Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17403


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Full Text

*
ANNO LXV KUMERO 18
PARA A CAPITAL E LICARE* OMDE NAO K PAO A PORTE
Por tres mezes adiantados........^,....... 6)J000
Por seis ditos dem................ 12J000
Por nm anno dem................. 23f>000
Cada numero avulso, do mcsmo dia......... 100
QART-FBIM 23 DE-JANEIRO DE 1889
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.............. 13jjf500
Por nove ditos dem............... 200000
Por um anno idem................. 270000
Cada nnmero avulso, de dias anteriores.......... 0100
DIARIO DE PERNAMBUCO
Troprkdade de Manoel Svgueum de diaria # Silfos
mm>
TELEGRAMMAS
ssnvzgo pasticum so szabzq
RIO DE JANEIRO, 22 de Janeiro.
No despacho imperial de sabbado de-
ram-se os seguintes actos:
O conselheiro Jos Julio de Albuquer-
que Barros, foi agraciado com o titulo de
Barita de Sobral.
Foram mais agraciados:
Com o titulo de conselho, o advogado
Dr. Carlos Augusto de Carvalho ;
Com a commenda de Christo, o coronel
Cantuaria, commandante do corpo de poli-
ca da cSrte.
Foi^ exonerado do cargo de adjunto
dos promotores pblicos da corte, o bacha-
rel Candido Mendes de Almeida, sendo no-
meado para substituil-o o bacharel Joao da
Costa Lima Drummond.
Foi exonerado do commando da fabrica
da plvora, o tenente-coronel Madureira.
tente Leoncio Rosa, embarcado no eacouraca-
do Sete de Setembro, a quantia de 160J, sendo
100$ deduzida do sold e 60 da gratificarlo de
embarque.
Ao director do Arsenal de Guerra.Resti-
tuido o requerimento e mais papis que acom-
paubaram o officio dessa directora, de 2 do cor-
rente, sob n. 273, e em que Antonia Maria da
Silva pede a admiss3o de seu filho Joaquim
Theodoro da Silva na companhia de aprendizes
artfices desse Arsenal, tica V. S., a vista do que
expe em dito officio, autorisado a attender a
peticionaria quando liouver vaga.
Ao inspector do Thcsourofrovincial. -De-
i Ritos', que nes-
:::::::::: lwil um
ROMA, 21 de Janeiro, tarde.
Por intermedio de Menelik Re de Choa
o Negus d'Abyssinia mandou fazer propos-
tas de paz ao commandante das tropas
italianas em Massouah.
LONDRES, 21 de Janeiro-, tarde.
Os governos inglez e norte-americano
protestaram junto do goverdb de Berlim
contra os actos praticados pelas tropas al-
ternas na ilha de Samoa.
CAIRO, 21 de Janeiro.
Est augmentando a insurreic&o no Sol-
dio.
MADRID, 21 de Janeiro.
O governo hespanhol est resolvido a
deportar para as libas Canarias o ex-ge-
neral Villa-Campa. s
A Cmara dos deputados addptou em
segunda leHtara o projecto de le sobre o
ttrvico militar.
MADRID, 22 de Janeiro.

Acaba-de falleser o marcchal (uesada.
O governo hespanhol decidio-se a con-
ceder a graca a 867 insurgentes mili-
tares.
Agencia Hars, filial era Pernambncjp,
22 de Janeiro, de 1839.
i
PARTE OFFICIAL
Coverno
1 XPKDIE.VTE DO
I Actos:
O presidente da provincia
di Provincia
DIA 4 DB JANEIRO DE 1883
resolve exone-
rar, pedido, o Dr. Manoel Clementino de Ol
veira, Escorel do carpo de i' promotor publico
da comarca desta capital.
O presidente da provincia resolve nomear o
bacharel Affonso Olindense Ribeiro de Souza
para o cargo de 2" promotor publico da comarca
do Recite.Fizeram-sc as necessarias communi-
caces.
O presidente da provincia resolve nomear o
bacharel Manoel Rernardo Calmon Sobrinho para
servir o lugar de official de gabinete da presi-
dencia. Fizeram-se as necessarias communi a-
c6es.
Oflicios :
Ao Dr. ebefe de polici*.- Reitero a requisi-
cao feita em ofcio de 21 de Dezembro findo, no
sentido de V. S. providenciar para que o caree
reiro da cadeia de Limoeiro preste informaco
acerca do proeedimento do sentenciado Joaquim
Antonio de Mello, que all se acha cumprindo a
pena de 4 annos de pnsao com trabalho e multa
de 20 / do valor furtado, a qual Ihe foi imposta
em 2:1 de Setembro de 1886, em virinne de deci-
so do jury do termo de Taquaretinga.
Ao mesmo.Providencie V. S. para que o
carcereiro da cadeia de Flores informe acerca
do procedimento do sentenciado Manoel Ribeiro
da Silva, que all se acha cumprindo a pena de
9 annos e 4 mezes de priso, imposta em 4 de
Outubro de 1887, em virtude de deciso do jury
do termo de Triumpho.
Ao mesmo.Praridencic V. S. para que o
carcereiro da cadeia* Flores preste informaco
sobre a conducta US Manoel Pereira Leite, que
all se acha cumprindo a pena de 11 a:inos e 8
ezes de pri-"o, imposta em sesso do jnry do
termo do Triumpho, do dia 19 de Ovtubro de
1886
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Aprsente Vmc., com urgencia, as necessarias
bases, afim de annunciar se concurrencia para o
emprestimo de 8:600*0 0, autorisado pela le
provincial n. 1,927 de 15 de Novembro prximo
Eido, marcando-se o prazo de 43 dias, a con-
r da publicaco do Diario de Pernambuco.
Ao mesmo.Expeca V. S. suas ordens,
conforme, determinou o Ministerio da Marinlia
on aviso de 26 je Dezembro prximo passado,
n. 2,467, para que seja pago mensalrnente, co-
meando do 1* do frrente, a esposa do capito
.claro a Vmc, para os devidos
la data profer o seguinte despacho na peticSo
de Gentil Correia de Gusmo, por meio da qual
interpz recurso do julgado da junta desse The
souro, datado de 13 de Dezembro prximo pas
sado : Dou provimento ao recurso para con-
siderar o recorrente desobrigado do pagamento
contra que reciamou.
-'- Ao commandante do corpo de polica.Re-
commendo a Vmc. que expeca as ordens neces-
sarias para que, com urgencia, se transporte ao
termo do Triumpho o tenente Pedro Alexandri-
no Correia de Mello, que se acba destacado em
Taquaretinga afim de conduzir dalli preso o al-
feres Emilio da Silva Costa, que nao obstante as
intimaces j recebidas reucta em recolhcr-se
ao corno; providenciando igualmente para que
csse official seja submeltido aconselho logo que
chegar ao quartel dcsta capital.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Villa
BellaTendo o sentenciado Antonio Flix do
Monte, interposto recurso de graca da pena de
11 annos e a mezes de priso, que lhe foi impos-
ta em 18 de Setembro de 1882, em virtude de
deciso do jury do termo de Villa Btlla, provi-
dencie Vmc. para que seja apresentado na se-
cretaria desta preridencia a certidao do proces-
so do referido sentenciado.
A certidao deve ser acompanhada de informa
cao do juiz da condemnacao ou daquelle que o
tiver substituido no cargo, conforme preceituam
os avisos do Ministerio dos Negocios da Justica,
de 28 de Junho de 1863 e 22 de Outubro de 1886.
sob ns. 287 e 63.
Mutatis miUandis ao juiz de direito da co-
marca de Floresta, quanto certidao do proces*
so do mesmo reo
Portara :
O Sr. gerente da Companhia Pernambuca-
na providencie para que tenha passagem de
re desta capital at Penedo, no primeiro vapor
que seguir para os portos do sul, Ernesto Epa-
minondas de Loyola, por conta das gratuitas a
que o governo tem direito.
EXPSDIKNTE DU Dlt. SECHETABIO
(Iflicio:
A' Companhia Pernambucana.De ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia aecuso o
recebimento do officio de bontem, no qual V. S.
participa que essxompanliia espedir o vapor
Jaguaribe para o presidio de Fernando de Noro-
nha, com escala pelas Roccas, no da 8 do cor-
rente, ao meio da, e o vipor Pirapama para os
portos do norte atFortaleza, oo dia 12, as o ho-
ras da tarde. Fizeram-sc as necessarias com-
municaeoes.
BXPBDiKNTB DO DIA O DB JANEIRO DE 1889
ACtOS :
O presidente da provincia resolve, de con
formidaue com a proposta do Dr. chefe de po-
lica em oflicio n. 11 de hontem datado, nomear
OLcapitao do Corpo de Polica Lucio de Siqueira
Campos para o cargo do delegado do termo de
Afosados d Ingazeira em substituico do alfe-
res Jos Tcrencio de Barros Araujo que lica exo-
nerado. Communicou-se ao commandante do
Corpo.
O presidente da provincia, attendendo ao
3ue requereu o engenheiro Theophilo Benedicto
e Vasconcellos, ajudanlc de 1 classe do Pro-
longamento da estrada de ferro do Rccifc ao Sao
Francisco, resolte, Lnos termos do decreto n.
4,484 de 7 de Marco de 1870, prorogar por 15
dias a licenca de 30 dias que lhe foi concedida
pelo respectivo director engenheiro chefe, para
tratar de negocios de scu interesse.
Oflicios :
Ao presidente da Relaco do Recite.Sub-
sistindo o ajuste que 90 fez com Portugal para
ser substituido pelo decreto n. 855 de 8 de No-
vembro de 1851, a convenco consular promul-
gada por decreto n. 6,236 de 21 de Junho de
1876 entre o Brazil e aquella nacao segundo foi
declarado pelo aviso circular do Ministerio da
Justica'de 29 de Maio de 1884, recommeudo a
V. Exc. de novo, de conformidade com o aviso
circular do mesmo Ministerio, de 21 de Dezem-
bro findo a fiel observancia do referido ajuste.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda
Fica approvada para os devidos fins a inclusa
relaco dos artigos aeceitos pela junt d fa-
zenda em sesso de 27 de Dezembro findo, para
supprimento do Arsenal de Guerra durante o
semestre de Janeiro a Junho do corrente anno,
conforme as propostas que acorapaoharam o offi-
cio dessa Thesouraria de hontem datado sob n. 7.
0 que faco constar a V. S. para seu conheci-
mento e em resposta ao citado oflicio.
- Ao mesmo. Communico a V. S., para os
fins convenientes, que no dia 1 do corrente mez,
o juiz municipal e de orphos do termo de Bar-
reiros bacharel Manoel Octaviano Guedes No-
gueira assumio o exerccio da vara de direito da
comarca da mesma denominaco visto o respe-
ctive juiz bacharel Manoel (Jaldas Brrelo ter
sido removido para a comarca de Palmares.
Ao mesmo. 'e accordo com a solicita-
co do commandante das armas, constante do
officio junto por copia, de hontem datado, n. 17,
mande V. S. effectuar o pagamento de venei-
meutos e ajustar contas ans officiaes menciona-
dos no dito iiflicio, os quaes seguem para o Rio
Grande do Norte onde vo fraccionar em um
conselho de investigese
Ao commandante do Corpo de Polica
Fica Vmc autorisado a excluir do Corpo do seu
commando o soldado Antonio Pereira de Soma,
vista dos motivos apresentados em seu officio
n. 127 de hontem datado.
Circular :
Aos juizes de direito e municipaes; Sub
sistindo o ajuste que se fez em Portugal para ser
substituida .pelo decreu) n. 855 de 8" de Novem-
bro de 18 il a ronvcK fio consular promulgada
por decreto n. 6,236,'de 21 de Junho de 1876
entro o Brazil e aquella nacao. segunda foi de-
clarado em aviso circular do Ministerio da Jus-
tca n. 29, de 29 de Maio de 1884, recomoiend >
a Vmc. de conf>irtuidai.e com o aviso circular
do mesmo Ministerio de 21 de Dezembro findo a
fiel observaucia lo reeferido ajuste.
Portaras:
' OSr. gerente da Companhia Pernambucana
faca tran>|) rtar ao presidio de Fernando de No-
ronha, por conta le Jos Joaquim lves & C, os
gneros constantes da relaco aqu junta assig-
nada pelo secretario do governo da provincia
Mut'.it m'Uundis com relacio a Keis 4 San-
tos.
0 Sr. gerente da Companhia .vmambuctii..
manle transportar ao presidio de Fernando de
Noronha, com destino ao gerente da empresa de
phosphatode i-al, por conta de Albino Feruinle-
& C, os gneros constantes da reiacS > aqu jun-
ta, assignada pelo secretario do governo da pro-
vincia.
BIPKHlinm DO 1)B. SBCIWTAKI >
Offirios:
Ao juiz municipil dq termo de Boa-Vista.
De onlem de S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia transmiti a V. S qualro tubos com lympha
raccinica pedidos em seu officio, a que respondo, I panharami seu oflicio do 4 do corrente, sob n.
3, referentes ao fornecimento de materiaes a es-
sa repartijao e a das obras do porto no corren-
te semestre at Junho, declaro-llie que approvo
o contracto provisorio feito com os proponentes
preferidos, com a clausula de Mear rescindido o
contracto de cada um, verificndose a segunda
liypothesedo art. Io declarado na respectiva ac-
ta, alm d| multa incorrida.-Remetteu-se copia
a Thesouraria de Fazenda.
Aorrrf?gfc. Declaro a Vine que, poravi-
sojosministerr wClogricultura, connncrcip e
obras publicas de 31 de ezembro ultimo, sob
n. 26, foram approvados os contractos celebra-
dos para prorogaco por mais um anno da loca-
o do predio n. 59 da ra Nova de Santa Ri-
ta, em que fimeciona essa reparticao e dos dous
telheiros existentes na mesma ra, onde se
acham as oficinas de calafates e carpinteiros.
dependentes da mesma reparticao.Communi-
cou-se a Thesouraria de Fazenda.
- Ao catmandante do corpo de polica
Expeca as ordens necessarias para que sera de-
mora, recolaam-se ao corpo o tenente Manoel
Raymero de Barros e as pracas que se acham
destacadas em Ouricury onmunicou-sc ao
Dr. chefe de polica.
Ao director da Colonia Isabel. Mande V.
Revma. admittir nessa Colonia os menores aban-
donados Valdivino Jos da Silva e Manoel Simes,
os quaes lhe sero apresentados por urna praca
do corpo de polica..
Acompanha a estela certidao de idade do pri-
meiro dos referidos menores. Mandou-se dar
passagn por conta* da provincia.
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
Providencie Vmc. para que tenha lugar a 12
do corrente a partida do vapor para o presidio
de Fernando de Noronha, conforme requisita o
inspector da Thesouraria de Fazenda em oflicio
de hoje sob n. 14. Fizeram-se as necessarias
communicages.
Portaras :
O Sr. agente da Companhia Brasileira d
passagem ate provincia do Amazonas, por con-
ta do Ministerio da Justica ao cabo de esquadra
do corpo de polica da mesma provincia, Manoel
Fcrreira Gomes Evangelista, conforme solicitou
o Dr. chefe de polica, no officio, por copia, n.
26, de hoje datado.
O Sr. gerente da Companhia Pernambuca-
na lag transportar, na primeira opportunidade,
provincia do Cear, por conta do Ministerio da
Guerra, um caixiio medrado 425 decmetros c-
bicos, contendo fardumento destinado ao 11 ba-
talho de infantaria all existente. Communi-
cou se ao director do Arsenal de Guerra.
0 Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco d passagem da esta-
i;" de Cinco Pontas a de Una, por conta da pro-
de 30 de Novembro ultimo.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco.S. Exc. o Sr. presiden-
te da provincia deu hoje o conveniente destino
ao officio de V. S. n. 117, de 29 de Dezembro
findo.
Mutat mutandis ao engenheiro fiscal da
estrada de ferro do Limoeiro.
EXPEDIENTE DO DIA 7 DE JANEIRO DE 1889
Actos :
O presidente dajKQvjncia, de conformidad
de nm o art. 4,j> ^dq^gWarleni'
Auieiro fie 188, resorve nomear os hachareis
Ezequibl Franco de S, Jos Diniz*Barreto, Joo
Baptista Regueira Costa, Jos Osorio de Cerquei-
ra e Ayres de Albuquerque Gama, para exerce-
rem os cargos de membros do conselho littera-
rio durante o corrente anno. Fizeram se as ne-
cessarias communicaeoes.
0 presidente da provincia, em execuco da
le n. 2393. de 10 de Setembro de 1873, resolve
nomear Manoel da Paixo Ramos e Firmino Jos
'i'WT de Lacerda, este para o posto de alferes
da *> companhia do 11 oatalho de reserva da
guarda nacional da comarca de Otfraa e aquello
para o de tenente da 2* companhia do mesmo
batalho.Communicou-se ao commandante su-
perior.
O presidente da provineia, era execuco da
lci n. 2395 de 10 de Setembro de 1873, resolve
nomear Jos Avelino Rodrigues- da silva para o
posto de capito da 2* companhia do 66 bala-
lbo do servico activo da guarda nacional da co-
marca de Olinda, em substituifiSo do capito Ma-
noel Joaquim de Miranda, que obteve guia de
passagem para o Recife.Communicou-se ao
commandante superior.
O presidente da provincia resolve, de con-
formidade com a proposta do Dr. chefe de poli-
era officio n. 17, de 5 do corrente mez, crear, por
conveniencia do servico publico, no termo de
Buique um districto de subdelegacia sob a dc-
nominco de Amaro.
O presidente da provincia resolve nomear os
cidados Candido de Miranda Torres Gallindo,
Fraacisco Thom de Oliveira, Thomaz Pereira da
Costa c Flix Beznrra da Silva, para os lugares
de subdelegado, Io, 2* e> suppleotes do distri-
cto de Amaro do termo de Buique, na ordem que
se acham col locados.
O presidente da provincia resolve, de con-
formidade com a proposta do Dr. chele de poli-
ca em oflicio n. 20 de 5 do corrente mez, no-
mear o alferes do corpo de polica, Jos Nicolao
Ferrcira Gomes, para o lugar de 1" supplente do
delegado do termo da Escada, em substituirn
do capito da guarda nacional Zeferino Aurelia-
no Figueredo Mello, que fallecen.Communicou-
se ao commandante do corpo de polica.
O presidente da provincia resolve, de con-
formidade com a proposta do Dr. chefe de poli-
ca, em officio desta data, n. 25, nomear o al-
feres do corpo de polica Ildefonso Corroa da
Cuaba e Albuquerque para o lugar de subdele-
gado do districto de Capoeiras do termo do Bo-
nito.Communicou-se ao commandante do cor-
po de polica.
Oflicios:
Ao brigadeiro commandante das armas.
Sirva-se V. Exc. de expedir suas ordens para
?|ue boje s 3 inle.ii 3" do Carino, sejam feitas as honras f-
nebres devidas ao tenente da guarda nacional
liento de Souza Mira.
A o mesmo.Declaro a V Exc, em respos-
ta ao seu officio de 26 de Dezembro findo, sob n.
3,755 referente ao do commandante da fqualeza
do Brum, de 2- do mesmo mez, que, nao exis-
ti Jo crdito para a despeza com o reparo de
que tratam os citados oflicios, nesta data me di-
rijo ao ministerio da guerra solicitando a quota
necessaria s obras a cargo do mesmo ministe-
rio, nesta provincia, no corrente exercicio.
Aa director do Arsenal de GuerraA'
vista da nformaco dessa directora, de 5 do
corrente, sobn. 284 autoriso V- s. a mandar
admitir na companhia de aprendizes artfices
desse Arsenal, quando houver vaga, o menor
Manoel Ascendino de Lima, conforme solicita
Mara Veneranda da Silva,, mi do dito menor,
no requerimento e mais papis que devolvo.
Ao mesmo. Mande V. S. fornecer com-
panhia de cavallaria desta provincia, de confor-
midade com o aviso do ministerio da guerra de
26 de Dezembro findo, as 30 esporas de que tra-
ta a inclusa nota organisada na reparticao do
quartel-mestre general, em 11 do mcsmo mez.
Communicou-se ao general e Thesouraria de
Fazenda
Ao mesmo. Communico a V. S., para
s fins convenientes, que, por aviso de 21 de
Dezembro lindo, declarou-me o Exc. Sr. minis
tro da fazenda, ficar expedida ordem Thesou
rana de Fazenda afim de mandar despachar,
livrede direito, o instrumental que para a ban-
da de msica da companhia de aprendizes art-
fices desse Arsenal, foi mandado vir da Eu-
ropa.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda. -
Communico a V S., para os fins convenientes,
que o juiz de direito Manoel Caldas Barreto, em
4 do corrente mez, assumio o exercicio de sen
cargo na comarca de Palmares, para -o qual foi
removido, da de L'arrciros, por decreto de 15 de
Dezembro findo.
Na mesma data reassumio o exercicio das
respectiuas funecoes o juiz municipal e de or-
phos, Francisco da Costa Maia.
Ao mesmo. Para os devidos effeitos, re-
meti a V. S. cpia do aviso expedido pelo mi-
nisterio da guerra, em 8 de Dezembro prximo
passado, a resucito do pagamento de 2:0144700
requerido por Jos Joaquim de Azevcdo que an-
terurmente oceupou-sc essa Thesouraria era
informaco de 14 de Novembro, n. 388.
ao mesmo. Tendo chegado a ordem do
Thesouro Nacional, n. 231, de 29 de Dezem-
bro prximo passado, contendo a distrilmico
de crditos, para o actual exercicio financeiro,
remeti a V- S. a inclusa demonstraco das des-
bezas a fazer-se pelo almoxarifado do presidio
de Fernando de NoroDha no mez de Fevereiro
prximo vindouro, afim de que mande com ur-
gencia supprir o referido almoxarifado con a
quantia de 6:43: 876, deque trata a dita de-
monstraco a que alhide seu officio de% deste
mcz...n. 9.
Ao mesmo.Communico a V. S. para os
fins convenientes, que. segundo consta de aviso
de 24 de Dzerabro findo o Exm- Sr. ministro
da fazenda approvou o acto pelo qual esta pre-
sidencia mandou despachar livres de direitos,
mediante as indispensaveis garantas liscaes, os
viJros de reagente vindos de Pariz para o ser-
vico do laboratorio a cargo da coratnisSuO de es-
tado da molestia da canoa.
Ao inspector .10 Thesouro Provinciall'an-
de Vine, pagar, nos termos de sua informaco
ni 9, de 3 do correte, a importancia de 4640,
roiiiante da inclusa conta, proveniente de pas-
sagem concedida de Cinco Pontas a Una, nos
carros da i-atrada de ferro do Recife ao S. Fran-
cisco, no mez de Novembro ultimo, ao engenhei-
ro da reparticao das Obras Publicas Joo Jos
Feniaudes da Cuuha.Fez-se a necessaria com-
muni ago.
- Ao mesmo. Autoriso Vmc* a mandar
fornecer luz ao quartel do destacamento da Bar-
ra de Jangada, de accordo com a informaco
constante de seu officio a. 8, de 3Jdo carente
uez.Communicou-se ao commandante das ar-
mas.
Ao engenheiro director das obras geraes -
Dev Ivendo a Vmc. as 13 propostas pe acoin-
DE3PACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 21 Dk
JANEIRO DE 1889
Bacharel Alcibiades Cavalcante de Al-
buquerque Concedo.
Amelia de Santa Rosa Cunha.Conce-
do, com ordenado.
BarSo de Frecheiras.Remctta-se ao
Ministro da Fazenda.
Fielden Brothers.Deferido com officio
de hoje ao Thesouro Provincial.
O mesmo.Aguarde crdito j pedido.
Ildefonso ,Marinho de Araujo.Indefe-
rido.
Jos Alves de Souza Bandeira Inde-
ferido.
Joao Antonio de Mello.A' vista das
informaco'es nSo ha que deferir.
Luiz Jos Antonio.Informe o Dr. juiz
de direito do 2. districto criminal da co-
marca do Recife.
Maria Zulmira de Barros Lima.De-
ferido.
Porfira Jesuina Baptista da Silva.
Sini, medante recibo.
Raymundo de Luna Freir.Informe
Sr. director do Arsenal de Guerra.
Tenente Thomaz Jos de Mello.In-
fo.me o Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 22 de Janeiro de 1889.
O porteiro,
F. Chacn.
rinda e com direito bagagem, ao alferes do
corpo de polica, Ildefonso Carneiro da Cunha e
Albuquerque, hoje nomcado para o lugar de
subdelegado do districto de Capoeiras e a 12
pracas que o acmpanham, vindo estas no carro
de 2' classe e em carro de i* aquelle official.
Mnladis mutandis, ao encarregado da estaco
de Palmares, e de Barra Grande.
eXFBDIKHTIt DO DU SECBZTABIO
Cyrilla Rodrigues da Silva. De or-
de 28 de Dezembro findo, que pelo Ministerio
dos Negocios Estrangeiros foi expedido cora re-
laco ao ollicij da presidencia, ao qual acorapa-
nhou o requerimento em que WE\e. pedia a
intervengo do governo imperialpara que o da
Franca a indemnise dos prejuizos que soffreu
por occasio do naufragio do vapor Ville de Vic-
toria.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda re-
metter a V. S. 3 ordens do Tribunal do Thesou-
ro Nacional de ns. 229 a 431.
Ao juiz A direito da comarca de Bom Con-
selho. De ordem do Exm. Sr. presidente da
proviacia remetto a V. S. em resposta ao seu
oflicio de 20 do mez findo. 4 tubos com lympha
vacciuica.
ao inspector do Thesouro Provincial. O
Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
mnnicar a V. S. para os devidos effeitos que
nesta data proferto o seguinte despacho na pe-
ticoafte recurso de Claudina Franccliaa de Mel-
lo : Neg provimento ao presente recurso em
face das razes expostas pela inspector do The-
souro Provincial em officio de 14 de Dezembro
ultimo n. 588. -
Ao commandante do corpo de polica.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, manda de-
volver a V. S. os documentos que acorapauharam
o seu officio. n. 123 de 31 de Dezembro liado, por
j se haver recolhido ao corpo o alferes Joao
Bento da Silva Valenca.
Ao agente da Companhia Brazileira.De
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, ae-
cuso o recebimento do officio de hoje, no qual V
S. participa que o vapor Pernambuco, chegou dos
portos do sul hontem s 7 horas da macha e se-
guir para os do norte hijeas 4 da tarde. -Com-
municou-se secretaria da agricultura.
Ao director do presidio de Fernando de
Noronha.De ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia, transmiti a V. S. para a devida exc
cuco, o oflicio, por copia, do inspector da The
souraria de Fazenda, n. 12 de 4 do corrente
mez.
Ao mesmo. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, recommc da a V. S. que providencie
para que na primeira opportunidade seja remetti-
do para esta capital, o cavado de que traa o seu
ollicio n, 714 de 18 d Dezembro findo observado
o despacho que se lhe deu conhecimentb em 11
do citado mez.
Ao m smo.O Exm. Sr. presidente da
provincia, manda communicar a V. S. que u'esta
data autorisou a Thesouraria de Fizenda a sup-
prir o alraoxarifado-d'esse presidio com a quan-
tia de 6:432#876 para as despezas de que trata
seu ofcio de 20 de Dezembro ultimo n. 73.
3.* seccio. Secretaria da Presidencia de Per-
nambuco, em 7 de Janeiro de 1889.
Faco publico, de ordem do Exm. Sr. Dr. presi-
dente da provincia, que se aclia aberta a concur
rencia para o emprestimo externo de 8.600:0004
(oito rail e seiscentos contos de ris) autorisado
pela le i provincial n. 1.927 de lo de Novembro
lindo, com o'prazo de quarenta e cinco dias,
contar da data da primeira publicaco do pre
sent, para o recehiraento das respectivas pro-
postas, que sero apresentadas n'esta secretaria,
em cartas fechadas.
Estas sero abertas pelo mesmo Exm. Sr. s 12
lloras ilo dia. era que expirar o prazo fixado, com
os proponentes presentes.
Nos termos da referida lei, o emprestimo ser
de quantia que produza a pre lita importancia de
8.600:0004 (oito mil e scisceotos coato* de ris)
liquida, a ser applicada ao resgate da divida da
provincia, fundada era apolices de juros annuaes
de 7 ". (sete por cento,) com excepgfto d'aquellas
que (enriara sido emittidas por emprestimos a
companhias ou a partieulares, como auxilio aer-
cola ou industrial, betn como para liquidaco dos
exercicios de 1886 a 1887 e 1887 a 1888.
A taxa da emisso nao ser inferior a 92 (no-
venta e dous) livre de comraisso e o juro nao
exceder de 5 "I, (cinco por ceoto) alm da quota
de amortisaco, que nao. ser superior a 1 / (um
lor cento,) sendo esta e aquelles satisfeitos se-
mestralmente.
0 secretarlo interino, Manoel Joaquim Silveira-
Reparticao da Pollela
2.a seccSo.N. 79 Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 22 de Janeiro de
1889. Ulm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que foram hontem recolhidos
Casade Detenco os seguintes individuos :
A' minha ordem, Joanna Francisca re-
mettida pelo Dr. delegado do 1.- districto
da capital, como alienada at que tenha
destino legal.
Luiza de tal e Maria da Conceicao de
Oliveira, remetticlas pelo subdelegado do 2.
districto da 'reguezia de S. Jos por dis-
turbios.
A' ordem do Dr. delegado do 1.- dis-
tricto da capital, Jos Luiz do Nascimen-
to, por disturbios, Jos Vicente Ferreira
de Britto, por crime de furto e Antonio
Barboza do Nasciraento, pronunciado as
comarcas de Victoria e Pao d'Alho por
crime de roubo.
A' erdem do subdelegado da fregueza
do Recife, Joao Pereira da Silva, Joao
Goncalve8 Lopes, Benjamn Scholt, Vir-
OflBcio.do collector de Aguas Bellas. A' sec- .
i;;Vi do contencioso para proceder a cobranga.
Joo Joaquim da Costa Leite, Francisco Ma-
noel da Silva, Flix de A. Mascarenhas e Manoel
Martins Pires. -Pagues-se.
Manoel Moreira Campos e Joo da Silva Villa
Nova. Informe o Sr. Dr. administrador da Re-
cebedoria Provincial.
Joao da Silva Villa Nova. Indeferido vista
das informacOes e do art. 282 do regulainento do
Thesouro Provincial.
Manoel Marques de Oliveira e outro.Informe
o Sr. collector de Olinda.
Oflicios do Dr. procurador dos feitos. Volte
ao Sr. Dr. administrador da Recebedoria Provin-
cial para declarar qual foi o empregado encar-
regado de fazer a nota do despacho de isenjo
no caderno.
-----------------SS05-";--------------
Inspectora Ceral da Instrneeo
Publica
DESPACHOS DO DU 18 DE JANEIRO
DE 1889
Maria Zulmira de Barros Lima.=Enca-
minhe-se.
Pedro Ratis de Inojosa Varejab.Enca-
minhe-se.
Jos Alves de Souza Bandeira.Enca-
minhe-se..
Francisco da Silva Miranda. A' 3.1
secfSo, relator o Dr. Jos Dink.
Philomeno Ray mundo Nenes de Lima.
Cumpra se e regstrese.
19
Genezio Libanio de Albuquerque Mon-
teiro.Cencedo autorisacito para fundar a
bibliotheca escolar as condijSes do art.
74 | 4. e 82 do regiment vigente.
Maria do Rosario Oliveira.Encami-
nhe-se.
Francelina Vieira de Araujo.Encami-
nhe-se.
- 21 .
Josephina Jovita Belmira de Oliveira.-:**.
Encaminhe-se.
i
Oflicios
AD.
dem doExin, Sr. presidente da provincia trans- U--"^ r0= do^Santoa Vicente Ferreira
mitto a V. Exc a inclusa copia do aviso n. 25, g""o Jos oob aantos, Vicente cerreira
como vagabundos e Jos Marcolino, por
disturbas.
A' ordem do da fregueza de Santo
Antonio, Jos Francisco da Silva Claudico
da Costa, Jo3o Francisco de Almeida,
Jos Nogueira da Silva, Ignacio Euzebio
de Souza, Jos Luiz da Paz, Alfredo
Ferreira como vagabundos; Juvino Netto
de Mendonca por embriaguez, Manoel da
Rocha Ribeiro por disturbios; Joito de
Souzb Correia, por disturbios e embria-
guez e Jos Alves de Oliveira, por crime
de furto.
A' ordem do do l.- districto da fregu
zia de S. Jos, Damiao Florencio da Sil-
va, Joaquim esario dos Santos e Jos
de Souza Figueiredo, como vagabundos a
minha disposicao.
A ordem do do 2.- districto da fregue-
zia da Boa Vista, Jos Maitins de Souza
por crime de ferimentos leves, Joanna
Maria da ConceicSo e Anna Maria da
Conceicao, por disturbios.
A' ordem do de ApiPucos, Antonio
Jos dos Santos, por disturbios.
No dia 16 deste mez, reassumio o exer-
cicio do cargo de delegado do termo de
Bom Jardim o cidadao Joaquim Goncal-
ves da Costa Lima Filho.
O delegado do termo de Quipap com-
munica que no dia 14 do corrente, o in-
dividuo de nome Joaquim do Norte, estan-
do com um revolver na mab, aconteceu
que o mesmo revolver desparasse em-
pregando-se casualmente a carga em Jos
Antonio de Oliveira que ficou ferido leve-
mente.
Sobre o facto procedeu-se nos termos
da lei.
Anda no mesmo dia no quarteirao Ba-
naneira do Congo do 1.- districto policial
daquelle termo, tres menores deitaram um
pouco de plvora e chumbo dentro de um
cano de espingarda e atearam fogo empre-
gando-se os projectis, em um daquelles
menores, que ficou levemente ferido.
Aquella autoridade procedeu a respeito
de accordo com a lei.
O cidadSo Arthur Marques de Amorim,
hontem assumio o exercicio do cargo de
subdelegado do districto da Torre, na
qual idade del.' supplente.
Dcus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
3r. Dr. Innocencio Marques de Araujo
Ges, muito digno presidente da provin.
ca. O chefe de polica, Antonio Firmo
Ftgueira de Saboia. ^
-------,------
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 21 DK JANEIRO
DE 1889
Souza Bastos, Amorim A C, directores da
Companhia de Bombciros, Candido Olympio Si
m5es, oflicios da inspectora geral da Iustrucco
Publica e do collector geral interino de Jatob
de Tacarat. -Informe o Sr. Dr. contador.
Jos Freneisco de Paula.A' contadogia para
os devidosjlins.
Officio do collector de Taquaretinga. Ao Sr.
Dr. cootador para mandar fornecer.
Officio do collector de Aguas Bellas. Ao Sr.
Dr. contador para seu conhecimento e mandar
fornecer os-livros.
Contas da collectoria de Iguarass e Candido
Jos Goncalves da Fonte. Baja vista o Sr. Dr.
prouradof fiscal.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 23 DE JANEIRO DE 1889
Rgimen do arbitrio
A Provincia, em artigo que hontem deu es-
tampa sob a rubrica cima, cnticou o acto do
honrado ex-presideote da proviacia mandando
suspender a execuco da resolugo da Assem-
bla Provincial de 11 do mez de Dezembro pr-
ximo findo, que aposentou diversos empregados
da Secretaria da mesma asscmbla, e cstendeu a
sua critica,- com mais severidade anda, ao actual
presidente pelo facto de Icr ordenado o paga-
mento dos referidos empregados como se esti-
vessem em effectivo exercicio.
Nao procede, porm a critica nem respeito do
primeiro, nem em relaco ao segundo dos critica-
dos actos. Com effeito, se o Acto Addicional no art
11 ldeuas AssemblasProvinciaes competencia
para organisarem os seus regimentos internos;
se pelo art. 13. tornou independentes de saneco
as resoluces referentes quelle objecto; tam-
bera em neuhum de seus dispositivos facultou-
lhes a aposentaco dos empregados pblicos, e
ames no art. 12.' declarou expressamente que
ellas nao podiam legislar sobre objectos nocom-
prehendidos nos arts. 10. e 11 que nao cog-
tara absolutamente de aposeotadorias, mas to
smente de. nomeacOes, snspensoes e demissOes
dos empregados provinciaes.
Assim, fra de duvida que escapa a com-
petencia das Assemblas Provinciaes a aposen-
taco dos empregados das suas secretarias, como
Ibes escapara a dos funecionarios provinciaes
em geral, se ellas, arrogndose sta ultima com-
petencia, nao tivcssem legislado respeito, ba-
seando-se no 111 do art. 10." do Acto Addicio-
nal-
Foi assim que procedeu a Assembla Provin-
cial de Pernambuco, decretando a lei n. 82 de 4
de Maio de 1840, que assim dispe :
Art. 1.* O presidente da provincia poder
aposentar com o ordenado por inteiro aos em-
pregados provinciaes, que contarem 25 annos de
servico sem interrupyo, e sem nota ou erro de
oflicio, prestado em quaesquer repartices publi-
cas, geraes ou provinciaes.
Art. 2." O empregado que ao tiver 23 an-
nas de ser viro e se impossibilitar por motivo de
molestia de continuar a servir, poder ser apo-
sentado com o ordenado proporcional ao tempo
que tiver servido, nao tendo nota, ou erro de of-
ficio, mas nunca poder ser aposentado o que
nao contar 10 annos de servico.
Art. 3, Ficam derrogadas todas as leis e
disposicoes em contrario.
Se a aposentaco dos funecionarios provin-
ciaes fosse de direito constitucional, as Assem-
blas locaes nao procederiam como a de Per-
nambuco na citada lei, e limitar-se-hiam regular
o modo pratico de taes actos. Votando leis com
essa, as Assemblas Provinciaes inplicitaraente
reconheceram nao estir creado esse direito; e
de facto, em relactufi Pernambuco, foi aquella
lei a creadora das aposeutaces.
Nove aoaos depois de sanecionada e publicada
essa lei, a propria Assembla de Pernambuca
reconheceu, nao obstaute ter entao em vigor o
seu peculiar regiment, que nao tinha compe-
teucia para aposentar os empregados da sua Se-
cretarla, tanto assim que votou a lei n. 245 de 18
de Junho de 1849, que assim rea:
Art. 1." as palavras empregados provin-
ciaesos quaes pelo art. 1." da lei provincial \g
n. 82. de 4 de Maio de 1840, podem ser aposen-
tados pelo presidente da provincia, quando con-
tarem 25 annos de servico sem interrupen,
eslo comprehendidos os empregalos da Secretaria_
da Assembla Provincial,'que estiverem nos
e condiedes da citada le.
Art; 2 Ficam revogadas todas as leis e i
posicoes em contrario.
Combinadas as duas leis, claro que est '
mada pela propria Assembla de Pernambuco i
competencia da presidencia da provincia pa
conceder a aposentaco dos funecionarios da se-
I

v


r
i




.
V
2
Diario de Pernambuco---Quarta-fei
de Janeiro de 1 9
retara*! mbla; c o ficto que
jamis foi pesia era duvida essa aoBpeleiica
pois que, na ja votumosa collecgab de leis da
provincia, figurara maitas dsposigos autori
sando a administrago*'aposentar taes funecio-
narios.
Gonseguiutemente, o-acto da Assembla Pro-
vincial aposentando cx-autoritate propria trez cm-
pregados de sua aaewttm em ituBunibro pro-
ximu rindo, foi exorbitante; Mato ihMS quanto
imporlou n'urua gaga, aas- Asambleas I'rovin-
ciaes nao podeioaa?e(aanaragas, coaaat dou-
trina correte.
O acto do Exufcu-A-. .Meiniargador Oliveira
Andrade suspendtado aewcueao da resolugo
da Assembla Piaaauul toi, prtanlo, baseado
em lei, era outro pqdcria ser elle em face do
que fica exposlo, mais particularmente diante
las leis ns. 82 e 245, que nunca foram revo-
gadas.
SaoJiouKe da-parte de S.Exc. a intengo, o
pensamenta de desconsiderar a Asseinbla Pro-
vincial, raas sim e pelo contrario, o maior aca-
tamento s soas prescripgoes legaes, no caso es-
ilapulado as citada leis. Nem razoavelmente
se pode dizer que foi o ex-presidenta de Per-
nambuco arr astado por exagerado partidarismo ^
porque, na hypotbese considerada, dos trez func
onarios indevidamente aposentados pela
mbla Pfbvincial, dous pertencem ao
conservador.
Suspensa a execugo da resolugo, claro que
dcaram suspensos todos os seus effeitos e os que
J'ella decorreram, isto ficaram como se nao
tivesscm .sido decretadas as aposentadorias. per-
sistirn! como funecionarios effectivos aquelles
queo dita resolugo se referia, e suspensas
acaran partonto as nemeaces feiUs pola As
sembla Erovincial para os cargos suppostos
vagos. _
era de outro modo podia considerar o Exm.
Si-. Br. Innoceacio Goes o acto do seu digno an-
tecessor : e. pois, foi S. Exc. consequenle e l-
gico mandando pagar aos funecionarios com
prehendidos na resolugo suspensa os seus res
pectivos vencnentos.
O acto do actual presidente da provincia foi
Tjerfcitamente correcto e legal, e escapa, por-
tanto, cca, qualquer que seja a soluro dada
pelo Poder Executivo questo levada ao seu
conbecimento.
Longe de denunciar o rgimen do arbittjo, esse
acto pe em relevo o rgimen da legalidade.
so que, rcunindo-se em M
da, a aiMbL*a*puilentarferie
8S0 til e convenid te aos internases da provin-
cia.
Assim, por qualquer lado que se o encare, o
aelo do Ilustre presidente de Pcrnambuco dig-
no de louver: a, loage rtetrnrtmdr gosto pela
dictadura fiuanceira quer dizer, ao contrario, s-
ri-.ii]T muitoj iiaaan i/fflrrrr:*~" T"i" sitraajia
loraionarfnaanrfa da proaiacia
<2Ko ooucJuiremos sem offereecr amis l
o.Iina- n'colhezsein amostras acompanhadas de
socejofi Lutos acerca das oondigoes d solo e de
clima appropriadas a cada vegetal de pro-
vavel >yalor industrial ; sujeitando taes*
amostras aenalyses rigorosamente acienti-
fioas e a appiieacdes experimentaes ; di-
vulgando dewtp e fra do paiz os resrrka-
dos de 1 tacs analyses e experimentagoes
qnai>do.-}x>tMitaasseia-propriedBdaaiitian
As-
credo
Rgimen Ulegal
Voltando hontem ao assumpto da eliminago
da convocaco extraordinaria da Assembla Pro-
vincial para o de Fevereiro, o Jornal do Re-
cife deu novo rumo as suas reflexes, e asseve-
rou que o actual presideute da provincia nao
se pz em contradiccao somente com quem lhe
baa passado a adminstrago da provincia:
cantrariou a opiniao manifestada, e em ponto
capital, pelo ex-presidente d'esta provincia o Sr.
Dr. lignario Joaquira. >
J tendo nos explicado que o fndame* do
acto do Exm. Sr. desembargador Oliveira^n-
drade convocando urna reunio extraordinaria
da Assembla Provincial para o Io de*evereiro,
fra o projecto de lei transferiatlo para Julho a
sesso ordinaria da mesma Assembla, e a ne-
ressidade de dotar a provincia cora as leis de
ineios; que nao ficaram concluidas at 3i de De-
sembr prximo lindo ; nao procede a critica
do Jorwil i" Recife em relago a annullaco
d'esse acto, porque, deixando de dar-se a liypo-
these que lhe servio de base, pois que o tal pro-
jecto nao foi remettido saneco, cessou aquelle
fundamento.
Assim, claro que os dous actos administrati-
vos, um convocando a sesso extraordinaria, outro
acoullando essa convocaco, harmonisam-se, ac-
oordara-se perfectamente, e portanto, gratuita
improcedente a asseveraco eontraria de que
elles se chocam.
Semelhanteiuente nao ha contradiccao, seno
avparentc, entre o acto do .Exm. Sr. Dr. Araujo
Goes codo seu predeeessor oEam.Sr. Dr. Igna-
cio Joaquim de Souza Lco.
Eram procedentes em 1888, e ainda o sao no
rorrente anno os motivos adduzidos para a trans-
ferencia da abertura da sesso ordinaria da as-
sembla provincial de 3 de Margo para mais
tarde ; e a propria assembla o reconheceu vo-
tando oalludido projecto, que obteve os suffra-
gios da respectiva maioria.
Mas o facto que esse projecto nao foi envia-
do sanego, nao lei da provincia; e, pois, se-
ria, pelo menos precipitado, o acto da presiden-
cia que por elle Gzasse obra, adiando a reunio
ordinaria da assembla, quando, dando-se essa
reunio 3 de Margo, po iia-se evitar, nos ter-
mos do 2" fundamento da portara de 8 de Feve-
reiro ultimo aioncocueoextraordmaria pou-
pandose o sacrificio intil do commodos e tn-
t/rwsesdo* repreimtantc* da provincia c grata-
liten para os cofres pmblicaneom o pagamento em
tlobro do subsidio o ojuda de auto.
Poi reconhecendo a necessidade de poupar
ese sacrificio e fazer essa eeemomia para os co-
fres provnciaes, que foi annullada a portara de
convocacfto extraordinaria da assembla provin-
cial.
Xeu o mal que dahi resulta, se o ha, de na-
tureza a inquietar. O ornamento prorogadoat
a tfotaeo do novo peto podar competente, urna
boa lai contra a qual nao se levantaran) queixas.
BUe so estar era vigor durante dous mezes c
da3, porque desuppor que, na plirase do Jor-
nal do Recife, a assembla couclua o aovo orca-
tuenlo em algn* dio*. Que mal, portanto, pode
roeultai- da esecucw do orcamento de i 888 era
mais um mez do corrente anno, que tanto im-
parta de facto a annullaco da convocar.o ex-
traordinaria, que f6ra para o i* de Fevereiro !
Demais rciwtimos a culpajpr esse facto re-
eaiie iateira sobre a maiorra da assembla pro-
vincial. Foi ella que em tres e meio meses de
essio nao pode concluir o novo orcamento.
Conseguintemente, se vivemos n'um rgimen l-
legal, esse rgimen foi creado pela propria as-
l^ aembla, que, na sesso finda, deu preferencia
tros assuoiptos menores, descurando o seu
principal devero de votaras leis de meios.
O Exm. Sr. Dr. Araujo Goe3, annu! lando a
^j^nvocaco extraordinaria, que distanciava so4
7ai)eQa8 de u,u mez da reunio ordinaria da as-
* icmbla provincial, visou principalmente urna
m entendida eeemomia ; c iiinguem dirt que,
diiliceis eondicOes liuanceiras da provincia,
soraenos importancia essa economa
iinais, devendo terminar 23 de Fevereiro
lo de conenrrencia para o emprestimo ex-
autorisado na lei n. 1,927, epodendoacon
bter que sejaecessaria a intervenco legislati-
va para a rnelhor execugo dessa lei, o referido
acto foi at providencial, porque poda a sesso
extraordinaria ja estar ento encerrada, ao pas-
eantcstaeo adaas aflMBaooes ooatida
gnndo papafrapha roiartigo de que no- occa
pamos.
.Aili se diz qaeo Kxin. Si Dr. Araujo Gdes.da--
elarou sooanftasSo popular, que foi raotemar
no ae r.s, imi
paganda; nalinente, aaondo orgaoiaar e
istribf:Hiscmcg8ea piicas a raapeito
1 ; e'iitawwc bonenciainento do prudaeto,
coin determinaCcto.-ataeta do seu -valor
i \A
cte eSecliviilade nk) conUaoto itoiferae- oominrciiil,iinrcadaa, oojiieoes o acn
cimenio de carnes verdes, que, no caso do Sr.
desemb rgador Oliveira Andrade, nao deixaria de
mandar publicar o d-creto da Assembla, que ap>
prorou o contracto, mas que era obrtgado a man-
ta- a solidariedade iom. o seu antecessor; e a
um intpressado. qne frjrn aTBlncitnwhinMr oon~
tra o attentado commettido pelo ex-presidente
desta provincia, deixando de reconhecer As-
sembla o direito du aposeutar erapregados do
sua secretaria, e officiando ao Thesouro para que
nao pagasseos vencimentos desses erapregados
e dos novamente nomeados, (Hfnao praticaria
esse acto, mas que, desde gtte elle foi feito pelo seu
antecessor, linhi obrigacao de mmtel-o para nao
romper a soltdarudade administrativa.
Nenhuma dessas affirmacGes exacta.
Quanto primeira j ti vemos occasiao de dar
coila ao publico dos termos em que o Exm. Sr.
presidente da provincia respondeu aquella com-
raisso.
Oque S. Exc. disse, e estarnos autorisados
para repetir, foi: que podia, com relac&o ao
acto contra o qual se reclamava, manter com a
administracao anterior perfeita solidariedade
administrativa, principalmente porque aquelle
acto se eonformava com sua opioifeo individual.
E nenr se comprehende que S. Exc. o Sr.' des-
embargador Oliveira Andrade, praticando o acto
quaudo j eslava nesta provincia o actual presi-
dente, o tizesse sem com este entender-se e
combinar sobre a resolugo a tomar.
Era um acto natural, de perfeita cortezia e de
amistoso accordo.
Sabemos at que, desejando o Sr. desembar-
gador Oliveira Andrade commetter a deciso do
negocio a seu successor, este, por cortezia c por'
existir perfeito accordo de opinies, instou para
que Hcasse o me3mo negocio decidido.
Quanto segunda aflinnacao, estamos tara-
bem autorisados para declarar que -tudo quanto
o Exm. Sr. presidente da provincia disse ao in-
teressado que reclamou contra o acto do Exm.
Sr. desembargador Oliveira Andrade, relativo s
aposentaeftes feitas pela Assembla -Provincial,
foi -que as Assembas Provnciaes da"Baha'e
do Rio estavam naposse dodiroitodc aposentar
seus erapregados, independentemente de inter-
venco da presidencia, mas que eslava infor-
mado tambem de pratica contraria aqu em Per-
nambuco ; e que, alm disto, estando affeeto o
negocio ao ministerio doirapeno, nada mais lhe
caba fazer.
E' esta a verdade.
INTERIOR
Plantas industrines
(Do itornai do Cominerrio da Corte)
Entre as mais notaveis e coohecidas
plantas textis de nosso Brasil contam-se
dua especies de piassava (Altuloa fiatifera
e Leopoldinia ipirsmava) e o cequeiro da
India (Cocos nucifera. Tendo noticia, da
destruicSo de arvores do primeiro genero
na provincia da Bahia, o minianrlo da
agricultura .dirigi presidencia da mes-
ma provincia, a 5 do corrente, o aviso se-
guinte :
Illm. e Exm. Sr.A bom da
popuia^-ao dessa provincia que se
emprega na extraeoao xl* brae da
palmeir piassava, coiu proveitopro-
prio edoeommercio, convm que V.
. Exc. tome as necessarias providencia
afim de evitar a daatrui^Io das plan-
tas, segando consta que tena acon-
tecido, principalmente no sul- da
provincia; communicando a este
ministerio os meios que podem ser
erapregados pelo governo imperial
para regular a colheita de to im-
portante fibra e promover a cultu-
ra da palme ira que a produz, re-
commendavel, alm d'isso, pelos
fructoa, .que constituem materia de
commercio, sendo exportados em
grande quantidade, prineipalmente
para a Inglaterra.
Deus guarde a V. Exc. Anto-
nio Prado.
Seja qual ffir o resaltado da providenoia,
ser sempre agradavel ver. empenhado o
governo no exsme das qaestiles desta na-
tnreza que, debaixo da sua fiimplicidade
apparente, tocao a interesaos de valia,
bastando s vezes leve iutervenefio official
para despertar a atencSo da industria ex-
tractiva e encatnlnhal-a por direc9o til.
'.'om effeito, a singela indieafSo de urna
planta industrial ou das vantagens de qual-
quer cultura; a divalgacSo de dados ofH
ciaes acerca da posiclo commercial de
productos pouco generalisados ; tudo anil-
lo, emfim, que sirvir de qualquer modo
orientayao da iniciativa particular poder
constituir bom servico ao desenvolvimento
da riqueza nacional. Di ante da nossa opu-
lenta flora, que com eerteza eneerra thc-
ouros desconheerJos, investigcoes bem
dirigidas podem tornar-se de grande al-
cauce econmico, comtanto que a eutros
i-equisito renan a perssveranja, que
talvea das virtudo do governo aquella
pela qual rueos brilha o do Brasil.
O estudo systcraatico do nosso incompa-
ravel reino vegetal, considerado pelo as-
pecto dos osos ind'istriaes, chegaria natu-
ralmente a revelac3es que nos encheriam'
de surpreza, accrescentando artigos novos
& nossa exportayao que ainda relativa-
mente pobre vista dos elementos que a
natureza espalha com prodigalidade pela
extensio do nosso inmenso territorio.
Bastara sein duvida o exame scientifico
de nossa flora textil para enriquecer a
conloara, e outras industrias, com ex-
cellente materia prima cuja existe.icia in-
teiramente descosJiecida dos mercados
estrangeiros, apensis presumida m Bra-
sil por informacScs mais ou menos vagas.
Laboratorio ou llwratorios de chimioa
industrial, aos quaes fosse dada a un ira
missao de applicar se a taes exnmes, co;n-
pensariam sobejamente a despeza que
riam deimpor-nos. Fazendo visitar as di
veis ffifrc
preg
iostot as nacionaes e^estrangci
ituiria dicionamento, e o mais que as circiunstan
cias torna8sem necessario ; tudo isto, di-
zemos', nada sendo improprio da missao do
governo, antes cabendo perfeitamente no
papel natural do ministerio da agricultura,
smente "WJg h ia-c e actividade perseverante, para abrir ao
trabalho e riqueza fontes novas, nao s
na esphera agrcola, mas provavelmente
nos ramos fabris.
Possuinios em grande copia plantas tex-
tis, oleosas, tintureiras, aromticas, gom-
mas e resinas. Quantas so contSo exami-
nadas e de quantas" possue a, industria
extractiva informacoes exactas?'Ha por
exemplo as provincias do Cear, Rio
Grande do Norte, e em outras cireumvi-
zinhas, urna arvore privilegiada qu, resis-
t ndo vicosa s seccas mais prolongadas, e
florescendo espontanea, tem applicac5es
numerosas. E' a carnaubeira ^Copernicia
cerfera). Baizes, tronco, fructo^ p.ilha, fo-
lbas, a preciosa arvore nada contm e
nada produz que nao tenha valor commer-
cial. a cera extrabida das iolhas no
Rio Orande do Norte o no Cear foi esti-
mada por pessoas competente, ha muitos
annos, no valor de 2,400:000(J. No em-
tanto, a carnaubeira nao cultivada nem
a sua utilisacao se tem generalisado. A
industria extractiva desta maravilhosa plan-
to conserva-Be rudimentaria e circumscrip-
ta zona em que surgi, sem que nenhutn
esforo tenha sido empregado no dar im-
pulso a este quasi embryonario ramo do
trabalho, que, desenvolvido e operfeicoa-
do, acharia para os seus productos promp-
tae renumeradora collocacSo,
A seda vegetal do fructo da Barriguda
(genero Echytes), as fibras liberianas do
Pao da-t'.i.ua {Xilopia frutecen) e daPyn-
dahyba ou Po-de-anzo (Xopia sericea),
eith* por ser estndadas e aproveitadas,
tendo sido alias recommendadas, ha 13
annos, atteneao da industria norte-ame-
ricana na Exposio Universal do Phila-
delphia. Nem porque uestes productos
pre8ent38mos desde muito materia primaj
digna de apreco industrial, lio uve idea de
faosl-o examinar, do sujeital-os a expe-
rimentaeoes, de determinar-Ules o real va-
lor e de tentar o mnimo esforco para f a-
cilitor-lhes collocacSo nos mercados. Se
toes productos na roalidade constituem ri-
queza (nem de ontro modo teriao sido
orficialmente apontados industria eslran-
g'/irai nada mais [tem sido feito para-tor-
nal-a coahecida e fomentar a sua produc-
5S0 e o seu consumo. Todo o nosso zlo
e empenho esgotaram-se na simples preco-
nisa^ao dos productos.
Eis porque muitos vezes temos assigna-
lado a falto de persevoranca como lacuna
scnsivel da nossa administracao. Tenta-
mos muito consa til, que logo perdemos
de vista como occupacSo estril. A inicia-
tiva brilha um momento para nao mais fa-
zer fallar de-si, e muito quando, ao
cabo de annifc, resurge debaixo de forma
nova para ter igual destino. Dissera-se
que os administradores, succedendo-se a
curtos intervallos, desestimSo continuar
obra alheia, qual se a-execuc&o nao fosse
quasi sempre mais meritoria da que a ini-
ciativa. Por esto ou por outras- razdes, a
noasa administracao nao mosfra em todos
os ramos esse espirito de continuidade
sem o qual iinpossivel chegar a grandes
resultados que exigem collaboracSo do
tempo. Disto temos exemplo no que tem
oecorrido a respeito da cultura das quinas
que, em todos os climas e altitudes anlo-
gas ao de algumas das nossas regioeantem
sido objectode constantes desvelos ofBcraes,
ao passo que entre nos apenas tem produ-
zido urna sementeira abundante. A seri-
cicultura problema com que entende o
ministerio da agricultura desde a sua crea-
co. Ha muitos annos, em territorio de-
voluto da provincia do Espirito-Santo, fun-
dou-se com auxilio do governo vasta plan-
tacSo de amoreira para creaco do bicho
de seda, mas isso foi abandonado e des-
truido e smeute agora que a lei vigen-
te do orcamento autorisou a concfessSo de
favores que tendao aaatimular a prod 110940
e a manufactura da -seda, renasoendo
sirn a espefanca ha tanto tempo manifes-
tada petos documento officiaes acerca da
organisacao de semelhante industria.
A obra da administracao s mais das
vezes lenta pela sua natureza. Todo o ad-
ministrador deve resignar-ge a esta lenti-
do, continuando perseverantemente o que
seus prodoeessores hajao iniciado com pro-
ve to publico. A utiliascXo das nossas- igno-
radas riquezas vegeteOB depende, em gran-
de parte, de esfor50 paciente, prolongado
e vigilante sem mterrupcao.
demande, e oceupando um espaso limito-
dissimo, -porque frabalha directamente no
eixo da hlice.
Para ostradas de ferro dando grande
volocidade s locomotivas e trabalhando as
odas, principaes no eixo da propria tur-
tna.
Para machinas de electricidade, quer
seja. pan dar luz dinaiaaaentc, quer para
viruontoe intermediarios.
l'ara officinas, engenhose olcnas, em-
iimt^MM todos os trabalhoooque Mtopendam
de forea motriz.
Podo* applicar-se,^.-coaaiigando l vawta-
gens^wra dar movnentoaa bombas cen-
trifugas.
Construida com pequeas dimensoes,
pode ser applicada a qualquer apparelho
de pouca for^a.
N parte economiea tem as vantagens
seguintes :
Exgemenos cerabustivcl; oceupa sem-
pre um pequenissioio espaco em relaeSo
forca de que dispoe, e pela natureza da
sua construcgJto e das pecas de quo so
comp3e, muito difficil de desarranjos, e
n2o est expostaaos inconvenientes e per-
turbacSes a que esto sujeitos, a cada
passo, todos os outros motores de qual-
quer systma.
A forja da turbina de 40 cavallos no-
minaes, correspondendo a 150 effectivos,
e o seu dimetro de 50 centmetros por
70 de comprimentro na parte inferior.
A turbina move-se avante e atraz por
meio de u 1 na ala vanea horisontel, e com a
rapidez -lo movimento, trabalhando sem-
pre com a mesma forca at com duas li-
bras de presso.
A primeira experiencia rcalisou-se hon-
tem, ra da lainlia, perante profano
riaes enteadidos, muitos officiaes de ma-
rinha, pessoas gradas e representantes da
imprensa.
Ao seu autor estao associados para a
exploraolo do invento, os negociantes Luiz
de Maiafaia e Antonio Pinto Morera.
O Sr. Dr. A. P. Faucher, membro de
um dos mais importantes grupos de finan-
ceiros de Paris e Londres, est encarre-
gado da exploraco, na Europa, do Jiota-
vel invento do Sr. Ribeiro da Costo, que
na opiniao de pessoas entendidas acaba de
resolver um importantsimo problema da
engenharia mechanica.
A experiencia a que hontein assistimos
deu os melhoramentos resultados, e esta-
mos cortos de que aperfeigoado Jo invento
elle produzir as vantagens que espera o
seu autor, com proveito para a mduBtria,
para a navegacao, para as vias frreas
e etc.
SCIENCIAS
(.raadr i avate
(Gmzeta de-Noticias da corte)
O distinoto 1. tenente da armada Joa-
quim Ribeiro da Costa inventou um ap-
parelho que denomincm Thfbina a vapor
ou machina rotativaRibeiro da Costa, c
que vero prestar um grande servico a me-
ehiMca moderna em substituicSo dos ap-
paremos motrizes das machinas a vapor
que precisam grande espago e acceaaorios
paia o seu funeconamento.
O novo apparelho rene em si todas as
vantagens, e tanto serve s industrias em
geral como navegago, viagSo fr-
rea, etc., e alm de tudo um subsidio
econmico de tempo, forga e velocidade.
\ nova turbina simples, foi feita sob
a drecgo do seu inventor, e construida
as oiTcinas dos Srs. Marques & Rocha
Possos, sendo as pegas ajustadas pelo pro-
prio autor.
A turbina a vapor ou machina rotativa
Ri)>e;ro da Costo, tem as vantagens e ap-
uleu<;o"os Beguntes :
P'ra a navegago, podendo quando con-
le alto e baixa pressao fazer a-
regar 'ualquer navio com grande veloci-
sas regioes por homens competonteo qne^dade por maior que seja a forga que elle
BIOLOGA
LigXo DE'ABEBTUBA DO CORSO DE ANTIIRO-
POLOIA DE MR. A. DB QUATREFAOE6 NO
ML'SEUM D*ftl8T0RIA NATURAL DE PARS.
O I i-aimformlomo a PliilOMupliia e
Dagnaa
Meas senhores,
LPromettiexpor vos este anno, e examinar
com vosco as principaes theoriaa traosformtstas.
Occupci-mc com ellas n'algumas de minhas pre
leccOes-duranteo anno prximo passado, e por
isso poderia alguem extranliar to prompta vol-
ta aoimesmo assumpto. Comprehendereis sem
esforco o que me decidi a fazel-a.
Oiariameute, em publicaicoes deHoda ordem,
e a proposito dos mais divergentes assamptos,
ailirina-se. que o. transformismo reina hoje na
se i enca : tem a ad lie sao de todas as intelligen-
cias esclarecidas e a de todos os sabios dignos
desie nome I
Ha n'isto muita exageragao, vozes autorizadas
tem se erguido repetidas vezes, em Franca e 16
radella, para cotnbatei -o, e mni recentemente
um cojjpga meu. cuja competencia em taes as-
sumptos nao ser negada por pessoa alguma, Mr.
Blauchard, reprodozindo'e completando os arti-
gos que escrevera para a "Revista dos Dous
Mundos p ubi i con urna reuitacao da tbeoria dar-
viniana.
Nem por isso menos real, que o acervo de
ideas representadas pelo vocabulo traaslbrrais-
mo ha conquistado o. favor publico ; conta elle
numerosos adeptos entre oabomens de mais in-
telgeacia iostruego, cutre os sabios propria-
mente ditos e dos quaes alguns oceupam fugar
preeminente na sciencia.
Essa doutrina, porra, ou para fallar com mais
exactidao, essas aoutrias, divergentes em mu-''
tos pontos, constituem paca raini outros tantos
erros scientiucos. Deverei deixal-os passar sem
protesto, porque sao populares ? Nao de certo'.'
Seria faltar a mim mesino e a minha obrigacao,
que antes de tudo trazer-vos o que julgo ser a
verdade.
Contiouarei, portanto, a combater semelban-
tes tbeorias, como j tenho feito por diversas
vezes e fal-o-liei este auno cora mais desenvolvi-
mento.
I N5o sei se conseguirei dimiouir a conflan-
ea que ellas tc'm inspirado, suscitar algurflasdu-
vidas as intelligencias que j as aceitaram, af-
fastar deas os espiritos mais vidos da verda-
de, ainda mesmo pouco attrahente, que de il'u-
eOes seductoras ; -raas o- passado tatvez permitte-
rne nutrir esta esperanga.
Quando. ba mais de trista annos, toraei conta
desta cadeira, as theorias poygenistas e autoch-
tonistas gosavam o favor publicouo mesmo grao
que hoje o transformismo. Apresen tava-se para
apoial-as muitos argumentos que -sfo hoje'repvo-
duzidos ; e corao hoje acontece; envolvia-se, sem
razo- algumo. o dogma e a pbilesophia nestas
questOes, que deveriam ter permanecido exclu-
sivamente scfrafirlcas. Combat tae6 theorias;
em nome da wiencla ; apoiado nicamente na
experiencia e observagao, e oppondo-lhes as da'
nnidade da especie humana, de sua existencia
limitada originariamente a urna regio determi'
nada, do povoamento do globo por oiigragOes
Principiaram por ter minhas ideas em conta de
mystieas e paradexaes : mas pouco a potteo te-
nho visto a opirtifto geral raoditiear-se e a ver-
dade ganhar terreno.
Hoje, pelo menos em Franca, o polygeni9nW
e o autochtonismo so rae parecera ter rarl :sai-
raos adeptos, e estes do-das essertcraliiunte
modificadas, pois n5o se dizera rfiais partidarios
do pohfBeuismo, a quem chamara velno, o de
Virey, ae Desmoalins, de Bory de S, Viacent e
sim deum polygenisrao aovo, baseado as don-
trinas ranuformistas; e os mais netaveisacei-
tara hoje, como fticto ppovada,quea Americacm
sua totalidade ha sido povoado por irarfeigrantes
sahidos do velho continente, o que oolKora sa-
bios da primeira ordem declaravam impos-
sivel.
Me licito acreditar, que o meu ensino oral e
escripto concorreu para esta tnudanga. Talvez
pDBsa obter o mesmo resultado na minha lufa
contra o transformismo; todava, tenhoconscien-
cia de que rae acho hoje em condicoes muito nie-,
nos ventajosas quenaquella epocha.
Quando en combata o Polygenisrao, eo uto-
chtonismo. podia oppor doutrina a doutrina; op-
punhaao Polygenisrao o Monogenismo patentea-
do pola pbysieogia no reino animal e no vegetal;
ao AuJochtouismo as leis da ^eograpliia zoolgi-
ca e botnica. A quem begavaa posbllidade
das roigragoei uontava as dos Kalmucks e dos
Polynesios. Poda, portanto, di/.er aos meusau-
diiores e leitores, l est o erro, aqu a verlade
Hoje uo poseo fatPO mesmo. O transfor-
mismo ffirma ter penetrado o que Danrin appel-
hdou mpterio dosmytterio*; pretende ter resolv-
do o problema da origem das especies loimaes
e vegetaesj problema to prximo do da appar
completa convicefto de qu ambos ainda perma-
|*eecraaciui O que pretendo mostrar que as diversas so-
Iuges propostas nao podem ser acedas ; que
ellas sao errneas por incompativeiscom muitos
fados incontestaveis e com algumas das leis que
regem os dous grandes reinos orgnicos. Se.
entretanto, queris mais alguma cousa, exigindo
de mim urna soluto, que eu considero expres-
so da verdade, ver-me-nia obrigado a confessar
que nenhuraa conhego que teaha esse carcter
Esto vendo que nao os -pretendo engaar;
confesso logo quao pouco podem esperar de.
mim ; mas nem" por isso repet rei o vocabulo.
que talvez merecessea Du Bois- Rey mondos ana-
tnemas de ttoekel. O eminente ptiysiologista de
Berlim rematara um de seas discursos dizendo
ignorabimus, ignoraremos -sempre; limito me a
dizer ignoraau. ignoramos por ora.
Sim, diante dosjnaguiices, dosmaravilboso-,
progresso8 rwiinrlos pela-cionci>r.Besee>cu
(liante dos que ella nos aprsenla cada da, pa
rece-me temerario marcar qualquer limite aos
seus futuros d^senvolvimentos ; mas, por causa
dos mesmos progressos, reputo vaidade inexpli-
cavel a pretenco de ter achado a ultima palavra
das cousas, e de deixar to smente aosnosses,
suc-resTOres o trnbalh) de aperfeigoar estradas
j. abertas sem a possibidaile de abrir outras
novas.
Posso asseverar-lhes o contrario. Os que viro
depois de nos faro tambem grandes descober
tas. que abrirn novos horisontes: terao como nos
os temos sabios eminentes; c talvez que de hoje
aun seculoaaossa sciencia actual seja paradles
o que para nos do passado. Por isso que
ao ignorabimus de Du-Bois-Reymond eu substi-
tuo ignoramm, confessando assim o que falta ao
presente e reservando as eventualidades do fu-
turo.
(Contina).
ECONOMA
\ Ferrea-vla Transcontinental
' Sul-amerlcana
. .
(Oo Diario Official)
A deinonstrago das vantagens que adviro da
realisagao da projectada ferrea-via transconti-
nental sul-americana facilidade das relages
commerciacs de toda esta parte do globo com a
Europa, e quanto interessa, principalmente aos
iaizcs da America do Sul banhados pelo Pan-
ico, o feliz xito de tamanho commettimento.
que cresce tanto mais de importancia, quanto
proraette reduzira metade o terapo hoje desti-
nado a essas coramunicages, o fin a que se
dedica esta publcago. Tentar, tambem, jus-
tificar o tragado que parece ser preferivel. apre-
oando-o son o trplice aspecto leehaico, poltico
e econmico, comlicoes impretervei< para ga-
ranta de vitalidade desseousado tentamen.
I
As communicages entre os portos da Ame-
rica do Sul, situados na costa Occidental, effe-
etuam-se, como sabido ; por va maritima em
viagens aocele.iadas bi-meusaes. roalwttdas pe-
los paquetes da Pacific teau NaVigation C. Li-
verpool, os quaes percorrem a distancia entre os
pontos extremos de sua navegago -V. I paraso
o Liverpoolera mais de 40dias, sem contar o
tempo de demora nos portos de escala, que alias
sao era numero de dez. Admittindo-se, porm,
corao de necessidade, paquetes de velocidade
igual aos da New-Zealand Shipping C" Ld. Lon-
clon, que veacem a distancia entre os pontos ex-
tremos de sua crreira Welliogton e Londres
em iO di as, o que corresponde marcha de
lo nos por hora, aquella distancia ser percor-
rida em 30 das, no mnimo, nao indurado o
tempo iodispensavel s escalas.
N5o entretanto, s aos portos occidentaes
da America do Sul que a via-transcontinental
com certeza interessar. As communioagOes
da Nova-Zelandia e at a da costa oriental da
Australia os portos de Sidnay, Brisbane e
ainda Melbourne no sul nao desdenharao
aproveitarem-se dessa va que Ihes offerecer
urna redueco de 10 dias> nos 44 que sao actual-
mente empregados as viagens que realisam
para Europa, quer afcgam pelo canal de Suez."]
quer pda> via-transcontinental nort-americana,
quer pelo cabe de Horn, quer" finalmente pelas
que esperara fazer pelo canal do Panam.
Erabora parega incrivel a aflirmago de que
aa relages dos portos alludidos com a Ingla-
terra, anda mesmo por meio desse to preco-
nisado canal de Panam, nao se cffecUiaro em
menos de 44 das, para crel-a, coraludo, basta
smente ter presente oque erainteressantissimo
escripto O mundo ocenico atiesta a tal res-
peito Mr. Luiz Simonin. Segundo o seu teste-
munho, a viagem Auckland; porto mais septen-
trional do archipelago da Nova Zelandia Li-
verpoof n5o se faz em menor numero de dias,
qualquer que seja a rota seguida ; porquanto, a
distancia entre aquellos portos : pelo canal de
Suez, de 12,700 milhas ; pelo cabo de Horn, de
tifio), e pelo canal de Panam era construego,
ser-de 11,560 ; isto apenas 5D0 milhas menos
do qne pelo cabo de Horn. Ora, dessa confron-
taco, que o que mais .aporta salientar," re-
salta a conviceo de que, por melhores que ve:
nham a ser as condicgOes de navegabilraade do
canal, a vantagem do encurtmento de 500 mi-
lhas nao equivaler a demora inevitavel no trun-
srto'por elle, e muito menos compensar a ex-
cessiva despeza que seu enorme custo de cons-
truego ha de impor necessariamente aos navios
que delle se utilisarem. De resto, a communi-
cago dos dous ocanos pelb canal atfedar
qutindo muito aos interesBea das ferro-vias in-
teroceameas da America do Norte, e aos do
oriente asitico com a Europa : n3o ir mais
longe sua influencia.
Em vista das condicges era que se fazem pre-
sentemente as communicages dos pazes banhu
dos pelo Pacifico no heraispnerio austral, com a
Europa, como acabara de ser expostas, assume
Sroporges de mxima transcendencia para a
revidade d'essas communicages, o ousado
tentaraen de reduzfl-as de 19 dias no tempo o de
1,400 milhas na distancia.
A ferrea-via que se projeeta construir atraVez
da Arneriea do Sul, desde o porto mais'oriental
do continente at o mais chegado ao extremo
Rui na costa opposta, dar exuberante satisfago
a essa aspirago. O Recife demorando rmquella
e Valparaso nesta posiguo sao as plagas fadadas
propordonarera to fecundo resultado emi>em
da bonfraternidade universal.
Cora effeito, embora sja de 4 !f&* kilmetros
em linha recta a distancia que separa aquellas
duas cidades a frrea via que as ligar nao ter
desenvolvimento inferior a o.600 'kilmetros n-'
clurado-se i 940 cerca de 42 / em relago
reda accressimo este necessario em consequeu-
cia das sinuosidades que sao inherentes dire-
ctriz de semelhantes cortstrueges, para a qnal
Cumpre attender que, alera das exigencias te-
shnicas, concorrem a accidentabifidaae do ter-'
reno e ontros motivos de ordens diversas.
Essa distancia, entretanto, poder ser venrida
em quatro aias, si fr construida a estrada as
ueraco devida .aos capitaes empenhados em tao
collosal emprez'a, e ao mesmoJempo, mantendo-
a inaccessivel s ameacas de funesta concur-
rencias, sendo que jamis podero ser como
taes reputados o canal-do Panam e as vias pre-
sentemente seguidas, como j demonstrr.rara
saciedade, a considerages dedHzidas dos fados
averiguados-
Cora relago ao canal do Panam convm pon-
derar ainda, que o caso d'elle ser levado ao
irruio, o que-oatretanto- cada da se lorna mais
problemtico, licar por custo excedente a.....
80t>. 000:000a, o que determinar imperosamen-
te-a adopgo de-tarifas deelevaeo descommunal
para cobrirem os gastos excessivos do custeio e
acudirem a qualquer, embora muito parca, re-
muniTaeo do capital ; circumstancia at que o
iinpossibilta de ser ura concurrente perigoso a
terrea-va traus-conlnental do sul.
Na posse dessas espeeiaes condiges auferir
' ella eirtfto desassonibrada a invejavel vantagem
de trazer Valparaso em approximago de 4 dias
do Recife, o qual porser o porto oras oriental da
America e portanto o mais prximo do conti-
nente europeu concorrer para approximago dos
povos dos dous continentes, realisando-se assim
por meio-de, mais nina assombrosa conquista do
esforco humano o intuito civilisador de virem os
povos s mais concliegadas relages; porque
s do cenchego e do attricto intim d'ellas que
emana a luz do progresso, to certo que os ho-
mens, como os diamantes, pulera-se pelo conta-
cto d'uns com outros.
Justificada a vantagem do ompreheudimer.to
que se prope facilitar as communicages dos
pazes banhados pelo Pacifico, no hemispherio
Jo sul. com os da Europa, operando reduego
que para muitos ser de 10 dias e'para outros de
nii-tade do tempo de que Ibes offereccra os meios
de transporte mais aperfeigoados at hoja> usa-
dos, opportuno traiar-se do estudo dos traga-
dos que tenhaiu mais probabilidades de xito.
(Contina^.
REVISTA DIARIA
*nppl'ii!'N le Jhx ftubftlitnto
Por acto da presidencia da provincia de hontem
datado, foram nomeados supnleotesdejuiz subs-
tituto da comarca especial de Palmares :
i. bacharel Jos de Castro S Barretto
2. bacharel Adolpho Nunes Lias
3." capito Felippe Nery de Siqueira Salles.
EfttatlOM patlioloi*oi do oiiaiii-
mo o HuaN ni a 11 i fe >i 1 M-it^s 0 Sr. Dr. J. Correia de Bittencount,- distindo
oculista brazileiro, recentemente chegado esta
cidade obsequiou-nos com um exemplar da obra
que deu estampa no Maranno sob o titulo Dos
Estados Patholoyicos do Organismo e %ms man-
(esl'ices oculares, obra de 488 paginas, em 8.
rrancez.
A'pesar da nossa conhecda incompetencia
para julgar de taes obras, folheamos a do Sr. Dr.
Bittcncourt para colber alguma cousa, e nos pa-
recen ella revelar serios estudos da parte do seu
autor na especialdade que se dedicou, e pa-
ciente observaco de fados novos, taes cmo os
relativos s perturbagoes do orgo da '.isla no be-
ribri e na febre amarella.
('.limos, pois, nao ser exagerados recommen-
dando essa obra aos mdicos em geral,* espe-
cialmente, aos oculistas, que podem tirar pro-
veito de sua leitura, certos de encontrarem ma-
teria nova e interessante.
O tranwrormiiua-Cora a traduegao do
trabalho do notavel biologista A. de Quatrefages,
cuja publicagito encetamos hoje na secgo com-
petente, o nosso Ilustrado coUaborador, enge-
nheiro H. A. Milet dirigi nos a carta infra.
Recife, 21 de Janeiro de 1889.Srs. redactores.
Passei do francez para o portuguez a inclusa
ligo de abertura do curso professado no Mu-
seum de historia natural.de Pariz pelo inclyto na-
turalista A. de"Quatrefages, e pego Ihes se dig-
nem d# cflnceder-lhe um lugar as columnas do
Diaria.
Nao partilho as, opini3es do illustre proles-
sor a respeito o acorapanho na proscripgSo das hypotheses, por
rrrais-paradoxaes que seiara,-Tiuanaoligara e ex-
plicara grande numero de factos incontestaveis.
Muito antes da publicaco da primeira obra
de Darwin, eu bavia aceitado o transformismo ou
evolucionismo com todas as sua3 corasequenciag
logicaso anthropopitheco e a gerago espon-
tanea, embora esta esteja em contradigo flagran-
te com o aphorisrao omnis ticens aboco, que at
hoje nao soltreu excepgo alguma, e a existencia
d'aquelle nao tivesse ainda em seu favor' mais
que a necessidade lgica de um typo intermedia-
rio entre os primates e o homem"



m
m,
coifta com a precisa segrancapr focdmotiva3
que desenvolvam forga necessaria ao pererlrso
de oitenta kilmetros por bora, com a qual os
6 600 sero vencidos era 82 horas, ou qatro
dias addieiooando-se 14 horas para demora as
astaces intermedias.
Considerando-s agora que a distancia por mar
entre estes dous portos, sem desvos de derrota
para entrada nos de escala, nao inferior a
J. 000 kilmetros, e que s poder ser petcorrida
ara 14 dias no mnimo, se os vapores forera da
mesma marcha dos que presentemente tazem a
navegago de Nova Zelandia Inglaterra e que
sustentara a marcha media de 15 milhas, cu in-
sradura de 650 kilmetros, resultado, alias. ,
difficil de conseguir-sc em navegago to in;
cada ^ sujeitaa accfdentes como a da passa
gem do Pacifico para o Atlntico, quer se eflfe-
ctue pelo estreito de Magalhes, quer pelo cabo
.Horn ; chegar se-ha fatalmente concluso de
que dous elementos decisivos concorrem em
abono da projectada estrada : Io a via terrestre
tendo 6.600 kilom tros e a maritima 9.000,
tem aquella sobre esta a vantagem de rcduzir
2.400 kilmetros na distancia ; 2o o tempe de
porcuno sendo na primeira de 4 dias e na se-
gunda de 14 no mmim > verOca-se ainda em fa-
vor da primeira a vantagem de reduzir dez dias
110 tempo de viagem.
Dos fados apurados deluz-se como corotlario,
que os 10 dias e os 2.400 kilmetros, pou-
ao terapo e distancia, do margem suflieiente
para a ferrea-via offerocer ao trafego tarifas ca-
pazes de attrahirem cHa o commercio desse
gSo la vS^o nosso globo. Ora tenho raais lado do Pacifico, sem todava sacrificar a remu-
conrites teclrnlcas indspensaveis pata serper- *m dlnte no'escriplorio da Companhia Ferro
eomotivas Carr,'i "10 ? Janeiro, paga-seo 13. divideD-
aes.pi-
va* 1
os factos, e o proprio exemplo citado pelo autor
parece nm argumento contri producentem, pois
elle o proprio que confessa ter a hypothese de
Stalh adoihologistico, transformado nachymi-
ca moderna o chaos da arquirrlia da idade media.
.^.eu peca paWicacao do trakaUodo sabio
naturalista, porque elle' mpstra, e eviden
com exeraplos frisantes, que ~h qaesto do t
fonnismo e exclusivamente scientifica e que nada
tm cora a philosophia nem cora o dog
a doutrina transfrmista ou cvDtaribbiita'pi
coexistir no espirito com as mais livres convio-
ges philosophicas e a mais escrumpiosa orthodo- '
zia religiosa, e sobretudo, que era nao presup-
pOe solidariedade alguma com as Weias propa-
ladas por urna seitazinha audaz e intransigente,
que arrogndose a mrallibidad negada por
ella s revelages, julga-sc nica depositara da
verdade e insulta a todos que nao me querero
acorapanbar os desvarios.
i Acho conveniente e opportuna esta -fOttica-
gO porque a tal seita, que nao exerga naharm-
zia do cosmos a realisagSo de um plano1 intelF-
gente e nega a existencia do principio do juslot
ase imprescendivel do direilo.e de quaosnpp
direitos j conta adeptos crttre os e at, cow
estupenda.no proprio corno dotetife iA ossa Fa-
culdade dc'Diretto-': porque /., Iti. ate "v
Cont, Srs. redactores, que atteoderao-a unto
meu pe.lido e sou com estima, de Vs. S
rador e criado dbrigado, Henruflte Adhtlu Milet
l'-*ta do \o<. Ni-nluim iln Kiuide
no Poco Comegam manh as n venas da
festa de Nossa Senhora da Saude, do Pogo da
Panella.
Hoje ser hateada a bahdeira da festa, tocan-
do o ado a banda marcial do 2o batalho d^n-
fantana
sreja da Santa cruz Amanha, com
assistencia da venera vel confrara doSenhorBom
lsus da Via-Sacra, mandam os devotos do mi-
lagroso Santo Amaro desta igreja celebrar urna
missa resada, acompanhada de cnticos, s 7 (io-
tas do dia e s 7 horas da noite cantar ama la-
dainha por msicos, subiado nessa occasiao ao
pulpito sagrado' o"rrevm. Sr. Fr. Augusto da Im-
maculada Conceigo Alves, pregadorda capella
imperial.
CqmpnnhJ Ffrro CarrilD'amanha
v

do das respectivns eges a razo de 4 cada
urna, correspondentes ao 1. semestre do exer-
ciciodct888 89. A
Imperial inciedade loa trlisij.
Hefhunto* e liberae Na sexta T 23 dodocor'rente, s 6 bofas da tarde, reunem-
se em assembla geral os socios da Imperial So-
eiedade dos Artistas Mecbanicos e Liberaos para
0 fim de efegerem os novos funecionaram para <*
corrente anno.
necreativa ArtiDhlonea-E8ta3ocieda
de procedeu no-domingo, 20 do andante, a elei-
}1 fa directora que tem de funceionar no cor-
: jnte anno cujo resultado foi o seguinte
Presidente, Christovo GuiraarSes Jnior
Yice-presdente, professor %viniaro Simos
1. secretario, Manoel C. LiWHo (reeleito).
2." dito, F. V. Luna Fivire. '
Orador, Pedro S.-Sou'a Landim.
Vicr-orador, Heraclio E. C. Como.
Th-so-ireiro, Severino A. de Amida.
Procurador. Jos Cnpertino da Silva.
Em seguida foi designado o dia 27 do andante,
3s 4 horas da tarde, para poss.: da nova di-
rectora.
ervieo snilit.tr Estn designados liojo.
para superior do da os Srs. capito Manoei
selmo e para ronda menor o Sr. tenent-'
do de Moraes,
uirnicao da cidade dad >io i
batalhSo de mrantaria cora o uniforme n. 6.
A guarda da Thesouraria commandada
hoje pelo Sr. alferes Cari ;j,ja
Soares.


i
m

I WIHAI0
I


-
m
. i
\
Diario .de PernanibueoQiitrta^fekia 231 ten Jaftfro de 1889
i, i
ii 4* pru.1 ii3giwriiiyiu.
Funceionou hontem no quartel general o
conselho de direc;o, aliui de reconhecer alele
de i- classe ao soldado do 2* hatalho de Infan-
tera Luiz Gomes Monleiro de Mello.
Foi permittido apresentar substituto ao r
cadete do 14" batalho de infantariu Cesar Jai.ua-
rio do NatfcimenW, ern virtudt da autorisago da
presidencia da provincia.
No requerimento do 2 cadete V sargento
do 14" batanSo, Crecencio Percha .Nunes, pe-
dindo baixi do scrvico em vista de servir
ensajamento, deu o Exm. Sr general o seguate
dwpjcbn: rimo pete.
Foi entregue a compaiihi* de cavallaria,
rubricada por 8. Exc. O Sr. general comman-
dantL' das armas, acertidode assentameni
ex cabo de esqaadra Bellarmino Cypriano de
Freas.
S. Exc. o Sr. general commamlante das ai -
mas, concedeu por 3 meses o uso do distintivo
de cadete de 2J classe ao soldado do 2" batalho
de infaotaria Jos Gelb de Lima.
- Foi remettido ao 14 batalho de infanta
ria. alini de tirar copia, o processo do conselho
de guerra a que respondeu o soldado do 14" ba-
tallian Joo Maliias Nogueiiu do Nasci menta
No requerimoato do ex-soldado do 2 bata-
lhao Jofio Francisco Pues Barretto, S. Exc. o Sr.
general, den o Beguinte despacho : nao loo lu-
gar o que requer. eai vista das informaces
pre-t idas pelos 2' e 14" batames de infan-
tera
irr-ori Ua obra do conserva
eaa don Portn de l'frnnmfcuto-Reci-
te. 1 de Janeiro de 1889.
Boletim meteorolgico
III PttliCO DE TUDO
A legacao ero Madrid communicou ao gover-
uo imperta! qiie existe febre amarela na illa
de Santa Cruz ia3 Palmas, archipclago da
narias
,
Lina eorrespradencia de Nova York para u-i
jornal parisiense diz que se fundou imnanow
cidade. I'aisle. e o seu nome, situada no con-
dado de Burlington, Estado de Nova-York O
seu solo 6 reputado como o mais frtil dos Esta-
i seu clima foi comparado com o
de Nice.
lia tres meze- apenas, Paisley nao era mais
do que immeiisa floresta, lloje iin sido vendi-
dos mais de 6,0)0 lotes de terrenos, toda
ras se achara tragadas, uin grande hotel espera
os viajantes, e llinham-se j -ltimamente nu-
merosos edificios.
A maior parte da cidade foi comprada por
francezes, o que lhe valeu o novo nonje de New -
Parta:
E' curioso, na verJade, assistir ao nascimeii
lo e seguir o ieseiivolviinento deslas cidade:
improvisadas.
U facto nao integramente novo. As cidades
de Newarh e Kl.sabeth foraui fundadas do mes-
ino modo Ira ainda bem poucos anuos, e hoje
tm mais de 100,000 habitantes cada urna.
Horas ff oac Barmetro a 0' Tenso do vapor I s
6 m. r:- ; 761-75 19,04 76
9 29" -3 762-71 19,77 65
\i 29 -8 761-94 18,63 60
3 t. 29-4 760-60 19,09 64
6 28 3 761-Oi 19,08 67
Temperatura mxima -30,00.
Dita mnima 25,",2">.
Evaporado em 21 horas -ao sol : 9-,4 ; som-
bra : 3-8.
Chuvanulla.
Direccao do vento : SE de meia noile s 8 ho-
ras e 2.' minutos da manh : ESE at 9- horas e
32 minutos; SE at 11 horas e 25 minutos; ESE
at meia noite.
Velocida le media do vento: 2-,35 por se-
gundo.
Nebulosda! media: 0,38.
Boletim do porto
1
:- = a
-- : =
B
P.
B.
M
M.
M.
Dia
21 de Janeiro

22 de Janeiro
Horas
1 28 da tarde
7-34
2 0 da manli
A
Hura
0-73
2-.4
-,34
tciioe Effectuar-se-hao os seguin'.e? :
Hoje:
Pelo asente Burlamaqui, as 11 horas, ra
do Imperador n. 43, de um predio.
Pelo agente Pinto, s 10 Ijz" horas, a ra do
Barao do Triumpho n. 75, da fabrica de vinagre
e licores ahi existentes.
Pel agente Silveira, ns 11 horas, ra do
Imperador o. 45, de predios.
Pelo agente Gusmao. s li horas, ra das
Larangeiras n. 2, da armar, 5o e gneros aiii exis-
tente.
Amanha :
Pelo agente Martins. s 11 horas, ra das
Trincheiras n. 36. de movis, Iracas vidros.
Pelo geme Brito, s II horas, ra Mrquez
de Oliuda a. 52, de predios
Pelo agente Gusmao, s 10 1|2 horas, ra
da Imperatriz n- 6. de movis, porcelanas e ou-
tros arti.os.
Mias fnebre*Sero celebradas :
Hoje :
As 8 horas, na matriz da Jtoa-Vista, pela al-
ma de Jor.-e Clemente de Borba Cavalcante ;
s 7 horas, na matriz de Santo Antonio, pela
aira i da l). GuuhoruMaa Amalia PoMoa Bazer-
ra: s 1 horas, na igreja de Nossa Senhora do
Terco, pdla alma de Manoel de Fontes Gomes.
Amanh :
As 8horas,na igreja da Boa-Viagem e em S.
Gmalo, pela alma de D. Dngraciada Silva ; s
8 horas, na ordera terceira de S Francisco, pe-
la alma do capito Antonio Luiz Bodrigues de
AlmeHa.
PaMMaeciroSahiilos para o sul no vapor
alien) o llamiiurgo :
C. Ferreira, Luiz Ferreira dos Santos, John
Ekeen e sua sen hora.
Operar**-- eirurglcaa Foram pratica-
das no hospital Pedro U, no dia 22 do corrente.
as segrales:
Pel Dr. Malaquias :
Amputaco do penis pelo procesjo de Guyon,
indicada por cancro phagedenico.
Pelo i r Estevo :
Aropuago da mama reclamada por um tumor
fibroso.
Cana 'de DelencoM ivimento dos pre-
sos da Cusa de Detengao do dia 21 de Janeiro
de 1889.
Existiara 441 ; entrarara 30; saturara 31; exis-
tem 440.
A a'ihf P -
Nacionaes 403; raulueres 16 ; estrangeiros 21.
-Total 440.
Arracoados381.
Bons 357.
Louco 1.
Loucas 5.
Doentes 18Total 381.
Movimento da enfermara
Tiveram baixa:
Domingos de tal.
Antonio Izidro de'Azevedo.
Ji^o Baptista de Sequeira.
Jos Cesario de Mello.
Teve alta.
Flix Correia de Lima.
i oy>ital Podro II(i moviment deste
estabefecimento da daridade, no dia O do cor-
rente, foi o segrate:
Entraram
Sahirara 6
FaUeeeram 1
Existem 568
Foram visitadas as respectivas enfermarlas
pelos Drs.: ;^.
Moscoso s 8 1(4. Cysneiro s 9 1, Barros So-
brinho s7, Pontual s 9 1|2 horas.
Nao corapareceramos Dr: :
Berardo.
Malaquias.
Estevo Cavalcante.
."irnes Barbosa.
0 cirorgio dentista Nuraa Pompilio nao com-
pareoeo.
O plwrmaceutico entro Ai 8 1|4 da manha e
sahio s 12 da tarde.
O ajudante dophwceHtiflo entrou s 7 lj4
da manha e sahio as 4 horas da tarde.
ijoterUt do rnm-Par A 5- parte da
23 lotera, dessa provincia, cujo premio grande
60:OOOiOOO, ser extrahida, sexta-feira, 23 do
corrente.
Cemiiorio Publico Obituario do dia 21
de Janeiro le 1889 :
Mariano de Almeida Garca, Portugal. 38 an-
.Iteiro; gastro entente
Dmbeliaa Anna de Souza, l*eniambuco. 76
annos :astro enterite.
uicisco de Carvalho, Portugal, 88 aiv-
anenrisnia.
i nbuco, Ift dkis ; eclampsia
rnainliuco: ecbUDD!
ii >rrMgia-
ruambuco, 2 annos ; convuls
l'ernainbiico. 28 annoj: he-
- ilina Maria de Senna. Pernaoibuco. 48 a*
-oiteiro. tubrculos pulmonares.
Oliveira, Bio Grande do Norte,
enterite.
Vruambuco, 23 anu .: homor-
No senado dos Estados Unidos a 20 do passa-
ilo, o Sr. Edmunds apresentou urna mocao de-
clarando que os Estados Unidos veriam com
inquietecao edesapprovariam (oda n inter.ca-
le um goveraoeuropeu qualquer na cons-
truego oo liscaliaaco do canal interocenico
de Panam e reoutariam isso como injuria e
araeaya prosp'eridade da Grande Bepublica
Federativa Auiericaaa.
A resolufio coavida o governo dos Estados
Unidos a notificar estas ideas tos governos eu-
ropeus.
Entretanto o governo da Bepublica I'i ai ti za
para attender a opinio em Franca, mandara
para Porto Colombo um graude couracado.
As obras do canal de Panam estavam alias
malla lada-. porque depois do malogro da coin-
panhia, Hcaram muito avariadas com as grandes
chuvas quetinham cabido noisthmo.
**
Est a prender a attenco publica em Lisboa
a domadora que traballia no Coliseu. Nao s-
mente a audacia com que se aprsenla na jaula
Mlle. Leonda, gue desperta a curiosidade e que
alimenta os boatos dos frequentadores do Dia-
do ; o alimento dos cinco leoes, porque elles
sao cinco, oceupa tambem a attenco da popu-
lacho despreoecupada de Lisboa. E isso porque
os cinco leoes de Mlle Leonda sao sustentados
a carne de ca'vallo.
E" fcil imaginar a difficuldade que encontra a
domadora em obter carne de cavado.
De una feita dirigiu-se ella ao proprietario
da eqoarisuge, em Alcntara, para lhe abaterem
algus ca-arlos sadios cm sua presenca, sendo
previarn"nie examinados por um veterinario de
sua c jnaiica.
O proprietario da eqiiari$*(uje respondeu que
estava prompto a fazel-o, desde que lhe apre-
sentasse urna autorizaco da cmara municipal
e da autorida le superior do districto.
Parece que a arrojada domadora tema precau-
coes para que os cavallos abatidos n5osejam
doentes, porque lhe morreram em uma jaula na
Itussia, por terem comido carne de cavallo ata-
cado de mormo.
Na dia 19 do mez findo Mlle. Leonda ao en-
trar na jaula um dos l"es acoinmeiteu-a fican-
do gravemente ferda
*'*'
A Ikmii da populafo da provincia da Bahia
que se emprega na e.xtracjao das fibras da pal-
meira piassava, cora proveUo proprio e do com-
mereio, raandou o >r. ministro da agricultura
que o presidente d'aquella provincia providen-
i iasse conveuientenien'e. alim de evitar-se a dea-
truis*odas plantas, como consta que tem aconte-
cidovprincipalmeiiie ao sul da provincia. Gom-
munfear aquello ministerio os meios que podem
ser empregados pelo governo imperial, aifun de
regular-se a colheita de tao importante fibra, e
promoverse a cultura da palmeira que a produz,
recommendavel, alm disso. pelos fructos, que
j constitue materia de commercio, sendo expor-
tados em grande quantidade, principalmente para
a inglaterra.
* *
0 Sr. ministro do imperio, em aviso circular,
declarou aos chefes das repartieres que lhe sao
dependentes que as contas de despezas que por
ellas correrem nao sero pagas sem as compe-
tentes deraonstracoes
***
Cmuuu enorme seusato em Budapest a prisau
de Joao Kokam, director do ministerio do com-
mercio hngaro. Eis os motivos que originaram
a priso de tao alto funecionario.
Devia elle depositar 42.000 florins na caixa
central das alfaudegas, quando ao chesar ao
postigo, declarou sbitamente ter perdido o en-
veloppe que continha as 42 notas de mil florins.
Procedeodo-sc a indagacoe9 encoatrou-se o en-
veloppe amarrotado. rasgado e vasio no fundo
das escadas do estabelecimento.
Ninguem por um momento suspeitaria o Sr.
Kokan capaz de um roubo ; toda a gente acre-
ditava n'um descuido da sua parte. O inquerito
feito pala polica, porm, acabou por demois-
trar a culpabilidade do director, que simulara a
perda da mencionada quantia, afim de se anro-
priar della.

Curiosa observaco acaba de ser feita pelo na-
turalista inglez Jolm Lnbbock.
Durante sete annos conservou cuidadosamente
um formigueiro. em que observou os costumes
das formigas : nos ultmi )s dous anuo* s viviam
iluas forniigas, sendo que a ultima poucos das
sobre vea a penltima. A opinio de John Sub-
bock que suecumbio de pasar, pois as formigas
sao susceptiveia de profundissnos afectoa.
Afinal. a sua 6upposicao nSo to exlraya-
gaate como a primeira vista parece, porque, se,
i;orao tudo indica estar provado, as aranhas pos-
suem em alto grao o amor maternal, por que
razo ho de ser as formigas menos suscepliveis
de affectos ?
Beside na cidade de Lima Duarte (Mnas), Se-
verino Francisco Pacheco, nascido na freguezia
de S. Miguel do Piracicaba, no anno de 1778.
Apezar dos 110 annos, goza Pacheco de per-
feita integridade menta!, grande vigor physico,
exercendo com desembaraco a profisso de scl-
leiro. ...
Na interessante HawacSa da historia de sua
vida, conta elle que foi praca de cavallaria em
Ouro Preto, conheceu tres governadores. e teve
muitas occasioes de tratar com o mallogrado
patriota mineiro, alteres Tiradentes.
Casou-se tres vezes e tcm Slhos das duas mn-
Ihercs ?eu ultimo 80161110 realison-se tendo
elle a idade de 103 anaos e a mulher. que existe
ainda e com a qual vive, representa ter 50 an-
nos.
tro3 -Anirnaes al meie sangue.Vanda, Buy-
Blaij Minerva e Olga
8* pareo Industria Pastoril-800 metros
Anirnaes da provincia at segunda muda feita *-
Phelgon, Breas, ublin, ero, Bismarck, Bi-
lontra-Pelotiqueiro, Borbuleta, Planeta e Petit-
Buy-BIaz.
A Coudelaria Paytand dispensou os servicos
do jockey Jos Mendes, que na ultima corrida
do Prado dirigi o animal Corcovado, partea-
eente A niesina Coudelarin.
INDICACES TEIS
SPORT
nerhy Ctafr de Pntbtmo
Bealisou-se ante-hontem 21 do corrente a ins-
cripc4o para a 4" corrida no "prximo domingo
27 do corrente. Os pareos fiearam assim orga-
nisados :
i pareo -Cotuolafiio800 metros Animaes
da provincia que ainda nao tenuam canto. -Bor-
nave, Cupini. Girofl.. Jatob, Bilontra, Marat,
Breas, Jaguaro, Pernambiico. Boilinrema,-Bo-
eacio e Aracahy ex-Cabrito.
. 2" pareo -Cimpanhia Ferro Carril^1,000 me-
tros -Anirnaes de menos de meio sangue.Ay-
mor, Becife, Alfa. Cometa cx-Mirandola, Favo-
rita e Galalhea. .
3" pareo -Internacional 1,609 metros-Ani-
rnaes de qualquer paiz. Aspasia, Price, D
Blaz, Gallia, Castiglione eDerby
ireo -Grande premie, Restaitragao
uambtm -1,609 metros Anirnaes da provincia.
, H|6 Tupy, Atheu, Aruinary, Monitor.. Alrai-
raute. Beberibe, Mouro eTemplar. -,
5 nareo^-lWttM Urb/aut do Recife a Catan-
ga 1 450 metros -Cavados nacionaes ate
ie que ain la h gaolio nesta dis-
ipado da Estancia. orcovado, Dhi-
ro Maestro, C ^ Mirndola e luco.'
6 pareo -Provincia dt Prrnambuoo-1,OO me-
tros -Ani lucitiitiis,
Caim, Fin :lltor-
Cari leral.
T pareo Imprenta PernamhucaMl,VM rae-
Buv.
mo de Per-
lledicos
Dr. Cerqueira Ltite, tem o seu escripto-
rio abertorua Duque de Caxias n. 74, das
12a> 2 horas da tarde, edesta hora ero (lian-
te em sua rssidencia ruada Santa Cruz'
n. 10. Especialidades molestias de se-
nhoras e criangas. Telephone n. 326.
O Dr. Alvares Guimaraet, chegado da
corte, dedica-se medicina em geral, e
com especialidacle a-piolestias do corafJto,
pulm5es, figado, estomago e intestinos, c
tambem s convuls5es e outras molestias
das criancas. Reside praca Conde d'Eu,
n. 28, I. andar, e tem consultorio ra
do Boni-Jesus, n. 45, onde diariamente d
consultas do meio-dia s 3 horas da tarde,
aceitando chamado em qualquer desses lu-
gares. Telephone n. 381.
Dr. Joaquim Loureire medico e partei-
ro, consultorio ra do Cabugn. 14, 1.
andar, de 12 s 2 da tarde ; "residencia no
Monteiro.
Dr. Brrelo Sampaio d consultan de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra do Baro da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Castro Jess medico e operador.
Pratica a lavagem do tero quando e como
aconselhada. Consultas das 11 s 3 da
tardo em sua -residencia ra do Bom
Jess (antiga da Cruz) n. 23, 1. andar.
Dr. Joao Paulo, especialista em partos,
molestia de senhoros e de manyas, com,
-pratica nos hospitaes de Pars e de Vienna
d'Austria, d consultas de 1 s 3 horas da
tarde em sua residencia ra do BarSo da
Victoria n. 59, 1. andar. Chamados a
qualquer hora.
Advocados
O bacharel Witruvio Pinto Bandeira,
pode ser procurado ra do Imperador
n. 71, 1." andar.
O Dr. H. Milet mudou o se:: escriptorio
de advocada, para a ra do Imperador n.
30, 1." andar, esquerda.
OrtuIIsta
Dr. Ferreira, co:u pratica nos principaes
hospitaes e clinicas de Pars e Londres,
d consultas todos os dias das 9 horas ao
meio-dia. Consultorio e residencia a ra
Larga do Rosario n. 20.
Serrarla a vapor
Serrara a vapor e officinas de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes do
Capibaribe n. 23. Este grande estabeleci-
mento, o prmeiro da provincia neste ge-
nero, compra e vende madeiras de todas
as qualiclades, serra madeira de conta
alheia, assim como prepara obras de cara-
pina por machinas e por precos sem com-
petenciaPernambuco.
Drogara
Faria Sobrinho & C, droguista por ata-
cado, ra do Mrquez de Olinda 3. 41.
Drogara
Francisco Manoel da Silva & C, deposi-
tarios de todas as especalidadean|^ma-
ceutica.-;, tintas, drogas, productos chirai-
cas e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
ModRH e novidatfes
Mme Koblet de vdlta de sua viagem
previire as Exmas. familias e as suas fre-
gueaas que trouxe tudo o que diz respeilo
a modas e novidades. Ra do Imperador
n. 44.
PUBLICARES A PEDIDO
\olas do siMit miMiia
Um negro e um branco
(Y. Diario n. 295 de 1888)
m
Neiibuin passo, pois, dos que constilnem a
nossa historia, foi rtevido ao patriotismo brasi-
leiro, que s foi visto, mallogrado, em 1817 e
1824 em Pernambuco e as outras quiltro prxi-
mas provincias, e burlado pela transaccao em
l'iratinin, temos visto, como nadajao'patnotismo
dev e abolico, de que foram os .principaes
cliel'es o negro e o branco de quem nos oceupa-
mos, como disse no passado artigo e vamos ver.
Cada um toma para si a gloria que muitos se
attribuem, de terem dado os primeiros passoe
na causada aboligio.
Foram os liberaes em 31, com o tratado com
a Inglaterra, proliibiudo o trauco e com as leis
relativas.
Foram os conserradores retocando esta le;
foi Eusebia de Queiroz, refreiando e cxtinguindo
de facto o trauco, que se fa/.ia de contrabando-;
foi tal deputado ou tal senador que apresentou
na respectiva cmara um projecto, em tal e tal
-sentido; foi Bio Branco com a lei do ventre
livre; jjliuha sido desde a constituinte a propos-
ta kita uo sentido da abolico. etc., etc. Mas
apezar de tudo isto, o Brazil inteiro era osera-,
vocrata at a extiuccao da oseravidao oes Esta-
dos-Unidos, cora excepcao de alguns raros indi-
vfouos que foram sempre decididos inimigos da
escra vidao.
Estes uem podiara levantar a voz neste sen-
tiJo, que era logo abnfada quando ouzavam a
tanto se arriscar.
' Durante a guerra abolicionista da L'uiao Ame-
ricana, comecaram a apparecer os abolicionistas
do Braz, nao todava em relaco a nos, mas to-
mando partido pela causa do norte; mas a
grande maioria era escravocrata, o o nosso go-
verno era o que era seu povo, como toda a Euro-
pa officiul, pelo partido do sul.
Antes daquella guerra, porem. a cousa era
rauito peior.
Alguns raros patriotas que no Brasil ba\ ia,
como sempre houve, e quasi todos obscuros,
neui ousavam e pronunciar, que, se alguma vez
o intentavam, cram lo, O governo tolerawi o trafico sem nemao meaos
aparentar cora qualquer desfarce o esedadalo
3ue da va s nacOes com quem tratara a extincco
o trafico. As casas de deposito de africano*
bocaes, erara em todas as cidades commerctoes
onde os agricutores e todps os que carecan),
iam de publico corapral-os.
Quasi todos os que tinbam capitaes, desde os
mais obscuros ate a gente mais grada deste im-
perio, os empregavam mandando vir escravos
da Costa d' .frica, como o melhor de todos o
gocios. 0 COmmercio principalmente emp
va no trafico a maior parle de seos lucros
i tinhaui a temer os cruzeiros inglez^s-
Por lio dos portugueses contrito
glez a pii muito augmentado por esta causa
sua tena ja trazem; po
era elles os que maior trafie i faziam, pois de
nMtos maiores Inen ram semp
O cruzeiro brasileiro era uma formalid
uma satisfaco Inglaterra. Os navios
i vellaque
peita !e negreiro, fugiam-della porque
um desgranado commandante que ouiara fazer
l\
r
i
ura preza, foi nao s demittido. como persegui-
do em suncarreira.
Isto nao era assim logo em principio do trata-
do ; foi quando o costume foi relaxando a lei de
represso- Esta era goroiissima e condetunu-
va morte nao s o capitao do nano negreiro,
como a outras entidades que tomavam parte no
trauco considerado pirntaria. Depois do cos-
tume relaxar a lei, veio outra lei, corroborar o
costnmo, e a pena de morte foi abolida desta pi-
rataria, que deixou de ser considerada tal. Essa
nova lei que assim modificou a primeira da re-
presso do ttafico 6 ura dos passos que os parti-
dos invcame seu favor, como parte de seu con-
curso na obra Ha abolico ; foi uma lei em favor
piratas negreiros, que de sujeitos i pena.de
moite, passaram peuas Ilusorias.
Urna ou outra vez se raanifeslava a idea con-
tra a escravidao, de um ou de outro modo por
algum individuo, cuja voz se perda sem echo
no ranaco Urna desgs vezes foi o pequeo
partido republicano que eatao era, euue estava
lazetido alguma pequea propaganda. Dt-ssa
vez foi o proprio partido liberal, este misero bv-
poenta eterno immigo da liberdade quando no
poder, foi este partido que atacou a projiaganda
opppondo-Ihe outra. Dizia esta que a alforria
dos escravos era para- captivar o> farros.
O povo, que tema ser captivado, horrorizado.
levantou-setodo contra a propaganda da lber-
lacfto dos '^Bcravos, c os [ioucos republicano-.
nio >jndo ais a quera fallar, emudeceram
A* cousa* no Brasil .. respeito da escravidao
era assim. at que .veio a guerra da abolico
dos Estados Unidos, que comecou a fazer nas-
cer entre nos o partido abolicionista, irto 0. a
pronunciarse aqu um partido-a favor do norte
da L'nifio como j disse, que foi ao principio
muito pequeo e foi crescendo pouco 2 pouco
principalmente entre os liberaes. Porem, a gran
de e nao sei se direi bem, a immensa maioria dos
brasileos, at o fim da guerra, era a favor do
sul, a tal ponto que*que o corsario do sal, o fa-
moso Alabama, encontrou nos nossos portos o
mcihor agasalho e os maiores favores.
Allega-se porm, que antes disto o Brasil ti-
nha dado um grande passso para a abolico, c
os partidos origam tomando para si o mrito
dessa accao. Pobre Brasil Deu o passo como
o emperrado a quem uma forca superior a ar-
resta at onde de sua voulade, Esse passo de
aue se falla com tanta vangloria. foi a cessaeo
o trafico, que foi imposta forca dos canbes
de Lord Palmerston e insultos dos cruzeiros de
Inglaterra bandeira brasileira nos portos do
Brasil.
Foi o caso:
O tranco se fazia com mais que escndalo, co-
mo j disse, com ostentaco de um publico com
murcio ; os armazens eram cheios de genero es
cravo, a venda se cfl'ectuava todos os das como
de outra qualquer mcreadoria.
Os piratas negreiros eram tantos, que os cru-
seiros ingleses .nao os podiain pegar todos sa-
gazes como eram para escapar e se abrigar nos
mil portos do Brasil, onde encontravain seguro
amparo, porque nelles nao podiam entrar os ca-
nbes dos inglezes.
Os cruzeiros orasileiros erara gmente pro
formula j o disse, e para o inglez vir, lii que vem este dito) por que todos se lerabra-
vam da demissSo e perseguico (roe sofl'rera o
ofiicial da armada que fez uma presa dos piratas
africanos.
As reclamoges da Inglaterra, que couhecia
todos os desembarques de escravos que se fa-
ziam as costas do Brasil eram constantes. A
todos o governo brasileiro responda que nao
podia comer nem empedir os desembarques,
e menos perseguir dentro do paiz o commer-
cio dos africados assim introduzidos ; porque
n5o achara apoio algum no povo nem as auto-
ridades.
Entfto lord Palmerston offereceu ao nosso go-
verno fazer a Inglaterra a polica interna no
Brasil contra o trafico, e excedendo os scus cru-
zadores dos limites do tratado, leve o governo
brasileiro de reclamar por sua vez e como os
actos da Inglaterra erara reiterados no mesmo
sentido, redobradas foram as reclamaces do
Brasil ante o governo de S. M. Brilannica.
Depois de muitas notas trocadas, houve inter-
pellaao no parlamento inglez, nao me lunibra
bem em qne sentido, mas a respeito do trauco
brasileiro.
Lord Palmerston respondeu com muita vehe-
mencia contra o nosso governo, qualificando de
f puntea a f do Brasil; chamando pouco mais
ou menos o governo brasileiro de hypocrita, que
protega escandalosamente o tranco, dizendo
que o nao podia conter contra a opinio unni-
me do paiz.
A onrquenctn de tudo foi entrarem os cru-
zeiros inglezes pelos nossos nos em persegui-
fadopiratas-negreiros. Umuavio carregado
de negros e coberto com a bandeira brasiTera.
foi apprebpndido assim dentro de um desses
portos que davam desembarqueaquella mercado-
ria, a bandeira foi arreiada pelos appresndores
e picada a espada.
Desde entao acabou-se o trafico, porque desde
ento o governo brasitairo teve forca para per-
seguir os culpados do trafico, e foram leva-
dos ao jury muitos, sendo appellados e absolv-
aos, tendo estado na cadeia rauito mezes, e gas-
tando muito dinheiro.
Assim acabou-se o trafico, porque os ltimos
desembarques que se deram foram muito perse-
guidos.
E no enlanto, as glorias dessa facanha devido
aos canhes inglezes e ao impeto de lord Pal-
merston, quando quena castigar as nnces de
falsa f, como fez tambem uma vez com a Gre-
cia, gloria que a nossa vergonha, cada um dos
dous nossos partidos a reclama para si.
Foi depois disto que veio a guerra abolicio-
nista dos Estados-Unidos, durante a qual eu j
disse como se portava e pensaba a respeito o no-
vo brasileiro.
Depois da guerra da abolico nos Estados-
Unidos todo mudou no Brasil. De poucos par-
tidarios do norte que aqu havia, o seu numero
passou logo a crescer muito. O xito, o xito d
muita razo quelles do viva quem vence, que
constiluem a grande maioria principalmente do
nosso povo. O proprio governo brasileiro, de
partidario fortissimo que era do sul, passou logo,
a indinar-se para o sentimenlo da aboligo.
Ainda Davis, presidente da confederaco do
sul, nao final sido aprisionado e corra a reu-
nir os restos de seus exercitos derrotados e na
mais completa debandada. depois dessa grande
batalha que ia ser o termo da guerra, quando
aqui cliegou a noticia dessa tremenda derrota,
roinpeu logo um cao'o de alegra, de um cora-
cao que, oprimido at entao como que por um
peso imnenso ^entia-se livre para a maior ex-
pan->.
Fermitam me que transcreva este canto, que
nao sei como o qualitiquc seno como uma
grande nota do sentimento i
Estados-Unidos.
I
Triumpha a liberdade ua Americ*!..
Triumpha uo orbe inteiro I...
Hozana !
Cantara os povo6 oppresios!
Hozana '
Enta a raga maldita !
Triumpha o sangue do Golgota, ha tantos
ceutos de annos derramado I
A diviudade da palavra pacifica nho supplan
ta os sonhores : o sacrificio de ros de sangue
faz do? homens irm '<
II
Levanta-se a luz no Oriente e camiuha para
o Occaso. Alli sao os soberbos senhores, di
quem fogem os povos opprtssos. Alli sao os
ceges de orgulhoq-ie resisten) luz syntlaute.
. Aqu se libertara os povos" e se faicra varan-
tes e fortes.
.. Aqu nao esperara a luz vio em busca della
ap scente.
Bocontram-a luz e os seuliores Uo ousada-
dos como cobardes.
A luz Iluminaos livres valeuteg. enlouquoce
os cgos de orgullio. '
B* d-> miniares ilc annos aiuvasio do.Onen-
te pelos povos do Occaso; na- a Europa i#va-
sora ao nascenti, nao 6 inda a trra a libertar
vos captivos.
- III ___^,
Grande povo se formou le opprimidos, emi-
grados ao w\o mundo ; l no norte on
trella polar, mostra aos povos-o rumo do- livres.
. Graml ralalo, qu
bra a todo o mundo; to gnerreiro e const
na paz, seu
immcn wb ?
anta em seu scio, e tao
grande como o mundo nao vira.
i norte, da redemp-
Cao dos captivos, da liberdade dos fracos.
- Os soberbos senhores na Borona sustentara
a lueta peles soberbos senhores na America; os
oppressos'ila Europa emigram America u tra-
zcr lucta seus uracos em pro! da causa, dos
livres.
Nao sejoga o destino de um poro smeate
nessa lucta assombrosa : todos tem nella seus
olhos, e a esperanca na brilliante estrella do
norte.
IV
Soaaora tremenda que abale os soberbos
senhores. Toraam-se todo de sustos e tremem
de medo, sentindo seu orgulho abater-se.
Nao fra em vio que osoppressos na Euro-
pa trouxerara seus bracos aos livres da Ameri-
ca ; e os senhores que. sustentaram outros se-
nhores, nao podem ncar impunidos
Elles ternera caminhe do mnudo dos livres a
liberdade aos opprimidos na/ Eurqpa\ e inva-
dem o solo da Aiaerica a planta; o poder dos
senbores. () Nunca livre ser o novo mundo
com os soberbos senhores na Europa.
Cliega pois a hora treraeuda.de dobrar a
cerviz dos senhores. E'a hora da grande des-
forra do povo livre e valente.
i E a luz ao Oriente o a trabe, 8 03 povos op-
pressos es chraam.
. E os senhores estrugem na Euroiia ; e os
que o se em trras do novo mundo, tqmam a
cor da flor de algodi.
Sao tremendas as contas a dar ao povo va-
lente e potente, que levantau do seio da paz. -
V
" O gigante dorma tranquillo, esembemeo-
nuecer sua forca e poder : o despertara senho-
res iuiquos e se levanta indmito, audaz.
Seus recursos esto em seu seio, seu poder
onde lia bracos fortes de povos oppressas^co-
races que querem ser livres.
Onde a cruz do mais santo se alevanta, nao
lia povo escravo por gosto : aresgate do samo
nos s.v-vros se effectua nesta* hora grandiosa.
VI
Abatei-vos soberbo*vsenl)bre3. que o po-
vos do orbe christo lera seus olhos litados ao
norte do Novo-Mundo; que a estrella polar mais
se abrilhanta para ser o rumo Jos povos oppres-
sos.
.E-
Hosana I
- J cantara estes povos.
E com elles a raga maldita, redeuiida ao se-
.nhob entoa
" Hosana I...
Affonso d Albuquerque Mello.
(Diario de Pernamhuco de 10 de Margo de
1873.)
Terminada a guerra daAuio pela pr3o do
presdanle da confederago do sul Davis e pela
do general Lee, o espirito aoolicionisla comegoo
a ter algum desenvolvrmcnlo o sentimenlo pela
aboligo a excitar-se e a apparecer alguns lam-
pejos mdividuaes, expresso deste sentimento ;
mas cora echo muito timido, porque quilquer
propaganda formal seria escanlalosa ousadia,
contra esta instituirao para os interessados, to
necessaria quanto della dependa a vida econ-
mica do paiz, segundo eltes entendiam.
Foi ento e ao meno- nao muito depois, que
as sociedades de Pars a que pertencia o impe-
rador, comegaram a lhe escrever pedindo-lhe a
sua cadjuvago para a extineco da escravidao
no Brazil.
Este passo alias agradavel Sua Magestade,
como se percebes foi animando pouco e pouco,
de longe em longe a manifestacao abolicionista,
embora ainda muito tmidamente.
Sua Magi;stade foi a Europa pela primeira
vez. O partido conservador estava no poder.
Eitre nos os partidos quando esto de baiso
esperami contara todo da subir e de tudo tirara
motivo que oceasione a sua ascenso.
O partido liberal contav que a viagem do im-
rador dara lugar a sua ascenso, porque diziam
elles que Sua Magestade nao podia partir dei-
xando os conservadores no poder.
Quando Jia qualquer esperauca da subida de
um partido, os escriptonos das redaeces res-
pectivas se enck.'m_de correligionarios lodds os
dias ; quando passa petrtvmalogro. a esperanga e
vem o desanimo, essas salaV-iu^im desertas. -
Parti Sua Magestade e nao chltawj^os libe-
raes ao poder. 0 desapontamento foi uWu*%
simo Nesta provincia queixayam-se at dos re-
publicanos de terem por este tempo muito "res-
friado a sua propaganda, que se fora moisfocte
e vehemente no imperio, o imperador nao par-
tira para a Europa sem dexar o partido liberal
no poder. .
Durante o tempo que S. M. arldupela Europa.
o Dr. Epaminondas de Mello, de saudosa me-
moria, principalmente para os libertes, [mp
leoninos) estava so/m/w-oo escriptorio do Liberal
Pernambucano, orgo do triste partido, oceupado
de sua redarlo e publicago, para nao deixal-o
morrer. *
Nem viva alma appat-aua ao oscriptorio da folha
ou casa do directorio do partido. Appar.ecia porai
um abolicionista que levava ao Dr. Epaminondas
um ou dous artigos por semana fazendo propa-
ganda q le para aquella poca i era rauito forte,
e que o fallecido doutor, ejabra reccioso do6
matutos senhores de escravos,. fazia publicar na
parte dos Apedidos.
Nao obstante todos as oas o Dr. Epaminondas
recebia reclamaces dos amigos liberaes contra
quelles artigos abolicionistas, ate que vio-se na
necessidade de suspender a publicago, que nao
me lembra quanto tempo durou, parece-me que
foi pela volta do imperador, quando de novo
contando o liberal partido subir, de novo enchia
o escriptorio ou sala do directorio do partido, e
assim como aqui, as outras provincias.
E ebegou o imperador, e nada de chamar o
partido. Veio o esmorecimento e o desengao.
Foi quando se foi fazendo um pouco mais
activa a propaganda abolicionista, com assenti-
mento ou animagao do imperante, sem cujo apoio
nenhuma revolugo ou grande feito vingou no
Brazil, nem foi pelos brazueiros praticado.
Felizmente da cansa da aboligo constituio-se
o imperador o primeiro adepto depois da aboli-
go norte-americana; seno ella seria feita no
Brazil pela morte do ultimo e-cravo, e isto por
que os canhes de Lord Palmerston tinbam aca-
bado o trafico, fazendo a polica dos nossos por-
tos, como j o expuz, e todos os que nao sao
mogos, o sabem erabra por tola verdade ae
macaqueado patriotismo, digara todo dia cousas
diversas.
Animando-se a propaganda com o apoio ou
proteceo do imperador, chegou ella a produzir
a le que libertara o ventre escravo, com fortis-
sima opposigo dos senhores, principalmente dos
fazendeiros e mais ainda dos do sul do imperio,
e com formidavel esforco" do imperador por meio
de seu governo, testa do qual Bio Branco,
sendo Jo.o Alfredo um dos seus membros.
O imperador parti de novo para a Europa e
quera cnegar l com a noticia da sanego da urea
lei (a do ventre livre) para comparecer airoso
as grandes cidades do velho mundo, principal-
mente diante dos seus companheiros das so-
ciedades identificas a que pertencia e per-
tence. s ^
Na ausencia tljpioeradora lucta as oaaS-
ras, principalmente uJ UdS UPp**^^i3flrrazer
passar o projecto da l?i, foi grandsima. Che-
gou-se a comprar o voto de um deputado, a quem
se pregou formidavel calote. Faga se idea do
quanto mais se fez. Por fim passou o projecto
quasi afogando-se e foi sanecionaa* pera prin-
ceza imperial, com mil eslrondosos elogios, dei-
xando. porm, o rancor no corago dos senhores
de escravos. e o descontentamente ao senti-
mento dos abolicionistas que quenara muito
at tudo.
D'esse descontentamente resultou a contina-
cao da agitacao abolicionista, sendo os mais
fortes e que por isto se constituirn"! seus prin-
cipaes chefes, Joaquim Nabuco e Jos do Patro-
cinio, o negro e o branco de quem nos oceu-
pamos.
Pagamos aqui uma pausn nesta 'historia para
continuarms mais adiante o nosso assumpto do
uegro e do branco.
Becife, 16 de Janeiro de 1880.
Affonso de AUtuquerque Mello.
pa'z, e assim o contexto ele seu fblheto
nao se podor qualificar de suspeito, ou
viciado.
O publico, portanto, que o lea at-
tentaraente e ento depois se certificar
que este nosso pronunciamento p<5 teve
por objectivo convidar sua beile+ol at-
tenco para o fblhetoKHIMfoamentos
COHPROVADOS que temos rjr8e'te, e cu-
ja rpida leitura logo nos impressionon
convencidamente.
Veritas swpetr omnia
Recife, Janeiro, 1889.
# ## #
movido par a directora 'do Prolon
ment da estrada de ferro da Babia.
Precedido de uma exposicao ligeia, pu-.
rm, convincente, e succedido de doze do^
camentos officiaes, alm de alguna outroa>
escriptos referentes ao alvo que teve em
vista o seu autor, e*sse fblheto, de publica-?
cao ntida e de linguagem ipBre derada, tornon bem evidenciados 9- d6
perdicios de dinheiroa do Esado, qae*c
deram na administraeio antecedente a do
Sr. Dr. Pires Ferreira, Salientando en*
seu histrico taes esbanjamkntos com-
provados,--, e relatando os muitos'desa-
certos de seu antecessor, na drec$2o d'a-
quellas estradas de ferro, osse honrado-
engenheiro deixou igualmente provado
quej administrou interinamente as mes--
mas estradas sem desvio de conducta,
administrativa, o com uma rigorosissiaaa
economa, e finalmente, que, sem razo
de ser, seu antecessor, o invectivou no
Jornal do Commercio, da C6rto en artigos
que publicou posteriormente a sua desti-
tuiao do cargo de director, e nos quaes
ousou at com arrogancia inquerir das
causas desse acto ministerial, que qualitr-
cou de prepotente...
Discutindo luz de todos os factos.
traduzidos em documentos officiaes, e sem-
que se desviasse do que lhe impunharn a
sua ednoagao e cavalheirismo de pessoa e
de carcter spartano, o Sr. Dr. Piras Fex-
reir, pondo de parte minudencaaijac
nao vinham ao caso elucidar, desenvolveii-'
se em suas nanifeatagSes por modo a con-
vencer, e no a tornar suspeitosa a siui
elucidago. Para esse fim, que o mais
adeqnado a quem s cogita estribnr-se nos
meios regulares de accSo, o engenheiro.
Pires Ferreira, nSo se poupou a coorde-
uayao autorisada pelo governo d docn-
mentos que comprovassem o que S. S. re-
ferio era saa expos5llo Ao governo e ao:
?'
Elixir depura-
Formula de Angelioo Jos
dos Santos Andrade
Approvado pela Inspectorio Geral d Hjr-
iene Pnblica^o Rio de-TaseirO' em 20
eTuffio de7s9f. -
Este depurativo de grande eficacia naanMr-.
lestias syphiliticas e impureza do sangue ; aaaun
como era todas as molestias das senhoias.
Tem curado radicalmente muitas pessoas ac-
cmmettidas da terrivel molesti beriben.
MODO DE- USAR
Os adultos tomaro qu'itro colheres das de
sopa pe| mauh c quatro noite. As crtangas
de 1 a 5 annos tomaro uma colber pela manli
e outra noite, e os de 8 a 11 annos temario..
duas colheres pela maulla e duas noite. De-
verao tomar ranhos fro ou mora pela iwmhfi -e*
noite. H esguardo regular.
Encontra-se venda'na sagaifa dos Srs.
Francisco Manoel d 'Silva & C.. ru Mrquez de
Olindan. 23 e puaanacia OrientaL ra Esir*-
ta do Rosario n. 3.
O autor deste preparado pode ser procurado
na ra do Karo da Victoria n. 37, onde seca en-
contrado para dar toda e qualquer explicaran
que for precisa. -^
A(ro Jh. Sr.Cumprrado um devar de gratido
venho potmeio d'asta pedir a V. S. para que ae
digne mandar publicar este meu esenpto.
A alegra que experimento n'esta occasao'!
pelo faliz resultado, que obtive com o afamado:,
Elixir Depurativo, preparado pelo Sr. Angelioo
Jos dos Santos Andrade, immensa, e faz-rae
cr* que as virtudes d'esta jnilagrbso remedio
sem igual, e um veedaduiro leataurador da saude
humana, como vou relatar :
Ha cerca de 8 mezes pouco mais ou menos,
proveniente de molestias recolhidas, fui seria-
mente accommettido de dous horriveis males.
Priucipiei a sentir grandes .dores rhuraaticas.
a:ompanhdo de uma tosse secca, fro, fehre,e
dor de cabega, que bastante me incommodava
recorr ento diversos mdicos, nns diziam
isso nao nada, outros porm me.diziam, a sua
molestia 6 bastante grave, mas todos eram de
accordo que eu uzasse do Xarope Gilbert, eu
Bies responda.: muito obrigado Srs. doutores,
nao tomo, porque" nao qnero arrestar com as
suas consequencias, uzei ento da Salsa Caroba
cabacinho, da qual torne* 30 frascos, mas re-
tir) Allude a Maximiliano no Mxico.
Esbanjamontos
dos
eomprova-
Com este titub sahio hoje uz d;. pu-
blicidado um folhto com setenta e cinco
paginas em 4o do Sr. Dr. ntonio de Sani-
Pires Ferreira, ex-director e enge-
nheiro ebefe das estradas de ferro do
prolongamento. de Palmares Garanhuns
e do Recife Caruar e ltimamente re-
conhecendo.eu ser impotente para vencer a o-
gem do mal,accre^ceado mansque estandoin- -
trevado no leito da dF entre a aescrenga de me
Ihoras e o soffrimento continuo,- principiei a
sentir um corpo extranho no polmao esquerdO'
do qual me sabiara dores agudissimas que mal
podia respirar; quando eu calcava comamSo
sobre a parte superior do .corago aeotia a es-
pecie de ura bolgo ou tumor mover-se^ roncar,
phenomeno este que nSo sei como quallillcar.
Nessc terrivel estado, sem esperanga de vida,
foi um amigo o Sr. Jos Luiz Goncalves bordo
do vapor ia^iaah, aoade-sou dispeuuiro, vi-,
-itar-me, e vendo o mea estado-feuib^a-Me-er"
seu preparado, incutio-mu unu pequea ospe-<
ranga sem perda de tempo mandei-o buscar; 0>-
effeito benfico nao se fez esperar, provocan-
do-ae um grande abalo que- estive para o aban-
donar, mas lembrei me que estava a borda em
viagem para o norte e nao tinha outro recurso,
felizmente fui inspirado e continuei a usar.
No terceiro dia a tarde estando um pouco^vc-
xado no convez tossi e botei uma golfada de pa
(materia), com alguns minutos botei outra, em-
lim na terceira golfada veio puz misturado com
sangue com qne alliviei consideravelmente.
Incontinente toraei asextadoseeaocahirden
tro ardeu-me rauito o lugar, mas foi a mmha
salvaco porque cicatrkou a parte offendda.
\ffiango ao Sr. Andrade que este meu trata-
mento uma verdadeira maravillia, pois que em
menos de oito dias liquei livre de todos os meu
sorriraento. -
Hoje qne cont o lim da terceira garrafa aehu
me forte e apto para tudo.
Aproveito pois a occasao para por a disp
le V. S. os meus (Hiuinutos preslim
De V. S. amigo e obrigado.
Recife. li> 'le Agosto de 1887.Manoel I. Aran
te*
N. :5o
lllm Sr Angel no Jos dos Santos Andrade.
Tendo soffrkte por espago de dous anuos de in.
(jamn intestinos depois de ter usado d*l
limaos remedios sem resultado algum,
mi que usasse do seu Elixir
Sangue com tanta felieidaft
ne julgo salvo de
soffrita
A" vista do prodigio que obtive cora o
parado fui ao Recife comprar mais duas
las para appcar & uma senhora que o



\


Diario de Pernambuco -Quarta-f eir 23 de Janeiro de 1889
^

I
'i I
I

I



lado era bastante grave, porque soffria de urna
horrivel erupeo na pelle e tendo escotado a
medicina sem resultado. Usando do seu Etixir
em pouco tempo obtive grande resultado que foi
para inim um verdadeiro assombro, mas acaban-
do-se e precisando de continuar cora seu trata-
mento, nao podendo ir ao Recife, mandei um
.portador buscar mais outra garrafa, mas o que
aconteceu ao portador em lugar de ir buscar a
dita garrafa na ssa casa, engallado, foi em ou-
tra e venderam-Ihe o remedio falso, pois o doentc
engaado foi usar d'elle, transtoraou-lbe todo o
trataraento a ponto de flear incbada; de lasti-
mar que naja homens de m ndole, que por
meio da fraude prejuJiquem assim a saude do seu
prximo.
Podera fazer o uso que convier d'este raeu
escripto que s contm a pura verdade.
Estava sellada com urna estampilha de 300
ris e i n til isa Ja da maneira seguinte:
Engento Matapiruma, 27 ce Novembro de
1883. -Joohuano Cordeiro Lint.
Como testemunha, Jos Francisco Xavier da
Sdva.
Reconheco a firma retro, por seroelhanca.
Recife, 9 de Dezembro de 1585.
Em testemunho de verdade (signal).O ta-
bellio publico, Apolinario Florentino de Albu-
querque MaranSo.
N. 36
lllm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
Faltara a um sagrado dever se deixasse de
Ihe communicar urna grande e millagrosa cura
operada em mira, abaixo de Deus, pelo seu po-
deroso Elixir Purificador do Sangue, como vou
relatar.
Ha nove mezes, mais ou menos, appareceu-
me urna berruga sobre a face direita que bas-
tante me iucommodava desejando ticar bom de
raeu sofTriraento sujeitei-me a ser operado pelos
illugtre8 e principaes mdicos d'esta cidade, os
quaes tiveram a infelicidade de me dizerem que
nao me garantiara a vida e declararam ser um
kisto supurento; dia para dia me lavrava o rosto
e tomndome o olho, sujeitei-rae a outros trata,
raentos sem obter d'elles o menor lenitivo, aos
meus soffrimentos; um amigo, em boa hora,
lembrou-me o seu preparado, sem perda de
tempo principiei a usal-o, o effeito benfico nao
se fez esperar, porque com sete garrafas julgo-
me salvo de to horrivel e perigoso soffrimento ;
para que a humanidade possa gosar de tito be-
nfico remedio, face a presente declaraco e au-
toriso-o a fazer d'esta o uso que llic convier.
De Vmc. criado e obligado.
Recife, 12 de Dezembro de 1888.Joo Au-
gusto Costa.
IV. IOS
siau Florida de Murray e Lannan
J l vai esse tempo em que por meio de bem
elaborados e engenhosos annuncios nos jornaes
pblicos, se alcancava o empalmarse e introdu
zir-se um artigo inferior aceitaco publica.
As essencias ordinarias e de urna emanac&o
acerba, fabricadas de leos baratos, sao hoje era
dia umversalmente rejeitadas em despert de
todas as impressas certides comprovativas ; era
quanto que este admiravel e riquissimo perfume
e cosmtico, composto e extrahido por urna res-
peitavel e responsavel firmade raras e delica-
das flores e plantas na'urae*;, e sobremaneira es-
timado na America do Sol e Mxico, de preferen-
cia a todas as mais perfumaras e aguas chei ro-
sas -vai granjeando e adquirindo para si de dia
em dia nova fama, novos triuraphos por
meio de todas as classes do mundo civilisado,
sem outra recommendacAo mais do que a sua in-
contestavel excellencia.
Nenbuma senhora, a qual baja espargidoal-
gumas gotas desta deliciosa essencia floral sobre
o seu lenco, ou haja usado a mesma n'ura estado
de diluico, como um cosmtico; por certo he-
sitar um s instante em perfeitamente coincidir
com as senhoras e senhoritas da America Hes-
rtiola, as quaes a teem usado para mais de
Minos, mediante urna completa exeluso de
toC S qualquer outro perfume.
Com--|!araDlia contra as falsificacoes obsrve-
se bem que qs nomes de Lampan & Kemp ve-
nham estampados "enr*4elras" transfftrpentes- fiO"
papel do vidrinho que serve de envoltorio cada
garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
d*
Inglez e francez
Cunos das 7 s 8 horas da manhl e das
5 as 6 da tarde: ra da Aurora n. 37,
2." andar.
COMERCIO
Collegio de Santa Lucia
Continuam a funccionar as aulas deste concei-
tuado collegio, sito ra Visconde de Inhauma
(antiga do Rangel) n. 18, 2* andar, j tao van-
taiosamentc conhecido, onde se da esmerada
educagao, propra do sexo feminino.
Pelo seu prograrama sito admitidas alurauas
pensionistas, meio-pencionistas e externas, pelo
que tem um corpo docente bastante habilitado e
o predio acha-sc em boas condicoes tanto de hy.
giene, como de acommodacoes
As mensalidades sao razoaveis c pagas adian-
tadas.
AVISO
O Dr. Rawlinson, cirur-
giao dentista, avisa aos seus
clientes que mudou o seu con-
sultorio para a rua do Barao
da Victoria n. 18, 1-andar.
--------------^------------
Antonio Gomes de Oliveira e Silva, se-
guindo para Europa no vapor La Plata, e
nao tendo podido se despedir pessoalmen-
te de todas as pessoas da sua amisade, o
faz pelo presente.
Outro sim, avisa quelles com quem
tem transacc3es, que deixa encarregado
para tratar seus negocios o seu socio An-
tonio Fernandes Silva.
-------------^-------------
Lyco Triadelphico
54-RUA DO HOSPICIO-54
A directora deste estabelecimento de educacao
communica aos paes de. suas alumnas que as ay
las comecarara a funecionar desde o da 15 do
andante.
Contina a receber alumnas internas, semi-m-
ternas e externas, garantindo que empregar os
mesmos esforcos pelo aproveilamento e bem es-
tar de suas alumnas.
Recife, 20 de Janeiro de 1889.
A directora,
Francisca Teixeira de Mello.
--------------d*---------------
Baudelra e novenas de \ossa
Senhora da Saude do Poro
da Panella
No dia 23 do corrente, s 7 li2 horas
da noite, ter lugar o hasteamento da ban-
deira da Excelsa Senhora da Saude com
todo o brilhantismo devido a mesma vir-
gem, cujo sahimento ser da igreja, sendo
o estandarte sagrado acompanhado por se-
nhoras e meninas, estando o pateo previa-
mente embandeirado e Iluminado, finali-
sando o acto com um pequeo, porem ela-
borado fogo artificial do celebre artista
pyrothenico Tito Francisco de Mello.
Do dia 24 do corrente ao Io de Feve-
reiro terao lugar as novenas, rindas as
quaes serSo cntoados cnticos sagrados
em honra da Virgem da Saude, cujos ver-
sos cantados pela Exma. Sra. D. Fran-
cisca Carolina Carmo Lins em obsequio a
commissao, acompanhados a piano, e coro
por lindas e prestimosas mocinhas.
Em todos os actos tocar a banda mili-
tar do 2o batalhao de infantaria.
Todas as noites haver fogo artificial
pelo mesmo artista Tito.
0 programma da festa opportunamente
ser publicado.
Institution Francaise de
Demoiselles
RA BARAO DE S. BORJA N. 50
As aulas deste collegio acham-se aber-
tas desde o dia 7 de Janeiro de 1889.
A directora,
6. Adour.
Curso primario e preparato-
rio
i. II. l'nn
ua Larga do BoMarlo
dar
Estao abertas as aulas deste curso desde o dia 8
J<^orrente mez.
O director,
Camerino Sobrinho,
Gollegio Amor Divino
Rua da Impcratiii a. SI
As aulas deste estabelecimento dedicado a
instruccao das mancas do sexo masculino abrir-
se-bao no dia 7 do corrente.
A directora,
Olympia Afra de Mendonca.
---------------------------*--------------------------
Lugar s proas!
Quardo mesmo nao tivessemos o traba-
Iho de vir trazer ao conhecimento do pu-
blico a noticia das muitissimas curas ope-
radas pelo Peitoral de Cambar, de Souza
Soares, basta va que os proprios beneficia-
dos por tao poderoso remedio se encarre-
gassem de lhe divulgar as virtudes.
A voz do povo a voz de Deus, por
esta razio nada mais do que elle preeiso
para constituir a gloria de um preparado.
O attestado que se vac lr mais urna
prova do que levamos dito.
Eil-o :
Attesto que se minhas filhas, Iso-
lina, de 8 annos de idade, e Silvina, de
5,softriam ha inais de tres annos, hor-
rivlmente de asthma, que lhcs vinha por
acce8SOS amiudados e tao fortes, que eu
julguei em muitos d'elles, ter-8e approxi-
mado o termo fatal de suas pobres exis-
tencias. Depois, porm, que usaram o
Peitoral de Cambar, preparacao do Sr.
Jos Alvares de Souza Soares, em Agos-
to do ano prximo passado, s Silvina
foi atacada ha quinze dias, de um novo
accesso, que cedeu promptamente ao mes-
mo peitoral.
a Tuto o que digo verdade e o juro,
se preciso fOr.
Pelotas, 10 de Marco de 1879.Mi-
guel Antonio dos Santos. (Pelotas.)
Este importante medicamento vende-se
em casa dos agentes Franeisco M. da
Silva & C, rua Mrquez de Olinda n. 23,
que o vendem a 2i5500 o frasco.
Collegio de S. Miguel
Rua do Visconde de CaniaragJ-
be n. 53
Aos respeitaveis paes de familias parti-
cipa a directora deste novo estabelecimen-
to de instruccao para o sexo feminino,
que abrir as aulas no dia 14 de Janeiro
de 1889.
A mesma promette aos paes que lhe
confiarem suas filhas esforcar-se por lhes
dar urna educacSo primorosa, solida, reli-
giosa e domestica.
A tratar, do 1* de Janeiro no proprio
estabelecimento, das 2 da tarde s 7 da
noite.
A directora,
Emilia A. de Mendonqa
Oculista
Dr. J. Correia de Bittencourt, oculista
residente na corte, ex-chefe de clinica
ophthalmologica dos Drs. Wecher e Pa-
nas em Pars e do professor Hirschberg
em Berlm, tendo regressado de sua ex-
cursSo s provincias do norte, demora-se
alguna mezes nesta capital no exercicio de
sua especialidade.
Consistorio c residencia rua do Barao
da Victoria n. 23 Io andar. Entrada pela
Gamboa do Carmo.
Consultas das 12 s 3 da tarde. Gratis
aos pobres.
-----------------,?_----------------
Curso preparatorio
Esmeraldino 0. T. Bundeira lecciona em col
legios e casas particulares^ as materias seguin'
tes : portujuez, francez e inglez (nratica e theo"
ricamente), aritbmetica geograpiid.
Pode ser procurado rua do Imperador n. 38,
1 andar.
Advog-ado
I
SOS
Revista do Mercado
Recife, 22 de Janeiro de 1889.
Pouco movimento.
No mercado houve poucas transaccoes.
Na Bolsa foram negociados 6 ttulos a divida
publica nal, do valor de 1.0004 cada um com o
descont de 7 />
Foi vendido um lote de algodo.
Bolsa
C6TACOE8 OFFICIAE8 DA JUMTA DOE COR-
RECTORE8
Recife, ii da Janeiro de 1889
A plices geraes de 5 0/0, valor de 1:000*000 a
9301 cada urna.
Na Bolsa Venderam-se
6 aoohces geraes.
O presidente,
Candido G. >Icoforado.
O secretario,
Eduardo Dubeux
Cambio
Nao houve alteracSo as. taxas dos Bancos,
sendo como honten, 27 i/2 e reservadamente a
27 9/16.
O papel particular esteve escasso para o mo-
mento a 27 3,4.
No Rio a taxa geral foi 27 1/2 bancario,
recendo os bancos inglezes 27 9/16.
O papel particular foi passado a 27 11/16.
Mercado firme.
TABELLAS AFFIXADAS
offe-
Algodio
Foi cotade o de i* sorte do seruto a 6*200.
exportacao feita pela alfandega neste mez
o da 19, subi a i.093.536 kilos, sendo...
A
at
2.07i.03i para o exterior e 22.502 para o inte-
rior.
As entradas verificadas at a data de boje so
oem a 17.477 saccas, sendo por:
Barcacas.
Vapores.....
Ammaes.....
Via-ferrea de Caruar.
Via-fcrrea de S. Francisco.
Via-ferrea deLimoeiro
Somma.
1.436 Saccas
1017'
5.838
475
. 571
8140 .
17.477 Saccas
Pelo brigue portuguez Armando, foram re
medidos 79 fardos e 1.525 saccas para o Porto.
Assnear
Os precos pagos ao agricultor, por 15 kilos, se-
cundo a Associaco Commercial Agrcola, foram
os segmntes:
Brancos
Someno .
Mascavado purgado
nruto.
Rtame .
21100 a
1*700 a
1*140 a
1*800
14300
14240
-mUTIT!
5 3 "
i. I
s a? *
e 3. g
rx

* 8?
J
A exportacao, feita pela alfandega, neste mez
at o da 19, attingk) a 11-863.449 kilos, sendo
f7.188.569 para o exterior e 4.674.880 para o
interior.
As entradas verificad&s at a data de hoje so-
bem a 198.583 saccas, sendo por :

Colonia Isabel:
Branco 1*
2' .
3" .
Someno
Mascavado .
Usina Pinto:
Branco 1"
. 2* .
Someno
Mascavado
4900 a 14000
24500
24300
24000
14800
14400
24400
24300
14700
14340
Barcacas.
Vaporea .....
Ammaes.....
Via-ferrea ie Caruar-
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea do Limoeiro
Somma-
75.665 Saceos
9.230
11-065
73.470
29.153
198.583 Saceos
!-
Illlii
t
w
5 -e.
?

0 brigue portuguez Armando. levou 4 sac
eos e 20/4 barricas com assucar branco e 3 sac-
eos com dito mascavado para o Porto.
Couros
Para os salgados seceos houve offertas a 385
ris.
Agurdente
Mantem-se a cotaco nominal de 704000 por
pipa de 480 litros.
Alcool
Foi colado nominal de l*54000por pipa de 480
litros
Hel
Cota-se a 504000, nor inal por pipa de 480
litros.
Paula da alfandega
SBXAKA i K 21 A 26 DE JANE1BO D 1889
Vide o Diario de 20 de Janeiro
ararlos earga
Barca norueguense Elkxer, para Rio da Prata,
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata com especiali-
dade de molestias de senhoras e creancas.
Consultorio e residencia rua da iinpe-
ratriz n 18, Io andar.
Consultas de 8 s 10 da manha.
Chamados (por escripto) i qualquer hora.
TELEPHONE N. 226
Brigne portuguez Calcuta, para Lisboa e Porto.
Lugar americano Arthur C. Wade, para Estados-
Unidos.
Patacho inglez Peggie, para Mentevido
darlos desearga
Barca portugueza Novo Silencio, varios gneros.
Barca norueguense Friia, carvSo.
Barca norueguense Frilhyof, carvo.
Barca noruaguense Professor, madeira c breu.
Barea ingleza Ilelen Izubel, bacalh \o
Barca americana /. F. Rottman, carvJo.
Brigue dinamarquez Catharina, varios gneros.
Brigue sueco Pepita, carvo.
Brigue norueguense Rertha, carvo.
Lugar inglez Nelly, bacalho.
Lugar americano H, i. Blenderniman, farinha
de trigo.
Lugar inglez Fforence, bacalho.
Patacho sueco Amor, varios gneros.
Importacio
Vapor allemio Hamburgo, entrado de Ham-
burgo e Lisboa, em 21 do corrente e consignado
a Borstelmann & C, manifestou :
Carga de Hamburgo
Amostras it volumes a diversos. Arroz o0
saceos a J. Ferreira de Canalho C. Agua
mineral 25 caixas a R. de Drusina 4 C, 1 a G.
Martins f. Agulhas 1 caixa a Francisco Pe-
trocelli Irmo. Azul ultramar 37 caixas a
ordem, 1 a G. Marlins & C.
Biscoutos 1 causo a G. Blackburn. Boles
1 caixa a Nunes Fonseca 4 C. Batatas 200
gigos a Paiva Valenle C. Bataneas 1 caixa a
Res Santos, 2 a A. D. Carneiro Vianua.
Cerveja 20 barris a C. Pluyn &.C. 6 ditos e 47
caixas ordem, 170 ditas a R. de Drusina. Cha-
peos de sol 1 caixa ordem. Cimento 500 bar-
ricas a estrada de ferro de Ribeirao a Bonito,
100 a Baltar Oliveira & C. Chapeos 1 caixo a
Raphael Das & C. 1 a Samarcos 4 ., 1 ordem
Cevada 40 barricas a Soares do Amaral Irmos.
Cartas para jogo* 2 caixas a A. Duarte Carneiro
Vianna. Cha 2 caixas a Pinto 4 C., 7 a ordem,
Conservas 2 caixas a Pinto 4 C. Cera 5 caixas
F. J. dos Passos Guimaraes. Couros 1 caLuSo a
Guimarftes < Peman, 1 a Eugenio Samico 4 C,
1 ordem. 5 a R. de Drusina 4 C. Caixinhas
para charutos 16 caixas ordem.
Drogas 5 volumes ordem.
Espirito 10 caixas a Pinto 4 C.
Frascos vazios 250 caixas a Manoel Lopes de
S, 543 grades ordem. 200 a Pinto J. F. da Costa. Flores artificiaes 1 caixa a R de
Drusina C. Ferragens 7 volumes a Antonio
Duarte C Vianna, 10a Gomes deMattos Irmos,
3 a Manoel Collaco C, 3 a Antonio Rodrigues
de Souza, 1 a C <* acksmami, 2 a Vianua Castro
4C. 3 a W. Halliday 4C. 1 a C. Fernandes 4 C,
1 a Browns 4 C, 5 ordem, 9 a Francisco Lau-
na 4 C, 7 a Ferreira Guimaraes & C. 1 a M.
Joaquim Ribeiro 4 C. 7 a Oliveira Basto 4 C. 2
a Netto i ampos 4 C, 1 a Guimaraes Speler, 1 a
G. Martins .* C 13 a Nunes Fonseca 4 C. 1 a
Baltar Oliveira C, 30 a V- Neesen, l a Albino
Silva 4 C, 2 a Salazar 4 C, 4 a Reis 4 Santos,
2 a Antonio Pinto da Silva 4 C, 12 a Miranda 4
Souza, 1 a Maia 4 Silva.
Gomma laca 3 caixas a G. Martins & C. Grai-
xa 2 caixas a W Halliday 4 C. Genebra 30 cai-
xas A>rdem.
Instrumentos de msica \ caixas a A. J. de
Azevedo.
Junco 2 feixes a Antonio Pinto da Silva 4 C.
Lpulo 2 caixas ordem. Liaba 1 caixa a
Manoel Collaco a. C. Louca 15 grades a Costa
* Medeiros, 3 caixas a J. de Macedo 4 C.
Mus'.cas 1 caixa a A. Lopes 4 C. Mercadorias
diversts i volumes a Francisco Petrocelli & Ir-
mo, 4 a Manoel Collaco 4 C, 28 ordem, la/.
Krause i C, 8 a C. Wacksmunn. 2 a Oliveira
Basto 4 C, 3 a Netto Campos C, 1 a G. Mar-
tins C, 5 a Gomes de Mattos 4 Irmos, 2 a
Maia Sobilnho 4 C, 8 a Felippe Duarte Pereira,
3 a baltar Oliveira & C, 9 a Prente Vianna
4 C, la A. D. Lima 4 C, 3 a Salazar 4 C, la
Azevedo C, 6 a T. Just, 1 a Preale 4 C, 8 a
Cura importante
So Kvm. Sr. Or. Cario* Scltencourl
O abaixo assignado sofrendo de um
estreitamento da urethra ha mais de seis
annos, foi operado pelo Sr. Dr. Betten-
court pela electrolyse, sem dr, e, graas
sua habilidade e manejos delicados,
conseguio ficar bom e radicalmente cura-
do em poucos dias, andando senipre a
tratar de seus negocios, pois que o Sr.
Dr. Bettencourt opera sem levar o doente
cama.
Pede desculpa ao Sr. Dr. Bettencourt
se com esta sua publicacSo offende a sua
modestia.
Goncalo Teixeira Guimaraes.
11 MEDICO HOMEPATA
)Dr. Ballhazar da Silveira
Especialidadefbres, molestias
das criancas, dos orgaos respirato-
rios e das senhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
ora da capital.
AVI*
Todos os chamados devem ser di-
rigidos pharmacia do Dr. Sabino,
rua do Barao da Victoria n. 43,
onde se indicar sua residencia.
Hippodromo do Campo
Grande
O abaixo assignado declara a bella ra-
pasiada, amante da folia e do bom gosto,
que tem contractado o Hippodromo do
Campo Grande para dar tres (3) grandes
bailes de ma caras nos dias 345 de
Marco prximo, dias de carnaval, sendo o
edificio Iluminado a luz elctrica, alin de
urna illuininacSo a giomo.
Outrosim, o edificio achar-se-ha deco-
rado ricamente, promettendo mais que dis-
tribuir um premio em cada dia de baile,
sob um sorteio, que se far no mesmo lu-
gar e hora designada.
Accitam-sc assignaturas para os tres
dias, com passe de ida e volta no trem,
pela quantia de 4^000.
Aguardamos o programma para ver o
que ha de bello e bom.
Manad G. Manhonga.
Nunes Fonseca 4 C, .11 a Antonio Duarte G
Vianna, 3 a Eugenio Samico 4 C, 1 a Maia, Silva 4
C. 2 a S. Fernandes 4 C, 9 a Leite Basto 4 C, 1
a Manoel Joaquim Itib-ira ''., 9 a R. de Di-u-
sina C, la Guimaraes ardozo 4 .,2 a Do-
mingos M. Martins. .Movis i caixcs a Sampaio
Cocino 4 C, 5 oniem, 1 Silva Fernandes .v -.,
o a Carvalho Jnior 4 Leite, 1 a Francisco Lau-
ria 4 C. Machinas 3 volumes ordem. Ditas de
costura 15 caixas a C. w acksmann, 8 a Antonio
Pinto.da Silva C, 21 ordem, 6 a Ferreira
Guimaraes 4 C, 12 a A. D. Lima 4 C, 9 a Albi-
no Silva v C., 5 a Netto. Campos 4 C, 12 a Go-
mes de Mattos Irmos, 13 a Guimaraes Cardozo
4C.
Oleo 2 barris ordem, 3 a Vianna Castro 4 C.
Objectos para litographia 5 volumes a Eugenio
Samico 4 :.
Papel de msica 1 caixa a Preale 4 C. Por-
ccilaua 1 caixa a Guimaraes 4 Perman. Prcgos 52
barricas a Ferreira Guimaraes 4 C. Peixe 1 cai-
xa a Pinto 4 C. Pinturas I caixa a Guimaraes
* Perman. Perfumara 1 caixa ordem. Pa-
Csl 4 fardos a Joo W. de Medeiros, 36 a Costa
ima C, 111 e 16 caixas ordem, 3 a Ramos
Geppert 4 C 1 a Nunes Fonseca 4 C, 2 a Pren-
te Vianna *C, 3 a Guimaraes Cardozo 4 C, 1
fardo a Antonio Duarte ameiro Vianna. Dito
de impresso 17 fardos ao Jornal ilo Recife. Per-
tences para machiuas 7 caixas ordem. Pre-
suntos 1 caixa a Pinto '. Piano 1 caixSo
ordem. Papelo 1 caixa a Eugenio Samico .v C,
20 ordem. Phosphoros 5 caixOes a Joaquim
Duarte Simoes C., 40 ordem. Parafina 6
caixas a C. Fernandes, 10 a F. J. dos Passos Gui-
maraes.
Queijos 30 caixas a Sulzer Kauffmann 4 C
Roldas 3 saceos a Antonio A. de Lemos.
Snalos 2 caixoesordem, l Almeida Costa.
Tintas 7 barricas a G. Martins 4 C-
Tecidos diversos 1 volume aCamer Frey* C,
15 a Bernet 4 C. 1 a R. de Druzina 4 C, 8 a
F. de Azevedo 4 C, 3 a Joaquim Goncalves 4
C. 1 a Guimaraes 4 Perman, 6 a Gmcalves Cu-
nha 4 C, 2 a Coulo Santos 4 C, 21 ordem, 1
a Manoel da Cunha Lobo, 3 a J.Coimbra 4 C. 3
a Andrade Lopes 4 ,2a Bento 4 C, 1 a Ma-
chado 4 Pereira, 4 a R. de Carvalho 4 C, 4 aJ.
Latham, 3 a Fernandes Silva 4 C, 5 a A. Vieira
4 C i a J. Basto C, 2 a Joaquim Agostinho
4 C.A a Mendes 4C, 4 a Francisco Lauria <
C, 14 a Luiz Antonio de Siqueira. Tinta de im-
presso 6 barris ao Jornnl lo Recife.
Vidros 2 caixas a G. Speeler, 1 a \V- Halliday
* C, 7 a Eugenio Samico4\, 2a Silva Fernan-
des 4 C, 7 ordem, 1 a V Neesen. Velas 20
caixas a Soares do Amaral Irmos, 6 a ordem
Carga de Lisboa
Alhos 100 canastros a Paiva Valente 4 C, 50
a J- Fernandes de Almeida. Azeite 40 caixas ao
mesmo.
Bagas 1 barrica a Joaquim Duarte Simoes 4
C.
Ceblas 2) caixas a Joo Fernandes de Al-
meida, 25 a Joaquim Duarte Simoes A C, 20 a
Domingos Ferreira da Silva 4<2. Conservas 13
caixas a Joo Fernandes de Almeida. Cevada 5
barricas ao mesmo.
Sardiohas 10 barris ao mesmo, 100 a Domin-
gos Ferreira da Silva 4 C.
Toucinho 50 barris a Domingos Ferreira da
Silva 4 C
0 bacharel Jaronymo Materno Pereira de. Car-
valho mudou seu escriptorio do n. 55 para o n.
85 a rua Duque de Caxias entrada pelo becco d
CongregacSo.
Leonor Porto
Rux Larga do Honrfo n. *
2o andar
Contina a executar os mais dif'
ficis figurinos recebidos de Lon-
dres, Pars, Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfecSo de costuras,
em breviuVlc, modicidade em pro-
cos e fino gosto.
Instituto Pliilomaiico
33 Visconde d'Albuquerqne 33
As aulas deste estabelecimento de instruccao
estaro abertas do dia 7 do corrente em diante
O director,
Olinto Vctor
II Vias urinarias, molestias do tero, M
j i operaces elctricas i j
II CASLQS SZT7S27CQBT
\\ ESPECIALISTA U
| com pratica de p.vniz v. lo.ndrrs j \
i Estreitumentcs da uretra curados ra- /
1; (Iclmente pela electrolyse, sem dr ; |
) hydroceles sem injeccfin (cura radical); |
Hfcridas c ulceras chronicas. com garau- \
lia de cura rpida; pedras da bexiga, (
fstulas e hemorrhoidas; syp^ilis, go- j
/ norrhas, pelo methodo das instillaces; l i
I molestias da garganta e do peito pelas I 1
\ atlimospheras medicamentosas, i on- ) \
( sultas e operacos das 12 s 3 horas, (
rua do \
MRQUEZ DE OLINDA N. 34, 2 ANDAR ll
1 BeHldencia na Torre 1 |
Collegio de \ssa Senhora da
Penha
Rna da Aurora n. 3 9
As aulas deste collegio se abrirao a 7
de Janeiro e sao de : priineiras lettras,
portuguez, francez, inglez,geographia, m-
sica, piano, deseuho, bordados de varias
especies, flores, etc.
A directora,
Augusta Carneiro.
Coltegio Parthenon
3 Rita do Hospicio 3
O director deste collegio declara aos
pais de seus alumnos e ao publico em ge-
ral que as aulas corae9ar3o a funecionar
a 7 do corrente mez.
Recife, 3 de Janeiro de 1989.
O director,
Ovidio Alves Marxiya.
Escola particular de iostrnecio
primaria para o sexo masculino
Rna do Coi vello n. 34
0 professor abaixo assignado. participa aos
seus amigos, c ao respeitavel publico, que abri
a sua escola a rua do Gotovello n. 34, onde edu-
ca e instrue a infancia pelo mais aperfeicoado
systema do Imperial Lyce do Rio de Janeiro.
Alumno interno 30000 mensaes
Meio pensionistas lo000
Primeiras lettras 2000
Msica e piano i000
Por cada um preparatorio 3*000
Rua do Coto vello n. 34
Julio Soares de Azevedo.
S 0 saceos
e 750 ditos
Na barca portugueza Cacildi, carregaram :
Para o Porto, J. S. Loyo A Filho 88 saccas com
6,178 kilos de algodo.
Para o interioi
No lugar portuguez Temerario, carrega-
ram :
Para Rio Grande do Sul, M. Peruandes 250
barricas com 21.850 kilos de assucar branco ;
Viuva de M. F. Marques A Filho 450 saceos com
33,750 kilos de assucar branco e 50 ditos com
3,750 ditos de dito mascavado.
No vapor allamio Hamburgo, carregaram
Para Santos, S. Guimaraes & C.
com 30,i 00 kilos de assucar branco
com 45,000 ditos de dito mascavado.
Para Rio de Janeiro, H. Hurle & C. 3 0 saccas
com 26,949 kilos de algodo. -
No vapor austraco Szecheny, carregaram :
Para Santos, M. Rorges & C. 1,418 saceos com
85,080 kilos de assucar branco e 1,00) oifos
com 60,001 ditos de dito mascavado ; F. A. de
Azevedo 700 saceos com 42,000 kilos de assucar
branco e 1,000 ditos com 60,000 ditos de dito
mascavado ; Ed. Rarbosa 300 saceos com 18,0 0
kilos de assucar branco c 200 ditos com lt,0G0
ditos de dito mascavado.
Para Rio de Janeiro, J. Rorges 400 saceos com
24,000 kilos de assucar branco c 600 ditos com
3!J,000 ditos de dito mascavado ; H. Lundgrin
& C 500 saceos com 30,000 kilos de assucar
mascavado e 1,000 ditos com 60,uC0 ditos de
millio.
No vapor argentino Alba, carregaram :
Para Rio de Janeiro, Maia & Rcsenue 51 pipas
com 24,880 litros de agurdente.
No hiato nacional D. Julia, carregaram :
Para Ceara, P. Carneiro & C. 150 sacco com.
9,000 kilos de uiilho.
No hiate nacional F. Jardim, carregou :
Para Maco, F. Mascarenhas 110 saceos com
farinha de mandioca.
Na barcaca Bentgm, carregaram :
Para Parahyba, Machado & C. 1 pipa com 480
litros de agurdente.
Exportaeo
bkcif, 21 de ;*Eino de 188S
Para o exterior
No vapor inglez Baystcater. carregou :
Para Liverpool, J. H. Roxwell 8,000 saceos
com 600,000 kilos de assucar mascavado.
No vapor infelez Thales, carregaram :
Para Liverpool, A. i.ascao & C. 225 saeeos
com 16,873 kilos de as ucar mascavado ; com-
anhia Sugar Factores 3,786 saceos com 283,950
los de assucar mascavado ; O P. de Lemos
2,000 saceos com 9,000 kilos de carogos de al-
godo.
No vapor allemo B. Ames, carregaram :
Para Lisboa, Olinto, Jardim A C. 1 barrica
com 100 lilros de farinha de mandioca.
I i abe i 'o
RKCEBIDO
Pelo vapor inglez La Plata, do sul, para :
London A Rrasilian Rank 367.233*033
English Rank 100.000*000
l'ohlman A C. 9.000*000
J M. de Rarros 969*000
Rendintenlos pblicos
MEZ DE UNtlU)
Alfandega
Collegio Meira
Rua da Imperatriz n. 63
Este collegio de instruccao primaria e
secundaria, cujas aulas se reabrirlo no
dia 7 de Janeiro corrente, oflerece aos
pais de familias que o quizerem honrar,
confando-lhe seus filhos, todas as garan-
tas de moralidide, aproveitamento e bom
tratamento para os mesmos seus filhos:
O resultado dos exames obtido, pelos
alumnos deste eollego, ser opportuna-
mente publicado, e em vista delle se ter
urna prova do interesse tomado pelo abai-
xo assignado pela applicayao dos seus
alumnos. .
Reci'e, 3 de Janeiro de 1889.
O director,
Ascencio Minervino Meira de VasconceUos.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico,
oculista, ex-chefe de clinica do
Dr. de Wecker, d consultas de
meio dia s 3 horas da tarde, no
Io andar da casa n. 51 rua do
Bario da Victoria, excepto nos
domingos e dias santificados.
Residencia rua Sete de Setem-
bro n. 34. Entrada pela rua da
Saudade n. 25.
Clnica medico-cirnrgica'
DO
Dr. Ferreira
OCULISTA
Pratco nos principaes hospitaes de Pariz
e Londres.
Consultas todos os dias (excepto domin-
gos) das 9 horas ao meio dia.
Pratica embalsamamcntos.
Consultorio e residencia rua Larga do Ro-
sario n. 20
Telephone n. 233
Bacharel Antonio W'ilru-
vio Finio Bandeira
i
I
Pode ser procurado rua n. 71, 1 andar
II
Cirurgio Dentista
DR. ROBERT P. RAWLINSON, for-
mado pela Univcrsidade de Maryland nos
Estados-Unidos, tem aberto o seu consul-
torio, na rua Bario do Victoria 19, Io an-
dar.
Consultas das 10 s 4 horas da tarde.
.
DECLARARES
Imperial Socledade dos Artista Me
rtanla -os e Liberaes
De ordem do lllm. Sr. director, e por nao se
ter reunido numero legal no dia 20 do corrente,
convido a todos os senhores socios effectivos a
se reunirem na sede social sexta-feira 25, s 6
horas da tarde, para proceder-se a eleico dos
funecionarios para o corrente snno, devendo as
socios eslarem as condeces prescriptas no art.
al dos estatutos. A presente convocarlo se
effectuara com o numero que comparecer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechan icos e Liberaos, 21 de Janeiro de 1889-
Francisco da Costa Ramos,
1- secretario.
Recife Drainage
Do dia 2 a 21 6:018*938
dem de 22 989Xi
6:117*891
Mercado Municipal de H. lose
O movimento deste mercado no dia 21 de Ja-
neiro foi o seguinte:
Entraram :
19 bois pesando 4,273 kilos
ra Castro C, 42 e
lares :
403 kilos de peixe a 20 ris
83 cargas de farinha a 200 ris
7 ditas de fructas diversas a 300
ris
8 taboleiros a 200 ris
12 sumos a 200 ris
10 matulos com legumes a 200 ris
Foram oceupados:
261/2 columnas a 600 ris
1 escriptorio a 300 ris
24 compartimentos de farinha a 301
ris
26 ditos de comidas a 500 ris
79 ditos de legumes a 400 ris
18 ditos de sumos a 700 ris
10 ditos de fressuras a 600 ris
7 tainos a 2 i
i dito a ti
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a l
sendo de Oli-
7 de particu-
8/060
16*600
2100
1*600
UiOO
2000

13i900
300
12*000
133000
3U6O0
12i600
6*000
14*000
1*000
54*000
Rendimento do da 1 a 20 do cor-
rente
192*160-
3:617*440
Renda geral:
Do dia 2 a 19
dem de 21
664:466*394
40:689*494
Renda provincial :
Do dia 2 a 19
dem de 21
108:448*185
4:099*103
705:153*888
112:547*290
Somma total
scela da Alfandega,
817:703*178
21 ne Janeiro
Segunda
de 1889.
0 thesoureiroFlerencio Domxngues.
Q chefe da seccae -Cicere B. de Mello.
Recebedoria Geral
Do dia 2 a 21 20:510*823
Foi arrecadado liquido at hoje : 110*920
Precos de dia:
Carne verde de 320 a 480 reis o kilo.
Carneiro de 720 a 800 reis idem.
Suinos de 560 a 640 reis idem.
* arinha de 360 a 560 reis a cuia.
Milho de 320 a 360 reis idem.
Ieijaode800a 1*20 dem.
Matadonro publico
Neste estabelecimento foiam abatidas para o
consumo de hoje 73 rezes.
Sendo : 51 pertencentes a Olivoira Castro &
C. e 22 pertencentes a diversos marchantes.
Vapores a entrar
HEZ DE JANEIRO
Norte......... Alagos...........
Sul........... Mundos...........
Europa...... Ville de S. Nicolao..
Sul........... Cotopaxt.........
Sul........... Finance...........
Vapores a sabir
MEZ DE JANEIRO
Sul... .*...... lagoas........... 24 as
Ceara....... S. fo-ancisco ...... 24 as
Liverpool Cotopaxi.......... 28 as
24
27
27
28
31
Sh.
5 0-
12 h.
dem de 22
730*669
-'1:241*494
Recebedoria provincial
Do dia 2 a 21 84:079*811
dem de 22- 423*565
3i:305*376
Hovimento do porto
Navio entrado no dia 22
Cardiff38 dias, barca norueguense Celer de
633 toneladas, capitao A. J. Tellefsen, equi-
pageu 13, carga carvo de podra; ordem.
Sahidos no mesmo dia
Hamburgo e escalaVapor alleirao Buenos Ay-
res, commandante K. Lowel, carga varios g-
neros.
Ceara Vapor nacional S. Francisco, comman-
dante Joaquim da Silva Pereira. carga varios
gneros.
Liverpool -Vapor inglez Dekberg, commandan- '
te J. Blak-, carga carne gelada.
Santos e escalaVapor allemo Hamburgo, com-
mandante E. Joegerman, carga varios g-
neros.
MacoHiate nacional Victoria, mestre Manoel
Duarte da Suva, carga varios gneros.
r
i
**

m 1
r 4


Diar
ario de Pernambuco-Quarta-feira 23 de Janeiro de 1889
-
O procurador dos tcitos interino da fa-
zo ada provincial, tendo recebido do The-
souro a relacao abaixo transcripta dos de-
vedores do imposto de 3 / (giro^ da
freguezia de S. Jos no exercioio de
1886 a 1887, inclsive o 3' semestre que
dcixaram de pagar no terapo competente,
declara aos mesmos devedores que lhes fica
marcado o prazo de 30 dias, a contar da
data da publicacao do presente edital, para
dentro d'elles pagarem a importancia de
seus dbitos coui guia da secclo do con-
tencioso, certos de que findo aquelle prazo
se proceder a cobranca judicialmente.
Recife, 15 de Janeiro de 1889.
O procurador dos feitos interino,
Jos Francisco de Get Calateante.
Relacao dos devedores' do imposto de 3 "[
(gyro) sobre estabelecimento no exerci-
Travessa do Serigado n. 1. Jos tt
Flix da Rosa 255642
Padre Muniz n. 1. Jacintho Me-
deiros Barbosa v Dita n. 9. Joao Ludo Lemos 113)51400
Dita n. 17. Jos Jacinto Pai
xao 1360080
Dita n. 43. Joao .los Carva-
lbo de Moraes 1144480
Imperial n. 7. Joacjuim Jos da
Silva Moreira .'>6jJ633
Dita n. 115 Jorge M. i C 45,J792]
Dita n. 151. Joao Bento Rodri-
cio de 1886 a 1887, inclusive o 3o se-
149. Azevedo Lopes
mestre do raesmo exercicio da freguezia
de S. Jos
Dua Marcilio Dias n. .. Anto-
nio Ferreira Machado
Coronel Suassuna n. 296. Al-
fredo Fiuza & C.
Mrquez do Herval n. 64. Au-
gusto Fernandos Miguis
S. JoSo n. 5. Antonio Borges de
Lima
Mrquez do Herval n. .. Anto-
nio Jos Leitao
Tpavessa do Pocinlio n. 33.
Anna Bayna Murca
Dita do Gaz n. 8. Antonio
Afltea
Vidal de NegreiroB n. 36.
Aguiar & C.
Dita n. 112. Antonio Lelo
Dita n. 23. Antonio Mendes
Pereira da Costa
Ditan. 145 A. Alfredo Mo-
reira
Dita n.
&C.
Padre Muniz n. 13. Antonio Al-
ves da Costa
Dita n. 15. Abilio de Araujo
Cezar
Imperial n. 1. Andr Affonso
de Carvalho
Dita n. 55 A. Adolpho de Men-
donca
Dita n. 111. AntSo & C.
Dita n. 295 A. Antonio Inno-
cencio Ferreira da Silva
Dita n. 164. Antonio da lilva
Netto
Via-ferrea n. 5. Antonio Gon-
calves Wanderley
Vidal de Negreiros n. 7. Ale-
xandre dos Santos Silva
Travessa do Cunha n. .. Au-
gusto Mazat
Padre Nobrega n. 2. Bernardino
dos Santos Rosa
Padre Muniz n. 63. Bellarmino
Mendes
Imperial n. 167 A. Balbina Ma-
ra da Conceicao
Marcilio Dias n. 139. Castro
Menezes & C.
S. JoSo n. 69. Constanca Maria "
Fradique da Silva
Vidal de Negreiros n. 4. Cons-
tantino Machado & C.
Imperial n. 81. Carlos de Arau-
jo & C.
Dita n. 275. Costa Primo & C.
Domingos Theotonio n. 15. Cos-
ta Silva & C,
Marcilio Dias n. 2. Daniel
Francisco Pinheiro
S. Joao n. 17. Domingos Jos
Avilla
Padre Muniz n. 9. Epiphanio
Jos dq Nascimento
Travessa do Peixoto n. 17.
Elias Baptista dos Santos Ro-
cha
Marcilio Dias n. 106. Ferreira
de Oliveira Irmao
Dita n. 129.Francisco Gaspar
de Pinho
Dita n. 131. Fesberto Ameri-
co da Silva
Cadeia Nova n. 12. Figueiredo
&C.
Vidal de Negreiros -n. 2. A.
Francelino Barbosa de Oli-
veira
Travessa do Prata n. 7. Fruc-
tuoso Fernandes da Silva
Padre Muniz n. 19. Fiuza Li-
ma & C.
Dita n. 41. Francisco Avila de
Mendonca
Imperial n. 321, Francisco das
Chagas
'Vidal de Negreiros n. 8. Ger-
cino dos Santos Silva
Largo do Mercado n. 15. Gui-
maraes & C.
Imperial n 5. Gregorio T. de
S Leitao
Dita n. 269. Herminio A. de
ouza
Marcilio Dias n. 120. Jos de
S
Dita n. 122. Joaquim Francis-
co de Mello Santos
Dita n, 135. Jos Cysneiro da
Costa Reis
Lomas Valentinas n. 48 A. Jlo
Celestino de Mello
Coronel Suassuna n. 180. Jos
Fernandes Ramos
Dita n. 217. Joao Baptista Al-
ves da Silva
Mrquez do Herval n. 98. JoSo
Manoel Lins dos Santos
Ditan, 146 JoSo Bezerra Car-
valho
Dita n. 170. Joao Jos Mala-
quias
Dita n. 170 A.Jos Anacleto
do Nascimento
Dita n. 167. Joao Francisco
Torres Bandeira
Dias Cardoso n. 94. Jos Jacin-
tho dos Santos-
Dita n. 39. Joaquim Theodori-
co de Souza
Vidal de Negreiros n. 50. JoSo
Francisco de Oliveira
Dita" n. 72. Jos Faustino de
Amorim
Dita n. 150. Jos Manoel Lopes
Braga
Dita n. 1. Jos Pedro de Mello
dC.
Dita n, 151. Joaquim Jos Mc-
reira Sobrinho
Domingos Theotonio n. 15.
Joao Ferreira Vidal
900248
136^512
470779
150740
250640
1130760
950318
1020384
400953
1700640
130737
1020384
2730240
1590264
1130760
- 110448
850320
270302
410212
200476
510961
180316
540604
680256
470779
. 570240
680369
1360512
680256
950318
680304
310752
380160
570240
680310
341280
1780794
340128
450792
900720
220680
114^480
680040
950318
680256
1090209
1090209
180316
380160
1360512
2730240
270473
540432
110448
150264
Fernan-
50(J8U,3
gues
Dita n. 153. Joaquim
des Querido
Dita n. 155 Jos Alves Pereira
Dita n. 321. Juvino de Carva-
lho Cavalcante
Dita n. 110. Jos Gomes de
Oliveira
Dita n. 152. Jos Francisco
de Almeida
Dita n. 158 Jeronymo da Silva
Dita n. 160. O raesmo
Dita n. 200 A. Jos Morena
Soares
Dta, n. 380. JoSo Ferreira da
Costa
-' travesea de Domingos Villa-
ea u. 6. Jos Manoel da Cu-
nha
Coronel Suassuna n. 220. Luiz
dos Santos e Silva
Vidal de Negreiros n. 93. Ma-
noel Soares & C.
Marcilio Dias n. 1C4, Marrano
&C.
Lomas Valentinas n. 70: Manoel
Jos Gomes
Mrquez do Herval n. 160. Mo.
raes d C.
Dita n. 165. Manoel Alves da
Silva Maia
Travessa do Pocinho n. 31. Ma-
noel Goncalves da Silva
Araujo
Dita n. 67. Manoel Pires Agr
Victoria n. 2. Manoel Rodri-
gres de Mattos
Travessa do Gaz n. 5. Manoel
Campos
Vidal de Negreiros n. 18. Ma-
noel Cavalcante de Albuquer-
que Lins
Dita n. 30. Manoel dos Santos
FalcSo
Travessa do Prata n. 7. Ma-
rianno de S
AssumpcSo n. 12 A. Manoel
Alexandre Bezerra
Dita n. 44. Manoel Dias Fer-
reira
Padre Muniz n. 17. Manoel Ro-
dopiano & C
Largo do Mercado n. 5. Mi-
guel Archanjo dos Santos
Dito n. 9. Manoel Thom de
Souza Ribeiro
Ypiranga n. 13. Miguel Fran-
cisoo dos Santos
Imperial n. 7. Manoel de Frei-
tas Bezerra
Dita n. 19. Miranda & Herme-
lindo
Dita n. 269 A. Manoel Fran-
cisco Guinaraes
Dita n. 254. Monteiro Jorge
& C
Lomas Valentinas n. 17. Manoel
Maria Gomes di Silva Cu-
nha
Vidal de Negreiros n. 50. Nar-
cizo Candido Baptista
Dita n. 19. Oliveira Irmao
Dita n. 21. Oliveira & C.
Coronel Suassuna n. 180. Phi-
loraena Maria da Conceicao
Imperial n. 182. Pedro Jos da
Silva
Travessa do Forte n. 2. Ribei-
ro da Cunha & C.
Coronel Suassuna n. 220. San-
tos & C.
Marcilio Dias n. 137. Souza
Rocha & C.
Padre Muniz n. 5. Silva Cam-
pos d C.
Travessa do Ramos n. 4. Tran-
quilino dos Santos
Imperial n. 261 C. Thomaz Al-
ves Ferreira
Dita n. 331. Umbelino de Car-
valho
Vidal de Negreiros n. 2 A. Viu-
va Aguiar & C.
Imperial n. 305. Viova Valde-
vino Ribeiro da Silva
Dita n. 207. A mesraa
SeccSo do Contencioso do%
Provincial. 15 de Janeiro de 1889.
0 1. oficial
Manoel do Nutrimento Suva Batios.
360288
340344
110448
950318
ll>44s
1020384
810907
680688
90540
270302
380923
450792
1090209
540648
810907
450792
220896
450792
1090209
280620
950318
790632
110448
270302
1020384
680688
540604
2040768
680256
700656
280161
810907
1030384
Companhia ferro-carril de
Pernambuco
DIVIDENDO
Do dia 24 do corrate em diante paga-se no
escriptorio central desta companhia, no Rio de
Janeiro, o 13. diridendo de 4*00) por accao,
correspondente ao primeiro semestre do exerci-
cio de 1888-1889.
Carlos Alberto de Meneces.
Gerente.
Administracao dos Crrelos
de Pernambuco
W0512 p()r egta administracao e em cumprimenlo a
circular da Directora Gcral dos Correios, n. 106,
de 20 de Dezembro rindo, se faz publico para
couhecimento dos interessados 9 edital da mes-
ma directora abaixo transcripto.
Correio de Pernambuco, 3 de Janeiro de 1889-
0 administrador,
Alfonso do Reg Barros.
Uircetoriu ral do* trrelo
Edital
De ordem do Exm. Sr. .director geral, e em
cuniprimcnto do (Jisposto no art. S" do regula-
mento de 26 de Margo findo, faz-se publico que,
no tlia 1 de Fevcreiro de 1889, vao ser postas em
circulagao as secundes formulas de franqua :
Sobre cartas selladas
0 sello fixo 6 representado por urna moldura
formada por iluas ellipses concntricas, tendo no
plano da menor a efligie de ^ua Magcstade o Im-
perador em relevo branco; no da maior, tambem
em relevo branco, as palavras Brasil no alto,
e o valor expresso em ris por extenso na parte
inferior, e finalmente as extremidades do eixo
menor dous pequeos polyconos coni o dito valor
indicado por algarismos.
0 fundo da moldura as de 100 ris verde,
as de 200 ris preto, c vermclho as de 300
ris.
Cartasbilhete
0 sello fixo do valor de 80 ris, impresso no
ngulo superior direita empresentado por nm
rectngulo formado de areseos vermelhos, ten-
do em urna ellipse central a efligie de Sua Ma-
gestade o Imperador, encimada pela palavra
Brasil em lettras brancas, e tendo em baixo as
palavras oitenta ris e sobre estas, em sentido
obliqu, o numero 80 de cada lado.
A' direita do sello v-se urna fita com as pa-
lavrasCartas-bilhete,tendo no alto urna serie
de 20 estrellas brancas em fundo vermelho, e
em baixo o distico: Neste lado so se etereve o en-
derezo. No ngulo inferior direita l-se a pa-
lavra Brasil em lettras vermelhas.
Bilbetes postaes
0 sello fixo do valor de 40 ris. 0 desenho
igual ao da carta-bilhete, com a differenca ape
as de ser azul, e ter na fita direita do sello
as palavras Bilhete postal, em vez d'aquellas
outras.
Cintas estampilhadas
0 sello fixo estampado e desenliado como os
das so ."e-cartas, com a differenca apenas na in-
dicacao dos valores. E' roxo o fundo do sello
das de 20 ris, azul das de 40 ris e cor de ha-
vana das de 60 ris.
Sellos para jornaes
Estes sellos sao maiores que os ordinarios, de
forma rectangular e cor de taranja.
No alto tem, em lettras brancas, a palavra
Correio e em baixo a Brasil. Em fita diagonal
l-se de baixo para cima a palavra jornaes, ten-
do de cada lado o valor em algarismo e a pala-
vra ris.
Divisao central da Directora Geral dos Cor-
reios em 15 de Dezembro de 1888.0 sub-di-
rector, Jos Francisco Soares.
HIFFODROMO
S. SALVADOR
(!f a provincia da Baha)
de
PROJBCTO DE INSCKIPCAO
PARA O PAREO
p nm na mm
Na corrida que se realisar no dia 10
Fevereiro de 1889
.OOO metros. Animaes de qualquer paiz. Premios: 2:0000000 ao primeiro,
8000000 ao segundo, 4000000 ao terceiro, 2000000 ao quarto.
Jnscrip^ao 200^000
A inscripcao encerrar-seha na secretaria do Hippodromo S. Salvador, ra
da Aliandega n. 58Babia, no dia 4 de Fevereiro.
Santa Casa da Misericordia
do Recife
Por est secretaria sao chamadas as amas
que crlam os expostos a virem receber as men-
sahdades vencidas, relativas ao semestre de Ju-
lbo a Dezembro do anno prximo findo, no sa-
ISo do respectivo estabelecimento, pelas 8 horas
da raanlia do dia 28 do corrente.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 21 de Janeiro de 1889.O escrivfto,
Pedro Rodrigues de Souza.
Juizo de paz da porachia de
S. Salvador de O inda
Este juizo d suas audiencias as tercas c
sextas-feiras s 4 horas da tarde, e para despa-
char petices, a ra do Amparo n. i9, em lodos
os dias uteis.
450792
220680
450792
1090296
270475
950318
810907
770112
570240
1140480
810907
680256
220896
450792
340344
950318
Thesouro
Administracao dos Correios
de Pernambuco, 15 de Ja-
neiro de 1S89
Por esta administracao, e em cumplimento a
circular da directora geral dos Correios n. 102
de 15 de Dezembro findo, se faz publico para
conheciment dos interessados, o edital daquella
directora, abaixo transcripto.
0 administrador,
Affonso do Reg Barros.
Directora (eral dos Crrela*
Edital
De ordem do Exm. Sr. director geral, e em
observancia ao disposto no art. 9." do regula-
mento de 26 de Marco de 1888, faz-se publico
que, do dia 1. de Abril do anno prximo futuro
em diante, nao podero mais ser utilisadas as
senuintes formulas de franqua :
BiUietes postaes simples de 20 as.
duplos de 20 rs.
simples de SO rs.
duplos de 50 rs.
Cartas-bilhete de 50 rs.
de 100 rs.
Estas formulas, quando encontradas as ca-
xas postaes depois de expirado aquelle prazo,
serao consideradas nullas e como tal tratadas.
Divisao Central da Directora Geral dos Cor-
reios, em 12 de Dezembro de 1888.
0 subdirector, *
Jos Francisco Soares.
Companhia Alagoana de
Fiacao e Tecidos
' onvidamos aos senhores subscriptores desta
companhia para, de accorde com os arts. 9 e 10
dos estatutos, at o lia 12 de Fevereiro prximo
futuro reali8arem sua terceira entrada, na razio
de 10 por cento do valor de suas accOes no Ban-
co Internacional em Pernambuco. Macei, 12
de Janeiro de 1889.
Os directores,
Jos Teixeira Machado.
Jos Jaouaro P. de Carvalho.
Propicio Pedroso Barreto.
Club Carlos Gomes
680040
340344
320054
1360512
220876
fM4
340128
1360620
160027
2040708
320054-
Mario nteaaal
Ter lugar no dia 9 o sarao de Fevereiro pr-
ximo. Iogressos aos senhores socios, serao en-
tregues na sede do club pelo Sr. thesoureiro, a
comecar dodia 4, at a vespera.
Secretaria do Club Carlos Gomes, 22 de Ja-
neiro de 1889.O 1 secretario.
____ Andr Costa.
Imperial sociedade dos Ar-
tistas Mchameos eLi-
beraes
Coatlrucco da* offlelnaa
De ordem do IUm. ?r. director e segundo a
resoluclo tomada em sessao da assembla geral
de 4 de Novembro prximo passado, fajo publi-
co que na secretaria desta sociedade, recebem-se
propostas em cartas fechadas at 31 do corrente,
para execuco das obras das officinas que esta
sociedade tem de faxer para o ensino pratico.
Na secretaria, da i 9 oras da manha as 6 da
tarde, encontrarSo os proponentes a planta e
rcamento para serem examinados, servindo de
base o orcamento existente.
As conaiges par a arrematac5o e execucSo
da obra sio as mesrnas consignadas a respeito
no regulamento vigente das obras publicas pro-
vineiaes, que ser tambem patente aos mesmos
concurrentes.
Recife, 16 de Janeiro de 1889.
j O l secretario,
francisco da Costa Ramos.
Hospital Portugus
4o Boitofiooiioia
Sao convidados todos os
Srs socios para a assembla
geral que dever ter lugar
na sede do mesmo Hospital
no domingo 27 do corrente,
s 11 horas da manha, afm
de assistirem a leitUra do re-
latorio do anno findo e a pos-
se da nova junta administra1-
tiva.
Recife, 19 de Janeiro de
1889.
Francisco R. P. Guimaraes,
Provedor.
Arsenal de Guerra
De ordem do Iilm. Sr. tenente-coronel direc-
tor, distribue-se costuras nos dias 21, 22 e 23
do corrente mez, com as costureiras possuido-
ras das guias de ns. 391 a 415.
SeccSo de costuras do -rsenal de Guerra de
Pernambuco, 20 de Janeiro de 1889.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferes adjunto.
Contraria de Nossa Senhora
do Livramento
De ordem do irmao juiz, convido aos carissi-
mos irmitos a comnarecerem em nosso consisto-
rio no dia 23 do corrente, s 6 horas da tarde,
am de proceder-se a eleicSo para o completo
da mesa regedora, de accordo com o art. 12 do
nosso compromisso.
Secretaria da confrana de N. S. do Livramen-
to, 19 de Janeiro de 1889.
0 secretario,
Gaspar Antonio dos Reis.
Recebedoria Provincial
0 administrador da Recebedoria Provincial faz
publico para conhecimento dos interessados, que
o praso do art. 7 do regulamento de 7 de Ouiu-
bro de 1883 relativo concessao do abate de 30
0/0 de que tracta o art. i da lei n 1860, termi
nar improrogavelmentc no ultimo de Margo
prximo, pelo fado de coincidir o anno flnancei
ro com o civil, ex-vi -Jo art. 4 da lei n. 1884.
Recebedoria l'rovineial de Pernambuco, 19 de
Janeiro de 1889.
Gymnasio Pernambucano
Eai 1. de Janeiro de 1889
Pela secretaria do Gymnasio Pernambucano
se declara aos Srs. paes de familia, e a quem
mais interessar possa, que a abertura solemne
do curso scientiheo e litterario ter lugar no dia
4 de Fevereiro prximo vindouro. e desde j se
acha aberta a inscripcao da matricula para
aquelles que pretenderem estudar as seguintcs
disciplinas :
Lingua nacional.
Dita latina.
Dita franceza.
Dita ingleza.
Dita alterna e italiana.
Geographia antiga e moderna.
Historia sagrada antiga e moderna.
Geometra e trigonometra.
Arithmetica e algebra.
Philosophia.
Rhetorica e potica.
Historia e chorographia do Brasil,
-'ciencias naturaes.
O corpo docente do instituto composto de 19
professores, oceupando-se cada um delles sor
mente com a materia ensinada em sua respecti-
va cadeira.
Serio admittidos no Gymnasio alumnos inter-
nos, meio pensionistas e externos.
Os pensionistas residirao no instituto, tendo
direito de estudar a serie de disciplinas -de que
se compOe o estadio scientiheo e litterario do
Gymnasio, de conformidade com o programma
estabelecido ; a ser alimentados sadia e abun-
eantemente e a ser tratados em suas pequeas
nfermidades. O instituto fornecer anda me-
dico, medicamentos, cama, mesa, cadeira, luz,
corte de cabello, guardanapo, lavatorio, banli
nurift
Os meio-pensionistas se apVescniarao no es-
tabelecimento nos dias lectivos, s horas em
que as aulas se abrirem, e desde ento at se-
rem encerradas tarde ; sao equiparados aos
pensionistas, quanto aos estudos, alimentaco e
e recreio.
Os alumnos externos s teem direito s Ucees
e explicacoes dos respectivos professores.
Apensao annual de 300^000 que pagamos
alumnos internos do Gymnasio, se cobrar pelo
anno lectivo somente, dividida em prestacoes de
KXlOOO cada urna ; comecando a primeira em
Fevereiro, a segunda em Malo e a terceira em
Agosto e terminar no fim de Novembro.
Para os alumnos "de instruccao primaria que
devem se achar no estabelecimento no dia 16 de
Janeiro, a primeira prestaco ser antecipada
sem augmento de pensao.
Ajensio annual dos meio-pensionistas, ser
de 1904000 em tres prestacoes de 60*000 cada
urna, effectuada a cobranca do mesmo modo que
para os internos.
Os alumnos internos de qualquer cathegoria
pagaro na entrada e por urna s vez, urna joia
de 20*000 ; dous irmos 30*000, sendo 15*000
por cada um e nao liaver mais augmento de
joia crescendo o numero destes.
O instituto encarregar-se-ha da lavagem da
roupa dos alumnos internos que nao tiverem
quem o faca por fura, e isto mediante 13*000
em cada prestacao. Esle pagamento se fara de
modo idntico ao da penso e conjuntamente
com elle, dando direito aos concertos das pecas
arruinadas do enxoval.
As despezas com livrps e mais objectos iudis-
pensaveis para a escri^uracao, correm por con-
ta dos alumnos internos ; devendo seus paes ou
quem os representar deixar quantia sumetente
para esse fornecimento.
Os externos s teem direito s lices e expli-
cacoes das materias eusinadas no curso, quaes.-
Juer que ellas sejam, pagando apenas no acto
a matricula a taxa iguala que pagam os alum-
nos no collegio das artes.
Alm das aulas mencionadas, ha' mais urna de
escripturaco mercantil creada de conformidade
com o regulamento de 12 de Marco do anno
Hndo.
O secretario,
Celso Tertuliano F. Quintella
Administracao dos Correios
de Pernambuco
Por esta administracao se faz publico que no
dia 1 de Fevereiro prximo futuro comecaro
a vigorar s novas taxas de franqua da corres-
Emdencta, fixadas no regulamento de 26 de
argo de 1888.
Estas taxas sao as seguintes :
Cartas. 100 ris por lo grammas ou fraego
desse peso, qualquer que seja a distancia que
tenham de percorrer por mar ou por trra.
Cartas-bilhete.-80 ris, cada urna.
Bilhetes-postaes.-40 ris os simples e 80 ris"
os com resposta papa ;
Manuscribios.50 re
fraccSo de oO grammas
ris por 30 grammas ou
B.
Impressos.20 ris por 50 grammas ou frac
cao desse peso;
Amostras.100 ris por 30 grammas ou frac-
gao de 50 grammas;
Eucommendas.100 ris por 30 grammas ou
fraego, sendo pbrigatorio o registro.
Os actuaes bilhetes postaes de 20 ris e as
cartas-bilhete de 50 ris podero ser utilisados
at ao dia 31 de Margo, desde que; por meio de
sellos adhesivos, sejam completadas as taxas
respectivas.
Os actuaes hilhetes postaes de 50 ris e as
cartas-bilhete de 100 res podem ser trocadas
no Correio pelas correspondentes formulas no-
vas, restituindo-se em sellos a differenca,
Oulro-sim, que na mesnn data, entrar em vi-
gor o art. 18 do regulamento, que assim dis-
poe: -
Art. 18. Os jornaes e outros peridicos im-
pressos no Brazil que, em mago ou sacco, com
enderego a cada estacao postaL forem expedidos
pelos respectivos editores, coonecidos como taes,
ou pessoas por elles devidamente autorizada.-.
para que sejam entregues a agentes seus ou di-
rectamente aos assignantes, pagaro previamen-
te, em sellos, que, para esse fim, serao especial-
mente emittidos, 10 ris por 100 grammas ou
fracgOes de 100 grammas. Quando a distribui-
go tiver de fazer-se pelo Cojreio, cada sacco ou
mago ser acompanhado por urna lista de assi-
gnantes .
Na execuco d'este artigo observar-se-So as
seguintes disposigoes :
Nenhm maco ou sacco ser recebido sem que
esteja amarrado ou cinlado, -de modM nao dis-
simular a natureza do conteudo.
Os saceos ou magos devem ter enderego exte-
rior, indicando com clareza o destino, podendo
tambem cada jornal incluso ter o seu enderego
especial;
*0s saceos, magos ou jornaes avulsos, fran
Sueados com sellos ordinarios, serio considera-
os impressos e taxados na razo de 20 ris por
30 granulas ou fraego d'esse peso;
Nao serio expedaos os saceos ou magos cuja
taxa nao esteja integralmente paga.
Recife, 21 de Janeiro de 1889.
Affonso do Reg Barros,
3* seccXo.Secretaria da Presidencia
de Pernambuco, em 7 de Janeiro de 1889.
Faco publico, de ordem do Exm. Sr.
Dr. presidente da provincia, que se ach
aberta a concurrencia para o emprestimo
externo de 8,600:0000 (oito mil e sei-
centos contos de ris), autorisado pela le
provincial n. 1,927 de 15 de Novembro
findo, c*om o praso de quarenta e cinco
dias, a contar da data da primeira publi-
cajao do presente, para o recebimeno
das respectivas propostas, que serao apre-
sentadas nesta secretaria, em cartas fecha-
das.
Estas serao abertas pelo mesmo Exm.
Sr. s 12 horas do dia, em que expirar o
praso fixado, com op proponentes presentes
Nos termos da referida lei, o emprestimo
ser de quantia que produsa a predita impor-
tancia de 8,600:000^ (oito mil e seiscen-
tos contos de ris) liquida, a ser applicada
ao resgate da divida da provincia, funda-
da em apolices de juros annuaes de 7 <>j,
(sete por cento), com excepcSo daquellas
que tenham sido emittidas por empresti-
mos a companhias ou a particulares, como
auxilio agrcola ou industrial, bem com
para liquidacae dos exercicios de 1886 a
1887 e 1887 a 1888.
A taxa da emissao nao ser inferior a
92 (noventa e dous) livre de* commissao
e o juro nSo exceder de 5 r0 (cinco por
cento) alm da quota de amortisacSo, que
nao ser superior a 1 r0 (um por cento),
sendo esta e aquelle safisfeitos semestral-
mente.
O secretario interino, Manoel Joaquim
Silveira.
um nmnwuL
DO
Capital
JO cfcx. *\. jLj X X-j
0,000:0004
dem realizado 19,000:000^
A caixa filial deste Banco funeciona
ra do Commercio n. 40, sacca, vista ou
a prazo, contar os seguintes corresponden-
tes no estrangeiro.
LONDON..|Banco laternaeioaal
( do Brasil,
( London office.
( London 4t C'ounly
( Banking Company L."1
PARS......(Basque de Pars fcdes
(
Pays-Bas
Deutsche Bank.
Bank d'Anvers.
Banca Genrale
agencias.
e suas
Banco Hypotecario do
Espaa e suas agen-
cias.
CAPITAL
11 S'Mlill
8,000;000i5000
Companhia Pernambucana de \a-
vegaco Cosleira por Vapor
ASSEMBLA GERAL EXTRAORDINARIA
Convindo resolver-se sobre o modo de melhp-
rar e augmentar o material da companhia, con-
voca a direegao todos os Srs. accionistas para
ama reunio de Assembla Geral, que ter lugar
ucr dia 25 do corrente, s 12 horas, na sede da
mesma companhia, e bem assim para tomar co-
nhecimento do acto de que traa o art. 9o dos res-
pectivos estatutos.
Recife, 9 de Janeiro de '889.
Manoel Joao de Amorim,
Tk. Comber,
Arthur B. Dallas.
Em accSes de 2000000
Estando tomado 4,000:0000000
Este estabelecimento destinado a auxiliar e
desenvolver o crdito industrial e collectivo
desta provincia; suas operagoesabrangerao to-
dos os ramos da actividaue commcrcial e indus-
trial que offerecerem solida garanta.
A directora compor-se-ha dos senhores ?
Luiz Antonio de Siqueira.
Jos Adolpho de Oliveira Lima.
Antonio Fernandes Ribeiro.
Manoel JoSo de Amorim.
Thomaz Comber
os quaes com o Exm. Sr. Visconde de Figuei-
redo sao os incorporadores.
As entradas s.rao de 5 */ no acto da subs-
cripgao; S "jo quando fr annunciada a assig-
natura dos estatutos.
As 8ubsequentes entradas nao podero ser
maiores de 15 j. com o intervllo nunca menos
de 60 dias.
A subscripcao est aberta para todas as pes-
soas que desejarem tomar parte n'esta impor-
tante nslituigao, no escriptorio dos Srs. Amo-
rim Irmos & C.,ou no Banco Internacional, a
contar do dia 7 de Janeiro inclusive.
Hamburgo..
Berlim.......
Bremen.....
Frankfurt
sur Main...
Antuerpia..
Roma........'
Genova......
aples.....
Mi 13o e mais
340 cida-
4sde Ita-
lia...........
Madrid......
Barcelona ..
Cdiz........
Malaga......
Tarragona.
Valen cia e
outras ci-
da des d a
Hes pa nha
e ilhas Ca-
narias ......
Lisboa......
Porto e mais
cidades de
Portugal e
ilhas.......
Buenos Ay-
res .........,
Mon tevido
NovaYork. G. Amsink & C.
Compra saques sobre qualquer praca do
imperio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro em conta corrente de
movimento com juros na razo de 2 % ao
anno e por letras a prazo a juros conven-
cionados.
O gerente, JHMam M. Wesiber.
Banco de Portugal e
suas agencias.
The London & River
Plato, Limited.
Francisco Amynthas de Carvalho Moura. Ra de S.. Goncalo n. 24
SANTA CASA
CASAS PARA ALUCIAR
Ra da Moeda n. 49, armazem 2404000
dem do Vigario Tenorio n. 27, loja 2404000
dem dem n. 22, 3." andar 804000
dem idem n. 25, 1." andar 360*000
dem do Bispo Sardinha n. 3, !. e 2.
andares e sotao 4004000
dem do Bom Jess n. 13, 3." andar 2004000
dem do Mrquez de Olinda, sobrado
n. 44 2:1314000
dem do Bom Jess n. 13, I. andar 2404000
Becco das Boias n. 14, loja l.e2. an-
dares 4804000
Pateo do Paraizo n. 29, 2. andar 2404000
Ra da Saudade n. 5 480MOI
3004000
Em virtude de que dispoe o art. 66 do
regulamento que baixou com o decreto n.
9,554 de 3 de Fevereiro da 1886, a ins-
pectora geral de hygiene faz publico,
pelo prazo de 8 dias, que o cidadao Cris-
po Correia Crespo, Ihe dirigi a seguirte
petigo com documentos que satisfazem as
exigencias do art. 65 do citado regula-
mento :
t Crispo Correia Crespo, cidadao brasi-
leiro, residente na cidade de Santo Agos-
tinho do Cabo, provincia de Pernambuco,
provando com os documentos que junto
offerece a V. Exc. achar-so habilitado
para gerir pharmacia, de cujo servico tem
longa pratica, e como nesta cidade s exis-
te urna dirigida por pratico, e a Illma.
cmara deste municipio julga de ncessi-
dade a abertura de mais um estabeleci-
mento deste genero, por esta razao e de
conformidade com o regnlamunto que bai-
xou com o decreto n. 9554 de 3 de Fe-
vereiro de 1886, vem respetosamente re-
querer a V. Exc. digne-se conceder ao
supplicante a respectiva licenca para, de
accordo com o citado regulamento abrir e
dirigir nesta cidade, urna pharmacia.
Assim pede a V. Exc. deferimento. E
R. M. Cidade do Cabo, de Dezembro
de 1888.Crispo Correia Crespo.So-
bre urna estampilha de 200 rs.
E declara que, se nesse prazo nenhum
pharmaceutico formado Ihe communicar,
ou a inspectora de hygiene da provincia
de Pernambuco a resolucao de estabelecer
pharmacia na citada localidade, conceder
ao pratico a licenca requerida.
Inspectora Geral de Hygiene, em 2 de
Janeiro de 1888.-O oficial, Dr. Jos
Antonio Pereira da Suva.
Escola normal
I Matricula
Por ordem do Dr. director e de confor-
midade com as disposicoes dos artigos 26
a .30 do regulamento de 21 de Dezembro
de 1887, faz-se pubiieo a quem interesar
possa, que as matriculas deste curso esta-
rlo abertas desde o dia 15 do corrente
at 3 do mez seguinte.
O requerimento para matricula no 1.*
anno dever ser instruido com os docu-
mentos seguintes :
1." certidSo de idade maior de 17 an-
nos para os alumnos do sexo masculino e
de 15 para os do feminino.
2.- Folha corrida ou certidSo de nao ter
soffrdo condemnac*ao por algum dos cri-
mes que motiyam a perda da cadeira do
professor publico.
3.* Attestado de moralidade passado pelo
parodio ou autoridade quer policial quer
htteraria do districto, em que residir o
matriculando.
4.- Attestado medico de nao soffrer mo-
lestia contagiosa nem ter defeito physico
que prive de bem exercer o magisterio.
5.- Certificado ou titulo de approvacao
em exame dos tres graos de ensino pri-
mario.
Os peticionarios que nao poderem ex-
hibir titulo legal de exame do 3.- grfi* da
instruecSo primara deverfio inscrevt.--se-
para os exames de admissib, que comeca-
ro no dia 28 do corrente de conformida-
de com o art. 27 do citado regulamento.
Para as matriculas do 2.-, 3.- ou 4.-
anno, basta instruir as petices com os
certificos de approvacao em todas as ca-
deiras do anno anterior.
Secretaria da Escola Normal 7 de Ja-
neiro de 1889.
O secretario, A. A. Gama.
. Companhia Santa Tiereza
Agua em Olinda
Segundo o 6 do artigo 9 do Regula
ment da companhia, o pagamento da i
portancia da penna d'agua fornecida
cada mez, se fer na primeara quizena
mez seguinte, e na falta de pagamento
der a companhia tnterromper o sof
ment d'agua.
A gerencia ar cumprir rastric
este artigo, nao admittindo excepeo.
Escriptorio da companhia, 5 de Outu-
bro de 1888.
A. Pereira Simoes.
1




\
^
IMtFade#rftambuca^ttarta^feira 23' de Janeiro de !8$$
Pede-se ao Senho-
O Secretario
Pergentino Soraiva de A. Galvcto
liOTlROS
iautimos mm m
i onpaakia -t'heaix Per-
bacana
RUADO C0MM1BC10 N- 6, 1 ANDA
Companhia de Seguros
.OESTE
!. delegado littanuKe das pas dos alumno,,
quanto ao aprove tauaento do cnattt i
Art. 7o. A p!ti?So para o contracto
p deve con ter adecliracSo da filiacfio, idade,
estado e pceUheao ajOor do requerente
e escripia pelo propio ponho darte, 6endo
a Iettra e firma raconnecidas por official
res consura mi dores Pbii<*>.
. O contracto-s poder ser assignado por
Qlie flieiraill taZer procurador, se flor provada a impossibili-
. i dade do compare cimento pessoal do con-
qualquer commimica-jtractante.
T^ v Secretaria da Instruccao Publica 24 de
c,ao ou reclamac.ao, se- Dezembro de i
ja esta feita no escrip-
torio desta empieza a
na do Imperador 11.
29, onde tambem se re-
cebar qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobrado-
res externos sao os Se-
nhores HermilloFran-
cisco Rodrigues Frei-
r'e Manoel Antonio
da Silva Oliveira, e
quando for preciso o
Sr. Antonio Martins
Carvalho,
Todos os recibos
desta empreza deverao
ser passado era tales
carimbados e firmados
pelo^>eete,^em o que
nao temo valor al >um.
Georg-e Windsor,
Gerente
Secretaria da loatruce iuMI-
ea *4deezembrde i 888
I'RaZO o di a s
Contractos de cadeirae.
De ordem do Sr. Dr. Inspector Geral
de Instruccao publica, e era camprimento
e determinacao de S. Exc. o Sr. Desem-
bargador Presidente da Provincia de 21
do corrente, se faz publico, que fica mar-
cado o praso de 60 dias aquem interessar
possa para contractar as cadeiras mixtas,
Marayal e Gammelleira de Buique e a do
sexo feminino de Agua Preta, devendo os
pretendentes apresentarem suas peticCes
instruidas na forma das instruccSes de 24
de Maio do anno passado como abaixo se
declara.
I. Os titulados pela Escola Normal Offi-
cial e pela da Sociedade Propagadora da
Instruccao Publica.
II. Os que, mediante exame de capaci-
dade feito nos termos das disposicd'es vi-
gentes, tiverem obtido diploma de habi-
litacao.
III. Os que provarem haver exercido
magisterio publico com reponhecida ha-
bilitadlo.
IV. Os que provarem exercer ou ter
exercido o magisterio particular as mes-
maa condicoes.
V. 68 que, nao se acb*nd> as condi-
cSes mencionadas nos ns. "fr a IV, tiverem,
todavia, notoria aptidao para o magisterio.
Art. 4o. Os individuos mencionados no
art. antecedente terao preferencia, na or-
dem em .que.aa achara numerados para
as cadeiras que requererem, por modo que
rnente se admHtk* < da segunda classeij
quando nlo hoaver .pretendentes da pri-
meva e assim por diante.
Io Em igualdade de'condicSes quanto
ao titulo ou diploma, preferir o-candidato
que j tiver exercido o magisterio.
2*. Em igualdade de condi^-8es quan-
to ao exercicio do magisterio, preferir o
que tiver antea servido por outro meio
que nao soja o eontraeton porinterinidade.
3o Em igualdade de condioocs quanto
ao meio anterior de provimento, prefirir
o candidato, que tiver mais tempo de
servido.
Art. 5o. Quanto aoe que foram contrae-
todos en virtude a lei de de Junho de
1874 do regulamento de 7. de Abril de
1879, fiea-lhes mantida a preferencia es-
tatuida pela lei n. 1766, art. 9. segunda
parte.
Art. 6o Os que pretenderom o provi-
mento por contracto, deverao, dentro do
praso e que trata o art. 2o, requerel-o
ao inspector geral da instruccao publica,
exhibindo certidSo de id&de, folha corrida
e attestados de inoralidade.
Sao dispensado de aprosentar folha
corrida os que exhibirem attestados de
procedimento civil e moral, passados pelas
Cmaras Municipae, autoridades judicia-
rias e polieiaes das legalidades em que
bouverem residido nos dou^ ltimos annos ;
os que, se achando no exercicio de em-
prego publico, oxhibirem attestados dos
f respectivos chefes ; e a educandaa do col-
' legiode orphas casa de expostos.
| Io Os que requererem as condicoes
do art. 3o n. III, se tiverem exercido o
\ magisterio a titulo interino, deverao pro-
Lvar haverem assim, ensinado por mais de
/tres annos com proveito para o? alumnos.
O meio desta prova consiste na oxhi-
[bicSo do titulo de noroeaelo confirmada
feita pelo inspetor geral ; de certidSo
reicio, extrahida dos assentamentos
secretaria da instruccao publica e de
ksatado do delegado litte.rario quanto ao
jroveitairientc dos alumnos.
\J 2o. Quando os pretendentes forem ou
j*em sido piofcssore8 de ensino parti- j
^^(art. 3" n. IV) deverao fazer prova
awtidao extrahida dos assen-
,appas constantes da secreta-
la instruccao publica, de tereui ensi-
nado as materias de
Miguel Jos Alve
N -tena itn Bom Jeai-X.
St'iUROS MARTIMOS E TERRESTRES
"cjte* ltimos segares e unic>- companhia imt<
prtft que concede aos. 8rs. seguradas iscmpce '
.garaento de premio em cad* stimo anuo, o qm
.uivale ao descont annuul de cerca de 15 per
ecute i-ir faor des s;(rrthics.
Lidn k Basilian Bank
Limited
Ra do Comniercw n. 32
Sa''er por toda* os vapores sobre as c
^as fto ro^mo' bao^o ear- Portugr.l, '
id Liabo-
rto,
, raa doaOspellistns n. 75. N
ru INDBMNISADORA
MARITIMOS'B TERU' STRES
E>fabeleclda -ni iHHA
CAPETAIi, 1,000:000^
8IIHB11M8 PA008
At 9i f BflfBfcr i 19S4
H raiinus..... UI:(WS00
Terrestres^. 316:
14Roa doO*auH?rcirt~44
Seg>UFOd.'cOnitra- Fo^
ESTj 1803
Edificio* $ i mercadorua
Tnixa$ batxai
Prtrmpto pagamento de prejui%ot
CAPITAL
m7
N. RA DO'COMMERCi' > -N 5
n
tu il Insirwree Ciimpany de
Llrerpol p
Mpnii
R DB^DRUSINA & C.
13 Roa M.ve* daOliu... 13
oxxtpwalt(iStfft Seguros
coittha pasa
HOSTHSBIV
de L.oadrare Aherdeen
Posico financejro (Dezembro de 1885)
Capital subscripto. 3.000,000
Fundos accuirnlado-
Reeita aumal:
"i premios ooutra fago,
O*- prprMoataobfe^i
D<" juro
O AQKNTk
Joh H. BoxunJl
3.134t34^
577,330
191,000
.32,000
SE60S
2:suhauce
Blacktarw, Skcsife 1,
Rqsn^a lionsimr.'Hi r.
.- ^.IXr-.., i
Companbiaftrasileira de
Naveg^igft Vapor
POBW OO: NORTE
O vapor Manos
Coumiandanteo.l0 tenente Guilhernie
Waddington
E' eepeta'la-dos portos do sol al o
dia 27 oe Janeiro e seguindo- depois
da demora indispensarel para os
portftsdooorte at Manaos.
As enrommendt|r> ao Decebida* na agencia
at 1 hora da tarde io.dia da-sabida.
Para carga, enconinendas, passagens e valo-
res trata-se cornos
AGENTES
POJWO DO SUL
O vapor Alagoas
Commandate,Joao Maria Peeaoa
E' esnr&do aos portos do norte at
o dia Sii Janeiro e depois da de-
ornwispensavel seguir paraos
porto da9nl
. Recebe tambe aargapara.Saatoi, Santa Ca-
tbarina, Pelota,.J?ftrtp Alegre e Rio Grande do
Sut. frete mdico .
As encommeaia* s serao recebidas na agen-
cia at i hora d4ao&odia da sabida.
Para carga, paeeagepsv encoramendas e valo-
res trala-se com os AGENTE.
Pereira Carneiro & C. .
6=Bua do Commerciot
1 andar
Para o Rio de Janeiro
Segu com brevaie a barca portuguea No-
Pan carg;. tra n os consi-
vapor
o Havre, Lisboa,
Ri de Janeiro e
SMWKS REUNS
CsassaAU
-DE
.\avegaco
L nha quinzenal entre
' Pernanjfbuco, fNihia,
Santos. -
O VAPOR "\
VilledeSan Nicols
Commandaute Henar'
E'esperado da Europa at
do corrente. seguindo depo
dispensavel demora para a
o dia 27
' da in-
Babia, Rio de Janeiro e Santos
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
rapores dest linlia,jqueiEam apreentar dentro
de 6 dias a contar do da descarga das alvarengas
qualqueri-odamacao concernente a volumes que
po-ventnrsr tenham seguido para os portos do
su! atini de se poder dar a tempo as provi-
deaoias necessarias.
Expirado o referido praro a companhia nao se
re.sponsaoilisa por evtravios.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : trata-se com o
AGENTE
ugnste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
coarVHit
PKBMHBUWl
DE
Xaregaeo eosleira por vapor
PORTOS DO NORTE
Piiruhyba, Natal, Maco, Mobsos, Araca-
ty e Cear
O vapor Jacuhype
Cominandante Estevea
Segu no dia S4 do corrente s 5
horas da tarde. Recebe carga at o
dia 23.
(OMPA>Hlt HICKVtlfBI DE
JVavegaeSo eostefra por vapor
Ro Formoso e Tamandar
O vapor Jaguaribe
Commandante Monteiro
Segu no dia 24 de Janeiro s 5 ho-
ras da manlia. Recebe carga at o
, Passagens at s 4 horas da tarde do dia 23.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Pernambucana
n. 12
LE1L0ES
Quarta-feira 23 deve ter rogar o leilo da
fabrica de vinagres.e licor da ruado Brum n.
75 em um ou mais lotes
Quinta-feira 24, deve ter lugar o leilo de ca-
sas terreas novas e altas, no Caminho Nove, e
um sobrado da ra Velna ; bem como madapo-
lOes a variados.
Leil
Ao
por
instrucso nrimari., ro Ba ^ na
maia. de cinco annos, e attestado do^0 a itl.m.
Encomntfndas, passagens e dinheiros frete,
at as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pernambucana
n. 12
United States and Brazil
M.S.S..J.
O vapor Finance
E' esperado dos portos do
su I al o dia 2 de Feverei-
ro o cjual depois'da demo-
ra necessaua s e>g uir
pita o
aranho. Para, Barbados, S.
Thonaz e \ew-lork
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a lretc : trata-se com os
AGENTES
*
O vapor Allianca
E' esperado dos portos do
norte at o dia 7 de Feve-
Tciro o qual depois da de-
mora necessaria seguir
para a
Baha,.Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encoramendae e di-
nheiro a frete : tratase com os /'GENTES.
Henry Forster & C.
8Ra do Commercio8
1* andar
Pacific Steam Navigation.
Companj
STRAITSOFMAGELLAN LINE
O paquete Cotopaxi
Espera-se do sul at o dia
28 do corrente e seguir,
depois da demora do costu-
nw.para Liverpool por
i.lsl.n;.. Hrde:iii\ e Plynoulh
Para carga, passogeiros, encommendas e di-
nheiro a frete : trata-se com os
AGENTES
Uilsiiii. Sons k L Limited
14RA DO COMMERCIO14
RoyalMail Steam Packet
Companhia
O vapor Atrato
De 99S$ txmdadaa e de foren de 5,900 ca-
vaos
Commandante L. R. Dickinaon
Et-tenovo e expleodido vapor ten-
do sabido de Lisboa no dia 21 aso
horas da tarde, esperado at o dia
30 do corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Macelo. Baha. Itio de Janeiro.
KantoM. tloatevido e Bneno*-
Ayres.
Para passagens, fretes c encommendas trata-
se com os AO ENTES.
O vapor Tag-ns
Copamandante P. Rowell
E' esperado d(Mul no dia 3 de Fe
vereiro e segurado depois da demora
necessariapara
Lisboa, vigo. onthamptoB e
Antuerpia
Redacgao de passagens
Ida Ida e rolla
A' Liiboa 1 classe 20 30
A' Southampton 1- classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretes, encommendas, trata-se
com os
AGENTES
Ainorimlrmaos & C
N. 3Ba,do Bom Jensr-N. 3
Companhie de Messageries
Mari times
LINHA MENSAL
O paquete Niger
Commandante Friaschi
K esperado dos portos do
sul no dia 1 de Pevereiro,
seguindo depois dademo
ra do eos um para Lor-
deaux, tocando em
Bafcare Lisboa
Lembra-sc ; passageires de todas aa
clasees que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 0)0 em favor das fa-
milias compostas de 4 pessoas ao menos eque
pagarem 4 passagens inleiras.
Por excep\-fio, os criados de. familias que to-
marem biihetcs de proa, gozam taoibein di
abatiuiento.
Os vales postaes a se do at o dia 30 pagos
de con lado
Para carga. ncommendas e di-
nheiro a frete : trata-se com o
AGENTE
ttgnste Lbil le
9 Ra do Commorcio .9
ao m
Da grande fabrica de vinagre e licores da
ra do Barto de Triumpho n. 75
Constando de:
Vinagres, vinhos, licores, genebras, xaropes,
cognacs, tnicos, papel, rolhas, rtulos, pipas,
bairis, garrafas e botijas.
Um alambique, liteiros. dornas, bombas, cane-
cos, torneiras garrafoes, parces e muitos outros
artigos.
Em um ou mais lotes vontade dos compra-
dores .
iiarta-felra 3 do correle
A's 10 1}2 horas
0 agente Pinto legalmente autorisado levar
a leilo os vinhos, vinagres, licores, alambique e
mais pertenecs da fabrica "a ra do Brum n- 75,
em muitos c diferentes totesa vontade dos com-
pradores.
Principiar s 10 1 2 horas
Leilo
Da armacao, batanea, pesos, medidas e g-
neros da taverna da ra da Santa Cruz
n. 2.
Sexta-feir, 15 do corrate
A's 11 horas .
0 agente Gusmo, autorisado far leilo da ta-
verna cima, em um ou mais lotes a voutade dos
compradores.
a casa tem agua encanada, e garante-se ap
comprador da armacao.
Em continuaco ser vendido barris com vi-
nho de pastoifhyLisba e diversos mo\<
Leilo
De excellentes carros,. bons cavallos, ar-
reios e mais pertences da cocheira do
caes do Capibaribe.
Terea-felra, 19 do corrate
A's 11 horas
0 agente Pinto, legalmente autorisado levar
a leilo em um ou mais lotes, os carros, cavallos
e pertences da cocheira do caes do Capibaribe,
a qual est bem montada c afregnezada.
Os pretendentes podero desde j apresentar
suas propostas'
Agente Burlamaqui
LEILO
Quarta-feira, 23 do corrente
A's 11 horas-
\o ai-maxem t\ ra do Imperador
i. 15
De uuia famosa casa terrea a ra de Santo
Amaro n. 31
0 agente cima legalmente autorisado vender
em leuo urna casa terrea, com tres portas de
frente, porto, janella e porta no oito, a ra de
Santo Amaro n. 32, esquina, freguezia de Santo
Antonio, rende mensalmcnte 35*.
3/ leilo
Do G casinhas ra 24 de Maio antiga
dos 0sso8 ns. 30 c 32
Qaarta-felra 13 do corrate
A's 11 horas
No armazem A ra do Imperador n. 45
0 agMite Silveira por mandado e com assis-
tencia do Exm. Sr. Dr. juizdedireito de orphos,
a.rcquerimento- do iu\entunante de Sebastio
Jos Gomes Penriu, levar a leilo as referidas
casinhas.
Leilo
Da armacao e gneros da taverna da ra
das Larangeiras n. 2
Quarta-feira, 1S do corrate
A's 11 horas
0 ageqte Gusmo, autorisado pelos Srs. Vas-
coneefle vAfonqwrque, far leilo da taverna
cima para pagamento dos seus credores, cuja
venda ser feita em um ou mais lotes, a vontade
dos Srs" compradores.
Em seguida ser vendido nm lindo cavallo
pampa andador
Leilo
De bous movis, loaras e vidros
Ao correr do martello
Constando de urna bonita mobilia imitando
Jacaranda e com tarapo de pedra, 1 dita de junco
tambein com conslos de pdra, 1 espelho oval,
1 cama imitando Jacaranda. 1 commoda de jaca-
rando. 1 dita de amarello, i cabido de.columna.
2 lanternas, 4 quadros, l lavatorio de amarello, ^
marquezo e 4 jarros finos.
Urna mesa elstica de 3 taboas, 1 guarda-lou-
ca. 2 apnaradores de columna. 6 cadeiras de ama-
reUor4z ditas de juuao,.t toilet, i moa, redon-
da, I' sof de amartillo, louca e jauta; ^dita do
almoco, copos, garrafas, clices, talheres, 2 es-
preguicadeiraa, tremtle cosinna eoutroamui-
to movis qwi-serfio-vendidos ao correrd**iar-
tello.
Quiota-feiro, 14 do corrate
A's 11 horas
No sobrado n. 36 da ra das Trifrcheiras
0 agente Martins far leilio por ordem de urna
familia que se retirou desta provincia dos movis-
e mais anjectos existentes tm dito sobrado.
m tempo alnga-se tambem o predio sendo que
tem na solea 1 sala, 2 quartos, e no andar, 2 sa-
las, 2 quartos, coslnha e 1 terraco envidracado,
e o aluguel wuito baratos
....
Leilo
Agiente Pinto
0 da cocheira do caes de Capibaribe annun-
ciado por intervengo do agente Pinto fica tras-
rido para outro dia que ser ffovameote annun-
ciado.
AVISAS DIVERSAS
luga se casas a 8*000 no beeco dos Coe-
lbos, junio de S. Gongallo ; a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
- Muga se o i- e 3 andares ra estreita
do Rosario n. 32, e o 1 andar e so'o ra do
Fogo n. 35 : a tratar na ra da Imperatriz n.
16, i- andar..
luga-se o i- an'iar ra de S. Jorge n.
120, com agua, caiado e pintado de novo ; na
mesma ra n. 131, taverna.
Por 23'iOO aluga-se a sota u. 6 travessa
da Prai.i do Forte, com 4 quartos, 2 salas, cosi-
nha, quarto de eogoaimado ; a tratar na ra
larga do Rosario n. 16.
" Precisase de urna ama para cosintiar : na
ra do Livramnto n. 9.
- Precisa-se deum homem para criado n'um
sitio : a tratar na estago da Jaqueira.
Jos Joaquim de Azevedo tem urna carta na
ra de Hortas n. 15.
Os abaixo assignados tendo tlissolvido em
31 de Dezembro de 1888 a sociedade que man-
tinham debaixo da firma social de Silva & San-
tiago do estabelecimento de molhados sito ra
do Coronel Suassuna n. 1, declaram ao respeita-
vel publico e especialmente ao corno do com-
mercio que o ex-socio Jos Xavier Estolano San-
tiago retira-se da sociedade pago e satisfeito de
sea capital e lucros, ficando pertencendo ao ex-
socio Jos Luiz da Suva todo a activo e a exclu-
siva responsabilidad)' de todo o passivo da so-
ciedade.
Recife, 18 de Janeiro de 1889.
Jos Luiz da Silva.
Jos Xacier Estolano Santiago.
C haruteiro
Precisase de official charuteiro ; na ra Lo-
mas Valentinas, antiga Aguas Verdes n. 46.
M. S.
O enigma ser urna ordem do Thesouro
urna corrente grossa.urnas cauoocsuna or-
dem de um respeitavel anciotudo isto se de-
cifrar em tempo-o tempo j bastante, anno
e meio. ___
Cara c de liom paladar .
Nae ha remedio que rena mais vanta-
gens para os doentes do peito, do que o
Peitoral de Cambar : cura e de bom
paladar.-
Iergiiula_
Oual o remedio mais efficaz e aconselha-
do para a toase ? O Peitoral de Camba-
r que se vende em casa de Francieco
Manoel da Silva dt C, ra do Mrquez
de Olmda n. 23.
Dere er-ae
O abaixo assignado, cidadao oriental,
morad'jr no Monte Bonito, 2o districto de
Pelotes (Rio-Grande do Sul), atiesta que
soffrendo de urna: tosse perigosa, foi radi-
calmente curado, emi poucos dias, com o
popular medicamento Peitoral de Camba-
r, preparado do Sr. J. Alvares de Souza
Soares desta cidade.
Joaquim Thomaz Affonso.
MAIS DE 10:000 CIRAS
>i
De t importante mohiliads jacarandi a Luiz
XVjtmedalhao, cqm 12 cadeiras de guarnjco,
4 ditas do bracas, lisofio 2 usolji com lam-
po de pedra. 1 piano forte de Jacaranda, 1 ca-
deira para dito, 1 lustre de crystal com 8 bicos
para gaz carbnico, 2 arandelas para dita, 1 es-
pelho oval, 2 niBOitantes. qaadros com gramas
abertas cm folha de cobre, cantoneiras, estan-
tes para livros, jarros, candieiros, tapetes,- capa-
pachos, serpentinas;-! lida cama franceza de
Jacaranda e pao rosa, .guarda roupa toilet,
1 lavatorio com pedra, camas francezas de ama-
rello, marquezoeS) lavatorios; berco, guarnigoes
para lavatorio, 1 importante mesa oval elstica
com 5 taboas, 1 lindo guarda Jouga envidracado.
1 aparado ontalliado com pede, 2 amparadores
torneados com espelhos, cadehB de junco, quar
tinhfira, lindos apparelhos de porcelana para al
mogo ejantar. 1 riquissimo faqueiro de electro
pate, 1 pyramide de crystal,, 2 lindos apparelnos
de porcelana ingleza com Sores o que ha de mais
delicado para almoco e jantar, 1 apparelbo ni-
ckelado para alraogo, 4 jarroa unos de crystal
da Bohemia,, garrafas, clices, copos, licoreiros,
colheres, facas muinno para caf, banbeiro e
muitos oulros objectosde casa de familia.
fcuinta-feira. 4 do -corrate^
A's hO 12 horas
No 1. andar do sobrado da ra da Impe-
ratriz n. G
Por taterveaco do asate
Gusmo
Leilo
Das casas torreas da ra do Conde da
Boa Visia ns. 68 e 70 edificadas em chaos
proprios servindo de base ps offerias de
u:8UO)5-00 por urna e 3:8>O)S00O per ou-
tra, rende 5OD(JO0O annuaes cada.urna.
Quinta-feira 24 do correntt>
As 11 horas
O agente Pinto levar novamei
casas cima mencionadas novas e altas, servn-
nlTertas obtidas no ultimo Inlo
s 11 horas do dia acuna indicado, no ami-
da ra do Marque deOuii !an. 52.
EM r.ONTINUAr.O
Vi inesino aaenU e um
andar da ra Velha n. 82 com janella no oito.
uoan do sssmnsac
DORES DE DENTES
E
PREPARADO OHICAWENTE
POR CALASANS & C.KA BAHA
Medicamento heroico contra os rheuma-
tismos, incha93es, dores aciaticas, nerra}-
gias, dormencia, etc., empregai,do-se em
fomentacites sobre os lugares affectados.
Cura, o beri-beri, as paralysias e as dores
de dentes.
Todos oa'frascos levam direcfjes para
uso d'este medicamento admiravel.
Preo 1^200. Descont de urna duzia
em diante.
DEPOSITO NO RECIFE
Francisco Manoel da Silva A C. ra
Mrquez de Olinda. n. 23
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira ; na ra Velha
numero 137.
Mesta$' iki-feito-
O Peitoral de Cambar de S. Soares,
remedio efficaz para todas as molestias do
peito. Vende-se em casa dos agentes
Francisco Manoel da Silva & C, ra
Mrquez de Olinda.
Conselho
Ojiando alguma- affeeca pulmonar antea-
car a vossa existencia, experimenta o
Peitoral de Cambar, que ficareis livre de
tal meara.
Os agentes,
Fraocieco M. da Silva A C.
Bron chites
U remedio infallivel para as hronchites
o maravilhoso Peitoral de Cambar, de
S. Soares, que se vende ein casa de Fran-
cisco Manoel da Silva & C, ra Mr-
quez de Olinda n. 23.
pf* ^UERV Ve- w t*d a m*
Ra da imperatriz n. 36
Contina fornecer-se comedorias casa
famil .or pi'ego
mdico : a tratar aa mesma aciuw
0 PSTOEALdeCEREJA
Do Dr. Ayer.
As enil n:aia *Ho,->voetis e fatfts dn gftr
. hnt e loe it;ln>o'g, ortlbiariamente des^i.v
;?, tepd
rvattad |.i oruvta-
;.c:itc s. nieute. I**rcai
i-r enpinoso t? n demora fata
if .; ;.,'... 3*o
rt*n>Ud< Aslbma, Bronchiti,
.. So oti;r o a T-;ifn.
a. tes-
0 1. Aya
rrn afth ara o Ofior eu e&so iJe. A :
nsni :t-carv^-
iu J -' deve
per'-r ; .. sperinteutoiido voinodlua
de eHoada duvMoftft, eiit-tuarito que a enfenui
dade se apodera dr- ifSttua e se arraiga profuuda-
neDts, entto que se necessita tomar uesse Instante,
o remedio mais eertO e activo em peu elleito. '*
:emedto sem yti. i.la uguiiui o SflliulLAX 'jf
WUWA o Da. Av r.
oi. j. c. ayi:r k sa,
LovOf Mass., E. I*. A.
bolaco omirnT
MssSt
' .-*>*

PARA O CABELLO.
Avalenta, Aformosea
E FAZ CEESCBB O CABELLO
com asjoiabrosa rapidez.
Ci A -
anoa
Vende-se urna canoa de pescara na ra,de
Vigario n. 31, i- andar.
Pranchoes de amareJo
Em porco e a retalho ; vende-se na na do
Vigario n. 31, andar.
Ama
Precisa-sade urna ama para cosinhar : a tra-
tar na ra dos Guararapes n. 88.
Instruccao publica
A sexta cadeira. para o seso feminino da fre-
guezia de Santo Antonio, est funecionando na
ra Bella n. 43, casa de azulejo.
Caixeiro
Precisase de um caixeiro ; na ra das Per-
nambucanas n. 27-A, Capunga. ____
Ama
Precisa se de urna ama para o servigo domes-
tico de casa de familia : a tratar no escriptorio
deste Diario.
Cosinheira e criado
Precisa-se de urna eosintieira e de um criado ;
na ra Baro da Victoria n. 54, 1 andar.
Peitoral le-c aaaoar
Atiesto que o Peitoral de Cambar do
Sr. Jos Alvares de Souza Soares, prepon
rado do urna arvore aromtica denomina-
daCAMBARA'que vegeta na serra
desta provincia, um excellente balsmi-
co expectorante, e como tal o tenho em-
pregado sempre cqm bom resultado nae
affecces pulmonares. O referido verj
dade e o juro sob a f do meu grao.
Dr. Vicente Cypriano da Maia.
(Pelotas).
i-
Jorge
Clemente de Boina Caval-
caale
Mara da Conceigode Borba Gavalcante, .Al-
na Cavalcantede Borba Moreira, Olyrapia. Jorga,
de Borba Cavalcaote, Joaquim da rosta Moreira, .
Tertuliano Delgado de Borba Cavalcante, Ahto-
nio Joaquim Cavalcante de Albuquerque, Franco
Cavaieante de Albuquerque, viuva, liihos, gen-
ro, irmo e cunta Jos do finado Jorge Clemente*,
de Borba Cavalcante, agradecem as pessoas que
se dignaram acompanhar os restos mortaes lo
mesmo at o cemiteno e pede a todos os paren*
les e amigos a caridade de assistirem as missas
que pela alma do mesmo manJam celebrar na
matriz da Boa-Visia, quarta feira 23 do corren
te, s 8 horas da mann, stimo dta de seu fal-
lecimento, pelo que se co-ifessam eternamente
agradecidos______
t
Manoel
Cime *
de Fnica
1- anniversario
Jos dos Santos Moreira e Antonio Goncalvc-
dos santos, gratos memoria de seu nunca es-
quecido primo e amigo, Manoel de Fontes Go
mes, mandam dizer urna missa por alma do
mesmo finado, quarta-feira 23 do corrente;, !
anniversario de seu passaaiento, na igreja deN.
s. do Terjo, pelas Vlioras- da uiann ; convir
dam aos prenles e amigos para assistirem a
esse acto de caridade ereligiOj confessando-se
desde ] eternamente gratos. _____ _^^_
t
naraein da. Uta
Deodato da Silva c sua esposa Maria da Con-
ceigo da Silva, agradecem do intimo d alma a
todos os seus prenles e amigos que se digna-
ram acompanhar at o cemiteno publico da Boa <
Viagein o cadver de sua prezda mai e spgra,
logrera da Silva ; e de novo as convidamjpara
assistirem as missas que mandam rezar na igre-
ja da Boa- Viagem e em S. Goncalo, na quinta-
feira 21 do corrente, s 8 horas da.manhi, s&tit
mo dia de seu-passamento, e desde j se con-
fessam eternamente gratos.___________^^^^
CanMao Antonio I.ui Rodrigue)
de tlmeida
D. Candida Maria Rihein de Almeida
fa.nilia conv prenles
finadomarido capito An;
de Almeida, para assistirem a.-
da de seu passaniento, que te;
ta-feira 24 do corrente, s 8 bi
oi-.leni terreira de F'-ancisf).
-*
-

-
>

t


1


"S?,
Diario d PernanbucoQuarta-feira, 23 de Janeiro de 1889
7
u
i
f

)

V
IMPORTANTE
REDUCCO DE PRECOS
2H.IA DO CRESPO-21
OLIVERA CAMPOS & 0. tendo de receber bre-
vemente um sortimento de artigposnovos de alta novidade, resolver am
fazer urna grande reducco nos presos dos artigo abaixo menciona-
mm SEM COMPETERA
V na Prmeiro de Marco n. 20
dos, para os quaes chamam a attencadas sas Exmas. freguezas
Linhos para vestido padroes modernos a 160 rs. o covado. Mantas hespanholas, de seda, pretas a 3.J000 urna.
Cretonas francezes, cores claras, a 260 rs. o dito. Espartilhos, o qu<> ha de melhor, de 4(5000, 5|&000,
Merinos de cores, duas larguras, a' 500 rs. o dito.
Ditos de cores, lavrados, de 2(5000 a 1^000 o dito.
Las de' cores, deBenhos de cachemira, de 900 a 600 rs.' o dito.
Merino de quadros de 320 rs. o dito
Fustao bronco do 400 e 500 rs. o dito.
Musolina branca para casacos a 500 rs. o dito
Zephir de cor, lisia e quadros a 500 rs! o dito.
Ditos arrendados^ lindos gostoe, a 600 rs. o dito.
Ditos e listas arrendados, alta novidade, a- 800 rs. o dito.
Etamines arrendados, de-cores, de 800 a 500 rs. o dito.
Flor de Italia em quadrinhos, a 500 rs. de 900 rs.
Mursolinas de cor, de listas, a 400 rs. o dito.
Cortes de cambraia bordados transparente e tapado, de 150000
e 20-3000 por 90000 e 120000 cada um.
Linao, padrSes em quadros, a 440 rs. o covado.
Nansikes padrSes mimosas, de 280 rs.-o dito.
Percales miudinha se pannos finos, a 200 rs. o dito.
Merino preto fino, de 2 Setim Maco de todas cores, a 900 rs. o dito.
Brim fino pardo para vestido, a 400 rs. o covado.
Cambraia Victoria transparente, fina, a 30000 a peca
o que. na ae memor, de puou, D0uuu, 60 000
-70000 um.
Fichtte de pot arrendados, de 10000 um.
Capinhas bespanhoias de cor a 20000 urna.
Fichas de -Seda, muito lindos, a 30000 um.
Sargelim diagonal, todas as cores, a 240 rs. o covado.
Casacos de cmbrica branca bordados, a 30000 e 40000 um.
Luvas de seda, todos os tamanhos, de 20000 a 30000 o par.
Letcdes'de Hnho do Porto, a 40000 um.
Ditos grandes para cama franceza, a 60000 um.
Colchas de cor, de 20000 a 50000 urna.
Fichs, sortimento completo, de 20000 a 60OOQ um.
Lencos de Itnho com barrinha a 20000 urna duzia.
Camisas francezas, de 240000 e 360000 a duzia.
Meias cruas para homem, de 40000, 50000 e 60000 a duzia.
Ditas brancas cruas e de cores para senhora.
Dita brancas ernas e de cores para crianca.
Chambres de cretone, de 50000 e 60000 um.
Cortes de ~casemira de cor, de 80000 a 60000 um.
Cortes de fustao para cohete, de 10000, 10500 fe 20000 um.
Camisas inglesas de flanella, 12 pura, a 50000 Hma.
I Alin de outros artigos que dentamos de mencionar.
21-Ra do Crespo21
NAO SE DAO AMOSTRAS
r
CAPSULAS
WIathey-Oaylus
Preparadas T"slo -D0UT0R CLIN Premio Montyon
1
As Capsulas Math*^**ytus com Euvolucro detgav ae Gluten ti8o fatigSononca
o estomago e sao recemmendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-YorX, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagla, a Cystite
dn Collo, o Gatan-ho e as Molestia da Bexigas e dos orgos gento urinarios.
4W (//na tjrp/fctfio dualhsda aeowpsoM otd* Fraseo.
d Pars,
dn
31
SI Exigir qu te mch em cota dos Droguistas e Pharmaceuticos.
;<
PEREIRA it MAGALRaES
Recebedores directos dos mercados da Europa
liquidam osseguintes artigos com descont d vendas em grosso
Bramantes de algodao superiores, a 800 rs. o metro, 4 larguras,
dem de puro tmho fazene* de 20200 para acabar a 10500, metro.
Atoalhado alvo, duaa larguras, a 700 rs., 10100 e 10200 o dito.
r. AleodSo alvo, nacional, para lencoes a 50500 a peca.
Madapolao amerkano, a<306OO, 40000 e 60000, com 24 jardas.
Maripozag de cores a 220 rs. o covado.
Chitas claras e escuM, eores Srmes, a 200 rs. o dito.
Batistes idem a 120 rs. o dito.
Zefiros de quadrinhos, a 80, 160 e 200 rs. <> dito.
Merinos lisos de usa la*gura a 200 rs. o dito.
dem de quadros modernos a 280 e 300 rs. o dito.
Fichs de renda chics a 10000. ^^
Colchas francezas de cores a 20000 e 40000, rana.
Lences de bramante a 10800, para cama de cauL .
Casimiras de cores para roupa de crianca a 10000 e 10800, diagonal, duas
^^^^Camisas nglezas e francezas a 260000 e" 300000 a duzia.
Tapetes aveludados, grandes, a 140000 um.
Cortinados ricamente bordados a 50500 e 60000-
Pannos de cores para mesa a 10100 e 10300 o covado.
Cheviot preto e azul, a 30000 o dito.
Brins pardos e de cores'a 280 rs. o dito.
Veludilhos de cores e pretos a 900 rs. o dito.
Rendas austracas para vertidos a 500 e 560 rs. o dito.
Setins de todas as eres a 900 rs. o dite.
Setinetas lavradas 200 e 240 rs. o dito.
Alpacas modernas, lavradas, a 240 rs. o dito- .
Meias cruas inglezas para homem a 20500 e 30000 a duzia.
Ceroulas bordadas, de bramante, a 120000 eI60OOO a dito.
Cortes de casemiras para calca a 40000 e 60000.
dem de meia casemira a 20000.
Toalhas grandes para rosto a 40000 a duzia.
dem felpudas para banho a 120000 a dita.
E muitos artigos que serio lembrados com apresenca de nossos leitores.
59Raa Duque de Caxias59
LOJA DE
PEREIRA A HA6ALHAES
Carolos de alg-odo
Compra-se ca reos de algodao easaccadoa, en-
tregues nos armazens, ra do Bardo do Trium-
Eho ns. 10,12 e 14; ao preco de 380 ris por 15
ilos.
Professora
Urna senhora competentemente habilitada, pro-
p6e-se a leccionar em collegios e casas particu-
lares as seguintes materias : Portuguez, Fran-
cez, Msica e Piano ; a tratar rra ra Visconde
de Albuquerque n. 20.
Vinho de Collares especial e
da Madeira
Em decimos e caixa de duzia, tem para Ten-
der Joaquim da c ilva Carneiro. largo do erpo
Santo n. 13, i- andar. _____
Cha preto superior
Carlos Sinden avisa seus amigos e fre-
gnezes em geral que receben pelo ultimo
vapor cha preto (novo e> superior de por pre90s mais resumidos em Tiste
da continuac&o do cambio mvoravel.
Convem que experimentem.
48 RA DO BABO DA VICTORIA 48
Precisa-se Je um criado
numero 19.
Criado
na ra de Pausando
Architectura
Andr Rompcke prepara, guarnecidos de to-
das as cores, garantindo a coaservacao das mes-
mas, tanto para o exterior como interior de edi-
ficios ; os pretendentes poderao deixar snas or-
dens na mercearia ra da Impcratriz a. i.
Caulellas do Monte de Soccorro
Compra-se cautellas do Monte de Soccorro de
qualquer Joia, branles c relogios paga-se
bem na Praga da Independencia n. M, loja de
relojoeiro.
Em virtude de ter sido muito procurado e nao
podido satisfazer aos pedidos de todos, mandei
chamar um collega da Inglaterra (Mr. Dick) que
j se acha no caso de receber disciputos de Jn-
plez pranco.
/. Fanstont, ra do Progresso n. 8.
Mb, J. Faustow, tendo de modificar a lista de
seus discpulos para o poyo anno, pede as
Exmas. familias e settaores que tem-o honrado
no passado que communiquWn-te os seus dege-
jos para que elle nao falte na auencio devida
aos Illras. Srs. seus discpulos.
Os Srs. dutores desta praca quetenham co-
nhecimento de mglex e que queiram ae aperfei-
coar na pratica, rifam-se a J. Fanstoae, n. 2
raa do Progresso, ou na casa Evanglica n. 4,
ra estreita do Rosario.
Tambem para maior iioniiodWade das pes-
soas empregadas no commercto tanho reaolvido
abrir um eur-nocturoo de inglez pralico. o
qual funccwnart no i andar da casa n. 4, ra
estrella do Rosario.
Mr. *-*!** m, sriwi. nico professorame-
ricano >!a iingua ingleza, pode ser ^rocorado
aos sabbados ra Conde da Boa-Vista n. J,
sobrado defronte da estacao da t-oledade.
.Ht TOMA O
oe POTASSIO
j .
ZOO i mi Oliooolate
'. Uto -> :r>rosameU
. 98 Ssl ;ss
1*1 .. r"Oi*

Inglez

ciw jhmt H
Miims
Pon:.;, r 'A. r HESMltHi, n AMERICA,
1RA2IL o/ie ajo
3 ^jigieite
icut ......... 1/4 TRISCO*
Sbsm Piln'ai ato toda fa^lld*A A re tr*t*r p*r
prODD*railiM:w*ccur*reiap&ticoU-iu|wJ
mpdamen'^ cm humorc, bl'', L-uniODesTi
I 00B"*-rTflni
e lmp4l>jn i rBCfthldn.
*jm lmpra;ain-H *
oontrn a Pri*ftn dr. rentrf, l'fthnrrh,
Uta, .'/> iii/. <'-^.-k. i,itt>t 4*
appptite, Tmuvri- ..II. rtf,Febreji,
MoJe*t;asl> h's':il<>. tu i laepim,
Hrtiulhan. I >-mef/j>>i*lien, t
lieHopa una. ate.
p.REi;;sl>:BCS*ff
PhM Oettln
/Vv-^' do S!^^
Ei lULia Ab 1.1AHMACIAS
y
Censor
loi moco titulado pela Escola Normal e estu-
qual(|ut>r collegio desta cidade, mediante ali-
mi'iii eiio c ((uaiquer pensao : quetn quizer uti-
seus servicos, pode dirigirse ao es-
criplorio deste Diario en las sob as
iniciaes S. 6.
I
Atoalhado bordado a -ltjKOO o metro.
Alpacas indianas a 320 rs. o covado.
Ditas mesoladas a 600 rs. o covado.
Ditas lavradas a 600 rs. o covado.
Batistas finas a 140, 200 e 240 rs. o dito.
Brim pardo a 280 e 320 rs. o dito.
Baleias pretas a 260 e cobertas a 500 rs,
a dtoia.
Bicos de urna s cor a2ja peija.
Bramante trancado a 8Q0 rs. o metro.
Brins de cores para erianca a 260 rs. o
covado.
Bicos matisados a 2)5500 e 3)5 a peca.
Cumbraias bordadas a 4(5 a peca.
Cachemiras de quadros a 260 o covado.
Cortes de seda para eolete a 50000.
Ditos de linn era caf to a 7,5000.
Colchas de damasco a 6(5000 urna.
Cretones de alsace a 360 rs. o covado.
Cambraia arrendada a 460 rs. o dito.
Cachemira da India a 220 rs. o dito.
Chales adamascados a 20500 um.
Cortinados bordados a 6)5000 o par.
Colchas de cores a 2)5 e 25500 urna.
Cortes de casinetas a 1)5500 um.
Chambres a 4,5500, 5 e 6000 um.
Cortes de setineta a 6)5000 um.
Cambraia Victoria a 20900 a pe$a.
Camisas allemSes a 36)5000 a duzia.
Cachemira de duas larguras a 800 rs. o
covado.
Cretones claros a 280 e 320 rs. o dito.
Colchas de fustSo a 3)5500 urna.
Camisas de meia a 1|5000 urna.
Ceroulas de bramante a 1.">-S a duzia.
EsguiSo pardo a 360 e 400 rs. o covado.
Espartilhos couraca a 5i5O00 um.
Entremeios bordados a 700, 800 e 900.
Completo sortimento de casemira e brins, collarinhos,
bolsas, fichs, lencos, leques e muitos outros artigos.
rs.
o covado.
o dito.
do l.ouvre
Fichs de malha a 2)5000 um.
Fustao Branco a 360 e 400 rs.
Dito de cor para roupa a 800
GuarncSo de crochet com matizes.
Gazes de cores a 500 rs. o covado.
Guarda-p para homens a 6,5000.
Grinalda para noiva a 8)5000.
Guarda p para senhoras a 8<5000. -
Lencos com barra a 24000 a duzia.
Leque a grS-duqueza a 2)5000 um.
Lencos brancos a 1)5200 e 25000 a duzia.
Luvas de seda a 20 e 20500 o par.
Linhos de quadros a 80 rs. o covado.
LSs escossezas a 100 rs. o dito.
Linn de cores a 500 rs. o dito.
Merino do cores, duas larguras, a 800 rs.
o dito.
Meias com pintas, para senhoras, a 800 rs.
MadapolSo americano a 6000 a peca.
Meias para homens* a 30600 a duzia.
Extracto Porte-Veine a 10400.
Popelina branca, de seda, a 800 rs. o co-
vado.
Paletots de seda palha a 70500.
Ditos de alpaca preta a 40500.
Panno da costa adamascado.
Pacotes de p de arroz a 500 rs.
Percales fi as a 200 e 220 rs. o covado.
Roupas para banhos salgados.
Regatas de cores a 10000 urna.
Sahidas de baile a 20000 urna.
Suspensorios americanos.
Sargelim de cores a 200 rs. "o covado.
Setim de cores a 800 e 900 rs o dito.
Dito do Japao a 240 rs. o dito.
Toalhas para rosto a 30600 a duzia.
Ditas para banho a 10400 urna.
Cozinheira
Precisa se de urna boa cozinheira que durjju
Pm casa dos patres, para casa de pequea fa-
milia, na ra do Conde da BOa-Vista n. 24?.,
porto de ferro.
Aluga-se barato
Ra do Rosario n. 39.
, Ra do Calabouco n. 4 Io andar.
Baixa Verde n. C. (Capunga).
Ba Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
A ra do do Calaboco n. 4 lqia.
Largo do Corpo Santo n. 13 i andar.
Ra Santo Amaro 14 Io andar.
Ra Vidal de Negreiros n. 45.
Trata-se na ra do Commercio n. 5, i. andar
escriptorio de Silva GmmarSes & C.
Aluja-
se
urna sala grande, clara e fresca, de um i- a-
dar ra Mrquez de Olinda, para escriptorio
de commissoes ou para algum medico.
Metade de um armazem na mesma ra, pra-
prio para deposito de gneros fazendas ou toes-
mo para escr ptorio.
Um terreno grande com baixa de capim, ar-
voredos quartos para moradia, cocheira. e "es-
tribara para cavallos, bois ou vaccas.
Os pretendentes poderao obter qualquer in-
formaco no armazem da bola amarelia, caes
22 de Novembro n. 36.
Aluga-se
as casas n. 59 ra Vidal de Negreiros n. 150
ra coronel Suassuna, e um sobradinho em Ato-
gados,, com bastantes arvores fructferas, ao
becco do Quiabo n. 64; a tratar na ra Marcio
Das n. 106.
AMA
eos
pannos, leos, toni-
AMARAL & C.
va^OPEFO.t~r
An Sirop de Ohloral PoUet ^ *
E o Inaant
por exo*lnoia- que supprlnaa a dr
o tonino tranquillo e natural nos oaaoe da
NMVRALG1A8 GOTTA RHEUMA
Time A jFEBRES
ueitrix iMu:
Hcrlct casa PPfER, M, ta Jicoh, PARB
0U&EK8 SGYER
tm
JBtS
4 rtouru a mmfr ut num
'OCOUJJOS Xr*K,Mh df US UM i m OMHfU ffr-ic

TV&.
9 *ir**"2-j/}
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pllutas purlflcao o Sangue, oorrlem todas as desorden* de Estomago a
dos Intestinos.
Fortalecem a sanie das oonstiM{oes -delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidadet
pecaliares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos assun romo- tambem para as
pessoas de idade avanzad* a (naemoaeia e incontestarel.
E*ua medicinas slo preparadas smente ao Eslabclecimenlo do Professor Hollowat,
7S, 1EW OXTOKi) STHEET (antes 6SS, Oxford Strtat), L0HDEES,
E veodeatsfl m todas as pbarinactas do universo.
fT Os compradorts sM caoridadot respeitosamente a graminar o* rotulo* de cada eaUa e Pato se afo (tea a
m ^^ d^coao. 5J3. Oxford Street, *. fcUificajo**.
AJLLAN PATERSON & C.
N. 44Ra do BrumN. 44
. JUNTO A ESTADIO DOS B0ND8
Tem para vender, por precos mdicos, as seguintes ferragens :
Tachas rundidas, batidas e caldeadas.
Criva9os de diversos- tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardrm.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos.
Portas de fornalha. r i i
Vap0resdeibr9a.de 3, 5, e 6 ejiyallos.
Moendas de 10 a 40 pollagivdas dopanadura.
Rodas d'agua, systema Leandro.
Enearregam-se deoonoertos, c r. mtainento de maohinismo e executam qual
quer trabalho com parfeico e presteza.
),000 Doeate.
.UXOt, TOME, IUSOMNIA,!
Crie ncrvosas
XAROPE DO" FORfiET
. lm fu u Martjaata* So UnHum
36
CHABLE
*^ KT*M<4
ONOARHEA, FtORE RARCA1
Peroas SEMMAES,
[ Debjlidade, Escota *iemto,u j
ClTRATOi'FEMOCBllLEj
lm tmmt a* ** M*aMat
X9*er,
CALLOS nos
DurUHn*. CaNst smtrs ttmmt m mtm. **.
CURA INFALLIVEL
lar no pacota*4StUMMto
CORICIT>F RUSS
ammntvse ico 'Mumu-w o ifnmmUbi
r KAN- V. oa I! *** a
Typogaphia e Lilhogrnpliia
FABRICA DE LIVRQS DE ESORIPTU-
RACAO
Premiada na* exposlt^es de
1889 efSSA
Manoel J. de Miranda
Encadernayo e especialidades em cartees de
visitas.
39-Ra Duque de Cavias39
Telephone n. 194.
Precisa-se de urna criada
para o servico de urna fami-
lia, a tratar na ra da Sole-
dade n. 82.
i 'aixeiro
Precisase de um caiseiro de tO i It-anno.--
com pratica de molhados e que d fiador sua
conducta : a tratar na ra ronde lii Boa-Vists
n. 87, prefere-se brasileiro.
Precisa-se de urna boa en-
gommadeira, na ra Duqe
de Caxiasn. 4 2, por cima da
typographia do Diario. >
Precisa-se de urna ama ;
Santo Amaro n. 6, i andar.
a tratar na ra e
Ama
Precisase de urna ama para casa de pequea
familia ; na ra de Peysaodu n. 19.
Ama
Precisa-se de urna amr para comprar e cosi-
nhar para casa de pouca familia : a roa da Pe-
nha n. 21, 2o andar. ______
Ama
Precisa-se de urna ama que saina lavar e 'ei-
ffommar, para casa de pequea familia ; na roa
do Livramento n 24, z- andar.
Ama
Na ra Formosa n. 8, precisa-se de urna boa
cosinbeira e engommaaeira, e que durma em
sasa.
Ama
Precisa-se de urna ama para cozinhar para casa
de familia ; a tratar na na dos Guararapes n. 88.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar, -
casa de familia
numero 69.
de tres pessoas ; na ra
-pasa
Velta
Ama
Precisa-se de urna ama para engommar
a tratar na ra Di
casa de pouca familia ;
de Caxias n. 48, loja.
m
UrfBte
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e com-
prar, para urna s pessoa; a tratar na rea Jo
Vigario Hecile) !n. 19, andar.
Ada
Na ra Mrquez do Hervl n. 61, sobrado,
precisa-se de urna ama que cosinhe.
------------------^_^i^..j._.............------------p........_...........------------._
Ama
Precisa-se de oma. ama para cosinhar c e-
gommar : no largo doParaizon. 14.
"^ma
Frecisa-se de urna ama pasa cosinhar; na roa
a Madre de Deus n. 8, *-adar.
Amas
Precisa-se de duas amas pasa casa de peque-
a familia, sendo urna para cosinha e outros
servicos domsticos, e de outra para lavar <: es-
gommar : na ra do Imperador n. 41).
Professora
Urna senhora competentemente habilitada, cciu
Sratica de 11 anuos de proflsso, apresentando
iversbs attestados de bom methodo e comporta-
ment, offerece-se para leccionar em casas par-
ticulares, na cidade ou era seus arrabaldes as se-
guintes materias : Portuguez, Francez, Italiano.
Geographia, Piano, trahalhos de agulha, etc.; a
tratar ra Visconde de Goyanna n. 69 ou em
casa do-Regulador da Mannha-rua largad*
Rosario n. 9.
11 f i...... "*
Pao centeo
Mle & Biset, avisam ao respeitavel publico,
que todas as tercas e sextas-feiras. tem este ?a-
ti oro so'pao ; ra larga do Rosario n. 40.
FABRICA
DE VIDROS
198 Rm d'Aoran U8
Expce venda em gross
e a retalho os productos d*
seufabrico; sendo
Copos com e sem p, ditos
com aza para cerveja, cli-
ces, globos, chamins, frascos
para botica etc. etc.
Precos sem competencia :
Mercearia Equidade
Ra de liarlas-ii. 1S
Grande variedade de vinhos engarra!'
commodo preco. e superior qualicade, r
directanieute, como sejam : viuho de i
lares, Figueira, Verde, Pararte, Moscatel alva-
sia e outro sem igual, especial para geulioras.
Vndese superior carne secca de inda
do sertao, \inho fino do Porto a re!.


IX


ii
>.;
A abaixo assignada previne ao |
commercio desta cidade, que nao fa^
co de especie alguma com a parte
h. 11 sito ra estreifa do Rosar"
alanoel Sodre da i unha Hol
qualquer negocio, sob pena de
transaeco feita pelo dito senliQi
de Janeiro de 1889.
Laur
:v


8
Diario de PernambucoQuarta-feira 23 de Janeiro de 1889
________________________________ M_ f
r


Triada
boa arma-
87 ; a ira-
Precisa se de urna pessoa para o servico m-
te.no de urna casa de pequea familia ; a tratar
na ra 1- de Marco n. 17, i andar
Professor
No engento S. Manoel, estaco Olinda preci-
sare de um que saiba bem portuguez, a tratar
na ra do Boin lesos n 19, 1 andar, ou no refe-
rido engento : prefere-se casado e de toa con-
ducta.

Caixeiro
Precisa-se denin com alguma pratica deta-
verna ; na entrada do li
Peehincha
>luga-se urna ton loja con muito
{So, nova, ra Duqae de Caxias n.
tar junto. ________
Continua a fazer milagres!!
Julio Augusto da Silva N'eves, primeiro pratico
da barra de Pernambuco.
Atiesto que soffrendo de rheumatismo gotoso
ha mais de quatro annos, tomci a liberdade de
izir uso do elixir de cabeca de negro, formula
do Dr. Santa Rosa, e com tres garrafinhas deste
tanto remedio, tiquei completamente restabeleci-
do, o que aflirmo e juro se preciso fr.
Recie, 19 de Janeiro de 1889.
Julio Augusto da >ilva Xevet.
Attendite
Jos Samuel Botelho avisa ao respcitavel pu
blico que ainda continua a fabricar touquets do
oais afamado gosio, para casamento ou outro
qualquer acto, assim como capellas mortuarias
de perpetua; a tratar na ra Nova D. 20, loja de
miudezas, ou na ra da Cadeia do Recife n. 43,
loja de selleiro.
str
Criarla
Na ra da UniSo n. 27, precisa se de urna
criada para cuidar de duas enancas, de 5 e 3
annos de idade e que saiba engommar, prefere-se
idosa.
0 COELHO
Novo estabelecimento de fa-.
zendas finas e modas
56Itaa da ImperatrizS6
Recebem directamente da Europa o que ha de
mais novidade em tecidos de fantazia e fino gos-
to. Completo sortimento em fazendas de todas
as crasses e precos sem competencia.
Telephone 489
Caixeiro
Precisase de um caixeiro que tenba pratica
de negocio de molbados ; a tratar no caes do
llamos n. 28, armazem.
20$0OO
Aluga-se a casa n. 16-C a ra do Riaehuello,
na Boa-Vista ; a de n. 16-D junto, por 18*000 :
as chaves acham-se no n. 6-B, e trata-se na ra
da Guia n. 62.
VENDAS
Vende-se urna taverna na ra Visconde de
Goyauna n, 62, bem afreguezada, com agua e
caz encanados, e commodo para familia, vnde-
se pelo motivo do dono achar-se doente e querer
retirarse para Europa : quem pretender dirja-
se tratar na mesma. ________________
Vende-se um estabeiecimeno de moliados
com proporges para grande negocio ; na praca
Gand d Eu n. 18.____________
" Vende-se o antigo e bem afreguezado es-
tabelecimento de calcados nacionaes da ra do
Livrameiito n. 11, o qnal se torna recommenda-
do pela boa localidade em que est ; a tratar
no mesmo.
m :lu cseb
Ra Duque de Caxias n. 103
Vende-se bordados de cambraia tapada
ele 2 1 [2 e 4 metros e urna chave de lar-
gura a 500, 600, 800 e 10, muito fino, de
Hualquer largura.a 1)5400, e de fustao, de
700 a 1800 a peca.
Enxovaes para baptisados a 8(J, 100 *
I2d000.
Lindos enfeites para ponteados a 100,
200, 300 e5O0rs. um.
Lindos granpos ]>ara segurar chapeos.
Renda hespanhoia a 2(5500 o corado.
Pulseiras americanas para 3)5, 4)5, 5)5,
W e 8,5000 o par.
Guarnieres americanas a 3)5000.
Lindos espartilhos a 44, 55 e 6,4000.
Porta dedaes de vidro, objecto para pre-
sente a 1)5000.
Broches de fantasa de 500 a 1(5000.
dem americanos de 2)5 a 3)5000.
Lencos de seda de 500 rs. a 1|5500.
Lublaque a 200 rs. o par.
GuarnicSes de crochet, sendo um para'
sof e 4 para cadeiras por 6$000.
Finas capellas de pellica, panno e c3i,
com finos veos.
Flores artificiaes a 1|5000 o ramo.
Armis americanos a 20000.
Plisss de 400 a 1)5000 o metro.
Luvas de seda arrendadas e bordados
a 2,5 2(5500 o par.
Bicos brancos de linho e de cores a 2i5,
2*500 e 3*000 a peca.
Contas de cor para enfeitar vestidos a
700 rs.. e pretas a 600 rs. o masso.
Missangas de todas as cores.
Lindos leques brancos para noiva.
Collarinhos e punhos de borracha.
Colchas de crochet para casamento urna
8*000.
Talheres para enanca a 800 rs.
Luvas de pellica a 2*500 rs. o par.
Linhas de cores para crochet a 2*000 e
cor de creme a 1*500.
Lindos leques de papel de 500 rs. a
1*000.
Espelhos com fina moldura, com dous pal-
moa de comprimento, a 4*000 e cara dura
a 500 rs.
Finos binculos.
Agulhas para bordados a ouro e#missan-
gas.
Lindas franjas douradas para facha, de
seda preta e de cores, sem e com vidri-
Ihos.
TimSosiuhos enfeitados de bico erenda.
Grande sortimento de fitas modernas a
13 deMaio, Imperial Regente, a Nabu-
co e a Jo2o Alfredo.
Lindas fitas para facha a 2*, 2*500 e
3*500 o metro.
Carteiras de chagrn para algibeira.
Finas gravatas plastro'es e regatas a 1*,
1*200, 1*500 e 2*000.
Lindos porta-ps de arroz.
Grande sortimento de jarros para enfei-
tar consolos e sanctuarics.
Completo sortimento de perfumaras.
Finos sabonetes de todos os fabricantes.
Grande sortimento do alfinetes dourados
para enfeitar o penteiado c tambein gran-
pos muito lindos.
N. B.Dase amo3l_-as de bicos e bor-
dados.
Cimento Portland
Vendem Soarcs de'Aniaral Irmao3, ra da
Madre de Deus n. 22.
Vinho de pasto
O qw ha de melhor venue-se pelo mdico
Sreco de 35*000 o barril de 3 e 8*O0 o garra-
io de 3 caadas voltando o garrafio 7*500
(precos lquidos) : ra do Amonm n. 6
FOLHETIB
a sisossftM
Boyal Bleml marea VIAO
Este excellente Whisky Escocez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Roy al BltBG marca Vlado,
cujo nome e emblema sc registrados para
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
Barato
S na loja das Estrellas- .
56 RllDEOlE DE CAXIAS -56
Telephone a. lo
O [iroprietario deste mui acreditado estabeleci-
mento previne a todas as Ex mas. familias
e freguezes em geral, que as muitas pe-
chinchas que costuma mzer, nao sao mais
divididas com a sua ex-casa das LISTRAS
AZES; portanto, quem quizer comprar por
menos que em outra qualquer parte dirja-
se LOJA DAS ESTRELLAS, on* encon-
trar um completo e variadissimo sorti-
mento de fazendas que se vendem poipre-
cos que nao lhe podera fazer competencia
como passamos a demonstrar, a saber :
Atoalhado para mesa, de 1*800 a 1*000.
Dito de efires a 1* e 1*300.
Bramante de quatro larguras a 660 e
759 rs. o metro e de linho com 10 pal-
mos de largura a 1*600.
Brim de cores para ronpa de criancas, a
280 e 320 rs.
Colchas de crochet de 10* por 5*000.
Cortinados bordados a 5* e 6*000.
Cortes de cambraia, bordados, brancos
e de cores a 4* e 4*500.
Cortes de vestidos, em cartao, a 7*000.
Cretones, cores claras e escuras, a 160,
200 e 240 rs. o covado.
Cambraia branca, transparente ou Vic-
toria, a 2*800 a peca.
Camisas inglezas para homens a 28*000
a duzia.
Collarinhos, punhos e aberturas de cel-
luloid, um completo, por 2*500.
Capas de vidrilhos e tecidos arrendados
a 10*, 15* e 20*000.
Casacos Jersey a 2*500, 3*, 4* e 5*.
Damasa de seda com lindas cores cla-
ras a 1*200.
Esteiras brancas e de* cores para forro
de sala a 1*100 a jarda.
Esguillo de linho, pardo, a 240 e 320 re.
Enxovaes para baptisado a 5*600.
Espartilhos couraca a 3* e 3*500.
Fichus a 500, 1* e 1*200.
Fustao branco a 240 re.
Grinaldas com finissimos veos de Blond
a 7*000.
Guarnieres de crochet para sof, a 5*500.
Gorgorito preto de seda a 1*800.
Guardanapos de linho de 3*500 por 2*
a duzia.
Leques de fantasa a 400 re.
Lencos para meninos, a 320 re. a duzia.
Luvas de seda para senhoras a 1*000,
1*500, 2* e 2*500.
Las e cachemiras de quadros a 160 re.
MadapolSo pelle de ovo, muito fino, a
6*000 e americano, com um metro de lar-
guro, de prejo de 12* por 7*000.
Dito de 8* por 5*000.
Merino preto com duas larguras a 560
700 re.
Dito de todas as cores a 500 re.
Ditos de quadros, linclissimas cores a
240 re.
Rendas hespanholas a 1*600, 1*800,
2*500 e3*000.
Setim Maco, preto e de cores a 750 e
800 re.
Dito de quadros, ultima novidade, a 1*.
Sargelim de todas as cores de 160 a
200 re.
Toalhas alcochoados'e felpudas a 2*500
e 3*000 a duzia.
Ditas para banho a 800 e 1*200.
Tecidos arrendados, mltima novidade, a
200 e 240 re.
Zefiros de todas as coreas a 80 re.
Assim como muitas fazendas que seria
enfadonho mencionar, e que vendemos por
menos
parte.
POR
JULIO MARI
TU 11 C i:i II A PARTE
HONRA POR HONRA
(ContinuacSo do n. 17)
V
visto que s
20 [0 do que em qualqncr outra
Pinho resina
Cimento
Parallelipipedes,
Vendem Fonseca Irmaos & C.
Grande liquidacao
rasa
do Un rrio da Victoria 1
AZEVEDO IRMft k G.
Resolveram vender mais barato para di-
minuir o seu grande deposito, para assim
|*poder dar balance
A saber :
Rendas de c6res, comprimento de saia
a 1*000 e 1*500.
Sargelim de todas as c6ree a 200 re. o
covado.
Baleius com forro a 400 re. a duzia.
dem sem forro a 240 rs. a dita.
Bramante de linho, com 10 palmos, a
1*400 e 1*500.
Extracto Rita Sangal a 2*200.
Fichus de la e seda a 1* e 1*500.
Capellas com veo bordado a 6*000 e
7*000.
Merinos de cores a 400 re.
Zefiros, largos, a 160 e 200 re.
Cretones com ferraduras a 240 re.
MadapolSo (o verdadeiro Boa-Vista) a
6*000, com 20 varas.
Toalhas para banho a 1* e 1*500.
Colchas de crochet, finas, a 5*000.
dem com flores a 8*000.
Toalhas felpudas para rosto a 3*000 a
duzia.
Bramante trancado, 4 larguras, a 800 e
1*000.
MadapolSo com 1 metro de largura a
7*000..
MadapolSo Globo a 7*000.
Dito camisero legitimo a 7*000
Fustao branco a 360 e 400 rs.
Setim branco e de todas as cores a 800
e 900 re.
Tapetes grandes para sof, a 13*000.
Espartilhos couraca a 4* e 4*500.
Cortes de cambraia com carocinhos a
4*000.
Brins de linho de cores fixas a 600 rs.
Crinoline branca e preta a 400 rs. o
metro.
Rico sortimento de leques de penna de
8*000 e 10*000.
Guardanapos de linho a 2* e 2*500.
Panno de crochet para cadeiras a 800
reis.
Ditos grandes para sof a 2*500.
Cambraia Victoria e transparente a
3*000.
Merino preto, fino, a 800 e 1*000
Camisas francezas, finas, a 33*000 a
duzia.
Nauzuc de cores finas a 240 re. o co-
vado.
Capas de cachemira preta.
Renda hespanhoia a 1*000 e 1*500.
Cretone com duas larguras a 400 rs.
Batistes finas a 140 re.
L5 de quadros a 280 re.
Cortinados bordados a 5*500.
Ditos de crochet a 10*000.
Camisas de flanella com collarinhos e
sem elles.
Palitots de palha de seda, todas as c6-
res.
Luvas de seda-
Fazendas de phantasia e abertas.
Cachemiras eom listras e quadros a
500 re.
Cortes de casimira a 4*000.
Etamine preto.
Cortes de cambraia aberta a 5*000 a
peca.
Cortes bordados brancos e de cores.
Seda palla crua com florea a 800 rs.
N. B.A fazendas compradas na nos-
sa casa n8o sendo do gosto do freguez, se
trocam por outras de mais gosto.
Telephone n. 200
A'
S d'ella vinha o pengo,
della poda vir a aecusacao!
E como impedir aquella moca de fallar ?
Era sobre isso que elle havia meditado
toda a noite, e no da que elle medita va
ainda de manha, olhando para o- co azul,
em que fluctuavam brancos flocos de espu-
mae escutando com ouvido distrahido,
acostumado quelle ruidoos surdos ru-
gidos das bateras prussianas.
S o morios nao fallam!
Esta phrase martellava-lhc a cabeca
com mais forca do que todos os canhes
do exereito inimigo.
Era ella s que elle ouvia.
A principio, quando essa idea acuiLo-
llie a mente, elle repell:o-a com horror.
Havia asassinado Bourreille. Masjnao
previra, tUo bem tomadas estavam as suas
precaucoes, que seria obrigado alguin da
commetter segundo enme para escapar
ao castigo do primeiro.
Assassinar aquella moca I Quafci urna
crianca Era horrivel !. .. Depois do ca-
dver de Bourreille, mais esae cadver.
Sangue, mais sangue !.. Nao, impossi-
rel, impossivel!
eflfe achava-se r.eua4a n'nra sita
m aahida.
morrem, ou estava reser-
r,o, o esoandalo
elle J.cabava
forzoso que
ik; n&o attra-
5a nao existia mais naquclles tempos per-
turbados, nomeio das seh'agerias do exer-
eito invasor.
Porm mais tarde ? Terminada a guer-
ra ? Preoccupar-se-hiau; de Claudina. A
justica havia de querer saber como ella
tinha morrido... Novas angustias... No-
vos sustos... E ella ctava tae cansado
de ter medo!...
Depois, naquella diioussab fria e terri-
vel que agitava-se assim no seu espirito,
e da qualdevia sahii- a morte de urna
crianca, apparecia de : jpente o rosto de
Luciana.
Outro perigo ainda mais para elle.
Seria a todo transe preciso que Luciana
nao desconfiasse que "Claudina era victima
de Montmayeur.
O que fazer entao ?
E sahindo da janclla, onde o ar fro re-
frescava-lhe as faces escaldadas, poz-se a
passeiar no seu gabinete.
Era alli, naquellc mesmo aposento atra-
vancado de papis, de notas, de cartoes,
de desenho3, de planos, naquelle gabinete
m que havia tantas vezes amaldicoado a
m fortuna encarnicada contra elleera
all que elle tinha concebido a idea do as-
sassinato de Bourreille.
Era all que elle combina va tamb'em o
issassinato de CUuidinr..
Nlo a assasslina... Seria extrama-
mente perigso.. E alm disso, depois
to assassinato de Bourreille, depois da-
quelle sangue sobre as paredes, as suas
maos, nos punhos da sua camisa, elle tinha
horror ao sangue.
Nos seus pesaddlos era o sangue, so-
bretodo, que o atormentava, que elle via
em tudo, por toda 1 parte.
Depois... o assissinato eraperigoso.
Talvez nao comeguisse dar sumico ao
cadver.
E Luciana teria 3uspeitas desde logo.
Envcnenal-a-hia. Como ? Nao saba
ainda!.... Envcnenal-a-hia lentamente,
cise a dse, afim de fazel-a adoecor a prin-
cipio, com os symptomas de urna molestia
commum, e de repente ella morrerianatu-
ralmente n'uma crise de sua molestia, sem
que a menor suspeita o attingisse... sem
que Luciana podesse desconfiar que sua
irrna suecurabia victima de um crime abo-
minavel.
N3o sendo despertados as suspeitas, e
Claudina enterrad!., a juatica nlo teria
mais tardo que preoecupar-se com a sua
morte. Montmayeur nao seria mais in-
quietado. Poder! x d'ahi por diante viver
tranquillo
Tranquillo !
O miaeravel, a este nico pensamento,
Cimento
Vendem Fonseca Irmaos, no largo
dega.
A Loja das Listras Azaes
RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Telephone n. til
0 proprietario desta conbecula casa previne as
Exmas. familias e tolos os seus fre-
Suezes, que as pechinchas que costuma
ar, nao sao nem nunca fo.-am divididas
de outra casa como ulguem annuncia
para engaar, vendendo fuzendas ordi-
narias por boas, ca^iume que a Loja
dan lAmrntt Asues nao tem.
s fazendas vendidas nesta casa sao de boa qua-
lidade, e nao levam medida escassa;
aceita-se a fasenda vendida se, por
Juaiquer motivo nao fr de muito agra-
0 da pessoa para quem for comprada.
Da-se descont a quem comprar de 20
para cima.
ESPECIALIDADES
tlrim de listras azne8pe?as com
20 varas a 6*000.
MadapolSo com um metro de largu-
ra a 6*800 a pega.
Cortes de vestidos bordados em
cartSo a 10*000.
Velludllbo bordado acontas a 1*600
o covado.
Cacheailras pretas, de quadros e
azuladas a 2* e 2*500.
Teeldos fantazia arrendado a 400
500 re.
Cortes de cachemira com guarnicSes
bordadas, lindas cores, a 20* e 25*000.
Setim Maco de todas as cores a 750,
e 800 re.
Ijnon bordado, tecdo de urna s cor,
qualquer que se deseje, a 200ts.
Zefiros lisos e bordados, tecido fino,
novidade a 500 re.
L3s de quadrinhos a 200, 240 e 360
o covado.
Mohos lisos a 60 e de quadrinhos a
100 re.
Guardanapos melhor qualidade a
1*800 a duzia.
Atoalhado branco e de cores a 1*.
Oleados para mesa redonda ou qua-
drada a 4*000.
Cortinados de crochet, comsanefas,
ultima novidade, para janellas e portas.
Crochet para cortinados a 900 re. o
metro.
Colehas de fust3o, brancas e de ec-
res, a 2*000.
Chitas finas precales a 200
Chitas escuras a 160, 240
Batlstes de cores seguras
Manzne de lindas cores a 280 re.
Brim pardo esguiao a 240, 280 e320.
Casinetas de cores escuras para rou-
pa de homem ou menino a 400 e 500 re.
Mantllhas de renda hespanhoia, pre-
ta, de seda a 8*000.
Capas e visitas, de cachemira, de ren-
da, com lindos enfeites e com vibrilhos a
20*, 25* e 30*000.
Leques de pennao e transparentes,
ultima novidade, todo prejo.
Luvas de seda, lizas, bordadas ou ar-
rendadas, pretas e de qualquer cor a 2*.
Espartilhos inglezes a 4*500 e 5*,
tem desde o n. 40 at 80 de grossara.
Bleo braneo creme e de todas as
cores desde 700 re. at 2*500 a peca.
Rendas hespanholas, de seda e de
algodo, preta, branca e de qualquer cor.
Babados e entremeios bordados ta-
pados e transparentes por todo prego.
Cirampos e pentinhos fantazia para
cabello a 400 e 500 re.
JBalelas para vestidos a 260 rs. a
duzia.
Reloglos despertadores com fi-
guras em movimento a 8* e 9*000.
E muitas fazendas que se vende muito
barato para liquidar facturas na loja das
LISTRAS AZUES de
Telegramma familiar
Vejam e admirem!
*5 -Ra Duque de Caxias55
Pedimos ao respeitavel publico attenjao para
os precos reduzidos dos seguintes ohjectos:
Zefiros de 80, 160, 200, 240, 400 e 00 ris o
covado, grande sortimento.
Capas para senhora, o que lia de mais mo-
derno e barato.
Espartilhos de couraca a 45, Si e 6O0O um.
FustOes brancos e de cores a 360 e 400 ris o
covado.
Lasinlias de quadros e listas de 240, 280, 320,
400 e 500 ris o covado.
Grande sortimento em fichus.
Cortes de linn bordados para vestidos, com
lodos os enfeites a iiSOO.
Colchas brancas e de cores a 2*000.
Luvas de seda fina a 2*000.
1 ortes de cachemire com \idriIhos o que ba
de mais novo.
Cambraia com salpicos de cor, novidade em
gosto e barato.
Grande sortimento cm punhos e collarinhos
para homem.
Bramantes de algodao e linho e por pregos sem
competencia.
Cretones para vestidos, um sortimento esplen-
dido em padrees e precos.
Cambraia branca com salpicos a 4*000.
Brins de cores para roupas a 320 rois.
Atoalhados de diversos gostos e barato.
MadapolSo para familia, muito largo e por um
preco rasoavel a 6*00|> a pepa.
Merinos de cores a 500 res o covado. "
Completo sortimento de sargelins a 2*000 o
covado.
Renda hespanhoia a 2* e metro;
Setns de todas as cores a 800 e i* o covado.
Tecidos arrendados de diversas cores, a 400
ris.*
Vanedade immensa em toalhas felpudas, bran-
cas e de cores.
Cortinados de crochet e bordados por pregos
sem competencia.
e 240 rs.
e 280 rs.
a 120 rs.
Baptistas de cores a 120 ris o covado.
Cambraia Victoria e transparente a 3* a pega.
Completo sortimento em casemiras de cores e
pretas para roupas.
"Crinolinas branca e prela a 400 ris o metro.
Renda oriental, novidade, 500 ris o covado.
Camisas brancas com collarinhos para homem,
cousa chic a 2*000.
Tapetes, grande sortimento e bara'o.
Amor da China, fazenda de fantazia de listras
e guadros a 200 ris o covado.
Cortes de meias r a sem ira a 2*, um.
Linn bordado de quadros, o que ha de mais
novo a 800 ris o covado.
Alm do que acabamos de annunciar tem urna
variedade de mercadorias que s vendo-se.
Do-se amostras sem penhor.
55-RA DUQUE JDE CAXIAS 55
FEMANDES DE AZEVEDO 41_
Bom terreno
Vende-se um terreno de 180 palmos de frente
e 150 de fundo na ra do Conselheiro Portalla,
nos Afllictos ; o terreno est cercado e tem al-
guns arvoredos novos plantados : quem preten-
der dirija-8e ao esenptorio deste Diario, que
achar quem indique o vendedor.
da Alfan-
Um resto de piedade sublevava-se na
sua alma contra a idea de tal crime..,
N8o, nao, nao quero diaer, dizia elle,
nao quero.
Mas a necessidade da sua seguranza
fallava mais alto do que a sua compaixao
e feza-a calar.
Se ella nao morrer, en estou perdido...
E pouco a pouco a idea, germinada, to-
mava vulto. Elle agarrava-se a ella obs-
tinadamente. A sua resolucSo estava to-
mada.
O assassinato de Claudina era cousa de-
cidida.
E elle calculava framente todas as
probabilidades de commettel-o prudente-
mente.
Nao lhe pareca fcil a execucSo desse
crime.
Claudina estava em Bernadettes. Elle
nSo poda approximar-se della. A rapa-
riga odiava-o, tinha horror delle. E' ver-
dade que havia Jorge, com o qual elle
centava para aitrahil-a, apezar de tudo,
fabrica, Jorge, a quem' ella amava. Mas
como?
Toda a manha elle reflectio sobre
nao achou meio algum.
Ao meio da, quando desceu para
car, encontrou Luciana.
Pedio-lhe perdi.
Eu estava doudo !. .. doudo !...
1511a paasou rpidamente, nao tendo co-
ragem de responder. E subi a seu quar-
to, de ondejaSo desceu mais.
Montmayeur ficou quasi contento com a
sua ausencia.
Combinar o assassinato de Claudina na
presenca de Luciana era cousa impossi-
vel ; apezar da sua grande malvadez, a
sua energa retrahia-se.
A' tarde, da janella do sen gabinete,
elle avistou de repente urna espessa nu-
vein de fumo, seguida de um clarSo, na
d"ircc$ao de Bernadettes.
Inclnou-se, olhou, observou.
A herdade de Bernadettes estava envol-
vida em chammas.
Os prussianos haviam abandonado esse
posto para recuar at prximo Sa fabrica,
e, abandonando-o, na previsto efe urna ba-
talha prxima, acabavam de lancar-lhe
fogo.
Montmayeur nSo pode conter urna ex-
clamae&o de alegra.
' Talvez se v offerecer agora a occa-
sso:
almo-
atteno3n d jnsca? A juati-l^^tremcia, e o s'ior hanhava-he a teste.
silo que eu procuro, murmurou elle.
Ah! se o acaso quizesse servir-me at o
fin. .. e tomar sua conta a morte de
Claudina!
Destacada no co limpido, a herdade
ardia lentamente. Formava-se por cima
ama espessa nuvem de fumo negro, e co-
mo nlo havia vento nease iiia, a nuvem
conservavase immovel, engrossando cada
vez mais, e quando ia-se fazendo noite, os
clarSes d incendio coloriram-na de refle-
xos vermelhos.
A essa hora Montmayeur, ainda sua
janella, como se algum instincto o tivesse
advertido de que aquello incendio ia tal-
vez trazer-lhe a esperanca que elle procu-
rava, Montmayeur vio approximar-se urna
maca carregada por dous alde3s.
As macas eram muito communs naquella
poca dolerosa; viam-se passar todos os
das as ras da aldcia, conduzindo fe-
rdos prussianos. Os habitantes tinham-se
habituado a esse lgubre espectculo e
n2o lhe prostavam mais attencao.
E entretanto Montmayeur estremeceu
ao ver approximar-se aquella.
Inclinou a cabeca, abri a mao sobre os
olhos, para melhor concentrar os raios yi-
suaes, mas cahia a noite; no poda dis-
tinguir cousa alguma.
Entretanto, os dous homens que carre-
gavam a maca approximavam-se da fa-
brica.
Era para la que elles se.dirigam.
E entilo, como elles estavam mais perto,
Montmayeur reconheceu que era urna mu-
lher morta ou ferida, que elles carrega-
vam.
Desceu vivamente.
E ao descer, proseguindo no seu atroz
pensamento, dizia:
Elles vinham de Bernadettes Ser
Claudina ?. .
E urna odiosa esperanca fazia bater-lhe
o coracSo.
Na occasiSo em que sabio, os alde3es
chegavam prximo da casa. Arriaram a
maca.
Montmayeur olha vidamente para o
corpo immovel.
Claudina! E' Claudina!
E, mo grado seu, a sua exclamacio
tilo alegro, que os portadores o conside-
ram estupefactos.
Montmayeur morde os labios e finge um
ar triste.
Claudina morta, "elle escapava obses-
sto daquelle novo crime.
Nao mais sangue! Nao havia necessida-
de de outro cadver!... Elle respira va...
Ella est morta ? pergun*a elle.
E desta voz a sua angustia nao e mais
fingida.
Nao, ferida somonte...
Ah!
Ferida Est apenas ferida!... Resta-
Ihe ao menos urna esperanca.
Mortalmente, talvez ?...
__NSo sei! responden o aldeo que
havia tomado a paUvra, A pobre peque-
a qni salvar tudo quanto podesse de mo-
vis e de ronpa da herdad%,.. Os prns-
Jos Augusto Dias
Vinho Maduro
Pocas Mendes & C, sito a casa n. 9 ruaes-
treita do Rosario, contigua a igreja, acabam de
receber urna grande reraessa do acreditado e
especial vinho Maduro, nico que sem a minina
confeicao, importado neste mercado, e s se
vende no referido estabelecimento.
Para oDerby
Carlos Sinden recebeu grande sortimen
to de gravatas e camisas de cores proprias
para os amadores do Prado e est venden-
do por pregos sem competencia.
Recebeu tambem collarinhos e punhos
de borracha de formatos novos.
48ka babXo da victoria- 48
Vaccas de leite
Vende-se duas vaccas de leite : a tratar
Tamarineira,
ado3.
sitio defronte do zylo
na
de Alie-
8anos nao haviam-na prevenido de que
iam deitar fogo casa, os canalhas !...
Ella percorreu entilo os quartos incendia-
dos, e desgracadamente urna viga des-
prendida do tecto cahio-lhe sobre a ca-
beca. E estara, morta, carbonisada, a
esta hora, se, nlo vendo-a voltar, nos n2o
nos aventurassemos a ir em seu soccorro.
Como preciso que tratem della desde j,
lembrmo-nos de trazel-a aqui, tanto mais
quanto ella ter desse modo ao seu lado
sua irmS... terminou o homem, aborre-
cido.
Montmayeur nao o escutava mais.
Para elle nao existia no mundo senSo
urna cousa: o ferimento de Claudina.
Esse ferimento seria mortal ?
Claudina estava com o rosto ensan-
guentado e com um largo ferimento' aber-
to junto da testa. Os ferimentos da cabe-
ca, todos o sabem, sao ou muito graves,
ou muito benignos.
Em que categora devia ser classificado
esse ?
Montmayeur nSo era medico. Nao po-
da dizel-o.
Claudina, desmaiada, pareca morta.
Ajudein-me a leval a para urna ca-
ma, disse Jo3o.
Cinco minutos depois Claudina estava
estendida n'um leito, e Luciana, pre-
venida da catastrophe, toda banhada em
pranto, achava-se ao lado della.
Lavou o ferimento com agua fresca
a frescura da agua fazia vibrar todos os
ervos da doente na sua letharga.
Collocou-lhe na testa urna atadura pro-
visoria, esperando que o crurgiSo alie
mSo, que havia tratado della propria, e
que os alde8e8 tinham-se cncarregado de
chamar, chegasse para examinar a pobre
moya.
Montmayeur, silencioso, conservava-se
no quarto.
Os seus olhos nlo podiam destacar-se
do branco rosto de Claudina, e elles ex-
primiam, nesse olhar, tanto odio, tanta
crueldade, que Luciana senta as mos
tremerem-lhe violentamente e que era-lhe
impossivel, durante alguna segundos, con-
tinuar a prodgalsar os seus delicados cui-
dados a Claudina.
Adivinharia os sombros pensamentos de
Montmayeur ?
Teria penetrado os seus projectos ?
. O cirurgiao chegou quasi immediata-
mente.
Examinou Claudina, emquanto Jorge e
Luciana ajudavam-no, e no fundo ao quar-
to Montmayeur, sempre silencioso, exami-
nava aquella scena e esperava a sentenca
do senhor.
i orge estava em um estado Jamentavel.
Todo o corpo tremia-lhe, mal tendo for-
Vende-se ou aluga-se
um sitio com casa, na frente lodo murado, com
diversos ps de fructeiras, duas cacimbas com
excellente agua e banbeiro, ra de S. Miguel
n. 84 (Afogados) : a tratar no mesmo ou ra
Marcilio Das n. 106.
ca para manter-se de p, e as suas m2os
supplices estendiam-se para o doutor, co-
mo se do medico allemSo esperasse vi-
da ou a morte.
No olhar dos dous irmitos, dirigido para
a moja, havia a mesma intensidade de
emocao. Maa como era differente a natu-
reza dessa emocao!
A crianza estava alli, ameacada por um
e protegida por outra.
O medico allemao percorria devagari-
nho os' dedos habis sobre a cabeca de
Claudina desmaiada.
Afastara, depois cortara os cabellos, afim
de desembaracar e melhor examinar o fe-
rimento.
Este era profundo. O exame durou lon-
go tempo,
Afinal o doutor voltou-se para Lucia-
na.
O ferimento grave, mas nilo- o
julgo mortal... o tratamento talvez seja
longo... Voltarei...
Sahio depois de terminado o primeiro
curativo e de ter passado urna reeeita.
Montmayeur julgou-se obrigado'a dizer
alguma cousa a Luciana, a consolal-a, a
reconfortal-a:
Ouvio o doutor, Luciana, sua irma
vivera... nao chore... nao chore...
Ella nSo respondeu cousa alguma. Ape-
zar do esforco feito por Montmayeur, pa-
ra tornar a sua voz natural, as suas pa-
lavras soavam mal.
E' que, emquanto fallava, o miseravel
pensava :
Claudina est em minha casa doen-
te... O acaso declarou-se a meu favor e
condemnou-a... Ella nSo sahir daqui se-
nSo morta!...
Alguns instantes depois elle sahia do
quarto.
Jorge, tao pallido de certo como Clau-
dina, contemplfcva-a com olhos completa-
mente seceos, mas brilhantes de febre.
Murmurou, como para si proprio, e en-
tretanto Luciana ouvio-o :
Porque trouxram-me para aqui V...
Isso acarretar-lhe-ha infelicidades... A
nossa casa est amaldicoada, est amaldi-
coaaa esta casa.
Depois, de repente, foi ajoelhar se jun-
to do leito em que reuousava a moya, cru-
zou as maos sobre o peito e finalmente
ehorou...
Chorou, o pobre rapaz...
Era, como elle havia dito, tudo quanto
podia fazer.
(0 Trp- do ario roa Dwpe de Caxias
f
r'


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