Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16971


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Full Text
-
lV
ANNO LXIX
domingo di mm m im

DIARIO DE
NUMERO 125
*+
RNAMBUG
PBOPBIKBABK BK MAHOL FI 30*180A K FJLBU A FLEOS
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NAO SE PAGA PORTE
Por tres mezes adiantados.
Por ti es ditos vencidos .
Por um anno aiiantado .
dem idem vencido. .
61000
7*000
24*000
28*000
SAO NOSSOS AGENTES EXCLUSIVOS DajPBUCACOES NA PRAN-
(i E lNGLATEr
Os Sra Amede, Prince & C, residentes em Paris34 rae da
Proyence.
PARA OS LOGARES ONDE SE PAGA PORTE
4 13*500
, 15*500
. 27*000
. 31*000
Por seis mezes adiantados.
Por seis ditos vencidos.
Por um anno adiantado.
dem idem vencido.
I
DIARIO DE PERNAMBCO
I,
RECIFE, 4 DE JDNHO DE 1893
Poltica religiosa
As noticias telegrapblcas recentemente cbegi-
das da Capital Federal acerca dos movimentos
de opiniao provocados pela deslitoigo do Conde
d S-ato-Agcsobo do cargo de bispo do Rio d :
Janeiro, encbem nos de tristes apprebenses,
porque denunciara um estado de pertarbago dos
espiritas na aprcciago de um acto que merece
de ceno todo respeito e acatamento, visto como
promana do cbefe da igreja catholica, cojo ele-
vado criterio, notabilissimo tino politico, e in-
questionada illu-trac&o eo nniversalmente re-
Coabecidos e proclamados, como o sao Wmbem
por ignal modo apreciadas euas virtudes e sua
alevantada competencia nos assumptos que in
tndem com toda a orgaoisac&o da igreja.
Dixem, com effeito, aquellas noticias que o ac-
to do SS. Padre LeSo XIII tem provocado di8'
cusses as Cmaras Federaos e na Imprensa,
que a familia catbolica reune-se para tratar do
assnmp'o, que muitos depotados telegrapbaram
ao Santo Padre pedindo a revogago do acto, e
que consta que ser posto em disponibilidade o
ministro do Brazil justo Santa S.
Qje a imprenta discuta o acto do Sommo Pon-
tfice, que 9 associages catbolicas ofagam tam-
be m, e mais ainda que d'elle se occopem todos
os catbolicos brasileiros, que sem duvida o fa -
.ao em termos convenientes e respeitosos ; ex-
plica-se e at pde-se desculpar em face do inex -
perado da resoluto da Santa S, tanto mais
quanto eslava como que j arraigada entre os
pOvos fluminenses a creoca de que o Conde de
Santo-Ag03tinho seria o arcebispo do Rio de Ja-
neiro, e, ao menos spparentemente, nenbuma
razo plaasivel militava pira que assim nao
toase.
Mas que discalam o acto de L '5o XIII os de-
potados e senadores, membros do Congresso Fe-
deral, e no se.o deste, offerecendo a deliberagSo
d'essas casas do poder legislativo requerimen-
tos de informages, que o poder executivo nao
poderia por nenbum modo satiafazer; nem se
comprehende, nem s< explica, e at provocara
o riso si te nSo tratasse de um caso serio, com-
pletamente denunciador de urna deploravel sl-
tuag) dos espiritos, e, ainda mais, revelador da
falta da verdadeira comprebenso dos principios
qne Lr&m proclamados no decreto n. 119 A de
7 de Jaaeiro de 1890 e corroborados na Consti-
tuigao da 24 de Fevereiro de 1891.
Decreto do governo piovisorlo e Constituigao
Poli ica, ambos prescrevem medidas que impor-
tan positivamente a applicacj ao Brazil da ce-
lebre formula de CavoorI livre; e as leis de organiaagao da Repblica,
accordetnente com esse peosamento, tem levado
is sua naturaes conaequencias os priocipios
fundamentaes da formula.
Importa iso diier que nem o poder legislati-
vo, oem o execulivo, nem o judiciarioas tre
eegages da nagaoteem nada que ver com a
economa interna da igreja catbolica, com o seu
rgimen, com a sua doutrina, com a sua f, da
mesma forma que nada tem que ver, na econo-
ma das dcmais coofisses religiosas, salvas as
raras restricges previstas as leis penaes, se-
gundo o direito commum.
Onde, pois, a compe'.encia do poder legislati
vo para questionar ao executivo sobre o fado
da destiluigo do conde de Santo Agosoho do
cargo de Bispo da Diocese do Rio de Janeiro 1
E, como poderia saiiBfazer o poder executivo
ao seu questionalor, se, extincto o direito d
Padroado, se tendo a igreja a sua vida indepen
dente, autnoma, nenbuma satisfago tem & dar
lbe por nenbum fado dessa vida, da sua econo-
ma t
SSo, pois, tristes simptomas de aberragao dos
espiritos esses qae ficam apontados; e tanto
mais credores de severa critica quanto d'elleB
sao coparticpjs bomem da estafara de Salda-
nba Marioho, que, desde muitos annos antes da
Repblica, en pleno vigor da CenstituicSo mo
narcbica e do direi'.o do Padroado, proclamavam
a necessidade da Igreja livre no Estado livre f
N!, preciso dize lo bem alto; no regiarem
actual, sob a Constituig&o de 84 de Fevereiro da
1891, ios poderes pblicos do Brazil falta abso-
lutamente competencia para se immiscuirem em
negocios religiosos. Sao, por tanto, imperti-
nentes, despropositadas, extravagantes, ridiculas
mesmo as discosses do Congresso acerca da da
tiluicio do Biepo do Rio de Jaueiro. S8o pelo
menos to extravagantes e ridiculas taes discus
ses e os requerimentos que as motivam. como
se no Congresso Nacional se abrisse discussao a
proposito de algum requerimento pedindo infor-
mages ao Governo sobre a demisso de qoal-
quer funccionario publico, de alta cathegoria, na
Franca, na Alemanba, na Italia, na Cbina, no Ja-
pao, ou n'outro qualquer paiz.
O Chefe da Igreja Catholica, dee !e longos s-
calos, est i na posseln contestada de nomear li-
bremente os Bi3pos, Arceblspoi. Cardeaes e todas
as mais altas dignidades eclesisticas, nos pal-
ies que nao teem concordata com a Santa S.
D'esse direito o Santo Padre faz oso quasi quo
tidiano, e ninguem jaselembrou de pedir-1he
explicaces a respeito. E' elle nberrenle a sua
soberana espiritual e tem por si a secular tro-
dicto da Igreja, baseada nos Evangelbos.
No exercicio desse direito Sua Saotidade obra
empre inspirado, e de sopor que tenba sem-
pre em vista os mais eievados ioteresses da
Igre. E, dadas as condiges excepcionaes em
que se acha Leio XIII, condiges de criterio sci-
entiflco, de ioquebrantavel senso praiico, de m-
xima capacidad? administrativa e poltica, que
todas as Najos lbe reconbecem, nSo crivel que
tenba agido sem a sua proverbial madureza na
elevago ao Arcebispado do Rio de Janeiro do
actual Bispo de Pernambuco.
Na situagao creada pelas leis da Repblica &
Igreja Catbolica no Brazil, fora de duvida que
os pos tos de maior respousabilidade, as posi-
gea mais proeminentes da bierarchia eclesisti-
ca devem ser occupadas por bombos emiaentes
no saber e as virtudes, e que i urna grande
energa juntem a maior prudencia, a maior acti-
vidade, e todos os nobtos sentimentos que coas-
lituem a maior elevaco do espirito.
Sem querer, nem por sombras, tirar os mri-
tos do Conde de Santo Agostinbo, eremos nao
d'zer nenbuma novidade atribuindo ao Bispo de
Pernambuco, D Joo Esberard, todos os requi-
sitos necessarios elevado de dignilade que,
dlsem os telegrammas, lbe foi conferida pelo
Santo Padre.
Sua Exc. nos parece um bomem talbado para
a situagao actual da Igreja Catbolica no Brazil
e, pois, por muito dolorosa que possa ser Dio-
cese de Olinda a per Ja desse pastor de almas,
como catbolicos que somos, cumpre-nos respei-
tar os decretos do Vaticano, mxime sabendo-se
que, no caso em questSo, nao podia ser mais
acertada a escolba de Leio XIII.
Recalcitrando contra ella procedem, em nosso
conceito. os catbolicos do Rio de Janeiro sem
razio, nao so por que D. Joao Esberard se acba
perfeitamente no caso de fulgurar como estrella
de primeira grandeza no episcopado nacional,
mas tambem por que nao fez a Santa S nenbu-
ma o densa a D. Jos Pereira da Silva Birros.
Com effeito, D. Jos era Bispo do Rio de Ja -
oeiro. Mas tambem 6 fora de duv da que esse
bispado desappareceu, sendo em vez d'elle crea-
do all um arcebispado. S. Santidade o Papa
nao fez mais Jdo que prebeneber o lugar criado,
usando assim do seu secular direito de investi-
dura episcopal.
Nao bouve, por tanto, ciecesso para D. Jos Bar
ros, nao bouve mesmo destitoigo ; e conseguin
temente nao ba motivo para a celeuma levanta-
da contra o acto correclissimo do Santo Padre,
que, praticando o, consultou somante os mais
respeitaveis interesses da comaobao catbolica
brazeira, inspirou se no espirito eminentemen-
te ebristao da igreja Universal.
D3 mais, para os verdadeiros crentes, que de
Roma esperam aempre a ultima palavra em ma-
teria rflgioaa.'flSo pode mais baver duvida :
Romalocuta est. Rasigoem ss os cathollcos flu-
lmnensee, e beijem; o anae'. do Grao Pastor, por
que foi este bem inspirado na elevacao de D
Jo'.o Esberard ao Primado do Rio de Janeiro.
Q anto aos membros do Congresso Nacional
cenvengam-se de que fizeram falsa rota, recltem
openitetme pecivi, e envereden! pelos assumptos
exclusivamente civis, onde ba muito que tratar
em pro da grandesa da Patria, tanto mala que
bem se pode repetir um<> velba pbrase que tra-
duz a nossa situagaoLibertas, Decut et Anima
nestra in dubio sund.
Trate o Congresso Nacional de fazer boas leis
civis, que assegurem a estabilidade da Repblica
e q e lbe promovam o desenvolvimento auspicio-
so sob todas as relagOes, e esquega se comple-
tamente de fazer poltica religiosa, para a qual
nenbuma especie tem de competencia.
Joao Rlbeiro Montarroyos, pedindo para ser
reintegrado no posto de commissario.ou nomea-
do para out-o qualquer lugar,<~Indeferido.
Mjocel Joaquim Barbosa, professora em dis-
ponibiliJade, pedindo entrega de documentos.
Sim, mediante recibo.
Manoel Jos da Silva, sentenciado.lndeferilo
em vista das ioformacOas.
Salustlano Jos dos Santos, sentencia lo.In-
forme o juiz de direito do municipio de Timban-
ba.
Secretaria do Governo do Estado
Pernambuco, 2 de Janho de 1893.
O porteiro,
B. M. da Silva.
de
PARTE OFUCIAL
Governo do Estado de Peraam
buco
despachos do da 2 db jkuo
dk 1893
Bacba'el Autonio Cesario Cardoso Ayres, jais
de direito do municipio do Granito, pedindo re-
mogao para o de Flores.Como requer.
Bacbarel Alfredo de Albuquerque Gama, pro-
motor puolico do municipio de Limoeiro, pedin-
do jQSticagao de faltas.Informe o inspector do
Tbesouro do Estado.
Acbilla Del Puente, pedindo o Toeatro de San-
ta Isabel para realisar urna serie de espectculos
durante os meses de Julbo e Agosto prximo vin-
douro,Iof >rme a inspectora do Toeatro.
Bacbarel Francisco Xavier Paes Barretto, juiz
de direito do municipio de Bom Conseibo, pe-
dindo juatiBcag > de faltas.Informe o Inspec-
tor do Tnesouro do.Estido.
Flix da Cunba Macedo Franca, tabelliSo de
Notas e mais annexo3 do termo de Barreiros,
pedindo para ser pTovido no cartor.o da cidade
de Gcy.nna.Informe o juiz de direito do muni-
cipio de Goyanna.
Bacbarel Joaqnim Francisco de Arroda, juiz de
direito do municio de Villa Bella com jurisdio
go extensiva ao de Belmonte, pedindo proroga-
de licenga em cujo goso se acba.Como requer.
Joao Bezerra Vteira de M-llo, pedindo iseoglo
do onus a que esta obrigado pelo sen titulo de
nomeagao de tabeiliao e escrivao vitalicio de
N.zaretb.Informe o ju'z de direito do munici-
pio de Nazaretbe.
Joao Barbosa de Sonsa 3' tabeiliao do publico
e escrivao do civel, crime e mais annexos do
municipio de Itaub. pedindo para ser prvido
no de Bom Jardim. Selle o documento.
Josepba de Godoy e Vasconcellos, professora
publica, pedindo trez mess de licengaA' jun-
ta medica, a quem a peticionaria se a presen tara
aflm de ser inspeccionada
Leopoldina Romana Mendes Goncalves, pro-
fessora publica, pedindo a gratiQcaceo de bons
servigos por cootar mais de 15 anuos de effacti-
vo exercicio.-Informe o inspector geral da Ia5-
truegao Publica.
Amesma, pedindo entrega de documentos
Sim, mediante recibo.
Laiz de Franca da Silveira, pedindo pagamen
to da qoaotia de 63^0c0 de aluguil da casa que
sarve de cadeia e quartel na villa de S. Lourengo
da Malta.informe o inspector do Tbesouro.
Livino Gonjalves Lima, pediodo para ser pr-
vido do cargo de tabeiliao publico, judicial e
eecrivfto do civel, crime do municipio de Villa
BellaInforme o juiz de direito do municipio de
Villa Bella com juriidigao extensiva ao de Bel-
monte.
Questara policial
Secco 2*. N. 124 Secretaria da
Questura policial do Estado de Pernam-
buco, 3 de Janho de 1893.
Sr. Dr. Governador.Participo-vos qae
foram reoolhidos Caa de DetenoSo os
seguintes individuos:
A' ordem do Dr. juiz do 5o dislrlcto munici-
pal, Jos Bernardo de Sant'Anna, como gatuno.
A' ordem do subdelegada do R ci fe, Jos Viel -
ra da Cunba, por uso de arma defeza ; Louren-
go Clementino dos Paisos e Jorge -.Barroso da
Silva, como desordeiros.
A' ordem do subdelegado do 1' districlo de
8. Jos, Paulina Miria da Conceic&o, como alie-
nada.
A' ordem do subdelegado da Varze, Joao Bap-
tista, por gatunagem.
Communicon-me o subdelegado do 1 dietric-
to de S. Joi. qae no dia 30 do mes passado, na
taverna de Joaquim de tal, sita i travessa do
Uonteiro, do mesmo districto, o individuo de
nome J jo Ferreira Buiqne, lomando da mao de
Jos Raymundo urna faca de ponta, e com ella
gesticulando, succedeu ferlr gravemente no bai
xo ventre ao tanoeiro Francisco Rodrigues da
Silva, que bavia se collocado por tras de Buique
semf er por este visto.
A victima logo que foi terminado o interroga-
torio do reo, declarou perante tettaottobaa, que
Buiqne era innocente e que a polica nao o per-
segulsse, pois tioba sido o facto nicamente li
lhe do acaso, vindo a fallecer em seguida.
O cadver sendo transferido pera o cemiterio
pnbiioo, foi vistoriado pelo medico da polica e
contra o delnqueme prosegue o Dr. juiz do dis-
tricto respectivo nos termos da lei.
Tendo recebido urna carta anonyma sobre nos
desordeiros que existen no becco do Barbosa,
do x" districto de S. Jos, nesta data recommen-
do ao respectivo subdelegado que providencie
no sentido de corrigir semelbante abuso,
Nesta data remetti ao Dr. 2o promotor publi-
co, para os devidos Qos. as diligencias procedi-
das contra o individuo de nome Antonio Mari-
nho Falco, palos ferimv.tos pelo mesmo
praticados em sua propria mulber Ana Joaqui-
na do Nascimento.
Fui entregue ao cidadio Joao do Rago \raujo
Maciel, o quarda sol que se achava depositado
nesta rep rtigao e do qual trate com a parte de
honteoj, visto ter provado aer o verdadeiro
dono.
Ao Dr. Alezandre Jos Barbosa Lima,
muito digno governador do Estado.
O qaestor,
Julio de Mello Filho.
Reeebedorla do estado de
Pernanbneo
DE8PACH08 DO DI l 3 D3 JONH ) DE
1893
Domingos Jos Avila & C, Femandes & Ra
mos.informe a 1.* seccSo.
Soares de Amaral Irmos, Jos Ignacio Avila.
Informe a 1." secg8o.
O porteiro,
Custodio Barbota da Silva Quimar&a
lastrnccSo Publica do Estado
de Peroambuco
DESPACHOS DO DIA 3 DB JUNHO
DE 1893
Mara Candida de Figaeiredo Santos. Ofice-
se ao director da Escola Ncrmal pa*a, reunindo
em congregacao os lentes da mesma Escola, emit
tir parecer sobre o pedido infra.
Francisco Pedro Gongves Bezerra. Sim,
com officio ao Tbesouro.
Mara Esmeraldina Emilia de Barros.Enea
mlne-se.
Mara Ciernan tina de Souza Barros.A' 3.*
secgao, relator oD. Cicero Peregrino.
Secretaria da Instrucgo Publica, 3 ce Juoho
de 1893.
O porteiro,
Ftndon Attco Leite.
CONGRESSO NACIONAL
Cmara dos D epatados
SESSAQDEMD4MAK)
ORDEM DO DIA
Eleicao da commisso especial que tem de dar
parecer sobre a deauncia offarecida contra o
vice-presidenta da Repblica.
Feita a eleiclo. reconhece se terem votado
cento o trinta e nove Srs. deputados, sendo o re-
sultado o seguinte:
Leovigildo Filgueiras 75 votos, Almeida No-
gueira, Franga Carvalbo e Francisco Veiga 74,
Julio de Moquita e Casimiro Jualor 72, eleiios
por parte da maioria; Brasilio dos Santos e Mar-
tinbo Rodrigues 60 votos, Caetano de Albuquer-
que 88, eleftos por parte da minora.
Foram ainda vetados Juvencio de Agolar com
56 \ot:s, Miguel de Casfo 56 e Sampaio Ferraz
55. Hon^e ontros, cujo numero de votos nao
exceden a 3. .
O Sr. Costa Machado quer a pacihcagao mme-
iata do Rio Grande do Sol, sob as bases da ces-
aagSo immediata das hostilidades, renuncia do
8r. Julio Gaslilbos, a nomeagao de um governa
dor que nSo tenba paixSss polticas : assim
como a eleigao livre e completamente livre, tao
pura que ebegae a provar ao mundo que somos
um povo civilisado.
Perguota que dotar havera para o governo,
com um convenio sob as bases que aprsenla.
Refere-se i batalba de Austerlits, que foi urna
batalba de sangue, por parte do exercito fran
cez, que perdeu mais de x.000 bomens, em-
quanto os exercilOB colligados, russo e austraco,
perderam mais de 0.000.
Napolelo ceden; porque motivo nao se accei
tari entro nos umalproposla de paz, honrosa para
ambos os belligerantea T
No meio d'este rabos, d'esta anarchia geral.
n3o lera chegado o momento de orna recoostru
ccao moral ?
Nao ter a cmara concorrldo para este estado
de cousas 1
Qaem for innocente, que atlre a primeira pe-
dra.
O Rio Grande grande pelo seu paseado,
pelas suas tradigOes e pelo sea futuro.
A confissSo dos erras engrandece o bomem.
Refere-se s passagens da Biblia, mencionan-
do o episodio de Jo j. que confessou ter pecado e
submetteu-se ao Senbor.
. O St. Luiz Murat comega direndo que o Rio
Grande, f;> das nossas glorias, poema mais
bello do herosmo nacional entra pelo recinto
da cmara, como personageoc legendario da Bi-
blia, cobbrto de p e de lucto, coberto de pl-
vora e dqnaogue.
Refrete s manifeslagOes entbuslasticas do
povo, qu&tradmem o sentimento nacional.
Cbegou'o momento de se chorar mesmo, mais
do que se* pensar.
E-.tranbcn que o Sr. Costa Machado dlssesse
que o recinto nao era logar de lagrimas, mas de
discussao calma e tranquilla.
Bate diversos pontos do discurso do mesmo
deputado Jauja pbrase foi candida e montona,
esqu-cenoj-se, entretanto, de que ja sao ha Con-
slituigSo al-governo do Sr. marecbal F!o-iano.
S. Exci pensa que a cmara doi Srs. deputa-
dos a catacumba onde poaem ser enterados os
velbos ossos da sua eloquencia. S Exc, nao
pdendo chorar a face da nago as missrias de
seos irmaos do sol, cboron por dentro, teve um
engolbo de lagrimas, como costoma acontecer
nos dramalb5-'s gastos pelas fanearas litterarias
exportadas a exploragao do goato artstico do
nosso povo.
A cmara ouvio a palavn de S. Exc. sem um
protesto, sem um gesto, sem um movimento de
ap lauso.
S. Exc. o desalent personificado do debate
parlamentar.
O deputado por Minas, irrisoria tirada qae oc
caltam instinctos ferozes t exclama : darla mil
votos, se os tiveaae, para ver pacificado o Rio
Grande do Sal.
(O Sr. Costa Machado protesta enrgicamen-
te, trocam se varios apartes as galenas nter-
vem).
O Sr. Z ma.Nao se trata de urna questo
publica, mas de urna questo nacional.
(Contina o borbmnho).
O Sr. Luis Murat.S. Exc. nada dlsse de modo
a resolver a questo. A Constituigao urna de-
fama, e in vocal-a rir dos mor.os.
ExpOe tongamente os manejos caslilhistas
para obtarem a alliaoga do partido Blanco ; his
loria a vida do Dr. Cenza e Carrania, de P^nce
e de outros estrangeiros alliados s torgas lega-
listas do Rio Grande do Sal, e o pacto de sangue
assignado pelos dou3 partidos castilbistas e
blanco.
Pergunta : seos legalistas nao precuavam das
torgas e nem precisam, segundo a afirmativa do
Sr. Cassiano do Nascimento, porque as solici-
taran! ?
S. Exc, discutindo a questo. diz : a vida do
Sr. marecbal vicepresidente da Repblica urna
larga e sombra reticencia.
Lembra os actos de herosmo dos immortaes
cheles que se sacriQcaram pela causa da Rep-
blica, em outros paizes; reoorda a pagina com-
ino vedora de Wmtelread e Guilbe me Tell; ana
lysa todos os pbanomenos qae degradam e le-
vantan: as nagOes; compara a revolugo rio-
graadeose a todos os cataclismos que surprende-
ram 08 povos infelizes, como o nosso, mas que
em compensago collaboraram eficazmente para
a sua gloria e a sua fama.
Nao umi I liada s o que presenciamos n'a-
quelle Estado, timbern urna Odyssa, nao con-
cebida aira vs das aguas azues do Mediterrneo,
mss doi pampas eusangueotados pelas feridas
dos nossos irmaos e enfadados pelo crep da
viuvez e da orpbaodade.
Essas dores ex'lcam, engrandecen!, electri-
saml
Combate o boato de que o Sr. Silveira Martina
o pensamento da revolugo.
Discute largamente e explica a intliencia dos
chefes polticos do imperio, actualmente em ac-
go na Repblica. A infliencia do Sr. Silveira
Martina no Rio Grande do Sol como a influen-
cia do Sr. Paulino de Souza no Rio de Janeiro.
Trata-se de resolver no Estado do Sul urna
questo de maior relevancia, de maior alcance.
E' urna opinio a zelar, um direito a defender,
urna aspiragao a realisar.
Depois de longas consideragOes, S. Exc. de-
fende a attitude da imprensa d'esta capital. Pro-
va que ella s tem procurado orientar o publico
aceroa dos movimentos dos dous exerctos em
lucia. t
Mentir seria a vergonna d'essa imprensa, que
jamis se prestou a pleitear causas que deshon-
ram e desdouram.
Q-ie pomba rola parlamentar teria a ingenui-
dad de acreditar nos telegrammas que jornaes
suspeilos publicara, annunciando a derrota e logo
aps o aniquilamenlo da heroica revolugo ?
Limentavel miseria humana, qu9 para servir
ao aenhor obriga o fmulo a es3as attitudes
crois e infamantes!
S. Exc. continua a discutir os telegrammas
publicados pelos jornaes d'aqui, e conclue lendo
urna carta de urna me septuagenaria, dirigida a
um filho seu residente n'esla capital.
Eil-a :
c No combato de Inbaoduby, em um encontr
que tiveram as torgas combateotes, um pai en
controu-se com o filho. O pai chamase Horacio
de Souza, o filho Henrique de Souza. Ambos
sao residentes em Algrele. O pai castilbista,
o filho federalista. Eacootraram se frente a fren-
te em urna carga de cavallarla.
Descarregam as armas, o bala de Heonque
faz cabir o chapeo do pal.
O filho, exclamoa, aterrorisado :
Meu pai t I
Horacio, coberto de sangue da lucia, respon-
' Sim, leu pal, canalha, que aqui est ainda
vivo para te ensinar. .
E disparou a arma, cujo projectil passou um
palmo cima da cabeca de Hennque.
Depois d'esse tresno commevente, S. Exc. pe-
rora. Invoca a imagem santa da sua infancia, os
carinbos do bergo, acalentado pelo beijo materno
e pelos cudalos da santa que lhe eosino.os de-
veres do cldadao para com a patria, do respeito
para cousas venerandas. Ah I nao poder eu, Srs.
deputados, aspirar todo o perfume e todo o in-
cens d'essa carta para embalsamar i minba pa-
lavra e espalhal a sobre os voseos coracOej, como
o incens de um tburibulo I
' Ab! nao ter eu a eloquencia d'essa septuage-
naria, tocada dos iovernos das dores, sulcada
das rugas das desilfas s, para vibrar na alma
d'esta cmara a emogo d'aquella tristeza, o gri-
to d'aqnella angustia, angustia que o preludio
de outros tantos soffrimentos e de outros tantos
morticinios.
S. Exc. termina comparando a attitude do bt.
Floriano Peixo diante da lucia fratricida em que
esto empenhados os federalistas e o exercito
da UoiSo, ao grosseiro e rudimento bloco, mo-
ntono e indifferente, a olhar para os horisontes
looginquos e mosqueados, na sua impassibilida
de de pedra na sua ferocidade secular e taci-
turna de esphinge.
(O orador terminou o seu discurso no meio
de ruidosos e entbnsiasticos applausos das gales
rias, sendo viva e cordealmenle cumprimentado
pelos seus Mi legas. Foi um triumpbo para o
Ufaste depalado flu niease o seu discurso de
hontem. Deputados e espectadores comprimen-
tarara a S. Ex3. pela sua brilnaute attitude na
tribuna).
SESSAO DB 15 DE MAJO
ORDEM DO DIA
O Sr. Homero BaptisU comega dixendo que,
como representante do Rio-Grande do Sul, na
pode delxar de vir tribuna dar expllcagOas
dos tactos que por all se v8o dando, procuraa-
do ao mesmo tempo toda a calma, mesmo para
nao provocar reataliagSes, que o seu carcter re
pelle.
N3o suspeito na questo, como pode pare-
cer ; tem opiniao individual, sua, e nao encam-
pa erros, nem mesmo os do seu partido, como
ja tem provado umitas vezes, censurando-os.
No principio da revolugo, o orador eslava na
espectaliva, estudando os tactos; eslava ento
do seo Estado, em urna commisso; nao tardn,
porm, que o carcter poltico dos n.asores do
seu Estado e os seus horrores/ o pozessem logo
de todo ao lado do partido republicano rio gran-
dense, que s tem estado at agora na defen-
siva.
Nao acompanba os seus col legas nestas reta-
liagas de tactos qae apregoam taati; t ji ba-
vido violencias, abasos, crimes at, dorante a
revolug&o, sejam praticados urnas vezes pelo
partido republicano, sejam pelos federalistas.
Mas chama a att ngo da camra, appella para
a boa razao de todos.
Quando no principio da revolugo os federa-
listas tomaram D. Pedrito. bouve saques, incen-
dios, desbonras de familias, assassinatos.
Mais tarde deu-se o mesmo em Algrete, na
victoria dos federalistas, sendo at assassinados
enfermos dos hospitaes.
Pergunta quaes seriam os autores de tantas
atrocidades commettldas: os republicanos, que
eram derrotados ou os federalistas que eram os
vencedores ?
Pergunta ainda : depois que a sorte tem sido
adversa aos federalistas por suas auccessivas
derrotas, quem j ouvio orna accusaglo de vio-
lencia, ataque, desrespeiio a familias e saques ?
A re8posta deve ser favoravel sem duvida aos
republicanos rio- gran den ses.
A opposigo, pira fazer effeito no erpirito pu-
blico, fot buscar l nos sertes do norte a pala-
vra inflammada e brilbante de um dos seus mais
distinctos membros, para tazar chorar a alma
nacional; fez mais : mandou que o poeta I a u
reado da Gaanabara, na sua imagioago febril,
nada poupasse, e emquanto esse llustre poeta
fazia cabir resfriadas no corago lagrimas de
sentimento, insultava a um ilustre depalado, o
Sr. Costa Machado, cuja velhice um passado
de glorias para a historia republicana, cojos ca-
bellos braucos sao outros tantos servigos pres-
tados ao paiz.
Esbogado com muito metbodo e calma, odo o
histrico da revolugo do Rio-G.-anie, biforme-
en'.e sabida por todos, entra o illustre deputa-
do na analyse do projecto em discussao, negan-
do a competencia da cmara e do poler federal
para nter vir naquel.e Estado, pondo-o em esta-
do de sitio.
Negando a sua competencia para o assumpto,
vat buscar nos argumentos do Sr. Ruy Barbosa,
produzidoa quando requeren o habeascorpus em
favor dos desterrado!, a insufficiencia do poder
federal para p: em estado de sitio o seu Es-
lado.
E quando se puzesse, por ventura nj seriam
respeitados o congresso a'alli, a sua magistra-
tura e o seu presidente ?
Todas estas autoridades esio legalmente con-
stituidas, o Esudo orgamsado, e nao ser pela
lucta de dous partidos que o govera! feleral
tenba -de intervir, pondo em estado de sitio o
Rio-Grande.
E a sua Constituigao ?
Nao quer diser qae a Constituigao do seu Es-
tado nao seja inatacavel, quer at coavir que
tenha muitos defeitos; mas isso oatra ques-
to. ,
A verdade que o Estado est orgamsado, e
essa organisago se exercita constantemente em
todos os seos detalbes, e at em reclames da opi-
niao publica; mas amia mesmo qae podesse
prevalecer a opiniao do seu collega pela Parahy-
ba, citando o art. 2, das disposiges .transitorias
para que servisse de foodimeato a sua opinio,
isto a intervengo do poJer federal nos ne-
gocios do.Estado, nao teria cabimento o proje-
cto apresentado, em visti mesmo do que dia
pe o alludido art. 3.- das disposiges transito-
rias.
Mas vai mesmo longe anda, e convencer o
seu colleg da Parahyba q-ianto intervengo
do poder federal, baseado no art. 1-; mas per-
gunta : na situagao anormal de urna parte do
Rio Grande, quando dous partidos esto em
lata t
Por mais qoe leia e relea a Constituigao, S.
Exc. nao encontrar .o arligo pira fundamentar
a sua opinio.
Por j.'-ais que leia o relea esta Constituigao,
s encontra- o art. 8.-, a respeito do qual opi-
nio ao eminente brazileiro Ruy Barbosa, o ins-
pirador da opposigo do aano passado, quando
combata a declaragao de estado de sitio n
pial federal.
Expe as condigei em que o poder federal,
de accordo com a Constituigao, pode intervir nos
EstadoB, decretando o estado de sitio, e nunca
no casa actual.
Exemplitlca o que sobre a hypotbese de estado
de sitio estataem diversas Constifaiges de paizes
que se regem pela forma federativa.
Esto engaados os que suppem qne a sus-
penso do estado de sitio vai alm da suspenso
de aramias.
Estenle-se em longas considerages neste
mesmo sentido.
Nao comprehende a conducta da illustre op-
posigo, quando ob membros que a compem
nao tm procurago nem auctorisago do Sr. Sil-
veira Martios para defendel-o na Cmara.
Vozes.Nao apoiado, V. Exc. injusto.
O orador.O S.\ Silveira Martina estreou no-
vamentejna poltica brazeira a bandeira do uni-
tarismo e do parlamentarismo, S. Exc deve rs-
car de sua bandeira o lemma de federalismo, qae
lhe nao pertence.
A Constituigao do Rio Grande a maior nega
cao do espirito republicano, na opinio do ilins-
ir deputado preopinante. O qne mais apreci i
nos bomens, a lealdade, o principile jastiga.
Entende qae os republicanos tem um de ver
sagrado, um dever commum : collocar cima de
todo a Constituigao da Repblica.
Lembra a sua propaganda republicana e pede
em nome da patria, em nome do povo, que se
rejeite o projecto em discussao que golpeu a
nossa Constitu gao.
O Sr. Zima colega dizendo que, se algueas,
discurso
A primeira conaieo de se chegar a este reeul-
tado. a bomogeneidade de vistas, no seio do
Congresso.
Ntahurn dos dous grupos^est sent dos desa-
tinos que se lm commettido.
Nao falla, nem como castilbista, nem como fe-
deralista. L tora federalista; na Cmara
simplesmente deputado. Pensa que ha dentro
da Constituigao meios de resolver a questo.
A maior caiamidade que pie ferlr um povo.
orna gue-ra civil.
Entende qne o fim d i guerra pelo exterminio
df om dos grupos belligerantea urna verdadei-
ra caiamidade.
Nao qaer qae os g .vernos federaes ioterve-
nbam nos negocios estadoaes.
A intervengo do governo federal nos Estados
deve ser estudada e meditada profundamente.
Manifestamente den se a intervengo do gover-
no federal no Rio Grande do Sul.
Para deposigo do Sr. Julio de C=stilbos, este-
ve ou nao o governo em communicagao com os
acluaes federalistas 7 Parodiando o Sr. Cassia-
no. diz que o seu desojo evitar o boulivirse-
ment; nao tem interesse nenbum na queda do
Sr. marecbal Floriano.
(A discaBso torna-se agitada; trocam se mul-
los apartes: o Sr. Zama pede que attendam e
seo estado de saode).
O Orador diz qae o Sr. Floriano nao compre-
hendeu que a Providencia, Deus, o Acaso, nao
collocaram em suas m&os oa meios de firmar a
Repblica.
S est na opposigo pelos negocios do Rio
Grande. Nao se pease qae ha tranquillidade no
resto da Uniao.
Nao ha socego, nao ba paz, quando os agentes
da torga publica roubam, aBsaltam e matara.
Quer urna Repblica baseada na prava do direi-
to. Nanea pensou que custaase tanto a conso-
lidar-so, entre nos, o rgimen republicano, issa
devido nicamente aos que nos tm governado.
Referindo-se ao passado do Sr. Floriano Peixoto,
lembra qae elle honesto, qae probo, qae e
amigo do direito ; acba se, entretanto, desviado
e preciso que loe digam isso meamo. Mude
S. Exc. de conducta e ser elle o primeira a di-
rigir-lhe os mais francos e sinceros applausos.
Na hora angustiosa qae se atravessa, pede que
8e esquecam resentimentos, odios polticos, para
que brazileiros nao derramem sangue de ora-
leiros.
Alm disso o thesouro nacional esgota-se, es-
gota se o diobeiro do povo.
Refere se a propostas feitas pelo Sr. Cooto
Machado, propostas a que faz sinceros elogios.
E' preciso, em vez de guerra, eatabelececer a
paz en're os poderes.
N10 se pode chegar a este resultados sem um
armisticio quanto as lucias polticas. Quer har-
mona entre maioria e minora.
Ni! faltam, nao faltaro occasies para fazer-
Be critica dolorosa ao marecbal Floriano, doloro-
sa po'que sabe quanto ellas dem ao carcter de
S. Exc.
Est convencido de que iguaes intuitos de paz
animam a maioria.
O Sr. OiticicaNos estamos resolvidos a en-
cerrar a dis:usso, desde que se aprsente um
meio de resolver a questo.
O Orador termina dizendo que a Cmara, o
Senado e o preside .te de Repblica, devem re-
solver a qaattJo :
Caveand doces, nequid respub'.'ica detrimenti ca-
pe at.
O Sr. Pereira da Cosa combate enrgicamente
o projecto da maioria. Que quer este projecto?
Derrabar o governo legal do Sr. Julio de Cas-
tilhos. Para fazer depois o que ?
Para fazer o unitarismo, o parlamentarismo,
que taes sao os lemmas de sua bandeira.
O projecto Serpa consigna a coovocago das
Cmaras Muolcipaesde 15 de Novembro de 1889.
Nao :era isso restabelecer as municipalidades
gasparistas ? Nao ser isso um caminho para o
parlamentarismo T
Confessa qoe a razo nao est completamente
com 03 republicanos; mas tambem nSo est
mnito menos com os federalistas.
Concluindo, fsz sentir o q e resultara, de des-
moralisago e de vergonna, para a nossa polti-
ca, para nossa civiliaago.
E' dada a palavra ao Sr. Serpa, qae pondera
ser exiguo o tempo, pelo que aguarda-se para
quando boaver maior numero, visto como tem de
responder a diversos oradores.
O Sr. Retumba rpquer o encerramento da dis-
cussao ; nao havendo numero procede-ae cha-
mada, a que apenas responder 31 deputados.
EXTERIOR
AMERICA DO SUL
Chlli
A cmara dos deputados discute o projecto so-
bre finangas.
Augmenta a crise financeira no Chin.
O commercio da praga de Santiago vai reunir-
se para tratar dos meios de conjurar o perigo da
actual situagao.
A esposa do coronel Briceoo agradecen ao
presidente da repblica o indulte concedido.
__Segu para Callau o couragado Cocbraoe
que all: estacionar, em protecgo dos interes-
ses dos cidados chilenos domiciliados n! Perft.
Repblica Argentina
Em Buenos-Ayres celebraram-se com grande
pompa as testas da independencia argentina.
Houve recepjo no palacio presidencial, IV-
Deum e parada de tropas.
as roas estiveram embanderadas.
A' noite bouve illuminagao e espectculo de
gata.
No Ministerio das Relages Exteriores houve
banquete ao corpo diploma ico.
O presidente da repblica visitn a esquadra,
no porto Madero e expedio decretos conceden-
do indultos a numerosos presos ; e officiaea e
pragas de pret, condemnados por varios delictos
pcliiicos, foram reintegrados nos respectivos
postos.
Dorante aa testas, sem qae bouveese desor-
dene, nota com tudo a imprensa da capital com
enrgica reprovacao, qoe o Dr. Saenz Pena, pre-
o correr da discussao nao levantar palxes,
dentro ou lora do reciuto espera um uiscurso i r.7c"Pla"Va"reabIic,"?i apupado pelo popula-
de efleito, engaa se. Anda mesmo que cog- gf^ ^fm passava' pela praga daVic-
tasse de fazer um discurso, anda mesmo que fos rrrua',u
se um Virgilio, fallara acanbado, depois de um
Hjmero. ,
Nio tem plano tragado, nao tem methoao es-
tabelecido.
Quer fazer urna simples palestra.
Tem na Cmara posigao muito especial: nao e
urna praga arre?imentada, um franco atirador.
Ainda ha poacos das votou com a maioria. Pen-
sa que nao suspeito para com a Republ.ca.
Justifica seo voto a respeito da mogo Dane-
0 que ba ama verdade: que maioria e mi
noria e o proprio goveroo lamentam o que se
pasaa no Rio Grande.
Velo da maioria, em cojas bancadas se sen
ton, mas nao atira pedras ao sol que o allu-
miou
A minora fez oque pie; apresentou o que
lhe foi pos8iveI. O projecto pie ser defetuo-
so; mas ee elle defeituoso, qne fagam couaa
melhor; do cootrario destruir sem cousfuir.
Nao vem levantar urna bandeira de guerra con-
tra o Sr. Floriano, vem apenas como um emisa-
rio de pas e de concordia.
O Ministerio est em cnse.
Parece que se re'.lraram todos os membros do
governo, sendo provavel qoe entrem para o go-
verno os Srs. Eduardo Cosat, Lucio Vicente L-
pez e Manoel Quintana.
Mais nada ba de definitivo sobre a nova or-
ganisago ministerial, continuando as conferen-
cias a respeito.
Os ministros do interior, fazenda e guerra e
mariuoa iosiatem em seus pedidos de demisso,
e o p eeideote da repblica tem estudado os
meios mais promptos para solugo da crise,
coja si'uagao ultima data se mantinba a mes-
ma, nao tendo anda o presidente se manifes-
tado.
O jornal argentino La Prensa diz, que
varios offi-iaes superiores de.idiram entre s
sustentar o Congresso Nacional e combater vi-
vamente aquellos qoe pretenderem lancar all a
desor.em, provocando a agiteg'o no paiz.
A situagao actual, na opiniSo de muitos, e
gravlssima em toda a Repblica Argentina.
As divergencias, que de certpjeuipoexis-
tem entre o partido radical grupo intransigente,

"

;
*fr-
j*W-
r*r

roi-W i./>'-"-'.-*-^



-
Diario de Peroambuco Domingo 4 de Junfao de 1893.

e o.
generareaae conflicto.
O general Bartholoma* Mitre aendo consul-
tado por um jornalista iobn o pmtrlfcaasotra'-
mista nacional declaroa qea se eefargaeta par*
combtelo, coadeinaada-e* sea* piaatapae*
chafes. ____.
Esto convocados. parem, lodos os ptoa
para discutir sobae actual auacfl pcOttiee. Wa8hiagtoa,asb
O Dr. Mariano Vaeella rosigos* o earsjo da adi* seui Sagasa
A ItBfffr^ pr'r'lRflCW BO ait Mol Sil O S D*YQ-
quete que Ibe offereceu Cleveland e ao baile do
aJaclo da eateatxada ioUu.
. 4- true paKtM a are Cbteaan, d*alli re-
gresaos a New-Yok no iaMg tinto, ten do re-
cebido D'aiyattta Ue a*otat*mte naatto eyrs-
patstce.
Trotea vLateaaSra. Dlakao unculo da
1.
foi
es* aJtima-
em lber
wl
senador.
O geaeral Albertaxa
mente por questoes
dade.
O cbefe de polica 'de Baeaos-Ayres acba-
se gravemente doeate e sea estado reclama se-
rios cuidado?.
Coasta que o governo da repblica, i cce-
deDdo as eolicitasoes inataates do Dr. AssU
Brasil, < xpedio ordem para ser internada o se-
nador Wandenkok, que dizen achar-se em
Passo da ios Libres.
A Cruz Vermeiba Argeatioa pargantou ao
Dr. Asis Brasil se os seos memfcros e auxilia-
res aeriam respeitados conforme a coavocbgo
de Geneb'a, relativa a garana de vida dos que
fizerem o servigo de ai balancia no campo de
batalba.
O D-. A-sis Br sil, nao se julgando autksc-
do-a dar etsa garanta, declaroa que consilta-
ria o gov Segando telegrammas recebidosdeEsqoio-
. oe-ee que foram etacados pelos indios
Guara; y; os estabeleclmentos dos estragaros e
c."Jipleaujaie Saquea loa o redusides a cinzaa.
Mmfestou-ae iscendio no -paioi das ma-
chinas do couragalo Almirante Brcwj.
Para extinguir o fogo, foi preci-o inundar o
navif, p:rdeudose por isso 22 tonelaiaa de
plvora queestavam a bordo.
;m este incendio o 3-ideendio que seda
naqnelle navio.
Os socialistas allemes, aqai residentes,
reuniram-se em meetiag contrario aos proj ac-
tos militares de seu governo.
__Saicidoc-se-com am tiro de revolver o Dr.
Garreoo, chtfe de polica de Chiquito.
publica Oriental
Foi nomeado cardeal o arceMapo da arcbi-
di cese de Montevideo, o Revm. D. Mariano So-
Saguio no dia 25 para o Ro de Janeiro o
ministro brasiieiro Alvino.
En sua auseosia assumio a direcgSo da legal
gao o Dr. Ferreira, secretario da mcama
El Da de 33 de Maio publica o seguate:
Ir.:en o presidente da repblica recebeudo
cbefe poltico da Rocba o seguinte telegramas:
A partida federa que passou para o nosso
territorio operava ne>disiricto de Santa Victo
rio entre a Lagoa Merim e o Alladtico, e este
pequeo reve nao acabrunba de modo algom o
exerciio revolucionario 'commandado por lava-
res e Salgad,
fiia o telegramma :
Telegrapbo Oriental (official) Rocha, Abril,
13 de 1893.
AoExm. Sr. presidente da RepblicaMan
dei diasolver, desarmar e internar a maior par-
te das fo'cjs revoloctcnarias que (oram disper-
sas por forgas do goverao bfsaiteiro e que en-
traram em nosso territorio.
Esta, manta internei o 3' cbefe, majo- Tbec-
doro Natalio de Oiiveira com seis officiaes e dez
individuas de tropa, e esta tarde o ch,fe Cosa-
rio Saraiva, com trinta e tantos horneo?.-Ha
vendo manifestado a maior parte dos officiaes
revolucionarios desrjos de ftcar oo departamen
to, resolv que baixassem a esta chefalnra para
que (bes fosse marcada pessoalmente a conduc-
ta que deven: observar, emqaanto nelle perma-
necerem.
Ni Tribuna Popular.edigo do mesmodla -
se:
Rivera, Maio 13 Om offic al caegado com
commuaicagOes do geaeral Hippolyto para Isi-
doro da importantes detalbes sobre a batalba de
I .handuhy. Os republicanos tiveram duzentos
homens fdra de combate e os federalistas deixa-
ram no campo mais de qainheatos horneas mor-
bos e amitos feridos.
Entre os mu tos se eonta o Dr. Eduardo Lima,
cbefe fe.eralista. v*j
Depois da batalba os federalistas retira^am se
precipitada men sobre Cover. O general Hip-
poiylo ieax em sua perseguigo, apprebendeado
muitos cavallos e fugitivos do inimigo.
Hontem houve um uroteio entre a vanguarda
do general Telles e a geate de Tjvares, que pre
tende assar em dlrecclo a D. Pedrito,
Too o exercito de Tellea marcha boj?, pro-
curando a'caogar os federalistas.
Commaeicago de Hippolyto a Isidoro, dizque
os federalista fo.em com verdadeiro pnico.
Foi ferido oa peleja o coronel federalista Da-
vid Silva, aeam como om irmo sen.
O capito Bituca tambem perdeu um irmo.
As familias destes feridos vivem aqui. Os
federalistas d'aqui ainda esperam os pormenores
da bat Iba.
A revolegao federalista est perdtda, segundo
se diz : questo de pouco lempo.
Segoem a Tavares e Salgado trez exercitos,
sendo estes o do general Telles com 3,700 ho-
men?, o do general Hippo'yto com 4,000 borneas
edo g aeral Cmara com 3 500, todos bem ar-
mados.O correspoadeate especial.
Rivera, Maio 130 coroue1 rysses Reverbel,
cbefe de urna div eao federalista foi tambem mal
ferido em Iabaaduby.
Ao aos80 territorio chegam muitos fugitivos e
feridos da batalba.
Peras noticias que vao chegaado, vd se qae
grandes sao os prejuizos e perda dos federalis-
tas.O correspondente especial.
A mesma fjlha com o titulo Ultima hora
tei gramma de Santo-Eugenio, escreve o se
guite :
A' bota de escrever o expediente deata edicto
recebemos o segoiote despacho :
Santo Eugenio, Maio 13Den causa a batalba
de Ij :nuhy o nao cenbecer o geaeral Tavares
as ordena do comit, de evitar o combate:
Ea ontraado-se cono exercito da Htppsiy'.o,
offere :eu Ibe batalba e depois desta travada, en-
trn Salgado tambem em acgo, flesado a tarde
de peior partido o exercito de Hippolyto, prin-
cipalmente a cavallaria.
Soorevindo a noite. Salgado cooseguio coofe
rendar com Tavares e resolveram retirarse,
car regando seua feridos em c ir retas.
A8seguram-me que ee dirigem a serra de Ga-
vera, sanenJo-se ao cerlo que no dia 7 se ac'na-
va todo o exercito federalista reunido du outro
lado de Ubirapuitan oo Passo da Picada.
Posso assegtrar qae rao coube o iriumpho a
Ia4a algum, nem que os federalistas teabam por
divisaViva lojpecio.
Os federalistas sao republicanos como oa cas-
tilbistas.
Que os governistas tiveram per das coosidera-
vei-, sabe-se por varios dos seus que lm che-
gado foragidos. O coi respndeme especial.
Per
Aeha-ae o paiz tolo em completa desorgaoisa
gao poltica.
De um momento para outro nao ser de admi-
rar, qua rebenle urna revolegao em Lima, pren-
dendo-se o moviolento campaoha eleitoral.
O govemo apresta-se e langa mao de medidas
enargicas para Impedir a guerra civil.
A nolte de 33 foram comme'.tidQS na capi-
tal varios assacsiuatos.
A noticia dada no.dia seguinte pelos jornaes
ala/moa a populago.
Solivia
Efftctoaramrse em tod i a Repblica as ele!
ges para senadores e deputados.
Por emqaanto nao ba noticia de alteragao da
ordem a os repultados caohacidos do victoria
aos governistas.
Sabe-se que morreram afogados no Beni
todas as pesaoas que formavam a expedigo bo-
liviana dirigida por Victor Ballivian.
AMERICA DO NORTE
tataoa-CJ nidos
O minMro norte-americano em Pekim foi cha-
mado a Washington.
XnWra se inevttavet um rompimen'o entra a
China e os Estad03-nidos.
Augmentam as fallencias na pracade Ncw-
York.
Suspenderam pagamentos a casa Blakeslee, a
fabrica. Domestic Shvtng Machinert e.o Banco
Nacional de Depsitos.
No Oblo* cauaon pagamentos o. Rpiyi Fnatar.
O grande baila oflerectdo em ftvr-Tork a
S. A. a Prtoeeia D> EoiilU da Hespatitia,,e ao
qoal aaiiatiram ar nttrMaatat norte americanas,
assim como o corpo diplomtico, foireallsado
aoaMora ; e
rior O
loaa o
p-o-ectada a*
pas.
Proceitou a *-cw-la*v. ara
amao- N-iw-Y*-k., deecaaaivtwda
de mareba por hora.
Por oolicias chegadas Washington, pro*
cedentes de Cbicaga, saae se qae aobrevieram
desintelgencias, aolre oa eojDutores estrangei-
ros, que ameagam a retirada dos seus productos
destinados prxima expoaigSo, caso nao sejam
attendldos naa suaa exigencias.
Calcula se em 33.000 a media das entradas
liaras aa exp^sigaa.
Os representantes estrangeiros protestam con-
tra o syslema adoptado para a diatriba i gao de
premios.
Iaaugurou-se a secgao da SuisBa, no palacio
da exposigo.
O ii aaipanaanlo arab* acaoa da r #-
trado de todo por h:eadio, qae n'elle manifes-
t u-ae violentamente.
Desabou sobre Cleveland Citj, no Obio
violenta tempestade, derrubaado e destelbaado
cafas e arrancando arvores, poates do telegrapho
e do telephone.
Morreram 9 passoas e houve maior numero de
feridos.
Em New York ha noticias de ter se verifi-
cado em Nicaragua um combate inportante en-
tre os revolucionarios e as tropas do goverao,
qae foram completamente, batidas.
Aanunciam anda que o presidente da Rep-
blica, Dr. Sac za, contina em fuga.
Os revolucionarios, senhores do pz, exped-
ram agentes especiaes^para a sua captura.
INTERIOR
Naufragio de Almirante Bar
roso
Contiuamoa a intairar o publico com as
noticias de joruaea do Rio^colbemos a res-
peito desse triBta acontec monto.
Telegrammas do cJoraul do Commer-
cio, noticiara :
Londres, 24 da Maio, 4 h. 40 m. da
tarde.
Reoebi o seguate telegramma :
Suez, 24 MaioO Atmiranta Bar-
roso nauiragou.
Todos sa'vos, a bordo, a excepgSo de
um tripulante qua ae rjppoe aer um of-
ficial.
O naufragio foi em frente a Raadhi
(Egypto) Lat. 28- 5' N., Lorg. 33
24' L.
Nao ha esperanca de sahar-se o navio
A canhonair inglesa Delfn aspe-
rada hoja a noite em Suez com o cAida
que tras a tripolac&o do cBarroso .
Aaaim que chegar telegrapharei,
Londres, 24 de Maio, aa 5 b. 40 m.
da tarde.
Rece'oi maia este telegramma de Suez :
c O cmirante Barroso navegara a
vela e vapor e tinha a bordo um piloto
rabe quando naufragou.
A poaicSo do cruiador ^ agora deaes-
peradora, estando em ama inolinagSo de
30 graos.
A tolda auparior est intetrameate de-
baixo d'agua. Tem a proa no runo da
leste descansando a borate.
Tenho estas pormenores do commaa-
dante do Jathe do Kadiva o cAida.
O Sr contra-almirante Ministro da
Marinha recobeu hontem estes telegram-
mas :
Do Sr. almirante Abreu : *
< Parii, 23. cBarroso naafragou.
Telegraphei cnsul Alexandra para aa-
nosso ministro em
xiliar a gaarni^o.
Do Sr. Corroa,
Londres :
c Londres, 23 Commanicou Qoverno
ingles guarnicSo qae desembareca soffria
falta d'agaa, cDolfin foi aoocorrer. Dei
providencias necessarias.
c Roma, 24 Do Sr. Bario ua Teff,
nosso ministro.
c Telegraphei hontem para Suez, reca
bendo agora resposta do Cnsul. Falla-
mente todos salvoa.
Do br. capitSo de fragata Pinhero Gra
dea :
t Toulon, 24 A e^uipagem do Bar-
roso toda aalva
Ao Sr. contra-almirante Saldanha da
Gama passo a [hontem o Dr. MagalhSes
Castro o seguinte telegramma :
Paria, 23GuarnicSo do Barroao
salva.
O Sr. Miniatro da Marinha reiteru
as suas ord -na ao nosao miniatro em Lon-
dres para qua presta todo auxilio aos
nufragos.
O Sr. contra-almirante Miniatro da
Marinha recebeu hontem o seguinte tele-
grama) a do nosso ministro em Londres :
cCommunica almirantado aaraicSo cha-
gou Saea. Navio abandonado, em m
posicio. Appareoea uffiaial qae falta va,
doheiro aalvo. Jorreia.
O Sr. contra almirant; Saldanha da
Gama dirigi hontem ao Sr. capitSo de
mar e guerra Eduardo Limalla, chefe do
oorpo dea machinistaa aavaes a aegaiute
carta :
Rio, 26 e Maio de 1393Presado
cantarada Sr. Eduardo Lemelle.Como
chefe da cabera qae do oorpo de ma-
ohinista navees, apreaao-me em dar-lbe
um psame muito sincero pela perda que
acaba da soffrer essa corpo, na peaaoa do
subajudanta de raaehinista Taacredo Joa-
3nim Alves, desapparecido por oooaaiSo
o lamentavel naufragio do Almirante
Barroto.
Ao mesuro tempo peco-lhe, em meu
aome e no de meas oompanheiroa da Pro-
tectora dos homjns de Mar, me informe
quaea aa coudicSea e residencia da fa
milia desse inditoso camarada.
Acredit que tanto ou como meas oom-
panheiros de tarefa teramos a maior sa-
tiafaoSo em prestar qaalqaer auxilio at
nesU triste emergencia infe is familia
Son com sympathia sea velho camarada,
affectuoso e grato. Luiz Felippe de Sal-
danha da Ghma.
Garantem-nos qae o Sr. Miniatro
da Marinha providenciar no sentido de
aer prestado algara auxilio mao do ma-
ohinista victima do naufragio.
Telegramma da Paiz consigna :
Londres, 24 o c Almirante Barroso
nautragoa a 125 milhaa abaxo do golfo
de Saos.
GammhaTa a toda forja vela e a
vapor, levando t barda am piloto rabe;,
batea de encontr a am recite; a agua
eaCrou. rapidansenae, eaobendo o? navio
sobt aUreccflD dW Srs. msira ux H^sapanha, La ao conree.
PeretUaxtcdi Oa offieioi^ee e tripalaoJlo, em nu-
mero de 316 bomens, desembarcaran! em
trra e apena* asa hoaaem aortas alo-
gado.
A corveta ingina* Deephia e o> yaoht
e khedre Ai* partire*n ea Sean aam
aeecorro do aavio.
aea ti
O < Msesannte Baaxaao a aa*faga
parto de Baagarib, no geifo de Siasm.
Baxegset* com tais o panno e aAafor,
levando a bordo um piloto rabe, que
diriga a manobra.
k agua invadi irmediatamente o na-
vio at a sagan-^a coberta.
Tenwe apenes a lamentar a mora de
um marinbero.
Prestaram soocorros a-canhoeira inglesa
c Do'phin a o yach Ada do servijo
do khadiva.
Suez, 26.
Os restos mortaea do sub ajadante ma-
chinisU do i Almirante Barroso Taa-
credo Joaquim Alvas foram aqui sepul-
tados com toda a decencia a tiveram
grande acompannameoto.
O aub-4Judante da machiniata Tan-
credo Joaquim Alves, nascido era. Feve-
reiro de 1869, entrou para a armada,
como pratioante de machinas, em 21 de
Desembro de 1888, sendo promovido a
machinista do 4a classe a 22 da Dazem-
bro de 1891, quando servia na torpedetra
Araguary, o ao posto qae agora ooca
pava, em 22 de Margo de 1892, por oo-
casiSo da reforma da sua corporajo.
Suoa, 25.
Partiaipi a nossas familias que estamos
todos salvos e com saude.Officiaes do
Barroso.
O Sr. contra-almirante ministro d*
Marinha reoebea igualmente seguinte
telegramma :
Suez, 24 Chagmos salvos no navio
ingles Dolphin. Officiaes e guarnicSo
salvoa. S falleoea o machinista Taq
credo. Nao ha novidades. Pego ordena.
Bons ser vi 90 s do navio ingles Egypo
consol Debban aquiLeao.
A essa telegramma respoadau o Sr.
contra-almirante Firmino Chaves :
c Com manda ata LaSoRegressam ao
Brasil, via Maraelha, deixando pragaB
Benjamn Constant. LegacSo Londres sa-
tisfar despesas necasaariasMinistro mi-
rinha.
O Sr. contra-almirante ministro da
marinha recebea mais um telegramma do
nosso ministro em Londres, ornmanijan-
do que a offioialidada do c Almirante
Barroso j ao ac'ua em viagam para o
Mediterrneo.
U Pa-sc em consideragSas que fes,
lancou estas palavras a respeito :
c O destino foi efectivamente miseri-
cordioso para o corago braiileiro, poa-
pando-o da novas e mais dolorosas cha
gas; o cruzador chocou-se contra um ban-
co de coral, foi destruido na sua estruc-
tura, recebea immediatamente catadupas
de agua que o afogaram at cima da
linha de flactuagSo, mas a sua offioialida-
de e gaaroiglo conseguiram salvar-se naa
embaroagSes miadas do proprio navio.
Resta a perda material do> cruaador, e
esta das mais lamentaveu, tratando-ae
de um dea malbores vasos da noasa ea
quadra, com o navio mixto adeq.ado
instruc-,So profisaion .1.
N2o conheoemos a lei que regula a res-
ponsabilidade ds praticagem da compa-
nhia de Suez, mas ae nos aligara iouis-
outivel que um sinistro desta especie uSo
pode ser levado pora e sim, lesmeato
ordem dos factos consumados.
Verificado, como est, que o cruzador
f Almirante B rroso era pilotado por um
pratioo rabe, o proprio intareasa da com-
panhia est em facer eAfectiva a sua ras-
ponaabilidade criminal, deoorrente da cir-
cumstancia de serem todos os navios obri-
gados recapgSo de um pratico retribuido
pecuniariamente.
Pareoa-nos qae, co asolados pela sal va-
cio de toda gente d& cruaador, para
este ponto qae davemo3 voltar as nossas
atteagSds, solicitando a aocSo do governo.
NSo resta duvida que aa am dos notaos
praticos m^ttesse a pique um navio es-
traogeiio qualque'*, rincipalmenta deguer
ra, baviamos d pagal o muito caro e Bem
appellacao nem aggravo .
REVISTA DIARIA
luis de ilireilo-Por acto do Exin. Sr.
Governador do Eatado, do do correnta, foi
removido o jow il direito Racoarel Anooio Ce-
zario Gardoao Ayrea, do muaicipio de Granito,
com jorisdiccao extensiva ao de Ex, para o
muaicipio de Flores.
Itecefeederlo do Estadio Por acto do
Bxm. Sr.Governador do Estado, da 30 da Maio
ultimo, foi nomeado administrador da Recebe-
doriado Estado o hacha re I Affoaso de Alba-
querqae Mello Filho.
'aliado vagoEm coasequeacia da re-
moco do bacbarel Antonio Cazarlo Carioso
Ayres, do cargo de juz de direito do municipio
de Granito para o de Plores, acha se vago aquel-
lo joizado, que ser preenebido pelo juiz de di-
reito mais aatigo Centre os que requerem a res-
pectiva remoco para o refetdo lagar, no prazo
de 60 dias, coatados la publicacao do edital in
serido aa competente secgao deste Diario.
fasta provtJeocin0 Dr. questor, toa-
do em vista os grandes inconvenientes que para
o servigo policial acarreta o abuso de serem re-
culbidos a Casa de Detenga 1 presos sem a res-
pectiva parte, qae declare os motivos da prisao,
acaba de recommendar ao administrador daquel-
le estabelecimento qae d'ora em diaate aSo acei-
ta individuo algnm, antes de preenoaida aquella
ormalidaie, salvo os qae Ibe forem directamen-
te remettidoB pela one3iur.
Qneatara Em orreular expedida pela Se
cretaria da Qaeslura foi recommendado s auto-
ridades policiaes da capital que. sempre que li
verem de fasar quaesqoer reclamagOes contra o
procedimeato das pragas iacambidaa do polica-
meato e de rondas, nao s? dlrijam directamente
aos commandantes dos respectivos corpes e sim
o f gam pe ante o 3r. Dr. Qaestor, a qaem, como
aatodade superior cabe couhecer de taes recia
magoea e providenciar sobre ellas, como julgar
conveniente.
Prooisno de Corpus ChrlsitA's 4
horas da tarde de boje, depois da festa do San-
tiaaimo Sacramento que ae celebra oalmatris da
Boa-Vista, na ,qual poaliflca S. Exc. Revdma. o
Sr. bispo diocesano, sahir a procissao de Corpo
de Deus qna percorrer as aegaintes mas : lm-
neratru, Aarora, Pormoza, Hospicio, praga do
Conde d'Eu, Aragao, pateo da Santa Cruz,'Velba
e Matriz reeolher. conduztndo S. Exc. Revdma.
a Sagrada Custodia.
Alm de grupo das collegiaes da Eitancia, S.
Jos, Eucharistico e das Albas de Marta das deas
casas a qae perteacem n'esta cidade, acempa-
aharao a procieaao to somente as dase irmanda-
des do Santissimo Sacnmejto a Almas da refe-
rida Matriz.
, areeterooldaaedo Mr. Blala-Sob
este tttnlo, aasasaignlfteativo, o Jornal da Com-
mercia do Rio de Janeiro pnblicoa o segainte,
que convem seja lido e]reUdo:
A:. Chicago Tribuna aprecieod* a noticia
semi-officlal da querer o govero de Mr. Gleve-
land acabar com os tratados de cnamala reei-
procilada, faltos pelos Eaadoa Uoides, o Brasil
e aaaeaaaha, por Cuba a Purto Rii :o lala-
dqao**|or*aMio8 fraqueza es-goieraas Sat>isna>
rieaaas, cerno coafessoa f eoeoas*sea(t sjasra*
f, iias Aaaeocanas, diz qaa a recjj*oii pronro esaauccesso na pratios, aeajnade apre
ciagao amata I. A Tnoone ergio reasoli
cano, nsAsporova, ] se .sa*e, asleacie da 1-.-
teireza daM. Cleveland, e illa ( a*m pr.isar )
qae ae eommerciaotes Am.-rtcaefs estavo
tomando pa no Brasil, e isjiiasi povo aalt-
profrreasi>-tava aprendeoA rra*almerjtto ?
vantag.'ns qua poda colher da reciproclda
de.
M.ii'.o obrigado pelo coaceito, e ainla mais
obrigauo pela llecSo de reciprocidade e das
candes vaulageus do celab'e tratado Blaine-
Salvador.
< Diz o Eventng Post que Cuba e Porto R co,
nosso nicos compaobeiros oes a albada. nao
cumpriro os tratados Blaine, e que as snas al
fandega3 iasistiao em cobrar direitos prohibid
vos sobre artigos qae devio ser admitttdos
lvres da direitos, e ajauta : > A mesma qqeixa
foi re&'bida do Brazil, anda qpe em grao
menor ( segundo investigag5o mandada fazer
pete Seoretsno de Sitado M-. Graham.)
CokClua o Pus!. O que ueu lo pouca
sati^fago aos aossos negociantes nao foi a reci-
procidade, mas sim urna ceusa espuria, a que a
m f aeootros tirua o valor. Cumiado, esta
a reciprocidade que podemos ter; o M'. Cave-
laad far bem em dar por acabada.
-O famoso tratado ulaina-Salvador acure-
ta-noa atora, alm do mais, a pecha da havar-
mos procedido de m f.
Soore o mesmo ssumpto e.-creve-nos su:
dos nossos correspondentes dos Eatados-Uai
dos :
Parece nos qu Mr. Cleveland nao est
muito satlsfeit) com a obra do seu antecesor
Hairiaoa. alia* J. J. Blaine, qu.nia aos tratados
com aa reoubiieas da America do Sul.
Os artigo*4e Jornal do Conmovi contra o
traiado e Post e Nation nao deixar&o de nflmr para que
essa oDra seja deaaaclada. Pelo meaos o que
se collige da segeiate aoticii qae vem de Wa;
biogton :
0 Presideat Cleveland acaba de dar o ori-
meiro passo no sentido da considerar de n-1
nbum tffelto a poltica da Hifieon, qaaoto ac?
tratados de reciprccidade. assim qae elle
traa, uesde j de aocullar a proelamago de
Harriaon impoado direitos sobre o caf, couroa
e ajsacar de Veoezuela, Haitii a Colombia q 1
nao qu.zer.io fazer coocesso algnma aoa Esta-
doa Unidos- A proclamago.'pdd oo appare
cer sendo daqui a duts oa tres semanas, ms
qaesto discutida e assentada. 0 Presidente
Clevelaad foi sempre opposto a essas metidas
de retaliags. maa como eatadi&ta, deseja resol-
ver a qceato com a mxima pradeocia. O
secretario Freabam est [examinando a corres
poodeacia com aquee- jjiz93 para ver o que
se pode fazer.
Viuitas rs>reaeatac6a3 n sido dirigidas ao
governo amerfbauo por cavalh ;iroa interesaados
ao commercio de cafe em Nova Yoik mostrande
o damao qae ten soff'ido com essa proclama
gao.
loopoatos foro laogados sobre os couroi da
Repblica Argentina nao se dando a esta o
temoo neceesario ara resolvsr se devia entrar
ou nao ao accordo.
Nao se sabe qie altitude tomar Cleveland
com relago ao Brazil e Respaaba com .os qnaes
ha tratado, mas bom desde j dizer se que
oo est cctea te com oa resultados do con ve
nio.
Diaate deaes (actos a que tica rednzido o
tratado Blaine Salvador ?
< Que excediente occasio Dar o Srazil es-
capar-se do Irap em que cabio ?
A verdade deve ser dita ; e pratieamente ao
tivemos prejaizo, a2o qie o tratado fossa-aos
favoravel mas pela iacapacidada qae os ama
ricanos lm relevado sempre qae trato de com-
petir com as nagdes- europeas-
D nunciado o tratado (icio oa Estados Uai-
dos, a Austria, a Repblica Argeatma e o Ca-
nad ao mesmo pede igual dade, o Brazil para o
seu commercio de triso com a grande vaatagam
de ter as suas relapsa em melnor p eom a
Inglaterra, < qae vamos e venba-mos *. o paiz
nico qae 003 fornece capitaes para o desauvol-
vimento de noasa industria, camneos de farro,
etc.
0 Brazil pelo (acto de ser boje urna rep-
blica nSo deixou de ser urna nacao conservadora
no modo de tratar com as nac.6es amigas.
< O consumo de caf da gomma elstica
est to accentuado oeste piis que em tempo
algum devemos temer medidas da rataltago
anda meamo que os republicanos vennao ao
poder. Podemos oeste negocio, tratar sempre
com este pas de potencia potencia.
Beparliro ailarla da armada-
A classiUcago do psssoal da repirtigo saata
na da armada foi orgauisada pela seguate for-
ma :
Inspector geral do servigo sanitario, contra
almirante Dr. Jos Pereira Gaimares :
Mdicos inspectores :
Coat 8 alnraate graduado Dr. Luiz Carneiro
da Racha.
Capit&o de mar e guerra Dr. Jos Caetano da
Costa.
Medico?sobiaspestorea :
Capito de mar e guerra graduado Dr. Joa-
quim da Casta Antones.
Capitaes de frsala : Dra. Severiano Braulio
Mooteiro, Archiaaio Jos Corroa, Eoclides Al-
ves Ferreira da Rocha, Galdino Cicero de Maga-
Ibes e Manoel Gomes de Argollo Ferro.
Primeira classe.Capiio da fragata gradua-
do Dr. Luiz Pinto de Magalbae?- SI juera.
Capites-tenentes : Dra. Joaquim Dias Laraa-
era, Heariqae Ferreira dos Santos Res, Fraa
cisco Muaiz Ferro de Arago, JoSo Alves Bor-
ges, Romualdo Martios Alves, Antonio Jos de
Araujo, Joaquim Ignacio de Siqueira Buido e
Joo Francisco Lopes Rodrigues.
Segunda classe.Prirae.vos teaenles Dra. :
Gailberme Ferreira de Abren, Manoel Alfonso da
Silva, Maaoel Lope? da Silva Lima, Gcmiaiano
Jos da Costa, Jos Amado Coutinbo Barata, Fe-
liciano Teixeira da Matta. Bacallar, Alvaro Tai
xeirados Saatoa Imbaasahjf, Saturnino de Car-
valho, Maaoel Joaquim dos Santos, Affoaso da
Rocba, Prudencio Augusto Susano Brando. Gui
Inerme Pereira da SilvaBelmonte, Alfredo Menoa
Brrelo Barros Falcao, Severiano Bosventura da
Rocha Pita, Beato da Franga Pinto Oliveira Gar
cez, Antonio Ferreira ds Silva, Camerino Tei-
xeira de Fretaa, Joo Gailharme Siudart, Eduar-
do Mar'.nho, Jos de Cerqueira Daltro, Cesar Fer-
reira Pialo, Tenaaoio Nogaeira da Silva, Anto-
uio de arvaluo Palaaao, Jovino Jorge Carvalbal,
Francisco Fernn les de Sonsa, Henriqoe laobas-
sany, Domingos Pedro dos Santos, Albino Mo-
reira u4 Costa Lima Jnior, Joo Pinto do Con-
t, AfLr-o Henriqnes de Castro Gomes, TOomaz
Aquino Gaspar Juaior, Ajttenor Gustavo Soelbo
de Soasa, Angosto Pereira de Scnza Lima, Wen-
ceslao Franco Magarao, Lucas Bicalho Hungra,
Jos Ftancisco de Souza Lima, Arthor de Castro
Luna, Jos Cahno ae Arago BalcSo, Flavio ae
Souza leodao, Augusto Gongalves Mar tica, Jtalio
Cesar Sozaco Braado, Gaddino Santiago, Jos
Ribas Cadaval, CasrVlo laria da Silva Leal,
Luiz da Fraoga Marques de Faria, Caetaao Pedro
Daarte Nuoes e Juliao Freitas do Amaral.
Ioapoctor do servigo de pbarmacia, capito de
fragata Jos Antonio Tapinambfi.
Pbarmaceutico8 sub inpectores, capito de fra
gala graduado Victor Marcoliao da Silva Rrito e
capito teas ate Antonio Pialo do Amaral.
Primeira classe.1. teoecte Jos Estevas da
Franja Pinto, !. tente Jos Raphael de Azora-
do Vianna e 1. tente Prudencio Jos dos
Saatoa.
Segunda classe. 1 teaenie Ageaor da Cuaba
Brito, J* teuente Ernesto Gaedes Alco'orado, V
lente Carlos Ramos e f tenante Luiz Francis
00 dos Santos.
aserlal para a armadaA commia
sao de Qnaacas do senado den parecer favoravel
ao projecto da cmara que auctorisa o governo
despender, proporgo qae fr sendo neces-
sario, z qaantia de iz mil contos de reis. que
sero appllcados aa compra de material para a
armada.
Apmntco-Fo aposentado Francisco
Borges da Fonssca no logar de pratice-mr da
Assoclago de Praticagem do Estado do Piauby
Taacredo Alves0 sub ajudauie de ma-
chlnlsujnavsl taacredo Joaquim Alvss, qae em-
barcara no < Almirante Barroso e em cojo
sinistro foi victima, era Irmao do Dr. Jos Joa
qulm Alves,. que ha nos lannos pereceuafogado
na prala de Icarahj, qaaodo procarava salvar a
nolva, morreado ambos abrigados.
Era Tancredo o nico arrimo de me e irmios.
Saa morte cauaou geral consternago no Rio,
nao s que essa conaideragio ponderosa, oemo
fel estima de qae goNva.
Addldo bbb!bM(sh>--Fo eesneae* para ir
oomo addido auastar a Vasgamaaa e i* teaaate
reformado da amada Aotoato Leite Caatmoat.
11...... iifasln d Para-Foi oamea o
e coroael FraoeJsco Jos de Castro Valen le .1
moxarlfe do arssaal de marinha do Par*.
Para a Europa No paquete fraaoaz
Congo eeguio ante-bontem o nosso estimavel
e particular amigo Dr. Jos Bernardo GjIvIo Al-
colorado, que,* ao velho continente, vai pedir i
sceacia dos abalisadoa professores de medicina
o alivio qae Ibe eslo i exiuir os seas encoaimo
dos de eade.
Qae faga feliz viagem e se restabelega sao os
aossos votos.
- Amaab, segu com o mesmo destino, no
paquete iaglez Taga:*, o honrado agricultor de
Agua Preta Dr. Bernardo Jos da Cmara, que
ali vai aubmetter ao exame e tratameato medico
dos especialistas sua digoa consorte.
Sao iguaes 03 votos que 'azemos pela feliz
viagem de ambos e completo restabelecimento
da consorte do Sr. Dr. lie-nardo Cmara.
Todo bom a bordoPelo commandante
do paquete (ran:ez Equaleur, da Compagnie des
Mensageries Maritimes, nos foi commuoicado
que. em 31 de Maio ultimo, pelas z horas da tar-
de, em 3. 51' de iatitude norte e 27.* 49' de Ion -
t uude oeste, encontrara a barca noruaguense,
cujo nome corresponde s iniciaos J. 3. F. D, a
qual teguia no ru 1 o do sal.
commandante da barca iaformou ao do pa-
quete, por ;8ignaes trocados, qae lado eslava
bom bordo.
inlo TypograpblcaHoje s 10 horas
d 1 maab em sua seda ra Direita fuacic-o*
essa sociedade.
Para o ;*ui-No vapor allemo Tijuca,
esperado terga-feira da Europa, regressa para
o Rio de Janeiro, onde lixou residencia, o nosao
coest ulano Dr. Pedro da Cuaba B dtro de Arau-
jo Pereira, que viera ltimamente Pernambuco
em visita, saa familia.
0 D-. Pedro Beltrao, que outr'ora Sgarou ao
parlameato e na adminstrago, est actualmente
env.'.lvi io em oegoctos induasriaea.
Desejamoe-lbe prospera viagem*
Mes Harlaono-Como eacarramealo da
devogo celebrada aa iereja matriz do Jorpo
Saato, no nroximo domingo, 11 do corrente, S.
Exc. Revdma. o Sr. bispo diocesano disiriouir
o Pao Eucharistico a alumaaa do Ca;he isno
eaabeleciio w mesmo templo, aaaim como aoa
fiis qae se apreseatirem devidameate prepa
radas.
Em seguida S. Exc. miaist'-ar o Sacramento
do Chrisma, ori*erraado so a solemnidade com
prolr8o oo reciato da igreja.
Eleifao de Irnaandade Saguado o
convite qae ol enderegado aos raspecvea ir-
mos, a d<-voco de Noasa Seahjra da Coaceiglo
e-ecta ao coaveato ae SasJsl Antonio do Raoifa,
deve reuair te hoje em ne3a geral, am de oro-
cederse a eteigo do3 oovjs membroa que toem
de dirig! a no auno da 18939*.
Hiuco Eiaieoi' de Pernambaeo
Nao teudo podido baver sesaao de asaambli
eral ordinaria, no dia 31 do mez Hado, os re-
spectivos accioaislas devem reunir se amaQh,
ao meio da. aa sede do Raneo.
Coufrarla da 8*ntlislma Trindade
A mesa regadora da coafrarla da Santissima
Triodade, para o anno compromissal de 1893 -
9i cou conposta da seguate forma :
Pnvedor, coronel Sabastio Lopes Gaima-
res.
Vice-dito, teoenta Fraacisco da Natividade
Saldanha.
Procarador geral, Pedro Ivo R. Cavalcaate.
Secretario, >gostiabo Jacome Bezerra Pessoa.
Theaourairo, Custodio T aura daSilvo.
1 .* procarador, Luz Walfredo de Carvalho.
i. dito, Joo Baptista Tavares de Oliveira.
CoauUo-es provectos, Maaoel Cardoso de
Souza, Antonio Barbosa da Fonseca, Maaoel
Joaquim Bamoa, Taomaz Thirnes Juaior, Joo
Baojamim Alves da Silva, Heraclio Moreira Ri-
Oeiro, Taeodoro da Silva Compeli, Joo Martina
da Aasumpgo, Hermogeaes Camargo, Geroaclo
da S.lva Salles, commeadador Francisco Lopes
Gaimares, Sebastio Amaral.
Consultores aovos, professor Sebastio Bran-
do, Joaquim Gaivo Sobriabo, Hermeaegildo
Hennqae Teixeira, Estevo Laurindo Coelho da
Silva, Maaoel Walfredo de Medeiros, Joo Ba-
ptista Rioeiro da Cuaba Guimares, Javeuclo
Hermenegildo de Vasconcellos, Victor Gong*l-
vs da Soasa Beiro, Joo Tarares de Almelda
Qainleiro, Maaoel Gongalves Agr Filbo, Joa-
quim Modesto da 8ilva, Joo Rodolpbo dos Pas-
aos Gui mnres.
P.-ovedora da festa, D. Mara Roaalma dos
Pasaos Gaimares.
rtovedora da naade ra, D. Silvana J. da Silva
Agr.
invemo pubiica=lioje urna masica mi-
litar tocar aa praga Maciel Pinhero das 5 s 7
da noite.
Concert-E' boje, pelas 7 1(2 horas da noi
te que tem logar nos sal5es do Lyco de Artes.e
Oficios, o grande concert vocal e iastrumeatal
en beaeficlo do eximio flautista pernambacano
Gervasio de Castro.
N'elle lomarn parte os Srs. Eaclides Foaseca,
Mafcelftao Cielo, Baodelra Filho, G. de Castro,
Albu inerque Filbo, Pulbo 0 as Exmaa. 8;as.
Paulina Dordelain e Boorman,
O programma orgaaisado pele beneficiado
va.'iadoe attrabente.
Diversos dos seas discpulos e amigos prome-
vem a publicago de am jornal, numero nico
em sua homeoagem.
Auguramos um triumpbo ao inlelligeate e ta
leato-o fliuiata.
B' esperar0 Srmiaistro da fazeada re-
sol ven n proposta de orgamento para o exerci-
eio de 1891 rxe'horar os salarios dos operarios
das capatazias da Aifandega do Estado de Per-
nambaeo.
lelasNao sao aa meias de seda oa de fio
da Escossia, desta ou daqaella edr ou de outra
qualquer substancia, porm as de papel,a ultima
palavra sobre este artefacto.
Essas meias fabricara.se de um 'papel espe
eial impregnado de determinada substancia e
tem a vantagemide manter perfeitamente igual a
temperatura do p, evitando assim as constipa-
res.
Aiada bem.
Tribunal do Jury do Becife Proce-
deu-se hontem na Intendencia Municipal ao sor-
teio dos 36 jurados qua lm de servir na 2* ses-
so ordinaria do jury, convocada para o dia 3
de Jul&o prximo vlodouro.
Foram sorteados os seguales eidados :
Freguezia do Recite
Gabriel Ildefeaso das Naves Cardoso.
Maaoel Estanislao da Costa Juaior.
Freguezia de Saato Antonio
Francelioo Rodrigues de Moara.
Dr. Joaqun Tbiago da Fonseca.
Joaquim da Silva Cogta. .
Jos de Souza Garre:ro.
Antonio Florentino de Moraes Reg.
Antonio Lamberto dos Sanios,
Raviano Honorato Ri&eiro.
Vicen.e de Silva Leal.
Gustavo Daioja.
Jos Soares de Aguiar.
Adolpbo Carneiro Cavalcante.
H '-meaegildo da Cunha Albuquerque.
Freguezia de S, Jos
Jos Guilberme da Silva Daarte.
Jos Xavier Faustino Ramos Netto.
Cleomenes Lopes de Siqueira.
Ignacio Pedro das Ne- es.
Joo Carlos Cavalcante Albuquerque.
Freguezia da Boa-Vista
Maaoel Jos Soares de Avellar.
Francisco Gomes de Araujo.
Affoaso FeroaodeB de Castro Oliveira.
Dr. Maaoel Carlos M. Mooteiro Andrade.
Maaoel Paulino Cavalcante Albuquerque.
Alfredo Hecrlqne da Motta. ; jjaj
Manoel da Coeta Gaimares. -
Adolpbo Martina do Rio.
Fregneala da Graga
Joo Silveira Boa-Vista.
Manoel Joaquim Ferreira.
Dr. Jos Dinis Brrelo.
Dr. Antonio dos Santos Siqueira Cavalcante.
Frtgueiia dos Afogados
Ricardo Cbristiani.
Luis Eugenio Araujo Pinhero.
Freguezia do Poco da Paoella
Jos Gysneiro Alboquarque Mello.
Fregaeaia da Vanee
Manoel Crrela Araujo.
Tbeodomiro Cesar Daarte Rioeiro.
Centro pirita Pernambacano
Comsaaaicam nos:
< No domingo "rl de Malo, iostallou-se mate-
rialraaass n'esta eidade, seb a lnvocacao do Es-
pirito-amlo, oCealro Spiria Pernambacano:
I a na aauta-tejra. 1.- de Jnoho, dia de Corpas
Cnrisa, (si realizada a iostailsco, esoirltualmea- f
te, eos) o patrocinio do Santo Apostolado.
O aata d'installeao coasta da stego compe-
ten.'
fatal ea*uaU*aa>No dia 30 do mes
liado, na taveraa de Joaquim de tal, sita tra-
vesea do Mooteiro. do diatricto de S. Jos o in-
dividuo de nome Joo Ferreira Boique, gesticu-
lando com urna faca de pona que havi'a tornado
das mos de Jos Raymando, succedeu ferir gra-
vemente no balxo ventre ao tavernelro Francisco
Rodrigase da Silva que acbava-seatrazde Boique
sem qae este o hoavesf e visto.
'X victima declaroa no ioterrogatorio qae fe
sabmettido qaa Buique era iaooceme, pois o fa-
ci tinha sido apenas tilbo do acaso.
Em seguida Francisco Rodrigues fallecen,
sendo transportado para o .Cemiterio Publico
onde foi viatonario pelo medico da polica.
Hospital PortugusEntrn de sema-
na o moMooo Sr. Jos Francisco deFiguei-
redo.
Os H-e uluaqnpaeiros -A LvaaCo.-
tempornea, ra 1- de Margo o. z. acaba de
chegar os fascicalos de ns. 94 a 108 deaae im-
portante ro nance da Damas pai.
Como esses fascicalos eonclue-se o refer lo
romance, qae por ua iinportanaia histrico li-
teraria se recommenda a acqaisigo do mundo
legeote.
Os asslgaantea pidero maular recebel o?, e
quem aguardar para baver a obra depois de ul-
timada a publicago. occa3i5o de ir por ella.
4 Cabana de Pal Tnornas A Emoreza
Litleraria Flaminense iolciou a publicago deasa
obrs da Mme. Beecher Sow. em edico Ilus-
trad-, a traduego de .'aadido MagilliS-v.
E' produego d iateresse palpitante e da ac-
gSo precito a, urna vez qua as aceas que nei-
la te deaenrolam, sio vardadeiramente drama-
tioaa eii'spiradoras de sealimenlos de morali-
dades de amor do bomem pelo seu semelh.n e,
fazeado-se aaaim credora da aceitago que tem
merec'doe continua a merecer daa almos senai-
veis.
Ji ebegou Livraria Coalemporaaea o i- fas-
cculo.
Pelos pobres^'Convldamoa as 6;nhoras
cajos nomes abaxo coosigoamos, a virem recej
bar de mo de noa,jo administrador a qnota in-
diviiuaimeata distribuida do total de 104000, que
para esse fim nos foi enviado pelocavalheiro que
freqaeaiemeate nos fas o dispensador de seu ani-
mo generoso, nediodo smeat-; a beneficiadas
um P. N. e urna A. M. por alma da seas pas,
laabel Xivier d'Alouquerque, Calgadas n. 14.
Jo moa Clementiaa da Lmi Aivea, Direita n.
124.
Senboriaha Bozerre Cavalcanti, Eacrnzhida do
Limoeiro.
Hermina Sette, paleo de S. Pedro n. 9.
Co3ma DaQiiina, Progresan.
Joanaa Mindelo. Calgadas.
Marta Autran, Palma n. 27.
Amelia Cardoso Rabello.
Mar a Joanaa da Silva, Padre Nobreea.
Mariaaaa Pi-ea, pateo do Targj n 66.
PassaselroaSahdoa para o sal ao vapor
aaciooal Manos :
Arthur Silva, P. Sourtaz, Viceate O. G. Daar-
te, Migael A de Freitas, HearijaJta B. Monteiro,
P. Prjar, Gaetauo Laprovitera, Miguel loo, Vi-
ceate Gazzaaeo, Ch-istaliaa Mara dos Prazerea,
Fraocisco Rocha, Fraacisco Theophilo, Dr. Ma-
aoel Bilteacoart e sua seobora, Alexaadro J:s,
Dr. Olympio S. d03 Santos Falco, tenento Anto-
nio Coelho, Dr. Eduardo E. D. Barroca, Cindido
de Souza Rtbeiro, Wladimir Nealer, Augusta
Oliveira. Dr. Fraacisco S. G. da Siva, Domiagos
A. Feitoza, sua sanbora e 2 limos, amaro da
Costa e su< 6eabora, Eduardo Liao Barboza,
P.ulo B. de Oliveira, Orestes Miraoda, Alfred Ro-
cefet e sua seahora, Sergio H. Cordeiro, Loaren-
go Sa e Silva, Felicio de S. Filho, Joo Marceli-
no, Joo Lnls G. da Cruz, Joo M. de Moura, Joo
Jos de Me'lo1 e sua senbora, Henrique Daarte,
Jos Gongalves da Silva, Roza Julia, Manoel E.
de Mello. Joanaa de Moura, Ur3uiloa da Silva,
Roza F. F. Bezerra, Simplicio Nuaes da Silva.
beii*ej Eectuar-se-hio os segantes:
Amauh *
Pelo agente Brltto, oa roa Vlsconde de Goyao-
na n. 43, s 11 horas, de espeho de c-ystal, mo-
vis, loogaa e vidros.
Pelo agente Gasmo, no trapiche Baltar, s
11 horaa. de 12 saceos com arroz avariado.
lesas rumiare Serlo celebradas:
Amanb i :
Na igreja do Espirito Saato, as matrizes de
S. Loureogo da Malla, Nazaretb e na capella do
engenho Jardim em Igaarass, s 8 e 9 horas da
maah, pela alma de Marcelina Joaepba de Mo-
raes Araujo.
Na matriz da Boa-Vista, s 8 horas da manb,
pela alma de C&rolino Gongalves da Silva.
Inspectora do >, dlstrfcto mar-
timoRecife, 2 de Junbo de 1893.
Boletim meteorolgico
Boros Tertn. centi- Barmetro
grado (a 0\
24,'6 78-,20
738-,69
760-,65
7C9*,16
767-J4
6 m.
9
12
3 t.
6
nsao d 5 Huoti-
vapor dadi
19,40 83
18,57 71
17,12 70
19,33 75
19,33 78
7,m9, a sombra
26,'6
16,8
16/7
26,01
Temperatura miaima 24.*75.
Temperatura mxima 27."75.
Evaporaco em 24 floras ao so
4,m2m.
Chava aulla.
Direcgo do vento SE e S5E alternados de
meia no'te at 3 b. e 40 m. da manhs; S at 4 b.
e 25 m. ; SSW at 4 b. e 42 m. ; SW al 5 h.
09 m. ; S at 5n. e|29 m ; SE e SSE alternados
al 6 b. e 4a m.; S com nterrupges de SSW e
SSE at 5 h. e 31 m. da tarde ; SSE e S alterna-
dos at meia noite.
V6locidade media do vento 4m,83 per se-
gundo.
Nebulosidade media 0,48.
Boletim do porto
Pra-mar ou Dias Horas Altura
baixa-mar
P. M. 2 de Junbo 630 da m. 2-20
B. M. J de 040 da t. 0,-50
botera do Estado do rao Para
Por telegramma recebido pela Casa do Ouro, de
Joo Joaquim da Costa Leite, sabemos serem es-
tes os nmeros premiados na 5* serie da 58> lo-
tera, cxtrabtda no dia 3 de Juoho de 1893.
7675 240:0004000
2729 10:0004000
1235 6:0004000
2048 2:0004000
9198 2:0004000
9606 2 0004000
300 1:0004000
1536 1:0004000
3659 1:0004000
3830 1:0004000
3934 1:0004000
5256 1:0004000
3321 1:0004000
9761 1:0004600
Approxi mages
7674 1:2004000
7676 1:1004000
2728 8004000
2730 8004000
1234 4004000
1236 4004000
Eslo premiadas com 3004 os aegaintes ama-
ros :
7671 7671 7673 7674 7676 7677
7678 7679 7689
Eato premiados com 2004 os seguintes came-
ros :
2721 2722 2723 2724 2725 2726
2727 2728 2730
Esto premiados com 1004 os seguintes nme-
ros :
1231 1232 1233 1234 1236 1237
1238 1239 1240
Todos os nmeros terminados em 5 esto pre-
miados com 1004.
Todos os nmeros terminados em 9 esio pre-
miados com 1004.
A aegoiote lotera corre no dia 10 de Joobo
com o plano de 240:0004000.
caa de DeteneoMovmento dos pre.
sos da Casa de DetengSo do Recite, em i de
Juoho de 1892.
Existiam 382, entraram 0, sahiram 4,axis-
wm384.
Ataer:
Nacionaea 306, muinerai 9,- estrjafstros
-Total 384.
1 ''
'





*rP




Diario de Peraamintco Dmamfla i de Janfeo de IS93
y
Amerados 36*
Bodb337
Doentes SI.
Loacoi i.
Laucas t.
ToUl 364.
Movimecto enfermarla
Jos An'eneo de Ly-3.
Opera^iei cirara-lcaaForam pratica-
das oo hospital PedTo II, do dia 3 do correte,
as seguintes:
PeloD-. Suva Leal:
Cantboplastia de De Ammon, reclamada por
blepharo phimosis, no oitio direitoe esquerdo.
Paucao ecuatorial, reclamada por glancoma,
no olbo esqaerdo.
PeloD*. Arnobio:
Ligadura dupla da arteria e da vea, exeiaao
do aneurisma.
Pelo Dr. Vie-a daCuoba:
Ovariotomis, reclamada por grande kisto vis-
coso, moltiiocular, supurado, do ovario esquer-
ro, com adbereocias intimas.
Foram medicados oa sala do Banco doran-
te o mez de Halo, 665 pesaoas ; sendo 247 ho-
rnera. 360 molberes, 58 criaoca?, dos qoaes fal-
lecern! 3, Ignoraodo-se o resaltado dos oatros
doentes.
Hoaptcml Pedro IIO movimento desse
estabelecimento a cargo da Santa Casa de Mi-
sericordia do Recife, do ata 2 de Janbo foi e
seguate :
Existiam 684
Entraram 17
-----701
Sabiram 2
Existem 702
-----704
Foram visitadas s enfermaras pelos seglo-
tes mdicos:
Hoscoso entrn a 9 da manba e sabio s
9 1/2 da manba.
Barres Sobrinbo entroa s 7 da manba e sa
bio a 8.
Malaquias entroa as 9 3|4 da manba e aabio a
* l4-
Sim6e3 Barbosa entrou 3 10 1/2 manba e sa-
bio II 1|4 boras.
Dr. Berardo entroa s 10 li da manba e sabio
s 11.
Arnobio Marques eotrou as 9 3/4 da manba
e sahio? 11.
Lues Peasca entroa
Is 11 i|4.
as 9 3/4 da manb e
Dr.
noto
Vieira da Cuaba entrn a 10 1)4 da manb e
sabio a 11.
Dr. Bastos de Qliveira entroa as 10 1|2 e sabio
as 11 1/4.
O pbarmiceutico entroa ? 9 i/4 da manb e
sabio s l 1|2 boras.
Ajndante entrn s 6 34 horas da manb e sa-
bio 4 3'4 da tarde-
Lotera do Estado do Ciratn-Para
A 6.* serie da 58* lotera deste Estado, cojo pre
mi grande de 240:000000 correr impreteri-
vtlmente no sabbado 10 de Janbo.
Lotera do Eitado do CearaA 7.a
parte da 4.* lotera deste Estado, cojo premio
maior de 15:000*000 cover impreterivel-
mente oo dia de Junbo.
Todos e:-tes bilhetes achara se venda oa casa
do Ouro de loo Joaqun da Coala Lite ra
do Baro da Victoria n. 40.
cemiterto publico Obituario do dia Q2
de Janbo.:
Argentina. Pernambaco, 2 m?zes, Olioda; me-
oingiie.
Maa Claodina do Livrameoto, Pa*namboco,
60 annos, casada, Boa-Vista; diarrba infec-
ciosa.
Manoel Marcelino do Espirito Santo, Pernam
buco 25 anuos, solteiro, Santo Antonio; tuber-
culose.
Aotonio Martina, Hapanba, 30 annos, solt iro,
B. Vista fi'&r.- am-rella.
Mana Feuppa de Sonta, Pernambaco, 12 das,
S. Jos; convulsoes.
Mauricio Martina Jorge, Pernambaco, 19 an-
nos, solteiro, Boa-Vista; tubrculos pulmona-
res.
AntoDio d'Almeida, Peroambuco, 34 annos, I
viuvu, Boa-Vista ; insufliiencla mitral.
Olympia Miria, Pernambaco, 70 annos. viuvaj
Boa Vi-ta ; gangrena senil.
ADtocia do Monte, Peroambuco, 69 annos,
solteira, Boa-Vista; gangrena.
Leoncio Ramires, Rio-Grande do Norte, 18 an-
nos. nolteiro, Boa-Vista ; brncho pneamonia.
Mara Candida, Cear?, 40 aanos, soltera, Boa-
Viala ; tubrculos pulmonarea.
Mara Antonia de Sani'Ama, Pernambaco, 30
annos, soltelra, Boa-Vieta ; diarrba.
Antonio Pereira Jooior, Paranvba, 24 annos,
solteiro, Boa Vista ; ferida encisa penetrante do
abdomen.
C0HMUN1CAD0S
Os pareceres
: Os .lustres advogados que firmaram os pare
ceres ao questionario ollerecido pelo Sr. Dr.
Marlins Juo.or acerca do recurso interposto peio
G;veruador do Estado e eme foi prvido pelo
Tribunal Superior de Juatiga, permittiro que o
velbo Covarruvias escreva aljamas linbaa em
conte^tagao das opioiOes emittidas.
Nao segoiremo; metbodo algom em nossas II-
geiras r_-lljxOa; oo nos propomos a combater,
um por om todos os pareceres, meamo porque,
em diversos ponto?, elles goardam ama certa
nniformidade ; e assim a contestaco de alguna
importar a de todos. Comecaremos, portanto.
pelo parecer do Sr. Dr. .Tavares, incootestavel-
mente o melbor elaborado, daodo testemunho
inequvoca do talento e illoatracao do seo autor.
Basta de prologo; entremos no aasampto.
O pareier do Sr. D-. Joiqu-m Tavires desen-
volv principios que oo ae conteatam. mas que
nio teem apn'icaco especie de que se trata.
Effectivameat! nao ha lei qu* conceda recurso
para o taparier Tribaaal de Jaatici das de'ibe
racOas do Pod*r Legislativo.
O Sr. Dr. Ta7ares f illa da deliberares do Se-
nado, mas no* co'rigim?3 o equivoco : O de
creto di aecusaco do Governador faltara de
ambas as C imaras.
Recurso meio de dtreito tendente a reformar
deciso, sentenca ou julgamento.
Mas deciso, .uatsuca, jolgamenlo, amente
podem aer proferidos por Juizaa oo Tribnnaes Ja*
diciaes.
Logo recurso someot-i se pode ioterpor de de-
ciaj jodiciaria, e nao do deciao legislativa.
De accordo
Mas o Poder Legislativo rao ten pela Coosti-
tuico do Estado competencia para proeessar o
Governador, nem para proferir deciao, jalga-
meito. oa seotenga de orden) jodiciaria coaira
o referido foocciooario co qoaiqoer outro.
E tal attribuico nunca poderla ser incluida
as ftncces proprias desse Poder.
Nos casos em que a Conaiitoicao do listado d
competencia de Julgador ao Senado (e oo ao
Congrcsso Legislativo) aquelle para exercital a
converte se em Tribunal de Jistica ; deixa de
ser oa bypothese ramo do Poder Legslmvo. E'
om T'iDunal Jodiclario espeil que jalga eu
primeirae nica instancia.
E', pjrtaoio, verdadeiro dislate dizer-se na i.'
qnest onario, sobmettido ao parecer do dooto
Advog < 'o, que foi instaurado processo contra o
Gover. dor pelo Congreaso oa pelo Senado, no
seo ca icter de rama do Poder legislativo.
O Co gresso oo instaura nem poda instaurar
procer-o contra pessoa algoma : assim tambem
o Sealo.
A Goosttalcio determina qae o Governador
nao po le ser acensado (isto sobmet i lo a pro
eeaso), e julgado sem que o Poder Legislativo
decrete a ua accaao.
A expreasaoaecusaco nao se pode enteo 'er
trictamente, no sentido de referir-se parte do
processo criminal, posterior fornoaco da coipa
e i pronuncia, conforme a dlviso feta pelas
leia do processo cria.inal.
A referida expresso appliea-se a todos os
actos do processo criminal, desde o sea ioicio
at o julgamento final : foi este o mtoito bem
determinado do Legislador consumite, que nao
ca poderla presamir qae Ibe saccedesae um
Congreaso to ignorante, ou to malicioso qae se
arrogasae o direit') de instaurar proeetsos sum
manos armes e deturpando as disposicOes
eansittaot ornes
A indol do Poasr Legislativo repel: a attri-
baico qae a lei n. 65 pretoadea con'erir-lbe de
Jais formador de colpa.
N&o ba Goaft tuicio alguma qne tal disparate
teoba consignado. O decreto de accn&ac&o, por
tanto, limita-se a declarar qie sao prooedtntes
03 motivos pelos qoaes o Governador deve aer
ubmettido a processo, formagAo de colpa a Jal
gamento ; o qae lera de ser instaralo pelo Tri-
bunal competente ; e oo pelo Seaado, oa peto
Poder Legislativo. E' isto o qae est expreso
nos arta. 66 a 68 da Constituico.
Dsoretada a accosacao pela forma cima ex
posta, o decreto respectivo dever ;er aobcoeti
do immediataneDte ao Presidente do Tribunal
Superior para o Hns determinados no art. 69.
Nao ha alada processo e oo ba deoiso al-
guma jud'3 aria profe ida CiOtra o sapaort) de-
lnqueme : ba apenas um decreto do Poder Le
gislativo autorizando a accosacao : tato a for-
maclo da colpa ejalgamect) pelo Tribunal com-
petente.
Logo, o decret) de accosacao nao tem forca
de prodosir tffutos de senteDca de especie al-
goma.
SI oo aenteaca ai nao se Ibe pode conceder
jurdicamente easa qualidade, oo admissivel
attrlbuir-se Ihe effeitos proprios de sentencas ja-
diciarlas.
O decreto de accuiacao nao podia, portanto,
juridicameote prodozir o efliito de suspander o
Governador de suas fonccOaa; e a suspensae
p-eventiva smente poderia ser decretada pala
C mstuicjo do Estado. Nem se pode admittir
q ie o Legislador coostitonte conaiderasae su-
perflua orna tal disposico, quando ella se en-
contra exp essamente na Coos'.ituico Feleral e
em ontras.
A nossa Constitaico, porem, entendea nao
admittll a : ama W ordinaria, portanto, nao po-
da fizel-o. E convencido disto o Chefe com
a jnura esperta, que todos Ihe reconhecem, in-
ventoa que o Googresso por om acto legislativo
podia formar culpas instaurar processo ao
Governador !... para desse acto, como de pro-
nuncia, decorrer a Buspenao previa, qae de
outra sorte nao pedia ser decretada. lato, porm,
foi apenas ama rabulice qae oo recommeada os
crditos dos que nella collaboraram.
A formaco da colpa foi, e ser sempre attri-
buico do Poder Joat;'.al.
O decreto de aecusaco (convem nio esqaecer)
acto legislativo e nao judicial. Logo nao p le
constituir processo de lermaco de colpa coaira
os textos da Coostiluico e contra todos os ore-
ceitos da jonsproleocia.
decretos legislativos nao Bao nem nunca foram
sentencia jaliciaes, .
A lei ua reaponsabilidade do Governador ea-
quecendo taes principiua '.-. manifeatamente io
constitucional.
E dpade qae o Poder Legislativo eiorbitoa de
saas attribuicOea ; desde qae emendes que po-
dia dar etT'i'.os juiiciaes a auaa resoiucOes, a >
Tribuna1 Superiir de Justica compria reivindi-
car e manter a competencia do Poder Judicial,
interpondo a sua autori iade, sem annallar o de-
creto legislativo, mas neganlo-lbe os effeitos de
sentenca, e oatendo assim os excessos e dema-
sas de om outro Peder, que invadia-lhe as attr-
buico = constitucionaes.
No rgimen mooarchico era a aeco do Poder
Moderador qae coatinha os dea?ais Poderes po-
lticos oa oroita de suas sttnbuigOas. No reg
men actual nao temos poder moderador; e con-
seguintemeote a forca de repolso deve ser inhe-
rente aqaalquerdos Poderes Polticos para obstar
oo impedir que cada um delles se affiste da r-
bita em qae deve girar, e preteoda invadir a es-
pbera do outro.
Assim o Poder Executivo tem tambem o diri-
to iocoatestavel de resistir arco de ou'ro
qaalqoer Poder qae preteoda absorvel-o.
O Tribaaal Saperior. portanto, procedeu cor
rectisaimamente, em virtode de provocas50 da
pirte prejudicada.
A legitimidade do recurso intestado nao pode
ser contestada, desde que ee considerar qae o
Congresso dea ao dec. de aecusaco effeitos de
sentenca judiciaria : consumi se Juiz violan-
do a Constituico do Estado e arrogndose attri-
buicOes de um outro Poaer Poltico (o Jodtcia^
que urna ves p*ovocalo pela partp oggre&tda nao
poda deixar de manter as saas prerogaiivas, im
rediodo qae om acto do Poder Legislativo p-o
duzisse effeitos que comente cabem decisdes
judiciaes.
Desde que o Congresso arvorou se de Juiz in-
ccnstituciooalmente, o recusadoa-t. 83da lei n.
13 tornoa-se opportano e cabivel para por meio
delle conter o Congresso dentro da rbita de soae
attribuicoes constitocionaes.....
Tomando conhecimento do recurso o Trigonal
Saperi< r oo o coosideroa como interposto de
ama lei do Coogresso, como pretende nsioaar o
Sr. D;. ;avares, mas slm de om joizo ^excntri-
co embora) qae oo limitou-se a proferil a ;
mandn execatal-a, iolimando-a ao Govaraador,
e determinando ao vice-Governsdor qiasso-
mi33e o zoverno do Estado. Em qae artigo 'la
Cooatitaico baseou-se o Congreaso para assim
arrogar se fonecoes de jolgador. por meio de om
ac'o legislativo, e de execntor de soa deciao ?
Assim procedendo o Congresso cabio sob o
preceito do art. 83 da lei n. 15.......
A sua deciso, portanto. eat eojeita ao recor-
so estabelecido oo citado artigo.
NSo ba recurso de lei, diz moito bem o Sr. Dr.
Tavarea ; e nos a:resceotamos : nao se recorre
das leis parque estas somente prodoaem effelto,
aua ido appUcadas aos factos occorreotes i oa
deca j qae applica a le ao facto que se recor-
re. E foi o que ae verificou.
O Governador nao recorreu da lei ; recorren
da deciso de carcter jadiciario qoe o Congres
so emprestoa ao decreto de aecusaco, fundan-
do-se em urna lei inconstitucional, fabricada
oropositalmente para chegar se quelle resul
tado.
Mas ae o decreto de aecusaco nm acto do
Congresso, nio pode ter o carcter de sentenca
de pronuncia para operar a soa suspenso ; se
om decreto judicial ab?u-do e nollo de pleno
direito porque o Congresso nao pode, em caso
nenbom, exercer attrihoicGes jadiciarias.
O Congresso nao nem poder ser nanea Tri-
bunal de Justica.
lei
por fandaawnto a ioconatitaolonalldade da
appticada especie. __
Do qae tanos^esoripo nclainns qae o Tr-
bnnal Superior p'ooedeu moito acemdaaente
oa espbera de saas attrtbuicO?s tomando coooe*
cimento do reoorsa extraordinario interposto
pelo governador para sostar os tffeitos de seo-
tenca judiciaria, que se pretenden darincons i
toe onalmante ao decreta de aojiasafo expedido
pelo CoDgresso.
O Tribunal oo rev^gou tal decreto; elle sub-
siste ; e j devra ter sido transmiltido ao podar
competente para delle coohecer.
Sem era licito o Senado trancl-o na gaveta
do sea 8ejretario pretendendo all qae ene
prodaza effeitos de sentenca; de mode qae o
Congresao arrogoo-se a attribuicio de 8U'pender
o governador c -otra a ConstHOiso da Estado e
tranca o decreto de suspenso, oretendendo tor-
nal-a iodetinida, desde qae o Tribaaal compe-
tente nao tem meios de connecer da cosa.
Til p-ocedimeuto joatica aiada mais a attitu
de aasamida pelo Tribjnal Superior de Jostlci...
Na tambem podemos fazer nossas as palavra^
deCaa:Ie8 Sumoer oo SeoaJo do* Estados-U
dos: O Tnbonal Superior da Jastica nao o
arbitro das vont-idea legislativas : tem por mis
sao estatuir sobre p-oessoa particulares, mas
oo faocc'onar como Tribonal de revso dos
decretos pirlammtares ; nem forma!: votos trl-
baoicloa.
Nao ha orna t de soan attribuic0e3 qoe Ibe
oermta locar sendo incidentemente nos actos do
Congresso e as suas sentenjas sfto somente obri
gato-ias para as panes contendoras.
O T ibuoal Saperor de Justica deste Eitado
oo affa8too-sa ama liona d)s cooceil03 do il-
ustre parlamentar.
Nao se constitoio arbitro da vontade do Con-
gresso ;
oo fo-.ccio.ioa como Tribonal de -eviso do
decreto de accoaagao do governador;
nao formo'no acto algom trionicio,
Tocou incidentemente em om acto do Congre-
so em virtode oe provocaco da parte ;
E a soa deciao obriga somente o Governador
e os seos contendores.
Q noto ao mais o decreto do Coogresso est
ea vigor; e deve aer dado execoco pela Tri-
bonal Constitocional, a qae pertence.
Sojeitar-se na este i motilaco de saas func-
ces constitocionaes feta pelo Congresso?
Couberam-lbe ainda honte n as boaras dftf
noiter a-este o melbor ttajio para adratula do
De Dernardi.
O intermezzo foimulfo applauido.
Coros em geral boas, principalmente o de
Alleluia. >
Covarruvias
MUSICIANA
COMPANHU LYRICA
^X)MPANHIA BALLASTEROS
A astra deasa companhia de operetas, deve
ser na noite de 11 do corrente.
Tim tim por tim tim ser a apresentaco
da companhia, que traz artistas milito applaudi-
dos te Rio de Janeiro e S. Paulo.
Basta citar oa nomes da Pepa Roiz e de Joa-
qun! Silva para garanta do elenco que traz o
emprezario.
Assim ouviremos : 0 Burro do Sr. Alcaide,
Mimi Bilontra, Gato Preto, Duqueza de Geror-
thein e mnitas outras.
Para qoe o Coogresso se con verle 'se em Tri-
bunal de Ju3tica seria mister a fusio das Cima-
ras porque oo se admitte am Tooaal de Jasti*
(a dividido em dou pedacos preferiado senten-
Cas revestidas da forma de decretos legisla-
tivo?.
Menos procedente ainda o argomeoto de qae
recorso so se d de autoridade Inferior para -o-
perioi, e oo sendo o Coogresso oo o Seaado tn
ferior eai blerarehia aaTribunal Saperior de es-
tica para este nao se podia recorrer oas deci-
sea daqaea.
Em regra, o recorso commom oo ordinario
d se io juiz inferior para o saperior legitimo.
Mas este principio soffre excepcoea quando se
trata de recursos e^-to-linar!
No processo crimiibi, por exempls, o Ja DiriQ conbece dos recarsoa de babeas-corpas
interpo-tos deqaalqaer au ortdade adtqinis rati-
va, e do Qaett >r. E o Joiz de Direito cao ?u-
perior legitimo de taes autoridades.
Na rgimen anterior conbecia at de babeas
corpos interposto de deciso do Chefe rie Polica
e do Presdeme da Provincia.
Pela legislaco vigente o Tribunal Superior
connece dos re.'O'Sos de habeas-corpus das de-
cis0e8 do Goveraado- do Estado : e ologuem
di- qua o Governai'- qae o Chefe do Poder
Executivo, aotorida o toferior ao Trihnnal Su-
perior de Jastica.
Porque, pois, a lei oo poderia cooceder ao
mais elevado Tribonal da ordem jodiciaria com
peteneja para coohecer de actos do Poder legis
lativo, quando este exorbitaodo da suas attribni
c6ea arrogar-se faaccOes proprias do ootro Po-
der ?
Se o Congresso por soa alta recreaco decre-
tar por orna le a prisio de om eidadao, nao ba-
veria poder qae contivessa a execoco de om tal
altentada ?
E por ventura a suspenso do Cbefe do Poder
Esecotivo do Estado importando a cessacio das
fonecoes que a Constitoicio Ibe outorgoo como
om Poder Potieo, nao ser acto mais grave a de
cooaeqoenctas mala desastrosas do que a pciso
de om cidaio qoaiqoer ?
A ser aceitacl a ioterpretacao qae d o Sr.
Dr. Tavares ao citado artigo |83 oa lei, esta so-
mente teria-apicaco qoando se iratasse dos
juizes de districto, porque das deci>6 s do jury
e dos juizes de direito o recurso sempre inter-
posto para o tribunal roperior; e n&o bavia,
portanto, oecesaidade de disposico especial:
das jottas rMaUclpaes a l*i ole concede recorso
algom ordinario
Mas o artiga 83 da lei nao se refere nicamen-
te aoa juizes de dJsrricto.
A expTBssoqoaiqoer jujsoindica qoe de
todo e qoalquer jol oo tribonal, oo pJlerflae
asaoma foo. cao de carcter jo iciarla abe re-
curso para o Tribaaal Superior, desde qoe Uve-
Damos hoje algumas noticias sobre a compa-
nhia de A. del Puente que actualmente traba-
lha na Bahia, e que em meiado de Julho preten-
de fazer urna temporada no S. Isabel.
Diz o Correio de Noticias de 10 de Maio :
A companhia do Sr. Del-Puente sahio-se
bem da prova terrivel da estra, ao menos esta
era a opinio crrante depois logo do pritneiro
acto do Fausto no recinto do Polytheama.
De facto o coojuncto dos artistas que se ex-
hibiram no espectculo da estra era regular,
mesmo melhor do que muilos que temos visto
aqui cumulados dos applausos da nossa platea
bem exigentesinha, gracas a Deus.
Alguns artistas conseguiram hontem mesmo
ganhar o favor do publico, sobre "elles emittire-
mos nosso juizo cm lempo e depois de ouvir-
raol-os desembaracados dos temores naturaes do
debut deante de um publico numeroso e que
te m a sua nomeada de severo.
Devemos dizer, porm, que quanto ao des-
empenho do Fausto a companhia do Sr. Del
Puente agradou geralmente e a nos eneneu-nos
da melbor confianca no excel'cnte pessoal arts-
tico e na boa organisafSo da companhia recem-
cliegada.
O publico manifestou-se pouco expansivo a
principio, mas desde o segundo acto comegou a
applaudir e posto deixaase passar sem suas pal-
mas animadoras alguns lugares que por juslica
as mereca, demonstran claramente que est dis-
posto a dar muitas endientes ao Polytheama.
O tenor pouco a pouco durante os actos da
peca foi-se mostrando artista excellente, apesar
de ter contra si o vacuo inacustico do Polythea-
ma ; na aria do 3o acto por exemplo, foi muito
applaudido- No final deste acto foram todos os
artistas applaudidos animadamente e tiveram
de vir scena.
O barytono tem voz magnifica ; augurrnos-
me triumphos certos.
A Sra. Cartoci exhibi urna melodiosa ebem
educada voz de soprano; na contienda scena
e aria das joias revelou-se artista de talento e
insinuante graca.
0 baixo, para completar o conjuncto. man-
teve-se durante toda a dificil execuco do papel
de Mephistopheles com urna correejao que
Ihe angariou as sympathias da platea canta
sem esforgo, agradavelmente e alm disto um
intelligente artista dramtico- Ainda nao vimos
o papel do terrivel demonio de Goethe encar-
nado com mais vivacidade e mais malignidade.
Os coros, principalmente o de homens,
cheios, regulares c bem ensaiados.
Na popular marcha do 4o acto produziram
um effeito grandioso," grecas tambem orches-
tra que parecia-nos composta de virtuosi e
professores destrissimos.
O Sr. Enrico Bernardi deve estar orgulhoso
da sua orchestra, e dizendo isto, fazemoa-lhe o
melhor elogio.
Ainda sobre essa opera diz o Jornal de No-
ticias :
A Sra Cartoci cantn com muita naturali-
dade a ballata C"era un re di Thul, con-
quistando bons applausos. Tambem foi applau-
dida a intelligente artista Sra. Mugnaschi, no
parate d'amore.
Queni mereca melhores applausos do que
teve foi o baixo Cervi Natale, que cantou com
boa msica os principaes treefios do seu papel
difcil e interessanle.
Na serenata
Tu ebe fai l'adormentada
o intelligente artista muito nos agradou, por
isso que cantou com o colorido especial de que
impugnada a parte de Mephisto.
Tratando do desempenho da Cavalleria Rus-
ticana diz o mesmo jornal t
A Sra. Monteani agrada-nos muito na San-
tuzza, exhibindo scenas muito felizes.
A Sra. M. Aachermann continuou a dar-nos
urna tola boa, embora cantasse o trecho
flor di giungiolo n'um andamento um tanto
precipitado.
0 barytono Forti cantou com a boa vo& que
possue a parte de AJfio, nico personagem
que nao poasue nem no 1 brtto nem na msica
as quaUdades que Masca^tri imprimi na sua
composJcao.
A qregestra correcta.
Gomo ella est organisada, gracas carta-
Ca de elementos n'esta trra; impossivel exi-
gir majs.
CHR0H1CA JIDlClARli
lunta Commerc-Ial do Estado de
Peroambuco
ACTA DA SESSaO DE 25 DE MAIO
DE 1893
Presider-cia do Sr. diputado Joaquim Olmto B asios
Si ere tari o Dr. So ares d'Avellar
A's 10 horas da manbS foi aborta a sea-
sSo eitindo preaentea os Sra. epatados
Beltrlo e Figueiredo, faltando com part-
cipaySo os 'Sra. deputados oommendador
Lopes Tachada. e coronel Paula Lopes.
Lida e approrada a acta da precedente
sessSo, procedeu-se a leitura do sa-
g inte .
EXPEDIENTE
OfilC08 :
Do Dr. secretarlo do governo do Estado,
com data de 10 do crtente, enviando 8 exem-
plares da menazgem qne o Exm. Sr. governador
dirigi em 6 de Marco ultimo ao Coogresso Le
gislativo.Para o archivo.
Da Junta Commercial da Fortaleza, de 18 do
correte, commooicando oo e qoe na eleigo
procedida em 15 para a renovado de doos de
puta ios e dous suplentes que deiem servir co
qutrlennio de 1893 a 1897, foram reeteitos para
os Trmetros daqoelles cargos os cidados Joa
quim Felicio Ua OUveira Lima e Joaquim Al-
ves Garca, e fiara os segundos os cidados Jos
Francisco Ribiro Bertrand o Aprigio Menescal,
como tambem que, por despacho de 6 de Fe ve
reiro de Mattos, para o officio de agente de leiloes.
Accuse-se a rece qo e archive-se.
. Da Junta de Correctores, datado- de 15 e 22
do mesmo correa'e, remetiendo o boletim das
cotacoes refereutes s semanas de 8 a 12 e
de 13 a 20. Para o archivo.
Foram apresentad os -a rubrica os seguintes li
vros: Diario, de Goimares Cardoso 6c. C, Lo
oes Magalhes & c. e Guimares Braga &
Copiadores: de Ferreira Rodrigues e C. e Julio
&C.
DESPACHOS
PeticOes :
D Guimares Cardoso & C,para archivamen
io de seu contracto commercial.Archivt-se.
Dos mesmos, para registro de soa firma so-
cial. Reptstre-se.
De Meolonca. Primo & C para idntico re
gi8tro,Como reqoerem.
De Agiatinbo costa & F.uza, para idntico
Bm.Cono reqoerem.
De Loies Magalbea & C, para igual tim.
Seja registrada.
De Afonso de Frailas Moraes Pinbeiro, para o
registro da procoraco que junta, passada pela
firma Alonso Taborda fe C Regisl:e-se.
De P>d-o da Silva Antones, Rodolpbo Cancio
do Reg>, J rq'iira Conra o da Costa e um com
mundi'ario, yara o nrebvamento deseo contrac-
to sj.-ial.Ai h.ve-se, na forma requerida.
Dea mesmos, para o regis'.ro ds sua brma so
cial.Seja registrad.
Ds Lsurino de Moraes Piohsiro, para o re-
jietr da procuraco que junta, paseada pela
rma Affonfo T;borda A C.-Seja reg;strada.
De Soares do Amaral Irmos, para baixa no
registro da nomeacio qoe fizera do cidado
Ibarcicio Pereira Rabello Braga, para] sea cai-
xei'O despchame, visto ter o mesmo deixado
de iel-o desde Agosto de 1891,D so a baixa
pedia.
De Guimares Braga & C, para o registro d-^
su. rma social.Registre-se.
De Emite Bilhoo. eatabelecido no larga d03
Ccelbo8 n. 13, para registro de soa firma indi-
vitual.Regiatre-se.
De Parete Vianna & c, para archivamento
i< sea contracto social.Seja archivado.
De Estevo deGasmo, para baixa das alar-
eis para cigarros, registrada oa Meritissima
Jiota, em 1891, sob na. 260 e 294.Como re-
qaer.
De Joanna Antonia de Agolar, para registro
de sua firma individual.Registre-se.
A's 11 1|2 horas da manb encerroo-se a
eesao.
caaailuanonas*ouwrtiesjfcraw ose*
rogfatosiaebsrvado aa anletca, rtgaaioa em
alguns trechas.
0 do do Guarany cantado befo Sr. Comoletil e
a Sra. Boormaon foi perfeitameote erecotado e
cam a oxoa *erferi* oaann.Udaae. -Ambos M-
veram auis ama oocasia de piwvar aaraoMin-
cjutestaveis e grandes aptidoeap -ta o caaio.
D-staco cinda a Canzon Spagnola cantada com
verdadeira grca pela Sra Bourmann, que (so-
be caaqjoiitat apptaosos merecido*.
E' peni qoe o poblico >ernaabocaoo, em vis-
ta do pessimo lempo, nao hoovease concorritlo
em malor numero para abrilhanlar o aliidido
concert.
Mi dominio litterarioapparacea coa ca po; ca
sa osDas e Noitesde Tobas Barretlo,essa
obra em que o espirito genial do grande poeta,
rtfiectiu-se com tantooarilbo e intensidad*.
OsDas Noiles,que agora snrgcm luz
da poolicidade sao a-circoms^secta direceo de
Syl vio Romero, veem de csrto despertar em to-
das as rodas liUerirics a admiragao que sabe
inspirar o nome de Tobas qoe, ao mesmo tenr-
po qae profundo mestre de direito, revela-se
o poeta semimenial qae sabe fallar a. alma, qoe
devassa os aegrelos do coracia no mesmo lem-
po qae o humorista lnimitavel e aprimorado,
que con tamanba gaga sabe burilar as phra
ses.
E' aasim que se eumprehenie o- iat ticado qae despertara osDas e Noites,e
razfto por qae recebemol-oscom as aueccO s de
vidas.
No mais... s fazeodo ponto final aqu.
Comquanto muito peque aa a Ch inica, oo
encontr mais om assumpto que me sedas?.
As88io... desejo-lhes am bello demingo... sem
chava.
manoel ARAO.
a TpacaaUaa
SPORT
Derby Clab de Pernambaco
Em seo prado da Estancia realiaa boje easa
Socieaade Sportiva a sua 8.* corrida.
O programma a qoe obedece a mesma corrida,
foi bem organisado ; e a insenpeo coosegaida
completa Ibe o pensamento de proporcionar ao
publico urna importante diverso.
Aos concurrentes, qae sem davida sero nume-
rosos off-recemos oa nossoa prognoslicos.
Palpites
1.* pareoBlarkutonTenor nGedeBo.
2. pareo Scepticiamo Boceacio IIPirata.
3." pareo iPetropolis Douradilbo Despo
talL
4. pareo ManrityDnbliaPygmeu.
5 pareo Boccacio IIBerlimMooro.
6. pareoTraquinasMal lioRio Grande.
7." pa;eoAtlante PetropalisAfricana.
8." pareoRuy Blas*- PirataTraquinas.
HlBilCAfjgES A PEDIDO
FELCITACO
Cumprimentamo3 a gentil Altee Ferreira, di-
lecta tlha do nosso amigo major Demingos Fer-
reira por contar amanb mais um lo oa cadeia
de raa preciosa existencia.
Recife, 4 de Junbo de 1893.
Antonio Pereira de Soasa.
Manoel .Elpidio de Oliveira.
Manoel Cae tao A. Falco.
ALICE
Mais urna primavera vem entrelacar-se
na formosa grinalda de tua existencia,
eu, a mais humilde de tuas amigas, feli-
cito-te pelo dia de amanh.
Recife, 4-6-93
.Arlinda dos Santos.
FERN1MBDC0
Balanco da recelta e despeza
da prefeltara municipal de
OH>da, a coatar dos SO a 31
de Halo de 1893.
KECKITA
Oemiterio publico 35000
Imposto de dcima urbana 660000
5 [0 addicionaes 30300
Keis 725300
Caiza :
Sali existente em 29 de
Maio 2435255
Somm?. res 3155655
DESPESAS
Pela verba cemitein pub! c"> 6fOO0
Oaixa:
Saldo existeota res 3091555
Re-cebedoria da prefeitara manioipal de
Olioda, 2 de Janbo de 1893.
O Io escriturario,
Arthur Ver tlense Pereia da Suva.
CmtOiBCA Di SEMA!
Foi orna aemaoa chela de oinaacoasas peque-
as, uns tone mono sa'avea, quasi imperceativeis
aos olhoi do ebronista.
Urna remana qoe tu d'ssejira mais viva e que
se desenrolou aos oossos olboa vidos de acon-
tecirrentes emidonadores, como a cara aborre-
cida de orna joven depois de orna longa noite de
baile, cheia de emocoes, de seneacOes vibrantes,
de ardeotiss e offascacdeS'
O mez de Maioo mes das Horca edos cati-
cos i se f 1 cotu-caa. rodos, com saas pre-
ces, com saas bellesai.
As igrejus que qootidianamente se abrlram
para euebe.* os seos ambitaa desses soos dalcis-
sifoos qu> fulana poetietmeate ao ccragao
catrsram as saas portas e emmadeceram. o que
parece de algum modo coocorreu para augmen-
tar a icsipMer qne actattaBeatc domina ci-
dade.
B.... foi mo* urna pagina dobrada no livro
do paesado.
Realfson f* rerca feira o concert promovido
pelotSrs. Paihod e Bow^aun.
Infeliimente foi aqtella ama natte erdadelra -
mete impossivel urna noiti de om invorao im-
pieetasa e cr, em 4Rie poooa gentevteve adoan-
dita>cotageai de p* o-oafir fora.
A v sanie, pon, nao poda deixar de-nreoor- r"
me, como saccedea. *rwe S,,*9IP>
,*r
Acr' publico e ao Superior
Tribunal de Justica
NSo devo dsisar sem reaposta o artigo
que vem no Diariv de Pernambuco de
domingo ultimo, sob c titulo cima.
Ah o bacbardl Mathodio MaranhSo,
dominado nKo sei porque sentimentoB in-
qualificaveis onsa attacar o Saperior Tri-
baaal de Jaatica e fai os peiores juios
contra o coronel Amaro Gromes da Canha
Rabello e parentes.
E do mesmo modo qae as loueuras do
celebre cavalbeiro da Mancba encheram
volumei, do meamo modo os despropsitos
do baoharel Mehodio enchem daas co-
lumnas daqaelle Diario.
NSo quero fazer retaliares, rem venho
responder a cada urna das injurias impu-
dentemente escritas por aquelle bacharel,
mas devo diser quanto bastante para que
ae eonbeea da qoeatZo diicutida.
Trata-se de nm terreno, eaja pesse
disputada, em acoSo de forca nova turba-
tiva, entre partesLuia de Andrado A
Maranhio, senh jr do engeubo Itaoicirica,
e o coronel Amaro G mes da Canha Ra-
bello, senhor do engenbo Camor.m.
^Em resumo o q e Metbodo Mara-
nh3o, no sen artigo, o seguate : -que
este teireno pwrteacea ao en^enho Calugy
(do qnal ae separara urna parte que hoje
o Itapicirica), que o rendeiro da Ca-
morino aarrateiramente se apossara desto
terreno qae a posse d? C-imorm Be
perdea eua virtode de urna convnncSo
assigaada em Setembro da 18 9, ficando
dito terreno para Itapicirica.
Isso tudo inexacto.
Ea perganto aonde os ttulos que
deram ou que dS<> a Calugy o terreno em
qaaatSo ?
Oa propietarios de Itapicirica offareoa-
ram nos autos qaantoa titulo poderam
deacobrir, mas nem om, nem um a d
a Calugy o dito terreno, tanto qne o ba-
oharel Methodio nSo cito a nem citar um
squer em apoio de sua talsa affirmacZo.
Isto pesto, vejamos o motivoa- pelos
quaes o proprietario e o rendeiro de Ca-
morim ae apesaaram diquella terreno.
Oa eagouhos TraoanhSem, Tabayr,
Camorim, pertencentes ao coronel Amare,
esto situados dentro do Qaadro ou Data
de terraa de Calugy, onie tambem eatSo
oa engenhoB Acahu, Calugy e Icapicirica.
Disem as escripturaa de TracunhSem,
us autes, qae este engeabp possue dentro
do Qaadro 825 bracas de testada, com os
fondos para o naaoento, na extenalo de l
legua ou o que tiver o quadro de Calugy,
e nessa exteosSo estSo oa citados eogenhos
do coronel Amaro, na ordena sciaa.
Aotepassados meas, em 1840, de aooor
do com o proprietario do engenho Merer,
qae fie* fra do aaadro e ao sal de Tra-
em 1842, pata dar a i'racuabasm mais
300 braeaa de teatada, 4 OMtBaCfSo aa
primeiras, e eom a xteoafta, para i o nas-
cente, da 1 legua aa a;ua tiva* o., de Calugy.
Entretanto ao paaao qae os da Traca-
nblem cooservam a Linha dt tul da Q la-
dro de Calagy cam ea raspaetivaa arcos
de canto, distantes 1 lagua, bam omo aa
parallelaa de 8 h braoaa tas linh'is de
oeste e leite da. mesmo Qaadeo^ 03 do
engenho Calugy,. ao oatro natriaq, ar-
ranoaram oa marooa da oaato a* 'in'a ie
norte do Qaadro eadk> recoabeaiaoi a li*
ah% de late, aem qaariaa Umita* ah 1
E' qae oa ds Calagy nio m aonaeataram
com 1 legua do 2.400 bsaeas a assim
rompendo a linha de leste do Q ladro,
foram conquistando ai torra am frente,
chegando at oa limites de varios enge-
nhoa, cajas escriptaraa nunca failasn em
limites com Calugy.
Pois bem ata ah os. de Traoaahaem
se calaram, nada tanda qua ver seta as
usorpagSes qae faiiam 03 proprietasfos do
engenho Calugy,
Has quando eaaes inaonteataaeia come-
caram a oobicar aa trras que aatSo em
frente de TraoaohSam, r'e Camorim, em
oontiuuacSo as liabas Bde 1 legua para o
Gasente, entSo o de TracuahSam pcotes-
tarem.
Com effeito, os de Calugy arrancando
oa marooa limites leste do Qaadro,. se po-
diam oceupar aa terraa em raase, em
contiauacilo, teado em vista eicripturaa
qae faiiam soppcr mais de 2.400 baaeas,
080 podiam absolatameato deaoer para
o sal, para a ir ante de Camorim, com o
fm de oecupar trras ah porque a. preva-
lecer a Boapeita estas aeriam do Traoa-
nhSem ou Camorim que tem 1 legua ou o
que tiver o Qaadro.
Diante disso o proprietario de Camo-
rim constituio posse nes-as trras, contes-
tando a posae que Calugy quera eatabe-
lecer.
Vejamos agora o }ue ha quaeto ao ter-
reno propriamenta da questSo, o qpal se
acha encostado a Camorim, logo afa a
linha de 2.400 bracas de que temos fal-
lad;*.
Este terreno, que devia ser de Tracu-
nhSem e Camorim em vista dos ttulos
nos autos o de outros que podamoi citar,
esteve na posse do proprietario do en-
genho Merer, como prova*u ss escripta-
ras de 1877, 1883, tambem nos autoa,
peras qnaes ae v que o proprietario de
Camorim comproa o dreo terreno, e, o qae
mais, coroprou com extensSo ainda
maior.
Sobre esse terreno aB esoriptaras de
Calugy e Itapicirica juntas aos tutos, nSo
dizem nem ama palavra maa servem para
provar qne estes engentas cS > se limitam
nem ao menoa se limitaram 1 ama vea se
quer com o engenho erer !
Urna testemunho., noa autoa, J080 Coa-
tinho de Mello Nascimento, homem ma'or
de 60 annos, morador as immedia^Ses
deste terreno ueclarou nos autos : ^ue
mora ha 30 annos no LameirS^/, traba-
Ihando nca terrenos em qaosOo, primeiro
come morador de Merer do coronel
Bento, depois como morador de Camorim
quando o coronel Amaro oomprou essaa
terrenos e annexoo oa a Camorim.
Diante disto, diante de provea tSo es
magadoras, a qae ficam reducidas aa alta-
sSes, as injurias do bacharel Methodio
MaranhSo ?
Ellas sao bem digias de ama conscien-
cia gasta, ou pelos menos de am espirito
atrabiliario e Joviano.
Chego ao outro ponto do artigo publi-
cado : que a posse de Camorim se
perdea oom a oonvencSo assigaada em
1889. A m f, a deslealdade _do autor
do artigo se revela aqui em toda aoa- na-
des.
() limites de Itapicirica com Camorim
nSo foram determinados nessa convenci,
como dis u citado bacharel Methodio.
Basta ver os proprios termos da con-
veocSc, jnnta aos autos, basta ver o de-
poimento do pi'oto JoSo Paulo Carneir,
ttatemunha dos proprios antores, o qual
dia fl. qoe qoerendo correr aa linhas
de marcos existentes encontrn oppoai-
55es por parte do coronel Amaro, pro-
prietario de Camorim .
Ora, a cocvenoSo de 1889 nSo Jalla
cem na linha d j O. a L. que, dentro do
q-j-dro, vem separando as 825 bragiB de
terraa de TracanhSe.a (sobre a qual tem
havido conteatucao), nao falla, na liaba de
aul a norte que servia de limite leste do
mesmo Qaadro, lir.ha eata que alias nunca
servio de limite eatre o engenho Calugy
e o Camorim, mas foi restabefeeida em
1840, pelos propietarios de TracunhSem
em Mirar, como, daamoa cima
Dita convenga > apenas tiroa um) pe
quena liuha c com romo natural de O a
L, partiado do marco grande de! Camo-
rim e terminan,. ; na estrada do Lamei-
rSo pjo'.'ngaado aasim a l'nha da 1
legua da 2400 que vinha da teatada de
Traca ohfem.
Nio quero traer, para o publica, as
grosserias. as iogratidSas, as deslealdades
pratioadas pelo proprietario de Itapioiri-
oa, em 1839 -tempo em qoe se precurou
dar limites entre asta propriedade e o en
genho Camorim.
Sobre as duvidaa e coatesticSes havi-
das, basta ver o depoimento d proprio
piloto JoSo Paulo, teatemounhi que dia aos
autos : < que querendo correr a liaha e
a'. ebegar ao marca de canto na matta
dos perdidos ( a linha de O L, dentro
do qaadro) receben am recado do coro-
nal Amaro que nSo seguas maia uem
ama polegada e etc. e qae t chegan-
do elle.no marco grande ( a linha do
su! a norte ) e qoerendo dirigir a liaba
para o marco das avencea enoontrou de
novo oppsaicSo da parte do coronel Ama-
ro, o que d--u lagar a Convenci, de que
" I ba pouco falloa, tenio ItU'z Kj'Q^l ce-
dido ao coronetAmaro grande porcUo de
trra formando -un triangulo.
Provado
canhaem, Tab.y. e Camorim tiracama '
" torra* e ^ ^ ^l. *.?"* "obr9 ** **"*?
1 pelos propriac
jCoxrvencjlo de 1689 nSo dia ama
sopala-
assim qoe os propietarios
nSo se entendern quanto aquellas linhas
Srimeira testad, de 623 brreas do
e TraoanhSam, dando a extensSo para, o
asBcente, de 1 legua de 2.400 braca, *R&**"? Tx* ^T^tltm
oow, ,a v dos -.talo, jan* ne. mm~ f W^Mt ^1 ^t^.li aS-
^a.e qwr diaer qae tirara a menor djaH **lao*o vV pJoto e tMlNMib. *g
. j ^ racSo-viada do proprio aenh r de ip
8E.tas linha de marco. e.Uaiacid*. ***** ^J P<>r ^ff'^.
.ioa de Tr.oanh3a e Me- "* tmha cedido ama grande e
h^ como as l.nha. tiraaa' *"* ^aM0 aa *"**'*>*



i
'

3
atas:


m
Diario de Peroambaco Domingo 4
93
Mas asa se ero', ocaso serrio, par*
fuer effel aerve principalmente para
mostrar era todos os tempos, at oodo
poda ohagar a pe janes de am adversa-
rio sen bros! Oom ifferto o tarrno de
grande extensa't forman 1o um triangulo,
entre o marco de Cumorim, o marco de
LameirSo, da Convenci, e o marco de
Arencas, nunca pertenoen a Calugy oa
Itapioiroa e por tanto Loiz MaranhSo
nSo podia demarcar e menos cdelo a
quem quer qne fosse, Dito terreno tinha
pertencido ao engenho Merer e fora
comprado pelo proprietario de Camorim.
coronel Amaro, como se prova com as
escriptnras de 1877 fe 1833, combinadas
com a propria planta do proprietario de
Itapioiroa, tudo nos autos.
nSo s isso : as dnas escriptnras
em qne Manoel Ferreira da Silva vende
a heranca de 7 con tos qne tinha em Me-
rer, e em que o coronel Beato Ferreira
divido, de accordo com o coronel Amam,
o terreno da harenes, dando o mesmo co-
ronel Amaro mais 2 oontos de ris, ah
se den ao proprietario de Camorim nSo
s o c triangulo de trra > de que fallam
JoSo Paulo e Luis MaraohB, mastain-
as trras ao norte da liuha da convencSot,
entre os citadas marcos de Camorim e
LameirSo e o ponto conhecido por Pau de
Abelhs, de qne fallam aquellas escriptnras
e a propria planta oS-raoida pelo proprieta ,
rio de Itapioirica !
E' assombroso, mas o qne eBt sobe-
jaroente prevado nos autos da qnestSo !
Portento 8 Convenc&o nSo d os limi
tes entre Camorim e Itapioirica, como
erradamente disre [o antor do artigo, que
venho respondendo.
Ella tendo pretendido dar ob pontos de
diiisSo. Norte e leste, sal e oeste, ape
as tirn nma peqnena linha de O a L.
determinando o ponto Lameirao pro'oa
gando ate ahi a linha de ama lega, qne
vinha de TVacunhSem; na ConvencSo o
proprietario ds Camorim nSo fes cesaSo
de nenhum de seus direitos de poste oa
dominio, poiqae se quisesse faser, faria
expressament*, tanto mais se dando a
prohibilo e as contestacSas de qac fal-
tn o piloto JoSo Paulo.
O bacharel Methodio deve saber que
nSo ha renuncia implcito, menos em ca-
sos coms eate de que tratamos.
Os desaffectoB do proprietario de Ca-
morim, alm daquellea meios indecentes
e exploracSes de desavencaa politizas,
tem empregado : primeiro urna accSo de
obra nova, da qnal afinal c'eaiatiram ; de-
pois nma acgSo criminal que os de Camo
rim despresaram deixando correr a re ve-
lia, at qne o Superior Tribunal, toman-
do conhecimento, botoa-a aba xo ; agora a
acoto de forca. nova turbativa que enche
os autos da questSo, o qual o mesmo tri-
bunal acaba de jalgar improcedente.
Nos sabemos qaaes os requisitos desta
accSo que o2o pode ser jalgada proceden-
te senSo quando os autores provam : a
existencia da posse jurdica ; a lesSo des-
ta por actos violentos; a conbinuacSo da
posse embora perturbada.
Ora, os autores proprieterios de Itapi-
oirica nSo poderam provar nemhema dee-
sas condicoes; antes todas as (estemu-
nhaa nos antos dizem que esta posae, an-
terior a posteriormente acc3o, de Ca-
morim, qne contina nella.
As proprias testemnnhas des autores
aSo a favor do proprietario de Camorim.
A primeira, Agostinho Xavier, flj 32 e
33 dia : qne Jos Ignacio de Camorim,
rogos, plantn canoas no terreno em
questSo, continuando a moer essaa oan-
na.8, depois da demarcecSo, no engenho
Camorii
qne ao comeoar a presente
COMERCIO
Bolsa Ct>merelal de Pcrnaas
bueo
ooTAguaa ofticues pa jtjnta, dos eos
RBTOBBS
Brota do Recife, 3 de Junko de 893.
Nao boave cotacao.
O presidente,
Eduardo Deben*.
O secretario.
Angosto P. de Lemos.
Cambio
PRACA DO BKCIFS
Oa bancos abr ram com a taxa de 101/2 sobre
Londrea a 90 dias, porm, com o mercado frou-
xo e mais tarde baixaram e taxa para 10 7/8 e
ao fechar para 10 3/8 fecnando firme, bavendo
limitadas transaeces.
Em papel particular fizeram se aecocioa rega-
lares a 105/8 e de tarde a 10 1.2
PKACA DO RIO DS JANEIRO
Os bancos abr ram com a taxa de 10 7/16 po-
bre Londres a 90 diaa, em seguida para 10 3.8
e de tarde para 10 1/4.
Cotacdes de genero*
Para o agricultor
ASSDGAR
Usinas por 15 kilos. t a 7*600
Crlstalisado......i a 74700
B raneo dem dem ." 5/400 a 6*200
Smenos, idem idem. 4*500 4*600
Kaacavado dem dem 3*500 a 3;600
Bruto dem idem.....3/100 a 3*500
Broto melado......3*000 a 3*300
Rtame idem idem .... 3*890 a 2*900
Jgodo
'."otamos nominal a 10*3C0 por 15 kilos o mer-
cado firme devido a poeicSo do cambio.
Aleool
Por pipa da 480 iitroj 260*000 nominal.
Agurdente
Por pipa de 480 litros a 165*000 venda.
Conrea
Saceos salgados na base de 11 kilos a 670 ris
nominal.
Verdes a 400 ris nominal.
el
Por > i pa .ds 4M) litros 80*000 nominal.
f-.bii.la das ihtbadai di amuoab al-
sodXo
Mes de Abril

Saludas
I
P-
Barcacas.....
Vapores......
Animaos.....
Estrada de Ferro Central,
dem de 8. Francisco .
dem de Llmoeiro -
Das
la 31
la 31
1 a 31
1 a M
1 a 30
1 > 37
A Fin-
car
Saceos
35773
3364
6660
43393
5566
93751
Alf
d
Siccaa
1130
141
questSo trabalhara nos terrenos qne della
fax objeoto o Dr. Jos Rabello, o qual
con tinan nos sens trabalhos at a pre-
sente.
A 2.' testemnnba Maneel Gomes, fl
35 e 36, tambora dos autores, dia :
t qnem trablbava nos terrenos em qnes-
tSo quando esta foi proposte, era o Dr.
Jos Rabello, que tem continuado a tra-
balhar at o prsente limpando as canoas
plantadas e tratando a parte do terreno
por plantar >.
Logo claro, e clarsimo qne os auto-
res co tinham raaSo e porteuto foi de
rigorosa justica a senteaga qne jalgon
improcedente t> aql", reformando as sen-
tencia auteriores. S.ba o publico com
q :e os autoras pr cun-j-n-se joa'.ificar ?
Saba a que ellos se apgam em aeo ver-
dadeiro desespero de cansa ?
5lles ciaem que o rendeiro de Camo
rim Jos Ignacio, tendo moido canoas na
safra de 18901891, no terreno em ques-
tSo, precison do cmsentiment) do pro-
prietario de Itapicirica !
E' outra inexastidlo vergoahoaa, tSo
vtrgonhosa quanto aquella relativa i
grande extens&o de trra formmdo um
triangulo, que elles diaaeram ter cedido
ao propriet-rio ds Camorim !
Para botar abaixo esse ultimo recarao,
esas pobre castello de cartas, basta me
confrontar as proprias testemnnhas dos
antor.-.s; as que deposeram so conreo d.
questSo e "a que fallaram, ha pouco, no
dia 9 de Maio prximo passaio, na justi-
fi:ac3o que os autores deram, oom o fim
t oppor embargas ao AccordSo.
All as 3 testemanhas dos autores de-
claraos que o rendeiro de Camorim, anda
na safra de 1890 -1891, moej cannas no
engenho Camorim, posto que precisando
do consentimento do proprietario de Ita-
pioirica, o que repetido pelo bacharel
Methodio no artigo citado.
Aqui, na justifioacao, duas das meamas
testeuunhas, apresentadas, bem como
orna outra, repellem to 'as a tal idea de
consentimento, diiendo, a. 224 a 227
c que Luia MaranhSo, desde 1890, tem
fu-.dado planta de cannas, no terreno em
qnestSo > e nem nma palavra sobre o
dito conseuticento!
Ora, se em 1390 Luiz Marao' o as-
/ava fundando planta nesse terreno, como
ao mesmo tempo era tal terreno ocupa-
do pelo rendeiro, qne pedio licecca para
moer aaas cannas em Camorim !E'o
si mu este et non esse afBrmado pelas
testemnnhas dos auto, es, o que bem mos-
tra o valor e o criterio de seas depoi-
mentos.
Cerno sSo serios os proprieterios de
Itapicirica e o bacharel Methodio I
Anda quando, e por bypotheae, o
r-nde'ro de Camorim tivesse feito o sup
posto pedido de consentimento, anda rs
Bm isso nSo prejadicava o proprietario
deate engenho, pela regra de que:Bes
nter alias acta testo non nocet.
Mas, como vimos cima, tal pedido
nunca honve.
A 3.. testemonha JoSo Continho ca
jnstificacHo fl. 224 e 225 din c que em
1889 se fea demarcacSo entre Tamorim e
Itapioirica, e logo depois^ o jnsto fica Sr.
deItepacirica,entrou na posse ce seaB'ter-
reno, inolnsive o corrego da qacstSo
oudem 1890 fez urna planta [etc. O
mesmo homem, fl. 51 e 52 die qa
mora ha 3 J annoa no LameirSo, traba-
lhando nos ter.enoa em qu jstSo, primeiro
como morador de Merer, do coronel
Beato, depois como morador de Camorim,
quandoo coronel Amaro comprouessea ter-
renos e annexon os ao Camorim; qne.
de Camorim plantn canoas
nesse terreno, ha uns 6 anuos moendo as
socas saooessiva mente no dito Camorim,
como fea na ultima safra > ; que < Luia
MaranhSo nunca trabalhon nos ditoa tr-
renos, nem antes, nem depois de urna de-
marcacSo > qne > ndou faaendo c e emSm
que actualmente existe nesses terrenos urna
planta fondada pelo Dr, Jos Rabello >.
NSo preciso faaer outra an&lyee do ar-
tigo citado, onde o bacharel Methodio
cala o que principal no depoimento das
teatem-nhas, e adultera o sentido de .udo
quanto lhe oonvm.
O publico fique coahocend o a especie
do d'traotor do coronel Amaro Cromes da
Cunha Babello e parentes.
Recife, 2 de Janho de 1893,
Josi da Cunha Rabello.
Ao Exai. Sr. D-\ Brrelo Sampaid
ca Benemrita Junta Admi-
nistrativa do Hospital Porta-
pez de Pernambac),
Fa!tm-me os te-mos para deterever minha
gratdSo p; ra com o Mostrado Gxm. Sr. Dr.
Barrlo Sampaio e a digna Junta do Hospital
Portngcez aquello restitua me a vista, ha tres
annoa perdida, em coosequancia de cataratas, de
modo que noje lato e eacrevo; eBl foi de orna
dedicac&o, de urna bondude qce turaoa agrada-
ve! aqai a miaba estada, loage des carinbos da
familia, a principio cgo, depois com os oinoa
vendados por algacs d as. mas aaatentado pela
esperanca baje reaiisada, pelo eaber e pelo es-
pirito do bem acbo-rxe em mena lares com u co-
racao repleto de telicidade e gratido.
Macfi, 1 de Janbo de 1893.
Manoel T-veka Pinto.
Agradecimento
A celes iil coofraria da Sautissima Triodade
vem do alto da impreosa agradecer a todos os
cffi:iaes da briosa guarda nacional a firma com
qne ae dignaram aeeitar o aeu honroso convite,
aBm de formar em estado maior para miisbri-
Ibantismo da respectiva orocis^o, que leve lu-
gar no dia 38 de Maio prximo fl-jdc, e apro-
veita a opoortuoidaae pira agradecer a todo3
os Seis devotos qae coacorreram com seus bo-
los para o brilnantiamo da testa, e agradece
mais a todos aquelles qae dgaaram b? de ornar
e Iluminar as testadas de bujs casas, na occa-
aiSo em que passava a prociisSo.
A meama celestial ooafrariavaprcvita a occi-
aiSo para offerecer-lbes os Bt-ns diccioutos pre-
stimos.
Consistorio da ceJestial confriru di SjqIiss>
ma Triodade, 3 de lunbo de 1833.
0 secetarlo
Tbomas Taimes |auisr.
Agrad-cmeQto'
A celestial coofraria da Saitiaaima Triodade
vem do alto da impreosa agradecer ac Exm. e
Ftevm. Sr. bispo diocesano e a todas as corpo
ragOes religiosas a gentileza com qae se digaa
ram aceitar o honroso coavile para assitencia e
acompaobameoto doa actoa que ierm lugar
ao da 28 de Maio prximo Ondo, e apnveita a
occa8iao para offerecer Ibes os seus dimtcut08
^reatimos.
Conaistorio da celestial confraKa da Sin'issi
roa Triodade, 3 de Juoho de 1893
0 secre ario,
Tboroaa Taimes Jinior.
iQfelixmente nada responden me, porque as
sim faz todo individuo qae qaer .ter o arrojo
e audacia de medir os m t pela mesma bitola.
Alada mala, fique o 3r. Nicas certa e sciente
de qae nao tenbo Sitios para possuir compadrea
engeabelros e nem directores de obrts, pois se
os tivesse de ceno ttria boas e bonitas casa?.
Entre n3 existe ama graale liaba divlaora a
qual ro3 separa por um immenso espaco ; o
que ibe posso com toda .fraqueza e lealdade as-
eeverar-lhe."
Oa epilbeloa iu]urioao8 laocados a mloha pea
aoa en preseoca de ou'ras tantas que foram tes
teoiunhas oceulares, sero de certo levados em
jaizo, pois l qae se liqaidam todos estes ne
iodos.
Antes de enlreter relagoes com saa honrada
pessoa, ja havla ama cena preveceo de miaba
parte para comsigo, isto pe.os seus irregulares
procelimeotos, pois uara lato tem dado provas
e baja vista o facto uUtmameutc p'aticado com
o cidado Los de Macada Jales,;o qual nao o ig
oorar.
Oatrosirc, n5o teaba o costme de embriagar-
me propositalmtnte, para por este meio procu-
rar (.(Tender a todos qaan>08 s3o meu3 desaOfec-
toa como faz o Sr. a ponto de as familias qae
teem a infelicidaae de mirar as immedbgoes
de saa residencia, ticarem anrprebeadidaa com
os nome8 qae sahem de aua propria bocea, mas
o Sr. Nicas, a procede desta forma parqoa ha
falta na fregdezia 'uma severa aotoridade.
No ccrlo espaca de micha viJa publica, s te-
nbo procurada hooror as cana de mea velho e
boarado pai, segundo a educaco qae delte re-
cebl; pois anda nao tive o::s:co de pra'icr
um acto infarre, o qual lhe Uzease corar de ver-
gonba oa cobrisae de luto.
Po'Uoto, antes de term nir o presente artigo,
lenbo a dizer qne acceito tola e qualqaer dis-
cassa e em qaalquer terreaa, .ssim como pro-
vocc-o para que venba citar um fac'.o que me
aeja decairoso, pois nao despjo fiearaomente
atjoi.
Nada de calumnia.
Recife de 1893.
Deoclecio Rrgo
caria dirigida impreusa, verberado com a fran-
queza qae me ca-acteriea, una fados queso de-
ram uo ultimo domingo na cidade de Jaboaio,
aproveitindo essaa pessoaa easejo para, apzar
das ideiss qne constantemente bel defendido,
atiribnir me seniimentos qae n5o poaaao, nem
nanea confesaei.
Exijo, porm, que cesse a especalagSo, qae i
Slba rnicamente de estreitesa de vistas das que
nao aabem interpretar as acedes do^ que ae ba
tem no terreno ampio das idetas, porm com
lealdade e jostica.
Nao preciso ueecer a justificar a mea proced
meato que nada tem de estranho nem contrario
s ideias que bei sempre defendido.
Na dia em qae nSo poder levantar a cabeca
com dienidade, desapparecerei das lucias polti-
cas, onde aoa incapaz de tranaigencia?.
Mea passado ama pro .a cabal a'esta afErma-
SCo.
E s isto qae me compre diser.
Maneel Amo.
Beberibe
o rendeiro
^bbbbbsbbbbb
16!
,4709
078
18741
Borracha
Cota-so a 124000 por 15 lulos.
Carnauba
ota-aa de 8iO0O a 13M00 per 15 kilos nomi-
nal.
Bspartaeio
uenra, 2 oa J3xiw dh 1893
Para o exterior
No vapor oglez De Baiy.. para Liverpool,
carregarar,:
I. P.. ter & C, 30,000 saceos com ca rogos de
algodao pesando 1:800,000 kilos.
No vapor ioglez Explorer, para Nek
Tork, car regen :
J. Chaco 93 fardos coa 24,396 pelles de
cabra e 15 fardos com 2,869 pelles de carneiro.
No vapor fraocez Cougo*, para Bordeaos,
carregon :
A. F. do Bego, 1,300 grammas de coro em
moeda.
tata o interior
No vapor ioglez -Tamar, para Uraguaiaa-
aa, carregou :
A. N Doarte, 800 saceos com 60,000 kilos de
a8suear braocc.
No vspo: nacional Ondina, para Rio
Grande do Sal, car regara m :
A. M. da Silva. 5 barris com 450 litros de
alcool.
S. Gaimar&es & C, 20 pipas com 9,200 litros
de rgurdente.
Para Rio de Janeiro, carregaram :
S. GalmarSes A- C, 25 pipas cem 11,500 litros
de agnardeote e II ditas com 5,060 ditos de
alcool.
No vapor nacional Iris, para Rio de Ja-
neiro, carregaram :
P. Carneiro & C, 98 saccas com 6,182 kilos
de algodSo.
Na harcaga Joven Assenca, para Pilar
de Alagoas, carregaram :
L. Albeiros & C, 4 cal xas com 48 litros de
cognac.
> Paata da Alf aodeca
snuiu db 5 a 10 ob nnwo de 1893
Alcool (litro) ...... r 510
Algodao em rama (kilo) .... 620
Am com casca k;.o) .... iO
As8ucar retinado fkilo) .... 480
Assncar branco (kila) .... 293
Assucar maacavado (kilo) ... 213
Bagas de mamonas (kilo) 120
Borracba de leitede mangab. (kilo). 1*450
Cachaca......... 270
Conree seceos espionados (kilo). 670
Couros seceos salgados (kilo) 00
Couros verdes (kilo) ; 380
Carosos de algodSo (kilo) 40
Carrapateira (sement) (kilo) 110
Cacao (kilo)....... 600
Cal bom (kilo)...... J500
Cattrestolho (kilo)..... 1.1200
Cal moido (kilo)...... U70b
Carnauba (cera vegetal) (kUo) 700
Cera em velas (kilo). .. 700
Canna (agurdente) (litro) 290
(litro)........ 10
vio cardiff....... 28*000
Courinhos (am)...... 1*830
ftnnha de mandioca (kilo) *. 65
Polhas medicinaes de qaalquer qaa-
lidade (kilo)...... 300
Genebra (litro) ..... 520
Na eapella de S. Beaedicta, no Porto da a-
deira, corrercm cbeos da malo: animagaa os
ploa exerciclcs 'o Mez Minan o.
Hontem, foi celebrada a^mlssaa da piadosa fes-
tividade pelo Revrr. Padre Pedro da PuriScagao
Paes e Paiva, que mioistrou a diveros Seis a
Santa Eu^tunatia, prafenade depois ama bri-
Irsate allocuco, anloga ao acto, e na qu I pz
em relevo o zelo que tem -evelado o admiolsir-
dor da alludida eapella, o Sr. Jaao de Sauza Bao
deira de Mello, no Intuito de maater levaolado o
espirito religioso, aqui entre nos.
A' noite houve ladainha e occapoc aleda a tru
buoa sagrada o mostrado sacerdote, quc, nos
mais sbitos rasgos de eloquenefa, procuran
fortalecer cada vez mai3 aa co.agSo do3 devotas
o zelo religioso, de que se mostravam anmalo?,
cogratulndose, immenso, Me ver qae entre
cok a conviegao da f cada vez se revela ma;s
v'garosa e pr jiote no santo exercicio 'da re-
gtao.
Um devoto.
Ao publico
Sioto bastante ter seeaslfs de o:cipar as co-
lumnas deste Diarto mas ee o faga para expli
car ao publico o proceJimento de um hamam
que se d:z honrado e tambem para ben de minha
dienidade.
As relag0e3 de am'sade e de negce03 qne ti
oba com o Sr. Nicas da Silva Gisnaa. estao
terminadas, resltame ia: o d'ama gran te di8cas-
sao.
Este homem qne bastante cenaecido naa
pagloas de aossa historia pelo qae tem feito cade
regiatroo o sea immortai oome, teve o arrejo e
audacia de [dr a miaba dignidade em davida,
como se eu fosse algam Ucalo sea ; o qae cba-
mel-.o a ordem, fazeodo-o retrahlr-se do que ac
bava de dizer, observaodo lhe qae nao kie res-
pondera como aua pes:oa mere.ia perqu acba
va me dentro de saa casa e nao lenbo o oastume
de disentir com individuos qae se dao to vicio
da embriaguez.
Sraxa (sebo em rama ou coado) (kiloi 800
Mel da tanque (litro) .... 150
Mino (kilo...... 100
Pelles de caba em calello 530*
Pelles de carneiro em cabello 160*
SaLao......... 320
Sebo.......... 700
Sement de carnauba (kilo) ... 60
Sola (meio) ....... S.OO
Stearina em velas (kro) .... 1JW0
ratajuua (kilo)...... 40
Taboas de amarelio em pranchoei
(duxia).......". SU
Kendlaoncos poblleva
aa di tu.NBO na 1853
ljinasga
Os factos de Jaboatao
Em resposta a nma carta que me fui hontem
eoderegada de Jaboatao, pelo Sr. profesor Al
(redo Jos de Carvalho, relativamente miaba
denuncia dada imprensa sobre os escndalos
que se deram n'aquella cidade, tenbo a declarar
que r o Uve intuitos de attingir o respectivo saa
delegado lente SebastiSo de Barros Campello,
que realmente pao teve co-participogao co facto,
'i sim smente aoa .soldadas sob as ordena da
comxandante da escolta.
Qaanto s accussgoesrjormoladas a este, man-
tenno as em saa plenila 'e.
Vai isto para evitar duvidas.
Manoel 'rilo.
Renda gersl
Do dia 1 a 2
dem de 3
88:789-928
(5S8J9J8.
---------------- 155.599*770
Renda do Estado
Oo dia 1 a 2
dem de 3
7:064*100
53:565*897
30:6>*597
dornas te tal
186:22t*767
Sagucda secgo da Alfandegade Pernambuco,
3 de Janho de 1893.
O chafe daseeeSo,
Manoel Aotonino de C. Aranha.
O theaoureiro,
Florencio Doraingucs da Silva.
RECEB3D0.UA DO ESTADO
Do ct:a 1 a i 4:097*5*5
Idsm de 3 1:77**5*8
Do dia 1 a i
dem de 3
HKCIFB DRAINAGR
5:870*081
i4*iai
126*5 9
250*820
Hovlnaento do porto
Navios entrados no dia 3
Souihampton e escala 15 dias, vapor ioglez
Tmar, de 1.706 toneladas, commaodante T,
H. Exbao, eqaip.gem 94, carga varios gene
roa ; a Amorim IrcSos & C.
Bordeaux e escala 14 dias, vapor francez
Eqaatenr, de 2480 toneladas, command.nte
F. Lartigue, eqnipagem 122, carga varios g-
neros ; a H. Borle A C.
Cardiff37 dias, barca norueguense Axel,- de
886 toneladas, caplt&o J. A. Sarnun, equipa
gem 15, carga carvSo de pedra; a Wilson
Soos & C.
Rio de J neiro-13 dias, barca nacional Rio
Amazonas, de 253 toneladas,[capitao JoSo Pi-
res Vieira, carga varios generes Companbia
de Estiva.
Havre e eBCsla10 dias, vapor francee VUIe de
Buenos Ayres,* de 1,255 toneladas, comman-
dante Loois, eqopagem 40, carga varios g-
neros ; a Angoste Labllle.
Navios tahidos no mesmo dia
Bordeaox e escalaVapor francs Eqaatenr,
conmandante Lartigne, carga varios gne-
ros.
Buenos-Ayres e escala-Vapor Ioglez Taar,
commandante T. K. Exbao, carga varios g-
neros.
Pantheoa Litterario Bene-
fcenle
Esta corporagSo fundada pelos operarios da
Companbia de Teeidos de Pernambaca, de cajos
Sos importantes j& o pablico sabedo', rccolben
hontem na Caixa Eianomica a quaotia ds 103*.
fleaodo UO poJer de sea thesoareiro anoerlor
quantia para occorrer as despasas necesarias.
Divido a preoccupagOss doa soasas canfradea
escolbidos para orgaolaarem 08 respectivo? esta-
tutos anda oao acham-sa promptos, mas, breve
mente esperamos leva -03 ao conbecimeato do
Dr. qaestor do Estado.
Urna llgeira satIsfa;o
Tem ebegado ao mea coabecimento qae a'ga-
maa pessoas tem explorado o facto de ter eu em
Baha e escala Vapor nacional Estrella,
commaodaote Domiogos Vega, carga varias
gneros.
creado Municipal de a. los
O movlminto desta mercado no da 31
Maio foi o segninte : Entraran.
38 bois pesando 5,617 kilo?.
105 kilos de pelxe a 20 ris
5 ditas com camarOes a 100 rs.
10 compart. com mariscos a 100 rs.
42 cargas de farioha a 200 rs.
10 cargas de milho secco a 200 ra.
3 ditas com feiio a200 rs.
39 logares a 200 rs.
12 sainos a 200 rs.
1 cassua com gaUinhaa a 390 rs.
3 ditas com milbo verde a 300 rs.
2 dita de batata a 300 rs.
1 ditas de macacheira a 300 rs.
1 ditas com gerim a300rs.
1 ditas de banana a 300 rs.
2 ditas de canna a 300 re.
49 ditos com verduras a 300 rs.
63 ditos com mrinba a 40"
2 cargas de gallinhaR a 590 rs.
32 columnas a 600 re.
8 co:n;;artimentoe com resssraa
a 600 re.
45 ditos com faienda* etc. a 600 re.
34 ditos de comidas a 700 rs.
11 ditos de smneiros al*
f> ditos a 7G0 rs.
4, tainos a 2*000
de
2*100
*500
1*000
81.00
2*000
*600
7*800
2*400
300
*900
*600
*300
*300
*303
600
{4*700
5*200
1*000
19*200
4*800
27*000
23* 800
i 1*000
3500
S8*00C
Centro Spirita Per-
nambucaao
Auto de inslalla_o
N, abaixo assignades, rfaoidos boje, 21 de
Maio de 1893, (Domingo do Esputo Santo) em
sessSo solemne de ioelallag&o, fundamos urna
associacSo, pan cultivo do Spinlismo, seb a
denominagSo de Centro Spirita Pernamba
cano; e adoptamos a arrisa, Ioslruoco e Amor,
como lemma de nosso itinerario; isiu encara-
remos, o Spinlimo, pelas suaa duas faces, sci-
enllflca e religiosa; e, como coroilario, prat'.ca-
moa a Ca-ilade, na saa mxima exlensSo.
Obiigamo-nos a montar a Soriedade, sempre,
na altura destes principios e envidaremos todos
os exforgos para a propaganda da doutnna spi
ta.
Sala da aes5a Ce Installaco, 21 de Maio de
1893.
Seguem a? assignoluraa de ses;n'a e quatro
socios fundadores.
Frisas neVentre, P6 Laxativa d,Vichy
Muita atteiKjao
Eu abaixo ass^nade, declaro, em he
nefioio da humaaidade sonvedora, que
padecendo ha muito tempo de eafartimen
to do estomago, irre^ularidade as ev&
cuaioss e dor de c*bega continua, B?gun-
do creia, as piluias anti-dyap^ptioaa do Dr. Heio-
zelmann.
Major Joaquim M. do Cauta, f deito om D. Pedrito.
1 vidro 23000.
Vende ae em tidas as pharmaeias
Deposito eral
Pharmacia MaranhSo, ra Marcilio
Dias n. 135.
Cada viiro 2300O, meia uzia 10^000
e dusia 20^000.
Pra enrar-se em pouco tempo e sem
dieta, todas .b mo'eati&s que tam por cau-
sa o abaomen (barrite), dera-ae U3ar sem-
pre aa piluias anti-dyspept:cas ia Dr.
Hinfelmenn ; ellas tegulariaam ae funo-
4os d.gestivaa, dando' torgas aa estoma-
go mais debilitado.
Cda vidro de piluias anti-dyapepticas
castam :
1 vidro 25000.
Vecde-ae em todcs ai pharmacias
Deposito geral
Pharmacia MaranhSo, raa Marcilio
Dbb n. 135.
Cada vidro 23000, mela duaia 10^000
e dusi 205000.
Festvidade em Gamelleira
No da 4 de Junha eacerrar-se-hSj na
matriz dosta villa, oom toda a pompa e
solemnidade, as ezercicies do msz mi-
rianno, consta do essa festa dos seguintes
actoa :
Lidaloha de vespera, missa resads, s
3 horas da man na, para communhSo geral,
missa cantada, que entrar depois da
chegada do trea ordinario, proaissSo e
Te Deum.
Haver aermSo ao evangelho e noite,
fnalisando-se o acto por am variado fogo
de artificio.
Em todos rs actos toe ir a balda mar-
cial gamelleirenae.
Est encarregada dessa festvidade urna
commisBlo de genlis senhoras, que nSo
tem poupado esforcos, para o seu realce
e brlhantismo.
Aviso
Emile Dol Representante de Mari*
olle Pioguet et Fils de Saint-quenten
Franca tendo de seguir para Europa pelo
Corgo por motivo de saude, rrgreaA
sando breve ; e sem tempo para despe-
dir-as dos seus fregueses e amigos o
taz pelo presente, e nforma-lbes quo da*
rante a aua aasencia deisa como prcca-
radores.
1.* Pela parte techoica industrial o Sr.
Vctor KsomenackeaEacada.
2. Pela parte financera e commer-
cial o Sr. Augusto Labille, ra do Com-
mercio.
3.* Pela parte judiciaria o Dr. An-
tonio Jos da Costa Ribairo Advogado.
A quem dea os poderes precisos e com
os quaes se poder tractar de todos os
seas negocios.
Aesigco Emile Dol.
^
Ao commercio
L'ouza Nogueira & C. participan?, que
cesta dtta mudar o seu arooazem de
far-endas sita a ra Duque de >. axias na.
85 e &7 para a ra Mrquez de Olinda
n. 58, onde, e3?eram ca~tionar a merecer
a confianca, que at hoja Ibes tem sido
dispensada.
Recifo, 31 de Maia de 1893.
Souza Nogueira & C.
Rendimeato -o cua 1 a 30
Rendimento de Maio de 92
246*300
7 353*200
7.799o00
7.252880
Differenga para mais 3.6*620
Fregos to dia:
Carne verde de 2*0 a 72? i s o kilo
Sninos d6 800 a l* ris idem*
Carneiro de i* a 1*200 ris idem.
F?.rinha de 320 a 440 ris idem
Milbo de 600 a 640 ris idem
Psjlo de U6Q0 a 2*000 idem
Vtporc a eBfrffi?
Mez de Junho
Europa....... Salermo........... *-
Europa....... Tijuca............ a
Norte......... MaranhSo.......... 3
Sul.......... 7a............. b
Snl.......... O/indo............ 8
Sul.......... Sorota,............ 10
aal.......... Rosario........... 12
Norte....... S.Satador........ 13
Europa....... Magdalena......... 14
Sul........... Planeta .......... 16
Snl.......... Ctyfe............. 8
Norte....... Alagoas............ 20
Sul.......... Mandos........... 24
Europa....... Galicia............ 25
Norte........ Braz............ 28
Snl.......... Mannao.......f.- 30
Taporee a sabir
Mes de Junho
Sal......... V. de Bnenos-k^res. 5 as
Sal......... Tijuca............ 6 as
Europa...... Tagus............. Cas
Maranhao......... 6 as
Olinda............ 9 as
Sorota............10 as
Rosario........... 12 as
Magdalena......... 14 a
S.SoiMor........ lias
Planeta............ 17 as
Europ...... CJy*............. 18 s
8nl.
Norte..
Europa.
Europa.
Sol....
Sol....
Norte.
. Medico bomeoputfaa
Operador e parteiro
O Dr. J lio Mario, formado pela Fe-
culiade do Rio de Janeiro, com longa
pratica nos Estados do MaranhSo, Para e
Amazonas, onde tem estado na propagan-
da de homeopathia ; demorndose algum
tempo Reata capita', pode eer procurado
para os misteres ce aua protissSo, a casa
da bus residencia, ra da Imperatriz n 20
1 andar, ou no laboratorio homeopathico
do Dr. Sabino.
Consultas na- saa residencia das 6 as 8
horas da manh'. ; co Laboratorio Hemeo-
p thieo de s 2 s 4 da tarde, todos os di&a
atis.
Chamados por eacripto.
Atienda a chamados para o inUrior io
Estado.
Especialidades
Partos, Molestias de ma heres, crianzas
e agudas d s vias respiratorias e circula-
torias.
JoSo Eaatachio Pereira e sos familia
retirando-so para o Par e nSo podando,
por tbaoluta falta de tempo, despedir-se
das pesaoas que ob diatinguem com aua
amisade o fazem por este meio e hes
offerecem sen prestimo uajujlla capital.
Recife, 30-5-l93.
Torturado:
E' meu dever agraiecer e tornar pu-
blica a ai-ha cura.
Fui torturado longos annos por um pa-
decimento ao qual nunca poderei dar
nome.
Meu estado eral era imp-oaaivol tole-
rar, tinha o veotrs e o estomago quasi
i sempre empanzinados, molleza as pernas
o brames, cubeca pesada, tudo me abor-
reca, pref-.riedo sempre eatar a, I'ocge
de todos para evitar o baralho.
Militas vezes tinha tristeza, maita von-
tade de ciorar o c estante oppieseSa no
coragSo. Pur mais que tente, nunca po-
derei explicar porque cao techo palavras
> para dizer o que soffria.
0 nico remedio que me curou resti-
tituindo auimagSo, alegris, contentamento
na vida, emfim rerfeita saude, foi as p-
lulas anti disppticas do Dr. Hsirzci-
mann, s quaes todos os elogios sao pe-
os para o resultado que obtive em pouco
tempo com estas bemaventuradas piluias.
Qaeira dar publicidade a este sincero
agradecimento, par* qae todos iafelizea
que soffrem como eu fui torturado, pos-
sam saber que serao carados, usando as
pillas do Dr. Heiozelmann, remedio
realmente santo.
Hermogenes ^do Nascimeato, proprie-
tario.
Porto Alegre.
(Firma reconhecida.)
1 vidro 25000.
Vende-se em todas aa pharmcias
Deposito geral
Pharmacia MaranhSo, ra Marcio
Dias n. 135.
Cada vidro 25000, meia duaia I0,5u00
e duzia 205000.
* WOTIOIA ^
VINHO
VIVIEN
Mais effica ?'"
que o oieo cru ae
figado de bacalhau.
De gosto to agradauel
que as cranos
tomam-no com prazar.
Soffreu muitos annos
Aconselho com a maior cocvicjSo e
con o corac2o eheio de eterno reconheci-
mento aos que soffrem da dyspepsias e
de prSes de ventre o uso das pilu'as an-
ti-dyapeptlcas*do Dr. Heinzelmann.
Tomando estas piluias fiquei bom, de-
pois de Bt.ffrer muitos annos. Espont-
neamente passo o presente que firmo.
Pelotas.Graciano Mscedo de Arauje.
1 vidro 2$000.
Vende-se em todas bs pharmacias
Deposito geral
Pharmacia Maranb3o, ra Maroilio
Das n. 135.
Cada vidro 25000, meia dazia 05000
s dusa 205C00. ________
Aviso
BENEFICIO PELO DERBY CLUB
Os ca val he ir o que se dignaram acei-
tar bilhfctes em beneficio da AssociacSo
dos Fanccionarios Pblicos do Estado,
poderSo rometter as esportulss para a se-
cretaria do governo so Sr. tenente-coro-
nol Hemeterio Maciel da Silva, thesou-
reiro da alludida associacSo, afim de ser
dada a applioacSo devida.
Recife, 2 de Janho de 1893.
O secretario.
Angosto Paulino da Slve.
Dr. Bastos de OUvelra
Participa aoa seas clientes e amigos qae ma-
doa a sos residencia para a estrada dos A {Hi-
elos ? 34, telepbnne n. 365, continuando com o
consqltorlo roa do Marqaei de Olinda n. 18,
1- andar, onde d consultas todos os dias atis oe
1 i 3 Horas da Urde.
:)
A QUEM NECESITAR
Na roa Duque de Casias
? ,
25, ha urna casa de armador que
encarrega se de todoa os misteres
dessa arte.
Especialidades em objectoa de
enterros e funeraes, V^V^1^.
<) ricos e simples,
<)
il
c
Sortiraento variado de %S
"Si^, ^"&\^^^^\% o %V
^li\s^\%/ Para enterro?, bem
como outra qualqucr encommen-
da de flores de p.nno e papel,
promptamente satiafeita.
DrecgSo do armador
PAULA MAERA
Qj^ 0>-?L^
Dr. Frenas Gnlmaraes
MEDICO,
Tem o seo onBultorio na roa Duque
de Casias n, 61, 1." andar, onde ser
encontrado de 11 1 hora da tarde e
reside no Cajueiro n. 4.
Tslephone n. 292.
--------------a--------------^
Dr.Coelho Lete
Participa aos seas clientes que mudoa
o consultorio para o primeiro andar do
predio n. 36 da ra Marques do Olinda,
antiga da Cadeia do Recife.
Dente artiflelaes
Sob preasSo elstica e preasSo pneu-
mtica systemas novis&imos neate estado,
pelo cirurgiSo dentista Numa Potcpilio,
coa Bario da Victoria n. 54, 1.* andar.
u 8 horas da aaaiiS a 3 ardet,
Regulador da larioha
Concertase relogios de algibeira, pn-
dolas de torre de igreja chronometros de
marinha, cairas de msica, apparelhos
elctricos, ocales, binculos, ocufos de al-
cance, joias e todo qualqaer, objeoto tea*
dentes a arte mecbamoa.
9__Roa Larga do Rosario9
-


.-
i
<.
y


JK
I
v.
Diario de Peroamboco Domingo i de Junho de 1893
ED1TAES
Dcima urbana
Edital
^ O prefeito do llecie mando frzer publico a
auara iateressar qaecorrega do menlo sem molla do !- senesire vencido do
corrate exerciclo da decima rubana e do im-
posto predial de ..m por ctnto para limpesa do
lixo domestico, es quaesserio rebebidos doran-
te 30 das oteia no paco aun cipal das 10 boras
4a manta asduas da tarde cobrando se somente
oeste p'aso os predios situados as fregoczias
ieS. Fre Ped'O Goncalves to Reoe e Santo
Antonio por i &> estarem panucadas ainda as
eol eMas das outras fresuc-zia?.
Secretaria da Preleitora Municipaljdo Recife
fe, 31 deMaio de i983.
O secretario
____Joaquim Joc Ferr;ra da Rocba.
1* secc2. .Secretaria do Governo do
Estado do Peroamboco, em 23 de Maio de
1893.
EDITAL
Da ordem do Sr. overnsdor do Esta-
do, faco publico, para ca devics effeitos,
e em observancia ao art. 25 do Regola-
ment espedido, em 23 de Janeiro ultimo,
para execucSo da lei u. 5, de 14 de No-
vembro de 1891, que su acha vago o
logar de juis de direito do municipio de
Gravat, em conaequencia da remoclo do
magistrado que o occapava, bcharol Ab-
dias de Oliveira, para o mun cipio de Na
sareth, com jurisdiccSo estece i va ao de
Vicencia*
A vaga de que se trata ser preenchida
pelo juiz de direito mais antgo d'entre os
que requererem a remoclo para aquelle
logar, co preso de 60 das, contados d
publicado do presenta edital; se nenbum
a requerer a remoc2o ser feita pela forma
determinada no art. 24 do
citado.
Joao Augusto Ferreira Lima.
O Dr. Marcos Tullio dos eis Lima, juis
dos Feitos da Fazenda Municipal do
Estado de Pemambaco, etc.
Fago saber que no dia 9 de Junho pr-
ximo, depois da audiaicia, se ha de ar-
rematar por venda a quem mais der, o
obrado ruada Restaurado a. 54, fre-
goezia do Recite, com 9 metros e 90 cen-
tmetros de frente, 21 metros e 90 cent-
metros de fondo, tendo o pavimento terreo
2 portas de frente, 2 salae, 1 qcarto, e
pavimento superior 4 port a com varanda
de pau, 2 salas, 2 cuartos, cosinha ioter-
ca a quintal murado, avalado cu 2:000fJ
;njo predio pertence ao baafo de Una e
vai a praga por execucSo da fazenda mu
ni cipal.
r E para que chegue a noticia ao conhe-
cimento de quem pessa interesBar rassou-se
o presente que ser publicado e affixado.
Dado e passado nesta cidade do Recife
sos 31 de Mao de 1893.
En Alfredo Diamantino de Torres Ban
deira. Escrvviq suhscrevi.
Marco Tulfio dos Reis Lima.
Regulamento
O Dr. Jos Gomes Villar, juis do segun-
do distrete municipal, em exercicio
p&rciel da vara do commercio desta ci-
dade do Recife, capital do Estaio de
Pernambuco, em virtude da lei, etc.
Fajo saber aos que o presante edital
virem, ou dalle noticia tiverem, que pot
parte do Dr JoSo Clodoaldo Monteiro
Lopes, advogado de Antonio da Almeida
Quines, em audiencia do da 27 do cr-
rante, accuBOU a panhora feita em bens de
Manoel Bacallar de Oliveira, oonforme se
v do requerimento do theor seguinti:
Requerimeoto em audiencia.Aos 27
de Abril de 1893, neBta cidade do Reci-
fe, em audiencia que aos feitos e parteB
dar o Dr. Jos Gomes Villar, jais do
segundo dietricto .municipal no exercicio
parcial da vara do commercio, ahi o Dr.
Joo Clodoaldo Monteiro Lopes, por parte
de Antonio da Almeida Gomes, aecuson a
peuhora feita em bens de Manoel Bacallar
de Oliveira, 3 rquereu que sob preg&o, se
eonaiderasse a penhera por feita a acen-
sada, ficando assignado ao executado ao
carador lide o [.razo de seis das, para
vir com embargos a panhora, pena de lan-
camento, expediodo-se editaes por 30
dias, citando-ae o executado Manoel Ba-
callar de Oliveira, para vir com seas em-
bargos.
O que oavido pelo jaiz depois do pre-
gSo do estylo houve a penhora por feita e
aesusada o praso por assignado com a pe-
na comminada, deferindo o mais que se
requer.
deCxtrahi o presente de meu protocollo
audiencia ao qaal me reporto.
En, Fracelino de Silveira Machado,
escrivSo interino o escrovi.
E mais se nao continha em dito reque-
rimento de audiencia aqui fielmente co-
piado.
O qual fica transcripto nos autos de
execucSo de sentenga, que promova o
contra o referido executado Manoel Ba-
cellar do Ohveira, para pagamento da
quantia de 1:254^167, contada no rotto
da carta de sent3nga importancia de prin-
cipal, jures e castas.
Em virtude do mesmo reqaorimento,
chamo, cifo e hei por citado, ao mesmo
executado Manoel Bacallar de Oliveira,
por toro o i onteio do raqujr manto ues-
te copiado, e bem assim par., dentro e
aeis dias, dep >is de fin do o praso de 30
dias, oppor esbargo3 a mesma panhor,
sob pena de lar.gameato.
para que chegue ro conhecimento de
todos, mandei passar o presente edita',
qae ser publicado pela imprensa, e outro
de igual theor que sei f.ffixa^o no b"
do-eostume.
Dado e passado neBta cidade do Recife,
capital do Estado de Pernambuco, aos 29
de Abril de 1893.
Paga este de sello 10800 e 500 rs. da
assignatura em estampilhas aqui colladas,
Subscrevo e assigno.
Rocife, 29 de Abril de 1893.
O escrivab interino Francolino da Sil-
veira Machado.
Jote Gbme Villar.
Alfandega de Pernambuco
Edital n i 3
De ordem do Sr. Dr. Inspector se faz publico
aoe as 11 boras do da i.* de Jolho vlndooro,
serfto vendidas porta desta Alfandega as mer-
caduras comidas nos volames abaixo menciona-
dos, oos termos do titulo S.\ capitulo 5.a da
consolida lo das lela das Alfandegas.
Aos seos dcos ou cor. signatarios Oca marca-
do o prase de 30 dias a contar desta data para
dentro delle sp despacbarem, sem qoe Ibes reste
direito a allegar contra os effeitoa desta venda
te o nao uxerem.
Armaiem n. 7
Marca FS&I- Um barril, B'm numero, vioda de
New-York, no Tapar americano Francs, en-
trado em 10 de Setembro de 1891, nao constando
a consifjnsgio, contendo banba a* porco, pesan-
do liquido legal 16 kilos.
Mire* FRtC-Um barril, sem numero, vindo
de Santos, no vapor americano Advance, en*
trado em 16 de Setembro de 1891, cao constan-
do a conaignac&o, contendo b?nhade porco, pe-
sando liquido legal 16 kilos.
Marca RdtS Um dito, sem numero, vindo do
Havre, no vapor francez Corsica, entrado em
5 de Ootubro de 1891, nao constando a consigna
gao, contendo viobo iao elassifleado com falta
servindo pa:a vinagre e aedmao liquido 21
litro?.
Marcas G, diamante e B no centroOm dito,
sem numero, vinJo de Ntw-York, no vapor ame
ricano Vigilancia, estrado em 20 de Outobro
de 1891, nao constando a consigoacao, contendo
banba de norco, pesando liqui -o legal 18 kilos-
Marca HRC-Dex caixas, ai. 2 193/2,200, viu-
das do Havre no vapor francs Colonia, entra
do em 10 de Ojtobrode 1891, consignado or-
dem, centendo azeite de oliveira em laia3, me-
ditdo 338 litros.
Marca amante e F no sentroVtnle e cinco
canastras, sem camero, vindas do Havre no va
por fraocez Corsica, entrado cm 3 de Outobro
de 1891, contendo a!t03, pesnlo liquido 200
kilos.
Marca MBDoos barris, sem nmeros, viudos
de BoMeaax no vapor francez Ortigal, entrado
em 26 de Dezexb-o de 1891, nao con.-taedo a
consii:naao, contendo vinagre e medindo 30
Ittro?.
Marca AGT, tendo por xo a palavra Santos
Um barril, sem numero, vindo de New York
no vapor americano Advance. entrado em 8
de Janeiro de 1892, nao constando u constgea-
co, contendo banba e pesando liquido ligal 12
kilo?.
Sem marcaTre3 atado3, eem Gomeros, da
mesma procedencia, no ?. por americano Seg
ranga, estrado em 1 de Fevereiro de 1892, nao
constando a con?io-gp. contendo aduellas,
pesando liqoido 27kilcs.
Marca liBCTres fardos, ns. 33 35, vindos
de Liverpool oo vapor Inglez Mercaant, entra-
do em 29 de Janeiro de 1892, consignado a Ar-
ibor CaiLao St ti., contendo ^niagem de iiobo al
6 los em 5 miiiine'.rcs (i) lisa, pesando liquido
2 426 kilos.
Sem marcaDoze saccas, sem nomeres, viu-
das deFiguaira na barca portogo-'za Feiliceira,
ntrala em 8 de Janeiro de 1892, consignadas
ordem, conlendo folbas de louro, pesando 70
kilos.
Marca VJFUm barril, sem nomero, vindo do
Havre no vapor frarcez ;olon:a, entrado em
29 de Feverdro de 1692, consignado a Ventora
Jos Ferreira, vasio por causa do derramameoto
do liquido.
Marca AB&Curna caixa o. 18, viuda de Ham-
borgo no vapor altmao Amazonas, entrado
em 26 de Mirjo de 1892, nao constando a coa
signa&~, contendo molda-as de maleira, com
spparelbo de gesso, avariada?, pisando liquido
322 k'los.
Marca BMGUm barril, sem nomero, vindo
do sol no vapor americano Advance, entrado
em 20 de Abril de 1892, nao constando a cor-
sigoaejio, contendo banba, pesando liqoido 19
kilos.
Marca DRSJUm barril, vasio, vindo de Bor
deaox, no vapor francez Dordogoe, entrado em
25 de Abril de 1892, consignado a Ramos Salga-
do & C.
Marca FRCDuas caixis, ns. 6729 e 6730 viu-
das de Hamburgo no vapor alieaSo Paraguass,
eotraao em 23 de Maio de 1892, consignadas a
ordem, contendo obras de ferro batido pesando
liquido legal 979 kilos.
Marca diamante, ii no centroUrna barrica,
n.4725 vinda de Hamborgo no vapor allemao
Amazonas, entrado em 7 de Junho de 1892, con
signada a ordem. contendo um tanque ds ferro
etanbado, pesando 1 quido 40 kilos.
Marca D Kj-Uma caixa n. 599, da mesma pro-
cedencia e oo mesmo vapor, consignada a cr-
dem contendo anouncios.
...Marca C1CFUm barril, sem nomero, vindo
de Santos no vapor americano Vigilancia, em
20 de Junbo de 1892, nao consta a consignago,
contendo bacba de porco pesando liqoido legal
19 kilos.
Marca C1CFQoatro caixas, ns. 224 a 226 e
228, v nda do Havre, uo vapor francez Colom-
bia, entrado em 21 de Junbo de 1892, consigna-
das a companbia Indostrial, contendo qoatro do
zias de garrafas com cognac, medindo 31 litros.
Marca CICF-Uma caixa n. 227, da mesma
procedencia e no mesmo vapor, consignado a
dita compaobia, contendo 6 garrafas com licor
commum, medindo 4 litro?.
Marca CICF-Uma dita n. 229, idem, tidem,
contendo 4 garrafas com vinbo nao especificado
medindo dous litros.
Marca BLADois barris os. 10352/53, vindos
de Bordeaax no vapor fraucez Bqoatear-, en-
trado em 6 de Jolho de 1892, consignados a Lo-
pes Altara, contendo viobo, medindo liqaido
896 litros.
Marca LA&CUrna caixa, sem nomero, idem.
idem, igooraado-se a cuasignac&o, contendo 47
atiabas que cootiveram piuboes. obras nao cas
sificadas de folha de (landres simple?, pesando
6'kllos.
Marca R4S Trila caixas, ns. 832/61, vindas
de Hamborgo no vapor allemao Argntica,
entrado em 19 de Agosto de 1892, consignadas a
Reis & Sanies, contendo pregos de ferro, pesan-
do liquido 1824 kilos.
Marca R&S Daas barricas, ns. 1003/UOi,
vindas de Liverpool uo vapor allemao Edictor
entrado em 22 de Agosto de 1892, consignadas a
Reis & Santos, centendo marretas de ferro e pe-
sando liqoido legal 179 kilo?.
Marca APS&CUrna barrica n. 916, vinda de
Liverpool no vaporallemSo Edictor, entrado
em 22 de Agosto de 1892, consignada a A. P-
da Silva & C., contendo dobradicas de ferro sim-
ples, pes.ndo liquido legal 326 kilos.
Marca Ft C-Qoinze volumes, ur. 6715 a 6728
e ns. 71, vindos do Rio de Janeiro nn vapor na-
cional Espirito Santop, entrado em 30 de, Junbo
de 1892, nSo constanou a consignac^o e contendo
diversas pecas para guindaste de ferro simples e
om atado de maodeira e pesando liquido 22C0
kilos.
3." seceo da Alfandega de Pernambnco, 30
de Maio de 1893-
O Cbefe,
Leopoldo L. de Alentar.
HlPPODROMO
DO -
CAMPO GRANDE
PROJECTO DE mSCELPOAO
Para a 37." corrida a realisar-se domingo
11 de Junho de 1893
1. PAREO 11 de Junbo-800 metros. Animaes de Pernambuco que cao
tonham ganho primeiros e segundos premios no? prados do Recife.
PEEMOS : 2500000 ao primeiro, 500030 co Begundo e 25|>000 ao
teroeiro.
2. PAREOCompensado 800 metros. Animaes de Pernambuco que nSo
tenhara ganho no Hippodromo de 1 de Jateiro de 1891 a 16 de Fe-
vereiro de 1892 e de 29 d j Abril a 10 de Novembro de 1892. pre-
mios : 2500000 ac primeiro, 500000 ao segundo e 25$000 ao
terceiro.
3.a PARBO -Prado Pernambncano 1.150 metros Animaes de Pernam-
buco. premios : 2500000 ao primeiro, 500000 ao segando e
250000 ao terceiro.
4. PAREDDerby-Club 1.080 metros. Animaes de Pernambuco que n2o
tenham ganho primeiro e segundo no Prado o Derby at 8 de Maio de
1893 premios : 2500000 ao trimeiro, 500000 ao segundo e 250COO
ao terceiro.
5. PAtiEO-Hippodromo do Campo Grande1.400 metros. HAMO
CAP. Animaes de qualqner paiz. premios : 3508000 ao primei-
ro, 700000 ao segundo e 350OCO ao terceiro
6. PAREOLlberdade 800 metros. Animaes de Pernambuco. premios:
2500000 ao primeiro, 500000 ao segundo c 250000 ao terceiro.
7." PAREO-Ordem 1.100 metros.. Animaei de Pernambuco. premios:
2500000 ao primeiro, 500000 ar> Begundo e 250000 ao terceiro.
8. PAREOAnlmaco 1.250 metros. Animaes de Pernambuco que nSo
tenham ganbo em distancia superior a 800 metros em 1892. PRE-
MIOS : 2500000 ao primeiro, 500000 ao segando e 250000 ao
terceiro.
Observares
De accordo com o art. 5a. do cdigo de corridas, nSo poderlo ser
inscriptos nos pareos CompensacSo os animaes Gatuno, Malaio, Cigano, Traquino
e YermouthPrado Pernambucano Piramon, Pynlampo, PlutSo, Maurity, Maran-
guspe, Dublio, Tado Btrlim Ida, e PigmeaDerby-Club ToulonHippodromo
do Campo Grande GipsyLiberdade os mesmos animaes do pareo Prado Peream-
bucano e mais Bocaoio 2' c MouroAnimaran Dublin, Maurity, Colosso, Gatuno,
Triumpbo, Bocacio 2-, Pigmeu.e Huguenot.
Os pareos Derby-Club, Ordem o AcimagSo nSo contar i victoria.
O peso do pareo Hippodromo do Campj Grand; acha se na secretaria.
enhum pareo se realisar sem que pelo meaos si inscrer^am e corram
quatro animaes de tren propietarios differentes.
A inscripgSo encerrar se-ha na terca-feira 6 de Junho as 6 horas
da tarde na secretaria a ra do Imperador n. 55 1 andar.
Secretaria do Hippodromo do Campo Grande 31 de Maio de 1893.
O SECRETARIO,
Augusto Silva.
fIDIO OfflT
a
Contina a mauter em seus depsitos completo r:.-. menlo de utensilios para lavoura ven-
dendo sempre por prejos mdicos ;
MACHINAS A VAPOR de differentes systemas e tamanhos, de Robiuson e outros fabri-
cantes, e de 2 a 12 ca val los.
CALDEIRAS A VAPOR multitubulares de Fletcher, para funecionar com o fogo das for-
nalbas das tachas.
CALDEIRAS A VAPOR Cornisb e typo locomotiva para funecionar com lenha e bagago-
RODAS para agua.
BOMBAS de motuo-continuo.
MOENDAS e meias moendas, garantidas.
TACHAS de ferro fundido e batido, cravadas e caldeadas.
ARADOS de differentes systemas.
CRIVACOES para fornalhas.
MACHINAS para descarocar algodo de 14 a 50 serras com alimentadores e empastadores
vontade dos agricultores.
Faxra'do parte da direccSo de sua fabrica o Sr. engenheiro Augusto Clark, vantajosa-
mente conhecido dos Srs. ogricultorca, pelos seus trabalhoa do montagem de grande numero de
Usinas funecionando neste Estado, incumbem-se de mandar vir e erigir garantindo a prodcelo e
quididades do assucar;
APPARELHOS e meios apparelhos de vacuo ,
DISTILLACOES completas para alcool e aguardentera vapor c a fogo n, para grandese
pequeas fabrica3.
i 52-RUA BARIO DO TRIMPH0-52
DERBY-CLUB
DE
PERNAMBUCO
i. seceoSecretaria do Governo do Estado
de Pernambuco, em 1. de Jonbo de 1893.
De ordem do Sr. governador do Estado teco
publico, para os devidos eSeitos. e em observan-
cia do art. 25 do regolamento expedido em 23 de
Janeiro ultimo para excrelo da lei n. 15, de 14
de Novembro de 1891, que se acha vago o logar
de joiz de direito do modicipio de Granito, com
joriBdiccao extensiva ao de Ex. em consequen-
cia da remojo do magistrado que oceupava, ba-
carel Antonio Cesano Cardcso Ay-c?, para c
municipio de Flores.
A vaga de que se trata ?cr preenchida pelo
jt.iz de direito mais aatigo d'entre os qaaes re-
qcererem a remojo para rqae'le logar no prazo
de 60 dias. contados da pnblicafiSo do presente
edital; se nenbum a reqoer a remojao ser feita
pel forma determinada no art. 24 do regolamen
to citado.O secretario, Jo2o Augusto Ferreira
Lima.
BECLARACuES
Companhia do Bebe-
ribe
No escriptcr'.o desta compaobia acbam-se
disposicio dos senbores accionistas, en compri-
mento do preceito leeal, a copia do balando e
mais documentos relativos ao anuo social pr-
ximo paesado.
Recife, 1- de Junbo de 1893.
O secretario,-
__________Manoel Joao de Aroorim-
8- M- P- B> 8
Scciedade Mente Po Bom
Successo
AssHnWa gm\
De ordem do irmlo director convido a
todos associsdoa no goso doa seus direitos
a comparecer (demingo) 4 do correte
pelas 10 horas do dia em nossa sede,
tfia de reunirmes em BescSo de assembla
geral, a tratarse do relatorio a balancete
do trimestre fiado.
Secretaria da Sociedode Monte Pi Bom
Succetso em 1' de Junho de 2893
O 1* secretario,
Silvino Luit Qonzaga.
Banco Emis.?or' !e
Perna albuco
N5o tenao podido haver aesfSo de assembla
geral ordinaria, convocada para boje 31 de Maio
po' falta de nomero legal, convido novamente os
senbores accionis as a reunirem-ss no lia 5 do
mez prximo, ao meio dia, na edo dsz'e bsneo,
ra do Commercio n. 38.
O director
Jos Marcelino da Rcsa c SU ra.
^ssociacao comraer-
cial dos refinadores
Scientiflcamos aos senhores consumidores de
assucar, que a contar do i- de junbo os precos
Da ordem do Illm. Sr. Dr. inspector
do Thesouro deste Estado, e em virtude
de antcrisacSo de S. Exo. o Sr. Dr. go-
vernador do Estado, faco publico que no
dia 6 de Junho prozimo vindoaro a Junta
da Faienda em aess'o recebe propostas
para o arrendamento do compartimento
do Theatro Santa Isabel e que serve de
botequim, as noites de espectculo,
vindo de base a quantia de seiscentos
reis (6004000) annoaes.
Os Srs. proponentes deverSo apresentar
saas propostas em carta fechada/ sendo
preferivel a qoe maior v/antagens offere-
cer.
Thescuro do Estado de Pernambuco,
29 de Maio de 1S93.
Servindo de secretario.
Sebast'Zo de Albuguerque Aravjo.
ponentes para d 'clarar quaes as modicacss
qoe fasem, afim de celebrar-se o contracto com
aquelle qoe maiores vantegens offerecer.
NSo serio acceitas as propostas nn eegointes
casos:
1.* As qoe excederem dos pregos do orea-
meato.
3.' As qoe dSo offerecerem as garantas exi-
gidas.
3.* As qoe nSo forem organisadas de accordo
com o presente edital.
4.* As que se basearem sobre os pregos das
propostas dos outros concurrentes.
5* As qoe forem apreseniadas por pes soas
queja tenbam delxado de comprir contractos
celebrados com a repart gao.
O ercamecto e mais co diges do contracto
acbamee nesta secretaria onde podetn ser exa-
minados pelos pretendeotes.
Para ceneorrer a prsga ; cima, deverSo os li-
diantes depositar nesta repartico, na ve.-pera.
do dia da arrematsgao das 9 as 3 boras, da tar-
de, a qoanti de 247/528, equivalenta a 5 / do
valor do respectivo orcamecto.
Secretaria das Obras Publicas, 29 de Maio de
1893
O secretario.
Alfredo Costa
Companhia ferro car
ril de Pernambuco
Aviso
Fic;m sospensas as viagens dos carros de se-
eonda classe, at que sej.m feitos os reparos de
que nece.-sitain para continnagSo do servigo.
Recife, 2 de Jonbo de 1893.
Felippe de Ar.aui) Sampaio
Gerente.
P306BAMMA 1)A 8-' CORRIDA
QUE SE REALISAR'NO
Domingo 4 de Junho de 1893
iidade 3
i
!. PareoEatra 800 metrosAnimaes de Pernambuco qoe nSo tenbam ganbo no Hippo-
dromo. Premios : 250*000 ao I, 50*000 ao 2 e 25*000 ao 3.
Roto........
Gedeao......
Tenor 2.
Blacksiooe...
Moleqoe......
Alabara----
Bolvar......
Son flcwer...
Castanbo
Tordilbo.....
Alazao......
Rodado......
Alazao......
Castanbo ...
Rodado......
Baio.......
Pernamb.
51
51
51
51
51
51
51
51
Azule encarnado
Azul e curo..........
Amarello e roxo......
Encara, prelo e ouro.
Azul euoro..........
Listrado.............
nrarnado e bonet pr.
Amarello e verde....,
Osear.
Coudelaria Colombo.
Azevedo & C.
J F. M.
Coudelaria Cruzeiro.
J. I. de Oliveira.
Pedro Alexandrino-
A. P. dos Sntos
1' Pareo-Compenaaco1.200 metrosAnimaes de Pernambuco que nao teabarn ganbo
em maior distancia de 800 metros em 1892. Premios : 290*000 ao i*, 50*00
ao 28 e 25*000 ao 3.*
Tapir.......
8ocacio !.
Septicisxo...
Camponez...
Regente. ...
Pirata.."..
Russo.......
Rodado......
Castanbo.-..
Baio........
Alazao......
'reto.......
Peroamb.. 54
53
a 54
t> 53
i) 54
9 54
Encarnado..........
Azal e oaro.........
Ouro epreto........
Azul e ouro.........
Encarnado e bonet pr.
Manoel Pereira.
Coudelaria Colombo.
A. M- de Almeida.
J. Dias.
Coodelaria Crozeiro.
J.G.G. de Alr-oqoenue
3.* PareoManoel Medelro.Bandea/1.300 metros.Animaes pongas e pellodos.
Premios: 300*000 ao i., 60*000 ao 2. e 30*000 ao 3.
Despota 2...
Douradilbo..
Petropolis. .
P.adam8...-
Zaino.......
Castanbo... -
Alazao......
Preo.......
Pernamb.-1 50
I 54
60
48
Amarello e roxo..
Azul e ouro......
Verde e amarello.
Verdee oaro
J. Vilhena
Coud. Colombo.
Magalbaes & C.
Coud. Btazileira.
4.' Pareo -Experiencia1:400 metros Handcap-Animaes de Pernambuco.
300*000 ao I.4 60*000 ao 2* e 30*000 ao terceiro
Premios
MPlutSo....... Rodado...... Pernamb.. 54 Listrado.........
i Dublim..... Zaino...... 56 Amarello e roxo.
3Pigmeo..... 54 Ouro e preto.....
4| Maurity..... Castanbo 56
5. PareoVelocidad.800 metrosAnimaes de Pernambnco-
1.a, 50*000 ao e 25*000 ao 3.".
Berlim.....
Boccacio 2.*
ral cier-----
Mooro.......
Torco 2.*. .
Zaino...
Radado.
Baio ...
Alazao .
Pernamb.- 55
53
51
55
55
Preto e rosa......
Ouro e azal.......
Amarelloe roxo...
Oaro e encarnado.
Greoat e azul
Coud. Nerundio.
Azevedo de C-
A. M. Almeida-
J. Ferreira.
Premios: 250*000 ao
A. Silva.
Cood. Colombo.
J. N. da Silva.
Cood. Mooriscana.
J. F. de Monra.
- Pareo-Turf Pernambucano850 metrosAnimaes de Pernambnco. Premios:
250*000 ao 1.a 50*000 ao 2.* e 25* ao 3.
Traqoioas...
Arcbivoo -.
Rio Grande.
Malaio......
Baio....
Zaino..
Rodado.
Baio ...
Pernamb.. 53
53
c 53
53
Preto e rosa......
Azul e encarnado
Verde e ouro.
Freitas & C.
Manoel Pereira.
/. Gomes.
J. Moraes.
7.* Pareo Prado da Estancia! 609 metrosHankop -Animae* de qoalqoer palz.
Premios: 350* ao !-. 70*000 aj 2.a e 35*000 ao 3.*
1 Dspota 2...
Africana-..
Atlante ..
Petropolis..
Zaino..

Alazao.
Pernamb.-i 50
54
54
50
Amarello e oxo..
Ouro eazul.......
Amarello e verde.
J. Vilhena.
Cood. Crozeiro.
Osear.
Magalhes & C.
8 PareoTema ti va1J50 metros Animaes de Peroamboco qoe nao tenbam ganbo
250*000 ao 1.a, 50*000 ao 2. e 25*000 ao 3.*.
Traqoinas...
Roy Blas. ..
Pirata .....
Malaio......
Baio........i Pernamb.. I 54
Castanbo ...I I 54
Preta.......I 54
Baio....... I I 53V
Rosa e preto.
Eoc. e bonet. preto...
Verde e ouro........
Freitas & C.
M. S. Maia.
J. S. C. de Alboqaerq.
J. Moraes.
Chama-se a
mente observado.
Os jockeys que
Observaos
attencSo dos Srs. apoatadores pora o horario qae ser restricta-
nSo s3 apresentarem convenientemente trajados com as
sero os negoictes
E?pecil 9*;03 700
i 8*oce eoo
2 7*000 520
3* 54200 400
Recife 31 de Maio de 1893
ser-
mil
Obras publicas
De ordem do cidadao enfenbeiro director ge.
ral desta repariigSo e em viitode dasuiorisagSo
do cidadao gobernador deste Estado, de 23 do
correte, faco publico qoe no dia 8 de Junbo
prximo viodooro, recebem-eer ropos tas em car-
tas fechadas para a execucao oos reparos, caia-
gSo e pintora a fazer-se no Theatro Santa Isabel,
oreados em 4:950*560.
As propostas devem ser competentemente sel-
ladas, assignadas pelos licitantes, com as Armas
reconbecidaa e de ver 0 declarar o prego pelo
Soal fe cbrlgam a eiecotar a obra, como o local
e sua residencia e as babilitacOes qoe possoam
para dirigir os trabalbos, as qaaes serio abertas
ao meio dia, em presenga dos proponentes.
Havendo duas ou mais propostas em completa
igualdade de condigOes s;r&o cbamajos os pro-
Intima c,o
(Prazo de (5 das)
P^Por forga das ditposigOes constantes do art.
40, capitolo Ia, litlo 3- da le n. 4 de 57 de
Fevereiro do correute anno. o fiscal da fre goe-
zia de Santo Antonio intima a Heuriqoe, Ma-
noel, Anna e Marianna, filbos do Dr. Jos Ven-
tura dos Santos Res Jonior, proprietarios do
predio n. 58 da roa BarSo da Victoria, na pes-
saade seo3 procuradores, es Srs. Amorim 4 Ir-
mao3, para no prazo de ISdias, contades da data
da presente inlimagao, mandarer, com p-via
licenca da prefeitura municipal, concertar o re-
ferido predio, em vista de nelle se manifestaren!
diversas endas obliqoas no angolo direito da
parte pDeierlor, eegondo o parecer do eogenbti-
ro municipal, sob as p as commioadas na re-
ferida lei.
FiscalisagSo da freguezia de Santo Antonio,
em 31 de Malo de 1893.
M. da Paixao Vietra,
____________PWXl-_______
O prefeito do Recife manda pelo presente fa-
zer publico a quem intereresaar possa, qae,
qaarta feira, 7 de Junbo, ao meio da, na porta
do pace mooicipal, ir a praga por preg&o, por con-
ta e risco de qoem pertencer, om cavallo e orna ca-
bra qoe vagavam sem douo no 2- districto da Boa-
Vista, e 89 acbam depositados no mercado da
mesma fregoezia, para pagamento da despea
com o deposito, sustento, aononcio e preg&o.
A qoem justificar ser o propietario at antes
da realizaclo da praca, ser&o entregoes oaani-
maes, pagas as respectivas despesas.
Secretaria da prefeitura monicipal do Recife,
31 de talo re 1893.
O secretario,
Joaqum Jos Ferreira da Rocha
cores adoptadas no progoamma por seas patries, dSo serSo admittidos i pesagem e
serlo multados de accordo com o art. 51 do cdigo de corridas.
Os animaes inscriptos para o l.c pareo deverSo achar-se no ensilhamento a
9 1{2 horas da manhS.
Os forfaits serSo recebidos at Sabbado 3 de Maio as 3 horas da tar-
de na secretara do prado.
As poules que nSo forem pagas no Prado da Estancia no dia da corrida s se-
rSo pagas 3 dias depois na secretara do Derby.
Os premios ser&o pagos 48 horas depois da cor.ida na secretaria do Derby
Club ra Duque de Casias n. 20 f andar.
O expediente para esta corrida encerrar se-h sabbado 3 do corrente as 3 ho-
ras da tarde.
As directoras do Prado Pernambucano, Derby-Club e Hippodromo do Cam-
po Grande, no intuito de faaer sanar o procedimento irregular dos jockeys na partida
resolvem :
a) Oa ockeys qae c2o collocarem os Bens animaes no ponto doterminad
pelo juiz de partida, e que sobre qualquer pretexto, ainda mesmo manha do animal,
procurar prejudicara partida com partidas falsas, oa com outro qualquer meio, eeja
elle qual for, serSo considerados immediatamente multados em 200(5000 cuda um.
6) A reincidencia no pareo seg'nte ser punida com mais tres mezes de
snspensSo.
c) Ainda que fique qualquer numero de animaes parado, a partida, urna
vez dada pelo juis, ser valida e serSo r-tesdas ac poules pelos animaes vencedo-
res, sem direito a quslquer reclama3o do publ-'co.
d) A voz delargado juiz de partida seja quel for a co'locacao do ani-
mal o jockey qoe ficar com o animal parado; oa que nSo disputar devidamente a
corridamultado 2CCCO0.
e) As penas de que Iratam a presento resoluco sero impostas por um
membro director ou seu delegado que estar prsenle ua partida, sendo essas
multas e suspenses publicadas 48 horas depois pelo jornal officia!.
f) A presente resoluco nao prejudicara o cdigo de corridas de cada um a
das associages, na parte referente a partidas, carreira e chegada.
A presente resoluco vigorar da data da sua publicacao.
Secretaria do Derby Club 31 de Maio de 1893.
O secetario,
Joo B, da Silva.
Companhia Nacional de
Camisas e Roupas Bran-
cas
Acbando-se contactados es respectivos ma-
cbinismos e tendo-se de proceder com urgencia
ao levantamento do edificio, afim de que a fabri-
ca possa estar funecionando em melado de .No-
vembro vlndooro, resolveu a directora preceder
as respectivas chamadas de capital.
S8o convidados, portoto, os Srs. accinalas
a realiiarem a segunda entrada na razaode
10 a/. do dia 15 do mez corrente a 15 de Jnoo
viaaouro, roa de S. Francisco n. 26, devendo
nessa occasiao exhibir o recibo provisorio para
ser substituido por cautella.
Rocife, SO de Maio le (893.
O tbesooreiro,
Manoel Lopes Vieira
Aos Srs. mercieiros
Previne-se a todos os Srs. mercieiros qoe qoei-
ram zelar os seos Intereisses, qoe a manteiga
francesa Piojo qae se vende em alguna trmaseni
de estiva, tem de tara de 13 a 14 kilos e qoe
esses armazens f do Dar a mesma tara 11
kilos. Em vista de tal differeoca em peso, a re-
ferida manteiga Piujo f deve ser comprada f u-
jeitando-se osSrs. armazemetas (que nSo igne-
ram esta differenga) tara liquida de cada
barril.
Devoro de N. S. da Conceic&o
erecta no convento de Santo
Antonio do Recle
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os no88os irmaos para se reunirem em mesa
geral 00 prximo domingo t de Jonbo, pelas (0
boras da manha, afim de proceder-se a eleic&o
dos novos memoras para o anno de I8W.94.
Consistorio ta detecto da N. S. da Conceiclo
em 31 de Maio de 1893.
O secretario
R. AlcarUra.





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T|u_-ourodo Estaco
De owU do *Sr. Dr. 4#pet *>
Tbesouro do Estado do Pernambuoo te-
olro que no dia 5 do porrete paj;ar
m4m ordeaa-d* d _>
refados do Josao, d licMim *
iboM Pablioas.
Ifaesowaria do Tnesovtfc, do Gatazo
de Pernambaoo, 3 de Jar.ho de 1893.
O escrivSo da despesa,
Alfredo Gibsoo.
Veneravel
Irmandade do SS. Sacra-
mento da matriz de S.
Jos
De ordem de irmao jo_. convico a todos os
irmos desta venera vd irmandade para compa-
rece ti em nosfo coosi3toiio no dia 6 do cor-
relie ('eres ieira) as 6 huras da terde, a&m ,de
proceder- elogio da mesa regeder que tora
de Vlgir a irmndade no auno ctcoproaai&tal
de 1893 94.
Consistorio da irmandade do SS. Sacramento
da matriz de S. Jos, 3 de Joobo de 1893.
0 escrivio,
Goilberme Paarte._______
Companbia de Teeidos de
Malha
6a chamada de capital)
D. ordem da directora, .convido os senbores
accionistas desia rompanbla para realisarein a
sexta prestado e LO 0/0 on 80*000 por aeco
at o da 30 do correte, no escriptorlo do tue-
sonreiro da mesma, I roa 1- de Margo (antiga
do Crespo) o. 7.
Recite, 2 de Juobo de 1893.
Alfredo A. P. Fragoso
Director secretario.
Recebe doria do Es-
tado
CORRIGENDA
Ciaste n 2b=Fabriea de picar fumo e
fazer charuto* e agarros 7:OO&020.
Recife
Adolpho Cunta, ra Vigario
Tenorio, 2* divisSo, quota 2105279
Santo Antonio
Sousa Miracdi C, roa
Joao do Raga n, 35, 5a di-
viaJo, dem 560JP744
Antonio Francisco da Cru*,
Larga do Rosario o. 19, 12*
divisSo, dem 1:5424046
Boa-Vista
Fernando Juoior & C, ra
V. de Albuquerque 54,
Ia divisSo, idem 148(53:4
Pedro Alcntara B- Catro,
ra Camarita nB. 5 e 7, 101
divislo, idem 1.261 $674
S. Jos
Asvedo & C, 20a divisSo,
idem 2:663 "583
Do ordem do Sr. Dr. administrador
BCieotifico ao3 Srs. contribuintes dos im-
piat s de iadaatria e procss8o, compre-
be"'- do-, na classe n. 1, da tabella r.oneza
lei io ornamento vi ente, q a bj acbam
coliectados pela frm* constante das re-
lacSes abaixo, e q-'e no3 termos do art.
33 dar instrtxccBes de 27 de Julho de 1853,
lhes fija marcado o praso de 15 dias impro
rc-giveis, c contar da data dapubWcagSo do
preeente, para representar-jm nesta repar-
t ^&o quaesquer reclamagSes oa recarsoa
par o Toesoaro do Mistado, sob pena de
nao s%rem mais aUendidos fra do referido
pra? -
1 <*oc2o da Recsbadoria do Estado de
Pe: .nbac cm 33 ie Maio de'1893.
O ebria,
H. Peregrino.
Joagaim Luii Teixeirae Cem-
psnbia roa Duque de L'a-
xiai n. 56 a 58 divisSo 6
quota
Job Femmi a Silva Rata
nu Ds*ue Qmcm n. 7*
visSo i.6 .quota
Bes Viata
Domiago^ Cettho Soarea
ra da Imperatria n. 56 6.a
divisSo quota
Santo Antonio
Joaquina Goncalves e Compa-
nbia ra Marqnes de Olinda
n. 45 diviaSo 10 quota
Pereira Magalhles ra Du-
que de Casias n. 50 divi-
sSo 10 quota
Andcade M_a e Conpaahia,
Livramento n. 22 divisSo lO
quota
Silveira & CnsspacbJa fO
Duqua de Casias r.. 44
divisSo 10 quota
Manoel Lopes M. Remos roa
Duque de Casias r. 71 di-
visSo 10 quota
Guerra & Fernando ra Du-
que de Casia* n. 47 divi-
sSo 10 queta
500(5000
5OWOO0
500(5000
9005000
900)5000
900(5000
900,$00O
9000000
900000
23:6OQj50C0
Corapanhia Bob. H, Stomans Lie
O vaper allemao
Salerno
E' esperado de tf.'w'Yoik do
r, 4 de Mai) seguiudo depon
da indispensave) "eme-; para
Janeiro e Santos
Diario e Pcynaaibiico Skmx^l de JimkeM _&i3
m iBB da taJbrrea -Be f,asang que
rte paro o Acraiat h*m 1_ horas, cojo
predio edificado etu erre no proprio a Es-
trada do Arrayal n. 11, onde se effectua-
ro leil'-o.
I1BTII9S
Teas bjas csommodagSes
geiroa.
para passa
Santo Antonio
Moreira d>mpoi e Compaahia
ra 1 da Marjo n. 21 di-
visSo 4 quota
Recife
Muller & Companhia roa Mar-
ques de Olinda n. 31 divi-
sao 11 quota
Mattos Camioha, e Companhia
ra Marquea de Olinda n.
44 divisSo 11 quota
Santo Antonio
Joaqoim Agoatinbo, e Compa-
nhia, Livramento o. 20 di-
v sSo 11 quota
Agostinho Santos, e Companhia
roa 15 de Novembro n. 63
divisSo 11 quota
Albino Amorim, e Companhia
roa Duqua de Casias n. 94
divisSo 11 quota
Recife
Grongv ves Cunta, e Companhia
roa Marques do Olinda n.
62 divisSa 15 quota
Olintbo Jardim, e Companhia
ra Marques de Olinda n.
16 divisSo 15 quota
Santo Antonio
Andrade Lopes, e Companbia
ra Duque de Casias n. 52
divisSo 15 quota
Loureiro Maia, e Companhia,
Livramento n. 8 divisSo 15
quota
Narciso Mfa, e Companbia
Livramento n. 84 divisSo
15 qoota
Rodrigo Carvalho, e Comoa-
nhia Livramento n. 69 divi-
sSo 15 quota
Recife
A. Viaira & C, ra M>rque
de Olinda n. 4, classe 15a,
quota
Santo Antonio
Alves de Britto & C, ra do
Livramento n. 12. classe 21a
idem
Recife
Cramer Fre/ d C, ra M. de
Olinda u.j 7 e 9, clssse 25
idem
Bernet & C, ra do B. Jess
o. 50, idem, idem, idem
Rodrigues Lima & G M. de
Olinda n. 20, idem, idem
Santo Antonio
Machado Pereira & C, ra 15
de Novembro n. 27, idem,
idem
2000000
8:7OOOO0
l:000(500t
1:0905000
1:0005000
1:000(50001
1:0005000
1:400^000
1:400(5000
1:4000000
1:4000000
l:400f000
1:4000000
1:4000000
2:000(5000
2:4000000
2:4005000
2:4000000
2:4001000
50:0000000
Recife
Moreira de Oliveira e Compa-
panhia ra Mrquez de
Olinda n. 13 divisSo 4.a
quota 3000000
Santo Antonio
SimSes Andrade ra Duque de
Casias n. 48 divisSo 4.a
quota 3OO0OOD
Antonio Jos Moreira ra
Duque de Casias n. 60 di-
visSo 4.a quota 3000000
Ouilherme Porto e Companhia
ra Duque de Casias n. 76
divisSo 4. quota 3000000
Livramento
MagalhSes Cereja e Companhia
Livramento n. 26 divisSo
4.a quota 3000000
Albino Moreira e Companhia
Livramento n. 32 diviaSo 4a
quota 3000000
Jos Au~ ohiarua Daque de Casias n.
61 divisSo 4 a quota 3000000
Antonio Corroa de Vasconcel-
os ra 1. de Margo n.
61 divisSo 4 a quota 3000000
Recife
Francisco d'Asevedo e Compa-
nhia ra Marques de Olinda
n. 31 divisSo 5.a quota 4000000
Santo Antonio
A. Ma-tim e Companhia Inha-
ma o. 33 divisSo 5. quota 4005' 01
Sonsa Nogueira e Companhia
fu Doqoe de Casias ns.
85 a 87 divisSo 5.' quota 4CO0OUO
Reoife
Manoel da Cunha Lobo ra
Marque de Olinda n. 35
diviao 6.a quota 5001000
Santo Antoiio
Mendonca Primo e Companhia
rna Daque de Casias n. 83
. divisSo 6. quota 5000000
Martina Rodrigues e Compa-
nbia roa Daque de Casia n.
50 divisSo 6 quota 5C050OO
Jo5o Rodrigues de Moura d
IrmSo Livramento n. 34 >
divisSo 6.a qta 5000000
Ouimarle Bastos e Companhia
ra BarSo da Victoria a. 28
. divislo 6. qoota 5000000
Francisco Gmrgl e Companhia
roa 1-* de M*rco n. 20 d-
disSo 6. quoca 500SOOO
GuimarSes Lima e CoaBpanhia
roa 1.* de Mrco n. 5 dj-
TisSo 6.a qoota 5000000;
Ds ordem do Sr. Dr. administrador,
scientifico aos Sra. ontribuintea dos im-
postas de industria e profissSo, compre
hendido) as classes n. 10, da tabella
ann9sa a loi do orcamento vigente,
que se aoham collectados pela forma cans
tanto das relacSes abaiso, eque no3 ter-
mos do art. 33 das instrnccSes de 27 de
Julho de 1883 ,lhea fica marcado o praso
de 15 diasimprorogaveis, a contar da data
da p%blica$8o do presente, para repre-
sentarem nesta repartilo quaesquer re-
clamares ou recursos para o Thesouro
do Estado, sob pena de nSo serem mais
attendidos fra do referido praso.
1.a SecgSo da Recebedora do Estado
de Pernambnco, 30 de Maio de 1893.
O chefe,
H. Peregrino.
Para cargn, passagens, encommsnrtas e di
oneiro a reie traa se com os
Agentes
Pereira Garse.ro k C.
6 RA DO COMMERCIO -
' Io andar
MH Brazileim
PORTOS DO NORTE
O paquete Maranho
Cotr.macdante Guilherme de Jastro
E' esperado dos portos do norte
,Jfc) depois ta temor a necessaria
,para
Macei, Babia, Espirito S-into e Rio de Ja-
neiro
As encommeDdas te^So recebidas a' 1 hora
da larde do dia da sabida, co trapiche Barbora,
no largo do Corpo Santo o. 11.
Recebe carga a baldear nn Rio de Janeiro para
Santos, maanea, Igoape, Paraoago, Antonlna,
S. Francisco, Itajaby. Santa Ca'barina, Rio Gran-
de do Sol, Pelotas e Pono Alegre.
Para carga, passagena c valores : trata se com
os AGENT?:S.
PORTOS DO NORTE
Vapor Iris
Cjmmandanta Vieira Paulo
E' esperado dos portes do nor-
te oestes puncos das segeindo
dtpois da demora indisponsavil
para
ire^ Santos e Porto-AIegre
As encomnienda3 serSo recebidas t l hora
da larde do dia ta sabida, no trapiche Barbosa,
no l?rgo do Cepo Santo n. i.
ftecjbe carga a Daldear no Rio de Janeiro
wa Santos, Canana, IffUBpe, ParopagcS, Ar,
tonina, S. Francisco, Itajav, Santa Catr,urina-
-itn Grande, Pelotas e Porto Alegre.
Aos Srs. cirregadores peumos a 6oa atteojo
psra a clausula 10* dos conbeciuientos qoe :
No caso de haver ; Igoana reclamaca contra a
componbia, por avana ou perda, deve ser eita
por escripio ao SRente respectivo do porto de
descarga, "leniro de tres dias depois de finali-
sada.
Nao procedendo i :-ta formalidade. a compa-
nbia Bca isenla de toda a responcabilidade.
Para passag-ui, fre'.ea e eocommendas tra-
ta-ee com os
AGENTES
Pereira Cara iro 8c C.
6Ra do Covimercio 6
Io andar
Mala iieai Portngoeza
O paquete
Rei de Portugal
E' esperado
dos portos do sul
este bem coune-
cldo paquete o
tdia 14 de Junho
segotadr, depois
Ida demora neces
saa paa
S. Vicente e Lisboa
Este paquete illominalo los elctrica e
tem ptimas accommodaces para passsgelros
de primeira, segunda e terceira classes.
Para carga, passagen?, encommendas e di-
nheiro a frete, trata-se com os
AGBBTJC8
Pe eir Caraeiro & C.
6RA DO COMMERCIO-6
Io andar
O agente Pestaa vender por oonta e
rito de qnem pe tancer o importante
predio e sitio cima mencionado, que pela
sua looalidade, chama attencSo dos Srs.
compradores, o cual aerase arborisado
com -b arvures seguintes : laraDgeiras,
cravo, umbign, selecta, da China, d > Co,
sapotas, eapotiseiros, coqueiros, manguei-
t, s, abacates, goiabeiras e outras truc*eis
ras, que os Srf>. compradores poderSo esa-
minar proourando o agente cima para
qualquer informacSo.
Criado
Marcelina
Leilo
Agente Britto
Do 1 piano, 1 espelho oval, 1 cofre* de
Miller, loucas e vidroB.
Pateo do Terco n. 62, Io anaar
QIL.RTAFEIRA 7 DE JUNHO DE
1893
No Dao de terca-feira sohir a des-
criogao da todis os movis.
Leilo
De um boni sitio todo murado na es-
traia dos Afflicios n, 34, com grande
casa terrea com sotSo interno, portSo de
ferro ao lado, 5 jacellas e 1 porta de fren-
te, sala de visitas e Bala de jantar pintada
a oleo, sala de espera, 7 quartos, cosinh
fcia, agua e gas encanado, banheiro, ga-
linbeiro, jardira, sitio bem arborisado coro
larangeiras, sapotas, pinhniras e outros
arvoredos.
SEXTA-PE1R4 9 DO CORRENTE
At 11 hora 8
No arroasem p. 39 ia ra do Im-
perador
O agente Martins autboriaado pelo Sr.
Joaquim da Silva Carvalho, levar a lailao
:-. casa e sitio cima situado d* estrada
dos Afictos n. 34 junto a estaco do
Eatroncamento e porto da nha de bonds,
o qual se toma recommendavei pela son
escolente localidade e ser terreno proprio.
Na mesma occasiSo se vender o lus-
tres e arandellas de crystal e uji fogSo de
ferro.
As chaves para ver se acham em mSo
do egente.
Leilo
Da ce-xa marca NHC nB. 319 des-
carregada de o i-'lo do vapor c Paraense
com chitas averiadas d'agaa do m .r.
Ter^a-feira 16 de Junho
A's Choras
Agente Pinto
Rui do Bon Jess n. 45
Precisa-se de um criado para comprar na roa
e qneseja tambera canoeiro, qnedcoobecimen-
10 de sua conducta ; qnem quaer pode ir (aliar
com o capilao ardim no Arsenal de Guerra, od
Da (ortalesa do Buraco, sua morada. 0 ordena-
do do criado 18*000 mensaes com n.ora-ia e
comida.
Cozmheira
Pree:ss-:e de nma coiioheira que entenda da
arte; a tratar na roa DeSo Farias n. Si, outr'ora
P.pacbnelloe
Florisfa
Lnzia Nep*mucena Dnarte participa ao res
peitavel publico qne contici a residir no pn-
meiro andar do sobrado a ra B .rao da Victoria,
d. 26. entrada pela rna do Caj, sonde recebe
todas as eucommendas relativas arte de ana
profi?fSo, corno sejam :
Flores artificiaos de todas as qualidades, aBSio
coc30 capellaB com seos resiiectivos ornatos para
as Exaias. sennoras noivas.
Rjsas, palmas, arcos, etc., de panno e papel,
do gosto pedido.
Bocqneta de cravo natoraes, ricamente pre-
parados, conforme for ds&ejado pelas Exmas.
senboras ooiva .
Todas as encommendas se fara i com a creen-
cia pedida, garantindo fe asseio c apreciamento
de trabalbo ; assim como se (r pelo preco
mais resollido qoe for posaivel.
lorae
Araajo
Antonio Ta vares Gomes de Araojo,
seos Olbos, ireoaoB, confiados e sobri-
nhos, agradecc-m do intimo d'alma a
totas as pessea? qoe Ib -p fizeram o |
ridoso obsequio de condozirero ao >
muerio publico os restes niorlaes de eoa presa-
dsima espota, mai, cunhda e la, arcelina
Josepha de Morae3 Araojo, e assistirem aoe lti-
mos snffragios que ibe foram prestados ; e de
novo convidan aos e os parentes e aroifios para
fazerem Ibes o especial obsequio de comparece-
rem as miseas qne devem ser celebradas ca
igreja do Espirito Santo, usa roatrlzes de S. Lon-
rer.co da Malla, de Nazareih p na capella do
enseobo Jardim, comarca de Ieuarassn, se-
gunda felra 5 do coi rente, tetioio da do sen
passamenta, s 8 e 9 horas da maBha, pelo qne
desdeja maDifeetam seos sinceros e profundo
aeradp.cimentos.
t
Ciaste n. lO=~Armasem ou eteriptorio de
omm'ss&es ou consignicZet e de contww;
i~es e con8gni^3es
1210162
121^162
1210 62
121 i 162
1210162
1211162
Freguesia de Santo Antonio
Viuva Jorge Gu lherme de
Borba Cavaioanle, Duque de
Casias n 74, citase 1*,
quota
Lourenco Rifceiro da Cunha
Oliveira, Pedro Affooso n.
63, idem, idem
Vicenta Braga, dem n, 58,
ilem, idem
Bernardino da Silva Ramos,
idem n. 18, idem, idem
Viuva Cunha Affonso d C,
idem n. 14, idem, idem
Augusto Cesar de GusmSo Ly-
ra, idem, idem, idem
Laurentino Pires de Carvalho,
largo da Praoeta n. 11,
idem, idem 1210162
Anselmo da Silva Coimb*,a
idem, idem 1210162
Jos Anaataoio da Costa, idem
idem 1210162
Reoife
Jos Firmino A. de Quintal, B.
Jess n. 1, idem, idem 1210162
Laurentino C. de Albuqaer-
que, idem, idetn. 1210162
Lupes & IrmSos, dem, idem' 1210162
Alfredo A. da Silva Freir,
idem, idem 121$ 162
Reoife
Jos Joaquim Moreira, M.
de Olinda n. 14, idem,
dem 1210162
Sanio Antonio
Venancio Labatut A C, D.
de Casias n, 72, 2* divisSo,
idem 1810743
AVISOS DIVERSOS
- Vende-a^ pela maior > Serta qnalro toneis
promptos a receber liquido, -onprta cima de
50 pipas; na roa da Madro de Deo3 n. 10.
VeDde-se a casa n. 5 a rna de Tuyuty e a
qoe f;:a nos tondos n. 18; na Companhia Per-
nsmuucaoa, fallar ao Sr. Olegario Neiva.
Ama para coembnr ; preC)8a-S de UO)u oa
roa Doqoe de Caxip.s n. 16, sobrado de um an-
da-
41
EIIOES
Leilo
AP,
ca
De 25 cautas com ceblas marca
porta da Alfandega
Segunda-feira 5 do correte ao meio dia
POR INTERVENgAO DO AGENTE
GUSMAO
Em seguida *
De 434 saceos cam farello avariado
d'r.-jua do mar, no Trapiche Livramento.
Leilo .
Agente Britto
37":500^00d\^^ pelho de crystal, mozeis, lou9as, 1
mobilia de jacar&ud, 1 dita de amarello
envernisada depreto,2 camas tranaezae, 1
commodfl, 1 toillet, 2 guardas vestaos, 1
mesa elstica, 6 taboas, 2 guardas comi-
das, 1 mesa grande de amarello, 2 ditas
pequeoas, 12 cadeiras de junco, 1 relogio
de parede, 2 marquesSds, quadros, jarros,
etagers, 1 apparelho de louca o porcela-
na para lmocr>, lou^a para jantar, copos,
1 mesa do cosioba, e outros muito^ ob-
jectoa.
2 FEIRA 5 DE ,USHO DE lf-93
Ra Viaconde Rio ranco a. 43
2'. andtr
AS 11 HORAS
Leilo
De 12 saceos marca FRdC ocm arros
avariado d'sgua d rcur a bordo do va-
por ingles t Aichimide.
SEGTTSDA-F2IRA. 5 DO CRRANTE
\'s lf horas
No trapiche Baltar
Por interven^So do agente GusmSo.
Agente Pestaa
Leilo
Do importante sitio muito bem arborisa
do, oobb az-vores fruotifsras j dan lo
fructos, escellente casa e ohalet, som
grandes accoiaodag5es par', numerosa
familia, bfia agua potavel, -stribari--.
paro avallos, idem para vaccas, tan-
ques, cacimbas, quartos para bachos,
portSo de ferro, sitio todo murado.
Sorrindo de base a offerta de 16:0000.
Terca feira, da corrate
A 1 HORA DA TARDE
Podendo os Srs. concurrentes seguirem
Vende se nma tatema para principiante,
com fundes para familia; a tratar na estrada
nova de Caxaoga n- 28, na mp.-rpa cisa.
AMA Precisase e urna p3ra co?inhar e
comprar Ea ra to Livrameuto n. 2, Ijja.
Precisa-se de urna ama para cosinhar e
comprar; na rna >:a Palma o. 68, paga-se bem.
Aracaty e Camossim
Segne para os portos cima
o hiate Deus te Guarde, re-
cabe carga ; a iraiar na roa
da Madre de Dos d. 8, com
bi. io>uu.en louienco.
yosioheir
Precisa-se de orna cotiobeira ; na roa Velba
o. 28, 1- anda-._________________________
Linsrua all em
0 bacbarel Joao Santos rnsma a fallar e tra-
dozir o allemao. Pode ser procurado no pateo
do Colleglo n. 4. 1 andar, das 11 s 3 horas.
Ensino primario
O professer Caneca ensina em casas partlco
lares : pode ser procorado na Torre on na roa
larga do Rosarlo n. 14
A o commercio
DomiDgos Rodrigues de Freltas, socio do es-
tsbelecimento do Largo da Assembla o. 11,
que py-ava sob a firma de Joio Z icharias da
Malla & C, declara ao commercio e ao publico,
qoe pagoo ao Sr. consol de Portugal o capital de
r?. 3:6614718, perlencente ao Hoado sen socio
Jo Z-iciiarias da Uatta e assumio a respoosa-
Dilidode do activo e passivo do me.-.mo estabele-
cimento.________________________________
Criado
Preciss-se de om criado par copeiro ; na roa
Doqoe de Caxlas n. 81, loja.
AMANAR LTTKRARIO
rsmusucAsro
PARA 1894
ANNO VI
Redactor e Proprietario
Gaspar Reguetra Cosa
EDICTOR-LIVRARIA BOULITREAU
Este excellente annoario qoe ja contava
cinco annos de existencia qoaodosospenden |
a sua poblicac&o, vai dr. uovo continual-a
tpalg favoraveis ao respeitavt-1 publico qoe
iao bem o >oiheo dorante o seo primeiro
tirocinio.
Assim, o novo ALMANAK LITTBRARIO
PERNAMBUCANO para ,.1894 ser om ira
"balho perfeito no seo g-'nerj, orna obra va
riadi9sima, onde o leitor mais exigente po-
der encontrar, par de excelenles predoc- i
eges Iliterarias, scientificas e lecreativss
dos melhores escriptores brazileifos e por-
luguezen, as mais otis inform^cOes, indis-1
ppn>>avel8 oa vida pralica, nma tabella de!
cambio lo necessaria ao commercio, con |
stioindo todo isto om livricbo de grande
P'ov.-iio e nlilidade para todas s classes
da nossa sociedaoe.
Alm destas vantagens o ALMANAK LIT<
TERARIO PERNAMBUCANO, coja nragem
9era de .000 exemplares, terem soas pa-',
ginas aDnoncios de casas commerciaes, de
eecriptorios dos Sra. advogados e mdicos
e de ootroB eetabelecimentos congneres,
endo qoe ditos affboncios sero publicado?
ou na parte litteraria ou na seccSa para
esse uro d;-f tinada, ficando isso vomade
dos senhores annunrimt^s, qoe terSo di
reno a om exempla- do Alruan^k
Preco do* t&nnnncion
Meia psgioa .
I sin: niteira
O papan coto
onpl-or.
0.- Sr^. qoe qolrprm annonciar os seos
rstawltrtimeu'oa poierao desdejase diri
gir L'vraria BoolKrean, roa do Imperador
o. 46 ioe acbarSo com qoem tratar.Toda
materia referente & oarte lituraria poderj
ser dirit'idi ao Sr. Gispar Regoeira Cosa I
roa do Arago n. 22.
A CASA, EDICTORA
rullnu (.unraivm um. ikilva
Carolina Peixoto Goncalves da Slfva,
Genuino Augusto Peixoto e Francisco
Gonealvpe da Silva, Manoel H. Goncal-
ves da Silva (ausente) e Virginia Gon-
calves H. da Silve'ra, molber, sogro,
Qibo e irmos do f lecido Carolina Goncalves da
Silva, convidara aos parentes o amigos do falle-
cido, para assistirem as miesas que se teem de
celebrar por ena alma i.o da segnoda-feira S do
crreme, s 8 horas :; nunb&, na matriz ta
Boa Vista e na Igreja de N. S. da Ssnde, no Peco
da Panolis, pelo qie desde j se confessam gra-
tos, e agradcelo, eternamente s pessoas qoe
coanhram ao tinado at* a sepultura.
Mara AUe>alde de BaeelUr T..J
de Aqnlno
30 da
Manoel de >(cantara Velio Barreo esos
mnlner aria Amalla Bacalar Brrelo eseos
irmos, convinam a seus parentes c amigos
para assi-tirem a mi>>sa aue inanacm ce-
lebrar na igreja de S. Goncallo, s 7 horas da
manba d > dia 6 rio rorre&te, t>or alma de sna
cunhada e irma, D. Mara Adelaida Bacellar T.
de Aqnioo, fallecida na Capital Federal, e desde
j confessam-se sommainente agradecidos a lo-
dos que pomnarpcprpm a esie arlo relicioso.
t
t
Via. I Fernaoae* de Abreu
Verdeana Luiza dos Sanij-, grata
memoria de Manoel Feroandes de Abra,
fallecido no dia 3 i de M-iio prximo pas-
sado. convid aos parfot^s e amigos do
fjndo para assistirem a vawa qoe manda cele-
brar na igreja da Santa Coz, no da 5 do cor-
r-r.t'. pelas 8 horas da manb, e pro'e?ta
eoa PUrna gratldao por ene acto de candade
chrisl.
t
..... POOO!
..... 8*000
ri t "o na entrega do ex-
Imi!ugoa aioaaeii o mnm
Os ti!ios do finado Domingos Gomes de
Amorim convidam a seos paredes e ami-
gos para assistirem as missas qoe prr
soa alma mandam rezar no convente no
Carmo, pehs 7 b"1-.; i da maub de seronda fei-
ra 5 do correte, i- anniversario do sen fallec
mer.to, conf^a-mdo-f-e desde j SftradecHcs.
Amas
Precisase de urna cosinheira e de uma en-
gemmadeira ; na roa da Imperatriz n. 23, se-
gundo aodar.
Ama de lei te
Prevenco
Antonio Ge'a'do Coelbo, tendo obtido senten-
ca commercial contra seo devedor Theotonio de
Saata Croz Oliveira, previa qoe ningoem faca
negocio com os beos do referido senhor, soo
pena de nollidade em prejoizo da execocSo qne
est promoveodo.
Recife, 17 de Maio de 1893._______________
Vinho especial
Acaba de 'ebegar do Rio Grande do Sol nma
partida de vicho de-ova pura, e vende-Be no es-
criptono de M Maia & C, ra do Commercio
0.^___________________________________________
Alagam-se
O sobrado greme ida roa do capSo Antonio
de Lima n, 30, com commod s pra grande fa-
milia, com ago;i e Fundico n. 8, tambem com agua: a tratar na
ra Mrquez de Olinda n. 8, litograpbta.
Criada
No Espiobeiro, rna da Hora u. 21, precisa-e
de ama criadinba para o tervlco de familia.
Photographia
A pes;oa qoe pretender eeiabelecer se com
esEe genero de negocio, dirija te por carta sobs-
criptada a D. A. E., na pracs de Maciel Pionelro
o. 4, taveroa. Indicando o logar onde deve ser
procorado.______________^________
Aos pais de familia
Maris Carmelita de Almeida ensina primeiras
lettras, irabaloos de agulhas e piano, em casas
particulares. Pode ser procorada oo eollegio de
N. S. da Penhs, ra da Imperstriz n. 2, segundo
andar.
Criado
Precisa-se em Feroandes Vieira n. io.
Caxeiro
Precisa-se de um menino par mercearia com
pralica de retalho ; na roa Mrquez do Harval
numero 441.____________________________
Aluga-se
Alo?a Pf a imoortaoie rasa no Poco da Paoel
la onde mora o Sr. Jovino Baodeira com accom-
nsodr-cOe-i para e-a:i ie familia, com grande sitio
bem arbori-.-'do, grande baixa de capim, estriba-
ra, Kheira e qoarto para criados. A tratar u%
mesma com o Sr. Jovino Baodeira.
Criado
Precisa se de om criado qo9 eja de boa con-
docta'; na roa de S. Joo n. 17. fabrica.
N~vidade
Em jarros e enfeites de biscuit para
'oillets, proprios p*r^ presentes grande
variedade, receberam
Conrado. Anlfin*s k C
Prafa da ludependenc a ns. 4, 6, 8 elO
__________A BulA_________
Cavallo roubado
Houbaram, de um sitio do engenho
Refresao, da Escada, forjando a cancella
do cercado, um cavallo melbdo algeioa-
do, canda e crinas pretas, sendo estes
p-ra o lado esquerdo, tendo nm aigtal
branco na testa, um pouco sombreado o
uma Barata entra as ver-tas, teodo tana-
bem a m2o direita branca e o casco
do p direito branoo e preto. Ferrado
com o seguinte ferro Nc enne e ce. O ca-
vallo andador baizo regular e de tama
nbo regular tambern.
Quem delle der noticia ca casa Lopes
& Araojo, ra do Livramento, na cidade
do Recife, oa no engenho Refresco, ao
proprietario Dr. Hergio Hygino Dias dos
Santos, oo ao dono do animal o Sr. Rufi-
no Qoncalves da Silva; ser generosa-
mente gratificado.
J. Meiicharek
Participa aos seos amigos, fregoezee e ao Pu-
blico qoe mndon soa alfaiataria da ra do Im-
perador para a roa do Baro da Victoria n. 48,
oode aguarda com satisfaco soas ordena.
Na roa Marqoez do Herval n. 12, precisase
de orna ama de lei'e.
Ama
Precisa-ae de orna qoe cosicne bem ; na roa
Doqoe de Caxias n. 99. loia.
Criado e ama
Precisa-se de nm criado menor de 15 annos e
de orna ama para s^rvicos de casa de familia ; a
tratar na Baixa Verde n. 26._____________
A._oas
Precisa se de doas amas, orna para sala e entra
para cosinha ; a tratar na roa BirSo da Victoria
n. 34, na amiga agencia da moveos.
Ama de leite
Precia-3e de nma ama qoe tenha bem eabon-
dante Itile ; a tratar Da ra Duque de Caxias o.
88. r.t.armacia.__________________________
Ama
Precisa-?e de uma ama ; na roa Gome- de
Mattos n. 26, para lavar e engommar.
Ama
Precisa se de uma ami para cao de peqcena
familia; na roa Direita o. 4, 2- anda.
Criado
Precisa-se de om na Pharmacia Ff reir, pra-
ca Maciel Pinbeiro n. 19.________________
~~
u
52
mo-
s
(lesaheira e engommadeira
Precisa-se na pbarmacia e drogara Oriental,
rna eatreita do Rosario n. 3.
Cosinheira
Precisa se de orna ama qoe seja boa cosinhei-
ra, paga-se bem ; a tratar com o chefe da esta
Cao do Limotjro, no Brom.________________
Ao commercio
Jos Nicolao Toloo'.ino de Araojo declara pelo
presente ao publico e ao commercio desta praca
qoe venden sen estabelecimento de molhado?
que (inba na casa sita roa dos Guara>apes n.
14 o Sr. Alvaro Francisco Uchoa Cavalcaote, se
porm aleen sa juigar com direito a annollar
dita veBda, qoeira no praso de tres diaa .pre-
sentar sens titolos qoe ser promptamente a-
tisfelto.
Recife, 30 de Maio de 1893.
52 Raa Qui'-ze de No>:embro
_st estabaieciauto montado a
derna acaba de passar por uma
REFORMA COMPLETA
A nova proprieta, ia iransformon-o ce*
mais esplendido restaurant la carie,
onde os cavalheiros e Exmaa. familias,
que e visitare, encontrarSo ASSEIO,
PROMPTIDAO E MODICIDADE no
precoa.
Cardapio variado.
Oamrrlo, ^allinh- e peixe diari anete
Prep-ram s-i magnificoB banquetes.
Vinbo, cerveja, licor, champagne, etc-
Recebenrse aasignataras.
lestanraot Strasborgo
DE
ROSA KAUFMANE
Criada
Precisa se de nma para casa de familia ; na
roa do Cabag n. 3, t" andar. ^____________
Vcnde-se
A padaria da roa do Lima n. 4, bem afre-
gnesada : na rna do Lim_ n. 6- O motivo da
venda o dono dir._______________________
Carroca e boi
a tratar travesaa do Corpo Santo
Vende-se
numero 27.
Ourives oceu-
lista
Theodoro Jone Bnmoa fe Helio
Bsiabelecido com offkina de oorivea roa
das Larangeiras a. 1, avisa aos seas fregoezes
e ao respeltavel publico, qoe mantm cficlaes
babilitadissimoB para execofiao de qoalqoer
trabalbo concernente sua arte, especialmente
cravcSes para brilbBDtes. ocuios, pencloei, mo-
nculos, etc.
Donra-ee, preteia-se qoalqoer metal, concer-
toe em leqoes de madreperoia on oatra qoalqner
especie, garantindo presos mdicos.
Bia das Larangeffas a. \
*J Moedas brasileiras
'tompra-se de SOO rs, 1000, 2OC0 oo centro
da moeda ; na roa do Cabog n. 9, loja de Ao-
gaslo do Reg
til
'
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___^_^B___M__________________________p^___i
unfu l
-_!_____ "* JF


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uJ.
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Diario de Pernambuco-- Domingo 4 de Ju'nho de 1893
..........------------'l-L________ -. -.. i.l]|jgg
d'esse fabricante fcSo as quo
mp.ior acceitacAo fem em (oda psrte do mundo.
Como b< bem ta entendidos, esees lubricante nucca adoptaran! au ..-
car-itei eco*md>s (^uc*) : asi fo cora quo, embora. sua* Hallas foseen aentp
ferelas, as r-8 aan uaass.:tu de machi osa r. oootura proatirassem as linha <
em
Linha I Linha I
Linhiem casritei* marea Sol de H. F $ '
Alexancler& C. Limited Glasgow
Incoe.testavelmente as i,hs para costara d'esse fabricante t&o as quo
lin as
pro
de
riaam as
unnas em carriasis ra;ei'aaa (placea; eapemainj-Qte p-ra uinuuiut ud ooatara
com tal perfeiclto que inoonteatavelmeata i2o ha o tva linha, que possa competir em
aua marca Sol.
Ra Larga do Kozario ns. 29 e 31
~~ ACMM""DBlmR A US
OS ASSA1S1I0S
Qae UtBlftb de U HUTAS p# note, tienonisUdo
'IRA
Siflft/>>:
Para CrCARROScorir rojITI ID?EHIAVEL
nSo podaarri* adherir aos labio
pars, Gastos &y&ET & 0**, pars
Inventores e un/eos Fabricantes, Fomeccdores das Fabricas do Estado Privilegiado
s. g. d, g. Marca depositada em Franca e no Estrangeiro.
SENT SICAS OBTiOAS CONTRA A CGNTRAFACejO:
Franca : Paria, Tribuna; Oorrsoioul, -J: do ioveiabro 1882,
8000 traucos. Confirmada pelo Tribunal da A+aiellacSo em > lSflS, o polo Tribunal da RelacSo em 21 da Avnl do 18S8, 9209 francos.
Blgica : Hmxi'U.is. Tribunal da Apollacao, 1" do Agosto da 1883.
JVr_A.X*OA.g D-A. MfcSMA CASA :
PAP1EB FRANCOIS Capa de Pergaminho, PAPIER JEAH, capa de Xadree con a Borda geminada ;
LE METROPOUTAIN, com a Borda_Bommari/i Li CHEUR, papel .iscado ,'verge)________
1 l'o Temo u honra dr iMOr no ronfieniuieiifu dos Ara. Importador ohc itto
sendo fritan eacprdirrm doa porto de -1 >ilri>ii, Trieste, ete., do PAPEL ALAMBREADO
'ttrtf"rfo lra dtfI rranra, sendo rll alOo^jtor PAPEL FRAHCEZ. _____________________
Kola -Bh-Natton
RICA em CAFDNA. THEOBIiOUINA, TANX1S0 C MATERIA ENCARNADA da EOLA
Elixir, Vinho e Granulado
Extractos fluidos, Pa3tilhas, Pilulas, Essencia de Kola torrada
TXICOS ffSHCf*tSJEJt'TI RECEHEUADORES
produxtos experimentados com o ina'nr exllo nos nopltaes de Pars, desde 1884 pelos
Dqnloro. )t;.'AU!i;\-lii-A'->: r/. Ii Oiuiil), Duhian-, Hai.lkz. Honskt, ele, na
>, Co:iv:...:r...i..,, ; i -. Diabetes, Albszaiirarta.
;.1c-.-<.,Ur.lurls.. S Me. iSalJiia ite aro >tae i SrdtH*a* f^tr., -< ;..,...:,.:. .-:.., ...-.-, ;. ..,.-., tlonru.
i-barmadido i- .. u-io^cimloi.
\^v;^^afMq^yra^M Vilicot
Anemia
Patente Biaztleira n. 1575
Appareiho de pegar BARATAS e outros Insecto?, com 8 A ZAS de :
H-PHILIPSON
Roa Marques d'ilerYal u entra -la pela ra da
I.ores 3 andar.
SUCCB8S0 GARANTIDO! MORTB SEGURA
CAC\ CONTLMADAMEXE
Todo as BARATAS s mais outros Insectos esirgueso pela maneira mais
brat& mais limpa e mais ae. ur- copu este appareiho
Pre$o de cada appareiho
4JG00
Grande abatim nto eos Logistes e Reveodi-
dor
Encornujendaa para tora & : lio vmsicieni-
deV-, 7.udo com a resp-ctiva irnparaLjia, ou gol ir-
te ^dio d'uma cata commercial d'e&ta praga.
Vei'i''em es nes segn!;.t dt- -rogaa e Productos Chmicos.
P.ch t Santos ru;i Hr<[Q9B d'iioda n. 56.
Lunch Rcom na Liu(ueU.
Alfredo Pinto & C. ra Io c"e Marco n. 3 Livrtri) Fmimom.
Actooio dos Santos liveira ruu Nova n. 6 LeitSo & Co:ta, roa Dnque de
Casias n. 90.
Bazar d Son Vista, ra da Imperatria n. 88.
Domingos J. Fernandes ra da Imperatrie a. 78.
!IM1!?S M HffifKIM CUI
LIDGERWOOD
Mzchinas a vaper
Portatois e, xas)
LsTaores
. po!(Mi.hr.rt
Ctosesdoref
V ir, tiladores
A:ambiao;
Rodas d'agos
Turbinas
Engenho de S?.rrs.
Moandes de Ca *
Moinbcs de Fnbi
Debolhadore
OeparaoroB
Ur.iivii'-'s, 'onduclorc*, Cstidore", i"-irp^rai de triple etferto, ?aouto, e todos os maohinismos perienosntsa ao tabno do aasuoa
cseira Mtituhukw par quemar bagaoo ou casca de caf. Prensas Hydraulioaa e
ombaa de todos os antanhou, Gariieiros Hydraalicos para levantar sena. Arados de
plantar feo, eto t K''renho omplcto d& fabricar farioha s ilfcfinlio completo
p*ra beneridar rri.
JerrwaH -te sola e de borracha de quar.ade nperior, IMo eapwral parr
9Bc;i :tl Perie-Oie o pecw aveisas para c machina.
ESCR1TT0M0
95Roa do Ouvidor?5
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134 e 136Ra da Saude134 e 136
Lidgerwood M4g C Limited
ASTHMA & CATARB^OI
Curado, pelos **W ESPIG
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AI'I'ROVADOS E LICENCIADO Ptl A INsnCT<>l:IA OKRAL DE HVi.lESK !iO DRAZU.
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AROPEPHENICAOO IsLVCO PHENICO
DO D- DCL.AT
Toase, Catarrbos, Grippe, Bron-
chites, Tsica, Coqueluche, ete.
^^^^^^^^O^vjniijVIctorla,
6
DO C DECLAT
Antisptico poderoso, Hygiene do
toucador, da Bocea, Curativos, etc.
Parla, Pharmacl____________________
(MEBALHA DE HONRA
0 OLEO GBHHI.
lalnUctaae pe MM*rto,
tnico e fij/iam'c, o quf mijito
' iu ' oloo.
0 OLEO de FIGADO
OE BkCALASl nORUtUtUS
incommodo.
PSITO |T-Ti-T
a.rudtfiB
^^5
:ERRUG NOSOR
e& :R0t,

we^rz

DIPLOMA DE HONRA]
aacKiTADo roa topas as
Celebridades Medicas |
DA FRANCA OA SCROPA
MOLESTIAS 00 PEITO.
'AFFECCES ESCROFULOSAS
CHLOROSIS,
ANEMIA, 0EB1LIDADE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES^HACHITISMO
Vinho de Coca
OS PBLA IUSPBCrORIA DE HYQIENB DO IMPERIO DO BRAZIL.
mea sims&T/cQ ant/-ep/demco sesvi cheiro
nrEcrilTS preservativo a>-- 'Mal gabado por
eeur, adoptado nos hospiues Ot ~*lz
para curar a vartatt, febre amaretla
ansebwMsv fiiiJiillm, mholera-tnorbum,
Oiphteria, anginae, febre depols
da fir-Tfe, ingttrtimin'dfti
das Jftvn+y pttxi
Uam.qttnimut-
av-
(TuVi.
INFALLIVEL
para curar a caria,
e dore dentarla*,
fedor do befo, hortulhati,
fogoa da naralht;, futitttciilo!.,
{(';i:':ii,-. flore brttttcan. _^&y. ,!: JfJ
PRECiOSO para os cuidados de toilette in-
tima seja em lavagens, lardea, injeccem, etc.
SOBERANO para os cuidados antispticos da bocea
&GCIEDADE DE HVGlEtiE, 7, ra des Petes-sjrlss, PRIZ
En PERNAMBUCO :C* do Drogase Productos obliateMfl i n ii: paos Pbarmaclas.
aaia fcn, a?Aj.-a-ai7aai*Tgl .yscirr;a
1TH
PARA
Candieiros dosystemao
mais moderno e perfei()oa-
do proprios para illumHa-
$o publica e particular, sao
os que acaba de receber o
Bazar da Boa-Vista a ra da
e vende
>)-.
Imperatriz n.
por metade do seu valor.
Alfredo, Ganches & C.
ESPECIALIDADES
TAJONES
FAIfUCAITE DE PERFUHARU INGLESA
EXTRA-FINA
VICTORIA ESSENCK
0 r-errume mais delicioso no mundo.
Euma grande colleccao de extractoa para o Unco
da mesrna qualldade.
LA JUVEMII.R
P6 sem mistura chimica '-.'. pan* rosto,
dberente e lnvlslvel.
CRBAM IATW
Conserra-se em todos os r-uwp, am ecsaio
demonstrar sua suporloiid.' ^obre oa outros
Cold-Creams. 9
AGUA DE TOUOAOOM JONES
Tnica e refrescante. Excellente contra as
picaduras de Insectos.
ELIXIR B PASTA SAS.OMT1
DeaUfilclo antisptico e tnico. Branques os
denles e fortrcca as nenglvas.
33, Boulavard dea Capnalna*, 83
pars
Oatmu a f>mtmaao Ot-l trsfM BftKMtM Marina
AGUA
Minert natural Purgativa
RUBINAT
f "o-nte do Doutor LLOBAOH'
Ii Analysis da Academia de medicina de Pars prora que a |
ld/(a agua contem 1Q3*8H de substancial titas das guasa :
SULFATO DE SODA a, SULFATO DE MAGNESIA i
96g265 f 3g268
Belleza do Gare
Af^llfi
.y
,.;

raiv.u, ae u;:- offe-
rece pjrifo alKum, con-
serva a mocidade e a
belleza.
Duaa appllcac6ns dia-
rtas consc.-' ao.a
o seu aveludado e fi-es-
cura.
Cura completa e rapidamenta
Vleiron,Rachadiirtia, Hanta*,
Impit/rii*, sitiiihan, Sigiuie*
de Gravidez, etc.
Oeooslto jeral i Plurm" Ingle de Gh. OEIACRE
Bruxellas (Belgicaf.
Deposi'.o em Pematnhuco : .
COMPANHIA ds DROGAS e PRODUCTOS CH.MICOS-
ae vaRDADCiRaa pastilhas dk
flsss natnrass eztrahidos das Aguas Mineraos*
oo vewtidat em lutos lacradas que tm ai narco
da Cemptnhia concessionaria de Vletif.
pmsas. lrNif} do Bslmst.
> lidlalo
as tO'da Setsmbn
CSTACO dos BAMHOS
Baxt&oa, Duchas, Casino, Theatro.
ISIBSfsB Pirntmbueo ; talar Imito; llf. Wfflt
wiclidrMfauatiiie
V.
tigir sobre o letreiro
"a Sounx tl*22g
VINHO
DI
Swra da Bsxella
O estabeieeiTSwrt de Pogi-.s
& C.a, acaba d receber urna im-
portante remesa de vinho da
Serra da Estrella (Portugal)
qual dade superior h iodos
quartoa tem apparctido
neeta mercado em vi-
nboB de mesa. Esto
vinho agisdavel
ao paladar i- uro
e boje conside-
rado superior
ao de Col-
Urea.
Recebemos igualmente grande sartimen-
to de OBRAS DE VIME como sejam :
Lindas cadeiras.
Bercor.
Gesto-i para compras.
Papeleiros.
RonpeiroB.
Ra Estrei do Rosario n 9
Po Qaeni espera desespera!...
Afinal recebemos grande F.r imento de
sementes nevr s de ho: t res.
Po$as Mendes L &
Penhores
Levaota-se em prestimos
de qwaifiptier tasanCra b
cas^c & oroT ffrtm e
pedras precisas e* tgnftem
ompi5B-8e cautellas oo Mon-
te cfeSoccorro, oa ra do
Barab da Vctor d. 53, re-
; Tojoaria.
pSs% por
: queris ter em rossa mesa manteiga in-
snspeita de attto brico ou de margarina,
osai nicamente da manteiga Bretel Fro-
res, latas encarnados ou verdes, qno pela
i Boa Superior qualldade conta um successo
do 16 annos, e que sendo a preferida em
todos os mercados, e no Bio de Janeiro
o cocbamo desta acreditada manteiga at-
tinge annaalmante a dois milh&es tresen-
tos mil kilot.
Vende-sa em todos armasens de estivas
casas de retalho, desde 1876.
iiARAViLKA mmm
DO CELtTEB
Dr. Humpbreys de Nova Um
A tr'Cbdadeira t/arv:a do 9x,' i
APEOVADA LICEUCiAA *
Ccirt Xuepcczoc'a t.eral de irsAeno a.i
Irn^ci io il-j Braz-1..
. Ma^.vilhaCul m.ra rerr.'!opmmi>t>.
n af Pisaduras, Machucaduras, c. .iiutcs,Toi
dxirus. Cortaduras, ou Laceraci-o.-. aUIvr a dflr
esf anca o sangu?. faz parar a ittai-une-;o. ret'u
i. Ir>cua<;o, tira o decuro^nenio, e faz arar a fet'C I
odio pur encango.
A r'nt v;l^i Car&llva alllMoprompWi
. ..ni r:t,.ida panv (uetmaduras. L--t,uIt!aduras.
^leimauura uo .-ol. t superior aqual^ueroutf;
i t-medio.
A :>im-:tviii:ii Caratlva Impagavel po.
.o* I'uinofis. ,3u li-lomaKO, ou as Ki-morrlioU*.' o-
Aiioorrenascura scmpi-eo nunca faina.
A WaraviShiil'ornttvofiumcIUviorroinpu
pnr- Dor de eutes, de ouvW-A da Face. baB|tl
a Fce o Nc^Talgla.
A Maravllha Curativa eoi.-cnrwj nnih
i ,-redoso luna Dorer, rheuma,lt.j.i, Alc-lJ/lo. D6>4
I rigidez as Juntas ou Tornas.
A Man ba Cnrattvac.nande remedk
T'fo%. Esquinencia, Angina, Ainyaa'.as Ocnadasoi
i uammadassempr segurt>, sempre efflcax
A Maravllha Curativa de mnlto Tala
: ..-no Inieecao para o Ci'.tarrr, a IX'iicorrhea nu a>
hk,resBraocas,e outi-os correntos debilitantes.
A MaravilhK Carntlva 6 impagavel par.
:%! Ulceras, ChagaK tnUgas, Apo6Unias, Panal?
-tos, Callos, Frleirw, Jo^netee e Tumores.
A Jlaravhn CoratlTaSremedio |>oapa
j ira Dlarrbeo himples, e de Dlarrhea curccilca.
A M^ravilha Cnrutlva i-xeeente n*.
i .trebarlas e i'avallarlcas. para rorceduras, Dr,
l'lfadurato afolad urna, OuwriJBna. IJiceratoea. i.
i
Sspe:ialiides do Dr. Eomplirevsr
edtus BspeciQcos,
.'ui'ii.-nto Maravilbosu,
Bcmadios Syplia .
Remedios Veleriueria
O Manual do Dr. Purnplirey 144 paginas sobre u
..vcrmidtacs c modo aecural-atsa da gratis, peda
he ao seu boticario ou a
IUMPIIKEYS' HE!'.'IM-: COn
IOS I'ullan Street, ;. K'.V VURL
DNIC08 AGENTES
^ .rn TsaidM si grosis eai *-
BMMbaea
liria Sokriiha C.
3IIIIIIIIIIIIIII1IIIIIIIIIC
saBasasasi
a
3
3
LUZ
DIAMANTE,
i
s
3
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S
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S
TINTURA PO
NICA TANTC
m
IMtACT'AJtaA 304.
yaMaiBarba.BaaUums6 par dar (os
Sr"1-,^Sarepu,vAo iiwisea uiw pasas
4L.1 '- SA^ctQ-
**= ^-rt.sjtox-. .- --v.-v. es, Ra<
k- .. ...,- trt^'-K "* !' r '- A *>
sasssss<*
*9 Medalbas U Ouuo m Exposicoes (hiiverses S*
ARIS ja, r\w~
. 1B78 KS DE
( pars w
BRDEOS (FRANCA)
a*
a
IfttTTTTTTfTttmTTffr
LONGMAN & MARTNEZ, Z
NEW VORK.
Livre de Exploso, Fama(a Mo Cktif o ar
A venda em tod .s os
a armazems de seceos e molhados. S
^- ^.jiJiiaiJuiiMiniLi*
Chegon !
Chegon !
Chegou
A Bernarda, tango
para piano 1^000
Minha Bella, polka
para pian l#0OO
Instrumentos noves
Bedgalas flauta e ocoarina.
Ocoarinas de barro e metal.
Acoordeons modernos.
Preservativo de syphili?.
Harmnicas de boosa.
Artigos diversos.
Na loja de msicas de
Eduardo Paiva
Roa Barao da Victoria n. 13
Quem compra constante-
. mente e paga os memores
presos do mercado a
(oropaobia Distillafo Central
Viveiro do Muniz
Telephone 174
Telegrapho, Prats.
TBissr
Acaba de apparecer a PRAQA DA IN-
DEPENDENCIA Ns. 4, 6, 8 e 10
Conrado, Antones C
Acabam de preparar um bom estabele*
cimento de modas, phantaciss, t.-erfnn rias
e miudeees e vem respeitosameute pedir
as Ezma*. familias que deem um pasaeio
at A BRISA que encoctrarSo grande
variedade em objeotos de gotte e de utili
dade, compromettendo-se desde j a ven.
derem por precos redolidos o que provar
com orna preferencia particular.
Ligeiramente damos urna noticias de
alguna artigos alm de muitos outros lio*
dos objectes para presentes.
Grande variedade en jarreo, para Afi-
res, centros de mesa e objectos para toil-
letes.
Finos cortinados para cama e janellas.
Commodos e elegantes espcrtilhos.
Lana, sedas, trocal, dezenbos para bor-
dados.
Pinas perfumaras dos melbores perfa
mistas.
Meiss para aenhoraB e bomens Lencos
de seda, hnho e algod&o. finas camisas
bordadas para senboraB.
i-spelhos grandes para salas, vidro hi-
jo ti.
Bijonterias finas o que ha de mais gosto.
Costumes para crisneas.
Modernos bicos de ledv, Iinbo, algodSo.
Completo sortiment de bordados.
Brevemente darenos noticia de muitos
outros artigos que acabamos de receber
dos principaes mercados da Europa e Ame-
rica
BKIZA
Praca da Independencia
Ns. 4, 6, 8 e 10
COHBAnO, ffljjMj & q
s,
RUADA GLORIAN. 125
D. Emilia Armanzie de Mendonga di-
rectora d'este estabelecimento de instruc-
So para o sexo feminino, participa aos
respeitaveis pais de familias, que reabrir
as aulas no 1. de Maio, ten do per vice-
directora sua irmS D. Olympia Afra de
Mendonca e por ajodante urna senhora
distincta.
Materias do ensino: instroogSo ; rimara,
omito esmero na educacBo moral, e reli-
giosa ; linguas: portugnez, francs, ingles,
allemSo ; sciencias : geographia, geome-
tra e arithmetica ; artes : desenlio, piano
e canto ; prendas : Adres e bordados de
odas qualidades.
A tratar, das 9 s 3, a noite das 7 s 9.
Vende-se
Um sitio de (fas foreifss.que foi do fioarJo
Fabricio bem arbcrisado.com 900 palmos
de frente, boa raga d. taipa, duas cacimbas,
sendo urna de > ;: client- agua potavel. no lugar
denorr^ado Ypiranpa, rertodc porto terminal
de liaba de bonos de Afogados; a tratar no
mesmo sillo.
DOENQAS do PEITO
E DA GARGANTA
AJa'l'.iqkA. fhabuaoia aunogaT
H. IVIA-STET, "
1S, ra Cortambert Varia
AMIgaswte: a rsm Hlnt-Uan
VINHOj OLEO
orw
tramui
at OLEO 44FIGADO Mi
tt-tfi*.____^
, oleo 4. faia aataOi aja,
O Sur. M A TXT ol o prlaastr* a taUe a as, ai a
nf"Xojats**D-a^al^kMaa Olicina de costuras
Ra do Cabug n. 1A
Fasendss, mudas e chapees de alta novidade.
Sedas pretas, brancas e de cores, lisas, lavradas a bordadas.
Saias de seda de corea e brancas bordadas.
Matines e corpinhos de surah, de cambraia e nansoak,
Para meninas completo sortimento de vestidos, toacas e chapeos.
Lingrie fina, camisas, calcas peignoirs, ca he oorset e combinaisons.
Colchas de seda e renda.
Espartilhos de t)dos es tamanhoa, marqaes nwitc Tonbecides.
Loques de phantasia, de madveperola tartaruga.
Meias de seda, fitas, rendas e gnarnioSes de seda, de peroles e vi rilho
ae ha de mais mo e rno, fil papa ?t* de noivas e flores e laranfas.
Cintas L A TENNIS para hmeos e tenhoru, e raoitoe ontos irtifos de
uito sto qae se vender por procos risolveir.
Tado esoolhido por- Madame KoWet.
I
,,
*
i

-

MITIMD0



8
*
I
I
Diario de Peraambuco Domingo 4 de Juhho de't$93
COMPANHIA
EXPLORADORA 06 FR00UCT0S
CALCREOS
AUGMENTO DE.CAPITAL
Ter. do sido reaolvido o augmento de capital na ultima reunilo^extraordinaria da assembla geral, e achando-ae
j subscripta a maior parte, convidare aos Srs. Accionistas e as dexnais peasoas que anda nSo sobscreveram, a fatel-o at ao
da 10 de Junbj prozimo, do escriptorio deita Compaohis, ao caes do Apollo n. 73, pois ser definitivamente fechada
a subacripcSo no referido dia.
Recife, 31 da Maio de 1893.
A. J. BARBOSA VIANNAPresidente.
JOO CARDOSO AYRES-Servindo de secretario.
PROSPECTO
A Companhia Exploradora de Productos Calcreos foi installada em Junho de 1891, com o fim de explorar
tudos os productos que abrangem a sus denominacSo, sendo os pmcipaes, os eeguiates :
Cimento Portland.
(Jal bracea e preta.
Cal virgom para o fabrico de assncar.
Tem tambem iniciada a exploragao de pedra de cantara, por possnir nma magnifica pedreira na propriedade
denominadaS. Jos.
O fim principal da 'organisacSo da Companhia foi para explorar o fabrico do cimento, e nesBe sentido tem
a saa directora empregado todos os esforcos, j mandando um accionista a Europa facer estudos e obter analyses, j contrac-
tando um ptimo profiasionaf que j se acha a servido da Companhia na pequea fabrica de que ella dispoe em Jaguaribe.
Oepois de minuciosos estados e experiencias, chegou a D.rectora a evidencia qne posaue na propriedade SSo
Jos um laexgotavel manancial de material prima, propria a produzir um cimento de primeira qaalidade, e nestas condigSes
procara obter meios de levar a effeito a constraegao de urna fabrica, que produza 60,000 barricas annuaes, de 140 kilos, tendo
i or9amentos completos para essa installac&o, devendo ser confractado o orneoimento dos machinismos necessarios com urna oasa
cima de toda a suspaicSo, e que faz entrega da fabrica fancoionando regularmente, evitando asaim a acquisigSo de machinismos
que nao da inteira satisfaeSo no seu funecionamento.
Para dar urna idea do magnifico resaltado que de esperar, depois de estar fanocionando regularmente a nova
ics, bastam os seguintes dados :
A moatagem da fabrica deve custar quatrocentos contos de res, assim discriminados :
Machinismos, transmissoes, etc.........150:000)9000
Fretes, desposas e fundacSes.........50:0001000
Forno continuo............ 50:0000000
Edificios.........d 80:000,5000
Eveutuae .........40:OO0g3OO
Total ........
O ouiteio annual para o fabrico da sessenta mil barricas deve importar em
tecordo com o seguinte :
ExtraccSo e transporte de 16,000 toneladas de materia!.
Gerente, machinistae, ferreiro e auxiliares......
15 Trabajadores a 180$000 por 8*mana. e .
3,500 Toneladas de arvS no porto........
60,000 barricas e fundagem.........
Transporte para o Recife .........
Eventuaes .,...
400:0001000
trezentoa oontoi de res, de
2?.OOO0OOO
30:000,5000
9:360,5000
94:500*000
90:0000000
30:0009003
26:1409300
ToUl.........300:000,5 KX)
Vendido cada barrica a 100000 teremos um lucro annual, s deste producto de Rs. 300:0000000 que ser redu-
cido a Rs 240:0008000 sendo vendido a 9/KXX) ou mesmo de Rs. 18O.O0O0OO a preso de 80000, nSo sendo dado suppor um
prese to'baixo, visto sahir o cimento eatrangeiro, de qualidade muito inferior, a 110000 por barrica estando o cambio a 12
Das experiencias feitas verifica-se a certeza do poder produzir-se um cimente de primeira qualidade, o nao
diffiiil suppor que nao seja preciso vendel-o por prego inferior ao importado do eatrangeiro, desde que a sua b5a qualidede
muito concorrer para a sua collocagSo.
A nova serie de capital que agora se acha em subscripcSo, dever sar de 500:0000000, tendo os subscriptores
sement a realisar 80 t0, sendo o capital iutegrah'sado oom os lucros annaaes excedentes a 10 | distribuidos como dividendo.
As entradas serao : 20 i0 no acto da subscripcSo e 10 (, de 30 em 80 das, at completar os 80 (.
cortes de l,inno,8eda
e algodo
Ricamente enfeitados, tem recebido ol
mente o
LOUVRE
Objectos de gosto para
presentes
Ha nesta artigo grande escolha no
LOUVRE
TECIDOSDE PHAN-
TA8IA
Ser-do mpossivel de se deicrever a
gracte variedade de tecidos de diversas
anualidades proprios para a eatacSo actual,
roga-se ao publico em geral e principal
>onte s Exmas. familias a fineza d vi-
itarem o
LOUVRE
Raa 1.' de Marc,o n. 20 A
francisco Gurgei & IruSo
TELEPHONE M. 158
Libras esterlinas
Vendem-se na loja de joias de Acguato do
Reg & C, roa do Cabog n. 9.
Pataco es
Compram-se de todas as nacoes; na ras do
Cabog o. 0, loja de Angosto do Reg.
PEITORALdkCEREJA
Do Dr. Ayer.
Al eternidades mals drti.....d garganu,
dee pulmw-, ordinartaiBeate deeenvolvcm-ie,
tendo por principio ba*ea pequeas, cajos resuiu-
d"* nSo So diff oie de Curar se pronptsmente n
tritio com o remedio conveniente. Os Itotfrk
adoa easToues d* Lsrlngll h, Astria, Rronchitla, Air- .
cao Pulmonar e a Tsica.
Todas as lamillas que tem oriundas devem ter 1
Peitoral de Cereja do Di. Ayer
en; oasa para o n?ar em caso de ^neetssidad i,
A perda de um s difi, pode em muitos casoc
ccarretar seria comeqnenclas. Por tanto ni'
r deve perder tempo prcclo'o, experimentando
remedios de effloacia duvidosa, .....tilinto que
a enfermldade se apodera do systema e c arrsig>
profundamente, entBo que se neoessita toma.'
oesse instante, o remedio mals oerto e aotlvs en.
eu effeito, e este remedio i sem duvida algurr.i
srVroAiL BE Cereja do Df. Avk.
FBSPABADO PELO
DR. J. C. AYER & CA
M?oarro oaau.
Costumes para cranlas
De todas aa idadea encontra-se gran
irtimento no
Louvre
Grinaldas, leqoes e chapeos
de sel
Oe pbantasias acabam de chegar para
LOUVRE
FRlIBu CDieEl IBMA1
CASA DE CONFIANCA
No intuito de bem ervir a quem
nos der preferencia em suas compras,
temos coUocado o nosso estabelecimento
os LOUVRE, a par dos de igual nature-
za as principaes pracas da Europa,
maniendo sempre o mais importante e
bem escolhido sortimento de superiores
fazendas e artigos da ultima moda re-
cbidos mensalmente de Paris e Lon-
dres.
RA V 06. MARCO N. 20 A
(Antiga do Crespo)
TELEPHONE 158
Esleirs da India
Branca e de fantasa de novos desenhoc
sara forros de soalho, completo sortimentt
10 LOUVRE
Francisco Gorgel t Irwo
Raa 1 de Marco n. 20A
TELEPHONE 168
Gapas, jersey s e visitas
Croatoa ioteiramente novos acaba de re
isber
Chapeos e capotas
Ultimas novdades de Paria receben s
______L o a v r f
Sedas brancas, pretas e de
cores
Novos padrees e para grande escolha,
Mndo despachadas oestes ltimos dias.
LOUVRE
FOLHETIH
POR
Y
OLES LERfflNA
ROMANCE HISTRICO
Ser talves mais fcil reconstituir a an-
tiga cidade dos pharaa ou as capitaes dos
valhps celtas, que proporcionar aos pa-
risienses de hoje ama idea exacta do que
era a sua cidade no anno de 1815.
Paria do comeco do nosso aeculo era
velha orno a aociedade, que a revolnc&o
t>nha compalsionado e feito qaasi desappa-
reoer, velha como os preaonceitos que po-
voavam todos os espirito3; tinha contra-
tado todas as enfermidades: engorgila-
mento dos palmSes, hypertrophia do cora-
9&0 e canoro no estomago. Se o cerebro
permaneca slo, a vida apenas circalava
com maita dif&^aldade pelas veias em que
as embolias ae haviam tornado ehronicas ;
gra$M s op^raoSes miracalosas da cirur-
gia civitisadora, hoje o ar e a luz pemtra-
ram nesse corpo que estove ameacado, nSo
de anemia, mas de plethors, de a pop e-
xia.
Avenidas, caes, palaoios, jardina, sSo
ootras tantas vlvalas abertal a essa acti-
vidade at entlo comprimida, que se obo-
cava, bramia, ganh>va incremento e reoa-
his, vaga, demolida, mas nSo extermina-
da, cheia de esperanzas pelas aa victoria
fina).
gNossos filhoi, qae nem mesmo oonheca-
ram Paris de 1848, longe estSo de calcu-
lar a differenca qae existe entre a cidade
de entBo e a cidade actaal. *58
Em 1815, as grandes vias eram deno-
minadas Saint-Homr, Saint-Deuis, Nea-
vedes-Petts Champs- A raa Rivoli ter-
minava na praca do Palais-Roya!, obstrui-
da pela fonte monumental Chateaa d'Eaa.
No permetro qae limita a norte e leste
os boalevards e a raa do Templo, a oeste
a collina des Moolins, vergonhosamente
saja, ao sal os caes embebendo os ps no
Seine cheio de lama, tado est formida-
velmente transformado.
As roas Chausserie, Poterie, Frperie,
Orognerie, Cordonerie e Troasse-Vache
rodeiam e limitim o mercado.
A raa Provence acaba ca roa de l'E-
goute, a roa Saint-Laiare estende-3e at
immergir na Pologne com seas beccas e
tascas,
O centro de Paris, disputador brgS?,
implicante, o Palais-ttoyal oom a Ro-
tonda, onde os cariosos por doas vintens
lem o jomaos do dia; com o caf de
Chartres, onde ainda ha poaco os lacos
verdes e os lagos brancosIdontagae et
Girondelataram at morte e onde o
exquisito guisado de cogamelos oom ma-
riscos leva ao caf BUrdy ama fregueaia
de gulosos caneados de comer o rim gre-
Ihado qae j fes sea tempo ; oom o caf
Lemblin, ponto de encontr dos bonapar-
tistas paros; as casas de jogo qae fedem
a'oaro e a devassidSo; os armasens do
Oras d'Or, primeiro estabelecimento de
confeccSes para homens, qae transforma
instantneamente o oamponio em dandy ;
oom os kiosqaes de madeira em qae tado
se vende ; oom o Frire Provmgaua, onde
os feliaes do dia despenden! at doui lui
aes40 francos I oom um jaotar.
Alm os boalevards, os Poroheron, Co-
qaenard, a Noavslle Fraaoe, Saint-Liu-
rent, os fauboargs amontoados, atravan-
QQ
<
m
o
m
H
ACTIVAS
PILLAS
DE BRISTOL
j
VEGETAES
ASSUCARADAS
H
O
>
W
SEGURAS
fASTILHAb
De ANGELIM & MENTRUZ
e Royal
cados, indo por terrenos baldos morrer
nos limites da cidade.
Sobre a margem esqaerda conhecemos
a raa de La Htrpe, uerpenteando en la-
meada por entre as ruinas da de Har-
court, eos muros sombros da Saint-Louia.
Vaidosa e de falso brilho ahi se destacava
a linha branca da graude rus Saint-Jao-
qaeB. Do faaboarg Saint-Garmain, me-
Ihor delimitado pelas mas Seine, Toarnon
e Laxembarg, estendem-se, at Bivre,
labyrintho escabroso como um ninho de
lagartas, as ras do Champ-se-l'Alooette,
de Croulebarbe, que sSo ao hespioio dos
Capaohinhos, vergonha do dia e escndalo
da noite, taes sSo as occarrenoias qae esses
lugares tm por theatro.
Paris laxo, Paris ospaoo e loa, s co-
rneja as Tuileres e, desviado pelo faa-
boarg Saint Hoaor, volta a lanjar-se nos
Champs Elyses para esbarrar em Chail-
lot, a oidade das bogigangas. \j Carrou-
sel est devorado pelo formigaeiro de bar*
raoas, espeluncas de bsixo oommercio em
qae se vendem papagaioB, medalhas, al-
farrabios, jacars empalhado3 e ferragens
para hoteis, cangueiros e oocheiras de
gndolas e oatros vehioalos de meia ti-
gella.
Procare-se Saint-Germain des Prs> qae
era urna joia; S&iot-Garmain l'Aaxerrois,
qae era ama reoordaoSo ora ; N itre-Da-
me. urna gloria Tado isso desappareoea,
aob tarbilhBo de soasas immandas.
Assim, pois, entnlhem-sa os boulovards
de Strasbonrg e de Sebastopol, as ras
Rivoli, Qaatre-Septembre e l'Opera, as
roas Lafayette, Maabeage e Dunkerque,
as avenidas Saint-Miohel e Saint-Germain,
borre-se oom tinta preta tado qae ae
aprsente laminoso e deslumbrante. So-
bre o espaoo resaltante espalhem-se alie-
bres de todo3 o feitios e oom toda a irre
galaridade, pardie'roi qae ameaoem ruina,
OonstrucoSes carcatas, e ter-se-ha ama
Blend marca VIAC
Eate excelleote Whisky Escocca yr
erivel ao cognac ou agurdente da ..n
para ortincar o corpo.
Vende se a retalho noa m orea ano
ten3 de -aniados.
Pede Royal Blend arua Ti de
cajo nome e emblema s&o regia trados par
tof'o do Brasil.
BROWNS & C.
reprodcelo approximada de Paris em
1815.
E entretanto, esaa Paris, que de longe
nos parece tSo feia, era eutSo desdo muito
j tida como o pharol do mundo. D'onde
qaer que ah chegasae alguem, urna atmos-
phera estranha, quente, o rodeava e sor-
Srenda, atmosphera cheia de aotividade,
e preoooupacSes imoregnadasporesaa vida
intensa, por essa forja geratrii qae encer-
ra todos os grmeos do futuro.
Um canto da cidade tem mais do qae
qualqaer oatro perdido a saa originalidade
coasa alias nSo deploravel.
Ao longo das roas Feydeaa e Loi, at
roa Montmartre, nSo havia outra oom-
municacSo mais d > que atalhos oscuros
cortados por entre patissadas e velhoa an-
daimes, em qne se enrolava ama vegeta-
9S0 parsita, ultima reminiscencia do par-
que iindissmo qae rodeava o c invento
das Filhss de S. Thomez.
Comecaioa em 1809 os trabalhoB de
conatrucySo da Bolsa, foram abandonados
e s concluidos onae annos mais tarde.
A ra Vivienne acaba no angalo do edifi-
cio pro jactado Por entre as oasis ahi
existentes se emiacaiam ras sem nome,
irregulares e desordenadas que afinal des*
embocavam naruaNotre Dame des-Victoi-
res/ estreita, sombra e, entretanto, de
urna aoimaco formidavel.
Cavallos garbosos, oom arreioi ti litantes,
boleieros impertigados, baainas atroado-
ras, urna balburdia de homens e de bes-
tas, um oraiar saooassivo de peSes e de
carros, gritos de pregoeiro e protestos de
indignadlo, qaerelaa aqui, abragos aool,
voaea de arreda! arreda! t, a maior
desordem emfim : eis o qae sra Paris em
1815, neste centro nico do pateo das Mes-
sageries, aborto sobre a raa Njtre-Dame-
des-Viotoires e proloagando-se em linha
recta na praga dos Petits-Pres raa
Montmartre.
Kerozene inexplosive!
-C=3
O Remedio mais effioaz i '**'-*
Seguro qae se tem descoberto ato
hoje para tipellir as Lombrlgas.
ROUQUAFROL FRERS
Para quem precisar
Vende se ama importante mobilia estafada, de
carvaibo ; a trata na roa do apollo n. 18, .rma-
setn.
Venda
Vende-se o estabelecimento de molhadoa rna
dos Pescadores n. 43, com pencos fondos pro
prio para principiante, com commodoa para fa
mllia.
O kalendario asaignalara q 31 de Maio
desse anno, que tinha visto o fim desgra
gado da primeira restaurado e o sorpren-
dente regresao da ilha d'Elba, dia em que
desde a vespera tudo offereoia ama ani-
maclo ex'raordinaria, excepcional.
A oerimonia do Champ de Mai, a pro-
clamado do plebiscito que consagrara
ainda ama vea a autoridade imperial e a
distribui$ao das agaias s tropas que se
guiam para a fronteira. tudo se preparava
para o dia seguinte, 1 de Junho.
Ondas de viajantes chegado.i dos quatro
cantos da provincia affl liam, espalhavam
se por toda a cidade, atropelladamente,
dando encontros nos cavallos e nos co-
obeiros agaloados, cajas pesadas botas re-
soavam bateado a calcada.
A pequea distancia abria-se ama casa
de grande reoome, o caf Liriot, sala de
espera dos viajantes fatigados de trocar as
Sernas pelas roas, clientela fluofuante, to-
os os das renovada.
A roa, nesse dia abeogoado pelos Lo
riot, era estreita para o movimento de
transentes que iam e vmham para o oaf.
O calor asphyxiante afogueava as faces
laiidias, homens e matas eneastelavam-se
tumultuosamente por sobre os baos atra-
rancados.
A porta abri se, um homem apparecau
entre os hambraes e os transpos immedia-
tamente.
De estafara avanjada, espadaas ampias
sob um oapote qae parecera pesado de
mais para a estagSo, o rosto meio coberto
por um chapeo deaab ido, o recem-ohegado,
oom um ar de quum por toda parte se
acha em sua oasa, pasin desembaragada-
mente por entre aa fileiras de banco; e foi
direito ao baloto, onde dominava a bella
Mme. Loriot:
A mala de Angora j chegou ? per
guntou elle oom ama vos do baixo pro-
fundo.
Vefidea
Foitttci. Irniio
Fabrica de geio
Agaas e limonadas asosas
todas as qaaiidades
Soda water, ginger, ale, limao, laranja, cara-
fio, abacaxis, granadina, grosellea (ranboees,
bannilba, hortel-pimen'.a, etc., etc.
1S A-CAES DO CAPIBAR'HK13 A
Ainda nSo, responden a botequinei-
ra, que era um relogio vivo. Tem qae
esperar trinta e ciao minutos.
Obrigado, eu esperare i.
A vontade.
NSo pareca qas o desoonhecido care
cesse deata aatorisaoSo, pois qae j havia
dado volta, procurando um lugar beira
de urna mesa, onde se sentn.
Depois, oom voi tempestuosa :
Agurdente pedio elle.
E, cerno Mme. Loriot paaesse diante
delle com um pequeaio cali um frasco
microscpico, em que certas divisSas gra-
vadas deixavam entrevar 03 meandros do
calculo infinitesimal.
Triga um copo grande e arca gar-
rafa, obsrvoa elle sem colera e como
quem despresava aquella injuria.
Miravam-no com grande cariosidade, o
que pareca nSo Ihe dar grande preocca-
pagSo; elle tinha repellido o oapote para
as costas da cade i a e apparecra vestindo
um casaca de panno escuro por baixo de
um sobretodo oomprido, fechado no pos-
oogo por am s botSo o caja longa aber-
tura deixava ver am cinto de couro, g ar-
necido de urna faca que dSo era propia-
mente um punhal de comedia. Ao lado
nma espada. Tinha eatenddo as pamas,
que enfiavam em gandes botas-da peque-
as esporas, a estendija os bracos, oujot
msculos vigorosos faiiam oovaa noj esto-
fas da cadeira.
(Contww)
Typ. da Diar >, raa Duque de Caxiai n.


*
i


l



Full Text
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