Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16938


This item is only available as the following downloads:


Full Text
*

*
ANNO LXV tERO 191
PARA A CAPITAL E LL'fiRfii OVUI \AO SE PACA PORT
Por tres meses achantados. *. ...
Por sois ditos idem.........
Por um anuo idem ....
Cada uumero avalso, do mesmo da. < .
60000
12*000
230000
100
DOMINGO 25 DE AGOSTO DE 1889
PARA Di:\TRO E PORA A PROVINCIA
Por seis mezes adiantados..... .........
Por nove ditos idem............... 200000
Por um auno idem... ........:.... 260000
Cada numero avulso, de dias anteriores.......... 0100
Trcpriedade de Manoel ffifeeiroa de tforia # 3%fyc5
AVISO
Rogar
jos Srs. assig-
pantes desrQ Diario <}ue se
acliam era atrazoo obsequio
de marularena abonar os seus
dbitos at o fim do corrate
iiiez. afim de nao soflrerem
ntcmipcao na remessa do
mesmo no principio de Se-
embro.
TELEGRAMMAS
\
ss27i;s mmm 33 s:s:o
RIO DE-JANEIRO, 24 do Agosto, s 3
horas e 30 minutos da tarde.
Falleceu o juiz de direito da comarca
de Pirahy, no Rio de Janeiro, bacharel
Joaquim Xavier Garca de Almeida.
32371538 LimiL 27S
BERLIM, 24 de Agostu.
* Acaba de chegar a Metz S. M. o Iin_
perador da Allemanha, acompauhado de
sua comitiva.
'"*
Ageacia Havas, tilial cm Pernambuco,
24 de Agosto de 1889.
IHSTRUCglO FOPDLAR
4$ mames hvexcis
antigs js hodiernas
N'AS
Sciencias. dustrias e artes
PK
&&IX
xxiv
.
A pbotoKraphia
(Cofitinuacio)
T-se pois que o vidro nao. empregado se
nao para a prova negativa, destinada a servir de
typo ;em quanto s provas positivas, sao sempre
tiradas sobre papel. E' necessario estar avisa-
do desta circunstancia, porque a palavra photo
grapma sobre vidro susceptivel de induzr a
erro, fazendo suppor contra averdade, que as
proprias provas positivas sao tambera tiradas
sobre vidro.
Desde o atino de IBol.substituio-se albmi-
na, urna nova materia, o collodio, que uo mais
flo que urna solucio de algodo plvora era al-
cool e ether. O collodio leva a um grao prodi-
gioso a sensibiiidade luminosa do iodureto de
prata. Pelo collodio podem produzir-se provas
negativas dentro de 8 a 10 seguodos. Podem
at mesmo obter-se imagens instantneas isto
fixar sobre a chapa photographjca objectos ani-
mados d'um tnovimento rpido, laes como nu-
vens impellidas pelo vento, um tarro tirado por
cavados, um navio Tendeado as aguas, ou as
ondas do mar.
A photographia obre vidro collodionado
hoje o meio quasi universalmente empregado
para produzr as provas chamadas de photogra-
phia sobre papel. E' o processo que seguem to
*cos os pnotographos para os retratos ; porque o
. collodio deixa effectivamente operar com rapi-
fcdez prodigiosa.
A photographia sobre o vidro fot proposta em
g S847 por M. Xiepce de Nicepboro Xiepce, o inventor da photographia.
A applicacao do collodio s artes photogiaphicas
i devida a M. Archer, de Londres, e a M. le
ray, de Pars.
XXV
estereoscopio
Os objectos exteriores formara no fundo de
nossos olhos urna imagem semelhante que se
observa na cmara escora ; mas os deus olhos
nao se acham collucados exactamente do mesmo
modo, relativamente ao objecto que olhamos;
por esse motivo as imagens produzidas no in
terior de cadaum (lestes orgos nao sao exacta-
mente iguaes : urna mais extensa ou mais co-
lorida do que oulra, etc. Logo, recebemos duas
impresses distinctas, duas imagens de um mes-
mo objecto ; e comtudo todos sabem perfeita-
roente que essas duas percepcOes differentes
fundem-se, muera se era um juizo simples, isto
'. nao percebemos seno um nico objecto. E'
un phenomeoo bera curioso, que procede de di-
versas causas : da edueagao da vista, d'um habi-
to adquirido desde a infancia d'um esforco, real
era duvida, ma3 de que nao temos eonsciencia,
e que, combinando as duas imageds dissimilhan-
tes, prcebidas por cala um de nossos olhos,
completa as mm com a ontra e de ambas forma
urna s, conforme ao objecto considerado, isto 6
apresentando o relevo que existe na natureza.
Jste desapercebido esforgo de nossa intelligen
a da-nos o sentimento do relevo.
| Este sentimento desvanece-se quando se olha
com an bos os olhos para objectos muito uffas-
tados. Nosso juizo torna-sc entao incerto e mes
Bioillusorio. Porque? Porque o inlervallo que
separa no-sos olhos relativamente to pequeo
ue as duas imagens do objecto situado a gran-
de distancia ja nao fazem differenga urna da
outra, concordara s.'m esforco as nossas retinas
e deixam de produzr eolio a sensaco do re-
fConinaJ

levo.
PARTE OFFICIAL
Aiaoriu limaos & C. Sim, desde que
sr>;a retallecida pela inspectora da Al-
fandega ser a farinha vinda de outra pro-
vincia.
Antonio da Costa Pereira.Ao Sr. com-
mindante do corpo de policia para conce-
der dous mezes.
Alberto da Silva Miranda..Informe o
Sr. inspector ge ral da Inetruccao Publica.
Bacbarel Eutropi Goncalvcs de Albu-
querque Silva.' oncedo.
Enedina Floresta dos Santos Cordeiro,
Sra, dsde que satisfaga o que dsp5e o'
arti 13 do' regularnento de 13 de Setom-
bro de 18T.
Francisco da Silva Miranda.Informe o
Sr inspector fijeral da Instrucco Publica.
Francisca Ludovina Ribeiro Bacellar.
Concedo, na tama da lei.
Hearique Olympio Tavares da Rocha.
Relevo, pelos motivos apresentados pelo
Dr. juiz de direito da comarca.
Tencnte Jos Carneiro Maciel da Silva.
- Forneca-se.
Capitlo Jos Amancio Pereira Matta.
Relevo em vista da nformaeao do Dr. juiz
de direito da comarca.
Jos Victorino de Paiva.Pague-se.
Jlo Carlos de Mondonga Vasconcellos
e Joao Paulo Moreira Temporal.Ja fo-
rana attendidos.
Juliao Fereira Matt >s.Ao Sr. coraman-
dante do corpo de policia para conceder
Manoel Gomes de Albuquerque. -Rele-
vo em vista da informarlo do Dr. juiz de
direito da comarma.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 24 de Agesto de 188 O portero.
Francdino Chacn.
tali
Repartlfo da Polica
2.aaecao.N. 1,042Secretaria de Po-
licia de Pernambuco, 2 4 de Agosto de 1889.
film, e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
qua toraui hontem recolhidos Casa de
etencao, os seguintcs individuos :
A ordem do subdelegado de Santo An-
tonio, Jos Roberto dos Santos, alienado,
miaba disposieao, afim da ter destino
para o as vio da Tamarineira; Cosme Pe-
reira dos Santos, como vagabundo ; Ma-
noel Pereira Bezerra, Manoel JoSo Siquei-
ra. e Maria das Dores, por disturbios.
A' ordem do do 1." districto de:S. Jos,
Joaquim Lopes Trovo' e Jos Gailherme
Francisca de Sant'Auna, por disttfrbiott.
A' ordem do do 2." districto de S. Jos,
Manoel Leocadio da Silva e Hermina Ma-
ra das DOres, por disturbios.
A' ordem do do 1. districto da BOa-
Vsta, Joao Bernardino da Silva, Jos
Francisco da Silva, Jos Ferreira Dias,
Manoel Francelino Rocha dos Santos, Lau-
riano Alves Nunes Cordeiro e Lourengo
Jos da Hora, por disturbios.
Pelo Dr. delegado do 1." districto
da capital, foram remetidos ao Dr. juiz
de direito do 2. districto criminal, os iu-
queritos policiaes a que procedeu contra
Jos Lucio Lins Tavares, e Maximniano
Pereira da Cunha, JoSo Lopes dos Santos
e Luiza Maria da Conceicao, o primeiro
por haver lerido gravemente a Francisco
de Assis Duarte Botelbo e os demais co-
mo autores da morte do ceg, cujo cada-
ver foi retirado do rio Capibaribe, na al-
tura da Ponte d'Ucha, facto de que j
dei scieucia a V. Exc. em as partes dia-
ria de 12 e 14 do crrante.
Deus guarde a V. Jxc.Illm. e Exm.
Sr. Conselheiro Manoel Alves de Araujo,
milito digno presidente da provincia.O
chefe de policia Geronci-o Dias de Arruda
Falcao.
metlicas dos bancos de emissao, a faculdm:
elevar o papel vulorsado a iais 50.000:090*
para auxilio dos bancos emissores, a facu!
de troco das notas (lestes em our) ou papel valo
risadu, sustentarara o cambio e permittirilo o
(iesenvolvimento do crdito agrcola e do com-
mercial ale o duplo ou triplo do que elles so
actualmente.
!k'flictaai o ministerio e as carairas a::!
dar um passo errado, saiam da rotioa vc'.ha da-
ideias oaenvistas con>tituam o crdito indus-
trial c salvem a nacao de eminente perigo.
#
. A renda da alfandega de Paranagu parece
inllcar que contina na provincia do Paran o
augmento do movimento commercial.
Ha n'ella, abundancia e barateza de manli-
mentos, proprii da provincia colonista
O sacco de fcijao custa 125. o de iarinba de
mandioca 6i, o de inilho ^800, e o kilogratniua
do toucinlio 300 rs.
Se continuar o desequilibrio alimenticio do
Imperio, natural que. em breves aunos, as pro
vincias colonistas sejam as mais ricas.
E' uraa qnesto de crdito agrcola e estradas
de ferro.
Xo 1J semestre deste anno, alm de ouros ge
eros, a exportaeao de hervamate pelo porto Je
l'arauagua foi em kilogrataiuas: | \
Para Montevideo 2.908,480
Para Buenos Ayres o.081,338
Para Valparaso 718 271
8 768,092
Militas lffl s-lo as reclimaces de subditos
inglezes contra o modo por que sao executauos
os contractos por elles feitos com governos es-
trangeiros.
Por occasio da diccossio, no nariamento in-
giez, em 9 de Julho prximo passado, de urna
mogo apresenta la por lord Castletow, sobre
texocioa deDelagdaBay, leve o marquez de
Salysbury, presideute do conselho de ministros
.la Gra-Brctanha, eosejo de, respeito, manifes-
tar sua opiniao, nos seguintes termos :
E' roinba opiniao que o governo brilannico
deve exigir indetnnisaco para os capitalistas
inglezes, caso se verifique que foram elles pre
judicados e n'esse sentido, ja alguraa cousa ex-
ternamos, com toda a franqueza, ao governo
portuguez; precisamos, porm, adquirir a cer-
teza, desafie prejuizos e de a qua.ito montara
elles. t
Ha quem sustente que nao 6 dever do go
verno inglez defender os capitalistas da sua na-
co que imprudentemente tem arriscado o seu
dinhciro, e menos, cobrar dbitos hritannicos
em todo o mundo.
Adtnitto que nao possamos fazel o em todos
os casos ; ha, mesmo, alguma dilliculdade em
verificar a exactidao das reclamacoes que tem
sido, constantemente, levantadas por capitalis
tas inglezes contra governos estrangeiros pelos
quaes se julgam prejudicados, e se raeracem es-
sas reclamages ser sustentadas pelo governo. "
Sobre o assurapto, j existe urna circular
nolavel de lord Palmerstou, na qual se uclia con-
signado que, comquanto a Inglaterra nao se con-
sidere obrigada a intervir para que seiam pagos
os credores britannicos, reserva, todava, para
si o direito, de avaliar cada caso, soladamen'.e.
e de resolver sedvveon nao pagar em favor dos
subditos de S. M. a rainha. >
Importa muito verificar se oprejuizo pecu-
niario soffrido por subditos bntaunicos resulta
de simples ialta, engao ou felcidade da parte
do governo estrangeiro ou se traduz injustiga
proposita!.
E' anda minha opiniao que, quando esse
prejuizo o resultado de urna injustica preme
ditada, proposital, ha sobeja justificaco para
que o goveroo ntervenha na questo.
1.\LSTR1AS E ARTES
Ciorerno da Provincia
jr.SPACHOS DA PRtSIDESCIA DO DA 22
DE AGOSTO DE 1889
Bacbarel Antonio Caetano Rabillo.
'^.Dirija-se Thesouraria de Faaenda que
HlAacha habilitada pela ordem do Thesou-
Kd nacional n. 148 de 10 do corrente a
atisfazar o pagamento da ajuda de cuata
e que se trata.
FIM\(AS E (MHERCIO
Xo programma linanceiro do Sr. Viscoude de
Ouro-Prelo a serie de medidas fraanceiras e eco-
nmicas parte destas bases, diz o Diario do Com}
tnercio:
i.* Amortisago do papel moeda;
2.* Conversao da divida publica ;
3." Equilibrio da receita publica com a despe-
sa pelo menos ordinaria.
i. Fundaco de estabelecimentos de emisso e
crdito, especialmente para favorecer o augmen-
to da produego.
Como preliminar, seja nos permittido felicitar
o r. ministro da fazenda por nao ter confundido
a couverso do meio circulante com a fundagao
dos bancos de emissao. Se estes sao urgentes,
iudispensaveis, uraa das raaiores necesidades do
paz, compele-Ibes vida parte dos compromis
sos que impOe a cooverso do meio circulante-
Pela constttni$ao monetaria do paiz, que data de
1816, a valorisagao do meio circulante urna
obrigagao do Estado, e as experiencias de 1809,
1817, e de outras epochas cora bancos coramer -
ciaes encarregados de sustentar o valor do papel
moeda, nao para que nm eminente linanceiro,
como o Sr. Visconde de Ouro-Preto, repita as
faltas fataes do governo colonial e do primeiro
reinado.
Se esta selecco de ideias em S. Exc. no3 agra-
da, nao acontede o mesmo com aexpresso amor
tisicdo do papel-moeda, consignada em seu pro
gramma.
Julgar S. Exc, que 200 000 0003 de einis#e#
em papel sao superiores as neceMdadcs actuaes
do paiz ? Como e BOtaa qpw a 31 de vlaio pr-
ximo passado, todos os bancos de nossa zona, a
mais rica do imperio, hitan liquidagao da safra.
nSo poderam reunir em caixa mais de........
20.000:i00#? QuereriS.Exc. destruir a.obra
monetaria de B. H. de Vasconcellos, que um
meio circulante j trtdiciual gerulnienie acceito
nunca sujeilo a crise, subsiituimlo llie a anar
ctia monetaria, em valores de circulago limita-
da e sujeita a fluctuages ou moeda estrangeira
de ouro que no dficit provvel de produego de
i:>90 e 1891, se escoara pela barra fora ?
SXo I O quantum do papel moeda actual nao .-
superior s uecessidades da circulago, antes
innul]iciente. Em vez de destruo. convem calo-
tital o, por meio de um deposito no thesouro de
-0.000:0003, equivalente a 30 / de sua impor-
tancia.
0 troco gradual do neio circulante, as bases
Nesta seccao j demos noticia da fabri-
ca alagoana de nacSo c tecidos, cujo edi-
ficio construe-se, e j esto as respectivas
obras bem adiantadas. *
A tabrica compde-se de dous edifii
parallelos, e suas dunensoes sSo de 8
27m e 89inX 15,"' sendo o espaco entre os
mesmos edificios oceupado por urna Iinha
frrea, que servir para transportar a ma-
teria prima e as fazendas fabricadas.
No primeiro desses edificios se rao col-
locados os -teares, fiadeiras e os escaipto-
ros do gerente e mais empregados; e no
segundo, o deposito de al^odSo, batedores,
engommadeiras e deposito de fazendas,
sendo a disposigSo das portas e janellas
acommodada fabrica para poder dispor do
ar e da luz necessaria. Alem disso a pas-
sagem de um edificio para oatro se far
com muita facilidade por meio de um es-
trado rolante que ser feito oom muita
simpheidade e economa.
A conduegao d'agua necessaria para mo-
ver a turbina ser feita, at certa uxtea-
sao, por meio d'um aqueducto de alvena-
ria de tijolo, e d'ab at a turbina, por
meio de tubos de 1ra 10 de dimetro, col-
locados sobre um viaducto de alvenaria
de tijolo.
A turbina encommendada muito aper-
eigoada, possue a torga de 250 cavallos e
munida d'um regulador que serve para
manter a forga que se julgar necessaria.
Alm dos dous edificios cima mencio-
nados, cujas cobertas sobre solidas tesou-
ras j se acham bemadia.itadas, est cons-
truido mus um outro, dividido em diver-
sos compartimentos, que servirao para mo-
rada dos operarios, bem arejados e com
os commodos precisos.
Quasi todas as obras, sao feitas por em-
preitadas, o que de grande vantagem
para a empreza que obter assim maior
economa e presteza de servigo.
#
Sobe a 18,376:000$ a somraa das pro-
postas apresentadas na provincia de S.
Paulo para emprestimos lavoura de ac-
cordo com o contracto feto pelo Banco
de Crdito Real com o governo imperial
O numero das propostas de 278.
*
* i"
O ministerio da agricultura declarou ao
do imperio que j foram expedidas as pro-
videncias julgadas necessarias, relativa-
mente creago de ncleos coloniaes na
provincia da Baha, e com os quaes sero
opportunamente satisfeitos os desejos da
assembla legislativa daquella provincia.
**
O Sr. ministre do imperio, no intuito de
fazer conhecidas as riquezas artsticas ac-
uladas na Academia das Bellas-Ai-tes
corte, resolveu, de aecrdo com o di-
tor da raesraa academia, mandar fran-
ar ao publico, nos domingos, as gale
s em que se exhibem de modo perma-
te as valiosai colleccdes de paines ad-
ni 'idos pelo Estado.
A ormeira dessas. exposigoes, de tao
toe inda influencia no acertado empenho
do educar, e desenvolver o culto do sen-
timento do bello, foi j inaugurada, com
as^encia de Suas Mitgesiades e Alte
Imperial, como auspicioso inicio de urna
nova ara de frtil vitalidade para aquella
a academia, que parece comegar ago-
ra a resurgir da vida apathica e vegeta-
cj-ae durante longos annos actuou es-
-a, nao obstante ter sido o bcrgo
j.-.dojj artistas nacionacs, entre os
* stJ salient8"-^1' os laureados Vctor
;,!<., ,.->lies, Pedro Araerico. Rodolpho Ber-
nafoJli, Zefenno da Costa, RodolphoA-
moedo e outros muitos, que por seu pri-
vilegiado talento artstico, illustram a bis
tona das artes no paiz.
Em urna das tres grandes galeras do
palacio da academia, 'galera n. 1, acha-
re exposta a mu valiosa collecgao de te-
las antigs, montando ao numero de 225
quadros, muitos dos quaes foram adeque-
ridoa no tempo em que o Brazil era anda
tutelado pela metropole, e comprebenden-
do orignaes de grandes mostrea, como
sejam: Corregi, Murllo. Doroiniquino,
L. Jordano, Hespanholeto, Caravaggio, A
Carracho, P. Veronese, Vandick, Vellas-
quez, P. Vanucci, Salvador Rosa, Greu-
se, S. Vonet, Jouvenet, Bassano. Vander
Henlen, H. Gensileschi, Rubens, Tinto
reto, Albano, Barocchio, Tass, Guercino,
L. Cambiasi, etc.
Essa preciosa collecgao, sem contesta-
gSo, a primeira da America do Sul, acha-
8e dsposta por escolas, na ordem segun-
te : franceza, flamenga, hollandeza e alle-
m2s, hespanhola e italianas, desde a mais
moderna at a mais antiga.
Na galera n. 2 exhibem-sc 139 quadros,
sendo dousde grande machina, pela maior
part de artistas nacionaes c dentre os
quaes se destacam importantes telas do
Pedro Americo, Vctor Meirees, Joo
Zefarin", Peres, Leoncio Viera, e outros
laureadosp intore3.
Na galera i). 3. 52 telas de pintores bra-
*#|rL._e,atre,as. quaes ^e. achara valioas
produegoes artsticas de Vctor Meirelles,
Pedro Americo, Amodo, Ferraz de, Al-
meida. II. Bernardelli, Aurelio de Figuei-
redo, Parreiras, F. Monteiro, Belmiro, e
outros.
Na sala da frente, no pavimento supe-
rior, 41 quadros comprehendidos um gou-
ache, duas aquarellas e um pastel, de pin-
tores contemporneos, entre elles Morel
Faci, Del Martino, Ccarelli, Grimm,
Langerock, Vinet, Facbinetti, o mallogra-
do Leoncio da Costa, e alguns outros.
Na pequea sala da escuda. 11 e em
urna sala do pavimento terreo, 74.
Toda esta riqueza artstica, representada
por mais de 550 telas, das quaes mui pe-
queo numero aguarda restauragao, est
conservada e disposta com vantagem
apreciayo dos amadores e ao estudo dos
cultores da arte ; c atte3ta em grande parte
o empenho da superior administracSo do
Estado em opulentar custa de nao pe-
queo dispendio, as provas do culto de
aprego que no paiz se consagra s bellas-
artes.
Estao collccadas no alto de um corredor
do pavimento terreo algumas telas pinta-
das por alumnos premiados com a grande
medlha de ouro. Esses trabalhos attes-
tara de modo irrecusavel o manifest pro-
gresso do ensino na aula de pintura.
Os preciosos marmores do distincto e
muv festejado professor Rodolpho Bernar-
delli, suas inspiradas produegoes em esta-
tuaria, as collecgSes de gessos e medalhas,
arabescos de Rapbael, bustos e medalhSes,
ornam e guaraecem militas outras salas.
A bibliotheca da Academia, constituida
de livros especiaes escolhidos com esmero
e ul ti mamen te enriquecida com importan-
tes acquisigoes, contem, em boa conserva-
gao, obras de subido valor artstico e lit
terario.
Outras dependencias do mesmo cstabe-
lecimento, onde nao ha luxo, mas sement
a decencia e a ordem compativeis com a
sua categora e especial destino, comple-
tam a boa impressao quo hoje produz a
nossa escola de bella-artes.

Acaba a sociedade propagadora das bel-
las artes de concurrer com a quantiade
300i>000 para o monumento que na cor
te projecta se eregiv em honra de Eu-
zebio de Queiroz, o grande brazileiro.
Euzebio de Queiroz, como sabe-se, foi
presidente desta -benemrita assosiacuo,
que creou urna das mais uteis instituigoes
do nosso paiz, o Lyco de Artes e Offi
cios.
No des'empenho desse cargo, como em
todas quantas posicJSes elevadas oceupou
na nossa sociedade, o preclaro varSo im-
primi o cSnlio do seu espirito grave serio,
e inclinado a tudo que era praticamente
til.
Alli deixou grata memoria que viva se
conserva aps longos annos e se traduz na
approvagio com que foi acolhida a propos-
ta para conaprrer a Sociedade Propagado-
ra das Bellas Artes- em favor da creagao
do monumento a Euzebio de Queiroz.
trto ifiifin<-s Por actos .1a Presiden-
cia da provincia de ante-hontera :
Foi jubilado o professor Jos Martiniano de
Souza, que tirina exercicio na 2 cadeira na fre-
gueaia de S Antonio, com a penso correspon
denle aos vencirnentos de que tratam os arts
180 4o e LSI combinados com o 139 do regula-
rnento de 18 de Janeiro de I8S8, sendo remov
do, por accesso, da cadeira de Born Successo,
em Olinda, para aquella, o professor Francisco
a malicio da Silva, e uomeado para reger a es-
cola nocturna de nstruegao primaria da men;a
freguezia, qne v:ou pela jooilacSo do referido
professor, o professor Augusto Jos Mauricio
Wanderley.
Foram nomeados :
Os Drs. Antonio de Souza Pinto, Jos Ilygino
Duarte Pereira e Antonio Kstevo de Oliveira
para os cargos de delegados dos districtos Ili-
terarios de Santo Amaro das Salinas, Apipucos
e Duarte Coelho.
A al jimia titulada pela Escola Normal da So
ciedade Propagadora de Instrueco Publica Ma-
na das Merced Garca Chaves, professora publica
da cadeira de ensino mixto da liana de Seri-
nhein.
Foram removidos :
A pedido, o professor Lourenco Goocalves
Aleixo da cadeira de Gloria de Goit para a de
Beberibe, sem prejuizo de seus vencimentos.
Pora-eesso, o professor Manoel Jos dos San-
tos Teixeira da de Altinho para a de Gloria de
Goyl.
Foram exonerados, a pedido, Malaquias Jos
Baptis'.a. do cargo de delegado do districto Ili-
terario de Pogao, c o coaego Marcono Pacheco
do Amaral, do de Curato da S.
Foram concedidos ao bacbarel Eutropio Gon-
calves de Albuquerque Silva, promotor publico
da comarca de i'alinares, lo dias de licenca. com
os vencimentos a que Uver direito, para tratar
de sua saudc, devendo entrar no goso da refe-
rida licenca no praso de 20 dias.
Foram consideradas de nenhum efTeito :
A renioco do professor Francisco Amancio
da Silva, da cadeira de Bom Snccesso para a de
Beberibe.
A nomeago de Martinbo Alves de Barros para
o lugar de Io supplente do juiz municipal do
termo de Boa Vista, lugar este que seach legal -
min'e oicupado por Joaiiuim Antonio Teixeira
Jacobina desde 2'J de Maio do anno passado,
dala era que preslou juramento.
CniHlldaCos-Segundo as informaces que
temos podido collier sao candidatos :
PABA"
Ia districto
Dr. Jos Ferretea Hastio (C).
Baro de Igarap-Mirim (ti).
Conselheiro Tito Franco de Almeida (L).
Dr. Justo Chermont (R).
" districto
Padre Dr. Maucio Caetano P.ibeiro (C).
Dr. Jos Agostinho dos Reis (C).
Dr. Felippe Jos de Lima (L).
Antonio Rodrigues Coelho (R).
' 3'stricto
Dr. Joaquim Bodrigues d_> Souza Filho (C).
Dr. Manoel de Moraen BettetrcOurt [LJ.
4> districto
Barao de Annajaz (C).
Dr. Turiaoo Luis Meira de Vasconcellos (C).
Baro de Cuajara (L).
5o districto
Dr. Jos Maria Leito da Cunha (C).
Major Frederico Augusto da Gama Costa (Ci.
Dr. Theotouio Rayuniado de Brito (L).
O" districto
Dr. Fulgencio Firmino Simes (C).
Conselheiro Samuel W. Mac-Dowel (C).
Dr. Mauoel Francisco Machado (L).
RIO GRANDE DO NORTE
! districto
Dr. Tarquinio B. de Souza Amarantho (C).
Dr. Amaro C. Bezerra Cavalcantc (L).
Dr. Pedro Velho de Albuquerque MaranhSo til)
2o districto
Dr. Alminio Alvares Alfonso (C).
Dr. Manoel Porlkio de Oliveira Santos (C).
Dr. Miguel Joaquim de Almeida Castro (L).
Dr. Amaro C Bezerra Cavalcaute (L).
Dr. Jos Moreira Brando Castelio hranco (L).
Dr. Jos Leao Ferreiru Souto (Rj.
PARAHVBA
Io distlictO
Dr. Anisio S. Carneiro da Cunha (C).
Dr. Antonio Alfredo da fiama e Mello (L).
i>r. Sergio Florentino de Paiva (L).
Dr. Albino Meira de Vasconcellos (R).
2 districto
Conselheiro Manoel Tertuliano Thomaz Henri-
ques (C).
Dr. Agripino Trigueiro Castelio Branco (L).
Dr. Irineo Jofy tL)..
3 districto
Dr. Jos Maria da Cunha Lima (C)
Dr. Jos Lopes Pessoa da Costa (L).
Dr. Franklin Dantas Costa de Ges (L).
4 astricto
Dr. Honorio Horacio de Figueiredo (C).
Dr. Elias E. Elizeoda Cosa Ramos (L).
Dr. Carlos e Laet (L).
5o distocia
Dr. Joao Tavares de Mello Cavalcante (C).
Dr. Francisco de Paula 'Timo (L).
Dr. Cartaxo (L).
ALAGOAS
1' districto
Dr Bernardo Antonio de Mondonga Sobrinho (C).
Dr. Joaquim Pontes de Miranda (G).
Dr. Jos Jauuario Pereira de Carvalho (L).
Dr. Joio Gomes Ribeiro (,R).
2' districto
Dr. Affonso Jos de. Mendouga (C).
Dr. Pedro Nolasco Buarque de Gusraao (L).
3" districto
fMujor Epaminondas Hypolito Gracindo (C).
Dr. Joao Lins V. Cau.-ango ae Siaimbi*(Jj>).
Dr. Manoel de Meuezes (K).
4o districto
Dr. Manoel Octaviauo Gedes Nogueira (C).
Conselheiro Loureago Cavalcante de Albuquer-
que tL). _: ....
o- districto
Dr. Manuel Novaes de Meilo (C).
Dr. Tiieonliilo Feruandes .los Santos (L).
BAHA
Io districto
Baro de Guay (C).
Conselneiro Luiz Antonio Baabosa de Almeida
(L).
2o districto
Conselheiro Jos Eduardo Freir de Carva-
lli t ).
Dr. J nt J nqaiin Seabra (C).
Dr. Auiomo Euzebio Goiijilves d 3" districto
Dr. Joaquim Iguacio Tosa ('',).
Conselheiro Francisco Prisco de Souza Parai-
zo. (L).
4 districto
Baro do Rio de Coutas (C).
Conselheiro Francisco Mi i.i Sodr Pereira (L).
5* d Dr. Jos Marcelino de Souza ( ).
Dr. Ildefonso Jos de Araujo (L).
6' districto
Dr. Americo de Souza Gomes (C). -
Couseiheiro Antonio Carneiro da Bocha (L).
7- districto
Dr. Joao Fraucisco de Araujo Pioho (C .
Dr. Joao Evangelista Pedreira dj erqueifa (L).
8 districto
Dr. Severino dos Santos Vieira (C).
Conselheiro Joo Francisco de Moura fL).
Dr. Joo dos Reis a foaza Dantas Filho (L).
' dtstritto
Raro de Geremoabo (Ci.
CoaselhejroJerooymo Sodr Pereira (L).
"O. distrirtu
Dr. Luiz Francisco Junqueira Avies de Almeida
(C).
Dr. Ari8Ude3 Cezar Rpindola Zama (L).
11. ilhtricto
Ccnseihei.-o Domingos Carlos da Silva (C).
Dr. Aristides de Soasa Spindola (L).
12. districto -
Dr. Leovigildo Vpiranga de Amorim Filguei-
ras (C).
Dr. Juveucio Alves de Souza (L).
13. districto
Dr. Aristides Augusto Milten (C).
Dr. Jos de Aquiuo.Tanajura (L).
14. districto
Dr. Arthur Cezar Bios (C),
I);-. Elpidio Pereira de Mesquita (L).
Recreativa Juventude A sociedade
d'este nome realisa boje, era sua sede, um sa-
rao dansante, que promette ser muito apra-
zivel.
Recreativa Commorciat A's 4 horas
da tarJe de boje, devera reunir-se em assem-
bla ge'ral extraordinaria os raembros da Socie-
dade Recreativa Commercial, afim de approva-
reni os oavoa estatutos.
Hospital Porlugne-Os socios do Hos-
pial Portngoez de Beneficencia reunem-se hoje
pelas II horas do dia, em assembla geral ex-
traordinaria, para tomarera conbecimeoto do
pedido de aposentadora do medico do mesmo
Hospital, Dr. Prxedes Gomes de Souza Pi-
tanza.
Rio Grande do XorteA Thesouraria
de Fazsnda da provincia do Rio-Grande do Nor-
te, segn 1o coramunicago telegraphica que dalli
tivemns. recebe propostas, at meio dia de 9 do
mez de Seterabrb prximo vindouro, para com-
prar quutrooul saceos com farinba de mandioca,
pesando cada sacco 42 kilogrammas.
K\|nisiiu InduMtrial Com grande
frequencia de visiteutes tem continuado a ser
frequeutada a Exposigo Industrial de tecidos
da fabrica nacional Reingantz & C, do Bio Gran-
de do Sul, sendo todos accordes em fazer oa
maiores eiogios perfeigo dos trabalhos ejecu-
tados naquelle importante estabelecimento in-
dustrial.
Sabemos que urna acreditada casa commer-
cial desta .capital j fez urna avultada encom-
meuda e que outras se seguiro.
>atisteiti3simos lm sahido quantos lm visi-
tado a exposigo e peiihorados-com a gentileza
do honrado do Sr. Emilio, Barbosa, digno repre-
sentante dos Srs. Reingante & C.
Club Republicano Frei Caneca
Hoje no lugar e s horas do coslume deve reu-
nirse em sessSo esse Club.
ParaEsse vapor da Companhia Brasileira
sahio hontem s 2 horas da tarde do porto da
Babia em demanda dos que lhe ficam ao norte,
devendo por conseguate chegar a esta cidade
na terga feiri.
u-vixta SportivaBecebemos o 4. nu-
mero dess* revista, que contina importaate.no
desenvolvim.nto do fcim programma.
O seu editorial contina objecto de poade*
rago e digno da attenco dos nossos prados
hippicos.
Agradecidos.
inqueritosForam remetidos ao juizo de
direito do 2." districto criminal os inqueritos
policiaes, a que a'delegacia do 1." districto des-
ta capital procedeu contra Jos Lucio Lins Ta-
vares, por haver ferido gravemente a Francisco
de Assis Duarte Botelho ; e contra Maximiano
Pereira da Cunha, Joo Lopes dos Santos e Lui-
za Maria da Conceigo, como autores da morte
do ceg, cujo cadver foi tirado do Capibaribe
na a llura da Ponte d'Ucba.
Pharmacia Alve* CantaraRecebe-.
mos urna brochura sob o titulo de preparados
olliciuaes da mencionada pharmacia, estabeleci-
da em S. Paulo, acompanhada de um vidro com.
tintura de Perianthopodus composto que nos offe-
receu a Pharmacia Imperial ra do Visconde
de Inhauma n. 62 nesta cidade, actual deposito
da mesma tintura.
Esta que foi approvada pela inspectora geral
da corte, um especilico con'ra as mordeduras
de cobras e insectos venenosos : e o seu aventor
o Sr. Alves Cama-a, pharmaceutico formado pela
Imperial Faculdade de Medicina do Bio de Ja-
neiro, assim o aprsenla aoconhecimento do pu-
blico :
Durante muitos seculos tem a humanidade
batalhado para alliviar-se de urna das muitas
causas, que tendera a anniquillar-lhe a existen-
cia ; ha muitos seclos que sabios de todos os
paizes procurara encontrar no cadinho da obser-
vago e da experiencia os meios de capazes debel-
lar esta causa mortis~a influencia do veneno ophi-
dtco sobre o organismo humano ; ha muitos se-
culos que o empyrisrao ousado e a sciencia n-
cangavel esgotam-se era esforgos vaos, procuran-
do em todos os reinos da natureza o u.eio efica
contra este grande mal, que aioda hoje assola o
genero humano!!
Muitas panecas tem sido aconselhadas e,
forgoso dizer : s o Permanganato de Potassio
tem alguma cousa conseguido nesla luta contra
a morte.
Levado pelo glorioso e humanitario intuito
de alliviaras dores aos meus similhantes dei-me .
a afanosos estudos, coacernentes a encontrar ua
noasa riquisstma llora o antidoto do veneno ophi-
dico ; foi o accaso, ou o dedo da Providencia,
que apoatou-me as especies vegetaes, em cujas
ceilulas iria encontrar o sueco neutralisador da
pegonha animal; encontrei-o fiualmente.
A tintura de perianthopodus composta rea-
lisa, com a mais ampia vantagem, o grande de-
sidertum da sciencia ; e, mediante ella, anda
nao pude registrar um so caso fatal, mesmo
quando o permanganato de potassio tem se tor-
nado impotente. Queris vos convencer da
grande verdade exarada 1 Empregai a tintura
de perianthopodus composta nos casos mais gra-
ves, e tereis um iriu npho mmediato e completo,
em meuos de vinte e qatro horas.
Modo de usar : para adulto una colher e
cha de 2 em 2 horas em calis, de vinho branco.
Uso externo :. applicar fios embebidos da mesma
no lugar da dentada, de 10 em 10 minitos.
Para creaiiga : meia collier de cha de 2 em
2 lioras em vinno hranco com um pouco de as-
sucar. Uso externo : applicar lios embebidos da
mesma no lugar da dentada, de 10 em 10 minu-
tos..
Eagenbo central -Com O praso de 90
dias cootado de 22 do corrente, acha-se abertaa
coucurrencia para receb-mento de proposlas
construego e explorago ae u:n engenlio cen-
tral de typo maior de accordo cora a le n. 1860
arta. 16 e 18 da lei n. 1972.
Os pretendentes devero apresentarsnas pro-
postas em earta fechada a Secretaria da Presi-
dencia.
Salvavida de papeloHoje as 4 ho-
ras da tarde deve ser langado ao mar no Caes
22 de Novembro esse salva-vida, de que j tive-
mos occasio de tratar.
Alli noder o publico apreciar essa obraen-
genhosa e paciente do Sr. Thomaz Cavalcante
da SilveiraLins.
Cdigo Criminal Hrellcro Est
em distnbuigao o 6o fascculo ia importante



I

*V


Diario de PernainbucoDomingo 25 de Agosto de
-

c




s







obra do Mustiado late de direito cnmd^H
Joo Vieira de Araujo, obi-a que se intitula^H
mentara phi'.osophico tcientifico.
Corresponde o fisdeul de que tratamos aos
arts. 4 5-6-7 e seos paragraphos do Cdigo Cri-
minal.
Agradecemos
Diario de tyaona-Era seu n. 19 d
as seguales noticias locaes :
Veio a esta redaccao o Sr. Jos Ignacio de
Mendooga (vulgo Jos Goyanna) queixarse-nos
de que hontem ao voltar da matriz, c*de fura
ouvir missa entrando no cstabeleeiraento com
mercial do Sr. Francisco Lias, all o 3o aaroplen-
te do delegado -Deolindo Tavares, depois de
toe ter perguntado se gostara do servico (refe-
rinda se ao facto de 16 do correte) a se eslava
dlsposto a votar com os liberaes: como livesse
recebido rcsposta negativa, disse-lhe que o
fireuderia, caso elle nao votasse no candidato
iberal.
Nunca se vio nesta.cidade seorelbante modo
de cabalar.
" Informara nos que, ha poucos das, o delega-
do de Hanib. mandara chamar para montar
guarda o marchante daquella cidade, vulgar-
mente condecido .por Zeca, e como este cidadao,
por se achar incoraraodado, se escusasse a esse
servico, ollerecendo ama ou mais pessoas para
gubsUtuil-o, o referido delegado mandou reco-
Ihel-o cadeia.
. Semelhante procedimento dessa autoridade
duplamente criminoso: nao so porque ne-
nhum cidado pode ser coagido a fazer aquillo
que a lei nao ordena, como porque, si o caso
de que se trata fosse determinado por uregnte
necessidade de servigo daquelle geuero, aeha
va-seo mencionado cidadao legalmente isento
or ter oll'-recido quem d substituisse.
. Cae lal.
lirreja da Santa trn Ante-hontem
23 do correte, pelas 7 1/f horas da noite, to-
mou posse solemne nova mesa regedora da
respeitavel confraria do Senhor Bom Jess da
Via-Satra ; vigorando a eleico ja publicada no
Diario de 7 de Maio do corrente anno.
Sen ico mlliUtr Esto designado? para
superior do dia, hoje, o Sr capitao Pedro Velho
e para ronda menor um subalterno de caval-
laria.
A guarnido da cidade 6 dada pelo 2" ba-
talhao de infamara, menos a guarda da Thesou-
raria de Fazenda, que ser dada pela compa-
nhia de operarios militares e as do Brum, u-
fermaria e Tbesouro Provincial, que serao dadas
pelo 14" batalhao de infamara.
Na Enfermara Militar existem em trata-
mento 27 pracas.
Ao 2 e 14 batalhOes de infantaria se fez
entrega das relages de allerages occorridas
com as pracas que recolheram-se do destaca-
mento de Fernando ; bem assim a certido de
assenlamentos do ex-soldado Tertuliano de Bar
ros Pimentel.
Passou a fazer dia a praga o Sr. capitao do
2o batalhao de infantaria Francisco Jos da
Silva.
Recoiheram-se no dia 23 do corrente do
destacamento do presidio de Fernando de No-
ronha os Srs. capitn Manoel Anselmo Pereira
Guiraares e alferes Victoriano Leopoldino da
Silva Costa.
Directora daa obra* de comera-
cao don Porto de PernambucoReci-
fe. 23 de Agosto de 1889.
Boletim meteorolgico
zena do anudo premio
9 ditos del MIUO para a de-
zena do tOeeira premio
99 ditos de 900*XX) para os 2
finaes do priraeiro premio
99 ditos de 2001000 para os 2
finaes do segundo premio
00 ditos de 1001000 tormi-
nacao do primeiro premio
900 ditos de 100*000 termi-
nac&o do segundo premio
2 approximagees le 2:000*
para o primeiro premio
2 ditas de 1:20oOJO para o
segundo premio
2 ditas de 600*000 para o
terceiro premio
3:600*000
l^WiOOO
19-8001000
19:800*000
90:0001000
90:000*000
4:000*000
2:400*000
1:200*000
2.034

560:000*000
2-r -o
Horas 3 a 8g Si o so - Barmetro a 0o Tenso do vapor a a 9
f-- 33
6 m. 22-8 762-17 18.31 89
9 2f-5 763-23 20,28 87
' 1* 25-4 763-16 19,97 83
37t. 25"-8 761-40 19.51 78
6 25 -1 761-87 19.04 80
Temperatura mxima27,00.
Dita mnima 22,23.
Evanoraco em 24 horasao sol: 4*\2; som
bra: 2-3.
Chuva--,3.
Dlrecco do vento : SE de meia noite s 3 ho-
ras e 12 minutos ; SSE at J9 horas e 23 mi-
nutos da manh ; SE cora interrupges de SSE
at meia noite.
Veiocidade media do vento : 2",10 por se
gurdo.
Nebulosidade media: 0.77.
Boletim do porto
Dia
23 de Agosto
24 de Agosto
Horas
846 da manha
319 da tarde
9 9
333 da manh
Altura
0-53
2-.05
'.I-.65
2-,2o
t,e*ioe Effectuar-se bao os seguintes :
Terga-feira:
Pelo asrente Stepple, s 11 horas, ruado
Imperador n. 39, de um sobrado.
Helo agente Pinto, s 11 horas, ra do Bora
Jesu o. 45, de um piano, movis e vidros.
Pelo agente Gusrao, s 11 horas, ra de
S. Jorge n. 25, de movis, lougas e vidros.
Pelo agente Modesto Bautista, s 11 horas,
ra Estreita do Rosario n. 8, de brilbantes ouro
e qrata.
HhM* riioebre-Sero celebradas:
Amaoha:
A'stt 112 horas, na igreja do Livramento, pela
alma de Manoel Jos do Bom Fim ; s 7 horas,
no igreja do Espirito Santo, pela alma de D. Cla-
ra Teixeira Franco Guiraares.
Terga-feira :
A's 8 horas, na igreja do Paraso, pela alma
do Dr. Manoel Ferreira da Silva.
Casa de ueiencuoMuvimento ao3 pre-
sos da Casa de Detengo do dia 23 de Agosto de
1889.
ExWtoam 449 ; entrarara 17; sahiram 7; exis-
tan 457.
A saber:.
NacMMes 406; mulheres 2i ; etrangeiros 27.
-Total A57.
Arragoador- 407.
Bons 383.
Doentes 18.
Loucos 6.Total 407.
Movimento aa enfermara
Tiveram baixa :
Joaquim da insta Pinto.
Jos Ignacio Pereira.
Manoel Martins da Silva.
Tijpram alta :
Flix'Carneiro da Silva.
Leovigildo de Souza.
Hospital Pedro II -O movimento Ueste
Mtabelegimento de caridade, no dia 2 de Agosto
Oro seguinte :
Entraram 16
Sahiram 11
Fclleceram 1
Existem 614
iran visitadas as respectivas enfermarlas
los L)rs.:
_o8cobo s 8 lji, Cvsneiro s9 Ii2, Barros So
brindo s 8 3|i, Berardu s 8 3|4, Malaquia3 s
^pl|2, Po:itual s 91i2, Estevo Cavalcante s
Sl|4. SimOes Barbosa s 10 :i|fc horas.
O cirurgio dentista Nuraa Pompilio 3 8 3|4
horas.
O pharmaceutico enirou s 8 1|2 da manh e
sanio s 4 da tarde.
O ajudante do pharmaceutico entrou s 7 lj2
da manh e sabio s 3 i|2 horas da tarde.
Lotera do ram-ParA 6* parte da
JO" lotera, dessa provincia, cujo premio grande
60:000*000, ser extrahida aman ha 26 do cor-
rente.
rande lotera do Maranbao-A 5'
serie da 1* lotera, dessa provincia, cujo premio
grande 300:000*000 ser extrahida no dia 30
de Agosto. _.
Lotera do Grao-Para Eis o novo
plano dessa lotera, approvado pelo Exm. Sr.
presidente da mesma provincia : __ ___
1 premio de 250:000*000
i do de 3:i!00*000
1 dito de 10.0004000
I ditos de 4:000*000 8:000*000
6 ditos de 2:000*000 12:000*000
12 ditos de 1:000*000 12:000*01)0
9 ditos de 600*000 para a
dezena do primeiro premio 5:400*000
9 ditos de 400*000 para a de
Todos os premios sao pagos integralmente.
Esta lotera ompOe-se de 10.000 bilhetes a
&04000. divididos em 20 series.
O agente das loteras do Gro-Par chama a
atteaco do publico para este importante plano,
o mais vaotajoso pela sua boa ofganisaso.
Gotn 4*000 (5 centesimos de que se corapOe o
biliiete de cada serie) recbese 12:500*000 e
com 800 ris (um centesimo; 2:500*000.
Sao premiadas as dezenas dos primeiro.'se- que
gundo e terceiro premios,, as duas letras linaes
dos primeiro e segundo, terminagoes dos pri
meiro c segundo e as approximaces dos pri-
meiro, segundo e terceiro ; tendo alm disso
premios de 30:000*000, 10:000*000, 4:000*000,
2:0003000 e 1:000*000.
Cemiterlo Publico -Obituario do dia 23
do corrente.
Ignez Guilhermina Ferreira Bastos, Pernam
buco, 66 annos, casada, Boa-Vista; hemorrhagia
cerebral.
Maria Rosalina de Souza Guiraares Pernara-
buco, 49 annos, viuva, Boa-Vista; tubrculos
pulmonares.
Leobina Severiana, Pernambuco, 30 annos,
solteira. Boa-Vista; diarrha.
Joanna Maria da Oooceico, Pernambuco, 25
annos, solteira, Boa-Vista; diarrha.
Jos dos Santos Pereira, Pernambuco, 88 an-
uos, viuvo, Boa Vista ; seniliuade.
m feto, Pernambuco.
ASSOCIAgOES
Instituto Arcfceologico e tieo
grapkico Pernambucaao
SessSo ordinaria do 1- de Agosto de 1889
Presidencia do Sr. Dr. Cicero Peregrino
A' 1 hora da tarde presentes os Srs. Drs. Joa-
quira i'ortella, Baptista Regueira, 1 secretario,
Lopes Macliaclo, Portella Juuior, conselheiroi'iri
lo Jnior. Esmeraldino Bandeira, Augusto Costa
c major Codeceira, 2" secretario, abno-se a ses
sao.
Lida a acia da antecedente foi approvada.
O Sr. Dr. 1" secretario meocionou o seguinte
expediente :
m ollicio do Instituto Beneficente dos OD
ciaes da Guarda Nacional, de 23 de Julho, con-
vidando o instituto para assislir sesso magna
de sua installago.
Mandou se agradecer o convite e declarar
que deixou de ser correspondido por ter sido
recebido depois do dia designado para aquella
solemriidade.
Offertas :
Pelo Exm. desembargador Alves Ribeiro, por
intermedio do dr. Alves de Albuquerque :
La Raison Pbilosopbique et la raison ratholi-
que 2 voluntes encadernados.
Almanack da provincia de S. Paulo pira o an-
uo de 1885,1 volurae encadernado.
Pela sociedade de geurjphia de Tours, um
numero de sua revista.
Pelo Sr. E. Dufss, livreiro em Parts, um ca-
talogo de sua livrana.
Pelo club de engeuharia do Rio de Janeiro um
numero de sua revista.
Pelo Sr. Kart. w. Hierseman, livreiro em Leip-
zic, um catalogo de sua livrana.
Pelo consocio major Cintra um capacete ind-
gena ornado de peanas.
Pelas respectivas redaeces diversos jornaes
desta e de outras. provincias.
As offertas foram recebidas com agrado e
mandou se agradecer.
Em seguida autorisou o instituto o pagamento
da quanlia de 1:630* a casa Kruser & C, pela
cunhagem das raedaluas commemorativas da lei
de 13 de Maio.
Comranicando o Sr. presidente o fallecimen-
lo do consocio coraraendador Manoel Cantillo
Pires Falco, deliberou o Instituto que l'osse
lancado na presente acta um voto de pezar.
Tendo o Exm. Dr. Joaquim Pires Machado
Portella apresentado as suas despedidas por ter
de voltar para a corte, o Sr. presidente por pro-
posta do Sr. major Codeceira, nomeou urna coin-
raisso composta do raesrao major Codeceira e
dos Srs. conselheiro Dr. Pinto Jnior e Augusto
Costa para acompanhal-o ao seu embarque.
O Sr. Dr. Lopes Machado inscreveu-se para
incetar na prxima sesso a leitura de urna se-
rie de conlos bastados em fados da historia da
provincia.
Nada mais havendo a tratarse foi levantada a
sesso e designado o dia 22 do corrente para ter
lugar a 1* reunio.
.-
to extraordinario exemplo, a briqaa clasae do
professorado publico e particuter d-se pressa
em concorrer para o desenvolvimento do cere-
bro da creanca por meios naturaes que subati-
tuam completa e radicalmente os velhos, can-
ceiroses e fatigantes systemas de decorar com-
pendios.
**
Precisamos, o magisterio precisa mudar de
systemas pedaggicos e extinguir para serapre
o esolamento da escola primaria.
Para isso, incontesUvlmante urna pequea,
alias, pleiade, a jcuja frente esto os directores
do Instituto 19 do-Abril tem trabalhado muito e
bem alto erguido a bandeira das reformas \
cumpre sertaimada to nobilitaute cruzada.
cima dos Pestalozzi, que adoptara o princi-
pio de qoe ensinar pelos sentidos um alten-
lado, esto os Fente quo pregara a reforma dos
systemas da elucayo anra de entao poder-se
reformar a Alle.raauha.
O valioso servico prestado ao ensino pelos
direelores do Instituto t9 de Abril ser divida-
mente apreciado por todos quantos se interessam
pelo piogresso e prosperidade do Brazil.
Muito exforgados propugnadores do Metkodo
intuitivo sio ta.r.bem (podem haver outros que
nao conhecemos) o Sr. prafessor Arthunio Vieira,
est regendo a cadeira publica do Poqo da
Panella e a Exma. Sra. D Mara Amelia de Quei-
roz, que dirige as aulas do Collegio da Imma-
culada Conceico.
0 primeiro que apezar de muito joven possuc
a seu favor um passado honroso como estudante
e' como profesBor incansavel na abolico das
velharias de que se resentem as escolas; a se-
gunda, geralraente conhecida como laureada e-
criptora, como urna pernambacana de mritos
incontestados e sem igual, tem reformado os an-
tigos moldes pelos quaes estavam vasadas as
aulas sob a sua dirceco.
#*#
Que o magisterio unnimemente adopte o
exemplo dos talentosos directores do Instituto^)
de Abril eis os nossos votos.
A estes, pelo resultado feliz de mais urna das
suas excurses os nossos emboras.
Carlos.
E

VARIEDADES
9e taime
Imit du Russe.
D'Ivan TourgueniefT.
Si tu vcux, mon amour, que je ne l'aime plus
l'oi, qui sais le secret de raa longue aj?onie,
Ferme done mon oreille tu voix d'harmonie.
Femme aux yeux de saphir, belle toile des cieux,
Kinplis mon regare! d'ombre en aveuglant mes yeux
Quaiid tu ierras blmir ma levre et ma narine
Arrache moi le casar sanglant de la poitriae.
Quand mon ueil, mon oreille et mon CCBUT en lambean
Ne pourront vor, entendre et pleurer au tombeau,
Quand l'aiie de la raort aura soufll la flamme
Qui vacille en tremblant daus les colTres de l'me,
Jette sur le bcher mon cadavre mortel,
Et disperse sa cendre a tous les veots du ciel.
Alors on enlendra daos les airs perdus
Fantorac de poussire, en un lan suprrae
Mes duris rasserabls crier encor Je 'uime !.
de unio de vermos os cavalheiroH,qe cora-
poem a soa Ilustre redacglo, rnelhor aconselha-
dos de volta aos arraiaes, donde se araontaram
sem razo plausive! e em hora aziaga, quando a
crenga que a todos nos unta reclaraava a maior
cobesao e accordo de vistas para debellar o ini-
miro eommum.
Mas qual foi a deelaraeo do Exm. Sr. conse-
lheiro Portella ?
Disse S. Exc. : Apezar de nao ter eu cou-
corrido para aintriga, (nos nao o dissemos
e nem disso seriamos capazes) e ser o menos
competente para acudir ao appello (uo pensa-
mos dojfliesmo modo) devo dizer que nao me
consta haver aquello conselheiro (retere-se ao
Exm. Sr. Joo Alfredo) recommatdado a candida-
tura do Dr. Joaquim Nabuco, sabendo, porera,
ter manifestado desejq de ser facilitada a eleigo
dcste, caso fosse eu candidato por oiUro ditricto. *
Subliitamos algumas eo, com adevida venia, para bem accentuar
que della resulta:
1, que o Sr. conselheiro Joo Alfredo nao re-
commendou a candidatura do Sr. Joaquim Na-
buco :
2. que o mesino conselheiro ligurou o caso de
seroSr. conselheiro Portella candidato por ou-
tro distncto;
3o, que b dado este caso o de ser apresen-
tado por outra distridtoo Sr. Portella manifes-
tara o desejo de ser facilitada a eleico do Sr.
Joaquim Nabuco.
Porta-.to, nou5tm os fundamentos da cen-
sura feita.
Se o contemporneo, por exigente, arguisse a
declaraco do Exm Sr. conselheiro Portella de
incompleta ommissa, anda nao o acorapanha-
riamos n'esla parte ; mas, a allegado poderia
ser adduzida e parecer que tinhacertos visos" de
procedencia.
A nos, porm, que apreciamos devidamen-
te o Exm. Sr. conselheiro Portella e applaudi-
mos o seu inexcedivel amor unio do partido,
em que isto peze Epoctta, satisfaz-nos a de-
claraco de S. Exc. o uuiia formal desmentido
aleivosia, qne temos procurado inutilisar e re-
bater
E como o Exm. Sr. conselheiro Portella conti-
nua a ser candidato pelo Io districto; e eomutal
foi apresentado pelo partido, claro que em seu
nome devem recanir todos os sufragios dos ver-
daderos conservadores da mesma circums-
iripcSo.
Esta foi a decisio do partido, e portanto o
conseltio e o-desejo de seu honrado chefe, o
Exm. Sr. conselheiro Joo Alfredo.
BUBKB.
se, los*K simples impulso do corago, sea 4.., districto, sobre a indicaco mais urna vez
Barn G. J. d'Uerptnt.
SPORT
DE IKI.HI.V.0 A MIMIO
Era excurso pedaggica os directores do Ins-
tituto 19 de .Viril era um dos ltimos das d'esta
semana dirigiram se, com seus intelligentes
alumnos, Fabrica de Vidros sita em Sanio
Amaro das Salinas e percorreram-n'a toda, sendo
delicadamente guiados por um erapregado da
mesma.
Os iustres educadores, qu: to dignamente
preencliem os deveres da misso que sobre yeus
lio libros lom.irain, explicaram detalhadamente,
minuciosamente os instrumentos edemais acces-
sorios de cada compartimento de um modoasss
claro e fcil de ser comprehendido por inielli-
gencias infantis.
**
As excurses infantis ou passeios escolares,
ltimamente adoptados pelo Heg. da Instrucco
Publica, sao inquestionavelmenfe vantajosos para
o ensinamento das criancas por isso mesmo que
nelles o mestre tem azo de entrar naexploragao
das regras da boa conversago; e de explicar
desde os mais simples aos mais complicados
phenomenos da natureza.
Methodo largamente explicado e geralraente
considerado como mais enrgico vehculo para
a adquisicao de conhecimenloo experimental
tem a vantagem de ensinar recreando, de tocar
sensibiiidade e .intelligencia.
Dizer as cousas a ama creanca ou as mostrar,
nao porm ensinal-as a observar; antes fa-
zel-a um recipiente daa observaces alheias ;
uifr-quecer antes que forlilicar sua disposi-
co natural a se instruir espontneamente
dizia H. Spencer.
Devcr-sa-rra mostrar (diz M. Marcel) creanca
como so*ligadas entre si as differentes partes
de um objecto, etc.
Procedeodo assim, pondo em pratica estes
principios, tem-se conseguido um valiosissimo
desidertum :dirige-se, encaminha-se o espi-
rito para^i meta dos seus desejos ; ajunta-se
aos apiietites intellectivos os sentimentos que
Ibes sao naturalmente associados.
Que mixto de satisfago e de curiosidade. de
alegra e de desejos de aprendizagem, nao sent
e menino que colhe uraa flor, que persegue um
insecto, que penetra /Tum laboratorio ou visita
um estabelecimento industrial ?
*#
Corapreheodendo a importancia d'estas ver-
dades os governos cultos tem procurado facili-
tar-Ibes a pratica
Na Allemanha faculta se aos mestres meios de
transporte e mesraos vveres para estas utilissi-
mas excurses de modo que todos os alumnos
das escolas podem sabir da localidade em que
esto situados e passar dous ou mais das em
outras, estabelecendo assia n'estas as chamadas
Colonias Infantil.
Na Franca ve ellas tendo certo desenvolvi-
mento o que assis satisfactorio e justilicativo
das vantagens do Entino intuitivo.
Entre nos, no Brazil, onde ha urna completa
negaco para tudo que demanda trabalho, e
apezar de recommeodados os passeto escolares
anda nao foram postos em execuco seno pelos
alentosos directores ao'Instituto 19 de Abril.
E' seriamente coatristador isto ; ma3 espera-
mos, esUmo* metrao convicto de que, peraute
Hoje realisa o Hippoiromo a sua 2* corrida.
A nscripcio esplendidaacorda as aspira-
ces, mas nao fcil assignalar o xito com se-
gu ranea.
No entretanto, essa Esphinge offerecemos a
nossa decifrago, trabalho de um adivinho que
se dSz emrito oa arte dos palpites.
i." pareo -Trausclave e Vida Alegre.
Azar Potos.
2." pareo Mandarim c Minerva.
AzarRecife.
3." pareoApollo e Vesper.
AzarAfricana.
i. pareoCajurubeba e Kmg.
AzarBor- as.
5.' pareo -i.ynira e Africana.
- AzarEroani.
6. pareo- Arumary e Templar.
AzarGuarany.
7. pareoDelegado e AzarBonaparte.

:>

O Club erby annuuciou teu grande pirmio a
realizar-se era corrida do dia 15 de Dezembro
futuro, 1* anniversario da inauguraco do Prado
da Estancia.
Gnaude premio Derby Club de Pernambuco
animaes de qualquer paiz2,500 metrospre-
mios : 4:i>005000 e urna medalha comraemorati-
va, 1:200*000, 800*0 iOe entrada livre-Inscrip-
co fecha-se 5 de Noverabro.
A entrada de 320/000 em duas prestac.Ges.
#
No corrente mez nasceram dons productos de
Castiglioni e pelludas compradas coudelaria
Cruzeiro, na Ustna Bandeira, e foram dados ao
Stud Bookdo Prado Pernumbucano sob os nomes.
Catita zaino, frente aberta.
Mi'iif alazo. raaos calcadas.
Sao propriedade, como a Pernambacana de
que j demos noticia, dos tire. F. Siqueira &
Bastos.
COMMDNICADOS
A eleico do I districto
A intriga nunca se d por vencida.
Quaudo se imagina que ella esta esmagada.
eit-a que surge, de novo, por urna outra de suas
mltiplas c variadas formas.
E rga confessar que se ella nao consegue o
seu damnado intento entre os espiraos calmos,
desapaixonados, superiores, encontra guarida e
ente-se mesrao bem entre s fracos de espirit-
os que se deixam levar pelas primeiras irapres-
sdes e engaaar-se pelas falsas apparencias.
Semelhantes reflexes invadem-nos mente a
proposito da tradueco dada pelos cavalheiros da
Epochai. singela declaraco feita pelo Exm.
Sr. conselheiro Portella, publicada ueste Diario
em sua edico de 23 do corrente, com que S.
Exc. dignou-se responder ao repto, que lhe lan-
zamos, forjados por aquelle pteudo orgo con
servador.
Realmente, para todos os que leram aquella
declaracSo, deveria ter ficado dissipada qualquer
duvida que por ventura tivessem creado as ex-
plorarles e intrigas da Epocha, feitas nos ns. 17
e 18, a que alludio hontem, e no n. 19 a que pro-
positalmente nao se referi e entretanto foi o que
provocou o nosso repto.
Embora possamos ser taxados de amigos das
minudencias, das qnaes o contemporneo nao faz
questo, sentimos necessidade de avivar-lhe a
memoria, traoscrevendo um trecho do seu ar-
tigo, inserto no citado n. 19.
Eil-o:
O chefe conservador d'esta provincia recom-
tnendou a candidatura de um liberal pelo Io
districto d'esta cidade t f! E a recommenda-
gao est produzindo effeito-r-tiabalham conser-
vadores em favor d'esse candidato 11 E traba-
tham riimprindo a ordem do chefe 111 Erguem-
se contra a candidatura do amigo, do correli-
gionario, que se tem distinguido pela sua de
dicayo extrema, pela sua hrmeza impeterrita,
pelos seus servicos assignalados ao partido,
provincia e ao paiz 11 De preferencia tom-
ram a peito a causa do adversario,de um ad-
versarlo formidavel pelos seus talentos, pela
sua facundia, pelo grande prestigio que tem
entre os seus 1! I
Sacrificam o correligionario disciplinado,
forte, iffeito s grandes lutas parlamentares,
o correligionario que nunca discrepou, que
sempre esteve (e est) dcil voz do comraan-
do, que noolha ao perigo, quando a ordem
combater!!! Sacrificam o correligionario
que era todos os terapos ticou em seu posto,
que nunca pedio misericordia ao initaigo c
vio dar ginho de causa ao competidor, que tem
sua tenda em arraiaes contrarios... (os
griphos sao nossos).
AsseveracOes to positivas e completamente
contrarias verdade nao podiam ficar sem urna
liquuiaco, nao obstante a conveniencia, que nao
desc0nhecemo3 e em geral guardaremos, de nfio
apurarmos cora o contemponanco, que/ embora
falso, se aprega orgo do nosso parixlo. Anda
.nio perdemos a esperanzatal o nosso desejo
Ugeiros reparos
I
O escriplor das Quolidianas do Jornal do Recife,
voltou a oceupar-se da reaccao estabelecida ties-
ta proviucia ao ascender ao governo o partido
liberal, 110 intuito de responder s consideraees
que lizeraos era o nosso anterior artigo, e sem
pre de accordo cora o seu principio d-: que a
mentira i urna necessidade social, sobreudo em
se tratando de cousas polticas.
Acceitamos a discusso no terreno era que a
collocou o contemporneo pedindolhe, porm,
desculpas si o nao acompanhamos em todas as
snas .aivagayos sobre a noca Alletmnlia, puis
nao temos, como elle, a iutenyo de fazer praca
de erudieco.
O nosso flm nico demonstrar que, ao subir
ao poder o gabinete presidido pelo homem do
vintem, estabeleceu se no paiz a mais ousada e
iafrene reaeco de que na noticia nos fastos da
historia patria.
O Sr. V'isconde de Ouro Preto, tendo se com
promettido, como declarou uo parlamento, a ex-
tinguir de vez o movimento republicano, que se
a peraudottopaiz, cntendeu mais conveniente
aos seus lins estabelecer, desde logo, tremenda
perseguico ao partido conservador, amante da
ordem e das inslituiyOes. como nenlium outro.
S. Exc. foi com mulla stdc ao pote, c permit'a
Deus que nao se tenha de arrepeuder muito bre-
vemente de tudo quanto ha feto para mostrar o
seu grande poder i...
Mas ha e-xaggerago era taes apreciarOes, diz
o tudesco redactor do Jornal do Recife. Veja
utos.
Aflirma o collega que a allegago de que at
as repartieres de fazenda nao escaparam der-
rubada, como dissemos em outro artigo, nao pro-
cede, porque foram apenas removidos os inspecto-
res da Alfandtaa, e Tbesouraria do Rio Grande do
Norte, o da Alfandega da Parahyba e o da Tbesou-
raria do Ptauhy; mas nao exacto. Os inspe-
ctores da Thesouraria e da Alfandega do Mar
nlio, assim como o respectivo contador, foram
tarabm removidos ; e, que esses actos se pratica
ram por mera conveniencia partidaria prova-
va-o, de sobejo, o facto de terem sido feitos im-
mediatamente denois de estar o Sr. presideu-
te do conselho oceupando a pasta da fazenda,
quando ainda nao podia conhecer o que, neste
particular, maisconvinha ao servigo publico
Durante o dominio conservador possivel que
inspectores de ihesourarias houvessem sido des-
collocados; mas por motivos de ordem publica
e quando j podia o ministro ter formado juizo
imparcial e recto sobre a conveniencia de per
manecerem ou nao nos ca/gos que oceupavam.
E aqni cabe observar ao escriplor ex-adverso
que nunca dissemos que 03 inspectores, victi-
mas da sanha partidaria do Sr. Ouro Preto, ri-
nbam sido sempre conservados em seus postos ;
o que altrramos e continuamos a allirmar,
que nunca houvc reaeco partidaria que alcan-
gasse a empregados dessa cathegoria.
Quanto aos decretos de noraeaco e recondu-
cgo de juizes municipaes, que foram cassados
pelo impvido Sr. Candido de Oveira, o grande
empreiteiro de eleiges, sobremodo infeliz a
justificativa apresentada pelo allemao do Jornal.
Nao podemos ter de cor todos os decretos que
foram tornados de nenhum effeito; mas pode-
mos garantir que nao exacto que lies so se
retirara a comarcas tornadas geraes, por ter sido
revogado o decreto do ministro anterior, que as
considerou especiaos. E assim que foram
cassadas as nomeages dos Drs. Jeronymo de
Carvalho e Ral Coelhe da Silva, para juizes
municipaes do Principe, no Rio Grande do Nor-
te e Alaga Grande na Parahyba, comarcas que
sao e sempre foram geraes*
E depois qual a razo por que o juiz substitu-
to nao podia continuar como juiz municipal,
desde que a comarca,Jem que exercia jurisdic-
gao, passara a ser geral ? Pois, para o cargo
de juiz substituto, nao se exigen), alm de todos
os requesitos necessarios ao juiz municipal, a
pratica de dois annos ?
Em relago ao juiz substituto de Timbaba
ainda claudicou o contemporneo, pois essa co-
marca continua a ser especial; e, quando aqu
chegou a noticia de que o decreto fra tornado
sem effeito, j o Dr. Gondim se achava em exer-
cicio e at j havia receido veocimentos na Tbe-
souraria de Fazenda.
Esse acto do ministro da justiga, nao tem
nem ao menos a paluda justificativa que lhe
quiz dar o ilustre propugnador do principio de
que a mentira urna necessidade social.
Proseguiremos.
Lycurgo.
Recife, 24 de Agosto de 1889.
patrono, scallefensor.
O povo.fol se acostomando a verme a sua
frente, a ouvir a rainha palavra, a julgar a in-
dependencia da minha attitude, a correcgSo do
raeu procedimento, a firmeza de minhas crencas
e o desinteresse de meus actos ; e ento, corao
era natural, fez-rae o depositario de sua con-
fianza cercou;me de prestigio, revestio-me des
sa forga qae hoje o espectro de todo3 quantos
veem em mim um obstculo s suas ambices
liberticidas.
E corao preeiso desprestigiar essa prga que
os tolhe, que os amedranta, qae os esmaga. el -
les ora dizera que ella e constituida da recova
de pretendeutes a empregos pblicos, de ocio
sos e anarchistas, de imbecis e ignorantes; ora,
que essa clientella mantida custa do dinhei
ro que eu rico, opulento, esbanjo s mos lar-
gas. .
Que o povo que me cerca, que rae appiaude,
que me d forga, nao essa escoria social que
o Sr. Ambrosio e os seus socios de repblica
imaginara e apregoam, simplesmente porque
nao liies d a honra de acompanhal-os uera de
acreditar nelles; que o povo que me apoia, que
me elege, que me fortalece, o generoso c no-
roico povo pernarabucano, o povo de todos os
lempos, que serapre constituio a nossa forga e
a nossa maior gloria, est as denionstrages
de toda a natureza que me tem sido feitas, das
victorias que eu tenho ganho as reunioes. nos
meengs os mais revoltos. nos comicios eleito-
raes, no parlamente, em toda parle era que rae
tenho apresentado sustentando a grande ban-
deira das liberdades publicas I
Que esse povo que me cerca, o verdadeiro
povo pernambueano, a alma, o sanguc, a
vida desta trra amante da liberdade e iuvmi-ya
dos despotas e dictadores, est era que at hoje,
despido de fortuna e de |iosigo oflicial, tenho,
tmente com o auxilio desse pivo heroico, feito
frente aos mais poderosos e eudinheirados com-
petidores e os tenho derrotado !
Cora esse povo de pretenden tos, de pedite*,
de ociosos, de anarenistas eu tenho feito as mais
strondosas conquistas, em lempo era que o raeu
partido tera estado fra do poder, e portante)
quando eu nao podia dar empregos aos pediles
e pretendentes, e nao podia livrar os ociosos e
anarchistas da perseguico da polica nimfga
que certamente nao Ibes daria treguas, nem
Ibes faria concesses.
Cora o prestigio que rae tem dado esse povo,
amesquinhado pelo Sr. Ambrosio, consegu pro-
vocar do povo flumineuse um dos mais impo-
nentes nwetings de indignarlo contra o acto bru-
tal da violago do meu diploma, e ao voltar ao
seio da trra natal fui recebido pela populago
inteira desta cidade que se levantava para rae
acclamar como se eu fosse um trlumpliador !
Com esse povo do ignorantes e de assassinos
que auto horror inspira ao Sr. Ambrosio e aos
seus apaniguados, diz me a consciencia que
ajudei a levar ao lim agrandecampauhadobem
que se chainou a aboligilo !
Mas si esse povo que me tem ujulado a faser
tudo isso que est na consciencia nacional, um
povo tal qual o pin taes, onde est o outro povo
do qual certamente procuraes differengar este
que eu chamo meu, corao dizeis ?
Bemdito povo de ignorantes e de perversos
que at boje se lera emiicnliado as santas cru-
sadas do bem, da justiga. uo direito e da liber-
dade !
Mas, disem os miseraveis. esse povo vos tera
acornpanhado por que, rico, opulento, poderoso,
tendes com elle esbanjado os diulieiros de que
tendes disposto em profuso !..
Quanta insolencia e quanla imbecilidade jun-
tas !
Onde irieis, iniseraveis, achar thesouros, sufli-
cientes para comprar a dedieago, os estreme-
ciraentos patriticos desto povo que nunca se
vendeu por prego algum i
llera provaes que ainda pensaes ser esta pro-
vincia urna vasta sensala, e o povo heroico ein-
dependente a vossa fabrica de escravos, nos quaes
nunca reconhecestes direito honra nem aos de-
veres que a propria natureza concedeu aos irra-
cionaes!
E que papel fazem ot distinctos chefes abolicio-
nistas consentindo que o Sr. Ambrosio assim
qualilique esse povo que nos ajudou a fazer a
aboligo, amparando as urnas o nosso direito
e at nos ajudando a fazer a resistencia mate-
rial !
imagirai que eu tenha tido as mais largas for-
tunas para gastar com o povo ; enumerai essas
quantias fabulosas que eu illicita e criminosa-
mente tenha podido arrecadar; elevai-as a ram-
ios milhes si puderdes, e eu vos direi que, ain-
da ass.m. teriam sido bastante raesquinbas para
comprar o apoio. a confianga do povo pernam-
bueano. ao qual to insolente quanto imbcilmen-
te affrontacs no auge do vosso desespero I
Nao pretendo fazer o meu elogio, mas vos di-
rei sempre que a rainha forga est somente na
generosidade do povo e na confiaaga que eu te-
nho sabido inspirar-lhe, e se nao o conheceis,
porque, infelizmente para vos, tendes o eoragao
e a cabega fechados aos grandes e consoladores
sentimentos do desinteresse e do amor da liber-
dade I
Sabei bem, raiseraveis : nunca fui rico era
o sou actualmente ; nunca tive dinheiro para
esbanjar nem para comprar o grande sacrario
das dedicages que se ihaina o corago do povo!
Abr a devassa que quizerdes e a vossa raal-
dade vos suggerir sobre a minha vida. Esrae-
rilhai-a como vos convier Encontrareis al-
guma cousa que se i ni pora a vossa calumnia e a
vossa maldade,a minha honra que tem resis-
tido ao desencadeamento das maiores procellas,
e se oTerece pura e immaculada aos seus pro-
pnos diffamadores!
Esmerilhai a minha vida, que a haveis de en-
contrar emeada, sim, de sacrificios por mira e
por outros ; encontrareis corapromissos e encar-
gos que nao rae envergonham, porque nao re-
presentara nenhuma transac^o pouco decente,
nenhuma baixeza nenhum hm ignobil.
Quando quizerdes vos apontare os nomes dos
amigos que desinteressadamente me tem ajuda-
do, e que ainda nao cansaram de rae ajudar.

feita do meu nome para candidato urna cadeira
na representago nacional, e solicitar a renova-
go do honroso mandato ; e a necessidade de
corresponder ao gracioso convite, feito a mim e
ao meu particular amigo, o Sr. Dr. Pedro Cor-
rea, para assistirmos organisago do directorio
do partido conservador de Goyanna, all me leva-
ra m no dia 17 do corrente mez.
Ao chegar, eacontrei a popuhigSo da cidade e,
particularmente, os meus amigos e correligiona-
rio!, ainda sobresaltados e dolorosamente im-
pressionados por um violento e escandaloso at-
tcatado que 11 avia sido praticado na vespera
pelas autoridades policiacs as pessoas de di-
versos conservadores.
Esse attentado est descripto com toda'a rai-
nuciosidade e fidelidade em um protesto firmado
por grande numero de cidados respeitaveis, do
qual fui portador, e que vai em seguida publi-
cado.
Escrevo estas linhas rienois de ter-rae enten-
dido com S. Exc. o Sr. f. chefe de polica, de
quera ouvi os mais solemnes protestos de boas
ntences. mas em quem eacontrei tambera urna
excessiva exigencia de pravas e documentos
para a represso de um attentado praticado com
a maior publicidade, cora reprovago geral, at
de correligionarios dos seus autores, c com des-
nrezo manifest da lei e da autoridade judicial.
Prescindo de intervir com o meu testeraunbo,
com as inforraages uniformes que me foram
dadas por todos, quando estavam anda frescas
as impressfies e parecan) anda echoar a grita e
a* reclaniages e protestos das victimas e dos
indignados, dlemetto apenas S. Exc, o Sr. Dr.
chefe de polica, para o protesto abaixo publi-
cado, para as respeitaveis assignaturas que o fir-
' mam. para o cimhecimeiito que tera S. Exc. dos
partidos de Goyanna, e para os documentos que
j tera era seu poder.
Um homem brbaramente espancado por um
Soldado e por conscntimunlo de urna autoridade ;
os cidados que nrocuram contra o attentado o
remedio legal, requerendo auto de corpo de de-
licio no ferido. sao ameauados era casa do juiz
de direito da comarca ; pouco depois s > pre-
sos uns e perseguidos outros; os iiresos sao ar-
rastados pela ra at cadeia. e ura detles, era- 1
bora a exhibico de sua patente de teaente da
guarda nacional, atirado na enxovia, Je envol-
ta cora criminosos e condeinnados; os que pro-
fligara taes desmandos sao araeagados pelo pu-
nhal dos desordeirosc at de supp'.entes de au-
toridades ; a autoridade nao atiende s regalas
de um dos presos, que lente da guarda na-
cional, porque niio pode na occasiio ler a paten-
te; o povo araeigado de ser dispersado a sa-
br ; os amigos dos presos aSo podem se apro-
ximar das grades d'a prisao para Ibes fallar, mas
perniitie-se aos inimigos essa aproximacao para,
insltalos e vaial os, ao som de gargalhadas e
apupos; alm da forga de polica vera dos en-
genhos prximos hommis armados; o delegado
comparet e ao lugar do conflicto, e nao s nao
condemna os desmandos j praticatlos, corao at
cora sua presenga faz.-se cumplice dos que se
praticaram depois ; requerido habeos-corpas, nao
cumprida a ordem do juiz de direito, exigindo
ajpresenga dos delentos e.dofcarcereiro, sobpre-
! texto de que este est ausente e com este as cha-
ves da orisSo; porm, pouco depois, as chaves
l esto promptas para ser a prisao aberta, eos
presos raettidos em ferros 'pelo crime de esta
rem passeiando e nao quererem se deitar ao
lado dos outros presos; a ordem do Dr. juiz de
direito lida em lias vozes na porta da cadeia,
e recebida cora vaias ; o Sr. Dr. chefe de poli-
ca, por telegraioma. ordena que se cumpra a
ordem do juiz, mas nem assim e ella cumorida ;
o carcereiro. em seu in'errogatorio, declara que
nao curaprio a ordem porque o Sr. Joaquim Ta-
vares aconselhou-o para ausentar-se, urna vez
que elle tinha o prazo de vinte e quatro horas para
cumprir o mandado, pelo que. a meia noite. foi
pastear pela estrada de Bujaru, um quarto de U>
gua distante ; s no dia seguinte pode a ordem
de habeas-corput ser concedida e cumprida e se-
ren postos em liberdade os presos ; o Dr. juiz
de direito d de tudo minuciosa informaco era
oflicio ao Dr. chefe de polica.
Eis o facto era resumo. E o Sr. Dr. chefe de
Polica espera documentos officiaes para tomar
providencias Ser ura caso para registrar-se
que autoridades criminosas dem documentos
contra si I
Entretanto, nao descreio ainda. E' to escan-
daloso o attentado, especialmente as vesperas
de urna eleigSo. que nao posso acreditar que
Ss. Excs. os Srs. conselheiro presidente da pro-
vincia e Dr. chefe de Polica sophismem o seu
dever, por espirito de partido, como quaesquer
instrumentos de empreitadas eleitoraes, em ve
de se raanterem na altura dos elevados cargos
que oceupam, com a responsabilidade de seus
nomes e reputages.
Esperarei.
Recife, 23 de Agosto de 1889.
Jl'VENClO D'ApUIAR.




l
PUBLICVCOES A PEDIDO
Jos Mariauno e olibello diffa-
matorio do Sr. Ambrosio Ma-
chado
VII
O prestigio de que me tem cercado o povo
pernambueano, desnortea completamente os
meus rancorosos inimigos, impotentes e covar-
des para destruirem essa grande forga em que
me tenho apoiado.
Siles bem sabem em que consiste o segredo
desse.prestigio, que comecei a crear desde que
eutrei na carreira poltica e que tem ido aug-
mentando na razo do esforgo que tenho empre-
ado em bem servir a causa popular.
S fossem justos, elles passariam em revista as
jornadas arriscadas em que me tenho empenha-
do ; elles procurariam lerabrar-se de que desde
qpe entrei na vida publica, nao descansei mais
um dia, e que os labores da poltica me tem ab-
sorndo e sequestrado at as santas doguras do
lar; elles procurariam lembrar-se de que, des-
de ento, nao houvc um movimento popular nes
ta provincia, a cuja frente eu nao me achasse ;
nao se agitou urna causa boa, patritica, de in-
teresse para o povo, que eu nao me constituis-
Nem elles se envergonharo nem eu!
Ser um crime dever ?
E vos mesmos que do alto de vossas varandas
(itaes as ondulagcs dos cannaviaes verdejantes,
nao ouvis no cicio das folbas os gemidos dessa
raga infeiiz que vos deu o seu sangue, o seu tra-
balho, a nutrigo para os vossos Albos, os gozos
para as vossas lubricas sensualidades, e qual
deveis a fortuna que to descuidosameote des-
f ructaes ?
E vos mesmos que vos insurgistes contra a
lei de 13 de Maio e vos declarastes republicanos,
nao vos lerabrastes de que abengoando aquella
lei humanitaria, a infeliz raga dos escravos se
considerara de sobejo paga de seus sacrificios,
a ponto de inundar de lagrimas de reconheci-
mento as maos de seus proprios algozes da ves-
pera, muitos dos quaes, nesse momento, certa-
mente ainda sentiam as crispages nervosas de
quem empunha o latejo aviltante.
Nao sou rico, nao o quero ser, e posso dizer-
vos mais para vossa confuso : tenho recusado
muitas vezes de o ser S preciso de urna ri-
queza, a do carcter e da dignidade para conti-
nuar a ser digno e merecedor da conlianca de
meus concidados, que para mim vale mais do
que todos, os thesouros e ouropis.
Si vos admiraes da minha forga e a attribuis
ao ouro que nao serve para comprar a conscien-
cia de homens livres, porque desconheceis os
segredos da fraternidade em que me tenho acos-
turaado a viver com o povo, de cujas tristezas e
alegras participo; porque desconheceis as
raaravilhas da democracia, de cuja groga jamis
podereis ser tocados I
Calumniai-me, diffamai-me; que a confianga
do povo ha de continuar a ser o broquel que
me ha de resguardar dos meife iuimig03 que
tambcm*so os seus, desde que nao poaeram
mais ser seus algozes.
Recife, 24 de Agosto de 1889.
Jos Mari anno.
(ContinaJ.
4. districto
Acabo de chegar da cidade de Goyanna, sede
da comarca do mesmo nome e do 4." districto
eleitoral, que j tenho tido a honra de represen-
tar no parlamento, e pelo qual sou anida candi-
dato, as prximas eleiges, por iudicago do
directorio do partido conservador da provincia e
do seo Ilustre chefe o honrado Sr. conselheiro
Joo Alfredo Correia de Oveira.
O dever de consultar o eleitorado d'aquella
comarca, como o das outras que constituem o
Goyanna
Esta cidade. na noite do dia 16 do corrente
mez, manteve-se em estado de alarme perma-
nente, e foi theatro de um dos actos mais arbi-
trarios e violentos de quantos as mesmas con-
diges j tem sido e possam ser commettidos
pelas desabusadas autoridades policiaes da actual
situago poltica, as quaes por toda a parte es-
to sendo instrumentos doceis e passivos, as
mos dos que, nesta provincia, to passivos e
to doceis como aquellas, esto realisando o pla-
no de compresso do gabinete que est hoje a
frente dagovernago do Estado.
Os abaixo assignados, dando conta ao publico,
cora a maior lidelidaae, desse enorme attentado,
e profligando o procedimento dos que o pratica-
ram, vem com suas assignaturas protestar pe-*
ran'.e a opinio publica, em nome dos direitos do
partido a que pertencem, da justiga e da raorali-
dade, contra a participago e annuencia das au-
toridades superiores, que nao duvidaram por de
parte, por espirito de partido, todo o escrpulo e
criterio na escolha dos agentes a quera confia-
ram a polica, e nao sabem reprimir os desman-
dos e desvarios que ellas esto praticando.
Na povoagao de Goyanninha foi brbaramente '
espancado por um soldado, cora consentimenlo,
segundo se diz, do subdelegado Ananias de Bar-
ros Ribeiro de Araujo, o cidado Olympio Jos
de Sanl'Anna ; e no referido dia 16 pela nianhi
apparecerara nesta cidade, acorapanhando-o
para ser vistoriado e fazer-se o competente cor-
po de delicto, os Srs. Jos Clementioo de Souia
Malheiros e Manoel Ferreira da Silva. Effecti-
vamente requereram a diligencia, e nesse em-
penho foram auxiliados pelo tenente Chrispiniano
Pimentel Angelim, aqu residente.
A pretengo de abafar a violencia praticada na
pessoa do infeliz Olympio, conforme se vai pro-
cedondo em todos os pontos da provincia, e a
m vontade que, por parte dos turbulentos desta
cidade. tinha o tenente Angelim amontoado con-
tra si, durante os ltimos tem pos da passada si-
tuaco, em que exerceu os cargos de subdele-
gado e commandaute do destacamento, pozeram
era movimento as autoridades, assanharam velhos
odios, que espreitavam urna opportunidade de
vinganga, e derara azo ao frenes partidario para
realisago do plano de intimidago contra o par-
tido decahido.
D'ah, boatos de que iam ser presos os que se
estavam interessando pela sorte do espancado
de Goyanninha, aos quaes, entretanto, ninguem
deu crdito, to absurda era a ameaga que elles
con tin liara.
Todava, infelizmente para o prestigio t*.o prin- '
cipio de autoridade e para os ameagados, os
boatos nao mentiam 1
A's o horas da tarde, achando-se em casa do
Dr. juiz de direito interino os Srs. Manoel Fer-
reira, Clementino Malheiros e tenente Angelim,
alli appareceu o Sr. Antonio Jos Varo, que deu
noticia de que as autoridades policiaes prepara-
vam-se para prendel-os.
Effectivan ente, o subdelegado Julio Nogueira
de Carvalho, o 3o supplente do delegado Deolin-
do Tavares de Gouveia Barreto e o 3o supplente
do subdelegado Joo Gomes Carneiro, acompa-
nhados por algumas pragas de polica e ura gru-
po consweravel de pessoas do povo, estavam
postados na ra Direita, urna das principaes da
cidade e em que est sito o edificio que serve de
pago municipal e cadeia, e vociferavam contra
os que haviam promovido o corpo de dolido
cima referido.
To absurda pareca a noticia, que o Dr. jujs
de direito declarou nao acreditar n'ella, recom-
mendando, todava, aos ameagados a maior
prudencia. Animado por isso, e fortalecido na
tranquillidade de sua consciencia, o tenente An-
gelim resolveu recolher-se sua casa, e retireu-





*



Diario de- Pernambuco--Domingo 25 de Agosto de 1889
3


se. Ao enfrentrar com a cadeia, parou portal Manoel Ignaci > 'essoa de Mello.
da casa de um amigo, com quera travou conver-
sa. N'esse momento approximou-se delle o sub-
delegado Juliao Nogueira de Carvalho, e ordenou
a uraa praga de polica que o correase, atim de
verificar se trazia armas. Assim aggredido, o
tenente Angelim declarou que nenhuma anua
trazia comsigo < que o proprio subdelegado po-
dia correl-o. Tauto batou, pois, qualquer pre-
texto seria aptoveitado,para que a desabusa-
da autoridade,. enj altos gritos-e improperios e
de faca era punho, dsse ordem de priso !
Dada a voz de priso, uraa das pragas presen-
tes, fingindo tomar do lente Angelita uraa fa
ca que'ella para tal fin Irazia empalmada, foi o
preso violeutamenie arrastado at cadeia, era
cuja enxovia fot atirado.
"era ,i allejjeio de que o preso era tenente
da guarda nacwnaJ, nem sus patente, logo de-
pjis exhibid*, valorara para que Ihe fossu dada
priso coavjeniente, pois, piirneira oflereceu o
subdelegado formal recusa, e, quinto seguu-
da, dpclaroa : nao poder ll a na occasiao.
O cynismo junto aroitrariedade e a violen
cia!
Nessa occasiao tentarara prender tambera o
Sr. Antonio Jos Vario, que, conforme ja icou
dito, den aviso aos ameagados, c s raga d
veu o ter escapado sorte igual do tenetiie
Angelim.
Quantosousavara censurar taes violencias erara
brutalmente tratados e ameagados de priso.
O Dr. Ludovico Correia de Oliveira. medico
da maior respeitabilidade e geralraente beraquis-
to e acatado, foi, por aquello motivo.ameagado e
aggredido pelo 3" supplente do delegado, Deo-
liudo Tarares de Gouveia Brrelo, alias fra do
exercicio do cargo, e que as palaras juntava o
gesto ue desembainbar o punlial de que era ar-
mado un guarda-ebuva que trazia; deveodo.
tal vez, o uo ter solTndo aggresso raais sena .
intervengan de amigos que o rodearara e ampa-
raran! !
O capito Francisco Cavalcante Das de Amo-
rim, negociante respeilavel e hornera de ordem.
Francisco Cavalcante Dias de Amorim.
Manoel Tavares de Paula Mello.
Antonio Guedes Gondira.
Antero Florentino Pessoa de Mello.
Antonio Jos Vaio.
Jos Bernardino de Moraes.
Atexandrino Jos de Barros.
Sebastio Jos da Costa Trigueiro.
Joo Barbosa CorJeiro Campos.
Bellarmino Ferreira de Mello.
Manoel Pereira do-Nascimento.
Joo Mauricio Pires.
Mauoel Emilio Marques da Silva.
Pergentino Jos Bezerra.
Joo Jos Guede de Albuquerque.
Manoel Constantino Gomes.
Mariano Quntanilba do Abreu.
Claudino Gomes da Rocha.
atyro Rodrigues Peixoto.
Joo Nepomuceno de Mello.
Ludiiero Estanislao Ucha de Gusrao.
Jeaquim Alfredo dos Santos Prestullo.
Lourengo Ferreira do Amaral.
Joo Jos Barbosa da Motta.
Lu Barbosa Cordeiro Luna.
Jos Rayinundo do Espirito Santo.
Joo Jos Bezerra.
Epiphanio Jos da Silva.
Francisco Jos da Silva Pereira.
Cosme Domingues de Souza.
Joo Polycarpo aa Cruz Millo.
Jos Gomes Unirte.
Eustaquio Glycei io de Barros Moraes.
Jos Luiz de Frauca.
Joao Jos Tavares de SFilho.
Jos Fernandes Portal.
Jeronymo Francisco de Mello.
Jos lves de Souza Pires.
Firmino Francisco Ferreira.
Joao Jos Tavares de S Albuquerque.
Antonio Ribeiro Campos.
KJoo Gongalvcs Bastos.
Manoel Lourengo Nunes da Silva.
Antonio Raposo da Cuaba Reg,
esteve tambera ameacado pele punlial de um si-Al'edro Celestino de Mello Lins.
carie, emquanto outros seguravam-n'o pelos bra-. Afl
tolheudo Ihe os movimentos !
*

tos,
' I ovo que agglomerou-se perto da cadeia
do meio do qual partiam vozes de reprovaco, e
que era urna testerauniia locoinmoda de. "lan'.a
violenciae desvano, foi ameacado de ser aissol-
viilo e dispersado a golpes le sabr !
Era preciso, entretanto, qne a fae taha se com
pletasse, que, a obra licsse bem acabada : c o
subdelegado, cora o sen gru] i pragas d(' poli-
ca uratn em busca de Manoel Ferreira e Malbci-
ros, athn de prendePes, procurndoos em todas
as hospedaras da cidade e lembrando at al-
guns o plano de procralos era casa do propru
Dr, ji/- de direito.
N'essa correrla, sendo encontrado o Sr. Ludo
v;co Nunes da Cunha Machado, que profligara
taes desmandos, foi perseguido, arrancado da
casa era que refuuiara-se, preso e atiraao na e i-
xovia da cadeia ao lado do tenente Angilim !
O honrado negociante Manuel Ignacio Pessoa
de Mello e outros, to dignos como ellos, corr s-
ligionarios e amigos das victimas, requererara
imraediatamente ordem do habeos-corpas ao Dr.
juiz de direito, que incontinenti maudou intimar
ao carcerciro para que levasse os presos sua
presenga.
Tal degencia nao pode effectuar-se. ou antes
propositalmeate nao foi satisl'eita. sol, pretexto
fie que o carcereiro eslava ausente e nao podia
>; intimado, faltando, por isso, as chaves da p.i-
. sao, as quaes, co'no todos saben), licam serapre
era inios do coramandante da guarda, urna vez
que o carcereiro nao dorme no edificio da ca-
deia.
E lo digno juiz de direito, alm de
tendida, foi recebida cora apupos e vaias
pelo grupo, no meio do quil se achavam as au-
' toridades.'
Foi n'essa occasiao que. viudo do scu engenho
Bujary, chegou ao lugar do conflicto o delega lo
em exercicio, capito Jos Ilenrique Cezanl Al-
buquerque,, chamado as pressas para providen-
ciar sobre tantos desmandos.
A' espeninca despertada pelos crditos do Sr.
eapHoCezar de Albuquerque succedeu se, infe-
"izrnente, a mais completa deeepofio !
Eta autoridade, do mesmo modo que o subde-
legado, recusou cumplir a ordem do Dr. juiz de
se consumaste o plano* o pr^-c-T
ensovia at o dia seguate : mandou busc ir
di^ bcu eng*?nhoe outros prximos gente armada,
tanto era a eonsciencia de que o que se eslava
fassando poda revoliar os nimos da popular." >
as?i>tio impanivel a ludo mais quanto se fez
depois de snachegada. e que passamos a re
A's graoes da cadeia nao podiam se approxi-
caros amigos das victimas, send speramente
adraoestados os que tentavam fazel-o, por mais
serio que fosse o seu carcter e raais respeitavel
sua poico social. Entretanto, aos olhoa
dos cora applau?os do grupo que cercara as au-
toridades, perrailtia-se a approximacio de ini-
migos das victimas, individuos de baixa extrae-
gao, para atirar-lhes improperios e insultos!
A" meia n ale, mais ou menos,.porque os pre
sos se mantinham de |i, passeando ao lonyo da
j.riso, l'oram intimados para se deitarera no
chao : e,porque resistiram a to iniqua intiiiiaio,
foi dada ordem de serem mettidos em ferros, o
que nao realisou-se nela intervengo do Dr. juiz
oe direito perante as autoridadL-s", a pedido dos
amigos dos presos!
Para escapars pesquizas de qne era objeclo,
o Sr. Malheiros, que se acnava era casa d'aquelle
magistrado, teve de fugir caval'O, del
vivacilade do animal que montava o livrar-se de
un grupo que procurou delei-o lias proximida-
des da igreja da Misericordia.
O Sr. Manoel Ferreira, para escapar, prtcisou
refugiar se durante a noite em casa do Sr. Jos
Pires Vergueiro, prxima residencia do Dr. juii
di direito.
Tendo-se telegraphado ao Exm. Sr. Dr. chefe
de poiicia. commuicando a resistencia da aato-
ridade ao mandado do juiz, exigindo o compare-
cimento sua presenga dos deteutos ecarcereiro,
e vindo n'este sentido ordem expressa d'aquella
autoridade, nera assimo mandado foi cumplido !
S no dia segrate, 17, s 7 horas da manha,
comparecern) perante o digno magistrado o car
cereiro e o tenente Angelim, deixando de cora-
parecer o Sr. Ludovico Machado por ter sido
posto em liberdade pouco ait s.
>'o interrogatorio procedido ento declarou o
carcereiro que. depois de effectuaJas as prises,
se retirara par passeiar pela estrada de Bujary
(un qu-irto de leguas distante), e que assim pro-
ceder por Ihe ter dito o Dr. Joaqun) Tavares
de Mello Brrelo que elle Unha o praM de 24 ho-
ras para obedecer ao mandado, s que podia sihtr
da cadeia paro nao ser intimido.
Era por tal modo concertado o plano e lal o
proDOsito de consumar a violencia, que at o Dr.
Joaquim Tavares, que, dizia-se, esta .ano qu.rtel
contiguo cadeia, nao duvidava emiscuir-se era
to feos atentad >s e concorrer para eles :om
seus conselhos e opinies!
S s 8 loras do dia, concedida a ordem de
habeas-corpus, e expedido mandado de soltara,
foi posto era liberdade o tenente Angelim, urna
das victimas escolhidas para o sacnlicio do par-
tido decahido e para o plano tenebroso de inti
midago, com intuitos eleitoraes.
E, porque nada abona ao Dr. Joaquim Tavares
o depoien.o do carcereiro, at agora nao loi
dada certidSo deese depoimeato, embora reque-
rida e autorizada por despacho do juiz, e rauitas
vezes solicitada pela parte ao respectivo escri-
vo.
Ah Bcam narrados os factos com a raaicr fi-
delidad e. As auloridades superiores que fiquein
d elles inteiridos, cumpram oo nao seu dever;
e o publico que Ihes faca os commantarios.
O Exm. Sr. Dr. chefe de polica, especial-
mente, que conhece bem a comarca de Goyarraa
e seu pessoal que compare os nossos nomes cora
os dos implicados nesse attentado, qae est re-
clamando da lei e da moralidade a ma;s severa
represso; e, quando nenhuma providencia seja
tomada, contentar nos-hemos com as torturas e
dores que soffrer sua consciencia, se fr for-
jado a cruzar os bragos pelas exigencias parti-
darias e pela obediencia cega a ura plano torpe
e cobarde de Cotnpresso.
Lavrado este protesto, protestamos ainda que.
sejam quaes forera as provagoes que nos este-
jam reservadas, sejam quaes fprem os planos de
violencia que contra nos se combinem e concer-
tem, saberemos cuniprir o nosso dever de parti-
darios, e nao recuaremos diante de ameacas e
intimidagOes.
Caia a responsabilidade das consequencias so-
bre a cabega de quera as provocar!
Goyanna, 80 de Agosto de 1889. ,
Dr. Bellarmino Correa de Oliveira.

T
Alonso Jos de Albuquerque Maranhao.
Jos da Costa Ribeiro Cavalcante.
Luiz Antonio de Andrade Lima.
Beuvenuto Pinheiro de Mendonga.
Francisco Leovigildo de Albuquerque Maranlio.
Mauoel Luiz de Franga Amorim.
Leodegario Correia de Oliveira.
Manoel do Nascitoento Figueira da Silva.
Jos Correa de Oliveira .-uilrade Jnior.
Benicio Alvos le Souza Pira.
Estevo Candido da Silva.
Francisco Gomes Vianna.
Man >el Augusto dos Santos Preslrello.
Dr. Ludovico Correa de Oliveira.
Malinas Pinto de Albuquerque.
Joo Fernandes de Alnieida.
meios legaes Ih'o tivesse indicado.
A elel^o
Approxima-se o dia da grande batalha das ur-
nas, o dia em que, chamados a se pronuncia-
ren) pelos suflragips, os eleitores do Imperio
teem de proferir o sou ceredictum sobre o acto
da Cora pelo qual foi chamado ao poder o Par
lido Liberal.
Nos paizes retidos pelo syslema representati-
vo, um tal momento serapre solemne, quando
a liberdade impera cora toda sua forga, e, mo-
vendo os coragOes patriotas, Ibes indica com se-
guraoga o norte que devera buscar, a rota a se-
guir e a meta a atiingir na incruenta luta de
aspiracOes e tendencias dasociedade humana.
Infelizmente, porm, cao est nesse caso a
nossa sociedade. Temos apenas um simulacro
de governo re| resentativo, a liberdade um
mytliu atraz do qual andamos todos a correr im-
proliquaraente, e faliam-nos o alto senso polti-
co e o elevado criterio que destinguemos povos
bem organisades e araadurecidos para a vida
polilica i social.
De feito, se tivesseraos realmente em pleno
vi^or o syslema que a nessa Conslituigo formu-
lou, e Ututos l'ructos bous tein produzido na Bel-
gica e na Inglaterra para nao citar se nao paizes
de governo monarchico, nem a Cora teria mu-
dado a situago poltica sera que a opinio pelos
nem estaria-
o para que nos coudu-
Cmara dos Deputado?.
O lcio da Cora, altentatono das garantas
constitucional s. foi um icio de dictadura, que,
vibra io so!, a irrespousabilidade do poder mode-
rador, atlingto -. 11 chelo o coraco da patria, fe-
rindo-o .ir,: mais profundamente sensi-
toria, po i io os mais sagrados direitos do
cidad i.
Ess .. :l ainda era-precisa alguina prova,
dei.vou evidenciado que o systema poltico de-
lineado na nossa carta magna, estlonge e bem
lougedeser na realidade o constitucional re-
presi ala'.ivu, porque, na pbrase de ura escriptor
ne nota, um tal systema snppoe forzosamente
ti cousas : um parlamento eleito livremente,
ura governo tirado damaioria desse parlamento,
e u::i chele de eslado sempre prompto a ouvir
os reclamo? da opinio cujos decretos acceda.
Ura. lenuo sido a Cmara ultima uiua das
mais livrmente eleitas no Brazil, sendo o gabi-
nct i de l de' Mareo ura governo lirado da raaio-
ra das duas casas do parlamento, e represen
lando poi iaulo u opinio publica ; claro que o
ae'.o da Cora que fez catnr por jterra aqueiles
governo e Caara loi um aelo violador da trilo
gia indispcnsarel para a subsistencia do regi
raen constitucional representativo, e pois foi um
acto dictatorial, tora Jos moldes do systema, e
denunciador de una absorpglo dos demais po-
deres pblicos pelo que foi collocado na cupola
para harmonizal-os todos.
Em taes condiges, se outros fossera os nossos
costumes, a nossa educago poltica, certameute
o appelo s urnas teria cabal resposta, e a mais
solemne repro\agio da poltica do bota abano
saina tremente das urn?s no dia 31 do corr.ente,
para significar que a opinio publica seo te-se
l'ali.-uda e gasta pelo abuso feito Ja sua credu-
lidaue as altas espheras da governago do Es-
tado.
Mas, como esperal-o do nosao meio social, tal
qua! o constitu.ram 08 anuos de comedia repre
sentativa ? Como acreditar na virilidade patriti-
ca de povos que gememlia to lougo anuos sob
o atego da coaego moral e poltica, exprimidos
entre as mos de governos que ludo Ibes negam
comecar da liberdade de pensar ?
Sao, nao eremos que, ea> 31 do corrente mez,
sai.t das urnas franca, sincera, imponente e ina-
gestosa aquella sentenga que nos paizes livres
costuraa fulminar os movimentos arrebatados
dos que tem a Suprema direcgo do Estado.
Nao temos liberdade !
A maior compresso, a mais desbragada coae-
go accentua-se por toda pane, de:deo extremo
norte, at as mais remotas regios do sul e do
oeste do paiz. A corrupgo campeia altaneira
era tedas as provincias. Onde nao yalem ttulos
de forgada noblarchia. nera comm* ndas e gal-
lees de urna lilauciosa milicia que roga pelo ri-
diculo, corre o ouro era abundancia sahindo das
arcas do hesouro para as aigibeiras dos famin-
tos da secca. A>violencia e o arbitrio de rnSos
dadas forga publica passeia impune pelos
campos razos da mizeria. E' ura horror!
O que esperar do pleito quando taes meio?
sao postes era acgo, quando se proclama que
ludo licito ao governo menos perder a elei-
go?
Percamol-a us outrosas victimas da prepo-
tencia do poder rrespousavel, mas percamol-a
cora honra.
E a honra oeste caso nos impe que sejamos
unidos, que sejamos intemeratos, que sejamos
dignos da causa que defendemos a causa da
ordem e da liberdade, que a causa da Patria.
Recite, i de Agosto de 1889.
Tamerlo.
Resposta ao Sr. los* Harianuo
Prometti ao publico dar prompta resposta ao
Marianno. depois que elle acabasse a
sene de .uiigoj, que C3t publicando, para se
er de accus.ices justas e merecidas, que
Ihe tiz, pelo seu prciylimeuto torpe c indiguo,
em relagao ao moviinento republicano nesta
provincia.
Mas o Sr. Jos Marianno o que pretende ga-
nhar terapo, e ver se acalma a iudignago pu-
blica, que contra si levautou, fazendo em estira-
dos artigos o seu proprio elogio, e pedindo de
Jotlhos ao publico sensato e imparcial que tenha
delle corapaixo.
Nio devo, pois, estar s ordens do Sr. Jos
} Marianno, e paaso desde j a dar-lhe a devida
resposta, restabeleceudo ana urna vez a ver
dade dos factos, por elle to ardidosamente des-
figurados, sera, todava, me dispensar de reha-
ter em artigos successivos as calumnias e tor-
pezas, que esse judas da, democracia, f*r levan-
tando contra raim e o raeu patritico partido.
O publico pernambucano conhece-rae perl'ei-
tamente, e, pois, dSo preciso defender-me ros
epithetos injuriosos, que me empresta o ex-de-
inocrata prfido e sanguinario, hoje o adulador
raais baixo e uojtjpto do Sr. Conde d'En.
O treego e ignorante demagogo entrate qne
preciso cevar o odio e a inoeja qae tenko de si.
Coitado I Como tolo e .presurapgoso o Sr.
Jos Marianno I
Inveja de que? O que que eu posso inve-
jar de seraelnante hornera f O talento, a ho'nes
tidade, a probidade. polilioa, o patriotismo?
Nada disso posslie o Sr. Jos Marrianno 1
Defeitos e erros o pobre diabo confessa que
os tem, mas nao diz quaes sejam elles. Entretan-
to injuria-me, sem apoatar facios, nem aeces
indignas, que en teiiha 'comoiettldo era miha
vida.
Ah para o Sr. Jos Marianno* para entes da
sua laia eu posso erguer rae no mais alto pedes:
tal c ollial-o com o mais profundo e soberano
desprezo I
Contino a ser eserflvocrata, epor Uto nao posso,
ser republicano : eis ao qm; se resume toda a ac-
cusago, que me fez o Sr. Jos Marianno nos
seus cinco longos artigos.
Entretanto esse uiiseravl quein est espe-
culando ainda cora o abolicionismo, querendo
manier para todo sempre o Qdio das classes me-
nos favorecidas da fortuna contra os agrieulte
res.
O Sr. Jos Marianno bem sabe que o abolicio-
nismo ura fossil, como bem o dis>e o Sr. i
fayetle; mas faz-lhe conta ainda ver o paiz di-
vidido era abolicionistas e escravocratas, man-
iendo a anarchia e o terror na cidade do Recife
at erapolgar a senatoria.
JSis tudo.
Formou o seu cabedal poltico custa da mo-
narchia, e com elle quer ir ao senado.
E entretanto tem o arrojo de dizer que sou cu
quera especula com a repblica.
Ruy Barbosa, Bocayuva, Silva Jardim, Rangei
Pestaa, Aristides Lobo, Saldanha Marinho, Ma-
ciel Pinheiro, Martins Jnior, Gomes de Mallos,
seio, porque contamino a repblica com a minha
presenga!
Nao se lembra esse leproso de que, poneos
dias antes de chegar Silva Jardim a esta provin-
cia, e antes de subir o partido liberal, foi a urna
feota de familia no engcuho de um dos mais dis-
tinctos agricultores republicanos da Escada, e
aili deu anas & repblica no meio de numerosa
companhia de senhoras e cavalheiros, quasi to-
dosi republicanos.
Chama-me de detpttado, creado tas senzalas,
etvado do virus da escravidao, e por isto incapaz
de comprchender as novas ideas do s/culo da demo-
cracia e da liberdade. Entretau, saiba o Sr.
Jos Marianno quetive urna educago, seno supe-
rior, ao menos igual sua. Formi-me na antiga
Academia de Dunda, e no anno seguinte ao da
fniinha forraatura, fui eleito deputado provincial
aela rainha provincia, sendo tres vezes renovado
o raeu mandato, iui juiz municipal de Impera-
tris, a pedido do *Sr. Saraiva, durante dous an-
nos e oito mezes. Depois, em 1857, fui a Eu-
ropa, onde rae demorei outro tauto lempo, con-
segrando a carta de doulor em sccncias politi
cas e administrativas.pela Universidade Livre de
Bruxellas. De volta para a minha provincia na-
tal fui eleito deputado geral duas vezes conse-
cutivas, recolhendo-me depois vida privada,
para entreg&r-me aos trabamos agrcolas nesta
provincia.
V-se, pois, que levei mais de melado de mi-
nha vida, tomando parte activa em todos os rao-
viineatos sociae3 e polticos do meu paiz.
Cumpre-me aqu rebaler urna int.iga vil e pe-
quenina, que quiz fazer-me o Sr. Jos Mariauno,
attribuindo me um facto, indigno de mira, do
raeu carcter altivo e sobranceiro.
1 nunca ped a negociante algum que des-
seu guirda-livros, por ser abolicio-
proraettendo Ihe a rainha correspondencia
..-m o respeilavel negociante a quem o Sr. Jos
larianDO so refere, muito conhecido nesta praca,
Utria a cobardia de acceitar urna irapusigo de
Aal ordera, partisse ella de quera quer que fo3se.
nem a minha edutago permittir-me-hia fazcl-a
Si o ailudido guarda-livros sabio da casa do seu
ex-patro, eu nada tive com isto, e tanto assim
que nao mudei a rainha correspondencia para
cse honrado negociante.
No seu furor de descompr me o Sr Jos Ma-
rianno n2o hesita injuriar toda a classe da la-
voura, julgando-a incapaz de adherir repbli-
ca, levada por outro movel que nao seja o des-
peito, ou o odio. Entretanto confessa que na
piase pica da inconfidencia em Minas, e nos movi-
mentos de 1817 e 1824 os republicanos nao foram
alheios s grandes causas que tem emocionado o cu-
anto da patria.
Mas todos sabera (menos tal vez o Sr. Jos Ma-
rianno) que n'aquellas pocas gloriosas os agri-
cultores tomaram grande parte, seno a princi-
pal, no moviinento revolucionario. Muitos del-
Ottt lUUtilUU
raeu carac
I Eu nunca
pedisse o si
rusta, prom
tu penda, o Sr. Jos Marianno sabe tirar da sua
advogapia, nica industria, que rae consta pro
fessar os vastos e inexgotaveis recursos, de que
dispe, gastando com o seu tratamento, segundo
calculo Sos seus proprios amigos, perto de qua-
renta contos annuaes. E nao admira, porque s
elle, n'esta cidade, depois da casa Amorim & te-
maos, lem carro proprio e parelhas.
A polticadiz Duclerc-exige tudo, absor-
ve tudo, a inleiligencia como a forga, a fortuna
como o coraco, os dias como as noite3.
O Sr. JosCfMananno era prega e gasta tudo isto
na sua poltica, menos a fortuna que cresce e
multiplica olhos vistos.
Vou concluir:
Alcibiades, grande general atheniense:.celebre
como orador e como soldado, salvando sua pa-
tria rauitas yeaes pela sua bravura no campo da
batalha, foi, ao mesmo lempo o hornera mais
faustoso de Alhenas, de costumes os mais corrom-
pidos. '
Pois bem: o dis/ipulo de Scrates mereceu
que Plutarco, eserevendo a sua vida, concluisse
com este juizo severo, mas juslo :
Nasceu cora todas s paixes. e foi o cor-
ruptpr dos costumes pblicos. Sua gloria nao
"pode ser offerecida com modelo, por que foi
raais funesfct que til sua patria.
O Sr. Jos Marianno, que nunca venceu bata-
Ibas para sua patria, que nunca foi orador, s
merecer que a posteridade mande inscrever so-
bre fsua lousa tumular o seguinte epitaphio :
Nasceu com todas as ruins paixSes, e foi o cor-
ruptor dos coslumet pblicos. Nunca fez o menor
beneficio sua. patria, causando-lite s desastres e
ruinpt durante a sun vida in.'"-.|.
Ambroshj l. di (.u. V Cavalcaatc.
23 de Agoslo de 1889.
para ella alguns agricultores. Coiabe esta glo-
ria ao doudo, ao insensato Dr. Jos Marianno.
Entendc esse ex-democrata qne deve preve-
Itaymundo Bandeira, Annibal Falco, Presciano
Lins, Cordeiro, e muitos o Jiros, que foram os
mais esfbrgados abolicionistas, sao boje os mais
valentes defensores da lavoura republicana, e
ningoem no defende naellior do que elles., Leia
o Sr Jos .Marianno os artigos do Piize do Dia-
ria de Notcias, sobre este assurapto, e envergo*
nhe-se do papel triste e repugnante, que est
fazendo.
Era nenhuma provincia do. imperio d-se o
facto anmalo e contradictorio de estar um de-
inocrala guerreando a repblica, por eotrareral^ opgaraai no cadafalso o seu herosmo e o seu
amor patria.
J ento se possuia escravos, e os agricultores
ii&o tinhara outros bragos para cultivar as suas
nir o e ro contra a repblica, porque ella tem >erras.
admitlidoem seu seio tres escravocratas.Julga- C Em 1848, para se orgarasar a revolta praieira,
se elle s cora o direito eemtempo opptirtiinoMi? nao foi senao um moviinento democrtico,
-dar carta de republicano a quera quizer. ?;;)is os revoltosos hastearara a bandeira da
E porque a lavoura foi escravocrata, nao tem .Conslitumte, onde foi que Nunes Machado, Pe
hoie o direilo de ser republicana. S pode ser 'M)to de Brito, Ribeiro Roma, Antonio Alfonso e
muarohista cora o >r. Jos Mariauno, para outros chefes distinclos, foram buscar os seus
eusta dclla poder e!evar-se por meio das suas eis e leaes soldados? Que o digam os agn-
perfidias e traices. culiores da provincia inleira. Que o digaui os
r. j .' i;',. ., c, r0A \i- Affonso Ferreira, e os Bernardo Cmara de
.^^^^.^S^RZ^' ll'J"ca ; os Moraes, de [goarasso ; os Andrade
rtanno nao e boje raa s cousa alguraa. ,y Albuquerqae Marnhao. de Nazareth : os
E o especulador mais vulgar, que eu conlie- joQ ^ ^^ M ^[^^ e F,,incjsc
onarchlsu^^paraaer. senador; gg^* ^^^S^nlSS
gura1e^,Sf'u&^
lumnias contra a^ farailia 1-gHjUggj c,fyz. ^SWS>*'!S possuidores
subdito Sr. Jos Mariannl por sua vez sabe SmSt^'SSu^ WSSfiSfSZ
Ihar-se para conseguir os seus flns. E oca-o |y democracia.
$z&r,s-z3.-x s &-I-.....mtaSs: s?
bl a' ./'quecido durante todo esse tempo : dt balde te
Eslou bem certo de que o Sr. Conde d Eu se-, ij8 ujandad educar os nossos filtios ; debalde
guir a nsca o preceito evanglico : entrrgarptfa CSpai|iani os i;vr0Si os jornaes por toda parte,
ntua f.ce dueita a quem te esbofetear a esquenU<\^-? t0(laJ acidados, por-todas as villas, por
Mas tenho duvidas de que o-lu,mem dos p*fl. ,,)cs 03 recaotos. Nada diste tem sido bastan-
-f: .-.- Minaiov-.,-vi, %v,ura '^s Mr, ,*5tf!blhiu:".* a wrtMteira
nentacao do qne seja
o outro precei o, tambera evanglico: e ao que
quizer demunndar-te em juizo e tirar le a t'ta t-
nica, largu-llie tambema capa.
Dizeis que eu ruccionei o meu partido, que
ful conservador, e que ul mmente sou republi-
cano por odio contra o dernto abolicionismo,
que queris ressuscitar porque assim vos apraz.
Respondo : nunca fui conservador depois que
entrei na politicado paiz. No periodo do abo-
licionismo, verdade. liguei-me com os agri-
cultores conservadores para guerrear ministe
rio Dantas. O Sr. Dr. Pedro Be!trio, candidato
do 6 di-tricto, declarou-se governisla. preferin-
do apoiar antes o Sr. Jautas do que-os seuscol-
egas da lavoura. Derrotado, andou espalhan-
do que eu era conservador, intrigndome com
amigos e prente*, que bem depressa o conhe-
ceram. Nao me aerepenao, pois. de ter guer-
reado a candidatira do Sr. Dr. Beltro..
Feita a paz entre demcratas e liberaes, todos
eomprehendein perfitaraenle que uada raais me
restava seno urna retir-da honrosa da poltica
da provincia. Nunca raais fui eleigo al-
guraa.
Entretanto, devo declarar com toda franqueza,
que depois da niiuha inudauga para este en ge-
nto, ped votos em favor do Sr. Baro de Souza
Leo contra o Sr. Dr. Sigismundo. Ninguem rae
acensar por isto. Na eleico do Sr. Baro de
Lacena contra o Sr. Dr. Anlr Cavalcante tor-
nei-me neutro.
Deraais, desde que eslava desligado do par-
tido liberal, cujo chefe eu nao reconhecia, desde
que estava convencido de que tio havi dilfe-
renga de ideas entre os dous partidos, a pedido
e a instancias de amigos, eu poda dar votos a
quera me aprouvesse. Assim os pedi para os
Srs Baro de Granito, Drs.'Druinutond e Ignacio
de Barros conservadores, para os Srs. Drs.
Ulysses Vianna, Lourengo de .> e Joo Augusto,
que rae parecan) os mais dignos, e nao rae arre
pendi.
Onde est a incoherencia, oude est a apos
tasia de minha parte?
Quem que me aura a primeira pedrar
E' e poltico mais corruptor, mais contradic-
torio c mais sanguinario d'esla infeliz pro
vincia.
Altcndam os leitores benvolos:
O Sr. Jos Marianno diz que fui eu que'i per-
turben a harmona do partido liberal, e aceres-
cenia que sempre fui ura poltico odenlo c sau-
guinano.
Antes dos luctuosos aconteciraentos da Victo-
ria j existia a sciso do partido liberal. Ja
Epaminondas de Mello era reconhecido chefe do
grupo democrtico. 0 Sr. Jos Marianno acom-
panhava-o, e logo aps aquellos tristes aconteci-
raentos, receb .'elle uaa carta, era que me os parabens por ter derramado o meu generoso
sanguc em defesa da liberdade do coto.
Isto foi era 1880.
Era 1884 o Sr. Jos Marianno, tendo o governo
do seu lado, depois de feita a eleigo da matriz
de S. Jos e verificada a victoria dos conserva-
dores, round perto do Palacio da Presidencia ura
grupo de capangas. corre com elles matriz, es-
cala as portas d salo, onde procediam os msa-
nos os ltimos trabamos da eleigo. atrepella
tudo. c deixa matar sua vista o inelz Bode
outros corajosos cidados, que, como eu e os
ineus amigos em 1880. derramaram o sea gene-
ruso stiague em favor da liberdade do voto '.
Pouco terapo depois do morticinio da Victoria
j o Sr. Jos Mariauno revoltava-se contra o chefe
demcrata, cercando-se de gente sinistra e des-
conhecicla. cora a qual mais tarde devia inaugu-
rar o seu reinado do terror.
Pois hem : eu o perturbador da harmona do
partido, fui ura da ao escriptorio do S. Jos
Marianno para ver se o conciliava com 9 Dr.
Epaminondas de Mello. O Sr. Jos Marianno re
cebeu-me de eolio erguido e disse-me : qae. nao
Unha medo de ninguem e que elle s era um par-
tido.
Cora effeito, o Sr. Jos Marianno teve o seu
partido, o partido do sen eu, e creou o seu povo,
nao para a defesa da verdadeira democracia,raia>i
para o que desse e viesse.
Existe, pois. no seio do partido liberal urna
verdadeira companhia de ciganos polticos, que
o exploran) era favor do seu chefo; o cigano-mr
Jos Marianno Carneiro da Cunha.
E' esse o grandissirao.tartufe _da
pernambucana, que tem a
querer quo os repblicas
ocracTa. d i que seja
repblica. E"a razo, diz o Sr. Jos Marianno,
e porque j |M>ssuimos escravos, porque somos
iespeitados, nao sabemos oque a liberdade ;.e
quer, e manda o Sr. Jos Mjjrianno que sejamos
xuellidos do templo da deus't, de quem ele s
nesta provincia o saceraos-magnus.
Mas deixemol-o com as uas contrudicOes, com
os,seus rancores, com os seus odios cout os
agricultores. Passemos a cous s mais serias.
o.iis graves para esta infeliz provincia, que se
exlorse hoje as garras do philaucioso tribuno
Todos veem o modo desbragado, porque se es-
coatn as rendas provinciaes ; todos veem a raa-
nena porque sao esbanjados os dinheiros publi
eos, producto das impostes, producto do suor do
povo, aue nao o povo de navalha e ccele do
Sr. Jos Marianno, mas o povo de todas as clas-
ses, a seciedade ioteira, a Nago, o Estado.
Chamo a attengao de lodos os homens de bem.
chamo a attengo de todos os partidos, para
esse estado desgragado, desesperador, em que
se acbam as linangas tiesta provincia, digna de
melhor sorte. Aponto o hornera sinistro. o ho-
rnera perverso, sobre cuja cabega pesa a respon-
sabilidade de todo esse descalabro financeiro :
esse homem o Sr. Jos Marianno Carneiro do
Cunha I
Aproveitando-sedaindifferenga publica, inau-
gurando o poltica do terror,. poude conseguir
dominar s duas corporages raais importantes
da provincia : a Assenbla Provincial e a Cma-
ra Municipal do Recife. as duas guardas, as duas
sentinellas dos cofres da provincia e do munici-
pio da capital.
0 que lera feito o Sr. Jos Marianno ?
Diga-se a verdade, que est na conscienci; de
todos : lera esbajado; tem esvasiado todo <> di-
nheiro dos depsitos pblicos as raaos dos seus
liis amigos, dando a um 50 e tantos contos
liberaos. Procurei sempre votos para cidados,, ^ra reparar prejuizo, que nunca soffreu ; a ou-
ir^ 13 contos para publicaces, que pediara ser
dispensadas na quadra difllcil, que atravessa-
nios; a outro entrega toda a renda do mercado
por longos annos; a outro manda pagar i bocea
Jo cofre ate-urna; dezenas de conlo's pelos trba-
teos preparatorios, que ainda hao de ser fetos,
de uraa estrada de ferro do Recife ao Para : e
mil concesses e mil patotas, na lei do org-
nico to, a outros tantos capangas eleitoraes, der-
ramados, como uraa rede de arrasto, em todos
os pontos da provincia, principalmente na ca-
pital !
E augmenla-se os impostes e faz-se tudo no
meio da raais profunda miseria, quando todas
as industrias se arruinm; quando o comraer-J
ci se debate na mais inedonna crise ; quando
abrem fallencia 03 raais activos, os raais probos
negociantes desta praca ; quando a agricultura
deiinha e raorre, levada de rojo para o abysmo
com o commercio exhausto de metes e de re-
cursos ; quando, finalmente, militares e miha-
res de homers robustos, e validos, abandonan-
do as suas industrias, afflueo. de todos os pon-
tos da provincia para a capital, a procura de era-
pregos pblicos, d'onde possara tirar apenas a
sua subsistencia.
Ainda nao tudo.
0 Sr. Jos Marianno, no auge do seu furor d
desperdicios c esbanjaraeotos, para sustentar a
sua nlueucia perniciosa e corrosiva, invena,
crea milhares de empregos em todas as repart
ces publicas, para dal os aos seus fiis amigos,
at ao3 seus guarda-costas, sua gente de ca
cite e navalha.
Entretanto o dinheiro dos cofres j uo chega
para se pagar aos empregados pblicos.
Elles ah esto todos 03 dias clamando que
morrem a fome com sua3 familias, que nao re-
cebera os seus ordenados, ha raais de 3 e 4
mezes.
Vem depois de tudo isto o escndalo da apo-
senta loria, m horror, uraa cousa que clama
aos Cos 1 Ha tal erapregadt, que depois de ter
esbanjado dinheiros, de que era depositario,
aposentado, augraentando-se-lhe o ordenado, que
lica sendo superior ao do raais alto funecranario
da provincia.
E' isto governo de um paiz livre ?
Nao antes a anarchia administrativa no
aspecto mais triste e repugnante?
Eis os servigos/eis os grandes beneficios, que
tem feito o-Sr. yis Marianno sua provincia
natal
No meio.da ruina geral, e elle gosa, s elle
se banquete, s elle se enriquece t
seu
ment ncionaal colloear-me altura da grande
misso de que tenha de ser investido. >
Cada um dos Sr3. eleitores do 2o districto com-
prehender a impossibilidade material em que
me acho de procural-os pessoalmente para pe-
dir-lhes que me honrera cora osseoswotose
com a sua franca adheso.
S5o bem conbecidas as minhas ideas e a mi-
nha attitude diante dos negocios pblicos ; e
quando os Srs. eleitores desejem nterrogar-me
tero a facilidade de o fazer as reunies prelimi-
nares ao pleito, que sero promovidas em pontos
determinados de cada parochia, por ser esse o
meio mais fac.l de por-nie em contacto com os
Srs. eleitores.
Espero, portanto, que isso nao ser metilo
para que deixem de sulTragar a miaha candida-
tura e fazel-a sabir triumphaote das urnas.
Reciie, 20 de Agosto de 1889.
Jos Marianno.
Goyanna
Escndalo!
Nao ha quem possa acreditar no que se passa
actualmente na infeliz provincia do Rio Grande
do Norte, sem conhecer a vida qur publica, qur
privada do Sr. Amaro Bezerra eos caracteres
dos Srs. Fausto Barretto e Visconde de Ouro
Preto.
0 Sr. Amaro Barretto de posse do pauprrimo
cofre da provincia, lem esbanjado immoral e es-
candalosamente mais de 200 contos de ris, com-
prando de ura modo vileaeapadocado, os pobres
efamintos eleitores, quu na cala tidade actual
d'aquella provincia, temem raorrer de lome !
De um dos pontos do 2. districto d'aquella
provincia, sabemos de fonte limpa, attestado por
cartas da mesma, que o Sr. Amaro offerecera a
um chefe de una da.- localidades oitenta saceos de
farmhaedex tontos de ris, alini de receber d'este
toda a votago que dispozesse A sua audaciosa
proposta foi, porm, repelada por sor o uistincto
influente ura carcter seri.
E tudo isto a custa dos cofres da provincia !
Horror!
Qual o motivo da terrivel guerra que faz o Sr.
Amaro ao Dr. Miguel Castro ?
A razio (-justa e bern pensada por elle. Elle
nao qur o Dr. Miguel Castro, porque este ura
carcter distinelo e como tal nao consente, nera
pactua as suas bandalhciras Elle terne as gran-
des sympathias que no districto tem o Dr. Mi-
guel Castro, porque sabe que tatvez era breve
este possa cstorvar-lhe o passo e fazer a provin-
cia prosperar, livrahdo-a do tal tintureira, que
al hoje infelizmente so a tem saqueado e explo-
rado.
E o Sr. Amaro, cora ordera do S?. Ouro Preto,
contina de posse das chaves lo cofre provincial,
e qur'seja eleito qur nao, ter magnifica ajuda
de cusas.
NV) rallemos da vida privada do Sr. Amaro,
pirque enlo teremos de ver a olhos mis urna
mancha negra que" jraais se extingue e que o
contrario cada vez mais augmenta.
O Dr. Miguel Castro, acreditamos, embora Iutte
contra estes elementos immoraes, postos era pra-
tica pelo misero abbade, esraagar a cabega d'es-
a vbora venenosa que lautos males nos tem
causado.
Gritemos c protestemos contra tal escndalo,
j que o governo o auxilia.
Rio-grandense.
-rjataas
A CfttoiatiddO aidi
E' chegada a occasiao de solicitar do indepeu-
deule eleitorado do 2 districto a renovago do
honroso mandato de seu representante, cujo di-
ploma rae fo-arr.incado pela cegueira partidaria
de raaos dadas cora o odio escravista na legisla-
tura que acaba de lindar cora a dissolugo da
Cmara dos Deputados.
Tendo continuado a considerarme o legitimo
representante do districto, nao posso, or isso
mesmo, aspirar smplesmente a honra de ser o
deputado novamente eleito ; desejo que o pleito
de 31 de Agosto tenha tambera una signiflcago
especial : seja o protesto contra a espoliago do
raeu direito de deputado duas vezes eleito ; seja
a restaurago do raeu diploma violentamente
rasgado ; seja a conlirmago de que nao tenho
desmerecido no conceito e na conlianga dos raeus
concidados.
Eu aguardava com ancedade a occasiao de
poder provocar ama manifestaco clara e solem-
ne 'lo brioso ehtrado uo 2 districto. E' |ior-
tanto. ebeio de satisfago e de conlianga que para
elle app< lio, sera a menor duvida sobre o julga-
mento quo tenha de ser proferido, apezar de
todas as machinagrs, perfidias e diflamages a
que recorram os raeus rancorosos inimigos.
A manifestagSo franca e sera reservas de mi-
nhas Ideias sustentadas nosmeetings, as confe-
rencias publicas, na imprensa, na tribuna par-
mentar, bastante para aflirraar os comprorais
sos por mira omlrahidos para cora o povo, em
cujo norae aspiran-i serapre a honra de poder
filiar: e por outro lado, acceuta. de modo bem
claro e positivo, o dever que me cabe de accei-
tar as soluges, ainda as mais arrojadas, do libe-
ralismo moderno, concilladas com os altos inte-
resses da patria que todos devernos fazer forte e
grande, prospera e feliz, uraa s e indivisivel
pela integridade do seu solo e pelo lago comainm
do am"r nacional.
?fo rae escusarei, entretanto, de mencionar
que, entre todas as reformas que o partido libe-
ral chamado a realizar, devenios, antes de
tudo, trabalhar para que o povo tenha interven-
go raais directa e eftectiva na governago pu-
blica pela ampliago qo direito do voto do qual,
em sua materia, tem estado privado. Devenios
igualmente trabalhar para que as' provincias e os
municipios tenham amis plena autonoma, en-
trera h inteiro governo de si raesmas, para, inde
pendenteraente de tutella administrativa estranha,
'gerirera seus negocios, appticarem suas ren las,
promover.u os seus melhoramentos concillndo-
se ao mesrao terapo os ioteresses peculiares cada
uraa das provincias, de modo a fazer desappare
cerem rivalidades, ou antes, hostilidades que ce
mecam a mam testar-se e que fatalmente preju-
dicaro a homogeneidade nacional.
Reconliego nao ser possivel exigir de um ga-
binete a execucSo, ue urna vez, do programla
inteiro de seu partido; e por isso rae coutentarei
que o gabinete 7 de Junhu emprehenda a reali-
zago d'aquellas duas reformas capitaes, a par
deoutras medidas de ordem differentee de nao
menor importancia, como seja promover melhora-
mentos pblicos, auxiliar e favorecer as artes e
industrias nascentes e a lavoura que to patrio
tica quanto desiuteressadaraente tem auxiliado
a transforraago do trabalho nacional, e por meio
do medidas econmicas e lioanceiras impedir as
caprichosas oscillages do cambio, desenvolver
o crdito, fazer a couverso do nosso meio cir-
culante depreciado, e assim concorrer para que
seja melhor aproveitadae desenvolvida a riqueza
publica e diminuidos os encargos da divida Ha-
cioilal.
Diz-rae a conscicncia que, mesmo proscripto
do pirlaraento pela mais violenta das reaeges,
nao me deixei tomar de. desanimo nem me con-
servei em inactividade; ao contrario, contl-
nuei a servir, com ardor, dedicago e firmeza,
causa do povo e da democracia. Posso asse-
gurar ao eleiterado do 2 districto que, eleito
novamente seu representante, saberei honrar o
mandato que me fr conliado, n2o trabindo os
comproraissos do meu passado nem iliudindo
as esperangas do futuro; he; de sempre procu-
rar corresponder conlianga dos eleitores de-
fendendo os grandes interesses da altiva pro-
vincia de que me orgulho de ser lilho e baieu-
do-me pelos direitos do povo.
Nutro a esperaaca de que nao appttarei in-
tilmente para o eleitorado do 2 diltncto e que
delle hei de receber ura diplom revestido da
Por um milaae de actividade assombrosa, es-, forga e do prestigio necessario'aiara no parla-
Entregamos ao conhecimenlo do publico a
certido das declarages feitas pelo carcereiro
de Goyanna por occasiao de se processar o. ha-
beas-coipus requerido pelo tenente Chrispiniano
Pimentel* Angelim.
O publico nue conhec o modo por que se
teem portado as auloridades judiciaes de Goyan-
na, a conselhos do candidato liberal Joaquim
Tavares de Mello Barreto.
Eis a certid.'j
Certifico que reveudo os autos de habeas-
corpus dos .alientas Chrispiniano Pimeotl An-
gelim e Ludovico Machado, d'elles consta o auto
de pcrgbtas ao carcereiro da cadeia desta ci-
dade, o qual do theor seguinte :
Auto ue perguntas ao carcereiro :
E logo era seguida, presentes o carcereiro a
quem o mesmo juiz Ihe fez as perguntas se-
guintes :
Qual o seu norne, idade, estado, naluralidade,
prolisso e residencia ?
Responden chamarse Jos Nunes Mjnteiro,
natural e morador nesta cidade, com 38 annos
de idade, carcereiro e residente nesta cidade.
Perguntado ordem de quem tinha sido O pa-
ciente preso ?
Respondeu que oraem do subdelegado Ju-
liao Noiueira de Carvalho, a qual era concebi-
da nos seguintes termos :
O can ereiro da cadeia desta cidade recolha
ao individuo Chrispiniano Pimentel Angelim,
por achar-se armado de faca procurando ferir-
nie, e ao mesnio terapo insultando-me com pa-
lavras injuriosas.
Goyanna, Di de Aseste de 1889O subdele-
gado, Joo Nogueira de Carvalho. '
Perguntauo desde quando acha-se preso o
paciente ?
Respondeu que desde hontem das 6 s 7 ho-
ras da tarde.
Perguntado qual o mandado da autoridade
em viriude do qual recebeu o preso ?
' Respondeu que nao teve mandado nenhum,
excepgo da ordem que apresentou.
Perguntado ordera de quem tinha recomido
priso Ludovico Nunes Machado ?
Respondeu qne ordera do mesrao subdele-
gado a qual nao trouxe e resava que por offensa
ao mesmo subdelegado.
Perguntado a razo por que nao tinha aprc-
seatado o mesrao Ludovico ?
Respondeu: porque tinhajpor ordem do dele-
gado. Iu>je pela m iba posto era liberdade.
A razo por que nao apresentou hontem os
presos, em vista da ordera de habeos-coipu* ex-
pedida ?
Respondeu: porque nao estara em casa, e mes-
mo porque litedtsseratn ou Ihe. aconssiharam^ue
o detentar tinha o direito de demorar unte e gua-
teo h ras o habeos cor pus.
Perguntado onde tinha estado?
Respondeu que fura dar um passeio estrada
de Bujary donde vollou tarde.
Perguntado se o passeio foi anterior ou pos-
tesrior a ordera de habeus-corpvs'1
liespondeu que anterior.
Perguntado com explica ter respondido que
o aconselharam demorar o habeas-corpus'!
Respondeu que isto Ihe loi aconselhado muito
ames, o mesrao depois de presos os homens : o
T)'-. Joajtm Tallares Ihe disse qae nuo sevechasse.
que tiaha-i-.nte e qnatrn horas.
E nada raais sendo perguntado nem respon-
dido, depois de iido e o achar conforme, assigna
com o juiz.
Eu, Francisce Ribeiro Costa Vasconcellos, es-
crivSo o escrevi.Honorio Herraetto Correia de
Britto Jos Nunes Monteiro.
E nada mais se continua em o dito auto aqu
bem e fielmente transcripto dos proprios autos,
aos quaes me reporto e vai escripto e assigna-
do por mira pronrio nesta cidade de Goyanna.
Gozunna.23de Asosto de 1889.0 escrivao,
Francisco Ribeiro Ccsla Vasconcellos.
-5WE3iSi>>-
C aso virgem
Neste mundo se ha de ver tudo; o secretario
da Cmara Municipal do Recife j voltou de Pal-
mares com o Conde, e est muito doente de um
susto que Ihe fez o juiz de orphaos ; est soffren-
do de ataques estericos, apezar das injeeges
que Ihe d o Nono.
Estes juizes fazem sustos! !
Apezar destes desgostos, manila a irm e a
fillia em casa dos.eleitores pedirem votos, e que
nao fallera eleigo.
0 Constantino Tesourinha.
\. 39 1
Oleo puro medicinal de Fleado de
Barallio de t.nnman de hemp
Parece realmente que a tsica estava predesti-
nada a suecumbir s qualidades balsmica ecu-
rativas da secregao do ligado de bacalho.
0 Oleo Itero Medicinal de Figado de Baealho,
de Lanraan & lvinp. o qual em virtude da sua
reccnienda pureza e excellencia, obteve a su-
pretnazia em lo los os Ulereados do mundo; pro-
duz resultados sem precedentes.
Ditos senhores teera em seu poder urna multi-
do de attestados med eos era seu favor (alm
das inaitas carias dos convaV'scentes,j>o que
tudo formara umgrosso vajume. ")
Ditos atlestados foram recebidos dequasi to-
das as partes do mundo civilisado. 9
Alguns dos casos uch -m-se extensamente es-
criptos era forma oe diario, com os pregressos
da cura de dia em dia.
As asserges authenticas sao sera duvidAklgii-
ma mu extraordinarias e provara de um niodo o
mais incoutestavel. que as peores molestias dos
orgos d* respirago, sao susceptivei"
O Oleo Puro Medicinal de Figado de
de Lanman & Kemp, ne contera nenhuma i
stancia estranha. c si ni absolutamente puro W,
conserva se fresco em todos os climas ; circum-!
stancias estas que se de vem ter s"iprejpresente
A( ha se venda em todas as peinar."
ticas e tejas de drogas.

Quarlo districto doitora
de Pernambuco
Illra. Sr.Pretendo a honra de ser deputado
geral por esta provincia de meu nascimento,
pelo que rogo a V. S. o muito particular favor
de dar-me o seu voto e dos seus numerosos
araieos por esse quarlo oistricto em a eleigo
de 31 do corrente mez ; anticipando Ihe os meus
sinceros ngradecimentos.
Se eu merecer o obsequio que venho de soli-
citar, ser minha misso no parlamento brazi-
leiro sustentar o luminoso prograroma do pa-
tritico e venerando gabinete 7 de Juriho.
Sou com a maior considerago e estimaDe
V. S. venerador e criado obrigadissimo,
Jos Mara Ramos Gorjao.
Recife, 17 de Agosto de 1889.
!. Baeliarel Antonio Wilni-
vio Pinto Bandeira
Pode ser procurado ra do Imperador
n. 71, Io andar.



I

.
r
I
Diario de
PILULAS OPERAT
SEIQEL
CONTRA
Constipacao inacclio do figado, etc.
Dessemelhante a muias outras medici-
nas catharticas, estas pilulas nao fazem
om que urna pessoa se sinta peior antes
de sentir mellior. Produzem o seu effeito
Bm brandura mas" completamente, nSo
ado acompanhado de accidentes desa-
jradaveis, taes como nauseas, apertos do
rentre, etc., etc.
As Pilulas Operativas da MSi Seigel
lo a medicina de familia a mais til que
e tem djescoberto. Limpam as entcanhas
de todas as substancias irritantes, deixan-
do-as em condicSo saudavel. Sao o me-
kor remedio que existe contra a peste das
aossas vidasConstipa$3o e inaccjlo do
ligado.
Estas pilulas impedem febres e toda a
sorte de doencas, pelo simples facto de'
expellirem toda a. materia venenosa das
entranhas. Operam com vigor, mas'sua
Tmente e sem causar dr alguma.
Se urna pessoa apanhar um refriado c a
ameacar urna febre, e sentindo dores de
cabeca, costas e membros do corpo, urna
ou duas dses das Pilulas Operativas da
MSi Seigel expedirao o refriado, impe-
dindo a febre. ,
Lingua grossa acompanhada de um gos-
to salobro, e a causa de materia impura
no estomago. Urnas poucas doses das Pi-
huas Operativas da M2i Seigel limparao o
estomago, removendo o mo gosto, res-
taurando o apetite c com elle trar boa
sade.
Muitas vezes succede que doenca ou ali-
mento meio apodrecido, causa nausea e
diarrha. Se se limpar as entranhas d'es-
ta impureza Gom urna dose das Pilulas
Operativas da Mai Seigel, estes effeitos
desagradaveis desapparecerao, resultando
em boa sade.
As Pilulas Operativas da Mai Seigel,
impedem os ms effeitos que produ-
zem o comer e beber em excesso. Urna
boa dose ao deitar da cama torna urna
pessoa hbil e inclinada para o trabalho do
dia seguintc.
Como estas Pilulas sao cobertas de urna
carnada de assucar tomam-sc com agrado.
O gosto desagradavel tao commum raaior
parte das pilulas d'esta forma evitado..
Estas pilulas recommendam-se especial-
mente as mulhercs, podendo empregar-sc
para facilitar toda obra da natureza, e
para remover todas essas obstruccSes que
lo a causa de tantas doencas a que est
sujeito o sexo no mundo inteiro.
Acham-se venda em todas as boticas
e lojas de medicinas, em toda a parte do
mundo e em casa dos proprictarios A. J.
White, Limited, Londres.
Depositarios na provincia de Pemam-
lmco por atacado: Francisco M. da Silva
(I C, na cidade de Pernambc
Vendedores rctalho, na cidade de
Pernambuco, Bartholomeu & C, J. O
Levy & C^, A. M. Veras & C. e T. S.
Silva; em Palmares, A. C. de Aguiar e
cm S. JoSo da Igreja Nova, J. A. da
Costa e Silva.
Pernambuco
Domingo 25 de Agosto de 18
^""lHMMM

A.dTOgado
0 bacbarel Arthur da Silva Re^-o tem o seu
escriptorio de advocada ansa do Imperador n.
34, onde polle ser procurado para os misteres
de sua protuwo.
y.
I!
Frcderico Chaves Jnior} j
Homoepaha J
[39 RA BARO DA VICTORIA 3 I
I Primeiro andar (
Advogado
--
-2-r*.
COMMERCIO
Reyista do Mercado
RECIFS. 24 DE AGOSTO DE 1889.
Anda foi limitado o movimeato, sendo peque-
tas as transacci .t's de cambios.
Bolsa
OOTAgOES OFFICIAES DA JONTA DOS COH-
BETORE8
Recite. 24 ae Agosto de 18S9
Nohouve cotaco.
o presidente,
Candido '-. G. Alcoforadc.
O secretario,
Eduardo Dubeux
Cambio
Osbrncos adoptaram boje a taxa de 7 1.8 d..
fferecende alguos 27 1,4 se apparecesse di-
heiro.
Papel particular foi muito escasso a 27 3,8.
No Rio o mercado esteve firme e sem altera-
4o as cotaces.
Leonor Porto
Ra Larga do Rosarlo nu-
mero 9tt
SEGUNDO ANDAR
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recebidos' de Londres, Pariz,
Lisboa c Rio de Janeiro.
Prima era perfeico de costuras, era
em brevidade, modicidaue em precos e
fino gesto.
!
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico,
oculista, eX-chefe de clinica do
Dr. de Wecker, d consullas do
meie dia s 3 horas da tarde, no
1 andar da casa n. 51 ra do
BarSo da Victoria, excepto nos
domingos e dias santificados.
Residencia ra Sete de Setem-
bro n. 34. Entrada pela ra da
Saudade n. 25.
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata com especiali-
dade de molestias de senhoras e creanc&s.
Consultorio e residencia ra da impe-
ratris n. 18, Io andar.
Consultas de 8 s 10 da manhS.
Chamados (por escripto) & qualquer hora.
TKLEPHONE N. 226 '
Miguel Jos de Almeid i Pernambuco tem o seu
escripiorio de advocada ra do Imperador n.
81, onde sera encontrado todos os dias uteis, das
hons da 9 manha s 4 da tarde.
SILYEIRA A
ADVOGADO ff
"C9HA O O IMPERADOR -9 J
flEDICO HOMEPATA
Dr. Balthazar da Silveira

Especialdade~febres, molestias
\ das criancas, dos orgaos respirato-
rios e das senhoras.
Prestase aqualquer chamado para
ora da capital.
AVINO
Todos os chamados devem ser di-
rigidos pharraacia do Dr. Sabino, l i
ra do Barao ta Victoria n. 43, '
onde se indicar sua residencia. y}
ELIXI

As entradas verificidas at a data de boje so
bem a 4.691 saceos, sendo por:
TABF.LLAS AFFIXADA8
f
3
BC >
u. -5 O
n -1
3 M

3
O.
o
s
3.
a
3
O
f
a
c
sr


-o
3.
1
3
Barcacas
Vapores.....
Animaes.....
Via-ferrea de Caruaro. *.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea do Limoeiro
Somraa.
1.816 8accos
14
T4
2 480 .
130
4.694 Saceos
M 8
^a

rs c^ ur <
31 o- l<- 3
e-
t
nt <
* c" 3
JO 5 : ' O ~ -3C 9\



s]*,s
i
O
<
9
o
te
o

V.
oc
M

he
o

ex
f |
s a
Algodo
Xio constou vendas.
A exportaco, feita pe" alfandega neste mez
at o da 22,"attingio a 897.817 kilos, sendo----
55.973 para o exterior e 241.846 para o interior.
As entradas Terificadas ate lioje sobem a 5.72
-accas, sendo por:
larcagas.- ....
*'apores .....
Animaes.....
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea de Limoeiro
Somma.
Assucar
Os precos pagos ao agricultor, por 15 kilos, se-
undo a Associago Commercial Agrcola, foram
os seguint'.
Branco ..... 3*600 a 4*000
Someno?..... 270O a 3*000
Mascavado purgado 2300 a 2*600
bruto trme) 1*60D a 2*000
Rtame..... 1*200 a 1*400
A exportado feita pela alfandega Ueste mez at
a 22, snoio ai.215.278k i0 93.520
para o exterior e !.l21.758pa
460 Saccas
2. IOS
18S
54 C
148
1357
5.712 Saccaa
%euardenle
Colase a 105*000, por pipa de 480 litros.
Aleool
Gota-se a 200*000 por pipa de 480 litros.
fiel
Cota-se a 70*000 por pipa de 480 litros.
Couros
Couros sacados, 365 res, e os verdes a 210
res.
Pauta da alfaudega
ilKA.M D26 A 31 DB AGOSTO DE 1859
amor relinado (kilo) .... 320
Assucar branco (kilo) .... 246
Assucar mascavado (kilo) 153
Agurdente........ 19o
Alcool (litro)........ 425
Arroz com casca (kil.o) ... 80
lgodio (kilo)...... 400
Bagas de mamonas (kilo) ... 80
Borracha (kilo)...... 800
Carocos de algodo ..... 22
Couras seceos espichado (kilo) 390
Cour^s seceos salgados (kilo) ., 330
, ouros verdes (kilo)..... 190
Cacao (kilo)....... 400
Caf bora (kilo)...... 600
Cal restolho (kilo)..... 400
Carnauba (kilo)...... 260
Carocos de algodo (kilo) ... 20
Carvo de pedra de Cardiff ton.) 16*000
Farinlia de mandioca (litro) 100
Folhas de jaborandy (kilo) ... 300
Genebra (litro)...... 200
Graxa......... 250
MeJ (litro)........ 90
Milho (kilo........ 120
Pao Brasil (kilo)...... 35
Sola (meio) uominal
Taboados de amareUo (duza) 100*000
Cavos descarga
Barca non;eguense Gtlead, ferragens.
Barca nacional C-cilia, varios gneros.
Barca norueguense Solid, carvao.
Escuna hollandeza Jan Smit, farinha de man-
dioca.
Lugar americano Hannalt .Me Loen, farinha de
trigo.
Lugar nacional Tigre, xarque.
Lugar nacional hoyo, xarque.
Lugar americano Belle Huoper, farinha de trigo.
Patacho allemo Mariewn Oldendorp, xarqUe. Patacho nacional Regaletra, xarque.
Patacho allemao Fredenck-, xarqne.
Patacho dinamarquez Jugor, xarque.
Patacho dinamarquez Gefion, xarque.
Vapor inglez Historian, varios gneros.
isxportaco
BBCm, 23 DB AGOSTO DB 1889
Para o exterior
> No vapor inglez Historian, carregaram : .
Para Liverpool, H. Cahu & C. 112 saccas com
G,650 kilos de algodo; J. H. Boxwell 166 saccas
com 12,782 kilos de algodo.
No vapor allemio Montevideo, carregaram :
Para Lisboa, F. da Costa & C. 407 saccas com
32,001 kilos de algodo.
Para interior
No vapor nacional Espirito Santo, carre-
garam :
Para Rio de Janeiro, A. de Oliveira Maia 36,000
cocos, fructa ; J. Borges 300 saceos com 18,000
kilos de assucar branco ; C. M. da Silva 60
saceos com 3.600 kilos de assucar mascavado e
100 ditos com 6,000 ditos de dito branco.
No biate nacional GeriquUy, carregaram :
Para Natal, E. C. Beltrio & Irmao 10 barricas
com 600 kilos de assucar renado.
No hiate nacional Aurora 2.*, carregaram :
Para Acarahu, R. Lima A C. 1 barrica com 92
kilos de assucar renado e 1 dita com 70 ditos
de dito mascavado.
Rendlmentos pblicos
MEZ DB AGOSTO
Alfandega
Renda geral:
Do dia 1*23 533:639*961
Wcja de 24 J7:799*fl07
Vias urinarias, molestias das se-
nhoras, operaoes elctricas
:s. cblcs s:iiEsssuai
ESPECIALISTA
com pratica de pars e Londres
Estreitamcnto da urethra curados ra-
dicalmente pela eleclrolyse, sem dr;
hydroceles sem injeccao (cura radical);
f i ti das e ulceras chronicas, com garan-
ta de cura rpida ; pedras da bexiga,
fstulas e hemorrhoidas ; syphilis, go-
norrhas, pelo methodo das rastillacoes ;
molestias da garganta e do peilo pelas
atnmospheras medicamentosas. on-
8ultas e qperaces das 12 s 3 horas da
tarde.
RA DO MRQUEZ DE OLI.NDA N. 34,
*> ANDAR
ReHideiK'ia na Torre
Estreilamento da urelhra
AO 11.1.M. SE. DB. CABLOS BETTENCOIBT
Eu, abaixo assignado, declaro que, estando
soffrendo de um eslreitamentodajurelhra, acom-
panhado de blennorrba, recorr ao Illra. Sr. Dr.
Bettenrourt, por quera fui onerado pela electro
lyse sem do.-, (cando radicalmente curado era
curio espaco de tempo
Ao muito digno' Sr. Dr. Beltencourt os meus
mais sinceros agradecunenios.
Jumi iodrujues de t ni lo.
Renda provincial
Do dia 1 a 23 01 47*568
dem de 24 3:044*774
64:032*342
Somma total 625:5324210
Segunda seccao da Alfandega, 21 de Agosto
de 1889. *
8tliesoureiro f'lerencio Doininguea. ^
chufe daseccio -Cicero de Mello. I
, bJP
Recehedkr!a Ccral
Do dia 1 a 23 35,B'U)i5- 8
dem de 24 2:913*011
DEPUHAIIV
Approvado pela Exraa. Junta de Hygiene e preparado por
ro^a Daj^ sxx^'vjk. sxxJ,v*3ex3ajk
Cliimico e Piarniaceitico
PELOTAS RIO-GRAlD BRASIL j
Este elixir composto de veg-etaes de reconheeido mrito, emi
pregado com vantag-ens as molestias seguintes: j
Escrophulas, rheumatismo, gonorrhas, radiitismo, impingens, ulceras, tumores,
sanias, bobas, manchas da peJle, carbnculos, flores brancas, boboes, corrimentos dos
o lvidos, fstulas, cancros venreos, ilanimacoes do tero, inflammacoes de olhos, es-
pichas, affecgoes syphiliticas.
A sua efflcacla attestada por filustres mdicos que o reputara superior aos medicamen-
tos anlogos. E.eiam com attenco os attestado mdicos que em seguida publieamos e teroa
prova de que o nico depurativo infafvel do sangue oElixir de Xoguera. Salsa. Caroba c
c; u ay ac.
ATTESTADOS DO ILLUSTADO GORP MEDICO DA PROVINCIA
O abaixo assignado, doutor em medici-, tonio A. As
na
surapcilo. Est reconheeido
'"'lia da lei pelo tubeiliao Luiz Felippe
apla faculdade do Kio de Janeiro, con-
decorado pelo governn portujjuez, medico de Aimcida.
do hospital da Beneficencia Portugueza
dcsta cidade, etc. Eu abaixo assignado, doutor era medicina
Attcsto que as molestias de fundo sy- j pela faculdade do Rio de Janeiro, etc.,
philitico, era suas diversas e variadas fbr-' etc.
mas, a applica$So do preparado denomi-i Attesro que cmpregnei o Elixir de No-
Salsa, Caioba e gueira, Salsa, Caroba e Guaiaco, prepa
dado Elixir de Nogueira.
precioso Elixir de Nogueira, Salsa
auoua e Guaiaco com muito bom xito,
e tenho aconscihado aos meus clientes que
o uzem com toda a cqntanra e esperanju,
pois a sua prepara^-ao preenebe perfeita-
mente o nosso desidertum. Vou empru-
gar as pilulas ferruginosas de meu grande
collega, em todos os esisos em que se 1'-
zer sentir a necessidade do emprtgo dos;

Guaiaco, do Illm. Sr. Joo da Silva Sil- rado pelo distincto pliarmaeoutico Jo lo da {erruginosos.
veira, tem sido de maravilhosos resulta- Silva Silveira, em um caso de ulcera sy- i Continu _V. S. a trilhar o mesmo ca-
dos. O referido verdade sob a f de phitica, dando este medicamento resul- minhocom toda a dedicacao, para um di^
meu grao. tado o mais favoravel. jehegar meta dos seus desejos e recebe*"
Pelotas, 30 de Abril de 18-5G. Dr.: Pelotas, 5de Maio de 188G. -Dr. Joa- o competente premio do seu insano e es-
Bar3o do3 Santos Abreu. EstA reconhe- quim Rasgado. Est reconheeido na fr- pinboso trabalbo.
do na forma da lei pelo tabelliao Luiz ma da lei pelo tabelliao Luiz Eclipso de Rio Grande, 8 de Abril de 1886.Dr.
Felippe de Almeida. Almeida. ;Nicolo A. i itombo.Est reconheeido
na forma da lei pelo tabelliao Luiz Fep-
Eu abaixo-assignado. Dr. em medicina Eu abaixo assignado, dr.utor cin medicina pe do Almeida. s''
pela faculdade do Rio de Janeiro, con- pela faculdade da Bahia, inembro da |
decorado pelos govemos de Allemanha, sociedad* franceza de opbtalmologia c | Attesto que tenho empregado na minui
Portugal e Italia, medico do hospital de da soeiedde zoolgica de Franca, etc., clnica o Elixir de Kooukira, Salh,
Misericordia desta cidade, etc. etc. ctc Caroba e Guaiaco, preparado pelo Sf.
Attcsto que tenho empregado muitas Declaro que o Elixir de Nogueira, Sal-1 pharmaceutico JoSo da Silva Silveira, o~
vezes o Llixir de vogueira, Salsa, Caroba sa, i aroba e Guaiaco, do pharmaceutico tendo sempre os mais brilhantes resultft-
c Guaiaco, prnpvado pelo Sr. Jlo da Sil-Joao da Silva Silveira, prestou-ine reaes dos, principalmente as molestias de or--
va Silveira, como um poderoso agente em servicos nos casos de syphilis terciaria e ; gCm Bypbilitica.
infeccJo syphilitica ldiathc.se era todas as affeccoes de fundo escrophu- O referido verdade e por me ser pedid..
'oso- passo o presente que affirino m fide mf,-
Porto-Alegre, 5 de Maio de 18S6. dici.
Dr. Vietordc
lei pelo
Felippe de Almeida.
1886.-D-.
-Est reconhb-
tabelliao Luiz
38:773ol
Rcceftedoria provincial
Do dia l a 23 0:3884933
dem de Si :;i00.i
M:7!M837
Keclfe Ivrainagc
Do dia 1 a H :U3*3tt.1
dem de ti -i...^m. ;i
81:811*027
561;43988
Mercado Municipal O raovimento deste mercado no da 23
Agosto foi o segrate :
Entraram :
38 bois pesando i.95)3 tilos.
lV.'il kilos de peixe a 20 res
21 cargas com farinha a 200 n'-is
ti ditas de milho a 200 rcis
20 ditas de fructas diversas a 300res
10 taboleiros a 200 res
10 8Unos a 200 r3
32 matulos com legumes a 200 rcis
Foram oceupados :
20 columnas a 600 r8
1 escriptono a 300 res
26 compartimentos de farinha a 300
ris
2i ditos de comidas a ">00 ris
76 ditos de legumes c lazendas a
400 ris 30*400
lo ditos de suiuos a 700 ris i.* m
9 ditos de fressuras a 600 ris o540U
40 talhosa2 8*,
de
29/020
420ti
i'XI
S0
2000
2U0
6*400
i;*60o
:m
13*000
12*000
casos de infccytlo syphilitica ldiatlie.se
escrophulosa, parecendo-mc supeaior aos
anlogos que nos vem do estrangeiro. Por
me ser pedido passo este cuja verdade Dr. Victor de Brito Est reconheeido na
affirmo em f de meu grao. | friil da lei pelo tabelliao Luiz Felippe \ Es'te^0 de' Sousa Linia..
Pelotas, (i do Maio de lb86. -Bario de A mc,da. | cido na frma da
le ItapitocayhiSt reconheeido na lonna hu abaixo assignado, doutor em medicina
da Ici pelo tabelliao Luiz Felippe de Al j pola acoJdade du Ru de Janeiro, etc.,
neida.- \ | etc. !
Attesto que tenho empregado, sempre abaixu assignado, doutor pela facu'dade
Gervasio Alves Pereira, doutor em raedi- com magnifico resultado, e Elixir de \ ^ ^io **e, Janeiro, Io cirurgiSo do cr-
enla pela faculdade do Rio de Janeiro, Nogueira, Salsa, CarobaeGuaiaco,pre-' P de 8a;icle do exert"ito-
cavalleiro da imperial ordem da Rosa, I parado do Ilustrado chimico pharmaceuti-! Attesta que tem empregado com excei-
etc, etc. i co Joao da Silva Silveira, nos casos de 'lentes resultados o Elixir de Nogueira, I
Attesto que tenho empregado contra a) escrophulas e molestias de origem syphiliti- Salsa Caroba e Guaiaco, preparado pt-
escrophula o Elisir de Nogueira, Salsa, j ca, o que affirmo em f de medico. ; lo pharmaceutico Joao da Silva Silvein;,
( aroba e Guaiaco, preparado pelo phar-! Pelo:as, Io
maceutico o Sr. Joao da Silva Silveira, mundo V. da
com bom resultado e por isso o reputo i na frma da le pelo tabelliao Luiz Felip- estrangeiro.
um cxcellente remedio para combater as pe de Almeida. O referido verdade pelo que passa
molestias de fundo escrophu loso* O refe- presente que affirma in fide medici.
Illm. Sr. Joao da Silva Silveira, JaguarSo, 5 de Maio de 1886. Dr.
pharmaeenico e chimico em Pelotas. | Diogo Fernandes Alvares Fortuna.Est
E' com o mais subido prazer que venho reconheeido na frma da lei pelo tabelliao
aecusar o recebimento do seu prezado fa- Luiz Felippe de Almeida.
vor de 5 do corrente acampanhando um _^^
frasquinho com 50 pilulas formuladas pelo Eu abaixo assignado doutor cm medicina
iconsummado e distincto pratico, o Ilustra-1 pela facuMade do Rio de Janeiro.
t
1 .
t
rmo cm te uc meaico. \" r"''" """" "** *- """""i
de Maio de 1886.Dr. Ray-'. Pe, 1ue considera um excellente pre-
* Silva.Est reconheeido : Parado superior aos que importamos do
-ido verdade c por me Ber pedido passo
> presente sob a fe de meu grao.
Pelotas, 2'J de Abril de 1886. Dr.
Gervasio Alves Pereira. Est reconheei-
do na frma da lei pelo tabelliao Luiz Fe-
lippe de Almeida.
Eu abaixo assignado, doutor em medici-
na pela faculdade do Rio de Janeiro,
medico do hospital de Misericordia des-
ta cidade, etc.
Attesto que tenho cm; regado o Elixir
Je Nogueira, Salsa, Caroba o Guaiaco,
Rendimenlo do da 1 a 22 do cor-
rente
219*820
::'I*480
Foi arrecadado liquido at lipie 4:911*300
Precos do dia : ,
Carne verde de 200 a 480 ris o kilo.
Carneiro de720 a l risidem.
Suinos de 560 a 6U) ri* idem.
i-arinha de 480 a '20 ris a cuia.
Milho de 320 a 360 ris idem.
**;io de 1*000 a IJ280 idem.
Hatadouro publico,
Neste estaDelecimento foram abatidas para o
consumo de hojo 103reze3 pertencentcs a diver-
sos marchantes.
Vapores a entrar
HEZ DE AGOSTO
Norte......... Espirito Santo..... 2."i
Europa....... Sorata............ 25
Sul........... Sergipe.......... 25
Europa....... Vle de Bahia..... 26
Sul........... Para............. 27
Europa....... Don.............. 30
Vapores a sahir
MEZ DE AGOSTO
Valpareiso -.. Sorata............ 25 as 12 h.
Sul..........Espho Santo ..... 26 as 5 h
santos e esc. VUle de Bahia..... 27 as 3 h.
Norte.......Para............. 28 as 5 h.
Bahia e esc... Jacuhype.......... 29 as 3 h.
Sul.*........Uon............. 30 as 3 h
novimenio do porto
Navios sahidos no dia 24
Antuerpia e escalas22 dias, vapor inglez Sant
George, de 1050 toneladas, commandante Tbo-
muz Walker, equipagem 28, carga varios g-
neros, ordem.
Londres e escalas22 dias, vapor inglez Cndor,
de 14 toneladas, commandante Tb. A. Prewett,
equipagem 9, em lastro, a Wilson Sons a C
Trieste e escala24 dias, vapor austraco Ba-
dor, de 1731 toneladas, commandante G. Ma-
riani equipagem 55, carga varios gneros, a
Henry Forster &".
Sahido no memo dia
LiverpoolVapor inglez Historian, commandan-
te R. Buddley, carga varios'feneros.
*.
rio coramendador Dr. Miguel Kodrigues j Attesto que tenho empregado em ni.-
Barcellos, e preparadas com toda perfei- nha clnica, e sem com excellente resulta-
cao e nitidez por V. S. Na verdade nao do, principalmente as affecc3es de ori-
posso deixar de elogial-o pelo relevante ser- gera syphilitica, o Elixir de Nogueda,
V50 que V. S. tem prestado e ha de pres- Salsa", Coroba e Guaiaco, preparado do
..tar scicncia medica. Entendo que o Sr. pharmaceutico Joao da Silva Silveira.
preparado do distincto pharmaceutico Joao meu nobre amigo digno de todas as O que affirmo sob a f do meu grao.
da Silva Silyjira, nao s na clnica civil-; attencoes e merece ser auxiliado por to- Herval, 7 de Julho de 1886.Dr. Jos
eomo^na do hospital, com o mais espen, i dos os clinicos desta proviucia e fra Adolpho Rodrigues Ferreira.Est reco^
dido^resultado, o que. affirmo ser verdade.; dclla. jnhecido na frma da lei pelo tabelliao
Pelotas, o de Maio de 188rj. Dr. An- j Declaro-lhc que tenho empregado o sen Luiz Felippe de Almeida.
Amigo e Sr. pharmaceutico Joao da Silva Silveira.Em contestajao a sua pergunta, relativa aos resultados que tenho
obtido com a applicacao do ELIXIR DE NOGUEIRA, SALSA, CAROBA e GUAYACO, tendo a satisfacao do communicar-
lhe o seguinte:
Fazem seguramente cinco annos que emprego na minha clnica o seu tao reputado Elixir em muitas affeccScs de
natureza syphilitica e em algumas de fundo escrophuloso, tornando-se mais notorias as virtudes curativas deste preparado as
primevas d'aquellas afi'ecjoes.
Com o seu uz.o prolongado nunca observei as perturba9oes gstricas qne sem apparecer quando applicamos outros nu>-
dicamentos congneres, tornando por isso segura e fcil a sua administragao at as creancas.
Nao hesitarei cm recommendal-o cOm confianza nos estados pathologicos supramencio nados, sendo como a nobre mis-
s2o do medico contribuir para o allivio e bem estar da humanidade que soffre.
Autorizo-o a que faca ;o uso que lhe convier d'esta minha declaragSo e disponha do amigo obrigadoDr. Alone
a euiuo.
NCOS DEPOSITARIOS EM PEMAMBCO
Francisco lanoel da Silva k
23Ra Mrquez de Olinda23
Precos: Duzia 30SOOO -----Vidro -
k
i
i
3SOOO
Cirur^io Dentista
DR. ROBERT P. RAWLLNSON, for-
mado pela Universidade de Maryland nos
Estados-Unidos, teni aberto o seu consul-
torio, na ra Baraodo Victoria 18, Io'an-
dar.
Consultas das 10 s 4 horas da tarde.
EDITAES
Jp. SeccSo.Secretaria da Presidencia de|Per"
uambuco, em 24 de Agosto de 1889.De ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia fajo publi-
co, para os devidos effeitos, o edital abaixo trans-
cripto, pondo cm concurso o provimento dos of-
flcios de partidor e contador e de partidor e dis-
tribuidor do termo de Agua Preta.
O secretario,
Francisco Leopoldo Marinho de Souza,
0 Dr. Francisco da Costa Maia, juiz municipal e
de orphos dos termos reunidos de Palmares e
Agua-Preta, por Sua Magestade Imperial, a
quem Deus guarde, ele
Facqsaber aosjrae o presente {edital virem e
a quem interesar possa,
qUo o ,;on1f?dIade cora o art 1. do decreto fielmente copiado. Eu Pedro Severo da Costa
n. J,d22 de u de Jullio de 1887, fica marcado o Leite, escrivao de orphaos o escrevi.
praso de 30 dias, a contar de boje para o con- Certifico que affixei na porta da Cmara Muni-
curso do provimento dos ollicios de contador e cipal, o edita! chamando o concurrente aos ofh-
parlidar,^: de partidor e distribuidor do termo cios de cotadore partidor e o de partidor e dis-
triKiiizIni- iI'aiiIi, n___ r< tu i .____
de Agua-Preta, creados pela Ici provincial n. 1,40a
de 12 de Maio de 1.879 e vagos. primeiro por"
ter fallecido o serventuario loaqoim Marques da
Porciuncula e o segundo pela desistencia que fez
o respectivo serventuario Manoul Firmino de Al-
buquerque. Assim, pois, re ommendo queai
pretender que apresente-se no prazo cima indi-
cado e que instrua sua peticao com exame de
sutliciencia c mais documentos exigidos pelo de-
creto n. 9,420 de-28 de Abril de 188o e mais le-
gislado em vigor.
E para que ebegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente que ser anisado na
porta da Cmara Municipal desta villa c delle se
extrahir copia para ser remettido ao Exm. Sr.
presidente da provincia para o fim indicado no
art. 157 do decreto citado, com certido do dia
em que foi affixado pelo porteiro dos audito-
rios.
Dado e passado nesta villa de Agua-Preta. 12
de _Agosto de i889. E eu, Pedro Severo da Costa
Leite, escrivo de orphaos o esorevi.Francisco
da Costa Maia.
E mais se nao continua em dito edil
tnbuidor d'este termo. Dou f. Villa de \gua-
Preta, 12 de Agosto de 1889.O porteiro dos au-
ditorios Joaquim Jeranyrao de Larvalho.Con-
forme.0 escrivo, Ptdrc Severo da Costa Lciti.
O Dr. Joaquim Correia de Oliveira An-
drade, juiz de direito de orphos e au-
sentes da comarca doRecife e sen termo
em Pernambuco, por S. M. O Impera-
dor o Senhor D. Pedro IT, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem
ou delle noticia tiverem que, depois da audien-
cia do dia 27 do* corrente irSo praga os bens
que seguem-se, os quacs foram dado"? a D. Fe-
licia Jesuina Rodrigues, inventarame dos bens
deixaiios por Jos Braz da Silva Oliveira, para
pagamento de cresores, a saber :
Urna mobilia de Jacaranda, dous espelhos
ovaes, quatro quadrs, um lustre com tres bi-i
marquezes de pao carga, urna com-
ib meia commoda, urna mesa elas-
iras de (amarello, duas ditas de



-
\

;i radares,
com palha, urna
lia, dous conso-
rmarip, duas quartinliciras, una mesa,
duas bancas, duas musas redondas, uui guarda-
louca, un relogio. dou* enera los, Irinla e oito
remos, duas lanchas Ofova Maana, e Aurora,
urna accao da estrada de fe ro do Berife a Li
tnoeiro.'ilo valor de 2.UQ0 '. una parte no sobra-
do n. 17 ra u e. urna ealraia um
bofe, uita parte bu casa i 53 i raa fte Kara*
do TriiMnplio, urna parto na cusa n. 61), ra
do Pharol.
E para que ehegue ao connrcifli-iili. de todo*
mande! passar o i ilHxadoao
lugar do eostuaie e publicado pela (Aprensa.
Eu, Manoel do Nasci'ue.ito i'ontes, e$crito o
subscrevi.
Ilocife. 24 de Ai;^'.' de 188'j.
Joaquim Correa de Ot'nmra And.-nde.
Seccao. Secretaria da la de Par-
bambuco, en 23 u^c Agosto <\<- i-
1'jr*-' i S-.'Ci tria sp ''.'i. ; a eunlie
cimento de quein inter<-ir pjs.sa ic a reqBfr-
rmenlo de Manoel Auton) Lis Sanios liiasiiea
aborta a concurrencia i de M (lias
contados d'esia dala pira p tvcebiui Oto de pro-
peslas, em carta fecbada. referentes a fandagaa
de um cngenbo central de tvpo maior, de que
tota o art. IS da lei n. 1 860 de H d posto de
I, im-diaute as rondic.'S do art. 1> da nos
ma lei e da de n. 1,972 de 22 do Marco ultimo
O secretario, 1-roncUro Leopoldo Morinkt Sen: i ___________
*. eeco.-Serretaria da previden-
cia de Pernainburo, 2* de AomIo
de I *
De ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia, faro publico, para o* devidus e Helios, que
ao provimeuto vitalicio dos ofikios de tabellio
de notas e ifficial do registro geral de hypolhe-
cas, da comarca desta capital, concorreraui no
praso legal os Srs. baciiareis Joaquim Tlieodoro
Cysneiro de Alhuquerqu e Jos Mana de Arau*
jo. major Joao Silveira Carueiro da Cunha. e ca-
pites Joo Tbeodomiro da Gosla Monleiro. De-
cio'Augusto Rodrigues da Silva c Jos da Costa
Reg Lima.
O secretario,
Francisco Leopoldo M..rinho de Soasa.
BJ
trac' ?3o pu-(
gfiario de Perpambuco---Ddming,o 25 de Agosto de 1889
Mica, quer coift a particular.
Fus-se publico, filialmente, qae o novo
contractante ter de pagar actual em
preza, conforme o 7o cima citado,
quantia de 994:9170528, de accoro con:
a avaliacjlo feita pelo arbitro desempata
dor em 18 de Marco ultimo, ifoto deducir-
se da de 998:777(5528, total da avaaeao,
a importancia de 3:8GOUO paga a en
presa em 1860, proveniente de 202 canos
de ferro, 5 columnas e 5 bracos com lam-
peoVJs, collocados tora do permetro do
contracto.
O secretario interino,
M Gaz
T(
Ei
do

8.' errao. Secretara da Previden-
cia d Pernambuco, IO de Asunto
de 188.
O Exm. Sr. couselbeiro prndente da provin-
cia, de ordem de S. Exc. o Sr. consclheiro Viz-
conde de Ouro Preto, Ministro c Secretario de
Justado dos Negocios da Fazenda, faz saber ao
commercio de Pernambuco e mais iuteressados,
Que nesta secretaria recebem-se at 31 do cor
rente reclamaces sobre a tarifa das Alfandegas
e reglamentos de 22 de Fevereiro de 1888. re-
lativos aos imposto* de industrias e prolisses,
..fim de seren consideradas na revisto a que
Tai proceder o Miirterio da t-azenda.
O secretario,
Fnnritco Leopoldo Marinho de Souza
5.a seccao.Secretaria da presidencia
de Pernambuco, em 29 de_ Abril de 1889.
Pdr esta secretaria se faz publico, de
ordeii do Exm. Sr. Dr. vce-presidente
da provincia e nos termos do 2o do art.
Io da lei n. 1,901 de 4 de Junho de 1887,
que, tendo-se concluido por meio de laudo
de arbitro desempatador, a questao de ava-
iacao do material da empreza de illumi-
naciio gaz desta cidade, fica aberta
a concurrencia, com o prazo de seis me-
ses, contados da data do presente cdital,
para contracto da dita Iluminadlo, me-
diante as seguintes clausulas da citada le:
| 3." Nenhuma proposta ser recebida
sem que o proponente com ella aprsente
documento de haver feito no Thesouro
Provincial deposito da quantia de 25:000J
em dinheiro ou apolices da divida publi-
ca
mprezit1
AVI*
A empreza de QfomiaacSo a gaz desta
cidade por seu gerente, tendo vista n->
Diario de Pernambuco de hoje :t publica-
co do edital em que a presiJea-iu da pf 1
vincia chama concurrentes para o nnv
contracto da illuminacao mcd.a.ite as clau-
sulas no metano enunciadas e serviodo (ie
base paM a iaditoarnaaclo da empreza
actual a quarti de 9l8:777^528, par
quinto foi liados pelo arbitro desca
patadur as obras da osiua empreza,
quantia esaa que devora ser paga pelo
novo contactante, vem pelo presente
aviso
claraihme dita avalia^ao nao pode servir
de base ptwatal indemnisagao, por ter
sido illegal *"e*,Sfi;ggulara':nte feita, bem
como que contra ella j protcs ou, quer
perante o Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, quer perante o juizo dos feitos da
fazenda, tendo sido intimado do mesmo
protesto o Dr. procurador dos feitos da
Fazenda Provincial, como representante
da ropvincia.
E como quer que de va em tempo op
portuno faxer valer seus direitos contra
quem de direito for, deliberou fazer a
presente publicacao para scieneia dos in-
teressados.
Reeife, 1 de Maiode 1889.
Gerente.
George Windtor,
cree ira pra^a
Pela inspicoria desta Alfandega 6e faz pu-
blico que as II boras dodia 27 de Crrente mez,
sero arrematadas em praca a porta desta renar
tigo, as mercadorias abaixo declralas :
Armazem n. 1
Marca S4A e contramarca HP&C, 1 caixa n.
8,449, viada de Hambqrgo no vapor allemto
Ccani, entrado em 20 de Selembro do 1888, coq-
sigoada a ordem, contundo tres pecas de merino
de l, pesando liquido 22 kilogwmmas, e cinco
pecas pesando liquido 32 kilogramma9.
Armazem n. 3
Barca triangulo e uo centro FUS tiendo elixir medicinal, pesaudo
liquido legal 171 kloaxammas.
dem 2 mas ns. 2o e 26, conlenilo pomada
medicinal, pesando taido legal b) kilogram-
Idemioias rs. 27 a .1', conteni livros inr-
301 osmio Jiquiuo .1*0 kilogramnias. 'I'o-
Url 27 ca:\ ..- 'i,' New-York no vapor
americano? MH.mrji enerado em 27 de Abril
idem, cooaignadas a Francisco Manoel da Sih-a
vV (tompanbui.
Mirra .v\Y.v<:. 3 ata loi de caixaj ns. i a "
vnnt>>.- da S*w-York ideja idem riem e:n 2i de.
naiS" n Antonio .M. Veras *
l'.T. contnH i perfuniari. pesando 72 kilogram-
(
mas.
Arnuizora i
Marca MG u i-jiilramarea lt. I caixa n. 2,6i8,
riada do Havre uo vapor francez rt.'c de Bne-
Ayret. entrado em 8 de Selembro idem. con-
signada a Me ieiros & C... co,iieiulo enveloopes
|, .la carias sem impressao, pesaodo 211 kilo-
gramrnas.
Aranzom n. K
Sem marra, 7.530 botijas de barro ordinario,
O para evitar duvidas futuras, de- \ posando liquido 8,078 "kilogrammas, vinilas de
.../i:.......i:- ^s-> .-.,u ,;, Hamburgo na barca dinamarqucza Auna Catpm;
'jotrada em 21 dem idem, consignadas a ordem.
\rcnazf 111 n 7
Marca EF. 1 cui\a u. 29, vinda do lkvre no
vapor francez YiUe de Mamo, entrada em 18 de
Oulubro idem, ordem, conferido dez e meia
duzias de oculos de ferro, tixo3, 1 kilogramma
de plisss de algodo e 4 kilogramoias, peso nos
envoltorios d_e oijouterias.
Marca triangulo e no centro GJ, 3 caisas ns.
573 a 573, viudas de Liverpool no vapor inglez
iMfaar, entrado em 4 idem idem, nao consta a
coDsignacSo, contendo .parafusos de ferr de
mais de 10 millimetros, pesando liquido 45G
kilogrammas.
Marca HSPC, 10 barricas ns 1 a 10, vindas
de New-York no vapor americano Finanee, en-
trado em 28 de Fevereiro idem, consignadas a
Hermes de Souza Peretra 4 C, contendo tinta
preparada a oleo pera pintura de casas, pesando
as laUs 1,760 kilogrammas.
Marca diamante, 16 no centro, D S em cima e
G P abaixo, 8 barricas ns. 8 15, vindas de Lon-
dres na barca allema Mngnretlut, entradas em
23 de Outubro idem, consignadas ordem, con-
tendo er. pesando liquido legal 1,284 kilo-
grammas.
3. seccao da Alfandega de Pernambuco, 24
de Agosto rte 1889.-0 ebefe
Domingos Joaquim da Fonseca.
DECLARARES
Companhia de Edificaqao
A commisso liquidadora da Companhia de
Edificara, convida os Srs. accionistas da allu-
dida comnanniaa reunirem-se em assembla ge-
ral, no dia 2 de Selembro vindouro, ao meio dia,
no 1." andar do predio n. 77 ao Largo de fe-
dro U. para .0 fim de lomarem conhecimento das
contas e do bataneo encerrado em 20 de Julbo do
correte auno, e uvirem a leitura da parecer da
commissao fiscal.
N'e.ta mesma assembla gcral se tratar acerca
do disposto pelo art. 94 do decreto n. 8821 de 30
de Dezembro de 1882.
Escriptorio da Companhia de Edifcaco era li-
quidacto. 17 deDgosto de 1889.
Jo* Comrs Fernn Mnia.
Joaquim de (Jliveira Borges.
Jliraartlino da Costa Campos Junior.
_, para garantir a aceitajSo do contracto,
uo caso de ser preferida a sna proposta.
4. O deposito, a que se refere o pa-
ragrapho antecedente, nao ser retirado
pelo contractante senao rindo o contracto e
servir de caucao para os pagamentos de
multa e fiel comprimento das clausulas,
que forem estipuladas no mesmo.
5. O contracto s poder ser feito
com quem melhores vantagens offerecer
na concurrencia.
6." A nao ser no caso do paragrapho
antecedente, a actual mpresa nao ter
preferencia a qualquer outro proponente
7. O novo contractante sera obriga-
do indemnisacao, a que a provincia
sujeita por forca da clausula decima ter-
eeira do contracto em vigor, devendo dita
indemnisacao ter lugar de accordo com
essa mesma clausula, e ticando o mtenla
e obras da empreza bypothecados pro-
vincia at que esteja realisada a indemni-
sacao ou pelo menos depositada a respecti-
*va importancia.
8." O prazo do contracto nao poder
exceder a 30 annos.
9. O proco da il! un nacao, quer publi-
ca, quer particular, nao poder exceder de
260 ruis o metro cubico de gaz, fazendo-
ce urna reduccllo de mais de 30 t0, para
os estabelecimentos de caridade e benefi-
cencia, e repartieses publicas. ^
i l. O systema mtrico, si fr mais
conveniente, ser adoptado para a niedi-
cSo do gaz.
11." A luz ser clara, brilhante e isenta
-% substancias estranbas, que possam pre-
jndicar a illuminacao e a hygiene publica.
I 12. A intensidade media da luz ser
qivalente a de dez veJ^s de espermacete,
" is que queimam sete grammas por hora,
irrespondentes a 120 graos inglezes.
8 13. As horas de illuminacao publica
serao fixadas pelo presidente da provincia
no principio de cada anno, nao podendo
er m numero menor de seis, nem malor
de dez, devendo neste caso haver urna
redueco no preco do gaz correspondente
ao acrescimo de horas.
I 14. O contractante -ser obrigado a
\er na provincia dm representante com
plenos e illimitados poderes para tratar e
definitivamente resolver as quest5es que
se suscitarem, quer cmn o governo,
quer com os particulares, ficando sujeitos
todos os seus actos s leis e regulamen-
tn5 e jurisdic9ao dos tribunaes judicia-
rios ou administrativos do paiz.
8 15. O contractante ser obrigado a
tcollocar e construir sua custa um ou
nais gazometros, se houver necessidade,
nes lugares que o presidente da provincia
designar, e a introduzir todos ^ os melho-
' ramentos que durante o prazo do contrac-
to se forem descobndo, urna vez adopta-
dos na corte do imperio ou em alguma ca-
pital da Europa.
I 16." O pagamento da illuminacao pu-
lica e particular ser feito em moeda do
p^iz, sem attencao oscillacSo .do cambio.
17. O contractante poder organisar.
ompanhia, a qual ficar subrogada em to-
dos os direitos e obrigasSeu do contracto.
18. Para as despezar com a fiscali-
sacao do servico de illuminacao |o contrac-
tanto concorrer annualmente com a quan-
tia de 3:000t5000, que sero recolludo ao
Thesouro Provincial.
" WL9. O presidente da provincia esta-
belecer as maltas e mais condiSes, no
intuito de garantir a boa execucao do con-
Prazo ci 60 das
>'. 107. Faro scientc i professora "Anna Se-
nhorinha Monleiro Pcssoa, que por portara da
presidencia da provincia de 24 de Julho ultimo,
passou a ter exercicio na uadeira mixta de Cha
de Carpina. que de ordem do Sr. Dr. inspector
gerat Hie lica marcado o praso de 60 das, a
contar daquella data, pata assumir o excrcicio
de sua nova, cade ira.
Secretaria da Iustruccao Publica de Pernatn
meo, 22 de Agosto de 1889.
O secretario,
fergeutino S. Aruujo Galmo.
Obras Publicas
Ponte da Magdalena
De ordem do Illm. Sr. .Dr. engenheiro
director geral de conformidade com a au-
torisacao de S. Exc. o Sr. conselhciro
presidente da provincia, de 23 do corren-
te, fago publico que no dia 14 de Sctem-
bro prximo vindouro, n esta directora
recebe-se propostas, em cartas fechadas
competentemente selladas, para execucao
dos reparos de que necessita a ponte sob
o rio Capibaribe, na passagem da magda-
lena, oreados em 9:587i200 ris.
O orcamente c mais condijiJes do con-
tracto acham-se n esta secretaria onde po
dem ser examinados pelos pretendentes.
Para concorrer praca cima devero
os licitantes depositar no theaouro provin-
cial a quantia de 479)5360 ris equivalen-
te a 5 "/ do valor do orgamento.
Secretaria da directora geral das Obras
Publicas, em 24 de Agosto de 1889.
O engenheiro secretario,
Luiz Antonio Cavalcante de Albuquerque.
DEKBT CLUB
PERNAMBUCO
lu 1
esas *'
Para a 19/ corrida
A realizar-se em 1. de Setcmbrode 1889
t* VMA'AWMAQAOr- Metros. Animaes da provincia que nao
tenham 'ganho no Dcrby em maior distancia. Premios : 200(5000 ao
primeiro, 40(5000 ao segundo e 203000 ao terceiro.
'Ifc^^ PRADO DA ESTANCIA f .OOO metros. Animaos nacio-
naes at meio sangue. Premios : 300(5000 ao primeiro, 600000 ao se-
gundo e 305000 ao terceiro,
S. YV&li'S PROSPERIDADE 1 .OOO metros. Animaes da provincia que
nao tenham ganho no Derby em maior distancia Premios: 20r)000 o
primeiro, 405000 ao segundo e 200000 ao terceiro.
4.* flb^Q INTERNACIONALl.OO metros. Animae3 at puro san-
gue. Premios : 5000000 ao primeiro, 1000000 ao segundo e 500000
ao terceiro.
5. llt'&'feS PROVINCIA DE PERNAMBUCO1.3OO metros. Animaes
da provincia que nao tenham ganho em maior distancia Premios:
25! 5000 ao primeiro, 500000 ao segundo e 250000 ao terceiro.
fV&^Q COMPENSACAO 1400 metros. Animaes do qualquer paiz.
que n2o tenham ganho no Derby em maior distancia n'estes ultimoe 3
niezea.- Premios: 4000000 ao primeiro, 800000 ao segundo e 400000
ao tefceiro. _
Io l^|,6-EllULACA0-9OO metros. Eguas da provincia. Premios:
1500000 primeira, 300000 segunda e 150000 i terceira.
Observares
S serSo acceitjis para eada pareo as 16 primeiras propostas.
S se realizarao os pareos em que se inscreverem, pelo menos, cinco animaes
de tres prpprietarios differentes.
Cada enveloppo dever conter urna s proposta e ser recusada aquella que
alo vier acompanhada da importancia da inscripcao.
A' directora reserva-se o direito de alterar a collocacSo dos pareo na organi
sacio do nrogramma.
A Mcrip5b ericerrar-se-ha segunda-feira, 26 do corrente, as horas da .tarde,
na secretaria do Derfjy Club, praca de Saldanha Marinho n. 2, 1. andar.
fcecife, 22 de Agosto de 1889.
O GERENTE,
Henrique SchufeL
HIPPODROMO
DO
CAMPO-GRANDE

QUE 8E BEALZAE
Domingo, 25 de A
Iniz de partidaCapt2oHermino Figueiredo.
tfnlzes de chegadaDr. Telesphoro Fragoso, Dr. Benjamn Americo de Fretas Pessoa e Manoel Lopes de
Souza Carvalho.
faJzes de arcblliancada JoSo de S Cavalcante de Albuquerque, Dr. Joao de Olivcira, Dr. Jos Bandeira
do Mello e Dr. Jos Antonio de Almeida Cunha.
lulzes de ralaDomingos Manoel Martins, Joaquim Pedro Barretto de Mello Reg, Henrique da Costa Carvalho
e Dr. Heitor de Souza.
faiz de distaneladoCapitao Antonio Joaquim Machado.
Iniz de pesagem Professor Francisco Carlos da Silva Fragoso.
1
2
3
4
5
6
1
8
9
10
M
12
13
IV
i:
16
17
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
\onie
dades
IVll
"Naliiialda-
le
Peso*
Cor da ventlmenla
I'roprielario
Io ParcoEnanlo (1* turran)800 metros.Animaes da provincia que nao lenliam ganho primeiros e segundos premios no
Ilippodromo. Premios : 2003000 ao 1", 405000 ao 2' e 20000 ao 3
Berlim........
Conforme ..
May-pol......
Potos .......
Salomo......
Cerbero.......
Bem-te-vi.....
Sans-Souci.....
Phebo.......
Zig...........
Transclave
Capricho......
PoBrazil......
Trigueiro......
B...........
Sirius.........
Vida Alegre...
B annos..
o s
o n
0 V
1 *
o
o
5
o
V
B ir
5
5 *i
*
9
5 ..
5
Cachito.......
Russo-pedrez..
Rodado.......
Castanho......
Rodado........
Alazao.......
Castanho......
Baio.........
Castanho......
Russo-pedrez..
Bodado ........
Cardo .......
Bosilho.......
Zaino claro
Rodado .......
Castanho.....
Russo.........
Pernambuco.
5a kilos.
55
55
55
50
35
8S -
55
55 -
55
35
55 *
55 -
55 .
5
35
55 :.
Azul e onro...........
(renal...............
Azul e branco........
Azul e encarnado. -
Branco e encarnado........
Encarnado e amarello.....
Ouro e branco.............
Azul e branco.............
Grenat e ouro..............
Branco...................
Grenat......
Preto e ouro.
Grenat......
Branco......
J. 0.
J. Valenle.
C. Communa.
L. P.
Jos Luiz de Souza Fillio.
J. B.
Rosendo F. Baptista. ,
A. H. J. de 0. H. de Mattos.
Coudelaria Io de Junho.
Manoel Joaquim Ferreira.
Jos S. da Silva.
Jos J. Valente.
Candido H. Bibeiro.
Josu & C.
Jos Luiz de Souza Filio.
A. Weocromns.
Coudelaria Imperial.
; .i-
2o PareoAgriraMura1.400 metros-Animaes nacionaes de menos de
ao 2 e 30000 ao 3*
meio-sangue. Premios : 300*000 ao Io, 70*00u
Reeife.......
Minerva.....
Ruy-Blas.....
Madarnn
Cometa......
o annos..
- '
7
8 -
8
Castanho.....
Douradilha
Alazao........
Tordilho......
Alazao........
Rio de Janeiro.
S. Paulo.......
33 kilos
49 .
54
54 -
54
Azule ouro .
Rosa e preto.
S.JP.
Coudelaria Cruzeiro.
Arihur Silva.
Coudelaria Cruzeiro.
Coudelaria Luso Brazileira.
3o Pareo Hippodromo do Campo tirande1790 metrosAnimaes de qualquer paiz.Premios : 500*000 ao Io
100*000 d)J> e 30,4000,30 3
Gallia...
Vesper...
Josephus.
Coupon ..
Apollo...
Africana .
s annos...lAlaz..........ilnglaterra
4
Castanho
Alazao
Zaina.
Franga.....
c
Rio da Prata.
55 kilos.
52 .
57
37
36
33
Ouro e branco.............jCoudelaria Emulaco.
a m
Azul e ouro...............JGuimares Oliveira 4 C.
JOr. Jo3o Elysio.
Ouro e preto..............JDr. Joo de S.
Branco e preto............fCoudelaria Riachuelo.

4o PareoKb*iIo (2* turma)800 metros.Animaes da provincia que nao tenham ganho 1" e 2"' premios no Hippodromo
Premios: 200*000 ao R 40*000 ao 2* e 20000 ao 3
Albatroz.......
Elo.........
Ethante......
Azrael........
Breas.......
Petit-Maitre....
Jagode .......
Radhamanto...
Pernambuco ..
Cauby.........
Maral........
Pintasilgo (ex-
Bolachiuha)..
Sport.........
Tenebroso.....
King.........
Cajnrubeba___
anno?..
Alaz.....
Castanho.
Mellado...
Alazao...
Rodado.......
Russo.........
Baio..........
Russo- pedrez.
Castanho.....
Rodado.......
Russo.....
Castanho .
Alazao
Castanho..
Pernambuco

35 kilo?.
33
33
53
50 .
35
35
35
55
53
35 .
33
55
55
53
55
Branco e encarnado.
Encarnado............
Grenat...............
Azul e branco.........
Preto, encarnado e ouro.
Encarnado c azul.........
Branco, preto e encarnado..
Azul e ouro...............
Branco, preto e encarnado-.
Encarnado e branco.......
Azul e ncarnado
Grenat e ouro
Ouro e preto .
Manoel J de Miranda.
Jos B. Cavalcante.
Manoel Correia.
E.C.
Tattersal Pernambucano.
Lemos Duarte.-
A. A. da Cunha.
Camillo Jos; Gomes.
A.F.
A. Marques.
A. Amaro.

Jos Mara B. Cavalcante.
Coudelaria Bepublicana.
Machado & C.
Osvaldo Brand&o.
Coudelaiia Depurativa.
3o PareoCompensara1400 metros.-Animaes de qualquer paiz que nao tenham ganho nesles ultimoi tres mezes noHip-
" podromo. Premios : 350*000a Io, 80*000 ao 2o e 35*000 ao 3-
Gallia..........
Castiglionc......
Rny-Blas.......
Erani.........
Africana.......
Cyaira........
8 annos.
5 .
7
8
5
4
Alazao.....
Zaino......
Alazao......
Zaino.......
Zainas.
Alaza.......
Inglaterra.......59 kilos.
Franca..........61
S.Paulo.........54
Inglaterra.......61
Rio da Prata..
Inglaterra-----
59
56
Ouroe branco.....
Encarnado e preto.
Rosae preto.......
Branco e preto
Coudelaria Emulaco.
Bastos 4 C.
Arihur Silva.
y
Coudelaria Riachuello-
A. Marques.
i
6o PareoCommercio1000 metrosAnimaes da provincia.
Pernambuco ,
Branco preto a encarnado...
Premios: 200*00 ao 1", 80*000 ao 2 e 20*000 ao 3
Arumary...
Cabrion
Gnarany
Sorpreza....
Templar
5 annos..
S *
4
5
8 '
Alazao....
Foveiro...-
Bodado -.
Castanho.
Rodado...
57 kilos.
35
53
55
55
Violeta e ouro.............
Encarnado e branco........
Azul e encarnado..........
Branco...................
F. Siqueira & Bastos.
J. Mello.
J.M.
Coudelaria Cruzeiro.
J. F. Ferreira.
7o PareoDr. Pereira Sime*-830 metros.'Animaes da provincia que nao tenham ganho em maior distancia nos pradof
do Reeife. Premios: 200*000 ao Io, 40*000 ao 2o e 20*000 ao 3"
l'.Bonapartc-.-
2 Traviata.....
Hercules.....
Esquimo......
Azamr........
Delegado.....
Bismarck.....'.
Breas........
a annos..
5
5
5
o
5
4
3 <
Rodado .......
Russo.......
Rodado .......
-
Mellado..^?.'..
Castanho-escur.
Rodado......-*
Alazao........"
Pernambuco
53 kilos
55
55 -
55
55
57
57 .
50 i
Azul branco c encarnado...
Verde e rosa..........
Viente e branco............
Grenat.....................
Branco e azul marinho.....
Preto, encarnado e ouro .
R. G. Leal.
Manoel J de Miranda.
Jos C. Pinto.
A. Miranda.
Jos Luiz de Souza Filho.
J. J. Mariz.
Francisco Gongalves.
Taltersal Pernambucano.
(*) Montado por amador.
OBSERVACOES
O Io pareo se realisar com os animaes que se acharem no ensilhamento s 10 horas em- ponto quando co-
mecar a pesagem.
Pede-se aos Srs. proprietario o obsequio de terem seus animaes s 9 horas da manha no ensilhamento,
visto como impreterivelmente ser cumplido o horario.
Os animes inscriptos para os outros parcos devem achar-se no ensilhamento 1 hora antes da determinada
para o parco em que tm de correr. '
Os jockeys que nao estiverem matriculados na secretaria do Hippodromo nao poderao correr, cumprindo-lhes
ipresentar as respectivas cadernetas na occasiao da pesagem.
Os forfaits serSo recebidos na forma do artigo 62 do Cdigo de Corridas.
Geraes. .......... 15000 .
Eotrida e archibancada........ 2*000
Entrada e ensiltiaiiento........ ^**X "
Entrada, archibancada e ensilhamento .... 3W
Cartes de familia at 5 pessoas
Differenca para ensilhamento ....
HORARID
Corrida
I." pareo........ 11 hora

5*000
1*000
2.9
3.
4."
5."
6.
7.
11 50 minutos
12 * e 40 >
1 e"30
2 e 20*
3 e 10
4 >
Reeile, 22 de Agosto de 1889.
O secretario, Eugenio de Barros.




6

.,___...------------i-pg
Em virtnde do ave d ispfl > artigo 66 do regu-
lamento que baixon coin o decreto n. 9.854 de 3
de Fevereiro de 1886, a Inspectora Geral de Hy-
giene faz publico pelo prazo de 8 das, que o
cidadto Octaviano Luiz Augusto de Lagos, lbe
dirigi a segainfe petigao com documentos que
satisfazem as exigencias do art. 63 do citado re-
gol amento
< Diz Octaviano Luiz Augusto de Lagos, resi-
dente na cidude do Rio Formoso, provincia de
pernambuco,que tendo ma9 de iOannosdepra-
tica de pharmacia, como provara os documentos
juntos, ns. 1 e 2, e havendo necessidade de urna
giarmacta nesta cidade, como prova com o altea-
do da cmara municipal, vem o supplicante
requerer a V. Ex. a graca de conceder-lhe li-
cenca para abrir e dirigir urna pharmacia nesta
mesma cidade do Ro Formoso, em vista do
-art. 63 do regulamento que baixou com o decre-
to n. 9.554, de 3 de Fevereiro de 1886.=Nestes
termos. -Pede a V. Exc. deferimento.E. R. M.
Cidade do Rio Formoso. 13 de Maio de 1889
Octaviano Luiz Augusto de Lagos. Sobre urna
estampilha de quatrocentos ris.
E declara que se ncsse prasoneabum pharraa-
ceutico formado lhe comamnicar, o i a lnspecto-
ria de Hygiene da provincia de Pernambuco, a
resolusSo de estabeleccr pharmacia na tciada
localidade, conceder ao pratico licenca reque-
rida.
Inspectora Geral de Hygiene, 2 de Agosto de
1889.Dr. Pedro Alfonso de Carvalbo, secreta-
rio.
Santa Casa de Misericordia
do Recife
Diario de PernambucoDomingo 25 de Agosto de ]889
S. R. J.
Sociedad lieaeaMva J uve mude
Sarao bimestral em 25 de Agosto
Convites em mSo do presidente, ihgressos em
mSo do tbesoureiio. Nao se adraitte aggrega-
dos.
Secretaria da Scciedade Recreativa Juventude,
19 de Agosto de 1889. ,
O 2- secretario,
Antonio Lopes.
Circulo Catholico do
Recife
Hoje (25) ter logar na sede d'esse Circulo a
stima Conferencia Publica, s 7 horas da noit,
na ra da Aurora n. 37 1. andar. E'conferente
o consocio Dr. Manoel Barbosa d'Araujo. Cerno
sempre a entrada franqueada ao publico.
THEATRO
t
Dr. Mauo'l Ferreira la MI va
No dia 27 do correte, pelas 8 horas da ma-
nh, na igreja de N. S. do Taraizo, mandara a
junta administrativa celebrar urna missa de r-
quiem, cantada pelas educandas da casa dos ex-
postos, pela alma do ex-mordomo Dr. Manoel
Ferreira da Silva.
Convida pera assistir a esse acto de caridade
a Exma. viuva e mais pareles e amigos do
fallecido.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 22 de Agosto de 1859
O escrivo,
Pedro Rodriguis de Souza.
i HOSPITAL PORTGBZ
Assombla geral extraordinaria
De ordem do IHm. Sr. com-
mendador provedor convido
aos Srs. socios a. reunirera-se
na secretaria do Hosp tal
Portuguez no dia 25 do cor-
rente, s 11 horas da manha,
para se tomar conhecimento
de um offcio dirigido a
assembla geral pelo nosso
medico o Sr.'Dr. Pitanga, no
qual pede sua aposenta-
doria.
Previno aos Srs. soci*s que
duas horas depois da mar-
cada nos annuncios se cons-
tituir a assembla, com
qualquer numero de socios
que se ache presente.
Recife, 17 de Agosto de
1889.
Cesario A. da Silva Papula,
Y Secretario.
_________________________________-. -----------------------------------------------------------------------------------------.
Oethy Club de I"ernaml>uco
Pela directora foi addicionado ao re-
giment interno desta sociedatde o se
guinte :
Art. 59 A. Fica adoptada a seguinte ta-
bella de pesos paraos animaes da provin-
cia que 2o estiverem comprehendidos nos
Puros Sangue Sleio Sangue e Pe-
ludos :
1\ ClasseDistancia at 1000 metros.
Para qualquer idade 55 kilos.
2a. ClasseDistancia at 2000 metros.
Para qualquer idade 54 kilos.
3a. Classe Distancia superior 2000
metros.
Para qualquer idade 52 kilos.
nico. Ficam em vigoW para esta classe
de animaes os do arf 59 do regimen-
t interno.
Secretaria do Derby Club de Pernam-
buco 22 de Agosto de 1889.
O gerente,
Henrique tckutel.
Compnhia Alag-oana
de#FiaQao eTecidos
Convidamos ao^ senhores subscriptores desta
compnhia, para de accordo com os arts. 9 e 10
dos estatutos, at o dia 10 de "etembro prximo
futuro, realisarem sua stima entrada n;i razo
de 10 0/0 do valor de suas acc&es. no Banco In-
- ternacioaal do Brasil. Macei, 10 de Agosto de
1889.Os directores,
Jos Teixeira Machado.
Jos Januario P. deCarvaiho.
Propicio Pedroso Brrelo.
S. R. C
Ko( Irdadc Recreativa Commercial
ASSEMBLA GERAL EXTRAORDINARIA
Estatutos
De ordem do Illm. Sr. presidente, convido a
todos os senhorez associados a reunirem-se na
sede social, domingo 25 do correte, s 4 horas
datarde^atim deapprovarem os no vos estatutos.
Secretaria da Sociedade Recreativa Commer-
cial, 23 de Agosto de 1889.
0 1- secretario
Adolpho Mendes Torre___
' Prolongamento da Estrada
de ferro do Recife aoS.
Francisco
u
De ordem do Illm Sr. Dr. primeiro engeahei-
ro, servindo de di-ector, faco publico, para co-
nhecimento de quem interssar possa, que em
additamenlo ao edital ja publicado no Diario
de Pernambuco c no Jornal do Recife de 9 deJJu-
nho do corrente anuo, e outros'nmeros dos
mesmos jornacs, e a partir de 28 do corrente.
quarla l'eira da semana vindoura. tica r-'s!abe-
lecidoq trafego compreheadido entre as e;ta-
coe; de Palmares Garanhus 'lo Prolongamento
da Estrada de F-.rro do Recife a-Franciico
partindo os trena diariamente, e de accordo wm
o respectivo h publicado pelaimprenja.
Secretaria do Prolongamento da Estrada de
Ferro do,Recife ao S. Francisco, e estrada d
Caruar, 23 de Agosto de 1889.
O secretario,
A, G. de Gvmj L
Domingo, 25 do corrente
Grande Testa artstica
HONRADA COM A PRESEttgA DO EXM. SE. CON-
SELHEIEO PRESIDENTE DA PROVINCIA, EM
FAVOE DA ALUMNA DA SOCIEDADE PEO-
PAGADOEA
Depois que a orchestra, dirigida pelo hbil
professor BANDEIRA FILHO, tiver executado
urna das melhores sympbonias de seu vasto re-
pertorio, subir pela primeira vez scena neste
Iheatro, a alta comedia em 3 actos, imitaco do
distinctoescriptorportuguerARISTIDES ABRAN-
CHES
OS FILAOS DE ADO
No lira da peca a beneficiada ir scena reci-
tar um monologo de agradecimento a todos
aquelles [que se dignaram coadjuval-a, concor-
rendo para a realizaco desta festa.
Terminar o espectculo com a muito jocosa
e engracada comedia em 1 acto
0 D ABO flti. u mi
Tomam parte neste espectculo os artistas :
Lyra, A. Peres, L. Ribciro, Pacheco, Eduardo,
Julio e as Sras. DD. Rosa, Honorina e Othilia.
O pequeo resto de bbetesque existe achara-
se em mo da beneficiada, e no dia do espect-
culo, no escriptorio do theatro.
Duas bandas de msica locaro nos interval-
los.
Trem pela linha principal at Dous Irmos.
Principiar s 8 horas

Avino
ITum do3 intervallos a beneficiada ir aos ca-
marotes agradecer aos seus convidados.
MARTIMOS
Vapores nacionaes
EMPREZA NORTEE SUL
Rio de Janeiro. Rio Grande do
Sul. Pelotas e Porto-Alegre
O vapor Arlind
iv. i E'esperado dos portos do sul
ate o dia 28 do corrente, seguir
para os portos cima indicados,
depois de pequea demora.
Recebe carga, passagejis c encommendas a
tratar com os _
CONSIGNATARIOS
Pereira Carneiro &C.
', 6RA DO C0MMERCI06
1" andar
Compnhia Bahiana de Na-
vegado a Vapor
Macei, Villa-Nova, Penedo, Araca-
j, Estancia e Baha
O vapor Sergipe
Cemmandante Rebollo
E" espprado dos portos cima
at o dia 26 do corrente, e de
pois da demora do costume. re-
.aressar para os mesmos
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete trata-se com o
AGENTE
Pedro Osorio de Cerqueira
17Ra do Vigario-17
Companhie de Messageries
Maritimes
LINHA MENSAL
O paquete Nerthe
Commandante Camoin
E' esperado dos portos do
sul no dia 4 de Setembro
seguindo depois da demo
ra de cosiume- para Bor-
deaux, tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos Srs. passageires de todas as
classes que ha lugares reservados ^para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo
Faz-se batimento de 15 0(0 em favor das fa-
milias compostas de 4 pessoas ao meaos e que
pagarem 4 passagens inteiras.
Por excep^ao, os criados dr familias que to-
marem bilhetes de proa, gozam taiiibem depte
abatimente.
Os vales postaos ?6 se do at o dia 3 de w?
tembro pagos de contado.
Para carga, passagens, encocnmenda3 e di-
aheiro a frete : trafa-secom o /.GENTE.
O paquete Orenoque
Commandante Mortemard
E' esperado da Europa no
dia 4 de Setrmbro e se-
guir depois da demora
Bect'.-saria para
Baha, Rio de Janeiro, Buenos-Ayres e
Montevideo
Lembra-se aos Srs. passageii-os de todas as
classes que lia logares reaerraofl para esta
agencia, que podem tomar em quatquer tempo.
Previne-se aoj Srs. recebedores de mercado-
riasqueso seattender a reclaiiiacOes por fal-
las, nos volumes, que forem reconhecidas na
occasio da descarga, assim como deverao den-
tro de 48 horas coBlardo dia da descarga das
alvarengas, fazerem qualquer reclamacSo con-
cernentesa vphunesque poneniura tenham se-
guido para o? portos do sul, atim de poder-se
lar a tempo as providencias, necessarias.
- Bate paqaele lllnminado A lux
elctrica.
Para carga, passagens, encommendas e di-
obeiro a frete : trata-se com o
AGENTE
Au guste Labille
Rtu- de CommercM 9 '
COHPATVHIA PER^AMBICANA
DE
Xaregaeao eostelra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaji e Baha
O vapor Jacuhype
Commandante Pereira
Segu no dia do 29 Agosto s
" horas da tarde. Recebe car-
at o dia 28.
Encommendas, passagens e dinheiroa frete,
at as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Compnhia Pernambucana
n. 12
Royal Mail Steam Packet
Companhy
O vapor Don
Espera-se da Europa at o dia 30 de
Agosto, s'eguiudo depois da demo-
ra do costume para
Baha, Rio de lanelro .Montevi-
deo e lisenos-Ayres
Para passagens. fretese encommendas trata-
je com os AGENTES.
O vapor Atrato
Commandante L. R. Dickinson
E' esperado do sul no dia 1 de Se-
tembro, seguindo depois da demora
necessaria para
Agente Stepple
Leilo
de um importante sobrado de tres andares
e BOt&o, sito ra de S. Jorge sob
n. 72, freguezia de S. Fri Pedro Gon-
calves.
Terea-felra, 29 do corrente
A's 11 horas
No armaxem a ra do Imperador
n. 3
0 agente Stepple, por mandado c assisten-
a do Exm. Sr. Dr. juiz de direilo de orpbos
e ausentes levar a leilo o importante sobrado
cima, pertencente ao espolio do linado Manoel
Honteiro da Cunha.
Os Srs. preteudentes desde j poderlo ir exa-
minar o referido sobrado. .
Leilao
De 1 raobilia de Jacaranda com 12 cadeiras de
guarnigo, ,4 ditas de brago, 1 sof, i consolos
com pudra, 1 espelhodouradooval, 1 tapete para
sof, 4 cantoneiras entalhadas, 1 alcatifa, 1 cun-
moda 1 lanterna com molla, 1 guaruico para la-
vatorio 1 me6a elstica com 6 taboas. 1 guarda
louca, 1 apparelho de porcelana para juntar 1 ap
parelho dourado de porcellana para almogo, 4
garrafas para vinho, chicaras para cafa 1 licorei-
ro de metal, copos, clices, coiheres e outros ob-
jectos.
Terea-felra, 7 do corrente
A's 11 horas
Na casa sita ra de S. Jorge n. 2o
POR INTERVENCO DO AGEiNTE
Gusmo
S. Vicente, Lisboa, Vigo, Southampton e
Antuerpia
ReducqSo de passagens
Ida Ida e volta
V Lisboa 1" classe 20 30
A' Southampton classe 28 t 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens fretes, encommendas, trata-se
com os '
AGENTES
Amorim Irmos & C.
N. 3Ra do Bom JessN. 3
CHARGEURS REUNS
Companbla Francesa
DE
avegaco a vapor
uinha regalar entre o Havre, Lisboa,
Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos.
O VAPOR
Ville de Bahia
Commandante Roux
E'esperado da Europa at o dia 26
de Agosto, seguindo depois da in-
dispensavel demora para a
Bahia, Rio de Janeiro e Santos
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha, queiram apresentar dentro
de 6 dias a contar do da descarga das alvarengas
qualquer reeiamaco concernente a volumes que
porventura tenham seguido para os portos do
sul alim de se podei dar a tempo as provi-
pencias necessarias.
Expirado o referido prazo a compnhia nao se
responsabilisa por extravios.
Para carga, passagens, encommendas e di-
obeiro a frete : trata-se com o
AGENTE
Labille
Aug
juste
RA DO COMMERCIO-9
Pacific Steam Navigation
Company
STRAITSOFMAGELLAN LDE
Paquete Sorata
Espera-se da Europa at o dia
25 de Agosto e seguir depois
da demora do costume para Val-
3' >araiso por
.e Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encommendas e di-
aheiro a frete : trata-se com os
AGENTES
Wilson, Sons & C, Limited
14RA DO C0MMERCI014
Compnhia Brasileira de
Navega^ao Vapor,
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante darlos Antonio Gomes
E' esperado dos portos do norle at>-
o dia 23 de Agosto e denois da de-
mora indispensavel seguir para os
portos do sul-
As encommendas sero recebidas no trapiche
Barbosa at 1 hora da larde do dia da sahida.
Para carga, passagens, encommendas e valo-
res trata-se com os AGENTES.
PORTOS DO NORTE
O vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portos do su at o
dia 27 de Agosto e seguindo depcis
da demora indispensavel para o?
portos do norte al Manos.
As encommendas s sero recebidas naageD-
cia at i hora da tarde do dia da sabida.
Para carga, encommendas, passagens e vslo-
i^s trata-se com os
AGENTES
Pereira Carneiro & C.
6=Rua do Commercio6
1 andar
LEILOES
Leilo
Leilo
de um piano, 1 mobilia de Jacaranda, espelbos,
candieiros, quadros, jarros, camas, mesas, ca-
deiras avulsas e copos ; bancadas, instrumentos
novos, papel para erabrollio e outros artigos.
Terea-felra, 99 do corrente
A's 11 horaa
Agente Pinto
No armazem ra do Bom Jess %. 45
Ao eleitorado do pri-
meiro districto
22 de Agosto de 1889
gRO candidato que necessitar de mais um voto,
dirija-se ra das Carrocas n. 28, que achara
com quem tratar.
Boleira
Precisa-se de urna mulher qu" entenda bas-
tante de bolos ; a tratar na ra da Soledade nu-
mero 56.
Ao commercio
Manoel F Tavares & C. avisam ao publico que
os Srs. Alvaro Baylon e Manoel Joaquina da Silva
Lohdello nao sao mais seus caixeiros desde o
dia 17 do corrente mez.
Recife, 2? de Agosto de 1889.
Manoel F. Tavares & C.
Caixeiro
Leilo
De urna casa terrea com soto ra de Santo
Elias n.8, no Espinheiro.'freguezia da Graca,
estaciio do Espinlieiro na estrada de Joo de
Barros, ou Anhelos, sendo esta mais perto,
em sulo proprio.
- A's 11 horas em ponto
Ra do Imperador n. 39
O agente Stepple, por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz de direito privativo de or
phaos e ausentes, a requerimento da inventa-
rame dos bens deixados pelo seu tinado mari-
do Joo Jos da Silva, levar a leilo a casa ci-
ma com os seguintes commodos: 3 janellas de
frente, portas e 2 janellas n'um dos oiles, i
salas, 3 quartos e dispensa interna, saleta, cosi-
nha e banheiro externos, deposito para agua,
cacimba, 3 quartos no quintal, latrina, porto de
ferro ao lado, latadas de ferro, canteiros e algu-
mas arvores fructferas, #quintal todo mnrado,
no soto 2 janellas de parapeilo n'um dos oitOes,
1 sala e 3 quartos, em slo proprio, em bom es-
tado de conservago.
Desde j os Srs. pretendemos podero exami-
nar.
Agente Brito
Leilo
Em continuacSo
De 40 lindos ps de crotons. 1 mobilia de
amarello, 1 cama franceza, 2 marquezes, 1 la-
vatorio, 1 meea elstica, 2 aparadores, 2 conso-
los e 2 cadeiras de balanco de junco, 1 santua-
rio de Jacaranda, 1 quartinneira e 1 cabide de
columna, 1 marqueza, 1 commoda, 1 espelho
oval e 1 quadrado, 1 relogio de parede, 1 mala,
1 sof de amarello, cadeiras de junco, e amarel-
lo avulsas, louca para almoco e jantar, copos,
clices, garrafas, facas, coiheres, bandejas, tape-
tes, bacas, jarros, candieiros para kerosene, al-
gumas joias. 1 mesa e trem de cosinha, 1 jarra e
outros objectos.
A's 10 Ii2 horas
Ra do Cotovelo n. 34
Precisa-se de um caixeiro com pratica de mo-
Ihados, dando fiador de sua conducta ; na ra S.
Jorge n. 139.__________________________
Cosinheiro
Olferece-ae um cosinheiro para forno e fbgad,
por prego commodo ; a tratar na ra da Santa
Cruz n. 3i._______________________
Caieiias do Monte de Sacearo
Compra-se cautellas do Monte de Soccorro *
qualquer joia, brilhantcs e relogios; paga-s
bem na Praga da Independencia n. 22, loja o
reloj oeiro.
Aos plantadores
D. Jeronyma Cousseiro compra batatas de
araruta e matarana ; para explicagGes, dirjan-
te ra da Aurora n. 81 e Imperatriz n. 2. ou
larga do Rosario n. 14. e em sua residencia ra
do Lima, travessa de Joo Veiga n. 19, em San-
tj Amaro das Salinas.
1

Precisa-se de urna ama para engoannar e fa
zer o mais serwco de casa de pequea familia
na ra Conde d'Eu n. 32, 2- andar.
Ama
Na ra da Palma n. 40,'precisa-se de urna ama
para cosinhar e eomprar. ____________
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar, para
casa de familia ; a tratar na ra o Hospicio nu-
mero 41. ________________
Ama
Precisa-se de urea, para o servigo domestieo
na ra larga dousario n. 38. 2- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para servir/o domes-
tico ; a tratar na ra Baro da Victoria n. 54,
armazem de movis.
Ama
No entroncamento n. 215, precisa-3e de moa
ama para servico domesljco.
Ama
Prtcisa-se de urna ama para comprar e cosi-
nhar : a tratar na roa Duque de Caxias n. 51,
segundo andar.
Ama
Precisa se de urna ama para comprar e cosi-
nhar ; a tratar na ra Duque de Caxias b. 47,
loja.
Ama deleite
Precisa-se de urna ama de leite : na ra Im-
perial n. 4, junto ao sobrado do Bode.
Alug_-se
Leilo
De urna casa terrea n. 19 (antiga ra dos
Acouguinhos) hoje Antonio Henriques
tuarta-feira, 88 do corrente
AO MEIO DIA
>'o armazem ra do Imperador
ii. 3U
O agente Stepple, por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz da provedoria de capellas
e residuos, a requerimento do padre Albino de
Carvalbo Lessa, testamenteiro de D. Antonia Ja-
cintha de Jess Carvalho. levar a leilo a casa
terrea cima, desde j os Srs. pretendentes po-
dem examinar a dita casa.
Leilo
De fazendas
Constando
Da caixa n. 29 com 24 pegas de brim de linho
liso trigueiro de 12 a 15 los, caixa n. 26 com
% tapetes vellodados, caixa n. 28 com 20 pe-
cas de brim trigueiro liso delinboate 12 los,
caixa n. 27 com pecas de brim trigueiro de li-
rbo liso de 9 a 12 lios. caixa n. 1,172 com 1 par
de chinellos de l, 7 pares de sandalias de cou-
ro, 4 pares de botinas de l canno alto, 48 pa-
res de sapatos de conro, caixa n. 1,168 com 133
kilogrammas de cortinados de lilo de algodo. 6
kilos de coberta do fil e algodo, caixa n. 1,167
com 134 kilos de cortinados de fil e algodo e
5 i/2 kilos de cobertas de fil, caixa 1,160 cora
243 duzias de collarinhos de algodo para bo-
mem, caixa n. 150 com 198 duzias de pares de
meias curtas de algodo, caixa n. 619 com 20
pegas de brim branco de linho entrancado. 112
duxias de lengos de bretanha de linho at 15
fios e 64 duzias de lengos de linho at 18 ros.
Qnlnta-felra, 89 do corrente
A's 11 horas
O agente Gusmo, autorisado por mandado e
assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito do
commercio e a requerimento doDr. curador fis-
cal da raassa fallida de D. P. Wild t C, far
leilo das fazendas cima mencionadas as quaes
sero vendidas em lotes a vontade dos compra-
dores.
No armazem da ra Mrquez de Olinda
n. 5.
AVISOS DIVERSOS
Aiuga-.se urna casa no Moitiro, mu;to
fresca por ter janellas para o rio ; a tratar no
caes da Compnhia Pernambucana n. 6, escrip-
torio de Bastos & C.
Aluga-;se urna boa casa ra Direila de
Afogados, junio a ponte ; a tratar na mesma
ra, padaria Imperial.
Alnga-se a casa da ra dts Florean,
com. 3 quartos ; a tratar na ra Nova o.
loja.
Terca-feira. 8< do corrente
A's 11 horas
Na ra Estrella do Rosario n. 8
O agenie Modesto BaptL-la por alvardoExm.
Sr. Dr. juiz da provedona de capellas c residuos,
a requerimento do inventarame dos bens do fi-
nado Francisco Antonio de Magalhes Bastos,
far leilo de diversas obras de brilliantes, ouro
e prata.
EM SEGUIDA
O m'esmo agente vender 1 mobilia, 1 piano, 1
banheiro de cnovisco, fiteiros. 1 balanca decimal,
e diversos outros artigos, movis, louca e vi-
dos.
Aluga-86 a casa da ra da Saudade i. 34,
com boas acrommodagoVs para familia, lera agua
e gaz : a tratar na na da Aurora n. K.
. Alug.-s" a cae i n, 1! 3 rua do Calabougo :
tratar na rua das Trinclieiias n 17, loja.
Precisa se de um menino com pratica de
taverna, na rua Joaquim Sabuco ri. 3b. Ca-

Precisa-se de ma_ copeira ; a tralar _g
rua da Soledade n. 82.
iufi copeira
Boa casa de morada
Aluga-se nina boa c ;.-a com grandes accom-
ocs e com um silio arberisauo, na rua do
Mondego n. 58 ; a tratar na mesma.
Cosinheira
Ka rua da Saudade d. 27, precisa-se de urna
perita cosinheira
A padaria a vapor; do Pombal, avisa aos seus
freguezes, que a farinha de milno e arroz em
pacotes de meio kilo encoiUra-se venda as
seguintes merciarias :
Bernardino Duarte & C, rua da Florentina
n. 2.
ZeferinValente & C.', caes 22 de Novembro
n. 4.
Para papas, cangicas e cuscs esta farinha
tem tido grande aceitago publica, e recebeu di-
ploma de 1 classe' na exposigo preparatoria
para Pariz, em 1889. pela sua superior qualida-
de de uiilho escollado.
A Loja das Lista Azues
Est vendendo fazendas muito baratas
Com descont
a quem comprar de 20^000 para cima.
E VB.NUE PKLOS SEGriKTES PEE9O8 :
Madapolo lavado com um metro
de largura a 65800 a peca,
Ilorini das Lustras Azues com
20 varas, a 60000, a pea.
Chitas percales linas, cures seguras a
180 e 200 rs.
Cassas de urna s cor a 100 e 120 rs.
com palminhas.
Lanzinhas de quadros a 160, 200 e
240 rs.
Cortes de linho* com 16 1/2 co-
vados, tecido phantasia, a 45000
Cordados finos com 3 metros a
500 rs.
Bicos brancos a 600 rs., a peca
com 9 metros.
Sargelim diagonal, todas as cores,
a 180 e 200 rs.
Crinolina de cores para vestidos a
360 rs. o metro.
Luvas de seda, lisas e bordadas a
15500.
fleques transparentes lindas cores, a
25000.
Grlnaldas com veos para noiva a
75000.
Netini de Maco hranco, e de todas
as corea a 750 e 800 rs.
Cortinados bordados para cama ou
janella a 65000.
FlchilS phantasia a 800 rs.
Lencos de seda a 500 rs.
I militas fazendas que se vende por
qualquer prego.
Troca-se a fazenda vendida se nao for
de muito agrado para quem fr comprada.
RUA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Snrjwza agradavd
UM- RETRATO.
Que se offerece a um amigo no da do
seu anniversario
De 2a$000 at 100SOOO
Obtem-se um lindo retrato pela quantia
cima, com linda moldura fina dourada
em alto relevo, e com cordSes de 12 e
seda ; trabalho feito nos Estados-Unidos
da America
POR FRE. PATT
Qualquer familia que desejar um per-
feito retrato, bastante mandar um pe-
queo retrato em cartad de visita, nao im-
porta que seja antigo, basta dizer a cor
dos olhos e do cabello, para chegar um re-
trato perfeito, e muito lido para um pre-
sente, ou sala de visita.
Os retratos d^FjAl. Patt
Esso cxpos'o ao jjnhlico na
;!AlENCI*-3 WAT
Por barato prego o Io e 2 andares do Caes i
Apollo o. 75, com muito bons comm cdos ;
tratar na botica rua Larga do Rosario n. 34-
Aliiga-se
Por prego baixo o Io e 3o endares do sobrado
rua do Brum n. 84. com bastantes com-
modos ; a tratar rua Larga do Rosario n. 34,
botica.
Alug^am-se
As casas da rua do Lima ns. 18 e 30, em
S. Amaro; a tratar na lilhograpnia rua Marques
de Olinda n. 8.____________
Aluguei barato
Becco da Bomba n. 8 loja.
Rua da Roda ns. 58 e CO. \
Rua Visconde de Itaparica n. 4$, arm^zent
Rua da Palma n. 11
A tratar rua do Commercio n. 5,1 anda?,
escriptorio de Suva Guimares & C.
Caf
No armazem da bola amarella n. 36, junto
esiago do Caxang, no caos 22 de Novembro.
compra-se e contracta-se grandes e pequeas
porgues de caf produzido na provincia, a H#00t
a arroba, at o dia 31 de Bezombro do corrente
anno.
A's maes de familias
QCEKEI3 VOSSOS FILHOS SEMPBE SADIOS?
Administrae-lhes o xarope ou as
Piluias Yermipurgalivas
DO DR. GALASANS
ptimas preparajSes de mastruz
e rhuibarbo, para a expulsad completa, sen
dures nem incommodo, dos verme
intestinos ou lombrigas
(das cranlas e dos adultos)
SEIS ASNOS DE SUCCESSO
Estas excellentes preparagSes .nao ne-
cessitam de purgativos como auxiliares
visto serem purgativas por si mesmas.
As pessoas que tm vermes sentem c-
licas, tem constantemente diarrhas, india-
posicao, sensacao de corpos que se movep
nos intestinos, endurecimento do ventre,
svezes, vmitos. Rangem ob dente, quaa-
do dormem, algumas e pessoas expeem
vermes com as fezes ou com as materia
dos vmitos. As crianas apresentam aa
pupillas dilatadas e inapetencia.
As piluias levam impresso o nome d
DR. CALASANS e sao cor de rosa.
1 caixa de piluias 15200
l vidro de varope 15200
AS PRINCLPAES DROGARAS E
___________FHARMACIAS___________
Cosinheira
Precisa-se de urna, que cosinhe bem e durma
em casa do patro ; a tratar na rua do Cabug
n. 14, 1 andar, de meio dia at 2 horas.______
16$000
Alnga-se a casa n. 4, travessa do Freitas,
antiga~do Trindade, em S. Jos, cora 2 salas, 2
quartos, cosinha, quintal, cacimba e 1 sotio,
caiada, pintada e lirapa ; a chave est junto, e
trata-se na rua da Guia n. 62.
Casa na Capunga
Aluga-se a casa teyea n. 24 rua da Ventura
na Capunga, prego mdico, e est limpa ; traja
se no sio ao p da ponte grande, com o Sf.
Henrique Lasserre. *>
Para a festa
Aluga-se urna excellente casa na Boa Viagem,
rua d'Aurora, com muito bons commodos; a
tratar & rua Larga do Rosario n. 34, botica.
Boa cosinheira
Precisa-se para casa de urna famiiia nos Af-
ilelos ; a tratar na rua Nova n. 13.
Loja das
Azues
Criado fiel
' Na rua do Caldrireiro n. 7-A, precisase de
um menino de 8 4 9 anno, que tenha boa con-
ducta, para fazer oorapiai e algua pequeo
ervico da casa, paga se cea..
BA DUQCE DE CAXlJS N. 61
Para as Exmas familias vercrj o quanto
sSo lindos, c muito fa OUALWJM EMGMMENDA
Jt^pmaior que jeja se prqjppta em me
nos de fo iias,, e restituo-so a importan-
cia receM&i s* D^ cne?a;" um retrato de
muito agrado.
Para cnee-mn ondas da cidade e de ou-
tras provincia devo.m dirigir seua^edidos
ao agenta geral a'esta cida
J08E AUGUSTO
ii;a\AHBi
Ciar Teixeira Franca Cm-
nmares
Joaquim Ferreira das Neves Guimares., Jos
Ferreira das Neves Guimares, Alaria Ferreira
dus Neves Guimares. agradecem a seus paren-
tes e amigos que acompanharam os restos mor-
taes de sua prezada m*ii sua ultima morada ;
e de novo os convidara para assistirem a MM
que mandam cel'irar na igreja fo Espirito San-
to, s 7 horas da manh de seguada-feira 26 do
corrente.
sjmmmammsmmntmmmmmmmm
t
Manoel fose do Bom-Fim
. Emilia Maria do Boui-Fim, Francisca Mari
do Bom-Fim e Alexandi ina Maria do Bom-FLn^
Francisco Pereira .Cardoso, agradecem a todas
as pessoas que acompanharam o enterro de seu
filho, sobrmho e alunado ; e com especialidad|
ao Exm. Sr. commandante do Arsenal de Mam
nha e seus companheiros ; e ao virtuoso sacer-
dote padre Pedro da Purificaco Paes e Paiva,
professor deste ; e convidam para assistir a
missa*que pela sua alma mandam rezar se^^H
da-feira 26 do co3te. pelas 6 1/2 horaa,.
manila, na igreja de S. do Livramento ; e *n-
lecipam a estes os verdadeiros reconhecimeatos
da eterna gratido.
'
'*-..

<>
.
e


?-
J
>-





.
1

Diario de PemambucoDomingo 25 de Agosto del888
cmrnacao miranda
39--RA BUQUE DE GAHAS-391
Este antigo estabelecimento, hoja completamente reformado com machinas
auu aperfe9oadas e movidas a vapor, acha-se em condic/k* de executar qualquer
arabalho cm ,
Cartas, raemoranduns, recibos, circulares, memoriaes, despachos, cartones de
.dicacSes, mappas, precos correntes, acedos, bilhetes de loteras e rotubs de todas
*TM cualidades em preto, ouro ou cores. ?S
mmmfto
irochuras, cartonados, encadernacBes, Hvros em branco para o commercio e
repartieses, tendo para este m urna exeellente machina de pautar.
Variado sortimento em cartSes para visitas, partcpa93e?||e convites de casa-
aseno. bailes, menus, felicitacoes, etc., etc.
Livros de recibos de aluguel de casa, papel de impressilo, tintas, vernizes e
otis artigos para tfypographla e lithograpbJa.
Manoel J. de Miranda
Telephone 194
o
MARANHAO
Approvado pelo Exm. Sr. presidente da piovincia
Premios da lotera Intelra
1 premio de.....300:000)5
...... 50:0005
12:500)j
.' '5:000,5 loiOQOJS
1
1
2
6
10
2
2
2
9
9
9
99
99
900. term.
900 c
approximacoes de
c c
<
Dez. do 1." prem.
2.* c
3/- c
l.-
2." **
1.
2.
C l c
c c
2 fin.
c
t

2:500,5
1:5000
2:5000
1:5000
7500
7500
'5000
2500
2500
2500
1250
15:0005
15:0000
5:0005
3:0000
1:5000
6:7500
4:5000
2:2500
24:7500
24:7500
112:5000
1250 112:5000
2052 premios no valor de
700:0000
Premios da serle
1 premio de.....12:0000
1 ...:. 2:0005
' 1 ...
2 .
6 c .
10 < .
2 approximacdes de
2
2
9 dez. do 1."
9 2.
9 3."
99 2 fin. c 1.
99 t c 2."
900 term. < 1.
900 2.'
<
<
prem.
<
c
c

2000
1000
600
1000
:m
300
305
200
100
100
100
50
50
2052 premios no valor de.
5000
4000
6000
6000
2000
1200
605
2700
1800
900
9900
9900
4:500*
4:5000
28:0000
fl LULAS
w
NEVRALGIAS
Pilulas do Docteur Moussette
As verdadeiras Pilulas Moussette acaimao e curso as
Neuralgias mais rebelde, a Enxaqueca, a Gastralgia, a Sciatica, as Affeccdes
rheumatismaes agudas e dolorosas que resistirs a qualquer ouro remedio.
As Verdadeiras Pilulas Moussette devem ser tomadas as
refeicoes. No primeiro dia tomar-se-ha tres pilulas; pela manha, ao almoco e ao
jantar. Si nao se tiver experimentado allivio tome-se ouatro pilulas no segundo
da, duas pela manha, urna no almoco e outra no jantar. E' preciso nao tomar mais
de quatru pilulas Moussette por dia.
Exija-se as Verdadeiras l-ilulas Moussette de Clin O*, de PAJUZ
que se compran em todas as drogaras e pharmaeias.
INJECT ON CADET
Todos os premios sao pagos integralmente
Esta lotera composte de 10.000 bilhetes a 1000000, dividida em 25 series,
custendo o inteiro da serie 40000, subdividido este em quintos da serie (125o* do
bilhete inteiro da lotera) de 800 rs. cada um.
O agente deata lotera chama a attencSo do publico para este importante
plano mais vantajoso pela sua ba organisacSo.
Com 40000 (5 quintos de que se coinpfte a serie) recebe-se 12:0000000 e com
800 rs. (1 quinto) 2:4000000.
O menor premio d um resultado de 25 '/ pois custendo o quinto 800 rs.,
recebe 10000 as terminacSes dos 1. e 2." premios.
Sao premiadas as dezenas dos 1.. 2." e 3. premios.
As duas letras finaes dos 1. e 2., terminacSes dos 1. e 2.a, e as approzi-
xSes dos I., 2." e 3.: tendo alem disso premios de 2:0000000, 5000000, 2000000,
1000000 e 600000.
BXTRACCAO WTMNSFEPJVEL
Para o tratamtnto e pnmpta euro das'
Molestias do estomago e dos
intestinos, molestias do gado,
dispepsia, indigestSes, clicas,
nauseas, diarrhea, prlsSo do
ventre, falta de appetite, incom-
modos depols da comida, enxa-
quecas e dores de cabeca chroni-
cas, rheumatismo e nevralgias,
molestias da pelle, molestias pe-
ridicas das senhoras, e, alm
destas, muitas outras enfermidades que se
claeslflco debaixo de urna inflnidade de
nomes, todas porm, oriundas da mesma
cana, a saber;
Desarranjos dos oreaos de di-
gestffo e assimllae&o,
donde provm a impureza e o eniraquecl-
mecto do sangue, com a debllidade e con-
gesto de todos os orgios vitaes do sys-
tema.
Procurem-se
AS PILULAS GATHARTICAS DE AYER,
PREPARADAS PELO
DR. J. C. AYER & CA.,
Lowell, Mass., Est.-Unidos.
DliJ'Ol'lU GaHhAL
^CO OBIEW^
S"*".......
SAUDE PARA TODCS.
W&SEmtitk H 0 LLOWAY
Cura certa em 3 das sem outro medicamento
PARS 7, Boulevard Denain, 7 PARS
Depsitos em todas as principaes Pharmaeias e Drogaras.
UM DE HUIl
O Uncr.iento de Hr.Uow-y um remedio nfallivel para os males de pernas e do peito; tambera pan i
i as ena tnigas chayas e ulceras, li lamoso para a gota e rheumatismo e para toda; as enfern
- zdes e peitc oio se reconheoe egual I
Para C3 males de abanta, bronchites resfrlamentos e tosses. -
Totiores b-j; sa&m e tocias u molestias da pelle nao teem semelhante e pata M msmbKB!
contrahiiios j jnneturas recias, obra como por encanto.
CtiSM mfxl;c:nsi* i. EW 0Z70KP ="^T i'untss SS3, Oxfwd Streot), LOSDHE3,
h. veno; -, -.ni tocas as .lanaad-s do unn-cno.
\t*TOi crepadoret t"j c:iviic rc^eiiosamne J- enw'Mr o rot*os e cada taixa e Pow, se '.oteen S |
airrcco, 533, Oxfcd Strret. jio falsinca'^es. w-
f
Ckcbemira de listras a 10000 o covado
bces arrendadas a 400 rs. o dito.
ftkttb branco lavrado a 360 rs. o dito.
Toile pardo a'360 e 400 rs. o dito.
Corte de vestidos era cartSes.
Colchas do fusto a 40000 urna.
Tas Ibas para banho a 10500 urna.
'Gwhemiras lisas a 10000 o covado.
Popelinas brancas a 300 e 10000 o dito.
Cachemiras de quadro a 280 rs. 'o dito.,
Fustao para roupa, de 10000 a 700 rs. o
dito.
Colchas de odres a 10800 urna.
Merino preto e 800, 10000 10200, 10500
10800
CUtmi percales a 200 rs. o covado.
?eHmttna preta a 700 rs. o dito.
Crep preto (inglez) a 20000 o dito.
Metins de quadro a 300 rs. o dito.
Merinos de cor duas larguras a '440 re.
Bebdas hespanholas a 20000 o dito.
Sottm do Jspao a 240 rs. o dito
Cambraia Victoria a 20800 a peca.
Crotones claros e escuros a 240 rs. o
ovado.
'Cambraia bordada a 40000 a pefa-T
hwrnic5o de crochet a 70000 urna.
Leqaes transparentes a 20500 um.
FkWs de retroz a 10000 um.
Camisas de flanella a 20500, 40000 e
50000 urna.
lieos de cores a 20000 e 20500 a peca.
Toalhas felpudas a 450*.0 a duzia.|
flrinaida para noiva a 70000 urna.
Qoardap para homem a 60000-
Meias inglezas para homens a 50060 a du-
xaa. i _____
Sajrgelins de cores a 200 rs. ocovado-B^
Palitots de alpaca preta a 40500 um.
Caserna a diagonal a 20000 o covado.
(JUNTO AO LOUVRE)
Cachemira de quadro a 320 rs. o dito.
I Popelina de seda de 10500 a 10000 o dito.
Baleias a 240 rs. a duzia.
Lences de bramante a 20000 nm.
Cobertas de ganga a 30000 urna.
Tapetes grandes a 130000 um.
Brim pardo a 280 e 320 rs. o covado.
Espartilhos a 50000 um.
Madapolao americano a 60000 a peca.
Coletes de flanella a 20500 um.
Palitots de seda palha a 80000 nm.
Lencos de linhp a 50000 e 65000 & duzia.
Palitots de brim pardo^a 40500.
Bolsas para viagens.
Casemira para costumes, corte.
Luvas de seda a 20000 e 20500.
Gruardanapos de linho a 20200 a duzia.
Guardap para senhora a 100000.
Arcos cobertos a 120 rs. o metro'.
Panno da Costa a 10000 e 10200 o co-
vado.
Bramante de algod2o a 10000 o metro.
Algodao branco a 40000 e 40500 a peca.
Cortes de fustao para collete a 20500 um.
Cortinado bordado a 75000 o par.
Zephyr de quadro a 200 e 240 rs. o covado.
Atoalhado bordado a 10200 o metro.
Peca de esguiao de algodao a 30500.
Regatos a 10000 e 10500 e 20000 |uma.
Palha de seda a 10000 o covado.
Camisas allemaes a 360600 a duzia.
Bramante de linho a 10800 o metro, 4
larguras.
Cortes'de seda para collete a 50000 um.
Chambres para homem a 60000 nm.
Setins de cores a 800 rs. o covado.
Algodao trancado, 2 larguras, a 101CO.
Cortes de casemiras, a 50500, 70000, e
90000.
Brim branco, todos os nmeros.
Crotones francezes a 400 rs. o covado.
Ceroulas de bramante a 150000 a duzia.
Meias fio da Escocia a 10500 o par.|
Lencos brancos a 10200 e 10800 a duzia.
Cfcevioth preto a 30000 e 40000 o covado. Flanella de cor a 300 rs. o covado.
Grande sortimento de fiebs, casemiras, ^brim, jalgodao, cam'" JUri
lilil, meias, perfumaras, e bordados.|M
I20Rua Primeiro |de Mar^o20
camisas, collarinhos,
AMARAL & C.

0 PO DE 210GE
'P0DB5 BCC
legitimo sellado
com um rotulo
mpresso em
aUATRO CORES
PEROLAS e PEPSINA FURA DYALISADA
de CEAPOTEAUT, Pharmaceulico.
Fot o 8flr Cbapotiaut o primeiro cbimico que conseguio prapsxar a forneaar ao
mdico e aos doentes, em parolas redondas, urna pepsina pnrt,naacontendo,nea
atmdo.nem ossucar deleite,nem gelatina.W Cinco vezes mais activi que a pepsina qna
flgara aa ultima edicao da Pharmacopean*sncesa e dtgere 100 veaes seo pezuu oavns
Soa aeco da maior efleacia; duas prolas tomadas depoia da comida
para favorecer e activar a di gesteo, e faaam daaapj
han a enxaqueca, aa droe a cabaos, o
alo a cooaequencia de oaat mk dgaatao. ___ '
Cada perola leva impresso em negro 0 nome A0TEA0T
PARS, 8, Rm rtwttmam, m cate at JMM
ao Usa de um quart de
II
e
A S00 1|2 gfa.
A 800 i gfa.
A. melhor tinta de es ere ver
TINTA VICTORIA
Vende-se nos depsitos:
LIVRARIA CONTEMPORNEA
DE
mu: n. costa & c.
Boa l.e de Marco n. i
LOJA DE FERRAGEM
DE
ALBINO SILVA b
Rua da Cadeia n. 42
A 500rs l|2gf.==A. 800rs 1 gfa.
a
c.
HINDMO BERAL
ALLANFATERSBNSB.
44-814 BARAO DO TRIIMPH0-44
Machinas a vapor.
Moendas.
Rodas d'agua.
Taixas fundidas e batidas.
Taixas batidas sem cravacao
Arados.
X- %.'!% i X- 1
EPILEPSIA
HYSTERIA
CONVLSES
MOLESTIAS
NERVOSAS
/fS
Cura
q&JsMprc/
lhyio sempre'
OJ?fllTE!lTOSl
Laroyenae
W6%1
mtUf XtU >R053C
BMlwar* fiena, ?, tiKSl
rfiABHAC
98poanrio ein nrmntbuc.
B011&
m eiXVA A CP-
VERDADEIROS GRAOSqeSUDE cb D'FRANC
* UCKNCIADOS PELA INSPECTORA OBRAL DE HTGIENB XO IMPERIO DO BRAZ.
1* Apartante, estonwchleo, Purgativo*, Depurativos
#'
iontra a Falta de appetite, a Obtruceao, a Bnxaqucca, as Vertlrems,
as ConreatSe*, etc. pose ordinaria: 4, 1 S graos.
Desconflar as falslcaces. Exigir o rotuio junto imprimido em france
cada uma^Wu^^d^nte e 0 Sll. il DlJ9 dOS FlbriCllUl
araui, runnac* isaoT. ttt*" utuu tnsti$tmtutansi.
PARA O CABELLO.
Augmenta, Aformosea
E FAZ CEESCER O CABELLO
com assombrosa rapidez.
Apolices perdidas
Perderam-se dez apolices da divida provincial
de Pernambuco, pertencentes a Manoel Pereira
de Araujo Vianna, de ns. 873 a 882, serie B, do
valor de 1:000* cada urna ; pede se pessoa
que as tiver acnado o obsequio de ir ou mandar
entregal-as a Henrique Bernardes de Oliveira,
procurador bastante do mesmo Vianna, no Re-
cife, rua do Vigario n. i, escriptorio, que grati-
ficar
Aos agricultores
Pessoa habilitada^offerece-ee para,contrahir
emprestimos com o Bancft do Brasil, em favor
dos S. S. aaricnltores dests. provincia, de Ala-
goas, Parabyba e Rio Grande do Norte, encarre-
gando-se de adiantar as quantias necessarias
para pagamento de avaliacoes e preparo de do-
cumentos, mediante mdica retribuicao. Os
pretendentes podem dirigirse nesta cidade rua
do Atalho n. 9, e por carta G. C.
Caixeiro
Precisase de um, com pratica de padaria ; na
rua da Florentina n. 1.
Caixeiro
Precisase de um caixeiro de 16 a 18 annos
com pratica de venda ; a tratar na rua de Hortas
n. 1.
Cosinheiro
Precisa se de um ; a tratar na rua do Com-
mercio n. 44. escriptorio.
E reparado
ririCDico,
'la Jnrk (em tanona tteumOinmos de 8 '
taiioinliasi t um novo e nioravjao
fttfOitiununio nai hacho dcliclnau a
un rzrrlleeU ui- de touradnr.
Esta I'aata Macis R6a de fama universal, afor.
""" ""< a ciitls, c, como rofrcic.nlc, .uvera
too qva&to ui conhere aro hoje.
Vende ae em todas ua pharmaeias, drogariai,
o lias principaes perfuamna do mundo.
nico fahrieantf-lnventor: H. ACK, Dlm s/D.
Dcpusn.iius l. ftd(ntuw). .mu MariaaiiiC".
Cofres de ferro
Carlos Sinden tem para vender cofres de
superior qualidade mais barato do que
em outra qualquer parte,
48Rua Barao da Victoria48
AlimentOoCriangas
Pira remediar a fraqueza das cT\xnc3S,desenvolver
es mas forcas e presrvalos las doencas da Hade
tenra, os principaes Mdicos de Pars, membros
da Academia de Medicina de Pars, receito com
ptimo xito o verdadeiro
acabout cm Araba O SeUncrenler, d Paita-
Este agradavelalimento^omp3stocom substancia
vegetaes nutritivas e fortalecedoras di vlde-se na eco-
noma tuda, e, pelas suas propriedades analpticas,'
melboraacomposii.-Sodoleitedasscnhorasriueama-
menlao. e acorda as forcas lnguidas do estomago.
51. na TirieiM, Pirii. DeattiUi bu Phtrniciii 1 luido rateln.
Attencao
O grande e importante estabelecimento de
Pocas Mendes 4 C, sito rua estreita do Rosa-
rio n. 9, contiguo a igreja, acaba de rec ebe
urna grande remessa do acreditado e especial
Vinho Maduro
O nico que, sem a mnima confeceo, im-
portado neste mercado, e s se vende .no referi-
do estabelecimento. Este precioso nctar se
toma cada vez mais procurado aqu. Querem
saber porque ? Vejam : o vinho Maduro, sendo
como feito nicamente da uva madura, tem
as seguintes vantagens que as outras qualidades
{ de vinho nao tem ; facilita sem a menor pertur-
bado as digestes do estomago, ainda mesmo
o mais enfraquecido, dando-lhe vigor, pois nutre
aolhos vistos as pessoas debilitadas, ed forjas
as que as tiver arruinadas pelo uso de bebidas
viciadas.
Recebemos tambem
Requeijao
em latas, de procedencia de engenhos, cajos
propritarios capricham em bem trabt Itiar neste
artigo, afm de terem a primazia sobre tantos
outros similares, cuja composico dnvidosa.
Em outros artigos como gementes de hortalifa
e flores, linguas seccas do Ro Grande, obyectos it
rime e lamancos do Porto para homens e senho-
ras, para isto tao pouco temos competidor,
aossa casa especialista, e as pessoas que disto
se queiram certificar podem comparecer, com
o que muito nos honrarao. Aps urna infini-
dade de artigos de primeifa ordem, qne achar-
se em exposicao, acresce a amenidade do trato
com que timbramos tratar todos os que nos
honram com a sua preseoca, junto a modicidade
de precos sem rival.
Ba eatrelta do Rosario n. 9, juute
a igreja
Poas Mendes & C.
Tigipi
C'onNlnnlino de Su Brrelo
Convida-se a este senhor a comparecer a,rua
do Bom Jess n. 23, para prestar contns das
' eobrancas que fez no termo de Agua Preta, em
i Marco prximo passado.
J
\
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
Excede todu u outns pelo sen
perfume exquisito.
LOQO de QUININO de TKIHSOI!
sem rival para fortalecer e embelesar
os cabellos.
Garantirla inoffensiva.
AGUA FLOREA DE ATKINSON
perfume xoapcioaal para o len^o; da-
tillado da mais exquisita escolh.i.
Encontr-t em Ctu de todos o fteo-
c/Jnfei e Fjbrictntes
J. A C ATKINSON
24. Od Bond Street, Londres
itarta de Fabrica Cm" Bn*% branca"
obra ocia Ljra de Ooro "
com todarafo na totalidad.
MEDALHA DP B^HITj
0 OLEO CHEYRIER
i dvslnfectado pelo Alcatrlo,
fnico bs/Mmfeo, o Qu muito
avimottta n propriedtdei do
HE
0 OLEO da FIGADO
DE UCAUO FERRUGINOSO
4 a unlc* propnelo guo pormttto
tdminiatrar o Ferro tem pro-
duzr Priso de Ventre, ntm
Xncommodo. ^ Q
BRANCO.LOIRO
;'e ferruginoso
DIPLOMA DE BPITRA
B1CEITADO POR TODAS AS
Oelebrldad.es Mdicas
DA FRANCA E DA EUROPA
5
&HE)im
"*,
sctouco de
MOLESTIAS DO PEITO,
AFFECgfiES ESCROFULOSAS
CHLOROSIS.
ANEMIA, DEBILIDADE,
TSICA PULMONAR,
rtK>V BRONCHITES. RACHITISSO
.Ce*
D1P0S1T0 geni ea rUB
ai.ruitriii'-iHtautR.:! ^fiTorKi-1* ViuhodeCoca
LICENCIADOS PELA INSPECTORA DK HTGIENE DO IMPERIO DO BRAZIL.
F.NDICAO DE SINOS BBRONZB
T LUIZ DA CRUZ MESQIHTA
66na do Baro do Triiimpho66
Tero para vender o seguinte:
Blaelnas de cobre para iazer espirito de destillar e restillar.
Alambiques de cobre do antigo e novo systema com esquenta garapa.
Serpentinas de cobre e de estanho.
Csa*apucas de cobre.
Taixas, taixos e caldeiras de cobre.
Sfosabas de todas as qualidades de repuchos, aspirares e continuas. -
Torneiras de bronze e madeira de todos ns tamanhos.
Canos de cobre, de chumbo e de ferro.
Repartideiras, passadeiras e escumadeiras de cobre e de ferro estaabado.
Cobre em len^ol e rmelas.
8ola ingleza e do Rio.
Cadinbos patente e*de lapis.
Minos de 1 libra at 110 arrobas.
E muitos outros objectos
ENCARREGAM-SE de qualquer concert e obras de encommendaj garao
tindo presteza, perfeicSo e prejos mdicos, para o que tem pessoal habilitado.
vwnfiJE a praso ou dinheiro com descont.
*
ISTOftM 4 CAHMH
Curados pelos CIGARROS ESPIC
Oppresaes Tosse Deftuxou A'evralgiaa
ucairciABOs pela inspcctoeia dx bi-sisnk do iupuuo do drazil
Aspira-se a funiaca ijue penetra no pello, acalma o systema nervoso
facilita a expe
tonda em atacado. J. E8PIC, 20, Pa St-Lazare, n r*a>l. BOJa-tt esta astig*
*



de PernambucoDominj-o
e
YEPAS
11. 4, uraa ex-
cedente machina a vapor de 30 cavallos, urnas
botabas Iivdraulicas de grande torca, um ferra-
dor. urna" tesoura para corlar flundres, w
trilitos e carros, Decauville, npropriadoi
(transporte de cannuv combas d'agua ruio
vapor-______ _______________
i nle-se nm bote rund-, concertado de
novo, cm boas condiccs : qoem pictender, di-
-sea ra DuqiK' ie :i\i.i> n. II. toja.
Armatjo
Tav
enia
Vende-se a taverna sita ,\ tstrada de Lu: do
llego a. 47 D. propriu para principiante por ler
poneos fundos ; a tratar lo aminho -Novo i u
mero 87. ____
Excellent acquisic,ao
Vende-:-e na boa pasa na i! a-Vragem, terre-
t proprio e bem eolloeadj : ti tratar na ra da
Ceocord n. 34,2; i ar.............._____________
Vende-se
a casa era Tigipi, de lijlo, e em terreno
Iiroprio, coro coonnodos para urna grande fami-
ii, distante 300 a 400 .... ns da estato, teni
quintal (allis sitioi. plantado de diversas troc-
teiras. inclusive coqueiros : qoem pretender,
. entender-se com o profesare da Boa-Via-
getn.
Mu
Lmta atten^ao
*a rila da Impcratriz n. SO, vende-Be sap.ito.-
cas a 500 rs.
Lopes
a
*ara engenhos
s & Araujo, vendem
presos sem competencia.
garautindo a boa qualidade.
06 artigos abixo mencio-
nados.
Gal de Lisboa.
Di la de Jaguaribe.
Oleo de moclo.
Dito para machina.
Azeite de coco.
Dito de carra pato.
Dilo de peixe.
Pixe em latas.
Kerosene inexplosivel.
Potassia da Russia em caixas
de 10 e 25 kilos.
Cimento Poitfc nd.
Graxa em bexigas.
Riia do Livramenlo n. 58
Teiephone 316
Guarda-vestidos
Vende-se um muito bom : a ver. na ra do
Popo, oflicina de Joto Palliinlia n. 5____^_
Por barato pree,o
Vendo-se duas vaccas especiaos, urna carroca
c boi ; na ra larsa do Rosario n. 14, i; andar,
se dir quem vende.
CAPSULAS de GBIMAULT & (T
MATIOO
tmmttu pa JnU ni *
lT(lni iikliu m Imtl
ComHtfio U giiMrtl i* I
amtUUmtiCtrtm
Remedio lninrel t*r cun
a oa.-orrUM. sem sMnoi
o estomago, Dem nwiur re-
ouisibu eBetto_o ""l"
Vend' se a armacao da loja de fazeadas da
ra Duque de Casias n. 75 ; a tratar na inesma
oB na ra do1 Alanovidade
4 ** -Roa Daqnc de Casias48
Por menos 30 0l do que em outra
,r>tia!qner parta
Mersi setins, lisos e de quadros com 2
metros de largura a 24009 o corad.
Rendan- 'i limito larga a 25000 o
cor; i
Espartilhos, '-er-la'lriros coaranas, a 45000
00 e 8W0Q um.
Lindos crto.j de fustfio para collete a
oO'J rs-, ui>i.
Cobertores d 13 a 25000, um.
Paftota de e-sda amarclla e chumbo a 85
105000 um.
Redes francesas a 45000, 55000 e 6000
urna.
Organdis (fazenda de phantasia) a 400 rs.
o corado.
Euchovr.cs para baptisados a 85 e 105000
ai felpudas a 35000 a duzia
Meias cruas para homem a 35000 a dita.
Nanauks tnas de 120 e 240 rs. o co-
vado.
Merinos lisos e de quadros 200, 240 e
280 '-. o cevado.
Cortes de lir.on e detones com todos os
preparos, a 55000a 125000.
Atoalhada muito largo 15200, e 15500 o
metro.
Panno de crochet para cadenas a 500,
000, 700 e 800 rs. um.
Colcisp.3 de crochet, bordadas para noi^os
a MOO, 65000/ 75000 85000 e 95000
a. *
Cortinados bordados a 65000 o par.
Bramante liso e trancado de 4 largura? a
1-iXK)o nutro.
Bramante franjado de 2 larguras a 400 rs.
o metro.
Toalhas de cores para mesa elstica a
6500Q urna.
Saias ricamente bordadas, a 35000 urna.
Loras de seda, lisas e arrendadas a 15000, LnonB branco bordados a 460 rs. o covado.
15500 e 25000 o par.
i Crotones claros e escuros
o curado.
Zetros de qnadres a 120, 160, c 200 rs.
o corado.
Camisas tiras de meias a 15000 um.
Leques de penna, ultima moda, a 45UX)
e 55000 um.
Capellas com veos para noivas a 85000
urna. .
FustSo de cures para palitot e cal9a a
500 rs. o covado.
Cortes de velludo bordado a seda para
oolleto a 25000 um.
Cambraia de salpieos com 10 jardas a
45000 a peca.
Bicos de cores e braacos a 15000 e 25000
a peca.
Coarinhos e punhos, borracha, a 15800.
("obertas de ganga forradas com 2 pannos
a 25800 urna.
Lencos brancos a !550O e 25000 a duzia.
Fichs de retroz, lisos e com palmas a
15000 um.
Madapolao americano com 1 metro de lar-
gura a 65000 a duzia.
Algodaosinho com 20 jardas a 45 e 55000
a poya.
Assini como em sua officina de alfaiate
aprompta-se com perfeicao e elegancia
por precos commodo3, de brim ou case-
mira, costiuues para meninos e komens.
A Hcvoliieo
48 Riia Omine de C'axias48
HENKIQUE DA SELVA MOREIRA
PECHI^CHAS!
5Ra Duque de Caifas
Cassinetas de cures para roupas do meni-
nos a 200 rs. o corado.
Meias casemiras pretas o de cYes idem
a 400 o 500 rs. o dito.
Hollanda parda para restido a 280 rs. o
dito.
Setinetas modernas idem a 200 c 280 rs.
o dito. ,
Linhos do qiiadrinlios a 100, 160 c
2 I rs. o* dito.
Percales finas a 200 e 240 rs. o dita.
Atoaibado bordado, qunsi 2 metros de lar-
gni, a 15 ites, 4 larguras, superior a 800 rs.
c 1 :>0 o dito,
dem de puro linho a 15600 o dito.
Riqusimas guarniees de crochets a 65 e
8000.
Toalhas. ara maos a 15200, 35500 e
00 1 duzia.
Mcias in;;!ezas para homens a 25500 e
35UOO a dita.
Camisas superiores idem a 245 e 305000
a dita.
Seroulas bordadas a 1L5000 c 185000 a
dita.
Cambraia Victoria e transparente a 25800
c 35000, com 10 jardas.
dem bordadas chics a 45000.
Superiores algodocs da corte a 35000 e
3JB00.
Mrdapolao americano a 65000, com 24
jardas.
Flanelia do cores para camisas a 280 rs.
o covado.
"' ;i .;ii:ericann, azul, para palitos a
I52ii0 o dito.
Casemiras de todas a: qualidades a 15400
15600 e 250i>0 o dito.
Para as Hxnias. noivas
Lindissimas grinaldas e reo para 85000 e
145000.
Ricas colchas de crochets e ustao a 85000
e 65000.
|*Bonits cortinados bordados a 55500,
75500 e 85 E''barato
c 200 c 240 rs.
.DtcxMlM fAJtlO :
ph- wuiDMTt..na
Farello superior
2:800 rs.
cada sacca de genero superior e de peso de i
kilogrammas, vende-se no trapiche 4a Compa-
nbia. largo do Corpo San'o n. 19.
Bom negocio
Setim branco, superior, a 800 c 15000 o
dito.
Popelinas de seda a 800 15000 o dito.
Setins Maco, todas as cores, a 800 rs. o
dito.
Lencos de seda e do linho para 2)5800,
cm lindas caixinhas.
Lences de bramante a 15800.
Cobertas de ganga, forradas, com pannos,
a 25500 e 25800 urna.
Colchas de cores a 25000 o 35000.
Tapetes para portas a 35500 e 5->000-
Pannos ara mesas, de cores modernas a,
1:3)00 15200 e 15600.
PARA BAPTISADOS
Ricas toalhas "de labyrintho de 305 a
350. BM
FustSes bordados brancos a 400 c oOO rs.
o covado.
Casemiras pretas e de cores de todos os
precos, cheviots, merinos, damascos para
pianne-, cobertores, redes a 45000 urna, e
urna infiajdade de artigos que serSo lem-
brados na presenca dos dignos leitores.
LOJA DE
PKHKIHA & MAGALHAKS
CARDU IRHIO
A RIJA BARAO DO TRIUMPHO
|N. 100 A 104
Teui para vender tri-su!phi-
to de cal. que nao so faz alve-
jar muitx) mais o assucar, co-
mo evita o grande gasto de
cal no fabrico do mesmo.
A 4 #000 a barrica .
coin abate de 10 j" em porgues maiores de
10 barricas.
A RA DO BOM JESS N. 23 .
FOLPSTIH
SIS
1
POR
m~-
PBI t EIRA PARTK
locba is mi. ::s:s:lis
^^__
(Continasao don. 100)
II
ha-
r a
Scenas de violencia e de queixas
nam perturbado a paz do casal.
Ellas acabavam sempre por esta phra-
ae, repetida como o cstribilho, fra e tei-
raosa, pelos labios do negociante
deiras :
jQuero ficar em Bauchoux.
-E, entretanto, Gonssolin continuav a
amar Magdalena e o futuro lhe apparecla
sempro, apezar desses primolros azeda-
B0.es, como o horizonte infinito de um mar
Viuito calmo em que se reflectem as irra-
diacSes rlouradas de um sol esplendido.
Qnando Magdalena percebeu que suas
supplicas eram inuteis, calou-se. Mas, en-
tio, para Gonssolin comegou um supplicio
de todos os instantes.
Fria e secca, a moca pareca river urna
rida toda interna, isoladu da de seu ma-
rido.
Foi ura guerra de alfinetadas, sem.ha-
. rer nanea urna allusao aos desejos passa-
ios ; mas, apezar disso, incessante e em
a menor compaixao.
Vende-se, arrendase ou Inpotiieca-se ame-
tade do eogenuo Fortaleza, "silo no termo do
Bonito ; a tratar na ra Coronel Suassuna nu-
mero 232.
Casa yenda
Vndese urna casa terrea, sita a ra do Tara-
bi n. ;i, bairro da Boa-Vista, por commodo pre-
co, podendo os preleodentes desde j exami-
al-3: trata-se na ra de Santa Thereza n. 20.
quando, em qualquer allusio, muito ^e le
ve, pareca descobrir o pensamento affas-
tado dessa partida de Bouchouk, que ello
repellia com tanta obstnaejo.
Ah elle ha va rrido nessas monta-
nhas, no meio dos pinheiros, das faias, dos
rochedos, urna vida ja muito longa e ar-
rancal o da aldeia era como um envenc-
naraento longo.
SI 1 poderia resistir ao golpe o morre-
na.
Comprehonda-o, elle o senta.
Ora, este homem, agora que elle pos-
guia urna mulher ardentemente desejada,
agora que elle podia beber a todas as ho-
ras, com o ardor de um febril, os raios
desses olho3, acariciar, com sua rud^aao,
as sedosas e longas transas desses cabel-
los negros, respirar essa vida e embria-
garle de paixSo; agora este homem te-
ma .morrer.
Deixar esee ser, cujo olhar o tornava
Iouco u o torturava
se resignara a isso.
Para os festivaes
A' ra da soledade n. 56, preparam-se,
com limpesa, mestria e commodidade cm
precos: bolo, p3-de-lt, cangica, arroz de
leitc, pirmides de doces d'ovos, vatap,
bandeijas para casamentes e baptisados, etc.
Recebem-se as encommundas quer para a
cidade, quer para fora d'ella.
KOMAIS,
*>r* LERY
VBde-M em todi 1 narU
A indifferenya que Magdalena senta
pelo madeireiro transformou-se em um
odio tanto mais cruel quanto era dissimu-
lado.
Quando Gonssolin depunha a seas pos
toda a sua vontade e toda a sua alma, s
lhe oppondn resistencia quando ella falla-
va em deixar Bouchoux, a moa tomava
ares de urna mulher resignada de ha muito
aos caprichos de um homem chei de von-
tades e brutal.
O madeireiro percebeu, afinal, essa mu-
danca no espirito de Magdalena, mas era
muito tarde e foi em v3o que tentou rea-
gir contra essa iropressao.
Esbarrou* com urna passividade abso-
luta.
Quz multiplicar as distraccSes em volta
d'ellas ; augmentou a casa de campo, mo-
biliou-a com o luxo de um fidalgo, esfor-
^ando-se por despertar o nascinJWrto de
caprichos para que tiresse a ategrt ae
contental-as.
Era um escravo dedicado e timido.
Rojava-se por trra diante d'ella, beijan-
do a barra de seu vestido, limpando com
os labios o p de suas botinas, n3o encon-
trando mais sua energa teimosa seaao .Lhor, que varias rezes trabalhra por
Esse pensamento o assustara.
E sentia um ciume estranho: o que
succeder-lhe-hia depos de morto? o que
faria Magdalena ? Quanto tempo duraria a
lembranca ? Quanta saudade ? Muitas re -
zes elle duvidara do amor de sua mulher.
Enfao, morrer era deixar Magdalena a um
outro E esse outro. quem? E elle, Gons-
solin, seria esquecido ? N2o seria mais do
que esses phantasinas dos sonhos da ma-
drugada que o primeiro raio do sol desfaz
simples e rpidamente ? Oh nunca !
Ciume estranho, dissemos, porm real.
Quanto moca, seus das se escure-
cam com um aborrecmento mortal. E,
no fundo de sna alma, agitavam-se os lon-
cos desejos de por fim a essa tristeza e a
essa monotona. Seu coracao n5o vivera
at entilo e a maternidade, que poda tra-
zer urna diversSo aos seus pensamentos,
salval-a, talvez, attrahindo para outro pon
to suas preoecupacoes, acalmando suas re-
voltas, a maternidade Ihe^ fora recusada.
No alt de Bouchoux, na montanha e
nio longe do parque, no centro do qual
se eleva va a casa de campo de Gonssolin,
morava com sua m5i um lenheiro Thomaz
coata do madeireiro.
Era um rapaz bizarro e phantasista, a
cujo respeito corriam diversas versSes.
'finha elle duas reputacoes :
Urna, fazia delle yn contrabandista, um
ladro'de caja audaz, que naoteria recua-
do diante de urna luta com os gendarmes,
03 guardas florestaes ou das alfandegas.
A outra suppunha-o um incansavel tra-
balhador, estimando com profunda arToi-
yao, sua velha mai, cercando-a de cuida-
dos e att'meoes carnhosas.
LadrSo de caca, era-o como todos os
camponezes de Bouchoux,mais i usado
talvez porque no gostava de oceultar-se.
Contrabandista, muitas vezes.
Robusto, como era, e nao-havendo crise
de trabalho, senao raramente, n2o hara
comtudo sempre bastantes recursos para
poder prestar a sua mai os soccorros qae
sua fraqueza rclamava.
Elle quera que houvesse em sua casa,
nao, no, elle n5o em torno della, um pouco de. bem estar, e
seu pesado machado, hbil e infatgarel,
Venham ao 55 ver como se vende fa-
zendas com 50 / mais barato que em ou-
tra qualquer parte.
Cortes de cretonc, cornb;nac3o, ultima no-
ridade, a 55000.
Cachemiras, combinas&o cfemjs|as de seda
a 1^400 o covado. J
Vestuarios de jersey, ultimo gosto, a 105
e 125"
Amor da China, couse chic, a 200 rs. o
corado.
Linons bordados com quadros, novidade,
a 800 rs. o covado,
Setins, qualquer cr, "j800 rs.
Sargelina de todas as cures, a 200 rs. o
corado,
ilerius de cores' a 500, 600 e 800 rs. o
covado.
Crinolines a 400 rs. o metro.
Vestuarios para baptisados, muito bonit03.
Guardanapoa* a 1^600.
Cortinados para cama a 55500.
Sedinhas lavradas, o que ha de mais gosto.
Cambraia com sacos a 45000 a peca.
Cortes de casern para vestido a 255Q00
Renda da China a 00 e 240 rs.
Tecidos arrendados, a 400 e 500 rs.
Zetros, grande v Tiedade, a 160, 200 e
240 ra. o corado
Bicos de cores a 3-JOOO a peca.
.Marlapolao muito largo a 65000.
Luvas de seda a 25000, 255000 e 35000.
Cantil as pretas a 44500.
Cambraia Victoria a 25800.
Atoalhado bordado, lindos gostos, a 15000
o metro.
Grande sortimentos era toalhas de rosto.
Espartilhos com cornaca a 45000, 55000 e
6*000.
Nunzucks a 240 rs. o covado.
Pannos de crochet.
Cretoncs para coberta, muito bonitos a
500 rs. o covado.
Cambraia suissa, nna e muito bonita a
75000.
Babados o cntremeios grande sortimento e
barato.
Fichs de linho a 15000.
Ditos de seda a 45000.
Ditos de 12 a I50OO, 25000, 350C0, 45000,
55000 e 65000.
Grande quantidade em tapetes pequeos e
grandes.
Cretones muito lindos a 400 rs. o covado.
Chitas brancas, escuras e claias a 240,
280 e 320 rs. o covado.
Grande sortimento cm colchas brancas e
de cores.
Objecos para homem :
Cortes de casemiras, finas, a 45000, 65000
e 85000.
Ditas de casineta a 15500 e 25000.
Collarinhos de linho e algoaao a 45000 e
65000 a duzia.
Meias para homem de todas as cores e
brancas.
Casemiras de cor a 25000, 35000 e 55000
o covado.
Ditas diagonal, lindos desenhos a 25, 35 e
e 45000.
Brim ,de linho de cor a 500 e 600 rs. o
cavado.
Cassinetas, grande sortimento, a 400 e
500 rs. o covado.
Brms Angola, muito chiques e baratos.
Molesquins bons e bonitos.
Camisas de madapolao a 25000: !
Ditas inglezas a 45500.
Ceroulas francozas a 15600.
Flsnella azul a 15200 o corado.
Grande sortimento em lencos de algodao
e linho.
Camisas de cretone, cousa boa [e barata.
Alm de outros muitos objectos.
D-so amostras sem penhor a qualquer
pessda.
.. Ra Duque de Caxlas 55
Fernandes Azevedo & C.
Boa taveria
Vende-se a da na Mrquez do Herval n. 29
(esquina da ra das Flores) ou admitte-se um
socio com aptido para a sua gereucia ; a tratar
na ra de Hortas n. 13.
A iOJA MAIS BAHATESA
1
PAEIZ AMEMOS
AZEVEDO, IRMaO & 0.
16Ra do B. da Victoria16
200 Tdephoner200
Tendo recebido directamente da Earop.
grande sortimento de fazendas e modas
que ha de mais noro e presos sem cor
potencia.
A saber ;
Capas dtj surah, senda c merino.
ida preta, diversas qualidades.
Etamines, pretos, de 12 c 13. seda.
Damass de seda pura.
Merinos pretas de 800, 15000 e 152U
("rinolme preta e branca s 400.
Sargem, todas as cores, a'200 rs.
Bramante do linho a 15500, com 1
palmos.
Toalhas para banio a 15000 e 1550C
Chachemra8 com 2 larguras a 800 t
Ditas da l e seda 2 larguras 1500!
Madapolao trancado a 95000 a pea.
Dito globo a 75000 a dita
Dito camiseiro a 5000.
Dito Boa-Vista, verdardeiro, a 65000.
' Fichs de 12 e 6eda 15000.
Brin3 de linho cies tixes a 600.
Espartillios couraca a 45000 e 550
Colchas de justao a 25000 e 35000.
Capellas para nova com veo bordado
65000.
Toalhas de cdfea pafa.rosto.
Rendas, comprimento de saia a 1550C
Renda de 12, preta, para quaresma.
. rano verde para buhar.
Tpeles para sof a 135000.
A rerdadeira estera para forro e sai
a I5OOO.
Camisas de flanelia a 55000.
Cortinados de crochet para cama \
105000."'
Chitas de core3 a 203 rs.
Cretones com 2 larguras u 400.
Baleias com forro a 390 a duzia.
Ditas sem forro.
Seda de eores a 800 e 1000.
Extracto Rita Sangal a 25000.
Velbutina de quadro a 800 e 15900.
Guarnicoee, pretas, de vidiilhcs.
Bicc3 de seda, brancos.
Caixas com extractos para presentes.
Rendas hespanhola a 45000.
Capachos de coco.
Luvas de seda a 25O0# par.
Meias de seda para homem.
Dita de dita para seniora.
Flanellas de cotes para roupas.
Panno da Costa para mesa.
Vestuarios para baptisado,
Colchas, de crochet com flores.
Crep inglez para snfeite"
Grande sortimento de cnapc3 de bc:
Setineta para coberta a 600 rs.
Cortes de collecte de seda.
Dito de fustao de cores.
Dito de caaemira de cores.
TELEPHONE 200
mm
sea
Tav era a
Vende se una pequea taverna em S. Jos, a
qual retalha l:000 mensalmente ; para iofor-
maces, trata-se no pateo do Terco n. 21, ta-
verna.
nSo bastava para impedir a velha de sen-
tir fri no invern, para pagar as visitas
do medico de Saint-Claude quando a doen-
te ia pcior e para obter as drogas na ci-
dade.
EntSo, de tempos a tempos, Thomaz
reuna suas economas, deixara sua d-
trau, (1) abotoava suas pola as e ia ca-
minho da Suissa, de onde voltava pelos
atalhos das montanhas, com um fardo de
fumo s costas.
Diziam-n'o selvagem : elle era simples-
mente timido.
Diziam-n'o bom : e nao se enganavam.
Thomaz tinha recebido urna certa educa-
5*0.
Muito crianca," sua viva intelligencia
tinha sido notada na escola de Bouchoux.
O cura tendo-o tomado em ostima, o levou
para sua casa e como a m2 do garoto, na
quelle tempo, era valida e o pat riviaain-
da, enviou Lhor ao seminario menor de
Lons-le Saulnier, onde fora oDseguida pen-
s2o inteira.
Thomaz obteve quatro annos de pensio-
nista.
O pai morreu nesse intervallo. A mSi
cahio doente.
Foi preciso entao mandar vir o menino,
entao mocinho.
Ue volta a Bouchoux, tomou o ofBcio
de lenheiro e trabalhou desde a madruga-
da at a noite fechada.
N2o se quexou, n2o mastrou urna sau-
dade, dentro das trias muralhas do semi-
nario tinha sentido subir-lhe do coracao
cabeca as fumacas de independencia e de
selvageria. ,
Haviam-lhe posto um freio que elle mor-
da.
Morria hi como nm lobo em urna jaula.
A lberdade foi um allvo immenso, a
vida o a felicidade voltaram com ella.
Com vinte e cinco annos, Thomaz Lhoir
era um alto e robusto rapaz, de tragos
physionomicos regulares, muito doces, ca-
bega solida e redonda. Usava cabellos
caatanhos escovinha. Nem bigode, nem
barba ; o que, apezar de. sena robustos
(i) Dtraui termo de giria, nome dado
espingarda.
Libras steriinas
Vende-se libras steriinas ; na ra do Com-
mercio, artmzem n.5.
Vinho puro de Santarem
Da qninta do Barra!
Os proprietanos do Armazem Central, ra
do Cabng n. 11, avisam aos seus distinctos tre-
puezes eao respeitavel publico que receberanr
nova mue^-u deste especial vinho, o qual se
reeommenda por ser puro da uva, e so sCreta-
Iha em seu armazem.
Joaquim ChristovSo & C.
Teiephone 447
Taverna
Vende-se ou aJtnittese um socio :
Peraambucanas n. 25-B, Capunga.-J
na ra das
WlISKf
Royal Bleod marca YUDO
Este excellent Whisky Escocez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melkores arma-
zens de molhados.
Pede Royal Blesd marca Vlado,
cujo nome e emblema sao registrados pars
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
Galoes, palmas e rosas de vidrilho.
Bicos de aeda e de algodao com
vidrilho.
Mantilhas de seda e de algod2o. i
Gontas lapidadas para vestido.
Franjas de seda com e sem vidri
Renda hspanhoia.
Collarifihos para homem a 35000
a duzia.
Bordados de camb aia tapada a
600 e 800rs.s"ape;a.
dem com 3 o 12 metros, de qupique
arga a 15200.
Lencos de linbo en caixinhas a 35000a
Meias para homem, duzia a 45000.
dem para senhora, duzia a 45000.
Lindos leques transparentes de gaze a
35000 um.
Grande sortimento de porta-retractos d ,
pellucia.
Finas pulseiras americanas a 45, 6)5
65000 o par.
Ditas de phantasia, gosto moderno, da
25500 a 35000 o par.
r"ortinad<.'3 todos de croenet para cama a
. 125000, 175000 e 195000 o par, algn?
de cores.
Ditos para janellas a 75000.
Pannos de crochet para cadenas a 800 o
15000.
Ditos para sof a 25000.
Plastona e regatas de goso.
Espelhoa com tres palmos de comprimento
a 45000.
Capellas com veo para noiva a 65000 t
85OOO1
Lindos enxovaes baptisados a 85 105 o
125000*
Toucas de setim para baptisado a 35, 45 e
55000.
Grinaldas e ramos de seda, o que ha de
melhor.
Renda hespanhola de diversas cores.
Bico3 brancos e de cores a 2J000 a peca.
Ditos de seda brancos e de cores.
Lindos ramos de flores a 45000 um.
Collarmhos e punhos celluloide.
Grande sortimento de fitas modernas.
Baleias a 280 rs. a duzia.
Extractos e leos de diversos fabricantes.
Linha de machina, claque, a 40 rs. o car-
ritel.
Pastas a 15000 e 25000.
Porta-Iettras e porta-sedulas a 25000.
Arquetes para chapeos e chapetonas a
15500.
Lindas fitas n. 12 para chapeos.
Luvas de seda, cano comprido a 25000 o
par.
Ditas de seda para creanca a 15000.
Dita para moya a 15500 o par.
Grande sortimento de jarros para toilette,
sanctuario c consollos.
Lindos lencos de seda, gosto moderno.
Grampoa dourados para segurar cabellos.
Ditos ditos para enfeitar cabeya e segurar
chapeo.
Espartilhos para creanca a 45 e 45500.
Ditos para senhora a 45, 45500, 55000 e
65^00.
Grande sortimento de sabonees de 200 a
15500 um.
Estojo com faca, garfo e colher, propria
para creanca.
Bengallas com flauta a 15500.
Meias de 12 para homens e senhoras.
Licha doarada* par* fosar crochet.
Lindas fitas para facha a 25, 35 e 450(*J
o metro.
Lindos leques de setim para calamento.
Grande sortimento de leques de setim e
de papel de todas as cores.
Suspensorios americanos a 25000.
Lindos desenhos para talagaica,
Finas carteiras para algibeira de 15, fit
3 e 35500 urna.
Ra Duque de taxias n. 103

hombros e o vigor de seus membros, o fa-
zia parecer anda muito joven.
Com tal organsa52o, era eccocomo um
tronco vdko, conforme expressSo dos cam-
ponezes jurassicos.
laviam-Ihc attribuido gratuitamente
mais de um namoro. Quando elle passa-
va de man ha pela ra de Bouchoux e pa-
rava a conversar com um rendeiro, era
raro que a conversacao n2o terminasse
por estas palavras :
Entao, Thomaz Lhoir, vais sempre
ver a pequea como os outros ?
Thomaz .ra, encolhendo os hombros.
1 Na verdade, elle nao tinha ainda pensa-
do em amar.
Seu rude'e incessante trabalho, e aaft'ei-
2o que elle tinha por sua mai, enchiam-
lhe vida. _
Quando algum dos rapazes de Bouchoux
se casava, vinha-lhe, certo, urna sorfe de
tristeza vaga, mas promptamente elle a
expellia com um sorriso e se a tristeza vol-
tava, tomava urna j-esoluc2o :
Bolas ha de passar como um ne-
vooiro.
E, com effeito, a melancola ia embora
como um aguaceiro repellido pelos raios
de um alegre sol.
Um dia, no atalho que sobe ao longo da
montanha, entre os pinheiros, Thomaz en-
ctratrou urna moca ; o atalho era estreito
e costeara urna grota, Thomaz tinha-se
collocado na borda, esperando que a pas-
seante passasse diante delle.
Era Magdalena. ^,
Lhoir nao podera reteja um gesto de
admiracao e havm mtinaredo, nao saben-
do o que diza :
Deus do eo, como bella !
Passaram-se mezes.
N'uma manh2 de primavera, o lenheiro
estava espreita de caa, no parque de
Gonssolin, apezar das reiteradas ameeas do
guarda Guid e posto que j tivesse tido
duas rezes que desembarazar a meada com
o proprio madeireiro.
Com a spingarda ao hombro e oceulto
no meio da.moitas, esperava a passagem
de um cabrito selvagem acouWo no mas-
sico.
Estava-se em Abril.

.'*,

Leite puro
Na estrada de Joo Fernandes Vieira, sitio lo-
go depois das casas novas da direita, vende-se
todos os das leite puro de vaccas toarinas e da
terca, garante-ge a qualidade do leite.________
Pao centeio
Mello & Biset, avisam ao respeitavel publico,
que todas as tercas e sextas-feiras, tem este sa
coroso p'o; ra larga do Rosario n. 40.

ti.
O sol, ja quente, passara atravs dos ra-
mos, alegrando o musgo que rererdecia,
as folhas que desabrochavam, as primave-
ras e as violetas.
O aroma da selva espalhava-se no ar,
subtil e acre e os passaros cnsaiavam can-
tos no alto dos ramos.
Thomaz, agachado, esperava.
De repente, ouvio um ruido de vozes.
Depois raminhos cahidos dos pinheiros,
cstalaram. ,
Alguem se approximava. Elle desap-
pareceu atrs de urna faia. Mme. Gons-
solin, apoiada indolentemente ao brajo de
seu marido, entrara na clareira, a dea
passos de Thomaz.
O sol punha reflexos azulados nos seos
cabellos pretos, que ella nao. tinha tido
tempo de prender e cujas trancas pen-
djam no pescoco e as costas, conforme o
eapricho da noite da vespera.
Ella abandonou seu marido, colheu Ad-
res e penetrou. no bosque... Nao hara
feito dous passos e j deixra escapar um
grito de medo.
Estava diante do lenheiro.
Este olhara para Magdalena com urna
admiracao ingenua, quasi infantil.
Ao grito de sorpreza de sua mulher,
Gonssolin correr.
Vendo o moco, teve um gesto de*co-
lera.
Anda tu, Thomaa Lhoir! disse com
voz rude.
Thomaz nSo o escutava, sem duvida.
Devorava Magdalena com s olhos. E
nao ourindo t2o pouco o madeireiro que
continuava, segurando o pelos hombros.
Ola vagabundo, olha bem para
mim : faz favor. Previno-te que dei or-
dem aos meus de te acariciar as costas
com as azeitonas das suas espingardas, a
primeira vez que te sorprehenderem a rou-
bar a caca do meu parque.
E como o outro nao se mexia, sac-
dio-o.
Thomaz Lhoir pareceu sorprendido.
Dir-se-hia que acordava de um sonho.
(Continuar-ie-ha)
typ. to Diario rualuque de Oaxias n. 42
1

1

r-



Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EFL3MO634_SZVCSP INGEST_TIME 2014-05-21T22:46:11Z PACKAGE AA00011611_16938
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES