Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16944


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Full Text
%
ANNO L. NUMERO 49
A CAPITAL E LUG.4BE9 OADE NJLO SE PAGA
Por tres mazes adiaatados................ ^$#000
Por seis ditos idem.................. tS9000
Por urn nno idem................ S4JNOO
Cada numero avulso................. 9920
Smm FEI1A 2 B MARCO M 1874
-----------------------------------------------------------i------------:-----------------------
PABA DEI%vnE FMM Bl HMfMCU.
Por tre$ sue** adiantodes. ... ....... 13750
Pof sei* ** idem...... ......... 185o6
Por novo ditos idem ................ MfHIii
Por um aato idem........... ...... JTfOOO
t
T^T-
PROPRIEDADE DE MANOEL FIGUEIROA 0E FARIA & FILHOS.
_.--------------------_, ....-----------------.-------------
i Sn. Gerardo Antoaio Alves & Filhos, no I'ari; Goncalves & Pinto, no Maranhao; Joaquira Jose de Oliveira & Filho, no Ceara; Antonio de Letuus Braga, no Aracatj ; Joat> Mjria Jalio Chavea, no Assn; Antonio Marques da Silva, no Ratal; Jose" Justino
Pereira d'Almeida, em Mamanguape ; Carlos Auxencio Monteiro da Franca, aa Parahyba ; Antonio Jo&e' Gomes, n*Vi*Ilada Penhaj Be'armkto dos Santos Bulclo, em Santo Antio ; Domingos Jose" da Costa Braga, emBaiareth;
Antonio Ferreira de Aguiar, em Goyanna ; Joao Antonio Machaeo, no Pilar cia* Alagoas ; Aires d C, oa Bahia j e Leite, Cerquinho d C. no Rio de Janeiro.
MBIT OFFICIAL
-
llinitttcrio do iauperio.
Pelo decreto n. 5,531 de 20 de fevereiro foi
prorogado por mais seis mazes, que Giudar&o a JO
de agosto de 1874, 0 prazo marcado para a dura-
(;ao da9 eonvencoes consulares que 0 imperio ce-
'ebrou com a Franca, Suissa, Italia, Hespanha e
Portugal.
Por caria imperial de 11 de fevereiro foi na-
loralisado 0 subdilo portuguez Antonio IVreira de
Aguiar.
Em 9 de fevereiro" foi dirigido o seguinle
aviso a presideucia do Rio GraaJe do Norte :
t Illm e Exm. Sr.Deelaro a V. Exc. em res-
posta a sea offlcio de 13 de jan.'iro proximo liuJj,
que o governo imperial approvou o act) pel) qual
V. Exc. determinara que se procedesse a nova el -i
s.-.Vj de vereadores e juizes de paz na parochia de
S. Jose de Mipibii, por ter sidoauuullada a que foi
l'eita auterionneute, e ordenara outrosim, de con-
formidade ct-m os avisos a. 02 de 21 de fevereiro
de 1853 e 429 de 3 de outubro de 1868. que ua
parocbia de Santa Rita se fizesse lamb jin a eleicio
de vereadores em razao de constituir aquella pa-
rochia raaioria de raunicipio. Deu? guards a V.
ExcJoao A Ifredo Correia de Oliceira.
Ministerio da justica.
0 decreto n. 5,5i9 de 7 de fevereiro ereou
seis lugares de corretores, sendo dous de nierca
dorias, dous para de oavios e dous di fundos pu
bhcos a praca do commercio da capital da provin-
cia de Sergip1.
Por decretos de 12 de fevereiro :
Foi removilo o juiz de direito Manoel Jose Espi-
nola Junior do cargo de cuefe de policia da proviu
cia de Sargipe, para ignal cargo na da Bahia.
Foratn roncedidas as deraissoes que pediram :
0 bacharel Jose Mauoel de Barros Wauderley,
do lugar de 5' juiz substituto da comarca da capi-
tal da provincia de Pernambuco.
0 bacharel Bento Ceciliano dos Santos Ramos,
do lugar de juiz municipal e de orphans do termo
de Santa Luziu do Norte, da provincia das Alagoas.
Foi nomcado o bacharel Alexandre de Souza Pe-
reira do Ctrmo, para o lugar de 5' juiz substituto
da capital da provincia de Pernamouco.
Foram nomeados juizes nrinicipies e de or-
pbaos ;
0 bacharel Misael Ferreira Penna, dos lermos
reuuidos da Victoria e Espirito Santo, na provincia
do Espirito Santo.
0 bacbarel Firmino Lopes de Castro, do termo
da Barra do Rio Grande, na provincia da Bahia.
0 bacbarel Manoel Cardozo Vieira de Mello, do
termo de Itabai .ninia, na provincia de Serglpe ;
iicando'sem effeito a sua nomeajao anterior, para
. termo Ja capital da provincia de Matto-Grosso.
0 bacharel Birnabe Elias da Rosa Calheiros, do
termo de Santa Luzia do Norte, na provincia das
Alagoas.
0 bacharel Francisco Jose da Silva Porto, do ter-
mo do Pilar, na mesuia provincia.
0 bacharel Joaquim de Lima MirauJa-t'.outo, do
termo de Jaguary, na provincia de Miuas Geraes.
Foi recouduzido o bacharel Manoel de Oliveira
Cavaicante no lugar de juiz municipal e de or-
phaos do termo do Cataiao, na provincia de
(ioyaz.
Foi, a pedido, reraovido o juiz municipal e de
orpbaos G inealo Paes de AzeveJo Faro, do termo
de L'ruguayana, na provincia de S. Pedro do Rio
Grande do Sul, para o de Cunha, na provincia de
S. Paulo.
Foram commutadas :
Na pena de gales perpeluas. a de morle imposta
por crime de homicidio aos reos :
Jo*e, escravo, por acordao da relaoao da corte,
de 30 de maio do aano passado.
Felippe, escravo, em virtude de decisao do jury
do term) de Cacapava, na pro.iticia de S. Paulo,
a 23 de agosto de 1872
Bernardo Candid >, em viriude dedecisao do jury
do termo da Encruziihada, na provincia de S. Pe-
dro do Rio Grande do Sul, a 27 de novembro do
1868.
Na de 20 annos de gales, a de gales perpetuas
imposta pelo mesmo crime, ao reo Joio, pardo,
por decisao do jury do termo do ltd, na proviucia
de S. Paulo, em 27 de outubro de 18G0.
Minisierio da fazenda.
Por titulo de 21 de fevereiro foi noraeado o
3" escriplurario do inesouro nacional Francisco
Jose da Rocba Filho, para servir em commissio
na delegacia do mesmo thesouro em Londres.
Por decreto e titulo de 31 de Janeiro foram
uomeados para a casa da moeda :
Cbefe da offlcina da cstamparia, o mestre da
inestna offlcina Clementine Geraldo de Gouveia.
3* escripturario, o praticante Jeronymo Maximo
Rodrigues Cordeiro.
Praticantes, Angelo Nicolao Firmento e Manoel
Candido de Leio.
Ensaiador, o ajudante ua offlcina de fundicao
Luiz Joaquira de Oliveira.
Ajudante da offlcina de fundicao, oamalgamador
Francisco Rocba dos Santos.
Gravadores, Felippe Nery da Costa Ferreira e
Antonio Pinto Monteiro Coimbra.
Ajudante do engenbeiro machinista, Augusto
Jose de Carvalh).
Ajudante do cliefe da offlcina de estamparia,
Jose Ferreira Bastos.
Ajudante do chefe da offlcina de lamina? io e
t.'unhagem, Joae Mrndes da Costa.
Com estas nomeacOes Q ;a assim composto o novo
(juadro do pessoal da casa da moeda.
! director, conselheiro Dr. Candido de Azeredo
Coutinbo.
t 1* escriptarario, Raymundo Feliciano Alves
Serrao.
1 f dito, Adolpbo Jose Conrado. .
1 3* dito, Jeronymo Maximo Rodrigu s Cor-
Jeiro-
2 praticantes, Angelo Nicolao Firmento e Manoel
-.aodido de Leao.
I tbesioreiro, Joao Baplisla Brasileiro.
i fid, Jose Velloso Tavares.
I Gel das bahweas, Jose MaHinbo Correia.
1 ebefe do laboratory chiraico, Maximo Ionocen-
ciJ Fortado do Mendonca.
4 ensaiadores, Francisco Jose RuQno Souza Lo-
Lato, Antonio Vieira Cortez, Jose Manoel de Padua
e Castro e Luis Joaquim de Oliveira.
1 caefe do fundicao, Joao Jose da Costa.
t ajndantes, Antonio Jose doaPassos Assumpcao
e Francisco Rocba dos Santos.
1 chefe da laminajao e cunhagem, Jose Henri-
que de Oliveira Cardozo. "
2 ajndantes, Ji5o Luiz d* Cost* e Joao Mend.s
1:. Costa.
1 cliui'e de gravura, FiaucisM iwv Pioto ^dr
neiro.
3 gravadores, Ernesto do Souza Reis Carvalho,
Felippe Nery da Costa Ferreira e Antonio Pinto
Monteiro Coimbra.
1 engenheiro machinista, Antonio Pereira de
Carvalho.
2 ajndantes. Jose Francisco da Costa e Augusto
Jose de Carvalho
1 caefe da. estamparia, Clementino Geraldo de
Gonveia.
1 ajudante, Jose Ferreira Basics.
'. porteiro, Duarte Caetano do Carme.
2 eontinu'is, Luii Jose de Almeida e Candido
Joaquim Pereira da Assumpcio,
Addidos:
1 ajudante da offlctna de laminajfli. Bibiano
Francisco de Faria
1 continuo, Luiz Firmo da Silva.
Por decretos e titulos de 14 do correnle foram
nomeados :
2 escripturarios do thesouro nacionai, os 3*
ditos Manoel Antonio Fernandes Trig) de L)ureiro
e Salustiano Jacinth > de Audrade Pessoa.
3* eicriplurarios, o 3* da recebedoria Joaquim
de Freitas Vasconcellos e o official de descarga da
alfandega Francisco Alvares Gomes Barroso.
3J escripturario da recibedoria, o praticante da
alfandega Joao Paulo da Cruz Romano.
1* coufereute da alfandega do Rio de Janeiro,
o 2 dito Raymundo Jose de Menezes Froes.
if conferente, o 1 da do Maran'iao Tobias Tell
Martins Moscosj, praticante Carlos do Amaral
Sauvaget.
2* escripturario da thesouraria de S. Paulo, o 3*
dito J iao Lourenco da Silva Aitero.
SolicaaJor dos feitos da fazenda da provincia do
Rio Grande do Norte, Joiuira Jos6 Pinto.
Foram aposentados :
Pedro (gnacio de Miranda no lugar de i confe-
rente da alfandega do Rio de Janeiro.
Frederico Jose Candido no de guarda extincto
de 1 classe da mesma alfandega.
Luiz Florentino Pereira do Lago no de solicita-
l>r dos feitos da fazenda na provincia do Rio Gran-
de do Norte.
.Uinisterio da guerra.
0 decreto n. 5,548, de 7 ue fevereiro, auto-
riseu um credito extraordinario de 2,727:842^023
para as despezas do ministerio di guerra no exer-
ciciode 1873 a 1874.
0 decreto n. 5,550, de 14 de fevereiro res-
tabeleceu os cursos de infante.ia e cavallaria na
provincia do Rio Grande do Sul.
0 decreto n. 5,546, de 7 de fevereiro abrio
ao ministerio da raarinha o credito extraji diuario
de 4,500:000/ para occorrer as despezas das ver-
bas : arsenaes e obras do exercicio de 1873 a
1874 ; e o de n. 5,547 da mesma data, autosisou
tambem o credit) suppicmentar de 1,200:000/
para as despezas do referido ministerio nas rubri-
cas : forcas naval e despezas exlraordinarias e
eventuaes, do exercicio de 1873 a 1874.
- Por decretos de li de fevereiro foram no-
meados. :
Sub director do arsenal de guerra da carte, o
major do corpo de estado-maior de artilheria. Luiz
Henrique de Oliveira Ewbank.
2* cirurglio do corpo de saude do exercito, o
doutor cm medicina. Pedro Augusto Borges.
Foi promovido a teueate-coronel graduado do
corpo de estado-maior de artilheria, de conformi-
dade com o 2 do artigo 22 do regulamento que
baixou como decreto n. 772 de 31 de marco de
1851. o major do mesmo corpo, Benedito Marianno
de Campos.
Foram transferidos : para a 2* companhia do
5 batalhSp de iofauteria, o capitao do 15 da mes-
ma arma Delmiro Lycurgo da Cruz ; e para a 2'
companhia desle batalhao, o capitao daquelle, Fe-
liciano Calliope Monteiro de Mello
Foram reformados: a sen pedido, de conformi-
dade com o do artigo 9 da lei n. 648 de 18
de agosto de 1852, o alferes aggregado a arma de
cavallaria, Acacio Joaquim Correa de Brito, visto
soffrer molestia incural que o torna incapaz de
continuar no servico.
Vencendo soldo dobrado de volantario da patria,
nos termos da ultima parte do artigo 10 do de-
creto n. 3,371 de 7 de Janeiro de 1865, visto
achar-se impossibilitido para o servico do exer-
cito, em consequencia de ferimentos recebidos em
combate, o soldado do extincto 47 corpo de v iluo-
tarios da patria, addido a companhia de infanteria
da proviucia da Parahybi, Clementino de Albu-
querque Mello.
Vencendo o respective soldo por inleiro, na for-
ma do 3' do piano que baixou com o decreto de
II de;emhio de 1815 :
Cabo de es'imdra do 10 batalhio de infanteria,
addido a companhia de deposito da corte, Jose
Gomes de Paula, por se achar iinpossibilitado para
o servico do oxercito, em consequencia de feri-
mento recebido em combate.
2* sargento do 8 batalhao de infanteria Henri-
que de Arauj > Ball is, e soldado do 7* da mesma
arma Joao Alexandre Baptista, por conlarem mais
de 23 annos de servico e acharem-se imposMbili-
tados de continuar no mesmo servico.
Pessoua aggregado a anna a que pertencc :
De conformidade com a immediata e imperial
resolucao de 20 de jullio de 1870, tomada sobre
consulta do censelho supremo militar, o 1' tenente
graduado do 1 regimento de artilheria a cavallo
Bernardino da Silva Torres.
Foram nomeados para a secrctaria do estado dos
aegocios da gueira :
Per portaria de 21 de janoiro :
Amanuense, na conformidade do disposto no
artigo 24, paragrapho unico do regulamento
approvado pelo decreto n. 4,156 de 17 de abril
de 1868, o 2' escripturario da reparticao fiscal an-
nexa a mesma secrelaria de estado, Jose Alves
Visconti Coaracy.
Para a reparticao fiscal annexa a mesma sscre-
taria de estado;
Por portarias de 11 de fevereiro :
Terceiros escripturarios, os praticantes da mes-
ma reparticao Jose Innocencio de Miranda, Joao
do3 Santos Ferreira da Rocba e Claudio Ferreira
dos Santos
Foram transferidos, por portarias de 13 de feve-
reiro :
Do 12 para o 3' batalhao de infanteria, o alfe-
3" Cosme Jose da Silva.
Do 3 para o 12 dito, o alferes Febronio de
Brito.
Do 15 para o 19 dito, o alferes Vicente Pinto de
Araujo.
Antonia Lucinda dos Prazeres. Informe o Sr.
Dr. chefe de policia.
Antonio Joaquim da Gloria.Indeferido.
Fielden Brothers. Deferidu, com offlcio desta
data, dirigido a thesouraria provincial.
Gailherarina Maria da Conceicao PadilhaIn-
forme o Sr. director geral da instruccao publica.
Genuino Gomes Pereira. Iaforme o Sr. Ins-
pector da thesouraria provincial.
Joaquim Livino Lnal de Barros. -Ja foi defe-
rido o pedido do supplicante, na forma reque-<
rida.
isachias Bernard) de Oliveira.Indeferido.
0 mesmo.Informe o Sr. Dr. chefe de policia.
Joanna Maria Adem.Seja poslo em liberJade.
Jose da Silva Arauj:).Sim.
Jose Ignacio Avila. Oeferido, com offlcio desta
data, dirigido ao Sr. inspector da
provincial.
Joao da Costa Venancio.Informe oSr. director
das obras publicas.
Joao Baptista Teixeira Cavaicante.Passe por-
taria conceJ 'uJo a licenca pediia, na forma da
lei.
Joao Lopes Ferreira.Informe o Sr. inspectar-
da tbesonraria de fazenda.
Joao Baptista Gomes Peana.-Informe o Sr. Dr.
juiz de direito da comarca do Cabo.
Luiza Maria da Cenceicao Praxedos.Informe
o Sr Dr. chefe de policia.
Tenente Miguel Ferreira de Mello. Informe o
Sr. commandante superior da guarda nacional do
municipio do Recife.
Matbias Tavares de Almeida. Informe o Sr.
Inspector da thesouraria provincial, ouvindo a
consulado.
Manoel Thomaz de Albuquerque Maranhao..
lnformem os engenheiros nomeados para fiscalisar
a obra.
0 mesmo. Satisfaca o supplicante o que exige
a thesouraria em sua informacao de 26 do cor-
rea te, sob n. 804.
aritrista foi o verdadeiro vencedor, porque i por alguns de seus companheiros da revolucao, gos de exportacao,
annunciaram alguns joruaes impar-
EXTERIOR.
Ministerio da raarinha.
Em 10 de fevereiro offlciou se :
Ao capitao de mar e guerra Manoel Luiz Pe-
reira da Cunha, dispensaalo o do commando do
encouracado Brasil, visto ter o mesmo official de
seguir em outra commis-ao para a qual sera op-
portunamente nomeado.
Ao capitao de mar e guerra Jose Manoel Picao;o
da Costa, noraeado para eomraandar o encoura-
cado Brasil.
A' presiden'ia de Pernambuco, declarando, em
resposta ao offlcio n. 11 de 14 do met proximo
Undo, ao qual acompanhou o requerimento era
que os empregados do arsenal daquella provincia
pedem o abono da porcentagem antorisada pela
lei do 26 de abril de 1873, que por occasiao da
reform* dos arsenaes a que se vai proceder em
virtude da artigo 4, 1* da mesma lei, serao con-
venientemente elevados os vencimentos que ora
pcrc-Dein aqiettes emprejad-*.
Governo da provincia.
DBSPACHOS l)i PRKSUOBSCU, OB 27 DK FSVgagUO DB
1874.
Anna Joaquina Lopes Ferreira.Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda
Antonio Joaquim da Gloria. Indeferido.
Apolinario Luiz de Carvalho.Informe o Sr.
general commandante das armas.
Aatmio Augusto Ferreira Lima.Passe por-
taria eoncedendo a prorogacao pedida.
Antonio Francisco Gaiio. -Sim.
Antonio Francisco Martins de Miranda.Juntas
4 as peticoes. informe o Sr. inspector da thesott-
'rarla de fazenda.
Correspondencia do Diario de
Pernambuco.
BUB.NoS-AYlteS. 15 DE KeVBREIilO DE 1874.
1
N'esla cidade o estrepilo do guerra entre o
Brasil e a republica Argentina cpntintia aiuda a
aleraoiisar toda a populacao.
Na imprensa, na bolso, nos clubs, nos cafes, e
em toda a parte, e so do que se falla, 6 so do que
se trata.
Embora se suppenha com fundamento, que a
esla hora ja esteja sopilada a revolucao do P .ra-
goay, pelas causas de que em outro lugar nos oc-
cupamos, flcando assim mais unia voz mallogrados
os calculos aereos do governo argentine, comtudo,
a intriucada questao de limiles entre esta e aqnel-
la republica, na qual o Brasil se acha senamente
empsnhado, se apresenta sempre como um uhan-
tasma negro para a paz dos povos do sul da ]wne-
rica, visto que so julga impossivel chegar a um
accordo conciliatorio, por causa da arnhicao arro-
gante e desmedida da republica Argentina, cuju
sonhe dourado 6 a annexa^ao do fraco e aba
tide paraguayo, se nao em todo ao in a is em
parte.
0 governo argentino esta procurando, com aco-
damento, realisar a fallada allianca com o Peru e
a Bolivia, o que nao sera ditflcil conseguir; e para
ganliar tempo e destruir qualquer suspeila de
nossa pane, pretende enviar um ministro pleuipo
tenciario em missao especial ao Rio de Janeiro,
cujo cargo sabemos. que ja foi offere.'ido aos Srs.
Drs. Ruflno Elizalde e Eluardo Costa, que o re-
geitaram.
0 Sr. Luiz Domiuguez, actual rainislro da fazen-
da d'esta repuhlica, foi nomeado, por decreto de
liontem, enviado extraordinario e ministro pleni-
potenciario em missao especial junto ao governo
do Perii, e para alii deve partir brevemente.
A missao de que esta encarregado o Sr. Domiu-
guez, sem duvida nenhuma se liga a que foi con-
fuda ao Dr. Uriburu junto ao governo da Bolivia,
e esta claro que ambas ellas teem por fim apressar
a almejada allianca.
Corre por aqui o boato, e jao Slandart e pu-
blicou, que o Exm. Sr. conselheiro Manotl Frau
cisco Correa vem enviado pelo governo imperial
em missao especial a esta republica, com o intuilo
de ainda uma vez tenor o Brasil am arranjo ami
gavel nas quesloes penden'.es, procurando assim
evitar as desastrosas e lamentaveis consequencias
de uma guerra.
Em nossa opiniao todos os esforcos conciliate-
rios serao frustrados e so servirao de dar tempo a
este paiz para se armar cada vez mais, e alcancar
alliades para nos Later.
0 Nacional hontem e noje, transcreve em
suas columnas o bem elaborado arligi, que com a
epigrapae Confederacao Argentina, publicouo Dia-
rio de Pernambuco, ao fazer o retrespeclo do anno
passado.
Imprimindo seraelbante transcripcao, o Nacional
dirige, na sua costumada linguagem de alcouceiro
uma infinidaJo de iasultos ao seu conceituado
jornal, mentindo, como sempro, como e-tulticia e
ignorancia.
Eis aqui como elle se exprime:
t Publicamos em seguida uma traduccio de
Diario de Pernambuco de ujtiraa data :
E' um artigo perlido, inexacto em snas nar
racnes, desleal no fuado, insidioso era suas apre
ciagoes, injuslo. cheio de impudeucia, e que revela
em seu autor os mais baixos sontimentos.
Traduziraos elle exprassamente para nosso
diario, com o fim de que o leitor conheca e apre
cie uma vez mais, o procedimeuto false dos jorna
lislas flumiuenses (I)
t Dizem que o Diario de Pern vmbuco e de Pa-
ranhos, e que o artigo mencionado e escripto por
elle no Recife I I I
< Para que se veja ate que ponto e insidioso o
relrotpecto que se vai ler, faromos so uma obser-
vacao.
< Nao contente com amontoar-nos querellas,
que na realidade nao existem, porque sua promp-
la e pacifica solucio nao tardara, o articulisu ate
falla de dissencdes imaginarias, como aquella que
se refere ao Peru.
Cora essa republica nera semes linilrophes,
nem temos por consequencia nenhuma questao de
limites pendente.
A maior adulteraclu dos factos, e a falta mais
completa de siaceridade, fluctuam visivelmente
sobre as linbas que traduzimos.
a Julgue o paiz inleiro da tnaenuidade dos pu
bllcistas do Pernambuco.
. Effectuaramse no dia 1* do corrente em
toda a republica as eleicSej de deuptados ao con-
gressb nacional. ,
Era Bnenes-Ayres correu opleitomais tnainit-
lamente do que se esperava, permanecentlo ci-
dade nesse dia em complelo estado de sitio, j is
fo: prohibido todo o transito de tramwais, carros
e cavallos, e s6 se via movimentos militares por to-
dai as ruas.
No entretanto, houve em algumas parochias
muilas mortes e ferimentos, fazeado a tropa de
linha na pra^a da Concepcion fogo de bala contra
o povo I
Ambes oi parti Jos, o mitrista e o alsimsta, fos
tejaram o resoltado das eleirjSes da proviucia de
Buenos Ayrca, por causa de algnmas duplicatas a
aclas fajsas que existem, recurso a que per ca
tambem te lanja oilo. Cremos porem, qne o par-
*ssim
eiaes.
, No interior da republics, em quasi todas as pro
viucias veuceu o partiJo a/eltauedista, que 6 o
partido que conta com a influencia offlnal.,
A' vista d'este resultado geral an. eNcoes, pa-
race que nem Mitre nem Alsina lograrana arcancar
p porao de ouro desejado, a presidencia da ropu -
Lliea, e aim um terceiro, o Sr. AvellaneJa, candi-
date escandalosamenle protegido pelo Sr. Sar-
mieoto !
' Segundo dizem, os partidos mitfistis e -avellane-
dista vao prociaraar a candidatura, 4o Sr. Velez
Sarsfield para vice presideote da republica, com o
Am de angariarem as' sympathias da provincia de
Cordova d'onJe elle e filho.
thesouraria 0 cholera esta quasi extincto por aqui, pois a
ma mortandade nestes ultimos dias te.n regulado
de 5 a 10 pessoas diariamente, have a Jo poucos ca
sos iiovos.
Assim, e provavel que ate o fim do corrente mez
cesse corapletaineate de flagellar esta cidade tao
terrivel epiJemia.
0 governo nacional, tcraando era consider*
fie am parecer da junta de sau le, resolve o impor
uma quarentena de 15 dias para os navies prece-
deules dos portos d) Brasil, a pretexto de que
ajfebre araarella reina em alguns ponies de ira-
pWio.
A Titian*, diario semi-official, approvou essa
medida, que se ere ter sido lembrada a junta de
saude, em consequencia da noticu que por aqui
se espalh >u da vinda do Sr. almirante birao da
Lajuna com alguns navies de guerra para o Rio
da Prata.
0 presideote da republica rosolveu afinal
deixar as delicias da sua ilha de Carapachay, e
dignou se voltar na temana passada para esla ci-
da-Je, visto o choler i estar se extinguindo.
S. Exc. mandou collocar um batalhao de linha
na casa do governo nacional, para guardar a sua
alia e inviuiavel pessoa.
0 general Gaiuza, que fez a campanha de En-
tre Rios, regressou a esta cidade uo dia 5 do cor-
rdnte, e ruassuraio o exercicio do cargo de minis-
tro da guerra e raarinha.
Em um dos dias da semana passada, deu-se
n'esta cidade uma tentativa de assassinate contra
o ministro bespauhol, a qual e again relatada pela
Republica:
Hontem pela manha um individuo hespanhol,
penetrou no d^micilio do Sr. ministro hespauh.l
D. Antonio Alv.-uez PeralU, situado na rua de
Cangallo, e pretendia passar a habilacao do Sr.
ministro, sem ser annuneiado.
t Como um criado irapedia a sua entrada, o in-
dividuo toraou-o por um bra^oe quiz arreda-lo da
PQTla.
t Ao ruido da discussao vierara os outros cria-
dns e o agarrarim, indo um dellcs dar aviso a po-
licia.
Varies sol Jades o tirarara dalli, onde se negou
ebstinadauienle a responder uma palavra aos que
o iBterrogavam, dizenlo soinenle que todos eram
deshuinanos, que so o qaeriam raortiticar, eic.
Deveraos advertir que levava comsigo uma
crianija de 4 annos, da qual nao quiz separar-se.
edia urgentemente um medico e logo que se
Ihe porguntava para que, dizia uraas vezes, que
era para o curar de umas pontadas que tinha nas
pernas, e outras. que era por causa de u.nas feri-
das que linha na cabuci.
Em seu pod-r se encontrou um rewolver de
systems norte americaao, e uma navalha sevi
lhana.
a Cre se que este individuo e-teja louce ou pre-
teudesse assassiuar o Sr. Alvarez, e fazendo-se lou-
co, suppooha salvar sua respons.ibi'i lade.
0 Sr. 0' Gorman, c iefe de policia de Baenos
Ayres, apresentouante-hontem ao govern)da pro
viucia a renuocia d j seu cargo, por causa das
censuras enorgicas que tern seffrido da im-
prensa.
0 governador. de ocorlo com osseus ministros
rosolveu nao aceilar a dita renuncia.
Coramunicada esta resolucao ao Sr. 0' Gorman,
elle respoulea immediatunente que licaria no sea
posto, porem com a condicao do que se Ihe con-
cederiara as faculdades necessarias para organisar
e raoralisar a policia, do tal raaneira que nado
absotutamenle se possa dizer d'ella.
No dia 7 suicidoii-so era Morou urajoven es-
trangeiro, empregado era uma casa de commercio
daquella lecalidade.
Dizem que elle estava proximo a se casar com
uma linda rapariga do mesmo lugar, e que sua
miii se oppunlu terminante e energicamente a
realisacao de tal casaraenlo.
Isto produzio no animo do joven uma trisleza
prefunda, e uma preoccupacao constante comeoou
a laborar era seu espirito. A idea do suicidio pas-
sonlhc eutao pela imagiuacao como o unico re-
curso propicio, e elle sem demara a realisou, dan-
do am tiro de rewolver na cabeca.
0 infeliz daixou algumas cartas oscriptas, dbda-
rando qui se suicidava para nSo contrariar sua
mai, casandose contra a volnade della.
Por telegramraas recebidos hontem de Men-
doza, sabese que nessa provincia se incendiou a
cathedral da cidade, ficando cm poucos momentes
toda destruida
Nao houve desgraca alguma a lamentar.
Era villa Mercedes (provincia de S. Luiz),
continua o cholera a fazer algum estrago, mas, se-
gundo um telegramma de 6 deste mez, ja ia decli-
nando a morlaniadc.
Quanlo a parte commercial pouco temos a ac-
cresceutar ao que dissemos na nossa ultima mis-
siva.
A praca d-; Buenos-Ayres continua no mesmo
estado quanlo ao movimento das transaccoes, ten-
do porem melhorado um pouco o mercado mrae-
urie por ter chegado para o governo da provincia
600:000 libras esterlinas do emprestimo de salubri-
dade realisade em Londres.
Os descontos n^s bancos do estado se fazem de
9 a 12 por cento ao anno.
Poucos sajues so realisaram uesles ultimos dias,
regulando o eambio, sobre Inglaterra 48 718 e 49
sobre Franca e Anvers 321 a 5 -23 por fretes,
e sobre o Rio de Janeiro 30/400 a 30/700 por on-
ca de ouro.
Reaiisaram-sc algamas vendas de assucar de
Pernambuco de primeira sorte, 5i e 56 de segunla
soite,'50 e 52 so manes, e 44 maacavado.
Enlraram pelo S.Jose 1,900 barricas que ficam
ainda sem serem vondidas, por exigirem os seas
possaidores preco mais elevado do que cs eotados.
Do estado Oriental temos datas ate o dia 13.
-* 0 governo da republica expedio um decreto,
convocando as camaras legislalivas em sossoes or-
dinarias, para o dia 15 do corrente.
Foi norneala uma comraissao, composta de
pessoas professional, para proceder a revl3io do
urnjifto d i cotigo civil militar de 14 de julho de
1862; e. fazeado lue as alierar^oes que julgar con-
veniente confeccionar um codigo mititar da repu-
blica, para ser submellido a delibeiatoo do eon-
gresso nacional no proximo periodo legi-lativo.
Havia chegado a montevidoo o chefe de de
vi-ao barao da Passagera, que ia sanuir coo ai-
guns navies de guerra para o Alto Uruguay.
Era *sperado a cada memento o Exm. Sr. barao
de Laguna, commandante em chefe da esquadra
brasileira nas aguas do Rio da Prata, iavendo
acomnanaa-lo seis encoaracados e quatro eor-
vetas
Diverts jornaes annuuaiaram quo Ixipez Jor-
dan imao M > assassinidj, em tarritorio bpasileiro
m.is, zTribuna desmente semelhante noticia.
Cousta qua vai ser aberto o porlo de Monte-
vide-o para as procedencias argentinas meiiantc
uma quarentena de 12 dias.
Itt
Do Paraguay as Doticias que ha, alcancam a 31
do mez passado.
0 Sr. Jovellanos, vlce-t residenle da republi
ca, reconbecondo-se irapoteate diante das forcas
ravolu "ion irias, e temendo uma derrola, resolveu
rauito prudenteraente acquiescer a vonude geral
do povo paraguayo, demitiindo o celebre ministro t
Ferreira, cuja preseuca no governo era uraa das
causas da revolucao.
0 St. Gil que se acbava desterrado foi indultdo,
e nomeado ministro do interior era substiluicao ao
tal Ferreira.
Deste modo 6 de sappor que se conciliem os re-
voluccionarios, e olvidando a proteccio cavilosa
que tiveram dos argentinos, saibani ser verdadcires
patriotas, sustentando. com energia e bravura a
honra e a integridade da nacae paraguaya
Na villa Occidental eram esperados mais dous
batalhfi.is argentinos e am esquadrao de cavalla
ria, de certo com 0 fim de melhor guanlirem a
posse disputada d'aquelle territorio.
IV
Das repubheas do Pacifico e da America Central
tomes neticias telegraphicas de Valparaizo ate 10
deste mez.
No Chile, o governo coutinuava a tomar me-
Ji las acerca da quarentena imposta a navies
proceJentes da republica Argentina, suppoulo se
que seriam fechaJos todos os porlos da Cordi-
Iheira.
Em Santiago incendiou-se, na noite de 3 do
corrente, a fabrica de cerveja do Sr. D iveueore.
As [i. rJas sao calcuLdas em vinte rail pesos
fortes.
Era Copiapo sentio-se um pequano tremor de
terra, que infelizmente nao occasiouou damno ai
gum.
Em Valparaiz > esta se organisando uma so-
ciedado com u capital de 50:O0J patacoes, que se
encarrega de trazer da Europa toJa a cla.-se de
empregados qae necessitem os agricuilores, esta
belecim .ntos de educa$ao.
A seciedade perdera o valor da passagem do in-
dividuo se a sua capacidaJe uao for reconhe-
cida.
Na praja de Valjaraizo, por causa da esca-
cez de navios, os negocias commerciaes tiveram
grande actividade duranle a ultima quinzena.
0 mercado monetario se eucenira em uma si-
tua^ao crilica por falta de numerario.
No PerL, foi prohibido. pelo govern) a ami-
gra;4o asialica.
Fallecerara na capital; o Dr. Viceute Molina
redactor da Liber tad, e o coroael Hevia, veteran)
da inJependencia.
As auloridades de Arequipa descobriram al-
gumas ommunicacoas de censpiradore-. que pre-
paravara um golpe revolucienarie contra o gover-
no nacional.
Na Bolivia o Sr. Ballivian, presidente da re-
publica, continua gravemente doente e espera-se a
cada mo.nen.o a sua inorte.
A situacao do paiz e bastante trisle.
Os partidos politicos se acham muite exailados,
e o governo prepara as forcas de linba que dis-
p5a.
A anarchia e inevitavel e imminente
Foi coucedido ao subiito lie.-danhjl Arluro
Marcontu privilegio exclusive por 10 annos. para
estabelecer e explorar linhas e Babes telegrapbi
cos, que ceramuniquem c littoral da republica com
as costas lirailrophes do Peril e do Chile.
Da America central extrahimes as seguiutes
neticias da Pampa de ante hontem :
t As neticias dos diversos eslados que cempoe
a America central, chegadas pelo ullimo correio,
teem to J is pouco mais nu meaos, visos deuraa
proxima guerra, mas julgando por imoimacoes ii-
dedignas de algumas pessoas recein chegadas da-
quelles paizes, cremos que c mui provavel se des-
vaaeca a tempestade aineacadora, e que se chegue
a ura accordo pacilico. E' rauito de desejar, em
bem do pregresse e bem estar dos paizes inUrOs-
sados, que se possa evitar uma guerra, que seria
por dentals desastrosa.
Costa R'ca hoje tera mais que perder, tanle
com relacao ao seu pregresso material como ao
seu credito nacional, que qualquer outro dos esta-
dos do cenlro da America, se chegar o case de
guerra.
Ella, pelo nienos techicamente assume uma at-
tituee defeusiva, e nao tem autorisado publica-
mente nenhum acto coutra Nicaragua que equiva-
lha a um feito de guerra.
A expedicio de Tinoco e seus seiuazes, ainda
que procedente de portos costa riquanses, e de ca-
racier flibusleiro, e como a de Palacios, escolheu
o territorio houdurenho para iniciar suas opera
cues, ficando assim em duvida se e Honduras ou
Nicaragua o objeclo de suas miquinacoes.
Sabe-se que Arias, presidente provisorio de
Honduras nao quer se desprender do poder execu-
tive e entrega-Io ao Sr. Leiva, eleit) pelo voto po-
pular para aquelle poslo.
Esta opposicao da parte do Sr. Arias e por cer-
to um cenlro de gravilacao para os que abngarn
nitenco.s snistras contra o governo de Hon-
duras.
Nao se sab..' com prccisao se esla circumstancia
serve de base ao corenel Tinoco e seus compa-
nheiros, ponim desda que o Sr. Leiva conta em
seu favor as sympathias do povo de Honduras,
apoiado pelas forcas que tera era campe S. Salva-
dor e (Juateuala, nao parece haver possibilidade
do melhor exilo para o coronel Tioojo do que
o que coube ao Sr. Palacios.
Nao obstante a actividade qae desenvolvem tan-
to Nicaragua e S. Salvador como Costa Rica na
fortificacio da seus portos, lazem crer qua esias
modidas originam sem duvida de ambas as par-
ies o eslado de incerteza em que se acbam hoje
a- reiacoes internacionaes. E' de esperar que nao
obstants estas decconstracdes hostis, rasultem ser
prepheticas as opiniSes de nossos iuforraantes, e
que o primeiro politico que ameaca descarregar-
ta e perturbar a tranquillidada daqualla |formosa
regiao da America se dissipe novamente, em ob-
sequio a humanidade, ao commercio e ao pre-
gresso.
Sem qae deixem de ter toda nossa eonQanca os
homens eminentes de Costa Rica que governam, e
forcoso confassar que o rancor politico de que
deu pro', as o general Gaardia a expalsar do paiz
alguns raembros das principaes familias, uao 6 o
meio mais conducente para a paz e a iranquilli-
dade.
Em vista deste torvelinho politico que parece
proximo a arrastar todo o centre da America, em
seu impcto, e pelo menos salisfactoria a attitude
decidida em que sa celloceu os Estades-UaiJos
ordenando que sa enrie o general Shermxn para
ser julgado perante seus tribunaes maritimos, com
o que ucam privados no Atlantice de tio podereso
instruraento aggressivo os inimigos da paz geral
daquelle? paizes. Do lado de Pacifico pelo qae
respeita ao caracter legal do Montejo, qua segun-
do parece leva sempre a banJeira araericana ; a
lijao que acaba do dar os Estados-Uuidos no eas'o
do Sherman e do Yirginius, nao sera infrnctubsa
para os doaos presentes nera para o governo de
Costa Rica, a quern se trata de vende-lo.
As ultimas noticias de Guatemala pintam a si
luacao iuterna daquelle paiz eomo boa. 0 cafe o
outros producies agricelas progridem com celeri-
dade a occupar am lugar principal entre as artj>
0 general Barrios nio se csqui a as fadigas pes-
soaes para elle mesmo ver tudo, e snas visitas
aos departamentes tem redandado em beneBoo
para o paiz. 0 o presidente regresson a capital
em 20 de novembro.
INTERIOR.
5K JtMIHO
TI'.IBL'NAL DE Jl'STICA.
BIO
SUPREMO
Prinfira sessao do jalganvnto do Sr. bispj ie
Olinda, em 18 de fevereiro de 187k.
A's 9 haras 45 minutes da minhi, achanJo se
presentes o Sr. conselheiro Marcetino de brito.
presidente do tribunal, e os Srs. cons 'Ihrirn bariu
de SI iiL-orr.a >, Chieorro, Simuss, Valdetaro,Cento.
Messias de Leao, Albuquerque, Figaeira de Mello.
Costa Pinto, Villares e barao da Pirapama ; bem
Como o Sr. Dr. Joio Pedreira do Cento Ferraz, se-
creiario do tribunal, oSr. presidente declarou aber-
ta a sessao
No recinto do tribunal achavam-se maitos cida-
Ja is notaveis d > paiz e a galeria estava replecta de
espectadores.
0 Sr. secretario procedea a leitnra da acts da
sessao anterior, que foi approvada, depois de uraa
reclamacao de Sr. conselheiro Fijueira da Mello.
0 Sr. presidente pruceleu a bitura do expe-
dienle, que terminou a- 10 boras e 10 minutes.
Coinpareceu entao o Sr. bispo de Olinda, para-
raenlado com a respectiva murca, vindo acompa-
oOado pelo Sr. bispo do Rio de Janeiro e tomou
assenio cm utra mesa collocada a esquerda dotri-
bunol.
Tambem compareceu n*sa occasiio o Sr. coo-
selheiro D. Balthazar da Silveira, procurador da
cjr.Vi e fazenla nacional.
0 Sr. presidente apresenta ao tribunal um re
qnerimento dos Srs. senadores Zacharias de Go>*
e Vasconcellos e Dr. Candilo Meaies de Almeida,
pedindo serein admiuidos come defensores espoo-
tanees do Sr. bispo de Olinda.
S. Exc. deferio esse requerimento, e aquelles
senhores foram sentar-se a direita c esquerda do
Sr. bispo.
0 Sr. presidente declarou os noine- dos Srs. con
selheiros Co>ta Pinto, Figaeira de Mello, barao de
vlontserrate, barao de Pirapama. Sinwes. Villares.
Valdetaro e Albuquerque, como juizes desimpedi-
dos, para julgarem este processo.
0 Sr. conselheiro pro;urader da corua pedio
pcrmissao para lembrar qae o Sr. Figaeira do
Mello nao podia ser jniz nesla causa, e era obri
gado a declarar-se suspeito por isso que raanife>-
tou saa opiniao a rcspeilo deste assuraplo em am
discurso proferido no senado, discurso que aufai-
risou o posterior procedimenlo do Sr. bispo de
Olinda e fez com que S. Exc. cempare.a agora
como reo peramc o tribunal; e, uao contente com
isso, puhlicou dejiois ura folbelo em que patenteou
ainla a sua opiniao a respeito da malaria.
0 Sr. Figueira de Mello dcclara qae nao se re
cusava do lugar de juiz nesta causa, qae o Sr. pro-
curador da eorta nao podia fazer semelbaule re-
querimanto, podia recusa lo como juiz, se assim
entendesse, mas nae podia dar as razees da sru
recusa e menos querer ohrigar um juiz a Ktfl qne
a sua coascicncia lbe nao dictara.
0 Sr. procurador da corua disse que, fuodad
na lei, limilara-se a reclamar contra um facto
qae devia hear bem saliente.
0 Sr. Figueira de Melh observou qae nao pre
cisava das hfdes do Sr. pro:uralor da coroa, a
quem o Sr. presideule davcria ter chamado a or-
dem.
(Vlgun? apoiades partiram das galerias, e o Sr
presideule impde-lhes silencio).
0 Sr. procurador da corOa declarou que s^ uli
lisava do recurso da lei e recusa .a e Sr. Figuei-
ra de Mello, terminando assim este incidente.
0 Sr. Candido Mendes pedio permissao para
recu'ar ura dos juizes.
0 Sr. presidenie pergunla se S. Exc. estaia au-
torisado pelo reo para a re:us.v
0 Sr. CanJido Mendes respondeu que o reo ni
da autorisara, raas que elle julgava que, como de-
fensor, linha esse direito.
0 Sr. Valdetaro centestou.
0 Sr. Zacarias pergunla ao Sr. presidente se u>-
limites da defeza ha ou van direito de recusar am
juiz; se S. Exc. entendia que ba esse direito, a
recusa se fazia effectiva, nao em nomo do reo, qu -
nao incumbio cousa alguma...
0 Sr. procurador da coroa : Isso e notavel.
0 Sr. L icarias : Nos somes aqui admittiJos
como defensores espontaneos, nao como advoga
dos da parte. O tribunal podia nomear am advo-
uado para se incumbir da defeza da pane, nio o
fez; nos somos os defensores espontaueos, e se a
defeza e ampla, a recusa do men collega deve ser
attendida.
0 Sr. Candido Mendes : Se a defeza e livre,
deve-se-Ihe adraittir esse direito.
0 Sr. Valdetaro disse que havia de sustenlar a
lei de tribunal.
0 Sr. presidente declarou qae sabmette esu
questao a deliberarao do tribunal.
0 Sr. Zacarias entendeu que era desnecessari i.
a mmos que S. Exc nio se reiraetasse de o ler
adraittido e ao seu collsga como defensores
0 Sr. Candido Mendes declarou qae recusare o
Sr. Valdetaro.
0 Sr. Valdetaro disse qae a vista da lei, nio s?
dava como recusado que o defensor nio podia re-
cusar juizes, porque a lei expressameote datermi-
na que esse direito so compete as panes Se o
reo o recusasse, teria muita satisfacao em aceitar
a recusa, porque a posi^ao de juiz nao e tie agra
davei como outras.
S. Exc. accresccntou qae lia quarenla e tanws
auuos e juiz e tera gjulgado soldados, geaeraes e
cidadaos dc todas as classes da sociedade e sempre
com a sua conseiencia ( alguns apoiados partiram
da galeria e o Sr. presidente recommenia silenc*),
mas nio estava disposto a coder dos seus direitos.
Requerea a leitura de respective artigo da lei de
18 de setembro de 1828
0 Sr. presidente disse que esse artigo refere-a*
ao reo e ao aecusader.
0 Sr. Valdetaro observou que na questao nio
havia reo, porque ete nada requeria ; o dsfair
era graci 'so, nao representava o reo, viatu taaer
apenas um acto volantario taato que nio estaadc
presenle o reo, esse defensor somente podia allegar
as razoes da audiencia do reo, nada mais.
Como o reo esta presenle a nao quer e
o direito que a lot ihe concede, nio podia
quer outre arrancal e da cadeira em qae a
o eollocou.
0 Sr. barao de Pirapama disse que desde
se admittirani defensores a parto, davia-je-lne
bem admittir a recusa de juizes, porque esta
titue nm meio do. defeza : ao defensor, embora
espontaneo, e licito recusar juizes.
0 Sr. Villares declarou ser de opiniao qae os
Jcfcusores u io pedem recusar Junes, caao tendo
pederes esprciaes. ^
0 Sr. presidenie declarou que, pin tomando so-
a^Lbre "si ^usta responsabUidado, *oria a vosoa
questao.
Por raaioria da votes o tttivdnal docidio quo a
defensor nae pode.recu'arjuii
0 Sr. secrolaria procedou em segui-la a leitura
do processo. nas suai principaos w**, isto e,
e avisVdo raiaislerio dj imperio, a denaucsa
Jfc-pr ia justifla, respasias d> Sr. bispo
Uo CHmda ao aviso de 12 de julho uiiuno do oas>
Hi]
V x


7
ITS I ifr^HAH! M S' ma tJ$t0*$fc VmmSawo

du Sr. Wsp6 ab dRo II-
recftrto para d gvVbratfi \Ttos'irsot>hieve '.
inenty ; o wie;hoexpvstia- ordem so hisp naH*
levanlar iolerdicte .ft o bispo nao a levantou;
Ejs a.eaosa uniea.Jr) proeesso, nio.ha outta, e u
lorador appella part o libello.
Dia elle : < Provara quo o rJj declaroa formal
6 oa|iiadan*enlft WMMiie- aquaria 4JM"1"'" a
govejBoTminM dajKpr*tnio a recurco,
a co*, etc
no ministers
de prononda
satorio e a
bello.
En segud*oa8fc preeKhnte ontiftcou .0 Sr.
bispo e os Sfe> J^lensores para comgarecerein
na sessao segulnte, as 10 horas da manha, cm
que tera lugar a apresentacio do relator,
Sr. conselheiro relalor a ti .mais mam-do jui
gamento. B^ .jl
Retirou se enlao o,9F Di,& nal, aorapanhado P**fcSr. ate dp Ria da Ja-
ne! 10 0 pelos Srs. JdtiBpresE
0 tributuJ occupou-se depots com revis'-as
civeis
ciegunda t ultima tendo to jutqmnento do Sr.
bispo de QKnda,em ill* ferertiro-de 1814.
(Todo 0 recialo du tribunal e a galeria acham-se
apinbades de espactadoaes).
A's a 1/1 horas da mannli achando-se presenter
o Sr. conselheiro Marcelino de Biito, presidente ;
08 Srs. conselbeiros Chiehorro, Messias de Leao,
Vga, Simoes da Silva, Costa Pinto, Valdetaro,
barto de Mont-errate, JiJlareSj Figueira de Mello,
Albaquerqae, Cbufo, IffnfTaii'e liarao de Pirapa-
ma, bera como 0 Sr. Dr. Pedreira, secre*ario, e
abrio se a sessao.
O Sr. seeretario lea a acta da sessao anterior,
que foi apprdvada.
0 Sr. presidente den conla do expedience.
A's 10 boras comparceeu 0 Sr. bispo de Olinda,
acompanhado pelo Sr. bispo do Rio de Janeiro e
pelo Sr. bispo de Kaasas (Estados Uaidos).
S. Exc. Rvma. occupou 0 mesmo lugar da ses-
sao anterior, ntre 03 brs. eonseHwtro Zaeartas e
Dr. Candido Mendes, que ja alii se achavatn.
Corapareoeu tambem como proaaotor da justica
0 Sr. conselheiro D. 'Balthazar da Silveira, procu-
rador da coroa, fazenda e sobcrania nacional, que
occupou 0 sea lugar na'mesa do tribunal.
0 ^r. Messias de Leao prooedeu a leitura do
seu relatorio, historiando todo 0 andamento do
proeesso.
0 Sr. procurador rodera ouvir aquera leilura, mas era tnnta a con-
iiaoea'qae deposhavn no digno relator, que naJa
tiuhaa eontestar. Entretaflto desejava dizer al-
guraa oousa sobre nma entidade o.-tranh3 que se
achava presente, para entrar no debate.
0 Sr. presidente di>se quo daria dep_ois a pala-
vra a S Exc.-, poia nao se tratava enlao senao de
oontrariar 0 relatorio.
Eia seguida perguotou ao reo se tiaba alguraa
cousa a dizer sobre 0 mesmo relatorio.
0 Sr. bispo deOlinda guardou silencio.
0 Sr. presidente deiilarou que 0 reo nada tinha
quo dizer, visto guardar silencio, e deu a palavra
ao Sr. procuradiT da coroa.
fisle senhor sao do Sr. president, por isso que so se poJe
admitiir conlestacoes ao relatorio do Sr. juiz rela-
tor, feiUs pelo accasador, pelo reo cu por seu pro-
curador.
Como a accusagio se aoha nos autos, dispsn-
sa-se de repeli-U, im>rmente quando 0 reo coati-
liii.i silencioso, poto se apresente rodoado do pos-
mus, que nao sabo se sao todas scus defensores
espomaneos.
0 Sr. presidente -declaroa que j;i foram admitti-
dos pelo tribunal dous defensores e nao poie esse
assiunpto ser mais objecto de diseussao.
0 Sr. procurador da coroa <>bservuu que 0 reo,
cao dando uma palavra no tribunal, qutr comtu-
do defcndor se de um inodo iujouceiiivel, e este
pcnto nao pode ser indilTerento ao proseguimento
do proeesso e meoos ao promotor da jusiica.
O.Sif. pretidente insistio que sobre uma decisao
co iribunal nada mais se pode dizer.
0 *r Valdetaro entenieu que 0 Sr. promotor
da juslija, cuino fiscal da lei. reclamou pelo cam-
orimentu da mcsm.i lei. Foram admittidos os
diius defensores julgauJo se que linham a acquies-
i-caeia do reo; d^sde que a aau le:n, na presente
MM&0 so podem f.illar 0 promotor da justif.a e 0
reo cu sea prucurador : 0 reo nao quer fallar
nem deu procuraeao a pes-oa alguma, portanto,
G indevidamenle se admittira a defez.i de u:na
entidade que nao e ollerecida pelo reo.
0 Sr. presidente disse que nao pode deixar de
dar a palavra a; um dos defensuros do reo que
foram admittidos [iele tribunal.
0 Sr. procurador da eoroa declarou como fiscal
1 lieiaria. que a defeza produzida por dous iutru-
sos (0 Sr. Zacarias protesta) sera coino se nao a
oavisse, e, se 0 Sr. presideute permittisse, ate se
retiraria do tribunal para nao sanccionar com
saa presenf,a esse facto. (Vozes de approvacao
partei.i do audi'.orio, a quern 0 Sr. presidente im-
p5e silendo.)
0 Sr. Costa Pinto mostroa com a ordenacio liv.
!. que 0 reo preso pdde ter defensor, embora
tern dar-lhe procurajau, porque era esse o costu-
me antigo ; portanto, esland 10 reo preso, nao no-
meanlo procurador, por coherencia de principio,
visto que nao reconhece a competencia do tribu-
nai para jnlga-lo, pdde ser admittido defensor sem
procuraoao, porque a applicai;ao Jesto principio e
a que mais se eonforma. com a lei do supremo
:ribunal. Admittidos assiiu os defensores, podc-
se-lhee limilar a defeza a certos e deterniinados
pontos ? Kntende que nao, e que devem tor fa
uldidc ampla na defeza, ainda mesmo nao convi-
Jados nem autorisados pelo reo.
0 Sr. Val le'.aro observou que apenas pretendeu
eorroborar a asserein di Sr. promotor da justica.
Kntcvde que 0 tribunal naJa tern que ver neste
t.onto com a ordenarao, por i3so que a sua lei re
jnilameatar e muito mais moderna
Lendo os aitigus da lei de 18 de setembro de
'.%!%, bistotia 0 que ha a fazer nos termos de
qualquerjulgameot'i.
E eonclue que, a vista de-isalei, faito 0 relatorio,
este sera cantesta lo pelo accosador e pelo reo ou
sea procurador; 0 Sr. presidente ja reconheceu
-.ste principio n:io dando a palavra aos defenseres
para contestarem o relatorio; assim, s6 resta tor-
nar se a sessao secreta para 0 tribunal poder dis-
cutir a materia.
O Sr. presidente disse que estava convencido
r.ue a admissao dos defcosores nio foi coutraria a
lei, porque esta f.illa em defensores e, admittidos
elles, e nesta occasion que 0 reo pode ter defeza,
por isso concede a palavra a um dos defensores
Jo reo, a qucw pede que seja breve porque o tem-
po e limitado.
0 Sr. eonselbeiro /aearias diz que nao so para
obedecer ao Sr. presidente, como porque 0 seu
estado de saude Ihe nao permilte, nao enirara em
onjro debate.
Mas, antes de entrar na qaesta vertenle, pede
rermissao para agradecer ao mesmo Sr. presi-
dente e ao Sr. conselheiro Costa Pinto a waseira
norque interpretaram 0 direito de defeza.
Confessa que Hie doeu a expressao do Sr. pro-
niotor da jastica que se julgou autorisado a dizer
aae via 0 reo rodeado de intf usos; ha alii dous
defeosores, que com autor'isacao do tribunal po-
dem defender 0 reo, portanto, nao sio intrusos.
A qucstao religiosa que se agita no paiz ha mais
Je um anno pode ser encarada por diversos aspee-
csee assumplo para larga meditacao dos tlieolo-
Cos, estadistas, canonistas e phjlosophos; e, note,;
inateria tao vasta, que nao pode ser tratada em
:oda a sua plenitude.
Ha, porem, um aspeeto todo especial, e 0 jari-
dico ; e e somante deste que 0 orador se vi oc-
;upar, propondo se a examinar, com 0 proeesso
era mao, quaea osdelictos impntados ao bispo de
(Hinds, qual a lei applicada ao caso e como se
procedeu contra 0 mesmo bispo em relacio a esses
faclos.
Qual 0 deiicto do bispo qoe se acha a barra do
tribunal ?
Examinando 0 proeesso, 0 orador encontra abi
o aviso de 27 de setembro de 873, ordenando a
iDstauracao do referido proeesso, e nessa pe<;a an-
nunciam se e abaladas as bases da sooiedade, a
constituicao ferida de morte.os paderes magestati-
cos conculeados pela prepoteceia-e^iscopal; emlim.
esse aviso eta ample, quasi que no havia artigo
no codigo criminal em qoe o gororno imperial nao
jaigasse iucorso 0 bwpo de Olioda.
Obedecendo a esse aviso d'qtie 0 8r. pr%cnrador
da corOa deu sua deouneia, na aoal firmou uma
aerie infinda de crimes eommettidos pelo referido
bispo.
Mas, pelo correr do tempo e com a reflexao,
aparou-se a verdade.
De mode que em poaeoa ineees 0 Sr. ministro
da jnsti^a, servlnio na pasu do imperio, por eslar
a banhos 0 respectivo ministro, mandou instadrar
proeesso ao Sr. bispo do Para por um aviso laco-
nieo, diwndo simplesmenta que a causa do pro-
* ~.Ae4 joao.uaver cumprido a ordem do go-
verno. v_
Que progresso eV!araoa 0 orador, desde 27 de
6etembroate7den^embr'0>
A verdade, pois, foi
Wienvo de ut acto de ordem Ao govern;*,
tatSfljid tjcca aaallcacai do artigo
,. Wlflfc-ifwtifflffln deixar de fallar das c
fenttiWattittrWile*.
ii MiaAiOma III H grit maximo do rrime
6^ WW#flWCl|lP*I;i"ci'ls agKravautcs quo
seado a pnmeira reincidencia.
Ora como se dii isto, quando todos sabem que
obispo ^to iguil .' Seo ljispe,-*oltal> a saa dioc
1 OJH leatro em poufo o fari. comi
lMMn, cntao remcidhia. E', por
da jutUca nad 4 eapaz da to, i i.aginarn Ma circonutancia da reiMcSlenrnu
Outra cirojUBsiaaeia agguvaate lembrada ao
DOtno cspara q0i featro eapoaiofari. coiiuaet-
Ha feruoto, so esaaftcto.-a orador afDan^lesie facto ideation, cntao ramcidtaia. E', por^g
feira 2 dft,
de 1874.
(I I
083KJ/I
mi
ora-
dJ Il. A p'9' 'Pj^anhando terreno, e o
mLf1*?1 ?^-o o proprio governo
inudoa de opiniao em tao poncos meze,, reduzia-
toa que vio a principio,
eseapar desso mesmo
do tribunal fart
cto o bispo de Olia-h.
nsado.no exercicio do- sea cargo episcopal
que o 8r. ajroaioior
apresentar outro.
Ainda hije o oradur lau no Joinal da Qommer-
c um artigo transcript> da Napio, era que se
du que esta qaastao e summamenie politiea, que
o supremo tribunal pode Iio)b decidir a cpntenda
eterna entrc o poder aealeuaajitt) e a civil ; isto
e, se o bispo de Olinda fur condemnado ueara a
igreja subordinada ao estado, sc fur absoivido
ficara o estado subordhiado a igreja.
0 orador diz que rnna impMdencia rematada
por a quesiao njjsje lerxeno; supnujaha que
os nobres julgadores linham por fim decidir
uma questao muito simples, quesquer que sejam
suas opiniflis; mas o governo encontra aqui
materia de alta politics e peusa que o supremo
tribunal vai decidi la.
0 empehno do orador e siiaplificar a accusacjlo
e o do nobre promotor da juslira foi confunli-la.
0 bispo de Olinda nao levantou o ioterdieto,
porque isso seria am acto que fulminaria ; seudo
materia puraniente espirituaL obedecer ao_governo
civil, era declinar da sua competencia, era sub-
metier por acto sen a igreja ao esta Jo, era uma
renuncia do calholicismo.
Ao coalrario, desohedecendo ao governo civil,
como desobedeceu, arriscava-se a ser procassado,
preso e perseguido, comfii ; e isso e um herois-
mo, e se nao o e, exclama o c rador mandem
apear dos altares a todo* axiueUes a quern vene
ramos, porque obedeceram a igreja contra Cesar.
Todos sabem que a faculdade de suspender ex
informata conscientia e usada pelo bispo em se-
gredo e em resorva e tendo procedido o bis x> de
olinda em reserva com relacjio a um parocho
hesitanto, nao pode o promotor da just'ea dizer
que o bispo assim procedeu, porque esse parocho
hesitava em obeJerer ou nao a ordem.
Como e, pois, que o libello diz que o bispo dc
Olio la empregava a suspensaoier informat.i coin-
cuHti'i como meio de coagir os parochos a obede-
cer a elle bispo e nao ao governo ?
Mas admiltindo se quo assim fosse, admittiddose
que alguin parocho degenerado se unisse a Cesar
contra a igreja n'uma questao que e da igreja
e nao de Cesar, o que seria isto ? Seria ainda o
facto da de.sobedieoci.'i resolvida pelo bispo.
Todos os parochos adberiram ao procedimento
do bispo. Assim como os bispos nao podium se
parar-se da igreja, tambem os parochos nan po-
diam separar se do sen pastor. Deve-se, portanto
applaudir o parocho que ne>ia emergencia esta
com o bispo, e nao aqnelles que por le ror pre-
ferem o estado a igreja. 0 i' art., poitauto, nao
e novo ; foi e so um.
Para ser breve simplificara dizendo que nao ha
no proeesso do bispo de Olinda se nan um facto,
o do nao ter cumprido a ordem do governo a res-
pcito da interdiceao.
Ha ainda uo libello uma asserruo que nao pode
deixar de apreeiar. por isso que a constituieio aiti
oi iafringida de modo algum.
0 eodig i criminal 6 muito explicito na classill
ea^i) dos delictos e para mosirar a som razio Jo
noure promotor da justica, pede liceuoa ao Sr. pre-
sidimle para ler o codigo.
A' parle segunda do codigo quo fata Jos cri-
mes publicos segue-se o tituio 1. com tres ca-
pitulos.
( Ei6-se o capiiulo 1. e 2. .
A' visla ilisto nao pode nonhum metnbr.) do
tribunal dizer qae no facto descripto ha infrac-
i;ao da consti'.uieio.
Empecer, embaracar a execucSo de uma deter
miuac.ao de u:u p ider politico, a\) e cpntrarinr a
forma do govorno. Esse facto, como quer em etaB-
sifiea-lo, deixa a cou>titui;ao intacta ; a forma da
governo nao e alterada, a magestade do rei nao e
offendida.
Depoisha um grande erro da parte do promotor
da jn-titM, quando diz que se iufringio a constilui-
giio. Nao, nao sc iufringio a constitui'jao ; se a
conslituigao esta iufringida nao o por este fac'o,
sera por outros em que a brevi !ade que o Sr.
presidente recoramendou, nao permit'.e nem de
leva tocar.
Pensa que o tribunal ja esta bastante eselare-
cido, que a vi-ta mesmo do livello nao se trata
se nao de um faeto, que e o nao eutnprimenio da
ordem do governo.
Vai ver agora qual e a i;i, e qual a pena para
esta falta.
Ha no paiz uma lei especial para o caso em
que o bispo nao cumpra a ordem do governo. E'
o decn-to de 28 de ma reo de !8i7. Nao ha outra
lei; este deereto qae foi acto do gover-
no e expedido n.-io em virtude do art. 102 s 12 da
constitu'cSo, foi aceito pel) paiz por tal modo
que se iniciou na camara uma lei para revogar o
citado deereto. Esta lei pasou na camara tempo-
raria, inns cabio no senado, e, portanto, aquelle
deereto e uma lei organica. eensaqueo promo-
tor da justica nao pode eontestar esta assercai.
Pits bom, o que determina o art. 21 dessa lei or-
ganica ? determiua (le)-
Logo ha uma lei especial para o dito especia-
lissimo cm qoe o bispo recuse cumprir uma ordem
do govcrao. E a penalidade que se applica e ('e).
Nada ha mais claro do que isto. 0 regulamento
nao so previne o caso do bispo nao quercr cum-
prir a ordem em materia espiritual, porque tra-
ta-se de materia espiritual, como deelara a pena
cwm que deve ser punido o bispo que reincilir no
nao eumprimento da lei.
A desnbedieacia esta elassilkadano art 128 ds
cod'go criuiiiial : tem como pena 6 dias a douo
mezes di prisao. O eanselho de estado nesse famo
so pareeer, que tem servido de base a todjs os ac-
tos do governo, deelara explicita e cathegoriea-
Mate que o unico facio a que o governo ;e podia
soccorrer era a desobediencia. Foi por isso que
o ministro do imperio, nao obstante ser tao diftuso
no seu aviso, nao se serve de outra palavra que
n;io seja desobedieute, c e por isso (e loavores se-
jam daJos) que o ministro da jusli'.a, interinamen
te do imperio, expressamente deterrainou qfte o
proeesso fosse feito somente sob esta b se.
Nil quer entrar na indagacao dos mot que se pede a penalidade do art. 96, nem tao pou-
co na daquelles por que se metteu o bispi a Inr-
do de am pcqueno vapor para o Rio de Janei-
ro. A constituicao maoda que se dein prisdes a
rejada3 e limpas aos presos e nao sabe por que se
conservou um bispo dous mezes no orsenal, em
um lugar onde ninguem pode habitar, nem mesmo
am lobo do mar, nem mesmo um official de ma-
rinha, pois que as materias fecaes sao levadas por
debaixo das jancllas do aposento onde esta preso
o bispo. A companhia City Improvement havia-
se eompromeltido a fazer das materias fecaes
raeios para seryir a agricultura, mas tendo falhado
eesa especula>;ao, ella nao tem cuipprido tambem
a clausula a que se obrigou de desinfectar aquel-
Jes lugares de modo que tornaram se inhabitaveis,
e so uma saude de tinta annos poderar esistir a
Unto.
Disseram qae o bispo fora para alii por ordem
de presidente do tribunal, mas acha que es-a or-
dem nao podia partir de um magistrado e de um
liometn de coracJo como e o Sr. presidente.
Nao o bispo. (Rumor nae gaterias.)
0 orador espera que as pessoas qae honram a
discusaio com a sua aesistenna conservarao o
silencio auer approvem qaer reprovem o theor da
defeza.
Diz qae desde qae ha ama lei para o caso de
desobedieacia, o libello errou erassamente, appli-
candc-lhe e art. 96 do codigo.
Ha desobediencia todas asvezes que a ordem e
apresentada a argnera para a cnmprir e esso al-
guem se recusa ao eamprimento. Recnsando, po-
reoa, o individao nSo obsta nem embaraja como
diz o art 8i do deereto citado.
Pela recusa do empregado ecclesiastico nao ha
embaraco, por que a lei pTevroeste caso; existe>
o juiz de direito, para dar eumprimento; portanto
ao cnmprir o bisja a-or Jem d* governo nao im-
pede aos seas etfeitos.
B' verdade que 0 juiz de direito, recebendo a
ordem de por as opas e e as en pas noe hombroe
dos maconspara assislirem ao cnlto, catiira no rr-
diculo, por isso que, sendo materia p;:ramente es-
piritual, o poder eivil ncio pode intervir ou deter-
ininar cousa alguma tem tornar-se ridiculo. O
'governo vio-se em aparos pcrque reconhecea qa
o juiz de direito n?.o era apto par por o opas as
costas de masons e obrigar paruebos a execer as
suas funccoes.
cirsnasstaacia
libello e a do art. 16 10alMtso de couga
Naopiniaidasnustre promotor da jas'iya, o biaio
que nio cumore uma ordem do governo, abusa aa
sua confiajtoa ; mas onde esta esse prisjeipio ?
Pois uia priueipe da igreja, noiaeado pelo poati-
flce, falta a conflaaca que deve ao governo cam-
priudo umooidem daquclle ? De certo que nao.
Nao ha contra liccao mais maaifesh e deploiavel.
aobre bispo de Olinda, ao reeeber e-
mincnlc cargo, entendesse que ell4era.da.cojifiaa-
ca ao governo, de cerlo o nJo aceitaria.
co o proceder dos bispos dependesso de ttffia
outra direc-;ao qae nio fosse a de Roma, a unTda-
de da igret* estava quebrada eat mil fragmeotos e
ilependeria do saber e do gosto de cada individuo
>|uo fosse ministro da imperio.
Quando se senlasso nas cadairas do goverao
am midistrocatholico oomo o marquez de Olinda,
a unidade da igr<-ja continaaria inalteraveh; mas
quando se seulasse adi outro que so tivesse o ca-
chohchnno nortabios e o protestautTstfiO ho corajJo,
a unid3le da igreja seria quebrada ; e como o ca
tholicismo nio pod* prescradir da Boida>le da i- J Quando se reaniram as cortes em 1820 e quaa
0 art. 96 com a phrase-embaracar ou obstar
suppoe ama ordem dada da qualquer nalareza,
violenta oa nao violenta, com qae alguem seja ou
wpo de Ojinda julgou se auto- -J?ao autoridade, procura estorvar. a accao do po-
derSjnas quando o estorvo que apparece e sim
..laear a censnra de interdicto a irmandade do
a negajao de eoncorrer para o cumpri-
greja, 6 cvidcnle qne os bispos so toem que cor
responder a conlianca daqootle que os a >raeoa.
Mas, dizen, os bispos sao empregados publicos
porque recebem ongrdas 1
De maneira que o Sr. promotor da jttshca, os
mombros desto tribunal devem oBedeeer ao go-
verno, porque todos recebem ordenados ou oua-
sidios. Se o bispo de Olinda, qae recebe uma
congrua. deve obedecer ao governo, os deputa-
dos, senadorcs e todos os outro3 que recebem pe-
los cofres publicos, devem obedcer-lhe tambem
0 orador volta ao unico facto que pode lin-
ear em rosto ao bispo de Olinda e pede quo se at-
lenda a que nao esta argumentanilo como jurldi-
co; mas como regali-t.i, como cidadao que reo-
nheaeas leis que temos, qae se reserva o direito
do censuralas, mas ,jue as respeita emquanto fo-
rcm leis.
Qual foi p facto criminoso do Sr. bispo de Olin-
da f Foi a desobediencia em na> ter eunprido
as ordens do governo
A missao de Roma disse que o Sr. bispo de 0
linda procedeu cola severldade, com: excesso de
zclo; o governo reconhecea po*nta, qae o Sr.
bispo estava bo terreno espiritual.
Hoje a questao e sonieate esta. Segondo o de-
ereto de 28 de margo de 1837. desde que o as
sumpto era espiritual, antes da interposicao do
recurso a oonOas havia o recurso para o poder es-
piritual ; mas bin hduve nada disto. 0 governo
mandou insuiurar proeesso, sem reoorrer ao poder
espiritual ; portanto violou o artigo da lei a qne
se rcferio o orador. Ora, se a ordera era illegal,
o Sr. bispo estava no direito de desobodecer, par-
qne a nossa lei o permitte.
Vai (erminar; mas antes de faze lo, observa
iae limit > errado an-lam nquelles qua at'.ribuem
a falta le recpeito ao tribunal a declinat.iria pro-
ferida p.-lo Sr bispo.
Quando so oega a comretencia nao ha idea de
insulto aquelle de cuja competencia se duvida, do
contrario nao haveria o direito de iatarpor retur
sns> Na opiniao do orador e elara a lei de 18 de
agosto de 1831 que tsubelecea para este tribunal
a competencia de tonhecer dos crimes dot bispos
e arcebispos, declarando expressamente quo Isto
so se referia aos oriinbs <|ue nao forem mera-
mente ecclesiastioos. Para ra.istrar a espiriluali-
dade da questao sujeita, nib precisa voltar atraz:
louva-se na opiniao do govtrn->. Se o governo ti-
vesEe autoridade para levar o seu inten'.o por
diante, de certo nao recorreria a ltoma. Este re-
curso foi uma coaflssao minifesta da seu erro. 0
goverao confessou-e, hem como o de que u^ara
meios tortuosos.
Bern andaria o governo, se, antes Jo proco30,
tiwesse recorrldo a Roma ; mis, recorrendj depois,
collocou o conselho de estado e o tribunal em se-
rios ombaracos. 0 bisp> foi processad) por nao
levantar o iaterdicto ; dizem agora que elle vai
levanta lo; para qne pois, o proeesso > E' preso
por ter aiu o preso por nao ter do. Repute ainda
que o tribunal e imcompelente para julgar os bis-,
p s em materia espiritual
Segundo a constituicdo a\o basta que uma lei
abra a competencia a um tribunal para julgar de
c rtos crimes, e preciso tambom que marque as
fonnas as proeesso, o n.1o as haven lo marcadas
parao actual, e clara e manifest* a iocompeteneia
do tribunal.
O Sr. Candido Mendes pede a palavra.
0 Sr. presidente observa qae nfto poJe hav;r
mais de um discurso.
0 Sr. CanJiJo Mendes diz que a defeza 3;to e>ta
complela... (Vozes do puhlico: Eita, es'.a I)...
e que precisa fallar era alguns pmtos que o seu
cfcllega nao tocou.
0 Sr. presidente deelara que para is?o da-lhea
palavra, rogando Hie que ieja breve.
0 Sr. candido Mendes como o sou collcga, co
meca agradecendo ao Sr. presidente e ao tribunal
a concessao que Ihe Gzeram, admittindo-os como
defensores do illuslre bispo de Olinda, porque,
comquanto o tribunal fosse obrigado a dar de-
fensor ao reo, mesmo a seu pezar, podia negar-
lhos a faculdade que lhes deu.
0 orador e o seu coliega est3o alii, como se o
proprio tribunal os tivesse designados ; conside-
rable perfeitaraenlc nomeados e nao defensores
intrusos.
0 Sr. presidente pede ao orador que se cinja a
materia.
0 Sr. Candido Mendes antes de entrar na ma-
teria nio pode deixar de protestar contra a deci-
sao ultiinamente tomada pelo tribunal.
0 seu coliega apreciou a quesUo peio exame do
libello e sob o ponto de vista regalisti, o orador
vai aprecta-la eonfonae a defeza apresentada na
occasiao da proouncia, isto e, a falta de corape-
teucia no tribunal para este (ulgamento.
Quando o aosso paiz se organisou, o poder
constirainte elaboroa uma constituicao bem coor-
deaada e qae felizmente ainda hoje nos rege. No
artigo o. de3$a constituieio se declarou que a
religiao que os brasileiros ieeuberam de seas pai<
soaiiaaaria a vigorar no estado era qae se ac-ha-
va entao. Por conseqnencia toda a legislajao ca-
nonica, qae regia a igreja portugueza. snbsiste na
lei de 20 de oatubro de 1823.
Se, pois, a legislacao canoniea existe, e e obri-
gatoria tanto para os bispr-s como para qualquer
brasileiro da mesraa communhao, e claro que
aiuda hoje deve ser observala. Ora, pela'legi-la-
cao canoniea, o bispo presta o juranjento que se
chama profissao de fe do Papa Pio IV de 176i.
Por esse juramento o bispo e obrigado a obedecer
nao so a legislacao da igreja chamada concilios:
mas a todas a3 constituicoes e posilivamente ao
concilio de Trento. Na sessao 24, capiiulo V, se
diz qae o bispo e sujeito nos casos maiores ao
julgamento do summo pontiDce e nos men-res ao
julgamento dos concilios provinciaes.
Se o bispo jura obedecer a estas eon-tituicoes,
como obriga lo a vir responder a am tribunal se-
cular ?
A constitai^ao, alem disto, no aw. 74 deelara
que uenhuma alteracao se fara no qoe alb se
acha estabelecido, sem rfformada raesma cons-
tituicao.
Ora, o J 5* garante a liberdade de consciencia,
e so existe esta lei feita anteriormente e que diz
respeito a consciencia, como e qae ama lei feita
per uma legislatura ordinaria pode embaracar o
qae se acha eslabeleeidj anteriormente ? Ncte-sd
bem que aao se trata de um assumpto de peqnena
iraportancta; e um astaopto que fere-nao so os
direilos do summo podtifice, como tambem o dos
proprios cat'iolieos, porque o estado onerendo in-1
tervir na legislacao, vai ferir am direito que a
constituicao recorfheoe, qae nfto se pode ferir sem
uma decisSo constrtalnle, e nao por mrio de urns.
legislatura ordinaria.
Nestas aondi<;oes, pergnata o oradar em qu e
culpadooSr. bispo, se pel as bullas que elle rece-
bed do governo, e obrigado a obedecer aojura-
rafente (Hie presloo, jaramonto reewnbeeido pek>
jj proprio goverao ?
Alem da lalta de formulas para o procseso, ba
ainda uma'ebservaeao muito imporlaote.
A aossa eonstitaicSo foi elaborada por dtstkMtos
rariseoflialtos que saoiam muito bem o que iam
fazer. NSo se trata na eoOstituicio senfio do regi-
mes da soeledade civil entre nos.
Alii na ao falls senao nos empregados publicos,
civis on mllilare?. nunca se trata de empregados
eccl^siastieos, porque aquelle? jurisc nsultos sa-
blara muito bera qne o claro pertencia a outra jo-
risdiccao.
Portanto o Revm. bispo procedeu muito bem,
oppondo-se a este proeesso, poraae tera obrigaclo
o juramento que pre^topu'tajjMM-
so ao art. 128, con J
mat referinl Su ao Vrt.
cilio n.io ;ui le ioterW
itslatura ordirtarh e qi*dk#
e do p'.-Jcr civil, 5 quex^aj^iiritual^do
ecclesiastico ; e dem us como e que uma
ei feita desta maneira poJe aatorisar am tribunal
r o que AttaasMMLfdo quad es-
lacio aaaJB dBfce o^fe era
tat f||l es|Hrituaa\ e o qaa era aaaaxo ao
il, eaakora te uporaL tambem perten-:ia
poder : portanto n. e uan tribunal naa
os JaaiX qne PJe traear as raias do que 6
' em'tmiporal. Outrorr. fazia se i^o por
de cogoitf alas ; os reis enlendi im-se com
o poder e-pirital ; m is deixar isto ao arbitrio de
um tribunal qualquer para regujaga qae i tem-
poral e o queeetpiritual, 4 a perda de qualquer
religiao e sera o sacrillcio ue todas e'la-,
A competcrjeia. Ihe ua^M, porlauU, (tua nae
existe da parle do trifcuoaL e nesta. ocaasiao seja-
le pernwtidjfazer tana observacSo a respeito da
desobediencia do bispo.
Oalr'ofa o poder civil, por meio de cartas roga-
torias, eflamafs o poder ecclesiastico ; se o eccle-
siastico via quo nio ImTia razao na recusa, atten-
Jia ; so o ecclesiastico reagia e nao se qaeria
sujeitar, o podtr civil, quando nao queria romper
ao:n o poder acclesiastico, accoramodava-se ; mas
se queria romper, entrogava-o as temporalidades.
Isto nSo qaeria dizer que o bispo era etimiaoso ;
era apenas um dos meios de que o poder civil
usava para obrigar o bispo a fazer o que elle de
sejava. Cada um Jos podere's obrava nas raiai da
sua jurisdtccao.
do ja desponlava oom forca a doutrina da omni-
potent a da estado, quando o estado pagao de
putr'ora podia tuJo, fez-se a lei de 21 do maio.
Desappareceram entao as cartas rogalorias. Mas,
vejamos o qne nesta lei se determiaa quanlo a
peaalidade que bojb se qoar impor. (Le.)
Nao se marca pens alguma. Veio depuis o de
creto de 1833, qua unicamente partio do poder
exeeutivo, sem saaecao nenhuroa legislatrva, e in>
p6z a pena do art. 128 do codigo, isto e, a pena de
desobsdiBncia. Mas com qne direito f
A lei do recorso a aorba e de 21 de maio. Nio
ha nella pena, nao h bediencia ; isto e unicamente arbitrio do poder
exeeutivo. 0 codigo e positivo: diz quen&oha-
vera crime ou deiicto sem uma lei anterior que o
qualiliqao. Nio houve antes da constituicao lei
qae qaalilicasFe crime a negacao do bispo.
0 bispo, por consequencia, nao comraelteu crime
quando eumprio o sea dever; crime praticafia elle
se faltasse ao juramento quo presto i as leis da
igrej i, juramento que e superior ao que prestam
ao poder civil, porque o juramento prestado ao
poler civil e sempre subordinado ao primeiro,
por isso que nao pede haver lei em paiz caiholico
que esteja em coatradiecao com as leis religiojas
Nao ha, px>rtanto, lei marcando peha para a deso
bediencia do bispo.
0 bispo de Olinda, quer como ecclesiastico,
quereoni) cidadao, cumpno as leis eoalesiasticas,
eumprio as leis c vis. 0 governo e qua embaracoa
a que.tiio qoe se discute pelo mao anlaaientoque
Ihe deu ; o governo, que nao admitte bullas sem o
^beneplacito, queria, entretanto, que o b.spo puzes-
se emexecue.io uma simples carta.
Comprehende a posicao angustiosa em qae o
tribunal se deve achar, nao porque n io o repute
possoido deste valor civico que 6 superior ao va
lor militar ; ve de am lado o governo armado do
seu poder, e todos sabem que neste paix o governo
pole reduzir a nada o magistrado, e por outro
la Jo f? o tribunal iutanlo oom outra forca, e for-
ca tao temivel como a do governo, senao mais,
essei scribas que inunJam a cbrte e as provin-
cias atterrando a tolos e tudo com a sua lingua-
gem vio eota, petindo o cruciOcameBto deste dig-
no martyr do Golgotha.
( Vozes nas gaterias : apoiados, muito bem.
muitas nao apoiados J.
0 Sr. presidente recommends a attencao.
Terrainando diz :
Senhores, voa (\aa sois homeas, que sois cida-
daos araantes da vossa palria ; que sois .pais de
lamilia estremecidos, que sois catholicos, que
cumpris Oelmente os dictames da nossa ainada
religiao, vos que sui-, em smmna, os magislrados
m.tis elevados do paiz e procurais resilver esta
ijuestao com a maior calma e sabeJoria, o que,
alem disto, estais, pela vossa idade, proximos a dar
onta a Aquelle que, julgado iniquamento pelos
homens, ha de julgar-vos a vos e a todos os
poJerosos da terra ; tendes nestas circumstantial
dous caminhes a seguir : se, pondo os olhos era
IMis, A lei e na scienci.i, absolverdes o pa-
ciente, -bs vossos aomes serao inscriptos ncs
livrog da immortalidade, e vossa memoria atra-
vassara os seculos, bemdita nao sij pelos homens
da nossa crenca, mi- por todos os homens de
corafao ; so, porem, infelizmeate segnirdes outro
caminlm, terei3 os applausos de momentos dados J
por aqoelles que querem crueitioar este martyr
( aponta para o reo J, mas uao podereis contar
senao com a severidade da historia neste mundo
e implorar a infinita misericorJia divina no
outro
( Vozes nas gilerias : muito be a, apoiados,
muilos nao apoiados:)
Poaco depois de uma hora da tarde, o Sr. pre-
sideute declarou que ia ter lugar a sessao secreta
do ju garaonto, raanJanio retirar o Sr. bispo do
Olinda e todos os espectaJoroa.
A's 3 horas e 40 minutos abrio-se le novo o
tribunal e o Sr. presidente procedeu a voUcis
nominal.
Os Srs. consolheirb Costa Pinto, Valdetaro,
Villare3, Simoes da Silva, barao de Montserrate
e Veiga declararam que condemnavam o reo no
grao inedio do art. 96 do codigo criminal
0 Sr. conselheiro Albuquerque de laroa que
so julgava o reo incurso no crime de desobediencia.
E o Sr. conselheiro barao de Pirapama declarou
qne votava pela nullidade ao proeesso o pela
incompetencia do supremo tribunal para julgir
om causa puramente espiritual; mas como nao
venceu a sui opiniao, absolvia o reo.
Ficou, portanto, condemns io o Sr. bispo de
Olinda no grao medio do art. 96 do codigo cri-
minal (quatro annos de prisao com trabalho).
0 Sr. presidente levantou a sessao as tres horas
e cincoenta minutos da tarde.
E#jg.i. A at VMM. HfJJ,
0 Dc. Lwu IVruira .Basteto, ramette
ra socidade .Propagadara da Induslria
Popular a. quanta ile i:300-^, <\uo agencia-
ra em Jacarchy. .
Fallecerade beriberi, na capital, o 1
tabellifio do nota Dr. Hypolito Jose Soaxes
ieSouza.
Pelo theaouro provincial, fOrapaga ao
St. barao de Iguape aquanlia de 50:00.9,
aipre-nios respectivos na importaocia de
75J, proveniante do uma letlra eceita pe-
lo ibosouro a favor do mesmo, licando,
rlanto, a divida da provincia reduzida a
0:000.
No dia 12, is oito boras da manhi,
(allecera repentiuamente no botel Albion,
o portuguez Jose Joaquitn do Magalbaes
Bastos que tinha vindo de Jin.liahy
Em Campinas falleceratainbein o ostu-
dante da escola militar alumno Jodo Martins Pereira da Cruz.
Nascircumvisinhangasdo Itapelining
havia cabido, por duas vezes seguidas, chu-
va do pedra, produzindu gran les damnos
nas plantardes. Algumas ro'.ns iicaram
cjmpletauiente estragadas.
f.e-se no Correio PaulislanO :
Ante hon!em, ao anoitecer, cabio sobre
esta cidade violenta chuva, acompanhada
de vigoroso tufao e numerosas descargas
electricas. A chuva torrencial prolongou-
se de G 4s 8 dn noito mais ou tnenos. 0
Tamandujtehy trasbordou irnmodiatamen-
to alagando as varzeas.
Alem de muitas casas inundadas em
razao da violoncia do temporal, sabemos
qae occorreram os seguintes factos : um
raio cabio sobre a casa de commercio de
Jacob Ablas, na estrada Vergueiro, olfen-
dendo a uma mulher, matando u.n cabrito
e deixando a casa bastante deloriorada.
Um pareda.i dos fundos da academia des-
abou para o lado do rua de Riachuelo.
Consta ainda que houve em alguns
pontos da cidado o dessbameiUo de inuros
de quiutaes.
A mesma folha, dando noticia do lu'v,
diz :
A directoria da Companhia Iluam, ro-
sol eu adiar a reuuiao da assembles geral.
Constava quo o motivo desta deliberai;ao
era o accordo em que estao todos os mem-
bros da directoria de resignarem o cargo,
de modo quo espagado o tempo da rcuniao
nte 19 de abril, nesse dia se possa eleger
no vos diredores.
0 Diario de S. Paulo, transcrevesso o
seguinte do Correio do Sertio (Bio-
Claro) :
A nossa cidade esta" dessolada por causa
du variola; as familias fogem por toda c para
toda a parte; os remcJiados comegam a
sentir neccssidades, e os pobrcs a seiitir fo-
me. Os Srs. fazendeiros devem mandar
entregar ds cercanias da povoaeao alguma
rarinha, feijao e alguma cousa mais <{ue nos
nlimente. Devem dirigir-se ao digno Sr.
pesiilente da camara e marcar o ponto
aonde quizerem entregar os geiieros ; mas,
por este ou por outro modo, devem cum-
prir esto dever que a cat idade lhes im-
poe.
A Eslrclla do Oeste de t, jornal pti-
DIARIO DEPER8AMBU0U-
RECIFE, 2 DE MARCO DE 1874.
\o(iciuN do wtil do Impeio.
Amanbecou hontem em nosso porto o
vapor inglez Douro, tra/.endo dates : do
Rio da Praia 15, de Minas-Geraes 18, )e
S. Paulo 21, do Rio de Janeiro 23 e da
Bahia 27 do corrente.
Alem do que daraos sob as rubrieas Par-
te*official. Exterior e Interior, colhemos
dos jornaes o que segae :
REPUBLICAS DA AMERICA CENTRAL, DO PACI-
FICO E DO PRATA
A minuciosa carta do nosso correspon-
d'ente em Buenos-Ayres, narra qnanto oc-
correu nesses paizes".
MINAS-GERAES
No dia 12 perfurara-se o tanel deno-
rainado do Marmv.-lo, qoe fft'z pfcrte das
obras da estrada de ferro D. Pedro U.
Houve grande regosijo, assistiram festa
todas as autoridades.e pessoas gradas do
lugar, e 09 empreiteiros Figueira & Alves
olTerooeram aos sous convidados um delicado
cop* d'agna
0 Pharoit onde enconlramos a noticia,
diz a respeito desta obra, o seguinte :
Reputada em principio quasi impossi-
vdl a construwjao e abandooatla pelo go-
Vtfrno, que sem resultado algum gastou al-
ii centenas d,o corrtds, foi ella fintregne aos
empreiteiros Figueira & Alves, ja" bastan-
te cpnnecidos em trabalhos deste gonoro, e
qne, rompendo todos os obstaculos que se-
apresentaram, e enVe outros a apparicro
da uma mina d'agua que muito trabalho
deu para csgotar-se, conseguiram nnalmen-
te a saa perl'uraciio.
Fdra preso no municipio da Leopol-
dina e recolhido & respSctira cadei'a, o ci-
dadao Josd Augusto Pereira de Lacerda,
ex-administrador da repebedoria do- Porto
Velho do Cunha, por narj ter entrado para
os cofres provinciaes com a importancia de,
seu alcance.
blicado na cidade do Rio-Claro, da est s
noticias : J.
A loja ma^onica Fraternidadc 3* esta-
beleceu uma enfermaria para recolher e con-
tinuar a tra'ar dos indigentes alfectados de
bexigas, cujonumero havia se augmentado
de um modo assustador, tornando. por isso
mesmo, muitT didicil o tratamonto local.
Estamos bem informados que a loja
nao tem poupido fadigas nem despezas para
acudir aos infelizes bexiguentos, e que cada
a.n do seus membros, na sua maior parte,
e um verdadeiro trabalha lor nesse empe-
nho sagrado do do licarao o alta virtude.
Foram remeltidos anbvhoiitem para os
doontes do hospital de bexiguentos, por D.
Rita Benedicts de Camargo Freitas, esposa
do Sr. i.ino Antonio Jose de Freitas, duas
arrobas do aasucar e quatro alqueires de
farinha do mandioca, a serum entregues ao
Sr. Candido Valle.
0 Sr. tiuilhcrmc l'lalt, honrado nego-
ciante desta cidade, olferecen um boi ao Sr.
Candido Valle, para este mandar dislribuir
carne aos idigentes.
E" summamente louvavel todo o pro-
cedimento que tende a soccorrer os pobres.
Publica o Diario de Santos :
0 vapor Mewton, sahido antc-hontem
do nosso porto, levou a seu bordo o impor-
tante carregamento de 10,18i saccos de
cafe, ou 611,040 kilos, que produzio para
a alfandega a qaantia do 40:9159-230, para
a mesa de rendas 10:795^591, e para a
cimara 122J200, total 59:833C0i0.
RIO DE JANEIRO.
No dia 16 de fevereiro leva iugar a
13** conferencta, na qual o conselheiro Jose
Liberato Barroso tratou desenvohidamente
do delicado assumpto do casameuto, mere-
cendo os applausos das senboras e c valhei-
ros reunidos em grande numero no salao
do edificio das escolas publicas da t'reguezia
da (iloria.
0 Grande Oriente do Brazil ao La-
vradio retnetteu, por intennedio de seu
thesoureiro, & commissao eleita pela socie-
dade Rio-Orandense Humanitarh e Bene-
ficenle, a qnantia de 2:0009 com que con-
corre com diversas lojas para soccorrer is
victlmas da inundacao no Bio Grande do
Sul.
0 Sr. Narciso Esteves Cordeiro, mo-
rador na estacdo das Tres Ilhas, onviou ao
Sr. Zepherine Ferraira de Faria, mernbro da
mesma commissao, a quantia de 8409 que
agencii u nas provincias de Minas e Rio de
Jiueiro.
Havia fallecido repentinaiaente em^
Campos o Rvm. padre Joao Antonio Rodri-]
gues, eidadio portuguez e capelrao da igreja
de Nossa Senhora do TercO.
Suicidira-se nessa cidade enforcando-
se, um pobre moco de 20 annos, cbaraado
Jose" Cae*.ano de Souea, por di??6s'os de
fflmilia, e soppor que Stia mai estimava
mfeis seus irmaos, quaodo era elle quern
trabalhava para sustenta-la.
Em S. Jodo da Barra^ o Dr. Faocisco
Ferreira C^rrda propunha-se a fazer uma
serie de conferencias litterarias, e pretendia
inaugura-las no dia 22 deste mez, na sala
da camara municipal.
A commissao- da sociedado Humani-
taTia Bio-Graodense enviou no dia 20 de
fewereiro, pelo vapor CamCes, a quantia del
3! 0-9, para ser distnbuida pelas victimaa
da irrundaijao que bonve nltimamente na
sua provincia.
Falleceu no dia-18 de fevereiro, & 10
horas da manha, na ilha das Cobras, o
tunerrte rcfOrmado Hygino da Silva .Costa
Freire, soltelro, na-ural A6 Bel^m (Paraj.e
Glho do capitao Bertboldo Jo3o da Costj
1/Fraial* U-Meik Iraisftct.
lnstuaw#i**ualiKaamB aoasfiHios Manrx-1
e FausUnaf quoraeaaheacia eomo leg.timos.
jlomeou^eus laafwwna ama. em primeiro
lugar Luiza Maria Gomes, aau saguudo Joito
Francisco da Malta Rezendo e em terceiro
Kobexte Augusto Lindedy* a daclarou quo
desajava que o seu enlerre fosse feito
vontade da prirneira testameoleira.
Este testaincuto foi faiio a 8 Jc agosto
de 1667, apreaentado por Maaoel Gabriel
da Costa Freire e a'.ierto houtem a's 10 ho-
ras e 40 minutos da manha pt-lo Dr. juiz da
provedoria.
No dia 20 de ferereiro, pouco depjis
das 7 horas da noite, diz o Jornal do Com-
mercio, o Sr. Julio Langlois Nosser, sub-
director da co;npanhia de seguros .tfuluu-
lidado desta cOrto, e residente ta rua do
presidente Pedreira, em S. Domingos, pro-
ximo ao palacio do presidente, foi grave-
nente furido, em sua casa por um preto que
lao descarregou uma facada no lado esquer-
io do peito.
Eis como nos referiram o facto :
A familia do Sr. Langlois tinha Mo
acompanhar alii a ponte o Dr. C-Tvetto Ue
Slocktnann, director goral da referi la com-
panhia.
a 0 Sr Langlois, qne ficara em casa, oavm-
do bater palmas nojarJim, abrio aportaepti-
guntou quern alii se acliava. Aproximou-se-lli-
entao um preto, de e-tatura alia, pretettaod) :tr
uma carta para o Dr. Cervetto, e (uando o Sr.
Langlois estendeu a mao para recebe la, o d j
preto tirou rapidamente do bolso uma faea nova,
de lamina Una e mediudo cerca de am paliuo u-
co.nprimento, lea-Ihe c m ella profunJo ferinwe-
to na parte inferior da regiio cardiaca e fagio lo-
go, deixando a anna ainda entfrnda na ferida.
a Aos gritos do ofTenJido, acadiram logo varii -
viziuhos e os Drs Carlos Travasso e Contineatm>.>
Junior, (pie prestaram Hie oS primiros soeonrro'.
Pouco depois tambem compareceram o subdeie-
gado respeetivo e o tenente-coronel Mchado
commandante do corpo Jepolicia.
0 ferimento 6 considerado muito grave, if
isso que inlcrcssa o pulmao e o pericar Jio.
a 0 otTensor, na precipitacio da fuga, daixou 0.
ja:'dim os chinell is ipie levava nos pes.
a A policia tratou logo de eerear as pontes ate
o romper do Jia, ma< nem por isso coaseguio cast
turar o criminoso.
f Ale a hora em qn? escrevemos Mi HHt,
ainda estava com vida o Sr. Langlois, mas ha -ia
pjuca esperava desalva-lo.
Sahiram para Pernambaco : a 15 de feve-
reiro, birca portugueja Fettz UniSo; c a 17, ca-
leras Jitas I'irmeza e Africa.
KSI'iaiTO SANTO.
Aleancam a 17 de fevereiro as data? recebi la-
I'oraelo do 31 de Janeiro, fora creada oau
cadeira de primeiras letras na colonia de Saata
Leopoldina ; e cm 7 deste mez fora encarregad-
da diraecSo interina da mesma ci Ionia o capiv.
Pedro de Sant'Anna Lopes.
Para essa colonia havia seguido no dia 8, a an
sidente da provincia que alii regressara a 11 D'i
rante a sua estada, examinara os barracoes q;e
servem de alejamento provisorio aos ctkinos re
cem-chegados, a enfcrmaria e casa do medii
que se acha em con.-traecio: importante estraa
Teimbnhy que se esta abrindo e os prazos dos l. -
vos colonos alii e com suas derrubadas feitas e mesmo com algur.
principio de plaaiacao; a escripturacao da colo-
nia de Braganca e os edincios, a que o estad) all:
possue; e linal nente visitou todas as escolas.
Na capital inaugurouse no dia to de feve-
reiro, a estacao telegraphiea da Iiaha dono:>
transmiltindo'se d'alli para S. Joa> da Barr..
seguintes telegrammas:
Do Dr. lLrta Barbosa ao Dr. Francisco Fer-
reira Correa.
0 pretidente do Espirito Santo comprimenu
e se congratula com S. Exc. por ver dotada de Uo
importante melhoramento esta provincia, que
serva gratas reeordapoes de S. Exc.
Do Dr. Rainwille (engenheiro encarregadu J
servico da linha) ao Dr. Francisco Ferreira C< r -
rea.
Cumprimento V. Exe. c felicito-o por MTtfiw
ngora a linha telegraphiea prompta ate esta ci.'.:-
de, tendo sido V. Exc. quern mais contribuio para
o bom andamento do servico do telegrapho netta
provincia, quando a aJministroa.
BAHIA.
A nova directo-ia da sociedado Commercio :i-
cod assim composta:
Directores.Antonio Francisco R. Guimara- -
e Luiz Jose Vieira Lima.
SupplentesManoel Feruandes dos Santo-, Ar-
naldo [Lopes da Silva Lima, Adolpho Rodrigui<
de Barros, Jose Gomes dj Olivein e Luiz Antoni i
de Castro Junior.
A assemblea provincial estava fu.ncomiuii h
em sessdes preparatorias.
Foi nomeado promotor publico da ramaft i
de Nazareth, o bacharel Manoel Pedro de Hezendr
0 vapor francet Senegal, da linha de Bor-
deos, arribon a Bahia pa*a tomar carvao, e e-
guira a seu destino.
>'a barca ingleza Mary /ln chegarara 0M
volumes, contendo wagoes e maleriaes para a es-
trada de ferro central da Bahia, antiga Tram
Paraguassi.
Lemos no Correio:
Como haviamos noliciado, realisou se anie-
hontem (22) a solemnidade da colloeacao do re-
trato do Sr. conselheiro Joao Jose de Oliveira Jun-
queira ; retraioque o director o mais einpregad'
do hospital miliiarmandaram tirar, era prova de re-
eouheeimento e gratidao pelos importantes aarfieos
prestados ao paiz por S. Exc. na direccao da paa-
ta, que actualnjente exerce.
A's 9 l|i horas da manha foi celebrada na
eapella do estabelecimenlo uma missa solemn*-,
e depois d Ha eflectuou-se a ceremonia nanresen-
ca da Exm.* familia d > mesmo Sr. Coaselneiio e
dos Srs. general commandante das annas, deputa-
do geral Araujo Goes Jauio?, chefe de divisio, ca-
pita) do porto, inspector das tropas, inspector da
alfandega, coronel director do arsenal de guerra,
commandantes e official idade dos natalhoes 16 e 1K
de linha, commandante do corpo de policia, Dr.
delegado e mais medicos do corpo de saude do
exercilo e muitas outras pessoas gradas.
t 0 Rvd. pregador da capella imperial Fr. Fran-
cisco da Natividade Carneiro da Cunha improvi-
sou um interessante discurso analogo ao a-
sumptti.
Duraote a festa, toearam diversas pecas ---
colhidas as musicas de policia, do 16 de linha e
dos menores do arsenal de guerra.
0 hospital foi franqueado a visita das aulorid.;-
des e tambem dos convidados, os quaes todos se
mostraram satisfeitos pela boa ordem e asseio que
'nelle reinam. >
Na noite de sexta feira passada J20) a 1 bo-
ra, tendo o subdeiegado da Conceieao da Praia
noticia, que Ibe foi dada pelo chefe dos rondaa.t?
da companhia de voluntaries contra incendio*, de
que tinha desemharcado cento e tantos emigrad-.-s
da Colonia Muniz, immediataraente entenoea-sf
com o Dr. chefe do policia e den-lhe parte da o:-
currencia, e este sem demora dirigindo-se a pala-
cio, corabinou com a preudencia as provideocias
qne deviam ser tomadas, nio co para man er se a
ordem aquella hora, no bairroem qae oa emigra-
tes si achavam em tao crescido numero, mas tam-
bem para terem elles eoavenienle deslino, uma
vez que constava qu j muitos estavam atacados de
febre amarella.
O Dr. chefe segnio com nma fcrca de linha
para a cidade baixa, e alii fez compareccr peks
5 horas da maulia o Dr. inspector da saiiae do
porto qne examinoa todos os amigrados e veri-i-
cou quo a febre de que muitos soffriam nao era
amarella, porem palndosa.
Foram 18 recolhidos ao hospital de caridade.
dando-se-lhes a necessaria couJuccao, e os outr.
ao convento do Carmo onde ainda si acham. >
PEBMlHBPCa
ASSEMBLEA PROVINCIAL
3" SESSAO PREPARATORIA EM 28 DE FLVL
RE1R0 DE 187%.
MESIDE.NCIA DO SB. FEBREIBA DE AOUIAB.
Ao meio dia feita a chamada, achando-se pre-
sentes os Srs. Cunba Cavalcanti, Goes Cavalcanli,
Trav;i?so pe Arruda, Souza.Leite, Areoncio, Rati
e Silva, Caspar de Henezea. Lacerda, Ferreira ue
Aguiar, Dario,Cavalcanti, Anlcnjo Paulino, 01
ra Andrade, Peretti, Firmino de Nowaaa, Figne-
roa, Jose Tiburcio, Manoel do Rego, Gondim,
Mello Rego, Goncalves Ferreira, Gomes Parentc>



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j MB 1
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*taHo ife mmnbaco Beg**# fl6"?H#
<


i Marques e Bfnesto THi-
Pftssoa, Al,i*j
ra-, abre-aea seaio.
E' lida e approvada a art ids MMceBeA*.
0 St. teMjMjijtoiipMiiUAMiM^daM^aiii'
tes pareceres, qua sia discutidos e approvadoi
com a emenda substitaitiva do Sr. Drumrapnd, de-
pois de haver o mesmo Sf. felto afgumas conside-
raeoes em favor della :
A commissao de verificaeao de poderes exami-
nando as actas da eleicio procedida para deputa-
dos provinciaes, das coflegius eleiloraej de Olinda,
Iguarassu, Goyanna, Itambe, Nazareth e Limoeiro,
de que se compde o 2.* districto a a acta da apu-
raeao geral feita .psla camara de Nazareth, reco-
nbecendo que se guardaram as formulas legaes
nas refendas eleicOes, e de parecer qne sejara
approvada? e reconhecidos como deputados os
Sri. Drs. Jnaquira Correia de Oliveira Andrade,
Joao Jose Ferreira de Aguiar, Jose Francisco de
Barros Rego, Juaquira Guedes Correia Gondim,
Antonio Conceives Ferreira, Francisco Gomes
Parents, Joao Vieira de Araujo, Manoel Tortuhano
Travasso de Arruda, advogado Joio Francisco do
AmaraL
S. R. Paco da assemblea provincial, 27 de fe-
vereiro de 18/4. G. de Drummond Anio nio
Paulino. Dr. Pinto Pessoa.
A commissao de veriQcacao de poderes a quern
foi preseute as actas que para deputados provin-
ciaes se procederam nos collegios de logazeira,
Fazenda Grande, Villa Bella, Tacaratii. Brejo, Ou-
ricury, B6a Vista, Cimbres, Granito e Cabrobo, que
constituent o 5* district!) eleitoral desta provincia,
cxaminando-as devidamenle reconhecen que em
taes eleicoes forara gaardadas todas as formali-
dades legae-, pelo que e de parecer que sejam
approvadas e reconbecidos como deputados os Srs.
Drs. Arconcio Pereira da Silva, Ciociuato Alves
Catalcanti Caraboim, Jose Nicolao Tolentino de
Carvalho, Antonio Attico de Souza Leite, vigario
Antonio Jose" Firmino de Novaes.
S. K. Paco da assemblea provincial, 27 de
fevereiro de 1871. Gaspar de Drutnmond.An-
tonio Paulino. Dr. Pinto Pessoa.
A commissao de poderes a juem foram presen-
tes as actas apuracio dos votos do 3*, 4* e 5'dis-
disirieto?, para verificaeao de poderes dos mem-
bros da I.* commissao de que falls o regiment \
examinando-as com toda a attencao, tendo verifi
cado que as eleicoes nos ditos districtos foram re
gularraente procedidas, 6 de parecer que sejam
considerados membros da assemblea legislativa
provincial os Srs Drs. Gaspar de Menezes Vas-
concellos de Drummond, Francisco Pinto Pessoa
e Antonio Paulino Cavalcante de Albuquerque.
Sala das commissoes, 27 de fevereiro de 187i.
Cincinato Camboim. Joao Btirbalho. Jose Tibur-
rlo Pereira de MagaUiaes.
Cxaminando a commissio com a necessaria
altencio -todas as actas dos collegios quo compoem
o 3." districto eleitoral desta provincia, verilicou :
1." Que o collegio eleitoral da villa do Cabo,
apezar de nao estarem reconhecidos os seus elei-
tores, reunio-se e votou ;
2." Que na acta da apuracao do collegio de
Barreiros consignou-3e uma rcclamacao do Dr.
Jos6 Bonifacio de Sa Pereira, laxando de irregular
a reuniao desse collegio, por nao ter o 1.* juiz de
paz ferto a eonvocacio dos elei tores, segundo pres-
creve a lai, e por ter lido lugar a volacao no
mesmo dia em que se installou o collegio;
3. Que correu regularmente o processo eleito-
ral em todos os demais collegios de^se districto.
Quanto ao 1." ponto, entende a commissao que
0 collegio do Cabo nao podia reunir-se nem tomar
parte na eleicio de membros da assembles pro
vincial, nem exercer acto algum eleitoral, nao es
tando os seus eleitores reconhecidos pel a camara
dos deputados. E' esta a intelligencia que tern
dido o governo ao art. 121 da lei de 19 de agosto
de 1846 ; aviso de 22 de novembro de 1861 ; aviso
de 22 de Janeiro de 1868.
Quanto ao !. ponto, acha a commissao impro-
cedente a reclamac,io do Dr. Jose Bonifacio de
Sa Pereira.
E' pratica admittida e com assento em lei, co-
mecar-se e conclnir-se a eleicao em um so dia,
quando os eleitores eslao reconhecidos pela cama
ra dos deputados. Art. 114 da lei de 19 de agosto
de 1846.
E' tambem iafundada a duvida sobre a falta de
convocar-ao dos eleitores ; porquanto foi ella feila
palo juiz de paz de Agua Preta, sede do collegio
eleitoral, a que pertencia a freguezia de Barreiros,
que so foi lesligada e constitnio collegio eleitoral
nas proximidades da eleicao e quando ja havia
sido feita a convocacao.
A!6m de que o collegio de Barreiros esta nas
tiesmas condicoes era que ostavam os collegios de
Eezerros e Panellas, enjas eleicoes foram ja appro-
vi las.
1'ortanto, 6 a commisslo de parecer:
1* Que nao sejam na apuracjio geral contados
OS voto3 do callegio do Cabo; 2 Qae seja ap
provada a eleicao do collegio de Barreiros e dos
demais collegios; 3 Que sejara reconhecidos
membros da assemblea Drs. Olympio Marques da
Silva, Alvaro Uchoa Cavalcanti, Manoel da Trin-
dado Peretti, Alipio Jose da Costa, Francisco de
Assis Oliveira Maciel, Pedro Gaudiano de liitis
e Silva, vigario Joao Bapl'sta Soares, Dr. Jos6
Francisco de Goes Cavalcanti de Albuquerque.
S. R. Sala das commissoes, em 28 de fevereiro
de 187i. Antonio Paulino. Dr. Pinto Pessoa.
Emenda sub-tituiva a 1* conclusao.
Quo fique adiada a parle relativa a eleicao do
:ollegio do Cabo para d pois da assemblea cons-
tituida, sendo reconhecidos os deputados por nio
iufluir no resuludo a eleicao desse collegio.
G. de Drummond.
0 Sr. presidente manda ler o offlcio que se
acha sobre a mesa do sesretario do governo da
provincia, scientifkando ter levado ao conlieci-
mento do Exm. Sr. presidente da provincia a
communicaeao desta asse nblea, de haver nnmero
legal para a a"'ertura da mesma, e que S. Exc.
Jesignou para esse acto o dia de amanha, 1
de margo, psla uma hora da tarde, e que neste
sentido ofQciou a lllma. camara municipal, afim
de providenciar quanto a missa votiva do Espirito
Santo.
Intirada a casa, o Sr. presidente nomeia uma
commissao composta dos Srs. Gongalves Ferreira,
Peretti e Jose Tiburcio, para receberem com as
formalidades do estylo o E^cm. Sr presidente da
provincia no dia e hora por elle marcado, e
levanta a sessao.
>ES5AO PRISIDENC1\L Da ABERTUftA EV1 1."
DE MARCO DE 1871.
pnESIOEaCIA DO Stl. FcnREiaA OS AGUtAR.
As onze boras da raanh.5, reunidos na sala das
sestOea os Srs Cunha Cavilcant), Figueiroa Faria,
Alipio Costa, Guedes Gondim, Firmino de Novaes,
Gomes Parente, Hello R'go, Ainaral, Gaspar de
Drummond, vigario Soares, Manoel do Rego, Pe-
retti, Antonio Paulino, IVlentino de Carvalho,
Oliveira Andrade, Lacerda, Dario, Tito Correia,
Souza Leite, Arconcio, Travasso de Arruda, Goq-
calves Ferreira, Goes Cavalcante, Ratis e Silva,
Pinto Junior, Vieira de Mello, Pinto Pessoa, Fer-
reira de Agaiar, Joao Barbalbo, Uchda Cavalcan-
te, Pereira ee Magalhies. Camboira, Olympio
Marques e Macbado Portella, dirjgem-se a igreja
de S. Francisco para onvirem amissa votiva ao
Kspirito Santo.
A' meia hora depoisjdo meio dia, voltam os Srs.
deputados ao salao das sessSe's.
A'uma hora, annunciada a chegada do Exm.
Sr. presidente da provincia, 6 S. Exc. recebido
:i as formalidades do estylo, toma assenfo e i6
o relattffio respect ivo.
Terraina la a leitura, retira-se S. Exc. com as
inesmas formalidade3.
E' depots lida e approvada a acta da sessao an-
tecedente.
Procedeu- se a eleicio da mesa, e corridos os
.liversos escrutinios, tica a mesma assim constitui-
da :
PresSento (35 cedulas) o Sr. Dr. 1. J Fer/eira
de Aguiar, com 27 votos ; vice-presidente ( 35 ce-
Julas); o Sr. Dr. Manoel do Naseimento Machado
Portella, com 30 ; l. secretario (35 cedulas) o
Sr. Dr. loaqulm Correia de Oliveira Andrade,
com 22 ; 2." dito o Dr. Fehppe de Figueirda, com
Snpptenles : Os Srs. Drs. Antonio Domingos
Pinto Junior e Cine-nato Alves Cavalcante Cam-
boim.
Estanda terrninada a bora, o Sr. presidente le
vanti a sessao, danda para ordera do dia seguiote
leitura de requeritnentoi e eleicao das com-
missoes.
REVISTA MARIA.
Assemblea praviueial. \nte-kon-
tem realisou se a 3.* bessao preparaloria, com
assisteneia de 33 Sr. deputados.
Aberta a sessae sob a presidencia do Sr. Dr.
Aguiar, foram lidos e diseatidos os pareceres das
coramlasfles de vedflcajOes de poderes, osnoaes
foram app>-ovailM, depots o*o orar o ST. Gaspar
de Drummond acerca de uma emenda substitniva
mes Parente, Aguiar, (I
Gondim, BarW PfefoJ
fAli.rtUn
Go-
ides
do Arrui
Idi*, '"^" Vieira, Peretti, Goes Cavalcanti, Alipio
Costa, Olympio Marque*, vigario Soares, Alvaro
Uchda, Olivei^|Lpel,^is a Silva, Pinto Pessoa,
0 Sr. presidtK#XkCHiM baver o Exm.
Sr. presidente da provincia desigaado o dia de
hontem, a uma hora da tarde, para ter lugar a
abertura da assemblea, noraeou para recepcao do
mesmo Exm. Sr. presidente da provincia uma
commissao composta dos Srs GooQalves Ferreira,
Peretti e Jose Tiburcio e levantou a sesslo.
Hontem, as II horas da manhft, reunidos 35
membros da assemblea legislativa desta provincia
na ante-sala do edificio em qae funcciona essa
corporagao politico; o Sr. presidente interine con-
vidou-os a irem ouvfr a missa votiva do Espiri-
to Santo qual teve lugar na igreja do convenlo
da Santo Antonio.
Concluida a missa, e deferido o juramento legal
aos Srs. deputados, na forma do regimento Interno
da assemblea, voltou a corporacii ao referido c-
diticio, recebendo a eorwinencia militar, que Hie
foi prestada pelo 9. batalhao de infanteria do li-
nha, postado em frente as mesmo edific o.
0 Sr. presidente interino, convidou os Srs. da
putados juramentados a tomarem os seus lugares
no ?alio, e abrio a sessao, deferindo logo depots
juramento a alguns ontros deputados que o nao
prestaram nas ratios da digmdade ecclesiastica
offlciante. Era seguida foi levantada a sessao ate
ser aunun:iada s vmda' do Exm.- Sr. commen-
dador presidente da provincia.
Feito esse annuncio, reabrlo-se a sessSo, e, com
todas as formalidades dos estylo?, foi recebido o
Exm. Sr. presidente da provincia, e que, toman-
do a direita do presidente da assemblea, dirigio a
sua falla aos Srs. deputados.
Finda a leitura, retiron-se o mesmo Exm. Sr.
com as formalidades prescriplas, e a assemblea
entrou om trabamos, comegando pela eleicio da
mesa, qae ficou assim composta:
?residente, o Exm. Sr. Dr. Joao Jose Ferreira
de Aguiar.
Vice presidente, o Exm. Sr. Dr. Manoel do Nas-
eimento Machado Portella.
!. Secretario, o Sr. Dr. Joaquim Correa de Oli-
veira Andrade.
2.' Secretario., o Sr. Dr. Fclippe de Figueroa
Faria.
Sendo ja adiantada a hora, o Sr. presidente le-
vantou a sessao, dando para ordem do dia de ho-
je : apresentacao da requerimentos e eleicioj de
commissoes.
Roubo. Amanheceu hontem roubada na
importancia, pouco mais on meoos de 1:2001 cm
diversos objectos de ouro e prata, a casa que da
dinheiro sob penhores, sita a rua Duque de Ca-
xias.
Os ladroes penetraram no interior da mesma,
forcando a porta de entradapelo lado das dob ra-
dices, por terera encontrado difflculdade em des-
cobrir a fechadura. Nada tentaram contra a bur
ra depositaria dos penhores. Levaram somente o
que acharara a inao era gavetas e caixas de facil
arrombaraenlo.
Ao exame policial a que se procedeu esteve pre-
sente o Sr. Dr. cbefe de policia.
Conflicto. -Em 19 do corrente, no lugar de-
nominado Boeiro, do termo de Santo Antao, deu-se
um conflicto entre as familias de Antonio Goncal-
ves da Siiveira e de Joao de Toms, do qual rcsul-
tarain a morte do Manoel Severino da silveira e
feriraentos graves em Antonio Goncal ves da Sil-
veira, e sua mai Brigida Francisca dos Anjos e em
Francisca Barbosa dos Aajos. Das averiguacSes
procedidas a respeito, firam reconhecidos autores
desse altentado Joao de Torres, Antonio de Torres,
Jos6 de Torres, por antonomasia Vinani, Luiz das
Chagas, Bibiano Gomes da Silva, Manoel Antonio
Torres e Francisco Jos6 de Sant'Anna.
Dasses achara se presos Bibiano Gomes da Sil-
va, Manoel Antonio Torres e Francisco Jose de
Sant'Anna ; osmais evadirara-se. Teve o conve-
nieute destino o inquerito policial que til aconte-
cimento occasionou.
IIoiuicitlio.-No lugar Remedios do distric-
to de Magdalena, o portuguez Joao Maria Ferreira
Adouso, assassinou eomuma punbalada era 27 do
corrente, a Jose Clemente da Conceigao. Tentando
fogir, foi perseguido pelo clamor publico e afinal
preso pelo subdelegado do l"districto de Afogados.
Governo do bispatlo Por provis5esdo
Rvm. Sr. governador do bispado, foram nomea-
dos :
Vigarios encommendados: dafreguezia da Jaco-
ca, na Parahyba, padre-Luiz de-Franca Souza Fal-
cao ; da freguezia do Sr. do Bom Eim da Serra
Raiz, idem, padre Emygdio Fernandes de Oliveei-
ra ; da freg lezia de Guriahem, idem, padre Anto-
nio Graciano de Araujo Guarita ; da freguezia de
Nossa Senhora do 0' da Serra Negra no Rio
Grande do Njrte, padre Araelio Marques'da Silva
Guimaraes.
Coadjnctore: das fregunzias : de Ipojuca, cone-
0 Luiz Jose de Oliveira Diniz; de Barreiros, pa-
dre Joio de Franga Camara; de Maceio, nas Ala-
goas, padrejlose vieira Marques ; de Goyanninha,
no Rio Grande do Norte, padre Jose Luiz Cerei-
ra ; e de Bezerros, padre Francisao Seabra de
Andrade Lima.
Capoelras.Hontem uma malta de cerca
de trinta capociras cacetistas praticaram das suas
gentilezas na ponte da Boa-Vista e na rua da Au-
rora, na occasiao em qae regressava ao quartel o
7 batalhao deinfanteria de linha, que fora fazer
as continencias railitares a assemblea provincial.
Eram cerca de 2 1)2 horas da tarde quando
passou o batalhao pela rua da Aurora, e ahi fe-
chjuse o tempo, trovejou o caceto e voaram as
pedras jogadas para diversos sobrados.
Acudindo a tempo o Sr. Dr. delegado do 1* dis-
tricto da capital consaguio dispersar a malta de
turbulentos com o auxilio de alguraas pracas de
policia e do corpo fixo de cavallaria.
Dirigindo se a fre.aueiia de Santo Antonio os
referidos vadios e malf izejos procuraram desres-
peiiar a respactiva auloridada policial, que, usan-
do de energia e secundada pelas referidas praeas
e apoiada pelo Dr. Delegado, tambem os disper-
soa e restabeleeeu o socego.
Gabinctc Portugruez de Leitura. -
Teve lugar ante-hontem, como tinhamos noticiado,
o concerto vocal o instrumental em beneficio da-
quella civilisadora initituicao. Cantaram excel-
lentemente as Exraas. Sras. D. Amalia Izac, D.
Luiza Izac e D Maria Brag i. Quanto ao Sr. Viei-
ra, todos o conhecem ja, e sabera quanto vale a
sua bella voz de barytono. 0 Sr. Cardozo, posto
que tenha uma voz pouca extensa, comtudo can-
teu bem, principalmenta no duetto do Guarahy.
0 Sr. Fagio tocou com bastante correccao. 0
Sr. Wertheymer e ja bem cenhecido pelo seu me-
rito artistico.
Foi uma noite agradabilissima a de sabbado no
Gabineta Portuguez de Leitura.
_\:vii deguerra. No sabbado a tarde
fundeou no lamario a canhoneira ru-sa Vsandick,
comraaniada pelo capitao-tenente Novosilsky, com
uma guarnicio de 191 pragas, inclusive ofneiaes,
a qual vem de Cabo-Verde e destina se a China.
Este navio e movido a helice e monta 7 pecis.
Vapor Babia E' este o vapor da compa-
nhia brasileira, que vem fazer a 1" viagem do
corrente mez ao norte do imperio. Deve ter sahi-
do hontem do Rio de Janeiro.
Rendlmentos. As seguintes repartic5es
fiscaes, arrecadaram no mez de fevereire
Alfandega
No mesmo mez de 1873
Recebedorias de rendas geraes
No mesmo mez de 1873
CapaUzia
No mesmo mez de 1873
Consulado provincial
No mesmo mez de 1873
Processo do bispo de
897:46a486
1,043:989*809
60:229*816
53:217*829
17:856*076
13:738*313
149:639*381
194:721*703
Peraauibu-
co.Sob a rabrica Interior, publicaraos no pre-
sente nnmero, as duas sessSes do Supremo Tribu-
nal de Justica, em que foi julgado o processo ins-
taurado contra o Exm. e Rvm.' Sr. D. Frei Vital.
Recoramendamos essa publicagao aos leiiores.
Processo Pontcs Visgaeiro. 0 reo
desembargador Jos6 Candido de Pontes Visgueiro,
apresentou no prazo legal a sua contrariedade ao
libello acensatorio nos seguintes termos :
a Contrariando diz o desembargador Jose Can-
dido da Pontes Visgueiro e
< Se for necessario
a Provora que o 3. articulado do libello com
sua conclusao nem esta concluido nem & conse-
quent dos dous anleriores e qae nio tern funda-
mento nos antos nem nas prescripts do nosso
direito criminal, por quapto
a Provara que nos autoa .naose encontram os
elemento3 que juridicamaate poderiam provar
conllaaca da parte da victims no ro, nem por-
Unto que asse houvesse abuado d'aquella cOnfl -
anja;
a 2, que Xaliegacio de ajusie para a perpo-
traslo do facto iacnminajlo apenas uma coojac
terra poKdal que nada nos antos confirma, visto
que nio houve testemanha alguma que a corro-
3
3, qae o libelfo confunde e amalgama cir
fa* qne si* conduMU a pMaliaaM re
:qMkids.e'pnaa>nmcill6l4a #
de fcte,ptrefa-4etBstemmiliaa,or6o adduv
a doatrina legal verdadaira ;
t 4.*, qne os factcs allegados pela policia eaao
elementos dt premedUa^io nio raslstea ana
que nio foram tornados e qua mostraram que
reo ha muito tinha comsigo semiire chlo'oformlo,
para minorar seas solfrimentos aos ou-idos; qua
o reo sempre teve ferramentas em ana casa; que
a caixa por elle mandada fazer era para uma se*
gunda reraessa de liv*os de medicina, de seu flaa-
do irmao, ao seu sobrinho, fllho d'aquelle, e entSo
estudante do 5.* anno do curso juridico em Per-
nambuco, e ontros factos mais sobre que se dara
prova ;
o 8., que em vez de aggravante a cireumstan-
eia da paixio escravisadora do reo se nao for afi-
nal reconhecida cono uma das provas de sua
aberracip mental, no mornentu do delicto, e pelo
menos- uma forte attendant's porquanto evidencia
que elle et)ron sob a viofeneiade nm amor tanto
mais cego-qnando era exercido sobre nm homera
dotado da constitnicio do reo, totalmente snrdo, e
por isio concentrado em si e sem dtstraceBes bene>-
fleas da sooiedade, devendo terse tambem em
conta que essa paixao nao o levava a attentar
contra o pndor de nma virgem, nem contra a
honra de uma farailia, sendo como era. Maria da
Coneeicao, nma mother perdida, que wlantaria-
mente se untregava ao reo cam o conscntiraento e
proveito de sua mii, nao casada ;
< 6., que linal'mnta iao so os autos provam,
mas e sabido no Maranbio, que o reo obrou em
estado vertiginoso e (fe completa allucinarao qne
ja o dominava e qne se exacrrbou poucos minutop
antes do facto incrimioado, como se evtdencia ja
do depoimento juraJo da testemunha presa e \n >-
cessada Amancio Jose* da Paixao CeaTense, e
como se eVidenciara ainda por ontros meios Je
prova,
a Contrariando por negacao a mais qne c ,nsta
do 3. arlieulado libello o reo
Reqner que a bem de sua defeza se mande
proceder as deligenoias neceisartas, e desde ja
que sejam inqueridas na capital do Iaranhao, as
testemunhas alii residentes, abaixo arroladas, alim
de deporem sobra o que por parte do- reo Ihes for
jierguntado scbre os factos do processo, bem como
qae sejam inqueridas opportuoamente perante o
trrbtmal, para o qne serao citadas com as defe-
rencias da lei, as tesmunhas residentes nesta
corte, tambem declaradas no rol.-E. R. a.Fiat
justitia.
Rio, 21 4e fevereiro de 1874.Jose Candido
de Pontes fisgutfro
Testemunhas no Maranhao : Dr. Alfonso Saul-
nier de Pieire Levee, desembargador Jose Pereira
da Graca, tenente-coronel Jose Carlos Pereira de
Castro, Francisco Gaudencio Sabbas da Costa, ca-
pitio Adriano Augosto Bruce Barradas.
Re.'ilentee na corte: Deserabargadores Luiz
Carlos de Paiva Teixeira, Jose Mattozo de Andrade
Camara, Antonio Manoel Feraandes, Joaquim
Jose Pacheco, conselheiro Josino do Naseimento
silva.
0 processo deve voltar ao Sr. eoaselheiro relalor
com a raancionada contrariedade ao libello.
Diobeiro Os vapores Cururipe e Giqaid
levaram para :
Maceio 50:000*000
Parahyba 29:000*000
Natal 2:000*000
0 vapor Dantas levou de nossa praca para a
do Penodo 10:000*.
0 vapor Douro trouxe para: Joaquim Jose
Goncalvas Beltrao & Filiio 3 000 Amorim Ir-
maos & C. 2,515 a 13 1., Joaquim Jose Ramos
2,155 e 9 d., e Dr. Antonio da Costa 1,127 e
19 1).
Para a Europa.-Com 16 recebidos era
nosso porto, levou o Douro 165 passageiros.
Telegramoia commercial. Em data
de 28 do corrente dizera do Rio de Janeiro : cam-
bio sobre Lonlres 26 a 46 3(!6.
Vapores csperados. Hoje, o vapor
americano ilerrimick, do Rio de Janeiro e Bahia ;
amanhi, o ioglez Cuzco. de Calhao e escalas; a 6
do corrente, o brasileiro Duque de Caxias, da
Bahia pelas escalas ; a 8, o inglez Aconcagua, da
Europa; e a 10, o francez Mendoza, idem ; a 12,
o francez Erymanthe, do Rio da Prata e escalas.
Ann!versario. Hoje 6 o dia anniver-
sario da coroacao de S. M. o imperador da
Russia.
Vapor Caxias. -Sahio do porto da Bahia
para o nosso, pelas escaia*, no dia 23 de fevereiro.
Ccntenario. -Lemos no Correia da Bahia :
c Fallecuu no dia 1 de fevereiro, em Santo
Amaro, o preto Ignacio de Carvalho, que foi es-
cravo Jdo finado major Luiz Rodrigues, e depot!
alfornou-se.
< Calculase a sua idade em 121 annos, visto
como em 1770 entrou elle para a irraandade de S.
BeneJicto, ha cento e quatro annos ja, e naquelle
tempo nio podia ter menos de vinte.
Ja e viver I Apenas nos seis annos ultimos e
que elle deixou de andar na rua I >
Loteria do Rlo de Janeiro. Kesu-
mo dos premios da li3J loteria ( 496') em bene-
Gcio do Monte Pio Geral dos Servidores do Estado,
cxtrahida a 17 de fevereiro
N. 4703...............
N. 3928...............
N. 4893...............
N. 4939...............
Ns. 2056 e 2600 1:000* a cada um.
Ns. 721, 1457, 2712 e 3909-800* a cada um.
Ns. 485, 8M. 9i2, 20>, 4125, 4190, 4991,
5089, 5216 e 5621 -200* a cada um.
Ns. 131, 209, 291, 855, 894, 1322, 1307, 1989,
2507, 2563, 2631, 3160, 3826, 3936, 3951, 4239,
1118, 4455, 4619 e 4771-100* a cada um.
Ns. 52, 60,88, 118, 151, J221, 288. 307, 593,
616, 615, 683, 1072, 1101, 1169, 1177, 1306, 1515,
1588, 1623, 1861, 1923, 2131, 2231, 2239, 228i.
2312, 2399, 273i, 2761, 2915, 3129, 3158,
3566, 3727, 3836, 3810, 4014. 4156, 4316,
4361, 4500, 4613, 4733, 478'J, 4832, 4861,
52)8, 5239, 5105, 536J, 5370, 5610, 5818,
5925 e 5935 40* a cada um.
Vapor Merrimack. Sahio da Bahia
COD
para o nosso porto no sabbado as 2 horas da tar
de. Deve cliegar hoje.
Vapor Cuzco.Sahio da Bahia para o nosso
porto sabbado a tarde e deve c':egar hoje.
Secretario do governo. Por ter to
mado aisento na assemblea provincial o Sr. Dr.
Antonio Gon;alves Ferreira. acha se excrcendo o
lugar de cbefe da 3.a seccio'da secretana do go-
verno, o 1." official Jose Oiilon Annes Jacome
Pires.
Declaracao necessaria A nomeacao
do Sr. bacharel Joao Baptista Gilirana, para o
cargo de fiscal da collectors de Palmares, e inte-
rina e nao effectiva, como declaramos no sabbado,
por engano da reparticao competente.
Pagadoria da thesouraria de fa-
zenda. Nesta etta^io pagam-se hoje as se-
guintes for as: presidencia, faculdadedo de direi-
to, relacio, prets e folhas dos offlciaes, emprega-
dos da thesouraria.
Aviso aim navegantes. Pela secre-
taria de estado dos negocios da marinba publica-
ram-se as seguintes instruccoes, organisadas pelo
capitao de fragata, A. Tamborim, a bordo da ca-
nhoneira Araguary, em cumprimento do aviso n.
1,635 de 30 de julho de 1873.
Iostrucgao para deraandar o porto da Bahia, na
provincia do mesmo norae, avistando se o pha-
rol Itapoa.
Os navios que.indo do largo e do N. demanda
rem o porto da Babia e avistarem o pharol de
Itapoa, luz fixa, cor natural, situado por <2r, 17',
30 de latitude sul e 4", 46', 30" de longitude E.
do Rio de Janeiro, visivel de 15 milhas de distan
cia : navegarao de modo a marcal-o por 56* NE
magnetieo, e pnxando que tenham o pharol da ponta de Santo Antonio
por 72 graos, NO, seguirao sobre elle, conservando
a luz nm pouco aberta por EB, por dentro da
amnra ; a passar bordando as pedras dessa ponta
e tendo o cuidado de nao se apartarem muito
della, se a mare for de vasante, para nio serem
lerados sobre o eabeco N. do banco. Montada a
ponta de Santo Antonio, navegarao cottveniente-
raente para o ancoradouro.' Os que tiverem de
passar ao sul do banco, tratarao de conservar o
pharol de Itapoa de 50' JfB : N. e uma vet demo-
rando o 4e Sapto Anwmo por 2t* NE majmetico,
navegarao soBra elle. Canhoeira A**guaru, 10 de
setembro de -1*73. A'nfohio JoaqtJm ie Mello
Tamborim, capKao de fragata.
Consclbo flapremo Militar de Jus-
tica.-No dia 18 de ievereiro, aflnabdo-se prj-
sentes os Srs.: eoaselheiro de guerrs Duque de
Caxias, Tisconde de Tamandare, Barao de Itapa-
gipe, de Lamare, Baroei da' Gavea e de Angra,
conselheiro vogal Beaarepaire ftoban e desem-
bargador Lisbea, o faienir* iestas seBtaores4a-
clarou que nao podia bavar sa*sa0/ por coWiopa-
rem a presidir o tribunal do Jory da c5rte, o
desembargador MftgaMeS Castro, e o de wftWrohy
uste Beiadf^W.^esefefiargadorCamara.
-Jft, 4*& gltt^46 presenter w Srs.;
nsetneffbs de gfrftrra Dnqne'de Caxiai, lten
*? f^BWK* dajflfp^.Nines de
Aguiar,\3ario de Angra, conselMrro vogal Beaa-
repaire Rohan, e desembargador Llsboi, o pri-
raeiro destes senhores declarou qne nao podia
haver sessao, por continuarem na presidencia do
tribunal do jury da corte, o Sr. desembargador
Magalhies Castro, e no de Nitherohy, o Sr. desem-
bargador Camera, e por nao terem se apresentado
os Srs. deserabargadores que os da vem substi-
luir.
Supremo Tribunal de Justica.
Na sessao de 21 de fevereiro, foi conclnsa ao Sr.
Barao da Montserrate, a revista n. 8,160, do
Pernambuco, em qne slo R. a Santa Casa de Mi-
sericordia do Recife, e RR. Symphronio Olympio
de Qaeiroga e outros.
Protesto de letras. 0 escrivao Jose
Mariano, esta de semana cartorio na rua Bella
loja do sobrado n. 37.
Viagein penosa. Lemos no Correio di
Bahia :
No dia 16 de fevereiro, chegaram a esta ca-
pital, vindos da provincia do Maranhao a pe (!), 3
radios da tribu Candero,com destino a c6rte,
onda pretendem representar ao imperador por
terera sido asbulbados, segundo dizera, de terras
pertencentes a mesma tribn n'aquella provincia.
a Tendo procurado o Sr. Dr. chefe de policia,
pediram-lhe que Ihes dese uma hospedagem ; e o
Sr. Dr chefe, attendendo ao estado dos mesraos,
faltos completamente de protec^o, nio so den-
Ihes pousada, mas tambem maadou fornecer-lhes
comida ; alrancando da presidencia da provincia,
Sassagera para elles a(e S. Matheus, e recommen-
acao ao presidente da provincia do Espirito
Sant-i. para d'alii dignar-sa encaminhal-os a corte.
por nao poder a presidencia directamente d'aqui
conceder-lhes passagem, a vista das recommen
dacoes do governo geral neste sentido.
Fernando de Voroulia.N i dia 4 do
corrente sade para esse presidio o vapor Mandahu,
da companhia pernambucana.
Proclamas.-Foram lidos na igreja do Ro-
sario, que serve de tnatrh da freguezia de Santo
Antonio, no domingo 22 de fevereiro, os seguin-
tes :
1.* denunciacao.
Jose Lino de Couto, com Olindina Felieissima
Cirne de Souza.
Maxiraiano Felisberto de TAraujo, com Theodora
dos Santos Torres.
Bernardino de Senna Muniz, com D. Amelia
Deolinda Guedes Alcoforado.
Henrique Bernardes de Oliveira Junior, com D
Julia da Silva Tigre.
Manoel Lonrenco da Silva, com JacinlhaiCam-
pello de Moraes.
Manoel Felismino de Andrade, ova D. Dionisia
Amalia Ferreira.
Bacharel Venancio Augusto Magalhaes Neiva,
com D. Joanna Baptista de Kigueiredo.
2.* denunciacio.
Jose Soares Pinto Correa, com Margarida Ade-
laide Pinto.
Conrado Vieira da Cunha, com Francelina Ma-
ria Vieira da Coneeicao.
Antonio Joaqaim dos Santos, com Francelina
Cassia de Araujo.
3.* denunciacao.
Jose Francisco da Gloria, coin Maria da Soleda-
de Ferreira Lima.
Manoei Correa Maciel da Silva, com Ursula Can-
dida Pessoa de Mello.
Manoel Pinto de Freitas, com Maria do Ho-
sario.
Joio Teixeira dos Reis, com Adelina Lins de
Albuquerque.
Joao do Prado Martins Ribeiro, com Candida
Laura Padilha.
Manoel Virginio da Gaina, com Joanna Theodora
de Sant'Anna.
Antonio Soares da Rocha e Silva, com Benedicta
Maria de Assumpcao Carvalbo-
Loteria.A que se acha a venda 6 a 90.a, a
beaeficio da igreja da Coneeicao de Carnaru, que
corre no dia 6.
Leildes. Amanhi, 3, effactua o agente
Pint) o leilao da moveis e mais objectos de es;
criptorio e de armazem de assucar, conforme esta
annunciado na colurana dos leildes,
Quintafeira 5, vendera o mesmo agente
diiTerentes fazeadas limpas e avariadas, assim
come chapeos do diiTerentes qualidades, boncts,
mercadorias existentes ora sea escriptorio, na rua
do Bora Jesus n. 43
Era continua;ao vendera as duas casas da cara-
po quo se achara annunciadfis, as quaes tornajn se
recommendadas por serem novas, edificadas em
chao proprio e pcrto da cidade.
Casa de detencao.Movimento da casa
de detencao do dia 27 de fevereiro de 1874 :
Exi3tiam presos 323, entraram 6, sahiram 6,
exislem 323.
A saber :
Nacionaes 216, mulheres 8, estrangeirus 28,
e^cravos 12. cscrava 1.Total 323.
Alimentados a custa dos cofres publicos 252.
Moviraento da enfermaria do dia 27 de fevereiro
de 1871.
Teve alta :
Manoel Joaquim de Siqueira.
Ccmiterio publico. Obituario do dia 27
do corrente :
Antonia Baptista da Silva, branca, Pernambuco,
11 annos, solteira, A arzea ; bexigas.
Emilia Bernard i Moraira, preta, Pernambuco,
22 annos, viuva, Boa-Vista ; febre paerporal.
Januana, preta, escrava, Pernambuco, 22 anuos,
solteira, Bia-Vista ; lyphoide.
Manoel Raphael Archanjo M., pardo, Pernambu-
co, 50 annos, casado, S. JosS ; congestao cerebral.
Julia, parda, Pernambuco, 8 mezes, Boa-Vista ;
enterite.
Albino Henrique, branco, Portugal, 13 annos,
solteiro, Recife ; febre renitenta.
Josd, branco, Pernambuco, 3 mezes, S. Jose ;
colite.
Anna Maria da Coneeicao, preta, Pernambuco,
80 annos, viuva, Boa-Vista, hospital Pedro II ;
broachite senil.
Luzia, preta, Pernambuco, 5 mezes, Santo An-
tonio ; convalsSes.
Antonia Feliciana Maria da ConceiQio, parda,
Pernambuco, 5J annos, viuva, S. Jjse ; entente
chronica.
Loureuca, parda, 7 mezes, S. Jose ; espasmo.
2):OO0*OO0
10:OOJ*000
4:000*000
2:000*000
3275,
4314,
5006,
5909,
WsenrwrL
Almeida Albnqn
deata.
Raeorronte o Juizo da dirtHo do H^aifa, recor
rido Luiz Angusto R. Mvrinm. team os Srs.
Leao. Improce-
Passageiros.Chegados dos portos do sul
uopaquete inglez Douro :
Antonio Joaquim de Vasconcellos, Manoel Mar-
tins Fiuza, Antonio Jo#e R. de Souza, Jos6 Joaquim
Seabra, Dr. P. Leao Vellozo, Isidoro Cohra, Joseph
Halphcn, Dr Joio B. G. Raballo, Joao da Costa
Espinheiro e Rodolpho Sanchez.
- Sahidos para o norte no vapor Giquid :
Joio Pereira Lima, sua irma e 1 lilho menor,
Delfino Ferreira da Costa e sua irmi, Francisco
Friato e 2 filhos, Vicente Victor e 2 Irmaos, bacha-
rel Adelino da Silva Pinto, Theophilo Ottom Simo-
nette, Dr. Domingos Jose Rodrigues, Adriano Jor-
dao, Antonio Angelo Fernandes, Antonio Dias
Pinto, Dr. Luiz Joso Correa da Sa, sua seahora e
9 fiihqs, Francisco Jose Ferreira, Bellarraino Go-
mes de Moura e 1 criado, Antonio Jose Siqueira
e Silva, Francisco de Almeida Braga.
Sanidos para o ?ul no vapor Cururipe :
Tenente-coronel Jose Vicente Fernandes da Silva
Gomes, Sebastiao Nunes Baeta, Joao Rego Gtlvao,
Dr. Bernardo Jose da Camara, Pedro da Cunha
Carneiro de Albuquerque, Cnristovao de Almeida,
Manoel Jos6 Ribeiro.
Sahidos para a Europa no vapor inglez
Douro:
Alfredo Alcoforado, E.Frey, Dr. Erineu B. de
larvalho e Silva a sua mulh'er, baroneza de Me-
cejana, Jose da C. Maia, Antonio J. da Camara, C.
Crokcb, Maria dos Prazores, Luiz de S. Correa,
Alfonso de A. Maia, Adolpho F. Lavra, sna mulher
e 1 fllho, Manoel F. Barbosa Junior, Joao D. dos
S. Pinto.
tHlQMCA JUIMCIARHL
TillIILHAL DA RKI, VC.lO
SESSAO DE 28 DE FEVEREIRO DE 187*.
PRESIBE.NCIA DO EXM. SR. C03SELHEIR0 CAE-
TASO S^tlAGO.
Se-wtlario Dr. Vimilio Coelho.
As 10 horas da nwnhi, prepentes es Srs. das-
embargadores Silva Guiraaraes, Lourenco Santiago,
Reis e Silva, Almeida Albuquerque, Aeeioli.Do
miogues Silva, Soum Leo, Freitas Henriques,
procurador da cornf, e os juixes de direito Onvei-
ra Maciel a Cameflo Pessoa, abrlo-se a sessSo.
JULGAMgOTOS.
Habeas corpus.
Paciente Manoel Mqubn Co Naseimenio. Rela-
lor o Sr. desembargador Almeida Albuquerque.
Mandon-se ouvir a jils de direit* e per iatarme-
diodeste ao juh sonstiato procaMaata.
Ibeelo, reeor-
Jtrftes os Srs.
Re'eorrentepJ _
rido Antonio racneco
e Slrra, Accieli e Souz> |anhola, ac'har-se-hao homens, mulharos
deaamfeargadores Reis
Leao.Improcedent*.
Reeorrente o Juizo da Bom Conselbo,
Angelo Custodlo da Roaba. Juizes os Srs. desera-
bargadores Almeida Atbaquarque, Silva Guima-
rles, Reis e Silva a AecioH.-Improeedente.
Reeorrente o juizo de direito do Pilar, recorri-
dn Josi! de Rezende Lima. Juizes os Srs. desem-
bargadores Lourenco Santiago, Almeida Albuquer-
que, Reis e Silva a Souza Leao.Improeedente.
Aggravos de petieao.
Aggravante D. Umbelina do Rego Machado Xa-
vier. Juizes os Srs. deserabargadores Loureuca
Santiago, Freitas Henriques, Almeida Albuquer-
que.Negou-se proviraento.
PASSAGENS
Do Sr. desembargador Lourenjo Santiago ao
Sr. desembargador Reis e Silva :
Appellacao crime.
De Paulo Alfonso.Appellante o juizo, appella-
da Tita, conhecida por Clara, escrava.
Do Sr. desembargador Reis e Silva ao Sr. des-
embargador Almeida Albuquerque:
Appellacoes crimes.
Appellante o juizo, appellado Jovino CoeHio da
Silva,
Ao Sr. desembargador Accioli :
Appellacao commercial.
Appellante a administracao da massa 'de Maga-
lhaes A Irmao, appellado Antonio Machado G. da
Silva, tutor dos orphios filhos de Bento Jose da
Silva Magalhies c ontros.
Do Sr. desembargador Almeida Albuquerque ao
Sr: desembargador Accioli:
AppelfacSes crimes.
De Maceio. -Appellante o juizo, appellado Luiz
Francisco do Oragi Carvalho.
Do Limoeiro. Appellante Jose" Lopes de Olivei-
ra, appellada a jtistija.
De Baturite. -Appellante Raymundo Gomes de
Freitas, appellada a juslica.
De Mossoro. Appella lie Claudino Alves de
Aquino, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Souza Leio ao Sr. des-
embargador Freitas Henriques :
Appellatoes civeis.
Appellante a companhia de trilhos urbanos do
Recife a Caxanga, appellado Joao Franeisco de
Carvalho.
Do Recife.Appellante o menor Manoel Felicia-
no, appellado Miguel Jose Barbosa Guimaraes ,
appellant js viuva e herdeirosde Joaquim Jose de
Miranda, appellado Claudio Dubeux.
Ao Sr. desembargador Silva Guimaraes :
Appellacao civel.
Appellante o juizo, appellado Jose da Silva Ra-
mos e outro.
Appellacao crime.
Appellante o juizo, appellado Marianno Francis-
co Souto.
Diligencia crime.
Ao Sr. desembargador prom nor da justica :
Appellante Manoel Vicente de Oliveira, appella-
da a justica ; appellante o juizo, appellado Heron-
lano Vieira dos Santos; appellante o juizo, appel-
lado Cosmo de Sa Pereira ; appellante Germano
Bezerra Cavalcanti, appellada a justica.
Assigoou se dia para julgamento dos seguintes
feitos :
Appellacoes crimes.
Do Buique.Appellante o juizo, appellado Joao
Vicente Pirambii.
De Flores.Appellante Francisco Jose de Lima,
appellada a justica.
Da Paulo Affraso.Appellante Zeferino Vieira
Machado, appellada a jasli;a.
Do Sobral.Appellante o juizo, appellado Jo;e
Alves Ferreira Calabarra ; appellante o juizo, ap-
pellado Marianno Francisco Souto.
Appellacoes civeis.
Do Recife. Appellante Francisco Antonio de
Oliveira, appellado Aurelio dos Santos Coimhra ;
appellante D. Levina Augusta de Brito Mello, ap-
pellada D. Seuhorinha Germana do Espirito Santo.
De Olinda.-Appellante o juizo, appellado Pe-
dro, escravo do Dr. Serpa Brandio.
Appellacao commercial.
Da Escada.Appellante a viuva do bacharel Jo-
vino Alves Ribeiro da Silva, appellada Feli.-iana
Maria Olympia.
Dia de appareeer.
Appellada a irraandade de Santa Cruz dos Ca
noeiros, appellante Jose Antonio da Costa.
Encerrou-se a sessao as 2 horas da tarde.
nos one dirao o mesmo.
pworndo
-;
LICASSE&

s
m\m.
Rio diraude do \orlc
PROTESTO.
Proccdendo-se ao inventario do accrvo de meu
finado sogro, Ignacio de Albuquerque Maranhao,
no terrao de Papary, coraarca de S. Jose da -Mi-
pibii, apresentei me disputaudo a inventarianca
de que fui illegalinenle espoliado, nao obstante ha-
ver com provas robustissimas destruido perante o
respectivo juiz da orpliios os calumniosos funla-
mentos, cm quo se lirmou o testaraenleiro, com-
mendidor Henrique Bernard.-s de Oliveira por
seu procurador Jeaquim Ignacio Pereira e este
por seu advogado bacliareljMoreira Brandao, para
alcancar, como alcangou suavemente a pre'erencia,
ape-ar de na> residir no doraicilio do inventa-
riado I 11
Assim tendo aconlecido com violacao da todos
os principios de direito e cspecialmente das leis
que regem o processo orphanologico ou divisorio,
para mimosear-se ao dito testamenteiro com a
posse e administraoao de uma furtuna, em que
nio tem a minima parte, salvo a elastica viutena,
tenho sido testemauha ocular dos mais escanda-
losos esbanjamentos, extraordinarias delapidagoe?,
multiplicados extravios e furtos incessantes, que
debalde hei levado ao conhecimento do Dr. juiz
de orphans, Lui: Antoaio Ferreira Santos Junior e
este vai sanccionaudo tudo no meio de irregulari-
dades, pretericoes, erros e vicios, de que se acha
inquiuado o d'lto inventario.
E porque ulliraimenle em nome dessa teta-s
raenteiro, se tivesse requerido autorisacao oara
vender o sitio Santo JAmaro, na cidade do Recife,
sem que fosse eu auvido at6 hoje, para dar meu
parecer, que 6 contrario a tal venda, visto como,
constando-me valer-se o requerente da uma verba
testameutaria, que feculta dispor do referido sitio,
varificase da dita verba, que o testador assim
resolveu especilicadameaie para a defeza, ou sus-
tentagio de outras questoes, como se fe das ex-
pressoes seguintes :
Declare que os encargos da casa de meu tio
Luiz de Albuquerque Marauhao, mandados cum-
I'i'ir por ordem da herdeira D. Luzia Paula de
Albuquerque Maranhao, em virtu le de uma es-
criptura de ratificacio, que me foi apreseutada da
casa da tinada D. Luzia Antonia, em consequencia
do que a considero devedora a minha casa, qua
unida a quantia que rae era devedora dita falle
cida a de Francisco de Barros Leite, do qual sou
berdeiro : estas liquidaQdes nao estao ulliraadas,
por qm as partes nio me teem procurado, entre-
gando tudo ao futuro, para ficar duvidoso .
t Declaro mais, qua para o meu primairo tes-
tamenteiro ficar munido da dinheiro para o que
occorrer, vendera o meu sitio Santo Amaro dessa
cidade ( Recife), dahdo-se-lhe o valor, que elle
merecer ; com tanto quo defenda de qualqaer
opposielo que se faca ao cumprimento desta minha
verba e autoriso o 'meu testamenteiro a fazer as
despezas com o advogado e procurador e outras
quaesquer judiciaes que the serao levadas era
conta no inventario, sem que dependa de appra-
vacao b.
Nao se tratando de lacs queslo-es, 6 obvio, quo
o testamenteiro nem mesmo em hasta publica
( unico meio legal) jamais podera obter a licenja
requarida, contra a qual vonln protestat, para
qne ningaem faca negocio a tal resoeite; pois
sera de pleno direito nulla a venda, como todas
as outras qae neste termo tem havido e ate clan-
destinaraente.
Engenho Bathlem, 16 de fevereiro de 1871.
Antonio Fclippe dt Albuquerque Maranhao.
os mais emraeales pronaociaraw torn senteaei S,
marie; a salsaparrilha de Bristol, nao so as alh-
vjairf, mas sim Umbem os restabaiacera a lhas de
-xaJjtnu o mais completo estado de sadda. mm
cada cidade, povoacio e aldeia da America
COMMIRCW.
JUNTA DOS CORRETOliia
Praca tie Recife, die feveret-
r die 199*.
AS 3 HORAS DA TARDE.
COT A CO ES orriciAKS.
Algodao-de Penedo sem iospeceao 7*100 por 1-".
kilos.
Algodao-de Maceid I* sort 8500 per 13 kilo*
posto a bordo a (rate de 7|8 e 3 Ojo-
Dito de dito dita P*60O por 15 kilos posto
bordo a frete de 7i8 e 5 *0.
Algodao -de Maceio mediano 7*800 por 15 kilos
posto a bordo a frete de 7]8 e 5 OlO.
Algodio de Maceid 2* sorte 7*0t,0 por 15 kikx
posto a bordo a frete de 7r8 e 5 0|0.
Assucar brutobora 1*8 JO por 15 kilos.
Assucar bruto regular 1*65( por 13 kilos.
Assucar Canal 1*300 por 13 kilos,.
Carabio sobre Londres a 90 d|v. J6 l[\, d e do
banco 26 d. por 1*080.
Cambio sobre Paris a vista 37% ra. o franco, do-
banco, hontem.
Carabio sobre Paris a 90 d|* 3W rs. o franc*.
do banco, honjem.
Cambio sobre Lisboa a 90 d|V. 104 OfO da-pre-
raio, hontem e hoje.
a. de Yascoaouiki*
A. P. da
Secretario.
ALFANDEGA.
(wdimento do di 1 a 27 .
dm do dia 28 .
867.9179KI
29:638*53::
R97:6*i8 O
que
de
poilo a salsaparrilha
Bristol faxer?
Dirfja^e essa pergnnla a essa reslo de huraa-
nidade, o Jayme Wyckoll, nio so arrancado a
marte, como Umbem resiabelecido a saiide, quan-
do ja se acnava meio devorado pelas escrofulas ;=
a Joaquim Meiia, de Valparaiso, qne se estava l-
deflnhando com phtysica escfofnlosa; a Jose M.'
Gomel de Vera Cruz, qne pal* espaco dp 4 annos
padeceu d'nm eancro o nariz; a Sra. Anta
iQairai, da Havana, dasngnwia nor um rheama-
tismo chmnioo; --a Sea. faidora Agailera, de
Bnenos-Ayres, que tinha 13 plceras afrertas no
joelho direilo ; "Ira. Baton* MejBJez, de
Lima, que daaa redaaida a nm esqoelea vivo em
copsequecsia d'umi mole3tia exterior ; e todos
attestam e certificam que depols fna es medicos
Descarregam h ija 2 de marco de 187V.
Vapor inglez Arbitrator (atracado) mercado-
rias para a fande ga.
Barca franceza Minerva mercadorias para al-
fandega.
Patacho inglez Blackwood bacalhao ja despa-
chado paia o trapicbe Coneeicao.
Briguc grego Aposlolo Paulo ferro ja da:p.
chado para o caes do Apollo.
Patacho inglez Wotfrille farinba e taboado
ja despachados para o caes do Apollo.
Patacho inglrz Solario faiinha ja despaehada
para o caes do Apollo.
Patacho ameri--anoSenorita -faiinha ja despa-
chada para o caes do Apollo.
Barca ingleza Witck of the Teigncarvao e coke
para terra.
Barca ingleza Currisbrookcarvao para terra.
Barca iuglaza Margaret lie W'ilkei -carvao para
terra.
Vapor nacioual Cururipe varios geoeros na-
cionaes para o trapiche da companhia
pernambucana.
Polaca hespanhola Barcelo (loudoj xarque
para terra.
Iliate americano -D. S. Eaton -farinba ia despa-
ehada para o caes do Apollo.
ALTEHAQAO NA PAUTA U0S PnBC0S_ DOS 6WIW
SCJEITOS A DIREITOS DE EXI'ORTAQAO, NA SKMAJHA
OB 2 A 7 DE MARQO Dt 1874.
Algodioem rama ou lii 410 rs. kilo.
Assucarmascavado 95 rs. o kilo.
Conrosde boi verdes 323 rs. o kilo.
Carvio de pedra estrangeiro, toneltada metrica
20*000.
Carocode algodio 20 rs. o kilo.
Crina-animal em bruto 300 rs. o kilo.
Alfandega de Pernambuco, 28 de fevereiro da
1874.
0 1 couferente -J. A. Wanderley.
0 2conferente-Bazilio B Furtado.
Approvo. Alfandega, 28 de fevereiro de 1874.
u inspector da alfandega
Fabio Alexandrino de Carralho Reit-
lESPACHOS DE EXPORTACAO NO DIA 57 DR
FEVEREIRO DE 1874.
Para os portot do exterior.
.Na barca franceza Lavine, para Liverpool,
carregou : S. Brothers 4 C. 468 saccos com 35.NM
k los de assucar mascavado ; Viuva Ras'os l,$3S
ditos com 114,900 ditos de dito.
No brigue inglez dronella, para Li-erpoo!.
carregou : M. Lathan A C 1.48G .-accos com
111,470 kilos de assucar mascavado.
No brigue hespanhol Sjberaiu, para Barccl-
lona, carregou : P. M. Manry 166 saccas cooi
12,066 1|2 kilos de algodao.
Na barca franceza G. Tell, par; o Havre.
carregou : H. & Labille, SO saccas com 6,774 l|t
kilos de algodao.
Na barca franceza J. Baptiste, para o Havre.
carregou : H. 4 Labille, 800 couns salgados com
16,800 kilo*.
No lugar inglez Curisande, para o Canal,
carregou : Simpson & C. 1,355 saccos com 101,623
kilos de assucar mascavado.
No brigue inglez Jwa, pra o Canal, carre-
gou : II. Forster A C. 1,000 saccos com 75,000
kilos de assucar mascavado.
No hiate americano J. P. A nger, para o Ca-
nal, carregou: J. Pater & C. 238 saccos com 17,850
kilos de assucar mascavado.
No brigue portuguez Ocarense, para Lisboa,
carregou : E. R. Rabello & C. 1 barrica on 68
kilos de assucar branco, 175 saccos com 13,12'i
ditos de dito, e 200 ditos com 15,000 ditos de dito
mascavado ; H. J, da Cunha Sobrinho 100 saccas
com 8,6)4 kilos de algodao.
No patacho americano Adelaide, para Lisboa,
carregou : A. Loyo 30 pipas com 14,400 litres de
aguardente.
Na galera portagneza Saudide, parao Porn
carregou : F. de Paula Macoado 3 caixas com 2t
litres de aguareenta ; Silva Guimaraes 4 C. 10
saccos com 3,000 kilos de assucar branco ; J. it
de Farias 39 saccas com 2,664 ditos de algodao.
Na barca portngueza Sympathia, para o Por-
to, carregou: H. J da Cun ia Sobrinho 100 saccas
com 7,455 kilos de algodao,
Para ot purtos do Menor.
Para o Rio Grande do Sul n i nav o nacional
Abilio, cirregon: F. R. P. Gaimaraes 13 ba-ricas
com 4,625 kilos de assucar mascavado; J. C. Goa-
ealves 300 volumes com 19,987 ditos de dito
branco.
Para o Rio Grande do Sal, no brigue nacio-
nal Prazeres, carregou : J. R. da Cruz 1,000 cocos
(fructa).
Para o Para, na escuna nacional G'orgiama,
carregou : A. M. Souza Macbado 244 barricas
com 18.487 1|2 kilos de assucar branco ; J. C-di
Rego Pontes 20 pipas com 9,600 litros de aguar-
dente.
Para a Bahia, no vapor nacional Dantas.
carregou : J C do Rego Pontes 37 barris com
5,900 litros de mat
Para o Ceara, no vapor nacional G quid.
carregou : Pinto Alves & C. IS barricas com 907
kilos de assucar refinado.
Para o Ceara, na barcaca Flor do Jariim,
carregon : M. A. Senna 15 barricas com 980 kilos
de assucar branco.
Para o Natal, na barcaca Triumpho, carre-
gou : A. Cordeiro 6 volames com 560 kilos de as-
sucar branco : para Mossoro, Oliveira dc Bezerra
1 caixa com 30 ditos de dxc.
CAPATAZIA DA ALFANDBGA
Seadimentod" dia 1 27. 17:442*024
deal do dia 28..... 413*452
17:856*07
VOLUMES SAH1DOJ
No dia 1 a 27. .
No dia 28
?nmeira porta ....
Seganda porta.....
ferceira porta.....
Jnarta porta......
napicba Concaiclo .
SSRT
il>arenjcu descar
alfandega do
XARIltXO
das no tnpigkt
I / .
No dia IT
U\ds atracados no tr*p. i
Vlvarengas ....
to trapinhn Coneaicio
37,787
107
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73
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r iii i


*
Diaric de Penaambuoo Segunda feira 2 de Marco de 1674.
ftlCEBEDORlA DB RBHDAA Mtft HNA3'OtSnf1gmta>'Ca -#*
RAB8 DB PWWAaMMR
(Undimento do dia 1 a 27.
'4am do Hi 18
aVfOTM**
5:W1#8SG
Iis**4c
if.
rdla 4e>
WWhtiwe'CTfluii
tteodimento do dia 1 a
Um do dii 28
27.
AfOViME^Ta BG ?0RTO.
iVatno eniracio iw S. Vieente (em Cabo Verde)13 (fias, vapor russo
do guerra Vtadwck, commandante Isovo Sei-
lsk.
Siaotot sahidos no taestao dia.
CanalLugre inglez Agnes Brown, capitao W.
Alexander, carga assucar.
Canalpatacho inglez Sultana, capitao Burnore,
carga assucar.
Rio Grande do Sul-Brigue brasileiro
capitao F. dos Santos Lomba, carga
mais generos.
Rio Grande do Sul.Barca portugueza
capitao Jose Joaquim da Silva, carga
outra generos.
yavios entradns no dia 1." de margo.
P6rtos do sol-6 dias, vapor inglez Douro, de
1785 toneladas, commandante Thwaits, equipa-
6em 116, carga varios generos ; a Adamson
lowie & C.
Asau4 dias, biate nacionai Deus te Guarde, de
156 toneladas, capitao Jlanoel Fernande* Jalles,
equipagem 6, carga varios generos; a Bartho-
lorneu Lourenco.
Navio sahido no mesmo dia.
Southampton e portos intermediosVapor inglez
Douro, commandante Thwaits, carga a mesma
qae trouxe dos portos do sul e algodao que re-
cebeu neste porto.
A junU admiafctfstiza da Santa Casa daVisa-
ricordia' ie de qiee*aeeita preifcr que poesue o patrimo-
"""raio dos orpnaoa, i.-rua da Crtu, *wje do Bom Je-
sus d. 13, conirata com quern se propoaha a rea-
lisar dims eoneertos,. mediante eerta reoda a al-
guns annos de-prazo para deefruotar.; devendo
os que disso te quizerem encarregar, -apresentar
suas propostas am cartas feehadas, devidamente
seHadas, acompanhadas do resaeeiivo or7.t1ne.to
nesia secretaria ate o dia 18 de fevereiro vin-
douro.
Secretaria da Santa Casa da M+sericordia do
Recife, 17 de jaaeiro de 1874.
0 escrivao,
Pedro Rodrigues Ue Souza.
144:289*678
5:3194708
149:639*3fti
Canraja, sande um pela lioha .principal a outro
pela Annual.
pr incipiari as l\t boras.
'~kim* MMMTBIW.
E&ITA1&
A caaiara municipal do Recife cmvida a
todos 03 sens muaicipos a apra-entarem para ser
expostes no corrente anno, objectos de producc^o
agricolas para a exposicao que pretende reilisar a
scciedade Doze de Setembro, segundo a partiei-
pacio dj Exrti. presidente da provincia, de 16 do
corrente, com referenda a ordem do governo im-
perial. t.
A mesma camara espera no patriotic mo, dedi-
carao e zelo de todos 0 bom exito de t.ii convite.
Paco da camara munic pal dj Recife, 18 de fe-
vereiro de 1874
Theodoro Machauo F Pereira da Silva
Pro-president?.
Augusto G. de Figueiredo
Official maior servindo de secretario.
Perante a camara municipal desta cidade,
eslarao em praca nos dias 27 e 28 do corrente, e 2,
3c 4 de marco" vindouro para ,-erem arrematados
por quem maior prjco offereser, os talhos ns. 27,
28, 29 e 30 do a^ouguo provisori j da freguezia de
S. Jose, servindo de base para cada um tilho a
quantia de U 7 5000.
As pessoas que pretenderem arrematar, compa-
recam no paco da mesma camara, munidos de
llan^a.
Pa^o da camara municipal do Recife, 26 de fe-
vereiro de 1874.
Manoel Joaquim do Rego e Alouquerque
Presidente.
Francisco Augusto da Costa
Secretario.
Pela thesonraria provincial se communica a
qaem interessar possa que Beam transferidas para
0 dia 5 de marco vindouro as arrem3tacoes de 200
metros de empedramento na estrada de Limoeiro,
e dos objectos para 0 corpo de policia.
Secretria da thesouraria provincial de Pernam-
bueo, 27 de fevereiro de 1874.
0 official maior,
Miguel A/fonso Perreira.
O Dr. Luiz Ferreira Maciel Pinheiro, juiz substi-
tuto do juizo especial do commercio, nesia cida-
de do Recife de Pernambuco, por S M. Impe-
rial, etc., etc.
Faco saber aos que 0 presente edital vireni e
delle noticia tiverem, que no dia 26 de marco do
corrente anno se ba de arrematar por vend^ a
quem mais der era praca publica deste juizo, de
pois da respectiva audiencia, 0 seguinte :
Duas partes da casa terrea n. 3i da rua do
Visconde de Albuquerque, freguezia da Boa-Vista,
com 3 portas na frent<\ sola adiante e atraz, 4
quartos e cozinha fora, sotao dentro com 2 quar-
tos, e 1 saleta, tendo pequeao quintal com cacim-
ba propria, prccisando a casa de concertos, ava-
liadas as duas paries por 2:666^666; sendo a
avaliacao de t -11 casa de 4:0C03. A qual foi pe-
nnorada por cxecufao de Avila Irmao Si C contra
a Tiuva e herdeiros de Antonio do Couto Vieira,
Joaquim Antunes da Silva, como tutor do orpbio
Joaquim, e os Drs. curador geral e in-Iitem.
E nao haverdo lancador que cubra 0 preco da
avaliacao, sera feita pelo preco da adjudicacao, na
forma da lei.
E para que chegue ao conheclmento de todos,
mandei passar 0 presente, que sera publicado pela
imprensa e affixado nos lUjjares do costume.
Cidade do Recife, 23 de fevereiro de 1874.
Eu, Manoel Maria Rodrigues do Xascimento, es-
crivao, 0 snbscrevi. Recife, 28 de fevereiro de
1874.
l.iuz Perreira Maciel Finheiro.


SANTA CASA DA MISLKICORi 1A BO
RECIFE.
A Hlma. junta administrate da santa casa da
Misericordia do Recife, manda fazer publico que
na sala de suas sessSes, no dia -26 de fevereiro
pelas 3 horas da tarde, tern de ser arrematadas a
quem mais vantagens otferecer, pelo tempo de u r
a tres annos, as rendas dos predios era seguift
declarados.
ESTABLLEC1KENT0 DE 6ARIDADE.
Rua doCalabou;o.
Casa terrea n. 18 (fechada). 300*000
Travessa de S. Jose.
Idem n. 11.......g 201*000
Rua de Santa Rita.
Idem n. 31. ........ 264*000
PATRIMONIO DOS OP.PHAOS.
. Pateo do Paraizo.
j.-andar n. 29. ..00... 209*000
2. dito dito....... 300*000
Rua da Senzalla velha.
Casa terrea n. 16.......209*000
Becco das Boias.
Sobrado n. 18 ....... 121*000
Rua da Cruz
Sobrado 14 (fechado).....1:000*090
Ruo do Pilar.
Casa terree n. 100......241*000
idem n. 102........2il*00i:
Rua Velha.
Casa terea u. 44 (fechada). 4O3JO00
Rua das Larangeiras.
Armazem n. 17 ...... 361*000
Os pretendentes deverlo apresentar no ado da
arrematacao as suas fiancas, ou comparecererc
acompanhados dos respectivos fiadores, devendc
pagar alem da renda, 0 premio da quantia en.
que for seguro 0 predio que contiver estaboleci
mento commercial, assim como 0 servico da lira
peza e precos dos apparelhos.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re
iife, T6 de fevereiro de 1874.
O escrivao
____________Pedro Rodrigues de Souza,
Capitanla do porto dc Pernam-
buco. S& de fevereiro
d1894.
Por esta capitania se avisa aos senhores pro-
prietarios de candoas e outra embarcacoes em -
pregadas no trafico do porto, nos navegaveis, na
pequena cabotagem e na pesca, que nos termos do
-art. 76 do regulamento de 19 de maio de 1816,
alem das matricuias que os respectivos individuos
deverao andar awnido*. nao poderao empregar se
ditas embarcacoeB era taes 'iervicos sem li -ensw
por escripto, qne ierao reformadas no' fim de cada
nm anno, sob pen* de multas marcadas em dito
artigo ; asiim tambetn que a> refendas embarca-
c5es serao uumeradas a marcadas nos costados e
nas velas (as que tiverem) earn as lettras a nume
ros que indicarem aslicencas^aue fcrem passadas,
como e expresso no artigo 7Jdo cilado regula-
mento.
O secretario
Decio de Aquino Fonaeca.
SANTA CASA DA MISEKICUKDIA DO
RECIFE.
Veurla de predios
A Illma. junta administrativa de-ta Santa Casa,
devidamente aulorisada pela presidencia, na sala
de suas sessdes, pelas 3 horas da tarde do dia 26
do corrente, vende ou permuta por apolices da
divida publica os eguintes predios, pertencentes
ao legado de Joaquim da Silva Lopes, de que e
administradora : Forte do MaUos, metade do so-
brado de 3 andares n. 17, por 5:500* ; becco do
Abreu, 3" carte do sobrado n. 1. por 2:666*666
ma da Uuia, sobrado de dous andares n. 69, por
TOO* ; rua de S. Jorge, casa terrea n. 92, por
1. i00*, sobrado de um andar n. 30, por 2:000*,
diio meia-agua por 500* ; rua dos Guararapes,
casa teirea n. 65, por L:;00* ; rua dos Afougui-
nhos, cosa terrea n. 26, por 600* ; Largo da Cam-
pina, dim n. 3, por 400* ; rua da Soledade, dita
n. 72. por 700* ; becco do Teixeira, cita n. 5,
por 250* ; iar^o das Cinco Pontas, terreno, por
1:000*000.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Racife, 14 dc fevereiro de 1874.
0 escrivao
Pedro Rodrigues de Souza
Prazeret,
assucar e
Armazens da companhia per
nambueana.
Seguros contra o fogo
A companhia pernamhucana, dispondo de ex-
cellentes e vastns armazens em seu predio ao for
te do Mattos, offerece-os ao commercio em geral
Dara deposito de generos, garantindo a maior con-
servagao das mercidorias depositadasj servico
prompto, precos modicos, etc.
Tambem recolhera, mediante previo accordo, ex-
clusivamente os generos de uma s6 pessoa.
Estes armazens, alem de arejados e commodos,
sao inieiramtnte novos e asphaltados, isentos de
enpim, ratos. etc., etc.
As pessoas ijue quizerem utilisar-se destes ar-
mazens, pederao dirigir-se ao escripjono da com-
panhia pernambucana, que acharao com quem
tra t ar._______________
Declaragao n. 1.
Pela contadoria da camara municipal desta ci-
dade, sao chamados a virem pagar a bocca do
cofre, do 1 de marco vindouro, lodas aquellas pes-
soas que se acham sujeitas ao pagamento dos im-
postos creados pela lei provincial n. 1126 de 18 de
junbo de 1873, relativamcute ao exercicio corren-
te dc 1873 a 1874, cujos sao os scguintes : foros
e laudemios de terrenos municipacs ; 2*500 sobre
estabelecimentos que venler espiritos; 3* por
cada licenca que tirarem as boceteiras para ven-
uerera dentro do municipio, e de 30* pelos mas-
cates ; 6* por cada carroga ou vchiculo empre-
gado nos servicos da cidade, villas e povoacoes ;
100 rs. por palmo do. terreno dentro da cidade do
Recife e seus soburbios, que nao esteja edificado
ou cultivado, embora se conserve murado ; 20*
por cada casa de sobrado na cidade do Recife, que
conservar varanda ou sacada de madeira ; 10*
por cada casa de sobrado, cujo exterior se conser-
var estragado, e 5*000 por cada casa terrea em
iguaes circumstancias ; 10* por cada casa de so-
brado nas ruas que ja foram calc.adas, que nao
tiverem os passeios a ella correspondentes, feitos
no mesmo nivelamento e alinhamento dos que ja
tiverem sido executados de conformidade com as
posturas munk-ipaes, e o* por cada casa terrea
nas mesmas coudiyoes : 1?* por cada casa de so-
brado, cujos quinlaes deitem para oatras ruas e
nao estejam murados ale 0 respaldo do pavimcuto
terreo em forma exterior de edidcio, e 5*000 por
cada casa terrea em identicas eircimstancias;
60 rs. por palmo de terreno nos povoados da Mag-
daleoa, Capunga, Chacon, Casa Forte, Poco da Pa-
nella, Caldeireiro, Monteiro e Apipncos, que nao
estiver murado ou cercado; 40 rs. por palmo de
terreno em loda a extencao da cidade do Recife a
Apipucos, que nao estiver murado, exceptuando-
se os terrenos que tiverem cereas nativas em bom
estado de conservacao; 20* por cada baixa de
capim dentro da cidade do Recife ; 10* por cada
macbina a vapor, mnntada na cidade do Recife
para qtulquer mister ; n liualmenle 0 imposto de
45 por cada casa de negocio nas cidad^s, villas,
soburbios e povoac.oqs, devendo, porem, os contri-
buintes, quando tiverem de pagar este imposto, a
apresentar na contadoria 0 conhecimento do im-
posto geral sobre industria e profissao, afim de
provar ler assim satisfeito 0 referido imposto
geral.
Ikclarafdo n. 2.
A mesma contadoria da camara municipal desta
cidade scientilica a todos os donos de diversos es-
tabelecimentos de porta aberta, a virem pagar os
impostos atrasados qua se acham a dever, dos
exercicios passados, bem como os demais impos-
tos acima especificados.
Contadoria da camara municipal do Recife, 27
de fevereiro de 1874.
0 contador
Hypoiilo C. de Vasconcello3 A. Maranhao.
Santo Antonio

n 1
N
Qdarta-felra 4 de mar^o.
AS 8 1,2 DA NOUTF.
Terceira recita do importante drama em qua-
tro ados :
UM NAUFRAGIO
COSTAS DURETAM
inara o espectaculo com a corned
0$ dous tiiiiidos.
Terminara o espectaculo com a comedia em I
acto :
Em ensaios o popularissims drama origins
cez, traduccao do Dr Feliciano Prazeros :
Forca pr forea.
A's 8 1|2 horas.
iran-
(Antigo GynmasiiO
.EMPREZA ^IMA PEMANTE
Quarta-feira 4 de marc,o.
BESEFICIO DO
Conwlho superior da Socidade Propsgadora
da InstrucQao Putlica.
Representar-se ha o drama em 3 actos :
FR1ILDI Dl MA
Dara fim ao espectaculo a aria comica :
Mascale itaiiano.
Depa.U do espectaculo havera doos ;ro.u te
,!Ji>^
Rio de Janeiro
Pan o referido porto pretende segnir corn pou-
ca *amora o patacho brasUeiro Arabe, per ter a
maior parte de ten earregamento engajado ; a
para o resto qne Ihe fait* e escravos a frete, tra-
u-e com os consignatarios Joaquim Jose Goncal
ves Seltrao A filho, a rua do Commercio a. 3.
UILOES.
Crtmptinhia amcdoiiia c lirasiletrsi
dc paqucles a vaptsr.
Ateo-dia 2 de msreo-e esperado di>s portos do sol
o vapor Ainoiicano Merrimiicii. i-ommandante Wrir,
o qual liepois da demora k costuKie, soguira p^'-
ra os portos do norte.
Para fretes e passageiros, trata se com os agen-
tes Henry Forster A C. raa do Commercio n.8,
Rio Grande do Sul
Para o referido porto pretende seguir com mui-
la brevidade a barca portugueza Arminda, por ter
a maior parte do seu earregamento tratado, e
para o resto que Ihe falta. trata se com os consig-
natarios Joaquim Jose GoDcalves BeltrSo 4 Filho,
a ma do commercio n. 5.
PARA'
0 fieorgiana
E' esperado do Rio de Janeiro por estes dias
3 sepue com pouca demora para o Para, tendo ja
parte da carga engajada : trata-se cam Tasso Ir-
maos & C.
Para.
DE
50 saeeos com feijSo, marca J J A, vindos do Por
to no patacho portuguez Olinda, 03 quaes se
acham avarialos d'agu.i salgada.
Hoje
AS 10 1|2 HORAS DA MANHA.
em frente da purta d'alfandega.
0 preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco de. quem pertencer, de 50 saccos
com feijao, marca J J A, vindos do Porto no pata-
cho portuguez Olinda, os quaes se acham avaria-
djsd'agua salgada.
SEGUNBAFEIRA-2 DE MARCO
as 10 1)2 da manna
Em frente d'alfandega.
ma designados, por ordem do Dim. Sr. Adolpho
Pereira Carneiro, os difTerentes artigo* acima des-
criptoi, pertencentees ao Illra. Sr. Francisco Per-
reira Borges, ex-gerente da dita companhia.
Agente Dias
LEILAO
Pretende seguir para o indicado porto, com pou-
ca demora, a barca portugueza Social, por ter
porgao da sarga engajada ; c para o que Ihe falta,
trata-se com os consignatarios Joaquim Jose Gon-
calves Beltrao A Filho, a rua do Commercio n. 5.
Pacific Steam Navigation Company
ROYAL MAIL STEAMER
AC0NCAGU4
jspera-se da Europa at6 o dia 8 de marco, e de-
pois da demora do costume seguira para o sul do
imperio, Rio da Prata e costa do Pacitico, para on-
de rccebera passageiros, encommendas e dinheiro
i frete.
OS AGENTES
Wilson Rowe A C.
14RUA DO COMMERCIOli
COMPANHIA PERiNAMBliCAiNA
DE
!*iavega$3o costeira a vapor.
GOYANNA.
0 vapor Parahyba, com-
mandante Pedro, segui-
ra para o porto acima
no dia 3 de marco as
& horas da noite.
Recebe carga, encom-
mendas, passageiros e di-
nheiro a frete : escriptorio no Forte do Mattos
a. 12.
Companhia Allianga Mari-
tima Portuense.
A galera portugueza Saudade, seguira cm pou-
ens dias para o Porto, com escala por Lisboa.
Ja tem contratada grcnde parte da carga ; c
para o resto, trata-se com os consignatarios o
agentes da companhia,
Jotc da Silva Loyo & Filho,
em seu escriptorio a rua da Companhia Pernam-
bucana.
<
UESSAGERIES HARITIHES
I.inha mensal
MENDOZA
Espera-se da Europa ate o dia 10 do corrente.
segumdo depois da demora do costume para Bue-
nos- Ayres, tocando na Bahin, Rio de Janeiro f
Montevideo.
Para passageiros, cneommendas, :om
f S AGENTES
Haristnendy & Labillc
9 Rua do Commercio 9
*c.,. -: -r
m?mn BAIIIASA
N\\EG\C\0 xV WPOH
ISaceid, Ponedo, .Iracaja
e Bahia.
E' esperado dos portos da sul ate o dia 6 do
corrente o vapor Marquez deCaxias, o qual sahira
para os portos acima no dia seguinte ao da sua
chegada.
Recebe carga, encommendas, pnssageiros e di-
nheiro a Irete.
AGENTE
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo,
57Rua do Bora Jesus57________
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
\avegaouo costeira a vapor.
FERNANDO DE NORONHA.
0 vapor Mandaha, comman-
dante Julio, seguira par:
o porto acima no dia 4 d<
corrente, ao meio dia.
Recebe carga ate as 10 horas,
encommendas, passageiros,
e dinheiro a frete ate as 11 horas da manhi do dia
da sahida: escriptorio no Forte do Mttos n. 12.
CEAKA'
Sahe com mnita brevidade o hiate Jo&o Valle:
para carga, trata-se na rua do Vigario n 33, com
Joao Jose da Cunha Lages. _________
Companhia Allianca Mariti-
ma Portuense.
Empreza de navrgacao entre
Portugal e Brasll.
A barca portugueza Joven Adelaide, recebe car-
ga a frete para os portos de Lfeboa e Porto, de-
vendo seguir com a maxima brevidade ao seu
destino : trata-se com os respectivos consignata-
rios Jose da Silva Loyo A Filho._____________
a Para o Rio Grande do Sul
O patacho Bemflca
sahi r brevemente, recebe alguma carga a frete
a tratarnQ wcriptorio de BalrtV Oliveira 4 c.
DA
arraa;ao, generos e mais utensilios pertencentes a
taverna sita a rua Imperial n. 61
Terga-feira 3 de manjo
As 11 horas em ponto
0 preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco de quem pertencer, d'armacao, ge-
neros e mais utensilios pertencentes a taverna si-
ta a rua Imperial n. 61, em um ou mais lotes a
vonlade dos compradores; o mesmo agente ga-
rante a posse da chave da mesma taverna, a qual
se acha deserabaracada de qualquer onus.
TERCA FEIRA 3 DE MARCO j
as II horas em potato
na rua Imperial n. 61.
DE
uma rica victoria nova, com botea fora, lan^a e
tirantes, 1 cabriolet usado, I rica parelb* de ca-
vallos rudados (?Ao eonsiderados priraeiros des-
ta provincia)
Terqa-feira 3 do corrente
por occasiao de effectuarse o leilao de moveis do
Sr. A. Prisco Barbosa, na Passagem da Magda-
lena.
0 agente Pinho Borges, antorisado, lev-ra a lei-
lao o que acima se declara.
A'>- 11 lioras da niaultf partita da esta^ao da
rua do Brum, um bond expresso para conduzir
gratis os cencurrentes ao leilao. __________
0 Uitto seii eflfectuado pea) agcuta Pinto, a rea
d Aurara i. 91, estaoio daa ditas niaenaaai, a pa-
las 11 horas boras da dia 15 to aJarO.
Da-se todos os esclareeiraentos a rua do Bon
JesDS n. 8, primeiro andar.
AVISOS OVERSOS
Importante
LEILAO
DE
moveis, louja, vidros, crystaes, joias de ouro
brilhantes
TERCA-FEIRA 3 DE MARCO
A's It 1|S horas'.
Um rico adereco de brilhantes, 1 cruz com vol-
ta do perola, 1 altinete de brilhantes para retrato,
1 par de roseta com circulo de brilhante, 1 par
de botdes dc brilhantes para caraisas, 1 anncl de
esmeralda e brilhantes, 1 abotoadura de ametbis-
ta, 1 relcgio de ouro com cqrda para 13 dias e 1
corrente de ouro para relogio.
Moveis
Um piano novo e forte de A. Blond & I Wignes,
cadeira de jacaranda para o mesmo, 1 estante pa-
ra musica, 1 mobilia moderna de jacaranda, com
sofa, 2 consolos com tampos de pedra marmore, 2
cadeiras de bra;o, 2 dita.. do balanco, 2 ditas de
faia, de balanco, tapetes grandes e pequenos, ricos
jarros dc porcelana, bolas de vidro, figuras, redo-
mas com flores, escarradeiras, 3 porta-flores com
suspensao para janellas.
Gabinete da toilette.
1 toilette de jacaranda com tampo dc pedra mar
more.
1 guarda vestido de amarello raiz.
1 lavatorio de mogno, com marmore.
Pertencas para o dito, de porcelana dourada.
1 costureira de mogao.
1 espelho dourado.
Cadeiras.
2 e 3 quartos.
I rica cama de jacaranda para casal (nova).
1 lavatorio de amarello.
Pertencas para o mesmo.
1 mesa redonda de ferro.
1 meia commoda de amarello.
1 cadeira grande de braco.
Sala de jantar.
1 guarda louca de amarello, 2 aparadores com
marmore, 2 ditos de amarello, com pea torneados,
1 mesa eiastica de amarello, de 6 talmas, 2 cadei-
ras (esprecuicadeiras), 24 cadeiras do guarnicao(
1 machina de abrir latas, copos para aguav
champagne, calices, compoteiras, apparelhos paa
almoco e jantar, 1 machina de costura com mane
vella, 1 rewolver para 10 tiros ou balas, 1 banhei;
ro de folha, e outros artigos que estarao patente'
aosSrs concurrentes.
0 agente Pinho Borges, vendera em leilao, ao
correr do martello, os referidos moveis e joias que
se recommendam pelo gosto e estado de conserva-
cio que se acham, por ordem do Sr. Alfredo Pris-
co Barbosa, que vai a Europa, na Passagem da
Magdalena, casa contigua a do Sr. Kruckenberg.
Partira as 11 horas da manha, da respectiva es
lacao Ferro Carril, um bond com uma bandeira
para conduzir gratis aos Srs. concurrentes.
Leilao
DE
uma burra (cofre), 2 carteiras, copiador de cartas,
e outros objectos de escriptorio, caixdes para
assucar, taboas e repartimentos proprios para
armazem dc assucar
NO ARMAZEM DO SOBRADO DA RUA DO APOLLO
N-. 8
Ter^a feira 'A de marQo
Por intcrvencjio do agente PiotO
as 11 h ras da manha
Agente Dias
DE
tres relogios
Terga-feira 3 de marco
A's 11 horas
No armazem da rua do Im;.erador n. 18.
0 agente Dias levara a leilao, a.- querimento do
Sr. Dr. curaJor geral de ausei.i.s, e por despa-
cho do Exm. Sr. desembargador juiz de orphaos,
3 relogios desconcertados, pertencentes ao espolio
de Jose Victorino das Neves.
<~z>
armacao, generos e pertenjas da taverna da rua
Imperial n. 133.
Quarta-feira 4 de mar$o.
0 agente Marlins fara leilao da armacao, gene-
ros e mais pertencas da taverna acima, em um ou
mais lotes a vontade dos compradores, cujo pro-
duct sera applicado para pagamento dos credo-
res.
Em tempo
garante-se a casa ao comprador d'armacao.
O leilao princtpiara as 11
horas.
Agente Dias.
C9
cerca de 40 duzias de finissimo vinho Madeira.
1 boa mobilia de madeira branca, cumposU de 1
sofa, I mesa de meio de sala, 2 consolos, 4 ca-
deiras de braco e 12 de guamicio.
1 porgao de cabos de linho usartos, 5 yergas para
navios e cerca de mil garrafas vasias e novas.
Oiiarta-feird 4 do corrente
as 11 horas
Mo edlflclo da eoanpanhia per-
nambucana, armaiemn. SO.
0 aglB^ Pias levara a leilao, no dia e bora aci-

IIEGIVEI 1
LEILAO
DE
lon;a, armacao, 1 cfre de ferro, candieiros a gaz,
e mais pertencas existentes no estabelecimento
Qda rua do Marquez de Olinda n. 2*.
Quinta-feira S do correnle
as 11 horas da manha
0 agente Dias, competentemente autorisado por
despacho do Exm Sr. desembargador juiz de or-
phaos, levara a leilao no dia e hora acima desig-
nados, a louca e mais artigos existentes no mesmo
estabelecimento, pertencentes aos bens do falleci-
do Manoel Vieira.
0 balanco existe em poder do mesmo agente, a
rua do Marquez de Olinda n. 37, onde pode ser
desde ja examinado, e garante-so o traspasse 1a
casa a qualquer Sr pretendente. __________
Leilao
Quinta-feira' 5 do corrente
as 11 horas em ponto.
DA
armacao, generos e mais utensilios pertencentes a
taverna sita a rua Imperial n. 279.
0 preposto do agente i'estana, fara Itilao por
conta e risco de quem pertencer, d'armacSo, rene-
ros e mais utensilios pertencentes a taverna sita a
rua Imperials. 279,*em um ou mais lotes, a von-
tade dos compradores. 0 mesmo agente garante
a posse das chaves da mesma laveraa, as quaes
se acham desembaracadas de qualqt.er onus.
OUINTA-FEIRA ;i DO CORRENTE
A's 11 horas em ponto
na rua Imperial n. 279.
CASA i)\ FORTO'A.
AOS 4:000#000.
BILHETES GAH1OTID0S.
i' rua. Primeiro de Margo (outr'ora ruo do
Cresjioj n. 23 t cosat do vostumt.
0 abaixo ass'gnado tendo wndiilo nt^s sens le-
:izes billietes. "in meio n. 'M cm i:000j000,
um meio n. ,'iiG com 7004, dous intwa u. 3391 com
2004, dons meios n. 1219 com 1001, eoutrassor-
tes de iOi e 204 da loteria qne se aeabon de ex
trahir (89), convida aos possuidores a virem re-
ceberna ivinf'rmidade do costume sem descon-
t'j algum.
Aclum-se a venda os felizes bilhetes garantidV
la 1* parte das lotenas a benefkio da igreja
da Conceicao de Caniard (90*), qae se ex trahir a
sexta-feiia, 6 do corrente.
PRECOS
Bilhete inteiro (4000
Meiobilhete S40UU
8M P'.iRT.AO DB 1009000 CXRA C1MA.
Rilhete inteiro 34500
Meio bilhete 14750
M'inorl Martin' Fiuza
D. Jisephma Carolina de
Aguiar Pinto Nogueira, D.
losephina Pinto Nogueira e
Joan Jo e Ferreira d'Aguiar,
viuva, fillia e s gro do Dr.
Benjamin Pink) Nogueira.
mandam celehr r miss s por aim* drste, ua
igreja da (iloria, as 7 horas da manha rk
3 do corrente.
Francisco Marcelino Mon-
teiro.
Manoel Marcelino Montti
ro, Antonio MircelinaMon-
teiro, Vnmchop Marce I n<
Vouteiro, tendo re I I
pelo vapor .V*ra a inlm
^P noticia do fallecimento de
seu prezalo pai o Sr. Fran
cisco Marcelino Monteiro, pedem a todos os seus
amigos a assi-tir a algumas missas quo os mes-
mos mandam c< lebrar na igroja da Vadre de Deus
n* dia \ de mar^o pelas 7 horas da manha e por
tao religion acto Ihe ficarao iummamente graks.
leilao
DE
chapeos e fazendas
A S A B E R :
302 chapeos do Chile (2 micos).
60 ditos pretos do seda (1 caixa).
10 duzias de bonets de sarja.
20 ditas de chapeos de massa e la.
6 pecas de baeta de cores,
12 ditas de grosdenaples preto.
QIJINTA-FEIRA 5 DO CORRENTE
A's 10 1e2 horas em ponto.
Por intervencao do agente Pinto.
Em seu escriptorio, rua do Bom Jesus ja. 43.
Por occasiao e em continuacao do leilao de fa-
zendas avariadas._____
Leilao
DO
armazem da ruadaLapa n. 15, edificado em chaos
proprios e paredes dobradas
QUINTA-FEIRA 5 DO CORRENTE
dsll l\2 horas em ponto
POR INTERVENCAO DO AGENTE PINTO
Rua do Bom Jesus n. 43.
duas casas de campo com grandes sitios em chaos
proprios, ambas perto da estagao da Tamari-
" ne ra
A saber :
Uma casa nova na rua da Tamarineira, n. 5,
com boas accommodates para grande familia, e
sitio com '90 palraos de frente e 200 de fundo,
parte murado.
Uma dita na Cruz das Almas, em que morou o
Sr. Joao Mendebour, com as accommodacoes an
nunciadas nss jornaes ns. 3i a 44.
Ouinta-feira 5 de marc,o
ao meio dia
Por intervencao do agente Pinto, rua do Bom
lesus n. 43.
DE
fazendas avariadas
CONSTAXDO DE :
roadapoloes, olgodoes, chitas e saccos vasios
Ouinta-feira o de margo
A?s 10 1{2 horas em ponto
Por intervencao da agente Pinto, em seu es-
cirptorio a rua do Bom Jesus n. 43.
Em continuacao
vendera tambem 6 per;as de grosdenaple preto,
meias para liomens e meninos, e outras fazendas
limpas!
Antonio Gomes Pires
Jose Antonio Gomes f ires. Francisi-a Peliciana
Pires e seus filbos, convidam.a todos os seas pa-
rentes e anigos a assislirem as missas que man-
dam celebrar na igreja da Madre de Dens no dia
2 de marco, trigesimo dia do psssaraento de seu
muito presado irm.ao. unhado e lio, Antonio G>
mes Pires, fallecido no dia 28 de Janeiro no reinr
de Portugal.
f^f^JanHHRSaSHHEtaVSHflMMB
Os eaixeiros e ex-caixeiros da casa commercial
dos Srs. Johnston Pater & C, feridos do mais do-
loroso sentimento pela mortedo seu prezado amigo
e velho companheiro, Claudino da Silva Ferreira,
mandam :elebrar uma missa coin memento pelo
repouso eterno de sua alma, na igreja da Madre
de Deos, no dia 4 do corrente, pelas 7 l|2 hcra
da manha, para cujo acto convidam a todos os
parentes c amigos do finado, dando assim mostrac
de uma verda leira caridade para com o fraado, *
credores dossinceros agrade'-imenlos daquelles.
AttenQao.
Precisa-se ccm urger.cia de uma ama dt
leite, que seia s:dia, e que tenha bom e
abundante leite, p3ra tomar conta de uma
crianga de dias, dando-se pr-'ferencia d rau-
llier do matto : quem, pois, estiver nesta-
circumstancias apparoga no 'S. andar desta
typographia para tratar.
I
|
8
Alfonso Jose de Oliveira professor jubi-
lado da cadeira de gopgraphia a historia
do ex-Lyceo desta cidade, autorisado
pela directoria rr:::l ': 'I'-Itucfio pu-
blica, tern ;.!!..-! >......*:.. particular dc
latim, na rua do Duque de Caxias n. 61,
!. andar, onde est.ira a disposicto da-
quelles, qne de seu prestimo se quize-
rem ntilisar.
DE
locomr>toras e carros do syste-
raa rhomson, ou carros de
borracha
\o dia 15 de abril.
Em virtude de nao se poder dispor de boas es-
tradas de rodagem nesta provincia, os possuidores
do material acima mencionado eslao resolvidos a
vende- lo todo eraleilSo eu separadamente, confor-
mese cenvencionar.
0 emprego destas machjnas em granie numero
de paizes da Europa, Asia, America do Norte,
onde ellas tem snhstituido os antigos systemas de
transportar cargas pesadas, dispensam os seus
possuidores de encarecerem a sua grande utilida-
de, como meio de transports economico e commo-
do para os engenhos, e toda sorte de proprieJade
agriola ou industrial, que disponba de planicies,
cuja situa^ao dos respectivos depositos ou arma-
zens fiquem distantes do lugar de produccao ou de
fabrico.
Estas machinas podem trabalhar como machi-
nas fixas, para o que tem competentes volantes, e
servir para serrarias, enfardamento de algodao e
fazer mover toda a sorte de apparelhos, etc., etc.
0 materia 1 consta do seguinte :
2 lecomotoras de forca nominal de 8 cavallos
cada uma, com caldeiras verticaes e fornalhas
qnadradas e oval, podendo queimar carvlo ou le-
nha, com famigadores e crazeiros, dispostos de
sorte que se previne qualquer accidente de incen-
dio. Estas machinas possuem lodas as pecas in-
dispensaveis de sobresalentes, e sio completas a
todas os respeitos, estio novas e em perfeito esta-
do de conser acao, visto como, apenas trabalha-
ram o tempo necessario para se demonstrar pra-
ticamente as suas vantagens.
6 carros solidamente construidos, suspensos em
excellentes molas, sendo dous com portas late-
raes, dous com ditat na parte posterior e dous ra-
sot, proprios pira transporte de caldeiras, moen-
das, e|c,
Grande liquidaqao de
chapeos de todas as qualida-
des, a rua Direita, outr'ora
Marcilio Dias, n. 61
Offerece se a quantia acima, a pessoa que levar
a rua do Impcrador n. 2ii, os objectos abaixo de-
clarados, desapparecidos de um gnarda-ronpa da
casa n. 13 da rua de Joao Ferurndes Vieira, pra-
mettendose guardar scg edo, e nao se fazer per-
guntas :
Duas correntcs de ouro para nlegio, comprida-
estando uma deltas quebrada.
Uma cadeia de ouro para relogio, tambem qu-'-
brada.
Um bracalctcdc ouro com broche de esmeraiJ.
com falta de uma esmeralda.
I'm par de brincos de per< la, para menina.
Um dito dito de esmeralda, sendo uma mais clarr.
do quo a ou'.fn, tambem para menina.
I'm relogio pejueno de ouro, para senhora.com
mostradorde vidro.
I'm alflneto de peito de amethista e perola.
Duas voltas de oaro, sendo u.na com uma cru.
de coral.
Uma volta do ouro e crr.i' cm cruz semelhant-
I'm ar nel de brilhante.
I'm dito de perula.
Um dito de esmeralda.
Um dito de amethis'a (tea.
Um dito cle esmeralda e perolu,
Tres pequenas cruzes de ouro.
Um alfinete de ouro com perolas.
Uma cassoleta pequeua.
Um allinele pequen^.
Um par de brincos de ouro com perolas, eslaoJ
um delles quobrado.
Um par ae brincos de amethista.
Sociedade Propagadora da
Instrucqao Publica.
Abrir-se ha segunda-feira 2 de marco aaula
primana do si-xo masculino da freguezia de S.
Jose. Os interessados devem dirigir-se ao profes-
sor, na casa d'aula, a rua de 24 de Maio, outr'o-
ra Praia do Caldeireiro n 21, on a rua do Bar-
tholomen n. 53.__________________________
Precisa-sc de uma ama para casa de duas
pessoas, para cozinhar e engommar : na ma Di-
reita n. 28, primeiro andar.
0 Sr. Heitor Xavier da Costa airva-se coro-
parecer a rua estreiu do Rosario n 17, aaaiptn-
rio, a negocio de particular interesse.______
| Aviso ao commercio.
Eu abaixo asslgnado, com estabelecimanto a
rua larga do Rosario n. SO, faco seiente por ratio
desta folha, ao publico, que autonsei por uma pco-
enracao bastante a Jose Maria Teixeira afim da
dirigir o mesmo estabelecimento, podendo dasde
ja fazer quaesqaer transacjoes de lettras on ou-
tras que se digam acnexas ao mesmo cargo ; e
para qua flque desde hoje eonfirmado dnriata a
mioha ausencia faco o presente aviso.
^_______Franciaco Teixeira Barbosa.
Pede-se ao Sr. Joaquim Pires Ferreira, o fa-
vor de appareeer na rua Primeiro de Marco n. 7
A, andar, a negocio de sen parncalar late
resse, -
I



V ; "* "-' ~ ^fWFiT^?
-


Diario da Psnuuabueo Segunda feira 2 de Marco dtf^WH.
________________________________________,-----.----- >^^e=
5
FDNBF(?10 DO B0WMA!N
RUA DO BRUM N. 52
o chafariz)
ontroa agrtcnltorca, eemprepa LINHAS
Dfc
rv fit il
iio^o koriiUtfuji
o qne com a in>
(rassando
PED8M AOS fe&ofea uuniamo o favor 4k uma visiu aMa estabeiecimentj, p verem o
toapletj qae ahi tttt; wndo todo superior em qoalidade a rortidlo;
wccio pessoal pode-se veriflcar. ._ ^ ... _._._.,,tr,
ESPICIAL ATTENCAO AO NUMERO E LUGAR DE SUA FUNDICAO
* jj-hm% dos tnais moderuos yste::;*s eem u
VapOrS 6 rOClaS aTagUa macbos convenientes pars at diveriM
ttrcumstaticias dot lenborei proprietarioi e para decaro?ar algodJo.
Hoendas de canna *% ol tmanhos' **"" qoe m
ttodas dentadas *-.""
Taixas de ferro ftmdido, batido e de cobre.
Aiambiques 9 fundos de alambiques.
Waohiniamna Par* ^Kadioa e algodio.j Podendo todos
WlctiUllllllOAlIUo e para terrarmadeira. \ser movidoa a mio
QrvmVioo (Por agaa' vapor'
QOIUOnB de patente, garantidas........ |oa animaea.
Todas as machinaa !*<"'-'
Yax qualquer concerto *>ipr6{0 ""*
donnas de ferro 3^*""'"' mer
VnAAinmAiiilna Incmnbe-se de mandar vir qnalqaer machinismo a von-
&nC01IlineilU *oai tompns por intermedio de pessoa enteadida, e qoe em qnalqaer necessidade pode
hj prestar aaxilio.
Arados americanos e !M-nlM ***"*
RUA DO BRUM N. 52
PASSANPO O CHAFARIZ
FUNDICAO DE FERRO
4' rna do Baiio do Triumpha (rna do Bruin} ns. l(R)a 104
CARDOSO RECEBERAM de Inglaterra completo sortimento de ferragens e machinas para et
genhos, asmais modernas e melhorobra quetem vindo ao mercado.
VapOreS de for$a de 4, 6, 8 e 10 cavallos.
\jalQ6iraS de sobresalente para vapores.
MoendaS int6iraS e meias raoendas, obra como aunca aqai veio.
TaixaS fundidaS e batidas, dos melbores fabricantes.
RodaS d aglia com cubaje de erro, fortes e bera acabadas.
Rodas dentadaS RelogioS e apitOS para, vapores.
OOHLOaS de ferro, de repucho.
ArauOS de diversas qualidades.
FormaS para aSSUCar grandes e pequenas.
Oftnpprtm concertam com promptidSo qualquer obra on macbina, para o que teea
^ sua fabrica bem montada, com grande ebom pessoal.
RnpnmTTlPnflqq mandara vir pOr encommendada Europa, qaalquer machinismo,
uuwiuiuouuao ^^ q ^ ge ^^ond-em com uma respeitavel casa de Londres
a com um dos melhores engenheiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assentar
ditas machinas, e se responsabilisam pelo bom trabalho das mesmas.
RuadoBarao do Triumpho (rua do Brum) ns. 100 a 104
FUNDICAO DE CARDOSO & IRMAO.
tETROZEDFALUO-
I).\0
DE
TODAS
A*
CORES
mm
AcccssftH^
PARA
Na ma do Bario da ViJtWl n. 38 preeisa-*
allar ao Sr. vigario Andre Carciio-de Aranjo Be-
elra, t negocio de st-n intere.-se________^
PARTE
DA
Macliina

CHAMAflO.
Os Sn Jovum Frr: i'ra e Jnajnim
menie tie I. : > 7
el ci!.i- ntn n. 'Jvl.
...


Com as falsificajdes que tem apparecido
DAS MACHINAS PARA COSTURA
DE
SINGER
Porque?
soleeiii c "c uftiliigo
Sapotizeiros
e sapoteiros de II palmw {m mat) e de toiw
os laraanho* e pr^os mais ruiniDodos que difl-
tas ; a>;ira como at seguintes milrai plaataa dt
fructa e de urnalo :
*& Nenhnma ma-
oo
c
M
s

GO
china Singer elegi- ffgf]
tima se nao levar
esta marca fixa no
bra<;o da machina,
A dinheiro
Para evitar falsi- g
fi canoes notem-se
bem todos os deta-
iner dfc marca.
!
X
ec

g
O
E. A. DELOUCHE.
49-Raa do Harqucz de Ollnda40
Acaba de receber nra grande sortimento de re
logios americanos para parede e mesa, dc corda
de 24 horas e de corda de 8 dias, com despertador
dos melhores gostos e qualidade.
Relogios de ouro patente inglez verdadeims, dos-
cobertu com ponteiro grande no meio, dos mai>
modernos e do melhor fabricanle de b ndres.
Grande sortimento de relogios de prat*, prata
dourada, cobertos e descobertos. Ditos de prata
foliada (plaque ), orisonlal e paiente, de lode
preco.
Cadeias de plaque e de ouro.
Lunetos e ocnlos de todas as qualidades.
Verdadeiros Vidros de chnstal da Rccha, para
vista caosada.
Vende-se todo por preco rnais baratc que em
outra qualquer parte._____________________
Abacali.
Acacia.
Ariticum a pe.
Canella.
Casnarinn.
Carolina da prii.cipe.
Condeqa.
('iirarao da India.
Pigueira.
Flamboyant.
Fructa-jiao.
Inga do Para.
Jambo.
Jasmim laranja.
Laranja da (.liinn.
Dita do ceo.
K outras planlas :
lira u. 20.
I.aranj* crao.
Uita f! (lore do Para,
bita bra nca.
Dita tangirina.
Lima da Persia.
Dita de nrabigo.
Limao francex.
Oil<> doce, enxertado.
Oiticord.
I'a iiHira imperial.
l.irri'irif.
Pinbeiraa.
K'Hiifiras.
Ituieiras.
Rozeda.
Ubaia.
na f'apuoga a raa da Wm-
iprecieni
A
e a prazo
contento das Exmas. familias
MACHINAS DE SINGER
Sao maisjbaratas.
Sfio de docs pospontos.
Sao simples.
SSo rapidar.
Sao duradouras.
DUARTE k MAO
LLEIBE1R0S
ODILON
CUB_____...
Premiados na exposicao de 1872
RUA
DA
IMPERATRIZ
1." ANDAR.
RUA
DA
MACHINAS DE SINGER
Sao de dous pospontos.
Abainbam.
Franzem
Pregam trances.
Marcam pregas.
Bordam de linha de seda.
Alcolchoam.
Pregam cordoes.
UNICA AGENUA
EM
1
A CASA AMERICANA
45 RUA DO IMPERAD0R 45
IMPERATRIZ
N. 82 ,
i. A3DAR.
Acabam de reformar o seu estabelecimento, colIoc8ndo-o nas melhores con-
dic^es possiveis de bem servir ao publico desta illustre capital, e a"s Exmas. Sras. n'a-
quillo que for tendecte & arte de cabelleireiro.
Fazem-se cabelleiras tanto para homenscomo para senhoras, tupete, chignon,
coques modernissimos, trangas, cachepeign, tecidos. desenhos em cabellos, quadros tu-
mulares, flores, bouquets e todo e qualquer trabalho imaginavel em cabello.
0 estabelecimento acha-se provido do que ha de melhor nos mercados estran-
geiros, recebe directamente por todos os vapores da Europa, as suas encommendas e figu-
rinos de modas, e por isso pode vender 20 /o menos que outro qualquer, garantindo
psrfeicfio no trabalho, agrado, sinceridade e preco razoavel.
Penteam senhoras, tanto no estabelecimento como fora ; vende-se cabellos em
porcao e a retalho e todos os utensilios pertencentes & arte de cabelleireiro.
9 Rua do Imperador
CHAPEOS DA ULTIMA MOD A
Chegaram lindos e bem enfeitados chap^os do mais apurado gosto, para senhora : &
loja das .columnas, de Antonio Correia da Vasconcellos, & rua Primeiro de Mar-
qo n. 13.
Ha neste estabelecimento o melhor sortimento de pianos dos mais afsmados autores,
como sao : Here, Pleyel, Plap, etc. Offerece-se tambem uma qualidade de pianos supe-
riores, mandados expressamente construir para este clima, o qual os amadores dos
bons pianos s6 enconlraruo nesta casa.
Recebem-se pianos usados era troca.
Concertam-se o afinam-se pianos.
Tambem avisa-se aos Srs.
conoertadores de pianos
que ha sempre o mais completo sortimento de materials para concertar pianos, como
sao: cepos, folha para os mesmos, cravelhos, parafusos, castor, camursa, cordas,
marfim, etc., etc.
1
Alugam-se o 2* e 3" anlares do sobrado n.
47 da rua da lmperairiz : na rua do Hospicio nu-
mero 33.
PBBAJEOll 49
' CAl......
J
33
Constructor e alinador de pianos
-Rua do Imperador
-33
e afamadas casas Pleyel & Herz, e antigo director das offlci-
Ex-atlnador das antigas
oa casa Alphonse Blondel. ....
Tem a hoora de declarar ao respeitavel publico desta cidade, que tem aberto sna easa de
coaaertos e afinacies de pianos, qaalquer que se/a o estado do instrumento.
A metma casa acaba de receber um grande sortimento de pianos dos melbores fabricantes
de Paris, eomo Erard Pleyel, Henri Herz e Alphonse Blondel) todos os pianos sahidos da casa
Ptaibaul 'sao garantidoa.
Compra-se e recebe-se em troca os pianos usados.
Narua do Imperador
n.28
p'ecisa-se falfw *oa aeguintes senhores :
Domingoa Martins de Barros Hooteiro.
Emigdio Marijoea da Saotiago (Dr.)
Joao Vax da Oli^eira.
Jose FranciMo LopO? ]Utn (Hazareth).
Manoel Pereira Braodio.
Manoel dos Passoe Miranda.
Theotoak) de Barros e SHva.
Fran :isco Piato Pessoa (Dr.)
Francisco de Paola Borgea.
Francisco Antonio Pontual Junior.
***************
^ O advogado Francisco de Paula Penna
S continna no exercicio de sna profissSo : 3
a rna do Dnqae de Caxias n. 71. 9
mmmmmm #mm *****
A' Torre
Aluga-se para pssara festa um sitio com
excellente casa de habitagao e banbo do rio
i frenta desta: quern a pretender, pode
procuw i ru* de Gervaaio Pires n. t>.
Nao se prestando o pequeno espaco do armazem j
n. 10 A, a rna da Madre de Deos, para um abaste-1
eido deposito das diversas marcas de fumo, que o .
abaixo assignado almejava ter, acha-se d'ora em
diante aberto outro estabelecimento sob a mesma
denominacao de
Armazem do fumo
A' rua do Amorim n. 41
com todas as proporcoes desejadas, e onde pode-
rao os senhores freguezes dirigir-se, certos de
Sue, como ate aqui, acharao sempre a par da mo-
icidade dos precos, a maior sinceridade passive).
Entre as differentes raarcas de fumo da Bahia e
Rio de Janeiro, que tem sido annunciadas-, acaba
de chegar uma encommenda especial, e que muito
deve convir aos senhores freguezes. Conscienteo
abaixo assignado de que r.esie genero de negocio
nao esta sera competidores, fara muito por evitar
qne tambem ot tenha com relacao ao pequeno lu-
cro qne procurara obter da dita mercadoria.
Jose Domingues do Carmo e Silva.
Aluga-sc
Uma excellente casa para familia, na Capunga,
porto de Lacerre, a rna da Ventura n. 23, tendo
quartos fora, banheiro, cocheira, etc. : a tratar na
mesma casa.
No caei do Apollo n. 69
Precisa se alugar uma escravinha de 12 a 14
annos para servico de casa, ou mesmo negocia-se;
ae for de conducta, paga-se bem.
Feitor
Em S. Jose do Manguinho, sitio de Jose Duarte
ainda se precisa de um qae seja cuidadoso e
eutenda tambem de Qore.
Aluga-se o sobrado novo da rua Vidal de Ne-
Sreiros n. 149, defronte do chafariz, com eornmo-
os para uma grande familia, tem cacimba, gran-
de quintal eom sahida para a rua do Nascente, a
loja aluga-se junto ou separado : a tratar na rua
do BarSo da Victoria n 3.____________________
Chapas e argolas ameri-
canas
O fabricante destas, tem a honra de participar
ao respeitavel publico que, tendo de retirar-se
para a c6rte brevemente, s6 pode receber encom-
mendas ate o dia 7 de marco ; portanto roga aos
senhores que quizerem mnnir-se de ditos objectos,
mandarem as suas encommendas. Com anteceden
cia ao hotel EstamineL A rua dolmperador n. 32,
das 9 horas ao meio dia._________________^^
No dia 8 para 9 deste corrente mez furta-
ram do engentio Limao, na Escada, 4 cavallos,
sendo um mellado, pequeno, castrado, canda, cri-
nas e caninhos pretos; no pe esquerdo e na testa
um pequeno signal branco, anda baixo, e ardigo,
foi de roda pelo que tem nos peitos marcas ve-
Ihas de ferida de peUoral, ferrado com as
iniciaes nas dnas aneas J H P L.
O outro e castanho, castrado, nm enchaco ou
caronco em nra joelhd, e 2 espravpes ja vlsivel
nas dnas juntas los pee, tambem foi de roda, tem
as mesmas marcas nos peitos, de peitcral, e nm
Sequeno signal na testa, com o mesmo ferro nas
uas ancas J H P L, de 9 a 10 anno.", sendo o
melado mais novo.
0 outro 6 russo cardao, cavallo de meio, clinas
a esquerda, novo, eom o ferro S B no quarto
direito, ferrado de novo.
Outro cardao.grande, igualhou ha pouco tempo,
tem uma estrada baixa. porem obrigada, os qua-
dris feridos de cangilha, tem nm pe branco, in-
teiro e nlo tem signal encoberto, e nem ferro
nemhum ; pede a todas as autDridades a appre-
hensio de ditos cavallos e gratiflca-se com 200*,
Eslao collectados o& ires no maniclpio da Escada.
Engenho Limao na E-cada, 13 de fevereiro de
1874.
lost Leao Pereira de Mello.
eoisio se vemle barato
So o n. 20
RUA DO CRESPO .
LOJA DAS I] PORTAS
DE
Gunherme & Cl
CASSA-LA
Acaba de chegar esta fazenda com bonitns pa-
drees, e que se vende pelo diminuto preco de 2u0
rs. o eovado I I
MET1M
Metim tranendo, padroes bonitos, a 320 rs. o
eovado! I 1
ORGANDY DE CORES
Cambraia organdy de cores, fazenda fina, boni-
tos padroes, pelo diminuto preco de 320 rs. o eo-
vado ill
LAS ESCOCEZAS
Novo sortimento desta fazenda, com bonitos
padroes, que se vende a 540 rs. o eovado!!!
CRETONE
Cretone claros e escuros, bonitos padroes, e fa-
zenda fina, pelo diminnto preco de 400 rs. o eo-
vado III
LAS MODERNAS
Completo sortimento de la de todas as qualida-
des, pelos diminutos precos de 400 rs. o eovado,
e pechincha 11 !
Cortes de casemira di cores, a SjCOQ.
Colchas estampadas e com barra a 3*500 e
4*000.
Cobertas de chila adamascada a 3*500.
Lencoes de bramante a 2*000.
Dites de algodao a 1*400.
Toaltas alcochoadas, duzia, a 5*800
Leneos de cassa com barra a 1*000 a duzia.
Ditos de cassa abanhados a 2*000 a duzia.
Ditos de esguiao abanhados, em caixinhas mo-
dernas, duzia, a 3*500.
Cambria transparente fina a 3*000 a peca.
Chales de todas as qualidades e precos.
Bramante de algodao e linho a 1*600 a vara.
Dito de linho puro com 9 e 10 palmos de lar-
gura a 2*500 e 2*800 a vara.
Algodao marca T, largo, a 5*000 a peca.
Dito domestico a 3*000 a peca.
Brim com listras, irlandez, proprio para cami-
sas, a 440 rs. o eovado !!!
Madapoloes Irancezes de todas as qualtdades de
5* a 8*500 a peca.
Chapeos de sol de sedi com 12 asteas, pelo di-
minuto preco de 8*300.
Camisas inglezas, todas forradas, fazenda de
linho puro, a 44*000 a duzia ; e pechincha, BO se
vendo.
Popelinas de linho e seda pelo diminuto preco
de 800 rs. o eovado; e pechincha, e Uao-sc amos-
tras.
S6 o n. 20 da rua do Crcsp'">
Loja das ires porlas
DE
Guilhermc & C.
JUNTO A LOJA DA ESOUINA
esciuvo Futm
Deaanpareceu ao amauhecer do dia 4 do cor
rente, do engenho Serigi, comarca de Goyaana, o
escravo de nome Jose Rorge?, mestre de aaaocar,
tendo os signaes scguinte~ : cabra, idade 30 an-
nos, pouco mais ou menos. hoa tigura, am tanto
grosso e espadaudo, sendo o signal maw visivel
uma gomma na junta do pe esquerdo : roga se a
t^das as autoridades e capilaes de campo qneiram
apprehender iito eseravo e leva-lo ao referido in
genho, ou nesta praca a Ollveira Filhos & C, lar-
go do Corpo Santo n. 10, qne serao generosamen-
te recorhpensados.
Aluga i-e uma easa na na da Praia do Cal-
deireirn n. 21 : a tratar na rua do Livrameii'.
23 loja do Sol.____________________________
FINA
Esta encouracado !! !
.%""! mule em peeJr.i daro
Tunto da a(6 que a fitra.
H"?a-?e ao l!!tn. ?r. Ignacio Vieira de Jlj'i
scrivao na cid.-.'le de Nazaretl
favor de vir a rua Du [ne d' Caxias ::. 3C, a
iu:r aijuelle negocio ;ue S. S fc :;f.promcttea
realijar, pela terceira --han t':< deste joroal,
tins de d<-zerpbro d passor. a f.jv.-rcin* e "I ril de l?72,e nrda cur ,
e por e-te motive e :* rn chanudo part dit:
"ni. pois S. S. set! ve I ml ar qua ssteaaaMia
le mais de i: a inos, -r. seu Dl!.
tchava nesta cidade._________________________
Empreza dogaz
A empreza do paz tern a bonra >!e annumiar
publico que rccebcu r.ltiniamonte um esplei
sortimento de lustres dc vidro, candieiros, aran-
delas e globos, cujas amo.tras eslao no escrij I
a rua do Imperador n. 31, c serlo vimdidos aos
sens fregne7es p l> preco mais raztavel pn?sivel.
Aloga-se o quarto andar du predio n. 53 da
rua do Bom Jesus, antigamente ma da Crux : a
tratar na mesma ma n. .'i'i
Ensino parlicnlar ila lingua p**r-
\wmn\
Salvador Henrique de Ailinquerque. fPfina *
senhoras que se quizerem preparar para cs cou-
cursos as cadiiras d-3 instrae$M p:imria ; NM
ta-se a ensiuar por casas e erReeios particular-'
nesta cidade e seus snbarhia*, nao so esta dei-
plina como todas as nateria* do ensino elementar,
a alumnos de um e outro aesII
Tambfm todas as tarie;, em sua casa, leceiona
aos estudantes de preparalorios qne preeisarem
habililar-se para o pxame do portuguez.
Ensina tambem geometria e aritnmciica
todo o dcfcnv.ilvimento e applirvao.
I.argo do Paraizo n. 8, 2* andar.___________
Precisa-se alugjr um escravo para o an
em casa de fan ilia : na rua Primeiro de Marc'i
n. 23.
Offerece-se uma pessoa de nacionalidade
portugueza, muito babilitada para administrador
de eneenbo : a tratar oa rua da Madre de Deos,
casa do Fraga 4 Bocha.
JA
Aluga-se a l-ja do sid.rado n. 9 da rua da An-
r ra : a tratar na rua do Hoapieio n. 26, taverta
ou na rua da lmperairiz n. 10. taverna.
Aluga-se o 2." e 3.
anda res do sobrado n. 47 da
rua da lmperairiz : na rua
do Hospicio n. 33.
precisa-se de um caix quo tenha praties de padaria en mraM *em ella:
na rua Direila n. 26.
AD70UC3
AYRES <;.UI\
i

#
m RUA DO DUQUE DE CAXIAS
rl. O.
Primeiro andar.
ALUGA=SE
o 2" andar do sobrado n. 52 da rua Marquez de
Olinda : a tratar^armazon em do mesmo predio.
9mn
Aos senhores de engenho e
outros proprietaries
que pretenderem contratar edilicacoes de predios,
asa s de campo, on chalets, demarca;oes de ter-
as, nivellamentos, assentamento de machinas a
vapor, plantas ou outros quaesquer trabalhos nes-
te genero, queiram dirigir-se pessoalmente ou por
escripto a A. Coutinbo, a rua do Crespo n. 18, |.
andar, escriptono.
SAQUES
Carvalho A Nogueira, na rua do Apollo
r. 20, accam sobre o Banco Commercial
de Vianna e suas agendas em todas as ci-
dades e villas de Portugal, i vista e a prazo
por todos os paquett's.
Allciifao.
Henrique Prax"ie< d^ Barros offerece se para
administrador de en u-i> e se.^oe para qaalquer1
Ingar, dando ae-2b>< ri 'iLnscau
mesmoj por ter !""-- ,Mti>
conhecimeuto de sn fdu '<
Srincipaes pessoas ]
irija-se a travess:
com quem tratar.
Na rua de San;, t
vende 60 palmos de tern
'dlia; i
:;enho, da
-tados das
|U..' pr*-isar
.; \. dOja acbara
ALUGA-SE
ima casa na Capunga, rua das Peru ml
com coxeira e quartos fora : a tratar na ru,
Vigario Tennrio n. 31________________
I'ma pessoa quo lem alguma praliea cdi-
ficai;au se eucarreg.-.;de lomar aigunias i bras, tan-
topara tdifi-virconio para reediffcar. on algnns
concertos, pre-tando lianca. Pmmette
ressados que empregaia toda a sr.liciiude, a lira de
n*o lerem o menor cowtrangiment >. < nem inter-
romperera o tempo de si n< amen a. P6ia ser pre-
curailo na rua de Pedro Alfmso, .irmazm r. 24.
iu leixarem ahi os numcros de su sr. ,para
serein procurado*.
Pnci:a e le urn copeiro para caa rstrau-
geira, de pouc f.niilia.ejquc tandivm tr.te de ahr~
ptqucno jardim. pnf re- : a trat na Pas.agem da Hagdaleaa, aMN ua e-quina d
larg i do cbabrk. ____
Livros baralissiinos.
Vende se por todo p/eco
ruito, htteratura, p.' a historia e rei..
francez, inglez e portugucz: na rua Uo 'Malaga n.
11, loja de joias.
Aiugaiii se as casas u.s. "7 e 79 da rua ue
S. Joan : a lrat?r na rua Dnqne de Caxias n. 44.
A!: ;-a se o 1 an Jar n. \i na rua de Uarci-
Dia*. .intiga ua Direita : a tr.>.tar no seguad*
,it ;i r.
Aiu^a-se uma grande-casa com e
commodos, defron e do hospital Pedro II : a tra-
tar a rua do Rosa rio da lloa Vista n. ~ Aluga-se um moleque optimo para qua!
servico, de 14 a 15 annos de idade : a ru
Barao da Victoria n. 22.
Offerece se uma araa de leite com fHho : a
tratar na rua de S. Miguel n. 22, em Atogado*.
Aluga so uma casa com 3 quarto* e um pe-
quenositio, na rua da Casa Forte : a tratar na ma
da Ponte Velha n. 84._______
Vende se nma casa terrea sita a rna da Con
cordia, ho:e do Marquez do Herval, n. 93, para
pagamento de legados e despeza* doi iaveaUrios
dos finados Maria Antonia de Sonxa a sen aarido
Jose Francisco da Costa : a tratar com o comeaeo-
'J; J t Vanoel Alves Guerra, ou eom osoUcHador
Frederico Chaves.
Attencao
Precisa sc de uma preta, forra oo eserava, para
vender taboleiro na rua; a tratar em Olinda, na
rua do Commercio, antigamente Qualro Canlol,
casa terrea. junta ao Sr. capitlo Lapa, el"
do oitio da botiea do Sr. Joao Raposo.
Engoinmadeira.
Quem liver um escrava de eondneta, aoe seta.
Serteita engi>mmvifira, qaerendo UefBelj 1a'y irigir-se a S. J-i^e da MaaaipMVsitia as-
ts' da igr^ique se por a lustier.
Garauhuiis.
allar
ta Victoria a. 3, pre<-na>ee
i do Rego Chaves P.
negocio de partcnJ* M-

r
1


6
ef*Mbtton Sugaiida felra -2-dr>lfM99stte:-i8M.-
a laja da csquina da ma
tratar no cam lmperatriz.
da Imporatrii b. 1
Barbeiro
Precisa-se de am bom official de barbeiro, da se
meiaeao no trabalho e Junteoaente a mesa : no
salao da rua Duque de CVffis n. 3*, andar.
'N. 271.
Yep4^e on troca-se nma grande casa de ta-
tat, na rua Imperial, com quintal cercado, com
Vande aterro, portao de am Udo e no quiolal
vas, prererindo-se a troca por uma nest* cidade,
<) prego e mnito eonraodo : quem pretender di
rija-se a mesma casa, que acnara com quem tra-
Precisa-sc de urn caixeiro de 14 a 16 annos
de idade, que tenha pratica de taveraa e que de"
conhecimenlo de sua conducla : a tratar na rua
da UniSo n. 54.
AVISO.
m
m
Roga-se as pessoas que devem acs abai- |
fo xo assignados, de forneciaientos de carnes *
< verdes, do anno passado, o favor de vi- fe
_jj rem on mandarem pagar os aeus debitos SU
$ na rua do Range! n. 35, ou na rua Im is
* perialn. 159, no prazo de IS dias, a con- ^
jg tar desta data, do contrario serao cobra- |E.
Siados os debitos judi:ialmente. &
Recife, SO de fevereiro de 1874.
Felippe Pommares 4 C.
m
...
Estrada de ferro do Recife a
Olinda e Beberibe.
Pela secretaria da companhia dos trilhos urba-
nos do Recire a Olinda e Beberibe, sao convida-
dos os senhore* accionistas, constantes da relacao
abaixo, para, com a maxima possivel brevidade,
eomparecerem no escnptorio da mesma compa-
nhia, afim de se lhes distribuir suas respectivas
accdes; e nesta occasiao se previne aos mesmos
senhore3 que possuirem acgocs do antigo padrao,
queiram recolbe -las para serem restituidas por
outras do actual.
Manoel Mart;ns Fiaza.
Manoel Ribeiro Baslos.
Manoel Jos6 Dantas.
Barao de Tacamna.
Iis6 Marcelino da Rosa.
Joao de Sa Cavaicante de Albuquerque.
Manoel Joaquim Baptista.
Dr. Claudino do Araujo Guimaraes.
Joaquim Antonio Pereira.
Francisco Antonio de Assis Goes.
D. Joanna Augusta de Castro Pagels.
Francisco Goncalves Ne'lo.
Jose Fortiniiito'dos Santos Porto.
Dr. Francisco do Rego Baptista.
Luiz Gungalves da Silva.
Jose Maria Pajmeira.
Francisco Joao rle Barros.
Dr. Luiz Lopes Castello Branco.
Joaquim Francisco Lavra.
Jose Coelho da Silva Araujo.
Joaquim Jo-e Goncalves BeltrSo.
Antonio Augusto dos Santos Porto.
Manoel Jose de Souza.
Jose Joaquirr da Costa Leite.
Man. el J>>? Tindio de Souza.
Jose Alves;!:; silva Guimaraes.
Joaquim lose da .Costa e Silva.
Jeronymo Gomrs da Fonseca.
Joaquim Candido da Cruz Siqueira.
Dr. rabrido ^oraes de Andrade Lima.
HerMros de R-drigo Pinto Moreira.
Dr. Manoe! do Nascimento Machado Portella.
Joaquim Alves da Silva.
Antonio Jose da Costa e Silva.
' rtio J aqnim Vaz de Miranda.
\i:t.i[]!o(le Almeida Cuuba. .
Rroigdia da Silveira.
"' Fraticeina EgydiaSilveira.
'\ Anna Joaquina Correia.
i rereira Moatinho.
kfd-j Si e Albuquerque.
i Baptista de Castro Silva Junior.
boarte Antonio de Miranda.
Dr. Feliciano Francisco lartins.
io Alves de Moraes.
'' Gailherrafna de Abreu Port).
da Alcantara Guimaraes Peixoto.
iptorio da companhia, 21 de fevereiro de
Joao Joaquim Alves
Secretario.
Awnada.
Na rua do Barto d>*fforia n 38, precisa-e
fallarao Sr, X^mSSTS Maria Pestana, a b7
_
Precisa-se die
duas amas para
casa de pouca fa-
roilin, sendo uma
para eozinhar e outra para engommar, pre-
ferindo-seescravas, paga-se bem, se agradar:
a tratar no largo
andar.
do Paraizo n. 28, 1 e 8C
Ama de leite
Precis a-se de mm* ama da leite, tern filho :
rua da Praia n. 53* 3. andar.
AIIciigSo.
bino,
-Hgenho Pirmeza,
ma 11 de fevereiro,
. crioulo, com os- seouio
preta, idade de ?0 ajgB^r
nita flgura oilios urn pouco
de um lado das costas um
lhanca de uma jabaticaba. Pede-se
des policiaes e capitaes de enynpo a spa hsosle
do dito escravo, podendo entrega-lo WWto en-
genho ou na rua do Torres n. If, escriptorio,
ua
AMA
numero 3.
t
Preca:8e de ama atna para co
nhar e oomprar par tasa de pouda
famMi: a miar na rua da Prafe
Preeisa-se de uma ama que saiba eozinh
e engommar, para duas pessoas: 9a rua; Direr
Preclsa se alugar uma ama escra para
comprar e eozinhar para nma pequena familia
estrangeira : na rua do Marquez le Olinda n 49,
hja.
A TTlfl Precisa-se de nma ama nara pequepa
-XX"t* familia: na rua Duque de'Caxias n. 54
loja.
Ama de leite.
Precisa-se de uma sem. filhe, e
conducta : a ma do VIsconde
129
lue saja de boa
le Goyanna n.
Precisa-se de uma ama que saiba cuiotar,
para casa de homem soltejro : a.tratar na-rna-do
Barao da Victoria n. 60.
dozinhfiri
Alnga-se ou vende-se um
annos de id; de, e tambem se
va engomma leira : a rua do!
n.J2.
to d 44 a 45
r ana escra-
ictoria
CaixeirO
Precisa-se de um caixeiro fue
molbados : na rua do Rang

COMPR
Compra-se roupas servidas de maoTH
todos os objectos pertencentes aos aes ao- aa
rua da Roda n. 18.
AMA
l andar, por detr
AMA
Precisa se de uma" ama pa-
ra o^ervlco de tres pessoas :
no becco dos Expostos n. 16,
1* andar, por detraz do quartel de pottcia.
Precisa-se de uma para com-
prar e eozinhar em casa de ho-
mem solteiro : a tratar ua rua.
de S. Jorge n. 139.
Antonio Jose Rodrigues de Senza, em seu es-
cn'ptorio a rua do Crespo n. 6, compra, por bons
precos, escra7os das diversas cares, sexos e
dades.
100$000 de gratificaQao
Engenbo Santos Mendes
Fugio no dia 20 de deiembro, daengenho San-
tos Mendes, comarca de Nazareth, freguezia de
Jracunhaero, a escrava Maria, crioula, 50 annos
de idade, pouco mais ou menos, baixa, grossa, c6r
preta, rosto alquebrado, p6s seccos e espanados,
dedos curtos, cabellos braneos, canellas finas, tem
dous signaes cabelludos no qaeixo, e e bem ladi-
na. A pessoa que entregar esta escrava ou ao seu
Jono, que e 0 senhor do engenho acima, Lauren-
tino Gomes da Cunha Pereira Beltrao, ou no Re-
cife, largo do Corpo Santo n. 19, 1- andar, sera
ecompensada com a quantia de 100i.
E' na verdade bom ne-
gicio.
Compra-se ou arrenda-se um bom engenho 4
margem da estrada de ferro que nao exceda da
estacao da Escada, que seja nuuto bom d'agua,
e terras de muito boa produccio, nao se davidara
dar-se tres contos de reu de renda e eom vanta-
gem ; e bom preco como venda, quem 0 tiver e
quizer dispdr, pode entender-se cam 0 Sr. Anto-
nio Climaco Moreira Temporal, em seu escripto-
rio, a rua do Bom Jesus n. 51.
B4ZAB
Rua do Bario da Victorian. 21
Rua da lmperatriz n. 60
0 PMO
DE
Carneiro Vianna.
A' 6te grande estabelecimento tem che-
gado om bom sortimento de machinas para
costura, de todos os autores mais acredita-
dos ultimamentena Europa, cujas machinas
I^So garafctidas por um anno, e tendo um Pre9P de 5* Pr pechincha, ditas com
perfeito artista para ensinar as mesmas, em i ^'P'008 todo branco sendo fazenda finissima
V^NDAl
Vendese um rico piauno novo, muito forte
e de excellentcs vozes, a tratar na rua do Bar3o
de S.^orja n. 29 ; na mesma casa teem para ven-
der-se uma b5a mobilia de jacaranda, com pouco
dm eea perfeito estado.
Cabriolet
Aluga-se
Fartar rao, clmas para a direita, pescogo pedrez a
com dou ( rrcs em seguida um do outro. e no
quarto esquerdo tem I, signal que trouxe de Pa-
cujo cavalb fui furtado no dia 16 do corren-
oez, em um rancho da estrada nova do Caxan-
i?a : a pessoa que do mesmo der noticia a Ber-
i.ardo Ji.;e da Rocha, morador em Pajeu, ou na
rua Prtoeiro de Margo n. 18, loja, sera generosa-
mente tratiii-iada.
Recife, 17 de fevereiro de 1874.
Alujra-se o 2 andar e sotao do sobrado sito
a rua da lmperatriz n. 53, e a loja : a tratar no
2 andar do mesmo.
nma sala na rua Duque de Caxias n. 61, propria
para advogado ou cartorio : a tratar na loja.
Constaodo ans abaixo assignado achar-se nes-
ta praci.o Sr.Manntl Fernandes de i^irvalbo, ren-
deiro dos engenhos Barra e Preguica, em Ma-
manguape, provincia da Parahyba, veem rogar ao
mesmo o obztquio de vir entender-se com os
abaixo assignados immediatamente sobre negocio
tendenteaas referidos engenhos. Rua do Amorim
37, escriptorio.
Tasso Irmaos &. C.
ALUGA-SE
uma cxccllente casa construidi de novo. sita na
entrada dos Afflictos, tem commodos para grande
familia, fitio muito bem plantado, jardim e banhei-
ro : a tratar na rua Primeiro de Marco n. 2, livra-
ria economica.
Terreno.
Vende-se dons cabriolets de quatro rodas, sendo
um pintado e forrado de novo, teudo bolea fora,
var5es e langa ; tambem se vende dous cavallos
e um arreio : para ver tudo na cocheira da rua
da Roda n. 60, e para tratar na rua do Marquez
de Olinda n. 6, com Rodrigues Irmios A Guima-
raes.
J. 0. C. Doyle.
Tem para veil :
Cognac de Hennessyj superior e verdadelro
Vinho Seres das melhoras qaalidades.
Bitters de Angostura.
Whisky.
Cha preto em lattas de 10 Imras.
Todas as preparacoe3 chimicas do Dr. Aver
armazem da rua do Commercio u 38.
m M FiTIM
Rua 1. de Marco n. 23
Aos 20:000$000.
0 abaixo assignado tem s?mprc exposto a ven
da bilhetes da loUria do Hio, cuja exlrac^ao an
npnciara pelos jornaes.
Precos.
Intciro 24 000
Meio 12*000
Quarto 6*000
Manoel Martins Fiuza.
Retalha se a vontade dos compradores um ter-
reno na Torre, 50 pa=sos da linha dos bonds e
perto da marhambomba. Este terreno csta collo
cado entre duas enradas que vao ter a beira do
no : a tratar na Torre com o Sr. Assis Pinto, na
rua do Aranles, e no Recife rua Formosa n. 27.
Oflretaes.
Precisa-se de offlciaes : na tintararia franceza
a rua da lmperatriz n. 55.
Precisa se de uma mulher portugueza que
qaeira ir para Portng.il tratando de uma menina
de oiio mezes pagando-se a passagem : quem qui-
zer pode d.ngir se a rua do Duque de Caxias n
75, ou rua do Barao di S. Borja n. 16.
j*>*^*o.
GRAINS
de Sanfe
da docteur
Franck
*******
Casa de campo
Alnga-se a excellente casa da travessa de Pav-
sandii n. 3, proxima a > hospital portuguez, com
commodos para grande familia : para tratar, na
i ua do Amorim n 56, 1 andar
Aluga-se o 3 andar da casa n. 32 a rua es-
ireiia do fiosario : na thesouraria das loterias.
Att
eiiQao
Aldgam-se os vastos arma^ens dos predios sitos
a rua do Visconde de Iiaparica n. 26 (outr'ora do
Apollo) e :aes do mesmo nome ns. 25 e 27 : a tra-
tar na raa do Bora Jesus, no escriptorio de E. A.
: urle.
Verdadeiros
^**GRAOSDESAUDE^
] do doutor franck.
'* 0 mellior e o mais
mil dos purg.inles con-
keridus. .Vniucro-
? f.il>.i:iai uo
exiHtcm d'ente nic-
diouiii'iiio. Knpir,
alem da aasignaUra em tinla VEBMEtHA
I de A. RODVIilKE, o lclreiro, aqui junlo,
feito cm 4 COB.ES.
Paris, pharmacia c.croy, 13, rua 'I'An'.in.
Nao ha nada mais barato
Que un elegante-estojo
para viagem.
CONTENDO:
l' 20 cademos de papel branco pautado bei-
ra dourada, marcado com as iniciaes do com-
prador.
2* 100 envelopes braneos.
3- 100 pennas de aco, 1- qualidade.
4* 1 caixa de obreias de gomma
5 1 tinteiro de vidro com tampo de metal.
b* 1 areeiro dito dito dito.
7* 1 pao de lacre.
8* 1 canivete de duas folhas.
9 2 lapis.
10" 2 canetas.
Todos estes objectos reunidos, dentro de uma
bonita caixa, feita para este flm, oustam apenas
Rs. -rOOO'
Rua do Crespo n. 9.
Vende fazendas para licfuidar, por baratissimo preco oomo
abaixo se ve:
Pereira da Silva d GuiraarJes tendo em ser am grande depoiHo de ttxmiu
tem resolvido fazer uma hquida$ao das mesmas com grande abatiruento no* prwoc
com o unico fim da apurar dinheiro, para o que cenvidam ndo sd os seas numeroaoi
freguezes, como o respeitevel publico, a vir aurtirse de moiUs fazendas, bow e bafcta-
noseu estabelecimento denominado oPavSoa rua da Imperatm n 60.
CAMBRAIAS A 4*, 4S00, 55, $ 7. j"
0 PavSo vende um magnifico sortimento
das mais Gnas cambraias brancas transpa-
rentes, tendo W jardas cada pe^a, pelo ba-
rato preco de 4, 4500, 59, 69, tendo tam-
bem das mais finas que custumam vir ao
mercado, assini como um grande sortimento
de ditas tapadas e victorias que vende de 49
ate 89, sendo fazenda que valle muito mais
dinheiro.
COM SALPICOS DE CORES A 59.
0 Pavao recebeu um elegante sortimento
de cambraias brancas com bonitos salpiqui-
nhos miudinhos de cores, tendo 10 jardas
cada corte de vestido e vende pelo barato
Vaccina
de excellente qualid. d i : vende-se no consultorio
do Dr. Yelloso, a rua do Barao da Victoria n. 45.
9
a
Vende-se por barato prego nma boa casa com
commodos para familia, sita a rua de Mathias
Ferreira, em Olinda^ com quintal e portao, e muito
perto dos banhos salgados : a tratar na rua do
Imperador n. 22 ( drogaria ).
Deposito em Pernamhu o, A. REGORD.
Precisa sede 1:000* a preraio sobre hypo-
tlieca em um Hrodio ; a tratar na rua Imperial
n. 7. ________________________"
A!uga-fe uma casa na Magdalena, perto do
bond, no principio da estrada do Caxanga, com 2
salas, 4 quartos, cozinba f6ra e mais um quarto
no fundo, eom alguns arvoredos e com cacimba.
tratar com Manoel de Jesus Jordao Caldeira.
Na ma e-lrei*1 do Rosario n. 35, sobrado de
um andar, avisa-se a todos os freguezes que cos
iamam todos os annos a raaudar fazer flores para
a quarcsma, ijne tem palmas para sepnlcrho, sipos
da flores para anjos, diademas para capacetes, ro-
sas para cufe.ies; (udo se faz por muito barato
pr v. para offeria; com fitas bordadas a ouro e le
treiros a gosto de sous donos, e faz -se ricas ban-
d^ bob3 para ca3amentos e bailes, tudo com
a:--eio e barteia.
Dm* escrava precisando de quatrocentos mi-
rs. para adjou^rio d9 sua, liberdad^ offerece pagaj
com o seu trabalfco : a pessoa que quizer annunr
cie por este Dinrio a sua moraaa? para ser proeu
>;ada.
Gratiica-sc
m
AuseiHou-e da ^asa de seu setihor, bo dia 26
docorrento, aescravki^urenfa, pr^ta, cabellos ca-
rapinhadoa, eitaiura regular, idaio 42 annos, e
uma queintadnra no pulse direilo, falla descanca-
da, e quaijda anda, bajanca com a cabega : foi
aeomp-iuhaaa com um preto, escravo, racrador na
Torre : quem a levar na praca .da Independencia
n> 24 e 25, sera r
CASA DO OURO
los 4:000S>000
Bilhetes garantidos
Aita do Barao da Victoria (outr'ora Nova
n. 63, e casa do costume.
Acham-se a venda os muito felines bilhetes ga-
'antidos da | parte da loleria a beneflcio da
igreia da Cooceigao do Caruaru, que se extrahira
no dia 6 do corrente mez.
Precos
Inteiro 4*000
Meio 2*000
De 099000 paracimu.
Inteiro 3*500
Meio 1*730
Recife, 2 do mar$o de 1874.
Joao Joaqutm da Costa Leite.
WISE
CoDtiniia ester fugida desde o dia It de Janeiro
a escrava de nome Bernarda, idade 30 annos, pou-
co mais ou menos tem os olhos um pouco abotoa-
dos e o andar raoderado, traja vestido e chato
pretos, costuma mudar trajos, tem uma cieatrk na
perna esquerda, anda dizendo que o senhor mor-
reu e deixou ella ferra, esta la pBra o Cabo por
ter la um filho de nome Felix : e |>or iiso roga-se
as autondades policiaes ou aos eapitaes de campo
a apprehensao da dita escrava le,vando-a ao Ca-
minhc-Novo, a suasenhora, sitio n. 110, ou na
rua da Cacimba n. 1, que se recompensara gene-
rosamente. B
Amaral Nabuco & C, vendem eleeaotes fignras
de bronze e de poreelana, jarros e porta-cartoes
de porcelana, espelhos, atoalliado branco e de co-
res, de lmho e de algodao. guardanapos de linho,
grandes e peauenos, e outros muitos artigos ne
cessanos e proprios para decoro do uma casa: no
Bazar Victoria, a rua do Barao da Victoria n. 2.
Bandejas.
Amaral Nabu :o & C, vendem bandejas de cha-
rao de 12 a 30 pollegadas e de gosto iBteiramen-
te novo e de metal, tambem bonita' pintura e de
diversos tamanhos: no Bazar Victoria n. 2 "
qualquer parte desta cidade, como bem as-
sim concerta-las polo tempo tambem d'um
anno sem despendio algum do comprador.
Heste estabelecimento tambem ha pcrtengas
para as mesmas machinas e se supprc qual-
quer pe$a que seja necessario. Estas ma-
chinas trabalham com toda a perfeic,ao de
um e dons pospontos, franze e" borda toda
qualquer costura por fiaa que aja, seus
precos sto da seguinte qualidade : p.-ra tra-
balhar a-mfio de 309000, 409000 i59000
e 509000, para trabalhar com o pe sao de
809000, 909000, 1009000, 1109000,
12OJS000, 4309000, 150JS000, 20U5000 e
2509000, emquanto aos autores nao ha al-
teragao de pregos, eos corapradores poderao
vjsitar este estabelecimento, que muito de-
verao gostar pela variedade de objector que
ha1 sempre para vender, como sejam : cadei-
ras para viagem, malas para viagem, cadei-
ras para salas, ditas de balango, ditas para
crianca (alias), ditas para escolas, costurei-
ras riquissimas, para senhora, despensaveis
para criangas, dc todas as qualidades, camas
de ferro para homem e criangas, capachos,
espelhos dourados para sala, grandes e pe-
quenos, apparelhos de metal para chd, fa-
queiros com cabo de metal e de marfim,
ditos avulsos, colheres de metal fino, condiei-
ros para sala, jarros, guarda-comidas de
arame, tampas para cobrir pratos, esteiras
para forrar salas, lavatorios completos, ditos
simples, objectos para toilette, e outros mui-
tos artigos que muito devem agradar a todos
que visitarem este grande estabelecimento
qae se acha aberto desde as 6 horas da ma-
nha ate as 9 horas da n'oute &
Rua do Barao da Victoria n.
22.
Alvigaras.
j Venham todos apressados
E core os bolsos recheados,
Do Campos ao ?rmazem ;
Venham, nao falle ningum
Ver o grande sortimanto
(Um verdadeiro portenlo)
Que para a quaresma- tem ;
Comprehendem ? ora bem I
E' com as tripas pulando de contcntamento que
me aprescnto ante a onda gastronomica das sa-
bias e illustres barrigas pernambucanas, felicitan-
do-as por ja se acharem livre da pena de iaterdic-
to e poderem sem receio de algurna indigestao ex-
commungada, comorera os mais finos e saborosos
comestives, coadjuvados por uma cascata de vi-
nhos da todas as qualidades, deixando a quem
dezejar o direito de gritar: viva o triumpho das
barrigas II..
Mas, como ia dizendo, nio podia deixar de
acontacer assini, considerando- se como foi sabia e
bem barrigalraente planejado o ataque das bar-
rigas grandes, contra a sucia dos bandulhos ca-
ninos, que ostriftcado3 a ide"a ficticia do infer-
no bicho inveatado pelas grandes barrigas, pa-
ra horrorisarem as barrigas sem tripas, susteuta-
yam a mais absurda das monstruosidades : a
infallibiiidade do principal bojo do amor as avessas
e de tripas dadas e a forga de tripadas queriam
hypocritamente alimentarem a pelludae famigera-
da -ex que.-tao do d;a centopea negra que en-
rolada no capolo chamuscado da inquisicao, pre-
tendia assar o mundo das barrigas, privando an-
tes a humauidade de ganliar dinheiro e de em
tempjs cimo e>te de quaresma :
a 79500 e ditas a 59000.
VESTIDOS A USO DA CORTE 129
0 Pavao vende um bonito sortimento de
cortes de vestidos a uso da corte, trazendo
cada certe todos os enfeites necessaries como
sejam : babadinhos, entre-meios, rendas,
requefifes, e vende pelo barato preco de 129
cada am, assim como, duos a 2 de julho
com todos os enfeites a 109, cortes de cam-
braias brancas abertas, com listras e lavores
a 69, ditos finissimos a 89, ditos de cam-
braia branca com listras de cores, para aca-
bar 39500, e pechincha.
CORTES BORDADOS A 109 E 359.
0 PavSo vende ricos cortes de cambraias
brancas delicadamente bordados, pelo ba-
rato preco de 209 e 359.
CASSAS FRANCEZAS
a 300 rs, o covado
0 PavSo recebeu um grande sortimento
do cassas francezas com delicados padrdes e
cores fixas, que vende pelo barato prego de
300 rs, o covado, organdy branco e lis-
tado e de quadrinhos a 640 rs. a vara fi-
nissimo fil6 branco liso e de salpicos, e tarla-
tanas de todas as cores.
BORNOUS A 129.
0 PavSo vende um bonito sortimento dos
mais modernos bornous combonitas listras e
vende pelo barato prego de 129 cada um,
assim como um elegante sortimento dos mais
bonitos chales demcrin6 e com listras de seda.
** i ua ua impCTanra is. uv.
j francez muito fino a 39000, apenas precis*
1, 7* metre para um lengel.
CHALES BARAIOS
a 29, 29500, 49-
0 Pavao vende chales a eraitagio de sne-
riu6 a 29, ditos de merino lisos de todas at
cores a 29500, ditos de merin6esUmpado
muito fiiws a 49, !ditos finissimos com Its-'
tras de seda a 69500, ditos muito ftuos d
crepom a 109 e 129.
Al^adao enfeatad* m 19e U90
0 Pavao vende algoddo eufeetado eott I
palmos de largura, proprio para teafrV*
sendo do mais eneorpado que tem vindo aa
mercado, liso a 19 a vara e trancadoa>....
19280.
ATOALHADO A 19600, 99, 69.
0 PavSo vende atoalhado trancado eon
palmos de largura a 19200 a 19600, dm
adamaseado a 29, dito de liuho adamasc*
do a 39 e 59-
SEDA PARA VESTIDOS
19600 e 29-
yo PavSo vende um bonito sortimento a*
sedas com listrinhas proprias para vesti
dos de meninasede seuhora a 19600 o co-
vado, ditas lavradinhas a 29, os padroes si*
muito bonitos e vende-se por este ptego par;
acabar.
Botinas a 5 OOO
0 PavSo tem um completo, sortimento d*
botinas muito bem enfeitadas para senhora?
e vende pelo barato prego de 59, artigo qu
em outra qualquer parte custa tj e 79.
LENCOS BRANCOS
"a 29000.
0 PavSo vende lengos braneos abaioh*
dos, tanto para homens oomo para senhoras
a 29 e 29500 a duzia, ditos de esguiao
cambraia de linho tambem abainhados i
38500, 49, 59, d.tos francezes escuros, pjr.-
rape a 69, a duzia.
CAMISAS PARA HOMEM.
0 PavSo vende ricas camisas com paiU
de linho bordadas, proprias para noivo *
10|J e 129 cada uma, ditas de linho sen se-
rem bordadas a 49, 49500 e 59, ditas cod
peito de algodSo muito finas a 29, 29500
30, ditas dechita Qna miudinhaa 99,99660
e 39, assim eomo grande sortimento de c>
roulas francezas tanto de linho como deal
godao de 19600 ate 39, grande sortiment.
de meias cruss inglezas de 49 ate 89006 i
duzia.
Ceroulas francezas de linho ealgodSo, para todos os pregos e qaalidades, assio
como grande sortimento de meias cruas, camisas, colerinhos, que tudo se vende do
pregos muitj razoaveis.
AHTO
Til
iojosMazevedo.
a Nova n. 11.
PI
Grande pechincha
Em Hildas las
' A Roza Branca, ja bem conhecida como a mais
barateira, araba de'receber las para 240 e 320 r*
o covado, e um grande sortimento de las finas a 500
reis, razenda que vale 800 : venham a Rjsa Bran-
ca ver para crer, na-rua da lmperatriz n. 56.
v AVISO
vende-se o engeaho Rogas-velhas junto da villa
do Labo, e perto da esucao da Una, uma legoa
com a safra e bois, ou so o engenho, moente de
agua, que p6de safrejar de 1,500 a 2,000 pas de
assucar : a tratir no mesmo engenho, ou a rua
Imperial n. 92, com Thomaz Antonio Coimbra
umm BscoclfAS
A 900 rs, o covado
Rua do Queimaxlo n. 43
DtfroMe da pracinfia da Independencia.
W? para acabar
Larinhas a escoceza, propria para vestido^. pa-
dr5es a escoceza, pelo diminuto preijo de 20J rs. o
covado, ejrara aeabar : sd na rua do Queimado
n. 43. Dao-se amostras.
De fazercm penitencias
Enchendo bem as barrigas,
Pois nao e tempo do brigas,
E sim e, de abstinencias.
Mas, como ia contango, custon, porem a final,
depois da rasorada que Hie passou no pescoco os
poder..s poderosos, a cabera foi parar no fun-
do do rio o o rabo, como ruim de csfollar, ficou
no secco exposto aos pontapes de qualquer gato
pingado, deixando e verdade, magra as collegas
barrigas, que despeitadas vao tratar de se nntri-
rem, vindo ao armazem do Campos, a rua do Im-
perador n. 28, onie.com certeza encontrario alcm
do que desejarem. o seguinte : ovas de diversos
peixes e de bacalhao ; peixes de vinte qualidades
em conservas, sardinhas em latas, camaroos sec-
cos, bacalhao, pescadas, sardas, lagostas, salmao,
batatas, arroz, feijao, cebolas, azeite, vinagre ;
manteiga inglera e franceza; doces, fructas e
cincoenta qualidades de vinhos finos do Porto e
outras tautas de outros lugarcs mais afamados de
Portugal, alem de um completo sortimento de ace-
pipes raros, deliciosos e que
Hahindo em qualquer barriga *
Faz a melhor digestao,
E nao faz mal a bexiga,
Como comendo, verao.
os que tem, novo*
Ouerendo definitivamente liquidar este negocio, vende todos
isados, pelo prego do custo de factura.
Tambem acaba de reeeber o seguinte :
OLEADOS inglezes para assoalho de salas, de muitos lindos desenhos de 11 a 33 palmo.
de largura e 100 de comprido, podendo forrar-se uma sala por grande ou
seja com oleado inteiro. M
MAGNIFICOS espelhos ovaes para ornamentos de salas.
m-?l"lS,ele,Ctricos para curar dores de cabcSa- nevralgias e nervoso.
HLITO hndas gravuras, grandes, para quadros de sala.
(i[>,A*1POS Para segurar roupa estendida nas cordas, a 200 rs. a duzia.
TALAGARCA e papel picado para bordar com IS ou seMa.
VERDADEIRA agua de colonia em garrafas empalhadas.
E muitos outros artigos, e por barato prego.
FUMO DO PARA
0 verdadeiro fumo de Borba, em chicote, picado, desfiado e crespo assirr
como ctgarros do mes.no fumo ; na fabrica a vapor, antiga rua dos Quarteis n. 21
Ha dita fabrica, os Srs. fumantes encontrarao os seguintes e bem conhecidos
tumos manufacturados na mesma casa,
Flor do Brasil
Novo Caporal
j fies Bird'seye, ( Olho de Passaro. )
Vende-se retalbo, e em grande quantidade se faz grande abatimento.
GRANDE
que
So collegio da Conceicao jjrcisa-se d nma
engommadeira perita. ___ ,
RioF.
oriuoso.
0 Sr. Fanstino Leveqpe dos Saotos* que diriado
pma cam ao Sr. Benedicto Leal Romano, digna-
9 razer pubhear onde pode ser encontrado, ou,
dirija-se a roa estreita do Rosario n. 30, primeinx
aadar, na cidade do Recife.________ .
CoziRheira. ~^
Prectoa se de uma boa eozinheira par* comnrar
ecozmharai-ai /jiut a. .i, t *!,. '
^
a lata, do melhor que vem a este "mercado, da
marca da'Henry Forster & C, com a quantidade
completa do iiquui;. iios armazens do Jose Do
miogues do Carojo e Silva. a rua da Madre do
De< n. 10, e rua di Amorim n.4>.
Culeado barato
Lola do Arantes, praga da
Iadependenoia n. 15.
Botinas rhglerds de sola grossa 10JJ000
Idm,.dei opj;d,tvSo, ftnaa, 7jW"0.
ijjjn de.pettica^a luii XV, para aenhora,
Mum: praasifas>ead8s, para senhwra,
Mas, como ia fallando, iamos entrar na vida de
ouir'ora, isio e, na epoca das festas, e portanto
tamos ter festas, fostas e mais festas, e como todos
comem das festas, visto que uma parte da para as
festas e ires reeebem para preparar as festas, e
logico qne o bregeiro dinheiro que anda tao vas-
qneiro, saia dos cofres dos amaates orthodoxos e
sava familiarisaudo com as alftbeiras vasias dos
necessitados, e estes por sua we* venham ae arma-
-zem do Campos a rua do fmperador n. 28, prepa-
raxem-se para a quaresma, tempo de abstinencias
a no qual se oome sem licenca, comprarem o qne
bade mail gostoso, saboroso, cheSroso e tudo que
acaba em ouso.
t)izer aos amaates
Dos generoa especiaes
Oao sa quorem ser felizes
Venham ja e qaanto antes
Saber a eausa motriz
Do Campos nao terrivaa*
E poder s fcraecer
Delicias, fr3l<> e prater.
Err.
Grosdenaple preto
Sendo lisos e de cordao, e o mais largo
vem ao mercado, e qne se vende pelos diminutos
precos de 2*100, 2*S00, 3*200 e 3*500.
SO" NA RUA DO CRESPO N. 20, LOJA DAS
TRES PORTaS DE
Guilherme & C.
Junto
a loja da esqnina
Naoha mais cabellos
braneos.
, T1HTUHARIA JAPONEZA.
S6e unicaapprovada pelas academias de
soiencias, reoonhecida superior a toda qua
tem apparecido ate hoje. Deposito princi-
pal a rua da Cadeia do Recife, hoje Mar-
quez de OUnda, n. 51, 1. andar, e em
todas as boticas e casas de cabellei-
reifo.
I Vend s um bontlo eseravo de 18 annos de
idade par l:360<, optimo p*ra copefro oti aoleetro:
, a tratar no pateo da Ribelra-, no portao do ma-
' meeiro.
As unicas verdadeiras
Bichas hamburguezas que vem a este mercado
na ru? Marquez de olinda n. 51
Lindas las escocezas.
De varios padroes, e inteiramente modemas, a
360 rs o covado : na rua Primeiro de Marco
antiga do Crespo n. 13, loja das columnas, de An-
tonio Correia'de Vasconcellos.
Wilson Rowe & L. vendem bo seu armazem
a rua de Commercio n. 11 :
0 ver&deiro panoo de algodao azul amencano.
Excellente fie de vela.
Cognac de qualidade
Vinho de Bordeaux.
Carvao de Pedra de todas as qualidadM._______
Farinha demandioca nova.
Recentetnente cbegada de Santa Catharina tem
para vender no trapfctre Companhia, e pan tratar
no seu escriptorio a rua dp Commercio o. 5, Joa-
qurm Jose fioncalves Beltrlo & Filho. Advertindo
aos compradores que desejando acabar, vendem
mais barato do que em qualquer outra parte, tan-
to em grandes como. em pequena* porcow.
Lindo eMariz.
Venio-39 nor prego tojalqum rico chatari?
de marmere oroprio para jardim, o qual se acha
arm ado na offlciaa de marmore do Sr. Lima,
rua do Imperador para quem o quizer ver :
tratar na rua do Crespo, loja d) Passo tanto
arco de Santo Antonio.
Atten^So
Vende-se a taverna asm pwm>i imfai, % P-
voado do Barro, do lado 4t k i -
umacaaana viUa d BMrreiros, oarua io Com- quina,' propria'lPariK BfW P*-
lercio, por prego modteo: a tratar com Tasso dira ao comprador : atrauf narua > CwoqbI
ISuassuoa n. MS.
irmaos tC




Diario de F*rom&uco ~ Segimda feira "4^m*ji 3**4

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"^-
jobws
SOARES LEITE,

AGENTES
Rua do Barao da Victoria n. 28
is mate simples, as mais baratas e as melhores do mundo!
Na exposi$4o de Paris, era 1867, foi concedido
Ellas H6*re Juflior, a medalha de ouro e a condecora-
feitas d* A medalha de ouro, conferida a E. Howe Junior, nos
por ser o inVentor da machiua de
Estados-Uriidos
tura.
cos-
A medalha
ftst* machinas.
A 908000
Yende-se uma fazenda nova com listas,
de ouro na eiposi^So de Londres acredit'am (com o nomc de poupelina japoneza, propria
para vestidos de' senhoras, a 15)800 o co-
vado. Todas estas fazendas sao venJidas no
Rua da Iraperatriz a. 72
BE
Luurenco Pereira Mendes fiuhnaraes
Declara aos seus freguezes que tern resolvL'o fazer uma granJe ltqaidi^to, ate1 o
flm do corrente anno.
A SABER :
CAM8RAIA9 BRASCiS'.A 8&0002
Vende-se pfcc;as deonibraia brarica, tapa-
da e trahsparente, a 3$, 3&500, 45000 e
55900.
LASINHASA200RS.
Vende-se lasinhaspara vestidos, a200,
326 e 500 rs. 0 covado.
ALPACAS A040RS.
Vendc-se alpacas de cdres com listras a 640
e 800 rs. 0 covado.
GRANADINE A 800 RS.
Vende-se granadine preta com listras de
cores, para vestidos, a 800 rs. 0 co-
vado.
POUPELINA JAPONEZA A 1JJ800.
Ditos de p&lha, a 4ft, 39000 e 49000.
Ditos de massn, a 49*06:
PERFl'MARIAS EM LIQCIDACAO.
Vende-se ssbonetes de diversos tamanhos,
a 120, 200 e 240 e 320 rs., todo bom.
Frasco de banna, 1166, 320 e, 400 rs.
frascos com aguidc c61od, a 240 e 320
rs. cada urn. E otrtros muitos extractos que
se vende muito barato para liquidar.
TOALHAS A 800 RS.
, Vende-se toalbas felpudas, a 800 rs. cada
uma. Lenfos bran cos, a 2$0fl0 a fluzia, e
39000 abalnhados, fazenda que vende-se
por59000.
GRAVATAS PRETAS A 500 RS.
Vcnde scgravatds pretas, a 500 rs. Man-
TEM PARA
G1LLO BHABJCO
RUA DO RANGEL N. 3
Armazens de seccos e molhados
DtSTINCTIVODOESTABU.ECIMENTO UMGALLO BRANCO, PimDO,
PARA ALiliMA PESSOA QUE IGNORE A LEITURA.
Rculrigues & Pires, regressados em Pernambuco, cidade do Recife, successors do
armazem do Gallo, d rua do Algibeves, em Lisboa, o mais afara ido e conhecido armazem
naquella cidade, capricbani sempre em ter generosde pritneira qualidade, dos quaes die
aos seus numerosos freguezes urn conhec;mento mais prolongado na rela^ao abaixo de^
cripta :
0 que e bom e caro
Palavra bemdita que nunca faltou.
Cha perola fino, a 53C00 a libra.
Ditj miudinho super-fino, a 49000 a li-
bra.
Dito popular, fino, a 3J000 a libra.
Manleiga ingleza flur, em barrila 19CCJ.
Dita ditafinn, em latas, a 19500.
!)ita,dita, r'ila e dita, a 19400.
Bazar
tasde cores a 200 Vs.
Chapeos para baptfsados de meninos, a
39000.
Nacional, & rua da Impcr ariz n. 72.1 'BENGALIS E CfflCdTES A 800' RS.
CORTES DE CASSA A 295 0,
Vcndese c6rtes de cassa para vestidos,
com lOiovados, a 29500.
CHITAS LARGAS A 240 Rs.
Sabe-nos 0 deter de annunciar que a companhia das machinas de Howe de Rova-
ferk, estabeleceu nesta cidade I rua do Barao da Victoria n. 28, um deposito e agenda
ral, para em Pernambuco 0 mais provincias se venderem as afamadas macbinas de cos-
art 4* Howe. Estaa macbinas sao justamente apreciadas pela perfeicio de sen trabalho, ,^tl 30Tof Vro* nl 0
rpregando uma agulha mais curta com a mesma qualidade de linha qtre qualquer outra, JJJ co"w
tla introduc^So dos m>* aperfei9oados apparelhos, estamos actualmente habilitados a r*ccio nr rnnr orai-c
publico as melhores macbinas do mundo. A 2
Vende-se cassas francezas finas de cores,,
a 260, 320 e 400 rs. 0 covado.
SAIAS A 29000.
f recer 19 eramo
As ifantagens destas machinas sao as seguintes:
Primeira.0 publico sabequ* e/?^sao duradouras, para isto prova incontestavel, _
feomstancia de nunca terem apD*-*^^* no mercado macbinas d Howe em segun-! Vdnde-se saias brancas com barras de cd-
mio.
Seganda.Coctta 0 material preciso para reparar qualquer desarranjo.
Tereeira.Ha nellas menor fricgao entre as diversas pejas, e menos rapido estrago
(ae nas outras.
Quarta.Forraam 0 ponto como se fdra feito i mao.
tuinta.Permitte que se examine 0 trabalho do ambos os fios, 0 que se nao consegu
u cutras.
Sexta.Fazem ponto miudo em casemira, atravessando 0 fio de um a outro lado,
k>jo em segui^. spxo. modifityu--e a tensSo da linba, coxem a faxenda mais
COBERTA A 280 RS.
para cobertas, a 280 e
**.
res,a2JJ000.
CHITAS PARA
Vende-se vibitas
360 rs. 0 covado.
MEIAS PARA HOMENS A 69000 A DIZIA.
Vende-sc meias cruas verdadeiras, para
homens, a 69000 a duzia, a qual val
8J000.
CHALKS DE LA A 800 RS.
Vende-se chafes de la, a 860 rs. cada
Setima.O compressor e levantado com a maior facilidade, quando se tern de mudar'um-
* agulha ao come^ar nova costura. CHITAS FINAS A 400 RS.
OitaTS. Muitas companhias de machinas de costura, tern tido epocas de gfandeza e' Vende-se chitas finas de campo largo, fa-
dencia. Machinas outr'ora populares, sao hoje quasi desconhecidas, outras soffreram zenda m"'to boa, a 400 rs. 0 covado.
Mii*n$as radicaes para poderera substituir: entretanto a companhia das macbinas de Howe! CHALKS DE MERINO' A 2#000.
optando a opiniio de Elia.s Howe, mestre em artes mechanicas, tem consUnteraente 1 Vende-se.chales de merino estampados, a
ipaenUdo 0 seu fabrico, e hoje nao attende a procura, posto que faca 600 machinas 23?' 35?> 49000 e 59000.
Ditos de listras a 59000 e 69000.
BRINS EM CORTES A 19500.
Vende-se cortcsde brim de c6res e par-do,
a 19500, para liquider.
COBERTAS DE CHITA A 1J600.
Vende-se cobertzs de chitay a 1^600 e
29000.
BRIM PARDO E DE CORES A 400 RS.
Vende-se brim pardo e de cores, para rou-
pa de homens e meninos, a 400 rs. 0 cova-
do, para liquidar.
COLXAS DE CORES A 2*000.
Vende-se colxas de cores para cama, a 29,
e 49000.
TRANSPARENTES PARA CADEIRAS A
19500.
Vende-se transparentes para
19500, para liquidar.
BONETS A 500 RS.
Vende-se bonets de seda para
500 rs.
CHAPEOS A 29500.
*r 4ia.
Cada machina acompanha livretos com instruccSes em portuguez,
A 96*000 A 90^000
LEITE, IRMAOS
A'
do Barao da Victoria n. 28.
FUNDICAO DO BOWMAN
DO BRllffl N.52
Passando o tMmi.
cadeiras,
Vende-se bengalas e chicotes, a 800 rs.
cada uma, riara liquidar.
GRANDE LIQUIDACAO DE ROIPA FEITA
Vende-se cerbulas'de' algodSo, a 19000.
Ditas de lmho, a 19600 e 2^000.
Camisas de chitas finas, a l;600.
Ditas de peito de cores, a 25000,
Ditas brancas finas, a 29000, '39000 t
490OO.
Calcasde brim pardo e de cores, a 29000
e 29500.
Ditas de casemira de cores e preta, a 59,
69j 79C0O e 89000.
Palitdts de alpacas de cores, a 29560.
Ditos pretos, a 89000 e"39500.
Ditos de casemira de cores, a 49 e
69800.
Ditos ditos pretos, a 59000, 69500
89000.
Colletes de casemira de cores, a 29, 39 *
49000.
Cami9as de flanella, de cores, a 29000 e
29500.
ALGODAO A 49080.
Vende-se pecas de algodae, a 49, 59 e
09000.
CASEMHU DE COR A 29500.
Vende-se casemira de ceres, a 29500 o
covado.
MADArOLAO A 39000.
Vende-se peels de madapolao enfestado
a 39000.
Dito irtglez, a 49500, 59, 69 e 79000
pe^a.
BOT1NAS A 49500.
Vende-se botinas para senbora e meninos,
a 49500, 59 e 69000.
Ditas de enfiar, a 29000.
Sapatos de tapete, a 19500.
Ditos de tranca, a 198O0 e 29000.
BRAMANTE A 19600,
Vende-9e bramante com 10 palmo
largura, para lenc6es, a 19600 e 2950
j metro. E outras muitas fazendas propria
do mercado, que se vende sem resenra, dp
homens, a prego, para liquidar ate" ofimili corrente
j anno, por isso convem aos oompradores sor-
tirem-se de fazendas baratas, para a presen-
Azeite de peixe, baleia, a 64O rs. a gar-
ra a".
Dito de edeo, fino, -a 800 rs. a garrafa.
e carrapalo.
da canna, feita de
cncommeiida, a 500 rs. a garrafa.
Dita popular, a 3-20 e 2'0 rs. a garrafa.
Di'.a branca, a 200 rs. a garrafa.
Dito doce
Aguardente do caldo
Camardes seccos, a 500 rs. a libra.
yueijos frescos empellicados, prejo com
modo.
Cascas de coco para lavar asa, a 160
120 rs.
Fsrinha fina de Muribeca.
Vassouras de piassava para servico inter
no, a 240 rs.
Ditas grandes a 500 rs.
Massas para sdpa de todas as qualida
des
Vinho tioto ebrauco, superiores, mgar-
rafados e em pipas. E oulros artigos que sera
enfadonho annumerar, em seccc e mo-
lhados, por ser extenso.
BENEDICTINE
LICOR DOS MONGES BENEDICT1H0S DA ABBADIA DE FECAMP
Este celebre licOr tao
appreciado do publico
ao ponto de se encon-
rar hoje em todas as
boas mezas, tanto no
Restaurante como no
jantar domestico; nos
grandes hoteis como nos
saloes dos principes, por
isso e elle tamben 0 ob-
jecto de numerosas imi-
tacoes, cuja maior parte
de falsa provenencia.
Como termo final de
gaiantir aos consomma-
dores cuidadozos um
producto puro, exquisito
e essencialmente hygie-
nico, contra estas lalsi-
ficacoes detcstaveis de
man gosto e nocivo, k
saude, damos retro 0
modelo da garaffa e mais
acima 0 dos sellos e le-
treiros que envolvem 0
terdadeiro licor benedic-
tino.
OBSERYACAO mPORTAKTE.
Recommendamos particularmente ao publico em gerat, o cxi-
gir 0 letreiro acima, qui e" sempre poslo no fiinUo das garaffas
desde 0 i' de Outubro de 1872 que tem a assignalura de
A. LEGRAND aine, director seral.
n. B. Em tempos de epidemia o bexedictino e am preservative
oerto; am grande namero d celebridades medicas tem dado o
certfflcado bem formal.
Deposito serai t A. LEGRAND aine, en* Frctuitp (Franea
Deposito geral em Pernambuco, A. REGORD.
KOea-Se aOS SetlhoreS de eneenllO Olie liretendem Vende-se chapeos de castor para ireninos'tefesta que esti na porta, d rua da Imperatri
e homens, a 29500 e 39000.
empregar alguns dos machinismos novos, o favor de appa-
recerem nesta fabrica que lhes pode fornecer os apparelhos Fogao de ferro economico
mais apropriados com o minimo de despeza; e dispoe de
p ssoal habilitado para monta-los devid.mente,e mostrar
o systema mais commodo de trabalho, para obter melho-'if,
ramento no fabrico do assucar.
111- 72. Bazsr Nacional.
Vende se um chegado ha peucos dias, tendo for-!
nalhas para lenha e carvao, forno para assar, I
deposito para agua quente e lugar para se guar- j
dar qnente as comidas depois de feitas; estes fo-
goes tornam-se recommendaveis porqrte sao de'
ferro batido, e fabricados com perfeijao e coii-!
nharn com mui diminuta lenha : na rua de Apollo !
n. 20 ^
Grande pechincha a 200
. covado.
rs o
Cass* la, padrSes bovos, e de mais gosto que
n vindo ao mercado, so na rua do Queimado
*3, loja de Guerra & Fernandes, polo diminu
Dreco de 200 r. o covado 1
ihegnem fregoezea que se araba
Tanques de ferro.
proprios para na-
Attengao.
Vende-se dous, triangnlares,
vioa : na rua da Uniao n. 67.
AGUAS ALCAUNO-GAZOSAS DAS PtDRAS' vte;/* casaa contignas, e que tem
siT r i rue "u*o mumcarJo de uma para outra ns. 33 e 35, a nu
saluauas je s. Miguel d&s Afogados, com sitio nmrado *>
aguiar ; portao para a rua do Bom Goito : tratase nasmes-
mas casa, das 9 as 10 horas da manha.
VILLA POITCA DE
Blcarbonatndas-sodicas
Analyses do Dr. Josi Julio Rodrigues, lente
da escola polytechnica de Lisboa
Esla excellente agua, usada com vantagem nos um cavallo alazao para sella oa para qualquer M
padecimentos das vias digestivas, urinarias, do ro mister : a rua do lmperador n. 8. ______
estomago, etc., etc. : vende-se ca pharmacia e
VENDE-PE
drogaria a rua larga do Rosario n. 3
r
Vende-se
pes de parreiras, abacate.
. Vende se uma taverna na rua das Carro- pes de parreira?, abacate, sapotis, romeira?, t
cas, esqumaua rua de S. Joao, com boa casa de' gueirasifrucla-pio, rozeiras, dhalias e outras Co-
vivenda e bastantes commodos para famil-a : quem' res, por preco commodo : na Boa Vista, rua d-
pretende-la dirija se a mesma. ________' Visconde de ooyanna n. 101, outr'ora M mdeg;
9.
89
a
<:

DOS PREMIOS DA U PARTE DAS LOTERIAS CONCEDIDAS POR LEI PROVINCIAL N. 330, A BEHEPICIO DO RECOLHIMFNTO I A VILLA DE JGUARASSLi', EXTRAHIDA EM 28 DE FEVEREIRO DE 187i
HS. PREMS. NS. PREHS. NS. PREMS.NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS.
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9
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8
Hwo de Pernambttoo rn S^mda feira 2 de MaiHja de l&li
JJTTMTDIUL
LAUIU
SCOWL C*TEMPOR.AMA
A' Jojrf reuvjar 4/twre* Junior
Laura, uma jwfle, n'um sardo luzido,
Tu zorridSte ao me ver de amor vencido-
,,-- Joelhar-me teus pes ;
''Hojeasscenas mudaram ; prostituta,
Tu arrastis a vida dissolutt
N'orgia dos bordeis I
Fdras o aslio mais lindo
A dourer azuleoscuos :
A visio mais seductora
Por entre eneantados veos ;
fores um anj > nascido
De am riso terno de Deus,
Se tu ness'alroa de lama
Sentisses lavrar a chama
De um fogo que se derrama ,
Desde os crentes aos atheus I
Arrastavas entao selas de gosto^
E o riso altivo no faceiro rosto *
lira orgullio ; pois bem,
Hojecobrem-te andrajos de miseria,
A essencia ^torna'Ja vil mat-rid,
P'ra ti nao ri ninguem I
Mimosa flftr pequenina
De grato, suave odor,
Sorri-se desvanecida
D'aurora ao candido albor ;
Porque perfumes espirge
Sobre as hervas de ao redor;
Has ah nao pensa, coitada !
Qu'd brisa da uiadrugada
Segue do vento a rajada,
Qu'a dcixa exposta ao calor I
-. desdem nos negros olhos
Iinbas tarn.. as vagas aos escolhos,
Comodesprezo tgm de quebrar ;
Km que Mhar d'outr'ore,
Hoje, apagado esse bti. .sl0 implore,
Olbos de compaixao tea t, <,ar |
Ninguem ie quer oi-
Tambem a rosa do prado,
Pelo frescor da madba,
Sobrepuja a violeta \
Pura, modesta, lougi,
E foge aos beijos lascivos
Dos colibris a roma ;
Mas vem a tarde invernos8,
Passa a crianca mimosa,
Pisa as pet'las da vaidosa
E p6e na tranga a irmi !
No seio a luva, a linda raao descalga,
Eras um sylpbo a volejar na walsa,
Um sublime ideal;
E's hoje a mumia, a que se nega um beijo,
Qu'ostenta os pomos do passado pejo
Na mesa, a* saturnal !
A multi-c6r borboleta
Voa do arctico ao sul ;
Da triste bera dos troncos
Erguese ao colmo taful
E, mais das vezes, ds nuveus
De lindo aclarado azul ;
Mas dessa vida inconstante
Pica uma nodoa infamante
Manchando a aza brilbaute
Na podridio do paiil l
yuem te vira a fingir mulhor discreta
Desdenhando dos prantos do poeta
Ness; rir glacial,
Uh nao te veja l que o sublime todo
Rebolca-se boje no mais torpe lodo
Do prazer sensual ?
Aguia rolada dos Alpes
A' mundana corrupgdo,
Tu, quo vendeste teus brios
No leito da perdigao,
Bain a fronte envilecida,
Onde se le : maldigao I
E's o fructo do Asphaltita I
Brada a virtude proscripta ;
No peito a vida pal pita,
No corpo ha s6 podridao l
Laura, uma noite, n'um sardo luzido,
Tu zcmbaste ao me ver d'amor vencido
Joelhar-me a teus pes ;
y0;e__a;sc.:nas mudaram : prostituta,
Tuiiras'-as a vida dissoluta,
N'orgia dos bordeis I
Astro jorrandfajnfgores
D'eotfe^-ftilgor do satto,
Tjj-foras, Laura, a Murillo
0 painel do coracio ;
Laura, tu foras aos bardos
Eloah eYinsprraoio :
Hoje esse olhar perrettido
E' chMpma d'astro cabido
D'ura ceo de amordenegrido...
Laura, tens o meu perdio !
=
Ceard. dezembro de 1873.
M. A. de Lima Barata.
URiSPRUDEWCIA.
! Opprimidojo cidadao desprovido de for*
'tuna, considerava-se vencido t e muitas
vezes, desatinado pel* impoteocia do des-
aggravo legitimo, imputava i sociedade
connivencia com o oppressor e descris da
'axioma fundamental as igualdade perants
'lei.
Tal era o noso estado 1 E todos vdi
1 comprehendeis, senbores, quio damooso
era elle ao socego dos povos e d paz do fcifl
perio. '
, Conservar uma classe de cidadaos des,
contends e desigualmente partilhados n
beneficios da lei, e manter um fomento de
inquietagio publics e um perigo para a or-
Idem social.
A nossa constituigio politics compreheu-
deu o grande pensaraento do bar2o de Mon-
discurso pronu.nciado pelo exm. presiden- tesquieu, celebrado autor do EspirUo das
te do tribunal DA relaqao de s. paulo, uis, qiiand) disse que convinha estender o
conselheiro tristAo de alescar ara- numero dos tribunaes p-ra garantia da ji.s
ripe, no dia da jsstallacao desse tig.a e libirdade docidadio.
tribunal. Por isso os nossos legisladores de 182*
(Continuac&o) assentando largas bases para a nossa orgi-
Ha aqui, como em outras disposi^des ds nisacfio juliciaria, apontaram como uma
nossa lei constitucional, o germen dessa au- !das condiQ6es da bda justi^a a descentralisa-
tonomia das provncias acerca da sua ad-' q50 della pela exUtencis de tribunaes nume
ministra?5o interna, quncom a robustezdo pqsos.
imperio da" nos a graddiosa unidado, rno-i A diitribui^io da justi^a criminal sntre
tivo de orgulho o de iniefinidas osparan psra o povo brasile.ro. Ibunal nos municipios, 4 certamente uma ga-
Na promesss constil.iciona! inclue-se um rantia tho poderosa do dir;ito do cidadao,
voto mui explicito pela paz do cidadao e nUe n5o hesito em dizer que, emquanto ex
pela fclicidade do paiz. I istir o jury no nosso paiz, nSo recearei a op-
Co npenetrados nossos pais do valor da:pressa0 de nossas liberdades.
justice, porque sabiam que ella, segundoj EsU instituigSo s6 por si realisa para o
assagradas lettras, exulta a na^oes justifies cldad4o brasileiro a hberdade pobtica, que
eleoatgentem, nSoolvidaram na confeccio
do pacto fundamental easseguram, nSo SO
quo a just^a seria administrada aes brasi-
leiros com rectidao, mas tambam com.no-
damente.
So em hmra da nossa magistratura po-
demos asseverar quo a rectidao tem sido um
do? caracteristicos da justiQa no Brasil e que
assim se ha satisfeito a primeira parte de
tao auspicioso p-omettimento, nao estamos
habilitados para dizer qne essa mesma jus-
tigase haj4 admipistrado com a devidi com-
modidade para todos os cidadaos das di-
ver-as uircumscrip^Oes do imperio.
Cumpre satisfazer em ambas ss partes o
nto
pensaiuv-
consiste nessa tranqu llidade de animo nas-
cida da opiniao da propria seguranga. No
Brasil o cidalao encontra na justiga popular
do jury esta segurangs.
Restringi esse tribunal; concentrai-o em
pontos pouco numerosos e elle terd perdido
a suaefficacia.
Se contemplarmos a carta topographies
do imperio, veremos que apenas algumas
populates de quatro proyincias da orla
maritima podiam ate aqui rcputar-so, no
gozo da justice de 2a instancia, isto i, da
justice reparad^ra d>6 erros e das violen
cias, e por isso a mais importante, va-
liosa. As demais popula^Sos a nao possuara
fecundante da constitui^ao; e|sem embaracos is vezes insuperaveis. De
'horamentos entra o paiz, Uuas provincias do imperio bem podemos
deve-
ncsta via dfl n... tribunaes
vendo creaks no%os .
tancia .,
0 beuefieio, que ora se realisa o
mos ao escbirecido crtteno do Exm. Sr.
conselheiro Duarte de Azevedn, actual mi-
nistro da justiga, que tao patnoticameute
solicitou e defendeu perante os poderes
constiiucionacs a decreta^o da desejada
providencia. 1
De 1833 para ca" temos feito alguns ten-
tames sobre a nossa organisagaojudiciana ;
as aiuda nao completamos um systema
!1)
Convem completa-lo com a realisaQio
plena do typo da judicature constituciooal
nelos iuizes de paz, pelos juizes de direito e
pelos tribunaes de appellacao, sem escres-
cencias nem rstranhos elementos, assim co-
mo pela realidade de um ministerio publi-
co, forte e cap3Z da inicia;aode toda a ac-
gao social.
Quando nos emancipamos do domiuio
colonial em 1822, achamos constituidas
quatro relagdes, collocadas na cdrte, na
Baliia, em Pernambuco e no Maranhao.
Encnciar o nome dessas locahdades e
reconhecer de prompto a d fliculdade, p ara
nao dizer impossibilidade, da abten^ao d-
rccursos dependentes de semelhantes tn bu
naes.
Jurisdic^oes postas era espa^os tao cansi-
deraveis nao bastavam as exigences da jui
tica Dublica.
Veneer longas distancias e depo-s acbar
uommuuicai.ois pessoaes, indispensaveu aos
litigantes, eran iucommodos poniveis.
Nao era, porem, esse o lado peior dessa
anomala silaai.ao.
A justic. l assirn disposta podia com razao
dizer-seque era a justira do rico e do pode-
roso, mas nao a justira de todos, a protecto-
ra de todos os direilos.
Na longitude do juiz superior o regulo
aldeao acha incentivo a oppressao do fraco,
que aggredido e supplantado no seu lon-
ginquo municipio, nao encontra na autorie
,dade publics seuao recursos excedentesa-
suas faculdadesrecursos m^ramente norai-
naes.
1S" affirmar que nos tribunaes inferiorei resu-
miam toda a sua justi<;a. No juiz singular
jOStic* ahi tinha a primeira e a ultima
palavra.
Em verdade os povos de Matto Grosso e
Goyaz n5o entravam na communhao da 2
instancia. Solicitar recursos judiciaes a tre-
zentas e quatrocentas leguas de distancia
equivale a nao tel-os.
Se as quatro relacoss existentes era 182-z
ja" entao nao davam efficaz proteccio aos
direitos de uma popu'agSo, qua mal orgava
por cinco milhSes de almas, como podenam
hoje prover de remedio a uma populacao
excedente a onze milhOes? ,
Durante 51 annos persistio intacto tao
importante assumpto. Entretanto, urgia,
melhorar esse ramo do servico pubheo.
A relagao da cdrte tinha a scu cargo no-
ve provincias e o municio neutro, com
uma populacao de quasi seis milhoos de
habltantes, derramados por 131 cOmarcas
e 208 termos em uma area do muitos mi-
lhoes de kilometros quadrados.
Era meio imperio sob a junsdiccao de
um s6 tribunal, onde alias o magistrado ja
mais entibiou diante do trabalho penoso pe-
la multidao dos feitos e arduo pela respon-
sabilidade da decisao.
Nas 80 sessoes annuaes desse tribunal
decidiam-se para mais de mil processos.
Aos juizes, se sobrava dedicagao, ja faltava
o tempo, tornando se isto um lmpedimento
I material para a administracio da justiga.
A creacao das novas relagoes, decretada
pela lei de 6 de agosto do anno proximo
proterito, foi, pois, um indispensavel me-
Ihoramento da causa pubhea e constitue
um progresso.
E agora, senbores, seja-me permittido
dize-lo : folgo de haver concorrido com os
meus esforcos, como representante da na-
gao, para que esse beneficio se operasse.
Digo o, nao porum movimentode yaidade,
mas por um sentiraento de patriotismo,
que nao desapprovareis.
As provincias de S. Paulo Parana, em-
bora mantenham communicagao frequente
a cdrte, sede de urns relagfio, todavia
muitas conseguiram decidida vantagem com a ios-
tituigSo do novo tribunal.
Senhores, a terra que deu o berc/J a Ama-
dor Bueno, typo de cavalheirosa lealdade ;
a Jose* Bon facio, expressao do nosso patrio-
tismo ; a DiogoFsijd, modelo'do valor ci-
vico ; a Rodrigues dos Santos,, genio da
tribuna parlamentar; a terra de tautas glo-
rias nacionaes reclamava a satisfagao do
tributo que se lbs devia.
A iniciagSj de tres grandes factos so-
ciaes constitue a benemorencia da terra
paulista : a emancipagao politics, a eman-
cip igao da consciencia e a emancipagao do
trabalho.
Nesta provincia soltou o principe regente
o brado da independencia nacional ; nesta
provincia eomegou o jornalismo a critica
da superstig8o religiosa ; nesta provincia
deu-se o exemplo na efficacia da iniciativa
individual. Tres liberdades, pois, surgi-
ram ii'Sta briosa terra: 8 liberdade politi-
cs, a liberdade religiosa e a liberdade indus-
trial.
A provincia de S. Paulo, exhibindo o
eiito esforg revelou ao Brasil o segredo da sua
grandeza.
E' u n facto honroso a provincia ; mas 6
tambem um facto, quo o governo do nos-
so paiz, guialo p*lo espirito libjral das
nossas instituig6js, jd.nais impedio a inicia-
tiva individual e antes a torn estimulado e
promovilo, comprehendealo assim os inte-
resses nacionaes.
Houv.;ram com effoito dias de hesitagio ;
boje anima-nos a ennfianga em uma sabia
organisag3o social, onde o povo tern direi-
tos poltlicos e os exercita ; paga imposlos,
mas det.-rmina e fiscalisa o seu despenJio ;
torn libordade e defende a pelo exorciciodi-
recto da justiga criminal.
Ao p)vo, qua tao nobre nente arroja-s3
nocaminho do progresso, co.no o povo
paulista, nao podiam os atlos poderes do
estado, com a sua solicitude p3lo bem pu-
blico, deixar de aculir, preench?ndo uma
das suos nucessida les, a commodaad minis-
(racIO da justiga.
A creacao do novos tribunaes, que apro
xiraam do cidadao a justiga e p)r conse-
quence a garantia do seu direito, e uma
providencia descentralisadora e proficua em
seus resultados.
Ella convence que as forgas vitaes do
paiz, dissiminam-se por todos os pontos,
onde hacapacidade parao exercicio deltas ;
e que assim as instituigoes nacimaes sio
capazes de satisfazer as elevadas aspiragoes
do mais exigjute patriotismo.
A vida juJiciaria do nossj districto, que
ate agora tinha na corte centro e gravita-
gao, de ora em diante se concentrara nesta
capital, cujo f6ro assim adquirird maior
importancia e luzimento e constituira novo
elemento de grandeza para a provincia.
Sob os auspiciosos principles da nossa
censtituitao politica progride a nessa pros-
peridade' tao esperangosamente, que nos
nao exciti a inveja de qualquer estranho re-
gimen. .,
Qual, senhores, o filho do Brasil, que
se nao sente engrandecido ao coatemplar a
magestosa regiao, que estendendo-se do
Norte ao Sul por alera dos grandes nos
abrangendo as ribas do Atlantico e as se-
culares florestas do Oeste, serve de patria a
um povo laborioso e livret I
Qual senhores, o filho do Brasil, que se
nao penetra do amor pelas instituigdes, que
permittem-uos crescer prosperos e fortes co-
mo povo gigante em tamanha vasiidao? 1
Cultivemos. pois, a monarchia democra-
tica, que, ba mais de meio seculo, er-
gueu-se no solo da America como tenue e
adelgagada neblina, mas que logo, coivlen-
sando-so em espleudida e formosa nuvem,
hoje abrigp-nos do excessivo ardor das pai-
xoesederrama-se por nossos campos en-
fertilisadora chuva, que traz-nos abundan-
cia e prosperidade, base de uma civilisagao
pujante, que o veluo mundo ja admira,
congratulando-se comnosco, entre receios
de ver-se eclipsado
Imperio vasto, socego e fehcidade no
interior,respeito e cstima no bxtenor,
tal 6 o fructo da monarchia constitucioni
agente importantissimo da fclicidade ge-
ral.
Por ahi ji se manifests o alto valor que
pode ter a instituiglo de um tribual judi-
ciario. ,
Incumbido de dsr a cada um o que 6
seu suum cui<]iu tribuere, o magistrado
f6rma um dos mais valiosos elementos da
ordem publica.
Se o seu mister interessa grandemente t
sociedade, quando decide entre os cidadaos
os pleitos e as contendas, restabelecendo a
paz da familia e o direito violido, muiio
mais vale o seu offieio, quand j o magistra-
do interpoe-se pa-a preservar os mesmos
cidadaos dos excesses e demasias da auto-
ridade. .
E' entao, que os tribunaes judicianos
elevara se & sua verdaderra ma6estade. 0
homem em luta com a propria sociedade
subito encontra ao seu lado essa mesma so-
ciedade, que, se ha pouco era a aggressao,
agora 6 a defeza.
Tal 6 a repentina transformag3o operada
pela instituigau do poder judicial 1
Ahi, senhores, estd o elogio e a proemi-
nencia da judicatura. Quando os domais
poleres movem-se para a offensa, ella ja-
maisseergue senao para o amparo e patro-
cinio.
A onde ha violagao do direito, ahi com-
parece ella para a reparagao.
Desta augusta missao da justiga, deriva-se
o respeito, que aos sacerdotes da lei tribu-
tara os povos da terra, sntigos e modernos
Mas esse tributo universal das nagoes tem
um fundamento imprescindivel ; e ess^ fun-
damentoeo respeito dos juizes pelos di eitos
do cidalao.
Coin effeito, o cidadao, que ve no minis-
tro da lei o sustentaculo das garantias da
pessoa, familia e bens, o mantonedor da
ordem social, que lhe permitte o gozo de
todas as vanlagens da vida, naturalmente
dispensa lhe essa affactaosa reverencia, que
a idea da superiorilade e esporan;a do ba-
nefi'io geram, e que para o magistrado e a
grata recompensa do seu esforgo no empe-
nho de bem julgar.
Difficil e a tarcfa de encontrar a verdade
como elemento d >s juizos humanos ; diffi-
cil 6 tambem a applicagao della aos factos
controvertidos.
Se depois de paciente e laboriosa investi-
gagao, o magistrado descobre a verdade,
tao esconlida no seio das paixo3S, nem por
isso esta tudo feito : erguem-si ainda novos
embaragos ; e se a intelligencia tranquilli
sa-se pela acquisigao da cerieza, ahi vem a
luta do coragao.
Na posse da verdade, iiluminagao inte-
rior do juiz, cumpre applicar a lei. En-
tao, ora a bjnevolencia, ora a austeridade
dominara o julgador. Considerando esta
alternativa, se nos figura a inagem sympa-
thica do juiz tao bem deseuhada pelo pincel
do suavissimo e desditoso Dirceu, quando
desi, egregio magistrado, assim dizia :
Julgando os crimes, nunca os votos dava
Mais duro ou pio do que a lei pedia ;
Mas devendo salvar ao justo, ria,
E devendo punir o reo, chorava.
A vida do magistrado, senbores, e uma
labutagae continua na couquista da verdade
e na violeucia do sentimento : ella coustitue
um sacrificio.
Este sacrificio e nobre e generoso, por
isso que (i util d sociedade, e consumma se
sem ostentagao nem alarde, nao. passando
do modesto gabinete de estudos e vigilias
seuao para sepultar-se na indifferenga do
f6ro e no sileorio dos cartonos, muitas ve-
zes depois do motejo dos levianos, da calum-
nia de maldizentes de officio e do vituperio
def litigantes injustos.
Quaato, porem, vale esse sacrificio ao de-
ver nao o direi eu, dil-o ha, sim, o mais
glorioso soldado e o mais poderoso genio da
organisagao politica.
Napoleao Bonaparte, conirapoudo o me-
rito militar ao merito civil, dizia a Francisco
Em todos os taaspos e entra todos os po-
vos eultos, astfido da icieneia do direito
foi assumpto de assiduos desvellos.
As uagdes policisdas formam e sustentam
academiss, nas quaes bomans eminentes
pelo talento dedicam-se ao progresso d* sci-
encia jufidioi, sem a qual nio e possivel
conceber a existencia das sociedades civis e
muito meoos o seu aperfeicoameoto.
Se populagdes do antigo mundo eleva-
ram-se ao apogeu da grandeza, que se nos
revela nos monumentaes destroco6 de Nini-
ve. Balbec e Palmira, nas moutanhas de
grauito e argamassa erguidas pelos egypctos
sob o nome dc pyramides, na profundeza
da philosopbia grega e na erudigio e cOpia
da junsprudencia romaua, tudo isso foi
obra dos bons governos, que outre cousa
nao sao senao a applicaclo do direito, con-
sistente na recta adniinistragSo da just ca.
0 populosissimo imperio chinez, com os
sous 400,000,000 de almas, com a sua civi-
lisagao especial, apresenta-nos o maravilhoso
phenomeno de ser elle o unico povo mo-
d-srno contemporaneo da antiguidsde.
S6 elle subsiste, quando tantas outras
uacienalidades se bao submergido na noite
dos tempos. .
O estudo da bistoria e das instituigoas da
China mostram que a uma justica exacta e
prompta deve ella a paz interna, que, neu-
tralisando todo o elemento de iuquietacio e
discordia dos cidadaos, origem da dissolu-
gao dos corpos politicos, permitte essa ca-
racteristica duragao indefinida.
As nagoes que aperfeigoam a sua justica
prdlica, prosperara e fortifica n-se.
Nao por outra f6rma nos dias de hoje a
Inglaterra domina os mares, recolhe em si
asubstancia do mundo e converte-se em
poder monetario e banqueiro de todas as
nagoes ; nao de outra sorte, a Prussia con
quista a preemiuencia, com que destroys a
Franga em vindicta da passada injuria ; nio
de outro raodo os Estados-Unidos propsgam
a sua forga civilisadora no continento sep-
tentrional da nossa America, dominando o
homem e o deserto.
Para o desenvolvimento da especie hu-
mana e sua consequente perfectibilidade, c
homem necessita de duas coniigdes ; liber-
dade de pessoa e seguranga de propnedade.
Quem lhe outorga e coufere estas rega-
lias?
S6 a justiga lh'as d4.
0 queseria, porem, a justiga no
das abstracgoes ?
Nada. .. .
Sem a justiga organisada, a humanidaae
nao sahiriada iufancia : n6s, que nos glo-
riamos com os fdros de nagSO, sem a jus-
tiga organisada representariamos o mesmo
destino das hordasbravias, que nos precede-
ram no torrao, que a bruteza dellas manteve
agreste e maninbo, mas que a civilisagio
dos brasileiros povda e amenisa.
Portanto, todo o estudo do direito, toda
asciencia do justo e do injusto, ou, por ou-
tra toda a sabedoria social, origem da
grandeza das nagoes, seria iuefficjz e null*
sem a applicagao real aos factos humanos.
Esta appl.cagao encargo da magistra-
tura.
Logo e de grandissima importancia social
a existencia dos tribunaes judiciarios.
Debalde os nossos junsconsultos cur*"
se-hiam ante os autigos monumentos do di-
reito, iuvestigando as relagdes jundicas para
dictar luminosos preceitos e sapientes mau-
mas ; debalde os nossos legisladores, adop-
tando esses preceitos e maximas, componam
equitativas leis, tudo, tudo frustarse-nia
sem a acgao dos tribunaes. No silencu*
destes, o jurista e o legislador trabalhariam
em vao.
Assim a existencia dos tribunaes < o com
pletameaU. do estudo juridico e a etlectivi
dade da acgao legislative.
Jd vedes, senhores, qual o valor social do
facto que estamos preseuciando.
mundo
LUCSSCU BQS&IA
" MEMQRIAS DE SftTftNftZ
POR
. Uanoel Fernandoa y Gonzalea
QUARTA PARTE
LUDOVICO ARIOSTO
VI
como agora, e vcrgando com o peso de
uma mulher adormecida, que se me entre-
es a mim, e na qual reconheci Genebra
Malatesta. D'onde m'a trazia o senbor!
foi esta a pergunta que lhe fiz ba quinze
do que digo, repito, mas julgo ter adevi-
nbado. .
__ Em parte, replicou tranquillamente
Micholotto ; mas no que diz respeito & gra
duqueza ter couhecimento deste facto, en-
0 assumpto 6 ex-
undada por uossos pais e justificada pelo
tempo.
A magistratura no nosso paiz constitue
um dos poderes nacionaes; assim e um
Trouchel, orgao da magistratura franceza :
As virtudes marciaes sao necessarias sd-
mente em circumstancias especiaes e mo-
mentos passageiros ; as virtudes civis, que
caracterisam o verdadeiro magistrado, m-
fluein constantemente sobre a felicidade
publica. ,
Qaanto estimulo para o cumprimento do
deve-.- em tao ampla responsabilidade !
0 magistrado e o batalbador, que jamais
deixa a fila do combale. Elle, como o Cid
Campeador, nao reciia nem descansa.
Correspondei-a elle aos nossos desejos, i,
vossa espectativa e aos votos dos supreme
poderes nacionaes ?
Duas circumstancias animam-ae a asse
verar que o tribunal, que ora installamos.
pralicara o seu alto e nobilissimo destino.
Estas circumstancias consistem na perfei-
gao da nossa organisagao judiciana, embora
ainda nao completameutedesenvolvida, e uo
exemplo com que se houra a magistratura
do paiz. (Coninuarse-ha)
cacOes secretas do palacio ducal!
0 AMOR DE UM PAI PROTEGENDO OS AMORES
DE ARIOSTO E DE GENEBRA.
(Continuagao do n. 47. )
Comtudo, antes de a abrir, bateu tres
pancadai com a chave.
Fecha a porta e ospera da parte de
f6ra, disse Hichelotto entrando sozinho em
um pequeno recinto quadrado, de abobata
baixa, no qual s6 penetrava a luz atra-
v.'Z de uma fresta aberta no rnuro, guarne-
cid* de um vario da ferro no sentido da sua
I'm'homem, com uma lampada de ferro
ua mo, permanecia diante d'u.na porta
feciada. ..
Aquelle homem era o forraoso Luighi
Barthelemi, qne olhava de revez para,Mi-
chelotto.
Isto e de mais, disse elle; issegurou-
se-me que nao estariamos aqui, nem ella
nem eu, senio o tempo necessarn para que
se pcrdesse a nossa pista, e ja la vio quinze
dias de encerramento.
N8o se faltou ainda ao que se lhe pro-
xnett-'u, Sr. Luigbi, respondeu Michelotto,
convem ainda que estejam escondidos aqui;
o senhor e muito imprudente, e 6 necessa-
rio ter pru len ia por si-
Muito bem ; mas quero crer que esta
se nSo prolongard por muito
nao tive tempo de meditar, porque lmme-
diataraente mo ataram as maos, me venda-
ram os olhos e me metteram, com Gene-
bra adormecida ainda, n'uma liteira com-
pletamente fachada. S6 me tiraram a venda
ese me soltarain as maos, quando me achei
s6 com o senhor neste mesmo sitio. Gene-
bra estava estendida no chao e adormecida
ainda. Em seguida, o senhor deu-me a
chave daquella porta que eu abri, carregou
com Genebra, deitou-a sobre o leito e dis-
se-me ; -E' sua, dencro de algumas ho-
ras recobrard os sentidos; procure que
nhguem a veja. Antes de que se abra a
nrimeira porta, quando o venham servir,
seuerao nella tres pancadas ; entao feche
Nao diga a ninguem nem o
lertamente.
P6de tambem fazer-se obedecer pelo
governador de um castello situado, segundo
tenho podido julgar, d tres leguas de Fer-
rara, quando muito 1
Comove.
Mas quem e o senhor?
Que lhe importa isso, se eu o pro-
tejo.
__ Singular protecg&o a sua, quando me
tem encarcerado.
__Sim, mas encarcerado com ella.
__ E que me importa a mim ellat Vou
ser completamente franco com o senhor. Eu
nunca estive enamorado de Genebra Mala-
batenhor esta. nao u.ga .. n.8--- ""^1^7,^ de muito formosa que e ; n*-
nomenem o nome delta. 31 m0raTam:me unicamente as immensas ri-
quexas de seu pai, de quem ella deve her-
dar um dia ou outro.
3 Entao que procedimento tem tido du-
rante estes quinze dias com Genebra? per-
guntou Michelotto com inflex&o singular.
Gontinuo sendo inteiramente franco.
Gonvinha-me mais saber como devia pro-
ceder ou esperar, do que obter por uma
violencia, que nio era obra minha, a sub-
o s w----------- -
perguntaram nem eu disse cousa alguma ;
hao sei onde estou ; por a*51 fr?sla e Pela,da
outra prisSo, n8o se ve nada mais que o ceo ;
n5o se ouve cousa alguma, senio de vez em
quando o sora de uma trombeta, o que indi-
caque ha aqui gente a cavallo. Tenho me-
ditado muito nestes quinze dias, e vou ser
franco dizendo que me rffoto um homem
morto.
ao seu poder?
Nao, porque n3o sabe oxplicar o que
eu explico perfeitamente. Ella diz que se
recolueu d bora habitual, que dormio como
sompre, e que, quando ac.rdou, nao pOde
deixar de se admirer vendo-se ao meu lado,
encerrada n'uma pruao. Perguntei-lhe se
a grd-duqueza se agastara com ella, res-
pondeu-me que a gra-duqueza cada dia lhe
mostrava maior arteigao. A innocente at-
tribue a suadesgragaa um feiticeiro, porque
nao p6de axplicar a si mesma como foi rap
tada do palacio ducal.
P6de muito bem ser que eu seja lei-
ticeiro. .
__ Ao servigo de uma feiticeira.
Mas porque razao suspeita da gra-du-
queza ?
Porque ? Ariosto e Genebra viam-se
de noite, durante uma hora, protegidos
pela aia das damas da gra-duqueza. Ora,
Ariosto e um homem muito favore-ndo pe-
las grandes damas de Ferrara, e n3o e para
estranhar que a gri-duqueza o ame como
tantas outras o tem amado que tenha tido
suspeitas, que tenha observado, e que o
desapparecimento de Genebra, e a sua en-
trega a mim, n8o tenham sido outra cousa
sendo o resultado dos zelos da gri-du-
Diz que dentro em pouco estarei li-
vre
Olhe.
da
na
Sr. Luigbi Barthe-
vinganga, porque tenho como que adevi ,wgu ^ ^^ ^ ^ moWoJ Pois
im adevinhado Srjbem, sapplico-loe que me mande fornecer
'um leito, uma mesa, uma cadeira e alguns
me
situagao
tempo.
Creioque ndo,
lemi. ,
Sejaraos francos; tudo quanto
tem succedido e muito extraordiaano.
F.ncontro-me om dia preso, levam-rae
para os subterraneos da Porta ao Mir, a*
pouco aepois eutra o senho
0 que e que
picaoa
e ni
ss^ w^c' ?r-r ratrzr*com Lu"
Genebra Ma'a-..-,-.... au
por
que
tura quo tie corn I.udovic> Ariosto, c quo
tirar uma viuganga de
:bti Nao tenho as provas
E que mats ?
Nsia m is.
Nio lhe explicou como
foi entregue
queza.
Tem uma lmagiuagao muito viva, meu
querido Sr. Luighi. e, como todos os ho-
mens de grande experiencia, vai muito
longe com as suas supposigoos ; pdde, pois,
iulaar o que quizer ; nao me imports que
suspeite da gra-duqueza, e melhor e qui
assim ande extra via Jo. A unica cousa em
que acertou foi em que se exerce contra
Ludovico Ariosto uma grande vraganga,
porque foi elle quem impedio que seapode-
rsse dc Genebra, quem 0 feno e quem i
de mosnadi'crj
um grende ser-
vidor iheui
Quer dizer-rue a raiio porque exerce
uma vingauca contra Ludovico Ariosto ?
- Queira perdoar; dir-lh'a hia, porem
esse segredo nSo me pertence, e como den-
tro em pouco o senhor estard hvre c e pou-
co reservado, receio que comprometla -
segredo.
Sim, depois do tempo necessano para
eu ir a Roma e voltar.
E o que vai fazer d Roma ?
Eutregar d Ludovico Ariosto uma car-
ta que o senhor escreverd, e uma outra que
farei escrever a Genebra. Entremos, pois,
porque jd falldmos mais do que era neces-
sario, e tenho pressa de concluir este ne-
gocio. Abra essa porta, Sr. Luighi.
Este abrio a porta, e entraram ambos em
um pequeno recinto, que estava ds escuras
porque a unica luz que alii havia era a
lampada que Luighi BartheLrai tinhi
m8o.
Genebra que conservava o rico trajo de
cdrte com que havia sido raptada, avangou
anciosa, dizendo:
__ Quero saber o que ha de serde mim ;
mas advirto os de que vejam o que fazem,
porque a gra-duqueza ama-rae, e castiga-
los ha terrivelmento se souber o crime que
commetteram contra mim.
Senhora, replicou Michelotto, tirando
ia escarcella um rolo de papel e tinteiro,
ninguem mais do que eu deplore a situa-
gao em que se encontra ; todavia, poder*
sahir della corregindo, na parte que
possivel, um erro que commetteu.
Que erro?
__ 0 seu casamento com o Sr. Ludovico
Ar osto. ..
Esse erro, como lhe chama, 6 lrrene-
diavel. .
Nao tanto como julga, minha senho-
ra. Alem disso, Ludovico Ariosto nio rae-
rece o seu amor, porque a sacrificou d ou-
tra mulher a quem ama.
Amar outra mulher I exclamou Ge-
nebra empallidecendo. Oh 1 e impossi-
rel 1 .
Veja, disse Michelotto Urando dous
papeis da escarcella ; conhece isto ?
Eram os duplieados da cerlidio do casa-
mento. ,
Comose encontra issoom seu poler.
exclamou Genebra.
Ari sto sacrificou a ; pedio ao mar-
quez de Viati, e obtevu con um pretexto,
uini destas certiddes que estava, era p do marquoi. e juutamente ora a outra, en-.
Itregou as d grand* dama que exigio d He

" -


que a sacrificasse.
E Michelotto, aproximando os documei.-
tos da luz, queimou-os.
Genebra soltou um gnto agudo e ex-
clamou : .
Ah acaba dequeimar a minha hou-
ra e o nome do meu filbol
Conservsrd a sua honra, e o seu filho
tera um nome.
Naoocomprebendo... nio o quero
comprebcnderl
__ Se se negar a um accordo prudenta,
cumprirei as ordens terminaotes que me
deram d seu respeito ; entrega-la-hei a seu
pai, revellar lhe-hei a situagio em que se
acha, e como nao poderd provar-lhe que e
esposa de Ariosto...
Affiima-lo-ba o mirquez de >iaU, *
seu grande amigo, de quem nio pode du-
vidar.
__ Os mortos nio podem affirmar cousa
alguma. .. ,
0 marquez de ViaU morreu 1 Ah
assassinaram-no para me privarem do um
co apoio que me restav* 1
0 marquez de Viati era jd veloo, e
morreu de velhice.
E quem me assogura que o marquex
morreu ?
Se nio tivesse morrido, nio se pensa
ria em entrega-la a seu pai, porque, como
muito bem diz, o marquez de ViaU afflrma-
ria o seu casamento com Ariosto.
0' meu Deus I exclamou com deses
peracao Genebra. E', pois. certo que estou
s6nomuodo.no poder dejtoiames? Que
crime commetti eu par* merecer um tie
horrivel castigo ?
_ 0 ter conftado ojs palavras ae Arios-
to oter enlouquecidoaopontodeesqwecar-
sede tudo. Ariosto sbandooou-* como torn
abandonado muitas outras ; fendeu-* um
outro amor, que lhe e rais- grew agor*.
Acredite, purem, que nioe,U sd ro roundo.
minha senhora; tem aqm o Sr. Luigiu
Barthe emi, que e um perf que a adora, e lhe dari um uoun; P"1*
seu filho. Nao e isto wdak, Sr. uiigtu
Barthelemi ?
(Continuar-i< -haJ
"tWwwmo- -Rv
BlaS
/


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