Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16932


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Full Text




Y

I,

ANNO JLXV RUMBEO 185
PARA A CAPITAL E LIGARES OXDE NA SE PACA PORTE
Por tres mezes abantados.
i Por seis ditos idein.....
Por um anuo ide::i .
Cada numero avultra, do mesmo da.
6*000
12)5000
23*000
100

Trcpriedade de Manoel
3
Os i s, Am&de Prin-
ce & C, ds Pars, sao
os'ticsss agentes ex-
clusivos de aammoo
epubcapoes na Fran-
ca e Inglaterra.
TELEGRAMAS
5S37:CIISSSS!At:7AS
APLES, 17 de Agoste
Chcaram aqu boje, depois de terem
visitad) Capra, S. M. o Rei Humberto e
o Princijje.de aples.
Age icia Hars, fi!il era Pernambuco,
17 de Agosto de 1889.
INSTRUCgiO POPULAR
is
MS
. 'iki-*,*
KTHSAS K MOngaNAS
AS
cisscias. industrias e artes
POR
XXIV
A pliolosrapliia
(ContinuacSo)
epois do urna acgo assz prolongada da luz
retirara a chapa, e immergia-a em nina mistura
de oleo de petrleo e essericia de alecrim. As
partr-s influenciadas pela luz permaneciara inta-
ctas, as ootras dissoiviamse. Modificada assim,
a capa de bitume representava os claros; a cha-
pa metalliea descoberta representava as sombra;
as partos do bitume que haviam sido s parcial-
mente dissolvidas representavam as meias tintas.
Infelizmente eram necessarias pelo menos, dez
lioras para qualquer desenlio, em razo da len-
tidao com'que o bitume de Juda se modifica
sob a influencia da luz. Durante este lempo o
sol, proseguintj o sen caminho. deslocavu as
sombras e as les.
Por este processo, anda bastante imperfeito,
va-se como Niepce conseguio produzir chapas
para uso dos gravadores, pois tal era o seu inten-
to. Atacando estas chapas com um acido fraco,
este roa o metal nos pontos nao protegidos pela
capa resinosa, e poda depois servir essa chapa
para tirar provas sobre o papel. Niepce cha-
rava a este novo processo de gravara beogra-
pbia.
\essa occasio, outro experimentador seoccu-
tia em Paris do mesmo objecto ; era o pintor
Daguerre, que havia alcangado certa nomeada
por inventar o diorama. Mas ainda este nao
havia colhido resultado algum satisfactorio de
suas loogas tentativas, quando veio a saber que
no interior da provincia havia um homem que,
como elle, se oceupava em lixar as imagens da
cmara escura e conseguir resolver o problema.
X'essa occasio outro experin entador se oc-
eupava em Paris do mesmo objec'o ; era o pintor
Daguerre, que bavia alcangado certa nomeada
ior invernar o diorama. Mas ainda este nao
lavia colhido resultado algum satisfactorio de
snas longas tentativas, quando veio a saber que
no interior da provincia havia um homem que,
como elle, se aecupava em Hxar as imagens da
cmara escura e conseguir resolver o proble-
ma.
(ConlinaJ
PARTE OFFICIAL
Reparfeo da Polica
2.aReccao. X. 1,006Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, t? de Agosto de 1889.
Dlm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram recolhidos Casa de Detencao,
os segdintes individuos :
Xo dia 14 :
A' minha ordera. Francisco Antonio Ferreira,
conhecido por Cinco Arria, reraettido pelo Dr.
juiz municipal do termo do Cabo como senten-
ciado, e Gertulina des Santos Olivslj, alienada,
atenu tenba o conveniente destino.
-V ordem do subdc'azado do Recife, Joaquim
Jos de Sani'Anna e Amaro Lourenco Pereira,
como vagabundos
A' ordem do de Santo Antonio, Joao Augusto
Pereira, ManoelaFelix da Paixo, Juvenal Leo-
poldina Vieira da Cunha e Jos Antonio de San-
t AnojaT como vagabundos e desordeiros.
A' ordem do do l5 districto de S. Jos, Mara
Paz da Annunciago, alienada, minha disposi-
co, at que teoha o conveniente destino; Au-
gusto Jos de Sant'Anna, Isidoro da Conccigo,
J03 Alfredo dos Santos Silva e Rita Maria da
ConceigSo, por embriaguez e disturbios.
A' ordera do do 1 districto da Boa-Vista,
Francisco, conhecido por Chico Pittmho. dis-
posigo do Dr. delegado do 2* districto da capi-
tal, como criminoso de roubo na comarca de
Olinda.
Xo dia 15:
A* ordem do subdelegado do I'.ecifc, Valdivi-
o Jos Pedro, minha dispo-i. io. como crim-
oso na comarca de Nazareth ; Adriano Fernan-
do Vctor. Antonia Maria daConcei;ao. Vicemia
Maria da Conceigo. Rita Maria da ConceicSo.
Sebastiana Maria Leopoldina de Alencar e Ma-
ximiana Maria da Suva, por disturbios.
A' ordem do do 2o districto de S. Jos,Rozen-
o Manoel Valero, por o (Tensas moral publi-
ca; Manoel Branco, Antortio Aires Martins e
Rosalina Maria da Conceico, por disturbios.
A' ordem do do 1" districto da Boa-Vista, Mi-
guel Clementino de Figueiredo, Vicente Ferrei-
ra Ramos e Xicolo Faustino anderley, como
vagabundos; Eduardo Daniel Luiz de Franca,
Prudencia Mana da Conceic&o e Maria Jos Li-
na, conhecida por Mocinha, por disturbios.
Pelo Dr. delegado co districto da capi-
t foram tambera recolhidos Casa de Deten
fio, os individuos de nomes Jos de Lima Pra-
zeres, Ivo Andrade de Farian, Eduardo Sertage
de Carvalho e Joo Jos da Silva, como incursos
as penas do $ 4o do art. 204 do Ced. Cnm..
combinado com o S 'V do art. 21 da le n. 1,033
Se 20 de Setembro de 1871.
Constando ao delegado do termo da Pedra,
qae no lagar denominado dos Caldeires se
achava lumsiado o criminoso de nome Manoel
de Barros, no dia 8 do correute fez seguir para
all urna forra de polica com o lim de i-aptu-
ral-o.
Apres.rilando-se a Torca, a qaal acompanha
vam dous ofliciaes de justiga, na casa de silves-
tre de tal, onde devia se adiar Manoel i
ros. travou-sj u;i c inflicto, do qual resultou sa-
liir fondo gravemente, cora quatro lacadas, a
praga de nome Joaquim Gomes mortalmente
Clementino de tal, cunludo de Silvestre.
Ctemeutino de tal veio a lallager duas horas
depois, tendo o delegado procerd a tal respec-
to nos teraios da tet
Param capturados : pelo delegado do ter-
mo de Afosados (l i IngazetR. o criminoso Luiz
Jos de Oliveira, conhecido por l.mz Carnein
prouunciado no art. i'Jz cotubiuado com o 34 do
Co.!. Crim. i e.no termo do Triumpho, em 23 do
mes lindo, o criminoso Manoel Vicente, conhc
cido poc Manoel Vequenino. pronunciado no art.
t'.)3 rio Cod. Crim. combinado com o 34 do mes-
mo cdigo.
Asurairara os respectivos excrcicios : de
subdelegado do 2J districto da Grata, na qua
lidade de I" suppleute, o cidado Francisco Mau-
ricio de Abreu : de subdelegado do 2" districto
de S. Lourenco da Matta, o cidado Jos Antonio
Pereira da Silva, ua jualiiade tambera d; 1
suppicnte; e de delegado do termo de Villa-
Bella, o aliares do corpo de polica Joaquim
Eduardo Godoy e Vascoocellos.
Deus guarde a V. Exc.Dlm. e Exm.
Sr. Conselheiro Manoel Alves de Araujo,
muito digno presidente da provincia.O
ciiefe de polica Geroiicio Dios de Arrudf
Fulcro.
Secco 2.*X. 1,009.Secretaria de Polica de
Pernambuco, 7 de Agosto de 1889. IIm. c
Exra. Sr.-Participo a V. Exc. que loram hon-
tem recolhidos a Casa de Detencao os seguintes
individuos :
A' ordem do Dr. delegado do 1" districto (da
capital, Maximiano Pereira da Cunha, Joaquim
Lopes dos Santos e Luiza Maria da Conceico,
por crime de homicidio.
A ordem do Dr. delegado do 2* districto da
capital, Francisco Tavares Muniz, conhecido por
i'Juco Paschtial, por crime de feritnenlos graves;
e Pantaleo Saraiva de Moura, por disturbios.
t' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Manoel Pedro de Mello e Joanna Maria Angela
das Flores, por disturbios.
A" ordem do do Io districto de S. Jos, Manoel
Hilario de Sant'Anna e Leopoldina Maria da Con
ceiciOj por disturbios.
Coramunicou-me o delegado do termo de
S.Jos do Egypto, que no dia 4 do corrate as
individuos de nomes Joaquim de Siqueira Cam-
S, Clementino Alves de Siqueira Sobrinho,
anoel de Siqueira Campos e Fuao Badico, de-
pois e pratiiiarern desordens no lugar em que
se fazia a feira. invadiram a casa de um mora-
dor d'alli, a quem raaltrataram, travando-se
nessa occasio um conflicto, do qual resultou
sabir Genuino de tal gravemente ferido.
s delioquL-ntes conseguiram evadirse e con-
tra o sesmos proceden-se nos termos da ir i.
Em 21 do mez lindo e na feira do Pocfio,
pertencente ao districto de Santa gueda, do
termo de Pesqueira, Lenidas Alves Feitoea fe-
rio gravemente, com diversas facadas, a Jos
Quinno Bezerra.
Contra o delnquente. que foi preso em fla-
grante, fez-se o competente inquerito.
Ai ida no dia 4 do crreme no lugar de-
nominado Alaga Secca, pertencente ao referi-
do districto de Santa gueda, travaram lucia
Jos Luiz da Rocha, Manoel Luiz da Rocha e Mi-
guel de Lyra, na qual fot morto o priraeiro e fe-
ridos gravemente os dous uitimos, que entre-
tanto evadiram se.
A tai respeito proceden-se nos ulteriores ter-
mos da lei.
Em data de 13 do correte apresentarara-
se voluntariamente ao delegado do termo do
Rio Formoso e foram recolnidos cadeia, os in-
dividuos de nomes Joao Baptista Carao e Paulo
Carao, indiciados coxo cumplios em crime de
homicid io.
Reassumiram os exercicios : de subdele-
gado do 2 districto de S. Jos, o cidado Joa-
3u ira Gomes Ferreira de S LeiUo : e do de sub-
elcado do Io districto da Boa-Vista o cidado
Jos Joaquim Das do Reg Jnior.
Ante-houtem. as 6 1/2 horas da manh. e
no lugar Agua Fra, do districto do Curato da
S de Olinda, estando o tenente da guarda na-
cional Miguel da Cunha Ferreira a experimen-
tar um revolver, aconteccu este disparar, em-
pregando-se a bala era Floriano Soares Bolelno,
na regio abdominal.
O ofTendido foi recolhido ao hospital Pedro II,
onde se procedeu ao corpo de delicio e aautori-
dade competente trata de proceder ao respecti-
vo inquento.
Acaba de me communicar o Dr. delegado
do 2a districto da capital, que antehontem, s 7
l'"2 horas da noite, na taverna de Lino Fernn
des, ra do Paysand. 1 districto da fregue-
zia da Boa-Vista, Francisco Tavares Muniz, co-
ohecido por Francisco Yaschoal e jardineiro do
sitio do coronel Corbiniano de Aquino Fonseca,
no Cajueiro, ferio gravemente a Vctor Prxedes
Gomes, cnado do Dr. Benedicto Teixeira Palha,
residente ind cada ra n. 13.
O ottensor e o offendido estavam intrigados
por questoes provenientes de jogo, e encontran-
trando-se naquella noite. depois de urna ligeira
altercaca deu se o caso de que cima trato.
Muniz retirou-se aps o delicto para o sitio
em que empregado e Gomes regressou para a
casa de seu patro, onde immediatamente cora-
pareceu aquella autoridade e tambem o subde-
gado do districto.
Comecava o Dr. delegad? a ouvr o offendido,
quando alli apreaentou-se o delinqueute para
confessar haver coinmettido o delicto e entregar-
se prisSo, declarando que isto lhe aconselhara
o co oncl Corbiniano, a quem havia revelado o
occorrido.
O ofTensor. ao coufessar o crime. apresentoo
um pequeo caivete, declarando que fra com
essa arma que praticra o ferimento.
O ofTendido foi vistoriado pelos Drs, Gama
Lobo e Jos Flix, os quaes coQsvleraram gra
ve o terimento, localisado na regiSo abdominal.
0 Dr. delegado continua as diligencias le-
gaes.
Deus guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Conselheiro Manoel Alves de Araujo,
muito digno presidente da provincia.)
che de polica. Geroncio Dicte da Arruda
Folcao.
EXTERIOR
noticias da Europa
2*0 paquete La CUua, nmite n chegado da Eu
ropa, trouxe tullas .me de Lisboa alcanc-im a 5
do crreme adiauando oito dias s trazid.s
pelo Nerthe.
Eis algumas da-i noticias trazidas por esse p-
spate, as quaes completaremos no prximo nu
mero:
U<-pankn
Escreve o nosso rorrespondente de Lisboa so-
1 bre este paiz :
Vai-se accmituando cada vez mais o boato
de que Leo XIII, ofTenJido profundamente com
as nuinifestagOr's a Giordano Bruno, e com o re-
cato re urna guerra, em que a Italia seja proto-
gonista, abandonar Roma, e se recolher por
ventora a Hespaatta.
No visinlio reino esta probabil'dade quasique
se cooyrteu em certeza e o acontecimento to-
mou j um carcter, oficial.
De varios pontos de Hesp una tem sillo diri-
gidas manifestaces de sympalhia ao soberano
pontiflee, sobre-ahindo a da monicipalida Sovillia, que oirereexu au pipa a sua hospital;-
dade no cas#de abandonar a cidade eterna.
0 ministerio Sasasta, comprehendondo o al-
cance (Testas manifestaces e as complicares
que il'aii podedam surgir, trata de resolver di
plomatifiameats o problema, sujeitando-o a um
accordo internacional. Keste sentido jase en-
tapolaram negodacoes e at se allirma que o
embaixador da Austria tivera sobre este as-
sumpio demorada conferencia com a rainha re-
gente.
Xo contente com isto. o governo hespanhol
fez expedir por intermedio dos governadores
el vis urna circular aos ajunamieno$, proaibindo-
llies qne [encarassem e discutissera votos serae-
llianles ao da municipali lade de Sevilha. Este
telo foi mal recebido pela imprensa conserva-
dora.
Rao preciso ser muito atilado para compre
hendr' o alcaaoo, tanto religioso como poltico
da ntenfto que se attribiK- ao papa. A dare-se
passo, na verdade arrisca.lissimo, as consequen-
cia- polem ser graves, tan'.o para igreja. como
para a Italia : para esta sobreludo.
Por maior que seja o desdem com que a mo-
narchia italiana acolhc o boato da retirada do
papa, certo que ella no fundo mostra-se in
quieta, sobresaltada, e viga com todo o cuidado
os passos de Leo XIII. O pontificado ainda
boje urna Torga de primeira grandeza, e essa
forra que tem contribuido para a supremaca
moral da Italia em todos os lempos. Roma, sem
a chefatura do catholicismo, ser urna ruina so-
bre urna ruina, o tmulo, dos papas sobre o t-
mulo dos Cezares.
Os que defenrliam o poder temporal dos papas
tero agora occasio" de prodamar:vede os
efiitOS da conquista de liorna vede os resol
lados de se deixar c papa reclamar no Vaticano I
A historia, porni, a incorruptivel Historia, a que
est superior a qualquer systema preconcebido,
ou a qualquer opinio facciosa, responde com
os factos que o poder temporal nao livrava o
poulifieado dos azares, das interaperaucas, das
mundanidades, das cruezas, de qualquer guerra.
Baste iembrar o saque de Roma feito por Bour-
bon no lempo de Carlos V; de Carlos V, o lilho
predilecto da igreja, o acoite dos lutheranos.
Que o chafe espiritual de mais 200 railhes
de. almas nao pode estar sujeito s vicissitudes
de qualquer belligerante, isso inquestionavel
tambera : e chegou por acaso o momento oppor-
tuno das nagOes da Europa c do mundo catho
lico garantirem efucazinenie a neutralidade da
residencia do primaz da igreja.
E^ provavel que o accordo proposto pelo go-
veroo hespanhol s outras potencias tenhajor
bast um pensaranto semilhaute; c n'este caso
fra para desejar que as rivalidades das nac&es
desapparecesseiu, e todos os interesses se corabi-
nassem para chegar a solugo favoravel de um
problema, que necessariamente ha de inquietar
grande numero de consciencias.
A Gazeta Oficial de Hespanha publicou
dous decretos reaes em forma de circular do
ministerio da guerra, recommendando s autori
dades que vigiem e impegam gue as fronteiras
e costas se (arara estudos no/autorisados, a nao
ser.por pessos munidas da competente licenca;
attendendo a que da maior importancia para a
defeza do paiz impedir que as fronteiras se
facara estudos topographicos do territorio, que,
no" caso de guerra com urna nago estrangeira,
poderiam ser ulisados pelo innimigo para o
movimenjo de suas tropas, e oceupago de posi-
ges.
Os ofliciac3 do exercito e
tes trabalhos, e os funccii
viro do estado, minas,
agronoma, teem de apres<
licenca respectiva, que
rera-se a esses trabalhos
aos estrangenos, tica prol (
mesmo aos engenheiros das
lares, fazerem estudos e trab'
DOMDGO 18 M AGOSTO DE 1889
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA '
Por seis meaes adiantados .... ...... 13)560'
Por nove ditos idem. .7....... ..... 20*000
Por um anno idem. '............ 2600
Cada numero avulso, de das anteriores ... ..... (5100
de Sfana ^ 3%)vs
Do
.ios a
o preei
grao
Cora'
kcarregados de cer-
afios civis em ser-
botes, estatistica e
ar s autoridades a
permuta dedica-
pelo qac respeita
tndo em absoluto,
pmprezas particu-
|hos d'esta ndole
as zonas, cuja extensao se mt/ca as mesmas
circulares.
Ao pdr-se .agora em vigor, ov accordar-se a
real ordem, de 2 de Setembro de -1817, que con-
tralla exactamente as mesmas p'rohibicOes, e
marcara urna zona de 40 kilmetros, desde a
lnha da fronleira, como terreno, ciu que se
tinha de exercer a maior vigilancia, arcresecn-
ta-se em outra real ordem, em que sttfaz igual
prohibigo, para urna zona de cartas le ."i kilo-
metros de extensao.
Ao mesrao tempo. expressa se n'esta^ovadis-
po'sigao o desejo do governo ae que se estabele-
cam de urna maneira lixa e definitiva a* zonas
fronteirigas c de costas, taes como as propoz a
junta consultiva de guerra e para o que se
apresentar s cortes o correspondente projecto
de lei
Consta que ser nomeado ministro de Hes-
panha em Lisboa o duque de Almodovar, vice-
presidente do congresso.dos deputudos, em sub-
siuuiro do Sr. Mendes Viga, cuja transferencia
para a embaixada de Roma junto do Vaticano,
parece que est resol vida.
A respeito do bando republicano, a que
j me reten, receberam se em Valencia noti
cias provenientes de Alcal de Chisbcrt, que do
os seguintes pormenores :
Ochefe da banda um tal 'roa, que tomou
parle na revolug'io de '868, que depois se fez
ra lisia, e auxiliou a organisago das guerrilbas
da c.iiieriiha Curalla, e por tira alistou se n<
partido republicano. X i vespera da sublevago
esteve em Valen'ia, e foi noite que se dirigi
p ir Ale d tic Chisberl.
Capitaneados por aquelle individuo, reuniram-
se os levolio-os na ra da Infante, e d'alli par-
liram a desarmar os serenos que eueoniravain
pelas ruis.
Depois proeedeu-se de igual forma para com
os guardas roraes, e foram a recebedona do
imposto do consumo e apod'Taramse do dinhei
ro que all acharara, e que eram apenas 700 pe
sea".
Ifr o obrgou o alcaide a publicar um bando
pioliilimlo a s:ihida da povoagao a todo- os ha
Ivi.ini's. e ordenando que quem livesse armas
fosse immediaumenle entrgalas ao chele do
bando.
Drpois de exigirem ^lo alcaide a enlrega de
tori is o- fundos que existissem em seu poder.
e de se coiiformaieiii cora a resposta negativa
d'aquella autori'iade, que mo-irou nao ter di-
nlieiros em ileposiio o- sediciosos percorrera n
a povoagao dahdo vivas a resablica
Os revoltosos ndaram pelas ras da povoa
gao al as 9 horas da maulla seguate, em que
depoi- .le terem cortado os lios teWraphicoS,
abalara n cora armas e bagagens em direcgo
Barcelona.
R fenu.lose quelle bando, diz um jornal de
i'.asiell' que um grupo de Domaos armados,
e con boinas azues deteve o comboio de raerci-
rori.is. que segua para Alcal, e accrescenta
que uesse comblo iam dous guardas civis que
se oceultaram s vistas dos visitantes.
Franca
altado al agora conhecido das elelgoes
elhos geraes em Franca, conclue-se que
rio general BOolanger tem soffrido
eb-a.
esso de um plebiscito, o triumpho
apenas *, :2 caulOcs, de ve confessar se que
cousa dicsquinha.
te-se era altenco '411ro genral Bou-
. propo.-t por mais de .'ou can toes, e
i[ue pclu.sua eleigo quebravam lauras e empu-
uhavaiii Wos os esforgos, nao s os boulangis-
tas. raa?tembera os partidos monarchicos colli-
gados. j
' Qnanto*4MU\aptre republicaos e conserva-
. 1 ndeiulo sol) esta ultima de-
signago or anistas ononapariistas, certo que
o elemento c >ns, u.ganho terreno per-
te republicano. Ja isso comerara a re-
coah'ceit se as eleigoes geraes de deputados,
corno pipvam o agora as eleigoes dos consellios
eraes, em que os republicanos ])eideram 93
dos seulantigos cantees, e apenas conquistarain
OG aos conservadores.e ainda provavelmente
se porajpm maior evidencia as prximas elei-
putados.
E' o resaltado raonia com que moderados radicaes
e duS pretengOes exageradas des-
que teera assustado as classes con-
timos dias de Jullio circularan! em
l'ariz bi de que se tinlia suicidado em Lon-
s o jpjfKT i Boulanger.
Estespoa^os porm. nao liveram confirmago,
e os amigos do exilado altri'iuem-n'u a novas
ma.lilnjfijefl do governo.
^_)ta do general Rriluuer as e'.ei-
Bnselbos geraes anda foi inaior do
jipo se poda rnlcular. porque a sua
para o grande plebiscito foi promo-
porraais de oOO cantes, embora o.-lensi-
apparentasse modo o resultado eleitural foi verda-
lesmagador para o general, que ne-
lente lera perdido a estas lioras urna
das auas illuses. O prestigio d'a-
ibicioso nao pode ter deixado de sof
1 quebra, e muito provavel que as
I^^H de deputados os boulaogistas s
cutera j a lutar cera a mesma au-
a boulangista, qua lia dias se mos-
arrgame e aiiiiunriou o triumpho cer-
idolo, traa aeora de explicar a derro-
;0, adduzindo curiosos argumentos
o.
'Fraure, apesar do boulaogismo ter
s ultimas eleigoes um carcter in-
itico, pretende aora negar-lh'o.
e a maioria dos eleitores necessa-
a de votar nos cidados destinados
.(jalar os cantes; que aos conselheiros
geraes pRence resolver a~ quesu'ies locaes, as
qucstOee pontes, estradas, expropriages, ca-
minhos dp ferro, etc. ; e que aos deputados.
pelo cuatrario, incumbe a tarefi poltica. Mas
alUrina &p entre um candidato que hali tasse a
Iocalii*aflv^te-oolicce8se as necessidades do
cantSo, entre o homem de campanario, n'uma
palavra, e um candidato puramente poltico,
como o general Boulanger a eleitor, apesar das
suas sympatbias e aspiragdes po ticas, nao be-
sitaria'e preferira o primeiro.
Se assim era, para que foi ento proposta a
candidatura do general em Uo grande extensao
do territorio fraucez, e para que se annunciou
to pomposamente a victoria f
A Fianre conclue que a derrota do general
nada sigailca, e que o resultado das eleigoes de
deputados que ho de ter urna signilicago po-
ltica decisiva.
Os jornaes inglezes fazem notar o grave
revez pessoal soffrido pelo general Boulauger
as eleigoes pava os conselhos geraes. O Stan-
dard, porra, embora felicitando-se mais que
ntnguem pelo revez eleitoral do general Boulan-
ger, no er que este deva ainda ser considera-
do como quantidne para desprezar-se.
Os jornaes francezes chegados ltimamen-
te vm cheios de pormenores e apreciages so-
bre a eleigo dos conselhos geraes, e sobre a
derrota do general Boulanger.
0 resultado geral nao foi desfavoravel para os
republicanos; porque, se perderam os lugares
que liaham de alguns cantes, ganbaran em
compensaco ostros que at agora haviam esta-
do enfeudados aos conservadores. Curapre tam-
bem ter-se em conta urna circuarstancia impor-
tante : que os lugares agora conquistados pe-
los conservadores sao circumscriptos n'um pe-
3uni numero o departamentos, e nao espalhs-
os por todo que as eleicoet de 28 de Julho de nada signifi-
caram cora respeito a alierago na forga relativa
dos verdadeiros partidos polticos. S liveram
significagao no tocante ao boulaogismo, que
solfreu um grande desastre, que talvez lhe seja
de consequencias mortaes.
Com respeito a vantagens relativas entre re-
publicanos e conservadores, as eleigoes de de-
putados que devem produzir resultado signifi-
cativo, poique tm feigao exclusivamente polti-
ca e desligada dos interesses puramente locaes,
que dominara as eleigOes dos corpos administra
IV03.
Entre os jornaes boulangtstas reina ja o des-
accordo em consecuencia da derrota. As pha-
lau-'es do general hcaram desmoralisadas com o
desbarato. ^
O Sr- Chincholle, um dos coriplieus do baulan-
gismo. ja condemna a tentativa do plebiscito,
e langa a responsabilidade deila e do seu funes-
to resollado sobre, os hombros do Sr. Tufquet,
que, iii collabiearao com o BirSo de Mackao,
plaiieou tudo, i de r'aris dirigi a campanha.
* O general Boulanger dirigi agora um mani-
fest aos seus eleitores, agradecendo os votos
qne lhe deram, e diiendo Ibes qne a causa do
seu triumpho nao haver .sido completo, est na
amhigo dos campanarios.' Inas, que, apezar de
tudo, aguarda rom Jrei|a conlianga o resultado
das eP-irOes i.'glslatlvaSr
Em Han- abnu no dia 30, s 10 horas, o
congreso ioieru.iriuii.il colonial j)i oU;lo pelo
Kuveru fraucez, > pre-i.li lo p.'lo uiA|j miuis-
iro la uiariobs Mr.JBarbey.
v -e>.-ao nauxortl foi no Tracaderj j as mais
1 1 eo.ieuio de Franyi l.-ioi'iionna). O pre-
sidenta'.nuil u a 10.11 .r lug ue- jui') d.'lle o
S i. iiifiMeiro e o d -le-1 lo de llrspaiiiaw I porm, que esses traba'hos fossem leaos, e esses
esforgos sinceros B iioneslos.
Da parte do presidente da repblica, Mr. Bar -
bey convidou os Srs. Cordeiroc Alraeida para a
soircc era houra do shaah da Persia.
BelKic-a
Segunde diz o ilagdburgo, o rei des
insisti com o imperador da Allcmanha para que
v vistalo a Biuxellas, por occasio do seu re-
prenso de Londres.
Comquanto o imperador nao possa dar ainda
resposta definitiva, j na Blgica se l'azeai pro
parativos para a reeepeo d'aque'le soberano.
Projecta-se uuia revista militar a mais nurae
rosa que tem havido n aquel le paiz, e em que
tomaram parte 25000 homens.
StuiMMa
Diz o L'mvcrs, de Pars, que o cardeal Lavige-
rie, gravemente affectado. j por se ter visto
obeigado a adiar a nunio no congresso contra
a escravatura, j pelo clima da Suissa lhe Dio
ter sido favoravel, em razo dellc ter regressado
ha pouce da Argelia, tem estado ltimamente
mu o indisposto. Teve um intenso ataque de
nevralgi rheumalica, semelbante a outro, que
j urna vez poz a vida em risco. Por isso, v-se
obrigado a sahir de Lucerna e a recolher a
Paris.
Italia
0 Sr. Crisp parece que se nao Ilude com a
grvida le da .-ituago, e com os symplomas que
lhe indicara a opposigo i;ue ha era quasi todo t)
reino sua mal avisada poltica exterior. Por
isto procura estabelccer um derivativo jura
aquella correte hostil, chamando por meiodos
seus jornaes a attenco publica para Xisa e para
a Corsega, que sao igualmente territorios italia-
nos. Nao se nos augura, porm, que consiga
grande cousa com esse manejo, porque nem Xisa
nem a Corsega, pensara era se incorporar na
unidade italiana, einquanlo que essa aspiracSo
ardente e incestante tas popularnos de Treto c
de Trieste.
Como se previa, a3 providencias adoptadas
pelo governo italiano contra o irredentismo, li-
veram um resultado contraproducente.
A junta de Trento e de Trieste, dissolvida por
um decreto, resurgi sob nova forma, e apresen-
ta-se como nica, activa e diligente. Aps a pu-
blicago do decreto, todas as apreciages radi-
caes de Roma, em numero de 32, lizeram june-
gao entre si, e jesolveram conslituiruina nova
junta com o mesmo titulo da precedente, a qual
ter una couimisso secreta, com o lim de ob-
viar a quaesquer sorpresas*, de dirigir a agita-
cao, e de continuar a lucta, no caso em que a po-
lica faga dissolver a nova junta.
O systema de represso, a que o Sr. Cnspi re-
correu, nao fez, pois, seno acirrar o irredentis-
mos c impriuiir-lhe um impulso mais subversivo.
O movimento toma agora um carcter de conspi-
rarlo, que o torna muito mais perigoso, que ilu-
da muito mais alcance, e que pe em relevo
incompalibidadeque existe entre os septimentos
do povo italiano e a allianca contratada pelo go-
verno de Roma com a Alemanh e com a Aus-
tria-
A impreusa de Italia est estudando com
muito cuidado as causas da emigrago, cada vez
mais crescenle naqoeila pennsula.
A emigrago definitiva, lito a dos que se
ausentara para nao voltar patria, augmentou
nestes ltimos annos de um modo assuslador.
Em 1876 abandonaram a Italia 19 150 indivi-
duos ; em 1888 o numero de emigrantes elevou-
sea 195.211.
A esta cifra ha a accrcscentar os multes re-
fractarios ao servico militar, e o contingente, que
do outros, que, tndo permanecido temporaria-
mente em Kranga, embaream no Havre, ou era
Marselha em direceo a Buenos-Ayres ou Xew-
York.
Alguns jornaes attribuem o rpido desenvol-
vimeolo da emigrago italiana miseria e dif-
(cuidado de pagar os impostos, pois nao sao
apenas os operarios que abandonara o paiz;
senao tambem os pequeos propietarios, cujas
trras ficam por amanhar por falta de bragos.
As medidas adoptadas pelo governo do Sr
Crisp, para conter a emigrago. nao deram re-
soltado algum satisfactorio.
Foram so'tas por deciso do jury todas as pes-
sos presas na porta Pa, em Roma, no dia da
commeraorago da batalba de Dijon.
O jury, apesar de reconhecer que os aecusa-
dos tinham coinmettido o crioM de rebellio
contra os agentes da autoridade, entendeu que
estavam suflicienlemente castigados cora seis me-
zes de prisa preventiva que soffreram.
Affirma-se com insistencf'que o imperador e
a imperatriz da Allemaiiha irao Italia nos fins
de Setembro ou principios de Outubro. demo-
raodo-se urna semana em Mansa com o rei Hum-
berto e a rainha Margarida. que j mandaram
preparar aposentos.
Ha quem diga que tambem rilo Roma ; isto,
porm, ainda muito duvidoso; e a realisar-se,
seria sob o mais rigoroso incgnito, e sob a con-
digo expressa de os reis de Italia nao os acora-
panharem.
Os imperantes allemes nao quereriam alterar
os hbitos do rei Humberto e de sua esposa que,
como se sabe, nao to Roma, seno urna vez
em cada anno, por ocasio da abertura do par-
lamento, em Xovembro.
Parece que depois da viagem de sea filho, o
imperador Frederico ir Roma, e visitar o
papa.
Santa S
A respeito do projecto attribuido ao papa de
abandonar a cidade eterna, El Liberal de Madrid
publica as seguintes informages :
O Summo Pontifico, cujo estado de saude nao
muito satisfaciorio, pensa queestariaem Roma
e.xposto a graves prejuizos, se viesse rebentar
urna guerra, c tenciooava nesse caso pedir isylo
k.Hespanha, mas sem solicitar a posse de ne-
nhura territorio.
Os olTereciraentos deasvlo feitos por Barcelona,
SevlUja e Vatem-ia forara'recebidos 111 Vaticano
com verdaileiro jubilo.
0 boato da part da do papa, diz ainda El Li-
beral, pro'duzo certa coramogo as cortes da
Europa.
O governo hespanhol nao iguora que a Austria
i- a Allenjanlia pieferiam ver O papa estbelecer
a sua resid' una em Portugal, e que a prrraa-
i..ncia de S1I.1 Saiilidade na Hespaalia. contra a
ale ila- piincipaes potencias pod-ru levan-
tar um conflicto -' rjo.
ftw Isso, e com 0 tira de evitar es~e conflicto,
a HespaiMia snbraetlorii o assuppto a um accor-
b ru hu.i
1 r m Leopol
1 os dele-
do. O'il 1 rliefe
1 1J (general 'V m vf ,; il.Ht-) f
. ti' mg im. C 1,110 dele
a 11 .1 Si's-ia.i os -Ir-.
1 t e hi.l'.n ,e 4ia-
I f tfr.i 1
\l nuil d'i aueitura ira
. colon 1-,. I
as dos portudezes e
11,..p.iuii .es. ""_i*altf fallou o Sr. Luciano
Cn.iei: smenle ap-
intri,'as e erabaragos
,me o e llora e a atobico poltica
irui semeado d^povos era
prejuizo para a obr caosSiadora da
c-ivil sag;11 e 1a sci. 'i a "i relago xpanso
nial. U deTefado no-! "''na que
l'o'-tuajiy, firme e sinceramente contmuava a
1 aj esforgos ten-
- acciescentai a da colonisago,
e alnede civiiisar os poyos barbaros, eratanto.

X) Irntps, de caris informa que na ultima re
i\a l.u- ile Austria pela r.inlia
M tM& IfespaTh. 1. estes dous p.TS.i igens se
.rj& exclusivamente daquelle i--umpto, e
q je o islRii-tru do- negocios estrangeiiw nespa-
u!i.)i critnii a celebrar conferencias a tal res
(ii'ito r i:n tM re|)i-.'-.eilt.iutes das potein i -.
CORRESPONDENCIAS
Do Diario
PORTUGAL
de reraambueo
Lisboa, 5 de agosto
Cbegaram j a Lisboa jornaes do Rio de Ja-
neiro, que d&o todas as informages' cercado
odioso altentado de que ia sendo viclima S. H. o
Imperador do Brnzil. Tambem as folhas diarias
Jiqui teera feio ampios extractos dos jornaes
fluminenses que se referem aos tumultos que
ahi houve pdeos dias antes daquella sioistra
tentativa. A opinio publica est perianto bens
orientada e lamenta mais urna vez que a fatali-
dade hotvesse rapellido um individuo da colo-
nia portogueza para servir de instrumento m-
. nsciente aos que forjaram um acto de atroz
ivvii'dicta, que a rovidencia approuvc impedir
que se realisasse.
(i anniversario natalicio de h. A. o Sr. in-
fante D. Aflbiiso, a .11 de Julho, ib i muito feste-
jado no paro de Cintra. Depois do meio dia
houve r. cepef.o por sor o da tambera de grande
gala corno anniversario do juramento da Carta
Constitucional, sondo muito grande a concur-
rencia de pessoas da corte, altos fuicciooan&s
1 ivis e militares, paros do ni.10 e ex deputados
etc.. etc.
A' noile SS. MM. receberam naquelle mona-
meulal placio manuelino, decorado com extre-
ma riqueza, muito gosto o piopriedade. as pes-
!Uuj que costumar ter entrada no pago e a
quem, mesmo so111 convite, era facultado oacces-
so ao -aro. Dansou-se animadamente at
hora eta que foi servida urna oppara ceia. SS.
MM. nao dansaram. El rei e seus lilhos, eoSr.
infante D. Augusto, seu irmo, trajavam ca-
saca.
Do mesmo modo se apresentaram os cavalhei-
ros nao militaros. As seohoras, iam de vestidos
afogado>.
Na famosa sala dos Cisne S. M. a Rainha re-
cebia graciosamente de p as pessoas que vi-
nham entrando.
El rei eslava sentado n'um [uuteu, por lhe
nao permiftirem os seus padecimentos rhenma-
licos estar de p muito tempo.
A descnpcSo que veio em alguns jornaes da
ornamentaran das salas, escadaria e atrio do
pago, em que liguravam umitas das preciosida-
des artsticas adquiridas pe'a Sra. D. Maria Pa
na sua ultima digresssSo no estrangeiro, recor-
dara nos as inaravilhas dos coritos orientaes.
Riquissimos pannos de Arrhas eGobelins, llores,
arbustjs jarres da India, panoplias de armadu-
ras antigs, candelabros preciosos, cadeires de
espal ar lauxiados, um sem numero em fim de
objetaos raros, e de sinifteago histrica davam
aquella raanso realenga um tom verdadeira-
mente ango, que fazia resurgir a3 phantasiosas
tradiges. que se aninliam desde seculos naquel-
les rendilhados de pedra ou as cimalhas e le-
los caracteristicos do velbo solar a que suecessi-
vamente urnas poucas de dyaastias tem accres-
ceatado novas transformages, sem jamis desfi-
gurar a vetusta residencia de tantos soberanos
portuguezes.
Como prenda d'armas, S. M. el rei mandou ao
Sr. infante D. AO'onso o uso do brazao de armas .
do rei D. Manuel.
Por esta graga S. A. usar a serpe da casa de
Bragacga no coronel de duque, e no escudo as
quinas de Portugal.
- Informara do Funchal ser grande a corren-
te de emigrago que lioje se manifesta da finada
Madeira para Mossaraedes, florescente possessi
porlugueza na frica occidental.
S no governo civil do Funchal havia, na data
das ultimas noticias, 2:000 requerimontos de in-
dividuos pediudo passagem gratuita para as co-
lonias d Mossaraedes. cujo clima temperado e
adio muito convidativo.
Ha ao governo, dizera, o pensamento de apre-
ve:tar e dirigir cuidadosamente e>ra corrate de
emigrago. A fertiiidade do territorio torna-o
apto para todas as culturas.
Xa rainha de 28 do rnez passado, houve
urna lacuna importante ; ficaram de fra. ao cer-
rar da carta, alguns quartos referindo-se perda
irreparavel que a scena portugueza acabava de
sofTrer com a raorte do actor Antonio Pedro.
Este vulto eminente do palco nacionatnao
poude resistir por mais tempo complicago de
enfermidades que o traziam, de ha muito aupie-
brado, entre a vida e a morte.
A admiraco que o nosso publico professava
pelos dotes excepcionaes de Antonio Pedro, ma-
nifestou-se, agora, poderosamente, na consterna-
co verdadeira com que essa, alias esperada no-
ticia, sobresal tou a toda gente. Nao hyperbo-
le a expresso, pois todos lamentavam a sua
raorte desde as mais humildes familias popula-
res a quem a sua verve inexgotavel tinha feito
esquecer alegremente, por algumas horas as
amarguras da vida real, at s classes que vivera
com SeeafSgo e que tantissimas vezes applaudi-
ram aquelle portentoso talento scenico em todos
os gneros dramticos. A. Pedro fez parte das
companhias de quasi t)dos os theatros de Lis-
boa ; no drama creou papis inolvidaveis, como
no Sallnnbanco e no l'aralylico : na comedia pro-
priamente dieta, na larga nacional, as mgicas,
nos monlogos e scenas-comicas foi inimitavel.
Quando os seus colle.gas, os seus amigos, os des-
conbecidos, os jornalistas iam Telicital o entre os V.
bastidores, ou ao seu camarim: Que querem,
calhov assim E com esta obrase habitual ex-
plicava os prodigios de natralidade com qt,
sem mesmo elle dar por isso em sua modestia
extrema, se tinha arrojado aos impetos geniaes
dos lanees trgicos, ou creago de typos do
mais supremo ridiculo em que era insigne. A
impreusa teceu lhe unnimes panegyncos. Toda
a biographia interessante desle homem do povo,
tornado era celebridade por vocago irresistivel, (
encheu as largas commeraoriges com que o
nosso jornajHsmo pagou a irrecusavel home-
nagera qoe era dovida a esse filustre ex-
tincto. O sahimento foi de veras importante.
Quasi todos os Ihealros de Lisboa cubriram de
creps negros as suas fachadas e suspendern
os espectculos. Grande uumero de associages
e gremios se lizeram represeutar no prestito f-
nebre. Coras sem cont e algumas primores-'
erara coeduzioas pelos represenlantes des"
agruparaentos e fnram depostas no jazigo em .
ficuu, de emprestimo, por se achar inundado
mausoleu monumeolal que no cemiteno dos
zeres se erigi, ha annos, para repousarem <
restos mortaes dos actores do antigo theatro nor-
mal.
Do coche fnebre pendiara as coras com que
fra brindado oas suas noites de gloria.
Houve discursos palhetieos beira da.sj
tura.
Agoia urna commisso composta de
dores de Antonio Pedro, de que presta
Sr. Pinheiro Chagas e iesoureiro o Sr. J(
Gregorio da Rosa Araujo. promOve bene
nos theotros o urna Pubscrpgo publica e
lugal'e no Brazil. cujo pi-oduno >er e4fif
na construego de um tmulo, mouument
lhe abrigue os ossos, e era acudir a consterna
Ja viuva e filhos do grande act
Ante-hontein deuse urna recna na lnndade,
ruja recita integral ClilOiOOO fortes) foi j en-
tregue aquella desvenliira.la senhora.
Artistas e orchestra nao qutcrara r
go.>
O gaz e despezas geraes fura .1
empreza.
Projectam-se outros espectculos c un o mes-
mo piedoso fim.
A casa em que fallecen Antonio nato
ao largo do Maslro, na travessa dos Salgaaeiros,
era d'elle, mas eslava, In muito. hypoihi;cada!
Desde que obteve a sua reforma, Antonio Pe-
dro nao se esrripturuu mais em corapanhia ne-
nhuma. 'As vezes representava. mas em bene-
lic os, para valer a infelizes.
As desposas do tratameao das suas ailetias,
dcoravam me algumas economas.
: ira com o lucio e a dr entrar-lhe-hiaa
mi tiva que tomaram os seus amigos o admirado-
res.

. r
r
1
- .iJttTiaTiala
i^tu



2
Diario de PernambucoDomingo 18 de Agosto de 1&9





Tinha-os ahi, e muito dedicados e bem empre-
ado seria qualquer donativo que se mandasse
a commisso para ajudal-a a desempenharse
de lao caritativo empenuo.
fago parte da commisso ; ninguera rae
: ae escrevesse estas linhas ; mas (icaria
mal comigo inesrao se nao as tivesse escripto.
__Os nossos compatriotas, membros, da So-
edade de Geographia de Lisboa que assistiram
lia poucos dia3 ao congresso colonia!, que alli
se celebrou, houveram-se briosamente nos ter-
renos das reivlndicagoes nacionae, owle to
calumniados temo3 sido pelos emulas ias gloriosas tradicgOos.
D'aquelles porluguetes, os que tnais se dis-
tinguirn!, discurando com applauso geral dos
drcumstaatcs, foram os Srs. Luciano Cordeiro
* Ferreira d AIraeida, o priraeiro secretario
perpetu) da Sociedade de Geographia, e o se-
gundo vpgul do conselfcp director da mesura be-
nemrita sociedadi'. \
Traballra-se j muito em eleigao para de-
putados. embora se nao conlieci anda em que
da ser lixada a convocago dos collegios elei-
tor.i
Foram oleitos ha pouco tres pares do reino :
O Sr. Viscond^ de. Melicia, por Leiria, o Sr. Si-
ajoes Carneiro, por^Evora, arabos progressis-
tas.
Ha um terceiro eleito; mas neste momento
aSo me. record do nome delle, nem do circulo
que o elegeu.
A KOMI passada celebrou-se Te-Deum so-
lemne em S. Domiugos, Lisboa, pelas mrltioras
e regresso de sua emiucueia o cardeal patria-
dla
Foi extraordinaria a concurrencia a este acto.
Pares do reino, toda a vieille roche da nossa
aristocracia o clero paroehial, ex-deputados,
Junciouarios de todas as cathegorias, generaes,
eomraundantes e ofQcialidade dos corpos da
guaruigo de Lisboa, e graude nmeros de se-
nbora, euchiam o cruzeiro do vastissimo lein
ylo,aajdo o resto da nave prehenchido pela mul-
adao dos fiis e curiosos.
A armaco da i^reja era a capricho ; a mu-
sica excelleiite,
A faoRlia real fez-se representar pelos seus
camaristas e ajudante de campo.
Sua emineucia assistio festvidade. O Revd.
prelado vue publicar urna provisao patnarchal
ao cabido, clero e deis do patriarchado, agrade-
eendoasinauifestagOes de rigosijo prestadas pe-
_o seu restabelecimento.
Tem estado a exposigo a igreja de S. Domin-
gos
Pouco se tem oceupado j a imprensa
eom as violencias de algumas folhas inglezas
contra nos, a proposito da resciso do contrato
da compauiia do caraiuho de ferro de Loureuco
Marques.
Os Pontos nos ii, de Brdalo Pinheiro que
ain-la eoutinuun a diaforgar-se com grande fe-
ociaade patritica do que o Punen de Londres
desenhou para nos injuriar.
- RM-se fazendo corrego aos carinos cri-
minaes da cmara de Lisboa.
Aguas jornaes tin dito cobras e largatos
eontra os escrivaes. salvo honrosas excepgoes.
Parece que ha milharcs de processos de multas
ataba fados com projuizo da fazenda publica.
Jkveriguar-se agora se honve peculato e proee-
er-seha, se se pozer urna pedra em cima de to-
das aquellas gcniilesas da Boa-Hora, o que tam
iem pode acontecer.
Pede urna parle da imprensa que se reduzam
as tarifas do caminho de ferro do Algarve, que
am dos mais poderosos factores da futura pros-'
fndaile* desenvolvimento d'aquella provincia^
evadas as tarifas, como esto, paralysam-lh'o.
Pede-se tamoem que se coucedam bilhetes de
Sda e volta a pregos reduzidos para as estages
algarvias d'alguma importancia.
Espera-se que seja no dia I i do corrente
mez a inaugurago da nova estacao da Avenida
(jauto ao Roci) para servico de passageiros que
ae destinara as linhas de Cintra e Torres Vedras.
Ha nova gare j esto assentes tres vias do lado
de oeste e vo comegaros trabalhos da cobertura
iatnarquise n'essa parte com placas de ziuco ca-
Beilado.
Os trabalhos de apontamento da via dupla j
esto concluidos, havendo algumas agulhas na
iocca do tunnel do lado da Avenida, para servico
de manobras.
. Do lado da calgada do Carmo teem continuado
om grande actividade as obras, sendo j fcil o
accesso de qualquer vehculo aos pateos da es
tacas.
Esqiieceu-me dizer-lhes mais aciraa que o
governo portuguez contractou a execugo d.is
obras de acabaraento do caminho de ferro de Lou-
wnco Marques, que est por construir at Ioco-
mati. O coutraclo foi feito com o engenheiro in-
glez Sawyer, que dirigi tambera a construego
do caminno Be ferro de Morraugu e as obras do
porto de Mormugo na India portuirueza. O go-
bern occuoou-se ao mesrao lempo da refaeco
da linha nos sitios que esto.eslragados pelachu-
va, ou or terem sido defeiluosamenle construi-
dos.
Os agentes do governo esto procedendoao in-
ventario da linba.
Foi grande a decepcao dos agentes injdezes da
eomnauhia conessionaria, quando alli chegou o
lelegram na de Lisboa, que annuncla a resciso
do contracto.
Elles cjutavam que o governo portuguez ti-
esse desistido dos seus projectos e que nada ti-
aham a receiar. pelo que se mostravam mais ar-
JMtrarius do que do costume. Maior foi ainda a
ana decepeo quando no dia seguinte, em virtu
de de ordens enviadas da metropole. os agentes
do governo portuiruez Ihes exigirara a entrega
mmediata da linha e de todas as suas depen-
denens.
Foi preciso ocenpar com tropa agare e o com
ioio j proiiipto a partir, e ato mesmo empregar
a furca para ensiuar um machinisla Ingles, que
Azendo avancar a locomotiva e os wagous cheios
de soldados, pretenda raptar a forca armada.
Dendo os empregados superiores da linha con-
Tenccrara se de que Ihes seria intil a resis
tencia e-fez-se a entrega do material com todo o
aecego.
Contina a fallarse ni possibilidade da
Tinda do Summo Pontfice para Portugal; mas
a maior parte da imprensa nao toma esta uven-
tnalidaJe aserio.
Um jornal, porra, annunciou, ha pouco das,
que os catholicos portjgu^.zes votaram urna raen
aagem ao Papa, lerabrando-ihe a conveniencia de
r JhTar se em Mafra, 110 caso de abandonar aitalia.
A famosa baslica de Mafra. as espacosas e opu-
lenta- dependencias d'aquatle exlincto convento,
de tem estado grande quantidade de tropa
aqnartelladas, o Real Collegio Militar, em tempo,
diversas escolas e oflicinas do Estado, etc., dava
kem, cora bastante largueza com os seus jar.iins
e tapada para abrigar o Vaticano e a cuna pon-
ificia, cwn o indispensavel espttndor.
N'esai hypothese, teria a casa roal de ceder
parte-do celebre monumento, onde'na nada :ne-
bos que pacos reaes.
E' de crer, porm, que este ofTereciraento lique
ein aguas momas, como ficaram idnticas oller-
as de varias municipalidades hespanholas. O
aomptiioso edilicio de Malra ura enorme paral
lelogramraa, cujos lados mais longos tera mais
de 300 metros de extensao. Ha no edificio 866
aposeatof* salas. Est p^rto de Cintra. A nag-
niliccncia.dos seus marraores e estatuas, e o seu
amo*o car"ilho cujos sinos representam um
yeso det90 toneladas de' metal faze:n cora que
a visitiaMafi-a, seja um ponto obrigadode todos
ae estraajpiros que vni a Portugal.
As gaxeliliius em metro fcil (em brincado sera
revereqBMotn este oCTreciraento projectado ou
sito porquera nao tem antoridade para o fazer.
Sao me record seju Ihes disse que foi pu-
ilicada a carta d.'lei creando novo3 consulados
de primeira classe era Banana (Sajado indepen-
den te do Gonnol.'ctn Oretoria (no Transwaal), no
altanado de Zanzibar, em Canto (China), em
Dentera Aa Guyana ingleza). em S. Francisco
da HH Hit, c em Honolula. na ilha Ilow.ii.
0 'isppil para os novo i consulados portugue-
jes foi ji'Borneado e creio que foi acertada a es-
col ha
E-t i era Lfsba, no tlieatro da Avenida urna
companlna lyrica de operas, que tem agradado
immenso. Tera j cantado com xito o Rigoleto,
a Lucrecia e o Htrmani.
No R"id CnUiit-ade Lisboa faz furor a troupe de
jarzueu, cuja estrella 0 a Montes, cuja voz e re-
Memos edeantam o publico. A Trindade d to-
das as rioites o Gato Preto, opereta que esteve
meitos mezesn'uratheatro do Porto. Nos Condes
lerminou rom 106 represeotaces o Tim Um por
Un Um de Souza Bastos.
i lem l dado espectculos com l'rancezes
francezas. Do scenas de. ventriloquia, de imi-
tec/Jes, comediasitas ligeiraq, etc. etc.
Dentro em pouco abala tudo para o campo..
ou para Pariz.
A Aveaida com a Iue elctrica rene noite
muita gente para tomar o fresco, mas de urna
serasaboria medonha. O, crelo de msica ca
longe e em sendo oito horas retira-sc, porque os
msicos militares vio para os Iheatros ganhar a
sua vida, e ahi na Avenida tocam ex-oficio.
L.
FIPWCAS E C01HERGI0
0 Banco Deloredere do Rio de Janeiro, consti-
tuido cora o capital de .000.-00)*900, tem reali-
zado no anno tlnanceiro corrente transaccoes no
valor de *9.761:80U0U; e d'ellas re!aJtou-lhe
um lucro liquido de 454:810*999, ou 22 3/4 /
Aos accionistas foram distribuidos dous divi
dandos no valor de 240:000*000, equivalentes a
12 % ao anuo, elevada a fundo de reserva e lu-
cros suspensos a quanlia de 136:650*779. Isto
corresponde, fra os dividendos distribuidos, a
um beneficio de 13*665 por accao.
*
* *
Um correspondente de Vienna communira para
o Times que acaba de se constituir em S. Pe-
lersburgo urna sociedade commercial, cujo m
t l'a/.er concurrencia ao commercio ingez na
Asia Central, l'ersia e Afghanistan.
0 capital accionario ser de 15 000,000 de ru-
blos, estando em subscripgao 3.000,0<0.

Continuara os melhoramentos do porto de
Buenos-a yres.
Acaba de ser approvada urna nova conslrueco
pela commisso de engenbeiros e pelo conselho
de ministros, sendo concedida casa Portalis Ir-
mos & Carbonnier.
Trata-se de construir nm caes desde a extre-
midade norte da capital at ao Arroyo Maldona-
do, dando em resultado um grande aterro no rio
da Prata cuja extensao comprehende 5,154.000
metros quadrados, tornando-se esse aterro* pro-
priedade da empresa constructora.
A Deutsche Dampfsclffahrls GeseUschaft Neptli-
no, que ha muitos annos tem ura servigo regular
de vapores entre Anvers e os portos do norte de
Hespanha e Portugal, vai estabele<:er urna linha
directa, sera contar nos portos Ranete, entre
os portos de Malaga, Carthagena, Alicante, Va-
lenga, Ba-celona e Tarragona. E consta tambera
que foi apresentado ao ministro da marinha de
Portugal una proposta do Sr commendador A.
Marques, para o estabelecimento de urna linha de
vapore? entre Lisboa, India, Timor e Macao, c
entre esta possesso e a America, tocando em
Hawaii (ilhas Sandwich).
Parece que esta proposta foi muitissimo bem
acolhid pelo Sr. ministro, e 6 de esperar que
o governo aproveite a occasio de estabelecer re-
lagoes coraraerciaes entre a metropole e aquellas
nossas colonias.
MDDSTUA8 E ARTES
Para seren cultivadas na estago ojoologica,
que o governo pretende fundar na provincia de
S. Paulo, foi incumbida a legagio imperial em
Washington pelo ministerio da agricultura de
adquirir e remetter Dar o Rio de Janeiro, devi-
daraente acondicionadas, mudis enraizadas de
videiras norte-ameri:anas de diversas espe-
cias.
Para este fim foi aberto na delegacia do Tiie-
souro Nacional em Londres o crelito de 100
As especies, de que se trata, tero sido de
certo indicadas por competente profesional, se
gundo reclama a bem entendida precaugo que
nisto deve andar.
No estado actual da questo vincola no Brazil
a iraportago de bacellos deve ser objecto de
mui particular vigilancia. At agora preserva-
dos do Phyltoxera vastatrix, ou pelo menos ne-
nhura indicio havendo da invaso deste terrivel
parsita, curapre evitar cora saturna cautela que,
cora o louvavel intuito de constituir e reconsti-
tuir vinhedos, venhamos a importar germens do
for raidavel inimigo da videira.
A admmistrngo publica, qual se mostra pelo
ultimo relatono do miwteno da agricultura,
est bem compenetrada da finminencia de serae-
Ihante perlgo.
*
Foi approvada a planta dos terrenos para urna
nova estac da estrada de ferro de Santos
Jundiahy, entre os burros da Luz e do Brax, em
S. Paulo; e concedeu se privilegio e garanta de
juros para a construego da estrada de ferro
central da Babia, na direcce das trras de Oro-
bo e prolougamento da mesma estrada at o val-
le do Rio de Contas; bem como ao Banco Auxi-
liar, cessionario do arrazamento do morro do
Senado e aterro dos pantanos da cidade, os fa-
vores aulorisados pela lei n. 3,01 de 2 de De-
zerabro de 1880.
#
No Uruguay aeabam de ser feitas duas impor-
tantes concesses de caminhos de ferro parta-
lo de Montevideo e seguindo pelas cidades do
Rosario, Colonia, Mercedes, Palmira e Paysand
n'una extensao de 700 kilmetros.
Estas concesses forara compradas por um
svndicato inglez que vai coraegar prximamente
os trabalhos.
Alera disso, adiase o poder executvo autori-
sado a tratar com M.M. Castro Pelty & C. a cou-
struego e explorago de um caminho de ferro
chamado Caminho de ferro interior ,0 Para-
guay. que, partindo da Colonia, portatsiluado
em rrente de Buenos Ayres, siga al fronteira
do Brazil, alravessando o Centro do paz pela ci-
dade do Rosario, Tnnaade, Durazno e Cerro-
Chato.
A garanta de 6 % sobre o casto kilomtri-
co estabelecido.
*
Urna companhia d'Elk Rapid, Michigan, que
manufactura 50,Ipgcladas de ferro por dia com
carvo vegetal, drtcobrio o modo de utilisar o
fumo do mesrao cffvo que d'antes se perda.
A' proporgo que se forma o tumo, faz-se pas-
sar por alambiques, que contera cobre, sao cer
cados d'agua fra : e a condensago d era resul-
tado o acitrato de cal, o alcool, o alcatro e o
gaz.
Este ultimo consome-se as propnas caldci-
ras.
Sobre a descoberta ? o que dizera. Mas pa-
rece que nao tem sido aceita ainda como fado
indisputado, tanto que ha jornal que notician-
do-a, concluio com estas palavras faceciosas:
Era corrente at agora, que o fumo nao ser-
via para nada, c apenas representa va o emble-
ma da vaidade e da vacuidade, .sendo que de
ura individuo sot% pri*tijo e vauiflonoso se di-
zia de ordinario.: so O'iwfmtacu.
A quleinv ;irixrdo'on inne un telc fume,
L'obscurit''' vaufffi/nxquetant de renomc.
De boje elidante', porm, nao poder-sena
mais dar aquella plirase tal sentido. Homero
clieio de fumo, quaid-oip4i,;expf*nmta, que elle
rico, era doses omftr^de quiltro elementos
acetato de cal, al/ifPridWti*o c gaz. Mas
bem complicado sedtutk> para determinar
a do-e desses quatro ImMKos.-era todo hornera
cheio de fumo, gtica^'jftjmtretanto ofeupaco
cli;,'na da gener
mente, que apezar da escrupulosa reserva que
se tera guardado'em> tudo quanto se refere ao
submarino, e nao obstante o mutismo em que se
encerraratp os ofliciaes tripulantes do mesmo,.
consegnio-se averiguar que se realisaram no
Peral as provas de respiragSo.
Depois de fechadas hermticamente as escoti-
Ihas, unir comraunicagSo que o barco tem com
a atraosphera, os seus tripulantes e varios ope-
rarios, em numero de doze pessoas. permanece-
rain nelle encerrados por espaco de tres horas,
sendo a respiraco normal, sem se notar ne-
nhum symptoma de fadiga ou cansaco, apezar
de se ter fumado dentro do submarino.
Esta prova foi em extremo satisfactoria, por-
quanto, para obter o dito resultaao, nem hoave
necessidade de recorrer aos meios efticazes de
reoovago e depurago do ar, de que est prvi-
do o submarino.
Crtj-se que o Perdi entre no dique e proceda
ira mediatamente s provas de immerso.
REVISTA DIARIA
_jflatnr
ao mar,
O celebre barco
deu que fallar ha tem
zer varias experiencias1
No di 17 de Julho,
de, abriram-se as portas MHHtqK.de 5.
do, onde se achava o Perale esresafio
escoltado por tres lanchas a vapor.
A viagem foi esplendida,'e a marcha*do ba4p
superior a todas as esperanzas. I
0 submarino chegou a ter 9 milhas de mur-
ena, lendo d;ixado atraz todos os vapores que o
comboyavara.
A bordo do Peral alera do autor do barco e
de sua tripolago. ia um rico americano hespa-
nhol chamado Casado, que deu a Peral urna
quanliosa sornraa pira os estudos de nm novo
submarino.
O Peral, objecto de tantas e to renhidas con-
troversias, cortn as; aguas com raagestade ga-
Ihardia e rapidez, e depois de varias evoluges
na bahia regressou co arsenal.
A marcha foi sempre contra a corrente d'agua.
Nao se notou variago alguma na corrente
elctrica, bem que apenas se ulisassem a me-
ude das bateras.
As provas definitias de unmersSo verifleam-
e era breve.
O npardal deMsdrid accrescenta posterior-
U. A. o Sr. Conde d'Eu-Era trem ex-
j^fjresso da ferro-via de S. Francisco, seguio hon-
leun, s 7 horas do dia, para Palmares, S. A. o
Sr. Contle d'Eu, sendo acompanhado pelas pri-
raciras autoridades da provincia e diversas pes-
soas gradas.
Em Palmares foi S. A. recebido com inequvo-
cas provas de respeitosa consideragao, sendo
muito victoriado.
Depois de alguma demora alli, S. A. tomou
outro trem expresso do prolongamento, no qual
foi para a Colonia Orphanologica Isabel, onde
chegou tardo, sendo ahi receDido pelos fivds.
padres capuchinhoscom toda a amabilidadeqo'
costuraara despensar s pessoas de mor qualili-
eago.
S. A. pernoitou na Colonia, e boje pela wati,
deve seguir para a cidade de Garanhuns, oSron-
do regressar hoje mesmo tarde.
iVr.iM'Jiio sravK No dia 14' do cor-
rente em S. Jos do Egypto quatro individuos,
cujos noraes esto na parte de polica, depois ae
praticadas desordens no logar da feira, nvadi-
rara a casa de utn morador, maltratando-o, tra-
vand > se um conflicto de que resultou sahir Ge-
nuiuo de tal gravemente ferido.
Os delinquentes evadiram se.
Era 21 do passado, na feira de Pogo, do dis-
tricto de Santa gueda de Pesqueira, Lenidas
Al ves Feitosa ferio gravemente com diversas ta-
cadas a Jos Querino Bczerra.
O criminoso foi preso em flagrante.
Morte e terimentnNo dia 4 do cor-
rente, no logar Alaga Secca de Santa gueda de
Pesqueira, travaram luta Jos Luiz da Rocha, Ma-
nuel Luiz da Rocha e Miguel de Lyra, ficando
morto aquello e feridos gravemente os dous lti-
mos.
Apreaentaram-seAo Sr. delegado do
Rio Formoso apreseotaram-se c foram recolliiilos
cadeia Joo Baptista Haro e Paulo Carao, indi-
ciados como cmplices em crirae de homici-
dio
PalnlitladeNo logar Agua Fra, dislricto
do Curato da S de Olinda. recebcu casualmente
antehontem Floriano Soares Botelho na regilo
abdominal ura tiro de revolver, disparado pelo
tenente Miguel da Cunha Ferreira, que experi-
mentava o mesmo revolver em m hora para am-
bos.
O ferido foi recolhido ao Hospital Pedro He a
autoridade policial procede ao inquerito.
Victoria De telegramma dessa cidade re-
cebido hontem a tarde consta a priso do redac-
tor do Lidador.
Nao sabemos qual o motivo, que determinou
tal acto, sendo no entretanto conveniente que a
autoridade superior cuide de indagar sobre
elle
Correio da Europa Est em distribu-
gao o n. 16 desse importante quinzenario, de
publicacao em Portugal.
Club Republicano Fre Caneca
Hoje s 10 horas da raanh re une se esse Club
para proceder a eleigao da respec.iva directora.
Vacuidade de Direito -Anianli pelas
3 horas da tarde, tem lugar a solemnidade alu-
cia! da collocago da pedra inaugural do novo
edilicio destinado Faculdade de Direito desia
capital.
Kxpoaico l producto inituv
triaenRealisa-se hoje a da fabrica Rheiti
gantz, ra do Imperador n. 22. pavimehioHer
reo. pelas 2 ora- da tarde.
Ponte de AfosadosVai entrar era con
certos essa ponte, e por isso, do dia 22 do cor-
rente (quinta-feira prxima) por diante, ficar
interrumpido por ella o transito de vehculos e
animaes. Devero estes, nortanto, seguir pelas
estradas dos Remedios e da Magdalena, quando
demandarem esta cidade ou d'ellla seguirera para
0 interior.
Conflicto. ferimentOM e morteRe-
fero a parte policial publicada na rubrica pro-
pria, que, constando ao delegado do termo da
Pedra que no lugar Caldeires, desse districto,
se achava homisiado o criminoso Manoel de Bar-
ros, fez para alli seguir, a 8 do corrente, urna
forja de polica, acompanhada de 2 ofliciaes de
justica, com o h'm de prender dito criminoso.
Em casa de Silvestre de tal, onde devia estar
oceulto o referido criminoso, e a fual, ao que
parece, pz cerco a forga, travou-se couflicto, do
qual sabio ferido gravemente a praga Joaquira
Gomes e mortilmente Clementrno ae tal, conhe-
cido de Silvestre, tendo o mesmo Cleraentino
fallecido 2 horas depois.
Quanto ter sido ou nao encontrado o crimi-
noso, nada reza a parte policial, da qual se de-
prehende que era falsa a informago qe derara
ao delegado da Pedra, parecendo portante que
foi essa autoridade pelo menos precipitada na
diligencia.
Quera resoonde entretanto pelo conflicto, pelos
ferimentos d'elle resultantes, e pela WurU: de
Cleraedtino ?
Featividade Hoje, na igreja fla Santa
Cruz, tem lugar a festa de Sant'Anna, constan-
do de missa solemne s 11 ooras do dia, com
sermo pelo Rvm. frei Pedro da Puriflcago Paz
e Paiva, e Te-Deum s 7 horas da noite, pregan-
do o Rvm. frei Augusto da Imraaculada Concei-
go AI ves.
Tocar nos actos urna banda de masica
Crrelo* de PernambucoCom o pra-
so de 30 das, contados de 15 do corrente mez
acha-se abera concurrencia, na administragao
dos corrers de Pernambuco, para o transporte
das malas que tera de ser expedidas pelo mes-
lio correio para o interior da provincia no de-
ocurso do anno prximo vindouro de 1890.
As condigoes desse transporte censtam do edi-
tal publicado na secgio competente.
Eleico de conreara Hoje, s 9 horas
do dia, lajgreja de S. Gongalo, ter lugar aeljii-
gao dod .faaccionarios que tem de reger a ir-
maiidade'd'o Senhor Bom-Jesus das Dores no an-
no coaiproBiissal de 1889-189d.
ffkeatro Santa Isabel E' hoje que se
realisa no tlieatro Santa Isabel a .ft3t artstica
do actor Lyra, com as comedias rindo de^faris,
lm rapaz tmido, Ex>mplo casados I Tichantj-
mktlnmjDang.
. Pedro IIPela LYraria Firmin-Didat
aePariz, acaba de ser publijado'ert um volume
'de wl paginas um bom livro de Bibliographia,
dsrri|itn por Mr. Benjamn Moss, cujo livro tem
Simplesmente por objecto D. Pedro II.
1 No prefacio d o adtof as razOes que o Ieva-
ram a pabfiear este livri^ "razoes que felizmente
krecon!: 'Cidas por todos, quer sejam eslran-
gerr nacionae;.
IKa primeira pagina traz o retrato do Impera-
dor.
.-Confessamo-nos agradecidos pelo presente.
Arebeolosia Descubri-se rechtemente
em Sparta ura tmulo no qual sejulga ter en-
coiftrado os restos de ura raonarchl, que refnou
1,600 annos antes da nossa era.
Entre os objedosencontrados*dewp db tmu-
lo, liguram tagas de ouro, maciaJIs, pelles e
urna cora.
Continuara a3 escavages.
Hacbina oieioraiDiz o Jornal do Com
mercio, de Lisboa, que Mr. de Lanvage, belga,
acaba de fazer ura inven*, que. parece, vai ser
apresentado na Exposigo de Pariz.
Tratase de ura apparelho thtinado a evitar
fraudes eleitoraes; Pode servir o machnism'o
para urna eleigao 6m que haja 10 candidatos,
Bendo o modo de funecionar como segu :
"Entrega-se a cada eleitor tantas espberaa ine-
tallicas quautos foreaP'bs iftputalos a eleger,
estando os nomes dos candidatos marcados ao
lado de urnas fendas abertas na tampa do ma-
chinismo, o por onde as espheras sao lancauas.
Essas fendas sao urnas especies de vlvulas
que se cerram logo depois da passagem das es-1 botera do OraiB-ParA 4 parte da
pnerag. Estas, no seu trajecto atravez das en- 23" lotera,'de3sa provincia, cajo premio grande
tranhas da machina, fazem mover certas molas
que raarcam successivamente o numero de votos
en guI idos.
Na parte inferior ba outras tantas fendas por
onde as espheris sahem, indo alitihar-se dentro
de uns tubos, abertos por cima, e era frente do
presidente da mesa.
Consta-nos que o governo vai prohibir a en-
trada-de taes apparelhos era Portugal.
Retinta Sportiva Est era distribuicao
o 3* numero dessa Revista.
Agradecemos o exemplar que nos foi oner-
mdo.
Jack, o estripadorA livraria Quintas
miraoseou-nos cora um exemplar do primeiro
volume do romance JpcJc, o estripador, de James
Middleton, verso da Bibliotheca Selecta Illus-
trada, de Lisboa.
Prende-se o entrucho do romance aos celebres
criraes qne tem emocionado a grande metropole
inglezaLondres, e foi escripto cora muita
verve e elevado criterio, sendo excedente a ver-
s5o portugueza.
Agradecendo o mimo, recomraen damos a obra,
que, alm do mais, tem toda opportnnidade.
Mal va-viduN de papelillo E9tando
terminada a construego de um salva-vidas fabri-
cado com papellSo pelo 8r. professor Thoraaz Ca
valcante, ser o mesmo sal va-vidas langado ao
mar no dia 25 do corrente s 4 horas da tarde no
caes 22 de Noverabro.
O systiieraa de construego era papello, subsli-
tuindo a madeira, j tem sido usado em alguns
paizes, mas, aqu na provincia nao nos consta
que at agora tenha sido posto em pratica seftio
pelo Sr. professor Thomaz Cavalcante.
O pequeo navio mede 12 1/2 palmos de com-
primento, 51/2 de bocea e 3 palmos de altura,
tendo as extremidades cmaras de ar.
Dissc nos o seu autor que tenciona na viagem
de experiencia que vai realisar partir do caes 22
de Novembro at a Barra regressando pelo no
Capibaribe.
Que seja bem succedido, sao os nossos votos.
CorrigendaNo artigo do Sr. Dr. J. Mo-
reir *lves, publicado no Diario de hontem, onde
l-se dvendo estar assentado, cumpre que lase
dizendo estar ostentado.
Directora da* obra* de comerto-
rtio do Porto* de PernambucoReci-
fe. 16 de Agosto de 1889.
120:0004000, ser extramda no dia 20 do cor-
rente.
Cirande lotera do Maranbao -A 5'
serie da lotera, dessa provincia, cujo premio
grande 300:u00i000 ser extrahida no dia 23
de Agosto.
Cemlterio PublicoObituario do da 16
de Agosto:
Sal, Pernambuco, 4 mezes, Recife; denti-
go.
Dr. Joo Pedro Maduro da Fonseca, Pernam-
buco, 67* ancos, vinvo, Boa-Vista; lymphatite
perniciosa.
Maria Francisca da Puriicago Silva, Pernam-
buco, 44 annos, casada, Santo Antonio; beri-
beri.
Joaquina Maria Tbeodora, Pernambuco, 58 an-
nos, viuva, S. Jos ; anemia.
Manoela Umbeiina Avila Pedrosa. Parahyba,
21 anuos, solteira, Afogados ; anemia.
Theodora, Parahyba, 60 annos, solteiro, Gra-
ga; epilepsia.
Etelvina, Pernambuco, 2 annos, Boa-Vista;
gastro cnterite.
Isabel Valeriana Barbosa, Rio Grande do Nor-
te, 26 annos, solteira. Boa-Vista, febre perni
ciosa.
Lucio Manoel Antonio, Pernambuco, 50 annos,
solteiro, Roa-Vista; enterite.
Antonio Jos da Cruz, Pernambuco, Graga ;
ber.beri.
Jos Flix da Silva, Pernambuco, 59 annos.
solteiro, Boa-Vista ; enterite.
Felismina Francisca do Espirito Santo, Para-
hyba,-36 annos, Boa-Vista; diarr'ua
Joanna Baptista Tiburcio, Pernambuco, 19 an-
C0HIDNICAD0S
A IntinidaeSo
A Nacao, da corte, em seu numero de 8 do
corrente, no seguinte fulminante artigo condem-
nou brilhantemente o que vai por todo paiz de
perseguiges aos conservadores, tratados pela
actualidade poltica como se fossera de urna ra-
ga maldita.
Recife, 16 de Agosto de 1889.
Beaco.nsfield.
Boletiin meteorolgico

a. a
Horas 2s- 8| Barmetro a 0 Tenso do vapor -3 5
h- -
6 m. 23-6 762-05 19,18 89
9 26^-0 763-00, 18,88 74
12 28-3 762-67) 19 74 , 67
37t. 27-5 761-31] 1939 70
6 26-3 7(51-68 1888 7
Temperatura mxima28",50.
Dita miuima 23.25.
Evanoracao em 24 horasao sol: 7\4 ; som
bra: 4-0
Chuva-Nulla.
Direcco do vento : ENE de meia noite s 9
horas e 18 minutos da tarde; Eat meia noite.
Caimana durante 2 horas pela madrugada.
Velocidade media no vento: 1-97 por se-
gundo.
Nebulosidade media: 0,42.
Boletim do porto
nos,
res.
solteira. Boa-Vista; tubrculos pulmona
UM POUCO DE TUDO
I!1 P. M. B. M P. M. B. M- Dia Horas 809 da roanh 2-19 d? tarde 8 -27 230 da manh Altura
16 de 17 d Agosto Agosto 2-30 u-,65 2-.06 0-.72
Santo Antonio, pela
de Albuquerque e
ida Ba-Vista, pela
ca das Chagas; s
beta alma de D. Ma
ina 5 s. 8 horas, na
ralma de D. Mana do
beHewEttectuar-se-Uao os segura.es :
Araaoh:
P-lo agente Gusrao, s i i horas, ra dos
Prazeres n. 2t, de urna mobilia de Jacaranda e
muitos movis, lougas e vidros.
Pelo agente Modesto Baptista, s II horas,
ra da Impcratriz n. 78, da armago e mais
objectos ahi existentei.
Terga-feira:
Pelo agente Stepple, s 11 horas, ra do Im-
perador n. 39, de um predio.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, ra do Bom
Jesu- n. 45, de movis, cavallos de meio sangue,
instrumentos e outros bjecto3.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas,
ra estrena do'Rosario n. 8, de brilhantes, ouro
e prata em obras.
Mi*a* funebre*-Sero celebradas:
Aman ha:
A's 7 e 8 horas, as matrizes de Sonto Anto
nio, Agua-Preta e Palmares, pela alma do Dr.
Joo Hircano Alves Maciel; s 8 horas, na igre
ja da Penha, pela alma de D. Mara Benedicta
Mattoso Leite ; s 8 horas, as matrizes do Mo i
teiro, Boa-Vista eQuipap, e as igrejas da Con-
ceigo dos Militares e Collegio da Estancia, pela
alma do tenente SebasliofJos do Reg Barreto.
Terga-feira:
A's 8 horas, na matriz
alma de D. Maria Adelaid
Mello ; s 7 horas, na matri
alma de D. Maria Franc
8 horas, na mesma matriz
Ta do Monte Can pello Vj
matriz de Jaboalo, pe
Monte Carapello Vianna,
iM*ageiro Chffados da Europa no va
por inglez La Plata :
James Sraethurst, Marv Adamson, Henry Pol-
lok, Marin Ronchett. John Conolley, Joaquira
de Azevedo Canario, Jos Rodrigues Fragoso,
Augusto de Paulo de Carvalho, Pedro Antonio
Alves da Sil va,..Luiz Antonio Gongalves, Emilia
Maria de Oliveira e Manoel Jos de Amorim.
Sabidos pata o sul no mesmo vapor:
Fausto F. C.IFigueiredo, Diogo Maranhao, R.
Pedrosa e FranAsco S. Leite.
Sahidos pira o sul no vapor francez Vtlle
de Pernambuco.'
Lafayette Maria e Augusto Pimentel.
Sahidos para o norte no vapor nacional
Alagos :
D. Evangelina Lisboa, Thomaz D. dos Santos,
Antonio Pereira de Camino, Dr. Albino G. Car-
neiro Meira, Francisca M. de Jess, Justina Ma-
na dos Santos, Cezario Virgilio Veras, Dr. Lu-
ciano A. de Brito, Dr. Antonio Vicente do Nasci-
ment Feitosa. Geroncio Damiltoo, tenente Otton
de Carvalho Bulbdes. Manoel Rodrigues Cen
teiro, Jos Honorio, Pedro Manoei Alves, Ernesto
P. da Rocha, Antonio Tavares da Silva, Antonio
Jovino Freir, Jorge E. Coelho, Manoel Jos de
Amorim Jnior, Manoel, Antonio Kimraer, Ma-
noel Ribeiro Farias, Miguel Bezerra e Antonio
Paiva.
Caa de DetencaoMovimento aos pre-
sos da Casa de Detengo do dia 16 de Agosto de
1889.
Existiam 465 ; entraram 9; aahiram 10; exis-
tem 464.
A saber:
Nacionaes 405; mulheres 31 ; e;trangeir3 28.
-Total 464.
Arragoados 410.
Bons 377.
Doentes 22.
Loucos U.Total 410.
Movimento aa enfermara
Te ve alta :
Antonio Joaquim Carlos Bezerra.
iioKptai Pedro II O movimento deste
estabelecimento de caridade, no dia 13 de Agosto
foi o seguinte:
Entraram 14
Sahiram 1
Fdleceram 0
Existein 654
Foram visitadas as respectivas enfermarlas
pelos Drs.:
Cysneiro s 91|2, Barros Sobrinbo s 7, Ferrei-
ra Velloso s 9 1|2, Berardo3 12, Estevo Ca-
valcante s 6 1 [4 horas.
Nao compareceram os Drs.:
Maiaquias.
Pontual.
Siraes Barbosa.
Moscoso.
Ocirurgio dentista NumaPompilio nao com-
pareceu.
0 pharmaceutico entrn s 8 1(2 da manna e
Bahios4 da tarde.
O ajudante do pharmaceutico entrn a 7 lj4
da manh e sabio as 2 horas da tarde.
O Oraba, pode considerar-se, sob o duplo
ponto de vista da seguranga e da comraodidade,
a ultima expresso da sciencia e da acte-moder-
nas reunidas para elaboraren! urna obra prima.
Nao fazeraos a descnpgo minuciosa da .es-
plendida cidade lluctuante : mas, podemos asse-
gurar que e*te o mais aperfeigoado e o mais
sumptuoso de quautos vapores fazem escala por
Lisboa.
Sao Iuxuosas as installages de I classe, com
magnficos camarotes, um vasto salo de msica
com ura piano c ura orgo, urna conl'orlavel sala
de furao, bellas e numerosas casas de baoho
com tinas de marmore, e utna seberba casa de
jantar, popa do tiavio' cora janellas para tres
lados.
a 2> classe tambera mefgor que nos outros
vapores, e to confortavdl corno a 1', ditterindo
apenas desta era ser um pouco menos luxuosa;
, ainda assm, muito melhor que a 1" classe em
grande numero de paquetes.
Mas no que o Oraba deixa a perder de vista
os demais paquetes e que ha de obrigar todas as
eompanhiar de navegago caranetidores da Pa-
cific Sleam a segurf m o exemplo, as instal-
lages da 3 classe.
Quem escreve estas linhas j viajou em pa-
quetes da carreira do Brazil, e presencioo a vida
miseravel que passam a bordo os passageiros de
3* classe ; pode, portauto, admirar bem os im-
poriantissimos melhoramentos introduzidos pelo
constructor oeste bello navio.
Era vez de camaratas enormes, escuras" e in-
salubres, sera ventillago, onde noile dorraero
mistura centos de homens, mulheres e crian
gas. temo Oraba na 3* classe camarotes de dois
beliches para casados, ou'ros de maior numero
le beliches, mas reservados s mulheres, e todos
elles, em fim, bem ventilados, claros, com todas
as coudiges, em Km, de conforto, aceio e mo-
ralidade. -eiscentos e cincoenta lugares desta
especie tera o Oraba.
A seguranga dos passageiros est igualmente
garantida por todos os meics que a sciencia mo-
derna Um inventado : a llurainagao elctrica,
o navio dividido m grande numero de com-
partimentos estanques ; o camarote do com-
mandante mesrao na ponte, de modo que, em
caso le perigo nocturno, o oflicial de quarto sd
teem, para chamar o seu chefe, de Ihe bater nos
vidros das janellas ; o oflicial comraunica-se te-
legraphicamente cora o vigia que vai no cesto
da gavia e com os engenbeiros machinistas, os
quaes, para certeza de que foi coraprehendida
a ordem, a repetem para quem Ih'a d, igual-
mente por meio do telegrpho ; mas o que
mais importante e mais moderno, que o ofli-
cial tem a certeza do trabalho que esto effe-
i'tuando as machraas, porque estas notara n'ura
indicador elctrico, posto vista do oflicial de
quarto, o movimento que esto eflectuando em
cada momento.
Aa boias de salvago, quando atiradas de noi-
te a algum naufrago, tem um facho luminoso
que dura 20 minutos.
Emtim, o Ornba, grande navio de seis mil e
tantas toneladas, rene em si lodos os aperfei-
goamentos modernos, e com certeza diflicil de
excedor. A sua lelocidade mxima de 18 mi-
lhas ; a normal de 13, podendo a navio fazer
ordinariamente a viagem de Lisboa ao Rio de
Janeiro em 11 dias apenas.
Feridos em nossos amigos deraittidos, removi-
dos, proscriptos emfim, com rigor desusado e
sem attengo aos servicus prestados, tempo de
oxercicio, encargo de familia e pessoal mereci-
raento, temos em.voreclamado con'ra to aaa-
clironica violencia.
"^No oodendo esperar moderago era governo
reaccionario, insistimos era persuadil-o dos em-
baragos assm oppostos poltica porque se obli-
gara peranle a cora e o parlamento :de des-
truir a repblica.
Parece que o clamor das victimas em vez de
applacar irrita os sacriicadores I
E' no seio do partido conservador, no que elle
tera de mais dedicado s in-tituiges juradas,
que se tem escolhido os proscriptos"!
Alfiuns foram punidos por suas opinies'co-
nhecidas, e outros porque dellas nao quizeram
renunciar. A' espionagera nao escapara os lagos
de parentesco, as relacOes de amisade e as no-
bres affeigoes do reeounecimento. As visitas, as
conversagOe's e at os gestos sao registrados co-
mo suspeitos.
Eis a garanta prometlida liberdade das
crencas, j consagrada pela Constituigo do Im-
perio como direito absoluto do cidado.
Para maior seguranga da victoria em 31 do
corrente, emprega-se a ameaga com os tmidos,
collocados na dura alternativada apostasia ou '
da forac.
Nem empregados subalternos, na mxima
parte assalariados, forara dispensados da previa
e terrivel intimacao!
Tudo se lenta para vencer a opinio adversa;
onde nao penetra a seduego. emprega-se a
aracaga e se anda resiste, o exilio e a proscrip-
gao.
A corrente republicana engrossa com o tribu-
d'o do desespero. Na eleigao do dia 4, o partido
republicano apresentou em linha de combate,
forga snfficientc para obstar a victoria do parti-
do constitucional mais forte. O que pareca no
Rio de-Janeiro um resgato transitorio transfor-
mou-se com rapidez inquietadora, em onda cau-
dal. No Rio Grande do Sul urna catarata irre-
sistivel. Tamb -m foi alli que a derrubada traus-
poz toda medida.
Nao tanto os interesses das instiluiges, como
os dircitos da consciencia reclamara prompta
defeza e proteego. Ou desistir do poder de in-
tervir na direcco dos negocios pblicos pelo
vol, deixando ao governo o trabalho e respon-
saoilidadede organiaar a parodia da represen-
tago nacional, ou constituir urna assoeiago de
auxilio e amparo, em que se apoie a liberdade
individual.
Falsificado assira, em sua or-era, o governo
representativo nao poder resistir por muito
tempo a i mi i lie renga do cidado, que no voto,
em vez de um direito da soberana, reconhece a
causa de vexamos c oppresso. Eis a razo das
abslenges e da victoria das minoras turbu-
lentas.
Como governar a nago sem conhecer suas
ideas: e como conhecel-as obstando por todos
os modos a livre manifestagao f !
Por este processo, que nao 6 novo, a victoria
das urnas eleitoraes nada garaulem; nem as ins-
tiiuiges, nem o governo.
PUBLCALES 4 PEDIDO
**#
Urna noticia horrivel da qual Deas nos
acuda e nos livre in omma scula seculorum.
Prximamente ter lugar era Paris, nos jar-
dins das Tulhenas, ura concert monstro, no
qual tomaro parte 28 mil instrumentistas !-----
as msicas executaro a Marselhesa...
Pergunta-se em que jamis culpada a huma-
nidade para merecer um castigo semelhante ?
Que se trate de urna conjurago de mdicos
especialistas para as doengas das orelhas...
SPORT
Devia ter chegado Bahia o jockeyJFrancisco
Monteiro, que embarcara na corte no vapor alle-
mo O/to trazendo o parelheiro puro sangue
Ernani-
Foi .comprado para a Coudelana Internacional
daquella cidade, em cujos prados ter de correr.
#
Na Rahia. o gerente das cocheiras da Candela-
ria Aymor, de nome Rozendo, deixou de fazer
parte do pessoal da mesma coudelaria, perten-
cente ao Sr. Luciano Augusto Ribeiro.
#
Foi vendido para garanho, pela quanlia de
2:600, ao que nos informara, o conhecido pare-
lheiro dejpuro sangue Floquet.
.*#
Urna commisso do turf londriao, contituida
com tres socios do Jockey Club, os deputados
James Lowlher, conde de March e principe Sol-
tykoff, julgou a aecusago feita publicamente
uelo conde de Durham a sir George Chetwynd
de ser useiroe veseiro de trapegas as corridas
de cavallos.
Sir George Chetwynd, queixando-se de haver
sido atrozmente diffamado pelo conde de Durham
reclamava do seu aecusador indemnisago de
20,000 .
Em vez dos 180:000*010 concederam-lhe *os
arbitros um real (um farthingi. condemnando
cada urna das partes a pagar metade das custas.
Evidentemente julgaram os tres arbitros que nao
estavam bem provadas todas as accusacOes do
codde Durham ; a 'scitenga, porem, equivale a
urna cooderanago moral e o |Sr. Chetwynd vai
ser riscado das listas do Jockey Club.
A
.
as corridas de Epsom ganhou o premio da
Taca o cavallo Trayolles, ebegando em segundo
lugar Goodwood e em terceiro Latonya. .
Hoje realisa o erby Club a sua 18" corrida.
Inscripgo promettedora resultado o que
sahir.
Sem embargo, eis os nossos palpites :
1 pareo -Cauby. Siroco. Azar : Singapore.
2 pareo=Good-morning.Azar: Florete.
3 pareo-Templar, TupyAzar : Village.
4'pareoDiana, Derby. Azar: Vesper.
8 pareoEsquimo, Phariseu.Azar: Ro-
aparte.
6. pareo Estepbanie, Africana. Azar:
Brazil.
11 districto
AOS SRS. ELEITORES
Nesta epoclia de agitago nacional, quando vos
compete pesar o valor dos caracteres dos ho-
mens pblicos ; quando estes se debatera, como
"verdadeiras feras, no grande circo das ideas e
dos principios, ebegando mesmo a verificar-se o
axioma latino Aomo lupus hommi ; quando os
partidos apresentam seus candidatos, sufragan-
do a causa que estes defendein, protegen, bem
possivel que tagaes urna pergunta, insinuada
t;dvez por espirilos acanhados, parsitas que es-
iremecem diante da luz da verdade e do pro-
gresso, por esses Bendegs do Sr. Paulino
de Souza, porque sao, para fallar francez, os
chauce-souris do verdadeiro partido conserva-
dor, cujo chefe supremo na Curte o Sr. Joo
Alfredo e sub-chefe na provincia o Sr. (sarao de
Lucena, bom gr, mal gr; bem possivel re-
petimos, que fagaes a seguinte pergunta :O
que fez o Sr. Baro de Lucena?
Essa pergunta, que alias muito simples e
para a qual podamos dar, como resposta, o hon-
rado nome de S. Exc enche-nos de difliculdade
em face dos grandes e benficos servigos que o
illustre pernambucano tera prestado ao paiz e
sociedade, justica e poltica, da qual ha sido
um esforgado batalhador em todos os momentos
de perigo, pondo em relevo o talento e o tino de
chefe; pois que a synthese de sua vida publica
representa urna grandeza, e o que grandioso e
diffieil.
Entretanto, para exprimirmos tudo, posto que
perfunctoramente, basta lembrar-vos que o Exm.
Sr. Baro de Lucena est envolto no manto sa-
grado das tradigOes gloriosas de seus antepassa-
dos; fez da caridade o seu principal movel, do-
tando esse caro Pernambuco que se orgulha de
tel-o como filho, da Colonia Orphanologica Isa-
bel do Asylq, de Alienados e oulros esta-
beleciraentos importantes, quando presidente
d'esta provincia; illustrou a magistratura, socr-
feu o partido conservador do Hio Grande do
ul, pulverisando Silveira Martins, que o consi-
dera um estado d'onde era re; te ve a honra de
ser duas vezes eleito presidente da Cmara dos .
Deputados, e honrou-a na altura de seus talen-
tos a par do respeito e consideragao que lhe tri-
butavam seus collegas; presidio'varias provin-
cias onde deixou tragos indeleveis da passagem
luminosa do administrador iotelligente e honra-
dissimo.
Nao precisamos langar mo de pbrases para
ennobrecer os mritos de S. Exc, cuja vida pu-
blica, vos, raelhordo que nos, deveis conhecer.
E' por isso que j dissemos urna vez ao ex-
preaidente da Cmara dos Deputados est re-
servada urna gloria posthuma.
Alm disto, o que podemos dizer do3 immor-
redouros feitos de S. Exc. ? Nada domis, ain-
da mesmo que pretendessemos tracal os com
exagero, embora elles pairem em altura supe-
rior a nosso intento.
Vos, Srs. eleitores conservadores do 11 dis-
tricto, que nao vedes falseados os principios
do partido conservador, ainda que ousem pro-
clamar que o tal directorio nao tem valor al-
gum perante o partido ou antes que esse nao
tem directorio; vos que tendes firmado vossa
independencia, em todas a3 lucias em que vos
haveis empenhadO; lembrai-vos de que o Sr.
Baro de Lucena pernambucano e licae certos
de que S. Exc. possue um peculio de ideas que
satisfaro as aspirages da epocha em materia
de poltica.
Conservadores I correi pressurosos s urnas e
depositae nellas o nome de vosso digno e sym-
patnico candidato.
Pernambucanos levantae os brios d'esta he-
roica provincia, bergo de tantas glorias, votando
e elegendo vosso patricio I
Urge que elejaes, Srs. eleitores do 11 dis-
tricto, o Exm. Sr. BarSo de Lucena, que saber
cumprir o mandato, enchendo-vos de orgulho,
como bom pernambucano e conservador dis-
tinelo !
John Morley.
Siitini cuiqne tribuerc
QUESTflES DA ALFANDEGA
Fomos a primeira voz, que repercutiu
na imprensa, para denunciar ao publico,
desvos da renda do Estado, que se esta-
vam dando na alfandega desta provincia.
Sor meio d fraudes ou falsificacoes nos,
espaciaos.
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Diario de PernambucoDomiago 18
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Dado o alarma, ficamos em silencio, es-
perando a acgao da just^a, que deve,
placida e serena, caminhar at ao seu fim.
E -de facto, ella vae marchando as in-
dagares, esperando ie que ellas terilo o
melh r resultado.
Eserevamos, porm, a historia, como
ella deve ser narrada.
Segundo o que nos informaram, quando
demos a noticia alludida, quem deu com o
facto fraudulento foi o honrado Sr. confe-
rente Pereira de Brito, que, verificando-o
nos livros da receita e despeza, o denun-
ciou enrgicamente ao chefe da 1.a sec
i, Sr. Luiz Carlos da Silva Pecoto,
em presenca Wb Srs. conferentes Alen-
car, Mondra e escripturarios Silva e Dias.
Decarou entao o Sr. confcrente Perei-
ra de Brito que, ic vista da denuncia por
elle dada ao chefe da 1." seccl, trans
mittissc o facto denunciado inspectora,
o que fez immediatamente o digno Sr.
Luiz Carlos Peixoto, mandando chamar o
porteiro e ordenando-lhe que levasse essa
oceurrencia criminosa ao coflhecimento do
honrado Sr. inspector da alfandega.
Foi correcto, pois, o procedimento do
Sr. confcrente Pereira da Brito, quo, sus-
peitando a fraude, ao dia 0 do corren te,
s 10 horas da mnhS, procurou imraedia-
tamente verifical-a, e, chegando ao plano
conhecimento de sua existencia, levou a
denuncia autoridade immediata da ins
pectoria, isto ao Sr. chefe da 1.a sec-
g3o.
Para, 28 de Julho.
(Do Diario de Noticia)
-^eaas-
Companhia de Beberibe
DIVIDENDOS IXDEVIDOS
J urna ?ez dissemos que o Sr. gerente tinha
distribuido dividendos indevidos.
Hoje cabe-nos provalo, e mostrar os artigos
-de le infringidos por elle.
Prova.-:
Baianccte da receita e despeza ordinaria de
1 de Ntvembro de 1886 a 30 de Abril de 1887
(Vid. Relatnos):
Keceita 114:817,5690
Despeza 31:969*881)
publicarlo
'ornel Joa-
Tpois ele le ser lida
Saido 82:8273840
O art. 13 nico da lei n. 3,190 de 4 de No-
embro de 1882, diz : (So podero fazer parte
dos.dividendos das sociedades anonymas os lu
r t lquidos, resultantes de operaces efiectiva-
mente eoucluidas no semestre).
Tambem o ar*. 13 dos Estatutos de 1883, de-
clara : (Consistirn dividendos nos lucros lqui-
dos, effecivamente realizados dentro do semes-
tre e que tivercm de ser repartidos com alin-
elo ao que se dispe a respeito dos fundos de
reserva).
Tudo isto o Sr. gerente reconhece quando no
Relatorio de 1884 cscrevia :
Ainda mesmo que se receba em o novo anno
300:0003 por emprestimo para as obras novas e
que por elle ornamento se tenha de pagar os
juros de 7 por tent ou 35:000^000, restar dos
140:0003000 de receita liquida (expressao mal
cabida, dizemoe nos) provavcl. 105:0005000 para
dividendos .
Portanto, juros e amortisago do emprestimo
devem ser deduzidos da recita.
Agora, se do saldo 82:8213500
abatermos os juros e amortisago
do emprestimo de 100 000 50:0005000
Tereiros saldo liquido
Dividendos pagos
32:827*840
75:0003000
Dividendos indevidos 42:172316)
Balancete da receita e despeza ordin?.ria de 1
de Maio a 31 de Outubro de 1887:
Receita 108:0103310
Despeza 31:9153830
Saldo (bruto)
Juros e amortisago do empres-
timo das 100:000 4
Saldo liquido
Dividendos pagos
76:0943460
50:0003000
26:0943460
75:000000
Dividendos indevidos 48:9053340
Balancete de 1 de Novembro de 1887 a 30 de
Abril de 1888 :
Receita 121:6303650
Desncza
Saldo (bruto!
Juros e amortisacao do empresti-
33:1203230
88:5103420
mo de 100 000" i (*) 30:0003000
Saldo (liquido) 38:5103420
Dividendos pagos 73:000300 0
Dividendos indevidos 36:4903580
Balancete da receita e despeza ordinaria de 1
de Maio a 31 de Outubro de 1888.
Receita 114:1093690
Despeza 35:0913020
Saldo (bruto)
Juros e amortisago do em-
prestimo de 100:000
79:0183670
50:0003000
Saldo liquido 29:0185670
Dividendos pagos 73:0003000
Dividendos indevidos 45:9813330
173:5495610 de dividendos indevidos, e que
com mao criminosa tirastes de dinbeiros que a
compauhta tinha destinado construego das no-
vas obras!
E portanto, estecs incurso, Sr. gerente, no art.
27 da lei de 4 de Noverabro de 1882, que diz :
Sicorrem as disposiges do 4." do art. 264 do
digo Criminal.
2- Os adminiatradores que dislribuirem divi-
dendos indevidos.
nico, tambera os liscae que deixarem de
denunciar nos seus relatora annuaes (art. 14) a
distribuido de dividendos mad devidos).
Esses dividendos indevidos coocorrerm, artifi-
cialmente, para urna alca de cotago; o que tam-
bera uia criuie, como v-se do art. 27, nico
da citada lei.
(Incorrem as disposiges do 4." do art. 264
do Cdigo Criminal os administradores que por
qualquer artificio promoverem falsas cotages
das aeges).
Ainda premogo de falsas cotages por meio
de vendas simuladas, e cima das cotages
reaes. (*)
E' por isto, que tendo vos, Sr. gerente, dito
no Relatorio de 1884 (Que o orcamento do pro-
jecto da ennstruccao das novas obras apenas
chegaria a 1:100 contos. e que por este lado era
oque mai8 vantagens olTerecia), gastastes....
:072.8793840.
E' por esta razao, e algumas raais, que dstes
garrote na companhia com o ultimo emprestimo
ST 10:000 *, de que oceupar-nos hemos em arti-
go outro.
Antes de termnar, cumpre declarar que o art.
30 das Sociedades Anonymas manda ter cabimento
a aeco publica nos enmes retro indicados.
(#) A conta feita, aqui, ao cambio de 24
pence sobre 8 600 de juros annuaes. Ao
cambio par importa cm menos.
(*) A prova d'este asserios taremos adiante,
etn vista e documento authentico.
Pao d'Alho
Jaenente-coroncl Joaquim C'aval-
rante 4e Albaqnrrqur. e en
Quem ler o artigo sob a inscripgoPao d'A-
lhoinserto no Jornal do Rgcife de 9 do corren-
te, e (fre* as arguiges e asseveracoes nelle
comidas no computo de justas e dignas de cr-
dito, desconhece inteiramente a torpeza que as
ou, e o cynismo de quem as subscreveu.
ara esses innocent
i va, qaal servio ie the
grote-caque derau para
quin Cavalcaote ,asignar;
e achar conforme
Para os que conhecem os motivos dessa de-
misso e o valor das malsinages que contra
mira e meu irmao foram nesse artigo verbera-
das pelo espirito liccioso e obcecado que as
produzio, eu nao tenho urna palavra mais que
proferir era nossa defeza.
O Sr. tenente-coronel Joaquim Cavalcante nao
ha de ter a presumpcao absurda de suppor que
a sua palavra sej i to honrada ao ponto -de n
fundir no espirito do publico a inexactido das
aecusages que 112 tenho feito e a justilicago
do procedimento impoltico, caprichoso e venga-
tivo que leve, pronovendo tal demisso. gto
Si tem S. S. essi presumpgo ellaesbarMp'as
columnas de aecusaces que tenho levantado
contra esse procedimento, e que as sustento,
i'oncitando-o a que as ponha por trra com pro-
vas mais convincentes do que a sua simpies as-
severacao.
O Sr. tenente coronel impoz-se atarefadevir
imprensa desfa::er, com a sua nica palavra,
a impressoque por ventura tenha producido
no espirito dos alheios s cousas desta trra,
essas mesmas aecusaces que lite tenho feito;
ejulgara S. S. que asdesfez?
E' o que vamos apreciar.
Como se abalancou oSr. tenente-coronel a di-
ser que foi a conducta poltica do meu irmao
Aureliuno. quem gerou no seio do partido libe-
ral a animosfdadf contra elle
E' preciso dizer logo, que en j tive o Sr. Joa-
quim Cavalcaote como um homem mais serio !
Para que S. S. nao tflB a igneo precisa para
nicamente sua
inoculada una tantos
aJo ao seu ser
vico ?
Fique o publico sabeuclo que ainda os libe-
raes ne tmham sido empo6ados do poder, e
o Sr. lenente-corcnel entendia-se no Recife com
o meu disncto amigo o Dr. Lourenco Caval-
cante a respeito da dethissao do meu irmio; e
logo depois entendeu-se com o tenente-coronel
Joao Correia, a qjem disse que nao se interes-
sava p'ir tal demisso, fazendo-se apenas eco da
vontade do eleitoiado.
O meu irmao, prevenido por esses amigos, de
que se tratava da sua demisso, o que alias
causou viva sorpreza, tratou de obter algumas
assignaturas de eleitores que queriam a sua con-
servayao, sendo que inultos dees subscreveram
uiua declarajo neste sentido; e outros, que ne
avani-se a isto, davam como razo nao quere-
rem ir de encontr a vontade do chefe.
Kara que, pois, o Sr. tenente-coronel ha de
cuspir face da deusa-Verdadenegando-lne
o preito que todo hornera de brio deve reuder-
he J
Para que ha de S. S aproveitar-se da inge-
nuidade e dedicacao de amigos, e com elles fa-
zer jogo. indecoroso, carregando sua conta
urna responsabiliclade que a si nicamente ca-
be?
O eleitorado nao quera tal demisso; e a pro-
va licou lirada desde que 27 eleitores assigna-
ran se, pedindo a conservaco do ex-collector,
e quasi outro tanto deixou de assignar, expondo
3ue dao quera desagradar ao hornera que afinal
e contas era admittido como chefe.
Esses que me contestem; e se nao o zerem,
fica exclusivamente responsavel por essa de-
misso o Sr. tenente-coronel, a cuja conta deve
ser tambera langada a discordia e desgosto que
ctualmeule lavram no seio do partido liberal,
por via dessa demisso !
Outra aleivosia exarada no artigo do Sr. Joa-
quim Cavalcante me cumpre desfazer; e ella o
ler S. S. asseverado que lodos os seus amigos
e iniraigos sabem qne o meu irmo, votando
com os conservadores, em tudo se tenha feito
solidario- com elles desde 1883 paraca.
Ora, Sr. tenente-coronel, isto nao se avanca
sem se provar, para nao se cabir em descrdi-
to I
E' assici que eu desfago tal asseverago, pro-
vocando a quem quer que seja para vir dizer
em que foi o meu irmo solidario com os con-
servadores n'oulro assumpto alheio eleiges,
em que somenle a dar o seo voto, querr de
gratido?
O Sr. tenente coronel descouhece esse seoli-
mento nobre, generoso e sublime que se chama
gralido, e por isto que nao comprehende o
o que elle produz uo coracao daquelles que sa-
bem corresponder com affectos e servigos a quem
Ih'os gratuitamente presta
Nao podia o meu irmo deixar de votar com o
governo sendo seu empregado e precisando ser
mantido, como o foi, a pedido de amigo da pol-
tica adversa ; e e assiiu que tinha lugar o voto
de gratido ccleb'isado por S. S. como estranho
c inadinissivel! F accresce notar que tal proce
dimenlo llie era acouselhado.por seus chefes li-
be raes !
Sr. tenente-coronel quer ser serio mas nao
pode sel-o; e faz ate que os mais saiam do seu
serio e desafem s vezes era estrepitosa garga-
Ihada. Foi o que me succdeu quando !i o t-
pico do seu artigo, assiin feigio dos escriplos
de Gil Braz, em que S. S. compara a minha po-
ltica com a do ganhador, porque eu tinha dito
j urna vez que ella tinha por lim sustentar o
meu irmo como collectoj^ e linda perguntan-
do-rae se isto 6 decoroso,^e bonito!
E' forga confessar, S S. engragado, mas
de urnas gracaa -assim atoleimadas e insulsas.!
Aonde est o interesse que eu tinha de ser h-
beral, se nao o de seguir as ideias desse^partido
e merecer da poltica os favores que ella concede
aos seus 'filiados ? Por ventura ha quem nao
acompanle um partido por amor de suas ideias
e nao queira d-elle,.por isto mesmo que.trabalha
pelo seu engrandecimento, merecer os proventos
e favores que elle possa dispensar lhe 1 E o
Sr. teuente coronel, que eu devo suppor liberal,
por amor das ideias que esta poltica abraca, nao
tem merecido innmeros favores de seus corre-
ligionarios, alguns dos quaes se lh'os tem pres-
tado mesmo a esse titulo f
E porque 6 que eu sendo como era liberal nao
podia ter urna preiengo alias muito justa e
de approvago do partido ?
Du em dizer que a minha poltica tinha por
fim a conservago do meu irmo, repudiava, por
acaso/las minhas ideas e rae preparava para
urna desergo ?
S imaginagto Jallucinada do Sr. Joaquim
Cavalcante dada semelhante concepgSo I
A minha poltica, ao contrario do que pensa
S. S. eslava em perfeita sconciliago, porquanto
sendo como era o meu irmo liberal e querendo
eu a sua cqnservagao, nao podia deixar de estar
de accordo com as ideias desse partido; tanto
mais quanto era nesse sentido, secundado por
muitos outros liberaes de incontestavel mereci-
meeto e circum-speego.
Era portanto a mesma poltica, muito mais
conciliadora e acertada do que foi a de S S. que
se inspirou to somenle no odio e vioganga pes
soal que nutria para com o meu irmo, nao tre-
pidando immolar, para sutisfago dos seus ca-
prichos, dedicagbes de correligionarios a toda
prova distinctos e de amigos que de S. S. de-
viam mere.er especial considerago, estima e
eterna gralido.
A historia, por tanto, de ser a minha poltica
a do ganhador esta parecida com aeradla em que
se disse que em tem pos idos, bajirfi-^io Sr. te-
nente coronel. Eu felizmente nunca TJrecisei de
favores do partido liberal, ao qual prestei bons
servigos por amor de suas ideias tendo passado
para o partido conservador justamente em epo-
chaqu em nada me pode elle ser til; e portanto
essa poltica do ganhador se parece mais com
a do Sr. Joaquim C valeante que n'uma confe-
rencia que teve com o tenente-coronel Joo Cr-
rela decarou terminantemente nao jir y jtar na
prxima eleigo se a ella concorressem dous
candidatos do seu partido; tendo isto mesmo
garantido a um dos dousjqaeavo disputar n'este
3o districto, entretanto que agora est disposto a
votar no candidato do governo, ainda que elle
sejapai Joao Congo, seguBdo sua propna
expressao.
O que teria, pois, demovido o Sr. Joaquim Ca-
valcanto do seu proposito ?
Seria a demisso do meu irmo pela qual tanto
se empenhou e obteve ?
Se quem assim procede nao quer ganhar, bem
parece.
Eu sin'.o que S. S. vesse calado o que ouvio
do tenente-coronel Joo Correia n'essa confe-
rencia, a respeito da poltica desta localidade e
da demisso que j promova !
Se o meu irmo tinha, como S. S disse n'esse
artigo, conducta irregular na poltica, para que
se responsabilisava a dar-rhe outro emprego ?
i caso d&tstar elle ncompatibilisudo com
iva. para
HHHF
de Aarosto
de 1889
S. S. de balde procura oceultar a sua Pflfj^H
sidade e vinganga^
O meu irmo tambem nao quiz e nem disse que
o Sr. Joaquim Cavalcante entrasse em leeara de
ninguem; s sim lembrou que acceitava urna
remoco para azarelh, onde estava vaga a col-
leMoria. Jfm
E' ainda HKacto que o meu irmo tivesse
procurado assignaturas de eleitores a favor de
sua conservago, aconselnado por iniraig03 do
Sr, tenente-coronel, que, pode estar certo de que
temos intuitos proprios, nao precisando, como
\9. S., de orientago de quem quer qae seja era
actos dessa ordera ; assm como anda falta a
verdade o Sr. tenente-coronel quando diz que
com i arissimas excepges, aquelles que subscre-
veram o abaixo assignado, lhe forara dizer que
eram indilTerentes a bomou mo resultado del-
le, e o desafio a que decline os nomes desses,
sob pena de passar por embusteiro.
Ainda rae prendeu a attengo um tpico do
artigo que o Sr. Joaquim Cavalcante mandou
elaborare assignou; e vem a ser aquelle em
que diz que eu na ultima exhibigo que fiz na
imprensa, eslabeleci como injustificavel a im-
moralissiraa doulrina da venda de votos Mui-
to bem ; eu estabeleci justamente esse principio
qne observo, isto acho que 6 immoral vender-
se votos, c nao sejustifica tal procedimento. De
accordo I Mas, a que vem essa tirada ?
Confesso ao Sr. tenente-coronel que a sua co-
ragem de defenderse a descobe/to, e nao por
anonymos, causou-me especie; entretanto como
S. S. diz que aquellas perguntas, (que era des-
necessario reproduzil-as no seu artigo), ane rae
foram dirigidas, nao lhe deviam a existencia,
nao tendo para ellas concorrido, forgoso que
eu, a mui pezar, o acredite.
.ora, antes de terminar, e para que oSr. te-
neDt coronel nao se felicile suppoodo que des-
truio no seu'artigo a grave aecusago que sobre
si pesa de ler ldo para com o meu irmo o pro-
cedimento de homens de sentimentos bastardos
e improbos, tendo a forga de calar no animo do
publico a justa indignago consequentc de to
nefando modo de proceder para cora o seu com-
padre e amio de quem devia serasss reconhe-
cido ; agora que o puLKico pode aiuixar do me-
recimento da defeza que S. >. deduzio nesse ar-
tigo a respeito dessa grave aecusacao que lhe
liz por ter imposto um castigo ao meu irmo
que nao concorreu para vulgarisagao de um em-
prestimo que lhe fez de dinbeiros pblicos sob
sua guarda e que S. S. Ih*os nao restituio. cum-
pre-me treplicar.
E' fal, inexacto, nao tem a menor veraci-
dde, o que o Sr. Joaquim Cavalcante publicou a
respeito da quantia de seiscentos e oitentamil
ris que tornou ao ex-collector a quem collocou,
pela talla do reapectito pagamento, em aiflictis-
siraa e dolorosa condieco '.'
O Sr. ten.'nte-corqpef Joao Correia de Araujo
Vasconcellos, cidado to distincto quo presta-
vel, se nao fra a situago do ex-collector seu
afiangado, nao teria. deserabolgado tal quantia
para satisfazerocomprom|sso que o Sr. Joaquifii
Cavalcante linha tomado e que nao cumprio;
sendo certo que o fez :om prejuizo dos seus in-
teresses .-aerificados at hoje, sem que tenha ao
menos do seu devedor forgado um titulo qual-
quer que lhe garanta o debito.
Para que ha de querer o Sr. tenente-coronel
embar a boa f do publico com cavillages un
proprias de homens sirios.
Eu nao posso conter a exacerbago que expe
rmenlo quando vejo que se deturpa a verdade
em proveito de interesses menos dignos.
Nao aceito o desafio que no seu artigo me di-
rigi o Sr. tenente coronel de esraerilhar loda a
sua vida e fazer arrolamento de suas dividas,
com os quae3 nada tenho. Omeu fim, viudo a
impreasa, tem sido muito diverso, e se de 8. S.
tenho me oceupado, de modo que nao lhe ha de
ter agradado, e porque faz-se preciso que S. S.
fique mais conhecido do que e conhega o pu-
blico o homem a cuja direcgo esli entregues
os destinos do partido liberal de Pao d'Alho,
victima incruenta dos seus desainos, caprichos,
rancores e vingangas \
Eu nao sirvo como soppOe o Sr. Joaquim Cn
valeante de instrumento de mando algum,
adiando S. 3. pelos seus sentimentos. carcter
e condigo mais adequado a esse officio; e to
pouco desejo suas respo3tas que como as que
acabo de apreciar s produzem effeilo retroac -
tivo.
Pao d'Alho 13 de Agosto de 1889.
Steiano Eleuterio da Silva.
IAHEIEO
Pobre autoridade!
Os factos que se estao dando no Recife
revestem-se de grvidade tal, que nSo po-
dem passar dwapercelm!
O que est em jogo j n.to s o di-
reito de reuniRo uc o programma liberal
assegurava (H|flK|tia, senao o proprio
principio d ordem e da garanta indivi-
dual que dave Ber superior a quaesquer
interesses e paixSes.
Est averiguado que o delegado de po-
lica sujeitou-se a pedir por escripto (!) ao
Sr. Silva Jardim que nao realisasse o
meeting annuneiado; c vista desse docu-
mento curioaissimo, que deve ser cuidado-
samente archivado como cousa celebre e
apresontado aos posteros como curiosida-
de mais para notar que um cabrito de seis
pernas, o enrgico propagandista cedeu,
nao se effectuando a reuniao.
Ora, ou meeting estayam no exercicio de um direi-
to recouheoicft pelo governo, ou nSo. Na
primeira hypothese, se effectivamento ha
esse direito sempre apregoado na opposi-
g2c e sempre restringindo no governo, o
dever da autoridade era garantir o uso e
emprego delle, assogurar aos republicanos
a tranquilidade que tC-ra o dever de recla-
mar os cidadaos que vm usar de um di-
reito.
O fim da autoridade nSo outro senao
dominar os elementos de desordem, garan-
tindo aos cidadao a somma dos direitos
que lhes assistem. Na hjrpothese contra-
ria, se o edital do Sr. Basson est em vi-
gor tambfm no Recife, o dever da autori-
dade era prohibir terminantemente que o
meeting se fizesse, mas prohibir com a aus-
teridade que cumpre pe&sa investida da
autoridade assumir e manter.
Em qualquer do casos, porm, o que
a autoridade uSo poderia absolutamente
tolerar que o- Sr.
zesse frente de
Ao corpo leitoral do 1 dis-
tricto
Apresento-me ao digno corpo leitoral do l.a
districto desta provincia, solicitando a distineco
com que por mais de urna vez me tem honrado,
concedeodo rae urna cadeira na Cmara dos De
pi'tados.
Fago-o por forga das ideas que reput conser-
vadoras, convicto de que ellas se impO"m ac
tualmente de modo imperioso e ho de prevalecer
afinal.
Sao as mesmas que, dada a mudanga da si-
tuago poltica, tenho manifestado particular-
mente ao ver apregoar-se como vencedora a
bamjgira dafederacao, e ao notar o silencio
dos chefes conservadores de diversas provincias,
constando mesmo que a alguns era ella sympa-
thica.
Hoje que, felizmente, observo o pronuncia-
ment conservador em algumas provincias de
accordo com as miabas ideas, julgo-me mais
animado ao expol-as ao corpo leitoral.
Ante a agitaco que vai pelo paiz era virtude
de manifestaces contrarias s instituig5es mo-
narchicas, e das tentativas de reformas compro-
BJettedoras da integridade do imperio, raeu
deA;r, solicitando os stffragos do corpo leito-
ral, definir bem a minha posico.
Convicto de que com s actuaos inatitnices
pode o Brazil continuar na senda do progresso
que tem percorrido, confio que os partidos con-
stitucionaes, inspirando-se em verdadeiro pa-
irioti.-nio, nao faliarao missio que Ibes pro-
r;i, conjurando os peiisos que tantas appre
eases despertara.
D'entre as icformas que se projecta sobre-
sa,he a da federacjiai a que homens de ubi e
outro credo poltico mostrara adherir, e cuja
realizaco tanto mais para recelar quanto em
sua juiillcaco nao faltara allegagea em appa-
reneja seducioras.
A' ella opporei u mais formal resistencia ; e
far-Ihe-hia a opposigo que coubesse em minhas
forgas ainda quando alguns ou todos os chefes
conservadores, deixando-se deslumhrar pelos
altractivos da celebridado, on pela espectativa
de ascengo ao poder viessem a adoptal-a.
Nao nova a idea dafederaco.
Agitada nos tempos calamitosos que succede
ram revolugo de 7 de Abril de 1831, foi en-
to acei.a pola Cmara dosDeputados no proje-
(b adoptado para a reforma da Constituigo ;
mas a sabedoria do Senado oppoz-lhe resisteu
Joa Marianno se pu- cia em' 1832, e as duas cmaras, reunidas era
urna recua de capangas assembla geral n'esse anno, rejeitaram na
Pao d'Alho
Em artigo que hoje publicou no Jornal do Re-
cife o Dr Marcolino Ferreira Lima, actual pro-
motor de Pao d'Alho, decarou que 03 motivos,
3ue no seu anterior escripto calara, desabona-
ores do Dr. Joao Baplista Correia de Oliveira,
juiz municipal do termo, ena relago sua vida
de magistradomotivos que claesicou de fetos,
inconvenientes e at indecenteseran : jogar elle
o lansquenet e ter acompanhado em sua excursao
o Dr. Figueira.
Como besta e tolo esse Dr. Marcolino !
O Dr. Joo Baptista, se tem jogado com ami-
gos, o tem feito privadamente, no excesso da
confianga intima, e jogos de sociedade, jogos em
que qualquer homem pode tomar parte, sem
quebra do sea pundonor, sera nenhnm darano
para a sua posigo e menos para a sociedade.
Fallar em lasquenet simplesmente dizer urna
mentira. O Dr. Joo Baptista nunca jogou, nem
joga que nos conste jogos de parada.
E quando assim fosse, fazendo o emfoda de
amigos ntimos, estava e est no seu pleno di-
reito. Nunca foi elle a asa de tabolagem, nun-
ca praticou actos indecorsaos que malsiaam as
reputages, como outros, que o Dr. Marcoliuo
conhece.
Demais, o facto de jogar as horas vagas jo-
gos lcitos, nunca foi nem capitulo de aecusa-
gao coQtra ninguem ; e menos quando desse fa-
cto nunca derivou prejuizos de qualquer-ordem
a terceiros.
A outra allegago de ter o Dr. Joo Baptista
acompanhado o Dr. Figueira, ridicula e s di-
gna do estonteado Dr. Marco.
Em que foi que isso prejudicou aos misleres
do cargo de juiz !
A excursao durou apenas 36 horas ; deu-se
em dias que nao eram de audiencia, e quando
nenhum negocio penda urgentemente de deci-
so; e alera disso foi realizada dentro do ter-
mo em que o Dr. Joo Baptista exerce a judica-
tura.
Devia elle, embora amigo particular do Dr.
Picueir;, 5privar-8e desse prazer s para ser
agradavel do Dr. Marc, e ser-lhe utft e prove-
toso ?
E quem se mette a fazer taes criticas ?
O mais bajulador, crapuloso e debochado dos
homens ; o mais ridiculo, estupido e nauseabun-
do dos promotores passados e presentes !
E' muita audacia desse ourangotango de ca-
saco, desse mameluco de chago de torre, desse
judas em xabbado de Alleluia.
Podes dizer t) que quizeres, Marc das praias.
Todos te conhecem em Pao d'Alho, e ninguem
ver pelos teus olhos de loupeira.
Tua baba nao corroer a reputago de horneo?
como o Dr. Joio Baptista, a quem vivias outr
ora adatando, e ratra quem tens Imje a ouaadia
de atirar a lama em que te chafurds.
Vade retro, Satanaz.
Pao d'Alho, 17 de Agosto de 1889.
to d'Ailunu.
para ameajar a-vida de cidadaos que s
reputavam no uso de um dtreito e pertur-
bar a ordei alvorotando a cidade com
gritos e com ameagas a orgos de im-
prensa.
Entretanto, muito ao contrario disso,
acobardado diante da' omnipotencia do Sr.
Jos Marianno, que np quoria que o mee-
ting sa fizesse, sem coragem para prohi-
hibil-o, sem forga para assegurar-lhe a paz,
autoridade encontrou este subterfugio cu-
riosa e,inolvidavel de supplicar aos repu-
blicanoa>que nao o fzessem e levou a sua
condescencia a ponto de reduzir a escripto
semelhante supplica!
Desta sorte, o que ficou demonstrado
que quem impera hoje no Recife nao o
governo, mas Jos Mariano e a capanga-
gemque o acompanha; ou, melhor, est
demonstrado qne a autoridade frac-a, im-
potente e desprestigiada est totalmente
substituida e subordinada ao coqimandan-
tc do populacho do Recife.
Este principio superior, immanente as
sociedades, garanta suprema da paz e da
tranquilhdade social que vean do respeito
e da forga da autoridade desappareceu de
todo, annullado pela prepotencia de Jos
Marianno.
E' esoladora essa conviccao; triste
acreditar que urna capital como o Recife
est sujeita sanha de desoideiros por
fraqueaa de autoridade ; mas, todava,
preferivel que acreditemos nisso a crr
no qne nos est a pingar dos bicos desta
penna e que no entretanto basea-se em
precedentes; isto em que tudo isto nao
passou de urna comedia em que Jos Ma-
rianno interpretou fielmente o pensamento
do governo, que, custa de desprestigio
da autoridade constituida, obstou a um
meeting republicano.
Jos Marianno foi ainda a pouco encar-
regado da recepcao festiva do Sr. Conde
d'Eu, sem embargo das opini3es violen-
tas, extremadas e injuriosas que na As-
sembla Provincial manifestou sobre S. A.
e a Sra. Pnnceza Imperial; eSt na con-
fidencia do'governo a quem apoia dedica
damente ; vive na intimidade de palacio.
E' crivel que se a intengio do governo
fosse deixar liberdade aos republicanos,
partisse delle essa opposigo violenta e
material de capangagem a oceupar as pra-
gas e a atroar os ares do ameagas.
Seja Como for, a questSo principal a
nosso ver aqui a sem ceremonia, a faci-
lidade inconcebivel com que a autoridade
capitula diante da desordem. E cumpre
que o governo se defina e intervenha na
questao, porque nao se pode conceber que
viva a sociedade merc de desordeiros,
sem poder contar com a autoridade.
Se o governo no reconhece o direito
de reuniao, prohiba-o formalmente, porque
entao cada qual saber o que pode espe-
rar; mas nao arme a desordem, nao se
confesse impotente diante della, nao sup-
plique por escripto e nao assista de "Dra-
gos cruzados s tropelas de seus adeptos
de baixa escala!
O governo o depositario da autorida-
de, o fiador da ordem publica, a garanta
da paz social. Se nao pode manter in-
tacto esse precioso deposito, devolva-o a
quem de direito; mas nunca a Jos Ma
rianno gingando frente de capadocios
na ras do Recife !
(Das Xovidades)
Pao d'Alho
pela im-
quaes os
Acudindo provocagSo que,
prensa, lhe dirig de deelarar
tactos por mim praticados e que por amor
decencia devia, calar, em artigo qi
serio ha das passados, no .'ornal do Re-
cife, 0 Sr. Dr. Marcolino Ferreira Lima,
promotor de Pao d'Alho, reajaareceu hon-
tem na mesma gazeta, raostra
razao com que me aggredira. E
e o Dr. Marcolino decida o
mos ambos bem conhecidos aqui e
d'Alho.
Nao estou, porm, disposto a ama di*-
cussao no terreno em que a quer manter
o meu gratuito
Seria
Pao d'Afti ,310 de l
h de Oh

O uieu amigo
Marcolino Ferreira Lima,
Filho de outro capitao,
Natural dos Pocinlio,
L de riba do.sertao,
est dando para escriptor publico ou me-
lhor para teda de ferro !
Mas o que pretendes, meu velho ? met-
teram-te em cabega que te devias cele-
brisar agora? Pensas porventura que, des-
compondo a quem nao faz caso de ti, em-
polgars urna vara de direito '?
Corno te engaas, meu ingenuo amigo.
NSo para ti essa fatia. Os liberaes teem
gente mais tinas a contentar. Tu has de
ser sempre esquecido e bem o mereces, oh !
filho dos Pocinhos.'
Mas dise-me urna cousa : porque duran-
te o tempo em que estiveste na opposigo
nunca articulaste urna palavra siquer coa-
ta-a o juiz municipal de Pao d'Alho ? Nao
era ten dever de bom poltico denunciar
todos os abusos das autoridades adver-
Kriaa ?.
queres fazer de fino, mas
10...
heeido velho.
como incompativel com as instiluices raonar-
chicas.
Da discusso ento havida no parlamento re-
ge com que fundamento foram combatidas esta e
entras dea* perigosas, consignadas no proje-
cto reformador enviado pela Cmara ao Senado.
Occupando-se da questu na sesso de 12 de
Maio de 1832, expressou-se nos seguintes ter-
mos o coiisslheiro Martim Francisco Ribeiro
de Andrade :
Insistirei anda sobre a antinomia que se
encontra na nogo complexa nmonarchia
federal.
Que suppe a palavrafederagoapplica-
Ala a qualquer naco 7 A de estados inde-
pendentes unidos por um lago qualquer. E
raonarchia ? Um estado compacto e unido,
regido por um s chefe.
Como possivel combinar duas ideas ma-
nifestamente contrarias -compacto e separa-
do-?
Eu pelo meoo3 ignoro.
Agora pergunto ainda que vem a ser o Sr.
' D. Pedro II em um tal systema de governo 1
raa tautologa, ou petigao de principio, ver-
da*deiraraente irrisoria
Se entao, de accordo com esta* ideas, a sabe-
doria dos legisladores poude repellir a projec-
tada monarchia federal, cumpre que hoje igual
resistencia ella encontr, o que 6 de esperar do
patriolismo dos brazileiros, reconhecendo quan-
to semelhante reforma perigosa para as ins-
tituigOes e sobretudo para a integridade do Im-
perio.
E foi sem duvida, attendendo a e3ses perigos
que. trazida de novo a Cmara pelo llustre de-
putado o Dr. Joaquim Nabuco em 1883 e em
1888, a idea de constituir o Brazil era-monar-
chia federativa-, ficandoos governos provin
ciues completamente independemos do poder
central, nao foi o respectivo projecto julgado
objecto de deliberago. Assim resolveu a c-
mara conservadora em 26 de Maio de 1886 sob
o dominio do ministerio 20 de Agosto, e em 27
de Agosto do auno passado sob o do ministerio
10 de Margo.
Nao vejo razo para que a opinio conservae
dor assim expresada em datas to recentes -
de modo to eignGcativo que nem ao menos
julgou digna de discusso semelhante reforma,
dexe de subsistir.
A forga da coherencia, quando outras razes
nao houvessem. faz presumir que nao aceitar
hoje o que hontem rejeitou m tintine.
Pretende-se que a federago contera o raovi-
mento republicano.
Uludem-se aquelles que assim pensam. Si
o nascente partido republicano, descrendo das
instituiges, aspira outro rgimen, nao recuar
certamente de saos intuitos, e estes sero tanto
mais fcilmente conseguidos quanto mais en-
fraquecida esliver a acgSo das instituiges mo-
narchicas por forga da -federago, dndose
ento na evolugo de um para outro rgimen,
ficar o Brazil na mais seria e grave das luctas
entre o principio unitario e o federal.
O proprio autor do projecto. ao jutifical-o
pela segunda vez. bem assignalou o pergo com
as seguintes palavras:
A repblica federativa, nao pode deixar de
ser um immenso pergo. e as provincias sob
ella ver-se-hiam ameagadas ou de perder a
sua independencia legislativa ou de separar-
se da collectividade.
Por outro lado aflga-se que urna questo
vencida, que intil resistir porque a cora
presiou-lhe previa adhesao, nao se devendo ser
mais realista do que o rei. Mas era o conse-
lheiro Saraiva, segundo referi ao senado, ma-
nifestou cora o pensamento de realisar a
federago, e sim estarinclinadoao voto se
parado do Congresso liberal, c nem a resposta
da cora( o senhor sabe melhor do que nin-
guem que eu nunca fui embarago a vontade da
nago, expressamente manifestada ) expri-
me outra cousa seuo louvavel disposigo de
conformar-se com a vontade da ngo, quando
manifestada expressamente.
E, quando assim nao fosse, nem por isto se-
ria menos cabivel a resistencia para bem ser-
vir nao s a cora como principalmente a pa-
tria, por cuja prosperjdade, dependente, da
unio -, devemos todos azer esforgos e sacri-
ficios.
Quando, onde, e porque forma loi expressada
a vontade nacional 110 sentido dafederago
para que se considsrc questo vencida?
O que se observa que desde 1832 nem n;
imprensa e nem no parlamento a idea da -rao-
narchia federativa Sai trazida a discusso e
que. satisfeitas as aspirages das provincias
com a adopgo do Acto Addicional, tem procu-
rado os adeptos das franquezas provinclaes pro-
pugnar pela descentralisago administrativa,
como muito interessa as provincias.
O que ainda ajuabserva que os mais esfor-
gados propugnarores dafederagomostiam
nao tel-a anda estudado bem quanto ao modoJ
ortico de constituil-a. E' assim que vernos^
voto separado do Congresso liberal eomraettef
autoridadenacionala competencia de/-or-
ganhar o poder administrativo e legislatijfe as
provinciase, oillustre conselheiro Pr^do em
seu manifest pretender que seja daT^compe-
tencia das provincias organisarem-se /poltica e
administrativamente I /
Como esta. oUtras questes pratitfas de mxi-
ma importancia rorguiam reclamando estudo
que ainda nao tiveram, como/dos agentes "a
quem o poder central on nacional commetta as
provincias a execugao de su*s ordens c leis, se
especiacs ou provinciaes, ok conflictos que no-
fdeni surgir e o modo de Besolvel-os.
Diz-se que nao conriri fazer questo de pala-
vras e que =sefederagfoexprime mais do que
aeparago completa eatre os interesses prc
r as pn
I tral, estando presas smeate pelo lago da fede-
! rago. Bem o descretfsu um dos illustres mem-
bros do congresso liberal, o conselhoiro Silveira
Martins.nas seguintes palavras : Provincias fe-
doradas com governo imperial isolado no Rio
de Janeiro seriara a propria impotencia orga-
nisada .=ou. como em sua circular, diz o llus-
trado conselheiro Andrade Figneira: sena-=
comprometter a integridade do Imperio, dis-
solvendo cu afrouxando os lagos de indispensa-
vel centralisago poltica que unem as provin-
cas ao governo central *=.
Quando a tendencia geral das naces fortifi-
carem se pelaunio, seria para lamentar que
o Brazil, pela federago das provincias, visseque-
brado este lago que tem constituido a ana forga
e ha de conduzil-o ao maior engrandecimento.
Assim me expressando, nao posso acceitar a
inlimagao de que=ao partido do governo devem
liliar-se, pela conformidade de intuitos, todos
quantos adherem apoltica da resistencia=. Nao.
Entre a poltica aventurosa dafederago, e o -
programma de reformas adoptado pelo governo,
ha posigo digna para os conservadores,con
sultar melhor os interesses da3 provincias, pro-
movendo, em vez de reformas na Constituigo, as
de carcter administrativo que se barmonisarem
com o pensamento do Acto Addicional, firmando
ampia descentralisago administrativa 3em que-
bra da centralisago poltica.
Assim, o partido conservador, resistindo ao es-
pirito innovador, poder cumplir a sua missSo,
maniendo as instituiges em que a ordem e a li-
berdade tm encontrado garanta, e satisfazer 08
justos reclamos das provincias, fazendo cessar a
demasiada centralisago administrativa, que ha
muilo as opprime sob o dominio de ambos os
partidos-
N este terreno na muito a fazer e nao faltar .
esludos e trabalhos a aproveitar quer em bem
da vida das provincias quer da do3 municipios.
D'entre o ampio calhalogo de reformas adop-
tadas pelo congresso liberal, o llustre Presiden-
te do conseibo escolheu poucas como mais ur-
gentes e opportuua para progamma do gabine-
te, salientando-se entre estas a da electividade
dos presidentas das provincias e a do alarga-
mente do voto.
Quando a esta, parece me que a amplitade lhe
daaa por tal forma que quasi constitoe ovo-
to universal
Quanto aquella, eomprehendo u conveniencia
de regular a nomeagiio dos presidentes de pro-
vincias de mod* que baja garanta de acert e
que taes funecionarios tenham estabilidade.
Mais para conseguirse este resultado, o meio
por certo nao ser a electividade desses agentes
do poder publico administrativo, e sim o crite-
rio dos governos na escolha de taes funeciona-
rios. preferindo os mais aptos, e a mesmo lem-
po assegurando-lhes a precisa independencia
com relago aos interesses da comujnho sob
sua jurisdiego.
A propria cmara de 1831 nao se lembrou de
consignar em seu projecto de reforma da con-
stituigo a electividade dos Presidentcstias pro-
vincias.
i'om toda a razao o llustre conselheiro Pauli-
no de Souza em seu recente manifest se ex-
pressou a respeito nos seguintes termos: Nt>
posso comprehender o rgimen Imperial na sna
accepgao con>ttucional sem a attribuico do art.
163 d constituigo.
Basta examinar as bases que o congresao libe-
ral adoptou, nao s reguladoras das destituigCes,
suspenses e attribuiges dos presidentes electi-
vos como Mirectoras dos servigos geraes, para co-
nhecer-se os perigos a que ficar exposta a ad-
ministrago e os conflictos que ho de surgir.
Diz bem esse llustre conselheiroque em sen
espirito nao se formula o modo pratico de coope-
raro eflicientc do Presidente da provincia elec-
tivo com um poder geral que tem por chefe o
monarcha hereditario.
Acresce que, como bem pondera o conselheiro
Andrade Figueira em sua ultima circular,a
a electividade dos Presidentes de provincias
conduz federago c esta a repulica.
Creio ter dito bastante para patenteiar o meu
pensamento e determinar a minha posigo.
Nao preciso fallar de mim e nem do modo por
que cumpri o mandato que o llustre corpo lei-
toral se dignou confiar-me as eleiges de 1881.
1884 e 1886.
Resta-rae apenas aguardar o julgamento do
Ilustre corpo leitoral.
E' possivel, e mesmo provavcl, que a alguns
eleitores conservadores do Io districto nao agra-
dera minhas ideias a respeito da federago das
provincias.
Sentirei que por este desaccordo venna a per-
der a seus votos bem como os daquelles que,
levados por outros motivos, desejarem favorecer
a eleigo do meu Ilustre contendoresforgado
propugnador da federago. O futuro se eoar-
regar de mostrar se errara ou se procedem com
acert.
Aos Srs. eleitores devo urna explicago. J os
tendo procurado pessoalmente em pleitos ante-
riores, conhecem-me bastante para desculparem-
me se agora, pela estreiteza de tempo, nao me
fr possivel proceder do mesmo modo, e me per-
mittirao ento que me limite a presente expo-
sigo.
Da extrema benevolencia de que os Srs. eleito-
res me tem dado repetidas provas, aguardo a
desculpa impetrada.
Honrem-me com seus votos aquelles que me
julgarem digno d'elles. A' estes os meus cor-
deaes agradecimentos,
Recife. 10 de Agosto de 1889.
Manoel do Nascimento Machido Portella.
Marc
perdea <
l>ara_
mem

ca-
a se pode a val
duzido o Brazil s\ as
constltuices proririas ou
Hippodromo do Campo
Grande
Caho-nos o queixo ao lermos a epreciago que
sobre a corrida do dia 11 fez a Revista Sportiva
de hontem. ,
Ora, se elogia a directora porque deu o ultimo
pareo ao lusco fusco, resultando d'aloengao de-
ploracel que se deu no ultimo pareo; ora, ella
censurada justamente porque deu-se o engao, e
esie foi devido darse o pareo a lusco-fusco .'
Ora, a Revista...
Dir-se-hia aue o elogio foi no acto do tunen;
a aecusaro lepois d'elle chuchado I
Mas, nao s isto. A Revista foi alm em suas
injustas apreciages.
Podia ter feito actual directora os elogios
que lhe aprouvesse, sem que elles importasseaa
reenminages s directoras passadas.
E' ccrio e sabido por quem conbece a vida de
hipprodomo que aquellas deram muitas vezes to-
dos os pareos: e tambem muitas vezez deixaram
de dal-os na forma do programma, por ser luseo-
fusco e nao quererem se arriscar a engaos de-
ploraveis -pagando com rateio portes de animal
distanciado, e depois, com intimacao do Dr. dele-
gado, fazer a reslituigo das do animal que ebe-
gou em 2. lugar; como alias oe,*>rrea ua ultima
orrida no hippodromo I! > '
' Isto prova a pericia com q*e foi feito o scrvico
casa das apostas,to indamente elogiado, nena
olfcntrario seria jL' perar desde que a sua
hipjkip H^p^isfa cargo do disncto thesou-
reiro/^SrTrrancisco Fofo.
'verdade que a directora passada nao da va
linch farto e delicado ; e por to grave motivo
rjppico nao se pode considerar ao abrigo dos
ataques dos comedores de lunclies.
O thesoureiio chronm.
Aeradecimento
O
Os abaixo assignados, ftlhos e netos do ind
toso Dr. Joo Pedro Maduro da Fonceca, talle
do no dia 16 do corrente, vem fazer publica na
nifestago de profundo e eterno reconhecimento
aos illustres mdicos desta cidade, que com i
velo ecaridade trabalharam em combater a cruel
molestia, que levou seu pai e avo a sepultura;
bem como os favores e auxios prestados em ta
dura emergencia. ; ;
Protestando gratido a todos, nao e licito xar de'especiahsar os illustres Drs., Cisnei^p,
Joo Paulo, Ferreira Alves, Pontual, Barros S0-
brinlio, Malaquias, Silva Ferreira eBera
as dilliceis circurastancias em que se achara
nao podem' os ibaixo assignados dar 01
va de sua gratido to distinctos cav
Recife, 17 de Agosto de 1889,
Joao Narciso da Fonse
Kph
Joanna da Fo
Mara da Fo:
Oennino Ama
Joo Fonsec;



h



Diario de Pernambuco-Domingo 18
_
Ao eleitoradcxdo 3. districto
Com a serenidade de espirito que soem ter se
almas superiores relemperadas na adversidade,
declaro ao corpo eleitoral do 8 districto que,
rejeitando a decisio da coaiinissao executiva do
partido liberal que me excluio da lista dos as-
pirantes a ura lugar no sio da representaco
nacional, faco appello d'essa deciso para o mes-
mo corpo eleitoral.
Nunca soube subscrever ao capricho e io-
justica.
No abastardamcnto geral dos caracteres nao
admira que aquelles a quem o acaso feliz ou al-
guma circumstancia exlranha poz testa dos
negocios polticos de urna circumscripcao pro-
vincial qualquer, confundam o joio com o trigo
e pesem inconscientemente a ouro e fio, em ba-
tanea falsificada pela bajulaco e pelo capricho,
o mrito e o demerito, a cosciencia s e o es
pirito destituido de brio; o patriota e o. cory-
pheu de todos os desbragamentos e de todas as
falsiticagOes polticas.
Nao ser assim que se far boa poltica; nao
ser com agremiaces as alturas sociaes de ca-
racteres disparatados era intuitos e sentimentos
e com a lia social guindada e lantejoulada por
utulos obtidos pela sufeserviencia, pela perlidia
e pela venalidade que se lirmaro as instituices
j to profundamente abaladas.
Nao aecuso, nao me julgo de momento com
iireito de aecusar o governo central; a genera-
iidade de seus actos deixa ver o proposito pa-
tritico de servir as aspiraces ilo piz, corri-
gindo especialmente os erros e esvios da ante-
rior admioistraco, mas a boa direccao da nao
do Estado nao depende smente da bussola que
Ibe indica os poutos cardeaes, nem do rumo que
ihe imprimem peritos palinuros ; necessario
que toda a companha opere harmnicamente
:omo peca de um macbinisrao correcto.
Nao ser com mercenarios e flibusteiros que
ella far rota segura de salvacao.
Fui substituido na chapa do partido em minha
natural candidatura pelo 3. districto por um
individuo que, apresentando cmara quatricn-
nal, em sua maioria liberal, um diploma de de-
putado e sendo esse diploma acensado de nudo
por ftsificaco de acta eleitoral, nao o defendeu
oem perante a commissao de verificarn de po-
deres, nem na imprensa, deixando resta arteJ
que a Cmara em sua justica se pronunciaste
pela aecusaco c que ficasse firmado contra si e
tremendo e aviltante estygma le falsificador.
Si um tal individuo pode ser representante da
Naco por indicago de um partido que deve-se
ter em conta de moralisado e patritico, nao sei
o que deva caber em partilba as grilht'tas de
Fernando de Noronlia.
Como programma em apoie de minha candi-
datura aprsenlo era primeiro lugar o meu pas-
sado, e no movimento rpido de transformarn
que a nossa sociedade vai levando depois da
abolico do elemento servil, pronuncime pela
autonoma administrativa e poltica das provin-
cias em grao que nao perturbe a marcha regu-
lar das instituices, nem faca perigar a unio
nacional.
. Recifp, 10 de Agosto de 1889.
Sdriuo Catalcanti de Albuquerque.
Quarto districto eleitoral
de Pernambuco
Illm. Sr.Pretendo a honra de ser deputado
geral por esta provincia de meu nascimento,
pelo que rogo a V. S. o muito particular favor
de dar-me o seu voto e dos seus numerosos
amigos por esse quarto districto em a eleico
de 31 do corrente mez ; antecipando Ihe os meus
sinceros agradecimentos.
Se eu merecer o obsequio que venho de soli-
citar, ser minha misso no parlamento brazi-
leiro sustentar u luminoso programma do pa-
tritico e venerando gabinete 7 de Junho.
Sou com a maior cousideracao e estimaPe
V. S. venerador e criado obrigadissimo,
Jos Mara Ramos Gorjao.
Recite, 17 de Agosto de 1889.
Declara ^o
O abaixo assignado, tendo de retirarse
para fra da provincia, a conselhos mdi-
cos, faz sciente a todos os seus amigos e
com especialidade aos membros das nove-
nas de S. Joao de Iteus no Hospital Por-
tugus, pedindo desculpa co.mmisslo ge-
ral por nao poder continuar a oceupar-me
com o cargo de thesoureiro para o que tao
inmerecidamente me nomearam e espero
que de entre os inembros de todas as
commissdes onde e*istem cavalheiros tao
distinctos se nomeie" um para Ihe prestar
contas do que a commissao iiouver ieito.
Recife, 17 de Agosto de 1889.
Manoel Fernandes de Abreif.
Pens menino- que precisa de Ber, corre-lesse novo programma, que ao meu eSpiri-
Massa fallida de Joao Morei-
ra& C.
Os abaixo assignados, administradores daraas-
sa fallida de Joo Moreira A C, convidam aos
redores da raesma para no praso de oito das,
a contar da data deste, a apresentar seus ttulos e
documentos, afim de ter lugar a classifcaco dos
crditos, podendo para isso ente:iderem-se com
seu advogado Dr. J. Bandeira de Mello, ra do
Imperador n. 46.
Recife, 8 de Agosto de 1889.
Joao Vctor Alces atheus < C.
COMERCIO
Revista do Mercado
RKCIFZ. !7 DE AGOSTO
1889.
O movimento foi pequeo.
No mercado de cambios constou algumas
transaeces, mantendo-se os demais parausa-
dos.
Bol
sa
3OTAC0ES OFFICIAES DA JUSTA DOS COB-
RETORES
Recife. 17 ae Agosto de 1889
'Cambio sobre Londres a 90d. 27 l|8 d. por 1*000
do Banco, hontein e boje.
dem sobre Londres vista 26 7|8 d. por 1*000
do Banco hoje.
O presidente,
Candido :. G. Alcoforado.
O secretario,
Eduardo Dubeux
Cambio
Os bancos mantiveram ainda no balcao a taxa
de 27 d., sacca'ndo, porm, algus a 27 1/8, adian-
do pouco dinheiro.
Houve negocio pequeo a 27 1/4 era papel
particular e a 27 1.16 papel bancario, vista,
repassado.
No Rio, papel bancario, em geral 27 1/16, of-
ferecendo o London 27 i/8 subre a caixa matriz,
sem achar tomadores.
Papel particular, 27 1, V.
TABELLAS AFFIXADA8
3
o-
(9
> ES 'f cr E i
1 5' o %

e?
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1

S

i
8 3
to i:\in. Sr. julz de apellas e a
irmandade do Espirito Sauto
Teado de ser subtnettido apreciaco de V.
Exc. o balango annual da receila e despeza desta
irmandade pedimos a V. Exc. que antes de ap-
proval-o ordene o cumnrimento da disposico
Jo g 21 do art. 40 do compromisso, que diz :
Publicar pela folha mais lida o relatorio da ad-
ministraeco transacta, atlm de todos os irmos
ficarem scientes do movimento social, e poderem
mais facilmenie apontar alguraas irregularidades
e orientar melhor a V. Exc, que eremos desta
vez nao satisfar o pedido de alguns irmos,
que leem interesses particulares presos ao movi-
mento social, e que por certo nao deixarao de
se apressar em pedir a nao publicarlo.
Queremos a execucSo da le e nao pactuamos
com tribofes.
see<
no
Aos eleitoresdo 7.a districto
Ilim. Sr.Tendo merecido do directo-
do meu partido a distinecao de ser
apresentado candidato deputacSo geral
por este districto, si por um lado lamento
no ser dos mais competentes para aspi-
rar a elevada missao de representar-vos
na Cmara temporaria, por outro lisongeio-
rae de ver que me foi designado no cam-
po das pugnas polticas Uto honroso, quan-
to arriscado posto de combate.
Homem de partido, n3o tenho toda-
va me acostumado a subordinar s suas
exigencias, quando desarrasoadas, o* vi-
taes interesses da patria e suas nobres e
legitimas aspiraces.
83V Saceos 30 M 1.486 70
2.504 Saceos
Cota-se o de i
Kilos.
Algodo
sorte do serto a 7*000 por J."
A exportr., pela alfandega este mez
it o da i kilos, sendo. -
29o.49 p;;: >ara o interior.
As-entradas verificadas at hoje sobem a i
is,sendo por:
arcacas.....
'apores ..... 5.IOS
naes..... 9o8 -
Assuear
Os precos pagos ao agricultor, por 15 kilos, se-
cundo a Associaco Commercial Agrcola, forara
os seguintes:
Branco ..... 3600 a 4*000
Somenos..... 2*700 a 3*000
Mascavado purgado 2*200 a 2*600
bruto. (firme) UCOO a 2*000
Rtame..... 1*200 a 1*400
A exportacao feita pela alfandega neste mez
at odia 14 subi a 715.2:13 kilos, sendo 530
para o exterior e 714.713 1,2 para o mterior.
As entradas verificidas at a data de hoje so
bem a 2 504 saceos, sendo por:
Barcacas .....
Vapores.....
Animaes....
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea do' Limoeiro
Somma.
Agdardente
Cota-se a 105*000, por pipa 4c 480 litros.
Acool
Cota-se a 200*0Q0 por pipa de 480 litros.
niel
Cota-se a 70*000 por'pipa de 480 litros.
-----
Couros
Couros salgados, 365 a 370 ris, e os verdes a
210 ris.
Pauta da alfandega
SEMANA y 19 A 24 DE AGOSTO DE 1889
Assucar retinado (kilo) .... 320
sucar branco (kilo) .... 2i6
Assucar mascavado (kilo) ... 153
Agurdente........ 195
Acool (litro)....... 25
Arroz com casca (kil.o) .... 80
Algodo (kilo)...... 400
Bagas de mamonas (kilo) ... 80
Borracha (kilo)...... 800
Crneos de algodao .'.... 22
Couros seceos espichados (kilo) 390
Couris seceos salgados (kilo) 330
Couros verdes (kilo)..... 190
Cacao (kilo)....... 400
Caf bom kilo)...... 600
Caf restolho (kilo)..... 400
Carnauba (kilo)...... 260
Carocps de algodao (kilo) ... 20
Carvao de pedra de Cardiff (ton.) 105000
Farinlia de mandioca (litro) ... 100
Fallas de jalorandy (kilo) ; 300
Genebra ltro)...... 290
Graxa.......... 250
Mol (litro)........ 110
Milho (kilo ....'.... 120
Pao Brasil (kilo)...... 35 '
Sola (raeio) nominal
Taboados de amareUo (duza) 100*000
Atarlos h descarga
Barca nomeguense Gtlead ferragens.
Barca nacional C-lia, varios gneros.
Barca ingleza Camelia, bacalho.
Barca hespanhola Progresso. carTo.
krea allema/. F. Pust, carvo.
gar americano Harvtak Me. Loen, farinha de
go-
Lgl|r nacional Tigre, xarque.
LgalL'nS'ez Danure, bacalho.
Lgarwacional Loyo, xarque.
PatachoYfacional Rival, xarque.
Patacho a\lenio Marte von Oldendorp, xarque.
Patacho rratfional Regalen-a, xarque.
Patacho all\ao Fredmck, xarque.
PaUclio dinanMfquez Jugor, xarque.
Patacho dinamafWuez Ce/ion, xarque.
Vapor austraco ztf*y. v"os gneros.
Vapor inglez Ektot\ carvo.-
Vapringlez HvUoriaV, va"< gneros.
Vapor inglez Be/irna.V'arios gneros.
gida a orientaga dos nossos parti^f con-
stitucionaes e assim me exprimindo deixo
patente que a meu ver nio escap a esta
necessidade'o partido que pertenjo, que
entretanto, devo dizel-o por amor ver-
dade e sem laivos de parcialidade, delles
o que com mais erficacia e inceridade tem
servido ao paiz.
Atravessamos urna quadra inteiramente
anormal e em que a alma nacional parece
aecusar um grande mal estar e esforear-se
por encontrar remedio a seus soffrimen-
tos.
Quem a esta hora auscultar o corceo
da patria, reconhecer pelo seu bater des-
compassado que ba nelb* urna grave per-
turbajSo do seu systema circulatorio poli-
tico-social, e qnem tomar-lbe o pulso sen-
til-o-ba profundamente alterao pela febre
do desconhecido.
A par de algumas lisongeiras manifes-
tajoes da vida material da nacjlo, notam-
se grandes miserias, mesmo sob este ponto
de vista, c sobre-sabem os desanimadores
symptomas de urna enfermidade moral,
que atacou o carcter nacionalcentro
nervoso de todas as energas dana^ao.
Entendo que cm ura tal estado de con
sas rigoroso dever do partido conserva-
dor restaurar as suas forras e trabalhar
unido para reerguer a nueo do seu aba-
timento e coridnzil-a triurapliante e sadia
s altas regiSes do seu engrandeeimento.
Um s caminho se me affigura que pode
conduzir-nos a esse desidertum o das
reformas tendentes d satisfagan de jus-
tas e conhecidas .ispirag3e de grande
maioria da naeao e da pratica sincera o
leal das instituiyoes, o que quer d zer urna
honrosa capitulago com a opiniao publica
do paiz, o respeito aos direitos dos cida-
daos e o imperio da moralidade na admi-
nistragao.
Nao sou fcil em tomar compromissos,
nem gosto de achar-me na contingencia
de faltar a orles, quando tomados.
Sirva isto de, justiticagSo norma de
conducta que neste momento me imponho
de nao descer especificagab de um pro-
gramma, a cujo servigo porei'a minha
fraca palavra e os meus convencidos es
forcos, si for eleito vosso representante.
A nagao est sendo agitada por urna la-
boriosa evolugao, cujos. resultados se ac-
centuam na grande crise dos espiritos em
relagilo descrenga as instituigoes que
nos regem e na grande crise da fortuna
publica cm relagSo desorganisagSo do
trabalho, que levou a lavoura c com ella o
commercio e as industrias aos maiores
apuros.
Diante dessa evolugao,
cipite e agitada, parece ^
necessaria a vevisao do programma do
partido conservador e esta ideia j despon-
toa no espirito de alguns de seus ebefes,
tendendo a generalisar-se.
XSo serci eu, por tanto, que por nni fa-
ntico apego aos velhos moldes do meu
partido me piive desde j de adherir a
de Agosto de 1889
5
um tanto pre-
parece que vai tornar-se
-iC.
Silva
Q| impo
Vapor inglez La flata,
Europa em 17 e consi,
^lanifeslou:
i tras 26 voluraes a d
ktpi
i m
acao
entrado dos portos da
"mos
iManoel da Silva
Cerveja 25 caixas a Sulzer KaulYmann
Conservas 3 caixas ordem.
Filtros 3 caixas a Francisco Manoel da
& C. **
Genebra 4 caixas ordem
Libras Sterlinas 1 caixa a Clementino de Furia
T. Goncalves.
Mercadortas diversas 1 votume a w. H. Billn,
1 a Rev. J. Mdgley, 1 a W. W. Hoy, 1 P. II.
Dunomur, laLP. Harrting, 1 a J. Britanteau,
1 a Blakburn Needhara & C.
Matcriaes para estrada de ferro 174 ao Prolon
gameoto.
(Jueijos 13 caixas a Joo Fernandes de Al-
raeida.
Houpa 1 (;aixa a J. Pater i C.
Tecidos 4 caixas a Namzo Maia & C, 3 a
Guerra & Fernandes, 21 Bemol & C. 15 a Agos-
tinho Santos, 20 a Machado i Pereiru, 21 ordem,
12 a Alves de Brito C. 5 a Andrade Maia & C,
9 a Liureiro Maia & C, 4 a Albino Araorim & C.
23 a Joaquim Agostuiho & C. 8 a Manoel Das
da Silva Guimaraes.
Vioho 20 caixas ordem.
Vapor inglez Ejiplwer, entrado de Liverpool
e escalas, em 17 do correte e consignado a Sa-
muel L. Johnston, manifestou :
Caiga de Liverpool
Accessorios para machinas de liaoo 1 caixa
ordem.
Amostras 3 volumcs a diversos.
Arroz 100 saceos a Figueiredo Costa & C, 10o
a Fraga Rocha A C, 300 a Ramos Geppert v C,
200 a Paiva Valente & C, 4.777 ordem, 200 a
Fernandes & Irmos, 50 a Ferreira Rodrigues &
C, 100 a Domingos >uz & C, 500 a Pereira
Carneiro & C, 100 a Souza N'ogueira A C.
Alpiste 20 barricas a Joaquim Ferreira de
Carvalho 6 C.
Arcos de ferro 300 feixes a Reis & Santos.
Agua mineral 50 caixas a Medoiros Irmos &
C, 15 a Fernandes A Irmos.
Aroiaces para sellis 1 caixa a Domingos J-
Ferreira & C.
Brax 1 barrica a Manoel dos Santos Villaca.
Biscoutos 8 caixes a Guiraares Rocha.ifi C.
Canos de ferro 6 feixes a Manoel dos Santos
Villaga.
Canella 10 caixas ordem.
Cognac 50 caixas ordem.
Correles de fono 1 barrica a Miranda & Sou-
za,* a Albino Silva C.
Cerveja 20 barricas a Fcrnnndes A Irmos, 20
ordem, 20 a Joaquim Ferreira de Carvalho *
C, 10 caixas a Figueiredu Costa & C.
Cofre de trro 1 c-iixo a Norlh Brasilian Su-
gar Factorie.
Chapas para fogo 20 a Miranda A Soiua.
Cidra 50 caixas a Gonralves Rosa ^ Fernan-
des, 50 i ordem, 10 a Doininuos Cruz & C.
Calcados 3 caixes a Albino Cruz A C, 4 a
Thoraaz de Carvalho A C. I a Manoel de Barros
Cavalcante. 2 a Francisco Ramos da Silva A C,
1 a Ferreira Barbosa C.
, Cha II grades ordem.
Cjlindro de ac 1 ordem.
Couros I caixao a North Brasilian Sugar Fac-
torie.
Chapeos 1 caixo a Samarcos & C.
Carvo de pedra 20!) toneladas a Great Wes-
tern of Brasil.
Desinfetante 3 caixas a Joo Ramos.
Estanho 30 barricas a W. Halliday & C., 1 a
A. dos Santos Oliveira.
Enxofre 30 barricas a Prente Vianna A C,
20 a Ferreira Guimaraes A C
Enxadas 30 barricas a W. Halliday C%
Estopa 21 fardos ordem.
Folhas de cobre 1 caixa a Cardoso A Irmo.
Feno 14 Tardos a P. Cox.
Fogareiros 149 a A. dos Santos Oliveira.
Ferragens 11 volumes a A- D. Carneiro Vian-
na, 3 a Prente Vianna 4 C, 1 a Antonio dos
Santos Oliveira, 15 Corapanhiado Beberibe, 4
a Gomes de Mallos Irmos, 26 a Miranda & Sou-
za, 3 a J. de Azetedo A C, 2 a Manoel dos San-
tos Villaca & C, 12 a Ferreira Guimaraes & C,
3 a Cardoso Irmo, i a Albino Silva & C, 28
a W. Halliday A C. 1 a A. Pinto da Silva A C,
10 a A. dos Santos Oliveira.
Farinba de trigo 1211 barricas ordem, 1351
a Machado Lopes t C, 649 a Lopes Irmo3 r C.
Flandres 100 caixas a A. Pinto da
<00 ordem, SS a A- dos Santos Oli-
Giz 6 barricas a Miranda A Souza.
Louca 5 gigos a Alves da Costa A^Filho, 10
a Monhard Huber A C, 19 4 ordem, 13 e S^L.
ricas a J. de A. Veiga A C.
Linha 1 caixa a Guimaraes Cardoso A C ^H
MaooelJ.Ribeiro tu:
Lona 2 fardos a Antonio i ira, I
i onlfm
to surge na forma do um arco-iris poltico,
que os chefes conservadores podem por
nos horisontes desse partido como um
signal de suaallianga. t
Si tudo isto falhar qW do funuo do
co do futuro da nossa patria est para
Burgir algum novo astro, que eu nSo 3ei
si os mais aporfeigoados telescopios da
poltica j poderam alcangar. E entio ser
preciso reformar o compendio da nossa
astronoma poltica e n3o ser o humilde
representante do 7. districto, si por ven-
tura me achar eu investido dessa honra,
que ha de emperrado como nm membro
do tribunal do Santo Offisio pretender que
a trra est immovel no centro do uni-
verso.
Para concretisar o meu pensamento em
urna s phrase, mais expressiva do que
tudo quanto deixo dito e mais eloquente
mesmo do que um manifest feito com
todos os preceitos da arte, cu vos direi
tfie na essencia o meu programma polti-
co se pode resumir as seguintes pala-
vras:tr&baUar pelo bem do meu paiz
e particularmente pelo desta briosa ro
vincia, que me foi bergo e que est pre-
cisando de toda a boa vontade da seus fi-
Ihos para reconquistar a brillante posigao
que sempre oceupou no congresso d suas
irnias.
Espero que sabereis apreciar a fran-
queza com que acabo de fallar-vos e por
isso cont com o vosso voto e com o voj-
so valioso apoio cm prol da minha candi-
datura.
Com estima e re,conhccimento assig-
no-me.
Vosso patricio e criado obrigado.
Jos Vicente Meira de Vaseonedloa.
Recife, 5 de Agosto de leisU.
provado pela innpcetorla Cieral tal genero tvesso tido bom xito na histo-
de Uygtenc.
(Premiado na Exposico)
ue o ver-
a formula
garanta tem em
A' *. 13xe. o r. consclhels'o
llanocl Alves de Araujo
Diz o art. 15 5 3 da lei de 9 de Janeiro de
1881 :
Fien prohibida a presenra on intirrenrao de
forra publica durante o proc'esso tleloral.
l'm curiianicnse.
^ SILYKIRA
ADVOGADO
SORIA OOIHPKRADOR

AO
Estreitamenro daurethra
ILLM. SR. DR. CARLOS UKTTINCOLRT
Eu, ab'aixo assignado, declaro que, estando
solfrendo de um estreilamento dajurelhra.acom-
punhado de blennorrha, recorr ao Illm. Sr. Dr.
Bettencourt, por quem fui operado pela electro
fyse sem lur, licando radicalmente curado em
curto espaco de lempo
Ao muito digno Sr. Dr. Bettencourt os meus
mais sinceros agradecimentos.
Joao Rodrigues de Brillo.
tos para escriptorio 1 caixa a Araorim Irmos A
l Oleo 10 barris a Ferreira Guimarao.-; A C, 6
Manoel da Sil-
Molho inglez 2 caixas ordem.
Machinisinos u fijrragens 33 volflmes aos her-
deiros Bowa;ann.
Mercaduras diversas tvolume a Gomes de.Ma-
tos Irmos, 1 a Manoel da Cunha|Lobo, 2Ja North
Brar-ilian Sugar Factorie, 1 a "*' Halliday .* C ,
1 a Nunes Foiueca A C. 1 a Machado Lopes AC.
Movis 6 caixes a Antonio Duartc Carneiro
Vianna.
Machinismos 1 caixa a Braga A C, 2 a Fabrica
de FiagSo e Tecidos.
Materiaes para engenho 215 volumes e pegas
a W. Seal, 4 ordem, 362 a Cardoso A Irmo.
Objectos para yaz 54 volumes erapreza. Di-
to
C
a Reis A Santos, 25 a Francisco
va Presunto 2 caixas a Jos Joaquim Alvos A C.
Porlencos para trilhos de ferro 7 caixas a Car-
doso 0 Irmo.
Papel de ombrulho 55 fardos a Souza Basto,
Aniorim C, 105 4 ordem.
Provises 4 caixas ordem. ti a Carvalho A C.
Penas 1 caixa a Gomes de Mallos Irmos, I a
W. Halliday C.
Queijos 1 tina a Ramos A C.
Soda 5 tambores ordem.
Trilhos 475 a Cardoso A Irmo.
Trapos 8 fardos a Great Western of Brazi
Taxas de Ierro i a Cardoso A Irmo.
Tecidos diversos 3 volumc3 a Alipio Vieira A
C, 42 a Machado Pereira, 3 a Agostinho San-
tos C. 14 a l.ouroiro Maia t ".. 2 a Fernando
Silva A C. 25 a (Minio, Jardiro A ':.,9aAlves
de Biito &'('.., 7;i ordem, 50 a Rodrigues Lima
&C, 12 a Rodrigo da Carvalho A C, 15 a Nar-
ciso Maia A C, 1 a Francisco Petrocelij Ir-
mo. 2 a Monhard. Huber A C. 1 a A. Conrado.
5 a J. A. Das. II a Joaquim Gonoalves A C, 2
a B. Maia A C, 3 a A. .opes & C. 13 a Luiz
Amonio Siqueira, 12 a Gonralves Cutiha C.
10 a Albiuo unoiim i C.
Toacinho 2 caixas a Jos Joaquim Alves & C.
Tvpos 1 caixa a Jos de Vasconcellos.
"Tinta i barrica a Willini Halliday A C.
Velas S caixas' a C.oncahes Rosa A Feruandes,
5 a Paiva Valeite <* C.
Carga de Lisboa
Albos i canastra a Lopes A Araujo, 20 aGue-
des de Araujo Filho.
Avea 10 saceos a branles A C.
Azeite 50 caixas a Souza Bastos Amorini A
C, 2G a Ferreira Rodrigues C, 1 barril a Ani-
ceto A. da Silva.
Agua mineral 5 caixas a Guimaraes A Valente.
Batatas 150 2 caixas a Paiva Valente ai C, 100
a Lopes A Araujo, 100 a Souza riastos, Aranrim
6 C, 50 a Goncalves Rosas \ Fernandes, 30 a
Guimaraes A Valente, 20 a Lopes Alheiro A C,
5 a Figueiredo Costa C, 20 a-Jos Joaquim
Alves A C, 25 a Esnaty Rodrigues A C.
Ceblas 25 caixas a Guimaraes A Valente, 20
a Goncalves Rosas ,\ Fernandes, 23 a Paiva Va-
lente ty Rodrigues C. 15 a Araujo < astro & C., 10
a Gomes Augusto Gayo de Miranda, 10 a Pauli-
no de Oliveira Maia.
Carvo animal 20 barricas a Joaquim Salauei-
ralAC.
Conservas 52 caixas a Silva Guimaraes A L.
Cal 50 barricas a Ferreira Rodrigues C, 50
a Tavares de Mello A Genro, 50 a Leal Irmos.'
50 a Banto de, Freitas Guimaraes, 50 a Souza
Bastos, Amorim A C, 50 a Riiva Valente A C,
50 a Guimaraes A Valente.
Fructas 10 ciixas a Joaquim Sa'gueira! A C.
Farinha de centcio 2 barricada Manoel Lopes
de S v C.
Legumes 20 saceos a Francisco Pinto de Ma-
galhJes.
Macas 1 caixa ordem.
Oleo de Pujado de bacalho 4 caixas a Pedro
0. de Cerquen a.
Toucinho 10 barris a Ferreira Rodrigues 4 C,
1 a Lopes Araujo.
Vinagre 15 barris a branles v C.
Vinho 1 pipa e 10 barris a F. Marques A C, 2
a Ferreira. Rodrigues A C. 2 a U. Permann, 70 a
Souza Bastos, Amorim A C, 30 a Gomes de Mat-
tos Irmos, 20 a Joaquim da Silva Carneiro, 5 a
Pinto Alve3 A C, 20 a Joaquim da Silva Carnei-
^^Kft Antonio Ricardo Matheus Ferreira, 12 a
^^Ferreira Rabello, 3 a Aniceto Augusto da
a Raphael Dias & C, 50 caixas a Paiva
Carga do Porto
ordem, 10 a Bento Do-
axa ordem.
AC.
H limlnn n C.
Continuamos a prevenir o publico qi
dadiro elixir cabeca denegro o d
do Dr. Santa Rosa, que cmo _
seu favor os attestados passados pelos mam dis-
tinctos mdicos, dosta e demais provincias do
imperio, por pharmaceuticos, desombargadores,
advpsados, engenheros, commerciantes, empre-
aados pblicos, lentes da Faculdade, artistas,
etc.
Fique, porlanto, o publico sabendo que o eli-
xir fabricado na ra da Cade-a. pharuiaeia de
'mine? Souza Pereira, Successores, urna imita
R no nosso.
Deposito do verdadeiro, ra do Bom Jess n. 19
Como o Sr. consol Su i ro Hanocl.tl-
\e* de -ti-unjo osi fazendo a elci
cao uo 10. diMtricfo.
Urna forca de linha de vinte prajas ero
Caruar, sob o commando de um official
do 14." batalhao, escolhido pelo candidato
liberal!
. Um destacamento na cidade do Brejo,
s ordens de um clief* 1 cal, feito capitao
do corpo de polica.
Outro em Carapatos, intil para o ser-
vico e perigoso para a oi-dem publica, s
ordens tambem do'cbefe focal Joao Ma-
noel de Carvalho, igualmente feito capitao
de polica !
Um ex-condemnado do hecatombe da
Victoria, feito cabo na cidade do Li-
moeiro !
Remogoes de professores e professoras
publiv'as por feries !
Empregos as estradas de ferro, por
atacado ate a cleicao!
Engnjemcntos e fitas do sargentos no
corpo de polica, pura quem queira volar
com o governo, at o dia 31 de Agosto!
Arbitrariedades, violencias e ameacas
publicas de derramamento de sangue !..
Siuppressao de duas seccoes elcitoraes,
na parochia do Brejo ; fazendo-se passar
atropelladamente, cm Bsalo extraordina-
ria, urna lei, extinguindo dona distrietos
de paz!!
A MORALIDADE.
As
diras e dores des-
enxaquecas,
apparecem como par encinto tomando urna
colhcrada grande ris Salugao de Antipy-
ria de Tromtte. \ (1-4
MA HBIL OP(KA0A0 DE CIKUR-
IA
O embaixador anocrieano cm Vienna,
Mr. Kaason, tem ec^nniunicado recente-
mente ao seu governo" urna descripgao in-
teressante da nota-'cl operacSo cirurgica
praticada, ha pouco. pelo professor Bill-
roth, daquella cidade.j Por certo, a cir-
cumstancia parece rnjaravilhosa; mas
verdade que a citada, dperaeao tinha por
sarte do
tim a remocao de qtiasi a terca
estomago humano. Execotou-se a opera-
do e rcstabcleceii-se o paciente, sendo
ria do mundo. Aquella fa$anha scientilie>-
manifestou-se n'um certo caso de cancro do
estomago, doenga que geralmente vai
acompanhada dos seguintes symptomas :
O enfermo carece qnasi inteiramente
de appetite; sentem-se como que um pe-
so sobre o estomago, e s vezes time sen-
sao de vazio no mesmo orgao, a qual
causa um mal estar indisivel ; e urna es-
pecie de materia gelatinosa accumula-se
junto aos dentes, acompanhada de um gos-
to desngradavel, principalmente pela ma-
nh2. A nutricito, detarando-se no esto-^
mago, augienta em fazer desapparecer
aqueile mo estar; os olhos ficam rodea-
dos de um circulo livido, e o seu branco
toma urna cor amarellenta ; e as raaos e
ps tornam-sc viscosos, achando-se cober-
tos de um suor fri.
O doente cnte-se sempre caneado, e o
somuo nao Ihe d repouso. Algum teuip >
depois, torna-se nervoso e irritavel, e o
seu espirito nao v senSo tristes presa-
gios.
(nando se. levanta bruscamente de urna
especio d" tontura-na cabeca e urna ser-
sasaco de syncope, e cahiria se nao se
apoiasse em alguma cousa. Ha prisao de
ventre: e a pelle passa sem causa do
calor ao fri. O sangue, espesso e pesa-
do, .circula sem regularidade.
Em seguida, a nutricio passa com difE-
culdade e frequefttomente rejeitada, ora
deixando na bocea um gosto agro e amar-
go, ora um gosto adocicado. A estes
symptomas ajuntam-se quasi sempre as
palpitayoes, que fazein suppr aos doentes
que elles soft'rem de urna molestia do co-
rayo. Quando o fim se acerca, o pacien-
te nao pode reter nutricSo alguma, por-
que a passagem dos intestinos ou cerra-se
completamente ou ao menos est quasi
cenada.
Mas. ainda que esta enfermidade cer-
tainente assustadora, os arHigidos daque-
les symptoraad devem tomar animo, por
que do mil casos ha novecentos e noventa
e nove nos quaes os enfermos nao tem
cancro algum seSo simplcsmente dyspep-
sia, doeuga que o verdadeiro systema de
tratamento cura infaliivciincnte. O re-
medio mais seguro e mais erbeaz o xs-
rope curativo de Seigel, preparacao vege
tal que vendem todos os pharmaceuticos e
boticarios do mundo inteiro e os seus pro-
pietarios, A. J. White, Limited, 17,
FarringtoB Koad, Lond res E. C. Este
xaroj>e desirve a causa, do mal, expulsan-
do-a radicalmente da organisacao physicr..
Depositarios na provincia de Pernam-
buco por atacado, Francisco Manoel da
Silva &. t\. na cidade do Recife.
Vendedores a retalho, na cidade do Re-
cife, Bartholoroeu & J. C. Levy & C,
A. M. Veras & C, Rouquayrol Freres,
Faria Sobrinho & C. e T. S. Suva; em
almares, A. C. de Aguiar, e em S. Joo
da^Igreja Nova, J. A. da Costa e Silva.
!-j.orl;ic.i(>
RBCIM 16 OK AGOSTO DE 1889
0 ?ara o exterior
N'o vapor inglez La Plata, carregou :
Pura Buenos-Ayres, A. de Oliveira Maia. 10.0 0
cocos fructa.
Para Monte-Video, A. de Oliveira Maia, 5,000
cocos fructa.
Par o mterior
So patacho nacional Rival, carregaram :
Para Pololas. Amorim Irmos A C. 1,150 bar-
ricas com assucar branco com 116,675 Kilos
e 105 barricas com assucar mascavado, com
11.550 kilos.
No vapor francez VtlV de Periiambuc), car-
regaram :
Para Kio de. Janeiro, Maia A Rezende. 105 meios
de sola ; P. Valente A C, 200 saccas de algodao,
com \'Ml kilos.
Para Babia. J. II. Boxwtll, 200 saccas de algo-
dao com 16.067 kilos.
No vapor nacioual P. do Grilo Para, carre-
garam :
" Para Villa Nova, Henrique Oliveira, 25 barri-
cas com assucar branco, contendo 1,500 kilos.
No vapor nacional Alagos, carregaram :
Para Muimos, Atnop Irinaos C, 50 barricas
com agurdente, corando 4,800 litros e 9> bar-
ricas com assucar branco, com 6,813 kilos ; J.
Bordes, 25 barricas com assucar branco cara 1.875
kilos ; P. Alves A C 50 barricas com assucar
branco com 2.715 kilos.
Para Para, M. Jos Alves, 80 barricas com as
sucar branco com 4,955 kilos ; Alfredo Cuiraa
Kaes A C. 308 barricas com assucar branco com
4,188 kilos ; C. Magalhes la Silva, 613 barri
MS com assucar branco tora 43,310 kilos ; F.
Casco A Filiio, 150 barris de agurdente cora
44,400 litros; Amorim Irmos C, USO barricas
cora assucar branco com 34,"60 kilos, 15 pipas
de agurdente com 6,2i0 litros e 2 pipas de al-
cool com 960 ditos.
Para o Maranhao, Jos Marlins Dias, C caixas
com rape com 137 42 kilos
Para Cear, Jos Martins Dios. 16 caixas de
rap com I5i 1|2 kilos.
Na barcaga Marlha, carresou :
Para Parahyba, J. P. Lapa, 10 garrafes com
genebra con i2) litros.
Na barcaca Sol Fixo, carre-saram :
Para Parahyba, V Cosa C, 30 cascos com
genebra com"900 litros.
luhci-o
EXPEDIDO
Pelo vapor americano -Advance, |>ara :
Para 200.0JO000
ReadlutcaCos pblicos
. MEZ DE AGOSTO
Alfatutega
25 ditos de comidas a 500 ris
77 ditos de legumes e fazendas
400 ris
15 ditos de suinos a 700 ris
8 ditos de 'ressuras a 600 ris
39 lalhos a ti
12^500
30/800
10J50O
4*600
78000
Rendimento do Uia la 15 do
reole
cor-
20^12.)
3:171880
Foi arree.idailo liquido at boje 3:37WO0D
Pregos do la:
Carne verde de 240 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a I res dem.
Suinos de 560 a 640 ris idem.
Farinha de 480 a '20 ris a cuia.
Milho de 360 a 400 ris idem.
FevAo de liOOO a 100 idem.
I2:iatOuro publico
Neste estaoelecimento forara abatidas para
consumo de hoje 93 rezes pertencentes a diver-
sos marchantes.
Vapores a entrar
MEZ DE AGOSTO
Norte......... Finalice .........
Sul...........
Norte.........
Europa.......
Europa.......
Sul...........
Europa.......
Neta........
Espirito Suido
Soruta .......
Yille de Halda
Para........
Don.........
18
18
24
25
26
27
23
geral
Do dia 1 a 16
dem do 17
369:005*340
31:854*619
400:919*939
Renda provincial
Do dia i a 16
dem de 17
42-321*613
5:560*52t
Somma total
da-Alfandega, 17
47:883*134
448:83^*093
de Agosto
Segunda seccSo
de 1889.
8 thesoureiroFlerencio Domingites.
chefe da secao -Cicero B. de Mello.
Recebedoria Cisrai
Do dia 1 a 16 20.4J64397
dem do 17 693*575
21:1191972
Mercado Municipal de .*?. los
O movimento deste mercado no dia 16 de^
Agosto Coi o seguinte :
Entraram :
35 bois pesando 4,3o-' kilos.
104 kilos de peixe a 20 ris 20*920
10 cargas com farinha a 200 ris 20*000
3 ditas com feijao a 200 ris 600
15 ditas de mUbo a 200 ris 3*000
7 ditas defructas diversas i SOOris* 2*100
14 taboleiros a 200 ris 8*800
11 suinos a 200 ris a00
28 matutos com legumes a 200 ris 5*600
Forara oceupados:
26 columnas a 600 ris I-)*1**1
1 escriptorio a 3o
Fimp.ce........ .. 18 s 4h.
eca.......... .- 18 as 3 h.
'trapama...... .. 22 as 5 h.
Espii to Santo .. .. 24 as 5 h.
Sorata......... -. 25 as 12 h.
Ville dcBahia .. .. 27 as 3 h.
Para.......... .. 28 as 5 b.
Don.......... .. 29 as 3 b.
Vapores a sabir
MEZ DE AOOSTO
Sul..........
southampton.
Gear c esc...'
Sul..........
Valpartuso. -.
>antose esc.:
Norte.......
Sul..........
Uovimernto do porto
Xavios entrados no dia 17
Soutiampton e escala17 dias, vapor inglez La
Plata, de 2049 toneladas, commandante J. D.
Spooner, equipagem 105, carga varios gneros ;
a Amorim Irmos A C.
Liverpool e escala21 dias, vapor inglez Ex-
plorer, de 1304 toneladas, commandante \V. Jo-
nes, equipagom 29, carga varios gneros; a
Samuel Johnston.
New-Port-51 dias, barca rtorueguense Friten,
de 372 toneladas, capitao B. Bessesen, equi-
pagem 10, carga carvo de pedra ; a W'ilson
Dtum,
bons C.
Gasp (Canad)36 dias, patacho inglez L
de 134 toneladas, capitao J. E. Hofnsell, equ,-
pagem 7, carga bacalho ; a Johnston Pater
A C.
Rio Grande do Norte6 das, hiate nacional
Autora l, de 70 toneladas, mestre Joaquint
Jos da Silveira, equipagem 4, em lastro ; a
Carlos Antonio de Araujo.
Meme' (Bltico)66 dia?, patacho norueguense
Facorit, de 280 toneladas, capitao B. S. llar.
sen, equipagem 8, carga raadeira de pinho; a
Borslemann A C.
Terra-Nova32 dias, lugar inglez Adamaniine,
de 222 toneladas, capitao J. Clark, equipagem
9, carga bacalho; a Blackburn Jeedi
A C. .;
Navios sahidos no mesmo dia
Manos e escalaVapor nacional Alagos, coo-
mandante Joo Mana Pesio?, carga varios g-
neros.
Buenos-A v res e escalaVapor inglez La Plata,
commandante J, D. Spooner, cargavanos gc;
eros.
Santos e escala-Vapor francez Ville de fe -
nambuco, commandante Leoormand carg^
ros geheros.-
Fernando de NoronhaVapor nacional
cisco, commandante Joaquim
nior, carga varios gneros.

i,




)


I
4

i \
Diario de Peraambuc^-Doraingo 18 de Agosto de 1889
ELIXI
EPUIAilV
SINGUE
Approvado pela Exma. Junta de Hygiene e preparado por
Cliimico c Pfcarmaecilieo M
PELOTAS RIO-GRANDE BRASIL
Este elixir composto de vcgetaes de reeonheeido mrito, e em-
preado eom vaiUag-ens as molestias segiithles:
Escrophulas, rheumatismo, onorrhas, racliitismo, impilgens, ulceras, tumores,
sarnas, bobas, manchas da pe le, carbnculos, flores brancas, boboes, corrmentos dos
ouvidos, fstulas, cancros venreos, inlammac.oes do tero, inlammacoes de olhos, cs-
pinhas, affeccoes sypliiliticas.
A sua effleacla attestada per filustres nicdieos que o reputan* superior aos medicamen-
to* anlogos. JLeiam eom attenco os attestado* medieos que em seguida publieanios e terSo a
prova de que o nico depurativo infallirel do sangue oElixir de Xogueira, Nalsa. Caroba e
Guayaco.
ATTESTADOS DO ILLUSTRADO CORPA MEDICO DA PROYINCIA
Companhia Alagoana
de Fia^o eTecidos
Convidamos ao* scnbores subscriptores desta
companhia, para de accordo eom os arts. 9 e Iw
dos eslalutos, at o dia 10 de etembro prximo
rotur, realisarem sua stima entrada na razo
de 10 0/0 do valor de suas acces, uo Banco In-
ternacional do Brasil. Macei, 10 de Agosto de
1889,-JOs directores,
Jos Teixeira Machado.
Jo.- tenqarlo P. le Carvalho.
_______ Propicio Pedroso Ifurreto.
Hippodromo do Campo
Grande
Convido os possuidores de aeces preferen-
ciaes, emittidas por este Hippodromo, para re-
cebercm da mo do respectivo thesoureiro os
juros correspondentes ao primeiro semcslrc,
que ser'to panos ao portador, de segunda-frira
i a quinJa-feira 22 do correte, das 10 horas
da manha as i horas da tarde.
Escriptur rio Hippodromo do Campo Grande,
18 de Agosto de 1S89.
O presidente,
_^___________ /. /. Gome.
S. R. J.
Sociedade Berr'aliva luvcntuiTr
al o,imana em 18 de Agosto
te convido a lodos
os socios aliin de se reunirera em assembla ge-
ral para ouvin'in a leitura do relalono e proce
(terse eleico da nova directora, no domingo
Iftdo corrente, as 4 horas da tarde.
Secretaria da Sociedade Pietreatira Juventudc,
14 de Agosto de 1889.-0 2- secretario
Antonio P. Lopes.

O abaixo assignado, doutor em medici-1 tonio A. Assumpgao. Est reeonheeido
na pela faculdade do Rio de Janeiro, con- j na forma da lei pelo tabellilo Luiz Felippe
decorado pelo governo portuguez, medico de Almeida.
do hospital da Beneficencia Portugueza
desta cidade, etc.
Attesto que as molestias de fundo sy-
philitico, em suas diversas e variadas for-
mas, a applicacao do preparado denomi-
lado Elixir de Nogueira. Salsa, Caroba e
Guaiaco, do Tllm. !5r. Joao da Silva Sil-
veira, tem sido do maravilhosos resulta-
dos. O referido
meu grao.
Pelotas, 30 de Abril de 1886. Dr.
Bario dos Santos Abreu. Est reeonhe-
eido na frma da lei pelo tabelliao Luiz
Felippe de Almeida.
Eu abaixo assignado, doutor em medicina
pela faculdade do. Rio de Janeiro, etc.,
etc.
precioso Elixir de Nogueira, Salsa
Caboba e Gaiaco eom rauito bora xito,
e tenho aconselhado aos mcus clientes que
o uzem eom toda a confianca e esperanca,
pois a sua preparaco preenche perfeita-
mente o nosso desidertum. Vou empre-
gar as pilulas ferruginosas de meu grande
Attesto que empreguei o Elixir de No- collega, em todos os casos em que se fi-
gueira, Salsa, Caroba e Guaiaco, prepa- j zer sentir a n|cessidade do emprego dos
rado pelo distincto pharmaceutico Joao da e rrnginosos.
Silva Silveira, em um caso de ulcera sy-
verdade sob a f de i philitica, dando este medicamento resul-
tado o mais favoravel.
Pelotas, de Maio de 188G. Dr. Joa-
quim Rasgado. Est reeonheeido na for-
ma da lei pelo tabelliao Luiz Felippe de
Almeida.
__
Eu abaixo-assignado, r. em medicina
pela faculdade do Rio de Janeiro, con-
decorado pelos governos de Allemanha,
Portugal e Italia, medico do hospital de
Misericordia desta cidade, etc.. etc.
Attesto que tenho empregado muitas
vezes o Elixir de Nogueira, Salsa, Caroba
o Guaiaco, preparado pelo Sr. Joao da Sil-
va Silveira, como um poderoso agente em
casos de infecc3o syphilitica ldiathese
i:scrophulosa, parecendo-me supejior aos
anlogos que nos vem do estrangeiro. Por
me ser* pedido passo este cuja verdade
..rumio em f de
meu grao.
Continu V. S. a trilhar o mesmo ca-
minho eom toda a dedcajao, para um dia
chegar meta dos seus desejos e receber
o competente premio do seu insano e es-
pinhoso trabalho.
Rio Grande, 8 de Abril de 1886.Dr.
Nicolao A. Pi tombo.Est reeonheeido
na forma da lei pelo tabelliao Luiz Felip-
Eu abaixo assignado, doutor cm medicina pe de Almeida.
pela faculdade da Babia, membro da
sociedade franceza de ophtalmologia e Attesto que tenho empregado na minha
da sociedade zoolgica de Franca, etc., clnica o E14XIR DE Nogueira, Salsa,
^ : Caroba e Guaiaco, preparado pelo Sr.
Declaro que o Elixir de Nogueira, Sal-! pharmaceutico Joao da Silva Silveira, ob-
sa, t aroba e Guaiaco, do pharmaceutico tendo senipre os mais brilhantes resulta-
Joo da Silva Silveira, prestou-me reaes.^ principalmente as molestias de ori-
servicos nos casos de syphilis terciaria e cm BvphiJitica.
em todas as affcccSes de fundo cscrophu-j0 Q referido verdade e por me ser pedido
passo o presente que affirmo in fide me-
A commisso liquidadora da Companhia de
Edifkaco, convida os Srs. accionistas da allu-
dida companhia a reunirem-se em assembla ge-
ral, no da 2 de Setembro vindouro. ao meio dia,
no 1. andar do predio n. 77 ao Largo de e-
dro II. gara o tim de tomarem conhecimento das
con tas e do balango encerrado em 20 de Jullio do
corrente anno, e ouvirem a leitura do parecer da
commisso riscal.
N'eita mesma assembla geral se tratar acerca
do disposto pelo art. 91 do decreto n. 8821 de 30
de Dezembro de 1882.
Escriptorioda Companhia de Edificado em li-
quidado, 17 de Bgosto de 1889.
Jos Gomes Ferreira Main.
Joaquim de Oliveira Borges.
fernanlino da Costa Campos Jnior.
loso.
Pelotas, 6 do Maio de 1886.Bar So de Almeida.
Porto-Alegre, 5 de Maio de 1886.
Dr. Victorde Brito. Est reeonheeido na
tonda da lei pelo tabelliao Luiz FbI
di
ci.
ppc
Jaguerao, 27 de Abril de 1886Dr.
Esterab lo Sousa Lima.Est reconhe-
1 cido na forma da lei pelo tabelliao Luiz
le ItapitocayEsta reeonheeido na forma Jmi abaixo assignado, doutor em medicina pei:DDe e Almeda
pela faculdade do Rio de Janeiro, etc.,, '__
la lei pelo tabelliao Luiz Felippe de Al-
meida.
Gervasio Alves Pereira, douV>r cm medi-
cina pela faculdade do Rio de Janeiro,
cavalleiro da imperial ordem da Rosa,
etc, etc.
Attesto que tenho empregado contra a
cscrophula o Elixir de Nogueira, Salsa,
Caroba e Guaiaco, preparado pelo phar-
maceutico o Sr. Joao da Silva Silveira,
eom bom resultado c por isso o reputo
?un exccllente remedio para combater as
molestias de fundo escrophnloso. O refe-
rido verdade e por me ser pedido passo
O presente sob a f de meu grao.
Pelotas, 2 eom
etc. j
Attesto que tenho empregado, sempre *baxo ss'g113"10 doutor pela faculdade
magnifico resultado, e Elixdi de do de Janeiro, 1" cirurgiao do cor-
Noeira, Salsa, Caroba e Guaiaco, prc-! P de sa,lde do ejercito,
parado do Ilustrado chimico pharmaceuti-j. Attesta quc tem empregado eom excel-
co Joao da Silva Silveira, nos casos de j'?ntes resultados o Elixir de Nogueira,
escrophulas e molestias de origem syphiliti- Salsa Caroba e Guaiaco, preparado pe-
ca, o que affirmo. cm f de medico. jlo parmaceutico Joao da Silva Silveira,
Pelotas, Io de Maio de 1886.Dr. Ray- Pe'o qne o considera um excellente pre-
mundo V. da Silva.Est reeonheeido Parado> superior aos que importamos do
na forma da le pelo tabelliao Luiz Felip-1 estrangeiro.
pe de Almeida.
Joo da Silva Silveira,
e cbimico em Pelotas.
O referido verdade pelo que passa o
presente que affirma in fide medici.
JaguarSo, 5 de Maio de 1886. Dr.
Diogo Fernandes Alvares Fortuna.Est
enho reeonheeido na forma da lei pelo tabelliao
Luiz Felippe de Almeida.
Illin. Sr.
pharmaceutico
E' eom o mais subido prazer que v
Gervasio Alves Pereira. Est reconheci- aecusar o recebimento do seu prezado fa-
do na forma da lei pelo tabelliao Luiz Fe-' vor de 5 do corrente acainpanhando um
lippe de Almeida. frasquinho eom 50 pilulas formuladas pelo'Eu abaixo assignado doutor em medicina
consummado c distincto pratico, o Ilustra-' pela faculdade do Rio de Janeiro.
Ku abaixo assignado, doutor em medici- do commendador Dr. Miguel Rodrigue^ Attesto que tenho empregado em mi-
na pela faculdade do Rio de Janeiro, Barcellos, e preparadas eom toda perfei-1 nha clnica, e sem eom excellente resulta-
medico do hospital de Misericordia des- cao e nitidez por V. S. Na verdade nao'do, principalmente as affeccoes de ori-
ta cidade, etc. p0sso deixar de elogial-o pelo relevante ser-; gem syphilitica, o Elixir de Nogueira
Attesto que tenho em: regado o Elixir. V50 que V. S. tem prestado e'ha de pres- Salsa, Coroba e Guaiaco, preparado d
Nogueira, balsa, Caroba e Guaiaco, tar sciencia medica. Entendo que o' Sr. pharmaceutico Joao da Silva Silveira.
meu nobre amigo digno de todas as O que affirmo sob a f do meu grao.__
attencoes e merece ser auxiliado por to- Hervid, 7 de Julho de 1886.Dr. Jos
dos os clnicos desta proviucia e fra | Adolpho Rodrigues Ferreira.Est recof
della. jnhecido na forma da lei pelo tabelliao
Declaro-lhc que tenho empregado o seu' Luiz Felippe de Almeida.
preparado do distincto pharmaceutico Joao
da Silva Silveira, nao s na clnica civil-
aomo na do hospital, eom o mais espen,
dido resultado, o que affirmo ser verdade.
Pelotas, 5 de Mam de 1886. Dr. An-
Amigo e Sr. pliarmaceutico Joao da Silva Silveira.Em contestaco a sua pergunta, relativa aos resultados que tenho
-obtido eom a applicacao do ELIXIR DE NOGUEIRA, SALSA, CAROBA e GUAYACO, tendo a satisfecao do communicar-
Ihe o seguinte:
Fazem seguramente cinco annos que emprego na minha linica o seu j tao reputado Elixir em muitas affeccScs de
natureza syphilitica e em algumas de fundo escrophuloso, torando-se mais notorias a3 virtudes curativas deste preparado as
primeiras d'aquellas a'ecjSes. r
Com o seu uzo pWJngado nunca observei as perturba9<~es gstricas qne sem apparecer quando applicamos outros me-
dicamentos ongeneres, tornando por isso segura e fcil a sua administrado at as creancas.
Nao hesitarei em recommendal-o com confianca nos estados pathologicos supramencio nados, sendo como a nobre mis-
slo do medico contribuir para o allivio e bem estar da humanidade que aoffre.
Autorizo-o j^que faca > uso que lhe convier d'esta mnha decIaracSo e disponha do amigo brrado___Dr Mtm
7 Reaiao.
UNIOS lEPOSITAlOS EM PMNAMMJOO
Francisco Manoel da Silva k C. j
23Ra Mrquez de Olinda23
Precos: Duzia 30BOOO--------Vidro 3SOOO
Companhia de Edificacao
A commisso liquidadora da Companhia de
Edilicaco convida todos os credores da mesma
companhia a comparecerem, munidos de seus ti
tulos, na prxima segunda-feira 19 do corrente,
das 11 horas da raanhii s 2 da tarde, na sede da
companhia, para seren pagos dos seus crditos.
Escriptorio da Companhia de Editicac&o cm li-
quidacao, 17 de Agosto de 1889.
Jos Gomet Ferreira Mata.
Joaquimde Oliveira Borges.
Bernardina da Costa Campo Jnior.
Companhia de Edificacao
A'REALTSAR SE NO
Dia 18 de Agosto de 1889
Illras. Srs.
Delegado da directoraAntonio Carlos Ferreira da Silva.
Juiz do ensilhamentoProfe-sor Francisco Carlos da Silva Fragoso.
Jnizcs de pesagemDr. Manoel Goa^alves da*Silva Pinto e Arthur de Souz.i'
Carvalho.
Juiz de partida Benjamn A. Freitas Pessoa.
Juiz de confirmacaoFrancisco Floro Leal. *
Juiz do distanciadoRodrigo Carvalho da Cunlia.
Juizes de chegadaJoaquim de Oliveira Borges, Jos Peres Campello de Al-
meida e A. J. Machado.
Inspector geral de redaMajar Ernesto Vieira de Araujo.
Inspectores de raiaClito Valeriano Pereira, Fabio da Silva Reg, Dr. Anto-
nio Tolentino Rodrigues Campos, Heitor de Souza, Manoel J. Fernandes Barros, Tho-
maz de Carvalho Soares Brandan Filho.
Juizes de archibancadaBario de Soledade*, commendador Antonio Marques de
Amorim, coronel SebastSo Alves da Silva, Dr. Eduardo de Oliveira, Jos Eleuterio
de Azevedo, Dr. Joao Lins.
.tome*
Pellos
K
Punir i
lid.
2
Cor da vetttl-
mrnla
ProprietnrioB
PareoC'onwolarao 800
prados d Rccifo.
metros Animaes
Premios: 200$ ao
da provincia que nao tenham ganho nos
Io, 40 ao 2 e 205 ao 3.
Faculdade de Uireito
De ordem do Exm. Sr. conselheiro director,
cm nome di Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia, convida se ao corpo acadmico para
assistir ao nssentamento da primeira pedra do
novo edilicio da Faculdade de Direito desta cida
de, o que ter lugar, no largo do Hospicio, (rna
do Riachuelo), s 3 horas da tardado dia 19 do
corrente.
----------------------------------------------------------
fi. as*
Mangue do* palmo*-
As qualidades stypticas e sUutiferas do Oleo
e Figado de Bacalho o tornara perfeitameote
i japreciavel nos casos de hemorrbagia dos pul-
mes.
Nao ha na materia medica cousa alguraa que
i possa substituir ; porque ao passo que estanca
4 hemorrhagia e cura a raptara dos vasos san-
^iiineos, fortifica ao mesmo terapo os orgos da
respiraco e systhema em geral.
Comtmlo, tudo depende da legitirnidade e pu-
i do remedio, e por esta razo os mdicos
a eminentes recommendam o Oleo Puro Me-
lal de Figado de Bacalho, de Lanmari &
m, CDmo uta. artigo garantido, que leva a
marca commerrial de urna casa respeitavel e
gna de toda a confianca.
Os benficos effeitos deste remedio sobre os
i tes Je tsica e as pessoas que padecem de
ofulosas e do ligado, complicados
usjesultad
r O Vinh do Doutor Cabanes tnico,
j estomacbico, nutritivo. N3o esquecer-se de
I tomar um copinho delle antes de cada re-
fe 5S0. (4
DECLARARES
Irmandade do Senhor Bom
Jess das Dores em S.
Goncalo
De ordem da mesa regedora desta irmandade
e em observancia ao art. 74 cap. 2- do compro-
niisso que rege a mesma, convido a todos os,
irmSos para comparecerem s 8 1/2 horas da
maohadodia 18 do corrente, aim de assistirem
a missa do Divino Espirito Santo, fluo ter lugar
s 9 horas do mesmo dia, e sendo em seguida
procedida a eleicSo da novo? fu accionarios que
tem de reger a lade no tnno com-
Pra^a
>o dia 22 do corrente mez, s 12 horas pe-
rante o Dr. juiz municipal do termo de Ipjuca,
vai a praca por venda as partes do engenho
Mercs do mesmo termo, no valor de 47:000,
com o abate da lei, licando assim reduzidas
ditas partes no valor de 42:300*, e vao a praca
na execuco que move D. Enedina Marques \c-
coly da Costa, viuva do Dr. Jos Domingos da
Costa, contra o terceiro adquerente Dr. Fran-
cisco do Reg Barros de Lacerda, visto nao ter
navido licitante na primeira praca.
Prazo de 60 dias
06-De ordem do Sr. Dr. inspector etlJ1
facei sciente professora rsula Ciselinade An
""a, removida por, portara d pre:
Estrada de ferro de Pernam-
buco doRecife aoS. Fran-
cisco
Propoia para o fornecimento de
3.GOO tonelada* de carvo de pe-
dra
Esta companhia recebe propostas para o for-
necimento de 3,600 toneladas de carvo de pe-
dra por lempo de um anno, mediante as segra-
les condigOes :
i* O carvo dever ser de alguma das espe-
cies conhecidas por Cory Aberdare Merthyr,
Penrikiber, Nixons Navigation, Ocean Merthyr
ou lnsles Merthyr Smokeless SteanCoal, pri-
meira qualidade e double screened provada
com certificado da mina, o qual para cada carga
de navio dever ser apresentado ao superinten-
dente da companhia.
2* A despezade descarregar o carvo do na-
vio e todas as nutras da alfandega, etc.. sero
por conta do conlractante at a entrega no caes
da companhia, onde o carvo ser tirado das
alvarcngas pela companhia e pesado no trapi-
che em Cinco Ponas, facilitando-se ao conlrac-
tante todos os meios de, por si ou pessoa de
sua conlianca, inspeccionar e conferir o peso, o
qual ser aceito como definitivo por ambas as
partes, nao sendo depois attendida pela compa
nbia rerlaniefio alguma.
3" 300 toneladas de carvo pelo minos, sero
mensalmenleentreges era Cinco Pontas ; mas se
por conveniencia propria quizer o conlractante
entregar niaior quantidade, a companhia sujeita-
se a recebel a, contanto que nao seja apresenta-
da para pagamento urna conta mensal de mais
de 300 toneladas durante o lempo do contracto.
4* O conlractante dever obrigar se ao paga-
mento dp urna multa de 1:000 por todo e qual-
quer mez em que deixar de fornecer a quanti-
dade estipulada de 300 toneladas, assim como
3e fr reeonheeido que o carregameuto ou parte
delle nao e de alguma das qualidades mencio-
nadas na primeira destas condicesT
5" As propostas para este contracto devero
estipular o prego da tonelada d carvo em di-
ubeiro sterlino, o qual para reali.-ar-se o paga-
mento de cada coma mensal ser reduzido 8 li
ao combio da ectaco das transacces do Banco
ao lempo da partida do ultimo paquete da Real
Mala, que passar para a Inglaterra no mesmo
mez da conta
6a O contracto entrar em vigor no Io de No-
vemfcro prximo vindouro e o primeiro suppri-
mento dever ser feito para o referido .nez.
7" Ser lavrado um termo de contracto hasea-
do as condicOes cima estipuladas, o qual ser
assignado por ambas as parles.
8a As propostas devero ser lacradas e re-
mettidas ao superintendente da companhia, no
Cabo, antes do dia 30 de Setembro prximo fu-
turo, no qual tero de ser ella3 abertas no es-
criptorio do mismo.
A companhia declara que de modo algum fica
por este motivo obrigada a aceitar a proposta
mais barata ou qualquer das que lhe forem
apresentadas. |
Escriptorio da superintendencia! Cabo, 14 de
Agosto de 1889,
Wells Hml,
Superintendente.
Berlim......
Pip ........
Schillingf...
Singa p o re,
ex Catle.
Siroco......
Castanhola.
Muscadim.ex
Bilontra...
Palermo.....
Voltaire.....
Soberano.. .
Tenor, ex-
Paladraof)
Cauby.....
Petit-maitre -
Bonjour, ex-
uvido___
Conforme. .
Sans Souci .
i
i
5
I
3
3
3
i
3
I
i
ii
."i
."i
'i
Caxito
Rodado
Castanho .
Rnsso..
Cardo.
Baio
Alazo......
Mellado.....
Cardo......
Castanho___
Peni..
Rodado.
Castanho
Russo pedrez
Baio.........
53
53
55
53
50
80
50
55
50
53
33
53
55
.'-"i
55
55
Azul eouro
Verde e branco.
Azul, c branco..
Branco...........
Amarello e encarnado.
Encarnado e branco-.
Azul e branco.
Grenat.......
Branco......
Grenat e ouro.
Encarnado e branco..
Branco, preto e ene -..
Azul e grenat........
Branco c encarnado...
Branco..............
Ouro e branco.......
Jos F. R. Cavalcante.
Joo Guimares.
Coud. Esterlina.
Jos J# de Carvalho.
CoudeTaria Fragoj
Coud. Bella Vista.

Piragibe Hagiss.
Rodolpbo Jayrae.
Manoel Correia.
Coud. Jockey Club.
J. B. Vieira da Costa.
Alfredo Marques.
Lemos e Duarle.
Carlos A. Barbosa.
Jos Valen te.
D. Anna L. L. Mattos.
2. PareoImprenna 1.300 metros-Animaes da provincia que nao tenbam ganho em
maior distancia no Derby. Premios : 2003 ao Io, 40 ao 2o e 203 ao 3o.
Vilhge......
Good mor-
ning......
Florete .....
8 Mellado..
Rodado.....
Castanho
Pern..
,1 34
L
! 36
Branco e ouro.
3. Pareo Provincia de Pernambueo-
mios: 200i ao 1, 404
Azul e branco.......
Encarnadoe branco.
900 metrosAnimaes
ao 2o e 20-5 ao 3o.
Jos Joaquim Dias.
Rufino Cardeso.
Francisco Freir.
da provincia. Pre-
: Transclave..
2 Templar.....
3 Viilage......
fcltnpy........I
5Talispher.. -.
Rodado.
Mellado....-
Baio rxo...
Rodado .....
Pern.
o.)
55
57
.'"i
Verde c amarello.....J. Nogueira da Silva.
Branco............| J. Franco Ferreira.
Grenat e branco.....(Jos Joaquim Dias.
Preto ...............Francisco Correia.
Azul e ouro..........{J. N. Silva.
4.e Pareo-Internacional l.'iOO metros Animaes de qualquer paiz. Premios: o00>
ao Io, lOOOOO ao 2 e 50*000 ao 3".
Vesper .. .
Derby.....
Diana.....
Apollo.....
Fagotin.....
Ernani
Gallia......
Alaz.
Franca ...
R. da'Prata
Franca ...
Zaino........Inglaterra.
Alaz
Inglaterra.
32
31
51
51
51
34
5o
Ouro e branco..
Branco e ouro.
Azul e ouro
Branco e ouro..
Azul e ouro.. ..
Rosa e preto
Ouro e branco .
Coudclaria Emulaco.
Coudelaria Temeraria.
Coud. Internacional.
Dr. Joo de S.
Coud. Internacional.
Arthur Silva.
Coud, Emulaco.
5." Pareo -Proitperidade900 metros. Animaes da provincia que nao tenham ganho
n'esta ou maior distancia nos prados do Recife. Premios : 200 ao 1, 403 ao 2*
e 205 ao 3.
Bonaparte ex
Vagabundo
Phariseu ex
Orange ...
Fsquimo....
Berlim......
Singapore ..
Rodado.
Castanho
Rodado. .
Caxito...
Russo ...
Pern.
jo
53
53
Branco e encarnado..
B. ene. e bonet preto.
Preto e branco.....
Asul c ouro..........
Branco..............

Rodolpbo G. Leal.
T. Pcrnambucano.
Augusto de Miranda.
- f
Jos
". do Reg Cvale,
J. de Carvalho.
6 o PareoCompenwaco 1.400 metrosAnimaes de qualquer paiz que nao tenham
ganho em maior distancia no Derby, nestes ltimos tres mezes. Premios : 400000
ao 1, 80*000 ao 2o e 40*000 ao 3\
'tGallia.......
FalstaT ex-
Meroveu- -
Risette.....
Estephanie..
Fagotin.....
Joseplras ...
Brazil......
Africana.....
5 Alaz.
Castanho ...
Zaina.......
Castanha.....
Alazo......
Castanho....
Alazo......
Zaina......
Inglaterra.
Rio de Jan.
Inglaterra.
Franca-
R. da Prata
38
34
50
53
60
60
54
60
Ouro e branco.
Branco e verde .....
Grenat.......^......
Ouro e branccF......
Azule ouro..........
Branco c preto.
Coud. Emulaco.
A. F. de Azevedo.
Coud. Temeraria.
'"oud- Internacional.
Guimares, Oliv. & C.
Coud. Independencia.
Coudelaria Riachuelo.
(*) Montado por amador.
Os animaes inscriptos para o 1 pareo devem achar-se no ensilhamento s
9 1[2 horas da manha.
Os animaes inscriptos para os outros pareos, deverao* estar no ensilhamento
pelo menos urna hora antos da determinada para o pareo em que tiverem de correr.
Fede-se attencao dos Srs. proprietarios para os additamentos feitos ao regi
ment interno do Derby Club de Pernarabuco e para os artigos 9, 10, 25 95 do
mesmo regiment interno. ,
O expediente (ftsta corrida encerrar-se-ha sabbado, 17 de Agosto do
horas da tarde.
A venda de paules encerrar-se-ha 20 minutos antes de cada corrida.
HORARIO
s3
18*9
drade Lim
ca da provincia de 10 de Julho lindo
deira do sexo feminino d
tica marcado o prazo de 60
Ja data, p^
txz*
te lhe
Circulo Calhollco do Hecife
CIKM) KLKMK.NTAR OK PHTSIC4 KXPERfllE.NTAL
Ha secretaria deste Circulo, ra da Aurora
ni 37, 1. andar, est aberta a inscripeo para
as pessoas que quizerem seguir este "curso de
que se encarregou o Sr. Dr. Carlos Alberto de
Meue7.es, ex-professor adjurlto da mesma mate-
rial coliegio de Pedro II, na corte
is lices sero semanaes, das 7 as 8 horas da
io salao do Circu. O dia da abertura
unciado logo que houver numero
r de pessoas inscripta
a id da creaclo deste e de outro-
nelhanles, procurar attender a ntirmirii
^^ha de vulgansar o estudo da-
^^B e natures, prevnose que
^^B alcance de todas as pessoas
^^_scientiflca qi
prendado destas mgt
l.o pareo
2. pareo
." pareo
4." pareo
Q. pareo
b." pareo

11 horas e 50
12 > e 40
1 > e Z0
2 > e 20
3 > e 10
4 o
m.

Recife, 14 de Agosto de 189.
O GERENTE, Henrque Sckuiel.
Irmandade do Di
rito'Sa
MEZA Qr

%
-io da Irmal
Santo, 14 de Agosio
Miguel
Secretaria da enernvel confraria
4c ti. Beneediclo, erecta no con-
venio de Santo Antonio do Kocife
^i^i^^b1 ifraria
rem
i corr
em ai
.nesroa, i

te
m
'


6
I
'


Diaria de Pemambuco-Doiaingo 18 de Agosto de 1889
HIPPODROMO
iiiriluiii
lilW 1 1
2. CORRIDA
A realisar-se no da 25 de AgoEto de 1889
4." PAREO ENSAIO 800 metros. Animaes da provincia, que nao tenham
ganho primeiros e segundos premios no Hippodromo. premios :
2005000 ao priinciro, 40(5000 ao segundo e 20^000 ao terceiro.
. PAREO AGRICULTURA 1.400 metros. Animaes nacionaes at meio
sangue. premios: 300#000 ao primeiro, 70000 ao segundo e 305000
ao terceiro.
S. PAREO HIPPODROMO DO CAMPO GRANDE1.700 metros. Animaes
de qualquer paiz. premios : S005000 ao primeiro, 1005000 ao
segundo e 505000 ao terceiro.
J..0 PAREO VELOCIDADE 1.300 metros. Animaes da provincia que nao
tenham ganho em distancia superior a 1009 metros nos prados do
Recite, pkemiosj 2505000 ao primeiro, 505000 ao segundo e
255OOO ao terceiro.
5." PAREO COMPENSACAO1.400 metros. Animaes de qualquer paiz
que nao tenham ganho n'estes ltimos tres mezes no Hippodromo.
premios: 3505OOO ao primeiro, 805000 ao segundo e 355000 ao
terceiro. '
. PAREO COMMEROIO -1000 metros. Animaes da provincia, premios:
2005000 ao primeiro, 805000 ao segundo e 205000 ao terceiro.
7. PAREO DR. PEREIRA SIMOES 850 metros. Animaes da provincia
que nao tenham ganho em maior distancia nos prados do Recife. PRE.
mos : 2005000 ao primeiro, 405000 ao segundo e 205000 ao terceiro-
Observacoes
Nao se realisarao os pareosHIPPODROMO DO CAMPO E COMPENSA-
CAO sem que se inscrevara e corram pelo menos 5 animaes de 3 propietarios diffe-
rentes.
Os outros pareos nao se realisarao sem que se inscrevam 5 animaes de 3 pro-
prietarios differentes. ,
Ser recusada a proposta que nao vier acompanhada da importancia 1 ins-
cripto.
, A mscripcuo encerrar-ae-ha segunda feira, 19 do corrente, s 6 hcras da tarde
na secretaria do Hippodromo, ra do Imperador n. 55, 1." andar.
Recife, 14 de Agosto de 1889.
O secretario.
Eugenio de Barros
THEATBCT
Ponte de Afolados
De ordem do 111 m. Sr. en-
genheiro director geral fac,o
publico que tender de pro-
ceder-se a execuc,ao dos re-
paros da ponte de Afogados.
sobre o rio Capibaribe, fica-
r interrompido, por este mo-
tivo, a partir do dia 22 do
corrente mez (quinta-feira
prxima), o transito de veh-
culos e de animaes sobre a re-
ferida ponte, devendo estes
seguirem pelas estradas dos
Remedios e da Magdalena
quando demandarem a capi-
tal ou vice-versa.
Secretaria da directora
geral das obras publicas, em
17 de Agosto de 1889. "O
engenheiro secretario, Luiz
Antonio Cavalcanti de Albu-
querque.
Domingo, 18 do corrente
Grande fesa artstica en nene
ficto do actor
L YRA
Depois que a orchestra tiver ejecutado urna
das suas melbores ouverturas, subir srena
pala primeira vez a importante comedia em 1
acto, original brasileiro
VINDO DE PARS
Seguindo-se a represenlaco da espirituosis-
sima comedia em 1 acto, original porlnguez
lME MMM ffiH99
Logo e comedia em 2 actos, original portuguez
EXEMPLD A GAMBOS
Terminar o espectculo cora, a representaco
da engracada e espirituosa comedia em I acto,
ornada de msica, original brasileirc,
TiGHNG-ClC-iG
Tomam parle neste espectculo os artistas
A. Peres, Pacheco, Manhonga, Julio e as Sras.
DD, Rosa, Honorina' Amelia 'e Maria Carolina.
O-pequeo numero de bilhetes que existe en-
contra se em mao do beneficiado, e no dia do
espectculo no escriptorio do theatro.
Principiar s 8 ihoras,
COMPANH1A
Capital subscripto i, 2.500:000
Fundo aecumuados para sinistros 1.842:544
senle em Pernamiinco
N. J. LDS JONE
mercio 1
HOSPITAL POBfGl
Assombla geral extraordinaria
De ordem do Illm. Sr. com-
mendador provedor convido
a os Srs. socios a reunirem-se
na secretaria do Hosp.t
Portuguez no dia 25 do cor-
rente, s 11 horas da manha, 40 Raa o Cb
para se tomar conhecimento
de um officio. dirigido a
assembla geral pelo nosso
medico o Sr. Dr. Pitanga, no
qual pede sua apo^enta-
doria. v
PrevinoaosSrs. socios que
dtyus horas depois da mar-J
cada nos annuncios se cons-
tituir a assembla, com
qualquer numero de socios
que se ache presente.
Recife, 17 de Agosto de
1889.
Cesario A. da Silva Papoula,
Secretario.
North British Mercantile
Insurance 8t C.
Es tab ele cida em 1809
t 4.342:344
Pacific Steam Navi^ation
Company
STRAIT8 Qf MAGETJ,AN LINE
Paquete Sorata
Espera-se da Europa at o dia
25 de Agosto e seguir depois
da demora do costme para Val-
graiso por
Janeiro e Moatcrkio
Y Para carga, passageiros, encommendas e di-
" iro a frte : trata-se com os
AGENTES
. Sons k C, Limited
RA DO COMMERCIO14
8'ilsoo.
indemnisadora
ta companhia de sei
mo 6i
*io ra do Coran.
Julho de 1889
COI
I
IA.V4 PEBKAMBICA A
DE
Xavegaeto costelra por vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Notad, Maco, Moseor, Araca-
r e Cear
O vapor Pirapama
Comma
bnce
s te Carvalho
|o dia 21
carga at o
e dinheiro i. frete'
lo dia 13.
JBK
l Ptmasnbucanu
m
Companhia Brasileira de
Navegado Vapor
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante (.arlos Antonio Gomes
E' esperado dos portos do norte at
o dia 24 de Agosto e depois da de-
mora indispensavel seguir* para os
portos do sul-
%A8 encommendas sero receidas no trapiche
Barbosa at 1 hora da larde do dia da sabida.
Para carga, passagens, encommendas e -alo-
es trata-se com os GENTES.
PORT.OS DO NORTE
O vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portos do sui at o
dia 27 de Agosto e seguindo depois
da demora indispensavel para os
portos do norte at Manos.
As encommendas s sero recebidas na agen-
cia at 1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga, encommendas, passagens e valo-
res trata-se com os
AGENTES
Pereira Carneiro & C.
6=Rua do Gommercio=6
1 andar
2/ leilo
Terca-feira, 8 o do corrente
A's 11 horas
Na ra Estreita do Rosario n. 8
0 agente Modesto Baptista, por alvar do Exm.
Sr. Dr. juiz da provedoria da capellas e residuos,
a requerimenlo do inventarame dos bens do ti-
nado Francisco Antonio de Magalhes Bastos,
far leilo de diversas obras de Entilantes, ouro
eprata, que estaro a \ista dos Srs. concur-
rentes.
Leu
ao .
de urna mobilia de Jacaranda com lampos de pe-
dra, quadros dourados, espelhos, 1 piano, 1
guarda-roupa, mesas, cadeiras novas a 1*750,
instrumentos e outros objectos existentes
o armazem ra do Botn Jess n. 45
Terca-feira, o do corrate
Agente Pinto
Por occasiSo do leilo dos dous cavallos de
corrida Corcovado e Douro e outros de sella.
Companhia Bahiana de Na-
vegagao a Vapor
Macei, Villa-Nova, Penedo, Araca-
j, Estancia e Babia
O vapor Sergipe
Cemmandante Rebello
E' esperado dos portos cima
at o dia 26 do corrente, e de-
pois da demora do costume re-
igressar para os raesmos
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete traa-se com o
AGENTE
Pedro Osorio de Cerqueira
17Ra do Vigario- 17
toyal Mail Steam Packet
Companhy
O vapor Neva
Commandante G. M. Hicks
E' esperado dosul no dia 18 de
Agosto, seguindo depois da demora
'necessaria para
Lisboa, vlgo. Southampton e
Antuerpia
Reduc^ao de passagens
Ida Ida e volta
\' Lisboa 1 classe 20 t 30
A'Southamptonl'classe i 2 f 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens fretes, encommendas, trata-se
com os
AGENTES
Amorim Irmos & C.
N. 3Ra do Bom Jesus^N. 3
----------------_............-----------------------------------
Leilo
De instrumentos no vos
Tac como
Pistoes, tambores, barytonos. baixos, contra-
baixos, oplncleide, clarinetas, nautas, pelles de
bombos e rufos.
Terca-feira, O do corrente
A's 11 horas
Em lotes a vontade dos compradores.
Agente Pinto
Rua%do Bom Jess n. 45
Gosinheiro
Precisa- se de um ; a tratar na ra do Com-
mercio n. 44, escriptorio.
Aos amadores da boa pinga
Os proprietarios do armazem Ccntrai ra do
Cabug u. II, acabara de receber nova remessa
do especial vinlio Santarm, dafluinta do Bar-
ral ; a *'lle, antes que se acabe _______
Caixeiro
Prociss-se de um, com pratlca de padaria ; na
ra da Florentina n. 1. __________^__^_
Boa taverna
Vende-sc a da na Mrquez do Herval n. 29
(esquina da ra das Flores) ou adtnittc-sc um
socio com aptidSo para a sua gerencia ; a trata'.'
na ra de Horlas n. 15.
Abuso de confianza
Um cert9 empregado licenciado, tendo rece-
bido urna carta para ser entregue a outrem, e
nesta cotendo a quantia d e t"5 em duas notas,
urna de 1005 e outra de 55000, e ate esta data
nao 6 encontrado, e caso nestes tres dias nao
vier dar una resolufo publicar-se-ha stu nome
ser conhecido.
Caixeiro
Para a festa
Aluga-se urna excellente casa na Boa Viagen,
ra d'Aurora, com muito bons commodos ; a
tratar a ra Larga do Rosario n. 34, botica.
At vir
0 Sr. Joao Bernardo do Reg e chamado
prestar contas dos gneros que levou para vcb-
fler, lia tres mezes. At que atinal alistou-se uo
batulhao... I!
er-iasa anaBBVMBnPBMi '^:
CHARGEURS REUNS
Companbia Francesa
DE
MaTegaco a vapor
fcnha regnlar entre o Havre, Lisboa,
Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos.
O VAPOR
Ville de Jiahia
Commandante Koux
E'esperado da Europa at o dia 26
de Agosto, seguindo depois da in-
dispensavel demora para a
Bahia, Rio de Janeiro e Santos
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha, queiram apresentar dentro
de 6 dias a contar do da descarga dasalTarengas
qualquer reclamaco concernnte a volumes que
porventura tenham seguido para os portos do
sul alim de se poder dar a tempo as provi-
pencias necessarias.
Expirado o referido prazo a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e di-
aheiro a frete: trata-se com o
AGENTE
Aoguste Labille
9RA DO COMMERCIO-9
LE1L0ES
Terca feira 20, deve ter lugar o leilo de
instrumentos novos em lotes a vontade dos com-
pradores, bem como movis e dous oavallos de
corridas, Corcovado e Douro, e outros com an-
dares. ^^__
Leilo
Segynda-feira. 19 do crrante
A's 11 horas
t Na ra do Imperador n. 7*
Da armaco, balco, fiteiros e 1 carteira.
Garante-se as chaves da casa.
Agente Modesto Baptista
Leilo
De urna mobika de Jacaranda com 12'cadeiras
de guarnigo, 2 ditas de bracos, 1 sof e 2 con-
solos com pedra, 2 cadeiras de balanco, 1 cos-
tureira de Jacaranda, 1 cadeira para costura, 1
toilette de Jacaranda com commoda com tampo
de pedra e com um grande espelho. % figuras
de porcelana, 2 pares de Jmenlas, 1 cema
franceza de Jacaranda para casal, 1 cabide de
columnas, 1 mesa de amanillo, 2 cabides de
parede, 1 mesa elstica de 3 taboas, 5 cadeiras
americanas, 1 quarlinhsira, 1 lavatorio de ama-
relio, 1 sof de amarello, 1 estraao para piano 1
bah de couro, 1 banco para jardira, 1 grande
de ferro, 1 dito de madeira, loucas, vidros e
trem de oosinha.
Hegnadn-felra C do
A's 11 horas
Na casa sita ra dos Prazeres n.
POR LNTERVENCO DO AGENTE
Gsmo
Leilo
Dos animaes de eorrlda
Corcovado, de meio sangue nacional, castanbo;
com 4 annos do idade e boa conhecida filiago.
Douro, de meio sangue nacional, allaso com
6 annos de idade e boa e conhecida liliaco.
Terca-feira, 90 do corrate
.Ao meio dia
POR IXTEHVEXCAO DO AGENTE
Pinto
Em frente : Jess n. 45
Em continuaco
vender o mesmo agente, 1 cavallo da provincia
grande, novo e gordo, andador de baixo meio
e muilos outros, sendo alguns para corrida qui;
estaro presentes na occasio do leilo.
Agente Stepple
Leilo
De partes de engenhos em Goyanna e na
comarca de Pitimb da provincia da Pa-
rahyba e urna fazenda denominada Ca-
tle, no termo de S. Joao de Campia
Grande da mencionada provincia.
4|9iarla-feira, 91 do corrate
A' 1 hora da tarde
Na Cmara de Olinda
O agente cima, por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz de direito e de orphQos, a
requerimenlo do Dr. Manoel Nscimento Fer-
reira Castro, inventariante dos bens do finado
coronel Joaquim Cavalcante de Albuquerque, le-
var a leilo os*be?is sepuintes :
Duas partes do engenho Itapirema do Meio de
Goyanna.
Lma parte do engenho Souza na comarca Pi-
timb da provincia da Parahyba.
Urna fazenda de criar em Campia Grande.
Os Srs. pretendentes podero ir examinar os
referidos eDgenbos.
Grande leilo
De fazendas de lei e' miudezas novas, pro-
puias do mercado e sabidas agora da
Alfandega, constando:
De 1 fardo com 100 pecas de madapolo Boa-
Vista. 1 dito com 100 pegas de dito Beija-Flor,
2 ditos com 200 pecas de dito Francez, 2 ditos
com 200 ditas Romano, 2 dito3 cora 200 ditas
Italiano, 1 dito com 100 ditas MO, 2 ditos com
199 ditas Pilar, 2 ditos com 198 ditas Monopolio,
1 dito com o ditas de bramante de algodo, 1
caixa com 60 pegas de chitas de cores, 1 dita
com 38 ditas de dita toda preta, 2 ditas com 120
ditas de dita do cores, 5 ditas com 32a ditas
de ditas brancas, 14 caixas com baplistas de
core?. 1 caixa com collarinhos de algodo e li-
nho, 2 caixas com 100 pecas de lanzinhas, i
caixa com 12 duzias de chapeos modernos, de
Eelle de lebre, de cores, 1 caixa com rendas
raneas e creme de seda e algodo e fitas, 1 cai-
xa com 43 pecas de brim branco, preto e de
cores, de linho e algodo, SO duzias de lencos de
linhc, 1 caixa com 1,000 grosas de botes de
madreperola, 120 duzias de escovas para denles,
1 eaixa com espartilhos, 1 caixa com calcados
para senhoras e meninos.
Quarta-feira, 21 do corrente, s 11 horas
No armazem da ra Mrquez de Olinda n. o
0 agente Gusmo. competentemente nutorisa-
oo far leilo de todas as fazendi'.s anima men-
cionadas, as quaes sero vendidas sem resorva
de preco e em lotes a vontade dos compra
dores."
Precisa-se de um caixeiro- de 16 a 18 annos
Com pratica de venda; a tratar na ra de Hortas
n. 1.
Pesqueira e Bom
Conselho
Miguel L. R- da Fonseca, cstabelecido com
pharmacia e drogara na eidade de Pesqueira.
avisa aos seus amj'os e fregueses que, tendo
de retirar se e transferir seu eslabelecimer.to
para a villa de Bom Conseibo (Papacara) deixa
como seus procuradores oesta eidade para rece-
ber de seus fresuezes que se achum em debito,
aos Srs. Ricardo Caduil' e Jos Fernandes Lopes,
os quaes podem passar recibo de quitacAo.
Ajiroveo a occasio para agradecer a todos
os nesqueireuses que se dignaram depositar em
minlia humilde peasoa sua conlianra, e despe-
dindo-me por eale meio daqrelles amigos, rogo-
lhes enviar suas ordens para aquella villa, onde,
como semnre. i-gtar"i s suas disposicoes.
Pesqueira, o de Agosto de 1889.
0 nharma eutico prat'co
Miguel Luiz Rodrigues da Fonseca.
Dr. Joo ISirrano Alies MacieB
1 an ni versarlo
O coronel Thomaz Alvos Maciel, ainda ferido
pela perda de seu amado (lho o Dr. Joo Hirca-
no Alves Maciel, manda celebrar missas pelo
eterno repouso de sua ainin, no dia 19 do cor-
rente, s 7 c 8 horas da manha. Dusmatrizes do
SS. Sacramento da frp^uezia de tanto Antonio
dtsta eidade, e as de Agua Preta e Palmares.
E para assistirem a estes actes ci religio e ca-
ridade, convida os prenles e amigos seas e o
tinado, pelo que desde j Ihes protesta sua eter-
na gr^fdao.
Para os feslivaes
A' ra da soledade n. 56, preparam-se,
com limpesa, mestria e commodidade em
procos: bolo, pao-de-lt, cangica, arroz de
leite, pirmides de doces d'ovos, vatap.
bandeijas pura casamentos e baptisados, etc.
Recftbem-se as cncommundas quer para a
eidade, quer para fora d'ea.
Apoliee^ pendidas
Perderam-se dez apoiiees da divida provincial
de Pernambuco. nerlencentes a Manuel Pereira
de Arcujo Viarraa, de ns. 873 a 882, serie B, do
valor de 1:000> cada urna ; pede se a pessoa
que as tiver achado o obsequio de ir ou mandir
entregal-as a Henriqoe Beruardes de Oliveira,
procurador bastante do mesmo Vianna, no Re-
cife, ra do Vigario n. 1, escriptorio, que grati-
ficar
Einlinn Brrelo PoweU
Io anniversario
O pbnDaeeHtwo Caetano Gomes PoweJl e sea
familia D. Maria Adelina do E. Santo e sua fa-
milia., convidara aos seus prenles e amigos para
assistirem algnmas missas que por alma de sua
semprc chorada esposa e filha Malina Brrelo
Powell, maiuhnn celebrar na Igreja da Madre de
Dos, e matriz de Serinbeiti pelas 7 horas da
:nanh, do dia 2 do corrente, i* anniversario de
s*u passamento, protestando desdo j eternos
reconbeciiDcntos por este acto de regio e cari-
dade
Novofe e bonito
Porte bouquets em seda, alta fanasia, e tam-
bem de papel ; receberam Pedro Antunes & C,
ra Duque de Caxia n. 63, Nova Espeoanri>
Precisa-se de urna ama para engemmar e fa
zer o mais servico de casa d>' pequea familia
na ra Conde il'Eu n. 32, 2- andar.
Dr. loiio Pedro Maduro Joo Narciso da Fonseca, Ephyienin Elisa da
Fonseca, Joanna da Fonseca Figuokedo e sens
lbos, bacharel Alfonso Gordilbo Costa (ausenle)
Antonia Maria da Fonseca Carvalho, Maria Isabel
(ausente) Nathalia Benedicta liamos e Silva, ba-
charel Jelferson Mirabeau de Azevedo Soares e
sua muiher, Mignel Antonio da Costa e Silva e
sua muiher, Igez Hennina da Silva, Francelina
de Jess Cardoso e Silva, Maria Isabel de Carva-
1 llio Cunha, JoSo Albino Alves da Silva e seus ir-
mos, Carlos da Fonseca Carvalho e sua mulner,
Antonio Jos Ferreira Monteiro e sua muiher,
Jos Pereira Santos e sua, muiher, Francisco Ca-
nuto da Boa-Viagem c; sua muiher, Francisco
Pereira Lemos e sua muiher, agradecer do In-
timo do corago s pessoas, que se dignaram de
acompanhar ao Ceniiterio o cadver de seu sem-
prc chorado pai, sogro. av, irmo, sobrinho,
cunhado e tio, Dr Jool' edro Maduro da Fciiscca,
e llies pedem a caridadede assistirem s missas
que por alma do mesmo su ho de resar na ma-
triz da Boa Vista pelas 8 horas da manh do dia
22 do corrente, stimo do fallecimento.
Fazem extensivo este pedido s pessoas de sua
amisade, bem como aos collegas e amigos do
fallecido, empenhamlo desde j'a tolos o mais
profundo recoulieciniento.
Ama
Precisa se de urna ama que seja boa conhei-
ra : na ra Vidal de Negreiros n. 130.
Leilo
De partes de engenhos
Quarta-feira, 21 do corrente
Ao meio dia
Na Cmara Municipal de Olinda
O agente Stepple, por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz de orphos, a requerimeoto
doDr. Jos Vcente Meira de Vasconcelos, inven-
tariante dos bens deixados pelo finado coronel
Joo de S Cavalcante de Albuquerque, iear a
leilo os bens seguintes :
As trras em que est constituido o engenho
Souza, urna parte do engenho Tabatinga, urna
dita do eogenho Itapirema.
Ama
Na ra da Palma n 40, precisa-se de urna ama
para cosinhar e eomprar.
Ama
Frecisa-sc de urna ama para cosinhar, para
casa de familia; a tratar na ra do Hospicio nu-
mero 41.
Ama
Precisa-se de duas amas, para comprar e co-
sinhar ; na ra Velha n. 117, Boa-Vista, e Pedro
Alfonso n. 22.
__________,______ f-. ... ., .
Ama
Precisa-se de urna, para o servico domestico :
na ra larga do Rosario n. 38, 2- andar.
t
Ama
Precisa-se de urna ama para cozinhar, a tra-
tar na Ra dos Guararapes n. 88.
Ama de cosinha
No silio n. 5 da estrada de Joao Fernandes
Vieira se precis; de urna cosinheira, prefere-se
a urna muiher qi e durma em sua casa.
Aluga-se
Por barato prego o 1 e 2o andares do Caes do
Apollo n. 75, cm,muito bons commodos ; a
tratar na botica rua Larga do Rosario n. 34.
AWtga-se
Por prego baixo o 1* e 3o endares do sobrado
rua do Brum n. 84, com bastantes com-
modos ; a tratar rua Larga do Rosario n. 34,
botica.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se o sobrado n. 46 rua da Roda
com bons commodos e muito fresco, bem como
os dous pavimentos.terreos ; quem os pretender
dirija-S! ra do Cabug n. 16, loja da Ventu
rosa.__________ _______
casa no Montetro, ruu.to
para o rio ; a tratar no
arrete
26
Agente
Stepple
Leilo
Aluga-se urna
fresca por ter jane.llas
caes da Companhia Pernambucana n. 6, escrip-
torio de Bastos & C.________________________
Aluga-se o 2 andar B soto da rua Impe-
rial n. 19, o qual tem grandes comrao 'os e apua;
a tratar na rua Duque de Caxias n. 119.
Aluga-se um terreno na rua de S. Joo, de-
pois da estago de Caruar,. tem um graud le-
Iheiro, est todo murado e t-m boa cacimba
prestndose a recolhimento de beis e carrogas.
Aluga-se urna boa casa rua Direita de
Afogados, junto a ponte ; a tratar na mesma
rua, padaria Imperial.
,~ Aluga-se a casa da rua da Saudado n. 34,
cm boas acconimodages para familia, lea agua
6 caz ; a tratar na rua da Aurora n. 8.*.
De urna casa terrea, aob n. 5, com bastan-
tes commodos, a rua do Espinheiro e"
perto da mesma estaclo, onde reside o
Sr. Angelo Tavares.
Terca-feira. O do corrente
A's 11 horas
No armazem rua do Imperador
O agente Stepple, por mandado
do Exm. Sr. Dr. juia de direito de orphi
Suerimento da inventariante do espolio
nado marido J la Silva, para
s despezas do mesmo inventario, 1
a casa cima mencionada.
tendentes <9b
- Aluga-se um sitio muito saudavel, com ba-
nho salgado e preco razeavel ; para informacao,
rua Duque de Caxias n. 11, loja.
tferece-se na rua nova 5. urna scohora para cosinhar e lzer qualquer
lenico de casa de familia ou mesmo casa de
rapaz soltnro.
Um moco ltimamente chegado da Europa
^^H^se para ser feitor ou aju-.laute de qoaJ-
,bera ganbe pooco, do que tem
a tratar na rua de etenco
leja podero #ir exa-
dor, Gabi
A pessoa
e urna volt
a rua da Impera'
odas
. di-
la
Alugam-se
.o..." frreas da rua do Lima ns. 13 e 30, em
S. Amaro; a tratar na lithographia rua Marque*
de Olinda a. 8. ____________^^^
Alugfuei barato
Rua de S. Amaro n. 14.
Becco da Bomba n. 8 loja.
Rea da Roda ns. 38 e 60.
Rua Vizconde de liaparica n. 43, armazem.
Largo de S. Jos n. 74.
O 2. andar da rua do Bom Jess n. 47.
A tratar rua rio Commercio D. 8,1* anda
escriptorio de Silva Guimaraes & C.
Milita attencao
A florista Luiza Nupomucena:Duart,e avisa aos
seus freguezes, que esta morando na rua Duque
de Caxias (Cruzesi em um sobrado de um an-
dar n. 21. onde contina a preparar com per-
JejjrtO e gosto: bouquets para casamentes, ban-
deijas de bolinbos tinos, po-de-l, bolo e pu-
dim de todas as qualidades; faz cupella para
noiva de todas us qualidades ila flores, bordada
a ouro e piata.
Na mesma casa preparase presuntos bara-
tos.
O. 35aria Adelaide c Atuquerqac
e Helio
Jos Maria de Albuquerque e Mello e' seus i-
lhos, Cbristiano da Gama Lobo. Christiano da
Gama Lobo Filho, D. Maria da Soledade Gama
Lobo, D. Maria Luduvina Cysneiro de Albuquer-
que, D. .Maria Jesephina de Albuquerque e Mel-
lo. D. Anna Anglica de Albuquerque e Mello e
Manoei Caetano de Albuquerque e Mello, man-
dam rezar missas pelo descauco eterno de sua
desditosa esposa, mi, filha, irm.nora e cuaba,
da. O. Maria Adelaide de Albuquer-
que e Helio, na malriz de Santo Antonio-
pelas 8 horas da manti de quinta-feira 22 do
corrente, trigsimo do seu fallecimento, e para
assistir esse acto de caridade convidara os seus
prenles e amigos, confessando-se summamenle
gratos.
Maria Benedicta Haltoxo Leile
Francisco Jos Leite e seus filhos, pungido*
do mais profundo sentimento pela morte de sna
idolatrada esposa e mi Maria Benedicta Matlos
Leite : reconhecidamente agradecem aos seos
amigos que, por convite verbal se dignaran
acompanhar o cerpo ao cemiterio publico ; e
lhes pede ainda, assim como s amigas da fina-
da, o seu comparecimento para as missas do
stimo da, na igreja de N. S. da Penha, segun-
da feira 19 do corrente, s 7 boras do dia, pelo
que Ibes sero eternamente agradecidos^_______
t
do Des*
Teneue $el>atiao Joa
Barreta
Sua muiher, lilbose filbas, genros, oras, Be-
tos e sobrinhos, agradecem cordialmenteatodos-
os seus amigos e prenles que se dignaram
acompanhar al^o cemiterio publico os restos
mortaes de seu presado esposo, pai, sogro, ato-
e tio; e de novo os convi:'.a para assistirem s
mistas que mandara resar por sua alma as
mairizes do Monteiro, Boa Vista, Conceico dgs
Militares, Collegio da Estancia e Quipap, se-
gunda?feirar 19 do corrente, pelas 8 horas da
manh. pelo que se consrderam aseas agradeci-
dos por esse aclo de religio e cundade.
HlMIIIIIIIIIIIHill'll'B
f
Hara Francisca da* Chaa*
Manoel Alves de Menezes, Constantina Maria
Alves de Menezes. Manoel Alves de Jess Mene-
zes e Joo Alves de Anacleto Menezes sincera-
mente agradecem s pessbasfrfiue dignaram-se
conduzir os restos mortaes de sua prezuia uii,
sogra e av, sua ultima morada; e d%ovo as
coividampara assistirem as missas que rnanda
celebrar na matriz da Boa Vista, s 7 horas da
manh dT terca feira, stimo dia do sen passa-
mento.
A padaria a vapor, do Pombal, avisa aos seus
fregueze*, que a farinlia de mimo c arroz em
tilo enconlra-3C venia as
sepuinles inercia,
Bernardino hiart & C, rua da Florentina
n. 2.
Zeferino Valente & C., caes 22 de Novembro
n. 4.
Para papas, cangic
ploma de 1* ca-
f
t
D. Hara do Monte Can*pello
Vianna
u un
lU HhIIU
-*' I
M
--','








Haria do Monte Cainpello
Vianna
_ Arcelina Carneiro Rodrigues rampello agra-
dece s pessoas que acompanliaram ao cemj-
terlfl o cadver de sua prezada cunha da D. Ma-
ria do Monte Campello Vianna ; e de novo con- #
vida re seus prenles e amigos para assistire
as missas oo stimo dia que sero celebradas na
terca-feira 20 do cofrente, s 8 horas, na matna
da.Bo:'-Vi
j 1


I
,
t
'

rabucoDomingo 18 de Agostogde 1889
39-RA BUQUE BE CAXIAS-89
Este nnti'go estabelecimento, baje completamente refirmado com machinas
asis aperfeoadas e movidas a vapor, acha-se em condicSj de executar qualquer
dbmbalho cm
l
Cartas, memoranduns, recibos, circulares, memoriaes;, despachos. cartSes de
Wiri;*--, msppas, precos correntes, accocs, bilhetes de loteras e rouhs de todas
aa cualidades em preto, ouro ou cores.
I1II3
Jrochuras, cartonados, encadernaciJes, livros em branco para o commercio e
oeptrtacoes, tendo para este fim urna excellente machina "le pautar.
EK
& 1
DO
AiRANHAO
Approvado pelo Exm. Sr. preside ote da piovincia
Previos da lotera Intelra
1 premio de.....300:000(5
RP
Cariado sortimento em cartoes para visitas, participa^esjfe convites de casa-
rmtstto. bailes, menue, felicitacoes, etc., etc.
Iiivroa de recibos de aluguel de casa, papel de improssSo, tintas, vernizes e
amia artigas para jypographia e lilhographia.
'iranda
Manoel J. de i
Telephone 194
1
1
2
6
10
- 2 approximacSes de
2 .
2
9 Dez. do 1." prem.
9 < c
9 < c
99 2 fin.
99 c
900 tena. *
900 c
2.'
3.c
1.
2.
1.
2.*
50:0005
12:5000
10.0000
15:0003
15:0000
5:0000
3:0000
1:5000
6:7505
4:5000
2:2500
24:7500
24:7500
1250 112:5000
1250 112:5000
5:OQO0
2:5000
1:5000
2:5000
1:5000
7500
7500
5000
2500
2500
2500
Premios da serle
premio de.....12:0000
.....2:0000
. 5000
2000
2052 premios no valor de
700:0000
1
1
1
2
6
10
2
2
2 .
9 dez. do 1."
9 t 2.
f t 3.
99 2 fin. t 1.
99 t c 2.
900 term. c 1.
900 t 2.
c
c .
C .
.. .
approximacSes de
prem.
c
<
(
c
c
c
1000
600
1000
;eo0
300
300
200
100
100
100
50
50
4000
6000
6000
2000
1200
600
2700
1800
900
9900
9900
4:5000
4:5000
Muita attn^o
Na ra de S. Jos o. 56 leo: para .vender os
afamados vinhos e licores de todos os fructos do
paiz, fabricados pelo finado Joo do Amara! Ra-
poso, como Sejam: vinho de caj de 1.* e l.*
qualidade, vinho da Abacapy, vinho definipapo
composto e simples, hesperdiua bm.-ileira, la-
ranginha cordial, eeseocia de llmo e cidra e
tres piensas para espreraer os fructos, ludo se
vende por baratsimo prego para liquidaco
Assim como se vende um bom terreno na povoa
gao de N, S. da Boa Viagem por qualquer preco
Cosinheira
Precio-s de ama, que cosinhe bem e durma
em casa do patro ; a tratar na ra do Cabuga
n. U, i- andac, de meio dia at 2 horas.
Onde mora
0 Sr. Francisco RaposaFalcao at quando quer
3ue o doao dos movis espere para ser entregue
os mesmos ; isto data desde que foi emprea-
do a priraeira vez.
^00,000 Doea
tarifa i
efluxos, tosse, lnsomnia,|
Crises nervosas
PELO
XAROPE DO Dw FORGET
w todu as Phirmtciu do Unlitm
Exija-se o endereco
36
**e Vivie^
CHABLE
300,000 Doeat
antmtt
30NORRHEA,FLORES BRANCAS
PERDAS SEMINAES,
IDEBIL10ADE, ESGOTAMEIITO.ete. I
PEXO
.CURATO de FEBRO CHAI
Em todu boas Phtrmtci
Exija -sa o enderezo
ap lado.
28:0000
Licenciado pela Inspectora de Hyz-cno do Imperio do Brasil.
VIN de IVIOITIER
toles, grttiduU ia_&aHr.ia di Artas I *:n &VS
DI8ESTIV0, TOSIGO, FEBRFUGO
PREPARADO COM
Quina e Pyrophosphato de Ferro
ESTB VXVHO POI PRECONIZAD PCH TODA. A IICPRBHSA M*D1C*
COMO SBNDO O MAIS PODKR0S0
Tnico empreado para curar
v;:.. %
~vy
("S'ui^ic;!!.
IB
m
EMPOBRECIMENTO DO SANGUE
Soberano contra as Febres
hoyvet, Ptaraacentieo de Ia Classe, houareau Sucr
PARS 44. ra des Lombards, 44 PARS
Depositarlos em Pernamhum : F ^ A N M. da S
B AS PiUSCII'AKS PHARMAOIAS
2052 premios no valor de. .
Todos os premios sao pagos integralmente
Esta lotera composta de 10.000 bilhetes a 1005000, dividida em 25 series,
custando o inteiro da serie 4(J000, snbdividido este em quintos da serie (125' do
bilhete inteiro da lotera) de 800 rs. cada um.
O agente desta lotera chama a attencao do publico para este importante
plano mais rantajoso pela sua boa organisacao.
Com 4)S000 (5 quintos de que se compute a serie) recebe-se-12:000(5000 e com
800 rs. (1 quinto) 2:4005000. ^
0 menor premio d um resultado de 25 */& pois custando o quinto 800 rs.,
recebe 15000 as terminacoes dos 1. e 2." premios.
Sao premiadas as dezenas dos 1.. 2. e 3." premios.
As duas letras finaes dos 1. e 2., terminacSes doa 1. e 2.a, e as approxi-
x5es dos l.o, 2." e 3.; tendo alm disso premios de 2:0005000, 5005060, 2005000,
1005000 e 605000.
EXTRACTO NTEAI8FBRIVBL
r
SADE PARA TODOS.
;mf
EBCj -atqS '. BHBi
Mam H 9 osar "m lj m \
i w -m fe.1 a iiSj
HOLLOWAY
I
ILVA O.
CASABE
JUNTO AO LOVRE
Cachemira de quadro a 320 rs. o dito.
Popelina de seda de 15500 a 15000 o dito.
BtUeias a 40 rs. a duzia.
Lcnces de bramante a 25000 um.
Cobertas de ganga a 35000 urna.
Tapetes grandes, a 135000 um,
Brini pardo a 280 e 320 rs. o covada.
Espartilhos a 55000 um.
Madapolao americano % 65000 a pe^a.
Coletes de flanea :. 25500 na.
Palitots de sed palh* a 85(;OC um.
Lencos de iinho a 55000 e C5000 s. duzii.
Palitots de brim pardoa 45500.
Bolsas para viagens.
Casemira para costumes, corte.
Luvas de seda a 25'XK) e 25500.
Guardanapos de linho a 25200 a duzia.
Guardap para senhora a 105000.
Arcos cobert08 a 120 rs. o metro.
Panno da Costa a 15000 e 15200 o co-
vado.
Bramante de algodSo a 15C00 o metro.
AlgodSo branco a 45000 e 45500 a peca.
Cortes de fustao para collete a 2550U um.
Cortinado bordado a 75<>0() o par.
Zephyr de quadro a 201' e 240 rs. o covado.
Atoalhado bordado a 15200 o metro.
Peca de esguiSo de algodao a 35500.
Begatas a 15000 e 15500 e 25000 [urna.
Palha de seda a 15000 o cevado.
Camisas allemaes a 36600 a duzia.
Bramante de linho a 15800 o metro, 4
larguras.
Cortes de seda para collete a 55000 um.
Chambres para homem a 65000 ara.
Setins d cures a 8CO rs. o covado.
Algotiio trancado, 2 largura, a 151*0.
Cortes de casemiras, a 55500, 75000, e
95000.
Brim branco, todos os nunieros.
Cretones francezes a 400 rs. o covado.
CeroiilaB de bramante a 155000 a duzia.
Flanella de cor a 9Q0 rs. o covado.
algodao, camisas, collarinhos,
mira de listras a 15000 o covado.
hues arrendadas a 400 rs. o dito.
IWtio branco lavrado a 360 rs. o dito.
Te pardo a 360 e 400 rs. o dito.
Ostes de vestidos era carteles.
Cbleha de fust'o a 45000 urna.
Taalh)i para banho a 15500 urna.
^Saehetaira lisas a 15000 o covado.
Popelinas brancas a 300 e 15000 o dito.
Gaifceir:!8 de quadro a 280 rs. o dito.
Wm&t para roupa, de 15000 a 700 rs. o
Jato.
43olrfcas de cores a 15800 urna.
Merino preto e 800, 15000 15200, 15500
l800
datas percales a 200 rs. o covado.
TnliiHaia preta a 700 rs. o dito.
Chope preto (inglez) a 25000 o dito.
Metra* de quadro a 300 rs. o dito.
MerB as hespanholas a 25000 o dito,
b do Japao a 240 rs. o dito
Cambra .1 Victoria a 25800 a peca.
Cretouee claros e escaros a 240 rs. o
covado.
Caawbraia bordada a 45000 a peca.
iarni','2o de crochet a 75000 urna.
Iioajaes transparentes a 25500 um.
Wkb* de retroz a 15000 um.
Chaas de flanella a .25500, 45000 e
fifOO urna. '
Bkxis de cores a 25000 e 25500 a peca.
Toalfaas fclpudaf- a 450 0 a duzia.;;
Gruida para noiva a 75000 urna.
finard i|)'i para homem a 65000-
Mecas sglezas para homens a 55000 a du-
m9
SaiSgeJia* de cores a 200 rs. o covado.
Paajkota do alpaca preta a 45500 um.{
Casena diagonal a 25000 o covado.
Meias da Escocia a 15500 o par.|
Xbco brancos a 15200 e 15800 a duzii.
Cheviotii preto a 35000 e 45000 o covado.
4arrandc sortimento de fichs, casemiras, [brim,
ios,, sieias, perfumaras, e bordados.
[20Ra Primeiro|de Mar^o20
AMARAL & C.
A 500 l|2 gfa.
A 800 { gfa.
A melhor tinta de escrever a
TINTA VICTORIA
Vende-se nos depsitos:
LIVRARIA CONTEMPORNEA
DE
mm u. costa & c.
Ra f. de Marco n. 2.
tfc c.
LOJA DE FERRAGEM
DE
1I.KIVO SILVA
Ra da Cadeia n. 42
CORA SECURA das MOLESTIAS SECRETAS
Uedalha da Pnta na ExpoiigSo Unlnnalde Barotlon m1S88
Medalba de Ouro, Parla, 188S. Diploma da Honra, Pula, 1886
e Injeccao de
KAVA
DO DOTOR FOURNIER
BLENNORRHAGIA8
SPERMATORRHAS, CYSTITES
URTHRITES, CORRIMIENTOS
Estas enfermidades, recentes on antigs, enran-se radicalmente em algnns das,
a segredo, sem rgimen nem tisanas, e sem asnear nem perturbar os oreaos digestTOs.
Enjn-ae sobro cac'a plala, tobra cada eaixa, tobre cuo'.n rotlo,
a astijDatars Kmtm tKwtln,
PAE1S, 22, Praca da llAdeleina, 22, PAE"S
C Mor ose, Anemia Catharro pulmonar, Bronciiite chronlca,
*kXtharro da Bexlga, Phtlsica, Tosse conoulsa, Dysoepsta, PaUtsr.
Paraos semtnaes, Catharros antigs e complicados, ete
JsoaievsrH Donata. ft mx> WMMXL- aa^ nn^irai-i ruanartW'
,
A 500rs li2gfa.=A 800rs 1 gfa.
1 XAROPE DE PAGLIANO
Depurativo e Regenerador do Sangue
?? Privilegiado pelo Governo de S. M. el Rei d'Italia
SCO-^-'c.-.--; d; Tif.Howtv i uro rrn<- J es xx mtLga ck3$t e ulceran E famoso para a gota c rheumatismo e para todas as enenav i
-:..'.zs as J=itc oio se recor.hece egual
Para c Ce. &rganta, bronchites resfr'tamentos e tossss. I
**""'-'-'*-s r.-.: g.aJi e< -. : :\zs da pellp nao tecm seroelhacte e paia es taembns ,
R :. .rias, obra como por encanto.
i* -- wep utu^lena ^tahileciir-tnWio l'* ^ ir?, v r :- I .nter tr:; l^-^d Street), LOHfiKKS,
enO '- ux& mz ,tir ni.:i;is do universo.
t T Os ce' ^-oores iZ cicvidat. -* rey;ti>aiTicRta c::nrnrtr f-> rotos de cada ciixn e Fote, se :iSo i*ffffi % j
c:cc2ra>, 533. xlij'd Sueet, ria iVikir^rai-oes.
m DO GABOCLO
Antigo estabelecimento de ferrag-ens
DE
EERREIRA GMMES & 0.
, SII-Riia Duque de Ca\ias--8C
rane S0rttmnto befexxa$ms, cut^laria^,
e muitos entras artigas a saber:
Cobre emfolha.
Ferro sortido.
Cimento Portlant *
e outros marcas.
Bombas de ferro e bronze
Canos de ferro e chumbo para
encanamentos de alta pressao
Machinas e vapores
para algodao.
Candieiros elctricos.
Fogoes econmicos.
Esle estabelecimento fundado em 1851, tem na sua
longa existencia a garantia mais segura dar os que pro-
curar em honra]-o com a sua confianca.
FREflOS SEM COMPETENCIA
Descontos do costume

Governo de S.
DO PEOFESaOB
UalM liinmif do dafunto Profeaaor JERONYMO PAOLIANO, da rmWtmtm
VKNDE-SE EXCLUSIVAMENTE BU
aples, 4, Calata S. Marco (Casa propria)
A CASA DE FLORENQA EST SUPPRIUIDA. 0 Sefir. ERNESTO PAGLIANO potte
todu u recaiUt tteriptas pela propria mo do difunto Protauor JERONYMO PAGLIANO,
seu ta, outrotim um documento que o designa como nico successor :
ERHEST0 P A BU ANO.
Depsitos em Pernambueo : TTLA.lt" M. da SU.VA V O".
B KM TODAS AS PRINCIPAES PHARMAGIAS DO Braxil
IDNIIPII FERIO
BRONZE
DE
CARDOZO IRMAO
do Bario do Triumpho ns. 100, 102 e
Deposito ra do Apollo ns. 2 e Q B
i Tender o cgiiintc:
de diversos fabricantes para fogo directpara o ou fogo de assen-
Tem para vender o segninte:
VAPORES
4
tomento.
MOENDAS de todos os tamanhos.
RODAS d'agua.
RODAS de espora e angulares.
CRTVACES de differentes tamanhos.
AIXAS de ferro batido e fundido.
LOCOMOVEIS de 2, 2 1/2, 3 e 4 cavallos.
ARADOS americanos.
MACHINAS de descarocar algodSo.
VARANDAS de ferro fundido e batido.
BOMBAS de todas as qualidades com o respectivo encaaamento e finalmente
todas as ferragens precisas para a agricultura desta provincia.
ENCARREGAM-SE de qualquer concert e mandam buscar por encommen-
da, mediante ajuste previo ou urna mdica commisso qualquer machinismo.
CONTRACTAM fornecimento de apparelbos para usinas, garantindo a boa
qualidade e bom trabalho dos mesmos, o que podem provar cm o bom resultado
obtido com as duas USDAS montadas ltimamente a saber:
Santa Filonilla e Joao Alfredo
Vendem a praso ou a dinheiro com descont.
Lioticudo oelt Imnolmi tlflMf laotru da Brull.
CAPSULAS oe SNDALO CITRIN.
le Savaresse
Cwparaoao alowaa tala afllna oontx. sa
SCOZ.E8TIA6 SEORHTA
que fantece Capsulas vntueromlmaatc yeoomwnitart sstss
U-r. ca'^( urrXH. mona te c.
tv*zmmmm
sm,. VE.ifiMB se rrr.mm, m toRsan.
(grageas de Ferro Rabuteau
Laureado do Instituto da franca. Premio da Therapeutica
O emprego em medicina de Perro Rabuteau baseado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recominendadas nos casos de j
Chic-rose, Anemia, Plidas Cores, Corrimentos, Debilidad*, Esgotamento,Convalescencia,\
Fraqueza das criangas, Depauperamento e Alterago do satxA em consequencia de
fatigas vigillias e excessos*a loda a natureza. Tomr 4fk 6 grageas dor dia.
Nem Constipacao nem Diarrhea, Assimilacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommcndndo as pessoas que no podem eogulir '
engulir as grageas. Um calix de licor aos repasjas.
Xarope de Ferro Rabuteatf^epecialmeMP pare as criancas.
Urna exDiicaco datalhada aaompanha cada frasco.
i Exigir
Vei-dadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Gia, de PARS,
encontra em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
que

FN(!A0 DE SINOSBBEONZB
OE
LUIZ M CRUZ MESQUITA
66ra do Baro d& Triumpho66
Tem para vender o seguinte:
Machinas de cobre para fazer espirito de destillar e restillar.
Alambiques de cobre do antigo e novo systeraa com esquenta garapa.
Serpentinas de cobre e de estanbo.
Carapneas de cobre.
Taitas, taixos e caldeiras de cobre.
BoUbas de todas as qualidades de repuchos, aspirantes e continuas.
Terneirns de bronze e madeira de todos os tamanhos.
'inis de cobre, de chumbo e de ferro.
tepartldef ras, passadeiras e escumadeiras de cobre e de ferro estanhado.
'obre em encol e arruelas.
Sola ingleza e do Rio.
Cadinbos patente e de lapis.
Sinos de 1 libr3 at 110 arrobas.
E muitos outros objectas
ENCARREGAM-SE de qualquer concert e obras de encommenda, garan
tindo presteza, perfeicSo e pre50s mdicos, para o que tem pessoal habilitado.
V^TaTKE a praso ou dinheiro com descont.
IPILLAS DIGESTIVAS DE PANCREATINA|
de DEFRESNE
de Ia Clatse, Fornecedir do Hospttaet de Paria
A Pan (atina empregada nos hospitaes de Pars, o mais poderoso]
| digestivjKfue se conneca, visto como tem a propriedade de digerir el
I tornar rfslmilaveis nao smente a carne e os corpos gordurosos, masl
Itambem o pao, o amido e as fculas.
I Qualquer que seja a causa da intolerancia dos alimentos, alteracao, oul
ausencia de sueco gstrico, inflammacao. ou ulceracSes do estomago, oul
ido intestino, 3 a 5 plalas de Panoreatina de Defresne depois da co-i
I mida, 8empre alcancam os memores resultados, e s&o por isso prescrptasl
Ipelos mdicos contra as seguintes affeccOes:
petite.
iFalta de
dige
'Vmitos.
Flatulenoia estomacal.
appet
sstoes.
Anemia.
Gastralgias.
UlceragSea canoerosas.
Ealermidades do ligado.
Fr*T"*iftgrtiTimttl*n-
Dlarrhea.
Dysantaria.
____ Gaatrites. _______________
Sonmalenciadepoisdtoomer.evomitosqoeaoompanham a gravides j
PANCREATINA DEFRESHE em rrasqoinhos com a dose de 3 a 4 colhe-|
radazinhas depois da comida.
In casa d$ DEFRESNE, autor da Peptoaa, PARS,em todas ai i


I IU
LiubucoDoming

^

I
L
PEITORAL de GEREJA
Do Dr. Ayer.
As enfi-rmlailen nui dolorosos da jrarganU
e dos pulmoVs, onlinurLnmentc dcsenvolvein-ae,
tendo |>or principio baw.- pequea*, cu jos resulta-
dos nSo difrui< de curar se promptameute e
trado com o remedio conveniente. Os Re*fri-
a^oe e us Tomes dfto reciproca mente o resultado
de Laringitis, Aftthma, Urouchitl, AiTec-
yao Pulmonar e a Tsica.
Xoda as familias que tem criancas devem ter O
Peitoral de Cercja do Dr. Ayer
em casa pan < usar em caw> de neccs&idadc.
A perda de un da, pode cm inultos casos
uccarretar serias cnueqoVaciaff. Por tunto nfio
se deve perder temj>o precioso, experimentando
remedios de .Tricada duvldoba, emquanto que
a enfermldado se apodera <1om>:< ma i arraiga
profundamente, en I So i|U<* se n**ces*iia tomar
esse instante, o remedio mu* certo e activo em
sea effeito, e ente remedio sem duvldu aiguma
oPeitok.m. ;>:: (kreia do Db. ATOL
FBEPAIiAtH PELO
DR. J. C. AYER & CA.,
Lowell, Mass., Est .-Unidos.
DEPOSITO OERAL
o publico
Jos Joaquim dos Santos decan que o cavaMu
oa Vista prnpriedii'le SUt tlede o da 1 deste
nez. conforme consta dj Stud-Kook.
PARA
Angiaenta, Aformosca
E IPAS CR3CCE3, O CABELLO.
com asseiabrosa rapidez.
Casa no Monteiro
Alugi-se i ma boa casa no Monteiro, com com-
modos para urna f milia regular, tendo agua da
cmnpanhiiido Belienbe, bom banheiro, jardim
e muito fresca ; a tratar na ra 1- de Marco
it 20-A.
Gaf
Tralamenlo radical cm (> tias
DAS
BLENO RMAlAS AGUDAS
CHRONICAS
(VULGO PURGAgO)
O HOMIMI Ol Di H17LIIER
E da leucorrha ou JlOns brancas
Punas II sino Balsmicas
E
InjeCyi) Anl-Rlenorrha,2[ca
PREPARADOS POR CALASANS & C
PRODUCTOS APPKOVADOS PELA
INSPECTORA GERAI, de hygieke
Urna serie de brilliantes* innmeras ex
periencias, coroadas semprc de bom cxiU
durante dez annos. assignala a estes dout
medicamentos, usados com a dicta e dosa-
gens prescrptas, o primero lugar entre os
medicamentos estudados e preconisadot
para curar estas terriveis molestias.
As pilulas sSo supportadas pelo estoma-
go o irais delicado, pois que ollas n3o im-
pedem nem dificultara as funceoes deste
orgo.
A injeccSo anti-blenorrbagica nSo ab
solutamente irritante c por isso nao tem o
inconveniente das actualmente empregada*
e nao produa estreitamentos.
Nao publicamos o grande numero de
cartas, attestados e agradecimentos que te-
mos recebido para nao offender aoe nossot
clientes, mu i tos dos quaes sao pessoas mu
to conhecidas e altamente collocadas.
Empregada como artigo de toilet parti-
cular excellentc preservativo contra as
molestias secretas.
Modifica c faz desapparecer o mo cheiro
das regras.
Preparados por Calasans & C, Phar-
macia Imperial, Bahia.
DEPOSITO NO RECIFE
Francisco Manoel da Silva & C, ra
Mrquez de Olinda n. 23. __
Aos agricultores
Pcssoa habilitada offerece-s* para contrahir
emprestimos com o Banco do Brasil, em favor
dos S. S. asnrultores desu provincia, de Ala-
goas. Parahyha e Bio Grande do Norte, encarte-
pando-se de adiantar as qaantias necessaras
para pagamento de avaliacoes e preparo de.do-
cumentos, mediaDte mdica retribuicaof O
pretendeotes podem dirigir-se nestacidade ra
do Ataiho n. 9. e por carta G. C.
; RHEUMATISHOS
No armazem da bola amarellu D. 36, junto
isiafo doCaxanea. no caes 22 de Novembro.
comprase e contra-tase grandes e pequeas
p 'rcoes de caf p'oduzido na provincia; a 8i000
a arroba, at o dia 31 de Bezembro do correte
armo.
PIL'ULAS BLAIR
GOTA os
0 Celebrrimo remedio inglez para
Gota, Rheu matismos, Sciatica,
Lumbago e Nevr-agias.
Aronaetha-ir a tuda a penoat que padeccretn
as molpsiid icina, recente? oo antigs, nno
nsem ai PII.CLAS HLAIR C0NTKA A COTA
K OS RHKUM \TISMOS. por ierro esta plalas
eo ttl iTuJ.ts ftaketn mas .^;or# e efraz qae
jamis fui aposentada ao pabheo, sendo empre-
|. ;.;. cum optiinu exilo ha ji largos annos tanto
na Kurop como na Ameriea.
Eslas Pilulas. aha< porlcitamcnle inoffenjiras,
nao i'xi m dieta alguau. Vendidas em caixas
di* 1 UOj o t 500 reiNMcbam-sefetn casa de todos "
os Piarniaceaticos ou Urogai.>tas do mundo enleiro.
fcp8itri"m Pernamhuro fr" M.i!i SilTi kt'.
alcor depurativo vegetal loaddo
do medico Qnlntella
Este notabilissimo depurante que vem
precedido de to grande fama infallivel na
cura de todas as doencas 6yphiliticas, es-
crofulosas, rheumaticps e de pelle, como
tumores, ulceras, dores rheumaticas, os-
teocopas c nevralgicas, blenorragias agu-
das e chronicas, cancros syphilitieos, in-
flamacoes viceraes, d'olhos, ouvios gar-
gantas, intestinos, etc., c em todas as
molestias de pelle, s mples on diathercas,
assim como na alopecia ou queda do ca-
bello, e as doencas determinadas por sa-
turacao mercurial.
Dao-se gratis folhetos onde se encon-
trara numerosas experiencias feitas com
este especifico nos hospitaes pblicos e
muitos attestados de mdicos e documen-
tos particulares.
Faz-se descont cm casa de
FARIA SOBRINHO <& C.
Kna Mrquez de Olinda a. 41
Alta novidade
4 -Raa Dnque de Caiias418
Por menos 30 ol* do que em ontra
qualqner parte
Merinos setins, lisos e de quadros com "&
i^ metros do largura a 2i5000 o covado.
Renda hefpanhola muito larga a 2)J000 o
covado.
Espartilhos, verdadeiros couracas, a 4(J000
5r000 e 60000 um.
Lindos cortes de fusto para collete a
500 rs-, um.
Cobertores de la a 2?$000, um.
Palitots de suda ainarella e chumbo a 8)5
10f5000 um.
Redes francezas a 45000, 50000 e 60000
urna.
Organdis (fazenda de phactasia) a 400 rs.
o covado.
Enchovaes para baptisados a 80 e 100000
Toalha? felpudas a 30000 a.duzia
Meias cruas para homem a 30000 a dita.
Nansuks finas de 120 e 240 rs. o co-
vado. '
Merinos lisos e de quadros 200, 240 e
280 rs. o cevado.
Cortes de linn e cretones com todos os
preparos, a 50000a 120000.
Atoalhado muito largo 10200, e 10500 o
metro.
Pannos do crochet para cadeiras a 500,
600, 700 e 800 rs. um.
Colclias de crochet, bordadas para noivos
a 50000, 60000, 70000 80000 e 90000
ama.
Cortinados bordados a 60000 o paiy.
Bramante liso e trancado de 4 largare s a
10000 o mttro.
Bramante trancado de 2 larguras a 400 rs.
o metro.
Toalhas de cores para mesa elstica a
50000 urna.
Saias ricamente bordada/^* a 30000 urna.
Luvas de seda, lisas e arrendadas a 10000,
10500 e 20000 o par.
Cretones claros e escuros e 200 e 240 rs.
o covado.
Zefiros de s a 120, 160, e 200 rs.
o covado.
Camisas finas de meias a 10000 um.
Leques de penna, ultima moda, a 40UOO
e 50000 um.
Capellas com veos para noivas a 80000
palitot e cale a a
E' basto
VENDAS
F0LP5TM
-
I
DECAPITADA
POR
P. BU BOISGOBEY
(ContinuasSo do n. 18 4)
XI
Muito seriamente. E ella nlo diz
que nao. Puzemo-nos de accordo, quan-
do vc!tmos de Poissy pelo caminho de
Ierro. So ha urna cousa que nos emba-
raza. A gente nao se casa assim, sem
mais nem mais, quando a valer...
preciso urna por$ao de formalidades e em-
quanto as nlo tivermos cumprido, ella
ao sabe onde ha de ir morar. NSo quer
tornar a ir para a casa onde, mora va com
o av, e eu gnito posso decentemente le-
va!-* para a ni rana.
E nao encontraste nada de melhor
do que mer-ma para c exclamou Vi-
tra.
Nlo, mestre... nSo isso.
Mas ella que est no fiacre t*
Sim, senhor, mas nunca pensei em
per-Us a*ra lhe dar hospitalidade, nem
ella maiiMa, pobre menina !
Entio por que vieste c ?
Porque ha um meio de arranjar tu-
da, e altor me quizer ajudar. Te-
nho mina* mli. Ella nao est muito bem
acaoaaiodirdft, mas semprc ha de ter um
quass* fmtt ua futura ora.
E verdade. NSo me tinha lembra-
do sso. O qoe tu deves fazer, con-
duail-a OMM de tua mSi... E parece-me
que pasMlf peJ* pra?a Pigale... n5o o
caadaho.
Sei perfeitajnento.!... mas a casa
esta: s em casa dclla, esta nsile,
COM Agwrtiaka, a boa da mttlher fecha-me
a porta na Jara. Ha do perguntar-me
por qui s to, e, por mais qus lh
Veode-se urna boa armar-ao de amarello,
propria para qnalque/ negocio, na ra ao Bao
.-el n. 6 ; a tratar na mesma roa n. 29. Garan-
le-se as chaves.____________
Vende se no caes do Ramos n. 4, urna ex-
cellente machina a vapor de 30 cavallos, urnas
bombas hydraulicas de grande forca, um ferra-
dor, urna tesoura para cortar flandres, arcos,
etc., tullios e carros Decauville, apropriados
para transporte de canna, bombas d'agua mao
e vapor.
Vende-se a taverna sita Praca do Conse-
Iheiro Joo Alfredo n. 2, esquina (Magdalena),
um dos mrlhores pontos para negocio ; a tratar
na mesma.
Casa
Vende-se uma casa em solo proprio, junto ao
Hiopodromo do Campo Grande : a tratar na ra
da Boda n. 11.
cont a minha historia, sem lhe lhe dizer
outra cousa que nSo seja a verdade ver-
dadeira, nunca querer acreditar-me.
Isso muito possivel, respondeu
Vitrac ; mas que queres tu que eu lhe
faca?
Tudo, mestre. Para a boa da mu-
lher, o enhor c um Deus e as suas pala-
vras do Evangelho. Tudo quanto o se-
nhor lhe disser ella acreditar cegamente
e tudo quanto o senhor lhe pedir que faca,
ella o far.
Pois bem, ainanh vou procural-o.
AmanhS !... Entilo a pobre menina
ha de passar esta noite no fiacre ?...
Acabo de o alugar na estacao Saint
Lazare c confesso francamente que con-
tava com o senhor para o pagar, porque
n3o tenho um sold. Fui obrigado a pe-
dir emprestado ao sargento de policia em
Poissv o necessario para pagar o meu lu-
gar e o de Agostinha no caminho de fer-
ro... e se eu ficasse com o carro at ama
nhS de manh sem lhe pagar, o cocheiro
acabara por nos levar estacao... eu e
a minha futura.
Se bem que nao estivesse de bom hu-
mor, Vitrac nlo pode deisur de rir e de
admirar a philosophia descuidosa daquelle
rapaz, que se mettia em semelhantes aven-
turas, sem dinheiro no bolso.
Ao mesmo tempo Vitrac pensava que
nSo podia recusar o servijo que lhe pedia
o seu discpulo preferido.
Foste feliz em me encontrar. Vou
acompanhar-te e pagarei tudo quanto de-
ves a este homem. Mas receio muito que
fajamos uma caminhada intil. Tua mSi
deve estar deitada.
Ha de levantarsepara me abrir,
quando eu lhe gritar'qu o senhor vai
comiiiigo.
Assim o desejo. Agora apresenta-
me tua futura.
VenhaJ mestre.
Mealheiro approxfmou-se do fiacre e,
pela portinhola,-que ficara aberta, chamou
Agostinha, que nao respondeu.
A moja tinha desmaiado de cansaco e
de fri*
Vitrac acudi aos gritos de Dangalas,
teve d da moca e disse quelle grande
maluco, que perda a cabeca:
Morreria pelo caminho, se a levasses
cas* de toa mSi. Vou ajudar-te a car-
uma.
Fustao de cores para
500 rs. o covado.
Cortes de velludo bordado a seda para
collete a 20000 um.
Cambraia de salpicos com 10 jardas a
40000 a peca.
Bicos de cores e broncos a 10000 e 20000
a peca.
Collarinhos e punhos, borracha, a 10800.
Cobertas de ganga forradas com 2 pannos
a 20800 uma.
Lencos broncos a 10500 e 20000 a duzia.
Fichs de retroz, lisos e com palmas a
10000 um.
Madapolao americano com 1 metro de lar-
gura a 60000 a duzia.
Algodaosinho com 20 jardas a 40 e 50000
a pega.
Assim como em sua officina de alfaiate
aprompta-se com pcrfeicjto e elegancia
por precos comraodos, de brim ou case-
mira, costumes para meninos e homens.
A Revoluto
48Roa Dnque delCaxias<1S
HENRIQUE DA SILVA MOREHiA
UM
Cassinetas nos a 200 rs. o covado.
Meias casemiras pretas e de c6res idem
a 400 e 500 rs. o dito.
Hollanda parda para vestidos a 280 rs. o
dito.
Setinetas modernas idera a 200 e 280 rs.
o dito.
Linhos de quadrinhos a 100, 1G0 e
20!) rs. o dito.
Percales tinas a 200 e 240 rs. o dite.
Atoalhado bordado, quasi 2 metros de lar-
gura, a 10000 e 1-5200 o metro. .
Bramantes, 4'larguras, superior a 800 rs.
e 10000 o dito.
dem de puro linho a 10600 o dito.
Riquissimas guarnicoes de crochets a 60 e
85000.
Toalhas para maos a 10200, 30500 e
40000 a duzia.
Meias inglezas para homens a 20500 e
30000 a dita.
Camisas superiores idem a 240 e 300000
a dita.
Seroulas bordadas a 120000 e 180000 a
dita.
Cambraia Victoria e transparente a 20800
c i>000, com 10 jardas,
dem bordadas chics a 40000.
Superiores aigodoes da corte a 30000 e
30500.
Madapolao americano a 60000, cora 24
jardas. ,
Flanella d.*? cores para camisas a 280 rs.
o covado.
dem fcncricana, azul, para palitots a
10200 o dito.
Casemiras de todas as qualidades a 10400
10800 e 20000 o dito.
Para as K\mas. noivas
Lindissimas grinaldas e veo para 80000 e
140000.
Ricas colchas de crochets e fustao a 80000
e 60000.
Bonitos cortinados bordados a 50500,
70000 e 80000.
Linons branco bordados a'4G rs. o covado.
Setim branco, superior, a 800 e 10000 o
dito.
Popelinas de seda a 800 10000 o dito.
Setins Maco, todas as cores, a 800 rs. o
dito.
Lencos de seda e de linho para 20800,
em lindas caixinhas.
Lenees de bramante a 10800.
Cobertas de ganga, forradas, com pannos,
a 20500 e 20800 uma.
Colchas de cores a 20000 e 30000.
Tapetes para portas a 30500 e 50000-
Pannos >ara mesas, de cores modernas a,
10000 10200 e 600.
PARA BAPTISADOS
Fu6toe8 bordados brancos a 400 e 500 rs.
o covado.
Casemiras pretas e de eres de todos os
precos, cheviots, merinos, damascos para
pianne, cobertores, redes a 40000 uma, e
uma infinidade de artigos que serao lem-
brados na presenea dos dignos lcitores.
LOJA DE
PEHKIB1 & MAGALHAES
850 rs. a libra!
Pura
m
rer ^m<
Vinho puro de Santarem
Da quinta do Bar ral
Os proprietarios do Armazem Central, roa
do Cabng n. 11, avisara aos seus distractos fre-
guezes e ao respeitavel publico que receberam
nova remessa deste especial vinho, o qual se
recommenda por ser puro da uva, e so se reta-
llia em seu armazem.
Joaquim ChristovSo & C.
Telephone 447
Arma^o
ingleza
manteiga
Garantida
Guimaraes & Valente Corpo Santo n. 6
Pao centeio
Mello & Biset, avfsam ao respeitavel publico,
tfae todas as tercas e sextas-liras, tan, este sa-
boroso pao; ra larga do Rosario n. 40.
Vende-se
ama das mclhores tavernas ra Mrquez do
nerval, tem pouco capital ; a tratar La mesma
ra n. 143 padaria. F. z se qualquer negocio.
Vende-se a armagao da loja de fazendas da
roa Duque de Casias n. 75 ; a tratar na mesma
ou na roa do Livramento n. 22.
Vende-se jdous pianos na
rua do Bartholomeu n. 67.
sobrado.
Taverna
Vende-se ou aimitte se um socio ; na roa das
Pernambucanas n. 25 B, Capunga.
regal-a. Passar a noite na minha casa.
AmanhS providenciaremos.
Dangalas j estava com ella ao codo.
A moca pouco pesava e o rapaz carre-
gou-a como uma penna, emquanto Vitrac
batia porta.
O criado, que esperava por elle, abri
logo e dous minutos depois Agostinha es-
tava estendida em cima de um divn, no
atelier do pintor.
Depressa recuperou os sentidos e as
suas primeiras palavras foram : Onde
estou eu ?>
Os olhos espantados diziam que se jul-
gava ainda em qualquer quarto fechado,
merc de Borodino.
A menina est em casa de um ami-
go, disse-lhe com meiguice Vitrac.
Em casa do meu querido mestre,
accrescentou Dangalas, que durante a via-
gem que acabava de faser com ella, lhe
tinha tongamente fallado de Vitrac e do
apoio que esperava delle.
Naquella occasiao o criado, que Vitrac,
quando encontrouv tinha encarregado de
pagar o carro, subi precipitadamente para
annuciar que o capit2o Gavaroc estava no
atelier com uma senhora.
Vitrac, estupefacto, correu ao seu en-
contr e achou-o no patamar, segurando
pela mao uma moca, que elle reconheceu
logo.
O senhor perguntava-me ainda ago-
ra o que era feito della, disse Cvaroc
sem o menor preambnlo. Trago-lh'a. Re-
fugiara-se em casa do nosso amigo Juliao,
que tinha podido alojal-a no aposento que
sua mai, a Sra. Jonville, oceupa quando
vem a Paria. Ora, a Sr. de Jonville
chega meia noite e seu filbo nao foi in-
formado da sua chegada, senao esta noite,
s onze horas. Nao sabia o que havia de
fazer. Fui eu que tive a idea de recor-
rer ao senhor, para lhe pedir que abri-
gasse debaixo do seu tecto, at amanhs,
a menina Helena. Nos consultraol-a e
ella consentio. O senhor nao recusar de
certo prestar este servico ao nosso caro
Juliao.
Era exactamente o que Vitrac quera,
mas o luga- estava oceupado e achava-se
em grandes embarajos ptra explicar o
caso do capito.
Fez a nica cousa que podia fazer, abri
de par em par a porta do atelier e agar-
Muita attenc.o
Na rua da Impcratriz n. 80, vende-sc sapatos
de felpos para trio a 600 rs. o par, e de crian-
cas a 500 rs.
rondo em Helena pela m5o, levou-a at
Agostinha, que ia quasi desmatando, ven
do aquella moea, imagem viva da falle-
cida.
Cavaroc nSo conhecia a modista, mas
conhecia Mealheiro de vista e comprehen-
deu logo tudo.
Mealheiro comprehendeu tambem, quasi
logo.
Helena e Agostinha levaram mais tem-
po, mas tinham ouvido fallar uma da ou-
tra o necessario para adivinharem recipro-
camente quem eram, e a Grega langou-se
ao pescoco da Parisiense, que a beijou de
todo o coracao.
O capito contemplava aquello quadro
commovente e sorria.
Meu caro, disse elle a Vitrac, eis
aqui um desenlace em que o senhor nao
tinha pensado, nem eu tambem. O senhor
deva mandar gravar em letras de ouro,
na porta do seu palacio : Reuniao das
victimas de Borodino.
O formoso capitSo estava em plena pos-
se do seu sangue fri: era o nico dos
personagens a quem aquello drama nSo in-
teressava pessoalmente. Os' outros ainda
estavam admirados e commovidos e o pro-
prio Mealheiro, apezar de gostar muito de
rir, Mealheiro nSo respondeu ao gracejo
de Cavaroc.
Ainda tinham muito que Be admirar.
O criado appareceu de novo, para an-
nunciar dous sujeitos que o seguiam de
perto e que ninguem esperava: O Sr.
Francastel e o nevitavel Grisaille.
E' fcil calcular que a sua entrada fez
MMpgnto.
Agostinha Bernier que nunca os tinha
visto, u.i se ausustou com o seu aspecto,
mas Helena, que se recordava da exhib
5*o da cabeca da irma, Helena recuou at
o fundo do atelier qnando vio o juiz for-
mador da culpa.
Vitrac e Dangalas nao estavam socega-
dos.
Cavaroc comejava a receiar uma nova
explicae.ao, queo comproraettesse a pro-
posito da sua historia com Vanda.
O Sr. Francastel tirou-os logo de in-
quietares.
Me us senhores, disse elle com toda a
delicadeza, eeperava encontrar em casa do
Sr. Vitrac o Sr. Dangalas e a moca que
elle salvou. Acabo de receber de Poissy
Venhara 16 oro ver^PSno se vende fa-
zendas com 50 f0 mais barato que em ou-
tra qualquer parte.
1 ortes de cretone, combraacao, ultima no-
vjdade, a 60000.
Cachemiras, combinacao com listas de seda
a 1400 o covado.
Vestuarios de jersey, ultimo gostp,a 100
e120000
Amor da China, cousa chic, a 200 rs. o
covado.
Linons bordados cora quadros, novidade,
a 800 rs. o covado,
Setins, qualquer cor, a 800 rs.
argens de todas as c6res, a 200 rs. o
covado.
Merinos de cores a 500, 600 e 800 rs. o
covado.
Crinolines a 400 rs. o metro.
Vestuarios para baptisados, muito bonitos.
Gluardanapos a 10600.
Cortinados para cama a 50500.
Sedinbas lavradas, o que ha de mais gosto.
Cambraia com salpicos a 40000 a pega.
Cortes de casemira para vestido a 250000
Renda da China a OO e 240 rs.
Tecidos arrendados, a 400 e 500 rs.
Zefiros, grande variedade, a 160, 200 e
240 rs. o covado.
Bicos de cores a 30000 a peca.
Madapulao muito largo a 60000.
Luvas de seda a 20000, 205000 e 30000-
Mantil as pretas a 40500.
Cambraia Victoria a 20800.
Atoalhado bordado, lindos gostos, a 10000
o metro.
Grande sortimentos era toalhps de rosto.
Es'paiihoscom couraga a 40000, 50000 e
60000.
Nunzucks a 24Q rs. o covado.
Pannos de crochet.
Cretones para cdberta, muito bonitos a
500 rs. o covado.
Cambraia suissa, fina e muito bonita a
7000.
Babados e cntremeos grande sortimento e
barato.
Fichs de linho a 10000.
Ditos de seda a 40000.
Ditos de 13b 10000,20000, 30OCO, 40000,
50000 c '6#Q00."
Grande quantdade em tapetes pequeos e
grandes.
Cretones muito lindos a 400 rs. o covado.
Chitas brancas, escuras e claras a 240,
280 e 320 rs. o covado.
Grande sortimento cm colchas brancas e
de cores.
Objectos para homem :
Cortes de casemiras, tinas, a 40000, 60000
e 80000.
Ditas de casineta a 10500 e 2000.
Collarinhos de linho e algodao a 40000 e
60000 a duzia.
Meias para homem de todas as cores e
brancas.
Casemiras de cor a 20000, 30000 e 50000
o covado.
Ditas diagonal, lindos desenhos a 20, 30 e
e 40000.
Brim de linho de cor a 500 e 600 rs. o
cavado.
Cassinetas; grande sortimento, a 400 e
500 rs. o covado.
Bnns Angola, muito chqaes e baratos.
Molesquins bons e bonitos.
Camisas de madapolao a 200001 !
Ditas inglezas a 40500.
Ceroulas francezas a 10600.
Flanella azul a 10300 o covado.
Grande sortimento em lencos de algodao
e linho. *
Oamisas de cretone, cousa boa [c barata.
Alm de outros muitos objectos.
D-se amostras sem penhor a qualquer
pessa.
." Rua Duque de Casias 55
Fernandes Azevedo & G.
Para egenhos
Lopes & raujo, vendem
a precos sem competencia,
garntindo a boa qialidade,
os artigos abaixo mencio-
nados.
Gal de Lisboa.
Dita de Jaguaribc.
Oleo de mocot.
Dito para machina.
Azeite de coco.
Dito de carrapato.
Dito de peixe.
Pixe em latas.
Kerosene inexplosivel.
Polassia da Russia em caixas
de 10 e 25 kilos.
Cimento Porttnd.
Graxa em bexigas.
Rua do Livramento n. 38
Telephone 316
i) Zl] k RU
A RUA BARO DO TRHJMPHO
|N. 100 A 104
Tem para vender tri-su'phi-
to de cal, que nao s faz alve-
jar muito mais o assucar. co-
mo evita o grande gasto de
cal no fabrico do mesmo.
Cal de Lisboa
a7OOO
Vendem Lopes & Arauje*
Rua do Livramento
n. 38._______
Roya! Rlend marca VIADi*
Este excellente Whisky Escocez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retamo nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Royal Blend marca Vlado,
cajo nome e emblema sao registrados paro
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
E' barato
Farinha a 560 ris a cuia
S no largo do Mercado n. 12, Gomes Ferreira
4C.
Taverna
Vende-se ou admitte-se um socio, n'ura dos
melhores locaes do Recife ; informaces na rua
do Barao da Victoria n. 38._______________
Libras sterlinas
Vende-se libras sterlinas ; na roa do Com
mercio, armazem n. 5.
um rclatoro cm que se me informa que o
Sr. Dangalas jannunciou a intencSo de a
trazer para aqni.
Dis8e-o ao sargento de policia, mur-
murou Mealheiro.
O relatorio delle, e se fiz empe-
nho em o ver esta noite, c para o felicitar
pelo seu corajoso modo de proceder.
Emquanto ao senhor, accrescentou o
magistrado, dirigindo-se a Cavaroc, que
nao o conhecia, o senhor, sem duvia,
amigo do Sr. Vitrac ? t
Este senhor o official que a noite
passada, estava na rua Condorcet, disse
Grisaile.
Nao o neg, interrompeu o capitSo,
posso explicar-lhe como a menina Helena
se acha aqui. E' commigo que veio, com-
migo que, tendo-a encontrado a outra noite
no caes Dorsay, conduzi-a casa do meu
amigo o Sr. JuliSo de Jonville, addido ao
ministerio dos negocios estrangeiros. Essa,
o senhor acabava de a interrogar no Pa-
lacio de Justica, no seu gabinete. Fiz mal
em nao o informar do que era feito della,
mas nao queria envolver nisto o Sr. de
Jonvle. Esperava e elle tambem, que
a questao do supposto Russo ficasse escla-
recida.
J o est, senhor, disse o magistra-
do. Todos sabemos e j nSo duvidamos
da perfeita innocencia da pobre menina
que elle fazia passar por sua sobrinha.
c Ella falla nao verdade ?
AllemSo e grego perfeitamente, e
quando quizer que ella lhe cont a sua
historia, ella lhe contar como a contou
ao Sr. de Jonville e a miui.
Terei grande satisfajo em a ouvir,
quando ella souber francez.
Aquillo era diaer claramente, que a jus
tija nao se oceuparia mais com ella e Ca-
varoc fez togo tengao de nao perder tem-
po para levar essa boa noticia a Juliao.
Helena, um pouco men >s assustada, ti-
nha viudo assentar-se perto de Agostinha
e as duas mojas irocavam olhares syrapa-
thicos forya de nao poder trocar confi-
dencias, visto que nao fallavam a mesma
lingua.
Agora, Sr. Dangalas, continuou o
jui, ao senhor que eu pee* para me di-
zer, clara e sinceramente, como quo po-
de encontrar csse assassino, que tinha sa-
bido escapar aos agentes.
Leite puro
Na estrada de Joo Feroande3 Vieira, sitio lo-
go depois das casas novas da direita, vende-se
todos os das leite puro de vaccas tourinas e da
trra, garntese a qualidade do leite.________
Sanuel Sniits
Vida e Trabalho.Obra escripta sobre
os moldes do ?odn da Vontadc e do Carcter,
contendo muitos exemplos novos do quanto pode
conseguir a honesta forca de vontade e a perse-
veraora. 1 vol. 4000 ; venda na livraria Con-
tempornea de
Ramiro M. Gosta&C.
Ba 1. do Marro n. 9
Bahus
Vende se uma loja de bahus, bem afregueza-
da, garantindo-se a chave da casa ; a tratar na
rua Vidal de Negreiros n. 120.
Foi o acaso que fez tudo, responden
modestamente Malheiro, ou antes, foi uma
carta que a menina Bernier pode atirar
para o caes, que um transente teve a ca
ridade de metter nc correio e que seu in-
feliz avo recebeu. Fui com elle a Pas-
sy e, emquanto o senhor procurava na casa
da rua Berton Borodino, que j nao estava
l, um pescador, que tinhamos encontrad*
na praia, deu-nos informaces sobre elle.
Guiou-nos at Passy.. e o senhor sabe
o resto, visto que recebeu o relatorio do
sargento.
E? verdade, e esse bom pescador fi-
cou .em Poissy ?
Eu queria trazel-o. Elle preferio
estabelecer-sc por dous ou tres das em
uma estalagem onde eu o recommendei.
E' exactamente isto. O senhor sa-
be naturalmente que o negrinho queguar-
dava a menina Agostinha e que saltou para
o Sena, foi preso no momento em que sal-
tava em trra.
Disseram-o. Eu ao o vi.
Mas nSo lhe disseram que elle fal-
lou e que fallar ainda. Sabemos j por
elle que seu amo tinha um cmplice, que
morreu tambem, que esse sceleado tinha
sido pirata e que raptara essa menina,
aura da a levar para a Turqua, onde de-
via vendel-a a um pacha O miseravel fa-
zia, hara muito tempo, esse bonito com-
mercio que *inda prospera, apezar do qu*
se diz nos estados do sultao e que espera-
va exercelo em Pariz. Felizmente teve
o fim que mereca e tenho prazer de an-
nunciar ao3 que me escutam, de que a in-
8trurc&oy. de que estava encarregado, est
definitamente fechada.
Torios os rostos se Iluminaran!, menos
o de Helena, que nSo comprehendia, m*s
que adiviuhava.
Q.tantos favores lhe devo, senhor !
exclam-.u Vitrac.
Fiz apenas o meu dever, nSo preci-
pitando nada. Evitei assim prisoes imi-
tis. Agora, enhor, nao magistra-
do que vai pedir que lhe respondam, o
homem.
O homem delicado, replicou cortea-
mente Vitroo.
(C'ontinuar-se-h).
iypr*ao Viario rua Duque det;axias n. U



%
I

-\ -V



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