Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17389


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Full Text

ANNO
V
P.UM A CAPITAI. E IA RI^ OXDK XAO WE PACA
Por tres meees adiantados...............
Por seis ditos idem................
Por um anno idem................
Cada numero avulso. do mesiun dia......... .
pon ti-:
6#000
120000
230000
0100
6 DE JANEIRO BE 1889
-mmsB
PARA DE.VTHO E FOR A l> % PHOVI\(|l

Por seis mezes adiantados .......... 130500
nove ditos idem................ 200000
Por um anno idem ......... 270000
Cada numero avulso, de das anteriora.......... 0100
DIARIO DE PERNAMBUGO
Trcprtedade.' de Mantel ffigueirca de atiri, Fufos
TELEGRAMAS

\_




B
I;
SSSVI?0 FASTICLAa DO DIARIO
RIO L)K JANEIRO, 5 de Janeiro,
ras e
."> minutos da tard.
Nu auzencia do Barao de Gualiy, ficou
interinamente como ministro da raarinha o
conscllieho Thomaz Jos Colho de Al"
meidn.
Foram nomeados:
Membro ordinario do Conselho de Esta-
do, o extraordinario Luiz Antonio Vieira da
Silva
Membros extraordinarios do mesmo Con-
relho de Estado os senadores Visconde de
Cavalcante e Gaspar da Sitveira Martins,
e 0 deputado geral Manoel Antonio Duar-
te de Azevedo.
Foi agraciado coin o titulo de con-
selho, o deputado geral Dr. Jos da Silva
Maia.
Na eleicjto para deputado geral havida
no'4. districto de S. Paulo, para prehen-
cbimento da vaga deixada pela cscolha do
conselheiro Rodrigo Silva para senador do
Imperio, nenhum dos candidatos obteye
maioria absoluta.
VSo 2.* eicrutinio os candidatos: Dr."
Braga, liberal, e Dr. Alves conservador.
RIO DE JANEIRO, 5 de Janeiro, as 8
horas e 40 minutos da noite. (Recebido
As 9 horas e 50 minutos).
Ao coronel Joaquim Verissimo foi con-
cedida autorisacSo para constnr um en-
genho central no municipio de Agua Preta,
em Pernambuco, com a garanta de juros
de 6 7<> sobre mil contos de ris.
Ao tenente-coronel Fructuoso foi feita
igual concessao para o municipio de Ga-
melleira, em Pernambuco, sobre 550 con-
tos de ris.
Ao commendador Jos da Silva Loyo
Filho foi dada preferencia na concurrencia
para a construccSo das obras do porto do
Recife, mandando-se lavrar com elle o res-
pectivo contracto.
mW B AMKIA SA7AS
HAYA, 4 de Janeiro. <
Vai peiorando o estado de sade de S.
M. El-Rei.
BELGRADO, 4 de Janeiro.
0 Skouptchina adoptou nova constitui-
cSo por 497 votos contra 73
PARS, 4 de Janeiro.
O general Boulanger candidato depu-
tacZo no departamento do Sena acaba de
mandar publicar urna carta que considera-
se como sua profissao de f.
N'esta carta o general repudia a dicta-
dura e reclama a reviso da constituiclo
por urna asse abla constituinte e diz-se
prompto a c i.uater o paHmentarismo.
O ex-iuiuistro da guerra faca vivamente
o gabinete Floquet, suas intrigas e sobre-
tudo o desperdicio dos dinheiros pblicos.
O general Boulanger termina declarau-
do que a patria o patrimJmio de todos.
!B Pernambuco,
Agencia Havas, filia
5 de Janeiro de 1889.
PARTE 0FFIC1AL
.ov. rno da Provincia
1XPH.ik>TK !> i>1A ii tfk DBZBMBBO DB 1888
Actos :
O presidente da provincia tendo em vista
a prop sta di tenente-coronel commaodante do
1" corpo de i avallara da guarda nacional da co-
marca de Olinda e raforniaco do respectivo
commandaiiie superior de hoje datada, resolve
nomeui Fdhii>do Reg Barros Pes9oa para o
posto de c.i mi da ?< companhia do referido
corpo.^-C nuil niicon-se ao commandante supe-
rior..
O presideu'e da provincia em execucao da
lei n. 235 de i de Nov embro de 1873 resolve ao-
mcarCiemenluto Bozerra de Albuquerque para o
SOSto -tecijitaiidaS companhia da 2- secgao
e resera da :u.inU nacional da comarca de
Cabrobo em iijn ituigo de Clementino Alves de
Carvalliu e Sa ij i deixou de solicitar patente no
prazo legal, -i ..iiiuuicou-se ao commandante
superi ir. .
u presi lente da provincia resolve, de con-
fonnidude un i iroposta do Dr. chefe de poli-
ca em uilieiu,,!! 128:1 de 7 do corrente mez.
nomear i< mi t.lik/ar, que se aclia vajo'dc dele-
gad' Bezerros o actual lesuppleiite
^aJaJ'avroncello- Brayner
I ferea Tiburtino Jos
alfe
de Oh
Tiburc
pente
e da provin
ira e
iodo te
exonerar
de 3 aup-
e no-
mear, para substituil-o Quintino Bezerra de Vas-
concello?.
Opresulenteda provincia resolve, de con-
lormidade com a proposte do Dr. chefe de poli-
ca em ollicio n. 1287 de 7 do corrente mez, exo-
nerar, a pedido, o hachare] Jos Salazar da S'ei-
ga Pessoa, do cargo de Io supplente do delegado
ilo 2 districto desta capital.Communirou-se ao
Dr. chefe de polica.
O presdeme da provincia resolve exone-
rar, a pedido, o hachare! Vctor Emmanuel de
Carilargo do cargo de .I" oflcial interino da i"
seccao da secretaria desta presidencia.Com-
muuicou-sc ao inspector do Thesouro Provin-
cial.
Ofticios :
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Mande V. S.. de accordo com a sna informadlo
n. 606, de 6 do corrente. suppiir o almoxarifado
do presidio de Fernando de Noronha com a quan-
tia de 3:71i700 constante do incluso orcamenlo,
necessario para occorrer s despezas relativas a
este mez com a guarnigo do dito presidio.
Comrnunicou-se ao director do presidio.
Ao mesmo<-Communico a V. S., para os
fins convenientes, que no Io do corrente mez, o
juiz de direito da comarca de Ingazeira bacharel
I.ivino Vieira de Macedo Lima inlerrompeu o
ejercicio de seu cargo para entrar no goso da
licenca que lhe conced ltimamente para tratar
de sua saude. Na mesma data foi substituido
pelo juiz municipal Pedro Jorge de Souza.
Ao director do Arsenal de Guerra. -Em
additamento ao meu oflicio de 28 de Novembro
ultimo, recommendo a V. S. que.mande fabri-
car 2 caixes. de conformidade com a nota juh
te para acondicionamento de obyectos destina-
dos a expqsicSo universal de Pans.Communi-
cou-se ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Ao commandante superior da guarda na-
cional da comarca de Garanhuns.A vista do
que expe V. S. em ofcio n. 9 de 3 do corrente,
recommendo-Ihe que proruova a acquisigao dos
livros necessarlos para o registro do expediente,
constante do citado oflicio, certo de que.- nesta
data me dirijo ao Ministerio da Justica acerca da
ausencia do tenente-coronel commandante do
59 batalhao de infantaria, sob seu commando
superior.
Ao commandante superior interino da guar-
da nacional da comarca de Cinferes. Declaro a
V. S. em resposta ao seu oflicio de 28 de Novem-
bro fmdo que o capitn Francisco Alves de i-i-.
Jueira Mello foi nomeado para a 3* companhia
o 53* batalhao de infantaria em substituido do
capillo Antonio Alexandre de Ges que mudou
de residencia segundo consta do alistamento
eleitoral da parochia de Nossa Senhora da Con-
ceicSo de Alagoa de Baixo.
Aos membros da sociedade auxiliadora da
agricultura de Pernambuca. Para satisfaier o
3ue solicita o Exm. Sr. presidente da provincia
a Baha, em telegramnia d 7 do corrente, sir-
vani-se Vv. Ss. de dar solucao ao oflicio que lh*s
dirig em 13 de Outnbro ultimo, acerca qa acqui-
sicao de sement de algodao.
Ao inspector do Thesouro Provfecial.De
accordo com a iuforniacio constante de seu ofli-
cio o. 561 de 9de Novembro Ando, recommen-
do-lhe que mande lavrar termo de contracto para
o fornecimento de diversas pecas de fardamento
s praras da guarda cvica com os negociantes,
cujos arfigos fram preferidos pela junta de fa-
zenda desse Thesouro. Devolvo as propostas
que acompanharam o citado oflicio
Ao inspector geral da instracro publica".
Informe Vmc. com urgencia que lempo de ser-
vico tem o professor do Gjmnasio Pernambuca-
no, Francisco da Silva Miranda, devendo ser le
vado em cunta o que pode dar-lhe direito ju
bilacSo; e bem assim o modo por que cumpre
suas obrigaces, visto como umitas queixas se
levantam contra aquelle funccionario.
ao regedor do Gymnasio Pernambucano.
Constando de informacao prestada pela inspecto-
ra do Thesouro Provincial que o professor desse
instituto, Francisco da -Uva Miranda, conla mais
de 26 anuos de servido effeclivo no magisterio,
recommendo a V. Rvdma. que me declare, cora
urgencia, si acha conveniente a jubilacao daquel-
le Tunccionario, contra o qual se levantam mili-
tas queixas.
ao director geral de obras publicas.De pos-
se do oflicio de 6 do correte, sob n. 233, com o
qual Vmc. enviou copia do que lhe dirigi o ge-
rente da Companhia Recife Drainage acerca da
collocacaodeapparelhos as casas mencionadas
no dito oflicio, declaro-lhe, para fazer constar
ao mesmo gerente e ao liscal do governo junta
coiiioanhia.' que devem fazer cumnrir os contra-
ctos,Tegulamentos e despachos desta presiden-
cia, referentes a case assumpio, como foi ja de-
terminado.
-o ciuinaiidante do corpo de poflcia.
Nao podendo servir como corneteiro um indivi-
duo que soffre do pulmo, elimine por isso do
estado effectivo do corpo a praca de nome Flix
Severino de Souza, dequem trata o seu oflicio n.
99, de 4 do corrente mez.
Ao presidente da Cmara Municipal de
Bom Jardun. ara resolver sobre o assumpto
"de seu oflicio de 3 do corrente mez, recommen-
do a Vmc. que me remeta, com urgencia, copia
no acto do juiz de paz propondo o cidado Joo
ristobulo Ferreira da Silva para escrivao
daquelle juizo. e bem assim do do juiz de direi-
to da comarca concede ndo autorsaco para
aquelle funeciooario ter escrivao especial, con
forme consta da acia de 30 de Novembro lindo,
que por copia me foi enviada por Vmc.
Ao jmz de direito da comarca de Bom Jar-
dim.Accusando o recebiinento do oflicio de
Vmc, n. 58, de 3 do corrente mez, declapo-lhe
que por nenhum modo pretendeu ou pretende a
administraco embarazar a legitima aeco lo po-
der judiciario: apenas recommendou pi udenci
na execuyo, em consequencia de reclamagao do
executado que se diz victima de violencia e ar
bitrio, chamando para isso a benfica interven-
cao de Vmc. quando podesse e fosse licito fa-
zel-o.
Ao fiscal da Companhia Recife rainage.
Nesta data deliro o requerimento em que ri-
a Marques deAmonm reclama con ra o equivo-
co que se da na relacio publicada pela directora
da repart cao das Obras Pubb>as indicando
andar no sobrado n. 11 ra do Mrquez de Olin-
da, para collocaco de um apparelho da Compa-
nhia Recife Ora nage, quando aquelle predio
compoe-se de um andar e sotae, e oceupado
conjuntamente com o pavimento terreo pelo es-
tabelecimento importador de Ramos Gepper
C. e j tem um apparelho. onimunicou-se ao
inspector do Thesouro rovincial e ao director
geral de obras publicas.
Portarlas:
O Sr. gerente da ompanhia Pernamhuca-
na mande dar passage.n de proa at Aracaj; no
primeiro* vapor qne seguir pira os portos do
sul, a Anna Mara da Concelcfto. por conta das
graluitas a que o g .verno tem direito.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
doJtecife ao s. Francwco mand I d ir transporte
de 1 clas-e at a e t.icm de Una. tocando em
Gamellora, e de w.lla deinurand ) se na esta ao
da llha, ao engeuheiro da repi, ti o das Obras
'Pulilicaa, Prancelini AmrV-o I Al u-iu
Mello, que vai examina d que r.are-
cem as'pont- An;o.
E- 11- em conta das
.grata ito.
OfucBfc*
- m bri^
0 Evtu. Sr. tteaeeu da pro-
vincia manda aceusar [o recebimento do oflicio
de V. Exc, de 6 do corrente, sob n. 3,022, de
cujo assampto liea lateirado.
Ao I- secretario da Assembla Legislativa
Provincial.De ordem do Exm. Sr. desembar-
gador presidente da provincia, transmuto a V.
s. i i ilbrmcao junta, por copia, prestada pelo
presidente du cmara immicipal de Caruarii so-
lire o assumpto de sea ollicio a que respondo,
de 9 de Novembro lindo.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
- S. Exc' o Sr. desembargador presidente
da provincia, manda remelter a V. Exc. a inclu-
sa ordem do Ministerio da Guerra, de 27 de No-
vembro lindo.
Aos membros da couimissilo encarregada
de agenciar productos para a Expjsicao Univer-
sal do Pariz. S. Exc. o Sr. desembarga-
dor presidente da provincia, deseja saber se
essa comraisso resolveu remetler do Rio de
Janeiro as amostras de assucar e mais objeclos
solicitados, visto que segundo o Jornal do Com-
mereio de 21 de Novembro ultimo, foi a expo-
sii.-o retardada a espera de taes amostras.
ihtatit mutatulii a Associacao Commerciai
Agrcola.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco.I'e ordem do Exm.
Sr. desembargador presidente da provincia, com-
munico a V. S. que tiveram hoje conveniente
destino os documentos que acompanharam o seu
oflicio de 5 do corrente, sob n. 111, hoje rece-
bido.
Ao gerente da empreza de illuminaco a
gaz da cidade do Recife. O Exm. Sr. desem-
bargador presidente da provincia ficou inteirado
pelo of$iO de 3> de Novembro ultimo de haver
V. S. nomeado arbitro por parte dessa empreza,
na avpliacao de suas obras o engeuheiro Theo-
philo Benedicto de Vasconcellos.
Ao gerente da caixa filial do Englisk Bank
of Rio de Janeiro Limited. S. Exc. o Sr.
desembargador presidente da provincia manda
aecusar o recebimento do ofcio de V. S., de 6
do corrente, ao qual veio annexo.o balancete
das operaedes dessa caixa filial effectuadas no
mez de Novembro.
Ao gerente da Caixa Filial do Banco Inter-
nacional do Brazil. S. Exc. o Sr. deaem-
bjrgador presidente da provincia manda aecu-
sar o recebimento do oflicio de 30 de Novembro
ultimo ao qual veio annexo r> balancete das
operacoes dessa Caixa Filial effectuadas no mez
de Novembro.
Ao director do presidio de Fernando de
Noronha. -De ordem do Exm. Sr. desembarga-
dor presidente da provincia, transmuto a V. S.
para os devilos eneitos, copia do requerimento
boje despachado em que Jos Cesario de Mella
pede ai torisacao para transpoi lar um cavallo
d'essa lhu para a capital.
Reeebcdorta Provincial
DKSPACHOg DO DIA 5 DE JAMBIRO DE 1889.
Manoel Augusto Candido Pereira, Manoel Lo-
pes Machado, Fonseca Irmaos &. C, Joao da Sil-
va Villa Nova. Informe a sccco.
Viuva de Antonio Pereira da Cunha. Junte
conhecimeato de quilacao dos impostos.
Francisco Barboza. 4 i'.-Requeira na forma
drf rcgularaento de 7 de Outubru de 1873-.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Tomo i
nicntos
qualquer
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 4 DK
JANEIRO DE 1889
Antoriu Francisco Cordeiro de Mello.Infor-
me o Sr. commandante do corpo de polica.
Fielden Hrothers.Informe o Sr. inspector do
Thesouro rovincial.
Joaquim Firmo de Oliveira.Informe com" ur-
gencia o Sr. director geral de obras publicas. .
Marlinbo Jos de Jess.Informe oSr. inspec-
tor do Thesouro Provincial.
Manoel Jos de Sant'Anna.-Remettido ao Sr.
inspector da Thesouraria de Fazenda para man-
dar pagar, de accordo com sua informacio de 3
do corrente, n. 4.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 5 de Janeiro de 1889.
O porteiro,
F. Chacn. >
llepartico da Palela
2.a secgSto.N. 14.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 5 de Janeiro de
1889. IUm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que foram hontem recolbidos
Casa de Detencao os seguintes indivi-
duos :
a' min ha ordem, Jos Miguel Soares, remetti-
do pelo subdelegado de Olinda, como criminoso
de morte no termo do Cabo ; Vicente Ferreira da
Uva, Manoel Gomes da tdlva e Borisio de tal,
como desordeiros.
A' ordem do Dr. delegado do i districto* da
capital, Manoel Torres Galindo, porcrime de fe-
rimento leve.
Pelo delegado do termo de Limoeiro, foi re-
mettido ao juizo criminal o inquerito policial a
que procedeu contra Aquilino Barbosa de Frei-
tas, por ter tentado assassinar na larde do dia
24 de Dezembro ulliuio a Jlo Jos de Frailas.
Communica o delegado de Pesqueira. em ofli-
cio de 27 de ezembro ultimo, que no dia 25 do
mesmo mez um grupo coramandado pelos filos
de Clemeotino Pereira de Mello Dio atacou
aos libios de Goncalo Lebrina, resultando aps
renhida lucta, a morte de um Qlho de Goncalo,
de nome Jos, ferimentos graves ea. um outro de
nome Tiburcio, alm de varias contuses em
dous outros.
Foram presos em flagrante e recomidos a res-
pectiva cadeia Antonio e Manoel, filhoa de Se-
mentino e dous outros individuos qne os acom-
panliavam. tendo-se evadido os demais.
Aquella autoridade tomou conhecimento do
faeto, fez proceder o competente corito de delic-
to e prosegue nos termos do inquerito poli-
cial.
No da 16 de Dezembro ultimo, na qualidade
de 1 supplente, assumio o exercicio do cargo de
delegado do termo de Alagoa de Baixo o cida-
do Jos Francisco Frazio.
No dia 24 do referido mez de Dezembro, p/es-
tou juramento e assumio o exercicio do cargo
ue subdelegado do i districto do termo de Pes-
queira o cidado Francisco Nunes da Silva.
Pelo subdelegado de Belm foram remetti-
das a esta reitai-ticao oito facas de ponta, tres
compassos, dous caivetes, um punhal, duas
bayonetas e um espeto, apprehendidos a desor-
deiros naquelle dustricto,
O Dr. delegado do I districto da capital trou-
xe ao meu conhecimeftto o seguinte :
Hontem cerca de I hora da tarde, ao sabir o
portuguez Jos de Souza Raposo, de unta toja
ra do Queimado fra acompanhado pelo cele-
bre turbulento Manoel forres Gal lindo, que ao
cnegar ao mercado publico de 8. Jos, aprovei-
tando-' da o<;casiao em ffue Raposo pagava um
pouco de familia que havia comprado, tomou
contra vontade do mesmo Raposo anas no'as de
2OO da nova estampa, descarregand i sobre
elle urna cace.tad.i, que occasionouum ferimento
pondo-se em fuga c >m o dinheiro.
Torres Gallinilo sendo perseguido pelo clamor
public i foi preso na travessa do Forte da fregue-
via de S. .kw, [>elo alferes do 2 batalhio de in-
l'a itaria Antoni Valerio dos* Santos Vv j, que
o m miou con lu/.ir a presenr.i do Dr. deleg- do
pelo cadete ilenrique e algumas pracas do >efe-
ndo bata h
O Dr d'leg.uln tomou TOnhecimento do fado
c fez i conpeteate vistoria pelo rr.
l-'.duirdo SilVfira,que declarou leve o ferimento.
me a V- Ext.Illin. u Exm.
Sr. Dr. Ina i :encio .Marques de Araio
OSes Juuior, muito digno presidente da
provincia.O chefe de polica interino,
Francisco Domingues Ribeiro Vianna.
RECIF#6 DE DEZEMBRO de 1889
lli' de I88S
LITICA GERAL
(Continuadlo)
1 de esperar, a publicagao dos docu-
;ryphos nao teve alcance pratico de
specie, n5o ternou mais claros os
sombros horisontes que rodcavam a poltica in-
ternacional da Europa no comego do anno lindo-
DisseiiMM que a agitacSo produzida na Aus-
tria-lluiiria pelos aprestos militaras do imperio
moscovitas, sobreviveu quer indeferenca do
governo dS. Petersburgo, quer a todas as ex-
plicaces Be elle, directa ou indirectamenle,
entendeu dar acerca do seu procedimento. Com
efleito, o conde Kalnoky e o principe Labonof,
embaixador da Russia, conferenciaram secreta-
mente a esse respeito, e suppoz-sc que mais ou
menos satisfactoriameirte; os jornaes ruasos-
Xoile e Necoi Yremia publicaram artigos soce-
gadores; o proprio ciar fez declaracOes inteira-
menle pacificas, nao so nos discursos com que
recebeu os comprimen tos do costume, no pri-
meiro dia do anno ortuodoxo. mas sobre tudo
n"um rescripto que dirigi ao governo geral de
Moscov, a qnem manifestou a esperanca de que
a paz lliepcrmiiria consagrar todas as tor-
cas do estado o desenvolvimento interno do
paiz ; alm disso, a publicacao do orcamento
do grande imperio deixou ver que aa verbas ah
consignada* jiara o excrcito e marinha apreaen-
tavam reducco importante, relativamente as do
orcamento anterior o que, segundo um relatorio
que acompanhou esse documento, era urna pro-
va das disposicOes conciliadoras do czar.
Pois. nao oflstante tantos e to bons motivos de
tranquillidasle, os sobresaltos e irritaces conti-
nuaran! ainda por muitos dias na Aualria e
principalpalmente na Hungra, em cujo parla-
mento teve o presidente do conselho-o Sr. Tisza
de responder a interpellaces de carcter acen-
tuadamente russophobo.
Essc ut* humor contrastava, em meiado de
Janeiro, com a linguagem moderada e pacifica-
dora das folhas officiaes da Allemanha. Estas
pronnnciavam-se claramente pela necessidade
de urna solucao amigavel da questao dos Bal-
kans. Diziam que nao era legitimo o intento
de aniquilar a infidencia da Russia na Bulgaria ;
que o imperio allemao nao tinha fundamento
para abrir por semelhante motivo urna guerra
contra os russos, que implicara provavelmente
urna guerra contra os francezes ; que seria muito
melhor que os governos de S. Petersburgo e Vi-
enna, em lugar deprocurarem excluir-se mutua-
mente da pennsula balknica, se esforcassem
por limitar cada um a espbera de seus interesses
nessa regiSo, e que o interesse da Austria nao
esta va em estender ella de qualquer modo o seu
dominki a todas as populaces que cercam Con-
stantinopla. Oa magyares, escrevia-se n'uma
dessas folhas, fariam melhor em auxiliar um
accordo acceitavel do que em instigar o conde
Kalnoky, cuja moderacao lhe impe o dever de
nao embaracar a potencia moscovita as suas
pretencoes razoaveis Esse phrasiado, entao
um tanto novo, patenteava ainda urna uez o in-
quebrantavel desejo que tinha e tem o principe
chancellcr de reconciliarse com a Bussia.
Mas por isso mesmo se moatrava mais inquie-
to e deagostoao o patriotismo doa hngaros
Essa evolucSo sbita do gabinete de Berln cau-
sou-lhes estranheza, a principio, e depois urna
indignacao que ae manifestou em vehementes
aecusacoes. Todos oa jornaes independentes de
Peste comecaram a contestar os merito3 da tri-
plice allianga, que se tornavam duvidosos, desde
que a Auatria precisava .recorrer a elles.
Nao justo, dizia, mais ou menos, urna des-
sas'gazetas, que tal allianca nos sirva nicamente
para que facamos concessoes contrarias aos n*
sos designios. Se a Austria ceder oa Balkans aos
russos ser forcoaamente riacada do rol das
grandes potencias. Nao temos a minina neces-
sidade de um alliado que nos leve ao compro,
metiimeuto das mais vitaes cendisoes da nossa
existencia, e se isto o que que quer a Allema-
oha, torna-se urgente que separemos a nussa
causa da sua, para que, entregues s nosas ex-
clusivas torgas, sigamos a poltica indicada pelos
nossos proprios interesses,
Estas palavraa exprimiam a generalidade do
sentiuieuto publico em Peste, segundo um cor-
respondente do Tutus.
Sem indagarmos ne9te momento quaes sejam
os verdadeiros iuteressea da monarchia austro-
hngara no Oriente, parece-uos que essas recri-
miuages, que alias Dio sao novas, denuuciam
cerw iugeuuidade por parte dos seus autores.
Pois sera verdade que elles nao comprehende-
rain, dosde a proposta da alludida allianca, at
ao dia da sua realizacao, que ella apenas tinha
por hu ultimo e real servir os intuitos germa--
nicot i
U tratado de Berlin, enlregando- aoa austracos
a j-nia e a Uerze^oviua, auimando-lhes aa
piracues de maiorea couquistas no Oriente, nao
i deixar couceber a um Iioumjb da perspi-,
i do principe de Bismarck la
a da duraco da amisade eut
patria e o imperio dos'czares.
ni tlecessiddde de iuvocar profundas ri
dades de raca, este viria, em liin, a couv
de que pasa amisade era ao ultimo ponto pre-
judicial realizacao das suas pretenges histri-
cas. Devcria recouhecer, erabora tarde, que con-
apirava contra os seos proprios interesses, quan-
do indirectamente ausiliou a desmembracao. e
abatimento da influencia diplomtica da Franga
quando, pelo seu retrahimento, permittio que o
eixo da poltica europea se deslocasse em 1870.
que se formasse uas suas fronteiras um grande
imperio rival. Calculando que a razo poltica
da Russia accordaria, mais larde ou mais cedo,
que o habH chauceller germanic procurou
urna alliada na Austria, at ao dia em que poder
fazel-a perder inteiramente a sua qualidade de
monarchia allem.
0 instrumento d'essa allianga foi nos priraei-
ros dias de Fevereiro publicado simultneamente
em Berlin c em Vienna. Tem elle a data de 7
de Outubro de 1879, em que foi assignado pelo
Conde Andrassy e o principe de Reuss, delegados
das nagOes contractantes.
Preceda a publicago do texto um prembulo
em que insistemeute se advogava a natureza pa-
cifica do tratado. EfTectivamnte, as clausulas
dcste apenas preveniam a hypothese de ser
qualquerdas potencias concordatarias atacada
pela Russia, ou mesmo por outra potencia que
por aquella fosse de algum modo sustentada!
activamente ou por simples demontracOcs.
Dada qualquer dessas eventualidades, a Aus-
tria e a Allemanha promettiam reciprocamente
auxiliar-se com todaa as suas respectivas torgas
militares at conclusao da paz commum.
Esse accordo, segundo urna das clausulas
nelle expressas, so seria commuuicado ao czar,
se oa anuamentos da Russia se tornassemamea-
gadores para urna das alliadas ou ao mesmo
lempo para ambas.
Esta ultima condicao do tractado deixava an-
tever o fim da sua divulgagSo. S a Russia era
aui nominaunente designada. E como esta po-
tencia continuava a remover tropas para a sua
fronteira de Oeste, nao julgou o gabinete de
Berlim inopportuno q momento para dirigir ao
de S. Peleraburgo urna eapecie de advertencia, e
esla tanto mais peremptbria, quanto 6 governo
russo no poda ignorar a existencia desse trac-
tado.
0 gabinete de S. Petersburgo nao se commo-
veu demasiadamente com o successo. Conti-
nuou a dizer o que ante: avia constantemente
alirmado : que nao premeditava um ataque
contra nago alguma, que a sua moliilisago mi-
litar linha por nico objectivo a defeza nacional
em qualquer emergencia perigosa.
Era, pois, verdade que a Russia, com razo
ou sem ella, suppuuha-se ameagada.
O Sr. de ismarek tal vez conseguisse desfarer
esses receioa com o aeu discurso de Fevereiro.
Segundo o resumo de um jornal que lemos
vista, o discurso do chauceller foi ao mesmo
tempo pacfico, conciliador, alegre at. Nao
consignou ameagas, apenas em alguna pontos foi
incisivo e solemne. Fallou do paifico que as
suas aecusacoes infundadas contra a i-"ranea le-
van tarara nos primeiros mezes de 1887. Agora
fazia justica ao poder executivo da sua imini-
ga hereditaria, e moderacao do presidente
da repblica. Quanto a Russia, n5o obstante oa
seus preparativos militares, tambem lhe nao
descobria o mo intento de se levantar contra a
Allemanha. Entre esaas duas potencias, notou
o principe, existe urna tonga serie de relagoes
cordiaea e troca de servigos, que do um grande
carcter de verdade as declarages conciliado-
ras do imperador lexandre. Se este concen
trava torcas na Polonia, tinha em vista qualquer
criae oriental, alm de que o czar acredita va que
os seus votos seriara maia fcilmente ouvidos
pela Europa, se fossem sustentados pelo pres-
tigio de um exercito prompto a entrar em ope-
ragOes. A Allemanha nao tinha mteressea di-
rectos nos Balkans, e estava prompte a secun-
dar em Constantinopla todas as diligencias di-
plomticas, empregadas pelo governo moscovita
para restabelecer na Bulgaria um estado de cou-
sas conforme o tratado de Berlim, Se a Rus-
sia quizesse tornar effectivoa pela torga oa di-
reitos que lhe d esse tractado, se o conseguira
ou nao,, eis o que nao sei nem me cumpre dizer.
Mas se a situagao da Europa era a que o Sr.
de Bismarck descievia, porque razao procurava
elle obter, por meio desse mesmo discurso, os
crditos necessarios a um grande augmento das
forgas militares da Allemanha ? E' que ella,
obtemperaba o estadista, pode aniunha es-
tar exposta a urna colligagSo ; que por sua
posigiio geographica, pode ser atacada por
diversos lados, obligada a defender-se no Rheno
e no Vstula, ao mesmo tempo ; que ha qm-
rente annos tstamos sob a pressff de ameagas
de guerra que estiveram algumas vezes prestes a
comprometter a existencia do paiz. Para que o
imperio fuja de um perpetuo perigo, necessa-
rio que seja forte, formi-.lavel, que nao se ouse
abrir lucia com elle. O medo que inspirarmos
sera a melhor garanta da paz.
O illustre chauceller esqueceu urna cousa de
que toda a gente se iembra, e vem a ser, que o
medo algumas vezes faz hroes.
(Contina)
----------------sesegi----------------
\otichis da Europa
fcis o complemento das noticias trazidas pelo
Santa S
paquete Nigcr .
Conste do Daily News que o papa nao se mostra
dispoto a mtervir na9 questOes da Irlanda con-
forme oa desejos do governo inglez.
O principe de Licchtenstein acaba de blindar
o papa Leao XIII coui o seu p incipado.
Os uovos dominios ao papa estao enclavados
entre- Austria c a Suissa, as m mtanhas de
Siiharg e contara mis 10 0 K) habitantes.
nalmente resolvido o problema do poder
I.
XIII pode sahir, quando lhe approuver,
Muida para m tem estados.
ra enviju aos hispos hespauhoes urna car-
^^ecendo-lhes a sua adhesao freneyelica
^^la nao fallado futuro congressocalholtco.
ifdeal Rampolla ao remetter a carta accres-
Toda a manifestego publica de affecto e de
dicagao para com o augusto chefe da igreja
serapre louvavel: mas, quando o lestemunhu
desses sentiraentos emana de toda o-epi*X)pad
de urna nago, parece ter particularissiraa im-
portancia.
Dizem de Roma ao Maide que em consequen-
cia de negociacoes muito activas restabelecidas
junto da Santa S, pelo enviado officioso russo,.
.Sr. lswulskv. o restabeiecimento das re agiesen-
(rc a Russia e o papa esta assente.
O Sr. Bontenieff ser nomeado ministro da Rus-
sia juuto da Santa >, logo que as ultimas fornia-
dades estejam preenchidas.
Inglaterra
1/Ord Salsbuiy soltou urna phrase desaarada-
vel nam dos seus" recentes discurso de Edimbur-
go, oque preoecupa vivamente, ha muito? dias,
a imprensa co mundo poltico inglez.
Fallando da eleico de Holborn, em que o Sr.
Gransford Bruce, conservador, acaba de ser
eleito contra lordCampton, tladstoniano, o chefe
do gabinete sustentou que era essa urna victoria
mais importante para o seu partido que a alcan-
Sada as eleigoes geraes de 1886, porque o can-
idalo Tory tinha ento por adversario um negro.
O primeiro ministro da marinha alludia ao Sr.
Nadabhay Naoroji, um indio parsi, que disputara
a deputago do Holborn ao coronel Duncan, fi-
cando vencido.
O epitheto de negro applicado por lord Sa-
lisbury ao Sr. Naoroji, foi mal cabido porque esse
eminente bomem poltico indio, presidente do
congresso nacional realisado em Bombaim ha
dous annos dr cor branca: o que, iiorm, cau
sou ainda raaior sensago, e at profunda urita-
cSo foi o sentimento de despreso que esse qual i-
ficativo malsoante pareceu implicar respeito de
urna das ragas mais numerosas do imperio bri-
tannico.
Em Inglaterra desagradou soberanamente ou-
vir tratar assim, pelo chefe do governo, os sub-
ditos indios da rainha Victoria. Toda a gente
pergunla se o primeiro ministro de Sua Mages-
tade Britennica esqueceu que este usa o titulo de
imperatriz das indias e que todos os seus subdi-
tos sa considerados iguaes aos seus olhos, sem
distinego de raga ou cor.
Alguns amigos de lord Sahsbury estao tambem
desgostosos, censurando o presidente do conse
Iho por haver pronunciado essa inconvenientis-
sima phrase, considerada perigosa c que pode
muito bem ferir to profundamente as suscepti-
bilidades de urna raga muito esclarecida e muito
orgulhoaa, e fomentar case espirito de revolta
contra a autoridade ingleza que provocou j for
midaveis insurreigoes.
Ninguem se enganou sobre o effeito produzido.
Os jornaes indios, especialmente e Pioneer, le-
vantarara a phrase e fallara com indignagao do
insulto feito populagao, pelo primeiro ministro
da rainha, no momento em que muitos principes
indgenas acabara de offerecer recursos dos seus
thesouros sua magestade para a defesa even-
tual dessa grande provincii asitica contra qual-
quer tentativa de invasao.
Alguns d'esses jornaes nio querem acreditar
que toril Salisbury 3e exprimisse com tano des-
dein a respeito da raga india e reclamando da
sua parte urna retratago oflicial, no caso d'elie
ter realmente pronunciado a phrase incriminada
Em Londres fallava-se n'uma inlerpellacao
1'dirigida wthVfe do gabinete, se Ue nao se an-
cipasse exprimindo espontneamente o seu sen-
tmenlo por haver feito urna observagao tao falta
de cri'eno.
A julgar pelo barulho que o incidente produ-
zio era Londres, lord Salisbury devera submet-
ter-se, ainda que isso affecte o seu prestigio e
doa seus collegas do governo.
Retire ou nao a phrase, o seu desmando de
linguagem ha de prejudical-o muito em Ingla-
terra, nao s aos olhos de todds os liberaes, mas
ainda junto dos numerosos demcratas que hoje
conta. apesar do seu titulo, o partido conserva-
dor inglez.
lm do que tica dito, e nao pouco grave,
indubitavel que oa agentas da Russia na Asia
Central sabero explorar o incidente, invocando
para provar aos subditos da Inglaterra, que elles
sao considerados pelos inglezes, como o attesta
o proprio chefe do governo, como urna raca in-
ferior e indigna de ser tratada no mesmo pe dos
demais cidados.
o discutir-se o orcamento da marinha, lord
Beresford, um dos lords do almirantado, pro-
curou demonstrar que a Gran-Bretauha, dado o
caso de guerra, nao teria torga sufficiente para
se defender contra a Franga, e pedio um crdito
de 20 milhes eaterlinos para a construccao de
mais navios de" guerra.
Na seaso de 17 de Dezembro da cmara dos
communs. sir James Fergusson, secretario poli-
tico dos negocios extrangeiros, respondendo aos
deputados Churcbil e Morley, que pediram para
a Inglaterra abandonar Suakn e chegar a accordo
com oa rabes, disse que isso Seria urna retirada
indigna e destruira o prestigio da Inglaterra,
Sir James accrescentou que nao acredita na cap-
tura de Emin e de Standley, e considera a carta
de Osman-Digma urna esperteza do Mahdi.
No lim da sesso, o Sr. Gladstone censurou a
intervengao ingleza em Suakim, e disse que
injusto fazer pagar a despeza pelo Egypto, por
que Suakim completamente intil. Aon-ulnou
o governo a negociar com os acaben. O Sr.
Morley propoz uma redueco no ordomelo de sir
Evelyn B nng como um protesto contra a pol-
tica ingleza no Egypto.
Esta mogao foi rejeitada por 363 contra 276
votos.
A cmara approvou depois o orcamento das
despezas excepto alguns captulos do orea nento
da Ir anda que foram discutidos no dia se.iuinte.
Os acontec mentos precipitaram-se, e. na sea-
sao de 20 o ministro da guerra cora nunicata.
um telegramma de Suakim do eneral Gie..fee
dando parte da victoria das armas ing ezm so-
bre os rabes em batalha decisiva, co h grandes
perdas do inimigo e pequeniasimaa cks inglezes
e egy pelos.
A victoria de Suakim produzio viva satisfaco
em Inglaterra.
Espera-se que aa tribus cifcumvisinli.^ se vol-
tein con Ira os derviches para abrire.n i com-
mercio do Soldo.
O Times diz que esta victoria permi't>- que en-
tre no caminho das negociages.
O Morning Post pergunla se nao irli -:ado o
momento de fazer acto.de energa para recon-
quistar o Soldo.
Allemanku
Conlinuam a ser desagradaves as noticia^ rin-
das da Allemanha a propos'no da sa te d a :tual
imiH'rador. Tem ellas evidentemu i o muito do,
exagerado, mas como em geral as ui.mIi a- tem.
seir.pre um fundo de verdade possiv.-l que o.
fillio le Frederico 111 esteja doente. j
Circulam aa noticias mais faut.si isa-, d.-sle
alium tempo, sobre o que -e passa e u rlim.
Serrallo uns, Guilhenne II esta mmt. d .eite,.
araeacado at da terrivel .nenmgit .
Secundo outros, sua iagestaae i ni* ial pissa
excellenlemeiite.
E cono uma das duas verses ha de seria-.
o nio sao ambas a,, in mi e upo,
registrar o qu- una f.iln iciueza
saber de origeffi muito b.. miiit **+n*
- Sira, certo que o imper.nl
solTre muito; mas se nao sobreviessem co.npn-
is, sempre possiveis amia que i-o^
to "improvaveis, o seu estado m u '-
Soffre io seute zumbidos o granitos di..; Jilees

-
4*


Diario de PernambucoDomingo 6 de Janeiro de 1889
-----------------------------------'-------- ".....^-------------------------------------------------------~----------------------- .....mi .....Mil II
de masticar, bouve de prohibir se-lhe o
das cigarrilha. o que ihe sobreraan-
agradavel. Urna Brescripgao dos mdicos o tor-
na comtudo absolutamente furioso, e ser obli-
gado a estar todas as manilas, durante tres quar-
tos de hora, coio o ouvide inclinado sobre um
Taso, pura, que as injecos produzam o d
jado efieito. Qu;mt=> teein soffndo dos ou^
couheceui os enervanlentos e insupporteveis que
sao estas dores, i ratando-se de ura honem do
temperamento e do Ciuacter de UmJnerme II,
ima ine-se oque .-trat
. O imperador fc*a nervo>o. mais [ntmeU wcusjk*e a aamaita*
mais elementare.**^!**- Ha Uumopota-
rao a tentar, rau*o>efife*uau hesita. Acna qM#
ha mohos o;icrada*Mia:JaB|*erial ramuja, e re-
sistir em quanto di* for 3*el. Entretanto
os homens de sciajacia uo occulta u as suas
preoccupacOes, a molestia cannica, voltara
todos os annos repelidas, veaes epoda vir emttra
a olTerecer gravidada,
. l' neta Livre publicava ha dias o segrate
ti ^ramma:
A eufer.nidade de Guilherme II esta sendo
obietio de diversas apreciares. Uns dizem que
a bast do mal e t no systema auditivo, limitan-
do se o curativo a urna simples operaco que li-
naria o enlter.no d'um corrimento mats incom
modatiwu qo perUoso. tarto ode-se
aJUrmar. cu a fundamento seno, que a doeaca
do- in* fiador ten um carcter muilo mais ge-
ni. T.'do o -ystoma n tvoso est atacado, e os
ueravidade. .
Guilherme II teui um cometo de paral ysia ere-
ral. A marcha ordi iaria des te doeuca cerne-
ada, imperador che^ou ao peripdo da insom-
nio, Sao geraes as preoccupacOes e os trro-
O RekltstaQ aliemo discuti ja, e votoa quasi
pon unaoi.uida le, a mogo do- deputados do
centro em favor de urna attitnde enrgica do go-
verno na questao do trauco dos negros d'Afnca.
. as coiidirc- em que essu moco foi apresen-
tada ao parla;neoto, nao baria outro resultado a
esperar do d bate. O Sr. Windthorst visara,
com elfeito, nicamente o lado humanitario da
questo africana e nesse terreno nao Ihe cusios
a obter grande maioria, tanto mais que o uro-
prio secretario de Estado so alludio, no relato-
rio do governo, a esse |>onto de vista peral.
O goverao de Bcrlim esta muilo embancado;
porque as mas de.larai.Jes anteriores sobre a
poltica colonial nao Ihe penuiltem pedir ao
RCtohstUi, se.ii se contradizer, crditos para urna
o militar e.n favor da Co upanma do
a frican i e todava a neeessidade dessa
exiw licito coraeca a impr-se.
A desp'-ito de todas a- habilidades de lingua-
gem, de todos os rodeios diplomticos, de que
se servio, o onde Herberl de Bismarck nao i>o le
deixar de indicar que era fatal a neeessidade da
expeds io. O Hio do cbanreUer quer. no em-
tanio, deixar ai parlamento o cuidado de lomar
a iniciativa a esse respeito. Assim, declarou,
sem subterfugios, que seria conveniente ornan-
sar ua costa uns postes de polica: mas por ago-
ra o governo nao tomou resolugao alguma a es-
se respeito, contentando- -e co u registrar as dis-
posicoes favoraveis do parlamento.
Fui nessas condices que a m >co do Sr.
Windtborst receben o apoto de urna grande maio-
Resta agora saber qual ser a attitudedo Ret-
cbstag no dia em que o governo apresenlar o
projei'to de lei cuja apparico, mais ou menos
pruvi na o Conde Uerbert de Bismarck fez pre-
sentir, e tender ao cstabelecimento do que elle
chamou un Moqueta terrestre phrase a propo-
sito |ara designar urna expedicao em regra.
Nao 6 de suipor que a maioria seja to un-
nime como na votaco da proposta humanitaria
do Sr. Windlharst.
Como qu r que seja, a Allemanha est coin-
promettida. como a Franca no Tonkin, a Italia
em Massuali c a Inglaterra em Suazim, n nma
empreza aventurosa que Ihe custara to cara,
provaveimeule. como as outras potencias euro-
peas.
Eslava previsto desde o cometo da opera-
A Alleiuauha ja est mui'o longe das decla-
rates humanitarias que e icnera o Lino bran-
ca- o desinteresse do qual fallava tao alto a im-
Sjusa olTiciosa d Berlim nao pode ser manli-
em face da realidade.
Auolria Hungra
O parlamento aostriaco votou, por 152 votos
cootra I3, a eliininai-fio do jury para os proces-
aos dos aiiarciiistas-
k cunvira d is representantes approvou em ter-
ceira iciinra o projcto da. le militar; e vetoo
era seguida o tractado de commercio com a
Prussia.
RumU
O governo deS. i'etersburgo vae publicar nm
decreto estabelecendo que a partir de Janeiro
prximo os estraugeiro residentes o imperio
opte u pela cxpuls o ou pela nacionalisagao.
i) c ir 'ci 11 ludo o relatorio e iuquerito
aqueiuanl),! pr.ic.d.-rsobre o descarnlamen-
to do conooio imperial, irrilou-se contra os
faciomirios encarr rados daonelle trabadlo
eordenoj qne elle fose annulfado, proceden
do-e a si't:'.-; investigages.
' \io gbsta de procesaos abafados.
pizetn de S. Petersburgo aue os dirtto es
doeanrulii nv. ferro de K. irsk a A/.ol fbram
processdoj por cuna de terein sidojulgados
cijlp.iveis no desrarrilamento do comblo impe-
rial iifoxi no de liorfei.
' Pi.i eoberto ^ete vezes e
presum, rfVHO-
ir Roberto Mor: r, e\-mmistro de Inglaterra
em Portagal o d pois em Madrid, vae ser trans-
ferido de S. petersburgo, cuide agora esteva
atreditadp, cm virtude de complicag o que sus-
cilou junto ao governo russo.
Taroteeu e.n S. Petersburgo o na rao Jonim.
diplmala Ilustre, muito considerado no impe-
rio ru ,.
\Pdia o braco direito do grande estadista Gorts-
chakotT.
As ultimas noticias de -. Petersburgo dao con-
t de u iCntmat ba de enviar ao do shan da Persia.
As symjraJhias da Persia pela Inglaterra, le-
Taiias de ponto de recusar o rxequtitur a um ho-
to cnsul do imperio russo, determinarwn a at
titude am1 ajadara do czar.
rYerrmos se a Inglaterra code s aflliccoes
jp.e.Teus amipos .
B !lw a tiadicn. como notorio.
KiiI caria
Aiz'rm de oda qu<- o Dr. Stolitone manifes-
tou desejos de se ilemittir do cargo de minis-
tro da jn Mcrvla
Acfia-se em graves difliculdades polticas o
rej Miln da ervia.
Segundo as til'inns notiias de Belgadro re-
acbidas em Vicnna, o elemento russo panha
partidarios na servia, esperando-se a cada hora
urna revoluto que tea por tim destfironar o
nei, chamando a minha Nathalia, protegida pela
Russia, ao cargo de repente do reino.
Poi da recebida com enthusasmo em lodos os
pontos da sua viagem. de >. Petersburgo fron-
teira da R oniauia. da Servia.
Da capital russa declararara ser intil qual-
tijer tentativa no sentido de Ihe itupor o divor-
cio. ...
Foi expnlso do territorio austraco o pnncipe
Karageowitch, da antiga dynasiia serna des-
Nu'onda.
O alK.-'Tdo principe, conspirava, no sentido
4o aproveiiar as discordias que vno na Servia,
para eiitlironisar-se to lugar do rei Miln.
Os resu tedos conhecidos das eleijocs geraes
para a grande skupclitina do eleitos deputados
16 liberaes e 31* ramea* rnssophilos.
aauBtanla
O general Anphelesco. antigo ministro da
aaecra. foi condeuitiado como concessionario a
X^ena de priso, 3: lei de multa e outros
36000 de iademuisaco civil ao Ministerio da
cerra.
Tum"
Particioam de Cousteutiuopla que no empenno
e-chamar trplice llianga, a Inglaterra subor-
ou o grao-vizir Kiamil-Pach, contando com a
aaencia d'este nBulro1 >unto ao sullo.
D-se porem a circumsteanja de ser 'bdul-
pand poaao aeces^ivel a inHac. Pelo coa-
lpariorao ter cooBaaawBiwcau faz sentir ao
pao-ruir (ate o mto W afbneiro onulro nao
Cfitolicha e conealtaNh* aaaavelmeote sobre o
" io qua dvntm tbitiuk-o.
|-tiieiinhoulelunif,-mente. Vio
r iagtoe So Uie garanta o k>-
BjdetiarwiftO wUaquw se senta inclinado
i i irinta runn i- soberano.
a
tcni tudo a perder rm aventura
rortaulo. opta pela neutrali-
dado desaalwres.
pensa nial o turco.
Mrrpi
l'arttcipam de Fez que o governador da Rabila
de Bem-Miguila foi assassinado pela raoirama
revol
O governo naadou marchar dois batalli6es so-
bre O ponto das desordene para fazer entrar na
ordaataquaHaaaataBiM anibada aaa-barbara.
ESat ptaiiariOK-aafropaiati'ln tudo aaiillo !
Uuasol4w>iaarroqu0 ilisparou um tiro cen-
t a um caaMB"'' ostava pacifi-
cauaate 11nln no sea otabeleciineato.
etmatno.
Oaggred d-i licou -('ivenieiite li'ido.
Esp um novo conflicto cora
a Frai.
ir. Pneoot em Tn-
ger ira occapu no principio do Ja-
neiro.
O ministro dos negocios estrangiros nao rece-
beu ain la informico algntnaa respeito dos inci-
dentes que se diz terem sobrevindo na fronteira
da Argelia e de Marrocos.
Kaypto
Tinha-se apgravado a situaco dos mpleees
encerr.idos dentro las muralhas da SuaJfini;
forcos erara pedidos com urgencia, e a esta
hora devem ter partido rio airo torcas conside-
raveis.
A v illa da praea liavia quatro cornos do excr-
cito sob o commando em chefe do emir.
Osiuaocde Naieb. sobrinhodo fallecido Mulhi
ii 1 ir geral de todo o Soldao oriental.
Dl. corno em (brea de 2:0>i home 8, era
conimindado directamente poraquelle- dowebe-
f s e Balan acampado tu planicie de Chata, em
frente los fortes de Snakini.
i" cor|o. tambera em torca de :000 homens
era coramandado por Oaraan-Digma.
ENtava icamoado em Handoub.
O :i. corpo. igu ilm -;i! do *: iW homens, ti-
nha por chele lladii-lbraiiieii-ben-Abdallall.
O cupava a entrada de Takar.
Finalmente, o l" corpo. composto de 3:0 >0 ho-
,nen s e coramandado p >r Moussa- ipraa. sobr
ulio de Osman, esteva acampado em Hacliira.
Constitua a reserva.
i) armamento compuiha-se de:0OO espingar-
das de diversos systetnas, sabres. langas, etc.
Haryia-taini'cni quafro pegas de arlilheria de cam-
panha e duas metralhadoras.
A artilheria cstava com o l." corno, em frente
los fortes.
Conrmunicam de Suakim para Londres que.
sepundo as declaraces de um rabe desertor
que rugi para aquella praga, tin sido muito
graves-as perlas soffridas pelos sitiantes.
Devem-se principalmente s iiomlms arremes-
sidas ilos fortes e i fusilaria los marinheiros
militares que defendem os baluartes do lado do
mar.
Os prejuizo soffridos pelos ing^lezes no Sol-
lao sfio insignicantes, devido ao inferior alcan-
ce dase-pinpardas dos rabes.
Um (lesna* lioXle Suakim anuncia que o gene-
ral Gi-ulfcll com 4,000lio nens cvpcias atacou e tomou de assalio no dia 20
de Dezembro, de madrugada, os reducios etrin-
i-Jieias do ininriao.
As perlas anglo egypcias sao peauenas ; mas
ojiiimigo perden mais de 1.000 horneas.
\> oria icou completa era tneia hora de cora-
ba'e.
Urna carga de cavallana acabou a derrota do
inimigo. qm: bateu em retirada para Hachun, Ta-
onai e Z'bVl.
O Sr. StanlK)|ie, ministro da guerra de Ingla-
terra conunuuicou a cmara dos communs na
sesso de 20 de Dezembro que um telegramma
ulterior do general Grenfeell calcula as perdas
dos derviche; em 400 homens j os inglezcs tive-
rara 4 mono*, dos quaes 2 ofliciaes, e alpnns fe-
ridos os egypcios tiverara 1 niorto e 30 feridos
A attiiude dos servicos juslicou a eonliauga do
general Grenfel.
O Standa'd er saber que Osman Dipma n'uma
carta dirigida ao general Grenfeel, annunciava
que as tropas enviadas pelo Mahdi contra Emin-
pacha tinliam sidoemfim bem suecedidas na sua
e : preza ; Emm-pach defendera-se valorosa-
mente ate esgotar todos os seus recursos ; por
ultimo assuastropas amotinadas entregaram-n'o,
juntamente com um viajante branco, que se sup-
pe ser lanley. Osman-Digma remetteu com
esta carta as pravas das suas assergocs. Istq o
que em tempo. disse o teleprapho.
O oflicial inglez que coimnandu em Suakim, no
Soldao, recebera ha pouco tempo urna carta de
Os nan-Digma, o brago direito do Mahdi. noti-
ciando-Ihe que o valente defensor de Wadela.
Buiin-pacli, tirdia cabido um poder do V|abli;
e ueste momenio disctese muito em Inglaterra
se as nformages dessa caria sao dignas de cr-
dito.
A carta de Osman-Digma e do theor seguate :
.. Bin noine de Dens Grande, ele. Esta de
O-iia'i-Dignu para o christo que governa em
Suakim. Quero intorinal-o de que, na j tcm-
pos. Rundle inanlou me urna carta perguntando-
me ielo be iiein que era governa lor da provm-
cia do Eqnador.
. Qnaado rocebi essa carta tuan.lei-a logo ao.
Klialifa. O Klialifa. mandou-me resiiosta, e in-
forniou-rae de que o dito governador do Equador
calno as nossas m09, e agora un do* prose-
los do Makd i.
As cncuiiiniancias da sua.qucda sao estas :
o Khalifa man lou navios ao Equad >r, commau-
dados por um dos bolsos chefes chamado Ornar-
Sal di : subiram at Lado, e quando l chegaram
souberara que as tropas do dito overnador, que
se comnmihain de soldados e oQiciaes, tinliam
prorfdido o poverador, bom como um viajaute
que esteva rom elle : carregarnm-nosdeCHdeias
e euiregaiam-iiios as maos do chefe.
> Agora loila a provincia este em nosso poder,
todos os seus habitantes se submelteram ao
Mahrii. Tomamos todas as armas e muntgOes
que l havia o tembein trouxemos todos os offi
cises e o principal secretario do Khalifa. que os
receben benvolamente e os.conserva corasigo
Tamliem tomanim todas as bandeirns que elles
tmhain ; porlanto, como Rundle desejava saber
o que e feito di> dito governador. enno-lhe esta
sagera. Inctuo a copia d'uma carta que o
i chele no Equador man lou ao Khalifa. e
tarabea copia .da carta que Tewllk dirigi ao
dito governador. Mando uuaJinente urna duzia
de cartuxos, dos que vieram do Eqnador. Rogo
a Deus nda \ictnria dos renles e derrota dos
inlieis. (Sellado) Otmtui.
A carta de Osman Salih, datada de 10 Safar,
principia awin :
Em nome de Deus Gruale, ele. Esla do
ultimo dos servus de Deus ao em scnhwr e chele
Khalifa, etc. Seguimos com os navios e o exer
cito. bepanrae cidade de l-ado, onde esteva
Erain.Mudir de Equador. Gliepnos a esse lu-
gar a 5 Safar de 1306. Tivemos de agradecer
ios ofliciaes e soldados que nos tizeram esta con
quiste fcil antes da nossa cIm gana. renderam
Euiin e um viajante queesla\ a conielle. e poze-
rain-n'os a ferros. Os ofliciaes e so dados re-
cu saram-se a ir para o gypto com os tu
Tewfih mandou a Emin un viajante que se
i Irania Mr. Slanley. Este Mr. -lanley levou urna
casta de Tewlib a Emin. datada de 8 ie nal AO-
wl, 104. n. 81, dizeudoa Emin que viesse com
Mr. Stanley e deixasse o resto da gente ir para
o Cairo ou ficar. A gente repellio as ordena do
turco e recelieu-nos com al-gria. Encontrei
multas pennas e marfun.
o i om esta carta vou mandar a bordo do Bor
ilmn os officiaes e o principal secretario. Tain-'
liem mando a carta qm- veio de Tew ib paca
Emin, com as bandeiras que toma nos aos tur
eos. Ouvi que outro viajante veio ter com Emin,
retirou-se. Estou procurando por elle. Se
votar atraz tenho a c rteza de o apanhar. To-
dos os chefes da provincia, com os habitantes ea-
to muito satisfeiios.coranoscu. Srvase tornar
a mandar-me os olficiacs e o principal secreta-
rio, depois de os ter visto e de Ibes dar as ins-
iruccOes necessarias porque me pode ser mui-
lo uteis.
Apezar das ioformacOes minuciosas d'estas
cartas, acredito-segeralinente que nao sao* au-
ilienticas cu sao mentirosas.
Ha tambem quem supponna que o viajante
preso nao Stanley, mas sim o italiano Casali.
Um despacho de Zanzbar com a date re il de
Dezembro. d noticia d'utnas cartas levadas all
de Stanley Talis. as quaes dizem que uo dia 28 de
Agosto se recbela naquella estacao urna carta;
do explorador Stanlej. Seguada esta carta
Aruhimi. temdo deixado
de e com mudos vivitresSl diasatUas.
3 brincos da-espedi
nao prccisavain de
Kanxibar
O incide viudo entre a Italia1
le Zanaibar. por cansa do acolhim
vel feito pe > sultn a um enviado d
Humberto, est delinitwamente aplanado.
O sulto de Zanzibur acaba de telegraphar ao
ra da Italia aiinmiciuiHo-llic que tinhaentre,
ao capito Cecclii a cartade desculpas, e que llie
liavia accresceutadopalavras de viva sympatlna
pela tala e petavesi Huajaerto
Es'e. pe; sen lado, responde* iminediataraente
agradeaato.
No suaigopMMWi Adn, o capillo Cecc.hi en-
viar por uin. ooraaio a caita do sulto. O capi-
lo Cecclii ach i se em Zanzibiift, porque o Dagali
est empewhad i uns opeiags diabloqucio.
ilati
. BizenMKMici i le S. Domingos que a araiada
iitiine bombartteu no dia 5 Cabo
llaitia iO df pois. linter dado aos consoles estran-
giros 36 horas para poderem retirarse.
Os indgenas fugiram para as montanhis. Sup-
poe-se que licaram. morios uns vinte.
Segundo um telegramma de New-York, o go
verno do Haiti vai levantar o embargo que tinha
po-to ao paquete Huytian Republic.
O navio deve deixar Porto Principe antes da
chegada daesquudra da repblica norte-ameri-
Os ltimos despachos de S. Domingos aHirmara
aue nao inorreu ninguem com obombardiamentj
i Cabo Haitiano.
Na sessao de St) de Dezembro da cmara dos
deputados francezes o Sr. Goblet, ministro dos
neiocios e Itraugeiros respondendo ao Sr. Faune,
di.....f l o bloqueio i lo Haiti 6 ell'e liv i < que se
naideu s giiiinentoalguin ao pedido do gen-ral
Legitime, para ter lum navio de guerra liui e/.
porque o governo haitiano anda nao esi lelini-
tivaraeale ostabelecido ; o con
    franco nao tem tomado a menor parte as dis-
    cussOeslocaes.
    Etad-t n ilv
    OSr. Benjaraiin Butterw jrth denutado'de Ohio
    apresenlou cmara dos represefiJMltes nina
    proposta, convidando ogoveiui ame'rican> a fa-
    zer um accordo com a Inglaterra e-o Canad
    para a annexayo d'este dominio ios C-i idos-
    Unidos.
    Dizem de Washington quena sessao de 20 de
    ex iiibo. o Sr. E liuunds apresenlou a i
    urna declaracaio que os Estados-Unidos veria.u
    cora iuquietago e desapprovariam toda a iuter-
    veagod'um governo europeu qualquer na eons-
    t-.Ticgo ou ti sea lisa So do canal inter-oceanico
    de Panam, e reputara isso como injuria e ainea
    gaprosncridade da grande repblica federativa
    amricana.
    A resolucaaconvida o governo dos Estados-
    Unidos a notificar estes tdeias aos governos eu-
    ropeas.
    STJEVCIiS E UTTRiS
    %mhroplogia rrianJua!
    O Paiz acare de publicar um artigo com
    aquella siguuii ativo titulo alludindo a pesquizas
    e estados anatmico* do Dr. Lacera, director
    interino do Museu Nacional.
    Ha pouco tive occasiao de fazer no Diario de
    Pernambuco urna ligeira recensfto* de obras dos
    cheles (jurista*) da escola criminal positiva era
    duus artigos, a res|ieite dos quaos o pairiarcba
    da anlliropologia criminal, o sabio Lombroso,
    disse-ine agora era carta :
    lo ho leito i due articoli stupendi del Diirio
    che popolarizzono co bene le nostre idee.
    E'-louvavel o iuluita-^la Ilustrada redaeco
    l'O.J?t disperteudo a attengao doscompeteiiles
    para to momentoso assumpto ; e seria para de-
    sojar que o Dr. Lacerda fosse secndalo por col-
    legas mdicos que lizessem estudos pnysiolo-
    gicap 8 iii.smo psycbologicos, porque a simples
    anatoma poda ser considerada apenas como um
    appendice da nova sciencia.
    E fago votos para que os mdicos dirijam seus
    esi: dos naquella direcgopor urna uecessidade
    imposte pelo nieio emque vivemos, si et inquan-
    tum, nao contando com juristas da altura de um
    trance Peni, o joven eputado italiano que ape-
    nas laureado em direito segu em Paris o curso
    aulhropologtco de Qua'refapes e anda depois com
    Lombroso um auno em Turiin nos laboratorios,
    uas prises e asylos ile alienados : de um Virgi-
    lio'Rossi, doutor cm leis, e alguns dfcrros, boje
    disuctos anthroplogistas ; alias sendo muito
    mus fcil estudar o medico o direito do que o
    jurista a medicina.
    Mas na authropologia criminal como cima la
    jizendu, a parte auatomica no dizerde Lombro-
    so e so o fuudo do quadro, um appendice da
    psycbologu criminal que entretanto tem neees-
    sidade de nma base anatmica, sob pena de vel-a
    es\oagar as aawoos e desapparecer.
    A authropologia criminal urna synlbese de
    iconhecimcn.o obtidos pelos processos scientiti-
    cos da obs rvacao e ila experiencia no estudo do
    immem minitosu considerado por todos os seus
    caracteres somticos e psycuicoa.
    Dahi vem a associago dessa sciencia e da
    psvchialria as scienejas pena s, isto ao estu-
    do do crime como accao humana, da pena como
    reaegao social e dos systemas de sua applicaco
    e execuco por raeios cfficazes que correspon-
    -dam realmente ao desidertum final da suprema
    funego do ranirque exerceo Estjdo.
    Pacientes e laboriosas investigages de pessoas
    competentes convenceram de que o esftdo do
    ciiiniii/so devia ser feito principalmente nos
    carceres e uos hospicios de loucos e que em con-
    sequeiieia lesse esludo raeios
    viain ser em pregados para tralar e dar destino
    ao hornera c irainoso ; e que este postulado era
    o corollario de outro mais geral, isto : que
    raister em todas as manifestagOes da vida social
    adaptar as leis aos fados naturaes e reaes e nao
    estes aquellas, desde que isto seria simplesraen-
    te urna tarefa intil por ser de realisago irapos-
    vel
    Nao convenho porm que a nova sciencia seja
    a phrenologt de hall (e Spurzheira ou phygiog-
    uoina de Lavater) systematisada, pois que estas
    esto para aquella como a aichymia e a attrolo-
    pia esto para a chymica e a astronoma, como
    bem diz Giulio Fioretli na polemicu em defeza da
    escala positiva sustentada em 1886 por elle na
    Italia, de concert rom seus Ilustres compa-
    iili.iios Lombroso, Garofalo o Ferri: ainda que
    Perdigando PugUa alias da mesma escola reco-
    ulie,a que semduvda Cali foi aquelleque mos-
    iron a verdaieira importancia do cerebro pela
    exphcago dos phenomenos psychicos e se elle
    attiiigio exageragoes taes que fizeram cabir em
    discre lito as suas doutnnas, tambem neuhuii
    iljuty pbysiologo moderno negar a verdade
    uaBlamentel do systema de Gall. isto que o
    cerebro seja o orgo necessaro do peusameuto.
    Era to lo caso a phrenologia est para a an-
    thropclogia como a parte est pa a o to lo.
    Aiuna sciencia esluda so o genu homo em-
    quauo a phrenologia cstuda em todos os ani-
    maos o cerebro e suas dependencias.
    Obedecendo tal ordena de ideas, isto ao
    pe. smenlo condensado em toda sciencia mo-
    derna de que o hornera deve ser estaado nos
    propros elementos indissoluveiaqueo compem
    com todas as suas qualidades pliysicas e psyebi-
    cas, como agente c agido qp ambiente que o cir-
    culada e que o meio em que se o pode capee-
    ber vi tro, que lombroso escreveua suaobr
    genio a loucura, duas quahdales que andan) ora
    ass.iciadas, ora Bisassocadas; sendo una ver-
    il ade aoje innegavel que irarallela nauta a intel-
    li g Alicia e o senso moral se podem aehar des-
    encontrados no ra-sino individuo.
    Ii'alii vem para a nova escola a neeessidade
    indeclinavel de associar ao estudo da sciencia,
    da lei penal e dos regira ras penitenciarios, a
    .lutlirupoiogia e a psvchialria. porque no dizer de
    Maul ley, Morselli, Rruno B.utaglia e tantos ou-
    tros as obras e revistas contemporneas, todas
    as anormalidades da ps ,ch* humana, como a lou-
    cura, o crime o o suicidio seconfuudemese sab-
    stituera.
    . As ira, si o crime.como accao humana uin
    facto que revela a anonnaldide do seu an^or,
    elle nao pode dispensar o estudo d'este por-to-
    dos os sus caracteres somticos e psychicosi
    Mai nao precisuva que a nova sciencia chi!-
    gasse ao estado em que hoje j se acha para que
    se oepasse a verdade ontologica, metaphyiea do
    liv re irbitrio e da responsabiiMlade awal qut
    'a
    Ihl.i diiraera psycliici, uun p ira illuso piian-
    taDle7 achava-se eai Bonayla. na margem ica que nao pode pnelrar mais na pi-
    '- Einin-pachdeboasau- dadelfa do peusamento iiiydorn
    ieodo assim nao ada-uch.u' 'ftfO'env tal *-
    StaBlef havia caagadea Banajla no diadiJa tuda o vslho e-poeuvuio habito ineotai do iiere
    islo,e tencionava partir dall 10 diadj,- 'tria-que presuppeooscurocouceito de que
    suicida ou commeti
    i qu..r: llu-ao de que em parte nao e
    ii smrrim'imlHadecoma
    ider cavar um abvsmo entre o
    e a loucura.
    O livre arbitrio foi un habito raeutal que so-
    ve pira os espirites superficiaes ou-emper-
    rados e que nao distinguira o hornera sao do
    louco na opiniao do notavel psychiatra Ellero
    Lorenzo.
    E se nos vemos ura seu collega igualraen
    notavf 1 o aliemo Krafft-Ebiag na resp niubiUda-
    de rrimiuiU e capacidade o *)<:.. Billar em livee
    arbitrio, que elle leven :l[,- a
    linguagemno cdigo aliemo, sendo aquelle seu
    livro um manual de medicina forense pura uso
    pratico.
    E nao ha assumpto era qua a rhetortea tenha
    prestado uielhores servicos me
    que n'esaquestio archaica do livre aibitrio.
    " ffJgfil-HHte-. diz muito bem lulero, na
    sura acgwaaa'Wa, liberdmle moral e responsabi
    penal, sem querer, dcixam ver que creem muito
    pouco que asensibilidade pelas puniges e lou-
    vores seja urna prava de liberdade moral tambera
    nos loucos; porque elles mesinos que acceiiam
    a responsabilidade jurdica identiiicada com a li
    berdade moral acabara ua ortica por declarar
    irresponsaveis juridicam nte esses raesmos lou-
    cos.
    Mas porque se qur applicar os processos
    scientiucos da observago e da experiencia ao
    estudo do crime em su is causas e elfeitos e aos
    meios de represslo, isto nao qur dizer como
    pretendem os crticos metaphysicos que se nro-
    tectu crear urna sciencia hybrida de direito cri-
    minal dando-I he por tumi miento as sciencias
    naturaes ou fazendo applicaco d'estas ao di-
    reito.
    As sciencias juridico-sociaes de que faz parle
    o; direito criminal BBtadadaa pelo methodo scura-
    titico porque sao estudadas as outras sciencias
    no perdera o seu carcter e o seu escopo, me-
    mo quando se aproveite nesse estu I" os reatd
    tadoi das sciencias naturaes que tem p ir ol-
    "do o lioraeni e coinprendein o conlieciment
    dos phenomenos csmicos e vitaos cuja in-
    fluencia em vo o menino horaem se eafoTcaria
    por subtrahir.
    E depois-o livre arbitrio nao adiara absoluta-
    mente lugar na nova escola criminal que sub-
    stitu; a responsabilidade individual pela so-
    cial, impondo ao Estado O daver e reconhecendo-
    lhe o direito de garantir os honestos e os paci
    lieos contra os malfeitores e deshonestos, sejain
    estes loucos ou saos.
    E comquanto G. Tarde faga distinegao entre
    os actos voluntarios e os dos loucos ou ebrios,
    essa distinegao servira para diversidade de tra-
    tamento, mas nao para punir a uns e deixar o^J
    outros immunes.
    Tarde parece reconlieeer isso quando diz :
    mister attingir differeitemente as causas maraes
    e sociaes q.ic consisle n em vo itades e as causas
    physicas ou pliysiologicns, ainda une esl
    fallar a verdade, condtcionem aquellas. A p -
    nalidade como medicago propriamente social se
    deve restringir ao trata nenio das pnoaeiras
    cansas, as segundas redamara outros cuida-
    dos.
    Na lula pela vida que c ainda travada com
    tanta aspereza porque o altruismo ainda i
    pode em maltas pomos substituir o egosmo, duas
    rdeos de activid des butnanas ,e ilesen-ol.-em
    no seio da socie lade : urna norm il, o Iraba-
    Iho econmico em todas as suas mrinifestacoes
    niateriaes ou immuteriaes;, regula !o pelo- institu-
    tos civis do direito" priva lo. commercial, mar-
    timo ou das leis administrativas, flseaes. etc.;
    O oatro genero de actividad!'6 ano mil, mmi-
    fesla-se por actos anii-sociaes que ferem o direito
    que tuiellaa vida, a propricdide, a honra ele. e
    lazemobjecto.das leis penaos que pde-se dizer
    sao a sancgo das mais importantes leis nivis
    porque entendem cora a inviolaliili lade da vida
    a pro'ecgo da propriedade. i seguranga da hon-
    ra etc.. outras tantas condiges sine qua non da
    existencia e desenvolviraeut > da sociedad e dos
    seres que o corapoera, isto vdo hornem indi vi
    dual ou conectivamente considerado.
    Ora, os actos a que alindan is constituem um
    phenomeno extreinamente complexo chamado
    crime que com* aeco humana caracterisa bem
    aquello que delinque.
    E-' esse pbenoraeno que cstudado, a um tempo
    por anthropologos e psychiatras de ura lado,
    como Lombroso e sectarios, e juristas e philo-
    sophos como Garofalo, i-ern, i'uglia e adepios de
    outre, era suas causas uiaid profu idas conside-
    rado como o producto de innmeros factores que
    podem ser reduzidos a tres ordens de influencias
    predominantes no cosmos, na sociedade e no
    proprio imiividuoe sao as causas physicas, so-
    ciaes e individuaos. Urna theoria que se serve
    de taes dados nao pode fundarse no frgil pres-
    supposto da liberdade moral.
    Assim em vez de assentar na liberdade moral.
    n saueco penal deve repousar sobre o carcter
    de temibilidade do delinquente revelado pelo de-
    licio e pelo habito de delinquir, to bem defen
    dido por Garofalo na sua criminologa.
    Quem se vir atacado e B nMeado de morte por
    um selvagem.umlonco ou um ebrio nao hesitar
    em mataLo, se poder, e tanto lor misterpara sal-
    var a propria vida.
    A sociedade nao pode proceder mediante cri
    torios differentes : pois o mesrao direito Ihe com-
    pete a respeito de individuos que sao tanto mais
    p rigosos, quanto sao impellidos ao crimo pela
    anomala da propria organisagao somtica psy-
    chica.
    O crime para nos, diz tambam Ferri, urna
    anormalidade orgnica, psychica e social coran
    qualquer outra ilegeneraco por mais que isto
    tira o senso commun que se julga immutavel.
    O crime aeco humana praticada no ambiente
    apropriados de-1 social; phenomeno devido, como disse nos, d
    extrema complexidad- de causas que podem ser
    reduzidas a tres ordens de tactores de que elle
    o triste e necessario producto; factores csmicos
    ou naturaes (clima, solo, rondiges meteoricas;)
    factores in lividuaes (idade, sexo, classe social,
    ediicacao e constituico orgnica ;) e factores so-
    ciaes "(estad i econo.niTO, 'administrativo, leis,
    lelipioa, cosnmes. ele.)
    Dahi deriva a quintupla classificagao typicade
    enrainosos; loucos. incorrigiveis de nasciinento,
    por paixo, halituaes e de occasiao.
    E' escusade notare nao seria occasiao propria
    de mostrar que taes classes devem ser sujeias a
    irataueoto diverso : aos delinque iies se dar
    destino difireme conforme o seu carcter de
    temibilidade olTerecer maior ou menor perigo,
    conforme se tier diante' da socie lade uin indi-
    viduo abso ulainente inidoneo, inadaptavel ao
    consorcio social ou um outro delinquente ile oc-
    casiao, cuja remocAo do ambiente, privago da
    liberdade ou dise:plina especial no irabaluo obri-
    gat.irio forem meios sulFicientes de restituil-o
    sociedade no ambiente d'onde sabio ou em outro
    qualquer mais proprio.
    Mas ha um ponto de suprema importancia para
    a iiova escola que se mp&e como uraa neeessi-
    dade inelnctavel s sociedades actuaes : ades-
    apparig'o do antagonismo entre a sciencia e as
    leis explorados pelos intressados apoiados por
    seus patronos que seprevalecem dessa contra-
    in:co para conseguir absolviges plenas e incon-
    dicionadas de individuos tanto mais pengosos
    quanto mais pronunciada a sua temibilidade
    caracterisada pelo impulso para delinquir.
    E nao poderia eu abogar inellior ao meu lira
    se nao trascrevendo um trecho muito a proposito
    d'um dos monumentaes discursos de Eurico Feni
    na cmara dos deputados da Italia ao discutirse
    o n ivo cdigo |K'ual em sessao de 28 do Maio do
    anno (indo.
    0 cdigo diz que a responsabilidade dirai-
    uue tanto quanto as causas que impellirara o
    individuo a delinquir: logo, tanto maiores sao
    estas causas e normalidades, quanto menor 6 a
    responsabilidade at o ponto raesrao de conver-
    ter-se era impunidade I
    Ora, isto justamente a verdadeira contra-
    diego flagrante e quotidiana das nossas leis e
    dos n issos tribunaes; e nos menos dedicamos,
    lainbem a despeilo do fcil humorismo dos in-
    competentes, a estes estudos dolorosos nos car-
    ceres e nos manicomios, nao vemos quo esta
    seja a representacao verdadeira da vida real.
    Nos dizeraos ; ou vos acceitaes com as nos-
    sas pretnissas as nossas consequencias, e eito
    nao tem mais razo de ser os vossos velhos cri-
    terios de culpabilidade moral e as nossas con-
    clusOes garantirao a sociedade, offerecendo-lhe
    o modo nico de adoptar eficazmente a defeza
    variedade das offensas; ou vos nao queris ac-
    ceitar os nossos estudos biolgicos e eciaes so-
    bre a criminalidade, e ento permanecis revesti-
    dos com a cou-aga adamantina dos vossos syl-
    logismos abstractos sobre a responsabilidade
    moral.
    Mas vos nao podis aoceitar dos botos es-
    tudos as premissaa que disvelam ai anormalida-
    f^sH^HPKaa^BMRaHDiBvannnHnnwHBHBni
    "liras theorias abs-
    tractas a i lade,
    p irque quam i maior a anormalidad
    (bravo! milito bem) .
    N i artigo que nos evdu a escrever1 i
    alinde tambera ao assumpto no ponto era que se
    podera relacionar as ideas da nova escol i com a
    imprensa e co nquailte o pensamento nao se tor-
    nasse muito claro para nos, todava suppim >s
    telo comprehendido.
    Os que se achara frente da nova escola,
    liando a merecida importancia ao phenomeno da
    influencia psychologica que pode ter o contagio
    e a mitacao para a dilfuso da criminalidade,
    esforgam-se para demoustar cono urna provi-
    dencia eflicaz de prevengan social de ordein
    educa iva o impedir a escola funeste do deli-
    cio tornando dillicil mediante impostas, (^luges.
    etc ai puUiearoes deshonestas e as que se oc-
    n simiente de critnes, o ique tambera se
    ii niiiitte em hom-nagera idea metaphysica e
    menos seria da liberdade. salvo porem. o m in-
    dar para a cadeia os gerentes responsaveis,
    quando o mal j est feito .
    Esse expediente urna parle do sy-tema de
    preveoco defendido por erri, acceito por Garo-
    falo e seguido por outros.
    E nao poderiamos melbor dar urna idea da
    'siiperioriilade -da nova escola sobre a velhadi
    i( ie registran lo ai p davras d ) illnstre anchi
    (uraa gloria que j pertence historia) no par-
    iamenio italiano, nico onde ella at aqu tem
    pe letrado, gr.igas opportunidade da discu-s o
    ^i
    do voto de um cdigo penal, e que "erri repe-
    ta em um dos discursos a q ie nos re erim >s
    lis U palavras que constirae n o v -rdadeiro
    progra nm i de urna imp irtante reforma :
    lu'retanto que at agora as iheorias tradi-
    cin es q ie nos ch imamos classicas por corte-
    zia e nao por zombaria, tm estada lo dolidos e
    len (ueotes avalaos d i mundo real como se es-
    tu- ikm asa aaw campinalu de vulro (disse o
    honrado Mmcini) os nov is estudos tendem ao
    contrario a isto. que 6 alguma cousa de muilo
    fecundo j p los resollados q ie offerece : estu-
    dar delicio e delimpavuies ua vida, n ambien-
    te natural 8 B%l fin que elles se detcrmin.im
    por lei natural e ineviav.
    Recife,.4 de Janeiro de 1889.
    Ur. loo Vieira de Aranjo.
    Loml;m & BraziSian
    mited
    !apitai do Banco
    ngo
    Pondo ii reserva
    IIALASyO DA CAIXi FILIAD
    BLXO, BU 3 DE
    1,2-0:000
    635:009
    336i003
    E.\I PlCRSA.U-
    D!5ZE.Y11JU> d: ltS6
    Acii'-u
    L ''r-i- |ese.,.nt:ullS
    Letras a re,cel>er
    K iii>re-.riinns. -.iiit-is eorreritPS
    DlItRU
    G ir tiltil.^ ;) m- nt .i nv i
    .liviTS'j.i v-ilore.-
    lita em noeda "orreni-
    n .. :
    ;;n dailM j.'r.'.::ir-
    feta S14KW tvisn _
    f'Ui.-ill- 1
    388:34S10
    Mi7:8*,i#310
    !f>:2 05HM)
    963 :&:)9 5830
    2,li6:31U270
    8C>2:018 5800
    40i:i88i010
    i, 12:6914070
    1,635:0805720
    i.ir.iutias por Contar correte*
    V/irsiM valore-
    versa couras
    cetras a p;i^ar
    1,736:8165010
    1,139:308*301)
    4835820
    4,332:691-5070
    S. E 11
    Pernambuco, 3 de Janeiro de 1889.
    IV. H. Bi ton. manager.
    Robt King, actiug accoatant.
    REVISTA DIARIA
    RmpresUm provincial Em cumpri-
    raenio da I i provincial que autorisou uin empres-
    timo de 8.600 OODOOO deliberou S. Exc, o Sr.
    provincia abrir concurrencia para
    linan-
    presidente da
    a realisago dessa importante operado
    ceira.
    Para esse nm expedio ordem ao inspector do
    Thesouro rovincial para seren organisadas. as
    bases da conurrencia, cujo praso ser de 43 das,
    contados da data da publicaco do resiiectivo
    edital.
    onacinl d EablnetpPor ac'o da pre
    shleiicia da proviinda deaute-liomem, foi nomea-
    do ollicial de gabinete de S. Exc, o presidente,
    o Imanare! Manoel Bernardo Cduion.
    Promotor publicoPor acto da mesma
    data foi uomead 2" pro iiotor publico tiesta cap
    tal o bacharel Alfonso Olindense Ribeiro de
    Soaza.
    Ctastrda nacionalPor acto da presi-
    dencia de 12 do inez lindo foi nomeado Aostri-
    cliano liezerra de Albuquerque para o posto de
    capito da 6* corapanhia do 37 batalho de in-
    faiitarte da guarda nacional de Taquaretin-a.
    Bom Jardira e Li.iioeiro, em substituico do ca-
    pito Antonio Olyupio Lobo Bacaliio, que ob-
    teve.passagera para Nazarelh.
    Eaortvo de eollectorla -<-~oi nomeado
    escrvo da collectoria provincial de Garanhuns
    Joo Galdino Gardeal de Azevedo.
    Abertura de crdito*-Foram abertos
    um crdito de 32550 verba do % 13 Instruc-
    co Militar do Ministerio da Guerra para qccor-
    rer o jjagaraento da despeza feite com as esco-
    las regiinentaes do 14 batalho e corapanhia de
    cavallara, e ura outro de 438*000 verba Cor-
    pos Especiaes do mesrao ministerio, afim de oc-
    correr o pagamento dos officiaes militares do
    Arsenal ele Guerra.
    Secretarla da presidencia S. Exc. o
    Sr. desembargador Ofiveira Andrado,fazendo jus-
    tica s Ihibilitacoes e ao zelo dos erapregados da
    secretaria dapresidencia a comecarpelo honrado
    e intelligente secretario interino, Dr. Manoel Joa-
    qiira Sllveira, dirigi a este o seguinte oficio.J
    cujas express&cs sao rauito honrosas para todos
    osempregados:
    Gabinete da residencia de Pernanrraro. era 3
    de Janeiro de 1889. Ilm. Sr. Dr. M raoel Joaquim'
    Silveir. -ao passar a adraiuistraco d'esta pro
    viuda ao meu digno successor, cumproum grato
    dever, assegurando a V. S: que nao esquecerei o
    zel). dedicaco e lealdade com que rae auxiliou
    se acre n'e-se to laborioso quo difficilencargo,
    mostrando era tudo criterio e intelligencia note-
    ve s.
    Peo) ainda a V. S. ura obsequio o de trans-
    mittir aoSr. raijor Emiliano Ernesto de Mello
    TTamborim, olficial-raaior d'esta secretaria da
    presidencia aos chefes de seceo e aos demais
    erapregados o louvor de que sao merecedores
    pela assiduidade, pericia e fidelidade com que
    serviram, na mesma secretaria.
    Cora a maior consideraco e subida estima.-
    De V. S. obrigado criado, collega e amigo, 'oa-
    quim Jos de Olivera Andrade
    Concert em OllndaE' boje, s 5 ho-
    ras da tarde, que se realiza em Olinda o grande
    concert ao ar livre na praia do Carmo.
    E' urna excellente diversao e que attrahir
    grande concurrencia.
    Obra* de aulle VernePara a Livraria
    Quintas, ra l de Marco n. 4, chegou umnovo
    volume das obfts de ralio Verne, edieco popu-
    lar de David Corazzi, de Lisboa.
    Contm esse volume a V parte da Jangada,
    curioso romance scientilico, como todos os do
    eximio autor francez.
    O AtlnticoHontem foi distribuido o n.
    323 des'se peridico lisbonense, edico especial
    para a America e Oceania.
    Traa. como sempre, minuctosas noticias.
    Tinte e qatro de Halo.Este socie-
    dade litteraria realisa araanha s 6 horas da tar-
    de ra de Fernandes Vieira n. 9 urna sessao
    magna para a qual tem convidado muitos ci-
    valheros e familias. *
    Agradecemos o convite com que nos obse-
    quiou. -i, ,,
    rrocetuo crlnae.Foi-nos otterecldo um
    folbeto contendo as razOes de appellaco que o-
    Dr. Jos Austregesillo Rodrigues Lima na qua'-
    lidade de curador do interdicto Alfredo da Suva
    Torres interpi da deciso do jury da termo de
    Maceio para o Superior Tribunal da-fielacao.
    Esto bem elaboradas essas raioei e jnteJ-
    gentemente dedanda a defeaa doappellate.
    Agradecidos r^lo offeredmento.
    Ciucta. ferf ment* e morte O dele-
    le polica de l'esqueira cominunicou ao
    r. ebefe de polica que no dia 23 de Dezembro
    u'iiino. um grupo coramandado pelos fllhos de
    itino Pereira de -ello Dio, atacou 09 fi-
    Ihos de Gonzalo Lebriua. resultando da renhida
    lucia que hoiivc a morte de um filho de Goucalo,
    de nomo Jos, ferinientos graves' em um outro
    de nome Tiburcio, alm de varias contusOes em
    dous outros.
    oram presos era flagrante e recolhidos re-
    speetiva cadeia, Antonio e Maaoei, Albos de Cle-
    uicntino. e mais dous individuos que os acom-
    panhavani. evadindo se os outros.
    A referida aataridade tomou eonhecimento do
    facto e procedeu nos demais termos da lei.
    .Hi-lpomeae indenne Esta socieda-
    de na ula celebrar na matriz de S. Pedro Mar-
    n Olinda, no dia 7 do crente, s 7 horas
    la nn'i!i una nissa <\ e'arnii il seu prestimoso consocio Deocleciano
    Augusto de Souza Lobo, fallecido no dia l do
    crrenle, e neste dia suspende o luto que por tal
    motivo havia tomado resolvendo mais inandar
    collocar u na lapide fon"raria no jzigo em que
    se acha o cadver do indito-o consocio, e que
    para tal fin est sendo convenienleBieiite prepa>
    nlda.
    Faculdade de Direito do Itecife -
    Amauhfi se l'ar exaraes de geometra, sendo
    feas as chamadas por ordein alphabetica.
    Pamiaaienlo nformara nos qu falleceu
    no da 3 di corrate, ao ra io dia. era seu enge-
    nho B isario. da comarca de Niizareih o capito
    Joo Cavalcante Miu Icio Wan lerley. lilhodo ve-
    nerando aro de Tracunliem.
    Ainda 111 lldr di idade, pois apenas contava
    7 minos, leudo diante de si un l'u'uro risonho,
    hora lho, hora ranino, esposo disvelado. paies>
    ireui ), |olt o d'dicaloe ao mesrao lempo to-
    lura ie : o tuiadtLdeixa na sociedade nazarena
    um vacio q ie nao%;r.i fcilmente prehenebido.
    Tendo-se casado era Dezembro de 1 81, com
    uraa sua prima, filha'do finado major ihistovo
    le lloll inda Cavalcanle, d ixa o tinado capitn-
    Joo Mauricio 3 filhosna orphandate
    A' suaiiicon-'olavel viuva e ao Exm. baro de
    Tracunliem damos nossos pezames por-to pre-
    maturo passa liento.
    lulvo de paz -Acba-se em exercicio de
    juz de paz la freguezia do Re fe, o Sr. Joo Go-
    111 s d Oliveir.i, qie reside ra lo Bru.n n.88^
    I.' andar, e d au liedcias ra da Madre de
    Deus n. 7, I. andar e despicha onde for encon-
    trado.
    Fallecimiento -Falleceu hontem na idade
    ue 9J anuos, D. Lui/.a Prmcisca de Irrua Caval-
    canle le -llraqneraue Lacerda, viuva do tenente-
    coronel Francisco HsjUg-uja Cavalcanle de Albu-
    uerq e Li e-da. '^H"v.
    A Mu da era irmo ilo||"cido conde daBda-
    Vi-la, senhora distmeta e geraln*ute estimada.
    A' sia familia api-esentemos 1)issas condolen
    cas.
    (|ue flm levarla tProcurou-nos hontem
    o Sr. Jos Ferrei a, u gotiant a ra do Bario da
    Victoria c actualm nte re.sidindo na Torre e dis-
    se-uos que, no dia anterior, sex'a-feira, de 9 [larai
    10 horas da inaiihi, Jesrauareeeu 'Le sua casa
    ortde eslava ha tres anuos a raen Vi loria, or-
    ph de ni e mu .-erai-brauca, del4 para 5 an-
    nos de idade.
    Tinha i lo ola aquella bora buscar agua em
    uraa cacimba prxima, pirm nao mais voltou,
    nao ten lo sido enconirada pelas circumvisinhan-
    cos, era liaveudo noticias d'ella.
    Victoria franzina. e representa ter apenas de
    11 para 12 annos de idade e temn'uraauas faces
    raa cicatriz proveniente do uraa operacao que
    fez no queixo.
    0 Sr. Jos Ferreira gratificar a quem delta lbe
    der notieias certas.
    Encola \ormal da Moctedade l'ro-
    pagadora da InNtrucco Publica da
    Boa-ViwtaAs matriculas acham-se abjrtas
    desde o dia 2 al 30 do corrente mes, e as aulas
    priucipiaro afunecionar do da 15 em diante.
    Hervir militar Estta designados para
    superiores* do dia boje o Sr. capito S Barrete, e
    de ronda menor o Sr. alferes Manoel Feliciano, 9
    amanifi o ?r. major Luz Ferraz, e de ronda me-
    nor o Sr. alferes Joo Pi da Fonseca.
    A garnieo da cidadu dada hoje pelo 14*
    batalho de infantera, e amanlrn pelo 2" da mesma
    arma.
    A guarda da Thesouraria commaudada hoje
    pelo Sr. tenente Sebastio Goncalv s da Costa, e
    amanh pelo Sr. alferes Pedro de Barros Fulco.
    Existen) em tratamento na enfermara mili-
    tar 32 pracas dos corpos da guarnico.
    Funccionou hontem no quartel general o
    conselho de guerra a que est sujeito o 2o cadete
    2" sargento Joo da Costa Medeiros Sobrinho,
    mais i pracas do 2 batalho de infantera, sob a
    presidencia do Sr. leneote-coronel Feliciano Ca-
    nope Momeiro de Mello.
    A msica do ii" batalho de infantera. to-
    car hoje no coreto do j.irdim do Campo das Prin-
    cezas, das 5 s 7 da noite.
    Passou a fazer dia a praca o Sr. capito
    Francisco Antonio de S Birretto, em subsiitui-
    go do r. m .;pr Honorio Clementinq Martins, que
    lera da seguir paraa praviuciado Bio Grande do
    Norte.
    Excellentea biacoutos Os Srs. Mello
    \Biset estabelecidos com ppdaria ra larga-
    do R ario n. 40 acabam de 'entregar ao con-
    summo um novo producto do seuestabelecimen-
    to industrial.
    SSo uns bscoutos doces, rauito bem confec-
    co-'a tes, e que nos pareceram superiores aos
    similares importados.
    Becomraeodando-os aos nossos leitores, agra-
    decemos aos Sr. Mello Biset o mimo que nos
    Izeram de urna caixinh 1 do seu novo producto.
    Entradas de algodo e ansaear
    Por tena e mar entraram no mercado do Recife
    era Dezembro:
    Algodao
    De
    : 1888 30.919 saccas.
    887 39.369
    18 6 37.585 >
    1*83 24.318
    1884 Assucar 29.604 >
    1888 359.828 saceos.
    1887 - 493.238' .
    1886 337.623 .
    1883 276. 41
    1884 338.398
    Cortan aem arte.0 Sr. Dr. J. M. Car-
    lie
    neiro Vilella eomeca de novo hoje cora as suas
    espuiliosas Cactus sem arte, que tent tm agra-
    dado aos nossos leitores.
    Como de costume sao ellas publicadas aos do-
    minaos, em folhetira na 8* pagina.
    I nsiii ii lo de \01wa Henhora do Car-
    mo,Este collegio de instrueco primaria e
    secundaria, sito ra de S. Francisco n. 72,
    abre suas aulas amanha 7 do corrente.
    Directora dan obra* de conserva-
    cao don Portn de Pernambco-Reci-
    te. 4 de Janeiro de 1889.
    _______Boletim meteorolgico
    1 >
    Horas 1 ag| Barmetro*
    6- 0 -
    6 ra. 26-2 761-72
    9 28-7 762-13
    12 29-6 761-32
    3 t: 29-4 760-08
    6 26-7 760-68
    Tenso
    do vapor
    19,69 77
    20,39 71
    Mfik 69
    20,92 69
    20,48 78
    Tempe- arara mxima30,uu.
    Dita mnima 26,' 0.
    Evaporac&oem 24 horasao sol :-6",3; som-
    bra : 3-,4.
    Chuva9,-.
    1 ireccao do vento : SE de meia noite at 5 horas
    e 10 minutos da raanha ; E^E at 6 horas el
    minutos; -E at aos 50 minutes da tarde; SE,
    E-E e K vana veis at 4 horas c 20 minutos;
    SE at meia noite.
    Velocidade media d vento: 2" 6M por sa*
    gnndo.
    Nebulosid; de media: 0,50.
    Boletira do porto
    1-3
    M
    M.
    M.
    M.
    Da
    4 de Janeiro
    5 de Janeiro
    '
    Horas
    0 dalarde
    -r
    1 I da manaa
    -7ii
    Altura
    o-.st
    m
    V


    Diario de PeraambucoDomingo 6 de Janeiro de 4889

    i
    r
    M*

    Gusmo, s ti horas, ra da Im-
    bons movis, piano e muitos
    rea fe ira:
    is 11 horas, na ra do Mar-
    qu' 52, de movis. louca, vidros.
    1 va us pertences.
    Pelo agente Martina, As ii hora*, ra do
    Imperador n. 16, de um predio.
    Pelo usni io. a 11 horas, ra do
    Marque/ ele Olinda n. 48, de 3 cavatios pura
    sella
    HixoiiN runebre-Sero celebra!
    manhS:
    A's 7 horas, na malriz de S.Pedro Martyr, e
    6 I i na eapella do collegio da Estancia, pela
    alma de Deocleciano Augusto Lobo.
    Quarta-fcira : .
    A's 7 horas, na eapella de Apipucos, pela al-
    ma de D. Julia Amelia ins Sonano.
    PanttageiroM Chegados de New-York no
    vapor injilez araense:
    H. Cwowalc, A. Breor e ). W. Shermeiham.
    Chegado de I iverpool no vapor inglez Ex-
    plorer :
    M. i
    Honpiai Pertro IIO movimento deste
    estabelemeato de caridade no da 3 do cor-
    rente foi o seguinte .
    Entraram 20
    Sahiram 16
    Fallereram 5
    Existem 462
    Foram visitadas as respectivas enfermaras
    pelos Drs.:
    Cvsneiros9 3|3, Barros Sobrmho as 7, Be-
    rardo as 11, Malaquias s 8 Ipl, Pontual s 9 l\t
    Estevao Cavalcante s 9 3||^mes Baroosa
    as 101 \i horas.
    O Dr. Moscoso nao compareceu.
    O cirurgio dentista Numa Pompilio nao com-
    parecen.
    O pharinaceutico entrou s 8 lr2 da manba e
    sanio s 4 da tarde.
    O ajudante do pharmaceut&so eitrou s 71|4
    da manba e sabio s 4.
    Lotera do ftram-Pnr- A 3 parte da
    DKSHa

    ter o ageriTi !' iw~ mdw tiwt- biUUi-
    . presen ladi u aft'i.
    liado;
    certificando outro sim que apreaentou-os pouco
    antes das 4 horas da tarde esse meemo da.
    - pelas Srs. deputados
    i'ellr e Figueiredo os acharan escriptu-
    regularnn dia.
    I'elir
    Do Luiz Antonio Siqueira e Carlos de Momea
    rreira para que se archive a proroga-
    co por 5 anuos, do contracto de sociedade ce-
    lebrado a 3 de Janeii o de 1883. Archive-sena
    forma da lei.
    Autos de aggravo interposto por Pereira Peo-
    na C. para o superior Tribunal da Rolaco con-
    tra Garios de Arruda ., do despacho de 27 de
    Dez-mbro prximo pausado, que aiinullou o re-
    gistro da marca dos aggravautes.Lida a mi-
    nuta do aggravo, a Junta Cqmmereial sustenten
    e justilicou o seu despacho.
    Nada mais havendo a tratar enrerrou-se a ses-
    illo s 11 horas da inanlia.
    PUBLICAgOES A PEDIDO
    25' lotera, dessa provincia, cujo premio grande
    60:000 OOXi, ser extrahida, Terca-feira, 8 do
    corren te.
    Cemiit'i'io Publico -Obituario do dia i
    de Janeiro de 1889 :
    Antonio Bento Madeira Pernambuco, 30 annos,
    solteiro, Boa-Vista ; tebre perniciosa.
    Jos Dow i ngues da osta, pernambuco, 60 an-
    nos. viuvo. Recife: atnolldpneiita cerebral.
    Kayiiiundo. Pernambuco, 4 mezes, S. Jos : en-
    tero coliie.
    Maria Rosa da Conceicao, Perpambuco, 40 an-
    nos, casada. Boa-Vista ; Tebre pernicksa.
    Rita Maria Maria annos. soltcira. lia-Vista: tubrculos pulmo-
    nares.
    Claudino Francisco de Limp, Pernambuco, 30
    anuos, solteiro, Roa-Vista; honiorrhoga cere-
    bral.
    Rosa Fortunata de Senna, Pernambuco, 30 an-
    nos, casada, Grapa; beriberi.
    CHR0N1CA JDDICIARIA
    Junta C o m me re I al da eidade do
    Recite
    ACTA DA SESSO DE 3 DE JANEIRO
    DE 1889
    PBESIDE.NC1A DO ILLM. Sil. DEPUTiDO JQAQUIM
    OLINTO l-ASTOS
    Secretario Dr Julio Gvimaraes
    A's 10 horas da uianha. continuando" o impedi-
    mento do Si comuiendador presidente, assumio a
    presidencia o Sr. deputado Olinto Bastos, estando
    6regentes os Srs. deputados coiumendador Lopes
    chado, Beltrao Jnior e Hermino de Figueiredo,
    e deferindo o juramento na foroia da le aos Srs.
    conimendador Joaciuim Lopes Machado e Joaquim
    Jos Goncalvcs Beltrao Juuior, reeleitos deputa-
    dos desta junta para servirem durante o qua-
    triennio de 1889 a 1892, declarou aberta a ses-
    sao-
    Lida, foi approvada a acta da precedente sesso
    e fez-se a leilura do seguinte :
    Iguarassd
    Um Sr. Eleuterio da Rocha Wanderley. qu-
    nelo nomo uo pcple, veio hoje pelo Jornal do
    Rec fe assacando injurias e calumnias contra o
    honrado delegado de Iguarassd t rancisco Joa
    quii Cavalcante Galvo.
    Diz csse Sr. Eleuterio, ou melhor esse -'r. Ta-
    lenca. pois que este d.1 facto o responsavel por
    .iquelle, que o honrado delegado possue naescra-
    vido alguns libertos e pretende levar-a elle Eleu-
    terio- ao tronco, assiin o injuriando.
    Tudo isso pura e siuiplesmenle falso.
    O r. Cavalcante Galvo, homem pacifico e ci-
    dadSo prestante nunca pensou em reduzir pessoa
    livre escravido, t menos o pensaria agora de-
    pois da lei de 3 de Maio de 1888.
    Tal aecusaco lie foi feita em Bus do anno
    passado, c foi cabalmente destruida, como se
    pode ver dos documentos oficiae3 publicados em
    pos da parte da polieia, no Dia>io n. 236 de 16
    le Outuhro daquelle auno.
    Pelo facto de ser agora o Sr. Eleuterio o reno-
    vrnlor da acosaco esta nem por Isto procede; e
    o tal senhor perueu seu tempo e o seu lalim cha-
    mando para o caso a attenpaodo actual e digno
    presidente da provincia e do Ilustre chefe de
    polica, que j conhece a fundo esse negocio va-
    lenciano.
    Quauto outra aecusacao, nem desceraos a
    combatel-u. Contradla protesta todo o honroso
    passado doSr. Cavalcante Galvo, que, como au-
    toridade policial, jamis procedeu de modo a
    merecer critica.
    Ha aecusacoes que so desafiam o riso. Essa
    numero.
    Recife, 5 de Janeiro de 1889.
    Vale?*.
    A oitava mar vil ha
    Mais urna victoria acaba de ser alcanca-
    da na vasta arena scientifica, onde o ho-
    mem luta constantemente para augmentar
    a espbera de seus conhecimentos ; mais
    urna descoberta importantsima vem au
    gmentar o numero de suas conquistas so-
    bre a natureza.
    Trata-se de um navio que ser laucado
    nagua muito breve e que movido sim-
    plesmente- pela compressio do ar, pe-
    der percorrer eiu cada hora 20 leguas ou
    mais. A forca do ar comprimido muito
    conhecida no mundo scientifico, mas o
    meio de dar continuidade e fazel-a man-
    ter-se perpetuamente, era Jim segredo que
    pareca zoinbar dos esforcos de todos
    aquelles que tm procurado descobril-o.
    Atinal foi encontrada a incgnita des-
    te problema em cuja oluc&o ten tra-
    balhado umitas notabilidades scientiiicas.
    E coube a um brazileiro, a um peniambu-
    renca daquelles a quem de balde
    ptdiu auxilio.
    Lfcmogaaado de seus patricios, recorren
    a alguna portaguezea que, animados pela
    coqvccIo (jue aua linguagem revelava, pres-
    tamm-lhe o auxilio de que elle preci-
    sa va
    Foi asaitn que o Sr. Barbosa pode con-
    stru r o pequano barco Primor d'Arte no
    qual fez urna viagem de Porto Alegre a
    Triumpho (24 leguas de ida e volta) onde
    foi rucebido com as mais ruidosas mani-
    featacSes de enthusiasmo.
    Os. triumphenses ergueram-se todos como
    um so homem para atirar sobre elle en-
    thusiasticas ovaeBes.
    Obtido esse primeiro resultado, o Sr.
    Virissimo animou-se a pedir privilegio ao
    governo imperial, o que conseguio depois
    de submetter-se a um exame rigoroso.
    Em 1881 veio para Pernambuco, sua
    provincia natal e aqui convidou a diver-
    80 artistas para o ajudarem "a construir o
    navio que se est concluindo na ra de
    Santa Rita n. 79, laucando para iaao os
    primaros fundamentos da Empreza Miner-
    va Progresso i ernambucano, que hoje
    conta em eu seio mais de 200 artistas.
    Alin de outras pessoa gradas foi a em-
    preza visitada ltimamente por Sua Alte-
    za Imperial o Principe D. Augusto, que
    em companhia do engenheiro raachinista
    e do commandante do Almirante Barroso
    deinorou-se cerca do 3 horas na sede da
    mesuia examinando minuciosamente todos
    os trabalhos. Sua Alteza e seus compa-
    nheiros de visita felicitaram ao Sr. Viris-
    simo, confessando-se satisfeitissimos.
    A empreza, tendo resolvido levar o na-
    vio Minerva ExposicSo de 89, pede para
    isso o auxilio de todos aquelles que dese-
    jam ver o seu paiz subir no eonceito des
    povoa cuitos.
    E' na ExposicSo Universal que todas
    as nacSea vSo dar provas de seu desenvol-
    vimento e a empreza tem certeza de que
    se conseguir levar o Minerva todos os pai-
    zes cederao a palma ao Brasil, que cingi-
    r entilo a coro do triumpho naquelle cer-
    tamen artisticc-scicntifico.
    Convidando ao publico em geral para
    examinar os seus trabalhos, pede a em-
    preza a todos que concorram com o con-
    tingente de que poderem ;dispor- no senti-
    do de diminuir as grandes difBculdkdes
    com que tem de hitar para realisar o seu
    justo desejo.
    O Artista, jornal de Porto-Alegre, em
    um extenso artigo de fundo inserido em
    .-i.ii n. 75, anno XIX, tractou exclusiva-
    mente da importante invencao do Sr.
    Barboza e do modo mais lisongeiro possi-
    vel, concluindo assim: Se n2o tivermos o
    desvanecimento de sermos os primeiros a
    annunciar um mximo feito na luata da
    meclianica, ao menos fica-nos o de publi-
    car que tambem n'esta' partcula do mun-
    do emprehendedor ha quem conceba e
    se atreva a por em effeito commettimentos
    niui altos. a ,r*3 '. <> (
    y <
    Por urna transeripeite que fe2 a Impren-
    ta, desta capital, vimos que o nosso pri-
    KXPKDlcNTB
    Officio de 19 do mez findo da Junta ; ommer- fcanu, fi gloria de enriquecer o mundo com
    cial da capital do Imperio, remettendo'a n-lacao t."i<, grande conquista.
    dos eommercianies niab ciliados nos mezes de q gr Virissimo Barbosa de Sotu quo
    T{ ha mais de 10 annos trabalha, com urna
    peraeveranca que admirara a Colombo,
    para realisar essa maravilhosa invencao,
    cuja possiblidade emprehendera, conse-
    guio atinal o resultado que almejava.
    As suas primeiras tentativas forn in-
    fructferas. Emtanto, como Bernardo a-
    lissy, elle nao desanimou nem com o mo
    resultado dos primeiros ensaios nem com
    \U--------------- -^- i--' i-
    No Rio as cotaces foram as seguintes : banca-
    rio, 27 i 4 com tomadores smente a 27 3/8:
    particular, 27 7, .6.
    TABELLAS AKFIXADAS
    Outubro e Novembro ltimos.Accuse-se a
    cepeo e archive 8B.
    dem de 29 do pasado, da Junta dos Corre-
    tores desta praca, enviando o boletim das cota-
    $6es otliciaes de 24 29 do presente mez.Ar-
    chive-se.
    dem da mesma junta, de 31 do passado, dan-
    do Bolencia do numero de transacgOes enverna-
    das pelos correctores no mez de Dezembro.
    Para o archivo.
    I'iarios ofliciaes de ns. 350 a 356Archi-
    ve-sc.
    COMERCIO
    TELERAM.lf A*
    Servido da Agencia Havas
    LIVERPOOL, 4 de Janeiro.
    lili
    ASSl'CAR .Calmo.
    O de PrriniDibui'o n. 9 vende-se a
    19 por i|uinlu.
    ALGOO:------almo.
    O FUR de Pernambuco teadr-M A
    d. por libra.
    Vendan do da 9:000 fardo.
    NEW-YORK, 4 de Janeiro.
    ASSL'CAR :~ Calmo.
    Polarltaro -
    fcra.
    4*,* por 11
    y.
    -.
    o
    i
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    a N o.
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    o.
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    s
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    3

    Agencia Havas, filial em Pernambuco,
    de Janeiro de 1889.
    Revista do Mercado
    Recife, 5 de Janeieo de 1889.
    O mercado de cambio mantevse na mesma
    posicao de honl
    No dr algod; ton transaccao alguma;
    alginu proca i vando-se. porm, os ven-
    dedores retraliidos a espera de melhor preco.
    Foram vendioi alguna lotes de pipas de
    agurdente, alcool e niel.
    meiro artigo attrahiu as vistas da sciencia
    ua Corte.
    O Jornal, que alli se publica, dia que
    na 3a conferencia sobre o entino tupetior.
    scienciapratica, experimentalelaboratorios,
    pelo Exm. Sr. Dr. Joao Paulo de Carva-
    Iho perante S. M. o Imperador e umacom-
    raisso scientifica, o Ilustre Sr. conselhei-
    ro l.'orreia, usando da palavra, fallara so-
    bro a maravilhosa invencao- do. Sr. Viris-
    simo B. de Souza, nSo havendo quem ar-
    gumentaste pela mpossibilidade.
    O Jornal do Recife de 13 de Janeiro de
    1881 escreveu sob a epgraphe Maravi-
    lhosa invencSo; Segundo dizein as folhas
    do Rio Grande do Sul, est o nosso com-
    provinciano, o Sr. Virissimo B. de Souza,
    construindo na cidade de Porto Alegre m
    navio, cuja navegacao ser feita pela com-
    preasto do ar e cujo systema, apezar dos
    undo a Associaco Commercial Agrcola, foram
    i- se^uintee:
    Brancoa..... 2*000 a 24400
    Somrno I#eb0 a 15700
    Mascivado burgado 1*300
    bruto. 1*200 a 1*300
    Rtame..... *900 a 1*000
    Colonia Isabel
    Branco 1"
    . 2*
    * 3*
    -omeno .
    Mascavado .
    -.
    Usina Pinto:
    Branco i*
    2
    Someno .
    Mascavado .
    IMOO
    2*-00
    2*000
    1*800
    1*300
    2*400
    2*300
    1*700.
    1*340
    A exportacSo, feita pela alfandega, ueste-mez
    at o da 3, attingio a 2.934.820 kilos, aendo
    2.590.695 para o exterior e 394.125 para o inte-
    rior.
    As entradas verificadas no mez de Dezembro
    lindo, attingirara a 359.828 saceos, sendo por:
    Bol
    sa
    uotavOes o*ticim:8 da jumta doe cob-
    kectobk
    Reci/f. 3 da Janeiro de J889
    Cambio sobre Londres, 90 d.v. 27 5/16 d. por
    U, do banco.
    Cambio sobre Lisboa, avista 16 0/0 de premio,
    do banco, hontem e*oje
    Descont de letras, 9 00 ao anno, hontem.
    O presidente,
    Candido G. 'Icoforado.
    O secretario,
    Eduardo Dubeux.
    Cambio
    mantivtram ndjt taxa de 27
    1 ofierecendo, porm, saccara 27 5,16 para
    a primeira m;
    Em papel particular houve negocio a 27 7 16
    O movini
    rario
    Algedo
    Sem vendas, cotando-se o de sorte do serto
    , 6*050, nominal.
    A dSportacao, feita pela alfandega oeste mez
    & n da :t snhio 710M7J kilos, para o exterior.
    Barcacas.
    Vapores.....
    Animaes.....
    Via-ferrea de Caruaru.
    Via-ferrea de S. Francisco.
    Via-ferrea do Limoeiro
    Somma.
    Em igual mez de 1887
    Menos em 1888 .
    143.226 saceos
    16032
    16.6"5
    123.649
    60.416
    359.828 Saceos
    495.168
    maiores eaforcos realisados por notaveis
    talentos da Europa e dos Estados-Unidos,
    prMote lo In-rio vawaf*sos
    resultado*.
    Par o Braziraer iraajrlofm ai aquel-
    lo seu talentosa Sino, acaMjade cmo se
    acha, cowegah e yiel ulmeja, .itto ,
    ver em breve atraveasar os ros de sua
    provincia o barco de sua invenjSo. jor-'
    naes de Porto-Alayi-e, que temos #Mfeta,
    muito se tem oceupado tiesta mara-Crmosa
    invencao, externando sobre ella as mais
    lisongeiras apreciajdes. p
    O Conservador dase o seguinte :
    Pouco tempo ha passado que noticia-
    mos por esta folha um dos maiores inven-
    tos do engenho humanoa navegacao pela
    conipre88$o do ar. Occupa-se da relisacSo
    deate manancial perenne de incalculaveis
    Tiqueas o nosso compatriota Sr. Viri
    B. de Souza, quo promette apresentar em
    breve o seu barco a sulcar e com o mais
    glorioso desvanecimento as aguas lmpi-
    das e serena* do G/uahyba.
    A confiana com que trabalha; a "sua
    pericia nos trabalhos mechanicoa, admira-
    da ha pouco na capital do imperio, por no-
    tabilidades da engciiharia; a sua probida-
    de, reconhecidamentc isenta de conceitos
    dubios; tudo nos leva a crer que, nao
    obstante a fama de impossibildade de rea-
    lisaeSo, teremos a posse de um orgulho,
    para cuja consecucSo tanto tem trabalhado
    os talentos singulares da,America do Nor-
    te e da Europa. N3o umanovidade a
    possiblidade de movimento pela compres-
    sao do ar; o que anda se uito descobriu o
    o meio de dar continuidade a tal movimen-
    to, e eis o alvo que o Sr. Virissimo garan-
    te haver alcancado. .
    Alem dea tes tres jornaes, oceuparam-se
    da nvenjlo do Sr. Virissimo os seguintes :
    Diario de Pernambuco Je 13 de Abril
    de 1883, Gazeta Mercantil (da Kio Gran-
    de do Sul; de. 9 do Abril de 17$ e OS
    culo (de Porto-Alegre) de 16^ Janeiro
    de 1881, que descreveu os festejos havi-
    dos em Triumpho pela recepgao do Sr.
    Virissimo, publicando parte de tan discur-
    ro pro'erdb na ftccasiSo.
    oberta. De-tas liuhas que s conten a ver-
    dade V. S. far o uso que lhe convier.
    De V. S. attent nNdor- 'Mido. Recife.
    13 deHaio de 1886. ^figmTWmier de Souza
    N. 22
    Pernambuco, 19 de Povembro 1883. l
    fflm. Sr. Angelino Jos dfaBII' Audwdc.
    Teirio SDtrrido de syufcftis pw'esjwijo de quatro
    anuos tomando sempre depurativos e mais me-
    dieamentoa receitados por diversos mdicos des-
    Utcapital, nunca pudeMHier^We? o menor re-
    sultado, porem aconselhando-aie um amigo para
    que eu tomasse o seu preparado EUxn depu-a-
    livo oo quiz logotonial-o poia que j esta va
    completamente desengaado que ao haveria
    remedio algum que esse a ninlia
    saude, noren a instancia deste nieamo amigo.
    depois de algum tempo resolvi-me a experimentar
    com tanta felicidade que na primeira garrafa ti
    uham desapparecido algumas manchas que tinha
    pelo corpo e continuando a tomar achoine com-
    pletamente resiabelecido: seria nois Bnia falta
    de coiisciencia e uo lhe agradecesse e.dizen-;
    do-lhe tambem que aconselharei a algum amigo
    ou condecido qae tenha a infelicidade de pade-
    cer do mesmo mal que j padec. Assim como
    poder Vmc. fazer desta o uso que lhe convier,
    me assijjnando de Vmc. criado obrigadissimo.
    Paula Luiz Alvts.
    N. 23
    Recife, 2 de Juuho de 1884.
    Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Anirade
    Boa snude lhe desejo ctodos os seus. Parir
    cipo-lhe que com duas garrafas do seu Eltcr
    restaurador do sangue, foi sufliciente para Bear
    perfeitamenle restabelecida a Exma. Sra. D
    Maria Januaria de Barros Lima, moradora no en-
    genho Serra, que por intermedio meu, e pela
    grande nomeada do bom effeito produzido pelo
    remedio cima escrjpto, da que o senhor, inspi-
    rado pela Providencia, pode penetrar iest
    grande segrede da medicina. Enviando eu duas
    garrafas, como cima disse, ficou ella curada do
    antigo reumathisnio, que, ha muito lhe persegua,
    accresce mais que ella comecando em tratamen-
    lo, apj>areceu-lhe una grapde iutlBmmaco nos .
    olho.1 ponto de icarepi oip|etai.epte fecha- **u *<" rt
    dos, qu o decurso d^rfcSelt ncou perfei- "J1.' sabemJ aQue!la*
    tamente restabelecida
    ' Sem mais son com consideraefio de V. S. at-
    tent, venerador e eriado- -Affonto Tabora
    Recife, 13 deDezembrc de 18S6.
    Estavam selladas e reconhecidas as firmas dos
    attestados cima.
    C"ontma.J
    Festa de Nossa Senhora. do
    Monte
    No dia i 3 de Janeiro prximo, pretende o
    Dom bbade do Mosteiro de Bento de Olinda
    celebrar a festa de Nossa Senhora do Monte etn
    sua ennida e desde j podero os devotos se en-
    tender com os encarregados da mesma festa que
    sao os capites Fortunato de Samriaio e Luiz
    Fereira de Farias.
    Olinda., 28 de Dezembro de !888.
    Frei Jos de Santa Julia Butelho,
    Dom Abbade.
    Elixir depura-
    tivo vegetal
    Formula de Angelino Jos
    dos Santos Andjrade
    Ai.provado Ma-l4spect#rio Geral de'Hy-
    giene Publica do Rio de Janeiro em 20
    de Julho de 1887.
    Este depurativo de grande efficacia as "mo-
    lestias syphilitieas c impureza do sangue ; assim
    como em i.nlas as molestias das senhoras.
    T>m curado radicabnete muitae pesoeeae-
    comniettidas (te'rerrivl mofeti beriberi.
    - MODO DE USAR
    Os adultos tomaro qu-jtro colheres das de
    sopa pela manh e quatro noite. As criancas
    de i a 5 annos tomaro urna colher pela manh
    e outra noite,, e os de a i i anuos tomaro
    duas'colheres pela mairia e duas noite. De-
    vero tomar banhos fri ou momo pela manh e
    noite. < esguardo regular.
    Encoutra-se venda ua drogara dos Sis.
    Francisco Manoel da Silva & C, ra Mrquez de
    Olinda n. 23 e pharmacia Oriental ra fcstrei-
    ta do Rosario n. 3.
    O autor deste preparado pode ser procurado
    na ra ao aro da Victoria n. 37, onde ser en-
    contrado para dar toda e qualquer explicacao
    que for precisa.
    Illm. Sr. Angelino Jos dos"Sntos"iAn'dra =Tenho a satisfago de lhe commuriiear mais
    um caso que se deu commigo : estando soffren-
    do ha um anno pouco mais ou menos de urina
    leitosa e quasi assucarada, tendo esgotado os re-
    cursos mdicos, sem resultado algum, lancei
    mao mais urna vez do seu Elexir purifiedor do
    sangue, e com o uso de tres garrafas restabele-
    ci-mc perfeitamente. .
    Mais urna vez o felicito por to maravilhosa
    "
    ssucar mascavado (kilo) .
    lcool (litro) .
    rrez com casca (kilo)....
    lgod (kilo)......
    Agurdente.......
    Bcrracha (kile).....
    ^ouros seceos salgados.(kile) .
    Couros secca8 espichados (kilo) .
    oures verdes (kilo) ....
    Cacia (kilo)......
    af bom kilo) _,
    Gaf restolho (kild) ....
    achaca (litro)......
    Carnauba kilo).....
    arocos de algodao (kilo) .
    arvaa de pedra de Cardifr ton.)
    Farinha de mandiaca iltro) .
    Folhas de jahorandy "(kilo; .
    Genebra (litro).....
    Mel ilitro........
    Mlio (kilo .
    Pao Brasil (kilo).....
    Tain-a les de amarello (doza)
    80
    250
    30
    333
    110
    800
    360
    420.
    . 214
    400
    550
    350
    80
    260
    16
    161000
    40
    300
    200
    70
    60
    35
    1004000
    135.340
    O vapor inglez Tamar, carregado por Amo-
    rim Irmos A C, levou 150 barricas comassucar
    branco para Buenos-Ayres. .
    Pelo vapor inglez Silembria-, remetteu J-
    H. Boxwel, para Londres, 1831 saceos com assu-
    ear mascavado.
    Por Amorim Irmos & C, foram remetti-
    dos pelo vapor francez Niger-, para Montevideo,
    25' barricas com assucar branco.
    Pelo vapor inglez Tbessaly, foram remet-
    tidos por J. H. Boxwell, 2.172 saceos com assu-
    car mascavado para Londres e Liverpool.
    at o da 3, snbio 710*172 kilos, para
    As entradas verificadas no mez de Dezembro
    Ando, subiram a 30.919 saccw, se
    Barcacas.....
    Vapores .
    mmes.....
    Via-ferrea de Caruaru.
    Via-ferrea de S. Francisco.
    Via-ferrea de Limoeiro
    2.6 Sacras
    3 622
    9.588 -
    1251
    959
    12.663
    Somma.
    Em igual mez de 1887.
    llenos em
    30.917 Saecas
    QA OfiQ
    8.450
    O vapor inglez
    dres e liverpool"
    , levou para Lon-
    ell. 1.300 sacras.
    e os
    Coaros
    Os seceos salgados cotam-se a 390 ris
    verdes a 225 ris, nominal.
    Agurdente
    Venden se a 70JO00 por pipa de 480 litros.
    Aleool
    Houve vendas a 123*000 por pipa de 480 li-
    tros-
    le
    Foi vendido um lote para o sul ni razao de
    504000 por pipa de 480 litros.
    ravta U alfaadega
    ssMJfu m> 7 -*-l2 DB'^iuaimo sa 18*9
    I Asucar r&m (tito)
    Os pwcospagWiolgri 5or, por 16 kM se- Assucar brroeo a
    \
    (kilo]
    149
    Navios carga
    Barca norueguenae Hermod, para vew-York.
    Barca nacional Marianninha, para Uruguayanna.
    Barca norueguense Jofnhar, para New-York.
    Barca norueguense Aradne, para Estadas-Uni-
    dos.
    Barca noruefruense Prmcessen, para Estados-Uni
    dos.
    Brigue portuguez Calcida, para Lisboa e Porto.
    Brigue portusruez Armando, para o Porto.
    Lar americano Walter Scamell, para New-
    York.
    Lugar inglez Jfen', para New-York.
    Patacho inglez Peggie, para Mentevido
    atacho norueguense Victoria, para Montevideo.
    Vapor inglez Beilendtn. para i iverpool.
    Vavios descarga
    Barca norueguense Mispak. carvSo.
    Barca portugueza frica, carvo.
    Barca maleza Be trees hacalhe. .
    Lugar narienal Tiyre, xarque.
    Lugar norueguense Victoria, fenno.
    Lugar americano H, & r. Blendtrniman, farinha
    de trigo.
    Vapor inglez Therralta,
    Vapor inglez Pwtnas, xarque.
    jBKportacio
    BCIFS. 4 l)B IABRBO de 1^9
    Vira o exterior
    \'o vapor inglez Tagus, oarregaram :
    Para Buenus-Ayres, Amorim Irmaos & C. 150
    barricas com 17,850 kilos de assucar branco.
    No vapor inglez Areh'tect. carregou :
    Para Liverpool, J. H. Borweil 1,500 saccas
    com 113,719 kilos de algodo.
    No vapor inglez Thessaly, carregou:
    t'ara Liverpool, J. H. Boxwell 100 saccas com
    7.400 kilos de algodo.
    No vapor inglez Palmas, carregou :
    Para Liverpool. J. H. Boxwell 800 saccas com
    i,137 kilos u>algodo e 951 saceos com 73,250
    kilos de assucar mascavado.
    -Ja Tapor allemao Paranagu, oarregaram :
    Par7%amburgo, i H. Boxwell 181 cauros sal-
    dos com M kilos ; Pohlimn & Cr*80 cou-
    _s salgados com >,200 kilos e 51 saecos con
    ,271 kilos de cera de carnauba.
    Na barca norueguense Prmcttm^ carrega-
    de ambas as mofestias,
    to somente com as duas garrafas do seu niara-
    vilhoso ramedio. >
    S ppsro' lhe agradecer por aba feliz dea, e
    dsete JpecoJhe ^ue considrente cono ubi *eu
    respeitaifor e hunalde criad e obrigadiso.-
    Hostmiano Carneiro de Moracs.
    N.
    A o eotf-uiet'Cio
    A directora da Sociedade Uniao Commercial
    Beneficente dos Mercieiros, a quem esto confia-
    dos os poderes para tratar dos iuteresses dos
    seus assoeiados, e fceui assim do commercio a
    retamo, m geral ^ suiirf hendida pelo di-spacho
    de S. Exc. o Sr. Pt-pre-idente da provincia de 2
    do correte, .pelo qual concede que se esiabele-
    cam negocioa de fazendas, miudezas. calcados,
    ferragens e molhdos, nos compartimentos do
    Mercado Publico de S. Jos, sem que iquem su-
    jeitos a* jrapestos geraes e prorinciaea, e d
    cujo favor importa e cofioca a desigualdade de
    commercio.
    Convida a todos os Srs. negociantes de re-
    talho de qualquer elasse a comparecerem ra
    estreita do Rosario n. 3,1. andar, sexta-feira H
    do cofrnti', s 11 horas ;da manh, afim de re-
    solfeijem o melhor meioj de anti'porem perante
    quem competir os seus direitos prejudicados.
    Recife, 6 de Janeiro de 1889.
    Illm. r. .togoiino Joe ops-Santo* Aaih-da.
    Sollrifido en le un corfieito TbleilOriliagia
    tomei nrtiitos remedios durante'seis mezes e nio
    havia possibilidade de parar o mesmo corrimeh-
    to. Dizendo isto a um amigo elle me acorn-
    V. IS9
    urrny e Laanian
    senhora3 que fazem fre-
    quente uso desses intitulados empricos aformo-,
    seadores do dia, que ellas estfio lenta ,e segura-
    [mente destruindo e arruinando a sua saude e
    ais que tudo, a sua delicada compleigo.
    I IH'sdc o mincmeravtl tempo das Borgias at o
    pri'i'nte Uia. fai ,sem)r perfeitamente.sabido
    "pelos bem iniciados, que a pura esseocia de fres-
    cas e fragrants flores, promotora da fornio-
    sura. "
    Na laboriosql preparaco c delicada composi-
    O--EUM1- (toi/raquejerii sfUjifRaaindo,
    lafl en sem fijalfjlifha man le ioiaprar nina
    ^^a, i fincipfei*a toniar conforme atereita
    tituloEh*i
    gaprafta inndp
    3uc vinlih no envolucro da mesma garrafa. De
    ia para dia me achava melhor; acabou-se a
    garrafa, mandei comprar outra, e quando esta ,
    acauaudo a segunda ja iia,desappaaeoid com
    pieuimenle o eoff miento.
    Ora mo podia deixar de \ir por meio deste
    dar-lhe um voto de louvor e de reconhecimento
    pelo seu Especifico de tanta eflicacia e que um
    maravilboso remedio.
    Apro*eito-iaeda cajoortuaiiafla parav reltar*
    Vmc os meas protestos de alta .eirtmi e coQ-
    sideracao.
    Recife, 16 de Margo de 1883.Francisco Jos
    Dios Sobrinho.
    N. 23
    IUm.:Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
    Ha muto que devia enderagar-lhe a presente
    -para que fizesae compauhia aos muitos atiesla-
    dos qu V. .-. possue. porm muitos trabalhos e
    at esquecimento, confcsso me tem privado de o
    fazer, agora porm que o tempo me sobra, aqui
    vai.
    Soffri por muito tempo rheumatismo articular
    agudo, ,o depois do azi^ uso de muitos ts/ajica-
    taentos apropriados sem resultado, lancei mo
    de urna garrafa de seu preparado, si-m rotulo
    que o recomniengc e principia a usal-o ; peki
    re soleranemenle? e qnasj que o abandonava,
    porm um amigo aconsidhou-me que prossbguis-
    se e assim fiz. Tomei 4 garrafas e nquei com-
    pletamente curado. ,
    O auno passade fui para aEuropn eooiHofrio
    appareceu-me de novo a molestia e alh privado
    do seu medicamento, passei todo o tempo que
    alli estivo, .prostrade no lito da de), mas che-
    gaudo aqui cbntinuei a usaKo e em pouco teulpo
    siaiuvi u fiu.j^ o "--"^lafiia^aeaDoareceu.
    As. im acho que o seu medicamento e um pre-
    parado por excedencia como depurativo, e Untos
    aquelles que soffnm desyplylis Cncontrarao uln
    lenitivo aos seus soffrimenlos.
    Aqui fica escripto bem patente o que encon-
    trei em seu preparado, podendo V. S. fazer o
    uso qu lhe convier.
    Eslou usando d'elle para outra molestia e se
    tiver resultado lh participarei.
    aaaa^aaaaaaamafcaaaaaM
    enl
    qi"
    ;i ajamada e deliciosa agua decheiro, nao
    ifg on usa
    i'i'LM oti iisaoul'-o algum composto mais
    aromticos hbtoes d llores e cerfaa fo-
    lhas "de uman.ilureza altamente saudavel.
    Em addico, pois, sua excellencia como um
    lhd que tomasse urnas garrafas que tinham o perfume frunoroso, ella encerra em si a virlude
    tle.pui'ilicar c i
    la palle todac^K
    a compleieo, removeado
    ie de eiiuliges, erupces, ou
    incula', -torliaaVldo-roslo macio e mimoso dan-
    do-lhe urna linda transparencia lustroza e elasti-
    eidadr natural.
    Como garanta contra as falsiicages observe-
    si bem que os nomets de Lamnan A Kemp ve-
    m estampados em letras transparentes no
    1 do vidrinho que serve de envoltorio cada
    garrafa.
    Acha-se venda em todas as bolicas e lojas de
    peffumarias
    Advogdo
    O bacharel Jaronymo \'aterno Pereira de Car-
    valho mudou seu cscriptorio do n. 55 para o n.
    83 a ra Duque de Caxias entrada pelo boceo da
    Congregaco.
    Lanterna Mgica
    A redaecao deste interessanle peridico livre
    e humorstico mudou-se da ra do Rangel n.16
    para o Pateo do Terco n. 4, onde est estabele-
    eida a acreditada officina iithographica do Sr.
    Antonio Carlos Borromeu, na qual passa a ser
    impresso aquelle peridico.
    Para New-York, Julio & Irmo 2,000 saceos
    com i3 ,000 kilos de aaaucar mascavado.
    Na barca norueguenae pribdlde, carrega
    ram :
    Para Estados-Unidos, F. Casco & Filho 342
    saceos com^io,6o0 kilos de assuca mascavado.
    - No vapor americano Advanee canegpn :
    Para New-Yerk, Leo Hess 28 044 pelles de'
    cabra.
    Na barca portugueza Novo Silencio, carre-
    gou :
    Para o Porto, B. Oliveira & C. 280 couros es-
    pichados com 1,960 kilos.
    No vapor nacional Arlindo, carregaram :
    Para > rugas," Amorim Irmos & C. 10 pipas
    com 4,800 litros de agurdente.
    Para o nter or
    No potacho allemao BrhanUj carrega-
    ram :
    Para Uruguayana, B. Oliveira & C. 200 saceos
    com 15,000 kilos de assucar bran>-o.
    No vapor nacional Arliudo. carregaram
    Para Rio Grande do ul, a V. de Barros 400
    saceos com 30,000 kilos'de assucar branco e 200
    ditos com 15.000 ditjs de dito mascavado ; J.
    . da Costa Moreira 130 barricas com 13,630
    kilos de assucar branco.
    ara Santos, arneiro & C. .500 saceos com
    30,000 kilos de assucar branco.
    Para Rio de Janeiro, P. Carneiro & C. 150 bar-
    ricas com 9.000 kilos de assucar mascavado e
    100 itas com 6,000 ditos de dito branco ; Paiva
    Valente 4 C. 20 pipas com 9,600 litros de agur-
    denle,
    Na barca norueguense Mispah, carrega-
    ram :
    ara Cear, H. Lundgnn & C. 4,705 saceos
    com farinha de mandioca.
    Na barcaca" Crrelo de Macdo, carregaram :
    Para Natal, A. da Silva Campos 13 barricas
    com 790 kilos de assucar retinado e 3 ditas com
    2 lOditos de dito branco.
    Para Mossor, da Silva hampos 2 barricas
    com 180 kilos de assucar refinado.
    Para Maeahvba. M. A. Senna a C. 10 barricas
    com 850 kilos de assucar branco e 10 ditas com
    690 ditos de dito refinado.
    Na barcaca Maria Angelina, carrfgou :
    Para P. de lagoas, J. Lordeiro ii caixas com
    120 litros de genebra.
    No cter Jaguarary, carregaram :
    1 ara Natal, Fernandes A lrmo 4 caixas com
    64 litros de genebra.
    BiaUriro
    EXPEDIDO
    Pelo vapor inglez Tamar, j>ara :
    Escola particular de insriicco
    primaria para o sexo masculino
    Ra do Cotorello n. 34
    0 profesQp abaixo asignado, participa aos
    *&\is amigos; e ao respwitavel publico, que abri
    a sua escola ra do Cotovello n. 34, onde edu-
    systema do Imperial Lyeo do Bio de Janeiro.
    Alumno interno 30000 mensaeg
    Meio pensionistas ISOOO
    Primeiras lettras 2*000
    Msica e piano 4J000
    Por cada um preparatorio 35000
    Ra. do Cotovello n. 34
    Julio Soares de Azetedo.
    ..... II
    Segunda secea da Alfandega, 5 ne Janeire de
    1889.
    0 wiesoureircv-1 lerendo Domingues.
    O chefe da'secta Cicere B. de ello.
    <. Reeebedoria Geral
    Do dia 2 a 4 2.89WB84
    dem de 5 231*569
    Reeebedoria provincial
    Do dia 2a 4 2':933012
    dem de o 6:638*273
    3:145*853
    27:591*285
    Recife Drainage
    Do dia 2 a 4 715*193
    dem de 5 514906-
    767*C9
    Hatadouro publico
    Neste eatabelecimento foim abatidas para o
    consumo de hoje 91 rezes.
    Sendo : 69 pertencentes -a Olivoira Castre &
    C, e 22 pertancentes a diversos marchantes.
    Vapores a entrar
    HEZ DE JANEIRO
    Norte......... Paraense........
    >ul........... Trent...........
    Europa....... VUle ie Santos.
    >ul........... Pernambuco.....
    Norte......... Fin nce
    Sul.
    ful...........
    Norte.........
    "ul...........
    Europa.......
    Sul...........
    Norte.........
    Sul...........
    Advnnce...........
    VUle de Maranhao-
    5
    6
    6
    7
    10
    10
    te
    Maranhao-......... 14
    Para
    Elbe.....
    La Plata.
    Alagos ..
    Manos
    17
    18
    20
    24
    27
    Macei
    30.000*000
    Rendinienf o pblicos
    MEZ 'M JANUH >
    Alfandega
    Renda geral
    Do dia 2 a 4
    dem da 3
    125:224*741
    - 33:o4W025
    Renda provincial
    lio da i a i
    f>in de 5
    22:840*606
    5:51**083
    Somma total
    Ii0:i66*766
    28:358*689
    88;625*455
    Vapores a sabir
    , HEZ DE JANEIRO
    sonthampton. Trent............. 6 as
    Sul..... Vtllede Santos..... 7 as
    Norte.'....... P^rnamiuco........ 8 as
    Havre e esc.. Vtlle de Maranhao. H as
    ___ Advance.......... 11 as
    Norte........
    Su!..........-
    Sul..........
    Norte........
    Buenos-Ajres.
    Sul.........
    Frnance
    Maranhao
    Para.....
    La Plata,
    lagoas ..
    ti as
    14 as
    18 as
    20 as
    24 as
    12 h
    11 h.
    6 b.
    2 h.
    5 h.
    4 h
    5 b.
    5 h.
    11 h.
    5 h.
    oTlawento do porto
    Navios entrados no dia 6
    New-York e escala- das, vapor ingle Pa-
    raense, de 1085 toneladas, commandante F. Si-
    debatbam, equipagem 33, cargo varios gene-
    - a Jobnston Pater A C.
    Liverpool -21 dias, vapor ingle afeato-
    rer, de 1304 toneladas, commandante B. A
    Srowu. equipagem 28, carga varios geaeros
    ton.
    .idos no meeno Ha
    Estados Cuidos Patacho uoruegOense 0or>a**.
    capitto L. C Engelsen, carp asauw.
    Liverpool Vapor ingles Ta*alK, eoouoaatan-
    te Gerton, carta varios geoeroa.


    Diario de PernambcoDo 6 de Jai
    1889

    Honra e homiagem a honesto, i: dente e iiitegerrimo
    magistrado, desembargador Joaquim Jos de Oliveira Andrade, a
    quem a liberdade de commercio e da industria deve a sua manuten-
    go e a lei e os direitos individuaes de urna elasse laboriosa devem o
    respeito e o cumprimento de suas prerogativas.
    8e outros muitos actos nao attestassem eloquentemente os
    dotes elevados do honrado magistrado, que acaba de levantar-se da
    cadeira presidencial,; bastara o que se segu para demonstrar o sen
    patriotismo e energa no cumprimento do sen de ver:
    Honra ao desembargador Olweira Andrade.
    Eis o acto a que nos referimos:
    Heselu$o nao publicada
    4.* seceo.---Palacio da presidencia de Pernambco, etn 2 de Janeiro de i 889
    O presidente da provjncia a quem foi presente o decreto da Assembla Legislativa desta provincia,
    approvando, sob proposta da camajra municipal do Recife, a prorogaco j>or seis a mos, a contar do l. de Desembro
    de 1888, concedida pela nesma ao contracto celbrenlo com Ol\ eir Castro &0. para abastecimiento de carnes
    verdes no municipio.
    . Considerando que a liberdade da industria nao pode ser restringida por leis provinciaes e menos ainda
    por contractos ou posturas das cmaras municipaes, em face dos ^ j(>, 22 e 24 do art 179, da onsh'tuieo Poli-
    tica: que a lei de !. Outubro de 1828 nao facultou a estas a attribuic,o de conceder privilegios ou de qualquer
    modotolhera livre acc,o dos seus municipes no exercicio das industrias licitas: (|u com rela^o ao commercio
    de carnes verdes o que se eneontra na citada lei tem antes por fim ^rantiro pleno gozo d'esse direito impondo
    mesmo s cmaras o dever de protegerem os mercadores e marchantes contra quaesquer oppresses, e os pri-
    vilegios attinentes a essa industria tem sido sempre reputados oppressivos; que, s o contracto (pie se refere
    o decreto da Assembla Provincial, nao tem o carcter manifest de privilegio, nao dei\a por isso de sel-o, em
    consequencia dos favores especiaes concedidos aos conlraclaiiles, que ficurao por isso habilitados a excluirem
    completamente, se quizerem, os que pretenderen! usar da mesma" mercanca: que devendo ser e sendo effec-
    tivamente objecto desta o gado creado em diversos outros municipios c provincias, fere o contracto interesses
    de ordem muito superior e que escapan* compelencia da reeiida A*s inbla, o que tem dado lugar a cons-
    tantes protestos e reclamares j na imprensa e j na propria Assembla; .
    Considerando, finalmente, inconstitucional o referido decreto, manda que nao seja publicado, para
    o fim de nao ser dado exeeuc,o, de conformidade com o vS 3. do art. 21 do acto addieonal, art. 7. da lei de
    12 de Maio de 1840 e aviso n. 455 de 14 de Dezembro de 1857, em quanl o >overno imperial melhor resol-
    ver; sendo ludo submettido a sua sal*edoria.
    D-se conhecimenlo do acto Assembla Legislativa IVo\ncial.---vAssignado) Joaquim Jos de
    Oliveira Andrade..
    y
    Recife, 5 de Janeiro de 1889.
    Fiuza Lima &,.
    y -
    r
    II
    i


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    I
    I

    i
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    s.
    I


    I
    Lr
    Diario de PernambucoDomingo 6 de Janeiro de 1889
    tcudir a sen irniiio Al
    >n lora
    qu
    e oticivco
    ama sociedade artstica aosSrs. assignanteq
    Diario de Pernambuco

    DUAS MUIS'OLEOGKAPHIAS
    O CHRISTO DE VELAZQUEZ
    11 >l
    bias modem 88 centmetros do nin. por 61 de largo, e sito
    una copia exacta dos originaos, das obras dos grandes pintores he- Velazqui-z c >!.iii. >.
    n5o se tendo esta sociedade poupadu a gastos uem sacrificios para apresentar duas cop
    d'aquellas grandes celebridades artisti- s
    era oais brm patarra diremos em seu elogio, pois que o publico j son' So ni -
    rito dc.'es unadi-os rujo- ESOASTS leaos exposto na livraria F. P. Boalitrcau, i%i
    ra do Imperador n. 16. '
    Apezar da importancia desls obras, tizomos urna combinaco ora ol.-, tro
    signantes ueste Diario >ara que possam obter ao proco reduzidissinio de -l^so cada imw, 'ji
    sejn urna quarta parle, apprcximadamentc, do seu valor, sendo indi
    a apresentaco do cupn junio, que cortar e levar se. ate ao aia Zl 1 r> fa rttei li-
    vraria F. P. Boulitreau, 46Imperador. J
    CUPOS
    Apresentar-sc emia
    livraria F. P. Bouli-
    treau, suceessur de G.
    Laport 4 C. ra do
    Imperador n. 4C.
    Diario de PerH^to
    VALIDO ATE' 21 EXKRO PXAIO.
    Vali.l para rirn|il, O CJulMo
    ... A Viraren
    dui a
    1 p, i, i; :li-i
    irertu. suco'ssor
    Laporl & <:.. ra ita
    radur u. W.
    CRTESE ESTE CUPN ,
    Sala oleograpbia sem apresentaco deste cupn vale io0u<>.
    OutraPrevme-se aos Srs. assignantes que, pssado o dia l Enero nao tero dircito *
    oeiiliuma reclumayan, por ser este prazo improrogavel.
    V
    I(|miIi1o<. provinciaes uc votaran -oatra a iroroga-
    <;o do contracto de carmes verde*
    Dr. JoSo Augusto do llego Barros.
    Dr. Lourenco Augusto de S e Albuquerque.
    Dr. Beijamin Rodrigues de Freitas Caraciolb.
    Dr. Tgnacio de Barros Barreto.
    Dr. Jos Cordeiro.
    Dr. Jos Vicente Meirade Vasconcellos.
    Dr. Davino dos Santos Pontual.
    Dr. Manoel oncalve Soares de Amorim.
    Barao de Granito.
    Dr. Joao de S Cavalcante de Albuquerque.
    Dr. Francisco Tavares Netto.
    Dr. Fra/ieisco de Barros Lins.
    Dr. Antonio Venancio Cavalcante de Albuquerque.
    Dr. Leonardo Cavalcante de Albuquerque.
    1'aUre Julio de Barros.
    Cominendador Rogoberto Barbosa da Silva.
    Jnvencio Taciano Mariz.
    Manoel Rodrigues Porto.
    * SESSAO EM 18 DE DEZEMBRO DE 1888
    ceu, igindo Alvaro Arnoao, e sendo o
    me- quilino Secretaria, acompanhado por
    tnhado era sangue :
    i Jonzaga negando tor tal faca,
    ara, entretanto, que rizera menyao de
    puohal a levando a mo ao bolso do peito
    do palito, e (pie <>ceasiao tambera
    Alvaro Aruoso foi 'visto com um reyolvo
    na mfto, cora o qual fagio, o que esteegmil-
    mente nega:
    Em conclusSo, pi 1 > do taes
    circunstancias de ler< ditoaes-
    Luiz Sonzagn-e Alvaro Amoso
    puchado, este uffl >. e aqulle urna
    iieionteniente
    privadas, e ieni sendo da competencia d'es-
    '"rectoria atracar de sua prova plena,
    I i prbee verifican-'
    i:i a neeesaaria tlaresa, pel que
    autos consta :
    Que o ('.-".'.anle Lu/. Oonzaga to: o pro-
    idor do conflicto do !; ndo n'el-
    e instigado c trmente roadjuvado
    por Aniauo Costa:
    Qu* no dio L8, forai
    a*o la c-Uea Luiz
    As senhoras anmicas c cbloroticas s
    quaes se c>stuma dar ferruginosos, es
    vm muitas vezes na necessidade de re-
    nunciar* a->s beneficios dista medicafao,
    porque, soffrendo babitualniente de prisao
    de ventre, os ferruginosos tende a aggra-
    var esta enferraidade.
    Com o ferro Girard esse inconveniente
    nao de receiar ; porque nao somente
    nunca provoca prisao de ventre, como pos-
    sue demai a propriedade de combatel-a, e
    racimo dtstruil-a nos casos em que se tem
    tornado babitual, contribuindo ao mesnio
    lempo para fortificar os diversos orgaos
    da economa e enriquecer o sangue.
    As molestias de langor, debilidade, fal-
    ta de forcas, encontrara no ferro Girard
    um reconstituinte enrgico.
    Collegio Amor Divino
    RA DA IMPERATRIZ N. 32
    As aulas deste estabelecimento, dedicado
    instruccAo das creancas do sexo masculino abrir-
    le-nao no dia 7 do corrente.
    A directora,
    Olympia Afra de Metidonca,
    follegio de >ossa Senhora da
    Paz

    No dia 8 do corrente, reabrir-sc-bao as aulas
    deste collegio, na do Baro da Victoria n. 46,
    Recife, 2 de Janeiro de 1889.
    A directora,
    Mana da Paz e Freitas.
    Institution fran^aise de
    Demoiselle
    Kutt Sanio de H. Ilorj.i n. SO
    As aulas deste collegio abrir-ae-bao no dia
    7 de Janeiro de 188',).
    Instituto Philoraatieo
    33 ViseondedAlbuqjiterque 33
    As aulas deste estabelecimento de instruccSo
    starSo nliortas do dia 7 do corrente em diante.
    O director,
    /nto Vctor.
    Cursi primario e secundario
    Jos de Souza Cordeiro Siuies, participa ao
    respeitavel publico e especia Imante aos pas de
    eus alumnos me as aulas do seu curso abrir-
    se-Bao no dia / do corrente.
    ----------------+---------------
    Curso [iiuiario e preparato-
    rios
    Roa I^arift I =tfiPi:> ii. 1*. !"!-
    Estaro abortas as aulas d 5 no dia 8
    lo corrento ra
    dR0 director,
    uterino Sobriitho,
    Em virtude do que disp&e o art. 6 do renilr.-t
    ment que baixou com o decreto o. 9354 de 3 de,
    Fevereiro de 1898. a Inspectora Geral de Hy^
    giene faz publico, pelo prazo de oito das, que o
    cidadao Alfredo Jansen Goncalves Ferreira, lb<
    dirgiu a seguinte petico com documentos qut
    8atisfazem as exigencias do art. 65 do citado re<
    gulamento.
    Alfredo Jansen Goncalves Ferreira, achando
    se habilitado para bera exercer as runccOcs d<>
    phannaecutico na cidade e municipio do Espir'
    to Santo, comarca de Pau d'Albo, provincia dt,'
    Pernambnco, visto como ndo ha na referida ci *
    dade nharmacia alguma dirigida por pharmaceu-
    ticos formados pelas nossas Faculdaaes e provar
    o supplicante com os documentos juntos, o qut1
    determina art. 65 e paragraphos do regula >
    ment que baixou com o decreto n. 9.554 de 6 de
    Fevereiro de 1886.
    * Assim o supplicante, confiado na justica que
    sempre preside aos actos dessa Inspectora e n,v
    de sua causa, espera e pede a V. Exc. defer
    ment. E. R. Mee. Pau d'Albo, 29 de Jullio de
    1887.Alfredo Janten Guncalvet Ferreira.Sobre
    duas eslampilhas de SOris cada urna. ^
    E declara que, si oesse prazo nenhum plianna
    ceulico Ihe communicar ou Inspectora de Hy
    giene da provincia d Pernambuco a resolugao
    de estabelecer pharmacia'na citada localidade,
    conceder aopratico a licenca requerida.
    Inspectora Geral de Hygiene, 9 de Agosto de
    1888.Dr. Pedro Affotuo de Carvalho, secretario.
    EDITAES
    O ESQUELETO
    Leda Phaniaslica de Dunda
    EM VOLl'ME I)K 200 PAGINAS
    ^Dr. Carneiro Vilella
    Vende i-e nas prinei|Sics livrarias d'cata
    ipto-
    Collf'irfo de Saeta Luzia
    ilumi
    jjna educac.
    contina a funecionar. es-
    ictora, para bem &
    d*s paes ou tutor
    aliados, por meio de
    ra. moral e religiosa. Es-
    ;
    Faculdade de Direlto
    D"e ordera do Sr. Conselheiro Direetof
    interino faco publica a decisao abaixo pro'
    ferida pelo mesnio Exm. Sr. Conselheiro
    Director no processo disciplinar acadmico
    instaurado aos cstudantes de preparatorios
    Alvaro Arnoso de Mello LeitUo, Anian>
    Bezerra da Silva Costa e Luiz Gonzaga
    Mnniz Mondes que do theor seguinte \
    Vistos extee autos, interrogatorios feito
    aos estudantes Alvaro Amoso de Mello Lei
    tao, Aniano Bezerra da Silva Costa e Lu
    Gonzaga Muniz Mendos, depoimeutos d
    testeraunhas de fls. fls., e defezas escrij -
    tas de u. e fls.; d'ellos resulta.
    Que no dia 17 do corrente, ao entrar na
    Faculdade, o referido estudante Alvaro
    Arnoso foi injuriado pelo estudante Luiz
    Gonzaga que por vezes Ihe dirigi o epi-
    tbeto deurso.
    rara ainda repetidos pelo mesmo Luiz Gon-
    zaga contra Alvaro Arnoso na occasiSo eAi
    que sahia da Faculdade.
    Que, entilo, repellindo Alvaro Arnoso
    t d aggrossao com urna phraso, que Anj-
    ano Costa e Luiz Gonzaga dizem ter sio\>
    asnltoOM. sem declararein qual ella foj,
    este ultimo, instigado e acompanhado pijr
    ille. avancaram para Alvaro Amorto
    dando-1 he bengaladas. 1
    Que este, "atina!, e anda perseguido pejr
    aquelle- dous, retugiou-se. dentro da F:\-
    cMl'lad.'. onde pondo.livrar-se d'elles, e 1 >-
    go rotirou-se para su* casa. J
    Que no dia seguinte 1H, estando Alvaiw
    Arnoso junto A portada aula etn que acj-
    bava de fazer sua pro ..ta de Inglct,
    ahi apareceram Luiz Gonzaga e Aniario
    Coata, e que entre algmnas palavras qi^e
    trocaram, usaudo Alvaro Arnoso daexprei-
    saocapangaapplicando-a a Aniano Co i-
    ta, Luiz (Jonzaga o desatiou saliir ja
    iildade paradar-lbe. i
    Que, entilo, um irmao do Alvaro A>-
    noso. Tranquilino LeitSio, qne com elle e j-
    tava, dizendo que queria ver Luiz Gonza-
    ga realisar a sua ameaea, o dirigindo-tc
    todos para a porta da Faculdade, logo ji
    sahida d'esta, travou-se entre elles umaltj-
    cta a bengala, dando "Aniano Costa um|
    forte bengalada. na cabeca de Alvaro A>-
    noso, o qual dando-as tambem foi igual-
    mente ferido beca o me.'i-
    mo Aniano Co-
    r.aga e Aniano <'i.-ia, qne ndo en-
    oniar-se com Alvaro Arnoso porta a&Ifl ''os exames de Iuglvz, dernm oceasiao
    (se nao procurarau prop nt) e-
    peticn i! i c uifieiii i!e modo mala grave
    Que om seguida a u.ia simples troca
    de palavras, e a uetesto da oxpress^p
    capangausada por Alvaro Arnoso, Lu-
    iz Gonzaga o desafiou sabir para fra da
    Faculdade para dar-Ihe :
    Que travada a lucta logo a sabida d'es-
    ta, foi Aniano Costa que realmente de*
    a forte bengalada na cabeca de Alvaro
    Arnoso. Accrescendo que nao esta a
    Srimeira vez que Aniano Costa faz desor-
    ens, e d bengaladas na Faculdade, tendo
    j mezes praticado /actos de igual na
    dureza em urna das salas das aulas de
    preparatorios:
    E considerando, que tanto os expres-
    soes, mais ou menos injuriosas, que Aniano
    Costa e Luiz Gonzaga attribuem Alvaro
    Arnoso, como o uso, que no conflicto fez de
    urna bengala (alias tina, que me foi apre-
    sentada), de alguma maneira se justincao
    como actos de repulsa e defesa contra a
    provocaco e aggresslo d'aquelles : decla-
    ro o dito estudante Alvaro Arnoso isen
    to de mior culpa, e limito-me a repre-
    bendel-o de conformidade com os artigos
    respectivos do cap. 8. seccSo 2.* dos Esta-
    tutos de 1854, pela pouca moderac&o d'a
    quellas expresares e actos que foram
    pretexto ou causa occasional dos mencio-
    nados conflictos ; e ainda de conformidade
    com os mesmos artigos, e especialmente
    com os artigos 162, 118 e seguintes dos
    ditos Estatutos, e com o art. 30 do De-
    creto de 30 de Outubro de, 1869, que se
    applicSoaos actos de indisciplina ou desor-
    dera praticados por estudantes dentro'da
    Faculdade ou nas suas immediacoes, im-
    ponho aos estudiutes Lniz Gonzaga Mu-
    niz Mendes e Aniano Bezen-a da Silva Cos-
    ta a pena do art. 124 d'aquelles Estatu-
    tos, combinado com o citado art. 30 do
    Decreto cima referido, declarando-os in-
    habilitados por um anno para raatricula-
    rem-se em qualquer das aulas do curso
    annexo, e para prstarem exames de qual-
    quer das respectivas disciplinas, devendo
    alm disso, seren os seos uomes ,desde ja
    meados das listas dos acifits Inscriptos
    para os mesmos, se n'elles estiverem in-
    cluidos.
    O Sr. Official maior da Secretaria, ser-
    vindo de secretario faca intimar esta de-
    cisao aos mencionados estudantes, e cum-
    pril-a, salvo s partes o recurso de que
    trata o art. 129 dos Estatutos citados.
    Faculdade de Direito do Recife, 29 de
    Dezembro de 1888.
    * (Assignado)O Director interino,
    Dr. Jodo Silveira de Sotusa.
    DECLARARES
    Obras publicas
    De ordem do Illm. Sr. engenheiro di-
    rector geral e em vista da autorisaefio de
    S. Exc. o Sr. desembargador presidente
    da provincia de 12 do corrente, faco pu-
    blico qn no dia 8 de Janeiro prximo
    vindouro, ao meio dia, nesta directoria, re-
    cebe-se prqpostas em cartas fechadas, com-
    petentemente selladas, para a execucSo
    dos reparos das pontos da ra do Rio, na
    cidade de Goyanna, da varzea de Urua-
    h e do ultimo pontilhSo de Pao Amarelle,
    na estrada do norte, oreados em..............
    1:4815660.
    O ornamento c mais condicSes do con-
    tracto acham-se nesta secretaria para se-
    ren examinados pelos Srs. pretendentes.
    Para concorrer praca cima deverSo
    os licitantes depositar no Thesouro Pro-
    vincial (piantia oquivalente a 5 i, do
    valor do orcamento.
    Socretai-iada Directoria Geral das Obras
    Publicas, em l de Dezembro de 1888.
    O engenheiro secretario,
    Luiz Antonio Cavalcante de Albuquerque.
    De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco
    publico que no dia 10 do corrente ir de novo
    praca. conforme as ordens da presidencia de t7
    e 19 le De embio ultimo, o forneciuiento de
    3,0X) metros de algodo mesefado nacin il para
    veslunrio dos presos pobres da Casa de Deien-
    Secretaria do Thesouro Proriuclal de Pernam-
    CBl '> de Janeiro de 1889.O olicial,
    Lindolpho Campel] >.
    Secretaria da Ycneravel Ordem
    Tereeira do Seraphico Padre
    S. Francisco no Recife, em .9
    de Dezembro de 1888. -
    O Revd. Sr. sacerdote, que quizer con-
    traciar a celebradle das missas, nas ma-
    drugadas dos domingos e das santificados
    na igreja de Nossa Senhora do Rosario de
    Santo Antonio, deata cidade, dirija-se a
    traclar com o irmao ministro, ra Du-
    que de Caxias n. 94, loja, ou na secreta--
    ria, todos es din.s Otis, at 1 hora da
    trd.
    He/triques da Silva,
    Ex-ministro secretario.
    KBBYCLUBOSPSRNAMBUCB
    .-
    1!
    ia
    QUE SE REALTSARA NO
    de Janeiro de

    Xomes
    l>H l'i-llos
    \ntaralida-
    ftC-l
    Ppmo* Cor da n-siimcnia
    ProprletariOM
    ! l"ar.'o-
    c onKolHfMo 800 metrosAnimaos da provincia que ainda nao tenliam ganho nesta distancia.
    i", SOI ao 2* e o 3 livra a entrada.
    Piemios : 200# ao
    i
    9
    i
    S
    6
    7
    8
    9
    lo
    11
    Kainfar.......
    Moreno.......
    Garibatdi.....
    Maial........
    Guerreiro------
    Breas.......
    Borburema....
    Lindness......
    Gigante.......
    rnelo........
    Ecla..........
    annos
    Baio. claro...
    Andrino.....
    Russo.......
    Rodado..... ..
    Alazo .......
    Rodado .......
    Baio.........
    Gastando......
    Russo pedrez..
    'Pedrez........
    Pernambuco.
    35 kilos.
    55
    .">o
    53
    53 .
    45
    55
    SO
    53
    53
    53 >
    Grcnat e aznl............
    Grenat e ouro.............
    Encarnado e branco.......
    Amaiello e azul...........
    Grenat....................
    Ouro e prata..............
    Encarnado e branco........
    Azul e branco ........
    Preto branco e encamado. -.
    Branco e encarnado.. .....
    Ouro e violeta............
    Rufino Gardozo
    R. P.
    C.
    Coudelaria Demcrata.
    A. M.
    Coudelaria Desgraca.
    F. A. B. C.
    Coudelaria Vencedora.
    L. A.
    A. J. Moraes.
    J.
    i* Pareo Prada Pernantfeurano1,000 metrosAnimaes de menos de meio sangue.
    3* livra a entrada
    Premios : 3001 ao i, 751 ao 2o. c o
    Recife
    Favorita ..
    Mirndola.
    4 annos.
    4
    Gasta ni io .....I Rio de Janeiro.
    Zaino....... S. Paulo.........
    Alazao.. i
    133 kilos. Verde e amarello...........|S. P.
    54 Violeta e ouro..,.........|L. A.
    |53 |Pretor branco e encarnado. Coudelaria Luso
    3 Pareo -Fraviarla de Penmmliuco
    1,200 metrosAnimaes da provincia,
    livra a .entrada
    Brasileira.
    Premios ; 2301, ao- 1, 601 ao 2 e o 3
    1 Good-morning..
    Cndor........
    Incitaras......
    Pimpo.......
    Foguete.......
    5 annos.
    5-
    4 >
    4
    6 >
    Rodado .
    Liaio
    Alazo. .
    Castanho
    Pernambuco.
    "ii kilos.
    54
    31
    51
    54
    Encamado e bramo-----
    Grenat e azul ,.......
    Ouro branco...........
    Azul listrado............
    Encamado e azul........
    fCoudchiria Integrdade.
    Coudelaria Integridade.
    Coudelaria Io de Junbo.
    F. Siqueira A Bastos.
    Coudelaria Pvrotechnica.
    PareoInternacional -1,800 metros
    Castanho......
    Mastin
    Gondessa -
    Ruy-Blas.
    Africana...
    5 annos.
    3
    6
    4
    Alazao.......
    Zaino........
    Animaes de qualquer paiz. Premios r 3001 ao l\ 1231 ao 2, e o 3 livra a entrada
    Encamado e branco...... I Coudelaria Pemambucana.
    Grenat e ouro.............ICoudelaria Brazileira.
    Rosa e preto...............jArthur Silva.
    Branco e preto............ICoudelaria Riachuelo.
    Franca..........
    Rio de Janeiro..
    S. Paulo........
    Rio da Prata.....
    60 kilos.
    46
    54 -
    55 *
    8
    I
    10
    4*. ParcoFrasperidade 830 metros Animaes da provincia.
    Pernambuco..
    Premios : 2001 ao 1, 30i ao 2o e o 3o livra a entrada.
    Lezeira
    Almirante
    Rei
    Gaim..........
    Monitor.......
    7 Lucifer........
    r........
    Aquidaban
    Florete
    4 annos
    5
    4
    4 > .
    4 >
    4 >
    4
    4
    5 >
    4
    Russo.. .
    Alazao.
    Castanho
    Russo.
    Rodado.
    Russo. ..
    Cardao ..
    Castanho
    54 kilos.
    55
    83 >
    53 .
    53
    53
    53
    53
    55 >
    53 i
    Branco e azul...........
    Grenat e azul............
    Grenat..................
    Violeta, grenat e ouro.....
    Ouro e azul.............
    Encamado e branco......
    Preto encarnado e branco
    Azul listrado.....'.......
    A marojo .. .:..........
    Encamado e branco......
    L. G.
    Coudelaria integridade.
    F L.
    Coudelaria Olindense.
    A F. C,
    Antonio P. S.
    A. N.
    I. B.
    S. Fradique.
    J. Tasso Jnior,
    6". Pareoipuodronio da (ampo brande 1.000 metros Animaes at meio sangue que ainda nao tenliam ganho nesta
    distancia. Premios: 3501 ao 1, 801 ao 2 e o terceiro livra a entrada.

    1 Favorita-----..
    2 Maestro.......
    Minerva ......
    Corcovado ....
    I n c o gnito ex-
    Ghapec....
    5 annos
    4 .
    3
    3
    5
    Zaino.........
    Tordilho.....
    Douradilho-----
    Castanho.....
    8. Paulo.
    Rio de Janeiro...
    Paran.........
    34 kilos.
    53
    49 >
    50 .
    55
    Violeta e ouro............
    Encarnado e branco.......
    Azul, branco e encarnado .
    Encarnado preto.......
    ?K
    1
    2
    3
    4
    8.
    Vermelho..
    1". Pareo -Prado da Eniaacla -1.450 metrosAnimaes da provincia.
    i a i i I
    Pernambu o
    Azul e branco.......
    L. A.
    C. I. M.
    Coudelaria Cruzeiro.
    Coudelaria Paysand.
    J. Waldenckock.
    Premios 3001 ao Io, 731 ao 2o e o 3o livra a entrada.
    Atneu
    Monitor
    Serid.
    Pegaso..
    4 annos
    4 >
    5 .
    4 >
    Castanho.
    Russo... .
    Castanho .
    Rodado...
    31 kilos
    51
    54 .
    51 '
    Ouro e azul..............
    Encamado e branco .j.....
    Azul e branco......."i-,...-
    Grenat e rosa.. -
    ........
    A. F. Cabral.
    A P S.
    Coudelaria Piranga.
    Coudelaria Bem tica.

    Paroc onialaraa (2* turma)800 metros Animaes da provincia que n5o tenham ganho nesta distancia. Premios : 2004
    ao Io, 50| ao 2o e o 3 livra a entrada.
    1 Biloutra ..... 2
    4
    3 Etna ....... 4
    4 Raio :...... 4
    3.Carangueijo . 4
    6Nero....... 3
    7'Campinelro. .. 3
    8 Ormonde.... .. 4
    9 4
    10 3
    II Jpiter....... 5
    annos
    Baio.....
    Castanho.
    Baio.........
    Rodado.......
    Castanho claro
    Alazao .......
    Castanho.....
    Rodado........
    Alazn.......
    Pernambuco...
    43 kilos.
    53
    53 -
    53
    53
    60
    50
    53
    te .
    50
    55
    Rosa e preto ..........
    Violeta, grenat e ouro......
    Encernado c bonet azul.
    Grenat e ouro............
    Verde e branco............
    Encaroadc> branco e preto.
    Encamado e branco.......
    Azul e branco ............
    Encamado e branco.......
    Branco e azul....... .....
    Verde e rosa............
    R. G. L.
    Coudelaria Oliudeose.
    I. Oliveira.
    F. P. C.
    A- O.
    HenriqueG- L Guimaraes.
    W. M. C.
    Francisco Manoei Monteiro.
    S N. .
    Coudelaria Capibarihe.
    Coudelaria Independente.
    . OBSERVARES
    Os animaes inscriptos para o Io pareo devem achar-se no ensilhamento s 9 li2 horas da ntanha*
    Os animaes inscriptos para os outros pareos, deverao estar urna hora antes da determinada para o pareo em
    que tiver de correr.
    Os forfoits serio reeebidos 'at sabbado, 5 do corrente, s 3 horas da tarde, hora do encerramento do ex-
    pediente para esta corrida.
    A venda de poules encerrar-sc-ha 20 minutos antes da corrida.
    T
    HORARIO
    11 horas e 30 minutos
    2. pareo.. .. 12 e 20
    3. pareo.. . 1 * e 10
    2 e >
    2 e 0
    3 e 40
    4 9 e 30
    o e 20 i
    tennque Se
    GERENTE.
    ConiuiNao periiainbueaia para re
    prewentueo da provineia na Ex-
    poMlcao de 1889
    A podido de muitos expositores foi transferi-
    da a abertura da ExposicSo previa para 13 do
    corrente. ao meio dia.. Recife. 4 de Janeiro de
    1889.
    Viseonde da Silva Loyo,
    Presidente da commissfio.
    Obras publicas
    De ordem do Illm. Sr. engenheiro di-
    rector geral e cm virdude da autorisayao
    de S. Exc. o desembargador presidente da
    provincia, de 12 do corrente, faco publico
    que no dia 8 de Janeiro vindouro, n'esta
    directoria, recchc-se propostas em cartas
    fechadas competentemente selladas, para a
    . dos reparos de que necessita a
    ponte sobre o rio Amaragy, na proprieda-
    de Duas Barras, oreados em 5:570)120.
    O orcamento e mais condicoes do con-
    tracto se acham n'esta secretaria a dispo-
    BcSo dos Srs. pretendentes.
    Para licitar na praca cima deverio os
    proponentes depositar no Thesouro Pro-
    vincial quantia equivalente a 5 % do va-
    lor do respectivo or$amentoi
    Secretaria da directoria geral das Obras
    Publicas de Pernambuco, em 24 de De-
    zembre de 1888.
    Macei, 10 de.Dezemb:
    O engenheiro secreto
    Luiz Antonio C. de Albwpurq.
    Thesouraria do Correio de.Per-
    nambuco, 1 de Janeiro de
    1889
    . Carta* rom valor
    No prazo de 30 dias sero devolvidas s suas
    procedencias as cartas registradas abaixo men-
    cionadas, cujos de tinatarios nao as tem recla-
    mado :
    D. Marcionilla Vicira-de Mello Pereira.
    D. Flora Goncalves Lima.
    D. Francisca Thereza de Oliveira.
    Dr. Joao Dias de Oliva Junio;-.
    D. Luiza Anacleta da Soiedade.
    D. Amelia do Reg Barros.
    . Joao Evangelista Escorel.
    I'olvdoro Burlamaque Pereira Teixeira.
    O thesoureiro,
    Manoel Martins tires.
    (lOnipanhia Alagana de Fiarlo e
    Tecidos
    Convidamos aos Srs. accionistas d'esta
    companhia para de accordo com os arta.
    9 e 10 dos estatutos, at o dia 10 de Ja-
    neiro do anno vindouro, realisarem sua 2.a
    entrada na razio de 10 % do valor das
    accSes subscriptas no Banco Internacional
    do Brasil era Pornambuco.
    Os directores,
    Jos Teixeira Machado.
    Jos Januario P. de Carvalho.
    Propicio Pedroeo Barreto.
    De ordem do Sr. Dr. inspector geral da
    instrucc.to publica, faco saber aos senbores pro-
    fessores pblicos de instruecSo primaria, qne
    approximando-se o com o art. 37 do regiment das escolas publicas
    devem ser estas reabertas. e succedendo que
    em algumas localidades, por se terem retirado
    pelas ferias os professores. deixam elles de co-
    megar scus trabamos no dia marcado, tem
    aquella autoridade, por circular dirigida aos de-
    legados litterarios recommendado a stricta ob-
    servancia' do citado art. do regiment, epelo
    presente edital se dirige igual recommendajao a
    todos os professores. primarios que regem esco-
    las publicas.
    Secretaria da inslrucco publica de Pornam-
    buco, 3 de Janeiro de 189.
    Pelo secretario,
    0 officialJoao B. Fox.
    Companhia Santa Thereza
    Agua em Iluda
    Segundo o 6 do artigo 9 do Regola
    ment da companhia, o pagamento da hn
    portancia da peona d'agua fornecina em
    cada mez, se far na primeira quizena do
    mez seguinte, e na falta de pagamento po
    der a companhia tnterromper o suppri-
    mento ^ *d^H
    A gerencia ar cumplir restrictamente
    este artigo, nlo admttindo excepefio.
    Escriptorio da companhia, 5 de Onta-
    bro de 1888.
    A. Pereira Simbee.


    Diario de Pernambuco---Domingo H de Janeiro de 1889
    $*
    \
    lecebeoria de redas internas
    genes de Pernambnco
    O administrador da Recebedoria avisa as pes-
    cos abaixo declaradas, que at o fim do cor-
    renle raez devem vir a esta reparticao solicitar
    loas patentes, tiiulos, condeeoracoes, lin
    ele., e depois d'esse prazi serao devolvidos aos
    Ministerios, que os expediram.
    Recebedoria 5 d>' Janeiro de 1889.
    Alexandre de Souza Pereira do Carmo.
    Relaco das pessoas a que se refere o ediial
    cima:
    HiniNKTio do Imperio
    Bispo de Olinda.Conde de Santo -gostinho.
    Jos Fiuza d> Oliveira.Liceitca.
    Antonio lia Rocha de Hollanda Cavalcante.Ba-
    rao de tyndahy.
    Gualti-r Martiniano de Alencar Araripe JJaro
    de E\.
    Joo Dourado da Cunha Azevedo-Official da
    Rosa.
    Padre Joao da Costa Bezerra de CansinoCom-
    meodador da ordein de Christo.
    Jos Abilio de BarrosOfficial da Rosa.
    Joao Bernardo de Maga Hies ominendador da
    ordt'iu ila Rosa.
    Manoel Camello Pessoa CavalcanteCommenda-
    dor da ordem da Rosa. .
    Doutor Francisco de Paula Salles-Cavalheiro de
    Christo
    Tenente-coronej Ernesto Macbano Freir J?areira
    da Sil va-Cavalheiro de Gtmsto.
    Dr. Ezequiel Franco de SCavalheiro da Rosa.
    Manoel Honorato de Barros Cavalheiro da Rosa.
    Conselheiro Joo Silveira do SouiaCavalheiro
    de Christo. .
    Dr. Jos Austregesilo Rodrigues LimaCava-
    lheiro da Rosa.
    Dr. Thomaa Garcez Paraahos Motenegro ^Ca-
    valheiro da Rosa.
    Dr. Joaqnim Tavares de Mello Brrelorava-
    lheiro da Rosa.
    Miguel Antonio da Silva-Cavalheiro da Rosa.
    Tenente Joao Al ves de Siqueira Velho. Ca
    Iheiro da Rosa.
    Jos da Rocha de Siqueira CavateanleCava-
    lheiro da Rosa.
    Joao Francisco do Amaral -Commeajador da
    Rosa.
    Jos Ferreira BaltarOfficial da Rosa.
    Alfredo Carlos AlcoforadoLiceaca.
    Manoel Gomes de Mattos tointuendasor da or-
    dem "-osa.
    Padre Renovato Pewira TejoCommetwauor a
    ordem de Christo. "
    Fructuoso Dias Alves da SilvaCommendador
    da ordem da Rosa. .
    Manoel Clemente da Costa SantosCavalheiro da
    Rosa. _
    Ministerio da Foseada
    D. Maria Fi-rveini da.Pai -Meto suido.
    Ministerio da tuerra
    Vicente Ferreira de Lima Hlente de alferes.
    Padre Jos Esteve Viaona- CapeHao-teaenle.
    Dr. Arthur Grato Alves Carnauba Cimrgio te-
    nente. .. ... ,
    Padre Jos de Soasa e OlweiraCapelISo-te-
    nente.
    Manoel Belmiro da Silva Patente de alferes.
    JoSo Pedro t Souza Patente de alferes. ,
    Ernesto Alves Pacheco Patente de capitao.
    Antonio ila Sava Castro Patente de alteres.
    Manoel Guimaraes Patente de tenente.
    Pedro Antuues de Souza PoHce -Vatente de al-
    fere8- i
    Bngadeiro Floriano Peixoto-Patente de bnga-
    deiro. ...
    Recebedoria Geral de Pernambuco, 4 de Ja-
    neiro de 1889.
    Om raneante,
    Joaquim Domino LeopoldiM Ftrreira.
    .f'illill.
    HIPPODROMO
    DO
    CAMPO GRANOS
    PROJECTO )M NSCfP(!AO
    CORRIDA
    1.
    Que dever ter lugar no 8.
    4.
    5.
    pareoENSAIO800 metros. Ai imaes da provincia que ainda nao tenham
    ganho premios. PREMIOS: prikneiro 200)5000, segundo 504000 e tercei-
    ro 200000.
    pareo PROGRESsK) 1-200 me|tros. Animaes da provincia, pbemios
    primeiro 2500000, segundo 600000 e terceiro 25(5000.
    pareoHIPPODROMO DO CAMPO BRANDE1.400 metros. Animaos de
    qualquer paiz. premios : prijmeiro 5000000, segundo 1250000 e ter-
    cero 500000.
    pareoDESTREZA900 metros.- Animaes da provincia, premios
    meiro 2005000, segundo 50(5000 e terceiro 20,5000.
    pareoDERBYCLB1.300 metf-os. Animaes nacionaes at meio sanguen
    premios : primeiro 3500000, t|egundo 800000 e terceiro 35)5000.
    ." pareoVELOCIDADE850 metras. Animaes nacionaes de menos de meio
    sangue que nao sejam da provincia, premios: primeiro 300(5000,
    gundo 755000 e terceiro 30,5000.
    * pareoCOMMERCIO800metros, j Eguas da provincia, premios: primeiro
    1500000, segundo 350000 e terceiro 150000.
    Observacoes
    Nenhum pareo se realisar sem serem inscriptos pelo menos tres animaes de
    proprietarios differentes.
    A inscripc&o encerrar-se-ha no dia 8 do corrente s 6 horas da tard na s
    cretaria do Hippodromo.
    O cdigo de corridas prescreve o modo da inscripeo.
    Recife, 4 de Janeiro de 1889.
    O SECRETARIO,
    Werreira Jacobina.
    pri-
    se-
    Pela inspectoria desta alfandega se tu publi-
    co que, nao tendo sido acceitas as propostas que
    fbram apresen ladas para fornecimeatos de gene-
    ros precisos a guarda moria, durante o exercicio
    de 1889, em virtud e dos excesaitos oreos nellas
    mencionados, pelo prsenle novamente posto
    em concurrencia esse fornecimento devendo os
    pretendenles presentar suas propostaseaa cartas
    Fechadas, at o dia 8 de Janeiro vmdoum.
    3* seceo da Alfandega de Pernambuco, 31 de
    Dszembro de 1888
    0 caefe,
    Domingo* Jo qmm da Fonstoa.
    (3a prac,a)
    Pela inspetoria desta Alfandega, se faz publi-
    co, que, s II horas do dia 8 de corrente mez
    serao arrematadas em praca a porta do Trapiche,
    Alfandegado, largo da Assemwa. as setraintes
    mercadorias :
    Marca SB Nove inolhos de aduellas, pesando
    490 kilos, viudos de Liverpool no vapor ScuUor.
    entrado em 2 de Novembro de 1886.
    Marca SB Qualroi molhos, 459 aros e ma-
    deira para barril, e 155 Kilos de dito de ferro,
    idem, dem.
    Marca APC Vinte e cinco caixas, contendo
    frascos de vidro braneo sem rolha e sem bocea
    esmerilhada, peso bruto 6,1*0 kilos,lindse
    flamburgo no patacho allemao Ati/efo, entrado
    em 2 de Novembro de 1886.
    Marca TP Orna eaixa comeado vidros para vit
    draca. quebrados, sem valor, rinde-de Barreno
    vapor francs Vi ht de Pernambuco, mitrado em
    Jt de Dezembro de 1886.
    Marca SG&C e LLera baixo Triota barris de
    Jj contendo wnbo secco commom, ,6W litros,
    ' viudos de- Ljabta no rapor inglez Merchante,
    entrado em 27 de Maio de 1887.
    Marca SG&C e LL em baixo Cinco pipas, con-
    tendo vinho secco commum, 2,295 litros, viudas
    de Lisboa no vapor inglez Aucior em 25 de Ju-
    nio de (887.
    Marca AIS Cen barris de 5o, contendo rinbo
    secco commum, capacidade 8,300 litros, viudos
    de Lisboa no vapor fran-ez Vzille do Maranhao,
    entrado era 6 de Agosto de 1887.
    Marca JMC Trinta e cinco barris de ou conten-
    do vinno sececo commum, capacidade 2,975 li-
    TmJ vindos de Lisboa no rapor inglez merchante
    errado emii ^ Agosto de 1887
    Marca JSB Tres pip^, contendo vinho secco
    commum, 1.42o litros, vindos de uSD inglez Orato>- em 27 de Agosto de 1887,
    Marca JSB Vinte e tres barris de 5, contendo
    vinho secco commun,' capacidade %25 litros,
    dem, idem. idem.
    Marca JGG Quatose pipas contendo vinho
    secco commun, capacidade 6,720 litios, idem.
    idem, idem.
    Marca JGG Vinte barris de 5, vinho secco
    commum, capacidade 1,660 litros idem, idem,
    idem .
    Marca DP Quatro caixas contendo sabSo bran-
    eo, pesando bruto 175 kilos, vindos lo Havre do
    vapor francez Ville de Cear, em 28 de Outuboo
    de 1887.
    3a seceo da Ainidega de Pernambuco, > de
    Janeiro de 1889.
    Ocaefe,
    Domingos Joaquim da Fouseca.
    Administracao dos Correios
    de Pernambuco
    Por esta administracao e em cumplimento a
    circular da Directora Geral dos Correios, n. 106,
    de 20 de Dezembro ndo, se taz publico para
    conheoinento dos mteressados o eaital da mes-
    niii directoria abaixo transcripto.
    Correio de Pernambuno, 3 ae Janeiro de 1889.
    O administrador,
    Affonso do Reg Barros.
    Director!* eral dos Correios
    EUit
    De ordem do Exm. Sr. director geral, e em
    curaprimento do isposto no art. 8" do regula-
    mento de 26 de Marco lindo, faz-se publico que,
    np dia 1 de Fevereiro de 1889, vio ser postas em
    circulacao as segnintes formulas de franqua :
    Sobra carias selladas
    O seQ flxo representado por urna moldura
    formada por Unas llipses concntricas, tendo no
    plano da menpr a effigie de ua Magestade o Im-
    perador em reley brauco; no da maior, tambera
    em relevo braneo, as palavras Brasil no alto,
    e o alor e,xpre inferior, e finalmente as extremidades do eixo
    menor dous pequeos polygonos coin o dito valor
    indicado por agarismo-
    O fundo da moldara as de 100 ris verde,
    as de 200 ris preto, e vermelho nas de JQ
    Tis.
    Cartasbilhete
    0 sello fixo do valor de 80 ris, impresso no
    ngulo superior direita e representado por um
    rectngulo formado de arabescos verraelhos, ten-
    do em Oma eUipse central a effigie de Sua Ma-
    gestade o Imperador, encimada pela palavra
    Brasil em lettras brancas, e tendo em baixo as
    palavras oitent ris e sobre estas, em sentido
    obbauo, o numero 80 de cada lado.
    A direita do sello v-se urna fita com as pa-
    lavras--Cartas-hillete,tendo no alto urna serie
    de 20 estrellas, brancas em fundo vermelho, e
    em baixo O stiCO: Neste lado s se escreve o en-
    derezo. No anaailo iifcrior direita 10-se a pa-
    lavra Brasil em lettras vermelhas.
    Bilheles postaes
    O seflo fixo de valor de 40 ris. 0 descuho
    igual ao da carta-bimete, com a differenca ape-
    nas de ser azul, e ter na fita direita do sello
    as palayras Bhete postal, em -vez d'aquellas
    outras.
    Cintas estampilhadas
    O ello Jjxo & estampado e desenhado como os
    das,jsobre-carta8, com a differenca apenas na in-
    dicaeo' dos valores. E' roxo o fumlo do sello
    das de 20 ris,-azul das de 40 ris e cor d ha-
    vana.das de 60 ris.
    Sellos para jornaes
    Estes sellos sao maiores que os ordinarios, de
    forma rectangular e cor de laranja.
    Noaltotem, em lettras brancas, a palavra
    Correio e em baixo a Brasil. Em fita diagonal
    l-se de baixo- paia cima a palavra jornaes^ ten:
    do de cada lado o valor em algarismo e a pala-
    vra ris.
    Dimao ceatral da Directoria Geral dos Cor-
    reios em 15 de Dezembro de 1888.O sub-di-
    rector, Jos Francisco Soares.
    Derby Club
    Estrada de ferro o Caxang
    Trens extraordinarios.*dia 6
    Ida-10,30, 11.5, H.30, 12.5 e 12,30.
    Volta4.0. 4.45. 5.10. 5.45 e 6.20.
    Se as corridas terminarem depoi- do ultimo
    trem extraordinario, naviera um outro depois
    delle. 4 de Janeiro de 1889.
    H. Fletcher,
    , .. Gerente interino.
    CAPITAL
    Em.accSes de
    Guiando tomado
    Elrt^ estaWeamrnto
    desenvolver o crdito
    tesis jsrovinria; suas
    8,OO(>;OOO0OOO
    2000000
    4,0)0:0000000
    destinado a auxiliar B
    industrial e cnllectivo
    operacces abrangerao to-
    dos os ramos da actividaae commercial e indus-
    trial que offerecerem Solida garanta.
    A directora compor-se-ha dos senhores
    Luz Antonio de Siqueira.
    Jos Adolo'io de Oliveira Lima.
    Antonio remandes Bibeiro.
    Manoel Joo de Araorim.
    1 ua qa#ft 0m o Exm. Sr. Visconde de Figuei-
    redo^saaos iucorporadores.
    *# tntntdns s. rao 5 '
    no acto da
    lada
    subs-
    rrifii*n -, J |. amado
    i ciofi eatuHtiOS.
    4UMequenn.'S ent cadas
    mree'n i:> \, com o intervalo nunca menos
    4e 60 dias.
    A aubttdaos esta aserta para todas as **>
    fia des^jareni temar prt' n'esta uapor-
    lante ms' ituico, no escriptorio dos *ra. Amo:'
    rim Irmios *C, a contar do dia 7 de Janeiro
    inclBaive.
    . eeefta. aecretaria, da Prmiden-
    cia de Perimmbui i. de cicm-
    fsro de lasa.
    De ordem do Exm Sr. desembargador presi-
    dente da provincia faco puba<. para os devidos
    effeitos o edital abaixo transcripto, vndo do ter
    mo de Palmares.
    O secretario kilerino,
    Manoel Joaquim Silveira.
    O cidado Jos Miguel de Lyra 2.- supplente do
    iuiz municipal deste termo de Palmares de
    Pernambuoo em exercicio pleno, etc.
    Faz saber aos que o prseme edita] virem ou
    d'elle noticia tiverem que em virtude da portara
    e ollicio de S. Exc. o r. desembargador presi-
    dente da provincia, datado de 4 do corrente,
    udia-se em concurso como pra< i de 30 dias,
    coaiodoK d'esta data, os officios de justica to 2 :
    tabelliao do publico, judicial e notas, esenvab
    do crime e execuces civeis d'este termo, por
    haver pedido successor o respectivo serventuario
    - ugusto Berenguer d- Almeida Alcoforado que foi
    considerado inhbil, pela'junta medica provincial
    na inspeocao de sanie a que- foi submcido.
    Assim, pois, os pretendenles a successao, dc-
    veriio nu referido praso de 30 dias apresentar sua
    peticao devidameute instruida de conformidade
    com o Begu lamento a que se refere o Decreto n
    9.420 de 28 d<- Abril de 1885. E para que che ue
    ao conhecimento de lodos, mabdou o juiz MssW
    o preseni' que ser rflixado na porta do edificio
    uc serve de cmara municipal, lugar do costu-
    Concerto ao ar livre
    HOJE, DIA DE RES
    EM
    OLINDA
    A excellente banda do 2' baiathao executar
    no pavilbo do Carmo na tarde do dia 6 o se-
    grate :
    1'ltlH.lt lllfl t
    PRIMEIRO
    Marcha Batalh'a.
    Xnbrcia Borgia' (cavatina) Doifisetti.
    Pt'so concertante (Pepil) I'acini.
    Estrella errante ^polka P. Monterosso.
    8EGUNDO
    BobertoDevorensco (cavatina) Donizctli.
    Arco de Sania Anna (idein) T. de S.
    Safo (idem) Pacini.
    Walsu Aurora.
    TERCEIRO
    Sjmpuontboaracierisltca C. Moraudi.
    Duett i colloquio d'amore dem.
    Coassrto de clarinelo E. Peroline.
    Iuspiraco (polka variada) Monterosso.'
    Comecar s 6 1|2 horas da tarde e terminar
    s 8 1|2.
    Intervallos de 15 minutos de urna parte a ou-
    itra. ,
    Audi^ao gratis.
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    nheiro a frete : trata-se com os
    AGENTES
    AVilsoo, Sons & ('... Limited
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    &C.
    COMPANHIA
    KKVtMHI C'tV-t
    DE
    .\avea;a<'o costelra por vapor
    Para Fernando de Noronba
    E ROCCAS
    O vapor Jaguaribe
    Commandante Monteirc
    Segu no dia 8 de Janeiro s 12 ho-
    ras da manhS. Becebe carga at o
    dia 8.
    Passagens at s 10 horas do di da sahida.
    ESCRIPTORIO
    Ao Baes da Companhia Pernambucama
    n. 12
    COMFIMII*
    <:KV4MHI t *>A
    DE
    Kavegaro costelra por vapor
    PORTOS DO NORTE
    Parohyba, Natal, Maco Mostoso, Araca-
    ty k Cear
    O vapor Pirapama
    Commandante Carvalho
    Segu no dia 12 do corrente s 5
    horas da tarde. Becebe carga at o
    dia 11.
    Encoramendas, passagens e dinheiros afrete,
    at as 3 horas da tarde do dia da partida.
    ESCRIPTORIO-
    Ao Caes da Companhia Pernambucana
    n. 12
    elstica de 5 taboas. 2 apparadores, i guarda-
    louga, i sof de arnarello. guarda-eomida, me-
    sas, marquaftps, steiras para
    forro il i peles, 1 bomba e encanameato,
    ps de crotons, Balanca de 5 kilos, nova, louga
    de almoco e jantar, vidros. handeijas, candieros
    para kerosene, trens de cosinha e outros objec-
    tos.
    0 agente cima autorisado por urna -familia
    que se retira para o sul, fcir leilao dos objectos
    cima ao correr do martello.
    Ra do Corredor do Bispo n. 29
    A's loi|* horas
    Seaunda-feira, 7 de Janeiro
    Leilo
    De 2 botes e seus pertences,
    salvados da galera ingleza
    Stephen D. Hartn .
    Terra-felra, 8 do corrate
    Ao meio-dia
    Na guardamoria da alfandega Josepli Leris ca-'
    p to da galera ingleza Stephen D. Hartn, incen-
    diada no alto mar na sua ultima viagem de Cal-
    cuta para New-York, fura leilo cora autorisa-
    go do Sr. cnsul d S. M. Britnica, cora licenga
    do Sr. Dr. inspector da alfandega por intervenco
    do agente Pinto e por conta e risco de quem per
    tencer dos 2 botes e seus pertences salvados da
    refirida barca e- existentes na guardamoria da al-
    fandega onde serao vendidos ao meio-dia de ter-
    ca-feira 8 do corrente.
    Leilo -
    De urna vacca tounna, urna dita da trra,
    un cavallo de sella e um silhao
    Terca-feira, 8 do correlo
    A's 11 horas
    ?gente Pinto
    Em frente ao armazem da ra Mrquez
    de Olinda n. 52
    me, onde tem lugar as audiencia^ diijuuo e reu-
    ni! s publicas d*esta cidade e termo d Palmares,
    fregue/.ia de Nossa.-eiraora da Conceicae dos
    Montes.
    Dadj e passadu n'esta cidade de Palmares aos
    28 dias do mez d<- Dezembro de 1888.
    Eu Ursino Teixeira de Barros, escrivo o e#-
    crevi. Jos Miguel de Lyra.
    Est conforme ao original e dou f. Palmares
    28 de Dezeinbio de 1888. O escrivo Ursino Tei-
    xeira de Barros.
    Eu abaixo assigiiado oflacialde justica* po/teiro
    interino dos auditorios d'este termo de Plma-
    les, etc.
    Certifico que hoje afflsei na porta da sala das
    audiencias Jo juizo e autoridades lugar do cos^J
    maie de se afuxar editaes. o edital dado e pas-
    jsado n'esta cidade e assnado pelocidadao Jos
    a aasigi- -jiigy^ ^ f^fa, i snpptcnte d jmzmauicipal
    . em esewiei pleno 'este tenso* (toado'ara oon-
    iaL' <*ri.jor successao o< officios de 2. tabelliao,
    acrivo do ci ecucoes cjveis d'este ter-
    mo ao qne dou a mmhd f e passo a presente
    ceft-d&o. Palmares MVda aembr de 188.
    -O olfcial de justica, serrindo de porteiro dos
    auditorios. -Salvuu Wieira Faic-io.
    Ent couforme com o o.igiual, dou f. Palma-
    res era snpra 0 esciWC. '^HmltSteira 4e
    Barros.
    MARTIMOS
    Companhia Brasileira de
    Navegado Vapor
    PORTOS DO SUL
    O vapor Maranho
    Commandante o capitao de fragata Pedro
    Hyppolyto Duarte
    E' esperaifo dos portos do norte at
    o dia 14 de Janeiro e depois da de-
    mora indispensavel seguir para os
    portos do sol.
    Recebe tambem car^a para Santos. Santa Ca-
    tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande do
    Sul, frete mdico
    As encoramendas s serao recebidas na agen-
    cia a 1 hora da tarde do dia da sahida.
    Para carga, passagens, encommendas e valo-
    res trata-se com os AGENTES.
    PORTOS DO NORTE
    O vapor Pernambuco
    Commandante Antonio Francisco de
    Almeida
    E' esperado dos portos do sul at o
    dia 7 de Janeiro e seguindo depois
    da demora indispensavel para os
    portos do norte al Manos.
    As encommendas sao recebidas na agencia
    at l hora da tarde ,do dia da sahida.
    Para carga, encommendas, passagens e valo-
    res trata-se com os
    AGENTES
    Pereira Carneiro & C.
    6=Rua do Commefcio=^6
    l* andar
    United States and Brazl
    M. S. S. C. J.
    O vapor Finance
    E' esperado dos portos do
    norte at o dia 10 de Ja-
    neiro o qual depois da de-
    mora necessana seguir
    ' para a
    Baha: Rio e Santos
    Para carga, passagens, encoramendas c di-
    nheiro a frete : traia-se com os AGENTES.
    Ovapor Advanee
    E' esperado dos portos do
    sul ate o dia 1" de Janei-
    ro o qual depois da demo-
    ra necessana seguir
    para o
    Para, Barbado, S. Thomaz e
    Mew-Vork
    Para carga, passagens. encommendas e di-
    nheiro a lrete :. trata-se com os
    AGENTES
    Henry Forster & C.
    8Ra do Commercio8
    V andar
    Leilo

    De movis, louca, vidros, um cofre prova
    de fogo, uma carteira, -ana armacao,
    Um balen" fiteiros
    Te'i'ca-feira, 8 de corrente
    A's 11 horas
    Agente Pinto
    No armazem da ra Mrquez de Olinda
    n. 52
    'a.......
    3.a leilo definitivo
    Da grande casa terrea com fronte de azulejo da
    ra Vidal de Negreiros n. 33 antigo pateo do
    Terco, com todas as bemfeitorias inclusive os
    lustres de gaz.
    Espolio de Jos Antonio Pereira da Silva
    Terea-feira, 8 do corrente
    A's 11 horas
    IWo armazem A ra do Imperador
    n. I
    0 agente Martins levar a leilo, por autorisa-
    co do Exm. Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda,
    em sna presenca, a requerimento da inventarian-
    te dos bens do tinado Jos Antonio Pereira da
    Silva, a casa terrea cima, com frente de azule-
    j.wtend> 2 salas, -6 quartos, cosinha tora, l sale-
    ta, cacimba e quintal, no fundo do qual existe
    urna meia-agua com frente para a ra do Forte,
    com 1 porta e 8 janellas, sem repartimento, sen-
    do que a casa tem gaz e a sala da frente la-
    drillada a mosaico e tem 1 porta e 3 janellas.
    Os pretendenles piulen] desde j examinar a
    referida casa, e o agente dar qualquer infor-
    macao.
    Leilo
    De 1 importante cavallo denominado Petropo-
    lis, miiiti i bom de sella.
    Um dito idem denominado Fatsca, muito cor-
    redor.
    Um dito idem denominado Timb, muito cor-
    redor.
    Terea-felra, 8 do corrente
    A's 11 horas
    No armazem ra Mrquez de Olinda
    n. 48
    Por intervenco do agente
    Gusmo
    0 COELHO
    Novo estabelecimento de fa-
    zendas finas e modas
    .86Ros da Imperatriz56
    Recebem directamente da Europa o que ha
    mais novidade em tecidos de fantazia e fino ges-
    to. Completo sortimento em fazendas de todas
    as classes c preyos sem competencia.
    Telephone 489
    Sitio
    Aluga-se por 354000 mensaes um bom sitio,
    bastante arborisailo, com excellente casa de mo-
    rada, em bom estado de conservaco, no apra-
    sivel arrabaide Parnameirim, junto a estacao.
    Cosinheira e ctiado
    Precisa-se'; na ra Velha u. 137, sendo o dia-
    do menino ou rapaz.
    ^
    Ama
    Precisa-se de uma cosinheira : na ra Duuue
    de Caxias n. 44, loja de azendas.
    Amas
    Na ra da Palma n. 40, precisa-se de duas
    amas, uma para cosinha e outra para amamen-
    tar uma crianga.
    -
    Amas
    Precisa-se na ra da Unio n. 13, do uma ama
    para cosinha e deoulra para o servico interno
    de casa de familia.
    Porto e Lisboa
    Segu para os portos cima a barca portupe-
    za Novo Silencio, recebe carga; a tratar com Bal
    lar, Oliveira & C. Ra do Vigario n. 1, Io andar
    CHARGEURS REUNS
    Francesa
    a vapor
    o Havre, Lisboa,
    Rio de Janeiro e
    Compaa iu
    DE
    ' \avcgaeio
    Linha qninzenal entre
    Pernambuco, Baha,
    Santos.
    0 VAPOR
    Ville de Santos
    Commandante Tauqnery
    E' esperado da Europa at o dia 7
    do correte, seguindo depois da ia-
    dispensavel damora para a
    Babia, Rio de Janeiro e Simios
    Roga-seaos 9rs.importadores de raiga pelos
    vapores fiesta liaba, queiram apresentar dentro
    le 6 dias a contar do da rtesoarfra das akarengas
    ipjalquer reclaniagao concerueiiic a volutnes que
    iorventura tenham .seguido para oe portos do
    ral alira de sepoderenidnr a tem; prov}V
    lencias necessarias.
    Expirado o rrferijjavp.tai' i n compatihia-aio le
    respaasaotteaipor entravioi1.
    raro carga, di-
    trata-^c ir.ta o
    AGENTE
    Jtytffc':Ittlte
    9-JastABUCOMaiElOK)^9
    Aracaty
    Segu com bredade para o porto acuna o
    hiate Neptuno, recebe carga ; a tratar na roa da
    Madre de Deus u. 8.
    Leilo
    De movis, proprios para hotel
    Constando de uma vitrina grande para porta,
    1 mostrador de seis faces, i grande mesa de
    arnarello com pedra marraore, 2 ditas menores
    tambem com pedra, 6 quadros. 2 louzas para me-
    sas, 42 cadeiras de iunco, 12 ditas americanas.
    6 ditas de arnarello, 1 sof de faia, 2 cadeh'as de
    bracos,, l guarda comidas, 1 cartcira^l efande
    geladetra, zlatatrios d ferr, 8 tellias oe zin-
    co. 1 mesa grande para cozinha,*! pratileira, 2
    empanadas de madeira para porta, quartrahas.
    frascos, garrafas para vinho, diversas lomas, 2
    marquezbes, 1 cpula para cama, 1 toilett el
    meia commoda.
    Dous lustres a gaz, sendo um de 4 bicos, 2
    arandellas de porcellana, < brago de ferro para
    gae e 1 registro.
    QUARTA-FEIRA 9 DE JANEIRO
    A's 11 horas
    A' ra Estreita do Rosario h. 11, onde foi
    o hotel Braganga
    Pelo agente Martins
    Cear
    Segu com toda brevidade para o porto cima
    o hiate Deus le Guarde, recebe carga ; a tratar
    na ra da Madre de Deus n. 8, ou no caes do
    Loyo, a bordo, com o mestre.
    LEILOES
    Terca-feira, 8, deve ter lugar, s l 1/2 horas,
    o leilo de movis, vaccas, boi e cavallo, no ar-
    mazem da ra do Mrquez de Olinda n. 52.
    Ao meio dia, na guardomora d'Alfandega,
    leilo de 2 botes e seus pertences, salvados de
    uma galera, incendiada no alto mar.
    Leilo
    Em contDoaco
    . De bons moris, importante piano, cortinados
    de damasco de seda, espellio oval, vasos com
    plastas a< mais objeotos que deixaram de ser
    vendidos por falta de tempo, no 2 andar4 o so-
    brado ra da lmpnatria n. 11, casa de resi-
    dencia do Exm. Sr. Dr. ttioma* Garcez Prannos
    Montenegro.
    Por intervenco d<> igenti-
    Gusmo
    SE6UNB-A-FEIRA 7 IX) CORRENTE
    A's 11 horas
    Agente Burlamaqui
    Leilo
    Quarta-felra 9 do frrenle
    A's 11 horas
    A' ra do Hospicio n. 51 C, residencia do
    Dr. Antonio de Sampaio Pires Ferreira
    DE BOX E \OVO* MOVEItt
    O agente cima, por conta e ordem do Dr. An
    tonio de Sampaio Pires Ferreira, que retirase
    para a Babia, vender os bons e no vos movis
    existentes na casa cima, mobilias novas, toi-
    letes, lavatorios com lampo de pedra, guarda-ves-
    tidos, guarda-louca, aparadores, mesa elstica,
    cadeiras de junco, loucas, vidros, tapetes, appa
    relho de metal fino, facas, garfo< e muitos ouiros
    artigos de gosto que estarSq a vista dos Srs.
    licitantes, em frente do porto* vender duas ex-
    celentes vacas de leite.
    Registro civil
    O cartorio do registro da parochia de Santo-
    Antonio 6 ra do Imperador n. 42, 1 andar.
    O officiaL
    Coriolano de. Abreu.
    Professora
    Uma senhora competentemente habilitada, com
    pratica de 11 anuos de protisso, apresentando
    diversos altestados de bom methodo e comporta-
    ment, ollerece>se para leccionar em casas par-
    licu ans, na cidade ou em seus arrabaldes as se-
    guimos materias : Portu:uez, Francez, Italiano.
    Geographia, Hiano, Irabalhos de agullia, etc.; a
    tratar ra Visconde de Goyanna n. 60 ou cm
    casa do-Regulauor da Marinha-rua largado
    Rosario n. 9.
    Grande liquidacao
    IO iiui do Bai.iD da if-ioria 16
    AZEVEDO IR.WA k C.
    Resolveram vender mais. barato para di-
    minuir o seu grande deposito, para asiim
    poder' dar balanco.
    A saber :
    Rendas de cores, comprimento de saia
    a 10000 e 10500.
    Sargelim de todas as cores a 200 rs. o
    covado.
    Baleias com forro 400 rs. a dnzia.
    dem sem forro a 40 rs. a dita.
    Bramante de linho, com 10 palmos, a
    10400 e 10500.
    Extracto Rita Sangal a 20200.
    Fichs de 13 e seda a 10 e 10500.
    Capellas com veo bordado a 60000 e
    70000.
    Merinos de cores a 400 rs.
    Zefiros, largos, a 160 e 200 re.
    Oretones com ferraduras a 240 re.
    Madapolao (o verdadeiro Boa-Vista) a
    60000, com 20 varas.
    Toalhas para banho a 10 e 10500.
    Colchas de crochet, finas, a 50000.
    dem com flores a 80000.
    Toalhas felpudas para rosto a 30000 a
    3uzia.-
    Bramante trancado, 4 larguras, a 800 e
    10000.
    Madapolao com 1 metro de largura a
    70000.
    Madapol3o Globo a 70000.
    Dito camisero legitimo a 70000
    Fustao braneo a 360 e 400 re.
    Setim braneo e de todas as cores a 800
    e 900 rs.
    Tapetes grandes para sof, a 130000.
    Espartilhos conraya a 40 e 40500.
    Cortes de cambrata com carocinhoi a
    40000,
    Brins de linbo de cSrts fixas a 600 re.
    Crinolme branca e preu a 400 re. o
    metro.
    Rico sortimento de leques de peona de
    80000 e 100000.
    Guardanapos de linho a 20 e 20500.'
    Panno de crochet para cadeiras a 800
    reis.
    Ditos grandes para sof a 20500.
    Cambraia Victoria e transparente a
    30000.
    Merino preto, fino, a 800 e 10OOO#i
    Camisas francezas, finas; a 330000 a
    -i
    =
    I
    o co-
    JLeilo
    Agente Brillo
    De movis, piano, capemos, etc.
    9e 1 piano, 1 mofia de Junco, 1 espefho, bi-
    sonte, 1 gnat W AVISOS DIVERSOS
    ALl'GA-SE a casa da ra Mrquez do Her-
    val n. i.TO: tratar com o tbesoureiro da Rece-
    bedoria Provincial.
    Aluga se casas a 8*000 no becrodosTioe-
    lhos, junto de A Gongallo; a tratar na ra da
    Imperatriz n. 56.
    Prerisa-se de un menino para praticar em
    Uveras, pirferindo-se do mato; no becco das
    Can amas n. 1.
    Proel -fi-fc de um crindn fr {% n H anuos,
    para casa de familia: tratar tua do Bario da'
    Victoria n. 39. loja.
    Precisa se de uma criada
    duzia.
    Nanzuc de cres finas a 240 re.
    vado.
    Capas de cachemira preta.
    Renda hespanhola a 10000 e 10500.
    Cretone com duas largura- a 400 re.
    Batistes finas a 140 rs.
    La de quadros a 280 rs.
    CorUados bordados a 50500.
    Ditos de crochet a 100000.
    Camisas de flanella com collarinao
    sem ellos.
    Palitots de palha de seda, toda? asea-
    res.
    Luvas de seda-
    Faz-indas de phantasia e abertas.
    Cachemiras com lis tras e quadros a
    500 re.
    Cortes de casimira a 40000.
    Etamine preto.
    Cortes de cambraia aberta a 50000 a
    peca.
    Cortes bordados raseos e de cSres.
    Seda palha crua com flores a 00 ra.
    N. B.As. faaendas compradas na nos-
    sa casa nao sendo do gosto do freguez, se
    trocam^ior outras de mais gosto.
    Telephone n. 20<>
    Mathias de Aibuqnerque
    Flores), n. ti.
    tratar ua ra
    (amigamente ra das
    O abaixo assigoado declara ao qublieo c
    com especialidade ao commercio, que desde e
    dia 31 de Dezembro prximo passado, deixou
    de serse empirgadn osr. Pranelsco Tirnroa
    da Suva. eK i o Jnaehw d*l8.
    _____________JtOUmkt Ctadese ta Si:
    rdense ao Sr. Kraaoiscoi Rafawliiloao,
    3.* oliciai do Co: reio, twha a beaae de man-
    dar entrpgar os meveis que eatao coi sea poder,
    desde "W82, sen 0 qne se publicar os documen-
    tos que passou.
    t
    Deoeleclano tnfnsta
    0 bacharel Caetanj Mara de Paria Nev, ana
    uiulticr e seus linios, agradecem do inmo
    d'alma a todos os amaos e paraje Mae
    dignaram aCompnhar'ao cearherib oe NHot
    mutne.s do sen-presado esbfit* friAblMo-
    rieciano Aagatsto fiaUo, t <9bimo<4sr<*Tmm*
    aasslirem a msaa do^etia* dm 1
    na igreja matrire S. PHftHa^^^^H
    ~i-in 9 o- camote, **


    Diario de PernambncoDomingo 6 de Janeiro de 1889
    AO GERAL
    J^
    ALLAN PATERSON & C.
    N. 44Ra do BrumN. 44
    JUNTOAESTACAODOSBONDS |
    Tem para vender, por precos mdicos, as seguintes ferragens :
    Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
    Crivaeos de diversos tanianhos.
    Rodas de espora, idem, idern.
    Ditas angulares, idem, idem.
    Bancos de ferro com serra circular.
    Gradeamento para jardim.
    Varandas de ferro batido:
    Ditas de dito fundido, de lindos modelos.
    Portas de fornalha.
    Vapores de forca de 3, 5, e 6 cavallos.
    Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura.
    Rodas d'agua, systema Leandro.
    EncaiTegam-se de concertos, e assentamento de machinismo e cxccutara
    roer trabalho com perfeicao e presteza.
    A NOTICIA AG
    PABA OS OOENTES 1) l PEITD
    Vndese, n'esta capital,na drogara dos Srs.
    i I SILVA i
    qual-
    r^jWNENTEMENTETJ
    VjP TXniao Q
    tVv' ar^ro-vacLo pele. Academia
    ^^ de IMIed.icin.a de Pariz
    Fabrica :
    1

    /* Casa L. FUERE, 19, ra Jacob <^
    < PARIZ aA
    PERE1IU H-MAGALHAES
    Recebecfores directos dos mercados da Europa
    liquidam os seguintes artigos com descont de 14 [c nas
    vendas em grosso
    Bramantes de algodao superiores, a 800 rs. o metro, 4 larguras,
    dem de puro linho fazenda de 2iJ200 para acabar a 1)5500, metro.
    toalhado alvo, duas larguras, a 700 rs., 10100 e 10200 o dito.
    Algodao alvo, nacional, para lences a 5)5500 a peca. '-
    Madapolao americano, a 3(5600, 4)5000 e 60000, com 24 jardas.
    ' Maripozas de cores a 220 rs. o covado.
    Chitas claras e escuras, cores firmes, a 200 rs. o dito.
    Batiste idem a 120 rs. o dito.
    Zafiros de quadrinhos, a 80, 160 e 200 rs. o dito.
    Merinos lisos d urna largura a 200 rs. o dito,
    dem de quadros modernos a 280 e 300 rs. o dito.
    Fiehs de renda chics & 14000.
    Colchas irancezas de cores a 2)5000 e 40000, nma.
    Lenooes de bramante a 10800, para cama de casal.
    Casimiras de cores para roupa de crianca a 1)5000 e 1<5800, diagonal, dm\a
    larguras.
    Camisas inglezas e irancezas a 26)5000 e 30j5000 a duzia.
    Tapetes aveludados. grandes, a 140000 uin.
    Cortinados ricamente bordados a 5i550O e 60000-
    Pannos de cores para mesa a 10100 e 10300 o covado.
    Cheviot preto e azul, a 3)5000 o dito.
    Brins pardos e de cores a 280 rs. o dito.
    Veludilhos de cores e pretos a 900 rs. o dito.
    Rendas austracas para vestidos a 500 e 560 rs. o dito.
    Setins de todas as cores a 900 rs. o dite.
    Seta'netas lavradas 200 e 240 re. o dito. .
    Alpacas modernas, lavradas, a 240 rs. o dito.
    Meias cruac inglezas para homem a 2)5500 e 30POO a duzia.
    Ceroulas bordadas, de bramante, a 125000 e 16)5000 a dito.
    Cortes de casemiras para calca a 40000 e 60000.
    dem de meia casemira a 20000.
    Toalhas grandes para rosto-a 40000 a duzia.
    dem felpudas para banho a 120000 a dita.
    E niuitos artigos que se rao lembrados com apresenca de nossos leitorei.

    59Ra Duque de Caxias-59
    LO JA NT
    PEREIRA & HA6ALHAES
    r ~ii .ai a^ aam-ea- taMaim

    Peptonas Ppsicas
    db CHAPOTEAT
    tutioo ci i* ow
    So.
    Appmmd pela Junta d'Sjgen do Rio-de-Janeiro. SmpngaVa\' ea*
    BospUaes de Pars e no de Mariana
    a\ Feptonao producto de digrestio da carne ae vacca pela pepsina de CmaM riAO
    extranida do estomago do carneiro e transformada em um ahm-nto aoluv<4, imme-
    atamente ssimiiavel, que trae ter a todos os pontos do organismo por m*io da
    eireulacao venosa, e alimenU os doentes sem fatigar ihes o estomago.
    O Vuiho de Pe', tona da Chaputeaat po> isso indicado as molestia* qom
    tem por causa as m. digestoes, nos axteccoee do g^oo. ao* intestino, as
    Sststriteo. na anemia, na ch.orse; as molestias do peito, na dysenteria
    3s paizes quemes, as digeatoo dtfjloaia e laborioso. Este Vinho a.imeota t
    ermmmgai, que nao supporUo a comida, augmenta a aterecao do leite das pataca
    riio e torna-o mala rico; fortifica os oelhoo to.aU proatptamante as torca*
    A Conserva da Peptona de Chapotean*, que poda ser empregada yCjrne
    mente e em clysieres, tem o poder de alimentar durante mexeo oa doentes mato
    graves, como os tsicos, que nao possao toleri r alimento aigum, OS
    soffrem da besiga, dos ria e da medulla et ainbal.
    a
    r orneo meo confundtr a, PPT0NA8 DE CHAPOTEAT
    com rana de cavaUo t sogotam fat montado.
    Deposito rm Parte, m. Rae Vi-rienna e a p*in *+&
    "I*
    ^plVERem
    fa^# M3VA PERFM/IAIA XTRA-FIA
    COBYIOPSI DO JAPO
    S4B0. ESSlfiCIi. AGUA DE TflIU.TE. PO DE ABBCZ. OLEO.

    MOLESTIAS no CORACAO
    AflCaimTs^ai-Cinuai LE RIO^ UulMuteMtaeit MraaivkM
    HrUIIlAE8lrf4MJ#f*LfJTIC*P,8iiifm#?l||J*|
    LAwmum. PUfnunrtii i.rar.sM.r*i .ai.wu
    Orpewttano* em rnaww; fX^ji- e>. a* SU. VA a O*.
    aV a\Vt\ aA%9VlZ BI nil'BA al. IX
    11 i* po bmm "sp- iticii coutr-i. a losen, roeeuidS.^ptrds da v z, icritaoao ou aflatoawyjto da I -ring. f br not(it agfeda ou
    iea, es.arroa ; t i t,M)i:, dor e frqu*s -i'J peito, tisiua paliD>nr, astba, coqui-lu^he e todas as enf-rmidadea das vis
    pir i ri- n
    EIT0R4L M CAMBARA
    DESCORERTA E PREPARAOAO DE
    Jos Alvares de Souza Soares
    Pi.nd nm pr pri ri ito gfaads E8tabklw:imnto AKioo-iNi>ntrrt , .riad- i^ P lata* (Hi (irni-ii- rtn SuH,
    IN-lloral di* Jambar, spprovsdo pela Bx'flM. Jnt O ti i Bjjpvn 'ti., te .Innro, eattoisadi
    a r lecreto Iibpnrial da 8o i Junne I \HHi, pt i. (i > oru du l- 1.' -s- p !. \ domia N- ion:.I rl
    M-ris, jury Expo-icSn BrjsilVira-Alleml 'le 1881, uta rMOBeeido come Bota deacoberto di magna inportsaR p'.rs
    H nTfif. goff-^diir.
    Es*- prniiu-> nijementa ie pffeitoH nduairave-s: is il'-ap it r. ir s coral- t }
    Pa -i---.ilmil at i- i ii ii mi mi iliwnmiH' IWltollUs'llHH nn'l 'i iim i >
    O .' bal......i <>'- ~ llla |iuliii mur, a ruaros de Mague, asaba aome>'m broni-bife, a coque
    in-h-, i-oiiqu'il a>, < B as rpida r>, >i ai.
    O i .e-.in, e 'it..- 'o HmiitriJ. de C"mbiir, Dota I'; o -pp re-ftnento Hpp-iif'- dus furyxs prrflid s.
    Est i'i p n r t. .i^ii.-M '.<->(>>, qi t.nt > a tais v!i!irH.li p r su, grande fr uomIom prugregnivo em todo i
    < \i- ri'- prep rad eju h *rr M espacial tVbriua, qu leii Me rep tilaiaeDt<> ilngi.fn p"-h inpr"ii8H n >-.bn se rodead.- d< ?
    ais \y portau ** lie.--' dM listn t..a ma 008 QU Oei 9 a CUTadsM 'le. griiei tyn fotoflwidadeg, i!(>mo se ^ di-
    t'lh t'. qu<- s .ii'p.i'-' Mdl frasco
    Vt-n eridu h n' -' '<-. uo m<-dii*ain*nt de til i^partan.i uU'iipri.naa um imvnr de hwBuaiwade, indicando o o
    '(.t.-nt- s 4a pi-ito e -i n r-.apiraluriH-, o, nortesa <>- Ih^s Bcansalnarmos o m&is^gurc ar-io de r-adquirir-^ a B*ri: 2&5H0 o frasro. l.'MlSIHI f > duzia e 24* (gescoberta gnteressantissima
    ( PRIVILEGIADA )
    PERFUMES ORIZA 'solidificados
    APRSENTEOS DEBAIIO DA FORMA DB LAPIS (l25HdeB efceir)
    Basta esf/egar levemente os objectos para per [tunal-os
    (a Cutis, Roupa, Papel para Cartas, eto.)
    -oes-
    la, LEG-RA2TD, Fornecedor da CSrte do uesia
    207, RA SANT-HONOR, PARS
    Vndese em todas as principies Perfumaras, Pharmacias s Drogaras do mundo.
    MAKDA-6E DI. PARIA O CATALOOO ItXL'aTr.ADO PRANCO DC r jlt; r.
    Molestias Nervosas
    Capsul/vs do Doutor Clin
    Laureado As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
    as Molestias, as de Cerebro e contra as afleccoes seguintes:
    Athma, Insomnia, Palpitacoes do Coragao, Epilepsia, Hallucnacao,
    Tonteiras Hemioi aaia, Atfecco** das viar. urinnri et para calmar toda
    especie de excitac&o.
    lU Urna explicado detulhada acompanha cada Frasco.
    Exigir as Verdadeirus Cpenlas ao Bromureto de Camphora de CXJN A CS
    de PA.RIS, qt* se encontro em cusa dos Droguista* ti Pkarmmeoutcos.
    VERDADEIRAS PILULAS ^ aVBLAUO
    irj
    \famenm aalMMim
    , inaarco no O0*o oaaae
    I" mcacu d-aaua
    o Cacto Ha havm a
    ai orinan o-u> a
    liMnnmi.-
    oii izMcirr-avo
    em tod as reaMBPABB
    r
    M0ARHU0L de CHAPOTEAT
    la
    O Morrh-jol conim todos os principios que enirao na composicao do oleo de
    ligado de i icalno, excepto a materia gordurosa. O oteo, como sabem todos,
    desagradavel pelo seu jneiro e seu sal provoca a diarrha. Morrhuol pelo contrario bem acceito pelos doentes, e
    actualmente, nos hospitaes e em todos os ssubelecimentos de cai-idade, ena clnica
    civil, os medios felicitao-se por ter encontrado no Morrhuol jm medicamento,
    (ji'ju desperta o appetite, acata com a toase e os auorea aoctumoa, restitue
    aos tsicos as odres perdidas, augmenta-Ibes as Corean, melnorando con? viera-
    velmente o seu estado. 0 Morrhuol, que as creancas tomao sem a menor difficul-
    dade, modifica pnnnptaniei.te a sua ooostiluicao, quando ellts sae debela e
    lymphaticas e sujertas a resframentos.
    0 Morrhuol, que um producto em ludo differeote dos cfamados extractos
    de flgado de bacal ho, encontra-se encerrado em capsulas redondas, eada urna
    das quaes representa 25 veses eva. peso de oleo escuro, que os mdicos
    reconb ^ _
    PARS, 8, Ru Vlvlenne, em (odas a Pharmae%aa.
    9

    Pao centeio
    Mille & Biset, arsam ao respeitavel publico,
    qne todas as u-rgas c sextas-fciras, tem este sa-
    ijoroso pao; ra latga do Rosa rio. n. 40.
    Governess
    A Germn Lady (dipl6me) seeks an Engage-
    nn-nt as Besident or Imiln Goveness.
    Fluent Germn, French and English, Piano,
    High testimoniis.
    Address. miss H. roa Visconde de Gamaragiae
    (ancient do Hospicio) n. 53.
    Tjpogapliia e Lllhograpliia
    FABRICA DE LIVROS DE ESCRDPT-
    RAQAO
    Premiada as exposlees de
    Manoel J. de Miranda
    Encaderaasae e
    especialidades em
    visitas.
    cartes de
    59-Raa Duqte de Caxias59
    Telephonen. 194. .
    Ao commercio
    Jos Adoipho de Oliveira Lima, socio da firma
    commercial desta praca, Rodrigues Lima & C,
    faz scienie a quetn interessar que, a contar de f
    do correte mes nassou a assipnar-se
    Jost Adoipho Rodrigue* bma.
    Ama de leite e aula
    secca
    No Espmheiro, roa de S. Elias a 16, precisa-
    se de lima, ama de leite a ama pan cuidar de
    triaaca; paga-se bem.
    Urgencia!!!
    linda chumada
    Na ra Duque de Caxias n. .87 ha
    diversas ira* para serem entregues pes-
    soalmente aos Srs. abaixo.
    Luiz Jos da Silva Cajazeira (Olinda).
    Francisco Pacifico do Amaral.
    Joo Jos de Araujo.
    JoXo Rodrigues Damaceno.
    Custodio Gomes Ferreira (Rio Formoso).
    Jos Fernandes Ramos.
    D. Olindina Mariz.
    Manoel Antonio Xavier de Brito.
    Augusto-Cmara.
    Para oDerby
    Carlos Sinden receben grande sortimen-
    to de gravatas e camisas de cores proprias
    Sara os amadores do Prado e est venden-
    o por prejos sem competencia.
    Receben tambem collarinhos e punhos
    de borracha de formatos no vos.
    48RA BABAO DAVICTOMA 48
    iiisl'ma Dcscoberta!
    E' prodigios*
    O maravilhoso sabo ruseo em poneos
    annes tem firmado o seu cVeoStb, pof toda
    parte onde apparce confirma os seus pro-
    digiosos effeitos. Alera de muitas outras
    molestias, serve com sega ranea para as
    seguintes : reumatismo, dores de cabeca e
    ouvido, inflamacoes de olhos, contusoes,
    que ira'id ura, ulceras, mordeduras de in-
    sectos venenosos, empigens, dartros ery-
    sipela; para o toucador de inteira neces-
    sidade, para amaciar a pelle, fazer barba,
    tirar caspas, e para o banho.
    Nao ha igual
    A venda naconhecida casa de porfuma-
    rias e modas.
    Pedro Andinos, dk C _
    RA DUQUE DE CAXIA*
    Feitor
    Precisa-se de um feitor que preste todo servi-
    co de um sitio; a tratar na roa de Podro Affonso
    n. 68.
    Criado
    Precisa-se de um criado : na roa de Paysadu
    numero 19.
    Ao commercio
    Conrad Wachemann (antiga casa Otte
    Bohres) partecipa que mudo seu arma-
    zem de miudeza e ferragens para a ra
    Bispo Sardinha n. 1, em frente do Vigar
    rio Tenorio.
    Arraial
    Aluga-se urna casa em um dos Haelhores luga
    res, a travessa do Moura n. 2 ; a tratar na roa
    do Imperador n. 44.
    ********************
    ELIXIR DCHIM?
    COM EXTRACTO
    de Figado fe Jtacalh.au
    Quitia 3 Cacan
    Cha preto superior
    Carlos Sinden avisa seas amigos e fre-
    gnezea em geral que receben pelo.ultimo
    vapor cha preto novo e uperior que vea-
    de por precos mais resumidos em vista
    da continua$ao do cambio tavoravel.
    Convem que experimentem.
    48 RA DO BARAO DA VICTOBJA 48
    Precisa-se
    de urna an para *a?oruur na ra dRd
    -attt a-aaiw.
    Tratamento Reconstituate
    Cada fraaoo d'atte > Tem aobr* o olio da
    ELIXIR contam oa J> figado da baoalhu a van-
    pnncipioa depuraiiroe o / tagam da aooaiarar aa
    tnicos da um litro da oleo ? funecoee do ettomip)
    da figado da bacalhu c am"lugar da aa perturbar,
    um litro de vinho da Quina. t a da dwtpsrtar o appatita.
    e->-e-ae*e*
    Este Medicamento, de sabor e gAsto
    muito agradaveis, obteve o melhor suc-
    cesso m Franca para combater :
    ANEMIA, CHLORSE,
    AFFECCES dos BRONCHIOS
    c PULMES,
    e a FRAQUEZA das CRIANZAS
    Depsito geral em PARS :
    SVOSAUP, II, ra de foltoo
    Em yraaiao
    g'LV
    F.4ZE.WAS BARATAS
    UO 2T. 20
    (JUNTO AO LOUVRE)
    Zephires de quadros, a 80 rs., o corado.
    Lis escocezas, a 100 rs.. o dito.
    Cambraia bordada, a 4|>000, a peca.
    Sargelim diagonal, a 200 rs., o covado.
    Baptistas finas, a 160 rs., o dito.
    Percales claras, a 200 rs., o dito.
    Setineta do Japao, 240 rs., o dito.
    Brim de cores a 320 rs., o dito.
    Cachemiras de quadros, a 260 rs-, o di
    Fustao branco, a 360 e 400 rs., o dito.
    Brim pardo, a 280 rs., o dito.
    Meias para senhora, a 44500, a duzia.
    Baleias para vestido, a 280 rs., a duzia.
    Lencos broncos, a 1200 a duzia
    Collarinhos de linho, a 34500, a dita.
    Ganga para cobertas, a 260 rs., o codado.
    Sabonetes de glycerine, a 200 rs., aa.
    Regatas de cores, a 1^200, urna.
    Ceroulas de bramante, a 14200, urna.
    Colchas de cores, a 24000, urna.
    Cortes de Linn, a 70000, um
    Cortes de seda para collete.
    Leqaes transparentes, a 24500, um.
    Sahidas de baile, a2|}000, urna.
    Tapetes para sof, a 1340OO, um.
    Espartilhos americanos a 56000, um.
    Camisas inglezas, a 360000, a duzia.
    Lis de quadros, a 300 rs., o covado.
    Agua Florida, a 14000, a garrafa.
    Esguilo pardo, a 360 e 400 re., o corada.
    Cortinados bordados, a 64000, o par.
    Luvas de seda, a 24000 e 24500, o par.
    Guarnirles de crochet, a 74000, urna.
    Bramante de algodao, a 800 re., o metra.
    Merinos de c6res, a 800 rs., o corado.
    Madapoln americano, a 64000, a peca
    Toalhas para banho, a 10500. urna
    Cambraia arrendada, a 400 re., o covado
    Lencos de barras, a 24000, a duzia.
    Alpaca* indianas, a 320 rs., o covado.
    Cortes do selinetas, a 60000, um.
    Setins de cores, a 800 e 900 o covado.
    Colcha* de damasco, a 70000, nma.
    Panno ea Costa, a 10000 e 10200, o ca-
    vado.
    Cachemira de duas larguras, a 800 rs., e
    dito;
    Cnambres, a 40560 e 50000, um.
    Paletots de seda palha a 70500, um.
    Renda hespanhola, a 30500, o metro.
    Gaces de cores, a 500 re., o covado.
    Pecas de esguiSo de algodao, a 34500.
    Fustao de er, a 800 rs., o covado.
    Cobertas de ganga, a 30000 ama.
    Brim pardo, a 300 re., o covado.
    Linho de quadros, a 200 e 240 re., o ca-
    vado.
    Paletots de alpaca, a 40000 um.
    Cambraia Victoria, a 20900, a peca.
    Cortes de casimira para costumes.
    Lona para cama.
    Algodao de duas larguras.
    Guarda-pos para homem, a 50000 e 60000.
    Ditos para sc'nhoras, a 84000 e 100000.
    Popelina oranca de seda, a 800 a 10000,
    o covado.
    Linn de cores, a 500 as., o covado.
    Oleo Oriza, a 900 re.
    Entremeios e bordados.
    Sabonete de alcatrao, a 500 re.
    Toalhas para rosto, a 30500, a duzia.
    Bicos de urna so cor, a 20000, a peca.
    Bicos matisados, a 20500 e 30000, a peca.
    Pacotes de pos de arroz, a 500 re.
    Setim bronco, a 800 re., o covado,
    Leques de setim bronco, a 60000.
    Tnico oriental, a 900 re.
    Suspensorios americanos, a 20500.
    Crotones finos, a 320 re., o covado.
    Fcchs grandes, a 30000 e 30500, a.
    Metins de batas, a 390 re., o covado.
    Brim de linho (cor) a 800 re., o dito.
    Costumes para banhos salgados.
    Boleas para o mesmo fim.
    3NT.A.
    Ra 1. de Marin. 20
    CASA DE
    AMARAL & C.
    Oflerece-se
    um menino portgnez, de conducta anancada,
    com pequea pratica, para caixeiro de armaaeai
    de molbados; quem pretender dirija-se a roa
    larga do Rosario n. 34.
    Caulelas do lente de Sof<*rn
    Compra-se eautellas do Monte de Soccorro da
    qualquer joia, brilhanles e relogios; pagan
    bem na Praca da Independencia n. ti, leja de
    relojoetro.
    Carolos de algodao>>
    Compra-se carocos de algodao ensacados, ea
    treges nos' armayens. ra do Bunio do Trhaa-
    pha ns. 0. tz c 14; ao preco de 380 r*nv-po>*tS
    kilos.
    Criada
    JHf roa *r Anto n. 47. precira se de
    criada para cuidar de duas enancas, de W I
    annos de iiUlee que saina engoiumar,
    idosa.
    Cozinheira
    Precisa ae* ama boa cozinheira quc-<
    fin casa dos palrocs. para casa di- peaueaaM-
    milla, na roa do Conde da Boa-Vista o. S T-,
    pnrtio de ferro! ^^^^
    Dr. Pcretra de Mona a
    Apezar de j se achar o Pnitorot eh
    Cmbaro approvado em todo o Imperio
    por grande numero de attestados scifti
    fieos, resolvemos tambem registrar o va-
    lioso parecer deste Ilustre e distincto fa-
    cultativo, com residencia na cidade do Ba-
    nana!, em S. Paulo, onde gusa da met
    alta reputasao.
    Etto:
    Eu abaixo assignado, dontor era me-
    dicina pela Faculdade do Rio de Janeiro,
    ex-professor adjunto da clnica de meke-
    t as de creancas da mesma Faculdade, ota.
    Atiesto e juro, sob a f5 de meu grao,
    que tenho eniprcgado em minha clnica,
    sempre com muito bom resultado naa mo-
    lestias dos orgos respinitorios, o i titoeei
    de C mbar, d Sr. J. Alvares de S. Soa-
    res. O xarepe Ptih-ra do Cornial* tea
    a propriedade de ser um medicamento *ft
    sabor agradavel, e bem tolerado pala*
    criancas, em cujas molestias de grande
    eficacia.
    Dr. Jos Jwqum Partir de 'onsav
    Cosinhrira
    Preoisa-se de urna > para tarnt
    ituas ^
    andar, BQera ikauHT i.i*0i* ^uizvs.
    X
    1
    ^7*
    \



    Diario de Pernambuco---Domin
    n
    Janeiro de 1889
    O^-si
    A
    MANSE MUS
    FUNDADO M 1851
    43-ftlJA DOS OU.jIVES-43
    J. D&VILAGQUA
    p '
    8
    rp8 pea. ru8r8 fregarAM i ( ri..r qne tem s> ropre do mu f'SUbrleciaje't> o rnsior o roiis esooliil'
    dos mtihT-.' ubres.
    dos

    ttH (primeiro fabricante d;i Allcmanha)
    C-u'.rui' os cora chp. int>-ira < m< tal, propria par o ncaso el
    torda* c-tizadas, grande son ruiade, perffr!c<, duracSo e solidez
    pikr. nuco:, turnu, sssz, boissemi a :::m
    O -C*lakwS c pteos ciTr'iit-a n-rin r^.ntttidoa griu>tai',iit'.' a qut-in o partir.
    grand-; OFFICINA para concertar pianos
    roa
    Terreno barato
    arato, ou permuta-se por urna casa
    a-Vista ou da Graca, de va-
    lor correspondente, un grande terreno na ra
    Imperial, isa n. 320 (centro), com
    335 palmos de Cundo para a estrada de
    ferro de S. Fi i limites atrav
    prop un capacidade para
    ra do Uarf.o da Victoria n. 3f>,
    pretendentes a pessoa com quem
    0BAZAR DOBEIIFE
    bem conhecida loja de miud
    ;igos de modas receben da Europa bo-
    nito sortimento de artigos para a festa,
    saber:
    Bonecas vestidas moda de Paris.
    Diversos brnquedos para mangas,
    Lindos leques do pbantasia.
    Costureiras cm msica.
    Caixinhas de setim coin perfumes.
    Elegantes cstjoa para toilette.
    Primorosos cartSes de feJicitagSes.
    Porta-relogios para toilette.
    Caixinhas para joias.
    Esto jos para escripturacao de senhoras.
    Perfumaras dos melhones fabricantes.
    Um variado sortimento de miudezas.
    O BAZAR DO RECIFE
    11BA DO MRQUEZ DE OLINDA 11
    Domingos X. Martin
    Barato
    S na loja das Estrellas
    M-IM BIQIG DE CASIAS--S6
    Telephone n. *ao
    O proprietario desle mni acreditado estabelcci-
    mciit) previne a todas familiai
    e IV
    clii tema razer, nao sao maia
    divididas cora a ana ex-casa das IJSTBAS
    AZUB; portanto. quero quizer comprar por
    que i m outra qualquer parte dinra-
    se a l.dJA DAS ESTRELLAS, ondeenron-
    MSICA
    miliar.
    almanach
    e "Batalogo di- pe^s esuollidae
    'Do todos 08 editoras 'Europa par* jiit-uo, canto, instru'otos, orobes'ra banda
    KilATi'WA 1IUICAE.-Ri aibon> tnt n-'o sete pega de msica
    Qu.u. DU8 i i iter 520 ra. tnviarcm a ., MINIATURA.
    Ab BC0ataier>da que us forem dirigidas a-rao deap-cbadas coro maioir brevidale, desde qu~ vei.h:>m acompauhadas
    de tea valor.
    N. B. Oa batimentos ser2o .prop-g-ionado *o valor das ennomecendes.
    Grande officina para gravar e imprimir msica
    A., pisa.--** q -e jquisfVrm mandar t-ditar eu*a coropLijcoVs devero rerpettf r-ooa oa icanus ritos p<.r* aorero
    inf irroadr.B da
    despesa.
    PREGOS LIMITADISSIIYIOS
    J. BEVILACQUA
    43-RUA DOS OURIVES-43
    Rio de Janeiro
    flkau
    Q0XWSL
    iB>aua
    nda-ai
    *-.
    21

    O EXTRACTO COMPOSTO DE
    Salsaparrilha
    do Dr. Ayer,
    E- un lt- r-> Ifto ejfica ua extirpa completa.
    Bmn .lo mmm a Earrofd'a H tfw- awi two amm.'a* >..- is eufermidadei
    wnfciaiowi.-.. e ojo.-":; .'. V>'M n.errarlo. Ao
    meaao *mv\ vital! o I' ">Jue oom-
    niunic! an.a aeeao 3atdar?l *. or^Hunmo
    i Ju i iiiainni------]-----'-"*" Jit grande
    Medecina Regeneradora,
    ' 4 Biposta cora a xrrtftelra SlsPn*h da
    Bditn. dv* IodJH de Fotalo *****
    ontro li>':r-lteiti'
    ramente ronliecida }
    "" oras meilico* roe-'"
    k como um
    Remedio Absoluto
    'enr^nni.? cuattm. caijliuloii. ,-.:.-..i. r.ieuu jMTepMrailg.
    A renmt.'u t geralmenle conhecida da proflaaao
    iaiiMV "* iaclunrB me.licof cocaitao bAUi*-
    r^jCuLA i>o Dr.
    oeco^iooadas pelo catado
    para t
    vicioso do migac.
    at* conc.entra.lo ao gro na alto practiear. }
    r.iaito mais que ^uai^ier ontra ptoparaeio da toa
    K ana pretende Pn [wrci >i-rvr .guau etrcltoa, a
    vrtutto -.* iht tor-u,cJ*im como.
    mellior para pariaaar inague.
    FEKi>aAi>e' VELO
    DR. J. C. AYER e CA.,
    Lovt ell, Mu.. E. V. A.
    A" Toaa na prtnclija/M p'jaraiac.ia dwgvriaa.
    -DE-
    S Lanman.
    . O M^IS EXQUESITO
    DOS
    Perfumes do Tomador.
    Perfuma o Corpo e
    Vivifica a Mente
    NO BANHO.
    Superior a Agua de Colo-
    nia pela delicadeza de seu
    aroma e a durabilidade de
    seu perfume
    NO LEgo.
    Ama
    Precisa-se de nma boa
    Primeiro de Mai-co n. 16.
    cosinbeira ; na na
    Ama
    ..
    Precisa-ae de urna ama para cosinnar e con -
    prar ; na ra Nova n. 80, loja.___________
    Ama
    Precisa-se d urna ama para cosinhar e con
    prar ; na roa Nova n. 10, loja._________
    Ana
    Precisa-se de urna ama para cosinhar em caia
    de pouca familia ; na roa do Laldeireiro n. i,
    sobrado.
    FOLHETIM
    CARTAS SBM ARTE
    Mea amigo.
    Eaton de novo no meu pasto, embora
    nlo se tenha anda terminado o passadio de
    mirihaH fes tas, o qnal, ao que me parece,
    ameaca prolongar-se por muito tempo ain-
    da, pelo menos emquanto as chuvas me
    oSo enchotarem para a cidade. E' que
    aliando se vive bem e o lugar nos agrada,
    para que mudar de vida e variar de pou-
    o ? Por ventura os mortos mudam de se-
    pultura?
    Ej depois, parece que habituci-mo mui-
    to depresaa com o rugir incessante e, para
    mim, eloquente do mar, com o rumurejar
    continuo e saudoso dos coqueiros, longe
    do bulicio das ras e, sobretudo, das pai-
    xles desordenadas, dos odios e das inve-
    jaa de alguns semelhautes.
    Nao penses, por esta tirada sentimen-
    tal, porm, que a Venda Grande esteja
    isempta dos vendavaes das paixoes- ou
    nunca tenha assistido s peripecias de al-
    rum drama sombro: nao. A monotona
    a natureza n5o chegou ao ponto, de inva-
    dir as almas e de esterilisar os coraedes
    dos habitantes dos humildes mocanibos e
    das ras casas de telha que povoam aqucl-
    les reiaes.
    Aquelles cajueiros de troncos retorcidos
    e enrugadoB, aquelles coqueiros, opulentos_
    de palmas e de fructos, aquellas jabotic-
    beiras singlas da praia tonv sido testemu-
    nbas de aceas violenta*, e, muitas v.
    o vento, que levou para as montanhas do
    poente as queixas do ocano, as horas
    raortas da noite, levou tambem os suspi-
    ros de urna alma eonamorada e os queixu-
    aies amargos de um amor infeliz.
    Muitas vezes naquellas palhojas, ca vez
    do alegre tanger das violas e da cantilena
    montona, mas festiva, dos desafios, re-
    can os gemidos da d5r, e a morena
    mulatinha retorceu as maos as agonas
    a soffrimento infinito.
    por maia calmo qne seja um
    le vida, por mais tranquillo 4ue seja
    .raizo de urna existencia, ha sempre
    ia serpente enroscada no tronco da ar-
    Ama
    Precisa-sc de urna ama para cosinhar e en-
    gomniar ; na ra da Imperairiz n. 44, primeiro
    andar.
    Precisa-se de urna
    Pedro Aflbso n. 38.
    Asa
    para cozinhar
    na ra de
    VENDAS
    Vende-se urna fabrica de farinha de milho,
    ponto muito bom e bem afreguezada, e de pouco
    capital : a tratar na mesma, ra do Rangel n.
    71, perto do mercado, confronte a botica.
    Vende-se um estabelecnento de molhados
    com ])roporc6es para grande negocio ; na praca
    Vende-se urna parte no engenbo Destrro,
    freguezia de Iguarass, faz-so todo negocio, e a
    renda de muitos annos ; a tratar na ra da San-
    ta Cruz n. 8.
    Vende-se
    urna casa terrea no bairro da Boa Vista, em bom
    local; a tratar no Pateo do Carmo n. 3, botica.
    Piano
    Vende-se um piano nglez, perfeito, de duas
    cordas, proprio para principiante, por 20M ; a
    ver e tratar na ra do Lamarao n. 4 prximo a
    Povoaclo do Monteiro, na freguezia do Poco da
    Panella.
    Attenijo
    Vende-se um carneiro de estimacao para sella
    por ser um lindo animal e muito manso ; a tra-
    tar na travessa da Madre de Deus n. Si.
    vore da vida, e la vem um dia em que o
    vendaval sopra certeiro e em que o amor
    espalha os seus incendios. Onde palpila
    um coracio, ha de por forca germinar un
    sentimento: onde habita urna creatura hu-
    mana, ba de forzosamente introduzir-tie
    o amor,esse deus creador e gerador ele
    todas as alegras, mas tambem de tocbks
    as tristezas, provocador de todas as gran-
    dezas e, por isso mesmo, de todas as mi-
    serias.
    Por ahi j deves colligir que fui testi-
    munha oa que, pelo menos, soube de al-
    gum drama que se tenha desenvolvido por
    aquellas paragens, e de alguma sorte, lo
    te engaas. Contar te-hei tudo por miu-
    do e pouco a pouco, conforme tiver o tem-
    po. e a pachorra: por ora, porm, urgle
    no por no principio o que deve estar nlo
    fim, nem estabelecer confusSes. Sou na-
    turalmente methodico e gosto de tudo
    seu tempo e em seu lugar. Por isso, dan-
    do-te agora as boas festas, o que seria
    urna chapa, se chapa nao fosse tudo neste
    mundo, peco-te licenca para referir-te a
    primeira excursao que fiz a Venda Gran-
    de, o tjue importa a nossa installacao nii-
    quellas paragens.
    Digonossa, por que no fui Tive
    um corapanheiro de viagam e um compsh
    nheiro que, de si s, vale por dous: pela
    coragem e energa com* que affronta todas
    as extravagancias que pode imaginar nin
    tourUte e pelo espirito alegre e faceto coro
    que aduba as palestras e amenisa as ma;-
    sadas. Alm disso um amigo de trinta
    annos e s sabe o que valem trinta anncB
    de urna araisade, aquelle que sabe ter
    amor as cousas velbas. Para mim, um
    amigo vclho como nm traste de familia:
    recorda-mc tudo, est quasi identificado
    commigo, faz parte de mim mesmo. Eis
    porque cultivo e acato as amisades velhs^
    e fujo, s leguas, das modernas.
    Pois bem, meu amigo. Foi no dia d
    Santa''Luzia que tomamos o trem de S
    Francisco, eu e o meu amigo Laaiz Tavc
    ra, da Lanterna Mgica, e fomos sallar na
    estacao des Pntzeru. Eram nove horas
    da manhS, pouco mais ou menos, quando
    alli chegamos e, como eu nunca tivesse
    visitado os Guararapes, aproveitamo a
    occasiao para pisar a mesma tena que i i-
    saraui outr ora o hoUandc
    duas vezes foram derrotu
    hora para nos. Ao m
    ja Tr a -igff|
    povo de faca e de viola, mais pela sua tra-
    dicional festa de Baccho do qne pela sua
    historia, e a qual, segundo li, j nao aei
    onde, est edificada justamente no lagar
    em que, durante urna das batalhas dos
    Guararapes, appareceu Nossa Senhora a
    apanhar as balas dos herejes e a destri-
    buil-as com os christaos, o que concorreu
    sem duvida para a nossa victoria, e tam-
    bem para reduzir a missSo da referida
    Nossa Senhora ao officio comesinho de
    qualquer vivandeira corajosase que
    realmente houve semelhante mulher de
    soldado, a quem o autor da pachochada
    milagrosa tenha querido dar o vulto e o no-
    me da mai de Deus.
    Proseguimos, portanto, a nossa excur-
    sao ao celebrado monte e logo ao enfren-
    tarmos com um descampado, que precede
    a ladeira que leva tradiccional groja,
    deparamos com o vulto esqualido de ura.
    cavado einzento e caixa d'ossos. Nao sei,
    se por effeito da iniaginacao exaltada pe-
    las recordacoes histricas ou pelo sol, que
    dardejava uns raios quentes de veras, o
    que certo que pareceu-nos ser aquelle
    animal o cavallo de Joo Fernandos Viei-
    ra, o qual, por ser cavallo. nao deixou dff
    receber um balasio, talvez algum dos
    que depois foram apanhadas por Nossa
    Senhorae por isso nSo- deixa do ser tam-
    bem um here... pernambucano. NSo
    ha tantos outros que ou j o sao ou sepre-
    param para isto, entrando na historia com
    diversas posijSes sociaes e sob nomes dif
    fe fentes ?
    Se. tivessemos alli a mao o Instituto A
    cheologico, perdir-lhe-iamos o favor de tra;
    quillisar-nos a imaginacao .e a conscienct
    resol vendo a idntidade daquelle cavall
    com a mesma pericia, luz, e sciencia con*|
    que resolveu a procedencia dos dous cr-
    neos do mesmo Joio Fernandes, e com
    que aceitou urna pbantasia de Eduardo
    Gaault como o retrato authentico da Pa-
    raguass.
    Por semelhante forma, se me pagasse
    bem,.eu comprometter-me-hia a fornecer
    ao' Instituto os retratos de todos os indios
    e indias celebra do Brasil, a principiar
    por aquelle que^ ao ouvr o tiro da espin-
    garda de Pedr' Alvares Cabral, exclamou :
    Tufa, Caramuru'!
    xando, porm, com todo o respeito,
    vallo histrico dt
    Iitras de nos, subint
    ve ca montanha t
    BA DO CRESPO
    Oliveira Campos & C.
    Cortes de vestido em cartao com muita
    fazenda todos enfeitadoaa tiras bordadas,
    cachemira, jour, zepniro, ninon e cam-
    braia branca de 80000 a 350000, un.
    Romeiras, pellerinas, voltas e petinhos,
    de vidrilhos, ultima novidade, de (fcJOOO a
    12)5000 urna, s2o lindas.
    Zephiroa de cores padroes alta novida-
    de a 500 rs.
    Merinos de cores todos em qnadro a
    320 rs. o covado.
    Cortinados bordados de crochet para
    cama.
    Colchas d seda para noivos.
    Veos e capellas o que ha de mais novi-
    dade.
    Capas pretas, merinn, cachemira egor-
    gorao, todas ricamente enfeitadas.
    Espartilhos para senhora, de 4iJ00O a
    60000 um.
    Fust&o branco, de 400 e 500 rs. o co-
    vado.
    Musselina branca para casao de senho-
    ra a 500 rs. o covado.
    Manteletas de cor, arrendados, a 10 um.
    Merinos lisos, todas as cores, de lil pura,
    a 500 e 800 rs. "covado.
    Esguiao de linho pardo para vestido,
    muito largo, a 400 rs. o covado.
    Batiste de cores a 160 rs. o covado.'
    Zephiros de cores, padrSes mimosos, a
    200 rs. o covado.
    Meias cruas, brancas e de cores para
    senhoras e criancas.
    Ditas para homem.
    Colarnhos, punhos e camisas para ho-
    mem.
    Atoalhado lavrado, linho e algodo, pre-
    90 barato.
    Sortimento completo de diversos tecidos
    que liquidamos sem reserva de preco.
    OLIVEIRA CAMPOS d C.
    trar um completo a variadsimo sorli-
    mento de fasendas que se vendem por pre-
    cos quenSfflhc podem fazer competencia*
    como passamosa demon>trar, a saber :
    Atoalhado para mesa, de 10800 a 10000.
    Dito de cores a 10 e 10300.
    Bramante de quatro larguras a 660 e
    759 rs. o metro e de linho com 10 pal-
    mos de largura a 10600.
    Brim de cores para ronpa de criancas a
    280 e 320 rs.
    Colchas de crochet de 100 por 50000.
    Cortinados bordados a 50 e 60000.
    Cortes de cambraia, bordados, brancos
    e do fltres a 40 e 40500.
    Cortes de vestidos, em cartao, a 70000. \
    Cretones, cores claras e escuras, a 160,
    200 e 240 rs. o covado.
    Cambraia branca, transparente ou Vic-
    toria, a 20800 a peca.
    Camisas nglezas para homens a 280000
    a duzia.
    *Collarinhos, punhos e aberturas de cel-
    luloid, um completo, por 20500.
    Capas de vidrilhos e tecidos arrendados
    a 100, 150e 200000.
    Casacos, Jersey a 20500, 30, 40 e 50.
    Damass de seda com findas cores cla-
    ras a 10200.
    Esteiras brancas e de cores para forro
    de sala a 10100 a arda.
    Esguiao de linho, pardo, a 240 e 320 rs.
    Enxovacs para baptisado a5$60O.
    Espartilhos couraca a 30 e 30500.
    Fichus a 500, 10 e 10200.
    FustSo branco a 240 rs.'
    Grinaldas com finissimos veos de Blond
    a 70000.
    Guarnic3es de crochet para sof, a 50500.
    GorgorSo preto de seda a 10800.
    Guardanapos de linho de 30500 por 20
    a duzia.
    Leques de fantasa a 400 rs.
    Lengos para meninos, a 320 rs. a duzia.
    Luvas de seda para senhoras a 10000,
    10500, 20 e 20500.
    Las e cachemiras de quadros a 160 rs.
    Madapolao pelle de ovo, muito fino, a
    60000 e americano, com um metro de lar-
    guro, de preo de 120 por 70000.
    Dito de 80 por 50000.
    Merino preto com duas larguras a 560
    e 700 rs.
    Dito de todas as cores a 500 rs.
    Ditos de quadros, lindissimas cores a
    240 rs.
    Rendas hespanholas a 10600, 10800,
    20500 e 30000.
    Setim Maco, preto e de cores a 750 e
    800 ra.
    Dito de quadros, ultima novidade, a 10.
    Sargelim de todas as cores de 160 a
    200 ra.
    Toalbas alcochoados e felpudas a 20500
    e 30000 a duzia.
    Ditas para banho a 800 e 10208.
    Tecidos arrendados, ultima novidade, a
    200 e 240 rs.
    Zefiros de todas as cores a 80 ra.
    Assim como muitas fazendas que seria
    enfadonho mencionar, e que vendemos por
    Vende-se os seguintes livros
    A Biblia Sagrada, 2 voluntes, encadernaao
    rica, com linas estampas, e pouco uso.
    0 Genio do Cbristianisms por Mr. de Cliateau-
    breand, 2 voluntes, com linas estampas, e quasi
    no vos.
    0 Martyr de Golgotha, 3 volumes edicSo da
    Bibliotheca do Cura d'Aldeia, novos, em bro-
    chura.
    Flos ^antorum, i volumes novos, ou o Santua-
    rio Doutrinal, que comprehende as vidas e obras
    dos principaes santos martyres e santas ; a tra-
    tar na ra Oireita n. 82, i andar.
    defronte da igreja dos Prazeres, que alias
    um templo elegante e slidamente cons-
    truido, com a frente toda de azulejos an-
    tigos, actualmente profanados por urna
    mSo de cal ; o que lhe d o aspecto de
    urna velba gaiteira, que foi bonita, rebo-
    cada de p de arroz e de arrebique por
    effeito dos modernismos da moda.
    Mandamos abrir a fgreja por urna sa-
    christpa e corremol-a toda (a igreja) desde
    a sachristia at a cpula da torre. O que
    ha de mais notavel sao dous retabulos im-
    mensos pregados as paredes lateraes do
    corpo da igreja, logo ao entrar, e nos
    quaes estao pintadas as duas batalhas de
    GuararapeB. Se o diabo comease- pintu-
    aquellas, apezar do lugar sagrado em
    ras.
    que se acham e da agua benta, que lhes
    fica perto, de^ha muito que estariam digeri-
    das ; e se houvesBe, na outra vida, um cas
    tigo para os pintores que fazem cousas se-
    melhantes, eu nao dara cinco res pelo
    portuguez que vingou-se por aquella forma
    dos pobres hollandezes e dos seus proprios
    ascendentes. E' o caso do dizer: alm de
    queda, couce !
    Entretanto, no meio das batalhas, forca
    confessar que reconheci logo o Henri-
    que Das, como na campia j hava co-
    nhecido o cavallo de J080 Fernandes :. co-
    nheci o here preto, justamente pela casa-
    ca branca, e o Tavora dcscobrio que elle
    tinha na m2o um bastao domado, o que
    indicava commando. Notei tambem que
    para cada soldado hollandez, havim tres
    bandeiras e no alto de um dos quadros (no
    da direita) l estava a tradiccional e indis
    pensavel Nossa Senhora, mas sem apanhar
    balas : o que me fez acreditar, que, embo-
    ra foasem ambos nimiamente religiosos, o
    autor do qnadro. era amnpre mais sensato
    e menos velhaco do que o autor do livro.
    Comtudo nao sei como o. meu amigo Du-
    casble anda nao adquiro csses quadros pa-
    ra fazerem parte da sua galera ou para...
    ir vendel-os na Europa.
    Depois de tudo visto, desdemos pelo
    mesmo caminho, por onde tem descido
    tantas roinarias e tantas pipas com o seu
    Baocho e voltamos para a estacSo. A nos-
    i'cente estendia-se tuna estrada intermi-
    uavel de nma areia branca de deslumhrar
    e fina de mett' o caminho do
    ti Grande.
    a DPx,a3aro^
    m un cm
    Ra Duque de Cavias n. 103
    Vende-se borda imbraia tapada
    de 2 12 e 4 metros e urna chave de lar-
    gura a 500, 600, 800 fino, de
    qualquer largura i e de fustao, de
    700a 10800 a peca.
    Enxovacs para baptizados a 80, 100 e
    !0.
    Lindos enfeites para penteados a 100,
    I rs. um.
    Lindos granpos para segurar chapeos.
    Renda hespanhohi a 20500 o covado.
    Pulseiras americanas para 30, 40, 50,
    60 e 80000 o par.
    Guarn g5es americanas a 30000.
    Lindos espartilhos a 40, 60 e 60000.
    Porta dedaes de vidro, objecto para pre-
    sente a 10000.
    . Broches de fantasa de 500 a 10000.
    . dem americanos de 20 a 30000.
    Lengos de seda de 500 rs. a 10500.
    Lublaque a 200 rs. o par.
    . Guarnieses de crochet, sendo um para
    sof e 4 para cadeiras por 5$000.
    Finas capellas de pellica, panno e cor,
    com finos veos.
    Flores artificiaes a 10000 o ramo.
    Anneis americanos a 20000.
    Plisss de 400 a 10000 o metro.
    Luvas de seda arrendadas c bordados
    a 20 20500 o par.
    Bicos brancos de linho e de cores a 20,
    20500 e 30000 a peca.
    Contas de cor para enfeitar vestidos a
    700 rs., e pretas a 600 re. o masso.
    Missangas de todas as cores.
    Lindos leques brancos para noiva.
    Collarinhos e punhos de borracha.
    Colchas de crochet para casamento ama
    85000.
    Talheres para enanca a 800 rs.
    Luvas de pellica a 20500 rs. o par.
    , Linhas de cores para crochet a 2#000 e
    cor de creme a 10500.
    Lindos leques de papel de 500 re. a
    10000.
    Espelhoscom fina moldura, com dous pal-
    mos de comprimento, a 40000 e cara dura
    a 500 rs.
    Finos binculos.
    Agulhas para bordados a ouro e mis-
    gas.
    Lindas franjas douradas para facha, da
    seda preta e de cores, sem e com vidri-
    lhos.
    Timaosinhos enfeitados de biqp e renda'.
    Grande sortimento de fitas modernas a
    13 dcMaio, Imperial Regente, a Nabu-
    eo e a Jlo Alfredo.
    Lindas fitas para facha a 20,' 20500 e
    30500 o metro.
    Carteiras de chagrn para algibeira.
    Finas gravatas plastroes e regatas a 10,
    10200, 10500 e 20000.
    Lindos porta-ps de arroz.
    Grande sortimento de jarros para enfei-
    tar consolos e sanctuarios.
    Completo sortimento de perfumaras.
    Finos sabonetes de todos os fabricantes.
    Grande sortimento de alfinetes douradot
    para enfeitar o penteiado e tambem gran-
    pos muito lindos. '
    N. B.D-se amostras de bicos e bor-
    dados.
    menos
    parte.
    20 j0 do que em qualquer outra
    x4rmac,o
    Vende-se urna armagao envidragada e dous fi-
    teiros para amostras, um candieiro e registro de
    gaz ; a tratar na praca da Independencia nume-
    ro 35.
    Vapor para engenho
    Vende se urna machina a vapor de forca de 4
    cavados e em perfeito estado ; a tratar na ra do
    Apollo n. 30, 1 andar, das 11 horas s 3 da
    tarde.
    iioni
    jozemos o
    de um atolei-
    omo no hori-
    zonte e o p na estrada. Em pouco mai s
    de meia hora engullamos aquella legua cca-
    rense, como quem nSo quer a cousa, e
    chegavamos a praia, onde coqueiral fron-
    doso formava urna abobada de. esmeralda,
    e onde as casas de palha, semeadas aqui
    e alli, sem presumpeoes e sem regras,
    apresentavam um aspecto pttoresco e po-
    tico. Ao norte, avistavamos as paredes
    caiadas do convento da Piedade, e ao sul,
    quasi a entrar pelo mar a dentro, sobre
    nma palissada de pao a pique a casa de
    telha do Jo3o Thom, onde propriamen-
    te a Venda Grande, como quem dissesse,
    a sede do lugar, onde, seja dito desde j,
    soube que estava o nosso amigo, o Dr.
    Seabra, fazondo pescarias a dynamite e es-
    tudando historia natural n'uns crustceos
    e moluscos que havia desencavado nao sei
    de onde.
    . Isto alegron-nos bastante, pois senta-
    mos alguma fome, e andando assim aquelle
    nosso amigo em pescarias altas e perigo-
    sas, como sejam as de dynamite, era occa-
    siao de comermos nos tambem do seu pei-
    xe. Por mais que o procurassemos, po-
    rm, nao podemos encontral-o e foi entao
    que soubemos que elle alli estava incgni-
    to, a laia desses principes aventureiros
    que, no ardor da caga, abandonara os seus
    estados e vito cacar as trras alheias.
    Desesperados de achar peixe,pelo me-
    nos o peixe do Seabra,dirigimo-nos
    casa de Jlo Thom, que assim urna
    especie de dono da trra, pois foi o No
    que repovoou aquelle mundo, e ahi fomos <
    obsequiados nao s com agua de caj, co- -a voltamos para a capital, isto ,
    mo tambem com urna suceulenta conver- Venda Grande, propriamente dita.
    sa, que terminou pelo offerecimehto de urna
    casa que, por ser muito cara, nao quize-
    mos. Mesmo porque, devemos confessar
    urna cousa: achavamos a Venda Grande
    WHISKY
    Rojal Blend marca }\m
    Este excellente Whisky Escocez pre-
    ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
    para fortificar o corpo.
    Vende-se a retalho nos melbores arma-
    zens de molhados.
    Pede Roy al Blend marca Viaain,
    cujo nome e emblema sSo registrados para
    todo Brazil.
    BROWNS & C, agentes.
    Vende-se
    urna annago e ntensilios da mesma, propria
    para pouco capital, na ra Augusta n. 217 ; a
    tratar na mesma.
    mecava a'desagradar-nos. Ora v tu s
    at prado j havia em Venda Grande. Na
    tarde d'aquellc dia devia realisar-se a se-
    gunda corrrida, sendo que na primeira,
    que ffira. no domingo anterior, j o movi-
    mento das poules tinha subido a cinco mil
    res, sendo o custo de cada poule. dez
    tostoes At um praieiro enthusiasmado
    com o. .. melhoramento da
    mens que recuem comprado um cavallo pava corr
    '
    do a dar pelo
    Nada. A
    Venda Grande, apezar de existir alli um
    convento, qne urna continuago do da
    Carmo, e eu... eu ia fgido da civilisa-
    cao e em .busca rnente da natureza.
    ' Deseemos um pouco mais para o su!,
    portanto, e, indaga aqui, pergunta alb,
    quasi ao chegar s Candela, j em trras
    de Curcuranas, na patria das melancias,
    descubrimos um mocambo novo e solado,
    quasi, quasi beira mar, rodeiado de co-
    queiros e perto de um cajueiro ramal hado,
    e que encheu-noa os olhos e a medida.
    Tratamos de alugal-o: a dona pedio-nos
    oito mil res por mez, mas vendia-o por
    nove. Compramol-o sem regateiar e di-
    nheiro vista, e assim tornmo-nos pro-
    prietarios em trras de Venda Grande e
    isto sem, escriptura nem sizas, sem mesmo
    indagar se o terreno proprio ou se fo-
    reiro.
    O mucambo j estava mobiliado e mo-
    bilado ficou : um giro na sala da frente,
    urna forquilha com um pote na sala de de-
    trs e tres fijlos formando trempe e ser-
    vindo de fogao. Para que mais ? Para v-
    vennos como vivemos na cidade e durante
    todo o anno, nao vale a pena ir passar a
    festa.
    O nosso mucambo tem duas portas, ama
    de frente e outra de fundo e 'ambas fe-
    cham-se por tora, por meio de urna van
    que serve de espeque ou de tranca, avon-
    tade. A chave pois a vara e, nao po-
    dendo trazel-a comnosco, deixamol-a en-
    tregue e sob a guarda da ex-proprietaria,
    que ficaria servindo de nossa cosinbeira,
    para a
    De. passagem estvemos em casa do Dr,
    Sabino, que'uVst pssando a festa, de
    piano e rabca,*e que obsequion-nos com
    um clice do delicioso cognac brasileiro, do
    j com tanta gente d'aqui da cidade, comJpadre Moura, de quem, mais adianto fcfia-
    um cheiro tao pronunciado de foro, de rei, e, dopois de curta palestra e de al-
    chcana, de academia..: que o lugar co- gnns momentos de descanso, fomos visitar
    o copvento da Piedade.
    Ah! meu amigo, o que al moa
    causou-nos a inaior sorpreza P^^H
    como esta j vai longa, deixo o que vi-
    mos para a carta seguinte e pnco-te lie
    ca para por o ponto final.
    Garanto-te entretanto que 'a
    nada com a demora.
    Typ. do i
    1





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