Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16942


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Full Text

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^O LXV -- NUMERO 195
HABA A CJkWtTAJL E II f.All 0\DE XAO BU PAGA PORTE
Por tres njaaaadiantadol............... &J000
Por seis d&^ficm .............. 12(9000
Por um ifa*srWem............... 230QOO
Cada numero avulso, do mesmo da..... ... 100
SEXTA-FEIRA 30 D AGOSTO DE 1889
PARA UIV1RO E FORA I>A PROVECA
Por seis mezes achantado ...........
Por aove ditos dem. T..............
g)r um anno dem.................
ada numero avulso, de das anteriores ..........
13J6CO
200000
26*000
100
Trcpriedade de Manoel 3fVjudroa de Shria # M;os
r.
-
assig-
AVISO
Rogamos aos Srs.
nantes deste Diario, que se
acham em atrazo o obsequio
de inandarem abogar os seus
dbitos at o fim do corrente
mez, afim de nao soffrerem
interrupeao na remessa" do
mesmo no principio de Se-
tembro.
TELEGRAMMAS
:".:::: pabiiclas :: ::lz:
NATAL, 29 de Agosto, s 8 horas e 30
minutos da manha.
O Dr. chefe de polica seguio com forca
para Pau dos Ferros, embarcando hoje no
cter Colombo para Mossor.
Por um telegramma desta ultima cidade
consta que fra assassinado, perto da mes
ma, o estafeta Manoel Ricardo.
O ferimento do Dr. juiz de direito de
Pau dos Ferros gravissimo. Attribuem-
no a um chefe liberal.
Todos estes factos tm impressionado
muito a populacao desta capital.
se collocam nos foesos ou drenos abertos no ter-
reno que se quer sanear. Os tobos commum-
cam uns com os ootros e deserabocam ao ar livre
no ponto mais baixo de cada systema de soleos.
A agua qu embebe o solo"desce por filtrago
at aos*ttbos de barro, introduz-se nelles petas
juntas das extremidades e esca, segundo o de
clive do solo, pela extremdade mais baixa da
linha dos drenos.
De urna drenagem bem feita resulta que as
agua da chuva escam rpidamente pelo solo, e-
o nivel das aguas estagnadas desee : entao, pro-
dozindo-se menor evaporago a superficie da
Srra, calor do solo augmenta, porque a agua.
ira passar do estado liquido ao estado de vapor
necessita de grande quantidade de calor. Alera.
di**om solod.-e.nado tana menos tendencia a
fjytarfe conserva-se fresco durante o esto.
As'aguas de chova rpidamente absorvidas,
nto podem dete/iorar a superticie dos terrenos
e roubar os principios uteis dos adobos. As tr-
ras hmidas drenadas podem ser lavradas quasi
em todas as estages-. A collieita mais'tempo
ra. Produz-secontinuamenteem torno das raizes
um reuovamento de ar e agua, isto dos prin-
cipios mais necessarios a alimentagao das plan-
tas ; com effeito, a agua que embebe o solo e se
escoa pouco e pouco pelos tunos, immediata-
mente substituida por ar atmospuerico, e este por
agua, que a seo torno substituida por igual
volume de ar. e assim successi va mente.
Acresce que a alobridade do clima mais
outra coasequencia da drenagem. As sezes
epidmicas teem desapparecido de mui'as loca-
lidades depois da execugo de grandes trabalhos
de drenagem. E' portanto claro que multas
sao as vantagens desta operagao agrcola, cuja
applicacao tem sido um verdadeiro beneficio
publico.
Entre os romanos, o primeiro autor que falloo
de canaes subterrneos, l'oi Colomeila, sabio
agrnomo, que viva no anno 42 da era christa,
e poblicuu um tratado em doze livros, intitulado
De re rustica.
Se o solo bomido, diz Columella, preciso
fazer fossos para o seccar e dar escoamento s
asnas. Fara isto abrem-se covas de tres ps de
fundura, cheias at ao meio de pedrinhas ou
saibro puro, e o to Jo cobre-se com a trra tirada
do fesso
A' minha ordera, Laurindo Jos de Sant'An-
na, alienado, at que possa ser transferido para
o Asylo da Tamanneira.
A' ordem do Dr. delegado do 3o dutricto da
capital, Manoel Bernardino dos Santos, por dis-
turbios.
A' ordm do subdelegado de Santo Antonio,
Jos Marcelino Paes Brrelo, Florencio Jos d
Souza e Eduardo da Silva Santos, por embria-
guez e disturbios; Francisco Ferreira Fernandes
e Loiz Antonio Tavares, conhecido por Peraara-
boco, por disturbios.
A' ordem do do 2 districto de S. Jos, Joo
Luiz Nepomuceno, por disturbios.
Pelo subdelegado do districto de Marotos, per-
tencente ao termo o> Nazareth. foi Capturado o
criminoso Antonio Bernardo de Miranda, pro
nunciado em crime de homicidio.
Communicou- me o delegado do termo de S.
Bento, que no da 17 do correte, s 11 horas
da noite e no logar denominado Salgado, o in-
dividuo de norae" Manoel Flix da Silva assassi-
nou a tiro de pistola, a Manoel Foramundo e a
Antonio Bexerra e ferio gravemente Generosa
dos Prazeres.
Assoraio honlem o exercicio da subdelegada
da freguezia de Santo Antonio, na qualidade de
3o supplenle, o tenente Victoriano de Arago
Ebla.
Em31 de Julho assumio igualmente o exerci-
cio da delegada do districto de S. Jos do Bel
monte, o cidado Manoel Lopes da Silva Bar-
ros.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
3r. Conselheiro Manoel Alves de Araujo,
muito digno presidente da provincia.O
chefe de polica Geroncio Dias de Amida
FalcSo.

constitucional, com a cirQumstancia den*
i lita conspiracao foi seguida de actos prati^
do ou comegados pan preparar- a execucaoT-"
C tribunal respondeu aflirinativamente por 206
wltts com 6 abstenges com respeito a Boulanger
e apillvn ; e por 183 votos contra 23, com 6 ab-
sUnjes, com respeito a Rochefort.
Stguio-se o segundo qoesito assim formulado *
-?ulanger culpado.de tea&a menos de 10 an
nafres pecialmente a-8 e 14 de Jalbo e a 1 e 2 de
Dettmbro de 1887, em Pariz, eommettido um oh
tfnriattentados, cujo im era j destruir ou mu
r rovexno, j excitar os cidados ou os habi-
s a arraarera-se contra a autoridade consti-
j.ul, agentados que se manifestaran] po* actos
jcujo oa tentativas, que s foram sosf^u-
in licaram mallogradas por cirilailancjias
ihas vontade de seus autores ?
quesito deu orizem a alguraa discusso,
f a qoal o tribunal respondeu aflirmativa-
por 198 votos contra 12, havendo duasab-
H5?

(Contina)
NATAL, 29 de Agosto, s 2 horas e 30
minutos da tarde.
Telegrammas de Mossor dizem que um
portador do Dr. Amaro Bezerra, vindo do
Apody para Pau dos Ferros e S. Miguel,
foi atacado, sendo-lhe tomadas as cartas
que conduzia, por Candido Gomes e Ma
laquias, mandatarios do Dr. Castro, so"
brinho do Dr. Miguel Castro, conforme
confissSo de Malaquias l polica-
Consta tor sido assassinado dito porta
dor, bem como um estafeta.
PARAHYBA, 29 de Agosto, s 5 horas
e 15 minutos da tarde.
Foi suspenso do cargo de inspector da
Alfandega desta provincia, o Barao de
Abiahy.
Os empregados pblicos conservadores
sao intimados para nao votarem.
ReaccSo inaudita!
:::,:::: sa :::;::: sata:
PARS, 28 de Agosto.
A data das elcicoes geraes
vajao da Cmara foi fixada
Setembro prximo futuro.
parte orriciiL
para, reno-
para 22 de
Agencia Ha vas, filial
29 de Agosto de 1889.
em Pernambuco,
INSTRCGAO POPULAR
AS RAES wraetts
ANTIGS E MODERNAS
AS *
Scienrias. industrias e artes
POB
CoHtinuagao)
XXVI
O drenamento
Dar s asua3 estagnadas. que embebem os
terrenos, um escoamento regular, sem comtudo
produzir urna deseccacao completa, tal o lim
da operago a que se deu o nome de drenamen
to. Esta palavra derivada do verbo inglez to
drain, que ignilica exhaorir, cnxugar por meio
de urna eanaiisaeao Fubterraoea.
A agua que fica estagnada, quer superlicie
do sola, que inferiormente, prejudica muito o
desenvolvimento das plantas uteis. E" um facto
experimental. A' drenagem, dando esco aquella
agua, deve sanear com eflicacia todo o solo que
que tiver aquelle defeito.
Em algumaslinhas que vamos transertver, um
advogad de Brdeos, M. Martinelli, fez coniprn-
hender dr- um modo to simples como acertado
O fim e utilidade da drenagem.
Olhae para aquelle vaso de llores, diz M.
Martinelli : para que lem elle um orificio no fun
do? Isto'pcrgunlo, porque a existencia da tal
pequea abertura revela toda urna theoria agri
cola. Perrailte o renovamenlo da agua, escoan-
do-a proporco que entra. E para que te re-
nova a agua f
Porque esta produz a vida ou a morte ; a vida
quando s passa pela carnada de trra, pois d-
Ibe primeiro os principios fecundantes que traz
em si, torna depois soluveis os elementos desti-
nado? a nulrir a planta ; amorte, ao contrario
quandn a agua fica nu vaso, porque cedo corrom-
pe *e apodrece as raizes. e impede qne nova agua
l penetre.
Pela operacao da drenagem realisa-se em cada
campo aquelle pequeo orilicio do vaso de flores
oqual representado pelos lubos de barro que
Governo da provlnela
DESPACH08 DA PRESIDENCIA DO DlA 27
DE AGOSTO DE 1889
Abdias Bibiano da Cunha Salles.Sim, na for-
ma na lei.
Antonio Fernandes de Vasconcellos.Deferi-
do com oflicio de hoje ao commandante das ar-
mas.
Custodio Jos do Bego Araujo.Informe o Sr.
inspector do Thesouro Provincial.
Marianna Cavalcante de Albuquerque Costa.
Benettido junta medica provincial, a quem a
suppljcante se (presentar para ser inspeccio-
nada ***
Maia i Bezende.-Sm, reconhecida pela ins-
pectora da Alfandega a procedencia do genero.
Manoel Joaquim da Silva. Informe o Sr. ins-
pector do arsenal de Marinha.
Superintendente da estrada de ferro do Beci-
fe ao S. Francisco.Informe o Sr. inspector do
Thesouro Provincial.
dem.-dem.
Directora da Associaco de Beneficencia dos
Empregados da Estrada de Ferro do Becife a
Limoeiro e Timbaba.Cumpre supprimir ou
reformar o artigo 3o e consecuentemente os ar-
tigos 26 e 38 que com elle se relacionam, pois
que nenbum dos empregados pode ou deve ser
obrigado a pertencer associaco.
Feitas essas modiicacoes obedecero os pre-
sentes estatuios aos principios le^aes e podem
vigorar independentemente de approvaco. por-
quanlo, em vinude do artigo Io da le n. 3,150,
de 4 de Xoverabro de 1882, combinado com o ar-
tigo 34 da mesma le, e 167 do respectivo regu-
lamento expedido com o decreto n. 8,821, de 30
de i'ezembro do mesmo anuo podem as socie-
dades beneficentes, nao tomando a forma ano-
nyma, institoir-se sem aotorisaco do governo,
sendo regidas pelo direito comioom.
Antonio Simplicio de Moora e soa molher An-
tonia Anglica de Moora.Declara o Sr. director
do Arsenal de Guerra nao haver vaga e pelo que
indeliro o pedido dosfcupplicantes.
Cumulo Litis do Amaral Ara25o.Beconheci-
do o direito do supplicante ser attendido op
portuiiinente.
Jj de Mendonca Maurity.Como requer.
Luiza Maria Alves de Paiva. Indefendo.
Bacharel Manoel Comes Viegas.Sim, na for-
ma da lei.
Antonio Luiz Caetano da Silva.Pague se.
Antooio Vieira de Barros.E' expresso o que
dispe o artigo 263 do regulamenlo qoando de-
clara qoe os professores removidos para cadei-
ras de qualquer cathegoria conservaram os me3-
mos vencimentos que perceoiara entao e nem
aproveita ao supplicante qualquer despacho que
nao tenha observado o referido regularaento,
pelo que nao tem luyar o que requer.
Anna#ilvina das Mercs.- Informa o direc-
tor da colonia nao haver vaga c achar-se o me-
nor com idade superior & pre?cripta pelo artigo
10 do regulamento vigente, pelo que nao pode
ler lugar o que requer a supplicante.
Fehnlo do Beso Barros Pessoa Informe o
Sr. inspector do Tfiesburo Provincial.
Jos Rufino Clitnaco da Silva.O supplicante
est reconhecido credor, a divida a qoe se refe-
re acha-se relacionada, aguardando-se o crdito
solicitado para o scu pagamento.
Philomeoa Bernardina. Informa o Sr. com-
maodanle da escola de aprendizes marinheiros
que nao se acha matriculado alumno algum com
o nome de Francisco Saturnino da Rocha e sim
Simplicio Saturnino da Bocha se a este que se
refere a supplicante, soa reclamagao oppOe se
ao que preceiloa o artigo 13 do regulamento das
escolas que baixou com o decreto ii. 9,371, de 14
de Fevereiro de 1885.
Jos Raymundo Ferreira de Acnujo Saldanha.
Sim, na forma da lei.
Manoel Thomaz de Albuquerque Maranho.
Reconsiderando o despacho dado a esta petieo
e attendendo aos motivos de brea ma-.or que
nao podiam s<-r superados pelo supplicante seja
o mesmo relevado da multa, que ordeno se en-
tregue ao supplicante a respectiva importancia,
se tiver j sido recolliida ao cofre
Francisco da Silva Miranda.Como requer.
Alberto da Silva Miranda.Como requer.
Jostpha Preppdignn Babello Padilha.Como
requer.
secretaria da Presidencia de Peruam-
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 28 DE AGOSTO DE 1889
Maria de Castro Almeida, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg, Compaobia do Recife ao S.Fran-
cisco, collectorias de Itamb, Pao d'Albo, Se-
rinhem e Timbaba.A' seccSo do conten
cioso.
Antonio Alves Barbosa, Anna Romeiro de Al-
buquerque, Jos Pacheco da Silva. Maria Ama-
lia Loureiro de Albuquerque. Augusto Ricardo
Cavalcante, oflicio do Dr. chefe de polica e col-
lectora de GaranhuBS.A' contadoria.
buco, 29 de
Agosto
de 1889.
O porteiro,
Francelino Chacn.
Rcpariieo da Folela
2.* nec5ao.N. 1057 Secretaria de Po.-
licia de Pernambuco, 29 de Agosto de 1889.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram liontem recomidos (Jasa de
Detencao,
seguintes
individuos :
NOTICIAS DA EUROPA
O paquete inglez Don, chegido hontem da
Europa, trooxe datas nue alcancam a 19 deste
mez, adiantando cinco dias s trazidas pelo So-
rata.
Ilcspanlia
Em 19 deste mez escreveu sobre este paiz o
segointe o nosso correspondente de Lisboa :
Parece que as cousas polticas nao coErera
hem-em Hespaijha, e que s reeeiaa alh aerjote-
cimentos graves.
Falla-se da apparieao de algumas guerrilhas
e de manejos republicanos ; tomam-se precau-
ces militares, e vigiam-se activamente certos
revolucionarios conhecidos.
O governo hespanhol est seriamente intriga-
do com o desappareciraento sbito de Zorrilla,
que resida em Pariz, e que ha dias nao se sabe
onde para.
O governo hespanhol nomeou alcaide de
Madrid o notavel joroalista D. Andrs Mellado,
redactor principal do Imgarcial.
Poblicoo-se ltimamente em Madrid o Por-
tugal Contemporneo, em que o distinelo parla-
mentar e publicista hispano americano D. Ra-
phael Labra aprecia as cousas e homens de Por-
iugal sob um ponto de vista particular. O livro
trata da maior parte dos homens polticos. Ilite-
ratos e jornalistas portuguezes, com extrema
amabilidade.
0 conselho de arredndamelo de Montan-
ban approvou urna mocio favoravel revogaco
do decreto que manda expulsar do territorio
francez o jornalista Ribes, que subdito hespa-
nhol.
Franca
O jornal Part National assegurade fonle au-
torisada que a data das eleicOes legislativas em
Franca est desde j fixada pelo governo, e que
essa data a de 29 de Setembro.
J pelo telegrapho teem os leitores conhe-
cimento do resultado do jolgamento do general
Boulanger e dos Srs. Dillon eTtoehefort pelo se-
nado constituido em alto tribunal dejuslica.
Osjornaes franceses ultramontanos recebidos,
publicare os pormenores das decises do Irib
nal, os quaes, alias, nao offerecem grande inte-
resse, depois do qoe nos commonicoo a telegra-
pbia.
Na sessc do dia 12 de Agosto as direitas apre-
sentaram a moco da incompetencia. A mocQo
era formulada pelos jurisconsultos daquelles par
tidos reunidos, e foi o Sr.' Osear de Valle qoe
a leu e mandou para a mesa. Parece que aquel-
le acto foi terminantemente ordenado pelo Con
de de Pariz.
A moco fundava-se em que o alto tribunal s
era competente para julgar o attentado provado,
e nao a conspiracao. Pretenda dar desde logo
como n3o provados os attentados, que era urna
das accusacOes formuladas pelo procurador ge
ral da repblica.
A competencia foi em primeiro lugar gusten
tada pelo Sr. Leonel e combatida pelo Sr. La-
combe.
O Sr. Franck-Cauvean impugnou a argumen-
tago deste orador realista^ citando, o. relatorio
de Lefvre-Pontalis sobre o titulo da lei ccosti-
tucional relativo ao alto tribunal dcjustici. Nes-
te relatorio attribue-se ao senado constituido em
alto tribunal, a lunecio de julgar todos os factos
qoe ootr'ora estavacJilujeitos jurisdieco da
cmara dos pares.
Aquella ca.nara era competente para julgar,
tanto o attentado contra a seguranca do estado,
como as tentativas e as coospiraces para o re-
alisar.
O Sr. Buffet procurou rebater esta opiniao
com grande copia de argumentos, e acabou por
declarar que o alto tribunal era apenas u:n tn
bunal revolucionario.
O Sr. Tradieux propz que se nao discutiste
como queslo previa o assumpto da incompeten-
cia, o qunl f devia ser tratado cem a questo
principal, quando-se discutiste se sim ou nao
liouvera attentado contra a seguranga do estado.
Esta proposta provocou grandes reclama<;e-
da direita, sendo afinal approvada por 210 voto-
contra 51.
Ainda no dia 14 o Sr. Wallon levantan de
novo a quesliio da incompetencia, sustentando
que o senado podia conhecer do crime de atten-
tado, mas au do le conspiracao. Por 201 vo-
tos contra 7 a assembla declarou se compe
tente para julgar tanio um como o outro crime.
Depois de estar suspensa a sesso, durante
umquarto de hora, o presidente convidou o tri-
bunal a dehberal sobre o primeiro ponto da ac-
>. feita pelo procurador geral, formulan-
do o seguinte quesito:
Boulanger, Dillon e Rochefort sao culpados de
lerem nos annos de 1886, 1887 e 18 nano
entre si urna conspiracao que tuina por fim j i
distruir ou mudar governo, ja excitar os cidadaos
ou os habitantes a armarem-se contra a aulon-
reitas haviara deixado de comparecer na
uo dia 13, com xcepQo dos senadores^]
Herv de Saise e Thery.
procedimento foi muito censurado, e nao
fectivamente que tenha facil^defeza. Os
da direita, se tinbam a couvicco de que
ra! Boulanger e os seus amigos Dilloo e
rt estavam-innocentes das accusagOesque
Jeilas, se ercm de parecer que se tratava
sde urna persegoico poltica, nao deviam
r se a dar o sqi voto; escapndose pela
la incompetencia, mas iteviam ter a cora-
dar a sua resposta negativa aos qaeaitos
a cao.
edimentoqoe adoplaram aotorisa a sup-
que, convencidos da verdade das aecnsa-
cjoeg, nao liveram a coragem de condemnar os
iwmeis qne, ainda ha poucos dias, eram seus al-
ladOftDacampaiiba eleitoral.
ft alto tribunal de justica, depois de pro-
* a pena, suspendeo a audiencia para se
ti texto da sentenca, que foi votada em
creta, e inmediatamente lida em sesso
nio dos grupos republinos, antes da
sejaft Ja tarde, decidi pedir ao governo que
l'aa rtspeitar a seatenga do.alto tribunal com re-
latq-^gpg funecionarios pblicos compromettidos
na pipjSganda boulaugista.
p condemnago do general Boulanger pro-
riizioem Pariz mediocre impresso. A noite cor-
rqj salegada, nao havendo nenhum ajuDlamento,
nin anifestaco. Os membros da junta boulan-
gita partiram na vespera tarde para Londres,
atoa redigirera cora o general boulanger a
competente proclamado.
- No conselho de ministros, a 16. o Sr. de
F-eJcinet annunciou que na prxima reunio ex-
puia as medidas que tenciona tomar com res-
prito aos olficiaes militares e aos empregados do
ministerio da guerra compromettidosoo boolan-
gismo.
Os adversarios mais rancorosos de Boulan-
ger teem espalhado a noticia de se adiar redu-
zida miseria a esposa abandonada do general.
A chronica dos casos lamentaveis apoderoo-se
do boato, e ah temos nos elemento novo pare
&d:gnsao .contra a famosa processada.
combater a ecrav'atura, n2o basta.um exrcito,
sao preciso dez.
A melhor maneira de a fazer 9 vigiar as
cosas, e promover aelvilisacao do interior"pela
"educago dos costumes.
Ora, as poteucias que que teem interesses a
defender na frica, j meiteram mos obra. *_._, ,
*A kiforma aconselha o cardeal Lavigsrie a Para.ouvir mi,ia, e diz se
comecar por fazer desapparecer os ltimos ves-
ligios da catravalura na lanuiik.^
Conrea-e Hma n nbticSa M qne o -papa
nha sabido .do Vacamr^e fteado horasw?
sent.
. Diz-se que Rffa de injtu ,\ Carpinuto visitar
suu irmo graventonte enferm, e qo% soltara
Roroama rroik
A noticia paW^T^WW*"iry. pitjqae nao
foi desmentida pelos joraaes
cano.*
0 Osservatore roman desmente e boato do
mu estado de saude do papa.
ina curiosa ingenuidade dos livres pen
sadores romanos:
O papa mandn transferir nara a Vaticano
ornas armas, que at agora tm estado no rau-
seu Belvedere.
Os ratlicaes de Boma aconselharam o gover-
no a viciar o emprego que o pontifice dar aquel-
las espingardas, era numero de 60,000. Ora, a
mais moderna das armas data do secuttf XVIII
E' ou nao para rir este louco Jerror pela hy-
dra papal f ?
liiKlaii'iia
0 Daily Telrgraph faz observar, a respeito da
discusao na cmara dos lords, que o lado
mais curioso da sitoago ver qoe exactamen-
te no momenle em que a Franca a pedir expli-
cacafcJnglaterra acerca daevacuyao do Egy
pto-JHfcl-Njuiny sabia do deserto, para provar
da mwlra mais decisiva que oE^yptoia voltar
ao chaos e ruina, se a Inglaterra all nao li-
casse.
Os franceses sao lgicos, e depois da auda-
ciosa tentativa dos derviches, eda enrgica pu
nigo que lhes foi infligidas nao os oovirSo fallar
mais de prompta evacagao.
Ha em Paria mailos possuidores de obrigages
interessados nos fundos cgypcios. para perrait-
lirem emulago do governo francez pela in-
fluencia inglesa, que v at ao ponto de lasti-
mar a de Nad-el N'jumy.
Era por isso fcil ao= lords discutir a questo
egypcia com grande tranquillidade e argumen-
tos abstractos, como se acaso se tratasse de om
problema de metaphysica c de artes mathema-
tieas.
E, assim, lord Carnavon. levado pela voz do
destinle apoiando-se na lgica dos acontec-
mentos, quiz urna poltica franca c. pondo de
lado a neutralisagao* a internucionaiisavSo do
m
Sicle curou de informai'-se com escrpulo, e
apenas colheu os seguintes pormenores interes-
sanies destituidos da nota commovedora.
Mndame Boolaoger reside em Verstiles com
orna lilha solteira. Possuc urna modesta fortuna
pessoal. Nao frequenta a sociedade, e -estringe
quanlo possivel as suas relagoes, evitando re
ceber visitas qoe nao sejam de perfeita intimi-
dade.
0 nome do general absolutamente banido de
qualquer conversago em casa de sua mulher.
Mndame Boulanger conserva urna correspon
dencia regular com sua filha casada, e com seu
genro, o capito Briant, residentes em Tunis.
Ha dias, por exemplo, urna sua amiga, com-
municou-lhe a formago do tribunal pata ulga-
mento de Boulanger, e dos seos companneiros
de aventuras.
Mndame Boulanger nao le jornaes desde o
dia da separagao, e conserva-se estranlia aos
aconlecunentos dr, dia.
Quando Ihe communicaram tal noticia, a digna
senhora respondeu :
Recusei sempre annuir aos projectos de se-
paragao do general, afim de Ihe conservar um
abrigo para os ltimos dias da sua existencia.
Nao mudei de resolugo at hoje, : nao me cum-
pre julgar o procedimento de meu marido.
Correcto e digno.
Foi profusamente espalhado era Pariz e
pelas provincias francezas o manifest em que o
general Boulanger se defenda das accusagOes
do procurador da repblica, Quesnay de Beaure
paire.
O prefeito da polica deu ordem a lodos os seus
agenles para perseguirem os distribuidores do
manifest, e foram presos uns IcO em pleno bou
lecard na tarde 14.
Houve por este motivo algumas desordens.
Annuncia se para muito breve um novo mani-
fest de Boulanger.
O Intransigeant, a Cocard e a Autoril escre-
vera artigos fulminantes contra o governo.
Julga-se, com algom fundamento, que o go
verno pe seguir que aquelles jornaes.
Assegura-se o governo pedir a extradiego
de Bculanger, Dillon e Rochefort, que foram,
por sentenga lo alto tribunal, condemnados a
priso perpetua n'ura presidio.
Os boulangistas creem que a Inglaterra nao
acceder extradiego.
O Intiniisigeant publicoUjUtn numero extraor-
dinario, aecusando de infamia o alto tribunal.
O eonsellio de estaiio annullou as eleiges
do general Boulanger para conselheiro geral,
por nao reunir as condigOes de elegivel, exigidas
por lei.
Blgica
A Independencia Blgica, depois de demonstrar
que o cardeal Lavigerie leve que renunciar
sua idea de um congresso anti-esclavagista in
dependente, publica a seguinte nota acerca do
congresso anti-eselavagista. de iniciativa do go
verno belga, que deve realisar-se em Bruxellas
em Outubro prximo :
Muitos jornaes estrangeiros teem dado o
grito de alarme allirraando que o verdadeiro fim
d'esse congresso urna nova partiiha da frica,
urna alterago da cosa, a discusso de todos os
direo* lerritoriati al hoj coisiderados adqui-
ridas.
Sii i passa ludo isso de pura phantazia. O
congresso, como j lia inexos aononei-mos
exidusirarnente convocado para estabelecer um
ai--ordo serio entre as potencias que teem in-
teresses na frica, no intuito de lixar deliniiiva-
mente medidas comrauns contra o tnilico de es-
cravos.
O Mocimnnto ennraphko publica a lista dos
fundadores subscriptores da compauhia do ca-
iniaba de ferro do Congo. O capital de aeces
e!, va se a iiin mli"io storlino.
talan
Contina o pnico lioanceiro e.n consequencia
do suicidio do director do Banco do Descont.
A' porta do banco agglomerou se Amensu raul-
tido il ara retirar os seus depsitos.
Assegura-se que o Banco de aples empres
tara quatro railhes de liras. E' muilo Criticada
a inaccao do goVerno.
k informa congratulase pelo mo xito
do congresso anfi-esclavagistadc Lucerna :
Esic insuccesso, diz o orgSo do Sr. Chrispi,
no Surprehender pessoa alguma. Paraje
Eyptoa prineira Como impossivel, 'em vis'a
da importancia e da posicao do paiz, a segunda
como abandonada j petas outras potencias-
pedio que rasgadamente; se. proclemasse que o
Egypio nao pode prescindir da^nglaterra, nem
a Inglaterra do Egyplo.
Mas a diplomacia" na'prjdebproccder lao r-
pidamente coma- isso e, paifi irocerter com in-
eira lisura a Jri'Iaietrii-gao tum dirdU de es-
qnecer as prornessas e 5S necr.watw
rao es notar o seu primeiro ministro.
Ainda nao est prximo a obter se um estado
de cousas ideal junio ao N'ilo.
Fez-se j muito, e o governo francez reconhe-
ceo-o, e approvou as declraages de lord Salisbu-
ry, neste sentido.
0 0 Daily Tdegraph diz mais que a situacao
da Inglaterra no Egypto pode ser modificada
por outra circumstancia ; mas que, daqui at
l. a sua ocenpago, que assegura o carainho
para a India tem, com ludo seus perigos. porque
urna causa perpetua de questo cora a Franga
e de rrilaco para o sulto.
E'preciso, contina o jornal inglez, saber re-
conhecer estas dilliculdades, e pensar com Tal-
leyrand que a Inglaterra tem o lempo por ai-
liado.
E' por isso que a declarago feita pelo pri-
meiro ministro feriu a verdadeira nota.
O jornal elegante Truth, confirma, segun-
do informagSes que diz dignas de lodo o crdito,
a noticia de que a pruiceza Victoria, filha se-
gunda do principe de Galles, casa com o princi
pe Hohenbohehe-Langerburg.
O pricipe tem 26 annos e a princesa 21.
Assegura-se que o duque de Fife tem a
firme pretengo de nao consentir que a prince-
sa Luiza, sua mulher, aceite a parte que Ihe
compele na dolagao votada pelo par, ment em
favor dos tillios do principe de Galles.
Essa parte eleva-se quantia de 3.000 libras.
Becomegarara os ernnes agrarios na Ir
landa.
Na sesso de 17 da cmara dos commun?,
o Sr. James Fergussou. secretario poltico do
ministerio dos negocios estrangeiros, e o Sr.
Wiliam Henry Smith, primeiro lord da thesou-
raria e leader da maioria da cmara, responden-
do ao deputado radical Labouchre, declararam
que a Gr Bretanha nao tomou compr. inisso al
gura para cora a trplice alliaga, e que maniera
as mais cordeaes relagoes com a Franga.
CORRESPONDERAS
Do Diarlo de Pernambuco
PORTCGAL-usboa. 19 dj Agosto de 1889.
Acudiram algumas folhas officiosas a rectifi-
car o que outras haviara dito sobra a dala das
eleiges para deputados ^ j mo sao a 13 de
Outubro; parece que licarao para um domingo
de Novembro; em todo o caso nao se annuncia
anda a data lixa.
Quer sejam mais cedo, quer sejam mais tar
de, continuar esse acto solemne da nossa orga-
nisago constitucional a ser o que serapre tem
sido : urna licgo para nao desdizer do resto do
systema.
Indigitam se j bstanles candidaturas go-
veruaraentaes e da opposigo ; nestas, o grupo
serpio, que se inculca a cerdadeira Sapa rege
neradora hostilisa quanto pode as candidaturas
barjonacea, onda esquerda dynastica ; ao mes-
mo passo que o porto-franco, 'ou o grupo dos
paes nobres, a que preside o Sr. Tliomaz Ribe-
ro procura supplantar liu.i forga as candida-
turas dos serpios ; e com eslas subJivisoes dos
grupos adversos evidente que luerarfio o- mi-
nisleriaes, nao s por dispon-m da iniuistraliva e lcal, mas porque mais fcil
derrotar os contrarios quando divididos.
i ouco Ibes interessa por la que sej i Paulo,
Sancho oo Martino candidato por Magas de D.
Maria ou por Cascos de rlhas, por isso me abs-
tenido du compendiar-Ibes par,ii-se papel o io|
ladidaturas '|ue sedizem j;i irmes.... em
quaott) a ultima hora nao sao fu- algu-
ma Oessas mil tricas calicantin is s "de
que o paiz tem lido la.i larg i ie j
liga a isto de eleiges a mesa an-
cla que ao que se passa agn a no
Japo. No districto do Porto e n loDou-
ro, por causa da renhida ques vinhos
apenas adiada, que haver mais r itor. p-irque
se jogam interesses. Os fautores das candida
turas agrcolas, tambera, ao qoe parece, esto
disnostosajogarasn i ao mais,
as peripecias do costume, descaradas, sera en-
iliu-i.ismo, em que os jogadoivs deste xadrez
figuran] mais por honra da lirn que por con-'
vieges ardeutes e sinceras.
Quanlo saude d'el-rei, de que tanto se
tm occjpado os peridicos de Lisboa, nao creio
que haja alterago nem para peior. nem cara
melhor. S ao que se falla na dr scialica ;
mas o certo que S. M. contina a pao appare-
fcer oa tribuna da capella do pago de Cintra,
all, em ar de confi-
dencia, qne, no terminar a ultima assignatora
regia, quinta-reir da semana pas3ada, o sobe-,
rano, eabio n'uma. prostracao que deu bas-'
tante cujeado a aaaugusiu esposa e seus lhos.
Resolvea-se ltimamente que no Diaria do Go-
verno se publicasse todos os dias o boletira me-
dico do estado de saude do real enfermo.
0 Sr. infante B. Augusto continua melhor. S.
A. R. o principe D. Carlos partir hoje para Pa-
rs no Saji-.Eiyirets.
* an Vati ^poi? de ae; daiorar uns oito dias visitando
a exposigo, sob rigoroae incgnito, S. A. R.
seguir para Italia, onde vai assistir ao bapisa-
d do filho do principe Amadeu, seu to. Depo3
volover a Faris onde (icar outra temporada. J2'
claro, repito, que se fosse to melindroso come
se tem dito, o estado do Sr. D. Luiz I, o princi-
pe real nSo ira fazer digresses de recreio pela
Europa.
Uns dizem que el-rei poucos dias mais se de-
morar em i;intra, indo dalli para Cascaes; af-
lirmam outros que de Cintra s regressar para
o paco da Ajuda.
A Sra. duqueza de Braganga, D. Amelia, nao
acompanba seu marido ao estrangeiro.
Acha-se muito adiantado o seu estado inte-
rssabte, e as viagens poderiam prejudicar a
gestago, e trazer comsigo algum mo desen-
lace.
As vistas da nossa finanga e dos capita-
listas estraBjjeiros esto se empregando cada
vez mais, nos nossas emprezas africanas. A
companhia concessionaria do carainho de ierro
de Loanda a Ambaca, mais conhecida, as pra-
cas da Europa, pelo nome de companhia dos ca-
minhos de ferro transafricanos, vai proceder aos
estudos do prolongaraento da sua linha at Cas-
sange, prolongamenlo este que mui naturalmen-
te se impe. porquanto Ambaca, que era o ter-
minas primitivo desta linha, no constitue um
centro de commercio asss importante para tra-
zer ao caminho de ferro o trafico de que elle
susceptivo!.
Nao se pode dizer mesmo de Cassange que
o grande emporio dos productos do serto.
Ainda mesmo que a construego do prolon-
garaento desta linha uao haja de fazer-se as
raesmas condiges que aos do carainho de ferro
do Loanda a Ambaca, o negocio nem por isso
deixa de ser urna continuaguo condigna do que
j foi emprehendido pela companhia concessio-
naria da linha de Ambaca, e promette serios in-
teresses aos portadores e obrigages desta com-
panhia.
O governo portuguez mandou, ha tempos,
proceder aos estodos de um caminho de ferro
projectado para ligar costa os planaltos de
Huilla e de i.bella o districto de Mossamedes,
que oceupa a parte meridional extremadas nos-
sas possesses na frica Occidental.
A conclnso dos supramencionados estudos,
que a construego do caminho de ferro deve-
ta"~ c r Pa***r <& Mossamedes, qao *r testa da
linha e terminar no planalto de Chella, n'uma
extensSo, de 178 kilmetros.
O costo da constrocgo est orgado era 2 oOO
contos de ris (fortesi ou 14 milhes de francos.
Para dar urna idea approxim.ida das condiges
em que a linha ter de ser construida, bastar
dizer que, na ulraa secgo, offerece esta urna
ditferenca de nivel superior a 1,0)0 metros em
relago ao resto do tragado.
O engenheiro encarregado dos estudos recom-
menda para esta ultima secgo que se applique
o systema Riggentack.
O clima naqoellas paragens dos mais benig-
nos e presla-se maravilhosamente colonisago
europea.
E' portanto da mxima importancia para o
desenvolvimenlo e prosperidade da nossa colo-
nia africana a cocstruego d'uma linha ferro Ta-
ta que estabelega rpidas coramunicages entre
os planaltos do districto de Mossamedes e a cos-
ta.
Pouco se falla agora da questo do cami-
nho de ferro de Lourengo Marques, depois de
tamanho raotim que provocou ha um mez quer
na imprensa estrangeira, quer na imprensa por-
tugueza.
A companhia concessionaria, co.no j era sa-
bido, proteslou contra a resciso da sua conces-
so, determinada pelo decreto de 2o de Junho
ultimo erejeitoua arbitragem que o governo
portuguez Ihe propuzera.
Teudo se demittido colectivamente, como op-
porlnaamente lhes communiquei, a direcgo por-
togueza dessa companhia, os directores ingleses
limitaran) se a reclamar a inlervengao do gover-
no inglez e a conlar-lhe a defeza dos seus inte-
resses.
Consta, porra, que esta intervengo, at ago-
ra, pelo menos, das mais plstnicas, natural-
mente porque o governo britannico, gragas a
urna reconsiderag sensata, reconheceu que o
terreno era muito escorregadio. e que nao faria
seoo coraproraetter-se se se aventurasse a fa-
zer se orgo de raeia duzia de cupidos especu-
ladores.
No sao, todavia.-eonhecidos ainda os intuitos
do governo acerca da linha, nemfse sabe se elle
tenciona ficarjeom ella na soa posse, e exploral-a
directamente, ou se resolveu pl : novamente a *
concurso, nos termos em que Ihe lava tal direi-
to o contracto da concesso. na eveL'lnalidade de
nao curaprimento por parte dos concesionarios.
-s opinioes divergem muito a este re>peito e
parece que no tardar em atear-se na imp. ?nsa
portugueza uraa ialorosa polmica alai res
paito.
Foi agoraba Bruxellas o Sr. Dutort ministro da
instruegao e obras publicas da repblica do
Transwaal.
E' oigno de attengo o que este alio funecio-
nario disse a ura dos redactores da lndependence
Belge acerca do conflicto entre Portugal e a In-
glaterra.
" Os direitos de Portugal, disse elle, foram j
restabelecidos de urna maneira to solida, que
nao se suppequea I iglaterra possa insistir em
querer submelter a qoesto arbitragem.
O Transwaal, aecrescentou o ministro da
repblica africana, est negociando agora com o
governo portuguez para cliegar a um accordo
sobre as tarifas do carainho -de ferro, que nioti-
vou o conflicto entre Portugal e a Inglaterra.
O meu paiz nao procurou obter a acquisigo
do carainho de ferro, porque os concessiouarios
nao terao remedio semo entenderse com o go-
verno do Transwaal para a prolongago da linha
pois, de ouiro modo, esta viiia a terminar no
deserto. .
__F, lia se com insistencia na lundagao de
urna companhia de edilicages urbanas em Loan-
da. de outra para a construego do caminho de
ferro de Benguella ou de Mossamedes ao Bih, e
ainda de urna empreza p-ira Construir a linha
frrea do Zambese e Chire.
Trata-se tambera da conslituicode uraa com-
panhia pharraaceutica destinada a estabelecer
grandes pharmacias as povoages mais impor-
tantes da frica Occidental.
As ultimas noticias recebidas de Gui di-
zem que as firgas do governo depois de renhida
|ucta com o gento de Gcba, ateancaram urna
imprtame victoria e aprismnarara o chefe e
quatro dos principaes caodillios do gemio ven-
cido.
r




HH


**!**'
Diario de PernambucoSexfca-feira 30 de Agosto de 1nS9


Foi craaaatai Wptam-
Nyassaou n'outra localidad que se julgar niais
conveniente, urna raissao religiosa. anatara.p
fins principaes a propagagao da fe catolica n-
treos indgenas, a taadagao de igrejas, capellas
escolas, a colouisasao agrcola e a suppre-ssao
do trafico dos escravoi.
A corveta Bartholomeu Dios, que anda com
aspirantes de marraba em viagem de rastrucgio,
sanio acora de Spezzia para Cajtcllamare.
Nao foi votada era ao inenoi bem receb-
da pela assembla gesaaaa en araar d apa
de Lisboa (a velka** pfoposi^Bnn*dtasatJrfts-
ta corapafiliia cooun *.
0 Sr. Marianno de Carwlhav. ex-maistaiada
fazenda, que era paasideoae da direccaaidaaan-
panhia veina agasaan se, a que pareo, oontias
eargalbadas apartase ditaaiios de dignas dos-ac-
sionistas emquanta-se fttaa Mtura.dk prapos-
ta e exonerou-se de-meaaao dacdiraap*)
Instado repetidas-veaBfc.com- muitaa es pes
reconsiderar, persisti em sustentar a sua de-
misso, resclvendo entilo a assembla nomear
ima commisso para estudar o assurapto e tra-
aer sobre elle um parecer para se discutir mau
"de.
A companhia nova na sua proposta offrrecia
{mmUfor*** par cada a** da cowpBBtwa
relba devendo pagar, alm d'isso aos aeeionis
tas, dous railWtes de francos, ou 360 ratos d
ris fortes ; corao o equivalente dos terrenos, so-
te qae est edilicada a amiga fabrica, terrenos:
tes que por seren situados no centro da ct-
dude. junto ao rio e dos caes qaealli se ho de
construir, torear muito inais valiosas.
Ficoo, pois, de remissa, e aqui temos, poie,
duas companbias, com duas eaoalisaes, e fa-
bricas diversas. .
Paraos consumidores a concurrencia e Wia
ao s em principio, mas praticatoente se reco-
abeceai j oe seus effeitos salutares.
Em ellas e fundindo bao de dictar a lei e ra-
ar as shbs tabellas de prego*. co*>0 <*& sucee
endo com a rgk dos tabacos, que produz pcior
* vende, mais caro oe seos productos.do qne elles.
se vendiam no terapo em que diversas turicas
am Lisboa ePorto nvalisavam em aparfelcoal -os.
odendo o.conaomindor escotner o qne mais lne
convioba, gastando menos do que boje foi decretedo^provisoriamente que sejaes-
tabelecido em Lisboa um curse theonco e p-
tico de pathologia e clnica ophtalmologica. sen-
do a regencia da.cadeira confiada a um director1
professor e um ajudante-chefe de clinica.
0 proviraento do priraeiro lugar ser feito per
oomeacao do governo em individuo de compe-
tencia especial e provada reputacao neste ramo
de scwo^ia : e do segundo recahir* era pessoa
de recoohecida aptido, contractada pelo gover-
e era paiz estrangeiro. .
O ordenado annual do director de ris fortes
1:20040*0, sendo-lhe applicaveis as disposiges
fue regulara as aposentagoes dos membros do
magisterio de instraego superior.
O vencimento do ajudante de 360*000 (for-
tes) annuaes.
As disposiges d'este decreto serio submetu-
das s cortes na sua prxima sessao. na parte
ern que -'lepends de sanego legislativa.
Para o lugar de director 6 nomeado o Sr. Dr.
Gama Pinto, nosso compatriota, que professor
n'uma universidade da Allemanha e se acha
actualmente em Lisboa.
O Dr. Gama Pinto gosa da grandes crditos
como especialista de doengas de olhos e foi urna
acertada disposigao esta que o governo tomou
agora.
NSo sa poder dizer outro tanto da idea em
que est de contractar na Allemanha ou algures
um professor de piano c outro de violino para o
Real Conservatorio de Msica.
Pois nao tomos um compatriota nosso, o cele-
are pianista Arthur Sapotean qne no estrangeiro
se tem feito admirar corno urna verdadeira nota-
bilidade *
la na melhor ordem eera imponente o pre
tito vico que acompanhava a coramissao do
Gremio Lusitano, qw no dia 15 do crreme foi
depr urna cora de bronze na estatua do g ras de
tribuno Jos Estevao, no largo Era formado por mais de 3,0'H pessoa, atra
vessand or entre a nmltidao que se agulome
rava em toda o lonco lnjecto.
as janellas muita gtnte, baodeiras, colcha*
de seda. etc.
O cortejo fura all horas da iard esperar a
tare de Santa Apolonia o comb >io em aue naba
a commisso da magoiiaria.. presidida pelo seu
graomestpe, o Sr. Jse Elias Gavera-, send
cumprimentada por outra curamissao do
iMsiano que a esperava.
O desfilar do cortejo comegou s 5 1.2 horas da
tarde, deitando se por essa occasio grande nu
mero de girndolas de foguetes.
(Juando grande numero de associacoes tinham
tomado os seus miares na gare, a policia ap-
prehendeu o estandarte a^sociaro Fraterni-
dade Republicana, que nao tem os seus eslatu
tos legalisados, declarando que fossem no da
seguinte buscar o estandarte esquadra pr-
xima.
A a*sociagQo escotar Boracs '.arneiro, vendo
as barbas do visinho a arder, arrancou da haste
0 seu estandarte e guardouo.
As outras associages, porcra, levavam os seos
estandartes e bandeiras.
O numero dos estudantes, que se encorpora-
ram no prestito, era consideravel.
Sao elles sempre a nota vibrante d'estes cor-
tejos, porque teem pulmes de ferro e no vivorio
ninguem Ihes leva a palma.
Levava quatro pliilarmonicas o prestito.
O cortejo ern fechado pela grande commisso
da magonaria.
A 'arreta era conduzida pelos bombeiros vo-
luntarios da Ajuda, e enfeitada com alecrim e
dhalias.
-obre ella ia enllocada, rodeada de llores, a
Cflrta de bronze, que tem a seguinte legenda :
A Jos Estevao Coeilio de Magalhae.Agosto.
Premio Luzitano.1889- <
Outras associacoes levavam larabem coras,
como o Atheneu Commercial, estudantes, o asylo
de S. Joao (instituigao maronica). etc.
O cortejo clicgon aa largo das Cortes s 7 ho-
ras e passou em redor do monumento, levantn-
dose oor es occasio vivas eutuusiaMicos.
Ao serem depostas as coras. o Sr. Jos Elias
Garcia, proferio um ditcarOT, qne foi coberto por
calorosos apptaasos.
Durante o percurso de todo o trajelo, foram
tambem erguidos muitos vivas, que eram corres-
pondiuos dslirantementc.
Grande numero ae cidadaos, ao retirar-se
do largo das-Curtes e ao passar pera praca de
- Luii de CamOes, aggloraerou se em roda da es-
tatua do urande pico, levantando vivas.
OSr. Dioja Seromcnho tez urna allococo, sen'
do applaodidn.
Urna commisso composta de membros da loja
Obreirox do TraaUta. den ura bodo a 100 pobres,
unindo-se por esse acto s manifestagOes em
honjenagem a Jo< Estevao.
Ksse bodo ao qual assistiram muitas damas e
. convidados, realisou se na sala nobr^ do Gremio
Lusitano, pelas 11 horas da manhS, c constou de
meio kilogramma de came, um pao, meio kilo-
gramma de arroz, cem grammas de toucinho e
200 ris em dinheiro.
Durante este sympathico acto, tocn a banda
dos bombeiros mirarcipaes. que se prestou gra-
tuitamente a abrilhantar a testa.
Assi*tiram as educandas do asyk) c"e S Joao,
as quaes foi servido um lunch.
Fallaram vanos membros d'aquelle estabeleci-
mento de caridade.
hontem noite, i.roduzindo magnifico effeito a
disposicao das luzesi
E n torno do palacio alinharara-sedois renques
de hico* de gaz, tendo um d'elles, os tres pontos
maconicos, e na esquina da ruada Atalayagren-
de estrella formada por mutos bicos.
A magonaria portuguesa realisou em ib de
Azosto na sua sede na travessa da Guarda-Mor
um grande banquete commemorativo da maugu-
rago da estatua do eminente orador, que foi seu
grao-mestre. ....
Ante-hontem o jornal as Nottdades preconi-
sou a idade se erigir um monumento ao Viscon
de Almeida Garrett, o restaurador do nosso tbea
tro moderno.
Outr.is jornaes pegando Ihe na de a lembram
os oomes de Affonso d'Albuquerque, do infante
D. Henriquc e de muitos outros ilustres esque
cidos.
Foram louvados em nome d'EI-Rei S. A. o
principe real e todos os officiaes da commisso
de defeza do porto de LisDda, cajos trabalhos
serriram de base ao parecer da commisso su-
perior de guerra sobre o projecto de obras e ar-
mamentos mais urgentes para a deeaa do refe-
porta, aa aoaa iaSerior e parta da zwtr ex-
terior adjacente barra.
Entre-estes trafcritoos figura una memoria ela-
borada por S. A. com o titulo de Dtfesa do
porto de Lisboa e a nossa mannha de guerra.
Decididamente a Europa vae-nos fazeno jus-
tica. graga> sollicitude de alguns crentej na
futura regenerago d'este paiz pelo nosso des-
envolviraento colonial.
A Sociedade de Geographia de Lisboa tem mi-
litado denodadamente na vanguarda das reivindi-
oapfcs pattasM
I carta qn Sr. F. ftsrtv, senador presideat
coupressi. iaieruactansi oateaal de Par* e
{muro nnci*a<.acabado djrtpr ao Sr. coaac-
Hmto Fraawseo M. da Cuaba, ptwaidente da ho-
ciodade iiSlaaijjfap'iii 1r'i docuasen-
to-que nos da honra e vem coatirmar particalar-
oate oq<' naxainba da li-deste Dea Ihes es-
com areotieba dos boas aslaos-ue alhrpres-
I.....In i bliarflai Imiisn'r -^ sacmbtri*
I*
pana aarnetuo _
Repblica franceza. Liberdade, egualdade c
i'raternidade.Congresso Colonial In'ernacionol
de 1889.Paris, 9 de Aaosto de 1889. -Sr. pre-
sidente. Era nome do Bureau do Congresso Co-
lonial tenlio a honra de agadecer Sociedade e
Geographia de Lisboa o gfUTOSO e valioso cou-
earm qa* ela ae-tftgnoa prerar-nes. Ftei nos1
particularmente agradavel ver eotre n# os bo-
mens eminentes que ella encarregoo.d> a repre-
sentar. A saa presenga i pu um grande brilho
s nossa8 reonioes, a sua amahilidade permtio
nos ligar com elles relagoes aue, espero, sobr-
viverioa-obra qaa momeataiieamente nos reu-
ni. E quaato parte que elles tomaram nos
nosses trabalhos, posso dizer-vos, S*. presidente!
que ella foi nao somennte activa mas brilluuii-
jima. Vossos honrados collegas dignamente
sustentaram nos nossos debai-s a reputagu da
Sociedade Real e as gloriosas tradiebes do vosso
paiz.
Nao poderia eu, Sr. presidente, deixar de ex-
primir aqu a nottsa grando para com o vosso
dBUiOreoretario, Sr. Luciaiio4;ordeH-o dooaat
admiramos o saber tanto comoV elOquenle pala-
vTa. Dennos tambem ^raudos obrigagfies ao
Sr. Gaerreira,o Sr. commandante Ferreira d'AI
meida e aos Srs. Sarrea Prado e Palermo de Fa-
ria, que nos prostaram concurso mais ainavel
e mais precioso. Emlim, Sr. presidente, os de-
legadas da Sociedade Real dignaram-se offerecer-
nos da parte d'ella ou em seu proprio nome urna
serie de obras do mais alto interesse.
Esta graciosa altengo Iisongeou nos e com
raoven nos. Agaadcgo profundamente Socieda-
de. Nao deixaremos, no volume que contera o
resumo das irabalhos do Congresso, de mencio-
nar as publicacoes que ella se dignou enviar-nos.
PernMtti-ruei Sr. presidente, que ermine pela ex
pressao do um desgosto.
A vossa visita foranos annunciada. Contava-
mos comjella. Fci com wrdadeira tristeza que
eoubemos que nao podieis nesta occasio deixar
Lisboa e que deviamos renunciar honra de vos
wer as nossas sessOes. Dignai-vos accelar, Sr.
presidente, as segurangas da rauha alta consi-
deragoSr. presidente da Real Sociedade de
Goograpbia de Lisboa.(Aie) senador, presi-
dente do Congresso, F. Baiity.
all
',,111.1
As diversas alteracOes que se produz i-
ram durante a semana as eotacoes dos ti
tulos interoacionaes, diz o Jornal do Com-
inercio, de Lisboa, em sua revista com-
mercial e financeira de 17 do corrente
foram occasionadas pelos effeitos da reper-
cuas3u da subida do descont em Lon-
dres, e este faeto, alias esperado, encon
tra immediata explicacao na solidariedade
que liga todas as Bolsas.
Contina a eer a dominante dos. merca-
dos monetarios o affluxo deouro que cau-
dalosamente se precipita as caixas do
Banco de Franca, as quaes estao j a re-
gurgitar, tal abundancia que Ibes pro-
porcinalo os nevos encaixes que succes-
s i veniente Ihes vao 'azendo.
Segundo o ultimo batanete do Banco
de Franga, houre durante a semana um
angmento de lrj,747.,904 francos na reser-
va mctallica, a qual ern 4 do coTrente se
ele'vava a qnantia de 2,.r>34,881:267 fran-
cos.
As notas em circulaclo t'veram urna
reduccao de 43,726:235 francos {de 1 a S
do corrente, ficando nesta data na somma
de francos 2,840,994:595.
Na mesma semana a reserva metallica
do Banco de Inglaterra soffreu urna re-
duccao de Ibs. 531:280, 'azendo- descer
a 20,916:348 lbs., o que representa urna
relacao de 36316 para as responsabilida-
des, mas que hoje 6e acha elevada a........
37 li4.
Em Hespanha as necessidades do nu-
merarios tornam-se cada vez mais urgen-
tos, porque, apezar de todos os mcios em
pregados, o Banco de Hespanha nao con-
seguiu augmentar a sua reserva metalli-
ca, a qual ainda na ultima semana soffreu
um desfalque de 18,778:000 pesetas, fi-
cando reduzidaa 220,693:88* pesetas as
seguintes especies.
As letras do- Thcsouro para a divida
Huctuante diferida continuam a figurar no
bataneo do Banco de Hespanha peta quan-
tia de 165 milhocs, e a conta corrente
com o Estado apresenta um saldo de....
60,915:845 pesetas; os adeantamentos ao
Thesoaro para pagamento dos juros da di-
vida de 4 OrO elevara Be a qnantia de...
7,183:516 pesetas, e para os mesmos pa-
gamentos no estrangeiro adeanta o Banco
a quantia de 3,228:087 pesetas.
A critica sitaiacio em que se encontra o
Banco de Hespanha cada vea mais se est
aggravando, porque, nao podendo raobili-
sar fcilmente os valores do Estado, que
lhe absorvem 50 OjO do seu activo, nao
poder soffrear os effeitoa o consequencias
que resultara da disparidade que existe
entre a reserva metallica e a circnlacSo
fiduciaria, alm de qne o enorme volume
de moedr. de prata com que est sobre-
carregado congestiona e atropina o mo-
vimento expansivo da circnlailo, fazendo
com qne o ouro obtenha um agio de 5
a 7 OrO.
A respeito disto, donde tem se tirado
as mais phantasiosas hypotheses, para so-
bre-saltar a opiniao publica com os receios
de urna conflagrajao europea, um indi-
cio tranquillisador o movimento de opera-
c5es bolsistas nos mercados internacionaes,
para ver o quanto o capital se conserva
indifferente a todos esses movimentos, va-
loreando o crdito das diversas nacuea
conforme a nota que segu:
>0 equivale a m r%ndimento de
4,58 OrO, o que realmente importante
as condicSes actuaes.
*#* 1 w
O* viotto* caeupam um lugar praemii
nente entre as principaes mercadoriaa qne
exporU Portugal para o Brazil.
O seu valor quasi oito vezes superior
somata t9*al de toditas otabraa- naer-
cadoriaa aaaaoBdaa*. o respeeafra oam.
merejo toauaagnieattdo.aansidoraceiaae.
te iiWiriliaaar--:-nT-" anaos,aules.
de 186a,18S6, poio>aao valor Aba vr
nhosvdaBorto'eleroa'sO'd* ollK)9MB)0
a 2,440^X30*000 e dao vimaaaMaawos
de 71fe(M030eO a. l.KMttCKJyaXrQa^Iht,
par ua, estnaa(^<:aBaBar(afBaaaBbea
muito lnge de atttngir o desenvolvimlb-
to de que susceptivel.
Se tivesse sida melhor dirigido, o ica
valor seria triplo ou quadruplo. Os vinios
portuguezes s oceupam urna pequsna
parca -da lagar;.qaaaa- saaa baaa-qaaii-
des, e seu proco baixo, o gosto e os bsbi-
toa dos consumidores, a intimidade Has
retacvoa dos doas paizes e outras circuns-
tancias lhe* aoseguram no mercado ra-
zileira.
*
Conforme os annuncios puhticsdos
o aceionistaa. do banca frica & Bmzii,
estabeleoidoeoa Partagal, foratn awados
par effectaar a primeira entra de 10 '*
Os estatutos esto a iraprimfr, e
eos, breve distribuidos. f i
O bu d'este banco adiarrtar 8 'V(ftos
aagociantes da frica e. Brasil coatw os
seus genero armazenados na alfaadgas
de Lisboa e Porto, de vida mente segpros
eontca risco de incendio, mediante- o juro
annual de 5 |0 e 2 "[ de commisso a>bre
as importancias das vendas, que o Braco
diligenciar obter ao preoo mais altopos-
Boe4, qar em LisUia, qaor em tra
qualquer parte da Europa.
Adianto 60 |0 sobre inoeripcoes ontnais
papis da reconbeoido crdito, a juro m-
dico, e mais operacoes
*
O commercio do cha ao passo que pro
gride na India e em1 Ceylao retrocede na
China. Provam exuberantemente este fae-
to ao iraportacfles em Londres entre 1 de
Juntio e 31 de Outubro dos tres ltimos
annos. A importaran do cha da China
durai.te esse periodo de 1886 foi de 5
milhoes de arrateis e no mesmo tempo de
1888 baixou a poaco mais de 60 mihSes.
Por outro lado, em iguaes mezes ajaajga,
a importa^ao do cha indianno elevoo-oe de
27 milhoes de arralis a 40 milhoes < o
de Ceylao de 3 milhoes e meios a quasi 10
milhoes.
Por intermedio do Sr. Visconde de Fi-
gueiredo, segundo folhas do sul, comeca-
r a fnecionar dentro do praao de seesen-
ta dias o priraeiro banco de ernissab, de
fundo metlico.
#
* T
Por ordem do Sr. Emmanuel Paulo
Fi-nuk. director gerente da erapreza di
mina de oarvSo de S. JeronymOi proce
den o Sr. engenheiro Eugenio Diihne a
sondagens, que derara brilhante resultado,
tendo sido encontrada, na profundidade d*
87 metros, urna grande carnada de escol-
ente carvlo, com a espessura de dous
metros e cincoenta jjentimetros i t
Dando notici detKu lnteressante e
lissima dcscoberta, diz a R>-vista d<- Enij:-
nharia que phenomenaL a espessura da
carnada do carvao encontrado. B real-
mente !
a
I, Dissolvida a Cmara dos Deputados, em ves-
pw* de elcigo eral, o governo contracta com
toaos on quasi todos os Bancos da corte auxi-
lies largos lavoura, e por ultimo com o Banco
do Brasil, sera audiencia ao menos do consellio
ida Balado: faz reglamentos sera lei, altera
aratuodamente a existente sobre.a creago de
Bracos de emissao, emlim, sob sua nica e ex
ctesiva responsabilidade d de emprestimo, p ir
pruzo largo, grande porgo da receita do K*ta-
do, .ooaaaromsltendo o Tuairoaia, ao qaa ter
de recorrer impreterivekaoato.
Saa falta de memoria paaaria oseasa lio
fia *'' contradicgao e.Mtuaquv diaiaa opao
aigaaberal e o que tem4ea seu ovurao.
Nawao procederemos aasm paatarcaa* a
nooaa.coi:duct i na oppoaieia peiosTvitpaatos
que ioafiraram nossos- ;>t ie gooarao. Nao
julgareaios o gabinete artuai pelas dousriaa-
i|ue saaaentou com tanta-velaMaoncia naoaaasi
cao, sorsa abusar da irnaraaaaaoupaisJto das
nossos adversarios, sacrifteando algumas vezes
a verdade e a justiga.
Examinaremos com infira imparcialidade os
actos do goveroo liberal, attendende influen-
cia inevitavel das eircumstancias, s convenien-
cias da situago e ao seu objeetivo.
Q sosoa
cendencia.
ex
uti
Cotayoes
85,47
Rendi-
mentos
3,51
3 0|0 Francez a.
2 3[4 Consolidado in-
gles
4 0[0 Hngaro
4 OjO Hespanhil
5 OjO Italiano
4 0(0 Consolidado
prussiano
5 0[0 Ruaao
Do exame desta lista das cotasSes dos
ttulos da divida d'aquelles Estados com-
praz-se Portugal em ver que tem quatro
Estados inferiores a si na ordem de capi-
talisacab, por itso que sendo a sua divida
externa de 3 OjO, cotada em Londres a
98,18
85,5
73,25
92,25
107,10
101,50
2,80
4,67
5,46
5,72
3,73
4,92
A Assembla Provincial do Cear voton
ein 3.* discussto um projecto, concedendo
privilegio, com garanta on sera ella, 30s
Srs. Boris Freres para constrnirem urna
estrada de trro de Camocmi a serra da
Ibiapaba.
Foi autorisada a presideaeia a coatrac-
ti-ar com os Srs. Boris ou com quem mais
vantagens offerecer, a construcco de urna
outra estrada de torro da cidade de Bta-
nte para differentes pontos da serra do
mesmo nome.
TI.HSCRIPCOES
Desmemoriado
(Hajtaj da corte)
A opposigo liberal, em demanda lo poder,
protstala, com acceirto de puritanismo nronar-
cbico, centra a prodigalidade na distribnicio
das condecorages e ttulos nobiliarios. Sobro
este ponto nao s lornou-se insistente como at
iinprrtinente. Nao quiz atlender s razOcj da
defeaa, que mais i-vaspernvam sua obstinada
intolerancia. Dcbalde alleava-fo por parte do
governo acensado a nocessidade de .alarduar
serviros prestados aboligao do captiveiro. con-
flagrada na lei de 13 de Maio, de nao esquecer o
espontanee e dedicado acoHiimento com qne S.
l. o Imperador foi recebi lo na Europa, c tanto
penborou a oarao brasiieira, e finalmente da
honrar a caridade manifestada no rigor da cruel
epidemiaque tanto nos casligoo nocomego des-
te anno.
A opposir ao mostrava-se cada vez mais vio*
lenta!
Apenas de posse do poder, abri o cofre das
gragas com singular franqueza, nao se detendo
diante de limites nunca; transpostos e invaria-
\-elnicnle respeifcidos.
Para justiticar-se de to viva contradkoaO en-
tre o que dizia a opposigo liberal e pratica o
Kovenio actualnao se poder allegar senao a
falla de memoria.
O governo actual conseguio projrar em pou-
cos utas a avareza de seus antecessores, com o
que nSo pouco os tem prejudicado nalaror e'.ei-
toral.
ouando a secca no norte do Imperio, espe-
cialmente na provincia do Cear, tomou o as-
pecto de terrivel flagello,. e a epidemiada fe-
ore amarella sorprebendeu cruelmente esta ca-
pital, desprovida de meios prophylaclicos. a
opposico liberal combateu, por exagerado, o
crdito extraordinario, aberto em 9 de Feverei-
ro. Mudada a estago, passado o rigor do ve
rio, e desapparecida a epidemia, em vez deum
crdito de cinco mil contos, o governo abre o
de sete mil tendo j despendido o saldo do pri-
meiro e grande parte do segundo.
Em defeza de lo evidente contradicro, s se
poder allegar a falta de memoria.
Apenas votada a lei de 13 de Maio, os agri-
cultores redarnaram do governo recursos com
que acudissem de prompto colheitados fructos
pendentes, sob pena de perla quasi total. 0
Ministerio de 10 de Margo, depois de ouvir a
Cmara dos Deputados e de obter o seu voto,
celebren com o Banco do Brasil o contracto de
auxilio lavoura.
A opposigo liberal atacou esta providencia,
por todos os modos e com severidade excepcio-
nal. Dizia, seai ejcolher phrases, que o gover-
no havia arroinbab as arcas do thesouro, posto
mos violentas na fazenda publica, e sem lei
que o autorisasse, distribuido a receita arreca-
dada em servigos nao previstos no orgamento-
Naquelle tempo a renda crescia, a divida
Huctuante diminua at que se extingui de to-
do, e os symptomas- financeiro3 eram auspi -
ciesos.
A nova poltica
(Naca, da corte i
O governo promelteu mais do que poda e tem
feito o contrario do-qut devia. Coinpromstteu
se ousadameiMe a destruir a opinio repnbiica-
na, irritoa-a celia nunca foiiaais fjrte e t<
mhrel.
Os factos immediatos amu(a do governo
vieram provar a sabedoria da. politica de- raoda-
rafo ale eiito observada, laperador mais
previdente foi sempre infsnso aa> empreg d,
moios de coaipresso. Espirito suacrioc acei-
tara *em icsenUownio a coatradieta das ani-
mos e nautinha com exemplar tolerancia a li-
berdade do pensamento. Por esto modo coase-
guio o respailo ca.confktnga de todos.os parti-
dos, fortaleeendo o poder posto era suob mos.
Exagerando o perigo da idea republicana, o
governo tmnoa sobee si a trela de deoellalal-a.
no que tem sido e continuar a sor infeliz. A
poltica do Imperador era mais prudente e ef-
ticaz.
Os resultados sorprendem aos que ignoram a
lgica das cousas. Quanto mais se perse^ue
urna opinio mais eHa se propaga, seja dito em
honra co espirito humaue.
omprehemle-se qne o governo se esfoi-co por
consolidar as instituiges estabelecidas, tornan-
do-as garantan seguras do diree, da justiga e
do progresso ; compreliende-se que por este
processo indirecto dispersuada os novadores de
boa fe e inutilise a propaganda dos fanticos;
mas nlo que tente saaprimir pela forra uan
idea inseparavvl das monarchias ainda as mais
populares. -
No nosso seculo s a liberdade pode assegu-
rar a ordem, que nao senao a liberdade col
lectiva. ...
A grande virtude de nossas institutcoes resi-
de na coparticipaoo paoiliea de todos os cida-
daos actiTos, quaesquer que sejara suas crtica*
polticas, na obra do engrandecimento da patrra
ninauem incluido ou perseguido como inimino-
lnslituiges que nao podem supportar o con-
traste das opiies oppostas teem os seus dias
contados.
Na revoluco de I8i8 s a Inglaterra e a Bl-
gica provaram a sua vitalidade.
Urna idea hvre um poder que se respeita ;
comprimid.- um perigo que se teme.
Nos dominios da liberdade nao se consrnra.
0 que seria do throno da Cr-Bretanlia. o mais
solido do mundo, se urna opinio, por mais ra-
dical, fosse declarada fra das garantas consti-
tucionaes e tractada como urna inimiga f Sem-
pre que o aoverno, anda com razoaveis funda-
mentos, tem se aventurado a excluir urna cren-
m foi torrado a recuur por amor du ordem pu-
blica:
Com effiito, no rgimen da liberdade oa im-
prensa. do voto e do julgamenlo pelo jury, a
perseguigo de urna crenca aolitica acarretana
conllictos' continuos, que terminaran iuevita
velmente pela glorificago rtos porseguidos. Ne-
ii'.urn aovemo godera resistir por muito lempo
po a**turas e desmoralisadoras iprovas de t*o
provocadora poltica.
A idea republicana tem tido suas intermitid
cas, j foi mais inquietadora durante o actual
reinado. A poltica de moderago e tolerancia
modilioou os espiritos, convertendo muitos ao
rgimen -estabelecido e adiando as pretenres
dos mais- exagerados.
Illude-se o governo se pensa que o partido
republicano hoje pode ser vencido pela com-
presso. Elle dispe de forga bastante para
suscitar difliculdades insuperaveis contra o go-
verno reduzido ao apoio do partido liberal frac-
cionado.
Esperemos a pro va.
o subscriptor aatecipar as entradas, caso em
que se lhe abonar o premio correspondente a
4 "/ao anno pelo tempo da antecipago de ca-
da entrada.
0 processo da subscripgao, endosso, sorleio
e pagameilo do emprestimo regulado pelis
instrueces que baixaram cora o decreto n.
7,381 de I de Jnlho de 1879.
Tendo sido tambem aberta subscripgao
para ess; emprestimo no Banco Iatemacnil do
Brasil, a respectiva^aixi Filial nests provincia
ex por ta'iibern aosignaUras listas do suoscri-
ptores,segundo oaanuno publicado pla-mes-
ma Caixa Filial.
ornaltaaa*- ftallecMoo Falleceu o
eminente jornalista platino Jacintho C>lbistur.
redactor do- Siglo, cojo eolerramento foi impo-
nente ; beta cora o redactor e- propriotario do
Mercantil, d Porto Alegro, Joao Oaoci Gomes.
Couversao de <.uti ti >-> i AoOiu-
lou dizem da Barlim. qoaau conversao ao catholicismo da imperatriz Augusta,
viuva de Guilherme I, dizendo se que o baptisrao
foi feito pelo abbade de Rodijervski, capetlo do
principe Radgrwil, assistindo a esta cerimonia
este principe e o conde Nesselrode, ambos ca-
tholicos fervorosos.
lalas vesos se teem desmentido noticias de
conversao ao cahoewmo depassoasde familias
reaes protestantes, que parece que tambem esta
ter i .Ma I desmentido.
\ueio < iilioc PnaleEm I! ma aca-
ba de ser publicado em edigo popular acompa-
nhada de ndice aoalytico esse coligo italiano,
que foi promulgado em 30 de Junho ultimo o
ter execocao no t. de Janeiro do auno vio
douro.
Esse importante trabalho qae representa ac
curado e sabio labor do eminente jurisconsulto
(iuseppe Zanardelli, a quera coube a fortuna de
referendar, na qualidade de ministro da justiga,
a, le que por tanto tempo atmejou para asua pa-
tria e qual dedicou, auxiliado por dignos col-
laboradores, esforgos tenacissunos.
O ninv cdigo penal do reino da Italia c o pri-
meiro que arrojoa a proclamar cima de todas
as exigencias sociaes a inviolabilidade da vida
hamana, proscreveodo a pena demorte, de- faeto
abolida no Brazil ha 20 anno.
A u i-a -I .gao da penalidade eonstitue urna das
nata notareis creages da obra insigne que j
merecen ser apuntada como verdadwro monu-
mento de sabedoria jurdica elevado na patria
dodireito.
Inapooto de indu(ria e i>r..ris.ocs
Os ceatribnrateB dessa imposigo. cujo paga-
mento sem malta teria de eneerrar-se iro da 31
do corrente, derem leinbrar se de que sendo
este diaabsorvhlo no processo eleitoral, no qual
tomara parte todos os erapregados pblicos, ('
preciso que realisem os seus pagamento* hoje,
que ser o ultimo ir. MislMmundo (aaralres Regres-
sou hontem patria da viager que empreen-
dora Europa alim de procurar mel'ioras de
saode, o Sr. Dr. Sisi^mundo Amonio Gangalves
digno director do Jornal do Rci[e.
Muitos-de seus amigos e prenles o espera-
ra o caes em que desembarcou.
S. S. veio rfrtabelerido dos iiicommodos beri-
bencos, de que fra ac.-ornraellido em principios
deste auno.
Frtlicitainol-o pelo seu regres30.
Dr. Krmirio Cuulinliu Eitc estima-
ve I chnico. que ha cerca de um anuo se achava
na Europa com sua Exma. esposa, regressou
hontem a esta cidade, tendo viudo no paquete
inglcz li ni.
S. S. acha-se temporariamente residindo era
Olinda.
C'aaaaaaenio infcliK Hontem, ssele e
meia horas da noite, na matriz da lioa Vista,
quando. cercado de convidadas se diriga para o
altar alim de reeeber em casamento Auiancia
Guilhermina do Esiiirito Santo, o crioulo Albino
Victoriano dos Santos foi ferido com urna esto
cada no rosto, golpe destechado com urna lima
agucada, por Antonia Mara da Conceigo, que,
occnlla atraz da porta da entrada da igreja,
aguardava o momento azado para calur sobre
sua vi -tima.
Antonia era amasia de Albino, e sen'.indo-se
Hendida com o casamento de Albino, tomouse
demortaes ciumes e praticou aquello crime.
No auge do seu furor, Antonia ferio tambem
ao padrinho do casamento de Albino, de nome
Jos Aires Poreira e a um curioso de nome Jos
Pereira da Silva, sendo que houve coofuso in-
discrrptivel e conflicto dentro 4a igreja Ape-
gar do occorrido elTectuou-se o cnosorcio.
Antonia Maria da Concigo foi presa em fla-
grante, e condurida para a estago da gurda c-
vica, de onde ir para a Detenco.
A policia abri inquerito a respeito dos lactos.
' :i da Boa-Vista ticou interdicta
Sr. Custodio da Silva o advogado o Sr. H-jnriqia
Pimentel.
Foram propostos para socios effectivos os Srs.
Elysio Silveira, Ramn da Costa e Alvaro Ra-
mos : e aceitos como socios honorarios, sob pro-
posta do Sr. Custodio da Silva, os Srs. Dr. Mar-
tius Jnior e Joaquim Nabuco.
Congresso iiiMiruciiv Pernamliu-
rauo Em assernbla geral ordinaria funecto-
nou hontem esta associaga.
Dusertaram sobre diversas tbeses os Srs. Cos-
ta Pitho, Maia e Silva, Opiato Garajur e Ephra
Esdraw.
Foram eleitos oradores da sociedade os Srs.
Luiaiomes e Estevao Lels.
Foi reconhecido socio o Sr. Jonhslon da Foa-
seca Magalhes
'ftirobem foram reco.iheoida Socios honora-
rios o* Srs. r. Arilrar Orlando, professor Au-
gusto Winderley, teneote-coronel Francisco f.
BiMitrean e outros.
Criminoso de anorte -lo subdelega-
do de Marotos, pertencente ao t rmo d_* Naza-
reth, acaba de ser capturado o cr'miooso de mor-
te Antonio Bernardo de Miranda-
< lu lu. ritacional do Recife -Rca-
Jrsar-se-hanflWRb a retmio familiar deste mez.
Haver, quando terminar, trem para Apipuco
e bonds para a Magdalena.
Kervico militarEsto designados para
superior do da hoje o Sr capito Silva e para
ronda menor um subalterno de cavallana.
A guarnigo da cidade dada hoje pelo
corpos 2., 14. batalhOes de infantaria e a guarda
ile Palacio pelo destacamento de cavallaria.
Exislem na enfermara militar 23 pragas
nu trtame rilo.
Foram nemeados os Srs. 1." cirurgio Dr.
Luiz Tavares de Macedo lente Manoel Maurici
Lopes Lima, alferes Joao Pires da Fonseca a
Luiz Beaorra dos Santos, para hoje s 10 horas
do dia assistir na enfermara militar a abertura
le 31 voltiles.
Foram tambera nomeados os Srs. capiti
Januario da Silva Assumpgo, alferes Jos Soares
de Mello. Miguel Gongalve- de Castro Mascare-
nhas e Joaquim Jovino Villarim para boje s
10 horas do dia assistir no Arsenal de Guerra a
abertura de 47 fardos, remettidas pela intenden-
cia da Ruerra.
- Recolheu se do Rio Grande do Norte, ondo
se achava era diligencia o Sr. tenente do 2* ba-
talho de infantaria Sebastio Goncalves da Costa
c 4 pragas.
Oirertorla dan obras de consena-
cmo clon Porto de Pernambuco-Reci-
fe. 28 de Agosto de 1889.
Boietirn meteorolgico
REVISTA DIARIA
AMoanaplo eleltornlHontem s 7 i[2
horas da noite nos foi apresentado o seguinte te-
legramnia-:
Eneida, 29 de Agosto, s -'i horas e oO mi-
nutos da tarde.
Barao de Suassuna aoconsellieiroGongalves
Ferreira.
Erabarcaram as Cinco Pontos 25 capangas
que aqui acabam de desembarcar.
c Testcmunhei o chefe da malu comprar as
pjssagcns, c o tenente coronel Francisco Gon-
calves Torras que eslava na estago, confirmar,
querendo.
Mostr este ao presidente e publique mrae-
diatatnente no Diario.
Este t-ilegramma, que confirma o que hontem
dissemos sob informago bem fundada, uo podo
ser levado presenga do Exra. Sr. conselheiro
president; da provincia por se achar fra do Rc-
cife o Sr. conselheiro Gongalves Ferreira.
Aqui o damos, porm, para seiencia do Sr.
Conselheiro Al ves de Araujo, que de certonepo
sitar conllanga no que diz o Sr. Baro de Suas-
suna, honrado cidado incapaz de faltar ver-
dade.
S. Exc. o Sf. conselheiro presidente d* pro-
vincia por esse tciegramma poder ajuisar. do
que M prepara para a eleiro de amarilla na
hscada e noutros lugares da provincia.
Arto oOteiae*Por actos da Presidencia
de provincia de ante hontem :
Foi nomeado o engenheiro Gregorio Thauma-
targo dAzevedo para dirigir a construegio- do
novo edificio destinado Faculdade de Direlo
desta cidade.
Declarou-se que os delegados nomeados para
os districtos luteranos de Viceocia c Escada
cUamam-se Ursulino Antonio da Costa e Americo
Fortunato da Gama, e nao como est escripto
na portada de, 5. de Julho lindo ; determinan-
do-se que sejam expedidos novos ttulos
Foi prorogada por tres meses mais a licenga
em cujo coso se achava o pagador do Tbezouro
Provincial, bacharel Manoel Gomes V'egas.
Por actos de hontem :
Foi concedida professora Josepha, Prepe-
digna (tabello Padilha, da cadeira de ensino pri
mano do Varadouro, em Olinda, a graticago
de que trata o art. 2 da lei n. 2,020 de lo de
Julho uituno.
Knaprewtinao internoNa Thesourana
de Fazenda e nos termos do resDoclivo edital,
publicado n'outra rubrica deste Diario, acha-se
aberta a subsciipgo para um emprestimo de
cem mil contos de ris, que. autorisado pelo de-
creto n. 10,322, o governo imperial resolveu
contrair dentro do paiz.
Os titulos desse emprestimo serao de oOO* e
1:00 >> ; os juros de 4 %, pagos tnmcnsalmen
te por meio de coupons, e amortisagao de 1 /
ao anno; sendo juros e amortisagao pagos em
ouro ou em moeda corrente ao cambio de 27 d.
por 1*000, e as thesourarias das provincias da
Bahia, Pernambuco, Para, Maranho, Rio Gran-
do do Sul, S. Paulo e na corle, e mais em Lon
dres, Paris, Lisboa, Porto, Berlim, Arasterdam
0 prego mnimo da inscripgao ser de 90 %,
leudo prefernncia o subscriptor que se inscre-
ver por maior prego.
As entradas serao assnn fetas : no acto da
assignatura 10 000 bu mais se fr oflerecido ;
150* em 30 de OutuDro do corrente anno ; 200*
em 15 de Janeiro prximo: 250* em 15 de Fe-
vereiro c 200* em 15 de Abril; podendo ponra
Horas o = o |e| ^ t barmetro a 0" Ten3ao do vapor 93 -3 -3 3
t ra. 24-1 762-41 19 66 87
9 25o-3 7M-H.ll 19.35 8
12 27-3 763-36 19 07 7
37t. 27-4 761-86 I8.S9 6
6 25 -9 762-113 18,58 74
Temperatura mxima28,00.
Dita mnima 23.50.
Evanorago em 24 horasao sol: 6*\0 ; som
ora: 5-8
Chuva4,r-5.
Direcco do s'ento : Variavel de SSE a E pre-
dominando SE de meia noite s 9 horas da raa-
nha; SE variavel entre SSE e ESE at meia
noite.
Velocidade media tw vento: [3-.16 por se-
grelo.
Nebtosidade media: 0,62.
Boletim do porto
9*3 Diu Horas 115') ila manh 6-06 da un 009 da manh 6-14. Altara
R. M. P. M. B. M. P. M- 28 de Agosto 29 de Agosto O-.* f.W I-.3 2,77
de sangue no 6u in-
A igreja matriz
pelo faeto de derramento
lerior. e S. S. Sacramento foi transferido para
a igreja da Santa Cruz.
0 crime altraliio ao templo grande massa de
povo.
Feata da PcnraaCelebrar-se-ha no pr-
ximo domingo a festa da inclyta Virgen da Pe-
nha em seu raagesloso templo,
A's 4 1/2 horas da madrugada desse da ser
celebrada no seu vaslissimo templo urna missa
por tengio' d03 bemfeitores que contribuiram
com se obufo para o esplendor da fsta. e em
seguida haver outra missa:
A's 7 horas entrar a missa da communliao e
ser distribuido o pao eucharistico aos liis con-
venientemente preparados.
A's 8 horas haver oatra missa.
A missa solemne entrar depois de cantadas
as tercias s 11 oras do dia, com assiftencia
dos Exms. Sr. governador do bispado, conse-
lheiro presidente da provincia, general comman-
dante das armas, chefe de policia e mais autori-
dades cccelesiasticas e civis.
A guarda de honra far as devidas contraen-
C13S
A orchestra ser dirigida pelo mestre de ca-
pella Rosas que far executar as melhorcs pe-
cas do seu repertorio.
A tribuna sagrada ser oceupada por um dos
missionarios capochialios.
A' Urde, proferido anlogo sermo por outro
missiooarrv eatoar-se ha o solemne Te-Deum
com a benco do Sanlisslmo Sacramento.
Xas-noUes de vespera c dia da festa a trente
do nwaestoso templo dt; Nossa Seohora da Pe-
iiha ser illuminado a giorno, tocando diversas
bandas de mnsica om varios pontos do espagoso
pateo. __ .
BeneHcla aiaealral-Nb dia :l de Setem-
bro prximo fat no Theatro Santa Isabel o seu
beneficio a actriz Apollonia Silva, levando a
scena as comedias -Catar para morrerXao tem
TituloDms surdos.
Tentativa de suicidio -Ante-hontem
tentou por tim ssus dias o Sr. Bonifacio Joa
quim Jos dos Santos, tendo-se por sso reco-
mido a um quarto de sua habitacao, ra de
Luiz do Reg, c ahi procurando enlorcar-se por
meio de urna corda que amarrara ao tecto.
quando foi prevenido pela autondade lcale
evitado o acto dessperado d'aquelle Sr. Boni-
facio. .. ,.
Este declarou autoridade que fra levado
aquello acto por desgoslos que lhe causava a
separago, que pretenda a propria mulher rea-
lizar.
Falleeimenso-Consta que falieceu repen-
tinamente o Dr. Arconcio Pereira da Silva, juiz
de direito da comarca de Villa Bella. O tinado
formou-se em 1870, tendo sido nombro da As-
sembla Provincial as 19. e 20. legislaturas.
Perda notavel para o partido conservador a
que pertencia, nao menos sensiv^l para a fa-
milia, qual apresentamos as nossas condolen-
cias.
Passagelros em transitoNo paquete
ioglez /*> seguem da Europa para o Rio de Ja-
neiro entre outros os seguintes passageiros :
Baro de Anethan, ministro da Blgica no Bra-
zil e sua esposa. .
Mr. dan, 1. secretario da legagao ingleza no
Rio de Janeiro e sna esposa.
Sir Alfredo Wills o seu lilho Dr. Witls, ambos
da alta corte de justica na Inglaterra.
Todos desembarcaram nesta Jcidade, que per-
co:reram, sendo obsequiados pelos respectivos
cnsules. ..
Vapor AtratoE3te vapor da compannia
ingleza linha de sabir hontem do Rio, pelo que
entrar em nosso porto na terca-feira.
ttociedade Iliteraria nralves
Dias-Funccionou essa sociedade hontem em
assembla geral/oriinaria, tomando posse o so-
cio efTegtivo Joo V. da Cruz Jnior, que oHOre-
ceu bibliotheca diversas obras importantes
O jury histrico de Joanna d'Arc, foi adiado
para o dia 12 de Setembro, sendo promotor o
beiluesEllectuar-s ho os segrales :
Hoje :
Pelo agente Gusinao, s 11 horas, ra da
Mrquez de Olinda n. 5, de [aseadas.
i'elo agente Pinto, s 11 horas, trravessado
Corpo Santo n. 27, da barcaga llosa Filha, enca-
Ihada no isthmo de Olinda.
Pelo agente Silveira, s 101 2 horas, ra das
Trincheiras n. 23. de armaco, gneros e o mais
existente na referida casa.
Pelo agente Stepple, s H horas, ra For-
mosa n. 4, de um piano, movis, espelhos, etc.
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, travessa
do Corpo Santo n. 27, de urna casa nos Reme-
dios.
Hlssas fnebresSero celebradas :
Hoje :
A's 7 1/2 horas, na igreja do Corpo Santo, pela
alma de D. Maria Felippa Monteiro da Franga, s
7 1/2 horas, na Capelln de Bolera, pela alma de
D. Maria Benedicta Barretto Li is ; s 7 horas,
na matriz de Santo Antonio, pela alma de Fran-
cisco Jos Moreira da Costa; ? 7 horas, na ma-
triz de Santo Antonio, [pela alma de Francisca
Jos Moreira da Costa.
Amanha:
As 7 horas, na matriz da Boa-Vista, pela al-
ma de Francisca de Paula de Vasconcellos c
Carvalho; s 8 1 2, na mesma matriz, pela alma
do engenheiro Antonio Lupicinio Buarque.
Passageiros Chegados do norte no vapor
nacional Jaguaribe:
Luiz E. P- da Cmara, tenente Sebastio Gon-
calves da Costa e 4 pracas de linha, Dr. Jos
Correia A. Furtado. Francisco Souza, Luis Ge-
raldo e i lilho, Jos Frdippe do Monte, Franco-
lino Rodrigues Moura, Joo Soares de Souza, Sa-
muel Smilh, sua senhora e t filha, James Band:,
Manoel Ferreira Veiga. Jos Joaquim Cardoso
Jnior, Joo Goncalves Torres, tenente Jos Vi-
ctoriano de Vasconcellos Pereira, capito Damio
da Costa Leile, Joao J. dos Santos, Antonio
Francisco Vigario e 2 pragas de policia.
Chegados da Europa no vapor inglez Don:
Francisco Joao de Barros e I filha, EuaenioS.
Lew e sua senhora, David Alves, conego Fran-
cisco do Reg Mnia. Ma-ioel A. Pequeo, Fran-
cisco Jos (ornes de Souza, t lilha e 1 criada,
Flix Pereira de Soaza, Carolino Goncalves da
Silva, Maria Mauricia da Conceigo. Dr. Sigis-
mundo Antonio Gongalves, Dr. Felippe de Souza
Leo Sobrinho, Antonio Geraldo Coelho e sua
seohora, Anna Ferreira Coelho, Luiz Ferreira
Coelho. Manoel da Silva Torres, Jos Maria Go-
mes, Jos M H. da Costa. Theotonio H. Pereira
da Costa, Antonio Ferreira, Dr. Ermirio Cesar
Coutinho e sua,senhora, Manoel J. Fernandes,
sua senhora c 1 filho, Jos Fernandes.
Sahidos para o sul no mesmo vapor :
C. Dugge, Arthur L. G WUIiara e sua se-
nhora.
Sabidos para os portos do sul no vapor ua-
cional Jacnkype :
\V. Swenson, Joao Homio dos Santos e Itor-
melindo de Almeida- Alcoforado.
casa de isetencaoMovimento aos pre-
sos da Casa de Detenco do dia 28 de Agosto de
(889.
Existiam i64 ; cntraram 33; sahiram 4; exis-
tera 464.
Nacionaes 389 ; mnlberes 21; estrangeiros 28.
mulher 1 -Total 4'3.
Arracoados4l3.
Bons 376.
Doentes 31.
Loucos 6.Total 41.
Movimento aa enfermara .
Tiveram balxa :
Manoel Joaquim Ferreira da Costa.
Miguel Marcellino Torres.
Joo Francisco Paes Barrete
Tiveram alta :
Salviano Marques da Costa.
Felismina da Conceigo.
Maria Jos dos Prazeres.
Guilhermina da Conceigo.
Joo Francisco do Rosario.
Hospital Pedro -O movimento deste
estabelecimento de caridade, no dia 27 de Agosto
foi o seguinte:
Entrarara 17
Sahiram
PrJleceram 3
Rstem 600
7
{
1
J
i
i

i


\

w
Diario de PernambucoSexta-eira 30 de Ayosto de 1889
3
Fortm. vi sitadas as respecgvas enfermaras
pelos DraT:
Mostoso as 8, Cysneiro s 9, Barros Sobrte
s 8 1|2, Bcrardu s 1, {alaquias s 11 1(2, Pon
ual s 8 3|i horas.
Nao cocipareceramos Drs.:
Este v o Cavalcante.
Simes Barbosa.
Ocirurgio dentista Numa Poinpilio s 8 ho-
ras.
O pharmaceutico entrou s 8 l4 da manhS e
sabio s 4 da tarde.
O ajudante do pharmaceutico entrou s 7 i2
da maulla e sahio s 4 horas da tarde.
Lotera do liram-Para-A i* parle da
31* lotera, dessa provincia, cujo premio grande
530:000*000, *er extrahida no dia 4 do Setera-
bro.
trandc lotera da cdrteEsta impor-
tante lotera, cujo premio maior de 100:0003
ser extrahida no dia .. do corrente.
.ranile lotera do Maranh*o -A5'
serie da 1 lotera, dessa provincia, cujo premio
rnde 6 300:o00000 ser extrahida lioje 30
Agosto.
Cemiterlo Publico Obituario do dia 29
do corrente.
Coronel Jofo Baptista Pereira Lobo, Pernam-
buco, 86 anuos, viuvo, Boa-Vista ; amollecimento
cerebral.
gueda Teixeira de Barros, Pernambuco, 44
annos, solteira, Santo Antonio; consurapgo.
fzabel Tavares de Oliveira, Pernambuco, 18
annos, solteira. Boa Vista; febre perniciosa.
Mana Francisca do Rosario, Pernambuco, 30
annos. soltara, S. Jos ; tubrculos pulmonares
.Mara Emilia, Pernambuco, Graga ; asphixia.
Mana Carlota do Espirito-Santo, Pernambuco,
4i annos, solteiro, S. Jos; tuberculose.
ly Stackes de Newnlarket ao Champagne Stt-
ks da Doeaste r.
Aos 3 annos ganhoa os dous mil guineos e
nao leve coMecagc no Derby e no Grand Prix
de Parir.
A' sua terceira derrota em Ascot foi retirado
do entrainement.

Sao os segrate os garanbes, cujos produc-
tos levantaram mais premios em corridas de
stepples chase e de haies, em Franca, Ue 1 de
Janeiro a 7 de Julho deste anuo :
Don Carlos frs. 91,603
Isonomy 73.024
Slvalo:- .66,548
Saxfrago 65,649
Vermoulh 53.587
Silvio 51,738
Eusbe 47,532
Nongat 47,327
Cimier' 45,080
Le Destrier 43,780
Le Petit Caporal 41,506
Ruy Blas 40,263
INDICARES DTEIS
UM POUCO DE TUDO
i^JO monumento elevado por subscripgo Fran-
*?isco Vicente Raspaii, em Paris, na junecao dos
Loulevards Raspaii, e Edgard Qainet. lo i inaugu-
rado a 8 de Julho, s duas horas dtarde, em
presenca duma raultdSo considerara.
O munumento, que devidol collaborago dos
dousirmos, o estatuario L. Mauricio, e o archi
tecto i.. Mauricio, se compite d'uoi pedestal
de seis metros de altura, de podra branca e da
estatua em bronze de Raspaii.
O pedestal ornado de dous baixorelevos re
presentando, um, Raspaii indo visitar a um seu
" doenle pobre n'uma trapeira, ooulro. Raspaii
6reclaman lo a repblica na praca da Cmara
ionicipal.
l'ma primeira cimalha sobre a que esto gra-
vadas estas palavras: subscripcao nacional
supporta urna cora de carvallio e urna palma de
bronze que, elevando se de face anterior, enea-
silba o nome de Raspaii e as dalas 17'.ii1878.
A face posterior do pedestal ornada d'um
Daixo-relevo de pedra representando a senhora
Raspaii passando urna mo pela grade da mas-
-Biorra onde seu marido est preso.
Em outra lace ha estas inser pedes separadas
porjumjteixe de lictores sobrepostoa um barrete
pfirygio.
A"23 de Fevereiro de 1818. [Raspad proclama
a repblica na praca da Cmara Municipal.
Raspad promotor do suffragio universal em
1834 (jornal a Reforma).
o oulro lado, separado por um arente acce-
so.que rodeia um ramo de loureiro, esli gra-
vadas estas inscripces :
Daitne uma nsiciilu animada dr sua ritaliiade
i eu vos iarei u minuln organizado.
(Tbeora cellular. 18231831)).
A' sciencia, fura da qual tudo mais turnara,
i .('/i, a mura rrligiu do futuro, seu mais fer-
vente e desinteresado rente.
F.N. Raspad.
A estatua de bronze e Raspaii est represen-
tado em pe caneca descoberta, umlivro na mao.
A seus lados uma. imprensa uma cadeia de ferro
paiiida e por ierra, um numero do jornal o Re-
foi mador.
Entre as numerosas coras que foram deposi-
tadas ao pe da estatua nitam-se as offerecidas
pelos feridos d: Fevereiro 1848 e pela cidade de
Carpentras, ao mais Ilustre de seus filhos.
Na tribuuaoflicial tomaran) os lugares M. M. Ara-
tole de Li Fore, Achard, Morlim Nadan, Pau-
l.elle. '.lemonoaao, et". ele.
*,
l'm ultimo ecco sobre Carlota Patti.
Alguem encontrou no lbum dos autographos
pessoaes da cantora cata quadra de Alexandre
Humas, pal, que ella conservava no meio de
todos os outros tersos de seu,lbum, apasr da
sua forma extravaganU'. 1.' verdade que a ideia
i encantadora :
Je me piis t'entendre
tan,t honime et chrtien :
Mais S j'ctais oiseau.
Jen mourrais de cluigriu.
*#
O Vanity h'air, di- Londres, noticia 0 prximo
casamento do principe Eugenio da Suecia coui a
princesa Kaiakani do Hait.
A nrinceza con la apenas 15 annos c com
quauTo seja bastante tngueira parece que vira a
.-ei urna belluM de pfimeira grandeza.
***
E" do Sr. T. W. essa poesa:
DEPOIS DE l'M SONHO
t
(A' ll Nao me persigas, viso amada.
Sonho teimoso nao me tentes mais.
Nao me relembres do passado a vida :
Quadra de gozos, estago querida,
Deixa minh'alma dormitar em paz.
Nao rae rcordes desse tempo a historia
As gratas scenas d'um viver feliz,
ijuendo cu suppunha (illuso, loucura.i
Dessa exislencia s<"> fruir ventura,
Cumpn a pena que o deslino quiz.
Quantas reliquias eu cioso tenbo !
Quantas saudades do passar d'ento!
Tudo tinou-se ao inditoso bardo.
Como o perfume que coiU'm o nardo,
(ual do relmpago o veloz claro.
Nao me persigas, 6 viso amada,
Sonho teimoso nao me tentes mais
Nao me relembres do passado a vida :
(uadra de gozos, estago querida.
Deixa minh'alma dormitar em paz.
SPORT
O Crande The Eclipse Stakes corrido no da 13
de Julho em Sauaown Park, 10.000 Ibs., 2,000
metros, foi ganho pelo cavallo Ayrskire, 4 an-
nos, 64 1/2 kilos, por lampin e Allanta, do Du-
ke of Portland, montado por F. Barret.
Eldorado cliegotfc em 2o lugar e Seclusion
em 3.
Seabreeze, Benturb e Gold ficaram distancia-
dos.
#
No dia 28 de Julho lindo nasceu na fazenda
do Sr. M. U. Lengruber a potranca Xiiiiche, por
Taillefer e Nana.
#
O governo argentino ofTereceu ao J.ickey-Club
Buenos-Ayres um premio de 50.000 francos
para a creagao de um haiviicap que ser corri-
do no dia 1 de Janeiro de 1890 em Buenos-Ay-
res e que ter o nome de Grande Premio Gene
ral Artigas. Este pareo ser disputado por ani-
maes do paiz e importados at 1 de Seteinbro
lo con ente anno.
*
Apezar da concurrencia dos novos ara.ihes,
o velho Hermit, que tem 22 annos, conserva an-
da o seu prestigio.
Os sete productos deste garanho, criados no
hars de Blankney, vendidos a 11 do passado
em Newmarket, produziram cerca de 90 conlos

Gutliver cahio broken doim, correndo o Mid-
land Derby em Leicester, onde ebegou em se-
gundo lugar batido por Pinzn.
*
O garanho Camballo, o pai de The Lambkin,
Minlke e da legendaria Phrynea, pertencente a
M. R. C. Vyner, tendo sido atacado de uma mo-
lestia incuravel. foi morto com u:n tiro no hars
de Moorlunds, Inglaterra.
Camballo ganhou aos 2 annos o Biennal d'As-
cot. o Hurslbourne Stakes de Stocklridge, o Ju-
Medleos
Dr. Castro Jess medico e operador.
Pratica a lavagera do tero quando c co-
mo aconselhada. Consultas das 11 s
3 da tarde em sua risidencia ra do
Bom Jess (antiga da Cruz) n. 23, 1."
andar. Telephone n. 389
Dr. Joaquim Louieiro medico e partei-
ro, consultorio ra do Cabug u. 14,
1. andar de 12 s 2 da tarde; residencia
no Monteiro.
Dr. Barretto Sumpaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1 .* andar da casa
ra do Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 54, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Riheiro de Britto d consultas de
meio dia s 3 horas da tarde, no poden-
dar a ra Duque de Caxias n. 46, i. an-
do ser procurado para chamados na sua
residencia ra do Hospicio n. 81. Te-
lephone n. 303.
O Dr. Matheus Voz, medico, tem o seu
escriptorio a ra do Baro da Victoria
n. 51, 1. andar, onde d consultas d
meio-dia s 2 horas da tarde. Reside
ra de Gervasio Pires n 27. Encarrega-
se do tratamento das molestias de olhes.
Telephone n. 427.
Dr. Alvares Guimarues, chegado da
curte, dedica-se medicina em geral, e
com especialidade s molestias do cora-
cao, pulmfles, figado, estomago e intesti-
nos e tambem s affeccScs das enancas.
Reside praca do Conde d'Eu, n. 28, e
tem consultorio na ra do Bom-Jesus
(antiga da Cruz), n. 145, onde d consul-
tas do meio-dia s 3 horas. Telephone
n. 381.
O Dr. Simplicio Mavignier.Clnica me-
dico cirurgica. Especialidades : molestias
pulmonares e partos. Ra do Mrquez de
Olinda n. 27, 1. andar. Consultas das 11
s 2 horas e na Casa Forte (P050 da Pa-
nclla) das C s 9 horas da manh e
tarde. Teleshone n. 392
Dr. Cerijiteira Leite, tem o seu escripto-
rio na ra Nova n. 32, do meio dia s 2
horas e desta hora cm diante ra Baro
de S. Borja, n. 22. Especialidades
molestias de crianea senhoras e parto.
Telephone n. 326, da casa de residencia.
Oeeulista
Dr. FerreirJi. com pratica nos princi-
paes hospitaes e clinica de Pars e Lon-
dres, consultas todos os dias das 9
horasdao meio-dia. Consultorio c resi-
dencia ra Larga do Rosario o- 20
Advogados
Silvcira, advogado. Escriptorio rua
do Imperador n. 69.
J. A. de Magalhaes Bastos. Duque de
Caxias n. 66, 1. andar..
O Dr- H. Milet contina com seu es-
criptorio de advocacia, a rua do Impera-
dor n. 46, onde tambem poder ser pro-
curado sobre negocios concernentes 1.a
promotoria publica desta capital.
O conselheiro Portella contina a advo-
gar. Escriptorio rua do Imperador
n 65. Residencia, casa n. 11 da rua
Visconde de Albuquerque (outr'ora rua da
Matriz da Boa-Vista). Telephone n. 362.
COMUNICADOS
Partido cb aserrador
Illm. Sr.Os abaixo assignados, membros do
Directorio do partido conservador desta, provina
cia, por indicaco de seu Ilustre chefe, o Exm.
Sr. conselheiro Joao Alfredo Correia de Oliveira,
organisaram e tem a honra de offerecer con
sideraco doeleitorado a chapa para .deputados
ye raes", na eieico a que se vai proceder no dia
31 de Agosto prximo.
Em tal organisaco o directorio consullou,
com a mxima ponderajo e procurando o
maior accordo possivel, nao s as legtimas
conveniencias partidarias, como as circunstan-
cias difQcillimas em que seacha o paiz, eos ele-
mentos pessoaes de cada candidato.
Assim, maniendo os nomes que cm anteriores
eleic6es j receberain a sagraco do partido,
com excepeo dos nossos prestrnosos amigos
Visconde do Rio Formoso e Dr. Alfredo Correia
de Oliveira, que ora se absu'm espontneamente
e por motivos imperiosos de ordem particular, e
apresentando novos candidatos, que igualmente
se recommendam por seus servidos e talentos,
acredita o directorio que procura dotar a pro
viacia com uma represeniaco digna ds suas
honrosas tradieges, na altura das circunstan-
cias e dos legtimos interesses do partido.
Embora, em vista de facUs j oceorridos nes-
ta provincia, como em todas as outras, nao
possamo confiar na promessa solemne, feita no
parlamento pelo gabinete actual, da mais com-
pleta liberdade para todas as crencas, tem o
partido conservador o dever de mais uma vez
disputar as urnas a victoria to brillantemente
obtida em pleitos anteriores.
Para a realisago desse resultado que, alm de
natural e legitima aspiracao partidaria, se nos
afligura imperioso dever no momento poltico
que atravessam as instituices do paiz, e para
conjurar as difficuldades que possam provir de
possiveis, Beato provaveis pretences da situa-
co actual de transpor os limites legaes no pr-
ximo pleito eleitoral, o partido conservador tem
necessidade de maoler se forte pela mais irre-
prehensivel coheso. pela mais severa discipli-
na e pela mais decidida energa.
Nunca tanto se impoz a uiisso do partido
conservador! Nunca a ordem tanto precisou do
amparo e dedcago de seus naturaes defenso-
res I
Os vencidos, nossos amigos, que tentaram, no
governo, como louvavel aspiracao, urna poltica
de geneosidade e tolerancia, esto sendo victj
ruados, com esquecimente das mais atteodiveis
consideraces e dos maiores reclamos da ju-ii-
ca, aos golpes de desenfreada e frentica reac-
5S0, esse vezo antigo dos nossos adversarios,
que perpeta os odios e a oppressao, porque
desalia reaegoes futuras, e que tanto mais in-
toleravel quanto poda e devia ser contida pelo
nico remedio efficaza justiga dos governos I
As condigoes difficeis da aclualidade e as di-
versas aspirages e planos de reforma que se
agitam na arena poltica, eslo reclamando a
maior circumspecco e a intervenco activa do
partido conservador, para garanta dos princi-
pios de ordem.
Ao eleitorado do distrlcto
E'chcgada a occasio de solicitar do iodepeu-
dente eleitorado do 2o districto a renovaco do
honroso mandato de seu representante, cujo di-
ploma me foi arrancado pela cegueira partidaria
de roaos dadas como odio escrarista na legisla-
tura que acaba de lindar com a dissoluco da
Cunara dos Dcputados.
Tendo continuado a consideradme o legitimo
repre^nlante do districto, nao posso, por isso
mesmo. aspirar simplesmenle a honra de ser o
deputado iiovatncute eleito ; desejo que o pleito
de 31 de Agosto tenha 'ambera uma signilicago
especial : sejs o protesto contra a espoliando do
meu dimito de deputado duas vezas eleito; seja
a restaurago do meu diploma*violentamente
rasgado ; seja a coniirmaco de qae nao tenho
ecido no couceito e na conhanga dos meus
concidados.
Eu aguardava com anciedade a occasio de
pode piuvocar uma maaifestagao clara e solem-
ne do brioso ehtorado ao 1' districto. E' por-
A autonoma provincial e municipal, seb a
base da mais larga deseentralisago, sao neces-
sidades quo hojtf mais que nunca se impoem,
como condigno de vida e desenvolvimento das
provincias e municipios e maautengo da inte-
gridade do imperio, que nao p'ide deixar de ser
aspiragao de lodo o brazileiio.
Cora relago, especialmente, s ameacas que
se annunciam contra o partido conservador do
norte do imperio, e, particularmente, contra o
desta provincia, mais se accenla o nosso dever
patritico de orgaoisar a resistencia, at porque
pelo actual systema eleitoral a nenhum governo
possivel a conquista Ilegal das urnas. E des-
te modo, cumprndo o partido conservador o seu
dever, o gabinete actual, quaesquer que sejam
os seus planos de intervengo e corrupgo, nao
ha de poder resistir fuiura cmara, mxime
enfraquecido, como j se acha, no meio das di-
vergencias do seu proprio partido.
Em taes conjnncturas, 6 preciso que o partido
conservador, unido, disciplinado, preparado
para a lucta e cheio de patriotismo, se congre-
gue, comd um s partidario, nos diversos dis-
tnclos eleitoraes, em torno dos respectivos can-
didatos.
Confiarnos em vos. Cumpn esse dever de
honra para com o partido, esse dever de pa-
triotismo para com a nago !
Eis a chapa :
Io districto Conselheiro Manoel do Nascimen-
to Machado Portel la.
2* dito -Dr. Jos Nicolao Tolentino de Carva-
Iho.
3o dilo-Dr. Felippe de Figueira Faria.
-4" ditoDr. Joo Juvencio Ferreira de Aguiar.
o" ditoDr. Gaspar de Drummond.
6 ditoBaro de Suassuna.
7o diloDr. Jos Vicente Meira de Vasconce-
los.
8o ditoBaro de Granito.
9" dito -Dr. Jos Bernardo Galvo Alcoforado
Jnior.
lO" dito-Conselheiro Francisco de Assis Rosa
e Silva.
11 dito-Baro de Lucena.
12 dito-Conselheiro Antonio Gongalves Fer-
reira.
13" dilo -D' Jos Moreira Alves da Silva.
Recife, 31 de Julho de 1889.
Barao de Lucena.
Visconde do Rio Farinoso.
Alfredo Correia d'Oliveira.
Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Felippe de Figueinia Faria.
Joo Juvencio Ferreira de Aguiar.
Barao de Suassuna.
Barao de Granito.
Jos Bernardo G. Alcoforado Jnior.
Francisco de Assis Rosa e Silva.
Antonio Gonralves Ferreira.
PLBL1C4C0ES 4 PEDIDO
1. districto
O procedimenlo que tem tido o Sr. Alve3 de
Araujo em relago s constantes e procedentes
reclomacOes contra o modo violento e criminoso
porque se pretende a conquista da eleigao, con
vence de que sero baldados todos os calreos
tendentes a obter de S. Exc. providencias no
inluito de evitar graves perturbages da ordem
publica.
Sem a energa necessaria para resistic-s im-
posiges dos mandOcs da poltica liberal e dola-
do d espirito fraco, incapaz de levar a effeiro as
providencias, que promette tomar, desde que
he exigida a nulbficago dessas providencias
e era paga se escrevem antigos encomisticos
sua adraiiiistraga, o Sr. Alves de Araujo nao
recua diante da sssponsabilidade, que Ine ha de
vir, pelas violencias que, m seu nome, eslao
sendo praticada3 em todos os districtos eleito-
raes desta provincia.
Conhecedores da queda que S Exc. tem pela
lisonja, Os articulistas liberaes do Jornal do Re-
cife lera a certeza de conseguir ludo quanto que-
rem e at n esrao a falta de cumprimento da pa-
lavra dada aos miis circumspectos caracteres
desta provincia, como, ha pouco, succedeu em
relago mudanga do energmeno alfares com-
mandante do destacamento de Caruar uma vez
que aquelles, que isto conseguem, rabisquem
um mal alinhavado artigo proclamando-o como
o no plus ultra dos administradores desta pro-
vincia, o estadista mais proeminente deste paiz
e uma de suas mais apregoadas llustraces.
Convencidos, embora, de que nenhuma provi-
dencia obteremos de S. Exc, por mais justas
que sejam as nossas reclaraagOes, somos entre-
tanto dbrigados a chamar de novo a sua atten-
go para o que se est passando no 4o districto
eleitoral, alim de que fique bem firmada, em to-
do o tempo. a responsabilidade que llie cabera
palas perturbages e fraudes que alli se annun-
ciam, tendo como promotores as autoridades
policiaes c os amigos da situagW.
Alm das perseguiges e violencias desenvol-
vidas contra os nossos amigos em todo aquelle
districto, das promessas feitas em'nome do go-
verno. cora que se. tem pretendido subornv o
eleitorado. das ameagas constantes e das prises
illegacs, de que, ha pouco, fra theatro a cidade
de Goyanna; estaraos bem informados que a
autoridades policiaes pretendem perturbar a
eieico em ilamb onde os conservadores tem
otavel e incontestada maioria.
Em Timbaba, onde a maioria conservadora
certa, existe o plano de impedir violentamen-
te a entrada no collegio eleitoral aos nossos ami-
gos, e desta misso acha-se incumbido Antonio
Coutinho de Lyra, desordeiro criminoso bem
conhecido e que se torna terrivelmente provoca-
dor qunndo alcoolisado.
E nao trepidan) os amigos da adrainistrago
em ejmraelter essa tarefa a um tal hroe, queja
foi processado porcrime de morte e na Parahyba
por criine de moeda falsa, e que cora o maior
cynismo aineacj postarse' na porta da igreja,
de facaem pubo. para obstar a entrada alli dos
conservadores, pediodo a alguns com quera lera
relages que nao vo eleigao, se nao querem e.c
perimentar a pona de sua faca'.'.
As autoridades policiaes, que tudo isto pre-
senciara nenhuma providencia tomam, nem si-
quer dmoestam ao -celerado t
Em Tejucupapo est preparada a repetigo da
fraude praticada em 1884, isto a leitura de
um nome por outro as listas, por occasio da
apurago, visto ser este o nico raeio de fazer
desapparecer a maioria que alli infallivelmente
ter o candidato conservador, que alm dos es-
forgos de seus correligionarios, conta n'essa lo-
cal idade muitos parentes e antigs relages de
familia.
Alli. em Ilamb e cm lodosos outros colle-
gios do 4o districto esto os nossos amigos no
lirme proposito de exercer em toda a sua pleni-
lude o direito de voto, que a lei Ibes garante, e
dispostos a reagir contra a prepotencia, violen-
cias e fraude, que se pretende por era pra-
tica.
Edessa resistencia legal, praticada no exer-
cicio de bora direilo se resultaren) lamentaveis
consequencias, cabera ao Sr. Alves de; Araujo a
maior e mais completa rcsponaailidade, desde
que, avisado era tempo corno tem sido, fecha os
ouvidos s nossas mais justas reclamagoes e re-
cusa todas as providencias que sao necessarias
nara garantir a liberdade do voto e evitar se-
rios conflictos.
Nao ha duvida. O Sr. Ouro-Preto nao poda
encontrar raelhorempreiteiro de eleiges do que
o aclual presidente desta provincia.
Um conservador.
tanto, cheio desatisfago e da conlianga que paro
elle app, lio, sem a menor duvida sobre o julga-
mento quo tenha de ser proferido, apezar de
todts as machinages, perfidias e .diffamaces a
que recorram os meus rencorosos iniraigo*.
A raaoestagao franca e sem reservas de mi-
nhas ideias sustentadas ao nuetittgs. Das confe-
rencias publicas, na imprensa, na tribuna par
mentar, bstanle para afirmar os comprarais
sos por mira coutrabidos para com 9 pova, em
cujo nome aspirarei sempre a honra de poder
fallar: e por oulro lado, accenta. de modobein
claro e positivo, o dever que me cabe de accei-
tar as soluges, anda as mais arrojadas, do libe-
ralismo moderno, concilladas com os altos inte-
resses da patria que todos devenios fazer forte e
grande, prospera e feliz, urna s e iodivisivel
pela integridade do seu soio e pelo lago cornmnm
do amor nacional.
Nao rae escusarei, entretanto, d mencionar
que, entre todas as reformas que o partido libe-
ral chamado a realizar, devenios, antes de
tudo, trabaluar para que o povo tenha inlerven-
Siio mais directa e eflectiva na governagao pu-
lica pela ampliago do direito do voto do qual,
em sua maioria, tem estado privado. Devenios
iguajmente trabalhar para que as provincias e os
municipios tenbam a mais plena autonoma, en-
trera no inteiro governo de si.mesmas, para, inde-
pendentemente de lutella administrativa estrqnha,
gerirem seus negocios, applicarem suas rendas,
promoverem os seus raelhoramentos, concillndo-
se ao mesmo tempo os interesses peculiares cada
uma das provincias, de modo a fazer desappare-
cerem rivalidades, ou antes, hostilidades que co-
megara a manifestarse e que fatalmente preju-
dicaro a homogeneidade nacional.
Reconhego nao ser possivel exigir de um ga-
binete a execugo, de uma vez. do programma
inteirotde seu partido ; e por isso me contentarei
que 0 gabinete 7 de Junho emprehenda a real i-
zago 'aquellas duas reformas capitaes, a par
de outras medidas de ordem differente e de nao
menor importancia, como seja promover melhora-
mentos pblicos, auxiliar c- favorecer as artes e
industrias nascentes e a lavoura que to patrio
tica quanto desinteressadaraente tem auxiliado
a transformago do trabalho nacional, e por raeio
de medidas econmicas e financeiras impedir as
caprichosas oscillages do cambio, desenvolver
o crdito, fazer a converso do nosso meio cir-
culante deprectado, e assim concorrer para que
seja melhor aproveitadae desenvolvida a riqueza
publica e diminuidos os encargos da divida na-
cional.
Diz-me a consciencia que, mesmo proscripto
do pirlamento pela mais violenta das reaege*,
nao me deixei tomar de desanimo nem me con
servei em inactividade; ao contrario, conti-
nuei a servir, com ardor, dedicago e firmeza,
causa do povo e da democracia. Posso asse-
gurar ao eleitorado do 2 districto que, eleito
novamente seu representante, saberei honrar o
mandato que me fr confiado, nao trahindo os
compromissos do meu passado nem lludindo
as esperangas do futuro ; hei de sempre procu-
rar corresponder conlianga dos eleitores de-
fendendo os grandes interesses da altiva pro-
vincia de que me orgulho de ser tilho e balen-
do-me pelos direitos do povo.
Nutro a esperaega de que nao appellarei in-
tilmente para o eleitorado do 2o distncto e que
d'elle hei de receber um diploma revestido da
forga e do prestigio necessarios para no parla-
metilo ncionaal collocar-rae altura da grande
misso de que tenha de ser investido.
Cada um dos Srs. eleitores do 2o districto cora-
prehender a impossibilidade material era que
me acho de procralos pessoalimajle para pe-
dir-lhcs que me honrem com os seus votos e
com a sua franca adheso.
Sao bem conbecidas as minhas ideas e a mi-
aba atiilude diante dos negocios pblicos : e
quando os Srs. eleitores desejem interrogar me
tero a facilidade de o fazer as reunies prelimi-
nares ao pleito, que sero promovidas em pontos
determinados de cada parochia, por ser esse o
raeio mais fac.l de por-rae em contacto coraos
Srs. eleitores.
Espero, portanto, que isso nao ser motivo
para que deixcni de sultragar a rainha candida-
tura e fazel-a sahir triumphsnie das urnas.
Reciie, 20 de Agosto de 1889.
.^ / Jos Marianno
\
2" districto
Invicto eleitorado do 2o districto I
A sociedade brasileira, estudada desde a sua
geneses at hoje. tem mostrado claro e eviden
tedenle o seu amor aos principios adoptados
palo Partido Conservador, que advoga o respeilo
autoridade e a satisfago dos dezjos manifes-
tados pela opiniao publica quando elles se re-
vestirera do carcter de necessidade.
v Sao essas ideas a maior e a mais segura ga-
ranta dos direitos individuaes e dos interesses
collectivos representados pelo poder publico,
pela autoridade.
Deveis, portanto. desprezar, como um factor
que concorre para o atraso e a falta de prospe-
ridade da Nago, ao partido que, sem ideas,
sera principios, sera orientago poltica, illude
o povo com o falso brilho de emprezas, que, so-
bre serem desastrosas, sao temerarias.
Representando os elementos de estabilidade
do oosso Brasil, o Dr. JOS' NICOLAO TOLEN-
TINO DE CARVALHO merece os suffragios do
eleitor.ido do 2 districto.
BCIieio de servigos ao seu paiz, escudado na
syinpalhia que-gosa do povo Pernambucano, que
tem assislido aos seus triumphos e s suas cons-
tantes glorias na vida forense em que represen-
ta papel bem saliente, confiado no pronunciado
amor que tem o 2 districto ao progresso na-
cional, s liberdades publicas, o Sr. Dr. JOS'
NICOLAO TOLENTINO DE CABVALHO entra
resoluto e furle, pela forga, que the do as suas
arraigadas ideas, no pleito do dia 31, donde o
eleitorado generoso do 2 departamento eleito-
ral deve fazel-o resurgir triumphante.
De posse dessas verdades cabe ao brioso e
altivo eleitorado do 2 districto suffragar o no-
me do Sr. Dr. JOS' NICOLAO TOLENTINO UE
CARVALHO, que representa a ordem, a justi-
ga, o patriotismo e tudo quanto de generoso e
de digno podera fazer urna sociedade prospera
e adiantada.
Estamos plenamente convictos deque mais
urna vez licar registrada nos annaesda nossa
historia politica a manifestago espontanea do
eleitorado do 2* districto pelo Partido Conser-
vador.
D'entre os meos infrenes de corapresso e
anarcliia de que lngara mo os nossos adver-
sarios polticos surgir triumphante o nome do
Sr. Dr. JOS' NICOLAO TOLENHNO DE CAR-
VALHO.
' Tliems.
. districto
Sao (alaos os boatos a que a imprensa oppo-
-icionis, tem propositalmenle, dado curso,
com relago forga armada, que, diz ter se-
guido para diversos pontos do 6o districto.
E' uma falaidade revoliante, cynica, allirmar.
se que parajaqui tem vindo o eleitorado anony
mo, a flor mente.
Aqu narrna pessoaalgumasuspeita: nenhum
hornera veio de parte alguma com o intuito de
perturbar a eleigao. ao menos pela mirilla parle.
lMes boatos, adrede espalbados, fazem me
suspeitar que os meus adversarios pretendem
perturbar o pleUo, porque tm certeza do meu
trinmphoe querm frustral o ou manchal-o.
A verdade, porm, far-se-ha.
Eu comprehendo a desonentagao era que se
echain.
Espalliava-sewrfr) et orbe qnc a minha derro-
ta seria inevitavel: que o meu llustre adver-
sario veu*eria,iois este districto era inexpug-
navel e sabia-s4*que eu nao dispunlia de dinhei
ro, nem seria capaz, quando podesse, de corrom-
per os eleilores.
Ue-engaaaram-se, porm, quando sondaram
o espirito To eleitorado, e virara que elle dei-
xou-se vencer pelas minhas palavras ungidas
de f e sinecridade.
iMaravilliaram-se ante o espectacnlo miracu-
loso de um obscuro obreiro do futuro/ sem po-
sigo e dinheiro, acnar:se em coodiges de ven-
cer um lidalgo argntario, e d'ahi o desespero e
a calumnia.
Convengam-se os meus Ilustres adversarios.:
eu vencer! cu serei vencido tendo de meu la-
do a verdade,' o direilo e a justiga, mas wmaia
comraetterei as torpezas a que outros se tem ha-
bituado.
At honlem a bolsa do meu Ilustre adversario
nao. se tinba aberto, porque nao se acredilava
na rainha victoria ; hoje, porm, derrama-se di-
nheiro a mos cheias, e piocara-se aitnbuir a
mira actas, que a minha natoreaa repelle.
Nao conseguido os seus intuitos.
Tenho f em Deas e isto me basta.
Victoria. 29 de Agosto de 1889.
Jos Alaria.
Ao eleitorado do 3." districto
ELEITORK8 !
Trava-se amanha a maior pugna de que
devem resurgir triumphantes os voseos
bros e a vossa dignid&de!
O partido liberal, conscio do descalabro
que lavra em suas proprias fileiras, con-
victo da dcscontianca em que os seus erros
nzeram-n'o cahir e certo de que o paiz re-
pellir as urnas o seu jugo prepotente,
tem lancado mao de todos os recursos, tem
envidado todos os meios para ver se con-
segue impr nacSo indignada a sua von-
tade desptica !
A peita e o suborno, a ameaca e a com-
pressao, a fraude e a anarchia, tudo est
sendo jogado pelo governo do Sr. Ouro-
Preto, desse mesmo personagem de im-
posto de vintem que mandn massacrar o
povo inerme que reclamava o uso e a ga-
ranta dos seus direitos araeayados !...
Servindo-se de agentes capazes de todas
as coragens, utilisando-se da cooperario de
delegados sem escrpulo, a situacao libe-
ral tem faltado aos seus compromissos,
tem desrespeitado a vontade nacional e
tem abalado, at os mais intimo alicerces,
o edificio das liberdades publicas !...
Reagir contra esse desastroso, huini-
lhante e compressor estado de cousas, re-
pellir aberta c dettassombradamente to
aviltante rgimen, eis o que deveis fazer,
eis a vossaJobrgagao, eis o papel que vos
compete no dia 31, quando a patria espera
anciosa a consagrado das suas aspira
95es !. ..
Denodados eleitores do 3." districto .'
A vossa honra, a vossa dignidade, im-
p3em que comparecais s urnas levando
em vossas milos immaculadas o nome glo-
rioso do vosso dedicado amigo e defensor
o Exm. Sr. Dr. Fblippe de Figieiroa
Faria.
Nem vos devem intimidar esses boatos
que o liberalismo anarchico anda espalhan-
do, nem vos devem tornar recelosos os in-
tuitos sinistros do governo que a todo
transe quer garantir a liberdade do voto,
enviando forga e trogos da Jia Jir da
gente para os pontos onde certa a hege-
mona conservadora.
No exercicio dos vossos direitos, a que
ostao correlatos irrecusaveis deveres, nada
vos far certamento arredar uma linha!...
A's urnas, brioso eleitorado do 3." dis-
tricto.
Desprezac as falsas lantejoilas de um
governo bastardo e cer; ae votago no can-
didato conservador Or. Felippe de Fi-
(ueiroa Faria.
Themis.
(T districto
o l:\iu. Sr. [ir-.idMil<- ila provincia
< ao Ur. rin-iv de poliria
A admiuistragao da provincia deve ser infor-
mada Jo que se pasea as localidades era epu-
cuas como a actual, para que era lempo algum
possa impunemente abroquelarse com a igno-
rancia dos factos.
Alm do que se tem passado na Victoria e em
Grvala, denunciado pela imprensa, prestamos
aquelles que se achara a frente da administra-
gao, mais um servigo cora as linhas que se se-
gu m.
A Escada que de 1881 para c sempre primeu
pela cordura de sentimenlos em materia de elei-
gao, c que durante o dominio conservador deu o
mais brilbante exemplo de plena liberdade de
voto, acha-se hoje, cora justos motivos, descon-
fiada de nao ser tratada com a mesma reciprpei-
dade.
Os fundamentos de sua desconfianga crescem
de ponto, desde que v engrossar diariamente o
destacamento policial alli existente sob as or-
dens do tenente de polica Pedro Carneiro, ha
dous dias investido do cargo de delegado de po-
lica I
J sobe a trina o numero de pracas que com-
pe esse destacamento ; sendo certo que aug-
mentar I
Ora, nao ha vendo fado algum que legitime
essa ostentago de forca, pergunta se, ou nao
caso de desconfiar ?
Isso junto a circumstancia caracterstica de
ser no primeiro districo suffragadocom melhor
votago o candidato conservador, d a pedra de
toque para avaliai-sc dos intuitos de quem para
l lera preparado e mandado tantos soldados.
h" possivel que estejamos Iludidos, mas seja-
nos licito perguntar: porque nao mandou o
governo uma sO praga para o 4o districto, S. Jo-
s da BoaEsperanca aonde, na razo de dous
tergos, teem maioria os liberaes? Achando-se
quasi as mesmas condiges o 3o districto, Fre-
cheiras, porque l nao se v um soldado ?
Para estes pontos o medo de qualquer pertur-
badlo por parle uaopposigo, justilicaria a me-
dida.
E' que Ss. Excs. j esto informados que se
no governo os conservadores nunca nesse dis-
trictaMerturbaraui as eleicoes. na adversidade
cora maioria de razo. O -Sr. Dr. chefe de poli-
ca que conbece a Escada, deve estar intima,
mente convencido desta verdade.
Conservar nestas condiges urna grande for
ga no Io districto aonde tem maioria os conser-
vadores, armar-ibes a desgraga, porque qual-
quer fado por mais insignificante, ser a faisca
almejada!
Quem que nao distingue na insistencia do
ex portuguez Ricardo Guimares era fazer con-
ferencias na Evada na vesperae no diada elei-
gao, a despeito do celebre edilal do Sr. Basson
e di expressa reprovago do directorio do par-
tido republicano, uma citada preparada contra a
opposigo'!
A quem podem aproveitar essas conferencias,
(que para nos sao favores feitos so governo) no
caso de qualquer manifestago q.ie exija o com
parecimento, da forga ? Ss. Excs. que tambem
sao polticos nao custarao adevinhar. 2
0 adiado foi magnifico, mas, pelos seus resul-
tados, est abaixo de qualquer producto que in
dique senso.
O dia 31 approxima se e ah licam era breves
tragos quaes as impresses sob as quaes est a
opposigo no Io districto da Escada.
Evitem Ss. Excs. que na historia eleitoral do
6o districto baja uma outra pagina igual aquella
que conbecida pelo nome hecatombe da Vic-
toria Lembrem-se de que esse tristissimo acn
teciraento que tanto exprobou o candidato libe-
ral, leve lugar porque o governo queria obter
maioria aonde nao tinha Muitos recursos ha
para o 3o escrutinio, lance a esse tempo mo del
le, o governo ; mas no Io exforce-se um pouco e
respeite o direito do cidado, seja qual fr a sua
crenga.
A opposigo vai as urnas, cheia da prudencia
e do criterio de que lera dado sobejas provas, e,
certa de quo S3. Excs. providenciarn para que
nao seja perturbada no exercicio de seu dArato,
procurar cumpril-o sem medo.
Se, porm. for Iludida, na ingencia das cir-
cunstancias escomer o melhor meio para com
dignidade atr se no terreno de legitima defeza;
correndo por conta e responsabilidade de Ss.
Excs. o quo acontecer de mo.
Foram avisados.
Era 27 de Agosto de 1889.
Um conservador.
6. districto
Campnnha o terror
Acabando de percorrer este districto, por onda,
sou candidato, cumpre-me recorrer imprensa,
uoica vlvula, que aleda nao se pode comprimir
na poca que infelizmente atravessamos, para
relatar sem commeularios es condiges irregu-
lares e perigosas. em que se pretende dar com-
bate ao numeroso e valente eleitorado.conser-
vador.
Nao me quero referir ao systema aperfeicoad+
de caballa adoptado pelo meu llustre compe-
tidor, que realmente honra ao seu temperamen-
to, carcter econhecidos precedentes.
A presso desptica exercida sobre os embre-
gados pblicos, a corrupgo pelos empregoa as
estradas de ferro, as promessas mais lisongeiras.
e seductoras, todos esses meios e recursos em-
pregados para captar votos, unidos anda s
mais desbragadas descomposturas, e infamante
cenceitos contra mira propaladospelo mea fi-
lustre adversario nao me assustam, nao me
contrariam mesmo, neta demovem meus amigos
e correligionarios.
O que revolta-me porm. o criminoso ap-
Earato da forga publica, ao servigo da- mais des-
ragada e violenta cabala, a intervengan de
funecionarios pblicos no pleito eleitoral des-
fargada e violentamente, o plano de vencer
pelo terror e pela violencia, quando a ameaga
prepotente e cynica nao consegue.
Acham-se reforgados consideravelmenteto-
dos os destacamentos policiaes do districto,
em Bezerros. na Victoria, Gravat, coma na Es-
cada, frente de cada destacamento um official.
Mandase assoalhar pela soldadescaque
sabr se inventou para ganhar eleiges, e que *
preciso vencer, custe o que custar.
Na populosa e adiantada cidade da Escada
j estacionan! 30 pragas (e em lempos normaes
mima lioiive mais de 1) ; na importante cida-
de da Victoria quasi duplicou-se-o destacamen-
to, e o mesmo succedeu as pacificas cidades de
Bezerros e Gravattudo para garantir a liber-
dade do voto. Ainda mais.Ao passo qup para
a Escada e Victoria as pragas vo chegando
pouco pouco. e disfargadas-para tomarem a
farda no quartel : para Bezerros e Gravat en-
tram arregimentadas e propositalmente aos sab-
bados- pelo meio da feira publica-no intuito de
aterrorisar a populago e forgar mais tardeaos
mais tmidos
Em Bezerros o Ilustre Sr. Dr. Ramos, promo-
tor publico, acompaohado de dous soldados
pela cidade e arredores, ntima, ameaga, violen-
ta por lodosos modos os eleitores conservadores,
que teem o grande crime de suffragar meu hu
milde nome.
Ha prizes emprazadas, espancamentos pro-
meltidos. e toda sorte de perseguiges para o
dia 31.
Era Gravat o professor publico o chefe da
cabala, o dono da praga, e ahi os espancamen-
tos e prises j se repetem. Na Victoria, elei-
tores teem sido presos e reproduzem-se as amea-
gas mais desabridas. Na Escada a soldadesca
que veio fazer a eleigao,-tagarella por habito,
tem deixado escapar os segredos do grande
plano.
l'rocurei hoje S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia para expor-lhe o que vi, o que sei e o que
justamente receio, e S. Exc. tranquHsou-me.
assegurando que empregaria providencias para
o lim de bem garantir os trabalbos elcitotaes na
Escada e em todo o districto.
Deus queira que assim seja.
E' preciso saber vencer, mas um administrador
correcto e moralisado. tambem deve conhecer
al onde e permittido deixardescero presti-
gio do poder e a honra do governo.
Rccife, 29 de Agosto de 1889.
B. de Suassuna.


-
-^ggsssaigj"
Ao eleitorado do 2." districto
Cidadao :
A repblica a mais legitima das aspirages
polticas de um povo. Chegado a um certo grao
de desenvolvimento nada mais natural do que
querer substituir o privilegio de uma familia, o
accaso do nascimento, a irresponsabilidade de
um poder perpetuo, pela adminislrago tem-
poraria e responsavel de quem por suas virtu-
des, spu carcter e seus servigos puder conse-
guir o maior numero de votos de seus concida-
dos.
Por isso, e porque despertando de um torpor
de meio secuto a nago reconhece que a insti-
tnicio monarchica no Brazil, avassalaodo os ca-
racteres mais altivos, tem sido a causa motora
de nosso atrazo, a iJa republicana correndo de
sul a norte cresce, engrossa e se avoluma, com
maior rapidez do que cresceu e fructilicou a
idea abolicionista.
E' triste, re.luiente, o estado da patria. Rei-
na a anarchia e a mais completa desorientago
politica. Na adminislrago. a centralisago su-
gando o ultimo alent s provincias desvalidas :
em politica, o lilhotismo. a falta de ideas, a bas-
tarda dos caracteres ; em religio, a hypocrisia
substituindo a crenga ; em finangas o dficit, a
miseria actual tendo como perspectiva a bancar-
rota futura!
Apresentado candidato pelo Directorio do Par-
tido Republicano, sem ter solicitado to grande
honra e sem nunca ter pensado mesmo em pre-
tender um lugar na representago de meu paiz.
julguei do meu dever nao recusar-me, porque,
convencido da superiondade da forma republi-
cana sobre outra qualquer para o governo dos
povos, e veudo o inovimento favoravel que se
desperla no paiz em favor d'ella, entendo que o
partido republicano deve organisar-se e prepa-
rarle para que o seu advento, talvez prximo
ao poder, nao nos encontr desprevenidos e mal
preparados.
Amigo da ordem e tranquilidade publica, ho-
rnera da paz e do trabalho, nao posso desejar
urna mudanga rpida e violenta; mas sim que
ella se faga pela evolugo natural das ideas edos
acontecimentos, de forma que se imponha como
uma necessidade para o bem da patria I
Si essa evolugo fatal e necesaria, si a mo-,
narclna tem os seus dias contados, indispen-
savel o esforgo de todos os homens de boa von-
tade e patriotismo, para que a transigo se opere
sem grande abalo para a ordem e tranquilidade
da nago.
Para esse tentamen patritico, para a conse-
cuco de todos os melhoramentos moraes e o&
teriaes urgentemente reclamados e especialmente
para os da ciaste commercial, a que rae ufano
de pertencer, empregaria, si porventura (base
eleito, todo o esforgo de que fosse capaz.
Parecendo inopportuno entrar em desenvolvi-
mento sobre a organisaco futura da repblica,
julgo, entretanto, necessario declarar, como de-
clare!, quando publicamente me confessei repu-
blicano, que conservo intactas todas as crengas
que formara por assim dizer o meu raractar.
sigo convicto os grandes, benficos e fecundos
principios do catholirismo cuja sombra e sob
qualquer forma se^odem organisar governos li-
vres, fortes e honestos: sou catholico, apost-
lico, romano I
Colloco as mos do eleitorado do 2. districto
a sorte de minha candidatura ; a elle cucipre
resolver se devem t. ideas que represento.
Nao procurarei a cada eleitor pessoalment.
Entendo que o pedido de voto uma desconsi-
derago era lugar de uma homenagera que se
Ihe presta: porque, quem pede, considera o
eleitor incapaz de julgar por si qual o candidato
que mais convm ao paiz ou (o que peior)
suppe-se com forga para fazel-o mudar de opi-
niao com o seu pedido.
0 que pedira, com instancia, mesmo se me
julgasse com direito a qualquer pedido, era que
nenhum faltasse aos comicios eleitoraes. O voto
nao s um direilo de que se usa ou nao
vontade ; uma obrigago que deve ser cum-
prida, e no rgimen das raaiorias os que se ab-
stra e nao votara, tomam parte na responsabili-
dade dos actos das raaiorias que se formaram
pela sua e outras abstenges
Rccife, 7 de Agosto de 1888.
Manoel Gomes de Mallos.
Baciiarel Antonio Witru-
vio Piolo Bandeira
Pode ser procurado rua do Imperador
n. 71, 1 andar

-i

j..-:*^;-,.-. ..
>.u&e H "**-


Diario de Pernambuco-Sexta-feira 30 de Agosto de 1889

Mi
T. t
gipio
Os abaixo assigoados eleiteres dos povoados
de Tigipi e Peres lc districto eieitoral de Per
narabuco, vendo que do correspondeu s suas
espectattvas a nomeago do actual subdelegado
de Tigipi, por ser o cidado meos habilitado
para occupar o cargo, em virtnde de seus prece-
dentes polticos e porque coahegam os mesuio3
abiixo assignados que cora tal sub lelegacia do
terror e ameacas continuam a policiar os uos-
sos adversarios como d'ante.sjvisto a fraqueza do
nomeado no exercicio do cargo, e porque co-
nhecam que essa nomeacao aJm de caprichosa
urna satisfago ao 7 districto eieitoral, que es-
t sendo illudido com a falsa influencia de no-
meado, e porque nao tenham os abaixo assigna-
dos encontrado em seus i epreseottes (se os
ha i qaem estacione este estado de cousas, era
mesrao quem se interes3"e e represente as ne-
cessidades do eleitorado deste Io districto, vera
por ;isso os abaixo assignados protestar nao
rem s urnas eleitoraes emquanto nao tiverem
um representante ou chefe, que cuide das ne-
cessidades do eleitorado desse distric'o, cure
de seus melhoramentos e faga desapparecer des-
se povoado o exercicio do actual subdelegado.
Tigipi, 15 de Agosto de 1889.
Joo M. Rodrigues Franga.
Tbeotonio Gomes de Freitas.
Ernesto Jos de Menezes.
Simao Thomaz de Aquino.
Francisco Lino de Souza Couto.
Francisco Jos Lisboa.
Ildefonso Henrique de Hollanda.
Manoel de Souza Ciroe.
Liberato de Freitas.
Manoel do N. Correia.
Francisco Antouio de Souza Ayres-
Rodolpbo Jos de Oliveira.
Geroncio da Silva Salles.
Luiz Marques da Cunta.
Joo Luiz de Freitas.
Candido Feij de Mello.
Alvaro Luiz de Freitas.
Victorino Jos Saldanha.
Joao Jos da Silva.
Companhia do Beberibe
Dr. Viremont, Laio & C.
II
A primeira queslo levantada pelo Dr. Vire-
mont foi a dislribuigao de dividendos que temos
feito e que considera indevidos.
Deixando de parle o arregimentamenlo de n-
meros e as inexactides commettidas a respeilo
pelo Dr. Viremont, vou tratar da questo pro
pnamente dita.
E' tanta a ignorancia do Dr. Viremont sobre
os negocios da Beberibe, apezar de franca e cla-
ramente explicados por mim nos relatnos, que
para acompanhal-o pari-passu seria oecessario
refazer toda a argumentaco d'elle, organisar nu-
tro trabalho segundo o que elle pretende dizer.
Quando a Companhia do Beberibe emprehen-
deu as novas obras, comegou a realizar sua
transforraago social, j tinna urna onga exis-
tencia, e o pensamento predominante dos accio
nistas era que nao se sacrificassem os presentes
em proveito dos futuros accionistas, concilian-
do-se todos os interesses.
Assim, os capitaes que iam ser empregados
em obras novas destinavatu-se a crear renda
nova, a desenvolver a Companhia, e as rendas
existentes eram devidas aos capitaes j empre-
gados.
Nos clculos nao se leve em vista somonte as
despezas com as obras propiamente ditas, po-
rem todas as despezas que Ihe foram relativa:
at que se podesse fazer funecionar completa-
mente regularisado o novo servido, e nesle sen-
tido foram tomadas as providencias.
Se as obras novas tinbam por lim augmentar a
renda da Companhia por esse augmento que
deviam ser pagos os encagos das raesmas
obras.
De outro modo, supprimindo os dividendos
por longo periodo, seria praticar urna verdadei-
ra iniquidade em proveito dos ricos d'aquellcs
que nao precisam das rendas das aeges, fazen-
do baixar o prego d'ellas, pois muitos seriam
forcados a vendel-as por escassez de recursos.
Realmente, o Dr. Viremont applauJiria a me-
dida, porque Ihe proporcionara meios de con
seguir o que tanto desejaser accionista desta
Companhia comprando aeges por presos muito
baixos, como seu intento.
Era despeza ordinaria, isto custeio e manu-
tenca da Companhia o pagamento de juros de
dintieiro para obras, durante a execugao d'estas,
sendo ellas destinadas, a um lim aiada nao at-
tingido ?
O que se mantinha ou custeiava da vida ordi-
naria da Companhia
Os proprios estatutos da Companhia no art. la.
tratando do fundo de reserva diz que destinado
tambem para despezas que nao podessem ser
feitas pela receila ordinaria, o que mostra que
nem todas as despezas devem correr pela receila
ordinaria.
Perguntar, porm, porque nao distribuio o ul-
timo dividendo ?
Os meios pecuniarios reunidos para as obras
novas deviam chegar para todos os encargos at
a terminagao d'estas; mas tendo parte d'elles
sido applicados a outros rins obrigados pelo con-
tracto, c tendo havido demora de rehavel-o, for-
zoso era langa r mao do que havia em caixa, e s-
sim recorreu-se ao saldo da receita ordinaria.
Proceder de outro modo seria ir completamen-
te de encontr a todas as regras econmicas.
O Dr. Viremont, financeiro manqu, nao com
COMMERCIO
Revista do Mercado
RECIFE. 29 DE AGOSTO DE 1889.
Muvimento pequeo, constando transaeces no
mercado de cambios.
Cambio
Os bancos mantiveram nobalco a laxa de S7
1/4 sefli apparecerun tomadores.
Ntnouve negocio em papel particular, exi-
gindo os bancos 27 7/16 e 27 1,2.
A taxa bancana foi 27 1;8 nominal, offerecen-
do, porra, os bancos saccar a 27 1/4.
Papel particular, 27 3/8 escasso.
TABELLAS AFF1XADA8
prebende estas cousas, tem suas leis especiaa de
financas em que ningaem acredita, e eil-o at a
dcscobrir crime!
Porque o Dr. Virem>nt nao d a denuncia, e
procura fazer que o Dr. promotor acredite era
suas parvoices.
O Dr. promotor perol ico tem bastante criterio
para nao cahir em taes riladas.
O Dr. Viiemont d a denuncia, experimente;
(que certo (te que Tallo altivamente porque tenho
coiivicgao de ter procedido correctamente.
Por certo que o Dr. Viremont nao recorrer aos
tribunaes, sabe o quanto sao justos, j soffreu o
rigor de urna senteriga para a qual collaborarara
at collegas seus!
Avante Dr. Viremont, aos tribunaes!
Copclue o primeiro artigo dizendo que tenho
promovido falsas cotages das aeges por meio
de vendas simuladas, e promette exhibir docu
ment authentico.
Com certeza que nao apparecer tal docu-
mento poique a denuncia no passa de una mi-
sravel inexactido para produzir effeito, e en-
cher o artigo aecusatorio.
Por hoje basta.
CecMutno Mamede.
Ao corpo eieitoral do Io dis-
tricto
Apresento-me ao digno corpo eieitoral do 1.
districto desta provincia, solicitando a dislinccu
com que por mais de urna vez rae tem honrado,
concedendo me urna cadeira na Cmara dos De
putados.
Fago-o por forga das ideas que reputo conser-
vadoras, convicio de que ellas se impoeui ac
tuahnente de modo imperioso e ho de prevalecer
afina!.
Sao as mesmas que, dada a mudanga da si-
tuagao poltica, teno manifestado particular-
mente ae ver apregoar-se como vencedora a
bandeira dafederago, e ao notar o silencio
dos cnefes conservadores de diversas provincias,
constando mesmo que a alguns era ella sympa-
thica.
Hoje que, felizmente, observo o pronuncia-
ment conservador em algumas provincias de
accordo com as miohas ideas, julgo-me mais
animado ao expol-as ao corpo eieitoral.
Ante a agitago que vai pelo paiz em virtude
de manifeslagoes contrarias s instituigoes mo-
uarchicas, e das tentativas de reformas compro-
metledoras da integridade do imperio, raeu
dever, solicitando os suffragios do corpo eleito-
ral.xlennir bera a rainlia posicao.
Convicto de que com as actuaes instituigoes
pode o Brazil continuar na senda do progresso
que lera percorrido, confio que os partidos con-
stitucionaes. inspirndose em verdadeiro pa-
triotismo, nao faliaro misso que Ihes pro-
ria, conjurando os penaos que tantas appre-
ensoes desperlam.
D'entre as reformas que se projecta sobre-
sabe a da federago, a que hoineus de um e
outro credo politico mostram adherir, e cuja
realizago tanto mais para receiar quanto em
sua justilicago nao faltara allegagoes era appa-
rencia seductoras.
A" ella opporei a mais formal resistencia ; e
far-lbe-bia a opposigo que coubesse em minhas
forgas ainda quando alguns ou todos os chefes
conservadores, deixando-se deslumhrar pelos
attractivos da celebridade, ou pela espectativa
de ascengo ao pod^r viessem a aioptal-a.
Nao nova a idea dafederago.
Agitada nos tempos iralamitosos que succede-
ram revolugo de 7 de Abril de 1831, foi eo-
to aceua pola Cmara dos Depuiados no proje-
cto adoptado para a reforma da Coustituigo;
mas a sabedoria do Senado oppoz-lhe resisten
cia em 1832, e as duas cmaras, reunidas em
assembla geral n'esse anno, rejeitaram n'a
como incompativel com as instituigoes monar-
cnicas.
Da discus3o ento havida no parlamento v-
se com que fundamento foram combatidas esta e
outras idea? perigosas, consignadas no proje-
cto reformador enviado pela Cmara ao Senado.
Occupando-se da questo na sesso de 12 de
Maiu de 1832. expressou-se nos seguiules ter-
mos o consslheiro M.irtim Francisco Ribeiro
de Andrade :
Insistirei anda sobre a antinomia que se
encontra na nogao complexa demonarchia
federal.
Que suppc a palavrafederagoapplica-
da a qualquer nago ? A de estados inde-
pendentes unidos por um lago qualquer. E
monarchia? L'iu estado compacto cunido,
regido por um s chefe.
< Como possivi-l combinar duas ideas ma-
" nifestamente contrarias -compacto e separa-
-do- f
Eu pelo menos ignoro.
Asora pergunto anda que vera a ser o Sr.
D. Pedro II em um tal syslcma de governo ?
Unta tautologa, ou petigao de priucipio, ver-
dadoiramente irrisoria.
Se eolio, de accordo com estas ideas, a sabe-
doria dos legisladores poude repellir a projec-
tada monarchia federal, cumpre que hoje igual
resistencia ella encontr, o que de esperar do
patriotismo dos brazileiros, reconhecendo quan-
to semelhante reforma perigosa para as ins-
tituigoes e sobretudo para a integridade do Im-
perio.
E foi sem duvida, attendendo a esses perigos
que. trazidade novo a Cmara pelo Ilustre de-
putado o Dr. Jcaquim Nabuco em 1885 e era
1888, a idea de constituir o Brazil em-monar-
chia federativa-, ticando os governos provin-
ciaes completamente independentes do poder
Bolsa
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WTACOES 0FFICIAE8 DA JUNTA DOS COB-
RETOBE8
Recife. 29 ae Agosto de 1889
Apolices provinciaes, juros de 7 0,0, valor de
1:0'J0 a 9S0 cada urna.
Na Bolsa Venderam-se
23 apolices Drovinciacs del:OO0.
o presdeme,
bandido C. G. Alcoforado.
O secretario,
Ed nardo Dubeux
AlgodSo
Nao constou vendas, mantendo-se o mercado
era posigo duvidosa.
A exportago, feita pela alfandega neste mez
at o da 27, attingio a 1.109.63 kilos, sendo.
707.408 para o exterior e 402.232 para o interior.
As entradas verificadas at hoje sobem a 6.978
saccas, sendo por:
3arcacas..... 600 Saccas
Vapores ..... 2.7110
vnimaes..... i.95
Via-ferrea ae Caruart. 1
Via-ferrea de S. Francisco. 148
Vu-ferrea deLimoeiro 1.424
Somma. 6.978 Saccas
Assneur
Os pregos pagos ao agricultor, por 15 kilos, se-
cundo a Associago Commercial Agrcola, foram
os seguintes:
B raneo .
Somcnos
Mascavado purgado
bruto.
Uetame .
3*600 a 4*000
2*700 a 3*000
2*200 a 2*600
(firme) 1*600 a 2*000
1*200 a U100
A exportago feita pela alfandega neste mez at
o da 27, suuio a 1.743.814 kilos, sendo 93.50
para o exterior e 1.65<).29i para o interior.
Aa entradas verificidas at a data de hoje so-
bem a 5.872 saceos, sendo por:
Barcacas.-. ..... 1.962 Saceos
Vapores.....
Animaes.... 239
Via-ferrea de Caruart. 78
Via-ferrea de S. Francisco. 3.423
Via-ferrea do Limoeiro 170
Somma.
5.8/2 Saceos
Aguardeaie
CoU-se a 105*000, por pipa de 480 litros.
Alceol
Cota-se a 200*000 por pipa de 480 litros.
central. nao foi g respectivo projecto julgado
objecto de deliberago. Assim resolveu a c-
mara conservadora em 26 de Maio de 1886 sob
o dominio do ministerio 20 de Agosto, e em 27
de Agosto do anno passado sob o do ministerio
10 de Margo.
Nao vejo razo para que a opinio conjervi?
dora, assim expressada em datas tao recentes -
de modo to significativo que nem ao menos
julgou digna de discusso semelliante reforma,
doixe de subsistir.
A forga da coherencia, quando outras raz&os
nao houvessem, faz presumir que nao aceitar
hoje o que hontem reieitou m limine.
Pretende-se que a tederago contera o movi-
mento republicano.
Illudem se aquelles que assim pensam. Si
o nascente partido republicano, descrendo das
instituigoes, aspira outro rgimen, nao recuar
certamente de seus intuitos, e estes sero tanto
mais fcilmente conseguidos quanto mais cn-
fraquecida cstiver a acgo das instituigoes mo-
narchicas por forga da -federago, daoda-se
ento na evolugo de um para outro rgimen,
ficar o Brazil na mais seria e grave das luctas
entre o principio unitario e o federal.
O proprio autor do projecto. ao ju'tihcal-o
pela segunda vez. bem assignalou o ncrigo cora
as seguintes palavras :
A repblica federativa, nao pode deixar de
ser uro immenso perigo, c as provincias sob
ella ver-se hiam ameagadas ou de perder a
sua independencia legislativa ou de separar-
se dacolleclividade.
Por outro lado allega se que u;n: qui-sto
vencida, que intil rcsisiir porque a cora
prestou-lhe previa adhesio, no se deveudo ser
mais realista do que o rol. Mas nem o Coose-
Iheiro Saraivu, segundo referi ao senado, ma-
nifestou cora o pensamento : realisar a-
federago -, e sim estarinclinadoao voH) se
parado do Congresjo liberal, e nem a resposia
da cora( o senhor sabe melhor do que nin-
guem que eu nunca fui embarago a vontade da
nagao, expressamente manifestada ) expri-
me outra cousa senQo louvavel disposigo de
conformar-se com a vontade da nago, quanuo
manifestada expressamente.
E, quando assim uo fosse, nem por isio se-
ria menos cabivel a resistencia para bem ser-
vir nao s a cora como principalmente a pa-
tria, por cuja, prosperidade, dependente da
unio -, devenios todos (azer esforgos e sacri-
cios.
Quando, onde, e porque forma toi expressada
a vontade nacional no sentido dafederago
para que se considere questo vencida ?
O que se observa que desde 1832 nem na
imprensa e nem no parlameulo a dea da ino
narchia federativa foi trazida a discusso e
que. satisfeitas as aspirages das provincia
com a aclopgo do Acio Addicional, tem procu-
rado 03 adeptos das franquezas provinciaes pro-
pugnar pela descentrahsago administraliva,
como muito interessa as provincias.
O que ainda se observa que os mais esfor-
gados propugnadores da-federagomostraw
uo tcl-a ainda estudado bem quanto ao modo
ortico de constituil-a. E' assim que venios o
voto separado do Congresso liberal commetter
autoridadenacionala competencia deor-
ganisar o poder administrativo e legislativo as
provinciase, oillustre conaclheiro Prado em
seu manifest pretender que seja dacompe-
tencia das provincias orgaoisarem-se poltica e
administrativamente !
Como esta, outras quesle3 praticas de mxi-
ma importancia surgi-riam reclamando estudo
que ainda nao, tiveram, como dos agentes a
quem o poder central oii nacional conimetta as
provincias a execugo de suas ordens e leis, se
especiaes ou provinciaes, os conflictos que po-
dera surgir e o modo d" resolvel-os;
Diz se que nao eoovffl fazer questo de pala-
vras e que =sefederagoexprime mais separago completa entre os interesses provin-
ciaes e geraes, para dars provincias, exclusiva-
mente, a direcgo dm seus negocios, substitua-
se a palavra federariiuporautonoma.
Masaautonumiu --inherentefederago,
e esta se firmar desde que a provincias live-
rem competeucia par.i=ie orgaiiisarem politica-
mente=
Bem se pode avahar o estado a qu ficar re
duzido o Brasil si as provincias se regerem por
constituiges proprius ou dadas:pelof|ioder 0-
tral, estando presas sme.iie pelo lago da fede-
rago. Bem o deacrevuthuio dos Ilustres niein-
bros do congresso liberal, o conselhiro Silveira
Martin*.mn segrales palavras : Provincias le
deradas com governo imperial isolado no Rio
de Janeiro seriara a propria impotencia orga
nisada =ou. como em Ma circular, diz o Ilus-
trado conselheiro Andrade Kigueira: seria=
comprometter a ioiegridade do. Imperio, dis-
sol vendo cuafrouxaii'io os lagos de indispensa
vel centralisago polilica que unem as proviu-
eu ao governo central =.
Quando a tendencia (feral das nages fortifi-
carem ?e pelaunio, seria para lamentar que
o Brazi!, pela federucio il..s provioctes, vissequp-
brado este lago que tem constituido a sua torga
e ha de conduzil o ao maior en.irandeciinento.
Assira rae expressamlo. uo posso acceilar a
inliraagio de que=ao partido do governo devera
liliar-se, pela coofbrmidade de intuitos, todos
quantos adherem poltica da resi?tencia=. Nao.
Entre a poltica avcniurosa dafederago -, e o
programma de reformas adoptado pelo governo.
ha posigo digna para os conservadores,con
sultar melhor os interesses das provincias, pro-
movendo. em vez de reformas na Constiluigao. as
de carcter administrativo que se haraionisarein
cora o pensamento do Acto Addiclmnl, firmando
ampia desceotralisago administrativa sera que
bra da centralisago poltica.
Assim, o partido conservador, resistindo ao es- tabelliHo Alcoforado para o fim de fazel-o
pinto innovador, poder cumprir a sua misso, acceter unia permuta que o filho Herme-
mantendo as instituigoes em que u ordem ea li- ,-_, _____S it-__:. <,kh;- j
berdade tem encontrado garanta, e satlsfazer os ldo, nomeado ltimamente tabelliao de
justos reclamos das provincias, fazendo cessar a Floresta, tem de propor-Ine.
demasiada centralisago administrativa, que ha, Ser isso possivel ? Ou anda estao em
mullo as opprime sob o dominio de amo s os Tr a8 |e8y
""'ce terreno ha ruit a fazer e nao falta* f0?4 Heriuelindo foi nomeado ha
cstudos etrabalhos a aproveitar quer em bera;mais de um mez e esta tiesta ctdaae cm-
da vida das provincias quer da dos municipios, pregado no ProlongAiueiito s porventura
p'entre o ampio caihalogo de reformas adop- td der consuroma...
tadas pelo congresso liberal, o llustre Presiden- ,v A T
te do conselho escolheu poucas como mais ur-! meado anda sem idade
gentes e opportunas para progamma do gabine- eserceu aqu o cargo d
te, salienlando-se entre estas a da electividade teriuo, durante quasi um anno, at Julbo
mertodoS" a3 P'0Vnaai 6 U d alargaido anno passado e consta mesmo que oe-
" Quando a esta, parece meque a amplitudellte'c"?01*. o cargo* sem pagar emolumentos o
dada por tal forma que quasi conslitue o vo- sem titulo de especie algutna
to universal I* Seja como for ainda nao acreditamos que
Quanto aquella, comprehendo a conveniencia E conselheiro A!ves de Araujo acceite
de regular a nomeagao dos presidentes de pro- .. T\. J
vincias de modo que baja garanta de acert e qe Ihe prop3cm ; e a ad
cons immar-se. Elle foi no-
e tambem assiiu
de 2. tabellio in-
que taes funecionarios tenham estabilidade.
provave o
Mais para conseguirse este resultado, o meio]act0s d'elias oriundos
por certo nao ser a electividade desses agentes
no poder publico administrativo, e sim o crite-
rio dos governos na escolha de taes funeciona-
rios. preferindo os mais aptos, e ao mesrao tem-
po assegurando-lhcs a precisa independencia
com relago aos interesses da comunho sob
sua jurisdiego.
A propria cmara de 1831 nao se lembrou de
consignar em seu projecto de reforma da con-,
1 o facto de sophismar-se lois e
; a ter larga cotacao
o sentimento politico extremo a esphace-
lar todo e a violentar direitos adquiridos
segundo as normas em vigor, teriamos que
nada mais seria estavel e tudo estara a
merc do exterminio e da mais iufrene
compress2o, que seria urna calamidade.
Esperamos que S. Exc. ser justo e ra-
siituigo a electividade dos Presidentes das pro-' 80ave'l, deixando que a viaao exaltada da
"'"ora oda a razio o Ilustre conselheiro Paull- Pp1uena Poli.tica> V? 1M 8emP. f *'bli
no de Souza em seu recente manifest se ex- q" c caprichosa, de aos aconte amentos a
prestad a respeilo uos seguintes lermo3: Nao proporefo que Ihe convier.
:ssocomprchender o rgimen Imperial na sua! Palmares, 25 de Agosto de 1881).
na sua!
accepgao cou.-liiucional sem a attribuigo do art.
163 da constituigo.
Basta examinar as bases que o congresso libe-
ral adoptou, nao s reguladoras das deslituiges,
suspensOes e attribuiges dos presidentes electi-
vos como directoras dos servigos geraes, para co-
uhecer-se os perigos a que ficar expo.Ua a ad-
mnistrago e os conflictos que ho de surgir
Diz bem esse Ilustre conselheiroque em
espirito nao se formula o modo praticode coope
rago efficienie do Presidente da provincia elec-
tivo com um poder geral que tem por chefe o
niunarclia hereditario.
Aereaos que, como bem pondera o conselheiro
Andrade Figueira em sua ultima circular.a
a electividade dos Presidentes de provincias
conduz federago e esta a rejiulica.
Creio ter dito bstanle para patenleiar o meu
pensamento e determinar a niinha posigo.
Nao preciso fallar Je mim e nem do modo por
que cumpri o mandato que o Ilustre corpo elei-
loral se dignou conliar-me as eleiges de 1881.
1884 e 1886.
Itesta-me apenas aguardar o julgameulo do
Ilustre corpo eieitoral.
A justica.
E' possivel, e mesmo provave, que a alguns
eleitores conservadores do 1" districto nao gra-
dea minhas deias a respeilo da federago das
provincias.
Sentirei que por este desaccordo venha a per-
der a seus votos bera como os daquelles que,
levados por outros motivos, desejarera favorecer
a eleigo do meu illostre conleiidoresforgado
propugnador da federago. O futuro se encar-
regar de mostrar se errara ou se procedem com
acert.
Ao-s Srs. cieitores devo urna explicagJio. J os
tendo procurado pessoalmente em pleitos ante-
riores, conhe-cem-me bastante paradesculparern-
me se agora, pela eslreiteza de tempo, nao me
fr ptwsivel proceder do mesmo modo, e me per
mUiuo ento que me limite a presente expo
sico.
Da extrema benevolencia de que os Srs. eleito-
res me tem dado repetidas provas, aguardo a
de-ciilpu impetrada. ,
llonrem-me com seus Votos aquelles que me
julgarerc digno d'elles. A' estes os meus cor-
deaes agratlecimenlos.
Recife-, 10 de Agosto de 1889.
Xanoel do Nuscimento Madtido Portella.
-gCg'Qg
Canhotinho
Acaba de chfgar ao nosso fonhecimento mais
una manrfestaco do q-ianto fe interessa o go-
verno e com ele o presidente da provincia, por
seus delegados, no exercicio do voto livi'e na
eleigo a que se vai proceder no da 31.
Acha-se amearado em sua vida e he.'is, pelo
actual delegado de polica de Canhotinho, o agen
te da estagSo daquella localidade, o prestimoso
e si/.udo negociante Luiz Guerra, caso vote elle
no partido conservador.
O Sr. Luiz Guerra eleitor conservador desde
que toi naturalisailo e co i.o tal tem sempre vo-
tado no camodado conservador c como hornera
dedicado e iiisubornavel. apellase para o terror
i alira de fizel-o desviar da eleigo.
E chamara isso liberdade devoto!. .
S. Bento
Chama-se a attengito de S. Exc. o Sr.
sen j bispo desta diocese para o procedimento
"' irregular e escandaloso do vigario de cer-
ta villa que com a maior ostuntagao vive
com urna Julia de tal, na mais doce con-
vivencia, tendo a leis e manteada ; che-
gando a sua desfacatez ao ponto de fa-
zul-a habitar urna casa contgua~3r propria
matriz de que p.'iroc'ro, com a qnal tem
communicayilo pelo interior, ati:u de po-
der mais fcilmente fazer suas ora^oes
acompanlado.
No tempo do Sr. fre Vital foram sepa-
rados <>-s dois pombinlios, u a bem da mo-
ral carece o sacerdote cateoste (fe nova
corregi.
Que nos seja pardoad* a
pertubando a paz d>> lar do
Joiio
indiscripgo
Sr. parodio.
G
a'opi.
4." districto
Constando-me que a miaa candidatura, como
liberal, corre perigo, apresento-me como repu-
blicano, mais sem soliiiariedade de qualquer ge-
nero ou especie, com o almocrevo Ricardo, nem
nem to ponco cora o puhtiqueiro Fortueato e
muito menos ainda com o Quintas natural.sado
livreiro de obras Uttaavu^ scientificas e romn-
ticas.
^e fr e'ei'.o, ni uidarei ao meu prente e ami-
go, l'ario, um Irasqumho do elixir do Dr.
l-truwu-Sequard, poderoso despertador dos or-
naos adormecidos.
De V. S.. obrigado e criado
Jost'- M. Gorjiio.
mi
(k)ta-se a 70000 por pipa de 480 litros.
Csicos
Couros salgados, 3j ris, e os verdes a 210
ris.
Pauta da alfandcsa
sbjana vk26 i 31 db AansTo np. 18S9
Vide o Diario de !ffi de Agosto
\avIos h *U**e:wsz:i
Barca norueguense Gtlead. ferragens.
Barca nacional C Barca norueguense Solid carvo.
Escuna hollandeza Jan Smit, farnha de man-
dioca.
Lugar nacional Tigre, xarque.
Lugar nacional Loyo. xarque.
Lugar americano Belle Hooper, familia de trigo.
Patacho allemo Mari von Oldendorp, xarque.
Patacho nacional Hegaleua, xarque.
Patacho allemo FrederwL; xarque.
Patactio dinamarquez -fagot; xarque.
Patacho dinamarquez (lefion, xarque.
Vapor inglez Historian, varios gneros.
Importado
Vapor nacional Jagaanbe, entrado dos Borlos
do norte em 29 do corrente e consignado Com-
panhia Pemambucana; manifestou:
Algodo 140 saceos a Amorim Irmos & C, 18
a Borstetraann & C, 20a Narciso Maia C.
Armarinho 1 ordem.
Borracha 5 fardos a Uossback Brothers & C.
Couros salgados seceos 137 a Abe Slein 6 C.
Ditos espichados 11 a Bossback Brothers & C
Carne 1 caixa ordem.
Cadeiras 2 caixas ordem.
Fogo de ferro 1 ordem.
Mercaduras t> \olunies ordem. -
Pelles de cabra 16 fardos a Pereira Carneiro
& C.,6i a Abe Stein i C, 39 ordem.
Vapor nacional Rubens, entrado de Buenos-
Ayres em igual data c consignado a Blacbburn
Nedam & C. manifestou :
Xarque 1200 fardos a Amorim Irmos & C,
1000^Pereira Carneiro & C.
Vapor inglez Don, enttado do.; porlos da Eu-
ropa em igual data c consignado a Amorim li-
maos C, manifestou
Amostras 40 volumes a diversos.
Calgados 1 caixo a Manuel de Barros Caval-
cante.
Caixas vasVas 5 caixas ordem.
Cha 16 grades e 2 caixas ordem.
Chapeos de sol 1 caixo a Guimares Irmos
dt C, 1 a Alfonso Oliveira i* C.
Cerveja 80 caixas a Domingos Ferreira da Sil-
va & C.
Chapeos 7 caixOcs a Adolpho & Ferro.
Esteiras 14 volumes a Francisco Gurgel A Ir-
mo.
Palmares
A ak Kxc. o Sr. eoascheiro
Alves de Araujo
Contina a correr por esta cidade o
boato de que prctende-se reintegrar o 2."
Ferragens 3 volumes Companhia de Bebe-
ribe, 8 a ardoso A: Irmao.
Leite coudens-ado 3 caixas a ordem.
Livros 1 caixo a Joo W. de Medeiros.
Machinamos caixas ordem.
Mcrca'dorias diversas 1 volunte a H. R. Grego-
ry, 1 a G. Cu*la & Filno, 1 a M. Konchelti, 1 d
ordem.
JObjeclus para escriptoro 1 caixa a X. J. Lids-
lone, 1 a H. Fletcesb.
pre.'unto o caixas orlem,
Pimenta 4 saceos ordem.
Papel 2 caixas ordem.
Queijos 2i caixas a Jos B. de Carvalho, 13 a
Joo Fernandes de Almeida, 11 ordem.
Helogios 1 caixa a Joseph Krause & C.
Sherry 1 barril de quarto ordem.
Tccids diversos 13 volumes a Monhard Hu-
be r C, 99 ordem, 5aGongalves Cunha 4C,
1 a Manoel Collago & >'.., 26 a Machado be Perei-
ra, 3 a A. Maia &C, 4 a H. Conrado, 2 a A.
Oliveira & C, 6 a Loureiro Maia 4 C, 5 a Rodri-
go de Carvalho, 38 a Rodrigues Lima C, 3 a
Silveira & C, 11 a Alves de Britto & C, 2 aFer-
uandes Silva &:., 3 a Albino Amoiim & C, 18
a Joaquira Agostnho & C, 4 a Beruet & C, o a
Olinto Jardim O; lo a Manoel Das da Silva
Guimaies 4 C, 8 a A. Santos 4 C, 3 a A. Viei-
ra k C. 2 a Guerra 4 Fernandos. .
sxiiortaco
RBCIFB. 28 DB AGOSTO DS 18S9
Para o exterior
Nao houve exportco.
faro o interior
No vapor inglez Adamuntine. carregaram
Para Rio Grande do .Norte, D. F. Bailar 200
saceos com farnha de mandioca ; F. Casco 4
Filho 257 saceos com farnha de mandioca.
Ho vapor nacional Arlindo, carresou :
Para Pelotas, C. M. da Silva 300 barricas com
31,500 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Para, carregaram :
Para Para, Amorim Irmos 4 C. 5/ pipas com
8,160 tro3 de aguardt-nte e 3 das com 1,441
ditos de alcool.
Para Manos, P. Alve3 4 C. 2 latas com 120
kilos de assucar refinado: P. Pinto 4 C. 40 pipas
com 3,840 litros de agurdente; Amorim Irmos
& C. 30 barricas com 3,827 kilos de assucar
branco e 50 barris com 4 800 litros de agur-
dente.
Para Cear, P. Carneiro 4 C. 10 barricas com
l.i 00 kilos de sebo e 60 ditas com 6,18) ditos
de assucar branco.
No hiate nacional Apoiy, carregaram :
Para Mossor, E. C. Beltrao 4 Irmo 13 bar
ricas com 1.075 kilos de assucar branco e 5
ditas com 180 ditos de dito refinado ; J. J. da
Silva Campos 22 arricas com 1,800 kilos de
assucar branco e-8 ditas com 1,450 ditos de dito
retinado : D. F. Bailar 50 saceos com 3,000 kilos
de milho.
No cter Oliveira, carregou :
Para Mossor, J. J. da Silva Campos 30 barri-
cas com 1,500 kilos de assucar retinado.
Jornal do Ccwnmercio
Decididamente estamos enpora. o lirarmos
os ltimos nmeros de nosso jornal de hontem.
parti te ama das pegas principaes do prelo em
que e!i era impresso.
Esse acontecimenio impojsibilita-nos de pu-
blical-os nales tres dias al que coacertemos o
referido prelo ou que rcalisemos a compra de
urna machina que temos m vista, pois assim
melhor.poderemos satisfazer os melhoramentos
que te.icionamos para o maior impulso do nosso
msdesto jornal.
PediiLOS por conseguinte ao publico e a no3-
sos assign-antes que rrlevein-nns ainda mais urna
vez esta filia toda involuuiana da nossa parte.
Os directores do Jornal do Commercio.
Registro de marca
A marca consiste em um quadriloago
formado por urna rita grega de cor bran-
ca, sobre fundo cor de cat ; no centro de
um oval, duas creancas nuas, meio envol-
vidas em um manto fluctuante, teado a
do primeiro plano um arco na mao direita
e urna seta na milo esquerda, sendo todo
Xa barcaga Oreutt, carregou :
Para S Miguel, J. S. da C. e Silva L caixa
com 40 kilos de oleo de ricino.
Reudimcntofi publico
Ut.l DB AGOSTO
Alfanaega
Partido republicano
Candidatos do partido
O Directorio Central do partido republicano
aprsenla aos correligionarios a chapa completa
dos seus cauidat js. na eleigo do prximo da 31.
/." districto
Dr. Annibal Falco, artista, residente no Recife.
J. distrieto
Dr. Manoel Gomes de Mattos, negociante, resi-
dente no Recife.
3." districto
Dr. Joc Cirios Balilmar da Silveira, medico,
residente no Recite.
4. d'slricto
Dr. Luiz Ferreira Maciel l'inhero, jornalisla,
residente no Recife.
. districto
Dr. Francisco Gomes Leopoldo de Araujo, r^-
dico, residente em Palmares.
6." districto
Dr. Jos I/.idoro Martins Jnior, advogado, resi-
dente no Recife.
7.' districto
Dr. Ambrosio Machado da Cunha Cavalcante,
agricultor, residente em [pojuca.
8." districto
Dr. Bernardo Jos da Cmara, agricultor, resi-
dente eai i.uyambuea.
5.J districto
Francisco Carneiro Rodrigues Campello, agricul-
tor, residente no Cabo.
6. districto
Est prosima a eleigo para deputados
geraes, e, taires prxima a vergonba eter-
na para o t.0 districto, elegendo o Sr.
Jos Mara de Albuqiiergue Mello.
Dizem que tudo se pode esperar em
poltica, mas ser acceita a apresentagao do
Sr. Jos Mara para deputado geral pel<>
6. districto I. .. nao era de esperar e nem
era crivel.
O eleitorado do G. districto composto
em sua maioria, de agricultores, ricos, il-
lustrados, honestos e independentes, e de
negociantes as mesmas condigoes, nao
deve descer a ponto de votar em em um
Jos Mara ....
A eleigo de Jos Mara para deputado
pelo G. districto vergonba eterna para
0 eleitorado do t.0 districto.
Escada, 27 de Agosto de 1889.
Opini&o piihlica
-si6S'Si-~
Cirurgio Dentista
DR. ROBEKT P. RAWLINSON, for-
mado pela CJniversidade de Maryland nos
Estados-Unidos, om aberto o seu consul-
torio, na ruaBaraodo Victoria 18, Io an-
dar.
Consultas das 10 s 4 boras da tarde.
Rena eral:
De da 1 a 28
dem de 2t)
637:8444528
J:166001
Renda orovlncial
Do da 1 a 28
dem de 29
72320S372
i-.899 1)88
tjomma total
661:0105332
74:219460
73i>:239992
Segunda seccao da Alfamlega, 29 de Agosto
de 1889. '
O thesoureiro Florencio Domipgues.
O chefe da seccao -Cicero ti. de Mello.
Rccebedoria eral
Do dia 1 a 28 5X.349862
dem de 29 6:309^946
8 ditos de fressuras a 600 ris
38 talhos a 2*
458;*'
76500O
Rendimento do da 1 a 27 do
rente
cor-
20U3-0
o: 740*440
Fot arrecadado liquido at hoie o:947780
Pregos do dia:
Carne verde d? 200 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 1 ris idem.
Suinos de 560 a 6M> ris idem.
Kariuha tle 600 a 80.) ris a cuia.
Milho de 320 a 360 ris idem.
Ke;;5o de 1000 a 1480 dem.
Matadoaro publico
Xeste esiaDelecimeato foram abatidas para o
consumo de hoje 82 rezes pertencentes a diver-
sos marchantes.
61:839808
Recebcdoria provincial
23288171
12S613
Do dia i a 28
dem de 29
-j.ilG.578i
Recife Drainage
Do da 1 a 28 38:384*253
dem de 29 1:089*355
39:473*608
Mercado Municipal de n. Somi
O raovimento deste mercado no da 28 de
Agosto foi o seguinte :
Entraram :
36 bois pesando 4,71o kilos.
337 kos de peixe a 20 ris 6*740
33 cargas com farnha a 200 ris llOOO
7 ditas com feijo a 200 ris 1*400
13 ditas de milbo a 200 ris 600
U ditas defructas diversasa 300ris 3*300
12 taboleiros a 200 ris 2*400
14 suinos a 200 r 2*800
28 matulos com legomes a 200 ris 5*600
Foram oceupados :
26 columnas a 600 ris 13 600
1 escriptorio a 300 ris 300
26 compartimentos de farnha a 500[)
ris 13*000
26 ditos de comidas a 300 ris 13*608
79 ditos de legomes e fazendas a
400 ris 31*600
16 ditos do suinos a 700 ris 11 2
Sul...........
Europa.......
Sul...........
Liverpool .....
Norte.........
Europa.......
Sui..........
Europa.......
-ul...........
Sul........
Vapores a entrar
MEZ DE SETEMBEO
...... .l/Y/O...........
...... Argentina........
...... Tijuca...........
Haudel...........
Alagos..........
Orenoque...... ..
Xerthe
... Ville de Rosario... .
... Manos...........
... Urub............
ral........... Ville de Pernambuco.
Norte......... Cearense..........
Liverpool..... Actor.............
Norte......... Pernambuco....... 14
Sul........... Maranhao.......... 17
1
1
2
4
3
4
4
5
7
9
10
10
14
Movimento do Porto
navios entrados no dia 29
Southampton e escala13 1,2 dias, vapor inglez
Don, de 2208 toneladas, comraandaute A. H.
Dyke, equipagem 123, carga varios gneros, a
a inorira Irmos & C.
Buenos-Ayres e escala16 dias, vapor inglez,
Rubens, de 1055 toneladas, comraandante ft. 1.
Leaker, equipagem 31, carga varios gneros, a
Blackburn Needham & C.
Cear e escala9 dias, vapor nacional Jaguaribe,
de 429 toneladas, comraandante Alfredo Mon-
teiro, equipagem 30, carga varios gneros, a
Companhia Pernambucana.
Sahidos no mesmo dia
Buenos-Avres e escalaVapor ingles- Don, com-
mandante A. H. Dyke, carga varios gneros.
Nova-OrleansVapor inglez Explorer, comman-
dante W. Jones, em lastro.
Babia e escalaVapor nacional Jacuhype, cora-
mandante Joaquim da Silva Pereira, carga va-
rios gneros.
Baha c escala -Vapor nacionalSergipe, comraan-
dante Joaquim Rebello. carita varios gneros.
MacoEscuna norueguense Gejian, capito Tho-
maz Wig, em lastro.
i)
este dezenho cor de carmim, no alto do
oval do lado de fra e formando canto
direita, um arabesco e o monogramma
C. A., e esquerda outro arabesco e o
monogramma & C ; direita circulando o
oval a palavraCigarros; esquerda,
do mesmo modo, a palavraEspeciae3;
em baixo, a palavraDeliciase dois ara-
bseos um de cajfa lado, formando canto;
todos eate3 dizeres era letras capitaes
brancas, com sombra branca, sobre fundo
cor de caf: ao lado, em letras capitaes
cor de caf sobre fundo branco, as pala-
vrasFabrica DianaCarlos de Arruda
& C. Ra de Mamulle Dias n. 17An-
tiga Direita teleplione n. 31-Pernam-
bucoSeparando estas linhas arabesco*
cor de caf.
Estava sellado cora urna estampilha de
duzentos reis inutilisada da seguinte forma.
Recife, 8 de Agosto de 1889.
C arlos de Arruda & Certifico que a presente marca foi apre-
sentada a registro s 11 horas do dia de
hoje.
Secretaria da junta commercial do Re-
cife, 8 de Agosto de 1889.
Em f de verdade.
Telesphoro Fragoso.
Certifico que foi registrada sob o n. 255
em virtude do despacho da meritissima
junta emsessao de hoje.
Pagou 6->30J de sello, e addicional do
registro no segundo exemplar.
Secretara da junta commercial do Re-
cife 1(5 de Agosto de 1889.
Em f de verdade.
Talesplioro Fragoso.
i,
A
J?
7
i



/
tf
f



Digriode Perninbuc--- Sexta-feira 30 de Agosto de 1889
v
6
Quarto districto eleitoral de
Pernambuco
Tlim. Sr. Pretendo a honra de ser deputado
geral por esta provincia de meu nascimento,
pelo que rogo a V. S. o muilo particular favor
de dar-rae o seu voto e dosseus numerosos ami-
gos poresse 4o districlo etn a eleicSo de 31 do
crrente niez ; antecipatido-lhe os raeus sinceros
agradecimentos.
Se eu merecer o obsequio que venlio de soli-
ctiar, ser minha missau no parlamento brazilui-
ro sostena r o luminoso progrmala do patriti-
co e venerando gabinete 7 de Junho.
Sou com a autor .'oRideraiao e estimaDe
V. ?. venerador e criado obrigadissimo.
Jos Mana H irnos Gorjo.
JJecife, 17 de Agosto de 1889.

PKOSPHATINA FAUERES.AlimentodiiCriancas
Na terca-feira 24 de Junho prximo
passado teve lugar no thoatro do Gyrana-
8o urna festa dramtica-musical em bene-
ficio do artista lyrico baixo profuudo, Sr.
davaaai acolar!,que depois de mui-
tos anuos de residencia no Brazil visita
pela primeira vez esta capital.
As8stimo8 ao concert do Sr. ftcola-
"!, e applaudimol-o sinceramente, porque
apezar de alo ser um debutante no ver-
dor dos aunos, um artista experimenta-
do, de incontestavel merecimento, e pos-
suidor anda de urna potente, votumosa c
sonora voz de basso, acompanhada de um
bom methodo de canto.
O publico fez-lhe justica applaudindo-o
nos diversos trechos que cantou, que fo-
rain a aria do baixo da opera D. Carlos
de Verdi, o duetto da opera / Manasdieri
cora, o tenor Portugal, e a aria do Duquo
d'Arcos da opera Salvador Rosa de Car-
las Gomes.
O Sr. Scolari, deixou o publico agrada-
velmente irapressionado pela perfeita exe-
cucao que deu a todos os trechos que
cantou, nao nos restando a menor duvida
em o recomendarmos as emprezas thea-
traes, que por certo fariam urna boa ac
quisicilo, aproveitando os recursos vocaes
de que dispoc anda o Sr. COV'jftni
Keolari. um artista de bastante mrito
e de sobeja modestia.
I
N. 30N
Oleo paro medicinal de Figado de
EZocaUsdo de Lanman A Kt-mp
Q. So as doencas dos pulmOes ou da gar-
gat.< chegam a desenvolver em forma de t-
sica, i vr^nca geral que nao ha esperanza para
o misero doente.
falo um erro perigoso.
Militares de pessoas que se achavam nesse
caso curaram-se cora o Oleo Puro Medicinal de
Pipado de Bacalbo, de Lanman 4 Kcnip.
IW'm lia casos cm que o leo de Figado de
BacaHio, no prodoi bem nenhum.
E rabeis porque ?
E' porque o artigo era urna prepararlo esp-
rea, adulterada com azeite de baleia, toucinho e
outros ingredientes no menos desapreciaveis,
destituidos de toda a virtude medicinal.
Porventura, tendes alguma vez ouvido dizer
qu kemp, fra administrado sem produzir os mais
felizes effeitos, nos casos de tisica, bronchites,
astlima, aneeco do ligado ou escrfulas ?
Nunca Comtudo ainda nao se ha notado um
so caso em que tenha falhado.
Era todas as partes do mundo,porque con-
serva-se perfeitamente em todos os climaseste
ranee remedio, lm triumphado urna e outra
vez, onde todos os mais foram inuteis.
A sua superior frescura e pureza sao prover-
biaes, em todos os hospitaes dos Estados-Unidos.
Cuidado com as imitaces !
A ticas e lojas de drogas.
EDITES
Edificio da Faculdade de
Direito
De accordo com a commisso nomeada pelo
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia
acba se aberta, com o prazo de 8 das a contar
desta data, co.iturrencia pablica para o recebi-
meato de propostas das pessoas que pretende-
rem forneeer para as obras do novo edificio da
Faculdade de Direito os materiacs abaixo desig-
nados.
As propostas ser.io fetta em cartas fechadas e
entregues no da i de Setembro vindouro, as 11
horas da manha, na reparticio de Obras Milita-
res, em palacio, obrigande-se cada proponente
a forneeer todos os materiaes conjunctamente ou
cada classe que preferir.
O contracto vigorar at 31 de Dezemtro des-
te anno.
O transporte dos materiaes ser por conta dos
fomecedores. (cando obrigados a depostalos
no largo do Hospicio e lugar indicado pelo en-
genheiro encarregado da construcco.
O fornecimento comecar a ser feito dentro
de 8 dias a cootar da aceitado das propostas,
sob pena de 20 por cenlo de mulla, deduzirfos
da liauca de 500000 previamente depositada na
Thesouraria, como garanta.
Areta d*agua doce, metro cubico.
Pedra granito de lastro, arrumada, metro cu-
bico.
Pe cubico.
C :uento Portland em barrica de 146 kilogram-
mas, urna.
:al preta, hectolitro.
Tjoios de alvenaria grossa d'agua doce de
O..1lX0,l3X0',-05, milheiro.
Tedias convexas de 0,"57X0,10 de corda, mi-
lheiro.
Travo de madeira de le (pao ferro, sucupira pre
ta, sapucaia, imberiba preta, pao d'arco, ba-
jury; de 0,~22 a Q,mio de face at u curapri-
ment de 4m e de 0 "25 a 0,"30 sendo maior
de ", o metro linear.
Enchamel de madeira de lei, de 4" a 6" por
0,-17X0,17, metro linear.
Dito de 4 a 6" pir 0.14XO,14, metro linear.
Mo travessa de 4- a 6, metro linear.
Caibro de madeira de 6- a 9"X0,08 a 0,-1 i de
dimetro, metro linear.
Dito de mangue de 4m a 6-X0 a 8 a 0,-11, me-
tro linear.
Kipas de 2,",oX0,0j de largura, duzia.
Taboas de refugo, duzia.
',orda para andaime, peca .
Ferro forjado para arganeis, ponteiras, parafu-
sos e porcas, kilogramma.
Prcgos grandes, idem.
Pregos caibraes francezes, idem.
Ditos ripaes, idem, idem.
Reci'e, 26 de Agosto de 1889.
G. Thaumatnrgo de Ateredo.
9 .* seeeo.(Secretarla da Preuldeii-
ia de IN-riiamlMK o. em 97 de
t(olo de 1999.
De ordem do Exm. Sr. presidenle da provin-
cia fago publico para os devidos effeitos, o edi-
ta), e m seguida transcripto, pondo em concurso
o provimento da serventa vitalicia de 2 t.-bel-
li e annexos do termo de Tacaral.
O secretario.
Francisco Leopoldo Marmita de Souza.
O Dr. Francisco Porpnirio de Andrade Lima,
juiz mnaicipal e de orphaos desia comarca de
Ticaiat e seu termo, etc. etc.
Faz saber aos que o presente edital virem ou
delknoticia tiverem e a quem mais interessar
i>3a&, que de cooformidade eom a ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, datada do 1*
do corrente raez, est aberto o concurso para
provimento vitalicio do officio de 2o .abellio e
seus annexos desta comarca de Tacarat, no
prazo de 30 das a contar da data da affixacSo
do presente edital, como dispoe o decreto n.
3322, de 14 de Junho de 1887.
Outrosim, recommenda a quem pretender,
que instrua sua peticSo com exame de suficien-
cia e mais documentos exigaos peio art 210 e
seus paragraphos do regulamento a que se re-
fere o decreto n. 9420 de 28 de Abril de 1883 c
mais Ieis conccrnenr.es ao dito provimento.
E para que chegue ao conhecimento de lodos
raandei passar o presente editar que ser affixa-
do no lugar do costume, desta villa e delle se
extrahir urna copia para ser remittida ao Exm.
Sr. presidenle da provincia para mandar pubh
car pela mprensa, com a declaraco do da da
affixaeo, a vista da certitlo que desle dr o
porteiro do audito.-io desta villa.
Dado e passado nesta villa do Jatob de Ta-
caral, aos 14 de Agosto de 1889.
Eu, Manocl Francisco Botelho, 1* tabelliao e
escrivao de orphaos, crime e civel, o escrevi.
O juiz municipat, Francisco Porpnirio de An-
drade Lima.
Gertillco abaixo asiignad-i, porteiro doandito-
hrio desta villa e official de justiea desta termo,
que nesta data aftixei 4 porta do edificio da es
taco da linha frrea de Paulo Alfonso, que o
lugar mais publico, um edital do Illm. Sr. Di-
Francisco Porphirio de Andrade Lima, juiz mu-
nicipal e de orphaos di'S'.e leriao pondo a con-
curso a serventa vitalicia do oficio de 2" lafeel-
liSo e seus annexos deste termo, (.'; ronfonni-
dade com a ordem do Exm. Sr. protideate da
provincia data la do t deste niez.
0 referido o ventalle e dou f.
J.ifob le. Tacaral, 14 Agosto de 1839.
O oflicial c!>-. jostiea e porteiro lo auditorio,
Jc*ninu Anluiiio dos Santos.
E n.idu uuis se c.oiitin no edHai u certido
do porteiro que bem e fielmente copiei do pro-
prio original ao anal me reporto.
Jatob ile Tacaral. 14 de Agosto de 1889. O
tabeilio publico, Manocl Francisco Botelho.
1. aeccao.Secretaria da presiden-
cia de Pernambuco. 9H de Agomto
de 1889
Fajo publico, para os devidos Q3, que nesta
data foi remettida para a Thesouraria de Fazenda
a 2.' fia da carta de peusao do soldado refor-
mado do exercito, Florentino Antonio do Espi-
rito Santo.
O oflicial-maior,
Emiliano E. de Mello Tamborim.
3 aeccao. Secretarla da Presiden-
cia de Pernambuco, O de Aaroato
de ss'.
0 Exm. Sr. conselheiro presidente da provin-
cia, de ordem de S. Exc. o Sr. conselheiro Vis-
conde de Ouro Preto, Ministro e Secretario de
Estado dos Negocios da Fazenda, faz saber ao
commercio de Pernambuco e mais interessados,
que nesta secretaria recebem-se at 31 do cor
rente reclamaees sobre a tarifa das Alfandegas
e regulamentos de 22 de Fevereiro de 1888, re-
lativos aos impostos de industrias e protisses,
fim de serem consideradas na revisao a que
Tai proceder o Ministerio da Fazenda.
O secretario,
Francisco Leopoldo Marmho de Souza.
5.* sec$o.Secretaria da Presidencia
de Pernambuco, em 29 de Abril de 1889.
Por esta secretaria se faz publico, de
ordem do Exm. Sr. Dr. vice-preaidente
da provincia e nos termos do 2o do art.
Io da lei n. 1,901 de 4 de Junho de 1887,
que, fendo-se concluido por meio de laudo
de arbitro desempatador, a questao do ava-
iacSo do material da empresa de illumi-
nacjto gaz desta cidade, fica aberta
a concurrencia, com o prazo de seis me-
zes, contados da data do presente edital,
para contracto da dita illuminacSo, me-
diante as seguintes clausulas da citada le:
3." Nenhuma proposta ser recebida
sem que o proponente com ella aprsente
documento de haver feito no Thesouro
Provincial deposito da quantia de 25:0O0!5
em dinheiro ou apolices da divida publi-
ca, para garantir a aceitaco do contracto,
oo caso de 8er preferida a sua proposta.
4." O deposito, a que se refere o pa-
ragrapho antecedente, no ser retirado
pelo contractante senSo lindo o contracto e
servir de caucao para os pagamentos de
multa e fiel compri ment das clausulas,
que forem estipuladas no mesmo.
| 5. O contracto s poder ser feito
com quem melhores vantagens offerecer
na concurrencia.
^ 6.n A nao ser no cano do paragrapho
antecedente, a actual mpresa nao ter
preferencia a qualqner outro proponente.
| 7. O novo contractante ser obriga-
do indemnisacio, a que a provincia
sujeita por fora da clausula dcima ter"
cera do contracto em vigor, devendo dita
indemnisacao ter lugar de accordo com
essa mesma clausula, e ficando o materila
e obras da empreza hypothecados pro-
vincia at que esteja realisada a indemni-
sa(3o ou pelo menos depositada a respecti-
va importancia.
| 8. O prazo do contracto nao poder
exceder a 30 annos.
| 9." O proco da illuminacSo, quer publi-
ea, quer particular, nao poder exceder de
260 ris o metro cubico de gaz, fazendo-
e urna reduceSo de mais de 30 [0> para
os estabelecmentos de caridade e benefi-
cencia, e repartieses publicas.
10.'' O systeraa mtrico, si fr mais
conveniente, ser adoptado para a medi-
5S0 do gaz.
1 11. A luz ser clara, brilhante e isenta
de substancias estranbas, que possam pre-
judicar a illuminacSo e a hygiene publica.
12. A intensidade media da luz ser
equivalente a dedez velas de espermacete,
das que queimam 8ete grammas por hora,
correspondentes a 120 graos inglezes.
13. As horas de illummacSo publica
serijo frxadas pelo presidente da provincia
no principio de cada anno, nao podendo
ser em numero menor de seis, nem mator
de dez, devendo neste caso haver urna
redcelo no preco do gaz correspondente
ao acreBcimo de horas.
14. O contractante ser obrgado a
ter na provincia um representante com
plenos e Ilimitados poderes para tratar e
definitivamente resolver as quest5es que
se suscitarem, quer c^m o governo,
quer com os particulares, ficando sujeitos
todos os seus actos s leis e regulamen-
tos e jurisdiccSo dos tribunaes judicia-
rios ou administrativos do paiz.
15." O contractante ser obrgado a
collocar e construir sua custa um ou
mais gazometros, se houver necessidade,
nos lugares que o presidente da provincia
designar, e a introduzir todos os melho-
ramentos que durante o prazo do contrac-
to se forem descobrindo, urna vez adopta-
dos na corte do imperio ou em alguma ca-
pital da Europa.
16." O pagamento da illuminacao pu-
blica e partcula:- ser feito em moeda do
paiz, sem attencao oscillacao do cambio.
1 17." O contractante poder organisar
companhia, a qual ficar subrogada etn to-
dos os direitos e obrigac3es do contrete.
18." Para as desperas com a fiscali-
saco do servico de illuminajao |o contrac-
tante concorrer annualmente com a quan-
tia de 3:0005000, que serilo recolhidos ao
Thesouro Provincial.
19. O presidente da provincia esta-
belecer as multa; e mais condicSes, no
intuito de garantir a boa execucao do con-
tracto, quer com relacSo a illumincSo pu-
blica, quer com a particular.
Faz-se publico, finalmente, que o novo
contractante ter de pagar actual em
preza, conforme o 7o cima citado, a
qnantia de 994:917^528, de accordo con:
a avaliacSo feita pelo arbitro desempata-
dor em 18 de Margo ultimo, visto deduzir-
se da de 998:7775528, total da avaliacao,
a importancia de 3:860j$000 paga em-
Sresa em 1860, proveniente de 202 canos
e ferro, 5 columnas e 5 bragos com lnra-
peSes, collocados fra do permetro do
contracto.
O secretario interino,
Manotl ioaquvm S'dve.ira.
Empreza do Gaz
aviso"
A empreza de luminagao a gaz desta
cidade por seu gerente, tendo visto no
Diario de Pernambuco de hoje a publica-
c2o do edital em que a presidencia da pro-
vincia chaina concurrentes para o novo
contracto da illumiiin'.-.'io mediante as clau-
sulas no mesmo enunciadas e servindo de
base para a indemnisacao da empreza
actual a qnantia de 99i:77728, por
quanto forain avuliadas pelo arbitro descm
patador as obras da mesma empreza,
quantia essa que dever ser paga pelo
novo contractante, vem pelo presente
aviso, e para evitar duvdas futuras, de-
clarar que dita avaliacao nao pode servir
de base para tal indemnisacao, por ter
sido llegal e irregularmente feita, bem
como que contra ella j protesou, quer
perante o Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, quer perante o juizo dos feitos da
fazenda, tendo sido intimado do mesmo
protesto o Dr. procurador dos feitos da
Fazenda Provincial, como representante
da ropvincia.
E como quer que deva em tempo op
portuno fazer valer sens direitos contra
quem de direito for, deliberou fazer a
(msente publicacSo para scieneia dos in-
teressados.
Reeife, 1 de Maio de 1889.
Gerente.
George Windsor,
DECLARARES
Thesouraria de Fazenda
1:111 prestimo de 100,000:000
Em cumprimento da ordem contida em tele-
gramraa do Exm. Sr conselheiro ministro da
fazenda, de hontem, Tica aberta nesta Thesoura-
ria de hoje al 10 de Setembro prximo futuro
emque ser devidamente encerrada, a subscrip-
co para o eraprestimo de 100,000:0002000, au-
torisadopelo decreto n. 10.32J, tambem de hon-
lem, sob as seguintes condiges:
Os ttulos serodeoOOJOOe 1:000*000 do ca-
pital inscripto na baixa de amortisacao ou ao
portador, vontade do subscriptor ; os juros de
4 / serio pagos trimensalmente por meio de
coupons; e a araorlisaco de 1 % a anno.
Os juros e a amortisacao scro pagaveis em
ouro ou em moeda corrente ao cambio de 27 di
uheiros sterlinos por 1*000 no Itio de Janeiro,
Baha, Pernambuco, Para, Maranho, S. Pedro
do Rio Grande do Sul, S. Paulo, Londres, Pariz,
Lisboa, Porto, Berlim, Amsterdam e New York.
O prego minimo da iuscripefio ser de 90 %.
que poder uer elevado pelo subscriptor para ter
preferencia.
As entradas sero: no acto da assignatura
1005000 e a quantia que mais se offerecer; 130*
em 30 de Outubro deste anno; 200*000 cm 15
de Janeiro; 2305 era 13 de Fevereirc ; e 200*
em o de Abril; sendo facultado ao subscriptor
antecipar o pagamento de qualquer ou de todas
as eutradas abonando-se pelo tempo que faltar
o premio correspondente a 4 % ao anno.
Outrosim, para maior esclarecimento dos in-
teressados vo abaixo transcriptos os artigos das
instrueces annexas ao decreto n. 7,381 de 19
de Jullio de 1879, pelos quaes ser regulado o
processo para a subscripco, eadosso, sorteio e
pagamento:
Art. 7.* No acto da primeira entrada dar-se-ha
ao subscriptor um recibo, que, depois de termi-
nada a distribuico do emprestimo, sr resgata-
do por um conhecimento em forma.
As outras entradas serSo notadas nesse conhe-
cimento, que mais tarde ha de ser substituido
pelos ttulos e coupons.
Art 8. Os subscriptores que nao lizrcm ef
fectiva alguma entrada nos prazos determina-
dos. Hcaro sujeitos ao pagamento do juro de
10 / se a mora fr de menos de 30 dias, e per-
dero o direitoll entrada ou entradas j realiza-
das, se a mora fr de muis tem.
Art. 9. O recibo e o conhecimento de que tra-
ta o art. 7o serSo transferiveis por endosso e o
titulo por simples tradieco.
Art ll. 0 sorteio mencionado no art. 5* (que
vai tambem abaixo transcripto) do decreto 7,381,
se effectuar era presenca da junta da Caixa de
Amortisacao tres mezes antes de ser devido o
resgate. Os nmeros sorteados seio publica-
dos, como de estylo, no Diario Official, e com-
municados immedlatamente por tres vas s re-
parlices que as provincias e na Europa forem
encarregadas de attender ao servico do empres-
timo ; as quaes por sua vez farao os necessarios
annuncios na folha ou folhas de maior circula
Sao.
Art. 12." Os juros das apolices sorteadas cea
sarSo desde o dia era que principiar a respecti-
va amortisacao.
Art. 13." o acto do pagamento da apolice
sorteada ou comprada, descontarse ha o equi-
valente de qualquer coupon de juro ainda nSo
vencido que baja sido cortado.
Art. 15 Oito dias antes de se vencerera os
juros deverao ser apresentados aos encarregadas
do servico do emprestimo os respectivos coupons
por ordem de numerac&o e acompanhados de
urna declarago assignada pelo portador ou pos-
suidor de ttulos.
Era troca daro os ditos encarregados um bi-
lhete era que se determinar o numero de coupons
recebidos e a quantia que elles representarem e
que se pagar se os coupons nao olTerecerem du-
vdas.
Art. 5. (do decreto 7,381). A amortisacao ser
semestral c far-se-ha ao par por sorteio se os t-
tulos estiverera com cotaco cima de cera, e
por compra nn mercado se se acharetn colados a
cem ou ataixo de cem.
Thesouraria de Fazenda dti Pernambuco, 28
de Agesto de 1889.
O inspector,
Manuel Antonio Cardow.
Hippodromo do
Crande
C
ampo
Pela directora deste prado foi suspenso por
dous mezes o Jockey Jos Mendos, por ter des-
respeitado ao juiz de partida.
Pelo mesmo juiz foram tambem multados os
jockeys Martins Ferreira. Cumulo Silva, Jos
Mendes e Hinds em 2il* cada um, e Antonio
Luiz de Franca, Luiz Pereira e Francisco Mari-
nho em 10* cada um em vista das partidas fal-
sas que deram cora os anitnaes em que mon-
taram.
Arremata^o
S'!xta-feira 30 do corrente, linda a audiencia
do Exm. Sr. Dr jniz de direito do civel, ser
vendido em praca publica o sobrado n. 34 da
roa Duque de Caxias, avahado por I6:0.>0*, por
execucao de Joaquim Soares Neves contra Mi-
guel Jos Barbosa.Guimaraes e outros. Escriv*b
Cunha.
AdoiInNlrarao dos Crrelos de Per.
ntmburoim lSde Agosto de 188S
ABEEMATA5X0 DOS TRANSPORTES DE
MALAS
0 administrador, em observancia ao or-
denado em circular da directora geral dos
correios n. 86 de 8 de Maio do corrente
anno, faz publico que fica marcado o pra-
80 de 30 dias, a contar desta data, para
recebiraento de proposta dos particulares,
que durante o exercicio de 1890. quei-
rara fazer por contracto o servico de con-
ducyao de malas para o interiorada pro-
vincia, partindo desta repartijao para :
Nossa Senhora do O' de Goyanna, pas
sando por Iguarass e Goyanna de 3 em
3 dias.
S. Bento, pns.-ando por ChS Grande,
Gravat, Bezerros, C'aruar, S. Caetano
da Raposa e Bello Jardim de 4 em 4
dias.
S. Jos da Coroa-Grande, passando por
Ipojuca, Scrinhcrn, Rio-Formcso, Taman-
dar, Una e Bai-reros de 4 era 4 dias.
Jatob de Tacnraf, passando por S.
Bento, Alagoinha, f-'edra, Buique, Gamel-
lera e Tacurat do 4tm 4 dias.
Alaga de Uaxo, passando por Pes-
queira e Cimbres de 4 em 4 das.
Altnho, passando por Bonito, Bebedou-
ro de 4 cin 4 dias.
Leopoldina, passando por S. Jos do
Egypto, Ingazeira, Afogados de Ingazei-
ra, Flores, Trumpho, Villa Bella e S. Jos
do Bello Monte de 5 cm das.
S. Vicente, passando por Vicencia e
C-uangy de 4 em 4 dias.
Jabot do Brejo, passando por Pcdra
Tapada, Bom Jardim, Vertentes, Taqua-
retinga, Santa Cruz e Brejo de 4 em 4
dias.
Petrolina, passando por Santo Antonio
do Har, Floresta, Cabrob e Boa Vista
de 4 em 4 dias.
Scrtaozinho passando por Palmares,
Villa d'Agua Preta e Campos Frios de 4
em 4 dias.
Jurema, passando por Bclm de Maria,
Lagoa dos Gatos e Panellas de 4 em 4
dias.
1 tamb, passando por Iguarass Goyana
na de 4 em 4 das.
Aguas Bellas, passando por Palmeira,
Correntes e Bom Conselho de 4 em 4 das.
Ouricury, passando por Olho d'Agua
dos Bredos, Villa Bella, Salgueiro, Gra-
uto e Ex de 5 em 5 dias.
Gloria do Goyt, partindo de Pao d'A-
lho de 4 em 4 dias.
Riacho-Doce, partindo de Caruar de
4 em 4 das.
As propostas devem ser apresentadas
at s 2 horas da tarde do ultimo da,
em carta fechada por dupheatas, com dis-
criminaao dos preeos de servico de cada
linha, sendo urna via sellada e ambas as-
signadas pelos proponentes e seus fiado-
res.
Nao serao tomadas em consideracao as
propostas em que for fixado o preco de
mais de urna linha englobadamente.
Tero preferencia as propostas mais
vantajosas em preeos e augmento de via-
gem.
O administrador,
Affomo do Reg Bayroa.
r^T-rr*^y j^^g^tCgSM**' -
Companhia Alagoana
de Fiacjlo eTecidos
Convidamos aoo senhores subscriptores desta
companhia, para de accordo com os arts. 9 e 10
dos estatutos, at o dia 10 de setembro prximo
futuro, realisarem sua setiraa entrada na razo
de 10 0/0 do valor de suas aeces, no Banco In-
ternacional do Brasil. Maceib, 10 de Agosto de
1889.Os directores, .
Jos Teixeira Machado.
Jos Januario P. deCarvalho.
Propicio Pedroso Barreto.
Obras Publicas
Ponte da Magdalena
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro
director geral de conformidade com a au-
torsacSo de S. Exc. o Sr. conselheiro
presidente da provincia, de 23 do corren-
je, faco publico que no dia 14 de Setem
bro prximo vindouro, nesta directora
recebe-se propostas, em cartas fechadas
competentemente selladas, para execu5Io
dos reparos de que necessita a ponte sob
o rio Capibaribc, na passagem da magda-
lena, oreados em 9:587^200 ris.
O orcamento e mais condie/jes do con-
tracto acham-sc n'esta secretaria onde po
dem ser examinados pelos pretendentes.
Para concorrer praca cima devero
os licitantes depositar no thesouro provin-
cial a quantia de 479^360 r3 equivalen-
te a 5 /0 do valor do ornamento.
Secretaria da directora geral das Obras
Publicas, ein 4 de Agosto de 1889.
O engenheiro secretario,
Luiz Antonio Cavalcante de Albuquerqit.
A' REALISAR SE NO
Da 1 de Setembro de 1889
Illms. Srs.
Juiz do ensilhamentoProfesor Francisco Carlos da Silva Fragoso.
Juizes de pesagemDr. Manuel Goncalves da Silva Pinto e Arthur de Souza
Carvalho.
Juiz de partida Benjamn A. de Freitas Pessoa.
Juiz do distanciadoRodrigo Carvalho da Cunha.
Juizes de chegadaJoao Raposo de Souza, Joaquim de Oliveira Borges, Fran-
cisco Floro Leal.
Inspector geral de raiaMajor Ernesto Vieira de Araujo.
Inspectores de raiaPolicarpo Layne, Thomaz de Carvalho Soares Brandao
Filho, Manoel Jos Fernandes Barros, Clito Valeriano Pereira, GedeSo Forjas
de Lacerda.
Juiaes de archibancadaBarilo de Soledade, commendador Antonio Marques de
Amorm, Dr. Joaquim de Cerqueira Leite, Antonio Marques de Amorim Jnior coro-
nel Sebastiao Alves da Silva. Jos Eleuterio de Azevedo, Dr. Eduardo de Oliveira
e Dr. Jo3o Lins
Nomes
c
5
i
S
Xa tura-
lid.
Cor da vesti-
menta
Proprietarios
1." Pareo.*.ntmaoo-850 metrosAnimaes da provincia que nao tenham ganho no Derby
em maior distancia. Premios : 200 ao Io, 40 ao 2o e 20 ao 3o.
Pombo Preto
Breas......
Sans-souci...
Hercules.....
Mosquetinho.
Rio da Pra-
ta 2o......
Corsario
Bonjour... .
Esquimo.. -
Gaxito
Alaze-----
Baio......
Rodado. .
Castanho-.
Pern..
Rodado
Zaino. .
Rodado.
53 / Branco..............iCoudelaria Victoria.
55 Preto, ene. e ouro:Taltersal Pernamb.
55 ;Ouro e branco.......D. A. L. J. 0. L. Mallos
5o ;Verde e amarello Jos Caetano Pinto.
53 Preto c branco ......Coud. Camponeza.
DO
35
55
58
Branco e encarnado...
Encarnado e branco..
Verdee preto........
Felisraino L. Rosas.
Joaquim T. Silva.
Coud. Bella Vista.
Augusto de Miranda
2. Pareo Prado da Estancia 1000 metros Animaes at meio sangue. Pre-
mios : 300 ao Io
S. Paulo
60 ao 2 e 305 ao 3
! Castanho
jTordilho-----
Rosilho ----
Castanho
o
Alazo......
Douradilha..
Alazo......
Zaina.. .. ;
1 Ruy-Blas.... 7 lAlazao
i Chiron e x-
Corcovado. 4 Castanho___Rio de Jan.
3 Maestro..... 5 ITordilho-----S. Paulo..
4 Mandaritn... 5
5 Aymor.... 5
6 Saturno..... 5
7 Galilo..... 4
8 Minerva..... 4
9|Douro....... 6 Alazo......Rio de Jan.
lOlRisette...... 5
3.9 PareoAnlmarfio (2 turma)850
ganho no Derby'em maior distancia.
57
35
55
55
52
55
5(1
54
55
o
Rosa e preto.
Azul e ouro..........
Encarnadoe branco-.
Rosa e preto........
Azul e ouro.........
Arthur Silva.
Coudelaria Paysand.
Coud. Pernambucana.
Coudelaria Cruseiro.
N'emo.
Coud. Internacional.
Preto e amarello.....Coud. Fraternidade.
Azul branco cene.
Verde eamarello...
Ouro c branco.....
Coudelaria Cruseiro.
Escrich.
Coudelaria Temeraria.
Russo pedrez
Castanho.. .
Pern..,
metros -Animaes da provincia que nao tenham
Premios: 200 ao 1, 403 ao 2 e 20* ao 3o.
5 Azul e ouro.......... I Urbano Pessoa.
Azul e grenat.
Lyrio.
Sneca ......
Potos.......
Pi ramn.....
Lord-Byron
ex Leo___
Boa-Vista....
6!Dublin......
7Elo.......
81 Almirante ..
9iBonaparte...
4. Pareo-Internacional 1.609 metros Animaes de qualquer paiz. Premios: 500
Pedrez .-
Mellado-.
Canlo. -.
Castanho
I Rodado
57
55
55
55
55
55
55
57
Branco e preto......
Branco e pavao......
Branco e encarnado..
Azul e branco.....
Branco e encarnado Rodolpho G. Leal.
Luiz Pereira
Coud. Rosmaque.
Jos C. Lei te.
Jos J. dos Santos.
Manoel J. de Miranda.
Jos Cavalcante.
Rufino Cardase
ao Io, 100*000 ao 2> e 3UOU0 ao 3*
Apollo..
Fagolin.
Derby .
Vesper .
Ernani
Diana ..
Alazo......
Id. queimado
Alazo .....
Zaino.
Alazi.
R. da Prata
Kranea
Inglaterra.
Franca
56
57
55
54
59
51
Ouro e preto-
Azul e ouro...
Ouro e branco
Encarnado e branco..
Azul e ouro.........
Dr. Joo de S C. d'A.
i oud. Internacional.
Coudelaria Temeraria.
Coud. Emulagao.
Arthur Silva.
Coud. Internacional.
S." Pareo -Provincia de Pernambuco1.300 metros.Animaes da provincia que irlo
tenbam ganho em maior distancia. Premios : 250* ao 1", 40* ao 2* e 255 ao 3.
Companhia le Edificacao
A commisso liquidadora da Companhia de
Edificacao, convida os Srs. accionistas da allu-
dida corananbiaa reunireni-se em assembla ge-
ral, no da 2 de Setemhro vindouro, ao meio da,
no 1." andar do predio n. 77 ao Largo de le-
dro U. para o fim de tomarera conhecimento das
contas e do balango encerrado em 20 de Jnllio do
corrente anno, e ouvirera a lcitura do parecer da
commisso fiscal.
N'esta mesma assemhla geral se tratar acerca
do .disposto pelo art. 94 do decreto n. 8821 de 30
de Dezembro de 1882.
Escriplorio da Cotnpaniiia de Edificado em li-
quidado. 17 deBgosto de 1889.
Jos Gomes Ferreira Maia.
Joaquim de Oliveira Borges.
Bemardino da Costa Campos Jnior.
Hmsi BannwHBnDnnB
Santa Casa de Misericordia
do Reeife
Florete.....
Village......
Cndor.....
Good -mor-
ning.......
5 Lamego ----
Castanho
Mellado..
Baio.....
Rodado.....
Russo.....
Pern.
58
54
54
54
54
Encarnado e branco-
Grenat e ouro ... -.
Grenat.............
Azul e branco.
Azul e grenat..
Francisco Freir.
Jos Joaquim Dias.
Rulino Cardoso.
Gongalves & C.
6o PareoCompensacoi.400 metrosAnimaes de qualquer paiz que nao tenham
ganho em mair distancia no Derbv, oestes ltimos tres mezes. Premios : 400*000
ao 1", 80*000 ao 2o e 40*000 ao 3".
Ruy-Bla^ ...
E^ani.....
Josephus
Esteplianie..
Africana.....
Brazil......
Alazo....
Zaino.....
Castanho.

Zaina....
Castanho .
S. Paulo-
Inglaterra.
Franga. -
Inglaterra.
R. da Prata
Franga ...
56
60
60
55
60
54
Roa e preto.........
Encarnado e branco.
Grenat..............
Ouro e branco.......
Branco c preto......
Azule ouro..........
Arthur Silva.
C.
Guimares Oliv. &
Coud. Temeraria.
Coudelaria Riachuelo.
Coud. Independencia.
7/
Pareo-Bmuiaco- 900 metrosEguas
2 e 13-
la provincia.
* a 3a.
Premios : 130*000 1\ 30*


Coruja..
Marina.
Stella ..
Ida------
Fantina..
Rodada. ..
Casta n ha.
Zaina.....
Rodada....
AlazQ.....
Per.
ti
5o A. brancoe encarnado
55 [Grenat............
55 Azul e branco.....
53 Asul eouro.....
33 Branco e azul.....
M. J. de Miranda.
H. ntonio Santos.
Rufino Cardoso.
Rodolpho Pessoa.
M. P. d'Albuquerquc.
(*) Montado por amador..
Os animaes inscriptos para o Io pareo devem achar-se no ensilhamento s
9 12 horas da manha.
Os animaes inscriptos para os outros pareos, deverao estar no ensih amento
pelo menos urna hora antes da determinada para o pareo em que tiverem de correr.
Pede-se attencao dos Srs. proprietarios para os additamentos feitos ao reg
ment interno do Derby Club de Pernambuco e para os artigos 9, 10, 25 95 do
mesmo regiment interno.
O expediente destacorrda ene errar-se-ha Sexta-feira 30 de Agosto de 1339
horas da tarde.
A venda de paules encerrar-se-ha 20 minutos antes de cada corrida.
s 3
HORARIO
njor
Jos de
Laurentlno
Miranda
A junta administrativa desta santa casa far
celebrar na igreja de N. S. do Panizo, pelas 8
horas da manha do dia 3 de Setembro vindouro
urna missa de rquiem, cantada pelas educandas
da casa dos expostos, pela alma do major Las-
reniino Jos de Miranda, que por mui-
tos annos servio como thesoureiro desta corpo-
racSo, e convida para assistir a este acto todos
os mmbros da familia e amigos do illustre
morto.
Secretaria da Santa Casa da M sericordia do
Reeife, 28 de Agosto de 1889
O e?criuo,
Pedro Rodrigws de Souza.
ca MMMHB
l.o
2.
3.
4."
5.
6.
7."
pareo.
pareo
pareo.
pareo,
pareo.
pareo.
pareo.
11 horas e __
11 * e 50
12 i e 40
1 > e 30
2 e 20
3 e 10
4 e
m.
Reeife, 29 de Agosto de 1889.
O GERENTE, Hmrque Schuiet.
Recebedoria de rendas inter-
nas geraes
Imposto de industrias e proussdes
O administrador da Recebedoria faz pu-
blico que finda-se no dia 31 do corrente
mez o praso para o pagamento livre de
multa do imposto de industrias e profis-
a3es relativo ao 2.- semestre do exercicio
corrente de 1889 e depois desse praso ser
cobrado com a multa de 10 0i.
Recebedoria 28 do Agosto de 1889.
Alexandre de Souza Pereira do Carmo.



/
1
-J


I



Diario de Pernambuco-Sexla-feira 30 de Agosto de 1889
i;
mu rEiiiiiocHi
--'-
PROJECTO DE INSCRIPCAO
Para a 3.a corrida a realizar-se no dia 8
de Setembro de 1889
l.c PAREJO Inicio 800 metros. Animaes da provincia quo nao tenham ga-
nbo premio nos prados do Recife Premio: 2000000 ao primeiro,
40)5000 ao segundo e 20(5000 ao terceiro.
2. PAREOInternacional1.400 metros. Animaes cstrangeiros que nao te-
nham ganho em 1889 em maior distancia. Premios : 400(5000 ao pri-
meiro, 89(5000 ao segundo e 40(5000 ao terceiro.
vincia que nao tenham ganho em maior distancia. Premios: 250(5000
ao primeiro, 50)5000 ao segundo e 25(5000 ao terceiro.
4. PAREO Ferro Carril1,400 metros. Animaes nacionaes at meio san-
gue. Premios: 300)5000 ao primeiro, 60(5000 ao segundo e 30,5000 ao
terceiro.
f).c PAREOPrado Pemambucano 1.700 metros. Animaes de qual-
quer paiz. Premios: 5005000 ao primeiro, 100)5000 ao segundo e
50)5000 ao terceiro.
6. PAREO Veloritlaric 1.000 metros. Animaes da provincia. Premios:
200)5000 ao primeiro, 400000 ao segundo e 20(5000 ao terceiro.
7." PAREOConsolaco850 metros. Animaes que nao tenham sido in-
scripto e que nao tenham ganho premio. Premios: 200)5000 ao pri-
meiro, 40)5000 ao segundo e 20(5000 ao terceiro.
Observacoes
S serao aceitas para cada pareo quinze'propostas. Cada enveloppe dever
conter urna s proposta, e caso appareca mais de urna, s ser acceita a primeira
que for lida, sendo recusada a proposta que nao vier acompanhada da importancia
da inscripcao
Nenhum pareo se realizar sem que se inscrevam animaes de tres proprieta-
rios differentes.
A inscripcao encerrar-se-ha terca-feira 3 de Setembro sJ6 horas da
tarde, na secretaria do Prado Pemambucano, ra do Imperador n. 83, 1. andar.
Recife, 30 de Agosto de 1889.
Francisco de Souza Res,
GERENTE.
Em virtude do que dispe o artigo 60 do recu-
lamento que baixou cora o decreto u. 9.534 de 3
dajFevereiro de 186, a Inspectora Geral de Hy-
giene faz publico pt'lo prazo de 8 dias, que o
CTdado Octaviano Luiz Augusto de Lagos, lhe
dirigi a seguinfe p-;iigo cora documentos que
Eatisfazem as exigencias do art. 63 do citado re-
gulamento
Diz Octaviano Luiz Augusto de Lagos, resi-
dente na cidade do Rio Formse provincia de
Pernambuco, que tirado mais de 10 annosde pra-
tjca de pharraacia, como provam os documentos
juntos, ns. i e 2, e havendo necessidade de urna
pharmacia nesta cidade, como prova comoattes-
tado da.camara municipal, vem o supplicante
requerer a V. Ex. a graga de conceder-lhe li-
cenca para abrir e dirigir urna pharmacia nesta
mesma cidade do Rio Formoso, em vista do
art. 63 do regulamento que baixou com o decre-
to n. 9.554, de 3 termos. -Pede a V. Exc. deferiraeuto.E. R. M.
Cidade do Rio Formoso. 13 de Mato de 1889
Octaviano Luiz Augusto de Lagos. Sobre urna
estampilha de quatrocentos ris.
E declara que se nesse praso nehura pharma-
ceutico formado Ibe communicar, o i Inspecto-
ra de Hygiene da prorineja de Pernambuco. a
resolugiio de estabelecer pharmacia na tciada
localidade, conceder ao pratico licenca reque-
rida.
Inspectora Geral de Hygiene, i de Agosto de
1889.-Dr. Pedro Alfonso deCarvalbo, secreta-
rio. _______
Banco Internacional do Brazil
Emprestimo nacional Es. 100^000:0<)fr>00
0 governo brazileiro abri subscripcao no
Banco Internacional do Brazil no Rio de Janeiro
para um emprestimo de cem milcuntosde ru as
segrales condicOes;
Prero 90 0--
Juroaniiunl 4/0 a contar de 1 deJuIhodeste
anno pago por trimestre, em
Outubro, Janeiro, Abril e Julho.
Amorlisaro annual Io..
Juros e amortisago pagaveis
em ouro no Brazil, Lisboa, Por-
% to, Pariz, Londres, Amslerdam,
Berlim, Nova-York.
Tiiuios ao portador com 09 respectivos cou-
pons escripos era portuguez.
francez e inglez, valor de 500
e l:000000 e seus equivalentes
em libras c francos.
Pasamento em papel moeda.
10 /0 no acto da subscripcao.
15 /. era 30 Outubro 1889.
20 >/<. la Janeiro 1890.
23 13 Fevereiro
20 ; 5 Abril
com a faculdade deantecipar os
pagamentos, descont razao
de 4 "o ao anno.
Tero preferencia os subscrip-
tores que melhor prego offere-
cerem.
Listas para subscripces acham-se na C.iixa
Filial do Banco Internacional do Brazil nesta
provincia.
Recifet 28 de Agosto de 1889.____________
Obras publicas
adela da ridade da Victoria
.Deordem do Illm. Sr. engenlieiro director
feral, em virtude da autorisagio de S. Exc. o
r. conselheiro p-esidente da provincia, de- .
do correte, fago publico que no dia 14 de Se-
tembro prximo vindouro, nesta directora rece
be-se propostas em cartas fechadas competen-
temente selladas, para execugiio dos reparos de
que necessita o edificio da cadeia da cidade da
Victoria, oreados cm 934*800.
0 orgaraento c mais condiges do contracto
acham-se nesta secretaria, onde podem ser exa-
minados pelos pretendentes.
Para concorrer praga cima dever o licitan-
te depositar no Thesouro Provincial a quantia de
47*740. equivalente a 3 0 0 do valor do orga-
mento.
Secretaria da directora geral aas Obras Publi-
cas Provinciaes de Pernambuco. em tf de Agosto
de 1889.
0 engenheiro secretario
Luiz Antonio C. de Albuquerque
SEGUR COMBA FOGO
Royal Insurance Compairy
de Liverpool
CAPITAL 9.000:000
AGESTES
R. DE DRUSINA & C.
13Ra Mrquez de Olinda13
London & Brasilian Bank
Limited
Jwi do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as cai-
xas do mesmo banco em Portugal sendo
em Lisboa ra dos Capellistas n. 73. No
Porto, ra dos Jnglezes.
INDEMHISADO R A
Cempanhia de Seguros
MARTIMOS e terrestres
EKiabcli riela em sr.r
CAPITAL 1,000:000^000
Sl.NISTROS PAGOS
At 31 deDezenibrodel884
Martimos.. 1,110:000$OOG
Terrestres. 316:000$000
44Ra do Commercio44
SEGKOS
MARTIMOS COSTRA FOGO
Companhla Piteis, er
nambncana
RA DO COMMERCIO N. 38
Companljia be Seguros
::r:a\ r:::
NORTHERN
de Londres e Aberdaen
Posado financeira (Uezembro de 1885J
Capital subscripto 3.000,000
Fundos aecumulados 3.134,348
Receita annual :
De premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 32,000
O AGENTE,
John H. BoxineU\
Companhia de Seguros
AGENTE
Miguel Jos Alves
IV. 1Ra do Rom lena*IV. V
, SEGUROS MARTIMOS E TERRESTRES
I Uestes ltimos 3egmos a nica companhia
aesta praga que concede aos Srs. segurados semp-
co de pagamento de preaio em cada stimo
anno, o que equivale ao descont annual de cer-
ca de 15 por cento em favor dos segurados
Companhia
Imperial
DE
Seguros contra Fogo
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuizos.
CAPITAL,
Rs. ie,000:O000
AGR.N r:i
kko \w. A C.
N. 5RA DO COMMERCION. 5
MARTIMOS
CONTRA FOGO
The Liverpool k London k Globe
uesnu, mim & c.
Ra do Commercio n. 3
CDIII'AMIIt Pi:it\tHBI('tVt
DE
.\'avegaeo costeira por vapor
PRiQS DO SUL
Macei, Penedo, Ai acaj e Babia
O^apor S.Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 7 de Setembro s
5 horas d; tarde. Recebe car-
a at o dia G .
Encommendas, passageis e dinheiros afrete}
ate as 2 horas da tarde do dia da partida.
ESCRDPTORIO
Ao Caes da Compa>ia%Pernambucana
Bahia, Rio de
Companhie de Messageries
Maritimes
LINHA MENSAL
O paquete Nerthe
Commandante Camotn
E' esperado dos partos do
sul no dia 4 de Setembro
seguindo depois dademo
ra do cosiume para Bor-
deaux, tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualguer tempo
Faz-se abatunento de 15 OjO em favor das fa-
milias compostas de 4 pessoas ao menos e que
pagarem 4 passagens inteiras.
Por excepsao, os criados de familias que to-
marem bilhetes de prOa, gozam tambem deste
abatimente.
Os vales postaes s se do at o dia 3 de Se-
tembro pagos de contado.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : traa-secom o AGENTE.
O paquete Orenoque
Commandante Mortemard
E'esperado da Europa no
dia 4 de Setembro e se-
guir depois da demora
necessaria para
Janeiro, Buenos-Ayres e
Montevideo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para tsa
agencia, que podem tomar em quatquer tempo.
Previne-se aos Srs. recebedores de mercado-
rias que s se attender a reelamaces por fal-
tas, nos volumes, que forem reconhecidas na
occasio da descarga, assim como deverao den-
tro de 48 horas a contar do dia da descarga das
alvarengas, fazerem qualquer reclamagao con-
cernentes a volumes que porventura tenham se-
guido para os portos do sul, afim de poder-se
dar a tempo as providencias necessarias.
Ente paquete llluminado a luz
elctrica.
Para carga, passagens, encommendas e di-
uheiro a frete: trata-se com o
AGENTE
A u guste Lbil Je
9 Ra do Commercio 9
CHARGEURS REUNS
Compannia Francesa
DE
Navegacao a vapor
uiuba regular entre o Havre, Lisboa,
Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos.
O VAPOR
Ville de Kosario
Commandante Portier
E' esperado da Europa at o dia 5
de Setembro, seguindo depois da in-
dispensavel demora para a
Bahia, Rio de Janeiro e SantoB
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha, queiram apresentar dentro
de 6 dias a contar do da descarga das alvarengas
qualquer reclamar, ao concemente a volumes que
porventura tenham seguido para os portos do
sul afim de se podei dar a tempo as provi-
p encas necessarias.
Expirado o referido prazo a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : tratase com o AGENTE.
O vapor
Ville de Pernambuco
Commandante Lenormand
Espera-se dos portos do sul at
o dia 10 de Setembro, seguindo
,depois da indispensavel demora
para o Havre tocando em
Liaboa.
Entrar no porto
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excedentes commodos c ptimo pas-
sadio.
As passagens podero ser tomadas de ante-
mio.
Recebe carga, encommendas o passageiros
para os quaes tem excellentes accommodares.
Para carga, passagens, encommendas e di-
aheiro a frete : trata-se com o
AGENTE
ugnsle Labille
9-RA DO COMMERCIO-9
O vapor Atrato
Commandante L. R. Dickinson
E' esperado do sul no dia i de Se-
tembro, seguindo depois da demora
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, Vigo, Southampton e
Antuerpia
Reduccao da passagens
Ida da e volta
V Lisboa 1 classe l 20 30
A' Southampton 1' classe t 28 t 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens frotes, encommendas, trata-se
com os
AGENTES
A.morim rmos & C.
N. 3Ra do Bom JessN. 3
LEILOES
Segunda feira 2, deve ter lugar o leilao da
barca dalia arribada neste porto, sendo o casco
em um lote, as velas, ancoras correntes e mais
pertences em differentes lotes.
A's 10 1/2 horas em ponto encontraro os
concurrentes botes na caes da Companhia Per-
nambucana que darao passagem gratis aos pre-
tendentes^dos objectos do leilSo.
Agente Pestaa
Leilao
da barca Rosa Fdha. que se acha em secco as
Camarinhas de Olinda, onde poder ser exami-
nada, a qual ser vendida por conta e risco de
quem pertencer e a quem mais der.
Sexta-feira, 80 do corrente
A'S 11 HORAS EM PONTO
No armazem travessa do Corpo Santo
n. 27
Leilao
de gneros, armacao e utensilios do esta-
belecimento sito ra da Trincheiras
n. 23
Kexia-feira, 30 do corrente
A's 10 Ij2 horas
O agente Silveira. por mandado e com assis
tencia do Exm. Sr. Dr. JDiz de direito do com-
mercio e a requerimento de Jos de Araujo Vei-
ga & C, no arresto promovido contra Francisco
Antonio da Fonseca Leiu-, levar a leilao os g-
neros, armago e utensilios existentes no referi-
do estabelecimento, em um ou mais lotes.
Agente Pestaa
Leilao
De urna casa terrea sita estrada dos Remedios
n. 76, edificada em solo proprio, pertencente
ao espolio de Antonio de Cerqueira Bast03.
Kexta-felra. 30 do corrente
A's 11 horas em ponto
Xo armazem travessa do Corpo Santo
n. 27
O agente Pestaa vender, por mandado e as-
sistencia do Exm Sr. Dr. juiz dos orphos e a
requerimento do inventarame Hermillo I.uiz
Chaves, a quem mais der, a casa cima mencio-
nada.
Em continuacao
Vender a casa terrea ra do Rosario da Boa
Vista n. 71 (esquina da ra do Arago) onde
acha-se um beru montado acougue, a qual rende
:105 mensaes.
Urna dita na mesma ra n. 37, rendeudo 205
mea?aes.
Urna dita idem dem n. 30, rendendo 205000
mensaes.
Agente Stepple
Leilao
de um piano, movis, quadros espelhos e
outros artigos
Nexta-felra. 3 do corrente
A' 1 hora
Casa na ra Formoza n. 4
O agente cima, bastantemente autorisado le-
var a Icilo urna mobilia de junco completa,
urna dita de Jacaranda completa, um piano, qua-
dros, espelhos, lanternas, camas para casal, la-
vatorios com espelho e guarda-roupa, apparador,
marquezo, cadeiras, urna machina de p6 e nova
urna costurcira, 'bra imprtante, e outros movis
que estaro vista dos Srs. licitantes.
Agente Silveira
Companhia Brasileira de
Navegado Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Alagoas
Commandante Joao Mara Pessoa
E' esperado dos portos do norte at
o dia 3 de Setembro e depois da de-
mora indispensavel seguir para os
portos do sul.
As encommendas sero recebidas no trapiche
Barbosa ate 1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga, passagens, encommecKtTIs e valo-
res trata-se com os AGENTES.
PORTOS DO NORTE
O vapor Manos
Commandante o Io tenente Guilherme
Waddington
E' esperado dos portos do su at o
da 7 de Setembro e seguindo depois
da demora indispensavel para os
portos do norte at Manos.
As encommendas s sero recebidas na agen-
cia at 1 hora da urde do dia da saluda.
Para carga, encommeodas, passagens e valo-
res trata-se com os
AGENTES
Pereira Carneiro & C.
6Ra do Commercio=6
1 andar
Leilao
COPHIAK.t l>i:i!VtHBI('IM
DE
Xavegacao costelra por vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Maco, Mossor, Araca-
ty e Cear
O vapor Jaguaribe
Commandante Monteiro
Segu no dia 5 de Setembro s 5
horas da tarde. Recebe carga at o
dia 4.
Encommendas, passagens e dinheiro frete'
at s 3 horas da tarde do dia a.
ESCRDPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucanu
n. 12
Royal Mail Steam Facket
Companhy
O vapor Don
Espera-se da Europa at o dia 30 de
Agosto, seguindo depois da demo-
ra do costume para
Ala. Rio de Janeiro llonlcvi
do e Buenos-Ayres
Para passagens, fretese encommendas frata-
se com os AGENTES.
da bareaca Fnix, slidamente construida com
todos os pertences que conduz 450 saceos, esta-
cionada no caes do Ramos.
Megunda-IVira. t de Nelemliro
A's 11 horas em ponto
Em frente ao caen do Ramos
O agente Gusmo, autorisado, far leilao da
referida Darcaca por conta c risco de quem per
tencer.
Leilao
Da barca Sicilia, arribada neste
porto por torea maior
CONSTANDO :
Do casco e mais pertences em um lote e em dif-
ferentes lotes as velas, ancoras, correntes, es-
pas, pharoes, lanternas, globos, cadernaes, mor-
toes, tanque, pipas, escadas, sinos, bitacula,
agulha de marear, 1 fugo, trem de cosinha, en-
cerados, ps, nianilhas, macacos, cabos de li-
nho, lona, tinta, signaes, bandeiras, 4,000 aellas
de lenn/T 6 saceos com curvo. 1 relogio, 2 me-
sas, 1 bote grande, 1 remos, 2 forquetas, 4 ve-
las, 1 catraia com 2 remos, 2 forquetas,,! vela e
outros objectos existentes a bordo da mesma
barca.
Segunda-feira. 2 de Setembro
A's 11 horas
A bordo da mesma barca
O agente Pinto levar leilao por mandado e
em presenca do Exm. Sr. Dr. juiz de direito es-
pecial do commercio, a requerimento do capito
da barca Sicilia com licenca do Sr. Dr. ins-
pector da alfandega, com asslstenciu do empre-
gado da mesma repartico para este fim nomea-
do o casco e mais pertences da referida barca
em rnuitos e dilTercntes lotes, no estado e lugar
em que se acha ancorada neste porto onde foi
legalmente condemnada por inavcgavel.
Em tempo
A's 10 1/2 horas em ponto sero encontrados
ni rampa do caes da Companhia I'ernainbuca-
na botes que daro passagem gratis aos concur-
rentes de leilao.
Leilao
Do cavallo de corridas denominado Falstaff ou-
tr'ora Meroreu, de puro sangue inglez e de pou-
co mais de 3 annos.
Um cavallo de sella, com andares.
Duas vaccas tourinas.
Terca-feira, 3 de Setembro
A'S 11 HORAS
Agente Pinto
Em frente ao armazem da ra do Bom Jess n
43, onde haver leilao de movis, louca. vidros
quadros, espelhos e instrumentos.
VISOS DIVERSOS
Ama
Precisase de urna ama para cosinhar, pan*
casa de familia; a tratar na ra do Hospicio ~~
mero 41.
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba cosinaare
que durma em casa do emprego ; na ra o
Cooncelgao n. 4,1 -andar
Atuga-se urna casa no Monteiro, mu.to
fresca por ter janellas para o rio ; a tratar no
caes da Companhia Pernambucana n. G, escrip-
toria de Bastos & C.
luga-se casa da ra das Flores n. 18,
com 3 quartos ; a tratar na ra Nova n. 39,
toja
Precisa-se de um caixeiro com perfeito
conhecimento de retalno e que d conheciniento
idneo de sua conducta, pura urna cusa de mo-
lhados : quem estiver nestas condicOes, dirija
se ra de Bemfica n. 7 (Passagemj, para re
ceber informagOes ou dal-as e tratar.
Criado fiel
Na ra do Caldcireiro n. 7-A. precisa-se de
um menino de 8 9 annos, que tenha boa con-
ducta, para fazer oompras e algum pequeo
servifo da casa, paga se beni.
Cosinheiro
OITerece-se um cosinheiro para forno e fogo,
por prego commodo ; a tratar na ra da Santa
Cruz n. 34.____________________________
Professora de piano
Urna senhora perfeitamente habilitada e com
pratica de ensino. offerece s Exmas. familias
os seus serviros comp pianista : pode ser pro-
curada ra do Queimudo n. 74.
Protesto
Constan o-rae que o Sr. Manoel da Paixo Ra
mos, pre.-o na cadeia do Recife, pede a diversas
pessoas para lhe assignarem um documf nto falso,
sobre a minha visita dita casa de Detencio,
dizendo cous^s nao reaes. apenas o fui visitar
por muito pedido que me fez seu irmo Antonio;
creio que o documento tem por lim desmanchar
alguma tcstemunha, para o que eu nao posso-me
prestar. Venho por este meio protestar contra
a falsidade que possa haver.
Recie, 28 de Agosto de 1889.
Manoel J. Ramos.
INSTANTNEA
(MABCA HE&ISTH.tOA)
Tinta de copiar sem prensa
52Ra do Amorim -52
ESNATY RODRIGUES & G.a
Esta maravilhosa tinta de copiar a MAIS
TIL dcscoberta americana, impreacindivel
a KitluM um peMMoaw que cacrevem e
iiu-. sem uso da classica e tradicional prensa
Je copiar, denejam guardar copia n-
tida, innllararel de st-ns i raba llios
manimrriploN.
A IXMT.4XTAXEA o mais prompto auxi-
liar material para a Correspondencia Com-
mercial ou particular, porque simptiticando o
traballio,diminue-lhetempo: oescripturariono
necessita sahir da sua carteira ou mesa para le-
var o manu^cripto prensa de copiar, retralo
da mesma, voltar carteira, etc., etc.
Os Srs. negociantes, usando da ikxtasta-
XKA para a sua escripturag5o do Diario, Caixa,
Contas Correntes, Facturas, Contas de Vendas,
Precos Correntes, etc., podem obter duplicata
autentica. Oteases livros em papel de seda.
A I.VT.*:\'T.4*ISA depois de dar copia
rmisertn se inalteral, preta lixa nao s no origi-
nal como na copia.
A l.\NTA>TA^KA nao oxida absolutamen-
te as pennas, assim como nao demanda penna
especial para com ella escrever se.
M-OJD-0 & ffiMPjR2SGtAJR
Coi urna esponja, ou pincel embebido n'agua, hu
medece se figeiramente o papel de seda proprio
para copiar, V enxulto com qualquer mata-bor
rao, coloca-se o uianuscripto em baixo do papel
de seda e mesmo sem fazer presso corre-se a
mo rpidamente em todas as direeges, e a co-
pia admiravel ntida, IXSTASTAXEA.
Tambem dd copia, correcta, sem molhar o popel
de srda
Precos de venda a dinheiro
Um frasco.................... 13o00
VICTORIA
Especial tinta, garrafas a 8(X) ris, meias ditas,
a 300 res.
l'ranriNro don Moreira da < osla
Duniel Moreira da Costa, sua mulher, lilha e
irmaos, convidam a seus prenles e amig ,s para
assistirem a urna missa que por alma de seu
prezado pai, sogro e av, Francisco Jos Moreira
da Costa, mandam rezar sexta-fetra 30 do cor-
rele, pela? 7 horas da manh, na matriz de
Santo Antonio, stimo dia de seu passamento.
lose Caelano de Carmino
Luiz Leopoldo dos Guimures Peixoto e seus
filhos. tendo recebido a dolorosa noticia de fal-
lec ment na cidade do Porto, em o dia 8 do
corrente, do seu prezadissirao amigo e compadre
Jos Caetano de Carvalho, convidam aos seus
prenles e amigos e aos do finado para assisti-
rem as missas. que pelo seu descanso, mandam
rezar na ordem 3. de S. Francisco, s 8 horas
da manh de segunda feira 2 de Sttemtiro, sti-
mo da do recebimento da noticia. A todos os
que comparecerem agradecem penhorados.
t

\gente Stepple
Leilao
De bons predios na comarca de Olinda
Terca-feira 3 de setembro
A's 11 horas
No edificio da cmara municipal de Olinda
Oaf."-iii" cima por mandado e assistencia do
lilui. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito de orphos
da comarca de 01 i na, levar a leilao as seguin-
tes cusas : 1 sobrado ra de S. Pedro Mrtir
sob n. 30, a casa terrea a roa de Matbias Ferra-
re hoje F'Tnandes Vivir sob n. ."7. a casa ter-
rea na mesma ra sol n. 30, a casa terrea ra
do Ampare sob n. 3, a caAterrea ra do Al-
jube. hoje 13 de Muio sobl. 87. Todas estas ca-
sas na comarca de Olinda o pertencentes a me-
nor Mariu, li rdeira instituida no estamento do
linado Domingos da Silva Torres.
xsaim tambem um cavallo russo-pombo anda-
dor de baixo a meio.
Os Srs. pretendentes desde j podero ir exa-
minar" as referidas ca
Franclca de Paula de Vaacon-
cellos e carvalho
Ignacio Ferreira Serrano, seus filhos, genros,
oras e netos, agradecem do intimo d'alma a
todos aquelles que acompunharam ao cemiterio
publico os restos mortaes de soa mu prezada
esposa, mi, sogra e av, Francisca de Paula
de Vasconcellos e Carvalho, e participam aos
inesmos e demais prenles e amigos, que as
musas do stimo dia pelo terno repouso de sua
aiinu, tero lugar s 7 horas da manh de sabba-
do 31 do corrente, na matriz da Boa-Vista.
Engenbeiro Antonio Lupieinio
Buarque
1. amjiversario
Euthalia Froes de Oliveira Buarque, sua lilha,
seus pas, sua ta, irmSs e irmao (ausente),
convidam a todos os seus parentes e amigos
para assistirem as missas que por alma do seu
idolatrado esposo, pai, geuro, cunhado e sobri-
nlio o engenheiro Antonio Lupicinio Buarque.
maadam rezar no dia 3tdo corrente. na matriz
da Boa Vi-ia, is 8 1/2 Horas da manh, 1- an-
niversario do seu failecimento, confesyando se
desde j summamente gratos a todos aquelles
que se presarem a este acto de religifto e cari-
dade.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar; na it*-
vessa do Pires (Geriquiti) n. S.
Amas
Precisa-se de urna cosinheira e de urna cria-
diuba que tenha boa conducta, para andar com
urna crianga ; na ra Mrquez do Herval n. 61,.
sobrado.
Ama para cosinhar
Precisa-?e de urna ; na praga do Conde dlk
n. 26, sobrado amarello.
Aluga-se
por barato prego duas casas com bastantes com-
modos, ra da Aurora ; trata-se com o Paulii
ra do Imperador n. 28. ^____^__
Aiuga-se
o 1- andar do sobrado n. 24 ra da Imperatriz.
com commodos para familia, grande quintal c
prego mdico ; a tratar na ra do Padre Nobreg
numero 36. _______
Juga-se
a casa ra da Amizade ( apunga) n. O; ai
tratar na ra Direita n. 4o, sobrado.
A luga-se
Por barato preco o 1" e 2o andares do Caes o*
Apollo n. 7o, cun muito bous commodos;
tratar na botica ra Larga do Rosario n. 3fc
Aluga-se
Por prego baixo o 1" e 3" endures do sobrade-
roa do Brum n. 84, coro bastantes com-
modos ; a tratar ra Larga do Rosario n. 34
botica.
Alugam-se
As casas da ra do Lima ns. 18 e 30, es.
S. Amaro; a tratar na lithographia ra Marque?
de Olinda n. 8.
Alugue I barato
Becco da Bomba n. 8 foja.
Ba da Boda ns. 58 e 60.
Ba Visconde de Itaparico n. 43, armasen;.
Ba da Palma n. 11
A tratar ra do Commercio n. 3, 1 andas
esenptorio de Silva Guimares 4 C._______
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Completo sortimento de sapatos proprios par*,
banhos. receberam Jiaquim Pinheiro & C.. tv
do Livramento n. 14.
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gri mensura
C. C. Carlini contina a encarregar-se de me
diges de trra, levantamento de plantas topo
graphicas, nivellamenlos, projeelos de parques
jardins, chals, etc. ; na ra da Atalaiu, na ci-
dade da Escada.
Ao
commercio
Joaquim Das da Silva de Azevedo Lemos
Jovita Gongalvcs da Silva, associiidos sob a tu-
zo Dias & Jovita. declaram a quem interessa
possa, que em data de 12 do corrente mez com-
praram, livre e desembarazado de quaes^w-
onus, ao Sr. Francisco Jos da Silva Lapa, o ice
estabelecimento e oflicinu de alfaiate, qne gira-
va sob a firma Dias 4 Silva, sito ra I.* k
Marco n. 18.
Dclaram tambem aos s."us amigos e fregoezi-.-
qe benignamente Ibes dispensaram roas alten
gOes, durante o tempo que estiferam na estint!.:
oflici na de alfaiate, do tinado Emilio Soares, qn;
se acham habilitados a continuar a bem ser-
vil-os, nao s em especialidades de todas as fi-
zendas para roupas de apurado" gosto. como en
perfeigo de tnbalho, porque o serio Jovit
(antieo mestie da oflicina de Emilio Soares) con-
tinala ser em nossa casa o.mestre da offieinii
garanta bastante para o desempenho de toda
qualquer obra a capricho. Esperam. po:s, o>
abaixo assignados a prolecgiio do respeitave pu-
blico, a quem antecipam seus sinceros agradec-
mentos.
Recite, 28 de Agosto de 1889.
Dias & Jovita.
Aosasthmaticos
Se padeceii de asthma, usai o Peitorai
de Cambar, que remedio de effeit*;
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Algodo branco a 40000 e 40500 a pe5a.
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Zephyr de quadro a 200 e 240 rs. o covado.
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Regatas a 10000 e 10500 e 20000 (urna.
Palha de seda a 10000 o covado.
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Bramante de l.nho a 10800 o metro, 4
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Cortes de seda para collete a 50000 um.
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todas as ferragens precisas para a agricultura desta provincia.
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da, mediante ajuste previo ou urna mdica commissao qualquer machinismo.
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qualidade e bom trabalho dos mesmos, o que podem provar com o bom resultado
obtido com as duas USDAS montadas ltimamente a saber:
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Pl LULAS
Para o tralaimnta prenpta cura das '
Molestias do estomago e dos
intestiaos, moleataa do fijado,
dispepsia, indigestSes, clicas,
nauseas, diarrhea, pris&o do
ventre, taita de appetite, incom-
modos depois da comida, enxa-
quecas e dores de cabeca chroni-
cas, rbeumatismo e uevral^ius,
molestias da pelle, molestias pe-
ridicas das senhoras, e, alm
destas, multas outras enfermidadesque se
elassifleo debaixo de ama inflnidade de
nomes, todas porm, oriundas da mesma
causa, a saber;
Desarranjos dos oreaos de di-
trestiio e as>imilao5o,
donde provm a Impureza e o enfraqueci-
mento do sangue, com adebilidade e con-
gesto de todos os orgos vitaes do sys-
tema.
Procure- m-se
AS ULULAS CATHARTICAS DE AYER,
PREPARADAS PKT.< >
DR J. C. AYER & CA.,
Lowell, Mass., Kst.-Unidos.
Destos!o Ofatl
O OLEO PURO
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FIGADO de BAGALHO
-DE-
LAMA2T & ZEMP
produz effeitoa anlogos a os da
Emulso com HypophospJiites
dos mesmos senhores, no caso do
ser preferido o traetamento nesta
forma para o curativo dos incom-
modos
do Peito, a Garganta e os Piiaues.
Aos agricultores
Pessoa habilitada otFerece-se para contrahir
emprestimos com o Banco do Brasil, em favor
dos S. S. agricultores esti. provincia, de Ala-
goas, Parahyba e Rio Grande do Norte, encarre-
gando-se de adiantar as quantias necessarias
para pagamento de avaliacoes e preparo de do-
cumentos, mediante mdica retrbuicao. Os
pretendentes podem dirigir-se nesta cidade rua
do Atalho n. 9, e por caita G. C.
Cosiriheira
Precisa-se de urna, que cosinhe bem e durma Santo Amaro n. 8.
em casa do patro ; a tratar na rua do Cabuga
n. 14, 1- andar, de meio dia at 2 horas.
Gasa na Capunga
Aluga-se a casa terrea n. 24 a roa da VentuM
na Capunga, prego mdico, e est lulipa ; traa-
se no sitio ao p da ponte grande, com o Sr.
Henrique Lasserre.
Para a festa
Aluga-se urna excellente casa na Boa Viagem,
rua d'Aurora, com muito bons commodos; a
tratar a rua Larga do Rosario n. 34, botica.
Aos plantadores
D. Jeronyma Cousseiro compra batatas dt
aramia e matarana ; para explicages, dirijam-
se rua da Aurora n. 81 e Imperatriz n. 2. ou
larga do Rosario n. 14. e em sua residencia rua
do Lima, travessa de Joo Veiga n. 19, em San-
Am aro das Calinas.
Predios venda
6 casas nos Afogados, sendo urna no larga
dos Remedios n. 62.
5 ditas na travessa de S. Miguel ns. 38, 4*.
42, 44 e 46.
1 sobrado de um andar na roa dos Martyrias
n. 101.
i dito na rua Thom de Sonsa n. 5, com dous
andares e sotao.
A tratar na rua General Abreu e Lima, antiga
GAL.
DE
JAGU ARIBE
a4|>a barrica
com abate de 10 0i em porcoes maiores de
10 barricas.
A RUA DO-BOM JESS N. 23
O grande e importante estabelecimento de
Pocas Mendes A C, sito rua estreila do Rosa-
rio n. 9, contiguo a igreja, acaba de rec ebe
urna grande remessa do acreditado e especial
Vinho Maduro
0 nico que, sem a miniraa confeccao, im-
portado neste mercado, e so se vende no referi
do estabelecimeoto. Este precioso nctar se
torna cada vez mais procurado aqu. Querem
saber porque ? Vejam : o vinho Maduro, sendo
como reito nicamente da uva madura, tem
as seguintes vantageos que as outras qualidade?
de vinho nao tem ; facilita sem a menor pertur
bacao as digestOes do estomago, anda mesmo
o mais enfraquecido, dando-Ine vigor, pois nutre
aolhos vistos as pessoas debilitadas, ed forcas
as que as tiver arruinadas pelo uso de bebidas
viciadas.
Recebemos tambem
Requeijao
em Ialas, de procedencia de engenhos, cujos
propriiitanos eaprk-ham em bem trabaIhar nste
artigo, afim de terem a primazia sobre tantos
outros similares, cuja composico duvidosa.
Em outros artigos como ementes de hortaliza
e flores, linguas seccas do Rio Grande, objectos de
time e tamancos do Porto para homens e senho-
ras, para isto to pouco temos competidor,
nossa casa especialista, e as pessoas que disto
se queiram certificar podem comparecer^ com
o que muito nos honraro. Aps orna inflni-
dade de artigos de primeira ordem, que acham-
se em exposico, acresce a ameoidade do trato
com que timbramos tratar todos os que nos
honram com a sua presenca, junto a mdicidade
de precos sem rival.
Hu.i estrella do Rosarlo n. O. Junto
a Igreja
Poc.as Mendes & C.
Compra-se
urna casa terrea em perfeito estado, com 4 quar-
tosnu 3 com sotao, nobairro da Boa-Vista e em
boa rua, podendo a pwssoa -que pretender ven-
del-a. deixar os esclarecimientos exigidos rua
da.- Laraogeiras, freguewa de -Santo Antonio,
officina de ourives n. 5.
m
gipio
Constantino de S Hrrelo
Convidase a este senhor a comparecer' roa
do Bom Jess n. 23, para prestar contas das
cobrangas que fez no termo de Agua Preta, em
Margo prximo pas3ado.
O MICROBIO
DA
Btennorrhagia
radicalmente aniquilado pelo emprego a
INJECCO CADET
DEPOSITO GBRAL:
PAS, Bonlevard Win, T, PAJUS
Mr i MaMi qu ttrrt di emkrulho cidi
rrtfrg tfa TnJec?o Caitet
Dtettltoi ia Ulu ai irUejiit rkireaclu i* Brufl.
Gosinheira
Precisa-se de urna cosinheira para casa dd
pequea familia ; a tratar na praca de Conda
d'Eu n. 32, segundo andar.
? *v

w>
r:
SAUDE PARA TODOS.
NGEK.T0 HCLL0WAY
i
-
.IA 4
[C Ungento de Hcowiy rum rrmedio inCtllivel para os males de pernas e do peito; tambem pan.
i as erida; enfgas cbagas e ulceras. K famoso para a gota c rbeumatismo e lora todas as enfenaV ,
Un e peitc nao se reconhece egual i
Para 03 males de gerganta, bronchitesresfriamentos e tossss.
Tumores nzz gandalas e todas a- molestias da pcll? rulo tecm semelhante e uara ns memores !
contrahirios ukcQnat recia-s obra como por encanto.
*?*sas naedicin^K so jjrcp -. 'os soamee no KsL-ibelecinwnto do 'oe^or Kouoft-AV.
i W 0XF0ED E3r(aMn 553, Oxford Street), L0HBBBS,
V. ^(.:i tfOs en. pTzdorcs 2o ctnvidac ^ res:>c*t osa mente z examlnar 05 rotuos de cad ca .va e Pote, seniloteem > |
aircc^ao, 53?, Oxford S11 wt, rfo asfica'.-ocs. ,
KM .MI
iUlNMTERSnilB.
44--B4 !!.\R\0 M) TK1I PH Machinas a vapor.
Moendas.
Rodas d'agua.
Taxaa fuudidas e batidas.
V Taixas batidas sera crvacao
Arados.


1
m
* }



8
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celente miehina a vapor de 30 cavailos, urnas
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dor, urna tesoura para cortar daares, arcos,
etc.) trunos e carros Decauville, apropriados
para transporte de canna, bombas d'agua mao
e Tapor.
Altanovidade
de Caxlas4S
do que em outra
namus!!!
i
A Loja das Lislras Azues
Est vendendo fazendas muito baratas
Gom .descont
a quem comprar de 205000 para cima.
E VENDE PELOS SEGUIXTES PKE08!
Madapolo lavado coin um metro
de largura a 60800 a peca,
MorJm das Lustras Azues com
20 varas, a 65000, a peca.
Chitas percales finas, cures segaras a
180 e 200 re.
Cassas de urna su cor a 100 e 120 re.
com palminhas.
Latozlahas de quadros a 160, 200 e
240 re.
Cortes de llnhos cora 16 1/2 co-
rados, tecido phautasia, a 45000
Bordados finos .com 3 metros a
500 re.
Bleos brancos a 60C rs., a peca
com 9 metros.
Margellm diagonal, todas as cores,
a 180 e 200 rs.
Crinolina de cores para vestidos a
360 re. o metro.
Luvas de seda, lisas e bordadas a
15500.
Leques transparentes lindas cores, a
25000.
Orinaldas com veos para noiva a
75000.
Me ti ni de Maco branco, e de todas
as cores a 750 e 800 rs.
Cortinados bordados para cama ou
janella a 65000.
PichllS phantasia a 800 rs.
Leos de seda a 500 rs.
E multas azendas que se vende por
qualquer preco.
Troca-se a fazenda vendida se n2o fr
de muito agrado pava quem fr comprada.
RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
UM RETRATO.
Que se offerece a um amigo no dia do
seu anniversario
De Sswm al I00$000
Obtem-se um lindo retrato pela quantia
cima, com linda moldura fina dourada
em alto relevo, c com cordoes de la e
Beda ; trabalho feito nos Estados-Unidos
da America
POR FRED. PLATT
Qualquer familia que desejar um per-
feito retrato, bastante mandar um pe-
queo retrato em cartSo de visita, nito im-
porta que seja antigo, basta dizer a cor
dos olhos e do cabello, para chegar ura re-
trato perfeito, e muito lindo para um pre-
sente, ou sala de visita.
Os retratos de Fred. Platt
na
/
I

Estao cxpostos ao publico
AGENCIA GERAL
Loja das Listras zoes
ECA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Para as Exmas. familias verem o quanto
sao lindos, e muito fcil fazer encommenda.
QUALQUER ENCOMMENDA
Por maior que seja se aprompta em me
nos de 90 das, e restitue se a importan-
cia recebida, se nao chegar um retrato de
muito agrado.
Para encommendas da cidade e de ou-
tras provincias devem dirigir seus pedidos
ao agente geral n'este cidade.
JOS AUGUSTO OAS
PERXAMBi'CO________
Nunca falha!
Os effeitos do Peitoral de Cambar ma.
nifestam-se, na maioria dos casos, durante
o uso dos primeiros vidros.
Este remedio efficaz para as enfermi-
dades do larynge, dos bronchos e palmoes.
Francisco M. da Silta & C.
Agentes em Pernambuco.
4 -Ra Duque
Por menos 30 01
qualquer parte
Merinos setins, lisos e de quadros com 2
metros de largura a 25000 o covado.
Renda hecpanhola muito larga a 25000 o
covado.
Espartilhos, verdadeiros couracas, a 45000
55000 e 65000 um.
Lindos cortes de fusto para collete' a
500 rs-, um.
Cobertores de 13 a 25000, um.
Palitots de seda amarella e chumbo a 85
105000 um.
Redes fraucezas a 45000, 55000 e 65000
urna.
Organdis (fazenda de phantasia) a 400 rs.
o covado.
Enchcvaes para baptisados a 85 e 105000
Toalhae felpudas a 35000 a duzia
Meias cruas para homem a 35000 a dita.
Nansuks finas de 120 e 240 re. o co
vado.
Merinos lisos e de quadros 200, 240 e
280 re. o covado.
Cortes de linn e cretones com todos os
preparos, a 55000 a 125000.
Atoalhado muito largo 15200, e 15500 o
metro.
Pannos de crochet para cadeiras a 500,
600, 700 e 800 re. um.
Colchas de crochet, bordadas para noivos
a 55000, 65000, 75000 85000 e 95000
urna.
Cortinados bordados a 65000 o par.
Bramante liso e trancado de 4 larguras a
15000 o metro.
Bramante transado de 2 larguras a 400 re.
o metro.
Toalhas de cores para mesa elstica a
55000 urna.
Saias ricamente bordadas, a 35000 urna.
Luvas de seda, lisas e arrendadas a 15000,
15500 e 25000 o par.
Cretones claros e escuros e 200 e 240 rs.
o covado.
Zefiros de quadrs a 120, 160, e 200 re.
o covado.
Camisas finas de meias a 15000 um.
Leques de penna, ultima moda, a 45000
e 55000 um.
Cap'ellas com veos para noivas a 85000
urna.
FustSo de cores para palitot e calca a
500 re. o covado.
Cortes de velludo bordado a seda para
collete a 25000 um.
Cambraia de salpicos com 10 jardas a
45000 a pega.
Bicos de cores e brancos a 15000 e 25000
a pesa.
Collarinhos e punhos, borracha, a 15800.
Cobertas de ganga forradas com 2 pannos
a 25800 urna.
Lensos brancos a 15500 e 25000 a duzia.
Ficha de retroz, liso e com palmas a
15000 um. -\
Madapolo americano com 1 metro de lar-
gura a 65000 a duzia.
Algodaosinho com 20 jardas a 45 e 55000
a peca.
Assim como em sua officina de alfaiate
aprompta-se com perfei$2o e elegancia
por presos commodos, de brim ou case-
mira, costumes para meninos e homens.
A Revoluto
t* Kii:i Duque- deTCaxias418
HENRIQE DA SILVA MORE IRA
E' barato
ftO-Raa Duque de Cailas 58
Cassinetas de cSres para roupas de meni-
nos a 200 rs. o covado.
Meias casemiras pretas e de cores idem
a 400 e 500 rs. o dito.
Hollanda parda para vestidos a 280 re. o
dito.
Setinetas modernas idem a 200 e 280 rs.
o dito.
Linhos de quadrinhos a 100, 160 e
200 rs. o dito.
Percales finas a 200 e 240 rs. o dte.
Atoalhado bordado, quasi 2 metros de lar-
gura, a 15000 e 15200 o metro.
Bramantes, 4 larguras, superior a 800 rs.
e 15000 o dito,
dem de puro linho a 15600 o dito.
Riquissimas guarns<5es de crochets a 65 e
85000.
Toalhas para mos a 15200, 35500 c
45000 a duzia.
Meias inglezas para homens a 25500 e
35000 a dita.
Camisas superiores idem a 245 e 305000
a dita.
Seroulas bordadas a 125000 e 185000 a
dita.
Cambraia Victoria e transparente a 25800
e 35000, com 10 jardas,
dem bordadas chics a 45000.
Superiores algodoes da corte a 35000 e
35500.
Madapolo americano a 65000, com 24
jardas.
Flanella de cores para camisas a 280 rs.
o covado.
dem americana, azul, para palitots a
15200 o dito.
Casemiras de todas as qualidades a 15400
15800 e 25000 o dito.
Para as Exmas. noivas
Lindissimas grinaldas e veo para 85000 e
145000.
Ricas colchas de crochets e fustao a 85000
e 65000.
Bonitos cortinados bordados a 55500,
75500 e 85000.
Linons branco bordados a 460 rs. o covado.
Setim branco, superior, a 800 e 15000 o
dito.
Popelinas de seda a 800 15000 o dito.
Setins Maco, todas as cores, a 800 re. o
dito.
Lensos de seda e de linho para 25800,
em lindas caixinhas.
Lenc/>es de bramante a 15800.
Cobertas de ganga, forradas, com pannos,
a 25500 e 25800 urna.
Colchas de cores a 25O00_e 35000.
Tapetes para portas a 35500 e 55000-
Pannos cara mesas, de cores modernas a,
15500 15200 e 15600.
PARA BAPTISADOS
Ricas toalhas de labyrintho de 305 a
355.
Fust<5es bordados brancos a 400 e 500 rs.
o covado.
Casemiras pretas e de cores de todos os
presos, cheviots, merinos, damascos para
pianno, cobertores, redes a 45000 urna, e
urna infinidade de artigos que seriJo lem-
brados na presensa dos dignos leitores.
LOJA DE
PEREIRA & MAGALHES
Venham ao 55 ver como se vende fa-
zenda com 50 /0 mais barato que em ou-
tra qualquer parte.
Cortes de cretone, combina2o, ultima no-
vidade, a 55000.
Cachemiras, combinasSo com listas de seda
a 15400 ocovado.
Vestuarios de jersey, ultimo gosto, a 105
e125000
Amor da China, cousa chic, a 200 rs. o
covado.
Linons bordados com quadros, novidade,
a 800 rs. o covado,
Setins, qualquer cor, a 800 rs.
Casa venda
Vende-se urna casa terrea, sita i ra lo Tar-
bi n. 3, bairro da Boa-Vista, por commodo pre-
go, podendo os pretendentes desde ja exarai-
nal-a : irata-se na ra de Santa Thereza n. 20.
FOLPSTIM
POR
Y:\XS MWY
P RUI EIRA PARTE
::::::,::: v:m. toissoui
(ContinuasatTdo n. 194)
V
__Seremos infelizes, sonrremos com
a ausencia. E' talvez melhor para o se-
nhor... E' tempo ainda. Parta...
Caliese!
Entilo, est decidido, o senhor
qaer ?
Sim, quero-o.
E ser toda a vida?
Toda a vida. ,
Os seus brasos presos os de um aos de
outro nao se soltavam.
Os corases batiam c urna chamma su
bio-lhes aos ohos.
Escute, seremos prudentes, disse
ella. D8so depende nossa felicidade e
nossa tranquildade. E' preciso, comtu
do vernos. Convencionemos ossas entre-
vistas e os raeios de corresponder-nos ;
desea esta noite urna hora. Me encon-
trar perto da estufa das laranjeiras. Es-
peral-o hei l.
Tudo isso era dito com. a voz disconti-
nua, entrecortada de hesitases, como se,
atravez da seceura dos labios, as palavras
passassem dificilmente.
Esta noite, urna hera, disse Fran-
cisco, muito commovido.
Farello superior
2:800 rs.
cada sacca de genero superior e de peso de 42
kilogrammas, vende-se no trapiche da Compa-
nbia, largo do Corpo Sanio n. 19. ____
B
om negocio
Vende-se. arrendase ou hypotheca-se a me-
tade do engenbo Fortaleza, "sito no termo do
Bonito ; a tratar na ra Coronel Suassuna nu-
mero 232.
CARDOZQ k IRMiO
A RA BARAO DO TRIUMPHO
|N. 100 A 104
Tem para vender tri-sulphi-
to de cal, que nao s faz alve-
jar muito mais o assucar, co-
mo evita o grande gasto de
cal no fabrico do mesmo.
Multa attenqo
Para os festivaes
A' ra da soledade n. 56, preparam-se,
com limpesa, mestria e commodidade em
presos: bolo, po-de-lt, cangica, arroz de
leite, pirmides de doces d'ovos, vatap,
bandeijaspara casamentos e baptisados, etc.
Recebem-se as encommundas quer para a
cidade, quer para fora d'ella.
Sargelins de todas as cores, a 200 rs. o
covado.
Merinos de cores a 500, 600 e 800 rs. o
covado.
Crinolines a 400 rs. o metro.
Vestuarios para baptisados, muito bonitos.
Guardanapos a 15600.
Cortinados para cama a 55500.
Sedinhas lavradas, o que ha de mais gosto.
Cambraia com salpicos a 45000 a pesa.
Oortes de casemira para vestido a 250000
Renda da China a 200 e 240 rs.
Tecidos arrendados, a 400 e 500 rs.
Zeiiros, grande variedade, a 160, 200 e
240 rs. o covado.
Bicos de cores a 3/5000 a pesa.
MadapolSo muito largo a 65000.
Luvas de seda a 25000, 255000 e 35000.
Mantil' as pretas a 45500.
Cambraia Victoria a 25800.
Atoalhado bordado, lindos gostos, a 15000
o metro.
Grande sortimentos em toalhas de rosto.
Espartilhos com courasa a 45000, 55000 e
65000.
Nunzucks a 240 rs. o covado.
Pannos de crochet.
Cretones para coberta, muito bonitos a
500 rs. o covado.
Cambraia suissa, fina e muito bonita a
75000.
Babados e entremeios grande sortimento e
barato.
Fichs de linho a 15000.
Ditos de seda a 45000.
Ditos de 13 a 15000,25000, 35000, 45000,
55000 e 65000.
Grande quantidade em tapetes pequeos e
grandes.
Cretones muito lindos a 400 rs. o covado.
Chitas brancas, escuras e claias a 240,
280 e 320 rs. o covado.
Grande sortimento em colchas brancas e
de cores.
Objectos para homem :
Cortes de casemiras, finas, a 45000, 65000
e 85000.
Ditas de casineta a 15500 e 25000.
Collarinhos de linho e algodSo a 45000 e
65000 a duzia.
Meias para homem de todas as cores e
brancas.
Casemiras de cor a 25000, 35000 e 55000
o covado.
Ditas diagonal, lindos desenhos a 25, 35 e
e 45000.
Brim de linho de cor a 500 e 600 rs. o
cavado.
Cassinetas, grande sortimento, a 400 e
500 rs. o covado.
Brins Angola, muito chiques e baratos.
Molesquins bons e bonitos.
Camisas de madapolao a 250001 !
Ditas inglezas a 45500.
Ceroulas francezas a 15600.
Flanella azul a 15200 o covado.
Grande sortimento em lensos de algod2o
e linho.
Camisas de cretone, cousa boa [e barata.
AIem de outros muitos objectos.
D-se amostras sem penhor a qualquer
pessa.
A3 iina Duque de Caxlas 55
Fernandes Azevedo & C.
A LOJA MAIS RARATEIRA
PARIZ FAMERI0
AZEVEDO, JBMaO & C.
16Ra do B. da Victoria16
200 Tdephone200
Tendo recebido directamente da Europ:
grande sortimento de fazendas e moda*
que ha de mais novo e presos sem oo=
petencia.
A. saber ;
Capas de aurah, senda e merino.
Renda preta, diversas qualidades.
Etamines, pretos, de 12 e 12 seda.
Damass de seda pura.
Merinos pretas de 800, 15000 e 15201
Crinoline preta e branca t 400.
Sargelim, todas as cores, a 200 ra.
Bramante de linho a 15500, com l'<
palmos.
Toalhas para banho a 15000 e 15500
Chachemiras com 2 larguras a 800 r
Ditas de l e seda 2 larguras a 1500c
MadapolSo trancado a 95000 a pesa-
Dito globo a 75000 a dita
Dito camiseiro a 75000.
Dito B6a-Vista, verdardeiro, a 65000.
Fichs de 12 e seda 15000.
Brins de linho coies fixes a 600.
Espartilhos couraca a 45000 e 55O0C
Colchas de fustSo a 25000 e 35000.
Capellas para noiva com veo bordado -
65000.
Toalhas de cSres para rosto.
Rendas, comprimento de saia a 1550L
Renda de 12, preta, para quaresma.
Pao verde para bilhar.
Tapetes para sof a 135000.
A verdadeira esteira para forro de sal
a 15000.
Camisas de flanella a 55000.
Cortinados de crochet para cama
105000.
Chitas de cores a 200 rs.
Cretones com 2 larguras a 400.
Baleias com forro a 390 a duzia.
Ditas sem forro.
Seda de cores a 800 e 15000.J
Extracto Rita Sanga! a 25000.
Velbutina de quadro a 800 e 15900.
Guarnisoes, pretas, de vidrilhos.
Bicos de seda, brancos.
Caixas com extractos para presentes.
Rendas hespanhola a 45000.
Capachos de coco.
Luvas de seda a 25000 o par.
Meias de seda para homem.
Dita de dita para senhora.
Flanellas de cores para roupas.
Panno da Costa para mesa.
Vestuarios para baptisado,
Colchas, de crochet com flores.
Crep inglez para enfeite"
Grande sortimento de chapeos de
Setineta para coberta a 600 rs.
Cortes de collecte de seda.
Dito de fust2o de cores.
Dito de casemira de cores.
TELEPHONE 200
Na ra da Imperatriz n. 80,
de felpos para fri a 6U0 rs.
Sas a 500 rs.
vende-se sapatos
o par, e de crian-
Nesse momento Suzana gritava de no-
vo :
Ola, Chico, pelo que esperas ?
Ouvio-se ca areia da alea a carreira da
mosa que voltava para casa.
Ahi vem minha irm5, disse Francis-
co, separmonos
nontis,
'LERV VtnJe-ie err. toda iMffrJ
volta em um ampio manto, sob o qual des-
apparecia a elegancia de eu porte, se
guia, curvada, urna alea de arvores, em
cujo extremidade se achava a estufa das
laranjeiras.
A noite estava escura.
As nuvens amiudadas fugiam no firma-
, acuaiciuu uva. ----- i i, i e
Sahio, emquanto que Magdalena, ani- mente, a la, por ellas oceulto, franjava
quitada pela violencia contida na scena
deixava-se cahir em urna poltrona, pallida
e trmula.
Escurecia.
Urna chuva de tempestade, que cahio,
repentina, estragou o plano da noite e
obrigou a Hormais e a Gonssolin a se con-
servarem no salo.
Jogaram at s dez horas ; Suzana e
Magdalena paasavam o tempo tocando pia-
no ; Francisco sentou-se perto da janella,
cortando as folhas de urna revista, ap-
parentemente muito oceupado com a
sua leitura, mas seguindo por cima das pa-
ginas os gestos de Mme. Gonssolin e cor-
respondendo aos seus olhares cheios de
paix2o, reflectidos em um espelho.
A's dez horas separou-se a reuniao.
A chuva cahia por pancadas.
N2o se podia pensar em sahir com se-
melhante tempo.
Algum tempo depois, apagavamse as
luzes da casa, urna a urna, como que com
pezar; sombras cansadas chegaram-sc s
janells do jardim, depois estas se fecha-
ram.
A calma era completa, urna profunda
paz interrompida smente com desiguaes
intervaos pela ventana, que sacuda as
folhas das rvores, molhadas pela chuva.
Ncssas o<;ca8oes ouvia-se, no cascalbo,
como um crepitar de saraiva, bruscamente
manifestando se, para era seguida morrer,
quando, passada a ventania, as arvores
tornavam se immoveis.
A longe, o fanhoso refegio da igreja
de Bouchoux deu onze horas, pois raeia
noite, finalraentc, urna hora da madrugada.
Urna janella, engrinaldada^de flores e
de trepadeiras, abno-se cautelosamente,
Magdalena debrujou-se para fora, verifi-
cou se alguem passeava no jardim, depois
voltou para d
Passados al
4ttro.
jundos, a mosa, en-
com alvura leitosa suas extremidades re-
cortadas cm renda, alinhadas com regu-
laridade geomtrica ou arredondadas co-
mo nessas pinturas de imagena.de devo-
S2o as que rodeiam os anjos, de azas aber-
tas e de cujos brasos pendem festeies.
Corria pelo ar um certo fresco, a tem-
pestade tocava seu fim. As flores agita-
das pela brisa exhalavanrum perfume mix
to das emanasoes das rosas, dos resedas,
dos cravos, dos goivos, dos estramonios,
das ervilhas cheirosas, dos araarellideas,
dosjasmins e das plantas selvagens.
Sob os ps da mosa, as pedrinhas do
cascalbo chocavam-se com um estafo- aba-
fado pela humidade.
Caminhando machinalment, tocava nos
ramos mais extensos das moitas e estes a
rociavam com gottasinhas d'agua as fa
ees e na nuca.
E entSo tremores corriam-lhe pela espi-
nha, como se fora ella acariciada. Nessas
occasioes, enxugava com as costas das
m2os a testa e o rosto e levantando os
hombros, endireitava a golla do manto
embaixo do seu pesado penteado.
A mosa nao havia mudado de roupa,
conservava a sua toilette do dia. A cauda
prenda se nos rebentos da latada ou nos
ramusculos dos groselheiros ou segurava-
se as moutasinhas das cercaduras dos can-
taros de que Magdalena se approximava
pan pedir s arvores sua sombra protec-
tora.
Com rpido movimento de assustada im-
paciencia a mosa puxava o vestido, levan-
tava-o, deixando descoberta a alvura da
saia, que contrastara com o escuro do ves-
tido.
Duas vezes parou ella, dobrando-se,
com o ouvido alerta, julliando ter ouvidu
ruido de passos, agitar de ramos. Enga-
nara-oe-
Era o choque das azas de um morcego
Ta vern a
Vende-se a taverna sita estrada de Luiz do
Reg n. 47 D. propria para principiante por ter
poucos fundos ; a tratar no Caminho Novo nu-
mero 87.
Na Varzea
Vende-se urna taverna confronte a estaco, a
qual est beifl afreguezada, aluguel barato, ga-
rante-se a chave, e o motivo da venda se dir a
quem comprar.
as folhas e a precipitada queda de gotta-
sinhas no chao. v.
Erafim chegou.
Um homem ^esperava-a, dissimulado,
atraz do laranjal.
Vndo-a, deu alguns passos ao seu en-
contr.
Magdalena cahio em seus brasos, palpi-
tante e elle carregou-a, antes, do que a
conduzia para a estufa.
A mosa abrasava-se contra o coras2o
do medico como timido passaro, que, nao,
nao tendo ainda azas, cahe do ninho e af-
flicto se oceulta o melhor que pode.
A obscuridade profunda que os envol-
va deu um pouco de coragem a Magdale-
na e foi audaciosamente, quasi sem tre-
mer, que ella disse, alliviando a cabesa do
manto, que apertava-lhe o pescoso.
Vs tu, vim, nSo tive medo. Amo-
te. Para que resistir. Seria demorar mi-
nha falta. Nao me salvara. Sent-me
vencida immediatamente. Responde-me,
amas-me V
Elle beijava-a ardentemente nos maos,
nos punhos, nos cabellos, pondo nesses
beijos urna febre de arrebatamento, urna
exuberancia de felicidade.
Respondeu-lhe, no ouvido, com palavras
de urna ternura louca.
Com a cabe$a apoiada no hombro do
moso, escutava-o ella, com as palpebras
cahidas, apertando-lhe as m2os, interrom-
pende-o, algumas vezes, ouvindo urna pa-
avra de amor, que mais profundamente a
commovia, com um bsijo brusco que dava
nos seus labios como urna recompensa.
Nunca tinhara estado nesse abandono;
nunca tinhara podido dizer-se ass'm seus
temores, seus sonhos, suas esperansas, des-
de que se conheciam. isto desde que se
araavam.
lam ser muito felize agora, dizia Mag-
dalena ; ser-lhss-hiam necessarias precau-
Soes de todas as horas, todos os dias, se
quizessem^pnsorvar esta* felicidade infi-
nita que Ai de sua paixilo reciproca.
Ella saberla ser inlifferento para com
Francisco; testemuhar-lhe fra polidez ;
alegre sempre se imporia urna igualdadc
constante de carcter, vigiara c*m cuida-
do B sua physionomin e os seus olhos ;
S.
Libras sterlinas
Vende-se libras sterlinas ; na ra do Com-
mercio, armazem n. 5.
Vinho puro de Santarem
Da quinta do Barral
Os proprielarios do Armazem Central, ra
do Cabuga n. II, avisam aos seus distinctos fre-
guezes e ao respeitavel publico que receberam
nova remessa deste especial vinho, o qual se
recommenda por ser puro da uva, e s se reta
Iha em sea armazem.
Joaquim Christov2o & C.
Telephone 447
noval Blend marca VIADO
Este excellente Whisky Escocez pre
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores arma
zens de molhados.
Pede Iloyal Blend marca Tlado,
cujo nome e emblema sSo registrados para
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
Por barato preijo
Vende-se duas vaccas especiaes, urna carroca
e boi ; na ra larga do Rosario n. li, i' andar,
se dir quem vende.
einfira, procedera de modo que, por toda
a sua pessoa, no obstante a delicadeza
dos seus ervos, n2o obstante esse rosto
que denuncava as mais fugitivas impres
siies de sua alma, ningjem podesse adi-
vinhar a paixao que a impellia para o mo-
So.
Mas elle, Francisco, dissimularia tam-
beni hbilmente ? Nao se atraisoana ?
Estara dsposto a sujetar-se a esse papel
sempre ? Teria forsa de vontade e con-
ter-se-hia, diante dos Gonssolin e de todos
os que tivessem interesse em descobrir
sua inclinas2o, sua impaciencia de amar?
Ella responda por si, mas quanto a elle,
teria Francisco energa bastante ? Ella
estava prompta para todas as dissmula-
S?es, para todas as mentiras, para todos
os soffriments, porque amava e esse amor
seria o nico de sua vida; >r a at des-
honra, at ao escndalo par* conserval-o,
mas podia es' tranquilla a respeito de
Francisco ? N2o se fatigara elle logo ?
A violencia da affes2o que ella Ihe dedi-
cava seria absorvente, apoderar-se-hia de
seus sonhos, de suas ambisoes, de sua al-
ma.
NSo o assustaria ura pouco sentir-se
aniquilado e nada mais desejar, em nada
mais pensar, de nada mais fallar, nada
mais ver, n2o viver senSo pela phantasia
de urna mulher ? Era urna pesada escra-
vido em que se lansava.
No lhe viriara revoltas e a idea de que
braressas cadeias ? Ah !" essasreflexoes,
ella as havia feito ha muito. Sua tran-
quilldade nao ficava agora dependendo de
um olhar sorprehendido, de um tremor,
de um desfallecimento ? Um allusao im-
prudente podia perdel-os, urna palavra,
ura murmurio, um suspiro, ura movimento
de labios, attraliiria talvez a catastrophe.
Estava elle bera resolvido a oceultar-se
assim, a vver essa vida de sombras e de
mysterio ?
Teria elle poder para tal cousa ? Oh !
se assim fosse, seria urna volupia inaudita
esse segredo de seus amores para sempre
inviolavel, essa inmensa felicidade, igno-
rada por*todo8, o temor de perderem-se,
o pavor de se separarem renovara eter-
namente o prazer de suas entrevistas e o
A FLORIDA
GalSes, palmas e rosas de vidrilho.
Bicos e seda e de algodao com
vidrilho.
Mantilhas de seda e de algodao.
Contas lapidadas para vestido.
Franjas de seda com e sem vidrilho.
Renda hespanhola.
Collarinhos para homem a 35000 e 45000
a duzia.
Bordados de cambraia tapada a 400 500*
600 e800rs.apeca.
dem com 3 e 12 metros, de qual que
argura a 15200.
Lensos de linho em caixinhas a 35000 a
dita.
Meias para homem, duzia a 45000.
dem para senhora, duzia a 45000.
Lindos leques transparentes de gaae
35000 um.
Grande sortimento de porta-retractos de
pellucia.
Finas pulseiras americanas a 45, 65
85000 o par.
Ditas de phantasia, gosto moderno, de
25500 a 35000 o par.
Cortinados todos de crochet para cama a
125000, 175000 e 195000 o par,algnn
de cores.
Ditos para janellas a 75000.
Pannos de crochet para cadeiras a 800
15000.
Ditos para sof a 25000.
Plastons e regatas de gosto.
Espelhos com tres palmos de comprimento
a 45000.
Capellas com veo para noiva a 65000
85000.
Lindos enxovaes baptisados a 85 105
125000.
Toucas de setim para baptisado a 35, 45
55000.
Grinaldas e ramos de seda, o que ha da
melhor.
Renda hespanhola de diversas cores.
Bicos brancos e de cores a 25000 a psea.
Ditos de seda brancos e de cores.
Lindos ramos de flores a 45000 um.
Collarinhos e punhos celluloide.
Grande sortimento de fitas modernas.
Baleias a 280 rs. a duzia.
Extractos e leos de diversos fabricantes,
Linha de machina, claque, a 40 rs. o car*
ritel.
Pastas a 15000 e 25000.
Porta-lettras e porta-sedulas a 25000.
Arquetes para chapeos e chapelinas a
15500.
Lindas fitas n. 12 para chapeos.
Luvas de seda, cano comprido a 25000 e
par.
Ditas de seda para creansa a 15000.
Dita para mosa a 15500 o par.
Grande sortimento de jarros para toilette,
sanctuario e consollos.
Lindos lensos de seda, gosto moderno.
Grampos dourados para segurar cabellos.
Ditos ditos para enfeitar cabesa e segurar
chapeo.
Espartilhos para creanca a 45 e 45500.
Ditos para senhora a 45, 45500, 55000
65000.
Grande sortimento de sabonetes de 200 a
15500 um.
Estojo com faca, garfo e colher, propria
para creanca.
Bengalla com flauta a 15500.
Meias de 12 para homens e senhoras.
Linha dourada para Cazar crochet.
Linda fita para facha a 2Ht 35 e 4500t)
o metro.
Lindos leques de setim para easr-.mento.
Grande sortimento de leques de setim
de papel de todas as cores.
Suspensorios americanos a 25000.
Lindos desenhos para talagarca,
Finas carteiras para algibeira de 2, 2,
3 e 35500 ama.
Roa Duque de Caxias o. 103
.................i i .......- '" -'' i
Leite puro
Na estrada de Joo Fernandes Vieira, itio lo-
go depois das casas novas da direita. vende-se
todos os das leite puro de vaccas tourinas e da
trra, garanie-se a qualidade do leite.
Pao centeio
Helio & Biset, avisam ao respeitavel publico,
que todas as torgas e sextas-feiras, tem este &M
boroso pao; ra larga do Rosario n. 40.
constrangimento que se impriam para as-
segurar o encobrimento do seu crime tor-
nara cem vezes mais vivos os transporte*
de sua paixao. Oh que enthusiasrao,
que orgulho e que frmitos, quando, as
noites de entrevistas, procurassem com-
pensar em protestos e amor esses horri-
veis dias passados em hypocrita angustia,
em urna dolorosa indifferensa. Certamente
taes momentos, valiam urna vida e ella es-
tava prompta a pagar com a sua essas ter-
nuras furiosas. Assustal-o-hia ser amado
assim ?
Ella calou-se, lansou seus bracos em
torno da cabesa do moso, procurou seus
labios, que conservou largo tempo presos
aos seus, depois, cora voz sumida :
Responde-me, responde-me, tranquil*
lisa-me.
Amo-te, disse elle, com a sua grave
voz tornada trmula pela emosao.
Como nos corresponderemos ?
A senhora me escrever para Saint*
Claude. Recebo diariamente muitas car-
tas. N3o ha perigo nenhum, nao se des-
confiar que urna carta de BouchouX
possa ter partido da senhora.
Mas eu... ficarei sem noticias'' 3
Assim preciso.
Ah disse ella suspirando.
(uando o meu serviso me trouxer -
para este lado e me for impossivel visi-
tal-a, escrever-lhe-hei e occnltarei niinhas
cartas no bosque, no logar em que con-
vencionarmos.
Como o saberei ?
__ Escreverei n'esses dias, sob qual-
quer pretexto, a seu marido. Haver na
carta cumprimentos que elle vos trans-
mittir, sem duvida alguma, e assim sa-
ber a senhora que ha sua espera urna
carta.'
E para ver-nos ?
Ser difficil.
No invern, principalmente', quando
os caminhos estiverem cheios de nev.
Meu marido ^raramente sahe. E depois
o senhor no vem a Bouchoux senao na
boa estasao.
(Continuar-te-ha)
' Typ. do Duirio ra Duque d. i. 42

i
' -

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Full Text
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