Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16892


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Full Text


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m I
AIIO Lili NUMERO 48
PARA A CAPITAL K LIGARf S OOE KA O SE PACA PORTE
60000
120000
240000
0100
. DOMINGO 28 M Mffll DE l
^fa^ PARA DEKTRO E FORA DA PROVINCIA
Por eeis mezes adiantados.............. l^&St
Por nove ditos idem................. ota/Xt
Por um anuo dem.....,........... Uno
Cada numero avulso, de das aateriores........... *x
DIARIO DE PERNAMBUCO
Por tres mezes adiantadot
Por seis ditos dem.....
Por um anno idem. ....
Cada numero avulso, do mesmo dia
Propriefralie he Jauoel Jtgaeycia t>e Jara 4 Mijos
TELEGRAHHAS
ses:::: :.. as-skia sms
(Especial para o Diario)
BUCHAREST, 26 de Fevoreiro.
Estio prestes serem ssignados
os preliminares de pax entre a Ser-
via e a Bulgaria*
MADRID, 26 de Fevereiro.
Esta desmentida a noticia relati-
va a demlssfto do ministro da ra-
sen dn.
RIO DE JANEIRO,
1 hora da tarde,
27 de Fevereiro,
Corre o boato le qne o tjoverno val
contranlr prximamente um em-
prestlmo nacional de cem mil eon-
tos de ris.
VIENNA. 26 de Fevereiro, tarde.
Vuin manifest publicado em S.
Petersburgo. o Principe Karasjeor-
geavUcn. pretendente a tbrono da
Servia, accusa o re Milano de ser a
causa dos desastres da Servia.
?ARTE OFFICIAL
RIO DE JANEIRO, 27 de Fevereiro-,
as 2 horas e ;>0 minutos da tarde.
O PAIZ annuncia que as negoela-
ees do governo para um emprestl-
mo de mllbes de libras esterli-
nas em Londres, tlveram bom resul-
tado.
PARS, 27 de Fevereiro.
A commissfio da Cmara dos De-
incumbida do exame do
de le referente a expul-
retendentes dymuastleos.
putados,
projecto
sao dos
J ^presento a o seu parecer,
onriue pela auopcAo do mesmo
projecto.
Agencia Havas, filial em Pernambaoo,
27 de Fevereiro de 1686
lKSTRDCCiO POPULAR
economa poltica
(Ertrahidu)
OA BIBLIOTUBCA DO POVO E DAS ESCOLAS
(^tntinuacao)
capitulo i
Msujdrs preliminares
Coa iDiD.voKDi-se o nnae de- coramodidade
a tud i qie taz parte da riqueza,a todo o objecto
que .:o meso > tempo til, transmissivel e limi-
tado e:r. pnntidide. O ferrj oouro, a 10, o algo
dio, os livro, o vinlio, etc sao tudo commodda-
dea. Esta podem sel-o n'umas circnmstauciaa e
ua > i ser n'outr.is Assim o ferro e o ooro, con-
tid03 en minas que 11O0 sao lavradas esto longe
de constituir coimiodid*dei. O mesmo diremos
da 10 de um cirneiro selvagem, perdido as mon-
tauh is. Tjinain se como syoouimos de eommodi-
dadea as expresses de bens e partes da riqueaa ;
por ps) no decurso oeste trabalho ampregaremos
indift ;reotemeate estas trejjdesignaces.
Necf.ssidades do homem H i tres necesidades
primarias, para as quses a natureza humana exi-
ge complsta satisfaccao, e que servem de estimu-
lante ou desprtador par* o ercicio das faculda-
des physicas, iutellcotua-s e montes. Sao : a ali-
mentaco, habitaco c o vestuui So estas ne
cessicades rao sao, pelo meaos at Ctrto ponto,
satisfeitas, o homem soffre e acaba por suecumbir,
victima da forae. do irio ou da doenes.
A' medida, porem, que o homem se adeanta no
camiobo da civilizaco, vai sentindo o desejo de
satisfazer melhor estas necessidades primaras e
ao mesmo tempo comeca a sentir a precisa 1 de sa-
tisfazer outras, que se vo tornando cada vez mais
numerosas e compler is Vem p~>r sua orden : a
necessldade de familia, de sociabidade, de segu-
noca de ocomufio de propriedade, de hygieae,
de m;ralidade, de instruccao, de distracco, da
aensaco do bell, de bem este, de conforto, etc.
Trata, po s, o homem de satisfacer esta* necessi-
dades, que sao inherentes sua-triplice natureza,
phjaca, inte//ectuaJ e mora/, i p&njvittr otoi-
overno Ja Provincia
EXPEDIENTE IX) DA 19 DE FEVBBEIBO DE 1886.
Actos:
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Or. chefs de policia n. 153 de
17 do corrente resolve nomear Jcronyrao Gomes
da Silva para a cargo de 2 sapplente do subdele-
gado do 3 district) de Pedra Branca do termo de
Sant i Antao, fcando exonerado o actual, visto ter
mudado ''e residencia.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requeren o promotor publico da comarca de
Taquaretinga bacharel Vicente de Moraes Mello
Jnior resolve resolve prorogar por um mea e com
o respectivo ordenado a licenca ltimamente con-
cedida ao peticionario para tratar de sua sade.
Oficios :
Ao Dr. chefe de policaTendo esta Presi
dencia expedido ordens no sentido de ser torne
cida a forca que deve escoltar da cadeia da Villa
de Flores para S. Jos do Egypt > os presos que
n'aquelle termo teem de responder ao jury, augmen-
tando-se para esse fim o destacamento que se acha
estacionado na referida villa, convm quo V. S.,
logo qu! tiver conbecimento do da que o respec-
tivo juiz de direito designar para abertura do jury,
providencie para que os alludidos presos sejam
convenientemente escoltados at o lugar do seu
destino.
Asiim fija respondido o officio de V. S. n. 122
de 8 do corrente.
Ao mesmo.Pode V. S. autor ar o adminis-
trador da Casa de Detencao a fazei concertar os
livros de inwsripcSo das entradas e sahidas dos
presos recolhidos quelle estabelecim nto e de que
trata o seu officio n. 11, de 25 de Janeiro fiado.
Communicou se ao Thesouro Provincial.
Ao mesmo.Declaro a V. S., em resposta ao
seu officio n. 44, de 14 de Janeiro fiado, que po de
autorisar a autoridade competente a alugar urna
casa para servir de cadeia no districto da Pedra
do termo de Buique, comeante que o preco da lo
cacao nao exceda de quinze mil ris mensaes.
Commnnicou-sc ao Thesouro Provincial.
Ao commandante do Corpo de Polica.Au-
toriso V. S. seguado s ilicitou no sea officio n. 129,
de 10 do corrente raez, a excluir do corpo de seu
eommando o cabo de esquadra Jos Cavalcante de
Albuquerque e os soldados Antonio Jos de An-
drade e Jos Pereira Alvespara serem entregues
justica publica vist > que estad sendo proc 'asa-
dos no termo de Gravat pelo crime previsto pelo
art. 125 do Cdigo Criminal.
= Ao m**mo.Ao Dr. chefo de policia mande
V. f. apresentar amauba ao meio da duas pracas
do corpo de seu eommando afim de escoltarem um
criminoso at a provincia da Parahyba, Commu-
nicoa-se ao Dr. chefe de policia.
Ao meamo.Mande V. S. augmentar o de3-
tacamento de Floras, afim de haver forca sufi-
ciente, para escoltar os presos, que se acham na
cadeia daquella localidaie, at S. Jos do Egypto,
onde teem de responder ao jury.
Assiu fica respondido o officio de V. S. n. 138
de 12 do corrente.
Ao inspector da Thesoararia de Fazenda.
Remetto a V. 8., para os fina conveuientes, as in-
clusas notas dogaz consumido no mez de Janeiro
findo, com a iiluminacio do^^XlaiarbXSSM&-\
de 2* e \2J infafilna, companhia de cavallaria
ia militar, e bem assim a informacao
junta, por copia do engenheiro encarregado inte-
rino das obras militares, em 17 do corrente, sob n.
19, relativa ao mesmo consumo.
Ao mesmo.Declaro a V. 8. para os flus con-
venientes e em solacio do seu officio n. 68 de 29
de Janeiro finao, que approvo a proposta, a que
junto apresentada pelos negociantes Menees Lima
& C, offerecendo 600*0 X) por kilogramma de al-
godo procedente do presidio de Fernando de No-
ronha e de que trata o sobredito officio.
Ao mesmo.Remetto a V. S., para couheci-
mento, copia do aviso-circular n. 12?, expedido em
28 de Janeiro t.roximo passado pelo Ministerio da
Mariaha, acerca de sidos dos officiaes de Fazenda
ao servico das escolas de aprendises marinheiros.
Ao mesmo.Havendo divergencia no numero
do terreno de mariaha sito roa do Marques do
Herval de que trata o officio de V. S. sob o n. 103
de 15 de Janeiro prximo passado, o qual alias
deve ser de 15 do correte, urna vez qne a plaita
apresentada po<- Emilio Madeira Goncalves Fer-
reira declara o n. 209 F, e o citado officio indica
o me* rao numero com a letra J- Sirva-se V. S.
de faser-me a necessaria declaraco, para o fim
de ter despacho a peticao que Ib renetto, do men-
cionado Emilio Madeira.
Ao moamo.Communico a V. S. para os fins
convenientes, qne o juiz municipal do termo do
Tnumpho bacharel Francisco Jos Meira Sobrinho
em 5 do corrente mez reassumio o exercicio de sao
cargo.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Re-
comraendo a Vmc. em soluc > d* seu offi :io n. 469,
de 11 do correuto mes, que mande fornecjr ao Dr.
chefe de polica um livro destinado ao registro da
correspondencia oficial da Casa de Detencao.
Ao regedor do Gymnasio Pernambucano.
A' vista do que V. Revma. represeuta, declra-
las que nao deverao serjreadmittidos oesse institu-
to os alumnos internos e pensionistas da provin-
cia, de que tracta em seu offi:io de 15 do corren-
te mez.Communicou-se ao Thesouro Provincial.
Ao engenheiro chefe da Rop irticSo das Obras
Publicas. Approvo o contracto celbralo oessa
reparticSo coco Manoel X ivier de Albuquerque
para encarregar-se da construocOo do impedra-
mento da estrada da Escada (ramificaca da da
Victoria) mediante a indemmsacao de 4<500 por
metro corrente, at o limite 9,000 bracas, orno
autorisou esta presidencia em 30 de Janeiro ulti-
mo.Cjmmunicou-so ao Thesouro Provincial.
Ao juiz de direito da comarca de Iug_izeira
- Declaro a Vmc, em resposta ao seu offi :io de
20 de Janeiro findo, que exped as ordens necea
sarias pira quo seja fmecida a forja que deve
escoltar os presos que se acham na cadeia de Flo-
res, augraeutaudo-se o numero de pracas existen-
tes naqiiella localidad., logo que sej* condecido
pelo Dr. chef; de policia o dia por Vmc. desvaa-
do para a abertura da respectiva {sessio do jury.
Ao juiz de direito presidente da junta revi
soura de atiatamento mi'itar da comarca de Cim-
bres. DecUro a Vmc, em resposta ao acu officio
de 1 do correte, que, i vista das i n#alardades I pela porta,
havidas p >r parte da junta de ali'sUtnento da pa- [ Cosme Baptist*
rochia do Noasa Senhora das Mootaahas de Cim
bre, determino hije ao juiz -do p-w, presidente d
ref-rid junta, que annulle todo o trbala e pro
ce ia de aovo ao altameato da meaeionada paro
todo o trabalho, e observadas strictamente as dis-
posicOes regulamentares do servico militar proce-
da de novo ao ahstamento dessa parochia.
Portaras :
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faca transportar amanh para a Parahyba e por
conta do Ministerio dos Negocios da Justica o
criminoso Jos Barbosa de Lima que daquella
provincia foi remettido afim de responder a urna
ordem de habeas corpas.
Por conta do mesmo Ministerio to.-ao passagem
duas pracas do Corpo de Policia que vao escoltaa-
do o sobredito "riminoso.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar pasaagem a r at Natal, no vapor,
que soguir para o norte a 21 do corrente, a Auto
nio Magalhaes da Sil 'a, por conta das gratuitas a
que o governo tem direito.
EXPBDrssrE DO SBCBETABIO
Oficios :
Ao Dr. chefo de pilica. De ordem do Exm.
Sr. conselhro presidente da provincia, commu-
nico a V. S., que autorisou se hoje o inspector do
Thesouro Provincial a fornecer-lhe um livro des-
liando ao registro da correspondencia official da
Casa de Detencao, segundo V. S. solicitou no seu
officio n. 76, de 25 de Janeiro fiado.
Ao iuspector da Thesouraria de Fazeoda
O Exm. Sr. conselheiro presideate da provincia
maada devolver a V. S. devidameate assigaados
os inclusos ttulos dados por aforamento perpetuo
a Jeroaymo da Costa Netto e Silva, Rita Mara da
Cooceicao, Goocalo Jos da Gama, Marques Lima
& C. Aurelio dos Sautos Coimbra, Jos de As -
sumpcao de Oliveira, Can iiJa Mara Gulhermina
e Antonio Jos de Soaza e Silva, ^ue vieram an-
nexos as officio dessa iospe.'toria n. 108 de hon-
tem datado.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DE 26JE FE-
VEREIRO DE 1886
Anna Joaquina da Conceicao.oSim, mediante
recibo.
Anna Senhorinha Monteiro Pessoa.Coucedo 2
mezes.
Cosme Baptista Viegas. Informe o inspector
do Thesouro Provincial.
Horacio dos Santos Baptista. Na ha que de-
ferir, visto que o Thesouro ja expedio a guia para
o presidio de Fernando.
Ignacio Leopoldo de Albuquerque.Sim, por
certidao quanto ao requerimeuto e quanto aos do-
cumentos passando recibo.
Capito Joao Frederico do llego Vasconcellos.
Nesta data solicita-se do Ministerio dos Nego-
cio da Justica a devolucao do documento.
Joao Fernandes Marques.Remettido ao ins-
pector do Tnesouro Provincial para mindar pa-
gar, de accordo com sua informacao de 30 de Ja-
neiro ultimo, sob n. 461.
Manoel Candido Fernaudas Pires.Coacedo 2
ma:es.
Telesphoro Lopes de Siqueira.Deferido por
offi :io de boje ao inspector gcral da Iustruccao
publica.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
co, em 27 de Fevereiro de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
" ~ItftarlifAo da Polica
Sarjlo 2.a N. 201.Secretaria de Po-
Uciii de Pernarobuco, 27 de Fevereiro de
1886.IUtn. e Exm. Sr. -Participo a V.
Ex 3. que bontem nao se effectuou prisao
algama nesta capital.
Na Casa de Detencao foi apenas recolhido o in-
dividuo de nome Jos Mendes do Espirito Santo,
qne est soffrendo de alienacao mental e fra re-
mettido pelo Dr. juiz municipal do termo de Tim-
baba.
Opportuaamente ser elle transferido para o
asylo da Tamanneira.
Por telegramma desta dala infrmame o
deli'gado do termo de Pao d'AIbo que meia noite
piui.aram de pixe a porta da casa em que reside o
Dr- juiz de direits e dispararam urna arma de logo,
cuja bala foi de encontr a mesma porta.
Em acto continao proceden o delegad a diver-
sas diligencias para descobrimento do autor de se-
melhante acto, e sendo indigitado como tal um of-
ficial de justica de nome Adeliuo, dirigi se a casa
deste, em Pedra Tapada, onde anda o encontrn
lavando ain palitol impregnado de pixe.
O delinquente foi preso c officiei ao delegado
para q'e me nformasse minunciosamente sobre o
fae.o e das diligencias que tiver procedido.
- No dia 23 do corrate foi preso em flagrante
no ;ngeuho Poco do termo de Palmares, por ter
firdo com um tiro de clovinote a Miguel Lopes
da Silva, o individuo de nome Joao Bernardo da
Sil/a.
?Contra o meemo procedeu-se nos termos do in-
quer to policial.
-|j Peto subdelegado da freguezia de S. Fre
Pedro Goncalves foi remettido ao Dr. juiz de_ d-
relo do 1 distri ;to criminal o inquerito policial a
qu* procedeu contra Felippe de tal, conhecido por
('elippao, e Anselmo de Barros e Silva, aquelle
como autor e este como cumplice em crime de fe-
rmeatos.
Deus guarde a V. Exc. Ilbn. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, omito digno presidente da
provincia. O ebefe
Domingos Pinto.
de poli-iia, Antonio
Thesouro provincial
DESPACHOS DO DIA 27 DE FEVEREIRO
Carolina Goncalves da Silva. Informe o Con-
tencioso.
Joao Fernandei Marques e Joiquim Lourenco
de Barros. -Junte-ss copia das informacoes.
Dr. Joaqum Cirnero de Ar >ujo, Pohlman & C ,
Dr. Praxedei G>m03 de Souza Pitanga, Amorim
limaos 4 C, Man el Pinto ds Castro,Ordem Ter-
ceira de S. Fra icisco de Oliuds, Pedro Jorge da
Silva Ramos, Jos Antonio de Magathaes Bsstos e
Manoel Antonio dos Santos FoatesAo Conten-
cioso para cumprr o despacho dt junta.
Victorino Domingos Alves Maia.Eutregue-se
cantes nSo podem ser attendidos pjr esta repirt-
cio.
Ferraira Caseao & Filho,Deferido de accordo
com a informacao.
Joaquim Francisco Querido.Informa a 1* scc-
cOo.
Antonio Henrique Rodrigues.Informe a 1"
scelo.
Albino Jos Moreira de Souza. Junte conbeci -
ment de decima rotativo ao ultimo semestre.
Cmara Municipal
DESPACHOS DA SESSXo DE 10 DE FEVEREIRO
DE 1886
Jos Monteiro Torres de Castro.Coucedido.
Jos Marcellino Goncalves Salgueiro.Indefe-
rido.
Joao Francisco Orphao & C. Ide n
25
Pelo Rom. Sr. Pudra Mello vareador
commitsario de edificante :
Antonio Duar.e Carneiro Vi-inn t. ;> din 1< li-
cenca para mandar farer cornija e encaar as
aguas pluviaes de sja casa n. 2) k ra do Bario
da Victoria, bem como para substituir por ao'a a
trapeira existente na casa terrea, sita ao fundo
d'aquella.Satistaca o que exige o engenheiro.
Antouio Pnheiro da Silva, para mandar coa-
certar o muro, substituir o portao de madeira por
outro do ferro e collocar gradeamento de ferro ua
extensao do referido muro que fica na frente de
sua casa n. 10 Baixa- Verde. Pagos os impos-
tes, concede-so de conformidade com as posturas
e parecer do engenheiro.
Antonio Martins ao Rio, pedindo que seja-lhe
concedida a licenca sollicitada, urna vez que sa-
tisfaz a exigencia contida no parecer do engenhei-
ro, declarando que fica confronte urna padara o
por detras de urnas casas sitas a estrada do Pom-
bal, o terreno onde pretende edificar cinco meias
aguas.dem.
Francisco Jos Vianua, pediudo licenca para
mandar tomar goteiras na coberta da casa n. 7_
ra velha de Santa Rita. Slm, dundo previa
aciencia ao fiscal.
Manoel Joaquim Gomes Ferruira, para mandar
reparar o reboco da frente e do oito e collocar
dona batentes de pedra em seu predio n. 17 roa
da Roda Pagos os impostos, concede-se.
Mara Joaquina Martins do Rio, para mandar
retelhar a casa o. 30 ra do Barilo de S. Borja,
substituindo urna terca.Pagos os apostes e li-
mitando-se ao que pede, concede se.
Rodolpbo Martiua Moreira, roedin.lo que seja-
lhe concedida a liceuca solicitada urna vez qne
satisfaz a exigencia cuntida no parecer do enge-
nheiro, declarando que o concert que pretende
a andar fazer na coberta do sua casi u. 24 ra
das Larageiras, consiste na substitnicao de travs
Idea.
Secretaria da Cmara Municipal do Re
cife, 26 de Fevereiro de 1886.
O porteiro,
Leopoldina C. Ferreirada Silva.
EXTERIOR
China
Ccjretpondencia para o Jornal do Commer-
\ ci, da corte
SHAHVnaij 7 DE DBZBMBBO DE 1885
Scmmario. RetrahimeBlJ e. egosmo do Celeste
Imperio.Contraste enfrt li&e o Japo.
Incapacidade do chim como factor* de
Srogresso.Os diabos estraugeiros.Dif-
culdadcs para introduzr na China no-
vos melhoramentes industriaes. Lt-
Hunq-Chang e os mandaras anti-pro-
gressistas.A perniciosa classe dos let-
trados o as velgas tradieces. A Cliina
e a Russia.A legacao francs e o novo
t-atado especial de commercio.
Este Cele-te Imperio, pertinazmente retrahido e
fechado dentro de um egosmo enorme, invencivel
to espesso e resitente como ias muralhas que o
cercam, raramente se distingue por acontecimen-
tos que, tanto na esphera poltica como na social,
consigam depertar e aeter a attencao universal
Ha segura ne ite meio seculo depois que mais
vigososa e trumphantemento a civlisacao occi-
dental priucipiou a ejteuder se por estas paragens
do extremo Oriente, que a China s tem conse-
guido despertar interesse quando, por urna das
tradiciooaes a revoltantes manifestacoss do egos-
mo que a desvair, obriga alguma potencia do Oc-
cidente a exigir pela estrondosa palavra A
do ca-
f cimento physico ou moral, j para obter prazeres I cha, observando tridamente a disposicSes regu-
physicos e morae, augmentar o aeu bem estar e| lamentaren do serv$ militar.
elevarse na sociedade dos seus semelbantes. i
Diter qne a vilisacao progride o mesmo qaj
dizer as necessidades vio augmentando, ao mesmo
tempo que augmentan! tamioem os meio de se sa -
tisfazerem, e que este i meios, tornando-se mais
numerosos, e toroam tambom inai suaves. Se
o trabalho indispensavel ao homem para a sa-
tigfacio das tuaa mltiplas aecessidades, ra no
su tanto produindo urna qnantidade sempre eres-
cante de rejompensas a medida quo o homem se
vai a iesntaudo no caroinho da sciencia e da mo-
ralidade. Assim o est a provando a historia do de-
senvolvimento das industrias. Um operario da
nossa epocha produz em cada-dia trinta vezes
I ferro, do que produsia ha cem annos. N nm
mninho a vapor o traoalho de um tiomem fabrica
cincenta vezes maii farinha di que fabrieava um
escravo da antiguidade pe'os processos imperfei-
tosdoseu tempo.
(Con/iWs)
distas de Pek.m em posicao humilhante perante o i rt nQumbimos os ministros superinten leales
governo da Russia, que foram estabeleciias al- do cominerc0 da C03tl do norte Q da do M, fl og
gumas linhas telegraphicas, as quaes anda de- outros de 8UbmHterem ao throuo as suas vistas,
vdo a imposicoes eatrangeiras, quando a questo jepog de serio estudo e madura consderaco.
do Tonkim ascendeu a extraordinarias proporjoes '
tiveram qus ser ampliadas.
A fundaco da China Merchante'Steam Navi-
gation Company, constituida por algn* manda -
ria de teudeneias progressistas. encontrou oppo-
sicilo tremenda da parte dos altos lunccionarios
c leudo estes alos fuaccionarios, uns aps ou-
tros, desempenhado o seu encargo, instruimos em
seguida os membros do grande conselhn e os prin-
cipes e os ministros do Tsuog-li-yamen, para que,
de accordo com Li-Huug chaug, coosiderassem
. bem a questo, e remettessem um relatorio ao
do impe.'io, e s teve realnacao definitiva quando throno Ia8trulmos igua!mente Y Huan (principe
eml874Li-Hung-Ohang,vice-reidoChihli,omaor Chun) qne ge agsociasse com essss offiiaea
Ao juiz de paz pres:dentc da junta de alia-
tamento militar da parochia de Nossa Senhora das
Montanhas de Cimbres. A' vista doexpsto no
officio de Vmc de 2 do 001x601-, dirigido ao juiz
de direito da comarca, e attineatc ao alistament >
militar dessa paioehia, considerando que a junta
oao se reuua com os respectivos membros, por
quanto da mesma fez parte um eleitor em subs-
tituicsio do subdelegado, quando pelo art. 11 1*
do Reg. n. 5,881 de 27 de Fevereiro de 1875, e di-
versos avisos do Ministerio da Guerra, a substi-
tuicao do subdelegado e seus supplentes e o sub-
delegado do district visinho, e na falta delle um
don suoplentes da freguezia mais prxima, e con-
siderando ter a mencionada junta em saa segunda
sensao funecionado mais de 15 das e excedido o
espaco de dez dias que devia mediar entre as duas
seasoes, conforme e expresso nos arte. 18 e 21 do
citado rcgulamente, slm de outras faltas havidas
nos trabalho, determino !hs que deve annnlar
Viegas, Bernardino Jos da
Silva Maia, Porphina Jesniaa Baptista, Manoel
da Silva Paria e Antonio Valentim da Silva Bar
roca.informe o Sr. contador
Pompeu Culmoa Caiaaovn, Arantes A C. a Al-
ves de Brito & C.Informe o Sr. Dr. administra
dor do Consulado.
Porpbiria Jeiuina Baptist.i da Silva.Regis-
tre-sa e facam se os assentamentos.
Irmandade do Scnbor Bom Jess das Portas,
B 'rnet ic C, Anna bauriuda Varejio Barbosa,
Amorim Irmos t C, Dr. Prxedes Gomes de
Sopza l'itanga, Guilermina Francisca de Araujo
| bina e Polhman t CHaja vista o Sr. Dr. pro-
curador fiscal.
Consulado Pro vinel al
DESPACHOS DO DIA 26 DE KEVEttEIRO
Almeida Machado & C.Prove os supplicantes
que a mercadoria em questo fei embarcada ueste
porto e desembarcou em Mamanguape donde vol-
tnu como se allega.
Jos Candido de Moraes Informe a 1* seccao.
27 -
Guimaraes Fouseca ot CEm face do art. 108
nho o que de todo nao pode obter pela lingua
gem calma e serena da diplomacia. Easa attitude
hostil contra os benficos" ensinamentos da moder-
na civilisacSo, tanto mais detestavel se torna,
quando se observa o ruido e esplendido contraste
que aprssenta o seu visinho, o Japao, que rom
pendo contra velhas tradieces, destruindo ferre-
nhos preconwitos, caminha pela senda do pro-
gresso, na conquista de nm victorioso lugar ao
lado dos mais adiantados paizes.
E' facto extraordinario, phenomenal mesmo,
quando a Ch:na dumpasso sem que elle seja o
resulta lo de vigorosos impulsos c terminantes im-
pesicoes das nacoes vencedorai. Quando caminha
pr si mesma, fal-o lentamcute e cheia de vacil-
lacoes. Isolada durante seculos da commuoho
uuiversal ; julgando-se poderosa, invencivel ; nio
coohecendo nem querendo admittir outra civilisa-
cSo alm da que a tornou em passadas eras_ a
faustuosa soberana do Oriente, presa a tradieces
funestas que deixaram-llie a alma eivada de su-
persticoes indestructiveis e de prejuizos e odios
inextinguiveis centra os diabo tttra^tiros, a
China e hojn no grande organismo uuiversal o que
sao certas escreceucias no organismo humano, que
aotomarem carcter cbroDco,afeam o eaviltam-o,
zombondo e resistindo aos poden30S*combates da
sciencia.
N entauto, bem poucos paizes lia no mundo que
posauam os prodigiosos recursos naturaes que este
possue ; mas o chim forma um deploravel con-
traste com a exhuherante natureza que o cerca,
quer moral, quer physcam ote. E' rachitio do
corpo e da alma, Dir-se-hia que dentro de tao
enfesado eovolucro apenas ha espaco para se ani-
nhaiem as supersciosas ideas que o obumbram
eos seutimentos de desconfanos eodio que o avil
tam e amesquinlam aos olhos aos povos civili-
zados.
Incapaz de assimiltacao ao elemento estrangeiro,
nao querendo comprohon ter c aceitar o que delle
provm de t/f e. salutar, o chim, tanto dentro do
seu paiz, como fra dell, nao e talvez nunca
venha a ser im verdadeiro factor de progresso.
Alguns melhorameutos materiaes de que a Chi
na j4 principia a desfructar comvantagens pecu-
niarias de subido alcance, nao sao nem o resalta-
do de vontade expootanea, nem revelaces de ten-
dencias para aesmpanhar os grandes desenvoivt-
mentos que se manifestam oeste Beculo em qnasi
todo o mundo Aceitou -os e iutroduz.o-os porque
a isso foi impellida por circumitancias mais po
jantes do que a sua vontade. mais teuazes e rens
lentes do que o seu pego aos velhos e malencos
preeonceitos que a eatorpecem.
Basta laucar-se um olhar retrospectivo que
abranja eposa n&o muito remota para qn' se avi
lie do merecimento moral deste povo. ou antes, dos
qne o governam. S depois de longa e incessaote
luta, qne chegou a oxhaurir as forjas doi que la
butaram durante largo tempo com o fim de demo-
ver o governo chines do aferrado propasito de nao
nstallarno imperio a telegraphia elctrica ;
vjruuuaraea r uuseua \x. \^. e.iu iscc ww -------------- -=,., __ _. ..._
do regnUmeuto de 4 de Julho ds 1879 os soppli- depois que a questo de Kuldja coUocou os esta
e quiea o mais adiantado espirito de todos quantos
dirigem os destinos deste paiz, assumio attitude
decisiva e enrgica c mtra os encasqutalos ini-
migos de tao aproveitavel melhoram^nto.
J tive occasio de fallar de Li-Hung-Chang
em ama destas cartas. A capacid ide moral desse
homem iuquestiouavelmeute superiof de todos
os que admiuistram a China. Li-Huag tornou-se
excepcional c poderoso porque, pela sua esclareci-
da iotelligeocia, pelo seu desprendimento s ve-
lhas e carunchosas instituicoes; pela sua decidida
vocaco para fraternisar com oa eatrangeiios e
delles aceitar oa modernos principios de civlisa-
cao e progresso ; pelo nobre e admiravel pitiio-
tismo que revela em seus actos, combatendo sem
interrupeao a favor d i admisso no imperio dos
grandes e modernas melboramentos materiaes que
poderiam levar sua patria a oceupar mais digno
lugar entre as ontr is nacoes ; pelas qualidades ge-
nerosas que tanto tem manifestado em beneficio do
povo e que o fazem o mais querido e popular vi-
ce-rei, conqnistou influencia iuvulneravel e exerce
poder incombativel as carnadas inferiores de
grande parte do seu paiz.
E os timoneiros que abundara em Pekim, a des-
peito de uiuito ignorarem, sabem que, mesmo na
China, onde o despotismo desenfreado, do essas
carnadas que, nos momentos de angustia e deses-
pero, levantam-se em tempestades violentas, des-
truidoras, mplacaveis, principalmente se silo des
encadeadas pela suprema forca de um Li Hung-
Chang. Elles sabem anda que, uestes ltimos
tmipos, a dinasta dos Mandchvs, que ha mais le
tres seculos usurpou dos Mings o poder da go
vernacao, tem vacllado algumas vezes ao sopro
terrivel das rebellies, e que s devido influen-
cia e valor de Li-Hung-Chang tem sido sopitadas
u extnctas.
E' por tudo isso que L-Hung Chao-", hoje no
Celeste Imperio urna forca extraordinaria. Os es-
tadistas que vegetam em Pekim, detestam o,
odeiam-o, mas temem-o. Mas, a despeito d' mui-
to que vale e do muito que pode. Li -Hung Chang
nao a principal peca do machinismo goveroa-
ment-l deste vasto e extraordinariamente popu-
loso imperio. Talvez mesmo por ser to dedicado
ao seu paiz e recejando vl o abalado por convul -
soes revolucionarias, elle transige e contemporisa,
como tem feito ltimamente em relaco aos dous
importantes projectos de refurma naval e de es-
tradas de fe'ro.
Para a introduccao deste ultimo melhoramento,
que seguramente desenvolvera as acanhadas in-
dustrias e o estreito commercio de muitos regiocs.
Li-Hung-Cbang tem lutado pacientemente ha lar-
gos anuos, ora avancando, ora recuando, segundo
as alternativas que apresentam quasi todos esses
entes bocaes qne conatituem a geriogonca admi-
nistrativa desta exquisita patria do nao menos ex-
Juisito e famigerado Confucio, que por aqu an-
ou a semesr doutrinas fataes e ennervadoras.
Desde a imperatriz regente, ignorante creatura
que mal sabe do que vai por esse mundo, por isso
que a cna mvopia moral nao a deixa ver alm das
muralhas do sen palacio, at o mais insignificante
mandarn!, ha urna corrente formidavel sempre
prompta a interceptar a pasaagem de ideas refor-
madoras e quaesquer elementos que possam esta-
beteCer contacto catre o povo e os diabos estran
geiros.
Ha anda outra classe "(talvez a mais pernicio-
sa) que tambem oppoe barreiras, at hoje insupe-
raveis, s adiantadas reformas que Li-flung-
Chang prcten le faser o seu paiz adoptar. Essa
classe a dos lettrados J explique! cm carta
qne ha mezes enviei o que sao os lettrados na Chi-
na, essas cadeias funestas que ligam o passado
ao presente, impedindo que este ascenda ao futu-
ro pelo caminho da moderna civilisacSo. Sao el-
les, os lettrados, os que mais perniciosamente con-
fundem e offuscam o j bastante confundido e of-
foseado espirito do povo e da maior pa-te dos al-
tos membros da governanca chineza, com a pro-
pagacao incessante de doatrinas cheias de supers-
ticoeo terriveis, saturadas de prevencoes intransi-
gentes e odios mplacaveis contra os diabos es-
trangeiros e tudo que delles provm.
Quando se agita e desenvolve qualquer idea
progressista, oa lettrados sao os primairos que sur
gem para a combater. Ento, dirigem ao throno
e ao conselho dos censores de estado enormes re-
presentaces recheiadas de cousas pavorosas, as
quaes evocam a memoria dos antepaasados glorio-
sos que subiram aos cos cavalgando o sublima
dragSo, tendo deixado a deslumbrante fiathuj uo
apogeo de um poder absoluto sobre o resto do man-
do e de urna civilisacSo esticada at o ultimo fu-
ro. E os velhacos asseguram que os bis-avs nao
dormem uem dormiro jamis o somno da morte,
porque nao cessam de vigiar l de cima o que os
bisnetos fazem c por baixo, e que elles amaldi
coariam os que mettessem para dentro das mura-
lhas sagradas, essas diibruras inventadas l pelas
bandas do Occidente.
E os taes censores, cuja capacidade moral oo
Ibes vai muito alm do rabicho, insistem com a re
gente, que, conformando-se geralmente com o que
elles querem, ou antes, com o que elles nao que-
rem, concorre para as delongaa e protelacoes que
tanto otelicitam e amesquinham este vasto e ua
proveitado imperio.
Se se julgasse do desenvslvimcnto moral da_im-
peratriz regente p dos decretos qne ella saneciona
publica, ter-ee-hia de convir era que nao pe-
queo ; pelo contraro, revela-se admiravelmeate
progressista.... peraute os que nao sabem o que
ella ignora Esses decretos, que a imperatriz as-
signa de cruz, confeccionados no laboratorio da
alta admnistracSo poltica, onde os menticulosos
mandarina manipulam pecas de urna original! lade
indeserptivel, sao smente-----para Francez ver,
na poca p -esente.
O segrate d: creto, ltimamente publicad > na
Gateta de Pekim, e transcripto em alguns jornaes
estrangeiros, que sobre elle fizeram interessantes
commentarios, bastante espectaculoso e uoereceria
toda attencao se segurado a mesma sorte de muitos
oiitroj, nao ficasse sendo apenas urna pomposa e
reumbaute patacoada. Embora, depois da recente
guerra com a Franca, a armada chinesa enteja em
deploravel estado de desmantellamento, porque
muitos dos seas vasos de guerra foram-sepor agua
abaizo, e quasi todos os que ficaram para peuco
prestam, custa-se a erer que a lingaagem qne tal
Secreto contm seja, com effeito, o resultado de
ideas fias c proposito firme do governo chinis a
respeito da necessaria reforma naval qu i elle or-
den Toiavia, dizera que o decreto uao blague
mandarinesca e sim o resultado de esforcos ingen-
tes, e iiisist-ncias repetidas da parte de Li-Hung
Chang, -a quem concederam a reforma naval, com a
condicao de adiar a introducc) de vias terreas.
Eis o famoso decreto. O tjpico que mus apre-
ciaveis commentarios merecen o que se refer3
coop. racao de principes e altos funecionar que
formaran planos systemiticos e presereveram re-
gras para serem submettidas, etc., etc. Os princi-
pes chinezes a cooperarem em medidas de reforma
naval! Elles, que pouco mais sabem do que tran-
car o respectivo rabicho, a cuidarem de cousas das
quaes bem prcvavel n i tenham a menor noci!
Na realidade este 'serete tudo o que h i de
mais genuinamente chines:
< Sendo de grande peso a questo da defeca ma-
nas suas deliberaoes.
Aps geral consideracao de toda a questo,
vem elles propor que se iucete a reforma da divi-
sio do narte, quo dever ser adestrada oara o ser-
vico activo, formaudo se urna eiquadra que sirva
de modelo; e que a eontinuaco da reforma se faca
gradualmente e dentro de certo nuuuro de aanos.
Este projecto corresponde bem s necessida
dea do caso; ordenamos, pois, que Yi-Uuaa assu-
ma a suprema direccao dos negocios da marinha.
ficando sob auas ordens e sua disposigao as tor-
cas nava a de toda a costa.
X meamos, outrosim, Yi Kuang (principe
Ching) e Li-Hung-chang, grande secretario e go-
vernador geral de Chihli, como coadjutores do
principe Chun na gerencia do almira itade e Shara-
cbiug, teneate-geaeral da bandeia vermelha Hm
chiun, e Tseog chits, vice-presidente do miaiste-
rio da guerra, como administradores assisteate3.
" Estando anda no se comee* a f irmaco da
marinha do norte, deixamol a a cargo de L-Huag-
chang ; m is, em quaesquer novas medidas que se
tiverem de adoptar em assumptos que merecam
consideracao, tornar-se-ha necessaria a cooperacSo
do3 principes e altos ministros cima mencionados
os quaes tormaro planos systematcos e prescre-
vero rearas para serem submettidas ao throuo e
executadas depois sucessivamente.
Espalhou se o boato de que Li Hung-"hang, co-
mo reprssentante do governo chinez e urna impor-
tante firma de Manchester, haviam encetada nego-
ciacoes para a construscao de estradas de ferro em
certos pontos do norte, e alguns jornaes europeas,
sem serio fundamento, ergueram gran les castelhs
quo pouco depois se abateram ao glido sopro da
doscrenca, cahindo por trra os grandes eucomios
que Ihes mer&ceu o governo cbinez.
Entretanto, nao muito aventurar, aseeverando
que o trem de ferr, essa pujante agente do pro-
gresso, ha de, talvez cm futuro nao muito emoto.
cortar os tvastos o iout'lisados campos da China e
derrubar as muralhas que ha longos seclos afas-
tam-na da frateraidade universal. A tenacidade
de Li-Hung Chang, a persistencia dos represen-
tantes de algumas naco '3 estrangeiras e urnas tan-
tas circumstancias creadas pelas lea fataes do
progresso, ho de indubtavelmente concorrer para
abrir o seio do imperio a essa prodigiosa lovenco
que, c./mo as linhaj telegraphicas, cstreita os po-
vos em amplexo fraternal.
O North China Daily Netos publicou um ar-
tigo, uo qual, tazeudo coro com a Saturday Reineta
de Loadrcs, aecusa a Russia da sua desmedida
ambico de territorios a'.lieios, asseveraado que
ella procede sempre, nao com o louvavel intuito de
coacorrer para o augmento da civilisacSo, e sim
com o de dominar despotismo e impor-se pelo ter-
ror aos povos dos territorios em quo se estabelece,
e que sondo to feror. o urso do Norte, devem a
China e o Japo reagir, pois se elle chegar a ios
tallarse na Corea, onde estes dous paizes teem
interesaes da subido valor poltico, o a dominar nos
mares eutre os imperios do extremo Oriente, pode
ter nm dia a preteoco de querer subjugal 03.
E assim discorrendo, o referido jornal, com urna
solicitade e empenho, qne serio altamente altruis
tas, se nao fossetn a mascara de interesseiros pla-
nos'polticos, records a China e ao Japo que nes-
sa combinacao amigavel para se defenderem dos
ataques russos a Inglaterra considerada e tida
como a naco mais amiga dos ameacados paizes,
Entretanto, supponJo-se que, se pelo motivo da
nada querer e nada violar, a China tiresss de
conceder o titulo de verJadeira amiga a alguma
naco, nao seria certa mente a Inglaterra que obte
ria. A' v-.rca desse direito amizade d China,
Youug, ex-ministro americano en Pekim, disse, e
at certo ponto com fundamento, quo se alguma
naco o mereca, por nao ter jamis violentado e
opprimido o celeste imperio poneaqsa de questoes
terntoraes, era sem duvida a Ainene doXorte :
ella nada exigi e de nada se appossou. X3> -i-
m ju H >og -K rag e o porto Ha nilton, com) fizeraov^
os iaglezes ; nao procurou adquirir provincias ni ^^
Indo-China, como fez a Franca.
Oa jornaes de Inglaterradizem que, dado o caso
da Russia aggrelir a China, a America nao se mo-
vera para os desembarazar da terrivel visinha e
bem provavel que em taes condicoes os Estados
Unido assumissem attitude neutra. Porm, nao
de suppor, a julgar pelos precedentes, que sea
Inglaterra fizesse causa commum a China oo fos-
se simplesmeute com o fim de salvaguardar os
grandes e desenvolvidos interesse que conta em
muitos portes da China. A America nao pretende
territorios ; quer nicamente o que, com vantagens
materiaes para ambos os paizes, tem conseguiudo,
estender iatelligente c pacificamente, o seu com-
mercio ; quer vender o seu petrleo, o seu ginseng .
as suas fazendas de algodo e outros productos
da sua industria maravilhosa.
Ora, oo teudo os Eitados-Unidos vistas hostis
sobre a Chin i. nao pretendendo faser poltica col
aial,]afim de assegurar sua existencia material e
poltica aos das p itencias europeas, que nestes ni -
tim >s terapos desenvolvem prctenco -s (algumas bem
insensatas !) colonisadoras,segue-se que das gran-
des nacoes relacionadas com o Celeste Imperio, a
nica a que elle dara o titulo de amiga caso isso
acontecesse um dit, seria seguramente a America
do Norte.
O mais curioso e interessanto que, emquanto
os jornaes iaglezes do voz de alarma os represen-
tantes das nacoes julgadas era discordancia trocara
entre si manifestacoes do imparturbavel amizade
e fazem votos ardentes pela prosperidade e paz de
ambos os paizes. Assim que, no comeco do nez
findo, o ministro russo em Pekim, obsequiou a Li-
Hung Chang, que all t >ra conferenciar com os
membros do Tsunli-yamon com um grande ban-
quete, e oessa occasio foram trocados brioles de
a ta sigoificaco poltica. Ss os briudes que le-
vatou o ministro rasso, revelaudo as aolhores 8
maif cordaes ateocoes do seu goverao para com
a China, se |em tal oc^io as suas palavras re-
presentavam a vetdade, certo qua um desmen-
tido solemne como esse deve desapontar aos pro-
pagadores dos boatos de crse sena entre as dos<
nacoes visinhas.
Merece reparo, por isso quo nao 6 justa, a ac
cusaco que faz o alludido j irnal de que a Russia
trata como escravo os p>vos que .'onquista. A*
atrocidade commettidas na heroica e mar'yr Polo
na nio devem ser tomadas romo exemplo do seu
procedimento para com os outros povos que tem
submettido e conquistado p?las armas. Ni) w
ignora que em cada passo que a Russia di na Asi
(Teatral, onsolida mais efficazmente a sua influen-
cia moral. Com todas as suas falta?, os Russ ;-
tem-se mostrado aptos na tarefa diffieil do aasi
millar os povos asiticos, e dessa assimillacao de
sapparecem as prcvencoj3 e antagonismos entre o
vencido e o vence lor. A ompannad > os ltimos
acontecimentos, ojs quaes a Russia torna-se sa-
liente, v se que os audazes e valentei gu^rrairos
turcomanos segaem a bandeira russa em seu ea-
minhar progressivo, para o sul, com o mesmo Mau
e desassombro com que se acorcarism do estand u
todo propheta na renhida late contra oa infien
Se neste sentido os jornaes russos disents m o
procedimento dos iaglezes uospaiaes qu i dow telvez dissesseoe mais ou meaos o qu: di IW
elles disem. Talves dissesseii qne apeir do s..
"- ;
.*
i
I 1111 t


"S
BtarU de PernambucoDominso ?8 de Fevereiro 1886




i bemlongo predon monas Indrase da bu longa
insallace em certo pontos do Orienta, o, ingle
zea conservara inalteravel o carcter de eetran-
geiros, formando coinmunidade parte e manten
do com os natnraes dos paites em que vivera,
poucas ou nenhonas relacdes moraes, ombora por
porcionando-lhe* certas vamagens materiaes, das
auaes euardam para si a maior toman.
E' incontestevel, entretanto, que neuhum outro
novo se avanlaja ao inglez na capacidade de fun-
dar estabelecimentos colon.ai s oa-pasa. raelsvirai-
aer, feitorias coMStrciaet. Mae-e**. desta cap.. -
cidade preciso** se He qoarme conwu*-
tica o titulo de vdas*iro colono desenvo* o
que at h-je nao tora desenvolvi : qnalitWes
assemelhadoras. Bt wamwtementajawaa* ,ue
o ioglez nao assimdia nemse asa inulto : e a ri-
,ao qne elle data* a to na patria**nd para o estrangeiro. _____
Alm de "ua motivos de- mfjoeSanea su
perior que levara Li-Honr Chaog a rtskin, exij-
ti o de tentar conseguir a fundaead de um banco
nacional. Essa excellente ideia que, realisada
proporcionarla inealculaves vantagtus pecunia
rias nao mereceu sequer o inaij insiguific inte
apieco por parte dos directores das fiuancas chi
nezas. Decapitaram-a cora a racs.na sera ceremo-
nia com que decapitaran! a quem a concebeu, se
it,o nao trouxeaso urnas tantas consequonc^aJ.
__ J4 estad por aqu os diplmalas fraoeozes,
que vm negociar um tratado e-p;cial de coramer-
cio Vieram tres, qu-, com os quatro quo j aqui
estavam, fazem urna rcspeitavel legaci"... ao
oieuos quauto ao numero, lito tem dado eus-jo a
commentarios e a conjecturas de todos os matices,
noia nao cousa das mus naturaes que, depois de
realisadas as mais diffieeis e eacibrosas negocia
coee, se aprsente um p-ssod apparatos.. para
facer urna insignificancia relativamente ao que
est teito. Em todo caso nao esse o melhor sys-
tema a applicar, quando H trata com os Chins.
^Dir-se-ha que, comquanto se possa empreg;ir a
velha e popular expresaio sete alfaiates para ma-
tar urna aranha, a Panca que sobejameato conhece
os dip ornatos celestes, recriando que escapem al
guns pingos nos ti... de certos pontos, mandn
gndo pessoal. para que a fiscalisacio seja mais
rigorosa e o resultado mais nitido.
\final de eoutas, a Frauea nao deixa de ter
sua racao. Ella conhece, por experiencia pro-
pria, que Tsun-li-Jamen urna aranha formidavel,
capaz de emmaranhar em teas complicadsimas
mesmo os mais experimenta doi alfaiatcs da diplo-
macia. Sao qualquer thesoura, por mais geitosa
e aada, que conseguir facianei
rabicho das
chinezas.
intriacadas e meticul >sas questocs
INTERIOR
Da i;oln<-o da 'orle
Rio, 12 de Fevereire- de 1886.
O Ministerio nao iuterveio nem tinha necessida-
de de intervir no ultimo pleito eleitoral.
A imprensa uuanime j assignalou a evidencia
d'esse facto.
D'aqui apontava se, como una das causas,
desereo do partido liberal.
D'alli o Paiz nos Topic-s do dia, acoiraava de
ter feito urna opposico de compadres
Chegoa a assegurar que o miuisterio estova
contentissimo nao s com a e*tron stnao principalmente com aquellos, que nao lh'a
embaracaraoi. .
No conceito d'aquelle orgo de publioida le, a
desereo j ee nao liuiitaui s urnas, ir tambera
operar-se na cania:* vitalicia.
Noti^iou que um grupo de s:nadores liberaes
abandonar as antigs fiieiras e se paasar, com
armas e bagagen para o partido conservador.
O publico, que applaudio as ironas e facecias
do esenptor humorstico, lembra-se de que elle
exigi dos futuros transfugas que rennnciassem os
votos, por merc dos quaes eutraraic no Senado.
Entretanto, dscorrendo a proposito de duplica-
tai de diploma, arge o goverao de haver feito
presso sobre o eleitorado.
Os toctos, porm, ah esto para demonstrar
que, nesto conjunctura, a sedica estrawgia nilo
ten valor alguso. .
Nao podis negar a desercao do partido liberal
das urnas. Nio pode is supprimir os juicos seve-
ros manifestados contra os ebefes, que, na hora
da lucta, desappareceiam da peloja.
E' mais digno, poif, reconbecer a verdade, do
que procurar, as tmidas illuses do amor pro-
prio, disfases r os desaaos e a rcaqueaa,
O partido liberal nao pe de nunca, autigo ve-
zo de inculear-se npoiado pelo paia inteiro e,.nes-
te nresupposto, pretende ter sido oppnmidj e es-
poliado as urnas.
Ma, desde que elle no. luctuu, de certo, nao
pooia ser vencido n m perseguido, muito manos
iriumphar.
E' tal a certeza de seu estado de uesorganisa-
caoque alguna de seus proceres tentara abaudo-
ual-o, segundo affirma o Paiz, que, neste ponto,
praticao summum jas lumma injuria.
De proposito olvida-se da historia das recentes
evolucoes dos rwssos p"ltidos poticos.
O Mrquez de Oliud*, os senadores Nabuoo, Si
uimb, Za=a:ia3 de Goes e outros sahiram dos ar-
raiaes conservadores e foram dominar, seuao impe^
rar no partido liberal /
Ninguem lhes impot a dura oondico, a upe os
'duros trnsfugas sedevem aujeitao -'
Se tai era a conviccao da d-'n.iudada geral, a
victoria dogoveruono pMcisa.a de outra expli-
oacao.
At nos acusado a nos que pensamos que
^utras causas de ordem poltica iudubitaveuneute
i^Tiuiram uo triumpho esmerilhar a dnplorael
desorganisacio, em quj o partido liberal.doixou o
paiz.
Reo convicto de suaa culpas, nao poda um par
ido, que durante 8annos percorrera um va3to y-
elo de erros, que commetteu, i,ffronto.r a opiuio
nacional, dispuund> osf^rraoos dum poder, qne
nao soube conservar nem emprear em bein da
causa publica.
Os principios sao eteruos,.ma8 dopendem da ac-
,io dos h^rneus; e'.les dirigirn as soci^Jales
humanas s.m se encarnarem era leis e ustituices,
que se praticam e se executam.
Quando os partidos -represeutautos do priaci
pos, nio trabalham par elles, emmudccem e ab
dicam as mlo.< do acaso os s^us destinos para se
dcsoncr-rein da "respoasabilidade das perigosas
eaieridades da luctasinevuvelineute psniaem,
porque sao impotentes para Jesemp. linar a sua
misso.
Reorganisam se -* partidos, que 3e diasaVvcm,
jomo os xercitos, destrocados pela metralha, cu
fugitivos do campo da batalha.
O partido liberal uma mola indlspcnsavel no
me mans no do governo parlamentai ; tem a- cli
ntella numerosa dos espiritos audaz a _e das.ge-
racoes novas, embevecidas as aspir.iy;o,.s lo fu
'uro. '
Cumpre a este paitido, no Brasil, B3 renegar
os seus principios, mas mudar de ccnJucU pal a
poder servir causa da liberdade constitucional
e da grandeza do paia.
Elle deve pensar que nao se serve a estos cau-
sas augustas, como outr'ora os geuovozes, escre-
vendo a palvra liberdade nos frontespicios das
prisoes.
Instrumento de propaganda as raaos d'uns,
iustrumeuto de ambicio uas de outros, foi dcsain-
jarado pelos chefes no momento dos perigos.
' Si se arrependerem que se vao reeolber
Trappe ; mas nao n'o fazem. A penitencia os
leva para onde est a fortuna. Tirara prove to
at do arrependimento.
Em verdade, quando um h uera politio veri
fica que errou, nao lhe licito preteuder contiauar
a dirigir a opiniio de seus concidados ; deve re-
eolher-se a vida privada ; isso melhor, do que
ostentar o escndalo de couversoej, as quaes os
nteresses indi vid uieg dominam as ideas e supplan
tam as crencas.
Os nomens, que exerceram o mandato nio sou
beram resguardal-o das decepces da perda do
pxler.
E se alguna, na previso de longo ostracismo,
se converterem e passarem ao campo adverso,
bom, para moralidade e dignidade dos partidos,
que se lhes repito, estas palavrss de um Ilustre
homem de estado.
Mcrecem um profundo despreso aquelles, cujas
conviccoet mudam com a iortuua.
Rio, 19 de Pevereir do 1886.
O Sr. ministro da fazenda um dos mais.dis-
ti netos membros do gabinete de 20 de Agosto.
Pela honorabilidade de independencia do sea
carcter, pela elevacio e variada cultura do seu
espirito, o Sr. conselheiro Belisario de Souza tor-
nju-se saliente no parlamenta
Manteve-se, cono nm cavalbciro de fina tem-
pera, durante aa latas vertiginosas, em que o mi-
nistro Rio Branco batia-se heroicamente contra os
seus adversarles.
TTa situafo liberal, llustre representaute do
Rio de Janeiro foi um dos mais activos oppjsicio-
nistas, qu detendiam com intellig'ncia e esforco
a causa do partido conservador.
A extrema cortesa de suas rai'ieiras, con pis-
tando-lhe a benvola estima dos adversarios, pa-
nhorava os seus correligionarios e amigos, que o
cercara de sincera Con sider.co.
Preparado p ir longos e severos estudos, versado
as questoes administrativas e polticas escriptor
e peusadordemoustrou nos livro, que escreveu,
no9 j'irnaas), qo rastgio, o criterio e aptidCsast
eapacidade e iatuiedes, qne Iba dmvam disertsxn
aspirar a uma posieo no governo do estado.
Orador discreto, coja pala vea tem o cuuho da
me.litaco, sabia aprofun lai Kssamptos, que nlo-
osti' ao alcance dos esoiritos vulgaaes.
Entretanto no gabinete, oagHnisado pelo bae -
mosito ,Baaa > do Caeg pn, o Sr. Beliaario de aoa:
tma:.\ se- illudto a si no tacante aa dimasdalades
ticiaii" iras, com que teria da lutar.
S a vS ostento^ao do poder fosse o seu alvo,
de certo, sita nao haveria aceitado o posto de pe
rigos c de trabalhos, que lhe fra designado.
Convencid de que o hornera poltico obrigado
a servir causa publica, nao hesi'.ou em gerir a
pasta da fazenda.
Todos os problemas ec norarcoa e fraincciros,
que-se agitara em torno d'uma adiniusatraco con
tr^lia.idora, ah estavam para ataretar lhe a aeti-
vidade, absorver-lhe o tempo, torturar-lhe o espi-
rito, com fiz*ram nos saus antecessores e rallo
aoe successores.
No falta ao honrado coaselheiro da corapro
ficiincia pasa tratar das graves juustes, que ul
trapassam a rotina do expelieute.
Mas o que nao est era seu po 1er, como nao est
no de outro qualquer ministrj, c mverier de im
proviso o estado lastimoso e intrincado do nossas
lia me id u uma in veja ve! piusp'rilade.
As dimeuldades do cambio, a quasi irapjssibili
dado da circulacao metallica e da conversan da
diwida resultam de um complexo de circumstan-
cias, que para sorcn removidas, seria preciso re-
coinpor os elemento: e as fsrcaa productivas do
paiz.
(Ara e.-t i.t.iret* niu^uem, que nao tenha as
mais as oiuuipotencias dos milagrea. : roalisar
no curto periodo de algn i muze.
Neuhum tiuaiiceir > eminente como Oladstone
n (deixem passar esta expresso hoje Introducida
na conversacio=maxune na roca), porque a sec
ca estova ameacando tudo.
n Os engenhos d'agua nao raoiam, e mesmo
quando honvesse agua nao havia cannas pois o an
no foi demsis secco.
A lavoura daqui, como do toda esta provincia
nao vai bera, ou, antes, vai pessimamente.
Alm de pequeas safras, os precos teom sido
esanimadores; a confianza desappareceu e_dir
se ha que um fim de mundo.
Voltaudo ao que dtaiarnos, as chuvas vieram
a tempo, pflsa, dsaem qau, gersnineiiea, a nava sa-
fra ba,
Oaas qtrfisa, porque, apoaar de cessauogariz*
(digaaaiai>.verdiule) que os uabanos vatasn-- aos
Icampaaiaaaaqipailes seuMtdamdt! cabeca erguida
quandaWeaia tsam clintasi dahi vea que jus<
tj.....ssSTin gsattdes.ccisc .-rMtjid .s as diantada-
dtu dniUtwuraia'SwlatsSiirli pDadsmyo queimaia se
SKontNatPo prpat' isoptWtaaM< caa iiptfunra o
agricultor, no movimeuto econmico das nacoes,
como um dos mais poderosos factores da riqueza
publica
.' Venhain, por crmseguinte, as chavas, e que
tambem ellas nao sejam deraais.
Hlupo de Ollndsi -Uhegou hont-m effecti-
vaneute, no paquete Baha, de rrgresso de sua
viagem ao sul, S. Exc. Revdm..o Sr. bispo de Olin-
da, D. Jos Pereira da Silva Barros.
S. Exc Revdm, desembarcou no Arsenal do Ma-
naba, s 7 horas da manh, sendo recebido pelos
Srs. governador do bspado, vigario geral, promo-
tor, secretario c outros funecionarios da curia, re
tor do Seminario, coinmieso do cabido, vigarios
da capital e outros sacerdotes, religiosos capuohi-
nhos e varias amigos seculares.
Do Arsenal seguirara tolos de carro para o pa-
lacio episcopal da Soledade.
TnCiiiiisW do Jnrv do Beelfe -Fuuc-
cionou bou tem este tribunal no julgamento do reo
Mainel Joiiquim do Nasciinento, que se achava
prenunciado no art. 201 do cdigo criminal, como
autor do ferimento que em 8 de Ju'ho do anno pas-
sado soffreu Porfirio Jos de Sant'Anua.
Poi absolvido por unaniuiidade de votos, sendo
seu defensor Dr. Adolpho Dacio da C ata Cirnc.
Parahysa-Pelo vapor Ipojuca da Compa
nhia Pernambucana recebemos foibas da Parahy
ba at 26 do correte.
N'ellas apenas encontramos a seguate noticia
no dia 20 na fero-via
m Inglaterra, Say. ou Tirard, Pontos era Portu
gal, canseguirara equilibrar os orcam Mitos c:m a | je am desastre occorrido
rapidez que se exige do Sr. Belis .rio de Souza. q ja d'Eu.
Mas elles tinhim oufros ineios e recursos em o trem de lastro, que trabalhava en're Vu-
paizes d'outra organisacao administrativa, d'outral |ungn 0 Cachoei'-a, impellindo seis wagona carre-
constituicio econmica o -om tolas s condicocs
de facilitar as concopcoes ecombinttC'oes financei-
ras.
O orcamento, i inguem o ignora, o estado e a
accio. N'elle se r.eito a sua vida.quotidiana,
intima e publica.
Quant/i mais complicado for o mechanismo da
administracio, tnt) mais one.'oso ser o orcatne.n-
to e mais lillicil operar o sfi ecii'hi-i.-).
Cortar aqui e acol, taer financas de lamhuym.
poie satiatazer a vaidade de financeiras, que se-
guein os meihidos dos usurarios, que afurrolhara
a burra.
N'um imperio de vastas proporcoe, como o Bra-
zil, esto metbodo improprio e improficuo.
A re rganisagao doaosso redimen a 1 ninistra-
rivo, a deseentralisaeo dos servieoa e dos imp>8
tos habitorio, um dia, os estadistas a remedia-
rom os males, contra os quaes se debaten) os nos
aos ministros actuaes.
O S*. Belisark>'de. Souaa est ua altara das func
coes, que lhe incumbi a c ua.
As tradieces honrosas do Ilustre Visoonde de
Itaborahy tanto por elle sustentadas.
As aceusacoes, que se lhe fazem hoje, uo seu
rempo as ouvio o Ilustre, finado: ouviram n'as os
Sauza Franco, Perraz e Inhomenm
A phraseministro do Ihesoiiroo Viseondsde
Jequitinhonha, em pleno senado, a i anea va, como
uma bomba.
O nobre ministro da toteada do gabinete Cota-
tegif e rene lalentoa u aatidoes Hoootcstaveis,
laborioso, intelligente e solicito por desemponhar*
se de seu dever.
Quando o parlamento abrir, -. Exc. indicar
as medidas, que pidi'iijinelhjrar o nosso estado
finaaceiro e .econmico.
Por ora nio lhe cumple smii trabalhar. Fra
injusto ajcusal-o, quaado ello est provando a sua
dedicsco t> causa publica.
aeriSTA piar
tonrmMa Proilnclal-Na terca-feira,
2 de Marco, coraecam as sessos prtpaiatorias da
Assembla, na forma do art. 1. do respectivo Re-
giment.
a.iint%'>rNsiro*iAinauh fazem 15 aanus
qae, em Aquidaban, a cora a murta do tyrano L-
pez, ficou concluida a guerra do Paraguay.
Tambem fazem amanh 256 annafe qne capita-
lou-se o forte de S. Jorge, em Pemainbuco, dejtela-
dido pelos hollandezes ; e fazem 211 ?Urj8 que foi
creada a dioceso da Baha.
No dia2.ee Marco ompieto 76 anuos do
idade S Ssmtdade o Pap=i Lio XIII.
-r-- \\o dia 3 de Marco tazem 7 annoi que toi
cor liado o mesmo Papa Leo XIII.
Fesla esa RokerbeHoje, tarde, no
povoado de Beborbe, h i < irridas de cavailos. cor-
ridas em saceos e outros Colgares populares.
11agitas O paquet i nacional BaAia, entrado
bou tem do sul, arenas adiantou noticias de Ala-
j'ii.ia, trazendo folhas at 26 de cadente-mez :
O presidente da provincia officiou a companhia
d mili .-i' ii,' ni i > i i'.i.lo do chegar a um
aocordo para a redueco da sabvpnaio de 25.0004
annuaes, qae lhe d a provincia pela parada dos
seus paquetes em Mace i 0 pensamento redn
zir os coinpromissos do Theaouro Provincial.
Um trem de lastro da luha frrea matou, no
lugar Caixbona, e no dia 16, urna mulher de cor
parda, que se lhe ateavessara pala frente.
Assuraio u exercicio do cargo do engenheiro
usual da Alagas Radw iy Company o Dr Fran-
ela.-o Jos Gomes Calaca.
No dia 22,o presidente da provincia reuni
em palacio diversos empregados geraes e provin-
eiacs, u t^ociautes o represntame* da al^unsjor-
iik'S da capital, aos qu^os expoz o estado critico
iae fi laicas provmciaes, apresea'.uido o, diou-
inautos torii-'cidos pelo Tbusouro Provincial, pelos
quaes se evidencia va um dficit presum vel exce-
dente a trezcut contos de riis at o ira do cor-
reare anno liuauceno.
Pallaram sobro o assumpto diversas pessoas.
No dia 2> foi assassin ido o capito Z-ferino
Pereira de Mello, proprietario do cn^enho Gruja-
lu, ra:ia legua distante da cidade do Pilar, sendo
gravemente feri.lo seu georo, o capito Nicolao
K isa] vo Itodrigues da Alotta, era cujo eogeuho
Campias, no municipio de Santa Lu'.ia do Norte,
den-so o crime.
" 0 assassin-), diz o Diario da Mana, que
nm caboclo do nome Antonio, morador Qu eugenho
Gaica- l'oita do diti municipio, foi preso no engo-
lillo Oaas Boceas do capito Manoel Pereira, no
districto de Ipioc, em casa do pai delle que all
resido.
Perseguido sempre por diversos proprietarios
e p ssoas da familia do fallecida, s quaes se reu-
ni o subdelegado do Po-Amarello, nio conse-
gnio realisar a fuga.
Osublelegado da villa do Norte, sendo cha-
mado, n Jo comparecen, porque tinha de ir a uma
festa uas Pedreiras, fra de seu districto!?
Outro tanto na o succedeu cjm o subdelegado
do Pilar, em cajo districto inorava o assassin do,
que dirigio-se ao lugar do delicto pra evitar qual-
quer oceurreucia, logo que tove noticia de que a
esaravatura d. asiassinado seguir para o lugar
dodelictopara viLgar a morte de seu senhor, e
conseguir acalmar os nimos.
Foi tambem preso um cumplice.
< O assassino foi recolhido cidea da villa do
Norte. /
Em 16etcreveram de Atalaia ao Orbe :
Aqui est o Dr chafe de polica na casa da
Can ira, coucluiudo o celebrrimo iuquerito sobre
mieda falsa; um veriadeiro espectculo do
maior ridiculo com que cobriram a innocencia dn
actual presidente da provincia !
J depoaeram 40 teatemunhaa em aegredo, e
oontiua a devassa para ver se se enlhe pravas
contra o capito Almeida Braga, o qaal tranquil-
lamente em sua propriedada, consto que officiou ao
Dr. ehete de polica onvidaudo a S. S. para que
fosse ao seu engenho estabelecer all a maier syn-
dicaaea para convencer-se do trama dos seus ini-
n.i.jos.
O que est aqui admirando a tidos sem ex
cenco que o Dr. ohefe de polici nio viste an-
da que a coasa j produzio o sea etfeito eleitoral;
o que continuar nesso bagasso prestar-se ao ri-
diculo da parvoice.
Ao Diario da Stanha esoreveram de Cama
fag'be :
Vai choreado alguma cousa, o que um ala-
gados de trra, sobre os quaes eslava a turma de
operarios, dtsencarrilhou-se ante-hontem ao meio
dia na estrada do corte do kilmetro 91, rnde a
I infla, alm la curva, forma urna rampa de i por
ceoto, resultando a morte de um dos traballia.lores.
o o ferimento de quatorze, sondo 6 gravemente.
O que dou lugar a eite infeliz aucoetso foi
um i poican do gado que nesse ponto se introducto
do repente mi estrada sem que o m ohinista, que
que doscia a forte rampa, tiveise tempo de fazei
parar a m a chilla.
inmediatamente seguio um trem expresso para
o lugar do sinistro, o engenheiro fiscal, o tendento da companhia, os engenheiros chefes da
comervacio e loe imoco e os dous distinctos tocut
ta'ivos Drs. Cordeiro pai e filhc, aam de presta-
rom aos flidos os soecorros da m-dicina.
Dos ferilos gravemente, tres fsram tran-por-
todos no espresso para esta capita', e recolhidos
ao hospital I a Santo Casa, e os outros preferiram
fica* em tratamento as suas cas.s.
> A locomotiva nada soffreu, -1 wagons, porm,
flearam completamente estragados o a via perma-
nente foi inmediatamente desobstruida, dando pas-
sagein franca ao trem ia horario, que parti s 7
horas da manh desta capital pan Independencia
com a demora de uma hora causada pela fatal oe-
currencia.
i. O trem expresso regressou da estacan de Ca-
ohoeira 1 hora da madrugada com o pessoal que
h tvia conducido.
Ac*os el#;etiJdelegado da Pao el'A-
Iho, em talegrammu do hontem, cammunicou ao
Dr. chefe da polcia, que, meia noite, pintora n
de pise a porto da casa do Dr. juia de dimito eomarca e dispararara uma arma de fogp, cuja
bala attingio a inesma porta.
Aquella autoridade procedeu diversa diligen-
cias, e sendo indigtado como autor deases actos
nm ofiicial de justica de nome Adelino, dirigio-se
mn '-, i>~.i T.p..^^, a ah o enamUan-
do ainda occupado'B3uMrar um palitot erapreg-
nada de pixe, o DttvsJn.
1 ttdlssti iiIiiii imfclirasi Arreeadarara
aa seguintes estaces'emiftwereiio :
Alfandema :
657:1127*524
De 1886
De 18s5
Do 1884
De 1883
De 188*
ReeebedKk'feial:
"De 1886
De 1885
De 1884
De 1883
De 1882
Consulado Provincial
De 1886
De 1885
De 1884
De 1883
De 1882
654:067*277
a84y754233^ -
679:aV#'538
Vi"39:329*242
48:966*226
49:118*110
77:279*749
66:141*941
76:790*735
127:712*076
173:108*078
151:811*018
105:114*645
219:108*663
Tbeairo de Variedades! E' ueste thea-
tro e nio no de Santo Antonio que se realisa hoje
o espectculo em beneficio do actor Eugenio de
Magalhes.
Servein os mesraos bilbetes.
Cerno de otsirectleaNa prxima ter-
ca-feia, 2 de Marco, an mcio dia, com-cari, no
hospital Te 1ro II, as lices do obstrecticia para
-enfloras, pelo Dr. Joo Pedro Maduro daPonseca.
elalorlo do Consalado Protlurlal
O Sr. Dr. Amyntos. de C.rvalho ohsaquiou-noa
com um exemplar d rclatoria qae uHrmamcnto
apreaentou ao Sr. Dr. inspector do Thesouro/ acor
ca do Consula lo Provincial, do qaal digno ad-
ministrador.
agradecemos o mimo.
A una <>elorta Claanlra Relativa-
mente a este livro coordenado pelo Sr. Dr. Joo
Baptista Regueira Cosca, editado pela Livraria
Frauceza do Sr. Joio Walfredo de Medeiros, e de
cuja nova edicio demos ligeira notiora ma sexta-
ftara ultima, temos a accrcscentai o seguinte :
E' este o primeiro livro no seu genero, em que, a
pir de Veira, Fr. Luz de Souza, Rodrigues Lobo
a Guerreiro, se acha reunida com apurado gosto a
maior copia de trechos em prosa o verso de Casti -
lho, Alexandre Herculano, Al-ncar, Mendes Leal,
Bocage e mutos outros escriptores modernos de
boa noto.
Sao mnites as deacripedes puramente brasilei-
raa que se acham esparsas nos numerosos roman-
cea de Jos de Alcncar; em nenhuma oatra selec-
to estac reunidos os melhores trechos de eloquen
ca e especialmente os retratos dos uossos homens
dstinctos que realfam os discursos acadmicos e
os sermoes do padre Ferreira Barroto; nenhuma
cootm ama to boa escolha dos pi imores do es-
tyio classico qne erriquecem os escriptos do Iitte-
rato maranhense Joo Francisco Lisboa, em ne-
nhuma finalmente anterior a ^oua Selecta se vm
to hbilmente agrupadas n'um s quadro as in-
nmeras bellezas do poen a brasilciro de Santa
Rita Duro.
E, se a todo isto se accrebee -itar que a obra
entremeada de bellissimas passagens de outros
prosadores e poetas modernos, que viram a luz no
Brasil, como Rocha Pitta, Mrquez de Santa Cruz,
Mont'Alverne, Jos Bonifacio, Antonio Carlos,
Basilio da Gama, Maciel Monteiro, Magalhes,
Gon^alves Dias, Castro Alves, etc. ; se te atten-
der a que a 'i-' edieco sabe mais correcta e aug-
mentada e que alm da b&rateza do preco, in-
tercalada de finas gravaras, que tornr.rio a sua
leitura mais attractiva, confirmar-se-hio sem du-
vida os Srs. professsres na opiniio emittida pela
conceitaada Revista brasileira de que a Nova Se-
lecta Clstica, para o fim a qae se destina um
dos noasos melhores livroa.
TiroNa engenho Poco, do termo de Palma-
res, Joo Bernardo da Silva ferio com um tiro de
clavinote Miguel Lopes da Silva, sendo preso em
flagrante.
Revista de Medicina Recebemos hon-
tem o n. 134 deste quinzenario parisiense, que es-
t no 8.a anno de existencia.
O sammario deste numero o seguinte :
1. Academia de Medicina de Pars. Sessoes
do 19 e 26 de Janeiro de 1886.
2. Academia das Sciencias do Pars. Sessoes
de 4, 11, 18 e 25 do Janeiro de 1886.
3. Sociedae de cirurga de Paria. Sesaoes de
13, 20 e 27 de Janeiro de 1886.
4. Sociedade medica dos hjspitaes. Sesio de
22 de Janeiro de 1886.
5. Sociedade de biologa Seasdes de 16 e 23
de Janeiro de 1886.
6. Rovistoa dus ..ospitaes. Hospital da Pieda-
de. Cardio. atinas pelo Sr. professor Jaccoud.
7. Pharmacia. Pastilhas de chlorhydrato de
cocana.
8. Necrologa. 0 Dr. A. Dccbarabre.
9. Formulario. Poco contra a c queluche.
Leueorrha ftida. Xarope do deatico, Bouchut.
10. Variedades scientifiea. A fecunlacio ar-
tificial. As asneiras do telephone. Um premio
bein merecido.
Dlstdselro-0 paquete Bahia trouxe do sul
para :
Francisco Pinto GniraaraV's 36^)00*000
ernardino Lopes Alhasto 3:000*00 -
tlntonioi Augusto dos Santa-Posto 2:0JQi00()
Franoiaeo Goncalves Torres 1:000*000
EugiiBioi Goetsche: 300*80r)
--Ovapor Ipojuca Strius:'.' idomorte para :
Diveswot 3T:3(ie|C0U
BcaatHianII.jona S-'hoaae ia tassltl tara
trsssssssMlo o Sautisairao 'HBeramento da capelia de
S. Jos do Manguinho p.-. ra a matriz da Graca.
Exames preparatorios-Eis o resulta-
do dos exames feitos hontem ua Faculdade de D-
reito :
Arithmetica
Plenamente 2
Approvada 8
Reprovados 414
Historia
Plenamente 2
Apprcvados 3
Levantnu-se da banca 1
Escreveu ponto diverso 17
Paquete La Malalisto vapor da Real
Malla Inglesa, tendo sabido da corte as 4 horas da
tarde de 24 do correnta, deve tocar amanh no
porto do Rccife, om viajera para u Europa.
Mantelga da Xormandla Pedcm noa
para declarar que os Srs. Dinant e AUcords, es-
tabelecidos em Pericrs (Franca) sao os farnece
dores da Casa Imperial do Brasil de manteiga fina
da N'-rmandia.
Reunles wciaesiHa boje as seguintes :
Do Club de Regatas Pernambucano, s 11 ho-
ras do dia, para tratar da regata que deve ter
lugar em Marco.
Amanh ha a seguinte:
Do Monte Pi dos Honorarios do Exereito, s5
li'r.vs da tarde, na sede social, para coinmeinora-
co do aiinivorsario da terminacio da guerra do
Paraguay.
Lubesrin vlnaado-De Borlin, ero 23 de
Janeiro escreveram o seguinte :
_ A guerra movida ao Lohegrin em Pars, pro-
duzio es seus fructos.
0 celebre pianista e compositor francez Ca-
ntillo Ssint-Sa^ns, so fez ouvir como pianista na
sala da Sociedade Pbilarmonica desta cidade. Al
gmis dos circuinstantes, conhcccn-io o como ad-
versario do Ijohegrin deram-lhe assobios continua
damenfe, emqiianto que outros imitavain o latido
riocio u o miado do gato.
A polica i- '-tabeleceu a trdem.
O Berfn Tagblatt, fallando deste facto es-
cr-ve :
Nao approvamos to desparatada demonstra-
cao, po.n servir de lieco Aquelles que dizem
iral do paiz onde vio receber dtnbeiro o honras.
MynferlOMo arresto O Naberland do Lu-
eerua diz que Monssnhor Bernardo, prefeito apos-
tolic de Noroega, que tinha embarcado em Stj-
kolino para a Phiiadelphia, apenas chogado no
porto de Hangre, foi preso, por ordem do gover-
nador.ger.ll., polo hungomestro da cidade e manda-
do logo embarcar a bordo de um navio sueco.
ili>senhii HsiMiteeira De Roma em 23 de
Janeiro escreveram o seguinte :
A tendencia dos mercados da Europa sem-
pre satisfactoria. O mercado iugiez est abun-
dantsimo de dinheiro de modo que o Banco da
Inglaterra reduzio o descont de 4a 3 por cento.
A ultima aitUHoao dos Bancos cunsociadoa do
New-York apresent um augmento na reserva d-'
1 milliio e 260 mil libras eaterlinae qne, contado
hoje siip-rior ao limito legal d 6 ipllhoes e 605
libras esterlinas, \-
Tase augmentoe daro eertanrente vantagoin
immensa ao noaso mercado tnouetavio, pois que
tomaremos a ver os capitae americanos passar
sobre o continente em procura de emprego.
-Eis aqns o procos feitos na semana : Renda
italiana por cansante 96,97, finalmente por raes
96,90
l Amanh :
Pelo agente Qusm&o,a 11 horas, ra do Mar-
qwez de Oilnda n. 18, de movis, loucas, vdros,
pasearos, Mi
Teiea-reira : _____,,..
Peh qn'uPestama, ao.meo >MM1 ii^r-
'gario Tenorro n. 12, de predios.
Peto agente Modesto Baptitta, 11 lloras, na
rna do Boin Jess n. 9, de predios.
Peto ao-ene Pinto, s 10 horas, ru i do Mar-
ques do Olinda aa 49 e 51, de raiudezas,' fazen-
oVas, chapeos, armaeoes. ota
Pelo agente Silveira, s 11 horas, na ra do. Im-
perador n. 16, de um sitio no ArraisJ.
Quarta-feira :
Velo agente Brito, s 11 horas, ua ra do Iinpo
rador u. 16, do dividas
Feto agente Pestaa, s 11 horas, uo armaaem
do Anncs, de ceblas e chonrica.
Peto agente Brito, s 11 horas, na ra do Im-
peador u. 16, do um sitio n> Porto da Madaira.
Peto agente Siloeica^ alO e 1/2 horas, ra das
Trincheir-as n. 16, de movis, lniea, vdros e qua-
dros.
iasas fnebreSerio celebradas :
Amanh :
A's 6 horas, no Terco, par alma de Policarpo
Flirnandes de Brito ; s 7c 1/2 horas, na matriz
do Corpo santo, por alma d D. Luica Amelia de
Paula Moreira; s 6 horas, no Terfo,.por alma de
Policarpo Fernn ios de Brito; s 7 1/2 horas, no
Corpo Santo, por alma de 1). Laica. Amelia de
Paula Moreira ; As 8 horas,' na'matriz da Boa-
Vista, por alma do Jos Hemeterio de Castro Ama-
ral.
Terca-teira:
As 7 horas, na matri* de S. Jos, por alma de
1). Mara de Lanos-de Figueiredo; As 8 1/2 bocas,
aa Soledade, por alma d Joo de Souza e S i ; s
6 1/2. horas, no convento do Carmo, por alma de>
D. Helena Berenger Zloccovich ; 6 horas,, na.
sgreja da Pouha, por alosa de D. Mara do Carmo
de Souza Viaana.
Op<-rariO*>. ririarsicstMForam pratka-
da* no. hespUal Redro II no dia 20 do oorrento
as seguintes :
Pelo Dr. Berardo:
Duas exc'soes de pterygious pelo procesen do
Alrt.
P>-lo Dr. F'ernandes Barros :
Posthotoraia pelo processo de Rieord reclamada
por phymosis e cancros syphiliti ios do prepucio.
Mercado Hatalclpal de s. done.O
movimeuto deste Mercado no dia 27 do corre-
te, foi o sagiiinlo-
Entrarara::
28 bois pesando 3.920 kilos.
445 kilus de pcixe-a 20 ria 8*900
13 taboleiros a 200 res 2*6!'0
42 cargas de farinha a 200 ris 8*400
9 ditas do fructos diversas a 3U0
ris 2*700
16 Suinos a 200 res 11*200
Foram oceupados:
21 columnas a 600 ris 12*600
44 tainos do carne verde a 1*000 44*00(1
20 ditos de ditos 2* 40*000
45 compartimentos de taiiuha e eo-
midas a 500 ris 22*050
65 ditos do legamos a 400 rea 26*000
17 compartimentos de suno a 700
ris 3*400
12 ditos da fresaurasa 600 ris 7*200
Lotera Extraordinaria to Vpi-
ransia0 4o e ultimo sorteio das 4 o 5 series
desta importante lotera, cujo maior preraib de
(50:000*000, ser extahida a 9 de Abril.
'.cham-se exposto a venda os restos d s blhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de. Marco
o 23.
' Lotera do Ceara de SOOtOOOjtoOO-
A' 6a serie d'esta grande lotera, cujo maior pre-
mio de 250:01W*000, so extrahir imprcterivel-
mente no dia 2 de marco, as 2 horas da
tarde.
Os birautes acham-se venda na Casa da For-
tuna, roa Primeiro de Marco u. 23.
Lotera de Mcela de COOiMMOOO
A 17* parte da 11* lotera, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, serextrahida
irapretrrivento no dia 2 da marco s 11 horas da
manh.
Bilbetes vanda na Casa Foliz dapraca da In-
depeneia na. 37 c 39.
Cemlterlo publico Obtuario do da 24
do correute:
Alfredo Espinheiro da Costa, Cear, 30 annos,
solteiro, Boa-Vista ; occluso intestinal.
Feliciano Romo dos dantos, Peruambuco, 35
annos, vinvo, Boa-Vista ; paralysia.
Joaquina Francisca da Silva, Ceai, 83 anuos,
viuva, Boa-Vista; entero colite.
Albertina, Pernarabuco, 13 mazes, Boa-Vista ;
congesto cerebral.
Aurora, 1 eruambuco, 7 mezes, Boa-Vala ;
athripsia.
Helena Fraucel na de Mello Berenger, Peruam-
buco, 34 anno?, viuva, Santo-Antonio ; heraorrha-
gia puerperal.
Manoel, Fernambuco, Santo Antonio: anemia
congenita.
Mana Lemos Figueiredo, Peinambuco, 58 an-
nos, casads, S. Jos ; congesto cerebral.
Mara, Pernambuco, 4 mezes, Graca ; denti-
co.
Francelino Isidoro Pessoa, Parabyba, 24 an-
nos, soltereo, Graca; repentinamente.
25
Joio de Souza e S, Pernambu.'o, 24 annos, 30I-
teiro, Boa-Vista; beriberi.
Mari, Pernambuco, 1 anno, Boa-Visto ; an-
ginas.
Osear, Pernambuco, 1 anno, Boa-Vista ; atbrep-
aia.
M .rrmiana Francisca de Paula, Pernambuco,
55 annos, selteira, Santo Antonio ; tsica.
Uma creanca remettida pelo subdelegado do 2
districto da BW Vista.
Arthur, Pernambuco, 3 mezes, Saifej convul-
soes.
Luiz, Pernambuco, 5 mezes, Boa-Vista ; con-
vu'soes.
Manoc, Pernambuco,48 annos, S. Jos ; eclamp-
sia.
Clara Hara de Oliveira o Moura, Pernambuco,
60 annos, viuva, S. Jos ; gastro enterite.
Jos Antonio Macedo Lopes, Portugal, 38 an-
nos, solteiro, S. Jos ; aneurisma.
Mara dos Aojos, Pernambu.*o, 1 mez, Santo
Antonio ; espasmo.
Laura, Pernambuco, 18 mezes, Boa Vista.
CHRONICA JDICIARIA
Tribunal da Ctelaco
SESSO ORDINARIA EM 26 DE FEVE-
REIRO DE 1886
PBKSIDEMCIA DO EXM. SR. CONSELHEIIK)
QUINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As ;io. as do eostume, presentes os Srs. desem-
bargador s em numero legal, foi iberta a sosaao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os feitos deraiu se os-
seguintes
JULOAMENTOS
Habaas corpua
Pacientes .
Antonio BaruarJo di S vera. Maadou-se ou-
vir o juia do direito de Plores e o das. execuces
criminaos do Recite;.
Francisca de Salles das Virgens. Maudou-se
soltar, contra os votos dos Srs. desembargadoras
Pires Goucal 'es, Pires Ferreira, Monteiro de An-
drade e conselheiro Freitas Henriques.
Mara Antonia da CoiiceicoMandou se sol-
tar,1 contra os votos dos Srs. desembargadoreB
Pires Goncalves, Monteiro de Andrad?, Pires rio Fernando* de Asaujo Jorge e outros.
onselhelro Fi citas
0 vera Maciel. Nao se tomou conhecimento,
unnimemente.
Do Salgueiro=Recorrente Romo Pereira Fl-
gueira Sampaio, recorrido Joaquim Lenidas da
Cruz. Relator o Sr. deserabargador Olveira Ma-
ciel.Nao se tomou conheci.Dent, unnimemente.
De Pao d'Alho Recorrente Severiano Jos
Freir, recorrido Jos aria dos Santos Caval-
cante. Relator o Sr. deserabargador Olivera Ma-
ciel.Nao se tomou conhecimento, unnimemente.
De Iguarass Recorrente Jos Aurelio de
Barros Uorrea, recorrido o juizo. Relator o Sr.
dosembargaaor Oliveira Maciel.Ixio se tomou
conhecimento, unnimemente.
De CaruarRecorrente Javencio Taciano Ma-
ra, recorridos Jos dos Santos Teixeira e Rodo-
piano Florencio de Souza e Silva. Relator o Sr.
desembargador Oliveia Maciel. Convefteu se o
julgamento em diligencia.
De Bauaueiras-Recorrente Assendino Candido
das Nevo, recorrido Joo Toscano da Rocha. Re-
lator o Sr. desembargado!- Olveira Maciel.__Deu-
se provimento, unauimem nte.
Do PiancRecorrente Galdino Antunca Gon-
calves Netto, recorrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Olivera Maciel. Nao se tomsu
conhecimento, unnimemente, contra es votos dos
Srs. desembargadores Toscano Barrete, Alvc > Ri-
bero e conselheiro Queroz Barros.
Do Plane Rocarrente Antonio Vicenta Le te,
recor. ido o juizo. Relator o Sr. desembargador
Prea Ferreira.Negou-se provimento, unnime-
mente.
Do Piauc Recorrente Antonio Lopes Brasi-
leir recorrido o juizo. Relator o Sr. desembar-
gador Monteiro do Andrade. Negou-se prG7-
ni- uto, uuauira.mente.
Do Piauc Recor ente Jos Pereira do Souza,
recorrido o juizo. Relator o "r. desembargador
Pires Gnicalves. Xegou-se provimento, unni-
memente.
lie Campia Grande Recorrcu'e Francisco
Antonio da Trindade, recorrido o juizo. Relator
o Sr. desembargador Alves Ribeiro. Negou-se
pro viniente, unnimemente.
Aggravo de petico
Do comraercio do Recite Aggravante Francis-
co Manoel do S Cavalcaiite, aggravadoa Tawa-
ros de Mello, Genro & C. Relator o Sr. desem-
bargador Olveira Maciel. Adjuntos os Srs. des-
embargadores .XtuMteiro di; Andrade o Baaiquc
Lima.Negou-se provira uto ao aggravo, unni-
memente.
Aggravo de instrumento
De Palmares- -Aggravante Mara, por seu cu-
rador, aggravado Jos Soares Pereira. Relator o
Sr. conselheiro Queiroz Barros. Adjuntos os Srs.
desembargadores Pires Goncalves e Oliveira Ma-
ciel.Nao se tomou conhecimento do aggravo,
unnimemente.
PASSAGENS
O Sr. conselheiro Araojo Jorge como procura-
dor da coro* e promotor da jastica deu parecer
nos seguintes fuitos :
Appallacoos crimes
De Bom Jardira Appellante Manoel Antonio
do Borafira, appellada a justica.
De BorburemaAppellante Joao Femandes de
Arsnjo, appellada a justica.
De SouzaAppellante o promotor, appellado
Raymuudo Jos Mara.
De*S. Jo-Appellante Joo Pereira da Silva,
appellada a joatica.
Do ^r. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embarga lor'Buarque Lima :
Appullaco civel
Do Campia GrandeAppellante Quirino Jos
Gumares, appellado Manoel, por seu curador.
Do Sr. deserabargador Buarque Lima ao Sr.
desembargador Toscauo Brrelo :
Appellacio civel
De PeiiedoAppellaute Jorge Tasso, appellado
Joaquim gf dos Santos Patury Jnior.
Conflicto de jurisdiccio
' Entro os.juizes de direito de orphos e.o.dapro-
vedoria do Recite.
Do Sr. des>rabargador Pires Ferreira ao 8r.
de-emtiargsil-ir Muntoiro de Audrtdu :
Appellacio crime
De CaruarAppellautes o juiso e Mauoei Go-
mes d3 Santos, appellado padre Joo Soares de
.Albuquerque.
Do Sr. desembargador Oliveira Maciel ao Sr.
desembargad ir Pires Ferreira :
m 23 do correte
AppeUaeo civel
Do Recite Appellante bacharel Manoel do
'Naseiuieuto Pbntes, appeHkdo' eonselhoiro Silve-
Deve ter sido arrecalada nesto da a
quautia de 188*300
Precos do dia;
Caruo vorde a 400 e 520 lia o kilo
Suinos aOO p 800 ris idem.
Carneiro a 640 e 1* ris idem.
Panuira de 320 a 603 ris a cuia
Milbo de 240 a 360 ris idem.
Feijo de 700 a 1*280 ris idem.
aladoaru Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 54 retes paca o consu-
mo do dia 26 do corrate mes
Colora da praitarta Quarta-feira 4
de Marco, *< extraaiir lotera u. 41, em bene-
ficio da matriz do Garanhana.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Couoeicio dos Militares,-so aebaro expostas as
mnaa e as-espherss arrumadas em ordem ame
ria, i apreciacio do publico.
Lotera do lo A 3* parte da lotera n.
195, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrshida no da 3 do Marco.
Os bilbetes acham-se venda aa Casa da For-
tuna roa Primeiro de Marco.
rterrrira, Ulis-eira .ncV *
Henriques.
Vicente Ferreira dos Santos. Mandn -se ou-
vir o jmz de-direito do 2' districto.
Flix Gome; da Silva Calassange. Mandou se
ouvir o juiz de direito do 2" districto.
Recursos eleitoraes
De Campia GrandeRecorrente Antean da
Trindade Antones Meira Henriques, recorrido o
juno. Relator o Sr. conselheiro Freitas Henri-
ques.Negou-se provimento, unnimemente.
De MaraanguapeRecorrente Manoel Carneiro
de Oliveira, recorrido' o juizo. Relator o Sr. con-
selheiro Araujo Jorge. Nao tomou se conheci-
mento por estar fcVa do praxo.
De SalgaeiroRecorrente Romo Pereira Fil
gueira Sampaio, recorrido Jos aa Cruz Meves.
Relator o Sr. conseheiro Araujo Jorge. NSo ;c
tomou conheciment > por estar fora do piazo.
Do BrsjoRecorrente Ge:nini..no do Rege Ma-
ciel, recorrido Bernardino Jos Alvos Cordeiro.
Relator o Sr. conselheiro Araujo Jorge. Nao se
tora-ou conheci monto por estar fra do prazo.
Do Recite Recorrente Antonio Manoel do Fre
tas, recorrido- o juizo. Relator o S;\ desembur-
gador Buarqae Lima.Nao se tomou conbecimen
to por estar tora do prazo.
De Campia Grande- ffcjoTrente Joaquim Po-
licio Cavolcante, recorridos Joaqaim Antonio Fer
reir da Sirva e Emiliano Csmeiro de Albuquer-
qae. Relator o Sr. dttiembargador Buarque Lima.
No se tomou conhecimento por estar fra do
psazo.
Do Brejo Rcorrente Cindido Cordeiro de
Souza. recorrido o juizo. Relator o Sr. desem-
bargador Buarque Lima Nao se tomou conheei-
meato por estar fra do proio.
De i ampina Grande Recorrente Dr. Irino
Ceciliano Pereira Joftely, recorrido Antonio Flo-
nndo Cavalcaute. Relator o Sr. desembargador
Buarque Lima.Nao se tomou conhecimento por
estar tora' do pravo.
De BananeirasRecorrente Jos Lopes Pessoa
da Obsta, recorrido Joo Vicente de Luna Freir
Filho. Relator o Sr desembargador Buarque
Luna.Deu-se provimento, unnimemente.
De SaleueiroRecorrente Manoel Ribeiro dte
Ca valho Granja, tecorrido Francisco Ferreira da
Silva Avelino. Rolator o Sr. desembargador
Buarque Li na.Nio se tomou conhecimento por
estar fra-do prazo.
De Pao d'AlhoRecorrente Francisco Correia
de Vascoucellos, recorrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Buarque Lima.Nao se tomou co-
nhecimento, dem.
De Boiburema -Recorrente Dr. Anizio Augus-
to de Carvalho Serrano, recorrida Jos Meudes da
Silva. Relator o Sr. desembargador Buarque Li-
ma. Negou-se provimeoto, iJeou.
Do Piauc Recorrente Goucalo Lopes da Sil-
va, recorrido o juizo, Relator o Sr. desembarga-
dor Toscano Barrete. Negou-se trovimento,
unnimemente.
De Campia Grande Recorrente Joaquim Pe
licio Cavalcaute, recorridos Antonio Ferreira da
Sil .a, Germano Gomes Ferreira e Emiliano Car-
uero de Aibuquerque. Relator o Sr. desembar
gador Oli.eira Maciel. Nao se tomou conheci-
mento, unnimemente.
De Campia Grande Recorrente Dr. Iri o
Ceciliano Pereira Joflely, recorrido Clirisliauu
Laurentino. Relator o Sr. desembargador Ol
vera Maciel. Nao se tomou conheciiaeuto, un-
nimemente.
De SalgueiroRecorrente Marianno da Costa
Araujo Japiass, i ocurrido Rayuuud) da Costa
Araujo. Relator o Sr. desembargador Oliveira
MacielNao se tomou conhecimento, unnime-
mente.
Do BorburemaRecorrente ir. Aniio Augus-
to de Carvalho Serrano, r;2orri io Jos Valerio da
Cunha. Relator o Sr. deserabargador Oliveira
MacielNao se tiuioi conhecimento, unnime-
mente.
De CimbresRecorrente Joo de Almeida Pi-
res, recorrido o juico. Relator o Sr. deserabarga-
dor Oliveira Maciel. Nio se tomou conhecimento,
unnimemente.
De Alaga GrandeRecorrente Sergio Rufino
de Almeida, recorrido o juico Relatir o Sr. des
embargador Ol-eira MacieLNao se tomou co-
nhecimento, unnimemente.
Do BrejoRecorrente Joio Alves de Aaevedo,
recorrido o juizo. Relator o Sr. desembargador
\
Sr.
Digna Sergia
Lino Marques
Cand-
de Fa-
IHDIGigES TEIS
Medico*
Conasallorto asedlco-elrargtco do Dr
Pedro de Allaliole Kobo Hoaosioi
ra da l.loria n. SO.
O deutor* Moscoeo d coosultas todos os
lias uteis, das 7 s 10 horas da manh?,
flate nonsuitorio olf'iree.e a 'joiUJJiotiiiii*
le de poder eada Hocnte aer ouvido e exa-
amado, sem ser .Tesenciado por oatrr>
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreao pra-
a do Coiaiucrcio, onde funcciona a tus-
peefao de sade do porto. Para qaalqaer
d'estes Jous pontos poderlo ser dirigidos
ou chamados por carta as indicadas horas.
Dr. Miguel Themudo raulou s a coasul
torio medico e residencia para a roa Nova
a. 7, 1. andar, ondo d consaltas das 12
Waraa s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fe-
bre, syphilis e molestias do pulmao e co-
racao.
'+-


Do Sr. deserab irgador Alves Ribeiro ao
conselheiro Freitas Jffcnrip,u,e>4.-.__ _..,,
Appellacio cnino
Da Bulmarea -AppeUate o juizo, appellado
Sergio de Siqueira Campos.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro promotor di jus-
tica :
Appellacoes crimes
De Olinda --Appellante Joo Crjstomo dos San-
tos, appellada a justica.
De Assembla-Appellantes Manoel Francisco
Villa-Nova e outro, appellala a justica.
De MaaaretjV.sppsllante Joaqaim hiklio Go-
mes du OhSWi'e oBtro,-:ip,)ellHda a- justica.
Da ParabybaAppellante o juiso, appellada
Cipitulino Jo Rodrigues dos Santos.
De Olioda^iAiniietlkate Predeaico Vellosa da
Silveira, appellada a justica.
Do ReciteAppellante o juizo, appellado Tho-
maz Jos dos Res.
De Taquaretinga Appellante Francisco Pe-
reira da Silva, eonhecido por i hico Velho, appel-
lada. a justica.
Appellacio civel
De Pao d'AlhoAppellante D.
Marinho Falco, appellado Jos
Bacal ho.
Com vista s partes :
Appellacio crime .
De Alaga do Monteiro Appellante o juiso,
appellado Joo Antonio do Nascimento
App 'Ilacio eivel
De Agua PretaAppellanto Herculauo Fnan-"
cisco Cavalcante de Aibuquerquo, apiollado Ma
noel Ferreira Bartholo.
DISTRIBIQOES
Recursos eleitoraes
Ao Sr. conselheiro Araujo Jorge :
De BananeirasRecorrente Ascendino
do das Neves, recorrido Justino Americo
rias.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De Bananeiras -Recorrente Ascendino Candido
das Neves, recorrido Antonio Agapito de Parias.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Dj BananeirasRecorrente Jos Lopes Pes-
soa da Costa' recorndo Lndolpho Americo Per-
reir Grillo.
Ao Sr. desembargador Toseano Brrelo :
Da VictoriaRecorrente Jos Felippe de-Pau-
la, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maeiel:
De Jaboatio Recorrente Amaro Fonseca de
Albuqueiqur, recorrido Aagusto Cesar da Cunha.
Embargos infringentes
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De JaboataoEmbargante Luz Casar Pinto de
Paria, embargado o Baro do Limoeiro.
Eucerrou se a sesso as 2 horas da tarde.
>
(
.
l
y m i
\ UElafVE




Diario de Peroanbuco Douiingu 28 de Fevereiro de 1886

Dr. Birreto Sampaio d coasultas da
s 4 horas da tarde, roa do Brao da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
io Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advos lo
JoSo Francisco leixeira tam o aeu es-
criptorio ra do Imperador n. 42, 1.
ndar pode ser procurad! en sua profis-
sao, das 10 l hora da .arde.
O bacharel Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. hd lar.
Jos Bernardo Oalvao AlcoJ'orado Ju
nicr contina no oxeruicio t sua profissao
de advogado, o pode ser pioeurado no es
eriptorio de aeu pai, ra 1. de Marco
n. 4, 1. aadar, das 10 horas da manha
s 3 da tard .
Henrique Milet. Ra da Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega se de queatSes
as comarcas prximas as linhas frreas.
De. Oliveira Escorel, i. promotor pu-
blico, tem seu eseriptorio de advogaci i na
ra Primeira de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello ailvugado
ra do Imperador n 37.
MMM
Firiu, Snbriuho & C, Irogustas poi
KOado R.i Mrquez de Ol'md a. 41.
h"rancheo Btaaotl I <& C, depo
sitarios ti ilas pilara)
o iiitic as, tint g>aa, productos chiraic?
e modicainentoa hoina- )Mt
quez de Olin-ia a 25.
errarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
>:o Francisco dos Santos Maiedo. caes de
Capibiri i; a. 2S. N'\'. j granli estbele
cimento, o pr unro da provincia n'osto ge
ero, comprase, o vende-so madeiras de
todas as quih l.i.l- serra-ae madeiras de
conta alh ia, assim como sepreparam obras
de carapira por machina e por presos san
competencia.
Mu lauca
O bacharel Pedro Oaadiano Ratis e Sil-
va, mu lou sui rcaideneta da Estrada ie
Joiio Rita -. 29.
PUBLICARES A PEDIDC
Elei^ftn gcral
13 districto
O Sr. Dr. Amonio de Siqueira no artiga que
publL-ou n> Jornal do Reeife de 23 do correntc,
tomando por pti'exto justificar o procedimeuto do
Dr. Tiburt id Bubosa Nogu ira, que, na juali-
dade de prasidenre da junta apon I ira, lhe con-
ferir o dipl >in-i de denotado pelo 13 districto,
com offensa ao direito do Sr. Dr. Alfredo Correia
Sue obtivera a maioria d :s votoc, r-vel a apenas o
espeito d q ie se acha pissuido pela derrota que
sonriera, c atan o seu Ilustre competidor e todos
que recasar:'ra aail'.ar sua candidatura.
Nao presuMiinn u que o Sr. r liqoara, to
humille quindo, allegando servicie a>s conserva-
doras, na verifi<"acaa do poderes e o seu concorso
para a derrota do Ministerio Dantas, socitava
auxilio para a sua fleiclto e dizia ter pelo s<>u pro-
cedmento direito a que pira o 13' dwtristo tosas
indicado uin c-iudiditi nprais para ench-r a
Baca que o partido conserva ior tiuha de spresen-
tar ; viesse h >j<; i imprensa e com o seu nome
aggredir arrogantemente a todos quintos ato pa-
trocina ram su i preteueao, desceudo at a ser in-
justo na apreciadlo que f iz do seu competido-,
moco, veril ule, mais dtalo de inteligencia que
nao inveja a de seu g,'rejsor, e sein ter ein sua
vid i publica e particular acto alhum qae o prive
de aspirar 4* mais altas piicoes lonili
O procedimento, que o Sr. Dr. Siquen a allega
ter tido na verificaco de pideres e apreentaca>
da mocao entra o gabinete Dantas, foi pelos con-
servadles 'onsiderado simplesmente como o cura-
primcnlo d um dew, j unis urna esp culae.-i i
para garantir-se na cadeira de deputado. quando
subissem os conservadores, como urbi e or' apre-
goaram os s 'US correligionarios.
Portanto nao podia erigir a paga de m ser-
Tic j, que, nao lhe tendo sido encomraendado, ex-
prima simplesmente o cumprimento do dever qje
a conscie icia lhe impnnha.
A derrota do Sr. Dr. Siqueira, apreg > ida de
ant-'-raao pelos seui correligionarios, nao o po lia
sorprehander ; antes coa ella devia contar, d'-sie
que nao fura apresentado pelo 13 districto um
candidato para encher lista, como solicita.
O resultado da eleicao geral n*ne districto em
1834, a da eleicao provincial de 3) d dezembro
do anno passadi, inlicava claram.-ntc que, perdi-
do o auxilio official de que abusara as eleicoas
- de 1381 e 1884 aqnelle que, mediante vvitagens,
tornara a si a empreitada de eieger o Sr. Dr. Si-
queira, a sua eleicao agora era im^ossivel faltan-
do csse auxilio otfictal, nao gozando elle de sym-
pathias no distri yo o tendo coat ia si a mi von
tade de seus correligionarios.
Nao tivesse o Barao de Caiar presente ido seus
cabalistas no districto, verdad jiros aualpnab'tos,
ci.n ttulos de professores vitalicios e, cons-guin-
temente, cera a renda de 1:2004 que Ibes foruece
0 cofre provincial, e nS i levasse a sua generosi -
dade ao ponto de ser dilles solicito procurador
para as recebimentos desses ordenados ; nao ti-
vesse o Sr. Dr. Siquei.a a fortuna de contar as
MC co'nareas, que compo 'in o districto, ge\s juizes
de direito e outros tantos juizna muiicipaea parti-
darios exaltados que desenvolvern) a mais in-
frene cabala em seu f ivor, ameacando com pro-
eessos os eleitores que se negavam a nttendel-os;
n5o procurasse o Dr. Siqecira com o emprego de
dinheiro subornar o eletorado e tazer desapparecer
a m4 von:ade de certas talaeawtaa liberaes, prin
cipalmente de Floresta, onde o seu empreiteiro
perder o pestigio, orno provara os dous escru-
tinios da eleicao provincial; nao especularse com
as respostas aos teiegrammas que expeda ao go-
verno ccom a falsa atlirmacao de que o presidente
do conselho, Exm. Baro de Cotegipe, oonse-
lbeiro Paulino e o Dr. Andrade Figuira des>>j-
vam a sua eleicSo ; e nao tosse finalmente a neu -
tral dade que o governo observou no pleito, cerra-
mente a derrota d > Sr. Dr. Siq'leira seria nao por
dezenas, mais por c.'tenas de votos.
Coi.-ci) de ter sido derrotado, apezar de procu-
rar illndir-se apreciando e mindanlo apregotr-
ce eleito. porque lhe remetteram um diploma que
nao lhe pertenee, ten a explicar a sua derroti. pelo
emoreg>de violencias em favar da eleicao de seu
competidor.
Como fcil o ridicula essa allegacao de vio
1 mcias !
Po'.s crivel que as comarcas, onde os juizes
de dir ito e mu .icipaes em exercicio sao liberaes
exultados, os conservadores podeg^em impune-
mentfc EMttkal violeu-ias, quando todo sabwa
qus'if) sarroi impo.-in noasctaV) s mag'Hti
prepotentes, cjiao sao os daquelle distrieto ?!
Qnem naj \e ju se tivesse havido em Taca
rat o outros lugares as violencias e ameaoas da
que se queixn o Dr. Siqueira, juizes te di
reito terinm feto p ocessar os seas autores como
era de seu dever ?
0 tenente-coronel Francisco Cavalcaute de Al-
buquerq ie, a quem por despeito chama cobarde e
criminoso, um homem en-rgico, que nunca se
decou amedrootrar pelos sicarios qu a situaco
l ral elev na e marca de Tacarstu, e que tan
t.- v /. I tentaran, roubar-lh) a existencia; exer
ce legitima iufl.iencia naquea comarca, onde o
partido conservador sob a sua direcedo tem sem-
pre victoria nos pleitos eleitoraes, e nunca foi nem
criminoso.
E' verdade que no dominio da situaedo decabida
filando se contiava o cargo de promotor publico a
verdadeiros reos de polica, alguns at pouco an-
tes sabidos de cadeia onde tinham cumprido sen-
eoea, pretendeu-se aniquilar o adversario pres
tigioso que Ihes faaia frente em Taearat, e d'ahi
a serie de procesaos por suppostos criraes de es
pancamento, feriraento e furto de urna vaeea, ini-
ciados contra o mesma tenente-coronel Cavalcante
e seus filhos.
Esses processos, porm, que nenhum jais for-
mado teria coragem de julgar procedentes, fo-
ram fetos a revelia do tenente-coronel Cavalcante
esens filhos e julgados procedentes por juizes sop
plentes leigos, inimigos figad-.es lelle e adrede
nomeados para esse fim.
Para convencer da improcedencia o da perse-
guigao que se deseavolv-u contra o mesmo teen
te-c >rojel, basta diser qua alguna Jcsses proces
sos toram julgados improcedentes em grao de re-
curso pelo Dr. Jos Fiel de Jetas Lerte, actual
juiz de direito da comarca de Taearat, liberal
decidido, amigo do Sr. Dr. A. de Siqueira, que
em sua casa hospedou-se quaudo agora all este
ve pleiteando saa eleicao; e nos outros foram
aquelle tenente coronel e seus filhos absolvidos por
unanimidade de votos no Jury, composto em sna
maioria de liberaes e presidido pelo mesmo juiz de
dii-eito que nao interpoz appellaoao, certamente
por ter reconheci io a innocencia dos acensados.
Em Floresta o Ouricury onde a afflueucia de
criminosos imi unha a necessidade de delegados
militares e destacamentos mais numerosos, o Dr.
A. de Siqueira toi o mais votado, sendo que all
alcaucou numero superior de votos ao que obteve
na eleicdo passada.
Este facto prova que o governo, longe de in-
tervir em favor da eleicao do Dr. Alfredo Corre i i,
den as mais terminantes ordens no sentid) de ser
garantida a liberd ido do voto.
Nos coliegios onde o Dr. Alfredo foi o mais vo-
tado, apeis oxistem destacamentos de 4 ou 5
pracis de pdieia, senlo que no Ex, onde o Sr.
Dr, Siqn.-ira attribue ao delegado violenoias con-
fn os eleitores liberaes no intuito de justificar a
dupiiaata com a qual apregoa ter ido eleito, nao
existo urna s<5 praca de linha ou de polica !
Nao foi o Diario de Pernambueo que fez sortes
de escamoteacao de votos par dar coin> eleito o
Dr. Alired Correi i. O Diario lim:tou-se a .-m-
ounciar o resultado real da eleicao do 13- dis-
tricto. Quem se mostrou h ibilissimo cscamoteador
de votos foi o Sr. Dr. A. de Siqueira, e bem as-
sira o Dr. Tiburtino, pres'dente da junta spura-
dora, que, escamoteando os 16 votos obtidss p;lo
Dr. Alfredo na eleic- de Belmotte e 20 na do
Ex e substituinde estes pelos 37 que ao Sr. Dr.
Siqueira d a duplicata da cleiijito que se diz hi-
ta na matriz do Ei, mas cuja acta foi lavrada
em Ouriury, expedio lhe o diploma.
Nao pode star de b)a f o Sr. Dr. A. da Si-
queira, quando se diz el ito. O resultado da elei-
c > deve impor-lhe cinviccao contraria.
Se n contar com a eleicdo do Ex tevo o Dr. Al-
fredo Correia 514 rotos e o Dr A. de Siqu ira
486, tendo portanto aquelle umi maioria sobrees-
t de 28 votos.
A-ldicion tndo-s \ como nao p dem deixar de ser
a I iiei -nad >s, ao Dr. Alfredo Correia 20 votos e
ao Dr. A. de Siqueira 3 votos, que ubtiveram na
dic-i l.'galmente feita no Ex, na casa da c-
mara, tem o Dr. Alfredo Correia 53 i vot >8 e o Dr.
A. de Siqueira 489.
Assim, v^-nc'O o D.\ Alfredo o seu competidor
por 45 votos.
Pretende, porm, o Dr A de Siqueira que se
lhe cont os 37 votis da duplicata que liz t-r si-
do feita na matriz do Ex e que no sejam cjnta-
10 Dr. Alfredo os 20 votos qu i este obtjve na
elei^Jo feita na Cisa da cmara, pir ser aquella e
nao esta, a que foi presi lida pela mesi legal, viu-
do elle a ter 523 e o Dr. Alfre lo 513 votos, des-
contando anda Ueste um voto que no eollegio de
Boa-Vista foi tomado em separado por ser de um
eleitor, cuj. eliminaca tora obtida em Se" mbro
do auno i asalo.
Para conseguir aate resultado seria necessari >
que fisse nulla a el icao f ita na casa da cam ira
e valida a duplicata orgauisada pelos amigos do
Dr. A de Siqueira, na qual se lhe d uuanimda-
de de votos.
Mas fsta hypothese inidmissivel : Io, pirque
valida aquella 'ieicao e tilo esta; 2o, perqu
seria necussiri privar os cousjr.adores do Ex
do direito de intervir na eielclo; por qnanto, det
de que elles int-rvies-ie n, ainda obtendo o Dr. A.
de aiqn ira os 37 votos (que s em eleici a bico
de penna -odiaobter), o Dr. A'freio estara eleiw.
O eollegio do Ex pequeo e pouca ou nenhu-
ma dffisrenoa existe h>je entre o eleitorado con-
servador e o liberal.
Na eleica geral de 1884 i diffarenca foi ape-
nas de 13 vot 8, tenao o Dr. A. ie Siqueira 31
votos p o Dr. Miguel Pernamba:), que entlo loi
o seu competidor 18
Na eleicio provinci d de 30 de Dezembro as
forcis equilibr ir.un s-, tendo os liberaes apenas
um voto de mais.
D'ah se v qu", se os Kbaraei tiveis-m emor-
rijo todas \ r; i;i i li cas i ii cun ira, mli te-
i-iam maioria ; .; se fiv-ssem, esta nio seria supe-
rior a 2 ou 3 votis, ', portanto, nSo ha va motivo
algum para que o iel->gtd> de poluii i.-npedisse a
entrada dos liberaes, con > se a'legt, afina de jus-
tificar o aband mo da e!icil).
\ validade da eleivo feita na casa d i cmara
nao pode s t contestada. Sendo este o lugar de-
signado para a eleicao, para ond^ foram emvei-
I leit-ires, ahi no dit 14 f> orgamsad-i a
mea i, que devia dirigir a eleicao, cmo tudo cons-
11 da respectiva acta.
So di a 15 portant i, devia proceder se nesse lu-
gar a eleicao, e d-* facto omparec -ram a hora le-
gal os dous mesarios conservadores e tendo cora-
parecido o juiz da paz, presidente da mesa e os
dous nesarioB liberaes e d-clarado nSo tomaren)
parte nos trabalhos eleitoraes, sabia aquellos
cimpletar, como ti:-ram. a mesa nos termos dos
rts 8 2 e 135 1 n. 1 do dec. u. 8,213 de 13
de Agosto de 1881, como se v da respectiva acta,
e proceiendo s^ a eleicio que dea o seguinte re-
sultado :
Dr. Alfredo Correia 20 votos
Dr. A. de Siqueira 3
Esta eleicao, feita no> lugar competente e presi
dida por urna mesa -instituida legalmen'e, d3o
pij drizar de ser considerada como a legitima
eleicio do F.t.
Aaseguramos que u dia 15 de Janeiro nem no
consistorio da matriz, nem em outra qualquer parte
se fez no Ex outre. -'leicl s.-nao a da casa da
Cmara, como consta de p.-ovas que na Cmara
dos deputados sera) .-xhibid-is pelo Dr. Alfredo
Correia.
Se a derrota na tivesse desnorteaUo o Dr. A.
de S queira, elle nao afirmara a existenei>- de
urna eleicao feita na matriz.
Se o delegado te ve forea e poler para impedir
a entrada dos eleitores liberaes nio s na casa da
Cmara, como na villa, teria certamente impelido
que elles fizessem a eieicio na matriz. No Ex
nao se fez a eleicio em caja acta se escuda o Dr.
A. ie --iqueira para apregoar-se eleito.
S: nulia a eleicio da casa da Cmara pela
itlegilidade da mesa que a presidio, ombra feita
no lugar competente, ainda mais nulla a da ma-
triz, onde o Dr. A. de Siqueira diz ter tido unani
mida le de votos, mesmo quando rea'msnte tivesse
ha vi lo essa eleicio; porque alm de feita clan les
finamente, sem sciencia previa do eleitorado, em
lugar incompetente, para onde nio se pvliam diri-
gir os eleitores, a mesa que a presidio nio tam-
bera legal desde que della nao fizeram parte os
dous menbr.is que a compunham, couf irje a acta
da iustallacio e organisacao feita no dia 14, os
qu es nio podiam saber que all se ia proceder a
outra eleica
Accrece que sendo o eleitorado de pouco mais
de 60 ele toros, inclusive os inortos e mudados,
s nip.esmente incrivel que tendo comparecido na
eleicao da casa da Cmara 23 eleit res, compare-
cessem na matriz 37, o que importa o oompareci-
naeato da totalidade do eleitorado, facto que nunca
se deu n'esse eollegio nem em eollegio algum.
Couseguintem inte n'essa eleicio figura quen
nao v >tou nem podia votar, como fcilmente
verificara, se o Dr. Siqueira podesae consep
d >s fabricadores d'easa eleicio a apresentaci .
livro das assignaturas para um exorne judicial.
E quando a amara entenda ser tainocui nulla a
que tora feita no lugar competeatu e uom toda a
publicidade, a conseqaencia ser deduzir-se aoj
Dr. Alfredo os 20 votos que elle nelia obteve, c
em tole ciso elle o deputado por ter 514 votos
contra 486, obtidos pelo seu competidor.
Se o Dr. Tiburtini nio fosse um juiz partidario,
como 8? tem mostrado, cabalando sempr.' osfa nsi
vameate em favor do candidato liberal, e nio se
revelass-j pouco escrupuloso no cumprimento de
seus deveres, tanto que sendo juiz de direito de
Cabrob, ahi so vai para fios eleitoraes, residindo
em sua fazenda Escidinha, situada na comarca de
Villa Bella, com certeza teria apurado os votos da
eleicio de Belmente, contra cuja validade neubuma
impngnacio houve, e os da eleicio legalm-nte pro-
cedida na casa da Cmara do Ex, e, como era de
seu dever, expedira o diploma ao Dr. Alfredo Cor-
reia e nio ao Dr. A. de Siqueira, que nio pode ser
reconh-cido deputado sem ter sido hgitimameute
Gutaro Adolpho CardodO Pin
* ao HliHtr.Mlo publico per
nambticano
Infandam, refina, jabas re-
novare dolorem.
(Viroio).
Havcudo escripto 8. M. o imperador ama eps-
tola, em versos alexandrinos,mandando-a impri-
mir, cabi-i-me o duplo dever de educacio e civili-
dade offereeer imprensa da provincia um exem-
plar della, como de fseto o fiz.
0 Diario de Pernambueo da altara mtgestosa
em que se acha collncado, com o seu reeonhecido
criterio e gravidado, acolhendo benvola e indul-
gentemente a offerta, cava.'heiroaamente agra-
dece.
_ Outro tanto nio aconteceu com o Jornal do Ber
ci/e, a quem, em ra hora, five a infeliz lembran-
ca de remetter um exemplar! Em vez de limi-
tar-se a sna honrosa missio de jornalista, trans-
forma se em juiz rancoroso e apaxonado, detur-
pando e viciando actos, carregaod) as cores e fa-
zendo insinuicoes m ileficas aquelle eujo infor-u
nio deveria ant-s inspinr-lho a mais santa c le-
gitiini ompu'xo1) que o riso alvar e inildic
to de Cam. Mas, assim deve ser; porque do
mesmo modo que No teve filhos b ms o mos, Gat
temb'rgue tambem os tem...
Ha dezoito annos um infortunio sem nome, e
que pede as lagrimas mais doloridas do coracio,
esmigon m> com sen malho d bronte. A'guem
de grande prestigio entio na corta, e meu par-
ticular desaffecto, prevalcendi da estado de tur-
por moral em que en havia cahido, revestio esse
triste facto ao molde de suas paixoes; depois s
ms apreciacoes, os extravagantes commentarios
afeiaram-no, e o lempo viciou-o cada vez mais.
Eis tudo; por que, as dobras da consciencia hu-
mana, s Deus! Mas, deixemos cahir o veo...
Agora, a Ilustre redaccio do Jornal do Recite,
no momento mais sagrado, em que o dever de jor-
nalista, e sobretudo de um orgio de ideas liberaes,
ao receber urna offerta de um moco infeliz, impu-
nba-lhe o da imparcialidade, da benevolencia, da
caridade, mesmo desee do throno brilhante de sua
missio para vir atirar-ihe a affronta, ostentando
predicados que mais so compadecen! com os de
um al'oz cago e vingativo do que com os de um
orgio de ideas liberaes e progressivas.
E" a barbaria decapitando a civilisacio I
Quem quer que fr, em cuio coracio pulsem no
bres sentimentos, nio poder deixar de sentir urna
revolta desses meamos sentimentos e tomar-se do
indignacio ao 1er o modo inslito e, pelo menos,
incivil e malvolo, quando outras razes nio te-
nba para apreciar a verdade dos factos, com que
se exhibe o Jornal do Reeife, ao receber um exem -
piar do humilde trabalho de um moco infeliz.
Nio quero ser juiz de mim mesmo. A poesa
em questio vai ser pub cada, bem como a vasta
Memoria, que endereco ante o throno imperial,
e entio o Ilustrado publico que me julgue e que
julguo tambem a maneira de pronunciar-se do
Jornal do Reeife. relativamente ella e ao aeu
obscuro autor.
Vio ser romettidos alguns exemplares s im
prensas das domis proviucias do imperio, bem
como s de Portugal e Hespauha, e est >u certo
nio torito a di roza de sentimentos, qu teve o
Jornal do R'cife, nem viciario factos p ir i atira-
rem o desdem e o Insulto face daquelle que des-
preteuciosamente offereee.
Deixand) de p irte outras apreciacoes, o que se-
ria p ra mnnumi m'opsia m >ral, cimpre-m- rec-
rificar um neqaicioso equivoc do Ilustrado jor
nal.
O obscuro antor dosSeis annos depoisnio
um sentenciado galsjterpetuas, como chamju
lh-, e snn prisao perpetua ; ha al^uraa diffj-
vnca.
Concluiud', resta me a s-itistacio que, ao passo
que o Jornal assin si externa, (sob.'rbo -g'adecP-
mento!) a imprem mais justicosa e refleetida
me ha aeolhido p ir outro moda ; e nao de boje,
porm de ha mutis anaos, o meu infortunio tem
merecido o piedoeo respe.to de todos aquelles que
ine conhecem da perto, ou mesmo de loia%e, e dos
qu-ius tenlio recebido as mais significativas e pu-
jantes proras da sincera couipai ci, de sympa-
tliia e affeeto mesmo.
A exhibicio, portanto, do Ilustrado Jornal em
nada influir sotire a miaba infeliz situacio :
Cada um d o que tem.
Q anto a offerta material, aehandose feitaes-
t fita ; os sentimentos, ponera, que a dictaram
delles rae retracto. Foi urna f ilba que lanci ao
abysmo. Comnentum drtet dies, juditium njtura
confirmat, diz o phlosopho romano.
Detencao, 26 de Fevereiro de 1886.
Gustavo Adolpho C. Pin o.
A quem iuteressar possa
Por occasiai da composica typographica ou da
paginacao do artigo que ho.ilein puoliquei neste
Diario com a pigraphe do presente, foi omittido,
no alto da 3> columna linhas 10, logo depois
das palavras -ardores dosolque se escondenj se-
guinte periodo : Isto, dito em r-lacio a mim, pa
rees ate um gracejo e nao cousa que se deva to-
mar a serio.
Deu-se mais ama ou outra omissao de palavra
que o leitor iutelligente fcilmente ter': corrigido.
Kecife, 28 de Fevereiro de 1836
Joaquim Antonio Moreira Jnior.
Honrosa manlfestacao
Desde a fun 1 icio da agencia do London &
Bra.ilian riank nesta cidade, 1863, que o Sr. W.
H. Hiynes tem estado empregado neste estabele-
cim 'o, caoendo-lhe nss ltimos 19 annos, (Ja-
nt-ir. 1867) a missio de geril-o, desempenhando
sua.- tunci/ics cjin o inaior applauso do commer-
cio Durante to nrgo periodos agencia do L ra-
don li-auxilian Bank tem raer, cido a maior con-
finn-ado publieo, c mo l> eos re/.ilar.iient pa'il.-.idos no? j.,,na dio tes-
ten: inlu o ficto das transaeves defte banco ele-
var se sempre a mais do duplo das de outros bancos;
ati vessou as maitas crises por que tem panaado o
c iraercio desta praca, sem que j nais fechasse as
p as do banco, proeedeado com tanto criterio que
o- nti-resses do banco sempre foram salvaguarda-
d -. dando avultados lucros ao Banco.
: .0 1883 a directora da Associacio Commercial
d :a praca assim seexpressou a seu respeito:
Desde muitos anuos que o honrado Sr. Wil-
li 1 ne James flaynes credor da estima e consi-
1! -icio do commercio, e esta directora julgava
I impleta sua missio, se nio c raferisse aquelle
c alheiro, como o fez em sessio de 3 de setembro
il anno pissado, o diploma de socio hmor iri) des-
t. Associxclo, em reconhecimento dos servio>s
II estados durante o longo periodo em qne tem des
e.npeahado as funecoes de g'rente do London
Brasil an Bank Limited.
Tend > no fim do anno prximo pastado chegido
noticia de que a DiracoAo do London Brazi-
I: n Bank em Londres resol ve. a remover o Sr.
. I lynes, para a gerencia de o^tra agencia na Euro-
a, o commercio desta praca enderecou aquella Di
1 'ccao a seguinte represeutac? mtiito honrosa pa-
: 1 O Sr. Haynes-
Maia & Rezende
Luis A. Siqueira
Oomes de MaMtea & C.
Olintbo Jardim di C.
Oliveira Bastos &. C.
W. Halliday & C.
Souza Moutiuho & C.
H. Nuesch & C,
Prsncisoo de Azevedo
Agostinho Santos Se C.
Domingos Al ves Matheus
Baltar Oliveira e C.
Matheua Austin 4 C.
Pp. Wdson Sons C. Limite 1.
B. A. Maher Managcr
Pp. N.iJ. Lidatone
John J. Ardran
R. de Drusns & C.
D. P. Wild & C.
Craraer t'rey i C.
Otto Bohres Successire3
Fp. Sanndera Brottires 4 C.
Arthur B. Dallas
Brow.is Se C.
J hnston Pater & C.
Paul Stuhlmaun.
Pp Pohlman 4 C.
W. Qldermeist-r
B rnct Se 0.
H. Burle 4 C.
E. A. Burl*
Borstelmann 4 C,
Fonseca Irmios & C.
Joio Vctor Alves Matheus & C.
Baltar Irmios e C.
Luz J. da Silva Guimiries
Francisco Ignacio da Oliveira
Jos da Assumpcio de Oliveira & C.
Orestes Tra vasto & C.
Julio & Irmios
Bario de Petrolina
Cardoso & Irmios
Francisco Ri! eiro Pinto Ouimaries j C.
Albino Amorira & C.
J. Christiani & C.
Henrique Saraiva
Andrade Maia St. C.
Leite Bastos & C.
Loureiro Maia & C.
Nunes Fonseca & C.
Manool Nunes da Fonseca
Vianna Castro & C.
Manoel Viaira Nevos
Ferreira Quimaries C.
Manoel Joaquim Ribero & C. i
Neto Campos & C.
Aibino Jos da Silva
Auionio Nunes di Cruz
Cazemiro Fernandes "c C.
Ferreira Barbosa 4 C.
Andrade Lopes & C.
Guerra Antonio Correia de Vasconcellos
Severino & Irmio
Joseph Kraase 4. C.
Compaahia Ferro Carrlil de Pernambueo
Gustav A. Schmidt
Geren e.
Francisco Xavier Ferreira 4 C.
U'.-ndes Lima Se C.
Pire ate Vianna 4 C.
A. Vieira 4 C.
Alfonso Oliveira 4 C.
Antonio Duarte Carneiro Vianna
Rodrigues Lima \i C
Guiraaraes Carduso C.
Antonio Leandro Rodrigues
Augusto Pinto de Lein >s
Silva Guimaries & C.
P. J. Pinto
Luiz Goncalves da Silva Se Pinto
Pe'a Conpauhii Ainphitrite
O director, A. M. de Amorim
Pela Cimpanhia Pheuix Pernambncana
Q al oi-tralir, Luiz Duprat
Maeh 111 Lopes 4 C.
Sulzel 4 Koechliu
Eu^eni i G inealws Cascao
Pp. Meuron ic C
A Charra
Eduardo Dubeux
9 mza B it03 Am irira 4 C.
D 'mingos Cruz 4 C.
Fernandes & Irmio
Ta vares de Mello Genro 4 C.
Pela Corapanhiit de seguras Indemnisadora
O director, Joaquim Alves da Fonseca
Augusto Labille '
Neemeyer Calm \ C.
Souza Pinhciro i C.
John H. BojwI'i
Theod Christiansen
p. Mahari uber 4 C.
A. Bucuer
Candido Casimiro Gjoles Alcofjrado
S- P.,Polmstoii 4 C.
Hermn Stolzemback & C.
Western 4 Brazlian Telegraph Company Limite i
Pp O. Fell, superintendente
J. Howa
Gerente Braz. Sub. Tel. C. Limite i
Leal 4 Irmios
Ceci liano Mamede
A. Ferreira
Directora da Campanilla i) Beberbe
Machado 4 Pererra
W. W. Rabilard
Bario de Nazaretb
Ferreira Cascio Se Filho
Reeife Draynag j Company Limited
J. DoWsley Jnior, Manager.
to a todos os que de dinheiro tem jjecessidade para
uteis empresas e desenvolvimento das industrias,
toda ease meio circulante ser oceupado no_ movi-
mento dessae empresas e industrias, e assim nio
chegar para todo o mais movimeato ordinario do
pais, e portanto em vez de emigrar o ouro de reser
va dos bancos, ao contrario a necessidade de maisr
quantidade do meio circulante attrahii 4 da Euro-
pa todo o ouro necessario a transaeces cun-
mana.
Sendo assim, com effeito a commissio teria fei-
to um sublime aehado Seria com urna cajadada
mata- dous coelhos, fazer nascer e desenvolver-se
o ra 1 vi ment industrioso no Brazl e salvar as nos-
aas Guaneas e salvar-nos da inconstancia do valor
do nosso dinheiro c de suas desastrosas cont
queuciaa. Mas se s lembra de levantar urna tao
vasta naneara no Brazl, um p vo de macacos
como ete, que faz tudo o que v at gentes faze-
rera sem olhar 8 sem ver a differenca que vai de
si para ot outros.
Nio a forca de deiramar-se dinheiro barato e
de fcil alcance que se far de um povo que se
tem tornado aptico e com razio desanimado, ura
povo activo e n lu*trios >. Rico, como este paiz,
de riqueza natural, o meio de fazel-o industrioso
tirar-lh- as peas, os obces que o embaracam. E'
preciso pois estudal-os, conhecel os para evital os,
cortal os, remedial ot.
Os novos coetumes de um povo nio se inven
tam, nio so improvisan!; vai se dando o geito,
va > te modificando at cautas para se ir encami-
11I1 .n io o po'o s mud meas, aos costumes, apro-
veitando se o que ha de mais fcil e productivo
no paiz para disto tirar maior proveito
As no88as nicas duaa industrias repetil oh moa
sempre, p is d'onde vem to lo o m I, sio a agricui.
tura e i c mmerco. Este absorve todos os fruc-
tot da actvidade deste povo, applicada toda
agricultura, porque o commercio todo estrangei
ro ; e assim todo o lucro do trabalho neste paiz,
todo o saldo auferido pelo estrangelro, e portan-
to iecessariamente o paiz pobre, e osera emquan-
to o povo brazileiro se couserv r uesta puicao, na
dependencia dos estranhos que nufercm todos os
lucros do paiz, todo o saldo.
Derrame -se, pois, como o quiz -rem, diuheira a
inaos cheas a este povo.ac istumado a vi ver na
miseria e na dependencia, comprando ao commer-
cio estranh 1 fiado durant .0 invern para pagar
u 1 tempo da safra, ficando cada anno devendo
ineis; derrame-se esse diuLoiro todo fcil a este
povo que ainda uio tem a vida emancipada, que o
resultado nio ser o desenvolvimento da agricul-
tura, a sua emaiicia.-icio, asna riqueza,onascimeu-
to de "utras industrias, mas maior compromett-
m'-nto da agricultura que lie ir mais individada
ao commercio.
Nao lancaudo-se dinh iro como cliuva que se
anima a nica industria nacijiial abatida, que se
cri un novas, onde nio existe alguma.
E'estudi-.ndo se as causas do abat meu to u da
pobreza crescente de um povo, que se paderao
achar os mei >t de levanta!-o. Essas causas, as de
n?tta miseria, a de nosso abatimento sao diversas,
sio complexas. Os remed >s devem piis mi com-
plexos e harmnicos, e devem partir do principio
primordial d'onde as outras dimanara.
Por que a nosta nica industria, a agrcola, s>
abate, por que cida dia mais se compromette,
mais deve? Nio crescem todos os das as sifras?
Antes da baixa d 1 aasucar e do caf, sempre ellas
e de ha milito que se ..rruinam. A baixa di-stes ge-
nens uio patsa de mais urna causa sobre as
outras, e causa nio seria ella d; maior ruina e
nem de ruiua algujia, se j nao a achasse arruina-
da; porquapto 03 outros paiz- s que produzem e;-
tea gneros tiram vantag-'in sem estarem alias as
condices natnraes que nos favorecen). D'onde
vei-, pjis, a oosaa ruina, e o que que a sustenta,
alm dessa baixa de procos ?
Examinemos m seguinte artigo.
Fevereiro 1886.
Affonso de Albuquergue Mello.
obter 1 jura por meto de um pequeo nu
ouro di dzea do medicamento. Mas quan-
do ja astej'i irrtiigalfl enferrnidade, o
verdadeiro reine i s r tomado at
3lie o ultimo vf.3tigo eBtcuido, at que.o app- te volte^ e at
que osorgaos digestivos recuperera as con-
dic3es nornxaes. A medicina mais efficaz
contra tao terrr'vel doenja o Xarope
Curativo de Seigel, preporagao vegetal
que vendem todos os pharmaceuticos e bo-
ticarios do mundo inteiro e os sene praprie-
tarios, A. J. White, Limited, 17, Farring-
don Road, Londres, E7. Este Xarope
destroe a verdadeira causa do mal," expul-
sando-a radicalmente do systema.
Depositarios na provincia do Rio de Ja-
neiro : no Rio de Janeiro, Dorningues Viei-
ra e Chia, Jo.ao Luiz Alvez, Geo Sanville
2 Chia, G. Francisco Laandro e Foaaeca
e Alvos; e em Sam Srmao de Manliuassu,
Horacio de Rentus.
Depositarios na provincia de J?ernambu-
co : em Pernambueo Bentecourt e Chia
J. C. Levy e Chia, Francisco M. da Silv
e Chia, G. Braz dos Santos e Cia, e Rou
quarol Irinaos; em Bello Jardim, Manoe
de Siqueira Cavalcante Arco Verde, e Ma-
noel Cordeiro dos Santos Futo ; em Inde-
pendencia, Antonio Gomes Barboza Jr;
em Palmares, Antonio Cardoso d'Aguiar ;
e em Taearat Jos Lourenyo da Silva. J.
C. Levy & C, ra do Barao da Victoria n
"b _____
C, Heiiiiidno
Usinas de -,obr-, uitao e br^nzt. e .le
m.
Gotzer Ufor u. 9 Borlim S. O.
I].|>i't' .1 *r Coiistruc^ao le machi-
nas e apparelhos
para tabncas de assucar, destlaceO'eE e re-
finagSas com todos 03 aparf^oamentos
modernos.
INSTALLAgAO DE:
Engenbos k assncar completos
Estabeleci.'^ci:-. fili.il ni. Havana sob a
iii'-sma tirma de C. He. k nann.
Ce .S.-in Isroacio n. 17.
Inkos representantes
Haupt Gebra'der
EIO PE JANEIRO
Para informales dijijamse ai
Pohlman &C
LIO
^-e5
Pelo ultimo vapo.- vindo da Europa chegou a
noticia de que a Direccoo do London & Brazilian
Bank escusara-se allegando estyLs do Banco, etc.
Muitosatisfeito deve de iro Sr. Haynes pelo al-
to conceito de que sempre gosou do commercio des-
ta praca durante o longo periodo de 23 annos.
4 ruina ninceira e a
do paiz
XX VIH
eleit--.
Entendemos dever dar esta resposta um pouco
longa ao artigo do Dr. Siqueira, para que elle nio
continu na especolacao de procurar preparar os
nimos aqui e na corte, como tem f ito, a favor de
sua injusta pretencio.
Resigne-se, como on'ros muitos te resignaram,
com a derrota, cert) de que i l vai o tempe em
que o Sr. Dantaa expeda ordeno para que fotsem
protestadas todas as eleicoes dos conservadoret,
contando com o 3o escrutinio.
Varitas.
I.Iras Srs. Directores
Os abaixo assignados, negociantes da praca de
Peroambuc 1, levados de pesar pela noticia de re
iBoeo do actual gerente do New London & Brazi-
lian Bank, Limt-d, o IIim. Sr. W J. Haynes des-
laiiepara a do Porto, veem perante Vs. Sa.^ma-
nifestar esse eentimeuto, dando assim um publico
e solemne testemunbo de sua gratido pelos ser-
v icos prestado ao commercio dsta praca pelo re-
ferido gerente na quadra diffi lima e critica, que
atravestou esta provincia, e na qual to bem se
soube haver sera prejnizo dos interesses do mesmo
Mano, como attestamos factos, facilitando aocom
mercio o que era compativcl com as torcas do re-
ferido banco, sem duvida p do conhecimento que
tiuha d'sse commercio adquerido u'um periodo de
mais de 2) annos, em que se acha o Sr. Ha/nes a
testa de sua ge i tito.
A .yrapathia e amisade de que" crodor o t:.
Haynes para com o commer eio desta praca e aa
excellentes qualidades que o ornam, de sorte que
n 1 consta, que, durante a sua gerencia, se tivsa
s ra I -yantado queixas contra si, imp5:m o dever
aos abaix 1 assignados de solicitar de Vs. t. a per-
manencia do Sr. W. J. Haynes u agencia do 'W
London A Brazilian Bank, Limited, convencidos,
como se ach un, de qne, de semelhante acto, a ha-
ver vnntagent para o mesmo Banco.
Deus guarde a Vs. ts
Reeife, 28 de desemaro de 1885.
Illms. Srp. Dlreatores do New London & Braai-
lian Bank Limited.
Pereira Uarneiro & C.
Am ri n Irmio & C.
Jote da Silva Loyo Pilho
Pp. Augusto F. de Oliveira A C.
Angusts F. de Oliveira
O PBOJECTO DA COHJIISvVO PARA A CONVEE
8lo DO PAPEL-MOBDA EM OHO
15."
Sendo o iim da convenio do papel moeda em
ouro conservar regularmente no |iz a quantida -
de de numerario necesaaria aos differentes movi-
raentos das tranaaccoes, segundo as pocas do an-
no, segundo a forca de nossas colheitas, porquanto
com o rgimen do oaro, quando at transacooet to
m> ores elle se retira do paiz, voltando quando as
transaccoes se deeenvolvem, e assim podendo cada
um contar com o que pttsuc, segundo seos regula-
res valores; e ainda aendo o aeu fim oasequeu-
cia deste primeiro, obstar a baixa do cambio, (nao
a que provm da concunrencia do governo no mer-
cado dos saques) mas a que resulta do exeesso do
dinheiro em circulacio: temos visto qne com o os-
tabelecmento destes bancos de que nos oceupa-
moa, muito pouco ou quasi nads, diminue o meio
circulante existente no pais, porque a retirada em
parte de pipel-moeda do governo substituida
com pouca differenca pela emssSo do papel ban-
cario, nao dando o projecto meios para ser esgota-
da a outn parte, e sendo absurdo o alvitre que
propoe. de ficarem inutilisados as mos de seas
potsudores, 62U00 contos que excedem da quau-
tiaprojectadaao resgate feito pelos bancos; ainda
porque nao s o papel do governo que constitue
o nosso meio circulante, mas tambem 2,0oO con-
tos do Banco do Brasil, 1,00 1 dos de S. Paulo e
do Marauhao, muitos mil de letras hyp thecarias
que correm c.yuo moeda, e finalmente muitos mil
contos de papel falso de perfeita imitacito do ver-
dadeiro.
J vimos que o resultado de toda esta circula-
co do papel fiduciario, a conlinuacao de suade-
preciacio, o ouro valendo muito mais de que o va-
lor legal segundo o nosso padrioo real;qne a
garanta do fundo metlico de 30 % f.0* a ban
eos devem conservar em reserva para pagar as
suas notas que lhe forem apresentadas, este pres-
tigio, esta forca moral, nio impoe sna nota o va-
lor do ouro, ainda mesmo na maior confianca de
que essas notas sero todas pagas pelos bancos
sna apreseotacio; porquanto, sendo o meio circu-
lante em exeesso, elle s nio sahe do pais se de
papel; e portanto, sendo este papel instantnea-
mente conver'.i /el, os fundos de reserva vo un. o
nio chi'gam para pagar ns emisses, o assim a cor
rida para elles furiosa e o desastre horroroso e o
governo ter de pagal-as em ouro. (E com que se o
ouro que recebe dos impottos um ouro ficticio,
representado pelas ficticias notas ouriferas dos
meamos bancos)?
Has dir se-ha que partimos de um principio fal-
so, do exeesso do meio circulante, que, se tal el-
le boje, deixal-o ha de ser desde que ffir estabelecida
estaba (icaria ; porquanto, dando elle dinheiro bora-
Desmentido solemne
Tendo chegado ao meu conh-'cimento que em
P ilman-s e Agua -"reta tem se dito que rompi mi
nhas relacoes cornos mens amigos Srs. : Jiaquim
VerissimcT do Reg Barros e Augusto Cesar da
Silva Freir, o que nao me passou p'la imagina-
cio, venho lar um testemunho ao publico de que
mantenh) a melhnr amisade com aqueli.s a-.n-^os
pelo mo io mais cordeal.
Fique assim desmascarado esse novo embuste e
confundido o s u autor, afim de que nao prevale-,
cam mais tricas e ardis semelhantee.
Reeife, 26 de Fevereiro de 1886.
Bardo de Natareth.
i ftlatif eom as caberas!!
>v w. 30
As foi has teetn o aeu tempo para cahir e as rio
res teem ura s verioNje existencia ; porm o ca-
bello urna vez judicios-iiS^ote cultivado dever
durar toda a vida. N trido^ur^ad-'Sitmente erm o
Tnico Oriental elle dtvar para sempre. Nio po-
de perder sua vitalidade e tJrmusu>Jfi com tanto
que se applique este estimulante suave a, raizes, -
fibras que o absorvem
As s"iihoras n'alle acharan o melhor d''^*l50s
preventivo-* contr as cans e ealvice, orthogandiv"
lhe' alm disso um formoso brilho as suas trancas
c madeixas ; e para as suicas e bgodes dos cava-
lheiros, de todas as preparacocs a mus ndmissi-
vel e au'ridavcl.
Agentes em Pernambueo. Henry Forster & C.,
ra do Commercio n. 8.
Fados e nao palavras
Ao que se desejam tratar sem comprometter ,a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typograpbia e ns ra Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguint-s molestias : astbmatico,
ainda mesmo bron -hitico; eiysipela, enxaquecas ;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino);
toase convulsa, falta de inenttruacao ; cmaras de
sangue : esfricos ou metnte ; dores de dentes ou
nevralgias, metrorragia; vermfugos, denticioe
convulsoes das enancas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratara se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
1 "ib;i toen^a Icrrivel que affllge
ara cwasc-Btiraeraira
O.primeiro symptoma desta enferrnidade
urnligeiro desarranjo doestomago; mas se
elle descuida, o corpo inteiro desordenase
dentro de pouco tempo, sem exceptuar os
IlSeria "n8' ^&a^> as p-^nereas, o, em sarama-
todo o systema glandnloso ; e o affligido
arrastar urna existencia infeliz at que os
seus padeciinentos sejam terminados pela
morte. As pessoas aucoramettidas por esta
molestia se enganam frequentemente sobre
a sua natureza ; nao obstante, o leitor pode-
r julgar se elle ae acha atacado fazendo-
se as seguintes peeguntas :
Sente-se de vez em quando urna dor in
commodadora ? Ha difficuldade em respi-
rar depois.da comida? Sobrevem alguma
sensacao de tristeza e languidez aoompa-
nhada de somnolencia ? Os olhos tm urna
cor amarillenta ? Pela manha as gengivas
e os dentes acham-se cobertos de urna su-
bstancia espessa e viscosa, percebendo-se
simultneamente no paladar ura sabor de-
sagrada vel? A lingua esta saburrosa ?
Sente-se dor dos lados e das costas ? Apre-
senta-se alguma inchacXo naregido do lado
direito, como se o figado tivessae creacid* ?
Ha prisao de ventre ? Ha vertigem quan
do so levanta repentinamente de urna po-
sigao horizontal? As secreoSes d6s rins
sito raras e muito coradas, e formara depo-
sito ? Os elementos fermentara logo depois
das refeijfles? Ha flatulencia? O cora-
cao palpita frequentemente ? E' possivel
bue estes syraptomaa nao se apresentem
todos ao mesmo tempo, mas affligem o pa-
ciente por seu turno, segundo os progres-
os desta torrivel enferrnidade. Se adoen-
la ti ver sido de urna duracao muito pro
ongada, manifestara-se um tosse frequente
e secca, sobrevindo de pouco tempo a ex-
pectora$ao. Quando o mal j esteja inve-
terado, a cor da polle torna-se-ha morena e
suja, e tanto as maos como os ps cobri-
rain se de ura suor fri e viscoso. Agra-
vados os soffrimentos do ligado e dos rins,
apresentam-se dores rheumatieas, e o sys-
tema de tratamento ordinario nada p le
contra tao dolorosa affeccao. A origem
dea .e mal a Indigestao ou Dyapepsia, e
urna pequea quantidade do verdadeiro re-
medio, tomada no principio da doenca, far
desapparecer para sempre os syraptomaa
l)r
rffttao Henriques
C4sta
15
lina da Cuino 11.
tultas das 11 s 2 horas.
Cbamsdos a qualquer hora.
''elephone numero 54.
Dr. Silva Brito, mcdiN.raic<- do Maranhio
tendo pratcad 1 ltimamente nos pfp-ipaes hos-
ditaes de Paris e de Vienna d'Auntria, oa? \e
cou-se especialmente a partos, mr'estias de mv.
lhores e de criancas, offereee seus servicos ao res- .
peitavel publico desta cidade. onde flxon sua resi-
dencia.
Pode ser procurado do meio dia s 3 horas da
tarle no seu consultorio ra taiga do Rosario
n. 26, Io andar, e em ou^ra qualqcr hora do dia
ou da noite ra da Imperatriz n. 73, sua resi-
dencia.
s.
LlHOKtiOIIIII HOM4BOPATHICO
DE
FREDERICO CHA\"ES JNIOR
MEDICO E PHARMACETICO HOMQ50PATHICO
Ra do Barao da Victoria n. 39, 1. andar
Dr. Cerpira Leite
Tem o seu escrip^orio a rna do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em aua residencia rna da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e criancas.

. \
I
- -
Advogado
bacbarel Je'onymo Materno Pereira de Car-
valho, tendo deixado o cargo de juiz substituto dos
feitos da fazenda. advoga nesta capital e fora
della e tem seu eseriptorio ra Duqut de Caxias
11. 55, onde pie ser procurado das 10 horas da
manha s 3 da tarde, e fra destas em sua resi-
dencia ra de .Domingos Theotonio n. 39, a
qualquer hora. *
OCULISTA
''. Brrelo Sampaio, medico ocuhs
ex-ch fe de clnica do Dr. de Wecker, d consu]a
tas d- 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bala-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias sanctificad s. Residencia-rua de
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
I .
perigosos. E' por conseguinte importan-
tissimo que o desarranjo seja tratado com
promptidSo e com effieacia nos seus pri-
meiroa graos, em cuja poca poasivel
Conoltorio medico-eirurgico
O Dr. Estevio Cuvalcante de Albuquerque con-
tinua a dar contulta medico cirurgicas, na ra
do Bom Jesns n. 20. I andar, de meio dia is 4
horas da tarde. Parase demais eonsulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, rna da Aurora
n. 53, 1 andar
Ns. telephomc i? : do consultorie 95 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de crean
Cis, d'utero e m nnueioa.

:^r:35
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultafi das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
i
I
IllHVtl i



Diario de PernambucoDomingo 28 de Fevereiro de 1X6
EDITAES


Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official da imperial Ordem da Rosa, com-
mendador da Ordem Militar de Nosso
Senhor Jess Christo de Portugal, juu
de direito, de orpbSos e ausentes nesta
cidade do Recite e seu termo capital da
provincia de Pernambuco por Sua Ma-
gestade o imperador, etc.
Faco saber quen interessar posea, que na pri-
meira audiencia d'este juise, no dia 2 de Mareo
vindouro, sera vendid* em praca publica, urna ca-
sa terrea em boa estado, edificada de tijollo e cal,
cuia casa tem 2 portas e 1 janella de frente, 2 sa
las e 4 quartos, 2 salas para jantar, 2 quartos fra
um em frente ao outro, quintal erando e murado,
e portao no fundo, cacimba, tendo a casa de lar
cura 6 metros e 60 centmetros e de fundo 13 me-
taos e 65 centirsetros, o quintal 7 metros de frente
e de exteusao 27 metros e 60 centmetros, solo pro
prio, avallada em 1:500J, espolio da finada Caro
una do Reg Barros.
E para constar mandei passar este edital, que
ser publicado pela imprensa e affixado no lugar
do costme.
Dado e passsdo nesta cidade do Recite, aos 24
de Pevereiro de 1886.
Em tempo : a pmpnedade situada na Casa -
Forte, fraguezia do E'oco.
Eu, Francisco de Siqueira Cavalcante, escrivao,
dubscrevi.
Adelino A. de Luna Freir.
Juizo de a isentes
O Dr. Adelino Antonio do Luna Freir, of-
ficial da imperial ordem da Rosa, com-
nendador da real ordem militar portu
iraeza de Nosso Senhor Jess Christo,
juiz de direito de orphilos e ausentes nes
ta cidade do Rehile e seu termo, capital
da provincia do Pernambuco, por S. M.
o Imperador.
Faco saber pelo presente que sao chamados os
senh-rus dos escravos abaixo declarados para fa-
zerera neste juizo as declarafoes necessanas, no
nraso de 20 dias depcis do que e proceder na
forma do art. 6 4 da le. n. 2,0*0 de 28 de Se-
embro de 1881 e arts. 75, 76 e 77 d regulan, nto
de 13 de Novembro de 1872.
Joaquina, de Laurentino Ferreira Pimental.
Isabel, de Maria Francisca do Amor Divino.
Febronio, de commendador JoSo da Silva Kego
Mello. .
Elias, de Paulino da Costa Leite.
Jos, de Maneel Clementino Al'es,
Cyprian de Vieira de tal.
Vicente Amaro, de Jone Theotonio Pereira de Oh-
valho.
Dado e passado ueata cidade do Recife aos 2 b
de Fevereiro de 1886.
Eu, Luiz da Veiga Pessoa, escrivao. o subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir Jnior.
Edital n. 7.9
O inspector geral da instruccao publica manda
fazer constar a que interessar, que em virtude
de determinacio da presidencia de 13 do corrente
mez, se acha prorogado por 30 dias, a contar da-
quella data, o prazo marcado para a inscripco
dos individuos que pi j.enderem entrar em coneur
so para o previmento la cadeira da lingua ingleza
do Gymnasio Pernambucano, devendo os senh res
candidatos ter em vista as disposico?s dos artigos
76 1 4 4, 77, 78 1 *"< 79 82 do rf8u"
lamento orgnico do ensino publico, transcriptos
j no edital n. 723 de 14 de Janeiro prximo pas-
ssdo. _
Secretaria da instruccao publica de Pernambu-
co, 27 de Fevereiro de 86,-0 secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvao.
Edital n. 9
O administrador do Consulado Provincial dan-
do cnuiprimento portara n. 467 exp. dida pelo
lllm. Sr. Dr. inspector do Thesouro em 23 do cor
rente, taz publico, para crnbecimento dos proprie
tarioe das casas sitas as localidades constantes
da relacLo mira, que no espago de 30 dias uteis
contados do 1 de Fevereiro prximo vindouro, se-
rao arreeadadas per esta repartido, independente
de multa, as importancias das annuidades e mais
servicos da Recife Drainage Company, correspon-
dentes ao 1 semestre do exercicio correte dr
18851886.
Gonsulado Provincial de Pernambuco, 26 de Ja
neiro de 1886.
Francisco Amynthas de Carvalho.
HelarAo si que e refere u edital
aopra
Freguezia de S. Frei Pedro Goncaloes do Recife
Ras:
Mrquez de Oliod. Bom Jess, Alves Cabral,
Conceico. Bispo Sardinas, Torres, Thomde Sou-
za, D. Maria de Souza, Vlgario Tenorio, Brrelo
Je Meoezes, Manz e Barros, Burgos^Jftnorim,
Moeda, Tuyuty, Companbia Pejftj(tBeana, Ma-
dre de Dos. Domingos JQgsTMartins, Mscales,
Re6tauracSo, D. Maria Csar, Visconde de Icapa-
rica, Farol, Areal^Sf; Jorge, Vital de Oliveira,
Gaorarapea^-Srrifcodo Triumpho.
Charco, Assembla e Pedro I.
Travessas
SOIIERCIO
os' eonnaerclal de r*ernam-
fouco
Recife, 27 de Fevereiro de 18n6
As treB horas da tard
CotaeBa oifiaes
Mel, ao preco de 50*000 e 42J a pipa, em 22 do
correte.
Dito idem, de 50* a pipa, em 23 do corrente.
Cambio sobre Londres, 60 d/v. 17 5/8 d. por 14,
do bance, hontem.
Dito sobre dito, 90 d/v. 17 3/4 d. por 1*000, do
banco.
Dito sobre dito, avista, 17 1/2 d. por 1*000, do
banco.
Cambio sobre Pars, avista, 544 rs. o fraoco, do
banco.
Cambio sobre ilamburgo, avista, 675 rs. por R.
M.. do banco.
I. P. Pioto,
Presidente.
Candido C. L. Alcof-rado.
Secretario.
REVISTA fOHHERCUL
Da semana de 99 a de Feve-
reiro de isstt
Cambio sobre o Par, 30 d/v 5/8, e 60 d/v 1 1/4
e vista, 1/2 por cento de descont.
Cambio sobre S. Paolo, 60 d/v 1 1/4 por ceoto
de descoofo.
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, 90 d/v 1 3/4
por cento de descont.
Cambio sobre Londres, 90 d/v 17 3/4 17 5/8 d.
por 1*000 do banco.
Accoes da Comparta Santa Tbereza, do valor
Je 50J000, ao preco de 42g000 cada urna.
A plices da divida publica, de 6 por cento, do
valor de 1:000*000, ao preco de 1:090*000 cada
urna.
Apolice Provincial de 7 por ceoto. do valor de
IrOOOgOOO, 5O0J00O, 2O0J000 e 100*000, ao par.
Na Bolea.- Venderam se :
A plices Geraes,
10 Ditas Prvinciaes de 1:0001000.
1 Dita dita de 5001000.
2 Ditas dita de 200J000.
1 Dita dita de lOOjOOO.
50 Accoes la Compauhia Santa Tbereza
(eneros nacionaes
Agurdente- Vendas de 70*000 a pipa de
ros.
i Ultima veoda de 12i)f000 urna pipa
;tros.
ir. Entraram 23,306 saceos veodas aos
ecos segaintes :
Vigario, Madre de Deus, Campello, Domingo
Jos Martius, Corpo Santo, Aotigo Porto, Bom
Jess, Areal, Fundico, Occideote, Guararapes -
Praca de Pedro I.
Beccos:
Ab.eu, Largo, Pindoba, Noronhs, Tapado
Paschoal.
Largos:
Alfandega, Corpo Santo e Assembla.
Caes:
Companbia, Brum e Apollo.
Santo Antonio
Ras :
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de Ca-
sias, Cabug, Bario da Victoria, Tracheiras, La
rangeiras, \t.- do Rosario, eslrcita do Rosario,
S. Fiaocisco, Joao do Reg, Hha do Carvalho, Ro-
da, Patos, Calabouco Velho, Santo Amaro, Ma-
thias de Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fu
go, Livramcoto, Peona, Viscondo de Iuhama,
Pedro Alfonso, Nova da Praia, Marcilio Dias, Vi-
rnco, Lomas Valentinas, Coronel Suassuna, Sao-
tn Tbereza, Vinte e Quatro de Maio, Palma, Mar-
ques do Herval e Cadeiu Nova.
Praca:
Pedro II.
Campo:
Princesa.
Caes:
Vinte e Dous de Novembro.
Travessas:
Queimado, Cruzes, Mrquez do Recife, Bella
Quaiteis, Calabouco, Expostos, Martina, Flores,,
Carmo, Bomba, Livramento, Arsenal, Ia da Praia
2* da mesma, Caldereiro, S. Pedro, Viracao, Lo
bato, Falcao, Pocinho e Concordia.
Largos :
Puraizo, Carmo, Pcnha, S. Pedro e Praeer i.
Becos :
Bella. Calab neo, Matriz, l.o. 2. e 3. da Cam
boa, Falcao e 1 e 2." da Cadeia Nova.
S. Jott
Roas :
Marcilio Dias, Lomas Valentinas, Coronel Suas-
suna, S. Joao, Palma, Mrquez do Herval, 24 d
Maio, Dias Cardoso, Passo da Patria, Padre No-
brega, Victoria, Cadeia Nova, Vidal de Negreiros
Fre Henrique, Dique, Assumpcao, Domingos
Theotooio, Padre Floriaoo, Christevao Cclombo,
Jardim, Forte, Antonio Henrique, Nogueira, Santa
Cecilia, Santa Rita, Nova de Sana Rita, S. Jos,
Praia de Santa Rita, Pescadores, Ipyranga, Impe-
rial, Praia do Forte e Luis de Mendonca.
Travessas :
Martyrios, Pdcinhc, Ramos, Caldereiro, Gas,
M itriz de S, Jos, Forte, Prats, Serigado, Copia-
res, Nova de Santa Rita, S. Jos, Praia do Forte,
Peixoto e Lima.
liiceos :
Paula, Caldereiro, Gas, Assumpcao, 1." de Sao
ta Rita Nova e Matriz de S. Jos.
Largos:
Forte i Mercado.
boa- VUla
Ras :
Imperatriz. Conceico, Visconde de Pelotas,
Tambi, Visconde de Albuquerque, Aurora, Capi-
baribe, Ponte Velha, Conde da Boa Vista, Ria-
chuelo, Uniao, Saudade, Sete de Setembro, Hos-
picio, Carnario, Rosario, Gervasio Pires, Atalho,
Socego, Principe, Santa Cruz, S. Goncalo, Co.
lho, Hospital Pedro II, General Sera, Corone
Lamenha, Alegra, Leio Coroado, Bario de SI
Boija, Soledade, Visconde de Goyanna e Attra-
cio.
Travessas :
Gervasio Pires, Colhos, Atalho, Barreras, Ve-
ras, Qoiabo, Joao Fraocisco, Mangueira, Cam-
pia e Palacio do Bispo.
l'racas :
Conde d'Eu e Santa Cruz.
Largo :
Campia.
Beco :
Colho.
Secci 1 n. 843 Edital P -r esta re
articio se faz publico, de ordem do I lm. Sr. Dr.
ch fe de polica que se acha depositado nesta se-
cretaria um bahu contando ditas capellas, nma
facha bordada a ooro, ama palma e nm cacho,
apprehendido pelo d-legado de Nazareth. Quem
se julgar com direito a ditos objectos, apreseote-se
reclamaodo-os.
Secretaria da polica de Pernambuco, 24 de
fevereiro de 86.O secretario,
Joaquim Fraocisco de Arroda.
DECLARARES
Club Concordia
Ausserordeutliche Hauptversammluog Moutag.deo
1 Marx 1886 abends,^ uhr. Tractanden :
1 Verlesung des Profokolls
2 Bericht der .Re'huogbrevisoren
3 Aofoahoie 4 Aufaljigfe aotrage der Mitglieder.
^ Das directorium.
> Correio geral
Mala a expedir-te hoje
Pelo vapor nacional Baha, esta adminietracao
expede malas para os portes do norte, recebendo
impresics e objeetre registrar at 1 hora da
tarde, e caitas ordinarias at 2 horas, on 2 1/2
com porte duplo.
O administrador,
Affonso doRego Barro*.
O branco de 3. sorte, sopeiior, de 4*300 a
4*500 os 15 kilos.
O dito de 3. surte, boa, de 4*200 a 4*300 os
15 kilos.
O dito de 3. sorte, regular, de 4*000 a 4*100
os 15 kilos.
O dito de 4. sorte, de 3*500 a 3*600 os 15
kilos.
O dito orneos, de 2*700 os 15 kilos.
O dito mascavado, purgad}, bom, de 2*400
OS 15 kll'.s
O diio oii.-, r tiular, de 2*300 s 15 kilos.
O dte aaiicncaatt, de 1*900 os 15 kilos.
O dito bruto, regalar, de 1*800 os 15 kilos
O dito do Canal, de 1*560 os 15 kilos
Algodao. Entraram 2,994 saccas, vendas de
7*500 os 15 kilos.
Cat.. Entraram 1,629 saceos, retalho de 5*
a 7*500 os 15 kilos.
Cebollas do Rio Grande do Sul, Retalho a
10* e 110000 o milheiro.
Cera, de carnauba. Vendas de 5* a 7*500
os 15 kilos.
Coaros salgados, seceos. Vendas de 690
res o kilo.
Ditos seceos, refrescados. Venda a 420 rs.
o kilo.
Fsrinha de mandioca. Retalho de 3*600 a
5*000 o sacco, conforme a qnalidade e proceden-
cia.
Fume. Retalho de 20*00u a 30*000 os 15
kilos, conforme a qoalidade.
Gomma de mandioca.Retalho a 3*200 e 3*400
os 15 kilos.
Graxa do Rio Grande do Sal. Ultima venda
a 5*200 os 15 kilos.
Gorduras do Rio da Prata. Catamos a 7*200
M 15 kilos.
Geoebra nacional. Retalho de 3*200 a 3*500
a dueia de carrafas, conforme a qualidade.
Mel. Venda de 42*000 urna pipa de 480
litros.
Milho. Retalho a 59 e 60 ris o kilo, confor-
me o estado.
Pelles cortidas. Colamos de 80* a 120*010 o
cento.
Sal do Ass e Moasor. ultima venda de 600
ris os 100, litros.
Sebo coado. Cotamos le 6*200 os 15 kilos.
TapiocaRetalho a 3*200 a 3*400 os 15 kilos.
Veils stearinas do Rio de Janeiro. Nao ha no
mercado.
Ditas ditas da provincia. Retalho a 340 ris
o masso de 6 i ellas.
Vinagre do Rio. '.'otamos de 50*000 a 80*
a pipa de 480 litros.
Xarque do Rio Grande do Sul. Deposito
65,000 arrobas, retalho de 2*500 a 6*000 os 15
kilos.
Seeros estrangelros
Alfazema- Retalho a 8* e 8*500 os 15 kilos j
com 10 por ceoto de cescouto.
Arroz da Iodia Retalho de 2*800 a 2*850 os
15 kiloa, dem ideo-.
Alpiste.Retalho a 5*500 s 5*600 por 15 kilos
dem idem.
Aseite de oliveia em barrs. Retalho de
3f 700 o galio.
Companhia Amphitrite
A direccio da companhia Ampbitrite convida
os aeohores acciootstas para a reuniio da assem-
b a geral, afiui de apreciarem as respectivas
contas e elegerem os futuros membros da commis-
sio fiscal. A reuuiio se eftectuar no sali da
AssooUeio Commercial Beoeficente no dia 11 de
marco proxinvi, As 11 horas da manhi.
Pela companhia Amphitrite,
Os directores,
A. M. de Amorim.
M. J. da Silva Guimaries.
Joaquim Lopes Machado.
De ordem do Illui. Sr. iuspector, faco publico
que, perante a sesso da junta do da 4 de marco
iroximo vindouro, se recebem prop^stas em cartas
echadas, para a compra de nm touro, um junten
to e um caineire que se tornam aecessarios ao
presidio de Fernando de Noronbn, pira a procria-
cio f*a raca aessea animaos a!l existente.
Secretaria da Thesoiiraria de Fazeoda o
nambuco, 27 de Fevereiro de 86.
') 8ecret*ri<,)
Luiz Emjglio Pinheiro da Cmara.
Thesonraria de Fazeoda
De ordem do lllm. Sr. inspector, faco publico
que perante a sessio da junta, de 4 de maico vin-
douro, recebem-se propostas para o arreoaameoto
por tres aunes, do armazem n 7, sito no Forte do
Mattos, pertencente A Fazenda Nacional.
A chave do referido armazem se e.cha n;sta re-
p irtlc'o e ser dada a quem c quizer examinar.
Thesouraria de Fazenda d2 Pernambuco, 27 de
Fevereiro de 1886. O secretario,
Luiz Emygdio P. da Cmara.
Club Carlos Gomes
Amanhi 1' de marco, ha ver sessao do conse-
Iho administrativo, as 6 1 '2 horas da tarde.
Recife, 28 de Fevereiro de 1886.
Augusto Maia,
2 secretario.
Arsenal de guerra
De ordem do lllm. Sr. major director, distri
bue-se costuras nos dias 1, 2 e 3 do mez de marco
prximo do correte anno, s costureiras de D#.
3C1 4 400.
Previne-se mais que s 4s proprias costureiras, ou salvo porem autorizan
do por escripto pessoa de sua confianca.
Seccao de costuras do arsenal de guerra de Per-
nambuco, 27 de fevereiro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferes adjunto.
Pacific Stoaiu Navigalion Com-
pany
Para facilitar sss senhores viajantes que dse
jarem assistir a exposicio colonial de Loodres no
corrente anno, esta agencia fart a redaccio se-
guale, a principiar do l de marco i 31 de julho
prximo futuro.
1* classe, ida e volta para Inglaterra, bilhetes
validos por seis raezes t 36.15. 0.
A companhia indemnsadora est pagando o di-
vid ndo de 1?* por accio, relativo ao semestre
findo em 31 de Dezembro de 1886. Recife, 25 der|
Fevereiro de 86.
Companhia Phenix Pernambu-
cana
Os senhores accionistas sao convidados para a
assembla geral ordinaria, que dever ter lugar
no dia 10 de marco pr. xiino, a 1 hora da tarde, no
escriptorio da companhia, ra do Commercio
38. A ciivocacao tem por fim :
Deliberar sobre o inventario e cuitas da admi-
nistra qo.
Proceder as eleices parte de 2" do art. 30 dos estatutos.
Pernambuco, 22 de fevereiro de 86.
Pela c nnpanhia Phenix Pernambucana,
Os admia stradores,
Luis Duprat.
Manoel ''Jomes de Mttos.
Joao Jos Rodrigues Mendes.
Club de Regatas Per-
nambucano
2 Regata
De ordem do Exm. Sr. Dr. presidente, convido
os senhores socios a se reunirem era assem-
bla geral a 28 do corrente, s 11 horas do dia,
ns sede deste club, afim de tratarem e delibera-
ran a res pe to da regata, que dever ter lagar no
prximo mez de mar;o, conforme foi deliberado
em sessio do conselho administrativo de 22 do
corrente.
Secretan* do Clnb de Regatas Perosmbucaoo,
em 24 de fevereiro de 86.
Oncar C. Monteiro,
Io secretario.
Ditoem latas. Retalho de 17*20 J a 17*500
a lata, idem idem.
Bacalhio Deposito 25,000 Dnicas, retalho a
16*500 a 18*000 a barrica.
Baoba de porco- Retalho de 420 a 440 ris a
libra, com 10 por cento de descont.
Batatas portuguezas Nao ha no mercado.
Ditas Dglezas ou fraocezas. Retalho, nio
ha no mercado.
BreuCotamos de 12*000 a 16*000 a barrica,
idem idem.
Carrio de pedra Cotamos de 15* a 20*000 a
tonelada.
Canella. Retalho de 1*600 a 14700 o kilo,
com 10 p.r cento de descont.
Cebollas portuguesas. Retalho de 8*000
11* a caixa, idem idem.
Cervejas Retalho de 9*650 a 12*000 a duzia
de garrafas ou botijas, conforme o fabricante e a
procedencia.
Cimento Cotamos a 7*500 e 8*000 a harnea
conforme o peso e fabricante.
Cominhos. Retalho de 17*000 os 15 kilos,
com 10 por cento de descont.
Cravo da India Retalho a 2*000 o kilo, idem
idem.
Farinha de tngo Deposito 13,000 barricas,
retalha-se aos precos seguate! :
A americana, de 2I(KJ0 a 21*500 a barrio.
A de Triestre e Hungra, de 25*000 s 28*000
a barrica.
Fejio. O da pro.'incia cotamos de <*500 a
9f o sacco.
Garrafoes vazios Retalho de 600 ris a
1*500 p. r cada um, com 10 por cento de descont,
conforme o tamanho.
Doces em eslda Nio ha no mercado.
Farello do Rio da Prata Retalho de 3*000 a
3*300 o sacco.
Dito de Lisboa- Retalho a 3*800 e 4*000 por
sacco.
Herva doce Retalho a 16*500 a 17{000 os 15
kilos, eos 10 por cento de deecouto.
Kerosene Retalho de 3J5O0 a lata de cinco
gales (liquido).
Louca inglez ordinaria. Retalho de 90*000
a 130*000 a giga, conforme o sortimento.
Madeira de piuho .-em chegada.
Massa de tomates. Retalho a 520 tis a
libra com 10 por cento de descont.
Manteiga em barril Retalho a 900 ris urna
libra, idem idem.
Dita em lata. Retalho de 1*100 a 1*350 a
libra, idem idem.
Massas italianas.- Retalho de 7*500a 8*000
a caixa, idem idem.
Oleo de liuhac Retalho a 2*000 o galaj.
Psssas coinmuns Nio ha no mercado.
Ditas finas Nio ha no mercado.
Papel de embrulho Retalho de 700 ris
1*500 a resma, conforme o tamanbo, idem idpm
Pimenta da India Retalhj de 1*550 a 1*600
o kilo, dem idem.
Plvora inglesa Retalho de 22*000 o barril.
Que'jos. Retalho de 3*600 um, com 10 por
cento de descont
Sal de Lisboa. Nio tem havido entrada.
Sardinhas- Retalho de 380 a 400 ris por lata
de quarto, idem idem.
De ordem da Illma. Cmara faz-se scieote as
pessoas iotoressadas que oos dias abaixo declara-
dos serio abortas as catacumbas tambera infra
mencionadas que nease dia terminam o prazo final
concedido para a conservacio dos cadveres nel.
las inhumados.
Dia 1 de Maio do 1886.
Pergentino de Miranda PimentalSanta Rita
n. 6 ao norte.
Dia 3
Leonor Maria do Couto Belmont Cmara n.
21 A.
- Dia 6
Maneel da Fonseea da Costa CamposCsrmo
n. 14 de ..
- Dia 7
Domingos Joiqaim Ribuir > Soarcs Carmo o.
25 ao norte.
Joaona dos Sactos VillaeaCmara n. 1.
- Dia 8
Maria do Patrociuio da Rocha-Livramento n.
16 de 2.'.
Dia 10 -
Rosa do Nascimcnto Accioly LinsCmara n.
5 (N).
Flora Minervina do Reg Barros Cmara n.
19 (N).
Dia 11
Bernardo de Souza Leio Filho Cmara n. 16
ao nssecnte.
Dia 12
Francisca Delphina de Melb Gal vito Santa Rita
n. 15 de l.
Dia 13 -
Josepha Maria da Rosa LopesS. S. do Recita
o. 11 ao poente.
Maria Carlota de Oliveira Santos S.-Cmara
n. 6.
- Dia 14 -
Capitalina de Jt'SUS Soares-Chagua n. 2.
Dia 15
Vctor Cyancirj de MelloPasaos n. 1 ao po
ente.
Manoel Amaro da Costa Cabral -Cmara o. 6
ao poente.
Ormida Leopoldina de SouzaSanta Rita n. 21
de IA
Dia 17 -
Damiaua Landelina Pereira S S. de S. n. 11
ao norte.
Dia )8 -
Manool Rodrigues das NevesEspirito Santo
n. 3 de 1.*.
Anna Joaquina de Oliveira Quiotella Santa
Rita o. 2 de 1.*.
Manoel Rsirigues Pereira Jnior Luz n. 39 A.
Dia 19
Jos Ferreira Gomes da SilvaCmara o. 39 A.
Dia 20
Francisco Jos de Araujo -Terco n. 68.
Da 22
Jos Francisco de Salles Dutra-Cmara c. 17
ao nascente.
Dia 23 -
Celso Augusto Pereira da Costa- Cmara u. 16
ao poente*
Guilhermina Pulcheria de Lima Mello-SS. de
S. Jos n. 10 ao norte.
Miliano Barbosa da SilvaS- Benedicto n. 2 .
Dia 21 -
Domingos da Costa MoraesLuz n. 16.
Juvenal Jos da Silva.-Camara n. 12 N .
Simplicio Rodrigues Campello--idem n. 11 (N).
Dia 25
Martinha Bezcrra de VasconcellosCongregu-
c > n. 7 ao norte.
Dia 26
Joanna Florinda de Gusmio Lobo Vital Santo
Antonio n. 30 (N).
Dia 27 -
Idalina Maria da Concica Chayas n. 4.
Da 28 -
Sevcrino Jos da CostaTerco n. 87.
Cemiterio Publico do Recite, 27 de Fevereiro
delega.
O adniiiiistiador,
Joi Maria de Arafjo.
Liberlp di mm~.
Teudo de se entregar n dia 25 de nares) vir.-
douro alguraas cartas de hb rdade, cam ida-so u
interessados comparecer- n a o dia 8 do ines-
mo mez de marco, do mci.> dia al s i! horas da
Urde, oa ra do Vigario n. 4, 1 sn lar, en te < n-
contrario com quem tratar, iec'e, SI deliVe-
reiro de 86.
Arsenal do Guerra
O conselho econmico das c i np iiihi n de aprmi-
dizes artfices e operarios i^ ililar.-s precisa con-
tratar os objectos abaixo dee ara ios :
Panno azul entrefino 137.m30
Brim pardo trancado 250,00
Algedi"zinh3 73>.01
Zuarle 3V),00
Casemira encarnada enfestada 5,00
Galio de prata de um friso 22,40
Tranca de dita 9,60
Cordio de li encarnada 72.(10
Hollanda de forro 11*,00
Ai iagem para entertella 21,00
Botes de metal branco grandes 144
Ditos de dito pequeos 48
Ditos de dito amarello grandes 2lfi
Ditos d*. dito idem peqneuos 51
Ditos de osso branco para cal,-'-' B imi-as 750
Dit os de dito para blusas
Dit os de dito pequeos para blusas
Cclchetes pretos (pares)
Botes de osso preto para calcas
Cobertas de chita
Bonete de se. vico
Ditos a Cavagnac
finturoes, conforme o modelo do Arsenal
Luvas de fio de Eseossia, pares
Platinas de cardao de li, pan s
Gravatas
Sapatos (pares)
Pratos rasos e fundos
Facas e garios
Chicaras e pires
Colheres para soupa
Ditas para cb
Panellas de ferro para 50 pravas
Ditas de dito para 20
TouCinho de Lisbaa. Retalho de 13'>>0 os
15 kilos, com 10 por cento de descont.
Dito americana. Retalho de 12*000 os 15
kilos, dera idem.
Velas stearinas Retalho de 550 a 950 ris o
masso de 6 velas, idem dem.
Vinagre de Lisboa Cotamc: de 140* a <0*
a p:pa de 480 litros.
Vinho de Lisboa. Cotam s de 245* a 280*
a pipa, idem idem.
Dito francez Nio ha no mercado
Xarque do Rio da Prata 1. psito 36,0.0 ar-
robas, retalho de 3*000 a 6*200 os 15 kilos
i .MiiVibiViOb l!|.I...U:
es de Fevereiro de :--;
^...Dk-a*Da 1 26
leein de 27
046:274,Y95
10;8P2.728
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Id, m de 27
a l.x:X> -aovuciiL"
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48.966226
121-827*166
5r884/910
Kcim nBAiiiAo
'- -Del 26
127:712*076
33:608/087
4:736 230
38:344/317
216
54
18
608
50
50
8
30
30
30
20
100
48
48
48
12
12
1
1
Os pretendentes deverao apresentar suas pro-
pastas oesta secretaria at as 11 horas da manhg
do dia 1 do vindouro, sendo taes propostas em
carta fechada, eom declaraco de se sujeitarem
multa de 20 0/0, caso recuaem asignar o contrato,
deveodo todos os artigos serem postas dentro do
estabelecimento a custa do arrematante.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernambu-
co, 25 de fevereiro de 1886. O secretario,
Jo3 Francisca R. Machado.
Dlonle Po dos Honorarios do
Exerclto
De ordem da directora, convii'o a todos os se-
nhores associadoa eooiparecerem na 6ede da so-
ciedade s 5 horas da tarde do dia 1 de Marco,
annivcrsiiiio da t rminacao da guerra do Para- !
guy, ao que casa ass ciacao nito qucrenJo que !
passe desapireebi a eala tio memoravel data, i
aproveita o ensejo para commemerar c an a refor- I
ma dos estatutos, mudando aquella dcnoiniuae.11
para Mi nte Pi dos Voluntarios da Patria, colo-
cando ueste dia, na taeliadn do edificio, e5te dis-
tico, e noite sera Humiliada.
Geroncio Santos Teixeira,
Alferes lu secretario.
d
Nianta Casa de Misericordia
Recife
Na secretaria da Santa Osa de Misericordia de
Recife arrendam-se por espaco de um i tres an
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45,
dem *dem n. 49
Ra do Bom Jess n. 13, 1- andar
dem n. 29, loja
dem idem n. 29, 1' andar
Ra dos Burgos n. 27
Ra da Madre de Deus n. 10-A
Caes da Alfaudcca armazem n. 1
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2o
andar
Ra da Guia n. 25
Becco do Abreu n. 2, ioja
Ra do Visconde de Itaparca o. 24,
pavimento terreo, 1 c 2* andar, por
Ra das Ca'cadss n. 32
Secretaria da Santa Casa de Misericordia
Recife, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivio,
Pedro Rodriaues de Souza
240*000
240*000
3. 0*000
216*00i)
240*101.
216*000
180*000
1:600*000
507*000
200*005
48,000
1:600*000
200*000
do
TIIKATKO
DAS
YAKIEMDES
HOJE
fMMii\..> 9S no i OKUi;\ri;
GIUME ESPECTCULO
E\l BENEF CIO E DESPEDIDA DO ACTOR
Pis u Mages
C-jhi pi moroso drama en cinco actos, orginal
fr.mcer, sempr- representado eo:n grande sucesso
em todas a eapitacs :
0 Medico das Criancas
Entre os diversos pareos que serio aununciados
pelo 8r. director das corridas ter lugar o grande
pareo de desempate com o aazao para o qual ha
ama graode fe ata e ama serie de diversas outras.
Secunda parteO man do do.
Um illastre amador prop5e-se a fazer o que ne-
ofium dos numerosos frequentadores da /esta do
Monte so animou a executar, apezar da grande
curiosidade do povo immenso que alli se reuni,
passar uma, duas, tres vezes pela ponte diab-
lica. E iito logo que se tiverem terminajoss cor-
ridas e tenba a banda executado alguma peca.
Terceira parte.A panella mysteriosa.
Esse interessante divertimento tio apreciado no
Hindostao ser pela primeira vez, ao som de nma
mosi -a adequada, offerecido ao respeitavel publico
beberibense.
Qaarta parte.Corridas em saceos.
Seis impagaveis pareos eotre tic-tac, Sangapura,
Sapinho, Caruaru', Cambraia e Homem-frte. A
destribuicio dos premios ser feta pelo Sr. di-
rector do jury.
N. B.Durante todos os intervallos a banda
philsrmonica executaras melbores pecas do seu
repertorio.
>< hotel :
Se encontrar almoco a 1*500
Jantar, a fartar, por 2*000
Por um dia 8#000
Por um dia, eom quarto, etc. 4*000
dem, idem, com dormida 5*000
A' Beberibe gente do lom
Estar tudo acabado antes das 8 horas.
Grande divertimento em
Bebe, ibe
Domingo * Mutiea
CuniMS a cavall .
A/astea
A paneUa mysteritsa.
Manea
O man do co.
Msica
Corridas em saceos.
Amanhi ser publicado o programma,
N. B. Um Ilustre amador se propoe a alean-
car o man, jaque ningucm na FESTA DO MON-
TE isto conseuio.
A' Beberibe
A' Beberibe
MARTIMOS
Pacific Siean Tvigation Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Galicia
Espera-se dos portes
do sul at o dia 1 de
marco, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante seguirem tocaran em
nvaiouli,, o que facilitar che-
garem os passageiros eom mais
brevidade a Londres.
Havir tambfm abatimento no preco das pas-
sageus. |
Para carga, passagens e cncoinmendas e dinhei-
:o a frete fraeta-se eom "8
AGENTES
Vilsoa oos A V.. Limited
4 RA DO COMMERCIO N. 14
i'i:< -o*
Camurj:* s.

Frisas..........
Cadi iras do 1" classe
Ciidciras de 2-1 ciaste
Qaleiias.....
Enlradi (.'''ral .
O b 'ni ficiado Drcviuc
. .
. .
.... liOOO
aos seus convidados q-ie
os bilhetes passados para o fheatro de Santo A:i
luilio diio ntrada teste theatro.
Comrcar s 8 12 horas.
Fcsta em Beberibe
MIC
PROGRAMMA
rrimeirn parle.Corridas a cava>..
Comecaro essas cundas as 4 horas da tarde
no lugar do eostume e depois quo uma banda de
musita pista li uma excrlleutc peca do fcu n pertorio.
Viril' '1 pipis e 10(5
rz, 15[5 orvlem.
Ci.mj>:snhla Brar ileira de !STavc-
ssco a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante o i tenente. Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do
norte at o dia 5 de mar-
co, e depois da demora in-
dispensavel, seguir para
os portos dn sul.
Recebe tainbem carga pa-
ra dantos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, encoaumei>daa valores
tracta-se na agencia
N. 46 RA DO COMMERCIO-N. 46
a Risa & Quei-
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Vapor nacional Bahia, entrado dos por-
tos do Sul em 27 do corrente e consigna-
do a Bernardino Pontual, manifestou:
Carga do Rio de Janeiro
Caf 260 saceos ordem, 200 a Maia &
RezeQdc, 75 a Paiva Valente & C, 70 a
Domingos Cruz A C.
Cominhos 5 saacos a Paiva Valente & C.
Fumo 4 volumes a Carvalho Cunha &
C, 4 a Sodr da Motta & Filho.
Mercadorias diversas 118 volumes or-
dem, 2 a J P. Pontea, 6 ao Estacionario,
3 a F. Piereck, 5 a Luiz Jos da Silva
Quiraar2es, 6 a Capitana do Porto, 6 a
F. Hendelsgessella, 1 a F. Ramos da Sil-
va, 2 a Cramer Frey 4C, la Joaquim
Felippe & Aguiar, 13 a J. W. de Medei-
ros.
Oleo de linhaca 40 gal3es a Capitana
do Porto.
Panno de algodSo 20 fardos a Machado
& Pereira.
Xarque 200 fardos ordem.
Carga da B*liiu
C; u os salgados sccos 50 ordem
Charolo* 7 cax3a ordem, 1 a Gui-
HMr2ei Irmlo <& C.
Fuio em tulla 5 tardos a Jlo Fran-
cisco Le te.
Fio de >ljjo Tu '20 saceos ao mesmo.
Fcrragens 2 caixas a J. G. Pinto.
iVlcccadorias rliversaa 2 volnmes or-
icw.
Panno de ilg.dao 22 fardos a Andra le
L"pes & C, 14 orlen, 10 a Albino
Amorim & C.
Lugre inglez Coteridr/e, entrado de Ter-
ra Nova em 26 do corrente e consignado
a J. Patcy & (",., manifestou :
Bacalbo 2,325 barricas e 175 raeias
aos consignatarios.
D&rtACt)S i)l KXPOHlAVAO
Em 25 de fevereiro de 1886
Para o exterior
- No brigue ingles EUen (7re Para Genova, J. S. Loyo & Filho 2,700 saceos
com 202,500 kilos ue assucar mascavado.
Na barca nomeguense Glent, carregou :
Para New-York, P. Carneiro & C. 246 saceos
com 185,100 kilos de assucar mascavado.
Para o Interior
No patacho hollandez Aleme, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, P. Carneiro 6c. U.
100 saccas com 6,660 kilos de algodao.
= No brigue nacional D. Francisca, carre-
gcu :
Para o Para, Rurle & C. 859 barricas com
14,473 kilos de assucar branco.
So vapor nacional Bahia, carregou :
Para Marinho, J. M. Dias 7 caixas com 143
kilos de np.
Para o Para, Bartholomeo & C. Successores 27
volumes com medicamentos ; L. J. 8. GuimarSes
00 barricas c-im 11,1*3 kilos de assucar branco ;
J. \I. Dias O barris cora 2,880 l.tros de agur-
dente ; F. A. de Azevedo 250 barricas com 15,100
kilos de assucar branco ; Maia & Retunde 1,000
volumes com 51,315 ditos do dito ; E. C. Beltro
& Irmao 20 barricas com 821 ditos de dito ; Amo-
rim Irmos & C. 210 volumes com 15,344 ditos
de dito.
Para Mauos, Amorim Irmos & C. 30 barris
com 2,880 litros de agurdente ; Maia & Rezende
25 ditos com 2,400 ditos do dito : H. Oliveira 20
ditos com 1,920 ditos de dito ; 8. G. Brto 20 bar-
rijas com 1,673 kilos de assucar branco ; P. Pin-
to & C. 50 barris com 4.800 litaos de aguardenta.
rara Ilamburgo
Recebo car^a a frete a barca brasileira Nova
jympcthia ; a tr.i.ar com Baltbar Oliveira St C.
ammmBs--**
t. hi.iio u.ional Bom Jcsiis, carregou :
Para Macahyba, J. 8. Sa!gueral 15 barricas
com 958 kilos de assucar branco.
No hiate nacional gou :
Para Mossor, P. Vianna & C. 1,000 saceos com
farinha de mandioca.
No hiale nacional Aurora, carregou :
Para Mos;or, H. O. Guimares 10 saceos com
750 kilos de assucar mascavado ; J. Baptista 300
taceos eom farinha de mandioca.
Para Maco, Oiiveira & C. 18 barricas com
1,020 kilos de assucar branco.
Na barcaca GrUcinla, carregou :
Tara Jlamanguape, P. Carneiro &C. 100 sscc>s
com farinha de mandioca.
MOV1MENTO DO PORTO
Xiv>08 entrados no dia 27
Liverpool e escalas, 5 dias, vapor inglez Warrior
de 797 toneladas, con mandante David ja_
roes, eqiipagem 24, carga varios gneros ; a
Saundrs Brothers & C.
Liverpool, 49 dias, patacho inglez Alice de 231
tone adas. c.ipko Jonh Couell, equipagem 8,
carga carvo de pedra ; a Johnston Pater C.
Hamburgj 48 di ts, lugar noruega 'Leyhyr de
236 toneladas, capital G. F. Christensen, equi-
.ajem 8, carga varios generes; a Ilermen Pa-
terson & C.
Parahyba, 4 dias hyate Bai nal Flor do Jardim
de 100 too-ladas, eapitao Jj><.quim Jos dos
Santos, equipagem 4, em lastro ; a viuvsj La-
ge3 e Filhos.
Rio de Janeiro e escalas, 7 dias, vapor nacional
Bahia de 1999 toneladas, commandante Aure-
lano Izaac,, equipagem 60, carga varios gne-
ros : s Bernardino Pontual.
Cear e escalas. 9 dias vapor nacional Ipojuca
de 360 toneladas, commandante Francisco de
Car ral ho, equipagem 30, carga vorios gneros ;
a Companhia Pernambucana.
Navios sakidos no mesmo dia
Ro Grande do Sul, patacho noruega C'eres, capi-
tao R. Hansen, carga assucar.
Santos, lugar hollandez Reger, capito V. Al-
ber la, carga assucar. _
Guam, patach; dinamarquez Acmel, capito J. H-
Paulsen, em lastro.
Estados Unidos, curveta brasileira A/OTira;i/e|/ar-
roso, commandante o capito de fragata, Sal-
danha da Gama, carga muuicoes [de guerra.
VAPORES ESPERADOS
Warrior de Liverpool hoje
Galicia do sul amanhi
La Plata do sul amanba
Marinho Visconde da Baha a 4
Para do norte a 5
Gironde da Europa a 6
Manot do sul a 8
ViOe de Bahia da Europa a 9
Pernambuco do norte a 12
Finance <* de New-Port-News a 12
EOte da Europa a 12
Espirito Santo do sul a 16
Tomar do sul a 16
Hamburg de Hamburgo a 20
Neva io sal a 24
-

V )
I \
A
1
I IrBrfl


Diario de PernambucoDomingo 28 de Fevereiro de 1886
*

CHARGEIRS REUNS
Companhl.i Franeeaa de Navega
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
DO, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
stea3ier Ville de Baha
E' esperado da Europa at
0 'lia 9 de Marco, se-
gttindo depoig da iuJispen-
savel demora paro a Ri
jbin. Rii> .'i- Janeiro
e Sanio.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p 'los
vapores desta lnha,queiram presentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclama^ao concernente a voluines, qa poi
ventura tenharn seguido para os portos do sul.afio-
de se podercm dar a tempo aa providencia neces
8a ras.
Expirado o referido priiso a compaahia nao e
responsabilisa por extravias.
Recebe carga* eneoSMBendaS e passagcir pan.
ob quaes tem cxcellentes accomodacoes,
Augusto F. de Oivcira k (
abmtim
4 RITA DO OOMMERAIO -48
Leilao
(En eoatluuaeo)
Da armicao e mercadorias da taverna n. 215
da la do Viscoude de Goyanna,e codos os uten-
silios da paitara a. 213 da mesma rua, tudo per
t neentv n uuisM fallida da Manoel Caapinleiro y
r'ouza.
Terca felra, 9 de Marco
A's 10 lj2 horas
O agente Gusmo autorisado por mandado do
Illm. a Exm Sr. Dr. juiz de direito do commcr-
cio, continua o leilao das mercadorias, utensilios e
aruiucaa da taverna e padaria cima menciona-
dos era lotes a <-ootade dos compradores.
Ultimo leilao
CUMPAXIIIK *>*'* nKHHXUE
mi:* IsAUITIlIESi
LINHA MENSAL
0 paquete Gironde
Com mandante Minit-r
Espera-se da Eu-
ropa no dia 6 de
Marco, seguin-
do depois da de-
Imora do costil me
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Monte-
eTido
Lembra-se i os. senhores passageiros de todas
as classes que Iri lug.ir.-s reservados para esta
agencia, que piJeui tomar c n qualquer tempo.
Previne se aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as recl.imacoes por fal-
tas nos volumes que -nvn recud acidas na occa-
siao da descaiga.
Para carga, patgena, nucommendas e dinheirc
afrete: tracta-se com o agente
iste Labillc
9 RA DO COMM ERGIO )
i'om>.t\uit rKf^isuiiis.
DE
Vivesaco Coselra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Mivitt, Matear, Ara
caly c Cenrt
0 vapor Ipojuca
De urna casa terrea, n. 39, =ita ra do Padre
Nubrega, freguezia de S. Jos, edificada em
chaos proprios, com porta e janella de frente, 2
salas, 1 quartn, cozinha f a e quintal murado,
medindo 5 metros c 40 ceiitlineirvs de frente c 6
metros e 45 centmetros de fundo.
Um terreno na estrada de Lua do Reg com fren-
te de cerca e di vera >s ps de. coqueiros, bana-
neiras e cajueiro, medindo de frente 12 metros
e 10 centmetros e de fundo al os fundos das
casas da ra d i Aurora
Terca felra do corren te
A's 11 horas
Por intervencao do ageute
Alfredo Guimares
Em sen armazcm ra do Bnm Jema num?ro 45
A requerimento do Manoel Peruira Simos, o
inventnriaute dos bens deixaios por seu fallecido
pai e por mandado e assiateneia do Ezm. Sr. Dr.
juiz de orphJos.
Leiio
De ionio, lop, film i piros
tuarta-felra, 3 do correte
A's 10 1[2 horas
Sobrado sito ra das Trincbeira. u. 16
O arente Silveira autorisado por urna familia
que retirou-se para o Rio de Janeiro levar a lei-
lao is seguinfes movis :
Urna mobilia de Jacaranda completa com tampo
de pedra era perfeito estado. 1 cami franeeza de
jacarando, 1 dita envemiaada de prete, 1 guarda
vestido, 1 lavatorio com pedra, 1 commoda de Jaca-
randa, 1 mesa elstica, 2 npparadores, 1 marquesa,
cadeiraa de gnarnco, 2 consoloa, 1 quartinheira,
1 sof, 2 cadeiras de braco de junco, 1 caminha
para crianca, 2 eabides, 1 banco para costura, 1
michina pxra ostiirn, 1 par de jarros, 1 tapete,
quadros, 1 santuario, t r lagio e mais miveis de
uso domestico.
''3 Precisa-ser1 do um caizeiro para hotel, no becco
do Caj n. 40, que tenha pratica, que d fiador de
sua conducta ; a tratar no mesmo.
jPrecisa-Be de uma coeinheira e mais algum
aervc em casa de pequea familia, na ra da
Aurora u. 81, andar.
Precisa-se de uma ama, na ra da Impera-
triz n. 41.
Precita so um menino de 11 a 14 anuos para
Bervico interno em casa de pequea familia, na
ra da Auror i n. 81, 1* and-r.
Pede-se aos abaizo notados, o especial favor
de vir ou mandarem ra do Marques de Olinda
n. 61, a negocio que nao igneram.
Ignacio Reg.
Jos de Araujo.
Adolpho Silva.
Odilon Gacilio.
Pedro Squeira.
Arthur Dantas.
Laiz Carvalho.
Jos Uuimaraes.
Dr. Candido E. Pereira Lobo.
Frederico Vieira.
De um sitio com casa de pedra e cal, de-
nominada Mangucira, sito no Porto da
Mad-ira.
No
Leilao
Terca feir, 9 de Marco
A's IIhoras
arnviztm da ra do Bom Jess n.
Apote Modesto Mista
O agente cima, a mandado do Ezm. Sr. Dr.
juiz de direito e da provedoria, eom sua presenca
e a requerimento da Mancel Ferreira inventariau-
I te dos bens de Jos Vicente Godinho, vender em
leilao referido sitio e casa, medindo a casa cer-
ca de 8 metros de largura e 12 c meio de fundo,
com 3 partas de frent. oito livre com 1 porta e
o sitio 41 metros de fente e os fundos at o rio,
existindo no meamo 2 casas em ruinas e muitas
arvorrs de fructo.
Quarta-feira 3 de Marco
A'? 11 toraa
Ra do Imperador n. 1U
19
Aluga-ae o 2- andar d.i s obrado n. 1 do pa-
teo do Terco, o 1- do de n. 79 ra da Penba, o
1 do de n. 18 ra Direita, o Io do de u. 66
mesara ra. o 1 do de n 35 traveasa de 8.
Jos, o 1- 314 ra eatfita do Rosario ; os terre-
noa de na. 6 ra Duquo de Caziaa, 1 do pateo
do Terco, a c*sa n 26 ra de Nunes Machado,
no Es;inheiro, com bins commodos : a tratar na
ra do Hospicio n. 3;.
Precisa-se de ama pessoa perfeitamente h -
bilitada para tomar conta da administraco de
uma padaria. dando bom conheciment de sua
conducta : pode dirigir-se ra de Bemfi a n. 7,
para tratar.
Leil
do
Augut
Segu no dia 5 oe
Marco, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga nt o
Pdia 4.
Eneommendas, passagens e dlobeiri a (rete at
As 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cass da Companhia Perrambucana
n. 12
^VALMAlLSTEAlTuiST
COIPABY
Vapor La Plata
esperado
do su! no da 1 d
marco, beguin lo
depoi.- d t demora
tieeessar.a pura
Lisboa e Southampton
Pura passagens, fretes, etc., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
3Roa doCommercio- :t
United States k Brasil Mail S. S. G.
O paquete Finance
Espera-se de New-Port-
X-ws.at o dia 12 de Marco,
o qual aeguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Pira carga, passagens, encom-aendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster k C.
N. 8. RUADOCOAALtrtClu
l' andar
De um sobrado da 2 andares na travessa
Oarn) n. 18, freguezia de Santo Antonio.
Um dito de 1 andar e socio, na ra Cliristo" So
Coluinbo n.-6, freguezia de S. Jos.
Uma casa terrea na ra da Deten ;ao n 61, fre-
guezia de 9MU Antonio.
Dez ineiguas r.o becco das Barreiras n. 4, fre-
guezia da li.'.a- V'if fa.
Uma casa trrea na na da I'z n. 32, freguezia
de Afogad;s.
Uma cusa ierrea n. 9 na luieia (io Varadouro
em Olinda. *
Para quulquer laf.rmaciio o asente cima dar.
EM CONTINUACAO
De movis, jarros, figuras, quadros, f gao ameri-
cano, cspelh'is, relogios, lavatorios de ferro, cha-
peos para scuhora, vinll de Baj C muitos outros
object. s.
(rande e variado leilao
N. 8
Mossor
Segu para o porto cima o hyate S. Barth';-
lomeu tem parte do "sea carreg imento ; -ara cres-
ta que lhe falta recebe a fretes commodos, a tra-
traiar com Bartholomeu Lourenco
Recite. 26 de Fevreiro de 1886.
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Noemia, recebe ca -ga a
frete ; trata-se com Amorim Irmos & C.
Portee Lisboa
Segu<" com brevidade a barca
portugueza Novo HilaiciO 'ara os
portos cima, para o rca:o da
carga que falta a trc'ar com
Baltar, Oliveira & C, ra do Vi-
gario ii. 1, 1 andar.
LEILOES
Terca-feira, 2 de Mareo, devo ter lugar o leilao
das miudezas, fazendas, ferragens, chapeos, ar-
macoes, fiteros, cofre e mais objectoa salvados do
incendio da loja de miudezas da ra do Mrquez
de Olinda u. 49, existentes no 1" andar do sobra-
do da mesma ra n. 51.
Grande e ultimo leilao
.No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 18, antiga da Caricia, para entrega
da chave.
Segunda letra. 1 de Marco
A's 11 horas
CONSTANDO
De mobilias da jacaranl. pianos, guarda-ves-
tidos, 1 rica cmoda de maguo, aparadorer, mzae
elsticas, ineias comidas, cabidee, quartinheira,
lavatorios, camas francezas, marquezoea. cama
para menino, marquizas, santuarios, so's, cens-
los, 24 cadeiras de junco preto, espelhis grandes
e pequeros, grande quantidade de lonca e porce-
lana para almoeo e jantar, roupaa para cama,
ioalhas, colxef, travesseiros, girrafas, copos, ^a-
lheteiros, campoteiraa, trena de coainba, farota
passaros muito bons cantadi res em ricas gaiolas,
diversas caizas com bisnagas, 5 caixoes com agua
de mouro do nascente de Santa Comba, chapeos
de sol para boa em e senhora, registro e encana-
mento de gaz e muitos outroa objectos que serio
vendidos sem limites.
POR INTERVENgO DO AGENTE
Gasmo
Das miudezas, fazmd.is, chapeos, balco,
armnco, fiteirop, ura cofre p*ovi do
fogo c mais objoctos salvafos do incen-
di'j da loja de imodesas da ra do Mr-
quez da Olinia n..49.
Constando de :
Liabas, tpalos de tranca, U p.ra bordar, meias,
toams, ccmisas de mcia. chaos, :>! fumarias,
bordados, ntremelos, beagubis, baralhos de carta,
botoep, agulha, tinta, papi-l, cnvelopes, bolsas,
cspelhos o miis inercad'Tias ezistentea no 1 an-
dar do s .lirado da ra do Marqnez de Olindi n.
51.
Terca felra. le Marco
O agente Pinto levar a lelil", por conta e risco
de quem pertencer, em lotes a vontade dot cotii-
prad ires. as iniodez is. movis, burr, pltein.s, ar-
niacao e mai3 mercador:a< s.iivMaa incendio
da loja ue iriudezaa da runflo Marqc n. 49, rxist^ijies no 1' indar do sobrado Ja mes mi
ra n. 51.
O leVi principiar s 10 horas c:n pootj por
sercm muitos dift rentes ot lotes.
Segundo leilao
Do sitio i!o Arriii.il, i roa Paulino e Suva,
(estscao da Msngabeira de Baixo)
Terca-felra. Z d<; Marco
As 11 horas
A' isado Imperador n. 16
O agente Silveira, par iiiaiiJad > e coui aesiatcn
ca do Ezm Sr. Dr. juiz de orphns e ausentes, c
a requerimento de O. Honorata liara do Sacra-
mento, inventariarte de Joaquim Martins Gomes,
levar leilao o referido sitio, o qu-l t-m de fren-
te 87 metros e 20 ceutiim tos e ue fuudo 165 me-
tros, ende eato edificadas duaa casa de taipa e
cacimba propriu, com bja agua p it.ivel.
Agente Pestaa
El
De mpoitantes movis, erystaes, espeliios,
quadros, vidros e apparelho da electro-
pate, tudo em perfeito estado de con-
servado.
Quinta felra, 4 de Marco
Ra da Amisade n. 1 primeiro portilo ao
lado da linha de ferro
A saber :
Sala de visita
Una mobilia de junco composta de 1 sof, 2 ca
deiras de bracos, 2 de baUnco, 18 de guarnico o
2 consoloa com pedra, 1 imputante piano comple
lamente novo, d* fabricante Carl-crgeal-em casel,
1 estrado e 1 cadeira para menino, 1 grande es-
ptllio oval, 2 pares de jarros, 2 ditos de alabastro,
com saaftMa, 1 tapete grande=couro de onca, 4
ditos menores o 2 esearradeiras.
Primeiro quarto
Uma cama francesa de Jacaranda, 1 banca, 1
cabida, 1 tapete de p* lio, 1 commoda, 1 redoma de
> idro, 1 bidel e 1 escarradeira.
Segucdo quarto
Um toiliet de Jacaranda, 1 guarda roupa, 1 jar-
dineira de junco com pedra, 2 cantonciras de mo-
gno. 1 ini.rqu^ziio e 1 esciirradeiia.
Te retiro quarto
Um marquesa, i lavatorio, 1 espreguicideira,
6 cadeiraa, 2 b.iuc <8, 2 quadros c 1 tape'e.
Qiuno quartn
Uma cama para aoltciro, 1 lavatorio. 1 guarda-
visoa, 1 cisa, 1 baca, 2 esearradeiras e 1 can -
dieiro.
Sala do jantar
Urna mesa elstica eom G tabont, 2guardas-
loucas, 1 guarda-comida, 2 aparadores com pedraa,
2 ditos turnead..s, 12 cadeiras d junco, 12 ditas
de araarel'o, I quartinheira, 2 bandejas, 1 relogio
de oarede, 1 jarra para agua, 1 porta fructas de
inadeiras muitos oolros nbjectos.
*or intervenco do agente
Alfredo Guiuiarcs
As 10 1/2 huas da maulla partir do arco de
Santo Antonio um trein que dar passagetn gratis
aos concurrentes ao leilao.
Para advogado
Aluga se a sala do 1- andar ra Duque de
Caxiaa_nj_61, a tratar na loja.
Preeisa-se de una pro-
fessora
A senhora estraugeira que estiver proficiente-
mente habilitada e quizer enainar a escrever e a
fallar eom perfeicao aa linguas franeeza, allema e
inelesa, assim como a dar lces de geographia,
historia e piano, a uma menina de 11 annos de
idade, a qual tem j principios de todos esses es-
tudos, sendo pessoa de boa educaco e com attes-
tado de aeu merecimento, pode dirigr-se ea n. 199 & ra do Visconde de Goyanua (Maogui-
nho), ou indicar a sua morada para te efiectuar
um contrato que a authorise a desempenhar o en-
cargo de professora.
Vagens ao centro
De Olinda parte tod a os sabbados, s 4 horas
da tarde, para Itamb por Iguarase e Goyanna,
uma diligencia : passagens a tratar na ra 1 de
Marco n. 1, no Recife. Vagens avulsas em qual-
quer dia, e para qualquer parte a tratar no mes-
mo lugar.
Cava I lo furlado
Furtaram an t< -hontem da porta da taverna n
37 da ra do Rangel, isto emqnanto o cargueiro
entrn par.", comprar uns gneros, um cavallo coa
cassuaes, com os signaes .-e si pedroz, castrado, um poueo curto, arrasta os
psl'por ter soffrido de ratigor, com 03 ferros do
lado esquerdo C o do direito P.
Rogi-se portanto, a quem o descobrir, leval-o
a ra do Imperador n. 16 qne se recompensar
generosamente.
KKLdJOA.UA
ALLEMA
Verdadelro cimento Inglez
Marca Pyramide
Vendein Ponseca Irmos it C, u- da Madre
de Deus n. 12.
Films
Praga i
Iheii'
n ho
n. 4.
lo ConS''-
Salda-
Mariuho
Airiga da Ma-
triz de Santo
Antonio nume
ro 4.
Lnlza .4mella de Paula Moreir
Jos Moreira de Smiza, Maria Valerida de Pau-
la Barros, marido, mi, tios e tas, irms a cunha-
do', agradecem do intimo d'alraa, a todas as pes-
soas que fizerain o caridoso obsequio de acompa-
nharem ao cemiterio publico de Santo Amaro os
reatoa mortacs de Luiza Amelia de Paula Morei-
ra, e denvo rogam a todas as pessoas de sua
amisade pira as'istrem s missas do stimo dia,
que tero lugar na matriz do Corpo Santo, s 7 e
1/2 horas da inauhS do da 1 de Marco, anteci-
pando desde j os seus eternos agradecimentos.
Paz-se filhs, communs e de formas, e vende-se
dece de caj secco e de caldo, arabos bem acondi-
cionados em latas, proprias para presentes : na
ra da Matriz da Boa-Vista n. .
Cheap! chea|i! cheap!
Very nice Engiish & Fren^h, spanisb novela
by Dickens, Scott Ccoper etc. tobe sold 600 rs.
only. Msmrel & C. ra Nova 21.
ltamarae
PoIcmipo remandes de tirito
Thereza Maria Peruande* de Bnto, Mara Je-
ronyma da Concecio, Bernardina de S Araujo
Ferreira, Maria do Carmo Fernandas de Brito,
Vicente Fenandes de Brlto, esposa, sogra, cu-
nhado e filhos do fall cido, convidara aos amigos
e prenles do finado para assistirem uma missa
que mandam resar por sua alma segunda-teira 1 de
marco, p-las 6 horas da inanh, na igreja de N. S.
do Te^o, pelo que desde j s- confessam agra-
decidos.
mmsVHHmHmmMttflbuaommmHm
A rifa denominadaO queridoconstante de
uma casa sita na villa Velha de ltamarae, e ou-
troa objectoa, deiza de comr com a ultima lotera
deate mez, e sim com a t> recira do mez de abril
vindonro.
Sardiiihas em barricas
Teem para vender Ferreira Girio & C, rna
da Praia n. 3. O que ha de mais uovo ueste ge-
Caixeiro
Tendo eu aberlo uma oficina de r%lo-
joaria com o titulo cima, recommendo-
rae ao respeilavel publico para azer
qualquer trabalho, al o mais difficil na
minha arte, como j prove como era-
pregado da relojoarnregulador da
marinhaonde liabalhei os ltimos
dous ajinos, prometi preeos mdicos e
promptido
Carlos Fuerst.
j>.<

Joo A'. Souza Rangel Jiinior e sen filho, du-
rante sua vida mandar celebrar nma missa to-
dos os meses, ua igreja de N. 8. da Penha, s 6
horas da manb, ana presada mulher e mi,
Francisca Cavalcante Paes Barr-to Rangel, falle
SMfs em 31 do mez prximo passado ; desde ja
convidam a seus parentcs e amigos, o por mais
este aoto -'e rtligiio, se con'essam itcriiameute
i;rats. 26 de Fevereiro de 86
Precisa-sc de nm caixeiro de 14 16 annoa de
idade, com pratica ; no becco dis Carvalhas n. 1.
Criado
Precisa-se de um, para casa de pouca familia ;
a tratar na ra do Marqnez de Ofinda n. 6.
Compra-se
uma caainba ou mei'agua que seja na freguezia de
Santo Antonio ou 8. Jos e que nao exceda de
de 400 ou 500 ; a tratar na ra dos Pescadores
n. 25.
lioa
acquisiao
Leilao
Noto leilao de nitros predlOM mul-
to mni* imprtame*, j por ue
arhnrem bem lo<-ali*ixio*. em ttom
oslado de ronierraro e J pelo*
rus melhore* reiidimentott
TEKgA-FEIRA S DEMARCO
ylo meio dia em ponto
No arrfhzem da ra <\n Vigario n. 12
O agente Pestaa, competentemente autorisado,
levar a leilao, no dia e hora supra mencionados,
as excedentes casas terreas, livres e desembara-
zadas de qua'quer orrus, abaixo declaradas:
Varoelaa de S. fre Pedro Gon.alves
Um 8 brado de dais andares, com grande ar-
mazem, sito ra de Tuyuty n. 3, no Forte i'o
Mattos.
farockia da Doa-Vista
Casa terrea sita ao Corredor do Bispo n. 18,
con duas salas, dous quartis. osinha, quntale
cacimba.
Uma oita sita ra do Rosario n. 11, esquina,
com taverna.
Uma dita ao becco do Tambi n. 5, com 2 sa-
las, 2 quart s. cotinha e grande quintal Clin ca-
eimbe..
Urna dita na da Ponte Velha n. 22, eom 2
ealas, 2 quart> s, t.sinlia, com qui.t.il e cacimba.
Paroclna de 6'. Jos
Casa terrea situ ra do Mrquez do H lval n.
139, esoiiiiia, com 5janellas e 1 porta, 2 grandes
salas, 4quartns, cosinha, quintal e cacimba.
Casa tenea sita ra do Coronel Suassuna n.
141, oceupada por um fabrica) de cores, com pro-
porcoes para levaetar um sobrado.
Uina dita tita ra do Crmel Sunssuna n.
143.
Uma dU sita ra de Lomas Valeutinas n. 4.
com grandes accommadavoes, 2 sotcs. quinta e
cacimba.
Uma dta sita rua de Antonio Ilenriques n.
12, com 2 salas, 2 quartjs, curaba .rniid, quin-
ta, cacimba o portan.
Uma dita si'a rua de S. Jos n. 52. e. m 2 sa-
as, pend uma forrada. 2 quaitu. eosfuh i e grau-
de quintal con c'cimba.
Uma dita aita rua de Dias Cardusxi n. 1, com
2 salas, 2 quartos, cosinba e quinlal.
Uma dita sita rua do Nogutira n. 2, cem pe-
queas accommodaeoes.
Estas casas chamam a nttencao dos Srs. csin-
pradores por cstarem inuito bem conservadas, e
par qualquer iiforrnaco a tractar coin o ursino
agente.
Ag-ente Pestaa
Leil
ao
De 40 caixas com ceblas c 5 ditas com
choi j\>,a
Quarta-feira 3 de marco
A'S U HORAS
Na porta do acmazem do Sr. Atines
O agente Pestaa competentemente autorisade
levara a leilao os gneros cima declarado;.
de dividas na importancia de 78:366(5889,
penenL-eutes masa ds Joaquim ion-
teiro ca Cruz
O agente Br'o, a mandado do Ezm. Sr Dr.
juiz de direito (special do ommercioe a requeri-
mento do administrador di referida maasa, levar
leilao as divida cimas, oonatand > a inaior par-
te em lettras de diversos, como podero ser exa-
minadas em pjder do -nesmo agente.
Quinta-feira 4 de margo
\'s 11 horas
Rua do Imperador n. 16
Mnrit Lemos de Figuelredo
Manoel Fi^ueiredo da Cimba e Olympia Lemoe
convidam as pessoas de sua amisade para assisti
rera a missa de stimo dia do fallecmento de sua
presada esposa e mi, Maria L. -*e Figueredo,
que mandam resar na matriz de 8. Jos a 2 de
Maico iterca-f ira), s 7 horas da mauh, pelo
que desde j agradecem todas aquellos que con-
correrem a es3e act de carioade.
Vende-se um piano com pouca uso ; a tratar na
rua do Hospicio n. 3.
Ao nMil memo
Declaramos pelo presente, que a contar do 1
de Fevereiro correte, uissolvemos amigavelmen-
te a aociedade que tinhamoa aob a firma de Silva
8t C, establecidos na vHIa da Macahybn, pro
vincia do Rio Grande do Norte, ret.irando-se o
socio Phelippe Lunhardt pago e tatisfeito de s.u
I capitsl e lucr ,s, e ficando o activo e passivo a
cargo do socio Ignacio da Silva, que contina a
usar da mesma firma Silva .* C. Macabyba, Io
de Pvereiro de 86.
Ignacio da Silva.
Phelippe Lunbardt.
Ama de leite
P.ecisa se de uma ama de leite sem filboe ; lia
roa do Mrquez do Ilerval n. 14.

AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8JU0H, no becco dos Coe-
thos, junto de 8. Gcncalo : a tratar na rua da Im-
perati iz n. 56.
= Os hachareis Antonio Justino de Sousa e
Pedro ASlnso de Mello muuanun o seu escripto-
rio para a rua Duque de Canas n. 54, Io andar
onde contnuam a esarort a ana profisso de ad-
vogados.
Au'a mixta particular de in:rueco prima-
ria, Deodata Anelia Ferrer: da Svtf, rua Vi-
dal de Xegn iros n. 21. ______
Aluga-se a casa cmn aota, toda carada e
pintada de novo, sita ru.i da Fundicao n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na rua do Mrquez ce
Olinda la. 8, lithographia.
Aluga-se o armazem da rua do Mrquez de
Olinda n. 18: n tratar coin Prente Viauna &,
Companhia
Aluga-se a cafa 0 an sota. toda caada e
pintada de nevo, sita iri da Fundico n. 8, em
Santo Amro ; a tratar na rua do Mir.jU z de
Olinda n. 8, lithograhia.
= Precisa-se de gente para vender taboleir i
ua rua. ou por v ndagein uu por mez ; a falar na
rua Vcdia n. 4o, entrada pelo becco da Veras,
loja.
= Aluga-sc a casa do pateo de 8. Pedro Novo,
em Olinda, n. 2. onde csteve o Dr. Pitangd, do 1
de marco al o l* de seteinbro, tambein se .aluga
um Harto dentro jo sitio, muito bom ; a tra'ar
no Caininbo Nevo n. 1-8. Tainbeui se vende por
preco muito em conta, eu permutase por apolices
da companhia de Olinda uma parto da casa na
rua da Impcratriz. que est te:npre alugada ; a
tratar na merma casa
iuo de Sousa e s
D. Josepha Egydia de Suiza n S, a^us filbis
e genro, convidam os pirenteg e amigos do seu
infeliz e sempre lembrado filho, rmlo e cunbado,
assistirem a uma missa que mandam resar na
'grej* da Soledade, pelas 7 1/2 horas da oanh
de terca-feira 2 de Marco, s-itima dia do seu in-
fausto paasamento. i
^auawwmammMmsmmmmm
Joao de Soasa e S
Os companheiros de trabalho do finado Jeo de
Souza e S, ferdos do maia doloroso transe pelo
prematuro fallecmento d-. aeu leal e estimado
colleira, convidam s i do finado para assistirem s missas que, em me-
moria do mesmo, mandam rezar na igreja matriz
do Corpo Santo, pelas 7 horas da manh de 3 de
Marco prximo, agradecendo de ante-mo quelles
que Ihes fizerem esse caridoso obsequio.
sp
= Na rua da Capunga (bojo Joaquim Nabueo)
n. 9. aluga-te quartos mobilia los, independentes;
tambem se formeo coa ida, querendo ; a casa
de familia esrangeira, f*lla-sc fraueez, inglez e
heepaubol ; a tratar ca mesma, ou rua Nova n'i-
mero 21.
Os bilheics do um cavallo e uma carioca
correr cem a ultima de Janeiro prximo pasaado t
trantferidos para a ultima lotera de fevereiro, fi-
cam sem valoi algum, d-ixundo as8im do correr
em raza da p-quena extraccao dos meamos bi-
Ihctes, licaiiJo o din i;o alguna possuidores de
bilhe.'cs quo j tenha pago, a baverera seu di-
nheiro.
Precisa so de uma criada ; na estrada de
J ao de Barros, antigl travessa da Soledade nu-
mero 41.
-r= Offerece se urna mulher de idade, para ama
Sicego n. 10. ^^____-
Pede-se aos Srs. garautiJores que nao paguem
M icaso forera premead os vigd saos da lottria
de Macei de nmeros 15312, 28111 28117, 28118,
2811P, 28120, os quaes acham-se perdidos.
Pede-se pessoa que, por engao, levou um
bah de sola, brochado com o rotuloLuiz Lave-
nre Wanderleyrindo no vapor Baha, 0 favor
de indicar onde se a:ha, na rua do Livramento n
12, e ser gratificade.
i*t< -M
-Mou Ilcmeierlo de Caatro Ainaral
Rosa Anglica de Castro Amaral, suas irms e
sjbrinbos convidam acs sena parentes e amigos
para assistirem as missas que mandam rezar por
alma do seu sempre lembrado filao, sobr.nho o pri-
mo, Jos Hemeterio de Castro Amaral, na matris
da Boa-Vista, s 8 horas da manh, no dia Io de
Marco. Io anniversario da seis falleeimento. Des-
de j agradecem de coracao a todos que assistirem
este acto de religo.
Este remedio precioso tem gozado da aceda-
io publica durante cincoenla e sete annos, core-
e^ando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidadc e venda nunca forjo to exten-
sas como ao presente; e isio, per si mesmo,
offerece a melhor prova da sua eficacia maravil-
hosa.
Nao licsitamos a dizer que nao tem deixado
em caso algum de extirpar os verme.;, quer em
crean9as quer em adulos, que se acharo affiic-
tos desles inimigos da vida humana.
NSo deixamos de receber constantcniento
iiicstacfles de mdicos em favor da sua emeacia
admiravel. A causa do successo o'otido por este
remedio, tem apparecido varias falsificaces, de
son que deve o comprador ter muito cn'dado,
ixaminando o nome inteiro, que devia ser
7einifiie:c fle B. A. FAHHEST9CK.
Sem dicta esem inoditi-
ca?oes de costumes
Para cosinhar
Precisa-se de urna ama de boa conducta, para
casa de familia ; na rua do Viscord< de Goyanna
n. 219 (Manguinho).
Ama
rrecisa-se d- uira ama para lavar e engom-
mar ; na travosea d s Pires n. 5 (Gerquiy).
^%$J %
Precisa se de nma ama para cosinhar e com-
prar ; na rua nova de Santa Rita n. 47.
Aluga-se
urna casa terrea com sitio, adiante da estacao do
'Jaropo Grande, com commodos para familia, todo
arborisado, por prroo commodo ; a tratar no sitio
junto, a qualquer hora
Precisa-se
de uma ama ; na rua larga do Rosario n. 38, pri-
meiro andar.
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Vende-se uma refnacao muito afreguezada, e
na melhor loeal desta cidade. taute para venda
em retslho como em grosso : a tratar aa rua Vi-
dal de Negreiros. padaria n. 147.
Ao Carnaval!!!
Jos Pereira de Amores, como tostamenteiro do
finado Jos Antonio Macedo Lopes, convida seus
amigos c os do fallecido, para na quarla feira 3
de mar.o prximo, assistirem as missas que se
ho de cclebia- por alma do seu presadssimo
amigo JoatV Antonio Macedo Lopes Aproveita a
occasio para agradecer s pessoas que compare-
ceram ao enterro, e bem astim as irmandades ; e
de novo roga-lhea o aeu comparecimento no que
se cometas agradecido.
Marin do Carmo de Soasa
Viannn
Joaquim de Sonsa Vianna Ferreira manda ce-
lebrar no da 2 de marco, s 5 horas da manh,
no convento da Penha, uma missa pela alma de
sua sempre lembrada ta, Maria do Carmo de Son
sa Vianna, trigsimo dia do seu falleeimento.
lii'oiumbrnnii' expoNieo de coatu-
meai. moscaraa, caPelleirax. etc..
ee.
Quinta fvira. 1 t> Mar? > de 1886, s 7 horas da
iote na rua d> Duque de Casias n. 25
O copular Assselmo, j bem conhecido do
publico desta capital em materia carnavalesca,
exhibir no dia e hora cima indicados a sai im-
portante exp isicao oude os amantes da folia eu
contra rao para a lugar magnficos vestuarios des-
de 500 res at 504, n-o s para cavalleiros como
tambem para senioras o encontrando quem em
sua casa se fr vestir os necessarios enmmodos.
Pag-amentoN adiantadois
Aluga-se o S'bradinh do becco do Quiabo
(Afolado >), com quintal grande e diverses pea de
frucleiraa ; a tratar nr rua de Marcilo Oas, nu-
meto 106.
11 rmbrulho contendo musieas
Pcde-se a quem foi entregue por engao, ou
achou um inasso de msicas com endereoo a Be-
larmino da Costa Dourado, o favor de entregar no.
escriptorio do Dr. Alcoforado rua Io de Marco
n. 4, que ser recompensado.
Assuear refinado
Os refinadores ccientificam aoa seus fregueze?,
que forcarios pelos presos do genero m rama es
tabeleeeram a seguinte tabe'la para o ass-icar re-
finado no nroxiino mes;
1 sorte 5J400 15 kilos.
2 dita 4/500 idem.
3* dita 44000 idem.
Recife, 28 de Fevereiro de 1886. _______
Helena Per en bit Zlnrrmlrli
Guilbermina Leopoldina de Mello Berenger,
seus netos e mais pirantes agradece n a todas as
pess.i.is que levaram at a ultima morada os rea-
tos de tua presada fiiba e mi, Helena Berenger
Zloccovich, e rngam ignal favor para a missa que
ter lugar s 6 1/2 horas da manh do dia 2 de
marco, na igreja do Carmo
C'S preparados 'iioP*
maceulico Eugenio Manioes
de Hollanda
pprovr.dos pelas juntas d,^ hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e acvdemia de industria de
Pariz.
Elixir de ii!iiribina
Restabelece os dyapeptmoa, facilita as d es-
toes e promove as ejeccoea ditfices.
Vinho de auauaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anmicos, delw>i!a a hj poemia
intertropical, nconstitue os hydropicos e benbe-
ricoe.
Xarope de flor d Muito recommt ndado na bronchite, na bemop-
tyse e as toases agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas cora a
pererina, quina e jaborandj
Cura radicalmente as febres iptermittentes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tri.xbem fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes naa inflammacoes do figado e baco
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado oac convaleaeencas de* parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva iz (J.
an eliz
ios 4:000^000
^raca da independen
eia ns. 37e 39
O abaixe assignado vendeu entiv oe seus
fililes bilhetes garantidos da 39 lotena
* sorte de 4:00( em 4 quartos a. 3768,
a sorte de kO00,J0O0 em 2 quartos n. 376
m e outras muitas de 32(J, 16)5 e 8.
Convida os possuidores a virem receber
jem descont aleum.
Acham-se a venda os feiizes bilhetes
garantidos da 41a, parte di, loteria a benetici i
da matriz de Garanhuns, que so ejctrahir
ao dia 4 de Marco.
Presos
Bilhete inteiro 4$OU0
Meio 25000
Quarto 1,5000
m porrio de IOOJOOO par
cima
Bilhete inteiro 3tf50t-
Meio lo75T'
Quarto 875
Autonio Augusto do Sanies Portq.

%
m




I sOTUM i
OlSr^i


6
Diario c Pernaubuct Domingo 2S de Fevereiro de 1886

Afiga-se barato
Jl*. e 2.' andar travesea da Oampello n. 1
i armazem da na doBom Jess u 47.
i nm terrea n. 13 da roa do Nogaeira.
4 caaa torrea n. 23 da travesea de S-, Jos.
Hoja da roa, do Calabouco n. 4.
icasa da ra do Visconde de Goyanna a. 79.
. caaa da ra da Ponte Velba n, 22.
1 eaaa da Baixa Verde n. 1 B Capunga.
i tratar no Largo do Corpo Santo n. 19, l*4ui-
Aluga-se
grande sobrado a 161 da raa Imperial, caiado e
jintado ; a tratar na ra do Rangel n. 58
Aluga-se
por 8^000 urna cas eom ala e 2 quartoa, e cor-
redor servindo de quintal, no beceo do Faado n.
5, fregueaia da Boa-Vista ; a tratar na roa de
Santa Thereaa n. 18.________________________
AJiga-se
barato a caaa torrea, eaiada e pintada, ra de
S. Jorge n. 40, com 4 quartos, 2 salas, sotea, co-
oinha fra, copiar, quintal, cacimba ; a tratar
com Siqueira Ferrat A C, ra ti j Amo im n. 66.
Aluga- se
barato a loja n. 117, i roa de Marcilio Dias.
Casas para alujar
Aluga-se as duas casas terreas ns. 167 e 169
da roa da Aurora, com muitjs commodos para fa-
milia, e ambas com agua; a tratar ua ruad
Hospicio n. 9.
Vina pai ro/inhar
]Sarua do Bem-fica
sitio que fiea em fren-
te da entrada dos Re
medios, se precisa de
umamullter forra ou
escrava para ama de
cozinha.
Ama
Precisa-se de ama ama para Jaboatao ; a tra-
tar na ra da Florentina n. 2.
Ama
Na ra do Barao da Victoria n. 6 precisa r-e de
urna para comprar e cozinhar para casa de homem
solteiro.
Na praca do Conde d'Eu n. 1, segando andar,
precisa-oe de urna ama boa cosinbeira e de boa
conducta, para casa de pequea familia.
Ama para eosinhar
Na praca do Conde d"Eu n. 4, 1 andar, se
precisa de urna mulher de rr.ea idade, para cosi-
nbar, fazpr compras e algum servica de casa de
pequea familia.
Ama
Precisa-se de u r.a ama que compre e cosinhe,
para caaa de pequea fairilia ; na ru.i do Bario
da Victoria n. 19, loja.
Ama
Precisa-se de urna ama para o.sa de familia :
na ra do Viscaade de Goyauua n. 46.
Ama
Preisa-se de ama ama pnra casa de rapaz sol-
turo ; no pateo ao Paraizo B 18, taverna.
Amas
Precisa se de duas amas, urna cosinheirt < ou-
tra para anjnr com duas criancas e mais servico
de caea de familia; a tratar na ra do Imperador
n 14, 2 andar.
?Ca"SeTe_uma ama para cosinbar em casa
de pouca familia ; a tratar na ros da Saudade
numero 16.
Ama
Precisa se de urna ama qne compre e cosinhe,
para cosa de pequea familia ; na ra do Baro
da Victoria n. 15, 2 andar.
Ama para eosinhar
Precisa-se; na pn.ya do Conde d'Eu d.
32. segando anHar.
Ama para eogommado
Na na do Henifica,
sitio em frente da es
tiada que i para os
Remedios, se precisa
de urna mulher, forra
ou escrava, para fazer
entornillados e algum
servido de casa de fa
milia.
Canarios (TAIIemanlia
DE
C. Brandiiiuller
Vede-se na ma do Imper.dor n. 22. O mtss
mo compra oucas, gibas, tamandas bandeira c
corcodilos.
urna armacao para casa de in l'ados ; quem pre
cisar dirija-se ra da Praia n. 61.
Para eosinhar
rN ua d.- J aqnim Nabo : n 8, entrada da
Capouga, precisa-1 do jui urgencia,
i'OrfffXt
EXPOSITlOjt J UNIVn*1878
Itill 0rlKCnixdCkmlier
lss nm hautes mecohpenses
OLEO de
E. GOUDHiiY
ESKCULMEITEHEMRAnnMAFMMOSUUOOtABELLO
Rtesaiasaduaos este producto,
coisidendo sella celebruuuea medicas,
pelos seos principios de quina,
como o mais poderoso regenerador que s conhece.
rticos Recommendados
perfumara de lagteina
haanfea sitas Celsrlda4M Maw.
GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
AGUA DIVINA dita agua de saude.
ESTES ARTIBOS ACHAM-SE NA FABRICA
pars 13. ni d'Eifhiei. 13 PARS
Depsitos en todas as IWwnaria*. I'narmaria*
e Cabellereirus a America.
Venezianas
Compra se de duas i quatro venezianas de ma
deirn, com correntea de metal, das modernas, com
pouc.D nao ; do piimeiro andar n. 22, ra larga
do Rosririo.
Abogado
O hacharel Pedro Gaudiano de Ratis e 8ilva
mudou sua residencia da estrada de Joo de Bar-
res para a ra velba de Santa Rita n. 89
Aluga-se urna casa pe-
quea
Na ra de S. Franciscon. 1, freg-uesia de San-
to Antonio.
No becco do Fondao n. 5,freguezia da Boa-Vis-
ta : a tratar na ra de Santa Thereza n. 32, de
manh at meio diu.
IGUARASSU
N. 88:200
ODr. Francisco Xa-
vier P;*es Barreto,
pela 4.a vez rogada a
* ir ou mandar a ra do
Mrquez de Olindan.
50, dar umprimento
a o numero cima.
Viva o carnaval
Compra se vestuarios novos e usados ; na roa
da Imperatriz n. 78.
Xa cidade da Escada
emprn-se -uro, prata, patacoes nacionais e es-
trangeiros, e m edas de uure ; na ra do Com
mereio n. 19, estaoeleciraenU de Antonio Fran
cisco de Araujo Costa.
Escola pan* cular
Be iuirureii prtanarla par* o seio
matrulino
34 Ra da Mat-it du Boa Vista84
O abaixo asaignadu participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que atrio sua escola particular
de inctruccao prim. ra para o sexo masculino,
ra da Matriz oa Boa-Vista n. 34, onde esmera
damtnte se dedica ao ensino de 8' ua alumnos.
O grao da escola consta : ler,fscrever e contar, I
desi-nho linear, kiatera patria enocoei de trances. I
Garante nm r 4>di adiautaaiento nos, pelo seu >ybten,n de ensim, o qual urna pa- j
ciencia Ilimitada, uni ".mar inviolavel e urna es-
u.1 rada dedicaco M ensino, iazendo com que os
sus decipulos abracem i amera de curaca? as let-
tras, aos livros, e ao estndoL guiando oj uo cami-
'iho da intelligencia. jia'acnra e da dignidade,
ufim de qu/ ^.inbtm a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiio e da lei, e un Terdadeiro
cidadao brasikiro
Espera, pois, merecer a confian ca e a protecc'
do distincto povo pemambucano, e em partcula,
tem f robusta ni to ios os pai < e utores de me
unos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mecto de seus Hitaos e tutelados.
Com qnsnto tusada teja esta tentativa, todava
espera que es scus ini-ansaveis esforcoi-, e os seus
puros deicjos, sejain coroados com a feliz appro-
vacao de todos os filLut do imperio da Santa Cruz.
Mcnsalidade2000 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horario das 9 ho.'as da mapba s 2 da farde.
Recebe meninos internos e meio-pensionistas
por mentalidades ra^-aveis c lecciorja per casas
particulares a ambos M sexos.
Julio fares de Azevedo
34-RA DA MATRIZ DA BOA VISTA34
rosnhciro
'n-eisa-se de um o sinhiiiu ; a tratar na ra
Paysand n 19 "(Passag- m da Magdalena), ou
:a do Commercio n. 44.
Fabrica de linas
Precisa-si de urna mnina de 14 15 annos,
para trabalh r. mesi: o si m pratiea ; na ra do
Cabugi n. 7.
Coslureira
Preosa-se de urna costureira que saiba cortar
pr figurines ; a tratar na ra da Aurora nume-
ro 109.
Ao publico
A verdadeira e beui ctnbecida romma de mata
rana e araruta, prep-iraapor Jeronyma Conssei-
ro, venle-se em paeotes de libras e meias, nos
seguintes lugares, poi 'ra : boa-Vista, ra da
Auroran... (stabelecim Vasconcellos ; ma di lo.peratriz n. 2, dos Srs. Ma-
noel Moreira R beiro <'., e na da Baro da Vic
tnria, r>> dos Srs !'.i Jmi Al ves & C.
Os aaaixo aasignaooe. tendo ad< ptado e regis-
*.rad! a marca industrial como do desnho : cima
ve coi'formidade eom as prescripcoes das leis em
ligor declaram ao pnbRco e particularmente aos
-ius numerosos fregueses, que dora em diante
NkM raroa dita atares .mtia de sua origem
legitima preode;
Ao commercio
Os f.baixo ai 'leelaram qu venderam
sua tiivni.a a '"v.olonb n. 24 livre e
desembaractuU, i de Souza Almeida.
Becife, 2i di f T'ixi-ira & C.
Boa acquisivo
Vrme se s fabrica d v-nagre e cerveja raa
da Seuzal.. n 1J, poi i miuto barato, por seu
ri"P'' Xcr di' i'tuiur -i- ". muitos utensilio* para
fabricar gualqoer cU:o de bebida/ ; a tratar com
Cduardo Martina na nwsma, ou no Entronca ment,
casa do Sr. Carpioteiro Sooz.
Cozinheiro
Pr. cisa se de um bom cosinheiso ou cosinbeira
tratar na roa da Aurora n. 109.
BZLLIZA ETERNA as PELLM Mida pilo m 4a
PE&FURIA-OfllZA
de
LEGRAND, Fornecedor da (Me de Rassia.
CRWE-ORIZA'
SfNeurdeplusieuiiga
Cita CKtHh brtnqueit i PLU
s n-Lii a
fialPaUHCU.aritlCO
sM MOCIDAM
Her taabflai o tuto *ttae,!
tu urdas ue rigu,
?W
Toirrts ib PMtwfijl*^
ORIZA-LACT
L0CA0 EMULS1VA
llranquiiaerarranaa paila ]
Faa dtsapparecar as aardai.
ORIZA-VElOUT||^t*
SttXo pe* rwltt do '
O'O.MVEIL.
O mais auve para a palle.
ess-Triza
Ptrfumu a tufo 0*
| rtntMlhttutu lrt noraa. |
Adoptado* pala a*4a.
ORIZA-VELCUT
P de FlOfld'ARROZ
tdhirtntt i pellt.
PNdaaiado o avadado
Mssasfa.
hra MB as Tiutnru i
fmr*o* Oftbelln^bnir
OIMJiS**
?
JWE$'-:ithSO
UiV ur.tso 'WfO
H fjtff\ an\wmu rrrr?
sQ
COM tdTH LIQUIDO
i aoprwis-.LATABREaCAM',.
m twtm im denote
niccJo iiiplii
eiuludo imiuedialo
[ Hs>>ocbr.a. 1*11', MSBaoaatr-jt
* rmOi m ct$t HtMt ; j
M Mbttiluntiroi. j*
O RIZA-OIC, 01o i>atrsi o OftbeUoa
DIBSOOMTIAR DAJ3 rJLr*BTFIOA. Deposito principal ; 307, roa Balnt-Honor. Parir.
Gotta, Bheumatismo, Dores
Soluqo do Doutor Clin
Laureado da Faouldad* de Medicina de Parii. Premio Montyon.
A Verdadeira Solugao CLIN ao Salicylato de Soda empresa-s para curar:
As Affeccdes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheuraatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
ttl3 Urn explicacio dttilhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Soluco de CLIN & Cie, de PARS, que se enoontra em
^ casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.___ _______u
t, Jk%. Jt.JtK &. W*0 S *. A ^ A
| TIOETTBi / |
,Oi)
f WECCQFS DO eSTOHA&: 8ASTRITE$, fi/'STRALo \
Htswu aaa enci|aaa ._-,.^a..- c Brc^
I
( .... -- .
V>ii-smii'*i'a*'-nJ* *'"f "" '" ''" ~ ' fc w'f>iaiita>va^ -*""-"
Cuidado com as Falaiflcaro-
iAGUA de MELISSA


dos Carmelita:
O
IP-A-RIS, 14, Ra de l'Abbaye, 14.
I Goalra > Apoplexia, o Cholera, En|6o do mar, o< Flatos, as Clicas. Indi-
Asa, a Febre amarella, etc. Ler ? brov acto no oy.i/ as envolvido cad
Dere-se exigir o lelcclro br-suco e preto. cm ln os os vid
seja qual Wr o Uinianli'), i
Deijosi os -: wlcaa,
msxizis&aa
Lnloo Sucoessor don Carmelitas|
PAEI8
VERDADtlRlS PILLAS de 5R 3LAUD
Psteos pr*pu,-das ferruginosos poda aproamatar-c* 6 con/u-opa dos ffadfe.o
i boentes apoiatlni em documentes too antbencos cono o se^'intas :
3fc> enpreraild im o melhor culo, ra mais de w annos, pala oaior parta jos MacDons,
para rearar Aoemlav, Ctalor*ae (Cor? i taPJlaa). e recllllar a fornac&i tas rajxtrias-
8c tbr juca Insercfto fiestas Piiu'aa ni novo Cedex franv ut 'Uspcnse ce Vrtto emulo,
tos liBiiiorcioK s w a nica c,IUoiu>. ? do B acst.a
Taaaaa 11 aaoc- q tneuntesusTosa okjildro core
MitlnnlarroMn.
O- DOUl-C
la n c'itmii 0 *<:.'. ftrlM
TmlVn mtl a qna o aeo uodw leja rsvatio sobre cada plala coo t u-argeu:
OUMPRE OK8CONPIA! OA9 ""SlTAQdE
atB.rdaraaans..- F<- /.irrbirco : r' ia'' .-".*
^.m,
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pllulas purlflcao o Sangue, corrgem todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor inerivel para todas as enfermidades
peculiares ao sexo femiuiao em todas as edades. Para os meninos assim como tamban para as
pessoas de idade avancada a sua etficacia e incontestavel.
Etaas medicinas sfto preparadas smente no Estabelecimento do Professor Hollowav,
78, NEW 0XE0ED STEEET (antes 633, Oxford Street), L0KPEES,
E vendemse em todas jl. pharmacias do universo.
' O compradores sfto convidados respeitosamente a jtaminar os rtulos de cada caixa e Pote se nao i
direccao, 533, Oxford Street, sao fisi6ca$oes.
OPPRESSAO
aT*nao"FLBIO
.1 ALGIAS
?slt: C'liaRS Kt
vsplra-su a fumaca que peneira uo puilo acalma o symptoroa nervoso, facilita
expecloraca e favorisa as funece- '
VaatstaossiaM
funccOes dos orgaos ros.irator..
* em eavaat de ESPIC. f t, ra t><-l.aare. eo raria
aa esa) atateaa eaa eavaa de KBPIC, f tf, ra M<-I.asiire. em rmru
SUtJUtmriotem Pemeunbf^fMdaiV M. *m 1'LVA* C*.
IFMUS DifiESTIVAS DE PANGREATINAl
da OEFRESME
iiurmaceutico de Ia Clame, Fornecedor dos Hospitaes de Pars
A Pancreatina empregada nos hospitaes de Taris, o mais poderoso i
I digestivo, que se conueca, visto como tem a propriedade de digerir ei
ftorn -r.Qn.e a carne o gorduroso*, mas
Itambem o po, o amido e as fculas.
Qualqiter que seja a causa da intolerancia dos alie:, ntor-, aiteacf.o, ouj
'ausencia de sueco gstrico, inflamnt&c&o, ou alceracoas do estomago, oul
jdo in estino, 3 a 5 plalas le Pancreatina da Deresne depcis da co-i
Imida, sempre alcancam os muihores resnlladi por iso rescriptas
pelos mdicos,contra as ssguintes affec<;os:
JFalta de appe';^. j Anemia. \ Gastralgias
"Ms dlgestoes. | Diarrhar.. [ Ulcerajoas -^cerosas
1 Vmitos. Dysentei ia. ; Enfermidades do fgado.
flatialencia estomacal \ Gastri'.es. | i^mafjrscimeiito.
a Somnolencia depo3ecomer, tvomitoi."' "companha n a gravidez]
1PANCHEATIKA D^RESNE ni ira ; > se de 3 a 4 colhe-1
radazinhas depois da comida.
I Em casa de DEPRUSNE autor da peptona, PAdS, uj as ?haimacias|
MES K MCMT PAM BSHOS. Umrolo lar., mu. (,anl
ADMINISTRACAO :
PARS- ,Bon'.STsrd|ontmsrtrs,
PAJUZ
PAETOJIAS digestivas fabricadas
?lohy cosn os Saes cxtrahi&os das Fonta.f.
de SOttoAgraA*}1* a j uttaccio *ntrU i
I tra a Ata e as DigestBes iif,
WCHT PARA BAIH0S. Um rolo para nui baal, para aa pessoas que nao podem Ir a Vtchy |
Asm wror es tmttace* exigir em toaos ee productos 0
VCAROA JXA. COJVZjT>. E>15 VZOHY
as Productos (imt achia-H an eaats da HAR!SatXJ)V a LABlU&Btrsa aawaaaMBBa; .
i IU2CR a KQtCHLiN, :S, rui Ao publico
Urna senhora habilitada se offereoe leccionaj
primeiras lettras e trabalbos de agulba em colle-
jios ou em casas particulares ; qaem de sens
prestimos precisar, pode dirigirse ra do Co-
-onel Suassnna n. 72.
Leonor Porto
Roa do Imperador n i.
Primeiro andar
Contina a ezecutar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfVicao de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fine
gosto.
{}
I!
Compra-se e paga-
se mais do que em ou
traqurilqucr parte bem
como
de qualquer qualidade.
Ma ra lo Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuerstemberg.
4r V / V (\r
REM?
AYER
"o7tra SEZES
(ayers aoc ctbe)
cusa eapioauektt e com cotua
VFeLresInermidenles
Remnclcsc Biliosas;
i, as
, Mal- las.os Calafrio,
t Toaas as
estias Paludosas.
ftq>it^n p* P,.JCAYraA.l~a.Min.lalk
Mudou (I! residencia
O Dr Maduro, medico parteiro, mudou sua re-
sid n^ia pira a ra da Imperatriz n. 88, esquina
la do Hiepicio, 2 andar, onde ser encontrado a
qualquer hora da noiti-.
Borracha especial
par limas ; receben a mercearia de Goncalo Jos
da Gama, ra do Padre Floriano n. 41.
Adiado
O medico a quem faltar um instrumento de ci-
rurgia, pode procural-o na ra D que de Caxias
n. 1P, Io andar, que da 'do os signaes certos e pa-
gando as despezns, se loe entregar
Caixeiro
Precisa-se de um menino de 10 12 annos de
idade, com pratiea ; na rua do Hospicio n. 34.
Borracha para limas
Seceberam K .iri^ue., >'. Faria & C, e teem
jara Tender ero eeu nrmizetn rua de Mariz e
barros n. 11, esquina da rua do Amorim.
Cosinheiro
Ms rua do Vibrio n. 17, b. precisa de nm co-
nheirn
3 andar
Aluga-se o 3- andar da casa rua de S.Jorge
n. 72 ; a tratar na rua Primeiro de Marco n. 17,
loja.
Qum tero ?
Onra e prata compra se onro, prata e
cedras preciosas, por maior preco que em outra
juaiquer parte : uo 1 and.tr n. 22 a rua larga do
Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
carde, dias utei-.
Costumes de casemira
A 30* e 35*
Na :i ni loja da na da Imperatriz n. 32, rece-
beu-se um grande sortimentn de finissimas case-
miras inglezas oe cores clnriis e escuras, que se
vende;; or preco muito em conta, assim como das
mesenas se mandm fazer costums por medida,
sendo de paletot taeeo a 3 000, e de fraque a
3r ; assim como de superior flunella ingleza de
cor azu' escura, a 30A e 35A, e rainb m das mes-
mas fazendas se manda fazer qualquer peca avul-
sa, grande pechincha ; na nova loja de Pereira
da Si Ira.
Advocados
Maaoel Netto e Bevenuto Lob i ; roa Dnqne de
'azias n. 75, entrada pelo pateo do C-ollegio.
BpGAT
Emilio Roberto aca-
ba de rece >er as afa-
madas bisnagas fran-
cezas, as quaes vende
em grosso e a retalho.
BXP.iSIQI PW7EBSAL
17-Hua do Baro da Yictoria-17
Tavcrna
Vende se a (averna na estrada nova d<; Agua
Fria, com poueos fuudos, propria para princi-
piante, e tem commodo9 par familia ; a tratar
lime. Niquelina
SiiwciMiiilaEuw
i rlo sortiHto ie cHaoBi 1-
ias 8 cMposiara seaboras, o pe
la fle lis DKreo, nrrep-se
ie toucmta-los, pela ultima moda,
issinofaM-semMos.
Una Primeiro de Mareo n. 19
Jimio Botina naravllhoso
VENDAS
Vi-iide-se um sitio de coqueiros, com grande
estenso de terreno, boa casa de vivenda, bam
localisado, no lugar da praia do N. S. do O' de
Maran-uape, da comarca de Olinda ; a tratar na
rua do Rngel n. 9, padaria.
Vende-se
Qu>-m annuncia querer comprar urna armacao
propria para molbados, dirija-se praca da Iq-^,
dependencia ns. 19 e 21. _________ /
A Ke voluclo
O 48 da rua Duque de Caxias, deaejamio ven-
der muito, resolveu vender fazendas por menos
25 % de seu valor.
Ver para acreditar
Setias macaos, decores, 14400, por 800 ris
covado.
Mari posa fina de cor a 240 ris o nevado.
Renda a berta da China a 240 ris o covado.
Crctones fines naeiones a 240 iis o eof
l-'etinetas lisas e finas a 400 ris o covad i.
Alpa -as de cores a 360 ris o covado.
Linhos racosseze3 proprios para vestidos a 240
ris o covado.
Loques Juannita a 800 ris nm.
Lencos brancos finos de 1A2U0 a a duzia.
Camisas de linho muito finas pelo preco dimi-
nuto de 30 a duzia.
Cobcrtas lorrkdas a2A800 urna.
Col' has brancas e. de cores a lSOO.
Brbmaute de tres larguras a 900 ri.
Dito de quatro ditas a 1S200.
Toalhas flpelas pan rosto a 44500 a duzia.
Madapolao pelld de ovo, fiuissiino, a 64500 a
peca
Camisas para senhora a 24500 urna.
Lencos de seda a 500 lis um.
Redes hambnrguezas de cores a 104 urna.
Ditas ditas brancas, com varan las, a 154 urna.
Cortes de casemira de cores finos de 44500 a
104000
Casemira fina de ;ores, infestada, a 24 o covado.
Pan -lia americana a 14000 ris o-CDvado.
mais urna intinidade de artigos baratsimos
ine nao deizar de comprar que os vir.
Mriwi Ha Un Horra
na rresni.
Compra-se
A Historia da Re-
voluto de .848, pelo
Dezembargador F i-
gueira de Melo; no
escripforio de^te Dia-
rio, 2 andar predio n.
42 da rua Duque de
Caxias.
Bis de carrosa
O abaizo firmado, mudando sna Kaidencia dest
capital para a do Rio de Jai.eiro, deiza exj
venda sua ph&rinacia rua do Rangel n 48. e
para o que faculta poderes especiaes ao wr J s
Cactauo Baptista doa Santos, estabelecido rua
do Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para tendel-a de
accordo com o pretndante, e bem assim reci ber
dividas que nao foram resgstaaae. Recife, 23 de
ferereiro de 86.
Joaquim Cotia.
Vende-se dous muito bous e gordos ; a tratar
na Magdalena, sitio do commendador Barroca,
defronte do chufariz.
Exposi(ao Central
Damio Lima A C. intitularan! o estabeleci-
mento em liquidacao da rua larga de Rosario n.
38. por EXPOSHJAO CENTRAL para assim se
tornar bem conhecido de todos, peto que chama a
attenco especial das Exmas. familias Dar es
presos seguintes :
Metros de plics a 400
Bonecas nquebraveis 1 5500
Metros de arquinhes 120 e ,; 160
Pecas de bordados finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 7('U e 1 i>l)
Frascos de oleo oriza por 14800
Fita parfacha, n. 80 34O00
Carreis de 20C jardas a 80
Inviseveis grandes a 320
Ditos menores a 300
Brioquedos para meninos a 200, 300 e 500
Caixiohas para presento a 24500 e 3 5'"00
Meios fio de sedapara senhhora a 14 e l i 200
La para bordar de 24800 e 34000
Fita ehineza o inaco 360
Dito de algodaodn 240
Massinhos do grampos a 20
Macaquinho8 acrcbat-ci s :. 1(J0
Botoee, fitao, laques, perfuma;i&s, beup: as. te-
souras e outro muit-is artigis i|iie s C ',-, a vista
ua ExposicioJit'- larga do Rosario u. 38.
s:
Doce de caj secco,
na rua de S. J->s n.
16!_______________________
A 240 rs. o mSiio
Vende se no armazem Travasars. \h% deear-
uaha; caes da Coinpanhia Pernau ?ana.
WH'SKY
RUYAL marca 71AD0
Este oreeli>uU V k,v Escoss'-t; preferrt
M cognac ou -';:';ardoute de canoa, para fortfieai
o corpo.
Wude-se a retalho non melhorcs armazena i
nolhados.
Pede RYAL BLEND marea VIADO cujo mr
me e emblema sao registrados pan todo o BraaC.
B0WHS & C, agentes
*
l
r iijBNii


Diario de Pernawbuco-- Domingo 28 de Fevcreiro te 1*86
a saber:
AlgodoPecas de algodSosinho com 20
judas, peto* baratos preyos de 84800,
41, 4*500, 4*9t0, 5f, 6*500 e
MadapolaoPacas de madapoln esta 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at
Camisas de meia com hstras, pelo barato
preco de
Dilas branc >s e cruas, de 1* at
Creguella franceza, fasenda milito eucor-
pu ia, propra para leDCoes, toalbas e
ceroulas, vara 400 rs. e
pechincha. Assim como um bom sortimento de K*eroulas da mema, moito bem fetae,
ganga amarella, verles e < ncarnadas, qne se
vendem barato : na loja do Pereira da Suva, i
na da mperatris n. 32.
Tiras bordadas
% too, lto, e 9o n
Para o carnaval
So na nova loja n. 32 ma da Imp ratris, se
vende um grande sortimento de bonitas tiras bor-
dadas, proprias para enfeites, senie largas e es-
tilitas, pelos baratissimos precos de 100,120,160
e 200 rs., tendo dona metros cada peca, grande
o irte
6f500
12*000
800
l*80o
500
a 1*200 e 1*500
Collatiuhos ti mesma 800
Bramante francs de algodo, muito en-
corpada com 10 palmas de largura,
metro 1*280
Dito de linbo ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*600 e 280l
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
marcado, rs. 200
Toilas estas fazeodaa baratissitnas, na conbecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodo entestado pa-
ra lenfoes
A MK ra. e 1*000 o metro
Veude-ae na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodo para l*?ncoes de um s panno, com 9 pal-
saos de largura 900 rs., e dito com 10 palmos a
1|000 o metro, assim com dita trancado para
toalhas dn mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o metro. lato na leja de Alheiro & C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209, 1*400, l*6d0, 14800 e 2* o oovado
Alheiro C, ra da mperatris n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretoa pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
spartllhttft
A 5J000
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 6*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
Ainda ma;s
Ovasdepeize. CASEMIRS INGLEZAS
Sardinhas de Lisboa em Salmoora. A 2*800 e 3* o covado
Vendem Martina Capitj & (*., ra estreita de : Alheiro 4 C, ra da Imperatriz n. 40, ven
Rosario n. 1. dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
AS AGRICULTORES sas, de duas larguras, com os padrdes mais deli-
Formicida capanema (verdadeiro) para extinc-1 eados para coetume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faser costumes de caaemira a

Em vista dos grandes progresos da idea de que
se gloriam as nacoes crvilisadas, o commercio
deve acompanhar esso pro^resso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandacimento daa
nacoes ; em /ista do que annun,ciam
MART1NS CAPITAO & C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, ea-
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir oa seus numerosos
fregueres. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venham ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres ingleses.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranho.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoaa, figos, etc.
Ditos uacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
Semeates novas de hortalicas.
Especial idade em
Vinbos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinbos tnicos, como :
Absintho.
Vennoutb, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
OerveJH de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacetes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especial8simo matte do Paran, em p.
cao completa da formiga saura. Vendem Martins
Capitao & G, ra estreita do Rosario n 1.
Atten^o
Vende-se um bom cavadlo muito novo e urna
carroca em muito bom estado, o cavallo tanto
bom para carroca como para sella : a tratar na
ra do Hospicio n. 67.
. c$es entre amigos
As de um sitio com casa de taipa, no lugar
Fundi, em Be leribe, e que devia correr cosa a
ultima lotera do mez de abril, ficam de nenhum
effeito, psdende receberem a importancia do* bi- .
Ihetes recebido em casa da G. Dutoyi, ra te .f ^r,^
Marcilio Oas, relojoeiro.
Fazendas brancas
SO' AO NUMEiO
lo na la Imperatriz = 4o
Loja do barateiroe
Alheiro & C, a roa da Imperatriz n. 40, vea-
dem um bonito sortimento de todas estts fazendas
aizo mencionadas, sem competencia de precos,
30", sendo de paletot sacco, e 36* de fraque,
grande pech ncha ; na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o aovado
Oa barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o corado, grande pechincha na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
MlAaTaj m lOO r* a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., oa em cartSo com 50 pecas, aorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loia da
iroai
SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
59- Ra Duque dt Caxias-oH
Toaite de nice, lindas coros, 1|, 1*400 o co-
vado.
Damac de seda borc ada a 1* o dito.
Sedas bordadas, finas, a 1*800 e 2* o dito.
Setim Maso de todas as cores, a 1* e 1*400 o
dito-.
Dito dito preto, a 1*200, 1*500 e 2* o dito.
Cachemiras para vestidos, a 1* e 1*400 o dito
Gorgnrinas matizadas de toda as corea, a 400
e 500 rs. o dito.
8etinetas lavradas e lisas de todas aa corea, a
500 e 560 rs. o dito.
Faile com lindas cores, a 460 e 640 rs. o dito.
Mirins pretoa a 1*, 1*200, 1*400 e 2* o dito.
La de quadrinhos, corea lindas a 700 rs. o dito
Dito de todas aa cores, a 400 e 560 rs. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 320 rs. o dito.
Alpue.s lisas, finas, a 360 e 460 rs. o dito.
Fusto de cores para menino, a 320 e 3"'0 rs. o
dito.
Casemiras pretas a 2* e 2*200 o dito.
Ditas de cores a 1*500 e 2* o dito.
Ditaa ditas finas.inglezas, a 8*500 e 4*
Cortes de casemiras com toque de mofo, a 2*800
e 3*400.
Ditos do dita perfeitos, finas, a 6*508, 7*600 e
Damasco de la con 8 palmos de largura, a 2*
o covado.
Dito de algodo a 600 rs. o dito.
Dito branco bordado a 1*500 o metro.
Atoaihado de linho fino, a 1* o dito.
Cortes de caaeneta a 1*400, 1*800 e *.
Fechs de pellucia, 6* e 7* um.
Ditos arrendados, a 2*500, 3*500 e 4*500.
Ditos de seda, lindas coree, a 3* e 3*500.
Chales de caaemira, a 3*600. 5*600 e 7*.
Ditos de algodao, a 1*, e 1*800.
Colchas de cores a 1*600 e 2*.
Ditas portuguesas (muito grandes) a 12* e 14*
Ditos de crochet a 10*, 12 e 16*.
Capellas com veo (para noivas) a 10* e 16*.
Enzovaes para batizado, a 10* e 14*.
Camisas para senhora, a 3*500 e 5*.
Saias idem dem, bordadas, a 4* eq s*O0.
Toalhas de laberntho ricas (para baptizado) a
60* e 80*.
Cretones oara vestidos, lindos padroes, a 280,
360 e 440 rs." o covado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
, ma uue de Caxlaa o. 59
Gan ia (Ma&C.
sfj


DAS
esq
do becco dos Ferreiros.
Fnstes de setlneta a &OO rs,
covado
Alheiro & C. roa da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de fnstes braneoa pelo
baratinho preco de 400 e 500 ra. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as corea a 600 ra o
ovado ; na loja da esquina do boceo dos Fer-
reiros.
CORRE M DA 2 DEMARCO
INTRffiMW INTPflrOT! .
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz,
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 2 de Marco de 1886, sem falta.
praca
da
IICTA CEBA!
n
A
N B.- O premio prescrev^r
"> um anuo depois da extraed-So. ^m v*i
DOS PREMIOS DA \ ) PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LBI PROVINCIAL N. 472, EM BENEFICIO DA MATRIZ DA ORACA, EXTRAHIDA EM 27 DEFEVEREIRO DE 1886 ^ *''*'
NS. PREMS. NS. PREMS. VB. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. N8. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS NS. PREMS. 4 <
2 4A 192 4| 442 4* 645 44 887 44 1151 49 1398 40 1646 40 1851 40 2124 40 2363 40 2562 40 2780 40 2969 40 3256 86 3507 ie 3748 80
7 204 _ 46 51 89 8 52 1401 80 52 - 52 30 - 66 69 86 70 - 62 46 13 40 50 40
9 5 iC 48 52 93 U 54 3 40 53 - 58 34 80 71 88 78 76 14 ^_ 54
15 _. 21 U 49 * 63 94 74 . 10 54 - 59 36 83 81 93 89 80 16 80 65 _
31 ^m 34 50 71 95 75 12 55 I:ooo0 70 39 84 84 80 95 98 81 21 40 67 -" 1
33 . 53 _ 51 3* 72 - 98 95 _ 26 63 40 78 _. 50 86 i 88 40 98 - 3000 - 89 22 86 69 ""
35 ... 54 62 U 81 _._ 911 96 29 64 79 54 92 90 2812 10 10 91 23 40 70 ^
37 ^ 56 __ 64 82 _ 40 98 o 33 82 91 65 94 1*0 95 _ 14 40 20 - 3307 25 81 S0
39 _ 57 6>5 85 39| 42 1202 41 85 98 - 66 97 40 260i 80 16 21 80 9 26 84 40
42 __ 86 .__ 70 - 91 40 47 7 55 89 1902 - 69 - 98 7 40 17 22 40 17 28 85
43 --- 87 71 -- 93 49 _ 11 58 92 4 75 2400 9 18 28 - 20 29 90
47 88 . 76 - 700 67 _. 12 61 97 5 79 3 21 21 41 21 37 93
52 91 78 - 1 _ 69 MM 14 78 99 - 20 80 8 24 22 43 - 22 38 94
60 301 *** 79 3 81 _ 18 __ 79 a0 1702 - 21 82 10 27 _ 27 50 27 61 95
61 2 4 80 8 m 88 ^_ 23 84 *0 3 24 - 94 18 28 _ 29 54 29 69 98
62 --- 5 89 23 86 1005 ^_ 24 - 88 40 24 - 25 -; 95 t0 16 ' 37 _ 30 55 32 70 70 3811
64 --- 12 mi 93 25 4* 12 26 93 - 26 - 29 2200 40 30 390 40 _ 31 57 59 19
65 --- 16 4* 96 35 _ 28 30 95 29 - 30 9 32 40 42 __ 32 60 63 1 73 26 '<
75 18 502 40 _ 31 31 98 80 32 32 -- 13 - 37 46 35 66 65 1 -' 74 77 28 80
76 --- 24 - 5 42 _ 32 34 99 40 37 - 37 15 1OO0 38 53 37 74 80 66 32 *4
83 --- 46 12 46 34 44 1503 39 - 45 16 40 50 54 _ 44 77 40 68 97 41 "
85 _ 47 14 53 36 46 4 41 49 17 52 - 58 ^ 45 83 69 98 J^ 43 \
69 48 - 23 _ 58 38 50 8 42 52 25 - 56 - 65 Oj 49 85 77 80 3605 9OO0 47
91 51 32 M. 59 39 _ 51 10 80 48 54 28 - 59 i0 66 _ 56 - 92 - 86 40 6 40 w> j
92 --- 56 42 _ 61 41 g^m 54 17 40 50 65 32 64 40 70 __ 63 93 - 87 7 ~rr 78
93 59 44 _ 66 *6 42 _ 56 18 _ 52 _ 88 33 67 88 , 70 3109 - 90 9 79 |
97 63 49 __ 68 U 44 ^^ 61 24 59 89 - 38 69 89 mmr. 72 18 92 16 35
103 67 52 __ 71 47 ^^ 67 - 32 __ 60 93 43 71 - 94 _ . 79 I0 23 *0 93 19 94
4 71 55 _ 74 50 _ 71 t 33 61 94 - 53 73 98 _ 80 40 29 40 3407 29 J7
10 72 56 75 56 73 40 41 65 96 54 77 2703 -- 83 31 - 12 30 _ 3901
11 75 59 __ 79 - 56 , 80 mm 42 66 98 58 80 7 - 84 35 17 ' 32 ^^ 4
12 76 65 _ 80 66 _ 94 _ 45 70 4:onrrd 2003 - 60 - 84 8 __ 85 36 20 43 ^ 14
20 --- 78 67 _ 93 76 _ 99 47 72 l:' 15 61 9 . -. 12 .. 93 __ MI 23 - r> 20
21 80 76 a 99 - 82 M 1303 49 77 40 17 m 67 _ 2r>08 16 -- 94 __ 44 28 " 57 21
29 85 77 803 84 15 --- 58 82 - 19 40 69 86 9 18 - 2902 _^ 47 32 58 - 23
30 89 81 - 4 1100 16 --- 61 - 87 21 86 70 ? \> 24 9 . 50 - 36 - 72 - 27
43 90 82 10 4 _ 19 --- 72 94 57 40 85 4 14 25 10 66 38 76 - 28
44 93 83 , 19 6 32 --- 74 .... 95 - 58 92 20 26 . 15 _ 69 - 40 79 - 30
50 96 86 21 8 36 75 _ 98 - 63 91 M6 23 28 *m 30 __ 86 - 50 8 - 35 -
53 98 94 26 S9 22 m0 42 91 1812 7) 2'Ml 40 JH - 30 31 __ 97 5 84 40
56 --- 410 _ 601 34 U 25 --- 44 --- 1602 _ 14 74 - 11 27 34 -_____ 33 99 - 60 92 45 80
60 lO 11 4 42 28 48 5 4) 22 75 Y.\ _J 29 . 35 37 3*17 64 3700 52 40
64 4* 14 7 - 48 30 --- 50 6 _ 2d - 81 15 35 __ 46 --- 38 18 67 12 61 80
69 - l* __ 15 51 33 57 -- 9 __ 28 88 18 40 __ 47 43 23 - 69 14 63 40
70 21 18 66 34 62 __ 12 38 6 19 %m$ 49 __ 54 46 M 70 86 15 - 68 -
76 24 20 67 40 71 __ 16 mm 38 2102 - 37 40 54 57 - 49 25 - 81 40 31 84 70
78 28 24 69 ^^ 41 73 -- 19 45 - 13 0 48 5f- 60 60 29 lOOd 82 34 40 73
SO 31 31 - 76 ^^ 46 --- 84 --- _ 48 - 17 40 46 57 66 a*4 55 80 31 U 95 __ 37 _ 94
81 37 34 79 ^, 49 --- 89 --- 31 49 - 18 52 no 80 70 40 61 40 38 = 96 Itt 41 - 98
89 38 43 85 50 97 45 50 r 19 H Mil 56 111 II i 1 40 71 \ 65 54 98 40 44 99 J
ni -^ 1
9


8
Diario de Pernambaco-Domingo 28 de Fcvereiro de 1886.
*


.
N

UTTfflATMI
OS FILHOS
DO
oB^xsmxoa
y

POR
si3ss:
AS
QTJARTA PAHTJ3
grutas d a: treta t
( Continuadlo do n. 47 )
XVII
A GRAXDi GRUTA
E (.'amlelo peuctrou is grutas ; cada
um dos bandidos estava na raesma situa-
dlo eiu que os tiuha deixado o chefe.
Camalelo alcancou o lugar aonde eatava
vigiando o grande coesre.
_ Quj ha di novo ? perguntou elle.
Na la, responden o girante collocado
de sentinella.
Cabcca de Lbo nao fez signal al-
gum ?
Nenhuifl.
__ tntao que o raestre nao volta esta
noite.
Provavlinente.
Camaleao olh u fixamonte para o giri-
:;nte.
, Se La Chesnaye foi apanhado ? disse
elle.
jDb aissu o coesre, se so evadiu a
rtmeira vez ; evadir se ha a segunda.
Siin ; mas a priraeira vez doixou-se
agarrar porque quiz e estava tuio prepa-
rado para o triurapho da sua causa, mas se
foi agarrado desta vea, nada estar prora -
pto para o salvar.
Julgas entlo que elle caisse esta noi
te entro as mos do prebostado ?
Jalgo, disse framente Camaleao.
O grande coesre olhou fixamente o seu
interlocutor, eremos poder affirmar que es-
tes dous homen3 tintara sido feitos para se
comprehender.
E eu, respondeu elle, tenho pena de
tal suppdr.
Se essa dcsappariclo de La Ches-
naye fosse ainda uno jogo, porque motivo
nenhu.u de nos seria do sua confianea, de-
pois de terra03 entrado na aventura desta
roanhl ?
E' verJade, dase o girante.
Depois, continuou CamaleSo, como
eu, que sei todos os segredos de La Ches-
naye, rilo teria sido prevenido ?
E' ainda verdade.
__ Finalmente, se essa desapparicSo s-
bita nSo comportasse um perico serio para
o capitSo, para que teria o mestre abandona
do as grutas esta noite, levando com elle o*
mais valentes dos nossas homens ?
E' verdade, disse pela terceir* vez o
graude coesre.
Beai vs replicou Camaleao com ex-
prsalo de satisfazlo de homem que tem a
vantagam na discussSo, mas que nao quer
abuzar della. bem vs que tinha razio
quanio dizia: se La Chesnaye fosse apa-
nhado !
Seria urna grande infelici lado! dise
o rei do pateo dos Milagros.
Certamente.
E que poderia conduzr a maioria de
nos a torca.
Seria para temer.
Comtudo, o capitSo nSo entregara
nsnhum dos seus, estou certo disso !
Creio-o, disse Camaleao; mas a tortu-
ra t3o poderosa que faz fallar os mudos 1
e o diabo sabe que torturas lhe applica-
riam Domis, La Chesnaye poderia tal
vez deixir se tentar pela esperance d'uma
existencia brlhante. se lbe ofteraoea&era
a liberdade, o perdi, ama fortuna, para
entregar os seus homens o ai suas caver-
nas e para ajudar assim a destruir uns e
outros. .
- Julgas entao que elle aceitara? da-
se o grande coesre. i
CamaleSo collocou-sa face a face com o
sea interlocutor.
Se estivesse no seu lugar, frente a
frente com a tortura, a roda, a forca, e
por detraz, a liberdade, a vida, a fortuna,
aceitaras as condijoes de um ajuste que
ta daria a escolher ?
O grande coesre piscou o olho esquorJo
faze.ido urna careta. CamaleSo sorrio.
Tira-te do teu posto, disse elle, vai
procurar os teus homens e envia Flr-de-
Maciera a vigiar na galera.
O grande coesre deu alguns pasaos na
galera sem responder; depois parou, vol-
tou para tra'z e, approximando Be do ouvi-
do de CamaleSo que immovel o eap9-
rava :
LaClietnaye cahio sem duvida n'al-
guma emboscada, preciso acredital o,
disse sub'inhando a ultima phrase; o mes-
tre foi sua proeura; tres quartos da gen-
te estilo auzentes... e os thesouros esto
aqu a nossa disposicSo... O facto que
elle poderia entever ara acontecimento des-
agradavel.
Pensas ?. .. disse Qanalelo.
E' minha opiniSo.
Grande coesre, julguoi-te bora consi-
derando-te como urna intclligencia supe
ror.
Parte igu d entre nos disse o gi-
rante sorrindo-se.
Aceito, respondeu CamaleSo.
E se dos fragmentos da qu.adrilha
organisassemos urna outra ?...
Partilhariarnos da realeza.
Seriamos tuio ^.u pu* i ~^--.
E aecroBcentou CamaleSo com gesto
expressivo, nSo teremos da ir muito longo
para encontrar 33 nossas rainhas.
As raparigas ?
Sim !
Ohr, slo ambas bonitas o depois
interessa-me !
Mas... attencSo.. .
esta idea nSo passe de
te ? !. .,
- Comprehendi 1
O grande coesre fez um moriraenlo para
se affistar, mas voltou para tras :
(i Sa nos nSo enganamo-nos, disse elle ;
se o capitlo foi apanhado !
- Se nSo o foi osla noite, disso Cama-
leSo com tom incisivo, e nscessario que o
seja amanhS. A recempansa promettida
peld preboste bella, o os thosouro3 das
grutas slo ainda melhoros !
E' justo! respondeu o gr-nie coesre,
a recompensa deve ser minha, pois que
me foi promettida j pelo preboste. Mos
obra I
Por onde principiars ?
- Por fazer abrir tres toneis de raal-
Que oeeessidade tenho de Cabeca-de-Lobo?
Deve vigiar no penhasco at amanheoer ;
que vige! Talvez elle nSo oomprehen-
desse to depressa como o outro EntSo,
ne- cessario que elle nlo saina de nada!
CamaleSo al anjou a galera e dirigise
para o interior das grutas, aonde se ouvia
o ruido da vozes confusas.
O grande coesre dera pressa em apro-
veitar se do te Tipo jue lhe deixara Cama
lelo; porque, quando esto atravessou a
graude gruta, exelamay3j3 alegres, misiu-
tadas de choques de cegoa, chegaratn dis
tincta aente at elle.
Os bandidos e os girantes, com offeito,
ebrios pela mnlvasia que lhe dava genero
smente o rei do pateo dos Milagros, esta-
vam de bom humor para so lhe oonar
mutuamente suas proezas da manhl.
t Cam mil e um diabo gntou Pedro o
Assassino, nSo q .ero mais merecer o meu
no me se nSo matasse tres policas ao p da
ferca.
Igualmente, observou Ja :quelina ;
muito agradavel bater se, mas ainda mui-
to melhor quando isso traz alguna cousa.
Eh eh oxelamou Tallebot, o Corcun-
da, de que te queixas? NSo tons ganho
nada minha... bella? nlo trouxeste da
rixa esse emplastro que te cobre o olho
esquerdo ?
Um emplasto no olho... grtou Sul-
picio das Pernas Tortas, sorrindo so o a-
baixando de ^tal modo a voz que mal se
poudc ouvir.
Jacquelina tam raslo, disse Jacqucs,
depois da batalha precisa a pilhagem.
Com mil raios le robras to do palacio de
Mercoeur ? Que belfo fatacaz que ptimo
saque '
tes que pulam as mos, os ricos estefos
que luzeei I Hein I faz cresoer agua na
bocea s pensal-o Ah 1 repito, feliz L%
Chesnaye I E' um grande horae n, o seu
herdeiro ser to feliz como um escrvlj I
O seu herdeiro, disso Jehan da For
ca, certamente nlo ser nonhum de nos I
Quera sabe ? perguntou o grande
coesre. Se La Chesnaye fosse morto n'al-
guma expjiicSD, ou so o prebjst..do o pon-
durasse bjra alto, seriara os seus quera
herdariam...
Sim, aecrciseentou Tallebot o Cor-
cun 'a; mas como so farii a partilha ?
O grandi coesre en;olheu os hombros.
-- Suppe, disso ello, suppoe um mo-
mento que Li Chesnaye cahia esta noite
as mos do prebostado, o fosse realmente,
em virtud) da sentenc que o condemnou
hontem, exeautado, para quera seriam os
thesouros ? Para os que esto na grutas.
Quera os agarrara? Tambem elles. Quem
os partilharia ? Ainda elles !
- Mas, disse Jacquelina, nos que esta
raos agora as grutas.
Bim seriamos quera herJara, e fa-
riamos partilhas fraternaes !
Cabega c peruas de macaco cxela-
mou Sulpcio, se assim fosse nlo havia na
da mais certo, o tobara a cada um bella
maquia I
Como ?

ti.
preciso que
. percebes-
FOLHETIM
A FILHA DO SINEIRO
vasia. ,
Muito bim!
Os dous homms apartiran-se. O gran-
de coesre entrou na* gratas onde estavam
os bandidos. CamaleSo deraorou-se as
galeras.
Tenho coraprdo a minha promessa
murraurou elle; assim Catharina curapra a
sua, o para nos a tolerancia e o poder.
Quanto aquella (CamaleSo designou com o
gesto o giriaoto que se atfastava, dal-o-hei
para alimenucjlo da vingaoja de Reynol 1 !
Pobre tolo, julgiva me tSo nescio que lhe
entregasse assim a raetade dos meus 89-
gredos !
Acabando estas palavras, CamaleSo ap
proximou-se da fenda do penhasco, e, os-
tenten lome a m$o, agarrou a oorda, mur-
murando entre leu tes :
Agora a Cabeja de-Lobo !
Depo3 estendendo os bracos fez um es-
forco para se elavar ; mas, quasi ao raes
mo tempo, voltou paoa traz e largou a
corda.
la fazer urna asaeira i disse elle.
POR
r.:::::::::::
(Continuas a o do n.
V
47)
Nun-
para
No canto da ra das Escolas,
ca ousei entrar l E' muito caro
mira.
Se estou lhe dizendo que sou eu quera
paga.
Entilo aceito, com a condiclo da des-
forra, disse o pintor, tomando um ar digno,
que fez Daubrac rir.
As respostas de Fabreguette divertiam
muito Daubrac, que apreciava nSo procu-
rar elle disfar$ar a sua miseria. Comejava
mesrao a comprehender que o artista era
um bom rapaz, incapaz do trahir a gante
me o acolhia.
Assim conversando sobre a vida de Fa-
breguette em Pariz, chegaram ao boulevard
Saint-Michel, porta de um bouillon muito
frequentaio pelos escudantes. Era mais
de meio din e quasi todos esses senhores
tinham acabado de almocar. Estavam s
mesas dos cafs vizinhos e no estabeleci-
rnento s havia os retardados.
Tanto melhor I disse 1- aubrac, gosto
de estar com os cotovellos desembarazados
e nlo como minha vontade quando o
meu prato toca o do vsinho.
Alera disso os vizinhos ouvem o que
a gente diz, apoiou Fabreguette.
E nos, justamente, tamos que con-
versar sobre o nosso grande negocio. Mas
nSo seremos incoramodados. Vejo all no
fundo da sala urna mesa vazia. Entremos,
mea caro.
Entraram sem olhar para tras e, por con-
sequencia, sem ver que um homem os se-
gua de perto, uro homem que nao tinham
reparado na ra Cassette e que os segis
havia vinte minutos.
Sentaram-so mesa que o interno tinha
escollado e ama das raparigas, que urna
canelo popular celebriaou, foi receber or-
As mitos cheias de pistollas i.ccres-
centou Jehan da Forca.
E o diamantes I disse Jukquelina-
"Oll disse Mathas, aonda esto ellas
as lindas pistollas ? aonde esto esses bellos
diamantes ?
Ora. ..'ora... tem pouco que sa-
ber !. Esto em casa dos taberneiros de
Pars! disse Pedro o Assassino.
Urna boa parto nlo est muito lon-
go ajuntou o grande coesre.
Como? perguntou um girante.
Mas a parte de La Chesnaye valia
s olla mais de dez das nossas, e essa par
te nlo existo era casa dos taberneiros da
cidade; est bolla e intacta em algum
canto destas grutas !
i Ole disse Tallebot o Carcunda lan-
zando ora redor de si ura olhar investiga-
dor ; pensas isso, grande coesre ?
- NSo no fim destas grutis quj esto
os thesouros do Ilustre capitlo ?
E' verdade I suspirou Jacquelina.
E' urna bella heran$a, a de La Ches-
naye 1 disse o ro do pateo dos Milagros.
Djvo ser magnineo o que est aqu,
accrescentou Sulpicio ; mas nlo sei onde
isso para, nada vejo.
Oh oh disse ura dos bandidos que
se achavam misturados cora os griantes,
as gruta do capitlo nlo sSo estas em que
estamos !
Aonde entao perguntou Mathas.
AUi I
E o bandido designa va a parte dos sub-
terrneos era qua se achavam Aldab o
Diana.
Dous ou tres girantes se levantaram co-
mo para irem ver.
Os bandidos, guardas ordinarios do la
garpozeram se a rir.
E' necessario passar, pelo buraco da f<-
chadura, para entrar 1 disse um delles.
Quando o capitlo e o mestre esto ausen-
tes, os mais osp?rtos nlo passara.
- Est entlo fechada ? pirguntou Jac-
quea.
- Est.
- E' um grande prejuizo, exclamou o
coesre, e quera ver 1
- E eu tambem gritaram cinco ou
seis vozes.
- E' bello ver thesouros accumulados,
continuou o chefe dos girantes ; bom ver
o ouro que rola entre os dedos, os diaman-
Quera sabe ? nuraurou Daubrac,
que desconnava de urna surdez tSo com-
pleta.
Fabreguette comprehendeu e fez ao cora-
panheirc ura signal cujo sentido era eviden-
temente :
Varaos verificar, vou pl o prova.
EntSo, disse Fabreguette sem gri-
tar, mas articulando cora muita clareza,
pensas que esse velho ura policial dis-
farc.4o ?
Ao mesrao tempo examinara a physono
ma do homem, que ficou impassivel como
ura poste.
A cra la linha-llie levado o que ella pe-
dir e elle picava o po na sopa, sera le-
vantar os ollios, que conservava obstinada-
mente titos no seu jornal e sem interrora-
per ura s instante a leitura dessa folha in-
t.ressanta.
Agora tenho certeza, tornou o pintor.
Podemos siin receio conversar sobre os
nc8sos negocios, carao se estivessemos no
meio do Campo de Marte.
(Jo me cera os por provar esta omclettn,
disse Daubrac que ainda tinha as suas du-
vidas.
Est magnifica exclamou Fabre-
guette.
Na casa da ta Cordapus nlo se co
mera iguaeo. Contento rae cora as della,
porque ella fia me tres refeicSes. Mas, des
de hontera, o crdito est aeabado, e se o
senhor nlo me tivesse convidado, eu teria
jejuado. Eis por qua, meu caro, pode dis
por de mira em tuio e por tado. Sinto a
Lgratido do estomago.
E' ao meu amigo Meriadec que coa-
v n agradecer. Ello o chefe da nossa
corapanhia e eu nlo eou aenlo comparsa
E, entre nos, devo dizer que nSo compre
hondo bam por que elle nlo quer entregir
ao juiz de instrucclo a tarefa de promrar
o tratante.
E' porque recea ia:oraraodar o capi-
llo.
O capillo ? Eis nhi outro que me
parece nlo saber o quer! Se eu estivesse
no seu lugar, nlo ira procurar auxiliares
para desembaragar-mo do meu immigo.
Ella recela pela senhora.
. E prefare que nos tiremos a sardiuha
do fogo. Nlo mo [opponbo a isso, mas o
nosso plano parece-me mal combinado.
Quando o joven Moscovita tiver re^onheci-
do o assassino da rali e a pessoa desse
Hespanhol, nlo estaremos muito maisadian-
comecau a 1er, sem preitar attenjlo aos vi-jtados, se tivormos de guardar para nos
ZnhOS Antr\f\i\f>vtn
psrguntou Tallebot, cujos
olhos parjeiam querer saltar lhe das rbi-
tas.
Ha aqui alguem qua te podara res-
ponder I disse um bandido designando Ca-
maleSo que avanza va vagarosamente.
- CamaleSo ? exclamou o grande co
esre.
Sim, respondeu o bandido ; Cama
lelo o nico quo entra as grutas secro
tas. Conhece todos 03 sagrados do La
hesney, elle !
E' verdade pa/guntou Sulpicio di -
rigindo se a Camalelo.
Este fez um signal affir.nativo.
Sabes onde esto os thesouros de La
Chesnaye ? accrescentou Tallobet.
Sei, disse CamaleSo.
J os viste ?
J.
Slo bellos?
CamaleSo elevou os olhos at ao arco
da gruta.
- Nlo ha palavras que o digam disse
elle com um gesto expressivo. E' um so-
nho I
Os girantes e os bandidos olharam se
mutuamente I Os olhos brilbavam como
raios : a cubica abrazava todas physono-
raas.
capitlo, 03 dignos filhos do pateo dos Mi-
lagros qu iran o seu proprio interesse.
Durante alguns instantes houva ura ver-
dadeiri tumulto de exilaraacSes de todas
as qmli lades a raspaito das riquezas de
qua lhe3 acabavara tSo hbilmente de fa-
*er des 'rpzlo.
Ola! exclamou CamaleSo, julgando
qui as cousas ss aprasentavam s rail ma-
ravlhas, nlo achanlo quo as caberas es-
tavam ainda boas.. Ola ninguera bebe
raais! Tenho s le !
E eu tarab:ra ajuutou Pedro o As
sassino.
- Abrara outr > tonel !
Ura hourra aoolheu esta ordeui. Este
hourra fra o quo, no principio da conver-
sa entre Diana o Aldah, chegara at ellas,
e as ateraorisara.
Abalei Flor do Macieira, disse-lhe elle
ao ouvido; vai procralo e acaba de o
persuadir: a elle qua curapre agora ope-
rar !
O chefe dos girantes fez ura signal in-
dicando que adrairavelment j comprehen-
dia o sentido de suas palavras, afastou-se
drigindo se para a galera de entrada aon
de vgiava Flor-de-Macieira.
CamaleSo voltou-so para os girantes.
Estes tinham trazi lo para o centro da gru-
ta um grande tonel qua Pedro o Assassi-
no so e3forcaa para abrir.
Depressa appareceu um buraco, e o li-
quido preoioso sabio por ella ; a este suc
cedeu outro, dep is nm ter. eiro, e todas
as mSos armadas de copos, do tajas, ver-
rumas, se cstenderam para diante.
A'8 provisSas barraram os girantes.
Alguns minutos depois, a grutajapresen-
tava ura espectculo realmente fantstico
e que nenhuraapenna sera suffijiente para
descrever. Principiava a orga do3 band
dos !
No centro de uraa atraosphera tornan-
do-se pouco e pouco imposvel, ao ciarlo
dos archotes cujos reflexos avormelhados
eselareciam 03 rochados, debaixo deste
arco desapparecan as nuvens do fumo
se precipitava na grande gruta levando a
fatal nova; isto desde o principio da
terceira parte desta noite to frtil em
acontec Tientos, no momento em que a
terapestade mais furiosa radobrava, fazen-
do crer n'ura prximo cataclysmo, dous
horneas, um tocando os limites da extre-
ma vclhice, o outro era toda a forja da
idade, estavam, sos, a duas leguas de F
camp,-na orla de uraa espes3a floresta que
entlo cobria parto deste valle hoje tSo ri-
camente cultivado, e qua se estende at
Benzevillo.
Cera que abrigada pelos panhascos, a
floresta nlo suppartava manos as violen-
cias di tempestado quo, com raiva e furia
indiscriptveis, lhe causava damno.
O solo raais macio que o dos panhascos,
estava diluido pela chuva, de maneira que
apresentava o aspecto do um veriadeiro
charco. Poyos d'agua, transformando-se a
pouco e pouco om ros profundos, corta-
vara aqui e ali a orla do bosque. As ar-
vores vergavam com o piso da tormenta, e
o vento soprava
De tompos a tempos, o co abrasava se,
riborabava a trovoada, e a nuvem sombra
abria-se para dar lugar ao raio que descre-
via os zigzags de fogo.
Talvez ainda mais que sobre o penhas
co, a chuva cahia em torrentes, e jurar-
se-hia ser a queda de urna immensa cata-
rata, to grossas eram as correntes.
Os dous homms de que fallamos tinha ra-
sa refugiado debaixo do telhado de um
pardieiro, que se olevava na orla do bos-
que e que servir j da asylo a algum ca-
jador furtivo tentado pela proximidade da
floresta.
A casa fura abandonada havia j ami-
tos anuos, a julgar palo estado de ruina
em que ella se achava. Portas e janellas
j nlo exstiam. Um tabique que tinha
separado o interior das lojas e.u dous com-
partimentos desiguaes, apresentava urna
enorme brecha, que mo alguraa teria po-
dido reparar.
Urna grande chamin estava ainda in-
produzido pela raadeira, bandidos a girian- tei e QeUa arJa um f ardeQte que
tes preparavara-se para o festim, uns dei- aluiniava conj aeu raios VCrmelhos a es-
tados na area, outros assantados sobre to- cufa iaoraJa arrainada>
neis partidos; aquellas estendidos sobre, A veQtaua peetrava soprando pe-
fardos ; estes nadando n um rio de vinho, i ^ abertaraa da u e da8 janeUa8, polo
bebendo, nnd, coraend ., herrando, can-, tubo da tQsca chamine, fazia oscillar
tando.. todos ostes representantes do I ^ chamm^ fl ag 1a 0 interior
vicio, do crime, do assassinio, do roubo e i
da pilhagem, estavam agrupados, apresen-
lando o mais singular o repugnante qua-
dro que todo o hornera de conscienca deve do ne8ta mleravel HcabaQa> estavam no
desprezar e afastar-se della. meio da casa, assentados, h-- >m
No interior,
da casa. As lnguas de fogo torciam-se en-
tlo sobre as hombreiras.
Os dous homens que so tinham refugia-
dens. Daubrac fez bem as couaas. Pedio
duas garrafas de vinho marcado ; Bordeaux
superior, na lista, e tres pratos caros:
urna oracletta cora rim, ura bife com bata-
tas novas e ervilhas com assucar. Havia
muito tempo que o pintor nSo se achava
era fe8tira igua! e reclaraou contra o luxo
do almo$o.
Racebi ura trimestre da minha mesa-
da, disse elle em tora alegre, e tenho mui-
to prazr em encetal a com o senhor.
- O senhor muito feliz, tem trimes-
tes, suspirou Fabreguette ; os meus raezes
todos parecem-se.
Isso ha de mudfir, mea amigo. Gos-
to do senhor e hei de procurar-lhe enaom-
mendas. NSo frequento muito a sociedade
da gente rica, mas tenho alguns eonheci-
mentos. ..
AttenjSo I interrompeu Fabreguette ;
eis ah um vizinho que chega.
Entrava na sala um in livi luo, que
depois de hesitar entre varias mesas va-
zas, escolheu uraa que nlo ficava longe da
que os dous amigos occupavain.
Diabo disse entro dentes Daubrac.
Esta vai nos aborrecer. Mudemos de me
sa?
O recem c'iegado j se explicava com a
criada, mas, expli .-ava-se por signaos. Mos-
trava-lhe com o dedo o prato inscripto na
lista, que ella apresentou lhe, e como ella
perguntasse se quera vinho, elle respon-
deu :
Nlo)ouco. Falle mais alto. Sou surdo.
Base individuo er>. ura homem de barba
grisalha, curvado pela idade e pobremento
vestido. Cora o seu bon do viseira e ocu -
los azues, pareca ura velho emprogado pu-
blico subalterno, aposentado p.r doento.
A.criadnha nlo tinha muita pressa em ser
vil-o e pareca disposta a mofar della, pois
fasia-lhe caretas s esondidas.
- Pergunto se quer vinho grtou ella.
Po repetio o suj-ito. Sim, dous
solios. Para* sobremesa quero tre3 sol
dos de queijo de brie. Ando, minha filha,
tenho pressa.
Ja vou, velho so vina.
Esta resposta insolente provocou o riso
de Fabreguette, mas o homem nSo posta-
nejou, sera duvida porque nlo ouvio o
djto.
Dacidiiaraente surdo como urna po-
dra, disse em voa alta o artista da ra da
Huchette, olbando o da soslaio.
O vizinho tirou do bolso um jornal e
1 essa dcecoberta.
Comprehciida se quanto urna conversa
3emelhantc devia exeitar os desejos arden-
res neatas almas corrompidas, nestas natu
tazas para as quaes o roubo e a pilhagem
eram oa supremos graus da elicidide.
Era a primeira vez que as grutas fie*-
vam sos, meri dos homens da quadri-
iha de La Chesnaya. At entlo, ura dos
tres irmSos, ou mestre Eudes vigiavam
constantemente os thesoures araontoados
pelos seus cuidados, era necessario a oc-
currencia das circumstancias que conhece
mos para causar a ausencia completa de
todos os chefes.
Ora, assim como acoatece em todas
estas associafSes de criminosos determina-
dos, a presenca de um chefe o fraio que
tolbe as paixSas; mas faltando esta pre-
senca, os homens subtrahdos acclo da
quelle a quem costumam obedecer, a sua
natureza viciosa retoma va pouco a pouco a
superioridade, o nlo se achando debaixo
do imperio do raspaito, da adrairaclo ou
do temor, nada poda suster o impulso de
seus instinctos hbilmente excitados.
CamaloSo e o grande coesre eram muito
intellgentes para errarom o caminho cujo
fim queriam alcanzar impellnio os giri. n-
tes e os bandidos polo trilho que era ne-
cessario seguir. D.'mas os griantes, re
conbecendo as preciosas qualidades de La
Chesnaye, nunca lho tinham sido comple-
tamente dedicados, e antes do interesse, du
A verdade quo sempre ser preciso
denunciar ustiya esse pretenso marquez
de Pancorbo... que nome exquisito esco-
lheu elle.
E se o denunciarmos, elle negar.
Afinal de cantas nao temos provas contra
elle. O deporaento de um menino de no-
ve annos nSo bastar para quo a autorida-
de expeya mandado de prsSo contra ura
homom bcra collocado na sociedade.
Por isso, a despeito do que disse o Sr.
Meriadec, iiei dar um passcio para o lado
da ra Marbeuf, e quero crer que l hei
de colber informales preciosas.
- NSo falle to alto disse era raoia
voz Daubrac, indicando cora o olhar o vi-
zinho, que acabava de engolr a sopa e pa-
reca completamente absorvido por essa
operaclo.
Oh nlo ha pergo que elle nos ou-
na, disse Fabreguette. encomend os hom-
bros. E pira voltar ao nosso projecto, sai-
bi que eu conloo aquelle bairro como
ninguera. Trabalhei la na oflcina de ura
fabricante de carros ; eu pintava armas nos
carros; o aposto que logo da pr ..eir vez
que l for hei de achar a casa om quo Sa-
cha dorraio. Aposto mesrao que entrarei
nella.
A menos que esteja abandonada. Mas,
a proposito de Sa-jha, qua peasa desse
menino, quo to rpidamente conquislou as
syrapathyas dessa bora Meriadec.
A-ho qua est muito adiantado para
idade.
Sim, nlo ntelligeocia qua lhe fal-
ta, mas nlo a sensibilidade tambara que
o suffoca. Elle s pensa em vingar-se do
pai.
Seu pai ? nlo, elle o renega. Elle
dase nos positivamente que Paulo Cons-
taotinowia tinha substituido ura ti llgo que
usava de dragonas grandes. E' como quem
diz que Paulo nunca passou de amante da
condes a.
Talvez uSo veja nisso malicia. Mas
desconfio da sinoeridade desse menino pre-
coce.
Eis aqui ura vinho qua so podo be-
ber, disse Fabreguotte esvasanlo o copo
do ura s trago. Isto d coragara, e eu
siuto-me disposto a cncarregar-me sziaho
da tarefa que deviamos deserapenhar os
tres. Eu sou como os soldados inglezes,
que batem-se com firmeza quando ten o
estomago choio; e vou apro veitar a o;ca
silo para marchar directamente para o ni
migo. Para onde Tai, sahindo d'aqui ?
__ Para o Hotel-Dieu. Preciso estar l
a orgia que ameajava al-
canjar proraptamente os seus mais extre-
mos limitas, fra, a tempestado furiosa ca-
hndo sobre o mar, sobre
ares. O soprar do vento,
gas
outro
um sobre um
n'um tronco de
a trra e nos i
o mugir das va-'
o
o rborabar da trovSo vohara mistu-
rarse cora os gritos, cora os cautos e blas
phemias do bandidos.
Depois, como contraste, a dous pa3sos
dessa orgia inmunda, separada del'.a por
urna nica porta, o tocante espectculo
destas duas bellas e innocentes meninas,
cujas .almas puras nSo pensa vara em ac-
cusar o co das desgraj-is que as acabru
nhavam.
CamaleSo presidia orgia e conduzia a
a seu sabor. Repentinamente, no centro do
tumulto, Flor-de Macieira precipitou-se na
gruta.
A's armas grtou elle. La Ches-
naye toi preso desta vez. O prebostado
vai enforcal o. Cabeca-de-Lobo acaba de
receber a noticia de Bernardo. Antes de
urna hora seremos atacados.
Um silencio de ostupefacglo acolheu
este annuncio terrivel. Atraz de Flor-de-
Macieira acabava do apparecer o grande
coesre.
monte de entulho, o
urna arvore.
Um destes homena, dissemos, parara
ser joven e vigoroso, o out o era um ve-
lho. O primeiro tinha urna mascara na
cara, o segundo apresentava a sua vena-
ravel cabega toda descoberta. Este ulti-
mo era mastre Eudes.
Ambos falla vam em voz baixa.
A nosea estrella escarece, Reynold ?
disse o velho elevado para o seu corapa-
nheiro um olhar interrogador.
_ E' urna nuvam, meu pa, que emba-
ciou momentneamente o brilho, respondeu
Reynold, mas nSo mais do que urna nu-
vem.
Esta nuvem mais grossa de tem-
pestade do que aquellas que se cruzam
por cima de nossas caberas-
Saberemos evitar os perigos da tera-
pestade, meu pai.
Eu o desojo, meu filho, mas nlo o
espero.
Para quo estar inquieto ? para qua
duvidar ? disse Reynold cora impaciencia.
Porque a primeira vez que a asso-
Camaleao e o chefe dos griantes troca- ciaclo que tem feito at aqui a nossa for
; ja, est amea$ada d urna destruiclo sena.
Essa destruiclo era inovitavel.
Nlo o creio, meu filho !
ram ura rpido olhar de iotelligencia.
XX
PAI E FILHOg
Na raesma hora era qua Flor-de-Macieira
Reynold encolheu os hombros.
(Continua.)
hora da visita, e alm disso quero ver A casa do fabricante de carros onde U-
Verdire, afim de saloer se elle poder fijar < nha trabalhado, ficava na estrada da ra e
boro, receio que nlo. ; elle vio porta um contramestre que co-
Eu vou transportar-me immediata- nhecia e que por acaso o reconheaeu. Era
mente para a ra Marbeuf. uraa oceasSo de travar conversa, e Fabre-
V, meu amigo, mas seja prudente, guette nSo a perdeu. Dingio-seao homem
um passo falso pode estragar tudo. e perguntou se nSo tinha trabalho para
NSo tenha receio. Estarei de olhos
abertos. Ah eis o velho que levanta
acampamento. O seu alraoco nlo lhe cus-
tou caro.
Com etf-ito, o vizinho tinha dado onze
sidos criada e caminhava para a porta
com o seu jornal na mo.
Quando eu lhe dizia que elle nSo se
iraportava comnosco, tornou Fabreguette.
Se fossa ura espiSo teria ficado par i seguir-
nos. Damais, decididamente, surdo co-
mo urna pedra e nlo ouvio palavra da nossa
conversa. A' sua saude, meu caro 1
A' sua I seja feliz respondeu Dau
cae, que nlo comparta toias as llusoes
do sau amigo.
O almoco acabou sem incidente. Dau-
brac pagou e Fabreguette, ao sahir, propoz
ao interno acompanhal-o at o Hotel-Dieu,
mas este recusou. Quera voltar para casa
e nada raais tinha a dizer ao pintor, que
teve tempo de estduar ej conhecia a fun-
do.
Entretanto, nSo qu tria deixal-o sera un
sold no bolso, por isso offireceu lhe, a ti-
tulo do ompre.stirao, uraa bonita moeda de
cinco francos, que foi aceita sem coreino
na.
Ficando s, o pintor deu so pressa em
trocal a paca comprar alguns charutos de
sold, accan leu um e caminhou a psso
deliberado para o lado dos Campos Ely
seos, pelo caes da margara da margem di
reta.
Havia muito que nlo se aantia tSo dis-
posto e tSo preparado pan tentar as aven-
turas mais perigosas.
Por isso, tambara contara ser bera suc-
ceddo e triuraphav.i por antecipajlo. J
se estava vendo embagbacado, como elle di-
zia, Daubrac, Meriadec, Rosa Verdire e
at o capitlo, contando-lhes corao tinha des-
coberta, logo da primeira vez, a casa em
que Saaha hara pernoitado.
Fabreguette, com as suas pernas com-
pridas, chegou logo praja da Concordia
e comecou a subir n grando avenida dos
Barapos Elyseos.
No canto da ra Marbeuf deitou fra a
ponta do seu charuto e substituto-o pelo ca-
chimbo, afim de ter raais ar de pinta- de
casas qua anda a pro .rara de trabalho.
tinha trabalho
dar-lhe. A resposta toi negativa. Tinham
recorrido a elle em um momento de pressa,
mas a casa tinha os seu pintores de bra-
zoes efectivos o s por excepjSo empre
gava artistas estranhos casa.
Depois disso Fabreguette comecou a coa
tar lhe que a grande arte estando em m-
rasrao, estava resolv io a pintar taboletas e
tectos.
NSo oscolho trabalho, disse ello, e os-
tou disposto a fazer qualquer cousa pa-
ra ganhar a minha vida honradamente.
NSo conhace ninguem no bairro que queira
tar retrato a oleo ou a lapis ? Garanto a
seniclhanca.
__ Nlo, respondeu o contramestre. El-
les preferem as photograpbias.
__Oh esses collabor^dores do sol I ex-
clamou Fabreguette levantando as mlo3
para o co, tirara o po da bocea de na
outros artistas.
__Espere, tornou o homem a quem elle
teve a boa idea de dirigirse ; o senhor diz
que tambera sabe piutar as paredes ?
Perfeitamenta. Nisso ninguem me
iguala. O anno passado pintei a fresco a
sala de bilhar de ura botequim de Belic-
ville. la vel-a gente de Pantin, do Aubar-
villiers, de Boffdy, de...
NSo disso que sa trata. Ha ahi uo
fira d a ra, l bera no fundo um barrado,
oude ninguem tem morado ha dez annos.
O proprietario acabou por alugal-o, a se-
mana passada, a ura original quo vai h-
bital-o, segundo parece. E' preciso qua
eateja doudo porque a casa no fundo de
ura baraeo. E' preciso que esteja doudo,
porque a casa no fundo do um buraco.
E' o mesura que morar era ama adega.
Mas isso l negocio delle. J mandou
movis e dizsm que antes de mudar-sa pa-
ra ahi quer reparal-a. Talvez haja ahi
trabalho para um decorador. V uer.
E' o qua desejo, mas, acharoi com
quem fallar ?
Com certeza. O criado do locatario
dorme ahi todas as noites e ha do es-
tar l agora porque ha raeia hora vi o pas-
sar.
(Conteiuar-18-ha.)
TjjriTDiario roa Duque de Caxias n 4 i )
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