Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17261


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Full Text
ANNO LXV NUMERO 120
PARA A CAPITAL E LLOARES 0\DE .VIO SE PACA PORTE
Por tres mezes adantados.
Por seis ditos dem.....
Por un auno dem .... "te"!
Cada numero avulso, do mesmo dia.
60000
12,5000
23(5000
tflOOi- i
QARTA^flRA'T BE MAIO DE 1889
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------: ... _
PARA DMTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.....i.........
Por nove ditos idem...............
Por um anno idem ...............
Cada numero avulso, de dias anteriores ........
;
13*600
20*000
26*000
100

DIARIO DE
Trcpriedade de oManoel 3vgueirca

i
Bogitaoi a o* aomnos ii(anle
qnp : arli.isi -m atraxo o obnequlo
de mamlarem abonar wuaa asitigna-
liir.li at o flm do frrente moi
para evitar a mu*p rnso d
Na un principio do mei aeaSinHi--
reme
r-
TELEGRAMAS

sss::c: mmvm do U
RIO DE JANEIRO, 28 de Maio, s 2
horas da-tarde.
A Cmara dos Deputados nao funecionou
hoje.
O Senado suspendeu hoje a sessao pelo
falleeimento do conselheiro Francisco Octa"
viano de Almeida Rosa.
O conselheiro Joto Alfredo, presidente
do conselho, subi hontem para Petropobs,
e l.oje, s 11 horas da manh, teve all
urna conferencia cora S. M. o Imperador.
At agora nao se sabe o resultado dessa
Conferencia.

asa::;: sa a&etcza bajas
BERLIM, 27 de Maio.
Mr. Crispi, ^residente do conselho de
ministros 4 Italia, pronunciando um dis-
curso n'urn-banquete que lhc foi offerecido,
doclarou que governo desciava o manti-
m*ju darpaz na Europa.
ROMA,t de Mato.
0> jonnics italianos .tratando fia noticia
ciiviacfa de Berlim, relativa a viagem de S.
M. Humberto, por Strasburgo, qualificam
e manobra para influir na eolacSo das bol-
s europeas.
PARTE OFFICIAL
uoverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 27 DE
MAIO DE 1889
Antonio Jos de Sant'Anna.Informe com ur
gencia o juiz municipal do termo de Bom-Jar-
dim.
Major Antonio Pereira da Rocha.Informe o
Sr. director .-eral de obras publicas.
Bacharel Alfredo Seraphico de Aflata Cana
Iho.Sim, na forma da lei.
Adolpho Fi.mo de Oliveira. Indeferids.
Bemvinda de Souza Castro Feitosa Entre-
gue-.
Bernardo Silvestre do Nasciraento. -Sim, pa-
ngando as coineiorias.
Capito Francisco Jos Guedes de Lacerda.
Informe o Sr. commandante superior da guar-
da nacional da comarca de Pao d'Alho
Joo Gongalvcs dos Santos Jnior.Sim, me-
diante recio.
Dr. Joo Vieira de Araujo e capito Ernesto
Vieira de Araujo.-Sim, mediante recibo.
Joaquini Gandido de Gastro Marques.Defe-
rido com oflicio desta data ao commandante das
armas interino.
Jos Maa de Hollanda Cavalcante.Como re-
quer.
Miguel Luiz Rodrigues da Fonseca.Informe
o Sr. inspector de higiene.
Ba'iiarel Miguel dos Anjos Barros.Encami-
nhe-se, pagando o supplicante o porte r,a repar-
tigo dos Crrelos. Concedo.
Tenente Milito Thoraaz Goncalves.Concedo.
Manoel Barbosa de Souza Filho. ->o com-
mandante do corpo de policia para conceder.
Bacharel Pedro Jorge de Souza. Sim.
Urbano Cavalcante de Souza Albuquerque.
Informe o Sr. inspector geral da Instrucgao Pu-
bliea.
Alfcres Vicente Marques Nunes.5im.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, 28 de Maio de 1889.
O porteiro,
F. Chacn.
Diogo Augusto dos Heis.Haja v sta-o
Sr. Dr. procurador fiscal. ,
D. Martinba Margarida da Fonseca Li-
ma. Informe o Sr. Dr. contador.
BELOIAD, 28 de Maio.
Acaba de produzir-se aqu serias d^aj
4ens.
Estas desordena foram provocadas pelos
adversarios dos progressislas.
fio uve de urna e ontra parte muitos mor-
tO
e fedos a lamentar.
i
Agencia Havas, filial
36 de Maio de 1889.
em Pernambuco,
I
*m
INSTRCCO POPULAR
i
is grandes imemoes
ARTIGAS E MODERNAS
Sciencias.

conse-
Galvan
i
AS
industrias e artes
POR
XV
A MlrleMaie
(Continir- ;Jk>j
lie repente es membros lo animal contrat-
ram-se, e este effeito repr ).luza-se cada vez que
0 gancho de cobre vinha car no ferro da va-
randa. Gs instrumento- do physica uo mani-
lestavam electricidad- .unanoar. A contrac-
cao era por isso in patente de causas exterio-
res era prapria do aoimat. Havia por
guiol urna electricidade animal, como
Savia sempre suspeitado.
Gabn* repetio esta experiencia no seu labo-
ratorio Gollocou em um prato de ferro urna r&
i ;i.Klade fresco, e passou um pequeo gan-
clio de cobre atravs da massa dos msculos
fombarel e dos feixes nervosos da espinal me-
ilulta A cada contacto do cobre com o ferro,
produziamm contraegoes.
Assim um arco metallico em contacto por urna
de sua extremidades com os msculos da r, e
pela vi com os nesvos, excitava contraegoes
riofei
Penso: Galvani que podia estabelecer como
priacipi.) que o msculo d um animal umagar-
" dt Leyde orgnica, que o ervo reprsenla
'pf.1" simples conductor, que a eleetncida
deaditiva circula do msculo, passando pelo
arcovxciiadfr Observadores hobsos contempo-
rneos ^pnneceram a existencia de nma corren-
te proprwfcs animaes. a corrente elctrica
achada [or Calvani no- msculos e ervos dos
mi foi plenamente conlirmada.
Quasi ..idos os physiologicos e grande numero
do'^ij.sicos adoptar am as ideas de Galvani; mas
itrou um adversario formidavel em um
co italiano, j conheeido, Alexandre Volta,
I meo depois se tomou celebre.
rolla, si uir.do exactamente o contrario da
tiieoria de Galfpui. recri aos metaes a origem
da t-lii' idode.qu Galvani, havia attribuido
ao Corpo do animal. Quando o arco metallico
que u os msculos lombares aos ervos cru-
raes formado por doos metaesdizia Volta
o contacto d'eses dous metaes que produz a
electricidade, e esta passando para os orgaos da
ra. provoca as contrarcoea destes. Quando o
:irro excita lot" consta de u:n so meta!, a ditre-
reute natoreza do? humores, que molham os
mscelos e os ner- os, que gera a elpciricidade.
galvani defendeu. durante seis annos, a sua
theoria i:ontra. js objeccOes incessantes de Volta.
sa eptjwa dou partidos oppostos na
scienna europea : os galvunistas e os vollaistas.
bio italiano. |Fabroni, que. nao segua
laqoeiles partidos, attribuio todos os ef-
t'los observados a urna acgo cbimica exercida
|k .i lquidos do corpo animal sobre o metal
que fo".ua o arco excitador
ipercebidapor
Mas a sua theoria
' iusa da iuta dos dous
(Continua)
w* afe-
2.
Rcpartlf o da Polica
sec9o.N. 536Secretaria de
Po-
licia de Pernambuco, 28 de Maio de 1889.
Ulm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
Detencao os seguintea individuos :
A' niinha ordem, Manoel Andr Pereira
da Silva, por embriaguez e disturbios.
A' ordem do., subdelegado da freguezia
do Recife, Joao Francisco de Deus e An-
tonio Francisco do Espirito-Santo, por dis-
turbios.
A' ordeui do da freguezia de Santo An-
tonio, Jlo Baptista, por embriaguez e dis-
turbios.
A' orduui do do l.- districto da fregu-
/..a doS. Jos, Mariano Francisco de Oli-
veira, por embriaguez e disturbios.
A' ordem do do 1.- districto de Afoga-
dos, Jos Joaquun de Sant'Anna, por em-
briaguez e disturbios.
A' ordem dado 1.- districto da fregue-
zia de Nossa nhora da Graca, Jos F-
lix da Silva, por crime de furto.
A' ordem do da Magdalena, Joao Perei-
ra da Silva, por embriaguez e disturbios.
Communica o delegado do termo de Ja-
boatao que pelas 10 horas da noite do dia
25 do corrente, na ra do Imperador
daquella cidade, tmvando-se de razocs os
individuos de nomes Francisco de Lima,
o 'liburtino Jos da Silva, dellas resultou
sahir Tiburtino, ferido mortalmente com
tres facadas, vindo a fallecer horas depois.
O delegado respectivo tomando oonhe
cimento do facto, fez preceder a vistoria,
abri o competente imquerito policial e
deligencia capturar o criminoso que lo-
grn evadirse logo apz o crime.
O Dr. delegado do 1." districto da ca-
pital, fez remessa M Dr. juiz de direito
do '>. districto criminal, do inquerito
polki;'. a que procedeu sobre o conflicto
que teve lugar no dia 14 de Abril prxi-
mo lindo, no Prado Pernambucano.
Hontem, as 5 horas da manh, na Ola-
ria de Vicente dos Santos Barros, sita no
lugar Coeihos do 1.- districto da freguezia
da Boa Vista, o individuo de nome Joao
Chrisostomo da Trindade Moura, tentou
suicidar-se, fazendo com urna faca de pon-
ta um ferimento na regiao umbelical pe-
netrando cavidade abdominal.
O subdelegado do districto, tomando co-
nbecimento do facto, interrogou o offendi-
do que declarou, ter tentado contra sua
existencia pela falta absoluta de meios
para manter-se.
O offendido foi recolhido ao hospital Pe-
dro II onde foi vistoriado pelos mdicos
da policia que julgaram grave o seu es-
tado. 4
l'rocedeu-sc a respeito nos termos da
lei.
Deus guarde a V. Exc.Ulm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza LeSo,
muito digno vicc-presidente da provin-
cia. O chefe de policia, Adolpho de
Siqueira Cavalcante.
Recebedorla Provincial
DESPACnOS DO DIA 27 DE MAIO DE
1889
Julio P. Lobo, Idalina dos Santos Pa-
checo, Epiphanio Antonio Telles, Manoel
Macario de Salles, Estevao Rodrigues
Campello, Jos Beraardino Rosas, Felippa
Maria da Conceieao, Francisco Fetreir
Tavares, Jos Luiz,^maro Emiliano d&* #o yoti8o.>-
Costa Soares, Esteliano Possa de Lemos,
Anna Luiza Coelho, Laynn, Eduardo
Laynn, Joto Cancio da Silva Cordoville,
Adelaide Felicissima Porciuncula Menezes,
Joaquim dos Santos Coelho, Getulio Ra
mos dos Santos e Luiz de Moraes Gomes
Ferreira.Deferido em vista das informa-
cies.
Josephina Burle Dudeux, Joao Chris-
sostomo Pereira Soares, Jovino de Car-
valho Cavalcante, Joaquina de Farias
Teixeira, T omaz Rozendo de Oliveira,
Antonio Lopes da Silva Campos, Delphi-
na Maria Leal e H. J. Permann.Informe
al.* seccao.
Jos Vicente Gomes de Souza. Indefe
rido em vista das informales
Ernesto & Leopoldo.Satisfaeu-se a
exigencia da 1.a secc5o.
Antonio Jos Moreira & C.Dirjase
ao Thesouro Provincial.
Luiz Jos Salgado & C.Sim. .
Santos & Irmao.Em vista das informa-
coes nada ha que deferir.
28
Antonio da Cunha Filho e Prealle & C.
Successores. -Informe a 1.a seccao.
Maria Muniz. --Certibfse-so^fauc cons
tar.
Moreira & C.-^-4-
devidos fins.
seccao para
os

--r-si
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 28 DE MAIO DE 1889.
Emiliano Ernesto de Mello Tamborim.
Informe o Sr. Dr. contador.
Epaminondas de Abreu.Certifique-se.
Franco Martina Nogueira dos Santos.
Registre-se e facam se as devidas notas.
. Barao de Taquaretinga. --Entregne-se.
Antonio Alves de Carvalho Cavbanle
Conceieao, 'andido Sobral, Jos Silverio
de Albuquerque Maranhao e Antonio Jos
de Azevedo. Informe "o Sr. Dr. conta-
dor.
Confraria de Nossa Sen ora da Soleda-
de.Ao Sr. Dr. contador para mandar es-
cripturar.
D. Maria Umbelbna do Reg Pontes.
Satisfaca a exigencia da Contadoria.
REVISTA ESTR
i Htun
v.ffir.iu
o capito reformado do
da Silva Neto.
ateridos : purdio 2o regiment
foi no:neado
exerciloMam
Foiurn
de artilharia,4i canipanha b 2oHenate d"o4"ba
tallio da mesan- arma Eugenio Bittencourt, e
para este batallio o 2o tenente daquelle regi-
ment Jote Florenrio' de Carvalho ; para o Io
batalh.'io de jfegiSeiros os 2o" sargentos do 22
batalhao >- i.ii'a'ntaria Jovino Pinto Lima d
Alencar Ramaio e oao Xavier do Reg Barros,
e do 10 Atoiiio.-bsBanto Mendonca.
No Jornal do Contnm h tinham sle publica-
dos os segu ni es tdagraaiaias :
Bahi-i, 22de4" *
Resultada de 230 eollexios Gahy. 8,C2i
Moura. ~ytt: Carmueo, 7,197 ; (oes, 6,82 : So-
dr, 6.59I; VreireAZ^I '
Faitam l'l rnlInT tfln a!u.T4a ac.ordi;m
fv^
i*a-!< o e itio ilu Peala
Pelo Vle do Cear sa noticias des-.-
dencias con.-tam simplesmente dos seguile te-
legrammas nklicados na corte no dia 23 do
corrente :
Valparaso, 22 de Maio.
Falfeceu o senador Huuecus.
0 congresso Peruano foi convocado era sessao
extraordinaria para discutir o contracto do Sr
onughtore. -m*
B'tenos Ayres, 22 d". Maio. *
O premio do ouro bancario 58 [ e o parti-
cular 58 1|2 \..
Palleceuem S. Pedro, no Taraguay, e coro
Alfaro.
Creou-se o lugar de inspector geral de hygiene.
Foram presos o intendente e os vereadores da
povoicaodo Azul.
O Dr. Varella. ministro da jusliga respondeu
interpellago feita pelo deputado Portella.
Montevideo, 22 de Maio.
O general Tajes, presidente da repblica, em-
barcou boje no vapor Venus, com destino a Bue
nos-Ayres.
A comitiva que o acompanhaembarcou no va
por Camillo.
Na occasiao do embarque salvaram os navios
de guerra estrangeiros surtos neste porto.
Foi assassinado o agente de negocio3 Sastrez,
sendo encontrado o seu corpo completamente
queimado.
Foi o presos a mulber da victima e seu aman-
te.
INTERIOR
Pelo Ville de Cear temos datas da corte
at 23-
No dia 22, o Sr. Henrique Avila justilicou, no
Senado, um requeriinento, pedindo ao governo,
por intermedio do Ministerio da Guerra, diver-
sas informaces a respeito da forca enviada
provincia de M.itio Gro3So.
Na ordem do dia, continuando a discusso,
declarada urgente, do requerimento do Sr. Igna-
cio Martins, pronunciaram discursos os Srs. Joo
Alfredo (presidente do conselho) e F. Belisario,
fcando a discusso adiada pela hora.
Foram encerradns e nao votadas por falta de
numero legal, a 3 discusso das proposices da
Cmara dos Deputados, relativas escola do-
mestica de Nossa Senhora do Amparo, em Pe-
tropolis, ao cirurgio-mr de di vi sao graduado
do exercito Dr. Cesario E. G de Araujo el-,
autorisando a concesso de licenca ao juiz de
direito Ignacio Antonio Fernandes.
Na cmara foi lido um requerimento da com-
missSo especial nomeada_para estudar cemittir
parecer sobre todos os contractos celebrados com
a administracAo geral ou provincial pelos Srs
Loyos. pedindo copia de documentos e informa-
ces de que carece para melhor desempenho da
sua sua tarefa.
Foi lido e a imprimir pira entrar na ordem
dos irubalhcs o projecto de resposla falla do
throno, e julfjado objecto de deliberago o pro-
jecto do Sr. Spinola abolindo as ferias forenses
do Natal. Semana Sania e Espirito Santo.
0 Sr. Coelho de Rezende requereu urgencia
para serem dados para ordem do dia de boje
os projec'os relativos ao furto dequalquerespe
ci de gado e creayo de bispaais no impe-
rio.
O requerimento foi approvado quanto 4 1*
parte e rejeitado quanto 2'.
Procedendo se vo'.aco nominal do requeri-
mento do Sr. Rodrigues Peixoto pedindo urgen-
cia para ser dado para a ordem do dia o rir0"
jecto de liberdade de cultos, foi elle rejeitado
por 57 votos contra 50.
Na ordem do dia continuou a 2a discusso da
iroposia do governo, convertida em projecto de
i. lixando asforgas de trra para 1890.
Oraram os Srs. Joaquim Nabuco c Lourunco
de Albuquerque, licundo adiada a discusso
pelalura.
Passou-se diploma habilitando o bacharel
Francisco de Souza Martins ao cargo de juiz de
direiu?.
Marcaratr.-se os seguintes prazos :
De seis mezes ao desembargador Antonio
Buarque Lima nomeado ministro do Supremo
Tribunal de Justica, e ao desembargador nomea-
do para a Relajo do P.ecife, Jos Ribeiro de Al-
meida Santos ; c de quatro mezes ao jute de di
reito Manoel do Nascimento da Fonseca Galvio,
remondo da comarca de S. Fidelio para a de
Itagualiy, na provincia do Rio de Janeiro.
Para a Escola Militar da provincia do Cear
Vietorin, 2! de Man
Est enfermo o presidente da provincia. Foi
acominetdo de urna pneumonia.
Porto Alegre, 22 de Maio
s populaces das colonias italianas, sem dis-
tinegao da cor poltica, dirigiram urna felicitaco
ao presidente aaovincia, pelos serrinos que
tem prestado.
Nomearam umj commisso composta do cn-
sul e dous negociantes importantes para entre-
gar esse voto de adheso assignado por 300 pes-
soas.
S. Paulo, 22 de Maio
Regressou ha fouco da Limeia o presidente
da provincia. ID alli 16 doentes. a maior parle
convalescentes, i grave 0 presidente visitou
os indigentes. 3a volta, na passagem, por Cam-
pias, s. Exc. conferenciou com as commissOes
geral enrovincial e por ellas soube que s alli
havia 17 docntes de febre amarellu, dos quaes
tft-s casos novos.
A epidemia coisidera se quasi extincta.
A commisso medica da imprensa fluminense
retira-se no dia 25 com parte das commissOes
gera! e provincial
O Baro de Jaguar exauaiHuu o no-, o encana-
mento de agua entre Vallinhos e U^cinha, tendo
j 1.200 metros de servico, multo beW feito.
A companhia paulista conduz diariamente
agua de Vallinh* a Campias em i tenders; alli
o deposito de fti mil Irros.
Rcgressam con" grande aflluencia os mora-
dores de Campias.
A companhia paulista perdeu durante a epide-
mia 50 erapregaJo?.
_J'a asscmbla o Dr. Cajnpos Saes pedio se
aoMaettesse logo a proposla de Campias ao
exarae da commisso de cainaras, para dar pa-
recer c nao retardaras solue4#.
For acceita a prdllsta do Federalista, jornal
Ribera!, para a publicaro d8# trabalhos, nao
;fc6tante ser a ais cara. Votaram a favor os
Jiberaes e repub icanos.
A commisso de cmaras leu o parecer appro-
audo a proposu de Campias.
Pepenche rara-se as commissOes. .
O Sr. Dr. Joc Mones pedio etoneraco do
carau de $ tabellio.
f> *r:niii<- do; Glorie
di.corrente, ariniversario da pro
lei que extingui a escravido, foi
solemnisado^Qjupdo psslvel nestarfapital.
Por un* oiaa^farde^Jgiebi-ou-sc na igrqa
matriz n T*Aniii"tii n I' niSfVn commemoraeao
d'aquelleiadfrnmensuravel e auspicioso aconie-
cimento. este acto assistiraui o Exm- Sr. Dr.
presiilenteWa provincia, Dr. cheje de policia e
' searetarios, thefes, de diversas re-
Apregiffi'os |vjl>lici^ offlcialidade
nacional e v.ir ios i Hnos de dilTe-
iiluninaram-se c^Siucios pblicos
e ouro bairro da capitales oflicinas ty-
Sographica3 do Correm c Gazeta do Natal. Urna
anca de msica, acompanhada de crescido nu-
mero de novo, percorreu varias ras da Ribeira
e cidade alta pairando em frente de palacio on-
de foram levantados por S. Exc. o Sr. Dr. presi
denle da provincia "nthusiasticos vivas, que fo-
ram soleranisads com a execuco do hyiuno na-
cional e por diversas gyrandelas que troavam
oar.
De volta da ribeira, a muaica demorou se em
frente des duas referidas typographias onde re-
peiram se frenticos vivas conde foi de novo
executado o bym.io.
Pelos nossos amigos commendador Luiz Carlos
Lins W., e Dr. Segundo Wanderley foram reci-
laiias em frente a nossa offcina typographica
duas bellissimas produeges poticas, anlogas
apiobjedo do da.
^oi urna noute de intima satisfago e do mais
completo regosijo, diz o Corren do Natal, donde
extraamos esta noticia.
Sob o titulo Invento diz a mesma follia de
9:
Segundo as ultimas noticias que nos tem
chegado do centro da provincia, reaoparecerara
as cliuvas do dia 3 do corrente em diante, depois
de um verode lo d-as, que causou grande re-
ceio t;;nto ao< luvradores como aos criadores.
Ao rosppareeerem as cliuvas. j havia a pes-
te de largatajlevorado as primelras plantacOes,
de sorte quMDrna-se necessario urna nova plan
ta para a qua! falta a sement, e os sertanejos
nao acreditara tirar o menor proveito, ainda
quando tentein segunda plantayo.
" Eis o lamentavel estado da populaco do
centro da provincia !
Soccorro, soccorYo aos desvalidos .
O presidente da provincia .mandn fazer
acudes nos municipios de Pau dos Ferros, An-
gicos e Nova Cruz alm de um, cujos trabalhos
tinhain comegado no municipio de Curabas.
Tendo subido consideravelinentc o prego
da farinba de mandioca e haveudo feralmente
falta della, o mesmo presidente da provincia pe-
dio e obteve 500 saccas para vender pelo custo :
a quan'jdade porra diminuta, principalmente
considerando-s que 100 saceos foram remetli-
das para Macoc natural que de outros pon-
tos haja pedidos a que curapre attender.
Seguudo nos informara, dii a Liberdade, o
honrado inspector da thesouraria de fazenda foi
encarregado de mandar fazer a venda .
- A supracitada folha recebeu de urna pes-
soa respeiiavel e iuleiramentc estranha as intri-
gas polticas recetieu com data de 2 deste mez
a seguite noticia :
Acal a ae dohrar o sinofc este som plangen-
te, quasi unido aossolucosde um;\ pauprrima
viuva, cercada de filhos menores abala-ms as fi
bras d'alrna.
A victima, Manoel arneiro, indio ganhador
nestas ras e bem conhecido, suci;urnbio hontem
em cousequeucia do que you referir, para que
nao seja ignorado do puolico.
A raullier d:- Henrique Gomes, Luiza.
pela falta de um peso de 1/2 kilo e outro de 1|1
na tasca que tem, prximo ao mercado da Ga
melleira e suppoado os haver fui lado Manoel
Carneiro, pedio ao subdelegado da Ribeira para
mandar prender aquelle infeliz e sindicar do
facto.
Na occasiao em que Carneiro curlindo gran
de febre, jazia pro-trado, chegam os soldados e
exigem a ida do infeliz doente a preseoja di
autoridade.
De balde a. desgranada familia observa que
o doentu nao pode sabir, mxime tendo de atra-
vessar o alagado (la luir, inlerposL) as chocas
da Roca ou ilha lo Montenegro, onde habitava ;
os policiaas intiuiam que os siga, que a viagein
ser breve, e sem forca para reogir em sua su-
pina ignorancia os acgracados o na
auubt,, UdlIylUU *W.-<_ 1I.I UIJU V Ulll o*,u llllIU
nome Severinoesfaquiaram, sol frivolos preto
lo-, a Jos esejado, pucilico e laborioso pai d
priso at a casa do subdelegado, que. nao at-
tendendo ao estado do indigitado quo se Ihe
apresenta, a tremer de fri e com aeabeca
amarrada o manda recollier a cadeia, d'ondesa-
hio no outro dia-arrimado em um pao; e che-
gando a casa lev logo um ataque, perdendo a
falla e licando fri como um cadver, at que
hontem depois de meio dia expirou .
No dia 3 do correntij, das 7 para 8 horas da
noute, Estevo Jos Barbosa e um seu filho de
x-
de
i. na occasiao em que passava este pela
ii la casa dos assassinos, os quaes foram
incontinente presos, e acham-sc sendo proces-
sados.
O assassinado suecumbio momentos depois de
ser reculiiidjj ao hjMjpitalde carjdade.. .
r FuHeoea no dia f^Fcwa 84 auaps de idatie,
ntcatSW, D. Bernardina Lurfi;rdaT5rl8PE5o Pe"
linca, viuva.
A 6. falleceu no engenho Bosque, do munici-
pio de Goyaninha a Exma. Sra. Maria, irma
do Rvmd. Joo Alipio da Cunha. '
Falleceu no dia 4, na cidade do Principe, na
idade de 56 annos, o Dr. Antonio Aladim de
Araujo, juiz municipal e de orphos do termo da
mesma cidade, o quai por muitos annos oceupou
o lugar de promotor publico d'aquella comar-
ca.
SEV1DO
DISCURSO PRONUNCIADO NA SESSAO DE
16 DE SIAIO DE 1880
O *r. Joo Alfredo (presidente do conse-
IhV-Sr. presidente, achava-me ausente desta
casa quando o nobre senador por Minas otTere-
ceu o requerimento que est em discusso. Nao
tive, portanto, a fortuna de ouvir o seu discurso,
e at agora nao pude ll-o ; os trabalhos destes
ltimos dias impediram me de fazer essa lei-
tura.
Attendendo ao requerimento, vejo bera o que
o nobre senador tem em visia.
O requerimento est redigido com habilidade
profissional, de sorte que os seus nove itens sao
perfeiu artigos de um libello, por meiodoqual
o nobre senador se propOe desvendar, em longa
serie de contratos, a responsabilidade moral
ou legal, principalmente do presidente de con-
selho.
Senhores, essa responsabilidade de qualqtier
natureza que seja eu a desejo beiu apurada e
rigorosamente julgada por aquelles mesmos con-
tra quem poder oppor os mais fundados artigos
de suspeico
Nao temo esta discusso, nao temo este exa-
me ; e ainda hontem, ao chegar Cmara dos
Deputados, sabendo q^ue se tratan de requer
ment para a nomeacao de urna commisso es-
pecial que examinasse os contractos conhecidos
pela denominaco de Loyos, destacando-os de
outros semelhanles e de importancia muilo maior,
consultado previamente, disse logo aos ineus
amigos que deviam aceitar o requerimento.
-Totos inqueritos. todas as indagacoes.
rodoToijizos por mais rigorosos qui' lenbam
de ser o que peco o que hei de e-foi gar-
u QQf obU-r (Muito bem.i.
o requerimento do noble senador
igido calculadamente par.i produzir
ffeito: insina que nove contractos ou
favores fonm feitos pela administrago figuran-
do nelles um ou dous homens que lni o mesmo
nome, os mesmos interesses, as mesmas liga-
g5es com o presidente do conselho.
Vamos ver islo por miudo.
Cumpre primeiro proceder a certas elimina-
g6es ; mas, antes de tratar dellas, o nobre sena-
dor ha de cernir que nao devo responder p.-.r
factos anteriores minha administrago. prati-
cados por outros. quando nem mesmo pode ser
allegado o parentesco de Gil Blas, porque a affi-
nidade nao gera a afnidade ; e, de mais a mais,
o facto sabido que nao erara commigo nem as
relacOes particulares, intimas, dos contractanies,
nem as suas relages polticas mais estrellas.
A primeira eliminago que quero fazer a do
lerceiro ilem do requerimento do nobre senador,
que diz : Copia do acto do presidente da pro-
vincia de Peraambuco, contractando a construc-
cao de dous engenbos centraes com Jos da Sil-
va Lo yo Jnior.
0 nobre seua.lor, em relago a outros itens nao
se esqueceu de indicar a data, o dia, mez e anno
dos actos
0 Sr. Ignacio Martins-Como diz que nao me
ouvio, nem me leu, nao ouvio tambera as razes ;
mas eu explique!.
O Sr. Joo Alfredo presidente do consellioi
Senhore3, esse contracto de engenbos centraes
foi celebrado anteriormente miuha administra-
go-e em virlude de lei votada pela Assembla
Provincial, que tmha ento raaioria liberal ; foi
feito por um presidente com quem nunca me
entend a respeito de nenhum negocio da pro-
vincia, embora de va eu dar testemunho de que
elle alli procedeu muito bem.
0 Sr. Lu/. Felippe d um aparte.
O Sr. Joo Alfredo (presidente uo conselho)
Eu disse que a lei que autorisou o governo a
contractar esses engenbos centraes tinha partido
da anuaria liberal. O partes).
E' questo de facto ; o nobre senador depois
contradir. Pego lhe que nSo me interroipa ;
tome apontamentos e depois me conteste; a van-
tagem ser sua.
Outra eliminago que proponho a segrate :
Copia do coutracto celebrado pelo presiden-
te da provincia de Pernambuco c^m o mesmo
Jos da Silva Loyo Jnior como procurador em
causa propria, ou socio deHeriry Bournav C .
para-o emprestimo externo da quantia le- -
8,fiOO:000 e de todos os documentos e propos
tas P
gao.
Pego a eliminago
contracto ,
O presidente lu provincia es'a\a autonsado
por lei volada pela Assembla Provincial, cuja
raaioria era liberal, para contractar um erapres-
timo daquella importancia, mediante certas coo-
diges.
Eis aqu como o ex-presidente de Pernambu-
co, o Sr. Araujo Ges, d conla deste facto em
seu relatorio. A lei provincial n. 1927 (te 15
de Novembro do anno passado autorisou o pre-
sidente da provincia a contractar com quem me-
Ihores vanlagens offerecesse um emprestimo ex-
terno que corres pon desse importancia liquida
de 8,60 :000* Pa o resgate da divida fundada
em apolices de 7 /0 exceptuando as que tetham
sido emttdas por em prestimos a compa
particulares com auxilio agrcola ou inJust-ia
bem como pitra liqaidacfteS dos cxercioios d
1886 a 1887 e 1888.
Deteninnou a mesma lei que a emisso"1 do
emprestimo nao fosse inferior a 92 -/., livres de
commisso. o juro no excedesse deo%ea
quota da ainortisago de I ,, devendo o ;espec-
livo pagamento ser feito semestralmente.
Aomeu antecessor foram feitai differenles
propo-tas que ficaram denendentes de ramtia
apieciago, e cuja minina a seguidle :
O Dr. Cypriano Fenelon Guedes Alcoforado
era sua proposta, tratando da emisso a 92 e do
juro de 5 %, nao cogitou da taxa de amorsa-
go, e nao deu andamento ao negocio, visto nao
haver declarado os nomes dos banqueiros.
Luiz .-obreiner, representante no Rio de Ja
dativos a tal negocio, inclusive a procura-
S
desle item, porque nao ha
neiro de nra Syndicato de banqueiros allemes,
por seu procurador Antonio deSouza.Carvalno.
fez urna proposta, cingindo-se as bases estabe
lecidas na citada lei, nao tendo sido entretanto
apresenlada a competente procurago.
O Visconde de Figueiredo. em nome do Syn
dicale Brsilien, apresentou urna nota nao as-
signada, contendo bases para o emprestimo, de
accordo, a seu turno, com a preditalei, incluin
do na mesma nota u:na commisso de 1 % pelo
servico relativo ao pagamento dos juros, e mais
urna le 1 1/2 "/ pelo relativo a amortisago. A
procurago que exhibi s dava lhe poderes ad'
referendum.
O r. Francisco A. Pessoa de Barros dirigi
da corte a meu antecessor urna carta apresen
lando o Sr. Bellany. : lli stabelecido com casa
xoiai ner ojal sob a lirma Jo'in II. Bellany, e ou-
tr emMaQrJi46!er?'jb a liriua, fie Hell Gomes &
'C^onTOBaBTflado'para propoT-f^fc-a realisagSp
do emprestimo, nao tendo, porra, apresentado
a respectiva prjposla.
Resentindo-se os alludidos offerecimentos e
apresentagoes da falta decondges de propos-
tas regulares e as propostas da falla de procu-
rages, entendo conveniente nao tomar conheci-
mento de taes documentos e resolv abrir con-
currencia para o emprestimo, fazendo publicar
o seguinte edital :
3' secgo Secretaria da presidencia de
Pernam'.'uco em 7 de Janeiro de 1S89.
Fago publico, da ordem do Exm. Sr. Dr.
presidente da provincia, que se acha aberta a
concurrencia pura o emprestimo externo de...
8.600:000J, autorisado pela lei provincial n
1,927 de 15 de Novembro lindo, com o praso de
45 das, acontar da data da primeira publica-
go do presente, para o recebimento das res-
pectivas propostas, qu sero apresenladas nes-
ta secretaria em cartas fechadas.
Estas sero abertas pelo mesmo Exm.Sr. s
12 horas do dia em que expirar o praso fixado
com os proponentes presentes.
Nos termos da referida lei, oemprestimo se-
r da quantia que produza a predita importan-
cia de 8.600:000x, liquida, a ser applicada ao
resgate da divida da provincia fundada em apo-
lices de juros annuaes de 7 .', com excepgo
d'aqu"llas que tenhara sido emttdas por em-
prestimo a coinpanhias ou a parliculares, como
auxilio agrcola ou industrial, bem como para
liquidago dos exercicios de 1886 a 1887 e 1888.
" A taxa da emisso nao ser inferior a 92 li-
vre de commisso, eo juro nao exceder de 3
"/,., alm da quota de amortisagio, que nao ser
superior a 1 "/,.. sendo esta e aquelle satisfeitos
semestralmente.0 secretario interino, Manoel
Joaquim Silcetra x
Senhores, do que acabo de 1er ve-se que, nao
por qualqner motivo oceulto, mas porque as
propostas no'-stavam regular e porque, em
iodo caso, con vi nha .apurar as maiores vanta
gens. de que fallara a lei. em concurrencia
francamente aberta e com praso longo -.
O Sr. Ig,lacio MartinsAh! so upplicassem
isso a Minas !
O Sr. Joo Alfredo (presidente do conselho)...
niii foram aceitas as propostas.
N&o havia outro Um seno cumplimento de
dever e at hoje, Sr. presidente, nenhum con
trato se fez, de sorte que o governo nao pode
responder por um acto que nb existe.
Senhores, outro ilem cnamou ainda mais mi-
nha atlengo; o seguinte :
t.'dpia da proposta feita ao presidente do
Cear, pelo mesmo Jos da Silva Loyo Jnior ou
por Manoel da Silva Loyo, para a cnstrucgo
de um mercado na cidade da Fortaleza .
O nobre senador pede copia da proposta feita
ao presidente do Cear pelo mesmo Jos da Sil-
va Loyo, quando quem fez a proposta foi Ma-
noel d Silva Loyo.
O M-. Ignacio MartinsOs Loyos sao tantos!
O Sr. Joo Alfredo (presiden-e do conselho;
Sao poucos, tem apparecido dous.
O Sr. Ignacio MartinsSurgen) por toda par-
te, desde o Amazonas at Minas.
O Sr Joo Alfredo (presidente do conselho) -
A proposta foi paracoiisii-ucgo de um mercado
na cidade da Fortaleza.
Sr. presidente, nao sei que grave crime es-
te, e pelo qual o governo deva responder, de ha-
ver um cidado brazileiro que onerega propos-
ta ao governo provincial do Cear, proposta nao
aceita, pela qual nao se fez obra.
Como ha de o governo responder pela simples
proposta que um cidado fez administrago,
mas que nao foi aceita, nio deu lugar a nenhum
contrato, a nenhuma conressao ?
Pode o governo responder por fado desta or-
dem ?
Que crime este ? Todos os dias estou rece-
bendo, de muita gente respeiiavel, propostas,
solicilaces para negocios semelhuntes, e nunca
me lembrei de indagar, nem o parentesco, nem
as adherencias, nem as ligages pessoaes dos
proponentes para fazer diso um crime contra
quein quer que seja.
Mas, porque ha um hornera de nome Manoel
da Silva Loyo, ligado em parentesco com pessoa
que tambera lem parentesco aflim com um filho
raeu, e parentesco muito recente, pessoa que eu
nunca tinha visto, que nao conhecia; porque ha
um homem desse nome que fez urna proposla na
provincia do Cear, eis aqui mais um capitulo
de aecusago contra o governo, e um facto pelo
qual elle de ve responder!
Onde iremos parar com semelhante rigor de
justiga ? Isto me faz le.nbrar certo caso,que ou-
vi a pessoa presente, de um juiz que, nao encon-
trando no cdigo como classificar facto que se
dizia criminoso, e vendo-se aperlado pelos colle-
gas, sahio se do seguinte modo : Isto cri-
me de tentativa de intengOes sinistras. Na
verdade, nao ba classificago possivel para a
culpa pela qual o governo chamado a respon-
de?.
Ha, Sr. presidente, outro ilem que me parece
encaixado aqui to sinente para augmentar o
fexe das presumpges que se levantara contra
o presidente do conselho pelo facto desse paren-
tesco que nem o de Gil-Blas.
A leitura ltenla do requerimento convence de
que foi urdido artsticamente. Vejase o seguin-
te item : Quanto tem sido gasto por conta do
crdito concedido por decreto de 9 de Fevereiro
do corrente anuo, quaes os individuos que em
virtude do mesmo crdito lera recebido dinhei-
ro nomes, quantias e copia das ordens respecti-
vas e. contractos, se livercm sido feitos.
^ Quera le este item, quando tantascousas se d-
zem e* se tem levantado, quando tantas aecusa-
ges se teta feito a esses invasores chamados
Loyos, a esses homens que lera o crime (pelo
qu se falla) de irem devorando a renda publi-
ca, sem que entretanto tenham tirado um real
do Thesouro; ha de cbzerque tambera o crdito
-specorros pblicosfoi para os Lyos!
"" outra eliminago que proponho, por incom-
"idade de materia. Os Loyos nada tem
. :o.
O Sr. Ignacio Martins :Ha" de ficar sempre
alguma cou-a para elles
O Sr. Joo Alfredo 'presidente do conselho):
Agora, Sr. presidente, feitas estas eliminages,
vamos verlicar quaes sao realmente os negocios
pelos quaes o governo deve responder.
O pnmeito que occorre apreciar a concess
de tres engenhos centraes, feita, certo, pelo
ministerio actual.
E aqu vein a ponto algumas regordgOes, re,-
cordages histricas, mais innocentes, porni,
do que as insinuag5es do nobre senador por Mi-
na,s.




~> -"




.

;
''t*

1


Diario de PernambucoQuarta-feira 29 de Maio de 1^9
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i
-r-


. Exc. sabe que a lei d 1873
rajaran! (im.
Qaando a industria do fabrico de assucar, com
o.emprego de instrumentos aperfeigoados, sup-
plantava o fabrico do assucar de canoa no Bra-
zil, entenderam oa jioderes pblicos que era pre-
ciso dar aos nossos agrieultores, que nao tinham
capitaes, meios dporganisar companhias, adqui-
rir fundos para tirar de suas culturas o maior
proveito possivel. O pen.'ainento claro da lei
era que os agricuMffaogozassarawtefecncBaiouiaiapiei de liuda.
garanta de jurararato'M reraM'iraui vangen
para o fcbricaiiaviWlDdo aiem
que mais desciranraBcaBraente"po'
lar suas culturas.
0 que acontecen. Srv.presidentet-raNi'o'Sstou
fazendo aceusafta, HReapaidaitetos. De
ram-se os engenta cnaaraespaos raara oito; lez
e doze, a individMB qrafeforaaa todewender as
concesses a cotnpraanra queranaranan aos coa-
cessionarios alguurrnero, e que por sua vez, il-
ludiram os accionistas. Resultado (para encur-
tar razoes): cm Pernambuco todas as empiezas
de engenhos centraes, assitn conlraetados falli-
ram ; alguns engenhos tinham machinismos ira-
estaveis. que haviain sido rejeitados pelo Khe-
prestaveis. que n
na aiH r
cabio, quando se fazia a primeira moagera
desastre foi total; e vio-se a cultura da canna,
em Pernamhaco, sempre a definhnr, era lata com
tima concurrencia que nao poda sapporlar.
-4bi tiestas circumstancias, Sr.-presidente, que
a Assembla Provincial de Pernambuco rauito
patriticamentefago esta justiga aos raeus ad-
Tersarios ento em maioria,entendendo que a
provincia nao podr dispensar osengenhos cen-
traes. apezar das grandes dilliculdadcs financei-
ras oom que arcava, votou una lei para que o
cofres provinciaes contribuissem com certa par-
' te do capital necessario a cada eugeidio, hcnndo
ste como liypotlieca, com todas as garantas
possiveis, allra de realisar-se o pagamento.
Cidadaos corajosos, uns por si, com seus pro-
prioTecuTS03'. nutras com auxilio do governo,
' nmmaram-se a levantar encenbos, alguns dds
truaesm dado'lucro superior a 10 "/.visto ,
metro niais do que o Estado garante pela le de
M173
Quaudo o Sr. Manoel Euphrasio Correia, de
saadosa memoria (Anotados), esleve- na presi-
dencia- da provincia il. Perunmbuco, depois (te
verififar a situago da lavoora, exeealou a lei a
que oe> rcliro. bella se tem colhido bons resul
dos: e tfio certa est a assembla provincial,
actualmente com maioria liberal, de que essa
providencia iiecessaria, to convencida se aclia
deque os auxilios do governo predozem o cffeilo
"deaejado, que decreten agora mesmo, segundo
me consta, a cmistrucgo de mais ti engenhos
centraes. Dissera MH que foram 13, mas quero
-apenas fallar em menor numero. 11, de que
tenbo uotiea exacta.
O Sr: Jos da Silva Layo, que nao mvericao
de-nirrguem, que socio de urna casa respeita-
talissima, a casa de seu pai, o Visconde da Silva
LUJO", ligada pelas retages de' familia mais
importante easa comuiereial do* norte do Im
nerio, couhecida em todas as pragas do Brazil e
a nenhum outro ; e eflbbrc senador diz que se
concederam favores censuraveis I
O Sr. Ignacio Martins : Ao que V. Exc. cha-
ma restricelo eu chamo privilegio, chamo favor.
0 Sr. Joao Alfredo (presidente do conselho p:
Passo a outro ponto; questao do porto de
Pernambuco.
Esla questo antiquissima. Foi por ellaque
muila vezes, e com o maior esfjrgo.se manifes-
taran) velhos estadistas nossos entre elleso Mar
v-iA paatg
tpiCU ;lf!
mbuco. a.van
rtB*^'asv|ae aquclle porto tem, de poder sor o lu
pregar processwieltari, af aranMlti -'-augmen-
treBcar? tscebeJiotiets, etflbMado idicaa ne-
cessidado^esse melboramento.
Quuadu-eu estaba noainwnriode 1871 I87S,
existiaia diversas propo si asaque o mea nobre
eoUega o r. Ba#ro.' tetcetc-be que nos deram
muiio trabalho.
O marques de Olio-neiapie se linlia.Bpposto
a cssas obras, argumentando como se fosse en-
genbeiro : e e j oppuz-me no ministerio a que se
resolvesse a queslao antes de vir o Sr. Haukshaw
a primeira nolabilidade prolissional da (wm,
para verilicar por si mesmo se era verdadeiro o
juizo que elle linha dado, sob iuformaces leva-
..i ^wY-?filitinii danipatnn prtlmirii nhn da-acaursao
O Sr. ioao Alfredo (presidente do conselho) -
K>. alguem que nao possa igurar em om contfia-
cto com o governo. em confronto cwu oh mais
honrados brazileiros r
O Sr. Paes de Mendonca- Apoiado
O Sr. Joao Alfredo (presideute do eoBlbo)
Nao, seiiiiores ; Amorim LeSo tem posico so-
lida como commerciante e proprietario; e o que
eu la dizer, em referencia ao nobreenador pelo
Uio de Janeiro; que, quando eutrei para o nii-
nistodo i ihi Mni 11 nahw mi atoucto feo
com- *He-|rft'Exai#*fti.*>ioiur.-ra'd'i edili, iii.
qu' .iuiliwBrtWrvi-,tIfacdt^;*an Macelo m
O. St.^WH'MiwHtieQmii secnia-ia muo
anuos*.e-.petoqaul o-fl-atteplgavaanflualHunta;
10:MW d* aliigu.-l. >,
O Sr.Joao Alfrelanlpy-lMle do coii*elho)
Nao e-tou x;err*irando.
O 8r. F. Bowiiantotno V. Exc^concluio
O Sf. Joo AifwdflrtprejKtoite tetoutselho)
j-Noo cooctui ; ;dttiK8>HW>QHlMW iwmlijMupr os
factos, e depois me combatr. Nao eslou fa-
zeudo censura; porque me vai retebendo na
ponta da espada r
O Sr. P. J3elisarioNao sei a > que veio meu
nome a proposito d( sse negocio.
O Sr. Joo Alfredo (presidente do conselho)
ta Europa, a dos Srs. Amorins; o Sr. Jos da
Silva Loyo foi urn dos Pernammu-anos que mais
se esforgaram para''levantar os engenhos cen
traes Xfte tinham cahido no lastimoso estado de
roiua e descrdito que ja expuz. Com recoiu-
mendacao do presidente da provincia, Dr. Ma-
noel,,Euphrasio Gorreia, veio o Sr Loyo ao Rio
ae Janeiro solicitar a concessio, o que, como
*eclarou o meu oollega, actual ministro ih- es-
tranyeiros. eslava a resolverse ..
0 Sr. F. I'.i-lisario-Corao?
O Sr. Joao Alfredo (.presidente do conse-
Mjo) eslava a resolver se. .
O Sr. F. Be.isano Mas eUe nao levou sso a
eooiereneia. ~
O Sr. loio Alfredo (presidente do consellio)
Perdoe o nobre senador...
O Sr. F. Belis i rioDurante o ministerio pas-
sado no se Iratoo a^olutumente deste negocio.
f>Sr. Joo Alfredo (presidente do conselno>-
Mas 'ja como fr .
OSr. F. UelisarioDigo isto, porque tenho
ou'/ido'que aquesiSo eslava resol vina desde en-
tao. o que de lodo nao exacto.
O Sr. Joao Al I redo-(presidente do conselbo) -
Uouv< oete- mi'jisl.rio pasado, elle foi apre-enfado
oto e resolvido ielo miuislerio actual. Tomo
resolutamente a re>pons:ibilidadedesta COOCe
sao, porque, j dis-e. Mlava-se de homem que
tem posigo- commercial tanta) unpui laute, de
houn-ui sempre isriinado e honrado por todos
os Perwnmbacanos.
Appello para o* nobres senadores que so
rneus] antagonistas polticos o Sr. Joss Loyo
tem dado moilo boa contado si em ludo aquilm
n qu.- se tem empenhado: foi presidente da
Associav.'io Commercial e de outras a*sociacoes
eatoras da lavoura em Pernaiiihuco; linha
ido mu banco de endita real, dando o raro
excmplo de dispensar todas as vantagens da or
ganisacfio, bc:n como da direrco MM banco
que tonou a si por aiJn le upo.
E'esse hoaieni que vinim pedir concesso
de tres ''iii-enlios a-Blrues, para se-vm enllocados
em orna regiao que, segundo parecer de pessoa
muito c.onliecida aqu no sal, o Sr. Hans Nilzsch,
que tem habililac.es especia, s v figaiou, c-mo
ru coas'a. na cjnstruc<;o do engenho central
de Cam,K.s e de outras parles, a melhor que
elle linha visl no Brazil. qner na xlensao das
lailtiirii de cania, quer na facilidad'.da c >r.s
aatilii das estradas de Ierro uec-ssanas, qner
i tai ilidade > bartela do transporte dos pro
duelos. -
O me havia de impedir > gorprao de realizar
semellime 'oaci-ssi.o. que leii obtido indistioo
tanimic i 1 > raes e cooserraiteres, a ara homem
que t '{''.'-it.iva offerpcenda condig63 de
Sionridade icssoal de lh*l xecntao do con-
tracto *
Mas quer V. Esc Sr. presideuie, saber como
procedeu esse governo que. autorisalo por lei,
nlia feito ouiias concessOes? Dedaron pri-
meiramente que cava diminuido o pre^'O le
cada um dos ires eageunoi) centraes ; e, em se-
gundo lugar, que a'garantia dejaros do ejjopdQ
engenho ,>o se lomara elTectiva (mando a do
primeiro estivesse dispensada, mostrando-seque
nao era necessaria.
q Sr. Ig iamo Mattiasfissa dedaraco nao
tem valor lgiun.
O 8r. Jea>i Alfredo (-presidealc do eodselha)^-
feyo ao -io;.r.' skiador que me r. sponda depois
6*Sr. Ignacio Martins -Ol! scnnorl E- o pri-
meiri) ajirte que ilou.
O Sr. Joo Alfnlo (iresdeaie lo ei
kto ir i escri|>o, est doelarudo.
O Sr. Ignacio Martins Sao neg que esleja
declarado: fii at urn motivo para fazer-se a
con' ssao : mas nao tem valor alguni.
O Sr. Joao Alfredo (presidente de e >;isi':li!
j lurantia para o lerceiroeaacnho coolraf
sen.-. effeciWa quaadu fosse dLspen ada a do se
gundo: portanlo nao haveria, em toJotempi.
eao um uugenlio no goea d edeaji%a garanta
de JU.-Ob.
3JDero n mifeslar a lazao poique governo lez
a inawliiinhii de tres engeaboi ceotraes un regla
ri como eu j duse. a nHio que pessoa
heoida competencia vio no lliazil. A
taafto eri civir. para maior facilidade dos
Irauaportes, que os in-s engenhos centraes fos-
sem eolloeados de modo que o mesmo trama!/
iudistria! pudeiwe servir para ligar a estrada do
ferro de Noroeste, en Peraambaco, com um
porto de lesembarque ; e esta coudico fei exa
rada no contracto. .
Agora tergunto : quando miislinciamenle a
todas as pessoas respeitaveis se faze.n con cs-
sOes de engenhos centraes crirae ter feilo ao
Sr. Jos Ja Silva Loyo concesso seraelhante ?
Mas esta me-aia concesso cumpre ser eliminada
dos Uens do requ. rmenlo do nobre senador, par-
que o fado que a garanta de juros, tal come
se acha modiiicada pelo ultimo decreto expedido
pelo actual ministerio, nao servio aaraaergam
sacodas emprezas desses engenhos; peni, ., [paladas. Vamos, porem,
capital se levan ou, e o prazo da concesso esta >j;|| yai,ne| j Amorim Leo.
passado : ella caducou. Nao receie, pois o n '.ir
senador que d'ahi venha qualquer onus ;
thesouro.
Senhores. eu podia accrescentar anda, com
relaco a engenhos centraes, esta peryunu : s o
nobre senador adiar que tambem ha en i
fazer igual concesso a chefes libraes t
O Sr. Ign ci Martins : E' indilTerente ; n es
las coudicOes to censuravel a este como a
" aquel le.
O Sr. Joo Alfredo (presidente do conselhoj:
# Em que sao as condices excepcionaes f Ex-
cepcionaes contra os concesiooario. Assim nao
possivel argoraeniar: digo e sustento que a
estes se lizeram restricebes que nao foram feitas
Veio o Sr. Jlaukdiaw e. reuunciou completa
mente a opinio que havia emittido. verificando
que uqiiiilo que se pretenda levara effeilo e que
elle linha apoiado em. vista das informaces que
wc-'bera. nao podio, ser feitq; que era preciso
execnlar cousu dilTerente, CTualraenle poz se de
accordo com aquillo que o botn senso pernam-
bucano indi cava.
Depois de sabir do ministerio, coustau.emente
aqu trate i d'este assampto. fe di quasi todos os
anuos aos ministros que cuidassem d'essas obras
que nao podiam ser ada las. porquanto eram de
inleresse vital, iio.s para Pernambuco, como
para o Brazil, e al para a grande navegago do
mundo. Afina!, o ministerio passado, servaido-
se de urna le que nao foi fela especialmente para
o caso, e uorgimen da u.ual se contrataran, con-
generes nclhoramuoto*, o miaislerio passudp
abri a concurrencia publica para as obras do
pOrlo de Parnamlmco.
A essa concurrencia compareceraiu rauitos in-
dividuos. Nao quro aualysar as jiodces d'elles,
nao quero discr qual era a idoaeidade-dc mu ios
dospretendentes^ observo smenle que encer-
rou-se a concurrencia c as propostas foraai ah t
las qaando eu anda nao era ministro.
Desde logo, pelos primetros exames, seannun-
ciava ser a melhor a proposta de Jos da Silva
Loyo e seu cunhado bai o da Casa Forte, da casa
Amorim, de Pernambuco, que lem a mais solida
posicao commercial e da maior idoneidade que
se possa exigir para casos d'eslardem.
Mas nuuca li os papis, que foram correr os
diversos turnos deauformaco ; e por llm, estu
dadas todas as- propostas, Ucou definitivamente
apreciado que a proposta Loyo e Casa Forte o-
ferecia urna vantagem superior a 3.00:000 so-
bra us outras. no preco dos obras. >
E' certo. porin, que todas as propostas mais
ou menos se auastavara das con lices do edital.
N e-tas CHvunrstattch-, perguotou-^ne um da o
meu nonrado collega ministro da agricultura o
que devia fazer, porque estava indeciso: se,
abrir nova concurrencia ou chamar dos propo
entes o que tinha olferecido meluores nondiedes
quanto no custo das obras, e ver se elle queriu
confopmar-se com m clausulas do edilal f
Respondi-lho :Qualquer dos expedientes
acceitavel; mas preliro o segundo, porque nova
concurrencia pode demorar muito a decisio.
V. Exc., porem, faca o que eetender.
O Sr. Antonio Prado etaamou oconcutrente que
oferecia maiores vantagens quanto ao preco: e
lendo esse proponente se conformado/fCom todas
as raodilicacije*. que punham a raa proposta per-
feitimieirte de arcordu rom o edital, oclebroa
com elle o contracto.
Ha aqni cffensa de direitos de outro concur-
rente ? Se ha, por que nao seinterpoz reourso,
porque nada se allegou.'em'Contrarto Estava
oa nao o governo, dada a-concurrencia, no di-
reito de escolher a proposta mais seria, e-e con-
crrenle q-- apresentasse melhores ooudirO-s
de preco e de idoneidade I Pez o governo al
guraa excepcSo as leis, em Bivor-do proponen-
:epreferido As bases, as condices sao ge-
raes, esto na lei : a principal razo da acei-
lacao proposta, foi a barateza das obras, a eco-
uomia avaliada em mais de i mil conlos de ris
em relaco s outras prepostas.
Asflistia-nu* o direito de dizer ao homem, que
apenaslein com u.n lilbomeu smale ligaces
de alliiiidade recntenteme contrahidas, que por
essa razo nao cancorresse, u retirasse a sua
propo.da ? Que -'unificara seraelhante- escr-
pulo ? 'Odia, como se fbsse seu (tutor ">toJber-
Ihc o direito de apresentar-st;. em coucurrenria
publica, disputando aquillo que a linios os cida-
daos a le faculta ?
Qual o escndalo nisto praticado pelo gover
no 1 Qual o favor feito a Loyo 1
Diz o sexto tem '.) copia do contrato feito
pelo governo com Manoel do Amorim |Leao..
(Creio que ha engao de nome ; u.io sei se
Manoel de Amorim Leo...)
O Sr Luiz FelippeNao ha eagaao.
O Sr. Joo Alfredo (presidealc do conselho)
E'esse mesmo (Continua a ler)... para a
introducto no paiz de 100,900 immigrantes. e
da procoraco em cansa propria passada pelo
diio L-ao ao mesmo Jos da Silva Layo Jnior.
Aqu, eu pedira aos nobres senadores que ac-
eaaam o gawran de ler commettido escndalo-",
que nao tornera s urna parle minima dos con-
tractos : proporia que examinassem ladea N
que se celebraram as mermas condicb*'^ que
verilicassera os pirentescos e adherencias deis
proponentes : que nao se isole de todos os mais
o contracto feito com Maaoel le Amorim Leao,
contracto em que alias nao se inlroduziu favor
que eo se livesse concedido a outros.
E' esse exame franco e imparcial que eu dse
jaria ver iniciado para ce pois se passar ao
mais.
Tinha o governo de coutractar a iitrorliiccao
de mais de oilocenlos mil immigrantes ; havia
dona grapas de proponentes que depois se fun-
d rara em um, ao qual sederam quinheotos mil
imraigr alies ; a outro.Toi dado cera mil. e aiuda
a outro viuli' mil-----
Um Sr. SenadorQue governo !
O Sr. Joo Alfr do (presidente do conselho)
Eslou indicando essa grande massa de escn-
dalos : vamos cxaminal-os, vamos fazer justifa
yiial : vamos ver quaes sao os que participan
dos escndalos do governo. (Apartes)
Sr. presil?nte s peco justica igual. A aulo-
,- nao paNaaMM contractos de iminigraijofoi
n ') i um presente de gregos : nada nos custou mas.
Mffl tanto. O >enado nao imagina os resent-
ni Mitos que provocaran, os contractos feoa pelo
iiiini:-tro da agricultura, naquella altura de espi-
rito e e fionra immaculada que todos Ihe reco-
nhecem, con pefWta queaprcseniavam maiores
garantas, e entre os qu.ies figura este de ."KNMWO
UBmtgrantes a ana grupo de atbfidaos cuja >)e-
feza julgo que ser tomada nesta casa ..
illa muito- apartes.
Pan que queiem os nebres senadores unaiv
sar smenle parle das faltas, (ios erras que al
trbucm ao ministerio ; preciso fazer analyse
completa.
O Sr. Leo Velloso -Todas.
O Sr. Joo Alfredo (presidente do conselho)
Tragara todas ; eu s o que pego justica igual
para lodos, pe indo tambera, portanlo. que
augmentem a raassa das accusacOes contra o bo-
verno.
Mas ia eu dizendo, se os contractos consti-
tuem grande abuso condemnavel, tod03 ellcs
deven ser submetlidos a exame-
Om S,. senadorSao todos iguaes.
ulro Sr. Senador -Arbo que o proprio nobre
presidente do conselho nao conhece todos os
contractos
xO Sr. Joo Alfredo (presidente do conselho) -
Nao os conhocia em sua integra, porque nao foi
la conferencia seno a resolucao, era ter-
ii! i- g i : n..s conheco boje todas as condi-
ao contracto
Perdem-me os nobres senadores. Quero se
nesta diseusso to franco...
O Sr. Visconde de Ouro-Preto : Como tem
*ido at agora.
O Sr. Jalo Alfredo (presidente do conselho):
eomo possivel ser.
Sr. presidente, urna vez procurou me pessoa
reepeavel, o Sr. Luiz Rodrigues de Oliveira, e
disse me que, estando amiunciado o empresli
mo de Minas, elle lembrara-sc de concorrer.
Respond lhe como nhjjiwlliipriT liln n Indi
quanios me fallaran) da^etBprv-tiiiiaa-iirtiit eiaes : 0 governo geraJ ::o -int t*0 :Oisto ;
Jtno qner saber destes.-negocios < c aaatoha.op
aio al pela restriegia pws amadita.a'que
autuuimente a provincia dadnsas *.- que4 pi-
las suas condices deM'jqifWittpeqaiHi divida,
pdeiobter maiores vaatugenv em mita yanile
operacio de crdito, pas santare dnUs pareeeu
que o6a lem mais i cene*)* do que qualquer das
outraaqimma vez quindwaenvolva seua...ippare-
dos de progicsso, seus instrumentos de pro-
duejo, nenhuma outra provincia pode compe-
tir com ella.
Foi o que respond : nao Uve com o r. Oli-
vejra qualquer outra conversa.
Tempos depois, li nosjornaes que diversas
E'. para>d*ac mu individuo inventado, desse que surgen, em ,le Minas ,e entre ellas ad^Sr. Jos da Silva
certas siluaces como prenles de lipmens po Loyo.
icoei
uticos ou licido.s a el I es, que eu referia o caso
de que, quando entrei para o ministerio, encon
trra contrete feito pelo.nebre senador para a
acquisjcao do predio, de propiiedale desse in-
dividuo, em que boje est a alfandcg* de Macelo
O T-F. BeJisarioJ servia ha truno* annos.
O Sr. Joo Alfredo (presidente d conselho i
Lendo o contracto, desculpc-me o nanre senador,
occorreu-me urna duvida : eu noconbecia bem
esse homem, elie vecidia. o preilo por cento e
lautos contos ; obrigava-se a reparos na iuipor
tancia de mais de 30 contos u-dav apenas como
cancn 10:000*000.
Nuipe parece sidliciente,- quanfia. e refor-
mei o contrario nessa partt, juiiiiiiUuida a cau-
,-;.o para garanlir a xecuco dasobias.
O -r. F. Belisar Talvez nofizesse mesmo
bem, porque o preflio fleav como garanta.
O Sr. Joao Alfredo (presidente do cunsclho -
Certo devo deciaral-o, que, quando inamlei
tomar coala do predio, verilkwu-se que Amorim
Leo, se linha portada, a juizo do engenheiro
que uxamiuou o mesmo predio,-.como perfeito
homem de honra, indo alan daquillo a que se
obrigara.
i'ortanto, Manoel le Amorim. Leao j nao era
um homem tlescoahccido oas transaegoes com o
palha. i
Quando para todo o su i se .faziaiu.coutracto.s
de mais de 700.000 immigraites.qiiau io de lodo
o norle ctieuavam queixusd que essa parte do
imnerio linha sido ab.indoiud.t na dist1 ibuiyo
do crdito destinado x'i.iniagoiiquaH lo era
taes ciicumstancias, nw,aj)pareceu ess a|eseulado por pessoasque tenho curauilo boa
coala, e que cuja conhecia das Jaces do thJ-
soaro, disse ao nica collega o Sr. AniOQiO Prado:
Acredito que, se coulraoar com o Sr. Leo,
contradir bem; o que nw.parece justo que
ao norte se d parle dos inmigrantes que a lei
quiz que fossem distribuidos poc todas as pro-
vincias.
Ha aqu, senhores, aiguoicasc de exeepgo,
algum faaor especial feilo a jguem que. uo de-
WN apparei,or '. Em que se funda a aecusagaor
Seiihoria, eu poda dizer ajora.de passagem,
que nunca se deseofin- dos uegocios cm que os
individuos se apr"sentara pora os proprios no-
ines ; do que se deve descooHar sempre dos
negocios eio que o verdaderos interessados e
seus poderosos patronos usam do nome de ou-
tros.
O Sr. Ignacio Martins em a prueurago era
causa propria.
O Sr Joo Aifaido (presideile do conselho)
Nada se allega contra ajws^iiaUiUdade desse
coniracianle, que portante, pj lia pwfeilauenl*
fazer o coulraclo que cuiebrou.
O Sr. Ignacio MartinsMas que logo passou a
outro : nao est ah a piocungo eiucausa pro-
pria ?
O Sr. Joo Alfredo (pwsid&ite do conselho)-
Sr. presidente^ falluu se lamlem. e 0 primeirq
it'-m do requerimenlo do iiol'rc senador por Mi:
as, de um contracto de ilhimuiago feito em
Manos, por Manoel da Silva Loyo.
Os que me conhecem sabeniqucs-iu i capaz
de fazer qualquer asseveragao que Bao seja per-
feilaraente vedadeira. Para ellcs -declaro-que
nao conhecia Manoel do Silva Loyo, era sabia
que elle exista. muito. mais moco do que
eu; appareceu ha poucos aonos f ouaca tive re-
laces ntimas com saa familia, emlim, nao s
uo connota aquelle individuo, como nao sabia
que estava no Amazoaas, quando constou pelos
jornaes que elle havia feito esse contracto de il
luininaco, contra o qual logo-se tevantarara cla-
mores, "sosellados pelo nome j entregue t exi
plorages partidanas
Tralei de examinar esse coulraclo, que sadiz
que lesa a provincia em quanlia nssombrosa,
quaude entretanto rae consta que anda neuliu
ma carapanhia seorganisou pura realisar o ser-
vico da illuminarfio ; mas nao quero defender o
coutractante,-neni a pessoa alguma. Son perfei
laineute estranho a semelhante contracto ; nao
saberiadelle, se nao lesse a noticia nos jor-
naes.
O mais que se pode adiar ah que o gover-
no deve responder por ara acto mo do seu de-
legado, logo que se verifique que tal acto com
elfeilo mo i mas drei que, tendo de nomear ul-
timamenie presidenta para a provincia do Ama-
zonas, esco hi cora muito cuidado o Sr. Dr. Oli-
veira Machado, que gosa da repulaco de ho-
Senaeri t por ventura este nome o de um
individuo inventado f Eu appcllaria para o Sr
mde de ini.Tib. se S. Exc. aqui estive--'-
mas vou a,)[>e|lar para o nobre senador pul "Rio
de Janeiro. Naconhego o Sr. Amorim sen i
de vista. O nobre senador j tinha feito cora
elle, no seu ministerio, um contracto importante.
0 Sr. F. Uelisario Tenboida desse nome em
negocios ile alfandega.
0 Sr J lo Alficdo (presidente do conselho)
Se me d leeoga, eu digo; nao se aflhja.
E' um nouie inventado o de Manoel de Amo-
rim Leo?
O Sr l'ar de Mendonca-E' um negociante
mesmo distincto.
mem ranilo serio, muito honesto, muito capaz de iumuioa,Jc,4Utjulgaujue nao medevo defen
corrigir quaesquer abusos, e a quera del carta
e as mais completas instrueges para que e\a-
minasse todos os actos impugnados das adrai
nwtrac&afl anteriores, e reraediasse tuno qiwn
lo nelfes encontrasse inconveniente.
Qual a situago do actual presidente do Ama-
zonas '
A lula, luta com os amigos do governo alli. O
governo geral rrocurou immediatameale p;-
cobro a qnae-qU' r abusos que naqud^a provin
cia se tiveesera dado. O ininisleiio nao pode
ser caipado por qualquer acto -que sem soieneia
sua acaso teha praticado a udjjfiqiitragio pro-
Viueial, desde que. constando*jbfc onnDavia abo
sos, mainloa que fossem verilieiaos- e reprimi-
dos. ~
0 que lica portento deste aecusagao 1
diego. Sr. presidente, ao ponto delicado c lino
de tudo is-o que contra mim se levantou, de,
lodo esse feixe de tem, ao coutracto feito em
Minas para o empre-timo provincial.
Senhores, j leuio limitas vezes enunciado a
o|iinio de qjie, as franquezas dadas s admi
ntstraoAes locaes, dere-se reservar sempre- a
t'aculdade de coulrahir euspreslimos, principal
mente se elles forera emitlidos em Bailes e<
Irangeiros. pois dutn podem resultar s lios
compromissbs para o governo do Estado.
Mas a provincia de S. Paule rica, cada vez
mais fio!c-eiiie quiz fazer un contracto de
enipresiimo externo, e essa deliberaco foijul-
gada regular e at muito applaudida.
A Baha procedeu depois do mesmo modo ; e
lembra-me que, tratando aqui deste assumpto
para responder ao aobre senador Sr. Dantas,
que me havia imeriellado, encontrei da parte
de tedos assentimeato resolcgao da assembla
provincial ua Baha, resolugo a que, porm, o
governo geral se conservara e.-lranho.
A provincia de S. Paulo contrahio um empres
timo em condiges relativamente boas.
A da Baha contfcctou o seu com o Sr. Vis-
conde de Figueirdo, cm condices inferiores.
O mesmo Visconde de Figueirdo tenlou de-
pois realisar contracto dssa natareza na pro-
vincia de Pernambuco, cuja assembla linha vo-
lado urna lei de euiprestirao; mas nada conse
guio pelas raies que o senado conhece.
A provincia de Minas-Geraes tambera quiz fa-
ier um emprestimo .
OSr Ignacio .'.lartinsNao senbor.
O Sr. JoSo Alfredo (presidente do conselho):
Pego ao nobre senador que me deixe conti-
nuar, estou cansado
0 Sr Ignacio Martins : Mas vai o meu pro
testo apenas: a provincia de Minas nunca se
lerabruu de emprestimo.
i) Sr. Jo&O Alfrsdo (presidente do conselho) :
- Pelo menos houve a idea, convertida ca lei,
de crearon, banco com que se contrac
ii eslimo.
O Sr. Visconde de Ouro-Preto Isto outra
cousa ; seno aprsenle V. Exc. a lei que auto-
risou o emprestimo.
0 Sr. Ignacio Martins: Ou urna orden, do
presidente da provincia, qualquer cousa.
O Sr Joo Alfredo (presidente do conselho) :
Eis as ligages em que certa imprensa se volte AsSembla Legislativa Provincial
apoioH-par-dizer que era imnossiyel que o hos-! Em deposito uo Thesouro Provincial existiam
pede do presidente do conselho tiyesse partido de bilhes premiados, cerca de 56:000O00. que,
para Minas ahm de celebrar aquelle contracto, uao ten,,0 sido reclamados no praso legal, re-
sera que o presidente do conselho o soubesse ; dundaram em beneficio da Fazenda Provincial,
Aflirmo, com (oda a verdade. que nunca soube no, termos do art. 11 do regulamento de 4 de
dessa propona seno quando foi publicada,
como noseubo da partida do Sr. Loyo para Mi-
Novembro de 1886.
A presente resolugo,
., mandando entregar a
as. Eu estava na corte, e s em Petropoiis Uve FrailC3C0 Gongalves Torres aquella quanlia, j
noticia ae tal viagem. pertencente aos cofres provinciaes, pecca por
Eis ah tudo^..similores; com estasrfn/orm.v < iMonstitucionaL desde que tal coDcessao de
goes que aaa#>ii,aoiciemoprocetto o^que qut- mn. pecuniaria, e, para fazela, falta compe-
zerem acwnr-me;..apurema nimba responsa- Umt AssemWa Provincial, de accordo com
bilidade. Jfat hco.iranqmllo. (iuaesquer que \^irls. t0 e |{ j0 Acto ddicional e aviso do
sejaiu.as lTonifnic centra miin.oMantem,Jftn9ier0 doimp,,,.^ B. 8 de 17 de Junho de
ltpetssoIrtwtnuina*'el onpe me.i*colho ^onde.^g pi.|0 que ue,ro ^^0 a mesma reso-
nao possoaBBftferido por.4tmguem> uue e -a i,,,..-.,, *
;lugo.
conciencia, ;o# un^perfeito lioineai de bem. l^ggBCw da Praai.lenfija uitobom). de Maio de 1889.
Tenho ciHMluidq. ljwo (Muito beiBj4Bnilo bem).
RlliUCiS ECOMMERCIO
) apresentado s cmaras oapnol'
Maio, coasta um legado de diviaiil*"'^'
[anteriores adioinistragOes na Im-- Confesso ao senado que nao me agradou saber
isto, e que immediamenle manifestei a alguns
amigos este meu modo de ver. Nao tinha si lo
consultado, ninguera rae tinha fallado sobre es-
sas cousas, seno por- aquelle modo que refer,
e eu nao queria inlervir na oporacao que deve-
ra resultar da concurrencia, puplica, nem poda
arrogar-raeo direito de impedir que algnemnel-
la se aprsenla--!'.
Decorrido algum lempo, recebi do ex-presi
dente da provincia de Minas, Daro de Camar
gos, carta aprcentando-me um empreado da
tnesouraria provincial, o Sr. Dr. Tristo Pereira
da>Fonseca, que vinha fallar-me a respeita ito
empresljiuo que se resolver contrahir.
I'assava-se isto, no mesmo .lia em que eu fal-
,lei em defesa do Sr. .^aro de.Camargos. O Sr
Dr. Tristo foi-me apreseuti.lo na antesala des.
te recinto, mas j nao me lembro de quem fea-
a presen taco. Trocamos qualro ou seis pala
vros rapidameute; elle dis-e mi.iio que vinha e
acdreseentou que Hvieionava voilac .noile para
Minas, ftespondi lhe que estava muito oceupu-
do. que me desculpasse nao poder auvil-o. e
nunca mais o vi.
Eis tudo quanto se passou.
Algum tetara depois, ougo dizer, ou leip, que
o Sr. Jos da Silva Loyo partir para Minas, a
chamado do presidente da provincia, e que ha-
via relizado o contracto.
Antes, porm ( verdade e ia esquwendo). do
Sr. Loyo ser chamado a Minas, eijviou-ine o
meu amigo, o Sr Conga1 ves Ferrei.ra, todas as
as propostas que tinham sido rece .idas anda
110 terapo do-Sr. Baro de Cumargos, BOaa-que
as raandassi' examinar no thesouro-pdo Sr>
IJaro de lios.ii'io, direclor.da direcloria decnn,-
labilidade, aliiu de se cmhecer qual era a mais
vantojesa.
Passei todas as .propostas, /-0:11o as recebi,
aquelle funeciouario, edisse-lhe: Queira sa
lisfazer a este-, pedida dp presidente de Minas.
Dias depois o Sr. Baro de (losara mau-lou-me,
cora o seu parecer, pelo- Sr. conselhciro Ewer
lon, un dos meus oflieiaes de gabinete, os pa
pcisj examnalos. Eu eslava atare.fadiasi vio
nessa occasio, e sem demora delerminei qm- os
papis fossem reinettidas ao presidente.
O Sr. \ Belisario:Ento nao leu para sa-
ber o seu juizo sobre a conveniencia da opera-
gao!?
O Sr. Joo Alfredo (presidente do conselho):
Nao seuhor.
0 9r Belisario : -Nao acho regular isso. ,
O Si. Joo Alfredo (presidente do conselho):
Nunca li, aflirmo ..
0 Sr. F. Belisario :Ento V. Exc aera leu
jVS4UPpo,s.las,.JU'ataudo-e dj;..uiu4isauiupto to
importante?
O Sr. JpBairalliedo (presidente do conselho);
~ J disse que me luilw ahslido de dar opinio
a espeito -dt* tedas essas operaces de erapresi
timos provincial, para que uo.licasse de modo
algum envolvida aellas.a. raspoosabilidade do4Arroz
governo. geral. Donde vi
Quando depois ii que o contracto eslava feilo,
ou que o Sr. Loyo tinha partida para Hias a
chamado doypresidente.iiara assignar o contra,
Co, ao que seguiam as accusacOes conhe-
cidas, Helegrailef (quelLe delegado do governo
para quoauc rejiuttcsse os papeise os submetn
de novo a um exame no thesouro.
E quer o nobre senador saber da miaba opi-
nio, em que pese ao meu amigo, ex-presidenle
da provincia de Minas, cujo eaarclec conhego e
respeito. poi- sei que nitif mais puras, ninguera mais honeste em todas
asrelagcf da vida do que elie ; quer o nobre
.senador saber da minha opinio, depois deste
exame ? 1
S tive de. .levantar duvidas. quer a respeito
das vantagens do.uipreslinio, quer, a respeitq
da sua legalidade.
O Sr. i". Beli=ario:Islo deva |er feilo ante-,
0 Sr. Jwiasiaj Marla -l'ar.t evitar esse acto.
O Sr. Visconde de Ouro-Preto :Tanto mais
quanto nao agradou a V. Exc. a noticia de que
o Sr. Loyo tinha partido para Minas e feito pro-
posta,
O Sr. Joo Alfredo (presideute- do conselho):
-7- Eu hei de dizer franca/nenie, .positivamente
todo quanto existe a -Rspeito destes negocios, o
do modo por que proced, baja falta minha, ou
haja motivo de louvor; tal qual proeedi, tal qua
a minha exposigo.
Senhores, nao entro em certa miuudencia ca-
distri-
31..146:000*01)0
3.300,.-9389(jl
37:ft>iK90
672:576l9:i
40B.OIS-000
a siluaco
Do relatorio apresentado s cmara?
-passado, em. ""
lluctuafift, detanteriores administragOe
portania de W.^j^lSpOo'^ assim
buida :
Por hilhetes do Thesouro
Banco do Brasil, saldo de ce
Banco Internacional, saldo da
c/c de cambines
A provincia do Rio, dem
A E. de F, Leopoldina
ie Margo do anno passado para c
do Thesouro esta.
A conla crreme do Banco do Brasil demons-
tra-faoi saldo a favor do Thesouro. na.importan
cia de 1.46i:896o:i9
O soldo-de ultimo, empaisiimo 6.UU0.01K) li-
bitts-sterliiias->conlrabido ela actual, admmis-
ti-ago, em Londres, de 3.MKK0O0.
Do>exencii:o de l.ss. eyrila-.se que a liquida-
co demonstre um saldo que orce por......'.
& 300 OOOOO, isloaiiezar de ter sido resgata-
daJoda adivina Hucluaiite.j que, sesle momen-
to, j nao ttgura nos iossj. balangos.
der: porque a maledicencia ehegou at a figurar
o Si. Loyo viveiido commigo na maior intimida-
de. meu hospede porque eu o hospeda va. ou
porque elle me hospedava, com o lira de d'ahi
tirar argumento para que eu soubesse de todos
os seus negocios. Nao : aflirmo que, quer com
elle, quer com qualquer outra pessoa, ainda
mesrao com aquelles cora quem lenba as mais
estreitas rtlag&es, fujo sempre de u.scutir ne-
gocios, a uo ser os que eu deva resolver, e
que intercssem admiuistraco publica. Nuu
ca lallei com o Sr. Levo sobre seos negocios.
Nao lenho na qi rae a do Rio de Janeiro nem urna
dependencia, nem um confidente que lenba
podido usar de meu nome em apoio de qualquer
negocio. Em ueohura banco enlrei jamis cora
dependencias i nenhum capitalista, ninguem ab-
solutamente pode allegar que ten ha a meu res
peito razoes pelas.quaes possa pretender de mim
obsequio ou favor. Tenho sempre fgido de
lodo negocio, e o meu escrpulo a este, respeito
tal que nunca quiz ser accionista de compa
nhia alguma, e at recusci urna vez a presiden-
cia de nma directora que me dava 18:000000
por anno: entretanto sou hornera pobre, resig-
nado minlia pobreza. Nunca Uve negocios
em ninguna]; mas ha apparencias oeste fado,
e o senado permuta que eu apeaba tudo cora a
maior clareza.
Sr. Layo BCtave effectivanieute commigo em
Pelropolis; mas em condiges.as quaes neJ
nnum homem deixaria de tl o em sua compa-
nhia.
E' sogro de um filho meu. Desmanchou sua
casa aqui alim de partir para Pernambuco; mas
antes disso foi passar alguns dias era Pelropo-
lis. Tomou aposento no Holel Orleans ; den-se
ah mal; sua senhora adoeceu, e elle teve de
alugar commodos no pavimento terreo da casa
cujo pavimento superior eu alugra por contra-
cto firmado na pr-s'enga do meu amigo o Sr. Con-
de de Moda Maia.
A pronrietaria da c sa recebe pensionistas ; e
o Sr. Loyo esleve nesses commodos durante seis
dias. Quando devia partir, sua senhora accom-
meltida de molestia gravissima, foi constante
nienie tratada por diversos mdicos e principal-
mente pelo Dr. Feij. Os mdicos declararam
que ella nao po lia estar em um pavimento ter-
reo, e nao havia mcio, n'aquella poca da esta-
go, de alugar casa em Pelropolis.
O Sr. Taunay :Apoiado.
0 Sr. Joo Alfredo (presidente do conselho) :
Minha familia fez o que as familias pernam-
bufanas fazom at com estranhos, at com estu-
dantes enfermos. Minha mulher desceu as es-
cudas e convidou sua comproviuciana, dbente, a
vir tratar ge en n ssa casa, como hospede e com
o earinho que urrn mulher da ordetn d'aquella a
3uem por minha felicida.de eus me ligou sabe
isp; nsar. (Muito bem, muito bem).
Ei- aqu : lia apparencia : mas nao ha facto de
intimidado domestica, nada disso que acalum-
nia quiz levantar. E sabe o senado como aquel-
la senhora parti para Pernambuco ? Em taes
condiges que os mdicos declararam arrisea-
dissima a sua viagem I
Km Portugal f:i publicado o beleliin estatisti-
eoidaeoNSitlhe superior das AUaudegui cora rd-
lagououwz de Janeiro comoarado com igual
poriodu do aanoauterior, havtndo por couse-
guinte eleuteuK'S para apreciarse e como ini-
ciar se econmicamente 0 novo anuo, e os sym-
pionas queoffcieceu as iodicaces mercantls e
udustriaes, que resultam da analyse do referido
documento.
Tomados os dados sununarios. verifica fe que
a importauro foi e:ud8KS de3.37!:0 QSQQO, e
em 1889 dii4.lK):00000; e que a exportag
no primeiro periodo inontou. a l,963:0003000, e
110 siwundoal..674:0(M)4000.
D'ahi, urna nauta na exportacai>de2SW:00f),
e uaia aita-na iui|i-ir'aco duOL83:OUOil A exportage por uircjinislancias oaobeoida)
o jiiticsialbaiviuefro (nia.uvaliai a-circums-
lanoiasicooiioiuicas do pas, prinaipalnMiite as
que concernen) agricultura, mesmo parque nat
condiges dePortugal agrcolas sao os produ-
los desque coisa aexporiago.
Nio ob-taute a imponago recusar a dfferen-
ga apuntada, e pina vez que ella prende-se a nia-
leriai primas, este um tacto que syndietica-
metite roastderadn affirma o progressivo desen-
volvimenio da industria purtagoeza, mxime na
parte^4go.lo<;ira e raetaliirgica.
Noestudo do bolctim eslatislico comprehensi-
vo do movimeuto integral do anno linal de 1888
comparado com o precedente, reconheceu-se ex-
cesstia dimiuuigo no consumo dos gen-ros de
primeira uecessidadearroz, assucar, hat alno.
Mas, neste ponto, apresenta-se o novo anno
sob auspicios muito mais faroraveis. As condi-
gOesinverteram-se, provando assim com eviden-
cia mediara no estado geral la popal e-So.
0.awmmenio da ntrala dos tres gneros in-
dicados foi o aegaiute:
1888 1889
Bacalho 80:00O4SKX) 117: Assucar Hi:OUO000 .l.iC:000000
53:UUi(IOO .j;00ft00
se que a diminnigo do auno ante-
rior trausformouse no subsequente em um aug-
metrto de 108:00040 0, sendo isso com padrao
tucura para avaJiar-se: as condiges da renda
econmica do paiz.
Em sua circular sobre a situago actual da
produego e do comtnercio- dos cafs brasileiros
proporcionan) os Srs. Lacerda t C, do Havre,
elementos para chegar se a existencia dessa si-
tuago e deleruiinar-lhe os caracterislicos.
O que ha de disponivel actualmente era cafs
apenas poder bastar as necessidades do consu-
mo, e assim ser al 1890. .soado que mesmo a
colheite de 185091 nao licitar d- ser media-
na, de modo que abrir-se-ha o novo periodo em
presenga de una prov s.o nulla e de entradas
de lodo insulBcienles.
E' por se que os referidos importadores re-
coinmeudaiu,-quc s- nao avc-ulurem veudas do
caf a dcfcoberi '. .isto haver insuiriciencia as
dispontbilalades geraes.
( cat di>poiiivel para consumo, compnhen-
ilidf'por'^limativa o das utuias safras no pe-
riodo de Margo do cornule anuo a Juuho do fu
turo de 1890, representa-se pela seguinte distri-
buico, tomado por unidade o sacco :
Stocks ou depsitos geraes uo Bio
de Janeiro, Santos. Estados-Uni-
dos. Europa e em viagem, do Io
de Margo ultimo a 30 de Junho
de 1889
Caf a recebi r da actual colheita
em Santos e Rio de Janeiro em
igual lempo
dem. dem de oulras proceden-
cias e no mesmo tempo
Por eslima va da colheita de 1889
90 :
Do Rio de Janeiro
De Sanios
De outros centros
minal u inquerito
havidu no Prado
Abpil ultimo.
Coiis*lli*iro
.2o0.000
l.oOO 000
1.501.000
.000 000
l.OOO.IMhi
4.1100.1100
Sonuaa 13."30.000
Couumo de 10 mezeSj a correr do
1 de Margo de 1889 at 30 de
Junho de 1890, na razo de
880.000 saceos por mez 1 i 080 000
REVISTA DIARIA
tnokila preMidenria da provincia
-r-Por actos de 8 do corrate :
Foi nomeado o tenentc Alfredo Leal Reis,
para o posto de capitao da '.' companhia do !
nalaibao de infanlaria da guarda nacional da
comarca do Recife em sub-'iluicode Fabio Vo-
reira Temporal, que foi transferido para o servi-
go da reserva.
_ Foi exonerado, a pedido, Luiz Maraes de
Albuquerque Mar.iulo do cargo de engenheiro
fiscal inlerioo da estrada de ferro do Recife a
Olindae Beheribe e nomeado para substiluil-o
Manoel Marques de Alouquerque Maranho.
Foi nomeado Jeronymo Pereira de Andrade
para o lugar vago de 2" supplentc > subdele-
gado do Io districto de Nossa Senhora do 0' de
Goyanna.
.Por officio da mesma data ao Thesouro Pro-
vincial mandou- se pagar ao detento Olympio
Jos de S a quanlia de 27*000 proveniente fide
lavagem de roopa da enfermara da Casa de De-
tengo, relativo aos mezes de Janeiro a Margo do
corrate anno.
lii'wuliirao nao ttanerionadaNao foi
sanecionada* pela presidencia da provincia a
seguinte:
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resol ve:
Art. Io. Os premios da grande lotera extraor-
dinaria da proviocia em favor dos ingenuos da
Colonia Isabel, recolhidos ao thesouro e que nao
foram reclamados no praso legal, sero p
ao ihesoureiro das mesmas loteras Francisco
Gongalves Torres, como retribnico aos prjuisos
que elle soffrera com a Ilegal liquidago d'ella.
devendo tambera darse baixa lianga que o
mesmo thesoureiro prestara no thesouro.
Art. 2. Ficam revogadas as disposiges era
contrario. -
P?go la Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco, 20 de Maio de-4889.
Bardo de Itapissuma,
Presidente.
Jos Mana de Albuquerque Mello,
1" secretario.
Francisco Pha'lante da Cmara Lima,
i secretario.
Octaviano O telegrapho
aonados hontem o railecimento do conselhciro
Erajicincu Octaviano de Almeida Rosa, senador
pela provincia do Rio de Janeiro ha 2 anuos e
um dos Jiumens. de estado mais Botareis do im-
perio. Siiceumbio a antgo- padmojenlo*.
Con lava cerca de 70 anuos de idade n tinado.
qatj era un dos piis di.-liactos chefes do partido
liberal.
O gmvino imperial o havia condecorado com
a grande dignilaria da orden) da Rosa.
I'oela primoroso, escriptor correctissimo, jor-
nalisla eximio, orador lluente; o seu passamen-
toabre no paiz um va-uo ijifiicil por muito lem-
po de ser preenchid".
Tripufial do Jury do KeeifeAinda
nao tai insultada a 3' sesso ordinaria deste
tribunal que fnnecionava era^eses preparato-
rias desde o da ii do correte, achando-se no-
liticados v\s jurados em numero superior a 80.
Oiitem. somente 3i jurados responderam
chamada, sendo multados em 20000 os segra-
les que deixarain de comparecer":
Argemiro l'eieira da Silveira.
Tenenle Augusto Fredurico Pereira de Carvalho.
Carlos Halliday.
Hermilio Francisco Rodrigues Freir,
lines D;as Fernandes.
Jos Firmiuo Alvares Quintal.
Dr. Joo Carlos Ualthazar da Silvcira.
Joao Francisco de Oliveira Santos.
Tenenle Jos da Cruz Santos,
Jos Joo de Amonio Jnior.
Manoel Gomes Fcrreira .le.Sa Leito.
Dr. Manoel Caelano de Albuquerque Mello.
Munoi.'l da ijisia Albuquerque.
Salustiano Francisco Martins.
ThOHi Alvos Arxa.
Augusto into de Lemos.
Alfredo Soares de Azevedo.
Chri tovo do Reg Barros,
iogo Baptista Fcnandes.
Francisco Landelino da Silva.
lr. Joo Alfredo de Freilas.
ose Faustino Porto.
Jos Joaquim Dias Fernandes.
Dr. Alberto de Olivei a Coelho.
Dr. Eduardo Augusto de Oliveira.
Joaquim Gclulio de Azevedo Souza.
Euclides de Aquino Fonseca.
Francisco Zacaras de Moracs.
Joaquim Ferreira da Silva.
Joo Ribeiro Montarroyos.
Manoel Antonio Terrcira Gomes.
Joio llenrique da Silva.
Carlos Barbosa Primo.
Dr. Joo de Barros Cassal.
Joaquim ntonio Ribeiro.
Jos Burle.
Tenenle Joao Paulo Rosa Cesse,
MajoaJ Joaimim Ramos e Silva.
Dr, Silvino Cavalcante de Albuquerque.
Ricardo Hennque da .-Uva.
Regin Ferreira de Carvalho.
Foram**orteados os seguales supplentes :
F'eguezia de S. Fre Pedro tom-altes
Dr. Jos Joaquim de Souza.
Freguezia de Santo Antonio
Antonio Ferreira Vendes Guimares.
Adlouio Venancio da Silveira.
Manoel Jos de Araujo.
Francisco ua silva Miranda.
Augusto Adrio Paulino da Silva.
Freyuezia de S. Jos
Dr. Joio Candido Gomes da Silva.
Freguezi 1 da Boa-Vista
Antonio Geraldo do Reg Barroca.
Jos Gongalves de Medeiros.
Marcelino de Barros Franco.
Eugenio Lauro Maciel Monleiro.
Dr. Francisco de Paula Soares.
Freguezia da Graca
Tenenle-coron"l Jos de Oliveira Castro.
Freguezia de Afogados
Eugeoio Merques de Amorim.
A sesso foi adiada para boje s 10 horas.
- Muucriora do coilegio de s. ctom-
No vapor Iranes Vtile de Cear seguio hontem
para a Europa a digna irm superiora do acredi-
tado collegio de S. Jos desta cidade. |
Incommodos de saude a obrigara a esla via-
gem : mas a ausencia da respeitavel rara ser
de poucos meses.
Estimada de veras por todas as suas .lumnas
e pelas que estudaram sob a sua sabia direc-
co. lodas ellas lhe deram, ao embarcar, Mobejaa
provas da estima que Ihes volam e da conside-
rago em que a leem.
Bous ventosa couduzam a salvamento e que
volte breve, cora saude, sao os nossos votos.
iei'iii' militar -Esto designados hoie
para superior do da o Sr. capilo ajedaBle do
14 batalhode mfantaria e para ronda menor
um subalterno de cavallaria.
A guarnigo da cidade dada hoje pelos
corpos da guarnigo.
Na enfermara militar existem em trataraen-
to 38 [iraca-.
Foram entregues aos corpos de guarnico
as relaces de alterages occorridas com os se--
nhores oflieiaes e pragas abaixo declarados ma-
jores Julio Augusto na Serra Martins, Francisco
de Paula Argollo alferes Segismundo Rodrigues
da Silva, f cadete Manoel Alves de Albuauerque
Lima, cabo de esquadra Antonio Pereira da Su-
va, soldados Antonio Mathias de Lima e Jo.-Fer-
reirn de Souza.
Foram hontem distribuidas as ordens do da
da repar.igo de ajudante general sob ns. 3S54,
ttiS. 38, de O e 2o de Abril e 13 de Maio do
crranle anno.
Foram honlera distribuidos aos corpos de
guarnigo as guias de soccorrimeolo das pragas
que se achavm destacadas no presidio de Fer-
nando ; bem assiniado 2" sargento Adtonio Gal-
dion Leo. que veio a esla capital escollando
sentenciados civis e do soldado Casimiro Jos
Gongalves que tambera reoolheu-sedaquelle pre-
sidio, em vista do seu mo estado de saude
Apresentaram-se ao commando das armas, os
Srs_ capitaes doj*' bataiho de infantaria Francis-
co Jos daSilva, viudo da provincia da Baha, e
Gila,in Servulo Alves de Araujo ; do 14 bataiho
da mesma ai ma, recolhido do presidio de Per-J
nando, concedeado S. Exc. .ao primeiro 6 e aa
segundo 10 das de dispenga do servico.
6
' i
cm 28
Anio-iiaie itoliclal Por portara da
presidencia da provincia, de 27, e proposta do
Dr. chefe de polica, de 25 do corrente, foi no-
meado :
Para o lugar de 1* supplente do subdelegado
do districto de Itapissuma do termo de Iguaras-
ada . em substituigo de Antonio 4ndronico de
Souza Magalhes, que falleceu.
taiii. -ferimcntoi e raerle-Na noi
te de 25, do cononle, em Jaboato, travando-se
de razOes Francisco de Lima e Tiimriino Jos da
Silva, resultou sabir este mortalmente ferido
cora lees, tacadas, da*quaes veio a fallecer pou-
co depois, podendo .0 entretanto o homicida
evadir-se.
A autoridade local procedendo vistoria
abri.o rispeclivo,.!iaqueiiio e pn-vdenciou 110
sentido da captura.
Tentativa de uieidio Hontem pelas
." horas da.aianli, J0S0 Cirysoslomo da Triada-
ile Mona tentn tur lira sua vida, fazendo
um ferimento na regiao umbelicai, que peselrou
111 cavidade abdominal.
(). faci dea-se na olaria de Santos Barros, nos
Cecilios: e a autoridade toman lo conhcrjincnto
do iue-iiio, soube do,ojreii'lido, que lora levado
aquelle desopero por falla absoiuC de meios
para manter-se.
0 olfendi -o foi recolhido ao hospital Pedro II,
onde vistoriado. foi declarado grave o seu esta-
da pelos mdicos Ha polica.
BtoBae*a inqueritoJ foi ejicami-
abado ao Dr. juiz de direito do 3 districto cri-
ppltcial acerca do conflicto
P"rnainbucaoo no da li de
A.
*





7


Diaria de PernambucoQuarta-feira *29 de Maio de 1889
i

r
.
4
re* acra-Araanhv por occasi&o de
celeh*urem-se os ltimos exerrtcios do mez Ma-
riannp na igreja da Santa Cruz, ser distribuido
nm folheto bonlendo a orafao sacra ose profe-
rio na mcsraa igreja o Rvd. frei Pedro da Purifi-
caco Paes e Paiva no dia 13 do correnle, onde so
referi a urea lei que liberto*! a escravidao no
Brasil.
Boin ser que os devotos nesla mesrrra occa-
sio concorram cora algumas esmolas para as
despegas que se lizerara com a celebracao da
festividade.
Pritloiiinmrnlo da 'tralla de for-
ro de H. FranHM e Irada de fer-
r de Caraar-Ante-hontem 27, cerca de
10 horas e 0 minlos da manh. o treni da fer-
ro-via de Caruaru, que sahio do Recife s 9 ho-
ras com destino a Russinha, ponto actualmente
terminal dessa linha, descarrilhou o segundo
truque do primeiro carro, que conduzia trilhos
devido a haverem alrnvessado o leho da estrada
alguns bois, por sobre utu dos quaes passaram
as rodas que o estragaran completamente.
isto se deu no kilmetro 3?, que enfrenta com
o engenho Morenos, e sera que ao respectivo ma-
chiuisu coubesse a menor culpabilidade, pois
embora o comboio fosse em marcha ordinaria,
mesmo assim nao Ihe foi possivel fazel-o parar
immediatamente.
Alm da perda do animal, s resultoudesse
incidente havcrja demora de 1 hora e 15 minutos
para que o trera proseguisse em sna viageni,
chegaiido, portanto em Russinha a 1 hora e 33
minutos, e em seu regresso aqui no Recife as 5
e 43, quando alli devia ter chegado s 12 e 30 e
aqui s 4 e H minutos.
Gabinete Portugue* de Leitura
No dia 26 leve lugar a 3' sesso ordinaria da
respectiva directora, sendo approvados 16 so-
cios. Vstes quatro accionistas, que foram os
Srs. Antonio G. Netto. J. Damasio Boaveotura,
S. A. Rende e M. Gomes da Costa; e 12 sub-
scriptores, qu" foram os Srs. Roberto Featon,
Geminiuno J. Miranda, tenente coronel Jos de
Oliveirae Castro, capi'.So-tenente Manoel A. de
Castro mcnezi'S, J Anastacio F. da Costa, G.
Spieler. Jicoine Sampaio, J. Alves S. Borges, A.
Bahia, Jos Alves da S. Campos, M. Moreira dos
Res e Arihunio Vieira.
Em seguida accusou-se o recebiraento de va
ras olleras devidas geuerosidade dos seguin-
tes civ.llieiros : Sr. Manoel J. de Santa'Anna
Araujo, 32 volumes enoademados de diversas
obras importantes e 8 ditos em brochura; Sr
Antonio i>. F. de Figueiredo, 3 volumes enca-
dernados, de Ramalho OrtigoAs Farpas ; Sr.
J. V. C. Alfarra, 2 volumes encardenados, de J.
VerneUm hroe de quinze annos; Sr. Barbosa
Viani;i i volume brochado, de H. Spencer-A
Educar.; Sr. J. Carneiro, 1 volume encar-
denado, (o X. de MonlepinA mulher do Sal-
timbanco : Exma. Sra. D. Maria Amelia deQuei-
roz a sua -Conferencia; e Sr. Dr. Luiz Francis-
co de Araajo, suaDespronuncia.
Maiii-lou-:-c agradecer a todos os ofertantes, e
em ollii-io especial ao Sr. Manoel J. de Sant'Anna
Araujo. expressando-lhe a gratido da directo-
ra pelo valiossimo auxilio que sua offerta veio
trazer ;i esta mstituit'o.
Resolv< use expedir o diploma de son ho-
norario ao Sr. Jos de Vasconcellos, em virtude
de ter sido a proposla da directora unnime
menieapprovaaa pelo conselho deliberativo.
Bi'n!-i Illualrada Recebemoi os ns.
54" e 318 lesse semanario, que cada vez se faz
mai- ncomnieuilavel leitura publica pelo seu
humorismo.
agradecidos.
FnllMimealo-Xo dia 10 do correte, s
. 1-horas da '.arde, na fazenda Boa Sorle ila villa
de trrenles, onde resida, falleceu na dade de
18 anuos o Sr. Crstovio Piulo Correia.
Era um moco de quaiidades disliurtas, e sen-
do sr-mpre para sentir o passamento nestas eon-
dicO"'--, enviamop os nossos psames ao seu res
peit- pai, coronel Antonio Pinto Correia, urna
das-influencias legitimas do partido conservador
d'aqueil formo.
-iisin Typoa-rapbica Fomos obse-
quiados com os ns. 59 e 60 dessa importante pu-
blicaco, que honra a imprensa brazileira.
Agradecemos a offerta.
euniri oriaen Ha hoje a seguinte :
Do '.lub Litterario Martins Jnior, s 2 horas,
na sede social travessa das Flores n. 3. em
sesso ordinaria.
Aman h :
Do Instituto Luterano Olindense, s 10 horas
da mrnb. na sede social, em sesso do conse-
lho director.
erby ClubNa secretaria do Derby
Club, 'rara de Saldanha Marinho u. 2 1 an-
dar, existen depositadas urna bolsiia e urna
pulseara, encontradas no toilet do mesmo Derby
e que serlo entregues a quena der os signaes
certos.
Presidio de Fernando \oronha
Deste presidio remetteram-nos em data de 2o do
corrente o seguinte :
QO estado sanitario do presidio at 30 de Abril,
era o peior possivel. por que faitava para o cu-
rativo dos doeotes, nao s os medicamentos pe-
didos lia tres mezes, como laubem os gneros
Erecisos para as dietas. Grabas, porm as sa-
ias e ahilares providencias tomadas pelo Exm.
Sr. Barao de Souza Lefio, que. ao assumir a ad-
ministrar f sario iudispeasavel e mandou extraordinaria-
mente um vapor conduzindo os referidos gene-
ra, medicamentos, roupas, etc., animador o
estada.em que se ada hojt o presidio.
O numero de roeotei auuiuentou cousidera-
velmente, porque n'aquea data liavi as enfer-
maras 122 e noje existeru 193 porm. os casos
de bitos tein diminuido sensivcluientc, tanto
que se em todo o miz de Abril fallecerara 22,
no corrente mez temos registrar comente 4
casos.
Por emquanto. a to fatal epidemia do berib-
ri, nao demonstrou anda declinar de sua forca,
mas o estado em geial dos doentes, indica o pr-
ximo desapparecimento. A raaior parte dos be-
nbricos de forma paralyir-a. que impede-lhes
os movimentos, to cedo nao podero prestar ser-
Ticos.
Osdois mdicos encarregados do tratamento dos
doentes, continuam na faina de bem desempenha-
rem as funecoes de sua prolissao, e muito lem con-
sesruido pelos na esforeos e intellixcncta para
o bom resalalo que observamos
No dia 1. de Abril, existiarn 1,202 sentencia
dos, sendo 4.178 homens e 24 mulheres : fullece-
ram 21; seguiram para a capital 8 : vieram do
mesmo destino, rutnprir entenras II; e caram
exislindo no dia i. de Maio 1.184. Deste ulti-
ma dia at boj", Mirar 4. seguera para a ca-
pital SI. vieram para o presidio CUtnprir senten-
casSSeficam existindo 1,210. sendo 1.187 ho-
mens e 23 mulliere*.
0 movimento das enfermaras, contar de 21
de Abril at boje, foi o seguinte : existan doen-
tes" 122, naixm-an 133, rll'C-Tam9. tivemm alta
por curados 63, e lirain existalo ld3
Acham-se tratando f m >uas casas, a juizo me-
dico e com permisso do director, H doentes.
Quanio aosque se acham em observaoto na a!
deia. o movimento foi o 'seguinte. em 21 de
Abril exisliam 61, de eiito al hoje passaram a
doentes 45, a promptos r06, nao licando em tra-
tamento uenbum. .
Os fallecLlos d* 21 de Abrii at boje foram :
Francisco Gomea do Naseimento, Joaquim Tel-
les Jnior, r-.tihecido por Majrailia, Honorio Pe-
reirada-Siiva.Joo Ferroira de Oiiveira. Junua
no Liberto, ex escravo, Camla Hennque Bispo
(praca reformada que linha requerido o paga
ment dos seus sidos, Cvrllo Harrias dos Ai-
jos, Jos QuiriiMi Torres G.dlindo e Francisco
Jos Ignacio dos Santos (omesme que assassinon
na Fortaleza oV Itamarac a senhora do lenle
Caraillo).
No dia :io de Abril, existiarn os seguinb'* ani
inaes de produceo ila Iba : 3 toaros. 3 lois. 3
bezerros. 2 ln'zerra<, 17 oovilbos. tnoviHl
vaccas, o carneiros, 154 ovelhas, 89 liorn-go-. 77
borregas. 4 bodes, 86 cabras. 5 cabrito, "3 ca-
britas, 1 jumento. 9 burros, 7 burras. 27 ental
los. 7 po.dios 12 potdras e 10 gnas Total 690.
Nascean 4 borregos e 6 borregas 'Grande
total 796.
Viera :' do Coutinente 18 boi*.
Matara:n se para eoosooio das eafermaiias: 1
Loi. 3 nr.vilhs, \ era, 34 ovelhas, 4 borregos.
Total '. de prodaccSoda illia e oais
6 bois dos que vieram da capital.
0b 1 iC Mam ate boa1, mataran se igualan ate
nara as enfermaras 3 bois, Is caraeiros, 9 ove
ha e 23 cabrHos ; todos de produccao da lha.
e roais IS bois dos vmdos da capital, em rujo
numero a slo incluidos 2 .los que ebegaram a
Wd'este* mez. ... '
Do Io de viaio corrente at hoje nasceram 19
cabritos 53 cabritas. 3 borregos e o borregas, e
laorreram 5 cabras, 5 cabillos e 6 cabrita...
Pela frente da lha, observado pelo telegrapho
ptico, no mez de Abril passaram os sagales
navios : do norte para o sol, 1 vapor paquete. 6
vapores de carga, i galera, 3 barcas e 1 lugar;
e do sul para o norte 2 vapores*paqaetes, 3 va-
pores de carga e 6 barcas, total 33.
Os particulares abaterarr. para consumo da
populacoos seguintes animaes : 4 carnetros, 4
bodes, 4 cabras. 6 porcos e 9 porcas, tctal 27.
Os rancheiros dos empregaaos e ofliciat?s pes-
curam os seguintes peixes : 5 agulbdes, 1 alva-
cora, 190 bicudas. 34cliaros, 7 ca(0es, 5 gatos,
8garajubas, 9moreias, 1,327 piraunas, 47 pi-
rainbs, 30 piras. 4 na'gos, 50 vermeltiig, 1 ca-
valla, 3 cangulos, H mariquitas e 2 raas, total
1,672.
Os presos nescaram para si e suas familias :
18 agulhoes, 23 bicudas. 76 cbaros 183 gara-
jubas 65 piraunas. 82 pirambs, 24 vermelhas,
16 ubaranas e 1,772 saberes, total 2,274. I .
Os pluvimetros assent dos na casa da direc-
tora e ims rogados nacionaes, oo dia 1 de
Abril, recolheram as seguintes quantidades
d'agua : da casa da directora 193 millimetros,
o do rogado da 5* turma 60, o da 6* 118. o 4b 7
108, o da 8* 49, o da 9* 149. o da lt> 82, o da
11* 121,0 da 12* 114, o da 13* 94 e o da 14*74:
os quaes produziram a media de i34 millimetros
em toda a superficie da lha.
No dia Io de Maio assentou-se o que faitava
no rogado da 15* turma.
as plantoges de railiio, feijo, liortaligas i
outros arvoredos fructferos, plantados estes
para arborisago da ilna, tein sentido horrvel-
mente com a falla de chuvas, que lera sido pou-
cas, pelo que a safra das primeiras ser peque-
a porque alm do que o vento, a lagarta, os
mosquistos e a broca tecm sido por demais no
corrente anno.
Os algodoeiros que do esperanzas de darem
urna boa safra
Na escola do sexo masculino, achavam-se ma-
triculados no mez de Abril 34 alumnos, sendo a
frequencia de 24; na do sexo femenino matri-
culados 31 e de frequencia 27 e na nocturna
para os presos, esto matriculados 75 e fre-
quenlam-na 45.
Retiram-se para,a capital, com liecnca e por
motivos de molestia, o pharmaceutico e o fiel do
almoxarife, c bem assim, o capitao Gelasio,
commaudante da guarnicao, que foi substituido
pelo canitao Manoel -nselmo e mais 51 pragas
que igualmente foram substituidas.
0 presidio tica em paz, nao tendo liavido no
corrente anno a menor alterago na disciplina e
nem se dado orna s morte ou ferimento.
No corrente mez venderam-se 750 kilos de
couros de boi a razo de 240 res, que produzi-
ram 180000; 19 couros de cabra a 360 ris que
derara o total de 64840; .">7 ditos de carneiro a
200 ris, 111400; e 10 kilos de la de carneiro a
600 ris que rendaram 6*0(10, ao todo 204524'):
assim como 2,00o cocos seceos por 60000, cuja
importancia total orea em 264240: tudo de
producgSo da ilha.
o mez prximo findo deitaram abaixo e des-
tru rara-se totalmente 152 ps de malung, que
a dez annos passados haviara sotTrido igual pro-
cesso.
O vapor estando prompto sabir s 2 horas
da tarde de 25, nao pode seguir viagem porque
o mar encrespou-se horrivelmente e arrebentou
a balsa e deitou ao mar as bagagens : pelo que
foi obrigado a adiarse a sahida para o dia
26.
Igreja da Madre de Deu*Nesta igre-
ja, sero encerrados na sexta -reir, 31 do cor-
rente, os exercicios do Mez Marianuo constando
de missa solemne pela madrugada, e lada nha
noitc, cora sermo, oceupando a tribuna sagrada
o religioso franciscano frei Antonio do CoragSo
d Maria. A orebestra est confiada a direccao
do professor Manoel Bandeira.
Club i.iin-rarlo Caruaruencte Ccle-
brou este club duas sessoes ordinarias no coi-
rente mez, urna a 12. sob a presidencia do ca-
piio Sidronio Vidal, 1 vite presidente, e oulra
a 19, sob a presidencia do comtnendador Rodri
gues Porto.
Na sesso de 12 foram propostos e aceitos
unnimemente: socio eflectivo. o Sr Antonio
Jos Avelino; socios honorarios, os Srs. Joo de
Oiiveira Leite de Souza, JOaquim Amonio Ribei-
ro e Anlonio Gomes Rodrigues da Silveira, re-
sidentes no Recife.
Na sesso de 19, pprovou-se por unaninoida-
de de votos um requerimento do consocio Joo
Paulo Correia e S. para que se inserirse na
acta um voto de pezar pelo fllecimento do so-
cio honorario Manoel Antonio PilrSo.
'ommunicou o thesoureiro, Sr. capito Clau
dio de Lagos, que recebera os seguintes dona-
tivos, eitos ao club : da quanlia de 234000 pelo
socio honorario Joaquim Luiz Tdxeira; ,de I0
cada um, pelos socios liooorrio3 Ju de Oii-
veira Leite de Souza e Antonio Gomes Rodrigues
da Silveira.
O club tem recebido os seguintes jornaes, re-
metidos obsequiosamente pelas respectivas re
daeges: Dinrio de Pernambuco, l'rovtnciu (de
Pernambuco) e Gazeta do Aracaj.
Moriedade .4rtitiea Pedro Ameri
olluune-se hoje esta sociedade s 7 horas
da noife.
Ulrerlorlu das obra* de conserva-
r o do* Porto* de Pernambueo-Reci
f'e. 27 de Maio de 1889.
Boietim meteorolgico
c.- s
Horas a p so Barmetro a 0 Tensao do vapor 9
6 m. 24 -2 760-80 20 59 91
9 W-4 761-81 22.74 94
ti 27-4 760-81 22.00 80
3 t 27-0 759-03 22,67 84
6 26-1 759-5J 21.78 86
Temperatura mxima 28*,25
Dita mnima 23.75.
EvaporacSo em 24 horasao sol: 2".9 som
bra: 1-6.
Chuva 44-.3.
Direccao do vento: S de meia noite at 6
duras e 33 minutos da manh; SE at 11 horas
e 40 minutos : E at 7 horas e 28 minutos da
tarde ; ENE at 9 horas e 2o minuto* : SE. ESE
e E alternados at meia noite.
Calmaria durante 4 horas pela manh.
Velocidade media uo tent: 1-.45 por se
gordo.
Nebuiosidade media: 0,92.
Role'im do pt
m ^_ c htk 9-08 da manh a m -( -'-i-3 38 -3-51 da manh Altuii-
B 11 f. M 9 M. i'. M. 27 de Maio m 28 de Maio 0-62 2-.46 0-,68 2-, 15
ttelldesEffec'.uar-se ho os seguintes
HcJe : ^.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, ra da Glo-
ria n. 140 de pianos, movis e vidros.
Pelo agente Burlamaqui. as H horas, ra
Mrquez de Olinda i.. de sobado a ra da
Aurora, e urnas easas no ber lo Espinhiro.
Pelo agente Rtepple. i I hora, na cmara mu-
nicipal de Olinda, de um e.igenlio com matus era
Tab.
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, a travessa
do Corno Santo n. 27, de dividas.
Pelo agente Silveira, 11 horas, ra
do Imperador n. 45, de um terreno e casa Jle
taina no Giqui.
Pulo agente (Umo, .s H borae, a na Mar-
qijt>z de'Olinda n. 48, d (uas ya:rotas tou-
rinas. f
Pelo a-gente Modesto Baptista. as 1 horas, a
ra do Rosario n. 60 de movis, lougase vidros.
Pelo agente Pinto, s 11 hor;., ra do Glo
i. 140. ileumpiiui, candieiiv. etc.
Sexta-fei:i
Pelo agente Alfredo Gnimar.es, as 11 horas, a
rui do Comniorck), de 1000 accas com farinha
de mandioca.
himmii febre* -Serao ''-lebradas:
Hoje : -
A's 7 e 8 t|2 horas, na matru da Escada e na
igreja doCarmo. pela alma do capitao Joc Lei-
le Rodovalbo.
Sexta-feira : ,
A's 8 horas, na ordera 3' de S. Francisco, pela
alma de I). Maria Carolina da Costa e Silva ; s
8 horas, na capella do engenho Sibir Grande,
pela alma de D. Anna Francisca de Menezes ; s
8 horas, na matriz de Palmares, pela alma do
capitao Joo Barbosa de Carvalho Druramond-
Pa**aseiro* Chegados do norte no vapor
nacional Jaguar** :
. Jos Joaquim .das Chagas Jnior, D. Fiddix
Ramos, Jos Alves de Souza, Felippe Benicio da
Silva, Henrique Folk, Antonio Alves, Beraardino
Paula, sua senhora' b5 Ribos.
Chegados de Fernando de Noronha no va-
por nacional Jaeukype :
Capito Gelasio S. A de Araujo, sua senhora,
sua sogra,6 lilhos e 1 criado, Viceole G. de
Araujo Pcreira, lleraclio Gitirana, Anna Emilia
da Silva e Hilaos, Jo8o Alvares Seabra Freir,
27 pragas do 2" tataib, 26 ditas do 14, 7 mu-
lheres e T fimos das mesmas pragas, 19 senten-
ciados. 3 mulheres e 17 filhos, e cadete Manoel
Mattos de Abreu Porto.
Chegados do sul no vapor francez Vle de
Ceor :
Adelaidc de Coelho, Dr. Ral Coelho, F. Ral
Coelho e Manoel Monteiro Coelho.
Sahidos para a Europa no mesmo vapo r :
Nabor de Albion Chagas. RaymumJo Albino
de Oiiveira, Mme. Virginia Tamiozzi, Fraocesca
Tascani, Ignez Bianchioi, JoSo de Aquino Fon-
seca e 3 lilhos, Carlos Messiano, Mme. Antonia
Maia e 3 filhos, Antonio Martins de Carvalbo e
Joseph Petcrt.
Chegados1 da Europa no vapor francez
Vle de Bahia :
Joo Pereira e Joo da Silva.
Sabidos para a Europa no vapor allemo
Hnmburg :
Albert Cbristiani, Jos Vieira de Mello, Cbr-
Lausen e sua senhora, Cari Schober e Bernardo
Jos da Silva.
Casa de KeirnroMovimento dos pre
sos da Casa de Detengo do dia 27 de Maio dr
1889
Exi8tiam447; entraram 14 ; sahiram 15 ; exis-
tem 446
A saber:
Nacionaes 404 ; raulherea 19 ; estrangeiros 23
-Total 446.
.i rragoados 386
Boiis 364.
Doentes 20
Loucos 2.Total 386.
Movimeuto da enfermara
Teve baixa :
Manoel Ignacio Pereira.
Te ve alta :
.tfaiioel malicio Beierra.
Hospital Pedro II O movimento deste
estabelecimento de daridade, no di? 26 de Maio
foi o seguinte:
11
00
2
644
respectivas enfermaras
As entradas pagas no primeiro dia foram. .
1(1.295, que produziram a quantia de 60:000.
Os catbalogoB sao vendidos no recinto da ex-
posicio em 72kiosqae8.
Foi inaugurada o caminlio de ferro da expo-
sigao, podeodo se ir em 23 miontos de um a
outro extremo.
Toda a linha robera por urna aboba-
da de verdura, formada pelos ramos das arvores
que o ladeiam.
Tem 48 metros de superficie, sendo 8 de com-
primento por 6 de largura, a bandeira igada no
topo da torre Eiffel.
Est lixada para 15 de Maio a inauguraco da
torre Eiffel.
At l, a enira la expressamente prohibida.
A fome tambera se faz sentir no Campo de
Marte. A concurrencia no da da inauguraco
foi to grande, que se esgotarara todas as pro-
vises das minias casas de pasto e confeitarias.
Por um pao chegou a paitar-se 5 francos !
Foram j adoptadas medidas a fin de se evi-
tar de futuro esta espoculago.
Foram calculados em 6,000 francos os prejoi-
zos causados pela raultido que invadi, no pri-
meiro dia, os jardins da exposifo.
A allluencia de ptch pockett inglezes, america
nos, hesjianhoes e italianos, prodigiosa.
A polica tem capturado muilos em flagrante
delicio.
Na ponte Solferino, um desses gatunos roubou
a um principe estrangeiro urna carteira rechca-
da de notas.
Entraram
Sahiram
Falleceram
Existem
Foram visitadas
as
pelos Drs.:
Moscoso s 8, Cysneiro s 7 1|2, Barros Sobri-
nho s 7 horas.
Nao compareceram os Drs.:
Estevo Cavalcaole.
Simoes Barbosa.
Berardo
Malaquias.
Pontual.
O cirurgio dentista ama Pompilio nao com-
pareceu.
O pharmaceutico entrn s 8 Ij4 da manh e
<::hio s 3 da tarde.
O ajudantedo pharmaceutico entrou s 7 1|4
da manh e sahio s 3,horas da tarde.
botera do Urntn-ParA 3' parte da
!8* loteria. dessa provincia, cujo premio grande (
6't:0004000, -nra extrahida amanh 29 do cor-
rente .quarta-feira).
Prorlaua de riimimenloForam li
dos no dia 26 do corrente na matriz de Alogados,
os seguintes:
Joo Carlos Ferreira com Francelina Ribeiro
Fernandes.
Joao Felippe dos Santos com Candida Maria de
Jess.
Luiz Pereira dos Sanios com Paulina Joaquina
da i onceigo.
Alfredo Avelino de Araujo com Elhelvina Fran-
celina Faes.
Joaquim Pereira Pinto com Maria Romana do
Nascimwto.
Manoel Theodoro Alves de Oiiveira com Maria
Rosalina Freir Galvjjo.
Amaro Dantas Vieira cora Maria Jos da Con-
ceigo.
Miguel Francisco do Espirito Santo com Maria
Francisca das Dores
O duque de Edimburgo, que esteve para nos
visitar um destes das diz o Correio da Europa,
tem em Inglaterra a reputago d'um grande eco-
monico.
r'ontao condede Vastlly, no seu livroa respei-
lo da corte inglezi que o" duque leudo hospeda-
do no seu palacio a impera! m da Russia, sua
sogra que tora a Londres acompanhada de urna
grande comitiva, se quelxara de que nao podia
cora tanta deapeza.
A imperatriz entao promptilicou-se a pagar a
hospedagem e a de todos os seus criados, o que
effectivaraente curaprio risca. Mas, tendo a so
gra offerecido no ultimo dia da sua estada em
Londres, um lunch a diversas pessoas, j depois
de ter pago a ultima conta, o duque nem essa des -
peza Ihe perdoou e quando a imperatriz ia a en-
trar para a sua carruagem de caminbo de ferro
teve anda de saldar essa ultima factura.
Como partida a urna sogra, devem concordar
que nao m.

Dizia ara afamado escriplor que ao seu maior
inimigo desejava apenas esta quatro cousas :
Pedir, anda que alcangasse.
- Demandar, aioda que vcuccssc.
Jogar anda que ganhasse.
E casar, anda que boa esposa.
Um delegado inquire certo sujeito preso com
a nota de vagabundo conhecido e ratooeiro.
E' um rapago nem nutrido e vermelho.
Accusado !
As ordens de V. S.
Quaes sao os meios de que disp&em para
viver ?
Os meios 4 Disponho de um appctlite devo-
rador.
S tsso f
Parece-me que para viver o principal :
comer bem.
*
Um galanteador que faz a corte a urna dama :
Como os seus olhos sao grandes como o?
seus ps sao pequeos como os seus cabellos
sao compridos como os seus denles sao curtos !
l'm rapaz qoc ouvio tudc isso :
Com os diabos Nao um namorado. E"
um agrimensor.
UM POUCO DE TUDO
obre a exposifo
Parz a mais formosa das cidades, offereceu
em a noite de 6 para 7 de Maio um aspecto que
ficar perpetuamente gravado na memoria d*a-
quees que o gosaram, com viso de urna bel-
leza irradiante, que raras yezesser dado vista
humana presencear outra igual.
'ariz veste as suasdecoragoes, como urna mu
Iher formosa pOe as suas jotas. O bulbo das suas
pedras preciosas nao faz seno tnas e mais real-
gar a sua formosura natural; emquanto que as
plidas Babylonias, suas rivaes, se cobrem de
band'iras, como os ricas vulgares que enfiam au-
nis nos dedos e espalbam brilhantes por toda a
parte, julgando tornar-se mais bellos.
E' enorme a concurrencia de estrangeiros em
Parz.
Os hottls esto completamente cheios e as
ras ouvem se todos os idiomas.
Todos os das se faz urna estatislica dos que
alli vio thegaado. A ordem de quantidade a
seguinte :
Inglezes, belgas, italianos, suissos, americanos,
allemes, hespanhes e porluguezes.
A exposigo de horticultura franceza, organi-
sada por Mr. Hardv, director da escola hortcola
de Verstiles, e pelo conde Horacio de Choipeul,
um uotavel amador, custou francos 70.000.
E' variadissima.
No entretanto, a maravilha do Trocadero, a
collecro de plaotas do Ja pao.
Est collecco prodigiosa soffrcu muito com o
transporte. Anda assim, comprehende exempla-
res nunca vistos na Europa.
N'uma togere, figurando um rochedo, esto
ex-postas muitas arvores de 43 e 6a centmetros
de altura, mas perfeitamente desenvolvidas e
dando flores e fructos. Os japooezes teenvo se-
gredo de reduzirem a dimensoes pequenissimas
arvores que, deixadas a si.adquirem dimensOes
avantajadas.
As rosas tamacm tecm lugar no grande cer-
tamen.
As predilectas sao : La Fraitr?, Paul Neyron e
Capilain risty.
Sao, por assim dizer. ellas que representara"a
Repblica.
Adornam os corpetes das senhoras e vem-se
n'uma pasmosa quantiade.
Urna das cousas mais notaveis de toda a expo-
sigo ser a secgo das gravuras francezas, que
oceuparo urnas quatro salas.
Por ordem do ministro do interior foi prohibi-
da a inaugurago do panoran.a de Tout Pariz, do
pintor Caslellani. A razio esta: Deixando-se
arrebatar pelo seu ardor boulangista, oSr. Cas-
ti liaui piuiou muito em evidencia e em ar de
triunipfto. o general Boulauger, deixando obscu-
raraenie, n'um segundo plano, o presidente da
repblica, dissimulado no interior de urna car
luageiii.
Este effeito de ."omposigo pareceu proposital
ao ministro do interior, que mandou fechar ou
antes nao permittio que se inaugurasse o pano-
rama, emquanto o artista nao se resolver a fazer
as neeessarias modilicagOes.
O presidente da repblica tem recebido mi-
niares de telegrammas de todas as municipali-
dades das ddades da Franca e jle grande nurae
ro de associages e de particulares, felicitando-o
por t-r sahido illeso do attentado ulfirao.
Um dos primeiros telegrammas foi de sua ma-
gestade o rei de Italia.
No momento em que o presidente da repbli-
ca entrava na galera das machinas, um indivi-
duo collocou-se na passagem gritando: Abaixo
Carnot I Viva Boulangerl
Foi immediatamente preso e conduzido para
um dos commissariados.
SPORT
Derby Club de Pernambuco
Ante-bontein encerrou-se inscripgo da 13*
corrida do Derby Club de Pernambuco, para ter
lugar no dia 2 de Junho prximo vindouro, dan-
do o seguinte resultado:
Io pareoConsolago :
Pierrot, Guerreiro, Barra, Rio do Peixe, B-
reas, Jasmiifi,Cognac, Stuari, Pitl, Cycloue, Sans-
souci. ia-pacte, Lucifer, Mignon e Fartnlho.
2o pareo25 deMaio :
Moncorvo, Haulet, Vulcano, Cometa, Recife e
Alpha.
3 pareoProvincia de Pernambuco :
Potos, Arumary, Caifaz, Bugari, Good-mor-
ning e Brilhante.
4' pareoProgresso:
Olga, Hex, Apello, Douro, Risette, Corcovado,
Vanda e Alpba.
5 pareoIraprensa Pernambucana :
Mooro, Templar, Arumary, S.'rid e Monitor.
6o pareoPrado da Estancia:
Corcovado, Mandarina, Douro, Minerva, Satur-
no, Maestro. Mimosa, Favorita e Olga.
7 pareoProsperidade:
Village, Potos:. Mignon, Poinbo Prcto, Sneca,
General, Trlha e Roldo
^8 pareo-Consolaco (2' turma):
Bismarck, Aracaby, Siroco, Vinho branco, Tu-
pa, Zambo, Almirante, Bonjour, Bostock, Boa-
Vist:r, Cerbero. Liconie e Marat.
CHRONICA JDICIARIA
Tribunal da RelaeSo
SEAO ORDINARIA EM 28 DE MAIO
DE 1889
PBESIDECIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO
QUIUTllO DE MIRAXDA
Secretario, Dr. Virgilio oelho.
A's horas do costme presentes os Srs. des-
einbargadores em numero legal foi aberta a
sessao depois de lida e approvadu a acta da an-
tecedente.
O Exm. Sr. riesembargador Antonio Buarque
de Lima, n'esu data deixou o exercicio por ter
sido nomeado ministre do Supremo Tribunal
deJustica.
Distribuidos e passados os feitos deram-se
os seguintes
JCLOA M ESTOS
Rabeas corpus
Paciente:
Manoel Francisco de Souza. Ficou adiado.
Recursos elcitoraes
De Nazareth Rccorrente Francisco Villar
Brreto Coulinho, reirrido Bento Jos da Cos-
ta. Relator o -r. desembargador Pires Ferrei-
ra.-Ein diligencia.
De AreiaRecorrente Joo Pessoa da Costa,
recorrido Joo Antonio Duarte. Relator o Sr.
desembargaitor Pires Goncalve. Deu-sc pro-
vimento, unnimemente.
Do tatole do Rocha Recrreme Valdcvino
Lobo Pereira Ma, recorrido Ignaeio Pereira de
Lima Relator o Sr- desembargador Tavares
de Vasconcellos. Dense, provimento, unnime-
mente.
De Souza -Recrreme Emygdio de Sduza Na
zareth recorrid i o juizo. Relator o Sr. des-
embargador Oiiveira Andrade. -Em diligencia.
De ouza -Recrreme Manoel Frankln Vieira,
recorrido o juizo. Relator o Sr. desembargador
Silva Reg.Em diligencia.
Recursos crii
De MaceiRicorrente Jacintho' Jos de Sou
za Athvde recorrido o juito Relator o Sr.
desembrirador ellino Cavalcanle. Negou-se
provimento, unnimemente.
De Alagda Grande Recorren'' o jubo, re-
corridos Francisco Leandro Pereira e outro.
Relator o Sr. desembargador Silva liego. Ne-
gou-se provimeulo, unaniineme'.:tc
Prorogacio de inventario
Inventariante t). Isabel i arolina de Gusmo
LyraEm diligencia
AppellagOes criraes
De Alaga de Baixo Appeltante o juizo,
appellado Manoel Cipriano .Leite. Relator o
Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos.
Manden-se a norojurv. unnimemente.
De Bom Conselho >" Appellanle, o joo, .ap-
pellado Miguel rchaojo. Relator 0/Sr. desem-
bargador Toscano Barreto.--Mandon-.se a novo
jnry unanimemenle
Do Catle do Rocha Appellante Honorato
Vieira de MeHo, ppeilada acstica. Relator o
Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos.
Mandou-se a novo jury, unnimemente.
De Penedo Appellante o juizo, appellado:
Manoel Antonio Rezerra. Relator *o Sr desem-
bargadon Tusca 10 Barrete Mandou-se a novo
jury, unnimemente.
Appellago commercial
Do Recife Appellanes lheiros C. e aBa-
ro d" Mattosinhos.'iipiiellailo Vieente Ferreira
da Costa. RWator o Sr. tlesembargidor Toscano
Brrelo. > Revisores, os Srs. desembargadores
Dellloo Cavalcanlee PiresFerreiraConfirmou-
sc a sentenga, nnaniraemente.
PA8SAQEN3
Do Sr. desembar^idor Dellino ravalcante ao
Sr. desembargador Pires Ferreira.:
Appellaco commercial
Do Recife Appellantes Dr. Jos Vicente Mei
ra de Vasconcellos, tutor dos menores filhos da
Dr. Paula Penna,' JTs Tasso e outro-, a p pe lados
os mesmo.
O Sr. desembargador Pires Gongalves como
procurador da cora e promotor dajustica, deu
parecer nos seguintes feitos :
AppellagOes crimes
De Bananeiras -Appellante o juizo, appellado
Antonio Nuncs da Suva.
De PanellasAppellante o juizo appellado
Pedro Esptridio.
De Camaragibe -Anpcllante o promotor pu-
blico, appellados Jos Rufino Siarques e outro.
Da ImperatrizAppellante o juizo, appellado
Antonio Ribeiro da Silva.
De CajazeirasAppellante o juizo, appellado
Emiliano Manoel Felippe.
De S. Bento Appellante Xisto da Cruz Vi-
lella, appellada ajustiga.
De GuarabiraAppellante o juizo appellados
Manoel Antonio e outros.
AppellagSo civel
Da Parahyba Appellante Raphael Angelo de
Moraes Valle, appellada a fazenda provincial.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro-ao Sr.
desembargador Tavares de Voconcel'os t
Appellagoes crimes
De GararJiunsAppellante o promotor publi-
co, appellado Lindolpho Derby Correia.
De Campia Grande Appellante andido Jos
de Queiroz, appellada a justiga.
Do Inff Appellan'e Jos Pedro Rodrigues de
Sntua, appellada a justiga.
Do Sr. desembargador Tavares de Vasconcel-
los ao Sr. desembargador Oiiveira Andrade :
AppellagOes crimes
De Panellas Appellante Marcono de Oiivei-
ra Barros, appellada a justiga.
De GoyanaaAppellante o juizo, appellado
Raymundo Luiz Pereira.
Do Sr. desembargador Oiiveira Andrade ao
Sr. desemba gador Silva Reg :
Appellar&es coramerciaes
Da Parahyba-Appellante Felippe Sclosse e
filhos, appellado Antonio da Silva Pires Ferreira.
Do Recife-Appellantes Luiz 'Cherman e ou-
tros, appellados Luit Gongalves da Silva & Pinto.
DILIGENCIA
Com vista aoSr. desembargador promotor da
justiga :
Appellaco crime
Da Palmeira dos IndiosAppellante o juizo,
appellado Jos de Souza Castro.
distribcicOes
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De CurunpeRecrreme o juizo, recorrido
Pedro Das dos Santos.
. Ao -r. desembargador Tavares de Vascon-
cellos :
Da Palmeara dos Indios Recorreote o juizo.
recorrido Joo Alves de Lima.
AoSr. desembargador Oiiveira Andrade :
De aulo Affon=oRecorrente o juizo. recor-
rido Manoel Vicior do Nascitneoto.
Ao Sr. desembargador Silva Reg:
De TimbabaRecrreme o juizo, recorrido
Luiz de Albuquerque Maraiilwo Flho, delegado
de polica.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
De PalmaresRecrreme o juizo. recorrido
Antonio Manoel da Silva.
Aggravos de petigo
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
- Mtt Recife- Agravante l>. Maria Gertrudes
Pereira, aggravaddi 0f." JBL Bernardo de Fi
gueiredo e outro.
Ao Sr. desembargador Delino Cavalcanle :
Do RecifeAggravante Capitulino Rodrigues
do Passo, aggravado Jos Vctor Alves Matheus.
Enrerrou-se a sesso 1 hora da tarde.
Francisco Mamad if SUvatS:ff.*ref0m,
tarios de: tooa. as eiepecialkados' paaaat
ceationsr tinta, drogas, pradnetou' fokinavt
cas e medicamentos -homeoptico, .ra. da
Mrquez de Olinda n. 23.
Serrarla a vapor
Serrara a xapor oficina fe -.carmvtna
de Francisco do Santos Macedo^icae. lo
Capibaribe n. 23i Este grande., estela*
cimento,,o primeiro da provincia acate
genero, compra e vende madeiros de-todVu
as quaiidades, serra madeiras de' conta
allieia, assim como prepara obras de cara*
pina por machinas e por pregos sem.doah
petencia^-Pernambuco.
PLBLiaijOES 4 PEDIDO
n'esta
na do Cear-miriui, S. Jos da-
e seus suburbios, que a mais d
INDICACES TEIS
Mcdleos
Dr. Cerqueira Leite, tem o seu escripto
rio aberto rua Duque de Caxias n. 74, das
12 s 2 horas da tarde, e destabora em oan-
te era sua rsaidencia ra Barao de S.
Borja n. 22. Especialidades molestias
desenhorna e enancas. Telepbone n. 326.
Dr. (yostro Jess medico e operador.
Pratica a lavagem d tero quando e co-
mo aconselhada. Consultas das 11 s
3 da tarde em sua risidencia ra do
Bom Jess (antiga da Oras) n. 23, 1.*
andar. Telephono n. 389
Dr. Barreto Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no l.3 andar da casa
na do Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 54, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
r. Ribeiro de Britto d consultasjde
meio dia s 3 horas da tarde, no 1. an-
dar a ra Duque de Caxias n. 46, poden-
do ser procurado para chamados na sua
residencia ra do Hospicio n. 81. Te-
lephone n. 303.
Dr. Joaqv'm. Louieiro medico e partei-
ro, consultorio ra do Cabug u. 14,
l. andar de 12 s 2 da tarde; residencia
no Monteiro.
Dr Aleares GruimarZes, chegado da
corte, dedica-se medicina em geral, e
com especialidade s molestias do cora-
cao, pulm3es, figado, estomago e intesti-
nos e tambem aJlecc5es das enancas.
Reside praca do Conde d'Eu, n. 28, e
tem consultorio na ra do Bom-Jesus
(antiga da Cruzj, n. 45, onde d consul-
tas do meio-dia s 3 horas. Telepbone
n. 381.
O Dr. Simplicio Mavignier.Clnica me-
dico cirurgica. Especialidades: molestias
pulmonares e partos. Ra do Marquen de
Olinda n. 27 1. andar. Consultas das 11
s 2 h >ras e na Casa Porte (Poco da Pa-
nella) das 6 s 9 horas da manha e da
tarde.
Oceullsta
Dr. Ferreira. com pratica nos princi-
paes bospitaes e clnica de Pars e Lon
dres, ti consultas todos os dias das 9
horascL-i'i meio-di. Consultorio e resi-
4am>ui r-.M. Lnrgn d" Rnwj< 9. fO.
Advogados
O bachard Witruvio Pinte Bandeira,
pode ser procurado na do Imperadoi
a. 71, 1.- andar.
O Dr. H. ULttei mudou o seu escripto
torio de advocaciu, para a ra dr Impera
dor n. 46, 1- andar, sala da frente.
J. A. de Magalhaen Bastos. Duque de
Caxias n. 66, 1. andar..
Drogara
Faria Sobrinho & j., droguista por ata-
cado, ra do Mrquez de Oiiada n. 41.
Ao publico
Nao costumando deixar de responder,
as cartas que recebo anda mesoio quando
a leitura d'ellas me desagrada, nao posso
deixar de estranhar quando assim au pro-
cedem commigo, mxime quando esse ai-
guem se jnlga altamente coilocado, osten>
tando deveres que nao presa e nem os
sabe cumprir e que nunca pastar de um
presumido inconsciente.
Nao ha queui ignore na capital,
cidade,
Mipb
30 annos tracto homosopathicamente a tov
dos aquelles que confiam no systema e na,
minha aptidao e pratica. Tenho-me e&-
for9ado por corresponder a espectativa d
todos que me procurara, a ponto de por
vezes ser comm3sionado pelo presidente
da provincia mediante gratitcacSo peen-
niaria para tractar em suas casas e em hoa-
pitaes as pessoas pobres d esta cidade
pavoagao de P090 Limpo.
Adoptei esta profissao como meio ho-
nesto, prestando os nieus servicos e reme-
dios que compro cora o rceu dinheiro, gra-
tis aoa pobres, recebendo paga dos qner
podem pagar, o que nao tenho pejo de di-
zer porque, s presto os meus servie/s
gratis a quem me apraz prestal-os.
Eis o caso: Adoeceu o Sr. major Af-
fonso Saraiva Maranhao, negociante de
grosso tracto, rito proprietario e abastad'
fazendeiro. Como bera natural, por sua
elevada posiyao chamou o seu medico de
partido a quem diz pagar cora generosi-
dade a quantia de 8#333 para o medicar;
depois nao confiando nos cuidados e illus-
tracilo d'esse Dr. que o Sr. Joao Can-
dido, mandou chamar ao Dr. Pedro Ve-
lho para, ajudar a conferenicar e tractal..
de accordo cora o primeiro como me dase.
Chegando o Dr. Pedro Velho achou o
doente mal e como ultimo recurso que ti-
nha de que lanar mao, no terceiro dia
raudou o doente para outra casa. No se-,
gundo dia da muda, me asseveraram ca-
eiros fidedignos, que oa mdicos jul-
gavam o doente seni remedio, perdido com-
pletamente, diagnosticando o Dr. Pedro
Velho ser a molestia febre perniciosa si
deral.
N'este estado recorren o doente aos.
soccorres da igreja, depois do que, decla-
rou a sua ultima vontade a sua inconsola
vel mulher; isto rindo, chamou o Dr. Pe-
dro Velho e disse-lhe : doutor sei que nao
posso mais escapar, e que muito tem tra-
balhado o que muito Ihe agradeco'. quero
portanto fazer-lhe um pedido: se eu tivesse.
a felicidade de escapar, dizia-lhe que nao
tivesae pena de mim, tirasse a conta que
entendesse, mas, como' isto impossivel,
peco-lhe que nao seja cruel com a minha
mulher .' o doutor respondeu-lhe : qual,
nao cuide nisto, descance, e sahio. En
contrando a mai do doente na porta, esta
pergunta-lhe doutor como est meu flho ?
Respondeu-lhe o doutor, minba senhora
tenha paciencia, seu filho de hoje para
amanha decide.
A febre sendo perniciosa sideral, con-1
forme a sciencia qualificava. elerou-se a
sidereal altura em pr-esenga dos mdicos
que dia e noite rodeavam o doente pisando
nos bicos dos ps, e finalmente como ees,
todoa esperavam a hora fatal..
A's 2 horas da manha mandou o major
doente chamar o seu concun ado coronel
Thoraaz Antonio de Mello, e este nao se
fazendo esperar certo tambera q'je elle nao
eacapava chegou. Dia8e-lhe o major em
extrema angustia: Mandei chamil-o para
pedir-lhe o seguinte : eu estou morto, es-
tes assassinos que ah estao querem acabar
de matar-me. despefa-os, pague o que
elles quizereiu, cora tanto que nao me ap-
parecam, nao os quero ver e v dizer-me
a Zamba que venha tomar conta de meu
tractamento a morrer ou viver, pois tenho
presentiniento de escapar ae elle me trac-
tar.
A's 3 horas da manh bateu em minha
porta o Sr. coronel Thomaz de Mello- e
disse-me que o major Alfonso estava mui-
to mal, mas que nao quera tomar mais
lopatha e que eu fosse tractal-o ; pergun-
tei-lhe se era elle que quera que^ ei; fosse
tractal-o ou se ca o major que me raan-
dava chamar ? Respondeu-me. E' elle
que vos manda chamar e j deapachou os
mdicos, e para fazer isto mandou-me
chamar. Disse-lhe : j chego. Quando
sahi, vejo passarera os mdicos- acompa-
nhadoa' do mesmo coronel T omaz ; segu.
e entrando em casa do illustre doente,
achei-me diante de um quadro contrista-
dor; as pessoas da familia choravam, o
doente paludo como um cadver so estor-
cia era cima de una cama flagellado pelos
horrorosos effeitos 4c urna terrivel dvsp-
na, febre cm grao elevado, lingua secca,
grande nflammacSo as pernas pelo estado
sanioso dos custicos que ha dias nik
eram tractados, urinas sumidas, transpi-
rando viscosa e abundantissima, olhar es
pautado, ncerto e ao mesmo tempo amor-
tecido, carpbologia, etc.
Depois que o examinei, disse-me elle
com difieuldade : Veja se ainda 'possrrfll
salvar-mc.
Tracte de o animar, fiz as applica
f3es que necesaarias julguei, e as 5 hora*
da raan a dormio Tima e meia hora o que.
nao p de conseguir no periodo de 17 dias
da tal febre como me disse ; e ainda maia
que os mdicos que o estavam tractar.
eram uns ktdrSea e asaassiots, principal-
mente o Dr. Jo4o l.'andult.. que o tend
por seu amigo se tiuha entregado a elte
de corpo c alma, e elle tendo consciencis
que nao o sabia tractar, era to perve
que pref-ria a sua morte, nico recurbe
que tinha para aparentar a sua especula-
5S0 e ignorancia, a franqueza de dizor-Ihe
7 -


.
:
f
\


Diario de PernambucoQuarta-feira 29 de Maio de 1889
I


I
i
I
que era burro ; e qne por sua felicidade
tinha Uto conhecido quamlo sentio dormen-
cia em todocorpo e o doctor lhe dizia'que
nada era; e reparar que os mdicos de
instante a instante o vinham espiar de
ponta de p e de longe.
Depois de ouvir esta narracSo que me
fez o iliustre doente, disse-lhe que tudo
aquillo tinha passado, que elle n&o tinha
razio de vociferar contra os medi
icos, e
que elles sm duvida algalia lhe tinhm
prestado relevantes servidos, e que nSo
se podia acreditar que elles isto fizessem
de resto.
O pai do Ilustre doente o Sr. Ignacio
Maranhao, dizia sein a menor, reserva a
Sou eu por ventura sen amigo para qce
espere de mim favor ? NSo, o Sr. s
cedera como os homens pro :?^"tu, se
quando se julgou restabelecido, nic per
guntasse ; quanto lhe devo ?! Porem, cli-
rigir-me iim bilhete em desafio com.....
200)JO00 em paga dos meus servicog a si
prestado setn eu dar urna palavra, des-
pedindo-me de sua casa da forma mais in-
slita e com a mais revoltante descortezia !
A mim, que na occasiSo mais aflitiva de
sua vida chamou-me em seu auxilio ?
A mim, que enxuguei o pranto de sua fa-
milia, acabando-lhe o sofrimento e arran-
cando-o da sepultura restituindo-lhe a vida ?
A mim, que tendo certeza da m vontade
quem lhe perguntava como estava seu fi- que me vota s encontrei prazer em ter
lho, que os mdicos o estava m matando, e
que at elle eslava deente das pernas de
carregar trampa de ga'liulia que era o que
davam ao filio, porem, logo que eu dei-
Ihe remedio, no mesmo dia elle melhorou,
e no seguinte, cstavam as portas abertas,
o doente visitado por 6us amigos, todos
animados e satiafeitos com o seu estado, e
que eu assegurava o seu restabelelimento.
Continuei o tiatamento, e quando o Sr.
major Alfonso convalescia em estado de
pasaeiar todos os dias de manhS e a tarde,
dirigio-me o seguinte bilhete em resposta
a outro em que lhe pedi 1500000 Sr.
Zamba. Incluso achara 200$000 o que
posso arrumar para concluir o pagamento
dos seus servigos mdicos prestados a mim,
tenha paciencia que a clise c a peor possi-
vel espero queseara saptisfeito. Seu crea-
do e obrigado Affonso Saraiva. Quando
recebo um couce, nSo costumo cortar a
perna do animal que m'o applica.
Respond ao Sr. major Affonso que a
mim cabia o direilo por lei de por preco
no que venda e nos meus servcos, que
nao lhe tendo passado procuraeite paja
exercer esse dreto por mim, tica va de
posse da quantia de 2000000 que por
duas vezes tinha recebdo, scentificando-o
de que, os servidos que de mim tinha
exigido e que lhe os prestei custava-lhe a
quantia de GOfJOOO. espondeu-me o se-
guinte. Incluso achara 100(5000 com es-
tes prefazem a quantia de 300(5000 acho
que nSo pagamento de um cavalleiro
distinto como diz voc, mesmo assim es-
pero que ficar saptisfeito attendendo a
m crisc. Por carta lhe disse que, cons-
cienciosamente j lhe tinha dado o prego
dos meus servicos, e que apezar de ami-
gos seus os avahar em 2,0005000, todava
eu me limitava a quantia de 600^000, e
que por tanto me era elle devedor da de
300|j000, nao fazendo questSo pagar elle
de urna vez ou de mais como cstava pa-
gando, attendendo a m cnse de que tan-
to fallava. Nao me den resposta.
Passados dias, dingi-lhe outra, dizen-
do-Ihe que precisava saber se elle paga-
va-me os 300)000 que me deva.
Eis a resposta. Sr. Zamba. Em res-
posta as suas tres cartas, tenho a dizer-
he que se contente com os 3005009 que
j lhe mandei escusado escrever-me que
nao darei mais resposta, faga o que enten-
der. Seu creado Affonso Saraiva As-
sim, me obriga a responder com letra re-
donda, visto que nlo responde a letra de
mo. Major retire esta doutrina veja que
lhe pode ser fatal! E se os seus devedo-
res lhe responderem que se contente com
o que tem recebido quando delles cobrar V
S. S. nao diz que sito uns ladros!
Mas, eu apenas lho chamo esperto; cn-
tende que eu son Alfandega, quer ver se
por esse meio nao me paga.
Tendo narrado a historia fiel do acon-
tecimento que deu iu >tvo de o Sr. major
Affonso Saraiva clcver-me a insignificante
quantia de 3005000 que nilo m'os quer
pagar, respondo asna ultima carta. C<>n-
tento-me verdade como seu procedimen
to de negociante aorado que deve c nao
quer pagar, e anda mais, de ter occa-
siSo de mostral-o ao publico tal qual !
Um major pintado. Se nao dve por que
occasiSo de ser generoso com um nimigo
fraco, abatido, morto que me. implorou
soccorro?? Isto, o que contenta umho-
mem, e o que S. S. nSo comprehende por
que incapaz de actos desta ordem. O
publico que nos julgue. Tenho sempre
tdo paciencia a minha disposicHo em alta
dose para as miserias humanas, que nao
irritam, compungem.
Cidade de Macahyba 13 de Maio de
1P-89.
Jos Francisco Arias Zamba.
Fra do quarlel, porra, nos os o(Iic;aes de pa-
tento n5o nevemos n'nnea abrir mao de nossos
direitos, de cidado tincorroiido s urnas elei-
toraes, etc., e en terei no mais elevado conceito
o offlcial que prestar o seu'voto com todo o des-
assombro e independencia de carcter bem en-
tendido, serapre dentro da Constiluicilo poltica
do Imperio, pois fra delta nao 6 licito nem de-
cente nenbum pronunciamento por parte daquel-
Ics a quem o governo conou urna espada em
garanta das ins'.uices jurada.
A lealdade o apanagio do militar de honra.
(Ass:gnade). Honorato Candido Ferreira Cal-
das, tenente coronel.
Comprimentando o vulente militar, nao pode-
mos deixar de felicitar o balalbo 27 por telo
como seu commandante.
estava, talvez, preparando, utilisou-se pessima-
rnente de meios cujo manejo lhe era absoluta-
mente desconhecido.
Em outro artigo provaremos que todos os
facios articulados sao absolutamente falsos.
Themis.
deu principio de paga
COIIERCIO
Revista do Mercado
Rkcike. 2s de maio de 1889.
Continua a ser pequeo o movimen o 11a pra-
ca, mantendo-se lodos os mercados na mesuia
posicao.
Cambio
Os bancos niantiveram a laxa de hontetn, 26
3/4, recusando dinheiro a 16 13.'H>.
Em papel particular houve pouco movimento
a 27.
No Rio no houve altenicao.
TABELLAS AFKIXADA9
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Bolsa
TAC- LiltlAES DA JCXTA DOS COK
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i '. '>
Transcripto d'O Despertador de 22 do corrent'',
jornal que se publica na Provincia da Parahybn.
Batalho 27. No vapor Maranliao chegou a
esta cidade o bravo tenente coronel Honorata
Candido Ferreira Caldas, que veio commaudar o
27 batalo.
Militar brioso, disciplinador, intelligcote il-
lustrado, o teoente-eoronel Caldas, estamos cer-
tas, ha de nesta provincia adquirir a estima r
consideraco de todos, que sabem presar a hon-
ra e a dignidade.
Ao assumir o commando o tenente coronel
Caldas dirigi ao batalho a ordem do dia que
se segu, na qual se ve toda a grandeza ae sua
alma de soldado, toda a independencia do seu
carcter e todo o amor classe, que o conta no
seu seio, e da qual um dos mais dignos mem-
bros.
_ E' esta a ordem do dia :
Quartel do commando do 27 balalhao de
infamara. Parahyba do Norte, 18 de Maio de
1889.
Ordem do dia n. 1
Em virtude da ordem do dia guarnico de
boje, sob n 77, assumo o commando deste ba-
talho, para o qual fui t ansferido por decreto
de 29 de Abril prximo lindo, e por sso reverte
as suas funccOes de Gscal o Illm. Sr. -rajor J. Do-
mingues Ramos, felicitando-me por ser echo dos
merecidos louvores que lhe sao tributados, n*a-
quella mesma ordem do dia guarnieaoe que
faco transcrever adiante para constarem de seus
assen lamentos.
Sendo esta a minha estra no cxcrcicio do
posto de tenente-coronel, que me foi coiterido
por decreto de It de Marco ultimo, visto nao ter
chegado a empossar-me do corpo onde fra eo-
lio classincado, cresce de ponto a satisfaco que
ora experimento, j por ser um balalhSo receii-
tcmente or^aaisado, o que equivale aos servi-
gos, animacao e vigor da raocidaae j por en-
contrar nede olliciaes de provada aptido ezelo.
Quem 6 soldado nao pode ignorar que a disci-
plina a alma do exerciio, e eu declaro solem-
nemente, que]na plena manutenerlo della consis-
tir o primeiro ideal do raeu commando; mas,
convm notar para que todos o saibum, nao #011
da escola desse rigor systomatico, que nao pou-
cas vezes chega obumbrar a mao. fazendo es-
querer que, se a natureza deu-nos dous ouvidos,
foi um para ouvir a queixa e outro a defeza.
Jamis, portanto, adoptarci a ferrenha norma
d'aque'les que transformam a disciplina n'um
monstro feroz, imperando pelo terror e p orill-
eando pela subserviencia abjecla, nem to ponco
a iniqua, pusilnime e absurda pratica de avo-
lumar asfaltas dos menos graduados e appli-
car-lhes a mxima severidade, cercando de com-
placencias e muitas vezes deixando at impu-
nes aquelles que, pelo contrario, tem na asa
qualidadc de superior urna responsabilidade
tambeni maior e por isto mesmo devem marchar
na vanguarda dos exemplos de correceo e rao-
ralidade. 1
Quanto ao servico interno, tudo se reduz in-
telfgeafe flobservancia dos respectivos regu-
lumentos, cabendo-me apenas accrescentar que
no fiscal do batalho est O centro de gravidade
de lodo o mechanismo exeeulivo c o nico con-
duelo das relaees ofliciaes dos commaudados
para o commdndante.
la outro ponto aludo releva acentuar, qa
reputo de palpitante interesse para a disciplina
detto corporacao : E' a inconveniencia de fa-
zer se poltica dentro do quartel e a firme dis-
posico em que me acho de nao dar absoluia-
menle guarida a esse insinuante perturbador do
rgimen militar.
Na Bolsa Venderam-se
2 a pul ices orovinciaes de i:000.
o presidente,
Candido C. G. Alcoforado.
O secretario,
Eduardo Dubeux
Algodfio
Nao coustou vendas
A exporlaeao r-ita pela alfandega nesle Bel
3t o da 2:!. aliiugio a 1.023.G31 kilos, sendo
8jl.ll para o exterior e 172531 para oinie-
rior.
As ciilr:elas verilicadas at a data de boje, so-
tiem a lO.ji'J sacras, sendo por:
2 323 Saccas
IM .
i.760
5 .
703
1 .->9G .
Faetos
n
Ao iniciarmos a presente serie, despretencio-
samente escripia, nenhum outro sentimento. a
nao ser o restabelecimento do socego publico
a tranquillisaco do espirito popular, nos moveu
a teduzir s justas proporces de um reclame
ilis mal concebido, os faetos, reconbecidamenle
inverosimeis, de sequestros de criancas imagi-
narios.
Asssim, pois, escudados na supremaca da
missc. que sobre nossos hombros tomamos, naa
deinovei-nos-ha do firme proposito em que esla-
mos de rasgar ;:s trovan que a peqoeobez de.
sentimento' que.- tancar oj seio da nos-a popn-
lacio, alim do lomar mais... icni'avd i|uatqaor
romance a l'onson du Terrail.
Os indgenas de Qucen's-land varejam o ar
as occasies de fesa para dissipar os aereo- e
invisiveis espiritos malignos;pois bem. puri-
fiquemos o mbito em que vivemos expellimlo
do nosso seio os individuos desastrosos, cujas
conscicncias polluidas tem um elasterio que vai
desde a baixeza e servilismo at a calumnia e
malverso.
E, assim como os eliuvascas siberios, que lan-
cam aps o cadver do inimigo urna pedra rubra
pelo fogo para impedir que a alma nSo volte
mais, enlloquemos as ponas dos nossos lares a
espada ignea, com que o Anjo exterminado!-
abaleu os exercitos egypciacos, afim de obstar
que os corvos da intriga intenteni-u'os transor.
*
*
Antes de destruir todo o destructivel amon-
toado de inverdades atiradas ao publico por al-
gum nocelleiro de espavento, antes de entrar na
demonstrado rigorosa c neompanhada de provas
irrefutaveis e judiciosas de que os roubos de
cianeas constnuem um conjunctode vis e alci-
vosas balelas que no resistem a um exanie.
mesmo superficial, devenios lemhrar que un
faci solado que apparega agora poder ser urna
artimanba inventada por aquellos que, corridos
de todos os la los, nao achara nenhuma sahida.
Os que afrmam a existencia de rapto de
changas podem, muito bem, preparar um simu-
lacro d'isso. alim de garantir o xito das suas
especulares desarrazoadas.
E tal cousa nao e impossvel, visto como mui-
tos escriplores tem preparado de antc-mo o
scenario onde pretenJem construir um drama
re-l.
Mas esses nao lancam, sobre caracteres im-
pollutos, anatbemas crucis e aecusacoes vergo-
nhosas.
Os Hovellistas da Gazeta, porm, nSo sabendo
imitar o geuio inventivo de (aes romancistas, so-
bre seren levianos. tornaram-sc ineptos.

Era de Queiroz e Rainalho Orlig.lo quando qui-
zcraiu publicar os Mysterios da estrada de Cintra
Hogaram um carro em que tomaram lugar mais
urna raparigaeta toda vestida ( e branco. e alta
noite em disparada, dirigiram-se embueados s
ruinas de um vclhissimo edificio.
Muis tardo voltaiam sos, tendo mandado, a p
e por outros ferrnos, a ua companheira.
Logo no outro dia a imprensa commcntou o
caso que Ibo fr.i referido pelos caraponezes que,
vendo passai a mtftterkm earruagem, na ida
com quatro pessqae e na volta com trez, conce-
beram logo a idea de um monstruoso crime
O caso fez de veras nissa no espirito publico,
porm, os alludiilos escplores nao vieram as-
saear injurias e razcr accosaeOef.
No lli<> de Janeiro, Aloysio de Azeved" antes
de publicar o seu romance Phiiomena Itorges fez
imprimir cartOea com til nome e annunciar que
urna linda stguorUi brevemente estrearia no
ijniml Hi'Mil''. Ora, sabia nos jornae* a noticia
de que riiiloiii.oa ira ao llicatro onde oceuparia
o camaroie iiuiiumo tanto, que previamente era
allugado pelu alludido esenptor, vendo lego no
dia subsequenle a-Ueclaraco de que. pornjolc*'
lia nao pdela comparecer ao espectculo ;ora
annunciavase um paseioa l'elropolis, etc.
Isso era muito inoironsivo...
E como deu--e o apparecimenlo i!o romance
Uadtune Torveflf, >ei;o eoill U'iia preteudutii bis-
toria que foi dicafytbi pela Gnxstu de \'oiirin< ?
Anda d'essa \c/. os autores de Ul f.iclti. os
que agitaram a alma popular nao M uiilisaran
da calumnia, da intriga e da descoosideracSO '
m
Insensata e inepta foi, pois, n Win que, qne-
rendo fazer reclame para um ttillante que se
lo rico commandante da Saca-
da. Do to r un do Red fe
de 8 8 de Halo de 1889. Com
o tituloPartido liberal
Tres bares se reuniram
Na usina Bosquejana
E tambera estava presente
O carca Jaguarana.
Este ultimo observou
Tudo quanio elles fazlam
Sera deixar de lomar nota
De tudo quanto diziam.
Oizia o commandante em chefe :
Estou mu contrariado,
Se as cousas nao imlhorarem,
Temos caldo derramado.
Ferreira V.anua e Oliv'eira Andrade
Por l'orca nic bao de pagar
1'cdirei ao Luiz Felippe
Que os mande arcabuzar.
Nao n:ando a minha clemencia
Fater esla urrumaco,
Porque me lembro do Costa
Que inccausuu afflieco.
A clemencia muito burra
E estupida de mais,
ConU o que nao pralicou
Coma lambiera o que faz.
Se o meu predilecto Ignacio
.Nao 0 uiaudassem pa os cos,
Eu mandara embarcar
Por elle os dous labaros.
Mas liquem certos, eollegas,
Que tudo nao se acabou,
Os cabras bao de pagar-me,
Ou duixo de ser quem-sou.
Eu j disse a um VisinhO
Que cao seria aggregudo,
SalVu se nada valesse
0 meu titulo de lidalgo.
E nao foi um vanoloquio,
i os elle quiz :e apossar
Dj coiumaiidanle superior
Eu mndelo passciar.
Fiquem sabendo, collegas,
Que nao sou de briiicadeiras ;
Sou senbor das Frecharias,
Grao lidalgo de Frecheiras.
Caboclos e cabras desprezo
Sou de altas geruicliias ;
Se querem eaber quem sou,
Sou seulior das Frecharias.
i )s dous collegas suppunhatn
Que o honieui se ia baler
.N'uin dullo inevitavel
Temiui-se vei-o perder.
Enlo o mais avisado
Uesolveu-se a expender
As suas opinies
I'ara o amio convencer.
Cuidou logo em ladear
Pa assim o entreter,
Seu oslado furibundo
Pouco a pouco arrefe.cer.

\'avio* a descarga
I'.;i"i'a nacional Mara Angelina, xarque.
llana nacional il:irianninha, xarque.
; liirea uorueguease Fortuna, eorvat,
i Barca norueguense Dnx, carvo.
Barca norueguense cingslone, carvo.
Patacho liollandez Engetta. xurque.
Patacho norueguense Amarantli, carvo.
Patacho americano llarriet t., graxa.
Patacho nacional Riral, xarque.
Palacio hollaiidez ilargaretiui, xarque.
Patacho hollaadH Aflene, xarque.
Itarcagas.
Vapores .
niniaes .....
Via-ferrea de Cmaro.
Via-ferrea de 8. Francisco.
Via-ferrea deLiiuoeiro
Somma.
Caro aurgo, eu lhe pego
Que reluca e me atienda.
Vamos ver o que nos diz
Nosso amigo e contenda.
Este hornera prudenle
E sabe a jurisprudencia,
Eu iiee minio confio.
Tem taludado a scieucia.
O que elle nos dis?cr
Poetemos eiu exeimfo ;
Ede leal, sincero,
Falla com seu coraco.
J eslevp na presidencia
K remedio sabe dar.
Na |:olitiea adiiiinislrativa
Sfto d!e alropellar.
I';-lio alaunu experiencia
Da. rolaeo d'es.'e mundo
N;';o linlio como elle tem
Coflbcciateolb profundo.


"
,1a
nado
Babia e
a PcJro
10 j"'6 Saccas
ANWM1
Os procos pagos ao agricultor, por lo kilos, se-
cundo n A--oei,:_;;o ConJiDorcia! Agrcola, foram
os seguintes :
Itranco-,..... :;;.I00 a kl(M<
.iiiieno..... 2200 a 2A3(Xi
Mascavado pnrgado I 800 a 200<)
bruto. 1*700 a t*)
llcame..... 14500 a l'fi
A exporlaco, feita pela alfandega neste me/
at o da 23.subioa2.il8.303 kilos, sendo.....
49.32 para o exterior e 1.498.971 para o io"
rior.
As entradas verificadas alea dala de boje, so
bem a 41.562 saceos, sendo por:
Barracas H.ttl Bai--
Vaporea...... ......
Animaos- B58
Vii-I'errea de Caruar. Jii:i
Via-tarea de S. Francisco. -> 143
Via-ferrea do Limoeiro m7i
Somma.
i!.52 Soer Agurdente
C rta-se a 80W00, por pipa de W litros.
Alcool
Cuta-c a 170*000 por pipa 80 litros.
Mol
CoU-sc a 70WOO por pipa de '.SO litros.
Couros
acao dos algados regula 38S r
205 res.
Pauta da alfandega
rUlM r. 27 DE MAIO 1 DE JPSITO
DE
Vide o Diario de 29
.\avio* carga
luguez T
rmportaco
Vapor uacioiKd Seqpt, entrado
escala >ni 25 do correte e cousi;.
Osorio de Cerqucira, manifestou :
Azeite 3 barris ordem.
ilbo 1,000 sa Pcdras de amolar 100 i ordem.
Tclles de cabra 06 fardos a Abe SlcinA C.
Pipas vazias 30 or'.ieu).
Ileliolo 17 a A. Silv^ & '".
Tamancos 8 fardos a Almeida Machado C.
Vapor inglcz Commoma-ealth, cnlrdo de An-
tuerpia c escala em 24 do correte e consigna-
do a Wilson Sons & C, manifestou :
Agua mineral 6 caixas a Rouquayrol Freres.
Candieiros e pertences 5 caixas ordem. 5 a
Azevedo & C.
Couros i caixo a -1 ntouio Jos M.iia & C.
Drogas 2 volumes a Bouqrayrol |Fren*.
Kiliei 1 caixa aos mesmos.
Louca 60 barricas ordera.
Haleriaes para ponte 2,233 |volumes e pajas
an director das obras publicas.
Ditos para estrada de ferro 43 volumes c pegas
a i-vd'in.
tt ...:d nia- diversas 75 volumes ordem, 4
i \/: verj,, ,v c.. 1 a Sulzer Kauffmann & C, L
a Moiiliard Huber C.
Mahis para viagera 2 volumes a "Frcdcrico 4
i o'noaiihia.
Papel 3 Jardos ordera, 1 a Antonio Jos
Uaia &:.
Qicijos 10 caixas ordem.
Tecidos diversos 3 volumes a A. Vieira C.
__
Lugre inglez liento de Freita* entrado do Rio
deJaneini em27 docorrenle e consignado a
inoiiin Ir-maos & C, manifestou:
Botijas vasias 130 barris ordem.
Barris vasios 31-J :i "dem.
Cabos 8 volumes ordem.
Formicida 10 caixa- ; orneo).
Farello 1,000 saceos a Maia & l'.ezend" bfiSO
ordem.
\ inagre 53 barris i ordeDi.
Violto 1 pipa e 198 b-rrfs i ordem.
Vapor nacioial Jaguaribe, entrado dos portas
nrte era 28 do audanie econsigna ,i Cora
Peniambacana, iminifei
Altfod&O em rama 10^ A:n..riin Ir
. 45 a Borstc-imaii'i .'- C 121 a Boura
i C, 100 a Julio 4 lr.i.o.
CO a Virginio F. liamos.
soceos aleados 79 a Rosbuck Brons
carnauba 28 a Joao V. AlvesMatheus.
as i u Virginio F. Ramos.
ora 34 fardos a Rosback Brons 4
C 15 a Pereira Carneiro 4 C, 73 a Abe Stein
4 C. 36 ordem.
rjx|nirl:i\-ao
RECM': 27 OK MAIO I)K 1889
Para o exterior
No vapor inglez Beleuder, carregaram :
ara Liverpool, V. Neesen 4 fardos cora 97a
kilos de trapos e 4 ditos cora 749 ditos de resi-
duos de algodo ; C. P. de Lemos tO.OOO kilos
de pao brasil e 10*1 toneladas de ossos.
No vapor allemo Hambmgo, carregaram:
Pini Ilainl-urgo, Livranienio 4 6 OK) cocos,
f-rcl. : Tlie.id. Jost 2 caixas cora 100 kilos de
doce. | .lila com 10 litros de agurdente, 1 dita
c mi s ditos de vinho de caj e 1 fardo cora 30
kilos le fallas de fumo.
No vapor francez Ydlede Cear, carregou
Para o Havre. Cjmpunhia Brnsileira de l ho:
pinto do Cal, 30 volumes com 1,330 kilos de
phosplito ile CrL
/'/. o interior
No vapor inglcz Cominamweatk, carrega-
ram :
I'ara Rio de Janeiro, II. Burle 4 C 1,200 sac-
cjscoiii :I5.!>8 kilos de algodo.
Mo vapor ans, iaco ileduza, carregaram :
Para Rio de Janeiro, D. Torres 4 C. 480 meios
de so'a.
No vapor nacional Fspirttj Santo, carrega-
ram :
I'ara Uanos, E. C Beltro 4 Irmo 3 barris
com 480 litros de agurdenle e 20 barricas com
1.033 kilos de as.-ucar brancO ; P. Piulo 4 C.
20 barris com 1.92' litros de agoardeote ; Bf.'
iliveira 40 barricas com 2.25W kilos de assoer
naneo; Amorim Irmos 4 C. 50 barris cora
4,800 litros de agurdente.
Para Para, M. F. Marlins .2(>0 barricas com
li-,40 kilos de assucar branco ; C. M. da Silva
345 barricas com 29,765 kilos de assucar brauco;
J. A. de S 1(10 barricas com 5.824 kilos de as-
RUCar bronco ; II. Oliveira 10 barricas com 750
kilos du assucar branco ; Amorim Irmos 4 C.
340 volumes com 24,131 kilos de assucar branco;
A. Guimares 110 barricas com 12,280 kilos de
assucar branco.
Para Muratiho, J. Fonlelles 8 barricas com
450 kilos de colla.
No vapor nacional Sergipe, carregou :
Para Peaedo, H. Oliveira 15 barricas cora 900
kilos de assucar branco.
Para Baha, P. Pinlo 4 C. 7(1 barris com 6,000
litros de uiel ; F. Casi fio a Rllm 22 barris com
3.530 litros de mel; 1'. W. de Moura 134 barris
com 4.620 litros de mel : M Meuczes 0 eaixas
com 13 kilos dt doce.
Olnkeiro
RECEBIBO
Peio vapor nacional "Espirito-Santo para :
I!cii::i Gomes de l'inho 3.000 SOOO
Maitins Fiaza* C. S.OOOiOOii
Beinarlino Lopes Alheiro 1.0005000
elo vapor nacional Par, para :
Mesmo assim lhe' aconselho
Prudencia e precauco
Nao arrisque sera proveilo"
O seu titulo de Baro.
Por causa de comantisrao
J voc foi reformado... I
E a poucos annos passado
Quasi licamos brigado.
Menos dse de ambico
Maior4dse de prudencia
Criterio e inteliigeneia
Como nos ensina a scieneia.
Nao muito que cedamos
O campo aos substitutos
Para ver o que elles fazem.
Se mais que nos, sero astutos.
Pois confesso que nos temos
Dado rnuitas cabreadas
Deus os queira preservar
De andarem jogando pancadas.
Nao se zangue caro amigo
Nos j demos nosso cacho
De vemos ir desean jar
Nao sirvamos de embaraco.
Sei que muito custar
Desprez?r o comantismo
Eu j o liz ha muito lempo
Entretanto inda estou vivo.
E voc se quer vi ver
Fuja d'esta Irapalhada
Do contrario tomar
A sua ultima orabigada.
O comantismo s serve
P'ra quem tem inielligencia
Superior e esclarecida
Nao com visos du demencia.
Mas voc prezado amigo ,
Nao est n'estas eoiulices
V descancar um pouqinho
De suas coutradieces.
Voc diz que a um seu visinho
O mandara passciar ?
Mas elle foi aggregado
Sem o collega esperar.
Para que arrota tanto ?
Tanto anoto de sandice *
Isto proprio de enanca
Ou tresvario de velbice.
Da velbice o tresvario
Eu nao posso acreditar
Me dizem que voc jaela-se
De em poldras brabas montar?
Ser verdade col lega !
Que voc fuz essa asneira ?
Pode n'um sallo furlado
Desequilibrar se o Frecheiras.
Collega quer que lhe dia
Eu nfio creta em pacholice
Nem mesmo da joven lude
Muito rneno? da velbice.
Quer voc ser o Parba ?
Da nossa querida Escadn ?
Com que roupa caro amigo '
A sua est desbotada... ?
Tenlo alguem n'ura cagenho parte
Nao o pode avahar
Voc uiandou-o fazer
Para sua inepcia mostrar.
Que fez do cont e quinhenos ?
Que do Nevos receheu ?
Que do recibo passado !
Da Dona que j morreu... !
Que fez dos mais objectos ?
De sua casa materna
Talvez queira responder
Ter deitado na cisterna... !
Se lerabra de una escrip'ura.
Que o Almeida passeu ?
A instancia do lidalgo I.
P"ra lograr como logrou ?
E outrasmuitas innocencias
Tem praticado o lidalgo
Que arrola lantas grandezas
E q Jer caldo derramado.
O Figueiredo contou-me
Que urna vez no Cambo
Receheu couce e patadas
Por causa de urna elcico.
E outros muilos despropsitos
Que o amigo tem praticado
PedinJo ao depois perdo
Mostrando ser desasado.
EXPEDIDO
Pelo vapor nacional Para,.' para :
Rio de Janeiro
14.00'3000
Rcndlmcntos pblicos
MliZ DE VA 10
Alfandega
Renda eeral:
Do dia la 27 6*1:796*480
dem de 28 23:8355269
Renda provincial
Do dia i a 27 63:1415336
dem du 28 3:3175365

Somma total
633:631*749
06-4584761
722:0905450
nilia ivrn.imbucana
Bailar oliveira a <:.
P-rnandes 4 InoSos
mk
Loi)'! 11 v Il'asilian
: !"!li:. 3 4 C.
Marlins Kiu/a V <'.
rin & ''-
maoa
i piulo C.
,\- C.
11.6005000
10.3003 '00
10.0005000
7.00040' 0
6.044*220
3 000*000
3.'00*000
3.000*000
4.000*000
2.296*340
1.312*700
739*230
Segunda seccao da Alfandega, 28 de Maio de
1889.
0 thesonreiro-Herencio Domingues.
O chefe da seceo Cicero B. de Helio.
Recehedorla Geral
Do dia 1 a 27 38:3385031
dem de 28 3515928
38.709*959
Reccbcdoria provincial
Do dia la 27 21:1125438
dem de 28 106*081
21:218*539
liedle liralnaxe
Do dia 1 a 27 6:0335::60
dem de 28 7U5S5
6:070*943
Mercado Municipal de v
O movimento deste mercado no
Maio foi o seguinte :
Entraram :
43 bois pesando 3 'i!'!! luios.
238 kilos de poi.v a M ria
105 cargas com larinlm a 20) ru
4 dita com fOSo a 200 res
13 ditas com mOho n -i ru
4 ditas defrncias diversasa900
res
18 laboleiros a fOOn^tf
11 suinos a 20U ris
20 matOtOsepiH Ii:-u(iesa200ris
Foram occopados :
30 1. iciiiuinnas.i '500 rt*
1 escriplono a 300 res
24 compartimentos rlc farinhaaftOO
ris
24 ditos de comidas a 300 ris
70 ditos de logwnese lazeudasa 400
ris
17 ditos de suinos a 700 ris
8 ditos de fressuras a 600 ris
43 talhos a 2*
Jos
dia 27 de
55160
21*000
800
2*600
U200
35600
2*200
4*000
18*300
300
12*000
12*000
28*000
11*900
4*800
00*860
Consentindo um seu prente
Presidir urna cleico
Calcado de botas e esporas
Sera coraprehender da uiissSo.
Estas AMABILIDADES
Nao acredita a ninguem
Quem as pratica consegue
Do auditorio... desdem.
Agora manda um privado
Sua moran :ia mostrar
E gastar o seu disip-ire
E eni alio brado chorar.
Perd a minha pateud;
Quem iiic ampara, quem rae acode
Soccorro por piedade
Ea imploro de quem pode.
V'alliu me o> us e a Ierra.
Seuo eu Ocu perdido
Jess me qoeira "aler
Eu semprc viv comtigo.
Nao se comn -uta comandante.
Entregue a ouiro a bandeira
Que seja mais atilado
Que uo faca tanta asneira.
E recolha-se ao silencio
Sua safra v tirar
Nao raage os seus privados
E nem os mande chorar.
Cora choro nada se faz
Reeorram antes ao jeito
Porque se forem geitoSOS
Tiranta melhor proveito.
Vejara Nabuco e outros
Como se eslo conchtgando
A razo fundamental
P'ra ir^ii parodiando.
Mas voc e seus privados
Nao se querem conformar
Cora a razio expressiva
E s querem declamar.
As reclamneOes sao accei'as
as bestiulogicas escolas
Mas nunca as scientilicas
Onde os mostrea tra cacholas.
Portanlo caro collega.
Nao deixe de esludar
No estudo se aprende
Mas nunca no declamar.
Na montara das poldras
Vocandou invectivando
Urna pessoa innocente
Que no ecu eslava mrando.
Que horror!... caro collega ?
Que monlauha. -. de cynismo!
Tenho pena de quem tm
Tanta l'orca de csterismo.
Eu creio qua cozinheiro
Juizo nao possa ter
S se lhe furara a cabeca
Para a materia correr.
Procure que encontrar
Quem lhe faca esta limpeza
Seus olhos enxergaro
E vero cora raais clareza.
Pelos lympanos voss
J andu raalariando
E creio que ainda tem muita
Que o est allucinando.
0 seu Tichta ue disse
Que voss acabara
Em loucura furiosa .
Com a sua lidalguia.
E voss. caro collega,
No quer desmentir seu tio
Proecdendo loucamente
Como um animal bravio.
Bravio foi quem ao >"osta
Deu ordem a se embarcar
N'um navio alvo, ou mortalha
Para melhor viajar.
E ao depois do embarque
Mendigando proteceo
Dos desaSectos polticos
Como verdadeiro villo.
Se o nobre assim procede
Como manila privados .'rilar ?
E chorar a creanca incivil
E a lingua adecente mostrar ?
E julga, caro collega,
Que elle nao voltara f
Seu corpo Bcou aborto !...
Mais tarde se gabera.
Procos da dia:
Carne verde de 200 a 480 reis o kilo.
Carneiro de 720 a 800 reis dem.
Suinos de 500 a 600 reis dem.
Farinha de 560 a 720 reis a cuia.
Milbo de 800 a 900 reis dem.
Fe:;iode800a i*20Mdcra,
Matadonro publico
Neste estaDeleciinento foi ara abatidas para o
consumo de boje lOlrczes perlencentes a diver-
sos merchantes.
Vapores a entrar
mi:/, de maio
Europa....... Lissabon.........
Europa......- Campias........
MEZ DE JUXUO
-'ul........... Equateur.........
Europa...... Potos............
New-York..... Fin-mee..........
Europa....... Xerthe...........
J
*

i.

2
30
2
*
I
374*940
Rendimcnto dos das 1 26dj cor-
rente '>:999*O20
Foi arrecadado Uquido at boje
:216*880
Vapores a sabir
MEZ DE MAIO
Santos e esc. Lissabon.......... 29 as 4 h.
Santos e esc.. Ville de Baliia.....29 as 4 h.
Sul.':........ Campias......... 30 as 4 h.
.Ilovinicnto do porto
Navios entrados no dia 28
Cear e escala 9 dias, vapor nacional Jagua-
ribe, de 429 toneladas, commandante Alfredo
Monteiro, equipagem 30, carga vario? gne-
ros : a Corapanhia Pernambucana.
Fernando de Noronba 40 horas, vapor nacio-
nal Jacuhype, de 382 toneladas, commandante
Joaquim Jos Estoves Jnior, equipagem 30,
em lastro; a Corapanhia Pernambucana.
Havre e escala21 dias, vapor francez Ville de
Baha, de 1,008 toneladas, commandante
Roux, equipagem 36, carga varios gneros ;
a Augusto Labille.
Santos e escala8 dias, vapor francez l y/? ,/,;
Cear. de 1,699 toneladas, roramandante E.
Laioey, equipagem 40. carga varios genere* ;
a Augusto Labille. 3
Antuerpia49 dias, barca sueca Cometm. de
4% tonelddas, capito L. Fillstrem. equipa*
geni II, carga varios gneros ; ordem.
Montevideo22 das, ban-a norueguense Saan,
de 417 toneladas, capito J. C. Walberg, equi-
pagem U, carga xarque e rarello ; ordem.
Maco8 dias, hiato nacional Joao Valle, de 60
toneladas musir Antonio Alves da Silva,
equipagem 5, carga vanos gneros : a Ma-
nocl Joaquim Pessoa.
Navios sahidos no mesmo dia
Havre e escala-Vapor francez Ville de Cear,
commandante E. Laney, carga vanos gneros.
Manos e estala Vapor nacional Espirito San-
to, commandante Carlos Gomes, carga varios
gneros..
Baha c escalaVapor nacional Sergipe. com-
mandante Joaquim A. Rabello, carga varios
gneros.
Hamburgoe escalaVapor allemo Uambwrg,
commandante A. Joxgerraann, carga varios
gneros.
Rio Grande do Norte -Hiato hacional Gmquy,
mostr Joaqnim H. da Silveira, carga varios
gneros.
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Diario de PernambucoQuarta-feira 29 de Maio de 1889
A hulir coui seus vizinhos
(fabo 'i est (rotando
Qttin sabe su deta foi
Vosse nao vai so entregando ?
A culpa condemna a qaem
De fuclo criminoso
Quer voss" pagar por (brea
U seu feito desastroso ?
Siga caminlio diverso
Do que tem seguido at agora
E deixe quieto obcegado
Seu visiidio da Aurora.
Pois elle nao se iniromclte
Com a vida de ninguem
Mas tambera nao se agacha
A quein o trata coui desdora.
Se voss se julga grande ?
E a elle un pygraea ?
N-'ste julgadu IIW digo
Jue foi voss quein perdeu.
Elle teui lillios e netos
E nao sao mal parecido
Voss altn do esterismo
Nada mais tem produzido.
Seu esterismo 6 completo
Montando em polilras nravas
Mandando chorar privados
Augmentando as agonas.
Collega, aos afllictos
Nao se augmenta a alllicgao,
E* um raciocinio estril
Ou esterilidade de um baro.
Um bario que no ryuismo
Faz sua melhor ligura !...
Estril U capcioso !...
E' urna pobre creatura.
Coinpaixo devenios ter
De um iomem que assim procede
Inconsequente e confuso
Que suas acedes nao mede.
Homem estril eu vos perdo
De todo c ineu corago...
Os males que me tens frito
Nao sirvain de condemnaco.
A conferencia dos tres bares
Taehygraphada pelo Carca.
Para que os directores dos ban-
cos agrcolas vejam
Chegando ao nosso conheciment que o Sr-
Leo adi Antonio de Lefto pretende liypothecar
a um dos bancos o engenho -Bella-Vista -,
apressamo nos em protestar contra semelbante
transaeco, urna vez que o terreno em que as-
senta nao so o dito engenho como tambem o
provisorio de nossa propriedade, cono have-
mos de demonstrar em aeco de reivindicaco
que vamos tentar contra o mesmo.
Palmares, 23 de Maio de 1889.
Jacob Luiz de Carctlho.
Decliiracao
Jaguarna. Outubro de 1888.
Offerecida aos
choramigas das
F. J. de M.
frecharias por
Continua se quizerem.
Tendo sido publicado no Diario de Pernambu-
co de 23 do correte umAviso ao publico
assignado pelo Sr. Jo.io Carneiro liodrigues
Campello, no qual deel.ua que ha obrit, machi-
nas e utensilios do engenho Arawtagu, hoje de ini-
nlia propriedade, llw alo hupotnecadoi, o que
previne por ll/e constir querer e u negociar o dito
engenho, venuo por luiiha wz declarar que oo
, nem pode ser exacta, una id assereo, ines-
ioo porque esse engenho ne foi adjudicado
em execucao por ini:u promovida contra Ma-
noel Ignacio de Albuquerque Marauho e pos-
Iteriormente seus herdejros, e em dita execucao,
que alias corren com a maior puhlicidaJe e ob-
servancia de iodos os termos lgaos, na Ja se al-
' legou. Bem pessoa algutun apre.seotJa-se, recla-
mando preferencia sobre taes luacninas e uten-
silios.
Se pon appareeo boje uina sanosla liyporht-
ca, smenle 0001 o li:n de intimidar os inex-
ltrieiies e fazer por esse ineio recuar algueni.
que pur ventora queira fazer negocio com dito
enenho.
Se es>e senhor julgaa-se om odireilo, que
hoje se arroga, porque razao nao se apreseutou
na occasi') competente para fazel-o valar?
A verdade que uenhum onus pode gravar
dito eogenho, e se algum supoosto contracto de
liypotheca apparecer, nada pode valer, visto
cmo, nos termos legaes s poderia ter sido fei-
to em fraude da execucao, e por isso nullo.
Recile, 28 de Maio de 1889.
[Bernardino Gomes de Carvalho.
Ensenlio
aeaag
Resgat e
Illudlndo ao publico e ao )r. jaiz espe-
cial do coinaercio, publicou o Sr. Joa-
quina Tavares Piuheiro, no Diario de Per-
nambuco de 23 do corrente, um artigo em
que, entre ontras inverdades, diz que o
engenho Resgate, pertencente massa fal-
lida de seu irraao, Jos Tavares l'inheiro,
tem 10 a 12 mil pos de caf.
O fin) do Sr. Joaquun Tavares Pinhei-
ro obstar a venda (pela quarta vez) do
engen o, a bem de interesses incontessa-
veis de seu irmSo.
O engenho Resgate foi comprado por
mea irmao o Major Bellarmino Antonio
Soares da Fonseca, pela qtiantia de quatro
contos e tantos mil jis, tul perfato estado,
e o mesmo meu raZo veudeu-o ao br.
Jos Tavares por do/.'- contos, em outros
tempos, porque cst- >chor ou nSo sabia o
que coniprava ou nao zelava os interesses
de seus credores.
No engenh.. existeio apenas uns quatro
centos pe* de caf, cm ino estado e em
diversas reas.
Si o contrario fnr encontrado, compro-
metto-me a duplicar preco, que offereci
pelo engenho c <|iic smente eu poda of-
ferecer pela raso de achar-se o mesmo
engenho enclavado em minhas trras.
At hoje ninguem mais apresentou-se a
licital-o.
O engenho Resgate est em completo
abandono. As obras csto completamente
arruinadas, j havendu cabido duas partes
do temado do engenho e algumas casas.
N2o ha plantacao alguma nem sement,
isto desde 4 annos ; e, por isso, um
exagero dizer-se que elle vale hoje de 20
a 30 contos de ris.
Das obras apenas podem ser aprovei-
tados as telhas.
O Sr. Joaquina Tavares faltou evidente-1
ment verdade, quando certo que o
engenho Resgate apenas serve para nelle
crear-se meia duzia de vaccas de leite.
Estou prompto a provar o que disse
acerca do engenho e o Sr. Joaqun) Ta-
vares pode chainar-me a juizo guando
quizer.
Recifc, 28 de -Aaio de 188.
tUnmiiiato toare da Fonseca.
Despedida
A abaixo assignada, superiora do Collegio de
S. Jos desta cidade, .endo-se obrigada, por in-
commodos de saude, a retirar-se por poucos
mezes para a Europa, nao tendo podido despe-
dirse de todas quantas foram suas discipulas,
nem dos pas de suas queridas alumoas, que
semprc a honraram com a sua amisade e con-
liana; aproveita esta occasio para pedir-Ibes
desculpa desta falta, despedindo-se de todos e
oirer"cendo Ibes o seu limitado prestimo, onde
quer que se achar.
A todos, anda mais urna vez reconhecida
agradece as imraerecidas pravas de considera-
gao e verdadeira estima, que Ihe teem dispen-
sado.
Recife, Collegio de S. Jos, 27 de Maio de
1889.
Irma Virginia anozzi.
x.aei
A liilaliui da vida
E' mxima da guerra o assaltar o iniraigo an-
tes que este lenha tempo de concentrar suas
forcas para o ataque.
O mesmo applicavel na lucta diaria com as
enfennidades. se nem que a Salsaparrilha de
Bristol, antagonista, a que poucas molestias
mortaes podem resistir, leva a cabo a sua obra
curativa e regeneradora, muito mais depressa
quaudo est* j seacha entranhadano systema.
As escrfulas que nao se teem arraigado pro-
fundamente as carnes, ou atacado os ossos, se
desvanecen] como por um encanto sob a sua m-
gica influencia ; succedendo o mesmo com as
molestias cutneas, aITcccOes de ligado e dos
dos intestinos e rins, dyspepsia, neuralgia e
rheumatismo.
l'oivm tenha-se entendido que, quando a lucta
entre as faeuldades pliysicas e a enfer.nidade
chega a ponto de se tornar urna batalha entre a
vida e a morte, to ternvel quio duvidosa ao
parecer, a Salsaparrilha de Bristol, pode amda
assim mesmo, fazer pender a balanca em favor
do doente.
O naufragio da humanidade enconti a -empre
urna ancora de salvamento neste bygteirieo au-
xilio.
Acha-se venda em todas as principaes boti-
cas e lojas.de drogas.
Oculista
Dr. Barrcto Sampaio, medico,
OCulisU, cx-chefe de clnica do
Dr. de Wecker, d consultas de
meia dia s 3 horas da tarde, no
1" andar da casa n. 51 ra do
Bario da Victoria, excepto nos
domingos e dias santificados.
Residencia ra Sete de Setem-
bro n. 34. Entrada pela ra da
Saudade n. 25.
Gn
atidi
;iu
Nos abaixo assignados, passageiros do vapor
nacional Jacuhype. vimos pelo presente mani-
festar o nosso reconhecimeoto ao commandante
do dito vapor Sr. Joaquim Jos Esteves Jnior
nelas maneiras llanas e attenciosas com que se
dignou de tratarnos durante a viagem do pre-
sidio de Fernando de Noronha a CM capital, as-
severaodo que jamis passar ao olvido a nossa
L'ratidSoa tao distincto cavalheiro.
Recife, 28 de Maio de 1889.
Pbarmaceutico Vicente de Araujo.
i'^ipitao Gelasio Servulo A. de Araujo e sua fa-
milia.
Heraclio Gilirana.
Anna Emilia da Suva e sua familia.
Cadete Manoel Marques de Abreu Porto,
loao Al'i's Seahra Freir.
A o publico
serie de
as lote-.
lia anonviiin promette publicar urna
artigos contra a nova lei que orgaoisa
rias da provincia
Hoje u Muri de Pernambuco publicou o se-
gundo artigo, e parece que o escriptor anonymo
uooOnnara em son larefa conforme a promessa
que faz, at porr|ue seu lira nao outro senSo
erabaraear a exccncn da nova lei da Assembla
Provincial sobre n- Intcrias da provincia, que
>sto suspensas lia uiuitori mezes.
Aguardo a conclnaao d aquelles artigo* c pro-
inetk) responder eolio com inuita vanlagem ao
'scriptor anonymo. que se mostra 13o apaixo-
uado com a medida adoptada pela Asamblea
Provincial sobre loteras.
Por ora direi apenas ao riptor a.'ionymo
que O interesse contrariado mao ci(iiselhelri).
Recife. 28 de Maio de 1881'.
Augurio Xavier Carneiro da Cunha
Herm. Petersen & G. gr.
Rciclicnstr 29/31
imiiunco
Participan] aos seus numerosos amigos que
lara facilitar aos compradores de ultramar tem
completado em sua casa um rico sortimeuto de
amostras de todos os artigos allemes, o que re-
commendam aos seus amigos que acabam de
visitar a Europa.
IVicaula
A CELEBRE
Bamba d$ Saba
Brevemente
Elixir depura-
tivo vegetal.
Formula de Angelino Jos
dos Santos Arilr.'ide
Approvado pela Inspectorio Ge.ral de Hy-
giene Publica do Rio de Janeiro cm 20
de Julho de 1887.
Este depurativo e de grande eTicacia as mo-
lestias syphih'ticag eimpureza fiosangui- : assim
como em todas as molestias das senhoras.
Tem curado radicalmente inuitas pessoas ac
cominettidas da terrivcl molestia berioen.
MODO DE USAR
Os aaultos tetnarSo quitro colheres das de
sopa pela manha c quatro noile. As enancas
de i a 5 annos tomaro urna collier pela manU
e outra noite, e os de 3 a 11 annos tomarao
duas collieres pela raanh e duas a noite. De
verte tomar banlios fri ou momo pela manha e
a noite. resguardo regular.
Endpptnvse venda na drogada dos Srs.
Francisco Mauocl daSilvaiC. ra do Mrquez de
Olinda n. 23.
O autor deste preparado poete ser procurado
na ra do arto da Victoria n. 37, onift ser en-
contrado para dar toda u qualquer explicae'
que for precisa.
Cuidado com a fitlftlflrarAoN
Beriberi
*. 63
Illm. Sr. Angwlmo Jos dos Santos Andrade.
Tendo eu sido atacado da maldita beriberi em
Outubro de 1880, alguns amigos aconsclharam-
rae que usasse do seu Elixir purificador do san-
gue, no o quiz acreditar, e recorr a sciencia
medica, e logo me aconselbaram^uma viagem a
Europa, a realisei em tres dias, demorando-nie
por l oito mezes; lindos os quaes, aqui re-
gressei com vigorosa saude.
Decorridos seis mezes, tive svmptomas do
mesmo mal, lembrando-me ento das muitas re-
commendages dos meus amigos para fazer uso
do seu Elixir, e que de p ompio mandei com
prar, ra do Barao da Victoria n. 37 ; usando
delle, fui melhorando lentamente, que. com a
terceira garrafa achava-me quasi bom. Conlinuei
a usar, e com a sexta garrafa liquei radicalmen-
te curado. Portante, permitame que o felicite
pela sua feliz descoberta.
Oxala que a humanidade ioteira possa gozar
de to benfico remedio, porquanto, depois de
tanto solfrer e ter gasto quaniia superior a um
cont de ris, vim resiabelecer-me totalmente
com a insignificancia de 303000.
Desculpe-me o Sr. Angelino se, com estas
quatro ludias de pura verdade Ihe vo ofTender
su modestia, de cujas linhas podera Vmc. fa-
zer o uso que melhor Ihe approuver.
Recife 20 de Agosto de 1881.
Rufino Suzano Gayo de Miranda.
N. 66
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
Tendo sido atacado ha um anno, pouco mais ou
menos, da terrivel molestia beriberi, principiou-
me este grande mal por demencias, peso as
pernas e desanimo geral em todo corpo, com
privac&o de apetite ; usando de diversos reme-
dios receitados pelos distinctos mdicos os Illms.
Srs. Drs Teixeira e Castro, sem resultado al-
gum. A conselho deum amigo, usei do seu Eli
xir purilicador do sangue, c m tanta felicidade,
que soinente com duas garrafas liquei restabe
lecido de tao horrivel solfrimento Portante dou-
llie os meus sinceros parabens pela sua feliz
descoberta. que to til tem sido a humanidade
sofiredora.
Destas poucas linhas, que s colm a pura
verdade, poder Vmc. fazer o uso que Ihe ap-
prouver-
Recife, 13 de Janeiro de J886,
Aristides Manoel dos Santos.
N. 67
Illm. Sr. Angelino Jos dos jautos Andrade.
SoHrcndo ha 9 annos, mais ou menos, d'um
rheumatismo na cabeca, proveniente de un res-
fri ment, e depois de ter consultado a diver-
sos laeultativos desta capital e de outras pro
\lucias, sem tirar proveito algum, resolv, como
experiencia, tomar seu medicamento denomina-
do-Angelino-mas sendo o seu eneito promp-
to, com a primeira garrafa, aoiroei-me a conti-
nuar, coni o uso to mesmo medicamento, at
que com numero de quatro garrafas liquei res-
tablecido.
Assim, pois, no rol dos que tm obtido feliz
resultado com o seu medicamento, pode incluir
o meu nome, como lamlieui fazer da presente o
use que Ihe convier.
De V. S. criado e obrigado.
Recife, 12 de Xoveinbro de 1887.
Antonio Di* Ferreira.
(Estavam selladas e reconhecidas as firmas
pelo labellio.)
ED1TAES
11
II

H

Dr. Mello Gomes
Medico operador parteiro
I llnii l.artiii do Roarlo I
(POE CIMA DO AKNEL DE OUBO)
Onde tem eonnullorio e resi-
dencia i podendo ser encontrado e
receliendo chamados qualquer hora
do dia e da noite.
Especialidades: partos, febres, moles-
tias de senhoras e dos pulmOes, syphilis
em geral, cura rpida e completa e ope-
races de estreltamentos e mais solri-
mentos da uretra.
Acode de prompto a chamados para
fra, a qualquer distancia.
314
." see?o.Secretaria da Pre-
sidencia de Pernambuco, en
*8 de Halo de 1889.
De ordem do Exm. Sr. Dr. vicepresidente da
provincia fago publico, para os devidos efteito?,
o edital, em seguida transcripto, pondo em con-
curso os officios de 1 tabelliao do publico, judi-
cial e notas e annexos dn --ornarca de N'azareth,
visto ter pedido suer-- ,,, respective serven
tuario vitalicio Franklinj Mws SouaaPaiva.
u -" :!.h':m interino,
|J /i'/ Jot'ifUim >//'e(".
0 Or. Garios Augusto Vaz i Mi\ -ira juiz de
de dimito da iwmaria V /.iv-'.i. por Sua
Magcslade o Imperador a q i-;n lin- guarde.
Faz saber aos que o pn-senlf- edital \iivn e
d'elle notiria ti ve ru e a quein inten-sar possa
que em vista da deJeriniiaean dn i;.\;u. Sr. pre-
sidente d'esta provincia o de incordo cora a dis-
posicao do anigo 1 do iecrcto n. 3J22 de 1% de
Julho de 1887, rica marcado o prazo de. 80 dias a
contar de hoje para o concurso dos officios de
prinieiro tabelliao do publico judicial e notas
d'esta comarca. es< rivo d*j civel e crime e por
dislribuico. execucOes civeia do jury e execu-
eOes criminaes. creados pelo decrete de 30 de
Janeiro de 1834, cotnbiiHiuo com as leis provin-
cias iis. :2i de :: de Junho de 1862, o8i) de 9 de
SfPio de 1861 e 835 de o de Junho de 1868, para
o lim de dar successor ao servenluario vitalicio
capilao I'.'-Hiikini Alvos de Souza e Paiva, (|ue por
S. Exc. o Sr. presidente da provincia foi consi-
derado inhabilitado de continuar em ejercicio.
Que aos prelendenies a successo dos referidos
ofiicius ruinpre apresenlar seus requerimentos
dentro do prazo cima indicado, conforme dispOc
o artigo 1" do decreto citado, combinado com o
artigo 7 do decreto n. 9344 de 16 de ezembro de
1884, leudo o mesmo servenluario direito a ter-
ca parle da quaniia que extao colados os rendi-
leillos amiuaes dos alludidos officios.
Faz anida saber que os requerimentos dos pre-
tendentes devem ser instruidos cora exanie de
suflicieocia e mais documentos exigidos peio de-
creto n. 9420 de 28 de Abril de 1883 e mais le-
gislacOes em vigor.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente que ser affixado na
porta da casa da Cmara Municipal d'esta cidade
e d'elle se extrahir copia para ser remettida ao
Exm. Sr. presidente da provincia para o tira in
dicado ao artigo 137 do citado decreto com cer-
tidao do dia era que foi affixado pelo porteiro
dos auditorios.
Dado e passado o'esta cidade de Nazareth. aos
6 de Maio de 1889.
Eu Joq Bezerra Vieira de Mello, esenvo in-
terino do jury escrevi.Carlos Augusto Vaz de
Oliveira.
E mais se nao contioha em dito edital.
Certifico que pelo porteiro dos auditorios me
foi eotregue acertido do theor seguinte : Que
hoje s 11 horas do dia aflixei na porta da casa
daCamnra .Municipal d'esta cidade um edital
chamando concurrentes a successo dos officios
de Io tabelliao do publico judicial e notas, esen-
vo do civel e crime por dislribuico, execucOes
veis, do jury eexecu$es crimiaaes d'esta co-
marca.
O referido verdade, dou f.-Nazareth, 6 de
Maio de 1889. -0 porteiro dos auditorios Manoel
Francisco da Roona.
Est conforme. -Cidade de Nazareth, 6 de
Maio de 1889. -Eu Joo Bezerra Vieira de Mello
escrivo interino do jury escrevi.
IJ"
!RE
Quinta feira, 30 de Maio
"VoriK-H
X


IVOK
\aliira
lid.
'i'ir da veitli-
menla
Propro ta rio
parco Harmona-90!) metrosAnimaes da provincia que nao tenham ganho em 1889 fies-
ta ou maior distancia. Premios : 230 ao Io, 505 ao 2o e 23 ao 3o
Jatob......
Tupy.......
Gui.....
Potos. ..-..
Bonaparte .
Mignon. .
Village ....
Sneca .....
Et chin .....
Pombo Preto
Alazo -
Baio... .
Russo pedrez
Castanno
Rodado.....
Zaino.....
Mellado.....
R. pedrez...
Castanno...
Cachito.....
Pernamb..
36
56
56
56
36
52
66
56
56
56
Grenat............
Rosa............
Verde .........
Encarnado e ouro
Azul e ouro.......
Encarnado........
Ama relio e azul ...
Ouro e branco-----
Ene. ,branco e azul
Codelaria Progresad.
K. C. Rezeodei
C. A.
Boslock.
R. G. L.
P. S.
H. M.
M. P.
Coudelana EmulagO.
Coudelaria Victoria.
2. Pareo. Internacional1,400 metros.Animues de qualquer paiz que no e
nho em 1889 nos prados do Recife. Premios : 400 ao 1, 805 ao 2.11 e 40> ao
ca-
Stt'phanie ...
Coupon.....
Apodo ------
Asmodeu
Va oda.....
B:azil......
Castiglioni. .
Castanno
Alazo.....

Castanno-
Zaino......
Alazo-----
Zaino.....
I Inglaterra.
-Franca ...
iR. daPrata
'Inglaterra-
.R.dal'rata
Franca ..
30
54
52
54
52
50
34
Azul e ouro.....
Ouro e chumbo
Branco 0 ouro.....
Encarnado eouro..
Verde e amarello..
Azul e grenat......
F. Correia.
Joo Elizo.
C. G.
Alfredo alliday.
A.F.
Crud. Independencia.
Coudelaria Cruzeiro.
3." PareoDeMrcza 1,600 metros. Animaes da provincia que nao tenham ganho em 1889
nesta distancia. Premios : 3005 ao 1., 60 ao 2. u 305 o 3.
DECLARARES
Rcunlo artstica em Olinda
Convdase a todos os artistas para urna reu-
niste que ter lugar no dia 30 de Maio, s 11
horas da raanh, n'uma das salas da bibllotheca
do Instituto Olindense, alim de tratarse deas-
sumptos que interessam mesraa classe.
^Quinta pra$a
Telephone n.
c=r&
t=
A o'publico
Constando que o Sr. Bernardino Gomes de
Carvalho quer negociar o ongenho Aracuagy,
previnoem lempo a s interessados que as obras,
machinas e iitcnsibos do referido engenho esto
hypotbecado- a mim. Recife, 23 de Maio de
Joo Carneiro Rodrigues Campello.
Estreitamento da urcllira
Ao Illm. Sr. Dr. Carlos Betlen-
court
O abaixo assignado vera pelo presente agra-
decer ao disllnclo especialista Dr. Betteocourt a
importante oper&co que Ihe praticou n'ura es-
treitamento da urethra que o acabrunhava ba
mais de dous annos. Vendo as inmensa* curas
feitas por este illustre doutor remlvi-me a pro-
cural-o no seu consultorio, onde fui ta dias ope-
rado pelo electrolise.aps cuje tratamento acho-
me perfeitamenlc curado.
Recife, Maio de 1889.
Joaquim Antonio da Fonseca Galco.
Dr. Firmo Xavier
Medico e operador
D consultas das 11 as 2 horas em seu con-
sultorio ra da Iraperatriz n 30 1 andar e
tem sua residencia na cidade do Cabo, onde po-
de ser procurado das 6 da tarde as 9 da manha.
Corretor
Necessita-se de urna pessoa que se quei-
ra cncarregar da venda do um artigo pre-
vilegiado para o allivio da surdez E' um
encargo de grande vantag.in e de muito
pouco traballo. Quein pretender pode di-
rigir-se por meio de carta a eaixa de eor-
reio n. 128 cm Buenos-Avros.
llii
e
agradaf
e
Pela inspectora desta Alfandega se faz publi-
co que as 11 horas do dia 31 do corrente mez,
sero arrematadas em praca porta desta repar-
tQo, as seguintes raercadorias :
Arinazein n. 3
Marca AI. 10 grades sem numero, eonlendo
100 barris com leos irapvrematicos nao especi
ficados. ppso bruto 50") kilos, tara de 10 0/0, li-
quido legal 450 kilos, \indas de New Xork no
vapor americano Fuutnce, em 15 de Junho de
1888.
Armazem n. 3
Marca JHS&Q, 1 caiva sem numero, contendo
23 kilos de cartes annnncios impressos era
mais de urna cor, viada de Livorpool no vapor
inglez Orator. era 14 de Juuho de 1888.
Marca diamante 981 no centro. FL cm cima e
GP em baix, 1 caixa sem numero, contendo 30
laminas de vidro com ago at .? milmetros de
espessura, mediado 1,710 decmetros (4), todos
de mais de 20 deeimetro-: at 30 decmetros
(4) de superficie, viuda d<- Liverpool no vapor
inglez Orato'-, em 14 de Jcnhv de 1888.
Armazem n. 7
Marca diamante, 11 no centro eSFcmcima, 1
caixa sem numero, contendo auuuneios impres-
sos em mais de una cor. peso bruto 21 kilos,
abate de 10 O/O, liquido fe^al Ih kilos, vinda de
Liverpool no vapor inglez S&t'iitor. era 2 de Ju-
lho de 1888.
Marca diamante e PA :: centro, I dita, dito,
peso bruto 19 kilos, abate de 10 0 0, liquido le-
gal 18 kilos, vinda de Liverpool no vapor inglez
Herchel, era 12 de Junho de 1888.
Marca diamante, B no centro e DS em cima, i
dita, dito, dito, dito.
Marca diamante e PV no centro, idem, idem,
idem, idem.
Marca JFA e contramarca i-,;', idem, idem,
ide.u, idem.
Marca H&C, 1 caixa o. 50, cootendo annuncios
impressos cm mais de orna cor, peso bruto 173
kilos, tara de 10 0 0, liquido legal 136 kilos.
dem idem, 1 caixa o. 70. impressos em urna
s cor. pesando bruto 10 kilos, tara de 10 0/0,
liquido legal 9 kilos, vinda do Rio de Janeiro no
vapor nacional Peni mbuco, em 31 de Julho de
1888.
3.' scelo da Alfandega de Pernambuco. 27
de Maio de 1889.O chefe
Domingos Joaquim da Fonseca.
MEDICO HOMEPATA
Dr. BaEliazar da Silveira
-=9
Especialidadefebres, molestias
das enancas, dos orgilos respirato-
rios e das senhoras.
Prestase a qualquer chamado para
ora da capital.
AVISO
Todos os ebamadoe devem ser di-
rigidos pharmaciado Dr. Sabino,
na do 15arilo da Victoria n. -43,
onde se indicar sua residencia.
l
II

sua
lio-
c
O Peitor.il do Cambara, alm Ja
utilidade na cura das fnofustias brue
pulmonares, poMue prazer agradavel
bem tolerado pelas crunnpaa, um cajas en-
fennidades tambera se appiio* orna, gran-
de proveito.
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata com cspeciali-
dade de molestias de senhoras e creancas.
Consultorio e residencia ra da impe-
ratriz n. 18, 1*-andar.
Consultas de 8 s 10 da manh3.
Chamados (por escripto) qualquer hora.
TELEPHONE N. 226
Glub Carlos Gomes
AULAS
Este club abrir no dia 4 de Junho prximo
urna aula deHarmonaque ser como as ou-
tras gratuitos aos senhores socios, admittindo-se
porm, estranhos, mediante convenci particu-
lar com o professor, o conhecido maestro Sr.
Ciarlioi Ciro.
Com o augmento desta aula, fica o horario das
mesiuas regulado pela segrate
TABELLA
Rudimentos de msica. Tercas e sextas-feras,
dan 7 s 8 horas.
instrumentos de sopro.Quartas e sabbados,
das 7 s 8 horas.
Instrumentos de corda*.Segunda? e-quintas-
feiras, das 7 s 8 horas.
Harmona. Tercas e sabbados, das 8 s 9
horas.
Piano.Quintas feiras, das 8 s 9 horas
Orcliestra.Quartas-feiaS^tesO s 9 horas.
Bomto.Segundas e sextas-feiras, iia.- 8a 9
horas.
Secretaria do Club Carlos Gobios. 8 de Maio
de 1889.0 1- secretario,
Andr Costa.
Monitor.. ..
Mouro......
Templar
Bugary.....
Russo. .
Alazo.
Rodado
Pernamb..
51
54
Encarnado e branco.
Branco c amarello. -.
Encarnado eouro.. .
Grenat e ouro...
Coud. Pernambuiana.
A. Taques.
J. F. F.
Luiz Pereira'c C.

4o pareoFerro Carril 1,600 metros Animaes nacionaes al mel sangue. Premios
I00J ao 1. 80 ao e 40 ao 3.
Mimosa...... 3
Saturno..... 5
Mandarim... o
Minerva 3
Corcovado - 4
Alazo--. .
Castanno...
Rusilho .- .
Douradilha.
Castanlio...
S. Paulo
R. de Jane.
48
54
54
Azul, branco
Azul e ouro.....
Violeta e ouro...
Azul e grenat...
Encarnado e nurn
renal
Coud. Pamamerim;
Coud. Internacional.
J. Bastos.
Coudelaria Cruzeiro.
Coudelaria Pavsand.
5.e pareoMupplomentar-1,600 metros.Animaes de qualquer paiz que nao tenham ganho
nesta distancia. Premios
Diana..
Aspasia
Ernani .
Mastin .
Fagolin
Alazo.
Zaina .. ..
Castanho...
Alazo-----
Franca ...
Inglaterra.
r
Franca ...
600 ao 1., 120.5
Azul
l'.0i ao 3."
48
i8
51
51
51
ro
Encarnado e ouro..
Azul i- ouro.......
Coud. Internacional.
' uiraares & C.
P. C.
Coud. Pernambucana.
.Coud. Internacional.
6." pareo Io de Julho (Handicap) 1,400 metros Auiaiaes
300* ao Io. 60* ao 2" e 30 .m3"
peliudos do. paiz. Premio:;
tlamlet..... i
Favorita 6
Moncorvo... 4
Opliir...... 3
Vucalno..... o
Recife ... 5
Arnmarv...... o
Cometa..... i
Ayinore 5 i
Alazo.....
Zaina.......
Rodado .....
Turd. negro.
Alazo......
Castanho
Alazo.....
ICastanho
S. Paulo
R. de Jane.
Pernamb..
S. Paulo
16
62
18
41
60
62
50
N
62
Azul <
Violel
Azul,
H raneo
Azul
Verdi
Violeta
grenat.....
i e "iiro.......
rauco e grenat
i c lionet verde.
oro........
e amarello..
e ouro ..
Preto e grenat
Coudelaria Cruzeiro.
Maia & Chrysostomo
Coudelaria Cruzeiro..
Coudelaria Venturosa.
Coud. Internacional.
S P.
F. Siqueira B. itos.
Coud. LuzoBrazileira,
P. V.
Pareo Imprema Prrwtmbucaaa-
ptos para esta corrida. Premios
1,200 metros. Animaes da provincia na
: 2503 ao 1". 50i ao 2o e 23* ao 3o
Barnave. ..
General.....
Pirra ja... ..
Cognac .....
Cadete......
Bilontra
J-parte-----
Re de Ouros
Flautista....
Florete .....
Roval.......
Fausto.....
Roldo.....
Rov........
Marat......
Castanho
Rusilho
Castanho
Russo
Rodado ..
Baio-----
Alazo...
Castanho
Russo .
Alazo..
Baio
Alazo..
Rodado
Pernamb -
52
51
51
54
Si
52
54
A
54
Si
32
-Vi
56
52
51
Ouro e branco.......
Branco e preto ..
Encamado n branco..
Grenat c ouro.......
Encarnado e preto.-
Encarnado e listrado..
'Branco ............
Eacarnado eouro. -.
Encamado e branco..
Azul e branco......
Grenat............
Encarnado c ouro
Azule amarello.....
-cri-
igaa.
Coudelaria Em.
J. B.
F. L.
Bostock.
P. H.
Jos L. Souza Filan-
Frederico Gnitc traes.
Coudelaria Musical.
M. L. .1.
J. Saldanha.
J. B. W.
Coudelaria I'ro,;-.SJO.
Antonio M. Pe ;;ra.
CoudelariaD.T.i" nta.
(*)
s
Montado por amador.
OBSERVACOES
o
Os animaos inscriptos para o primeiro pareo
n adiarse no cnsilhamento
9 Ij2 horas da manh2.
Os animaes inscript<
para os outros pareos devem achar-se no enslhamento
urna hora antes la determinada para o pareo ein que tiver de correr.
Os forfaits sern reeebid.08 at quarta feira, 29 do corrente, s3horas da tarde.
O animal inscripto cm mais de um pareo que deixar de correr no primeirOj
n2o correr no segundo.
Qualquer reelamacao sobre corridas dever ser apresentada por escripto &
directora.
HORARIO
Encerrainento da venda de poules
1.
2."
;;.
4.
5.
G."
7.
pareo.
t> rj
12.40.
1.20.
2.10.
2.55.
3.40.
4.30.
Jtr^ATx* JcL C_>XJ o
5. eccao.Secretarla da ire*ild m
ola d Pernamhiieo, *" de Malo
de issi
Por esta secretaria se fea j i para conhe-
cimento dos interesando^ o Exm. Sr
vice presidente da provincia considerado sem
effeito, por portara de hoje, a concurrencia aber
ta pelo edital de 20 de Abril ultimo, ao qual se
refere o de 3 do corrente, para aTundaco ue 11
engennos centraes, de conformidane com a le
n. 1971 de 22 de Margo deste anuo, visto que a
publicado do edita! de 4 do corrente, reduzindo
a 30 dias o prazo de 90, marcado uo de 20 de
Abril, nao acompanhou o deste, dando lugar a
reclama.js. Osa aberta nova concurrencia, com
o prazo de 3<> das, contados da data do presen-
te, para aquella concurrencia, observadas as dis-
posicoeado art. 16 da le n. t860 de 11 de Agos
to de 18*5 e a lei n. 197 de 22 de Margo deste
anno.
0 secretario interino.
Manoel Joaquim Silveira.
^eracs.......
Entrada e archibanpada
Kntrada, archibancada < cnsillmment
t^irtSes de familia at 5 pessoas
Ensilhamento ......
1 )iit'erenca para archibancada
Recife, 25 de Maio de 1889.
Corridas
12*.
12.50
1 30
2.20
3.5
3.50
4.40
1^000
2,5000
35000
-55000
2*000
; tu)
O 6SUESTE,
Francisco de Souza Rpix.
tireal
IVexIeri of iCrasil Kailtva>
Company i.ifliiieii
Aviso
Pelo preente sao convidados os senhores ac-
acionisias avirem receber no escriptorio central
a vigsima distribuico das cautelas de juros
correspondentes ao semestre lindo era 31 de De-
zembro de 1888.
Escriptorio central, 25 de Mam de 1889.
hson Rjfibv
Sdperintwidonte.
Vcneravt'l coufraria do N S*
do Livranic-nto
De ordem do irmo juiz, convido ao? .,351-
toos i.-mos ,1 eomparecerem em nos; :greia
no oa 30 rio correte, as 4 horas da Urde, de-
ite paramentados, aura de encorporados.
aeSMOrem o ber.i;So dos novos sinos.
r.onsist-rio da veneravel confraria de N S do
Livrameato, 25 de Maio de 1889.
j 0 secretario,
Gaspar Antonio dosReis.

v
:
->


Diario de PernambueoQaarta-feira 29* de Maio de> 1689
\



i
%

Thesoufria de ff fcenda
Fsraeclnipalo A laarBir*
O conselho para o fornecjiento de vveres aos
corpos da gaarniyo da provioeisreenfermara
militar e forrajeas a cavalhada du destacamento
do 10" regiment de cavallaria ligira, recebe
propostas do din 14 de Jamo proxrmo futuro, as
11 oras do do da, no quiitel-general do com-
isando das armas, onde roncciona o dito coase-
lho, para contractar oalludido:lbraecimento du-
rante o semestre de Julho a Dezembro desle
auno.
Os gneros e artigos sao :
Arroz, kilogrannna.
Assucar branco refinado *e l3 qua1ISrae,1dem.'
Axeite doce de Lisboa, litro.
Alfafa, kilogrannna.
Assucar de 2a qualidade, dem:
Agurdente, litro
Ale t na, kilogramma.
Ameixas passadas, idem.
Araruta, dem. ^
Bacalho.idem.
Batatas inglezas, dem
Biscoutos, idem.
Banba de porco americana, idem.
Caf em gro-ridem.
Carne de porco, dem.
Carne de vacea coto osso e sem o-so, idem.
Carne necea do Rio Grande do Sul, idem.
C verde da India, idem
Cb preto da India, idem.
Cevadiuha. dem.
Gravo;, tent.
Chocolate, kilogramma.
Capiuj, idem.
Caf moido, idem.
Carvo vegetal, sacco.
Carvo eock, kilogramma.
Canelas de madeiras, duzia.
Carne de carneiro,'kilogramma.
Enterro por.cavalo. um.
familia de Ia qualidade, litro.
Farinha de 2" dita, idem.
Feijo prelo, idem.
Feijo mulalinho, idera.
Fructas. rarao (duas bananas ou urna laranja).
FarcMo. ki ograraina. '
Ferradura par.
Figos passados, kilogramma.
Fraagos, um.
Gallintra, urna.
Goinmu-arabica. frasco.
Combada em lata, kilogramma.
Lenlia, acha e toro.
Leite de vacca, litro.
Lavigem de roupa passadaa ferro, peca, urna.
Lapis preto de Faber n. 1 dnzia.
Macarrao, kilogramma.
Maizeua, idem.
Manteiga ingleza de 1 qualidade, idem.
Marmelada, idem.
Milbo, dem.
Medicamentos para cavalhada, numero.
Ovos, um.
Pao, kilogramma.
Phospboros aiuericancs, grosa.
Passas, kilogramma.
Penas de ac Perry, caixa.
Papel pautado fiume, resma
Papel mata-borrao, flha.
Queijo de Minas, um.
Sal. furo.
Sanguesugas pela pplicaeo de, urna.
Sabo comniiini, kilogramma.
Toucibo de Minas, kilo.
Tinta preta, garrafa.
Temperos e verduras, raco.
Tapioca, kilogramma.
Vinho tinto e branco, litro.
Vinho do Porto idem.
Vinagre tinto, dem.
Vinagre braucu, idem.
Vassorasde piassava grandes, dusia.
Vellas de cera, kilogramma.
Condicoes
! Todos os genero* sero de qualidade, e
os fornecedores deverao satisfazer os pedidos
dentro dos praso* marcados nos respectivos con-
tractos, entreganno os mesmos gneros nos
quarteis on fortalezas e enfermaras, e deposi-
tario tiesta Thesouraria de Fazenda umaquantia
como caucAo, qe.ser arbitrada pelo conselho
de fornecimento.'''
2a As propostas deverao conler a declaracao
expressa de sujeitar-se o proponente a mult
de o da importancia a que montarem os vi-
veres ou artigos que forem acceitos, se deixa-
rem de comparecer para assignar1 o respectivo
contracto, dentro dopraso que for mareado pelos
jomaes.
3* S poderao concorrer aos fornecimentos os
candidatos que se habilitarem na forma do art.
18 do decreto n. 7.083 de 6 deMaio de 1881).
4* Da falta de tiel cumprimento de qualquer
das obrigaces conlrahidas, os foruecedores h-
carSo sujeitos a pagar o valor do genero rejei-
tado ou nao receido em tempo.
3* Os concurrentes sao obngados aapresen-
tar as amostras dos gneros ou artigos que fo-
rera julgados precisos pelo conselho
6* As propostas serlo apresehtadas em du-
plicata s ti horas do referido dia..........
em que alli sero abertas e apuradas em pre-
senca dos proponentes, sendo que na mesma
oceasiao se aeccitaro propostas para a venda
de estruine dos animaos da companhia de ca-
v aliara.
7* Finalmente. Os fornecedores quercqdre
rem a rescisSo de seu contracto e forem atteu-
didos ficarSo sujeitos mulla de 10 / sobre o
total do fome.imento do semestre anterior!
Thesouraria de Fazenda dePeruainbuco, 28 de
Maio de IH8I.
O inspector,
Manoel Antonio Cardoso.
Inspectora de trras e colo-
nisacao de Pernambuco
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector de tenas
e colonisaco, fago publico para conhecimento
dos interessados, que nao tendo sido ac i la a
nica proposta que se apresentou para conduc
cao de immigrantes, que no dia 8 de Jui-ho
prximo at o meio dia, recebeiu-se nesta inspe-
ctora propostas em carias fechadas para a re-
ferida conduccao, mediante as declararles ge-
gn tes:
1-
O prego pelo qual o contractante se obriga a
receber os immigrantes a bordo dos vapores qae
ticarem no lamarao ou entrarem no porto, e a
conduzil-os at a hospedara da Jaqueira.
2.
No prego da condueco devera ser incluida a
bagagem de cada immiurante. cuja descarga
correr por conla do contractante.
3
O servico para .>s menores de 3 anuos ser
feito gratuitamente.
Rccife. 28 de Maio de 1889.
O escripturario.
Manuel Joaqu m Ramos e Silva.
Segunda praca
Hela inspectora d-sta Alfandega se faz publi-
co que as 11 horas do dia 31 do corrente mez.
sero arrematadas em praca porta desta repar-
tirlo, s seguintes mercaduras, apnrehendidas
pelo guarda Joaqulm Jos de Meira Lima :
Urna pera de cordoalhi de linho, pesr.ndo li-
quido 9" -kilos, no valor d" 413238.
Um bote grande rom lstrate uso, vindo de
bordo lo lyar inglez Alert, no valor de 80.
3.* seceo da Alfandeya de t'eniambuco,
de Maio

Domingos Joaquim da ?onseca.
17
Obras Publicas
De oider.i do Illm. Sr. engeiiheiro director .i-
ral e "em virtude de ordem da presidencia da
provin.ia,de 15 do correMe fago publico que.
no dia 31 leste mez ao ineio dia, nesta directo-
ra, reiebe se proposlas em carias fechadas?
compcientemenie selladas, para execugao das
segu"'es obras:
Repai-'* da coberia do edificio da Esi
dlo, orgados em 1:401*170,
dem da ponte sobre o rio Pirapama, no Enge-
nho Novo do Cabo, oreados em 909920.
IcJi-ut da ponte de S. Joao, n;< estrada de Pao
d'Alh., oreados em 1:64360.
O licitante dever depositar no Thesouro Pro-
Miicial quiiii'ia equivalente a i> d valor de
los orgamenlo.-.
da Directora Geral de Obras Publi-
< Maio de lfe89.
O engeubeiro secretario,
Luiz Antonio Comante d'Albuque*qiu
cada
T
Thesouraria de Fazenda
Poraerlmeato ao presidio de
Fernando
- De ordeoi do Iltm. Sr. inspector, faf publico^
qe no d'a 6 de Juuh prximo vinBouro, pe-
rante sessao da junta desta Thesoiraria que
comegar s 11 horas da manh, sero abertas
as propostas que at o dia anterior (3) forem
receidas, afirn de ser contractado, comqucm
melnores vantagens offerecer, o fornecimento de
gneros c artigos para b presidio de Fernando
de oronha, darn te o semestre de Julbo a De
zemriro deste anno.
sas prWposU8 devem vir devidamente sel-
ladas e libadas; e os proponentes\ requerero
prevfaftrente a esta Thesouraria provando que
s5o negociantes matriculados e se acham qui-
tes relativamente ao imposto de industrias e
profissoe do ultimo semestre, e declarando que
se obriga'rn a entregar os referidos geaeros e
artigos' no mencionado presidio.
Outrosm, n8o sero aceitas as propostas que
coniivet^m'Srtigos n5o mencionados neste edi-
tal; m?m tarnrwn aquellas cujos pregos estive
rem sujeitos aabatimento ou descontos, por isso
que os mesmos pregos devem ser invariaveis.
Os preditos'gneros fe artigos'sae! *'
Assucar masravinHo, kilo.
Arroz pilado, idem.
Assucar branco refinado 1" sorte, idem.
Aletria, dem.
Araruta, kilo.
Alcool de 36 a 40 graos, litro.
rame, kilo
Agua raz^ litro.
Algodo truncado azul e msela, metro.
Ago quadrado ou milao, kilo.
Azeite doce, iitro.
Algodosinho, metro.
Algodo trangado de listras, idem.
Agulhas para costaras, papel.
Arcos de ferro sonidos, fexe.
rame de lalo, kilo.
Arithmelica de Castro Nunes, urna.
Bots 4e osso eom dous furos, caixa.
Barbante, kilo.
Boi vivo, um.
Bacalhu. kilo.
Banha de porco, idem.
Brim pardo de algodo, metro.
Cb hysson. kilo.
Cal em grao, dem.
Copo de vidro, um. ( <*
Camisolas de brim, dem.
Ditas de algodo, idem".
Ditas de forga, idem.
Canto de paira para ferreiro, kilo.
Cartas de A B C, urna.
Collecgao de traslados, idem.
Cordas de croa, pega.
Cobertores de l encarnades, um.
Ditos de d'taescuros, idem.
Cabos de Man i Iba, kilo
Cabo para enxada, um.
Cbapos de baeta, um.
Cabos de Cairo, kilo.
Colla da Babia, idem.
Cobre em folha, idem.
Caivete fino, um.
Cera branca em vellas, kilo.
Ditas em brandrocs,dem
Caetas de pao, duzia.
Cnamins patent, um
Cabo de linho de todas as dimensoes.'kilo.
Doutrna Chrisl, urna.
Doce ue goiaba, kilo. %
Enxames, um.
Envelopes in folio, um
Ditos para ofticio, dem.
Enxadas de 3 1|2 e 4 libras, urna.
Esleirs de palha, idem.
Estanto era verga, kilo.
Esleirs de palha para cangalha, urna.
Feijo sarca.
Farinha de mandioca. litro
Dita de Irigo SSSF, barrica.
Dita de tapioca, kilo.
Flele de cores, metra
Fumo em latas, kilo.
Folha de Flandres, urna.
Facas de ferro, duzia.
Ferro inglez sueco sorlido. kilo.
Fios de vela, idem.
Granmialica pc.rtugueza de C. Nunes, urna.
Dita de Abilio, idem.
Geometra, idem.
Geographia, idern.
Gomma laca, kilo.
Gomnia arbica em p. idern.
Dia em carogo, idera.
Giz idem.
Hostias, urna.
Historia do Brazil, idem.
Incens, idem.
Kerosene, lata.
Lenges de algrdo, um.
Lacres, pao ^*
Lixa esmeril, folha.
Limas surtidas, duzia.
Ditas de desbastar, urna.
Limates sortidos, dem.
Lapis de borracha, duzia.
Ditos de Faber pretos, idem
I Ditos de. campia idem, dnzia.
Linlia braica n. 20, carritel.
Lenges de linho, um.
Limates e limas sortidas. caixa.
Lajs de cores, dittia.
Livro I de leilura. um.
dem 2. de leitura, idem.
dem 3j de leitura, idem.
Manteiga ingleza, kilo.
Manteiga franceza, idem.
Marmelada, idem.
Manuscriptos, idem.
Mangaes de ferro para carroca, um.
Macarrao, kilo.
Madapolo, pega.
Milhn, sacco.
Oleo de liuhaca, litro.
Marmitas de folha, urna.
Ocre amarello. kilo.
Papel almasso pautado fiume, resma.
Dito carto mata-borro, folha. /
Pedras para escrever, urna,
Paos de jangada para balsa, idem
Moa groseos, dem.
Pavios para candieiros patent a gaz. idem
Palha de carnauba para chapeos, urna.
Prego? de ferro sortidos, kilo.
Penias de ac Perry, caixa.
freg* franceses., kilo.
Piche, barril. S
Sabo amarello, kilo.
Syslema mtrico, um.
Sola. meio.
Sal de cesaba, litro.
Tinta azul da Prussia, kilo.
Tinta preta, litro.
Tbalbas de algodo, una.
Tabeadas, idem.
Telhas dezinco. dem.
Vidres para vidraga, um
Verde cliromo, kilo.
Vinagre de Lisboa, litro.
Vinho branco. idem.
Vinho do Porto, idem.
Vassonras de piassava, ama.
Velas s'.earinas. kilo.
Xarque. idi".n.
Zareao, idem.
Tries-jurara de Paseada de Pernambuc. iO
de .Maio de 1889. '
O secreiario da junti-
Dr. Antonio Jos de tonto Anna.
Goi,])annia de Edifica^iio
Assembla geral extraordinaria
De. o'-dem da directona e em vista da resoiu-
eto lo.'n da em ascmbla feral extraordinaria.
boje elTeciuada, na pa1 lu resol vida a conve-
niencia da liquidagao u.; i-omp nhia. convoco os
senhores accionisias reunirem se em assem-
blea iferal extraordinaria, no dia lo de Junho
vindouro, ao meio dia, no escriptorio da compa
nhia, liniva Pedr 2." u. 77, 1' andar, alim de
trataren) de accordo com o n. 3 do art 3- da lei
n. 3150 de 4 de Novembro de 1882, dos meioS
de liqudala e indicanm o que deve ser adop-
tado.
Previno aos seuhores accionistas que em face
do disposto pelo i 4- do art. 15 d;; lei citada,
ha in do comparecimento de numero
de acciouislas que represente dous trros do ca-
pital social.
Recife, 23 de Maio de 1889.
Ricardo Menezes
Gerente.
Secretarla da Inatrnecio Pu-
blica, ti de Mal* de 1899
Concurso para prottitmto de cadeirat de
ensin primario "
" N. 8? felftlera do'Sf. DV inpecfrJr *Wal daj
Iustrucco Pdbltc e enf vfrtuVIe do'qne*W1lpe
o art. 83 dd regnraofento vigette, se' ra"*ifcw a
quen inter*95ir noss, que *tha:6e posto "em
concirrso o provlmento das cadrtra de Instruc-1
gao primarla, constantes df H'MrgO'afaix irans
cripta e para isso acba-se aberra ntfta1 secretaria
a inscripgo dos candidatos a este- provlmento,
com o prazo de 40 dias, a contar desta data,
observadas as seguinles disposigOes do regula-
mento vigenie.
Art. 85. Os candidatos deverao no prazo as-
gignado, dirigir-se por meio de petieao instruida
cora os documentos exigidos no art. 90, ao ins-
pector geral, que, julgando provados os renuisi
tos do art. 89, ordenar que sejam inscriptos.
g 1- O exame de habilitaco para o niagis
terio primario far-seha na Escola Normal pela
forma porque ubi sao cxanih'ados os alumnos-
mestres.
S 2 Si todos os inscriptos tiverem titulo de
habilitadlo, passar-se ha logo ao concurso.
Art. 89. s podero propor-se ao magisterio
publico os cidados brazileiros com os segulntes
requisitos:
I 1." Maioridade legal.
2. Moralldade,
S 3." Isengo de culpa e
5 4." Capacidade prolissional.
Art. 90. Os reqmsitos do artigo antecedente
deverao ser provados:
O do | 1." porcertido de baptismo.
O do | 2. por attestado do pa rocho ou de
quaesqoer autoridades do lugar onde residir o
concurrente.
O do I 3- pela exibicao de folha corrida.
0 do I 4." por meio de exame de habilitago.
Art. 91 Sao dispensados:
Jj 1. De exhibir certido de idadeos candi-
datos que forem ou tiverem sido funccionarios
pblicos e os que apreseotarem algum titulo ou
diploma que nao poderiam obter sem a maiori
aade legst.
2. De apresentar folha corridaos que
exhibirem attestados de procediraenfo civil e
moral, passados pelas cmaras munleipaes, auto-
ridades judicianas e policiaes das localidades
em que nouverem residido nos dous ultimo? an-
nos; os que, se achando no exercicio de era-
prego publico, exhibirem attestados do respec-
tivo cnefe : e as educandas do collegio de or-
phs e casa de expostos.
S 3.1 Do exame de habilitago as materias
de ensino primario os candidatos que exhi-
birem :
1 Diploma conferido pela Escola Normal da
provincia ou de qualquer outro curso nornlal
primario do imperio. (Art. 233)-. '
II Ttulos em graos scientificos pelas (acuida-
des do imperio.
III Diploma conferido pelo Gimnasio Perna -
bucano ou pelo Imperial < 0116216 l^dro H.
| 4. O inspector gral pdediapensi' aexhi-
bigo immediata fle falguns fle* nocumeirs-re1
feridos nos arts.'SOe 91, marrando prazb fm
sua apresentago, sem a qUtil Sb peder con-
ceder o titulo de capacidade. '
Art. 92. As senhoras que se propozerem ao
professorado publico, nao sendo solteiras, de-
verao exhibir, conform o seu estado, certido
Me casamento on de bito 'de' seu marido, on
sentenga de separago conjugal, pasada em jul-
gado.
O programnia de pontos pode ser pelos pre^
tendentes, procurados nesta repartigo
0 secretario,
Pergentmo Sartva de AYaujo Galvao.
K<-ineiio da radelras
1 Camutanga, mixta.
2 Cajueiro. idem.
3 Cachorro, idem.
4 Flores, idem.
."> Marayal, idem.
6 Agua Preta, sexo masculino
7 Praia dos Carneros, mixta.
8 S. Jos da Cura Grande, mixta.
9 Varzea Redonda, idera.
10 Catende, idem. ___
Celestial conraria da San-
tissima Trindade
Conwnlla
De ordem do earissimo tncXo provedor, convi-
do aos nossos carissimos innos ex-prmedores,
ex-secretarios e ex-thesc ureiros, para rfonirem_-
se em nosso consistorio, s 10 horas da mauh
do dia 30 do corrente, para, de accordo com os
arls. 55 e 56 do nosso compromisso, escolhermos
os novos funecionarios que esliverem mais aptos
para ocenparem os cargos para que forem elei-
tos na prxima cHco que se deve proceder.
Secretaria da celestial contraria da SantissiRia
Trindade, 27 de Maio de 1889.
0 seeretario,
J. A. Gosende.
MARTIMOS
Comjnhie de Messa^eries
Mari times
LINHA MENSAL '
O paquete Equateur
Commandante Moreau
B' esperado dos partos do
sul no dia 2 de Jnnho.
seguindo depois da demo-
ra do coS'ume para bor-
deaux, tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos Srs. passageires de todas as
classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 OjO em favor das fa-
milias compostas de 4 pessoas ao menos e que
pagarem 4 passagens inteiras.
Por excepgao, os criados de familias que to-
marem bilhetes de prda, gozam tambem deste
abatimente.
Os vales postaes s se do at o dia 31 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommeudas e di-
aheiro a frete : tra'-secom o AGENTE. .
O paquete Nerthe
Comniaadante Je^egnhel
E'esperado da Europa no
dia 4 de Junho e segui-
r depois da demora ne-
cessaria para
Janeiro, Buenos-Ayres e
Montevideo
Leinbra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes' que ha lugares reservados para es'a
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos Srs. recebedofes de mercao-
rias que s se attender a reclamagOes por fal-
tas, nos volumes, que forem reconhecidaS na
oceasiao da descarga, assim como deverao dett-'1
tro de 4H horas a contar do dia da descarga' da*
alvarengas, fazerem qualquer reclamavo cori-
cernentes a volumes que porventura tabaiM *-
juido para os portos do sul, aflm de poder-se
dar a tempo as providencias necessarias. ''
Fin* paquete nao fllnminado
lu elctrica.
Para carga, passagens, rncomniwidas e di-'
nheirofrete: trata-secomo
AGENTE
i Augv.sle Labille
.9 Ra do Commercio 9
Baha
Leil
de :
Um piado forte de A. Bord.
Urna mobilia com um sof, 2 consotos, 2 ca-
deiras de bracos e 12 de guarnigo, 1 mesa re
donda, 2 cadeiras de balaiico 1 relogiode pe-
dra, i dito de pndula bom regulador. 2 ser-
pentinas com lanteraas, 2 castigaes e mangas,
1 espelbo, 4 quadros, 4 jarros para flores.
Urna secretaria d raz de amarello, t espe-
Iho grande, 1 ommoda de Jacaranda, 1 touca-
dor, l thear, 1 cadera de balango.
Urna cama, 2 bergos, 2marquezas, 1 espelho,
1 bidet.
Urna mobilia de amarello
Urna mesa de jantar com lampo de pedra, 1
galneteiro, loaga para cb e jaotar, copos, cli-
ces, garrafas, compteiras, talbcres, colheres 1
sof, 3 onsolos. 2 cadeiras de bragos, 12 de
guarnigo, mesas, cadeiras e muitos outros mo-
vis de casa de familia
<|ii:irt;i-fcira. 99 do correte
Agente Pinto
no sobrado da esquina da ra da Gloria n. 140,
onde morou o Sr. Francisco Jos Leite.
Leilo
Agente Burlamaqui
QUARTA-FEffiA 29 DO CORRENTE
As 11 horas
De bons sobrados ra da Aurora n. 9 e
Bom-Jesus n. 48 em solo proprioj
O agente cima legalmeotc autorisado vende
r em leilo definitivo o sobrado de 2 andares
em solo proprio ra da Aurora n. 9 e um d>to
ra de om-Jesus n.48 onde tem estabeleci-
raento o Sr. Abrantes, rendendo 1:3501; vende
r mais um bom terreno com 2 frentes e 2 casas
ns. 2e 4 ra da Hora no Espinheiro.
Os Srs. pretendentes podem examinaros ditos
sobrados e casas do beeco do Espinheiro.
Leilo
Companbiv Sania Thereza
Abastecedora Tagua e gaz a
eidade de alinda
Sao condvidados os Srs. accionistas a se reu-
nirem em assembla geral ordinaria no din 8 O
mez seguinte, atiin de jul^arein sobre s con-
tas do auno findo, ouvirein a leitura do relato-
rio, e resolveren) sobre a noposta' da directora
no s.-nlidn de ser levantado um emprestimo
para a construego de obras novas. A reuuiao
se effertuar ao meio dia no escriptorio da Com-
panhia de Trilbos Urbanos, nu ra da Aurora
Recife, 24 le Maio de 1889.
Jos Fmeira Buttar
Presidente da assembla gera "J
Estrada e ferro de Pernafflbuco
do Recifi ao S. Francisco
.A.'VXSO
Pelo prsenle sio convi-
dados os Srs. accionistas des-
ta compa nhia a viHm rece-
ber na estato de Cinco Pon-
tas o 51. dividendo, relati-
vo ao semestre lindo em 31
de Dezembro ultimo.
Pacific Ste m Navigation
Company
STRAITSOFMAGELLAN LINE
O paquete Potosi
Espera-se da Europa at o da
2 de Junho e seguir depois
.da demora do costume para va!
Saraiso por
e Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encommeudas e di-
aheiro a frete : trata-se com os
AGENTES
Wilson. Sons A L, Limited
14RA DO COMMERCIO14
United-States and Brazil
M. S. S. C.
O vapor Finalice
E' esperado dos portos do
norte at o dia 3 de Junho
o qaal depois da de-
mora necessaria segtairft
par;: a
Baha, itlo de fanelro e Santos
Para carga, passagens, encommendas e di-
heiroa trete : trala-setum os
AGENTES
Ovapor Advance
E'esperado dos portos ae
tal at odia 6 de Ju:iho
o qual depois da demo-
ri necessana s e g u i r
.ara o
MaranhSo. !ar, Barbados. .
Thomaz e .ew-Yorli
Para passagens carga, enconnrirtids di-
nbeiron trrt, trata-se : coa os *fiBNTES.
Henry Forster & C.
SIiutt ib) Commitrtio-
De eogenhos, partes e de" matta em Tab
comarca de Pitimb
Uuarta-felra 99 do corrate
A' 1 hoia em ponte
Nb edificio da CamaraKMiinicipal de Oliuda
O agente Stepple por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz de direito de orphos e
ausentes, a requerimento do Ur. Jos Vicente de
Meira Vasconcellos. inventarame dos bens do
finado coronel Joo de S Cavalcante de Albo-
querque, levar a leiliio
Tres parles do engenbu Ilapirenia.
Trras e engeulio S. Miguel.-
As Ierras em que est constituido o eiignnho
Souza.
As maltas denominadas Pitan-a.
Urna parte do engenho Tabalica.
Predsa-se'de nma ama para varrer*e ar>
ruinar casa : na ra da Matriz da Boa-Vista nu
mero 9. _______ ......
Precisa se de um caixeiro de 12 a 14 annos
de idade, com ortica de taverna ; Ha ra das
Pernambucanas n. 38, Capunga.
Precisase de urna cosinheira ; na'ra da
nio n. 11._______________________
Pre.'isa se de urna boa engommadeii'a ; ao
entrar de Fernandes Vieira sitio n. 60.____
Na ra da Saudade n. 27, precisase de
urna cosinheira e de nm criado.
A fabrica Vendme pr^ cisa de ofliciaes de
cigarreiro, para desliados.
Boa morada
Aluga-se o 2- andar ra da Concordia n.
29, est completamente limpo, a par de urna
bonita V'Sla e morada fresca; trata se na ra
Coronel Suassnna n 15. ___
a! directora do Hip-
podr
orno
Consta-nos que a directora nepou-se a pagar
ao velho honrado proprielario do .nimal Tem
piar o premio que ganbon domingo 26. Se
verdade, julgamos nma indignidade da directo-
ra, 80 em pensal-o quanto mais em faz^-l-o.
VoHararoofl.________________________"
Assucar refinado
Os refinadores desta cidade avisara aos fre-
guezes que em vista do alio preco dos assucares
em rama, resolveram a vender do 1 de Junho
em diante pilos segUintes precos :
1. ooO'
J. 'l.MHl
3' 3A5(Xt
CURA CERTA
a to -.
L'fl.-:> T
Leilo
De um lindo cundit-iro gaz korosene moder-
no, 3 pares de cortinados novos, 1 alcatifa para
forro de sala, 1 esleir el piano forte.
i
-
Todos aquello jue sofrrsml
i potrn devem expemiint2r|
j^absAs do Dr. Four:-j2.
fkPI
,'>*'^H'itarns en P-mamojoo -
rfifttCCt^CO M. Hoj.
A's 11 horas
No sobrado da ra da Gloria n. 140
por oceasiao do leilo de muitos outros movis
entre es quaes urna mobilia de Jacaranda, urna
de junco e outra de amarello.
Leilo
De 2
garrotas tourias
Qiiarta-feira. 99 do eorrenfe
As 11 horas
No armazem i\& na do Mrquez de Olin-
dan. 48
Em cotiaua^ao
De movis, loucas. vidros papel para embru-
Iho, ameixas, doces, vinhos, cerwjas, licores c
mui'ns outros artigos.
Por intervencSo do agente
Gusmao
i"
Roy al Mail Steam Packei
Compa n hy
O paquete Tag*us
2/ leilo
De predios
Quarta-felra. 99 do eorrente
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 45
OagenteSilveira. por mandado e com a presen-
ta do Exm. Sr. T. juiz di o-phos. a requerimen-
to do iuventariaiite >!e Jos Rodrigues dos Santos
leva-r a leilo: um terreno formando um trapesio,
sendo um dos lados paralellos que corre da beira
da estrada a beira da leva ia do eogcuho. medin
do "(57 metros e >8 icntimctros, e um lado que
va e 42 centmetros, com urna casa de talpa com 2
! portas e una janella de frente. 2 salas. 2 quar-
tos, cosina externae un telluiro no poente sob
pilares de lijlos madeira, niedindo a case S
metros e 24 cntiraeTros fe fr nte e9 metros e 90
centmetros de fundo.
A propriedade est situada na estrada do Gi-
qui. em Jalioalo.
Commandante P. Rowsel!
n dia 7 de
da denio-
Espera-se da Enrepa aM
Junho. seguindo depois
ra do costume para
Baha. Rio de Janeiro MonlevI
do e Buenos-\yre.s
Para passag-i?. fretes e encommeudas 'raa-
se com os AbENTES.
O paquete Trent
Comuiandaiite W. C'!i"pniam
E' es(ierado do ^ul m dia !' e
Juuh-). :,(-guindo depois da demora
nectwsaria para
Leilo
Eng-ommadeira
l'i-ecisa-se de umi ama boa engommadeira
na na da Unio u. 29-A.
t
Mara Carolina da Conta e Uva
Jor Rufino Climaco da Silva, por si e pelo?
seusfilhos menores, agradece a todos aquelle?
que acompanharam o eadaver de sua idolatrada
esposa e mai, Mara t-arolina lai.osta e Silva
at o ultimo jazigo, demonstrando assim a sin-
ceridade da amizde, na maior das angustia?
por que pode passar um coraeo de esposo e pai
Da mesma forma agradece anida um;i vez a?
nrovas de conpideraces tributadas pela socieda-
de Monte Pi Popular Pernambucano. fazeudo-se
representar nesta fnebre solemnidad*'; e bem
assim veneravel onlem lerceira de S. E;anci3co.
confranas de S. Ifenedico. Sauia Rila di^ Cassia,
irmandade do Sacramento de Santo Antonio,
Almas do Recife. Bom Jess das Chagaa, Santa
Cecilia, S. Bom Jess dos Afliiclos de S. Jos de
Riba-mar ejuo Espirito Sanio pelo mesmo motivo
c novo as convidam para assistrem as mis-
as qo- manda celebrar no setitr.c dia do falle-
cimeuto, sexta-feira 3t do corrente. pelas 8 ho
ras da manh, na igreja da veneravel ordem ter
ceira de S. Francisco.
---I j
Mara Carolina da Coma e silva
Mignel dos Santos Costa e sualnulher. Migue!
dos Santos i'osta Jnior e su:i mulher, Jos Be-
nicio dos Santos osla e sua mulher, Manoet
Thomaz da Costa o sua mulber, Joaquim Ramo.-
da Costa, capilio Francisco Jos da Costa e ana
aulher, agradeceui di intimo d'alma a todos .
quanlos acompauliaram o cadver il<- sua nuncr
esquecida e bondosa tilha. irm, cuniada eso-
brinha, Mana Carolina da Costa e lva, at a
ultnn. morada.e du novo Ibes pedem o caridoso
obsequio de assistrem a missa que mandam re
zar pelo eterno' repouso da mesma. rio setime
dia de seu falieeiinento, sexta-feira :1 dooor-
reute. pelas 8 horas da muidla, na i y reja da ve-
neravel ordeui le-crira de S Francisco.
cente, Lib-.a. VigO, Scvufli:!iptori e
Antuerpia
ffwnicgtl da fmttttguu
.' ;..; b t:' clasae
Jfto
4)
Escriptorio da superinten-, v5.^rr
dencia, Cabo 24 de Maio d
1889. VellsHood.
SLPKiaNTEXDEMK
Rccebedoria Provincia!
i) administrado* da Rocebedorin > ovjiicLll,
raa do regnlamento de 28 de'Maie (h*-l9tfi.
faz publico para conhecimento dos infereiados.
que 'ientro de 30 dias Olis ifliprorieaveis, co:
lados d I de Junho prximo; dar-se-ba
ci multa, dos impostiis abaixo < c!a ,.. de tioe
trate a lei ii. 138i relativo; lo 1 --;rm-. :;c do
ejercicio corrale de ISM
Recebednri;: <- Pernambucck 2H d
Maio de l89.
Francisco Anryntti; tto MiMira.
3 0/0ffinltipcade3'por i'.' :'.:e istab.
raeiilos a retalho.
OO/ sobre o valor k.....
mentos iadu.-lriae- dta cidi
" 0 0/Oide n Ide-n idem fra di ridade.
SOOiOOO por pessoa que tm\
iit'i de leu
l:0fM) aaa de garantia de hl:
totea
12 0/0 ubre escriptorio ros i- consul-
torios.
2550 por tooada d>- alvan
Dcima urbana.
25 0,"0 sobre a renda do? bens de raz perteu-
centes cor'porares oe m?lo mora
80 r. por litro de agurdente ou aleo
lompnirliia de bombelro-
Oa
Ida e coito
:io
t
i^eiros '
I!'.. .1(1'
Per.rmboeo,
Sniquanto vigora: a qu i imposta na
K>ptiB4ica Argentina, aos vapore- e na .ios pro
i0 Brasil, os vapores dsta companhia nc
ioemuarga para Buenos-
Ajrre?.
... i passagens, acommendas, trata-se
A V. NI':. -
\moriiii Irruios & C.
H; di Bom JessN. 3
de Hmobilin de junco preta, com encost de pa-
lha coinplelameiiie nova, composta de 1 sof. 12
cadeiras de gua; nico. 4 ditas de liaianco. 2 roflntofl com pedra. 1 piano novo.
t i-P'!lio gninde dourado, jarro-, quadros a
ole> eUers, eiidieiros. 1 toilet com pedra. 1
importante cama de casal, de Jacaranda, com
dnas frentes, 1 berco, t duuqnerqie. 1 relogio
de parede. 2 lavatorios, 1 guarda-vestido. 1
guarda-lenca, 1 meia commoda, 2 cabidos de
columna, dtverses de parede, marqunzoi's. mar
qneza, i meia mobilia de amarello, 1 secreta-
ria de Jacaranda. 1 mesa para juntar, 2 apara-
dores, diversas cadeiras'avulsas, copos, clices,
apparelho para alrni.co, dito para jaotar, facas,
eolheres, trem de cozinlia e mottiid outros obje-
ctos de uso domestico.
Qnarta-feirn. 99 do corrente
A's 11 horas
No 2o andar do sobrado ra do Range'
n. 60
O agente Modto Baptista. aut risado pelo
Sr. Manoel Lopes de Carvalho Jnior, que se re
lira para fra do imperio^ vender os objectos
cima ao eorrer do marteilo; e aluga-se o mes-
mo sobrado, o qual tem agua e gaz e bons com-
modos.
f
Anna Carolina do Wanlow Porto
Zeferino Jj.s da Costa Valenle, ma Carohm.
Pono Valentc, Jos Fortunato dos Santos Porto e
Manoel Jos dos Santos Porto profundamente sen-
tidos pelo fallerimeuio de sua presada sogra e
mi,-Anna Carolina dos Santos Porto, agredecen.
a sus prente? e pessoas de sua araisade que
acompanharam os restos Wnterto ; e novamente o? convidam para aasis-
liii'in as missas que se leui de celebrar por sua
alma na igreja do Espirito Santo, sabfofldo, 4."
de Junho. s 7 1/2 horas da manh, stimo dfc
de sel passirnenlo: por cojo obsequio protes-
lam sa elerna ^ratidao.
taeMHHaeOMMMMMMMaP^V^^MMBMMI
Leilo
LE1L0ES
Qrirfn feru (29> deve ter lugar o leilo de
, viril quadros e espelhos exis-
u do da ir. Fr.-.acisco Jos Leite.
Leilo
D;.- '!:v
JHodrig es'
i maesa fallida de Alberto
traneo, na importancia de
67:lt$3S6
Qv/xrtv-fra 29 do corrente
! 1 HORAS EM PONTO
. .a travesea do Corpo Santo
n. '21
O agente Pestaa far leilo por mandado e
neia do Exm. Sr. Dr. juiz do commercio
das dividas cima meneiinada?.
De 1 000 saceos com farinha de mandioca
Sexta-feira. 31 docorrene
A's 11 horas em ponto
No trapiche do Sr. Jos de Mallos a ra do
Commercio
O agenl" Alfredo Guimares levar n leilo
1,000 saceos com farinha, a requerimento do
depositario dos mesmos por drsfWilw e assis-
tencia du Illm. e Exm. Sr. Ur. juiz de direito cs-
secial do commercio.
AVISOS DIVERSOS
Alujase a coa a. VI a rua Joaquim >.
buco (outr'ora Ventura) na Capnnga, a qual r-on-
,-iste no andar terreo e sorai com um pequi no
sitio ; est nova, bem tratada e tem bastantes
i'ommodos para familia quein pretender diri-
ja se rua l."*de Margo n. 13, loja.
- Aloya-e a casa n. 17 rua arga do Ro-
sario prc pria para neaodo : a tratar na mesma
rua m. 9, Regulador du Mariuha^^ -________
Ataga -" o terceiro andar do sobrado rua
do Imi.eradi r n. 26 : a tratar na lithographia
rua Marque; de OI,nila n. 8.
lusa-se osobr;iu a run i.arao ile S. tor-
ja n. 26. com basmntes comm idos para numero-
sa familia, e oda praca Conde d'Eu n. 26, dem;
a tratar na rua Je Santo Amaro n. 8.
Anna Franoiwra de Heneies
Francisco Pinheiro de Menezes. .Lyliosa Cecar
de Menezes Cysneiro e seus lilhos agrade cen di
Intimo d'alma s pessoas que se dignaram acom-
panhar os restos mortaes de sua sempre lembra-
da mal. sogra eav, Anna Francisca e Menezes
De novo as convidam para assistrem as missas
que mandam rezar sexta feira 31. stimo dia di
seu passaincnto, 8 horas, na villa de Gamel-
leira e capella do ungesho Sibiro Grande ; pele
que anti cijiam seus eternas agradecimentos por
este acto ce religio e caridade.
t
CapitAo Joo Barbosa de Carva-
lho Drunmond
D. Aionia de Carvalho Druinniond, seus pais,
sogro e irmSos, convidam a todos os seos pa
rentes c auii;:os do tinado par,, assislirem a
missa que peta eterna memoria de seu sempre
legrado esposo, geDro, (ilho i-unliado, man-
dam rezar na matriz de Palmares, pelas 8 horas
da malilla do ia 31 de Maio cnente, 1- anni-
versarjo de s?u passamento.
Antonio Lopes Bodi-gnes
Eduardo Lopes Rodrigues. D. Eliza de Moura
Rodrigues, Antonio Joaquim llamos e Silva. l>.
Maa Jos Ramos e Sil a iiusentes), Arthur
Ramcs e uilva e D. Mara ('. emeiiiina Ramos e
Silva agradecem s pessoas que se dignaram
acompanhar u lima morada !> restos mortae -
de tf\ pai e sogro, Antonio Lupes Rodrigues, e
de novo as convidam para asistirem as missas
do stimo da que mandam rezar s 7 horas do
dia 29 do corrente. na matriz da Boa-Vista, por
cujc^ic^^e^liuiosecuiHVs^am og^^^
/
.
i
>

t




1*Slt*9tt*&i&*' I
DE PARS
? ## PERFUMARA DE LUXO, Ra de la Paix, IB ###

Diario de Pernambuco- Quarta-eira 29 de Maio de S88
GUERLAIN
-
AMIGOS A MODA ESPECIALMENTE RECOMMENDADOS
_! d Caanla Imperial branca. Alambrsada, A'miaoarada, para lenco. 8a
r?,8. n*2???l*l*t<>4l firmfi Par* -bar- Cwe de Jforaiao. e CraflfcdflJ
Sabio de toilette de esperniacete.
' ,W*flj9 Barloe cuidados
PHOSPHATINA FALIER
AREALIDADE!
Ornear i&gg&to
\
III 1
FNI)ICAODE: SINOS E BKONZE
DE
,. LUIZ Da CHUZ MESQUTA
66na do Baro do Triumpho66
Tem para vender o seguinte:
.TI achinas de cobre para azer espirito de destillar e restillar.
AllaBl)i Serpentiaas de cobre e de. estanho.
Carapueas de cobre,
t i Tafias, taixos e caldeiras de cobre.
c Bambas de todas as qualidades de repuchos, aspirantes e continuas.
Cachemiras lisas a 102COo covado.
Cachemira de listras a 102OQ o dito.
rachemira mesclada a 800 rs. o dito.
I Esqujao de algodao a 35200 a peca.
Gazes arrendada a 500 rs. o covado.
I Lis. Amazonas a 44" rs. o dito.
Merinos lieos a 440 rs o dito.
Cortes de vestidos cm.cartoes.
Capellas para.npiva a 70500 urna.
' .Saludas de bale (tecidos era 13).
Zepliyres de quadro a 200 e 240 rs.
' 'ohmas de fustn a 20000 um.
; Setim Maco (todas as, cores).
Bapf 8ta de cores a 160 e 20' i rs o covado.
Cortinados bordados a 665' 0 o par.
SO SE YMDO
(JUNTO AO LOVRE)
Baleias pretas a 240 rs. a d.uzia.
Setim do
Toru'iras de bronze e madeira de todos- os tamanhos-
CaBOS de cobre, decbumbo e de ferro.
Hepartidciraft. passadeiras e eseumadeiras de cobre o de -ferro estelulado.; Rendas li'.-spauholas a 30000 o metro.
' Cobre em 1i>bo1 arruelas. i Cretones a Deiby, Chiba 240rs. o covado.
Mola jngleza e do Rio. GuarnicSo de crochet a 70000 urna.
Cadinhos jiutente e de lapis. j Cambraia bordada a 45000 a peca.
MlBOS de 1 libra at 110 arrobas. Dita Victoria a 20800 -dita.
E muiros outros objectos
ENCARREGAM-SE de qualqner concert e obras de encoinmenda,
tindo presteza, perfeicab e pre eos mdicos, para o que- tem pessoal habilitado.
YlXIMS a praso ou dinheiro com descont. *
m do Jap. o h 240 rs. o covado.
Colchas de damasco a 8(5500. um
Colchas de crochet a 75000 um.
! Gnarnicao de crochet com matizes.
j Colchas de cores a 10800 urna.
Panno da Costa a 15000 c 15200:
Guardanapos de linho a 25200 a duzia.
T.'alhas felpudas a 35* 0 a dita.
Cobertores de la a 15800 um.
' amisas inglezas a 3/600 a duzia.
Algodao branco a 35200 e 35500.
MadapolSo americano a 65500.
Brim pardo a 280 e 300 .rs, o covado.
Fichs de retmz a 15000.
Lences de bramante a 20000 um.
Cobertas de ganga a 30000 urna.
Paletots de seda palha a 755,00 um.
Leques de setim branco a. 65000.
Popelina branc a 8< 0 a. 15000.
Sargelim de cores a 200 e 220 rs o covado. Etamine bordado a-500 rs... covado.
garan fCamisas de flanella a 45500 ."urna. | Lencos brancos a 10200 e 15800 a diizia.
Esguiao pardo para roupa a 360 rs. i Paletots de., alpaca preta a 45500.
REMEDIO DO DR, AYER
OOITRA
AS SEZOES OU MALEITAS.
9 RWMOiflP J?a, Ayer, descoberta
vegetal que, nap contera a quina nem o
, oenilao pouco outro ingrediente
ngbrneoedor de JCgf.
o Imperador do Brazil e o Rti dos Belgas.
______ A VXRDAOIiHA
AGUA de BOTOT
P o nico Dentifricio approvado
pela ACADEMIA de MEDICINA de PARS
0 meihor calmante contra as Dores de Denles
Recommendadc eape-claljmente com o POS d> BOTOT para os cuidados da bocea.
229. Hae S-Honor,?, Parla, e n lodu as bou Dropriu. Pofuuriu e Cibeflerrirtit
j Bramante do a!goda> a '5000 o metro.
Atoalhado bordada a 15200 o dito
! Cachemiras de quadro a 280 rs. o covado.
i Percales de efirqs lixas a 200 rs. o covado.
Espartilhos curaca a 55000 um.
Leques transparente a 25500 um.
Paletots ,de, brim pardo a.40500.
Pustao branco lavrado a 360 rs. o covado.
Setineta branca luvrada- a 500 rs.
I Regatas de cores a 10000 e 15500.
j Crep preto (iaglez) a 25000 o covado. i'aletots de alpaca de cores 45000.
Luyas de seda a ,20000 e 25500. j Bicos de cores a 20000 e 25500.
Seroulas de bramante a 155000 a duzia. Paletots de gorgurina a 40500.

I Guardap para homein a 60000.
1 Batiste finas a 260 rs. o covado.
| Bicos preto de seda.
Toalhas para banho a 10500.
Grande variedade era Extractos,
; banho.salgado* sobretudos, dubl-capas, casemiras, brs brancos e, boleas.
Houpa por medida
20Ra Primeiro de Marco
t C%4 JfE CO.\FIA\C A



i
-
-

59Ra Duque de Caxias59
ADMIREM
Cortes de cretones em cartSo com figurino e enfeitos, a 80000.
dem do nijtiiupini bordadas, a 250000, sao de 400000.
Setim preto, a 15000, 10200 e-10800 o covado, verdadeiro Maco.
GrosdeiiapJes. prcigs, verdadeiro Len, a 20200 o dito.
Merinos pretos, duas larguras, a 500, 800, 10000 e 10500.
Manthas pretas, a 10200, 30000 e 55000.
Casacos de cachimira pretos, a 300000.
Fil bordado, a 800 rs. o covado, para vo6 e.enfeitos.
Velludilhos de todas as cores, a 800 rs. o dito.
Zetros de cores, a 80, 100 e 160 rs. o dito.
Linons de cores, a 200 rs. o dito.
Tecidos diversos em cores, a 240 e 300 rt>. o dito.
FustSes brancos bordados, a 360, 400 e 460 rs. o dit.i.
Lindas setinctas, a 200 rs. o dito, aproveitera.
Cretones magnificos, um metro de largura, a 280 rs. o dito.
Chitas, boiu sortimento em cores firmes, a 200 rs. o ditr.
Rendas sinstriacas para vestidos a500 rs. o dito.
Cambraias bordadas, a 40500, com 10 jardas.
IdeniHVictoria, a 20500 e 30000, com 10 ditas.
MadanolSo superior, a 60000, com 24 ditas
Algodes nacionaes, a 30000 e 30500 com 20 ditas.
Bicas guarnieses de crochet, a 70000 e 80OOC
Toalhas de labyrintho para baptisados a 250000 e 300000.
dem grandes para rosto a 40000 a duzia.
Ceruulas de bramante, a 120OOO dita.
Meias inglezas superiores a 30000 e 50000.
Camisas inglezas e francezas a 300000 e 360000.
Cortinados bordados a 60000 e 80000 o par.
Lences de bramante a 10800.
oberta* de gaaga, dou pannos a 20800.
Redes superiores, a 100000, sao de 150000.
Pannos para mesa a 10100 e 10400 o covado.\
..Atoalhados bordados, a 10200 o metro.
Bramantes de algodao, a 700, 900 e 10000 o dito.
dem de puro linho, a 10600 o dito.
Casimiras em cortes, a 20OOG, 30000 e 50000.
Sargelins diagonal, a 200 e 220 rs. o covado.
As vendas em grosso tem o descont de
Guarda-p para senhora 100000.
Bramante de linho a 15800 o metro.
Velbutina de cores a 800 rs. o covado.
Merino preo,de todos os precos.
tnicos, entremeios, bordados, roupa para
-20
3Sml
. npci'gjyj rpnjedio uallivel e^prompto
' iRw/iaS*A'aldade de fehres intermU-
te'"Hltm Wgfcft"" ~8aus effeitos sao per-
.jjiane^i^ Jttos e neuhum mu abso-
lutansjnjje p^eaavir do seu eraprego.
^n^JaW,orna-se o meihor
reowW^ossrseL para todas aquellas
ooencaa. >jic...provcra dos rffeitos dos
mastipu, qq_e*e desenvolvem nos lugares
pantanoso(e infectados, e qne geralmente
caractensao-se pelas affeccScs do
Hi&xxxmo de Ayer curar serapre,
mesmo nos casos pelores, toda a vez que
lor empregado convenientemente e se-
.-.r--C4P4i<> *s direccSes.
PRKPARADO PELO
DR. J. C. AYiR & CA,
ii llWftji Maas Est.-Unidoa.
CABELLO-
Angmenta, Afonnossa
E FAZ CSESCEB. O .CABELLO
. com assoabrosa rapidez.
Alugfa-se
o 2- andar da ra da Roda n. 17, com grandes
commodos e em bora estado de conservacao,
sendo a sala da frente forrada a papel ; a tratar
oa ra do Rangel n. 65.
Discursos
o muitaeloqueote, ojadflr.^oinego Mves Men-
Agostiiho> Ai; Irmos
Cpllar deOuro
4- CAHi** ,
**m
a-A
.Como Jizessemos urna .raad- j-eforma em o
qosso "stabelecinieato, lizwaos .tambem reduc-
Cao us prcos de nossas joias.de ouro, prata e
bnihantes. Pedem a seu^ amigos e freguez/s a
virem comprar lindos objectos com pouco di-
nbeiro, omprarse oiro^prata e brhantes em
obra- -i'r\ida.s e pag-se Dera. Consertam se re-
2:S- t'nras_de our<> e prata commodamente
Cosinheira
Precisa-fe de urna cosinheira para casa de
pouca familia e qup durma em casa ; a tratar oa
ra Duque de Caxias n. 4'8, loja..
Aluga-se
AMAR AL "& C.

SfAXA LIQUIDA !tPRMEA\
EMPREOyV -ST- 8GM S3COVA8
mcLriniico ZsTJ&TUO $'esta rr*axa
uo.'.'jerx'i-se uxt:;.ta uxatk semana,
OHLv/tUntlL iji-Udv Gomina !uI>oo tlastiea paru a Bottitws da< ,n!joras.\
Rg'Mffii&PASTA 'U/IftfQS4, e caijcap d^.Xclh* de auaros, tal qual\
X;i' /( aa/rttffu*. ao Kxercito Inglez.
I '/ f I TMPl NUMift^ v-A"H comp l, A.9, nousr Lana, lond*k
juimaras- A Pernyui.
Grageas Deikazire
ApproT-adas pela Inapeotoria de Hygiene do Brazil
CASCARA SACRADA
Vardudeiro Ratoadio
Contra a Primo.de Venere habitual.
c sobradinbo no becco do Quiabo n. 64 (Afoga
dos), caiado e pintado de no\p, com quintal
grande, cacimba e diversos ps de fructeiras : a
tratar na ra de Marcilio Dias n. 106.
A FLORIDA
sem
Aluga-se
a casa terrea travessa dos Guararapos n. 2 :
tratar na ra Mrquez de Olinda n. 34.
Aluga-se
casa sita ra da Aurora u. 121, com bastan-
tes commodos para familia, com agua, gaz. jar-
dim e um grande quintal ; a tratar ua praca Pe-
dro 2- n. 73, l- andar.
V luga- se
as casinbas do bfcop Tapado, de ns. S ,10, 14 e
16 ; a tratar na ra do Vigario n. 31; pnmeiro
andar.
I0DURET0 FERRO CASCARA
O niUm activo do* Frrniginomom
Nao produzindo a Primio do Vanara.
iCrfitq.flr.-i rtURIAGU S.-SMAZIERE. 71. MU '
Mm, >*H
14
Peitora^ de Cambar
de S. SOARES sempre toi, e ser o principal remedio para as molestias do larynge.,
bronchos e os pnlm3es.
A broncliite, asthma,,iuolcstia do peito, rouquidao. coqueluche e qualqner tosse
sao perfeitamente curadas com o verdafleiro remedio' PEITOEAL, DE CAMBARA',
de S. Soares, approvado pela Exma. Junta Central ,de Hygiene Publica do Brasil,
premiado com duas medalhas de ouro, e rodeado de valiosos attestados mdicos e de
innmeros de pessoas curadas, tanto nesta provincia como em outras do imperio.
Prevos: frascos 20500, 1[2 duzia J 30000, duzia 240000.
Vndese era casa dua unicosagentcs c propnctarios geracs Francisco Manoel
da Silva & C-, ra Mrquez de Olinda n. 23.
Aluga-se
o armazem e urna sala a ra Mrquez de Olinda
n. 32 : o A.^naa* ra Uo.4mperador n. 39 ; o
3- andar ra. do Kom Jess n. 42, e a loja no
Sateo do Terco n. 20 : a tratar com Luiz de
'ornes Gomes Ferreira.
Alugne barato
Ra de S. Amaro n. 14.
Raixa verde n. 3. _
Becco da Bomba n. 8 loja.
Baixa Verde ns. 1-C.
Ra Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Ra do Coronel Suassuna, quarto n. A.
Ra dos Guararapes n. 94.
Largo do Mercado d. 17, loja.
A tratar ra do Commercio n. o, 1 andar,
esenptorio de 5i|ya Gnnarjjes 4 C
Precisa se de urna ama para cosuiliar e que
durma na casa do emprego ; na ra da Concei-
cao n. 4, 1 andar.
PEFSIEA k VACALBAES
IOOOx><
S
elixir mmm nmmwmm
da BAUDRY, Pbaimuceutico de '. CJasse.
0
o
DIGESTOES ||T|I]tV[KikffflMllI.'7JHIl GASTRALGIA
DIFFICEIS L^li^CtmSilaUUUIaUJ ANEMIA
Dyspepsia f^m^TWmW^'^mTmW^i Vmitos
Perda 1 9 I M H J WM Da rr fi a
de Appeuta |^J4UJUHiUi*UL3 I effca
TNICO DIGESTIVO com QUINA, COCA e PEPSINA
EM TODOS os BOSPITAES a*-rf^bf da Ouro Diploma* de Honra
pars crez 34. ra La myre. a todas ac Maraaciai MaW*m
- jl
Uta Elixir, que couieuu em aa c n:po.-i^ao os bromuretos de potaaaio,dt sodio
MUMn, perfeitameple coftibiiiauos, de um sabor agradavel e sempre
tomado oesn prazer, mesmo pelas oessoas, que tenhao um eaComago delicada.
Namensas experiencias vierao ooniirmar a sua immensa efhcacia contra a
Instomnla, as Enxaquecas, a / ritacAo durarla a r.oite. e as Palpitacdas,
oalnando immedMiaimente a .-x;iwbn!a-i- nervosa. A^n;...stra-se tambem com
grande vantagem as convulsdei das cieancas e as senhoras que soffrem ds
pasmos, de^maios e att iques de ervos. Empreado convenientemente,
esta Elxir um auxiliai po leroo ^.aiekine .orara <> fc.vsterlfx-a.a piiepsia
a a dama* 4a Sao Guido A Oapomito : T^r- *./. S v* Viv-,uno. ,/.-;. nrin ipnes Pita tunan-.
--
: .- -. K r
... 1411 ._^^qsajam^s,^mm^Bf--
.njiv-TivcAn: gj
AHIZ, S. Bonlcvawl Hentniartra, PAR:Z|K
PASTILHA8 digestivas (khrlcadas em E
.Vichy con. os Safs c. raMdOf iut Pauta. Sao B
ilp goslp agradavol c a sua aocu, c curta coi:- 5
Ira a Jlsc :; Diety dif/tctis.
SAES BE.V1CHV PASA B5NH0S. Um rolo para um baabo. psra ;;. poseo auc i :-. podem ir a Vichy. f j
Para evitar as tiHUardet extfftr em todos os ;>/-.,.!.- ot j.
, MARCA DA OOiVIE>. DE VICHY
!jn Pernambuco, ot Pro-.u'-u as tebio-se fin casu de SULZt- a .'OCmlin.
n da Crez; .
I

I
1 ai cida uar^.
' Tigres r
m / iu. i ,.uc *i> "...'-jiivei pa -eycn.ase do pefto ; tf.mbero pata
. c ulcera* '.'. amse para a gou. o rheuruatismo c iua t.ol& a iOaun-
ai u-U/nti, bro/duics resfrtar.jsntof e tossss.
tiac ra r^I'c i"''- -*m semelhante e oaxa >* membrec
-f:.-'-:- -
i
-^<*rf>n'CO *** -i'-mcic no F^ul^^ciuiento fo l*itrisor UoluswaV.
^Oi i asa nato*) Jjn> o otrfo as ttfc. caiu e Fovs, t *>

M&l*ZX


.;..>-
S
Ama
Precisa-se de urna ama para engpmmar e mais
servicos de casa de pequea familia ; na praca
da lia-Vista n. 31
Ama
Xa ra da Matriz da Boa-Vista n iH ruime ro
andar, irecisa se de urna ama que ^ inli.- bvin.
para cusa Je pequea familia.
Quadros
-mdi belssimas oleograpliias. nni adorno de sala e para presenti's. ludo enotn'1"-
je na livraria Gontempora; :. 1 >! M-irro
numero 2.
As aer' v < nr c v^lleti- < ojo pr'a.io
umai'L'ivi. li.";i:;i lran-f idi< pary tv- r- ui a
uliima luiniii .i- ],!!;> Para.
L>i
UANFATSASONSC
u*;ik m\n TRif m m
Machinas a vapor.
Moendas.
Rodas d'agua. *
Taixas fundidas e batidas.
Taixas batidas sem cravacao
Arados.
ilute! 'rniia>era
18 Una .dn Rod? 8
U prO(.rklarr. .!. v ; c\\ -.....-u.k-, Ion'
Bt-rnardo 'la Silva, .-li;i.u.i ..tieqrao lo r^spi-i
tavel publico para iucumbil o de emouiin,iidas
de Jantares.
Porntce-se comedorias para casas particula-
res a precos commodos :
Feijoada 240
Carne de qualquer forma 320
Peixe 400
Frigideira 400
Ver para crir
~"*Z. .
ry
Jua
ele Ir. 7a^ ^*
Sobrado
Aluga-se o 2o andar do sobrado ra de Do-
mingos Jos Martins n. 138, com muiios commo-
dos para grande familia e por preco com modo,
em bom estado de asseio, o qual nca confronte
ao fundo d armazem de Carneirn Vianna : a
tratar na ra Mrquez de Olinda n. 64.
Fafel't de caroc*
algedo
de
?'
O MICROBIO
DA
Blennorrhag ia
p radicalmente s^jifafl pp!? wrsgo 1a
QIJECOO ODBT
oirposrro oesal:
PA3U8. noolevord Uei.aia. V. a3X*
Vtr i So.'.d ua trv,i ds '.m-u ha i
. -.'..i- i I .tlo.f
Mus-.
1
Galoes, palmae e rosas de vidrilho.
Bicos de seda e de algodao com
vidrilho.
Mantilhas de seda e de algodao.
Contas lapidadas para vestido.
Franjas de seda com e sem vidrilho.
Renda hespanhola.
Collarinhos para homem a -3^000 e 4jjt00iJ
a duzia.
Bordados de camb aia tapada a 400 500'
600 e800rs4a peca.
dem com 3 e 1(2 metros, de qualque
argura a 10200.
Lencos de linho em caixinhas a 30000 a
dita.
Meias para homem, duzia a 4<000.
dem para senhora, duzia a-4jJ000.
Lindos leques transparentes de eaze a
35000 um. 6
Grande sortimento de porta-retractos de
pellucia.
Finas pulseiras americanas a 45, 6(5 e
85000 o par.
Ditas de phantasia, gosto moderno, de
20500 a 30000 o par.
"ortinados todos de crochet para cama a
3120000, 170000 e 190000 o par, algn
de corea.
Ditos para janellas a 70000.
Pannos de crochet, para cadeiras a 800 e
10000.
Ditos para sof a 20000.
Plastons e regatas de gosto.
Espelhos com tres palmos de comprimento
a 40000.
Capellas com veo para noiva a 60000 e
80000.
Lindos enxovaes baptisados a 80 100 e
120000.
Toucas de setim para baptisado a 30, 40 a
50000.
Gnnaldas e ramos de seda, o que ha de
meihor.
Renda hespanhola de diversas cores.
Bicos brancos e de cSres a 20000 a peca.
Ditos de seda brancos e de cores.
Lindos ramos de flores a 40000 um.
Collarinhos e punhos celluloide.
Grande sortimento de fitas modernas.
Baleias a 280 rs. a duzia.
Extractos e leos de diversos fabricantes.
Linha de machina, claque, a 40 rs. o car-
ritel.
Pastas, a 10000 e 20000.
Porta-lettras e porta-sedulas a 20000.
Arquetes para chapeos e chapch'nas a
10500.
Lindas fitas n. 12 para chapeos.
: Luvas de seda, cano comprido a 20000 o
I par.
I Ditas de seda para creanca a 10000.
{ Dita para moca a 10500 o par.
Grande sortimento de jarros para toilette,
i sanctuario e consollos.
Lindos lencos de seda, gosto moderno.
Grampos dourados para segurar cabellos.
Ditos ditos para enfeitar cabeca e segurar
chapeo.
Espartilhos para creanca a 40 e 40500.
Ditos para senhora a 40, 40500, 50000 e
60000.
Grande sortimento de sabonetes de 200 a
10500 um.
Estojo com faca, garfo e colher, proprio
para creanca.
Bengallas com flauta a 10500. ,
Meias de l para homens e senhoras.
Linha* don4a* para sser eroch*t.
Linda fitas para tacha a 20, 30 e 40OOD
o metro.
Lindos leques de setim para casamento.
Grande sortimento de leques de setim e
de papel de todas as cores.
Suspensorios americanos a 20000.
Lindos desenhos para talagarca,
Finas carteiras par algibeira de 10, 8*,
, 3 e 30500 urna.
Ra Duque de Caxias 11.105

i
J i cOBhei ido como o mclh >r e mais nutritivo
alimento para animaei : vende se na ra do
Bom Jess n. 38, i andar.
Co/Jnlieira
Precisa-se o* urna 8uh que cosinne Dem, pan.
Casa do pequea familia, que durma em casa
dos patroes : na ra Conde da Boa-Vista n. 24-F
portal de Ierro.
Camellas da Mente de Socorro
Cmbdii-bp cauteltes do Monte de Soc- orro de
aualquer joia, brhantes e relogios; paea-ie
bem na Praca da Independencia n. 12,1o? de
r-'iojopiro
Aula publica
A i. cadeira (sexo maicnlino) da
desta capital, acha-se a funecionar na'
Aragao n. 10, 2 andar.
f











i

trunca ; n
i Con-

Djiario de Pernambuco- -Quarta-feira 29 de Maio de 1889
Xarope e Pasta
oeSEIVAo.PINNEIROIMRITIMO
toUJiABSM, Ptummoa
AmnMiu pU mm m.MtiUm i Mi li I,
Popular ha 30 aunas, o unloo
preparado com a^rerdadeira
Selva de Pinheiro, extrahlda
palo vapor d'agua, logo depola
de cortada a arvore. Cora oa
deuxoa rebeldet, a toaaa,
as orippea, oatarrhoa, b ron-
cal tes, molestias da gmr-
ganta e roaqnldSea.
PARS, 8, Ro ViVrtaaa
A o eommercio
Os abaixo assignados avisara ao publico e ao
c/minierciu, que nesta data dissolverainamiga-
velmete aseeieclule particular que than no
armazem do gaz, ruado Imperador n 31. ret
lo-se o sul-10 Francisco GuimatSes pago c
.itisfeita do seu capital e lucros, licando respon
I por todo o activo e passivo da mama so-
eiedade hoje extinela, o cx-tocio Adolpho ui-
... Recifo, i"> de Mk> de 488#. ^
Adolpho Alvcs GHimarics.
Francisco JoAlvesGuimares.
Cosinheira
Preeisa-se di urna, que cosiiihe bem c nao
t'oia ra ; a tetar na ra do aliaga n. 14, i-
andar, fi meio da al horas.
SNDALO M1DY
k$tnn*> fU Jtt a-H/Htomc-*-Ju*n
8apprime a Copahiba, aa Co-
babas e aa Inleccea. Cura em
48 horas todo e qualquer corrimento.
y da maior efBcacia as affeccOes da
bexlga, torna as urinas claras por
ato turras que sejSo. Cada ^\
capsula leva impresso em \Kfffj
negro o nome.............. >S
Deposito em Pai, 8, Ru Vivienne.
A's mies do familias
REREIS VOSSOS FILIIOS SEMHEK 8ADW?
Administrae-lhcs o a a rop w s
Pillas Venniprgalhas
DO DR. CALASAWS
ptimas preparacoes do mastruz
-huibarbo, pam a expulsto completa, sem
lores nem incommodo, dos vermes
intestinos ou lombrigas
(das cranlas e dos adultos)
SKIS ANNOS DE SUCCESSO
Estas excellentes preparacoes nao ne-
rnanitam de purgativos como auxiliares
visto seren purgativas por si mesmas.
As pessoas que tm vermes sentem c-
licas, tcm constantemente diarrhas, indis
pajeSo, sensato de corpos que se movem
nos intestinos, endurecimento do ventre, e
s vezes, vmitos. Rangem os dente, quan-
do dormem, algumas e pessoas expeliera
vermes cora as fezes ou com as materias
dos vmitos. As criabas apresentam as
ppillas dilatadas e inapetencia.
As pi lulas levam impresso o nome do
DR. CALASANS e sao cor de rosa.
1 caixa de pulas 15200
l vidro de varope 1(5200
K AS PRINCIPAES DROGARAS E
PHARMACIAS
Constructores aflamjrtiip
Representado por Emilio Bu-
lln, cagenhelro mcofeanf <.
(PERNAMBCCo).
*Assenlamenl c-mpleto tpara engenhos c-
traes e Uzinas pelos processos os mal aperfei-
ondos. .
Moendai e represso mltipla.
Jjortecannas vertical, syslema Bedu.
Diffuso. circular e rectilinta, dito Bedu.
Dllu&jio continua do bapaco dito Perret.
Fornoa para queimar o bagaco da diffuso.
ilo Bedu.
Piltros mchameos a Cltracao mltipla.
Turbinas centrifugas (economa, liuipeza e
abalbo rpido).
Em geral todos o? apparelhos os mais moder-
as e os mais aporfeicoadus para o fcbrico de
acucar.
N.B.-OSr. Emilio JJillion fazendo uma.via-
gem de 3 raezes naEwopa, durante asua au-
sencia dirigi as carias e pedidos a casa Bedu
FrresaHam, que fornecer plantas, orcamen-
tos etc., e por qualquer negocio urgente infor-
marse ao Sr. Eugene Chahne; 24 ra do r.om-
mercio. Recife.
MAIS BARATO
\a Loja als(ras Azues
RA D^H T5* CAXIAS N.
dase
f
Fabrica de fiao e le-
cidos de Natal
Julio & Irmo. praca do '"orpo Santo n- 7,
leem a venda os acreoitados algodes dessa fa
:> ca, traugados e lisos.
Boa pee hincha
Vende-se 20 duzias de cadeiras de junco, no-
raa e toda madeira de pinito, pertenoente ao
.reo chileno : a tratar na ra do Imperador n.
2~. primero andar.
FOLF^TIM
SEM MAI
POR
paulo mizm:
A FALHA DA GOURACA
'Continuadlo do n. 119)
CAPITULO X
o i i n a l prefo
Tere! grande prazer em dar-lh'os,
mas niio aqui, ao relento. As proprias
flores na>j prectsam saber o que me vm
dizer. Ellas poderiain repetil-o, e tem
tilvez ouvidos, tanto como as paredes,
)>!-;., pertencem tambem ao genero femi-
nino. jAcompanhe-me.
E seguio na frente de Suzana, por urna
trilha estreita, que cortava duas banquetas
atipetadas de flores deslumbrantes, roseiras
vergando ao peso das rosas, ervilhas de
cl'.eiro com o seu perfume inebriante, ly-
rios brancos, cravinas, lloks, cravos, que
A aproximacao da noite embalsamavam o
ambiente.
Dentro -m peuco, depois de haverem
subido uns degros de pedra guarnecidos
de urna grade de ferro eoberta de trepd-
deiras,pf-nctrav?m n'um vestbulo primeiro,
depois n'um gabinete de trabalho, de co-
jas janellas abrangia-se o parque e todo o
valle do Mamo, verde e fresco naqar-Ua
<*poca do auno.
U Sr. liarais fez Suzana sentnr-se n'um
dirn baixo, collocado entre a porta e urna
das janellas, e depois, sentando-.se em fren-
te della, unto sna me6a de trabalbo,
sobre a qual via-sc urna bella estatua de
marmore branco, pensativa e grave, que
lhe haviam dado os seus empregados no
die da sua retirada, disse-lhe :
t Agora, Kiinha tilha, pode confiarme
{ ; escuto-a.
B- Recorda-se ben do majfadado pro-
Sr. de Sauves, nao verdade?...
Malas deviagem
iar.1 roupa de senhora e de hornera, propria de
amarte e caminho de ferro, bolsas, cnapelei-
ras. binculos, etc. etc. artigo muito bonse
baratos na livraria Contempornea.___________
? Eleench do pela Inspectora Oeni
de Hygine do Imperio do BmilL
A' RA DUQUE-T CAXIAS N. 61
Vende-sc fazeiids Ifcas mais barato e
i qunm HpTar de 205000
oa.."iroea-sea8 WKndas vendidas,
pSAHHtier motivo nao fOr de muito
rado parT quem for comprada e vende
los seguintes precos:
Cachemiras lisas e com listas de
seda de lindas efires, a li$400.
Mor nos de duas larguras, a 440 e
800 r8-, qualidaie superior.
Tccldo* arrendaaos cor de creme com
matiz com duas larguras, a 600 rs.
FazcnAas de phantasia c lindas cures
a 400 e 500 .rs.
Tocldos de linho, lindos padroes
grados, a 200 e 240 rs.
Xeflros lisos e de quadro, a 80 e
100 rs.
Setlns de Maco branco, preto e de
todas as cores a 750 c 800 rs.
ttetins de quadrinhos, a 900 rs.
Medas lavr..das brancas e de cores cla-
ras, a 1(5400.
Ci'JZCS de.seda com fios prateados a
1^000.
AO
Convite
, 55
familias
Xarope-Zecl
(D> CODEIHA e TOLU)
O Xarope Zad emprega-$e coatra m
Irritafa de Tato, Tuse Jos Thim, T convulsa iCoquelucbe),'BroiichiUs,CoHStitafeut
QUarrhos t Insommas BersisUnta.
tiWli n. i Dronot, w W
Araruta indeza
o
c Acata de cheear para o armazem da EstraBa,
no largo do Paraizo n. 14.
asa terrea
Alugase urna magnifica rasa terrea, com bous
commodos, a ra da Ventura (Caoungai n. -iS :
a tratar na mesma ra, no sitio junto a ponte
da fallecida D. Candida Lasserre.
Papel de forro
le sala, gabinete e corredor, espledido sorti-
mento na livraria Contempornea.
VENUAS
Vende-se terrenos bem localisados no Ca-
jueiro (Magdalena) ; a entender se na ra de
Pavsandn n. 7, taverna.
Vende-se um bonito
na Direita n. 22.
Burrinho
barrinho ;
a tratar na
Can:;;
Vndese urna canoa de pe caria ; na ra Du-
que de Casias n. 75. loja.
Cortinados de crochet^ cm peca,
900 rs.
C'ambraias bordadas brancas e de
cores, a4J00K, ape9a.
Cortes d^^estido bordados, brancos,
para noivas, <^000, 18^000 e 20000.
Veos para chapeo prcto, branco c de
qualquer cor, a 10500.
Crep inglez para enfeitos de vestid' s
a W200 e 2000:
TECIDOS MAIS ARATOS
Perealcs e chitas claras, finas, a
180, 200 e 240 rs.
Cassas de cores finas e seguras, a
120 e 240 rs.
Morlm de llstras aznes muito lar-
gos com 20 varas, a 6)5000.. a peca.
ttargellns finos, a 160, 180 e
200 rs.
Crinolina, qualquer cor, a 400 rs.,
o metro.
Ciliardanapos superiores a 1)5800 c
2000, a duzia.
Atoalhado lavrado, lindos dezenhos,
a HOOO.
Bi-amante de 4 larguras a 640, 800
e 1(5000, o metro
Toalhas acolchoadas e felpudas com
liptas de cores, a 4)5000 e 6j5000, a duzia
Bicos brancos francezes, a 60t
e 800 rsv a pega.
Bicos finos, brancos, cremes e ma-
tisados, a 26000, a peca.
Baldas a 240 rs. a duzia, cobertas a
400 rs.
airas de seda, bordadas, brancas,
preUs o de cores, a 2^000.
laM|llCS de papel, a 500 rs. c trans-
parentes linos, a 2-W00.
lasques de pennas o que ha de me-
Ibor, a 55000 e 6->000.
Jabonete grande de perfume agra-
riavel, a WK) re.
l']\tra<'tos finos francezea c inglezes
a 1-yXKj e 2SQQ.
Despertadores americanos, a 7^.
Mosqnltelros americanos com ar
magao a 100000 e 12^000.
l']. a ^X, 5,O(j0 o 6*000.
Capas de vidrilho e rendas, a 25W
o 30^000.
E militas fazendas qne se di por todo o
preco na.
Loja (iii Lislras Azues
Vinho particular
.No armazem da ra do Amorim n. 60. vende-
se o que pude liaver de melhor pelo mdico pre-
co de 7#000 o garraRo de tres caadas, voltan-
do o casco.
Pede se apj^ao para os pre;os abaixo
mencionados :
Cambraia com salpicos a 45000 a peca.
.Rendas hespanholas a 1)5 o covado.
pRKadapoli5o americano a 6*, 7 85000.
Renda da China, novidade, a 240 rs.
Amor da China a 200 rs. o covado.
Zefiros a 160 e 200 rs-, cousa chic.
Esparthos, grande sortimento.
Guardanapos a 1)5600 a duzia..
Capas para senhoras, novidade.
Fustocs brancos a 400 c 500 rs. o CO'
vado.
Linn bordado a 800 rs. covado.
Toalhado para mesa a 1A o metro.
EsguiSo pardo a 400 rs. < covado.
Babados e ntremelos, grande sorti
ment.
Colchas muito bonitas a 250O0.
Enxovaes para baptisados, finos.
Merinos pretos e de cores a 500 rs o
covado.
Cortinados para cama a 6(5000..
Las a 240, 320 e 500 o covado.
Luvas de seda a 2)5000.
Crinolines a 400 rs c metro.
Cambraia branca a 2)5800 a peca.
' Grinaldas para noivas.
Setins de todas as cores a 800 r3. o ct>
vado.
Cortes dt cachemira, c usa chic
Sargo!ins de todas as cores a 200 re. t
Nos seus menores detalhes, shn.
Recorda se tambera de que en fui
contar-lhe entao, relativamente appari-
co mj steriosa de Eugenio Gages, a quem
julguei ver, na noite do nascimento da
menina Chaniers, de p> cm frente ao berco
de qne en tomava conta V
Recordo-me tanto como se a senhora
acabasje de fazer-me t narracao ; sim,
ella est-me ainda pn-sonte memoria.
Lembro-me at que porguctei a mim mes-
rao, muito intrigado, o quo o miseiavel
poderia ter ido fazer nessa casa.
O senhor nao tomoo cntao tal appa-
ricao por um sonho ou urna illusao de meu
cerebro fatigado ?
Oh! nao, de certo A senhora
urna moca bastante intelligente e seria para
que cu podesse pensar assim.
EntSo o que'julgou ?
Tendo sido commettido por eile o
crimeisso nunca soffreu duvidas no ineu
espiritono gabinete da usina, separado
da casa, nao era com certeza para esprei-
tar ou esperar a sua victima que l tinha
ido. Suppuz e present sempre que elle
procurara substituir pela sua filha a enan-
ca que acabava de nasec" em casa do Sr.
Chaniers,
Suzana ficou lvida.
O senhor suppo- realmente isso ?
perguntou ella.
Absolutamente. F. a senhora nessa
poca suppolo tambem por um instante.
Sim, mas regeitei tal idea como ab-
solutamente impossivel.
-- E entretanto reparn que os olhos
da filha do Sr. Chaniers eram azues quan-
do nascea e que no da seguinte elles eram
pretos.
A governantc senta "a. vida fugir-lhe.
- Lerabra se bem de que lhe dissa isto,
n3o verdade? perguntou ella offegante.
E a minha maginacao, ha dezesete annos,
nem sequer um dia foi assaltada por tal
recordacSo!...
Parece-me estar ainda a ouvil-a.
Contando-mc tambem urna historia de ba-
badouro bordado que tinha posto na ves-
pera na pequea e que ella nao tinha nai-
de manha. Em summ.i, a senhora im-
pressionou-rne to fortemente com taes de-
talhes que interroguei entao a Sra. Lu-
reau e a parteira de Montmartre.
E que lhe responderam ellas ?
(ue n3o haviam notado nada de
anormal na menina Gages, nem urna nem
outra, e que a crianja parecia-lhes ser a
mesma que Paulina Gages tinha dado
luz. Apezar destas afrraacSes, um pou-
co' vagas, lembro-me perfeitamente, a sua
nnrr& tal historia mais me persuada de que o
assassino, antes de expatriar-se, quizera
garantir o futuro de Boa iha. Tenciona-
va depois tirar a cousa a limpo, mas Eu-
genio Gages morreu na America, preoc-
cuparam-me outros negocios e nao tratei
mais disso... Agora que respond a todas
as suas perguntas, accrescentou elle, com
um sorriso benevolente, permitte, minha
senhora, que indague qual foi o tim que
te ve em vista fazendo-m'as ?
(.'ertamente, senhor. E nao tendo
diminuido a minha confianza de outr'ora
na sua perspicacia e no sen carcter. pe>
dir-lhe-hei o conselho de que lhe fallci.
quando lhe fizer a minha nova confiden-
cia.
Estou sua disposijao.
Criei a filha da Sra. Chaniers e es*
timei-a como se eu propria lhe houvesse
dado a existencia.
Contina entao na mesma casa ?
Contino, sim, senhor. Aquella fa-
milia tornou-se a minha, e a dedicaco que
tenho consagrado a todos elles tem "^sido
paga centuplicadamente pela affei3o de
irma que me dedica a Sra.
O olhar do Sr. Marais tornbu-se ainda
mais benevolente se tanto era possivel.
Ella continuou :
Mas a menina qual consagrei-me
inteiramente desde o seu naschnento, a
grande adoracio de todos nos, entqsanto,
nao tem correspondido absolutamente aos
nossos cuidados e nossa solicitude. De
seu pai, tao recto, tao expansivo, t&o bom;
de sua mai, que a perfeigao incarnada,
ella nlo tem cousa alguma, nem moral
nem physicamente. Elles eram ambos
louros, de olhos temos e azues, muito cla-
ros no pai e escuros na Sra. Chaniers ;
ella morena, de magnifico olhar de dia-
mante negro, porm imperioso e duro.
Alera disso, egosta, m, autoritaria, nao
estima ninguem. O senhor a primeira
pessoa a quem confesso estas cousas, por-
que ellas causam-me horrivel desgosto. *
Mas essfc moca n3o foi, ha algum
tempo, noiva do tilho do Sr. de Sauves?...
Parece me ter ouvido dizer alguma cousa
nasse sentido.
Sim, verdade. E at esse pro-
jecto que acarretou em parte a complica-
do que inspirou-me a idea de vir procu-
ra! o aqui. Roberto nao ama sua prima,
ou sua pretendido prima. Ama urna moca,
urna costureira encontrada por elle, urna
noite na ra. Ora. sem que elle o saiba,
essa moja urna protegida da Sra. Cha-
niers, a qual, fazendo parte das senhoras
caridosas que visitam os hospitaes, encon-
trou-a um dia, s e sem recursos, n'um
espirito qoe qnanto mais ou pensava em' leito da Lariboisire. Quando essa moja
covado.
Collarinhos e punhos grande sortiment).
Crotones para vestidos a 320 rs. <
covado.
Toalhas felpudas, grande reduejao en
prefos.
Camisas inglezas com e sem collarinho
Mantilhas pretas.
Brins para roupa de criancas.
Setins de quadro, em cortes, gostos no-
vos e prejos commodos.
Batistas a 120 rs. o covado.
Cretones para eoberta a 500 rs. o co-
vado.
Tecidos arrendados para vestidos, cou-
sa chic, a 400 rs. < covado.
Tapetes grandes e pequeos.
Bramantes lsos e franjados a 800, l^i
e 1)5200 o met'O.
Alm do que fica mencionado, temos
mais outras pechinchas que s vista se
pode acreditar.
Da-se amostras sem penhor.
55RA DUQUE DE CAXIAS o-
FEHMMESDEAZEVEDO
Movis austracos
.*' na Mrquez deOlinda n. 34
Vende-se movis austracos, tanto em grosso
como em partes, do mais rico modelo que tem
vindo a esta provincia, e por pregos muito re-
duzidos, para liquidaco de facturas ; c bem as-
sim
Cofres de ferro
dos melhores fabricantes, que tem vindo a esta
provincia, como sejam : Millners e outros fa
bricantes. Todos garantidos e de verdadeira
seguranca (prova de fogo). No armazem im-
portador de Carneiro Vianna.
A Revolucao de 48
A' ra Duque de Callas n. 4
NAO CREIO QUE HAJA COMPE-
TENCIA DE PRECOS
Neste muito acreditado e6tabelecimen-
to de fazendas finas e modas, como j
teem provado aos seus fregueses, que ven-
dem por menos 30 "u do que em outra
qualquer casa,, continuam a offerecer as
mesmas vantagens.
Merinos de quadros o lis^s a 2'X), 240 e
280 rs. o cevad'.
Seda alsaciana (fanta-iui padtSes escojhi-
dos a 280 rs. o covado.
Zefiros de quadros modernos a 120, 140,
200 e 240 rs. o covado.
Cachemiras lisas e de quadro (combina-
cao) a 320 rs.
Organdis (fazenda de fantasia) a 400 rs, o
covado.
Nanzukt multo linos de 120 a 240 rs. o
covado.
AlgodSosiuho muito largo e bom, a 4#000
e bf u pessa.
Fichb de 13 de todas as cores de 1)5,
10500 e 2 um.
Cretones claros e escuros a 160, 200 e
240 rs. o covada.
Leque transparentes a 25, e de papel a
500 rs., para acabar.
Lindos cortes em cartoes com aviamentos
a 6. 8J e 10 um.
Camisas de mcia (pechincha) a 1> 15200
urna.
Toalhas de cores para mesa elstica 55
la.
Camisas francezas de linho puro de 45
por 55, urna.
Briin branco n. 6 a 15C00 a vara.
Madapolao americano com um metro de
largura a 65 n pessa.
Brins de linhos de cores finas e garantidos
a 600 rs. o covado.
Bramante trancado duas larguras a 400
rs. o metro.
Atoalhado de linho a 15500 o metro.
Cortes de fusto para colete a 15 e 15500
um.
Toiletts para baptisados, muito finos a 105
e 125 um.
Espartilhos de couraca a 45 e 55 um.
Cachemiras de la pura, claras e escuras a
25 o covado.
Setins de todas os cores a 800 rs. o co-
vado.
Cortes de cachemiras finos a 45, 55, 6-^,
75 e 85 um.
Lengos de cores, imitacao de seda, a
15800 a duzia.
Eggufl de algodao, duas larguras, a
35200 a pessa.
Colchas de crochet com palmas de cores,
para noivos a 105 urna.
Capellas com veos a 85 urna.
S na Revoluto de 48
HENRIQUE DA SILVA MOREIRA
Cofres de ferro
Carlos Sinden tem para vender cofres de su-
perior qaalidade, mais barato fue em outra
qualquer parte ; na ra Barao da victoria nume-
ro 48.
B
reu marea
F
Vende-se em barricas a 30 rs. a libra
mazem da rtra do A^orira n. 60.
no ar-
A 2$500
Vende-se o frasco do Peitoral de Cam-
bar, de Souza S lares, em casa dos agen-
tes e depositarios geraes Francisco Ma-
noll da Silva, ra Mrquez de Olinda
n. 23.
II
Roya! Blenil marca YUDO
Este excellento Whisky Escocez pre
ferivel ao cognac en agurdente de canfc.
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Royal Blend marca Viado
cujo nome e emblema s2o registrados par*
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
Lingus seccasdoRio Gran-
de do Sul
Vendem Costa & Fernandes ra do Comraer-
cio n. 28, Reoife.
ALOJAMASBARTEIRA
PARZ NUMRICA
AZEVEDO, IRMaO & C.
16Ra do B. da Victoria16
200 Tdephow200
Tendo recebSdo directamente da Europa
grande sortimento de fazendas e modas o
que ha de mais novo e precos sem com-
petencia. '
A saber :
Capas de surah, senda e merino.
Renda preta, diversas qualidades.
Etamines, pretos, de la e 12 seda.
Damass de seda pura.
Merinos pretas de 800, 15000 e 15200.
Crinoline preta e branca a 400.
Sargelim, todas as cores, a 200 rs.
Bramante de linho a 15500, com 10
palmos.
Toalhas para banho a 1^000 e 15500.
Chachemiras com 2 larguras a 800 re.
Ditas de l e seda 2 larguras a 15000.
Madapolao trabado a 95000 a peca.
Dito globo a 75000 a dita
Dito camiseiro a 75000.
Dito Boa-Vista, verdardeiro, a 6|000.
Fichs de la e seda 15000.
Brins de linho cies fixes a 600.
Espartilhos couraca a 45000 e 55000.
Colcha* de fustao a 25000 e 35000.
Capellas para noiva com veo bordado a
65000.
Toalhas de cores para rosto.
Rendas, comprimento de saia a 15500-
Renda de la, preta, para quaresma.
Pao verde para bilhar.
Tapetes para sof a 135000.
A verdadeira esteira para forro de sala
a 15000.
Camisas de flanlla a 55000.
Cortinados de crochet para cama a
105000.
Chitas de cores a 200 rs.
Cretones com 2 larguras a 400.
Baleias com forro a 390 a duzia.
Ditas sem forro.
Seda de cores a 800 e 15000.
Extracto Rita Sangal a 25000.
Velbutina de quadro a 800 e 15900.
Guarnieres, pretas, de vidrilhos.
Bicos de seda, brancos.
Caixas com extractos para presentes.
Rendas hespanhola a 45000.
Capachos de coco.
Luvas de seda a 25000 o par.
Meias de seda para homem.
Dita de dita para senhora.
Flanellas de cores- para roupas.
Panno da Costa para mesa.
Vestuarios para baptisado,
Colchas, de crochet com flores.
Crep inglez para enfeite^
Grande sortimento de chapeos de sol.
Setineta para eoberta a 600 rs.
Cortes de collecte de seda.
Dito de fustao de cores.
Dito de casemira de cores.
TELEPHONE 200
Vende-se
um estabelecimento de molhados a ra do Ran-
frel n. 33, e garante se a chave ao comprador: a
tratar no pateo do mercado, taino do commercio
n. 2, com o dono.
entrou em convalescenja, a Sra. Chaniers, i A Sra. Chaniers arranjou as cousas
adquirindo a certeza de que ella era tudo de modo a deixar os dous ssinhos no par-
quanto pode haver de mais honesto e de que, emquanto todos de casa estavam f-
mais ajuizado, fel-a entrar na casa cm que Ira. Ella e eu escutavamos a sua conver-
se veste, a casa Anatole. Alugava-lhe ao
mesmo tempo um commodo em Montmar-
tre, onde vai vela de quando em quando;
Sorquc, por um exquisito sentimento, ver-
adeiro ou falso, a Sra. Chaniers achava
que CHsa moya parecia-se extraordinaria-
mente com seu marido, Jorge Chaniers.
O Sr. Marais ergueu vivamente a cabe-
op, e os olhos brilharam-lhe atrs dos vi-
dros dos oeulos
E verdade isso ? perguntou elle.
V-a hoje pela primeira vez; dir-lhe-
hei n'um momento o que pens a respeito.
Deixe-me terminar a minha narracao, do
contrario atrapalharia tudo.
Tem razio. continu. A Sra. Cha-
niers tinha-lhe fallado no seu encontr ?
Nao fallou nisso a ninguem, achando
que eram urna loucura as suas ideas. Mas
a despeito de sua vontade, urna invenci-
vel 8ympathia attrahia-a aquella, que ella
julgava filha de camponios normandos mor-
ios quando ella era pequenina, e de quem
sabia apenas o primeiro nomeClotilde.
Hoje, por um extraordinario concurso .',,
circums ancias. essa moca foi nossa casa,
em Belleville, levar urna toilette da me-
nina Chaniers. Ao vel-a, fiquei estupe
facta; sem poder pronunciar urna palavra ;
ella tem a physionomia do Sr. de Sauves,
com o porte da Sra. Chaniers, o seu bus-
to, o seu andar, mas tudo isso tao sorpren-
dente, que, vendo-as ambas smente pelas
costas, tomar-se-hia urna pela outra.
E os olhos ?
Azues como o co; os olhos do po-
bre Sr. Jorge, seguramente.
E' bem singuHr.
O mais extraordinario que ella nao
sabia que Roberto, por quem ella estava
apaixonada, era noivo da filha de sua
bemfeitora.
E soube-o em Belleville ? >
Sim, o que causou-lhe urna syncope.
Cahio para tras sem sentidos. Roberto,
transportando-a para o quarto da Sra. Cha-
niers, beijou-a, quando julgou-se ssiuho
com ella. A Sra. Chaniers vio, porm,
ella estima de tal maneira aquella moca,
que, depois d haver sonhado dnraute toda
a sua vida casar seu sobrinho, a quem
adora, com Georgina, sentio-se quasi cou-
tente com a idea de que Roberto e Clotil-
de se^mavam.
- Es3e sentimento serio da parte de
mancebo ?
Roberto tem o carcter do Sr. de
Sauves. Tudo nelle serio.
_ E Clotilde ?
sacao atrs de um massico.
E o que ouviram ?...
Cousas sorprendentes. Elles nao se
amara, adoram-se: mas com o amor mais
puro, mais nobre, mais elevado que se pode
imaginar. E entretanto, cima desse af-
fecto, e da felicidade que elle poderia
acarretar-lhe, essa moya sem familia e sem
recursos, 3sinha no mundo com oseu cao,
colloca o dever.
Com effeito !...
Julguei estar ouvindo Pedro de Sau-
ves, com as theorias de toda a sua vida, <
foi isso que persuadio-me de que ella ti
nha o seu sangue em todas as veias, mais
ainda que a sua estranha semelhanca com
elles. Tratei entao de acompanhal-a ao
seu commodo de Montmartre, e, como ins-
pirei-lhe confiaba, ella contou-me tudo
quanto sabia sobre o seu nascimento e a
sua vida... Ora, quer o senhor saber
quem ella ?
Clotilde Gages, advinho-o.
Sim, lotilde Gages !...
Ella deteve-se, e, muito grave, quasi
solemne, accrescentou:
Clotilde Gages, nSo, mas Georgina
Chaniers, a nica, a verdadeira ; aquella
que Eugenio G*ges nos havia roubado pa-
ra dar-nos a filha delle a criar; aquella
que sua mai tornou a encontrar, sem co-
nhecel-a, no hospital, aquella ^ue adora
Roberto de Sauves, seu primo.
Providencia prepara s vezes dessas
coincidencias, murmurou o Sr. Msrais con-
vencido da verdade do que suppunha Su-
zana.
Depois mais alto:
A Sra. Chaniers sabe alguma cousa
de tudo i aso ?
De nada absolutamente.
Nem mesmo o nome da moca?
Nao a conhece senSo pelo de Clotil-
de. No mais, ella acha que a pequea pa-
rece se com seu finado marido; essa serae-
lhan$a attrahe-a e impressiona-a, e s
Quanto a mim, depois da minha conversa-
cao com Clotilde, essa conversado, que
firmou as minhas conviccoes at entSo he-
sitantes, vim immediatamente ter com o
senhor, conservando a minha confianea de
outr'ora, e tendo necessidade de fallar a
algnein a alguem destas cousas, que suffo-
eavam-me e enlouqueciam-me quasi, mas
nao querendo por cousa alguma abr:- o
meu coracao a Adelia, que propalara im-
mediatamente todos os meus presentimen--
tos.
Leite puro
Na estrada de JoSo Fernandos Vieira, sitio lo-
go depois das casas novas da direita, vende-sr
todos os das leite puro de vaccas tourinas e da
trra, garntese aqualidade do leite.
Pao ^enteio
Mello & Biset, avisam ao respeitavel publico,
que todas as tercas e sextas-feiras, tem este sa-
boroso pao; ra larga do Rosario n. 40.
Para jornaes
Papel formato Diario, SO folhas
Dito dito Jornal, 460-folhas
Dito dito Provincia, 400 folhas
Vende-se na fabrica Caxias.
7SK<
5*000
4*500
Superior queijo do Serid a
1|50 o kilo
S no largo do Mercado n. 12, Gomes Ferreira
& C. Successores.
E fez muito bem !... Mas o Sr. df
Sauves ?
Em primeiro lugar, nao ousei fallar-
lhe a respeito. Depois, na poca em que
a cor dos olhos da pequea preoecupava-
me, elle estava preso. Nao tendo conhe
cido essa desconfianza de entao, elle com-
prehenderia menos hoje o que acabo de
dizer-lhe...
Em primeiro lugar que se cale, co-
mo fez hoje. E' muito grave essa substi-
tuicao de crianzas!... E mais grave ain-
da dizer Georgina Chaniers actual:
V-se embora, restitua outra o lugar
que est usurpando... E tudo quanto esse
lugar comporta comsigo: fortuna, bem
estar e o resto... E isso sem pro vas...
Sem outra cousa alm de supposicoes e
presentimentoa. Nao, nao possivel!...
O antigo chefe da seguranca, cora os
dous cotovellos fincados na mesa de tra-
balho, reflectio profundamente.
Escute, disse elle de repente, a se-
nhora devia procurar o medico que assis-
tio a Sra. Gages, e a parteira, que era
urna de suas amigas, se nao meilludemas
minbas recordacSes.
Como se chamavam elles ?
Elle reflectio e pareceu sondar as sua?
mais longinquas reminiscencias.
O Dr. Larnay, disse elle ao cabo de
alguns instantes. Continua a residir no
bairro do Templo. Quanto parteira, era
urna Sra. Amanda L.raiinoir, moradora
em Montmartre. Um ou outro talvez no-
tasse no corpo .da rianca, alguma man-
cha, que possa servir-rlne de "guia.
Suzana solto unf-grit>.
Como nao pensei nisso mais cedo ?!
exclamou ella. Georgina tem no braco
e8qerdo um enorme signal pardo, que de-
via ser visivel no seu nascimento, com-
qtianto mais apagado. Se a Sra. Lami-
nois notou a sua existencia na filha de
Paulina, estamos salvos !...
Tenha rauita prudencia.
Prometto lh'o. E' preciso usar de
prudencia effectivainete, mais ainda do qne
o senhor pue suppr!...
E deteve-se de sbito, como que arre-
pendida de haver fallado de mais.
O Sr. Marais percebeu a sua reticencia,
e, comquanto os seus labios se conservas-
sem raudos, os seus olhos deixaram ver
urna certa admirac,aofj
Afina!, exclaman de repente Suzana,
prefiro confiar-lhe tudo, os meus mais se-
cretos pensamentos, o mais absurdos tai-
vez. Mas to grave tao grave !...
Diga ii uiiMJtiflitHi visto muitas on-
i
I
i



4


i
<
t tras cousas
esquecer.
Typ. do /
I


Full Text
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