Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16940


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Full Text
rali*

X

l
ANNO LXV NUMERO 198
PARA A CAPITAL E LtCARES OXDE XAO E PACA PORTE
Por tres mezes adiantados............... (55000
Por seis ditos idem................ 125000
Por um auno idein ............... 28i5000
Cada numero avulso, do mesmo dia..... ... 100
vy
QUARTA-FEIRA 28 DE AGOSTO DE 1889
PARA DENTRO E FORA DA PROTIKCIA
Por seis mezes adiantados............... 13050^
Por nove ditos idem................. 205000
Por um anno idem................. 265000
Cada numero avulso, de dias anteriores ......... 5100
AVISO.
Robamos nos Srs. assisj-
oantes des te Diario que se
acliam em atrazo o obsequio
de inandarem abonar os seus
dbitos ate o fim do corrente
raez, afim de nao soffrerem
interrupcao na remessa do
mesmo no principio de Se-
tembro.
Os Srs. Aniae Fris-
ca & ft, de Pars, sao
es aossps agentes ex-
clusivo de annnncios
epubiieapoes naFran-
$a e Inglaterra.
INSTRCCO POPULAR
AS GRANDES I\VE3{ES
ANTIGS E MODERNAS
AS
Sciencias. ntastrias e artes
POR
81%
XXV
O csScreuwcopio
(Continuagao)
Logo, a sensago do releva d'um corpo visto
por arabos os olhos, resulta da combinago que
a oossa iutelligeocia faz das Juas iraagens de-
ferentes daquelle corpo, forondas urna na ralla-
do olho direito, outra na do esquerdo.
Fez se a esta Iheoria urna objeegao, apparente
meara grave dizendo quj as pessoas que de as-
cenca ou accidente Tetan s d'um ollio percebem
os relevos, apreciam as distanciase os effeitos
de prospectiva, cuasi como as que teem ambos os
olhossos. Mas em tal caso, necessario levar
em conta o exercicio dos outros sentidos eum
longo habito
Alera disso, de ve reparar se em um facto im-
prtame, e que quaado a pessoa privada d'um
olho. olba para um objecto afastado. a direcgo
da v^sta, a posieao da cabeca variara continua-
mente sem ella saber: procura iaslinctivaraente
obter sobre urna retina nica, diversas imagens,
destinadas a supprir a falta das duas imagens
naturaes era ambas as retiaas.
Este movimento, diz o padre Moiguo, tam-
bera assz rpido para que se forme a segunda
imagera antes ue desapparecer a primeira, e que
de sua existencia simultanea resulla a estima
gao da distancia cora a percepgo do relevo
. Ja Euclides e Galeoo erara sabedoras do facto,
que a junegao das duas imagens differentes,;per-
cebidas por ambos os olhos, produz a sensato
do relevo.
Torta, physico italiano, Gassendi, e mais mo
dcrnamenle M. Harris e o Dr. Smith, tioham
idea- assz precisas do assumpto que traamos
M. de Haldat, sabio physico de Nancy, que se
d foi o priOTiro que estudou experimentalmente
os erTeitosda visao simultanea de dous objeetos,
de forma e cores dilerentes. M. de Haldat nao
tinha seno um passo a dar para construir o es-
tereoscopio : mas deixou passar a dianteira por
um .lustre physico inglez, M. Weatstone.
A 25 de Juniio de 1838, o estereoscopio de es-
pelho, de M. Weatstone, f.izia a sua primeira ap-
parigo no giemio da sociedude real de Londres.
Serte instrumento proJuza-se o efl'eito do rele-
vo, fazendo coincidir doas imagens quasiserae-
Ihantes, por sua mutua rellcxio. sobre espelhos
planos, convenientemente simados.
0 estereoscopio de M. Weatstone eslava com-
pletamente csqaecido, qnao lo sir David Brews-
ter conslruio o seo. l'm priraeiro modelo deste
instrumento foi fabricado sob a direcgo daquelle
physico, em Dundee, na Escocia Mas os pti-
cos' de Londres e de Birraingham nao se presta-
ram a propgalo. Este pequeo apparelho te-
ra Ulives cuido no esquecimento, se nao f.a
urna viagem que o phvsico escocez fez a Paris em
1830.
Estereoscopio de r. fraego, ou stereos de Bre-
wster. Theoria e descripgio do instnmeato.
Supponhamse duas imagens, quasi semelhantes,
do mesmo objecto e taes que sejam vistas, urna
pelo olho esquerdo, e outra cora o direito. Con-
sideremos dous pontos destas iraagens, e eolio-
quemos dous prismas de vidro transparentes'no
trajelo dos raios luminosos lanzados por aquel-
es pontos.
Os raios, ao passarem pelos prismas, refra-
ctam-se e chegain aos odos do observador. Mas
enfao o olho ere vel os partir de um ponto nico;
d sorte que se o ngulo dos dousjprismas e sua
distancia as imagens houverem sido bem medi-
das, as duas imagens reunem-se e produzem a
sensaeao do relevo.
(ContinaJ
PASTE OFFICIAL
Ministerio da fusilca
Em dato de 18 do corrente dirigi o
jr. ministro da justiea aos presidentes de
provincia o seguinte aviso :
Il!m. e Exni. Sr.Haja V. Exc. de
irovdenciar atim de que os officiaes da po-
icia nos portos nao dtn livre pratica a
nenhum navio ou vapor, sem que o respe-
ctivo commandante ou rnestre pro ve com
documento estar deemhftracado pelo cor-
reio, comtanto que nao fique m os navios
ou vapores demorados por terapo que ex-
ceda o praso razoave! remessa das ma-
las pelas reparticoes.Canudo Luiz Ma-
ra de Oliveira.
ministerio da Agrenlura
Foi nomeado Pedro Josa da Silva,
para o iugar de pagador da commissao de
melhoraraentos do Rio Parahyba.
Trcpriedade de Matwel dfymrcu de Swia ^ 3%fyos
Foi nomeado ajudante de Ia classe
do prolongarnento da estrada de ferro de Ba-
tnritode2aengenheiro Alberto de Oliveira
Braga Gross.
Foi tambem nomeado conductor desta
estrada Antonio Cyrillo Freir Jnior, o
demittido do mc3mo lugar Martinho Ro-
drigues de Souza.
Hlnlscro da Guerra
Foram transferidos:
Para o 5o regiment de cavallaria o al-
feres do *" Xero Alvim Borges, c daquelle
para este o alferes Paulo Jos de Oliveira
Junior,
Para o corpo de transporte o alferes do
5* regiment Carlos Augusto Cogoy, c da-
quelle para este cerpo Jos Leovegildo
Alve3 de Paiva.
Para um dos corpos da guarnigao da
prov.ncia de Pernambuco o 2o cadete do
24 batalho de infantaria Nstor da Silva
Brito, e para o 15 o tenente do 11 An-
tonio Ue Borba.
Cioveroo da provincia
EXPEDIENTE DO DIA 6 DE JULHO DE 1889
Actos :
vice-presidente da provincia resolve de-
clarar que o bacharel nomeado promotor publi-
co para a comarca de Ingazeira chamase Satur-
nino Octaviano da Santa Cruz Oliveira e nao Sa-
turnino de Santa Cruz Oliveira como foi escripto
na portaria^de hontem datada Comraunicou-
se a Thesouraria de Fazenda.
O vice-presidente da provincia resolve de-
mitfir o bachareUoaquim Velloso Freir de Men-
donca do cargo de promotor publico da comarca
deTimbauba, e noraear nara substituil o o ba-
din.'! Antonio Clementino Freir. Commum-
cou-se a Thesouraria de Fazenda.
o vice-presidenle da provincia attendendo
ao que requeren Jos Marcelino da Costa, pro-
fessor da cadeira de ensino primario de Ilapia-
suma, e tendo era vista a informaco n. lo" de
17 de Junbo lindo do inspector geral da Instru
ceo Publica, resolve conceder ao peticionario
agratilicago de bons servigos de que trata o
art. 126 do regula-aento de 18 de Janeiro de
1888, visto contar mais de 25 annos de effeclivo
exercicio no magisterio publico.
O vice-presidente da provincia attendendo
no que requereu Argeraira Guilherraina Feitosa
Breckcafeld, professora da cadeira de ensino pri-
mario de Iba de Capoeiras, tendo era vista o
attestado medico exhibido e a informaco do
inspeclor aeral da Instrucgo Publica n. 161 de
3 l; ror:"'tte qw, resolve coac^der d peticio-
nario 60 dias de licenca, com ordenado, para
tratar de sua saude onde lhe convier.
Oflicios :
Ao commandante das armas interino. Be
conformidade com o que determina o Exm. Sr.
ministro da guerra em telegramma de hntem
datado, fai;a V. S. reeolher-se, quanto antes, ao
corpo a que pertence o leuente Joaquim Jorge de
Mello Fillio.
Ao Dr. chefe de polica. Reitero a V. S.
as requisicOes feitas em oflicios de 4 de Maio e
7 de Junho deste anno, para que o carcereiro da
cadeia da villa de Flores preste informaco
acerca do procedimento do reo Jos Theotonio de
Campos, que altl se acha cumprindo a pena que
lhe foi imposta por decisao do jury do termo de
Villa Bella.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Communico a V. S.. para os lins convenien-
jes, que os hachareis Francisco Santiago Ramos
e Jos Donato Gomes Toi res, em 3 do corrente,
assumirara o exercieio dos cargos de promoto-
res pblicos das comarcas de Rio Forraoso c Ja-
bbatao.
Ao mesmo. Coramunico a V. S. para os
lins convenientes, que os bachireis Julio Pires
Ferreira e Eutropio Goncalves de Albuquerque
e Silva, em 1 do corrente mez, assumiram o
exercicio dos cargos de promotores pblicos das
comarcas de Itamb e Palmares.
Ao mesmo. Coramunico a V. S. para os
lins convenientes que em 4 do conente, o ba-
charel Joo Vicente Pereira Dulra assumio o
exercicio do cargo de promotor publico da co-
marca ("a Victoria, para o qnal foi nomeado pelo
respectivo jan de direito.
Ao mesmo. Transmiti a V. S., para os
fins convenientes, copiado ollicio aqui junto de
i do corrente mez relativo ao exercicio do ad-
junto do promotor publico da comarca de Rio
Formoso.
Ao mesmo. Declaro a V. S. para seu co-
ohecimento que em ollicio de hontem sob D-
1.422 parlicipou-me o commandante das armas
interino haver-sc elftctuado no dia anterior a
venda em hasta publica, de cinco cavados de
destacamento de cavallaria aqui existente, os
quaesfee acliam inutilisados para o servigo, dei-
xandi/ de ser realisada a dos de ns. 38 e 58 por
iaverem morrido na cavallarica do respectivo
quartel. Respondeu-se ao commandame das
armas. _,
Ao Dr. juiz de direito da comarca da Flo-
resta.Scien te do que rae expoz Vmc. em
officio, de 21 de Junho findo, recommendo-lhe
que premova todas as possiveis diligencias, no
sentido de sernovaraente julgado perante o jury
do termo de Floresta o reo Antonio Flix do
Monte.
Portaras: ...:_*_.
Os Srs. agentes da companbiabrasileira de
navegago a vapor fa^am transportar provin
cia do Cear, por conta do ministerio da mari-
nha, o 1 tenente da armada Raymundo Jos Fer-
reira do Valle, que vai assumir o coraraando do
patacho Faguequer, all estacionado.Comrauni-
cou-se ao commandante da escola de aprendizes
mari.heiros.
Os Srs. agentes da compaiilna bra3ileira de
navegaco a vapor farara transportar corte por
conta do ministerio da guerra o 2" tenente do 2o
batalho de artilharia d posicao Xestor \ llar
Barreto i outinho, que se achava no goso de 20
dias de prorogaco de licenga, concedidas por
esta presidencia. Olliciou-se ao inspector da
Thesouraria de Fazenda para mandar ajustar
conlas ao referido ollicial e communicou-se ao
commandante das armas.
Os Srs. agentes da companhia brasileira de
navegacSo a vapor fagam transportar corte por
conta do ministerio da guerra o 2a cadete uo 2o
batali.o de infantaria. Manoel de Mello Monte-
negro, que segu para alli & disposigao do aju-
dante general'do exercito.
Ao referido cadete acompanna fu mulher
Idalina Montenegro.
dem provincia das Alagas, o soldado
\ntonio Silvino de Faria3 qde vai reunir-seao
26" batalho de infantaria alli estacionado.
Communkou se ao commandante das armas.
O Sr. gerente da compaa a pernambuca-
na d.- navegago costeira per vapor mande dar
passagem gratuita proa, para Peneo, no pr-
ximo vapor a sargento de polica Bartholomeu
da Silva Fragoso.
O Sr. gerente da companhia pemimbuca-
na de navegaco costeira por vapor faga trans-
portar para o presidio de Fernando de Noroatla,
por conta de Res & Santos, os gneros alimen-
ticios e diversos artigos de que trata arel
aqui junta, assignadapelo secretario iolerino do
governo desta provincia.
dem por couta de Albino Fernandes A C,
e com destino ao gerente da empreza de expio-
racSo de phospliato de cal.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco d passagem por con-
ta da provincia, da estago de Cinco Ponas a de
Una ao soldada do corpo de polica Ponciano de
Siqueira e Silva, que paraalii regressa am de
encorporar se no re3pjctivo destacameoto.
BXFBDIErri DO CBETAHIO 1NTEMKO
Oflicios :
Ao secretario da assembla legislativa
provinciil.O Sr. vic-nresidente da provincia
manda commumear a V. *.,eiu resposta ao seu
officio n. 71, dehoje datado, que no dia 8 de
corrente mez, a 1 hora da tarde, comparecer
para a abertura da sessao de3sa assembla'e que
providenciou, afim de ser celebrada a missa vo-
tiva do Espirito-Santo, as 11 horas, na matriz do
Sanlissimo Sacramento da Boa-Vista.-Oficiou-
sc Cmara Municipal e ao overnador do bis-
pado.
Aos agentes da companhia brasileira de
navegaco a vapor.De ordem de S. Exc o Sr
vice-presidenta da provincia aecuso o recebi-
mento do officio de hoje, no qual Vv. Ss. com-
municara que o vapor Manaes, entrado hoje < 0
ho:as da nianha, d03 portos do sul. seguir ama-
nh. as 5 horas da tarde, para os-do norte, a
Manos.Communicou se directora da agri-
cultura.
Ao mesmo.De ordem S. Exc. o Sr. vico
presidente da provincia aecuso o recebimento
do officio de hoje, em que Vv. Ss. communicam
que o vapor Pe nambuco, entrado hojeas 6 ho-
ras da manba, dos portos do norte, hoje mesmo,
seguir s 6 huras da tarde para os do sul.
Coaimunicou se directora da agricultura
Ao promotor publico da co;narca de Itam-
b. S. Exc. o Sr. vice-presidente da provincia
recommenda a V. S. que remeta a certidao de
seu exercicio.
dem aos das comarcas de Palmares, Rio
Formoso e Jaboalao.
DESPACHOS DA PR&SIDEXCIA DO DA 24
DE AGOSTO DE 1889
Abaixo assignados, proprietarios e moradores
da cidade de Jaboaio.Informe o Sr. enge-
nheiro Gregorio Thaumaturgo de Azevedo.
Antonio Jovino da Konseca.Curopra o dis-
posto no art. 18o J 3o do regulamento de 18 de
Janeiro de 1888.
Alfredo Francisco de Souza.Encami ihe-se,
devendo o supplicante pagar o porte na repar-
go dos Crrelos.
Padre Antonio do Monte e Silva.Entrege-
se, mediante recibo.
Beravindo de Souza Costa Feitosa.Como re-
quer, continuando era seus venciraeatos o des-
coco do ajiaolaniento feito. -
Floriano Baptista de Oliveira.Faga-se a apos-
tilla de aecrao cora a lei n. 2023 do corrente
anno.
Gerente da estrada, de ferro do Recife a Ca-
xang.Como requer, nao devendo o local da
nova estagao embaragar a estrada. Approvo a
planta com a clausula de ser a construego em
terreno que a empresa bavera sua custa.
Padre Joao Carlos de MomaInforme o Sr.:
inspector do Tuesouro Provincidl,
Jeronymo Gomes da Fonseca.Providenciado
The Great Western of Brazil Railway Limited
Hoje expego rdem ao Thesouro Provincial
para pagar a quantia de 93580. Quanto ao
restante, depende de votago de crdito pela As-
sembla Legislativa Provincial.
Xicas da Silva Gusrao.Informe o Sr. di-
rector geral da Instrucgao Publica.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 27 de Agosto de 1889.
O porteiro,
Francelino Chacn.
>asss
Repartido da Polica
2.a secsao.N. 1053 Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 27 de Agosto de 1889.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolbidos Casa de
Detengao, os seguintes individuos :
A' ordem do Dr. delegado do 1.- dis-
tricto da capital, Luiz Antonio de Siquei-
ra, por crime de ferimentos leves.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Jos Nunes Ferreira, por disturbios; e
Luiz dos Santo3 Moura, por embriaguez e
disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Joao
Manoel de Souza, por disturbios ; e Bal-
bina Maria da ConceiySo, por embriaguez
e disturbios.
A* rdem do do l.- districtode S. Jos,
Liberato Francisco de Araujo, por embria-
guez e disturbios ; Francisco Pereira da
Silva, Luiz Francisco de Oliveira e Ro-
mana Maria da Conceigao, por disturbios.
A' ordem do do 2.- districto de S. Jos,
Joaquim Godofredo, Maria Virginia da
Conceigao o Laurentino Ferreira Onga,
por disturbios.
Communicou me o tenente Joao Pi-
res Ferreira ter no dia 21 do corrente as-
sumido, na qualidade de 1." supplente, o
exercicio da delegacia do termo de Pao
d'Albo.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Conselheiro Manoel Alves de Araujo,
muito digno presidente da provincia.O
chefe de policia Geroncio Dias de Arruda
Falco.
2G
Oficios do procurador dos feito3 c das
Obras Publicas, Joao Rodrigues Teixeira,
Mir?.i Cirne Fiusa Luna, Maria Umbolina
do Rogo Pontos, Joao Carlos de Moura,
coll^ccorias* do Gloria do Goit, officio da
presidencia, companhia Recife Drainage,
Juo Congalves dos Santos, Caetano Tel-
!es, cantas" do porteiro, collectorias de
Al ma de Baixo, Antcmio Duarte Macha-
do.A' contadoria-
Jo Nunes de Oliveira, Recebedoria
Provincial, D. Rosa Anglica de Castro,
Gratuano & C, Genoveva Joaquina da
Cimba, Francisco Antonio de Meira Lima,
Albis" Fernandes -de Azevedo, Antonio
Josjtde Moraes Sarment. Ao conten-
cioso.
Antonio do Carmo Ferreira. A' Re-
cebedoria.
Jo. Domingues Maia, Francisco Bote-
Iho de Andrade e Manoel Jernimo Bar-
reiros Rango!. Certifique-ie.

ecebedoria Provincia?
IOS 10 DIA 27 DE ACOSTO DE 1889
Autopio Eliosepo de Lima, Manoel de Freitas
Bezerra, Pedro Paes Barreto e bacharel Joaquim
I'trreira da Rocha (2).Certiliquc-se.
Manoel Joaquim dos Santos Ferreira.A' Ia
sercao para attender.
Manoel Jos de Jess e outros.Informe a 1*
secgito.
i ioinaz Jos das Xeves.Deferido de accordo
cora as informagOes.
Ernto Arcclino de Barros Franco.Deferido,
em vista das informagOes.
Soicias
e Rio da
Thesonro Provincia!
DESPACHOS DO DIA 23 DE AGOSTO DE 1889
Bacharel Feliciano do Reg Barros Arau-
jo. Certifiqese.
Manoel Candido Fernandes Pires, Ma-
ria Amelia Soares Carvalho, Manoel Perei-
ra Araujo Vianna, collectorias de Agua
Preta e Com Jardim, companhia Great
Western Railway Limited, Isac Esnaty.
A' contadoria.
24
Manoel dos Santos Araujo. Certifi-
que-sc.
Jos Rodrigues de Araujo Pedrosa.A
contadoria.
Joao Pereira da Silva. Ao conten-
cioso.
Pacifico
Praa
O paquete nacional Para foi portador
das seguintes noticias.
Pacifico
Foi publicado na corte este telegram-
ma :
Vah>araizo, 19 ae Agosto.
O desembargauor Jos Affonso foi ho-
rnead representante do Chile no congres-
so de Washington.
OAredores pedem a liqnidagao da so-
c&isM americana constructora do cstra-
'IF'IlFro "* '" "
E' provavel que o ministro da agricul-
tura pega demissao.
A connniss3o encarregada pela Cmara
dos Deputados do Per de examinar o
projecto de lei sobre a repatriacSo dos res-
tos mortaes do Almirante Gran, conclue
pela adopgao do referido projecto.
Em urna reuniao de jornaUstas, realiza-
da em La Paz, foi decidido combater a
realizagao das eleigoes e protestar contra
qualquer festa, emquanto durar o estado
de sitio.
O governo encarregou diversos enge
nheiros do levantamento da planta topo-
graphica da repblica, com os tragados das
estradas de ferro e talegrapho,
O parlamento da Bolivia approvou a
construego de urna linda telegraphica en-
tre Oruro e La Paz.
itio da Praa
Foram publicados na corte estes tele-
grammas:
Buenos-Ayres, 15 de Agosto.
Est grassando a epidemia da varila em
Corriente.
O Instituto Greographico vai offerecer
urna festa ao Dr. Joaquim Nabuco, ha-
vendo um sarao musical e conferencia.
O Dr. Agostinho Nedia entrou para a
redaegao da Prensa.
Em Mendoza houve um conflicto entre
trabalhadores francezes e italianas, mor-
rendo quatro pessSas e ficando feridas
sete.
O coronel Garmendia, chefe da commis-
s3o de limites argentina, voltar as Mis-
s8es afim de se poder verificar se pos-
sivel um accSrdo; ou entao a questao ser
submettida a arbitramento conferido ao
presidente dos Estados-Unidos.
O Dr. Joaquim Nabuco offereceu hon-
tem um banquete no caf ParU.
Montevideo, 15 de Agosto.
Urna grande tormenta causou grandes
estragos neste porto.
Buenos-Ayres, 16 de Agosto.
Os cstudantes preparavam urna festa
para manifestaren! a sua adhesao poli-
tica do presidente da repblica.
Foi assignado um protocollo sobre a
questao de limites com Chile.
O general Mitre est enfermo.
Os vinhos da Concordia obtiveram a
medalha de ouro da exposigao de Paris.
A Prensa demonstra a necessidade de
urna entrada de ferro metropolitana.
Falleceu o coronel O. Campo.
Montevideo, 16 de Agosto.
Considera-se perdida a primeira colheita
de trigo, milho e batatas.
Falleceu o general Quinteros.
Buenos-Ayres, 17 de Agosto.
A justiea federal negou a extradigoo
de Sonora, que se achava envolvido na
conspiracao contra o presidente da rep-
blica do Uruguay.
O Sr. Varella, ministro da fazenda, dj-
rigio urna caribaos jornaes desta capital
aecusando-os de injustica e declarando que
a subida do ouro devida s especulacoe
da bolsa e que mantera as suas ideas t-
nanceiras.
O Dr. Joaquim Nabuco parti hoje
tarde para Montevideo.
No Rosario os padeiros fizeram parede.
Fundou-se um club de esgrima no Pa-
ran.
Montevideo, 17 de Agosto.
O foverno resolveu niio consentir no
desembarque de inmigrantes que nao se-
jam agricultores.
Urna commissao do negociantes resolveu
adoptar o systeina decimal.
Foi nomeada urna commissao para or-
ganisar o censo.
Buenos-AyrcsAS de Agosto.
A Prensa declara em artigo que o mi-
nistro da fazenda nio coraprehende a mis-
sao do governo e a Nacin por urna vez
declara que o ouro tem subido porque
aquelle ministro nao inspira confianga.
O general Viejo Bueno est tratando de
effectuar, na Austria, a compra de 50,000
espingardas e varios canhoes de artilharia.
O capitao Urtubey est estudaudo ama
reforma para a esquadra argentina.
Foi promulgada a convengiio sanitaria.
Em Mendoza tem feto fri de 10 graos
cahiado grande quantidade de nev que
interroiupeu as communicagoes.
Montevideo, 18 de Agosto.
O mercado apresenta tendencias para
baixa, sendo sensivel a baixa das aegoes
da companhia nacional.
Ajunta de hygiene declarou infectadas
as aguas correntes.
Buenos-Ayres, 19 de Agosto.
O cavallo Ministro, da candelaria Ca-
sey, ganhou o grande premio Jockey-
Club.
O El Censor dis que a alta do ouro pro-
vm de ter o ex-minis-tro Pacheco autori-
sado os bancos particulares a emittir pa-
pel.
Xoticlas da Europa
Eiso complemento das trazidas julo piquete
inglez Soruta :
Inglaterra *
Xos primeiros dias de Agosto rcalisou-se em
Londres a visita do imperador Guiiiierme II da
Allcmanha, a sua av, a rainha Victo,-ia. A sua
ulliraa viagem aquella capiU'l efieciura-se em
1887, quando elle nao era anda nem sequer
herdeiro da corea, porque tinha anda vivos o
at e o pai.
O que se lera passado desde en'o at hoje
nao muito tendente a tornal-o querido da po
pulagao britannica, uera a estreitar os lagos de
amizade entre a Inglaterra e a Allemanha.
Por isso as imprensas goveroamentaes dos
dous paizes raostram-se empenhadas em apagar
as recordages desagradaveis que podiam por
urna nota discordante as fustas com que aa
grande melropoie. britannica sena Te eido o
ciefe da ghifte-conft'. gernanica. Ao
ler-sc os jornaes dos douspaizes, dir-se-hia que
entre a familia imperial allem tem reinado
sempre a melhor harmona, e que completa a
identidade de iuferesses entre as duas nages.
S a Guzetu de Colunia se aventurou a alludir
s discussoes e s rivalidades coloniaes que
teem havido entre allemes e in^lezes das duas
costas d'Africa e nos archipelngo's da Oceania.
Mas fez Allemanha com o fin de invocar o re-
confiecimento da Inglaterra. Eis a argumenta-
gao do jornal allemo a tal respeito:
Foi a Allemanha que desperlou aactividade
da Iaglaterra eufraquecida pela idade. Ha dez
anuos arada, a Gr-Bretanha eslava dominada
pela escola de Manchester, que condemnava o
exercito e raarinha, e cujo ideal era a pralica
de um evangelho radical e li*re cambista em
beneficio dos fabricaates. A inlerveniao da
Allemanha livrou-a deste pesadello. *
E' muito provavel que os inglezes dispensas-
sem tal beneficio, e que nao sentem por elle
muita gratidiio.
Tambera o seu amor proprio nao devia Mear
muito lisongeado, quando lera na gazeta allem
as seguintes phrases :
O imperador esperado em Inglaterra como
um juiz competente para apreciar as forras bri-
tannieas ; vai mostrr-se-lhe a primeira linha
de derezado paiz, nao a titulo de paradas, como
se fez por occasio da visita do Shah da Persia
lia 16 anuos; mas para que a examine a fundo.
e formule o seu juizo. Nao vai o imperador go-
zar um espectculo; mas passar urna nspec-
gao.
O Standard publicou um artigo a proposito
da visita do imperador. Esse nao pensa em
pedir ao neto da rainha um voto de perito, nem
em agradecer Allemanha o ter obngado a In-
glaterra a tornar-se mais forte. Limita-se a de-
clarar que os dous paizes estQo de accordo em
defender a paz universal, eque na Europa lia
duas potencias que se oceupam era araeagar
essa paz : a Russia e a Franga.
A imprensa tranceza commenta a falsidade
desta operago, quando a Franga est exclusiva-
mente preoecupada com a exposigo universal e
cora as prximas eleigOes legislativas, e quando
a Russia est dando, desde ha quatro annus, pro-
vas aa sua intervengo de nao se metter era
aventuras.
No dia 7 de Agosto o imperador uuher-
me, acompanhado pelo principe Henriuue da
Prussia, dirigindo-se'immediataraeiite para *l-
dershot, campo permanente de manobras para
assistir revista de 30,003 horneas do exercito
inglez, passada era sua honra.
Esia testa reaiisou- cora o mais brilhante re-
sultado, causando admirago o porte das tro-
pas.
O imperador Guilhcrme felicitou o duque de
Cambridge, commandante em chefe do exercito,
e o general sir H. Evelyn Wood, commandante
da divisao militar reunida em ^Idershot, o prin-
cipe de Galles, continuando ligeiramente indis-
posto, nao os pJeacompanhar.
O imperador Guilherme, respondendo ao
brinde do duque de Cambridge, no lunch de Al-
dershot, declarou que ha de cumpnr sempre o
dever de manter as tradiges de araisade das
duas nages, e raaoifestou a esperanga de que
esta amisade durar muito tcinpo, bem como a
frateruidade que ha tantos anuos existe entre os
soldados allemes e inglezes.
O imperador Guilnerraepassou revista es-
quadra inglesa.
Os mariQheifos, tremados nss vergas, deram
os -hurrahs do eslylo.
O imperador receben depois os almirantes e
corarnanJantes dos navios inglezes.
A de Agosto, o imperador Guilherme an-
tes de embarcar em Dover, donde seguio para
Antuerpia, foi despedir-se da rainha \ ictoria,
que o beijou as duas laces.
O principe de Galles acompanhou-o a bordo
do Uohenzullem.
O principe Ilenriaue da Prussia foi agraciado
com o grao de cavlleiro da ordem da Jarra-
leira. ,,
Reina grande acUvidade as fabricas dar-
mas eai Kirmingham em presenga das eucom
mea las dos diversos estados orientaes.
O imperador Guilherme nomeou a rainha
ria chefe honoraria do primeiro regiment
de dragos da guarda e couferio ao duque de
Cambridge o titulo de coronel honorario de um
regimeaio de infantera.
Parti para Londres urna deputago do 1
regiment de dragfies da guarda allem, de que
a rainha de Inglaterra acaba de ser nomeada
chefe pelo imperador, am de apresenlar aquel-
la solieran:: ii.:i ::aipa o elVjcvo do mesmo
regiment.
A cmara dos coramuns rejeilou a raogo
do depBtado radical Laoouchere por .136 votos
coutra 41, e approvou depois em terceira leitura
o projecto de lei dos apauagios da familia real.
Foi aporovada em terceira leitura o bil sobre as
dotacOes da familia-real.
Diz o Pul Mal Gazelle que o Dr. Morell
Maekenzie esta trabalhando n'um livro mtitula-
io: Sois mozos de residencia na corte do
principe imperial e do imperador da Allema-
nha.
Esta obra, por cau>a das revelages que exis-
tem. s ser publicada depois da morte da viuva
do. imperador Frederico.
O Stand rd sustenta que a Gr-Bretanha e
a trplice allinca esto eil'ectivamente unidas,
apezar de nao existir nenlium tratado de allian-
ga entre ellas; porque approvaia reciprocamen-
te as suas polticas, e querem igualmente a in-
dependencia dos poros balknicos.
A Nova Imprenta Une allirma saber que
est celebrado um convenio entre a Inglaterra e
a Allemanha, a qual previ" lodas as eventualida-
des da poltica continental, principalmente co
sueste da Europa.
Demos j noticia das declarages optimis-
tas feitas ha dias, por lord Salisbury no parla-
mento, a respeilo da pennsula dos Balkans e da
qoestfto do oriente.
Agora foram tratados pelo mesmo homem de
estado, no discurso que pronunciou no baoquete
annual do Mansin House, as mais importantes
questes que nesle momento eslo interessando
a poltica internacional.
O primeiro ministro repeli mais urna vez que
nao acreditava na proximidade de uina guerra;
apenas altribue agitaro da ilha de Creta um
alcance puramente local, e julga que as diffe-
reines potencias esto bastante absorvidas pelos
seus negocios materiaes emuilointeressadosem
evitar as conseqencias de urna guerra terrivel
para que deva recejarse um conflicto interna-
cional lord Satjsbury repellio a idea de que a
Inglaterra nutruse qualquer intento a respeito
da posse da ilha de Crea, e incidentemente foi
declarando que as tropas britannicas nao pode-
riam quanto antes abandonar o Egypto, onde a
necessidade da sua presenga anda agora foi de-
monstrada pelo ataque de Wad El Nijiuni con-
tra a fronteira daquelle paiz.
O celebre lord Randolpho Churcili tem an-
dado a percorrer os Midlcnds, pronunciando
urna serie de discursos que teem produzido
grande escndalo as lileiras dos conservadores,
pelo ardor com que elle ataca grande numero
de ideas do partido a que at hoje lem perten-
cido.
Nao s o exaltado lord reclama a evacuago
do EaYpto, mas tambem ataca enrgicamente a
poltica de represso usada para com a Irlan-
da, opinando, cora o Sr. Gladstone, que se deve
fortificar a uniao or mtios conciliadores, e por
fsjoicesses. t i'crmulandi, um programu.a por
tal forma liberal, que a negaco completa dos
principios lories.
0 partido liberal nao acolhe esla nova phase
da carreira publica de lord Randolpho Chur-
chill com um enthusiasmo correspondente in-
dignacko que ella produz nos conservadores.
E' que siio frequentes no fogoso lord as mudan-
gas de opinio, o as palinodias.
Nao elle homem de convieges sinceras e
seguras, mas um ambicioso, que trata de por
em relevo, especulando com a confianga de to-
dos os parlidos, e procurando supplantar a in-
fluencia dos seus nomens mais importantes.
Na cmara dos lords o conde de Carnar-
voi pediu ao governo para declarar que a In-
glaterra licar no Egyoto.
O marquez de Salisbury respondeu: O go-
verno de modo algura pode declarar que a nos
sa estada no -'Egypto ha de ser permanente; o
nosso rgimen nao o de um paiz conquistado ;
queremos cumprir todos os compromissos, que
lomamos, e nao amplial-os; e, alm d'isso te-
mos a peito observar fielmente a lei europea.
Logo depois da chegada Inglaterra do
imperador da Allemanha, o principe de Galles
declarou-se doente,e s raramente tornou a ap-
parecer em festejos ofliciaes. Sendo notoria a
pouca affeigo do principe pelo imperial sobri-
nho, nem na propria Inglaterra se acreditou na
realidade da sua doenca opportuna.
A este respeito, diz um dos grandes peridi-
cos de Londres, depois de descrever as mano-
bras do campo de Alduhols.
Sua Alteza Real o principe de Galles, nao
assistio ao combate de Fox Hill, e ser bom que
cont, de una vez para sempre, que o principe
foi prohibido por conselho dos mdicos, de mon-
tar a cavallo no estado prsenle de sua saude
A ausencia de S. A. provocou muitos comraen-
tarios, mas estamos autorisados a declarar que
a explieagao do facto a que j demos, e que
S. A. seotiu-a tanto ou mais. do que as pessoas
que desejavam a sua presenga no campo.
Allemanha
0 orgamento do imperio allemo apresenta
um defict de 20 milhes de marcos.
Esperava se que fosse de 13 milhes e meio.
segundo as provises feitas pelo ministro da fa-
zenda no reichstag, em Novembro de anno pas-
sado. Por isso aquelle dficit produziu urna
surpresa muito desagradavel.
Foi a diminuigo do rendiraento dos assuca-
res que produziu este deseauilibrio.
O imperador c a impjratriz da Allemaoha
deviam chegar a Slrasburgo a 21 de Agosto. De-
morar-se-ho alli dos dias, partindo no dia 23
para Metz, onde se eslo fazendo grandes pre-
parativos para os receber.
Em toda a Allemnha ha grandissimo nteres-
se em conhecer o acolhimento que as provincias
annexadas faro ao imperador.
Annuncia a Bastta de Colonia que o impe-
rador e a imperatrizda Allemanha partiriam no
dia 15 para Bayroulh (Haviera), onde assistirSo
a algumas representages de operas de A\ agner
no theatro especial, visitando depois Slrasburgo,
Metz e Munzter, regressando a Bernra no da 2o.
A-rindes manobias desle anno do exercito
allemiQ proraetlem revestir excepcional rapor-
tancro. ..
Quasi todas as tropas da guaroigao de Berlim
shiriam a 11 de Agosto daquella capital, ahm
de tomarem parte as manobras, c so regressa-
roem melados de Selembro.
As manobras que se ho de verificar na Alta
Siberia tero por objectivo apoiar um apparente
movimeuto do exercito austraco na pre.viso de
defender aquelle imperio de una invaso russa.
A Gazela dr Wtsir d noiici.i de que na Al-
lemanha se projecta crear no ministerio dos cs-
trangeiros nina divislw especial destinarla aos
negocios coloniaes. E^ta divisao, que ser di-
rigida por homens competente?, ter por lira
evit ir que o governo do imperio se envolva^ d(
futuro em emprezas, cujo plano noassente n um
perreito conheciineato dos paizes a que taes em-
prezas respeitarem. ... ''
Os jornres alleraes e inglezes ufeistein em
tornar saliente a alta sigmlicagao da visita do
imperador Guilherme rainha \ iioria.
i are,,' terem abrandado as furias do pnn-
ck e da sua imprensa contra a
lica Suissa _.. ,
A ultima nota enviada pelo grande chanceller
allemo ao governo federal era concebida era
.,'

-i
i




Diario de PernambucoQuarta-feira 28 de Agosto de 1*89

termos moderados e conciliadores. Agora a
Sazrtu da Allemanha d) Norte que se mostra
ambem muito mai3 benvola e desejosa da ma-
nutengo da bi harmona entre os dous estados.
..M'ura artio recente, que parece ser o com-
entario d'aquella nota, trata novamente da
Mesto da renuncia do tratado de residencia
ewn a Suissa, e combate as ideas a esse rcspeito
defendidos por ontros jornaes
Faz ver que o governo allemao nao pode ter
empentio nsnhum em provocar contlictos com a
eonfederago helvtica, e smente teve motivo
para promover a demoligo das fortalezas socta-
nstas, que se haviam construido na Suissa.
Sustenta que da aboligo do tratado s resul-
tarlo contrariedades para os socialistas allemes
e que a Suissa nao expulsar de certo os suodi
tos allemaes que tenham bom procedimeuto e
3o conspiren) contra a sua patria.
O artigo da Gazeta termina com o seguinte
periodo t
Se a providencia tomada pelo goveroo alie-
nao contribuir para que as autoridades suissas,
de agora em diante, procedan) para cora os so-
cialistas de modo mais administrativo, e menos
descendente, os desejos que o incidente
vVonlgemuth inspirou ao nosso governo, licaro
satisfeitos, e haver talvez razio para dizer-se
Iue Wohlgemuth, precisamente pela sua falta
e capacidade policial, teve o mrito de concor-
rer sobre o terreno da poltica pratica, para a
manuteocao das boas relages entre os dous as-
tados visiohos.
Sob este ponto de vista devem julgar-se ja sa-
hsfeitos os desejos ua Allemanha, por isso que
as autoridades suissas j se esto mostrando rae-
mos tolerantes para com os socialistas allemaes.
Mas tal nao era por certo o tim da campanha
mprehendida pelo chanceller contra o tratado
de residencia. Nao valia a pena tanta furia e
lanto barulho para resultado to tenue.
Para issoafligura senos que seriam bastantes
amas cordatas negociaces diplomaftcas e urna
iscusso em bons termo, sobre a interpreta-
do do art. 2o do tratado de residencia.
O que certo que a Allemanha a principio
pretenda nada menos do que o reconhecimento
do seu pretendido direito de raanter polica sua
so territorio da coafederagao helvtica.
Nesse ponto caram mallogradas as esperan-
zas do principio de Bismarck.
Tambem a neutralidade da Suissa estcve a
ponto de ser denunciada, a julgarraos pelotheor
de alguus oflicios dirigidos por aquelle homem
de estado ao representante da Allemanha junto
da eonfederago, oflicios que foram publicados
aa folha oflicial io imperio, e tambem pera que
tscreviam os jornaes ofticiosos.
Essa tambem agora nao esta ameagada, mas
aa Suissa parece prever-se que o poder estar
ao futuro.
Isso explica as providencias defensivas que o
eonselho federal resol veu tomar, e que serio
brevemente propostos ao parlame-.to.
Em todo o caso, o incidente levantado entre
las nages, parece por agora terminado.
O governo allemao est perseguindo com
extremo vigor os socialistas que foram delega-
dos ao congresso de Paris.
Um delles fo preso em Weslphalia, e outro
o Frth. na Baviera, foi avisado pelas autori-
dades de que seria prohibidae dissolvida imme-
diatamente pela polica qualquer reunio, em
que elle quiaesse dar conta do seu mandato
aquelles que Ihe pagaram a viagem.
A13 foi recebido o imperador d'Austria-
Hungria, Frnncisco Jos, pelo imperador Gui-
Jberme, familia imperial, principe de Bismarck
e conde de Moltke. A entrevista foi muito cor-
deal e affectuosa.
iislria-llunsria
O imperador Francisco Jos parti a 11 dea,
Agosto para Berhm, acompanhado por numerosa
joraitiva.
Um jornal de Vieiina d'Austria sustenta que
xisie perfeito accordo entre a Inglaterra e a
iripci- allianca, a respeito da poltica oriental,
kem como acerca de todas as grandes questes
wropcas. Diz-se que, por isso, lord Salisbury
se exprimi a respeilo da Bulgaria no mesmo
sentido em que o lizera o imperador Francisco
Jos na sua mensagem s delegaroes
O homem de estado da Inglaterra, accrescenta
o jornal viennense, nQo marenam com, mas sim
io tada da trplice allianga. Esle parallelismo
tem a vantagem que nunca dar ongem a um
ooflicto cora a Inglaterra. perigo est so-
lente na Russia ; mas nao deve crer se que esta
potencia promova urna guerra.
Os reforcos, que vo receber as guarniges
militares as fronteiras austracas limitrophes
da Russia, sero de cerca de 34,0o() homens de
Maulara. 6 rgimen tos de (avallara, e 12 bate-
as de artilharia de campanha.
Alguna boatos attribuem esta resolucao do
misterio austro-hngaro a um accordo com o
governo allemao.
\orue|a
Quarenta e sote deputados da cmara da No-
ruega protestaran) n'uma mensajera dirigida ao
presidente da repblica franceza, contra a ausen-
cia do rcpre:e:itantu da Suecia e [foranga em
feriz.na inaugurarda exposigo universal, na
faal o seu paiz est ofli :ialinente representado.
Ru*aiu
A 7 de Agosto celebrou-se em S. Petersburgo,
3 casament do grao-duque Pelro Nicolaiewiieh
com a princeza Mililza do Montenegro.
Ouira tilda do principe do Montenegro, chamada
Anasiaeia, vai casar com o principe Jorge de
tuchtemberg, neto do tallecido iraperador-Nico-
ttol.
O governo russo prorogou por mais um
armo o regulamento de polica, correspondente ao
pequeo estado de sitio que est em vigor em
turn desde 1881.
Os jornaes russos, todos urna, declaram
que a Russia est resol vida a continuar na sua
attitude passiva peraote os aconteciuientos que se
estio passaodo na pennsula dos Balkans, e que
3o satura d'-ssa reserva seno no caso em que
bs tratados doixarem.de ser respeitados, ou em
que a independencia das populaces slavas for
ameacada.
Em consequencia da recente visita do mi-
nistro da marinha aos porto.) do imperio, vo fa
zer se grandes obras de defeza em Batum c No-
vorsosli.
A fjllia oflicial do imperio russo annunciava
Runamente que seriam fechados dentro do
prazo de tres annos os collegios allemaes de Bir-
lenrache e Fellin. ""-"
Diz o correspondente do Dnily Seus em
Odessa que foram presos em kharkofToitenta re-
Tolueionarios, pela n>aior parte israelitas, e ha
dias que em o.ios-a a jiolicia est effectuando
guoii llanamente priscs pelo mesrao motivo Os
individuos presos parecem pertencer a urna nova
organisaco socialista, que se vai propagando ra
pjdamente no sul do imperio.
Bulgaria
O metropolita Clemente, que se havia recusado
a obedecer intunaco do tribunal para ir res
ponder pelo delicio de hjurias contra o priucipe
Fernando em uina allocugo pronunciada na sua
cadera, foi preso e conduzido a Sistovo no mefo
de urna escolta. O juiz exigio-lhe urna cauefu
bstanle avultada, para Ihe "conceder a liberdade
provisoria, e a populago da cidade forneceu-a
por nieio de subscripeo.
8recia
Informam de Athenas com data de 1 de Agosto
que a assembla cretense dirigi um appelloaos
ttelleuos, pedindolfies o seu concurso para as luc-
ias que ha a sustentar, para a realisago das aspi-
races nacionaes. A assembla declara que a si-
tuago extremamente critica.
Publicando o appello, alguns jornaes convida-
ran) os patriotas a cumprirem o seu dever.
Aqueiie documento produzio grande conmnelo,
e urna parte da imprensa acoaselha que se preste
soccorro aos reteme?.
O governo ferego contina a guardar a tal res-
peito urna attitude correcta.
Conforme diz anda o referido telegramma, tem
fugrossado o numero dos revoltosos; teem sido
vistos destacamentos armados junto das portas
de Canea e de outras cidades, e a Porta ia enviar
Ipjtfbrcos para a Una, e alguns cruzadores para os
seus portos.
Teai corrido nos ltimos tempos noticias con-
trad'retorias com resucito ao estado de Creta e
attitude. ua Porta para com aquella ilha.
Agora apparcceu una corumunicaco oflicial
da Porta ais jornaes em que confirmada a no
ticia de tersen sWo enviados para Creta oito ba-
talhes de infantera, o que elevou a guarnico
da ilha a vinle batalhes.
O commandante militar recebeu instruccOss
para evitar a reptesso sanguenta, e para conter
os insurrectos sm os atacar; a menos que se
sao iraponlia a neoessidade de defenderos mus-
jilmanos contra qualquer aggressp.^
Resol veu tambem a Porta enviar s potencias
urna nota, a qual nao esta? ainda redigida.
Por simples coincidencia, quando os cretenses
coraecaram a agitarse, o governo da Grecia ti-
nha dado orden) a urna esquadra composta de
quatro navios para visitar as costas da ilha; mas,
ao apparecer a insurreico, o mesrao governo,
espontneamente, modificou o itinerario dos na-
vios.
De Metelias, onde actualmente est a esquadra
devia dirigir se a Smvrna ; mas parece que o go-
verno turco pedio ao de Alhenas que a ida quelle
porto seja tambem adiada, para se evitar que ella
taj pretexto para manifestages da parte da nu-
merosa colonia grega, que constitue a mais im-
portante classe da populaco da cidade. E' quasi
certo que o gabinete de Athenas acceder quelle
pedido.
O governo grego dirigi s potencias urna nota
a respeito da questao de Creta, pedindo a sua
intervenco para se regular o conflicto e a sua
proteceo aos cretenses contra as violencias dos
mussulmanos.
Pela mesma nota sao as mesmas potencias
avisadas de que a Grecia se poder ver na obri-
faco de tomar providencias, no caso em que a
urquia se mostr impotente para garantir as
vidas e as propiedades dos christos em Creta.
A Agencia Heutcr tem inforraacoes de que
apesarde nenbuma potencia tuver anda pro
posto qualquer acgo relativamente questo
cretense, os circuios diplomticos crera que
todos os gabinetes eslo resolvidos a nao per-
mittir um raovimento insurreccional em Creta,
c a nao acceitar propostas que possam ameacar
a paz europea. A GranBretnnha j respondeu
ao despacho circular hellenico ; e a forma da sua
resposta muito reservada, e de modo algum
anima a attitude tomada pela Grecia na questo
cretense. A Grecia activa o armamento da sua
esquadra.
No dia 12 houve em Athenas urna ruidosa ma-
nifestac&o da colonia cretense. No barulho licou
ferido um ollieial inferior da guarda da policia,
o muitos manifestantes receberam graves con-
tusdes.
Turqua
Urna circular da Sublima Porta s poten-
cias, refuta a circular grega sobre os negocios
cretenses.
Annuncia a partida de Chakir-pacha para
Creta com o flm de estabelecer o estado de sitio
e os tnbunaes raarciaes para iatimarem os re-
beldes a deporem as armas.
Assegura se que a Austria, Allemanha e Ita-
lia respondern) circular grega decliuaado a
mtervenco nos negocios cretenses.
Coulirraa-se que a Porta decidi por a ilha
de Creta era estado de sitio.
Desta ilha referem que os cnsules das dife-
rentes nages pediram ao governo que repri-
misse os actos de violencia dos mussulmanos.
Nos ltimos dias nao te:n havido conflicto ne-
nhum entre christos e mussulmanos.
A questo de Creta contina a apresen'.ar
se mais ctiea de iacertezas e nebulosidades.
Alguns telegraramas do gran le parte da ilha
em poder dos insurrectos, e somente a CanSa,
Rethymo e Canda, oceupadas pelas tropas tur-
cas. Outros aflirmam que na maior parte della
a popularlo est pacifica, e entregase aos seus
trabalhos ordinarios.
Naturalmente ha exaggeVo em ambas as infor-
raacoes ; c isso continuado pelo facto da Porta
haver estabelecido o estado de sitio smeote
n'alguns pontos da ilha, deixando os outros sob
o rgimen normal.
r-1)3 jornaes estrangeiros esio-se estregando a
d itrenles comraentanos, e apreciaces sobre a
actual insurreico.
Assim, uns dizem que se promove o estabele
cimento do protectorado ioglez na ilha. Oujros,
["que^si trata de conseguir que seja cedida Creta
a Grecia, sendo assim ella o prsenle de nupcias
offerectdo princeza da i'russia. que vai casar
com o principe de Sparta. E anda se tem
aventurado o parecer de que o actual estado de
coisas promovido pela intriga russa cora o
lim de exercer vinganca sobre o sulto, por este
se haver recusado a entrar n-uma allianca fran
co-russa.
Nenhuma destas opinies parece ter funda-
mento, por isso que se v que as difl'ercntes
chancellaras europeas se querem raanter intei-
raraente alheias ou assumpto, parecendo al que
o acham iuleiramente jnopporiuno.
A nota grega enviada s potencias geral-
mente considerada como urna demonatracio
platnica, a que o gabinete Tricoupls se vio
obrigado para satisfazer as exigencias de urna
grande parte da opinio publica do seu paiz.
Da Inglaterra, Allemanha, Austria e Italia sa-
be-seque j responderam aquella nota. A pri-
ineira fel-o em termos muito reservados e as
oulras recusaram-se declaradamente a qualquer
inforniaeo nos negocios do Creta. Comprehen-
de-se perfeitamenie esta abslego, agora, que
todos esto empenhados na couservaco da paz,
e que as aspiraces dos cretenses, se eocontras-
sini apoio n'alguma das potencias da Europa,
poderiam fazer resurgir mais urna vez a terrivel
questo do Oriente.
Deixada a iesurreiro entregue exclusivamen-
te Turqua, deve crer se que licar extincti
dentro de pouco lempo. As tropas otlomanas,
que hoje esto oceupando Creta elevam-se a
17,0X1 horaetiS, depois dos reforcos que para all
foram enviados. Esta forya parece sufficiente
para conter os insurrectos ; pois que a popula-
rlo da ilha, est boje reduzida apenas a 200,000
habitantes.
noticias da frica
Eaypto
As tropas anglo egypcias acabam de inflingir
urna grande derrota aos derviches. O seu che
le, Waelajuni, foi morto no combate, que durou
qoasi todo um dia. O seu immediato c onze
emirs licaram tambem no campo. Da parte dos
egypcios tomaram parte na batalha 2,000 homens
de infantaria e 300 de covallaria
O Sr. Greofell, commandante dos angloegyp-
cioe, enviara, logo de manila, de Tuski um forte
destacamento de cavallaria, e urna pequeaforea
montada era camellos, a fazer um reconheci-
mento no campo dos derviches, para os attrahir
Aquellas forcas reliraram perseguidas effecli
vamente pelos inimigos, at a distancia de 4 mi-
Ibas de Toski, e all esle foi atacado pela infau
teria, que entretanto linha ayancado a fazer junc-
co com a cavallaria.
Durou 7 horas o combate, durante o qual hou-
ve repetidas cargas de cavallaria, sendo a ellas
que se deve a morte de Wadelajuari, do seu ira
mediato e dos emires.
P..rece ter sido completa a derrota dos dervi-
ches sendo enviadas em perseguico dos fugiti-
vos as canhoneiras que cruzara no Nilo.
Deve-se a victoria dos egypcios ao facto de se
ter combando lora do deserto e e;i. terrenos co
Onecidos apropriados c era communicaco com
todo o Alto Egypto por meio das canhoneiras.
Nao acontecera assim, quando se aventuraram a
a perseguir a inimigo internando se no deserto,
sera base estratgica e sem meios de renovar as
munices, c o fornecimenio de viveres.
Todos os jonnes de Londres publicara ar-
ligos sobre a derrota que as tropas anglo egyp-
cias infligirn) aos derviches do sult'.o.
O Tintes allirma que a Inglaterra tem o dever
de est belecer um governo bem organisado as
regios banhadas pelo curso superior do Nilo.
O San no Eivto da Austria na pennsula dosBalkans.
No valle do Nilo_a Inglaterra defende as posses
ses do sulto contra urna invaso dos derviches;
do mesmo modo que no Danubio a Austria Hun
gria e os alijados se oppera a que a Russia ob-
serva a Roumania, a Servia, e a Bulgaria, pro-
vincias europeas do imperio ottomano. Segun-
do um telegramma enviado pelo general Gren-
fell, ao ministerio da guerra ingei, as forcas
dos derviches, ultimamentejderrotadas compu-
nham-sc de 3:000 horneas. A perseguico dos
fugitivos contiuuava.
O gein-ial julga que as tropos inglezas poden)
regressar ao Cairo, e lodos os reforcos que iam
em caniinho de Aponan receberam ordens para
retroceder.
Segundo as informages publicadas pelos jor-
aaes de Londres, a; perdas das tropas anglo-
egypcias, no combate de Toski foram de 17 mor-
ios e 132 ferido*.
Couj elTeito. os jornaes inglezes exaltam ex-
traordinariamente a victoria alcancada pelas tro-
pas anglo egypcias sobre os derviches. Nao pa-
rece, porm haver motivos para tanto enthusias-
ino, porque estes eram apenas em numero de
tres a quatro mil homens. que se trabara aventu-
rado para fora do seu terreno ordinario de ac-
;o, eque nao tinham organisaclo regular, nem
i coneso necessaria para se ba'.er ventajosa-
mente fora do Suldo com torcas inimiga3 regu-
lares.
O proprio Daily News julga que os derviches,
mesrao independen'.emente da habidade e da
energa dos inglezes, podiatn fcilmente ser
vencidos pelas tropas egypcias. Os factos pare-
cem dar razio quelle jornal, pois que no dia
seguinte ao do combate de Toski, desapparece-
ram na maior disperso "s te niveis invasores,
contra 03 quaes se linha julgado necessario mo
bilisar batalhes de Malta e deChypre.
Sir Samuel Baker, que foi o antecessor do ge-
neral Gordon, no governo deKartura,"n'uma car-
ta dirigida ao Times, dizque iodispensavel no
Egypto a acquisicao de Berber e dcDongala, as
duas chaves do Suldao, porque alias as victorias
dos egypcios no pode/ao deixar de ter um ca-
rater provisorio.
- No alto Egypto, em consequencia das oes
simas colheitas.'ha grande caresta, tendo j al
gumas pessoas morrido de tome.
O governo do Khediva ordenou a remessa de
soccorros. Columnas votantes foram encarrega
das de abastecer d: viveres os habitantes do
alto Egypto.
%!>yiiiia
O rei Menelik de Choa oceupou, sem disparar
um tiro, toda a Abyssnia, excepeo de Tigre,
que so oceupar er Outubro, depois da sua co-
roaco como negus .
Zanzbar
O tribunal inglez a que foi submettido o ju|-
gamento da tomada do vapor Nuera pelo almi-
rante Freemantle na costa do Zanzbar, resolveu
que o navio devia ser restituido ao seu proprie-
tario. o Dr. Peters, representante da junta pro-
motora da expedicao allem destinada a procu-
rar Ernin Pacha.
O Naera j inha sido entregue provisoriamen-
te, e mediante concesso ao capito Wissmann,
representante d'aquella unta, at a deliberacao
do tribunal.
\oiicia* da Asia
india InKleza
O governo inglez das Indias est tomando pre-
cauces militares pr.ra as eventualidades que
possam occorrer. Acceita o concurso armadq^4e
lodos os principes feudatarios, e tem em projecto
a unifieaco dos exercitos das tres presidencias.
Vai ser construida urna fortaleza junto da Rod
jak, para defender o terminus da linha frrea da
fronteira, que atravessa o territorio de Amral.
O governador geral tambem projecta ernittir
um emprestimo em Londres, para activar a
construeco das novas linhas estratgicas neces-
sarias defesado vasto imperio anglo indio.
O mesmo imaginou o arrojado engenheiro que
apresentou o projecto do tnel no canalda Ma
cha, oceupa-se actualmente em concluir um pro-
jecto gigantesco, do qual faz parte o referido t-
nel. Trta-se nada menos do que estabelecer
ura caminho de ferro directo da Inglaterra In-
dia.
A nova linha. partindo de Losdres, atravessa-
ria o canal da Mancha, entroncando no coatinen-
te com as liabas francezas e hespanholas at Gi-
braltar.
All, urna especie de jangada enorme tomara
o comboio, e transportal o hia costa de Marro-
eos, d'onde partira urna linha pelo iittoral at
ao Egypto, golplio Prsico, e deste ponto at
Kurrakie, centro das linhas de caminho de ferro,
que os inglezes tecra as suas possesses da In-
dia.
E' ura verdadeiro prodigio de phantasia.
\olidas da America
Hait
O cnsul do Haiti annunciaque o general Hip-
polite atacou Port de Itince, mus foi repellido e
retirou-se para .--aint Marc
^ i ras-a mi a
Fallcceu o coronel Evaristo Carazo, presidente
da repblica de Nicaragua.
IMiidos I nido
O estado de Dokata, ltimamente um dos Es-
tados-Unidos da America, forraulou a sua con-
stituico, es'abelecendo urna s assembla legis.
lativa. Era todos os outros estados da unio ha
uaia so cmara dos deputados e um senado.
No seculo passado, quando se constituioa
grande confederaco, foi este assumpto de urna
ox duas assemblas mui|p discutido, .JeifV**^
quera urna s cmara ; Washington, malo con-
servador, quena duas. Atinal prevaleceu o se-
gundo alvitre, que at hoje linha feito lei.
A cidade de Spokanefalls, no territorio de
Washington, ardeu. Acham-3e destruidos os
principaes edifleios. As perdas sao avahadas em
15 milhes de dollars.
A comraisso dos negocios estrangeiros do
congresso dos Estados-UniJos formulou um hill,
em que se estabeleee que sejam elevadas a cm-
baixadas as legares da grande confederaco era
S. Pelersburgo, Pars, Londres o Berln).
Os jornae3 americanos derum noticia de
que o governo dos Estados-Unidos formara um
tratado com o Japo, e que ao mesrao tempo a
Allemanha celebrara outro assentando ambo;
as mesmas bases, que sao: direito de residen-
cia dos subditos dos Estados-Unidos e da Alle-
manha em lodo o territorio do imperio do Japo
e renuncia da jurisdieco consular. Consta agora
que a Inglaterra est negociando era Tonkra um
tratado iialogo para nao licar em peores condi-
ces do que os Estados-Unidos e a Allemanha
n'um mercado, que de todo o oriente, o mais
franco aos productos das industrias.
A marinha dos Estados-Unidos aprisionou
um navio inglez que eslava pescando no mar de
Behring.
O acontecimento produzio grande commoco
no Canad. Est elle ligado a urna importante
questo internacional.
Na sua ultima sesso o congre3so dos Estados
Unidos votou urna moco, que foi depois confir-
mada n'uma proclamacao do presidente Hampn,
que aflirraa o direito exclusivo daquella confede-
raco sobre melade do mar pe Behring, e o di-
reito da Bussia sobre a outra metade, em conse-
quencia de um tratado lirmado f>elo czar, que
cedeu a Alaska America era 1867.
Logo que os Estados-Unidos revelaran) a in-
tengo de tornar effectivo aquello direito exclu-
sivo, levantaram-se protestos no Canad e na
Columbia, que at agora tinham sempre colhido
grandes provento3 das pescarias aaqellas para-
gens.
Fallou-se por essa occaso em que a Am rica
ia mandar navios de guerra para o referido mar.
alim de prohibir pesca aos estrangeiros, etara-
bem se disse que a Inglaterra ia mandar seguir
para all navios de sua esquadra para proteger
os seus naturacs.
Nao se ehegou a essas circumstancias extre-
mas e por algum tempo nao se fallou no caso.
Agora, porm, a questo revive, com o apri-
sonamento do navio inglez.
Parece que contestavel a legilimidade do
procedimento dos Estados-Unidos. O seu direito
s Ihe d dominio e exclusivo n'uma zona mar-
tima de tres milhas contadas da costa do Alaska,
e o navio inglez foi aprisionado distancia de
trinta c seis milhas.
Um telegramma de Nova-York d conta de
que o Sr. Blainc, era resposta s reclamaces
inglezas, declarou que a America nao tirilla feito
mais do que appltcar os regulamentos em vigor.
Segundo o mesmo telegramma, o secretario
adjunto do thesouro disseque 6 absurda a idea
que se attribuio aos Estados-Unidos, d conce-
der urna indemnlsagao; porque o actual governo
nao est disposto a perder o seu lempo em bnn-
cadeirjs de criangas.
Xoticias do sul do imperio
O paquete nacional Para, entrado hontera do
sul, trouxe as seguintes noticias:
Untto-GroNMO
Escreverara ao Jornal do Commercio da corte
em 6 de Agosto :
A comraisso da lioha telegraphica de Ube-
raba a Cuyab, de que chefe o tenente-coronel
graduado Francisco Raymundo Ewerlor. Qualros
e a forea comraandada pelo capito Francisco
Flix de Araujo continuara no arduo, mus til
trabadlo de abertura da picada e collocagodo
lio.
Um destacamento de 30 pragas. sobo com-
mando do 1 tenente Jos Joaquim do Reg Bar-
ros, vai colloc.indo os bragos nos postes, os iso-
ladores e esteodendo o Bo; tendo ha dias come-
gado este servigo, j se acha cerca do lugar de-
nominado Cag; de presumir que por todo o
raez vindouro baja quasi W leguas em estado de
funecionar o telegrapho, Meando urna estago era
Uberaba, urna era Santa Mara, urna na cidade
de Monte-Alegre c outra em Santa Rita do Par
nabyba.
torga da vanguarda sob o commando do
capito Francisco Flix est acampada junto do
corrego.iPassa-Tres, e abrindo a picada na ma-
ta da margem esquerda do Rio Paranahyba, que
divide Minas-Geraes de Goyaz : em Setembro es-
tar a comraisso em territorio goyano.
A torga que retirou-se do Paraoapanema vem
marchando sob o commando do alferes Alfredo
Leo da Silva Pedra, para reunir-se da van-
guarda.
Trabalham no levantamento da planta da es-
trada, na direcgo do pique balisameuto, os aju-
dantes da commisso, raajor Antonio Ernesto
Gomes Caroeiro e f tenente Benedicto Grae-
cho Pinto da Gama, que tarabum fiscalisou a
collocago dos postes e rorapiraento da larga
picada, qqe urna verdadeira estrada Romana.
A media dos trabalhos da picada tem sido,
em mata virgera, de 20) metros em serrado alto,
400 metros em serrado baixo, 603 metrose dous
kilmetros em campo.
O asseiitamento dos postes tem regulado
urna media de 30 por dia na extenso de 3 kilo-
metros mais ou menos.
Nos ultimo das de Julho o therraometro
baixou consideravelmente. tendo marcado no
mximo 7 e 8 graos centgrados, de 1 de Agosto
at 8 oscillou entre 12 e 13 cent., na noule de 9
para 10 depois de um forte vento soprado de N.
E. baixou a temperatura a 7 1/2 graos cent.
O estado sanitario de toda a torga e satis-
factorio.
O chefe da commisso, seguindo o caminho
do seu antecessor o coronel Cunta Mattos, tem
desenvolvido muita actividade e revelado gran-
de lino administrativo no desempenlio de seu
alto e espinhoso cargo, j distribuindo o servigo
convenientemente, j atiendendo a todas as ne-
cessidades com a maior solude.
' Esperamos, pois, ver em breve tempo as ci-
dades de Goyaz e Cuyab ligadas corte do Im-
perio pelo telegraoho, satisfazendo-se assim
suas justas aspirages.
Aos ofliciaes da comraisso ti :a a glora,
que ser a melhor recompensa dos ingentes es-
lorgos que empregam no afanoso trabalho dessa
linha .
Rio-Cirando do Sul
Datas at 11 de Agosto :
Sob aepigraphe DupU) assassinalo tiramos
o seguinte do Diario do Rio GraivU- de 9 :
Hontem de manila foi a cidade sorprendida
cora a noticia de urna verdadeira tragedia, oc-
corrida poucas horas antes.
Appareeoram assassinados era sua propria
casa o subdito portuguez, amigo morador desta
cidade, Manoel Jos Correia de Si, vulgarmente
conhecido pela antonomasia de Manoel Sujo, e a
mullier de cor que com elle vivia.
A morte dera-se por meio de estrangulago,
e esla tora levada a elTeito com urnas cordas li
as, de tres ou quatro palmos de comprido, no
mximo, tendo nos as ponas.
Para que o lago corresse mais fcilmente,
toram impregnadas de urna substancia gordu-
renta, oleosa.
O crimefoi praticado pelos individuos Pedro
Urquia e Antonio Ribarella, ambos hespanhes.
Pedro Urquia o mesmo que ltimamente
tivera a seu cargo o restaurante eslabelecido em
terreno da eskcao da estrada de ferro desta ci-
dade a Bag, e o ultimo foi cstabelecido cora ca-
sa de negocio de seceos ft molhados a varejo na
ra Vinle de Pevereiro, esquina da do Mrquez
de Caxias, onde est hoje o Sr. Antonio Jos Pe-
re ira Porto.
Ha motivos para crr que a companheira de
Correia de S nao fosse estranha ao crime de
que atinal veio ser urna das victimas.
Manoel Jos Correia de S era homem sobre
modo cauteltoso. O quarto em que dormia es-
lava hermticamente fechado, trancado por den-
tro, como se receiasse ser v)Ctima de qualquer
sorpreza.
Ora, as portas nlo apresentam nenhura in-
dicio de arrombamento, o que faz suppor, cora
fundamento que fra o proprio Correia de S
quem abrir.
E' claro que elle s poa {abrir conhecendo
a voz que o charaava, e esla nao podia ser outra
senc a da mulher que com elle vivia.
Diz-se que H>lena, a amante de Manoel Su
jo, entrenaba relages amorosas com Ribarella.
Cr'-se por isso, e pelas circumstancias de que
cima nos oceuparaos, que (Helena combinasse
cora os assassinos dar-Ibes entrada cm casa, sup-
posigo tanto raais verosmil quanto urna menor
que vivia em casa e fra creada por Correia de
S, ficara essa noile fra sob pretexto de tomar
parte em um velorio.
Ha mais a notar que nao ha nenhuoi signal
de arrombamento, o que mais corrobora a sup-
posigo de que os assassinos tiverara entrada li-
vre na casa, que s llies poda ser facultada por
Helena.
O corpo de Manoel Sujo apparecera esten-
dido prximo porta do quarto. Calcula-se que
ouvindo a voz de sua amante, abrir a porta do
3uarto, e nessa occaso fra acommettido pelos
ous celerados, que langando-lhe o lago ao pes-
cogo, o intimaran) a dizeronde tinha o dinheiro.
Manoel era em extremo avarenio e por isso
negou-se a satisfazer os bandidos, o que fez
com que estes fossem apenando o lago al es-
trangulis.
Helena, que nao contava talvez com seme-
Ihante desfecho, que tinha apenas combinado no
roubo, nao na morte do amante, oppoz-se, gri
tou, c os assassinos, para evitar o alarme e cn-
sequ'mte comprometimiento, virara-se na neces
sidade de tambem cslrangulal-a.
Helena, porm, mais possante que o aman-
te, conseguio fazer ouvir os seus gritos ou os
seus gemidos pelos visnhos, que sahindo ra
bateram porta, sem que alguem Ihes respon-
desse.
A esse tempo j os assassinos tratavam de
evadirse pelo telhado; vendo, porm, a policia
na ra, trataram de procurar evaso por outra
parte.
A quadra eslava j cercada, gracas s pro-
videncias tomadas pelo delegado de polica, de
mam-ira que quando os assassinos tratavam de
escapar-se por um cortijo da praga Tamandar
foram presos pela referida polica "particular.
Tudo isso occorreu de madrugada.
Os presos foram recolhidos cadeia e de
raanh maadou a autoridade arrombar as portas,
deparando entilo cora os dous cadveres. O de
Manoel, como j dissemos, estava prximo
porta do quarto onde pernoitava.
_ Estava completamente n e aprsenla va in-
dicios da corda com que fram estrangulado.
O da preta Helena eslava pouco adiante,
nara o lado da porta que d entrada para o cor-
redor.
Tinha ainda a corda presa ao pescogo ; es-
ta, fra porm de tal modo aperlada, que nao foi
descoberta a primeira vista, to entumecido es-
tava o pescogo, o que faz crer que a sua resis-
tencia demandara muito mais torga da parte dos
assassinos para dar Ihe a morte.
Havia na casa pronunciado cheiro de ether,
sem duvida empregado pelos assaltantes para
evitar o alarme da victima.
Em nenhum dos movis havia signal de ar-
rombamento. Os assassinos nao tiveram tempo
de proceder a urna rigorosa busca, e mesmo que
tivessem, ser-lnes ia diflicil encontrar valores,
de tal forma estava elles oceultos.
Apenas faltou o annel do valor de 2:000000
mais ou menos, que Manoel Sujo trazia sempre
em um dos dedos
Na revista a que procedeu a policia foram
encontradas algumas joias em poder de um dos
presos, as quaes supp se pertengam victima,
pois em casa desta encoutraram-se caixas de
joias vazias.
Os Srs. Dr. juiz municipal e vice-consul por-
tuguez procederam a busca rigorosa na casa,
tendo apenas encontrado tres conlos o tanto em
dinheiro. sendo no falso de um movel 2:000*
era cdula de lOO, e o resto em pequeas quan-
tias dispersas, e moedas de ouro de varias es-
pecies, inclusive antigos dobres.
Havia um pequeo cofre na casa; este, po-
rm, contnha papis sera importancia, um tes-
tamento e dous rolos de cobre de 1* cada um.
Correia de S, por suggestes de sua ama-
sia comprara ha annos esse cofre a um indivi-
duo cora quem esla mantinha relages amoro-
sas. Fra-ihe offerecido pela insignificante quan-
lia de 304 : o vendedor, porem, de combinago
com Helena, apenas entregara urna chave, h-
cando com outra, oque habiiitou aquella a sub-
trahir pouco depois do cofre a quantia de......
7:000*000.
Esse facto fez com que Manoel perdesse a
contianga no cofre e tratasse desde entSo de
guardar o dinheiro cm diversos pontos, mas ob-1
servando ura tal processo de precauges, que
dillicilmente seria descoberte.
A chave do urna gaveta era guardada em
outra gaveta, a desta cm outra, e assim succes-
svamente, de modo a tornar um perfeito de-
dalo.
. Alm dos tres contos e tanlo em dinheiro,
foram encontrados: urna pequea caixa cheia
de brilhantes, que, se todos forera verdadeiros,
importaro era muitas dezenas de contos de
ris ; urna outra caixa cheia de joias. de amigo
uso, mas representando grande valor intrnse-
co: diversos titulos de diriua no valor de mu
tos contos de res.
Mullos desses titulos sao de data muito re-
cente, na maior parte posterior a 20 de Julho
ultimo.
Foram encontrados tambera dous testamen-
tos, um de 1817 e outro de 1850 dos quaes aAo
exisle nenhum dos testamentemos. Um destes
era o finado Domingos Mjreira de Paiva.
?lo ultimo deses testamentos institua sua
mi, se anda fosse viva, sua herdeira univer-
sal.
Foi tambera encontrado ura pequeo retrato
em vidro, do qual penda um pequeo papel
com as armas portuguezas e os seguintes dize-
res : Cidado Manoel Jos Correia de S as-
ceu a 29 de Dezembro d" 1813. Filho legitimo
de Mara Jacintha da Fonseca e Jos Antonio
Correia de Sa. fallecido em Porto Alegre, com
60 annos de idade. Trei este retrato em 30 de
Outubro de 18*6.
Pelos valores encontrados, dinheiro, joias.
titulos de dividas e casas qa: possue. calcula-
se que Manoel Jos Correia de S dexou urna
fortuna de 150:00)3, mais ou menos.
E no entanto inorava era urna casa srdida,
como a mais srdida que se po le imaginar.
Seu corpo, bem como o da preta Helena,
toram hontera larde dados sepultura.
O enterro do primeiro foi mandado fazer
por ordem do consulado portuguez.
Ha descoriliang* que estejain ainda oceul-
tos outros valores, o que s se poder verificar
com mais demora.
Refere o mesmo jornal na mesma data :
Escrevem-nos da estago de Piratiny :
Hontem, i do corrente, das G para as 7 ho-
ras da noi t ehegou casa de negocio do Sr.
Antoaio Jos Chaves, prximo do" Chasqueiro,
ura viandante e depois de ser satisfeito no que
pedio para comer relirou-se para fora da casa
e foi dcitar-se nos arreios,
Como costume na Campanha, os viandan-
tes levantara acampamento de madrugada e se-
guem viagem. Por isso o Sr. Chaves lvantou-se
cedo e fechando a casa foi procurar o individuo
alim de receber a importancia da despeza que
tinha feito.
Este, porem, em vez de pagar, puxou da
faca que trazia ecravou-a diversas vezes no Sr.
haves, que mortalinente ferido pode ainda che
gar at sua casa, onde gritou para a familia
que fechasse a porta, alim de qua o assassino
que o persegua nao pudesse tambem sevar em
outras pessoas os seus instlnctos de fra.
O bandido ouvindo a reexnmendagio da
viclna, desfeehou llio anda u:u tiro de instla,
que nlo acertou.
O Sr. Chaves foi cihir nos bragos de sua
esposa fallecendo no mesmo instante.
A pobre viuva tica rodeada de lillios c creio
que com poucos recursos.
O assassino fugio, porem dias depois foi pre-
so por um cairoceiro e dous pees quanlo len-
tava atravessar o Piratiny.
F.n Pelotas no dia 9 deu se o seguinte
facto*
Feliciano Pitta Pinheiro. marinheiro empre-
gado a bordo do liiate Amazonas, ancorado no
porto, tivera com Joaquim Lopes Pinho, tambem
marinheiro e actualmente ao servigo do pairo do
hiate Kicul, urna altercago sem consequencias
de momento ; porm, na manila de 9, Pinho en-
eontrando-se com Feliciano o aggredio armado
de macha lo e. se nao o assassinou, foi devido a
intervengo de algumas pessoas que o desar-
maran!.
Vcndo-se sem o machado, Pinho lancou mo
de urna faca que trazia oceulta e com ella fez
sete ferimentos graves no seu contendor, fu-
gindo em seguida para bordo do Rioal, onde foi
preso.
Era Bag, o preto Anastacio Netto, torga
de pancadas, matou um seu ulilliado, menor de
14 annos.
ma ( alliarina
Datas at 13 de Agosto :
Rendimentos no raez passado :
Da Alfandega
Consumo provincial
Mesa de rendas geraes de S. Fran
cisco
Consumo provincial
49:9815893
7:180i3l9
6:22.')S976
I:o90783
iii:978971
aran
Dalas at 13 de Agosto :
Nada referem as folhas digno de njta.
f*. Paulo
Datas at 19 de Agosto :
No dia 9 foi barbaramento assassnado, no
kilmetro i da linha de Pegos, quando vcltava
de Pirapora para sua casa, Jos Dias de Souza,
morador na es:agio do Engenheiro Mendes.
De dentro do mato o assassino desfeehou dous
tiros e apparecendo em seguida vibrou repetidos
golpes de facao sobre a cabega da victima.
Na noite de 4 para o houve forte geada na
cidade e no municipio de Tatuhy.
A' cerca do despejo dos pretos da Fazenda
Velha, de que demos noticia, escreveram o se
guinle no Coireio Paulistano.
A torga vinda de S. Paulo para despejar os
pretos da Fazenda Velha, fez essa diligencia
queimando paies de milho e mais cereaes, dei-
xando aquelles iofelizes no maior estado de pe-
nuria.
Consta aqui que logo ao chegar ao lugar foi
matando um casal de pretos e baleando muitos,
que mais tarde foram encontrados morios. Enire
as victimas contara-se duas criancinhas quei-
madas no.paioi de milho.
- Urna praga da diligencia disse publicamente
em Tatuhy, que vio um preto que corra abai-
xado pelo matto, e deu-lhe um tiro to certeiro
na virilha, que naturalmente foi elle encontrar a
morte a poucos passos de distancia.
Calculam-se, em 6 a 8 os morios inclusive
as criangas. -
Em S. Luiz do Parahytinga contioa la-
vrando com impetuosidade e fazndo grande nu-
mero de victimas a epidemia da varila.
Apezar de todos os esforgos das autoridades e
de varios cidados bemfazjos, o mal vai recru-
descendo de modo assustador, tornando deserta
a cidade e completamente paralysado todo o
commercio.
O presidente da cmara municipal de Cam-
pias, Sr. Jos Paulido Nogueira, apresentou o
reiatorio e conta das despezas feitas com a epi-
demia.
O total das despezas foi de 122.041 -boO
Donativos e auxilios do governo 86:3145560
Houve, portanto. um dficit de 37:4493270
As contas das pharmacias impor-
taram em 32:520710
As de enterramento em 10:0355000
Foram publicados na corte estes telegrara-
mas :
S. Paulo, 15 de Agosto :
De volta para a capital, na estago da Resaca,
recebeu o Dr. chefe de policia um telegramma
do subdelegado de S. Jos, coniraunicando que
na vespera familias reunidas no hotel Brazil es-
tavam amedrentadas receiando que suas casas
fossem assaltadas, e por isso o mandaram cha-
mar.
Tranquillisou-as, assim como a outras reuni-
das em ca3a de Pereira da Silva ; impedio no
quartel toda a torca ahi destacada e, em cora-
panhia do tenente da cavallaria, fez em pessoa o
policiaraento da villa.
Nada ouve.
Mostrndose os republicanos receiosos, prin-
cipalmente do carcereiro, teve este ordem do
chefe de policia para nao sabir do edificio da
cadeia.
m S Jos ha agora perfeita tranquilidade.
15 de Agosto :
Hoje. s 2 horas da tarde, por convite do Conde
do Pinhil, reunirara-se em casa deste o Mrquez
de Tres Rios, Bares de Piracicaba, Tatuhy e
Araraqura, Srs. Almeida Prado, Joo de Mello
Oliveira, Carlos Teixeira de Carvalho e Dr. Ber-
rini, e resolvern) fundar um banco com o ca-
pital de 10 mil contos, e requerer o direito de
emiB3o na Jconformidade da nova lei e seu re-
gulamento ; resolvern) tambem proceder im-
mediatamente ao trabalho da organisaglo do
mesmo banco, do qual ficouencarregado o Conde
do Pinhal.
O Banco lera a sua sede oesta capital, e fliaes
em Campias, Santos, Rio Claro, Piracicaba,
S. Carlos etc. Comeca amanb a subscripgo de
aeges.
Rio de Janeiro
Datas al 20 de Agosto :
S. M. o Imperador lizera urna excurso. de
cujo regresso deu o Jornal do Commercio de 19 a
seguinte resenta:
O encouragado Riachuelo, capitanea da es-
quadra que parti para a Ilha Grande no dia 14,
sanio d'all hoatem, s 7 horas da manh, tra-
zendo a seu bordo 8. M. o Imperador, acompa-
nliado do principe D. Pedro e dos Srs. ministre
da marinha, Mrquez de Tamandar e Condes de
Aljezur e de Motla Maia, chegando entrada da
barra 1 hora da larde.
Salvarara ento a fortaleza de Villegaigno*
e os navios de guerra.
S. M. o Imperador passou do Riachuelo para
a galeota a remos, na qual tambem vieram para
trra o principe D. Pedro, a comitiva imperial,
o chefe de divisao Piquel e a ollicialidade >!
Riachuelo, e ehegou s 2 horas ao arsenal de
marinha, onde o esperavain S. M. a Iaiperatriz c
S. A. a Princeza Imperial.
Achavam se tambem all os Srs. ministros
da justiga, da guerra, de estrangeiros e do im-
perio, inspector do arsenal e seus ajudantes,
vice-almirante Elisiario Barbosa presidente da
provincia do Rio de Janeiro e seu oflicial de ga-
binete, Dr. chefe de policia e 3." delegado Dr.
Canj, Conde e Conde'ssa de Carapebs. Con-
dessa da Estrella, Baroneza de Loreto, Viscon-
dessa de Fonseca Costa, Baroneza de Muritiba,
Viscondes de Beaurepaire Roban e de Saboia,
conselheiros Bandeira de Mello e Lima e Silva,
Bario de Maia Monteiro, efcefe de divisan Ignacio
da Fonseca, capillo de mar e guerra Marques
Guimares, capito de fragata Eliezer Tavarcs e
outras pessoas gradas.
'alli dirigio-se a Familijl Imperial para o
pago da cidade, onde pernoitou.
Na noile de anle-hontem S, M. o Imperador
a-sistio, a bordo Ao'Riachuelo, a urna reunio de
olliciaes, em que estes recitaram diversas poe-
sas.
O resto da esquadra ficou na ilha Grande
para fazer exercicios.
Quando o machuelo passou por diantc da praia
Vermelha, salvou alli urna batera de canhes
Krupp, guarnecida por alumnos da Escola Militar,
sob o commando do instructor, o major Salles, e
dircita da qual estavam o general Clarindo de
Queiroz e os olliciaes empregados na adrainis-
liago da Escola.
Concedeuse o crdito de 10.0005, que o
presidente da provincia das Alagas solicitou,
em telegramma de 13 do corrente raez,,afira de
occorrer ao pagamento das despezas feitas e por
fazer com o tratameato de indigentes accom-
metiidos de varila em diverso3 pontos da pro-
vincia.
Lemos no Jornal do Commercio :
Por aviso de 7 do corrente deram se por ap-
provadas as redueges propostas pelo competen-
te engenheiro chefe as tarifas em vigor no pro-
longaraento da estrada de ferro da Babia S.
Francisco, para transporte de cereaes e de pas-
sageiros. Foram propostas as redaeces era
execugo do aviso de 6 de Maio deste anno.
O nrolongamento da estrada de ferro da Ba-
ha s>. Francisco de propriedade do Estado.
Parece, pois, conveniente inquirir se o frete dos
productos de exportago, bem como o das mer-
caduras de importaco, est alli reduzido ao m-
nimum que as circumstancias permitan) estabe-
lecer. Estradas, como aquella, langada em gran-
de parte ao travz de territorios incultos, e de
outros de cultura rudimentaria e mu pouco des-
envolvida, ho de ser favorecidas por tarifas
suavissimas ou por longos annos sero condera-
nadas a ver estagnaay a sua pauprrima re-
ceita.
Nem o Estado deye"olhar aos sacrificios que
por algum tempo tero de supportar pelo abaixu-
niento das ta'ifas. S por este meio ser possi-
vel attrahir bragos c capitaes para feriis zonas
incultas. A dureza das tarifas, nao sendo para
incitar nenhuma iniciativa, ter elleitos de todo
o ponto negativos para a prosperidad^ linancei-
ra'de estradas construidas em taes condiges.
No tem a experiencia sobejamenle demonstra-
do entre nos. us zonas de influencia de algu- .
mas das nossas linhas, a produeco agora a
mesma qae tinliamos antes da va terrea. Tari-
fas system.iticimente brandas podem com o tem-
po transformar este estado de cousas.
Espirito Santo
Datas al 15 de Agosto :
A proposito do crirne occorrido no distrcto
do Limoeiro, de que demos noticia, encontramos
mais os seguintes esclarecimentos nos jornaes
da capital:
Bazilioa victima do crimepartir no dia
25 do passado da casa paterna para o Alto-
Guandii, conduzindo uns cargueiros e ao passar
em frente casa de Francisco Pereira dos San-
tos, o assassino, foi provocado por ura emprega-
do e um filho de Pereira, dizem que a mandado
deste. Bepellindo Bazilio os aggressores, avis-
tou o Pereira de dentro de sua casa e cha'ou-o;
e, acuaindo Bazilio ao chamado, ao chegar a
urna porteira colloeada no terreiro fr"nte da
residencia de Pereira, este desfechou-lhe um ti-
ro de espingarda no pcito. ao lado esquerdo, o
qual prostouo imraediatatnente morto.
Consta que questes insignificantes toram
causa deste brbaro crime.
Pereira refugiou-se para o matto com sua
familia, indo depois sahir no Alto-Guandti.'onde
actualmente se acham homisiados.
Lemos na Provincia do Espirito Santo de
10:
O casco do vapor Marta Pa, devorado pelo
fogo na noite de 31 de Janeiro, foi comprado
pelo Sr. Emilio Stein s compaohias de seguros,
por400.
0 Sr. Stein. que ura hbil engenheiro me-
cuanico, est promovendo raeios para retirar o
casco do lamaral onde est encalhado para la-
zel-o transportar para o Itapemirira.
De Janeiro a Margo enlraram na capital
1,696 retirantes cearenses, aos quaes a inspecto-
ra de trras de colonisago forneceu hospeda-
gem, roupas e soccorros mdicos.
Desses 1,696 foram transportados aos diversos
ncleos coloniaes da provincia 972.
A Alfandega da capital rendeu no mez pas-
sado a quantia de 22:5595249.
Babia
Datas at 21 de Agosto :
O Diario de Noticias de 20 d esta noticia :
O cruzador Candor que sahira no dia 8 em
cruzeiro pela costa do sul at aos Abrollios, en-
controu encalhada no baixo de fora de (tapaba
e jcom agua aberta, a Darcaingleza Damphaile
Castle, que viajava para Marab.
O capito da barca pedio soccorro, que foi
prestado pelo Sr. 1 tenente Fontes commandan-
te do Carador, o qual conseguio rebocar a Dum~
phaile Cille al praia de Jco Branco, enca-
Ibando-a em lugar que pode salvar o carrega-
raento.
O navio consideri se inutilsado, pois tem a
quilha e cavernas partidas, e conserva no poro
um metro de agua.
O Sr. comawndante do Carador, depois de
prestar o soccorro que Ihe foi" pedido, seguio
sua commisso.
O Carador fundeou honlem noite neste
porto.
Fallecer a 20 I). Joanna Barbosa Botelho
de Andrade, esposa do Dr. Ernesto Botelho de
Andrade, juiz de direito de Santo Antonio da
Barra, e a 21, de nephrife, l>. Maria Constanga
Pinto da Silva, filha do conselheiro Cincinato
Pinto da Silva.
Nergipc
Datas at 18 de'Agosto :
Fallecer a 12 D. Emiliana Diniz Dantas Cal-
va o, viuva do Dr. Raymundo Vallois Galvo.
Alairoa*
Datas at 26 de Agosto :
Fallecer a 24, de varila, no Pontal, o ciia-
do Jos Joaquim do Bomfira.
f!
i
PAO D'ALHO, 27 de Agosto de 1889.
Um. Sr. Redactor-Esta lecalidade tem nestes
ltimos dias sido tbeatro de scenas altamente
vergonhosas e degradantes.
O partido liberal para romper e abafar a indi-
gnago causada pela apreseotaco de urna can-
didatura repellida polo eleitorado e no intuito
de ganhar a eleico do 3o districto, tera envida-
do todos os esforco?, tem posto em pratica todos
os meios, desde o suborno at a ameaga.
Nada ha escapado e na faina de arrazar a von
tade manifesta do brioso eleitorado d'esta sec
r



Diario de PernambucoQuarta-feira 28 de Ag-osto de 1889

i
JMY~
-
,

l
gao, pretenden) os rabos eleitoraes do Sr. Arrai-
itio Marilnno ioulilisar o resultado da votago.
E' publico e notorio aqui a inlengo de ser
perturbada a eleico de modo a ser falseado o
vertdictum do 3" "dislricto.
Mas os nossos amigos esto dispostos a tudo ;
-^lles, cuja alma se emociona pelas nobres
ideas e cujo eorago palpita ;>elo progresso do
paz, nao ge arreeeiarn perante os boatos que
correm e esto dispostos a ludo envidar alim de
M opnorem ao que os liberaes arministas quei-
ram fazer.
Lamentamos esse estado de cousas*; seriamen-
te desastroso e tanto mais quanto a iucta ser
terrivel visto como o eleiiorado conservador re-
sistir aos ataques da capangada e defender,
em todos os terrenos, os direitos do legitimo re-
presentante d'este districto, o Exra. Sr. Dr. Fe-
lippe de Figueirdu Faria, cujo carcter illibado
serve-nos sempre de garanta.
Os Exms. Srs. presidente e chefe de polica
deven) quanto antes e alim de evitar sceoas des
agradaveis, por em pratica medidas enrgicas,
chamando ao cumprimento do dever aquelles
que d'elle quizerem aiTastar-se.
Themixtocles.
FISAStiS E COMERCIO
Em sua revista commercil e financeira de 1
de Agosto, diz o Jornal do Commercio de Lisboa,
que entre os acontecimeutos liuaneeiros que oc
correram durante a semana avultou a resoluto
tomada pelo banco da Inglaterra de elevar a taxa
dos desconios de 3%, que por muitos ahnos se
bavta mantido a 2 1/2 /.; resoluco adoptada
pela torga imperiosa das circunstancias por te
rem sido insufructiferas todas as deligenciase
evpediente empregados de fazer derivar, ou,
pelo menos, suster o tnovnueoto de translagao
de ouro, que ha dous rnezes se estatieleceu com
urna pertinaz permanencia operando violentas e
prematuras reducees uas reservas metlicas do
banco. i
O prematuro abaixamento da proporgo entre
a reserva e as responsabilidades do b.mco, que
de 41 1 2 0,0 no principio de Julho desceu a
'<" I 31 na ultima semana, relago esta de que
nao ha maioria, produzio grande sensago no
merca lo, mas uo.eompello o conseliio do banco
a elevar a tu xa desde lo^o a laxado descont,
pela ra::ao drste aguardar novos recursos para
fortalecer as suas reservase estabelecer o equi-
librio.
Essas entradas de ouro foram muito insignili
cantes nesta seaiana, pois apenas se limitaran)
a Ir. 151,616, ejoe neramdo Cabo d?i8oa-Espe-
rauoa, Kio da l'rata, Nova Zelandia e New-York,
de nfodoque taes eneaixes de ouro nao modifi-
caran) a siluaco. que alias se acha aggravada
n'uui peno.lo bastante agudo com as reitera
das requisicOee e iireessidados do banco de lies
panlia e dos pedidos por parle da Italia e Ameri-
ca do Sul.
Alm di'stis circunstancias, perleramente or
triaes. um entro movel incita as el*ortages do
precioso metal, que a situario especial em que
se acha o banco de Franca, que llie proporciona
meios de poder conservar um camino que favo-
rece a absorpgo do ouro pelo premio que elle
obteve, parecenJo que para tornar cada vez mais
embaraoosa esta critica siluaco do Banco da
Inglaterra os banqueiros franceses, prosegneai
n;i execogo de determinado plano linanceiro,
visto pertistirem lias vendas activas de valores
internacionaes nos diversos mercados, os qunes
sao, na maioria dos casos., liquidados com a di-
visa de Londres, o que. coincidiudo com a abun
dancia de papel que os visitantes Exposico
descontara, faz com que a praga de Paria conser-
ve a pusigo de credora, o que I he d inqueslio-
uaveis vantageas para as operages de arbi
trageos.
O excesso da reserva metallica do banco de
Franga, pois. foi as ultimas semanas de ris
.738:OJUUl)ii, ao passo que o desfalque na re-
rrrva dos bancos de Inglaterra se clevou a ....
l.85.9230tl e semelhante tacto se deu com os
oulrus bancos principalmente com os de N w
York, sendo por todas3estaa circutnstancias de
presumir que o banco da Inglaterra ter anda
de elevar a laxa do seu descont, do que resul-
tarlo consequencias que podem assuwir certa
gravi lade para o mercado inglez.
.'.amo wqiMORia dos tactos que ilelxamos
aponladus e como era de esperar, que o bauco
da Inglaterra elevoa na quinla-feira passada a
sua taxa a : tic-ando o prego do descomo no
mercado livre a :i \, com muita firmeza, pois
receia-se que na prxima semana o banco ponha
a sua laxa a :i I ao anuo em consequencia
dos progressivos retrimentos do in eatk.
Km Pars, pilo contrario, continua em extre-
mo a abundancia do numerario, devido a afilien -
cia sempre crescente dos visitantes expusuo :
e ah melnorou o canbio da divisa Londres, fi
ando o cheque a 23,18.
<> banco de Portugal, em eonsequencia da su
bida do juro em Inglaterra, alterou o seu cambio
para o papel a 90 das na proporgio da subida
deste juro, isto 6, passou de 53 1/2 a .":t 9/46
para as compras, e tambem raodilicou a favor da
praga o cambio los chiques sobre Londres que
tica a 53 7 M. quando era de 33 3/16.
Desta medida que se nos augura justa, tirar
vantagem em primeiro lugar o pequeo com-
mercio; e na praga de Lisboa houve na semana
linda baslantejprocura de.cnequos sobre Londres,
m consequencia de avultadas operagSes de en-
conlros para arbitragens ern fundos hespanhes ;
a procura do cheque sobre Paris tambem foi
tambem grande ; COtil-se de 5>2 a 33.
REVISTA DIARIi _
iNHm a JuryA' presidencia da pro-
vincia de Pernambuco foi expedido este aviso :
- Circular, -i' secgo. Rio de Janeiro, Mi-
niaterio dos Negocios da Jusliga, 13 de Agosto de
1**89.
- Illm. e Exm. Sr.-Recomraendo a V. Exc. as
necessarias providencias para que nos termos
d'essa provincia sejam convocadas cora toda a
regularidade as mmOm annuuesdojury, fixadas
noTdeerelo n. 4861 de 2 de Janeiro de 1872, dei-
xundo nicamente de haver tal convg^ago quan-
do nao existirein processos preparados para jui
gamento, era houver possibildadcde prepral-
os at aeffcctiva reunio dos jurados, como de-
termina o decreto n. 8212 de 6 de Agosto de
1881.
Deus guarde a V. Exc, Candido Lwz Marta
de olivara, Sr. presidente da proviucia de Per-
nambuco.
lnMlriirc cia loram exp'edtdas as seguintes instruoges para
-ervirem de guia commissilo incumbida das
obras do tdilicio da Faculdade de Direito :
' 4* secgo.Palacio de presidencia de Per-
nambuco, em26de Agostoj de-488'J.O conse-
iheiro presidente da provincia, attendendo a con-
veniencia de bem definir misso da commissao
nomeada em 19 do correte para administrar as
obras do edificio da Faculdade de Direito desla
cidade. resol ve determinar que se observe as
seguiotee Instrucges :
Art. 1." a commissao incumbe :
1. Dirigir a execugo das obras, conforme
o plano e ornamentos fornecidos pelo Ministerio
do Imperio.
% 2 Inspeccionar e fiscalisar por um dos- seus
membros as obras que se executarem
% 3." Enviar presidencia o orgamento do ma-
terial que fr requisitado pelo engenheiro en-
c.arrega'lo da coostruego.
| 4." Dar instrucges a este o ordenar a com
pra de material as condigoes do orgamento que
thes ser devolvido pela presideocio, depois de
convenientemente examinado.
| 5.- Chapear por si ou ordenar ao engenheiro
que por raeio de editaes, chame concurrentes
para o fornecimento do material exigido.
| 6." Abrir as propostas que ?e apresentarem,
escolliendoas queofferecerem mais vantagens ao
Estado e envial-as ao presidente da provincia
para realisar-seo contracto.
% 1 Irapor aos arrematantes e emprei'e ros
a3 raultas'.emque incorrerem, com recurso para o
presidente da provincia.
| 8." Processar e visar as eontas que forem
aDresentadas e deverem ser pagas |>ela Thesou-
raria de Fazenda.
i Dar ao engenheiro as precisas inttrucgoes
para a execugo dalobra.
Art. f Compete ao engenheiro.
% !. Executar todo o trabalho de que for en-
carragado pela commissao.
i- f 2. Escolber o pessoal que Ibe for subordi
oado
3 Expedir e fazer publicar todos os editaes
segundo as ordens que receber da commissao.
4 Ter sua guarda e vigilancia o material
destinado ao edificio.
% 5.* Solicitar daicoramissSo o material que tor
preciso para o regular andamento da obra.
| 6- Enviar ao presidente da provincia por
intermedio da commissao a folha de operarios,
empreiteiros e fonieccdores. (Assignado)M
Al ves de Araujo.
*ovo edlOcio da Faculdade de in-
reitoTendo no dia 18 do corrente sido assen-
tada a pedra inaugural do edificio, que deve
servir de sede da Faculdade de Direito desta
capital, damos agpra a actaofficial dessa solera-
nidada : .____,
Termo do assentamenlo da Pedra Fundamen-
tal do edificio da Faculdade de Direito do
Recife.
\os 19 das do raez de Agosto do anno do
naicimento de Nosso Senhor Jess Chrlsto de
1889, 68- da in lepeodencia e do Imperio do Hra-
zil, pelas 3 horas da tarde, no terreno situado
entre as ras Princeza Izabel, ao norte, Riachue-
lo, ao sul, Sete de Setembro a leste e Hospicio,
ao oeste, na freguezia do SS. Sacramento da
Boa-Vista, da cidade do Recife, capital da pro-
vincia de Pernambuco, presentes: S. A. R. o
Sr. marechal do exercito Conde d*Eu ; Exm. Sr.
conselheiro Manoel Alves de Araujo, presidente
da provincia; Exm.Sr. chefe de esquadra Baro
de Corumb; Exm. Rvm. Dr. Joronyrao Thora
da Silva, governador do bispado ; Exm. Sr. co-
ronel do corpo de engenheiros Jos de Cerquei-
ra Aguiar Lima, commandante interino das ar-
mas ; conselheiro Dr. Joo Silveira de Souza di-
rector da Faculdade de Direito ; lentes e profes-
sores; senador do imperio, Exm. Sr. conseihei
ro Luiz Feppe de Souza Leo ; ex-deputados
geraes; membros da Assembla Provincial:
presidente e vereadores da Cmara Municipal do
Recife ; Exm. Sr. conselheiro Quintino Jos de
Miranda, presidente do T ibunal da Relago;
desembarga do res e representantes da justiga pu-
blica ; Dr. Geroncio Dias de Arruda Falco, che-
fe de polica: autoridades civil e militares:
corpo consular: chefes de repartigoes publicas:
engenheiros civis e militares; redacefles de
jornaes: associagOes Commercial Agrcola, sci-
enticas, litterarias e beneficiles ; muis pes
Boas gradas : grande concurso de povo ; Tiara o
fim de colloctr-sc a Pedra Iitaugurar do
edificio destinado Faculdad* de Djreito do
Recife.
O Exra Rvm. Sr. governador do bispado, lan-
do por assMtente o Rvm. Sr. vigario da fregue-
zia e seu clero," benzeu-a solemnemente no altar
convenientemente paramentado para esse acto.
e-Sua Alteza Real, cm o Exm- Sr. conselheiro
presidente da provincia, conselheiro director"*
Faculdade e presidite da Cmara Municipal do
Recife. aoeotou-a no centro e base do ancerce
expressamente construido por baixo da entrada
principal do projectado edificio.
EstaPedra de marmore branco. perfeita-
mente polida de O,"60 de inrnprimento sobre
O.^VO de largura e 0,018 de espessura, contm
gravada a seguinle inscripgao :
Aos 19 dias de Agosto de 1889, 68" da Inde-
pendencia e do Imperio, presentes S. A- Real o
Conde d'Eu. Exm. conselheiro M. Alves de
Araujo. presidente da provincia, autoridades ci-
vis e militares e diversos convidados, foi assen
tada estaPedra Inaugural do edificio desti-
nado Faculdade de Direito do Recife .
Por baixo te-mesma pedra, em urna cavidade
rectangular de 0,-40 \ 0,-23 N O" 10 aberta em
nutra de canta-ia de 0,-70 N 0,-50 X 0,-20, foi
depositada urna caixa de zinco hermticamente
fechada, de dimenses correspondentes s da
cavidade, dentro da qual se collocou um perga
minlio original do presente Termo, os jornaes
do dia anterior, um <>xemplar do discurso im
presso e pronunciado pelo major ilo corpo de
engenheiros Gregorio Thaumaturgo de Azevedo
urna medalha de brome commemoraliva da le
de 13 de Maio de 1888 mandada cunhar pelo
Instituto Arclieologico e tieographic i Pernambu-
caoo e pelo mesmo oerecida, urna moeda de
ouro de l"-5. cunhaila era 1856. urna de prata de
23, de 1888, urna dita de 15. de 1878. urna dita
de 500 res, de 1863, urna dita de 200 rs. da
mesma data, urna dita de nickel de 200 rs. de
1888, urna dita de 100 rs. de 1889, urna dita de
50 rs de 1887. urna dita de bronze de 40 rs. de
1878, urna dita de 20 rs. de 1869 e urna dita de
|n rs. de igual dala, todas do reinado de Sua
Maceslade Imperador o Senhor I) Pedro II.
Para constar lavrou se o presente Termo em
livro especiai que ser archivado na bibliotheca
da Faculdade de Dir to. em que assignaram
Sua Alteza Real o Exm. Sr. conselheiro p.resi
dente da provinciae mais pessoas presentes.
E eu. Gregorio Thaumaturgo de Azevedo. ma-
jor do corpo de engenheiros. director da repar-
tigo de obras railita.es. por ordem do Exm.
Sr. conselheiro presidente da provincia, o liz
escrever e o subscrevo (Assignados)
Gastao de Orleans, Conde d'Eu.
M. Alves de Araujo.
Dr. Jeronymo Thoii- da Silva, governador do
bispado.
Dr. Joo Silveira de Souza.
Luiz Felippe de Souza Leo.
Dr. Galdino d'Assumpco e Santiago,
Viscondc de Tabatinga.
Desembargador D. A. Alves Ribeiro.
Jos M. Cartieiro da Cunha.
UlyssesM. i'ereira Ytanna.
Dr. Jos Hygino Duarte Pereira.
Francisco Apoligorio Leal.
An'onio Gomes Pereira Jnior,
Joo B-lU. Cavalcanti.
tnnhernario- Fazem boje II annos que
foi sagrado bispo da diocese de Olinda o Exm.
e Rvdin. Sr. D. Jos Pereira da Silva Barros.
Fa'Jlerimenio No Porto inou-se no dia
8 do corrente o Sr. Jos Caetano de Carvalho.
que de 1846 a 1865 \iveu entre nos associado
pharmacia Bartholomeu 4: C. tendo se retirado
para Portugal onde nascera, n'aquellc ultimo
anno.
O linadoera muito conhecido nesta provincia,
onde por seu trabalho incessante adquiri fortu-
na, e sempre foi apreciado por suas maneiras
distinctas.
Disto damos testemunho, porque com elle
raantivcmos amistosas relages, e assira podemos
apreciar-lhe as boas qualidades pessoaes que o
distingulram.
Deixou testamento cerrado com data de 7 de
Setembro de 1887, e nelle se. contera copiosos e
importantes legados prenles, amigos, estabe-
lecimentos de catidade, bem como donativos
para creago de escolas e creches e subsidios
ecclesiasticos no ruino de Portugal e nesta pro-
vincia.
Os legados relativos a esta ultima parte, da-
mol-os em seguida ao conhecimento publico.
Os legados para serem cumpridos n cidade
do Recife, sio os seguintes:
A seus irmaos I). Maria do Espirito Santo Car-
valho e Antonio Caetano de Carvalho. o usofruc-
to vitalicio dos sete arraazens da praga do Mr-
quez ilo Herval a a casa terrea na ra da Con-
cordia. A nropriedade, em partes iguaes, pas-
sar ao Hospital Portuguez, em Pernambuco e
Santa Casa da Misericordia da mesma cidade,
com a obrgago de duas raissas annuaes, que
devem ser assim annunciadas n'um jornal da
loe I i dad e :
No dia.. a... horas, resa-se urna missa
por alma do fallecido, nosso socio Jos Caetano
de Carvalho c sua familia, na capella ou greja
'rediraento dos predios mencionados para
ser applicado ao tratamento dos enfermos po-
Le"a-lhes mais o usofructo vitalic'n da casa
do largo do Tergo, e a propriedade s ilhas que
existirem de Luiz LerJpoldo dos Guimares Pei-
xoto e D. Malina, j fallecida, ou descendentes
legtimos deltas. .
\ -ua alilhada Mana Elisa. Iilha dos ditos Luiz
Leopoldo c Idalina, duas moradas de casas no
largo da Detenc&o, e s tilhas dos mesmos, de
noraes Emilia, Antonia e Julia, a cada urna del-
la, urna casa na ra do Pocinho.
Ao referido Luiz Leopoldo deixa o usofruefo
vitalizo da casa sobradada da ra do Pocinho,
e a propriedade as Binas leste que existirem.
A D. Carolina de Souza Areias. viuva, urna
casa na ra do Pocinho.
A D. Francelina de Souza Araujo, a D. Anto-
nia Albuquerque, e a Luiz, filho do Baro de
Sania Cruz, urna morada de casa, a cada um, si-
tas na alludida ra do Pocinho.
A Nossa Seiliora do Rosario, no bairro de
Santo Aotonio, urna casa na ra do Calabongo, e
mais a quantia de SOOfiOOO.
Ao filho do Bario de Santa Cruz, deixa mais
Ium terreno com tclheiros e quaros na ra da
Palma.
Nomeou testamentemos nesta provincia em
Srimeiro lugar, o Sr. Aurelio dos SantTCoim-
ra ; em segUDdo, o Sr. Jos Manoel Pereira de
Souza ; em terceiro, o Sr. Luiz Leopoldo Guima
raes eixoto, e em quarto, o Sr. Jos da Silva
Rodrigues.
Morreu bem fazendo a muitos, sera tor esque-
cido a trra onde adquirir a fortuna que bem
distribuio em suas disposiges da ultima von-
j,tade.
Paz a sua alma.
O rejaveneirlmento por Injer-
ei-H Irowu-weqnard No fomal do
Commercio de Lisboa de 11 e 13 do carrete,
l-se:
Os Srs. Drs. Carlos Tavares e Alfredo da Cos-
ta, proles sores da escola medica de Lisboa, co-
megam araanh, s 10 horas, as suas experien-
cias da recente descoberta do medico francez
Rrown-Sequard, em tres doentes do hospital de
S. Jos.
Como dissemos, comegaram hontem os Srs.
professores Carlos Tavares e Alfredo da Costa,
coadjuvados pelo Sr. Dr. Cmara Pestaa, as
experiencias de rejuvenesciraento pelo processo
de Brown-Sequard era dous doentes do hospital
de S. Jos.
Os enfermos sao : J. F., de 62 annos, viuvo.
natural de Ribafeita, e J. C, de 64 annos, viu-
vo, natural de Henifica.
Mandaran)-se guardar as urinas de hontem
para hoje, verificndose que a quantidade era
muito mais em comparago com a dos dias an-
tecedentes.
Jornal do Commercio Tendo ha-
vido hontem ultima hora bolo em urna pagina
desse Jornal e sso quando j os operarios se
haviam retirado e quando j se nao poda reme-
diar o mal, foi imposrivel fazer-se a respectiva
distribuidlo.
Desta falta os directores do Jornal do Commer
ci pedem desculpa a seus assigoantes, pro-
mettendo-lhes providenciar para que se nao re-
pitam semelaaotes transtornos.
Pasaamenlo-A's 8 horas e 1,4 da noite
de hontem falleceu nesta cidade Joo Oaptista
Pereira Lobo, na idade de 86 annos, sendo vic-
tima de araollecimento cerebral.
O finado lez parte do quadro dos empregados
de fazenda, do qual sabio por coniemnagao, per-
deodo simultneamente a patente de coronel da
guarda nacional.
O seu corpo est depositado na capella do Ce-
milerio de Santo Amaro, onde tero logar hoje,
s 4 horas da tarde, os sulTragios por sua alma.
Na ra do Imperador estaro postados caros
para as pessoas que quizerem assislir quflle
acto.
Dr. DanlaM BarnioHRegressou hon:cm
no vapor brazileiro Pata, este distincto medico,
cuja clnica, encelada com feliz xito vai conti-
nuar n^sia provincia.
Dotado de robusto talento e dedicago, muito
tem a merecer S. S. na carreira que encetou, e
em que j eolheu louros em sua pequea per-
manencia nesta capitel.
Livroft de leilura -O Sr. Francisco Fer-
reira da Rosa, professor do importante Lyceu
Lifterario Portuguez, da corte, acaba de obse-
quiar-nos cora a ollera de um exetnplar do le
2" livros de teitura, que corapoz e foram all re-
cenlemente publicados, sendo aquelle precedido
deum melliodo pratico de aprender a 1er.
Em ambos os livros se nota crteriosa varie-
dade de assumptos, cuidadosamente apurados e
pareceu-nos que sero de granJe utilidade para
todos quantos quizerem aprender a ler.
Ao professorado r -commendamos estes livros.
Medicina Ca*elra -Essa puhlicago que
faz parte da llibliotliccn 4a mis de famdia,
urna adoptago portuguez* de Albertiuo Paraizo,
cuja posse se impe a todo o lar pelos conselhos
iue COOtm.
Somos gratos ao obsequio da Livraria Quin-
tas, pelo exemplar que nos oflerecen.
Miiniiul do Dr. V. IlemplireyAgr
decenios o obsequio Jo exemplar que nos re-
metteram os Srs. Faria Sobrinho 4 C, droguis-
tas ra Mrquez deOlioda n. 41.
Kocicdade Hiiiiiiiiuii;i Amanh s
horas e no lugar do costume reune-se essa so-
ciedade era sesso ordinaria.
Congreano Innirucliva Pcrnamlm-
canoAmanh, pelas 10 horas do dia, reune-
se essa associago em assembla geral o-dina-
ria, para leilura do relatorio mensal e tratar de
assumptos de interesse da mesma sociedade.
DelegadaNo dia 24 assumio o exercicio
de delegado do termo de Pao d'Alho, como 1"
supplente, o lente Joo Pires Ferrcra.
Tabt-llionato tle Tacaral Acha se
aberlo o concurso para provimento vitalicio do
oicio de 2 tabello e seus annexos da comar-
ca de Tacarat, com o praso de 30 dias, a con
lar de 14 do correle.
Dr. Erniirio Coutinno De voltadesua
viagem Europa, onde se demorou mais de
anno. deve aqu chegar amanb no paquete in-
glez Don, o Sr. Dr. Ermirio Cesar Coutinno com
sua Exina. senhora.
O conceituado medico tendo frequentado os
melhores clnicos hospttalares de Londres, Ber-
ln), Vienna. fez era Taris cursos especiaes de
molestias do systema nervoso e mentaes, e seguio
os trabalhos da Salpetrire, centro fecundo de
onde Charcot e seus discpulos domioam o rauo-
do da pathologia nervosa.
O Dr. Ermirio Coutinbo, como se sabe, me-
dico da Santa Casa de Misericordia desta cidade
e tem a seu cargo a clnica do Hospicio de Alie-
nados, na qual tem prestado relevantissimos ser-
vigos.
Mervico militar -*- Esto designados hoje
para superior do dia o Sr. capilo Pedro Velno,
para ronda menor um subalterno de cavallaria.
A guaanigo da cidade dada hoje pelos
corpas da guarnigo.
Na enfermara militar existem 23pragas.
Pelo conselho supremo militar de justiga
foi confirmada a sentenga do conselho de guer
ra Jque absolveu o anspegada do 14 batalho
de infantaria, Manoel Francisco de Almeida.
Foram distribuidas aos corpos da guarni-
go, destacamento de cavallaria, delegacia do
corpo de saude, fortalezas do Brum e Buraco,
adjunto e auditor de guena, as ordens do dia
da repaitigiio do ajudante general ns. 2272 e
2273, de 27 e 31 de Julho do corrente anno.
Pela presidencia da provincia foi permit-
tido ao corneteiro do 2 bata'.hao de infantaria,
Antonio Baptista dos Sa.itos, apresentar substi
tuto idneo afim de eximirse do servigo do
exercito.
Foi incluido no 14 batalho de infantaria o
2 cadete Nstor da Silva Britto, que foi transfe-
rido de 24" batalho da mesma arma para um
dos corpos desta guarnigo.
Directora dan obrad de conten n-
co don Porto* de PernambucoReci-
fe. 26 de Agosto de 1889.
Boletim meteorolgico
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, no arma-
zera do Sr. Annes, de gneros de estiva.
Amanh :
Pelo agente Gusraao, s 11 horas, ra do
Mrquez de Olinda n. 5, de fazendas.
Miaaax fnebresSero celebradas:
Hoje :
A's" 1/2 horas. Da matriz do Corpo Saoto, pela
alma de D Candida de Lima Monieiro da Fran-
ca; s 8 horas, no convento de S. Francisco,
pela alma deD.Ignez Guilnermina Ferreira Bas-
tos ; s 7 1/2 na Ordem Terceira de S. Francisco,
pela alma de Victorino Pinto Neves.
PaMNMgelro*Chegados do sul no vapo
nacional Para :
Joo Xavier de Lima. Dr. Cardoso Ayres,
Emygdio J. Paulino Ribeiro e sua senhora, An-
tonio Vicira de S. Torres, Manoel J. Mende>,
J. Pacifico de Lima, Julio de Barros, Manoel
Virgilio dos Saotos e sua seohora, Nstor da S.
Britto, 4 ex-pragas, Pedro de S. Meoezes, Heo-
que Carlos Cose, Ludwig Boisits, Aotonio Bor-
gcs. Manoel Pereira Braodo, Dr. Carlos Damas
Bastos, sua senhora e um criado, Fraocelina ua
Conceigo, Alfredo Falco, Manoel Silva, Dme
trio Calafate, Tnereza Bruno e dous liihos, Ame-
lia Torres, Maria Bemvinda, Miguel J. Pinto,
Maria a. do Nascimento, Dr. Aotooio Cavalcan-
te e sua senhora, Jos A. Teixeira Bastos, Dr.
Jos Tavares da Costa, Amelia Medeiro3, Mana,
Jos Pereira aa Rocha, Joo Aotooio, Prdro Say
oo, E. Cabibe e Felippe Pedro
Chegados do sul no vapor nacional Ser-
gipe:
Maria C Lobo e um filho, Jesuino Lobo e
Josepha da Conceigo.
Cbegado da Europa no vapor francez Ville
Se Bahia :
Vctor Kromanacher.
Cana de DetencSoMovraento dos pre-
sos da Cusa de Detengo do dia 26 de Agosto de
1889.
Existiam 453 ; entraram 12; sahiram 5; exis-
tem 460.
A saber:
Naciooae3 408 ; mulheres 23 ; estrangeiros 28.
raulher 1 -Total 460.
Arragoados4U.
Bons 380.
Doentes 2i.
Loucos 7.-Total 407.
Movimento aa enfermara
Tiveram baixa :
Joaqun) Googalves Vieira.
Jos Antonio na Silva.
Francelino Jos Tavares.
Jos Antonio Alves.
Possidonio Joaquim d'Assumpgao.
Manoel Francisco de Lima.
Uonpltal Pedro II -O movimento deste
estabeleciraento de caridade, no dia 25 de Agosto
foi o segrate:
Entraram 6
Sahiram 9
Fr.lleceram 4
Existem 602
Foram visitadas as respectivas enfermarlas
pelos Drs.:
Moscoso s 8 1|2, Cysneiro s 7 I|2, Barros So
brnho s 7, Pontual s 10 horas.
Nao comparecern) os Drs. :
Estevao Cavalcante.
Berardo,
Malaquias.
Simes Barbosa.
Ocirurgiao dentista Numa Pompiliono com-
pareceu.
O pharmaceutico entrou s8 1|2 da manh t
nhios4 datarde.
O ajndante do pharmaceutico entrou s 7 1|2
ia raaiih e sahio s 2 horas da tarde.
Lotera do ram-ParA 1' parle di.
31* lotera, dessa provincia, cujo premio grande
2.j!>:Oao000, ser extrahida no dia 4 do Setem-
bro.
firande lotera do Haranbo-A .">'
serie da 1* lotera, dessa provincia, cujo premio
grande 300:o00000 ser extrahida no dia 30
de Agosto.
Cemiterio Publico -Obituario do dia 26
do corrente.
Bernardino Joas de Mello Albuquerque, Para-
hyba. 19 annos, solteiro, Santo Antonio; febre
perniciosa.
Alexaodre Francisco da Costa, Portugal, 33
aonos, solteiro, Graga ; syncope cardiaca.
Jos. Pernambuco, 1 a'noo, Recife; diarrha
iefanlil.
M"n feto, Pernambuco, Santc Antonio; invi*
bihdade.
Thjmaz, Pernambuco, 2 annos, S. Jos ; den-
tic;; i.
Jos, Pernambuco, 40 mezes. Recife; hemor-
rhagia cerebral.
Jorge Felippe Saoliago, Pernambuco, 20 an
nos, solteiro. Boa-Vista ; ascite.
Joaquina Deltina, Pernambuco, 24 annos, sol-
teira. Boa-Vista ; congesto cerebral.
Joanna Sabina de Hollanda, Pernambuco. 60
annos solleira, Boa-Vista ; diurrba.
Joo Limeira, Pernambuco, 14 annos. Boa-Vis-
ta ; anemia.
Aotooio Fraocisco da Cruz, Pernambuco, 35
annos, casado, Graga ; epilepsia.
Feliciano, Pernambuco, 5 aooos, S. Jos; hy
poemia.
SPORT
Horas sis
1 g6
6 m. 23-2
9 28'-1
12 23-4
37t. 27-2
6 26-6
Barmetro a
0*
761-57
762-44
762-41
760-79
761-15
Teoso
do vapor
19.50
21,54
19.19
20 02
18.27
03
a
1
81
75
81
.73
'71
Temperatura mxima28*,75.
Dita minima 24",75.
Evaporago em 24 horasao sol: 5"\6 ; dom
bra: 2-8.
Chuva-3,-2.
Direcco do vento : SE, ESE e E alternados
durante todo o dia.
Caimana durante 2 horas pela manhfi.
Velocidade media ao veuto: 0",99 por se
gurdo.
Ncbulosidade media: 0,57.
Boletim do porto
111
B. M.
P. M.
B. M.
P M-
Dia
26 de Agosto
27 de Agosto
Horas
1053 da manb
4 -53 da tarde
10 -53
504 da manh
Altura
0-34
2-45
0-.42
2-,5a
l.eHe-Etlectuar-se hao os seguiotes :
Hfjc :
Pelo agente Slepple, s H heras, ra do Im-
perador n. 39. de duas casas.
Pelo agente Bnto, s 10 1.2 horas, ra do
Cotovello n. 34, de movis, lougas, etc.
The Money que nao soube aproveitar se da
boa sabida que tevo foi terceiro. Bread Win-
ner que sahio mal, foi bom quarto e Santelmo
que tendo sabido muito mal, fez urna entrada
lindissiraa. foi quinto.
Peony urna das favoritas chegou mal colloca-
da assim cemo Hampton, Noble Duke e Zebedeu.

Sabe-se que no grande premio de Long-
champs, chegou em primeiro lugar Saucy, em
segundo Gallaor e em terceiro Diamant.

No dia 20 encerrou-se no Jockey Club da curie
a inscripgao para o grande premio Guanabara
(handicap de limites), para animaes nacionaes,
a realisar-se no dia 8 de Setembro.
As condiges da inscripgao Pesos compre-
hendidos entre 46 e 62 kilos. 2,800 metros.
Premios : 6:000000 ao i", 1:200*000 ao 2" c
600( 00 ao 3*.
CHRONICA JDICIARIA
Tribunal da Krlaco
SESSO ORDINARIA EM 27 DE AGOSTO
DE 1889
PRESIDENCIA DO EXM. SE. CONSELHEIRO
QUINTINO DE MIRANDA
Secretario, Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costume. presentes os Srs. aes-
embargadores em numero legal, foi aberta a
sesso depois de lida c approvada a acta da an-
tecedente.
Distribuidos e passados os feitos deram-se
os seguintes
MENT03
corpus
prvalbo.
Iistriclo
Mandou-se ou-
por intermedio
landou-se ouvir o juiz
Negou-se a or-
0 tribofe ou o simples receio delle prejudica as
apostas turficas, e por correlaco as sociedades
de tal natureza.
E' preciso que estas curem deste mal no pro-
prio interesse e por serem a garanta do pu-
blico.
O afugentamento que se ola, j urna mam-
festago expressiva da descontianga, nao obstan-
te a attrago que o jogo exerce.
*
Sob este aviso preciso attender arithraetica
que se deseovclve e j tem dado dous resultados
positivos de falta de garanta ao publico.
Isto se v da seguinte proporgo :
Atheu : Flecha :: Pirantn : X
Ora, multiplicado o termo Flecha pelo Pira-
mon, e dividido o resultado pelo termo Atheu, o
quociente d o
Siriuso Xa incgnitaconhecida ento no
Hipdromo em sua corrida de 23 do corrente.
#
A existencia do Stud Book deve ser a negago
de chrisma clandestino.
Fagam-n'o coram ensilhamento, e oo in recn-
dito baia.
Como admittir-se um mascarada oo rgimen
do registro, que representando inscripeo. forga
a nota de. quaesquer alterages posteriores, que
com ella ntenda? que de va modiScar a mesma
inscripgao?
Isto oo era cousa para deixar ah alem, por-
que oioguem pode livrar-se de urna emboscada
traigoeira, como foi a do Piramon transmigrado
no Sirius, sera H.eixar os ares de Pimpao, que
trouxera do bergo.
#
Disto que os factores dos Hippodroraos de-
vem curar... e seriamente.
Nao cousa minima, para Ihes nao importar,
neghgenciando na inscripgao taes circunstan-
cias capitaes.
Os tempos correm carregados.
O thermometro baixa na gradago do lucro
pelo retrahimento as apostas e reduego na
concurrencia.
E' occasio de dizer caveant cnsules.

0 grande premio Extra do Jockey Cit, da
corte, foi ganho pelo Rene o que mais urna vez
veio provar a felicidade da coudelaria F. Schi-
midt.
Rene um bom animal e a soa liliago es-
plendida, mas ainda oo est preparado coove-
nientemeote para grandes carreiras.
a corrida passada, no Prado Villa Isabel, nao
pode ganbar da Improver, que nao positiva-
mente urna egua superior. Tem perdido sem-
pre da Bread Winner, da Philistina e de outros
competidores, e francamente nao nos parece que
devesse ganhar a corrida de hontem.
Philistina, que de liliago t3o boa como a do
Rene, pois Saxifrage oo foi cavallo superior a
Highborne, nao pode com o Rene.
Bread Winner, que tem feito carreiras magni-
ficas, e que em tiros de distancia competidora
respeitavel, devia infallivelmenle bater o Reo,
c atina!, contra todas as provis6es, contra todos
os clculos Rene ganhou a corrida em 104 se-
gundos, um tempb soberbo.
SO a muita felicidade da coudelaria do Sr. F.
Schrnidt pode explicar urna tao estroadosa vic-
toria.
JULO
Habe
Pacientes :
Eduarto Sertage de
vir ao delegado do 1.
do Dr. chefe de polica.
Jos Gomes da Silva,
de direito de Guarabira.
Angela Maria da Conceigo.
dem unnimemente.
Recursos eleitoraes
De FlorestaRecorrenle tene.nte-coronel Faus.
to Serafim de Souza Ferraz, recorridos Francisco
Alves de Carvalho, Ali-xandre Minervino Gomes
de S, Antonio Feliciano Vorique. Cicero Lopes
de Barros, Martiniano de Souza Ferraz, Manoel
P ulo de S, Eustaquio Paulino dos Santos, Jus-
tino Marques da Silva, Francisco Valqueiro Lo-
pes de Barros, Manoel Alves de Carvalho e Anto-
nio Gomes Torres. Deu-se provimento aos re-
cursos para se mandar desalistar os recorridos e
decretou-se a responsabilidade do juiz de direito
bacharel Alcebiades Cavalcante de Albuqu"rque
como incurso as penas do art. 29 3." da le
eleitoral e 12. % 8." do Cdigo Criminal.
Aggravos de pet-.go
Do ReciteAggravante D. Maria Rosa do Aze-
vedo Braga, aggravados Amorim Irmaos & C.
Relator o Sr. desembargador Delfino Cavalcante.
adjuntos os Srs. desembargadores Alves Ribei-
ro e Pires Gongalves. Negou-se provimento, una
molemente.
PASSAGENS
Do Sr. desembargador Delfino Cavalcante ao
Sr. desembargador Pires Ferreira :
Appellago civel
Do RecifeAppellante Joo Gualberto de An-
drade Lima, appellado Joo Gongalves de Souza
Beiro.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Pires Gongalves :
Embargos infringentes
Do Recife-Embargante D. Ignaca Francisca
da Conceigo Patricia, embargado Antonio Jos
Candido de Souza.
O Sr. desembargador Pires Gongalves, como
promotor da justiga deu parecer as seguintes :
Appellages crimes
De Caruar -Appellante o juizo, appellado Lu-
ciano da Ouz Cordeiro.
De ArarunaAppellante 0 juizo. appellados
Vicente llerculano, Joaquim Jos4 Ernesto e ou-
tros.
Dt Correnles.Appellante Joaquim Ignacio de
Souza Cordeiro, appellada a justiga.
De Pilar. -Appellante o juizo appellado Fran-
cisco Alves de Araujo.
Do Recife.Appellante Coriolano llerculano
Paes Brrelo, appellada a justiga.
Do S.-. desembargador Oliveira An Irado ao
Sr. desembargador Silva Reg:
Appellages crime3
Do Ing.-Appellantes o juizo e Francisco
Flix Potes. appellada a justiga o outros.
De IogazeiraAppellante o juizo, appellado
Martiniano de Goes M"ilq.
Da Iraperatriz. Appellante o juizo. appellado
Henrique Sergio de Albuquerque.
Do Sr. desembargador Tavares de Vasconcel-
los ao Sr. desembargador Oliveira Andrade :
Appellago crime
De Olinda.Appellante o juizo, appellado
Antonio Malhias de Oliveira e outros.
Appellages civeis
Do Inga Appellante Antonio de Oliveira,
appellado Manoel Anisio Baptista.
DILIGENCIAS
Com vista ao tr.'desembargador promotor
da justiga :
Appellages crimes
De Nazaretb.Appellante o juizo, appellado
Jos Ezequiel da Silva.
De Garanhuns.Appellante o juizo, appel
lado Antonio Jos de Araujo.
De Alaga do Monteiro.Appellante Autonio
Francisco Tavares, appellada a justiga.
DISTRIBUICOES
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Toscaoo Barrcto :
De Campia Grande. -Recrreme o juizo, re-
corridos Domingos Limeira Cariry e outros.
De Barreiros.Recorrente o juizo, recorrido
Joaquim Luiz de Araujo.
Ao Sr. desembargador Delfino Cavalcante :
Da Victoria. -Recorrente o juizo recorrido F-
lix Garcia dos Santos.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Bom Jardim.Recorrente bacharel Herci-
lio Lupercio de Souza (promotor publico), re-
corrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andra-
de :
De Bom Jardim.Recorrente o juizo, recor-
rido Dr. Carlos Leito de Albuquerque.
ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Cimbres.Recorrente o juizo, recorrido
Antonio Gomes Botelbo.
Ao Sr. desembargador Tavares de Vascon-
celos:
De Limoeiro.Recorrente o juizo, recorrido
Joo Bezerra.
Ao Sr. desembargador Oliveira Andrade :
De Limoeiro Recorrenle o juizo, recorrido
Manoel Miguel dos Reis.
Ao Sr. desembargador Silva Reg :
Do Inga.Recorrente o juizo, recorridos Ma-
noel Ferreira da Cruz e outros.
AppellagOes crimes
Ao Sr. desembargador Silva Reg :
De Nazareth. Appellante Jos Cosme Mar-
lios, appellada a justiga.
Ao Sr. desembargador Toscaoo Brrelo :
De S. Bento.Appellante o juizo, appellado
Manoel Ferreira Elephante.
Ao .Sr. desembargador Delfino Cavalcante :
De Ingazeir.Appellanic o juizo, appellado
Pedro Godoy de Vasconcellos.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De OlindaAppellante Genuino Jos dos San-
tos, appellada a justiga.
Eaeerrou-se a sesso ao 1,2 dia.
COMMNICADOS
3o districto
Quando hootem escrevi o protesto, que foi
publicado no Diario de hoje, referente & per-
turbago que se pretende fazer na eleigo do3
dous districtos de paz de Pao d'Alho, ignorava
ainda que o plano sinistro abrangia tambera, e
por ventura em peiores condiges, o termo da
Gloria de Goit.
Fui informado disso, hojq, por carta, datada
de bontem, de pe3soa em quem deposito toda
confiaoga e me merece inteira f.
Essa oessoa diz-me : O Dr. juiz municipal
oficia ao presidente da provincia e ao Dr. ebe-
fe de polica sabr as violencias que as autori-
dades policiaes liberaes preteodem por em pra-
tica na eleigo.
O delegado Alvaro Vieira Brasil anda noti-
ficando os moradores do seu engenbo para vi-
rem armados; e o subdelegado do 1 districta
Francisco Tenorio e seu pai Joaquim Alve3 Bar-
bosa tm espalhado aqui ie na Victoria qme ou
ganham as eteiqOes, on nao sabem o que ha-
tera.
Querem violentar os eleitores ; e, como na-
da couseguem, diz-se que pretendem assassi-
nar o Dr. Jos Cornelio LeitSo Rangel, juiz mu-
nicipal, o commendador padre Costa Carvalho,
vigario da parochia, o tenente coronel Antonia
Bezerra de Medeiros, eo cnpito Joo de Arru-
da, vereador da Cmara Municipal.
Consta que o vigario Basilio, de Tracu-
nhem, fornecer geote armada para a hecatom-
be !
Julgo cooveoiente entenderse V. com
presidente da provincia e Dr. ebefe de polica
para evitarmos scenas desagradaveis, tristissi-
mas e de funestas consequencias.
Havemos de vender caras as vidas.
Juntamente com essa carta, e pelo mesmo por-
tador, recebi dous oficios do Dr. juiz municipal
do termo da Gloria de Goita, um para o Exal.
Sr. conselheiro Manoel Alves de Araujo, eoutra
para o Sr. Dr. Geroncio Dias de Arruda Falco
e hoje mesmo, em commissao com os meus ami-
gos Drs. Moreira Alves e Nicolao Tolentino, fui
entregar ditos oflicics pessoalmenle, lendo a
ambas essas "autoridades a carta cima e recla-
mando providencias.
SS. Exc. e S\ me prometern) dal-as, e crea
que tm essa intenco.
Entretanto, nomejulgo dispensado de repe-
tir o que disse a ambos em relago aos factoi
relatados na dita carta.
Allirmei Ihes que julgo possiveis taes factoi
principalmente por estar revestido do cargo d
autoiidade policial o Sr. FranciscoTeooiio, que,
pelos seus conhecidos aotecedeotes, julgo capaz
de todas as violencias, e at de muitos crimes ;
mas afirmei-Bies tambem que a resolugo da
meus amigos da Gloria de Goit era lutajem em
todos os terrenos, repellirem a forga pela forga.
emfim, como diz a citada nota, cernieran caras
as vidas.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia e o Sr.
Dr. chefe de polica podem informar-se acerca
do Sr. Francisco Tenorio, ese convencero do
quanto elle capaz ; e: se mandaren) pesquizar
a Secretaria de Polica, pens que all encontra-
ro elementos para o julgamento desse homem;
que, nao ha sinda muitos mezes, andou de re-
wolver ern punho pelas mas da cidade da Glo-
ria de Goit ameagando. como um pocesso, cos
e trra.
ijuanto ao delegado, o Sr. Alvaro Vieira Bra-
zil, de quem se diz na referida carta que anda
notificando gente do seu engenho para ir arma-
da eleigo, nao o conhego. Mas. sendo real o
facto apontado, p"lo menos traduz sso falta de
senso e criterio, seno mais alguma cousa, que
me abslenho de chamar pelo lime proprio.
Seja como fr, julgo seriameote araeagada a
ordem publica na Gloria de Goita e em risco
eminente a vida dos meus amigos d'alii. Jso-
citei providencias de quem de direito : aguar-
do-as.
Todava men dever repetir o que disse hon-
tem : pelas consoquencias desastrosas e funes-
tas que se derem na con. arca de Po-d'Alho. fi-
cara respensaveis, com tanto melhor veras quan-
to esto informados do que por all se quer pla-
ticar, o Exm. Sr. presidente da provincia e cSr.
Dr. chefe de polica.
Recife, 27 de Agosto de 1889.
Felippe dk Fieira Faria
c
-.se-
lo. districto
Tendo recebido do meu amigo, o Exm. Sr.
conselheiro Rosa e Silva, a carta que em segui-
da publico, apresenlei-a no mesmo dia ao Exm.
Sr. consolheiro Manoel Alves de Araujo, que pro-
metteu-me providenciar no sentido" de que, ga-
rantindo o direito do voto, a ordem publica nao
fosse alterada.
Recife, 27 de Agosto de 18S9.
Dr. Joaquim Crrela de Araujo.
Caruar, 21 de Agosto de 1889.
Presado amigo Sr. conselheiro Joaquim Cor-
reia de Araujo.
Encontrei as cousas em Caruar mais serias
do que suppunha. Fui recebido com grande
manifestaco, por 200 amigos, mas tudo correu
em ordem" sem a mais ligeira inconveniencia.
Entretanto, as 3 1 2 horas da tarde o alferes
Santos Coelho reuni a forga de linha e comegou
a fazer exercicio de fogo em dtreccao casa onde
nos achacamos reunidos, na principal ra desta
cidade.
Nao preciso tornar saliente a gravidade desse
proced ment ; acinte, provocago ou ictimida-
go, elle nao tem defesa, nem ao menos atte-
nuante. Fui testemunha oceular do que acabo
de referir, e notei muita exaltacao no alferes
Santos Coelho
Considero urgentes e indispensaveis provi-
dencias da adrainistrago da provincia, a bem da
ordem e da moralidade publica, e o autoriso a
fazer desta carta o uso que entender convenien-
te, podendo at publical a.
Assevero sob mioha palavra que est sendo
feita a cabala do terror, e o que presenciei faz-
me receiar conflictos muito serios.
Pego-lhe que se enlenda com S. Exc. o Sr.
conselheiro Alves de Araujo e Ihe communique
a oceurrencia oavida.
Acredito que elle est illudido, pois nao o
julgo capaz de encampar urna conquista armada
cora derramamento de sangue.
Eu cumpro o meu dever instando em tempo
pelas providencias que competem Presidencia,
e me responsabiliso pela legalidade do pleito,
por parte dos meus amigos.
Sempre com muita estima e considerngo,
amigo muito atiento e obrigado criado. F. A,
Rosa c Silva..
O presidente da provinela e o i.9
dislricto eltitoral
Cada vez mais se firma a nossa conviego de
que nada ha a esperar do Sr. conselheiro Alves
de Araujo em materia eleitoral. S. Exc. sem
ter em consderago a grave responsabilidade ao
cargo que exerce, nao podendo ou nao querendo
desattender aos candidatos, seus correligiona-
rios, sejam quaes forem as suas pretengoes, nao
cessa de pratlcar actos que o collocam em posi-
co pouco invejavel. .'. .. ....
O seu procedimento em relago ao 10. d)stn-
cto prova incontestavel da justeza de pos??s
apreciacOes. j. ,. ,
cima desle artigo sahe hoje publicada urna
carta dirigida pelo Sr. conselheiro Rosa e Silva
ao Sr. conselheiro Correia de Araujo, em que
aquelle Darra coma maior miouciosidade o es-
tado em que se acnam os nimos em Caruar e
deounci ao procedimento inqualificavel do oficial
que exerce all os cargos de delegado e com-
mandante do destacamento.
O Sr. conselheiro Correta de Araujo, logo que,
recebeu essa carta, procurou o Sr. Alves de
Araujo, e, mostrando-a a S. Exc, pedio as ne-
cessarias provideocias. -S^".?^ "*<
O Sr. presidente da provincia prometteu q
V

'


9~
providenciara, e, no d seguinu, eonstou-ncs
que, neste sentido, tinham ido ordens para o
quartel-general, designando-se outro official para
substituir o referido delegado e eommandante
do destacamento.
Tivemos a ingenuidade de acreditar que S.
Exc seria capaz de, ao menos urna vez, honrar
a sua palavra, mesmo porque ninguera mais do
3ue a administracao deve dcsejer que nao se
em perturbacfle3 da ordem publica.
Correram, porm, os da?, o Sr. Alves de Arau-
jo ganhou teuipo, e agora tornou de nenhura ef-
feito as providencias que comegra a dar, cor-
rendo que as substituio por outra ou outras,
que, sejarn quaes forem, nao podem absoluta-
mente satisfazer !...
Quem 1er a carta do consclhero Rosa e Silva,
5ue um cavalbeiroincapaz de faltar a verda-
e, se convence immediatamente que a perma-
nencia do eommandante do destacamento de
Caruar 6 urna grande atueaga aos nossos cor-
religionarios d'essa localidade com o que pou-
co parece importar-sc o Sr. Alves de Araujo,
dasde que isso possa favorecer ao sea candi-
dato.
S. Esa, ja nao se pode cluvidar, s veio para
Pernambuco fazer a eleigao, dar ganho de cau-
sa aos seus amigos, embora passando sobre os
cadveres dos adversarios !...
Desde que se inaugurou o systema da eleirao
directa, que*houve serapre muito escrpulo ora
se mandar forca para os diversos pontos da
provincia, ainJa mesmo quando houvesse razan
para sesuppor que a ordem publica perigaise.
0 systema de conquistar victorias eleitoraes
com auxilio das bayonetas tinha cabido com a
eleicio indirecto.
Veio, porm, o Sr. Alves de Araujo revivel-o,
para honra e gloria do minister io de que de-
legado !
O 10 districto est as melhores condic&es
para o candidato conservador, que s pode ser
derrotado por raeio da fraude ou da compresso,
e como a sua derrota se augura necessaria aos
donos da situac&o, eil-o invadido pela forra pu-
blica, sob as ordens de ofliciaes levianos vio-
lentos, como o que se acha era Caruar !
Qual o resultado de todo isto Pecsa por-
ventura q,Sr. Alves de Araujo que os nossos
amigos se deixarao esbulhar com facilidade dos
seus direitos t
S. Exc. pode engaarse, c Deus queira que
nao teoha mais tarde de que se arrepender i
Nao esqueca S. Exc. que contra a permanen-
cia d'esse ofcial nao s o distiocto candidato
do 10' districto reclamou pessoalmente e pela
imprensa, como tarabem nma commisso do par-
tido conservador que com S. Exc. se entendeu-
O Sr. Alves de Araujo no podera dizer que
nao cuidou!
A eleigao do 1* districto
Sobre o assumpto que tambera nos serve de
epigraphe, a Epocha contina era suas explana-
res, cada vez mais contumaz no proposito de
desunir a familia conservadora desla provincia.
Nao obstante a franqueza com que nos temos
externado em relagao ao a prego que ligamos
eandiuatura do Exm. Sr. cunselheiro Portella,
indicado pelo partido aos soffragios da electora-
do do 1 districto. ella que, apezar dp apregoar-
se orgao do partido, nenhum interesse tem por
candidatura algumu, salvo a do seu chefe ou
director, persiste em bater nos mesmos pontos,
j sufficieoteraente esclarecidos e explicados.
Imagina tal vez que no pensaraento de justifi-
car as nossas asserges. sejamoe fatalmente im-
peludos a trazer para o dominio publico todas
as razes de ordem partidaria que possam ter
determinado qualquer combinagao feita ou que
so pretendesse fazer e nao se realizasse por mo-
tivos superiores, de ordem tambem partidaria.
Nao nos deixaremos cahir no lago que nos
arma; no pisaremos no capote que nos es -
tende.
O momento reclama toda a nossa attenglo
e vigilancia; e nao seremos nos, que nos bale-
mos pela causa geral do partido, era pro va 3i
do correte, que nos distrahiremos do nosso de-
ver, que cada vez se vai tornando mais imperio-
so, diante da intervengo indebiu des autorida-
des superiores da provincia, que nada regateiam
aos seus amigos, urna vez que os cedidos sejam
justificados pela necessidade, real ou simulada
de vencer a eleigao.
Por outro lado, quaesquer esclarecimctilo? que
podessemos adiantar no debate, forneceriam ma-
teria para novas aleivosias. e porventura preju-
dicariam a eleigao do candidato do partido.
Depois que passar o pleito de 31 do corrente,
possivcl que lenta opporlunidude a nossa'vol-
ta imprensa, sobre o assumpto ; e nessa ocea-
COMERCIO_______
"Revista do Mercado
Recifz. 27 DE AGOSTO DE 1889.
No mercado de cambios foram feitas algumas
transaeces e no de algodo constou pequeas
vendas.
Bolsa
3*>taqSe8 officiaes da jdsta dos cob-
EETOEES
Recife. 27 ae Agosto de JSS9
Cnrabio sobre Rio Grande do Su!, 60 d v. com
l l 2 0/0 de descont.
Cambio sobre Londres, 90 d/v. 27 1,4 d. por
14000, do banco.
o presidente,
bandido <:. G. Alcoforado.
O secretario,
Eduardo Dubeux
Cambio
A posigSo do mercado foi a mesraa de honem,
maniendo os bancos a taxa de 27 1/S, realisan-
do-se algumas transaeges a 27 1/4.
Km papel particular liouve transaeges peque-
ras a 27 3/3.
No Rio o Raneo Internacional saesou a 27 3.16,
sobre a filial de Londres o os demais bancos a
27 18.
Papel particular escasso a 27 5,16.
TAHKMiAS AFFIXADA8
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AlOl:io
Constou vendas 1o de 1" sorte do tertao a
"100., rilando o :;i 'vado em posigio duvi-
dosa.
Diario de Pernambuco-Quarta-feira 28 de Agosto de 1889
\
siao tal vez nos acherx>s mais gosio para apa-
rar todas as minudeneias, dissipar todas as duvi-
das originadas pelas descabidas explortges do
contemporneo.
Ento ver-se-ha quem melliores semgos pres-
ta ao seu partido : se nos, que concorremos as
urnas em todas as circumscripges para suffra-
gar as candidaturas dos nossos correligionarios :
se aquelles que fazem distineges de lugar e
pessoas para absterem se em alguns pontos e
votarem nos adversarios em outros, dando-lhes
assim ganho de causa.
BlMUt
PlIBLICAIjOES 4 PEDIDO
13. districto
A carta que recebi de Tacarat, e a que
me refer no mea artigo de hontem, levou-
rae a procurar boje o Sr. Dr. chefe de po-
lica, para pedir-lhe providencias, era or-
dem a que nao sejam trucidaclos os meus
amigos. S. Exc. teve a bondade de di-
zer me que o delegado Francisco Bap-
tista fra exonerado desde o dia 5 do cor-
rente, e mandado commandar o destaca-
mento de Cabrob.
Era 1. logar sobremodo estranhavel
que o Sr, presidente da provincia, havendo
mandado publicar no Diario de sabbado.
os actos praticado;; no dia 22, tenba dei-
xado em silencio essa exoneraclo conce-
dida a 5, como se dignou info mar-rae o
Sr. Dr. Geroncio de Arruda. O que sig-
nifica isso? Com que intengao o Sr. Al-
ves de Araujo deixou de dar publicidade
a essa provindencia, que fra obrigado a
tomar ?
A resposta clara, clarisma. S. Exc.
desoja ter, mais tarde, alguma justifica-
tiva s censuras que sobre csse facto lhe
sejam feitas; mas nao quer de nenhum
modo compromelter a sorte do candidato
do Sr. de Oaiar. O delegado foi demet-
tido; mas o acto s poder ser conhecido
na localidade depois da eleigao, e quando
j todas as violencias se tiverem consum-
mado !...
E, depois, si Francisco Baptista se mos-
trour incapaz de exercer o cargo de dele-
gado em Tacarat, si j esteve prezo na
Casa de DetencSo, para cumprir a senten-
ca que lhe foi imposta por crime de ten-
tativa de morte, o que pode a administra-
gSo verificar, se nao o fez anda, recor-
rendo aos archivos da Secretaria de Poli-
ca e da Casa de DetencSo, como con-
servado no corpo de polica e se lhe confia
um outro commando de destacamento ?
O Sr. Alves de Araujo si nao se deixasse
influenciar tanto pelos nteresses partida-
rios, certo que tomara providencias intei-
ras, completas, para que jamis se podesse
acomar de pouco moralisada a sua admi-
nistragao.
Eu reclamei tarabem contra a perma-
nencia do delegado de Salgueiro, um ce-
lebre Leitinho, morador em Tacrrat, tor-
nando publicas as violencias por elle com-
mettidas; ped providencias contra o facto
de terem sido por esse individuo ameaca-
dos do morte alguns amigos meus d'essa
localidade, si se conservassem na villa, e
at hoje nao sei o que se dignaran fazer
as primeiras auctoridades da provincia para
cessar esse desgragado es'ado de coisas!
Nao pego favores administragao, nao
os poderia pedir ; mas tenho o direito de
exigir que se n2o negu justiga aos meus
amigos, que, cem por serem conservado-
res, devem estar'fra da le.
J. Morara Alves.
Recife, 27 de Agosto de 1889.
1** dlNtrielo
Hontem noite fui srprchendido com a no-
ticia que me deu um amigo, de haver seguido
para Taquaretinga urna forga commaudada por
um capitao de polica.
Hoje, antes de sahir de casa para verificar a
verdade da noticia e a razao que determinara a
providencia, recebi uraa carta daquella localida-
de, na quul se me atisava de que o raeu compe-
tidor, Dr. Prxedes PiUuga, propalava a ida
dessa forga, por elle reclamada.
Ora, nao havendo alli nenhuma alterago da
ordem publica, e claro que o fundamento daquel-
la diligencia nao podia deixar de ser eleitural.
Apressei-me era procurar os Exins. Srs. pre
sidente da provincia e chele de polica, que me
confirmaran) a exactido do facto, sera que tives-
sem apresentado motivo algura, que podesse
justificar a providencia tomada.
Queixei-me a Ss. Excs da ostentagao cora que
se pretende vencer a eleigao em toda a par-
te, sendo alias intil, tratndose dos diver-
sos pontos do 12 districto, o.ide o meu compe-
tidor conta, presentemente, com todas as proba-
bilidades de victoria, e de TaqOaretinga, onde,
em todo o ca3o, a providencia s podera irritar
os meus amigos, que estao em consideravel
raaioria e nao se amedrontarao com as aineagas
dos agentes do governo.
Comquanto me asseverassera Ss. Excs. que
eu deveria tranquilisar me quanto intervencio
da forga no pleito de 31 de Agosto, odavia nao
sa dignaran) attender-me, ordenindo a retirada
da referida forga.
Expondo ao publico o qne ah fica.-di'vo tor-
nar saliente que pleiteio eieiges hj 12" districto
desde 18H1, sera que ramea se tivessa iTconido
ao empreg da lqrc. publica para assegurar o
triumpho'a qualpl* dos candidatos.
Estava eta gloria reservada actual situago,
que promeUeu liberdade pira todas as creflffas
e ad.ninistragSo do Sr. conselheiro Alves de
Araujo, que como mau companheiro de qamara
desde aquelle auno, tendosido por mais de u:na
vez juiz as mlnnas eleigoes, cqabecc perfeitu-
mente a verdade do que acabo de aflirujar.
E' exacto que as duas primeiras eleices.
Erocedidas no domini) liberal competa con! o
onrado comprovinciano, Exm. Sr. Dr. Cactano
Xavier Pereira de IHto, que nunca se leuibrou
de recorrer a to tiistc quan'.o reprovado exp:-
diente... .
Mas o meu aclual competidor no quer duvi-
das; e nao encontrando obstculo por parte das
autoridades superiores, pretende, naquelle col-
legio, onde a sua en irme raaioria couhecida,
ou diminuir esta pela iutiniiJagao, ou porventu-
ra inutilisal-a de modo que eu fique sera contes-
tago e desde logo fra de combate.
Estou certo que nao conseguir o seu intento
com os gatos pingados que para la foram e nos
quaes tanta esperanca deposita.
Era todo o caso. poriVn, devo protestar contra
este precedente funesto, cujas consequencias
podera ser falalissimas.
Recife, 27 de Ago>to de 1889.
infolio Gom-alves Ferreiro.
Proposta
a' sua alteza skkkxissima o sesiior
A exportagao, feita pela alfandega neste mez
at o da 2i, attingio a Ht.tSl kilos, sendo-----
707.406 para o exterior e 241.8iS para o interior.
As entradas verificadas ate hoja sobera a 6.838
uceas, sendo por:
rtarcagas..... 460 Saccas
Vapores ..... 2.7W
Ananaes..... 1.9*5
V'ia-ferrea de Caruar.- Wl
V'ia-ferrea de S. Francisco. 48
Via-ferrea de Liraoeiro 1424
Somraa. 6.838 Saccas
Assucar
Os pregos pagos ao agricultor, por 15 kilos, se-
cundo a Associago Gommercial Agrcola, foram
os segrales:
Branco..... 3*fiOO a UOOO
Somenos..... 2700 a 3O!X)
Mascavado purgauo 2*200 a SM0O
bruto. (firme) 1J60O a 2*00;.'
Retama..... 1*200 a 1*400
A exportagao feita pela alfandega neste paex ate
o dia 24, subi a 1.281.660 kilos, sendo 03.310
para o exterior e !. 188.140 para o interior.
As entradas veriiicidas at a data de hoje so
bera a 5.564 saceos, sendo por
Barcagas, . 1.834 Saceos
Vapores..... ... *
Animaes.... 239
Via-ferrea de Caruar. 7f*
Via-ferrea de S. Francisco. 3.223
Via-ferrea do Limoeiro 170
Somma. 3.364 Saceos
Agurdente
Cota-se a 105000, por pipa de 480 litros.
Alcodl
Cota-se a 200000 por pipa de 48J litros.
nel
Cota-se a 70*000 por pipa de 480 litros.
Con ros
Couros salgados, 335 ris, e os verdes a 210
res.
Pauta da alfaudesa
gElUNA NI 26 1 31 DE AOOSTO DE 1859
Vide o Uiarto de 23 de Agosto
Xavlos descarga
Barca nomeguense Gtlead, ferragens.
Barca nacional Cecilia, varios gneros..
Barca norueguense Solid. carao.
Escuna hollandeza Jan Smil, farinlu de man-
dioca.
Lugar nacional Tigre, xarque.
Lugar nacional Loyo, xarque.
Lugar americano Belle looptr, fannha de trigo.
Patacho alleraao Mari? von Oldendorp, xarque.
Patacho nacional Regaleira, xarque.
Patacho allemao Fredertck, xarque.
Patacho dinamarquez Jugor, xarque.
Patacho dinamarquez Gefion, xarque.
Vapor ioglez Historian, varios genera.
Iniportaoo
.Vapor francez Villede Baha, entrado do Havre
e Lisboa em 26 do cerrente e consignado a Au"
gusto Labille; manifestou :
Carga do Havre
Azeite 1 barril aE. Samico A C. rame 1 cai-
xi a Francisco Mancel da Silva C. Appare-
llios para destillar l'-.o volumeya Cardoso 4 Ir-
iliaos.
Boloes 1 cixa a Xu es Fonseca 4 C. Batatas
xas a Paulino de Oliveira Maia. Bande
i caixa a Duprat. '
Horacio.
.Vo ira qua proendit enses,
Et miseras tmmicxit urbes.
(XlVOde, L. IV.)
II
Fiel ao continuaremos com que terminamos o
primeiro pequeo artioo sob a epigraphe cima,
continuaremos com euVito a fazer a Sua Alieza o
Sr. i onde d*Eu aquellas considerages i|ue ja
principiamos, nao estando todava rauito certo
de sermos lido por Sua Alteza, agora de viagem
e j em regresso ao o-ntro do imperio.
Corno, purera, ile presumir que a esta hora
Sua Mageslade o Imperador e a Serenissima
Princeza procurem saber o que vai pelo norte, e
mesmo ler as follias dessa procedencia, tero ns
sim echo os nosso* d'-spret^nciosos artijros iunto
ao throno imperial, ecom isso os consolaremos
e espe aremos.
A mais palpitante necessidade da Incoara e
e criafao de gado em nossas zonas nrnprias. para
tal misler, nao sme"ie com o iaheiroWIntl
que ser;i salisfeita, nem tao pouco cora a tal co-
lonisagao ndven/icia, grande coasuraidora ilo di-
nh 'iro do E.ado.
O dinheiro com effeo a roo/u >eal para a?
empresas ; masa historia agrcola de aassiotafc
ah est para rienr contra a grande faciUmde
Correias de muros o siccos 1 cnixa a W. llal-
li lay 4 C. Calcados I caixilo a Francisco Ra
r..os*da Silva 4 C-, 1 a Joaquira Pinheiro -V C. 1
a Paiva Oliveira C 3 a Albino liruz C 2.a
Oliveira RastoA C. < onsprvas 10 cantas a Car-
valho 4 C. 2 a Cnsul de Ii.ili.i. Cofro 1 caixun
ao consignatario. Carlas para jogos 2 caixas a
Gomes de Katto* IrmS09. udm 10 raixas a Ru-
mos 4 C, 30 a Carlos FIuy.ti 4 C. Cachimbos 1
caixa a Nunes Fonseca 4 C. Ditos, lequese
iniudezas 5 caixas a Antonio Duarie Carneiro
Vianna hapos 1 caixo a Adolpho 4 Perrito,
1 a Raphacl Das 4 C. Campeche 1 caixa a Rou-
quavrol Freres- Cnuro. I caixo a Ramos Gep-
pert' 4 C, 1 a A. Lopes 4 C. 1 a M. J. Ribsiro
Se C.
Drogas 4 caixas a Bartholomeu 4 C, 7 a Fran
cisco Manoel de Silva 4 C, 1 a Faria Sobrluho
4 C. 5 a (i. Martina, 7 a Rouquayrol Frres.
Espelhos e outros artigos 3 caixas a Antonio
Domingos Lima 4 C.
Fumo 1 caixa a Manoel Collaco cens 5 caixas a F-rreira Guimaros C. 5 a Al
bino Silva 4 C, 10 a Antonio P. da Silva 4 C 7 a
Decio Rodrigues da Silva 8 a Miranda 4 Souza,
1 a Julio & Irmos. 1 a Alvira 4 Chance, 4 a Fran-
cisco Manoel da Silva & C 2 i iiveira Busto
4C.
Instrumento de msica 2 caixas a Runos M.
da Costa 4 C.
Joias 2 caixas a Arthnr 4 Deziderio.
Livros 1 caixo a J. N. de Souza, 1 a Ramiro
M. da Costa & C, 2 a F. P. Bolitreau. 2 a Jnlh
4 Irrao. Lixa 1 caixa a W. Halllday A C Lu-
netas 1 caixa a Arlhur 4 Deziderio.' Licores 1
caixa a Carlos Pluvia 4 C.
Manteiga 20 harria e 30 l' titos a Fernandes
da Costa 4 C. 43 c 30 a l'aiva Vleme C, 20
e 20 a Sou/.a Basto Amoriui 4 C, 75 e I2i> a or-
dem, 23 c 40 a Domingos Cruz AC. 23c50 a
Fernandes 4 Irmaos 40 e GO ao consignatario 22
caixas a Souza Basto Amorim 4 D.. 78aonieai.
/ a Joaquim Fppe A Aguiar, 13 a Paiva Valeii-
te 4 C. 6 a H. Cardoso, a Joo remandes de
Almeida.
Mercadorias diversas 1 caixa a E. .Gongalvcs
CascSo, 1 a Netto Campos C, 1 a Francisco
Gurgel A Irmao, 2 a Francisco Lauria A C. 1 a
Manoel C. Sanlanha 2 a A. 4 Ferro, l a F. P-
Boulitriau, 1 a ordem, i aos herdeiros de Anto-
nio C. de VascoiKidlos. 1 a Antonio Duarte Car-
neiro Vianna, t a Etapoael iasA C., 1 a Manoel
Collago 4 C, 2 a Netto Campos 4 C.
Machinas de costura 1 e 1 maniquim a Julio
Irniito.
Movis 6 caixes a Antonio de Souza Piu'o 2
a Julio 4 Irmo, 2 a Francisco Manoel da Silva
4 C. Maeriaes para engento 4 volumos a Jos
Joaquira da Costa Maia. Machinas e perteticcs
para fabiicjr ellas 3 caixas a Fonseca Irmi.
Perfumara 1 caixa a Oliveira Basto* & c. i a
Manoel Collago 4 C. Piano 1 caixiio a .1. Paulo
Botelho. Papel 1 caixa a Manel CoHago C, I
a Ramiro M. ua Costa A C. Pelles 1 caixa a Ra-
mea Geppert 4 C. 2 a Alves I |... 1 a C
Waschmann. Peales 1 caixa a Nuiles Pon
v C. Pistolas 1 caixa a Antonio Duarte Carnei
ro Vianna. Pentes e papel 1 caixa a Alfi
Martina C.
Queijos 2 tinas a Carvaltao 4 C. 10 a Guedes
de Araujo A Filho, 10 e 1 fardo a Miguel Joaquim
Carlos Cardoso.
Retratos 1 caixa a Francisco Manoel da Silva.
Roupa branca l caixa a Amorup Irmaos4 i;., i
mala ao Baro p. Casa Forte, 2 a ordem. I a F.
de Azevedo. Rolhas i sacco a Faria Sobrinuc
& C
Seda 1 caixa ordem.
Tecidos diversos 2 caixaj ordem, 2 a Alipio
Vieira A C. 2 a Joaquim Pinheiro a C, 4 a Ber-
net *C, 2 a Joaquim Agostinho A C, 3 a An-
drade, Lopes 4 C.,3 a U idrigues feima A G
Guimares Irmo, 2 a Olinto, Jaidim 4 C.
Vermouth 23 caixas a Domingos Ferreir
Silva 4 C.
Vacca 1 e cria a Miraada S: Souza.
em se obter esse agente famoso de loucas pre- ral)A pessoa do Sr. Conde d'Ea nao tnoiol a-
tenges e;at mesmo de fatua vaidade de agri-' vel e sagrada.
cultores, que rauito chegando a abusar do credi-|
> mu ucui- O Sr. Lenoardode Albuquerquc (republicano)
to, por nra o perderam no todo, e em seu ba-jO cobre deputado acredita que o Conde d'Eu
queio teera compromettido bem vezes a fortuna! j rei-
alheia, e posto em coliises os bancos, como se'
tem dado com relacao a lavradores do caf no
sul do imperio.
E', pois, preparando convenientemente o agri-
cultor com os predicados que o tornera digno de 1 do que o marido da princeza, tanto quanto
O Sr. Jos MariannoAnda nao. o ; por
emquanto limitase a negeciar em corticoa. (Ri-
S05.)
0 Sr. Jos Mara -0 Conde d'Ea nao mais
tal nome em sua plenitude dotando a "indu
tria agrcola e pastoril de conXecimentos prolis-
sioaaes, econmicos, e mesmo fazendo subir o
nivel da raoralidade no animo da gente menos
culta que se emprbga em tal misler, obrigando-a
a receber em csraolas propinas de deaenvolvel-o
os ensinaraentos que formara o corago ao ines-
(uo temp% que as aptides, assim, dizemos,
que sero conseguidos os raeios de fazer slida-
mente prosperar o paiz em materia de industria
agrcola, assim como era outras que a esta se
vo prendendo.
No entretanto diro que as medidas por nos
indicadas sao exequiveis apenas para satisfaze-
rem as hecessidades ioduslriaes do futuro, e ja-
mis oa situaeo critica em que se achara a la-
voura, criagaode gados e o commercio em nosso
paiz.
La chegaremos, tranquillisem-se.
Fechando este parenlhesis que o leitor nos
abri ao artigosem que nos davieraos do lira
principal d'elle, pois interessa tanto aos indus-
triaes terem um futuro mais slido para legar
sui Tamia ou a seus conterrneos, como ter um
prsenle em tren de marcha para esse futuro, e
que consiste a grande vantagem imrae-
dlatamnnte colinda, por conta da qdal fomos
p-irventura mterrompidos pelo leitor afadigado
pelo* solugOes improvisadas; assim fazendo, di-
zenns, langamos urna vista de olhos muito li-
goi.a para o estado da instruego nos grandes
ceiros da lavoura e cruwiio de gado, em o paiz.
Existeiii por ahi algwres, nos povoados, as
povoages, as villas e iros cidades centraes de
urna a duas escolas publicas regidas por um
afumno-raestre normal, nem sempre mu fre-
qui-ulada, e s vezes, por essa ou aquella causa,
mui pouco o cora relago populaco da lo-
calidade.
Depois d'isso, as materias do enrinn, que do
segundo ao terceiro pro devera se ir adaptan-
do vida pralica do educando, nao sao geral-
mente consentaneas cora ella, lia vendo necessi-
dade de procurar as nogGWs indispensaveis para
a vida coinmutu, e igualmente para o inicia*
ment protissional, era outra parte, sera que o
possa fazer a maioria da gente para quom foram
creadas cssas escolas t<\\i>. sao aquelles menos
favorecidos da fortuna) ; e assim vemos que se
o alumno-raestre professor publico fos;e i>rep*
rado convenientemente para da Mgcs tilo tlu-o-
ricas como praticas >!e certas materias que teeai
analoga com a maior parte das proissOes adop-'
tadas pela populago do paiz. e t'orgado a en:i-
nal-as ; seria isso Doa grande passo no carainho
iniciadjr, fazendo o discipolo contrahir gosto
por urna especialidade qualquer de sua escolha.
Ararob Marim.
(Contina.)
nos, menos do que qualquer de nos, porque
nem fijho deste torro abeugo.'do, era lem
sequer urna outra patria, porque renegn a sua
no dia flan que, aventureiro audaz, langou os
olhos para o Brazil em basca de um casamento
que lhe creasse u:ua situag.'io, que no vilkn man-
do os seus mritos pessxtes nao permittiam as-
pirar.
O Sr. Barros Brrelo E' um raembro da
familia imperial, que V. Exc. nao pode estar
atacando.
0 Sr. JosMaria Veio em buscarle urna
raulher, obtevea; mas nao se satisfez co ii isso ;
(/miz ser dono de cortii'os e foi dono de corticos e
dono de cortaos. (Risos.)
O Sr. Jos Marianno-O Conde subi mais :
metleu-se n'aquella alta escroqueuib da Cupaca-
baa. Mas o que sobretudo os 'leve proecu-
par que elle nao (Jueiiu cm da vender :tos
* nos.
Outro S'r. Deputado (fe bancada liberal)tici-
cance V. Exc. o que mais provavel que elle
venda os cortigos e v sahin lo. (Riso.)
Tmpora mutantur '.-----
Sem commtmtarios
Ser verdade ?
Alguns ntimos do Sr. Dr. Joaquim Xabuco,
tem e.-palhado at nos bonds que elle pouco so
importa com a cleigio, e se for eleilo v. fazer
opposi(o sem treguas ao gabinete Oui'o Preto.
Ser issd verdade ?
O lelegramma A'A Provincia de domingo so,
ra arranjado no escriptorio do mesmj jornal ?
Ouu pan dogos I..
rjue temporal to a propDsito !...
'VAirm '.....
o caso^ke dizer-se:
t
SCMk
EIMT vai, elle nm
A inda c nao chegon
No nieio do catmaiio
O A tralo licou. *
JonJt.
Bacharel ftonio Wilru-
vio Pialo Baadcira
i
Pode ser procurado ra do Imperador >
ii. 71, Io andar ( )
Eicavacio aiiaiUi,atai'
HONTEM E HOJli
O partido liberal, pou'o das antes da passa
gemdoCoade d'Eu oor esta provincia, pelos seus
argos mais importantes duia estas bellota que
nao erara apoiadas pelos representantes conser-
vadores :
Sr. Jos Mara (liberal)O Conde d'Eu, que
tem bastante influencia sobre o espirito da Prin-
cera, se a concencesse de que deoin vemler o paiz
am ingezes e precisasse de um hornera as con-
duces de realisar o hediondo plano bonico, na-
turalmente chamara o Sr. Joo Alfredo, que certo
se pislaria a representar o ignominioso papel
de vendedor de sua patria ao cstrangeuo.
- O Sr. Barros ftarretto (conserwior) V. Exc.
e.i lazendo'ura insulto ao nosso espirito de pa
trbtismo. Depois isto uraa phantasia.
O Sr. Jos Marianno (liberal)A quistao k db
pigo. se lhe cheaarem com o pn>{0, elle nao
lera duvida em effectuar a transacg.io.
OSr. Jos MaraO Condi d'E, ia eu dizen-
do, que teve.a habilidade de transformar a cidade
do Rio de Janeiro n'uma cidade de coriigos, nao
poderienconlrah par.i aquella transaego mais
dcil instrumento do que o Sr. Joo Alfredo. Fe-
lizmente, senhores. -
Sr. Barros BarretfoAdmira que o presi-
dente da Assemhla consiuta esU linguagera do
nobre deputado!
O Sr. Presidente (Barao le Itai?*uma) (libe-
iiblii
do partido
repaDlicaiio
Partido
Caadidates
O Directorio Central do partido republicano
aprsenla aos corraligionarios a chapa completa
dos seas candidatos, n eHco do prximo da 31.
I." districto
Dr. Annibal Falca, artista, residente no Recife.
2. diitriclo
Dr. Manoel Gomes de Mattos, negociante, resi-
dente no Recife.
3.' districto
Dr. Joc Carlos Baliliizar da Silveira, medico,
residente no Recife.
4 &ttricto
Or. Luiz Ferreira Macel Wnheiro, jornalsta,
Vcl:is 3 caixas a Guedes le Araujo < Filho,
10 a Joaquim Jos Alves .v C.
Vinros o barricas a liauoel Joaquim Pereira, I
a Ar.hur Desiderio.
Carga de Lisboa
Alhos 04 canastros a Ramos Gepr>f rt A C, 20
a Figueirfdo Costa & C.. 2 a Jo> Fernandes de
Almeida 238 a Paiva Valente 4 C, 6'j ordem,
30 a Araojo Castro 4 C.
Batatas 2 0|2 caixas a Gui narfies 4 Valente.
Conservas 23 caixas ordem.
Carne em conservas 5 caixas a Cunha Irmos
ft C. Ceblas 30 caixas a Souza Basto Amorim
4C.
Ferragens 8 caixas a Costa Lima A C.
Prata e ouro em^obra 1 caixa a Couceiro Ir-
mana.
Vinho 2 barris a Bento de Freitas Guimares,
5 a A. Ribpiro da Cunh > Oliveira. 142 caixas a
Francisco llibeiro Pinto Guimares 4 C.
Vapor nacional Para, entrado los portosdo
snl rin 2t do corrente e consignado a Pereira
Carneiro C. manifestou :
Carga do Rio de Janeiro
Caf 10 saceos a Jos Snares Lipa. (i!0 a Do-
mingos Cruz 4 C, 41 a Paiva Valente 4 C 11 a
Fernandes 4 Irmos, 134 a Ferreira Rodrisues
v C. 60aJo0 Fernandes de Almeida, 199 a
Souza Basto Amorim 4 C. 271 a Joaquim Fer-
reira de Car val ho.
Cavallos 2 a Manoel V. dos Sanios.
Chapeo 1 caixo a Samarco 4 C, 1 a Adolpho
6 Ferro 1 a Manoel J. Fernandes.
Calcado I caixo a Ferreira Barbosa 4 C, 1 a
Manoel Rodrigues 4 C, 1 a Joaquim Pinheiro
AC.
Fumo 4 voluntes a Almeida Machado A C, lo
a Joaquim da Silva Carneiro.
Mimlezas 1 caixa a Guilherme Spiller.
Mercadorias 22 volumos Presidencia.
Panno de aigodo 10 fardos a Machado A Pe-
dir, G a Rcdrigues Lima A C.
. Utensilios para fouo 16 volumes a Miranda
QrsBuia.
Carga da Babia
Azeite de Oliveira 10 caixas a H. Burle & C.
Charutos 2 caixas a A. Machado 4 C, 1 a D.
J. Si",v, 3 a ordem, 1 a R. deDruzina A C.
Chapeos 1 caixo a Albino Amorim A C, 3 a
Manoel Das da Silva Guiraares, i a Rodrigues
Lima *C.
Calcados 1 caixo a A. Cruz 4 C, 1 aT de
Carvalio A C, 1 a Francisco Ramos da Silva
AC.
Fio de algodn 10 > 'Saceos a ordem.
Mallas 4 caixas ordem.
Panno de aigodo 10 fardos a Ferreira Se Ir-
mos.
t
de Araujo, me-
residente no Reif*.
.* utreto
Dr Francisco Gomes Leopoldo
dico, residente era. Palmares.
6. districto
Dr. Jos Izidoro Marlins Jnior, advogado, resi-
dente no Recife.
7.' districto
Dr. Ambrosio Machado ta Cunha Cavalcaatio,
agricultor, residente em Ipojaca.
. Ostreto
Dr. Bernardo Jos da Cmara, agricultor, resi-
dente em .uyamliuca.
9.* ilistricto
Francisco Carneiro Rodrigues Campeo, agricul-
tor, residente no Cibo.
Para Santos, J. H. Boxwell 3C0 saccas com
22.466 kilos de aigodo.
Para Rio de Janeiro, A. Lopes A C. 470 saccas
com 35,493 kilos de algjdo : P. Valente A C.
40 pipas coto 19.200 litros le agurdente.
No vapor nacional Arlindo, carreaou :
Para Rio Grande Ao Sul. C F. Martina 300
barricas com .11,980 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Pard, caraegaram :
Para Manos, H. Oliveira 20 berrn om 1,920
litros de afioardroie.
Para Para. F. M. de Moura 25 barris com
2.400 litros de agurdente : M. A. de Senna A
C. SO barricas com 3.800 kilos de assucar refi-
nado ; F. A. de Azercto 14 barricas (Xjm 1,206
kilos ue assucar arnaco.
Para Ceari, E. C. fteltro A Irmo 2 barricas
cora 140 kilos deaasaoar branco.
Para Maranhao, J. M. Das 2 caixes com 101
kilos de rap,
No hiate naciooal Deas le Salce, carregou .
Para Camossim, f. A. Monteiro 2 barris com
140 litros de agurdente.
No hiate nacional D- Julia, carrejiaram :
Para Cear, M. Borges A C. 2,800 saceos com
farinha de mandioca.
Na b.ircaca Bndo.tia. carregou :
Para Parahyoa, A. A. Hollanda Co.ita 3 caixas
com 6 duzias de frascos com elixir cabega de
negro.
No cter Oiwira, carregaram :
Para Mossor, M. V'iegas C. 6 caixas com
453 litros de genebra.
Dinheiro
RECEBIDO
Pelo vapor naciooal Par,
Martins Fiuza A C. \
Bernardino Lopes Aieiro \
para;
2 00:) 000
2.000000
Vapor nacional Sergipe, entrado dos portos
do sul, era igual data, e consignado a Cadro
Ozono de Cerqueira; manifestou :
Couros 121 a Ramos Geppert 4 C.
Gordas de piassava 3'JO pegas a A. de C. Ra-
p a Joo Ferreira A C.
Feltio G i Reis A Santos.
Pelles 10 fardos a Abe Stein & C
Podra de amolar 200 a R-is A Santos.
Sabo 10 caixas a Paulino de Oliveira Maia.
tsxportaclio
ascira, 26 de agosto db 1889
Para o exterior
Nao houve exportagao.
Para o interior
No vapor nacional Espirito Santo, carre-
garam :
r Para Rio de Janeiro, C. M. da Silva 540 saceos
com 32,400 kilos de assucar branfco ; J. A. de S
210 barricas com 12,600 kilos de assucar masca-
vado ; Amorim Irmos A C. 10 pipa3 com 4,800
litros de alcodl, 25 ditas com 12,000 ditos de
ente e 1,080 saceos com 64,800 kilos de
raneo.
vapor austraco Pandora, carregaram :
EXPEDIDO
Pelo vapor nacional Espiriio-Santo, pnra :
Rio de Janeiro 3,000580)
Rcndimeatos pnbiicos
MKZ DE AOOSTO
Alfatidega
Renda sera!
De dia 1 a 26
dem de 27
3'.)V.ti36i730
26:111*761
Renda orovincial
Do dia 1 a 26
dem de 27
66 529J236
2:737880
616:7483511
69:2874116
Segunda secQSo
de 1889.
Somaia total 686:033*627
da Alfandega, 27 de Agosto
O thesoureiroFlerencio DomingttP3.
O chefe da sectio-Cicero B. de Mello.
Recebedoria Geral
Do dia 1 a 26 44.13U489
dem de 27 4:267*791
6. districto
Est prxima a ele!o para deputados
geraea, e, talvez prxima a vergonha eter-
na para o 6. districto, elegendo o Sr.
Jos Mara de Albuqnergue Mello.
Dzem que tudo se pode esperar em
poltica, mas ser acceita a apresentacSo do
Sr. Jos Mara para deputado geral pelo
6. districto !... nao era de esperar e nem
era crivel.
O eleitorado do G. districto
em sua maioria, de agricultores, ricos
lustrados, honestos
negociantes
deve dcscer
Jos Maria.
*A e'.e;rio de Jos Maria para deputado
pelo G. districto vergonha eterna para
o eleitorado do 6." distrieto.
Escada, 27 de Agosto de 1889.
coraposto
. i-
e independentes, e do
as mes mas condicoes, nao
a ponto de votar em dito Sr.
Um elditor.
------=S2SS-S
Agradecimiento
A abaixo assignada faltara a ura dever
de gratidio se nSo viesse do alto da im-
preusa manifestar o seu reconhecimento ao
Exm. Sr. conselheiro presidente da provin-
cia pela maneiragraciosa com que lhe conce
deu o theatro de Santa Isabel para nelle ar
um espectculo em seu beneficio, afim de po-
der continuar nos seus estudos e ao Exm.
.Sr. Dr. Jos Mariano, pela coadjuvae3o
qne lhe dispensou na realisa^ao deste ca-
penho. Aprovcita a oceasiao de igual-
mente agradecer aos illustrissiraos Srs.
coinmandante8fdo 2.a batalhao de infan^-
ria e qorpo dcjpolizia, a gentileza com que
se dignaram ceder as bandas de msica
do3 respectivos corpos, para mais abri-
lhantar a sua festa. *
A todos um s-ncero aperto de mao.
Recife, 28 Je Agosto de 1889.
Ihrcilia Graca.
r
T
Conferencias Republicanas
Tcndo de seguir amanha para a Escada
alim de realisar as conferencias annuncia-
das, s na volta poderci responder ao avi-
so cstenaporaneo do Or. Martins Jnior,
no Noria de Domingo.
Recife, 27 de Agosto de 1889.
Ricardo Guimnracs.Brazileiro por nc-
tura'.isajao.
RectificacSo
(iaipi, 2o de Agosto de 1889.Ilim.
Sr. redactor do Diario. Rogo-lhe o fa-
vor de, revendo o autographo do primei-
ro artigo, que escrevi contra o Sr. Jos
Marianno, rectificar um ,erro typographi-
eo, que se deu no mesmo artigo. Em vez
decscravisand/i as arcas jrfo thesouro,
eu escrevi no meu artigoesvasiando ".s
arcas do thnsou.ro. Bem se ve que o '3r.
Jos Marianno nao tinha o poder de ea-
eraear as arcas do thesouro. O que ello
fez foi esvasar o cofres publicos, fazen-
do passar na Assembla Provincial ieis,
concedendo grossos favores aos seus ami-
gos particulares, como provei no meu- se-
gundo artigo de domiugo, e continuo a
sustentar.
Sou cora toda a considera<^o de V. S.
atiento amigo e obrigado criado.
V
Ambrosio Macha/lo da Cunha Ca aleante.
Mercad Municipal de *. Jos-
0 movimento dente mercado no c ia 26 de
Agosto foi o seguinte :
Entraran) :
44 bois pesando 3,961 kilos.
224 kilos de peixe u 20 ris 4*480
4 cargas com farinha a 200 r3 800
t Jilas de milho a 200 ris 800
7 ditas de fructas diversasa 300ris 25100
13 taboleiros a 200 ris 24600
li suinos a 200 reis 2*800
27 matulos com legumes a 200 ris 5*400
Foram oceupados:
2i columnas a 600 ris 13*600
1 escriptorio a 300 ris 300
2ii compartimentos de farinha a 500
res 13 000
23 ditos de comidas a 500 riis 12*300
72 ditos le, legumes e lazeudas a
400 ris 28*800
16 ditos de suinos a 700 ris 11*200
8 ditos de fressuras a 600 ris 48:K>
45 tullios a 2* 90*0 Rendimento do da 1 a 23 do cor-
rete
194*380
4:323*620
5:518*00
kilo.
Foi arrecadado liquido at hoie
Pregos do dia:
Carne verde de 200 a 480 ris o
Carneiro de 720 a 13 ris dem.
Suinos de. 560 a 640 ris idem.
farinha de 600 a 720 ris a cuia.
Milhade 320 a 360 ris dem.
Bailo de 1*000 a 14280 idera.
Hatadonro paulico
Neste estaDelecimento foram abatidas para o
consumo de hoje 82 rezos pertenceates a diver*
sos marchantes.
Vapores a entrar
-UEZ DE AGOSTO
Sul......... Arlindo........... 28
Europa....... Don.............. 30
MEZ DE SETEMBRO
Sul............tralo............ 1
Europa....... Argentina,......... 1
Sul........... Tijuc.t............ 2
Norte......... Alagos........... 3
Europa....... Orenoque.......... 4
Sul.......... Nerthe............ 4
Pul........... Manos........... 7
.
43:399 JJ280
Recebedoria provincial
Do dia 1 a 26 23:063*959
dem de 27 1:141*609
24:205*568
Do dia
dem
Reeife D rain age
1 a 26 38.919*017
de 27 6:380*866
25:299*883
Vapores a sahir
MKZ DE AGOSTO
Santos e esc.: Ville de Baha.....28 as 3 h.
Norte.......Para-............. 28 as 5 h.
Babia e esc.. Jacuhgpe.......... 29 as 3 h.
3 b.
Moriniento do Porto
Xavios entrados no dia 27
Rio de Janeiro e escala 7 dias, vapor
nacional Para, de 1.990 toneladas, cora-
mandante Antonio Ferr%ra da Silva,
equipagem 6', carga varios gneros ;
a Pereira Carneiro i C.
Babia e escala8 dias, vapor nacional
Sergipe, de 411 toneladas, comman-
dante Joaquim Andr R. do Mattos,
equipagem 27; carga varios gneros; a
Pedro Osorio de Cerqueira.
Obseroacao
N5o houve sahida.
**k*- -*w- 44aOTMHBB




/
Diario de PernambticoQuarta-fera 28 de Agosto de 1889

*

to eleitorado do *5" dslrJcto
E'cbegaila a occasiao Je solicitar do iudcpeu-
denle eleitorado do 2" disiricloa rcuovagao da
honroso mandato de seu representante, cujo di-
ploma me foi arrancado pela cegueira partidaria
de mitos dadas como odio escravista na legisla-
tura que acaba de lindar coma dissolugao da
Cmara dos Deputados.
Tendo continuado a considerar-me o legitimo
representante do districto, nao posso, por isso
' mesmo, aspirar simplesmente a Honra de ser o
deputado novamente eloito ; desi'jo que o pleito
de 31 de Agosto tenha lambeiu una gigaiflcarta
especial: seja o proreto contra a espoliarao do
meu direito ne deputado dua> vwses efcilo; seja
a reslaurago do meo diploma violentamente
rasgado ; seja a conrtrmaco de que do tenho
desmerecido ao coueeit j e na tonllanru dos meus
concidados,
Eu aguardava com nneiedade a occasiao de
poder provocar urna mnnifes'.aco ciara e solem-
ne do brioso elitorado .10 i' districto. E' por-
tante clieio de sasfacuj e de contianga que para
elle appcko, sem a menor duvida sobre o julga-
mento que tenha de ser proferida apezar de
todas as machinagOs, perfidias.c l'.Tamages a
que recorran os mcus rancoro.-oj inimigos.
A maairestiicao franca 0 sem reservas de mi-
nhas idtias sustentadas nos mcetings, as confe-
rencias publicas, na imp-ensa, na tribuna nar
mentar, 6 bastante para aflirmar os comprarais-
sos por mira enntrahidos para coto o povo, em
cujo nome aspirarej sempru a honra de poder
fallar: e por outro lado, aecentoa. de modo bem
claro e positivo, o dever que me cabe de secu-
tar as solures, anda as mais arrojadas, do libe-
ralismo moderno, concilladas com os altos intc-
resses da patria que todos devenios fazer forte e
grande, prospera e feliz, urna s k indivisivel
pela integridade do seu oto e pelo lagocommnm
do amor uacional.
Nao me escusarei, entretanto, de mencionar
que. entre todas as reformas que o partido libe-
ral chamado a realizar, devenios, antes de
tudo, trabalhar para que o povo loaba interven-
go mais directa e cflectiva na governarao pu-
blica pela arcpliacao do direito d voto do qual,
em soa maioria. lera estado privado. Devemos
igualmente trabalhar para que as provincias e os
municipios tenham a mais plena autonoma, cn-
. trem no inteiro governo de si inesmas, para, inde-
pendcnt?mente de tutella administrativa estranha,
geriren seos negocios, applicarem suas rendas,
promeverero os seus melhoramentos. conciliando-
se ao.ncsmo tempoos inleresses peculiares cada
untadas provincias, de modo a lser desappare-
ceiera rivalidades, ou antes, hostilidades que eo-
nveam a manifestarse e que fatalmente preju-
tlcarao a homogeneidade nacional.
Reconheco nao ser possivel exigir de um ga-
binete a execugo, de'uma vez, do programma
inteiro de seu partido; e por isso rae contentarei
que o gabinete 7 de Junho emprelienda a re&li-
zaro 'aquellas duas reformas capitana, a par
de outras medidas de ordem differentee menor importancia, como seja promover melhoja-
ioentos pblicos., auxiliar e favorecer as .artes e
industrias nascentes e a lavoura que to patrio-
tica quanto desinteressadamente tem auxiliado
a transformago do traballio nacional, e por meio
de medidas econmicas e financeiras impedir as
caprichosas oscillagGes do cambio, desenvolver
lito, fazer a converso do nosso meio ir-
le depreciado, e assim concorrer para que i
iielho'r aproveitada e desenvolvida a riqueza
[Mticae diminuidos os encargos da divida Ba-
aconal.
Diz-ine a conscienci que, mesmo proscripto
il i pirlamenlo pela irais violenta das reaegoes,
n-. > me deixei tomar de desanimo nem me con-
servei em inactividade; ao contrario, conti-
nuei a servir, com ardor, dedicago e lirmeza,
a causa do povo e da democracia. Posso ase-
gurar ao cleitorado do 2o districto que, eleito
rovamente seu representante, saberei honrar o
mandato que me fr contiado. nao trahindo os
compromissos do meu passado nem iliudindo
as esperanzas do futuro ; hei de sempre procu-
rar corresponder conlianca dos eleitores de-
fendendo os grandes interesaos la altiva pro-
vincia de que me orgulho de ser lilho e baten-
do-me pelos direitos do povo.
Nutro a esperanca de que nao nppcllarei in-
tilmente para o eleitorado do 2" districlo e que
d'elle hei de receber um diploma revestido da
(brea A.n nnwf"n necessarios para no parla-
'caco ncionaa! collocar-me *uuia ua g rancie
BBiss&Q de que. tenba de ser investido.
.'"ada um dos Srs. eleitores do 2" districto com-
prehenler a impossibilidade material em que
me acho de procura!-os pessoalmente para pe-
lir-llies que me hnnrem com os seus votse
ora a sua franca adheso.
Sao bem conhecidas as minhas ideas e a mi-
tina attude diante dos negocios pblicos ; e
quando os Srs. eleitores desejem interrogar me
tero a farilidade de o fazer as reunies prelimi-
nares ao pleito, que sero promovidas em pontos
deternados de cada perochia, por ser esse o
raeiomais fac de por-me em contacto cora os
Srs. eleitores.
Espero, portanto, que isso nao ser motivo
para que deixem de suffragar a minha candida-
tura e fazel-a sabir triumphanie das urnas.
Reciie, 20 de Agosto-de 1889.
Jos Marianno.
N. 3G
O Usado le iodo o bacalhno* da
Tcrra-\ovo, eonleem am elemento
medicinal de tneatlmavel valor.
E debaixo da ferma do Oleo Puro Medicinal de
Figado de Bacalhao, de Lanmau & Kcmp, possui-
mos este balsamo maritimo em toda a sua excel-
encia nativa, com todas su suas propriedades
curativas, puras e sera alterago, tal qual nos
fui transraittido pelo creador.
As curas que esta preparaco est fazendo,
quer no paiz, quer no estrangeiro, e nos casos
de lisica, escrfulas, alTeccao do ligado, assim
como todas as mais molestias agudas e chroni-
cas a que os org.os da respirago se acbam ex-
postos : sao as su)s melbores credenciaes. Tan-
tas fraudes se tcein commettido com o Oleo de
Figado de Bacalhao; to extensa e vergonhosa-
raenle tem sido diluido, adulterado e falsificado
que o publico e a auloridade medica : sudan]
com jubilosa aleg-ia, urna preparagao lijgieniea
pura, na qual se pode eonllar cora toda a segu-
ranza.
Os que desejam obter um artigo de superior
qualidade, adaptado a todos os cm >s e sem ri-
yai para a cura da tosse, resiViamcntos e enfer
midades conseguintes devora (iedir o Oleo Puro
Medicinal de Figado de Bacalhao, de [turnan &
Kemp e reparar bem se no letreiro : na capa se
acha estampada a lirma desia casa.
Acha-se venda era todas as p.-incipacs bo-
ticas e lojas de drogas.
Aviso :i nuestros lectores
L(.s de nuestros lectores que vayan a
Paris mientras la Exposicin de 1889, es-
tan y avuwdoa no podran loor los nit
nata ejemplares, reeebidos^ en Pars, de
nuestro peridico, en la oficina .de nues-
tras corresponsales los Srs. Amde Prin-
ce y C, 36, rae Lafayette, donde pueden
hacerce dirigir toda su correspondencia,
pedir informes, dar ordena de compra,
etc.
Pero, avisamos a nuestros compatriotas
que ademas del servicio instalado en su
oficina, 36, ru Lafayette. los Srs. Am-
de Prince y C. han orgonizado un otro
gabinete de lectura y de informes en la
Exposicin misma, en el Pabelln de la
Repblica de Guatemala, en donde el Sr.
comisaiio general a puesto a la disposicin
de dichos Srs. una grande sala cou ter-
rado.
Aconsejomos vivamente a nuestros ami-
gos lectores que vayan a Pars, de hacer
una visita a la casa Amde Prince y C,
tanto en su residencia, 36, ru Lafayette,
como en su instalacin en el Pabelln de
Guatemala de la Exposicin, que resulta-
r, ser por el hecho de las extensas rela-
ciones de nuestros corresponsales, el cen-
tro de reunin de los numerosos estrange-
ros presentes en Pars.
---T-y-csec
ADV0GAD0 |
\ O bacharel Salnstiano Jos de
/ Oliveira pode ser procurado para
f os mistures de sua prolissio.
^=S ra Eslreita do Rosario n. l, i.
V 3 andar.
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata coro especiali-
dade de molestias de senhoras e creanjas.
Oonsiiitnrin a residencia rua ^a 'mD**-
ratriz n. 18, 1 andar.
Consultas de 8 as 10 da manha.
Chamados (por escripto) qualquer hora.
TELEPUONE N. 226
f]
|
Leonor Porto (
Ra L.arga do Rosario mi- |
mero \ (
SEGl'NDO ANDAR l
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Pariz
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeico de costuras, em
em brevidade, modicidade em pregos e
fino gesto.
,zi!
o se-
Pal mares
Escrevem-nos d'essa losalidade
guinte :
O engenheiro Henrique Pinto Rbeiro,
recentemente romeado chefe de secfo da
estrada de Caruar, de cujo cargo j to-
mn posse, em vez de se achar trente
de sua secjao como lhc curapre, est ca-
balando no 9. districto em favor do can
didato oficial.
Veja o Sr. presidente da provincia, com
que elemento se achara trabalhando os
candidatos de seu partido. E o governo
que paue chefe de servico technico para
cabalar em eleijoes !
Mais urna manifestacao em favor do
voto livre
Advogado
Miguel Jos de Almeida Pernambuco tem o seu
escriptorio de adToeacia a ra do Imperador n.
81, onde ser encontrado lodosos diasuteis, das
horas da 9 uianh s 4 da tarde.
i MEDICO HOMEPATA 1
Dr. Ballhazar da Silveira
*
Advocada crime
\ RBEIRO DA SILVA, defende perante o
) \ jury de Palmares, Agua-I'reta. Samelleira,
i i Escada, Jaboatr.o, Nasaretb, T.
1 Vbauba e as coman as
.Victoria, Ti m-'
visinhas s vias|
Iferres.
Kd
i
Pode ser acocorado a ra Io de Marco) |
n. 7 A.Livraria Parisiense. ><
A sohc'lo de Antipyrina de Trouette
nroduz maravilhosos effeitos para o trata-
inento das enxaquecas, nevralgias, e dores
geraes (l
Elixir cabera do negro do Dr. sania
Roa. ni:alyailn em Parlz e np-
provado pela IiiMpccloria Cern
de Ilygicm*.
(Premiado na Exposiro)
Continuamos a prevenir o publico que o ver- j
rladeiro elixir cabeca de negro o da formula
do Dr. Santa Rosa, que romo garana em em ;
< u favor os attestados passados pelos mais dis-1
tlin'tos medico^, desta e demais provincias do
imperio, por pliarmacenticos, desembargadores,!
advogados. engenbeiros, commerciantes, empre-.
_';d3 pblicos, lentes da Faculdade, artistas,
Fi'ur, portanto, o publico sabendo que o eli
xir fabricado na ra da Cadea. pharmacia de
Berme* Souza P,ereira, Succcssores.umairaita
cao do nosso.
>sto do verdadeiro, ra do Bom Jesu3 n. I.
.,.v.
U Frederico Chaves Jnior
j Homoepatha
{39-RA BARO DA VICTORIA 39
j ( Prime I ro andar
Especialidadefebres, molestias (i
das crian?as, dos orgos respirato- >
ros e das senhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
ora da capital.
AVISO
Todos os chamados devem ser di-
rigidos pharraacia do Dr. Sabino,
na do BarSo da Victoria n. 43,
onde se indicar sua residencia.
Estreitamento daurethra
AO ILLM. SR. DR. CARLOS BETTENCOURT
Eu, abaixo assignado, declaro que, estando
soffrendo de um estreitamento dajureibra, acom-
panbado de blennorrha. recorr ao Illm. Sr. Dr.
Bettencourt, por quera fui operado pela electro-
Ivse sem dor, (cando radicalmente curado em
curto espaco de terapo.
Ao muito digno Sr. Dr. Bettencourt os meus
mais sinceros agradecimentos.
Jbo Rodrigues de Britlo.
---------------?---------------
Advocado
O bacharel Arthur da Silva Reg tem o seu
escriptorio de advocacia a ra do Imperador n.
3i, onde pode ser procurado para os misteres
de sua profisso.
. Dr. Mello Gomes jj
Medico operador parteiro u
46Ra do liarSo da Victoria46 J |
(DEFROSTE KA PHARMACIA PINHO) 1 |
Onde tem conwultorlo e rel- j j
dencla i pot.endo ser encontrado e '
recebendo cliaraados qualquer hora
do dia e danoite.
Especialidades: partos, febres, moles- .
lias de senhorr.s e dos pulmes, syphilis I
era geral, cura rpida e completa e ope- <
racfiOB de estreitamentos e mais soll- ;
mentos da uretra.
Acode de piompto a chamados para
fra, a qualquer distancia.
Telephone n. 394
a. J \
Brilhante resultado
Eu abaixo assinado, morador a rna
Paula Brito n. 25, no Rio de Janeiro, de-
sejando prestar urna homenagem verda-
de, tornando, ao mesmo tempo, publicas
as virtudes do Peitoral de Cambar, ve-
nho declarar que, empregando esse impor-
tante medicamento em urna tilhinha de 5
annos de idade, preza de urna terrivel
tosse convulsa ou coqueluche, ha j dous
mezes, e depois de applicados putros me-
dicamentos, obtive o mais agradavel re-
sultado para o meu coracSo de*pai, at n-
t2o afflicto pela crueldade da molestia de
minha filhinha, dando-lho o afamado Pei-
toral de Cambar do Illm. Sr. Jos Alva-
res de Souza Soares, de Pelotas, que,
cora dous vidros apenas, prodr.ziu- tao bri-
lhante resultado.
Felicitando ao autor de tao virtuoso pre-
parado desejo que este attestado verdadeiro
aproTeite aos que, como a minha filhinha,
sejam atacados de tao terrivel enfermi-
dade.
Jos Carlos. Coimbva de Gouveia.
Oculista
Dr. Barreta Sainpaio, medico,
enlista, ex-chefe de clnica do
Dr. de Weckcr, d consultas de
mei< dia s 3 horas da tarde, no
Io andar da casa n. :">1 ra do
Barao da Victoria, excepto nos
domingos e dias santificados.
Residencia ra Scte de Setem-
bro n. 34. Entrada pela ra da
Saudade n. 25.
J naoadmitte duvidas
Todo aquelle que soffre de tosse, as-
thma, rouquid2o ou qualquer enfermidade
do peito, e de vias respiratorias, ainda a
mais grave, s nao se cura nao o que-
rendo.
O Peitoral de Cambar, importante des-
coberta do Sr. Sonza Soares, de Pelotas,
um remedio tao efficaz que nao admitte
hoje duvidas a respeito.
A prova acha-se no grande numero de
attestados de curas obtidas; no seu actual
consumo de vinte mil frascos por mez ;
as honrosas apreciares da imprenaa; na
sua approvagao pela junta de hygiene pu-
blica; na autorisacSo do governo imperial
e nos grandes premios de duas incdalhas
de onro de 1* elasse com que foi distin-
guido.
Portanto, os doentes s nao se coram
quando nao o queiram.
Lde com atten5ao o folheto que acom-
panha cada frasco.
O Peitoral de Cambar vende-aa em
casa dos agentes e depositarios geraes
Francisco Manoel da Silva & C, a ra
Mrquez de Olinda n. 23, c em dTarsas
pharmacias e drogaras da cidade.
=3fi
Aviso aos nossos leltoro*
Os nossos leitores que visitarem Pars
durante a ExposicJlo do 1889 j sabem
que poderao 1er os ltimos excmplaras do
nosso jornal chegados aquella cidade ne es-
criptorio dos nossos correspondentes, Srs.
Amde Prince & C, 36. ra Lafayette,
onde podem mandar dirigir qualquer cor-
respondencia, pedir quaesquer informales,
dar ordens de compras, etc.
Alm d'isso, levamos ao conheeimento
dos nossos patricios que afora o servico esta-
bclecido no escriptorio da ra Lafayette,
n. 36, os mesmos Srs. Amde Prince A
C, acabam de organisar urna sala de lei-
tura e de informales na ExposicSo mes-
ma, no pavilhao da repblica de Guate-
mala cujo commissario geral dignoa-M dr
por graciosamente urna vasta sala om
varanda s ordens dos nossos correspon-
dentes.
Aconselhamos mu vivamente aos nos-
sos amigos e leitores que se achareaa em
Paris, que visitem a casa Amde Prince
& C. na sua sede social, 36, ra Lafayet-
te, bem como na installacilo que possu na
ExposicSo no Pavilhao de Guatemala quo
ha de ser, gra5as s extensas relajSee dos
nossos correspondentes, o ponto da re-
uniao dos numerosos estrangelros resuen-
es em Paris.
SILYEIRA
ADVOCADO
09-BLA DO IMPERADOR -
Cirurgio Dentista
DR. ROBERT P. RAWLDSON, for-
mado pela Universidade de Maryland nos
Estados-Unidoa, tm aberto o seu consul-
torio, na ra Barao do Victoria 18, Io an-
dar.
Consultas das 10 s 4 horas da tarde.
EDITAES
2.a Seccao.Secretaria da Presidencia de Per
nambuco, em 24 de Agosto de 4889.De ordera
do Exm. Sr. presidente da provincia faca publi-
co, paraos devidos elTeitos, o edital abaixo trans-
cripto, pondo era concurso o proviinen'o dos of-
licios de partidor e contador e le partidor e dis-
tribuidor do termo de Agua Preta.
O secretario.
Francisco Leopoldo Marinho de Souza.
0 Dr. Francisco da Costa Maia. juiz municipal e
de orphos dos termos reunidos de Palmares e
A i;ua-Preta, por Sua Magestade Imperial, a
quem Deus .guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem e
d'elle noticia tiverem, e a quera interessar possa,
que de conforraidade com o art 1." do deiyelo
n. 3,322 de ii de Julho de 1887, lica marcado o
praso de 30\lias, a contar de boje para o con
curso do provimento dos oficios de contador e
partidor, e de partidor e distribuidor do termo
de Agoa-Preta, creados pela Ici provincial a. 1,40o
de li de Maio de 1.879 c vagos o priraeiro por
ter fallecido o servontuario Joaquicn Uarquea da
Porciuncula e o segundo pela ia que fez
o respectivo serventuario ilanocl Firmino de Al
buquerque. Assim, pois, recoraraendo que.n
pretender que apresente-se no prazo cima indi-
cado o que instrua ?ua petiro tfom exame de
suflicieneia e mais documentos exisidos pelo de-
creto n. 9,420 de 28 de Abril de 1883 e mais le-
gislado em vigor.
E para que chegoe ao conhecimeip do todos
mandei passar o presente qu<; sera atusado na
porta da Cmara Municipal desta villa e delle se
extrahir copia para ser r -raettido ao Exm. Sr.
presidente da provincia para o lira indicado no
art. 157 do decreto citado, com c^rtido do dia
em que foi aflixado pelo porteiro dos audito-
rios.
Dado e passado nesta villa de Agua-Preta.
de Agosto de 1889. E eu, Pedro Severo da Costa
Leite, escrivao de orphos o escrevi.Francisco
da Costa Maia.
E mais se n5o continha em dito edital, aqui
fie|mente copiado. Eu Pedro Severo da Costa
Leite, escrivao de orphos o escrevi.
Cerlilico que affixei na porta da Cmara Muni-
cipal, o edital chamando o concurrente aos offl-
cios de contadore partidor e o de partidor e dis-
tribuidor d'este termo. Dou f. ViUa de Agua-
Preta, 18 de Agosto de 1889.O porteiro dos au-
ditorios Joaqun) Jeronymo de '.arvalho.Coa-
forme.O escrivao, Pedro S'irro da Caa Lrttc.
Edificio da Faculdade de
Direito
De accordo com a commissio nomeaila pelo
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia
adiase abena, com o prazo de 8 dias a coniar
desta data, co.icurreneia publica para o recebi-
mento de propostas das pessoas que pretende-
rera foraeeer para as obras do novo edificio da
Faculdade de Direito os materiaes abaixo desig-
nados.
As propostas seo fe'tas em cartas fechadas e
entregues no rita 2 de Setembro vindouro, s 11
i iias du manlii, na reparlijao de Obras Milita-
res, em palacio, obrigaudc-ne ca-ia proponente
a fornecer tolos os maleriaescnjuuctamete ou
cada elasse que preferir.
O coutrdcto vigorar at 31 de Dezeratro des-
le anuo.
transporte dos materiaes ser por conta dos
fornecedores. ilcundo obri^alos a' deposital-os
\no largo do Hospicio e lugar indicado pelo eu-
genheiro encarregado da construc'cao.
O forneciment.') cometar,a ser feito dentro
de 8dias* contar da aceitarao das proposta,
sob peua de 20 por cento de multa, deduzittos
da lianyade SOU^OOO previamente depositada na
Tiiesourari i, como garanta.
Areia d*agua doce, metro cubico.
Pedra granitD de lastro, arrumada, metro cu-
bico.
Pedra granito em blocs (grandes pedagos) metro
cubico.
Cimento Porlland era barrica de 116 kilograra-
mas, urna.
Cal preta, hectolilro.
Tijolos de alvenaria grossa d'agua doce de
0.-31X0,-13X0,-0?), milheiro.
Telhas convexas de 0,-57X0,10 de corda, mi-
lheiro.
Travede madeira de lei (pao.ferro, sucupira pre-
ta, sapncaia, imberiba preta, pao d'arco, ba-
cury) de 0,-22 a 0,-23 de face at u cumpri-
nieiito de 4- e de 0,-23 a 0,-30 sendo maior
de 4-, o metro linear.
Enchamel de madeira de lei, de 4 a 6" por
0,-17X0.17, metro linear.
Dito de 4- a 6- per 0,14X0,14, metro linear.
MSo travessa de 4 a 6-, metro linear.
Caibro de madeira de 6- a 9-X0.08 a 0,-11 de
dimetro, metro linear.
Dito de mangue de 4in a 6-XO a 8 a 0,-11, me-
tro linear.
Ripas de 2,-3X0,05 de largura, duzia.
Taboas de refugo, duzia.
Corda para andaime, pega
Ferro forjado para arganeis, ponteiras, parafa-
sos e porcas, kilograrama.
Pregos grandes, idem.
Pregos caibraes francezes, idem.
Ditos ripacs, idem, idem.
Recite, 26 de Agosto de 1889.
C. Tliaumatwgo de Azecedo.
O Dr. Jos Pedro de Almeida Pernambu-
co, juiz Fubstituto da vara especial do
commercio desta cidade do Recife, ca-
pital da provincia de Peruambuco, em
virtude da lei etc.
Faz saber aos que o presente edital vi-
rem ou delle noticia tiverem que se ha de
arrematar em hasta publica deste juizo
depois da respectiva audiencia do dia vin-
te e nove do corrente, com as formalida-
des e pregoes do estylo, urna armagao de
madeira louro invernisada, tendo dous ca-
envidra^ados e balcao da ruesma-
idra con o lampo de amarollo, tu
avaliado por cem mil reis, urna balanja de
forja de vinte kiios, com seus competen-
tes pezos, cinco temos de medidas para
lquidos (de folha) e um dito de medidas
de ferro para seccos, tudo avaliado por
vinto mil reis, que vao praga para pa-
gamento da execucao que por este juizo
move Antonio i'aulo Botelho contra Go-
mes de Souza & C.
E nao havendo lanjador que cubra o
preco da avaliajao a arrematagao se pro-
ceder nos termos da lei.
E para que chegue ao conheeimento de
todos o presente ser publicado pela im-
prensa e outro de igual theor affixado no
lugar do costume do que se juntar certi-
dao aos autos.
Dado e passado nesta cidade do Reci-
fe, ou dezeno.ve dias de Agosto do anno de
Nosso Senhor de 1889.
Eu Jos Frankli de Alencar Lima, es-
crivao subscrevi. Jos Pedro de Almeida
Pernambuco.
xjlhgs
maOen'
3.' tieccwo.Secretaria da Presiden-
cia d Pernambuco. O de ijostu
de 1*89.
Exm. Sr. conselheiro presidente da provin-
cia, de ordera de S. Exc. o Sr. conselheiro Vis-
conde de Ouro Preto, Ministro e Secretario de
Sstado dos Negofiios da Fazenda, faz saber ao
commercio de Pernambuco e mais interessados,
que nesta secretaria recebem-se at 31 do cor
rente reclamacOes sobre a tarifa das Alfandegas
e regulamentos de 22 de Fevereiro de 1888, re-
lativos aos impostos le industrias e protissOes,
(im de serem consideradas na reviso a que
rai proceder o Ministerio da Fazenda.
O secretario.
Francisco Leopoldo Marinho de Souza.
m. lecco.Secretaria, da Preniden-
cij de Pernambuco, em 27 de
Aconto de 1889.
De oraem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia fuco publico para os devidos effeitos, o edi-
tal, t-ra seguida transcripto, pondo era concurso
o provimento da serventa vitalicia de 23 tabel-
lio c annexos do termo de Tacarat.
O secretario,
Francisco Leopoldo Marinho de Souza.
O Dr. Francisco Porpiurio de Andrade Lima,
juiz municipal e de orphos desta comarca de
Tacarat e a$u termo, etc. etc.
Faz saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem e a quem mais interessar
passa, que de conforraidade com a ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, datada do 1*
do corrente mez, est aberto o concurso para
provimento vitalicio do ollieio de 2o tabelliao e
seus annexos desta comarca de Tacarat, no
prazo de 30 das a contar da data da affixagao
do presente edital, como dispOe o decreto n.
3322, de 14 de Junlio de 1887.
Outrosim, recomraenda a quera pretender,
que instrua sua peticao cora exame de suflicien-
eia e mais documentos exigaos peioait 210 e
seus paragraphos do regulmento a que se re-
fere o decreto n. 9430 de 28 de Abril de 1885 c
mais Ieis concernenies ao dito provimento.
E para que chegue ao conheeimento le todos
mandei pasa o presente editar que ser affixa-
do no lagar do costume, desta villa e delle se
extrahir urna copia para ser rcmntida ao Exm.
Sr. prc i provincia para mandar publi-
car pela impcensa, com a declaragao do da da
affixago, a Vista da certido que dcsle.dero
porteiro do auditorio desta villa.
Dado e passado insta villa do Jatob de Ta-
carat aos 14 de Agosto de 1889.
Eu, Manoel Francisca liotellio, 1" tabelliao e
5q de orphos, crime. e civel, o escrevi.
O juiz municipal, Francisco Porpliirio de An-
drade Lima.
Cerlilico abaixo assigoadr>, porteiro do audito-
rio desta villa e ollictal de justiga (leste termo,
que nesta data aflixei porta da edificio da es-
tago da liona frrea de Paulo Abnso, que o
lugar mais publico, ura edital do Illm. Sr. Dr.
Francis Irade Lima, juiz mu-
nicipal rao pondoacon-
cursc o de 2o tabel-
liao e seus annexos deste termo, de conformi-
dade cora a ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia datada do Io deste mez.
0 referido verdade e don f.
Jatob de Tacarat, 14 de Agosto de 1889.
0 oflicial de justiga e porteiro do auditorio,
Jesuino Antonio dos Santos.
E nada mais se contera no edital e certido
do porteiro que bem a belmente copiei do pro-
prio original ao qual me reporto.
Jatob de Tacarat, 14 de Agosto de 1889. O
tabelliao publico, Uanool Francisco Botelho.
Secretaria de Polica de Pernambuco, em 2fr
de Agosto de 1889.Por esta reparligao 3e faz
publico, de ordem do Illm. Sr. Dr. cliefe rlelpo-
iicia, que se acha depositada na mesma urna
correte de onro para relogio, qne fra appre-
hendida na fregueiia da Boa-Vista pi'lo subde-
legado do 1" districto; [icio que convida-se a
quem se julgar cora direito mesraa a vir re-
clmala dentro do prazo de 30 das, munido de
documento probatorio de legitimo dominio.
O secretario,
.4. J. da Costa Rbeiro Jnior.
o.' Secco.Secretaria da Presidencia de Per-
nambuco, em 23 de Agosto de 1889..
Por esta Secretaria se faz publico para conhe
cimento de quem interessar" possa qne a reque-
riraento de Manoel Antoni) dos Santos Dias tica
aborta a concurrencia cora o prazo de 90 lias
contados d'esta data para o recebimento de pro-
postas, em carta fechada, referentes l'undaco
de ura engeiibo central de tvpo maior, de que
trata o art. 18 da lei n. 1 860"de 11 de Agosto de
1885, mediante as condices do art. 1S da mes
raa lei e da de n. 1.972 te 22 de Marco ultimo
O secretario. Francisco LeopoUlo Marinho de
Siiuza.
5.a seix;ao.Secretaria a /residencia
de Pernambuco, em 29 de Abril de 1889.
j:Por esta secretaria se faz publico, de
ordem do Exm. Sr. Dr. vicepresidente
da provincia e nos termos do 5 2" do art.
Io da lei n. 1,901 de 4 de Junho de 1887,
que, tendo-se concluido por meio de laudo
de arbitro desempatador, a questiio de ava-
iagao do material da empreza de illumi-
uagao gaz desta cidade, fica aberta
a concurrencia, com o prazo de seis me-
zes, contados da data do presente edital,
para contracto da dita illuminagao, me-
diante as seguintes clausulas da citada le:
3." Nenhuina proposta ser recebida
sem que o proponente com ella aprsente
documento de haver feito no Thesouro
Provincial deposito da quantia de 25:0005
em dinheiro ou apoliecs da divida publi-
ca, para garantir a aceitagao do contracto,
no caso de ser preferida a sua uroposta.
4. O deposito, a que se refere o pa-
ragrapho antecedente, nSo ser retirado
pelo contractante senao lindo o contracto e
servir de caugSo para os pagamentos de
multa e fiel comprimento das clausulas,
que forera estipuladas no mesmo.
5. O contracto s poder ser feito
com quem melhores vantagens offerecer
na concurrencia.
6. A nao ser no caso do paragrapho
antecedente, a actual mpresa nao ter
preferencia a qualquer outro proponente.
7. O novo contractante sera obriga-
do indemnisagSo, a que a provincia
sujeita por forga da clausula decima ter-
ceira do contracto em vigor, devendo dita
indemnisagSo ter lugar de accordo com
essa mesma clausula, e ficando o matcrila
e obras da empreza hypothecados pro-
vincia at que esteja realisada a indemni-
sago ou pelo menos depositada a respecti-
va importancia.
8. O prazo do contracta nao poder
exceder a 30 anuos.
9. Oprego da illuminagao, quer publi-
ea, quer particular, nao poder exceder de
260 ris o metro cubico de gaz, fazendo-
e urna reduegao de mais de 30 [0, para
os estabelecimentos de caridade e benefi-
cencia, e reparticSes publicas.
10. O systema mtrico, si for mais
conveniente, ser adoptado para a medi-
gao do gaz.
11." A luz seT clara, brilhante e isenta
de substancias estranbas, que possam pre-
judicar a illuminagao e a hygiene publica.
I 12. A intensidade media da luz ser
equivalente a dedez velas de espermacete,
das que queimam sete grammas por hora,
correspondentes a 120 graos inglezes.
13. As horas de illuminagao publica
sero fixadas pelo presidente da provincia
no principio de cada anno, nao podendo
ser em numero menor de seis, nem maior
de dez, devendo neste caso haver urna
reduegao no prego do gaz correspondente
ao acrescimo de horas.
I 14. O contractante ser obrigado a
ter na provincia um representante com
plenos e Ilimitados poderes para tratar e
definitivamente resolver as questoes que
se suscitarem, quer cmi o governo,
quer com os particulares, ficando sujeitos
todos os seus actos s leis e regulamen-
tos e jurisdicgSo dos tribunaes judicia-
rios ou administrativos do paiz.
15. O contractante ser obrigado a
collocar e construir sua eusta um ou
mais gazometros, se houver necessidade,
nos lugares que o presidente da provincia
designar, e a introduzir todos os melho-
ramentos que durante o prazo d contrac-
to se forera descobrindo, urna vez adopta-
dos na corte do imperio ou em alguma ca-
pital da Europa.
115. O pagamento da illuminagao pu-
blica e particular ser feito em nioeda do
paiz, sem attngao oscillagao do cambio.
17. O contractante poder organisar
coropanhia, a qual ficar subrogada em to-
dos os direitos e obrigagoes do contracta.
18. Para as despezas com a fiscali-
sago do servigo de illuminagao {o contrac-
tante concorrer annualmente com a quan-
tia de 3:0005000, que serao recomidos ao
Thesouro Provincial.
19. O presidente da provincia esta-
belecer as multas e mais condigSes, no
intuito de garantir a boa execugSo do con-
tracto, quer com relagao a illumingao pu-
blica, quer com a particular.
Faz-ae publico, finalmente, que o novo
contractante ter de pagar actual em
preza, conforme o 7o cima citado, 3
quantia de 994:917 a avaliagao foita pelo arbitro desempata-
dor era 18 do Margo ultimo, visto deduzir-
Se da de 998:7770528, total da avaliagao,
a importancia de 3:8605000 paga em-
presa em 18G0, proveniente de 202 canos
de ferro, 5 columnas e 5 bragos com lam-
peSes, collocados fra do permetro do
contracto.
O secretario interino,
Manoel ioaquhn Silveira.
vincia chama concurrentes para o novo-
contracto da illuminagao mediante as clau-
sulas no mesmo enunciadas e servindo de
base para a indemnisagSo da empreza
actual a quantia de 998:777(5528, por
quanto foram avahadas pelo arbitro desem-
patador as obras da mesma empreza,
quantia essa que dever ser paga pelo
novo contractante, vem pelo presente
aviso, e para evitar duvidas futuras, de-
clarar que dita avaliagao nao pode servir
de base para tal indemnisagSo, por ter
sido illegal e irregularmnte feita, bem
como que contra eila j protesou, quer
perante o Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, quer perante o juizo dos feitos da
fazenda, tendo sido intimado do mesmo
protesto o Dr. procurador dos feitos da
Fazenda Provincial, como representante
da ropvincia.
E como quer que deva em tempo op-
portuno fazer valer seus direitos contra
quem de direito for, deliberou fazer a
presente publicagSo para scieneia do3 in-
teressados.
Reeife, 1 de Maio de 1889.
Gerente.
George Windsor,

B*
DECLARARES
Companhia de Edificacao
A commisso liquidadora da Companhia de
Edificagao, convida os Srs. accionistas da allu-
dida companhia a reunirem-se em assembla ge-
ral, no dia 2 de Setembro vindouro, ao raeio dia,
no 1." andar do predio n. 77 ao Largo de Pe-
dro II. para o fim de toraarem conheeimento das
con tas e do balango encerrado era 20 de Julho do
corrente anno, e ouvirera a leitura do parecer da
commissSo fiscal.
N'e.-ta mesma assembla geral se tratar acerca
do disposto peto art. 94 do decreto n. 8821 de 30
de Dezembro de 1882.
Escriptorio da Companhia de Edificagao em li-
quidago. 17 deBgosto de 1889.
Jos Gomes Ferreira Maia.
Joaquim de Oliceira Borges.
Bernardino da Costa Campos Jnior.
Companhia Alagoana
de Fiae,o eTecidos
Convidamos ao> senhores subscriptores desta
companhia, para de accordo cora os arts. 9 e 10
do3 estatutos, at o dia 10 de Setembro prximo
futuro, realisarem sua stima entrada na razo
de 10 0/0 do valor de suas aeges, no Banco In-
ternacional do Brasil. Macei, 10 de Agosto de
1889.Os directores,
Jos Teixeira Machado.
Jos Januario P. deCarvalho.
Propicio Pedroso Barreto.
Obras publicas
Cadeia da <-idade da Victoria
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director
geral, em virtude da autorisago de S. Exc. o
Sr. conselheiro presidente da provincia, de-
do corrente, fago publico que no dia 14 de Se-
tembro prximo vindouro, nesta directora rece-
be-se propostas em cartas fechadas, competen-
temente selladas, para execocSo dos reparos de
que necessita o edificio da cadeia da cidade da
Victoria, orgados em 954*800.
O orgamento e mais condices do contracto
acham-se nesta secretaria, onde podem ser exa-
minados pelos pretendentes.
Para concorrer praga cima dever o licitan-
te depositar no Thesouro Provincial a quantia de
47*740, equivalente a 5 0 0 do valor do orga-
uiLnu-
Secretaria da direetoria geral cas Obras Publi-
cas Provinciaes de Pernambuco, em z3 de Agosto
de 1889.
O engenheiro secretario
Luiz Antonio C. de Albuquerque
Correio Geral
Hala* a expedir-sc hoje
Pelo vapor brasileiro Para, esta administrago
expede malas para os portos do norte, receben-
do impressos e objectos a registrar at 2 horas
da tarde, e cartas ordinarias at3 horas ou 3 i/2
com porte duplo.
Administrago los correios de Pernambuco'
28 de Agosto de 1889
O administrador,
AfTonso do llego Barros.
Prolongamento da Estrada
de ferro do Recife aoS.
Francisco.
De ordem do Illm. Sr. Dr. primeiro engealiei-
ro. servindo de director, aco publico, para co-
nheeimento de quem interessar possa, que em
additamento ao edital j publicado no Diario
de Pernambuco e no Jornal do Recife de 9 deJJu-
nho do corrente anno, e outros nmeros das
mesmos jornaes, e a partir de 28 do corrente,
quarta fera da semaaa vindoura, fica restabe-
lecido o trafego comprehendido entre as esta-
gOes de Palmares Garauhus do Prolongaraento
da Estrada de Ferro do Recife a S Franciseo
partindo os Irens diariamente, e de accordo com
o respectivo horario j publicado pela imprensa.
Secretaria do Prolongamenlo da Estrada k
Ferro do Recife ao S. Francisco, e estrada de Fer-
ro do Recife Caruar, 23 de Agosto de 1889.
0 secretario,
A. G. deGusmo Lobo.______
"COMPANHIA
mil
North British Mercantil
Insurance & C.
Estabelecida em 1809
Capital subscripto
Fundo accumulados para
2.300:01
sinistros 1.842:344
i. 4.342.:a44
Agente em Pernambuce
N. J. LDSTONE
10 Rna do Commerciolo
Santa Casa de Misericordia
do Recife
Empreza do Graz
AVISO
A empreza de illumiBacSo a gaz desta
cidade por seu gerente, tendo visto no
Diario de Pernambuco de hoje a publica-
gSo do edital em que a presidencia da pro-
HAjor
los de
Laurenlino
Miranda
A junta administrativa desta santa casa far
celebrar na igreja tfe.i. S. do Paraizo, pelas 8
horas da manir to dia 3 de Setembro vindoura
umamissa de rquiem, cantada pelas educandaa
da casa dos expostos. pela alma do majorlaan-
reniino loM de Miranda, que por mui-
(os airaos servio como thesoureiro desta corpo-
rago, e convida para assistir a este acto todos
os membros da familia c amigos do illustre
morto.
Secretaria da Santa Casa da M sericordia da.
Recife, 28 de Agosto de 1889.
0 e3criuo,
Pedro Souza.

-
1


NMMf'

Diario de Pernambuco-Quarla-feira 28 de Agosto de 1889
\
PRADO PEBNAMBUCANO
PKOJECTO DE INSCMPCAO
Para o pareo
GRANDE PREMIO
sus ss&imps&m
Na corrida que dever ter lugar no dia 29 de Setembro
de 1889
Animaes da provincia: l.SOO metros. PREMIOS: 800f>000 ao pri-
meiro, 200^000 ao segundo, 100)5000 ao terceiro e 60)5000 ao quarto.
Inscripco 60S000
Nao se realisar este pareo sem que se inscrevam cinco animaes de proprie-
tarios differentes.
A inscripcao encerra-se-ha no dia 18 de Setembro, s o horas da tarde, na se-
cretaria do Prado.
Recife, 21 de Ago&to de 1889.
Francisco de Souza Res,
ERE\TK.
Em virtude do que dispe o artigo 66 do regu-
lamento que baixou com o decreto n. 9.534 de 3
dtjFeverciro de 186, a Inspectora (eral delly-
rene faz publico pelo prazo de 8 das, que o
cidado Octaviano Luiz Augusto de Lagos, Ihe
dirigi a seguinep.-tico com documentos que
satisfazem as exigencias do art. 63 do citado re-
gulamento
Diz Octaviano Luiz Augusto de Lagos, resi-
dente na cidade do Rio Formse provincia de
P tjca de pharmacia, como provam os documentos
juntos, ns. 1 e 2, e havendo necessidade de urna
pbarmacia nesta cidade, como prova com oattes-
tado da cmara municipal, vem o supplicaote
requerer a V. Ex. a graca de conceder-lhe li-
cenia para abrir e dirigir urna pharmacia nesta
mesma cidade do Rio Pormoso, era vista do
art. 63 do regulamento que baixou rom o decre-
to n. 9.554, de 3 de Fevereiro de 1886.=Nestes
termos.-Pede a V. Exc. deferimento.-E. R. M.
Cidade do Rio Pormoso. 13 de Maio de 1889
Octaviano Luiz Augusto de Lagos. Sobre urna
estampilha de quatrocentos ris.
E declara que se nesse prasonenhum pharroa-
ceutico formado Ihe communicar, o Inspecto-
ra de Hygiene da provincia de Pernambuco, a
resolucSo de estabelecer pharmacia na tciada
Jocalidade, conceder ao pratico liecnca reque-
rida.
Inspectora Geral de Hygiene, 2 de Agosto de
1889.Dr. Pedro flbnso de Carvalho, secreta-
rio.
Obras Publicas
Ponte da Magdalena
De ordem do Illm. Sr. I)r. engenheiro
director geral de conformidade com a au-
torisacao de S. Exc. o Sr. conselheiro
presidente da provincia, de 23 do corren-
%e, faco publico que no dia 14 de Setem
bro prximo vindouro, n'esta directora
recebe-se propostas, em cartas fechadas
competentemente selladas, para execuclol
dos reparos de que necessita a ponte sob.
o rio Capibaribe, na passagem da magda-
lonfi, orcoJoo ora .&WT $i>00 roa
O orcamento e mais condicoes do con-
tracto acham-se n'esta secretaria onde po
dem ser examinados pelos pretendentes.
Para concorrer praca cima deverao
os licitantes depositar no thesouro provin-
cial a quantia de 479(5300 ris equivalen-
te a 5 /0 do valor do orcamento.
Secretaria da directoria geral das Obras
Publicas, em 24 de Agosto de 1889.
O engenheiro secretario,
Luiz Antonio Pataleante de Albuquerque.
1/
praca
Pela inspectora desta Alfandega se faz publi-
co que s 11 horas do dia 29 do corrente mez,
sero arrematadas a porta desta repjrlico as
eercadorias abaixo declaradas :
Urna caixa, marca diamante e DCeP no cen-
tro n. o, vinda de Liverpool no vapor inglez
Edictor, entrado em 2i de Maio do corrente an-
no, abandonada aos direitos por R. de Drusina
& C, contendo 69 kilogrammas de obras ira.
pressas de mais de urna cor.
l'ma caixa, marca GA n. 110, idem de Ham-
burgo no vapor inglez Lissabon, idem em 29
idera idem. abandonada aos direitos por Fonse-
ca Irruios & C., contendo 217 kilogrammas de
obras de papel impressas de urna cor.
l'ma caixa, marca HC n. '492, idem idem no
vapor allemo Valparaso, dem em 14 do cor-
rente mez, abandonada aos direitos por Caetano
Marques, contendo 129 kilogrammas, peso li-
quido real de papel car o de urna cor e 18 kilo-
grammas de enveloppes.
3 seceo da Afandega de Pernambuco, 26 de
Agosto de 1889.
0 chefe.
Domingos Joaquim da Fonseca.
O paquete Orenoque
Commandante Mortemard
E'esperado da Europa no
dia 4 de Setembro e se-
guir depois da demora
necessaria para
Baha, Rio de Janeiro, Buenos-Ayres e
Montevideo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para es'a
agencia, que podera tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos Srs. recebedore3 de mercado-
ras que so se attendera a reclamaces por fal-
tas, nos volumes, que forera reconhecidas na
occasio da descarga, assim como deverao den-
tro de 48 horas a contar do dia da descarga das
alvarengas, fazerem qualquer reclamacao con-
cernentes a volumes que porventura tenham se-
guido para os portos do sul, afim de poder-se
dar a tempo as providencias necessarias.
Ente paquete < illuminado a lu
elctrica.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete: trata-se com o
AGENTE
Angcste Labille
9 Ra do Commercio 9
COHPA\HI4 PKB.\AHIICAA
DE
Xavegaeo eosteira por vapor
PORiOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju e Bahia
O vapor Jacuhype
Commandante Pereira
Segne no dia do 29 Agosto s
5 horas da tarde. Recebe car-
, ate o dia 28.
Encommendas, passagens e dinheiros afrete,
at as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Orno iu Oampanhin. Prrnrrmhucui'n
n. 12
MARTIMOS
Companhia Bahiana de Na-
vegacSo a Vapor
Macei, Villa-Nova, Penedo, Araca-
ju, Estancia e Bahia
O vapor Sergipe
Commandante Rebello
Seguir para os
portos cima no
dia 29 do corren-
Ite s 4 horas da
'tarde.
PanTcarga. passagens,encommendas e dinhei-
ro a frete trata-se com o
AGENTE
Pedro Osorio de Cerqueira
17Ra do Vigor io 17
Companhie de Messageries
Maritimes
LINHA MENSAL
O paquete Nert he
Commandante Camoin
E' esperado dos portos do
sul no dia 4 de Setembro
seguindo depois dademo
ra de csame para bor-
I deaux, tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos Srs. passageiros de iodas as
classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo
Faz-se abat ment de 15 OjO em favor das fa-
milias compostas de 4 pessoas ao menos e que
pagarem 4 passagens inteiras.
Por excepeo, os criados de familias que to-
marem bilhetes de proa, gozam tambem deste
batimente.
Os vales postaes s se dSo at o dia 3 de Se-
tembro pagos de contado.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete: trata-se com o AGENTE.
Vapores nacionaes
EMPREZA NORTEE SUL
Ro de Janeiro. Rio Grande do
sul. Pelotas e Porto-Alegre
apor Arlindo
E'esperado dos portos do sul
at o dia 28 do corrente, seguir
para os portos cima indicados,
depeis de pequea demora.
Recebe carga, passagens e encommendas a
tratar cora os
CONSIGNATARIOS
Pereira Carneiro &C.
6RA DO COMMERCIO6
1" andar
Companhia Brasileira de
Nave^acao Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Alagoas
Commandante Joao Maria Pessoa
E' esperado dos portos do norte at
o dia 3 de Setembro e depois da de-
mora indispensavel seguir para os
portos do sul.
As encommendas sero recebidas no trapiche
Barbosa at 1 hora da tarde do dia da saluda.
Para carga, passagens, encommendas e valo-
res trata-se com os AGENTES.
PORTOS DO NORTE
O vapor Manos
Commandante o Io tenente Guilherme
Waddington
E' esperado dos portos do sul at o
dia 7 de Setembro e seguindo depois
da demora indispensavel para os
portos do norte al Manos.
As encommendas so sero recebidas na agen-
cia at 1 hora da tarde do dia da sahida.
Para carga, encommeadas, passagens e valo-
res trata-se com os
Pereira Carneiro & C.
6Ra do Commercio=6
1 andar
Roy al Mail Steam Packet
Companhy
O vapor Don
vapor
Espera-se da Europa at o dia 30 de
Agosto, seguindo depois da demo-
ra do costume para
Bahia. Rio de Janeiro Montevi-
deo e Bueuos-Ayres
Para passagens, fretese encommendas trata-
re com os AGENTES.
O vapor Atrato
Commandante L. R. Dickinson
E' esperado do sul no dia 1 de Se-
tembro, seguindo depois da demora
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, Vigo, Soutliampton e
Antuerpia
Reuccfio de passagens
Ida Ida e tolla
A'Lisboa 1* classe t 20. 30
A' Southampton i" classe 28 i 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens fretes, encommendas, trata-se
com os
Amorim Irmos & C.
N. 3Roa do Bom JeraN. 3
LEILOES
Leilo
De urna casa terrea com solao ra de Santo
Elias n. 8, no Espinheiro, freguezia da Graca,
estaco do Espinheiro na estrada de Joo de
Barros, ou Afllictos, sendo esta mais perto,
em solo proprio.
4|narta-feir. 8 do corrente
A's 11 horas em ponto
Ra do Imperador n. 39
O agente Stepple, por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz de direito privativo de or
phos e ausentes, a requerimento da inventa
rante dos bens deixados pelo seu finado raari
do Joo Jos da Silva, levar a leilo a casa aci
ma com os seguintes commodos: 3 janellas de
frente, 2 portas e 2 janellas n'um dos oites, 2
salas, 3 quartos e dispensa interna, saleta, cosi
nha e banheiro externos, deposito para agua,
cacimba, 3 quartos no quintal, latrina, porto de
ferro ao lado, latadas de ferro, canteiros e algu-
mas arvores fructferas, quintal todo mnrado,
no soto 2 janellas de parapeito n'um dos oites,
1 sala e 3 quartos, em slo proprio, em bom es-
tado de conservaco.
Desde j os Srs. pretendentes podero exami-
nar.
Leilao
De 4 barris com azeite doce, 2 caixa com
raeias latas de azeite doce, 20 caixas com ce-
bollas, 2 1,2 barris com toucinho.
<|iiarta-lera. 'H do corrente
A's 11 horas
O agente Gusino. far leilo das mercado-
ras cima, na porta do armazem do Sr. Aynos,
defronte da Alfandega.
Agente Brito
Leilo
Em continua cao
De 40 lindos ps de crotons 1 raobilia de
araarello, 1 cama franceza, 2 nwqueze?, 1 la-
vatorio, 1 mesa elstica, 2 aparadores, 2 conso-
los e 2 cadeiras de balanco de junco, 1 santua-
rio de Jacaranda, 1 quartinheira e 1 cabide de
columna, 1 marqueza, 1 commoda, i cspelho
oval e. 1 quadrado, 1 relogio de parede, 1 mala,
1 sof de amarello, cadeiras de junco, e amarcl
lo avulsas, louea para almoco e jantar, copos,
clices, garrafas, facas, collieres, bandejas, tape-
tes, baeias, jarros, candieiros para kerosene, al-
gunas joias, 1 mesa e trem de cu-mlia, 1 jarra c
outros objectos.
<|uart a-fe i ra S8 do corrente
A's 10 1t2 horas
Ra do Cotovelo n. 34
Leilo
De urna casa terrea n. 19 (antiga ra dos
Acouguinhos) hoje Antonio Henriques
tuarta-feira, 2H do corrente
AO MEIO DIA
>< armaiem ra do Imperador
ii. SO
O agente Stepple, por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz da provedoria de capellas
e residuos, a requerimento do padre Albino de
Carvalho Lessa, testamenteiro de D. Antonia Ja-
cintha de Jess Carvalho levar a leilo a casa
terrea cima, desde j os Srs. pretendentes po-
dem examinar a dita casa.
Leilo
De fazendas
t 'onstando
Da caixa n. 29 com 24 pegas de brira de linho
liso triguciro de 12 a lo fios, caixa n. 26 cora
96 tapetes avelludados, caixa n. 28 com 20 pu
(as'de brirn trigueiro liso de linho at 12 fios,
caiKa o. 97 oom pacas ''" ^U li'iffuwiraj* Ij.
rho liso de 9 a 12 los, raixa n. 1,172 cora 1 par
de chinellos de l, 7 pares de sandalias de cou-
ro, 4 pares de botinas de l canno alto, 48 pa-
res de sapatos de couro, cai;;a n. 1,168 conri35
kilogrammas de cortinados de lil de algodo. 6
kilos de coberta de fil e algodo, caixa n. 1,167
com 134 kilos de cortinados de fil e algodo e
-"> l/l kilos de cubera* de .li, caixa 1,160 com
243 duzias de collarinhos de algodo para ho-
rnera, caixa n. 130 com 198 duzias de pares de
meias curtas de algodo. caixa n. 619 cqui 20
pecas de bnm branco de linho entrancado, 112
duxias de lencos de bretanha de linho al 13
fios e 64 duzias de lencos de linho al 18 lios.
t|ii!iia-leira. 29 do corrente
A's 11 horas
O agente Gusmo, autorisado por mandado e
assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito do
commercio e a requerimento do Dr. curador fis-
cal da massa fallida de D. P. Wild & C, far
leilo das fazendas cima mencionadas as quaes
sero vendidas em lotes a vontade dos compra-
dores.
No armazem da ra Mrquez de Olinda
n. 5.
n
Leilo
de 1 mobilia, 1 cama de casal, marquezes, 1
marqueza, '. espelho oval quadros, etageres, jar-
ros, toillete, lavatorio, baeias e jarro, cabides de
columna e de parede, 1 santuario, armarios, co-
pos, clices, bandejas, pratos, terno de alraoro
e jantar, colheres, talheres e muitos outros ob-
jectos de uso domestico.
O agente Modesto Baptisla, autorisado por or
dem do Sr. Salusliano da Gamma Mello, que se
retira para o Rio-tirande do Sul. levar a leilo,
ao correr domartello, os objectos cima.
Quinta feira, 29 do corrente
A's 11 horas
Ra Duque de Caas n.,-28, 1 andar
Agente Pestaa
Leilo
da barca Rosa Fdha. que se cha em secco as
Camarinhas de Olinda, onde poder ser exami-
nada, a quat ser vendida por conta e nsco de
quem pertencer e a quera mais der.
Sexta-feira, 30 do corrente
A'S 11 HORAS EM PONTO
No armazem travessa do Corpo Santo
_^________n. 27
Leilao
de gneros, armacab e utensilios do esta-
belecimento sito ma das Trincheiras
n. 23
Sexta-feira, 30 do corrente
A's 10 1|2 horas
O agente Silveira. por mandado e com assis
tencia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito do com-
mercio e a requerimento de Jos de Araujo Vei-
ga & C, no arres'o promovido contra Francisco
Antonio di Fonseca Leit, levar a leilao os g-
neros, aruiaco e utensilios existentes no referi-
do estabclecimento, em um ou mais lotes.
x4.g:ente Stepple
Leilo
de um piano, movis, quadros espelhos e
outros artigos
Wexta-feira. 30 do corrente
A's 11 horas
Casa na ra Formoxa n. 4
O agente cima, bastantemente autorisado le-
var a leilo urna mobilia de junco completa
urna dita de Jacaranda completa, um piano, qua-
dros, espelhos, lanternas, camas para casal, la-
vatorios com e8pelboeguarda-roupa, apparador,
marquezo, cadeiras, urna machina de pe e n
urna costureira, bra imprtante, e outros movis
que estaro vista dos Srs. li
Agente Silveira
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se urna casa no Monteiro, mu.to
fresca por ter janellas para o rio ; a tratar no
caes da Companhia Pernambucana n. 6, escrip-
ttrie de Bastos & C.
luga-se a casa n. 11 ra do Calabouco :
tratar na ra das Trincheiras n 17, loja.
Aluga-se
com 3 quartos
loja.
Precisa-se de
ra da Soledade n.
a casa da ra das Flores n. 18,
; a tratar na ra Nova n. 39,
urna
82.
copeira ; a tratar na
Precisa-se de urna
na ra dos Pires n. 30.
ama para eugommar
Acarahu e Camossim
Segu uestes dias o hiate Deus te Salve para
os portos cima, recebe carga ; a tratar na ra
da Madre de Deus n. 8, ou a bordo com o mes
tre no caes do Lovo.
Caixeiro
Precisase de um caixeiro com pratica de ta-
verna ; na ra de Paysand n. 33-C.
Gompra-se
urna casa terrea era perfeito estado, com i quar-
tos ou 3 com sotao, no bairro da Boa-Vista e em
boa ra, podendo a pessoa que pretender ven-
del-a. deixar os esclarecimentos exigidos ma
das Larangeiras, (regatada de Santo Antonio,
oflicina de ourives n. 5.
Taverna
tVndese ot admitle-se um socio, n'um dos
melhores locaes do Recife. InformacOes na ra
Baro da Victoria o. 38.
AlimenboiCriancas
Para remediar a Traqueza Jas crianca*, desenvolver
as suas forras e preservul-os -'as loeucus da i.ladt
tenra, os principies Mdicos do Parts, tnombros
da Academia -.le Medicina de Pars, receito com
ptimo xito o vordaJciro
Racaboat i;* Araba ie Delaog-roaier, ti Pari
Este agrada vnl al i men to.compdsto oom su h=tancla
vei^taesnulri ti vaso fortalecedoras'livi'111 so na eco-
noma luda, e. pelas suas proprie.!ails analpticas,
aiclliora a compo-slcao do leile dassenlioras auc ama-
mentao. 8 acorda as torcas lnguidas do estomago.
51. ra liTeaie, Pars, lepositos ni Ptirnariu in !< riteira.
Cofres de ferro
Tarlos Sindnn tem para vender cofres de su-
perior qualidade. mais barato do que. em outra
qualquer parte. Ra Baro da Victoria u. 48.
Terreno
Vende-se um terreno na ra do Conselheiro
Barros Baneto (Porto da Madeira), lendo 50 pal-
mos de frente e 250 de fundo ; a tratar na tra-
vessa do Peixoto n. tO.
Criado fiel
Na ra do Caldcireiro n. 7-A. precisase de
um menino de 8 9 annos, que tenha boa con-
ducta, para fazer oompras e algum pequeo
servico da casa, paga se bem.
Na Varzea
Vende-se urna taverna confronte a estaco, a
qual est beifl afregut-zada, alnguel barato, ga-
rante-se a chave, e o motivo da venda se dir a
quem comprar.
Boleira
Precisa se de urna mulher qu" entenda bas-
tante de bolos ; a tratar na ra da Soledcde nu-
mero 56.
Cosinheiro
finproco.RC lim encinhmrn ri^r.T fnmd I'
por preco commodo ; a tratar na ra da
Cruz n. 34.
fp?Qo,
Santa
Convite
Sao convidadas as sociedades musicaes Pedro
Baptista ea Filarmnica, na Boa-Vista, para as
sistirem as exequias que mandamos celebrar na
campia da Cabanga, pela alma do Club Mixto
28 de Ago3to. A rchestra ser regida pelo
maestro Pedro Cardoso.
O povo christo.
Predi
ios
r
a
venda
sendo urna no largo
ns. 38, 40,
6 casas nos Afogados,
dos Remedios n. 62.
5 ditas na travessa de S. Miguel
42, 44 e 46.
1 sobrado de um andar na ra dos Martyrios
n. 101.
1 dito na ra Thom de Souza n. 5, com dous
andares e soto.
A tratar na raa General Abreu e Lima, antiga
Santo Amaro n. 8.
A Sra. D. Helena Balse-
mao rogada a vir ao escrip-
rio do Diario a
seu interesse.
negocio
de
Padarias e reinarias
Roga-se aos p.-oprietarios destes estabeleci-
mentos a reunirem-se no dia 29 do corrente,
afim de tratarmos dos interesses destas duas
classes, relativamente aos grandes impostos. A
reunio ser na ra estreita do Rosario n. 13.
estabelecimenlo dos Srs. Neves 4 Salgado, s 5
horas da tarde.
A commissSo encarregada.
c
Cosinheira
Precisa-se de urna, que cosinhe bem e durma
em casa do patro ; a tratar na ra do Cabug
n. 14, 1- andar, de me,io dia at 2 horas.______
asa na Capunga
Aluga-se a casa terrea n. 24 a ra da Ventura
na Capunga, proco mdico, e est limpa ; trata-
se no sitio ao p da ponte grande, com o Sr.
Henrique Lasserre. ____
Para a festa
Aluga-se umaexcellente casa na Boa Viagem,
ra d'Aurora, com muito bons commodos ; a
tratar ra Larga do Rosario n. 34, botica.
Aos plantadores
D. Jeronyma Cousseiro compra batatas de
araruta e mataran ; para explicac6e9, dirijam-
se ra da Aurora n. 81 e Imperairiz n. i ou
larga do Rosario n. 14 e em sua residencia ra
do Lima, travessa de Joo Veiga n. 19, em San
o Amaro das Salinas.
PAPEL RIGGLLOT
MOSTARDA EM F0LHA8 para SINAPISMOS
INDISPENSAVEL AS FAMILIAS
3/.OS VIAJANTES
Usada ao mando iatehe,
^
NADA DE
VERDADEIRA
qa nao leve*
FIRMA
atrs
com
tinta
EIC1BJ1D1
O meto
Elmplee, j
o mais "
cominodo
o mais
efflcaz
dos
Revulsivos.
EXIGIR
eatBL MARCA.
para witur
as ContrafacQea.
A.' venda id todtu as Phsrmaciai
DEPOSITO GERAL: AVENE VICTORIA,26
PARS
artigos
abaixo mencio-
Para engenhos
Lopes & Araujo, vendem
a presos sem competencia,
garantindo a boa qualidade,
os
nados.
Cal de Lisboa.
Dita de Jaguaribe.
Oleo de mocot.
Dito para machina.
Azeite de coco.
Dito de carrapato.
Dito de peixe.
Pixe em latas.
Kerosene inexplosivel.
Polassia da Russia em caixas
de 10 e 25 kilos.
Cimento Portfend.
Graxa em bexigas.
Ra do Livramenio n. 58
Telephone 316
Ama
Trecisa-se de urna ama para cosiohar, par
casa de familia; a tratar na ra do Hospicio no*
sera 41.______________^^^
Ama
Precisa-se de urna, para o servico domestico
na ra larga do Rosario n. 38, 2 andar._______
Ama
No entroncamenlo n. 215, preeisa-3e de um*
ama para servico domestico.
*'
ArtifPM iitos
Inven ture-* ex-iluai*
TR!NS
1GLEZA
Bscede to-la* m ouras pelo sen
perfume exquisito.
EiU BE TOILETTE DE LOMES
DE ATKINSON
incomparuvcl para n-fr ^--ar e suavizar a
pellu e pt'Ia IwiccdiTcl eicoUift e
Pftl^M para U
pr nrailos ptlos
Taui-i:ti*.
incntra-se em Casi t* ftlto es e#-
ciantcs e Fabricantes
4. & E. ATKIJSON
24, Od Bond Street, Londroc
S*rci"ftihticii -Cna"BMHtnMft>
iohn i:.'J Lyra dv tmro "
oom eadmqo da touJid* Por barato prego
Vendo-se duas vaccas especiaos, urna carroca
c boi ; na ra larga do Rosario i. li, r andar,
se dir quem vende.
rsiii'/ .iiiii.i iiiiiia Ferrcira
HllH
Manoel doNascimento Silva Bastos, stus lilhos
e oras agradecem do intimo d'alma a todos os
amigos e prente que se dijinaram acompanhar
os restos mortaes, para o ceiniturio, de sua mui
prezada esposa, mi e sogra; e de novo os con-
vidara para assistirem as missas que mandam
rezar no convento de S. Francisco pelas 8 lloras
do dia 28 do corrente.
t
Franca
2." anniversario
Capitn Manoel Ji>s- Monlciro
da Franra
1. anniversario
Joo Rento Monteiro da Franca, sua mulher e
li I lio mandara rozar missas psr alma de sua sem-
pre lembrada mai, sogra e av, Mana Felippa
MoDteiro da Franca, e seu irmo, cunhado e lio.
capito Manoel Jos Monteiro da Franca, na ma-
triz do Corpo Santo, pelas 7 \2 horas da manha
do dia 30 do corrente. Para este acto de cari-
dade, convidara os prenles e amigos, o Institu
to dos Srs. Ofliciaes da Guarda Nacional, a so-
ciedade do Monte Pi Bom Successo e os com-
panheiros do Arsenal de Mannha. Ficam sum-
mamente agradecidos a todos que comparece-
rem.______________________
4a_H__9UKr___3X9naaMKiKflnaBc<
t
Franrtuca le Paula de Yaseon-
< olios e Carvallio
Ignacio Ferreira Serrano, Dr. Anesio Augusto
de Carvalho Se'-rano, sua mulher e lilhos, Au-
gusto Anesio de Carvalho Serrano e sua mulher,
Zulima Amelia de Carvalho Serrano, Francisca
Carolina de Carvalho Serrano e netos, agrade-
cem do intimo d'alma a todos aquelles que acom-
panharam ao cemiterio publico os restos mortaes
de sua mu prezada esposa, mai, sogra e av,
Francisca de Paula de Vasconcellos e Carvalho,
e pelo presente participara aosmesmos e demais
prenles e amiaos, que as missas do stimo dia
pelo i terno repouso de sua alma, tero lugar s
7 horas da manh de sabbado 31 do corrente, na
matriz da Boa-Vista. __________________
I
I
Candida de Linia Monteiro
da Franca
Primeiro anniversario
Joao Rento Monteiro da Franca, sua mulher e
Olho mandam rezar urna mis6a por alma de sua
cunhada Candida de Lima Menteiro da Franca,
na matriz >fo Corpo Santo, pelas 7 12 horas da
manha no dia 28 do corrente. Para este acto de
caridade e religio sao convidados os parentes e
amigos. Nos confessaiuos agradecidos a todos
que comparecerem.
t
Jom Caetano de Carvalho
Luiz Leopoldo dos Guimaraes Peixoto e seus
filhos, tendo recebido a dolorosa noticia de fal-
lecimenlo ua cidade do Porto, em o dia 8 do
corrente, do seu prezadissimo amigo e compadre
Jos Caetano de Carvalho, convidam aos scus
prenles e amigos c aos do finado para assisti-
rem as missas, que pelo seu descanso, mandam
rezar na ordem 3.' de. S. Francisco, s 8 horas
da manha de segunda fera 2 de Setembro, sti-
mo da do recebimcRto da noticia. A todos os
que comparecerem agradecen! penhorados.
t
D. Maria Benedicta Brrelo Linn
O C3pito Joo Paes arreto e scus lilhos
mandaru rezar na capella de Belem, no dia 30
do corrente, pelas 7 12 da manh, urna misa
por alma de sua idolatrada esposa e mi, D. Ma-
ria B. Brrelo Lins trigsimo dia de seu falleei-
mento : e para assistir a este acto convidam os
Sons prenles e amigos. ___________
t
Jos Soares Neves agradece a seu% parentes e
amigos que acompanharam os restos mortaes de
seu caixeiro Victorino Pinto Neves sua ultima
morada, e de novo os convida para assistirem
a8 missas que manda celebrar na ordem 3.* de
S. Francisco, s 7 1 i horas Ja mauh de quar
ta-feira 28 do crreme.
Ama
Precisase de urna ama para comprar eeos-
nhar : a tratar na ra Duque de Caxiaa d. 51,
segundo andar.______________________ _
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e cosi
nhar ; a tratar na ra Duque de Caxias b. 47,
loja. ____
Ama
Precisase de urna ama que saiba rosinhare
que durma em casa do emprego ; na ra do
Commercio n. 4,1 andar.
Amas
Precisa-se de urna cosinheira e de urna cria-
dinha que tenha boa conducta, para andar coa
urna crianga ; na ra Mrquez do llerval n. 61,
sobrado.
Ama para cosinhar
Precisa-se de urna ; na praca do Conde dTSt
n. 26, sobrado amarello.
Aluga-se
o andar do sobrado n. 21 ra da imperatrix,
com commodos para familia, grande quintal c
prego mdico : a iratar na ra do IHire Nobreg
numero 36.
Al
U2;a-se
a casa ra da Amizade ( apunga)\n. 40; a
tratar na ra Direita n. 43. sobrado. \
A luga-se
Por barato preco o 1" e 2 andares do Ca* de
Apollo n. 7.', com muito bons coniro odo\;
tratar na botica ra Larga do Rosario n. 1(4,
Aluga-
se
\
Por preyo baixo o Io e 3" endares co sobradf
ra do Brum n. 8i, com bastantes com-
modos; a tratar ra Larga do Rosario n. 34,
botica.
Aluga
m-se
As casas da ra do Lima ns. 18 30. es
S. Amaro; a tratar na lilhograplna ruaM_qoe3
de Olinda n. 8.
Aluffuei barato
Becco da Bomba n. 8 loja.
Ra da Roda ns. 58 e 60.
Ra Visconde de Itapanca n. 43, anaazem.
Ra da Palma n. 11
A tratar ra do Commercio n. a, anda?,
esenptorio de Silva Guimaraes & C.
A's maes de familias
QUERIS VOSSOS FILTIOS SEJIPRE SADJOS?
Administrae-lhes o xarope ou aa
Piluias Yermipnrgativas
DO DR. GALASARS
ptimas preparares de masrniz
e rhuibarbo, para a cxpulsao completa, 8CEt
dores neni incommodo, dos vermes
^toatiixva i lumungas
(das creancas e dos adultos)
SEIS ANNOS DE SUCCESSO
Estas excellentes preparacoes nao u.
cessitam de purgativos como aux i}iare
visto serem purgativas por si mesnias.
As pessoas que tm vermes sentem c-
licas, tem constantemente diarrhas, indis-
posiyao, sensacao de corpos que se movem
nos intestinos, endurecimento do ventre, o
s vezes, vmitos. Rangem os dentes, qnaa-
do dormem, algumas e pessoas expeUea
vermes com as fezes ou com as materias
dos vmitos. As criancas apresentam as
pupillas dilatadas e inapetencia.
As piluias levam impresso o nome d
DR. CALASANS e sao cor de rosa.
1 caixa de piluias 1#20#
1 vidro de varo pe 102O
AS PRINCIPAES^DROGARIAS B
PHARMACIAS
enmentae
A bronchite e a coqueluche enram-a*
maravilhosamente por meio do Peitoral de
Cambar, que se vende em casa dos gen-
tes Franeisco Manoel da Silva & C. e em.
todas as boas pharmacias e drogaras des-
ta capital.
Experimentae!
. f--
Qi
o
uereis curar-vos
Se queris curar-vos da vossa tosse os
da vossa rouquidao, tomae o Peitoral d
Cambar, que ficareis logo curado.
Os agentes,
Francisco Manoel da Suva & C.



"W

'Tir
n
.
Li
i

Uiaro de PernambucoQuarta-feira 28 de Agosto de 1889
E\CU)ER\AA0 NIRAM
39-RUA DUQUE DE CAIIAS--39
machina
*E3te antigo estabelecimento, hoje completamente reformado com
is aperfeicoadas e movidas a vapor, acha-se em condicSes de executar qnalquer
rabalho em
cartes de
s de todas
Cartas, memoranduns, recibos, circulares, memoriaes, despachos,
isklicacoes, mappas, precos correntes, accSes, bilhetes de loteras e rotul
tm qualidades em preto, ouro ou cores.
OTCAMCft
3rochuras, cartonados, encadernaefes, livros em branco para o commercio e
xpurfir" ni tendo para este fira urna excellente maehiaa de paular.
Variado sortimento em cartoes para visitas, participare?He convites de casa-
o. bailes, menus, felicitacoes, etc., etc.
Livros de recibos de aluguel de casa, papel de impressSo, tintas, vernizes e
artigos para tjpographla e liihographla.
Manoel J. de Miranda
Telephone 194
L8JA DO C1BW10
\EDALHA DE HONRA
0 OLEO CHEYRIEE
i desinfectado palo Alcatrio,
tonco e ijMfli.M, 0 que maito
augmenta a propriedadtt do (
/o.
0 OLEO de FIGDO
BE BACALAO FERRUGINOSO
i m nica preoartc-n que pe"*>tta
t4mir duztr Prisa o do Ventre, nf
iDccmuiuJo.
^\5\i
DIPLOMA DE HONRA]
iE FERRUGINOSO
*0 4LCAT^5
i>:
DEPOSITO pnl en PARS
Jt.ruidoFau. -Jootaartre.21
***S&5g&r
Ce**
t ,'ZSrtt**'
BICB1TADU PO TODAS AS
Celebridades Medicas |
[H WANvA E KV, HOPA
BIS
MOLESTIAS DO PEITO,
UffecqOes ESCROFULOSAS I
CHLOROSIS,
ANEMIA, DEBILIDAOE,
TSICA PULMNM,
BRONCHITESJACHITISKO
Vinho de Coca
LICENCIADOS PULA. INSPECTORA. DK HTUIENE DO IMPERIO DO BRAZIL.
\t\aJMa\\&&b
MaDALHA DE OURO
5 )fait\0A ACADEMIA HACiOHaL.
7~^xtra.cto oei
^'SAOO De
JACAl..HAO_
Da sabor tnn agradare!, o VTNH [ceitado por todos os mdicos para o P.achitisme, Escrophultu.Anemim, J
fJKatestiaa do Peto, CeUarrho pulmonar, Debilidad*, te.
Antigo estabelecimento de ferragens
DE
FSKBEIRA OUMMES & C.
86Roa Duque e Caxias80
(Sfemire sortimento teferrageits, cixtilarta*,
e muito5 ontros artigos a saber:
Cobre emfolha.
Ferro sortido.
Cimento Portlant
e outros marcas.
Bombas de ferro e bronze
Canos de ferro e chumbo para
encanamentos de alta presso
Machinas e vapores
para algodao.
Candieiros elctricos.
Foges econmicos.
Este estabelecimento fundado em 1851, tem na sua
longa existencia a garanta mais segura dar os que pro-
curar em honral-o com a sua confianza.
8EM COMPETENCIA
Descontos do costume
VIGOR DO CABELLO,
DE AYER
Preparado sob bases scientifleas
e phy.siolotricas para o flm de
beneficiar os cabellos, restaurar
a edr, impedir a queda, e promo-
ver seu vico e abundante cresci-
inento.
Esta aparada e excellente preparaeSo,
sem duvida o melhor remtdio at hoje
conhecido para os differentes defeitos da
cabelladura, merece a Intima attenco de
todas as pessoas que tm tido a infellcl-
dade de perder em parte aste mais rico
ornamento natural da pin-ioimmiu.
Com o sen emprego inteigente tem-se
conseguido resultados realmente sorpren-
dentes. Em muitos casos, porm nao
sempre, a propria calvicie tem sido curada
permanentemente.
Sempre se consegue fazer parar a queda
dos cabellos; emquanto que para opentea-
ao das sennoras, o objeeto mais til a
mais agradavel qne se pode empregar.
PREPARADO PELO
DR. J. C. AYER & CA,
, IiOwell, Mass., Kst.-XJnidos.
I A' venda as lojas de arnaarinho e per-
fumarlas.
DEPOSITO GKHAJ ,
V I ..' +, '
INFALLIVEL e RADICAL
no curativo de todas as affeccOes bronchiaes :
Mal de Garganta, Tosse e Tsica
' o
PEITORAL

u m wi
k
JUNTO AO LOUVRE
Cachemira de listras a 1000 o covado.
Gases arrendadas a 400 rs. o dito.
Fnato branco lavrado a 360 rs. o dito.
Toile pardo a 360 e 400 rs. o dito.
Cortes de vestidos em cartoes.
lebas de fustao a 46000 urna.
Toalhas para banho a 1)5500 urna.
Cachemiras lisas a 1(J000 o covado.
Popelinas brancas a 300 e 15O00 o dito.
Cachemiras de quadro a 280 rs. 'o dito.
Fusta, para roupa, de 15000 a 700 rs. o
dito.
Colchas de cores a 15800 urna.
Merino preto e 800, 15000 lp200, 15500
10800
Chitas percales a 200 rs. o covado.
Yelbutiua preta a 700 rs. o dito.
Crep preto (inglez) a 25000 o dito.
Metas de quadro a 300 re. o dito.
Merinos de cor duas larguras a 440 rs.
Beodas hespanholas a 25000 o dito.
Setim do Japao a 240 rs. o dito
Cunbraia Victoria a 25800 a peca.
Crotones claros e escuros a 240 rs. o
covado.
Cambraia bordada a 45000 a peca. '
Cruarnic&o de crochet a 75000 urna.
lasques transparentes a 25500 um.
Fiehs de retroz a 15000 um.
Camisas de flanella a 25500, 45000 e
5i9OO0 urna.
Bicos de cores a 25000 e 25500 a peca.
Toalhas felpudas a 4 O.' U a duzia.|
Orinalda para noiva a 75000 urna.]
Metas inglezaspara homens a 55000 a du-
xia.
fiargelins de cores a 200 rs. o covado.
Palitots de alpaca preta a 45500 um.
Casemia diagonal a 25000 o covado.
Meias to da Escocia a 15500 o par.J
Lencos brancos a 15200 e 15800 a duzii.
Chevioth preto a .35000 e 45000 o covado.
Grande sortimento de tichs, casemiras,1
faunos, meias, perfumarias, e bordados.
ooRa Primeiro'de Marco20
AMARAL & C.
Cachemira de quadro a 320 re. o dito.
Popelina de seda de l,->500 a 15000 o dito.
Baleias a 240 re. a duzia.
Lcnces de bramante a 25000 um.
Cobertas de ganga a 35000 urna.
Tapetes grandes a 135000 um.
Brini pardo a 280 e 320 rs. o covado.
Espartilhos a 55000 um.
MadapolSo americano a 65000 a peca.
Coletes de flanella a 25500 um.
Palitots de seda palha a 85000 um.
Lencos de linho a 55000 e 65000 a duzia.
Palitots de brim pardo a 45500.
Bolsas para viagens.
Casemira para costttmes, corte.
Luvas de seda a 25000 e 25500.
Gu-rdanapos de linho a 25200 a duzia.
Guardap para senhora a 105000.
Arcos cobertos a 120 rs. o metro.
Panno da Costa a 15000 e 15200 o co-
vado.
Bramante de algodao a 15000 o metro.
AlgodSo branco a 45000 e 45500 a peca.
Cortes de fustao para collete a 25500 um.
Cortinado bordado a 75000 o par.
Zephyr de quadro a 200 e 240 re. o covado.
Atoalhado bordado a 15200 o metro.
Peca de csguiSo de algodao a 35500.
Regatas a 15000 e 15500 e 25000 Juma.
Palha de seda a 15000 o covado.
Camisas allemaes a 365600 a duzia.
Bramante de linho a 15800 o metro, 4
larguras.
Cortes de seda para collete a 55000 um.
Chambres para homem a 65000 um.
Setins d cores a 800 re. o covado.
Algodao trancado, 2 largaras, a 151C0.
Cortes de casemiras, a 55500, 75000, e
05000. ,
Brim branco, todos os nmeros.
Cretones francezes a 400 rs. o covado.
Ceroulas de bramante a 155000 a duzia.
Flanella de cor a 300 rs. o covado.
>rim, algodao, camisas, collarinhos,
teiciiin pela iufecUrU i Ijgieni i Imperio do BnuJ
-'QUINA E FERRO
Chlorose, Anemia, Debilid&de
das yeto-rea
Ciara
V.HGS TIToLD0S 0SSIANHENRY
ii'Co de cttexi di MtUclm di guli, &M cuadrtica m fuela di Aanatdi.
A frtf renmfio. n'cMc Mcna-ado. dos dad* onfcospor "^SS^l^'m'm
e o rsaiiM>. c suma nm precioso medicamento contra a (l,""*c ,"' "*
I>r /> acux. v.tc.
PAKIS, RAEN & FOUBNSER, 43, ra d'Amstordam.
DipoM'no etn PrrMmlMM I TRAN"
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A melhor tinta de escreve
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Vende-se nos depsitos:
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%fachinas a vapor.
Moendas.
Rodas d'agua.
Taixas fundidas e batidas.
Taixas batidas
Arados.
sem cravacao
V
GRAGEAS
FORTN
INJECQAO:
i Hfflaneen Pr
*C*)*Ji!b. CubebM
ataaft/a farro. B/5mTo|_
ttotlrU, Urtbtnthtrn, V aSaaaaaaaalaSaaaaaVBB^BflH aoafawat*
As OWAQgA fORTIM, forlo as primalrM qoa obtTna a appriva^ir dx.
de ni* r (18KI) e que adaptan Boa Hoapitaw. Cart,"i aa molaatiaa aaniBtaal,
mais rabeldes aetn fatigar oa aatomagoa mala dalloadoa.
A IMMO0&O FORTN a aBopra recontiDandada aomo o uumilaatanan 4a tadioacaa,
a rimnilrr / VSAJr M. a OLVA a CP. naa i
XAR0PE

CONSTPAgFS e MOLESTIAS co PEITO
MTiPHLDGISTICO QR| ANTS
PARS, Pharmacia BRIAN7, 150. ra to Rrmt, PARI8.
, i* abrkUde moaiota de Parta rKaomendto bu mala de bo anno* o
IxaBOPSBRiajrr como on-.Bdicaniaoto peWralt f* aprniml
\*t turnan mu omrta contra ot DaOBaaa. Ceaattpaaaw. Cstaamm. ele.
U Zan> mw twrmmit*.1 TB-ae ari(lr a aVociuri tn doto Cogv
a ialiitur em UalTel do loreoior :
MPOflTOS BHT TODAS \S PRIM:iPAB8 PBAP.IIACIaJ
S^*a^.'*A-,
silva a Cu.
3a
CAPSULAS THEVENOT
Tratamento das doencas d.o paito
a todos os degraos.
Alcatro. '
A lea f rao Creosotado e Tola.
lOOformlO (Ether iodolormado).
Creosota loaaformada.
Creosota de raa.
Oleo de gadn de bacalhau creosotado.
Balsmicos creosotados.
M
ffi
a.1^1
Dapoeitaiio
aan PERNAMBUCO : ntA M.
SUVA V Ola.
Clilorose. -Anemia,- Catharro pulmonar, -Bronclute ehromea,
fitharro da Bexiga, PMlslca, Tosse convulsa, Dyspepsta, PalMer.
Pgraas seminaes, Catuanas antgos e complicados, eic
3br%lf>vmr> Wencln. *t m ffAJUaV o o- pHs^Iraoe Ptosrtiapilf/-
de FQAOO FRESCO de BACALHAO, NATURAL B MEDICINAL
Preacrlpto desde 3o ammos, em Franca. Inglaterra, Hespanna. Porttieal. BraaU.
RapobUcu aspaM-Amartcarjaajpel
aaalatlai a KSic. Taaa. Orlan,
Ti lili >aaai Firaa braaaata, el.
a!SS7SttSia-SiM^
De ANACAKUITA
Remedio Vegetal da Natureza para o all-
vio e cura de todas as molestias
Do Peito e dos Pulmes.
Apolices perdidas
Perderam-se dez apolices da divida provincial
de Pernambuco, pertencenles a Manoel Pereia
de Araujo Vianna, de ns. 873 a 882, serie B, do
valor de 1:000/ cada urna ; pede se a pessoa
que as tiver acnado o obsequio de ir ou mandar
entrgalas a Henrique Bernardes de Oliveira,
procurador bastante do mesmo Vianna, no Re-
cife, ra do Vigario n. i escriptorio, que grati-
ficar
Attenco
O grande e imporlante estabelecimento e
Pocas Mendes 4 C, sito ra estreita do Rosa-
rio n. 9, contiguo a igreja, acaba de rec ebe
emprestimos com o Banco do Brasil, em favor juma grande remessa do acreditado e especial
dos S. S. agricultores dest;. provincia, de Ala- Vlllho MadlirO
goas, Parahyba e Rio Grande do Sorte, encarre- r,
gando-se de adiantar as quantias necessarias I .UP,C0 aue- sem ? min,nia confecsao, uu-
Aos agricultores
Pessoa habilitada~ou"erece-se para contrahir
para pagamento de avaliacOes e preparo de do-
cumentos, mediante mdica retribuicao. Os
pretendentes podem dirigir-se nesta cidade ra
do Atalho n. 9, e por carta G. C.
portado neste mercado, e s se vende no referi-
do estabelecimento. Este precioso nctar se
torna cada vez mais procurado aqu. Queresa
saber porque ? Vejam : o vinho Maduro, sendo
como feito nicamente da uva madura, tea
as seguintes vantagens que as outras qualidades
de vinho no tem ; facilita sem a menor pertur-
a casa n. 4, a travessa do Freitas,. baco as digestes do estomago, ainda mesmo
antiga de Tnndade, em S. Jos, com 2 salas, 2 o mais enfraquecido, dando-lhe vigor, pois nulre
aolhos vistos as pessoas debilitadas, eda forcas
105000
Alnga-se
quarlos, cosinha, quintal, cacimba e 1 sotao,
caiada, pintada e lirapa ; a chave est junio, e
trata-se na ra da Guia n. 62.
Tic;pi
Conutantino de S Bar-reto
3Convida-se a este senhor a comparecer ra
do Bom Jess n. 23, para prestar contas das
cobran cas que fi-z no termo de Agua Preta, em
Marro prximo passado.
CAL
DE
A 4^000 a barrica
com abate de 10 0j em porgoes maiores de
BOM JESS N. 23 S
10 barricas.
A RA DO
s que as tiver arruinadas pelo uso de bebi
viciadas.
Recebemos lambem
Requeijao
em Jalas, de procedencia de engenhos, cuipa
propritarios capricham eni bem trab lhar neste
artigo, afim de terem a primazia sobre tantos
oulros similares, cuja composigo duvidosa.
Em outros artigos como sementes de hortahfm
e flores, linguas seceos do R10 Grande, objeclos 4c
time e tamancos do Porto para homens e senno-
ras, para isto to pouco temos competidor,
aossa casa 6 e&pecialistu, e as pessoas que disto
se queiram cerlificar podem comparecer, conr
o que muito nos honrarao. Aps urna inni-
dade de artigos de primeira ordem, que achata-
se em exposigo, acresce a amenidade do trato
com que timbramos tratar todos os que no?
honrara com a sua presenga, junto a modicidade
de precos sem rival.
Ba eMtreita do Bosario n. O. junio
a igreja
Po^as Mendes & C.
rnufu FERRO
BRONZE
ii:
CARDOZO i IRMAO
Ra do Harn do Triumpho ns. .00, 102 e
Deposito ra do Apollo ns. 2 e 2 B
104
asseit-
Toni para veader o seguate:
VAPORES de diversos fabricantes para fogo directpara o ou fogo de
tomento.
MOENDAS de todos os tamanhos.
RODAS d'agua.
RODAS de espora e angulares.
CRIVACES de differentes tamanhos.
TAIXAS de ferro batido e fundido.
LOCOMOVEIS de 2, 2 1/2, 3 e 4 cavallos.
ARADOS americanos.
MACHINAS de descaro$ar algodao.
VARANDAS de ferro fundido e batido.
BOMBAS de todas as qualidades com o respectivo encanamento e finalmente1
todas as ferragens precisas para a agricultura desta provincia.
ENCARREGAM-SE de qnalquer concert e mandam buscar por encommen-
da, mediante ajuste previo ou urna mdica commissao qualquer macbinismo.
CONTRACTAM fornecimento de apparelhos para usinas, garantindo a b*
qualidade e bom trabalbo dos mesmos, o que podem provar com o bom resultado
obtido com as duas USINAS montadas ltimamente a saber:
Santa Filonilla e Joao Alfredo
Vendem a praso ou a dinheiro com descont.
Os GRANULOS
ANTIMONIO-
terrosos doD'PAPILLAUD
constituem o Preparado ferrafflnoBo
mi1' ffcaz empregado pelas summidades medicas com xito ha maie da
ao ANNOS
Co*'.ra a Inania, CMoroae {Pales couleurs), Xerralgia*, Affeee&e alai Pelle.
RCLATORIO FAVORAVEL POR PARTE DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PAB1Z
Etijd-s sobre cada frasco o nome de JE. Slousnier & Paplllaud.
Deposito geral : Pnariuada OIGON, 7, ra Coq-Hron, FARIZ
Em Ptrnambuso : FRAN" M. da SILVA e C\
S1IU I
FNDCAO DE SINOS EBKONZE
DE
LUIZ DA CRUZ MESQOTA
66ra* do Baro do Triumpho---66
Tero para vender o seguinte:
Hachiaas de cobre para fazer espirito de destillar e restillar.
Alambiques de cobre do antigo e novo systeraa com esquenta ga.-apa.
Serpentinas de cobre e de estanho.
Carapucas de cobre.
Taixas, taixos e caldeiras de cobre.
Bombas de todas as qualidades de repuchos, aspirantes e continuas.
Torneiras de bronze e madeira de todos oa tamanhos.
Canos de cobre, de chumbo e de ferro.
Reparf ideiras, passadeiras e lasouraadeiras de cabr e de ferro estanhado
Cobre em lenco! e rmelas.
Sola ingleza e do Rio.
Cadinbos patente e'de lapis.
Sinos de 1 libra at 110 arrobas.
E muitos outros objectos
ENCARREGAM-SE de qualquer concert e obras de encommenda, garao
BBdi presteza, perfeicau e precos mdicos, para o que tem pessoa! habilitado.
vrsDE a praso ou dinheiro com descont.





8
-
Diario de PernambucoQuarta-feira 28 de Agosto de 1889
YENDAS
Vende se no caes do Ramos n. 4, urna ex-
cellente macbina 4 vapor de 30 cavallos, urnas
bombas hvdraulicas de grande forca, um ferra-
dor, urna" lesoura para cortar flandres, arco,
etc., trilhos e carros Decauville, apropriadoe
para transporte de canna, bombas d'agua a mao
e vapor._______________
Vende-se
orna casa em Tigipiu, du lijlo, e eni terreno
[iroprio, com commodos para nma grande fami
la, distante 300 a 400 metros da estaco, tora
quintal (ollis s:tio), plantado de diversas fruc-
teiras, inclusiv coqueiros : quem pretender,
deve entender-se com o orotessor da Boa-Via-
gem.
A Loja das Listras Azues
Est vendendo fazendas muito baratas
Com descont
a quem comprar de 205000 para cima.
E VENDE PELOS SEGCINTES PEE9O8 :
Madapolao lavado com um metro
de largura a 05800 a peca,
Horim das Lustra Azues com
20 varas, a 65000, a peca.
Chitas percales finas, cores seguras a
180 e 200 rs.
Cassas de urna s cor a 100 e 120 rs.
com palrainhas.
..anzinhas de quadros a 160, 200 e
240 rs.
Cortes de Unhos com 16 1/2 co-
vados, tecido phantasia, a 45000
Bordados finos com 3 metros a
500 rs.
Blcos forneos a 600 rs., a peca
com 9 metros.
Sargellm diagonal, todas as cores,
a 180 e 200 rs.
Crinolina de cores para vestidos a
360 rs. o metro. ,
I.uvas de seda, lisas e bordadas a
15500.
Lequcs transparentes lindas cores, a
25000.
Ciriualdas com veos para noiva a
75000.
Wetim de Maco branco, e de todas
as cores a 750 e 800 rs.
Cortinados bordados para cama ou
janella a 65000r
FiehlS phantasia a 800 rs.
LeneOS de seda a 500 rs.
K militas fazendas que se vende por
qualquer prego.
Troca-se a fazenda vendida se nao fr
de muito agrado pava quera fr comprada.
RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Surpma agradavsi
M RETRATO.
Que se offerece a um amigo no dia do
seu anniversario
De 2a$000 at I0OSOO0
Obtcm-se um lindo retrato pela quantia
cima, com linda moldura fina dourada
em alto relevo, e com cordoes de la e
seda ; trabalho feito nos Estados-Unidos
da America
POR FREB. 'LATT
Qualquer familia que desejar um per-
feito retrato, bastante mandar um pe-
queo retrato em cartao de visita, n2o im-
porta que seja antigo, basta dizer a cor
dos olhos e do cabello, para chegar um re-
trato perl'eito, c muito lindo para um pre-
sente, ou sala de visita.
Os retratos de Fred. Platt
Ivso c\j>osgs ao publico na
AGENCIA GERAL
Loja das Listras zoes
KL'A DIQUE DE CAXIAS N. 61
Para as Exmas. familias verem o quanto
sao lindos, e muito fcil fazer encommenda.
QUAmUER ENCOMMENDA
Por maior que seja se prompta em me
nos de 90 dias, e restitue-se a importan-
cia recebida, se nlo chegar um retrato de
muito agrado.
Para encommendas da cidade e de ou-
tras provincias devem dirigir seus pedidos
ao agente geral n esta cidade.
AUGUSTO DAS
PER.\iHBlCO
Alta riovidade
49 Bina Dnc| ne de Caxias48
Por menos 30 01 do que em outra
qualquer parte
Merinos setins, lisos e de quadros com 2
metros de largura a 25000 o covado.
Renda hecpanhola muito larga a 25000 o
co vade.
Espartilhos, verdadeiros couragas, a 45000
55000 e 65000 um.
Lindos cortes de fustSo para collete a
500 rs-, um.
Cobertores de 13 a 25000, um.
Palitots de seda amarella e chambo a 85
105000 um.
Redes francezas a 45000, 55000 e 65000
urna.
Organdis (fazenda de phantasia) a 400 rs.
o covado.
Enchovaes para baptisados a 85 e 105000
Toalhas felpudas a 35000 a duzia
Meias cruas para homem a 35000 a dita.
Nansuks finas de 120 e 240 rs. o co-
vado.
Merinos lisos e de quadros 200, 240 e
2S0 rs. o covado!
Cortes de linn e.cretones com todos os
preparos, a 55000 a 125000.
Atoalhado muito largo 15200, e 15500 o
metro.
Pannos de crochet para cadeiras a 500,
600, 700 e 800 rs. um.
Colchas de crochet, bordadas para noivos
a 5*000, 65000, 75000 85000 e 95000
urna.
Cortinados bordados a 65000 o par.
Bramante liso e trancado de 4 largura? a
15000o nutro.
Bramante trancado de 2 larguras a 400 rs.-
o metro.
Toalhas de cores para mesa elstica a
55000 uma.
Saias ricamente bordadas, a 35000 uma.
Luvas de seda, lisas e arrendadas a 15000,
15500 e 25000 o par.
Cretones claros e escaros e 200 e 240 rs.
o covado.
Zefiros de quadres a 120, 160, e 200 rs.
o covado.
Camisas finas de meias a 15000 um.
Leques de penna, ultima moda, a 45000
e 55000 um.
Capellas com veos para noivas a 85000
uma.
FustSo de cores para palitot e calca a
500 rs. o covado.
Cortes de velludo bordado a seda para
collete a 25000 um.
Cambraia de salpicos com 10 jardas a
45000 a peca.
Bicos de cores e brancos a 15000 e 25000
a pesa.
Collarinhos e punhos, borracha, a 15800.
Cobertas de ganga forradas com 2 pannos
a 25800 uma.
Lencos brancos a 15500 e 25000 a duzia.
Fichas de retroz, lisos e com palmas a
15000 um.
Madapolao americano com 1 metro de lar-
gura a 65000 a duzia.
Algodaosinho com 20 jardas a 45 e 55000
a peca.
Assim como em sua officina de alfaiate
aprompta-se com perfeico e elegancia
por pregos commodos, de brim ou case-
mira, costumes para meninos e homens.
A Revoluto
4s- lina Duque deJCaxIas48
HENRIQUE DA SILVA_MOREIRA_
Fareo superior
2:800 rs.
PICHINCHAS!!!
59Ra Duque de Callas5
Cassinetas de cores para roupas de meni-
nos a 200 rs. o covado.
Meias casemiras pretas e de cures idem
a 400 e 500 rs. o dito.
Hollanda parda para vertidos a 280 rs. o
dito.
Setinetas modernas idem a 200 e 280 rs.
o dito.
Linhos do quadrinhos a 100, 160 e
200 rs. o dito.
Percales finas a 200 e 240 rs. o dte.
Atoalhado bordado, quasi 2 metros de lar-
gura, a 15000 e 15200 o metro.
Bramantes, 4 larguras, superior a 800 rs.
e 15000 o dito,
dem de puro linho a 15600 o dito.
Riquissimas guarns3es de crochets a 65 e
8000.
Toalhas para maos a 15200, 35500 e
45000 a duzia.
Meias inglezas para homens a 25500 e
35000 a .dita.
Camisas superiores idem 245 e 305000
a dita.
Seroulas bordadas a 125000 e 185000 a
dita.
Cambraia Victoria e transparente a 25800
e 35000, com 10 jardas,
dem bordadas chics a 45000.
Superiores algod3es da corte a 35000 e
35500.
Madapolao americano a 65000, com 24
jardas.
Flanella do cores para camisas a 280 rs.
o covado.
dem americana, azul, para palitots a
' 15200 o dito.
Casemiras de todas as qualidades a 15400
15800 e 25000 o dito.
Para as i:\mas. noivas
Lindissimas grinaldas e veo para 85000 e
145000.
Ricas colchas de crochets e fustSo a 85000
e 65000.
Bonitos cortinados bordados a 55500,
75500 e 85000.
Linons branco bordados a 460 rs. o covado.
Setim branco, superior, a 800 e 15000 o
dito.
Popelinas de seda a 800 15000 o dito.
Setins Maco, todas as cores, a 800 rs. o
dito.
Lensos de seda e de linho para 25800,
em lindas caixinlias.
Lences de bramante a 15800. ^
Cobertas de ganga, forradas, com pannos,
a 25500 e 25800 uma.
Colchas de cores a 25000 e 35000.
Tapetes para portas a 30500 e 55000-
Pannos para mesas, de cores modernas a,
15500 15200 e 15600.
PARA BAPTISADOS
Ricas toalhas de labyrintho de 305 a
355.
Fustoes bordados brancos a 400 e oOO rs.
o covado.
Casemiras pretas e d cores de todos os
pregos, cheviots, merinos, damascos para
pianno, cobertores, redes a 45000 uma, e
uma infinidade.de artigos que Berilo lem-
brados na preaenca dos dignos leitores.
LOJA DE
PEREIRA & MAGALHAES
E' barato
TB. O
coberta, muito bonitos a
JU
F0LP5TIM
m m mu
POR
/
PRIMEIRA PARTE
:::::s:: m. :-:s:::::r
(ContinuacaoM o n,
IV
192)
uma
seu
De.outro lado, tema d^contantar
vez raais sua mulher. Ofendo ao
pedido, era.talvez uma occasiao, ha muito
procurada, de approximaf-se della, de fa-
zer-lhc esquecer muitas questiunculas do-
mesticas.
Resorrau-se, conservando, entretanto,
mo humor.
A senhora o quer ?
Nao tenho "direito de exprimir von
tades, sabe-o-bem o senhor. Smente de-
sojo, porque me parece que urna boa
aegao que o senhor pratica.
A senhor faz-rae commetter
folice.
Quem sabe ? disse ella com un tom
Bingular.
Gonssolin voltou-se para o lenheiro.
Esteja aqui amanba de manha. Ve-
rei em que lhe posso ser til.
Lhoir apenas teve torcas para agrade-
cer. Alegria inimensa o abafava.
havia ouvido Magdalena, ella mesma plei-
teando a sua causa ? Entao, ella pordoa
va-lhe o seu amor ? O que pensar ? Teria
Magdalena adivinhado seus scffrimeatos ?
CARDUZO & IRM.lO
A RA BARAO DO TRIUMPHO
|X. 100 A 104
Tem para vender tri-sulphi-
to de cal, que nao s faz.alve-
cada sacca de genero superior e de peo de 42 T1:tr. mojd r\ figurar rn-
lulogrammas, vndese no trapiche da Compa-jjaT UlUltO maiS. O ASbUCdr, CU
mo evita o grande gasto de
cal no fabrico do mesmo.
Para os esiivaes
A' ra da soledade n. 56, preparam-se,
com liiupesa, mestria e eomiodidade em
prejos: bolo, p^o-de-It, cangica, arroz de
leite, pirmides de doces d'ovos, vatap,
bandeijas para casamentos e baptisados, etc.
Recebem-se as encommundas quer para a
cidade, quer para fora d'ella.
Bom
negocio
Vende-se, arrenda-se ou liypothecase a me-
tade do engenho Forialeza, "sito no termo do
Bonito : a tratar na rila Coronel Suassuna nu-
mero 232.
C
asa
a
vend
a
Vende-se urna casa terrea, sita ra do Tara-
bi n.:, bairro da Boa-Vista, por commodo pre-
co, podendo os pretendentes desde ja exami-
nal-a: trata-se na ra de Santa Thereza n. 20.
Milita attenc,o
Na ra da Imperatriz n. 80,
de felpos para fri a 600 rs.
gas a 300 rs.
vende-se sapatos
o par, e de crian-
Venham ao && ver como se vende fa-
zendas com 50 /0 mais barato que em ou-
tra qualquer parte.
Cortes de cretone, combinaco, ultima no-
vidade, a 55000.
Cachemiras, combinagSo com lisias de seda
a 15400 o covado.
Vestuarios de jersey, ultimo gosto" a 105
e 125000
Amor da China, cousa chic,
covado.
Linons bordados com quadros, novidade,
a 800 rs. o covado,
Setins, qualquer cor, a 800 rs.
Sargelin de todas as cores, a 200 rs. o
covado.
Merinos de cSres a 500, 600 e 800 rs. o
covado.
CrinolineB a 400 rs. o metro.
Vestuarios para baptisados, muito bonitos.
Guardanapos a 15600. '
Cortinados para cama a 5550.
Sedinhas lavradas, o que ha de mais gosto.
Cambraia com salpicos a 45000 a peca.
Certes de case mira para vestido a 255000
Renda da China a 200 e 240 r.
Tecidos arrendados, a 400 e 500. rs.
Zefiros, grande variedad, a 160, 200 e
240 rs. o covado.
Bicos de cores-a 35000 a peca.
Madapolao muito largo a 65000.
.Luvas de seda a 25000, 255000 e 35000.
Mantib as pretas a 45500.
Cambraia Victoria a 200. i
Atoalhad* bordado, lindos gostos, a 15000
o metro.
Grande sortimentos-em toalhas de rosto.
Espartilhos com couraja 'a 45000, 55000 e
65000.
Nunzucks a 240 rs. o covado.
Pannos de crochet.
Cretones para
500 rs. o covado.
Cambraia suissa, fina e muito bonita a
75000.
Babados e ntremelos grande sortimento e
barato.
Fichs de linho a 15000.
Ditos de seda a 45000.
Ditos de la a 15000, 25000, 35000, 45000,
55000 e 65000.
Grande quantidade em tapetes pequeos e
grandes.
Cretones muito lindos a 400 rs. o covado.
Chitas brancas, escuras e claias a 240,
280 e 320 rs. o covado.
Grande sortimento em colchas brancas e
de cores.
Objectos para homem :
Cortea de casemiras, finas, a 45000, 65000
e 85000..
Ditas de casineta a 15500 e 25000.
Collarinhos de linho e algodao a 45000 e
65000 a duzia.
Meias para homem de todas as cores e
brancas.
Casemiras de cor a 25000, 35000 e 55000
o covado.
Ditas diagonal, lindos desenhos a 25, 35 e
e 45000.
Brim de linho de cor a 500 e 600 rs. o
cavado.
Cassinetas, grande sortimento, a 400 e
500 rs. o covado.
Brins Angola, muito chiques e baratos.
. Molesquins bons e bonitos.
Camisas de madapolao a 25000! !
Ditas inglezas a 4500.
Ceroulas francezas a 15600.
Flanella azul a 1*200 o covado.
Grande sortimento em lencos de algodao
e linho.
Camisas de cretone, cousa boa [e barata.
Alm de outros muitos objectos.
D-se amostras sem penhor a qualquer
pessa.
&5 Ra Duque de Caxias 55
Fernandes Azevedo & C.
Tavorna
Vender uma pequea (averna eai S. Jos, a
qualretalha i:000 mensalmenle ; para infor-
maces, trata-se no pateo do Terco n. 21, ta-
verna.

A L8J MAIS BARATKIRA
P'ARIZ FA'MERIGA
AZEVEDO, IRMaO & C.
16Ra do B. da Victoria16
2O0Telephone200 '
. Tendo recebido directamente da Europ>
grande sortimento de fazendas e modas c
que ha de mais novo e prejos sem conrv
petencia.
A saber :
Capas de surah, senda e merino.
Renda preta, diversas qualidades.
Etamines, pretos, de 12 e la seda.
Damass de seda pura.
Merinos pretas de 800, 15000 e 1520C
Crinoline preta e branca e 400.
Sargelim, todas as cores, a 200 rs.
Bramante de linho a 15500, com K
palmos.
Toalhas para banho. a 1)5000 e 1550C
Chachemiras com 2 larguras a 800 r
Ditas de l e seda 2 larguras a-15000
Madapolao trancado a 95000 a peca.
Dito globo a 75000 a dita
Dito camiseiro a 75000.
Dito Boa-Vista, verdardeiro, a 6(5000.
Fichs de 12 e seda 15000.
Brins de linho coi es fixes a 600.
Espartilhos couraca a 45000 e 55000
Colchas de fusto a 25000 e 35000.
Capellas para noiva com veo bordado
65000.
Toalhas de corea para rosto.
Rendas, comprimento de saia a 15500,
Renda de 12, preta, para quaresma.
Pao verde para bilhar.
Tapetes para sof a 135000.
A verdadeira esteira para forro de sa!
a 15000.
Camisas de flanella a 55000.
Cortinados de crochet para cama i
105000.
Chitas de cores a 200 rs.
Cretones com 2 larguras a 400.
Baleias com forro a 390 a duzia.
Ditas sem forro:
Seda de cores a 800 e 15000.
Extracto-Rita Sangal a 25000.
Velbutina de quadro a 800 e 15900.
GuarnijSes,. pretas, de vidrilhos.
Bicos de seda, brancos.
Caixas com extractos para presentes.
Rendas hespanhola a 45000.
Capachos de c5co.
Luvas de seda a 25000 o par.
Meias de seda para homem.
Dita de dita para senhora.
Flanellas de cores para roupas.
Panno da Costa para mesa.
Vestuarios para baptisado,
Colchas, de crochet com res.
Crep inglez para snfeite'
Grande sortimento de chapeos de sol
Setineta para coberta a 600 rs.
Cortes de collecte de seda.
Dito de fustao de cores.
Dito de casemira de cores.
TELEPHONE 200
sem
no piis,
pf* *3LRY Vendija em teda a wrt
Teria tido pena delle ? Isso alo era pos- de irona, que era para ( elle um soffrir
sivel. Escrevendo, elle havia obedecido
a um impulso irreflectido. FGra um acto
de loucura. Mas nunca, nunca elle ali-
mentara a esperanca de que essa mulher
deixasse cahir sobre elle um olhar. Elle ti-
nha por ella adoraco, e senta uma dedi-
ca52o sem limites. Era a adorac2o de um
ser humilde, por urna creatura superior, a
dedica2o instinctiva de um c2o por seu
dono. Viver perto della, na atmosphera
que a envolva, que inunda elicidade e
essa felicidade era della que lhe vinha, que
sonho !
Os m-zes que se seguiram, passaram,
na verdade, como um sonho.
Magdalena e Thomaz viam-se a raiudo,
mas raramente tinham que trocar pala-
vras.
A moga achava uma distracc2o em dei-
xnr-se admirar assim ingenuamente por
esse rapaz selvagem.
Essa admralo Be lia to fcilmente nos
olhos, no ar, nos menores gestos de Tho-
maz, que ella receiou a percebesse seu
marido.
Mas nao ; Gonssolin poda desconfiar que
esse camponio, seu assalariado, levantasse
os olhos para sua mulher ?
Poda imaginar que Magdalena tvesse o-
coraclo perturbado por essa paix.lo ?
Poda advinhar, principalmente, que a
moga, no nieio da monotona de sua vida,
devia r adiante dessa affeicao e a ani-
mal-a, pde-se dizer ?
Pouco a pouco, e gragas s funegoes de
Lhoir, urna certa intimidade, resultante da
continudade de relacies, se havia estabe-
Iccido entre o contr.-mestre e Mme. Gons-
so.in.
Um da que cllcs cstavam sus, Magda-
lena abri uma secretada, cuja chave tinha
comsgo, tirou della uma carta, que apre-
se ntou a Thomaz.
Era a que elle lhe havia escripto.
Restituo-lh'a, disse ella rindo... Que-
ro provar-lhe que nao guardei rancor al-
gttm.
Thomaz ficou vermelho, balbuciou algu-
mas palavras, depois ahacSM de repente a
caoeca e calou-se.
Havia as palavran da moca uma sorte
ment.
Comtudo elle murmurou :
Nao tve coragem para implorar o
seu perd2o.
Ella examinava-o com curiosidade.
Entilo, o senhor me acha bella ?
Ohl
Elle foi tomar uma espingarda que
Gonssolin, de volta da caca, tinha encos-
tado, de manha, parede.
A arma estava carregada. Elle engati-
lhou-a.
- Estou protnpto a:matar-me pela se-
nhora, disse, desvairado.,
Magdalena tentou sorrir.
Vamos, dase ella, consinto !...
Por brusco moviraento elle apontou con-
tra o peito o cano da espingarda, esten-
deu o brago, puxou o gatilho e ia, sem
duvida, cahjr fulminado, quando ella o de-
teve, com colera :
O senhor uma criang*,. disse ella.
A moga estava conmovida violenta-
mente.
Thomaz ajoelhara-se e n3o pensava em
levantarle.
Ella arrebatoifljhe a eingarda das
tirou-lhe a carga e murmurou :
Mas, na verdad^, o senhor ter-se-hia
morto ?
Amo a, disse Thomaz.
Prohbo-lhe de pensar em mim.
Como possivel ?
Pois se en o prohibo.
Deixe-me retomar asta arma.
Para que ?
Porque mais fcil nlorrer do
cxpulsal-a do .meu pensamento...
Que loucura !
Esta scena renovou-se muitas vezes.
Magdalena e Thomaz viviam assim
perto do outro.
Quando Gonssolin ausentava-se, pasta*
vara elles juntos todo o tempo da demora
do. madeireiro.
Ella vinha serrara, achava pretextos
para tornar natural sua preseqca em um
lugar onde nunca havia posto os ps an-
tes da entrada de Lhiir para > de
seu marido.
Tambem variava os-encontros.
Libras sterlmas
Vende-se libras sterlinas ; na ra do Com-
mercio, armazem n.5.____________
Vinho puro de Santarem
Da quinta do Barral
Os proprietarios do Armazem Central, ra
do Cabug n. I i, avisam aos seus distinctos fre-
guezes e ao respeitavel publico que receberam
nova remessa deste especial vinho, o qual se
recocunenrlapor ser puro da uva, e s se reta-
llia em aea armazem.
Joaquim Christovilo &. C.
Telephone 447
Taverna
qne
Vende-se a taverna sita estrada de Luiz do
Reg n. 47-D. propria para principiante por ler
poucos fundos ; a tratar no Caminho Novo nu-
mero 87.
ge, para a montanha, gostando de perder-
se ahi.
Deixava o cavallo era uma queijeira,
depois ia encontrar se com o mogo no lu-
gar que lhe havia indicado.
Entao, vinham os interminaveis passeos
nos pinheiras, as quebradas, a borda
das torrentes ou das cascatas.
Agora usava ella no vestuario um.co-
quetisinjo estudado, particular.
lenheiro nao dejxava sua blaude, urna
especie de sobfetudo azul, com suas polai-
nas d linho.
Magdalena, em um momento de capri-
cho, que nao despertou a attengao de Gons-
solin, acostumdo s suas phantasias, ves-
tio-se de camponeza.
Codprou ella um pequeo chapeo preto
d feltro, cuja copa terminava por uma
renda de seda tambem preta e do qual ca-
hiara, de cado lado, fitas pretas, guarne-
cidas de rendas. Collocava- obliquamen-
,tc e ligava-o ao seu toucado por xious cor-
d5es. 4
Nioba guarneca assim a cabega.
Com seu rosto pallido, os grandes olhoB
mysteriosos, Magdalena ficava assim arre-
batadora.
Seu toucado deixava descoberta a parte
anterior da cabega e prolongava-se at ao
pescogo, onde se amarrava com um lago
de fitas.
Em volta do pescogo muito claro, afi
oando para a nuca e sem cabellos ahi, en-
lava-se uma gola de velludo preto, de
nde cahiam nos dous ombros uma onda
*de cordoes iguaes e na frente havia uma
cruz e um coragio de ouro em relevo. Seu
L que abria at ao corpinho, como
ouro, era ornado de cordoes de un-
ios de cada kdo por lfineUfcjl ca-
gr ndes. O vestido do UMm cur-
to," cora cintura tambera curta ; as-'man-
gas iam at ao cotovello e as costuras eram
ornadas de largas litas de seda. Um ha-
linlo dV cOr mostrava-sc no vestido
pe
adiante sob o baba-
atraz e-'criizava-se
douro.
Era o costume tradiccional, hoje um
puco esquecdo, das campanezas dessa
regiao do Jura.
i Os mntanbezes de. Bouchoux, que v-
Royal Blend marca V1AD0
Este excellente Whisky Escocez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Royal Blend marca Yiado,
cujo nome e emblema sao registrados para
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
Excellente aequisicao
Vende-se urna boa casa naBoa-Viagem, terre-
no proprio e bem ollocada ; a tratar na ra da
Concordia n. 34, 2- andar.
A FLORIDA
Gal5, palmas e rosas de vidrilho.
Bicos e seda e de algodao coro
vidrilho.
Mantilhas de seda e de algod2o.
Contas lapidadas para vestido.
Franjas de seda com e sem vidrilho.
Renda hespanhola.
Collarinhos para homem a 35000 e 45000
a duzia.
Bordados de cambraia tapada a 400 500'
600 eSOOrs.Japega.
dem com 3 e 1[2 metros, de qual que
argura a 15200.
Lengos de linho em caixinhas a 35000 a
dita.
Meias para homem, duzia a 45000.
dem para senhora, duzia a 45000.
Lindos leques transparentes de caze a
35000 um. S
Grande sortimento de porta-retractos de
pellucia.
Finas pulseiras americanas a 45, 65 *
85000 o par.
Ditas de phantasia, gosto moderno, de
25500 a 35000 o par.
Cortinados todos de crochet para cama
125000, 175000 e 195000 o par, algn
de cores. ,
Ditos para janellas a 75000.
Pannos de crochet para cadeiras a 800 e
15000.
Ditos para sof a 25000.
Plastons e regatas de gosto.
Espelhos com tres palmos de comprimento
a 4-5000.
Capellas com veo para noiva a 65000 e
85000.
Lindos enxovaes baptisados a 85 105
125000.
Toucas de setim para baptisado a 35, 45 e
55000.
Grinaldas e ramos de seda, o que ha do
melhor.
Renda hespanhola de diversas cores.
Bicos brancos e de cores a 25000 a peca.
Ditos de seda brancos e de cores.
Lindos ramos de flores a 45000 um.
Collarinhos e punhos celluloide.
Grande sortimento de fitas modernas.
Baleias a 280 rs. a duzia.
Extractos e leos de diversos fabricantes.
Linha de machina, claque, a 40 rs. o car-
ritel.
Pastas a 15000 e 25000.
Porta-lettras e porta-sedulas a 25000.
Arquetes para chapeos e chapelinas
15500.
Lindas fitas n. 12 para chapeos.
Luvas de seda, cano comprido a 25000 o
par.
Ditas de seda para creanga a 15000.
Dita para moga a 15500 o par.
Grande sortimento de jarros para toilette,
sanctuario e consollos.
Lindos lengos de seda, g03to moderno.
Grampos dourados para segurar cabellos.
Ditos ditos para enfeitar cabega e segurar
chapeo.
Espartilhos para creanga a 45 e 4)5500.
Ditos para senhora a 45, 4#500, 55000 e
65000.
Grande sortimento de sabonetes de 200 t
15500 um.
Estojo eom faca, gario e colher, proprio
para creanga.
Bengallas com flauta a 1)5500.
Meias de 12 para homens e senhoras.
Linua dourada para feser crochet.
Lindas fitas para facha a 2^, 35 e 4^0CD
o metro.
Lindos lequcs de setim para casamento.
Grande sortimento de leques de setim
de papel de todas as cores.
Suspensorios americanos a 25000.
Lindos desenhos para talagarga,
Finas carteiras para algibeira de 15, 2J
3 e 35500 uma. /
Roa Duque de Caxias n. 103
JLeitepuro
Na estrada de Joo Fernandes Vieira, sitio le-
go depois das casas novas da direita. vende-3e
todos os das leite puro de vaccas tourinas e da
trra, garante-se a qualidade do leite.
Pao centeio
Mello & Biset, avisam ao respeitavel publico,
que todas as tercas e sextas-feiras, tem este sar
boroso pao; ra larga do Rosario n. 40.1
?
t

* -


\.

nham a negocio a casa de Gonssolin ad-
miravam, apezar de sua rudez, o ar de
distinegao e extrema elegancia que a mo-
ga tinha sob tal vestimenta.
E aa eamponezas examinavam, invejo-
sas e com os coragoes oppressos, o numero
de pregas que formavam o enfeite na bar-
ra do vestido e qate faziam conhecer afor-
tuna de Gonssolin.
Escolhia Magdalena, de preferencia, pa-
ra vestir-se assim, os dias em que o ma-
deireiro partia para Saint-Claude, deixan-
do-a s com Thomaz Lhoir.
Dir-se-hia qe o louco amor que desvai-
rava o pobre mogo, a diverta. Acredi-
tar-se-hia que ella senta prazer em os-
tentar diante do contra-mestre, para o ir-
ritar e deslumhrar, todas as fantasas de
seu espirito, todos os esplendores de sua
Belleza.
Interessava-lhe poder dispor de um
homem, como saba poda dispr de Tho-
maz.
Em suas horas, de vagar, havia ella es-
tudado o dialecto das montanhas de Saint-
Claude : conhecia as velhas cangSes dos
camponios.
Um dia ella ia com o lenheiro para a
mata.
Era de manha, ao nasoer do sol, esta-
vam os caminhos hmidos do orvalho ; ella
cantarorou, apoiada em seu brago, estas
duas coplas, impregnadas de poesia sin-
gla e de ternura :
Vini cai. pitet maouton,
vini, que tzc tu caressa,
Que n'ete berdzi megnon.
Per que seye ta metressa !
Va cunim na grand seravoun.
On gli det nom ma gneilleta t
Ma pr ma q.iin na delaou !
D'trou tourdz truet pileta !
Con pou dari nura bo33on,
I soutchi per la felelta
On drou ou das pin megnon.
Qne gli dezi ma gneilleta
Tota heraailliadegan
T.e retti bin intrdeta,
Quind le visa, qnaqu' fan
Que n era truet piteta.
Que poderemos expressar assim :
Vem a mim, cordeirinho.
Que eu te desejo allagar,
Porque nao s pastorzinho.,
A quera podesse eu amar 1
Por ser alta a minba mana,
Chamam-n'a aqui a gallinha ; i *;
A mim. oh ra va que gana Me deixam por pequeninna. i

Atraz da mouta se achava
Mimoso, amante pastor,
Que ao ver a moga exclamava :
Ualtinha, querido amor I
De ouvir (al se admirou,
Confusa a pobre menina;
Mas manga acreditou
Ento, nao ser pequenina.
Haviam parado na entrada de um pi-
nheiral, diante delles desenvolvia-se gran-
diosa paysagem.
Atraz delle3, erguia-se no horizonte, um
amphitheatro de mont?nhas, aqui, nas e
alcantiladas, expondo suas rochas s acres
caricias do ar, acola, vestidas de faias e
pinheiros, oceultando as ondulagoes de
suas enormes cumiadas, sob as sombras
vastidoes da matta.
Diante dos dous, no valle, fluctuan-
do em torno das casas e dos bouquets de
freichos, o nevoeiro beijava amorosameute
o sop dos montes e vojtava para a var-
gem, esta eomegava a apparecer sob o gr-
seo toconoso da nevoa, que' se alongava e
adelgagava. Tal iazia'o efieto de uma
scena de mgica, quando os pannos de
fundo, que occultam a meio a paysa-
gem, se enrolara e sbera para as bambo-
linas, deixando prever primeiro vagos con-
tornos envoltos em sombras, depois uma
indecisa transparencia, emfim, ft vista do
fundo. O ether azulava-se. O'Sol sabia no
horisonte, por detraz de um rochado erec-
to no valle, como se fora langado por um
desmoronamento titnico. Sbito, mani-
festou se como um incendiq. Raios de
luz brilharam no mais alto do cume salien-
te da montanha solada.
(Continuar-se-h)
Typ. do Diario ra Duque de Caxias n. 42

' r
i
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Full Text
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