Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17396


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Full Text
1/ Ju
n mu- ..... '
RO 11
PAR A CAPITAL K LUC ARES OXBE SiO SE PACA PRTE
Por tres mezes adiantados............... 60000
Por seis ditos dem................ 12^*P
Por ura anno idcm........t....... 230000
Cada numero aviso, do mcsino dia.............
* CI
TBROA-FEIM 15 DE JAEJRO BE 1889
PARA DETRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.........
PorJWve ditos idem................
Por um anno idem ...'.... -4 .'-
Cada jaumero avulso; de dias anteriores '......
13*500
200000
274600
#100
DE PERNAMBCO
Trcpriedade tfe Manvel Tigiteirea dc^tFaAa fJjcs
TELEGRAMAS
SSH7ICC ?ASTICULAS 12 SIABZO
VICTORIA (Espirito-Santo) 12 de Jn-
neivu. as 3 horas o 20 minutos da noite.
decebido ; 14 horas o 30 minutos.)
O presidente desta provincia, por -acto
le 15 de Novembro ultimo, agora divulga-
do, determinou a emisao, no valor nomi-
nal de mil coritos de res, de ttulos da
divida publica provincial, do juro annual
de 6 /o) afim d ser a respectiva impor-
tancia applicada: ao resgate. das" actuaes
apolices de 7 %, ao pagamente de ga-
ranta de juros assegurada pelo contracto
de 13 de Setembro de 1883 empreza da
estrada de ferro da Cacboeira do Itapeme-
rira; e s despeza? de colonisacax>, decreta-
das pela lei provincial d. 32, de 19 de Se.
tembro de 1888.
Entendendo-se S. Exc. previamente
com os maiores possuidores de apolices de
7 /0, conseguio d'clles que annuissem ca-
valbeirosamente idea, animados (Lo in-
tuito patritico de concorrerem para a ele-
vacSo do crdito o. prosperidad.- da pro-
Ti'ncia.
ACompanbia Espirito-Santo Caravellas,
concessionaria da referida estrada de fer-
os mesmos louva-
Ai.oriiu,
Foi exonerado o presidente da pro-
vincia de Sergipe, Dr. Francisco de Paula
Prestes Finiente!.
Fot nomeado 1." promotor publico da
corte, o Dr. Antonio Ferreira Vianna Bi-
fe.
Foi nomeado juiz municipal e de or-
fphilqs do termo de ('atole do Rocha, na
provincia da Paraliyla, o bacharel Diogo
Gapaleante de Albuquerque.
Continuara como juizes substitutos
as comarcas que foram declaradas espe-
ciaes, os juizes municipaes e de orpbSos :
De Palmares, bacharel Francisco da
Costa Maia Filho;
Da Liiuooiro, bacharel Eduardo Correia
da Silva.
ro
c com
, por sua vez
veis intuitos, annuio proposta do Exm.
Sr presidente da provincia, recebando em
titulo de 6, e nao de 7./, conforme as-
segura o sen contracto, o pagamento de
Sua divida de garanta* de juro, vencidoa
e liquidados, na importancia de 141:0000.
Este accordo, alm da.economa annual
de juros, foi mito vantajoso por ter evi-
tado que a provincia ou ficasse sempre
brigada emissao de ttulos de 7 /, ou
lutasse com as desvantagens perniciosas
de doas emissoes de typos diversos.
A divida da proviaci, representada em
apolices de 7 % attinge 284:000*000.
Quando se divulgou a operaclo de ere-
dito, j estava feita a conversao na impor-
tancia de 188:1000000.
Ainda quando os outros possuidores
prefiram o resgate de seus ttulos, ha
para isto em deposito no Thesouro quantia
mais que- suffieiente.
NATAL, 13_ de Janeiro, 5 horas e
40 minutos da tarde.
Aqu chegou hoje o paquete nacional
MaranMo, vindo do norte.
Segtte s 6 horas para o sul.
RIO DE JANEIRO, 13 de Janeiro, s
11 horas da-manha.
0 Jornal de Commercio publicou hoje a
portara da presidencia de Pernambuco ne-
gando publicacaoaresolucao da Assemblea
Provincial sobre carnes verdes.
Em artigo" editorial, o mesmo jornal
combaten, m these, como ante-economico
todo o contracto de fornecimento de gene-
ros deprimeiranecessidade, principalmente
a prazo tao Wngo como o de 6 annos, e
acn elhou a livre concurrencia como a
melhor garantia dos consummidores.
Foi tambera fj
raenda da Ordem da
h-aciado com a coin-
Rosa, Joao Jos de
PARAHYBA, 14 de Janeiro, s 2
40 minutos da tarde.
iioras
O vapor nacional MaranMo esperado
Mbje as 3 horas da tarde.
Seguir para os portos do sul anianha
I-de madrugada, devendo chegar ao Recife
ao mio dia.
N'elle vai o Dr. Pedro Francisco Cor-
reia d'Oliveira. presidente destii provincia,
com sua Exrao. familia. ,
:::::;::: ::ec:a s:M: -
LISBOA, 12 de Janeiro.
S. A. o Duque de Coimbia. acha-se in-
sisposto.
MADRID. 14 de Janeiro.

Consta que vai ser norteado eovernador lei do 'renmwrfn vsente, art. 9o
5 2 1:588*000
geral de Cuba o general Salamanca.
HAYA, 14 de Janeiro.
S. M. El-Rei Guilharrae III contina
mal.
ROMA, 44 de Janeiro.
Acaba de fallecer o antigo presidente do
Senado italiano.
Hontem realiso-se em MUSo um mee-
tina afim de tratar sobre o mantimento da
paz na Europa.
Agencia Havas, filial
14 de Janeiro, de 1889.
em Pernambuco,
dores mulliplicavam, por tal forma, as abrevia-
turas que aos proprios sajfles costara militas ve-
es decifra!-a?.
Como no comeco do seculo XV se gencrali-
sasse cada vez mais o gosto pela instruegab. a e
prego exorbitante dos manuscriptos pozesse obs-
tculo ((tisi insuncravel sua satisfcete, lem-
brou-se alguera de gravar em urna prancheta de
madeira mappas geographicos. (guras de san
etc que se acompaiiliavam d'uma breve legenda
explicativa. Dava-se tiestas jjBacheias urna
tinta oleosa e appliravani-se flOTr ellas follias
de pergaminlio ou papel, para as quaes se tran-
sportavam, por meioda presso, os signaos gra-
vados na madeira. A extensao da legenda assim
gravada foi crescendo pouro a pouco; por fim
chegaram-sc'arepi'oduzir,Sor este meio, pagina-
inteiras. los comeos do seculo XY publicou-
W una Rililia dos pobres impressa por este pro-
ceato
Esle modo primitivo de impivssuajaular foi,
segundo diaera, conhechlo dos chuioaes desde o
seculo XIU da ossa era. Mas nao podem estas
simples pranenetas de madeira gravadas ser
consideradas como preludio da imprensa, porque
esta tem por base essencial a mobilidade dos
typos.
(Continua).
PARTE OFFICIAL
CioTerno da Provincial
EXI'BDiBNTB SO DIA 22 D* DEZEMBBO M 1888
Actos:
O presidente da provincia usando da facul"
dade conferida pelo art, 7" da lei de 12 de Agos-
to de 1834, resolve prorogarat o dia 28 do cor
rente mez a actual sessfio da Assemblea Legis-
lativa Provincial.-^Pizerani-se as commumea-
ces.
O presidente da provincia resolve transferir
o tenente da 2" companhia do 68 batalho de
nfantaria da comarca de Iguarass Joao Antonio
la vafeante de Albuquerque para a 2' compa-
nhia do 67 batalho de infantaria da mesma
comarca.Coramunicou-se ao commandante su-
perior respectivo.
O presidente da- provincia, em oxecuc&o
da lei n. 2395 de 10 de Setembro de 1873, re-
solve nomear Jos Avelino Rodrigues da Silva
para o posto ;de alferes da, 2* companhia do 67"
batalhSo de infantaria da guarda nacional da
comarca de Iguarafs em' substituigao de Jero-
nymo. Leito da Costa Machado Jnior, que dei-
xou de solicitar a patente no praso legal.Com-
municou-8e ao Jearaandante superior respec-
tivo.
O presidente da provincia attendendo ao que
requereo o juiz de direito da vara commercial
do Recife, bacbarer Tnomaz Garccz Paranhoe
Montenegro, resolve conceder-Ihe dous mezes
de licenca com os vencimefltos a que tiver di-
reito para tratar de sua saude, devendo o peti-
cionario entrar no goso da referida licenca no
praso de quinze dias.
O presidente da provincia, tendo em vista
a lei n. 195i de 21 deste mez, resolre abrir o
crdito supuituuentar s verbas segrate* da
AS I.K\M)FSI\\K\(0ES
ANTIGASKMODERNAS
NA8
Sciencas, industrias e artes
1H)R
T
A Imprenta
NATAIi. 14 de Janeiro, s 10 horas
da raauhr
Tendo chagado hontem j tarde o pa-
quete Matanhao, s hoje pode sahir para
os portos io sul.de sua escala.
O S. Francisco da Companhia Pernam-
bucana, tambera >eg*e hoje para o sul.
RIO DE JANEIRO, 14 de Janeiro,
as 12 horss i 4 minutos da tarde.
Foram transferidos no mesmo carcter
de enviados extraordinarios c ministro*
plenipotenciarios do Brazil:
De Londres para Paris, o conselheiro
Bario de Penedo;
De Paris para Londres, o conselheiro
Barao de Arinos;
De Madrid para Roma, acreditado junto
i Santa S, o commendador Joao Arthur
de Souza Correia.
Foi agraciado com o titulo de conse-
Iho, o deputado geral pela Baha Dr. Jos
Eduardo Freir de Carvalho.
A imprensa, ou arte de multiplicar rpidamen-
te e por pouco preco as copias do mesmo livro,
e por consegrante de tornar accessiveis a todos
as prodceles da intclligencia e do pensameuto,
foi descoberta e praticada em meiados do seculo
XV. Nao 6 possivel descobnr em nenhuma epo-
cha anterior a origcm deste invento immorlal,
porque os chinezes a outros povos da Europa, a
quem pretendem atirilmil-o, nao souberam nunca
oulros meios de reprodueco senSo os que servem
Sara obter estampas typographadas, isto t, pro-
uzidas por pnrachetas de madeiras gravadas.
A mobilidade e fundibiiidade dos typos sao a
base da imprensa ; ora, s em meiados do seeulo
XV, cerca de 1430, islo, 40 annos antes da des-
coberta da America (1492), 6 que seimagiuaram
typos movis e sua fundico.
Antes do seculo XV a impreca era desconhe-
cida; s se usavam manuscriptos c eis como se
executavam estes manuscriptos que, em numero
inui diminuto, formavam a bibliotheca das uni-
versidades, conventos e castellos.
O Hvrttro, que era um homem versado em todos
as setenaos, entregava ao copiador o manuscripto
que quera reproduzir
O pergamhheiro preparava as pelles macias,
luzidias e polidas em que o escrcrente executava
o seu trabalho.
O artista aformoseava as paginas do manuscri-
pto com pinturas e domados.
O encadermdor reuma as folhas do livro, o
qual, j concluido, vollava para o poder do h-
vrtiro. ..
A' vista das muitas operaoes por que um livro
passava, compreheade-se que nessa epocha losse
considerado como objecto raro e precioso. "Cos-
lumava-se encerral-c em urna caixa suntuosa-
mente esculpida ou prendel-o com urna cadea a
estante de leitura. Muitos destes manuscriptos
custavam mais de I0W. Mas por fim foranvse
tornando cada vez menos uteis porque os copia
V 5:233*171
7 7:919*181
62" 1:043*700
69 37:077*162
- Remellase copia a Thesouraria Provincial
O presidente da provincia, attendendo ao
3ue requereo o escrivao da collectoria das ren-
as geraes do municipio de Olinda, Sebastian
Antonio do Reg Barros, e tendo em vista a in-
formaco prestada pelo inspector da Thesoura-
ria de Fazenda em officio n. 622 de 18 do cor-
rente, e o attestado medico exhibido, resolve
conceder ao peticionario dous mezes de licenca
para tratar de sua saude.
O presidente da provincia, attendo aoque re-
quereu Josepha de Godoy Vasconcellos, professo-
ra da cadeira de ensino primario de Alaga de
Baixo, tendo em vista a informacSo n. 303 de
hontem datada do inspector geral da Instrucco
Publica o attestado medico exhibido, resolve
conceder peticionaria 3 mezes de licenca com
ordenado para tratar de sua saade.
O presidente da provincia, resolve exone-
rar Pimas Francisco da Silva Braga do cargo de
promotor publico da comarca de Ouricury.Fi-
zeram-se as communicacOes
O presidente da provincia, resolve exone-
rar o tenente do corpo de pocia Manoel Ray-
nero de Barros do cargo de delegado do termo
de OuricuryFizeram-sc as communieacOes.
O presidente dalprovincia resolve exonerar
Antonio Rodrigues de Macedo do cargo de Sub-
delegado, do l'districto de Ouricury. Commu-
nicou-se ao Sr. Dr. chefe de polica.
Officios :
Ao generel commandante das armas.De-
claro a V. Exc, em resposta aos seus dous officios
ns. 3728 e 3730 de 20 e 21 do corrente que
ficam expedidas as necessarias ordena para o
^transporte Corte dos recrutas e pratas cons-
tantes dos citados officio3, excepcao do recru-
ta Cyrillo Vieira da Silva, a que allude a infor-
macao de V. Exc de hontem sob n. 37*9 refe-
rente ao requerimento de Luiza Maria Vieira da
Silva no qual proferto hoje o segrate despacho:
Exhiba prova de ser filho nico e arrimo da sup-
plicante.
As inspector da Thesouraria de Fazenda.
Communico a V- S., para os lins convenientes,
que em 13 do corrente mez o juiz de direito da
comarca de Garaohuns bacharel Joaquim Candido
Coelho Cintra reassumio o exercicip de seu cargo,
de 4 do correa^ mez. Commiinicou-se a The-
souraria de Fazenda.
Ao inspector d 1 i^o era vistainrormayio de Vira-, de 20 uVes-
l nal, n. 59i auloriso o a mandar enlregarnp-
te (hmca idnea, a quantia
'u' j-jgPf' "toda cousignafio votada "no arfcLgant08 fer0 gravera*ent com um tiro a
2 43. dii lealo orcamento vigente em favor T____si c-:*.-- .i- a___s_. i_____,i____
!a'as da matriz de Itamb.
mesmo.Autoriso Vine, a providenciar
no sfc>': lo de sdr despachado na alhndeg,-livre
de Ijjijsios provinciaes, o instrumenta viudo
da Enrona, para a banda da companhia de apren-.
dizes'artiflce do Arsenal de GwSfta. sobre qye
vers.f i ii'tonnaco d'esse thesouro de 18 do cor-
IMflommunieou-se ao Arsenal de
\F
uiBUficlor geral da instrucco. Publica.
Vmc. pava que as nadeiras de en-
jrio de Queiaiadas, de Ouricury, Sal-
lira nito sejam providas por contracto,
"ei tuado com'Maria l'etrolina da Silva
'Antonia d'AssumKud Pires e Ouilhermi-
Sva Padilha, na-orueni eoj que cstao col-
locado. *
.A*>mesmo Em addilamento ao meu offi
Mntcm datado recammeudo^.Vme. que
faca anunciar tambem a vaga da caxira de Ga-
melleira de Huiqueallm de que seja eontrrctada.
Portara :
(J.Sr. agente da Companhia Brazileira de
Nawgacr.o, faca transportar corte, par conta do
ministerio da guerra os 1.* cadetes Sebastio
Cavalcante Lacerda de Almeida e Jofr-da Cnnha.
VieioJe Moraes, o voluntario Joao'^iBcisco da
Silva $bem assim os recrutas Francisco de Souza
Alves da Fonseca, Joao Rufino da Silva, Jos.
Soates de Lima, l.uiz de Franca, Manoel Ivo Pe-
dro, Leo Goncalves Ramos, Antonio Jos Bar-
bosa, Samuel Joo, Pedro Gomes de Lacerda e
Manoel Ferreira da Costa.
EXPEDIENTE DO DR. SECRETARIO
Offiflios :
* Ao general commandante das armas.De
ordem do Exm. Sr. desembargador presidente da
provincia communico a V. Exc. que n'esta data
solicitou do ministerio da guerra, o crdito ne-
cessario a effectividade dos pagamentos de que
tratnos officios d'esse commapdo de 7 15 do
corrente sob ns. 3.628 e 3.693, que assim ficou
respondido.
Ao Dr. chele de polica.S. Exc. o Sr. des
embargador presidente da provincia, manda de-
clarar a V. S. que nao* ha forca para satifazer a
requisico feita em seu officio de hontem datado
n.^29.
Ao 1. secretario da Assemblea Legislativa
Provincial.O Exm. Sr. desembargador presi-
dente da provincia, manda devolver a V. S. um
exemplar do original da resolucSo enviado com
officio n. 108 de nontem datado o qual foi sanc-
cionado sob n. 1.954.
Ao Dr.juiz de direito da comarca de Pao
d'Alho.s. Exc. o Sr. desembargadorpresidente
da provincia, manda declarar a V. S. que fica
inleirado do assumpto de seu officio de 20 do
corrente mez.
Ao commandante do corpo de polica.S.
Exc. oSr. desembargador presidente da provin-
cia, recommenda a \. S., em resposta ao seu of-
icio de 20 do corrente mez, n. 108, que indique
um fcfltal apto para exercer o.cargo-de secre-
tartinrrc-jfpo'aV sea-cornm-tmW. -
y Ao mesmo.S. Exc. o Sr. desembargador
presidente da provincia, manda declarar a V. S.
ue fica inteirado do assumpto de seu officio de
I do corrente mez sob n. 110.
Ao delegado de polica do termo do Cabo.
S. Exc. o Sr. desembargador presidente da pro-
vincia, manda commumear a V. S. que mandou
eliminar e substituir as pracas deque trata o seu
officio de 13 do corrente declarando-lhe que por
deficiencia de forca no pode ser aagmeutado o
destacamento ahi existente.
nos
termos da
Procedel-se a xespeito
lei.
Participou-me o delegado do termo de
Aguas-Bellas, que ao lugar Praquio do 2.-
districto daquelle termo, Pedro Jos dos
Ignacia Feitosa de Siqueira, logrando eva-
dir-se em seguida.
Abro-se o competente inquto, e dere-
ligencia-so a captura do criminoso.
^o da- (i do corrente, pelas 11 horas
da manhS, no sitio Chorao do districto do
BrejSo do tormo de Oaranhuns, foi trai-
cociraraente assassinado com 2 tiros e 7
Tacadas, Pedro Ferreira da Costa-
O delegado tomando conhecimento do
(-facto, fez proceder a vistoria c abri O
competente inquerto, afim de descobrir
o autor, ou autores do crime.
Pelas 2Jioras da tarde de Mi. do cor-
rente*"em trras da propriedade Villa Vi-
nosa do termo de S. Loureneo da Matta,
"Antonio da Barros Wanderley, teqtou sui-
cidaj-se com ura ferro de ponta.
O delegado tomando conhecimento do
facto, fez proceder a competente vistoria
declarando os peritos serem leves os feri-
mentos.
O offendido senda enterrogado, decla-
rou que por falta d% meios^desejava por
termo a seus dias.
Participou-me o delegado de Nazareth
que no dia 25 do mez prximo passado,
no lugar Cha" d Cotia do districto de
Allianea daquelle termo, o irfdividuo de
nome Clementino Joaquim do Nascimen-
to ferio gravemente com um tiro, a Ma-
noel Francisco Ferreira evadhdo-se logo
aps o crime.
O subdelegado do districto tomou co-
nhecimento do facto-o procedeu a respe'i-
to nos termos da. lei.
Commimica o delegado do termo do
Cabo, ojie um trem da via-flirrea d S.
FraaofBeo, que descia de Una^ho passar
as 1mmeaia56's da estacSo^tre Olinda
dacuielle termo esmagqu a jxva homem
doiconheciclo que morreu immeo^iatamente.
Procedeu-se a reapeito nx^tcrmos da
--------*rs<3K
12 Dfc
DESPACH08 DA PBKSroENCIA DO DIA
JANEIRO DE 1889
Anna Rosa de Jess.Indeferido.
Capitao Benjamn Constant da Cunha
Salles.Informe o Sr. commandante su-
perior da guarda nacional, da comarca
de Olinda.
Empreza Telephonica Bourgard.En-
caminhe-se, pagando a supplicante o porte
dos officios dirigidos ao Ministerio da Ma-
rraba e da Querr.
Quauto a despeza de Outubro a Dezem-
bro de 1886 a 1887 do Ministerio da Ma-
rrana, requeira Thesouraria de Fazenda
por intermedio do inspector do Arsenal
de Marrana.
Francisca Ludovina Ribeiro Bacellar.
Indeferido.
Baeharel Joaquim Francisco do Arruda.
Concedo.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 13 de Janeiro de 1889.
O porteiro,
F. Chacn.
2.1
licia
que se achava para tratar de sua saude.
Xa mesma data reassumio as funccCas do lu-
gar de juiz municipal do termo da raesraa deno-
minaco o bacharel Bernardo Maranhao.
Ao Dr. juiz de direito do 2o districto cri-
minal da comarca do Recife.Transmiti aV-
S., para os flns convenientes, a inclusa guia,
em original, do sentenciado Joo Tavares de
Souza. que se acha no Presidio de Fernando de
Noronha cumprindo a pena impoeta pelo juiz
de direito da comarca de IjgM^provnciade
Sergipe, de i airaos de prisadHgn trabalho e
multa correspondente inetadeT lempo e que
me foi remettida pelo presidente .-Ta referida
provincia com o officio n. 8o de o do corrente
mez.
Ao Arsenal de Guerra Restituiodo as in-
clusas proposta3 que ficam approvadas, aceitas
pelo consefho de compras desse arsenal em ses-
sSo de 12 do corrente para o fornecimento de
artigos destinados a differentes corpos do exer-
cito e foitalezas,autoriso V. S. a maudar la-
vrar o respectivo termo de contracto na forma
do regulaiaento de 19 de outubro de 1872
Communicou-se Thesouraria de Fazenda.
Ao mesmoAutoriso a V. S., vista de sua
informaco de hoje sob n. 287, a mandar forne-
cer ao 14. batalho de infantaria, com destino
aos recrulas. o fardamento constante do incluso
Sedido.- Communicou-se ao general comm.n-
ante das armas.
Ao engenbeiro director das obras miii'ares.
- A visla do quo expOe V. S. em officio u. 262
de 7 d'este mez, autoriso o a mandar publicar
por 3 vezes nos jornaes de maior circulago o
edital que acompanhou o citado officio, devendo
a respectiva despeza correr por conta do credlo
distribuido pela ordem do ministerio da guerra
Repartifio da Folela
seccao.N. 52 Secretaria da Po-
de Pernambuco, 14 de Janeiro de
1889. Ulm. c Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que foram rocolhidos Casa
de Detencao os seguintes individuos
No dia 12.
, A' ordem do subdelegado da freguezia
,-Ma dia 11 do corrente, asaumo o exer-Uuwjeljejidka_rmjw^0J?S.C-S..?
:reu do cargo de subdelegado do districto^*
d Capoeiras, o aliares Ildefonso Carnairo
Par A
Datas al 5 de Janeiro.
No dia 27.iie De/.embro ultjmo, s U horas-ia
manha, a estrada d'onstituico n. 26, na fo-
guelaria de Manoel Antonio de Miranda, mani-
festou-sc um pequeo incendio prdduzidu pela
triluraco da plvora que estavajp fazendo n
pao. '
O fo'go fui inniiedialamciile extracto por diver-
sas pessoas da visinhan^a. causando apenas
alguns estragos nos matriaes,
Na fazeiida Cajueiro. districto de Alemque,
foi assassinado, no dia 20 do passado, o Sr. Hea-
rique Valcnle Goncalves. antigo praticodo Ama-
zonas.
O crime foi perpetrado por Francisco Benio
Carreira, socio de Uenriquc naquella fazeuda.
A arma humicida foi um revolver.
O motivo do assassinato foi um ajuste de con
tas entre os dous.
Consta que Carreira, depois de perpetrar o cri-
me, entregou-se priso.
No oa 28. peas 8 horas da manila, mais oa
menos, Jos Amaro de Souza assassinou, com 3
facadas ao peito, sua mulher de nome Maria da
Conceico.
Anda urna vez foi o adulterio a causa jlo la-
menlavel facto, que ora referimos ao publico.
Havendo Jos Amaro sabido da sua casa ao
anaial de Nazareth, onde viva na melhor har-
monia com sua espoza, ao regressar das compras
que foi fazer, encontrou-a praticando o crime
com um soldado do 15" batalho. ^, .
Indignado, naturalmente, coutra aquella que
lhe havia atirado s faces a mais pugenle de todas
as deshonras, elle,-para quem at ento o lar era
o ninho querido de suas felicidadess, sentio su-
bir-lhe s faces o ultraje, e Janeando mo de urna
faca, vibrou golpes niortaes na deesgracada.
Vendo-a banhada em sangue, reconhecende
a gravidade do mal causado, teve impetos de
arrependimento e cobrio de beijos sua infiel
esposa! Mas rcpellio-a logo, como se aquelles
beijos ardentes fossem repellidos pelas faces
ainda quentes da alul'era .
Momentos depois Maria da Concefco era cada-
cadaver. O soldado do lo batalho evadfn-
logo que Jos Amaro chegou.
-. No dia 23 do mez lindo, no dislricto de
Guajar-ass, Pedro Berloldo-e sua mulher Ame-
lia Guedes Ferreira indo a casa de Leonard
Gomes Ferreira, ahi lhes foram ouerecidos urna
chavenade caf e umbeij a cada um.
Tendo Pedro comido o seu beij, desejou pro-
var um pedaco do de sua mulher; e como esta
negaase-sea dar-lh'o, mostrou-s agastado; d'at
a pouco retivam-oe ambos para sua casa.
Sahindo Amelia novamente e sosinha. voltqu
trazendo urnas folhas de abio, para fezer remedio
para um cao, |e seutando-se ^m um banco, na
cdzinha, pisava as folhas em um pilo.
Occupava-se Amelia nesse servco. quando toi
mrehendida com urna forte cacetada vrorada
rjieu marido e em seguida a esta muitas outxas
cieo do cargo de aubdelegado do districto, S'^rT oTra^, m^dedol e
' fizeram-llie dirersas contusoe.
da Cunha Albuquerque.
No dia 6 deBte mez, no lugar Duarte
Coelho, do termo de OUnda, os ladrSes
por meio de arrombamento feito em urna
pai-ede da .casa da profesaora publica, pe
uetraram no iteriar da. mesma casa, e
conduzram algumas roupas c diversos
objectos de ouro. **>
Acerca do facto procedeu-se nos ter-
mos da lei.
O Dr. delegado do Io districto da eapi-J
tal, participou-me que hontem as 8 horas
da noite falleceu repentinamente Francis-
co Pereirade Brtto, maior de 60 annos
de idade, e que se oceupava em vender
bilhetes de lotera.
O fallecimento teve lugar na casa de
buhar de Antonio da Cruz Ribeiro a ra
das Larangeiras ; sendo d'ahi transporta-
do o cadver de Brtto, para a casa de
sua residencia, foi vistoriado pelos Drs.
Jos Flix da Cunha Menezes e Eduardo
Silveira, que declararam ter sido a causa
da morte insuficiencia mitral.
Procedeu-se a respeito nos termos
le.
Hoje pela madrugada Maximiano
Msllo Santos, por quest5es t5es com
tros, em hotel de sua propriedadp, a
de Lomas Valentinas jogou sobre a pra-
ca de polica de nome Manoel Feitosa
de Lima, urna garrafa que alcanjando-a
cabeca desta, ferio levemente segundo de-
clararam os Drs. Jos Flix e Eduardo
Silveira, que procederam a vistoria.
O criminoso foi preso em flagrante,
tendo-se iniciado sobre o facto o compe-
tente inquerto
Deus guarde a V. ExcUlm. e Exm.
Sr. Dr. Innocencio Marques de Araujo
Qes, muito digno presidente da provin.
cia. O chefe de polica interino, Fran-
cisco Domingae* Ribeiro Vianna.
da
de
ou-
rua
renunciando o resto^ do praso da licenca, com ^0 Recife, D. Sysemam, a requerimen-
to do cnsul da Succia c Noruega.
No dia 13. ,
A' ordem do Dr. delegado do 2." dis-
tricto da capital, Vital Cassangy, por em-
briaguez e disturbios.
A' ordem do subdelegado da freguezia
do Recife, Eduardo de tal por offensas a
moral publica.
Communica o delegado do termo de
Jaboatao, quq hontem, pelas 2 horas da
tarde, na ra de Santo Amaro, daquella
cidade, Emilia Maria de Luna, ferio gra.
vemente, a Francisca Maria dos Santos,
sendo presa em flagrante.
A oft'endida foi transportada para o hos-
pital Pedro II a fim de ser medicada.
Acerca do facto abrio-se o competente
inquerto.
O delegade de Barreiros commnnca por
telegramma que hontem, alguna trabalha-
dore3 da \ia ferria de S. Francsoo feri-
ram com tres facadas a um individuo.
Procedea-so a respeito nos termos da
lei.
O delegado do termo do Bonito, parti-
cipou-me que no dia 30 do mez passado,
no lugar Estreito do 6. districto daquelle
termo, Jos do Rosario por questes de
ciumes assassinou com 14 facadas a Maria
de tal, evadindo-se em seguida.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 12 DE JANEIRO DE 1889
Jo2o do Reg Barros..Entregue-se
pela porta.
Candida Leopoldina Borges Rabello e
Maria Perman de Almeida Rabello, Sou-
za Miranda 4 CInforme o Sr. Dr. ad-
ministrador da Recebedoria Provincial.'
Manoel Ferreira, Joao Liborio Carueiro
de Barros, ^lectora Provincial de Agua
Preta, quartel do commando do Corpo|de
Polica de Pernambuco.Informe o Sr.
Dr. contador.
t'iemente Goncalves Netto.Informe o
Sr. Dr. contador para mandar escripturar
o debito.
Superintendente da estrada de ferro de
S. Francisco, superintendente da estrada
de ferro do Recife a S. Francisco.Pa
gue-se.
Antonio Olympio de Azevedo e Souza,
tenente Manoel Jos Pereira Caldas, con-
tas do director geral das obras publicas.
Haja vista o Dr. procurador fiscal.
Quartel do commando do Corpo de
Polica de Pernambuco.Informe o J"r.
pagador.
B1AB10 BE PER1UMB0C0
RECIFE, 15 DE JANEIRO de 1889
Motlclas do morte do IsTaperlo
O paquete americano Advance, entrade-do norte
ante-hontem, trotue as seguintes noticias
Ao ver (ymntoer prostrada sem sentidos e la-
vada em sangue, Pedro iulgou-a morta, e. carre-
gando urna espingarda da dous"canos, colloeott i
contra opetto e disparou-a com o dedo do p-
i '.aluo morto iuimediatameute.
Dos inftueritos procedidos pelo subdelegada
do no' consta havw Amelia fallecido, porem o
odela! de justtca.que foi procurador dos inqua-
rtos remeltidos ao Dr. juii de direito do 3 dis-
tricto crimii.al, afianca que o estado de Ameba
era gravissimo e que, ao regressar, tinha certea
de nao encontral-a viva.
Os infelizes cstavam casados ha quatro mezes-
Verdadeiramente horrivel I
Haranlia >
Datas at 4 de Janeiro.
Caslam as noticias da carta do nosso corres-
pondenfe. publiicada na rubrica Interior.
Planta?
Datas at 24*de Dezembro.
Lemos na Epocha de 15 sob o titulo Secca:
Sao aterradoras Jas noticias que temos de
varias pontos da provincia com relaco aos es-
tragos que a falta de chuvas vai causando
De Oeiras nos escrevem em data de 20 do
passado e nos dizem que a lavoura tem soffrio
sensivelmente, ou por outra, que as plantacOe
perderam-se todas; o gado est se acabando, e
as mesmas condices esto Valenca e Picos.
Em Marvo e Piracuruca o clamor grande
e se nao chover j e j, tudo se extinguira.
De Pedro U o pdvo vai emigrando.
Onde ir isto, numa provincia tao empobie-
brecida como a nossa!
- Lemos na mesma folha de 24 :
A' 18 do corrente, depois de 4 horas da tarde
a populacho desta cidade foi alarmada pelo toque
de fogo ao bairro de S Benedicto. Treze casat
de palha e urna de telha em construeca servirn
de pasts as chammas que devoraram com ncn-
vel rapidez as moradas de 13 familias pauprri-
mas, deixando-as em completa e afllictiva m-
Bjfltll,
Os promplos soccorros dos visinhos, dopcwa
em massa, e das autoridades que acudiram ao
lugar do sinistro, nao poderam salvar do horro-
roso incendio esses pobres albergues, e oque
mais dolorosourna infeliz mulher. paralya-
ca. que ficou carbonisada sob os destroc* a
csinha em que mora va. ^W
A' vista de to lamentavel catastrophe, S-
Esc. o Sr. Dr. Vieira da Silva telegraphoo ao S
ministro do imperio pedindo-lhe autonsac^o para
abrir um crdito de 800 em favor das victimas,
crdito que foi promptame rite concedido, c
ser apphcado compra de roupa e ao lera
tamento de nutras casinhas para abrigo de wk-
lizes viitimas de tao lamentavel desgraca.
Este acto humanitario do Ulustre^
trador da provincia pOe em relevo :eus
tos philantropicos, e est.acima de i
lio que lhe queiraraos tecec.
O facto diz mais do que palavras.
Cearft
Datas al 10 de Janeiro.
Do Acarape escreveram ao Cearense : *
O Acarape abysma-se !
- A miseria que ha entre o povo,-enorrrei-
depois de esgotado tudo de que podiam laucar
mao, inclusive a mucuna, e o cravat, vo sacur
a fomc nos animaes que encontrara mortes nos
campos. ...
- E devido a este meio extremo, acnam-se m-
numeras pessoas atacadas de carbnculo, em
consequeneja da alimentasao de gados, nortet
deste mal.
Estas pessoas nao podem escapar; ja ior-
que o seu estado immensamente grave, ]i por-
que nao tem meios para se tratarcm.
Neste momento em que traco estas minas,
entrarme em casa urna mulher, pcdindo-me moa
esmola, dizendo que acabava de lhe morrer un
lilho.de lome, e acuava-se um outroj>nie.
Sei que verdade, porque ja sao muitos os
CatDevido a um fallado acude, que est nuiit
no comeco. tem se agglomerado nesta villa, ua>
novo enorme pedindo semen, e como nao encon-
trem audam as mulheres e enancas, mujmas,
pelas ras desta villa mendigando a carulaat
publica em vo, porque esta est esgotda.
Ha noservieo do comecado acude, 3JWW
mens empregados, que corresponde a 1 500 pes-
soas de familia, e ha esperando occasi.jodt
rem alistados, 600, correspondendo a3.000, wa
igual numero ou mais, que esperam em su
^ Tem se encontrado pelas estradas cresosaa
tmiais-
im!-a-
er eio-





PernambucoTerga-feira 15 de Janeiro de 1889
tribuntes de impostos nmeacados de srtxurobir
a-fonss no Cear, om ; moleras os paues do
Amazonas poderto vir do o invern, continuar
a fruir os beneficios re( ebidog.
- EuiDezetnbro prximo lind rendeu a Al-
fandega r:tl7S7<>
anao de 1888 foi a.renda arrecadada pol-
enta estacan l,78fr619*'>13 ou menos..........
V.)':!37#802do que eir. 1887.
A seccio de arrecadacao do Thesouro Pro-
radar vineteLtendon mn Itititi 4MfcteMi*i3. o menos
Obras publicas
Estradas fl Agua-
das ..........
Agude Rajada
S. viiguel.
Imperatriz
Opra- Pessoas de
nos familia
700 960 3t0 MQ 5230 3000 2800
.2620 14610
Despe-
zas
60:0 di
7(I:000J
13:0004
160:0004
> A estalistica do iiuine.ro de pessoas de fa-
milia foi feila com < xactdo em Rajada; a de
estradas e aguadas, por estimativa calculados
Sindividt.os di'familia para cada proprielario.
Podemos, porm, allirmar que smente o
resmatorio de Rajada val era bem 200 contos,
quando completo. E os 160 contos despendi-
os pela prouncia estilo produzindo os inais be-
nficos resultados Mais de 14 mil vidas salvas,
fra militas que participan! indirectamente dos
proventos da obra.
Numerosos rogados de algodao e mudos con-
O paquete Borato, ehegsdo hontem da EuroD*
troiuw da tas que de Lisboa alcaasmni. 3 de Ja-
neiro- adiaetendo dez olas as trazidas pelo fran-
cez Nifp.
Atm das de Portugal, constantes daTarta do
nssacorrespsdeute fle- Lisboa, inserida na ru-
bi^< Mxtfrior eis al guias da* den ais notteisa,
que completaremos amanha.
Hi'Danha
Sobre este paiz escreveu-nos o alludido cor-
respondente :
Em consequencia ile certos sueltos insertos
no jornal La Monarqua, segundo os quaes, o pre
cabidas de fome, abandonadas, salvas ainda pelo
supremo esforco de miios caridosas.
E o infeliz Acarape, mais do que os outros
lugares, acha-se passaado por estes horrore-
grande parte devido affluenea de povo, que
pela noticia de traballio va* =re ag-'Iomerarnlo.
. Ha familias em estado de miseria tal que
andam procurando sacos- e ped.cos de estopa
^Emff So" ha palavra bastante, para dar
tima noticia completa o tadontete!*
iesta infeliz ierra. de iwnte>fiorasy-iuni i|nTIiW9l,diM|Ufcgr 7.
.le maior pop uls^ua**!} vistea. *
- No dia 4 panacea Hrteles trampera
Puns, conduzindo 1.009 emigrantes, arribara,
porm, no dia 5 com-a*ariaBaldeira eaaarma
china
0 navio, disse o Luertuim lUsa, podiacon
tinuar a viu em at RernaniboBo,.uda que coa
alguma dificuldade, ou auoorarnat-aiiMuIpS.
Roque, para reparar nwr; o Sr. ooinnlau-
dante, porin, alim de prevenir circTjHWtancia
que podessem sobrevir, em prejuizo do avultado
numero de passageiros a S b. confiados, preferio
arr' so nosso porto onde poder fazer em tres
di. precisos reparos.
E' iouvavel o zelo do Sr. capitn de fragata
Pinte la butaque deassiin umaprova do quan-
to era merecida a coofianga em S. S. depositad.
A bordo boa a saudade todos os emigran-
tes.
- 0 Libertador de 9 escreveu o segrale, sob
o titulo ObrM publicas:
Desde Agosto do prximo Rudo anno que se
COOBtroem obras publicas nesla provincia para
dar oceupacao a nulliares de operarios.
O digno delegado do governo central, qne-
remlo impedir a Tome c o xodo, lanrou mao
dos primeiros recursos de que poudc dispor e
corajosamente tem enfrentado o |iengo. E as-
sim quu a esta hora ainda se conservan! em seus
lares os habitantes da cordilheira de Uruburcto-
ma, o maior centro productor de algodao de toda
a provincia. ,
O que seria dos 24.000 habitantes da grande
comarca da Imperatriz. se nao Ihes fosse minis-
trado em lempo o irabalho ?
.Qual nao seria o desastre si os flagellados
fugissem espavoridos, deixando atraz de si so-
mente a devaslaco ?
Quantos milhares de contos nao.se perde-
riam e quantos annos seriam precisos para recr-
guer aqmdla comarca ao estado priuutivode
prosperidade f
E' real nente miraculoso o resultado obtido.
Em toda comarca nota-se movimento, na
vida e esperauga de melhores das para o fu-
Toilos procuram licar debaixo de seu tec-
to fazem rocados.. tratam dos gados e soffrem
resignados o infortunio, gragas a esperanca.
Alni de nina estrada de rodagem bem con s.
trada que vai ligar a cipital co.-dilheira de
roburetama, pondo em communicacao Arraiai.
Imperatriz. S. Francisco e outros pon os com o
porto da Fortaleza, facilitando e barateando os
Fretcs dos productos daquella zona, estrada de
que demos extensa e minuciosa noticia, an-
da muitas aguadas e ranchos se e.onstruiram.
foram abenas cacimbas a margem da mesma
estrada, reconstruirm-se dous bons acudes, o
de Ria lio da Sella e de Crauata, e mais tres
outros estao em cnstracc'io. todos entre a ca-
pital e a sena mencionada.
Restas obras trabalham cerca de 700 opera-
rios e as despezas podero subir somata de bO
ontos de ris, relativamente insignificante.
. Na comarca de Imperatriz construem-se
dous resrvatenos, o^ie Rajada e o de.S. Mi-
guel, e methora-se um pequeo agude da adade
da Imperatriz que tambeiu obra do Estado.
Fallaremos em priineiro lugar do de Rala-
da, que tica situado entre Arraial e Imperatriz,
no valle de Ipu' e tem sua barragem no lugar
A baoia. formada por todo o valle, que bel-
lsimo, tem a forma de urna ferradura uregu-
lar. ..
. O thaltoeg e quasi plano e em declive mu
doce vai subindo para as eicostaa.
O comprimento da repreza de 3 kilme-
tros e a largura de 800 a m.l metros, na ntdia.
A rea rocada e limpa regula 6 0,000 m-2
e a-superficie j destocada em 25o."00 m-2.
.. A barragem tenk 200 metros de compmmen-
lo na plataforma, sobre 40 de largara na base e
com a altura de 10 metros.
i E' construida de argila plstica com urna
parte de areia por-1-es de argila e compnmida a
malho ;socadas as carnadas, (em 4,000 m-3).
. O transporte medio de 30 a 30 metros,
feito em padiolas de cipo. O declive dos talu-
des^ de .1:1 pelo lado interior e de J:i pelo es-
tertor:
Na parte interior, na base, construirse urna
munlha dejpedra e cal para impedir i
cao por baixo da parede.
O saugradouro est concluido e os traba-
dlos de um boeiro de pedra e cal para canal de
descarga das aguas do reservalorio vao mutto
amantados. __.
l O voiume da baca contari cerca de 10 mi-
Uies de metros cbicos, tomando-se por base o
comprimento de 2.." kilouuanu por 700 metros
de largura para 7 metros de aliura media.
< A rea a irrigar ser de cerca de 300 hec-
iaa, e os terrenos sao de ptima qualidade.
Trab iltiam nesta obra publica de 930 a mil
operarios, entrando neste numero 300 mulheres
e 50 meninos.
J4s despezas. at o dia ultimo do anno pas-
sa*0-moutavam a 68 contos. e attingiro a 80
coatoscompleias todas as obnis.
O segundo reservalorio o de S. Miguel,
coastroMo tamnem a excusas da provinea e
dista 7 kilmetros da villa de S. Francisco, si-
tuado margem di nova estrada de rodagem da
capital Sobral.
A bacia alongada e vai acompanhando o
rio.
A barragem lera 13 metros de altura e cu-
bar 80,000 iu-3, concluidos os trabalhos que
vas com grande actividade.
- Jase acham feitos20.000m-3.
- O nrojecto do digno engenlieiro Dr. riau-
dioRets e todos os requisitos para dar seguran-
ca ^.esta obra esto em pratica.
f Estao rocados e limos cerca de 3U,ouu
xa-i.
O voiume d'agua sera de cerca de 6 milhes
de-metros cbicos. Trabalham nesta obra pu-
blittt t00 operarios inclusive 80 meninos -e to-
da-uav despezas montavam a.20 contos ateo dia
ulus" de l>ezembro.
Finalmente a reconstruego do agude de Im-
peratriz esta quasi concluida.
. Foi um.trabalho perfeilo o da inlerrapgao
de inliltrago. Abrio-se na base da barragem
orna cava com 160 metros de comprimento, te-
an de largura e em alguus pontos a profundi-
dade*de 8 metros. Esta t'oi clieia de argamassa
de barro de louga em partes iguaes de areia e
barro vermelho, com|)rimido a malho que resis-
te picareta.
. S fallfc para a conclusao deste acude o re-
ve&'imento da barragem com urna carnada da
mesma argomas
As despezas- desta obra moutam a 13 con los
c ahi trabaliaui 360 operarios de ambos os sexos.
. Emeon Insao. fazendo o resumo de todas
as obras da co-.narca da Imperatriz tercios mm
appcotimada nente a seguinte estatislica :
OBRAS AT 31 DE DEZEMBRO
dencia e dignidade de din ministro, sueltos que
liaviam resfriado as relagOes entre ambos, o Sr.
Canalejas escreveu ao Sr. Martos, negando que
bvesse podido dizer giBuhante coisa, e protes-
tando enrgicamente contra tacs fbulas.
0 Sr. Martos mandou publicar no Imparcial a
citada carta do Sr. Canalejas, e resolveu chamar
a Monarqua ao? tribuirles.
Por este motivo solfreu um grande golpe u
amisade dos Sre. analejas e Martos.
Realisou-se em Madrid ha dias um novo atten-
tado contra o Sr. Cnovas del CastUlo, chefe do
partido conservador he-manhol!
Pouco depois de regressar a casa aquelle esta-
dista, sentio-se na ra le Fuencanal um enorme
estampido. Retentara um grande cartuxo de
plvora que fra collado no portal da casa com
um rastilho at a ra.
Felizmente a tentativa criminosa nao logrou
os sens intuitos, porque nem o Sr. Cnovas nem
qualquer pessoa de sua casa ficou ferida.
O que houve de mate notavel as ultimas ses-
das corres foi o protesto do deputado refor-
mista e coronel de infamara o Sr. Sancher Can-
pomanes acerca das ultimas promogftes de coro-
neis a brigadeiros, porque, conforme declarou,
failava em nome de.amitos coronei?, preteridos,
como elle, sem motivo.
Muitos deputados H melindrarara com este
protesto, por crerem que aftectava os foros do
parlamento e que os militares tm o dever de
respeitarem os corpos colegisladores.
No parlamento hespanhol o respectivo ministro
da gnerra declarou qut! se abrir urna investiga-
gao sobre o proccdiinenta dos officiaes que ti-
ih un atacade e efpancada o director do jornal
Correspondencia Militar.. O ministro da justiga
asseverou tambera que o governo julgava sufi-
ciente a legislago actual para reprimir, tanto os
abusos-da imprensa como as aggressCes contra
os i penalistas.
O Sr. Cnovas sustentou que o governo deve
Mr inexoravel sempre que N trate da disciplina
do exercito.
0 Sr. astelar disse que iulga que o exercito
nao pode ser dirigido pelas feis ordinarias ; mas
que nao quer ambem que a imprensa, as suas
discussoes, attente contra a disciplina do exer-
cito.
Declarou que republicano mas que preferira
una monarchia constitucional a urna dictadura
militar.
Apprpva o procedi-lo do governo francez,
que riscou dos quadros do exercito o general
noulanger, o qual era um perigo para a disci-
plina.
Fccliou a discussao o genera! Cassola, MB
disse ningnenj pensar em Hespantia em estabe-
lecer urna dictadura militar, mas que nao poda
estar de acconlo asm o Sr. Castelar, que quer re-
dozir os soldados ao estado de escravos.
So porque o Sr. Rniz Zorrilla esteve algumas
horas perto de Paijs, em Saint-Germain, o go-
verno nespanhol tomn logoasraaiores precau-
ces militares em todas as capitaes e em todos
os pontos importantes da fronteira de Franca.
O amigos no governo propalaram que se tinha
sublevado urna gnarnigao assenhorando-se de
urna inais forte que nos diziain ser Santina, ou-
tros o Ferroi
J se sabe que o Sr. Zorrilla est de novo em
Pars, oas as precaugAes continnam.
Tem sido um uconteci meato do dia a estrada
em Madrid do inventor do barco submarino, o
Sr. D. Isac Peral.
Soube-se por elle que om operario indigno
deste nome, comprado nao se sabe por quem,
destruir om dos appa reinos inais importantes
do barco para mal lograr a experiencia.
Tambera constou que um dos grandes cons-
tructores de navios da Europa, ao ver que 0 Sr.
Peral se recusava a vender-lhe o segredo do bar-
co que guardava para o seu paiz exclamou:
Vejo, Sr. Peral, que ainda ha Qusoles em
Hespanha.
D. Jos Echegaraz, que 6 tao insigne poeta
como engenheiro e matoprnatteo, (icn muito en-
tusiasmado com a descripgao que o Sr. Peral
lhe fez do seu barco e com as explicagoes que
lhe dea acerca do niachinismo.
As primeiras experiencias do barco devem ser
de immersao na baha de Cdiz; depois no mar
largo de profandidade, de andamento e de tiro
do torpedeiro contra um navio velho, c por Um
de viagem tai vez al Malaga.
Tem-se fallado, muito ltimamente, do conde de
Kenomar. ministro de Hespanha em Berlim, col-
locado pelo governo hespanhol em disponibdi-
dade.
S agora chegam pormenores sobre o delicto do
diplmala. N&o pequeo.
E' o caso que Bismarek desejando conhecer as
intenc&es da Hespanha perante as alliancas eu-
ro|>eas, fez interrogar em Madrid, pelo embaixa-
dor allemao o marquez de h Vega d'Armijo, mi-
nistro dos negocios estraugeiros. O ministro
oes ianhol, mmto discreto, hmitou-se a palavras
vagas.
Neutralidades, cousas... Ao mesmo lempo
enviava ao conde de Benomar, embaixador hes-
panhol em Berlim urna nota confidencial, preve-
nindo-o do que dissera, para que se no dessen
contradkgoes.
E dalii. o que faz o emule de Benomar. Pega
na tal nota confidencia: e apresenta-a ao crian.
celler allemao I
O banquete ltimamente reahsado pelos chefes
de tolos os cornos das diversas armas e institu-
tos que formara a guar.ligio de Madrid, objec-
to de toda a especie de comraentarios.
Este banquete que se diz eer-dsvido a inicia-
tiva do coronel do regiment de infantera de
Saragoca, Sr. Obrana, realisou-se nao s tran
quillamente, mas framente.
Todos os assistentes vestiam a paisana. NSo
houve brindes, nem expanses, nem alegra.
No dia de anno bom reuniran-se, em Madrid,
os circules republicanos, celebrando o dia do
santo de aome do Sr. Zorrilla.
Fzeram-se discursos em que se defendeu a
poltica de rija e intransigente opposigo ao go-
verno. Merecem mencao especial os discursos
dos Srs. Fernandez Carvasal, L. Cano Persi,
Franco Rodrguez e Sa Hoz. Houve ordem inal-
leravel-
Falleceu o senador marquez de Aguirre.
No conselho de ministros que h-i da cele-
brarse no dia 8, ser ultimada a lista de seua-
dores vitalicios, que brevemente sero nomea-
dos.
Surgi um grave desaccordo entre o presi-
dente da enmara dos deputados, o Sr. Mario e
o ministro da justig tm consequencia do Sr.
Canalejas se recusar a tercer urna pressao elei-
toral em favor do candidato apresentado pelo
Sr. Martos, na eleigo da provincia de Valencia.
Conforme o governo tomar o partido do mi-
nistro, ou do presidente, assim o Sr. Sagasta
lera, logo que se abrirem as cortes, de escollier
entre a dcinissao do Sr. Martos, ou urna crse
ministerial.
A circular do ministro da guerra prohibin-
do aos militares escreverem nos jornaes, desa-
aradnu aos generaos. Cassola e Lpez Domnguez,
que por este motivo interpelliram o gabinate.
Frsara
A Franca est almando actualmente urna
epoctia de crise poltica, em qutf estao jm jogo as
Mistituiges republicanas e em que penga ao mes-
mo lempo a paz publica da grande nagSo.
A cri. actual l>ra prevista. 0 eminente es-
pirito de .Thiers, o reJemplor do territorio da
patria, proclamar a verdade incontestaver La
repubiique sera consertalrice ou elle ne sera fas. >
Gambetta, _o homem que com esforgo hercleo
dera vida A repblica e a lizera radicar as insli-
tuigoes e nos c.ostumes pblicos, compreliendera
admiravelmente aquella verilade, e cuidara sem-
pre, quer formulando as leis constitucionae-,
quer depois presidindo ao grande grupo dos
publcanos moderados, de respeitar os razoaveis
mteresses conservadores, as crengas individuara,
as sfis tradiges de que o povo francez nao
pode abdicar. A propaganda radicl depois, le
rada ao*. cerebros das turba* ignorantes lai-as
ideas e.a aspiofao^a reforma iraportani.
inseii.-atas, poi'nm lado augtnentou o numero
dos visioBSivi.*o|tico epor*oeugrosB
(juai ni i iwir iwflirtTintf tilirn adver-
sos repihM.
A conaammnoia iramediatti ste fado foi a
instabilidad dos governos denridos-pela*l-
[iaacas parlamentares dinaraiiwrs e intransi-
gentes com as direitas da cmara-dos deputados
Outra cousa-nf.o liieraiaaBmcatomrodioBant^ue
se duem os puritanos dcfcnsores"da repblica,
cora esses seus manejas e com a sua propaganda
lissolvente, sen#fastar da repblica os legiti
raos iiiercsses conservadores, cavando a ruina
das instituisesrquc pretendism defender.
Na ^ticcessio dos differenles gabinetes foi por
lira opouersmo* do actual ministerio Floquet,
pura re|iresentago do adicalismo.
De prever era que tal ministerio apressaria a
crise, que a success5o dos tactos ia tornando n
evitavcl. Elle nao podia viver exclusivamente
apoiadonos radicaes e nos intransigentes da c-
mara, porque teria contra si os republicanos mo-
dei nos e os monarchicos, que fcilmente o derru-
mriam. Para se sustentar, pois, ti m tidoque sa-
crificar, em grande parte o programnia radical
as exigencias da responsabilidade do governo.
E' assim quo os Sr3. Floquct, Lacroy e Peytral,
que outr'ora quando se discuta o orgamento, vo-
ta\am sempre contra as verbas consignadas ao
culto, contra a embaixada junto do Vaticano e
contra os fundos secretos, se tcem visto agora
obligados, como ministros, a propor e a susten-
tar essas mesnias verbas.
Perdoam-lhes essa tergiversago os SCUV" -
religionarios- radicaes, porque se arreeeiam tra
tormagao de um gabinete moderado ou oppir-
tunista, e porque estao prximas as eleigea le-
gislativas, mas nao podem ver com bons ollios
que o ministerio, que os representa nao nonha
completamente em da oprogramma radical que.
alias, laucara em meio ua Franga o facho da
guerra civil.
Outra pcia que o gabinete Floquet tem a m-
pedil a cfa nelisagao daquelle programma, o
senado, onde estao representados os inais impor
tantes e inais" respeitaves interesses da nagio, e
(|ue tem sido at agora o inais seguro baluarte da
repblica.
Em meio destas dirTiciildades, o Sr. Floquet
io-se constrangido a limitar a dous pontos apc
programma
da reforma
nas a satisfaojo das exigencias do
radical. Forlm essas a proposta
constitucional e a da creago do imposto do ren-
d ment ; mas a primeira, provocando a oppo-
sigo dos moderados est muito longe de con-
tentar os radicaes porque naosupprime o sena-
do nem a presidencia da repblica, e a segunda,
se fosse volada, produziria urna enorme pertur-
bacao linaneeira no paiz.
O minterio ,:lual representa, pois. a impo-
tencia do- radicaes como governo, e ao mesmo
tempo um grande reenrso para as classes rao-
deradas e conservadoras. om isso teem ganho
os monarchicos ; eao mesmo lempo urna grande
multidao, que nao tem tigaco com partido al-
gum, mas que se assusta -cora o caminlio que as
cousas vo tomando e que desoja um governo
forte e estavel mostra-se disposta a acceitar o
primeiro salvador que se lhe aprsente e que
seria o gfneral Boulanger, se fosse homem de
mais tino, se n&o tivesse passado de repente n
ser o idolo dos radicaes a ser o agente do bona-
partisuio.
Os espiritos mais graves e mais eminentes do
partido republicano, justamente apprehcosivos
com a situagao que de um momento para o outro
pode dar com a repblica em trra, soltam o
grito de alarme."
Ha dias no senado o Sr. Chaencl-Lacour, que
foi prefeito de Lyon durante a guerra de 187C,
que foi embaixaflor em Londres, que foi minis-
tro dos negocios estrangeiros, e a quem Gambot-
ta contou por um dos mais laboriosos collabora-
dores, discutindo o orgamento, pronunctou um
eloquente discurso, que produzio enorme im-
pressao em toda a Franga, c em que o notavel
estadista expoz os perigos do radicalismo e
convidou toaos os homens de boa vontade auni-
rem-se no pensamento de fazer- urna p.o0ca
sensata e patritica, que salve repblica e pre-
serve a Franga da guerra civil, respertando os
interesses e as crencas das differentes classes,
pondo cobro s tendencias da demagogia, c ad-
ministrando as Apangas do estado com economa
e escrpulo. .
Pouco depois, n'uma reunio da associagao
nacional republicana, os Srs. Julio Ferry. Rou-
vier e Spuller, republicanos moderados da es-
cola de Gambetta pronunciaran! discursos no
mesmo sentido.
Os erros dos ltimos temos fazem receiar
Jue as prximas eleiges legislativas os parti
os monarchicos. ligados com os boulangistas,
levem cmara to crescido numero de deputa-
dos. que ponham em grave risco a existencia da
repblica. Os moderados julgam poder evitar
esse perigo, substituindo ao actual escrutinio e
dos circuios uninominaes.
Para isso foi j apresentado cmara um pro-
jecto qne o Sr. Fioquet se vio obrigado a acei-
tar, o que parece ter o apoto de todos os grupos
republicanos, excepto o da extrema esquerda, a
que preside o Sr. Clemcnceau.
Disidamos de que o remedio seja efQcaz e de
que se consigna com elle arredar os pengos que
corre a repblica.
Os republicanos ainda nao assentaram em no-
li huma candidatura para opporera do general
Boulanger ua prxima eleigo supplementar de
Pariz.
O Fgaro presume que os conservadores com-
batero o general A Repubiiqte Francaise ',re-
Selle as candidaturas dos Srs. Jacques, presidente
0 conselho eral do Sena Darlot, presidente do
conselho municipal, e Hovelacque conselheiro
municipal e antigo presidente do mesmo con-
selho.
Est designado o di 27 de Janeiro para as
eleiges parciaes, tanto em Pariz como nos de-
partamentos.
As ultimas noticias consignara enorme activi-
dade de preparativos para a eleigo de Pariz e
daoem desaccordo com. o general Boulanger o
grupo dos orleauislas.
Co sta que o motivo d'cste desaccordo consiste
era haverem os amigos do conde de Pariz exi
gido do general garantas para a reuovago da
lei ilo auxilio e da leido Misino leigo.
No seu programma ele iral, que e esperado a
cada momento, Boulanger far declarago posi-
tiva sobre o assumpto.
-A candidatura do illustre patriota de Metz, M.
Antoine, est defuiitivamantc retirada, pela sim-
ples circuraslancia de elle nao ser clegivel era
Franga senao ao cabo de 6 mezes de nacionalisa'-
co.
Como se sabe M. Antoine opton pela naciona-
lidade allema. para defender no Reichstag, como
deputado, os direitos dos seus compatriotas.
O Radical desraenle formalmente que o Sr.
Floquet se aprsente candidato na eleigo de 27
de Janeiro para deputado do Sena.
Segundo as ultimas noticias, os ministeraes
mostram-se esperangados na colligago dos ele
meiilos republicanos contra a candidatura do ge-
neral Boulanger, o que nao impede que os parti
llanos d'este candidato nutram igualmente es
perangas de bom xito.
0 partido boulangisla conta, em primeiro lo-
gar, cora os republicanos, partidarios da revisto
constitucional e da dissolugoda cmara, depois
com oa conservadores e. alm d'estes com os
iramerosos grujios dos descontentes do actual es-
tado de oootts.
A totalidad!-de votos que estes diversos pode
produzir orea por 300 mil. E' o bastante para
garantir a victoria do general.
Os socialistas apresetitam cndidsto especial.
O mais provavel que o governo. reconlieeeu-
do a impossibilidade de luctar com bom xito
faga apreseutar urna proposta suppfiraindo as
eleiges parciaes em via de realisago. dando
como pretexto a proximidade das eleiges ge-
raes.
No senado approvou-se o orgamento das Belles
Artes.
O ministro da fazenda combateu enrgicamen-
te urna proposta creando um imposto de entrada
sobre os museus, allegando que elles contribuem
para a instruccio e que, portanto, devem
quantopossivel, libertados de encargos.
Foram tambem votados pelo senado os orca-
mentos dos ministeries da gnerra ejdas co-
lonias.
(i senado anrovou a generalidade do orga-
mento por 2i i votos contra 16.
A commissao le fazenda do cmara dos depu-
tados accefeon aJiimias das moditicages fetas
no orcameuiu pelo senado, raais rejeiiououtras.
ii liouvatier, membroda dimita sensurou
os eMessosde si^cularisago das escolas.
O Sr. Floquet gloriflcou a3 emeuaas de scu-
la risago. pelas quaes a mpubiea qoiz libertar
o enano de toda a inlluenia-religieso.
A canai decidi por 276 votos contra 166 que
este disnum do Sr. Floquet seja allixa* em
toda Franga.
O senado, discutio no dia 294Mwgamento ex-
traordinario da guerra rejeimumpr l/ft'votos
contra 111. a emenda do 3*. Bulque cedazia
0 crdito 4i38 nilhes a 54, e apjiroveH- e:u
seguida o piojecto.
Passandmampois a discutir o orgamento geral;
adherio maior parte das modficag*es Teitas
pela cmara dos deputados, mas manteve o ar-
tigo addicianol relativo limitago de obras pu-
blicas, artigo que a cmara suppriinira, Por
consequencia o orgamento foi novamente envia-
do cmara dos deputados.
O senado suspendeu a sesso at s 9 horas da
noite.
A cmara dos deputados lornou a rejeitar o
artigo aldicional sobre afimitago de obras po-
blicas e suspendeu tambera a sua sesso at as
10 horas da noite.
O senado, rcabcrla a sesso s 9 horas, appro-
vou emllm o orgamento tem modificages, e o
Sr. Floquet leu b decreto declarudo encerrado o
parlamento.
O agente de cambio Frederico Bex, cujo des-
appareciment de I aris nos noticin a Agencia
llavas deixou un passivo de doze milhes de
francos, ou dous mil cento e sessouta contos da
nossa moeda.
Foi a questao do Panam que o arruinou-
Quando soubc do voto da cmara fugio.
Nao se calcula a nuantidade de reclamages
de credores indignados, qne teein sido -enviadas
ao procurador geial; Bex nao o nico culpado
da fallencia : tlnha um amigo que devia mais
de um milho e rjuc a justiga procura nesse mo-
mento Frederico Bex gosavade muilo-crdito,
na praga de Pars.
O verao passado, estando em Trouville, corre-
ram em Pars boatos desagradaveis a seu respei-
to. Quarenta c oito horas dcjiois, Brex entrega-
va aos seus collegas os seus livros de caixa ab-
solutamente regulares.
Ultimo pormenor. Frederico Bex solteiro e
tem 35 annos. Muito elegante, muilo dstincto.
t ariz via-o quasi sempre em eompanhia de una
dani mndame) mademoiselIe.R. de P.. muito vo-
tada pela sua belleza.
Consta j que Frederico Bex se suicidou na
Suissa.
0 desastre da empreza do -Panam repercu-
lio-se, mais ou monos, nos principaes mercados
liuaiiceiros da Euroiia em rejeio de que se lhe
seguisse, as bolsas de Pariz, um krack como o
da Union Genrale. A attitude linne dos accio-
nistas e obrigaceionistas da empreza, mostran-
do-se dispostos a consentir.cm novos sacrificios
para levar por diante a abertura do canal, as
"acuidades que o tribunal deu aos administra-
dores que noraeou, para levantarem as soinmas
necessarias para a nao iuterrupgo dos traba-
lhos ; a probabilidade de ser adoptada a provi-
dencia da creago de ttulos privilegiados, com
preferencia na subscipco para os actuaes iu-
teressados na empreza : todas estas circunstan-
cias socegaram os nimos, de forma que, a bolsa
de Pariz readquirio a firmeza perdida, segurado
fcilmente o impulso das bolsas do Norte, orien-
taos de novo na alta, desde que reconheceram o
sangue fri do mercado francez.
Urna rcuniao de 4,000 accionistas e obliga-
torios do Panam voton por unanimidade urna
resolurio allir-nando a sua nando de Lesseps, desistindo do pagamento dos
coupons de ainortisago at a abertura do canal.
e prometiendo esforcar-se para reunir o capital
necessario conclusao das obras.
Segundo as declarages fetas na reunio effec-
luada ha dias em Pariz, dos accionistas da Com-
pa uhia do Panam, basta rao mais mis quatro
cent s milhes de francos e 36 mezes de tra-
balho. para realisar a abertura do canal.
Os operarios da torre Eiffel echam-se em
grve. Pedcm um augmento de salario, equi-
valente a 50- cntimos a mais por hora, isto ,
90 ris a mais. Declara rara que nSo podem con-
tinuar a trabalbar por baixo prego era pleno in-
vern, a urna altura de 230 metros. Arriscara a
todo o momento a vida, sentem vertigens e fri
inlensissimo, o que os obriga portanto a gastar
mais dinbeiro no sustento diario,
O Sr. Eiffel resiste e alguns opranos vencidos
pela fome l se teem ido de novo submetter s
ordens dos contra-mestres.
A grite dos operarios da torre Eiffel e no fun-
do baseada em reclamages justas, porque
trabalho a 230 metros de altura deve ser pago
diferentemente do que feito em plena trra.
No en tanto, como sempre snecede, o trabalho
vi -acido pelo capital, e a fome ajuda o desas-
tre.
Continuara as proezas dos dynamitistas.
O rgimen das bombas explosivas est cau-
sando tanto terror como Jacquer, e Extripador,
em Londres.
E o caso nao para menos.. .\
Temos a registrar urna seita^xplosao de dy-
namite desta vez, contra um commisaario de po-
lica, em lugar de ser contra urna agencia de col-
locaces e empregos.
O alternado tevu lugar contra o commissario
da ru de la Perleurna velha ra retirada do
centro de Pars e distante dos bairros das Hal-
les onde ltimamente se realisaram as passadas
exploses.
A urna hora da madrugada ouvio-se urna vio-
lenta detouaco qne poz em sobresalto todos os
habitantes das ras visinbas.
E da janella do rez do chao do commissario
sabia um fumo espesso.
Acudiram logo os bombeiros e os policiaes
que constataram o desastre produzdo pela ex-
ploso d'um eugenho qualquer que n'um mo-
mento ha via arrancado as grades das janellas, e
arrauiado as portas das casas.prximas.
Qs pequeos fragmentos.do projectil erara pe-
dacos de metal e pregos.
E' provavel que elle tivesse a forma de um ca-
nudo de cobre.
A exploso foi to violenta que os grossos
muros que separara a casa do commissario dos
predios visinlias licarara radiados d'alto a bai-
xo. E a casa ameaga ruina.
O que ha de mais curioso que o commissario
ha ia sido avisado dias antes por urna carta auo-
nyma deste attentadocarta a iue nao ligara a
irieu r importancia julgando-a urna fumisterie.
Agora os narchistas araeagam tambem fazer
saltar pelos ares a prefeitura de policiaco que
negocio bastante serio.
De resto o terror enonna as altas regies,
porque at hoje polica nada tem descoberto
nem espera descobnr 1
Toma ncreraenlo em Paris nos circuios poli-
ticos a idea de reabrir o territorio francez ao
d uque de Auinale.
Os opnortunislas niostram-ee muito inclina-
1 os em favor de tal medida.
Concorre muito para o caso a attitude dodu
que d'Aumale. contraria ao boulangisrao e ex
pressa n'um seu artigo publicado ha dias no
Jornal dos Debates, a proposito de Cuvillier-
i- leury.
Entrn no peftoj|}o das mximas vergonbas o
_,so do deputado Gilly. O livro de aecusago
ditado pelo livreiro Savine cahio n'um abysmo
de ridiculo, passada a primeira impresso.
A especulago mercantil fez um triste fiasco ;
de urna tiragem de 43.000 exemplares vendeu-
se um terca apenaa, e sobre o reconheciin uto
das calumnias cahio um chuveiro de quer
que absolvem os limitados lucros e. que aoiea
cam gravemente o fundo do livreiro editor.
Produzem se car as palpitantes de escndalo,
escriptas por um tal eyron, advogadode Gdby.
pediudo dinheiro e mais dinbeiro ao livreiro.
Sobre o autor, a opinio mais firme e genera-
lsima que elle nao tomou siquer conheciraeii-
le das inlamiasinhas do seu livro, mas que nao
poz duvida em lirmal-as com o seu nome logo
que o editor lhe fez entrever grandes lacros.
E chegou aquello grupo de homens de bem a
agitar a opinio e a amontoar lama entrada do
parlamento francei.
A' ultima hora diz-se que provavel a de-
raisso do Sr. Floquel como presidente do con-
selho e como deputado, afim de se apreseutar
jer Lcomo candidato nelocirculo vago em Paris, con
' tra o general Boulanger.
na ria importancia adquirida pelo ruidoso, no
enyginatic gem, a despeito das cJiarges,
dos insultos e das atfirmages desdenhosas dos
adversarios.
0 ministerio fcar. durante a luda eleitoral,
presidido por Freycinet
Desde que Floquet triumpliosseiorganisaria um
ministerio de foiga, dissolvendo a cmara.
Se, pelo coatrario, a victoria se pronunciarse
por Boulanger, senam chamados os opporlunis-
las ao poder.
O Sr Clemcnceau aoonselha o Sr. Floquet l
que desista do seu projecto.
Pela sua parte, os imperialiftas resolveram
apoiar a catiuidakira do general.
A imprensa boulangista desafia Floquet a que
se aprsente.
No primeiro dia do anuo novo o presidente-da
repblica francesa receben as autoridades e o
cor: o diplomtico que Ibe foram apreseutar os
ouniprimeutos de Anna-Bom.
O nuncio exprimi a unanimidade do dselo
de todos os embaixadores da prosperidade da
Franga.
O Sa Carnot agradeceu dizendo que a Franca
se aprotnpta para celebrar com urna exposigo
a obra do trabalho e da paz, portanto desoja que
1889 seja um anno prospero e feliz para todos.
Os embaixadores forairreni seguida apresen-
tar os seus respeitos madame Carnot.
O Sr. Goblet recebeu urna delegago dos ne-
gociantes do Havre para confereciarcm acerca
da situaco da repblica do Hait. .
O Sr. "Goblet declarou que, segundo ttftnuncia
um despacho do comniandante do aviso Bisson.
o bloqueio effecti ro.
caso
Este fado, a realizar-se, affirma a extraordi-
EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
PORTUGALLisboa, 3 de Janeiro de
188-'.
Com as formalidades do estylo, abriram-se
as cortes, presidindo a este acto o Sr. D. Luiz
I eservindo de coralestavel seu filhoo Sr. infan-
te D. Alfonso, cargo que era descnipenhado pelo
Sr. infante I). Augusto, irmao d'eUrei-
O discurso pronunciado pelo chefe do Estado,
nesta soleranidade constitucional, foi o seguinte:
Dignos pares do reino e senhores deputados
da nagSo portuguez. Abrindo" a sesso legis-
lativa deste anno. cumpre um dever, que me
sobremaneira grato, porque de novo me vejo
cercado dos represemantes da nago, qual mi-
nha-dynastia e en devemos acrisoladas pro vas de
dedlcaca*e affecto. Com elles me propmlw
continuar a cooperar, no desemnenhn da miuha
misso constitucional, para o desenvolvimento
da prosperidade e grandeza da nossa querida
patria.
Continuara sendo cordiaes as nossas relages
cora as potencias estrangeiras.^Dos bons sen-
(imen'os amigaveis, e da consderago, q*v Ibes
merecemos, por diversos modos manifestados.
Uve tambera testemunlio directo as demoustra-
ges de respeito' e alfectuosa sym|iatliia. coffl
que cu, ua Mageslade a Raiima. tninha augusta
esposa, e a Seretiissiuio Senhor Infante D. f-
fonso, mcu prezail, lilho, fomos recebidos as
diaerentes cortes <- niiizes que visitamos no au-
lindo. Chamados a urna festa de familia,
,_e intimamente nos interessava, o levado eu
Umbem a procurar n'uma viagem melhoras pa-
ra a minha cnto enfuaqueciila saude, em toda
a parte encontramos, as populages e nos agen-
tes dos poderes otliciaes, um acolhimento, que,
se multo nos lisongeaxa como individuos, nao
menos nos satifazia como portuguezes
Durante esse tempo, exerceu as funeces de
Kegeute do reino, nos termos da lei fundamen-
tal do Estado, Sua Alteza Real o Principe D. Car-
los, raeu muito presado filho- Renov aqu os
louyores, queja lhe dispensei. pelo tino e acer-
t com que Sua Alte Real se desenrpenbou
dessas funeces. e que sao seguro titulo para a
ron Manca do paiz
No intervallo da sesso parlamentar, deram-
sc em algumas das nossas" possesses ultrama-
rinas acontecimentos de importancia. Beali-
zou-se a oceupagao definitiva da regio Arubri-
zete e Quicembo. to necessaria para a consoli-
dago do nosso dominio, a regularisago do mo-
vimento commercial na provincia de Angola ;
complelou-se a installaco do novo distrioto do
Gongo'; e levou-se a bom termo a represso dos
rebeldes da Zamhezia. Tambem se inaugurad
primeiro trago do eaminho de ferro de Ambaca,
inicio de urna ara nova para a niovincia, e que
devei ser seguido em breve do eaminho de fer-
ro de Mossamedes, para cuja construego o meu
governo procura desde j habilitarse com os
estudos necessari03. Procede-se com o mes-
mo empenho aos estudos do eaminho de ferro
do Zambeze : e trata-se igualmente do acaba-
meiito da linda frrea de Lourengo Marques at
fronteira, continuando a diligenciarse a reso-
Ingo de algumas difliculdades, que at agora
se tem opposto a boa explorago desta linha, e
do seu natural prolongamiento. Com estas e
outras providencias, que o meu governo vos pro-
por, de esperar um rpido desenvolvimento
de riqueza as provincias ultramarinas, como j
satisfactoriamente se annum-ia.
Accedendo ao convite de duas grandes poten-
cias amigas, e s razes de ordem superior que
o fuudainentavain, foi decretado o bloqueio de
urna parte da costa das nossas possesses-orien-
taes em frica, desde a foz do rio Rovuma at
at a bahia de Pemba. E ainda pelos mesmos
motivos se cstabeleceram algumas providencias
restrictivas do coramercio de armas na provin-
cia de Mogambique.
Usando da autorisago, que lhe hara sido
concedida, o meu governo realizou operages
linanceiras necessarias para a converso das
obrigages do Estado e emprestimo destinado a
indemnisar as fabricas de tabacos. Examinareis,
eomo vo cumpre, os teiraos ara quese ejfcc-
tueram essas operoges. cuja xito constituemais
urna affirmago da solidez do crdito publico.
A3 nuctuages dos pregos dos cereaes nos
grandes ceiros productores determinaran! va-
rios actos governativos, tanto no sentido de. mo-
flear os direitos de importago, como no intuito
de provee ao regular ahasteciraiento do-mercado.
Os tactos occomdos, e os estudos feitos, de novo
devem chamar a vossa attengo sobro este as-
sumpto, que muito intercssa classe productora
e as consumidores.
Em cumprimento da lei de 12 de Setembro
de 1887, foi decretado o recrutamento regional
para a arma de infantaria em todo o reino. Com
isto, e com algumas raodincaces nessa lei, nos
pontos em que a pratica tem mostrado a conve-
niencia da sua alteraco, devem desapparecer
os principaes Atritos, que no espirito das popu-
lages ruraes encontram as obrigages indecli-
naveis do servigo miiitar.
Da passada sesso legislativa ha pendentes
algumas propostas e projectos de lei impor-
tantes, que reclaraam a vossa attencio e exarae.
Outras propostas de lei vos sero apresentadas
pelo meu goveruo, que solicitara igualmente o
vosso estudo e discussao. Reforma da lei elei-
toral da cmara dos senhores deputados, ten-
de te a corriair algumas imperfeices da lei
existente modilicaces na lei do recrutamento
militar: reforma do processo commercial; re-
forma dos servicos medico leaaes ; aposentagao
dos paridlos; modilicago da lei de decima
de juros, suavisando a taxa e a forma de paga-
mento deste imposto ; reforma do rgimen lis
cal docominercio de cereaes; providencias para
auxiliar os bancos portuenses na resolugao das
difliculdades. nue Ihes resultaram da construego
dos caininhos de ferro da fronteira a Salamanca;
augmento da nossa marinha de guerra, e con-
sequente alnrgainento dos quadro-i da armada ;
reformas do cdigo nistrago militar, e da instruccao as differen-
tes armas do exercito; providencias para me-
Ihoria das industrias, fomento da agriculturae
abertura de mercados paraos seus productos :
assuinptos sao e-tes, que o meu governo sub-
nieitera ao vosso exarae. desenvolvidos as res-
pectivas propostas de lei, e que? com as nronos-
tas e projectos j pendentes, oceuparao provei-
losamente o vosso estudo durante a sesso le.-
gislativa deste anno. A vossa sabedoria eso
Rcitude pelo bem publico podero assim por
termo brilhaute e fecundo torrente legisla-
tur i.
Dignos pares do reino e senhores deputados
da nagao partugueza : -Nomeio dos sobresaltos,
que trazera inquietas urna parte das nages da
Europa, deve ser para todos nos motivo de inti-
mo regosiio a tranquilidad* profunda, de que
tem gosado o nosso paiz.
O estado relativamente prospero das nossas fl-
nangas, que dispensa nvos appellos ao contri-
buinte, o desenvolvimento crescente da riqueza
nacional, e a firmeza do crdito publico, serao
alavancas seguras de maiores prosperidades,
quando ihes nao falte o indispensavel apoio da
paz e da ordem.
De sobejo me conhecido o vosso patriotismo;
e com elle cont, e conta o paiz, para prose-
guirmos na conquista dos prugressos, que sao
requeridos pelas nossas tradiges histricas e
pelas legitimas aspiraces nacionaes.
Est abeita asessSo.
S M. a raiuhc oceupava no throno o seu lu-
gar 4-asquerda d'el-Bei. Era enorme a concur-
currenda as gelerias. O da esteve lindhsimo
as nas do transite grande multidao.
Foram recoudusidos na presidencia da ca-
mai*dosJpares os Srs. JooChrisosthorao d'Abreu
e Barros eS; e supplentes- os Srs. conde; de
lastro e MaiaSalema.
B9t rewfrido segumlo consta que o presiden-
te da cmara dos deputados ser o Sr. Francisco
de Barros Coelho de ampos, e o vice-presidente
o Sr. Manoel Alfonso Espregueira.
O antigo presidente, Sr. JosMaria Rodrigues
de arvalho ser nomcado par do reino dentro
de poucos dias.
Parece que o pensamento do governo propr
e fazer discutir no principio da' sesso a relorma
eleitoral e dissolver as cortes logo depois.
Como expediente, nao nos parece mal ima-
ginado! -observa, ha poucos dias, urna folha
progressista dissidentc, o Dia, a que por murtas
vezes me tenho referido desde que lia um anno,
o Sr. Antonio Eiraes o fundou.
Varios artigos se tem escripto ltimamente as
folhas minsteriaes e as da opposigo quanto
perspectiva provavel da futura sesso parlamen-
tar, submettendo esses vaticinios epigraphe:
ante-i da batatta. -
Duvida-se mu'to que baja btaina.
O Dwjulgaque a nao jioder ha ver; porquanto
a ultima sesso termino por ura accordo e
talvez durasse ainda se nao fosse esse tal
accordo.
A minora eslava senhora do terreno. Am-
pliando o que ella ehomava as suas prerogativas
cora a tolerancia da maioria, e sem embargo do
regiment, regulava as discussoes a seu talante,
e quando lhe pareca, paralysava-as com um
obstruccionismo, que era irresistrvel. porque se
autorisava com ai o-tos parlamedtares.
Em vita disso, o governo lave delransigir, de
combinar cora os seus adversarios quaes os pro-
jectos que tinhatn licenea para sahir do limbo, e
s assim termiuaram_ os discursos indefinidos
sobre o modo de prop'r ou de votar, que preen-
cheram quasi exclusivamente cinco mezes de le-
gislatura.
Esta siluago tifio se modificla durante as fe-
rias, nem ha esperanga de que se modifique
quando as cortes estiverem abortas, pois qne a
maioria c a minora sao as m-suias, o regiment
o mesmo e as inlerpretaces, que lhe tem sido
dadas, subsistem.
O mais provavel pois que a sesso que prin-
cipia agora ter de principiar onde hndou a
sesso pretrita, isto por um accordo.
E' isto o quc,pcnsa ediz- francamente oDm,
aclian lo que a lgica ta de impr-sepor coind-
dir cora as conveniencias, visto que, se os gover-
nos em vesperas de eleiges teem sempre argu-
mentos pata mover os contrarios a toda a espe-
cie ile accordos, o que nao Ihes faro acceitar
quando vo reformar a propria lei eleitoral? At
submisses.
O Dia e cora elle milita gente imparcial acre-
dita que nao. ha ver batalha. E conclue assim :
i N.;s btitalkas do nosso parlamento o qne tica
sempre venado, humillado, coberto de vergonha
o parlamentarismo. -
E' dura esta apreciago; mas, infelizmente nao
vai longe da verdade.
O Tempo, novo jornal progressista, fundado
pedo Sr. Carlos Lobo d'Avifa (Val-Bom), folha de
queappareceu o primeiro numero no 1" de Ja-
neiro, diz constar-Ule que o grupo republicano
na cmara dos deputados far a sua principal
que3tao da reforma eleitoral. E' de parecer que
se acabem as eleiges de accumulagao, ou que
das se garantaui por forma a trnalas ama
cousa seria. Se a proposta do governo nao Mr
um sophisma para a liberdade do sutTragio e
ampliar a representago "das minoras, o grupo
republicano est disposto' a applaudil-a e a col-
laborar activamente na sua elaboragao.
. Os deputados republicanos continuara no pro-
posito, j adoptado no anno passado, de se nao
associarem a scenas tumultuosas.
Hoje que a habitual reunio da maioria.
Nao foi hontem por causa da rccita.de gala. A op-
posieo regeneradora reunio-s ehontem em casa
de seu chele o Sr. conselheiro Antonio de Serpa.
As folhas ministeraes ha dias que andam of-
ficiosamente a aconselhar opposigo serpia e
esquerda dynastica a conveniencia de fazerem
una especie de pacto da Granja cora que llavera
dez annos se fuudiram n'um s partido (o pro-
gressista) os dous antagonistas : hitorico e re-
formista. Os orgos da esquerda dysnatica re-
pellem o alvitre.
Apezar destas dectaracoes, o Reprter de hon-
tem, querendo dar rana noticia de sensaco, re-
velou que se est negociando um accordo entre
os diversos grupos e as mais alterosas indivi-
dualidades da opposigo para se preparar um
futuro ministeno, herdeiro presumptiro do
actual, e que seria assim composto :
Presidencia e guerra Sr. Antonio de Serpa Pi-
raentel.
Reino Sr. Barjona de Freitas.
Obras publicasSr. Lopo Vaz.
Fazenda Sr. Dias Ferreira.
EstrangeirosSr. Iliutze Ribeiro.
Ma-mha e ultramar -Sr. Pinheiro Chagas.
Parece que na lista se omittio o provimento
da pasta da justiga porque essa secgo do Repr-
ter redigida pelo Sr. Margal Pacheco; mas que,
na combinaco projectada, o ministerio da ju*
tiga foi destinado aquelle conselheiro :
Diz mais o Reprter:
O primeiro acto do gabinete assim compos-
to, sena a creago de sete lugares, sem venar
ment, dejsub-secrelarios geraes d'Estado, os
quaes seriam prvidos assim :
Sub-secrwlrio geral d'Estado da guerraRo-
drigues Costa.
Suh-secretario geral d'Estado do. reraj -JJp-
raes Carvalho.
Su!>-secretario geral d'Estado da justica Joo
Arroyo.
Suri-secretario geral d'Estado das obras jm-
blicas-Frederico Arouca.
Sub-secretario geral d'Estado da fazenda
Franco Castello-Branco.
Sub-secretario geral d'Estado dos estrangeiros
Luciano Cordeiro.
Sub-secretario eral d'Estado da marinha e
ultramar -Augusto Fuschini.
As folhas progressistas zombatn da noticia e
bordara na de supplementos jocosos, taes como
a creago de sete vice sub-secretarios d'Estado
e sub-vice-sub-secretarios d'Estado. accrescen-
tando os nomes que a phantasla Ihes suggerio.
De tudo isto porem o que se pode colher que
apezar dos calafrios de horror da Esquerda dst-
nastica quanto ao alvitre de nova especie de
< pacto da Granja alguma cousa anda no ar,
ueste sentido.
Viciara no dia 31 do seu solar em Villa Vi-
cosa, SS AA. RR. os Srs. duques de Braganga e
partem boje para Sevilha, onde laaciouam paa-
sar na villa Manrique uns quinze dias e^i eom-
panhia dos >rs. condes de Pariz.
0 conde de Paiiz pai da priuceza D. Amelia
apenas se demorou algumas horas em Lisboa,
quando aqu chegou de Inglaterra n'um dos pa-
quetes inglezes da carreira de frica. Vicha
com sualiHia raais nova a princeza II lena e se-
guirn! para Hespanha onde se acha a senhora
cendessa, sua mulher, com os outros seus Inste.
S. M. a ramha e el-re tem j ido algu
nuiles ao theatro de S. Carlos. Na recita de 31
de Dezemhro esteve s el-re coin seu lilao D.
ABouso i' sen irmao o Sr. infante D. Augusto.
A' recepeo do dia de anno bom no pago da
Ajuda, alera de SS MM. assistiram os dmjaw
de Braganga, bem como na recita de gala do
dia %, em que fii aberto o parlamento, assis-
tindo ao espectculo na grande tribuna central,
rodeados pelo ministerio e officia>3 maiores.
As dama) de servigo era toilette de gala, segun-
do o co.-lu'iie oceupam n'es is noites de sala os
cainai otis particulares de SS. MM. e os dos seus
ajudantes de campo. O aspecto da sala era des-
lumbrante.
Cautou-se o Propheta em que a Pasqua vm ad-
mira veluierite.
Esquecia-rae dizer-llies que o peqaemoo prin-
cipe da Boira, durante a ausencia de seus pas '
era Hespanha, licar no paco da Ajuda son a
* 1
*


\


- 'lili
mm
Diario de Pernambuco---TerQrleira 15 de Janeiro de 1889

carinos i vigilancia c sua extremosa ;
Sra. D. Maria Pia.
E' visivo! a febre a formacAo de compannias
e emprezas industriaes que se est desenvol-
ulo entre nos ueste momento. ,
Em Braga trata-se de fundar urna companhia
eni que entram capitalistas do Porto c d'aquella
cidade tendo por lira a explorago de vanas in-
dustrias, das que oll'erecam maior numero de
probabilidades le se adoptareni a essa zona in-
dustrial e de llrese erem no nosso centro com-
mercial 'lla-se da montagem de urna fabrica
de cortuuies de rouros e outras de cutilana.
Estilo publicados na follia olucial os esta-
tutos da ompinhia portugueza de pescar i> que
tem p r llm fundar em Portugal e suas colonias
a pesca e transporte de peixe, em vapores ou
vios de vela, e commercio de peixe fresco ou
em conserva; explorago de todo o commercio
ou industria relativa i pesca compra, conser-
vacao e a venda de peixe. A exploraco ae to-
dos os privilegios relativos a estas industrias ;
e a exploraco ou aluguel dos vapores para re-
boques e para todo o servico publico ou parti-
cular. A sociedade pode igualmente interes-
sar-se em todas as industrias e exploraces com-
merciaes relativas a pesca, a conservacao e ao
commercio do peixe e em geral fazer todas as
operagoes comuieraaes e industraos concernen-
les as mesraas 6 destinadas a desenvolvel-as.
A sede da sociedade em Lisboa. O capital
social lixado em*7 tontos de res (fortes) re-
oresentados por 300 accOes de 90#.
Os fundadores da sociedade, usando da auto-
nsacio que a lei liles d, conferem ao primeiro
conselho da administraglo poderes para seis an-
nos, lindos os quaes se proceder a eleico.
Tambem o Diario ao Gocerno puuhcou, ha
dias. os estatutos da sociedade anonyma, que
se denomina Companhia dos assucareiros portu-
guezes de beterraba.
A sede da coui|>anhia ( em Lisboa. O seu fim
0 exercicio la industria assucareira, e das que
sejam complemntales ou annexas, propondo-se
explorar desde ja o producto agrcola deuomi
nado beterraba sacharina que a experiencia Ibes
O capital social de 400 con tos de ris (Cor
tes), representado por 4,000 aeces de 100*000
cada urna, em duas series de 200 contos, estan-
do a primeira j emitlida e totalmente subscri-
pta.
Os socios fundadores e subscriptores primiti-
vos desigoam como mandatarios os seguintes ac-
cionistas : .,
Mesa da assembla geralPresidente. Joo
Aiastacio de Carvalho: v ice-presidente, Vis-
cende de Arriaga
Conselho administrativoPresidente. Londe
de Magalhes; vice presidentes. Manoeli Joaquim
Aives Dinu, Lourenco Antonio de Carvalho,
D. Jos de Carvalho Daun e Lorena c Jos Char-
^Con'selho lis^al Dr. Carlos feferino Pinto
Coelho. Visconde da Azarujioha e >. Jos de Sal-
daaha Oliveira e Soma. ___ ..
Esto publicados tambem os estatutos d urna
sociedade anonvma de responsabilidade limita-
da, que se denominar ompmhia Nacional Edi-
tora, successora de David Corazzi e Justino Gue
des.
O seu fim editar quesquer obras ou publi-
cacoes e explorar as industrias typographica e
lithographica, bem como outras que cora estas
tenham relaco, adquirindo por contracto dire-
cto cora as irmos David orazzi e Justino Que-
des as suas offleinas e conjunctamente todos os
seus depsitos e orniazens, bem como todos os
seos direitos certos e eventuaes
A sede da companhia em Lisboa, e o seu ca-
pital fixado em S70 contos de ris fortes) ^pre-
sentado por 2,700 aeces de 100*000 rada
uraa. .
Os corpos gereoips durante os primnos seis
annos foram compostos dos seguintes socios :
Mesa da assembla geralPresidente. Henn-
que Mozer; vice-presidente, Antonio Vito Res
e Souza; secretario, Jos uedes Correa de
Queiroz ; vice-secreuirio, Heliodoro Centeno.
Conselho de administracoMrquez da Foz.
David Corazzi, Justino Guedes. Ramiro de Sineas:
substitutos, Joaquim Gencrt Mayer e Emygdio
da Silva. .. .
Conselho liseal Antonio Centeno, Francisco
Palha J P Diogo Patrone Jnior, Joao Lobo
Santiago Gouveia, Alfredo Pereira, Jos Maria
Alpoim' sendo o stimo por eleicao: substitu-
to' : Marianno Presado, Heleodoro i.ettteno e
Jo-i' Guedes Corroa Queiroz.
Mais outra empreza : Denoimna-se esta t.om-
mmJcm dos caminhos de ferro meridumaes.
Os respectivos estatutos vieram j publicados
un d'-stes dias na folha official. Esta socicJae
tem por fim: ,
i O ruuiprimenlo integral dos contractos
d-tinitivos para a coiistrucsao e exploraco do
caminho de ferro de Santarem a \ endas No-
2 A construeco, concluso exploraco de
todos os outros caminhos de ferro e vas de
comraunicacao, que forera ulteriormente conce-
didos sociedade, ou que ella obtenha por ar-
rendamento. compci. foro, ou por qualquer ou-
:{ A organsacjio e explorago de todos os
uieios de transporte por tenat por agua, que
msaain ser estabelecidos, om confluencia cora
0= caminhos pertenecntes sociedade, ou por
ella tomados de arrendamento, salvo lodos os
privilegios e concosses j outhorgados.
4 O usufructo e exploraco de todos os ter
renos, matfas, mina-, ofcinas metallurgicas, fa-
bricos de machinas, ou quesquer outros esta-
It. U-cimeiitos, que venham a ser posteriormente
concedidos sociedade.
A sede da companhia tambem, em Lisboa.
O capital social lixado em 1,800 cootosi dems
(fortes), representa lo por 16,000 accoes de 100*
cada urna, j subscriptas.
Os corpos gerentes foram assim compostos :
Conselho de administraco-Henrique Mozer,
presidente; Francisco Ribeiro da Cunha. Joao
Pedro Patrone Jnior, Joo Ba ;>tisla de Figueiredo,
Conde do Paco do Lumiar. .-Ifredo de Queiroz
Guedes, Carlos Eugenio de Almeida.
Co'nlHo fiscalLuciano Cordeiro, Augusto
Cesar Ferreira Mezquita p Moyses Abcragus,
vogaes effectivos; Antonio Pereira de Carvalho
e Emygdio da Silva, substitutos.
l'undou-se mais uraa empieza industrial para
a "xploraco do commercio fabril de fiacSo. te-
celagem, torcidura e linturaria de algodao. inti-
tulada Companhia fabril lisbonense Tem 100
contra de ris (feries) .le capital, divididos em
tres serie*- e representado em 2.0.X) acroes de
5u*000.
Os coreos administrativos sao os seguintesi:
Assembla geral Presidente, Visconde de
Arriaga; vice presi mte,. Antonio Jos Lomes
Netto'. wscreurios, Victorino Vaz Jnior e Ma-
noel Joaquim Alves Dunz. _.
nirercio-Andiv de Aquino F'errreira, Augus-
to Francisco Vieira, Jos Martinho da Silva i;m-
mar. ; suppleiH '-aquim Dias FerivTra, l-
fico de olive;.-:- 'Aeal, Diogo da Mlvn *
entados por Luiz Diogo da bilyii
c :M-;,i Polycarpo Peomet Ferro ra
- dos Amos, Dr. Aulonio Bautista de Soto, Anto-
nio l.ourenco dn Silveira ; supp entes, Francisco
i'.V oceicoe SHv, Alfredo ftibe.ro e ftaa*-
ceram no Diario do Gorerm,
.,iuios de nina nova companhia, Empreza
.1 stinada ao fabrico de vi-
objectos de vidro, com o eapttftl
ontos de r.'-is (fortes) dividido em sema de 2o
contos c representado em accOes de 2,) W '.
:ham-se asafcn
I-Presidente. Henriqne Ma-
vice-presi lente, II. F. M
.retarlo, Josc do Nasci.nento Lopes : 2- sc-
\ cente Lupi Bandeira de Mello.
-EiTectivosSeVcriano Augusto da
Fon-.'" M Mieiro. (Vi leirn de Mello.
E lu .rdo I. mi- ....
Sui.pente- l '"as da Costa,
Luiz Mtusto l'erestrello d Vasconcellos.
Conselho liseal ElTeCivos-Miguel Solano, Ja-
cinlho Jos Marta 4o Cooto, Ri.-ardo Loureiro.
Supplente- Frrmino Mara Antones do Valle,
Moss AMM ..
_ Coutinuaiii no- gcus esforyos e diz-se que
fortemente a os membros do syndicato
dos terrenos do hospital das Caldas da Rainlu,
O Caldenm, jornal que se publica naquella villa,
caamrestencia, peto protesto os habitan-
tes das Caldas. Os terrenos coostaem um le-
ado instituido por urna soberana portugueza,
o (rae oto poe embargos cabeca
_ A Vfu&o Aarkola Portugueza de que, talgo,
ter-lnee dado idea n'uma das minhas .ultimas
nssiva, est oonstituida, sendo presidente do
conselho de adminir;tra?ao o Sr. Visconde de S.
Januario, ministro honorario e par do reino ;
administradores 03 Srs. couselheiro Eliseu Xa-
vier de Souza e Serpa, Mrquez de i iveri, con
seluciro Francisco ce Almeda Gardoso e Albu-
querque e Jeronvmo Jos de Abreu
A l'nio Agrcola Portugueza, sociedade civil
para o desenvolvimento da agricultura era Por-
tugal, tem a sua sede social em Lisboa (3. largo
do Baro da Quinlella).
At ao dia 10 do corrente rcalisa a einisso
publica de 15,801) bou privilegiados ao porta-
dor. Estes bons fazem parle das i2 series de
13.800 bons cada urna, decretadas pelo conselho
de admrnistragSo da sociedade, para valorisar
O.OOO hectari'? ele terrenos de cuta posse se
asseguron Estes b m s.o todos ree'u.bolsaveis
ris fortes 1:80 '000 cada um em 395 sorteios
trnestraes. que tero lugar nos dias 15 de Mar-
co, 5 de Junlio, 15 de Setembro e 15 de Dezem-
bro de cada anno. razfio de 40 ho- sorleio e por cada serie.
- O sorteio que devia realisar-se a 15 de De-
zembro de I88K lca transferido para 13 de Ja-
neiro de 1889.
O preco da emisso de 3871000, entrndose
no acto da subscripcSo com 27*000 e com 3604
no dia 15 de Fevereiro de 1889.
A Sociedade tem po* fim nico a acquisico ou
erreodamento a longo praso de qualquer her
dade ou propriedade agrcola situadas em Por-
tugal e as lhas adjacentes e a proporcionar os
capitaes necessarios para o seu arroteamento e
desenvolfiraento, para a acquisig&o de todo o
material, creaco de fabricas, construego de
canaes de irrigago e de vas de transportes, e
em geral para todas as despezas de installacOes
ou de desenvolvimento de sua explorago.
A Sociedade de Vinhcdos de Franca e da Ar-
gelia faz, alm disto, e de sua conta exclusiva,
cesso da obrigaco absoluta que contrare de
valorisar e por em exploraco sob sua plena
responsabilidade todas as propriedades e domi-
nios que a Sociedade possa adquirir duran tejo-
da a sua durago, ou tomar de uremia c.
largo prazo, o que a Sociedade Uniao Agkwla
Portugueza acceita com as indicacoes twadas
nos estatutos.
Tem-se dado pela imprensa peridica e em
impressos-avulsos. profusamente distribuidos, a
maior publiciddc ao relatono de Mr. Naray
celebre horticultor de Hyres (departanaenlo do
Val) Franca, a respeito 'das probabidade V
bom xito que olferece esta empreza.'
Alem deste estimulo a eonflanca doS subscrip,-
lores. a imprensa, a ministerial principalmente,
tem aquec.do a opinio com longos e bem dedu-
zidos artigos acerca dos poderosos recursos que
a -i.ciedade pode auferir, e dos beneficios eco-
noiuic .i que d'alii se h.io de derivar para Por-
tugal, pela valorisaco de muitos tractos de ter-
reno que por ora esto incultos sobretodo no
Alemtejo.
As noticias que lera cnegado n'estes ltimos |
dias da subscnpgo as pracas estrangeiras sao
muito animodoras.
As compras de trrenos j realisadas pela
Unta Agrcola Portugueza sao importantissi-
mas.
F.xtincta haver tres anaos a urna ultima frei-
r do convento do Grille as abas de Lisboa, a
leste, caminho oo Beato, o convento foi profa-
nado e o ministerio da guerra torcou delle posse,
aproveitando-lne a I guias casas do andar inferior
para armazeuagem de material de artilharia.
Ha dias soube-se que tinha sido violado o cai-
xo da raiuha Luiza de Gusmo, mulher de
D. Joao IV e fundadora da dymnastia de Bra-
ganea. Foi participado o .caso ao 1" districto
criminal, sendo levantado o auto pelo respectivo
juiz
Deu-se pelo arrorabaraento do caixo, porque
tendo ido ao convento do Grille por ordem su-
perior um conductor de obras publicas, atim de
avahar o estado do ,'aixio e se poderia ser re-
movido paca a igreja de S. Vicente onde existe
o jazigo da dymnastia de Braganca.
O. caixo eslava purdptraz do altar-mor. Ao
ser retirado para o centro da igreja reconheceu-
se que tinha sido violado.
O caixo eslava sobre dous bancos ao eeutro
da igreja. Cobria-o um velho panno roxo rica-
mente bordado a ouro. Assentava sobre elle
urna almofada da mesma espec e e sobre esta
urna corea real.
O caixo de pau do Brazil forrado de velludo
escuro, que parece ter sido lavrado. Os dous
fechos apresentavara visiveis siguaes de anora-
bamento. Os anueis das aldravas estavam par-
tidos e estas ajustadas s fechaduras por meio
de dous pregos de rame, pregados recentemen-
te, porque nao estavam enferrujados.
TiroH-se a lampa do caixo. O caixo inte-
rior que de chumbo fura aborto de a'to a baixo.
0 ladro ou ladres fizeram primeiro urna aber-
tura cora scopro ou thesoura, c depois rasga rara
o chumbo, que pouca resistencia devia ter offe-
recnlo, por estar muito oxydado.
Da rumba de Portugal existia nicamente o
esqueleto sob urna carnada de cal. O crneo to:
talmente despegado da columna vertebral ; aqui
e alera viau.-se pedacos de seda cor de castanlia,
do ultimo vestido da mulher de D. Joo IV.
Visivelmeule a cal fra revolvida em torno do
crneo e junto das mos. E comprehende-se a
razio; existiam de certo alli as joias, collar,
brincos, braceletes e anneis.
Pegado ao crneo, anda se descobrio restos de
um finissimo teeido, que parece ter sido renda.
Do lado esquerdo do cadver, ou para melhor
dizer. do arcaoouco. sahiam as costellas da com-
pacta massa de cal. ,
Parece que anda neste mez se proceder a
trasladagSo daquelles restos para o pantheon de
S. Vicente de Fra. com a devida pompa, e que
por essa occasio ser tambem para alli remo-
vido o caixo com os restos mortaes da ra.nha
D Catharina. que provisoriamente tinha sido
collocada utraz de um altar na igreja dos Jero-
nynaos, em Belem. '
O caixo desta rainha eslava arrumado debai-
xo do presepe que-exislia em urna das capellas
lateraes daquelle templo, e que se desobstruio
em 1880 para ser destinada por occasio do tri-
centenario de Cames a guardar as urnas com
as cinzas de Vasco da Gama e Camoes. Foi en-
contrado arrombado tambem e com os ossos e
vestes bastante revolvidos. Nao havendo outro
sitio apropriado naquellc lempo, foi o caixo
collocado provisoriamente atraz do tal altar, pro-
metteudo-se que pouco depois seria transiendo
paraS. Vieente, porem ate boje nada mais se re-
solveu a tal respeilo.
Sk transH gloria mundi!
Em dia de Natal falleceu na sua casa de Ca-
banas o arcebispa resignatario de Braga. D- Joo
Chrysosthomo de Amor i m Pcssoa com 78 annos
de idade. Era um dos mais considerados vultos
do clero portoguez.
Nasceuem Cantaiihede a 14 de Ontubrode
1810. Descenda de uraa das familias mais con
siileradas de Portugal. Abraco* a carreira mo-
nstica, por vocacio. aos 17 annos, protessando
em 13 de Junho de 1827. Tomou orden- dfl
presbtero em Lisboa era I$35. *
Em 1843 indo pregar a Cotmbra, tal eniliu-
siamo causou no selecto auditorio que o esc i
tuvo, quo^ma depulago da academia foi felici-
tal-o e convidal-o a seguir a faculdade de llico-
lo^'ia.
Em-rtl forniou-se em tlie bello em 1850. e sendo neste mesmo auno pr-
vido na paroc!i:a de Cantanhed?.
R a 1354 foi uomeado proessor de sc.encias
nicas no seminario de Coimbra.
B a ls-w, lente substituto da faculdade de til -
logia e no anuo seguinte, arcediago do Venga.
Em 1859 foi elevado dignidade episcopal e eol-
io ado pa diocese de Cabo Verde ; em 1880, es
colindo para arcebispo de Ga. pninuz do On-
ente. ,, _.
v SO pudendo continuar em Ga pelo seu iiiao
estallo de saud. g. -ou raetropole eu. 1809,
-endo por essa occasio, escolhido pelo gover-
ao presidido pelo duque dAvila e llolania para
natriarcha de Lisboa, fugar que vagara |*la mor-
tc do patriarena. No su chegou a effectuar esta
n uueaco, porque o ministro da just.ca levou
n fe.enda real do decreto nomeaudo o entto
bispo do A'garve D. Ignacio, do que icsultou a
deinissao damiulle satarteno.
Retirou-se eul'. pura a sua quinta de santa
Monua. em Coimbra, volvido a m;inter-se af-
do da vida publ *,m.0rt
Ha um facto que actensa perfcitamente o
nobre carcter do \. nerando arcebisiio^
O nuncio Oreglia, representante da Santa se
que.endo tirar pa.Tio daquelle affasUmento,
propoz ao virtuoso prelado a' Cadencia Propa-
gaaFide de varias igrejas do groado, ao
que elle nobremente se recusou. O nuncio.in-
sisti, ameacaado^o de que lbe nao serum pro
rogadas as fftcWdades 'extraordinanaB, w
annuisse.
Ento o illustre prelado, como verdadeiro por-
tuguez que era, communicou este facto ao go-
verno, a quem competa o desaggravo da naci ;
sendo notificado pelo xespeetivo ministro, o r.
Andrade Corvo, qua nJo podiam continuar as
reacoes olciaes com o nuncio, o que determi-
nou a Santa Sea retiral-opromptamente de Por-
tugal.
O Litro Branco, a proposito deste' aconteci-
mento, exallou o Sr. D Joo Chrysostomo, de-
clarando-o um citladao honrado.
o chefe do Estado, querendo significar-1 he o
muito a preco em que tinha as suas alta, cuali-
dades e correcto proceder, elevou-o ac panato e
concedendo-lhe a gr-cruz de Christo.
E:n 1874 foi nomeado arcebispo coadjuctor de
Braga, entrando em exercicio deste cargo em
1875.
Depois da sua resignago retirou-se sua quin-
ta de Cabanas, onde se tornou exemplar pela
sua vida austera e pelas muilas esmolas quo
distribua dos seus reodiments particulares.
Como meinbro da cmara alta, tornou-se no-
ta vel na celebre questo da concordata, susten-
tando, com todo o vigor da sua grande inidli-
gencia e conhecimento de causa os direitos dos
padroadistas. Como sacerdote foi exemplarissi-
mo.
Sao grandes os sevicos prestados pelo reve-
rendo arcebispo, quer em Ga. quer em Braga,
e o seu nome ficou vinculado a todas grandes
reformas que alli se fizeram.
Alm da gr-cruz de Christo, tinha a com-
nienda da Conceico, era socio do Instituto de
Coimbra, da Sociedade de Geographia, da Asso-
riacao dos Architectos e Archeologos. etc.
Deixou varios legados a parentes c amigos,
instituindo herdeira universal a misericordia de
Cantanhede, com obrigacSo de fundar um hos-
f.ital para pobres e crear aulas de latim e
rancez. Legou a livraria cmara municipal
de Cantanhede e os seus raanuscriptos que se
achara encadernados bibliotheca da Universi-
dade.
A sua fortuna superior aJ100 contos de ris
(fortes). O cadver ro coirtffo no caminho
de ferro para Cantanhede, onde foi sepultado. "
Haver um anno que Uve ensejo de fallar Ibes
largamente, deste illustre prelado, dando noti-
cia da sua ultima obra em va de publicacao.
Finou-se tambem o Dr. Paulo Midosi, se-
cretario perpetuo da Associaco dos Advogados
de Lisboa, provedor da Santa Casa de lisericor
dia desta cidade, de que fra adjunto por mui-
tos annos, e um dos jurisconsultos mais abali-
sados do nosso foro, sobretudo as causas com-
merciaes.
Paulo Midosi fra iornalista e escreyeu muilo
para a Ibeatro, nao so originaes, mas trdueges,
em que sobresahia a sua natural jovialidade. Era
amigo intimo delle o velho actor Taborda para
quem escrevera, haver quasi 30 annos, a cele-
bre scena cmica O Jos de Capole, e outras umi-
tas era que realcava a verdadeira pilheria na-
cional.
O mesmo Taborda lhe servia de enfermeiro
solicito e nunca o desamparen 0 funeral do
illustre jurisconsulto foi concorridissiino encor-
porando-se nele muitas associaces. Entre as
coras que repousavam sobre o fretro ia una
do seu criado Hom9e} que o servia ha 53 "annos.
A perda de Paulo Midosi foi muito sentida.
Diz-se que o Sr. Dr. Thomaz de Carvalho
quem o substituir na provedoria da Msencor
dia. sendo nesse caso nomeado enfermeiro-mr
do nospital de S. Jos o Sr, Dr. Ferraz de Ma-
cedo.
Foi nomeada urna commisso composta de
diversos engenheirus dos mais graduados para
estudara melhor stuaco do grande reservato-
rio proposto pela companhia das Aguas de Lis-
boa para ser construido em Catnpo de Ourique,
e lianonisar, quanto possivel, o proiecto de tal
obra com os melhoramentos da cidade n'aquelle
bairro.
Proseguem com muita aclividade os traba-
Ihqs" da estaco central dos caminhos de ferro
portuguezes, no largo do Cames, junto ao Bo-
cio ou praca de D. Pedro. Ficar o frontespicio
em e9tvlo manuelino, e segundo ouvi, s a fron-
taria aeve importar era" mais de 100 contos de
ris fortes.
A direcfo da Real Associaco de Agricul-
tura Portugueza est activando os trabamos pre-
paratorios do novo congresso agrcola que deve
abrir-sc impreterivelmente no dia 10 desle
mez.
Parece que se tin feito diligencias para adiar
a reunio, mas sem resultado f
Consta que a commisso executiva tambem
anda na azafama de estudar as propostas que ha
de levar a assembla, e que tomou j resoluges
definitivas acerca da questo dos cereaes. Be-
solveu propor que se estabeleca um direito so-
bre a importago do trigo, vanavel, mas tal, que
sommado com a cotaco dos trigos nos merca-
dos de exportacao e abstraindo as despezas de
frete seguro e outras, produzao total xo de 550
ris por 10 kilos de trigo rijo e 650 ris por
igual peso de trigo molle.
Por outra, a commisso executiva quer que.o
trigo estrangeiro molle fique leudo no nosso mer-
cado um prego lixo. e que este prego seja de 630
ris por 10 kilos.
E a poca (de Lisboa) que d estas noticias,
e accrescentando que haver dous pregos de
pao; o prego normal para o pao nacional d tri-
go rijo, e um prego elevado para o pilo de lu-
xo estraugeiro, que deve ser pago caro por quem
tiver o capricho ou a guloseima de o preferir .
Ora o pao que a poca chama deluxo es-
traugeiro o pao branco de trigo palninha a
ae esto habituados todos os consumidores de
isboa.
Deduz-se j de ludo isto que o congresso agr-
cola vai novamente por o 9al na moleira ao go-
verno, como da nutra vez que se reuni.
O governo, observa mu jornal, perdeu o latim
e os syndicatos com que quiz fazer entrar na ra-
zio os empresarios de congressos!
Quanto a renhida questo dos vinhos, vai
esta j to longa, que apenas me limitarei a di-
zer-lhes que a polmica dos joroaes vai affrou-
n
xando; e o governo parece que refundir o con-
tracto que fez com o syndicato do norte por mo-
do tendente a conciliar todos os interesses. Os
Principaes exportadores de vinhos da praca do
orto esto descontentes sobre ludo pelo muito
que a imprensa ministerial tem feito para fazer
acreditar que elles o3o mandavain seno tibor-
neas e mixordias para os mercados estran-
geiros.
- Pronuncia se cada vez mais a inania dos
trajes universitarios nos alumnos de instruego
secundaria. Os do lyceo de Lisboa obtiveram
do ministro do reino, proinpto scinpre era atten-
del-os anda mesmo-as suas exigencias mais
pueris. que Ibes fosse concedido o uso da capa
c batina. Aos do lyceo do Porto creio que tam-
bem foi feita a me-ma concesso.
Os alumnos da Universidade de Coimbra tra-
tam e com toda a razo, de pedir ao governo que
os dispense daquelle traje anachronico e me-
dieval. Os do instituto industria do Porto que-
riam tambem andar do capa e batina : mas a pe-
ligio foi-ltie- mdeferida, pirque sendo aquellas
aulas destinadas a operarios, que as requentam
em grande numero o uso da capa e batina im-
proprio de quem larga as officinas para cursar
esludos as horas vagas do seo labor.
Os alumnos do lyceo de Lisboa esto ensaa-
do una toad com'permissao do reitor, que Ibes
cedeu unas salas onde s quintas e domingos
realisem esees ensaios.
ao Torio foi ha pouco una luna dos estudan-
tes de Coimbra, etiveram recepeo estrondosa-
O producto das receitas no Palacio de Crystal.
destinado aos fundos com que a academia
corre os estudantes pobre, attingio urna verba
importante. Agora tem-se preparado as turnas
portugu-'.zas [ara ir a Santiago de Compesteila
(Gallisa onde mais de cera academias gallegas
l!ies prepararam o mais lisongeiro acolhi-
mento.
Fot adoptado um prograinuia muilo hospitalei-
re c fraternal.
Os estudanles compostellanos que pertencem
a tuna de 1888 irao, acompanhados da sua bri-
lliante orchestra, dirigida plo Sr. Euvros (a
mesma que se fez ouvir aquiem Lisboa uu tliea-
tro de S. Carlosi, esperaros portuguezes ao vi-
sinlio porto de Carril.
Na estaco dos Carmes sero ambas us tur-
nas receidas p.'las commisses para ]espe fin
nomeadas pelo elemento escolar.
A har-se-ha no mesmo local a msica de be-
neficencia e urna orchestra, e chegadado-com-
boyo executaro o hymno real portuguez e o
bymno das acadmicos.
' jtfolicitaram do governador da prga e mais
autoridades militares que cedam a torga de ca^
vallara e iafantaria para 'dar mais realec s
festas da reeepcao.
[ As fwnaj dingir-se-ao para d theatro, onda
sesaa pronuneiados discursos de boas viudas,
havenao tambem recitato de poesas.
Dalli, a estu lantina seguir para o hotel de-
signado, ende ao jantar, ser obsequiada com
urna brilhante serenata por um orpheon e uina
orchestra.
No dia seguinte pela manh, comtni;
acadmicos acompanbaram os seus collegas de
Coimbra na visita aos monumentos de Santiago
e aos pitorescos arredores da cidade.
A' tarde, passeio na Aunada.
A' noite, o primeiro concert no Ibeatro prin-
cipal.
Ao outro dia, de manh, os estudantes sala-
ran! em carros Rippert e mnibus para urna
q iijta dos arredores de Santiago onde Ibes ser
servido umjnagnifico alaiogo.
A' noite sero obsequiados pela sociedade de
reercio.
No dia 4 de Janeiro sero recebido3 pela so-
ciedade Recreo Escolar e noite haver um
baile up theutro da ra Nueva.
No caso de os estudantes portuguezes se de-
moraren mais tempo, a commisso dos festejos
c o Recreio Escolar, a cordaro em novas diver
ses.
Os acadmicos compostellanos fizeram um ap-
pello aos habitantes de Santiago, centros de re-
creio, corporages e imprensa, para que os se-
cunden na rccepgo aos estudantes portugue-
zes.
Caramba!
Nao se ple ser mais amavel.
Diga-se a verdade, as tunas de Compostella
quando vieram a Portugal tambera receberam
sympathicas ovages tanto em Lisboa como as
outras cidades que visitaram e onde se fizeram
ouvir.
O enthu-iasmo com que foram applaudidos
em S. Carlos, pelo menos, deveria ter Ibes dei-
xado as mais g-atas recordages.
Chegou a Lisboa, ha poucos dias, e foi re-
c.ebid a 28 do mez passaao, pelo ministro dos
neggios estrangeiros urna raisso chmeza, que
vciiixpressamente Europa estudar as diver-
sa^-llfetituices, usos e costumes, manifesta;es
deactividade de cada povo, etc.
A miss.o composta de Hong-Hinen e Sin-
Tsing-Pei, sub directores do ministerio do Celes-
te Imperio e Go-Ping-Jon, secretario, servindo
de interprete, sendo dos tres o nico que falla
frarrcez.
Todos tres sao mandar ins, isto teem um
carso de lettras, sem o qual e sem merecimen-
tos comprovados no poderiam obter tal gradua-
rn
Foi encarregado pelo ministerio dos estran-
geiros acompanbar a misso chineza aos diver-
sos estabelecimentos pblicos, fabricas e museus
le Lisboa, o major Alberto Carlos de Moraes de
Carvalho, que foi ajudante ds ordens do Sr. vis-
ronde de S. Januario quando era governador de
Maco. antigo governador de Damo, official
nmito distincto.
A missao chineza esteve era S. Carlos ouvindo
urna das operas, visitou a fabrica do conde Dau-
pias e a preciosa galera de quadros que este il-
lustre titular possue no seu palacio, e nao tem
perdido o tempo.
J tinham os chinezes estado em Allemanha,
Inglaterra eFranga.
Parece que depois iro a Madrid e Sevilha,
Barcelona, etc. j
Esperase que, em'consequencia do .ovo tra-
tado com a China, este imperio estabelega um
diplomnta junto da nossa corte.
Ib poucos dias reunio-sc o conseibo mu-
nicipal (Je Lisboa) em conferencia secreta.
Dizia-se que se trata va de chegar a urna reso
lugo definitiva sobre a presidencia e que alinal
ficaria o Sr. Fernando Palha.
Parece que o 8r. Marianno de Carvalho, no
baile dos Srs. marquezes da Foz se compromet-
iera com o Sr. Fernando Palha a dispensar uns
trezento8 contos de ris do imposto de consumo
para as urgencias da cmara munieipal, e que
assim fra restabelecida a harmona indispensa-
vel revogago do proposito do Sr. Fernando
Palha no tocante a abandonar a presidencia,
como annunciara ha poucas semanas com certa
solemnidade em sessao publica, o que ento Ibes
refer
Por ordem do ministro interino da marinha.
o Sr. conselheiro Barros Gomes, encetou-sc urna
publicacao to interessante quanto honrosa para
Portugal e para a sua briosa marinha de guerra
E' urna collecgo de documentos exlrahidos dos
archivos pblicos, que demonstra a parte a:liva
que Portugal sempre tomou na cruzada philan-
tropicjyxiiitra p trafico dos escravos.
O pnmero fascculo d'esta publicago foi dis-
tribuido imprensa.
. omprehende :
Io Extracto dos documentos do archivo do com-
mando geral da armada, no periodo decorrido
desde 1860 at ao presente, com relaco esta-
go naval de Mogambique.
2o Extracto dos documentos do dito archivo,
no mesmo periodo, com relago cstago naval
de Angola. ,
3o Extracto dos documentos do archivo da di-
recgo geral do ultraoicr, com relagio provin-
cia de Mogambique, tambem no mesmo pe
riodo.
E' opportuno, o mais possivel, o pensamento
d'esta publicago, como resposta s calumnias
que os estrangeiros nao cessara de nos assucar.
Foi concedida Companhia de Magambique
a explorago das minas do Estado situadas na
baca hydrograplpca dos rios Buzio e Arnangua
na provincia de Mogarabique; por ter caducado
a concesso feita Companhia Ophir.
A 22 do mez passado inaugurou se o novo
theatro da ra dos Condes, em Lisboa.
Est muito elegante, alegre e commodo.
O nosso velho actor Taborda que abri o
espectculo.
leve enthusiastica ovagao do publico, que o
recebeu de p com urna prolongada salva de
palmas.
Rccitou com a ua habitual naturalidade e
graga ura monologo de Baptista Machado, apre-
sentando o theatro.
Foi brindado o estimavel Taborda com grande
numero de bouquets e amitos applausos, sendo
chamado ao proscenio o actor do monologo, que
tambem actor, e Salvador Marques, que um
dos emprezarios.
Representou-se um a proposito intitulado llon-
tem e Uoje, que tem algumas firadas felizes.
E' a apotheose da antiga ra dos Condes, esse
. Velho templo da arte donde sabiram as
mais brilhantes vocages scenicas da primeira
metade d'este seculo entre us.
O resto do espectculo constou da representa-
go das Duas Rainhas de Joaquim Augusto de
Oliveira (autor de muitas mgicas) e outro dea-
maturgo, cujo nome me nao occorre agora.
A entrada para o novo theatro pela avenida
da Liberdade.
0 edificio cercado de varairdas para onde
coinmunicam os corredores dos camarotes, alm
de umitas precauges para ocaso dosinistro.
Tem agradado muito, como Ihes disse. creio
eu, a cotaedu O abbmle Constantino que o Sr.
Pinheiro Chagas traduzio para o theatro de D.
Miria II.
A aatr Virginia, ha tempos affastadada scena,
reapparece prximamente no Rogerio Laroque.
- A administraco da Casa Pia de Lisboa a-
nunciou j que pretende vender todo o material
que compe a velha praga do Campo de Sant'An-
na onden >r taattM annos se correram tourps.
A' velha praga nSo tardar que succeda um novo
circo embota um pouco mais longe mas confor-
tavel, elegante e convidativo para os apaixona-
dos d -e brbaro entretenimento.
\ i que Duor.
Sao baldadas todas as- tentativas que ha mul-
los annos se tem feito para abolir as corrida.*- de
touros.
Cada vez recrudescc mais o gosto
O sumptuoso baile que a 29 do mez pas-
sado os Srs. marquezes da Foz d.'i
palacio s Chagas, foi um
ment.
Bastar dizerlhos que os jornaes de Lisboa
consagraram artigos descriptivos de duas e trez
columnas mencionando os objectos preciosos
d arte que oroam as salas do illustre titular.
Nao sao opulencias facis de adquinr por quem
possue apenas urna avuitada fortuna o que all
se admira, mas verdadeiras raridades ar ..-ticas
e histricas que s custa de muita p enca,
dinheiro e gosto se tem podido obter n.. aw
celebres vendas de Paris, Londres e oatras ca-
pitaes da Europa. .
Tudo isso cnstitue um museu nquissimo, dis-
posto, porm, com tal discripc&o e acert que
as salas nada perdem do seu taquestionavel eon-i
forto e elegancia. .
Esteve no baiie.ta*rft A macaaara se daucarera a.orcbefltra do
theatro de S. Carlos regida pelo maestro Pon-
tecchi.
Algumas pegas erara acorapanliadas a coros,
para o que tinham ido os coristas de ambos os
senos d aquello theatro.
Um matigo de A'crdura encobria os mnsicos.
Os esplendores das baixcllas realgavam os en-
cantos gastronmicos de urna oppara ceia.
Tudo alli foi esplendido.
No cotilln havia brindes para todas as senio-
ras que n'elle lomaram parte.
Eraui braceletes de ouro com um brilhante, e
para os homens alfinetes de manta, damasqui-
nados, de Toledo.
Um grupo de senhoras da aristocracia est
promovendo ura baile de subscripeo a favor
dos pobres.
A celebre! Van-Zandt j cantou cinco vezes :
Mignon, Barbeiro de Sevilha, Dtnorah e o Fia
iavolo, que foi duas vezes.
Agora at correspondencia do dia 7 pela
mala do Ee. .
L.
verdadeiro aconteci-
Correspoadeneia do Diario de
!*i-ruamlii4'0
MARANHAO 8. luiz, 4 de Janeiro de
1889.
O anno de 1889 comeca para nos sob
os mais promeHedores auspicios. Se como
utlinnam os que em tudo procurara o lado
potico das cousas, os annos tm, como
nos outros, urna physionomit e revestem
trajes indicativos de suas tendencias mais
ou menos artsticas e profissSo habitual,
c*rto, o anno de 1839 tem o typo perfei-
to do moderno trabalhador europeu. Sob o
modesto vestuario que pouco sacrifica
elegancia, veem-se-lhe desenliar as for-
mas athleticas, desenvolvidas na rude es-
cola do trabalho.
Do olhar que lhe Ilumina o semblante,
transparecem a coragem c a resolucao;
encarando-o, sent urna pessoa a mesma
impresso sadia e alegre que costuniaiu
provocar em nossa alma os seres intelli-
gentes e bons.
Quito differentes sentimentos sao estes
dos que costumavamos sentir ao approxi-
mar-se um dos nossos latifundios, onde
ao estalar do chicote, caminhava o negro,
cabisbaxo, embrutecido pefo tnibalho nao
remunerado. No entretanto, gente ha an-
da nesta boa trra, que ao fallar nos hr-
ridos tempos que j l vSo, suspira e fica
ameacada de deliquios, a pensar que som
o negroo escravo, diremos mslhorva-
mos morrer de miseria.
Custa-me bastante semelbante confissao,
mas a verdade que este nosso MaranhSo
ainda ha de ser por algum tempo urna
trra de paseamos. Assim, hontem em
urna reunito promovida pela AssociacSo
Commercial, a convite do Dr. Jo2o Hen-
riqne Vieira da Silva, tivemos occasio de
verificar nossa affirmaeSo.
Aborta a reunto pelo Sr. Dr. ilorei-
ra Alves, que tem se mostrado incansavel
em promover e auxiliar tudo quanto diz
respeito a beneficios provincia, tomou a
palavra o Sr. Dr. Joao Henrique. Em
rpida synthese, rememorou os servaos
prestados provincia pelo, acta-.il ministe-
rio, fazendo mencSo especial da estrada
de ferro do Caxias Therezina ; da ga-
ranta de juros para dous engenhos cea-
taes sendo um destes o engenho central
S. Pedro, a que veio o governo salvar
de ruina imminente ; da verba decretada
para a lirapeza dos rios da provincia, e da
verba votada para introdcelo de immi
grantes.
Chegado a este ponto 9. Exc. fez jp-
diciosas consideracoes, tendentes a demons-
trar a necessidade ineluctavel e i n i 1 -
ludivel de sahirmos do apathia em que ja-
zemos, quaes musulmanos, esperando re-
signados e contrictos o momento fatal do
aniquilamento.
O discurso do illustre maranhense, ao
nosso ver, pacecia ter causado a mais sa-
lutar impresso. Algum tanto commovi-
dos, precisando dar expansao ao enthusias-
mo, estavamos nos preparando para
abracar fosse quem fosse, quando um dos
nossos melhores capitalistas o lavrador
importanteo que ahi se chama senhor
de (engenholevantou-se e disse pouco
mais ou menos o seguinte :
>^n|mrpa A provincia est pobre e a
lavoura ainda mais; ora como ninguem
tem dinheiro, claro est que nao possivel
pagar qualquer salario aos colonos. Isto
est-me parecendo apenas um negocio
para inglez ver!
E com o ar composto dos que andain a
espalhar cousas sensatas pelas multidoes
boquiabertas, sentou-se, apoiado por uns
quatro basbaques, que sempre os ha em
toda parte para applaudir aos que tm por
costume metter as botas em tudo.
Nao, incontestavelmente, a nao ser pelo
misonesmoo horror da novidadenao
ha explicajSo possivel para o tacto inex-
plicavel de estarmos a carecer do concur-
so intelligente do trabalhador europeu,
sem que, comtudo tenhamos a coragem
precisa para romper com a rotina e esque-
cer por urna vez a costa d'Al'rica. Nao
se offendam, pois, os que se opp<5em en-
trada dos novos colonos, se os_ comparar-
mos aos selvagens a quem nunca foi pos-
sivel convencer da utilidade dos caminhos
do ferro, do vapor e, do telegrapho. Taes
novidades, que os surprehendem, sao por
elles consideradas como outras tantas of-
fensas pessoaes. Ha de ser renhida a lata,
mas, afinal de contas, como os primitivos
habitantes da America, os misoneistas do
MaranhSo hao de ser levados de vencida,
reduzidos s suas justas proporeSes.
E tanto assim ha de acontecer, que,
deixando margem os agourantes vatici-
nios dos da trra, resolveu a commisso
dirigir circularos a todos os lavradores da
provincia pondo disposicao delles os no-
vos trabalhadores. O Sr. Dr. itforeira
Alves, vai tanibem dirigir-se aos empre-
gados de maior categora do interior, pe-
dindo o seu concurso para esta obra de
salvacSo publicapermitta-se-hos a ex-
pressao.
Alm do Sr. Dr. Joo Henrique, usa-
ram da palavra os Drs. Cypriano Vianna,
Fabiu Leal, Candido Chaves e os Srs Vir-
gilio Catanhede, Henry Herlie e Her: s-
negildo Janeen Ferreira.
Antes que aqui tivessem cheado os
Drs. Silva Maia e .Jlo Henrique, c ami-
gos do Sr. Gomes de Castro, propabv.am
que esta va imminente um rompimento en-
tre o Sr. Dr. Moreira Alves e os aitua-
cionistas. Na piadosa craxada^-os homen
nao cansavam os bofes ; vinha-lhes agua
bocea,, cresciam-lhes os olhon, Tendo em
perspeetiva a retirada de S. Esc-, que
daqui deveria irhonteuat eomme um ru-
ar d qui une paule aura pri. O
gremio nao o quer,, diziam elles. Lna
que chegar olroatr Henriqne, presta jar,
meno de 1" vice presidente e entra tm
exercicio, pois que o Moreira Arre aia
se sujeitar a ver o Jlo Arioso votar
para o lugar de ajudante de ordens e de-
mittir o inspector do Thesouro.
Estas c outras intriguinhas da alte pe-
litica do conselheiro Gomes e de roa ges-
te, corriam de bocea em bocea, e, como %
calumnia, foram-se espalhando em propor^
giio sempre crescente, at trasbordar pe
interior da provincia.
Sabido isto, imagine-se agora coate-afe
ficaram os piedosos homens com a enrieei-
dade aguyada, quando aps a chegnda dea
dous chefes houve necessidade de re
gremio para deliberar sobre este ou
la medida urgente c necessaxia. Era 4e
vl-os com as narinas ao ar farejando
escndalo, e nada, as coasas a coat
como se nada hoavesse.
Ali, ninguem avalia como indi ,
actualmente desaprumados, vendo qae
vai cada vez pelo melhor, pois qne, aie
s permanecem de p todos os actos do
criterio-so Sr. Moreira Alves, como anda,
parece que o Sr. Dr. Joao Henrique veio
contribuir para conter a indscricao raid*
sa de um ou outro amigo seu descantale.
Mas, a prova melhor que pode ter o Sr.
Dr. Moreira Alves de quanto c S. Exc.
considerado pelo partido conservador, bea-
ta ver o procediinento correcto do cone-
go Francisco Jos Baptista. Nao qneren-
do por motivos particulares continuar a
ejercer o cargo de inspector da Instrocclo
Publica, e sabendo dos boactos qae prope-
lavam os dissidentes do Sr. Gomes de Cas-
tro, aguardou pacientemente a ehegada do
Dr. Jlo Henrique, e s entlo solicito
sua demisslo. Ora, suppor que o conego
Baptista, amigo intimo do r. Jlo Hea-
rique fosse capaz de querer desfeiteal-o
um dislate de tal ordem, qne ningnea
ser capaz de o atnrmar.
A proposito da ehegada dos Drs. Joio
Henrique c Silva Maia, devo dizer-Ibes qee
SS. Excs. foram aqui recebidos cade asi
por sua vez, com todas as demonstrase**
de apreco de que slo merecedores.
Com o Sr. Dr. Jlo Henrique veio tam-
bem da' corte o nosso Ilustrado ceas-
provinciano Dr. Paula Duarte, che e dos
republicanos de Athenat. Uns niaganees os
taes correligionarios do Dr. Paula Duarte :
delles o que apparecen na rampa do deseet
barque, cumprimentou-o de longe........ e
acompanhou o Dr. Costa Rodrigueslibe-
ral que fra receber um sobrinbo.
E note-se, o tal republicano de qne nos
estamos oceupando, esse aria rara o Sr.
Satyro Faria, proprietario e redactor do
Novo Brazil, orglo revolucionario.
De sorte que, se amigos particulares aie
se lembraasem de ir receber o Ilustre Dr.
Duarte, e nosso homem viria s. Os re-
publicanos daqui slo bons mocos, nloba
duvida, receiam, porm, cumproiaettos-re
com a monarchia, que atnda tem a caer
do cofre.
Proclamada que for a repblica, Deaa
nos acuda! elles hao de pullular como en-
guilos.
l'.isaou por c, viudo no mesmo rapar
com os Srs. Drs. Jlo Henrique e Peala
Duarte, o illustrado deputado geral Dr.
Leitlo da Cunha, em regresso para o Para.
S. Exc. foi hospedado pelo Dr. Moreira
Alves, de quem amigo.
A commisso de engenheiros que veio
estudar o inelhor plano para a estrada de
ferro de Caxias a Therezina, j micion be
muito os seus trabalhos.
Do resultado d'elles Ihes darei ciencia
na minha carta ulterior.
Deve embarcar, hoje ou amanhl eai
viagem para essa cidade, o Dr. Ednnrdo
Oliveira, secretario do governo da preria-
cia. S. S. vai cm 3 niezes de licenca,
descancar, naturalmente, das ernocoes qae
tem experimentado desde que foi casado
conselheiro chefe, ao tilho deixar um cartel
de desafio. Pai e filho tomaram a cosen
em grosso aps urna reunilo gremial,
vieram Gazcta declarar qne si tocassem
na pelle de um d elles, trrate e qnetro ca-
cetes choveriam as costas do dito Dr.
Eduardo. E o tacto que apezar de
tanto espalhafacto, o caso cabio no domi-
nio da c balaca e pertence boje aos fastos
da tragicomedia.
No entretanto, tomou o Paiz, tal medo
do Dr- Eduardo que at hoje nio tem tn-
gido nem mugido a respeito de
soa, tendo tido, alias, motivos
para tratar della. Entre outros.
fallar do conflicto havido entre este *
alferes Azcvedo, ajudante de ordena, in-
terino.
A proposito do fornecimento de papel
para a sala das ordens, houve troca de
palavras desagradaveis entre os dous fnne-
cionarios, terminando a testa por ser agar-
rado pelos bracos o alferes Azeveio, e
posto fra da secretaria pelo Dr. Eduardo.
Pois o Paiz que tinha no caso materia
para variaeoes em todos tons e clares,
metteu a bandurra no sacco e nlo se atre-
ven a dizer: domina tteum.
O Paiz sabe o que faz, elle que j anea
corcovado ao peso das tolces de seu* re-
dactores e collaboradores congeneres. A
proposito do Dr. Eduardo e dos redacto-
res do Paiz pennittam que Ihes eoale
urna ancdota que aqui circulou. Dispos-
to a tomar urna satisfazlo aos redactores i
Paiz, o Dr. Eduardo, que nlo homem
de raeias medidas, tirou de sen arsenal
urna boa bengala e l foi ter ao eeeaBeo-
rio da redacclo.
Estava alli na occasilo, o Dr. Agues
que o Fgaro d'aquella loja de barbeiru.
Ao dar de rosto com o Dr. EdnardV
ou antes, ao dar de rosto com a eeagu.-
do Dr. Eduardo, abaixou-se repeakr.
mente sobre urna caixa e typos e, ni
interessado, fingi cstor a procurar slg-
mas letras que lhe faltavam; e, amriBe a
chronica, (Talli nlo sahio em quanto oa
chos da sala da typographia repereaU-
ram os sons da palavra innaminada do ter-
vivel secretario.
No da guintc os typographos i
agua para desempastelar
sangu
pos.
Baste por esta vez
va.
-




?
BUIQUE2 de Janeiro de B9.
Peco renia para apresenter a r* -
meus cumprimentos tezendo waeeia 1
toa para one o novo anno Ibes *eeja tv
tnroso.




Diario de PernambucoTerca-feira 15 de Janeiro de 1889
Como Vs. 8. costumam franquera
paco em sua folha para noticias que,
guando nao sejom propriainente de uti-
lidade publica, nao involvam questes
pessoaes, tomei o alvitre de d'ora em
ante, transmittir lhes aquellas que pa-
^Hrem dignas de publicidade, si co-
lg espero encontrar o colhiraento que
solicito, antecipando-rae desde j, em pe-
dir desculpas pelos desalinhos propnos de
auem nao tem habilitacoes para tSo im-
portante missao, e dando a certeza de
eue cingir-me-hei ao papel de chroniata,
emittindo sobre os factos minha opiniao,
quando me pareca conveniente, com sin-
ceridade.
Bem sei que tarefa para ser desempe-
nhada por luzes e experiencia; mas, se
muitos reconhecem que de alta conve-
niencia para os interesses da ordem pu
blica, que tenham publicidade os negocios
desta localidade e ninguem se quer encar-
regar de dal-a, venbo en fazel-o sem ou-
tro interesse que nao o de concorrer com
tenue contingente para o melhoramento do
torrSo que ha cerca de 21 annos, me deu
o berco.
Isto posto, principio por notar que a
resta do natal passou-se sem nenhuma oc-
currencia desagradavel apezar de ter ha-
vido grande agglomeracSo e povo na
villa.
Quanto ao delegado ltimamente no-
meado para este termo, tenente Theodo-
Bliro Tnomaz Cavalcante Pesaoa, cedo
ainda para emittir-se juizo seu respeito ;
pois havendo chegado ha nm mez, c es-
tando o destacamento redusido a 6 pracas,
segundo me diz'em, nao pode elle, por
ora, acudir ou attender para todas as ne-
ce88idades policiaes emprehendido diligen-
cias contra criminosos, que devem ser
procurados em diversos lugares distantos
da villa.
No que diz rerpeito a ordem publica,
porm, nao se deu, durante o mez findo,
jketo algum, que conste, que autorisasse
procedimento omcial, o que j nao pou-
co em um termo em que ha infelizmente,
o habito inveterado e por demais prejudi-
cial de patrocinar criminosos.
Te-ve lugar o jury no dia 26 de No-
veinbro, e funecionou durante 5 das, ten-
do sido julgados 8 ros, e havido smente
orna condemnacao a um anno de prisao,
de um reo pronunciado em urna bem qua-
Kficada tentativa de morte. O jury vai
Srecedendo de certo tempo para c, de mo-
tal que, proposito, algucm j disse
oom certo espirito que, se Judas Iscario-
te tivesse sabido que nesta trra teria de
haver jury, nao se teria enforcado.
Na verdade para lastimar-se que o
jury se deixe influenciar ao ponto de
absolver ros de criines gravissimos. On-
de iremos parar com tantas corruptel-
las?
N3o se fez, hontem, lancamentos de
baptisados, porque nao foram apresenta-
das notas ao respectivo escrivao.
Este foi aconselhado para fazer guardar
os livros em outra casa porque muitas
Cssoas rudes se manifestavam contra os
llamen tos dizendo que se quera matri-
cular seus filhos,, mulheres, etc. ; e pelo
que diziam, se ficou sabendo que tinha
havido quera lhes incutisse no animo ideas
subversivas.
Appareceram diversas pessoas a acon-
8clhal-os e conseguio-se que" muitos depo-
zessem cacetes com que vieram para a
Tilla.
E* sempre assim. Aqui ha o vezo de
se encaminhar a populaca para a desor-
dem. .
Como ainda nao vimos publicado o re-
sultado dos exames procedidos as oselas
deste municipio, vai dar delles urna resu-
mida noticia.
A escola do sexo femenino da villa deu
6 ou 7 alumnos a exames, que foram con-
siderados, com excepcao de urna ou duas,
adiantadas ; e a do sexo masculino 3
alumnos que foram considerados muito
adiantados; esta deu alumnos a exames
em 1887 e aquella nao.
A escola mixta de Santa Clara, distante
COMERCIO
Revista do Mercado
Recite, 14 de Janeib de 1889.
A taxa bancaria subi, havendo poucas trans-
accoes-
Foi vendido um lote de algodo do serto.
Na Bolsa foram negociadas 30 aeces da com-
panhia do Beberibe com o prcmiode 60%.
nao
Curti
Os bancos affixaram a taxa de 27 1 2 d.,
adiando dinheiro algum.
O papel particular foi passado a 27 11,16.
O mercado fechou firme.
No Rio o papel bancario foi colado a 27 7,16
Nao houve papel particular para o momenlo
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TABELLAS AFFIXADA8
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desta villa 6 leguas, tambem deu alumnos
a exames, cajo numero ignoramos. Os
desta escola foram presididos pelo delega-
do litterario cffectivo, commendador Ma-
noel Camello Pessoa Cavalcante, e os da-
quellas pelo inajor Antonio Marques como
substituto daquelle.
lia urna recente oceurrencia relativa a
negocios da Cmara Municipal que mere-
ce ser mencionada. Tinha a presidencia
da cmara convocado os vereadores para
procederem as arrematacoes dos respecti-
vos impostes no da 28 do mez prximo
passado, atim de que comecassem a ser
arrocadados hontem, porquem os arrema-
tasse; mas nao teve isso lugar porque
dous vereadores liberaes, logo que viram
que a cmara se constitua com maioria de
conservadores, se retiraram, pretextando
acharem-se incommodados.
Entretanto consta que tem elles o plano
de fazerem empossar, no dia 7 do corren
te mez, o veroador eleito no dia 15 do
mez findo (quando so pode ser empossado
trinta dias depois), para constituidos em
maioria procederem como lhes convicr.
Sao em sabidos os prejuizos que teve a
cmara transacta por causa de arremata-
ces feitas por pessoas que nao podiara
fazcl-las; e tanto que sobre isso se fizc-
rara reprosentacoes a presidencia da pro-
vincia, que entretanto nao tiveram slu-
cao.
Fabricarlo de acucar
i Da Gazeta de Noticia* da corte)
Peante um escolhido c numeroso auditorio,
em que se notavam o Sr. conselheiro Rodrigo
Silva, ministro dos negocios estrangeiros. direc-
tores de engenhos centraes e do centro do com-
mercio de assucar, engenheiros e representantes
da imprensa, realisou quinta-feira3 do correntc,
o Sr. Luiz Castilho, a sua annunciada conferencia
sobre a fabricando de asxucar, na sala da congre
gacao da Escola Polylechnica.
Comecou o conferente por fazer notar que na
exposicao de assucares que lioje se inaugura, Da
ver occasiao de verificar-se que no nosso paz
se fabrica excellente assucar. que em qualidade
e aspecto pode realmente luctar com o produzido
no estrangeiro. Mas assignala igualmente que
industrialmente considerada. < sta a fabrlcacao de
assucar entr nos cm pessimas condicOes, care-
cendo de mendigar favores, quer do Estado, quer
de capitalistas.
Cora dados numricos irrespondiveis, demons-
tra o orador que os allemes extrahem da beter
raba, muito inferior em riqueza saccliarina
canna de assucar, muito maior quantidade d'esse
producto,
A que se dever tal anormalidade ? pergunta
o conferente. E passa a explicar miudamente,
clarissimamente que aos erros por nos commet-
tidos na fabricacao e ao desprezo por parte dos
agricultores dos procesws de aperfeicoamento do
producto natural, se deve o nosso atrazo.
Passando a estudar o processo da fabricacao
entre nos, condemna o orador o pernicioso em
prego das moendas, manifestando-se partidario
convencido do proccoso da diffuso.
Defende tambem o conferente o emprego de
determinada porcentagera de cal para obter a
inalterabilidaue do callo da can na, e do acido
sulphuroso paraeliminacao d aquella, visto como
se acha cabalmente demonstrado que do seu em
prego nenuum iuconvi niente advem.
Aconselhando ainda o s^'.-tema da diffuso, falla
o Sr. Castilho do emprego do bagaco como com-
bnslivel; emprego esse que com boas razes
condemna em absoluto.
Baseado sempre em dados cstatisticos irrecu-
saveis, demonstra o cooferente que, as condi-
cOes actuaes de fabricacao do assucar no nosso
paiz, tra os engenhos centraes grandes prejuizos,
e sao, portanto, sugadores enormes dos dinheiros
do Estado, que lhes deu garantas de juros. Se,
porm, diz o orador, se adoptare i entre nos os
processos aperfeicoadissimo. da Ailemanha(o
mais achantado paiz do m-ndo n'esta industria):
se o lavrador curar oais intelligentementc da
produccSo de boa qual idude de canna ; se se es
tabelecerem bem montados laboratorios para
aualyses chimicas nos engenhos centraes, e se
n'estes se deixar de produzir o honito para s se
produzir o assucar bruto, porm tanto guanto se
possa; a indusUia assucareira no Brazil tornar-
se-ha dentro em pouco una notavel fonte de ren-
da particular e publica, pois que nenhum regio
na ierra se acha em condicoes de compttir com
o nosso paiz em proluccao natural.
Referindo-se commis.so nomcada pelo Sr.
ronselheiro Rodrigo Silva para estudar o metlio-
do da diffuso considerou o orador esse acto do
ministro como verdadeiro ponto de partida para
a prosperidade da industria e remocao das causas
que a entorpeeem. Disse que os jornaes de maior
reputacao scientifica da Europa consideram de
alta importancia o acto do ministro, e o relatorio
apresentado pela commisso o mais importante
trabalho at hoje conliecido.
Termina o orador agradecendo ao Sr. ministro
dos estrangeiros a nomeacao que d'elle fez para
Bolsa
COR
COTACOeS OKFICIAES DA JUMTA DOE
RKCTOBES
Recife, 14 ds Janeiro de J889
AccOes da Companhu do Beberibe, do valor de
100-, a 1604 cada urna.
Xa Bolsa Yenderam-se
:)0 aceces da Comr.anhia do Beberibe.
O presidente,
Candido C. G. Alcoforado.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Algodo
Foi cotado o de 1* sorte do sertao a 6420J por
15 kilos.
A exportaco. feiUt pela alfandep
at o da 11, subi a 1.443327 kilos,
1.427.978 para o exti.'rior e 15.349
rior.
neste mez
sendo
para o inte-
c jmmissao. Os eituaos que entfio fez e que
ltimamente pode concluir no engenho do Rio
Bonito, na Barra do Pirahy, pode agora apresen
tal-os convictamente, certo de que, com a sua di-
vulgaco, alguma cousa lucrar a industria assu-
careira no Brazil. ,
Xas Antilhas para onde vai partir em breve,
commissionado pelo govemo imperial, espera o
conferente verificar ludo o que de mais moderno
se tem ahi empregado ueste ramo importantis-
simo da industria, a que lia longos annos dedica
a sua boa vontade e o seu decidido amor pelo
progresso da sua patria. ....
O escollado auditorio saudou o abahsado con-
ferente cora urna prolongada salva de palmas. A
conferencia terminou as 9 l/S horas.
--------------+.--------------
Museu militar
(Da Gazeta de Noticias, da corte)
Foi hontem brilhantemente inaugurado o mu-
seu de armas, creado por ordera do Sr. ministro
da guerra, e annexo escola militar.
A's 2 1/2 horas da larde compareceu o Sr. mi-
nistro da guerra, acompanhado do Sr. Baro de
Pinto Lima, e do seu ajudanle de ordens.
Pouco depois chegou S. A. o Sr. Conde d'Eu.
que se apresentou com a sua farda de general
de campo.
Tanto o Sr. ministro da guerra, como o >r.
Conde d'Eu, foram recebidos pelo Sr. Itrigadeiro
Clarindo de Queiroz, commandante da escola,
pelos seus ajudantes e estado-maior, pelo com
mandante do Arsenal de Guerra e seu ajudanto.
e pela guarda de honra formada de alumno*.
S. A. o Sr. Conde d'Eu percorren. com o Sr.
ministro da guerra c com os cavalheiros que os
acompanhavam, todo o edificio, examinando de-
tidamente o armamento, c pediudo u devdas
informaces. que foram dadas pelo Sr. bngadeiro
Clarindo. .
Em seguida examinou Sua Alteza o rancho
dos alumnos, aceitando depois o jantar que lhe
foi offerecido pelos officiaes da escola.
Sentaram-se a mesa, aireita de Sua 4fc:za,
o Sr. ministro da guerra, e a esquerda o Sr. bn-
gadeiro Clarindo de Queiroz. os officiaes da es-
cola, e os representantes do Jornal do Commerrio
e d'esta folha. .,_
Findo o jantar ainda S. A. o Sr. Conde d Eu
percorreu algumas dependencias do cstabeleci-
mento. retirando-se em seguida com o Sr. mi-
nistro da guerra.
Entre os que assistiram a cssa inauguracao,
notamos o Sr. conselheiro Freitas Henriques e sua
familia, bem como muitas familias de distincto?
officiaes.
museu que. como dissemos.occupauur com-
partimento da Escola Militar, conta ja urna iufi-
nidade de armas de differentes systemas. Parte
d'esse armamento eslava uo Arsenal de Guerra,
e parte no Asylo de Invlidos da Patria, na ilha
do Bom Jess, c no laboratorio do Campinho.
Alm do grande numero de armamentos an-
ligos, symelricamcnle dispostos pelo habr Sr.
raajor Castro, ajudante do Sr. commandante da
escola, existem armas que serviram na guerra
do Paraguav, espadas e tancas que pertcnceram
an general "Haro do Triumpho, espadas do ce-
lebre Solano Lpez, sendo urna d'ellas de grande
uniforme, e correntes de que os paraguayos se
serviam para impedir a passagem de navios
pelo rio, para a fortaleza de Humail.
Ornam as paredes do museu muitos quadros,
entre os quaes os retratos de S. A. o Sr. Conde
d'Eu Baro do Triumpho, Osorio e Caxias.
Deixamos de especificar as preciosidades do
Museu Militar, creaco esta que tao necessara
se tornava em um estabelecimento de instrucgSo
superior, por depender da confeegao do catalogo
histrico, que ainda no est completo.
pportunamente daremos o devido deseuvol-
vimento a esta noticia sobre o importante Museu
Militar, creado em virtude de requisicao do digno
Sr. bricadeiro'Clarindo de Queiroz.
REVISTA DIARIA
Inaufuraro da expolr$o prepa-
ratoriaNo dia 13 do correnle, conforme fo-
ra annunciado, effectuou-se a iaugurago da
exposicao previa dos productos que devem ligu
rar na exposicouniversal de Pariz.
A's 12 horas do da, tendo cht'gado os Exras.
Srs. presidente da provincia, governador do bis-
pado, ex-presidente desembargador JoaiglL-n Jo-
s de Olhcira Andraile, commandante das armas,
chefe de polica, cnsules da Bolivia e da.Suis-
sa. representante do cnsul francez, commissOes
das associacOes : Commcrcial Beneficente, em
preza Minerva, Monte-Pio Popular Peraambuca
no, Reci-eativa Commercial. Instituto d03 Profcs
sores Primarios de Pernambuco e Recreativa Ju-
veotude, alm de muitas pessoas gradas, cntr
as quaes notamos, o padre Dr. Liraae S;, tenen-
te. Jona.has Barreto, Brilo, capitao Theodolindo
do Reg e engnheiro Luiz Jos da Silva, o Exui.
Sr. Visconde da Silva Loyo proerio a seguinte
allocuco :
Exm. Sr., Meus senliores.Investido do car-
go de presidente da commisso Pernambucana
para a representacao da provincia na exposicao
universal de Pariz, cabe-me a honrosa tarefa de
declarar inaugurada a exposicao previa dos pro-
ductoSj que all devem ser expostos.
- Sei que pequeo o contingente com o qual
concorre esta provincia a tao alevantado certa-
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrca do Limoeiro
Somma.
26.001
16.945
96.190 Saceos
As eutradas verificadas at a data de hoje
bem a 9.059 saccas, sendo por :
Balearas.....
Vapores.....
mmaes.....
S'ia-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea de Limoeiro .
Somma.
3.012
274
179
4.459
.Lssucar
Os precos pagos aj agricultor, por 15 kilos, se-
undo a ssocaco Commercial Agrcola, foram
os seguintes:
Brancos ..... 2000 a 24400
Somcno..... 1*600 i *700
..vado purgado. I#3oC
bruto. 1*200 a 1*300
Roame..... *900 a 1*000
O vapor nacional Pirapama, levou 10 barri-
cas com assucar branco para Macao, 1 dita com
dito dito para Aracaty e Su ditas para o Cear.
Pelo patacho allemao Margareth.. carre
gado por Pereira Carneiro t C. levou para Mon-
tevideo 1.73 > barricas, 175,2 e 225/4 rom assu-
car braco.
O brigue nacional Tigre >, levou de Bailar
Oliveira Se. C., para Uruguayanna 1.700 barricas,
30 >i e 400 4 com assucar branco.
Conros
l'ota-se a 330 ris os salgados.
Ultimas
tros.
Agurdente
vendas, 70000 por pipa de 480 li
Aleooi
Foi colado a 125S0OO por pipa de 480 lilros,
'- nominal.
Mel
Cota-se nominal a 30*000 por pipa de 480 li-
tros.
Pauta da alfandega
SlOUNA I-'B 14 A 19 DE JA.NEIBO DB 18: 9
9.059 Saccas Vidc o Diario de lide Janeiro de i889
k\ s
i
* 3
2
^.
1
X
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^ >* g u ae ae ^
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Colonia Isabel
Branco !
2"
3 .
Sumeno .
Mascavado
a Pinto:
Branco 1
. 2"
Somcno .
Mascavado
2*400
2*200
2*000
U800
M300
2 i 'M
29900
1 |7d0
,1*340
Aexportago. frita pela alfandega. oeste mez
atr o da H, attingio a 7.030.409 i endo
4 727.232 para o eiterior e 2.323.177 para o
interior.
veril.cadas at a data di
bem a 96.190 saccaj, sendo por :
Barcacas..... 40.404 Sacros
Vapores..... ......
Animaos. 5730
Via-ferrea de Caruar. 7110
Xa vios earga
Burea noruc^uensc Princessen, para Estados-Uni-
dos.
Barca americaua Mullican, para New-York.
Barca noriieguense Mispah; para Cear.
Brigue portuguez Calcula, para Lisboa e Porto.
Bi 3? DOrtuguez Armando, para o Porto.
Lugar americano Walter Scamell, para New-
York.
Lagar americano Arthiir C Wade, para Estados-
l'nidos.
Patacho inglez Peggie, para Montevideo.
Patacho norueguense Victoria, para Montevideo.
TVavios desearga
Barca portugueza frica, carvo.
Carca ingleza Beltrees bacalhe.
Bara portugueza oco Sileucifi,^ varios gneros.
Bar.-.a norueguense Frida, carv.i
Bu a norueguense Frhyof, cai"vo'.
Baria oomaguense t'rofewr, maJeira o breu.
iquez Catharina, varios gneros.
Brigue sueco Pepsta, carvo.
ir americano H, & /. Blenderniman, farinlia
de trigo.
portuguez Temerario, varios gneros,
acalho.
i/, varios genero?.
Exportado
BKCIFC. 12 DE JA BRO DB 1369
Para o exterior
No vapor inglez Explorer, carregou :
men : mas esse contingente representa apenas a:
iniciativaindividual, bem esquiva em nossa ier-
ra, e agora desaiudada de qualquer auxilio pe-
cuniario dos cofres pblicos.
Aquellos que se encarregaram de enlpresas
semelhants sanem as difficuldades cot que luc-
tou a commissio e, estou certo, que saberao
aquilatar os nossos esforcos, que devem ser afo-
ridos pelo entranhado amor, que votamos a esta
bella regiao da patria brazileira.
Com a devida venia do Exm. presidente da
provincia, que. honra-nos coma sua presenca,
declaro aberta aexposigo previa;.
Em seguida oraram pela commisso o Dr. J-
se Eustaquio Ferrcira Jacobina, Jos Castor, le-
la Imperial Soeiedado dos Artistas : pelo Monto
Pi Popular Pernambucano, o Dr. Camerino; o
representante da empreza Minerva; pelo Institu -
to dos Professores, o pro'fessor Tranquilino; pe-
la Recreativa Commercial. o Sr. Artnunio Viei-
ra e pela Recreativa Juventude, o Sr. Miguel Ti-
noco.
Encerrada a sesso inaugural, ao som do hym-
no brazileiro que foi ouvido de p, por todos os
assistenles, passaram as autoridades e funecio-
narios a percorrer a exposig5o, onde ha muita
cousa digna de serio estudo, sobrosahiodo a bel-
la collecco Ducasble, a collecgfio Samico, urna
collecgio de madeiras, outra de assucares de
differentes estabelecimentos da provincia e os
bellos trabalhos de agulha das alumnas dos es-
tabelecimentos de caridade.
Distrbuio-se pelos convidados vinhos de uva
pernambucana. que foi muito apreciado.
Nesta occasiao o Exm. presidente da provin-
cia saudou a commisso de exposigao e promet-
leu lhe todo oapoio de que precisasse daadnu-
nistragao.
Pela commisso respondeu o Exm. Sr. Viscon-
d.' da Silva l.oyo.
Retirados os convidados, foi a exposigao fran-
queada ao publico.
Urna guarda de honra sob o commando do Sr.
capitao Fi ancisco Antonio de S Barreto esteye
postada na frente do edificio e fez as devidas
continencias.
Da eoannissao de exposicao estavam presen-
tes, os Exm*. Srs. Visconde da Silva Loyo, Ba-
ro de Casa forte e os Illms. Srs. Dr. Jos Eus-
taquio Ferreira Jacobina, Vicente Ferrer de Bar-
ros Wanderlev Araujo, commendador Joo Per-
nandes Lopes". Antonio Comes de Miranda Leal,
Joseph Krause. Jos l'iuza de Oliveira, Joo Jos
Rodrigues Mendes, Joo Jos de Amonm, Coro-
nel Fraiicisco'Bolitreau,JiilioFurcstembcrg, Fran-
cisco Curgel do Amaral, coronel Corbiniano de
Aquino Fonsca, Andr Mara Pinhciro e Ducas-
ble : da Imperial Sociedade estavam presentas o
seu presidente Manoel Gongaives A ara, tecre-
tario Francisco de C. Ramos, orador Jos Castor.
Anselmo Avres de Azeredo, Flix Venancio de
Cantalicc, Goes Telles e alguns outro3 cujos no-
mes nao nos occorre presentemente.
A' noute tocaram duas bandas de msica sen-
do euornie a concurrencia.
Mlgnac* de IncendioHontem as 8 1 2
horas da noite, as igrejas deram signaos de in-
cendio na parochia da Boa-Vista.
Foi, porem, rebate falso.
Algumas pessoas, vendo sahir muita futaaca
pelo chamin da padaria sita no predio n. 66 da
ra da Imperatriz, suppozeram haver al incen-
dio ; e deram logo aviso companhia de bom
beiros c a igreja mais prxima.
A compaihia de bombeiros acudi logo, e ve-
rilicou que nada havja: c mandn cessar o reba-
te dado pelas igrejaS.
Antes assim. .
Nervlro militar -Esto designados hoje
para superior do dia o Sr. cap! Jorge Mo-
reira, e para ronjja menor o Sr. alferes ijudaute
do 2batalh3o de infantaria.
A guarnii;3o da cidade dada hoje pelo 2o
batalho de infant :ria.
Commanda hoje a guarda da Thesourana o
Sr. alferes Manoel Quintino dos Santos
Em tratamento na enfermara militar exis-
tem 33 pracas dos corpos da guarnieo.
Foram entregues ao 2' batalhfio d.: infanta
ria 03 prets, especial escusa do servigo do exer-
cito por conclusfio de tempo, rubricados por S.
Exc. o Sr. general commandante das anuas,
pertcncente ao ex-soldado M-iriano Rodrigues de
Carvalho. .
Foram nomeados hontem os Srs. bngadei-
ra Francisco Joaquim Pereira Lobo, coronel Joao
Evangelista Ncry da Fonseca, teaente-coronel
Feliciano Caliope Monteiro de Mello, para no da
26 do crreme, as 11 horas da manila no quar-
tel do 2" batalho de infantaria examinarem e
dar opinio sobre o estado da bandeira impe-
rial foi foi-necida pelo Arsenal de Guerra aquel-
le batalho. _, .
O 2- batalho de infantaria deve hoje as b
horas da manh mandar urna guarda de honra
fazer as continencias no Arsenal de Marinha ao
Exm. Sr. Dr. presidente da provincia da Para-
hvba que vem a esta provineia.
Paquete ParaSecundo corarnunicaro
recebida nela agencia do lelcgraplio nacional
nesta provincia, o paquete nacional Para sabio
da Bhhia hontem s "i horas da tarde: pelo que
deve tocar amanha as Alugas, chegaudo ao
Recife 17 do corrente.
Providencia* De Jaboato recebemos
urna reclamacSo que nos parece estar no caso de
ser attendida'pela Junta de Hygene. ou por seu
delegado all c pela cmara municipal respectiva.
O matadouro est all enllocado no centro da
cidade sem condicoes do limp.'sa e hygione. do
modo que os residuos amontoados exhalam fetj-
Para Liverpool, J. II. Boxwell 4,000 saccas com
295.793 kilos de algodo.
No vapor inglez Paraense, carregou :
Para New-York, J. H. Boxwell 6,490 saceos
com 4-6,750 kilo de assucar mascavado.
No vapor inglez Myene, carregou :
Para Londres, C. P. de Lemos 3,000 saceos
com 133,000 kilos de carogos de algodfio.
No vapor allomo Ii. Ayre* canegaiam :
Para Hamburgo, Borstelman & C. 800 fardos
com 143.829 kilos de algodo.
Na barca norueguense Eliezer, carregon:
Para Rio da Prata, C. M. da Silva 2,100 barri-
cas com 194.200 kilos de assucar branco.
Para o interior
Na escuna nacional Macah, carregaram :
Para Porto-Alegre, Amorim Irraos & <. 1,813
voluines com 143,235 kilos de assucar branco e
740 ditos com 38,209 ditos de dito mascavado.
No vapor americano Finante, carregaram :
Para Rio de Janeiro, P. Pinto & C. 10 pipas
com 4,8 0 lilros de alcool e 1 caixa com 50 kilos
de doce.
No vapor nacional Mnranlio, carregaram :
Para Rio de Janeiro, B. C. M. Vieira 8,000
cocos, fineta : A. F. dos Sanios 22 volumes com
preparados ele jurubeba ; P. Carneiro A C. 300
saceos com 18,000 kilos de assucar branco; M.
Fernandos 20,000 cocos, fructa.
No vapor nacional PirapaiM, carregou :
Para Cear, A. P. da Silra 30 barricas com
5,200 kilos de assucar branco.
No hiale uacional Crrelo de N tul, carre-
garam : '
Para Natal, E. C. Beltrlo & Irmo 30 barricas
com 1,802 kilos de assucar refinado.
No hiato nacional Joo Valle, carregaram:
Para Camossim, Fernandos i IrmfiO i barr-
com 430 kilos de assucar nranco. 4 ditas
432 ditos de dito mascavado c 20 saceos
com 800 kilos de feijo.
No hiato nacional D. Julia, carregaram :
Para Cear, P. Carneiro & C. 1,300 saceos com
farinha de mandioca c 101 saceos com 6,000
kilos de milho.
Dinheiro
EXPEDroO
Pelo vapor nacional ..Pirapan.)
ca
com
urar'ia de Fazonda
('.rande do Norte
do Rio
parar
100.000*00)
Rendimientos pblicos
lenla geral:
Do dia 2 a 12
dem de 14
SIKZ DE JA
Alfandega
32:066*5 j8
-----------------"488:T
DO
lleuda provinciel :
> dia 2 a !2 o7:693*Uo
Moni do 14
5:358*293
73:081*408
Somma total .504: f
Seaunda secedo da Alfandega, 14 no Janeiro
O thesoureiroFlerencio Domingues.
O chefe da seccio -Cicere B. de Mello.
dos miasmas a que se junta o perfume da salg;>-
deira, que ca contigua ao matadouro.
Os agougues em que tal hada a carne resen-
tem-se de falta de aceio.
Logo depois de abatidas e esquartejadas as rezes
vendida a carne sem que ura proffssional ins-
peccione esse servico e verifique a qualidade da
carne.
Ao contrario do que aqui se pratica, all so
abatidas rezes para alimentado sem que baja
o intervallo de horas entre o abatimento e a
venda.
Tiro le revolver l) engolillo Rom Jess,
onde se deu um conflicto de quedemos noticia
com esta epigraphe, pertenco a Sra. D. Candida
Miquelma Barroso.
tazemos esta reetifleagao por nos ter sido so-
licitada.
arraladaNa madrugada de hontem Ma-
ximiano de Mello Santo, por questes com outros
no seu hotel ra de Lomas Valentinas, jogou
sobre M-raoel Feitosa de Lima, praca de polica
urna garrafa que o ferio levemente, segundo de
clararam os srs. Drs. Jos Flix e Eduardo Sil-
veira, que procederam vistoria.
O criminoso foi preso era flagrante delicio.
MorteAntehontem s 8 horas da noite, numa
casa de bilhar ra das Larangeiras, falleceu
repentinamente o vendedor de bifnetesde lotera.
Francisco Pereira de Britto.
Transportado o cadver para casa em que resi-
da o fallecido, foi vistoriado pelos Srs. Drs. Jos
Flix e Eduardo Silveira, que declararam iHarcr
sido causa da morte insufliciencia mitral.
i:\posiruo provincialTodos os das
desta semana podei- ser visitada a exposicao
das 6 horas s 9 da noite.
No domingo prximo ser o ulimo dia em que
se conservar abarla.
it cu n i ii o acadmicaOs acadmicos do
3." auno, qu: antehontem reuniram-se, delibe-
raran! nomear urna commisso. que promover
a redaeco e assignatura de una peticao ao go-
verno*i:perial, solicitando pennisso iara seroin
feitos na Faculdade exames extraordinarios em
Mai jo prximo.
A commisso ficou composta dos Srs. Xavier
Carneiro, Soares Brando, Ferreira Pinto e Ar-
thur de Albuquerque.
NaLivraria Franccza acha-se umaOisti para
ser assignada pelos acadmicos.
AMa*inatoN -No dia 30 do mez passado
no lugar Estreito do G districto do termo de Bo-
nito, Jos do Rosario, por questes de cinincs
assassinou com 14 tacadas a Maria de ta!, eva-
dindo-se em seguida.
No dia 6 do correntc, s 11 horas da ma-
nila, uo sitio Brejao do termo de Garanhuns, foi
trairoeiramente assassinado co.n sete beadia
Pedro Ferreira da Costa. Nao se descubri quom
foi o criminoso.
Roabo -No dia 6 do corrente e no lugar Du-
arte Coelho, do termo de Olinda, os ladree* por
meio de arrombamento fcito em urna parede da
casa da professora publica, peiielraram no inle-
rior da mesma casa c conduziram algumas wo-
pai e diversos objeclos de ouro.
A respectiva autoridade policial tomou conlio-
cimento do fado.
Imurensa pariieue -Recebemos hon-
tem os seguintes peridicos, publicados era l'aiiz.
Le Brul, n. 212 c Recae Sud-Amerieabu us. 180
e 181, todos de Dezembro ultimo.
Tentativa de uicidio -Por vclla de 2
horas da tarde de 12 do corrente c em trras da
propriedade Villa-Yieosa do termo de S. Lourcn-
coda Matta, Antonio de Barros Wauderley tentou
suicidar-se com um ferro ponteagudo, licando
levcnieiilc ferido.
Allegou elle que a falta de recursos que o
fizera dar aquello desacertado passo.
BnmaKanu-iKo-U Si. delegado do Cabo
communicou hontem ao Sr. Dr. chefe de polica
que m trem da via-ferrea de S. Francisco, oue
aceda de Palmares, ao passar nas immodiacOes
da estaeo de Olinda esmagou a um homem des-
conhecido, que niorreu immediatainento.
Ferinientoft Antehontem pelas 2 horas da
larde, Oa ra de Santo Amaro, da cidade de Ja-
boatao, Emilia Maria de Luna ferio gravemente
a Francisca Maria dos Santos, que veio para o
Hospital Pedro II, atim de tratar-se.
A criminosa foi presa em flagrante delicio.
No lugar Praqui do 2." districto do termo
de Aguas-Bellas, Pedro Jos dos Santos ferio
. pa_
zareth, Clementino Joaquim doNascimento ferio
gravemente com um tiro tambera a Manoel l'raii
cisco Ferreira, logrando evadir-so tambem o cri-
minoso.
I Hoje:
Pelo agente Gu;-mio, s 11 horas, ra Mr-
quez de Olinda n. 48, de 3 fardos com saceos c
gneros de estiva.
Aunaba :
Pelo agente Britto, s 101 2 horas, ra For-
moza n. 3!. Io andar, de bons movis, espe-
lhos, etc.
Miasa rauebreSerao celebradas :
- Hoje:
A's 7 horas, na igreja da Soledade, pela alma
de Hermenegildo Marcelino de Miranda.
Amanha :
a's 8 horas, na matriz do Corpo Santo, pola
alma de Joaquim de Souzi Lima
Pa*sageiro*Chegadosdo norteo vapor
americano Finance:
Gustavo de Carvalho, Dr. Deoclides Mouro
Iteccbedorla
Do dia 2 a 12 12:330*320
dem de 14 1:364*038
Geral
Ll:69i*378
Ileeebeiloria provlneial
Do dia 2 a 12 73:336*616
dem de 14 3:333*658
78:890*274
Recife Drainase
Do dia 2 a 12 2:163*600
dem de 14 794*129
8:039*729
Mercado Municipal de H. Jos
O movimentodesi mercado nos dias 12 o
de Janeiro foi o seguinte :
Entraram :
34 bois pesando 9,797 kilos sendo
ra Castro & C, 32 22 de
lares :
481 kilos de neixe a 20 ris
86 cargas de farinha a 200 ris
9 ditas de fructas diversas a 300
ris
15 taboleiros a 200 ris
43 suinos a 200 ris
40 matutos com legumes a 200 ris
Foram oceupados:
54 columnas a 600 ris
2 escriptorio a 300 ris
31 compartimentos de farinha a 30 J
ris .
46 ditos de comidas a 300 ria
174 ditos de legumes a 400 ris
36 ditos de-sumos a 700 ris
20 ditos de fressuras a 600 ris
20 tullios a 2*
2 dito a i*
A Oliveira Castro & C. :
108 talhos a 1* .
13
de Oli-
particu-
9*620
175200
2*700
3*400
8*6'J0
8.50U)
3&N00
600
26*800
23000
35*900
125010
'?0*000
, 2*000
108*000
Rendimenlo do da 1 a 11 do cor-
rentc
38*420
2:. 71*680
Dr. Eduardo Alfredo de Oliveira, soa aenhora e
1 criada.
Sabidos para o sul no mesmo vapor :
Maria da ConceicSo -Vasconcellos Vercoea. Dr.
Podro de O. Pernambuco, Felippc de A. Sam-
paio e Miguel C. Vianna.
Chegados do sul no vafxir nacional Mam-
ild In'i :
Maria Hermina da Costae I riada e Joa de
Oliveira Bastos.
Chegados da Parahyba no hiato nacional
Flor do Jiirdim :
Demetrio da Silva Ramos e Ajiolinano arce-
lino dos Santos.
Chegados da Europa no vapor inglez .*-
raa:
Dr. Antonio da Justa, Florentina da Jaste,
Luiza da Justa, Anglica da Justa, Maria Anto-
nia e Julia (criadas.)
Sabidos para o sul no mosmo vapor :
Jos da Silva Rodrigues e sua senhora, H. Fol-
ln, Dr. Bellormino Vieira Machado e Laiz Bar-
boza de Andrade.
Chegado do Rio de Janeiro uo lugar bra-
zileiro Guirany :
Manoel Machado do Reg Barros ex praca 4o>
exercito.
Oirectoria daa obras de riatn -
cao do Porto de Pt i tuRec-
fc, 13 de Janeiro de 1889.
Boletim meteorolgico
lloras il-s o p so Barmetro a 0 Tema* do vapor 5 = 1
* |
6 m. 26"-1 760-75 19,46 7
9 28-0 761-50 l'.,7l 7
12 29-6 761-37 i9,e m ^H
3 t. 28-t 760-10 19^4 7
6 27-3 700*91 10,70 73
Temperatura mxima29*,75.
Dita uiiiiiina 23,73.
KvaporagSo era 24 horasao sol: 9-,$; a
bra : 4-,0.
ChovaoaBa.
Direcco do vento : SE durante iodo o din
Velocldade media do vento: 2- 57 por
gundo.
Nebolosidade media: 0,56-
Boleiim do porto
-.2
t'3
o =
B M
P M
B M
P. M.
Dia
la de Janeiro a de Janeiro
lloras
822 da manh
Altura
O-f"
Cana le Detenco Mo vi ment dos pre-
sos da C;.sa de 1889.
Existiam 426 ; entraram i: -,hiram I ;
tem 427.
A saber:
Nacionaes 493 ; muther s 13 : estrarigcircs SI.
Total 427.
/ rracoados 383-
lions 362.
Louca 1.
Doentcs 22.Total 385.
Movimento da enfermara.
leve alia:
Joo Antonio Francisco d" Lima.
Tiveram baixa :
Viceno iFe: niides Peixoio.
Mauoel Jos da Luiz.
I orara hontem visilados s |resos ucsle - belecimculo por 262 nc-=.>a<. -.-ndo: honiw
103 e niulheivs 139.
Hmpial Podro IIO movimento d'S<>-
estabelecimento da daridade. no dia II do -t-
rente. foi o seguinte;
Entraram
Sahiram S4
Fallecerara *
Existem 540
Foram visitadas as respcUiva eoferai.irta-'
pelos Drs.:
Moscoso s 8 l|4, Cvsneiro s 10 I|3, Ikrn
Sobrinho s 6 3|4, Berardo s 10 l|4, Habaara
s 8 3(4, Pontual Pontual s 10 44, EstevfcCa-
valcante s 20 horas.
0 Dr. Mmoes Barbosa nao comparecen.
O cirurgiSo dentista Numa Porapilio tlp
horas.
O pharmaceutico cntrou s 8I|2 da manli
sahio s 4 da tarde.
O ajudante do pharmaceutico entroa ti? fp
da manh c sabio s 4 horas da larde.
Lotera do tirana-Par-A 2- parte d.
24* lotera, dessa provincia, cujo premio ramio <;
12(1:000*000, ser extrahida, quarta-feira. 16 Jo
correntc.
Ceniiterio PublicoObituario do o:a 12
de Janeiro de 1889 :
Emilio Geraldo le Figueiredo. Pernambuco.
21 annos, soltero, Poco; tubrculos.
Joo Ramos N'epomucno. rernamboco. 20 an-
nos, S. Jos; tubrculos.
Elpidia, Pernambuco, 16 -anuas, Recif-: ea-
tero colite.
SuV........... Para............. 17
Europa....... FJbe.............. 1*
Europa....... Hombury..........
Sul.....t..... BaenfiS-Aifrn...... I*
Sul............ La Piala.......... *i
Norte......... Alagoai...........
Sul........... Minaos........... 27
i h.
5 h.
5h
11 h.
2:560:5100
Foi arrocadado liquido al hoje
Precos de dia :
Carne verde de 320 a 480 reis o kilo."
Carneiro de 720 a 800 reis idem.
Suinos de 560 a 640 reis idem.
i arinha de 400 a 560 reis a cuia.
Milho de 320 a 400 reis idem.
'eijo de 800 a 1*20) idem.
Matadouro publico
Neste estabelecimento foram abatidas para o
consumo de hoje 71 rezes.
Sondo 33 pertencentes a Ohvoira ('.estro r
C, e 23 iiertenccntes a diversos marchantes.
Vapores a entrar
11EZ DE JANEIBO
8ul........... Alba.............. 15
Norte......... Maranhao......... 15
Europa...... Vitle de Cear...... 16
Vapore a sahir
MEZ DE JANEIRO
Sul.......... Maranko......... 13 as
.-antos e esc Vitle dd Cenca..... 17 as
Norte........ Par............. 18 as
Buenos-Ayres. La Plata.......... 20 a
vlovimcno do porlo
Navio entrados to dia 13
New York e escala-21 das, vapor aawrkaao
Finance, de 1.919 toneladas, commandanv E.
C. Baker, equipagem 63, carga varios gen-
ios ; a Henry Forstor C
Macei -2 dias", barca amricaua (Hice Tkofi'. nr,
de 627 toneladas, capiio T. T. Cobertt. eqii-
pagem 12, era lastro: a Boxwell C.
Rio de Janeiro 22 dias, lugar americano / W.
Dresser, de 572 toneladas, capiio R. Par.",, r
equipavem 10, era lastro : ordem
Hamburgo44 dias, barca sueca ArW._d-
toneladas, capitao O. E. Niels-m. eqauagni
10, carga varios gneros: a Fonseca Innaa
* C.
Aracaj c escala5 1/2 dias. vapor nac
Mandah, de 222 toneladas, commandanl.- \l-
Cidea Moracs de Albuqueifine. equipage;r 17,
carga varios gneros ; a Companhia Per- i-
bucana.
Sahido no menta dia
Rio de JaneiroTransporte brazileiro fta-m.
commandante capitao de fragata Jos Plato la
Luz; carga niunies de guerra^
Navios entrados no dia 14
Rio do Janeiro21 dias, lugar brazileiro Gmmnmj,
le 147 toneladas, capiio Domingos Macit,
ros, equipagem 9, carga varfcw gneros
Amorim Irmos C.
Parahyba2 1,2 dias. hiato naioiial Fl
Jaraim, de 80 tonelada- Jos Ber. -
dio Bandeira, equipagem 5, carga varios -:-
aeros ; a Manoel Joaquim Pe-
Liverpool cescala17 dias. vaporaqei*
de 238 toneladas, commandante II. Brown*.
equipagem 96. catga vario; gaaeffta; a
son Sons & C.
Buenos-Ayres e escala 22 dia. vapor uu
JlyUent, de 1.183 toneladas, comnriad
Henry Mkins. equ
eros; aBlackburn Noedham i C
Navios sonidos no nesmo dta
iraizo e escala--Va> Sor*:
mandante H. Browps : carga vanoe gaatt.
Santos e escala-Vapor amencanomo.
mandante E. C. Baker; carga vanos &.
Barbados-Lugar norneguense Uaabet, ca;
P. Gundersen ; em lastro,
arca or
usen; em lastro. ...
ParahybaPatacho inglez *n**a, caaiUo Wj
Simpson;' em lastro.
-
i
(
/'. ca


Pernambuco-Terca-feira 15 de
V
t
I
i

;

Vutunio Joaquim Das, Pen
teiro, Boa-Vista; broncho-pneunioiita.
Francisco Barbosa Xavier, Pemambuco, 35
annos. rasado, lloa-Vista ; ulceras gangrenosas.
Jos i orges de Medeiros, 50 anuos, casado,
Boa-Vista; diarrha.
Anglica Lucinda de Castro, Pernambuco, 50
annos. viuva. Santo Antonio; paremia.
Luzia, Perrambuco, : ui'-/.cs. Iwa-Msla; Ie-
so cardiaca. ,
Jo Pcrnambuc;!, t anuo, 8. Jos ; anazarca.
Antonio. Pernambuco. 70 annos, solleiro, Boa
Vfsta; hemorruagia terebra!
Amaro Jos, Pemambuco, 10 annos, solteiro,
Boa-Vista; uecites.
II NUCO DE TIDO
A 10 de Dezembro, por 10 1(2 horas da noite.
foi visto da cidade do Rio-Grande um grande
bolide. que levou G8 segundos a descrever a sua
traiectoria em forma de curva na direceo de N.
para S. O., disco luminoso, de cor azulada, cor-
responda apparenlemeiitc a l]3 do disco da la.
O erolbo nao deixava aps si nentmm vesti-
gio de luminosklade nem nenhum estampido ou
rumor foi percebido : o que induz a acreditar
que o asteroide dever ter cabido grande dis-
tancia daquella ciilade.
O Dr. llmis Beuscb, da Christiania, na mtc-
ressante conferencia que integralmente publi-
camos, e peta qual procurou estubelecer a con-
oexio dos meteoritos coin as estrellas cadentes
e o? cometas, assignala quatro quedas de meteo-
ritos, entre os annos de 1795 a 1813, no da 13
de ezembro e urna em 1807, no da niracdiato
Na data de iOde Dezembro nenhuma queda esta
registrada. Tautos. porm, sao os meteoritos
quecahemno marn caliem na sujierticie da
trra sem ser notados, que as datas das quedas
ho de resentir-se naturalmente de umitas lacu-
nas, dificultando por este modo toda a tentativa
de pproximai&oou de identificarlo.
Estudando na Finistcrra a praia de Loctudy
achou Chatcler em turfeiras submarinas nume-
rosos troncos de arvores que revelam a existen -
cia de urna oresta submergida em poca des-
ouhecida. que se presume ter sido secuto V ou
VI. Tirou-se tambem dalli unft ponta de veado
com grandes dimensOes.
Em outra praia de Finistcrra acliou o explo-
rador as bstraeces de urna villa romana que
somente se descobre as mares baixas.
A este respeito notou Quatrefages, na Acade-
mia das ciencias, que ao norte de Bolonlia tem
sido adiados no fundo do mar machados pon-
dos da poca neolithiea.

V. Galtier acaba de dar conta Academia das
Sciencias de Pariz do resultado de novas expe-
riencias de vaeciuacao antirabica por niocula-
ces iulravenosas, as primeiras das quacs re-
mntalo a 1880 e 1881. Os novos dados, con-
firmando os anteriores, permittem ao pro essor
considerar como demonstrada a possibilidade
de preservar com toda a segurancaos animaes
herbvoros e omnvoros que hajam sido mordi-
dos por caes enraivados. E' ermitudo presu-
mir (accresccnta o experimentador) que a m
munidade conferida pela inoculago intravenosa
tem o effeito nao so de preservar contra as
mordeduras j recebidas mas tambem de ga-
rantir contra a nianifestaeo da raiva era razao
de mordeduras ulteriores.

O tribunal de appcllacao de Bruxellas mani-
festou-se no dia 12 do mez passado sobre o pe-
dido que Ibe dirigi Mlle. Popeln para ser ad-
mittida a prestar o juramento para exercera ad-
vo*. c i n
Em bern fundamentada sentenca o tribunal in-
deferio a pretendi oppondo-lhe, entre outros,
os seguintes considerandos : ....
. Que o pedido nao poda ser admittido por-
que a lei v-gente, de accordo com os costumes,
nao permitic mulhcr o exercicio da advo-
Que o seu lugar na sociedade impedhe de-
veres pouco consentaneos com o exercicio de
urna profisso para cujo exereicio nao tem ella
nem forras, nem lempo, nem as aptidoes neces-
Que o legislador moderno, que sob a influen-
cia dos mesmos motivos, recusa mulhcr, taxa-
da de incapacidade, o direito de agir sem con-
sentimento do marido, nao podera admitfir que
ella faga em favor de outrem aquillo que est
inhibida de fazer '.por si niesma.
Pela ultima estalistica do Paris havia ;all lti-
mamente .45,248 cites de estimacao o 23.806 de
marda. Sendo de 10 francos o importe dos pn-
ineiros e de 5 o dos segundos, ve-sc que a mu-
uicipalidade de Paris cobrou por elles no anno
passado cerca de 600,001) francos.
Mire-se neste espelho nossa lllma (amara.
i Bi
loutra e consegue ganliar a corrida em 68 .
Bilontra foi 2. e Borburema
Nao correnun Jaguarao c Cabrito.
PouU de Mylord em 1, 69*100: em *.?,
PouU de Bilontra em i.', 54*500.
Movimento geral, 4:465*'00.
2 DireoProgresso1200 metrosAnima s
da provincia-Premias : 2504, 60* e 25*000
Dado o signal, Mouro montado por La Pe-
rcira, tomou a ponta. que conservo'.! at a dis-
tancia de 400 metros. Ah Monitor eoitoc
na vanguarda e nessa pisicao se mantenate
cerca de 600 metros, .uundo Good-morinng por
su a vez toma n ponte.
Na entrada da recia de chegada Mouro retoma
a pona e chega ao vencedor ein 101".
Monitor foi 2. e Good-moming 3..
Poule de Mouro, 23*100.
Movimento geral. 7:885*000.
3. pareoHippodromo do Campo Gratule
1.400 metrosAnimal de qualquer paizPre-
mios : 500*, 125* e 50*000.
Price, montado por Nicolao, sanio na van
guarda, seguido de Dcrby e da mesma toma
chegou ao vencedor em 105 l/l".
Nao correram Apollo e Vesuer.
Po,ile de Price, 6*200, tendo sido o movuneiiio
geral do 6:465*000.
4o pareoA*w9 metrosAnimaos di
provinciaPremios : 2003, 50 e 205000.
Foi considerado como vencedor Monitor, mon-
tado por Alfredo Frenas, sendo Dubn classili-
cado em lugar c Cndor om 3.-.
Pun'e de Monitor em 1.", 204100; em aV
9*400.
Poule de Dublin em 2., 11*800.
Movimento era!, 9:005*000.
NSo se rcalizaram as corridas dos 5.o, 6.* e 7o
pareos.
Janeiro
de loe
PUBLICAQfiES 1 PEDIDO
SPORT
Hippodromo do Campo Grande
Com grande concurrencia rcalizou-se aute-
hontcm all.' coridaannunciada pela directora.
Infelizmente nao terminou bem o divertimento.
Um acto irreflectido da digna directora, deu
luear a oue a boa ordem observada at a cor-
rija do 4 pareo, se tran3.formasscJ^Tffie(T,
desordem, em urna verdadeira anarchia diflicil
de ser dominada c que durou cerca de duas
Competindo no 4." pareo nove animaes, foi
dado o signal de partida quandq anda nao se
achavam todos no ponto convencionado, resul-
tando dessa irregularidade hcarem parados Tem
piar. Etna, Incitatus e Macaro que entretanto
fguravam na pedra com 613 paules, equivalente
'imiwrtancia de 3:065*000. ____
Em vista de tal irregularidade, o publido pro-
lestou contra a validade da corrida: mas a di-
rectoria, pensando talvez haver falta de energa
em atteider as reclacnacoes do publico, por mais
pistas que ellas sejam, resolveu mandar pagar
os rateos correspondentes s poules do= dous
animaes vencedores. u .
Os nimos ento se exaltaram, seguio-v. a
desordem, que tomou proporcoes assustadoras c
nuitos actos de vandalismo foram pralicados no
edificio, ficando inutilisado tudo quanto era sus-
ceptivel de destruico.
O espaco que domina as arclnbancada apre-
sentava um vasto campo de batalha, onde os
combteme?, armados de ccete e faca se: distin-
miram a vonlade, resultando entretanto de ludo
Fsso apenas algumas machcatelas produzdas
por nenhum ferimento!
E assim terminou o diverlimenlo, que tao bem
havia comecado, nao se realizando as corridas
dos tres ltimos pareos. -
Enllanto a qem cabe a responsabihdade dos
tristes acontecimentos occorndos antehontemno
ippodromo do Campo Grande? nicamente a
lirecteria. que n.o procurou harmonisar os in-
tereses da empreza com os do publico quando
nodia ter tomado um alvitre que a todos satis-
ana mandando, desde que se recusara annullar
a corrida, reltituir a importancia das pou'** dos
animaos nue nao correram.
Isso felto. os rateios dos animaes vencedores
aeriam calculados pelo liquido das poules resta-
as a harmona reapparecena e nos tres pareos
seguintes a empreza auferiria lucros vantajosos,
nois o iogo se achava bastan-e anunado, pro-
mettendo o movt.nto geral das poules subir a
-i0:000?.000. / ,. ,w.
Eis o resultada das corridas efiectuadas .
1 > pareo Consohirdo ti. turma)-Animaesda
provincia que aind nao tivessem ganho nesta
distancia-Premios: ^004, 50 e 20*.
Ko "rito do startek sahiram os animaes em
%lo oceupando pouc\ depois a pona General,
nontado ]>or Jos Menees, que chegou ao ven-
redor em 66 1'2".
Famfar l'o 2." c Rigolelto 3..
Nao correu Nazareth.
de General em 1.. 50*200; em 2*,
? de Famfar eral 26o900.
Movimento -eral. ..:940*000.
. riareo '.'o>mlm:do (ia lurma)800 metros
-Amaiaee que n 'a ganho nesta dis-
Premioa : 200, #000.
ilo ^i"nal de parlida, Dornave tomou *po)Ui,
que foi depois oceupada or Borburema.
No distanciado, Mylord. montado poi Pedro
A comroiss&o encarregada da exposie^to
no lyccu de Artes e Officios communica ao
publico qnc durante toda semana est
aborta das 6 as 0 da noute a exposicSo
terminando no domingo 20 do corrente.
Hecife, 14 de Janeiro de 1889.
A commissSo.
Festa de Nossa Senhora da
Escada
O abaixo assigriado roga aos seus dignos
paroebianos a fineza de enviarem as es-
molas que destinam para a festa da pa-
droeira ao Illm. Sr. Dr. Aquilino Gomes
Porto em cuio poder serao depositadas
at que se preencha a somrna indispensa-
vel para fazer face s despezas da mesma
festa cujo prograrama ser opportunamen-
te publicado por esta Diario, poupando as-
sim o grande trabalho que pezar sobre a
commissao se por ventura for obrigada a
percorrer a reguezia em busca des6as
mesmas esmolas. Manifesta-lhes desde j
sincero agradecimento.
Cidade da Escada, 14 de Janeiro de
1889.
Vigario Francisco Raymundo da Cunha
Pedrosa.
Festa de S. Severino Martyr
Elias Baptista da Silva Ramos e Candido de
Barros Wanderley tendo aberto um restauran!
e hospedaria em um grande barracao no enge-
nho Ramos d'esta freguezia de Pao d'Alho, em
frente plataforma da estrada de ferro do Li-
moeiro. onde param os trens ordinarios durante
as novenas c testa do milagroso martyr S. Seve-
rino ; e achando-se em companhia de suas fami-
lias, offerecem oprima hospedagem s Exmas.
familias, que o quizerem honrar, comparecendo
ao seu provisorio cstabelecimento.
Garantem commodoe para familias, asse e
muito respeito e orlem, assim como declara ter
um pessoal ptimo para o bom desempenho da
importante e apreciavcl arte culinaria, promet-
iendo preparar, com asseio e promptidao, e a
contento dos seus honrados freguezes: almocos,
iantares, ceias, lunchs, etc., fornecendo bons
vinhos. licores, cerveja e outras muitas bebidas,
que se encontrarao expostas venda; tudo por
precos bem rasoaveis.
Espera, pois, que durante as novenas e resta
do milagroso Santo Martyr, as Exmas. familias
nao deixaro de, ao desembarcarem do trem, vi-
sitar logo o referido cstabelecimento onde en-
contrarao, ao transporem o limiar da porta prin-
cipal, muito respeito. agrado e sinceridade.
Pao d'Alho, 11 de Janeiro de 1889.
Elias Baptista da Silva Bamos.
Candido de Barros Wanderley.
,------oaoec------------
Manoel Caldas Barretto
Netto
Acaba de concluir os seus estudos pre-
paratorios, e de entrar na nossa Escola de
Direito, o joven sergipano Manoel Caldas
Barretto Netto. Moco de um carcter
exemplar, de um procedimento digno dos
maiores encomios, Caldas Netto,
Atten^o
Chamamos a attencjto da primeira auto-
ridade da provincia e do Illm. Sr. Dr.
juiz de direito do 3." districto criminal
para o abuso que se est dando com o
processo contra Francisco Ribeiro Jizes.
Este criminoso em dias do mez de De-
zembro de 1887, por um motivo todo fri-
volo, ferio gravemente a Laurentno Aman-
do de Carvalho, com urna navalha, apenns
por ter este infeliz bebido um vintcm c
agurdente e sabido sem pagar!
O ferimento foi extraordinario, e o
obrigou a guardar um leito do hospital
Pedro IT durante mais de tres raezes; e
anda nao pode traballiar por nao poder
fazer certos movimontos, pois a navalha-
da comecou do fio do lombo at as nade-
gas.
O Sr. Dr. Gama Lobo pode informar a
natureza de tal ferimento.
Entretanto o processo est parado ; Blo
foi inquerida urna s tcstemunha e o roo
contina solt, como v se tal eritue nunca
tivesse commettido.
Recife, 7 de Janeiro de 1889.
i 'ni prente do offeiuUdo
---------------*55----------------
No intuido de responder perguntas,
endercendas de muitos poutos do Brasil,
com o fim de saber como so pode distin-
guir o verdadeiro vinho ou xarope de Du-
sart com Lacto-phosphato de Cal das fal-
sificacSes culpadas e desprovidas' de qual-
3uer valor therapeutico que all se ven-
em, declaramos que no corpo do papel,
qne envolve as garrafas, s acha em fili-
grana um dcbuxo geomtrico com quarte-
las, as quaes se l, em varias posees, o
nonie Dutart. Deve-se recusar, como fal-
sificadas, as garrafas que nSo tiverem este
requisito; c sendo anteriores esta inno
vac^to^ exija-se do pharmaceutico que ga-
ranta, em factura, a completa legitimidade
do vinho ou xarope de Dutart.
que offerece urna sociedade artstica aos Srs. asignantes
do Diario de Pernambuco
DE
DUAS BELLAS OLEOGRAPHIAS
O CHRISTO DE VELAZQUEZ
a wasEisi ds wmm
Estas preciosissimas oleographias medem 88 cenlimetros de alto por 61 de largo. e sSo
urna copia exacta dos originaes, das obras dos grandes pintores hespanhes >2laz nao se tendo esta sociedade poupado gastos nem sacrificios para apresentar duas copias aignas
d'aquellas grandes celebridades artsticas. ._ ., ... rna
Nem mais urna palavra diremos em seu elogio, pois que o publico ji sou^be julaai do m-
rito desies quadros cujos magnficos PENDANTS temos exposto na bvraria F. V. Boulitreau, na
ra do Imperador n. 46. ,.._.- c
Apezar da importancia dcslas obras, fizemos urna ^mbmaQSo^ em obs^um aos&rs. as-
i
vraria F. P.'Boulitreau, 46Imperador.
CUPOX
Aprescntar-se em la
livraria F. P. Bouli-
treau, successor de G.
Laport & C, ra do
Imperador n. 46.
f
Diario de Pernambuco
VALIDO ATE' 21 ENERO PXMO.
Valido para
exempl.-O Curalo
A Vlrgem
Apresentar-se em la
livraria F. P. Bouli-
treau, successor de G.
Laport 4 C, ra do
Imperador n. 46.
aos
Lugar s proras !
Quardo mesmo nSo tivessemos o traba-
lho de vir trazor ao conhecimento do pu-
blico a noticia das muitissimas curas ope-
radas pelo Peitoral de Cambar, de Souza
Soares, basta va que os proprios beneficia-
dos por t3o poderoso remedio se encarre-
gassem de lhe divulgar as virtudes.
A voz do povo a voz de Deus, por
esta razSo nada mais do que elle preciso
para constituir a gloria de um preparado.
O attestado que se vae lr mais urna
pro va do que levamos dito.
Eil-o :
i Attesto que se minhas filhas, Iso-
lina, de 8 annos de idade, e Silvina, de
5,soffriam ha mais de tres annos, hor-
rivelmente de asthma, que lhes vinha por
accessos amiudados o tito fortes, que en
julguei em muitos delles, ter-se approxi-
mado o termo fatal de suas pobres exis-
tencias. Depois, porm, que usaram o
Peitoral de Cambar, prepara?ao do Sr.
Jos Alvares de Souza Soares, era Agos-
to do anno prximo passado, s Silvina
foi atacada lia quinze dias, de um novo
accesso, que cedeu promptamente ao. mes-
mo peitoral.
Tuto o que digo verdade e o juro,
se preciso for.
Pelotas, 10 de Marco de 1879.Mi-
juel Antonio dos Santos. (Pelotas.)
Este importante medicamento vende-se
em casa dos agentes Francisco M. cha
Silva & C, ra Mrquez de Olinda n. 23,
que o .vendem a 20500 o frasco.
------------?-----------
Conselho
Quando alguina affeccao piUmorar amea-
car a vossa existencia, experimentae o
Peitoral de Cambar, que ficareis livre de
tal ameaca.
Os agentes,
Frauelseo M. da llva C.
Institution Fran^aise de
Demoiselles
RA BARA.0 DE S. BORJA N. 50
As aulas deste collegio acham-se aber-
tas desde o dia. 7 de Janeiro de 1889.
A directora,
G. Adour.
Collegio Parthenon
3 Rus do Hespida 3
0 director deste collegio declara
pais de seus alumnos e ao publico em ge-
ral que as aulas comec^rao a funccionar
a 7 do corrente mez.
Recife, 3 de Janeiro de 1989.
O director,
Ovidio Alves Manaya.
Elixir depura-
tivo vegetal.
Formula de Angelino Jos
dos Santos Andrade
Approvado pela Inspectorio Geral de Hy-
giene PubUca do Rio de Janeiro em 20
de Julho de 1887.
Este depurativo de grande efficacia as mo-
lestias svphiliticas e impureza dosangue ; assim
como em todas as molestias das senhoras.
Tem curado radicalmente muitas pessoas ac-
commettidas da terrivel molesti benben.
MODO DE USAR
Os adultos tomarao quitro eolheres das de
sopa pela manhfi e quatro ncite. As emnea
d7l a 5 annos tomarao urna colher pela< manM
e outra noite, c os de 5 a 11 annos tomarte
dnas eolheres pela manha e duas noite. De-
vero tomar banhos fro ou momo pela manh e
noite. Resguardo regular.
Encontra-se venda na drogara dos Srs^
Francisco Manoel da Silva C. .ra Mrquez de
0!jda n. 43 e pharmacia Oriental A ra Estrei-
U0 aSofuste preparado pode ser procurado
na ra do Harto da Victoria n.37. onde seri en-
contrado para dar toda e qualquer expheacao
que for precisa.
Atiesto que soffrendo o mcu'criado Paulino de
escrophulas, e nao tendo conseguido melhora
alguma cora o tratamento qne lhe deram alguns
mdicos durante muitos mezes or lembrafflde
um amigo comecou elle a usar do Elixir Depu-
rlTe Restaurador. Havendo tomado 6 garra-
fas appareceu a melhora e com mais quatro ncou
restabelecido. m
E por ser verdade passo o presente e me
urna estampilha de 200
Curso primario e preparato-
Rua Larga
do Boaari* m. i*, i
dar
Esto abertas as aulas deste corso dea** o dia f
do corrente mez.
O director,
Camerino Sttrmko,
i MEDICO HOMEPATA
()Dr. Ballhazar da Silvrirajj
Especialidadefebres, molestia
das crian9as, dos orgaos respirato-
rios e das senhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
fora da capital.
AVIWO
Todos os chamados devem ser di-
rigidos poarmaciado Dr. Sabino,
ra do Bario da Victoria n. 43,
onde se indicar sua residencia.
I
s
1
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata com especiali-
dade de molestias de senhoras e creaaeaa.
Consultorio e residencia roa da iaipe-
ratriz n. 18, 1 andar.
Consultas de 8 s 10 da manhJL
Chamados (por escripto) qualquer hora.
TELEPHONE X. 226
CORTE-SE ESTE CUPN
NotaA oleographia sem apresentagao deste cuDon vale ISiOOO.
Oitra-Previne-se aos Srs. assignnntcs que, passado o da 21 Enero nao terao hrcito a
nenhuma reclamaco, por ser este prazo improrogavel.
Transcripto do Jornal Offi-
cial de 11 de Setembro de
1888.
Inspectora eral de lljaieue
Em virtude do que dispoe o art. 66 do
regulamento que baixou com o decreto n.
9,554 de 3 de Fevereiro de 1886, a Ins-
pectora Geral de Hygiene faz publico pelo
praso de oito dias, que o cida'lSo Alfredo
de Barros lhe dirigi a seguinte peticSo
com documentos que satisfazem as exigen-
cias do art. 65 do citado regulamento :
Alfredo de Barros residente na villa de
Floresta da provincia de Pernambuco,
vem de conformidade com o art. 65 do de-
creto n. 9,554 de 3 de Fevereiro de
1886, requerer a V. Exc. que lhe conceda
llcenca para abrir urna pharmacia na mes-
ma villa, apresentando como prova de
suas habilitares os documentos juntos.
Nestes termos.-P. deferimento. E. R.
M.-Floresta, 17 de Abril de 1888.--
Alfredo de Barros. Sobre urna estampi-
lha de duzentos ris.
E declaro que se nease prazo nenhum
pharmaceutico formado lhe communicar
ou a inspectora de Hygiene da provincia
de Pernambuco a resoluco de cstabelecer
pharmacia na citada localidade, conceder
ao pratico a licenca requerida.
Inspectora Geral de Hygiene, 6 de
Setembro de 1888.
Dr. Pedro Affomo de, Carvalho,
Secretario.
Collegio Meira
Ra da Imperatriz n. 63
Este collegio de instrucclo primaria e
secundaria, cujas aulas so reabrirao no
dia 7 de Janeiro corrente, offerece aos
pais de familias que o quizerem honrar,
conhando-lhe seus filhos, todas as garan-
tas de moralidade, aproveitamento e bom
tratamonto para os mesmos seus filhos.
O resultado dos exames obtido, pelos
alumnos deste eollegio, ser opportuna-
mente publicado, e em vista delle se ter
urna prova do interesse tomado pelo abai-
xo assignado pela applicac^to dos wus
alumnos.
Recife, 3 de Janeiro de 1889.
0 director,
Ascencio Minervino Meira de VasconceUos.
Collegio de \ossa Seihwra i
tato
Ra da Aurora 3 J
aulas deste collegio se
abrirlo a 7
primeiras lettraa,
As
de Janeiro e sao de
portuguez, francez, inglez,geographia,
sica, piano, desenho, bordados de
especies, flores, etc.
A directora,
Augusta C'arneiro.
O ESQUELETO
Leoda Phanlastiea k
UM VOLCME DE 200 I'AGIXAS
Ultima producido do
Dr. Carneiro Vilella
Vende-se as priueipaes linarias d't
cidade c no pateo do Serco n. 4 escripo-
rio da Lanternv Mgica.
Collegio de S. ligiH
Ca
alm
intelligente
de tudo um bom, applicado e
eatudanle.
Sergipe, a pequea provincia, que j
offereceu nossa admiraco e ao nosso
culto o vulto cyclopico de um Tobas Bar-
retto e a attrahente figura de um Silvio
Romero, ha de vangloriar-se de no futu-
ro inscrever o nome que encima estas li-
nhas no Pantheon nacional.
Os nossos parabens ao digno Sr. Dr. Cal-
das Barretto, pai do moyo quein d'estas
columnas fraternalmente abracamos. .
V.A.
por
assigno.
Eslava sellado com -
ris e inutilisada da maneira segrate : Recife,
Ra do viseonde de
he n. &
Aos respeitaveis paes de familias parti-
cipa a directora deste novo estabeleciaMB-
to de instruccSo para o sexo feminia,
que abrir as aulas no dia 14 de Janeiro
de 1889.
A mesma promette aos paes qne lhe
confiarem suas filhas esforcar-se por lka
dar urna edncacSo primorosa, solida, refi-
giosa e domestica.
A tratar, do 1' de Janeiro no proario
estabelecimento, das 2 da tarde a 7 da)
noite.
A directora,
Emilia A. de Mtndtmc/t
Inglez e francez
Cursos das 7 s 8 horas da inanha e das
5 s 6 da tarde: ra da Aurora n. 37,
2. andar.
Molestias do peito
O Peitoral de Cambar de S. Soares,
remedio efficaz para todas as molestias do
peito. Vende-se em casa dos agentes
Francisco Manoel da Silva & C, ra
Mrquez de Olinda.
-----------^--------------
Collegio Amor Divino
KA DA IMPERATRIZ N. 32
As aulas deste estabelecimento, dedicado
instruccao das creancas do sexo masculino abrir-
se-hao no dia 7 do corrente.
A directora,
Olympia Afra de Mendonca,
-------------------------6^-----------------------
Bronchites
O remedio infallivel para as bronchites
o maravilhoso Peitoral de Cambar, de
S. Soares, que se vende
cisco Manoel da Silva
quez de Olinda n. 23.
-
-^3J5gH^3a^:,

em casa de Fran-
& C, ra Mar
IH4 LitiRiat
Sobe Inmuto de
4StOmO FEBNANDES VFLL0S0
5 de Janeiro
o abniversario do seu pa
ment
x, io
\Kiin Florida de Murray e Lnaaan
Ha 20 annos i esta parte, ella tomou o lugar
de todos os extractos e essencias europeas nos
mercados tanto da America do Sul como as An-
tilhas, supprimindo todas as differentes qualida-
des dessa chamada Eau de otogne.
O seu deleitavel aroma tem urna approxima-
co mais este : ;: loga respiraro delicada
das verdadeiras tlores, do que aquelle de ne-
nhum outro artigo em uso para a mesa do tou-
cador.
Usada como urna lavagem ou onxagoamento da
bocea, ella igualmente neutralisa e faz desapa-
recer o mao gosto e hlito causado pelo fumo do
charuto, melhorando a comlico e estado dos den-
tes e gengivas.
Como garantia contra as falsilicagOes obsrve-
se bem que os nomes de Lan'nan & Kemp ve-
nham estampados em letras transparentes no
papel do vidrinho que serve de envoltorio cada
garrafa. .
Acha-se venda e;n todas as boticas e lojas ae
pi rfumarias
-------------?--------------
Instituto 9 de Abril
toa do Hospicio n. 10
As aulas deste estabelecimento de educado e
de instrueco primaria e secundaria, acham-se
abertas desde o dia 7 do corrente.
Ttecife. 9 de Janeiro de 1889.
O director,
Bachare! Luz l'orto Carreiro.
ris e mutiusaaa aa inaneiia r,feu'!'"'.,""'
22 de Dezembro de 1886.-Conserheiro Alexan-
dre Bernardrao dos Res e Silva.
Declaro em tempo; o autor do Elixir o tr.
Angelio Jos dos Santos Andrade.
illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
Recife, 18 de Janeiro de 1883. '
Nao posso furtar-me ao dever de patentear a
V S minha gratidao pela cura de minha, Mana
Francisca de VasconceUos Santos, com o seu pro-
digioso preparado Elixir Depurativo e Restaura-
Soffrendo ella, como dsse V. S. de suspen-
c5o de menstruacao, ha quatro annos, e de um
cortejo de males consequontes de tao pengosa
enfermidade, como dispepsia, caroeos, manchas,
fastios, etc., etc.; e aggravando-semais semejan-
te situacao com as innmeras beberagens que to-
mou durante esse tao longo periodo, recorr,
aconselhado por muitas pessoas, ao remedio ele
sua confecsao, cujos resultados excederam a mi-
nha espectativa, pois apenas com itt garrata
acha-se ella completamente cu-u. -
Testeraunhando V. S- tuna eterna gratidao
pelo grande beneficio qu> ..eaba de prestar-me,
ponho me a disposico ae V, S. de .quem son
criado, venerador, bngadissimo Flonano bornes
dos Santos. ^
Attesto que soTrendo por algum tempo de al-
aun< tumores e recorrendo a diversos medica-
mentos, sem delles tirar resultado, fui aconse-
lhado por um amigo a usar do Eltif Restaurador
do Sanmte do Sr Angelino Jos dos Santos An-
drade. o qual em menos de urna garrafa produ-
zio um eireito prodigioso, dando em resultado
meu restabelecimento ; um licor de gosto agra-
davei e fortificador para todas as molestias de-
vidas a impureza do sangue. .Recite 2 de Marco
de 1883. Antonio Jos Rodrigues de Souza;Filtio.
N B Pode o Sr. Andrade ?eryir-se do meu
attestado e lazer o uso que lhe convier.
N. 29
Pernambuco, 12 de Margo de 1883.
Qlllm. Sr. Angelino.-Eu abaixo assignado pela
presente declaro que achando-me soTrendo de
uma/rtwno olho direito que mepoz cetro e nao
tendo tirado nenhum resultado com o n:cdicoa a
ouein ulimetti o curativo do meu olho : dingi-
Abertura daula
O actual professor publico primario da i* ca-
deira da Boa Viste desta cidade scientihca a
quem iuteressar possa, que, no dia 17 do vigente
mez, iniciar seus trabalhes lectivos na Praga do
Conde d'Eu, n. 28, pavimento terreo.,, :
DECLARARES
quem submetU .
me. a conselho de um amigo, a rua-No\a e all
compr urna garrafa do Elixir por \ me prepa
rado e t ve oprazerde ver que ao findar a dita
garrafa achava-me quasi bom; no emtanto com-
prei a segunda c hoje que a tenho concluida,
acho-me coaIetaineute restabelecido. -
0 prazer que sinto ao ver-me assim re,tdl)ek-
ci.lo en. vinte e poneos dias de urna terrivel mo-
lestia que ha quatro mezes'lanto m
Aula particular mixta
Rita Neves, participa ao publico em geral e
em particular, aos pais de suas alumnas que a
sua aula acha-se aberta desde o dia 7 do correte.
Recebe alumnas internas. As mensahdades
sao pagas adiantadas, pelo prego mais razoave!.
Ra da Sauta Cruz n. A
-----1----------?---------------
Leilo de carros eca-
vallos
Manoel Jos Martins. tendo lido nos jornaes
desta cidade o annuncio de leilo dos carros,
cavallos e mais periencas da cocheira do caes
do < apibaribe, previne a quem interessar possa,
que tees bens nao podem ter vendidos porque
nao pertencem somente pessoa que mandou
fazer semethante annuncio, pois que o abaixo
assignado CQ-proprietario da mesma cocinera.
Recife, 12 de Janeiro de 1889.
Manoel Jos Martins.
Instituto Pbiloniatico
33 vlseoadedAlbu^nerque 33
\s aulas deste estabelecimento de, instrucgao
estarao abertas do dia 7 do corrente em diante
O director,
OlMo Vctor.
m virtude do que dispoe o art. 66 da
regulamento que baixou com o decreto a.
9,554 de 3 de Fevereiro do 1886, a raa-
pectoria geral de hygiene faz publico,
pelo prazo de 8 dias, que o cidadab Cria-
po Correia Crespo, lhe dirigi a segninta
peticao com documentos que satisfezem at
exigencias do art. 65 do citado regula-
mento :
Crispo Correia Crespo, cicladlo brasi-
leiro, residente na cidade de Santo Ago*-
tinho do Cabo, provincia de Pernambuco,
provando com os doenmentos qne junto
offerece a V. Exc. achar-so habilitado
para gerir pharmacia, de cujo serrico
longa pratica, c como nesta cidade
te nma dirigida por pratico, e a lllma.
cmara deste municipio julga de neeeaaV
dade a abertura de mais um estabeleci-
mento deste genero, por esta razao e da
conformidade com o regulamnnto que bai-
xou com o decreto n. 9554 de 3 de Fe-
vereiro de 1886, vem respetosamente re-
querer a V. Exc. digne-se conceder ao
supplicante a respectiva licenca para, de
accordo com o citado regnlamento abrir e
dirigir nesta cidade, urna plianaaea.
Assim pede a V. Exc. deferimeato.
R. M.- -Cidade do Cabo, i de DezeaaW
de 1888.Crispo Correia Crespo.
bre urna estampilha de 200 ra.
E declara que, se nesse prazo
pharmaceutico formado lhe commuafcar,
ou a inspectora de hygiene da proviaea
de Pernambuco a resolucao de estabelecer
pharmacia na citada localidade, conceder
ao pratico a licenca requerida.
Inspectora Geral de Hygiene, em 2 de
Janeiro de 1888.-O oficial, Dr Joo
Antonio Pereira da Silva.
" Companhia Santa Therea
Afina eaa Ollada
Segundo o 6 do artigo 9 do Regola
ment da companhia, o pagamento da iai
portancia da penna d agua fornecida ca
cada mez, se far na primeira quixeua de
h
Escola particular te instraeco
. primaria para o sexo masculino
Ra do CotovelEo n. 34
O prefessor abaixo assignado, participa aos
seus amigos, e ao respeitavel publico, que abno
a sua escola ra do Cotovello n. 34, onde edu-
ca e instrue -. infancia pelo mais aperfeigoado
esterna do Imperial Lyceo do Rio de Janeiro.
tal quequerendo por meio de palavras dar au
seu poderossimo Elixir, verdi.deiro restaurador
do sangue, o valor que elle merece nao o posso
couseguir; e apenas.digo que aquellos que of-
i ..h.ntica l,xPcrime0,e.m';pnnho
Courluiudo assigno-mc grato e assas reconhe-
01 De Vine, criado c obrigado.Augusto de Cas-
trEstavam todos sellallos c reconbecidas as fir-
ttm- f-ontinua.)
Alumno interno
Meio pensionistas
Primeiras lettraa
Msica e piano
Por cada um preparatorio
Ra do Cotovello
308000 mensies
15*000
1*000
\ -3(100
3*000
n. 34
Julio Soares de Aievedo.
Collegio de Sania Luzia
Do dia 14 em diante contina funecio;.
forcando se a sua directora, para bem i
ponder as. dos paes ou tutores do
alumnos que lhe forem confiados, por meo de
urna educac&o scientilica, moral e religiosa. Bs-
1 pera pois dos mesmos benevolti protec<
mez seguinte, c na falta de
der a companhia tnterromper o
ment d'agua.
A gerencia far cumprir restrietameajle
este artigo, nao admittindo excepcao.
Escriptorio da companhia, 5 de Outa-
bro de 1888.
A. Pereira Sw^Bm.
Gabinete Portuguez
de Leitura
De ordem do Exm. Sr. Viscoodc da Sita
Loyo, presidente da commissao amelara, eaa
vido todos os senhores socios a reunirem-e em
assembla geral ordinaria, nos sales ri- Gal
nete. domingo do corrente. pelas II auras i
manha, aBm de apreciar o refatorio da acH
gerencia, e eleger nova adminisr..
De accordo com o pre^.'itaadq no art 191
-tiintra eoai al
quer numero de pit*aaa. t
produziro efieitoe Maaaf-
Recife. S de Janeiro de 18.
Dr. Jos de Iboaaerae,
Sccrettne.




C9I
I





5?aasss m wmss
que ainda nao
590000 ao se-
Para a 20.a corrida que deve realisar-se
Deming'o 20 do corrente
1. PAREOCoosolaeo 850 metros. Animaes da provincia
tenham ganho premios. Premios : 2000000 o primeiro,
gnndo e 20)5000 ao terteiro.
2. PAREOCentro Telegraphlco 1.500 metros. Carvallos nacionaes at
meio sangue qne no tenham ganho premio n'esta distancia. Premio:
300)>000 ao primeiro, 754000 ao segundo e 300000 ao terceiro.
3. PAREO nianaeo1.000 metros. Animaes da provincia. Premios : 200)}
ao primeiro, 50)5000 ao segundo e 200000 ao terceiro.
4.* PAREOFerro Carril1.400 metros. Animaes nacionaes at meio sangue.
Premios: 3500000 ao primeiro, 800000 ao segundo e 350000 ao
terceiro.
5." PAREOPrado PerauabaeM1.600 metros. Animaes de qualquer
paiz. Premios: 5000000 ao primeiro, 1250000 ao segundo e 500000
ao terceiro.
6.* PAREO Imprfisa Pernambucana1.200 metros. Animaes da provin-
cia. Premios: 2500000 ao primeiro, 600000 ao segundo e 250000 ao
terceiro.
HP PAREO1. le *ulhol'UOO metros. Animaes de menos de meio sangue.
Premios : 3000000 ao primeiro, 750000 ao segundo e 300000 ao terceiro
Observacoes
Nenhum pareo se realisar sem que se inscrevam animaes de tres propieta-
rios differentes.
Para o 1. pareo s serio acceitas s 16 primeiras propostas abertas.
A inscripcao enoerrar-se-ha na secretaria do Prado s 6 horas da tarde do dia
15 do corrente.
Recife, 10 de Janeiro de 1889.
O secretarlo.
Francisco de Souza Res.
Faculdade de Direito
- Do ordein do Exm. Sr. consemeiro director^
interino, fago publico que no dia 17 do corren-
te, s 11 horas da manila, nesta Faculdade. co-
mecara pela prova escripia o concurso da cadei
ra de Philosophia do curso de preparatorios an-
nexo esta Facnldade. e para esse lim deverao
comparecer os candidatos inscriptos para o- mes -
mo concurso : bachareis Joaquirn ("avalcante
Leal de Barros, Virginio Margues Carneiro Leao
Laurindo Carneiro Ledo, Clovis Benilaqu e
Olyntbo Vctor, e a respectiva commisso jul-
gadora, composta do Exm. Sr, conselbeiro di-
rector interino, como presidente dos Drs. Jos
Hygino e Albino Heira, como examinadores, do
Dr.-8eabra. por parte do presidente da provis-
cia, e do Dr. Cyrnc, por parte da directora.
Secretaria da Faculdade de i ireito do Recife,
II 4e Janeiro de 1889.
O official Jservindo de secretario,
Manoel A. dos Passos e Silva.
8* seccao.Secretaria da Presidencia
e Pernambuco, em 7 de Janeiro de 1889.
Paco publico, de ordein do Exm. Sr.
Dr. presidente da provincia, que so acha
aborta a concurrencia para o euiprestimo
eaterno de 8,600:0000 (oito mil e seis-
centos contos de ris), autorisado pela lei
provincial n. 1,927 de 15 de Novembro
findo, com o praso de quarenta e cinco
dias, a contar da data da primeira publi-
cacSo do presente, para o recebimento
das respectivas propostas, que serlo apre-
seatadas neeta secretaria, em cartas fecha-
das.
Estas serao abertas pelo mesmo Exm.
Sr. s 12 horas do dia, em que expirar oj
praso fixado, com os proponentes presen-,
tes.
los termos da referida lei, o emprestimo
era de quantia que produsa apredita impor-
tancia de 8,600:0000 (oito mil e se i acen-
tos contos de ris) liquida, a ser applieada
ao resgate da divida da provincia, funda-
da em apolices de juros annuaes de 7 |,
(aete por cento), com excepcao aquellas
que tenham sido emittidas por empresti-
mos a companhias ou a particulares, como
auxilio agrcola ou industrial, bem como
para liquidaran dos exercicios de 1886 a
1887 e 1887 a 1888.
A taxa da emissSo nlo ser inferior a
9t (noventa e dous) livre de commisso
e o juro nao exceder de 5 (cinco por
cento) alm da quota de amortisacao, que
nao ser superior a 1 \. (um por cento),
sendo esta e aquello safisfeitos semestral-
mente.
O secretario interino, Manoel Joaquim
Silveira.
9
S. R. J.
Soetedade Becreatlva Juventud*
Sessao magna em solcmnisacao do 10. anni-
versario da bibiiotheca e sarao bimes-
tral em de Fevereiro
Aps a sessao magna com que se solemnisar
o 10." anniversario da bibiiotheca, realisar-se ha
o sarao bimestral, para o qual recebem-se desde
j notas de convites nesta secretaria. Sem car-
to de ingresso a pessoa alguma ser permittida
a entrada, devendo os senhores socios pagar a
mensalidade de Fevereiro para poderem obtel-o.
Nao se admitte aggregados.
Secretaria da .-ocudade Recreativa Juventude,
14 de Janeiro de 1889 -01- secretario.
A. Monteiro,
o. R. J.
NM-Idadc Recreativa Juventude
Professor para a banda musical
At o da 31 do corrente recebem-se nesta se-
cretaria (pateo de S Pedro n. a) propostas em
carta fechada daquellas pessoasque, julgando-se
habilitadas, quizerem encarregar-se e Feccionar
a banda musical desta sociedade.
Na mesma secretaria se darao todas as infor-
mad-oes que os senhores proponentes julgarem
necessanas para fundamentar suas propostas.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juventndc,
14 de Janeiro de 1889.- O 1- secretario
A. Monteiro.
MARTIMOS
a vapor
o Havre, Lisboa,
Rio de Janeiro e
CAPITAL
Em accoes de
Estando tomado
Este estabelecimento
desenvolver o crdito
8,OOO;OOO0OOO
2000000
4,000:0000000
destinado a auxiliar e
industrial e conectivo
desta provincia; mus operacoesabrangero to-
dos os ramos da actividade commercial e indus-
trial que offerecerem solida garanta.
A directora compor-'se-ha dos senhores
Loit Antonio de Siqneira.
Jos Adolpbo de Oliveira Lima.
Antonio Fernandes Ribeiro.
Manoel Jo fio de Amorim.
Thranaz Comber
os quaes com o Bxm. Sr. Visconde de Figuei-
redo sao os incorpotadores.
As entradas s,rao ue 5 ,'. no acto da subs-
criprao ; 5 v-qaando ^or annunciada a assig-
natura dos estaaos.
As subsequenies entradas nao poderao ser
maiores de 15 (, com o intervallo nunca menos
de 60 dias.
A subscripta est aberta para todas as pes-
soas que desejare tomar parte n'esta impor-
tante ins ituicao,no escripiurio dos Srs. Amo-
rim Irmos & l,m no Banco Internacional, a
contar do dia 7 de Janeiro inclusive.
Escola normal
H al r i Por ordem do Dr. director e de eonfbr-
midade com as dispo8cdes dos artigos 26
a 30 do regulamento de 27 de Dezembro
de 1887, faz-se pubiieo a quem interesar
possa, que as matriculas deste earao esta-
rlo abertas desde o dia 15 do corrente
at 3 do mez seguiste.
O requerimento para matricula no 1."
anno dever ser instruido eom os docu-
mentos seguintes :
1.* certidao de idade maier 17 an-
uos para os alumnos do sexo masculino e
de 15 para os do feminino.
2.- Folha corrida ou Certidao de nao ter
Bofrrido conde mnacao por algum dos Cri-
mea que motivam a perda da cadeira do
professor publico.
3.- Attestado de moralidade paseado pelo
parocho ou autoridade quer policial quer
Iliteraria do disfcricto, em que residir o
matriculando.
4." Attestado medico de nao soffrer mo-
lestia contagiosa era ter defeite physico
que prive de bem exercer o magisterio
5.- Certificado ou titulo de approva^ao
em exame dos tres graos d- Esnn pri-
io.
, eticionaiv rae i o ex-
hibir titulo l.gai '[' exame do 3.- grao da
primara devorar, irwcrever-se
para, os eXames de adnjis*io, que comeca-
rao no dia 28 do corrente de eonfbrraida-
de com o art. 27 do citado regolamento.-
Para as matricnlas do 2.*, 3. ou4."
uno, basta instruir as pctieSes con os
oerti ticos de approvacSo em tedas as ca-
deira do anno anterior.
Secretaria da Eseela Normal 7 d Ja-
*eirod1889.
O secretario,
A. A. Gama,
Administra^ao dos Correios
e Pernambuco
Por esta adminlstracao e em enmprimento a
circular da Direetoria Geral dos Correios, n. 106,
de SO de Dezembro Qade, se faz publico para
conhecimente dos inieressados o eaital da mes-
ma directora abaixo transcripto.
Correio de Pernambuco. 3 de Janeiro de 1889
administrador,
Affsmso 4o Reyo Barros.
It-rrlalia erul don Crrelo*.
Sdal
De ordem do Exm. Sr. director geral, e em
compritnento 'nH: -*iHpWo no art. 8 do regula-
mento de 26 de Marco (indo, faz-se publico que,
no dia 1 de PevereiH de 1889, vSO ser postas em
circulagSo as seguintes formulas de franqua :
Sobre cartas selladas
0 sello ftxo representado por urna moldura
formada por duas ellipees concntricas, tendo no
plano da menor eyeffigie de .-ua Magestadeo Im-
iperador en relev branco; no da maior, tambem
em relevo branco, as palavras Brasil no alto,
te o valor expresso- rh ifis por estenso na parte
inferior, e finalmente as extremidades do eixo
menor dous pequeos pdygonos com o dito valor
indicado por afgarismos
0 fundo da moldura as de 107) ris v?rde,
as de 200 ris preto e vermelho as de 300
ris.
Cartasbilhete
O sello fixo de valor de 80 ris, impresso no
ngulo superior dfreita fwrepresentado por um
rectngulo formado de arabescos vernielhos. ten-
do em urna ellipse central a effigie de Sua Ma-
gestade o Imperador, encimada pela palavra
Brasil em lettras brancas, c tendo em baixo as
palavras ottent ri e sobre estas, em sentido
obliquo, o numero 80 de cada lado.
A' direita do sello v-se urna fita com as pa-
lavrasCartas-toilhete,tendo no alto nma serie
de 20 estrellas brancas em fundo vermelho, e
em baixo o distico: Jisste lado s se escreve o en-
derezo. No ngulo inferior direita l-se a pa-
lavra Brasil em lettras vermelhas.
Bilhetes postaes
O sello fixo do valor de 40 ris. O desenho
igual ao da carta-bilhete. com a differenca ape
as de ser azul, c ter na tita direita do sello
as palavras BmHe -postal em vez daquellas
outras.
Cinta6 estampilhadas
O sello liso estampado e desenliado como os
das so e-cartas, coma differenca apenas na in-
dicaco dos valores. E' roxo o fundo do sello
das de 20 ris, aiul la: de W ris e cor de ha-
vana das de 6 ris
8er!' :;. jomaos
Estes sellos gao ...aiores que os ordinarios, de
forma rectangular > cor de larauja.
No alto tem, om lettras branca-, a palavra
Correio e em baixo a Brasil. Em fila diagonal
l-se de baixo para cima a palavra joman, ten-
do de cada lado o valor em algarismo e a pala-
vra ris.
Divisao central da Direetoria Geral dos Cor-
reios em 13 de Dezembro de 1888.O sub-di-
rector, Jos Francisco Soares. '
,om|ianiiiii IVniamlMiniia de \a-
vefa^Cosleirapor
-SSEMBLA GBRAL EXTR AOKDNARIA
CDnv indo n-solver-se sobre o modo de melho-
rar e augmeular o material da eoinpanhia, con-
voca a direcgao todos os Srs. accionistas para
nma rcuniSo'dc Assembla Geral, que tera lugar
uo dia 25 do corrente. as 12 horas, na sede da
mesma companhia, e bem asskn para tomar co-
nhecimento do acto deque trata o art. 9o dos res-
pectivos estatuios.
Recife, 9 de Janeiro de 1889.
sImoW Jomo de Amorm,
J%. Comber
Artkur B. Dallas.
CHARGEURS REUNS
Companhia Francesa
DE
Xavegaoo
Linha quincenal entre
Pernambuco, Babia,
Santos.
O VAPOR
Ville doCear
Commandante Lainev
E' esperado da Europa at o dia 16
do corrente. seguinao depois da in-
dispensavel damora para a
Bahia, Rio de Janeiro e Santos
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha, queiram apresentar dentro
de 6 dias a contar do da descarga das alvarengas
qualquer reclamacao concernentc a volumes que
porventura tenham seguido para os portes do
sul afim de se poderem dar a tempo as provi-
dencias necessarias.
Expirado o referido pmzo a companhia nio se
respansabilsa por evtnuior.
Para carga, passagens, enoommendas e di-
nheiro'a frete: trata-secomo
AGENTE
Angoste Labille
9 RMA DO COMMERCIO 9
Royal Mail Steam Packet
Companhia
O vapor Elbe
Commandante Armstrong
Espera-se da Europa at o dia 18 de
Janeiro, segu,ndo depois da demora
do costnme para
Baha. Rio de JauHro. Moote-
vldo e Biicnos-Ayrr
Para passagens, fretes e encommendas trata-
se com os AGENTES.
O vapor La Plata
Commandante A. H. Dyke
E' esperado do sul no da 20 de Ja-
neiro e seguindo depois da demora
necessaria para
e An-
lerga-ferra, 15 de corrente
A's 11 horas
No armazem ra Mrquez de Olinda
n. 48
Por Intprvenco do agente
Gusmo
LEILAO
Agente Brito
De boas novelN. espelhos, ete.
um piano de I -londel de 3 cordas em perfeito
estado.
0 agente cima, autorisado por urna familia
que mudou de residencia, far leilao do se-
guinte : 1 mobilia de junco, 1 dita de Jacaranda,
1 dita de pao carga, 1 espelho oval, 1 toillet, 1
cama franceza, marquezes, commodas, 1 meza
elstica, 1 guarda-louca, 2 apparadores, 1 sof e
12 cadeiras deamarelfo, 12 cadeiras americanas,
6 cadeiras de junco, lavatorio e cabide de co-
lumna, i bergo, louca para janlar e almoco, co-
pos, facas, comeres, bandeijas, candieiros para
kerosene, jarra, trens de cosinha e outros ob-
jectos, tudo
Ao correr do martello
QUARTA-FEIRA 16 DE JANEIRO
A's 10 1/2 horas
Ra Forraos n. 31. 1 andar
Agente Bruto
Leilao
De 1 armagao, utensilios e gneros de molha-
dos existentes na casa n. 17 ra de Lomas Va-
lentinas.
AO CORRER DO MARTELLO
Quinta-feira 17 do corrente
____________A's 11 12 horas
Agente Brito
Leilao
De 60 saceos com assucar purgado das qualida-
des branco someno e mascavado
O agente cima mandado do Illm. Exm. Sr.
Dr. juiz de direito do civel, em sua presenca, e
a requerimento do major Francisco Dorotheo Ro-
drigues e Silva, vender em leilSo, os referidos
60 saceos com assucar, pertencentes a D. Maria
Joaquina da Conccigo, c arrestados pelo mesmo
major.
0 leilao ter lugar no armazem dos Srs. Jos
Burle & C. ra do Commercio, onde est depo-.
sitado dito assucar.
QUINTA-FEIRA 17 D CORRENTE
A's 10 horas
Agente Pinto
0 da cocheira do caes de Capibaribe annun-
ciado por intervengo do agente Pinto fica trans-
rido para outro dia que ser novamente anmm-
ciado.
AVISOS DIVERSOS
- Aluga-se o 1- andar ra do Coronel
Suassuna n. 278, com commodos para grande
familia, agua e gaz, esgoto e drainage : a tratar
na ra do mperador n. 55, amazem Prealte, oo
no Chora-meninos, sitio junto a capella. Na mes-
ma casa vende-se terrepos no viveiro do Muuiz.
laga se casas a 84000 no becco dos Coe-
lbos, junto de S. Gongallo: a tratar na ra da
Imperatriz n. 5G.
Precisa-se de um criado de 12 a 14 anhos,
para casa de familia; tratar ra do BarSo da
Victoria n. 39, loja.
i recisa-se de um criado para sitio; a tra-
tar na eslacao da Jaqueira.
S. Vicente,
Lisboa, Southampton
tuerpia
Redvccao de passagens
Ida Ida e tolla
Ai Lisboa 1 classe 20 30
A' Southampton classe 28 42
i amarles reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretes, encommendas, trata-Be
dom os
^ AGENTES
Amorim Irmos & C.
N. 3Ra do Bom JessN. 3
Companhia Brasileira de
Navegacao a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portos do sul at o
dia 17 de Janeiro e seguindo depois
da demora indispensavel para os
portos do norte at Manos.
As encommendas sao recebidas na agencia
at 1 hora da larde do dia da sahida.
Para carga, encommendas, passagens e valo-
res trata-se com os
AGENTES
Pereira Carneiro & C.
6=Rua do Commercio=6
1 andar
Precisa-se de um criado para trabalhar em
um sitio; a tratar na ra do Cotovello. n. 25.
Precisa-se de um caixeiro de 10 12 anno3
de idade ; na ra do Paysand n 5. _
"Precisa-se d urna" ama'par^ cosinbar : na
ra do Livramento n. 9.
Precisa-se de duas amas, urna para en-
gommar roupa de sen hora e outra para varrer e
arrumar casa : na ra da Matriz da Boa-Vista
numero 9 __ _^^
. Na ra da Imperatriz u. 10, precisase de
urna mulber que entenda de cosinha.
Vende-se um terreno dentro da campia
da Casa Forte, com 24 palmos de frente e 208 de
fundo : quem pretender dirija-se ao pateo do
Terco n. 76 : a tratar com a proprietaria, que
faz todo negocio.
Vejam e admirem!
Ai -Ra Hoque de Casias- 34
Pedimos ao respeitavel publico attencao para
os oreos reduzidos dos seguintes objectos:
Zefiros de 80, 160, 200, 240, 400 e 800 ris o
covado, grande sortimento.
Capas para senhora, o que ha de mais mo-
derno e barato.
Espartilbos do couraca a 4, 'i e 61000 um.
Fustoes brancos e de cores a 360 e 400 ris o
covado.
Lsinhas de quadros e listas de 240, 280. 320,
400 e 500 ris o covado.
Grande sortimento em lichus.
Cortes de linn bordados para vestidos, com
todos os enfeites a 14*000.
Colchas brancas e de cores a 2*000.
Luvas de seda lina a 24000.
t orles de cachemire com drillios o que ha
de mais novo.
Cambraia com salpicos de cor, uovidade em
gosto e barato.
Grande sortimento em punhos c collarinhos
para homem.
Bramantes de algodSo e linho e por precos sera
competencia.
Cretones para vestidos, nm sortimento esplen-
dido em padrees e precos.
Carabraiu branca com salpicos a 4#000.
Brins de cores para roupas a 320 ris.
Atoalhados de diversos gostos e barato.
Madapolo para familia, muito largo e por um
preco rasoavel a 6*00'' a pee.
Merinos de cores a 500 ris o covado.
Completo sortimento de sargelins a 2000 o
covado.
Renda bespanhola a 2* e metro.
Setins de todas as cores a 800 ello covado.
Tecidos arrendados de diversas cores a 400
ris.
Vanedadc immensa em toalhas felpudas, bran-
cas e de cores.
Cortinados de crochet e bordados por precos
sem competencia.
Batistas de coros a 120 ris o covado.
Cambraia Victoria e transparente a 3# a pega.
Completo sortimento em casemiras de cores e
pretas para roupas.
Crinolinas branca e preta a 400 ris o metro.
Renda oriental, novidade, 500 ris o covado.
Camisas brancas com collarinhos para homem.
cousa chic a 25000.
Tapetes, grande sortimento e barato.
Amor da China, fazenda de fantazia de listras
e quadros a 200 ris o covado.
Cortes de meias casemira a 2*, um.
Lmon bordado de quadros, o que ha de mais
novo a 800 ris o covado.
Alm do que acabamos de annunciar tem urna
vardade de mercadorias que s vend-se.
D8o-se amostras sem penhor.
55RA DUQUE DE CAXIAS 55
FERWMIES DE 1ZEVED U!.
(OHPIVUlt
i>i:h\ihhki\
DE
\avesaeo eostelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Maeei, Penedo e Aracaju
O vapor Mandahu
"Commandante Alcides
Segu no dia 16 do corrente a&
5 horas da tarde. Recebe car-4
i at o dia 15.
Pede-se ao Sr. M. T. A. S. que venha aca-
bar com o seu negocio, negocio serio, isto ha
um anno* tanto, era que se publicar-todo este
enygma.
Vende-se o antigo e bem afreguezado es-
tabelecimento de calcados nacionaes da ra do
Livramento n. U, o qual se torna recommenda-
do pela boa localidade em que est ; a tratar
no mesmo.
Quem tiver urna commoda usada para ven-
der, mande recado ra Vidal de Negreiros
numero 147.
isiiiiwa e modista franceza
Hdame Fanny Silva, tem o seu atener
de modas e costuras a ra do Barao da
Victoria n. 15, 1." andar, e confecciona
toda e qualquer toilette, com apurado gos-
to e elegancia, para casamentos, bailes, vi-
sitas, passeios, et., faz tambem mantele-
tes e capas sobre medidas.
Contina a ter um lindo sortimento de
novidades de Paris, vestidos de seda fei-
tos," e em cortes, de seda, gaze, velludo
broch e crpe de chine, foulards, surahs,
sedas e ottomanas pretas.
Escolhido sortimento em vidrilhos pre-
tos.
Chapeos, capotas e visitas
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poucos dias em segredo, sem reg-1
man nem tisanas, sem cncer neml
molestar os orgaos digestivos, pelas
_______e injeogo de
KAVA
DO DOUTOR FORNiER
Cada POuta tem gravado Km Xafvat,
hlou. ni. nuioclo. 4 n.
PA.RIB, as, flaca de la M*4atUu,
iMelhiOnBO, Pirii 18851
A o couimercio
0 abaixo assignado declara ao corpo commer-
cial desta praca que nesta data comprou ao Sr.
Manoel dos Santos Serralvo o seu estabelecimen-
to de molhados sito ra da Santa Cruz n. 36,
livre. e desembarazado de debito alj:un, seja
qual for a sua natureza, pelo que se alguem jul-
gar-se credor daquella firma queira apresentar
seus titulos no prazo de tres dias, a contar de
boje. Recife, 14 de Janeiro de 1889.
Joo Valente da Craz Sobrinho.
ATXINSON
PERFUMARA 9NGLEZA
'iamidi ba mar e nm ecnlo; ics j oatraspelo o perluce delicado e c^aiaitc*'
TRKK MKDAr-H.VS DB OKO
PARIZ 1878. CALCUTTA 1884
pela eztra-flna excelleocia cui^nrtdad,
I0LD rtrDAL BOQOrr
E8S. WDVJET I W-iOB VIOLET
TKETAL | GSYPR
ontroa omito pflrfu&ie* coDhecidcs p '.. sai
qaaJtdade e oa ,m k TMtim oc Lsnits ie at.wji
fnrompsraTeTpararelrwcaro^tiavi-ar a pD*
e peln inexcediveL escclhi Ja Perfusnes
para o lenc>. Artigo* noToaprj-srudocpel.!
Inventores zclnftr.-arernls.
bcsitri-H m Cus !^m VjMiaita f abrieutil
. be E. ATKINSON
34. Cid flond Street, Londres.
, Marcado FbricaUrna Rosa braca
sobra ama ** Ljts i? Ooro.
Quem seria
Na ra de S. Jorge, bontem (14) pelas 3 horas
da tarde, desappareceu um paletot frack, preto,
do 1- andar n. 131, que eslava estendido em
urna corda nos fundos desta casa : roga-se a
qualquer pessoa que o achar. venha restituido
casa cima indicada, que ser generosamente
recompensado.
1
B P9
A'
N. 61
t
Caixeiro
Encommendas, passagens e dinheiro f-
ate s 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pemrmbueana
n. 12
Mossor e Maco
Segu com brevidade para os portos cima o
hiate. nacional -Victoria : para o resto da carga,
tratase com o mestre a bordo, caes do I.ovo. ou
ra da Moeda n. 14.
Banco do Brasil
Pagase o 70- divileado 8 razfto de 8*000 por
accao, roa doConanercio n. 6, 1 andar, es-
crfptorio de Pereira Carneiro C.
Para o Rio de Janeiro
Segu com bre\! urea portugueza No-
ta Silencio. Para i n e com o eensi-
^rnatarios Rallar, Olivpi'a ''... na ra do '
no n. i, 1 andar.

i r,i. lo, deve ter luar o leilao de
bous carro>. cavallos o \ da eacboeira
do caes de ijapibaribe. en um ou muitos lotes,
avontadedos eompnnk!!
Leilao
de 5 fardos com cortes de saceos de estopa de
boa quaridade, 300 latas com manteiga ingteza,
caixas com agua de Seltz. ditas com cerveja at-
lemS, latas cota leite puro, mosilias, pianos, o-
fres, espeUics ovaes, jarros, candieiro, pecas de
esguiao, tta, merinos, casinetas e muitas ou-
tras mercadorias.
Precisa-se de um caixeiro de idade de 14 16
ann03 de idade, que di fiador i sua conducta e
tenha pratica de taverna ; na ra do Motocolom-
bo n. (So-A.
Hippodromo do Campo
Grande
Perdeu-se do ultimo dia de corrida urna pe
|uena puiseira de ouro, tendo sobre a chapa a
igura de um entinho a pessoa que a tiver
achado, querendo restituil-a. dirija-se ra do
Cabuga n. ni. loja, que ser gratificada.
Caixeiro
Prensa-se de um caixeiro que lealia pratica
enia, de 14 a 16 annos de idade. e que d
na conflucta : no largo do Pilar n. 21.
Barbe i ro
tiende-so a loja de barbeiro e eabelleireiro de
urna so porta, sito ra de Marcilio Das n. 88,
por preco muito commo'lo, o aioguel 8*000
meu.-al, a casa est afreguesda, liipa eprompta
para funecionar. o local importante e serve
para principiante : a tratar na mesma.
I.* pratiro Hanoel da Silva
Seve
Trigsimo dia
A associacao dos [raticos da barra e porto da
cidade do Recife manda rezar urna missa no dia
14 do corrente, s 7 horas da mauti. na igreja
do Pilar, por alma do4 pratico Manoel da Silva
Neves. trigsimo dia de seu passament, e para
cujo lim convida a msala associacao aos paren-
tes e amigos do mesmo finado para assistirem a
dita missa.
f
Protesto
Pudro Luiz da Silva e Rrasilina Candida Soa-
res, pais de Manoel Izidorio Luiz da Silva, j)ro-
testam contra o casamento do dito teu nlho,
visto<|ue o mesmo nao tem a idade da lei (ape-
nas 19 annos incompletos). Advertem os mes-
mos S. Exc. Revraa. que nao pOde dar lieenca
aos parochos das freguezias para o mesmo casa-
mento, sob um processo de responsabilidade.
Recife, 13 de Janeiro de 1889.
Pedro Luiz da Silva.
Brasilina Candida Soares.
Joaquim de Soasa Lima "
Francisco Guedes de Araujo, sua mullier, li-
llios e fcnros mandam celebrar missas na re-
a (t.i lorpo Santo, no dia Ifi do corrente, is 8
horas da raanlia, por alma de seu prezado genro
e cui- mo ilia de seu pasmmento cm
Portugal : oooTidando aos amigos do mesmo, a
assistirem a este acto de religiao u enridade,
pelo que llies licaro iiu|to gratos.
1 ; nniver.sari<
Joo Amonio Pereira da Silva
Antonio de Burgos l'once de Len e sua mu-
llier Maria Leopoldina l'once de Len couvidam
as pessoas de sua amizade para asstirem a
urna missa que mandam celebrar na matriz da
Boa-Vista, no dia 18 do corrente. s 8 horas da
manh, pela atina do seu prezado -ogro e pai,
Jos Antonio Pereira da Silva. aSH
MaaaajBKfJMlHpHHBHhvB
Jos Amonio Pereira ,,a Silva.
Leopoldina Ambrosina Pereira da Sil-
va, seus fihos e genros, mandum cele-
t
forar urna missa por alma do sen presado
esposo, pai e sogro, Jos Amonio
Pereira da silva, na capella do Ce-
miterio Palmeo, s 7 horas da manta do dia 18
do corrente, primeiro anniversario do seu pas-
samento, pelo que convidam seus parantes e a-
migos, antecipando os seus agradecimntcs e por
esae acto de reugiao e caridade.
VENDE
A Loja das Lisf ras Alies
RA DUQUE DE CAXIAS
TelephoacB. 911
D descont a quem comprar de 200609
para cuna e troca a fazenda Tendida a
por qualquer motivo nlo for.de
agrado para quem fr comprada e
pelos seguintes precos:
Mirlaos infestados, de todas as
a 460 rs.
Cortes de vestMM com figurn
em cartao a 65800
Cachemiras de quadros, padrSes
cores novas a 300 rs.
Ufo de quadrinhos a 160, 200 e MO.
Zefiros de quadros a 100 rs. e sssjsa
largos a 160, 180 e 200 rs.
Batlstes de cores segaras a 130 rs.
Ckltas escaras e claras a 160 e 200 rs.
Percales miudinhas claras, cores fi-
xas e finas a 200 e 240 rs.
EsgulSo pardo para vestidos e o-
pas de meninos a 240, 300 e 300 rs.
Cambra!as brancas a 2800 a peca.
Cortes'de cambraia branca bordada a
4000 e 40400.
Tecidos arrreaadsMloo faaeada da
urna s cor, rosa, azul, crcme e grenat S
400 e 500 rs.
Sedas lavradas cor de reme, rosa,
branca, e azul co a 1$300.
fitetlaa Maco de todas cores a 750,
800 e 900 rs.
Crinolina branca, chumbo, preta .
cor de caf a 400 rs.
Baldas a 240 rs. a dnzia e cobertas
a 440 rs.
Aspas de aro para vestidos a 100 rs.
o metro.
Bieo branco para enfeites de vesti-
dos a 700, 1*200, 1*500 e 2000 a paca.
Rendas bespanhola, de seda ou al-
go-lo de todas as cores.
Rendas e bicos para enfeites, lisos
ou matizados a 10800, 2JOOO e 20500.
Sargellan francez de todas as core
a 160; 200 e 220 rs.
Cortinados bordados e de crochet,
vende-se por qualquer preco desejado.
Colchas de fustao de todas as corea a
20000, 40000 e 60000.
Bruante com 4 larguras para lea-
cues a 800 e 10000.
Toalhas a 20400, 30 c 40000 a dur.
C-nardanapos melhor qoalidade a
10800 e 20000 a duzia.
Atoalhado infestado com lindos de-
senhos a 10000.
Oleados para mesa redonda ou de
jantar a 40000 cada panno.
Panno da Costa francez para toa-
lhas do mesa a 10000
Madapolo marcado Listra Azues,
tecidos americanos, sem gomma a 50000,
6000 e com um metro de largura a 60500
e 70500 a peca.
Algodo largo, para lences a 40800
a peca e mais estreitos a 30000, 30500 e
40000.
Enehovaes conpletos para baptiaados
a 50000, 90000, 120000 e150000.
Grlnaldas e veos de blond, ultima
moda, a 80000, 100000 e 150000.
Colchas de damasco com borlas de
seda, urna s cor a 280000.
Crochets para sof, cadeira e cama,
vende-se por todo o preco.
Lavas de seda, de cores ou pretas,
lizas, bordadas, ou arrendadas a 10500,
20000 e 20500.
Luvas fio de escossia, pretas c de c6-
res a 500, 800 e 10000.
Lencos brancos finos a 10500, 10600
e 20000 a duzia.
Lencos de seda muito grandes, cores
muito lindas a 10500.
Espartllhos de couraca a 30500,
40000 o 50000.
E muitas fazendas baratas que se d
por qualquer preco para liquidar.
ADVERTENCIA AOS HOSSOS FREGUEZES
Previnimos que as fazendas annuncia-
das s3o de boa qualidade e nao s?!'> divi-
didas de outra casa como alguem annun-
cia para engaar, vendendo fazendas or-
dinarias por boas, costume este, que esta
casa n3o tem; as Exmas. familias que de-
sejarem comprar suas fazendas mais bara-
tas devem dirigir-se primeiro a
LOJA DAS LISTSAS AZUES
Aviso
Aos Exms. Srs. paes de fa-
j milias
0 professor titulado Joao Feixeira Bastos, con-
tinua a leccionar nao s em casa de sua residen-
cia, como em casas particulares as materias, qne
constitnem a instrueco primara das 3 s 6
horas da tarde.
Curso especial: portuguez, franre.': geogra-
phia e historia das 4 s 6 da tarde.
Aula nocturna das 7 s 9 da noitc.
Mensalidade adiantada feita no acto da matri-
cula.
N. 7 ARuadoCaldereiroN. "A
A's maes de familias
Qt'EBEIS VOSSOS FTLHOS SEMPBE SADIOS ?
Administrae-lhes o xarope ou as
Pilulas Yermipurgalhas
DO DR. GAIsASAIVS
Oprimas preparacoes de raastruz
e rhuibarbo, para a expulsao completa, sem
dores nem incommodo, dos vermes
intestinos ou lombrigas
(das cbeancas e dos adultos)
SEIS ANNOS DE SUOOESSO!
Estas excellentes prep no ne-
cessitam de purgativos cor. ..xiliares,
visto serem purgativas por si mesmas.
As pessoas que tm vermes sentem c-
licas, tem constantemente diarrhas, indis-
po8icao, sensacao de corpos -ue se movem
nos intestinos, endurec ment do ventre, e
svezes, vmitos. Kan '.ntes,qaan-
do dormem. algumas e pessoas expellem
vermes com as fezes o. com a materias
do.; vmitos. As criancas apresentam as
pupillas dilatadas e inapetencia.
As pilulas levan impresso o nome do
DR. CALASANS e alo.cor de rosa.
1 caixa de pilulas 10900
1 vidro de varope 10200
AS PRINC1PAES DROGARAS B
PHARMACIAS



Sicupira
Compra-se pranchoes de sicupira
na ra do Alecrim n. 24.
ahitar


^tiu
Tiainbuco---ler^a-teira lo de Janeiro de locw
i
)
I

i
IMPORTANTE
REDUCCO DE PRECOS
21-
OLViRA.
(JA 110 CRESPII-21
CAMPOS & I tendo de receber I,
veniente un sortimento efe artigosnovos de alta novidade, resolveram
fazer urna grande redue^o nos presos dos artigos abaixo menciona-
dos, para os quaes chaniam a attenc/io das suas Exmas. fregnezas.
Linhos para vestido pdrSes modernos a 160 rs. o covado.

km
O Vigor
do
CabellG
-do
Dr. Ayer.
.arado Sob
Bases Scientiflcas
Physiologicaa,
para o
Toucador.
Cretones franceze, cores claras, a 260 rs. o dito.
Merinos de cores, duas larguras, a 500 js. o dito.
Ditos de cores, lavrados, de 20000 a 10000 o dito.
Las de cores, desenhos de cachemira, de 900 a 600 rs. o dito.
Merino de quadros de 320 rs. o dito.
Fustaa branco de 400 e 500 rs. o dito.
Mursolina branca para casacos u 500 rs. o dito
Zephir de cor, listas e quadros a 500 rs. o dito.
Ditos arrendados, lindos gostos, a 600 rs. o dito.
Ditos de listas arrendados, alta novidade, a 800 rs. o dito.
Etamincs arrendados, de cores, de 800 a 500 rs. o dito.
Flor de Italia em quadrinhos, a 500 rs. de 900 rs.
Mnrsolinas de cor, de listas, a 400 rs. o dito.
Cortes de cambraia bordados transparente e tapado, de 150000
e 200000 por 90000 e 120000 cada um.
Linio, padrees em quadros, a 440 rs. o covado.
Nanzukes padrSes mimosas, de 280 rs. o dito.
Percales miudinha se pannos nos, a 200 rs. o dito.
Merino preto fino, de 20000 a 10060 o covado.
Setim Maco de todas cores, a 900 rs. o dito.
Brim fino pardo para vestido, a 400 rs. o covado.
Cambraia Victoria transparente, fina, a 30000 a peca
Mantas hcxpanholas, de seda, prefito a 30000 urna.
Espartilhos, o que ha de melhor, de 40000, 50000, 60000 e
70000 um.'
Fich de cor arrendados, de 10000 um.
Gtpinhas hespanholas de cor a 20000 urna.
F chs de seda, muito lindos, a 30000 um.
Sf-gelim diagonal, todas as cores, a 240 rs. o covado.
Casacos de cambraia branca bordados, a 30000 e 40000 um.
Lavas de seda, todos os tamanhos, de 20000 a 30000 o par.
Lences de linho do Porto, a 40000 um.
Ditos grandes para cama franceza, a 60000 um.
Colchas de cor, de 20000 a 50000 urna.
Fichas, sortimento completo, de 20OOO a 60000 um.
Lencos de linho com barrinha a 20000 urna duzia.
Camisas francezas, de 240000 e 360000 a duzia.
M'3ias cruas para homeni, de 40000, 50000 e 60000 a duzia.
Ditas brancas cruas e de c>es para senhora.
Ditas brancas cruas e de cores para enanca.
Olambres de cretone, de 50000 e 60000 um.
Cortes de casemirade cor, de 80000 a 60000 um.
Cortes de fustao para collete, de 10000, 10500 e 20000 um.
C anisas inglezas de flanella, 13 pura, a 50000 .urna.
Alm de outros artigos que deixamos de mencionar.
0 Vigor do Cabello
Do Dr. Ayer.
I>To1e. com o brllho e frescura da Jnrentude, ao
cabello ki,,:i1Im> uii branco un rica er nata-
ral, caatanh.) 011 prato, como se deseja. Pelo aeo
nao, ao c;:tco claro ou rflxo pode dar-so urna cor
escura, e groasura ao cabello fino, eoiquaoto qua
fri<|ueiitcmoutcui-i.acalvc[c, poreranem aempre.
Impede a queda do cabello, eatlmalando o dbil t
aaWTOO a oreseor Tporosnmente. Heprlma o pro-
gresso e oum > rando quasi todas aa
doeosas peculiares do perlcrzaeo. Como Cosmti-
co pai aforuiorii- o i-uhdlo daa S.n horas o
Vigor nao tem rival; uo couUim aaelte ou tinta al-
gmna, lor.i o cabello suave, brilhante e 8ailo30 na
apparencia, o coram un lea-lie nm perfume delicado.
agrad. vrel e ix-rmansL te.
PBEi'AJUno pelo
DR. J. O. AYER k CA.,
Lowell, Mass., B. U. A.
A' renda oas prinelpaea pharmaeUs e JrogirUa
M Flll
DE
fniirrajf i hmm.
0 M4IS EXQUES1T0
hrimMjk Toucador.
Perfuma o Corpo e
Vivifica a Mente
NO BANHO.
Superior a Agua di Colo-
nia pela delicadeza de. seu
aroma e a durabilidade ds
seu. perfume
HO LEMQO.
FAZEMAS BARATIS
XTO 1T.
Aos quinto annistas
Convida-se os quinto annistas de direito de
nossa Faculdade a se reunirem na easa n. 2 do
caes do Apollo, segunda-feira 14 do corrente.
Caixeiro
Inglez
21-Ra do Crespo21
SE BAO LMOBTWJkM
FUNDIDO GERAL
ALLAN FATERSON & C.
N. 44Ra do BrumN. 44
JUNTO A ESTACO DOS BONDS
Tem para vender, por pre90s modicoe, as seguintes ferragens :
Tachas fundidas, batidas e caldeadas. -
Crivacos de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular. '
Gradeamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos.
Portas de fornalha.
Vapores de forca de 3, 5, e 6 cavallos.
Moendas de 10 a 40 poliegadas de panadura.
Rodas d'agua, eystema Leandro.
Encarregam-se de concertos, assentamento de machinismo e executam qual-
quer trabalho com perfeicao e presteza.
Professora
Urna senhora competentemente habilitada, com
Sratica de 11 annos de profissao, apresentando
versos attestados de bom methodo e comporta-
ment, olTerece-se para leccionar em casas par-
ticulares, na cidade ou em seus arrabaldes as se-
guintes materias : Portuguez, Francs, Italiano.
Geographia, Piano, trabalhos de agulha, etc.; a
tratar a roa Visconde de Goyanna n. 69 ou em
casa do-Regulador da Mannharoa largado
Rosario n. 9. ___
Mercearia Equidade
Ra de Hurtas o. 15
Grande variedade de vinhos engarrafados, por
commodo prego, e superior qualidade, recebidos
directamente, como sejam : vinho de Pasto, Col-
lares, Figueira, Verde, Palhete, Moscatel, Malva-
dia. e outro sem igual, especial para senhoras
Vende-se superior carne secca de porco, vinda
do sertao, vinho fino do Porto a retalio.
Em virtude de ter sido muito procurado e nao
podido satisfazer aos pedidos de todos, mandei
chamar um collega da Inglaterra (Mr. Dick) que
j se acha no caso de receber discpulos de n-
glez pratico.
/. Fanstone, roa do Progresso n. 2.
Mb J. Fanstomb, tendo de modificar a lista de
seus discpulos para o novo anno, pede s
Exmas. familias e senhores que tm-o honrado
no passado que communiquem-Ihe os seus dese-
j03 para que elle nao falte na attenco devida
aos Illms. Srs. seus discpulos.
Os Srs. doiftores desta praca que tenfiam co-
nhecimento de inglez e que queiram se aperfei-
coar na pratica, rijam-se a J. Fanstone, n. 2
roa do Progresso, ou na casa Evanglica n. 4,
roa estreita do Rosario.
Tambem para maior commodidade das pes-
soas empregadas no commercio tenho resolvido
abrir um curso nocturno de inglez pratico, o
qual funccionar no 1 andar da casa n. 4, roa
estreita do Rosario.
M". G"0hg r. NniD, nico professor america-
no da lingua ingleza, pode ser procurado nos
sabbados a roa Conde da Boa-Vista n. 28, sobra-
do defronte da estaco da t'oledade.
Precisa-6e de um caixeiro de 10 12 annos,
com pratica de molhados e que d fiador sua
conducta : a tratar na roa Conde da Boa-Vista
n. 87, prefere-se brasileiro
Carolos de alg-odo
Compra-se carocos de algodSo ensaccados, en-
tregues nos armazens, roa do Barao do Trium-
pho ns. 10, 12 e 14 ; ao preco de 380 ris por 18
Jos.
Ao commereio de Pernambnco
ue nunca receb dinheiro de pessoa
i
Declaro
alguma do Crato, para entregar no Recife e nem
tao pouco conheco essas figuras. Acobert*""
com outro nome e nao com o abaixo assignau
que s conhece no Crato o seu empregado.
. Ico, 4 de Dezembro de 1888.
Jos Guedes da Silva Rola.
Fabrica Tabira
Pereira Penna 4 C. partioipam ao respeitavel
corpo commercial desta prafa, que desde o dia
8 do corrente deixou de ser vendedor dos cigar-
ros de sua csaa o Sr. Manoel Vicente dos Santos
Taveira. ficando sem efleito qualquer transaeco
que o mesmo tenha feito e possa fazer.
Ao
commercio
Cozinheira
Precisa se de urna boa cozinheira que durma
em casa dos patr&es, para casa de pequea fe
milia, na roa do Conde
porto de ferro.
da Boa-Vista n. 24 F..
Os abaixo assignados participam ao corpo
commercial que compraram aos Srs. Joaquim 1-
ves & C. o estabelecunents de molhados sito
roa Mrquez do Herval n. 73, livre e desembara-
cado de todo e qualquer onus que possa appa-
recer. Recife, 11 de Janeiro de 1889.
Silva Azevedo 4 C.
GRAGEAS
OapaMSa, C*>
ihlM farro, l//ntM I
TenMHhiiUL, i'
FORTN
INJECQAO
MlMMtl
IS FORTN, forlo u primeina qa* oMvaraai MHHMlMl
(tf)| qiM opUnmm no* Hoaptaas. Omrar* ailttn
oa astatmagoi rnaJ
A IMJBOQsO FORTN i aampre recomnnodaii eoaw
i r^tmutmtmr i faVajr- M. % in.Ti V. m

PEREIRA MAGALHAES
Recebedores directos dos mercados da Europa
liquidam os seguintes artigos com descont de 14 [0 as
vfendas em grosso
Bramantes de algodao superiores, a 800 rs. o metro, 4 larguras,
dem d puro linho fazenda de 20200 para acabar a 1 Atoalhado alvo, duas larguras, a 700 r., 1100 e 1(J200 o dito.
Algodao alvo, nacional, para lences a 5(5500 a peca.
Madapolao americano, a 30600, 40000 e 60000, com 24 jardas.
Mariposas de cores a 220 rs. o covado.
Chitas claras e escuras, cores firmes, a 200 rs. o dito.
Batistes idem a 120 rs. o dito.
Zefiros de quadrinhos, a 80, 160 e 200 re. o dito.
Merinos lisos de urna largura a 200 rs. o dito,
dem de quadros modernos a 280 e 300 xs. <* dito.
Fichsde renda chics a 10000.
Colchas francesas de cores 20000 e 40000, runa.
Lences de bramante a 10800, para cama de casal.
Casimiras de cores para roupa de crianca a 10000 e 108CO, diagonal, duas
larguras.
Camisas inglezas e francezas a 260000 e 300000 a dusia.
Tapetes aveludados, grandes, a 140000 um.
Cortinados ricamente bordados a 50500 e 60000-
Pannos de cores para mesa a 10100 e 10300 o covado.
Cheviot preto e azul, a 30000 o dito.
Brins pardos e de cores a 280 re. o dito.
Veludilhos de cores e pretos a 900 re. o dito.
Rendas austracas para vestidos a 500 e 560 re. o dito.
Setins de todas as cores a 900 ra. o dte.
Setinetas Iwrradas 200 e 240 re. o dito.
Alpacas modernas, lavradas, a 240 re. o dito.
Meias cruas inglezas para homem a 20500 e 30000 a duzia
Ceroulas bordadas, de bramante, a 120000 e 160000 a dito.
Cortes de casemiras para calca a 40000 e 60000.
dem de meia casemira a 20000.
Toalhas grandes para rosto a 40000 a duzia.
dem felpudas para banho a 120000 a dita.
E muitos artigos que serao lembrados com a presenca de nossos leitores.
59Ra Duque de -Caxias^59
LOJA DE
PEREIRA & HA6ALHAES
AVISO
A abaixo assignada previne ao publico e ao
commercio desta cidade, que nao fecam traasac-
co de especie alguma com a parte do sobrado
n. 11 sito ra estreita do Rosario, pertencente
a Manoel Sodr da Cuuha Motta, e nem outro
qualquer negocio, sob pena de ser nulla toda
transaeco feitapelo dito senhor. Recife, 11
de Janeiro de 1889.
Laurinda Martina Rio.
Criada
Na roa da Umo n. 37, precisase de urna
criada para cuidar de duas enancas, de 5 e 3
annos de idade e que saiba engommar, prefere-se
idosa.
.___ _
Pao centeio
Mille & Bisel, avisam ao respeitavel publico,
que todas as tercas e sextas-feiras, tem este sa-
boroso pao ; roa larga do Rosario n. 40.
lu
FABRICA D LITROS DE ESCRIPTU-
RAgAO
Premiada as exposlcea de
MHHt e t5
Manoel J. de Miranda
Encadernacao e especialidades em cartoes de
visitas.
ol)-Rua Duque de Ca\ias-30
Telephonen. 194.
Criado
Precisa-se de um criado ; na roa de Paysandu
numero 19.
Chtorose.Anenua-Catharropulmonar, Bronchlteenronica,
rro (lu texlea, Phtlslca, Tosse conoulsa, Dyspai'Sia, Palt
aas Mitimaes, Catarros antigs s complicados, etc.
lonlavtid BnulD. f em +AMX7 n a pfa>> vitara *l-, -
Caulellas do Monte de Soccorro
Compra-se cautellas do Monte de Soccorro de
qualquer Joia, brilhaotes e relogios; paga-se
nem na Praga da Independencia n. 22, loja de
relojoeiro.
Collecio Americano
Abreni se as aulas segunda-feira, 14 do cor-
rente.
Para oDerby
Carlos Sinden recebeu grande sortimen
to de gravatas e camisas de cores proprias
para os amadores do Prado e est venden-
do por precos sem competencia.
Recebeu tambem collarinhos e punbos
de borracha de formatos no vos.
48BOA BARAO DA VICTORIA -18
Vinho de Collares especial e
da Madeira
Em decimos e caixa de duzia, tem para ven-
der Joaquim da ?>ilva Carneiro. largo do Corpo
Santn, 13, 1- andar.
Fabrica Tabjra
J^23 Attendite
Jos Samuel Botelho avisa ao respeitavel pu-
blico que ainda continua a fabricar houquets do
iiiais. afamado gosto, para casamento ou outro
qualquer acto, assim como capcllas mortuarias
de perpetua; a tratar na ra Nova n. 20, loja de
miudezas, ou na roa da Cadeia do Recife n. 43,
loja de selleiro.
Registro
t
Compra-se um registro n. 5 : na roa Duque
de Caxias n. 5o, loja.
Pereira Penna & i;., participam ao respei-
tavel corpo commercial desta praca que s5o os
nicos recebedores de suas contas commerciaes
e em suas faltas o Sr. Francisco Walfredo Silva
como tem procuraco dada por nos.
Recife, 11 de Janeiro de 1889.
Pereira Penna C.
0 COELHO
Novo estabelecimento de fa-
zendas finas e modas
otiRua da Imperalrizol
Recebem directamente da Europa o que ha de
mais novidade em tecidos de fantazia e fino gos-
to. Completo sortimento em fazendas de todas
as classes e precos sem competencia.
Telephone 489
Purgativo JulieiL
CONFSITC VEGETAL, LAXATIVO E BEFBIGERANTE
contra PRISAO DE VENTRF,
APPROVADO MU>. f'INTA CENTRAL DE HYG1EI- PL'BUCA DO BnfO.
Mi purgativo *xclmi*tme%te vegetal se aprsenla sob a Vina davel, que puia dto stavidade sem o m>noi- inconimodoi E' admirave'. contra ao affecfdos
o ttomago e de gaio, a ieUrieia, bilis, pituita, nausea e gazes. O seu elTetto rpido
beneUo na mueaqueea, quando a cabefa est peeeda, a bocea amaiya, lingua tuja,
falta o uppetit* a eomicU repugna, as inehafoes de ventse cansadas por inftamuaco
intestinal, pols nao Irrita os orgaos abdominaee. imtiai, as molestias de pule, usatre-e
nuvulsom da infancia. O Purgativo Julien resolveu o dilKcil t>rob!ema de purgar as
estancas que n&o acoeitam pn.rgulivo al^un, pni* o pedem cono m foase oaas oastilba
de chocolate sahida de confeitaria.
Deposito em Pars, S, Roa Vivinos, ivi \ lncipaei Pnamanas e Drogatia.
(JUNTO AO LOUVRE)
Zephir es de quadros, a 80 rs., o corad*.
Las escocezas, a 100rs., o dito.
Cambraia bordada, a 4000, a peca.
Sargelim diagonal, a 200 rs., o corado.
Baptistas finas, a 160 rs., o dito.
Percales claras, a 200 rs., o dito.
Setineta do JapSo, 240 ra., o dito.
Brim de cores a 320 rs., o dito.
Cachemiras de quadros, a 260 ra.. o dito
FustSo branco, a 360 e 400 rs., o dito.
Brim pardo, a 280 rs., o dito.
Meias para senhora, a 44500, a duzia.
Baleias para vestido, a 280 ra., a dusia.
Lenjos brancos, a lf$200 a duzia.
Collarinhos de linho, a 35500, a dita.
Ganga para cobertas, a 260 ra., o codado.
Sabonetes de glycerine, a 200 ra., um.
Regatas de cores, a 1)5200, urna.
Ceroulas de bramante, a 10200, urna.
Colchas de cores, a 2)J000, urna.
Cortes de Linn, a 7fJO00, um
Cortes de seda para collete.
Leqaes transparentes, a 2(J500, um.
Sahidas de baile, a 20000, urna.
Tapetes para sof, a 13)5000, um.
Espartilhos americanos a 5f$000, um.
Camisas inglezas, a 360000, a duzia.
Las de quadros, a 300 ra., o covado.
Agua Florida, a 10000, a garrafa.
Esguio pardo, a 360 e 400 ra., o covado.
Cortinados bordados, a 60000, o par.
Luvas de seda, a 20000 e 20500, o par.
Guarnic5es de crochet, a 70000, urna.
Bramante de algodao, a 800 ra., o metro.
Merinos de cores, a 800 ra., o covado.
Madapolao americano, a 60000, a peca.
Toalhas para banho, a 10500. urna.
Cambraia arrendada, a 400 ra., o covado
Lencos de barras, a 20000, a duzia.
Alpacas indianas, a 320 ra., o covado.
Cortes de setinetas, a 60000, um.
Setins de cores, a 800 e 900 o covado.
Colchas de damasco, a 7i>000, nma.
Panno da Costa, a 10000 e 10200, e co-
vado."
Cachemira de duas larguras, a 800 ra.,
dito.
Chambres, a 40500 e 50000, um.
Paletots de seda palha a 70500, um.
Renda hespanhola, a 30 500, o metro.
Gazes de cores, a 500 ra., o covado.
Pecas de esguiao de algodao, a 30500.
FustSo de c5r, a 800 ra., o covado.
Cobertas de ganga, a 30000 urna.
Brim pardo, a 300 re., o covado.
Linho de quadros, a 200 e 240 ra., o ao-
vado.
Paletots de alpaca, a 40000 um.
Cambraia Victoria, a 20900, a peca.
Cortes de casimira para costumes.
Lona para cama.
Algodao de duas larguras.
Guarda-ps* para homem, a 50000 e 60000.
Ditos para senioras, a 80000 e 100000.
Popelina Dranca de seda, a 800 e 10000,
o covado.
Linn de' cores, a 500 as., o covado.
Oleo Oriza, a 900 ra.
Entremeios e bordados.
Sabonete de alcatrSo, a 500 ra.
Toalhas para roBto, a 30500, a duzia.
Bicos de urna s cor, a 20000, a peca.
Bicos matisados, a 20500 e 30000, a pea*.
Paco tes de pos de arroz, a 500 ra.
Setim branco, a 800 re., o covado.
Leques de setim branco, a 60000.
Tnico oriental, a 900 re.
Suspensorios americanos, a 20500.
Cretones finos, a 320 re., o covado.
Fecbs grandes, a 30000 e 30500, um.
Metins de listas, a 390 re., o covado.
Brim de linho (c6r) a 800 re., o dito.
Costumes para banhos salgados.
Boiras para o mesmo nm.
2NT.A.
Ra 1. de Marco n. 20
CASA DE
AMARAL & C.

Professora
Urna senhora competentemente habilitada, pr#
pe-se a leccionar em collegios e casas paruen-
lares as seguintes materias: Portuguez, Pran-
cez, Msica e Piano; a tratar na ra Visconde
de Albuquerque n. 20.
.V
i riado
Precisa-sc de un rapaz at 18 annos : a tratar
na Travessa do orpo Santo n 27.
Ao commercio
Joaquim Alvos 4 C. passaram o seu estabele-
cimento delnolhados sito ra Marques do Her-
val n. 73 aos brs. Silva Azevedo C. livre de
toda a resp^nsbidade relativa ao mesmo e da
firma antecessora.
Recife, 11 de Janeiro de 1889.
FABRICA
DE" VIDROS
153 Ra d Aurora 133
Expoe venda em grosso
e a retalho os productos de
seu fabrico: sendo
Copos com esemp, ditos
com aza para cerveja, cli-
ces, globos, chamins, frascos
para botica etc. etc.
Presos, sem competencia
Cosinheira eetiado
Precisa-se ; na ra Velha u. 137 sendo o cria-
do menino ou rapat.
OleodeFigadodeBacalhau]
do ID" UCOUX
lodo-Ferruginoso da Quina a Casca de Laranja amarga
Este medicamento fcil de tomar, nao provoca nauseas,
e de cheiro agradavel. Pela sua composicao, possue todas as
qualiades que Ihe permittem combater :
a ANEMIA, a CHLOROSE, as AFFECCES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS, a TYSICA
a D1ATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc. >
Em vista do seu omprego fcil, da sua accao multplice e
segura, da economa para os doentes, os mdicos receitam-n'o
de preferencia qualquer outro medicamento similar.
DEPOSITO OTIR Sfc s
PARS, 209, ra Saint-Oenis, 209, PARS
VKWeaVSC M TODS AS PRINCIPIE.- PHAIUUCIas DO UHIVEaVO
DESCONFIAR DAS F A l_ S I F I C A C O E S E IMITACOE8
^
Gotta, Rheumatismo, Dores
Soluqo do Doutr Clin
Ltursido d Ficuldadi dt Medicina de Pars. Premio Hontyon.

A Verdadeira Solucio CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
' As Affeccoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rhenmaiismo gotteso,
s Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessarlo calmar os
sofTrirnentos occasionad',s por estar Molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismc
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itS3 Vr,3 explicacio detalhada acompanha cada frasco.
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FRAN M. da SI UVA C\
cosa dos Droguistas e Pharmaeeutieos.
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DE
SNDALO CITRINs
Praatnala niguMm matrn Wlaaa oarm a
MOIjOBT^AS seobbt
t une at lameuu Cmsmtas fmvri-mmmmne t -cmsn*i Orna calss -nni lat,ic -:itp'.aii par a twaa)c-ii% pn>r. ;as-i>>aav
aj a- *. ni mvEooL. mrA.it*. i.bhciikh Malaaanpa|MaaVMfa
ian'r aW a* kvrrkaj.a
cikh a tramm, m lo-
i
rnt-
Estudante fgido
No dia do vigente fUgio da Repblica n. M,
ra do Pires, o estudante que no mei passada
deixou de ser calouro, Artbur Coeibo : quem t
eneontrar queira dei\al-o na mesma Repblica,
que tera 80 rs. de gratieaco.




de Perna^lbllco---Ter^a-ft,
tic
a
Janei looa
c
A rus (lo i
L.
P
barato
, armazem.
4 loja.
Vi andar.
^ruu do Commc '-* andar.
^^B6ilva Guimarues V C.
A luga
-se
^^^tar da a 81 (junto
e-'acSo da e; Olind),
gra:i les conimodos para familia : i traiaf no es-
^^Ktj dr Sebastian de barro? KaireBB
do I! .11 Jess n. 16, i. andar.

Alug-
a-se
a Casa terrea da ra da Conquista n. 9. com
commodos c agua oaualisada ; a tratar no
1 dio Novo padaria.
AVISO
Au lo corrente. de casa de
nome Antonio, idade de
oito annos. tein un: belide 10 olho esquerdo,
saliio em companhia de sua mSi, na
em que o pai nao eslava em casa ; pede-se as
auto: liciaes para o appreliender e levar
em casa de seu pai. no Brejo Beberibe.
Florencio Ribeire antos.
Cha prelo superior
Carlos Sinden avisa seus amigos o fre-
gnezes em geral que recebeu pelo ultimo
vapor cha preto aovo e superior que ven-
de por precos mais resumidos em vista
da continuacao ii cambio lavoravel.
Convem que experimntela.
48 RUADO BAAO DA VICTORIA 48
Ama
Frecisa-sc de una ama para casa de pequea
HHillia ; na ra de Peysanau n. 19.
Ama
! isa-Be de urna cosmheira : na ra Duuue
de Caxias n. 4i, loja de fazendas.
Ama
! < isa-sc de urna amr para comprar c cosi-
nliar para casa de pouca familia : a ra da Pe-
ona n. U, 2 andar.
Ama
Na rus Forinosa n. 8, precisa-se de urna
(iubeira e engommadeira, e que durma
co
sasa.
boa
em
Ama
Precisa-sede urna ama para cozinhar para casa
de Familia; a tratar na ra dos Guararapes n. 88
i Ama
Precisa-se de urna ama para engommar em
casa de pouca familia ; a tratar na ra Duque
di Carias n. 48, loja.
Ama
Precisa-se de urna ama de mcia idade para
cosinha e mais servico, para urna pessoa :
na ra da Conceico n. 38.
Ama
Precisa-sc de urna ama para cosinhar para
casa de familia : a tratar na ra dos Guararapes
n. 88.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na ra
Vidal deNegreiros n. 147.
Ama
Precisase 'de orna ama para todo sen ico,
para casa de pequea familia : na ra Direita
n.'.:(. 2- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar. para
casa de familia de tres pessoas ; na ra Velha
numero 69.
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na ra
da Madre de Deas i.o, 2- andar.
Precisa-se de urna ama ; a tratar na ra de
Santo Amaro n. 6, 1 andar.
Amas
Na ra da Palma n. 40, precisa-se de duas
amas, urna para cosinha e outra para araamen-
tar urna enanca.
Amas
Pivcisa-se de duas amas pasa casa de peque-
a familia, seudo urna para cosinha e outros
servicos domsticos, e de outra para lavar e en-
gommar : na ra do Imperador n. 40.
Amas
Na ra Formosa n. 8, precisarse, de urna
boa cosinheira e engommadeira, que durma em
casa. ___________
FOLHETIM
POR
JULIO MARI
TERCElRAPARTE
HONRA POR HONRA
(Continuacao do n. 10)
n
Havia ni andar superior duas ou tres
portas abortas, e no interior dos quartos,
prussianos que conversavam, riam e fuma-
vam.
Como urna nica porta achava-se fe-
cha la nao foi difficil ao agente adivinhar
qual devia ser a do quarto de dormir de
Maria.
Batcu devagarinho.
N5o responderam.
Ella est dormindo, talvez, mnrmu-
rou elle.
E sacando o relogio do bolso:
Entretanto, sao apenas seis horas...
Ella est entilo doente...
Bateu cora mais forca. Desta vez ou-
rio um passo pesado que approximava-se,
fazendo ranger o assoalho.
Appareceu Mara Doriat, mais acabru-
nhada, mais fatigada talvez do que quan-
do vira-a no cemiterio.
Os seus olhos vermclhos. anda hmi-
do, indicavam que ella acabava de cho-
rar e qe Courlande interrompia as suas
lagrimas. -jai''
Acluvndo-sc em presehea de um eslra-
abo, tal era a sua sbrexcitacSo nervosa,
nao pode reter um gesto de susto.
Quem o genhor ? O que deeeja ?
uem sou eu? Pouco lhe importa
ia voz que me nao conhecc. De-
bi.< ->abel-o-ha daqui ha pouco. O que
desojo, minha pobre senhora?... o
todo o bem...
BJla encolheu es hombros eom desanimo.
NSo tesho mais amigos... os des
giayaJodnao os tom.
Engana-se, conheco homens que, tan-
-
VENDAS
Vndese uir.a mesa com duas gavetas,
torneada, uns livros de reza, romances e estu-
dos, tambera vende-se um tnico para segurar,
nascer o cabello, e evitar dr de caneca ; na ra
Mrquez do Henal, loja n. 23, se dir quem
rende. Assim como urna senhora habilitada se
offerece para ensinar em- casas particulares.
Portuguez, Francez, Italiano e trabalhos de
Vende-se a bem localisada taverna da ra
Visconde de Goyanna n. 62 : a tratar na mcsina.
Vende-se um cavallo de sella, de baixo a
nieio, vindo ha pouco do serto, e urna burra
para todo servico : a tratar na Nova Descoberta,
cocheira de Manoel Joaquim, ou no Paco da l a-
tria n. 5. .
Vende se um eslabelecimcnto de motilados
com proporces para grande negocio ; na praca
Conde d Eu n. 18.
Vende-se urna parte no engenho Destrro,
freguezia de Iguarass, faz-se todo negocio, e a
renda de muitos annos; a tratar na ra da San-
ta Cruz n. 8.
Taverna
Vende-se a taverna sita ra da Santa Cruz
n. 36. pelo dono precisar de retirar-se para ora
a tratar de sua sade ; a tratar na rnesma.
0 RAZAR DO RECIFE
Esta bem conhecida loja de miudezas e
artigos de modas recebeu da Europa bo-
nito sortimento de artigos para a festa,
saber:
Bonecas vestidas moda de Pars.
Diversos brinquedos para criancas,
Lindos leques do phantasia.
Costureiras com msica.
Caixinhas de setim com perfumes.
Elegantes estojo para toilette.
Primorosos cartoes de felicitacSes.
Porta-relogios para toiltte.
Caixinhas para joias.
Estjos para escripturajao de senhoras*
Perfumaras dos memores fabricantes.
Um variado sortimento de miudezas.
O BAZAR DO RECD7E
11BCA DO MRQUEZ DE OLINDA-11
Domingos M. Martin*
A*
i o mvarai
da 1888
i, '*.* ViV/.ilHU ka de. por
ku> duvida, cosdusir "a Paria umarullwk
us-iiaJv -j ii'Hao patricios.
Ora, tnafc d'eutre ella, Mdnsi4^*
ffic e^jileiirtores da grande capital,
-i.'fi-rj.1 ubi eumpra !- uiua d'aquoUaa mravIUoaaa
iwiiliiai -i].u*tj do os chamar to aova
i ci.j:! i -Je ja desirnar i esoolha
i' sau |n>a,\\i mu linda casa an-
noM-ita pcr'.oncente ao 8Br Lanrant
T; '"""'', o aninotits oolleceioanador beas
oofiiMCioo uo niuodo mtdiro.
>.u Dropr^dadn aeha-aa sitaada aas
MboUIt, Avenida da MadrM, 1,
i:'.-,./ A-, IVj.iyaa da Bolonha, a aompoav
d ubi fiirmoso (inI lia, aatiifsi,
upluiidiiio jardim da uiverao, astefa da
juai.joiraa. ribeira i'ijl-ia, ata.
Ainda aocontra^a i^ila a grate *
sa.-oero do Toicple a onda et-nl
liis XVI ia imtM-H ditrante a ana oaa-
Ti-lade. T.tto r.-.oumaonto blttortco SearA
savrl.i a propriedade do felis vimprador.
K.ii.-ir aa ura u iufgrmacSas a
vi' Bt ..^i ..*S.ruaat.Hcnoc. sis Pao
AO TORRADOR
Lima Coutinho & C
43RA DUQUE DE CAXIAS43
Defronic da Praelnha da In-
dependencia
Este-novo estabelecimento intitulado
AO TORRADOR vendo sem competen-
cia, como as Exmas. familias poderSo
anysar pelo seus prejos.
Lanzinlia8 de quadros a 60 re. o covado.
Ditas de ditos a 200, 240 e 280 r
Mi quadros, bonitos padrees a
300 re.
Ditos lios enfestados a 480 rs.
Baptista e nanzuch finos a 140 e 240rs.
Mariposa branca e de cores a 240 rs.
Chitas finas cores fixas a 200 a 240 rs.
Ditas forlaidine a 240 rs.
Carabraia branca bordada a 4)5500 e
4^600 a peca.
Dita Victoria, fina, a 20800 e 3d500 a
peca.
Seda de JapSo, lindssimos padrees a
200 rs. o covado.
Dita da Persia, lindos padrSes, a 180
re. o covado.
Sargelins de todos as cores a 160, 200
e 240 rs.
Setinetas lisas, largas, a 360.e 400 rs.
Merinos pretos finos a 800, 10000,10200
e 10500.
Colchas para cama a 10800, 20000 e
?8opo-
Cortes de casemira de cor a 20aOO e
30000.
Casemira preta, duas larguras, a 1A800
20 e 20200.
Madapolao superior com 20 varas a 40,
50000 e 50500 a peca.
Dito americano, superior, a 70200 a
peca.
Brabante de algodSo para lences a
700 e 10000 o metro.
Dito de linho superior, com 10 palmos
de lagura a 10600, o metro.
Guardanapos de linho e algqdao a.20 a
duzia.
Toalhas felpudas a 30 e 40500 a duzia.
Atoalhados para mesa, lindissimos pa-
d/5es, a 10200 e 10800 o metro.
Dito trabado, alvo, a 10000 o metro.
Lencos brancos com barra de cor a 10200
a duzia.
Ditos superiores, de linho e algodao, a
20200 a duzia.
Enxovacs para baptisados, completos, por
todos os precos. .
Entremeios e babados bordados por todo
preco.
j^Bicos de todas as cores para enfeite de
vestidos.
Baleias cobertas e descobertas.
Arcos cobertos para nnqmha.
Camilas brancas para homens e meni-
nos.
Ditas de meia para homens e senhoras.
Tapetes de todos os tamanhos.
Manda-se fazer roupa por medida da-
se amostras de todas as fazendas.
Lima Coutinho & C.
Terreno barato
Vende-se barato, ou permuta-sc por urna casa
na freguezia da Boa-Vista ou da Graca, de va-
lor correspondente, um grande terreno na ra
Imperial, defronte da casa n. 320 (centro), com
335 palmos de frente e fundo para a estrada de
ferro de S. Francisco, cujos limites atravessa;
proprio para edilicacSo e com capacidade para
bons viveiros.
No Caf Ruy. ra do Barflo da Victoria n. 56,
se indicar as prelendentes a pessoa com quem
se trata.
to por piedade como por profissao, sSo ami-
gos dos infelizes.
E quem sao esses homens ? pergun-
tou ella, sempre incrdula.
S&o os agentes de polica.
Ella estremeceu c o seu olhar, que des-
denhava-se, ergueu-sc sobre o honesto
Courlande.
O senhor agente de polica ?
Sou.
Vena por causa do meu marido...
anda... sempre...
Ainda, sempre... Mas venho tain-
bem ao mesmo tempo que trazer-lhe algu-
ma esperanca e alguma consolacao, dar-
lhe noticias de Doriat. .
Estove com elle ? Por que nao me
d8se logo ?!
NSo coramodo fallar assim no li-
miar de urna pora... NSo que tenha me-
do dos allemaes todava, o que tenho a
dizer nao interessa senao-a mim e se-
nhora. ..
Entre entilo, senhor... Entre... E
diga-me, oh me diga j!... Ha muito
tempo que vio meu marido?
Ha uns quinze dias.
Como ia elle ? Como supportava o
seu captiveiro?
NSo posso dizor-lhe, nao verdade ?
que elle est satisteito com a sua sorte e
que se resigna !...
Resignar-se seria proprio de um co-
varde e de um culpado... E elle inno-
cente, senhor, innocente.
Sempre desconfiei disso.. masjnes-
mo que nao tvesse provas, bastar-me-hia
vel-a para ter certeza.
Provas, disse o- senhor ?.....pro-
vas !... _
Nao se assuste... O que vou dizer-
lhe vai parccer-lhe urna enormidade, e no
emtaato verdade pura; nem sempre
bastam as provas para condemnar...
* Ora essa !
E nos estamos justamente nesse caso
singular. Temos a certeza de que outro
que n2o Doriat matn Bourreille, e esta-
mos de mitos atrdas...
Certeza... Oh supplico-lhe, falle,
falle.
-Mas o que posso eu accrescentar ?
Sabe do nome do miscravel ?
Sei!
Mara Doriat, quasi louca de sorpreza,
de esperanca, de alegra, apertava as
suas as duas rallos de Courlande; cobri-as
de beijos...
Oh! senhor, senhor, esse nome...
ese nome... '
Ter coragc-ni jg guardar segredo ?
Juro-lhe.
Courlande menuotTa cabera. Nlo esto-
va tranquillo.
Grande liqii
I;
Vaccas de leife
Vende-se duas vaccas de leitc : a tratar na
Tamarineira, sitio defronte do f zylo de Alie-
ados.
Vende-se
urna casa terrea no bairro da Boa Vista, em bom
local; a tratar no Pateo do Carmo n. 3, botica.
Mara achava-se tSo febril! Pareca to
sobreexcitada Quem sabe a quanto po-
deria impellil-a a loucura de sua alegra ?
Hesitava em dizer-lhe o que ella lhe
pedia.
Oh! senhor, disse ella, e o meu di-
reito, o meu direito... O que receia ?
urna indiscriySo ? Ah pode ter confianca
em mim... Trata-se de meu marido, de
sua vida, da sua honra... Nao direi na-
da... Tenha confianca. NSo sou a mais
interessada em que seja guardado esse
segredo ? Receia que eu nSo comprehen-
da que a divulgacjto desse segredo poria o
assassino de sobre-viso ?... Trata-se de
meu marido, repito-lhe. Pode exigir tu-
do de mim.
Pois bem... disse o Caipora, o as-
sassino ...
Ella nciinou-se com os olhos brilhantes,
vidos de ouvir. O seu coracao nao ba-
ta mais. A sua respiracao achava-se pa-
rada.
E' um dos irm&os Montmayeur... .
Ella soltou um grito surdo e recuou,
como que ferida por m3o invisivel.
Qual delles ? Jorge, nlo ? NSo po-
de ser seno Jorge, o doente ?...
E accrescentou mentalmente:
Se fosse o outro, seria por demais
horrivel!
Mas Courlande, meneando a cabera:
Nao... Jo&o! Joto, elle! Ah
Deus ah Deus !
O agente de polica pareca sorpren-
dido.
Por que Mara Doriat fazia essa diffe-
renca entre os dous irmaos?
Por que prefera ella o nome de Jorge ?
Por que.ouvira com horror o nome de
Jlo?
Porguntou-lhe. Ella respendeu em voz
baixa.
NSo sabe entfto ? Ninguem contou-
lhe?
O que ?
Meu Deus, mou Deus !...
Houve um silencio prolongado.
De repente, o Caipora, accommettido
por sbita idea:
Como se d que seja eu o primeiro
a dizer-lho o nome do assassino ?
Oh! quem havia de dizer-m'o ? Quem
alm do senhor, conhece-o?
Oh! divercas pessoas, entre as quaes
alguns magistrados. Mas na na propria
familia.. .
Na minha familia, dizia ella, apate-
tada... sem comprehender... Em pri-
meiro lugar, nao tenho mais familia-
meu marido est preso... meus dous fi-
lhos estSo morios... os prussianos assas-
sinaram-ra'os... Estou s... Nao tenho
mais familia...
1A Ra do nitrito
AZEVEDO llli'li TC.
Resolveram vender mais barato para di-
minuir o seu grande deposito,para assim
poder dar bataneo.
A saber :
Rindas de cores, conpriraento de saia
a 10000 c 10500.
Sargelim de todas a cores a 200 rs. o
covado.
Baleias com forro^ 400Jfc duzia.
dem sem forro a 240 ^^a dita.
Bramajite de linho, com 10 palmos, a
1)400 elfeoO.
Extracto Rita Sangal a 20200.
Ficfis do la o seda a0 e 14500.
Capellas com veo borjado a 60000 e
70000.
Merinos de cores a 400 re.
Zefiros, largos, a 160 e 20airs.
Cretones com ferraduras a 240 re.
Madapolao (o verdadeiro Boa-Vista) a
60000, Rom 20 varas.
Toalhas para banho a 10 e 10500
Colchas do crochet, finas, a 50000.
dem com flores a 80000.
Toalhas felpudas para rosto a 30000 a
duzia.
Bramante trancado, 4 larguras, a 800 e
10000.
Madapolao com 1 metro de largura a
70000. .
MadapolSo Globo a 70000.
Dito camisero legitimo a 70000
FustSo branco a 360 e 400 re.
Setim brancrjtfe de todas as cores a 800
e 900 re.
Tapetes grandes para sof, a 130000.
Espartilhos couraca a 40 c 40500.
Cortes de cambraia com carocinhos a
40000.
Brins de linho de cores fixas a 600 rs.
Crinoline branca e preta a 400 rs. o
metro.
Rico sortimento de leques de penna de
80000 e 100000.
Guardanapos de linho a 20 e 20500.
Panno de crochet para cadeiras a 800
reis.
Ditos grandes para sof a 20500.
Cambraia Victoria e transparente a
30000.
Merino preto, fino, a 800 e 10000
Camisas francezas, finas, a 330000 a
duzia.
Nanzuc de cores finas a 240 rs. o co-
vado .
Capas de cachemira preta.
Renda hespanhola a 10000 e 10500.
Cretone com duas larguras a 400 rs.
Batistes finas a 140 re.
IJt de quadros a 280 re.
Cortinados bordados a 50500.
Ditos de crochet a 100000.
Camisas de flanclla com collarinhos e
sem ellos.
Palitots de palha de seda, todas as co-
res.
Luvas' de seda-
Fazendas de phantasia e abertas.
Cachemiras eom listras e quadros a
500 re.
Cortes de casimira a 40000.
Etamine preto.
Cortes de cambraia aberta a 50000 a
peca.
Cortes bordados brancos e de cores.
Seda palha crua com flores a 800 rs.
N. B.As fazendas compradas na nos-
sa casa n3o sendo do gosto do freguez, se
trocam por outras de mais gosto.
Telephone n. 200
Barato
St) na loja das I
shia mm m w-jss
Cimento
Vendem Fonseca Irmaos, no largo da Alfan-
dega.
Teni urna filha adoptiva, segundo
disseram-me ?...
NSo me falle nclla. .. nao quero, ex-
claraou Mara desvarada... urna des-
granada Amaldicoei-a... ella nao existe
mais para mim..-.
Ao contrario, fallemos uella...
NSo, n8o, cale-se !..'. Pronunciar o
seu nome aqu blasphemar... depos da
ruvelacao qne acaba de fazer-me...
Eu que nao eomprehendo nada do
que me est dizendo, redargio o agente
inquieto.
Luciana. n3o a ella que allude? ,
E'.
Luciana amante... Oh meu
Deus!... como podem os meus labios pro-
nunciar semelhantes palavras ?
Amante ? disse Courlande, franzin-
do as sobrancelhas.
De Montmayeur... est ouvindo?!...
De Joao de Montmayeur, do hornera a
quem o senhor aecusa de haver assassina-
do Bourreille... amante do homem cujo
crime o pai de Luciana est expiando!...
E' terrivel, nSo verdade? O senhor n3o
podia pensar nisso, nao ? Nao podia
pensar em tal!... E ella sabe que Mont-
mayeur o assassino ? O senhor tem cer-
teza disso ?
Tenho. Ella sabe.
Pois bem, na sua carreira encontrou
j alguma situajao mais atroz, mais odio-
sa ?... Ah maldita maldita !
Courlande reflectia:
T3o atroz, tao odiosa, disse'elle, que
eu nao acredito.
Desgracadamente assim N8o se-
ria eu a ultima a acreditar na deshonesti-
dade de minha filha ?... E no emtanto
perd toda a esperance, perd toda a con-
fianca ... Quem poderia ser mais confiante
do que eu?
Nao conhecia, antes do assassinato
de Bourreille, as relceles de Luciana com
aquelle homem?
NSo. Afinal, nao existiam taej re-
lao"es.
Est certa disto?
Estou. Quantas veze3 nao interro-
guei-me depois? Quantas vezes nao refiz
commigo mesma a historia destes lti-
mos annos ? Luciana nSo conhecia Mont-
mayeur.
O conhecimento data entSo do cri-
me ?
E' verdade.
E' bem extraordinario. iReflicta um
pouco.
Mas se esta a verdade! disse ella
compungida.
Parece-me que a senhora acredi-
tou muito depressa na perversidade de
i00:
Telephone a. USO
proprietario deste mui acreditado estabeleci-
mento previne a todas as Exmas. familias
e freguezes "in geral, que as muitas pe-
chinchasqu ooiiuina azer, naostogiais
divididas coia sua ex-easa das LISTRAS
AZl'E.S: portunlo, qih'in quizer comprar per
menos quecm ouira qualquer parte dirja-
se LOJA DAS ESTRELLAS, onde encen-
trara um completo e rariadissimo sorti-
mento de fazendas que se vendem por pre-
sos que nao llie podem fazer competencia
Atoalhado para mesa, de 1;)800 a 1)>000. | Dito de c6res a 10 e 10300. *
Bramante 4e quatro larguras a 660 e
759 re. o metro e de linho com 10 pal-
mos de largura a 10600.
Brim de cores para ronpa de criancas a
280 e.320 rs.
Colchas de crochet de 100 por 50000.
Cortinados bordados a 50 e 60000.
Cortes de cambraia, bordados, brancos
e de cores a 40 e 40oOO.
Cortes de vestidos, em cartSo, a 70000.
Cretones, cores claras e escuras, a 160,
200 e 240 rs. o covado.
Cambraia branca, transparente -fijgVic-
m m cus
Ra Duque de Caxias n. 103
Vende-sc bordados de cambraia tapada
de 2 lj2 c 4 me ia chave de lar-
gura uito fino, de
nttalquer largura a 15400, e de fustao, de
10800 a peca.
toria, a 20800 a peca.
Camisas inglezas para homens a 280000
a duzia.
Collarinhos, punhos e aberturas de cel-
luloid, um completo, por 20500.
Capas de vidrilhos e tecidos arrendados
a 100, 150 e 200000.
Casacos Jersey a 20500, 30, 40 e 50.
Damass de seda com lindas cores cla-
ras a 10200.
Esteiras brancas e de cores para forro
de sala a 10100 a jarda.
EsguiSo de linho, pardo, a240e 320 rs.
Enxovaes para baptisado a 50600.
Espartilhos couraga a 30 e 30500.
Fichus a 500, 10 e 10200.
FustiJo branco a 240 re.
Grinaldas com finissimos veos de Blond
a 70000.
GuarnifSes de crochet para sof, a 50500.
Gorgorito preto de seda a .10800.
Guardanapos de linho de 30500 por 20
a duzia.
Leques de fantasia a 400 rs.
Lencos para meninos, a 320 rs. a duzia.
Luvas de seda para senhoras a 10000,
15500, 20 e 20500.
Las e cachemiras de quadros a 160 rs.
Madapolao pelle de ovo, muito fino, a
60000 e americano, com um metro de lar-
gura, de preo de 120 por 70000.
Dito de 80 por 50000.
Merino preto com duas larguras a 560
e 700 re.
Ditc de todas* as cores a 500 rs.
Ditos de quadros, lindissimas cores a
240 rs.
Rendas hespaaholas a 10600, 10800,
20500 e 30000.
Setim Maco, preto e de cores a 750 e
800 rs.
Dito de quadros, ultima novidade, a 10.
Sargelim de todas as cores de 160 a
200 re.
Toalhas alcochoados e felpudas a 20500
e 30000 a duzia.
Ditas para banho a 800 e 10200.
Tecidos arrendados, ultima novidade, a
200 e 240 re.
Zefiros de todas as cores a 80 rs.
Assim como muitas fazendas que seria
enfadonho mencionar, e que vendemos por
Knxvaes para baptisados a 80, 100 e
Lindos r-nfeites para rjEhteados a 100,
;00 e 500 rs. um. .
Lindos granpos para Jcgurar chapeos.
Renda hespanhola a 20500 o covado.
Pulseiras americanas par* 30, 40, 5d,
""e80000 o par.
GuarflgSes americanas a 30000.
Lindos espartilhos a 40, 5 c 60000.
Porta.dedaes de vidro, ebjetto para pre-
sente a 10000.
Broches de fantasia de. 500 a 10000.
dem americanos de 20 a 30000.
Lencos de seda de, 500 re. a 10500.
Lublaque a 200 rs. p par.
Guarnisfcs de crocutt; sendo um par
sofil e 4 para cadeiras por 6$000.
Finas capellas de pellica, panno e cor,
com finos veos.
Flores artifieiaes a 10000 o ramo.
Anneis americanos a 20000. <
Plisss de 400 a 10OdO o metro.
Luvas de seda arrendadas e bordados
a 20 20500 o par.
Bicos brancos de linho e de cores a 20,
20500 e 30000 a peca.
Contas de cor par enfeitar vestidos a
700 rs., e pretas a 600 rs. o masso.
menos
parte.
20 |0 do que em qualquer outra
Vende-se
urna parte da propriedade Caraba Torta, na
comarca de Nzeretli; os senhores pretendentes
podem dirigir-se ra Bareo da Victoria n. 38,
onde adiara com quem tratar.
dia julga-a cul-
E s diantc da
sua filha. N3o tinha nada a exprobar-
lhe ?
Nada. Ella era modesta e ajuizada,
amante e terna.
Nunca notou-lhe alguma cousa que
nodessef indicar-lhe que dia viria em que
ella abandonara todo o pudor, toda a ver-
gonha? -
Nunca!
E da noite para
pada ? ,
Ella confessou!.
sua confisso acreditei.
Pois bem, eu, no seu lugar, apezar
da sua confisso, nao acreditara...
O Caipora animava-se ; os olhos bri-
lhavam-lhe. N8n poda estar, quieto no
lugar.
Farejava naquillo urna historia que n3o
parecia-se com a de todo o mundo; um
crime que nao era o de qualquer patife
vulgar ; urna intriga em que a sua ima-
ginac3o ia mover-se vontade j circums-
tancias dramticas dignas da sua interven-
gao.
Farejava, emfim, o negocio ideal, o cri-
me dos seus sonhos, e em um segundo
evocou todo o futuro de calma e de tran-
quilla felicidade que forjava-se incessante-
mente no seu espirito, aquelle futuro que
elle passaria em algura canto do campo,
no meio das grandes arvores^ copadas e
perto de um bello rio de aguas lmpidas e
turbulentas, correndo sobre um leito de
area.
E murmurou:
Sim, sim, isso. Finalmente, ga-
nhal-o-hei bem.
Havia dito isto em voz alta, e Mara Do-
riat sorprendida:
O que ganhar o senhor ?
Chamado realidade por esta simples
pergnnta, elle continuou na serie de in-
formacSes que pedia pobre mulher.
NSo, em seu lugar eu sera mais in-
crdulo. Deve ter havido muitas aceas
dolorosas entre a senhora e essa moca...
Dolorosas, sim... e" das quaes eu
sahia alquebrada. .
E ella nSo se defenda?...
Nao.
O que ? Nada ? Nem una palavra ?
NSo, repito-lhe, a sua infamia fa-
za-a curvar a cabeca. Oque poderia ella
dizer em sua defeza ?... Um dia entre-
tantolembro-me agora, eco senhor quem
desperta essa recorda"5ao no meu espi-
rito...
Um dia?...
Ella disse-nos, a meus filhos e a
mim: t Nao me insultem, nao me amaldi-
cem... mais tarde talvez tenham que
arrepender-se!
rs.,
Missangas de todas as cores.
Lindos leques branaos para noiva.
Collarinhos e punhos de borraeha.
Colchas de crochet para casamento urna
80000. .
Talheres para cranca a 800 rs.
Luvas de pellica a 20500 rs. o par.
Linhas de cores para crochet a 20000 e
cor de creme a 10500.
Lindos leques de papel de 500 rs. a
10000.
Espelhoscom fina moldura, com dous pal-
mos de comprimento, a 40000 e cara dura
a 500 re.
Finos binculos.
Agulhas para bordados a ouro e missan-
gas.
Lindas franjas douradas para facha, de
seda preta e de cores, sem e com vidri-
lhos.
Timaosinhos enfeitados de bico erenda.
Grande sortimento de fitas modernas a
13 de Maio, Imperial Regente, a Naba-'
co e a Jo3o Alfredo.
Lindas fitas para facha a 20, 20500 e
30500 o metro.
Carteiras de chagrn para algibeira.
Finas gravatas plastrfjes e regatas a l&,
10200, 10500 e 20000.
Lindos porta-ps de arroz.
Grande sortimento de jarros para enfei-
tar consolos e sanctuarios.
Completo sortimento de perfumaras.
Finos sabonetes de todos os fabricantes.
Grande sortimento de altinetes dourados
para enfeitar o penteiado e tambem gran-
pos muito lindos.
N. B.D-se amostras de bicos e bor-
dados.
si?
Ro\al Blend marea UUM
Este excellente Whisky Escocez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corno.
Vende-se a retalho nos melhores
zens de mohados.
Pede Roy a I Blead marca Vil
cujo nome c emblema sao registrados para
todo Brazil.
BROWNS & C, agente*
^^aa^as^
Bem v. E isso nao abrio-Ihe os
olhos ?
Nos tomamos cssas palavras por ama
ameaca.
Era um aviso que ella lhes dava.
Vou citar-lhe urna phrase de D. Luciana,
phrase que a senhora nao conhece...
sj- A quem a dirigi ella ?
Ao Sr. de Moraines, juiz qne ms-
truio o proejesso Bourreiile.
E que phrase ?
Eil-a, ral qual o proprio Sr. de Mo-
raines m'a contou : < A polica podero-
sa, mas conheco urna cousa mais poderosa
de que a polica... o amor !t
Ella disse isso... E porque ?
Ignoro, mas he de saber.
Lembro-me tambera qne um da,
justamente aquelle em que expulsamos a
infeliz desta casa, como eu a aecnsasse da
ser amante de Joao de Montmayeur, ella
defendeu-se enrgicamente, negando per-
tenccr-lhe.
E nada disso impressionou-a?
O que se passa entilo senhor ?... A
que terrivel mysteri est alludindo ? Por-
que todas essas restricefles ? porque nlo
me diz a verdade ?
-- A verdade, essa he de conhecel-a
daqui ha pouco tempo. Emquanto, porm,
nao consigo isso, acho que andn muito
precipitada aecusando sua filha...
Oh! senhor... se conseguir provar-
me que Luciana contina a ser digna da
minha arleicSo, morrerei de alegra.
Palavra, minha boa senhora, que pa-
rece-me nao ser isso sao muito difficil...
nao o que me atrapalha... Quise
fallar com ella em segredo, porque natu-
ralmente nao desejo que o tal Montmayeur
me conheja.
O que pretende fazer para provar o
seu crime.
Ah! pergunta-me mais do que posso
responder-lhe. N3o sei mesmo o que fa-
rei. Isso dependa? das circumstaacias, da
minha conversarlo com Luciana antes de
tudo. Sou um homem de iDspiracIo, de
imaginacao... N3o tenho plano formado
hoje... amanha formare i um... L uriana
nao vera mais sua casa?
Nunca!
E' preciso no emtanto que eu falle
com ella!... Quando interrogal-a hbil-
mente, saberei se ella por mim ou con-
tra mim, se alliada ou inimga de Mou
mayeur.
A Sra. Doriat suspirou.
Nao tinha f, a pobre rali. Soffrera
muito. Nao acreditara soaso no mal.
Courlande ficou pensativo.
(Contmu*r-$-ha)
r
Typ o Diario ra Duque de Caria* n. 43.
k


Full Text
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