Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17404


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Full Text
ANNO LXV NU
**
^^^^^i
PARA A CAPITAL 13 LICARES 0\Di: XlO SE PA Por tres mezes adiantados.
Por seis ditos idcm.....
Por um anuo idem.....
Cada numero avulso, do mesmo dia.
I
383000
J100
QUINTA-FMRA 24 DE JANEBgO DE 1889
H
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
13*500
Por seis mezes adiantados .............
Por nove ditos idem................. 200000
Por um auno idem ....... 27*000
Cada numero avulso, de dias anteriores .' #100
DIARIO DE PERNAMBUCO
Tropriedade de ZManod 3nxjueirca de Paria # SHl^cs

Os Srs. Amede Prin-
ce & C, de Pars, sao
os nossos agentes ex
elusivos de annuncoi >
e publicares na Fr an
$a e Inglaterra.
IHSTRDCqO POPDLAR
AS GRANDES HYE\"(0ES
ANTIGS 1 MODERNAS
AS
Sciencias, industrias e artes
~~
(Continuajao)
A aravurn
A gravura talvez de todas as artes a primei-
ra que se praticou, porque se encontram diffe-
rentes pegas de metal cobertas de ornatos ou
figuras gravadas pelos cgypcios romanos e gre-
gos. Pode mesmo menciouar-se um exemplo de
gravura entre os hebreos, pois que na tiara do
summo pontfice colocava-se urna lamina d'oiro,
sobre a qual eslava gravado o nome de Jehovali
(Deus). Todava a gravura propriamente dita
nao existe de ha muito ; nao remonta senao a
epocha da Renascenca, quando se descobrio em
Italia o meio de tirar em papel provas de urna
chapa de metal gravada.
A gravura urna arte de mil formas e proces
cessos. Como o espirito dos nossos jovens lei-
tores se poderia extraviar pela diversidade de
tantas descripcOes, limitar-nos-hemos a dar a
conhecer os prcessos de gravura mais usados,
e poremos de parte muitos prcessos ou metho
dos de importancia inferior, de emprego espe-
cial, raro, ou que nao corresponde senao ao ta-
lento de cerlos artistas ou ao imperio da moda.
Collocados neste ponto de vista, podemos divi-
dir em dous grandes grupos as diversas especien
de gravura 1. a gravura em concate ou talha-
doce, que se executa sobre metal; a gracwa em
relevo, que se executa sobre madeira ou metal
tambem.
GRAVURA EM CONCAVO 00 TALHA DOCE
A gravura em concavo comprehende a gravura
ao buril e a gravura agua-forte.
A gravura ao buril amis antiga de todas c
foi descoberta em 1451 pelo florentino Maso
Finiguerra. Este artista que acabava de gravar
urna chapa de prata para a igreia de S. Joao df
Florenca,procurouo meio de tirar para gapel
Officios :
Ao coflselhf iro presidente da relago do
Recife.Accuso o recebimento do officio n. 3169
de 3 do corrente no qual V. Exc. partecipou ha-
Vmc. em officio de 3 do corrente sob n. 4. auto
riso-oa or de novo era praca com o praso de
cinco dias, dito arrendamento.
Ao promotor publico da comarca de Bui
ver naquella data o desembargador Joaquim Jos que. Fico sciente do assumpto do officio que
. meio
urna prova 'aquella gravura. Consegtrlo estt'' boatao. Informe Vmc. oque ihe constar sobre
1,-_1_ __ .. llf .... ,1 .. ^..^nn-n'ii .ll tinto Iv n nnn(mntn Ja (tiilxnn nkni'A '\aarm>tltno wr\*-
resultado modificando a composico da tinta ty
pographica e a forma do prelo de mao que aca-
bava de ser inventado, poucos annos antes, por
Gutenberg e seus socios ; d'esla maneira inven-
tou elle as estampas gravadas, das quaes os an-
tigos nao tiveram idea alguma
Como a gravura nao servisse primitivamente
senao para ornar as ioias, se- se usavam chapas
de mu pequeas dimensoes, e o metal que se
empregava era a prata. Quando se quir, como
Maso Finiguerra, gravar chapas de grandes di-
mensoes para tirar provas sobre papel, as quaes
receberam o nome de estampas gravura ou gra-
vura, substituio-se pela prata um metal menos
precioso, o estanho. Mas o estanho um metal
tao brando que mal supporta a tiragem de
Tinte provas sobre papel Foi o celebre Marco
Antonio Raimondi que substituio o cobre ao es-
tanho para a tiragem das estampas. Este gran
de mestre, um dos primeiros inventores da gra-
vara ao buril, levou bem depressa esta arte a
perfeico. Deve-se-lhe a reprodueco das pnn
cipaes pinturas e desenhos de Raphael, e sua*
obras que remontam mesmo a origem da arte
sao um dos mais bellos monumentos do genio
humano. Depois de Raimondi, substituio-se ao
cobre o ac, que por ser extremamente duro,
supporta as maiores tiragens que se podem pro
duzir. Urna chapa de cobre nao da mais de
tres a quatro mil provas, e urna d'aco pode pro
duzir at vinte mil.
(Continua).
PARTE 0FFIC1AL
fioverao da Provlaela
EXPEDIENTE DO IfIA 8 DE JANEIRO DI 1889
Actos:
O presidente da provincia resolve, de con-
formidade com a proposta do Dr. chefe de po-
lica em officio n 22, de hontem datado, nomear
o tenente Joao Auspicio Chaves eo ciddo Vea-
iaciano Jos de Mello, para os lugares de subde
egado e 1 supplenle do 1* dist: icio do termo de
Canbotinho.
0 presidente da provincia resolve, de con -
formidade com a proposta do Dr. chefe de poli
cia em officio n. 23, de hontem datado, exonerar
o tenente Eduardo Jos Alves de Mello, do cargo
de Io supplenle do delegado do termo de Canbo-
tinho, e nomear para substituil-o o alferes Do-
mingos de Oliveira Cuvalcanie.
I O presidente da provincia resolve, de con-
fonnidade com a proposta do Dr. chefe de poli-
ca em officio de hontem datado, n. 24, nomear
para o lugar de Io supplente do subdelgalo do
1 dislricto do termo de Grvala, o actual 2* sup
Siente Joao Teixeira de Araujo, em substituico
e Jeronymo Gomes da Suva, que mudou-se do
mesmo districto.
dem, nomeando 2 supplente o actual 3'
ABtonio Gavalcante de Albuquerque epara o lugar
des te o cidado Mancel do Caruio e Silva.
O presidente da provincia resolve, de con
formidade com a nroposta do Dr. chefe de poli
cia em officio de hontem datado nomear o com
mandante da Ia estacao da guarda cvica, alferes
Francisco de Paula Standes, para o lugar de sub-
delegado da freguezia de santo Antonio desta
capital em substituicio do tenente ajudante do
corpo de polica, Severiano Vieira da Pai, que
tlcou dispensado do referido cargo, conforme me
soliciten o respectivo commandante.
O presidente da provincia resolve, de con-
formidade com a proposta do Dr. chefe de poli-
ca em officio n. 31, de hontem datado, nomear o
alferes Luiz Jos Antunes para o lugar de lusup
pente do subdelegado da Graca, em Bubstituicao
So bacharel Alexandre Hemardino de Figueire
do Res e Silva, qu nSo acceitou a nimeacao.
O presidente da provincia resolve, de cou-
formidade com a nroposta doDr. chefe de poli-
ca, em officio n 30 de hontem datado, remov- r,
por conveniencia do servico publico, o alferes
commandante da 2* estacao da guarda cvica, Luiz
los Antones para a 6* e o desta Josu Materno
de Axevedo Santos para aquella.Commonicou
se ao Dr. chefe de polica e ao inspector do The -
aro.
de Oliveira Andrade assumido o exercicio de seu
cargo.
Ao brigadeiro commandante das armas.
eferindo o requerimento de Luiza Mara Vieira
da Silva, sobre que versa os officis desse cora-
mando, de 10 de Dezembro lindo e 2 do corrente,
sobns. 3729 3, auloriso V. Exc. a conceder
baixa dolservico do exercito e por erajliberdade o
recruta Cyrillo Vieira da Silva, visto ser elle filho
nico e arrimo da peticionaria, conforme pro-
vou-
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Transmiti a V. S. para os flns convenientes, o
officio por copia, de hontem datado, em que o
i'x-juiz de direito da comarca de Palmares, Luiz
Ignacio de Mello Barreto, declara ter acceitado
o" lugar de chefe de polica da provincia das Ala-
goas, para o qual foi nomeado por decreto de 1
de Dezembro lindo -
Ao mesmoCommunicoa V*. S. para os
fins convenientes que o Dr. Manoel Clementino
de Oliveira Escore! deixou hontem o exercicio
do cargo de promotor publico da comarca desta
capital.
Ao mesmo-Communico a V. S. para os
flns conveeientes, que o desembargador Joaquim
Jos de Oliveira ndrado assumio no dia o do
corrente o exercicio das funecoes de seu cargo
Ao mesmo.Tendo chegado a ordem do
Thesouro Nacional conlendo a distribuicao de
crditos para o actual exercicio do oanceir,
mande V. S. satisfazer o pedido de fructas c
verduras para a escola de aprendizes marinhei-
ros, na importancia de de 2o97O0, de que trata
sua iniormacao de 3 deste mez, n. 5 Commu-
nicou-se ao commandante da escola.
Ao mesmoExpeca V. S. suas ordens
para que o Ministerio da Marinha seja indemni-
sado pelo da Guerra da importancia de 801000,
proveniente de dous mil tilos de cabo velho
fornecidos pelo Arsenal de Marinha ao de Guer-
ra, conforme solicitou a alludida inspecc;ao em
officio de 7 do corrente n. 5.Remetto-Ihe a res-
pectiva conla.
/ o inspector do Thesouro Provincial.Re-
mettendo a Vmc. a inclusa tonta na importancia
de lo<700, relativa concesso de passagens na
estrada de ferro do Recife o S. Fraocisco a um
official e oito pracas do Corpo de Polica no mz
de Novembro lindo, autorizo-o a mandar pagar a
quantia de 24900 nos termos da sua informacao
n. 12 de 4 do corrente e a de 12*800 por conta
da verba-Eventuaesdo exercicio vigente.
Communicou-se ao inspector da estrada de ferro.
Ao mesmo.Informe Vmc. se existe n'essa
reparticao o documento a que se referi o Sr.
contador na imformaco prestada a respeito do
recurso dos herdeiros de Manoel Antonio de Je-
ss, annexo ao officio des se Thesouro de 31 de
Outubrode 1887. n. 918.
ao mesmo.Declaro a Vmc. que de accor-
do com a sua informacao de 4 do corrente sob
n. 5, uidcferi boje o requerimento de Joaquim da
Silva Carvalho, referente a dispensa de annuida-
des 4b apparelho da Companhia Recife Dainage,
collocado na casa n. 16 da traressa do Gaz, da
fraguezia de S. Jos dessa cidade.
Ao dgltpdo de hygiene do termo de Ja-
o assumpto do incluso abaixo assignados, por
copia, de proprietarios, negociantes e moradores
na cidade de Ja boa tao.
Ao juiz de paz do 1." dislricto da parochia
de Nossa Stnhora do Rosario de Cruangy.- De-
claro a Vmc. em resposta ao seu officio de 28 de
Dezembro lindo que ao juiz de paz em exercicio
cabe o servico da direccao e inspeceo do regis-
tro civil vista da disposico do art. 2. do res-
pectivo regularaento.
- *.' commissao nomeada para dar parecer
sobre as plantas e mais documentos relativos ao
engenho central de Serinhaem. i Remello a Vmcs.
o plano das obras projectadas no engenho cen-
tral de Serinhaem, e desenho dos apparelhos, a
discripeo do processo do fabrico do assucar,
urna lista de taes apparelhos e a planta do local
do mesmo engenho, afim de que emitlam o seu
parecer a respeito, tendo em vista os respectivos
contractos
A commissao incumbida de agenciar pro-
ductos para a Exf.osicao Universal de Pars.
Constando de aviso do Ministerio da Agricultura,
Commercio e Obras Publicas de 27 de Dezembro
ultimo, .sob n. 25, haver sido remettida a com-
missao brazileira para a Exposic&o Universal de
Pars toda a quantia de 300:000*000 concedida
pelo poder legislativo para auxiliar as despezas
com a apresentaco dos specimens de industria
e produccoes nacionaes na dita exposico, assim
o declaro a Vv. Ss. a proposito dos 32 caixcs
feitos do Arsenal de Guerra para acondiciona-
mento dos productos desta provincia. -Commu-
nicou-se a Thesouraria e ao Arsenal de Guerra
Respondo o officio n. 12 > de 19 de Dezem-
bro findo da Cmara Municipal do Recife, en-
viando copia do que me dirigi a respeito em 2
do corrente mez sob n. 6 o Dr. qhefe de polica
e lembrando a mesma Cmara que pode recorrer
aos meios judiciaes para fazer de mol ir as obras
taitas a despeito das disposicOes legaes e das or-
dens da municipalidade.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faga transportar ao presidio de Fernando de No-
roiiha, por conta do Ministerio da Guerra, o cor-
netciro do 14. batalhao de infantaria Avelino
Jos Bezi'rra. Communicou-se ao brigadeiro
commandante das armas.
EXPEDIENTE DO DR. SECRKTABIO
Officio:
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda. 0
Exm. Sr. presidente da provincia, manda remet-
ter a V. S. a inclusa ordem do Thesouro Nacio-
nal n. 222.
EXPEDIENTE DO DIA 9 DE JANEIRO DE 1889
Actos : |
- O presidente da provincia, resoirc, de
conformiilade com a proposta\do D.\ chefe de
[Kilicia. em officio n. 34 de hontem datado, de-
mittir a U-m do servico publico Francisco de
Paula Men les do cargo de alferes commandante
da 1' Mttffto da guarda cvica e nomear para
sulistituil o o sargento da mesma guarda Anto-
nio Luiz de Sena Cavalcanti. Communicou se
ao Dr. chefe de polica.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu Elisa Candido de Figueiredo Mel-
lo, professora da cadeira de ensino primario .de
Pedra Tapada, e tendo em visia a informacao u
S de 5 do corrente mez do inspector geral da
Instruccao i'ubliea e o attestado medico exhi-
bido, resolvexnnceder 4 peticionaria 3 mezes de
licenca, com ordenado, para tratar de sua saude
onde Ihecoiivier.
Offi ios: .
Ao inspector da Thesouraria de Faxeuda.
Communico a V. S. para os fins convenien-
te, .|ue o bacharel Alfonso Olinden.-e Ribero
ileSouz.em 7 do corrente mez, assumio o
eX'Td io do cario de 2' pro.ixtor publico da
comarca d>*ia capial.
Ao Tiiesooro Provincial. D.i:laro a Vmc,
para os devidiS *:ffeitos, que justifico a- falla9
de exercicio da tas por motivo de molestia, se-
Sdo consta de attestado medico, nelo continuo
BeThesouro, Mirtinho Joao Torres Holim. du-
rante o mez de dezembro lindo, de que traa a
informaC'io dessa insliectoria de hontem datada,
sob a. 18.
* Ao mesmo- Nao tendo ha*uto licitantes
ao arrendjpento da saleta que serve de bote-
quim noTneatro Santa Isabel, segando participu
Vmc. me dirigi a 25 de Dezembro (Indo, e lou-
vo-o pelos esforcos que tem empregado no sen-
tido de ser a le do registro civil executada pa-
cificamente nessa comarca ; esperando que con-
tinuar a esclarecer cora seus conselhos e expli-
cares a populago ignorante.
Ao juiz de paz, presidente da junta de alis-
tamento militar da parochia de Nossa Senhora
das Montanhas de Cimbres. Determino a Vmc.
que, sem perda de tempo, designe novo dia
Sara a reuniao da junta de alistainento militar
essa parochia, afim de dar comeco aos respe-
ctivos trabalhos concernentes ao auno proxirac
passado, cerlo de que ao Dr. chefe de polica re-
coramendo a expedicao de ordens no sentido de
serem fornecidas as mesmas juntas as listas de
ue trata o nico do art. 14 do regulanento de
7 de Fevereiro de 1875.
Igual ao juiz de paz da parochia de Santa
gueda de Pesqueira. Fizeram-se as commu-
nicagoes necessarias.
EXPEDIENTE DO DR. SECRBTABIO
Officios :
Ao brigadeiro commandante das armas.
S. Exc. o Sr {presidente da provincia manda
communicar a V. Exc. para os fins convenien-
tes que no seu officio n. 47, de hoje datado, pro-
ferio o despacho seguinte :
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda pa-
ra providenciar convenientemente.
Ao Dr. chefe de polica. De ordem de
S. Exc. o Sr. presidente da provincia transmiti
a V. S., para que sirva-se de informar, quanto
ao que fr de sua competencia, os officios do
promotor puBlico da comarca de Boa Vista, re-
lativo a visita feita a cadeia dessa villa, e do
inspector do Thesouro Provincial datado de 1
27 de Dezembro findo.
Ao Io secretario da Assembla Legislativa
Provincial. De ordem de S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia respondo ao officio de V. S.
de 8 do correte, n. 1. a respeito do pagamento
dessa Assembla declarando que o mesmo Exm.
Sr. aguarda a dissolugo das petiges dos inte-
ressados que foram a informar ao Thesouro
^Provincial para resolver acerca do assumpto.
Ao Dr. 2o promotor publico da comarca do
Recife.-S. Exc. o Sr. p esidente da provincia,
inteirado do assumpto do officio de f do cor-
rente mez, recomraenda a V. S. que remella a
certido de seu exercicio.
EXPEDIENTE DO DIA 10 DE JANEIRO DE 1889
Actos:
Dr. secretario do governo desta provincia
fique na intelligencia de que nao devem ser in-
cluidas na col I eccao das leis e resolugoes provin-
ciaes dous decretos hoje publicados nos jornaes
desta capital pelo vice-presidente, Barao de Caia-
r ; porquanto a nublicagao de ambos foi sus-
pensa por actos desta presidencia de 24 de Ou
tubro findo e 2 de Janeiro corrente.
O presidente da provincia resolve declarar
que o alferes nomeado por portara de 5 de No-
vembro ultimo para a 3* companhia do 65 bata
lhao do servico activo da guarda nacional da co-
marca de Olinda, chamase Vicente Fernandes
da Costa Lima e nao Vicente Ferreira da Costa
Lima como por equivoco foi escripto na mencio-
nada portara.Communicou-se ao commandante
superior.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica era officio
n. 38, de hontem datado, resolve exonerar Jos
de Siqueira Passos do cargo de 1" supplente do
subdelegado do districto de S. Benedicto, do ter-
mo de Quipap, e nomear para substituil o Ma-
noel Joaquim Ribeiro Campos.
O presidente da provincia resolve, de con-
formidade com a proposta do Dr. chefe de polica
em officio n. 39, de hontem datado, exonerar Joo
Francisco Xavier da Fonseca do cargo de subde-
legado do 1 dislricto do termo de Bom Jardim e
nomear para substituil-o Jo alferes do corpo de
polica Joao Bento da Silva Valenga. Comrauni-
cou-se ao commandante do corpo de polica.
O presidente da provincia resolve nomear
Andrelino de Souza Mariins para o lugar de 3*
supplente do juiz municipal e de orphaos do
termo de Villa Bella, passando o actual 3*, te-
nente Galdino Gongalres de Lima para o lugar
de 2 na forma da lei.
Ao nomeado Oca marcado o prazo de dous me-
zes para prestar o juramento do e3tylo.Cora-
inunicou-se ao juiz de direito da comarca.
O presidente da provincia, de conformida-
de com a-proposta do administrador dos correios,
em officio de hontem, sob n. 19, resolve, nos ter-
mos da lei n. 2794 de 20 de Outubro de 1877,
nomear Paulino Baptista de Siqueira para o lu-
Sar vago, de agente do correio da villa de S.
os do Egypto.Communicou-se ao administra-
dor dos correios.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu o conductor de trem de 2* classe do
Srolongaraento da estrada de ferro do Recife ao
. Francisco, Antonio Vicente de Magalhes Filho,
e tendo em vista o attestado medico exhibido,
resolve, nos termos do dec- n 4484 de 7 de
Margo de 1870, proragar por dous mezes, com
ordenado a que tiver direito, a licenca de 30 dias
que lhe foi concedida pelo engenheiro director
interino do mesmo proiongamento, para tratar
de sua saude.
O presidente da provincia attendendo ao
ue requereu o promotor publico da comarca de
lores, bacharel Jo&o Quimiliano de Azevedo e
Silva, resolve conccder-lne tres mezes de licenca
cora os venciraentos a que tiver direito, para tra-
tar de sua saude, devendo o peticionario entrar
no goso da mesma no prazo de 40 dias.
Officios :
Ao inspector do Thesouro Provincial.Fica
approvado o contracto de locagao da casa, per
tencente a Severioo de Souza Saraiva, para servir
de quartel ao destacamento da villa de Boa-Vista,
I-pelo prego de 8/ mensaes, a contar de 1 de Junbo
ultimo e pelo tempo que convier administra-
gao.
O que declaro a Vmc para os devidos effeitos
e em solugao de seu officio n. 16, de 8 do cor-
rente mez. Communicou-se ao Dr. chefe de po-
lica.
Ao mesmo.De accordo com a sua infor-
raagao n. 17 de 8 do corrente, autoriso Vmc. a
mandar pagar a Manoel Gongalves Agr a in-
clusa conta na importancia de 514000 relativa
ao enterramento de tres pracas do corpo de po-
lica, a que se refere o officio do respectivo com-
mandante de 31 de Dezembro findo, n. 124.
Communicou-se ao commandante do corpo.
Ao inspector geral da Instruccao Publica.
Ten lo em vista o officio de Vmc, n. 9 de 8 do
correte mez, recommendo-lhe que me informe
a razae da demora do processo disciplinar a que
est resiKjndendo o professor Luiz Eustaquio da
Conceigao Pessua.
Ao presidente da Cmara Municipal de Bom
Jai-diiii.Declaro a Vmc, em resposta aos seus
offi'ios de 3 e 30 de Dezembro findo, que fica
approvado o acto pelo qual a Cmara desse mu-
nicipio aomeou o cidadao Olympio Lucena Bar-
bosa da Silva para servir o lugar de escrivio do
juiz d- paz do 1.* districto da parochia de San-
t'Anha de Bom Jardim, por estar de accordo com
o que prescrevem os rticos 86 e 87 do decreto
n 9420 de 28 de Abril de 1885.
Ao .* juiz ile paz do districto de Cabrob.
Para resolver sobre o assumpto de seu officio de
22 de Dezembro findo recommeodo a Vmc. que
jante documento comprobatorio do que allega no
presente officio.
Ao juiz municipal de Ouricnry.Transmit-
tindo a Vmc. as copias que solicitou no final de
s"eu officio de 2 do corrente mez, recommendo-
lhe que .no prazo de 10 dias d a resposta que
lhe foi exigida em officio de 28 de Dezembro
findo.
Portaras:
Para os devidos effeitos communico a C-
mara Municipal de Nazareth que no recurso in-
terposto pelo cidadao Antonio FerreiraJlaptista
do acto pelo qual a mesma Cmara ceitou as
arreraatagoes de impostas feitaB por Margal Emi-
liano Camello Pessoa, de que trata o seu officio
de 2 do corrate mez, profer Boje o seguinte
despacho:
Em vista dos motivos expostos, dou provi-
mento ao recurso interposto do acto da Cmara
Municipal de Nazareth que aceitou as arremata-
gOes de impostas feitas pelo cidadao Margal-Emi-
liano Camello Pessoa, e determmo Cmara que
sejain novamedte levados praga Q ^feriaos
impostos.'
O Sr. gerente da Companhia Pernambu-
cana de Navegagao mande dar passagem de proa
at o presidio de Fernando de Noronna, no vapor
Jue para ah segu a 12 do corrente, a Mara
orphiria da Conceigao mulher do sentenciado
Lourenco Justiniano Patriarcba de Messias e a
cinco fllhos menores, Mjmoel, Francisco, Maria,
Joao e Jos, por conta das gratuitas a que o go-
verno tem direito Communicou-se ao director
do presidio.
EXPEDIENTE DO DR. SECRETARIO
Officios :
Ao Dr. Chefe de polica.S. Exc o Sr.
presidente* da provincia manda communicar a
V. S. que no seu officio de hoje datado, sem nu-
mero, proferta o despacho seguinte:
>p Dr. inspector do Thesouro Provincial
para providenciar convenientemente.
ao gerente da Companhia Pernambucana
de navegacAo.De ordem do Exm. Sr. presidente
da provraaia accuso o recebiraento do officio de
hontem no qnal V. S. participou que o vapor
Mandah seguir para os portas do sul, at Ara-
caj, no dia 16 do corrente, s 5 horas da tarde,
---------m
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 22 D
JANEIRO DE 1889
Antonio Francisco Cordeiro de Mello.
Deferido de accordo com as mformacoes.
Amelia Alves de Lima Grondim.Nao
ha que deferir.
Archimedes Frederico Kiape da Costa
Rubim.Indeferido por i ter. obtido dous
mezes de licenca.
Constantino Jos Teixeira Torrea.In-
deferido.
Francisco de Sonsa Leal.Informe o
Dr. juiz de direito da comarca de Bom
Jardim.
Henrique Florentino da Silva Santiago.
Aguarde a hasta publica.
Bacharel Joao Zeierino Pires de Lyra.
Permitto que se tirem copias das plan-
tas, recolha-aa o supplicante a secretaria
do governo dontro de 60 dias.
Joatma Prxedes de Albuquerque. Ne-
g provimento ao recurso pela* rasOes
produzidas pelo Dr. inspector do Thesou-
ro Provincial com as quaes me conformo.
Jos Antonio de Oliveira.Indeferido.
Joa Joaquim de Siqueira Varejao.
Deferido, com offici* cfcjtoje ao inspector
do Thesouro ProvinciaL
Joaquim Agripino Furtado de Mendn-
ca.Informe o Sr. inspector da- -Tbesou-
raria de Fazenda. t
Capitao Manoel Aceioli de Moura Gon-
dim.Nao ha que defer* s
Maria Francisca da Cocic3o.-Inde-
ferido.
Maria Amelia Forjaz de Laeerda. -
Sim, mediante recibo.
Rita de Cassia da Fonseca.Informe
o Sr director da Escola Normal.
Trajano Osiaa Gomes dos Santos.
Neg provimento ao recurso em face das
raz8es do Dr. inspector do Thesouro Pro-
vincial, com as quaes me conformo.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
bnco, 23 de Janeiro de 1889.
O porteiro,
F. Chacn.
Repart?o da Polica
SL seccao.N. 82 Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 23 de Janeiro de
1889. IUm. e Exm. Sr. Participo a
V."Exc. que foram hontem recomidos
Casade Detencao os seguintes individuos :
A' minha ordem, Honorato Julio dos
Santos, por disturbios.
A' ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio, Joaquim Francisco de
Araujo, preso em flagrante por crime de
furto; Hermenegildo Antonio de Arruda,
JoSo do Reg da Silva, Amaro Lourenco
Pereira, por embriaguez e disturbios ; Jos
Vicente de Carvalho e Joaquim Lopes dos
Santos, por disturbios.
A' ordem do do 1. districto da fregue-
zia de S. Jos, Galdino Lino do Espirito
Santo, Luiz Francisoo de Oliveira e Ma-
ria da Conceigao, por embriaguez e dis-
turbios.
A' ordem do do Io districto da fregue-
zia da Boa Vista, Lino de Jess Oliveira,
gueda Maria da Conceiclo e Narcisa Ma-
ria da Conceiclo, por embriaguez e offen-
sas a moral publica.
O delegado do termo de Floresta com-
munica que no dia 11 do corrente, no lu
jjar Tapera daquelle termo, foi capturado
o individuo de nome Jos de tal, conheci-
do por Gongo, all pronunciado por crime
de ronbo.
A mesma autoridade paxticipou-me an-
da que no dia 9 tambem deate mez, foi
capturado o individuo de nome Manoel
Nogueira da Silva, na occaaio era que
condtuia um cavallo pertencente a Anto-
nio Xavier Bezerra, morador em Trium-
pho.
Abrio-se o competente inquorito.
Participou-me o delegado do termo de
Garanhuns que no dia 16 do corrente,
no sitio AgroEte, do districto do Brejlo
daquelle termo, o individuo de nome Jos
Francisco de Vatoonoelloa, criminoso que
evadira-e da cadeia do referido termo, es-
tando a conversar coniF rancisco Soarcs de
Mello, armado de um bacamarte, aconte-
ceu disparar-so este, empregando-se toda
a carga no mesmo criminoso que veio a
fallecer quatro horas depois.
O subdelegado do districto tomou co-
nhecimento do facto, e procedeu a respeito
nos termos da lei.
Pelo delegado do termo de Limoeiro
foi preso o individuo Avelino Bispo de
Souza, pronunciado no da Gloria de Goi-
t, duas vezes, por crime de ferimentos
graves.
O cidadao Arthur Marques de Amor i m,
communica-me ter no dia 21 deste mez,
assumido o exercicio do cargo de subdele-
gado do districto da Torre, na qnalidade
do Io supplentb.
No dia 15 tambem deste mez, reassu-
mio o exercicio do cargo de delegado do
termo de Taquaretinga o cidadao Antonio
Elias do Reg Dantas.
No dia 19 tambem deste mez, no lugar
Salto do termo de Gamolleira, o individuo
de nome Antonio de tal, conhecido por
Buraco, espaucou brbaramente a Claudi-
no de tal, logrando evadirse logo aps o
crime.
O subdelegado do districto tomou co-
nhecimento do facto e procedeu a respeito
nos termos da lei.
O mesmo subdelegado participou-me
que na noite de 17 do corrente, os liber-
tos Jos Firmo e seu irmao Jorge, rouba-
ram ao proprietario do engenho Campa-
nha do referido termo, diversas fazendas
que foram aprehendidas, sendo presos em
flagrante aquellos criminosos que mais
tarde conseguiram evadir-se.
Acerca do facto procedeu-se nos termos
da lei
O Dr. delegado do Io districto da capi-
tal, participou-me que hoje, no Hotel Es-
trella, sito ra de Thom de Souza n. 8,
da freguezia do Recife, pertencente a Jos
Gil Pires, amanheceu pendurado e morto,
no sotao da casa o subdito portuguez Ma-
noel Teixeira Guimaraes.
Aquella autoridade tomando conbeci
meuto do facto, fez proceder a competen-
te vistoria pelos Drs. Gama Lobo e
Eduardo Silve ra, que declararam ter sido
a morte occasionada por asphyxia por es-
trangulagao.
Na bagagem do morto foram encontra-
dos diversos objectos proprios da arte de
selleiro. bem Como um relogio de algibei-
boira e a quantia de 2)5900 em dinheiro,
sendo tudo entregue ao cnsul de Portu-'
gal.
Procedeu-se a respeito nos termos da
lei.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Innocencio Marques de Araujo
Ges, muito digno presidente da provin.
cia. O chefe de polica, Antonio Firmo
Fifftieira de Saboia.
--------------^--------------
Thesouro Provincial
db8pach09 do dia 22 de janed10
de 1889
Hermenegildo Borges Diniz. Certifi-
que-se.
Antonio Ferreira Alves, Francisco de
Paula Penna, Francisco Ferreira Baltar.
A' Recebedoria.
Dous officios do director geral das
Obras Publicas. Ao Sr. Dr. contador
para sen conhecimento.
Henrique Florentino da Silva Santiago,
Jos Antonio de Pinho Borges, Benedicto
Marques Vieira e sua mulher. Ao Sr.
Dr. contador para informar.
Officio do fiscal da collcctoria de Be-
zerros. Ao Sr. Dr. contador para for-
uecer.
Bacharel Temoleao Peres de Albuquer-
que Maranhao. Offici do administrador da
Casa de Datencao. Ao Sr Dr. conta-
dor para osdevidos fins.
Manoel Joaquim Avellar. Ao Sr. Dr.
contador para sua sciencia.
Fielden Brothers. Ao Sr. Dr. conta-
dor para juntar copias.
RECIFE, 24 DE JANEDJO DE 1889
iletrospecto poltico do anno
- de 188S
POLTICA GERAL
< Concluido
Pde-sc calcular o estado de exaltaco a que
a presenja de Guilherme n levara o governo
italiano, por estas palavras de un telegramma
dirigido pelo Sr Crisp ao principe de Bismarck :
No meio do enthusiasmo que acolheu e
acompanha na capital da Italia o vosso augusta
raonarcha, amigo do nosso rei e chefe da im-
portante naco nossa alliada, o meu espirito
conmovido volta-se para vossa alteza. Eu que-
reria qut os echos que neste momento se ouvem
em Roma, chegassem al vos para dizerem-vos
quanto a Allemanha amada pelo povo italiano,
e em que alto valor tem elle a amizade desse
paiz, que os conselhos de vossa alteza tornaram
glorioso e grande. Que a nossa unto seja igual-
mente cordial e intima, para gloria de ambas as
dynastias, felicidade de ufaos os povos e em
bem da paz da Europa I >
Este idyllio telegraphico, a que o clancelltr
solcitamente correspondeu, nao traduzia fiel-
mente a variedade de nipressoes que a visita
imperial produzio na populacSo romana. O Sr.
Crispi esqueceu-se de communicar ao seu po-
deroso amigo que urna parte dessa populacio,
alm de achar excessivamente meticulosas, ba-
naes, as precaucoes empregadas pelo visitante
para n5o magoar o illustre inquilino do Vatica-
no, teve a franqueza rude, a incrivcl petulancia
de se nao mostrar to germanophila como cou-
vinha ao brilhante cumprimeuto do prgraeam:
official.
O procedimenlo do monardia da 'Allemanha
reprodnzio, nessa occasiao solemne, a perfeit*
imagem de urna das grandes contradic^ocs da
poltica desse paiz. Se, por um lado, o impe-
rio germnico se esforca por manteF urna neu-
tralidade dilicrl entre a llusia, conv queat nao
quer desavir-se, e a Austria que sua alliada ;
pelo outro, precisa haver-se do modo mais h-
bil e delicado para nao desgostar nenhum do&
poderes que se defrontam em Roma. Se a al-
lianga com o governo do Quirinal por falta de
colisa melhor, urna combina(;o til preponde-
rancia da diplomacia allem, a autoridade moral
do Summo Pontfice tornou-se ltimamente, per
forca de imperiosas circunstancias, um, auxiliar
tiecesjario poltica interna do principe de Bis-
marck, o arrependido autor do Kultwrkampf.
Guilherme II era hospede do chefe do poder
poltico italiano, ma3 antes de acceitar quaes-
quer obsequios do rei Humberto, resolveu ir
apresentar os seus re3peito3 ao successor de Pie
IX, ao representante desse outro poder que, com
quanto esteja j hoje muito compromettido, di-
rige anda avultadissimo numero de consciea-
cias na Italia e em todo o mundo. *
tomar mais expressivo o testemunho de
consideraco pelo papa, como que para res-
peitar-lhe as pretencOes soberana temporal,
o imperador lutherano, nao contente com o de-
dicar ao Santo Padre o primeiro dia da sua es-
tada na capital histrica, na capul orbis da aa-
tiguidade, havia tido o cuidado de mandar \tr
de Berlim toda a equipagem de ceremonia, t
libres, os proprios cavallos que tinliam de cob-
duzil-o ao Vaticano. Anda mais : por urna fic-
co nfenhosa, guiado pelo priaelpio da exler-
rilorialidade, parti com o seu sequilo da embai-
xada prussiana junto Santa S, alim de que e
soberano espiritual do Sr. Wradthorst, o pres-
tigioso chefe do centro do Reichstag, acceitasse
oor cdnvenQo, como directa e independeate 4e
qualquer outra, a visita que lh eslava prome-
tida.
Essas subtilezas de etiqueta n5o foram de cer-
ta estranhas ao reconhecimento, viva gratide
com que o principe de Bismarck recebara o va-
hoso auxilio de Leo XIII na campanea eleitora
de Fevereiro de 1887.
Como quer que a historia tenha a decidir-se
no tocante auctoria d'esses fecundos expe-
dienteg a verdade 6 que elles dispertaram ea
Roma a alegre musa do epigramma. Boitfm
quem perguntasse sea atmosphera do Quiri-
nal estava de tal modo empestada, que o impe-
rador Guilherme se visse obrigado a quareate-
nar no palacio Capranica, antes de entrar na
esplendida habitaco dos successores de S- Pe-
dro. Depois a discusso, tomando todas as fir-
mas da scolastica, versou sobre saber se os
cavallos possuidos pela casa de Saboia tinhaa
incorrido em excommunhSo maior, se as car-
ruagens imperiaes nao podiam chegar s portas
do Vaticano, se as nao puxassem os solidos na-
cklcmburguezes importados expresamente par*
o desempenho dessa misso .
Alm da irreverencia de taes gracejos, succe-
aeu que quando o cortejo do monarcha germ-
nico ia na direccao do palacio papal, por caire
duas filas de soldados italianos, cortaram pea
segunda vez o ar, em todas as direccoes, papeK-
nhos onde se via impressa a seguinte proclana-
co: 'fc*
Abaixo a allianca trplice I Viva a Franca*
Vivam a Alsacia e a Lorena! Vivam Trente
Trieste !
Imaginase quanto essas inopportunas maa-
festaces deviam ter contrariado o Sr. i risja,.
pelo que antes havia feito o antigo companheira
de Mazzin, em relaco nacionalidade francs
e ao papa-
Trataremos somente das questes mais impor-
tantes suscitadas entre a Italia e a Franca ta-
rante o anno decorrido.3 Os pequeos incidentes
de fronteiras ; a prohibicao. por parte do gabi-
nete de Roma, de que os missioaarios italianos
se utilizassem de passaportes fraocezes as si
excursoes pelo extremo oriente; a rivalidade cwf
stante entre os representantes diplomticos da
dous paizes junto ao governo da Porta; a vina-
cao do archivo consular da repblica franca*
em Florenca ; eis urna serie de factos por cera
irritantes,.mas que nao tiveram a imprtate,
nem apresentaram carcter de gravidade igual*
do aborto das negociaees referentes ao traclato
de commercio franco-italiano, e s notas vete-
mentes do Sr. Crisp relativamente a negocies '
de Massauah tristes negocios de que a ttats.
debalde tem procurado sahir-se airosamente-
Como se sabe, as relaces commerciaes euta
as populacoes frauceza e italiana regeram-a
duraute seis anuos pelo tratado de 1881. As
clausulas dessa coiiveiigo eram, pelo que a?
diz, igualmente favoraveis para ambas as naro-
nalidades. Todava, em Dezembro de 1886, a
governo da Italia cntendeu denunciar o la-
clado e reformar em seguida, cm sentido nas
ou menos prohibitivo, a paula geral das atta-
degas nacionaes. Sobre a base da nova taa
desejou aquelle governo concluir com o *
Franca outra convenci substitutiva da que ca-
via sido denunciada. Os coinraissarios itafiasK
que ne3se intuito foram a Paris, perderam caa-
pletamente o tempo e as fadigas da viageav
Ein compensaco de.i-se aproxjinadaarenks *
mesma cousa com os delegados ispcciaes 19a*
o governo da repblica enviou a Roma, qnaw*
vio que o tractado ia expirar, sem que e a*-
baixador da Franca naquella capital tivesse aa~
seguido chegar a qualquer acecrdo com pa-
sidente do conselho do rei Humberto. O na*
que se pode obter entao das duas partes fei ce
o tractado se prorogasse por mais dous ana
Os delegados franceses sujeiMpraiu-se j atax-
ias modiflcacoes da tarifa de 1884, mas *toav
ceitavim todas, porque iteadiam ntt





Diario de. Pernambuco--4Juiiita-feira 24 de Janeiro de J S9

Exii
fazel-o, sem prejudicar enormemtri >al san
Por parle da Italia allegavam-ae jnwMetaMter ettfaoa
razOes de igaal natureza : nao ha quem ignore co
mo a adrocacia jodwhd ao administrativa 6 fer-
til em argumentos caovinceates 0 que o -in-
teresse da Franca suggcria epaoi por ventura
mais acceitaveis qne os do lado contrario, por
quanto o Sr. Crispi, teniendo ceder aura mo-
mento de fraqueza^jetirou-sa tmab-uptoda 4is-
cusso, dando jar 'tatas todas- .ea^lilifieaeiaa
empregadas p*a o acedado.
Esse proccdainento m laato altivo, cansn
certa iraprensao oo jomalismo francez go-
verno da repblica nio ee expan lio em queixas,
nem em inanitaaer.Oee de (tea..'rodo : ao con-
trario, achou qae era mais amiente, e coaman-
te aos interesses do* dous povs fazer propos-
tas novas no assunrplj. FT-as, eom elleilo, em
Fevereiro, por meio de seu representante junto
ao gabinete romano. Teinpo perdido Os con-
selhciros do Quirinal limitaram-3C a indagar,
como nica resposta, se taes propostas eram
tenmtivas, ou serrara apenas de base para ne
;$0Yiacc8 ulteriores.
A' vista deeta pergunta, que tanto podia ser
ingenua, como filha da mais admiravel linura di-
plomtica, conveuceu-se o ministerio republica-
no de que nao devia insistir mais. Depois des-
sa rosolugao, porem, que o Sr. Crisp se lem
brou de oceupar a attengo dos seus collegas
de Paria com a leilura de contra-propostas que
ram de todo macceitaveis.
A triste moralidade desse acontecimento,
que os prod clores e consumidores de ambos, os
lados dos Alpes, estilo por igual sentindo os pes-
sinaos afeitas dessas divergencias internacio-
naes. Disso se queixara boje uns e oulros, e
eis tulvez o motivo porque o chele do gabinete
italiano aecusou posteriormente a Franca pelo ac
bamento das relaces cominerciaes coosjaules do
tractado que. elle foi o primeiro a denunciar,
e por cuja iunovaco parece nao se baver uva-
mente interessado.
Se exacto que todas as perturbacOes de or-
dem poltica leem a sua origem, prxima ou re-
mota, n'uma questo econmica, a crisc com-
mercial por que a Italia est passaodo, relativa-
mente a algumas de suas industria?, e era con-
sequencia daapplicaro da nova tarifa geral, nio
deve concorrer de modo em extremo insignili-
cante para azedar os .nimos em um e outro
paiz. O incidente dos protegidos francezes em
Massauah, que n'outro tempo seria um cusejtas-
pido de toda a importancia, lornou-se um ne-
gocio serio, em vista de laes circumstancas >.
Alm disso, a araisade da Allemauha, c !ah :/.
a espectativa do concurso da esquadra ingleza,
no caso de guerra, deram s notas do Sr. Cris-
p a respeito desse incidente urna energa que
toda a Europa qualiticou de excessiva.
(Contintm).
Cubramos o rosto?
Trauserevendo de urna folha da Baha a rese-
nba do que se pas- ou n'uma reunio promovida
pelo presidente dessa provincia, no pensamento
de seren tomadas" providencias referentes a in-
troducto e collocago de inmigrantes, o Jemal
do Recife de hontem aproveitou o ensejo, que
Ihe pareceu propicio, para mais urna vez malsi-
nai' o honrado presidente do conselho do gabi-
nete de 11) de'Marco, e os seas delegados em
Peroambuco.
Diz o contemporneo que nao sao somente as
provincias do sulS. Paulo, Minas-Gcracs e Rio
de Janeiroque se preparara para refacer o re-
gimen do trabalho. O Maranhoaccrescen-
ta o orgo liberal ha algum tempo despertou,
e actualmente a provincia da Rabia, por inicia
Uva do seu Ilustre presidente, esl envidando
mascuio esforz para a introdueco era grande
escala de immigrantes europeus ; e referindo-
se Pernambucoprosegue dominada pela
indiflerenra, governada por incapazes, fica alraz,
contentando-se era Jangar um olhar enternecido
sobre as suas irms, que despertara, que se agi-
lam, que lutam e que vivcm!
Registrando a explcita conlisso, proveitosa
ao actual governo, de que comeca a ganliar o
norte o movimento iramigracionista que desde
alguns annos se observa no sul, no intuito de re-
fazer-se o rgimen do trabalho, nao podemos
deixar de oppor contestaco s calculadas pala-
vras com que o contemporneo, referindo-sc
Pernambuco, assignalou a indifferenga com que
ella olha para suas irmas. indillennca que o or-
go liberal attiibue incapacidde dos seus go-
vernamtes.
Sem negar de todo ponto essa indifferenga,
que infelizmente se manifesta, e de longa data,
todos os respeitos e proposito de tudo,in-
differenca que lamentamos c umitas vezes temos
procurado i ombater,estaos longe de attri-
buil-a a incapacidde dos presidentes qne tem
lido Pernambuco, e antes, e ao invez do que
pmm o Jornal do Rerife, laucamos a sua respon-
sabilidadc conta da propria popuiago, que,
contrariamente aos seus iuteresses mais caros,
desprende-sede todas as cousas, moslra-se ap-
tica todos os emprehendinieiitos, escusa-se de
ter iniciativa, e at foge de coparticipar da que
parte dos poderes pblicos.
Ao passD que, nas provincias do sul. Pau-
lo. Minas, Rio le Janeiroformara-se associa-
eOes, e estas tomam a iniciativa nos melhora-
mento atis, nas propagandas proveitoaai, em
todas as qucstOes qne preoecupara a soeiedade
brasilea, secundando dest'arte. e cllicazmeute,
ainiciativa individual; nas provincias do norte,
e particularmente era Pernambuco, procede-se de
-modo diverso, entibiam-se o saoimos n'um quie-
tismo depioravel; e a imprensa, que no sul em-
punh i o facha civilisador, aqu alera-se ao papel
de malsinaJora, serve-se do camartcllo demoli-
dor para accelerar o movimento de derrubada !
A cjlpa dessa fallada inditferenca cabe, pois,
em boa parte imprensa do norte, que nao tem
oueridocollocar-se na altura das circumstan-
aa; cabe tambem s assembleas locaes, que,
obrepondo aos interesses geraes os dos corri-
lboM|(artidarios, perdem o tempo intilmente e
ao predispcm os elementos da regenerajo do
trabalho; nas cabe principalaiente aos povos
o norte do imperio, e com maiora de razio ao
de Pernambuco, que por ndole propria, por in-
veterados costume, atem-se esperar tudo dos
poderes pblicos, sem ao menos secuodil-o nos
aeus louvaveis esforgos.
lima prova, e de alta valia, de que saga cul-
aoa indillerenca cabe principalmente, uaque.i-
tfo da iiamigrarao para Pernambuco, sua po-
anliu;o, aos interessadoi mais directos no mo-
nto mmigrantista, cncoutra-se no que se
lem paaaado-de lous annos para i
O Exin. Sr. r. Ignacio Joaquim de Souza
Lefio, quaodo admnistrava esta provincia, con-
rociKiti aqu asta a resposta a reumo bahiana
-urna reuniaarno palacio areaidencial para tra-
lar^a da immigrai^o.' Essa reunio fea-se era
oaBwe do ana pwaado sob a ptesideucia do
aduiuustaafaa; o-aeiia re-
sultou a creaco de i.ma associaco, cujos lins sao
tratar de propagar i. ida da intioduccao de in-
migrantes o dos meios .pracos de.recebel-ose
acoommodal-os. prtvendo sua boa alimenta-
gao, tratamento e cellocagao.
Eslava HftflO dado o primeiro passo, Era o
irapuls vuato^o nadeaas pubiiceo ; era a iui-
aiaiiva taandaao asaampto. Maa lieou ala^:
iassoaag-o foi abaiaionada petos intereaaado^
directos aa rea^agio dos seus nns, dos osos
intuitos, e cegata tristemente, seai poder encon-
trar aaparo. ~
Onde asta, uo caso, a acapacidade dos admi-
nistradores da provincia ? O gae mais podiam
elles faaarna aspeciat
Posteriormente, o Exm. Sr. desembargaor
Olivcira Andrade pz-sc em actividade; percor-
reu grande parte da zona da provincia mais pr-
xima da capital, no intuito de cscolher trras
apropriauas ao estabateetmeata de nucleoa aoio*
niacs0 que alias j tiuha sido iniciado polo fi-
nado Dr. Manoel Eufrasio Correia, de saudosa
memoria ; ajustou a compra de alguns terreno-
entabolou correspondencia com o govemo im-
perial sobre taes trras e tudo mais que se re-
fere colonisagao; omfim fez quanto estava ao
seu alcance para que vingasse o peusamento co-
lonisador em Pernambuco. .
O illustre actual presidente, que poucos das
conta de governo, tem proseguido aecurada-
mente nesses trabalbos previos, preparatorios
para a rerepco dos colonos, c nutre o des-jo de
vel-os realizados em breve tempo.
O qac mais podiam elles fazer?
E, no emtanto, sao acoimados de incapazas,
e-lhes I angada a responsabilidade da proverbial
i dilFerenga da populagao, quando essa indifie-
r-nga quasi innata,eoproprio Jornal doRenfe
longe de combatel-a, incita-a, malsinando por
mero espirito partidario todos os seus adversa-
rios, e com particular ogeriza os* lllhos desla
provincia que ascendem ao poder !
Anda nao ha muitos das, o contemporneo,
contrariamente ao geral aecrdo, recebeu de
langa em riste a entrada do Dr. Rosa e Silva,
um pernambucano de talento provadopara o
Ministerio ; e ao conselheiro Joo Alfredo, dis-
ti ctissimo pernambucano, nunca poupou, nem
poupara jamis, acerbas censuras, invectivas e
as mais grosseiras insinuacOes ao seu nobre.
carcter.
Ser este um meio decente de dar alemos
iniciativa privada ? Ser por ventura pelo der-
rocamento dos caracteres e pelo alluimento dos
fundamentos da soeiedade que se pretende re-
animar a provincia de Ternambuco, insuar.do-
Ihe o pensamento de refazer o rgimen do tra-
balho f
O conselheiro Joo Alfredo, digno e Ilustre
presidente do conselhode ministros, ama de veras
a sua trra natal, e lem dado inequvocas pro-
vas desse seu cntranbado amor. Quando. pon m,
S. Exc. foi chamado a presidir o Gabinete 10 de
Margo, j eucontrou em vigor o orcamento do
anuo lindo, e esgotada, a pequea verba desti-
nada colonisago e immigracao.
O que; poda S. Exc. fazere fez por inler-
modio do seu collega da pasta da Agricultura
foi providenciar em ordem ser augmentada no
novo orgamenlo, agora em vigor, aquella verba,
que passou a ser 'de dez mil coutos do ris, dos
quaes foram allribuidos provincia de Peroam-
buco mil contos.
Correlatamente foram votados nesse orcaraen-
lo diversas autorisacOes e verbas para mclhora-
nientos materiaes, principalmente estradas de
ferro, j estando contractados os estados de una
d ellas.
E nSo aproveitar isso mmigrago '. E nao
teriu tambera valor especifico os contractos j
celebrados para a introduego de inmigrantes
no norte, inclusive a provincia de Peruambuco ?
Quando o honrado ebefe do Gabinete assim
demonstra o seu incendiado patriotismo, o seu
grande amor a ierra pernambucana, o Jornal do
Reafe, nervoso e abespiuhado, exclama que,
condemnada a olhar para suas innfis, Pernambu-
co aniquila-se, sendo presidente do consellio
o Sr. Joao Alfredo, qu. se dizia querer fazer
desla Ierra a grande patria pernambucana,
exemplo do Sr. Antonio Prado com relago a S.
Paulo!
Triste iusauia !
Nao, nao temos razo, diante do que se passa
no paiz em relago iinraigracao e colonisago,
para cobrtrmos o rosto.
R esse assumpto, os que esto mais adiantados
do que nosS. Paulo, principalmente,devem-
no iniciativa privada, semprc fecunda, sempre
til, sempre proveitosa.
E essa iniciativa de S. Paulo data de 1872; e
depois desse tempo os amigos do Jornal do Re-
cife governaram o paiz 7 anuos e 7 mezes, e
foram ministros diversos pernambucanosos
finados Ruarque de Macedo e Barita de Villa
Bella, de gratas recordagoes, e os couselheiro6
Soares Brando c Luiz Felippe de Souza Leo.
Porque nao cuidaran) os amigos do Jornal dv
Rerife de seguir as pegadas de S. Paulo ? Por-
que rasao aquellos Ilustres pernambucanos nao
incitaram, nao ampararam, nao desenvolvern]
as eurrentes migratorias da Europa para o norte,
para Pernambuco Porque razo nao lomarara
siquer a diauteira dessa questo, sabendo, como
devii.m saber, que os das da escravidao-osui-
vain contados, e era paeciso cogitar do it-faier o
trabalho nacional *
No o fizeram em to longo [icriodo ; e quer o
Jornal do Rerife que ludo fosse fcito em wto me-
zes, que tantos o decori idos depois de t3 de
Maio de 1888, c sem que o parlamento livesse
votado os indispensaveis meios!
Nao, repetimos,'nao ha motivo para que cubra-
mos o rosto em face do que- fJftfe colonisago c
immigrago tem feito outraa^imKias.
Havemos de vencer a geral hidlBerenra. Te-
mos j feito aflhnna cousa de bom no tocante ao
problema do trabalho : o orgamento geral contera
vprba para levarmos por diantc a solugo desse
problema; e elle ha de ser resolvido, Bteraf
de Deus, sem quebra dos principios, e nas mais
convinhaveis condigOes.
a5aaJS_
i ao parlamento
referir-se-ao a urna poca mais prxima daoael-
la em que Mr discutido o orgamento e desl'arte
rio governo e cmaras, com niaisprobabilj-
dada de aceno, fazer as suas previses. Deu-se
la.nliera ura passo para exercicio de urna das
mais importantes attribuigoes do corpo legisla-
iimi. a Hscahsacfio das despeas publicas.
O relatorio, que lem de ser apresentado at o
diadc Maio, devora ir ao-gULTlatuento acuupa-
nhado -lo batan o fceaiasno iloexercicio. i
es'aiiM'nlao no ultiawe tres mezas aditiatataaes,
isto e;a dfc.'es.de otTerecer eleaieato suff
fu i'ies para o exame Ja gesto dos negocios
pblicos.
N'eete aasumplo dc'discuaato de orcamento ha
aiuda muilo que fazer. Entre nos, coiboquasi
em todos os paizos de sjetema pariauusnlar, a
discusso do orgamento ollerece enscj.i nio para
oque se tem conveackmado 'abanar eaaaae da
/tolittra-genrrfe qrnMfto passa de rrorfrxttintei-
raraeiite local^ mas tambem para a demorada
exposigo de douirina e projectos sobre todos
os ramos da administrago. Dahi resulta pro-
tralilrcm-se as votagoes dos orgamentos e tor-
narem-se indispensaveis prorogages do periodo
legislativo, do que temos exemplo recanto.
Seria objeclo digno de estutio a conveniencia
'de adoptarmos, quanto possivel, o systema da
conlabilidade publica da Italia pela qual o par-
lamento e o povo ficam habilitados para Terifi-
car se a gesto (nanceira foi estril ou prove
tosa para a nagSo. As contnbuicOcs anterior
mente voladas c as despezas de carcter perma-
nente, indispensaveis para o andamento da ad-
iiiiiistrnL'o deveriam constituir um orcamento
provisorio, que, apresentaado nos primeiros das
da seeso legislativa, seria autonsado por tima
resolugo simples, indispensavel em presenca
do preceito constitucional. No decurso da ses-
so seriara pedidos pelo governo os crditos cu-
ja necessidade se fosse recoahecc ,do, iiropostas
as inodilicacOes cdnvcnicntes nos impostos, es-
tudadas as reformas e melhoramentos das re-
part cocs c servigos pblicos, discutidos osp o-
jeclos econmicos c fina:iceiros j agitados pu-
bfli menle.
As resoluges votailas e acompanbadas dos
meioS de trnalas effectivas sero incorporadas
ao orgamento provisorio que assim se tornara de-
finitivo ; as medidas que nao podessem ser
adoptadas no periodo legislativo, continuariam
a ser estudadas nas sesses seguintcs. Assim,
parece nos evitar-sc-hiamnos as prorogages
como esse intorminavel appendice de autorisa-
cOes que formam a parte principal das nossas
(eis de orgamento. -
O regularaento para execugo da le relativa
aos bancos de emOSftO desenvolve de modo acer-
tado as disposiges da medida legislativa, como
j tivemos occasio de dizer.
Folgamos de 1er no i uuico do art. 5i a sc-
guinte disposigo :
' As companhias entrariio para o Thesouro
Nacional ou Tiiesouraria de Fazenda com a im-
portancia do veucimento do3 respectivos fis-
caes, sob pena de lhes ser cassada a autorisa-
co.
Por mais de urna vez, e nao ha muito tempo,
tratando de um proiecto de bancos regiouaes
aprsentelo Assembla Provincial do Rio de
Janeiro, lembrmos, como medida exigida pela
dignidade administrativa, a cess..cao da pralica
de serem os fiscaes remunerados directamente
pelas eraprezas por elles liscalisadas. Assim
vejamos. jeneralisada disposigo to digna de
applauso.
Ao art. 6." do rcgulamento, que se refere s
companhias emissoras de hilhetcs ao portador e
vista con vert veis em moeda metallica, seqese
umparagrapho qne manda prevalecer para essas
companhias as disposigoes.dos arls. 2' :i"e.4",
quer quanto ao mximo e mnimo do capital de
cada una, quer com referencia emisso total,
que'nao portera exceder do triplo ue.........
*K).000:<.>00000.
D'este paragrapbo parece deprehenderse urna
limitago de capital e de emisso paraos bancos
de fundo raetallico, que se obrgarera a conver-
ter os seus billiete- em metal e vista. Ou no
entendemos bem a disposigo, ou contera ella
urna garanta escusada. Nao pode haver excesso
de emisso desde que os bilhetes sao inmediata-
mente convertiveis.
Assumindo a direcro dos negocios do imperio,
o Sr. conselheiro Ferrcira Vianna oceupou se
sera detenga de dous assumptos que recente-
mente tem oceupado a attenco publica: a refor-
ma da Eseola Normal e o pagamento da divida da
cmara municipal ao emprezario Lamberti.
Quando, ha algum tempo, sotratou de trans-
ferir a tiscola Normal para ura ponto afasladoda
cidade. e o exercicio das aulas, que soabriara
traite, liara a manh, procuramos moslrar que
esses projectos eram altamente inconvenientes e,
adoptados, trariam a ruina de to proveitosa in-
stituigo. Destinada as pessoas de parcos recur-
sos, classe onde podeiu ser encontrados os pa -
cientes educadores das criangas, a nossa Escola
Normal deveria estar situada em ponto central da
cidade, assim mais accessivel aos moradores dos
varios bairrus. e pela mesuia razo convinha que
as aulas fossera abertas era horas compativeis
com o exercicio de emprego, o deserapenho de
misteres ouaprestago de servigos dequeapqel-
las pessoas tirtram os meios de subsistencia.
larecau a principio que tinham sido attendidas as
considerages apresentadas pela imprensa; ma3
tarde fez-se a reforma como fora primitivamente
resol vi ia e inotil pareceu-nos insistir. Parece,
porem, que o actual ministro do imperio nao se
acha nteiramente convencido daperfeigo da re-
forma adoptada e isto nos anima a pedir a at-
tenco do governo principalmente para aquellas
duas necessidades que deixamos indicadas.
Nao aos arriscamos a analysodosprogrammas
de estudos, porque os consideramos materia re-
servada aos especialistas. Se, porm, virmosque
a tanto se abalanga a vasta illustrago do Sr. mi-
nistro do imperial, aproveitaremos a opportuni-
dade para pedir-lhe que estenda olhares piedo-
sos para o Imperio Collegio de D. Pedro II, de
onde programmas monstruosos pela accumula
gao Je materia afastam a mocidade estudiosa.
Ao raesmo tempo que attendia Escola Nor-
mal, estudou o Sr. ministro do imperio n'esta
semana outra que3tSo que nada tem de moral:
urna divida da lllma. cmara que em alguns an-
uos se elevou ao decluplo da somma prnUva.
Nas diversos instancias que percorreu a preten-
sSo Lamberti fei reconhecida como bem Linda-
da ; admiitimos que assim seja c que estejam
muilo llera accuiuulados os juros correntes, de
mora, lacros cossantes e dainos emergentes.
Apezar da sua reconhecida nabilidade, o Si. mi-
nistro doimperio, acreditam, os nao poder seno
cscolher entre dous males. A municipalidade ha
de, finalmente, pa^nrdez vezes o valor da divida
primitiva ; aproveitar ao menos to duraligo T

^"SliBi
SCIENCIAS
ft!OI.4M.I\
INTERIOR
A Semana
('jornal do Comnurcio da corte)
13 de Janeiro de !889
D'entre os actos administrativos da semana,
que alias nao fui frtil ne^ta especie, mercelo
aer mencionados o decreto que regulou o modo
de contar o auno lioaaceiro, dundo ao mesmo
tem o providencia sobre a liquidagao c paga-
mente das dividas de exereicio finos, e o que
approvou o regnlamento para execugo da le
relat.va aos bancos de emissiio.
. J I i vemos occasio de reconhecer a vaniageui
que para a contabilidade publica resultar da
disposicao legislativa, que rednzio o prazo ad-
dicioal ao anno ftnanceiro, bem eemo da Umi-
taco dos servieos qne podera ser realisados nos
Llf^AO DE ABERTURA DO CUR30 DE ANXHRO-
POLOGLA DE MR. A. DE QliATREKAOES SO
Mt'aEUM d'historia NATURAL DE PARS.
O Transformismo a Pnilosoptaia c o
Dogma
ll. Mas, cnlo, tem se me dito muitas vezes,
porque atacar as soluges apresentadas, porque
repellir hypotheses, talvez prematuras oj mes
mo chimeneas, mas que polo menos do urna
salisfaco, embora engaadora, a curiosidades
legitimas interpretando os factos que coafessaes
nao lio kr explicar? J que nao noj po-
dar a realidade, dejxae-noa illusOes, que
respoddem a imperiosos inslinctos e becessioa-
des intelleclu;ves.
1 umpre me repellir energicameute semelliaQ-
te raciocinio. Um erro tido por verdade e ge-
ralmente aceito nao se limita a engaar o pre-
sente, mas compromette o futuro. Quando,
-ada u sua luna, a verdade apparece, vquelle
erro, que preciso desapossar, constitue o pri-
meiro e o mais poderoso obstculo que ellaeu-
contra ; e muitas vezes a lu ta demoradae dif
ticil, A historia das sfieaclas fornece-nos mui-
tos exenapios em apoio dcsta minha assergao;
limitarme hei a recordar um delles que Iri-
sante.
Nenhum de vos ignora o rmmenso servikoque
Stahl prestou a ciencia, substituiado antiga
crenga aosquatro eleiBentos o concoito gerat
to justa da existencia decorpos simules e cra-
noslos. Ipso/acto transformou a Alquimia"me-
aiavel na chymica moderna. Mas na aptitea-
gao deste coneeito verdadeiri efie enganai s
redoadaiaente. PaeadMftio jDetaes erara ^agraer
compostos e os seus xfHM aj
im p lo contrario corpm
ira pensar ao estado de me
vacombinar-se com oque elle charaava o
phloffulico. Assim Stahl collocavaosignal -[- on-
de nos sabemos que se devia eellocar o ig-
ual e reciprocamente. Portanlo. a sua tbeo-
ria era radicalmente falsa ; entretanto, como ella
consegua ligar entre si a mor parte dos factos
cooiiecidos e explicar grande numero delles,
tbi adoj^ada uiiiversaUanaae e reinan aemcoti-
testao^fco ipiasi que poajMpafD de um aecnlo.
VeMlLavoisier e, applicaado pela prieara
*ez.Jalanga na aptac^gto-dos pawnowanos
chynnaas, raostrou (fue o a/^ para traus-
fuimaf*se em tem ve o aepesi augineulado
e reciprocamente a trra pardaiparte de sea-pe-
so para tornar-.-" m-iti. JaMrou, qne O \
adi|uerklo ou perdido em taas tianaformaees
era'Ppisamente igualao do ox^onao abaowi-
do otnafimlso, e d'abi tiwa a'eonehuo que
corpormnples erara oSmetaes o qn
erara os inesinos ni Hacs combnaJas a certa
quantidade de oxygeneo.
Porcerto. a deraonstrago era lio clara como
concludente; a taeoria de Slahl era manKes
lamente errnea e a de Lavoisier verdadeira.
Comludo o pblQgiatico cuawrvou numerosos par-
tidarios ; c no uumero dos que o nosso grande
reformador uo pode convencer, contavam-se
chymks de primeira ordem, cujo no:ne ser
sempre venerado. D*eulre elles citarei apenas
Sebele, que descobrio o choro e outros muitos
corpos simples e compostos, e Preslley que nos
fez conliCcer nove gazes e entre elles o oxyge-
neo. Arabos tinham estudado a composigo do
ar, solado os dous gazes de que se compe e
reconhecido o papel do ar t7af (oxygeneo) na
combusto e na respirago, e por isso era de
supnor-se, que fossera melhor |ireparados que
qualquer outro para corapreheuder o alcance e
a signilicago das experiencias de Lavoisier.
Eutretanto, embora confossando, que quanto
raais adiantavam-se na sciencia. meaos descor-
tinavam-Me as leis, permaueeeram liis a the>-
ria de Stahl e arabos raorreram ai.crcditaudo
anda no phlogistico.
Foi porque,ao encelaremos seus trabalbos lu-
viam abragado una Ihooria seductora mas fal-
sa ; haviam contrabido o habito Je accreditar
nella; e o mesmo habito, escondendo-Hies o erro
fundamental que couliiiha, nao os deixava cn-
xergar a verdade, porque a verdade achava-se
fra della.
Pode acontecer que um Lavoisier naturalista
venha algum dia desvendar o mysterio das ori-
gens do mundo orgnico : encontrar as theo-
rias transfrmistas ; ter de combatel-as c en-
contrar com tola a probabilidadeurna resisten-
cia tao tenaz como a que-ucolbeu o reformador
da chymica.
Ora', quero augurar me que sou de antemo
seu aliado, seu auxiliar, procurando derrubar
algulis dos obstculos que dever aonerai e fa-
zendo o que de raim depende para que encontr
o menor uumero possivvl de Sebeles e Pries-
tleys.
IV. Examinaremos estas tbeorias.e espero le
val-os a parllhar as miiilias coiivii;i;s. Has
antes disto curaprc-mo rectificar angus concei-
los errneos a que ellas deram lagar e tem sido
oppostos muitas vejes aos que como eu recusara
aceital-as,
A questa'o das origens do mundo orgnico de-
veria ter sido encarada lio somonte no ponto de
vista scienlilico. Infelizmente nao foi o que se
deu. A pblosophia e o dogma, ou raais pro-
priamente o philosophismo e o dogmatismo loma
rara para campo de suas luciasaquelle Ierren)
que llies devia ter permanecido estranho.
Logo cedo os livies pensadores tomaram con-
ta delle e revindicam a sua posse exclusiva.
Tem se esforgado para cstabelecer completa so-
lidariedade entre suas doutrinas philosophicas
e o transformismo sob a forma adoptada por ca-
da ura delles, e si quizerdes apreciar a intole-
rancia com que sustentara taes pretencoes, bas-
la-vos 1er alguns dos escriptos de Ikeckel, seu
artigo acerca de Agassiz (l) sua resposta a Vii-
chow (2).
esejaudo permanecer estranho a eslas polmi-
cas pessoaes, limitar-rae-hei a citar-vos o trecho
mais moderado do prefacio de sua p.ntbxopoge-
nia.
< Nesta guerra intellectual. que aeita toda a
bumanulade pensante e piepara para o futuro
urna soeiedade verdadeiramentu humana, v-se
dcjum lado, sob o esplendido estandarte a
sciencia, a libertugo do espirito, a verdade, aa-
zo, a civisago, o desenvolvimento e o progres-
so. No acampameiiiocoutraiinfileiram-se sob
j bandeira da liierarchia, a servidlo intellccuial
e o erro, o illogisraoe a rudeza dos costuraos, a
supersligo e a decadencia (3).
Reapparecem diariaraente, era muitas publica-
ces, as mesmas ideas, debaixo desla oudaquel-
fa forma e em termos raais ou menos edulco-
rados.
s-fe
E- natural que Uo altivas declarages, partin-
do de homens cujo valor sou o primeiro a reco-
nhecer, impressonem certas intelligencias, mor-
mente as da mocidade.
Quem quereria eonfessar-se soldado do erro e
if decadencia.* Q:ir-m dcixaria de ter a prcten-
co de amar a verdade, a razo e o progresso ?
Seriam precisos estudos demorados para apre-
ciar os fundamentos de assereOes lio altivamen-
te proclamadas ; por isso aceitam-as sem raais
exame e collocam-sea sombra da bandeira onde
leem estampadas tantas palavras seductoras.
Por outro lado os homens religiosos, os eren-
tes, vendo taes theorias invocadas diariamente
pelos seus adversarios, afaslam-se dellas com
terror. Tomam-nas pelo que dellas se diz e re-
putam invences diablicas aquellas doutrinas,
que se lhes aifirma serem incompativeis cora as
crengas que lhes sao caras.
A verdade que uns e outros enganam-se.
O transformismo nao tem com a philosopnia e o
dogma outras relages alem das que querem
emprestar-lhes. Creio que me sena fcil de-
monstrar com argumentos que assim e ; prefiro,
entretanto, proval-o cora factos e exemplos, re-
cordando o que peasaram a respeito sabios de
incontestavel autoridade. Destes, so me occu
parei com as opinioes dos que j nao sao mais
ueste mundo ; pois no que diz respeito aos que
anda vivera, reputo que s a elles pertence ma-
nifestarem-se acerca de questOes to ardentc -
mente controvertidas.
V. Poder qualquer um levar ao ultimo limite
a hberdade de pensar e repellir o transformis-
mo ? Os livres pensadores dizem que nao ; en-
ti etanto, eis um exemplo do que nesle poni as
suas assereoes nao tem fundamento.
De certo, sealguem mereceu a denominacSo
de livre pensador foi o meu collega Ch. Robin
de saudosa memoria, roubado antes de tempo -
sciencia que tanto Ihe devia. Ora elle repellio
sempre e enrgicamente a raais lgica e arreba-
tadora das theorias trausformistas-o Darwinismo.
Patenteou repetidas vezes esta apreciagSo c es-
creveu : o Darwinismo urna negao, urna ac-
cumulagao potica de probabilidades sem pro-
vas, e de explicagoes ainda por demonstrarcm-
se (4).
Foi anda mais severo n'uma occasio solem-
ne. Quando o nomo de Darwin figurou pelij
primeira vez na tsta dos candidatos ao titulo de
correspondente de nossa Academia das scicncias,
liz o que pode em pi de sua candidatura (5)
porque, deixando de Jado as theorias que j ha-
via combatido em muitas occasi5es, s levava em
conta a grande importancia da obra zoolgica e
aCi <* 1; i
;. 1U5O. I1X1I1 1 1 '-l ii
papel de ato e imparcial tribun-
praticando por assim dizer duplo
/'Contina/
ECONOMA
A fe
physiologica de Darwin,
Tive <
o desgosto de ver baldados os meas es-
forgos e entre os eollegns cora qne travei a luta
figurava Ch. Robin. Expressou se entao, re-
lativamente ao Darvinismo, no sentido do trexo
cima citado, com mais energa ainda, collocan-
do muit baixo os raerecimentos zoolgicos do
sabio inglez.
Por certo Ch. Robin nao menta a sua conscien-
cia, mais sendo especialmente anatomista e his-
tologsta, nao poda apreciar como eu o valor do
muitos dos trabalhos de Darwin. Sendo elle
proprio Iheorico, foi prjncipaflhentc debhixo do
ponto de vista das theorias apresentadas que elle
julgava o eminente candidato e repellia-o.
A Academia deu-lhe razo, mas pego licenca
para accrescentar, que si Darwm vio a sua can-
didatura malograda n'aquella occaaiao, foi eleito
n'uma das Vagas seguales. A Academia, que a
principio recusava admittir o theorioo'por de-
aJveriirea du .trausformisme (Mevue
SenM'afue-iffi,pag.5H.)
(2) Les preuves dk transformismo (traduclion
de J,;Soury.)
iyioc. cit. p. 42.
Jij Ihctiqmie w9P*4me'4# semeet **
(3) -lifique mop. SJ.
va Traasooatinen-
ta Knl-Aaneiieu 1
(Do Di'iro Official)
II
Os pontos extremos da frrea ria projectada
esto orientados de nordestea sudoeste, demo-
rando Valpeaizo acete o o Recife no opposto, e
interpondo se a alies a distancia de i,tm kil-
metros, a qual, Coioj se pinderou, acender a
6,6;0 em virtude das sinuosidades, que as pres-
cripjoes technicas obrigara a directriz da estrada
de ferro a sujeitar-seem preseiga daaccidenta-
bilidade do terreno percorrer.
Para bem apreciarem se os motivos determi-
nativos da preferenf ia do traende, no caso pre-
sente, necessario assignalarem se os pontos
mais notarais que seriam attingtuos pela recta
tragada entre as duas cidades para servirem de
pomos de coraparago, ou de base de operaces
na expressio geodsica, as referencias dos dilTe-
rentes tragados que forera suggeridos. Cumpre
porem, advertir, desde j, que nao inspirando
inteira confianca os mippas geograplueos da
America do Sul, nem siquer a carta topographie 1
doimperio, embora lio melhorada pela com-
misso da carta archivo em 1883. 6 de cautela
admittir-so urna tolci-ancia de desvio de i>0 kilo-
metros nos pontos que forera mencionados.
A reclaque partase do Recife em demanda de
Valparaso percorreria at a cidade de Palmares
toda a estrada de ferro inglezaRecife a S.
Francisco ; no valle do Jacuipe entrara na
provincia de Alagoas, onde passaria pelas villas
da Imperatriz e Palineira dos Indios penetrando
no valle do magestoso v Francisco, enlre as
villas de Traipe o de Assucar atravessaria o
rio para ua provincia do Sergipe approximar-se
de Siino Das depois de deixar o valle do grande
rio. Entrara na provincia da Babia: trausporia o
rio ltapicurt pouee abaixo da villa do Tucano ; a
estrada de ferro da Babia ao Joazeiro entre as
estagesde Serrinha e Salgada, na distancia de
pouco mais de 200 kilmetros da cidade da Baha:
penetrara pelo valle do Paraguass indo s villas
de Camiso e do Rosario para depois transpor este
rio e na sua margem direita cortar a estrada de
ferro Central ; entrara no valle do rio de koalas
sendo falvez necessariogalgara serrad>.-iiicor
ou outro presumido espigo da cordUheira ou
chapadas que sol diversas denomiivaeo.'s desta-
ca-se da Mantiqucira para servir de divisor das
aguas da raargem direita do S. Fraicisro e das
que buscam directamente o Ocano. Ainda no
mesmo valle do rio de Conlas passari 1 a linlia
por perto das villas de Brejo-GranJe, de rio de
Cootas ede Caetit, entrara de. novo no valle do
S. Krancisco que abandonara deidu Sergipe : d-
1 igir-se-liia a Monte Alto e atravessan lo o rio
Verde-Grande d-pois dajunerio do Verde-Pe-
queaoentrara 11:1 provincia de Minas margenado
oiriande rio ahilado mesmo lado at iraaspol-o
abaixo da coulluencia do Paraca!. cujo valla a
iinha percorreria passando uns 30 kilmetros
aiaixo da cidade do mesmo norae para logo aps
alcancar as vertentes da gnmde baca do Prata
rival da do Amazonas que nio lera superioravi-
siiiliaudo-se di cidade do Cala'o na provincia
de Goyaz ; transpdria o Paranahyba porto de suas
vertentes e de novo em territorio minciro avisi-
nhar-se-hiada cidade do Prata ; e delta passaria
provincia de S Paulo atravesando Ri)-Gran-
de uns 100 kilmetros cima de sua jnuecaa cora
o Paranahyba, e alera o Ticte entre as cachoei-
ras Avanhandava e Aracangu : atravessaria de
pois todos estes rios reunidos j com a dvnorai
nago de Para.v e na m.vrgem direita, perten-
cente paovincia de Matto-Grosso, atravessaria
os rios Pardo, WnhJina e Amambahy para gal
gando a sen'a deste nOme percorrer b eeritorio
norte da Repblica do Paraguay, passar m ir
gera direita do rio que Ihe da o nome na cou-
lluencia do Tacones, internarse nessa mraeasa
regiJo muito pouco exploradad-nominadaGran-
Cnooo, para somente depois de travessia de eer-
ca de 800 kilmetros deparar com territorio mui-
to parcamente habilitado. E' assim que depois
ile lo longa travessia apena3 Santiago del Es-
tero appareceria e ainda assim afastado para o
norte 130 kilmetros pouco mais ou menos, e per-
corridos outros 8>M kilmetros encontrara ah-
nha S. Joan, arredado tambera para o norte, uns
100 kilmetros e alinal Mendoza desviada cerca
de 180 kilmetros; enfrentada ento e vencida a
colossal barreira dos Andes que ahi limita as
duas Repblicas, passaria a linha da Argentina
a do Chile tocando nesta as cidades de S. Antonio
e Quillota e por ultimo altingindo Valparaso
seu termino no Ocano ratifico.
Tal de vera ser o tragado da estrada transcon-
tinental si somente condigo de offerecer me-
nor percurso s comraunicagOes entre os dom
Ocanos tivesse elle absoluta e exclusivamente
de subordinarse. Outras condigOes, porm,
alm dessa preponderam de modo decisivo em
semelhantes construccOes, precisamente no in-
Ltuito do obtef-se a desejada facilidade de com-
municagOes. Assim que obstculos physicos
3ue convem ladear si nao houver possibitidade
e remover as exigencias de solidez e de eco-
noma na execugo das obras, e as que affectam
as mltiplas relacOes polticas em suas variadis-
simas raanifestagoes ; e finalmente maior som-
ma de interesses de toda a ordem que cumpre
ao raesmo tempo resguardar e servir, impoem a
condico de celeridade submisso completa
est'outras.
Para nao fatigar aos que lerem estas linlias
far-se-ha conveniente a enumeraco dos incon-
venientes do tracado que foi descripto lalve
com exagerada minuciosidade.
Com elfeito, a recta figurada segu to pegada
a costa martima desde o Recife at a Babia que
atravessando toda parte Sul da provincia de Per-
nambuco. toda a de Alagoas e a de Sergipe,
cliega a da Baha sm a extenso de 600 kilo-
melrs, arredado somente 20) da capital. De-
duz-se dahi tae urna va-frrea nesse trecho se-
ria auxiliar Traquissimo para o transporte do-
productos dessas provincias, as quaes tm seus
escoadoros naturaes nas estradas de ferro j cons-
truidas c era construego em cada urna dellas, ua
nayega;o fluvial mais ou menos activa das mes-
mas e na de cabotagem to frequeute entre os
muitos portes que se abrera na costa compre-
hendida entre aquellas duas provincias e que
sftOtde fcil accesso por acbarem-se a pouca dis-
tancia das zonas de cultura. Ha mais a ponde-
rar que o langamento de urna ponte sobre o leito
do baixo S. Francisco, o qual francamente na-
vega vel desde 9m d Assucar, far-se-hia em
ms condigOes naqueas paragens, tanto pela
largura o profundidade delle, menos na gargan-
ta do Air, onde o' rio comprimido pelo morro
deste nome, quanto pelos obstaculo3 que seme-
Ihante construego por ventura acarretaria ni-
vcga$ab; alm de que evideate que obras de
tal magnitude devem ser poupadas com o maior
esforco.
Por todo o territorio da Babia, desde que o rio
Paraguass fosse transposto pela linha at que
esta penetrasse no valle do S. Francisco, as dif
ticuldades que o terreno apresentara a sua pas-
sagem sao com certeza do grande monta, mas
nao se pode tambem aflirmar que sejara supe-
riores as de outro qualquer tracado quando tiver
de passar, como imprescindivel, sobre o divi-
sor das aguas do S. Francisco e das que s'e diri-
gem ao mar dilectamente, afrmatva que so po-
der fuhdar-se em estudos positivos que nSo
existem completos actualmente.
Quanto a parte da linha compreheudida entre
a margem fronteira a cidade da Januaria no S.
Francisco e o ponto :em que a mesaia linha
transporia margem direita do Paran perfa-
zendo um trecho de cerca de 1.00) kilmetros,
para em seguida percorrer os campos de Amam-
bahy na provincia de Matto-Grosso c penetrar
em territorio paraguayo, as condigOes do traga-
do podem ser rejiuladas communs a qualquer
que seja adoptado ; porque com variantes cuia
maior onmeaor imporlancia sa locagfio defi-
nitiva da linha poder melhor determinar, a es-
trada de ferro ba de sulcar a zona da provincia
do Mtus que demora ao accidente das serias da
Canastra-e da Malta da Cordae que se estende
do Paracat ao Rio Grande cima da junegao
deste com o Paranahyba. Da parte que transi-
tara pelo territorio da Repblica Argentina*/*
dissoojB1pasla para nao. ser suffxagiui.'. tal dj-
reego. Da que pertoace linalmi
ca de. Matto-Grosso e a Repblica
pode sea-om afoutesa dizer o^ue nao ha conve-
niencia de ordem publica que juslilique um tra-
gado que nao pode ter seu seguiffiento natural
pela nnpossihiiidade manifesta de lvalo pelo
Chaco, como j foi demonstrado.
Em concluso, a linha recta do Recife Val-
paraso, se fosse preferida para directriz da fer-
rovia transcontinental, nao leriajustilicago plau-
siyei, nem nas condigOes do terreno, nem nas
exigencias que emergera de interesses internacio-
naes e regionaes que devem ser fecundados
pela accao civilisadora de commcltimento de ta-
manlia magnitude.
Procure-se, pois, oulra solugo ao problema.
___________________(Conmina).
REVISTA DIARIA

tPMotor pulule* Por acto da presi-
dencia da provincia de hontem datado, foi exo-
nerado o actual promotor publico da comarca de
Barreiros, e Horneado para substituil-o o bacha-
rel Miguel Archanjo Pereira do Reg.
Actos ofllriacsPor acto da presidencia
da provincia de 14 do corrente mez, foi desig-
nado o !* balalho da guarda nacional do fie-
cife para a elle ser aggregado o teneute do 09
batalhao Gaspar Antonio dos.Res.
Por actos damesraa presidencia de 15 do
corrente mez:
Foi designado o la balalho da guarda na-
cional da Escada, para nellc ser aggregado o
capitao do 26' balalho Sebastio Tavares de
Oliveira Brando a quem foi perraittido assig-
nar-se d'ora avante Sebastio Brando.
Foi aberto um crdito de 346666, sendo.....
107G a verba do II Hospitaes e 17942'0
a verba do 23 MuuigOes de bocea do Mi-
nisterio da Harinha am de occorrer ao paga-
mento das folhas dos invlidos de marinha de
Dezcmbro lindo.
Foi aomeado sob proposta do Dr. chefe de po-
lica o baeharel Julio Cezar Furtadode .Mondon-
ga, para o lugar de 1 supplcnte do delegado do
2 iltftricto da capital.
Foi noraeado Francisco Mauricio da Matla Ri-
beiro para o lugar de ;1' supplente do delegado
de Bora Jardiin.
Foi exonerado Jos Gomes Barboza, do lugar
de 3'' supplente do delegado de Bora Jardim, e
aomeado para substituil-o Jenuiuo Barboza Li-
ma de Aginar.
Foi concedido um mez de licenca ao ta'icllio
Eublico de Petroliui, Bavmundo Nonato da Silva
raga.
- Por ofiicio da mesma data:
Mandou-se o Thesouro Provincial indemutsar
ao administrador da Casa de etcngoa quantia
de iti 3000 que dispendeu com a coustruegao de
i padiolas.
Autorisou-sc o Thesouro Provincial a lavrar
termo de contracto com o negociante Candido
Sobral, para o forneciraento de 3,00 J metros de
algoJo meselado para o vestuario ilos presos
da Casa de Detengo.
Por actos da referida presidencia de 16>do
correte mez : .__
Foi dispensado, a pedido, o Dr. Jos Joaquira
Scaiira, de fazer parte da coramisso julgadora
do concurso de pliilosopbia.
Foi nomeado Cbristiano Frederico Marlins Ri-
beiro, para o lugar de official de descarga da
Alfandega.
O lr. Ka e Silva O Diario de Noticias
da corte, no seu numero de lo do corrente, as-
sim se prouunciou acerca do actual e Ilustre
ministro da iuslica :
O aclual t. miaLrtM da juslga, nalurai da
provincia de Peraambuco, lilho de um dos
raais import rales capiulislas da cidade do Reci-
fe, o commtudador Albino Jos da Silva.
Durante o seu tirocinio acadmico exhibi
na Facukladc de Direito daquella cidade, as me-
Ihores proras de seu talento e applicago, sendo
por isso distinguido por seus mestres e condis-
cpulos.
N'este tempo salieatou-se tambem na irapren-
s.i redigindo peridicos acadmicos, onde eram
discutidas com prociencia importantes ques-
t33 sociac3 e jurdicas.
Depois de obter o grao de baeharel era di-
reito, defendeu (beses e, assim preparado, en-
trou na vida publica colaborando assiduamente
u) Tempo, orgo do partido conservador, do qual
velo a ser redactor.
" Eleito depuiado provincial em Ires biennios,
o Sr. Dr. Rosa e Silva foi memhi o das commis-
ses mais importantes da asseuibla, tomou par-
te em todas as discussOes de maior interesse, e
inicio medidas de grande alcance para a pro-
vincia, nolavelmente as leis vigentes que auio-
risaram o coutracio para a illuminago da cida-
de, e a organisago do banco agrcola, que to
boas resultados tem obtido.
Seu partido nao podia esquecer seas servi-
gos, nem dispensar sea taleato e actividade e o
elegeu depuiado geral na legislatura que se se-
gura dissolugo da cmara dos Sis. deputadjs
em 188i, reeiegendo-o na actual.
Pelos servicos que prestou agricultura e
ao commercio de sua provincia, s associagoes
coramercaes e agrcola do Recife o elegeram por
unanfmidade de votos seu socio benemrito.
Fiualmeute, o Dr. Rosa e Silva alliou-se pelo
seu consorcio a urna das mais Ilustres familias
da provincia, desposando a lilha do prestmoso
cidado j fallecido, o Visconde do Livrainento.
t Sua elevago ao cargo de ministro da corda,
que luje exerec, en desejada e esperada por
seus amigos e correligionarios, que contavam
ser esta recompeusa de seus trabalhos e talen-
tos.
Muito, pois, espera o paiz das aptides do
Sr. Dr. Rosa c Silva pa gerencia da pasta dos
negocios da justiga, que em boa hora Ihe foi con-
fiada.
Dia dia -Ao Jornal do Recife, e raais par-
ticularmente ao seu redactor que cscreve na sec-
gSo que se intitula Dia dia, oppomos a seguin-
le contestago, que nos foi dirigida para esse ef-
feito pelos dignos secretarios do Instituto Ar-
cheologico e Geographico Pernambucano, ao que
foi n'aquella seceo publicado, proposito da vi-
sita feita pelo Exm. Sr. presidente da provincia
quelle instituto.
Tendo sidano, abaixo assignados, os nicos
membro* -do instituto que recberain S. Exc. o
Sr. presidente da provincia, por occasio de sua
visita ao edificio, em que functioira esta associa-
go, julgamos do nosso dever restabelecer a ver-
dade do que alli se passou e que foi completa-
mente alterado pelo escriptor da seceo Dia
dia, do Jornal do Recife de boje
(filo exacto que houvessemos levantado enr-
gicos protestos contra a pretengo de"tomar-se esta
casa afim de ser transferido para ella o Thesouro
Provincial, apenas fizemos ver a S. Exc, era ter-
mos respeilosos que o edificio da Escola Modelo,
em que nos reunimos, nos fra concedido pela
le provincial n. 1430 de 1879, com o que mos-
trou-se S. Exc. satisfeito.
Examinando o museu, nao verdade tam-
bem que S. Exc. tivesse exigido moeda alguma
ou raedalha das que alli existem e muito menos
a de que trata aquella secgo, pois que essa ine-
dalha nunca fez parte da nossa collecgo numis-
mtica ; o que bouve foi que, conversando S.
Exc. coranosco a esse respeito, encareeeu a ne-
cessidade, que tinha.o inslituto,de possuil-a, mos-
trando conhecimentos especiaes na materia, bem
como quando examinou a nossa bibliotheca.
Fazendo esta rectilicago temos em vista
nao consentir que, nossa custa, se queira fazer
espirito, com relago a S. Exc, que, ao contrario
do que alErua a secgo Dia dia, se nos revelou
um distinti cavalheiro, a respeito de quem -o
temos motivos para applaudirmo-nos da amabili-
dade.com que nos tratoi.
Secretaria do Instituto Archeologico e Geo-
graphico Pernambucano, 23 de Jaueiro de 1889.
-Joo Baptista Regueira Costa, 1." secretario:
Jos Doraingiies Codeceira, 2. secretario.
Keuniu em PalacioNa noite de aute-
honteni, 22, anniversario natalicio da Exiua. es-
posa do Sr. Dr. Araujo Goes, os salOes de pala-
cio encheram-sc de nota vel e escoUiida .concur-
rencia, constante de murtas familias e grande nu-
mero,de cavallteiros.
A msicas d guarnig tocaram em frente i
palacio e a do corpo de polica dentro do e I
ci, onde dangoue durante muitas horas-
Foi una sorpreza preparada pelos ami
Exm. Sr, Dr. presidente.da provincia admii
dos dotes que destingnem e re
pirita, de sua virtuosa e infere?.
Durante toda festa reinou a mu
e ajnelhor cordialidade, concern'^
mente para tstq a delicadeza e affab
illastre festejada, qdc, estamos cortos,
muir ua soeiedade pernambucaua, ale
oraaaiento que j, enm ccatro emtorni.
ispertara svmpatltias e scrlaro
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Diario 4e P
cBQmhluhi 24'dtMJbnefiro de 1888

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ia corte ao imperio.
- acompanhando de sen filustre mando,
deputodo Assembla Geral Legislativa.
Juntam. havidas nossos rcspeitosos
cmimmcntos e conliaes felicita^
F*rro-i de PerambBco-() br.
Dr Antonio Sampaio Pires Ferreira. deu eslam-
pa em uos opsculos de 7o paginas urna exposi-
co documentada do que so passou na adminis-
tradlo das estradas de ferro do Reeife Carua-
' r e prolon ^amento da de S- Francisco, soba
direegao do'Sr. Dr. Aristides fialvao de Qu
intitulando csse opsculo Esbanjamen
wrovados do Engenheiro Artides alrSo de (mi-
roz na direegao das estradas t ferro do fe
em Psrnumbuc ,
i; nin folheto curioso e instructivo, que vale
Agradecemos o mimo que nos foi ftlo de um
'dar- .
colegio de S. JfawEste estabelecunen.
to de instruego e educagao para meninas, diri-
gido pelas irms de Santa Dorothcu,e
edade, reabre as suas aulas boje para as pensio-
nistas, e a 4 de l'evereiro proviino para as aluiu
i.'Mi-pi'usiouislas e exter;. _
Como repelidas vezee temos dito, o collcgio
de S Jos recommendase as familias pelo zelo,
dedicado interesse e mil cuidados que as suas
alu'imas dUpensam suas directoras e mestras.
incau-.iv ia e a de&pvolrar a intelligcucia e lor-
mar o coragao das meninas confiadas aos seus
disvellos e carinhos.
Boa pre*Na madrugada de 21 do cor-
reme, na ra de Joao do Reg, districto pfiicial
de Santo Amaro, un gatuno audaz., mediante
arrouibamento, penetrou na casa de resid
de D. Anua d'Albuquerque Lins, c dalli roubou
urna certa quantia em dinfleiro de sedulas, ouro
o nikel, e varias joias de ouro, 6 roupa.
Le\ado o facto ao conhecimeuto do respectivo
subdelegado, por tal modo se liouve essa auto-
rid-ide que conseguio prender o gatuno, que se
chama Vitalino da tal, que eonfessou o mine.
,u,l,i ter vendido varios objectos.
A autoridadu retunda prosegue as diligen-
cias pura reuaver o dinheiro e objecti>s rou-
l'naEsse vapor da Companha l'ernambu-
cana segu para o Cear, directamente, boje as o
horas da tarde.
j:i-niivi' Para os porlos do norte, peta
e-cala at o Cear, seguir boje tarde esse va-
por da ompanhia Pernambucana.
Cor.selUo iliterario-Funrcioiiou hon-
tom este conselt sob a pnadeocia de Dr. ras-
pelo*' geral da Insirucrio Publica.
ronm lidos os seguimos parecei
I), | V. relator o r. Ayres Gama, sobre
o folleto em manu-eripto organisado pelo pro-
r Joaquim Elias de Ubuguerque llego Bar-
intitulado Ojferendi Escolar, Coudumao
que tbibeta n! > caso a que o
desun o seu autor.--Approvado.
Ouiro da3seocao, relator oior. oseDinu
B'-rreto, sobre a petiejo do professor Francisco
Pelo agente Pinto, s ti horas, a nW Mrquez
de Olinda n. 5*, de madaioioes a variados.
Pelo agente Silveira, as 11 horas, ra do
Imperador n. i5, de predios.
Miitaaa fnnrhre -Sen'io celebradas:
Boje:
As 8horas, na igreja da Boa-viagcm e em b.
alo, pela alma de D. Engracia da Silva
8 horas, na ordem terceira de S. Francisco, pe-
la al.na do capitab Antonio Luiz Rodrigues de
Ahneida.
PuasriroChegados do sui no vapor
nacional Priiuip' do Grao Pat
Leoncio Bezerra Lima, Joao Percira de Ifclfo,
Jos Joaquim de<:ar\allio Sabino Ramariz e Ale-
vandrina Ferreira Vieira.
Directora a obran de eanaervav
cdo do* Porto* de Peraamlmca Reci-
(eV*2 de Janeiro de 18S9.
Boletim meteorolgico
moci-
Uariu
deste
pren-
s rt -a
Horas lil i- i 2o* Barmetro a 0o TensSo do vapor -9
E
6 ni. 26-1 761-75 18,88 74
9 29- 76"08 i ',08 .67
a 29"-7 762"01 21,07 71
3 t. 29-4 780-W 19,77 65
6 28-0 761-7* 20,21 71
tracando-lhe a
cahir as boas
Temperatura maxoma 30,25.
Dita mnima 25",50.
Evaporago em 24 lwrasao sol : 8,7 ; som-
bra : 3-,8.
Chuvanulla.
Direccao do vento : SE de mcia noilc 7 ho-
ras e 8 minutos da manha; SE, ESE e E alter-
nados at 5 horas e 50 minutos da tarde; SE com
inierrupcoes de ESE at meia noite.
Velocidadc media do vento: 2"01 por se-
gundo.
NcbaiosidaJemedia: 0,40
Boletim do porto
- -lil Dia 22 de Janeiro J> 23 de Janeiro Horas 8 l da manh 2 29 da tarde 8-13 254 da manha Altura
P. M B M P M B. M. 2,30 0-72 -,36 (t-,60
3 gos,.........------ .
que wtfcavel ao supplieaute o dioposto no
art. l3'do re{ii!am uto vig>-nte.Approsa.o.
Outro da mesura seco e relator, sobre o
Drocea disciplinar instaurado contra o profes-
sor puidico de GapaBfraa, t. rb Eustaquio ia
Conceii-o Pessoa. eoncluin.lo i>ela coudemuagao
disciplinar para outra cadeira de igual enlran-
cia.Approvado.
laan-Pelo vapor coineiro tivemos fo-
lha de Alinas, aIcanCando 21 do Crrenle
Asmarlo a 17 o cx.erc.icio do cargo de chele de
polica o Dr. Mello Barato, ltimamente no
""oenador Menlonga tinba estado ta!,a.",e
doente, achaado-se pouco meltiora lo a ultima
data. -.
Ba do Racl e pateco do Uei rado
Dizem-nos que os negociantes de retal I ion as
ru.s da Rangel e largo do Mercado de S Jos.
coatranamente ao que prseme urna postura
municipal, conservam abertos"^fZ*r
cinicntos nos domingos edias santificados depois
de 2 horas da tarde. ._
Chaiininos para a infracso a attengao do= Bs-
"SaSffo* Dr. Joao Ribeiro de Brito,
nosso comprovinciano, recenlemente formado
cm sciencias medicas pela Faculdade do Rio de
Jaufio, min.oseou-nos com um exemptnr im-
preco da These que d.fendeu per*Bte a cougre-
Baclo d'aquelto Faculda sefentilco que ella confere aos seus discpulos,
i .-laborada dissertagao, n.uc versou so-
hre o tutor '" rexceaon-u Ittxncors remluchcen.
denuncia no jovem medico muito esludo e obser
vagao e notavel intelligencia. E um trabalho
aue Ihe faz honra.
Agrdecendo o mimo, compnmentamos o sr.
r. Brito. .
ralleeimento Eai todo vico da
dade fallecen na noite e ante-hontem D.
Rosalina da Fonaeca, Bita do empreado
Diario, Jos Mathia.- Lopes da Fonscca.
Era urna menina interessante e muito
C UAssociando-nos a justa dor de sed pai, damos-
lhe os nossos psames.
uiro-D tubrculos pulmonares falleceu
ao-honiein se foi Iwutom cpuUado,**wem Luiz
A. da Silveira Tavora, filhodo nosso collega da
Linterna Mgica, o Sr. Luiz Antonio da Mlveira
Tavora quera damos os nossos sentimentos.
finado contava apenas 24 anuos"; e se des-
aparecen do numero dos tivo3 nessa idade em
que inda nao se tem tocado em todas as ale-
m todos os gosos. tambera parta da
vida antes de ter provado da amarga taca dos
ibores.
Pai i sua alma.
Ki>uoranento -Em 19 do corrente mez,
no lugar Salto, do termo de Garaelleira, Antonio
dctalTcognominado Buraco, espaucou brbara-
mente a Claudino de taL. ejadindo-se depois do
(rAautoridade policial do districto docrime to-
mou conhecimento deste. .,,._ ,,
iridio-No soKkO do Batel yf/v/i, sito
no predio n. 8 da ra Thom de Soma, Pah1
de S. Fre Pedro Gongalves do Recite, Foi hon
tem pela manha encontrado o cadver do subdi
to portugue Manoei Teixeira Guimartes, depen-
durado de urna corda, com a qijnl parece que o
individuo desse no ue estrangulou se.
Avisado, o Dr. delegado do. 1 *#**
compareceu. e, tomando conliecimeuto do tacto,
fez proceder ex ame cadavrico pelos Srs. Dr.
Gama Lobo e Silveira que declararam ter sido
"iraarcs de vida a asphi-
Caa de DelenraoMoviraento dos pre-
sos da Casa de Detengfio do dia 22 de Janeiro
de 1889.
Existiam 146 ; entraram t3; sahiram 12: exis-
tem i'i 1.
A saber:
Nadonaes 403 : mulheres 17 ; estrangeiros 21.
-Total VA.
Arracoados 381.
Bons 385.
Louco 1.
Louc
Doentes 21.Total 381.
Movinicnto da enfermara
Tivcratn baixa:
Nicolao Gomes da Silva Casfao.
Salostiauo Ferreira Bastos.
Irreraa alta :
cisco Ji.sTvixeira.
Pedro de Alcntara SanfAnnu
Anl mi laniio Clemente.
Foiaiu liontem visitados os presos deste esta-
belecmento por 1'iS pessoaa, laox homens,
'.i e mulheres 106.
HoMpltai Pedro n -o moviraento deste
1 ,l..-!eciraento da dnrilade. no dia 21 do cor-
rente, foi o seguinti ;
Entraram 21
8aliirum 18
llecerain 3
fcistern 5C8
Forato visitadas as respectivas enfermarlas
irlos Ora.:
Moscoso s 8 1|4, Cysneiro s 9, Barros Sobri-
nho s 7 ij2, Berardo s 11, Malaquias s 8 1[4,
imes Banmsa s 10 1|2 b ras
Nao compareceram os Drs.:
F.-tevo Cavalqante.
Pontual. .,...
O cirurgio dentista Numa Pompuio as 8 l\
horas.
O pharmaceutico entrou s 81[4 da manlia e
sahio as 4 da tarde.
O ajudante do pharmacemico entrou ; 7 1|4
da manh e sahio as 4 horas da tarde.
Lotera do Jram-Par-A 5' parte da
2o- lot'ria, dessa provincia, cujo premio grande i
60:000*000, ser extrahida, sexta-feira, 25 do
corrente.
Cemiterlo Pnallco -Obituario do da 22
de Janeiro de 1889 :
Emilia -da Fonseca Alcoforado, Pernambuco,
31 aanos, casada. Graga: febre typhoidia.
Amelia Brasiliana Rabello da silva, Pernam
buco. 21 annos, solteira. Santo Antonio; scir-
rhose heptica.
Severina Maria Ramos, Pernambuco, 46 annos,
solteira, Afogados ; hemorrhagia cerebral.
Francisca, Pernambuco, 4 mezes.S.Josr cou
Felicissima Mana da Conceir'o. Ti anno-. sol-
teira, Jos : 1 -sao cardiaca.
Avelina Nedelina de Jess. Pernambuco, an-
nos. solteira, S. Jos ; insulliciencia mitral.
Augusto, Pernambuco, 5 annos, Graca : febre
remitente palustre.
Maria. Peraambuco,! anno, S. Jos: convulsocs.
Manoei. Pernambuco, 2 annos, Boa-Vista: ne-
crose do crneo. J' "
Raymunda, Baha 34 annos, solteira, Boa-Vis-
ta; tberculose pulmonar.
Manoei- Rodrignea de Mello, Pernambuco. 23
annos, solteiro. Boa-Vista; anemia.
Um feto, Pernambuco. S. Jos; inviabuida Eduvges. Pernambuco, 1 anuo, Graca : co>
vulsoes.
i >n nia:d* Constantinopla
;ir8Wder, caso queira
gragas do governo.
Dar preferencia s noticias da preciosa
saude da soberano e da familia imperial, do es-
tado das coloeitas, do progresso do commercio
e da industria :
Nfio publicar folhetim que nao seja appro
sob o ponto de vista da raoralidade por
S. E. Muuif l'aoh, ministro da instruego publi-
ca c guarda dos bons costumes ;
Nao escoerer artigos Ijtterarios ou scieoti-
ficos nBtilo'flAtensos. de> modo a nao poderom *er
publicados em um s numero do jqrual, islo ,
evitar as palavras Contina ou Contina
amanha que provocam penosa tensao do espi-
rito ;
Evitar os claros c as reticencias em
um artigo, porque elles autorisara ms supposi-
ges e |ierlurbam a tranquiriidade dos espintos :
&iUAtcmkA.mm*.citii sonalidudes c se s^uberoai- qua, tal goveroador
ou sub-governadon'iajusado'd roubo, concus-
so, assassinato. et^rafb'fattrcomo nio pro-
vado e <:alal-o:
Prohibigo absoluta de publicar represen-
lagoes contra os abusos de autoridade
Nao noticiar tentativas de assassinato con-
tra sbranos estrangeiros ou mamfestagoes se-
diciosas era quaesquer outros paiz<
Pr-diUgao de publicar oste regulamento
para evitar criticas ou observagOcs mal cabidas
por parlo de alguns espiritos mcsquiuhos.
#**
Os habitantes de Bisraarck (Dakota) foram, ha
pouco, testemunbas de phenomeao mudo raro.
A ollios dcsanuados ilesiinguia-se apena urna
nuvem. Com auxilio, porra, de binculo, va-
se perfeitamenle um aguaceiro aereo : a chuva
cahia torrencialmente mas sem chegar aterra,
lluvia na realdade duas nuvens subre-postas e,
durante muitos minutos, a nuvem superior des-
pi'iou agua que a uuvcm inferior Jrecebia sem
ileixar escapar urna s gotla. Esta nuvem inferior
de leve e diaphana que era. tornou-sc pesada e
escura tendo absorvido toda a nuvem superpos-
ta A chuva aerea liaba aspecto de urna cscala
desperlas. Os raius solates, penetrando as got-
tas. dbvam-lhes eucntafloras cOrcs prismticas.
y
0 anno de 1883 augmenlou com seis cometas
o numen destes astros catalogados. 0 sexto
foi descoberto a 31 de Outubro por Hernard no
famoso observatorio fundado na California pelo
piulan tropo Li<-k, e onde est assentado o teles-
copio mais poderoso de todo o globo.
Este cometa telescpico, de tl grandeza, tem
sido observado do observatorio do Bio de Janei-
ro sempre que o estado da atmosphera tem per-
mittido a Obs rvacSs, Poder ser observado at
Setembro deste anno. E' da rbita hyperbolica.
CHR0N1CA JDDIC1AR1A
Vnnta Coumerclal da cidatle do
Reeife
ACTA DA SESSO DE 17 DE JANEIRO
DE 1889
PRE1DE.\C1A DO IUM. 8R. C0SOIKNDAD0R ANTONIO
GOMES DE MIRANDA LEAL
Secretario Dr. Julio Gutmaraes
A's'10 horas da manh, declarou aborta a ses-
so, estando presentes os Srs. deputados Olinto
Bastos, commendador Lopes Machado e Figuei-
redo, faltando o deputado Beltro Jnior, sem
participago.
Lid, foi approvada a acta da sesso anterior
e fez-se a leitura do segrate :
EXPEWBNTB
Officio de 4 do correte, da Junta Commercial
de S. Salvador, accusmdo o recebimento do ofti-
cio de 27 de Dezembro prximo passado r-
chlve-se.
Oilicios de 2 e 3 do corrente da Junta Com-
m.-roal da Fortaleza, no primeirocommunicando
ter assumido a presidencia o Barao de Ibiapat>a
e no segundo aecusando o recebimento do que
<> Ihe dirigi a 27 de DezembroO de 2acen-
se se a recepgo e archive-se e o de 3 archive-se
smente. .
Officio de. 12 do correte, da junta dos correc-
tores desta praga. enviando o boletim du cota-
goes olicacs de 7 a t2 do presente mez.-Para
o archivo. '
Distribuiram-se rubrica os livros segrales :
Copiador de Andrude Maia c C-, dito de Ar-
thur Casco & C. dito de Alheiro Ohveira (..
tatabem s convuisoes e outraa molestia
das enancas. Reside praga Conde d'Eu,
n. 28, 1.a'andar,'ateta eonaaltari & ru
do Bom-Jesus, n. 45, onde diariamente d
consultas do meio-dia s 3 horas da tarde,
aceitando chamado em qualquer desses lu-
gares. Telephoae n. 381.
Dr. Joaquim Loureiro medico e partel-
ro, consultorio rna do Cabugi n. 14, l.f
artdar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
Dr. Barrefo Sampaio d eonsultas d
meio-dia s 5 horas n 1." rjidar da casa
a ra do Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia rua-Seo do Setembro n. 34, en-
trada jjla ra da Saudade n. 25.
Dt\-' Custto Jem, aedieo e operador.
Pratica>a,laragciado tero quando e poma
aconselhada. Consultas das 11 s 3 da
tarde em sua residencia ra do Bom
Jess (antiga da Cruz) n. 23, 1. andar.
Dr. Joao Paulo, especialista em partos.
molestias" de senhoros e d enancas, com
pratica nos hospitaes de Pars e de Vianna
d'Austria, d consultas de 1 s 3 horas da
tarde em sua residencia ra do Baro da
Victoria n. 59, 1. andar. Chamados a
qualquer hora.
Advocados
O lachard Witruvio Pint> Bandeira,
pode ser procurado ra do Imperador
n. 71, 1. andar.
O Dr. H. Met mudou o seu. cscriptorio
deadvocacia, para a ruado Imperador n.
30, 1. andar, osquerda.
Oenlista
Dr. Ferreira, com pratica nos principaej,
hospitaes e clnicas de Pars e Londres,
d consultas todos os das das 9 horas at>
meio-dia. Consultorio o residencia a ra
Larga do Rosario n. 20.
errarla a Tapor
Serrarla a vapor e officinns de carabina
de Francisco dos Santos fflacedo, caes do
Capibaribe n. 23. Este grande estabeleci-
mento, o primeiro da provincia neste ge-
nero, compra c vende madeiras de todas
as qualidades, serra madeira de conta
alhoia, assim como prepara obras de cara-
pina por machinas e por precos sein com-
petenc i a Peraambuco.
rogar a
Furia Sobrinho & L'., droguista por ata-
cado, ra do Mrquez de Olinda a. 41.
Drogara
Francisco Manoei da Silva & C, deposi-
tarios de todas as especialidades pharma-
ceuticas, tintas, drogas, prodactos crni-
cas e medicamentos.homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda tt. 28.
la* e novidale
Mine Koblet de volta de sua viagem
previne as Exmas. familias e as suas fre-
guezas que trouxe-tudo o que diz respeilo
a modas-e novidae. Ra do: Imperador
n. 44.
DESPACHOS
Mappas:
Do trapiche
alfandegado do largo da Assem-
PDBLICAgOES A PEDIDO
e Silveira
a m irte de Teixeira (Juimar*
expolio do ^icida,.entregando-o ao Sr. con,ul
de,:^"ea...-No sitio Ageste do detri-
to do Brejao, do termo de Garanbuns. a lo do
corrate- Jos Francisco de Vasconcelos, crimi
uZf evadido da cadeia d'aquelle termo, estando
a conversar com Franci ; de Mello que
naocasiao eslava armado di; bacamarte, foi
mortBlmente ferdo pelos projeclis que laiicou
essa arma, que disparou casualmente, -undo a
fallecer 4 horas depois da oceurrenca.
A autoridade policial competente abri inque-
ri#p*1rtmilUr-Esto designados boje
ara superior do da o" Sr. capitao Manoei An-
selmo, para ronda menor o Sr. alferes Manoei
AMttrmgfto da rdade ( dada boje pelo
14 batalhao d rafantaria.
_ A guarda da Thesourana 6 commandada
hoic nolo Sr. alferes Pedro Nolaaco de Sauza.
- Na enfermara militar existem em trala-
men'. 44 pracas dos corpos da guarnicao
No n-querimento do coronheiro do 14* ha
tlh*o de intantaria Braz Ferreira Ilarboza pe-
drada a S. Exc. 10 das de dispenca do servico
nara ir a comarca de Palmares visitar o seu ir
aao.deuoinesmoExm. *. o segrate despa-
cio Prove o que allega alim de ser atlendido.
_- Foi devolvido ao 14 batUhSo de infanta-
ra rubricada por S. E#c. o Sr. genera comman-
dante das armas, a certidao de asseniaraeutos e
P r,.nex- cadete 2 sar-
^Po7 "bSlaode rafantaria
rubriodopor1.Sv^. o titulo de <_engajamento
a0 mestre da banda de msica
Ecorpo Manoei Francisco da Coate.
Leuae*-Effectuar-se-hao os segnntes .
pTilo agente Gasmao, as 11 horas, ra
Santa Cruz n. 2, da annacao e pertences Terna ah existente.
dQ
da
ta-
UM POICO DE TUBO
Do Jornal de Bruxettn, exemplar de de
Dezembro, extrahimes as seguntes linhas que
manifestam viva sympathia pelo nosso paiz :
r Grande numero de emigrantes continua, a
embarcar no porto de Autuerpia com destino
America do Sul, principalmente para o Brasil e
Repblica Argentina. Gosam os mesnios emi-
grantes da reduccao de 30 /<> nos precos da sus
passagens pelas nossas vas frreas, tendo sido
este favor, se bem nos recordamos, pela pnmei-
ra vez applicado a prol de emigrantes, destina-
dos a Porto-Felu, da provincia de S. Paulo (Bra-
sil, onde estes nossos com(tetriotas, sob- direc-
cao do padre Vanease, funuaram. um ncleo que
lera de completar-se no correr do prximo anno.
A provincia de S. Paulo, segundo as ulor-
uiacoes que temos, para os colonos a terr|pro-
mettida. De Janeiro a Outubro estabeleceram-
alli raais de 35, 00 emigrantes procedentes di-
rectamente da Europa, e estetishcas que adia-
mos no Jornal do Commercio, do Rio, fazem sup-
por que no corrente anno o vasto imperio do
Brasil nSo recebera menos de 120,000.
Depois da de S. Paulo, a provincia de Mi-
nas- Gerres que est recebeodo maior numero de
immignrales, e o facto explica-se per nao cede-
rem primazia aos de S. I'aolo o clima, a salubn-
dade e a fertilidade de Minas-Geraes.
Estamos informados de que o govrno do
Brasil nao tem na Blgica agentes especialmen-
te incumbidos da emigracio, e isto talvez para
lamentar porque estamos vendo 03 resultados
obtidos pelo governo da Repblica Argentina no
nou'jo lempo em que aqu tem man'ido interme-
diarios daquelle genero. E' que o Brasil se jul-
"ara sufficicntemente conhecido, nao tendo ne-
eVssidade de propaganda to activa, qnanto actos
-eus visinhos, para que a sua mmtgracao se des-
envolv e augmente, a olhos vistos, e que talvez
por nao ir to depressa. se effectue cora segu-
ranca maior. O Brasil conta que sera.procura-
do e que ; por excellencia, o paiz do Wturo.
0 seu crdito finaiiceiro na Europa nunca
deixou de reposarlobre hases solidas. Os seus
eu prestimos esli acuna do par, e, ha anda
poucos dias, um empreetimo para a estraoa ut
fciTo da Babia e Minas Coi multas vezes subsen-
pU) em Pars e Braxellas, e sem estrepito, o que
sempre eoustitue a melhor prova de conhanga
r; inspiramos aos outros e temos em nos mes-
'* "
-*-5es
fen-
blca, do" qual administrador Jos Luiz de
Do' trapiche Barao do Livramento, do qual
administrador Jas Luiz de Souza. .
Dos arraazens na. 3, 5. 7, 9 e 1' do edificio
-Alfaudega velha-dos quaes administrador
Luiz Jos da Silva (raimarais e do trapiche Bar-
bosa do qual administrador Januano Jos da
Costa. .
i ida um de-tes mappas teve o despacho :
Arclnve-se.
PottcQcs *
De Eugeiiio Saraico, successor de Ed Kaumer
A C adiada na precedente sessao. para que se
admilta a regisiro a marca que adoptou para a
banha para enbello, *-m oomtqercio a ra
Marcilio Das n. 63.Satisfaga o parecer fiscal.
De Alheiro, Olivera & C., tendo mudado essa
Orma commercial para a de Alheiro, Fernandes
A C, pedem que se translira para esta firma o
li>TO-Diario-em branco, sellado e rubncado
que apresentam.Deferida.
De Couto Santos & C, desta praga, para se
archivar a alteragao de contracto de sociedade
celebrada entre Anonio da Silva Couto, Joaquim
Artbur dos Santos e Epiphanio Lopes Machado
Ramos, pela retirada do ex-socio Joaquim Ar-
thur dos Santo?, continuando a vigorar entre os
outros dous socios o contrato lirmado a 2 de Ja-
neiro de 1888, menos quanto a condigo oitava,
que foi alterada.-Seja archivado.
De Jos de Souza Rodrigues e Manoei de Souza
Azevedo Pires, para que seja archivado o dis-
tracto da firma Jos Rodrigues 4 C, fleondo. o
e\-socio Jos de Souza Rodrigues de posse do
estabelecimento desta praga, sito a travessa do
Duque de Caxias n. 3 e do activo e obrrgado
pelo passivo da extincta sociedade, com a facul-
dade de continuar a usar da mesma firma.Ar-
chvese na forma da lei.
De Jos Antonio dos Santos para que se d
baixa na nomeacao de seu ex-caixeiro Filadel-
pho Machado Lins.-Como requer, pago o sello
da baixa. ...
De Manoei Morena Ribeiro A C, idera de seu
ex-caixeiro Manoei Luiz de Medeiros.Como pc-
dera.
De L. Lack & Crrela, dem de seu ex-cai\eiro
Julio Berihand.D-se a baixa pedida.
De Brandao & C. para que se registre a no-
meaco de seu caixeiro Hegistre-se.
De Antonio Ramos & C, demSeja regis-
trada. ,-m a
De Antonio Soares Pinto. dem.Como je-
De Bellarmino Lourengo da .Silva, idetn.
Como requer. .
De A. Augusto da Silva & C. dem.Regs-
trc*sc
De Jos Gordeiro dos Santos, idemFgase
0 registro. m .... ,
Do North Brasilian Sugar Faetones Limited
para que se registre a nomeag_ao de seu caixeiro
iPnarhante Adolnho Cassiunro Guedes Alcofb-
Barrcto pdc de^'anecer-se da pureza do seu pas-
sado e da galhardia com que se tem havdo no
desempenlio de suas altas fancgOes de magis-
trado.
Ao d annos esta noticia, tazemol-o apenas cm
cumprimento do dever que manda fazer justica
nobreza do carcter, lamentando que a no.sa
linguagem seja fraca para collocar bem alto as
Jualidades do homem, cujos sentimentos de rro
estia alias, escrupulosamente acatamos.
Sos cumprimenlaraos o honrado juiz, felicita-
mos a comarca indepindcnte e pujante que o
recebe e a provincia de bros nunca desmen-
tido1!, que se orgulba por um de seus dilectos
(Unos.
22 de Janeiro de 1889.
Uim admirador.
Empresa do gaz do Radie. SI
de Janeiro de 1889
Illm. e Exm. Sr. -Ancuso a reeepcio do ofli
ci de V. Exc de 18 do corrente, em que me
pede, na qualidade de presdeme da commisso
dos productos, que vio figurar na expostgo de
Pars, a dispensa do pagamento do gaz. que los-
se consumido no Lycu de Artes e Ollicios du-
rante a exposigo desta provincia.
Apezar de ter sido grande o consumo por ter
estado todo illuraiuado aquello edificio duran!"
as primeiras horas, em oito noites consecutiva -.
com tudo, attende-ndo nao s ao valioso pedido
de V. Exc, como tambem congratulando-me
com tudo que diz respeito ao engrandecimento
desta provincia, tenho deliberado ceder gratuita-
mente o direito que tenha esta empre-a ao re-
cebimento do consumo do gaz durante dita ex-
posirao. i
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. Vis-
conde da Silva Loyo, dignissimo presidente da
commisso expositora provincial.
Gcorge Winilsor,.
Gerente.
Blg-no le louvor
Q Sr. George Windsor. digno gerente da em-
presa da illuminaco a gaz acceden lo ao pedi-
do do Exm. Visconde da Silva Loyo, presidente
da commisso pernambueana para representar
a provincia na exposico de Paris. nada reeebeu
pelo gaz consumido as noites em que estere
franqueada ao publico a exposigo prepara-
toria.
(ommiMo pernambucana para a
rpprcxeniaro da provincia, na
expotlco de Pars.
Os Srs. membros do jury da exposigo prepa-
ratoria devem reuuir-se fioje, s 7 horas da
noite, no salfio do Lyecu de Arles c Officios.
Redfe. 24 de Janeiro de 1889.
Baro de Casa Forte.
Presidente do jury.
O juiz de direio lv. Nauoel
Calda Rarreto
Tendo o gorernTimperial declarado especial a
comarca de Palmares, para esla removeu, a seu
pedido, o Dr. Manoei Caldas Barreto que, ha 10
anuos, excrcia o cargo de juiz de diwito nade
Barn-iros
Esse acto do governo produzio na comarca de
Barreiros um duplo gentimento de jubilo e
pezar : jubilo por ter o Dr. Ca+das Brrelo obti>
do melhor eolfocagaa, e pezar por ficarpm pri-
vados seu lml>ilanles d convu-eiicia do iftte>
gerrimo magistrado, que por tantos annos dis-
t'nboio. com a maior iraparcialidade, perfeite
jusliga a seus jurisdicionados, qne nelle sempre
encontraram, a par doiuii rec|^), o cavalheiro que
a todos sabe captiva? por suas raras qualidades.
A prova doe vimos de dizer esla as innu
meras mamfestagoes de aprego, de que foi alvo
o Dr. Caldas Barreto ao deixar a comarca
Entre estas sobresane a da Cmara Monicipal,
qu volou urna mogo de reconheeimento ao no
bre roaiiislrado pulo modo correcto e imparcial,
oorque desempenbeu seu lioncoso- cargo.
Bastara, s pos si, essa,maiufestaco para tru-
duzir o alto meriio do Br. Caldaj Barreto, por
Lsso que a Cmara Mutrttipal a genuraa repre-
sentante do municipio. Mas nao ficaram ate as
demonstracOes de sympathia e gratido tributa-
das ao distincto magistrado
Rcsolvcram seus amigos, como despedida oile-
recer-lhe um betteyena netle de 46 duearrente,
precedidos de urna banda de msica, seguirara
at a casa de residencia do mes'rao doutor, atim
de acorapanhal-o ao lugar destinado anteriormen-
te para is$o.
.\ccedendo ao desejo de seus amigos, o Dr.
Caldas e sua Exraa. famia foram acompanbados
pelas pessois presentes, entre as quaes se con-
tavm militas senhoras, at o editicio designado
para o baile, o qual se achira caprich03amenle
decorado, ostentando agraaabilissima perspec-
ti VA
A dansa.quc presidia urna satisfagao intima,
coraegou, abrlhantada pela presenga de cerca
de quarenta senhoras sob a mpresso de im-
menso prazer, sendo apenas interrumpida
meia noite para dar lugar ccia, que foi profu-
samente servida, .sendo durante a mesma ergui-
dos muitos blindes, entre os quae6, destacamos
os feitos aos Exms.' Srs. Baro de Aragagy e Dr.
Aiirerio Cnrntia. coronel Mauoel de Barros Wan-
. Hipdromo do Campo
Grande
DirectorLuiz de Paula Lopes.
SectarioDr. Luiz Antonio Oaval-
cante.
Thesoureiro "apitS Jodquim Inno-
cencio omes.
----------------sasS^---------------
Despedida
Theodomiro Thomaz Cavalcante Pe3Soa,
tendo se retirado da comarca do Buique,
sem que Ihe fosse possiTCl depodir-e pes-
sealmente dos amigos daquella comarca,
pela presteza de sna viagem, vem do alto
da imprensa agradecer as maneiras delica-
das e attenciosas que immereoidamente
Ihe dispensarr.m aquelles amigos, e offere-
oe nesta cidade, ou em qualquer parte
que n sorte o colloque, os seus limitados
prestimos.
' Reeife, 21 de Janeiro de 1889.
despachante Adolpho
rado. -JAegistre-se.
De Bruno da Silva Carvalho A C, registro da
nomeacao de seu caixeiro.Na forma requenda.
Xada mais havendoa tratar encerrou-se a ses-
sao s U ift horas da manh.
InDICACES OTIS
Danos em segmda < prii
di urna circular, dirigila por
Medico
Dr. Ceftquevra Late, tem o seu escripto
rio abertorua Duque de Caxias n. 74, das
12 s 2 horas da tarde, e deste hora em dian-
te em sua residencia & ra da Santa Gruz
a. 10. Especialidades molestias de se-
homs e enancas. Telephone n. 326.
O Dr. Alvares GuimetrcUs, chegado da
corte, dedicanie medicina em geni, e
com especialidade s matoatias do coraoao,
pulmfes, figado, estomago e inteatinoa, o
Alfredo Correia, coronel Manoei
derlev. commeodador Manoei 11. de Barros, Exm.
Sr. Barao de Giudahy, Dr. Cyrino Castro, Dr.
Joo Coirabra, capitao Carlos Tott, Dr. Francis-
co Accioly e outros.
O brinde de honra foi levantado pelo Dr. Cal-
das Barreto a S. M o Imperador, o monarcha
. que lenge da patria sobre o leito da dor j-
. mais se esquecera dos ritaes interesses do paiz
t e quealqucbrado pelas fadigas de seu longo
. reinado, nao se tem descurado um s instante
de seus penosos deveres, e cujo norae ha de
i ser escripto em nossa historia patria como j
o est cm nossos coragoes symbolisando a
nossa nacionalidade.
Ao terminar a dansa. pelas 6 horas da manha,
loi o Dr. Caldas com sua Exma. familia acompa-
nhado por todos os cavalheiros e pelas Exmas.
genboras presentes at sua residencia, onde ao
ebegarem, o Dr. Estewio Castello Branco eme-
Icroso improviso saudou-o e a sua digna familia,
sendo euthusiasticamente applaudido.
So dia 19 db corrente. apezar da chuva torren-
cial da vespera, foi o Dr. Caldas acompannado
por cerca de cincoenta cavalheiros at Gamellei-
ra, onde Ihe foi offerecido pelo commendador
Manoei Honorato de Barros um lauto almogo. ha-
vendo por assa'uccasiao rauios brindes-
No da 20 embarcou em Gamelleira com desti-
no a Palmares, acompannado dos distiuctos ca-
valheiros Exm. Sr. Harto de Aragagy, commen-
dador Manoei Honorato, tabelhao Baixa Lins,
Joo da Rocha H. Cavalcante Sobrinho, Pedro de
Barros Wanderley e Alipio Accioly, e ah novas
mamfestagoes o esperavam.
Recebido com os que o acompaohavam por
muitos amigos de raimares, entre os quaes acha-
vam-se o commendador Joo Flix Pereira, Drs
Fiel Grangeiro, Costa Maia e H. Wanderlev.
pito Antonio Bezerra, tenente Augusto Maia e
muitos outros cidados qualicados da localidaae,
drgiram-se todos, precedidos da exccllente mu
sica da localidade, at a casa do commendador
joao Flix que offereceu ao Dr. Caldas e a seus
amigos um delicioso jantar, onde p filustre re-
cem-chegado foi cumprimentado pelos circums-
tantcs com palarras de affecto que traduzam a
satisfagSo intima de que lodos se acbavam pos-
suidos.
Feliz foi o acto do governo, dotando ajeoraarca
de Palmares com um miz de tao saliente estatu
ra moral. CneTe de pofida das provincias da
parahyba e do Par* e juiz de (broto em arver
sas comarcas da prtrrtnda, o Dr. Manoei Camas
Collegio de Santa Lucia
Conlinuam a funccionar as aulas deste concei-
tuado colk'gio, sito ra Visconde de Inhauraa
(antiga do Raugpl) n. 25, 2o andar, j to van-
taiosamente conhecido, onde se d esmerada
educago, propria do sexo feminino.
Pelo seu programma sao admitiidas alumnas
pensionistas, mek>-pendonistas fi- externas, pelo
que tem um corpo docente bastante habilitado e
o predio acha'-aa em uoaacondicOes tanto de^y.
giene. como "de acommodages
As mensalidades sao razoaveis e pagas adian-
tadas.
--------------^---------
W. *OJ
Jlcba Florida de Murray e Lanman
Todas as preparagoes chinacas envolvem em
si imitagoea grosselras de cssendas de flores ex-
trahidas da mnha casta de ingredientes de urna
natureza acre e revoltete; porra o refrigrame
e deleilavel aroma que dimana do natural incen-
s das verdadeiras flores da natureza, quando,
por assim dizer, ainda n'um estado virginal de
adotescencia sendo docenfenle embateiMfMlBr
gentis brisas dos trpicos, jamis pode ser simu-
lda
Daqui provm e nasce toda a supenondade
deste admiravel e to afamado perfume, a con-
centrada essencia de floree, comidas por entre
os enramados jardins da Florida, sobre todos os
demais perfumes existentes ; e analmente d'al
nasce essa innata tenazeidade com que ella se
apega a tudo que toca, sem jamis variar ou des-
merecer.
Nao conhecemos, pois, cousa alguma neste ge-
nero que apenas de leve se possa approximarou
comparar em delicadeza e persistente durabili-
dade a cxcepgao dos extractos raais finos de Pa-
rs ; e no emtanto a Agua de Florida de boa-
mente preferida pelas senhoras aa America en-
tral e do Sul, Mxico e Antilhas al mesmo aO
melhor delles, e para mais ajuda, o seu custo,
segundo nos consta, nao chega a exceder a me-
tad'e daquelles outros*
Coma garanta corara as falsiBcages obsrve-
se bem que os nomes de Lanman A ICemp ve-
nham estampados em letras transparentes no
papel do vidnoho que serve de envoltorio cada
garrafa. .
Acha-se venda em todas aa boticas e lojas de
perfumaras.
venho" por nieio d'esta pedir a V. S. para que se
diyne mandar ptmlicir este meu escripto.
A alegra que experimento n'esta occasiao
pelo faliz resultada, qw obtive cora o afinando
Elitir Depurativo, preparado pelo Sr. Angelioo
Jos dos Sanios Andrade, imnaensa, e iaa-mar.
crer que as virtudes d'este milagroso remedie-
sem igual, e um rurdadoiro restaurador da sawte
humana, como vou relatar:
Ha cerca da B mezes pouco mais ou menoa,
proveniente de molestias reooftidas, fui seria-
mente accorameltido de doas hoiriveis malea.
Principiei a sentir grandes dores rheumaticas,
acompannado de urna tosse secca. fri, febre e
dor de cabeca, que. bstame me incoratnodava ;
recorr entao i diversos mdicos, uus diziam
isso nSo nada, outros potm me dixuim,MatJ
molestia bastante grave, mas lodos eram de
accordo que eu uzassv do Xarope Gbert, eu
Ibes responda :, mullo obligado Sis. doutorejLg
nao tomo, porque nao quero amistar coraar
suas consequencias, uzei entio da Salsa Caroba
e cabacinho, da qual toinei 30 frascos, mas re-
coiilieccndo eu ser impotente para vencer a ori-
gem do mal, accreseendo mais, que estando in-
trevado no leito da dor entre a descrenca de me-
Ihoras e o sourmento continuo, principie) a
sentir um corpa extrmho no palmo esquerdo
do qual me sabianr dores agudiSiinas que mal
podia respirar ; quando cu caloava .com a mi
sobre a parte superior do roracfio senta aOB-
pecie de um bolgo ou tumor move-se e roncar.
phenorneno este qne nao sei como quallificar.
Nesse terrivel estado, sem esperanr-a de vida,
foi ura amigo o Sr. Jos Luiz Gongalves bord
do vapor Juguaribe, aonde. sou dispeuseiro, vi-
sitar-me, c vendo o meu estado lembrou-me o
seu preparado, inculio-me una pequea' espe-
ranca sem perda de lempo mandei-o buscar. O
effeito benfico nao se fez esperar, pruvocan-
do-me um grande abalo que estivo jiara o aban-
donar, mas lerahrei rae que eslava a bordo emt-
viagem para o norte e nao liuha outro recurso,
felizmente fui inspirado e continuei a azar. ;
No terceiro dia a tarde estando um penco ve-
xado no con vez tossi e lo!ei uiup. geifada de puz
(materia), com alguns minutos botei outra, ea
hm na terceira Rolfaoa veio puz misturado co
sanguc com qne alliviei consideravelmerite.-
Incouiinenle tomei a sexta dose c ao cuhir den-
tro ardu-me inuito o lugar, mas foi a tninhaj
salvago porque cicatrizou a parte offendida.
Aflianco ao Sr. Andrade que este meu trata-
raento una verdudeira maravlia, poi que em
menos de oito dias llquei livre de todos os meu
soffrimento. 3 **
eje que cont o lim da terceira garrafa adi-
me forte e apto para tudo.
Aproveilo pois a occasiao para por a disposi-
i;o de V. S. os meus diminutos prestimos.
De V. S. amigo e obrigado.
Reeife, 16 de Agosto de 1887.Manoei J. Aran-
tes.
N. :a
Illm. Sr Angelino Jos dos Santos Andrade.
Tendo solTi'do por espago de dous annos de in-
flammago nos intestinos depois de ter usado de ,
diversos remedios sem resultado algum, me
aconselharam que usasse do seu Elixir Ptirifi-
oidor do Sangue com tanta felicidade que com
duas garrafas rae julgo salvo de to horrtfetp
soffrimento
A' vista do prodigio que obtive cora o seu pre-
parado fui ao Reeife comprar mais duas gara-
fas para applicar una senhora que o seu |S-
lado era bastante grave, porque soffria de uia
horrivel erupgo na pellc e tendo esgotado a
medicina sera resultado. Usando do seu 'tol-
era pouco tempo obtive grande resultado que foi
Sara raim ura verdadeiro assombro, mas acaban-
o-?e o precisando de continuar cora seu-irate-
mento, nao podendo ir ao Reeife. manuei um
porta lor buscar mais outra garrafa, mas o. que
aconteceuao portador m lugar de ir buscar a.
dita garrafa na sua casa, engaado, foi em ou-
tra e venderam-lheo remedi falso, pois o doente
engaado foi usar d'clle. transtomou-Uie todo o
tralamen'.o a ponto de flear indiada; de lasti-
mar que baja horneas, d m;i ndole, que por
ineio da fraude prejufi juera assim a saude do seu
proxiniu.
Foder fazer o uso que convier deste meu
escripto que s contera a pura verdade.
Eslava sellada com una estampilha de 86
ris e iouiilisada da maneira seguinte:
En^enho Matapiruma, 27 de NovenmrOr de
1885. Jociniano i.ordeiro Lins.
Como testeraunha, Jos Francisco Xarier da
Sitea.
Reconhego a firma retro, por jemelhanca.
Reeife, 9 de Dezembro de 1 8o.
Era Ustcmualio de verdade (si.anal).O ta-
belhao public, Apolinario Florentino 4e Att>i-
querque Hm nliao.
S. 36 _
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
Paltana a um sagradTf*devcT setteixasse de
Ihe comraunicar urna grande e millagroav cura
operada em mim, abaixo d Deus, pelo su po-
deroso Ettxir-PuTificAkdMLdo Sangite, -como vou
relatar.. ^
Ha nove mezes, mais ou menos, appareceu-
mc nma berruga sobre a face direita que bas-
tante me wcommodava desejando licar bom da
meu soffrimento sujeitei-rae a ser operado petes
filustres c principaes mdicos d'esta cidae, os
auaes tiveiam a infelicidade de me dizerem que
pao me garandara a vida e declararam ser um
kisto supurento ; dia para dia me lavrava o rosto
e tsaaaaeiffiti o olho. sujeilei-raa a outros traia^.
mentos sem obler d'elles o menor lenilivo.Tos
meus soffrimenltas; um amigo, em boa hora,
lembrou-me o -*s* preparado, sem perda de
tempo principiei a salo, o effeito benfico nao
se fez esperar, porquf com sele garrafa* jul#o;.
me salvo de to horrivel e perigoso sofftimelilo;
para qHe a humanidado possa gosar de to be-
nfico remedio, fago a presente declaragao e au-
tori80-o a fazer d'esta o uso que Ihe convier.
De Vm'c. criado e obrigado.
Reeife, 12 de
gusto Costa.
Dezembro de 1888.-Joao Au-
?
Elixir depura-
ti\peget
Formula de Angelino Jos
dos Santos Andrade
Approvado pela Inspectorio Geral de Hy-
giene PubUca do Rio de Janeiro em 20
de Julho de 1887.
Este depurativo de" grande eficacia as mo:
lestias syphiliticas e impureza do sangue ; assim
como em todas as molestias das senhoras.
Tem curado radicalmente muitas pessoas ac-
commettidas da terrivel molesti beriben.
MOLX) DE USAR
Os adultos tomaro qu^tro colheres das de
sopa pela manh e quatro noite. As criangas
de 1 a 8 annos tomarfio urna colher pela manha
e outra a noite, e os de 5 a 11 annos tomarao
duas comeres pela manha e duas a noite. De-
vero tomar banhos fro ou momo pela manna e
noite. Hesguardo regular.
Encontra-se i. venda na drogara dos srs.
Frandsco Manoei da SUva & C, ra Mrquez de
Olinda n. 23 e pharmacia Oriental ra Bmwf-
ta do Rosario n. 3.
O autor deste preparado pode ser procurauo
na rna do Harao da Victoria n. 37, onde ser en-
contrado para dar toda e qualquer exphcago
que for precisa.
AttCBf/ao
Ww Sr.Cumprlndo um dever de-gratido
AVISO
O Dr. Rawlinson, ciuff-
giao dentista, avisa aos seus
clientes que mudou o seu cout
sultorio para a ra do Baro
da Victoria n. 18, 1 andan
Continua a fazer milagres!:
Julio Augusto da Silva Seres, primeiro pratW
da barra de Pernamhnco.
Atiesto que soffrendo de rheuraatismo gotoso
ha mais de quatro annos, tomei a liberdade d-
fazer uso do elixir de cabega ^le negro, formula
do Dr. Santa Rosa, e com tre3 garralinhas deste
santo remedio, fiquei completamente restableci-
do, o que affirmo e juro se preciso fr.
Recite, 19 de Janeiro de 1889.
Julio Augusto da Silra Neves.
----------------------------*--------------------------
Inglez e francez
Cursos das 7 s 8 horas da manha e
5 s 6 da tarde : ra da A
2." andar.
Vias urinarias, molestias do tero,
4>perac5es elctricas
n. CARLOS BITiaHCaUBT
Specialista
com pratica de pabiz k loxdres
, Estreitamentcs da uretra curados ra-
) 1 dicaimente pela electrolyse, sem dor
) hydrceles sem inieega* (cura radicalt
ftidas e ulceras.chronicas. com garau- \
1) tia de cura rpida; pedras da bexiga, \ >
(I fstulas e hemorrhoidas ; syptilis, gj- l i
' norrhas, pelo raetliodo das instillaeC
i I molestias da garganta e do peilo pe]
A athraospberas medicamentosas. >on- /
' ( sullas e operagOos das 12 s 3 eras,' )
I) MAEQCEZDEOLDDAN.34r|A!A (
j meidencl Trre

*
,.,.!
$.1








Lyco Triadelphico
84-RUA DO H0SPICI0-54
A directora d'este estabelecimento de educacSo
communica aos paes de suas alamnas que as au-
las comecaram a funccionar desde o da 15 do
andante.
Contina a receber alumnas internas, semi-m-
Jemas e externas, garantindo que empregara os
meemos esforcos pelo aproveitameato e bem es-
tar de suas alumnas.
Recife. 20 de Janeiro de 1889.
A directora,
Francisca Teixeira de Mello.
'?------------
Curso primario e preparato-
Cousagra cao scleatlOea
J nSo so o publico, j nao sfio ape-
nas os mdicos, as tambem os archivos
scientificos, os depositarios mdicos, que
veem exalcar aa virtudes do Peitoral de
Cambar, de Souna Soares.
Sem mais commentarios, abrimos espa-
co, hoje a duas consgraseos scientifcas
que por certo, hio de merecer do publico
o maior conceito pela sua procedencia in-
suspeita.
Eil-as ;
t ... Sem nos referirmos ao Cambar-
tinga, Lantana vellosiana ao cha de pe-
destre, Lantona pseudotha, St. Hil., de
reconhecidos effeitos na medicina domes-
tica, apontaremos Cambar verdadeiro,
Vemonia polyantjes. Len, o qual por
sua accao s cualidades demulcentes e
balsmicas daqueJas outras, rene a de
ser ao mesmo tempo expectorante deven-
do por isso ser aproveitado no tratamento
das bronchites, nomeadamente da tsica
trpida............................
t Bem avisado andou o Sr. J. A. de
Este collegio de~ instruccSo primaria e Souza Soares, Pelotas, preparando, com
secundaria, cujas aulas se reabrirao no' essa especie, o sen Peitoral de Cambar,
di 7 de Janeiro corrente, offerece aos que tive occasiao de examinar ecom
honrar, pleno conhecimentoaconBelho o seu uso
Diario de PernarabucoQuinta-feira 24 de Janeiro de 1889
Larga
no
da Baaarta m. I*.
i -
Estao abertas as aulas deste curso desde o da 8
do corrente mez.
O director,
Camerino Sobrinho,
Collegio leira
Ra da Imperatriz n. 63
de instruccSo '
pas de familias que o quizerem
confiando-lhe seus filhos, todas as garan-
tas de moralidade, aproveitamento e bom
traxamento para os meamos seus filhos.
O resultado dos examea obtido, pelos
l'o's deste eollegio, ser opportuna-
publicado, e em vista dellc se ter
umaprova do interesse tomado pelo abai-
xo assignado pela applicacao dos seus
Jtmnos.
Recife, 3 de Janeiro de 1889.
O director,
Ascencio Minervino Meira de Vaseoncetto*.
m ------------
Cura importante
Aa Eia. Sr. Or. Carlas BeUencour
O abaixo assignado soffrendo de um
estreitamento da urethra ha mais de seis
amos, foi operado pelo Sr. Dr. Betten-
court pela electrolyse, sem dr, e, gracas
sua habilidade e manejos delicados,
conseguio ficar bom e radicalmente cura-
o em poneos das, andando sempre a
tratar de seus negocios, pois que o Sr.
Dr. Bettencourt opera sem levar o doente
4 cama.
Pede desculpa ao Sr. Dr. Bettencourt
se com esta sua publicaeao offende a sua
modestia.
Goncalo Teixeira GuimarcUe.
?
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata com especiali-
dade de molestias de senhoras e creancas.
Consultorio e residencia ra da impe-
ratriz n 18, Io andar.
Consultas de 8 s 10 da manhS.
Chamados (por escripfo) qualquer hora.
TELEPHONE N. 226
Oculista
Dr. J. Correia de Bittencourt, oculista
residente na corte, ex-chefe de clnica
ophthalmologica dos Drs. Wecher e Pa-
nas em Pars e do professor Hirschberg
em Berlim, tendo regressado de sua ex-
cursSo s provincias do norte, demora-se
alguna mezes nesta capital no exercicio de
sua especialidade.
Consistorio e residencia ra do Br*o
da Victoria n. 23 1 andar. Entrada pela
Camboa'do Carmo.
Consultas das 12 s 3 da tarde. Gratis
aos pobres.
Collegio Parthenon
S Ra do Hospicio 3
O director deste collegio declara aos
pas de seus alumnos e ao publico em ge-
ral que as aulas comecarSo a funccionar
a 7 do corrente mez.
. Eecife, 3 de Janeiro de 198.
O director,
Ovidio Alves Manaya.
com a maior contianca.
(Do Formulario Internacional do Dr.
Pires de Almeida)
Leonor Porto
la
*
Larga a Basarlo
2a andar
Continua a executar os mais dif~
ficis figurinos recebidos de Lon-
dres, Pars, Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicSo de costuras,
em b'reviVle., modicidade em pre-
cos e fino gosto.
Escola particular de instruccSo
primaria para o sexo
Ra do Coto vello n. 34
0 professor abaixo assignado, participa aos
seus amigos, c ao respeitavel publico, que abri
a sua escola ra do Cotovello n. 34, onde edu-
ca e instrue a infancia peto mais aperfeicoado
systema do Imperial Lyco do Rio de Janeiro.
Institution Francaise de
Demoiselles
RA BARO DE S. BORJA N. 50
As aulas deste collegio acham-se aber-
tas desde o dia 7 de Janeiro de 1889.
A directora,
G. Adour.
Collegio Amor Divino
Stua da Imperatriz a. 3*
As aulas deste estabelecimento dedicado a
instruccSo das criancas do sexo masculino abrir -
se-ho no dia 7 do corrate.
A directora,-'
Olympia Afra de Mendonca.
Alumno interno
Meio pensionistas
Prirneira8 lettras
Msica c piano
Por cada um preparatorio
Ra do Cotovello
30*000 mensaes
15*000
2*000 c
4*000
3*000
n. 34
EDIT1ES
c... O PEITORAL DE CAMBARA!
apresenta um bello aspecto, possue cheiro
e sabor agradaveis, qualidades que, s
por si, j sao de grande valor.
c Quanto s suas propriedadeB thera-
peuticas, dizem os attestados mdicos que
o acompanham que sSo preciosas as affe-
ccoes broncbo-pulmonares, pela sua accSo
emoliente, balsmica e expectorante, qua- jg
lidades sem questio apreciaveis as affe-
cc8es catarrhaes, o que justifica a nomea-
d adquirida pelo preparado, cujo hist-
rico acabamos de fazer................
Como planta nossa que o cambar
tem direito a oceupar a attencao dos que
se dedicam no estudo da flora brasilcira ;
e como no preparados do Sr. Jos Alves
de Souza SoareB encontram-se reunidas
excellentes qualidades oflicinaes e organo-
lpticas, alm de valiosos attestados med,
eos, julgamol-o digno de nossa confianca
e merecedor da attencao dos nossos Ilus-
trados collegas aos quaes communicare-
mos posteriormente os resultados das ob-
srvameos pessoaes que sobre elle fizer-
mos. i
(Di Uniao Medica do Rio de Janeire).
OS AGENTES
Francisco M.iuoel da Silva A C.
Pernambuco
Ra Mrquez de Olinda n. 23.
!
Collegio de S. Miguel
Ra do Visteado de C awaragl-
be n. &3
Aos respeitaveis paes de familias parti-
cipa a directora deste novo estabelecimen-
to de instruccSo para o sexo feminino,
3ue abrir as aulas no dia 14 de Janeiro
e 1889.
A mesma promette aos paes que Ihe
confiarem suas iilhas esforcar-se por lb.es
dar urna educaco primorosa, solida, reli-
giosa e domestica.
A tratar, do 1* de Janeiro no proprio
das 2 da tarde as 7 da
Julio Soares de Azevedo.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico,
oculista, ex-chefe de clnica do
Dr. de Wecker, d consultas de
meio dia s 3 horas da tarde, ao
Io andar da casa n. 51 ra do
BarSo da Victoria, excepto nos
domingos e das santificados.
Residencia ra Sete de, Setem-
bro n. 34. Entrada pela ra da
Saudade n. 25.
Clnica medicocirurgica
DO
Dr. Ferrelra
OCULISTA
Pratico nos principaes hospitaes de Pariz
e Londres.
Consultas todos* os dias (excepto domin-
gos) das 9 horas ao meio da.
Pratica embalsamamentos.
Consultorio e residencia ra Larga do Ro-
sario n. 20
Telephone n. 233
Bacharel Antonio WHru- jj
vio Pinto Bandeira <
Pode ser procurado ra do Imperador
n. 71, 1* andar
estabelecimento,
noite.
A directora,
Emilia A. de Mendonca
COMERCIO
Revista do Mercado
Recipe, 23 de Janeiro de 1889.
* Foi pequeo o movimento no mercado de cam-
bios.
Na Bolsa foram vendidas 88 lettras hypothea-
rias com o descont de 4 1/2 /
Constou negocios nos mercados de algodio e
de couros.
Caiiblo
Hantendo anda a taxa de 27 1/2 d., saccaram
os bancos reservadamente a 27 9/16, adiando
poucos tomadores.
Em papel particular nao constou transaccio
alguraa., exigmdo os bancos 27 3/4.
No Rio as cotacOes foram as mesmas de hon-
lem, 27 1/2, nominal, saccando todos os bancos
a 27 9,16 sobre segundo banco.
0 papel particular foi cotado a 27 11/16 com
tendencia para alta.
TABELLAS AFFIXADA8
*3
Collegio de Nossa Senhora da
Pecha
Ra da lurora n. 89
As aulas deste collegio se abrirlo a 7
de Janeiro e slo de : primeiras lettras,
portugus, francez, inglez,geographia, mu-
sica, piano, desenho, bordados de varias
especies, flores, etc.
A directora,
Augusta Carneiro.
Bolsa
COB-
CTACOE8 OFFICIAE8 DA JUMTA DOE
BECTOBE8
Recife, 23 da Janeiro de JS89
Letras bypothecaria com juros, a 950500 (
urna.
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 15 d/v. com 1/2
OD de desecnto. -
Cambio sobre S. Paulo, 60 d/v. com 2 0/0 de
descont, hontem.
Cambio sobre Londres, 90 elv. 27 1/2 d. por
t, do banco, hontcn.
Descont de letras, 10 0/0 ao anno, bontem.
Na Bolsa Venderam-se
88 letras hypothecarias,
O presidente.
Candido G. .Icoforado.
0 secretario,
Eduardo Dubeux
Algodio
Houve vendas do de 1' sorte do sertio a 6*200,
fechando o mercado mais firme.
Aexportacao.feitapela alfandega neste raen
it o 2.077.212 para o exterior e 49.461 para o inte-
ior.
As entradas verificadas at a data de hoje so
oem a 17.941 saccas, sendo por :
Barcacas.....
Vapores .....
nimaes.....
Via-ferrea de Caruarti.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-frrea deLimoeiro .
Cirurgio Dentista
DR. ROBERT P. RAWLLNSON, for-
mado pela Universidade de Maryland nos
Estados-Unidos, tem aberto o seu consul-
torio, na ra Bario do Victoria 19, Io an-
dar.
Consultas das 10 s 4 horas da tarde.
Antonio Flix Percira, colletor das rendas ge-
raes de Taimares, em virtude da lei, etc.
Fago saber aos que o presente edita! virem e
delle noticia tiverem, que segundo o disposto
no art. 29 do regulamento a que se refere o de-
creto n. 9870 de 22 de Fevereiro de 1888, a co-
branca do imposto de industrias e prodssoes
ser reallsada no mez de Fevereiro de cada
auno, se o imposto nSo exceder de 504000, e em
duas prestaces iguaes nos mezes de Fevereiro
e Agosto, se exceder aquella quaatia.
Que os contribuiotes que nao pagarem o im-
osto nos prazos cima, ncorrerao na multa de
0 0/0, a qual ser elevada a 13 0/0, se o deve-
dor nio realisar o pagamento at 20 de Junho
do semestre addicional do respectivo exercicio.
E para que chegue- ao conhecimento de todos
mandei lavrar o presente, que ser affixado nos
lugares mais pblicos, e vai por mim assignado
Collectoria de Palmares, 20 de Janeiro de 1889.
0 collector,
Antonio Flix Pcreira.
DECLARARES

i
MEDICO HOMEPATA
Dr. Balthazar da Silveira
Especialidadefebres, molestias
} das criancas, dos orgaos respirato-
rios e das ocuhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
ora da capital.
AVISO
Todos os chamados devein ser di-
rigidos pharmacia do Dr. Sabino,
ra do BarSo da Victoria
onde se indicar sua residencia.

n. 43, \
icia.
Advogado
0 bacharel Jaronymo Materno Pereira de Car-
valbo mudou seu escriptorio do n. 55 para o n.
85 a ra Duque de Caxias entrada pelo becco d
Congrega cao.
Someno
kliiscavado
1*700
14340
O procurador dos teitos interino da f-
zenda provincial, tendo recebido do The-
souro a relacao abaixo transcripta dos de
vedores do imposto de agurdente do exer-
cicio de 1886 a 1887, (3/ semestre), que
deixaram de pagar no tempo competente,
declara aos mesnios devedores que lhes tica
marcado o prazo de 30 dias, a contar da
data da pnbicacSlo do presente edital, para
dentro d'elles pagarem a importancia de
seus dbitos com guia da seccao do con-
tencioso, certos de que findo aquelle prazo
se proceder a cobranca judicialmente.
Recife, 15 de Janeiro de 1889.
O procurador dos feitos interino,
Jos Francisco de Gcs Cavalcaie.
Relaco dos devedores do imposto de aguar-
de iw exercicio de 1886 a 1887. 3."
semestre.
Recife
Ra do Commercio n. 30. An-
nio Caraense
Bispo Sardinha n. 11. Azevedo
Braga & C.
D. Mara Cesar n. 2. Antonio
Gomes Salgueiral Jnior
Vigario Tenorio n. 15. Antonio
Lucio de Albuqucrque
Mariz c Barros n. 10. Antonio
do Reg Barros
Mrquez de Olinda n. 50. Bra-
ga Gomes & C.
Bom-Jesus n. 13. Costa Perei-
ra & C.
Araorim n. 25. Estanislao Lins
Mrquez de Olinda n. 2. Fon-
tes & IrraSos
Moeda n. 25. Francisco Anto-
nio Pereira
Guararapes n. 72. Ferreira Ca-
bral
Becco Largo n. 1. Henrique
Leal & C.
Bom-Jesus n. 33. JoSo M. Mo-
reira
Thom de Souza n. 4. Joaquim
Goncalves CascSo
Amorim n. 1. Jos Soares La-
pa
Dita n. 29. Joao Alves Pimen-
tel
Moeda n. 29. Joaquim de Al-
meida & C.
Guararapes n. 8 A, Jos dos
76*320
205352
45*792
1 i- 41234
30*528
50*880
35*616
30*528
15*364
30*528
20*352
20*352
15*264
61*056
61*056
30*528
45*792
A exportacSo, feita pela alfandega, neste mez
at o da 21, attingio a 13.327.704 kilos, sendo
8.''91.394 para o exterior e 5.236.310 para o
interior.
As entradas verificadas at a data de hoje so-
bem a 206.663 saccas, sendo por :
Barcagas
Vapores.....
Anunaes.....
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea do Limoeiro
Somma.
80.555 Saceos
9.714
11410
75.831
29.153
206.663 Saceos
15/4
Saccas
Somma
17.941 Saccas
Pelo vapor allemio Uamburgo, foram remet-
tidas 300 saceos para o Rio de Janeiro.
0 vapor allemfio Buenos-Ayres-, levou
500 sacca3 para Lisboa e 1.150 fardos para Ham-
burgo.
Attsuear
Os precos pagos ao agricultor, por 15 kilos, se-
cundo a Associaco Commercial Agrcola, foram
os seguintes:
Lrancos..... 2A100
Somrno..... 1*700
Mascavado purgado .
bruto. 1*140
O vapor allemo Buenos-Ayres, levon
barricas com assucar branco para Lisboa.
Pelo vapor allemio -Hamburgo, foram re-
mettidos para Santos 2.500 saceos com assucar
branco e 5.250 ditos com dito mascavado.
1'o uros
Vendeu-se um lote dos salgados seceos a 385
ris; houve offertas de 205 para os verdes.
O vapor allemio Buenas Ayres, levou 1.445
couros salgados para Lisboa e 611 ditos para
Hamburgo.
Agurdente
Cota-se a 70*000, nominal por pipa de 480
litros.
Alcool
Cota-se a 125*000 por pipa d 480 litros.
Hel
Manlem-se a cotario de 50*000 por pipa de
480 litros.
Barca portugueza Tentadora, kerosene.
Barca norueguense Celer, carvio.
Brigue diiiamarqui'z Catltarina, varios gneros.
Brigue sueco Pepita, cano.
Brigue norueguense Bertha, carvo.
Patacho sueco Amor, varios gneros.
iMportaeio
Barca norueguense Celer, entrada de Cardiff
em 22 do corrente e consignada ordem, man
festn :
Carvo de podra 893 toneladas a Livramento
&C.
Vapor nacional Prinripe do Grao Para, entrado
da Bahia e escala em 23 do corrente e consig-
nado a Domingos Alves Matheus, manifestou :
Algodo em rama 200 saccas a Maia & Re-
zende, 60 a J. H. Boxwell. Arroz de casca 400
saccas ao consignatario.
Couros seceos salgados 300 a Moura Borges
& C, 469 a Adolpho Hirscli.
Fumo 2 pipas e 13 barricas a Jleuron 4 C.
Pul les de cabra 38 fardos, a Adolpho Hirsch.
Phosphoros 2 caixes a S, L. Johnstou.
Queijos 2 caixas a Fernandes Irmos.
Sola 50 > 12 a Maia & Rezende, 152 a Soares
do Araaral Irmos.
Anjos Farias
Alvares Cabral n. 1. Joaquim
Lopes de Barros
Vigario Tenorio n. 6. Manoel
Goncalves Ferreira
Moeda n. 23. Miguel Lima & C.
Bom-Jesus n. 27. Pereira & C.
Mariz e Barros n. 2. Silva Cu-
rado & C.
Larga do Rosario n. 13. Anto-
nio Martins Jnior
Conselheiro Piretti n. 48. Ama-
ral Vieira & C.
Largo do Carmo n. 39. Albu-
querque 4 IrmSo
Viscond-3 de Inhauma n. 49.
Antonio Bento de Campos
Coronel Suassuua n. 27. Anto-
nio Goncalves da Silva A-
raujo
Palma n. 11. Alves Barbosa
& C.
Paulino Cmara n. 2. Barbosa
Ramos & C.
Larga do Rosario n. 18. Cas-
cSo d C.
Pedro Affonso n. 34. Carvalho
Souza & C.
Larga do Rosario n. 1. Dias
& C.
Largo do Paraizo n. 18. Fi-
gueiredo & C.
Paz n. 2. Felippe Nery Guima-
BMtftea
Caes 22 de Novcmbro A. Joa-
quim Ramos & C.
Mathias de Albuquerque n. 3.
Joaquim da Silva Ferreira
Travessa das Flores n. 2. Joao
Lins Bernardo Pessoa
Travessa do Arsenal de Guerra
n. 5. Jos da 'ostn Bahia
Palma n. 71. Jos de Almeida
& C.
Larangeiras n. 1. Manoel Joa-
quim Pereira dos Res
Estreita do Rosario n. 1. Mar-
tins Peres & O.
Dita n. 1. Os mesmos
Largo do Paroizo n. 31. Mar-
ques Almeida
Visconde de Inhauma n. 15.
Manoel Jos Gomes
Cadeia Nova n. 9. Mello & C.
liba do Carvalho n. 37. Olivei-
ra Praca
Santa Thereza n. 30. Rodri-
gues dos Santos & C.
Caes 22 de Novcmbro n. 42.
Santos Porto & C.
Visconde de Inhauma n. 34.
Souza Pontea & C.
Palma n. 4. Santos Souza (S C.
Mrquez do Herval n. 73. San-
tos e Alves
Travessa da Praceta n. 1. Sou-
za Tavares & O
Travessa do Pocinho n. 24. Vic-
torino dos Santos & C.
S. Jos
Coronel Suassuna n. 296 Alfredo
Fiuza &C.
Mrquez do Herval n 64. Au-
gusto Lumachi Miguis.
Dita n. 146 Antonio Jos Deao
Vidal de Negreiros n. 23 Anto-
nio Mendes Pereira da Costa .
Dita n. 149. Azevedo Lopes
& C.
Imperial n. 1. Andr Affonso
de larvalho.
Dita n. 55 A. Adolpho de Men-
donca & C.
Ditan. 111. Antao&C.
Via Frrea n. 5 Antonio Gon-
calves de Miranda Wandcr-
ley.
S. Joao n. 69. Constancia Mara
Fradique e Silva.
Imperial n. 275. Costa Primo
& C.
Vidal de Negreiros n. 155. Du-
arte Cruz & C
Travessa doPeixoto n. 17. Elias
Baptista dos Santos Rocha
Marcilio Dias n. 76. Ferreira
25*440
30*628
35*616
40*704
61*056
35*616
24*422
50*880
350616
25*440
15*264
20*352
20*352
40*704
15*264
35*616
35*616
35*616
25*240
30*528
15*264
50*880
30*528
25*440
15*264
15*264
35*616
20*352
36*633
25*440
30*528
25*44'i
30*528
25*440
40*704
50*880
25*440
61*056
15*264
24*422
40*701
25*440
27*984
25*440
24*422
15*264
20*352
25*440
30*528
24*422
com
lletame
*900
a 2*600
a 1*800
1*300
a 1*240
a 1*000
Colonia Isabel:
Urunco !
- V .
3- .
Komno .
Mascavado .
Usina Pinto:
Branco 1*
.
2*700
2*400
2*000
1*800
1*400
2*400
2*300
Pauta da alfandega
SNUU db 21 a 26 db jANsiao Da 1889
Vide o Diario de Vi de Janeiro
\avioj* earga
Barca norueguense Eliez>r, para Ro da Prata.
Brigue portuguez Calcida, ara Lisboa e Porto.
Lugar americano Arthwr C. Wade, para Estados-
Unidos.
Lugar portuguez Temerario, para Rio Grande
doSul.
Patacho inglcz Peggie, para Mentevido.
* avos & descarga
Barca portugueza Novo Sileucio, varios gneros.
Barca norueguense Frida, carvo.
Barca norueguense Frilhyof, carvo.
Barea noruaguense Professor, madeira e breu.
Barea ingleza Helen Iznbel, bacalhao
Barca americana J. F. Rottman, carvo.
Barca ingleza Sobrina, farello.
E%portaco
Bacn, 22 db ja bbo de 1889
Para o exterior
No vapor ingez Thales, carregou :
Para Liverpool, companhia Sugar Factores
914 saceos com 68,550 kilos de assucar masca-
vado.
No patacho americano Daesy. carregaram :
Para New-York. A. Casco *C, 144 saeeos
com 10,800 kilos de asquear mascavado.
Na barca portugueza Noto Silencio, carre-
gou :
Para o Porto, L. Lima 150 saccas cora 8,894
kilos de algodao.
Para o interior
No vaporargentino Alba, carregaram :
Para Rio Grande do Sul, P. Carneiro & C.
1,600 volumes com 169,300 kilos de assucar
branco.
No lugar portuguez Temerario, carrega-
ram :
Para Rio Grande do Sul, Amorim Irmos & C.
115 saceos com 8,625 kilos de assucar masca-
vado e 383 ditos com 28,875 ditos de dito branco.
No patacho sueco Amor, carregaram :
Para Pelotas, Amorim Irmos C. 30 pipas
com 14,400 litros de agurdente ; P. Carneiro *
C. 20 pipas com 9,600 litros de agurdente, 750
volumes com 71,975 kilos de assucar branco o
125 ditos com 12,375 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Alagos, carregaram :
Para Rio de Janeiro, M. Faria 18 saceos com
1,312 kilos de cera de carnauba; A. F. dos San-
tos 28 caixas com vinho de jurubeba.
Na escuna nacional Macah, carregaram :
Para Porto-Alegre, Amorim Irmos & C. 220
saceos com 16,500 kitos de assucar branco -e 80
ditos com 6,000 ditos de dito mascavado.
No vapor americano Flnanve, carregou :
Para Rio de Janeiro, F. A. Lebre 1 caixa com
30 kilos de doce.
No vapor nacional Pirapama, carregou :
Para teara, A. P. da Silva 50 barricas co
1,200 kilos de assucar branco.
Na barcaca Ncptuno, carregou :
Para Aracaty, H. Oliveira 30 saceos com 1,580
kilos de milho-
Na barcaca Nazinlia, carregou .
Para Mamaoguape, J. P. Lapa 20 caixas com
160 litros de genebra.
Ilenriiincntos pblicos
MEZ DB JANiao
Alfandega
Renda geral:
Do dia 2 a 22 705:155*888
dem de 23 37:708*868
Renda provincial
7i2:86i756
Oliveira & Irmao.
Cadeia Nova n. 12. F Figueire
do & C.
Imperial n. 153. Hermno Anto-
nio de Souza.
Marcilio Das n. 120. Jos de
S.
Lomas Valentinas n. 48. A, Jo2o
Celestino de Mello.
Coronel Suassuna n. 217. Jo2o
Baptista Alves da Silva.
Marq ez do Herval n. 170. Jos
Anacleto do Nascimento
Dita n. 167. Jo8o Francisco
Torres Bandeira
Dias ardoso n. 94. Joao Juven-
cio dos Santos.
Dita n. 39. Joaquim Theodoro
de Souza
Vidal de Negrueiros n. 150.
Joao Manoel Lopes Braga
Domingos Theotonio n. 15._JoSo
Ferreira Vital.
Travessa do Serigadon. 1. Joao
Flix da Roza
Padre Muniz n. 1. Jacintho de
MedeirosBarboza & C.
Imperial n. 7. Joaquim Jos da
Silva Moreira
Dita n. 115. Jorge Malheiro
& C.
Ditan. 321. Juvinode Carvalho
( avalcantc.
Dita n. 110 Jos Gomes de Oli-
veira.
Dita n. 152. Jos Francisco de
Almeida.
Imperial n. 160. Jeronymo da
Silva Netto.
Coronel Suassuna n. 120. Luiz
dos Santos Selva.
Lomas Valentinas#n. 17. Manoel
JLiria Gomes da Silva & ('.
Mrquez do Herval n 16. Moraes
& C.
Travessa do Pocinho n. 67.
Manoel Neres Agr.
Travessa do Gaz n. 5. Manoel
Campos.
Vidal de Negreiros n. 18. Ma-
nool Cavalcante Lins &. C.
Travessa do Prata n. 7. Ma-
riano de S.
Imperial n. 19. Miranda &
Hermclindo.
Dita n. 269. A. Manoel Francisco
Guinaraes.
Dita n. 279. Manoel Goncalves
Nogueira.
Dita n. 234 Martins Jorge & C.
Vidal de Negreiros n. 19. Oli-
veira Irmao.
Imperial n. 230. Octaviano Do-
nato Paraizo.
Coronel Suassuna n. 18 Philome-
na Maria da ConceicSo.
Imperial n. 182. Pedro Jos da
Silva.
Travessa do Forte n. 2. Ribeiro
daC. &
Marcilios Dias n. 137. Souza
Rocha & C.
Imperial n. 261. Thomaz Alves
Ferreira.
Vidal de Negreiros n. 2 A. Viei-
ra Aguiar & C.
Boa Vista
Imperatriz n. 42. Alheiro Olivei-
ra & \
Praca do Conde d'Eu n. 2.
Antonio Jos Martins & C.
ConceicSo n. 6. Andre Affon-
so & Filho.
1.- Becco do Principe n. 2. Au-
gusto Ricardo Cavalcante.
Visconde de Goyanna n. 60. An-
tonio Gomes Braga
Dita n. 45. Antonio
da' "osta.
Estrada de Luiz do Reg n. 40. E
Antonio Lopes da Silva Cam-
pos.
Dita n. 19. Bernardino Jacintho
da Silva.
Largo de Santo Amaro n. 6. B
Rodrigues
35*616
30*528
10*176
20*352
20*352
5*088
25*440
15*264
30*528
17*808
20*352
24*422
40*704
48*844
20*352
25*440
5*088
40*704
2*544
35*616
25*440
25*440
30*528
35*616
12*511
25*440
24*422
30*528
25*440
25*440
30*528
30*528
25*440
25*440
24*422
24*422
30*528
24*422
25*440
15*264
40*704
61*056
10*176
24*422
36*633
21*422
17*808
18 ditos de suinos a 700 ris
7 ditos de fessuras a 600 ris
7 tullios a 2*
A Oliveira Castro A C.:
54 tullios a 1*
Rendimento do da 1 a 21 do cor-
rente
12600
lOO
14*000
54*000
182*280
4:110*920
Do dia 2 a 22
dem de 23
112:547*290
4:657*291
Somma total 860:069*340
Segunda seccaa da Alfandega, 23 ne Janeiro
de 1889.
0 thesoureiroFlerencio Domingues.
O chefe da seccJa Cicere B. de Mello.
' Reeebedorla Geral
Do dia 2 a 22 21:241*494
dem de 23 1:799*888
Poi arrecadado liquido at boje 4:293200
Precos de dia:
Carne verde de 240 a 480 reis o kilo.
Carneiro de 720 a 800 reis idem.
Suinos de 500 a 640 reis idem.
Farinha de 360 a 480 reis a cuia.
Milho de 320 a 400 reis idem.
Feijo de 800 a 1*200 idem.
117:204*584 Matadouro publico
Neste estabelecimento foram abatidas para o
consumo de hoje 72 rezes.
Sendo : 52 pertencentes a Olivoira Castro &
C, e 20 pertencentes a diversos marchantes.
23:041*382
Reeebedorla provincial
Do dia 2 a 22 84:505*376
dem de 23 *
84:505*376
Recite D ral n age
Do dia 2 a 22 6:117*891
dem de 23 *
6:117*891
Mercado Municipal de 8. Jom
O movimento deste mercado no dia 22 de Ja-
neiro foi o seguinte:
Entraram :
201/2 bois pesando 4,415 kilos sendo de Oli-
ra Castro C, 11 1/2 c 9 de particu-
lares :
33i kilos de peixe a 20 ris 6*680
54 cargas de farinha a 200 ris 10*800
6 ditas de fructas diversas a 300
ris 1*800
9 taboleiros a 200 ris 1*800
13 suinos a 200 ris 15600
12 matulos com legumes a 200 rete 2*40 >
Foram oceupados:
261/2 columnas a 600 ris 15*900
1 escriptorio a 300 ris 300
29 compartimentos de farinha a 500
ris 14*500
23 ditos de comidas a 500 ris 11 *500
73 ditos de legumes a 400 ris 29*200
Vapores a entrar
HEZ DE JANEIRO
Norte......... Alagos........... 24
Sul........... Mandos....... 27
Europa...... ViUe de S. Nicolao.. 27
Sul........... Cotojxixi......... 28
Sul........... Fmance........... 31
Vapores a sabir
MEZ DE JANEIRO
Sul.......... alagos........... 24 as 5 h.
Ceara....... S. Francisco....... 24 as 5 0.
Liverpool Cotopaxi.......... 28 as 12 n.
Santos e esc ViUe de S. Nicolao.. 28 as 4 h.
Norte........ Manos.......... 28 as 5 h.
Movimculo do porto
Navios entrados no dia 23
Buenos-Ayres e escala 11 dias, vapor inglez
Cyrene. de 1,965 toneladas, commandante J.
Hedlev, epuipagem 29, em lastro; a Black-
bura, Needham & C.
Ro de Janeiro 21 dias, patacho inglez Tiber,
de 213 toneladas, capitoPeier Johnson, equi-
pagem 8, em lastro; a Blackburn Needham
Bahia e escala 8 dias, vapor brasileo FnncU
pe do Gro-Para, de 500 toneladas, comman-
dante Julio Cesar de Lacerda, equipagem 28.
carga varios gneros ; a Domingos Altes Ma-
theus.
Sahxdos no mesmo da
Cadix Barca ingleza Beltries, capitao A. Ser-
vie, em lastro.
MontevideoBarca norueguense Eliezer. capitao
A. Krudsen, carga assucar,
-
V
k
C,
t
w


*
Diario de PernambueoQuinta-feira 24 de Janeiro de 1889
7
7
v
5
Bento Jos Ferreira.
Largo dos Coelhos n. Clau-
dino Henrique da Silva
Visconde do Albnquerque n.
140. Francisco da Costa & C.
Hospital Pedro II n. 3. .Fran-
cisco Pedro de Alcntara
Socego n. 1. Guilhennina Au-
gusta de Araujo
Gervasio Pires n. 53, Jos Gon-
calves Martins & C
Ribeira n. 3. Jos da Silva
Boa-Vista
Largo dos Coelhos n. 3. Jos
Martins de Amida
Leao Coroado n. 2. Jos Mo-
reira Guimaraes
Trave8sa da Ra do Norte n. 3.
Joviniano Joaquira Alves
Socego n. 33. Manoel Ferreira
Braga
Largo dos Coelhos n. 27. Pr-
xedes Ferreira Cavalcante
Pombal n. 16. Quintino dos
Anjos Pereira
Estrada de Luizs do Reg n. 40
D. Silva Campos & C.
Afogados
Motocolomb n. 37. Antonio
Francisco da Costa
Giqui a Jaboatao n. 153. Anna
Josepha da Silva
Dita sem numero. Antonio Go-
mes Grangeiro
Dita sem numero. Antonio Ole-
gario de Almeida Lopes
Estrada Nova n. 1. Correia &
Figueiredo
Dita sem numero. Candida
Ponte
Dte n. 2. Clarinda do Reg
Leite
Travesea dos Remedios n. 46.
Eugenio Alves da Fonseca
Giqui a Jaboatao n. 166. Er-
nesto Jos de Menezes
S. Miguel 115. Francisca Ger-
trudes da Silva
Quiabn n. 10. Francisco Leo-
poldino Lemos de Freitas
Bemfca n. 27. Francisco do Li-
vramento Gomes & C.
Estrada Real da Torre n. 7 G.
Florentina Ursulina de Souza
Conceicao n. 2. Freitas & C.
S. Miguel n. 164. Goncalves
&C.
Direita n. 86. Jos Vieira de
Mello
Motocolomb n. 56 A. Joaquim
Nunes Ribeiro
Dito n. 67. Jos Taerga
Paz n. 34. Joao Cancio Tavares
de Oliveira
S. Miguel n. 36. Jos Mara
Pires Justo
Dita n. 112. Jos Francisco dos
Santos
Pocos n. 22. Joao Paes Barreto
Lago dos Remedios n. 44. Joao
Baptista de Menezes
Bom Gosto n. 21. Joao Lopes
de Mendonca
Estrada Nova n. 84. Joaquim
Rodrigues Ferreira
Dito n. 104. Jos Martins Se-
tello
Dito n. 108 A. Jos de Figuei-
redo
Dito n. 112. Jos Manoel da
Cruz
Dito n. 146. Joao Maciel da
Rocha
Dito n. 57. Joao Custodio Lou-
reiro
Dito n. 61. Joao Francisco Al-
ves
Taquary sem numero. Jo vino
de Albuquerque Mello
Giqui a Jaboatao sem numero.
Jos Tavares de Menezes
Dito n. 35. Jos Pedro de Fa-
rias -
Estrada Real da Torre n. 8.
Luiz Antonio Ferreira
Direita n. 84, Mara da Concei-
cao Albuquerque
Motocolomb n. 6. Manoel Hen-
rique Nogueira
S. Miguel n. 127. Mara Ca-
tharina Ferreira da Costo
Estrada Nova n. 56 A. Manoel
de Freitas Bezerra
Dita n. 64 A. Manoel Francis-
co da Silva Souza
Giqui a Jaboatao n. 239. Mo-
reira & C.
Dita sem numero. Oroncio de
Mello Wanderley
Estrada Nova n. 140. Pedro de
Hollanda
Dita n. 126. Rosalina Fernan-
des da Silva
Direita n. 11. Symphronio Fran-
cisco Pereira
S. Miguel n. 5. Santos Filho
d C.
Travesea da Estrada Real da
Torre n. 1. Salvador Vianna
Quiabo n. 18. Thomaz Domin-
gues Tavares
Becco da Ra Real n 4. Vi-
cente Monteiro
Graca
Estrada de Belm n. 3 H. Ben-
to Jos de Miranda
Nunes Machado n. 2D. Domin-
gos de Araujo Campos
Paysand n. 4. Joao Marcos
Ferreira Leal
Creoulas n. 12. B. Jos Rodri-
gues Cabral
Ditta n. 39 A. Jos Rodrigues
Beirao
Dr- Joaquim Nabuco n. 36 A.
Jos Callado de Holando Reg
Afflictos n. 22. Joaquim da Sil-
va Pereira
Estrada de Belm n. 14. Jos
Martins Alves
Estrada velha de Belm n. 3 A.
Jos dos Santos Pereira
P050
Estrada do Monteiro n. 2 A.
Austricliano Procorpio Co-
lombo
Monteiro 75 A. Antonio Joa-
quim deAzevedo. *
Sant'Annan. 37. Hypob'to Mar-
tina Gomes de Pinho
Travessa do Monteiro n. 6. Jo-
s Ferreira Brandao
TraveBsa do Carola n. 1. Hora-
cio Machado
Estrada do Engenho n. 2. Joa-
10*176
10*176
25*440
20*352
20*352
25*440
30*528
10*176
48*844
7*632
48*844
10*176
10*176
17*808
5*088
10*176
15*264.
10*176
15*264
10*176
10*176
10*176
7*632
15*264
10*176
5*088
15*264
105176
quim Ferreira Alves
S. Joao n. 2. Manoel Elias Al-
ves de Farias
Matriz n. 2. Manoel Ferreira
da Motta
Pedra Molle n, 5 A. Mara Pas-
tora da Conceicao
Varzea
Caxang n. 11 B. Baptista A C.
Malhada n. 7. Estevao Manoel
da Silva
Estrada Nova n. 178. Firmino
do Reg Barros
Estaclo n. 3. Francisco No-
gueira de Mello.
Dita n. 9. Francisco Lopes de
Albuquerque
S. Joao sem numero. Florenti-
no Rodrigues Campello
Caxang n. 11 A. Jos Quedes
te.
S. Joao n. 2. Jos Curcino de
Paula Ferreira
Sol n. 21. Joao da Silveira Ta-
vora
Camaragibe sem numero. Jos
Bento Goncalves
Barreiras n. 2. Jos Geraldo Ro-
drigues & C.
Estrada Nova n. 121 A. Leon-
cio Pereira de Souza
Barre iras n. 17. Dio da Fon-
seca
S, Joo n. 15. Manoel Joaquim
de Oliveira
Caxang n. 5 Severino Bezerra
de Mello
Barreiros n. 17. Sabino Doura-
do
S. Lourenco
S. Joao sem numero. Alheiro d
C.
Estrada nova 11. Francisco Rodri-
15*264
12*720
71J632
7*632
25*440
12*720
25*240
12*720
20*352
10*176
10*176
15*264
7*632
15*264
7*632
15*204
7*632
15*264
10*176
10*176
20*352
20*352
12*211
25*440
24*422
24*422
7*632
30*528
12*720
15*264
15*264
7*632
20*352
12*211
15*264
10*176
7*632
12*720
20*352
f0*352
5*088
7*632
15^264
24*422
24*422
10*176
10*176
10*176
10*176
15*264
10*176
7*632
gues dos Santos Jnior
Via-ferrea do Limoeiro n. 1
Francisco Jos dos Santos m 10*176
Estrada Nova n. 25. Joaquim
Ramos Sonto 20*352
Cangasso sem numero. Jos Ma-
noel 7*332
Secco do Contencioso do Thesouro
Provincial. 11 de Janeiro de 1889.
O 1. oficial
Manoel do Natcimento Suva Bastos:
Faculdade de Direito
De ordem do Exm. Sr. consclheiro director
interino, declaro que no dia 28 do corrente (por
ser o antecedente domingo) comecara a matri-
cula para as aulas preparatorias, e poder effec-
tuar-se at o dia 8 de Fevereiro, independente
de despacho do mesmo Exm. Sr. conselneiro di-
rector interino.
Desta ultima data em diante, at o I de Abril,
o alumno que quizer matricularse de ver justi-
ficar perante a directora os motivos que o retar-
daram naquelle acto.
Os alumnos podero frequentar, se o quizc-
cem, mais de urna aula, com tanto que os que
pretenderem matricular-se as aulas de Hheto-
rica e Philosophia. mostrem ter aprendido La-
tim e Francez, e as aulas de Geographia e His-
toria, mostrem saber o Francez, devendo a pro-
va neites casos ser dada por attestado passado
por professor publico ou particular, autorisado
pelo governo para leccionar.
A matrcula as aulas de linguas ser permit-
tidu at o lim do mez de Julho, e as de scien-
cias at o 1 de Abril, e todas as aulas serao
abertas no da 4 de Fevereiro prximo vmdouro
(por ser o dia 3 domingo), de conformidade com
o art. 16 do regulamento das aulas preparato-
rias, sendo o respectivo horario o seguate :
Philosophia das 8 s 9 horas, na 6.a sala.
Portuguez das 9 s 10, idem.
Rhetorica das 10 as 11, idem.
Inelez das 11 s 12, idem.
Arthmetica e Geometra das 12 i hora, idem.
Geographia e Historia de 1 as 2, idem.
Francez das 2 s 3, idem.
Latim de 1 as 3, na 3.' sala.
Da petico para matrcula deve constar o no-
me, filiacao, natur.ilidade e idade do alumno, e
de ter sido satisfeita a taxa da matrcula.
Pela inscripco em urna aula 64000
dem idem em dnas 91000
dem idem idem em tres i 2400J
Por deliberacito da congregado, tomada em
sessao de 22 do corrente, foram encerrados os
trabalhos do anno lectivo fiado, depois de ter
designado o dia 25 (sexta-feira) para os candi-
datos defesa de theses, hachareis Joo Elysio
de Castro Fonseca e Ponciano Ferreira de Oli-
veira, escolherem os respectivos pontos.
Seeretara da Faculdade de 1 ireito do Recife,
22 de Janeiro de 1889. 0 official Jservindo de secretario,
Manoel A. dos Passos e Silva.
Companhia ferro-carril de
Pernambueo
DIVIDENDO
Do dia 24 do corrente em diante paga-se no
escriptorio central desta companhia, no Rio de
Janeiro, o 13. dividendo de 4a*00u por accao,
correspondente ao primeiro semestre do exerci-
cio de 1888-1889.
Carlos Alberto de Menezes.
________________Gerente.
Administracao dos Correios
de Pernambueo
Por esta administracao e em cumplimento a
circular da Directora Geral dos Correios, n."106,
de 20 de Dczcmbro lindo, se faz publico para
conhecimento dos interessados o edital da mes-
nia directora abaixo transcripto.
Correio de Pernambueo, 3 de Janeiro de 1889.
0 administrador,
Affonto do Reg Barros.
Directora fieral dos Corretn
Edital
De ordem do Exm. Sr. director geral, e em
cumplimento do disposto no art. 8o do regula-
nicnto de 26 de Margo lindo, faz-se publico que,
no dia 1 de Fevereiro de 1889, vo ser postas em
circulacao as seguintes formulas de Tranquia :
Sobre cartas selladas
O sello fixo c representado por urna moldura
formada por duas ellipses concntricas, tendo no
plano da menor a effgie de ua Magcstade o Im-
perador em relevo branco; no da maior, tambem
em relevo branco, as palavras Brat- no alto,
e o valor expresso em ris por extenso na parte
inferior, e finalmente as extremidades do eixo
menor dous pequeos polygooos com o dito valor
indicado por afgarismos.
0 fundo da moldura as de 100 ris verde,
as de 200 ris preto, e vermelho as de 300
ris.
Carlas-bilhete
0 sello fixo do valor de 80 ris, impresso no
ngulo superior direita P/representado por um
rectngulo formado de areseos vermelhos, ten-
do em urna ellipse central a effgie de Sua Ma-
gestade o Imperador, encimada pela palavra
Brasil em lettras brancas, e tendo em baixo as
palavras oitenta ris e sobre estas, em sentido
obliquo, o numero 80 de cada lado.
A' direita do sello v-se urna fita com as pa-
lavrasCartas-bilbete,tendo no alto urna serie
de 20 estrellas brancas em fundo vermelho, e
em baixo o distico: Ueste lado t te etereve o en-
derezo. No ngulo inferior direita l-se a pa-
lavra Bratil em lettras vermelhas.
Bilhetes postaes
O sello fixo do valor de 40 ris. O desenho
igual ao da carta-bilhete, com a differenca ape-
nas de ser azul, e ter na fita direita do sello
as palavras Bilhete postal, em vez d'aquellas
outras.
Cintas estampilhadas
O sello fixo estampado e desenliado como os
das so ."e-cartas, com a differenca apenas na in-
dicaco dos valores. E' roxo o fundo do sello
das de 20 ris, azul das de 40 ris e cor de ha-
vana das de 60 ris.
Sellos para jornaes
Estes sellos sao maiores qu os ordinarios, de
forma rectangular e cor de Iaranja.
No alto tem, em lettras brancas, a palavra
Correio e am baixo a Brasil. Em fita diagonal
l-se de baixo para cima a palavra jornaes, ten-
do de cada lado o valor em algarsmo e a pala-
vra rit.
Divisao central da Directora Geral dos Cor-
reios em 15 de Dezembro de 1888.O sub-di-
rector, Jos Francisco Soaret.
S.SALVADOR
(lia provincia da Baha)
PKOJECTOBB INSCRIPTO
PARA O PAREO
IMI Mi IPIH ii MWU
Na corrida que se realisar no dia 10 de
Fevereiro de 1889
t).000 Metros. Animaes de qualquer paiz. Premios: 2:000)5000 ao primeiro,
8005000 ao segundo, 400)5000 ao terceiro, 2000000 ao quarto.
Inscripco 200$000
A inscripcSo encerrar-se-ha na secretaria do Hippodromo S. Salvador, ra
da Alfandega n. 58Bahia, no dia 4 de Fevereiro.
^HIPPODROMO"
DO
CAMPO GRANOS
banco mismcioM
rx>
JO JCx, vc\#>o X JL
Capital 90,ooo:000#
dem realizado 13,000:000*
A caixa filial deste Banco uneciona
ra do Commercio n. 40, sacca, vista ou
a prazo, contar os seguintes corresponden-
tes no estrangeiro.
LONDON.. (Buco nter nacional
< do Brasil,
> ( London office.
( London ** County
( Banking Company L."1
PARS......(Basque de Pars *fc des
(
PIRA AII
Pays-Bas
> Deutsche Bank.

Bank d'Anvers.
> Banca Genrale e sua
agencias.
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
Administracao dos Correios
de Pernambueo, 15 de Ja-
neiro de 1889
Por esta administracao, e em cumplimento a
circular da directora geral dos Correios n. 102
de 15 de Dezembro lindo, se faz publico para
conhecimento dos interessados, o edital daquella
directora, abaixo transcripto.
0 administrador,
A on so do Reg Barres.
Directora geral dos Correio*
Edital
De ordem do Exm. Sr. director geral, e em
observancia ao disposto no art. 9 do regula-
mento de 26 de Marco de 1888, faz-se publico
que, do dia i. de Abril do anno prximo futuro
em diante, nao poderao mais ser utilisadas as
seRuintes formulas de franqua :
Bilhetes postaes simples de 20 as.
duplos de 20 rs.
simples de 50 rs.
i
de 100 rs.
Estas formulas, quando encontradas
duplos de 50 rs.
Cartas-bilhete de 50 re.
Que dever ter lugar no dia 2 de Fevereiro de 1889
i..0 pareoENSAIO800 metros. Animaes da provincia que anda nao tenham
ganho premios, prestios : 200)5000 ao primeiro, 50)5000 ao segundo, e
20(5000 ao terceiro.
. pareoDESTREZA900 metros. Animaes da provincia, pbemios : 200)5000
ao primeiro, 50)5000 ao segundo e 20)5000 ao terceiro.
. pareoHIPPODROMO DO CAMPO GRANDE6RA\DE PREMIO.
1.609 metros. Animaes nacionaes at meio sangue. pbemios : 800)5000,
ao primeiro, 200)5000 ao segundo, 100)5000 ao terceiro e 80)5000 ao
quarto.
4." pareoPROGRESSO 1-200 metros. Animaes da provincia qu ainda
nao ganharam n'esta distancia, pbemios : 25Of5OO0 ao primeiro, 600000
ao segundo, e 25)5000 ao terceiro.
ft. pareoDERBY CLUB1.800 metros. Animaes de qualquer paiz. pbemios :
500)5000aoprimeiro, 125)5000 ao segundo e 50(5000. ao terceiro.
pareoVELOCIDADE1.000 metros. Animaes de menos de meio sangue
que nao sejam da provincia, pbemios : 300)5000 ao primeiro, 75)5000
ao segundo, e 30)5000 ao terceiro.
9. pareoCOMMERCIO1.800 metros. Animaes da provincia- pbemios : 300)5
ao prmeiro, 75(5000 ao segundo e 30(5000 ao terceiro.
Observacoes
Nenhum pareo se realisar sem serem inscriptos pelo menos tres animaes de
proprietarios differentes.
A inscripco encerrar-se-ha no dia 28 do corrente s 6 horas da tarde na se-
cretaria do Hippodromo.
0 cdigo de corridas prescreve o modo da inscripco.
Nao se realisar o pareo Hippodromo do Campo Grande sem que
se inscrevam cinco animaes de proprietarios differentes.
Recife, 23 de Janeiro de 1889.
O secretarlo,
Ferreira Jacobina.
Hamburgo..
Berlim..
Bremen
Frankfurt
sur Main...
Antuerpia..
Roma...
Genova..
aples,
Milao e mais
340 cida-
desde Ita-
lia...........
Madrid......
Barcelona..
Cdiz........
Malaga......I
Tarragona.
Valencia e
outras ci-
da des d a
Hespanha
e ilhas Ca-
narias......
Lisboa...
Porto e mais
ciclados de
Portugal e
ilhas.......
Buenos Ay-
res .........,
Mon tevido
NovaYork. G. Amsink & C.
Compra saques sobre qualquer praca de
imperio e do estrangeiro.
Recebe dmheiro em conta corrente de
movimento com juros na razao de 2 /o a0
anno e por letras a prazo a juros conven-
cionados.
O gerente, rrilliam M. Wesfber.
Banco de Portugal e
suas agencias.
The London & River
Plata, Limited.
15^264
244422
100176
240422
50088
200352
150264
150264
50088
150264
O0352
200352
60105
70632
Im pe ra I Woeiedade lo* Artista* Me
rhmiiio e Llbrrara
De ordem do IUm. Sr. director, e por nao se
ter reunido numero legal no dia 20 do corrente,
convido a todos *os senhores socios effectivos a
se reunirem na sede social sexta-feira 25, s 6
horas da tarde, para proceder-se a eleicao dos
funecionaros para o corrente anno, devendo as
socios estarem as condicOes proscriptas no art.
51 dos estatutos. A presente convocacao se
effectuara com o numero que comparecer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes, 21 de Janeiro de 1889.
Francisco da Costa Ramos,
{ secretario.
Companhia Alagoana dt>
Fiacao e Tecidos
Convidamos aos senhores subscriptores desta
companhia para, de accordo con os arts. 9 e 10
dos estatutos, at o dia 12 de Fevereiro prximo
futuro realisarem sua terceira entrada, na razo
de 10 por cento do valor de suas acedes no Ban-
co Internacional em i'ernambuco. Macei, 12
de Janeiro de 1889.
Os directores.
Jos Teixeira Machado.
Jos Januaro P. de Carvalho.
Propicio Pedroso Barreto.
, quando encontradas as cai-
xas postaes depois de expirado aquelle prazo,
serao consideradas nullas e como tal tratadas.
Divisao Central da Directora Geral dos Cor-
reios, em 12 de Dezembro de 1888.
0 subdirector,
Jos Francisco Soares.
Club Carlos Gomes
Waro nicnoal
Ter lugar no dia 9 o sarao de Fevereiro pr-
ximo. Ingressos aos senhores socios, serao en-
tregues na sede do club pelo Sr. thesoureiro, a
comecar dodia 4, at a vespera.
Secretaria do Clnb Carlos Gomes, 22 de Ja-
neiro de 1889.O 1 secretario,
Andr Costa.
120720
20A352
120720
200352
50088
Imperial sociedade dos Ar-
tistas Mechanicos e Li-
beraes
C'on*trnrcfto da* oflQriuait
De ordem do Illm. Sr. director e segundo a
resolucao tomada em sesso da asserabla geral
de 4 de ovembro prximo passado, faco publi-
co que na secretara desta sociedade, recebem se
propostas em cartas fechadas at 31 do corrente,
para execucSo das obras das oficinas que esta
sociedade tem de fazer para o ensino pratico.
Na secretara, das 9 horas da rnanna s 6 da
tarde, encontrarlo os proponentes a planta e
'Tcamento para serem examinados, servindo de
base o orcamento existente.
As condicOes para a arrematacSo e execuco
da obra sao as mesmas consignadas a respeito
no regulamento vigente das obras publicas pro-
vineiaes, que ser tambem patente aos mesmos
concurrentes.
Recife, 16 de Janeiro de 1889.
O 1- secretario,
Francisco da Costa Ramos.
Hospital PortapMz
4$ B$n$fi$$]ida
Sao convidados todos os
Srs socios para a assembla
geral que dever ter lugar
na sede do mesmo Hospital
no domingo 27 do corrente,
s 11 horas da manha, aftm
de assistirem a litura do re-
latorio do anno findo e a pos-
se da nova junta administra-
tiva.
Recife, 19 de Janeiro de
1889.
Francisco R. P. Guimaraes,
Provedor.
Recebedoria Provincial
0 administrador da Recebedoria Provincial faz
publico para conhecimento dos interessados, que
o praso do art. 7 do regulamento de 7 de Oulu-
bro de 1883 relativo concesso do abate de 30
0/0 de que tracta o art. 4 da lei n. 1860, termi-
nar improrogavelmente no ultimo de Marco
prximo, pelo facto de coincidir o anno nancei-
ro com o civil, ex-ci do art. 4o da lei n. 1884.
Recebedoria Provincial de Pernambueo, 19 de
Janeiro de 1889.
Francisco Amynthas de Carvalho Monra.
Thesourarla de Fazenda
De ordam do Illm. Sr. inspector con-
vido os abaixo mencionados a virem re-
querer o pagamento das dividas de exer-
cicios lindos, de que sSo credores e man-
dadas satisfacer pelo Thesouro Nacional.
Estrada de ferro do Recife a
Limoeiro 90010
Pedro Herminio Jos Bezerra 50400
Clodoaldo Fernandes Vianna 90000
Jos Leandro de Barros 320850
Manoel do Bomfim 150420
D. rsula Candida de Carvalho
Paes de Andrade 900891
D. Fredovinda de Oliveira Cnr-
xatruz 6210628
Joa Cesar da Silva 240400
Antonio Raymundo da Silva 40200
Jos Emygdio 640000
Honorio Francisco 820500
Balbino de S 690000
Romeu Raposo 740000
Americo dos Santos 730000
Antonio Alves 630000
Luis Alves 610400
Padre Americo Soares de No-
vaos Mello Avelina 500000
Beltrao & Costa 9420910
Carvalho Jnior & Leite 380000
Manoel Antonio Ribeiro 1460000
Felippe Holmes 1450000
Em 23 de Janeiro de 1889.
J. Hermogenes de Oliveira Amoral.
romo do Campo Grande
Assembla geral extraordinaria
Em face do disposto no 1 do art. 13 dos
estatutos, esnvoco os senhores accionistas para
urna reunio que dever ter lugar uo dia 4 de
Gevereiro futuro, para ser eleita nova directo-
ra, em consequencia de terem os actuaes di-
eectores pedido suas demisses. A reunio ser
feita na secretaria do Hippodromo, ra do Im-
Serador n. 55, s 5 horas da tarde do referido
a. Recife, 19 de Janeiro de 1889.
lelo presidente,
_____ Josa Eustaquio Ferreira Jacobina,
Juizo de paz da porachia de
S. Salvador de Olinda
Este juizo d suas audiencias as tercas e
sextas-feiras s 4 horas da tarde, e para despa-
char petigoes, ra do Amparo n. 11), em todos
os dias uteis. ,
CAPITAL
Em accSes de
Estando tomado
8,OOO;OOO0OOO
2000000
4,000:0000000
Santa Casa da Misericordia
do Recife
Por esta secretaria sSo chamadas as amas
que cnam os expostos a virem receber as men-
talidades vencidas, relativas ao semestre de Ju-
Iho a Dezembro do anno prximo lindo, no sa-
lo do respectivo estabelecimento, pelas 8 horas
da manh do dia 8 do corrente.
t-ecretaria da Hanta Casa da Misericordia do
Reale,21 de Janeiro de 18890 escrivo,
Pedro Rodrigues de Soma.
Este estabelecimento destinado a auxiliar e
desenvolver o crdito industrial e conectivo
desta provincia; suas operacOes abrangerao to-
dos os ramos da actividade commercial e indus-
trial que offerecerem solida garanta.
A directora compor-se-ha dos senhores
Luiz Antonio de Siqueira.
Jos Adolpho de Oliveira Lima.
Antonio Fernandes Ribeiro.
Manoel Joao de Amorim.
Thomaz Comber
os quaes com o Exm. Sr. Visccnde de Figuei-
redo sao os incorporadores.
As entradas serto de S % no acto da subs-
cripfo ; 5 j quando fr annunciada a assig-
oatura dos estatutos.
As subsequentes entradas n5o podero ser
maiores de i5 i, com o intervallo nunca menos
de 60 dias.
A subscripcSo est aberta para todas as pes-
soas que desejarem tomar parte n'esta impor-
tante insiitaicao, no escriptorio dos Srs. Amo-
rim Irm&os 4 C,ou no Banco Internacional, a
contar do dia 7 de Janeiro inclusive.
Administracao dos Correios
de Pernambueo
Por esta administracao se faz publico que no
dia 1* de Fevereiro prximo futuro comecarao
a vigorar s novas taxas de franqua da corres-
pondencia, flxadas no regulamento de 26 de
Marco de 1888.
Estas taxas sao as seguintes:
Cartas.-loo ris por 15 grammas ou fraccao
desse peso, qualquer que seja a distancia que
tenham de percorrer por mar ou por trra.
Cartas-bilhete.80 ris, cada urna.
Bilhetes-postaes.- 40 ris os simples e 80 ris
os com resposta paga ;
Manuscriptos.50 ris por 50 grammas ou
fraccSo de 50 grammas;
Impressos.20 ris por 50 grammas ou frac-
cao desse peso;
Amostras.100 ris por 50 grammas ou frac-
cao de 50 grammas;
Encommendas.100 ris por 50 grammas ou
fraccao, sendo obrigatorio o registro.
Os actuaes bilhetes postaes de 20 ris e as
cartas-bilhete de 50 ris poderao ser utilisados
at ao dia 31 de Marco, desde qce, por meio de
sellos adhesivos, sejam completadas as taxas
respectivas.
Os actuaes bilhetes postaes de 50 ris e as
cartas-bilhete de 100 ris podem ser trocadas
no Correio pelas correspondentes formulas no-
vas, rcstituindo-se em sellos a dilTerenca,
Outro-sim, que na mesma data, entrar em vi-
gor o art. l do regulamento, que assim ds-
poe:
Artr 18. Os jornaes e outros peridicos im-
pressos no Brazil que, em maco ou sacco, com
endereco a cada estaco postal, forem expedidos
pelos respectivos editores, conhecidos como taes,
ou pessoa3 por elles devidamente autorisadas,
para que sejam entregues a agentes seus ou di-
rectamente aos assignantes, pagarao previamen-
te, em sellos, que, para esse fim, serao especial-
mente emittilos, 10 ris por 100 grammas ou
fracopes de 100 grammas. Quando a distribui-
co tiver de fazer-se pelo Coireio, cada sacco ou
mago ser acompanhado por urna lista de assi-
gnantes .
Na execuco d"este artigo observar-se-So as
seguintes disposic^es :
Nenhum maco ou sacco ser recebido sem qu
esteja amarrado ou cintado, de modo a nao ms-
simular a natureza do conteudo.
Os saceos ou macos devem ter endereco exte-
rior, indicando com clareza o destino, podendo
tambem cada jornal incluso ter o seu enderece
especial;
Os saceos, macos .pu jomaea avulsos, fran
3ueados com sellos ordinarios, serao considera-
os impressos e taxados na razo de 20 ris por
50 grammas ou fraccao d'esse peso ;
Nao serao expedidos os saceos ou macos cuja
taxa nao esteja integralmente paga.
Recife, 21 de Janeiro de 1889.
Affonso do Reg Barros.
Escola normal
Matriculas
Por ordem do Dr. director e de confor-
midade com as disposicoes dos artigos 26
a 30 do regulamento de 27 de Dezembro
de 1887, faz-se pubiieo a quem interesar
possa, que as matriculas deste eurso esta-
rao abertas desde o dia 15 do corrente
at 3 do mez seguinte.
O requerimento para matricula no 1.*
anno dever ser instruido com os docu-
mentos seguintes :
1." certidSo de idade maior de 17 an-
nos para os alumnos do sexo masculino e
de 15 para os do feminino.
2.' Folha corrida ou certidaode nao ter
soflrido condemnacSo por algum dos cri-
mes que motivam a perda da cadeira do
professor publico.
3.* Attestado de moralidade passado pelo
parocho ou autoridade quer policial quer
litteraria do districto, em que residir o
matriculando.
4.' Attestado medico de nSo soflrer mo-
lestia contagiosa nem ter defeito physico
que prive de bem exercer o magisterio.
5.* Certificado ou titulo de approvacSo
em exame dos tres graos de ensino pri-
mario.
Os peticionarios que nao poderem ex-
hibir titulo legal de exame do 3.- grao da
instrucco primaria deverSo inscrever-se
para os exames de admisso, que cometa-
rio no dia 28 do corrente de conformida-
de com o art. 27 do citado regulamento.
Para as matriculas do 2.*, 3.- ou 4.*
anno, basta instruir as petcSes com os
certitieos de approvacSo em todas as ca-
deiras do anno anterior.
Secretaria da Escola Normal 7 de Ja-
neiro de 1889.
O secretario, A. A. Gama.
Companhia Pernambucana de N'a-
vegafo Cosleirapor Vapor
ASSEMRLA GERAL EXTRAORDINARIA '
Convindo resolver-se sobre o modo de memo-
rar e augmentar o material da companhia, con-
voca a direccSo todos os Srs. accionistas para
nma reunio de Assembla Geral, que ter lugar
uo dia 25 do corrente, s 12 horas, na sede da
mesma companhia, e bem assim para tomar co-
nhecimento do acto de que trata o art. 9o dos res-
pectivos estatutos.
Recife, 9 de Janeiro de 1889.
Manoel Joao de Amorim,
Th. Comber,
Artkur B. Dallas.
SANTA CASA
CASAS PARA AJLI ti IR
Ra da Moeda n. 49, armazem 240*000
dem do Vigario Tenorio n. 27, loja 2404000
dem dem n. 22, 3. andar 180*000
klem idem n. 25, i. andar 360*000
dem do Bispo Sardlnha n. 3, 1. e 2."
andares e soto 400*000
dem do Bom Jess n. 13, 3. andar 200*000
dem do Mrquez de Olinda, sobrado
n.44 2:131*000
dem do Bom Jesns n. 13. 1. andar 240*000
Becco das Boias n. 14, loja l.e2.0 an-
dares 480*000
Pateo do Paraizo n. 29, 2.- andar 240*000
Ra da Saudade n. 5 480*00 i
\ de S. Goncalu n. 24 300*000
3* scelo.Secretaria da Presidencia
de Pernambueo, em7 de Janeiro de 1889.
Faco publico, de ordem do Exm. Sr.
Dr. presidente da provincia, que se acha
aberta a concurrencia para o emprestimo
externo de 8,600:000)5 (oito mil e reis-
centos contos de ris), autorisado pela, lei
provincial n. 1,927 de 15 de ovembro
findo, com o praso de quarenta e cinco
dias, a contar da data da primeira publi-
ca$ao do presente, para o recebimento
das respectivas propostas, que serao apre-
sentadas nesta secretaria, em cartas fecha-
das.
Estas serlo abertas pelo mesmo Exm.
Sr. s 12 horas do dia, em que expirar o
praso fixado, com os proponentes presentes
Nos termos da referida lei, o emprestimo
serA de quaDtia que produsa apredita impor-
tancia de 8,600:0005 (oito mil e seiscen-
tos contos de ris) liquida, a ser applicada
ao resgate da divida da provincia, funda-
da em apolices de juros annuaea de 7 %
(sete por cento), com excepcao daquellaa
que tenham sido emittidas por empresti-
moa a companhias ou a particulares, como
auxilio agrcola ou industrial, bem como
para liquidace dos exercicios de 188f> a
1887 e 1887 a 1888.
A taxa da emissao nao ser inferior a
92 (noventa e dous) livre de commissso
e o juro nao exceder de 5 0 (cinco por
cento) alm da quota de amortisacSo, que
nao ser superior a 1 i, (um por cento),
sendo esta e aquelle safsfeitos semestral-
mente.
O secretario interino, Manoel Joaquim
Silveira.
--'i




1
*~


6


Diario dfe P res
Pede-se aos Senlio-
cnsummidors
que queiram fazer
qualquer conxnaunica-
qao ou reclamaco, se-
jaesta feitano escrip-
lorio desta empreza
ra do Imperador n.
29, onde tambeni se re-
eeber qualquer conta
que queiram pag-ar.
Os nicos cobrado-
res externos sao os Se-
nhores Hermillo Fran-
cisco Rodrgales Frei-
r e Manoel Antonio
da Silva Oliveira, e
quando for preciso o
Sr. Antonio Martins
Carvalho.
Todos os recibos
desta empreza devero
ser passado em tales
carimbados e firmados
pelo gerente, sem o que
nao tero valor algnm.
George Windsor,
Gerente
38
IARITIIOS COSTRA FOGO
rampanhk> ih**x Par-
,1 nambiK-ini
gTAoCtttlMEiCION. 2 AIff>AB
Cempaiia de Sepros
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. J Hn lo omJ-Hini >.
SEGUROS martimos e tebobstkes
.leales ltimos seguros a nica companhia nestt
praca que cortead* ao* Sr. f*gradcs iaempcc de
.wgamento de preotio en cudn sohno anuo, o (jui
equivale ao descont aonapl d? cerca do 15 poi
ecntc en; favor dos eeguttrca.
Lonto 4 Rrasian Bank
Liuilod
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapore* sobre as ci
xas do mesmo banco em Portugal, spik,
va Lisboa, roa dos Oapellistaa a. 75. &
Porto, ra dos Ingle*)'
"IJDEMMSADORA
MARTIMOS E TERBKSTRES
EXafeeleelda ni 1S3
CAPITAL 1,000:000.*
b SilHSTBOil PAQ0S
\t Je mmhrm de
M rtim> I,
Terrestres..... o^rtMftOft
44 -Ra doCo'nmercio44
CHAROEURS ttEUNIS
ConagianMa VrM*csn
DE
Xavegafo a vapor
Liaia quinaenal entre o Harre, Lisloa,i
Fernjmbaco, Bjjfca, Rio je Janeiro e-
Bant
os.
O>AP0E
ICfti

Gymnasio Pernambucano
i:n ij de Janeiro de 189f>
Pela secretaria do Gymnasio Pernambucano
se declara aos Srs. paes de familia, e a quem
mais merengar possa, que a abertura solemne
do curso scientiuco e litterario ter lugar no da
4 de Fevereiro prximo vindouro, e desde j se
acba abena a inscripgo da matricula para
aquelles que pretenderem estudar as seguinres
disciplinas :
Lingua nacional.
Dita latina.
Dita franceza.
Dita ingleza.
Dita alloma e italiana.
Geographia amiga e moderna.
Historia sagrada antiga e moderna.
Geometra e trigonometra.
Arithmetica c algebra.
Philosopliia.
Rhelorica e potica.
Historia e cborographia do Brasil.
Sciencias naturaes.
O corpo docente do instituto composto de 19
professores, oceupando-se rada um delles s-
mente com a materia ensinada em sua respecti-
va cadeira.
SerSo admittidos no Gymnasio alumnos huer-
tos, meio pensionistas e externos.
Os pensionistas residirio no instituto, tendo
direito de estudar a serie de disciplinas do que
se compe o estadio scientiuco e litterario do
Gymnasio, de conformidade com o programma
estshelerido ; a ser alimentados sadia e abun-
eantemente e a ser tratados em suas pequeas
nfennidades. O instituto fornecer anda me-
dico, medicamentos, cama, mesa, cadeira, le,
corte de cabello, guardanapo, lavatorio,-J>anbo
msica.
Os meio-peosionistas se apresentaro no es-
tabelecimento nos dias lectivos, s horas em
que. as aulas se abrirem, e desde euto at se-
ren encerradas tarde ; sSo equiparados aos
pensionistas, quanto aos escudos, alimentacao e
e recreio.
Os alumnos externos s teem direito s licfes
e explicaces dos respectivos profesores.
A pensao annual de 300/000 que pagam os
alumnos internos do Gymnasio, se cobrar pelo
anno lectivo gmente, dividida em presta^oes de
100*000 cada urna, coinecando a primeara em
Fevereiro, a segunda em Maio e a terceira em
Agosto e terminar no m de Novembro.
Para os alumnos de instrueco primaria que
devem se achar no estabelecimento no dia 16 de
Janeiro, a primeira prestacSo ser antecipada
sem augmento de pensao.
A pensao annual dos meio-pensionistas, ser
de 18(i5Ui'() em tres prestacoes de 604000 cada
urna, eflectuada a cobran ca do mesmo modo que
para os internos.
Os alumnos internos de qualquer cathegoria
pagarao na entrada e por urna s vez, urna joia
de. 204000 ; dous irmos 304000, sendo 154000
por cada um e nao haver mais augmento de
joia cresiendo o numerodestes.
0 instituto encarregar-se-ha da lavagem da
roupa dos alumnos internos que nao tiverem
quem e faga per fura, e isto mediante 154000
era cada preslaco. Este pagamento se far de
modo idntico ao da pensao e conjunctamente
com elle, dando direito aos concertos das pecas
arruinadas do enxoval.
.As desbezas coui livros e mais objectos indis-
pecaaveis para a escripturacao, correm por con-
ta dos alumnos internos : devendo seus paes ou
quem os representar deixar quantia suficiente
para et*e fomecmiento.
s externos s teem direito s lices e expli-
carles (jas materias eusinadas no curso, quaes-
quer que ellas sejam. pagando apenas no acto
da matricula a laxa igual a que pagam os alum-
8oa no coltegio das arles.
Alm da* aulas mencionadas, ha mais urna de
eac.rturau> mercantil creada de .onformidade
com 0 r.'gulamento de 18 de Margo do anno
fmdo.
O secretario,
Celso tertuliano F. Quintilla
i Sania Tliereza
Agua em Olinda
o | 6 do artigo 9 do Regula
la companhia, o pagamento da im-
portancia da penna d'agna fornecida em
cada miz, se far na primeira quizena do
mtt seguinte, e na falto de pagamento po
Oer a companhia tnterromper o snppri-
aento d'agua.
A gerencia far cumprir restrictamente
ente artigo, nao admittindo excepclo.
Eacrij.torio da companhia, 5 de Outu-
bro de 1888.
A. Pereira SimSet.
DK
Segiiros contra Fogn
EST: 1803
Edificio 0 mercadura
Texa batxa
Prampto pagamento de prejuico
Olft.lH'l CANTAL
RS. 10,0: ani< r
R. 5RUADOCOMMERCI-N-. 5
s
Roval Insarance Cooipany de
Liverpool
CAPITAL .000:000
AGENTES
DE DB81NA & C.
13 Ra Marqoea de Olinda 13
Compaitfyia. tft Seguras
cairatA'yoifn
HORTHERN
de Loadres 0 Abendeea-
Posigao fioanceira fOezerabro de 1885)
3.000,000
3.134,34*


Cr.piti subscripto
Funde* aecon>aU4
Reeelta aonoa!:
1%* premios contra fogo 577,330
De premio tabre vidas 191,000
De juros 32,000
O AGESTE,
John H. Eoxiot.
-----
SEGUROS
COHIBA FOSO
TDs LiTerpl k taln &
IK2HA1TCE 'OMFJCTT
> BhicUwrn, RnAbm 4 C,
Roa oo CoiniW'MO n. 8
MARTIMOS
DE
\avegac teira por vapor
Rio Forado e Tamaodar
O vapor Jaguaribe
CoiBinAii dante Monteiro
Segu r:0 dia 34 de Janeiro s
raa*aanha. Recebe carga
iho-
ato
Passagens at s 4 horas da tarde do da 23.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Ccmpankvn Pernambueana
n. 12
Companhia Brasileira de
Navegacao Vapor
POR3W8 DO NORTE
O vapor Manos
Comiaandaato'ol0 tenente Guilberme
Waddington
E' esperado dos portos do sul at o
dia 27 de Janeiro, e seguindo depoia
da eaora indispensave para os
portos'do norte at Manos.
As encommendas. sao recebidas na agencia
at 1 hora da tarde de dia da sabida.
Para carga, eiHOOinendas. passagens c valo-
res trata se com es
AGENTES
PQRT0S DO SUL
O vapor Alagoas
Commandante Joo Maria Pessoa
E' esperad dos porto* do norte at
o dia 24 de- Janeiro e depois da de-
mora indispensavel seguir para os
portos rio sul-
Recebe tambem earga para Santos, Santa Ca-
tharina. Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande do
Sul, frete mdico
As encommendas s serio ecebidas na agen-
cia at 1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga, passagens. encommendas e valo-
res trata se com os AGENTE.
Pereira Carneiro & C.
6=Rua do CommmioeS
1 andar
VilIedeSn Nicols
Commandante Henry
E' esperado da Europa at o dia 27
do correntc. seguindo depois da in-
dispensavel demora para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha, queiram apresentar dentro
de 6 dias a contar do da descarga das alvarengas
qualquer reclamaco concernente a volumes que
pon entera itenham seguido para os portos do
sul alini de se poder dar a tempo as provi-
dencias r ecessarias.
Expirado o referido prazo a companhia n5o se
responsabilisa por evtravios.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : trata-se com o
AGENTE
Aupsle Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
COaiPAXUIA PER\tnl tAM
DE
^avegaelo coate!ra por vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Maco, Mosos, Araca-
ty e Otar
O vapor Jacuhype
Commandante Esteves
Segu no dia 24 do correntc s. 5
horas da tarde; Recebe carga ale o
dia 23.
Para o Rio de Janeiro
Segu com brevidade a barca porrtugueza No-
vo Suencio. Para carga' trata se com os consi-
gnatarios Rallar, Oliveira & C.^ na ra do Viga-
rio n. 1,1 andar.
LEILOES
Encommendas, passagens e dinlieiros frete,
at as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
.4o Caes da Companhia Pernambueana
n. 12
United States and Brazil
M. S. S. C. J.
O vapor Finance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 2 de Feverei-
ro o qual depeis da demo-
ra necessana seguir
/ara o
MarashSo. Para, Barbados, *.
Thoanz e \ew-York
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : trata-se com os
AGENTES
O vapor Allianca
E' esperado dos portos do
norte at o dia 7 de Fovc-
reiro o qual depois da de-
mora necessaiia seguir
paras
BahJa, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, eiicorameridas e di-
nheiro a frete : tratase com os f GENTES.
Henry Forster &' C.
8Ra do Coiynercio^-8
1 ailar
Quinta-feira 24, deve ter Jugar o leilo de ca-
sas terreas novas e altas, no Caminho Novo, e
um sobrado da ra Velha; bem como madapo-
lOes avahados. >
Leilo
De bons movis, loabas e vidros
Ao correr do martello
Constando de urna bonita mobilia imitando
Jacaranda e com tampo de pedra, 1 dita de junco
tambem com conslos de pedra, 1 espelho oval,
1 cama imitando Jacaranda, 1 comraoda de, jaca-
randa, 1 dita de amarello, 1 cabide de columna,
2 lanternas, 4 quadros, 1 lavatorio de amarello, 1
marquezo e 4 iarros finos.
Urna mesa elstica de 3 laboas, lguarda-lou-
ga, 2 anparadores de columna, 6 cadeiras de ama-
rello, 42 ditas de junco, l toilet, 1 mesa redon-
da, 1 sof de amarello, louca de janlar, dita de
almopo, copos, garrafas, clices, talheres, 2 es-
preguicadeiras, 1 trem de cosinha e outros mui-
tos movis que sero veadids ao correr do mar-
tello.
tulnta-felra, do eorreute
A's 11 horas
No sobrado n. 36 da ra das Trincheiras
0 agente Martins far leilo por ordem de urna
familia que se retirou desta provincia dos movis
e mais objectos existentes em dito sobrado.
Em tempo aluga-se tambem o predio sendo que
tera na sota 1 sala, 2 quartos, e no andar, 2 sa-
las, 2 quartos, cosinha e 1 terraco envidracado,
e o aluguel muito barato.
Leilo
De 1 importante mobilia de Jacaranda
XV, mcdalhao, com 12 cadeiras
Pacific Steam Navigation
Company
STRAITSOFMAGELLAN LINE
O paquete Cotopaxi
Espera-se do sul at o dia
28 do corrente e seguir,
depois da demora do costu-
mc para Liverpool por
Lisboa. Bordean* e Plymoulli
Para carga, passageiros, encommendas e d-
nbeiro a trate: tr-secom os
AGENTES
Wilson, Sons k C, Limited
14RUADO COMMERCIO14
Rojal Mail Steam Packet
Companhia
O vapor Atrato
De 5,3CO tonelada e de forfa de 5JM0ca-
vallos
Commandante L. R. Dickinson
Este novo e esplendido vapor
, do sahido de Lisboa no dia 21
ten-
as 5
horas da tarde, esperado at o dia
30 do corrente, seguindo depois da
demora uecessaria para
Naeeio. Babia, Rio de Janeiro,
Santos, Montevideo e Bnenos-
Ayres.
Paca passagens, fretes c encommendas trata-
se com os AGENTES.
O vapbr Tagus
Commandante P. Rowell
E' esperado do sul no dia 3 de Fe-
vereiro e seguindo depois da demora
necessaria para
Lisboa, Tigo, Sontbampton e
Antuerpia
ReuecSo de passagens
Ida Ua.e rolla
A' Lisboa 1' classe 20 30
A'Southamptonl-classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretes, encommendas, trata-se
com os
AGENTES
Amorim Irmos & C.
N. 3Roa do Bom JessN. 3
a Luiz
de guarnicao,
consolos com lam-
po de pedra. 1 piano forte de jacaiand, 1 ca-
deira para dito, 1 lustr de crystal com 8 bicos
para gaz carbnico, 2 arandelas para dita. 1 es-
pelho oval, 2 importantes quadros com gravuras
ahertas em folha de cobre, cantoneiras, estan-
tes para livros, jarros, candieiros, tapetes, capa-
pachos, serpentinas, 1 linda rama franceza de
Jacaranda c pao rosa, guarda roupa toilet,
1 lavatorio com pedra, camas francesas de ama-
rello, marquez5es, lavatorios, beryo, guarnieres
para lavatorio, 1 importante mesa oval clstica
com 5 taboas, 1 lindo guarda louga envidracado,
1 aparador entalhado com pedra, 2 apparadores
torneados com espelhos, cadeiras de junco, quar
tinheira, lindos apparelho3 de porcelana para al
mogo e janlar, 1 riquissimo faqueiro de electro
pate, 1 pyramide de crystal, 2 lindos apparelhos
de porcelana ingleza com flores o que ha de mais
delicado para almoco e jantar, 1 apparelho ni-
ckelado para almoco, 4 jarros linos de crystal
da Bohemia, garrafas, clices, copos, licoretros,
colheres, facas, rouiQio para caf, banheiro e
muito? outros objectos de casa de familia.
Quinta-feira, 4 do corrente
A' hO lj2 horas
No 1. andar do sobrado da ra da Impe-
ratriz n.*G
Por interveneao do agente
O EXTRACTO COAIPOSTO DE
Salsaparrilha
doDr. Ayer,
E' nm aUeraro Un nliica7 qr.o extirpa completa-
mente do systomj a EiTUfol. Ilcrvditnria, e ai
affeefScs q.io tem a(flnl dntofSoas, e ns ojcajdanadt* pelo mercurio. Ao
I sa e enriqoee o sangu>, com-
i lo nina aojJO sanatel ao ercaiil:ui>
rjuvt.'Uu>ct .-o c sTtcma lta'A). Ksta jiandj
Medeciua Regeneradora,
composta com a Tcr.'afcira Saliaparrl-'h ,It
Hnniliira", dos Indos ''- Polamlro do Vsrxa,
outros hlgTf'lieiihM ii'-' JH"J i'"te:i<5ia c virtude
cur.ilir.-.s. citUatloaa o centi aaiciita-preparados.
A formula e -rnlrM-nto eoi?l.ocida da proflssio
medica, e '-.= receito a SaLSA-
PAlr.II.IIA !:-,> Di. um
Remedio Absoluto
pan .-is onferoJUata ocenaionadas pelo celado
TiCOSodO P..:
"jucentrailo no irr.'io mais alto practioavcl,
muito iujs qnc qjBaloiier paira prepsraeSft*da eua
otade ^xtporeloaisv iguacs eleU'>a. e
;. o a medeciba mft '-^r.nta, a&aini como a
* ;--.ir.i puriflc-ir o f.p.
PBKPAHA!>J pr:.o
DR. J. C. AYER e CA.,
Lowell, Mass., E. U. A.
A' Toada lias prliifii-ai-s p'^armanlas '. dir.-.irli*.

Gusmo
JLeilao
Das casas terreas da ra do Conde da
Boa Vista ns. 68 e 70 edificadas em chSos
proprios servindo de base as offenas de
3:8005 00 por urna e 3:8500000 por ott-
tra, rende 500^000 annuaes cada urna.
Quinta-feira 24 do corrente
A's 11 horas
0 agente Pinta levar novamente a leilo as
casas cima mencionadas novas e altas, servin-
do de base as olleras obtidas uo ultimo leilo
s 11 horas do dia cima indicado.' no armazem
da ra do Mrquez de Olinda n. 52.
EM CONTINACAO
Vender o mesmo agente o sobrado de um
andar da ra Velha n. 82 com janellano oito.
A abaixo assigpada previne ao publico e ao
commercio desta cidade, pie nao facam traasac-
co de especie alguma com a parte" do sobrado
n. 11 sito ra estreita do Rosario, perteneente
a Manoel Sodr da Cunha Motta, e nem outro
qualquer negocio, sob pena de ser nuil a toda
transaeco feita pelo dito senhor. Recife, 11
de Janeiro de 1889.
Laurinda Martins Rio.
&
(olegam fragancia "?
fp4^k
INPALLIVEL RADICAL
no colativo 3e todas as alTeccSes bronchiaes :
Mal do Garganta, Toase e Tsica
t a
PEITORAL
Be AlfACAHITA
Remedio Vegetal da Naturo;a pnra o all-
vio.e cura de todas as molestias
Do Peito e dos Pulmoes.
Coslureira e modista franceza
Madamc Fanny Silva, tem o seu atelier
de modas e costuras a ra do Baro da
Victoria n. 15, 1. andar, e confecciona
toda e qualquer toilette, com apurado gos-
to e elegancia, para casamentos, bailes, vi-
sitas, passeios, etc., faz tambem mantele-^
tes e capas sobre medidas.
Contina a ter um lindo sortimento de
novidades de Paris, vestidos de seda fei-
tos, e em cortes, de seda, gaze, velludo
brech e crpe de chine, foulards, surabs,
sedafi e ottomanaa pretas.
Escolhido sortimento em vidrilhos pre-
tos.
Chapeos, capotas e visitas
1.Hto en 94 horas
Telephone n. 93
BA BARAO DA VICTORIA S. 15, 1." ANDAR
A'*
de familias
**
FRANGIPANNI
Opopo&ax ? Peldi'^m
Oarlsslma ? Oeradia
VeniU-K em foiat .
%. cbrwria, t*-
2d 86^T^
klti
km
FABRICA
DE VIDROS
f*8 Ra d tarara 193
Expoe venda em grosso
e a retalho os productos dt
seu fabrico: sendo
Copos com e sem p, ditos
com aza para cerveja, cli-
ces, globos, chamins, frascos
para botica etc. etc. .
Precos sem competencia
Precisa-se de urna
numero 137.
Cosinheira
cosinheira; na ra Velha
Leilo
Companhie de Messageries
Mari times
LINHA MENSAL
O paquete Niger
Commandante Friaschi
E' esperado dos portos do
sul no dia 1 de Fevereiro,
seguindo depois da tierno
ra do eos ume para Lor-
deaux, tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos Srs. passageires de todas as
classes que lia lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento do 13 OjO em favor das fa-
milia** compostas de 4 pessoas ao menos e que
pagarem 4passagens inteir,i<
Par excepcio, os criados de familias uue.to-
marem bilbetes de proa, gozam tambem deste
abatimento
Os va'les poslaes s se do at o dia 30 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete: trata-se com o
AGENTE
Augusto Labille
9 Rita do Commercio 9
Da armaco, balanca, pesos, medidas e g-
neros da taverna da ra da Santa Cruz
n. 5.
Sexta-felra, 95 do corrente
A' 11 hora
O agente Gusm&o, autorisado far leilo da ta-
verna cima, era um ou mais lotes avoutade dos
compradores.
A casa tem agua encanada, e garante-se ao
comprador da armaco. -_
Km fonlinuaco sert ndiilo barris com vi-
nho dr> pasto de Lisboa e diversos movis.
leao T
De 6 casinhas ra dos Ojsos ns. 30 e 32
c*ta-felra de Janeiro
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 45
0 agente Silveira, por mandado e com assis-
tencia do'fcxm. Sr. Dr. juiz de orphaos, a reque-
rimento doinveatariantedcSebastio Jos Gomes
Ferreira, levara a i" leilflo as referidas casinhas.
Os Srs. pretendentes podem examinar.
Agente Brito
Leilo
4o
Ra da Emperatriz n. 36
Continua fornecer-se comedorias casas de
familias, cora promplido e asseio, por preco
mdico ; tratar na mesma cima.
0 meffior enfflrlclo
%
empregada cota
Odontalina
PST DIKTHU, TtMiSilM CiBSIM Bl BWC
.PARS: Esnnelia. 24, roa d'Fnghiga 4
MU
Ama
Precisa-se de um cosinheira
Ao laysand n. 19.
Precisase de urna ama: para eosinhaemais
servicos ; na ra Baro da Victoria n. 48. loja.
De 1 casa terrea n. 7, ra de Lomas Valen-
tinas e 1 dita ra do Tambi n. 20,1 terreno
proprio com 500 palmos de frente e 215 de fundo,
tendo dnas frentes, una fiara a travessa do Agr
e outra para a estrada de ferro de Beberibe, per-
to daestacSo da Curva, na Estrada Nova.
Uaa vacca com eria bonita e gorda.
Sabbado do corrente
A's 10 12 horas
48-Ra do Raugel48
Leilo
De excellentes carros, bons cavallos, ar-
reios e' mais pertences da cocheira do
caes do Capibaribe.
Terca-feira, do corrente
A's 11 toras
0 agente Pinto, legalmente autorisado levar
a leilo em um ou mais lotes, os carros, cavallos
e pertences da cocheira do caes do Capibaribe,
a qual est bem montada e afreguezada.
Os pretendentes podero desde j apresentar
suas propostas-
AVISOS DIVERSOS
Aluga se casas a 8*000 no becco dos Coc-
ios, junio de S. Gongallo ; a tratar na ra da
Imperalriz n. 56. _^
i o 1 e ;i andares ra estreita
do Rosario n. 32, e o 1- andar e soto rua do
Fogo n. 35 : a tratar na ra da Imperatriz n.
1C. 1 andar. ______
Aluga-se o I- andar ra de S. Jorge n.
120, com agua, caiado e pintado de novo ; na
mesma ra n. 131, Inverna.
Por 23"00 aluga-se a sota n. travessa
da Prai i do Forte, com 4 quartos, 2 salas, cosi-
nha. quarto de engoinmado ; a tratar na ra
larga do Rosario n. re.
Precisarse de urna ama pan cosinuar : na
ra do Livramento n
Precisase dem homem para criado 'm
sitio : a tratar na estaco da Jaqueira.
Jos Joaquim de Awvedo tem urna carta na
ra de Hertas n. 15.___________________
Vende-so urna armaco cam seus uteasi
los de um deposito de seceos da casan. 8 na
Baixa Verde. freguezi.i da Graca, proprio para
um principiante ; a tratar na mesma.
Ama
Precisase de urna
Florentina n. 34.
ama : a tratar na ra da
'Ama
Na ra velha de Santa Rita
e urna ama para cosinha.
n. 83, precisa-se
Criado
Precisa de um no 3." andar da typo-
grapbia do Diario de Pernambuco, ra
Duque de Casias n. 42.
Libras sterinas
Vende o* London & Brazi-
lian Bank Limited, a 9$000
cada urna, ra do Commer-
cio n. 32.
Molestias do peito
O Peitoral de Cambar de S. Soares,
remedio efficaz para todas as molestias do
peito. Vende-se em casa dos agentes
Francisco Manoel da Silva & C, ra
Mrquez de Olinda.
Conselho
Quando alguma affeocao pulmorar amea-
gar a vossa existencia, experimente o
Peitoral de Cambar^ que ficarais livie de
tal ameaca.
Os agentes,
Francisco H. da ftll-a Ib (.
Bronchites
0 remedio infallivel para as bronchites
o maravilhoso Peitoral de Cambar;, de
S. Soares, que se vende em casa de Fran-
cisco Manoel da Silva & C, ra Mar-
que?, de Olinda n. 23.
Deve ler-se
O abaixo assignado,- cidadfio orienta^
morador no Monte Benito, 2o diatricto de
Pelotas (Rio-Grande do Sul), attesta que
sofirendo de urna toase perigosa, foi radi-
calmente curado, em poucos dias^ com o
popular medicamento Peitoral do t's.mba-
r, preparado da Sr. J. Alvares de Souaa
Soares desta cidade.
Joaquim T%omax Ajfonto
maes
QUERIS VOSSOS FILUS SEMPRE SADIOS'?
Admit istrae-lhes o xarope ou as
Punas Veniiipiirgalivas
DO DR. CALASAIVS
ptimas preparagSes de mastruz
e rhubarbo, para a eXpulsao completa, sem
. dores nem incommodo, dos vermes
intestinos ou lombrigas
(das cranlas e dos adultos)
SEIS ANNOS DE SUCCESSOI!
Estas excellentes preparagSes n^o ne-
cessitam de purgativos como auxiliares,
visto serem purgativas por si mesmas.
As pessoas que t3m vermes sentem c-
licas', tem constantemente diarrhas, indis-
posi^o, sensa^.lo de corpos que se movem
nos intestinos, endurecimento do ventre, e
s vezes, vmitos. Rangem os dentes, quan-
do dormem, algumas e pessoas expellem
yermes com as fezes ou com as materias
dos vmitos. As criancas apresentam as
pupillas dilatadas e inapetencia.
As pihilas Ievam impresso o nome do
DR. CALASANS e sao cor de rosa.
1 caixa de pililas 1200
1 vidro de varnpe 1 5200
AS PRINCIPAES DROGARAS E
PHARMAdAS
------..........................................--------------
Taverna
Vende-se urna taverna ra da Conceico li-
li ; a tratar na raesnia.
Bom para principiar
Vende-se o deposito de cigarros e casa debar-
beiro sito ra Mrquez do Herval n. 96, deno-
minado Fabrica Venus, muilo bem locasado
por licar com o oito para a ra do Pago da Pa-
tria. O motivo da venda o dono achar-se em
condiges de nao poder continuar com tal nego-
cio por molestia : trata se na mesma casa a
qualquer hora.
Fumo do Para
J chegon para a fabrica Vendme o especial
fumo do Para, bstanle conhecido.do respeitavel
publico : ra Baro da Victoria n. 39.
Armaco
Comprase urna armaco envidarcada, proprta
para taverna : a tratar na ra da Florentina nu-
mero 34. _
Cozinheiro
a tratar na ra
Ao-commercio
0 abaixo assignado, nico representante da
tirma de An.onio Maia 4 C. declara que desde o
dia 31 de Dezembro lindo, vendeu o seu depc-
to de cigarros e charutos, sito ra do Raagel
n. 50, aos Srs. Ramos & C, Meando os raesmo
responsaveis pelo activo e passivo do mesmo es-
tabelecimento.
Recife. 23 de Janeiro de 1889.
Antonio Prancisco Silva Maia.
1
Severlna Haria Hamos
Francehuo Francisco Duarte e suas irmas,
agradecem do intimo dalma s pessoas que fi-
zeram o obsequio de aoompanhar os rstos mor-
taes de sua prezadissima mai ao cemiterio pu-
blico ', e de novo as covidam para assistirem a
missa que mandara rezar por sua alma no sti-
mo dia de seu fallecimento, na igreja da Torre,
na segunda-feira 28 do corrente, s 8 horas da
manila.
t
Antonio Aunes Vicira de Pouza, Joo Ramos
6 suas familias agradecem a seus prente- e
amigos que acampaoharam ao cemiterio pubii
co o cadver de sua sempre lembrada mii. sc-
gra e av, Umbelioa Mana Annes de Souca ; e
de novo os covidam para assistiremas mis
que sero rezadas na matriz da Boa-Vista, sab-
bado 26 do corrente, s 8 horas, stimo di de
seu passamento, e desde j se eonfessam eter-
namente gratos!___________________.
Mmaa_H*nsnanns-Bbit*stanHsannsav
t
Insracia da Silva
Deodalo da Silva e sua esposa Maria da Con-
ceigo da Silva, agradecem do intimo dalma a
todos os seus parentes e amigos que se digna-
ram aoompanhar at u cemiterio publico da Boa
Viagera o cadver de sua prezada mi e sogr.
Ingra ia da Silva ; c de novo as covidam para
assistirem as missas que mandam rezar na igre-
a da Boa Viagem c em S. Gongalo, na quiuta.-
feira 24 do corrente, s 8 horas da manh, sti-
mo dia de seu passamcnlo, e desde j se con-
fessara eternamente graios- .. _^__
Captto A_i_io t-u nodrlgueii
_e Almt-da
D. Candida Mapa Riheiro de Almeida e mais
f familia covidam aos pareles e amigos de sea1
finado marido capitao Antonio Lua Rodrigues
de Almeida, para assistirem as missas do stimo
da de seu passamento, que terSo lugar na quir.
ta-feira 24 do corrente. s 8 horas du manh, ni
fondem terceira da Kraneisco desta oiskda.
\
)
'
:
-*1




K
I
/

I
--
'.

Diario de PernambucoQunta*feira 24 de Janeiro de 1889
PKOSPHATINA FALIERES
0 melhor Alimento
Para aa ORIANQAS
^.a_rxs, e, >s_*vnejei victoria, :p ajus
feportti em Uta as prtwfpae. PharnadiL.
IMPORTANTE
REDUCCO DE PRECOS
21-KUA DO CRESPO-21
OLIVE! ft A CAMPOS & C. endo de recebar bre-
vemente um sortimento de artigosnoYOs de altanovidade, resolveram
fazer urna grande reduc^o nos presos dos artigos abaixo menciona-
dos, para os quaes chamam a attencao das suas Exmas. freguezas.
PKECO SEM COMPETENCIA
A* ra Primeiro de Marco n. 20
Linhos para vestido padrees modernos a 160 rs. o covado.
Cretones francezes, cores claras, a 260 rs. o dito.
Merinos do cores, duas larguras, a 500 rs. o dito.
Ditos de cores, lavrados, de 2(5000 a 1^000 o dito.
LSs de, cores, desenhos do cachemira, de 900 a 600 rs. o dito.
Merino de quadros de 320 rs. o dito.
FustSo branco de 400 e 500 rs. o dito.
Mursolina branca para casacos a 500 rs. o dito
Zephir de cor, listas e quadros a 500 rs. o dito.
Ditos arrendados, lindos gostos, a 600 rs. o dito.
Ditos de listas arrendados, alta novidade, a 800 rs. o dito.
Etamines arrendados, de c6res, de 800 a 500 rs. o dito.
Flor de Italia em quadrinhos, a 500 rs. de 900 rs.
Mureolinas de cSr, de listas, a 400 rs. o dito.
Cortes de cambraia bordados transparente e tapado, de 150000
e 20,5000 por 9,5000 e 124000 cada um.
Linio, padrees em quadro, a 440 rs. o covado.
Nanzukcs padrees mimosas, de 280 rs. o dito.
Percales miudinha se pannos finos, a 200 rs. o dito.
Merino preto fino, de 2000 a 1)5000 o covado.
Se ti m Maco de todas cores, a 900 rs. o dito.
Brirn fino pardo para vestido, a 400 rs. o covado.
Cambraia Victoria transparente, 6na, a 3)5000 a peca
Mantas hespanholas, de seda, pretas a 3)5000 urna.
Erpartilhos, o qur. ha de melhor, de 4)5000, 5)5000, 6)8 000
7j5000 un.
Fichs de cor arreidados, de 10000 um.
Capinhas hespanhoias de cor a 2)5000 urna.
Fichs de seda, mi uto lindos, a 35000 um.
Sargelim diagonal, todas as cores, a 240 rs. o covado.
Casacos de cambraia branca bordados, a 3)5000 e 4(5000 um.
Luvas de seda, todos os tamanhos, de 2)5000 a 3(5000 o par.
Lences de linho do Porto, a 4(5000 um.
Ditos grandes para cama franceza, a 6,5000 um.
Colchas de cor, de 2)5000 a 50000 urna.
Fichs, sortimento completo, de 20000 a 60000 um.
Lencos de linho com barrinha a 20000 urna duzia.
Camisas francezas, de 240000 e 360000 a duzia.
Meias cras para homem, de 40000, 50000 e 60000 a duzia.
Ditas brancas cras e de cores para senhora.
Ditas brancas cras e de cores para crianca.
Chambres e eretone, de 50000 e 60000 um.
Cortee de casemira de cor, de 80000 a 60000 um.
Cortes de fusto para collete, de 10000, 10500 e 20000 um.
Camisas inglezas de flanella, 12 pura, a 50000 urna.
Alm de outros artigos que deizamos de mencionar.
21-Rua do Crespo-21
iyag rnm 4o jynosTEAs
NBM
mi
N U B I A
\VEL\
GRAXA LIQUIDA IMPERMEA\
EMPUBOA-SB SEM E8O0VA
O man milco LUSTRO d'esta grai
conservase dorante urna semana,
aoja qual tr o tempo.
BAL HORAL GL DSS Gomma lustrosa elstica pa-a as Bcttinas das Stnlcras. |
, APPUOA-flE SEM ESOOVAS
ZpSsPASTA UHCTU0SA, em caixas de folha de andrea, tal quall
entregue ao Exercito Ingle*.
4UBIAN MAKUM COMPf L.*. Al?, Ole.- Llfft, LONONM O.
Ager.t germ em PEHtiAMBUCO :
Guimaracii A Purman.
Carolos de algodo
Compra-se carocos de algodSo ensaccados, en-
treguas nos armasens, ra do Barao do Trium-
pho ns. 10, 12 e 14 ; ao preco de 380 ris por 15
Kilos.
N-U-B, I' A
PERE1RA & MAGALHAES
Recebedores directos dos mercados da Europa
liquidam osseguintes artigos com descont de 14 \ as
vendas em grosso
Bramantes de algodSo superiores, a 800 rs. o metro, 4 larguras,
dem de puro linho fazenda de 20200 para acabar a 10500, metro.
Atoalhado alvo, duas larguras, a 700 rs., 10100 e 10200 o dito.
Algodao alvo, nacional, para lences a 50500 a peca.
MadapolSo americano, a 30600, 40000 e 60000, com 24 jardas.
200 rs. o dito.



-

Maripozas de cores a 220 rs. o covado.
Chitas claras e escuras, cores firmes, a
Batistes idema 120 rs. o-dito.
Zefiros de quadrinhos, a 80, 160 e 200 rs. o di
Merinos lisos de urna largura a 200 rs. o dito,
dem de quadros modernos a 280 e 300 rs. o dito.
Fichs de renda chics a 10600.
Colchas rancezas de cores a 20000 e 40000, urna.
Lences de bramante a 10800, para cama de casal.
Casimiras de cores para roupa de crianca a 10000 e 10800, diagonal, duas
larguras.
Camisas inglezas e francezas a 260000 c 300000 a duzia.
Tapetes aveludados, grandes, a 140000 um.
Cortinados ricamente bordados a 50500 e 60000-
Pannos de cores para mesa a 10100 e 10300 o covado.
Cheviot preto e azul, a 30000 o dito.
Brins pardos e de cores a 280 rs. o dito.
Veludilhos de cores e pretos a 900 rs. o dito.
Rendas austracas para vostidos a 500 e 560 rs. o dito.
Setins de todas as eores a 900 rs. o dite.
Setiaetas lavradas 200 e 240 rs. o dito.
Alpacas modernas, lavradas, a 240 rs. o dito.
Meias cruas inglezas para homem a 20500 e 30000 a duzia.
Ceroulas boedadas, de bramante, a 120000 e 160000 a dito.
Cortes de casemiras para calca a 40000 e 60000.
dem de meia casemira a 20000.
Toalhas grandes para rosto a 40000 a duzia.
dem felpudas para banho'a 120000 a dita.
E muitos artigos que serio lembrados com a presenca de nossos leitores.
59Ra Duque de Caxias59
LO JA DE
PEREIEA & HA6ALHAES
Professora
Urna senhora competentemente habilitada, pro-
pe-se a leccionar em collegios e casas particu-
lares as seguintes materias : Portuguez, Fran-
cez, Msica e Piano ; a tratar na ra Visconde
de lbuquerque n. 20. __
Vinho de Collares especial e
da Madeira
Em decimos e caixa de duzia, tem para ven-
der Joaquimda silva Carnciro. largo do Corpo
Santo n. 13, !_ andar. ________
Cha preto superior
Carlos Sinden avisa seus amigos e re-
gnezes em geral que recebeu pelo ultimo
vapor cha preto novo e superior que ven-
de por preeos mais resumidos em vista
da continuacSo do cambio favorayel.
Convem que experimentem.
48 RUADO BARAO DA VICTORIA 48
Architectura
Andre Rmpete prepara, guarnecidos de to-
das as cores, garantmdo a coaservaco das mes-
mas, Unto para o exterior como interior de edi-
ficios f os prctendentes podero deixar suas or-
dena na mercearia a*ra da Imperatriz n. 2.
Vinio Zar op 6 Dusart
A0 LACT0-PH05PHTQ DE CAL
Approvados pela Junta d Hygiene do Ri<* -tlsoJajiotri.
O Luota.Photjakato t cal, que eDira l? compesicao do VINHO do XAROPE
de DUSART, o medicamento mais poderoso que se conhece no-je ptr.. restaTa'-J
as foivs de certos doentes." I
Consolida e endir?H.- os ossos das cresm.as RachHieas toma activos e vigorosos]
os AdtlescmeUtXBfAXM a lymphaticos e os qiH achia fatifiados em ccjsoquanoial
- Tif'x-.'t, I
Gharuteiro
Precisa-si de ofQcial charuteiro ; na ra Lo-
mas Valentinas, antiga. Aguas Verdes n. 46.
Caulellas do Monte de Seccorro
Compra-se cutellas do Monte de Soecorro de
qualquer joia, briihantes e relogios; paga-se
bem na Praga da Independencia n. 22, loja de
relojoeiro.
Inglez
Em urtude de ter sido muito procurado e nao
podido satisfaxer aos pedidos de todos, mandei
chamar um collega da Inglaterra (Mr. Dick) que
j se acha no caso de receber diseipulos de in-
glez pratico.
/. Fanstmie, ra do Progresso n. 2.
Mb. i. Fasstose, tendo de moditicar a lista de
seus discpulos para o novo anno, pede s
Exmas. familias e senhores que tm-o honrado
no passado que communiquem-lhe os seus dese-
jo3 para que elle nao falte na attencSo devida
aos lUms. Srs. seus discpulos.
Os Srs. doutores desta praca que tenham co-
nhecimento de inglez e que queiram se aperfei-
coar na pratica, djrijam-se a J. Fanstone, n. 2
ra do Progresso, ou na casa E\"angelica n. 4,
roa estreita do Rosario.
Tambem para maior commod^dade das pes-
soas empregadas no commercio tenho resolvido
abiir um curso nocturno de inglez pratico, o
qual funccionara no 1 andar da casa n. ra
estreita do Rosario.
Mr, trorge B, Nind. nico professor ame-
ricano da lingua inglesa, pode ser procurado
nos sabbados ra Conde da Boa-Vista n. 28,
sobado defronte da estagao da -'oledade.
Censor
Um moco titulado pela Escola Normal e estu-
dante de direitol oerece-se para ser censor em
qualquer collecio desta cidade, mediante ali-
mentago c qualquer pensao : qnem quizer nti-
lisar-se de seos servicos, pode dirigff-se ao es-
criptorio deste Diario em cartas fechadas sob as
imeiaes S. G.
da gestac&o
fortes e vpoross' u-
O La,*it^Pho*pHat* i oml aroiniatraOo s amtu e. ka masa qvo orno o* QUKts
torna o leite mais rico, mais nutritivo, e [reserva as creantes 'la dania e da u/-i.-
raolestias, que sedeclar&o duf inte o crscinaanto. A dentifo o>r3- so > &V
crtmac* sem que appareca> convulsoef. mL
VirtMO eoXAROra de Locto-PhoiJMt appetite levaatlo as (oreas dos convalescentei ievero ser euvKadoi mu tfrfos
>* casos en aue o corpo humano se actoar fatioi*, ou eihaurkl, fo; .
Deposito m Pan. a, ra Vlvienna


UH I
Innte
Atoalhado bordado a 1)5200 o metro.
Alpacas indianas a 320 rs. o*covado.
Ditas mescladas a 600 rs. o covado.
Ditas lavradas a 500 rs. o covado.
Batistas finas a 140, 200 e 240 rs. o dito.
Brirn pardo a 280 e 320 rs. o dito.
Baleias pretas a 260 e cobertas a 500 rs,
a duzia.
Bicos de urna s cor a 2$ a peca.
Bramante trancado a 800 rs. o metro.
Brins de cores para crianca a 260 rs. o
covado.
Bicos matisados a 20500 e 3# a pega.
Cumbraias bordadas a 40 a pega.
Cachemiras de quadros a 260 o covado.
Cortes de seda para colete a 50000.
Ditos de linn em cartao a 70000.
Colchas de damasco a 60000 urna.
Cretones de alsace a 360 rs. o covado.
Cambraia arrendada a 460 rs. o dito.
Cachemira da India a 220 rs. o dito.
Chales adamascados a 20500 um.
Cortinados bordados a 60000 o par.
Colchas de cores a 20 e 20500 urna.
Cortes de casinetas a 10500 um.
Chambres a 40500, 50 e 60000 um.
Cortes de setineta a 60000 um.
Cambraia Victoria a 20900 a peca.
Camisas allemaes a 360000 a duzia.
Cachemira de duas larguras a 800 rs. o
covado.
Cretones claros a 280 e 320 rs. o dito.
Colchas de fustSo a 30500 urna.
Camisas de meia a 10000 urna.
Ceroulas de bramante a 150 a duzia.
EsguiSo pardo a 360 e 400 rs. o covado.
Espartilhos couraca a 50000 tfm.
Entremeios bordados a 700, 800 e 900.
Completo sortimento de casemira e brins, collarinhos,
eos, bolsas, fichs, lencos, leques e muitos outros artigos.
o covado.
rs. o dito.
9 Lotivi-c
Fichs de nalha >. 20000 um.
Fustfto Branco a 360 e 400 rs.
Dito de cor para roupa a 800
Guarnic&o de crochet com matizes.
Gazes de cSres a 500 rs. o covado.
Guarda-p para homens a 60000.
Grinalda para noiva a 80000.
Guarda p para' senhoras a 80000.
Lencos com barra a 20000 a duzia.
Leque a grS-duqueza a 20000 nm.
Len$os brancos a 10200 e 20000 a duzia.
Luvas de seda a 20 e 20500 o par.
Linhos de quadros a 80 rs. o covado.
L5s escossezas a 100 rs. o dito.
Linn de cores a 500 rs. o dito.
Merino do cores, duas larguras, a 800 rs.
o dito.
Meias com pintas, para senhoras, a 800 rs.
MadapolSo americano a 6000 a peja.
Meias para homens a 30600 a duzia.
Extracto Porto-Veine a 10400.
Popelina branca, de seda, a 800 rs. o co-
vado.
Paletots de seda palha a 70500.
Ditos de alpaca preta a 40500.
Panno da costa adamascado.
Pacotes de po de arroz a 500 rs.
Percales fi as a 200 e 220 rs. o covado.
Roupas para banhos salgados.
Regatas de cores a 10000 urna.
Sahidas de baile a 20000 urna.
Suspensorios americanos.
Sargelim de cores a 200 rs. o covado.
Setim de cores a 800 e 900 rs o dito.
Dito do JapSo a 240 rs. o dito.
Toalhas para rosto a 30600 a duzia.
Ditas para banho a 10400 urna.
Instruc^o publica
A sexta cadeira para o sexo femimno da fr-
guezia de Santo Antonio, est flinccionando na
ra Bella n. 43, casa de azulejo.
Aluga-se barato
Ra do Rosario n. 39.
Ra do Calabouco n. 4 Io andar.
Baixa Verde n. C. (Capunga).
Ba Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
- A roa do do Calabogo n. 4 loja.
Largo do Corpo Santo n. 13 i andar.
Ra Santo Amaro 14 Io andar.
Rna Vidal de Negreiros n. 43.
Trata-se na roa do Commercio n. 5, l* andar,
escriptorio de Silva GuimarSes & C.
Alug-a-se
urna sala grande, clara e fresca, de nm 1- in-
dar ra Mrquez de Olinda, para escriptorie
de commissoes ou para algum medico.
Metade de um armazem na mesma roa, pro-
prio para deposito de gneros, fazendas ou mes-
mo para escr plorio.
Um terreno grande com baixa de capim, ar-
voredos, quartos para moradia, cocheira e es-
tribara para cavallos, bois ou vaccas.
Os pretenden tes podero obCer qualquer in-
formaco no armazem da bola amarella, caes
22 de Novembro n. 36.
Aluja-
se
as casas n. 59 ra Vidal de Negreiros n. 130
ra Coronel Suassuna, e um sobradinho em Alo-
gados, com bastantes arvores frucliferas, no
neceo do Quiabo n. 64; a tratar na roa Marcio
Das n. 106.
punhos, leos, toni-
AMARAL & C.
ft* Elixir, JPo e Pasta dentiricios *"?/
DOS
_RR. PP. BENEDICTINOS
da ABBADIA de SOULAC (Gironde)
OOM MAGUELONNE, Prior
MetfflhttH de Ouro: Bruxelles 1880 Londres 1884
AMA
Precisa-se de urna boa en-
gommadeira, na ra Duque
de Caxias n. 42, por cima da
typographia do Diario.
Precisa-se de urna ama ;
Santo Amaro n. 6, 1 andar.
a tralar na ra de
Ama
Precisa-se de urna amr para comprar e cosi-
nhar para casa de pouca familia : a ra da Pe-
nha n. 21, 2 andar.
Ama
Precife-se de urna ama que saiba lavar e en-
romraar, para casa de pequea familia ; na ra
lo Livramento n 24, z- andar.
Ama
Na roa Formosa n. 8, precisa-se de urna boa
cosinheira e engommadeira, e que durma em
sasa.
Ama
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
uivcmTABO | *m A Pelo Prior
no anno I 9 M O Pierre BOUBSATTD
O u> qnotidi.ino do Elixir Dentifrioio
dos RR. PP. Benedictinos, com dose de
j;1 triiui.-.-- gottas cem agua, prevem e cura a carie
dig dente, ombrapqneceos, fortalecendo e tor-j
nando as p-enpivas perfeit.-unente sadias.
Prestamos um verdadeiro servieo, assigTia-l
lando aos nossos leitores este antigo e utilis-1
simo preparado, o melhor curativo eo nico
reservativo contra as AifeccSes den-
irias.
Agente geral: SEGUIN, BORDEAUX
clia-u em todm as bou Perfumaran, Piarmtcfssl Drotriit.
rUNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON & C.
N. 44Ra do BrumN. 44 '
JNT0ABSTACA0D08B0ND8
Tem para vender, por preeos mdicos, as seguintes ferragens :
Tacnas rundidas, batidas e caldeadas.
Crivacos de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares., idem, idem.
Bancos de .ferro com serra circular. &
Gradcamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas do dito fundido, de lindos modelos.
Portas de fornalha. .
Vapores de forca de 3, 5, e 6 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura.
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento de macbinismo e executam
quer trabalho com perfeiy2o e presteza.
.

Precisa-se de nma ama para cozinhar para casa
de familia ; a tratar na ra dos Guara rapes n. 88.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar, para
na roa Velh
casa de familia
numero 69.
de tres pessoas
felba
Ama
Precsa-sc de urna ama para engommar em
casa de pouca familia ; a tratar na roa Onqne
de Caxias n. 48, loja.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e com-
prar, para urna s pessoa ; a tratar na roa do
Vigario tRecife) n. 19, 2- andar.
Ama
Na ra Mrquez do Herval n. 61, sobrado,
precisa-se de urna ama que cosinhe.
Ama
Precisase de ama ama para cosinharten-
gommar : no largo do Paraizo n. 14.
Ama
Precisa se de urna ama para o servieo domes-
tico de casa de familia; a tralar no escriptorio
deste Diario.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar
lar na roa dos Gnararapes n. 88.
a tra-
Ama

qual
>3?v.
?r,
VINHO DEFRESNE
TONI-HUTRITIVO
can
PEPTONA
O 'tnho *e Peptana Pe/rsiiM o mata precioso aos tnicos- conten a
fibra muscular, o ferro temtico e o puoepuato de cal da carne Je vacca, e o nico
reconstituale natural e completo.
Eute JDelfcfoao linho, que deiperta o appetite, restitue as forcas ao esto-
maeo e meloora a dlgestio, como racocrtltone lncomparavel. qu e, por laso que
en'-.erra o cemento plasUco aos msculos que susla a consumpcao. colore o
san-'ue dyscrasiao pela anemia, prerlne os desvos da columna vertebral.
Quando Defresue resolreo o grande problema de diferir, tora do cerpo humano,
a carne de vacca e de a transformar, com o auxilio da PancreaUna, em um liquido
alimenticio, a Peptooa, os professores da Escola de Medicina e os mdicos da
Marinba e* dos Hospitaes de Pars, se apressaram em experimentar este pre-
cioso nutriUvo nos doentes e convalescenles e o resultado fol a adopelo offlcial
da Peptou* Defresue em todos os Hospitaes vis e Militares. -_
O l'rnfco de Prptona Drfreane lmpOe-se em todos os casos de afTcccOes
das vas dlgosUvas e de enfermidades de forma deprimente, agudas ou cnronlcaa,
como as dispepsias, ulceras do estomago, etc.. e no marasmo, chlorose. dubete,
cachexla, tsica pulmonar, etc. Derem ustl-o egualmante as pessoas de coasUtulCio
dbil, as crtanoas ija saude 6 posta em risco pelo crescimento rpido, as maens
cujo vigor compromettido pelo trabaliio do aleltamento.
Emrlm o Vinlam MYptema Vefretne cenvem em todos os casos em rrae
imprsselndivel resiabelecer, manter e augmentar as forcas, quer estelamos
doentes, conyalescentes ou saos. _. M ....
DEFRESE o primeiro preparador do Vinho de Peptama.Cuidado con ailmitacoes.
A TtMfo: Esa taita u mil tcrediUdM
phirnkdM dePruc
iaX '
Asuma & mmmm
Curados palos CIGARROS ESPIG
Oppreastes Toase Defluxoa XevrtUgiaa
LICESCUDOS PEL* UIPECTOl D OO IMPBKIO DO DHAZIL
Asprra-se a fumaca que penetra no pefto, acalma o systema nervoso,
tacita n expecioracio etovorlsa as funecoes dos orgos respiratorios.
Venda m at^catio, J. ESPIC, CO, ra St-L*zap, un Parts. Bxija-te ata aatgnatwa.
ai*-o j^ ptrntmbM0\ tablee M.
Typogaphia e Lithograpliia
FABRICA DE LTVROS DE ESCRIPTU-
iRACAO
Premiada as e*posJees 4e
1HH* c 1S85
Manoel J. de Miranda
Encadernaco e especialidades em cartoes de
visitas.'
Sr-lii Dsqne de Caxlas-3?
Telepbone n. 194.
Precisa-se de urna criada
para o servieo de urna fami-
lia, a tratar na ra da Sole-
dade n. 82.

Caixiro
DreCisa-se de um caixiro de 10 13 anuos,
c pralica de molhados e que d fiador sua
conducta : a tratar na ra ConUo da Boa-Vista
n. 87, prefee-s,e brasileiro.
Precisa-se de urna ama para cosinhar
a Madre de Deus n. 5, 2- andar.
ama
Amas
Precisa-se de duas amas pasa casa de peque-
a familia, sendo urna para cosinha e outros
servicos domsticos, e de outra para lavar e en-
gommar : na roa do Imperador n. 40.
ARTIN
FornacKlont rfe Sua Uije'.ida a P.ainhi dt l*laterrt,
lio Exeroito e t llirlnh bntinnica.
GRAIXA BRILHANTE
GRAIXA en PASTA
OLEO para ARREZCS
E tudo s que n eeessa rio pan a naiuttn{la da toa
sob tedas as formas.
OBPOS1T0 GERAL BM LONDRES:
97, Bigh nplborn, 07
ambuco FRAN M.da SILVA 8 C
Professora
Urna senhora competentemente habilitada, com
pratica de 11 anuos de prossao, apresentande
diversos attestados de bom methodo e comporta-
mento, offerece-se'para leccionar em casas, par-
ticulares, na cidade ou em seus arrabaldes as se-
guintes materias : Portuguez, Francez, Italiano.
Geographia, Piano, trabalhos de agulha, etc.; a
tratar a ra Visconde de Goyanna n. 69 ou e
casa do -Regulador da Mannhara larga do
Rosario n. 9. ________:'
Pao centeio
Mille & Bisel, arisam ao respeitavel publico,
que todas as tercas e sextas-feiras, tem este sa-
boroso pao; ra larga do Rosario n. 40.
Caixiro
Precisa-se de um caixiro ; na ra das Per-
nambucanas n. 27-A, Capunga.




4


'" :r

I
K
i.
B


8
Criada
W
Diario de JPernambucoQuinta-feira 24 de Janeiro de 1889
Precisi-8e de urna pessoa para o servido in-
terno de urna casa de pequea familia ; a tratar
aartial de Margo n. 17, i anda'.
Professor
No engenho S. Manoel, estacSo Olinda, preci-
sa-se de um que saiba bem portuguez, a tratar
na ra do Bom Jess n.#19, Io andar, ou no refe-
rido engenho : prcfere-se casado e de boa con-
ducta._____............

Pechincha
Aluga-se una boa loja com muito boa arma-
gao, nova, ra Duque de Caxias n. 87 ; a tra
lar junto.
Pranchoes de amarello
vende-se na ra do
Ein porgao e
Vigario n. 31,
a retalho ;
1- andar.
Cozinheira
Precisa se de urna bda cozinheira que durma
em casa dos patrOcs, para casa de pequea fa
milia, na ra do Conde da Boa-Vista n. 24 F..
porteo de ferro. ^__
Mercearia Equidade
Ra de llorlas n. 1S
Grande variedade de vinhos engarrafados, por
commodo prego, e superior qulidade, recebidos
directamente, como sejam : vinho de Pasto, Gol
lares, Figueira, Verde, Palhete, Moscatel, Malva-
sia e outro sem igual, especial para senhoras
Vndese superior carne secca de porco, viuda
do sertao, rmbo fino do Porto a retalho.______
- j^a Attendite
Joro Samuel Botelho avisa ao respeitavel pu
bUco que ainda continua a fabricar bouquets do
mais afamado gosto, para casamento ou outro
qualquer acto, assim como capcllas mortuarias
ae perpetua; a tratar na ra Nova n. 20, loja de
miudezas, ou na ra da Cadeia do Becife n. 43,
loja de selleiro. ___
Criada
N Na ra da UniSo n. 27, precisa se de urna
criada para cuidar de duas enancas, de 5 e 3
annos de idade e que saiba engommar, prefere-se
idosa.
0 COELHO
Novo estabelecimento de fa-
zendas finas e moflas
56Ra da ImperatrizS6
Recebem directamente da Europa o que ha de
mais novidade em tecidos de fantazia e fino gos-
to. Completo sortimento em fazendas de todas
as classes e precos sem competencia.
Telephone 489
Gosinheira e criado
Precisa-se de urna eosinbeira e de um criado ;
na ra Baro da Victoria nL54, 1 andar.______
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica
de negocio de molhados; a tratar no caes do
Ramos n. 28, armazem.
20#000
Aluga-se a casa n. 16-C ra do Riachuello,
na Boa-Vista; a de n. 16-D junto, por 18*000 ;
as chaves acham-se no n. 16-B, e trata-se na ra
da Guia n. 62.
VENDAS
ra :m cbes
Ra Duque de Caxias n. 103
Vende-se bardados de cambraia tapads
de 2 1[2 e 4 metros e ama chave de lar-
gura a 500, 600, 800 e 10, muito fino, di
qualquer largura a 1)51400, e de fustSo, dt
700 a 1*800 peca.
Enxovaes para baptisados a 80, 10(5 e
120000.
Lindos enfeites para penteados a 100,
200, 300 e 500 rs. um.
Lindos grar.pos para segurar chapeos.
Renda hespanhola a 20500 o covado.
Pulseiras americanas para 30, 40, 50,
60 e 80000 o par.
Guarnic8es americanas a 30000.
Lindos espartilhos a 40, 50 e 60000.
Porta dedacs de vidro, objecto para pre-
sente a 10000.
Broches de fantasa de 500 a 10000.
dem americanos de 20 a 30000.
Lencos de seda de 500 re. a 10500.
Lublaque a 200 rs. o par.
GuarnicSes de crochet, sendo um pan-
sof e 4 para cadeiras por 6$000.
Finas capel las de pellica, panno e cor,
com finos reos.
Flores artificiaes a 10000 o ramo.
Anneis americanos a 20000.
Plisss de 400 a 10000 o metro.
Luvas de soda arrendadas e bordados
a 20 20500 o par.
Bicos brancos de linho e de cores a 20,
20500 e 30000 a peca.
Contas de cor para enfeitar vestidos.
700 rs., e pretas a 600 rs. o masso.
Missangas de todas as cores.
Lindos leques broncos para noiva.
Collarinlms e punhos de borracha.
Colchas de crochet para casamento urna
80000.
Talheres pare enanca a 800 rs.
Luvas de pellica a 20500. rs. o par.
Linhas de cores para crochet a 20000 e
cor de creme a 10500.
Lindos leques de papel de 500 rs. a
10000.
Espelhos com fina moldura, com dous pal-
mos de comprimento, a 40000 e cara dura
a 500 rs.
Finos binculos.
Agulhas para bordados a ouro e missan-
gas.
Lindas franjas douradas para facha, de
seda preta e de cores, sem e com vidri-
Ihos.
Timaosinhos enfeitados de bico erenda.
Grande sortimento de fitas modernas a
13 de Maio, Imperial Regente, a Nabu-
go e a JoSo Alfredo.
Lindas fitas para facha a 20, 20500 e
30500 o metro.
Carteiras de chagrn para algibeira.
Finas gravatas plasta-Bes e regatas a 10,
10200, 10500 e 20000.
Lindos porta-pos de arroz.
Grande sortimento de jarros para enfei-
tar consolos e sanctuarios.
Completo sortimento de perfumaras.
Finos sabonetes de todos os fabricantes.
Grande sortimento de alfinetes douradot
para enfeitar o pentciado e tambem gran-
pos muito lindos.
N. B. D-se amostras de bicos e bor-
dados.
Vende-se um estabelecimento de molhados
com prqporcOes para grande negocio ; na praca
Conde Ea n. l
Vende-se o antigo e bem afreguezado es-
tabelecimento de '"lc^"" naciooacs da ra do
Livramento d. 11, o qnl se torna recommenda-
do pela boa localidade em que est ; a tratar
ao mesmo.
Vinho de pasto
O que ha de melhor vende-se pelo mdico
prego de 38*000 o barril de 5 e 8*000 o garra-
rao de 3 caadas voltando o garraflo 7*300
(precos lquidos) : ra do Amorun n. 60.
FOLHETIM
a jBsastDisaa
POR
JHO MABY
TERCEIRA PARTE
HONRA POR HONRA
(Continuadlo do n. 18)
VI
Frantz Schuller punha em da o seu ca-
nhenho:
< Temos tido, nestes ltimos tempos
minha boa Catharina, muito que fazer em
redor de Pariz. Nao tenho sido mettido
nisso felizmente. Urna bala anda tSo de-
pressa E, mo grado meu, pens na pre-
dcelo da pobre louca, a mSi dos dous ra-
pazes i'uziladosrecordas-te, minha boa
mulker ? Espero que Pariz se renda, e
entSo terei muitas probabilidades de ver-
te, assim como aos meus pequeos W-
lhelm, Fntz e Anna.
De ve estar crcscjda a Anninha!...
Ella nao ha de reonhecer seu pa... Tens-
lhe fallado muitas vezes em mim, minha boa
mulher V... Ah! estes malditos parisienses
que estilo prolongando a resistencia .'....
Se nao fossem efles, a guerra estara ter-
minada, segundo nos dizem os nossos offi-
ciaes... E em vez disso, todos os das,
aqu e acola, tiros de fuzilaria e de oa-
nho.
No mez passado a batalha de Cham-
pigny, de onde deixaram de voltar muitos
companheiros. Outro dia forgmos os fran-
cezes a evacuar o planalto d'Avron. Ellcs
retiraram-se durante a naite, e de manhi
a artilhc ria entrou em Pariz. E os nosuos
coatinuaram de manhS a bombardear o
forte por espaco de duas boas horas, seta
saber que elle estava deserto I Ah! c ue
concert de tiros de canhSo! Se tu o ou-
visees, minha boa Catliarina I... Mon-
tronge, Vanves, Chatillon, o Mo;atc
Valeriano, o, forte de Rosny, tudo a vo-
mitar fego Durante o dia ainda nlo
nada ; as 'noite ah noitc Pa-
riz qa recebe aa descargas.
Rojal Bleod marca VIADO
Este excellente Whiaky Escocez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados. Pede Royal BleaMB marca Viado,
cujo nome e emblema sao registrados para
todo Brazil.
' BROWNS & C, agentes.
Barato
S na loja das Estrellas
56-MA DUQUE DE CAXIAS -S6
Telephone n. to
O proprietario deste mui acreditado estabeleci-
mento previne a todas as Exmas. familias
i freguezes em geral, que as muitas pe-
chinchas que costuma fazer, nao sao mais
divididas com a sua ex-casa das LISTRAS
ZUES; portanto, quem quizer comprar por
menas que em outra qualquer parte dirja-
se LOJA DAS ESTRELLAS, onde encon-
trar um completo e variadissimo sorti-
mento de fazendas que se vendem potr-
eos que nao Ihe podem fazer competencia
como passamos a demonstrar, a saber :
Atoalhado para mesa, de 10800 a 10000.
Dito de c6res a 10 e J03OO.
Bramante de quatro larguras a 660 e
759 rs. o metro e de linho com 10 pal-
mos de largura a 10600.
Briin de cores para ronpa de criancas a
280 e 320 rs.
Colchas de crochet de 100 por 50000.
Cortinados bordados a 50 e 60000.
Cortes de cambraia, bordados, brancos
e de cores a 40 e 40500.
Cortes de vestidos, em cartao, a 70000.
Cretones, core* claras e escuras, a 160,
200 e 240 rs. o covado.
Cambraia branca, transparente ou Vic-
toria, a 20800 a peca.
Camisas inglezaa para homens a 280000
a duzia.
Collarihhos, punhos e aberturas de cel-
luloid, um completo, por 20500.
Capas de vidri lhos e tecidos arrendados
a 100, 150 e 200000.
Casacos Jersey a 20500, 30, 40 e 50.
Damass de seda com lindas cores chi-
ras a 10200.
Esteiras brancas e de cores para forro
de sala a 10100 a jarda.
EsguiSo de linho, pardo, a 240 e 320 rs.
Enxovaes para baptisado a 50600.
Espartilhos couraca a 30 e 30500.
Fichus^a 500, 10 e 10200.
FustSo branco a 240 rs.
Grinaldas com finissimos veos de Blond
a 70000.
Guarnieres de crochet para sof, a 50500.
Gorgorao preto de seda a 10800.
Guardanapos de linho de 30500 por 20
a duzia.
Leques de fantasa a 400 rs.
Lencos para meninos, a 320 rs. a duzia.
Luvas de seda para senhoras a 10000,
10500, 20 e 20500.
Las e cachemiras de quadros a 160 rs.
MadapolSo pelle de ovo, muito fino, a
60000 e americano, com um metro de lar-
guro, de pre;o de 120 por 70000.
Dito de 80 por 50000.
Merino preto com duas larguras a 560
e 700 rs.
Dito de todas as sores a 500 rs.
Ditos de quadros, lindissimas cores a
240 rs.
Rendas hespanholas a 10600, 10800,
20500 e 30000.
Setim Maco, preto e de cores a 750 e
800 re.
Dito de quadros, ultima novidade, a 10.
Sargelim de todas as cores de 160 a
200 re.
Toalhas alcochoados e felpudas a 20500
e 30000 a duzia.
Ditas para banho a 800 e 10200.
Tecidos arrendados, ultima novidade, a
200 e 240 re.
Zefiros de todas as cores a 80 re.
Assim como muitas fazendas que sera
enfadonho mencionar, e que vendemos por
menos
parte.
20 j0 do que em qualquer outra
Pinho resina
Cimento
Parallelipipedes.
Vendem Fonseca Irmaos & C.
Grande liquidado
ie Boa do Bario da Victoria ic
AZEYEDO IRMAO k C.
Resolveram vender mais barato para di-
minuir o seu grande deposito, para assim
poder dar balanco.
A saber :
Rendas de cares, comprimento de saia
a 10000 e 10500.
Sargelim de todas as cores a 200 re. o
covado.
Bal oas com forro a 400 rs. a duzia.
dem sem forro a 240 re. a dita.
Bramante de linho, com 10 palmos, a
10400 e 10500.
Extracto Rita Sanga a 20200.
Fichs de la e seda a 10 e 10500.
Capellas com veo bordado a 60OO e
70000.
Merinos de cores a 400 re.
Zefiros, largos, a 160 e 200 re.
Cretones com ferraduras a 240 re.
k MadapolSo (o verdadeiro Boa-Vista) a
60000, com 20 varas.
Toalhas para banho a 10 e 10500.
Colchas de crochet, finas, a 50000.
dem com flores a 80000.
Toalhas felpudas para rosto a 30000 a
duzia.
Bramante trancado, 4 larguras, a 800 e
10000.
MadapolSo com 1 metro de largura
70000.
MadapolSo Globo a 70000.
Dito camisero legitimo a 70000
FustSo branco-a 360 e 400 re.
Setim branco e de todas as c6res a 800
e 900 re.
Tapetes grandes para sof, a 130000.
Espartilhos couraca a 40 e 40500.
Cortes de cambraia com carocinhos a
40000.
Brins de linho de cores fixas a 600 rs.
Crinoline branca e preta a 400 re. o
metro.
Rico sortimento de leques de penna de
80000 e 100000.
Guardanapos de linho a 20 e 20500.
Panno de crochet para cadeiras a 800
res.
Ditos grandes para sof a 20500.
Cambraia Victoria e transparente a
30000.
Merino preto, fino, a 800 e 10000
Camisas francezas, finas, a 330000 a
duzia-
Nanzuc de cores finas a 240 re. o co-
vado.
Capas de cachemira preta.
Renda hespanhola a 10000 e 10500.
Cretone com duas larguras a 400 rs.
Batistes finas a 140 rs.
LS de quadros a 280 rs.
Cortinados bordados a 50500.
Ditos de crochet a 100000.
Camisas de flanella com collarinhos e
sem elles.
Palitots de palha de seda, todas as co-
ces.
Luvas de seda*
Faz-?ndas de phantasa e abortas.
Cachemiras eom listras e quadros a
500 re.
Cortes de casimira a 40000.
Etamine preto.
Cortes de cambraia aberta a 50000 a
peca.
Cortes bordados brancos e de cores.
Seda palha crua co.n flores a 800 rs.
-N. B.As fazendas compradas na nos-
sa" oasa nSo sendo do gosto do fre,guez, se
trocan? por outras de mais gosto.
Telephone n. 200
ni
A'
IMS HU
A Loja das Listras Azues
t Enviei-te um mappa de Pariz e dos
arredores, que achei perto de Saint-Cloud,
n'uma casa abandonada. Deves tel-o re
cebido com o quadro que mandei-te ha
mais de um mez, quadro que representa
urna pastora de vestido curto, guardando
as suas ovelhas, cmqufcto um bello pas-
tor, inclinado sobre ella, por detrs, furta-
lhe a flor do corpinho. Pendura o quadro
no nosso quarto de dormir, ao lado da tua
grinalda de flores de laranjeira.
Quanto ao mappa de Pariz e dos ar-
redores, pde3 servr-te delle para veres
onde estou... e para comprehender as ba-
talhas e o bombardeamento da grande Pa-
riz destes francezes. Traca urna linha cur-
va (teria oito kilmetros essa linha) par-
tindo de Auteuil, na altura da Muerte,
cortando o Sena na ponte de Grenelle, bi-
furcando-se pelo Luxemburgo e pelo Pan-
theon e vndo reunir-se na repreza de Mon
trouge, na porta da eshada de Orleans.
Tudo isto est sendo bombardeado desse
lado. Essa linhafoi o major Von der
Graubach qnem m'o explicou (sabes,
aquelle cujo sopapo fez-me retiir aos ou -
vidos todos os sinos da cathedral de Colo-
nia) essa linha acha-se com todos os pon-
tos, distancia de cerca de sete mil me-
tros, tanto das bateras de Meudon como
das de Chatillon; a superficie da cidade
assim bombardeada representa pouco mais
ou menos trinta vezes a superficie da nossa
herdade. que nSo mede mais de cincoenta
hectrea. E', segundo me disse tambem o
major, a quinta parte da superficie total
de Pariz. A' margem direita o bombar-
deamento muito mais limitado do que
margem esquerda. Os bairros de Auteuil
e de Passye estendem-se n'um espaco de
cerca de mil e quinhentos metros, fechado
entre o Sena e as represas. As casas sSo
nesse ponto afastadas urnas das outras (cha-
mam-se aqu essas casas de palacios) SSo
cortadas por largas avenidas, jardns, par-
ques.
A' margem direita cidade apresenta
o flanco aos nossos obuzes, que attingem
Grenelle (acompanha na carta), Vaugi-
rard, e Observatorio, os Gobelins, depois
os Invlidos (onde se acha o tmulo do
famoso NapoleSo), o Luxemburgo e o jar-
dim das plantas...
Os esclarecimentos que Frantz Schuller
manda va sua boa mulher Catharina eram
exactos, e o major Von der Graubach nlo
se havia engaado, mas o que o sargento
{irnssiano nlo podia dizer era que os arti-
heiroB allemS pareciam ter prazer em
apontar as suas pecas sobre os dona hos-
pitaes de Val-de-Grace e de Piti, onde
mulheres e criancas foram esmagadas nos
seus leitos.
Eiaquanto ato se p&*s#*, o re Gui-
Inerme fazia-se proclamar imperador em
Vereailles, e oceupava os seus lazeres em
annotar cartas (1) que Ihe mandavam fran-
cezes exasperados ou tranzidos de ddr,
supplicando-o ou ameacando-o.
Essas annotacoes acham-se ligadas
historia daquella triste poca de colera, de
desespero e de impotencia.
Um habitante de Strasburgo escreveu
ao rei da Prussia :
c Acabe com urna guerra que nlo tem
mais razao de ser. Poupe o sangue do
seu povo, como o dos nossos. Veja em
que desolacSo langa as familias dos dous
paizes !
Um outro grita ao nosso inmigo :
< Oh I meu Dous, quanto sangue! san-
gue, sempre sangue !.., Ah! a paz. a
paz, Magestade !
Outro ainda:
Acredite n'um homem de bem, sire...
offereca a paz em condigoos aceitaveis...
estenda a "mo Franca e faga della urna
visinha amiga...
A seguinte carta de urna mulher, e
urna mSi, tambem encontrada :
c Rei christSo, em nome do Deus de
paz e de amor, em nome de tua augusta
esposa e de teu nebre filho acaba com esta
guerra abominavel, em que se despeda-
cam dous povos feitos para amarem-se e
para estimarem-se. Viste os ros do> san-
gue, a agona dos moribundos e dos fli-
dos, e todos os horrores desta guerra. Vs
hoje as cidades e as aldeias incendiadas,
as populacdes dizimadas, famintas... Es-
cuta a voz da humanidade. que te grita :
Paz!... Paz !... Escuta a voz profunda
da tua consciencia que te grita: Paz !...
Assigna-nos urna paz generosa digna do
grande povo vencedor e do grande povo
vencido. Ella ser a tua gloria no socolo
presente e nos seculos futuros.
A' margem desta carta, o rei Gulherme
escreveu:
c Como no casamento sSo precisos dous,
assim tambem para concluir urna paz alo
precisos dous. Eu sou um. Onde est o
outro?
E mais, alm da missivas assignaladas,
imprecacSes como esta :
O bombardeamento ao qual abmet-
teste a capital da Alsacia acabon por fa-
zer tornar em horrer profundo, nlo os teus
diferentes povos, mas tu, rei bombardea-
dos .. O maasacre que fizeste aqu, nlo
contra urna fortificaclo e os soldados que
a defendiam, mas contra monumentos, pri-
mores d'arte e de intelligencia, contra mu-
(1) Essas cartas sio authenticas. Foram en
centradas na gaveta de um movd do quarto que
o rei Gnaerme oceupava do palacio da perfei-
tiira de VemiUe8. Estio predoaimenfe con-
servadas na bibotbeca deesa cidade.
. Canoa
Vende-se urna canoa de pescara
Vigario n. 31, 1 andar.
na ra da
RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Telephone u 91 f
0 proprietario desta conhecida casa previne as
Exmas. familias e todos os seus fre-
uezcs, que as pechinchas que costuma
ar, nao sao nem nunca foram divididas
de outra casa como alguem. annuncia
para engaar, vendendo fazendas ordi-
narias por boas, castume que a Loja
dan iiiMtrm Araet nao tem.
A s fazendas vendidas nesta casa sao de boa qu-
lidade, e nao levam] medida escassa;
aceita-se a fazenda vendida se, por
qualquer motivo nao fr de muito agra-
do da pessoa para quem for comprada.
D-se descont a quem comprar de 20
para cima.
ESPECIALIDADES
Hrlm de listras azues pegas com
20 varas a 6)5000.
MadapolSo com um metro de largu-
ra a 60800 a pega.
Cortes de vestidos bordados em
cartao a 100000.
Velludilho bordado a contas a 1(5600"
o covado.
^Cachemiras pretas, de quadros e
azuladas a 20 e 20500.
Teeldos fantazia arrendado a 400
500 rs.
Cortes de cachemira com guarnieres
bordadas, lindas cores, a 200 e 250000.
Setim Maco de todas as cores a 750,
e 800 rs.
Linn bordado, tecido de urna s cor,
qualquer que se deseje, a 200^8.
Zefiros lisos e bordados, tecido fino,
novidade a 500 rs.
las de quadrinhos a 200, 240 e 360
o covado.
Llnhos lisos a 60 e de quadrinhos a
100 rs.
Guardanapos melhor qulidade a
10800 a duzia.
Atoalhado branco e de cores a 10.
Oleados para mesa redonda ou qua-
drada a 40000.
Cortinados de crochet, comsanefas,
ultima novidade, para janellas e portas.
Croehet para cortinados a 900 rs. o
metro.
Colehas de fustSo, brancas e de eco-
res, a 20000.
Chitas finas prccales a 200
Chitas escuras a 160, 240
Batistes de cores seguras
Vanzue de lindas cores a 280 rs.
Brlm pardo esguiSo a 240, 280 e320.
Casinetas de cores escuras para rou-
pa de homem ou menino a 400 e 500 rs.
Hantlihas de renda hespanhola, pre-
ta, de seda a 80000.
Capas e visitas, de cachemira, de ren-
da, com lindos enfeites e com vibrilhos a
200, 250 e 300000.
Leques de pennao e transparentes,
ultima novidade, todo prego.
Luvas de seda, lizas, bordadas ou ar-
rendadas, pretas e de qualquer edr a 20.
Espartilhos inglezes a 40500 e 50,
tem desde o n. 40 at 80 de grossura.
Rico branco creme e de todas as
cores desde 700 rs. at 20500 a pega.
Rendas hespanholas, de seda e de
algodSo, preta, branca e de qualquer cor.
Sbados e ntremelos bordados ta-
pados e transparentes por todo prego.
Grampos e pentinhos fantazia para
cabello a 400 e 500 rs.
Baieias para .vestidos a 260 rs.
duzia.
Rclogios despertadores com fi
guras em movimento a 80 e 90000.
E muitas fazendas que as vende muito
barato para liquidar faettip- na loja das
LISTRAS AZUES de '^
Jos Augusto Dias
Telegramma familiar
Vejam e admirem!
ftft -Ra Buque de Caxias55
Pedimos ao respeitavel publico attencao para
os precos reduzidos dos segu n tes objectos:
Zefiros de 80, 160, 200, 240, 400 e 800 ris o
covado, grande sortimento.
Capas para senhora, o que ha de mais mo-
derno e barato.
Espartilhos de couraga a 4|, i$ e 6*000 um.
FustOes brancos e de cores a 360 e 40f> ris-0
covado.
Lasinhas de quadros e listas de 240, 280, 320,
400 e 500 ris o covado.
Grande sortimento em fichus.
Cortes de linn bordados para vestidos, com
lodos os enfeites a 14*000.
Colchas brancas e de cores a 2JO00.
Luvas de seda fina a 2*000.
fortes de cachemire com \ idrilhos o que ha
de mais novo.
Cambraia com salpicos de cor, novidade em
gosto e barato.
Grande sortimento era punhos e collarinhos
para homem.
Bramantes de algodSo e linho e por precos sem
competencia
Cretones para vestidos, um sortimento esplen-
dido em padrees e precos.
Cambraia branca com salpicos a 4*000.
Brins de cores para roupas a 320 ris.
Atoalhados de diversos gostos e barato.
Madapolo para familia, muito largo e por um
preco rasoavel a 6*00 a peca.
Merinos de cores a 500 rfs o covado.
Completo sortimento de sargelins a 2*060 o
covado.
Renda hespanhola a 2* e metro.
Setins de todas as cores a 800 e i* o covado.
Tecidos arrendados de diversas cores a 400
ris.
Variedade immensa em toalhas felpudas, bran-
cas e de cores.
Cortinados de crochet e bordados por precos
sem competencia.
Baptistas de cores a 120 ris o covado.
Cambraia Victoria e transparente a 3* a pega.
Completo sortimento em caserairas de cores e
pretas para roupas.
Crinolinas branca e preta a 400 ris o metro.
Renda oriental, novidade, 500 ris o covado.
Camisas brancas com collarinhos para homem,
cousa chic a 2*000.
Tapetes, grande sortimento e barato.
Amor da China, fazenda de fantazia de Ostras
quadros a 200 ris o covado.
Cortes de meias casemira a 2*, um.
Linn bordado de quadros. o que ha de mais
novo a 800 ris o covado.
Alm do que acabamos de annunciar tem urna
variedade de mercadorias que s vendo-se.
Do-se amostras sem penhor.
55RA DUQUE DE CAXIAS 55
e 240 rs.
e 280 rs.
a 120 rs.
lheres, velhos e criangas, ha de ser urna
vergonha eterna para o teu nome...
Outra:
t Vergonha a ti, rei Guilherme .' Jul-
gaste que era preciso esmagar^o vencido...
Vergonha a ti Nos pensramos que eras
um christSo, e nSo passas de um carras-
co
Esta emanada de urna mulher :
f Rei da Prussia, mataste meu irmSo,
assassinaste meus pas. Arruinaste-me.
S maldito !... Que o mal que fizeste
recaa sobre a cabega de teus filhos...
De outra mulher :
Prosegue na tua obra, rei Guilher-
me, eu, mulher e mSi, amaldigo-te !... >
Ainda de outra:
Re dos barbaros modernos, eu te
voto, a ti e tua raga, a execragSo dos
seguios!
Urna moga ameaga a Guilherme, sob
pena de morte em vinte e quatro horas, e
Guilherme, mais tarde escreve margem
dessa carta:
i De 20 de Novembro a 9 de Feverei-
ro: 2,256 horas.
Um correspondente Iembra ao soberano
que deve ser fiel sua palavra, e que elle
dissera : nao quero mal nagSo franceza,
maj a NapoleSo e sna dynasria.
A' margem, o rei escreveu :
t Nunca disse tal.
Um outro correspondente escreve sobre
o mesmo assumpto :
f Depois de Sedan, deveis fazer a pa,
visto terdes declarado que nao fazieis>a
guerra senSo a NapoleSo, e nSo ao povQi
francez.
O rei sublnhou a palavra NapoleSo e
escreveu em frente, margem:
t NSo; ao exercito que foi dito no
manifest.
Mas detenhamos nestas citagSes.
c Entretanto, dizia Frantz Schuller no
seu canhenho, nos esperamos urna batalha
seria, do nosso lado, por estes das. Te-
mos notado muito movimento de tropas.
Os reconheci montos das guardas a van ca-
das francezas tornam-se mais arrojados, e
quasi todos os dias ellas encontram-se com
os nossos. Tanto peior, tanto peior, mi-
nha boa mulher Catharina, nos comega-
mos a ficar fatigados desta guerra inter-
minavel. Temos sido sempre victoriosos.
Pou bem, o que queremos mais ?... E,
depois, a predicgSo da mulher trabalba
me o espirito.
As previaSea de Schuller eram certas.
O exercito de Paria preparara um ulti-
mo e desesperado esforgo.
EeUva-se a 18 de Janeiro de 1871.
Aa operagoes que precediam a batalha
de Buaenral haviam come-gado. Vio eaten-
der-se n'uma longa linha, de Garches, en-
de se passa todo o nosso romance, at a
Jouchre, desenrolando-se sobre todo o
terreno comprehendido entre os dous bra-
gos do Sena. Os prussianos alojados di-
reita sobre Saint-Cloud, esquerda sobre
Buguival, dispoem da entrada da pennsula
pela Bergerie. Essa posigSo estabelece-
se por si propriaiaobre dous contra-fortes :
o primeiro, do lado de Garches, .Buzen-
val, castello rodeado de um parque e si-
tuado sobre a fralda de urna colima, um
pouco cima e direita da Fouilleuse.
Mais direita, Bois-Preaux e o parque
de Malmaison, que sao ligados floresta
que vai at Versailles.
O valle de Cucufa liga a posigSo de Bu-
zenval da Jonchre, e os ltimos anneis
da cadeia que techa a pennsula da direita
esquerda sao as. posigoes de Garches e
de Montrout.
A posse desses diversos pontos d o
accesse da posigSo culminante da Berge-
rie e da Calle-Saint-Cloud. Comprehende-
se, portanto, que o successo das opera-
goes que iam realisar-se nos entregassem
Versailles.
De alguns dias 8 essa parteFrantz
Schuller verificam-o por si proprio n'um
reconheci ment que havia feito at prxi-
mo das guardas avancadas francezas
eram accumuladas forgas atrs do Monte
Valeriano, a abrigo da nesga de terreno
que vai de Neuilly a Asnires. .
E se os prussianos se esclarecan!, nos
do nosso lado, nao ficamos inactivos, por-
que haviam sido dirigidos reconhecimen-
toa por officiaes francezes em todos os ar-
dedores de Montretout, da Fouilleuse, de
Reuil e de Chatn, afim de se certicarem
do numere e das disposigSes do inmigo.
Durante toda a noite de 18 a 19 de Ja-
neiro tropas francezas executaram os seus
ltimos movimentos. A partir de meia-
noite, ellas marcharam para ocenpar as
linhas de batalha. O Monte Valeriano,
enorme phantaama que parece emergir,
negro, muito alto, do co obscuro, o Monte
Valeriano estava mudo. As suas bateras
conservavam-se quedas. Nlo quer attra-
hir de seu lado a attengSo do inmigo
para nSo trahir os nossos designios.
Francos atiradores, distancia na frente
das noasas tropas, batiam a estrada, evi-
tando comtudo travar combate. ^
Os batalhSea da guarda nacional esta-
vam reunidos aos batalhoes de ntftreis e
aos regimeatos de linha.
Era a primeira vez.
Aa tropas tinham bom aapecto. O sol-
dado apezar das fadigaa e doa soffrimentos
do cerco, estava vivo e alegre.
Tinha a esperanga no orasgRo.'
FERMMIES DE AZEYEDO i C,
Bom terreno
Vende-se um terreno de 180 palmos de ftfente
e 150 de fundo na ra do Conselheiro Portalla,
nos Afflictos ; o terreno est cercado e tem al-
funs arvoredos novos plantados : quem preten-
er dirija-se ao esenptorio deste Diario, que
achara quem indique o vendedor.
Vinho Maduro
Pocas Mendes & C, sito a casa n. 9 ruaes-
treita do Rosario, contigua a igreja, acabam de
receber urna grande remessa do acreditado e
especial vinho Maduro, nico que sem a minina
confeigao, importado neste mercado, e s se
vende no referido estabelecimento.
Para oDerby
Carlos Sinden receben grande sortimen
to de gravatas e camisas de c6res proprias
para os amadores do Prado e est venden-
do por pregos sem competencia.
Recebeu tambem collarinhos e punhos
de borracha de formatos novos.
48-^EA BABAO DA VICTORIA 48
Yende-se ou aluga-se
um siti com casa, na frente lodo murado, com
diversos ps de fructeiras, duas cacimbas com
excellente agua e banheiro, ra de S. Miguel
n. 84 (Afogados) : a tratar no mesmo ou ra
Marcilio Das n. 106.
. Cimento Portland
Vendem Soares de Amaial Irmaos, & roa da
Madre de Deus n. 22.
Cada um sabia qne batia-se para con-
quistar Versailles, expellir d'alli- o rei da
Prussia e livrar Pariz, cortando a linha de
invasSo. *
Deixemos os preparativos de batalha
que vai trayar-se e cuja narragSo apenas
tentamos fazer, porque ella est intima-
mente ligada acgSo do nosso romanc.
Acompanhemos um dos nossos persona-
gens: Gauthier Bourreille.
O mancebo sente-se feliz desde alguns
dias. Recebeu em Pariz, onde o seu ba-
talhao entrara para descansar dous dias,
urna carta eseripta evaf letra desconhecida
e que exp'ellio do "seu coragSo o sombro
desespero que Ihe havia causado o aban-
dono de Luciana, a sua traigao.
Essa carta era concebida nos aoguinles
termos :
Senhor, sou um estranho para si, mas
sou, 'fpezar disso, seu amigo. NSo acre-
dite em cousa alguma de tudo quanto vio,
de tudo quanto ouvio. Luciana contina
a ser igna do senhor. Ha de saber mais
tarde porque sublime davotamento, porque
serie de sacrificios, ella procurou fazerpa-
tentear-se a innocencia do Doriat, vingan-
do ao mesmo tompo o seu^ntcliz pai. A
sua vida nSo tem tido- outro alvo^'de seis
mezes a esta partajft. E' a esse fim gene-
roso que o senhor deve attribuir tudo
quanto ella fez, tudo quanto ella .ase,
por mais incomprehenaiawis que pa
os seus actos e as suas1 palavras.
na mais do que nunca digna do se
repito-Ihe. Breve ha de ter as proras
d sto.
A carta estava assignada por CoujUn-
de.
Traz* como poat-acriptum :
c O meu nome nao Ihe indica cousa al-
guma. O senhor nSo me conhece. Sou
um agente de polica que a prefeitura man-
dou Bourges para Coduzir Doriat, quan-
do viram que Paria ia ser sitiado. Sou-lhe
inteiramente dedicado. #
Ao receber essa carta, que leu a prin-
cipio sem comprehender, Gauthier nlo te-
ve a menor suspeita, o menor receio de
que podessem enganal-o.
O nome de Corlando era-lhe desconhe-
cido, efectivamente, mas que importava I
A traigao de T aojar" havia-lhe parecido
tSo estranha, tina sido tSo brutal que elle
estava prompto a acreditar em qualquer
razio mysteriosa que pautaase a conducta
da moga. M'
Recordava-se de certo que Lucajia o
havia trahido quando elle se chava escon-
dido no poco da fabrica.
[Ctntinuor-u-ha)
Trp. 4o D**H> rnaDa^a de Caa n. 41.
i
m
i
^
f


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