Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16891


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Full Text
*'** I
ANNO Lili NlilEBO a
PARA A CAPITAL E LLG.IRE9 *!> NAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantados
Por seis ditos iderr......
Por un anno dcn.....
Cada numero avulso, do mesmo di a
64000
I24IOOO
244000
4100
SASBADO 27 DI FE7BREIR0 DE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados......... ..... 13450C
Por nove ditos idem................. 204000
Por um anno dem................. '- 274000
Cada numero avulso, de das anteriores........... 41^
DIARIO DE PERNAMBUCO
Proprafeaftc te JHatunl Jxgatixfa te Jkria & -ftlljos

IHSTRUCC10 POPULAR

I
ECONOMA POLTICA
(Extrahido)
UA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
{Conlinuacao)
CAPITUU) I
Noctea preliminares
1." A riqueza transmissivel. E trausmisaivfl
tudo o que passar de urna pesaoa para outra, quer
na sentido litteral da expressan, como um lvro ou
um pao que pasaa da mao de um individuo para
a de outro, quer pela posse legal cu por meio de
urna acriptura, como quando se tran3mitte a pro-
preiade de urna quinta, de urna casa ou de um
navio. 3 servicos pessoaes sao tambem traus-
miasiveis, como os de um creado que os contracta
eom um aini, os do empregado publico qu os
tran3raittc ao estado, os do msico ou do cantor
que os presta para oso do publico que os ouv.
Mas ha umitas causas que *!> uteis e que niosao
ismissiveis. Assim, um homem rico pode ala-
gar os servicos de um creado, mas nao pide lu-
gar a saude desse creado ; ooa salariar os ser-
vicos de um cxcellente medico, mas, seos cuida-
dos deste nio conseguirem reatabelecer-lhe a sau-
de de nada lhe serviro. Do mesmo modo, nao
pode comprar-se uera vcuder-se o amor, nem a
amisade, nem a satisfcelo intima do urna conaci-
encia socegada. Todas essas coisas que, embira
uteis, nao podem iransmittir-se, deixam de consti-
tuir riquesa, uo s.ntido em que se toma e:n eco-
noma poltica esta palavra.
2 A riqueza limitada c n quintidade. Se
possuirmoa de um objecto toda a quantdade que
deicjarmoa, nenhum apreci ligamos a urna nova
quantidade deae objecto. E' o que acontece com
o ar que respiramos, e que as circumatancaa or-
ffinariasJiie nni riquesa, porque temos d'elle
tocfci i d j ir. Eli imis
"do que un, e iadiSfl i.isavel i vida i pdCaa, uao
temos que dar em troc d'elle cousa alguma porque
adate man pr "i i pora toii a gen-
te, e Iivremente eapalaatt*. .vi..s u'uui siuo de
mergulliador. n'umi mina profunda, o ar torna-se
imitado e, por ene simples face, passa ser um
elemento de riqueza.
Os diamantea piueas appueaQVM teem ; nao
grande a aua utililidade ; apenas servem como
joias e pira cortar o vdr ; comtudo, teem um
elevadisiimo valor. Devem no a sua raridad?. A
rarida Je, por si s, nao constitue porm, a riqueza;
porque, se os diamantes n> tvessera utilidade
al "urna, embara fosaem rarissimos, na la valeriam.
3o A riqueza utl. Tudo o que constitue ri-
queza precisa in luiK-naavelin inte de ser utl, iato
I, de servir p ira al.;um uso,ter applicacio a sa-
tisfaz r alguma necMaidade ou a ser objecto de
goso. Um economista deue as coisas uteis, di-
zendo que sao aquellas que directa ou indirecta-
DroJuz-m pr.izeres ou evitam icomtnodo.
i msico por exem-lo, bem anuido
te benit odo, causa nos prazer ; un guarda-sol,
'cora qae nos abrigarais do calor, livra-aos de uin
iucinmolo. Tanto n'um como ao outro caso, ha
utihlado ; ha-a seuipre que o prazer augmenta-
do ou o incammodu diminuido ; e, em economa
poltica, pouco importa a natureza do prazer. As
cosas uteis aio-a'o directa ou niirectamente.
Est no prioKro caso o f.to com que nos ves
moa : no aegund >, as machinas que serviram para
fiabricar o panno de que elle fciti e as que ser-
viram para cosel-o. No primoiro caso est anda
a earruagem om qu i n transportamos de lugar
para outro : no segn 11, a carroc que nos traz a
casa o pao. -Mu tu vezes nai f.icil esta distinc-
cao.
(Conlinu'a).
FFICIAL
r
Corcino Ja Provincia
EXPEDIEXn: DO DA 15 DE fveeibo de 188G
__ O pi a provincia, attendendo ao
quereu o alferea da 3a companhia do 10 ba-
"l activo da fjuirda nacional da ca-
marc Horacio Ferreira Basto, e
te ni imandante su-
p .; ife ie do corrente, sob
bao do refrido
Kipplican aggregado
. .
' i pt iformidad
do l->r i'i licia, em oiiio
i ; l, rrente, resol e nomer para o
i .-.... :-:s em
. que Boam esoa ira las :
2,!j im Pereira Bor-
.: s-
r* g eip'.tili ioia Fraaeiaeo II -msterio
Portella.
1." Districlo
rado, .Vut ni i liuthiquio
ot..
lente, alf-t i Fr.'ncisc da Goa'a
lo
- 2." Districlo
Ubdelegado, Aureliano 1 lollauda liego Cival-
cante.
1 Sapp'eot ', A ; nW Pe i o pe da Cmara Nory
O presi lente'i provincia, de eonfof
com a propostt dj l'r. '.'lele de policia, em ofiieio
12 do corrente, resolve exonerar, a :>e-
, Jcaqum Jos da Silva Guimaraea
Jnior, do cargo de 2o supplente do subdelegado
da fregneaia do Santo Antonio. Communicou-se
- a >r. ebefe de polica
O presidente da provincia, attendendo ao
qu-.' requeren o teni nte da 5" compa tbia do corpo
ue polica Maaocl Antonio C'.ini'iio :
Considerando que o peticionario conta mais de
13 annos de servicos provinciana r. rjtnm, aagail'
do eooeti -Ii informaclo prestad i peta Theaoaro
Provincial, em officio n. 4t>5 de 9 do corrente ;
Considerando qae nao pJe por incapicidade
phyaica continuar a ejercer s resp.-etiv.as fuuc-
{oes. conforme toi verificado pelit inapee^ill de s:i
que se submett;u ;
Considerando que viata do que dispo-em o_art.
33 do regulaniento de 8 de Novembio de 1H73, e
sa lea provinciaes n. 82, de 4 de Maio de 1840, e
n. 1,114 de 17 de Junho de 1873, tem o peticiona-
rio direto a reforma ; 'eailve reforwal-o no refe-
rido posto, com a penso a que ti ver direto, ie ac-
cordo com a citada legalacao.Commuuicou-ae ao
inspector do Theaouro Provincial e ao comban-
do corpo de pilicia.
Officioa :
Ao presidente da provincia do t'iauhy.
Declaro a V. Exc em reaposta ao eeu officio n.
de 28 de Janeiro findo, que o alferea do 2" ba-
talh'o !.- infantaria Urbano Pacfico Pereira Leite,
do que trata o citado officio, s-.gui d'a jui para o
Manahio, com dest.no eaaa provincia, no vapor
Espirito-Santo, que parti para o norte no referido
Jamuro.
Ao cemmandante uai armas. -Declaro a V.
Exc. para os fins conveuientea e era reaposta ao
s o uffieio n. 70, de J.3 do corrente, que, de accordo
com a indicacao constante do citado officio, deaig-
tenente-coronel commandante do 2o batalho
de infantaria, para presidir a commissao da qual
far parte o ajudante interino do Arsenal de Quer-
r e um empregado da Theiouraria de Pazenda, '3
que nos termos do aviso-circular do Ministerio da
(Juerra, de 23 de Janeiro do anno paaaado, tem de
resolver asbre o consumo de diversos objectos a
cargo de 14* batalho da mesma arma, devendo a
referida commissao reunir-se no quartel do Hospi -
ci, no da 22 do corrente, s 11 horas da man Ha.
yAo De. chefe de policia.Informe V. S. so-
bre o assurnpto do incluso officio, pir copia, do juiz
de direto da omarea de Ouricury, relativo aos
factos occorridos por occaaio da eleicio a que s
procedeu no dia 15 de Janeiro findo, no termo do
Ex, o que convm se realise com urgencia.
Ao inspector da Theaouraria de Fazenda.
Srva-se V. 8. de dcagar um empregado d'eisu
Thesorraria, para faxer parte da commissao que,
composta do tenente-coronel comuiaudanto do 2"
batalho de infantaria e do ajudante interino do
Arsenal de Guerra, tem de resolver, na forma dan
dispoeices em vigor, sobre o consumo de diverso!
objectos cargo de 14 batalhSo da mesma arma
deveudo a referida commissao reuuir-se no quanel
do Hospicio no dia 22 di corrente, a Ll horas da
manh.
Ao mesmo. Declaro a f. S., para os fins
convenientes, que autorisei o director do Arsenal
de Guerra, mandar satisfazer o incluso pedido,
por copia, de artigos de far amento que, para seu
uao faz o alferea qu artel-m*stro do 14 batalhli
de infantaria Jos Ignacio Hesketh.
Ao mesmo. Declaro a V. S., para oa fias
convenientes, que o director do Arsenal de Guer-
ra em officio n. 13 do corrente, sob n. 197, partci-
pou hiver na vaga di lugar de cscrevanto de 1*
claase do mamo Araenal deixadopslo tuateonario
Tiburcio Firrano da Silva Tavares, que aceitou a
noineaco de auxiliar de 2a claase do prolongamen-
ti da estrada de ferro de Pernambuco, nomeado
em 11 d'eafe mez ai cscrevente de 2 classe Gon-
calo Attico Lima, e pira substituir a este, nomea-
do tambem em 12, a Ulysses Floriano do Reg
Barrete
Ai mesmo.Declaro a V. S. conforma soli-
citou no final de s;u offieio de 29 de Janeiro prs-
nmo paaaaio aob n. 69 que profer hoje o ae uin-
te despacho na petieai de Autonio Gmcalves doa
Santos, 3 machinista do cruzador Meduza em que
requereu tres un>zes de lieeiica par tratar de sua
saude.Sira sera veneimeutos.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Em
additamento ao officio desta presidencia de 8 de
Outubro do anuo prximo passado, declaro a Vine.
que o pagamento da quautia de 504^860, deve ser
effectuado ao tbeaoureir > da commiaao do eatudo
da molestia da cinna, Henriquc Augusto Milet,
conl'orm.' toi solicitado pela meucioiada commis-
sao em offieio a que se referi a uformaco desse
Thesouro de 26 de Scteuibro aob u. 181.
Ai director do'Arsenal de Guerra.Maulo
Vmc. satiafaaer o incluso pedido de artigos de far
damento qu para aeu uso taz o alferea quartel
mestre do 14 batalho de infantaria, Jos Inageio
Hesk.th.C'jmmmuniciu-se ao commanlante das
armas.
Ao mesmo.Declaro a Vmc. para seu conhe-
cimento e fius convenout-s que nessa data, designo
o ajudante interino desse Arsenal, par commls-
sionado com o tenente coronel commandante do 2*
batalho de infantaria e um empregado da The-
aouraria de Fazeuda resolver, na torm das diapo-
aicoea era vigor, sobre o conaumo de diveraoa,
objectos a cargo do 14 bata'bao da mesma arma-
devendi arefererida comm3sao reunir-ae no quar
tel do Hospicio ni dia 22 do rrente as 11 horaa
da maulla.
Ao inapcetor geral da Iust,uccao Publica.A'
vista do que Vmc. representa em officiu n. 52 de
11 do corrente mez autoriso-o a recindir, a pedido
o contracto que celebrou Francisco Cezar de Lima,
para reger a escola de ensino primario do povoado
de .Santa Cruz de Ouricury.
Ao engeuheiro chefe da Reparticio das
Obras Publicas.Nesta dala declarei ao engen-
heiro fiscal da estrada de ferro do Recife a Ca-
sanga que sendo a respectiva companhia obrigi-
do pela clausula 3' de acord de 3 de Outubro de
1883 a cedei para o transito publico o trecho com-
prehendido entra o engenho Dous Irmos eCi-
xang, inclusive a ponte sobre o rio t.'apibaribe.
claro que deve esae meio de communicaca ser
entregue provincia de modo a prestaren- se ao
dito transito e nao ao estado, que consta da infor-
macjlo de Vmc. em officio de 7 de Janeiro ultimo.
C iinmunicou-ae ai engenheiro fiacal da estrada
de ferro do Recife a Caranga
Ao engenheiro em chefe do pro'ongamsnto
da e8trada de ferro do Recife ao S. Francisco. -
Tendo nesta data reaolvido enea, regar o engenhei-
ro Alfredo Dias^de examinar sem prejuizo do de-
mais funccois nesas prolougamento a queato re-
lativa aoa favores concedidos pela Iei n. 1837, de
6 de Abril do anno passado, ao concessionario
ias estradas de ferro de Agua Preta Colonia
Sooeorro e de Ribeiro at Bonito, transportndo-
se aos lugares referidis aflm de (jprapletar os seus
estudoa a re8peito, oa quaes 83 cstend-ram a co-
aheeer da razio provavel de ambas aa estradas,
assim o declaro a Vmc para os fius couvenieutes.
Cjinmunicou-se ao engenheiro Alfredo Das.
Ao juiz de direto da comarca de Olinda. Ten
lo o cidadao Luiz de Paula L >p<*s me pedid i pro
/dunetas era ordein a ser habilitado a votar ama-
ah, visto que o seu titulo de eleitordo 2o distrcto
lesta provincia se acha annexo aos docum auos
eom qm requereu no anno paaaado a aua transfe-
rencia para o 3 distrcto e com quer que o caso
. -i tsete seja idntico ao de que tratou a portara
lubicada no incluso n. do Diario de PernanUmio
le 17 de Janeiro Sudo pelo qual dei provmeuto
iio recurso do cidadao An Ir B trreto de S, .srva-
se V. Exc. de providenciar cora urgencia a Sin de
que o referido cidadao nao a-j i privado d) saar-
eicio do direto do VjIo, seguudo rae requere.!.
O r. g rente da Companhia Peruaubucina
nanJe dar passageai i r at Natal, no vap ir iu
seguir pan n >rt < 20 do corrente, a Praaeiaso
>ie Salles da Silva Braga, por conta das gratuitas
que o governo tem direto.
expediente dj secbstabio
r (lo Arsenal de Goerr*.S. Exc.
o Sr. conselheu-j prea i late la provincia manda
iteeaaar reeebido o ottoo o. 197, de 13 do cori
em que V. S. participa aa nonnac^a que fizera
en eonseqaaneia da raga do lugar de escrevente
de 1' claase desse Arsenal deiaia pelo funecio-
i i'inn:no da Silva Tavar -.
Reparlico da Polica
Sec5lo2.a N. 197.Secretaria de Po-
licia de Pernambuco, 26 de Fevereiro de
1886.-Illm. e Exra. Sr.-Participo a V.
Exc. que honteru ioram rocolhidos aa Casa
Detencao os seguintes mdividuos :
Jos Pedro Mlano e John Ulanderso.i.
O primeiro d'aquelles individuos foi preso na
froguezia da Varzea, onde se apresentiu armado
de faea e pistola E' morador no termo de Li
moeiro e est all pronuuciado.
O segundo foi recolhido de ordem do subdele-
gado da freguezi i de S. Fre Pedro Goncalves, em
virtude de equisir;ao do eonsil inglez.
No dia 19 di corrente e em trras do enge-
nho Jaugadinha, situado no distrcto de subdele-
gacia do termo do Jaboato, Joo Theodoro da
Silva depois de ter injuria]}, cora palavras, a sua
propria comadre Romana Plorian da Conceicjio,
descarregou um golpe de faiei na cab ea da mes-
ma, ferindo a gravemente,
O delinquente homem de raaos inatinctos e j
esteve all pronunciado em crima de ferimeatos,
sendo abaolvido pelo jury da comarca quando foi
subm-tt lo a julgamento.
Conseguio evadir-se.
Contra elle procedeu ae nos termoa do inquerto
policial.
Pelo subdelegado da freguezia da Santo An-
tonio, foi remettido ao Dr. juiz de direito do 2
diatricto criminal o iuquerito policial a que pro-
cedeu ,con.ra Jos Felippe Pereira de Serpa como
incurso as p:nas do art. 192 combinado com o
34 do codi.'o criminal.
A's 2 horas da tarde de 20 do corrente foi
encontrado no rio Jabiato, om trras do engenho
t*ereiras, o cadver de urna mulher de nome Mara
Rita da Coneeicac, de 30 annos de dade e casada.
A morte foi occasionada por asphyxia pir sub-
mrso.
Na vistora a que proce.1 -u a autoridade policial,
nao se descobrio indicio algum uo cadver que
ienotasse ter havido crime.
Deus guarde a V. Exc Illio. e Exm.
Sr. conselhoiro Jos Feraaades da Costa
Pereira Jnior, amito digno presidente da
provincia. O chefe do pili -.ia, \ntonio
Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 26 DE FE7EBEIB0
DE 1886
LinJou Brasilian Baak, J. J. Al ves d
Albuquerque e offinos do Dr. procurador
dos feitos.Informe o Sr. contador.
Baltliar Ol/eir & C-, o Eduardo Al
baquerquo Burle.IIj,i vista o Sr Dr.
>rocurador tiiscal.
Joaquim Jos Moraea. Escripturem-se
a divida.
Jos de Azevado Maia o Silva e Barao
do Itajiissuiia. Cortique-ae.
Joao Paulo Nune3 de Mello. -Registra-
se fatim-se os assentam'entos.
Adriano da Rocha pereira, Silva Curado
# C, Clemente Grongalves etto e Jos de
S Araujo Infirmo o Sr. contador.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DE 25 DE FE-
YEREIRG DE 1886
Augusto iia Silva liamos.Informe o Sr. ins-
pector da Thessuraria de P.tzeuda.
Antoiij Perreira Nobregi.Sim, ciin :i3re3-
triccO^s fritas na ratela annesa portara desta
data.
A Ivogado dos presos p ibres.De-ae.
Camilla do Carm > Torrea. Nj tem lugar a
juotifieacao de faltas' por praso tao lougo. Remct
ta-ae o presente requenmento a junta medica pro-
vincial, aquem a peticionaria se apretentara afiui
de verificar-se o sen estado de sadr, caso queira
requerer 1 cenla.
B icharel Franciaco Jos Me ira Selxinho.Jus
t fieo aa faltas. Deooia de notado na seccao do
archivo da secretaria do governo, remetta-ae este
requerimento aoSr. inspector da Theeouraria de
Pazenda para oa 5ns convenientes.
Secretaria da presidencia de Pernrmbu-
co, em 26 de Favereiro da 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Cmara Municipal
ACTA DA SESSAO ORDINARIA DA CAMA
RA MUNICIPAL DA CIDADE DO RE-
CIFE, NO DIA 10 DE FEVEREIRO DE
1886.
PRESIDENCIA DO SR. DR. CARNEIRO
DA CUNHA
Aos 10 diaa do mez de Fevereiro de 1886, ao meio
ili.i, no pavo da Cmara Municipal d'eata cidade
do Recife, achando-ae presentes os Srs. vereado-
res Dr. Carneiro da Cunta, commeadador Neves,
tenente Viegas, padre Mello, Dr. Jos Osorio,
commendador Mor&es, Dr. Goea Cavalcante, ca
pitao Torrea, Cuasy, capitao Silva Neves, Augusto
Vaz, Dr. Barros Reg e coronel Otaviano, faltando
os demais aenhorea.
Aberta a a^-saio e lida a acta foi a meara i aa-
siguada.
Assignaram-se diversis oniciis para a t'reai-
dencia da provincia, dan^o informaeoea e pe-
dindo-se autorisafao para transposicio de verba.
Tambem foram assigu idos os despachos man-
dando passar alvar para pagamento de eaatajj
as seguintea peticoes : do l)r. Luiz Emgdio Ro-
drigues Viauna ; Dr. Jos Mara de Albuquerque ;
las de Antonio Bur^oa Ponce de Len ; D. Leo-
nor Porto ; Henrique Cecilio de Almeida, Dioniaio
Fernandea Das da Silva ; Jos Mara Perreira
Frauca; Hermenegildo Sevr ano Goncalves ; em
duaa de Dr. Jerouymo Materno Pereira de Car va-
lho ; em trez de I'e iro Ter.u'iano da Cunha ; An-
t cntara.
O Sr. padre Helio pelo a palavra edisae que o
fazia 8o:neute para que o iufirmasaem da rszao por-
que ha mez e meio roaia ou menoa se achava au-
sente da repirtcao o Sr. lancador Lapa ; na se-
cretaria nada ae sabe, o secretario porm diz es-
tar o mesmo empregado com brenca, entretanto da
l'jilia do p uro consta achar se em servico ; deae-
java que fosse isao explicado.
O Sr. Dr. Barr.'S Reg pedia lo a pilavra diaae
que, como commisaario de polica, tinha notado
por diversas peticoes e raais inforinacoaa, haver
engao na collect i ultimimente proeeiida, e, em
bem doa nt'reaeea da cmara resnlvcu mandar o
Sr lan,':tdor Lyra para verificar a referida col-
lecta, trabalbo que anda nao concluio; eutendia
na poda assim praticar, e quando o nao -odesse
nao era o enarena 1 > que leveria merecr cen
jura, que a re.-p msabiiiJade era loawate aua.
O Sr. padre Mello liz que o empregado acliava-
se om servico cen) a iva le attirinar o Sr. Dr.
Barroi B $> aadamais lioha a op'pr, eestavaw-
com a intorm cao.
O Sr. teneute Vieg is pedio a p.davra c i
que tendo fieado adiada para esta seasilo a d ci a i
Ja p Mancel Pereira Lemoa proprietario
de t< rreuo em Santo Amaro que anteriormente era
eom plantaco Je sapiao e que fra ulti-
inaui-ute vendido em leilo a Francisco Ferreira
Sorgv a, que nao quera assiguar a eacriptura re-
cejando ser rcaponaavel por impoatos devidoa pelo
pioprivtnrio Lemoa conforme ae v di | eticao do
m no qu: submetteu a jonsidera^io da cmara ;
que a aua opiniao era quo se deferase a peticao
de francisco Ferreira Borges pela razio j expan-
dida p r diversos Srs farsa ores de que o imposto
de capia nao onus real, a que quanto a do Li-
mos apenas ae dispense o pagamento dos dous ul-
- anuos era faca da inforraacao do fiscal.
O Sr. Dr. Augusto Vez jendo a palavra d -
I quo concorda con a oiiuiao do Sr. lente
Viegas, mas para que a cunara nao perJesse a
bto.ci ober n que Ihe era devilo,
apresentava o -.ejuiute requeriment i que foi ap-
provado :
' Requeiro que se ordene ao procurador da c-
mara que tome aa providencias ueceaaariaa pira
que seja c>brada a divida dos hordeiros de Ma
noel Pereira Leraos, visto como est vendido o ter-
reno era que existe a baixa de capim, sobre a
qual foi lancad > o imposto que fez objecto da di-
vida e convm aproveitar a opportunidade em que
oa herdeiros dit poem do bem. Em 10 de Feve
reiro de 1886, Angra to Vtz- ,'
Foram deferidas as peticoes referidas de ac
ordo com a opiniSo do Sr. tenente Viegas.
O Sr. Dr. Goes Cavalcaute pe lio a palavra e
disse que o fazia para apresentar a seguinte pro-
posta i
Tendo fallecida o 3' juiz de paz da freguezia
da Varzea Antonio Joaquina Corroa Wan lerley
Lins, proponho que seja chamada o Io aupploate
para preencher a lista dos juizes Je paz da mesma
freguezia. E veritcando-se ser o primeiro iinino-
Jia'o e n votos o cilalai Ignacio di Nascimeuto
Goncalves da Luz e se achauio o meaino presente
aeja adnttido prestar j'tratcento. -Goea Caval-
cante.
Era seguida disse que apres ntava a cara ira oa
documentos que provavaaa nii a o falleciineato
Jo 3 juiz J.^ paz, eoini quo o cidaJIo Ignacio do
Naacimento Gou^alves en o primeiro iuimeJiato
n votia. Foi approvada a propo.'ta e prestou
juramento o retarido Nascmanto.
' > Sr. preaiJeute dass quo achando-ae sobre a
mesa a peticao do Sr. Joa Pire3 Carapello de
Almedidevidamente informada pelo Dr. advogado
e conta loria conforme fora mandado na ultima
serbio, sm cuja peticao, com j Sabia a cmara,
pede aquello eacrivio o pigameuto de custas a
que tem drc.-tj conforme disp' a le do orea-
ment tlgcnte, pjn que pjnln a mesmt era dis-
cuasao
O Sr. commendador Neves pedio a palavra e
disso qt.o o requerimento que na seaaa > pasaada
havafeito, fra ni oentido da aerera presjatisao
Dr. advigado, nio os documeutoa que se aehavara
juntos a peticao d > Sr. F res, mais os autos cm
originaos dos quaes ae diz terem od) extrahioa
oa meamos ; pirque s em fice d: taea autos po-
da o advogado verificar o direito que diz ter o
8r. Pirca.
Que elle hava tilo o ooidado de previamente ir
enteuJer-se com o Dr. advogidi da Cmara inani
festando lhe as duvidaa que tinha era vetar pelo
pagamento pedido pelo Sr. Peres, a que aquello
fraccionario lhe dissera que pidiara todas aquel
las custas estar preacriptas porque a Asaerablca
nio entrava nestes detalhea, quo Cmara era a
que.n cumpria examinar c que elle ve.eador eslava
no aeu direto ; assim entenda que se devia man-
dar que o advogado examinassi as referidas cus-
tas anda que fiase no propino cartorio do escri-
vio, caso nao se prestasse o mearao a raandal-oa
ao dito advogado, sem o que votava contra o pa
gamento.
O Sr. capitao Torrea dase que nao via razio
para nio ae mandar pigar ao Sr. Carapello : a
Cmara j i lnvia ero idnticas condi^oes c sem o
menor embarazo mandado pagar ao secretario da
Relacio custaa como as que sil Jevidaa ao Sr.
Campello pelo que Vutava que so m m .Uss: paga .
O Sr. Dr. Goes Cavalcante peiindo a palavra
diaae que era de opiniio, que se inaudaaae pagar
ao Sr. escrivo Peres Campello b.8 custas recouhe-
cidaa pela Aasembla, que consignara verba para
tal pagamento ; prim. i runente tinha duvidaa aea
Cmara era competente para nullificar um acto da
Aasembla Provincial ; bem ou mal a Aaaembla
hava mandado pagar ; alera dissi a Cmara re-
aolve esta e outraa queetoea era fa-e de inforraa-
coes e documentos e desde que a do Sr. Peres es-
t d'.'VJa ii-sate documentada c informada, acha
que em facapaV taes irovaa c do que dis,,e a le
provincial a 'Jamara nao pode dcixar de man Jai-
pagar, o asoii i votava.
Rspondendo ao Sr. coinmendadjr Nevea disse
que*na aesa&i pausada tinha v^ifado (filo requer
ment para ae mandar ouvlr d- /> so advogado,
sobre os documentos novamente apreaentadis pelo
Sr. Perea, e nio para que foasera eiarainados os
outros a que ae referi agora o Sr. commendador.
O Sr. padre MeJo pedio a palavra e diaae que
nao va razio para se mandar fazer o pagamento
que pedia o Sr. Peres ; q te no seu entender a
Cmara nio era urna chancellara para pagar
sem exame tudo quanto vicaae da Aaaeuiblea,
que achava que nao estava devidaraente provado
o direito do Sr. Peres, de quera nio tinha razio
para desconfiar, mas que pesava em seu espirito
duvida muito sera da legalidade de tantas cus-
tas ; que estava uo dev r do Sr. Peres vir cora
provas serias earaagar a duvida que maia de uica
vez tem manifestado e nio deixar me tal juizo
pisaa medrar ; qus foi o proprio contador io juizo
que veio por peticao denunciar a Ca liara que o
pedido do Sr. Perea era exagerado o lesivo aos in-
ternases da Cmara porque nio era possivel tao
grande numero Je procesaos somente desto muni-
cipio, e neste sentido fall-ou largamente concluiudo
dizendo que votava contra o pigara"nto.
O Sr. Dr. Barros Reg ped nio a palavra disse
que o seu voto ji era X: .uheedo e que o j tinha
justificado, que nio via razio para tamanha gri-
ta ; nio era o primeiro pagamento de cusas man-
dado fazer pela Asaemblea, que a Carne 'a nunca
ae pronunciou como nesta questio ; exeinplificava
o pagamento de custas autorisado pela Asaemblea
em favor de Jos de Anmathea Costa Pontea de
quantia superior a seisceuts mil ireia. e que foi
mandado pagar sem se procurar saber a razio cm
que se hava fundado a Assemblea para mandar
fazer semelhaute pagamento.
A respeito da denuncia do contador uao pode de
modo algum proceder porque o proprio que em
f de seu cargo certifica ter contado os autos u-
dos do cartorio do Sr. Peres e todos deste mani-
ata : nesta occasiio fall irarn diversos Srs varea-
dores prd O contra, condaindo o Sr. Dr. Barias
R-go dizendo que votava p ira que fosse feto o
pagamento pelos motivos j expend, ios e porque
entenda que o Sr. Perea tinha levidamente pro-
vodi o seu direito.
O Ss. Dr. Angosto Vaa p dio a palavra. e diaae
que nio queria votar symbolcamente em questio
tio agitada; que diverga das opinioes manifes-
tadas pelos seus diguoa collegas que lhe faziam
versar toda ella cm terreno jieasoal onde nao que-
na ir ter : r. ferin lo-se a denuncia Jo Sr. Oliveira
diz que lora movida nio pelo interesas do muni-
cipio, e sim p.lo aeu proprio, tanto que agora j
pensa de ou ro rao!) ; que a razio de seu voto era
qirnp'frMIfrntn por entender que ai custas que co-
bra o Sr. Peres estao pr seriptas, e porque
deaejava ser c ol rente com o v >to que dava na
aeasio passa la nilit'eriu i* a p^ticlo de Salg l
em i I. n ', e para maio)' eer
lave, a decl ir ICO d! seu vot e a que 80
Declaro que votei c LiSr. Pe-
ras porqii'- entan i i ojos a divida esta proscripta, e
o fcj I eom a delbJiaclo da Cmara
tomad, na anterior aeasao a respeito de iguil
pretssqao Jo eserivao Jos Mate linaOaaaatvas
Salguero. i com o man voto.
Era 10 do fevereiro de 3S. Augusto Vaz.
0 Sr. t n :.; Viegas declarou que votava con-
tra o i tados pe'o peticionario e un i u -, ni > sa-
tisfaz am a.i u. nte S refra lesea e-
naueia do contador de no atrou que era imposaivel
i i ir caber tmente so Sr. Peres tio grande uu
mero de pro.easoa deste municipio, que estava in-
formado que o e-crivao nao poda ter nuit > nuia
de 8 em cada pi-ocesso, entretanto para preta .ir
acon'a apresentada pe Sr. Tere-seria preciso
que cada procsso dase Je' costas 36i, e neate
acntulo fiil.u largamente.
O Sr. Cuasy d;z quo v
pirque entonilia que oa documcuto juntos p.'le
P'ticionario aio sulnc'entes c ]Dvam plenamente
o seu direito, j reconhecido pela Assemblea.
Posto a v-tis, foi g)eferMa a peticao ni sentido
de se mandar pagar a quantia pej'da, v tando a
f ,vor os Srs. Dr. G es Cavalcant c i nm n ia lor
Dr. B irros Reo, capitao
Silva Neves, cor nel Octaviano c Cussy, e contra
o cammendadr Neves, Dr. Joa Osori', tenente
Viegas, padre Mol'o o Dr. Angosl i Va/.
Depois deata votacio retirou-ae do recinto o Sr.
commendador Moraes.
O Sr. presidente disse que desde dezerabro ul-
timo achava-se Sudo o tempo do contrato feits
pela ~ainara cim o Diario de Pernambuco para a
publieagao de seus trabalhos e consultiva se de-
via chamar, por editaea, ciucurrentea Jpara nova-
mente contratar aquella p o lili cacao e asain foi r
aolvido.
Declarou que toado o sitio Peixinho ido a pra-
va por venda, uao havia apparecidj licitante, ba-
via porm urna prop'sta de 1:003a' e consulta va a
caaa ae devia aceiiar ; fallaran diveraoa Srs. ve-
readorea e reaiiveu-aeque foaac uovara;nte a pra-
?? por arrendainento.
Em seguida leu e por .em diseuaaio a peticao
de Joa Eleuterio de Azevedo, contractante do
aervco do Matadouro da Cabanga, pedindo a pro-
rogacio de seu contracto por mais cinco annos.
O Sr. Dr. Barros Reg pedio a pilavra c disse
que o que pedia o Sr. Eleuterio nio era um nego-
cio simples c quo pilcase aer logo reaolvido pela
Cmara, que cuten lia ni) poler a Camar.i conce-
der tal prorogacao, tanto m lis porque a mesma
nao tinha eonheciraento por meio de um exame
das obras all feitas ; entenlia qus so devia cha-
ruar concurrencia logo que terminasse o praso
conceiilo par a entrega das obras e que J -zeja-
va fazer bara saliente ) seu voto pira que nao se
disesse depois que o feu silencio havia sido con-
sentidor da primeira eincessio.
O Sr. padre Meilo pedia a palavra e Jisae jue
entenda dever a Cmara resolver logo o pedido
do peticionario visto que o praso qu-' rostava pa-
ra indar o con racto e*t prestes a terminar-se,
e que em face das razoes apres atadas p 'lo pe-
ticionario dos prejuizos que .era ldo e que a C-
mara j urna vez reconheceu, entenda que se de
vi* conceder a prorogacio pedila sem prejuizo
para a Cmara, o neste sentido falln larga-
mente.
O Sr. tenente Viegas obtendo a palavra, disae
que nunca houve silencio di Sr. Dr. Barros Reg
quando ae tratava da erapreza di Matadouro e
que digain as actas e at muito se procurou der
rubar, tomo foram derrabados oa contractos da
condueto daa carnes verdea c o da lirapeza pu-
blica, o qne brevemente o municipio ter&de apre-
cia oreanltadi cono legado que esta Cmara tem
de passar a administradlo futura.
A concurrencia que falla ou piopoe o Sr. Dr.
Barros Reg importa j o final desse contracto,
lo Je presente s se trata de prorogacao,
que a Cara ra a modo simples c breve tem de con-
ceder ou negar. Vot pela prorogacao com todo
o contexto da petijao por estar nos iutercsses lo
mmeipio e pjr ter muito bem servido o actual
emprteirj, nesta t esti e com ella semprc as-
sim ha de proerder.
O Sr. Dr. Joa Oaori; pelio a palavra e disse
que votava pela prorogacao, raaa nio de cinco an-
uos como pedia o Sr. Azevedi e aira na forma da
propoata qne aubm^'ia -a consi leraco da Cmara
que a seguate:
Conce.la-so a prorogacio de que se trata so-
mente por trez annoa, sem oeuhuma vantagem
alera daa contidas no contracta, noraeaudo-sc urna
commi.-aio para entrar em accor.;o sobre o? me-
Ihoram-'ntos de que falla o contra;' .
Em 10 de Fevereiro de 1886 Jos' Osorio .
O Sr. capitao Torres, pedio a palavra e apre-
sentou o s'guiutc requerimento :
Requeiro que se' uomeie um commissao para
^aber aa obras que precisa o Matadouro.
Km IO Ue K-v.-reiro da 18*i. .todo ToTTf .
O Sr. Dr. Barres Rege pedin lo Je novo a pa-
lavra emitte para que antes de se tomar qa dqu r
resolucio mande a Cmara examinar -as obras
existentes no Matadouro para poder resolver com
acert, fazendo ainda outras eoasideracSes no sen-
t lo de mostrar que nio o devia conceder tal pro-
rogavio ainda raesrao por trez anuos.
O Sr. Di. Goea Cavalcante pedio a palavra e
disse que lhe pareca excessiva a prorogacao pe-
dida, tanto mais :.io tendo o mesmo i clarado
quaes os melhoraraeuloa que protn lia fazer ; que
nSj cstavq porm longe de emeordar cora a pro-
poata feit i pelo Sr. commiasario Dr. Joa Osorio,
mas qae entenda dever haver maia alguma ga-
ranlia para a Cmara, sujeilando ae o contratante
a execucao das obras que a Cmara convenci-
usaje, e outraa que foasem neces.-arias, e pira evi-
tar qualquer duvida elle aubmettia a consideracio
da Cmara a aeguiute emenda propoata do Dr
Jos Osorio :
Que nao se dando accor io entre o contratante
e a Cmara, quanto a iraportinca di s obras, su-
jete-.se o contratante ao que for delibsrado pela
Cmara com recurso para o presidente da provin-
cia. Goea Cavalcante.
Sendo posta a votos foi approvada a proposta
do Sr. Dr. Jos Osorio, que concede a prorogacao
por tres aunos mediante aa coudivoes eonstautes
da mesma e rejeitada a emenda do Sr. Dr. Goe3,
ficiudo a do Sr. capitao rorrea substituida pela de
Sr. Dr. Oaorio por accordo Jo mearao Sr. Torres.
deixauJo de votar o Sr. Dr. Barros Reg por ter
antes se retirado Jo reciutu.
O Sr. presiJentc noineou para furor parte da
ciminissio de que trata a proposia do Sr. Dr. Jos
Osorio douro e de hygieue.
Foram em seguida deferidas a pet!?ao do guar-
da fiacal Feliciau i Franciaco Je HulUuJa Chacn,
pedindo dona mezes de licenca com tedos os ven-
cimentos ; a de B.liarmino Mara do Nascimeuto,
pedindo para completai e pagar a afarican de seus
pesos o medidas ; a de Jos Monteiro Torrea de
Castro, pedindo para aferr a sua balanea, visto
a'o ter a reparticio podido fazer no ultimo da da
aferivio ; e indeferda a policio de Joio Francis-
co Or,hao & C, mananlo o Sr Dr. Augusto
Vaa a seguinto deelaracao de vol :
Votei contri fualo na lispoaicjo OiprOSSU
. ;. BO o anbinado eom'o art. 51 daa posturas,
liui 10 Je F,e retro de 1386. -Augusto Vaz.
Haadoa se informar o M u >el Jauua-
rio de Aerada, violo Ja presidencia.
O Sr. Cuasy pede a pal ivra para fazer consi-
darafoai sobre a peticao de Iv.mlo Jos da Silva
Marques, que pede a Cmara para nao continuar
cim aeco judiciaria contra elie, pelo tacto de ter
aborto urna porta na frente de sua casa ra do
Rangel sem a devida liceaca quando a Caraira j
i tmha negado por nao ter a frente da inearaa
caaa largura para aJinittir urna terceira porta :
Disae qi' esta peticc deve aer indeferda, por
tas o proprio peticin uno que contessa ter in
fringido as pisturas vigcutes; pr-.curando faz.r a
noite esta infraccio para que es agentes inunioi-
paes rao o impedissem de o Caaer. Se bem elle
se reo irdava j ter tido oecaaiio d trazer ao co
meato di Cmara o proedimento do peticio-
nario que foi todo contrario as posturaa, pelo que
foi at multado em 60. Em face disto entenda
dever s.'r indeferid i a peticao.
Posto a vot08 verificoH-ae uao haver numero le-
gal, o presidente levantou a sessao e marcou a se-
quinte para o da 18 do corrente.
Eu Francisco de Aaaia Pereira Rocha, secreta-
rio subscievi.
Dr. Antonio de Siqueira Carneiro da unha,
presidente. Jos Pedro das Neves. Joio Gon-
calves Torres. Augusto Octaviano de Souza. An-
tonio da Silva N-ves.Dr. Joo Augnslo do Reg
Barros.Cussy J'avenal do HegoAugusto Carlos
Vaz de Oliveiri. Manoel Francisco de Barros
Reg.Padre Antonio de -ello e Albuquerque.
Jos Francisco deGes avalcante.
Cantara Municipal
DESPACHOS BA SESSAO DE 24 DE FEVEREIRO
DE 1886
Pelo Sr. vereador commissario de poli
cia :
Costa Pereira & C. pediado pue sejam
feitas as devidas averbagSes no sentido de
tere.n cmpralo a Jos da Costa Caseiro
& C. o estabelecimento de taverna sita a
ra do Boin Jess n. 63 e do tererun'o ran
sferidoparaa casa den. 13 mes.ua ra.
Como requerem de accordo com a in-
formacao da contadoria.
Elias Aveliao de Barros, idem no senti-
do de ter comprado a Esfyji Uohoi Car-
neiro Le2o, a taverna n. 17 sita a ra do
Sol do povado da Varsja. Coaio re-
quer.
Ignacio Ribeiro Guimaraes, pedirdo li-
cenca para abrir um armaz3m de carne de
xarque na casa n. 59 a ra de Pedro
Affonso dem.
JoSo Uncial da Rocha, para abrir um
estabelecimento de tavern ein urna casa
sita a estrada Nova do Casanga, fregue-
zia da Varzea. dem.
Joao Baptista da Silva Prxedes, para
proceder escavajao na ra, afim do cana-
lisar gaz c agua para a casa n. 32 a ra
di Madre de Dous. dem.
Bacharel Jos Francisco de Ges Ca-
valcant para mandar canalisar as aguas
(1 > quintal de sua casa n. 2 a raa da Prin-
cesa Isabel, procedendo-se a nacessaria
escavaoao na ra das Saulades at encon-
trar um galera de esgoto. dem.
Manoel B;z rra de Lurena, para abrir
urna quitanda na travessa da ru* Direita
di pateo do Ter^o, em um compartimento
do predio n. 16. I lom
Pereira & Ri Irigues, peiindo que sejam
feitos os devilos lancamentos no senti-
do de t?ro;n comprado a Jos Ramos San-
tos, e estabelecimento di molhados, sito a
ra da Imparatriz n. 63. Iden.
Severino & Ir mao, pedindo liceaca para
mandar levantar o cnlcamento da ra e
quanio prenso tur, adra de qm pi>sa se
c ncertar o encanaraento de agua de seu
estabaleci noato sito a ra do 1. de mar-
go n. 8. dem.
Sj.'.res & Diniz, pedindo que sejam fei- -
tos os devidos lanamentos no sentido de
ter passado a gyrar sobre a firma de Di-
niz Correia & C e de torem transferido da
casa n. 28 do patar do .Terco para 3, de n.
69 a rui de Marcilio Dias o sju ustabele -
:i nr. uito. dem.
Pelo Rom. Sr. Podr Mello vereador
commissario de edificares:
Autonio da Silva Jnior, pedtndo licen-
ca para mandar reparar o reboco da frente,
concertar porta e.jauellas, rotulas e algu
mas grados, tomar goteiras e fazer outros
ooucertos no interior da casan. 3 a ra
de S. Miguel freguezia de Afogados.
Pagos os impostes, con :ede-se de eonfor-
mida le com as posturas e parecer.
Arairin Irraaos & O. para mandar to-
mar goteiras e reparar o reboco da frente
do predio n. 33 a ra da Restauracao. Pa-
gos os impostos, ooncede-se.
Antoniu Soares Riposo, para mandar to-
mar goteiras substituindo caibros, na ca3.i
que ser?io de rancho, sita a ra de S. Mi-
guel, freguezia de Afogalos. Concele.se
Antonio Gjnca'.ves Beltrao,, para man-
dar substituir caibros da obertu, de seu
predio n. 120 a ra de S. Jorg?, tomar
goteiras na de n. 12 a travessa do Occi-
dente c rebeo na do n. 8 a mesma tra-
vessa. .- Pagos os impostos, concede-se do
conformidaie com as posturas opirecerdo
engenheiro.
Candida Mara Guilhermina, pra man-
dar edificar urna casa em terreno proprio
sito a ra Imperial. Satisfaga o que exi-
ge o ongenheiro.
Clementiuo de Paras Tavares, para
mandar correr o telha lo do pre iio n. t ao
largo da Penha, lira de tomar goteiras.
Sim.
Bachard Carlo3 Augusto d Oliveira,
Figueir :do, para mandar substituir urna
terrea em sua casa u. 13 a ra Vidal da
N'greiros. Pagos os impostos, concede
se de conformi lado cora as posturas e pa-
recer do engenheir>.
Emilio Pereira de Albuquerque, repli
cando, satisfaz a exigencia contida no pa-
recer do engenheiro, declarando que devo-
ra ter 16 palmos de frente o oito de fun-
do, otdheiro que pretende mandar fazer
no quintal de suas casas ie ns. 19 e 21
a ra do Santa Thcr-sa cuja licenca soli-
cita. Pagos o impostes, e limitando ae
a que pede, conee io se.
Francisca Aurora da Silva, pedindo que
seja-lhe concedida a lioen;a solicitada para
substituir madeira em sua casa de taipa a
estrada do Encanaraento freguezia do Po-
50 da Panella, urna vez que satisfaz a
exigencia contida no parecer do ongeni.
ro, declarando ficar contigua a outras de
taipa e na mesma cordeaco a sua alu 1:
da casa. Na forma do parecer.
Jos da Assumpcao Oliveira, replican
pondera que conceros que pretende wan
dar fazer na coberta do sua cacheir.;
sita a ra da Roda n 6S e 60, elija licen-
ca solicita, consiste 111 iio somente na suba
tituigSo de telhas o mdeiras no inieri
a mesma, pelo que nao se julga obr g
a euuiprir os artigos citados no p .re 'er de
engenheiro, visto nao se tratar do conCvr
to em frente de casa. Pagos 03 direitos,
concdese de conformidade con as postu
ras o parecer.
Joaquim Martina Moreir pedindo 1
conga para mandar correr os telhi
suas casas de n. 26, 28, 30 e 32 ra
Imperial.Na forma do parecer do enge-
nheiro.
Jos doa Santos Coelho, replicando, \>
dera que nao pret sua casa n. 52 ra do Principe, 00
por equivoco requerera e sim uuia porta,
para o que solicita licenca. Pagos os un









t


Diario v Pmuiinbiicii-- -Sabbudo 27 de Peverero 1886

ootos, concede-so de conformidade com as
posturas e parecer do engcnbeiro de 22 do
andante.
Jlo Antones (ruiraaraes, por ira pro-
curador Jos dos Santos Coelho, replican-
do, satisfaz a exigencia contida no parecer
do engenhoiro, declarando qne as depen
dencias a reedificar, cuja licenca solicita
Berilo feitaa sobre os laaumm raJicernna.
Pagos os i ni potas oncna se ale canfor
midade com an.-nosfinra* ernareanr.
Joao Adriano ida Mello .Duina, ^ pencado
licenca para annniar fazer unn aduanada
em sua casa n. 17.1 a roa Impanal, bera
como tomar pequeiins a-ehaaos.Pagas. os
impostos, concade-*.
Maria Adelaida ka Avallar Lnyme, pata
mandar fazr um quarto no quintal de sua
casa n. 77 rundos Pires. Pagos os
impostos e limitan*) o-se ao que pede con-
cederse.
Maria Veoaneia de Abren Lima Bastas
replicando, declara nao ser de taipa, e
que tem os n. 3 e 10 as casas sitas ao lar
go do Monteiro qc.e pretende concertar e
cuja licenga solicita. Pagos os direitos,
eanjede se de conformidade com as postu
rss e parecer.
Manoel Cardoso Jnior, pedinlo 'licenca
para mandar rotelbar e substituir caibros
em seu predio n. 17 ra do Dr. Feito
sa. Idhm.
Mendes & C, pedindo para mandar cor-
rer o telhado da cufia o. 10 a travesea das
Cruzes afim de tomar goteiras. Siro.
Rufino Suzano <>syo da Miranda, para
mandar reedificar de tijolo a parte da
frente que de taipa de sua casa n. 10
da estrada de Belem. Pagas os impostos
e de conformidade. cora as posturas e pa-
recer do engenheiro, concede-se.
Secretaria da Cmara Municipal do Re-
cife, 2 de Feveroiro de 1886.
O porteiro,
Leopoldino C. Ferreirada SUva.
E' tambera'
ao que U hornea) ir o man
deve ter- se posto d' a* pessoas
o elevaran a presidencia. Fixar estes
estes accordos seria absurdo, mas Sde-se pe
e fcilmente advnhar quaes sejam. !
presidencia por quatro partidos difieren
resta duvida que, obtida a vietori dar
parte larga uo governo da repblica, ios pr
pars chafes dos partidos. E entilo qu goverm
larval podeiataauar desta amao hyorid* ?
(fciatro partidos, representados.pir h.incr lio nos nttaarias aas dos ousms, estaraxn ao
tuii segaiate ao do trtouipho dirindo entre ai o
pode'. (iaaas as consequenciaa e os desastre qwe
Sr'ahi resttsarinm, fcil advnhar. Cada ehwfe
das quatro partidos. attribuindo-se o triumph o,
Creria para ai parte do sio, em dainno cirio
araigoe de momento. q*ieee:toraaiiara iisargii
rriraeatao dia segrate ao da victoria.
Um honrado negociante, que sssuiaiuito o*sea
EXTERIOR
Repablica Argentina
Correspondencia para o Jornal do Com-
mercio, da corte
Buenos-Ayres, 25 de Janeiro
Stomabio0 quatrv manifest* dos partidos reu-
nidos. Falsas apparencias de tranquil-
lidade.- Oouro- Ojogo poluto. Urna
verdade. Homens de principios oppos-
tos Dialogo com um honesto negocian-
te. HorisoKte escuro >m Montevideo.
Aspecto da cidade. Os jornaes offidaes.
Suspeitis.O jornal La Nacin.O
Ayreslarku .cesppletanwuie um hotel que .-possa.ro ti
responanraae eajgencura modernas.
jaaaae qnwo cajpat3ario.Ferrari tem eaeon-
ttradoflHfeaaldisas paraafomuro resto da suaeora-
snantm. iAJz-seqfue o-aai:aaasij acchi rsar o
snufjp,
un manso kannth-Matosas a*hn**-aa Na-
paiz e vive longe da poltica, disia-me estas pala-' don que aecusam > dinecao do correio de violar o
vras : Meu caro senhor, nao posso soffrer csse
Celman Jurez, e entretanto para o bem do meu
pais voto a favor delle. Olhei para elle espan
tado e perguutei lhe :Oesculpe-me, nao compre
hendo a sua contradicho : nao gosta de Jurez t
vota nelle ? como possivel ? Meu caro, res
pondeu-me o cidado, antes da sympathia ou an-
iipithia particulares deve estar o patriotismo, iato
, o bem do-proprij paiz, eapezar de nao ser Jua-
res o presidente do meu coracao, prefiro-o. a ver
o paiz em poder da anarchia. Coio vai de-
pressa, meu caro. .. Chama a Rocha um an ir-
chista ? Nao digo isto. Rocha nao patas de
um ambicioso que quer aatisfazer a sua vx'dade
sendo presidente ; mas oSo nelle que est o po-
ngo. E onde esta, entao ? 8e Rocha
f'sse presidente, continuou o boin do negociante,
p der-se-hia supportal o ainda, porque e.tou cor-
to que nao durara dous annoe. .. por c&usa de
L>a Plata... mas deixemos isto de parte. O que
eu recelara no triumpbo dos confederados seria a
elevaco de um liou>< m de bem que tena prnviro
fito ajustes com os eleitores. Um homein de bera,
como sabe, mantera o seu jursmento e o que acn
tete ia entao? > E eu sempie para fazel o fal-
lar, respond : O que acontecera ? Em vr Ja
de do saberia dizel-o. Nao sabe1? Visto
que seria impossivel que homens de principios e de
sentimentos tao oppostos una dos outroj puJesaein
estar juntos, seria necessario recorrer a novo ac-
cordo, e isto seria tima divisao. Paiavra que
desta vez olhei para o meu hornera com verdadeira
admiracao, pois euproprij nao comprehendia oude
elle quera chegar. Ah ah nao com preben-
de ? pos von ser mais claro. Dizia u que aquel
les seuhores nao podeudo andar de-accordo fariara
nova unio que seria urna divisao. Sabe que so-
mos governados plo systema federativo, o syste
ma por ezcellencia, mas que tem oe seus inconve-
nieute". Percebendo aquelles senhjres que nao
p ideriam andar unidos no g,voini geral da repu
blica dividiriam a torta entre si, e veramos entao
as nocsas provincias governadas cad t qual por um
partido que semearia cada vez mus a discordia c
a divisao, emquanto que nos pela contrario preci-
samos de unio e de concordia, e ah tem por que,
meu caro senhor, apexar ie nao gustar d Jaarez,
pelo bem do paiz votarei nelle.
Quiz transcrever quasi textualmente as pala-
vras do eminente uidado, porque earaeterisam
claramente a verdadeira situacio poltica do mo
ment. Os partidos reunidos ominetterara um
nentos nao desgos':..
capital certos
t)S.
te mez se abrir a segunda ex
.liana em Buenos-Ayres da qual fallarei
itra correspondencia, porque ate agora nio se
deu licenca a ninguem para a visitar. Nao creio
que tenha muito bou xito, dadas especialmente as
coudicoes polticas do paiz.
Parece que se fundou finalmente urna socie-
dade e qne neontrou-se forte cap'tal pava con -
strutr-uu) kaasens hotel lie priraaira ordem, sobre
o mosio an de Par, ILoaaVes, Berna, ate. E
ser aatito-bara lemlMn, neis que em Snanos
segredo das cartas. A aecusacao muito grave
e eompromette muitas pessoas.
Fundou se em Montevidj. sob os auspicios
do governo, um novo banco, que se chamara; El
banco Uruguayo.
Inaugurou se hon'em a nova estrada frrea
de Buenos Ayres ao Rosario.
A polica de Buenos Ayres acaba de ser
organisada militarmente e formada em dous bsta-
Ibdcs.
Os bailes de mascaras nos thnatros nio offe-
recein nenhum altractivo, sao poueo concorridos, e
o abjrrsciinento all reina como soberam.
Acabo de saber neste instante que foram pre-
sos em Montevideo o coronel Justino Muniz, o Dr.
Justino Reyes e o Sr. Cosalio Pereira. O ministro
Herrera pedio a liberdade para Muniz.
Diz-se que Santos est peur Ja sua
doenca.
INTERIOR
Da Uvoiiifo da corte
Rio, 11 de Feverer de 1886.
Vagos e insubsistentes rumores onvem-se, ha
dous annos, presagiando desastres e eventualida-
des que felizmente se nao daro.
Na imprensa, nos circuios polticos e as con-
eueer nos de que a nossa poca
iaco financera, de apuracao denossos
waansa actuaes para fazer face enormidade dos
campromissos tomados nos orcamentos de 1880 at
hoje. Realsar es a liquidaco sem abalo publico,
sem aggravar o crdito do Estada, s m compromet.
paiz no exterior e no interior, j n5o pe'
quena tarefa para urna intelligeucis laboriosa e
prudente
Dassa propria apuraeio dos recursos aotuaes e
de- sua oomparac'io cam as necesstdades orcamen-
Urias, o que deve surgair a luz pira um piano
me corresponda seriamente 4 situaclo do impe-
rio. Este plano, este daknaastaato de nos so fu tu
iro, temos f em ase umutaal gabinete
iresental-o ao p 'dar.MsopcLate.
KtviSTt
Tribunnl do Jury do Becife. Pre-
sentes juizes de facto em numero legal, tunecionou
hontem este tribunal no julgamento do reo Pedro
da Silva Pontea, aecusado de haver furtado um
collete e urna eideia de metal, pertencentes a Jos
Moreira dos Santos Oliveira, uto em 2 de Julbo
do anno passado.
Em vista das decisoes do conselho de entrica
foi o reo absolvido, appellando porm, o jus de
direito presidenta, do jury para o Superior Irib
nal da Relacao.
Patrocionou a causa o Dr. Adolpho Tacio da
Costa Cirne.
Almlrnnie Barroso-Este vaso da af-
ra aa nacional, do commando do Sr. cap tao de
fragata Luiz Fclippe de Saldanha da Clama, e
auto-hontem chegado ao porto do Recife, mde 71
metros de compri nento e 11 metros de bocea, e
cala em media 5 metros. Ten montadas 8 pecas
Armstrong de 15 centmetros de calibre, sendo 6
em barbetas e 2 em cafa, e tm mais 4 metralha-
doras de 25 e 15 milmetros, sendo estas ultimas
situadas as gaveas para reper os ataques das
torpedeiras.
Afora o arraimento, que de origem estran-
geira, tudo o mais do Almirante Barrozo da in-
dustria nacional, pois at o ferro da bus possante
machina da fabrica de S. Joio de Ipanema, e
trab tlhad i ni Arsenal de Marinha da corte.
Como hontem dissenns, vai a Nova Orleans, na
de fara repreguntado o Brasil na exposicitu, que
versacoes ntimas, formulam-se, a cada momento,
sinistras cmjccturas sobre o nosso futuro financei- deve sor inaugurada n'eesa irapirtante cidade dos
ro, as nossss relaodes exteriores, as nossas ques-1 Estados Unidos, e ao inesmo tempo servir a via-
Dr. PeUegrini.Pensamentos trastes. erro, todo a favor do seu adversario, e eis porque
Ainda La Nacin Fantasas jornalis-
ticas. As repblicas da America do
Sul.Occurrenc as diversas.
Depois da minba ultima correspondencia, a po-
ltica argentina nao tem soffrido neuhuma altera-
cao seria, e as coasas ficam ainda taes quaes esta-
vam ha um mes. A famosa liga comraandada por
Mitre, Ro ;ha, GoroBtiaga e Irig!.yen, dirigi aa
paiz quatro manifestos, sendo cada um delles as-
sguado pelo presidente do partido que represen-
tara : no nwu modo de ver, i > tambera isto um
erro. .
Approxima-se rpidamente o Usmpo das eleicoes
e parece-me que es quatro partidos reunidos, em
vez de pnblicarem quatro manifestos dirigidos
naci, deveriam ter proclamado um s, no qual
tosse dito claramente qual o seu fian, c sobretodo
nomeada a pessoa que deve recolher es sutfragios
para a presidencia. Asaim, perderao um tempo
precioso, que nao creio seja cm vantagera dos par-
tidos reunidos. Entretanto, 4 -apera do voto 4as
urnas, os dous esmpeoes, os nicos que ficam aa
arena, p eparam-se para a lata, e nao ha meio ue_n
trap; ca de que nao lance n mi para poder ven-
cer.
Diser que O paiz ost toaotiiullo, 4 a*aa l-
j,IMn -'------'-. rarbora o strangeiro que choga a
Buenos-Ayres nada vejanem d por nada. A ci-
dade est calm, o commercio segu o seu curso,
os cidadSos vao dos seus negocios, os poneos thea-
tros que estao abertos fazera boas receitas, e sobre
a cidade reina certa appareucia de paz profun-
da... mas como a reahdade da vida de ha so
mente tres mezes esta longe da de hoje O ouro,
que pareca dev-er descr vai subindo inscnsivel-
mente, e emquanto ha apenas quiaze dias estaM-
mos a iO 139, hoje estara-s a 146 e 117. E'
este o verdadeiro tberraometro da faUidade da si-
tuacao, que vegeta em calma apparente. De facto
em pouco mais de um mez, viera-n de Londres
centenas de milhares de libras esterlinas era ouro.
O governo publicon os telegrammas que annun-
ciavam a realisacao do novo emprestimo, e spezar
de tudo isto, o euro, ou para raelhor dizer o Cam-
bio do papel moeda est4 muito, mas muiti longe
do par. &g ifica isto asss claramente que a cou
fianca nao entrou anda no espirito dos ciiadaos,
e que se espera cora impaciencia a .so!uco de urna
situacao penosissiraa pira todos.
J por varias vezes tive occasiac de dizer as
minhas corre?ponden':ias que o resultado da vota
co nio tem pira mim nenhum rayjterio, e posso,
sem recco de ser desmentido [ elos tactos, pro -
phetisar Jesd j t que o presidente eleito ser o
Dr. Jurez Celman. As pr h tbitidadea anpnen-
tam a favor delle, c sem querer om a liga. oj
adversarios derara-lhe forca. At agora os par
tidos tinhara um ch fe. reconiec'do, fos.-c quou
fosse, representavara ura concert, uraa idea, e o
cidadio -eleitor poda conscientemente dar o sen
voto ao caudi lito que. rrspoalia mais aos sem
principio?. Hoje a ecusa bem iirorsa, eo cida-
l,io-e eitor que desee ao fun lo da sua conscisaei '.
perturbado e indeciso. Votar p-lo candidato
que t'r apreseuti.do pelos quatro,- part Jos reu-
nidos, nao mais votar segundo a propria con-
sciencia, mas segundo o querer das partidos, o
a razao qne assegqra a victoria, c nj in u ta
co parecer, ao partido eompostj e discipiinado de
Jaarez Celman.
Jurez teve bom pago e aprovetou o com bas-
tante habilidade, pondo em relevj e a n o lado
fraco dos adversarios. Digam o que quiz
seja qual fr a influencia que os jornaes partida-
rios e as pressoes governamentaes tem sobre o es-
Dirito e sobre o juizo recto de ura povo, ha sempre
um criterio sao, justo, que se revela por si mesmo
e que encontramos no fundo do nosso caraca t.
Chamara alguns a csse criterio consciencia, mas eu
hamo-lhe sentimento do justo e do verdadeiro, e
encontra-se no cerebro de todo o borneas, por mais
embrutecido e venal que elle seja.
Ha v- rdades que quanto mais se c unb ite para
suflocal as, tanto mais se mettem pelos olbos, e o
que acontece com a actn-1 situacao poltica. Por
mais que Rocha, os.seus partidarias eosoutris ez-
candidatos se agitera, se unam e procurem destruir
alguma pobre verdade, esta escapa 1 he da mi e
apreseuta-se sempre mais forte e ameacadora, re -
sol vida a nio se deixar amedrantar de nnhum
modo. Tenho a infeliz pretenso de julgar-me l-
gico, e sempre acred'te que quatro e quatro fa-
zem ofo. e nio doze Nao tenhio parcialidade para
este ou aquelle partido poltico o tenho a conscien-
cia de pensar e dizer sempre a verdade, razao pela
qual nio me deixo illidir, e em mim nao fazera
irapressio as razoes que se pos em c impo para
obrigarem-me a ver preto o que branco. Onde
quero chegar, me perguntarao. E eu responda
inmediatamente : Creio que do dever e todo o
correspondente ser juiz imparcial dos acontecimen-
tos que se dio sua vista e contal os exactamen-
te em nenbuma paxio de partido. Ora, acho-me
precisamente neste caso, e quero, antes de expr
o nwn modo de ver, fazer penetrar no espirito das
leitorrs a certeza da mnha mais perfeita impar-
eialidade. ^ Dito isto, para desabafo da conscien-
cia, contino.
Disse ha pouco que o procsdiiaento dos'quatro
partidos reunidos fez o jogo a favor de Juaiez, e
von pro\al-o.
Que cousa representavara estes quatro partidos
qne querem levar presidencia o nome de um ho-
mem at agora desconbecido e que nio teve por
conseguate wm se quer o tenspo de formar apre-
mitsr um progratmna poltico l Este hornera, em
bora respeitavel honrado, nio ser pois senio o
mandatario, o presidente eaooihido por quatro par-
tidos adversarios, un ios uniesmente por agora no
eacrevi que Jurez ser o presidente.
Oude as cousas assumem carcter multo serio
em Montevideo : tive de ir passar dous dias na-
quella cidade, e fiquei realmente admirado vendo
o ar triste que pesa aobre ella. Nio parece urna
cidade, mas um cemiteri >, ou entao ura paiz sitia-
do ou devastado pela epidemia. Quasi toda a m>-
ciade emi^rou, esperando com impaciencia o mo-
mento de correr em auxilo dos patriotas que que-
rem tentar opodr-se ao general Santos. Os jor-
naes otficiaes empregam linguagem araaucadora
para os revolucionarios, e predizera nada menos do
que a fe rea para os que forera presos. As prisoes,
muitas vezes por urna simples djnuncia, esto na
ordem do dia, e j personagens distnctas tem pago
no uarcere a siinpks suspeita de terem sido julgadas
de intelligencia com os revolucionarios. O jornal
La Nacin sahio com um artigo de censura para
o goveruo argentino aecusando o de convivencia
cam os que tramara con ra Santos. O aobrediti
jornal pede severamente coutas ao governo do modo
porque permitte ao general Arredondo, de oiigem
Oriental, mas ao servido da Repblica Argentina,
intrometter-se na poltica de ura i naci amiga.
O Dr. Pellegrni, ministro da guerra, escrven
un nnrta ji ii iri AirUouJo, imhu-lo^h
que est ao servido da Repub'ica Argentina e. que
o governo nio pode tolerar os seus modos revolu-
cionarios. O general Arredondo respondeu que
vive tranquillameute em sua casa e nao se mette
ni poltica ; e as cousas ficaro ah sem pasen
convencereui o governo oriental que diz por meio
dos seus jornaes que carta do ministro da guerra
ni* passa de urna c mtda.
Entretanto todos os das, a ja era vapores, s"ja
mesmo ero simples barcas, chegam a Buenos- \y-
res verdadeiras turmas de governo orentaes : a
esta hora contaio-se mais de 500. Fallc*com al -
gins delles : estao tolos enthusiasraados e chei u
de esperanzas. Que tristes pensamentos oecor-
rem me mente ao ver tanta mocidade bella,, sauia,
forte, intelligente, ir desafiar a inerte com o cigar-
ro n bocea e sorriso nos labios Nio nem o
momento era o lugar d-3 dizel-o, mas para a
gente Derguntar a si mesmo quando estes p&izes
magnficos cessarao de ser tratados pela brutali-
dade das eleicoes pres ieuciaes, que todos os seis
anuos ftzcm tantas victimase fazem desapparecer
do inua lo tautos mancebas int-lligentes que com
o tempo se teriara tornado os defensores da patria!
E' urna vergonha paia estes pases, urna barbari-
dade que deve desapparscer e entretanto hio de
anda passar muitas aunos e muito saugue ha de
ainda correr, antea quo a educacio poltica tenha
chegado ao ponto de permittir ao cidadao usar dos
s us direitos, sem recorrer ao costu ne brbaro da
vi lencia.
27 Janeiro
O tempa est e ida vez mais escuro. A Nacin
de Montevida contini com os seus artigas vio-
I'utos aecusando nvamete o governo argenfino
de protg"r os revolucian.irios e censurando a ra-
pidez eom que foi oecultada a demiso do general
Arredond i, ebefd conhecido dos agita I ires, assira
i podes xeeutit'i pela raollesa que mostra era
Ksanlo aos repetidos podidos da Repblica Orien-
tal. Os nimos esto muito exaltad m, e prev se
alguma desgrana.
Entretanto vai um jornal argentino fautasiaudo
acerca d>< ura g.ierra provavel entre as duas repa-
blieas, dado o caso qu-) o Brasil nterviesse no
Uruguay par i ajudar o governo de Santos a an-
tee a iusurreica i. E el-o dizcnJo por ah fra qui
6,0'X) soldad js inpcriaes que estao acampados per-
io di frmtir i d) Jaguarao e proraptis a passar o
Queguay. E' intil por om relevo a inexactidao
destas noticias, de que faco mencio apenas como
chroaica. E' crto porm que ura ar insalubre
posa sobre todas as repblicas da America do Sul,
sem fallar da Argentina e da Oriental das quaes
conhecido o estado grive. Do Chile chejam no-
ticias continuas de grandes agitacoes no ario da
Cmara e do Senado ; o Per acaba de sahii, an-
da cobertj de sangue, de urna guerra civil ; os Es-
tado Unidos da Colombia r mperum c >ra ura gran-
de potencia europea ; e carao se isto nao bastnsse
a nacureza entrou tamb m no concert, mimosean-
do-nos com inuadaces e terremotos c paree s uio
querer 'parar abi ; pois que a incerteza do tempo
promette desastres ainda tnaiores.
Creio que inpossivel um verao mais longo do
que esto que estamos ati avessando : calor, fri >,
vento, chuva ; o,thermometro paraee aterririsado,
taes sao os saltos que o mercurio d no seu canudo
de vidro.
toes internas e at ha vidente Ilustrado que se
abalanca a propaetisar o adventa da forma demo-
crtica no rgimen poltico deste paiz.
A' que causas se pdera attribuir estes pheno-
inenos sociolgicos?
Ao obs rvador perspicaz e sempre atiento as
erolucot's d>^ nossa polkica, nio iilficl explcal-
os.
Desde n disolucio da consttuinte, extremados
os partidos militantes, depois do golpe Je estado O. Augusto Leopaldo, hospedaudo-se na casa do
de 1832, surgiram na arena poltica vultos de ta
c mpetcncia. talentos e illustracoes tao notareis,
5ue o futuro historiador da parlamentarismo no
.-axil os ht de collocar era evidencia aos olbos da
posteridad".
Aptdoes devidnraente aproveitadas, talentos ro'4
bustecidos pela pratica da vida publica na adra-
nistracao, no parlamento c na imprensa o segn
do reinado encontrou cm seu inicio, de ambos o
credos polticos, estadistas e parlamentares de agi-
gantada estatura.
Aos talentos notaves nao era entao difficl, como
hoje, romper a athmosphera de obseuridade, que a
todos fatalmente cerca.
Cayi, Vasconcellos, Monte Alegre, Alves Bran
co, Paran, Euzebio de Queiroz e fr'erraz, raostra-
:am sobojamente ao paiz que a sementeira de es-
tadistas fcrtilissima uessa terrra.
Se morte infelismeute rareou e estinguio m^s
rao a gloriosa l.-giio dos estadistas do passado; si
no presente, cora angustia, que se percorre a 1
raitada patrullia dos estadistas contemporneos
como nao achar a explicaca* daquellas 8 nistra.
canjeetaras e crueis vaticinios ?
Ura pavo que descura do prepara de seus esta-
distas, escravo dos partidos que, visando, seus
interesses de momento, e principalmente a susten-
ta cao das aituacGs,;s expoe s vittas do paiz ca
racteres tibios e mediocridades que chegam des-
(icrtar a commiseracao, quando nao fornecem as-
surapto ao htimour dos chronista.
e do Senado, enchiara ie de eidadaos conspicuos
nos dias, em que follavam Maciel Monteiro, Torres
Homem, Landulpho, Pernandes daCuuha, EuseDio.
Paula BaptisW, Kodrixues dos Santos. Xaearias,
Nabuco, Paranhos e Wandertey.
Hoje, triste contraste O paiz debruca-se anej-
os sobre as balaustradas de am' as- as casas do
parlamento e c ratempla angustudo os poucos pe-
I- ador.'s da palavrs, que ainda non restara.
O nobre Barao de Cotegipe, que pode orgulhar-se
de ser, entre tiles, o primeiro pela sua consumada
pericia e incoutestados dotes e talentos, deve tan-
car suas vistas alm desse crculo estreito era que
se agita o partido,
A ev lucio indispensavel : ella vira fatalmeu-
te, porque a ne:essidade a impoe.
Nio coosinta o nobre bario que no parlamento
continuem 4 Inumphar a inercia e a incapacidade.
Estas nio servem csusa do paiz,
O tfrazll precisa de orientaco e de patriotismo,
servido por talentos sinceros e caracteres rgidos.
Improwlaoa flnanceiroa
(Da Vanguarda da corte)
Os nossos polticos de curiosidade tm grand'
propensao paia introduzir a fantazia as ques
toes administrativas. O seu gosto seria derrocar
situaco s todos os dias, annullar todas as celebri-
dades parlamentares, improvisar homens de esta-
do entre os agitadores do pevo e forjar diariamen-
te algumas duzias de prejectos salvadores da na-
Infelizmente, a nossa compleicao social, era-
ora ande entregue ura pouco direceo fantasis-
ta dos acasos, nao -de sua uatureza rauitc fcil
de encaminhar, e antes pecca pelas -'nnuraerna
difficuldades que os estadistas encontrara para de
bcllar abusos e corrigir hbitos perniciosos.
Nada mais faeil do que fazer reformas no pa-
pel. Os algarisraos t. rabera se prestara aos so-
nhos da iraagiuacao, e um calculista financeiro
pode julgar-se, eom a raaior conviecio, um emulo
le Pascal, quando na realidade nio passar de
forjador ie lugares eorarauns de arithmetica fi-
nanceira. Nao raro encontrarra 8 as folhas
explieacoes do pheuomeno mais impl:cavel da es-
pbera financera, como seja o cambio, phenomeno
que escapou accao de um Bsriug ou de um Ro-
thschld, e que resvalou por entre os dedos dos
maiores manipulladores de algarismos. Outios
curiosos de finauyas aecupam-se em apresentar
planos de equilibrio los orcamentos, de metalisa
cao da moeda, de banc s multiplicadores de capi-
taes, e acabam s vezes com aquelles profundas
polticos de Nicolu Toleutuo, par irem solicitar
o prego da impressao dos seus planos maravilho
sis.
Oestes poetas das fioancas tem sido vctima,
mais do que nenhuma outra, a actual situacao.
Esperavam que o gabinete trouxesse previamente
para as pastas os mais extraordinarios planos para
converter o dficit, o% emprstanos aecumulados, a
anarchia dos impastos, a desorganisacio dos ser-
vicos, o monstruoso das resposabilidades, todos
estes despropsitos, tadas essas ruinas, <-ra outra
tantas peifiicoes administrativas e prosperas cr-
cumstancias.
era ao manos se attendeu a que tinham passa-
do successivamente pela administra^io di finan-
fas o Sr?. Afbnsa Celso, Sr.raiva, Paranagu,
Lafayette e Dantas, que, pelo menos, representa-
vtm longos annos do tiroemia adrainistrntivo, no-
nhecraento das questoes submettida
gem para a nstruccio pratica da turma de guar-
das -marinha do auno passatfo.
Entre esses giaraas-raarinha, a--ha-.se o princi
pe D. .Vugusto Leopaldo, filho da finada princ-za
. Leopoldina, e neto de 8. M. o Imperador.
O Almirante Barrozo segu hoje pelas 10 horas
do da para o seu destino.
O principe D. angaslo Leopoldo-
Ante liontera a noite desembale)u S. A. o Sr.
Sr. Julio Augusto da Silva Guiraaraes, ra do
Visconde do Rio Branco.
Hontem, durante o dia, vsitou os principies edi
fioios e repartlcoes publicas, alguns do quaes ra
nudosamente.
Sa visita que fez a Casa de Detcncao, tallou-
Ihe Mauoel Teixeira de Carvalbo Rala o, preso
ha 25 aunos e pedio a S. A. para iutarceder poi
eile, mostraudo-lhe copia da petc,io de grifa que
ltimamente dirigi a S. M. o Imperador.
Tambem o preso Chistavo Aiolpho Cardoso
Pinto, caiideiunado a gales perpetua, leu a S. A.
a supplicaem verso que vai dirigir S. M. I. e
rogou lhe que o auxiliasse com a sua valiosa pro-
teccio.
A's 3 1/2 da tarde segu > at a cidade de
Olinda.
S. A. tem sido acorapin'aado as visita e B-
cui soes que fez par seus dignos corapaulielros de
classo, guardan marinha do cruzador Almirante
Mar rozo.
Ceriinenlo grave.No dia 19 do correte
e em trras do eugenho Jangadiuha. do 3'. distric-
to de subdelegada de Jabia'o, Joao Thoa/tafn da
>ilva, Jepais de injuriar cora palavras a Romana
Floriaua da Conceicao, descarregou urna tou^ada
na cabef* da mesin i, fjriudo a gravemeute.
O criraiaoso, que r.iiiedeute, conseguo eva-
dir-se.
tfogada. --A's 2 horas da tarde de 20 d'cste
m', foi encontrada no rio Jaboatio, cm trras do
Outr'ora as varandas da Cmara dos Deputadoi angeuho_ Pen-ira, o oa-iwrer de Mora Huai .i,t
tavel c ranecimenio uas questoes submettidas ao
parlamento e bom s-nso inagavel pura escolber os
E as ranacoes baromtricas tm in-lalvitres mais acertados dos conselheiros praticos
fluencia reconhecida sobre as pessoa' nervosas ou J e competentes. N'essa longa suacessao de oaefes
doeutias. Temo- a prova na frequencia dos suici-( e administradores do Thesouro Nacional, apezar
dios que vio tomando proporcoes assustadoras. S
hontem tiveraos mais dous casos, duas mulhcres,
ambas muito mocas, pais que urna dellas tinha qua-
torze annos.
Foi hontem espingardeado, ao romper do da,
o soldado Lisardo Snchez, por ter ha dias matado
com um tiro de espingarda o aeu capito Wilde,
moco estimados de muito talento e irmao do actual
ministro do interior.
Come, jsabera, foram descobertas ha mezes
minas aurferas no territorio da Patagonia. E'
incrivel o numero do pedidos feitos ao governo
para I;' ir busra do precioso metal. S h ratera
eincedeu o ministro 112 lieenfas. 'Mas das noti-
cias ofHciacs resulta que at agara apenas se trata
de simples laminas aurferas, que aioje descobrio
urna verdadeira mina de ouro^; do coatrario, o go
verno, que teria raaior interesse do que todos, j
teria ha muito tempo, posto a osio nella. A pro-
pria faefldade com que se concedem aa licencas
dtmon8tra a verdade da mnha verso. E depois
ereio tambera qne ou'ro o pensamento do gover-
do sua boa vontade e patriotismo, os compramis-
sos nunca cessaram de avultar, as dividas de aua-
mentar, os orcamentos de complicar-se e a resis-
tencia civici de cide ante as exigencias crescen-
tes.
Parece urna graca de mo gosto vir pedir a
urna admiuistraco nova, que fea ao menos parar a
onda crescante dos corapromissos o creou recur-
sos para pagar a lista enorme da liquidaeio ante-
rior, que dentro de seis mese coaverta todos es
sea tropeos do simples expeliente em elementos
da raaior ordem, dos mais avultados saldos, das
melhores eondices de crdito e de moeda.
Que o pais deseje a apresentaco de um plano
le consolidacio financera, nada mais justo, nada
mais legitimo, e nos somos os pimeiros a mani-
festar a aspiraaao publiea ; mas, de aai ate per-
gnntar adminitracio nacional porque nio im
provisou o equilibrio financeiro, a couservacio da
divida, a coasolidaeio monetaria e a prosperidade
econmica, val a distancia que medeia entre o
bora senso e a mais pueril leviandade.
Cmcecao, oiulher casada e de 30 anuos de ida le
Pela vistaria procedida venficou-sc ter a infeliz
-uccaubido a asphyxia por submersao.
Tliorttr de Olinda.A sociedade drama
tica Melpeinene Olndonse, realisa boje em seu
theatro o espectculo mensal, levando scena o
drama Jorge de Aguilar, em 1 prol go ~3 actos, e
o entre-acto cmico Por um triz.
Esta mesm i socisdade, em beueficio da viuva e
filhos do cap tao honorario Apolinario Luiz de
Carvallio realsir na dia 3 de vindouro mez, um
espectculo variadissima, cujo programma ser
annuncado opportunamente.
Hanuoiisaao O Sr. raajor Joio Dourado
Pereira de Asevedo, seuhor do engenha Muudo No-
vo de Iguarass. em regasijo do casamento de sua
ultima tb, celebrado no da 22 dest? mez, alfar
rou, sem onus algum, a sua eserava de uome Se-
bastiana, eosinheira e de 45 annos de idade.
E uraa bonita, accao, que louvaraos, digna de
ser mitula.
Corridas de cavallos em Beberiite
Auiaiih tarde haver corridas de cavallos no
povoado de Beberbe.
Este dive.-tiraeuto coutina jada ves mais a at-
trahir a attenco do publico.
Beptitado geralChega hoje da Parahy-
ba, ao bordo do vapor Ipojuoa, o Sr. Dr. Elias
Frederico de Almeida Albuquerquc, -deputado ge-
ral pelo 4' distrcto daquella provincia.
Comprimen tamol-o.
Caes atoItoMCommunicam nos:
E' extraordinaria a quantidade de cies esfo-
meatlos que audam por diversas ras desta cidade
especialmente aqu, na freguezia de S. Jos.
As posturas da Cmara Municipal ogtam do
caso, imp nido aos dsaaes a obrigaco de darem
cabo desees animues, especialmente nos tempos de
muito ealor, como acontece agora.
Ser bom que, quanto a ites, tratassem disso,
livrando assim de grandes sustos e de verdadeira
perigo a muita geute.
Vapor Jiiculiype -Foi transferida para
hoje, s 5 horas da tarde, a sahila deste vapor da
Companbia Peruainb.ioana dos portas do sul at
Baha.
Ipojlfca Dos portos do norte chegar hoje
este vapir da Companhia Pernambucana, que dei-
xou bantem o porto da Parahyba.
t" diatricto 1 elo Sr. Dr. Thoraaz (Jarees
Paranhos Moutenegro, presidente da junta apa-
radora do 2o distrcto eleitoral foram designados
os dias 2 e 3 de marco prximo para apuraeio
geral, o prira-dro da eleicio de u:n deputado As
serabla Qeral Legislativa e o 2 de um raembro 4
Assembla Provincial.
BeCraloAeha se em exposicio na Livraria
Prancea, ra Primeiro de Marco, o retrato do
Rvdm. Sr. padre Joio Rodrigues da Costa, vi-
gario da freguezia do 1 090 da Panella desta ci.
dade.
O referido retrato foi ejecutado pela professora
publica de instruecao primaria da caleira da
(jasa Porte, a Kxin. Sra. O. Mara Candida de Fi-
gueired-i Stutos, que vai oferecer ao dito sacer-
dote como pnva do apreco e distiuccao em que
tido naquella freguezia.
inii(iiti> tn-iii'oinsi,!! e Ceogra-
piiin PcrnambueMo Ante-hontem, a
1 hora da tarde, reuni-je o Instituto em sessio
especial para a eleicio dos seus tunecionarios no
auno social de 1886 1887, sob a presidencia do
Ex n. Sr. conselheiro Quintno de Miranda, com
assiatencia dos Srs.: conslheiro Cinto Jnior,
Drs. Luna Freir, Cicero Peregrino, Castro Lou-
reiro, e Baptista Regueira, 1 secretario, monse-
nhor Ar:overde Cavalcante, Augusto Cesar e Au-
gusto Costa, substituindo ; 2' secretario que nio
comparecen.
Lidas, foram approvadas as actas daa sessoes
de 17 e 21 do Dezcrabro e de 7 de Janeiro.
0 ->. Dr. 1 secretario mencionou o seguinte
expediente e offertas :
Ura offico do Exm. conselheiro presidente da
provincia, remettendo oopia do aviso expedido rie-
lo Ministerio do Imperio, em data de 30 de Ja-
neiro ultimo, referente c immissio de quft, pelo
Instituto sa aeha incumbido na Europa o lente da
Faculdade de Direito Dr. Jos Hygina Pereira.
Ura dito, no mesmo sentido, do consilheira di-
rector interino da Faouldade de Direito desta ci-
dade.
Um dito do 8r. Mauoel de Oliveira Lima, agra-
decendo e aceitando a sua eleicio de socio corres-
pondente So Instituto.
Offertas :
Pelo consocio majar Luis Cintra as seguintes :
Relatorio nrbre o meio circulante, 1883.
Dito sobre a Casa de Correccio da corte.
Dito sobre os portos de Pedro II e Antonina,
apresentado 4 Faculdade de Medicina do Rio de
Janeiro, pelo Dr. Ferreira dos Santos.
Dito da administracio e gerencia da quinta re-
gional de Cintra Lisboa, final da secoio de tri-
augulacao do municipio da edrte por Jos Manoel
da Silva.
Dito sobre pintura e estatuaria na exposicao de'
Vionna em 1873, por Franca Jnior.
Dita da commissao centenaria da exposicao cm
Philadelphia, 1676.
Dito dos trabalbos do sanana, 1883.
Nomenclatura explicada de artUbaria e guia do
fogtietciro de guerra pelo conselheiro Amaral.
Souza Lima, falla- com que abri a Assembla
do Rio Oraade do Bal.
8. Vicente, fsllencia do Banco Nacional, recur-
so coia.
Cunha Mattos, ndice alphabetio.
Dr. Jeroijymo Sodr, Faculdade de Medicina da
Baha, relatorio.
Alencastro, Clarina Winchester, melhoramento
o exercito, arma C imblain.
Gymnastica as escolas da Prussia.
Esgto das aguas pluviaes da cidade do Rio de
Janeiro.
Ewbauk, camiuhos de ferro estratgicos do Rio
Grande do Sul.
Noronha, bydrograpba.
Cholera morbus no Rio de Janeiro.
Castro Lop--8, agricultura.
1 asamento civil, conselho do estado.
Duarte d'Azevedo. regiment de castas judi-
cial ias.
Silva Mafra, le do recrutamento.
Luiz Caminho, zootechimia.
Rohsn, carta geral do imperio.
Sosedades de responsabilidad-: limitada.
Pareceres.
Arroda Cmara, plantas do Brasil, 1810.
Formulario para o hospital militar da corte.
Wandeukok, pratica naral.
Pires, trigoujraetria espberca.
Commentario da carta geral do imperio.
Ettudos de niveis.
Guia da exposicio antropolgica no Museu do
Rio de Janeiro.
Beceta geral do impe io, 77 a 79, 79 a 80, 80
a 81.
Exercito e armada, le do recrutamento.
Catalogo da bibliotheca de marinha.
Formulario para os conselhos de investigacao
disciplina e inquiricio.
Bueno, estrada de ferro para Matto Grosso e
Bolva.
Catalogo da exposicao nacional do Rio de Ja-
eiro, 1885.
Cardoso de Menezes, tbeses sobre celouisacao
do Brasil.
Rosor Dumont, historia romana.
Ribas, consolidacio concerneute ao processo
civ'.
Novo programma de ensino no Imperial Collc-
gio de Podra II.
Ceutro de Lavoura e Commercio, 1* exposicao
de caf.
Lidisla Netto, nvestigacoes histricas sobre
o Museu nacional.
Barbjsa Rodrigu s, Seera el saecies archidea-
rum 11 ncriiii.
Silva Fej, memoria sobre a raca de gado la
nigero (1811).
P- do Paran, exposicio provincial.
Camiuhos de ferro por Matto Grosso c Bol i va,
Salto do Guayra.
M--relies da Silva, apontamentos para a hto-
ria da marinha de guerra bra-ileira, 1, 2, 3 vols.
Nicolao Moreira, agricultura do Brasil.
Tup namb, nomenclatura e nanejo da clarina
Spenser.
Veiga, livro do soldado.
Duarte, aprendiz artilheiro.
Camiuhos do ferro de S. Paulo fabrica de Ipa-
nema.
Bogwlaianta para a pagadoria das tropas da
corte.
dem, reorgauisando as escolas do exercito.
dem, para 03 conselhos econmicos.
dem, curso de ca vallara e infantaria do Rio
Grande do Sul.
dem, transportes na Estrada de Ferro Pedro 2.
dem, i.Jministrae.io e drec^io da Estrada de
Ferro de Pedro 2..
dem, cemitera do Rio de Janeiro.
Iduta, daspuaitos. de artigos bellicos.
dem, Collegio Pedro 2.<> (alteracio 1876.
dem, para os collegios pblicos do instruccio
secundaria do M. Neutro.
Ideai, escola geral do tiro, no Campo Grande.
liera, cobranca dos impostos sobre decas e pha-
rea.
dem, Faculdade de Medicina.
dem, especial para o concurso dos professores
da Escola Militar.
dem, Imperial Collegio Pedro 2. (alteracio de
1881).
dem, Escola Militar.
dem, presidio de Fernando de Noronha.
dem, secretaria da guerra.
dem, eusino primario e secuudaro da corte.
Reforma.
dem, corpo de machuistas d'arma da refor-
ma.
dem, Registro Civil.
E Tauuay, Goyaz, na exposicao nacional de
875.
Memoria sobre a inpartacio de trabalhadores
chns .
Programma para o Imperial Collegio de Pe-
dro 2.o.
Arte de grammatca da lingua brazilica da na-
ci kirr.
Azambuja, co'onias ao sul da provincia da Ba-
ha.
' Provincia de S. Paulo, Colonias, Martyros e
5. Lrarenco.
Reforma hypotbeeara, projectoa e pareceres.
Regulamento do registro civil.
dem, escolas do exercito (reorganisacio).
dem, conferecas de apreudizes militares.
Regulamento, Eschola Normal municipio da
corte.
dem, disciplina para o exercito em tempo de
paz.
dem, pagadoria das tropas,
dem para arrecadacio da taxa de esiravos.
dem, alfandegas e mezas de rendas,
dem, junta de hygienc pablica.
Id- m, cobranca do expediente de gneros se-
trangeros.
dem, Laboratorio Pyrothechinco do Campi-
nbo.
dem, cobranca sobre vencimentos.
dem, arrecadacio da taxa sobre transportes,
dem, fortificac5e8 e seu servico.
dem, Escholas do Exercito (reorganisacio).
dem, Arsenaes de Guerra do imperio,
dem, archivo militar.
Dr. Campos de Medeiros, reflexdes sobre o en-
sino e estudo do direito.
Estatutos da Eschola Polithechica,
Parecer sobre o raelhor tracado de urna va for-
rea entre a corte e prc vincia de Matto Grossa.
Estatutos do Conservatorio de msica.
Joao Alfredo, prejecto de reforma eleitaral.
Recurso Coroa. pela contraria do .-'enbor Bom
Jess dos Passos da provincia do Para (do Bspo.)
G. Caminh, canna de aasucar e caf.
Caminho de ferro de Irabetba a Campos e me
lhoraraento do porto.
Ladislu Netto, botnica applicada no Brazl-
Obras Publicas,, exposicio rm 1875.
Acto do parlamento ingles, regulando a execu-
cio da le relativa as causas mrtrmoniacs e alte-
rando a lei sobre casamentes na Irlanda.
Instruccoea para o servico e seguranca das tro-
pas em marcha
Cabral de Menezes, dem, para manobra da
bomba, escada de gaucho etc.
Ponte Ribeiro, trabalbos histricos e hydrogra-
phieos para a carta geral do imperio.
Ensaio sobre alguns melhoramentos sobre a pro-
vincia do Cear.
Fras e Vasconcellos, gaz de illuminacia ( 847.)
Almanack do Rio de Janeiro, 1878
Sacramento Blak. estudos militares.
Instruccoea a respeito da prisao e remesas de
desertores do exercito.
Amaral, Fogueteiro de Guerra.
Instruccocs para o sortea do servico de guerra.
Dr. Luz, Canhes raiados.
Licoes elementares de physica.
Pimcnts Bueno, Vale do Mogy Guass.
Instruccies para o laboratorio chimico-pharma-
ctutico annexo so hospital militar da corte.
i'yrothechinia militar.
Programma para o ensino theorico e pratica da
escala preparatoria e militar
Instruccoea para a com. scieptifica e eaearre-
gada de explorar o interior de algumus provin-
cias.
Assscntamento dos ofHciaes dos livros mestres
dos corpos.
Instruccoea para as repartieres de obras milita-
res da corte e provincias.
Projecto sobre a reforma do conselho de Es-
tado.
Jos Maria da Silva, Trangulacio do munici-
pio da corte.
Marques de Campo raaior, Lord Beresford, re-
gulameoto oara a disciplina doexercito do reino
unido de Portugal, Brasil e Algarve.
Teixeira de Macedo, questoes relativas a edu-
cacao nacional 1880.
Bario de Lafradio, mortalidade das creancas,
no Rio de Janeiro.
Sobreira de Mello, additamento colleccio das
decisoes do governo.
Zalusr, exposicio nacional 1875.
Dr. Freir de Carvalbo, hygienne de hospitaes.
Teixeira de Macedo, Educacio popular 1877.
Nippean, inatruccio publica na Inglaterra.
C Pereira. geometra analytica segundo La-
orox 1842.
Nicolau Moreira, indicacoes agrcolas para os
emigrantes que se dirigirem ao Brazil.
Pinto Cerqueira, colonias do Rio Novo.
Saldanha da Gama, exposicio de Vienna 1875.
Freir allemao e outros, madeiras do Brazil na
exposicao internacional de 1867.
Godoy, a provincia de S. Paulo.
Dr. Carlos Frederico, estudo-eobre bespitaes.
Franco de S, reforma da constitucao, estudo
de historia patria.
Alves Cmara, analyse dos nstrumentos de son-
dar e perscreuutar.
Tabella dos medicamentos para as pharmacias
do imperio.
S. do R"go Barros, provisoes do conselho su-
premo militar de 1823-1856.
C. F. Harth, Instruccoes sobre medidas barom-
tricas.
Saldanha da Gama, Estudo sobre a conservacio
das madeiras.
Calava, Estrada de Ferro de Cuyab e Lagoi-
nha.
Teixeira de Macedo, Jardins de Infancia e es-
colas nermaes.
Liparon, A philosopha conforme a mente de S.
Thomaz de Aquino.
Informacpes dos agentes diplomticos e consu-
lares do imperio, America e Europa, tomo IV.
Carey, Cartas em respoata ao Lundon Times.
Pereira do Reg, Memoria histrica sobre as
epidemias da febre amarella e cholera, que tem
reinado no Brasil.
A. Fialho, As causas da susaensio da Const-
tuinte.
Annaes da Bibliotheca Nacional, tomo X.
Saldanha da (Jama, Estudos sobre a quarta Ex
poscio Nacional, 1875.
Indicador Commercial da corte, Lei e regula-
mento do recrutamento para o servico militar, an-
notado por Dias da Silva Jnior.
Sacramento Blake, Estudos militares.
Souza Bandeira, Recurso de Graca.
Catalogo geral da Exposicao Nacional, em 1875.
Montoya, Grammatca e diccionarios Tupy e
Guarany.
dem, Thesouro.
dem, Arte e vocabulario.
Memoria sobre a canella do Rio de Jan iro.
Officio ao Principe do Brasil, em 1798.
Ladislao Netto, Conference faite au Muaeum
National.
dem, Lettre a Mr. E. Renn.
J Bettano, Tratado pratico de organisacao,
administracio e liqnidacao, etc., do Cornfagrues-
act, 1867, Traduccao do inglez.
Annaes do Senado Brasileiro, 1869vol. 4 e 5,
18671, 2, 3 e 4, 18621, 2, 3 e 4, 1863 a 1864,
1864 a 1865, 1866, 1868, 1869 a 1871, 1873, 1874,
1875 a 1879, 1879 a 1880, 1885,extr. 1885.
Relatorio doa trabalbos do Senado, 1876 e 1885.
Coagreaaa Agrcola, fiolleccao de documentos.
Novos apontamentos de origem allemi, para o
estudo das questoes relativas a educacio nacio-
nal.
Relatorio do Miusteiio do Imperio, 1875, 1879,
1880, 1882, 1883, 1884, 1885.
dem do Ministerio de Estrangeiros, 1882 (2),
1883, 1884, 1885.
dem do Ministerio da Fazenda, 1880 (2), 1882
(2), 1883, 1884, 1885.
dem do Ministerio da Guerra, 1884, 1885.
dem do Ministerio da Agricultura, 1882 (com
mappa), 1885.
dem do Ministerio da Justica, 882 (2), 1883,
1384. 1885.
dem do Archivo Publico, 1880.
dem, acerca dos factos occorridos na Faculda-
de de Medici- a do Rio de Janeiro no anno esco-
lar de 1885.
dem dos successos mais notaves do anno lec-
tivo de 1883, Escola Normal da corte.
dem, sobre hygiene publica, pelo Dr. Domin-
gos Freir, 1884.
dem dos acontecimentos notaves do arno lec-
tivo de 1883, collegio Pedro II.
dem, sobre a eecola de Ouro Preto, 1884.
dem, apresentado a Faculdade de Medecina do
Rio de Janeiro em 1882.
dem, da Imperial a;aderaia de medicina, 1881.
Seecio de Estatistica 18791885 Balauco da
reeeita e despeza do imperio 188081, 188182,
188283, 1886-87.
Exposicio da receita e despesa lei do orcamento
Ministerio da Fazenda 188283,188384.
Synopis da receta e despesa do imperio exerci*
cios de 188182, 1882-83, 1883-84 e 1880-81.
Memoria histrica Faculdade de Medecina da
Baha 1378.
Parecer e projecto sobro a reforma do ensino se-
cundario e superior apresentado Cmara doa De-
putedos no deeenio de 1870-1880.
Dr. Thobas Barreta de Menezes. Memoria his
torea acadmica Faculdade do Recife 1883.
dem Academia de Bellas Artes.
Theses apresentadas a Faculdade do Recife pelos
seguintes doutorados.
Rosa e Silva, Araujo Batinga, Jos Avelino,
Barros Guiraaraes, Pinto Pessoa, Paula Baptista,
Joio Vieira, B. d Mello Filho, Antunes Gurma-
raes, Sousa Bandeira F.lho, Vieira de Vafconceos,
Senara.
Faculdade de S. Paulo
Valle, Costa Bueno, Antonio Culos Pereira
Monteiro, Duarte de Asevodo, Bap-i-r. Pereira,
Theodoro Xavier, Vieira de Carvalbo, lifbti 1 Cel-
so Filho, S laenevidps. Conego Gongalv i An-
drade, Jos Avelino, Bulhes Carvalho, Um
Reis, Clemente Falcao, Rodrigo Octavio, Sa'dinhit.
Imperial Collegio Pedro II
J. R. de Macedo (inglez) 1879.
Brandio Pnheiro 1880.
0 neg Honorato Synopsi de grammatca ingle-
sa.
Candido de Oliveira Fronteira do Imperio e Es-
tado Oriental 1850.
Riqueza do Brazil em madeiras 1823.
Ministerio da guerra, Reorganisecio do batalhao
de engenheiros 1881.
dem, Baixa para oonclusio de tempo 1880
dem, Regulame.ito da Escola militar da Corte
1881.
dem, commando do melhoramento do material
1879.
Regulamento sobre fortficucoes do imperio 1880.
Regulamento sobre diversos vveres, fon-geos
etc. 1864.
dem, Escolas militares programmas 1854.
dem, elementos de mechanismo 1842.
dem, Hygcne militar do Brazil.
dem, Bibliotheca do Exercito 1881.
dem, Conselho de nquericoes 1885.
dem, Escola do tiro Campo Grande,
dem. Decreto fixa a etapa 1857.
Ministerio da Guerra
Formulario para o processo aos conselhos de in-
vestigacao. -
Estradas de Ferro do Rio Grande do Sol.
Estradas de Ferro D. Isabel.
Ettr ida de Ferro do Rio Grande a Algrete.
Dr, Gallard Hygiene 1874.
Calculo de trangulacio geodsica 1876.
Regulamento sobre casamentes scatholicos 1863,
Dr. G Rosa. Algumas ideas sobre o tane^ men-
t da cidade do Rio de Janeiro 1879.
Cousulta da seccao do Imperio io conselho de
estado, Conseibo de Estada pleno, consulta sobre
o recurso da irmandado do SS, Sacramento do Re-
cife (D. Vital.
Historia [do descobrmento do berberi a bordo
da corveta Vidal de Oliveira, 1882
Reforma da legislacio bypothecara, 1864.
Escola de Mina-*, 1882.
' Liccoes elementares de ptica, 1841.
Meiuoirs sur mnjs, 1878.
Programma-do baptisado do prioipe, filha da
princesa D. Leopoldina, 18661868.
1 Regulamento eleitorsl, 1881.
Instruccoes para o primeiro alistasaento de elei-
tor s, 1881.
Formularios para juntas paroohiaes, 1875.
Regulamento para arrecadacoes do imposto de
industrias e profissoes.
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Diario de Periramhne<>-Sabbad< 27 de Eevereiru de L886
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Boletim do ministerio das negocios occlesiasti -
cos e de justga, n. 3, Ib
Pelas respectiva* redacto au
desta e de outras pr
Ein seguida foi lde, discut vai
a imprimir o seguate balaaao
za do Instituto, verificadas no
tubro ul imo.
Recaita
Saldo existente em 30 de Setembro
Joia de socio
Balanco
Somma
Despera
Diversas despejas documentadas
1:068 *260
1:079*790
E a favor di thesoureiro 21*530
Paasaudo-se a tratar do objecto da sessio,
proeMpu-ge, de accordo com os n .vos Estatatoa,
eleica doa fu.iecionrrios que devem compr as
diversas commissovs, em qus foram divididos s
trab tinos administrativos do Instituto.
Cbmmissao directora :
Foi reeleito presidente o Eim. Sr. conselbeiro
Quintino Jos de Miranda, o qual, agradeeendo a
confianca do Instituto, declarou que absolutaraen
te nao poda continuar a presidir oa trab tinos des-
ta associaco, vista dos s-us ineommodos de
sade.
Proceiendo-so nova eleicao para o referido
cargo, recahio a escolha na pessoa do Exm. con-
selhuiro L>r. Jlo Jos Pinto Jnior.
Em seguida f ir/.m mais eleitos os seguiutes se-
nbores :
Io vice presidenta, Dr. Adeliuo Antonio de Lu-
na Freir (reeleito).
2o dito, Dr. Cicero OJon Peregrino da Silva.
3o aito, Moascuhor Joaquim Areoverde d'AI m-
qnerquo Cavalcante.
Io secretario, Dr. Joa> Baptista Regue:ra Costa
(reeleito).
2" ilito, major Jos Domingues Cidcceira
(reeleito).
Supplentes de 2o secretaria :
Francisco Augusto Pereira da Costa e Augusto
Ces.r da Cunha (reeieitos).
Oradores:
Dra. Jos Hygino Dnarte Pereira e Maximiano
L pea Machado (reeleitos).
l'hesoureiro :
Comm ndador Antonia Gones da Miranda Leal
(reeleito).
i.'ommissao de coatas:
Dra. Antonio Witruvio Pinto Bandeira Aceioly
de Vaaconcellos, Antonio Maria de Paric Neves e
Cicero Odn Peregrino da Silva.
C .mmissao de redaccio :
Drs Jlo Baptinta Regueira Costa, Adeliuo
Antonio de-Luna Freir, Joaquim Antonio de Cas
tro Loureiro e Cicero Odn Peregrino da Silva.
Em virtde tambein da ultima reforma dos es-
tatos, ficaram couip istas dos socios se-cuintes, e
segundo a escolha que fiz-ram as differentes sec-
coes, em que foram divididos os trabalhos cienti-
fios do Instituto :
scelo de archeolngia
Drs. Baptista R -guera, Cicero Peregrino, con-
selh oro Quintino de Miran ia, Monsenhor Arco-
verde e Augusto Cesar.
Scelo de geographia
Dra. Baptista R -guaira e (cero Peregrino.
Scelo de historia "oJonial
Dr. Lu Fr-ir- .- cm-ihiri Pinto Jnior.
Scelo de historia nacional
Dr. Castro Liureiro. Mjnseuhor Areoverde e
Augusto Coat.
Fin 1 a el'Mcao resolveu o Instituto que se lan-
casse na acta uin voto de agr 1 cimento ao Exm.
Sr. conselhoiro Quintino de Miranda, pelos bons
serviC'is prestados a esta associacao, durante o
t;mp> em que ex-rceu o cargo de seu presi-
dente.
Nada m tis havendo a tratar-se, foi levantada a
sessao e marcado o da Io de abril para a pos-e dos
novos funccionarios, ficando o Instituto em ferias
at esse dia.
com o titu
della Consiga.
Parece in > com ti utn-i
se tenha
movitnento todas as ag meas da
Europa e da America.
Cesar Canta interrogado por ama carta do eru-
N'ioolangelo DelDuca, s
sidente no Bratil, responden as rasos presenta
das pelo municipio de Ualvi, classifieaBdo-as co-
mo d-nenlium valor e destituidas de todo o fun-
damento solido.
Deixemos a Corsega e passemos ao continente
Entre as cidades e villas que disputara o beroo
da Uristovio Colombo, figurara, em primeiro lugar,
Genova, Savooa, Cogoleto, Cucearo, ervo e Pa-
ceneia.
Gsnova pretende ser patria do grande almi-
rante, em primeiro lugar, pirque asim o provou
um dos seus mais autigoa historiadores, Giusti-
niani, muito estimado pelos genovezea e reputado
quasi como testemunha, pirque viveu em terapos,
nao muito afastados dos de Colombo.
A lato respondem os placentinos que Giustina-
ni nao um historiador,- que deva t unar-so a se-
rio, pelo menos no que resptita a diuieil questb
do sitio onde nasceu o celebre navegante ; e por
1ue Fernando, fillio de Colombo, descobre as suas
Ustorias treze falsiJadea, relativas a vida de seu
pai
Recreativa Javenlude-0 sarao carna-
valesco, que est preparando a Sociedade Recrea-
tiva Juventude, t-r lugar no dia 6 de Margo pr-
ximo vindouro, sabbado proxirao.
_A sociedade tem envidado esforgos para que
seja urna fr-sta esplendida.
Prertua-ie de aooaosInoti-Uira deli-
ciosa charge de Albi-rt Millaud, a proposito do
grande numero de criraes que ltimamente se tem
dado em Paris :
Pullulam 03 crime< e faltara os asiassinos. A
p lucia, nao sabeudo j o que fazer, falta de re-
cursos, acabt por descortinar um desbragado cha-
mado Dubois. e tem cito todo o pwsivel para o
metamorphesear em ascassino do Sr. B irirae, pre
feito do Eure.
Dubois nega, e eu j nao sei de que forma a pe-
lic a peder provar qaa elle o culpado.
Einquanto aos otitros criminosos, que de ha cin
co semanas tazem tallar os jornaes, esles conti-
nuam a occnltar-se.
Esta situacao intoleravel e a polica vai per-
dendo, dia dia, o seu prestigio e a ana autori-
dade.
Qual o meio de evitar?
Ha urna soluco para o problema: se nao hu-
vesse crines, nao haveria necessidade du assass-
noa. E' evidente, mas esta perspectiva cor de ro-
sa ni' pode ser souio urna Ilusa).
E' raelhor diz r francamente como cima o di-
semos, ha criraes e nao ha criminosos; orecia-se
de criminosos
Mas como procural-os? Como se procuram os
tenores, que, no seu genero-, sao certamen te tio ra-
ros, como os criminosos.
E' necessario crear em Paris, em um b.iirro mais
afastado, um conservatorio de criminosos, como
existe j um conservatorio de msica e de deela-
maco.
E' para este santuario da srte de matar que se-
rio enviadas, desde a mais tara idade, todas as
crianzas de m ndole, afim industria d'ora avante regul ment u.
Segando as aptidoes, pod sri haver muitas clas-
ses, desde o curso dos parradas e dos iuceiidi-
rios.
Da mesma forma que i i conservatorio temos
urna cadeita de come ia o de aax iphene, crear-
se-ha um novo estab 'I i>- it, qu>- proponbo urna
Cadeira especial de moeJa t.l e le roubo com
arrombamento.
Os professores aerao escolhidoa de entre os ve-
lhos invlidos do crim que ha terap> obtiveram
perdo do Sr. Grvy.
Pelas suas licoes e conselhos, estes antigos mal
feitores pagaran de certa forma a' sut divida de
gratiJo ao generoso velho que reina no blyseu.
Todos os annos haver distribuicao de premios
concedidos aos laureados que tiverem receuido es-
tas recompensas pelas suas obras. Pod r haver
discursos e preleccoes sobre a materia e etames
profundos tanto sobre o cdigo penal, como sobre
a forma de j interpretar. Oa premios cnsistir
em instrumentos cortantes e contundentes, pre-
mios por en venen monto c acctstt pelos furtos
simples, na ra, e pelo aperfeicoamento da arte
dos objectos de serralhetro, fabricante de ga-
iuas.
Aos i annos, ehegados maioridade, os lau -
rea loa serao entregues a circuloslo, munidos d'ura
diploma em regra.
Desde entSo, quando se souber d'um crime, ser
fcil polica, segundo as circunstancias que se
derem, consultar as nota do conservatorio e en-
contrar o culpado.
Cada discpulo teve occ.iaiSo de manifestar as
s las tendencias, os eeus meios de educacao, as
suas preferencias e as suas aptides. A polica
poder dizer: foi Fulano que pratioou este cri-
me.
Por vezes nao se poder agarral-o, mas em to-
do o caso saber-se-ha quera foi.
S i tamb-in til, para animar os criminosos
que junto do conservatorio se funde um monte-pi
para reformas, para os assassinos que escaparen)
p ilicia durante 30 annos consecutivos.
O peior, neste caso, que o montepo nunca se-
r sufficente para a grande masaa dos assaasi
nos.
Ossile rea (hrUlota Coloraba t
| Em qu.anto Genova e Placeocia dispntam a
gloria de terem sido o berco de Christovo Co-
lcmb a pequea cidade de Cal vi, na Corsega,
Ftende tal-o por filho e preparase para feste-
oquarto centenario do-decobrimento da Ame-
rica.
Calvi funda as suas pretenoes n'um documen-
to descoberto pelo abbade C sano va, segundo o
qaai o preteito Ginbega possnia a certido de
bapsin de Coloubo, declarasdA que almirante
nasceu n'aqaella cidade.
0 prefeito Ginbega morrea: mu vive seu fi
lio, qae assafara formalmente que sea pai nanea
possuio o documento em. questa.
Citam-se tambem alguna versos que o abbade
Casanova encontr eeariptue na ultima pagina
Allegara, alm disso, contra Giustiniani, a se-
guinte passagem que se l na Historia das Indias,
do padre Las Casas : o mesmo Justiniano diz
nutras, e nao poucas, cousas, pelas quaes parece
ter sido mal informad!, muito contiarias a ver-
dade. *
M ts 03 geno vezes fascm valer um testamento,
cuja espia autb-ntica asseguram ter nos seus ar
chivos. Esse testamento tem a data de 1498, e
n'e'le diz explcitamente o almirante qa<5 nasceu
em G nova.
Pela sua parte os placentinos replicara que o
t-ttamenti nao foi considerado valido pelo tribu-
nal daa ludias, quando se iniciou o celebre pleito
sobre a heranca de Colombo.
Eis o que se l a este respeito no suramario do
dito pleito :
Est provado cimo falloa esta folha estando
o dito testameutj original em poder de D. Fran
cisco de Meudouca. almirante de Araic&o, o qual o
re;ebeu em oito tullas escripias e o devolveu em
sete, tirando a quarta folba, e falsificando a nu-
oeraco, etc.
Atn mam tambem que o tal documento foi de-
clarado apocrypho por Napiooe, por Campi e at
pelo genovez Spotomo, como destituido das for-
malidades exigidas pela le, visto que nao tem a
assignatura do testador nem as das testemanhas.
Observara, finalmente, os placentinos, que em
quanto o almirante no testamento de 1498 falla de
certos legados a favor de Genova, em outro da
1506, que, confrontando com o anterior, servio de
base a senteuca pronunciada pelo tribunal das In-
dias a respeito da heranca de Christovo Colom
bo, nao se faz menco desses legados.
Mas os genovezea apresentam em opposico as
cartas de C dombo a Nicolao Oderigo, naa quaes
se allud" de um in?do terminante aos taes legados.
O escrivo r'aggi anxihou os geneveaes as
suas pr. teocoes, affirmaudo que nos livros paro
chiaes de Santo Eatevo tinha visto registrado o
ass':to de baptismo de Christovo Colombo, fa
bula que foi consignada nos seus annaes p r Ca-
soli, Sportomo e outros escriptnrea.
Coratu 11, oa proprios genovazes nao acreditam
completamente em Paggi, apez ir de andarem en
busca de documentos para descobrirem a casa
onde nasceu o almirante. Una dizem que nasceu
em Vico Mulcento, outros em Viso Diritto, outros
i-m Quinto.
Por esse motivo, os placentinos perguntam :
Como querem que Colombo Beja genovez se
anda nao cmaeguiram pr-se de accordo acerca
da casa e da ra onde elle nasceu?
Confundidos com as replicas des seus adversa-
rios, apreseutam urna serie de documentos, nos
Sua"8 figura o nome de um Christovo Colombo,
Iho legitimo do casamento celebrado em 1445,
entre Dom'ngos Colombo e Suzana Fontanarosa.
A isto respondem os placentinos, dizendo que o
almirante nasceu em 1436, segundo attestam Ber-
naldez e Navarrctte, e que esta data foi aceite
tambera por Washington, Irwing, Campi, Maro-
ni, Prescott, Muoz, H irabol It, Cant, Lessona e
Tarducci. Alm disso, sabe-se por Fernn Jo Co
tombo e por Las Casas, que o almirante parti
para Portugal em 1470, que em 1174 ao corres-
ponda com Paulr Fascanelli, e que antes de ter
estabelccido esta correspondencia casou com Fe
lppa Prestrello, oriunda de Placeocia.
Os placentinos timara se no que diz Fernando
Colombo, de cuja authenticidade ninguem duvida
e segando o qual os seus ntepassados eram da
Limbardia.
Em conaequencia de ama revolta que rebentou
em Pradello, Domingos Colombo Ni em 1439 para
Genova cm conpanhia de seu filho e de alguna dos
seus parentes.
H je ninguem duvida na Italia de qae Colora
bo era placcntino ; silo inuteis os argumentos dos
genovezes, tendentes a alcaocar uina gloria que
nao lhes pertence.
Cesar Cant decide se po: Placencia, e assim o
declara nao s as suas obras, mas tambem na
carta dirigida a Del Duca, de que fallamos no co-
meto deste artigo.
Apczar de tudo, Genova nao quer dar-se por
vencida e indubitavol que, ao mesmo tempo que
Calvi e Placencia,celebr ra dentro de alguna an-
nos com extraordinaria pompa, o quarto centena-
rio do des-o'itimento da America pelo mais il-
lustre dos seus filhos.
Leila>Eiiictuar-se-b i :
Hoje :
Pdr agente Mlveira, as 11 horas, na ra do Im
perador n. 16, de um sitio.
Pelo agente Gusmo, s 10 e 1/2 horas, ra do
Vsconde de Goyanna ns. 213 217, da padaria e
retinara ah sitas.
Pelo agente Alfredo Guimar&es, s 11 horas,
ra do Boaa Jess n. 45, de fazendas avariadas.
Pelo agente Gusmdo, as 11 horas, ra de Mar
quez de Olinda n. 16, de movis.
Terca-feira:
Peto agente Pestaa, ao meio dia, na ra do Vi-
gario Tenorio n. 12, >1e predios.
Mlwaaa fnebreSerao celebradas :
Hoje :
A's 8 1/2 horas, na matriz da Bo Vista, por al-
ma do Dr. Jos Vicente Duarte Brandao.
Seganda-feira :
A's 6 horas, no Terco, per alma do Policarpo
Fernandes de Brito ; s 7 e 1/2 horas, na matriz
do Corpo Santo, por alma da D. Luisa Amelia de
Paula Moreira; s 6 horas, no Terco, por alma de
Policarpo Fernn Jes de Brito; s 7 1/2 horas, no
Corpo Santo, por alona de D. Luii Amelia de
Paula Moreira.
Terca-feira:
As 7 horas, na matriz de S. Jos, por alma de
D. Maria de Lemos de Figueiredo; s 8 1/2 horas,
na Soledad*, por alma de loo de Souza e S .
Lotera da provincia Sabbado 27 da
Fevereiro, se extraoir lotera n. 30, em bene-
ficio da matriz da Graca.
No consistorio da igreja de Nosaa Senhora ca
Conceicio dos Militares, se acharo expostas ns
uraus e as espheras arrumadas em ordem nura i
rica, apreciacao do publico.
l-oterla Kitraorillaarta da Vpl
raasaO 4o e ultimo sorteio das 4 e 5* serio a
deeta importante lotera, cujo maior pre.niu de
150:000<000, ser extahida a 9 de Abril.
acham-se exposto a venda os restos d a buhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
sa
ris
16 Huaos a 200 ris
Foram oceupa'!
il columnas a 600 ris
44 talhoa vurde a 1
Jitos de ditos a 2
45 compart ment i de taiinaa e co-
midas a 500 ris \
65 ditos do logumes a 400 ris
9 compartimentos de suino a 700
ris
12 ditos de tressuras a 600 ris
i ti-
187720
Deve ter sido arrecalada neste dia a
quantia de
Precos do dia :
Caruo verde a 400 e 560 ton > kilo
Suinjs a 6J0 o. 800 ris idem.
Carneiro a 7>X> e l ris idem
Farinha de 360 a 60) ris a cui.
Milho de 340 a 360 rea idem.
Feijo de 700 a 11280 ris idem.
Haladonro Publico. Foram abatidas
no Matadouro di Cabanga .54 rezes para o consu-
mo do dia 26 do corrate mes
No mesmo estabelecimento foram abatidas
para o consumo do dia 68 do corrente 27 rezes.
1HDICACQES DTE1S
Medico*
Consultorio medico clrurgico do Dr
Pedro de Mtauyde Lobo Momcobo A
ra da Gloria n. 8V.
O doutor Moscozo d consultas todos os
lias uteis, das 7 s 10 horas da raanh,
Este consuitorie offerece a commodida
le de poder cada doente ser ouvido e exa-
minado, sem ser presenciado por outro
De meio dia s 3 horas da tarde ser o
Or. Moscozo encontrado no torreao pra-
ga do Commercio, onde frmcciona a ms
peceo de sade do porto. Para qoalquer
1'es tes dous pontos poder ao ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas.
Dr. Miguel Themudo mudou sea consul-
torio medico e residenoia para a ra Nova
n. 7, 1. andar, onde d consultas das 12
horas s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fe-
bres, syphilis e molestias do pulrno e co-
racao.
Dr. Brrelo Sampaio d coasaltas de 1
s 4 horas da tar le, ra do BaWlo da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
lo Riachuelo n. 17, canto da ra do Pirea.
Advocado
Joo Francisco leixeira tem o sea es-
criptorio ra dj Imperador n. 42, 1.
ndar pode sor procurad) em sui preftt-
sii'j, das 10 1 liora da arde.
O bachtrel Benfimim Bandeira, rti t do
Imperador n. 73, 1. arj lar.
Jos Bernardo Oalvao AlcoJ"orado Ju
nior coutina no ex^rjicio sua profissao
de adv*og*do, e p .e sor piocuralo no es
eriptorio de sea pai, ra 1. do Margo
o. 4, 1. ati lar, das 10 horas da manhS
s 3 da tard
Henriqne Milet. Rut do Imperador n.
22, l.o andar. Eacarr.;ga-se de quest5is
as comarcas prximas as linhas frreas.
O--. Oliveira Escord, '2. promotor pu-
blico, tem seu s-riptorb de advogacu na
ra Priim-iro de Margo n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado -
ra do Imperador n 37.
rosarla
Faria, Sobrinho attacado Ra Mrquez de Olind n. 41.
Francinco Manoel da Siloa & C. dop"
O mticas, tintas, drogas, productos ebimie?
e medicamentos homoeopaticos, ra do Mar
(iiez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
do Francisco dos Santos Masedo, caes de
Capibaribe n. 23. N'nste grande ostabele
cimento, o priraoirj da provincia n''!ste ge
ero, compra-se e vende-so maleiras de
todas as qualidades/ serra-se raadeiras de
conta alheia, a3sim como se preparara obras
de carapira por muchina e por pregos sem
competencia.
MaJaaea
O bacharel Pedro Oadiano Ratis e Sil
va, mudou sua residencia da Estrada de
Joo de Barros para a ra Velha de Santa
Rita *-,. 29.
Lotera do Ble A 3' parte da lotera n.
r.5, do novo plano, do premio de 100:000)1000,
ser extrahida no dia 3 do Margo.
s bilnetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Margo.
Lotera do Cear de OOiOOOgooo
A' 6 sene d'esta grande lotera, cujo inaior pre-
mio de 250:0004000, se extraa impreUrvel -
mente no dia 2 de margo, as 2 horas da
tarde.
Os biihetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de MHOOOAOOO
A 17" parte da 11 ioWria, euju premio grand.'
de 200:0001000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivente no da 2 da marco as 11 horas diU
manbS.
Biihetes vouda ua Casa Feliz da praca da In
depeuea ns. 37 e 39.
Mercado Mssalcipal de w. done.O
movimento deste Mercado no dia 26 do corren-
te, foi o seguinte:
Entraram :
23 iMMtpeouido 3.-013 kilo*
POBLICAgOES A PEDIDC
.4 qiifiu lateresar posa
N.11 inou costum", nem tenho por fim com U
presinte publicacao, entreter polmicas com quem
quer que seja, mxime com anonymos. Aquello
que, recorrendo a um nome imaginario ou de en-
tida desconhecidu, ousa. com o impudor prnprio
dos poltres e dos fanfarrees triviaes, afivellar
urna nascara, para melbor fer r a reputagio alheia;
que nao tem a coragem precisa para assignar as
acui.acoes oa antes as calumnias que o seu ce-
rebro transtornado lbe suggere, seno em consi-
dei ^o quelle a quem ataca, ao menos pela que
lhe leve merecer o publico, que nao composto de
o arados ; aquelle que assim procede nao gn i que se lhe d importancia e menos que se o
trau com a delicadeza que se costuma dispensar
gente limpa, aos horneas de educago, quelles,
em cumma, que combatem de viieira eiguian, com
o Uesassombro oroprio dos caracteres honestes :
ase nelha-sc a m bandido, a um salteador de es-
tra la, que, de emboscada, falsa f, amparado
pelis trevas, acomine'tt ., vi .jante, para arrau
car-lhe a^ bolsa. O aaonymo diffamadpr assim,
un. ladrao da honra, e conseguntemeute um des
gr gado abjeeto, peior do que o chacal ou do que
q>. ilquer reptil peg mhento.
i 'ensando por esta forma, eu nao devra oceu-
p:n -me com os latidos que um desees leprosos que
m jstam a sociedade, embira revestidos de lente-
j das ,e rescendentes Ja'miseares, para assim en-
ibrirem a decomposicao physic* e moral que lh?s
avade os eorpos, tentando morder a todos os que
lio os acompanham em sua carreira de desvarios
a nao se tazem seus seqaasos, soltou contra mim
ne Jornal do Reci/e do 19 posteriormente no de
'21 do corrente, se nao fos*e a necessidade de es-
mBgar urna mentira grisseira e revoltaute, para
que ella nao passe cooi vsus de verd ide.
Deu causa s aggressdes de que tenho sido alvo
por parte do embucado aasassino de reputacoes
um artig qae publiquei neste Diario, no da 16
do corrente, no qual, sem a menor intencSo de of
fender a terceiros, mas unica.nent no intuito de
desfaser urna intriga, de adrede forjada para se
me indispr com p 'ssous a quem sou grato, decla-
re! ter votado por occasio da eleicio do da 16 de
Janeiro ultimo no distincto parlamentar e estadista
o Sr conselbeiro Theodoro Machado Freir Perei-
ra da Silva, um dos vultos polticos mais eminen-
tes deste pas (que nao se pode confundir de modo
alguui coji. nenhuma inediocridade aoavonaia,
deseas que ahi pululam sem mrito real, mas tao
gmente emprestado pela fama, a illodirem os beo-
dos e igno antes) em quem votara, como votei,
no 2o escrutinio, a que, muito legalmente, se pro
ceden no dia 16 do andante, e em quem continua
ria a votar, aqu ou em qualquer outra proviaoia
onde au-me acbasse, seinpre que 8. Exc. se apre
sentasse candidato a urna cadeira do parlamento.
Nada mais.
No meu artigo nio fia a menor alluso a outrem
nem ao nome da outrem me rsferi ; nao molestei
a ninguem ; nao embaraeei o direito de aassao
J|*>mm ter para este oa aquelle fim. 4''
disse em quem rotava e poreM o tasia. Leiam-
n o oa que por ventos nio o leram.
7BOU al desfe m
da, a roupt su
2700 vesse alguma cousa a
1120Q cura cumprir b
mutteai focinho em tudo, desde a lama putn
1248J0 ras at o apparalho das cloacas ; nao se contenta
^' *"' a*VMiar a Bla e o gabinete, quer cheirar e
40*000 ver tu Jo para melbor inspirar-so ; per jorre o gal*
Unheiro, o cbiquoiro, onde provaveknente naseeu.
22*050 e, se lhe fr possivel, vai at o cano de es goto e
26*000 toma ahi um banho. Pobre alimaa !
Em atteoclo nicamente ao publico, para quem
1*800 escrevo, e afim de que nao fique pedra sobre pe-
7*200 dra, vou fazer umi ligora analysi d.s dnas ver-
rinas a qae j me refeu. Dia na primeira dellas
o sujeite de cabreito que ao Itr-ae o m.a artigo
16 o espirito menos investigador co ihtce deprompto
o movel que o occasionou. Entretanto, o misero
nio o destara .' Supo ir, avaliando-me por si,
(os bons jnjpadores jul un so npre ns outros p >r
si) que foi o inlen-ssi- ? Nao po lia sel-s, quando
ha uta anno e tanto, estando o partido conserva-
dor tora do poder, era sabido por todos, poistive
o ensejo de manfes'.al-o a muita gente, qu-. eu ia
votar no eonselheiro Theodoro, razo p^la qual
aquellos que, para conseguVem se ;s fin^, rito tre-
pidam ante a pratica de nenhunia terpasa, por
mais repulsiva que s-ja, inandaram, poucis li .s
antes da eleic.Xo do 1" de l).:zembro, um de seus
capangas, desordeiro conhecido e lio n -n de t is
costamosum desses D. Juans Je ttsoasom ho-
ras que eu nao me achava em casa, mas no ex r-
cicio do meu emprego, ganhandoo p para a mi-
nha familia, invadir-me o lar domestico, dese-wa-
ninhar-me a esposa, seduzil-a para fios iuconfes-
saveis, como foi tesiemunhado pUr pessoas da vi
sinhanga que immed'atamento m'o eooiuiunicarain
e como depois disso foi revelad > p':l i i^experiente
victima desses vampiros, nao se a mim como
pessoas respeitaveis da nossa sociedade, que o po-
dero confirmar, se o quizerem, tenloemmira
com esse procedimento os homens qae se intitulam
de bem levaram-me pratica de um desatino, o que
coaseguiram (porque eu ignora va o trama) e assim
afastarem o meu voto. Elles sabiam que o Sr.
conselbeiro Theodoro tinha me pr curado para so
licitar-me o suffragio e que, embora nio me en-
eontrasse em casa para assegurar-lh'o, poda con-
tar com elle.
.Ora, se naquelle tempo, inandi nada me era li-
cito esperar nem obter ios consoladores, eu,
desdenbando as boas grac ts d >s Srs. bbsm s, t-in-
cionava votar no referido conselbeiro, o que
era sabido pela polica secreta doa qu.; assassi-
nam para vencer, a qual tinha agentes que se et-
palbavam por toda a part desde as raparlicoes
publicas at s casas de familia, como se vera hoje
fazer contra o mea carcter urna insinuaeo torpe,
como a mente que a forjou ? Isto tudo proprio
dos bons jugadores e daquclles que sabem fitas* a
manifestacofranca de suas ideas, impingindo aos
palpavos muita pomada rancosa por fina agua de
cheiro, mas que nio Um a eoragm ou p lo mi-
nos a franqueza de assignar ai in i itiras que pre-
gara. De tal quilate sa> ellos e tanti consaieneia
tem do que diz m !
Em seguida a essa desaforo, di a ignobil pus-
tula, com adosfaettez quj (b; peculiar e que
caracteriza a todo o mentiroso baixo e impudente,
recordando adulteradamente o acouteciinento 11
mentavel a que j alluli e a perse..juica i q 11
soffri porjparte dos janizatos daquella poca, que
=apenas encontrei pira soccorrer-me na adversi-
dade ao Eem. Sr Dr. Jos iarianno !
^Leian) ist > a pasmem de tanto arrojo os Srs. m t-
jor Leopoldo Borges Gilva i Uch t e su^ Exm i.
familia, a quem devo .s mais relevantes servais,
Dr. Joao Cruvello Sivaleante, mito digno ins-
pector da alfand-gt, Dr. Joa> .\ifr.-Jo le Midei-
ros, e assim outras muir*s pessoas'que se uteres
s train por mim.
L :iam e pasmem t .rabera os Exras. rs. desenl-
iar d r: da ReUgio oue me coneederam o ha-
beos corpus, conselbeiro Q liutino Jos de Miranda
presidente desse Tribunal, Francisco de Assis Oli
udra Maciel, Buirque de Lira i, cmselhoin Luiz
Uorreia de Q leiroz Barros. Doraiugis Al ves K-
beiro e Gervasio Pires Ferreira, os quaes, nao
obstanU acbar-3e a Relacli etn feriis, reunram-
se para fazerem-mijiisfi^.v
Leiara e pasmem anda de tanta audacia os ja
citados Srs. desemoargadores Buarqae deLim,
Oliveira Maciel e Pires Ferreira, o Io relator e
estes vogaes no monstruoso processo contra mim
i utaurado, os quaes coneederam o recurso pu-
n ira pedido, annulli.u 1, p>r estar cheio de vicios,
e vicios naaoaveis, .j mesmo processo.
A todos es es sonhores, que se interessaram por
mim, aada dev, mas sim ao Sr. Dr Jos Ma
rianno E assim so escreve a historia do reinado
da calumnia ; assim se invertem os factos ; as.-ira
se mente com o maior cvuismo I
E' certo que, estando en recamen n Jado ao Sr.
Dr. Jos Marianm pelo meu particular e distincto
amigo o Dr. Antonio Gongalves de Carvalno, juiz
de direito de Jagaario e ex-deputado geral, jul-
gui-me com o direito, muito natural (tanto mais
q lando nunca o tinha oocupado) de dirigir-ihe al-
gumss tartas solicitando a ana intervencao em
men favor, o que tambem fizeram diversos cava
iheiros que se davam commigo, cartas essas que
lhe foram entregues, em mi propria, por pessoas
de toda a confianga, e a que S. S., faltando as re-
gras da civilidad:,, aaia ao menos se dignou res-
ponde; D'ahi, poreoij d lhe ter en eacripto,
para o facto dejter obtldo favores seus, ha muita
liifferenca.
Poia bem, a esse homam que nada fez 41er
mim, qae me desaaparou completamente no meio
do perigo, no momento mais critico de minha vida,
quando esta va prestas a ahir no abysmo que a
meus pea abriram; a esse homem que tinha o
ver rigoroso de anxiliar-rae, fe ^se o podia ter
f.-ito fcilmente) porque eu lhe estava recomraen-
dadopor um amigo e era urna viesrraa mmolada
aos caprichos dealguns misera veis, que nao saris-
futo* uno mobaw no lar, qiuseram pros-
tituir me s esposa e atirar na orpbaadad? a meus
filhos ; a esse bom^m mprestavel, que s sabe
soccorrer em troea de algum interesse, que se
qu.-r attribuir todo, a minha liberdade. a minha
salvacio e o triumpho explendido que tive, vendo
duas vezes distinctos inembros da alta magistra
tratura de pais, ancioes respeitaveis, encanec ios
na sciencia e na experiencia da vida, pronuncia-
ren! se em mea favor, j quando concederam-me o
habeas corpus, por julgarera Hlegal a miaha prisao
j quando com um traco d peona annullaram o
celebrrimo e monstruoso processo que .engendra-
ran: contra mim e que um vergonhoao corpo do
delicio contra as autoridades que oelle collabora-
ram e que se prestarn a manejos infames !
E' simplesraente o cumulo da protervia ; a
mentira a mais nojeuta e desbragada que eu tenho
visto em das da minha vida I Do modo que, nesta
trra, io Sr. Dr. Jos Marianno que pode ab-
solver ou coudi'iniuu-, premiar ou castigar, por e
dispor da sorte dos ouros,- o nico homem qae
pode ser til a seus semelhantea, o Duas, em sum-
ms, que manda a >s miseros mortaes o sol e a chu-
va : o sol para acqu'ced-os e a chava para re-
frescal-os Pen ia que o sol esteja meio eclvpsa-
do e prestes a mergulhar se no occaso.
Eu desafio, eu provoco soleranementn, nio s ao
Sr. Dr. Jos Marianno Carneiro da Cunha como a
qualquer de seas ridiculos idolatras, a declinar j,
sem perda de tempo, pela irapreusa, do modo o
mais cataegorico,. quaes sao os favores, os obse-
quios, as simples finezas, por ma insignificantes
que st'jatn, de que lhe sou devedor. Nem h j,
nem e.n tompo algum, serio capazas de o pro-
var.
feudo eu dito no meu artigo de 16 que o Sr.
o raselheiro Tneodoro nio me conbecia, o petulan-
te masetrado, torcendo o o bom senao, e inverten-
do as niinhas palavras, tirou d'ahi a concluso que
eu nio cennecia a S. Exc. S isto d a medida
da tal cavalgadura; conhece-se por ahi que por
baixo da mascara nio ha um rosto, ha um focinho
de asn i e com orelhas muito compndas. Pois pelo
facto de_ S. Exc. o Sr. conselbeiro Theodoro ni
eonhecer-me, segu se qae eu nio o possa conhe-
cer? Conhego-o, fique sabendo, ha cerca de vinte
ar..io.c, desde a p >ca em que S. Exc. exeroea 1
cargo de auditor de guerra na capital do imperio ;
eia cu eotao alumno da escila militar e servia
como anauuense na repartilo do ajudaate gene-
ral do eiercito, onde S. Exo. trabalhava. Rcor
dome c.inda, como se fosse hoje, daquelle cava-
Iheiro que pela afabilidade do trato, pela nobreza
e distinogio do porto, captivava a todos que com
elle tratavam Cooheci-o dapiis com chete de
polica da corte, como presidente de provincia,
como d iputado geral, como ministro da agricultu-
omo juiz de tima das importantes varas cora
merciaeii no rio de Janeiro, etc., no desempenho
de cujo cargos portn se da maneira a mais cor-
recta e jKestou ao pais os mais aasignalados ser- -
vicos, stmpre considerado e respeitatio. Eis por-
> os tenh 1 indo nanea e*ese-
ram cargos pblicos 9 llares ou
meramente poli sio servig pblicos; ha
muita differeng entre uns e outros.
Prosoguindo as suaa diatribas, dia o animal de
orelhas granles qiiiignorava e que nunca lbe
foi dado conhecer como se pode alardear in Jopen
dencia, quando se correa saudar o sol que nasce,
quando o corpo anda est quente dos ardores do sol
q:ie seescondeu. E, s nio, veja o leitor. Achn
do-me na provincia de Matto-Grosse, redigin lo
uraa folha que era orglo do ptr:do liberal, em
cuj 1 po.icio fazia a mais desabrida guerra ao sal
t de cini, em pleni apjgj, fui nomea
do, em 2 de Agosto de 1876, pelo ministro da fa-
zenda de entio o Sr. B trio de Cotegipe, e por con-
segu ate, pir um gabinete conservador a que eu
hostilisava, pira exercer o lugar d-: 2o escriptura-
ro da Alfandega de Corurabi. Por aqii j fica
sab-.-nd > o tal em'iucado que nio foi o sol liberal
qaa mi aquiceu as ei3ta>. Tres anuos depois,
aullando se os lib -raes no poder, tive a rara cira-
gem ea abn-'gaglo patritica de, affrontand 1 to
das as iras que mais ttrd-f se desenua ierara con
tra mim, escrever ao ministro da faz-nJa o Sr.
conselbeiro Affiso Celso, urna carta particular,
por mim assiguada, com sempre costura 1 fazel-o
era todos 03 meus escriptos, pirque assumi a r ist
pinsabilidade plena e absoluta do que digo, e s
digo o qu i pisso provar, na qual deserevia-lhe fi ;l-
mente o que de abusivo e escandilosi so passava
uaquella A'fanJega, assim o fazendo no intuit
prestar um servico ao meu paiz. Qul fi. a re-
compensa?. Ni) obstante o consideraval 1
falque que se desiob-io n ) cofre daquell 1 repirti-
l' 1, por occasiio do baaiigi a que se- proee leu :
na 1 obstante t r se plena certeza d>i v-racidade
das minha i allejagoe; e fie ir sobejamonte prova-
do tudo quanto arfinn ;, pelo que foi o inspect >r da
Alfandega suspenso e mindido resposabilisar, a
miaba recompensa foi urna perseg.115X0 desabrid 1,
sera nono", inqualificavel e s t eu demittido pelo
sil lili ira!! Este foi o primeiro aqueciraeuto. Pa-
gavam-nn assim os servais que eu hav a p-esta-
do ao partido naqu^dradi ostraeisin 1. Se, um
anno depois dessa clamorosa e revoltantc injust-
5a, fui reintegrado pdo mosrao ministro que me
exonerou, o Sr. Saraiv 1 (o que rao honroso e pro
va a grande injustifa quesoffn) nii fui iaderani-
silo do prejuizo que tive. Apenas re.tituiram-
mo o qu* mehavam tirado, nimeando-se mo jara
exercer um lugar de cath-goria equivjlenti nesti
provincia e com raui'o menores vantagens.
E pira que bom se avalie quanto foi arbitraria,
iniqua c, direi mesmo, e .p ich isa a minha exone-
radlo, bastar refl-ciir-se sobre as seguiutes pi
lavras do luraiuoso parecer dado pelo Sr. come
Iheiro Antonio Luiz Fernandes da Cunha, um dos
directores do Thesoaro Nacional n que era en',i
offi -ial de gabinete do Sr. Siraiva, no memorial
que dirig ao ministro: A reintegra^io do sup-
plicaate nio favor, mas sim um acto de rigorosa
justici- E ainda sbre estas, proferidas pelo
proprio ministra ni peticio em qie lbe rejueri
ajud de custo para vir para aqu: A reate-
gragao foi urna reparagil 1 e nesse seatid 1 proee l.i
se ao exarae do qu se lhe deve dar.
Nesta provincia todos aa'iem do aquecimento
quo m; deu o sol lib'.ral. Perseguido atrozmente
pelo polica, ha piuco miis de um anao, por nai
ter cruzado o bragos ante uraa affronta que -oJ-i,
nao houve uraa s autondade das que proeederara
contra mim que nao pertencesse ao credo liberal.
At ts tost-imunbas do raostruosi prjoessi, entre
as quaes figuraram pracas de p ilicia, eram al ;p-
tas a ftssa poltica. Foi talo afn era se 111: pe-
seguir, a s le d-i m- crueifiearera, que as autori
dadas lib-raes mais pareciam euuiprir cegainente.
ordens dimanadas do alto di que exerser a su mis
So. Alera dos piliciaes qua serviram de t -st --
ra mili ts, d -pozeram tambera com taes um inspec-
tor d qi.irterao e dous empregados do palacio
da presidencia, um dos qutes (o ex-olfijial di ga-
binete do Sr. Sancho, de triste raemiria) consta-
ra-: que era amigo intim do Sr. Dr Jos'M-iran
no e pnvavelmeate seu protegido. Minha mu
Iher que, sem parentes, sam ninguem n >r si, uesta
provincia, d'onde nio naturtl. ficou ispuica)
de meus algozes, qus a pizeram ioconraunicavel
(como aturra irara me diversas pessoas que de mi-
nha parte a procuraran, e nii cnisegui-a-n fallar-
Ihe) para m dhor insinuarem na cintra mim, f>i
araca^ada com irisao e de pric-jdere-n conrt 1! 1,
se nio assignasse os dous mm^truosos antes de
perguntas que lh] fizeram e que, cora o UOSSO fi r.
d: desmoralisarein rae e de attrahirem sibro mim
a odiosidade publica, estampsram nos jora-aes de
mai i:- circulagio desta cap-tal.
Cinto quiizc annos de ser \ dez ir -staJos cirao escripturario de tasenda e cin-
co em repartigea militares; os Uberaes. a quem
eu htvia pndigalisado valiosos servigos na im-
prensa, como j 1 disae, e que stiveram s-te ann 13
no p ider, nio s nio melhoraram a miuha posigao
como me perseguiram brut.aunante, confirme aca-
bo de demonstrar.
E cbama-se a isto ter as costas quintes dos ar-
dores do sol que se'esconden* !...
Ah l Corydon, qum te demena cospil t '.
Concluindo essa Ia verrina, diz o articulista
que30 nao foi coitra a justica, f .i urna cala
midade para a sociedade pernamoucana ter a Re-
laoio me concedido hibeai-corpus.
Qu inta necedade, ouauti sasdice enconara
easaa linhas! Julgr-se. u:ni njusti^a ter o Vea ;
rando Tribunal, quasi que por unanimidade, jH>r 6
votos contra 1, concedido habeas -corpus a um pai
de familia que se achava ha 40 dias privado de sua
lber la i--, sera que se ti vesse procedido n ate-lar-
go espaco de tempo ao inquerito que determina a
ei e menos ainda formaeSo da culpa, quando
para aquelle estabelece a mesma 1er o imprsroga-
vel praso de 5 dias e para esta o de 10 1
Julgar-se ura. calamidade a soltura de n.n che-
fe de familia que foi ludibriado em aua h nra, que
vio o seu lar domeatioo profanado, unioamente por-
que nio votante do Sr; Dr. J la Marianno !
Saiba o ar-.enlista que nao foi s o habeas cor-
pas o que me-ssfvon, o que-me den ganho de can-
sa. A minha victoria sobre os meus vis persegui-
dores nio consisti nicamente n'isso, foi comple-
ta, estrondoaa, brilhantissima, teve o desfecho na-
tural que devia ter, porque a Relacio, dando pro
vimento ao recurso que interpjs, .annullou todo o
i.rocesao, por considera!-o eivaio Je vicias, um
iileij.i, urna deformidadeujundica, urna irara rali-
da le, finalmente.
Foi tal a indignadlo do Tribunal o. utra a infa-
me perseguicao de que foi victima que um de s-us
respeitaveis inembros exigi em termos Vehemen-
tes a responsabilidade do delegado que me havia
preitdido.
Tudo isto consta dos jornaes e de dooamentos
officiaes, que se acham na Relagao, e se ignora-
do polo articulista, eu nio tenho culpa. N.io me
vangloriei com o meu triumpho, na occasiio em
que o alcancei, pata nao tratar de assumptos que
me alo dolorosos, e se agora o fago, porque.a is-
ao fui impellido pelo articulista.
Posso, portanto, andar com a miaba cabeea bem
alta e olhar so>>raaceiro para esses desgra^acJ 13
que tentaran iuutihsar-me, sem se lembrarem que,
cima do poder epheracro dos humana, est o de
Deus, que uunca abandona aquelles que em s
crem !
Na segunda verrina, publicada no Jurwxl de
21, repisa o articulista os mesmos desaforos qu -
proferto na primeira; nceneando-se a si proprio e
repetlndo a grosseira mentira da que aoOr.-Jos
Marianno devo a liberdade, etc. ETclaro, iutni
tivo que se este senhori el-sapremo, o astro-
re destas regies, cajo incommensuravel brilho
faa pasmar e prostrarem se revereutes tantos fiis
e ingenuos subditosalguma cousa tivesse feta
em meu favor, ea nio estara 40 dias tirado em
um carcere, como um refem, o processo que me
ins'.aiiraram nio continuara, e n ma eu tena sido
pronunciado, tendo tido por duas vezes neeessi -
dade de appellar para o Tribunal da Rdacio,
tanti mais quando todas as autoridades que rae
P'-rseguiram eram lioeraos e de alguma forma, si-
mio tn oum, estavam sob a influencia dos rtios
aquecedores do sol qu? ainda ni> se tinha escia
'l.lo Assim, porm, nio o entender o articulista.
Tira de si os andrajos pira cobrir-me. descreven
do-me como devera descrever-se a si prop-io, mas
ignora talvez que, apez ir de tudo -sso que dis de
mim, o Sr. Dr. Jos Marianno nio se absteve de
ir minha residencia, pars pedir-me o voto.
Muita forca tem o despeito !
Agora permitta-se-me urna pergunta :
Nio seria, j nio digo um desacert, mas urna
iudignidade Je iniuh-i parto concorrer com o meu
voto para a eljvaclo d'aquelles que, se nao teram
os causadoies, os mandatarios de tudo quando sof-
fri, assistiram impassive s, de bracos ernsados a
minha immolagio ?
Nio seria na baixeza de minha part acora
panhar aquelles que m* voltaram o rosto quando a
latalidade tio inexoravelmente terio-me V
Con que direito homius que ainda hontem col-
laoorarsm para a destruidlo do edifieio social, pa-
nxsis -nefandos en mes, persegu nos a-seus-melno-
rvi amigos, qual Saturno devorando aos proprios
filhos ; que mandarara assassinar em plena iraca
a ciddioa inermes, como fizeram com o pobre
Apatehro de Castro ; que a outros supprmiimm
mjsterfosaraente, como den com o infeliz typo-
graphiM netr.albavaBt o povo, como-se
deu no l- de Janeiro, por causa do ridiculo > hv-
taute latpost do tirniew; qne- s sabiam vencer
por meio d 1 oppresso e da- violencia^a ponta de
punhaes e de baaassartes: que mancharam os tem-
plos de sangue, que desrespetaram os ministros
da relgiio, que nio recuavam ante uenhum at-
tentado, desde a violagl do lar domestico, para
se iuzirera as mies de famria, at as hecatombes
como a da Victoria e a de S. Jos ; que de todo
lancavaru mi para se eternisarem no poder, af-
rontando a sociedade e a esta pobre p itria, digna
de melhores filhos ; que demittirara funocionarios
honestos, por nio pactu-irem com baadalheiras e
immoralidales e protegiam aos valhaois ;.^ que ss-
p nina arara a briosos militares ; que luJibriaram
p ir t idos oa rao Jos a nago ; que preterirn o
mrito, tb iterara a virtade e comporcaram a han-
ra ; que quando na opjosigio vociferan'contra
o rei e no poder o bajulam t irp iraente ; qus ras-
gar ira a b-.nleira gloriosa da democracia, q-ie
nai a dem-agogi 1 e era as fezes sociass sobre-
pmdo-se a parte si e mirig-rada da sociedade ;
que faltaram vergonhosamente as promessas que
h iviam feito na a.lver?idai' ; que eorivert.iraa o
seu fem-i ti 1 1 prograrama em um pap I sujo: que
doshinrarara as sombras de seus miieresos mar-
tyres da liberdade brazileira; que finalmente,
hiviara ehegado ao maior grao de desmoralisagio
que possivel imaginar-se; com qua direito, per-
gunto e i, exigem que se os acorapanhe ?...
S ria preciso ter-se de todo perdido o amor da
p ttrii 0.1, o que peior, o d -coro e a dignidade.
II irans taes que devera recolher-se vida
privada. removereur-3, nii j desta provincia,
mis deste piz, e andarem de cabesa baira, cor-
r I ts de v -rg.inh-i !
Raeife, 25 le Fav -reiro de 1886.
Joaquim Antonio Moreira Jnior.
4 ruina imuceiiM e a miseria
do paiz
XXVII
O PKOJECTO DA COMJISAO P.VBA A. CONVKS-
SAO DO PAPEL.-MOEDA EM OURO
14-
que sin trmente o aprecio e o julgo muito mais
apto e idneo para ser deputado geral do que nwi- ra a perpetuidade de urna eituagio que se cele-
tos outra*, eujos servigos detconhego, e nem sei I brisou pela pratica des maiores desatinos, dos
Nio como pensa erra lamente a commissao
e o deraonstrei no precedente artig, uai para
evit.tr-se a maior baixa do cambio quando u go-
verno cin.-irro ao mercado oompraudo saques, que
urge, con verter 1 uoso papel moda em ouro; por
qne este phenoiieao econmico sempre se dar,
einquanto ti .-erra 13 de pagar juros de ama tio
grande divi Ja externa. Q ia o remedio para isto
, outro (tambem ficou inJicado) con verter a
divida externa em interna, para que necessario
qae teuhara is muito; capitaes, e portanto que se-
j unos um povo rico, convertendo todo o auno o
saldo de nassa industria em capt es hoscos, em
vez de d -xarino-lo emigrar todo, arrecadado pelo
commercio til) estran-iro, cora o qual nao po-
de n 13 conp-rir cira vantagsm emquanto 1 is pro-
te -eioiiistas nao nos puzer era p Je muita e toda
saperia tida le.
E n quanto isto nao fjr. seremos urna nagao de
rae 1 li c;os.
Mendiga a nac >, tomando emprestado todo o
aun; para a dejpeza ordinaria, ou batndo papel
moJa, menJig) o cidadSo, com raras excepgoca
dos raros que fazera fortuna, em regra nao enri-
queeeodo, mas era jobrcce.ido a uajii; remas
ara la u n po cada vpz mais desmsral8ado>sem
patriotismo, s;m uiura cvica, dividido em parti-
dos sem iduas era ientimento que nao seja a aa -
pira,! 1 ou a coaaervagio do poder para cada um
le s:us mera'iros ganhar o pi on fazer fortuna
cora elle.
O fim, p lis, da conv -i-sao do papel moda em
ouro, disse ou cutio, nao aquelle impossivel da
commissio, m-.s outro que fiquei de indicar neste
artigo.
Este fira urna em sy.ithese, cada um saber e
o ntar com que pissu-, o que ganha ou vence, o
que nao is pode dar sob o rgimen do papel moda,
o a razl1 :
O diahoiro, com sa sabe, o instrumento de
t "lis as transa -co s. Cimprar e veuder, trocar
o Jinh iro (metal), proJucto do trabalho, com s
valor do traoalbi que custsu, por outro qualquer
p.-o Ju-ct 1 do trabalhe, que custe o mesmo trabalho
que o dmheiro piique se troca.
E' assim regulado era todo o mundo o valor de
todas as comas, se un i o trab i'Ii; 11; e'.las cw-
tam, medido pelo trabalho que custa a pro lcelo do
ha.ie.ro. M is ha um phenomeno que altera algu-
ma vezes esta regra, p do desiquilibrio que certos
factos determin ira, e cujas consequencias neces-
sarias, se nao ha artificiaes impocilios, restabele-
cem o equilibrio, ou o vai logo su; tentando, qaando
nio ha este impecilio, ao pisao que vai-se dando
o phenomeno que pro iuzria o desiquilibrio.
Este ph ora -n 1 a abundanci 1 ou falta do ge-
iien alm da necessidade ou consumo ordinario
delle em cada praca. Se o genero em alguma
occasiio, por qualquer causa, mais do qae ordi-
nariamente se consom, vende-iie mais- barato,
sa menos vende se mais caro, q lalquer qua seja
o trabalho que tenha distado.
Se o gecero de mais e o expositor perde e vale
apena procurar outro mercado, assim o faz, at se
restabelecer o equilibrio di procura e offerta re-
galare; se o genero da manos, o supriraouto de
outros mercados vera restabelecer do mesmo modo
o equilibrio ordinario e portanto restabelecer o
valor das cousas, alterado pela falta ou pela abun-
dancia.
Ora, o dinheiro, sendo um dos geueros neces-
sarios vida, e o p.-imeiro pela facilidade de tro-
cal-1 por todas as cousas de que carecemos, com
elle d-se muitas vezes o phenomeno de falta ou
abuuJancia em cada paiz, era cada praga. Se a
abundancia os outros gneros encarecen), porque o
dinheiro barateia; se a falta os outros gneros
barateiam, porque o duheiro se torna caro.
Ora cada um que possue, ou recebe por mez, oa
lucra ou vence 100, ou 50, ou 200 ou 2,003, se o di-
nheiro nao sobra nem falta, conserva o mesmo va-
lor, e cada cidadio conta com o que. cera, e meie
suas despezas. Mas se o dinheiro falta, encrese e
tudo barateia, e eis que os habitantes, uns ganham
muito comprando barato com o dinheiro que rece-
oer.im quando venderam mais caro, e outros per-
dera, vendendo mais barato o qae compraram mais
cari, ou prestando servico mais barato para com-
prar mais caro no dia seguate, qaando se resta-
blecer o equilibrio entre a procara e a offerta do
dinheiro.
Ainda e principalmente perdera os quo tem ren-
diment is fixos, comprando ma3 caro, qaando o di-
nheiro abunda ganhando aquelles que, tendo ven-
did caro comprara barato, quando so restabelece
o equilibrio.
Estes desequilibrio violentos que se v m
quando o rgimen econmico o do papel moda.
O que os evita o rgimen do ouro; e a razai :
Ut pocas do anno, ao manos entre nos, e muiti
regularmente, era qua o movimeuo, e servigo do
dinheiro muito maior, qua sao no tempo das
no-s ts safras de caf assucar, algodo, etc. Nesses
terapis todo o dinheiro est empregado com o
v lir de d p ciuea 1 que ello tem. Quando pas-
sara-se os tampjs da; safras, o no.so dinheiro pa-
pel que j ora d -ra ais o por isto d-preciado. embora
tolo .-m inovimento, ptssala a safra digo, meaos
oocupado, elle miis se deprecia, dando-se maior
desequilibrio entre a procura e a offerta. E' pois
isla o que evita o rgimen do ouro; porquanto este
deseq 1 chega a dar-se, e as eousas cou-
serv.m o seo valor ordinario, o do trabalho; por
qu.nt). apena; vai ( aquejando a produegao de
cadt safra, o diahoiro que vai tendo menos o que
fazc, e que na > acha emprego tio lucrativo, foge
logo par a Europa ou pira onde inelhor emprego
espere, e eontmi a sahir, conservinJo-se sempre
o 11 -cessario pira as transaegoas quaesquer que
sajara; e voltando logo que-as novas safras-o cha-
mam a lhe d.tr inaiir occupiglo.
Aiuda outra vantage.u a uecessdade do rgi-
men econmico em ouro, (o que se eoraprehende na
aynthe'se q- c;rais acimt) que, embora o
rgimen ai'riferero nao evite as bruscas e violentas
b nxas de cambio que se dio quando o uosso go-
vorno concorre com grandes pedidos compra de
saques, todava evita maior baixa no tempo em
que o papel mais abunda pela falta de emprego oa
inovira -uto, e sempre, quando o sea excesso per-
manente; pois permanente a abundancia do papel
moda entro nos e ainda mais tora do tempo dae
safras; e ainda maior nio porque, quaudo se
pasaam as safras, nio p lando sabir do pais, os
seas possudores ternera offerecel-o a arriscadissi-
moe empreudimentos ou tentativas, caj-itaes que
carecer dentro era poucos mezes para melhor em-

I llEGfl


Diario de PeruambacoSabba o 27 de Fevereiro de


I


presto F esta excessiva abundancia, de dinhoiro
preso une sustenta a permanencia de to grande
balxa ao cambio.
Nao era porm por meio deesa baiicaiia que
propde a oommiseio de deputedoe, que chegaremos
ao rgimen do ouro, cerno temo visto e anda mais
veremos, pelos seguintes artigo*.
r-pevereiro-.1886.
Affonso de Albuquerque Mello.
Soyanna
Rccolhi-me aontecn a ata cidade de vol-
U do 4* districto, onde fui recebar o diplo-
ma de deputado Assembla Geral Le-
gwlativa e agradecer aos amigos o correli-
gionarios t&o honroso mandato e, des
portado pelo artigo do Dr. Demoerto Ca-
valcante, honteai meamo inserto oeste
Diario procure, e \\ \\)l\Yvi.<& a. o^e
esse artigo se refere e que consta da edi
rosa mullidlo, que volt a va entilo su as iras
contra o vigario, a quera dirigiam toda a
serte de araea$as.
O major L-.odegario, apenas acoropa-
nhado por rnim, ponetrou na casv onde a
mo^a se achara, e por raeios suasorios e
com a brandura de modos que lhe conhe-
cem at seus proprios adversarios, procu
rou serenar oa nimos; foi dopois ao qiiar
tel ordenar qie o sargento com duas on
tres prixoaa fossem garantir o vigario, pro-
videncia acertada que evitou novo desact-
to, porque /tg'.ntou uu grupo que procu
rava attrahir o respeitavel sacerdote a raa\ *\ue nJlo 'prevaipcj vu i
com a Dtimaco de ama falsa ordem del a -mclbantta.
priaRo em norae do Dr. jui'z co direito da
avr tamvonn. e%se tatu-
mo aconte cimento, que cncheu as familias
Desmentido solemne
Tondo chegado ao meu conbeciment
que em Palmares e Agua Preta tem se dito
que rompi minhas relacSes com os meas
amigos Sra: Joaquim Verissirm do Reg
Barros e Augusto Cezar da Silva Ferreira,
o que nao me passou pelaimaginac.'o, vo
nho dir um testernunh publico de que
mantenho a raelhor amisado om aquelles
amigos pelo modo otis cordial.
Fique assim clcsiuasearado esse novo em-
buste e confuadii/o o scu autor, afim de
tricas o arda
R.-citc, 26 do forerdro 1886.
B. de
8
Ifc
ath.
qSo da Provincia de antea de hoatem, soblde susto o pon a cidade em aLrmt por
o titulo a poltica e o clero notando a 1 roais de duas horas,
familia. \ Ao outro da, o pai da moc/i, que. bva
Ha tanta inexactido nessa publicbalo, laido chamado s pressaa, ciiadSo respei-
Gormad
sao ahi tSo desvirtuados os factos e to
mal apreciado caracteres dignos do maiot
respeito, que nao posso furtar-nos ao impe-
rioso de ver de vir imprensa restabelecer
a verdade dos primeiros e acudir em defe
za dos segundos, sendo para isso forcado
a romper o proposito de no discutir com
quem ta pouco digno disso se revela
pela desenvoltura da linguagem a que se
affeifoou e pela facilidade e malignidade
com que atira para todos punhado de ag-
gressio e de insultos.
Eu estava em Goyanna, quando se ce-
lebreu o casamento, que est sendo com a
mais ondemnavel inconveniencia aprovei
tado como motivo para t'aaer se pequea
poltica, e sei como os faltos se passaram
Antes de quaesquer considera^ js cum-
pre ru declarar Provincia que o negocio
importante, que chamon-m3 Goyanna qos
ltimos dias do mez fiado, nao foi esse
casamento, de que s tive noticia depois
de celebrado, mas, sim, o dever que eu
me havia imposto, como prova de conside-
rado aos meus amigos do 4o districto, de
ir receber pessoalmente o diploma de de-
putado.
No dia 4 do corrente mez, tendo-me si-
do entregue esse diploma, o eleitorado de
Goyanna me offereceu noite um bailo;
que.teve lugar em easa do meu presado e
especial amigo Dr. Nilo de Miranda.
Mal havia comecado a festa, entra pelas
salase procura nos, assustado e afflicto, como
era natural, o major JoSo Gomes de Son-
za, annunciande que um grupo numeroso
de pessoas se aproximara da igreja do
Carino, onde acaba va de casar-se seu filho
Jas Gomes de Souza, e procura va forjar
as portas do templo, que tinham sido fecha
das em vista da aggr jssSo. Eu e muitos
amigos, entre os quaes ia o major Leode
gario Correa de Oliveira, delegado de po-
lica, no intuito de evitar que algum des
acato fosse praticado, seguimos o major
Joio Gomes de Souza, mas, em caminho,
encontramos seu filho, sem chapeo, cora as
roupas em desalinho, e por elle fomos in-
formados de que aquella que por elle ac
bava de ser recebida em casamento aos
oes do altar lhe havia sido violentamente
arrebatada.
Era, infelizmente tarde, para interven-
gao pacifica que era nosso proposito ; ti
nha se consuma Jo o desacato, e do modo
o mais triste para quem o praticou.
Nunca um grupo de pessoas, na maior
parte das quaes era presumivel um c< rto
grao de cultura e de educacSo, tanto es-
queceu os deveros que essa cultura lhe
impunha 1
Sob o pretexto de servicos a prestar a
um amigo ausente, pois estava era viagem
o pai da moca, que havia sido raptada
para casar, e com urna officiosidade to
desastrada, que mais tarde foi condemna-
da pelo proprio pai da moja, foi esta ar-
rebatada violentamente dos bracos do ma-
rido, apezar das resistencias deste e dos
protestos e rogos daquella ; foi quasi que
arrastada pelas ras que medeavam entre
a igreja e a casa de seus pas ; foram-lhe
arrancados e despadacados o veo e a co-
ra de noiva, sendo que de envolta com
esta lhe foram muitos cabellos ; foram-lhe
dirigidos e em grita e pelas ras por on-
de passava as mais speras exprobacoes e
os mais descortezes opithetos ; sendo, por
fim, encarcerada na casa de sua residencia,
que ficou cheia e rodeada de urna nurae-
COMMERCIO
Bola* cnmmerclal de Pernam-
bnco
Recite, 26 de Fevereiro de 1886
As tres horas da tarde
Cotace* ofidaes
A plices da divida publica, de 6 0/0, valor de
l:OOf 4 I:090g000 cada ama.
Apoliees provinciaes de 7 0/0 ao anno, do valor
de 1:000*, 500 J, 200* e ICO* ao par.
Acodes da companbia de Santa Thereza, do valor
de 50* a 42* cada urna.
Na hora da bolsa
Veadtiam-se :
2 apoliees geraes.
10 apoliees provinciaes de 1:000*.
1 dita dem dem, de 500*.
2 ditas idem dem, de 20Uf.
I dita idem idem, de 100*.
50 accoes da companhia de Santa Thereza.
J. P. Pinto,
Presidente
Candido C. L. Alcofaado.
Secretario.
HENDIMENTOS PUBLICO*
Mes de Fevereiro de 1886
tave/, que soube com mais criterio apreciar
e julgar o pasao que dera sua nina, depois
de reptovar o procedimento dos que se
d/zism seus amigos, conforme correu por
toda a cidade, deu ordem para que sua
rilha fosse entregue ao marido e, em com
panhia da familia, retirou se da cmara,
com o protesto de nSo mais voltar a ella.
Effectivaraente, no dia seguinte, o Sr.
Jos Gomes de Sciuza, acompanhado pelo
Dr. Nilo do Miranda e por mira, foi casa
ondo estava sua raulher, recebeu a e con-
duzia-a sua residencia, e nossa occasiSo
ouvi da desventurada raog* a narrajao de
tudo quanto havia soffrido, mostrando ella
um dos bracos maguados, ao qual nao
cram possiveis os movimentos.
Abstenho me de citar nomes proprios ;
nao meu proposito fazsr aecusacoos pe3-
soaos, e s forjado pela necessidado de
restabelecer a verdade dos factos, como tes-
temunha presencial, oceupo me de um as-
sumpto que nSo devia ter sido tratado na
imprensa com tanta falta das necessarias
reservas.
Em vista do que fica referido e da cer-
teza que dou, porque tenho neste sentido
informacoes exactas, de que ao casamento
em quesiao antecederam relacSes de aftei-
c2o entre os noivos, o que nao era igaora-
do pela familia da moca, erabora a ellas
se oppuzesse, bem pode se verificar que
esse acontecimonto em nada se filia ao 2
escrutinio da eleicSo provincial, o que pa-
rece ter sido apenas procurado como um
pret-;sxo para atirar injurias contra o can-
didato conservador que logrou vencer nes-
se escrutinio, o digno vigario de Itamb,
Dr. Soares do Amorim, bem como que nSo
tem a menor exactidao a seguinte phrase
da publicacao de que me oceupo : a vic-
tima innocente da seduccSo nao tinha co-
nkecimento nemrelacZes com o no'ivo que
lhe prepararam.
Consta-me que vai ser iniciado um pro-
cesso contra o vigario de Goyanna, que
imento ; se assim nessa
accasiSo ser tirada a lirapo a verdade, e
ficarao perfeitamente justificados, eu o es-
pero, o mesmo vigario e o respeitavel sa-
cerdote padre Jnlio Maria do Reg Bar-
ros.
Nlo concluirei sem fazer minhas as ju
diciosas ejustissimas apreciacSes do Dr.
Democrito Cavalcante sobre os meus dis-
tinctose presados amigos Drs. Belarmino
Correia de Oliveira e Nilo Rodrigues de
Miranda e suas respeitaveis familias.
TSo boas relac5es me prendem a elles
e a todos os seus, tantos obsequios e fine-
zas Ibes devo, que sinto-me sem a precisa
liberdade e quasi suspeito para julgal os ;
entretanto, nao posso deixar de observar
aos redactores da Provincia que, se um
dia conhceerem de perto esses cavalheiros
e suas respeitaveis familias, se arrepende-
r3o amargamente por haverem envolvido
seus nomes em urnas calumnias, que fe-
lizmente os nao attingem, e que foram le-
vadas redacao do jornal que dirigem
por algum maldizente vulgar e gratuito.
E' realmente notavel que urna redaccao
que grita : alerta, pas de familias 1
seja a primeira a envolver, sem a precisa
indagacSo, familias respeitaveis em pol-
micas da imprensa.
Recife, 26 de Fe^r^ro do de 1886.
J. Jueencio Ferreira^de Aguiar.
O m>:\Wc nievo ptuti t f .it u- o ttvo & pitenlcax
a verdade. Eil-.i, om relacT justifica ci de
bsptisuio da fha do Sr ctpitio Antonio Vicente,
casad* em a noite do dia 4 do crvente na cidade
de Goyanna.
Estando eu interinamente na regencia d<-asa
freguezia, por achar-se o respectivo vigario as
Missdea de Goyanniuha; apresentou-me o s!fe.-es
Jos Joaquim Gomes de S>uza urna proviso do
Eim. e Itvdin. Sr. governador do biBpado, dis-
pensando os proclamas e autorisaodo o depoimen-
to de testemunbas quo provas^em o bsptisamento
e idade da nubente, em taita di cirtidlo, cuja
pena fjra solicitada e igualrneute concedida.
Aprasado dia c hora, compareceram as teste-
munlias e com as solemnidades do estylo, dissciam
o quo sabiam a respeito ; o que aceeitei por ulo
ter conhecimeno 4a contrario.
Concluido o processo, passei-o u mitos do viga-
rio u > reassumir o ezdrcicio de sua paroebia.
Desde entao nito me lembrei de tal justifieacao,
e s no meu regresso para esta cidade, na hospe-
dara de Tabatinga, em Iguirass, foi que sonbe
do casamento ; quando vieram annuncial-o ao Sr.
capito Antonio Vicente, que tambem all se
achava.
Esta a fiel expresso da verdade.
O tempo se encarregar de proval-a.
Longe de mim concorrer para perturbar a paz
de urna familia.
O que tem dito o antJr de uns artigos publica-
dos no Jornal do Recife c a Provineta de 23 deste
n2o passa ie odios, intrigas e armas polticas,
que nao mereoem ser contestadas, pois nem mes-
mo os seus inventores podem acredital-as.
Sinto quem me emprestem sentimentos que eu
nunca os tive, mas continuem se quizerem, certos
de que tenho a miaha^onscieucia tranquilla, e
quanto me basta.
Olinda, 26 de fevereiro de 1886.
Padre Julio Maria do Reg Barros.
Como e de que modo cresce
o cabello
>. sos
O nutrimento do cabello igual ao das flores, se
obtein, principalmente pela absorvicio das raaos.
Se a trra se secca e ai raizes das tbres ficam sem
a necessaria humidade, ellas murcham e perdem
snas cores ; e se o crneo onde estilo plantadas as
raizes d'onde nascem as fibras do'cabello, se a cha
e entorpecido, o cabello se torna spero, sen las-
tro e as cans apparecem.
O Tnico Oriental remedea esse mal, reaniman
do a cutis entorpecida e inerte, excitando suave-
mente as raizes e os diminutos vesos do sangue, e
renovando por assim diser, o processo vegetal.
A aceito reproductiva desta preparacao mila-
grosa o promptamente transforma urna cabelladu-
ra rala, dbil e spera, em esfessos, lustrosas e
macias madeixas.
Aeentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 8.
O suave sabor e aroma do fino champagne, qne
a base da Cognaclana, de A. Ardura, c o seu de-
licado amargo raseo com que seja o primairo e o
mais salotar doa licore.
Immediatos sao os effeitos benficos produzidos
por este pederoso tnico, que ao mesmo tempo o
mais estomachico e agradavel dos anti-febris,
iLv^aoaaDe 1 25
Uein de 26
RaJSsaooauDa 1 25
U-in de 26-
kJwauLAiv aovuoitx. Ue 1 25
'er- de 26
K cjts cbaikgDe 1 25
-'^em de 26
622.821*197
23:463^598
646:2745795
39:3074859
3:730*328
43:038*187
118:602*467
3:224*699
121:827*166
30:442*968
3:166,119
.33:609*087
OESPACHOS DE EXPORTACAO
Em 25 de fevereiro de 1886
l*ara o exterior
lez n Greavet, carregon :
Par. S.Loyo Filho 1,000 saceos
com 75,000 kilos ue assucar mascavado.
Na barca norneguense Vega, carregou :
Para o Bltico, Borstelmann & C. 9 fardos com
1,665 kilos de algodio.
- o patacho americano Carry, carregou :
Para New-York, L. J. S. Guimaraes 1,000 sac-
eos com 75,000 kilos de assucar mascavado ; H.
Forster & C. 1,680 ditos com 126,000 ditos de
dito.
Na barca portugueza Novo Silencio, carre-
gon :
Para o Porto. S. B. Amorim & C. 200 saccaa
com 18,246 kilos de algodio.
i No vapor francs Senogal, carregou :
Para Bordeaux, J. Fuerstenherg 5 kilos de ouro
veibo e 10 ditos de prata velha.
rara o Interior
Na patacho nacional Cacique, carregou:
Para Porto-Alegre, O. Travasso 4 C. 250 bar-
ricas com 27,589 kilos de assucar branco e 150
ditas com 16,855 ditos de dito mascavado.
No patacho hollandes Aleme, carregou :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro & 0.1,375 bar-
ricas com 91,125 kilos de assucar branco e 525
ditas com 39,375 ditis de dito mascavado.
No patacho ingles W. H. B., carregou :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro & C. 1,015
barricas com 100,010 kilos de assucar branco e
300 ditas com 31,020 ditos de dito mascavado.
ma No vapor austraco Tibor, carregou :
Para Santos, Browns & C. 67 saccas com 5,329
kilos de algodio ; S. Guimaries & C. 200 saceos
com 12,000 kilos de assucar branco.
Para o Rio de Janeiro, Amorim Irmios & C
261 saceos com milbo ; A. de Aiaujo Santos 830
ssccos com 4,900 kilos de carocas de algodio.
No vapor nacional Jacuhype, carrregou :
Para Baha, A. Lopes & C. 1' 0 saccas com
7,674 kilos de algodio ; Amorim Irmios & C. 600
volumes com 57,324 kilos de assucar branco ; J.
F. da Costa 16 pipas com 7,600 litros de mel; W.
Son 4 C. 86 cascos com 81,680 ditos de dito.
No hiate nacional Iris, carregou :
Para Mossor. P. Carneiro & C. 1,000 saceos
com farinha de mandioca.
No hiate nacional Aurora, carregou :
Para Mossor, F. d3 Moris 8 pipas e 20 bar-
ril com 2,780 litros de agurdente ; M. Soares 10
barris com 1,000 ditos de mel.
No hiate nacional Correio de Natal, carre-
gou :
Para Macabyba, Am rm Irmios 4 C. 550 sac-
eos com farinha de mandioca.
No hiite nacional Geriquy, carregou :
Para Macabyba, M. A. Senna 4 C. barricas
Fados e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem oomprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
anda mesmo bronchitieo; eiysipela, enxaqueeas;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino);
toase convulsa, falta de menstruacao ; cmaras de
sangue : estericos ou metrite ; dores de dente ou
nevralgias, metrorragia; vermfugos, dentiioo
convulaoea das enancas ; tudo manipulado de ber-
vas do paiz.
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
.Dr. Silva Brito, medica clnico do Maranhio
tendo praticado ltimamente nos prncipaes hos-
ditaes de Pars e de Veuna d'Austria, onde dedi-
cou-se especialmente a partos, molestias de mu-
lheres e de eriancas, ofierece seus servicos ao res-
peitavel publico desta cidade, onie flxou sua resi-
dencia.
Pode ser procurado do meio dia a 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
o. 26, Io andar, ?m oufra qaalqurr hora do dia
ou da noite a ruada Iroperatriz n. 73, sua resi-
dencia.
------------gotaso------------->-
I. IUOKATOKIO 114 H(EOP ATH ICO
FREDER1CO CHAVES JNIOR
MEDICO B PBiBHCBVTICO BOMOOPTUICO
Ra do Bario da Victoria n. 39, l. andar
Edital n. 9
Br. (Mi l
MBDICO
Tem o seu escriptorio a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em gua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e eriancas.
rSOBB ----------------
Advogado
bacbarel Jeronyino Materno Pereira de Car-
valho, tendo deixado o cargo de juiz substituto dos
feitos da fazenda, advoga nesta capital e fora
della e tem seu escriptorio ra Duqud de Caxias
n. 55, onde pode ser procurado das 10 horas da
m.iiili. s 3 da tarde, e fra destas cm sua resi-
dencia ra de Djminr;) Theotonio n. 39, a
qualquer hora.
OCULISTA
Dr. Brrelo Sampaio, medico eculis
ex-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d consula
tas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bari-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias sanctificados. Residenciara de
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
----------^scoec-----------
Conultorio medico-eir ur glco
O Dr. Estevio Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consultas medico-cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio da is 4
horas da tarde. Paras? demais eonsulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar.
Ns. telephonicos : do consaltorie 95 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de crean
cas, d'utero e seus annexos.
;^x^38
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
EDITAES
O Dr. Joaquim da Cosa Ribeiro, juiz de
direito do civel da conaro.a do Recife,
por S. M. o imperad.ir
etc.
&
Dr
Trist&o Ilcnriqnes
Costa
n. IS
Bus da Inlo
sultas das 11 a 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
Telephone num ero 54.
com 160 kilos de assuear branco e 6 ditas coi 380
ditos de dito refinado.
No hiate nacional Bom Jess, carregou :
Para Guarapes, B. Oliveira 4 C. 2,000 saceos
com farinha de mandioca.
Na barcaca S. Salvador, carregou :
Para Parahyba, A. B. Curreia 5 caxas caju-
rubeba.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 26
Port-Natal (frica) 33 dias, patacho dinamar-
quez Acmell, de 135 toneladas, capitio J. H.
Paulsen, equipagem 6, em lastro ; a H. Lund-
gren 4 C.
Terra-No va40 das, lugar ingles Coleridgt, de
193 toneladas, capito Johnson, equipagem 7,
carga bacalho ; a Johnston Pater & C.
Bueoos-Ayfes25 dias, patacho ingles Botspus,
de 312 toneladas, capitio A. J. Morrsor, equi-
pagem 8, em lastro; i ordem.
Navios sonidos no mamo dia
Santos e escalasVapir nustiiaco Tibor, com-
mandante A. Raudich, carga varios gneros.
Macei Patacho niruCiiense Expedit, espitio
J. E. Mielsen, em lastro.
BahaBriguo inglez V/\liam, capitio -rests
Foot, carga bacalho.
Barbados Barea iogleza Bertha, capitio W. Jo-
nes, em lastro.
Tamandar e Rio-FormosoVapor nacional Mw-
dahu', cemmandante Souza Lobo, em lastro.
Rio de Janeiro=Brigue norueguense Mira, capi-
tio C. Chriftensen, Ciirga assucar.
Rio Grande do NorteH ate. nacional Correio do
Natal, capitio J.jo Guedes do Moura, carga
vares gneros.
Rio-Grande do NoiteHiate nacional liom Jess
dos Navegantes, capitio Clemente Jos de Ma-
cedo, carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Baha do aul boje boje
Warrior de Liverpool
- Muco
Galicia do sul a 1
La rala do sal a 1
Marinho Visconde da Bahia a 4
Para do norte a 5
Gironde da Europa a 6
Manoi do sul a 8
ViUe de Bahia da Europa a 9
l'r.riiambuce do norte a 12
Finance de New-Port-Newi a 12
EU* da Europa a 12
Espirito Santo do sul a 16
Tomar do sul a 19
Hamburg de Hamburgo a 20
Neva do sul a 24
Para do sul a 26
Faco saber que por parle de Johnstcn Pater
C. me foi dirigida a peticio do theor seguinte :
Ilion e Eim. Sr. Dr. jiii'. di civel. Jjlinston
Pater & C. na execucio que uiovem a Pan iscoilos
Santos Macedo, tendo Jos' mes Morrirs arretna-
taHoem audiencia d21deN .vcrabnii ::iiuopis-
sado os bens penborados ao x-culado e ewin a- a
presente data nio assignou o respeelivi unto, r>-
qoerem a V. Exc. se digne i'riinr ijun vHn de
novo precia os referidos b u-. Pede a V. Exc
defei ment. E. R M.
Recife,22 de Fevereiro de 1^8-5 <> solicital-ir,
Alexandre Amrica de Calda Padilha.
Estava inutilisada urna esi impilba de 200 rs.
-im, em termos. Recite, 2'- de Fevereiro de
1886. Ribeiro.
Nada mais se continha em dita pe:v o c des-
pacho aqu fielmente transcripto, em v rtude do
que faco saber aos que o presen'e edital virein ou
delle noticia tiverem que no da 27 do corrente as
11 horas da manhi na sala das audiencias, e de-
pois de respectiva audiencia ira em praca para
serem ariematados por quem mais der e rcaior
lance offereccr os bens abuzo mencionados, pe-
nhorados a Francisco dos Santos Macedo, na exc
cucio qne lhe roove Johnston Pater 4 C, os quaes
constan] da avaliacio existente <-in pni r e cario
rio do escrivio que este subscrcv
Duas duzias de taboas de amar* II > tenio d*>
enmprimento 27 palmos e de largura lo pjlcgadas
com 2 polegada" de grossura avallados ,v>r 2)0*.
Tres duzias de taboas de amarello, tendo de
enmpriment 24 palmos e delargura 12 polegada?,
com polegada e meia de grossura, avaliadas p :
240*000.
Um cofre de ferro, grande, prova de f-igo, com
4 1/2 palmos de largvra e 6 de altura avaliado
cm 250*000.
E assim serio ditos bens arrematadas por quem
mais der e maior lance offereccr no dia e hora
cima indicadas.
E para que chegue a noticia a i conhecimento de
todos, mando ao porteiro do juiz > arBxj o presen
te no lugar do eostume e que passe a respectiva
certidio, sendo tambem publicad pela imprensa.
Dado e paseado nesta cidade do Recife, aos 23
de Fevereiro de 1886. "*
Eu Antonio de Burgos Ponca de Loon, escrivio,
subterevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir, of-
ficial da imperial ordem da Rosa, com-
mendador da real ordem militar portu
gueza de Nosso Senbor Jess Christo,
juiz de direito presidente da junta apu-
radora do 1 districto eleitoral desta pro-
vincia etc.
Faco saber quem interessar possa, que na pri-
meira audiencia d'este juizo, no dia 2 de Marco
viudouro, ser vendida m praca. publica, urna ca-
sa terrea em bom estado, edificada de tijollo e cal,
cuja casa tem 2 portas e 1 janella de frente, 2 sa-
las e 4 quartos, 2 salas para jantar, 2 quartos tora
am em trente ao outro, quintal grande e murado,
e portio no fundo, cacimba, tendo a casa de lar-
gura 6 metros e 60 centmetros e de fundo 13 me -
os e 65 centinetros, o quintal 7 metros de frente
e de extensio 27 metros e 60 centmetros, solo pro
irio, avahada em 1:500*, espolio da finada Caro
na do Reg Barros.
E para constar mandei passar este edital, que
ser publicado pela imprensa e afiliado no lugar
do eostume.
Dado e passido nesta cidade do Recite, aos 24
de Fevereiro de 1886.
Em tempo : a propriedade situada na Casa-
Forte, fraguezia do Poco.
Eu, Francisco de Siqueira Cavalcante, escrivio,
subscrevi.
Adelino A. de Luna Freir.
O Dr. Thomaa Garrez Prannos Monte-
negro, presidente da junta apuradora
do 2* .'istricto eleitoral.
Faz saber a quem interessar possa qne designou
o* dias 2 e 3 de mareo s 10 horas, no Paco da
Assembla Provincial para as apuraooes geraes
das eleicoes que em 2o escrutinio ti'eram lugar
nos dias 16 e 17 deste mez, para deputsdo a As-
sembla Geral e um siembro da Assembla Pro-
vincial, sendo o da 2 para a eleicio de 16 e o dia
3 para a de 17.
O usnsniit.r ser afiliado no lugar do costa me e
publcalo pela imprensa.
Recite, 25 de fevereiro de 1886.
Thomaa Garcet Parmhoi Montenegro.
O administrador do Consolado Provincial dan-
do camprimento portara n. 467 expedida pelo
Illm. Sr. Dr. inspector do Thesouro em 23 do cor-
rente. taz publico, para conhecimento dos proprie-
tarios das casas sita as localidades constantes
da relacio infra, que no es paco de 30 dias uteis
contados do 1 de Fevereiro prximo vindoure, se-
rio arrecadadas por esta reparticio, independente
de malta, as importancias das annuidades e mais
servicos da Recife Drainage Company, correspon-
dentes ao 1 semestre do exercicio corrente de
18851886.
Qonsulado Provincial de Pernambuco, 26 de Ja-
neiro de 1886.
Francisco Anij/nthas de Carualfto.
Hfinrao h que me refere o edital
maprm
fYeguezia de S. Frei Pedro Goncaoes do Recife
Unas:
Mrquez de Olind, Bom Jess, Alves Cabra),
Cooceico, Bispo Su rdi nha. Torres, Thom de Sou-
za, D. Mara de Souza, Vigario Tenorio, Brrelo
ic Meneze.8, Matiz e Batros, Burgos, Amorim,
Moeda, Tnyuty, Companhia Pernambucana, Ma-
dre de Deas, Domingos Jos Murtins, Mascates,
Restauracio, D. Maria Cesar, Visconde de capa-
rica, Farol, Areal, S. Jorge, Vital de Oliveira,
Gaurarapes e Bardo do Triuwpho.
Pracas :
Charco. Assembla e Pedro I.
Travessas:
Vigario, Madre de Deus, Campello, Domingo,
Jos Martina, Corpo Santo, Antigo Porto, Bom
Jess, Areal, Fundicio, Occidente, Guaraiapes -
Praca de Pedro I.
Beccos :
Ab.eu, Largo, Pin Joba, N oroclis, Tapado
Paschoal.
L'irgos :
Alfandega, Corpo Sjjnto e Assembla.
Ca<"s:
Companhia, Brum e Ap'illo.
Santo Antonio
Ras:
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de Ca-
xias, Cabug, Bario d Victoria, Tincheiras, La-
rangeiras, larga do Rosario, estreita do Rosario,
8. Francisco, Joio do Reg, Uha do Carvalho, Ro-
da, Patos, Calabouco Velho, Santo Amaro, Ma-
thias de Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fo-
go, Livramento, Penha, Viscondo de Inhama,
Pedro Affonso, Nova da Praia, Marcilio Dias, Vi-
racio, Lomas Valentinas, Coronel Suassuna, San-
ta Thereza, Vinte e Quatro de Mao, Palma, Mr-
quez do Herval e Cadei;. Nova.
Praca:
Pedro IL
Campo:
Prineeza.
Caes:
Vinte e Dous de Novembro.
Travessas:
Queimado, Cruzes, Mrquez do Recife, Bella,
Quatteis, Calabouco, Expostos, Martins, Flores,
Carmo; Bomba, Livramento, Arsenal, 1 da Praia
2* da mesma, Caldcreiro, S. Pedro, Viracio, Lo
bato, Falcio, Pocinho e Concordia.
Largos :
Paraizo, Carmo, Penha, S. Pedro e Practa.
Becos :
Bella. Calabouco, Matriz, 1". 2. e 3. da Cam
boa, Falcio e 1. e 2." da Cadeia Nova.
8. Jos
Ras :
Marcilio Dias, Lomas Valentinas, Coronel Suas-
suna, S. Joio, Palma, Mrquez do Herval, 24 d
Maio, Dias Cardoso, Passo da Patria, Padre No-
brega, Victoria, Cadeia Nova, Vidal de Negreiros
Frei Henrique, Dique, Assumpcio, Bomincos
The"i-ni-'. Padre Flornn^ Cl.rist'V.'o CJ.unbo,
Jardiin, Forte, Antonio Henrique, Kocurira, Santa
Cecilia, Santa Rita, Nova de Sana Rita. S. Jos,
Prai* de Santa Rita, Pescadores, Ipyranga, Iinpe
ra!, Praia do Forte e Luiz de Mondones.
Travessas :
Martyrin. Poeinli-, Ramos, Caldcreiro, Gaz,
Matriz de S, Jos, forte, Prata, Serigado, Copia
res, Nova de Santa Rita, S. Jos, Praia do Forte,
Pcixoto e Lima.
Becos :
Paula Cal Mrmro, Gaz, Assumpcio, I.* de San
ta Rita Nova e Matriz de S. J s.'
Largos:
Forte j Mercado.
/ 6a Vista
Ras :
Impcrfriz Cunceicao, Visconde de Pelotas.
Tambi, Vu"onde do Albuquerque. Aurora, Capi-
baribe, P^nte Velha, Conde da Boa Vista, Ria-
chuelo, Uniio. Saudade, Sete de Setembro, Hos-
picio, Cmara-, Rosario, Gervasio Pires, Atalh".
S-ceco, Prnc'pe, Santa Cruz, S. Goneab. Ci..
Iho, Hospital Pedro II, General Sera, Corone
Lamenha, Alegra. Le. droado, Bario de SI
Borja, Solcdade, Visonde de Goyanna e A:tra
CO.
Travessas :
Gervnfio Pires. Cnihos, AUlho, Barreiras. Ve-
ras, Qdiabo, J.ao Francisco. Mangueira, Cam-
pia e Palacio do Bispi.
Pracas :
Conde d'En e Santa Cruz.
Largo :
Campia.
ceo :
Colho.
O Dr. Thomaz G-rcez
negro, presidente da
Paranhos Monte-
junta apuradora
do 3o districto eleitoral.
Faz saber a quem interessar possa que pr*ce-
dendo-se hoje a aparafio geral do 2 escrutinio
da eleicio que para membros da Assembla Pro-
vinciau se proceden no 1 do cadente mez deu o
seguinte resultado :
Dr. Joio de Si Cavalcante de Albuquerque
370 votos, Bario ;de Itapissuma 252, Dr. Bernar-
dina de Senna Dias, 1 ; pelo que resolveu a junta
apuradora exjedir diploma aos dous mais vo-
tados.
O presente ser affixado no lugar do csstume e
publicado pela imprensa.
Pac, i da Cmara Municipal de Olinda, 26 de fe-
vereiro de 1886.
Eu, Manoef Jos de Castro Vilella. secretario o
cicrevi.
Thomm: Garcez faranhos Montenegro.
Seccio 1 n. 813 Edital P r esta re
particii se faz publico, de ordem do I lm. Sr. Dr.
ch:fe de polica que se acha depositado nesta se-
cretaria um bahu contendo duas capellas, nma
facha bordada a ouro, urna palma e um cacho,
apprehendido pelo d degado de Nazareth. Quem
se julgar com direito a ditos objectos, apresente-se
reclamando-os.
Secretaria da nnlic-ia de Pernambuco, 24 de
feverejro de 86.O secretario,
Joaquim Francisco de Arroda.
Juiz** de ausentes
0 Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official da imperial Ordem da Rosa, com
mendador da Ordem Militar de Nosso
Senhor Jess Christo de Portugal, juiz
de direito, de orphSos e ausentes nesta
cidade do Recite e seu termo capital da
provincia de Pernambuco por Sua Ma-
gestade o imperador, etc.
Faco saber pelo presente que sao chamados os
senhores dos escravos abaixo declarados para fa-
zer.m neste juizo as declaraces necessarias, no
praso de 20 dias depois do que se proceder na
forma do art. 6 J 4 da lei n. 2,047 de 28 de Se
tembro de 1881 e arts. 75, 76 e 77 de regulamento
de 13 de Novembro de 1872.
Dado e passado uesta cidade do Recife aos 26
de Fevereiro de 1886.
Eu, Luiz da Veiga Pessca, escrivio, o subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir Jnior.
_____DECLARACES
Companhia Arophitrite
. A direecao da companhia Amphitrte convida
os senhores accionistas para a reuniio da assem-
bla geral, afim de apreciaren as respectivas
contas e elegercm os futuros membros da eommis-
sio fiscal. A reuniio se efiectaar no sali da
Associtcio Commercial Beneficente no dia 11 de
marco proxim, s 11 horas da manhi.
Pela ompanhia Amphitrte,
Os directores,
A. M. de Amorim.
M. J. da Silva Guimaries.
Joaquim Lopes Machado.
Tendo de se entregar no dia 25 de marco vin-
douro algumas cartas de liberdade, convida-se aos
interessados comparecerem at o dia 8 do mes-
mo mez de marco, do meio dia at s 3 horas da
tarde, na ra do Vigario n. 4, 1 andar, onde en-
eontrario com quera tratar. Recife, 21 de feve-
reiro de 86.
Companhia Phenix. Pernamk-
cuna
Os senhores accionistas sao convidados para a
&Bsem\>\fca geral ordinaria, que devera ter lugar
no da 10 de marco prximo, a 1 hora da tarde, no
escriptorio da companbia, ra do Commercio i
38 A convocaco tem por fim :
e\i\>etat aoVite, o ttivetitario e contas. da adn-
nistracio.
Proceder as eleicoes de que trata a primeira
parte do 2 do art. 30 dos estatutos.
Pernambuco, 22 de fevereiro de 86.
Pe\a companhia Pnenix Pernambucana,
Os admin giradores,
Luiz Duprat.
Manoel (Jomes de Mattos.
Joao Jos Rodrigues Meodes.
Club de Regatas Per-
nambucano
2a Regata
De ordem do Exra. Sr. Dr. presidente, convido
os senil ires socios a se reuuirem em assem-
bla geral a 28 do corrente, s 11 horas do dia,
na sede deste club, afim de trataren e delibera-
ren a respei / da regata, que dever ter lugar no
prximo mez de mar;o, conforme oi deliberado
em sessio do consellio administrativo de 22 do
corrente.
Secrctarii do Club de. Regatas l'ernambucano,
em 24 de f.-vereiro de 86.
Osear C. Mmteiro,
Io secretario.
Manta Casa de Hlscrlcordla do
Recife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife arrendam-8e por espaco de um tres an-
nos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
dem -dem n. 49 24O0O0
Ra dem n. 29, loja 216*000
dem idem n. 29, 1- andar 240*( 00
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180*000
Caes da Alfandeca armazem n. 1 1:600*600
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2o
andar 507*000
Ra da Guia n. 25 200005
Becco do Abren n. 2, ioja 48|000
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1 e 2 andar, por 1:600*000
Ra das Calcadas n. 32 200*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.b.
O escrivio,
Pedro Rodrigues de Souza
Capitanea do Porto
Os propietarios das canoas e lanchas que tiram
arela do fundo do rio B-beribe, fiquem scientes
que expressamente prohibido tiral-a perto da
ponte Buarque de Macedo, actualmente em eons-
trneco, e a continuar serio multados de confor-
niidaiic com o regulamento da Capitana do Porto.
Igualmente previne-se que nao poderio tirar
aieia cm qualquer parte do citado rio sem ter 1-
cenca desta capitana e ser por esta marcado o
lugar onde deven tirar.
Capitana do Pjrto de Pernambuco, 24 de Fe-
vereiro de 1886. O chefe de divisao, capitio do
porto, Jos Manoel Picaneo da Costa.
Indemnisadora
A eoinpanliia indemnisadora est pagando o di-
vid ndo de l'* por accio, relativo ao semestre
rindo em 31 de Dezembro de 1886. Recife, 25 de
Fevereiro de 86.
4rsenal de Guerra
O conselho econmico das companhas de apren-
dizes artfices e operarios militares precisa con-
tratar os objectos abaixo declarados :
lanno azul entrefino 137,m30
Brim pardo trancado 250,00
Algediozinh 739,00
Zusrte 350,00
Casenira encarnada enfestada 5,00
Galio de prata de um friso 22,40
Tr-nca de dita 9,60
Corda de la encarnada 72,00
Hollanda de forro 118,00
A iagem para esrtert Ha 21,00
Botocs de metal brai.co grandes 144
Ditos de dito pequeos 48
Ditos de dito amarello grandes 216
Ditos d-, dito iein pequeuos 54
Ditos de cuso branco para calcas e camisas 750
Ditos de dito para blusas 216
Ditos de dito pequeos para blusas 54
Cclchetes pretos (pares) 18
Botoes de osso preto para caifas 608
Cobertas de chita 50
Bonets de se.vicj 50
Ditos a Cavagnac 8
Cntures, conforme o modelo do Ars nal 30
Luvas de fio de Escossia, pares 30
Platinas de cordo de la, parts 30
Gravatas 20
Sapatos (pares) 100
Pratos rasos c fundos 48
Facas e garios 48
Chicaras e pires 48
Colhere para soupa 12
Ditas para cha 12
Paoellas de ferro para 5C pracas 1
Ditas de dito para 20 1
Os pretendentes deverao apresentar suas pro-
postas nesta secretaria at as 11 horas da manhg
do dia 1 do vindouro, sendo taes propostas em
carta fechada, com declaracio de se sujeitarem
multa de 20 0/0, caso recusem assignar o contrato,
devende todos os artigos serem postos dentro do
cstabelecimento a custa do arrematante.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernambu-
co, 25 de fevereiro de 1886.-0 secretario,
Jos Francisco R. Machado.
Mente Po dos Honorarios da
Exercilo
Da ordem da directora, convido a todos os se-
nhores associados comparecerem na sede da so-
ciedade s 5 horas da tarde do dia Io de Marco,
anniveraario da terminacio da guerra do Para-
guay, ao que essa ass- ciacio nio querendo que
passe desapercebi la esta tio memoravel data,
aproveita o ensejo para commemorar cm a refor-
ma dos estatutos, mudando aquella denominacio
para Mente Po dos Voluntarios da Patria, colo-
cando neste dia, na tachada do edificio, este ds-
tico, e noite ser Iluminada.
Geroncio Santos Teixeira,
Alteres 1 secretario.
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool & Lonilon A (ilob
[NSMRANCE C0MPM
&G.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Pnenix Per-
bncana
38.
>

v
i
1
L
---
i



naMbncana
fio* do Commercio n.
Cffi
t


-*%S*i

Diario de PernambncoSabbado 27 de Fevereiro de 1886


"!
"

Oompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda en 1855
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres, 316:000$000
44-Rna do Commereio
CHARGEIRS REOIS
(0\lll\ FOCO
\orth British & Mercantile
CAPITAL
4:000.000 de libras terllnas
AGENTES
Admsoii Howie & C.
RA DO COMMERCIO N.
~Load on and Brasllian Bank
Limited
Ra do Commereio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
zas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezeo.
PoMPANHlA
Imperial
DE
KKia'IIOK CONTRA FOCO
_ EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixa
Promplo pagamento de prejuiton
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agente
BROWNS & C.
5 N. Ra do Commereio N. 5
Grande divertimento em
Bebe ibe
Domingo 'i do corrate
Manea
Corridas cavarlo.
Msica
A panelta tr.ystcriosa.
Msica
O man do io.
.lilis ka
Corridas em saceos.
Amanha ser publicado o programma.
N. B.-Um Ilustre amador se pro-o a alean-
car o man, jaqueninguem na FESTA DO MON-
TE isto conse^uio.
A' Beberibe
A' Beberibe
t ompanhla Franceza de Xavega
eSo a Vapor
-anal entre o Havre, Lis
o, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
steamer Ville de Baha
E' esperado da Europa at
o dia 9 de Marco, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
e ttaatoa.
Roga-se aos Sra. importadores de carga p 'los
vapores desta linha.aueiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng.-,. -|uni-
quer reclamacao concernen te a volumeg, que por
ventura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias. lagente.
Expirado o referido prase a companhia nao se 2-------
responsabilisa por extravos.
Uccebe carga, encommeudas e passageir? para
os quaes tem excellentes aceomodacoes.
Augusto F. de Oiveira k (
AGENTES
42 -RIJA DO COMMERfilO -42
cohpanhie de> mknsiage
res waritoik*
liniia mensal
Parochta de S. Jos
Cata terrea sita ra do Mrquez do H> i val n.
139, esquina, com 5 janellas e 1 porta, 2 grandes
salas, 4 quartos, cosinka, quintal e oacimba.
Casa terrea sita i roa do Coronel Suassuna n.
141, oceupada por um fabrica de licores, com pro
porces para levantar nm sobrado.
Urna dita sita ru* do Coronel Suaasuna n.
143.
Urna dita sita rus de Lomas Valeutinas n. 4,
cora grandes accommedacoes, 2 sotoe, quinta e
cacimba.
Urna dita sita ra de Antonio Henriques n.
12, com 2 salas, 2 quartos, cosinha graud", quin-
ta, cacimba c portao.
Urna dita sita ra de S. Jos n. 52, com 2 sa-
las, sendo urna forrada, 2 quartos, cosinha e gran-
de quintal con cacimba.
Urna dita sita ra de Dias Cardoso n. 1, com
2 salas, 2 quartos, cosinha e qaiatal.
Urna dita sita ra do Nogueira n. 2, com pe-
quenas accommodacoes.
Estas casas chamaui a attcnco Jos Srs. esm-
pradores por estarem muito bem conservadas, e
para qualquer inforraaco a tractar com o mesmo
0 paquete 6 i ronde
Comraandanto Mioier
Espera-se da Eu-
ropa no dia 6 de
M arco, seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Monte-
levldo
Lembra-se os senhores passageiros de todus
as classes que lia lugares reservados para est.a
agencia, que podem tomar en qualquer terapo.
Previue se aos senhores recebedores de meren-
donas que s se attender as reclamscoes por fal-
tas nos volumes que forera reconhscidas na ocen-
sio da descaiga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
4ugusle Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Leilo
Sardinhas em barricas I
CjTeem para vender Ferreira Girio 4 C, ra |
da Praia n. 3. O que ha de mais novo reate ge-
nero.
Caixeiro
Precisa-so de um caixeiro de 14 16 annos de
idade, com pralica ; no becco dis Carvalhu n. 1.
Criado
Precisa-ee de um, para casa de ponca familia ;
a tratar na ra do Mrquez de Ofinda n. 6.
Compra-se
urna caainba ou mei'agua que seja na freguezia de
Santo Antonio ou 8. Jas e que nao exceda de
de 4004 ou 500/ ; a tratar na ra dos Pescadores
n. 26. ________________
Boa acquisicad
Vende-se um piano com pouco uso ; a tratar na
ra do Hospicio n. 3.
ESPLENDIDO SORTIMEWO
DE
RENDAS OU BICOS
0 que ha de mais gosto neste genero, rece
beu
EXPOSiriO UNIVERSAL
DE
do dividas na importancia de 78:3664889,
pertencentes roassu de Joaquim \lon-
teiro da Cruz
O agente Brifo, a mandado do Exm. Sr Dr.
juiz de direito especial do commereio e a requeri-
mento do administrador da referida massa, levar
a leilo as divida cimas, constando a maior par-
te em lettras de diversos, como poderilo ser exa-
minadas era p-ider do -nesmo agente.
QuitUa-feira 4 ele marco
\'s II horas
Ra do Imperador n. 16
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8#U03, no becco dos Coe-
bos, junto de 8. Goncalo : a tratar na ra da Im-
peratriz n. 56. ______________
= Os hachareis Antonio Justino de Souza e
Pedro Affonso do Mello roudaram o seu escripto-
rio para a roa Duque de Caxias n. 54, 1 andar
onde continuara a exercer a sua profissao de ad-
vogadoa. ^^^^____^^^_^^___
Lisboa e Porto
A barca portugueza Noemia, recebe carga a
frete : trata-se cora Amarim Irmos & C-
Porto c Lisboa
MARTIMOS
C'ompanhia Bra> ileira de Havc-
gseio a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Command/mte o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado doe portos do
norte at o dia de mar-
co, e depois da demora in
' dispensavel, seguir para
I os portos do sul.
Recebe tambera carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul. irete m-
dico.
Para carga, passagens, encommendae valores
tracta-se na agencia
N. 46 RA DO COMMERCIO N. 46
Paciic Sieaui Nagation Cooipam
STRAITS OP MAGELLAN LINE
Paquete Galicia
Aluga-se o 2- andar da casa n. 1 do pateo
d Terco, o 3 da de n. 3 ra da Penha. o 1
da de n. 19 mesraa ra, o 1' da de n. 18 ra
Direifa, o Io da de n. 66 mesaia i ua, o 1 da
de n 35 travessa de S. Jos, o 1 da de n. 34
ra cstreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
a ra do Rangel, 26 ra Duque de Caxias, 1 do
pateo do Terco, 27 ra de Lomas Valentinas,
24 ra do AragSo, e a casa e n 35 ra da
Viracao a tratar na ra do Hospicio n. 33.
Aula mixta particular de instruccao prima-
ria, Deodata Anelia Ferreiri da Siiv, ra Vi-
dal de Negreiros n. 21.
Aluga-se a casa com eota, toda caiada e
pintada do novo, sita ra da Fundicito n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez de
Olinda u. 8, litbographia.
1 ra larga do Rosario em Teste-
jos carnavalescos
Os abaixo assignados, sendo nomeados para tra-
tar da decoricao e arborisamento da ra larga do
Rosario, deelaram que aceitam a incumbencia de
que foram encarregados, caso os distinctos nego-
ciantes Delpbim Lopes da Cruz, Manoel Soares
de Figueircdo, Jos Soarcs Neves e Jos Maria
Palmeira dj Freitas. aceitera, tambera fazem par
te dacommisso encarregada dos meamos festejos,
portante os abaixo assignados esperam que os
mesmo8 senhores compenetrando se de suas habi-
litacoes para este fm, d>gnem-se aceitar o dito
encargo, para mais un a vez provarem sua boa
vontade. Recite, 26 de fevereiro de 86.
Mello & Biset.
Jos Joaquim de Carvalho.
A com memo
Declaramos pelo presente, que a contar do Io
de Fevereiro corrente, jissolvemos amigavelmen-
te a sociedade que tinhamos sob a firma de Silva
& C, estabelecidos na villa da Macahyba, pro-
vincia do Rio (Jrande do Norte, retirando-se o
socio Phelippe Lunbardt pago e catisfeito de s.u
capiUl c lucr >s, e ficando o activo e passivo a
cargo do socio Ignacio da Silva, que contina a
usar da mesraa firma Silva & C. Macahyba, 1"
EMILIO ROBERTO
17Ra do Barao da Victoria17
de Fevereiro de 86.
Ignacio da Silva.
Phelippe Lunbardt.
Segu com brevidade a barca
portugueza Novo Silencio para oh
portos a-imH, para o reato da Aluea-se o armazem da ra do Mrquez de
carga que falta a tractar com Q|. *lg Ur parf Viannll &
Baltar, Oave.ra & C, ra do Vi- Com hia
gano n. 1 1 andar. ..... ...... -......
.Aluga-se a casa com sotea, toda caiada e
pinta la de novo, sita r-a da FundicJo n 8, em
do Mar.jU.z de
Para Hamburgo
Recebe car;a a frete n barca branileira Nova
Sympvthia; a tra.ar com Balthar Oiveira & C.
Santo Amaro ; a tratar na ra
Olinda n. 8. lithograbia.
LEILOES
Leilo


Joo da Souza Rangel Jnior e seu filho, du-
rante em vida mandarlo celebrar nma missa to-
dos os mezes, na igreja de N. S. da Penha, s 6
horas da manba, sua presada mulher e mai,
Francia :a Cavalcante Paes Barreto Rangel, falle
cida em 31 do mez prximo pasaado ; desde j
convidara a seus parentes e amigos, o por mais
este, acto de religiao, se confessam eternamente
grates. 26 de Fevereiro de 86_______^__^__
Das ir.ercadaiias, armaces, balcoee, utensilios,
cofre inglez prava de fogo, aseucarde diversas
qualidaces, 3 carneas, 1 curo 4 cavallos, 2
bois de carreca e mais objectos pcrlcncentcs aos
estabelecimentos de (averna, padaria e refina-
c.lo, sitns ra do Visconde do Geyanna ns.
J13 i 217 (Manguinho).
*ial>bado. do corrente
A's 10 1|2 horas
O agente Guarnan, auterisndo por mandado do
IIm. e Exm Sr. Dr. juiz de direito do commer-
eio, far leilo, com asaistencia do mesmo juiz
d s estabelecimentos cima mencionados, pert n-
ccotes a massa fallida d Souza, cujo leilo efTectuado a requerimento do
Dr. curador fiscal da referida mhS;a.
Leilo
Espera-se dos porto
do sul at o dia 1 de |
marco, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
m dianle seguirem tocaro em
Fhmouth. o que facilitar che
gaem os passageiros com mais
Ervidade a Londres.
Haver tambera abatimento no preco das pas-
sagens. i
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracto-ae com os
AGENTES
WlUon Sons fe t.. Umlted
14 RA DO COMMERCIO N. 14
JROYAL MAIL STEAM PACKET
COMPANY
Vapor La Plata
esperado
Do sitio do Arraial, ra Paulino o Silva,
(estagao da Marjgabeira de Bnizo)
Sabbado, 99 do enrrente
As 11 horas
A' turna Imperador n. IO
O agente Silveira, por mandado e com assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphos e ausentes, e
a requerimento de D. Honorata Mara do Sacra-
mente, inventarame de Joaquim Martn Gomes,
levar leilo o referido sitio, o qul tem de fren-
te 87 metros e 20 centmetros e de fundo 165 me-
tros, ende esto edificadas duas casa de taipa e
cacimba propria.
Os scnhires pretendentes desde j podem exa-
minar.
Grande e ultimo leilo
= Precisa-so de gente para\ender taboler>
j na ra, ou por vendagem ou por mez ; a teatar na
: ra Velb n. 46, entrada pelo becco do Veras,
loja.___________________________
Aluga-se a casa do pateo de S. Pedro Novo,
em Olinda, n. 2, onde esteve o Dr. Pitonga, do 1"
de marco at o 1 de seterobro, tambem se aluga
I um marte dentro do sitio, muito boui ; a tratar
ino Carainho Novo n. 128. Tambem se vende por
' proco muito em conta, ou permuta te por apoliees
! da coinpanhia de Olinda urna pirtu da casa na
1 ru da Impcratris, que est eempre aljgada ;
1 tratar ua metma casa
i Precisa-se de urna ama de leite sem filhos :
na ra do Mrquez do Herval n. 14.
=> Na ra da Ca punga (boje Joaquim Nabucoi
n. 9. aluga-ie quartos mobiliados, independentea,
tambem se fornece co_ida, querendo ; a casa
de familia osrangeirn, falla-ae francez, inglez e
hespanhol ; a tratar na mesma, ou ra Nova nu-
mero 21.
___.-------------------------------------------------------------- i
Os bilbeica de um cavallo e urna carrqc
correr cem a ultima de Janeiro prximo passado u
transferidos para a ultima lotera de fevereiro, fi-
cam sem valoi algum. deixando assim de correr
em razo da pequea extraeco dos meamos bi-
Ihctes, ficando o direito alguna poaauidorea de
bilheies que j tenha pago, a baverem seu di-
nheiro.
Precisa so de urna criada ; na estrada de
Joo de Barros, amiga travessa da Soledade nu-
mero 41.
Offerecese urna mulher de idade, para ama
de casa de bornean solteir i -, a traaar na ra do
Socego n. 10.__________________^__________
O Sr. thesoreiro das loteras da provincia
far o favor de nao pagar qualquer premio que
saia nos seguintes quartos : ns. 1103 e 921, todos
da lotera n. 40, e de propriedade de Franc seo
Pereira de Souza. ___________^^
Prccisa-se de um caixeiro para hotel, no becco
do Caj n. 40, que tenha pratica, que d fiador de
sua conducta ; a tratar no mesmo.
Fiiiis
do sul no da
marco, sei
depois
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 18, antiga da Cadeia, para
da chave. *
Segunda felra. t de Mareo
A's 11 horas
CONSTANDO
De mjbilias de jacaranl. pianos, guarda-ves-
tidos, 1 rica cmoda de mogno, aparadores, mezas
elsticas, raeias comidas, cabides, quartinheira,
lavatorios, camas fraucezas, marquezoee, cama
para menino, marquezas, santuarios, so's, conso-
los, 24 cadeiras de junco preto, espelhcs grandes
e pequeos, grande quantidade de louca e porce-
lana para alinoco e jantar, roupas para cama,
.'oalhas, colxep, travesseiroa, garrafas, copos, ga-
lheteiros, campoteiras, trens de cosinha, faria
pastaros muito buns canttdi res era ricas gaiolas,
diversas caixas com bisnagas, 5 caixoes com agua
de momo do scente de Santa Comba, chapis
Faz-se filhs, communs e de frmaB, e vende-se
entrega I dcce e caju Becc e de caldo, ambos bem acondi-
cionados em latas, propriaa para presentes : na
ra da Matriz da Boa-Vista n. 3.
da
necessaria
Lisboa e Soulhampton
1 di- de sol para houem e senhora, registro c^cncana-
in lo ment de gaz e muitos outros objectos que snrao
lemora vendidos sem limiter.
para POR INTERVENQAO DO AGENTE
(iiismao
den
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Adaiusoii Howie & C.
-RU do ( oiuiuereio
8-
a
Agente Pestaa
United-Ules & Brasil HailS.S.C.
0 paquete Finalice
Espera-Be de New-Por!-
Ncws.at o dia 12 de Marco,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinbeiru
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henrv Forster k C.
N. 8. RUA:_OCO__-_kG_0 N.8
' andar
Noto leilfio de ontroit predio* mul-
to malN laipoiianieii, Ja per ae
arliiirem bem locAllNAdoN. em ln>m
estado de eonnervae&o e j pelo*
eua melhorea rendlmento
TERQAFEIRA 2 DEMARCO
Ao meio dia em ponto
No armazem^da ra do Vigario n. 12
O agente Peatana, competentemente autorisado,
levar a leilo, no dia e hora aupra mencionados,
as excellentes casas terreas, livres e desembara-
zadas de qua'quer o?us, abaixo declaradas:
Parochia de S. trei Pedro Gon:alvtt
Um s.brado do dous andares, com grande ar-
mazem, sito ra de Tuyuty n. 3, no Forte do
Mattos.
t'arochia da lioa- VitU
Casa terrea sita ao Corredor do Bispo u. 18,
com duas salas, dous quartos. cosinha, quintal e
cacimba.
Urna dita sita d ra do Rosario n. 11, esquina,
com ta venia.
Urna dita ao becco do Tambi n. 5, com 2 sa-
br^^^,.^oMKT^Z^l partos, eoainhae grande quinta, eom ca-
Siti^^^mmUVmMm ^fu-dita 4 ra da Ponte V.lha n. 22, com 2
oa ouvs i*7 Mlgg> 2 qnartog) cjinba, com quintal e cacimba.
Cheap !,cheap! cheap!
Very nica English & Freneh, spanish
by Dickens, Scott Ceoper etc. tobe sold
only. Manuel & C. ra Nova 21.
novis
600 rs.
Gasas para alugar
Aluga-se as duas casas terreas ns. 167 e 169
da ra da AuriJra', com inultos coramodos para fa-
milia, e ambas com agua ; a tratar na ra do
Hospicio n. 9.
aria l.emo do Fisraciredo
Manoel Figueiredo da Cunha e Olympia Lemos
convidara as pessoas de sua amisade para assisti
rem a missa de stimo dia do fallccimento de sua
presada esposa e mi, Mara L. que mandam retar na matriz de S. Jos a 2 de
Maico (rerca-f ira), s 7 horas da manh, pelo
que desde j agrdecein todas aquellea-quu con-
correrera a esae act > de caridade. ______
Jimio de Sousa e Si
D. Josepha Egydia de Souza e S,_ seus filho e
e genro, convidara oa parentes e amigas do se u
infeliz e serapre lembrado filho, irmo e cunhado,
assisti rem a urna missa que mandam resar na
igreja da Soledade, pelas 7 1/2 horas d manhd
de terca-teira 2 de Marco, stimo dia do aeu in-
fausto ptaaamento._____ ____________________
Joo de Souza e 86
Os companheiros de trabalbo do finado Joo de
Souza e S, feridos do mais doloroso transe pelo
prematuro fallecimento do seu leal e estimado
collega, convidan) s i essoas de sua amisade e da
do finado para assistirem s raissas que, em me-
moria do mesmo, mandam rezar na igreja matriz
do Corpa Santo, pelaa 7 horas da manh de 3 de
Marco prximo, agradeceudo de ante-mo quelles
que lhes fizerem esse caridoso obsequio-__________
Ama
Precisa se de nma ama para
tar narun da Florentini n. 2.
Jabontao ; a trs-
Ama
Na ra do Bario da Victoria n. 6 precisa te de
urna para comprar c coziuh&r pura casa de bumem
aolteiro.
Itamarac
Porto e Lisboa
A rifa denominadaO queridoconstante de
nma casa sita na villa Velha de Itamarac, e ou-
tros objectos, deixa de correr com a ultima lotera
deste mez, e sim com a teretira do mez de abril
vindouro.
Vina para ctmnhar
Na ra do Bem-fica
sitio que fica em fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
urna mulher forra ou
de
escrava para
cozinha.
ama
i mwm\
. os 4:000300
1:000(000
BILHETES GABATIDOS
16-tua do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seus
venturosos bilhetes garantidos os premios
seguintes: 1 inteiro com a sorte de 200$
no n. 272 alem de outros mais de 32$,
165 e 84 da lotera n 39,,.- g
Convida-se aos possuidores a vr receber
sem descont algum.
Acbam-se venda os venturosos bilbe
tes garj ntidos da lotera n. 49a em beneficio
da matriz da Graca que So eztrabir no
sabbado 27 do correte.
Preco*
Integro 40000
' Meio 20000
Quarto 10000
enri qnantidade superior
a l0:OOO
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
Joaquim Pires da Silva.
Tnico
Oriental.
ruH
BODA DA FORTUNA
200:000*000
wm 8 mm
PREQOS EM P0R(?0
Dezcnas..... I0|000
Vigcssimos .... I$000
EM RETALHO
Dezenas..... II$000
Vigsimos .... 1^1100
CORRE TODAS AS TER(JAS-FEIRAS
38 BA JLAB6A BO HOSAftIO 36.
TINTURARA
OTTO SCHIVEIDER
SCCESS0R
i Ra ii( Miilhias de Albuquerque 25
(ANTIGA ti A DAS FLORES)
Tinge e limpajeom a maior perfeicao toda a qualidade de estofo, e fazendaa
em pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo J
trabalbo teito por meio de machioismo aperfeicoado, at lioje conhecido.
Tintura preta as tercas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias. ____________________________
Grande e bem montada uflicina de aifaiale
DE
PEDROZA&C.
N. 41Ra do Barao da VictoriaN 41
Neste bem conhecido estabeleciraento, se encontrar um lido e variado sor-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melliores fabricas de Pars, Loadres e Allemanha ; o para bem
ervirem aos sous amigos o freguizes, os proprietarios deste grande estabeleciraento
tra na direccSo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparara um terde roupa de qualuerfazenda.
Ra do Barao da Victoria n. 41
(PREQOS SEM COMPETENCIA)
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicra ao respeita-el PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios do todas as qualidades. Avisara tambem que continuara a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos qne ero
outra qualquer parte.
MIGUi W0LPF & C.
N. 4RA DO
Oompra-se ouro e prata velha.
CABGA-----N.
MARCA DE FABRICA
#wv
Of
VINHO
DO
Dr Gabanes
KINA-CABANES
mrctfMtsi
UIMES) W UCTBfHflJrlWTf OC CHAUX
tltniiaaKlirttll>S6BAWERK
EXPORTATION
MOTA. Para -rittr al contraftufan, ti je den
toceiltr as gtrralts qu tiverem incrustada no ridre
ii ptltrrtt : Vinho do D' Cabanas, Paria, e
llore o rtulos, tirts dt papel que envolrem o
itrgtlo e i marca de ftbrict,
t ttsinttura do D' Ca-
banas e o seo do gtrantit
so forerno trttotz. ^-jj tt^ J

O vinho do D' Cabanei, submettido
approvaco da Acaden.ia de Medicina de
Pars, fi reconhecido como um tonteo
enrgico (por encerrar os principios consti-
tutivos do Satteue e da Carne), iue it ao
sangue forfa, tiuw e energa.
OS Sm* D" Tronaiaau, Ourard e Tei-
peao. protessores da Fac.uldadoxie Medicina
de Paris, o receitam todos os dias cora o
melbor xito s multieres enloquecidas por
excessos de toda especie, traima, o, prazeres,
mensruacao, edad* cncica e amamentacSo
prolongada. P extremamente cfllcaz contra
o Fastio, Ms diuettoes, Dyspepsias, Gastritis,
naturas e Vertiyens
Da resultados maravilhosos nos casos de A nenia. Chlorose, Pauperismo do sangue, Esteri-
lidade das muUieres, Fiares brancas, Perdas seminaes. Impotencia prematura, Emmagrecimento
geral. Tsica pulmonar, Pebres tercas, Intermitientes, Palustres, Endmicas e
Sptdamlcas.
O vinho do B' Gabanes, pela energa de sua accao cordial, desenvolve as forcas, activa a
circulacae do sangue e e multo rccommendavel para as conralesoenpas.
Fax cessar os vmitos to frequentes durante a gravidez, augmenta a secrecao do leite nos
nutrlzes e di extraordinario vigor as crianciuhas de mama; gracas a Influencia do.i seus prin-
cipios tnicos, soberano nos casos de Diaoetes, AITecfaa da mediilia. Histeria, epilepsia,
BacMtumo e em geral, em todos os casos em qve preciso recorrer um tones poderoso, que
d vigor e restaure as forjas dos ioentes.
Como aperitivo subsUtue com grande vantagem os lquidos perniciosos como absintho,
vermouth, etc. E' um preservativo apreciado pelos viajantes e marinheiros, como anU-epide-
mico e antidoto da febre amacolla, Vomito e outras Molestias tropicaes.
Depsiti geral. IROETTE-PEBRET, 163-165. na St-AiUie. PARS
Otpotltot un Pernambuco PRAJT"M. da lava .c.iiii ariici>aMrUriwai




6
-

Diario e Pernambuco-- Sabbado 27 de Fcverciro de 1886
Miga-se barato
01*. e 3.* andar a tratessa do Can-,pello u. 1
1 armasem u ra doBom Jeras i 47.
V ca terrea n. 13 da roa do "Jogneira
casa torrea n. 23 da travessa de 5. Jos.
llcja da roa do-Oelaaauoe n. 4.
tcasa da ra do TisMnoe de Goysnna u. 79.
.se da rna da Ponte Veis* n, 22.
i easa da Baiza Verde n. 1 B Capangs.
1 tratar no Laago do Corpa Banto a. 1, 1* aa-
Wf.___________________________________________
xVlaga-se
i grande sobrado n. 161 da rna Imperial, caiado e
jin"ado ; a tratar na rna do Ringel n. 58
Aluga-se
por 84000 nma casa cora sala e 2 qnartoi, e cor-
redor Bervindo de quintal, no neceo do Funda o n.
i, freguesia da Boa-Viera *, a tratar na ra de
Santa Theresa n. 38.
Aluga-se
barato a casa terrea, eaiada e pintada, ra do
8. Jorge n. 40, com 4 quartos, 2 salas, sota, co-
sinha fra, copiar, quintal, cacimba ; a tratar
com, Siqueira Ferraz A C, rna do Amo -im u. 66.
Aluga-
i-se
barato a loja n. 117, i roa de Mareilia Das.
u
^areciES-fe Ci in: u cczii.Is. pinque
arma em casa; a tratar roa do Mrquez de
)linda n. 6

mm
Na praca do Conde d'Eu n. 7, segundo andar,
precisa-oe de urna au-a boa cosiubeira e de boa
conducta, para casa de pequea familia.
Ama para cosinhar
Na praca do Conde d'Eu n. 4, 1 andar, se
pr-cisa de urna mulber de meia idade. para cosi-
ubar, fazi-r compras e alguoi servica de casa de
pequea familia.
Precisa-se de una ama que compre e cosmhe,
Sara casa de pequea familia ; na ra do Barao
a Victoria n. 19, loja.
\ 111(1
Precisase diurna ama para casa de familia
aa ra do Visconde de Goyanna n. 46.
Ama
Precisa-se de urna ama para caa de rapai sol-
tfiro ; no pateo do Paraizo n. 18, taverna.
Amas
Precisa se de duas auvas, urna cosinheirt < ou-
tra para andar com duas criancas e mais servico
de caca de familia; a tratar na ra do Imperador
a 14, 2 andar.
Luz brujante, sem Fumo
0LE0AR0MATIC0
Hygienico e Econmico
PURA LAMPAR1NAS
MARTINS* BASTOS
Pemambuco
NUMERO TELPHONICO : N* 3S
Yeneztiat
Compra se de duas qnatro venecianas de rna
deira, com correntes de metal, das modernas, com
ponen uso ; ne primeiro andar n. 23, ra larga
do Rosario.
Abogado
Ama
Precisa se de urna ama para cosinbar em casa
de posea familia ; a tratar na ru da Saudade
aumero 16.
Ama
Precisa se de urna ama que compre e cosinhe,
para casa de pequea familia ; na ra do Baro
la Victoria n. 15, 2o andar.
Ama para cosinhar
Precisa-so; na praja do Conde d'Eu n.
32. segando andar.
Ama para engommado
Xa na do Be ntica,
sitio em frente da es
trada que vm' para os
Remedios, se precisa
de una imillicr, forra
ou escra va, para lazer
engommados e algum
servido de casa de fa
milia.
------- ------- ------------------------------------------------------------------------------
(laaras 'Alienan!
DE
C.Brandmuller
Vende-Be na rna dg Imperador n. 22. O mes;
o compra oncas, gibas, tamandas bandeira c
corcodilos.
O bacharel Pedro Qaudiano de Rat's e Silva
madou sua residencia da estrada d<- Jo" de Bar-
ros para a ra velha de Santa Rita n. 89
Aluga-Se urna casa pe-
quea
Na ra de S. Francisco n 1, freguesia de San-
to Antonio.
No becco do Fondao n. 5.freguezia da Bo-Vis-
ta : a tratar na ra de Santa Thereza n. 32, de
manha at meio di.
IGUARASSU
N. 88:200
O Dr. Francisco Xa-
vier P;es Barre to,
pela 4.a vez rogad a
vir ou mandar a ra do
Mrquez de Olind n.
50, dar 'umprimento
ao numero cima.
Vende-se
una armacao para casa de molhados ; qiiem pre
cisar dirij-ae ra da Praia n. 61.
Para cosinhar
Na ra de Joaquim Nabuco n. 3. entrs ia da
Capnnga, precisase de urna ama com urgencia,
Tosinheiro
Precisase de um e rinheiro ; a tratar na ra
le Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena), ou
'aa do Commercio u. 44.
Mine. Niquelina
Viva o carnaval
Compra se vestuarios novos e usados ; na ra
da Imperatris n. 78.
Xa cidade da Es<-ada
C9mpra-se ouro, prata, pala toes nacionaes e es-
trangeiros, e m edas de oure ; na ra do Com
mercio n. 19, estabelecimentc de Antonio Fran-
cisco de Aranjo Costa.
Escola part eular
De innirnrrao primaria paria o sexo
m*< Hlino
34 Ra da Mat-it du Boa Vista34
O abaixo aasignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, qae atrio sua escola particular
de iiislrucclo paritaria para o seso masculino,
ra da Matriz da Boa Vista n. 34, oi.de esmera
(lamente se dedica a en sino de sena alumnos.
O grao da escola cenata : ler,escrever e contar,
desenho linear, hiatara patria e nocoe- de trancez.
Garante um r ipieV adtantameuto em seus alnm-
nos, pelo sen systema de ensinx o qual urna pa-
eieasia Ilimitada, um asar uviol a ve I e urna es-
merada dedicacSo ao ensioo, fazendo com que os
seus decipulos abracem e amem de coraco as let-
tras, aos livroe, e ao estudo, guiando os no cami-
n] i da intelligencia, da honra e da dignidade,
afm de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiao e da le, e um verdadeiro
eidadSo brasileiro.
Espera, pois, merecer a connanea e a proteeca
do distincto pavo peruambucano-, e etn partcula,
'em f robusta em todos os pa e nitores de me
nios que queiram aprove'tar um rpido adiaata-
mento de seus filbos e tutelados.
Com quanto oueada soja esta tentativa, todava
espera que es sena ineansaveis esfo-cos, e os seus
purs dejejo, sejam coroados com a feliz appro-
vaeao de todos os filbos do imperio da Santa Cruz.
Menaalidade2f 000 pagos udiantados, no acto
da matricula.
Horario das 8 horas da manha as s da tarda.
Kaceba meninos internos e meio pensionista*
por mentalidades rnzoaveia e leeciona per casas
particulares a ambos os sexos.
fallo Atoares de .tzevedo
34RA DAvMATRlZ DA BOA VISTA34
V publico
A verdadeira e bem ccnhecida fcmma de mata
rana e araruta, preparada por Jen nyma Coussei-
ro, vente-se em pacotes de libras e meias, nos
seguintes lugares, por ora : boa Vista, ra da
Auroran... tatabelecimento do Sr. Joaqnim de
Vasconcellos ; rna da In.peratriz n. 2, dos Srs. Ma-
noel Moreira R beiro 4 '., e na da BarSo da Vic
toria, no dos Brs. Pirulo Jos Al ves & C.
1
II
I
1-
i! Pispara senas, o
a ii naja moderno, ncarnea-Hi
UBI USB I8IBI-IB
na Prlmeiro de Marco n. 19
liinlo Botina Mar !ho<*
i
rica de vinagre < rerveja ra
da Senzala n. 12, por preco uiuito barato, porseu
dono ter de retirar-se. tein muitos utensilios para
icar qualquer ca se de bebidas ; a tratar com
Eduardo Martina na mesma, ou no Entroncamento,
casado Sr. Jarpinteh o S
Fabrica t lavas-
Pfecisa-s de urna meuina de 14 15 anuos,
para trabalh r, mesu o sem pratica ; na rna do
CabBga n. 7._______________________________
toslereira
PMcisa se de nma costureira. que saiba cortar
por 6gV"**9 e a.tratar na rua^dn Aarora nuae
Os abaiao aaMtjiti^-k, teada adoptado c regis-
'rado a mea indnEtrial como do desenho cima
'e coeformidade com .. rescripcoes das leis em
ngor d.claram ao punlieo e particukrmente aos
odos os productos (jo* Rhlrem de sua botia* le-
7arao a dita marea con ssrantia de sua origem
legitima pnceder...
Ao commercio
Os abaix MmtfitfAim i ^laram qu > vendaram
sua taverna ru.i >l n. 24 linre e
desembamcada. an S. Bouza Almeida,
Recife, 2G ile e 86.
T- ix-r .V C.
(oi|i:a.-se
orna armaco para l libados ; quem tiver
para vender, asnui.< >< i i-r 'te Ih'ario.
Pede-se a quesn sonbere quixer, que informe se
procarador dos bens de C Miguel tem prestado
contas ou ha quantos a unos nao o fas, e mais se
os bens do tallecido vigarie > (3 casas, 1 cocjheira,
cayalloa, trasteste, te.; te.) foram applaiadaB
ao pagamento do^m devii^ii.lasjiio aaJs_n>.
Chama-sapara o lueto, aK8escaoiWoB/>a at-
tenclo dos senaores juizes.
ato
LAROZE
Xarope le Casca de Lavan ja amarga
IODURETO de POTASSIO
APPROVADO PELA JUNTA DB HYOrEN DO BRAZO.
Todo o mundo conhece as proprieda-
des do Iodureto de potassio. Os mais
distinctos mdicos da Faculdade de medi-
cina de Paris, e jrincipalmente os Srs
Dres Rigord, Blanche, Troussbau.
Nlaton, Piorry, Roobr, obtinero os
melhores resultados no tratamento das
atleccdes escrophulosas, lymphati-
cas, cancrosas, tuberculosas, nos da
caria dos ossos, dos tumores bran-
cos, da papaira ou bocio, das mo-
lestias enronicas dapelle.da agrura
do eangue, dos accidentes secunda-
rios a terciarios da sypbills, etc.
Este agente poderoso administrada em
soluco com agua, tem por inconveniente
o irritar a mucosa do estomago e deter-
minar accessos gaatralgicos.
Em vista d'isto, os mdicos cima men-
cionados escolherfio por excipiente (Veste
famoso remedio, o Xarope de casca
de laranja amarga de Laxse, o iual,
por sua acco tnica sobre os orgaVjs do
apparelho digestivo, facilita a absorpeo
de iodureto de potassio, previne qual-
quer irrilaefio e permitte que se continu
o tratamento sem temor de nenhum
accidente at completo restabelecimento.
Nos meamos depojitos aohao-se os seguintes productos de J.-P. La rozo:
XAROPE LAROZEi^TAaTNICO, ANTI-NERVOSO
Csalrs u Oastrltas, Gastralgias, Dyspepsia, Doras a Calmbrasa d estomago.
XAROPE SEDATIVOiV_.BR0MURET0 DE POTASSIO
Gsstfs Epllapsia, Hystarioo. Danaa da S. Quy, Insomnla daa Criaooaa durante a dantlsao.
XAROPE FERRUGINOSO.;^toPROTOIODURETOd.FERRO
Coalla a Anemia, Chloro-Anemia, Cores paludas, Flores brancas, RaohiUamo.
>'-----------------
eposti m todas u boas Drogau do Siuxil
Paris, J.-P. LAROZE e C1, Ph.armaceutloo
, RU 0S LIOHS SAIHT-PAUL, 2
"LINIMENTO GENEAl
~E*0ltc&. os Gavallos
I Emp^-sg'xdo oom maior xito naa oavalbariQae reaea de 8S. MM. o r iperi. '.or do Brasil, o r.ci da '
Blgica, o Bel dos Paize-Baox ja e o Bal da Saxonia.
35 < .ios ti $zil
s _I JR I VAL
Os resultados extraordinarios que tem '
oblldo Das dlvursa ASe^caca doi
Peito. os C:it'-:nboc, .~>ro:ichi-J>.'
IWole^ii.r i;al-|
mta, etc., nso dso logai
A CU: ; tm^
appresao do E DA QUEDAJ 'O PELLO
S este precioso xop.co o nico que
' substilucoeauatico ecura radicalmente
lempoiieo.-; dlis as maaquelraa, novas
' e autiKJs, as Toreeduras, Contusdea,
i Tumores c Znobacdes daa pernas,
1 BsparavSo, Sobre-Cunas, Fraquexa c En-
I forri* i:uonto das pernos dos polros. etc
' occasionar nenhuma chaga, nem queda do pello
' musnio npranlo o traa1
' Issg'/j.ji Paria: ansitii ONSATT, T ir>. St-Honori i7!i,e jj'is.
PHOSPHATO de CAL GELATINOSO
di E. LERrOY, PUarmaceutico de ln Classe, 1, roa Daanon, PARS
OSTEOGF.XF.O para DMMTilrinuto i DmiI(m bm Mu(ii, eastri lacsltissw i a Molntu Im sus
Recommendamos este Xarope aos Mdicos e aos Doentes de um sabor agradavel, de asslmi
" iaQao fcil e mil vezes superior a todos os xaropes de lacto-pliosphato Inventados pela especu-
lacio. Todos sao cidos ao posso que o Vboepbato de Cal Gelatinoso nao o
U Sor. Protouor Bodghut, Medico no Hoipiul du CnaD<;u. {Guettt dtt Hpitaut. 19 de m no de 1B7S.
VINHO PHOSPHATADO DE LEROY _?,5r1?Si.-.-,
Ai emia, Consumpe&o, Bronchite ehromea,Tsica, Fraqueza orgnica, Convalescencas d ft\.c.
l)eppit-'in(
: IHttK 1V1. ri i SILVA e C\
A LA REINE DES FLE TRS
Ramalbetes Novos
i. T. PIVE em PARS
Mascotte
PERFUME PORTE-BONHEOR

Extracto do Corylopsis do 3
PERFUnfCS EXQij:""-
Kov oj ,'n:na !u Bengale
Cvdor'a de Chine
Stanbanla a Australia
.o ~ l*' arvir
5cuquet de l'AmjU .'/i* V. i : saal li Pa*ytlr orienti
Brise de
e ilcai '.'es Prea. etc
ESSENGIAS CONCENTRADAS (!__-) QUALDADE EXTRA
Depasitosaas principies ferfamahas, Pharniacias e uuneiicieiros ua America.
jt
iff> o sello
Frtnoti.
SOLUCG COIRRE
Exigir o isllo
Frtnotz.
AO CHLOR^YDRO-PHOSPHATO DE CAL
O mala poderoso dos reconatituintes ad<>;>tado por todos OS Mdicos da Europa na
Fraquei* ?rai, Anemia, Chlorosis, Ttstea, Cachexia, Bscrofuias, RaeJutumo, Dotuems
dos ossos, Crescimento iiffict das enancas, Pasta. Dyspcpsiat.
raris, COIRRE, rV, 79, ru do Ckercfae-lidi. Dtswtis ou sruciiMi Pbtnusi.
1 HYCIENICOS para f.lCeDffl da PiLLE I pra FAZER a BARBA |
(gstts Sabcnctes &" follar gtilamadcs, =
o*znaiafnom do Hundo sao excelieiites contraslb ATooqoo p,
da peile e as Picadas
__ MOSQUITOS. g:
Oppondo-se a aeco dos Miasmas e Microbios do ar e das aguas gS
sio nocessarios contra as molestias contagiosas e epidmicas. eg"
LEASE A BROCHURA EXPLICATIVA '
ExIJe-se a Marca de Fabrica MOI1ABI g.
TERK-SE El TODA 1 PARTE HAS DROGUERAS, PHARIACIAS E PERFD1ARIAS ^
A a JOUBERT Succesor. Pliarmacentico de 1* Classe g-
8, Ra des Lombarda em PARIZ _;.
2 MEDICIH AES. crme d. barges m friccoes banhos i
5___r___r____r_r______a-KraE5__E_i_^
60TTAS REGENERADORAS ^ *

do Doutor SAMUEL THOMPSON
' Tratamento efllcaz contra todas as affecroes provenientes do enfra-'
queclmento dos orgaos e do systema nervoso, ou das alterardes do
sangue Fraqsasa doa aUns, Saterllidade, Palpitaodea, finfra-
I qoeetmento feral, inica* Coovalescenea. Kste tratamento 6, de ha multo, raoonbecldo
e recommeDdado como o maior regenerador do oryantsmo.
O FRASCO : S FRANCOS lEU FKAHffA] yj
Todo irasco que nao trouxer a Marca de Fabrica registrada e a auQwtiuM^V''ic* _*
deve aer riqoroaamante recusado. ^^-^_J^ dstfe
rodwlo
'ASS, riiarmacla GBZiZJr, roa RocheiSouart, 38
Deposito em Pemambuco : FRAM" M. da SILVA &
C.
la*W_"
GRAGEAS
daCopa/ifba, Cubtba
aranb/a ferro. Bltmutho
4/catraa, lertbenthia, f
fortn
INJECQAO
[ Hyglenlca t rreservadora
tem causar
accidente algum.
As ORAQEA8 POMTIN, forao as primeiras que obtiveram a appro vacio da Acadtmmi
de madiema (1830) e que adoptaram-se nos Hospitaes. Curam aa moleetiae secreta*.
mala rebeldes sem fatigar os estomagoa mala delicados.
A IN JiT.CC AO | FORTN sempro rec-ommendada como o complemento da medicacao.
n Peritmtnbu : FRAM- __ SILVA O*, e asa prinoipaes Pnarmacaa.
Ao publico
Urna senhora habilitada se offerece leccionaj
primeiras lettras e trabalhos de agulha em colle-
ioa ou em casas particulares ; quem de seus
prestimos piecisar, pode dirigir se ra do Co-
-onel Suassun n. 12.
Leonor Porto
Ra do Imperador n 4&
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recebidus de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janwiro.
Prima em perf.icao de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fine
gosto.
I!
Compra-se e paga-
se mais do queenion-
traqunlquer parte bem
como
de qualquer qualidade.
Na ra (o Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuerstemberg.
Hotel chinez
No resteanat italiano ra das Larangeiraa,
ba todas as quintas-teiras vatap, mtcarro ita-
liano e raviole.
Madou di residencia
O Dr Maduro, medico parteiro, inudou sua re-
sid*nia pra a ra da Impfratriz n. 88, esquina
la do Hospicio, 2 andar, onde ser encontrado a
qualquer hora da noite.
Borracha especial
para limas ; r> ceben a merrearia de Goncalo Jos
da (Jama, ra do Padr Floriano n. 41.
Adiado
O medico a qu.'m txltar um instrumento de ci-
rurgia, pode procural-o na ra Duque de Calas
n. 18, 1 andar, que da ido os signaes cortos e pa-
gando as despezas, se Ihe entregar
Caixeiro
Precisa-se do uin meninj de 10 12 annos de
idade, com pratica ; na ra do Hospicio n. 34.
Borracha para limas
Receberaui Rodrigues di- Paria & C, e tecm
jara Tender em seu arunzem ra de Mariz e
Barros n. 11, esquina da ra do Amorim.
Cosinheiro
Ns ra do Vicario n. 17, su precisa de um co-
nnheiro
3 andar
Aluga-se o 3- andar di casa ra de S.Jorge
n. 72 ; a tratar na iua Primeiro de Marco n. 17,
loja.
Quem tero ?
Oure e prata : compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que em outra
qualquer parte : no 1 andar n. 22 a ra larga do
Rosario, mitiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
carde, das uteis.
Costumes de caseuiira
A 30* e 35#
Na nova loja da rna da Imperatriz n. 32, rece-
beu se um grande sertimento de finissimas case-
miras iuglozas oe coros claras e escuras, que se
vendeu or preco mnio em eonta, assim como das
mesmas se mandam fazer costuraos por medida,
srndo d paletot sacco a 3''000, e de fraque a
3~ ,; assim como de superior flanella ingleza de
cor azul escura, a 30 e 35e, e tambem das mes-
mas fasendas se manda fazer qualquer peca avul-
sa, grande pechincha ; na nova loja de Peroira
da Silva.
o6 / ^T^t;
,
i-S_2* i.V, e 's CherryPerioral) !
1 Pamaciiv f. CohSTIMflia, ross.AsTHMA Bronchite. CoouELUCHt ouTosst Convulsiva Tsica PPulmonar. ..: -.3 jcrMaUMe,Jim[ita\
------------------------------ a>



Bi
Este i i portante estabeleeimento de relojoaria,
fundado em 1869, est funecionando agora ra
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietano, encarr.'gado do regulamen-
to dos r elogies do arsenal de marinha, da compa
nhiu dos tr.lhos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da do Recife Caxang, da estrada de
ferro do Carua da companhia ferro-carril de
Pemambuco, da assaciacao commercial boneficen-
te b da estrada de ierro do Limoeiro, cercado de
intelligentes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira
de pared*, de torres de igreja, ch rome tros ma-
rtimos (dando a marcha), eaizaa de msica, ap-
parelhos elctricos telephonicot.
O mesmo acaba de roceber variado sortim^nto
de relogios americanos que vem de 7 a 20|
par parede, mesa e despertadores de nikel.
Contina a exercer a sua profissao com zolo e
intoresse de que sempre deu provas ao re ;pei-
tavel publico e aos seus collegas, e vende turne
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabeleeimento se ach i col-
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
dero ser vistos pelos passageiros da fdrro-onrriL
tendosempre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas ooservacoes astron >rai-
aas. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio Jos da Costa Araujo.
Verdadeiro cimento Inglez
Marca Pyramide
Vendem Fonseca Irmios i C., ru- d* Aladre
de Deus n. i 2.
Para advogado
Aluga b: a sala do 1' andar ra Duqne de
Cazias n. 61, a tratar na loja.
CUo He Noss ata da Pie-
Manoel Netto e Bevenuto Lob i ; ra Duqne de
arias n. 75, entrada pelo pateo do Collegio.
1ISNAGAS
Emilio Roberto aca-
ba de rece Ser as afa-
madas bisnagas fran-
cezas, as quaes vende
em grosso e a retalho.
EXPOSIQA UNIVERSAL
17-Rua do llardo da Victoria17
Att$_cio
Pordeu-se no da 23 para 24 urna areola com
quatro chaves, duas grandes e duas pequeas :
qnem as achoo, pode > ntregar n i c-isa n. 5, pada-
ria rna do Curonel Suassun, que ser recom-
pensado
Taverna
Vende-se a taverna na estrada nova do Agua
Fria, com poneos fundos, propria para princi-
piante, e tem commodos para familia ; a tratar
na mes nn.
Compra-se
A Historia da Re-
voluto de 1848, pelo
Dezembargador F i-
gueira de Mello; no
escriptorio deste Dia-
rio, 2 andar predio n.
42 da ra Duque de
Caxias.
H.:3 No-VaradooroN 53
Este coHegio. tem por fim cuil r da
educarlo de meninas meninos; rece-
be internas, que silo tratadas com ca-
rinho, aceio c disvelo, meio pensionistas e
externas, bem como meninos de tenr\ ida-
de ; para o que dispSe de um corpo docen-
te habilitado
Ensinaje c.ligfaphia, doutrina cluista,
elementos de -ivilidaje, Dgua nacional,
arithmeti<:a, geographiii, historia universal,
historia sagrada, trances, inglez, canto,
piano, trbalhos de agulha de todas a
qualidades bordados a matiz, borlados
broncos com toda a perietco, costara cha,
aprendendo as meninas e coser toda & rou-
pa de urna senhora, a cortar e a.feBer ves-
tidas etc., ele.
Recebem se tambera, como internas a
meia pensionistas, mocas de 12 annos para
cima, nao s para os trabalhos do cns'ura,
como para as diversas aulas do collegio.
Na mesma casa ha para vender urna
collecyao de quadros bordados a matiz em
papel perfurado em alto relevo, samo tam-
bem bonitos almofado s para guarnir' i de
sala icitos e bordados a capricho, i na
collecso de tapetes bordados em alto rele-
vo de cores differentes, sapatestbordados a
matiz e outros trabalhos, que all se acham
eepostos.
Policnrpo Pernandeis de Hrltu
Thereza Maria Feruande de Bnto, Mana Je-
ronyma da Conceico, Bernardioa-de BA Ar.iujo
Ferreira, Mara do Carmo Feroand s de Brito,
Vicente Fernandes de Br;to, espoes. "ra, cu-
nbado e filhos do fallecido, convidam aos H-r.igoe
e patentes do finado para assistirem urna tuissa
que mandam resar por sua alma segunda-feira 1 de
loare i, p las 6 horas da manha, na igreja de N. S.
doT r<,\ pelo que d>'sde j sj eonfessam agra-
decidos.
t
ioniza Amella de Paula Moreira
Jos Moreira de S iuza. M a Valerida de l'au-
la Barros, mar4 m as, irmiL a cunha-
dos, agradec.iu do inti1" Ima, a todas is ;>es>-
-oas qne fiziram o emid.wo obsequio de acouipa-
nharem ao cemiter'n publico de S*nto Amaro os
restos im-rtaas de Luisa Amelia de Paaht Miirei-
ra, e de nevo rogarn a todas as pessoas de sos
amiaade para as^istirem s missas do stimo da,
que terao lugar na matriz do Corpo Santo, s 7 e
1/2 horas da manha do dia Io de Mareo, anteci-
pando desde j os seus eternos agradecqntntos.
1
A
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"*f5
*"r-.aiiw m
I --w.sr"**"

Diario de TernairibaeoSbbado 27 de Fevereiro de 1886
I


I


O abaix firmada mudando residencia dente
capital para a do Rio de Janeiro, dena exposta
yenda aua pharmaca roa do Bangel n. 48, e
Sra o que faculta poderes especiaea ao r. Joa
etano Baptista dos Santos estabelecid a ra
do Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para vendel-a de
accordo com o pretendente, e bem assim receber
dividas que nao foram reagataaas. Recife, 23 de
fevereiro de 86.
Joaquim E. Cotia."W(|
Precisa-se de uinapro-
fessora
A senhora estr&ngeira que eativer proficiente-
mente habilitada e quixer ensinar a eacrerer e a
fallar com perfeicao as linguas fraocea, alterna e
ingleza, assim como a dar lices de geographia,
historia e piano, a urna menina de 11 anuos de
idade, a qual tem ja principios de todos estes es-
tados, sendo pessoa de boa educaco e com attes-
tado de seu merecimento, pode dirig'r-se i. casa
n. 199 ra do Visconde de Goyanna (Mangui-
nho), ou indicar a sua morada para se efiectuar
um contrato que a autborise a desempenhar o en-
cargo de professora. _________
Olioda
Vende-se bara o as seguintea casas em Olinda :
Amparo n. 67, Aljuse 87, Commercio 6 ; a tratar
no caes do Apollo n. 47.
Tiras bordadas
A lOO, f O, I O e O rs
Para o carnaval
S na nova loja n. 32 ma da Impera tris, se
vende um grande sortimento de bonitas tiras bor-
dadas, propriaa para enfeites, sen fe largas e es-
treitas, pelos baratisaimos precos de 100,120, 160
e 200 rs., tendo dous metros cada peca, grande
pechincha. Assin como um bom sortimento de
ganga amarella, verdes e rncarnadas, qne se
vendem barato : aa loja de Pereira da Silva, a
ra da Imperatris n. 32.
Bots de carroea
Camisas nacionaes
Attenc&o
Precisa-se de 4:000*000 a premio, dando se
Esr garanta um predio nesta cidade que se acha
vre. e desembarazado ; e tambem vende se o
mesmo predio ; quem pretender effectuar este ne-
gocio, dirija-sc ao lugar de sua residencia, em
carta fechada, para ser procurado. Os senhores
E tendentes dirijam as suas cartas typograp ia
ta folba, que ahi sero procuradas, com o no
me o destiaatarioM.
Silio
Alagase razoavel
Com casa para familia (na Vanea) e tem 4
salas, 4 quartos e cosinba, muitas fructeiras dan-
do fructo, junto excellente banho do Capibaribe, e
muito breve perto do trem ; a tratar na ra de
Santa Thertza n. 38, e na Varzea com o Sr. Es
tevo Joa Simes, confronte o dito sitio.
Cozinheiro
Precisa se de um bom cosinheiroou cotinheira :
a tratar na ra da Aurora n. 109._________
Acedes entre amigos
As de um sitio com casa de taipa, no lugar
Fundi, em Beberibe, e que devia correr com a
ultima lotera do mez de abril, ficain de nenhum
effeito, psdend) receberem a importancia dos bi-
Ihetes recebido em casa de G. Dutoy, ra c'e
Marcilio Dias, relojoeiro.
Attemjo
VENDAS
Vende-se um sitio ae cuqueiros, com grande
estensSo de terreno, boa casa de vivenda, bem
loca usado, no lugar da praia do N. S. do O' de
Maran.Tuape, da comarca de 01 inda ; a tratar na
ra do Rangel n. 9, padaria.
Vende-se
Quem annuncia querer comprar urna armacao
propria para molbados, dirija-se praca da In-
dependencia ns. 19 e21.
A Revoluto
O -18 da ra Duque deCazias, desejando ven-
der muito, resolveu vender fazendas por menos
25 Vo Je seu valor.
Ver para acreditar
Setias macaos, de cores, 14400, por 800 ris o
covado.
Mari posa fina de cor a 240 ris o covado.
Renda aborta da China a 240 ris o covado.
bretones finos nacionaes a 240 ruis o covado.
Setinetas lisas e finas a 400 ris o covado.
Alpacas de cores a 360 ris o covado.
Linhos escossezes proprios para vestidos a 240
ris o covado.
Loques Jaannita a 800 ris um.
Lencos brancos finos de 1*200 a 2* a duzia.
Camisas de linho muito finas pelo prec.o dimi-
nuto de 30$ a duzia.
Cobertas forradas a24800 urna.
Colchas brancas e de cores a 1 800.
Rramante de tres larguras a 900 ris.
Dito de quatro ditas a 14200.
Toalhas felpudas para rosto a 44500 a duzia.
Madapolo pelle de ovo, finissimo, a 6/500 a
Camisas para senhora a 24500 urna.
Lencos de seda a 500 lis um.
Redes hamburguezas de cores a 104 urna.
Ditas ditas brancas, com varan Jas, a 154 urna.
Cortes .de casemira de cores finos de 44500 a
104000.
Casemira fina de joros, intestada, a 24 o covado.
Flanella americana a 14000 ria o covado.
E irais urna iutinidade de artigos baratisaimos
jue nao deixar de comprar que os vir.
JHVende-se um bom cavallo muito novo e urna
carroea em muito bom estado, o cavallo tanto
bom para carroea como para sella : a tratar na
ra do Hospicio n. 67.
Fazendas brancas
SO' AO NUMEiO
4 o ra da Inperatriz 4o
Loja dos barataros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estts fazendas
abaiio mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de algodozinho com 20
jardas, pelos baratos precos de 34800,
4|, 44500, 449(0, 5J, 54500 e 6J500
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 44500, 54, 64 at 124000
Camisas de mcia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc is e cruas, de 14 at 1480()
Creguella franceza, fazenda rriuito encor-
pada, propria para lene, es, toalhas e
croulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da inesma, muito bem fetae,
a 14200 e 14500
Colletiuhos f'a mesma 800
Bramante fraocez de algodao, muito en-
corpada com 10 palmos de largura,
metro 14280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 24500 e ?/f8C-:
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Crctones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodao enfestado pa-
ra en^oes
A oon ra. e llOOOo metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
moa de largura a 900 rs., e dito com 10 palmos a
ljOOO o metro, assim com dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos de largura a 14200
o metro. Isto na leja de Alheiro ic C, esquina
do becco dos Ferreiros
MERINOS PRETOS
A 14200, 14400, 146(0, 1800 e 24 o covado
Alheiro & O., a ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bous merinos pretos pelo pre$o cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
Ivspartllho*
A 50000
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 54000, assim cerno um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 24800 e 34 o covado
Alheiro & C, i ra da Imperatriz n. 40, ven -
dem um elegante sortimento de easemiras ingle-
sas, de duas l.-rguras, com os padroes mais deli-
cados para cosame, e vendem pelo barato preco
de 24800 e 3J o coxdo ; assim como se encane-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 354 de fraque,
grande pecb ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcSo de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado a i o ra. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartlo com 50 pecas, sorti-
das, por b$, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fnstes de se ti neta a 500 rs, o
eovado
Alheiro & C. na da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de fustes brancos pelo
baratinbo precx) de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer
re iros.
SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAU
Ul-Rua Duque de Caxias-59
Toaile de nice, lindas cores, 10, 14400 o co-
vado.
Damac de seda borcada a 14 o Hito.
Sedas bordadas, finas, a 14800 e 24 o dito.
Setim Mauo de todas as cores, a lie 14400 o
dito.
Dito dito preto, a 14200, 14500 e 24 o dito.
Cachemiras para vestidos, a 14 e 14400 o dito
Gorgurinas matizadas de todas as cores, a 400
o 500 rs. o dito.
Setinetas lavradas e lisas de todas as cores, a
'00 e 560 rs, o dito.
Faile com lindas cores, a 460 e 640 rs. o dito.
Mirins pretos a 14, 14200, 14400 e 24 o dito
La de quadrinhos, cores lindas, a 700 rs. o dito
Dita de todas as cores, a 400 e 560 rs. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 320rs. o dito.
Alpacas lisas, finas, a 360 e 460 rs. o dito.
Fustao de cores para menino, a 320 e 3<' rs. o
dito.
Casesairas pretas a 24 e 24200 o dito.
Ditas de cores a 14500 e 24 o dito.
Ditas ditas finas,inglezas, a 34500 e 44 <
Cortes de easemiras com toque de mofo, a 2480u
e 34400.
Ditos de dita perfeitos, finas, a 6*500, 74500 e
10*.
Damasco de l com 8 palmos de largura, a 24
o covado.
Dito de algodao a 600 rs. o dito.
Dito branco bordado a 14500 o metro.
Atoaihado de linho fino, a 14 o dito.
Cortes de cazeneta a 14400, 14800 e 4.
Fechs de pellucia, 64 e 74 um.
Ditos arrendados, a 24500, 34*00 e 44500.
Ditos de seda, lindas cores, a 34 e 34500.
Chales de casemira, a 34500. 54500 e 74.
Ditos de algodao, a 14, e 14800.
Colchas de cores a 14500 e 24-
DiUs portuguesas (muito grandes) a 124 c 144
Ditas de crochet a 104, 12 e 154-
CaprHas com veo (para noivas) a 104 e '64-
Enzovaes para batizado, a 104 e 144-
Camisas para senhora, a 34500 e 54.
Saias idem idem, bordadas, a 44 eg s^fOO.
Toalhas de laberntho ricas (para baptizado) a
604 e 804-
Crotones Bara vestidos, lindos padroes, a 380.
360 e 440 rs.' o covado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
A' ra Duque de Casias n.
Camin Aa Oa&C.
A 240 rs. o mlho
Vende se no armazem Travasscs, palha de car-
nauba; caes da Companhiu Pernambucsna.
Em vista dos grandes propressos da idea de que
se gloriam as naces civilisadas, o commcrcio
deve acompanhar esse projreaao, visto que elle
o msis poderoso elemento do engrandecimento das
naces : em /ista do que annun.ciam
MART1NS CAP1TAO C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annuuciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os aeus numerosos
fregueses. Lombramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao saVe.
Venhim ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Ch. colate francez Menicr.
Dito do Maranhio.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
SemeBtes novas de hortalizas.
Especialidade era
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac d di vi rsos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermoutb, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem asMm :
Ara ruta fioa em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Eepecialissimo matte do Paran, em p.
Anda mas :
Ovas de peize.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martina Capitj & 1'., ra estreita de
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Formicida capanema (verdadeiro) para extinc-
co completa da formiga saura. Vendem Martina
Capitao & C, ra estreita do Rosario n 1.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1A0O
Este excellente Whisky Escesses prefenv
ao cognac ou agurdente de canoa, para fortifica
o corpe.
Vende-se a retalho nos melhores armazens c
nolhadjg.
Pede ROYAL BLEND marea VIADO cujo n.
me e emblema sao registrados para todo o Bruai
BROWNB de, C, agentes
Vende se dous muito bons e gordos ; a tratar
na Magdalena, sitio do commendador Barroca,
defronto do chufara.
Rxposipao Central
DarniSo Lima & C. intitularan! o estabeleci-
mento em liquidaco da ra larga do Rosario n.
38. por EXPOSIQAO CENTRAL para aesim se
tornar bem conhecido de todos, pelo que chama a
attencao especial das Exmas. familias Dar os
precos seguintea :
Metros de plics a 400
Bonecas inquebraves 14500
Metros de arquinhes 120 e 160
Pecas de bordados finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 700 e 1/000
Frascos de oleo oriza por 140! 0
Fita parfacha, n. 80 34000
Carreteis de 200 jardas a 8"
Inviseveis grandes a 320
Ditos menores a 300
Hrinquedos para meninos a 200, 300 e 500
Caixinhas para presente a 24500 e 34000
Meos fio de sedapara senhhora a 14 e H 200
L para bordar de 24800 e 34000
Fita cbineza o maco 360
Dito de algodasdito 240
Massinhos de grampos a 20
Macaquinhos acrobticos a lti
Botoes, fitas, leques, perfumai ia s, bengalas, te
souras e outroo muitos artigos que s com a vista
na ExposicioOeat'- < larga do Rosario n. 38.
lEDFSE
Doce de caj secco,
na ra de S. Jos n.
16.
&S
Ao32
\(iva leja de fazendas
llua da Imperatriz =
DE
FERREIRA DA SILVA
104000
124000
124000
54500
64500
84000
34000
14600
14OOO
i bem feftos e forrados
j Ditos de dita, fasenda muito melhor
A tAOO. H JQOO e 4500 i Ditos de flanella azul, sendo inglesa ver-
32 = Loja ra da Imperatriz =32 I dadeira, e forrados
Vende-se neste novo estabelecimento um gran- Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
defbrtimento de camisas brancas, tanto de aber- endo fazenda muito encorpada
turas e punhos de linho soto de algodao, pelos Ditos de casemia de cores, sendo muito
barates precos de 24500, 34 e 44, sendo taaenda be &>'
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e Ditas_ de flanella inglesa verdadeira, e
muito mais bem feitas, por serem cortada por n.mnito *m feitos
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem Ditas de brim de Angola, de muleskim e
se manda faaer por encomm?ndas, a vjntade dos de bri,n pardo a 24, 24500 e
fregueses 1 na nova loja da ra da Imperatriz n. ''-eroulas de greguellas para homens,
3 de Ferreira da Silva. 8endo muito ^m feitas a 14200 e
Collctinhoa de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos de
j linho e de algodao, meas cruas e collarinhos, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Riscados largos
* SOO r. o covado
Na loja da ra da mpetu triz n. 32, vendem se
riscadinhos prsprios Dar roupas 'de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita franceza, e ass m
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
loja do Pereira da Silva.
Fuid-, etlnetan e lzlnkaw a SOO
r. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lizinhas lavradas de furta-cores,
fr zonda bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. 1 covado. pechincha : na loj 1
do Pereira da Silva.
*%
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
peitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de tedas as qualidades, que se vendem por
precos baratisaimos, assim como um bom sjrti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
easemiras e brins, etc
Ugodaosinho francs para lenrei
a IHM>n., l e 1**00___
Na loja da ra da Imperatris n. 82, vende-se
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lenc,es de um
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 14000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, as
sim como superior bramante do quatro larguras
para lencoes, a 14500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A I*. 1*500 e O*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um vanado sortimento de vestuarios pre-
prios para meninos, sendo de palitosinbo e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 44000, ditos
de molesquim a 44500 e ditos de gorgorito preto,
emitando casemira, a 64, sio muito baratos ; na
oja do Pereira da Silva.
Fazendas Gnas e modas
* A.
* B
a*-Bua
3*
da IsMaerairis
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai
xo mencionadas, que sSo baratissimas.
Palitots pretos de gorgorito diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpada?, e forrados '4C00
Ditos de casemira preta, de eordo. muito
Ra do (abusa
J Basto c.
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. familias que receberam de
Pariz:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos da
mais 1 alpitante novidade como sejam: Etamine
com bordado a retroz, seda crua bordada a capri-
cho, Cachemire com enfeites bordados a fil
Moda 1886
Valentionne en eeorce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos iom 20 metros de
II ligeira, tecido anda nao conhecido aqu.
Cr.
Merino proco* a I OO ft|4MO
Vende-se merinos pretos de duas Inrguras para I Cores e desenhos novissimas as segaintes re-
vestidos o roupas para meninos a 14200 e 14600 zendas de seda, l e algodao. Etamine, Surah, 8e-
o covado, e suaenor setim preto para enfeites a tim, Failles, Linn. Toile d'alaace, Cachemires.
14500, a8im como chitas pretas, tanto lisas como ', Ezplendido sortimento
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nova Em leques, tovas, egpartilhos, lacos, lavahres.
loja de fereira da Silva ra da Imperatriz nu- meias, l mero 32.
dem por precos sem competencia.
I
OTE
DO
EXTRACTO M DA 2 DE MAR(!0
INTRANSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habiitado a tirar 25:ooo^ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23.
COME 2 0E MASCO BE 1886, SEM FALTA.
DAS
CORRE M DA 2 DE MARCO
!
HflRITO! I
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz,
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 2 de Marco de 1886, sem alta.
praca
da


i
ario de Peruaiiibuco--Sabbauo 27 de Pcvereiro de 1886
UTTRAM1
OS FILHOS

I



DO
POR
:.
QUARTA FART3
A* grutas d Elretat
( CVitintiacSo do n. 46 J
XVI
O RAMO DE CORAL
Que dado teria ou nam poca ? ig-
or jo ainda. Er.i inaito paquena, mas a
minba intelligenaia estava comtuio muito
nvolvida para eomprelien 1-r secreta
mente o quo se passava s.Jo maus olhos e
o quo feria os meus uuvidos.
otra os bohemios achava-se urna ve-
Iha, magra, gestos graves e severos, andar
ristra!. Esta mulher pareca liaver to-
mado por mim gran le aversao. Nunca
deixava de maltratarme a inspirava-me
prct'undo terror.
Finalmente, en nao ora a nica para
qneru ella produzia simbante cffeito.
Todos a respeitavam e lhe obedeciam com
crenca supersticiosa. Diziam quo ella ti
nh ominerdo regular com o genio do
mal.
Urna noite, oh a le.nbranca dessa
fui
do o is emquanto elle se
conservar intacto, nada tetas a temer an-
da masmo que te aches as mais criticas
circunstancias.
Este coral apparecer-teha sempre nos
acn: >s decisivos de tua vida.
i Olha-o bem, Aldah, se o vires inta-
cto, nada tomas, mas se um nico tronco-
sraho se partir, nada esperes.
A o menos ters todas as angustias da
sorte que te os.ivor reservada, pois sers
prevenida antes que a desgraci o a morte
vio tocar-te. Esta ser a minha vinganea !
Parte, nao te quero raaia tari Deixa rae
morrer !
< E sein me dar tiiupo a responder ama
palavra, formular um p lusamente, a bohe-
mia deu um rugido selvagem.
" O homem que me havia couduzido at
porta, entrou imraediateinente, agarrou-
me a poz-iue fra.
Eu estava perturbada pelo terror, ca-
lii desinaiada no solo.
XVI
O BAMO DE CORAL
No dia seguint-*, continuou Aldah
proseguindo a sua narrativa, que a filha
do preboste de Paria eseutava com muita
attencao, no dia seguinte, depois de accor-
dar lembrando-ine dos pormenores da sce-
na da noite precedente, pensei que teria
sonhado.
Hesitando, nao sabenda que fazer
para fixar o meu penaainento, nao ousando
confial-o a ninguem approximei-me tmida
mente do lugar om que estava a barraca
da velha bohemia Urna multidao do gen-
te estava silenciosamente collocada em re-
dor dessa morada.
< A velha morrora durante a noite, e
hiam proceder ao seu funeral com todas as
ceremonias usadas em taas circurastanoias
entre a gent6 no meio da qual eu vivia.
Devo dizel o : o que me preoecupava
cutio, nao era nam a velha bohemia, nem
a ceremonia que so ia fazer. Era o ramo
noite nun-a sahir da minha mamona,
acordada per um dos principaes bohemios
Sem me diz-r nada, ebrigou-ine a levantar, j je oora| cua* magera estava gravada no
e, pgando-me na ralo, conduzio-me at m(,u edpirito con tidlidade extraordna-
barraca em quo brilhava um fogo
-loro.
Chcgando ao limito dessa barraca, tui
im Sida brutalmente para o interior, e en-
oontr-i-me s com a velha bohemia. Es-
tava estendida sobre o leito de folhas sea-
e era ainda mais tarrife! de contem-
plar do que nunca.
' Os sana olhos brilhavara, os labios es-
tavam descorados, os seus cabellos esta-
vam cahidos. A respirado era curta e,
ornan o eu avancava tremendo debaixo do
m gesto imperioso qua ella me di.igio,
03 seus dedos estavam
na.
Quera a to io o prego tornar a ver
aqu lie ramo, o, de longe, 4tava me.u
rdante para o interior da casa, cuja
entrada estava fechada para todos.
Esperei, resolv aproveitar a primeira
occasiao para tentar satisfazer a minha in-
vencivel curiosidade.
Eepressa o prestito caminhou: o cor-
po da defunta toi transportad) para a flo-
resta vizinha, aonde tinham preparado a
sepultura segundo os costuraes consagra-
dos,
Todos, Villios, homens, mulheres e
ou fi-
pegou-m N na mo ;
os. criancis acoinpanhara n o oadivar. o
- Aldali! sse-ma ella cora voz rouca, ,,ue SOj 8em qU-, nhguara notasse all a
minha presenya.
Sem hesitar, oeaultei-me polo lado d-a-
detes
O tan uascimento eansou a
minlu .'e-gr.aca elevando um obstculo in-
veneivcl entre miin c a felici lade sobre a
trra. Vou morrer, chega a minha ultima
hora, e nao possa nem quero peidoar-te o
mal qui me fizeste. nicamente devo
- ao quo ordena o soberano Sa-
Datar
- Eleva os olhos c v isto
dizer palavra,
dirig
olhar para o lugar quo ella me iudicava, o
ao pe do seu hit), na trra, vi um ramo
de coral carreg-.do da medalhaa com i
teres estranhos.
i Este cor?l, replicou a bohemia, pe3
on-0 tu pai. Foi preparado segundo os
thraos da sciencia cabalstica, possue
um poder sobrenatural e sublimes virtu-
it intimamente ligado tua existen-
cia futura.
i O io-c, Aldah, repito, e para to pre-
ju'iiear, tiz sobro este coral terriveis con-
jura^" s.
M uro esperan io que
em vA i .Mas o destino
irta.
Sabe que este ramo, que teu pai
exforcou em tornar eterno se tornou frgil
pr.ra miin.
Quando elle e partir, as maiores des-
granas cahiram sobre ti, e morerrs sotfren-
nao 8ejm
manda que te
truz de un arbusto, e quan io o ultimo dos
bohemios desapp entre, as primci-
ras arvores di norcstai procipitei-rae at
habitiglo detrta, o ahi p;netrei como se
fosse impattidt p lo destjo do com:nettor
urna ni aegao.
O interior da cas.-, nao estava mud \
do. O leito das folhas sejeas estava ainda
colloer.do n'um ios aogulos, alguna louja
jazia na :err., c sobre u.u escabello vi al-
gura f ito d:ixa lo pela velira.
meu corayao bat;* com urna tal for-
5 i que pareca romper-mo o peito, o um
seutimento do teiror comegiva a apoderar-
; mim. Coratudo tivo forya offi ;ion
tes p ra doaiinar este terror e principiei
-s miulias buscas pjira encontrar o ramo
de coral.
Mas procurei em vao. O precioso ob-
jojto .1 sapparecera. Siria levado pelas
bohemias ? seria destruido pelas velha an-
tes de morrer? Nao serU o resultado de
um sono da iuiuia imiginacao quo eu lou-
e
FOLHETII
camente persegua? Nao sabia que pen
sar.
A minhi cabcji p^rlia-se eu conjec
turas das mais phant sticas. tempo pas-
sava si c cu nao pansava em partir. A
iraaginacao traballiava com activida.de. A
pouco e. pouco o terror que de mim se apo-
______
derara, iornou-ae mais forte o dominou-
me.
f Parecia-me que entrando assim n'cBta
morada de onde acabava de sahir a mor-
te, commettera nina especie de sacrilegio.
A noite adantou-se 'rpidamente, e os ob-
jectos que me cercavam tomavam formas
diablicas.
< O medo gelava-me e prirava me dos
raovimentos. As maos tramiam-me, o suor
corra-me pelas faces, e aposar do todos os
meus esforcoa, nao poda dar um passo
para fugir.
Quanto tempo durou este terrivel sup-
plicio ? Nao sei. Euotava louca, ou
pelo menos sob o imperio do urna allucina-
cao tal quo a minha razio era fraca para
combater. Finalmente, um gran i.' ruido
se fez ojivir, era sem duvida dos bohemios
que voltavaui, mas no primeiro momento
julguei que me vinham procurar para me
levarem ao p da morta, o meu terror ro-
dob-ou, a faculdade de mover-rae voltou,
e precipitei-me como urna tiexa para fra
da habitacao.
Era noite, corra sem saber para onde.
Sempre debaixo do imperio do medo, con-
tituei a caminhar atravez do bosque, dos
campos ferindo os ps as pedras agudas,
rasgando os fatos nos arbustos, at quo fa-
tigada, pela forao o pela coraraocao, deixei-
iuo oscorregar por urna rocha sen tur con-
sciencia da minha situacfto.
Aldah calouse.
Acabaste a tua narracao ? parguutou
Diana.
-- A:abe, respondeu a jovon.
Depois, passa la eosa noite terrivel,
que mais?
J osabas, Diana, j t'o contei. Daus
enviou era meu auxilio ura do3 seus esco-
llados para soccorrer o proteg'r a pobre
orpha. O que me encontrou somi-morta
n'um paz desconhcido, foi a quem depois
dei o nomo de pai.
E o ramo de coral nao o a.diaste na
casa em que morreu a velha ?
Nao.
E depois, nao o viste ?
N'unca at esta momento.
- D ate parte d'esso singular acouteci-
raento quelle a quem chamas pai ?
Nao. Nunca lho dissa nada, talvez
fosse um sonho, o talvez elle nao acredi
tasse. Por isso nunca lhe disse nada.
Mas, Aldah, esta siena nilo era pro-
vavelnente mais do que o effdto de urna
vi sao.
Urna visito! exclamou Aldah. Ea'ao
como explicar-te a presenca d'este ramo de
coral n'esta casa, sobre esta mesa, aonde
o a abamos de ver. Lerabra-te, Diana,
das palavras da bohemia: Esto coral
apparecer te-ha sempre nos aiontecimentos
decisivos da tua vida! disse-me ella.
- AHali, que conclues ontaoj
O que eu concluo, Diana ? Oh a
bohemia era poderosa 1 Ella tinha a chave
das 8ciencias oecultis! Ella disso a vr-
dade O qu1? tomei por um sonho era rea-
lidade. A s^ena que nvrrei teve lugar!
t Enquanto o ramo ostver intacto, nao
corrern nenhum p^rigo serio I accres-
centou eila. E o ramo de coral est intac-
to, Diana, como vs. Ento, o nosso li-
vram mto est prximo, ent^o a infelicidat'e
c a mortc nao dv-Jn ainda ftsrir-nos. Eis
o que concluo, Diana!
A.filha do preboste do Pars elevou para
a sua c.mpanheira os seus olhos limpiaos,
s-u olhar incrdulo exprima o que so
passava so sua alma.
Evidentemante ella duvidava, nao liga-
va ao ramo do coral a virtu ie que Aldah
lhe dava, julgava um erro dos sentidos da
joven. Esta comprehendeu o pensamento
de Diana, e ia sem duvida alguraa esfor-
zar so para convencel-a e fazer passar a
sua alma |a confianca quo tinha, quando o
tumulto que havia j perturbado a conversa
das duas int'elizes criancas, soou novamen-
to com mais estrondo.
Diana lavantou-se assustada, Aldah t'>-
mou-a em seus bracos.
ida temae, disse ella, repito o. Tem,
como ou tenho, f I
Oa gritos redobravam de furor, e a es-
tes gritos reunase a bulla dos copos to-
canddo-se, dos baucos pirtindo-so. Era urna
assustadora balha, un concert estridenta
de blasphemiaj, de cantos, cujo ruido de-
via dominar o do fora causado pelas vagas
defazeodo-ss de onaootro ao pmhasco.
Dir-se-hia um i orgia espantosa, sen no-
me, reinando com toda a sua furiosa em-
briaguez.
Dapresaa est buliii, augucutando sen-
pro, pareceu approxi>Dar-sa sensivelmente
do lugar em que estavam as duas jovens.
Diana ompallidaceu do. inqoieagao o da
medo. Aldaitestava ao p della.
O alarido approxi nava sa mais. As pa-
lavras pronunciadas fra, as grutas pre
cedentes, chegavam distinctamente ate s
jovens o feriam seus castos ouviios com
as expross3aa mais grosseiras o repugnan-
tes.
A porta que separava o sali central da
galera ostava fe diada, dissamoa. S:m du
vida fora o velho Lu Chesnayj quo ti vera
esta precaujao antes da affaatar-se, pois
aquelles que estavam n is priraoiras grutas
esforcavam-se, sera duviia, pw abril-a,
mas a madeira chapeada om todas as partes
api'cscutava urna seria raiisteneia.
Todos os gritos redobravam e a raiva
principiava a succeder alegra, quando
urna panead i tarrivel fez tremer tolo o
subterrneo. Era um farro de machado que
acabava de fazer ceder a porta.
Diana dea u-.n grito agulo, e, lauca da
terror, h ncoa-se no salSo central, procu-
rando em vilo urna sabida para fugir.
.4ldah correu aps ella, esforgando se
para a reter.
Os golpes de machado succeleram r-
pidamente, fazinlo vibrar os echo3 das
grutas o reperv.utnlo-sa nomjio de todas
aquellas cavernas sonoras com urna foro a,
quo augmentavam dez vezes mais c seu
estrepito.
Fuj araos! fujamos I exclamou Diana.
Fuir impossvel dizia Aldah ;
Diaua, em nomo do co, aocega !
Mas Diaua, espavorida, nao ouvio. Ca-
da paacada na port que a separava ainda
do ura perigo daseoahecid >, augraeatava
as suvs angustias c destruia a pouca razio
que lhe deixava a 8tuaaj rtca em quo
se aahava havia muitos mezes.
Percorrendo o sallo central c as outras
tres casas, quebrava as ua!ias na3 pare les,
depedacava os dados, mesparanga de en
contrar um meio pira eicapar-se ao p r -
go; mas n3o eneontrav raa3 quo as pa-
redes do penhnsco.
Oa 3)uj olhos estavam firibunlos, a
bocea cocrospila... Unt-rro h machado
atravessou a porta de lado a lado, e, fon-
deado a maJeira, t'oz voar ti na estilha at
ao centro dj Bailo.
D.ana o Aldah estavam entao no p;qu-
queiu laboratorio, DO centro do qual asta-
va a mesa aupporUndo o ramo da coral.
A filha do preboste de Pa ia d.U um
grito cru;i; cabio para traz sobra a misa,
e a sua m&O, batalo iu coral, deixouo
culiir sobre o tapate.
A) grito de Diana su:cedeu um g-ito
maior. O coral acabava da fazer-sa em
muitos p>d -9>s.
AU I exclamou Aldah, mataate-me I
A FILHA 1)0 S11EIR0
POR
r. atj Bos&as^
Continnaco do n. 40 )
IV
idos do a.dial-o ?
8 i en soubesso, eu o levara para la,
ice. Suppomos que elle
II i/. mos de apanhal-o, pequeo, re-
plicou Fabreguette. Elle nem sempre ter
ao seu alcance um carro com ura bom oa-
Bem. Estou prompto. Onde have- m",laridade o desagradava, comecoi logo
Nao. E um Francez.
Saiut-Briac p 'usou que esse criado tiio
Utid pooia bem ser ser o auj.itu que
foi procurar o*Sr. de Pancorbo no club o
que o patrio inetteu n'uina libr para a oc-
casiSo. Esse ho nem devia ser seu cum-
plicc, sua alma damnada, e er preciso des-
cobri!-o, mas Sai ifcBriac nao tinha exa-
minado com bastante att.myao, para tar
isa lie o reconhecer, sobretudo com
ostra roupa.
Diga-m-, mea oro Sacha, tornou
Daubrao, quanio s.hiram, depois de al-
moo'j, para ir a Notic-D.vm", nlo passara a
por ama avenida com arvores plantad;,
ambos os lados ?
- Sim; depois atravos.nos urna
praca, onde ha um chafariz c estatuas.
Depois tomamos por caes, ficauao o ro
nossa direita.
Bom J sabemos, disse Fabrcgu;t-
te. O hornera sanio da ra Marbeaf, e eu
encarrego me dedescobrir a casa onde pas-
sr.r.un a noite.
Sacha olhou do tnvs o pintor, cuja fa-
XV
n
a interpellar Meriadec, que at entlo pou-
co tinha dito.
O senhor no me Jisso quem esl
com nome qu na u, a algum dos i senhora, nem quem este cavalheiro, dase
grandes hoteis d: Pariz, e vamos comejar
por t Be nlo noa c .ganamos.
Eu sou de opinilo qu; tambem se
inspeccionen) aa casas da ru t Marbeuf, ao-
)0 Daubrac, que tinha ouvido mui-
to atteutainent a orraySo Ja expedicao do
capitlo. ataclia talvez descubra para onde
O levaram quinto chegou a Pariz.
Sim, se entrar ne la. Ilci de reco-
nhecer o quarlo em que dormi e o cri> lo
que m .. sei vio, se ain ia estiver l. M 18
lembro bem do exterior da casa.
rae sement que entramos celta
i o cairo, por urna porta larga e qu.',
i pr:cio desocr urna ra
mal calcada. Eu tinha adormecido emea-
io j os 8olavanco3 acordarara-ine.
rintao pode se aposiar que adivinhei.
Dere tar pasaado a noite pela ra Marbeuf;
pensa que almojou ahi ?
Sim, cora raamai ; Paulo Constant-
nowic sahio logo pela manha. S tomamos
vidas, por um criado.
Sim, por um homem de libr, muito
e que nlo sabia o seu officio. Quebrou
maraai
ralhou com elle.
Era russo T
elle, indieaudo Rosa Verdire e Saint"
Bria:.
Esta senhora, responden Meriadec,
admirado de ouvir o su joven protegido
falla como teria fallado ura' hornera de boa
sociedade que so aclia em prasenga de
pessoaa dcaconhccidas, que na o I8fl t'i>ram
presentadas. Vo> j a vio na oseada da
torre.
E verdade, agora me lembro.
- E de boje cid diante ha do vl-a to-
dj-, os dias. Ella va morar aqui. Hi de
oceupar u.u quarto muito p;rtj do seu.
O.i l tanto melhor 1 exclamou o n :-
ino. N.io terei que ha-er me cora cssa
cria ia velha, que tara a cara cana de ru-
gas. D liceaca que llia de um beijo, mi-
nha senhora ?
a, commovida e satiafeita, tomou-o
nos brijos, deu-lhe um beijo na fronte, di
zmdo-lhe com branda
- Farei o quo puder para substituir sua
alti.
- Minha mli A senhora nao ae pard-
eo nada com ella, qu) tinha o olhar duro, e
oa sous olhos elo de u na bran ura infini
ta. Eatou certa de qu) a senhora nSo ha
.do ralhar commigo, como ella fazia.
Obi sim, li?i de amalo de todo o
meu corueao, disae calorosamente a meni-
na. E como nlo hei de amal-o ? Eu tam-
b.'m estou s no mundo. J nlo tenho mli,
o meu pobre pai est morreado.
- A senhora tem amigos, m rmur.ni
Meriadec.
Vamos constituir urna familia, disse
Fabreguctte rindo. Qu.itro irraaos o ara
filho.
E depois, s;'U pai ha da safar, ac-
erca -entou o interno. Mas, fallemos do nos-
ao negocio. O Sr. Sacha quer ;.;.. I r-nos.
E' j muito. E' prensa resolver como ha
os do proceder.
Antes de tudo, ivspondcu l'Voreguet-
te, quo nlo abandona va a sua idea, con-
vm dcscobrir a caaa da ra Marbeaf. Ho-
je meaino poaso ir pasaeiar por l cora o
pequeo.
- tM nlo irei com o senhor, disso Sa
cha resolutamente.
- E por qu ,o.
Easo menino faz bem de nlo querer
acompanhal-o, porque correra grande pe-
rigo, replicou Daubrac O homem quo
procuramos conheco o senhor de vista, poi-
que correu atrs delle, quanio sabio da
Morgu i.
A mim tambem conhece, dissa Me-
riadec.
Entao, s <>a posso, sera nionvenien
t-, encarregar-tno dessa primeira expedi-
dlo, disse ti ni a liosa Verdire.
A senhora! exclamou JItJ.c. Es-
quece >\ui correr perigo, Esse bomeo
z de tudo. E se doscabre que a se-
nhora o procura. .
Nao ha do desconfiar de urna mi
emquanto o Sr. Daubrac talvez arriscasse
a vida.
A raiuha vida est ao seu dispOr,
igremente o intern ; mas tranquil
bae-so, eu sou capaz de defender-me, e nao
me ha <.le su ".ceder nada desagradavel. O
nosso joven amigo nao qun- saber da Fa-
bregu.tt1!, mas pens que quera** aaompa-
n liar- me?
St u, se esta seuhora for coinnosco,
resputi icu Sacha, chegando-se a llosa.
Perdi, meus seuhores, interrompuu
aiut Briac, parece-me que, neste momen-
to, os senhores nao eacarara a situaglo co-
mo ella ; e paco licenca para lembrar
quo ant3do tudo daveraos verificar so o
II 'spauhol du que lliss fallei u o homom
quo procuramos una e a mesma pasaoa.
' preciso, pois, que esse menino veja o
A GRANDE GRUTA
Quando o velho Lvohesnay sou')-ra
m I u Q dos seus filhos tinha dc.;apparecido
e que, par consequ'.ncia, o po '.roso e au-
dacioso trio estava araeaado do desraan-
bramento, nlo hesitira em collocar-se
frenta dos mais dedcalos o experimsota-
dos bandidos qua viviam na gruta, para
carrerera procura daqudla qua o pro-
bos tala padia finalmente ter detido.
Quarenta homens guardavam eutlo o es
coudrijo for.uidaval cavado no penhasco, e
a estes quarenta homens visram juntar se
03 trnita giriaute3 trazidos por Camaleao,
o que elevara o numero a setenta. Destes
setenta, meatre Eu les designara vinte e
oito que deviam acompanhal-o. Deixou
as grutas quarenta e dous.
O velho ara presenc d'um perigo ter-
rivel, nlo hesitara em oscolher 03 homens
mais seguros e delicados ; deixara os g-
riantes, os quaes, tendo-sa batido na noite
pisaada e viajado at Fcarap, ateas gru
cas deba:xo d'uma terrivel tempestada, de-
viam estar fatigidos e nocessitados de ra-
pou3o. Asai a, ant^ de doixar as grutas,
traba prudenteraento fechado a entrado
dos aposontos particulares, 003 quaes se
achavara Aldah, D.ana e 03 mais precio
sos thosouros da caixa co unum para os
tros irmlos.
Camalelo fioara com o chofe da peque-
a guarniglo ; depa o velho La Chea-
nayc o os seus vinte e oito co npanheiros
tinham escalado o penhasco e haviam-se
posto em cainpmha, sem julgar qua as
aborturis das grutas tinh im sido ospiaias
por urna testimuuha invisivo!, esse pesca
dor, ou palo monos esse homem que trazia
tal costuma, o que vimos precipitar se pelo
carainho do Etretat.
Dap is da partida de mestro Eudes,
Cemalelo poz o proprio grande coesre da
sentinella na galeria que dava para a aber-
tura exterior, e os bandidos e os girian-
tes, desleixalos o desoecupados, puzaram-
se ua3 a dormir, outros a jogar.
Uamalola passeava de gruta para gruta,
silencioso, o parejeado refiSctir. Passando
diauta das cacas clieias lo mercadorias,
diante dos birria coatondo algum deleitoso
licor, dunte dos monte3 de comestiveis,
deitava sobre osses differentos objectos um
olhar iovejoso. Ora, acordando um bandi-
do qua dorma estendido no solo, acotove-
Undo um outro, que timbara passeiava,
parando era freuta d'um grup) de jogado-
re-, seu3 olhos lanc.vim relampag03, a
booca entreabra se como para fallar, o bra-
9"fzia un gasto como para impor silen-
cio, mas 03 relmpagos dos olhos oxtin-
gutram-se, os labios fechava rase sera for-
mularem uu som, o o bra^o afrouxan lo-
se tomava urna atttude indolente. Deps
Camalelo continuava o seu paes)io e as
suas reflexSes.
Depois da perto de nieia hora dessa sin-
gular pantomima, Camalelo, entrando nal
ultima galeria, chegou a porta que sspara-
va as grutas comraun3 das grutas reserva-
das, no momento em qua Aldah e Diana1
trocavam os seus prnaainentos.
O bandido oxaminou com attenQ.ao os-
ero pulosa o chapeado da porta, os ferro-
llios de segredo e a lechadura formidavel.
Deitando p ira traz um rpido olhar, e,'
convenc io qua pessoa alguraa lhe ti ves e
espiado os seus actos, tirou da algibeira
dos calcos, diversos instruraontos da me-
tal mais caprichosamente anfaitadoa uado
que os outros. Exparimantou successiva-:
menta estes objectos as fechaduras ; mas,
apezir de todos os esforcos nlo pode iri-
umphar de ura s dcllea.
rrojou para longo de si oa instrumen-
tos do que sa quizara servir.
a Este Humberto o mais hbil mecha-
nico da trra exclamou ello onraivecido.
Com os diabos Nunca poderei forjar es-
ta porta E' neceasario empregar o ma-
chado !... -
Rodiu aobre oa oalcanharea comum ges-
to de indignaclo.
Vamos, replicou elle depois de um
curco silencio, quera guardar urna parte
do negocio s para mim, rras impossivel.
As horas paasam-se... tempo de ope-
rar. (Contimta).
Hespanhol, o nlo na ra Marbeuf que
D j icr vel-o.
E' muito justo, approvoa Meriadec.
Elle nlo dove morar l, c a casa em que
Sacha pernoitou foi sem duvida alugada
por urna noite.
O Sr. dePanaorbo mora no hotel Con-
tinent d, vai tojos 03 dias ao club pelas
cinco horas e l volta durante a noite antes
la meia noite.
Nada, portauto, c mata tacil do qua es-
peral-0 porta e vel-o qaando passar.
Bastar mettar o pequeo am un car-
io, que fioar c.m frente da ntrala do seu
club, mas Jo outro la lo d.i ra, disse Fa-
breguctte. A menina Rosa entrar com
ella, visto como s quer ir com ella. Ella
ter o cuidado de fac) ir as vidracas. O
Hespanhol nao vera a cara do menino col-
lada ao vdro.
Bom e dopois ? parguutou o interno.
Depois, aa Sacha o reconheier, ire-
mos todos juntos procurar o juia lo instruc-
cSo, f iremos a nossa dcclarajao oollectiva,
o Paulo Constantinowih ser preso irame-
diatamento ; isso nao muito difnail. E
como o tratante s ter de haver-se coin-
nosco, nao se embrar de vingar-se de-
nunciando a companheira do Sr. do Saint
Briac.
U capitao abanou a cabeca. Nao estava
tito tranquilo orno 1 u s de-
do chegar r t onlo tinha ido, nao pe-
dia recuar.
- 66 Ibes pejo urna causa, meus senho-
res, disse Ih-s elle, nao d*nuncial-0 antes
detallar commigo. S: o entregaram
justiya, cu terci de to n ir certas pree.m
, afim de avilar o erfeitos do que elle
possa dizer, quando nlo teoha m lis r< s r
vas a guardar.
En'lo, exclamou Fabreguette, na la
nos impe le do fazer a experiencia esta
noite.
Nlo me opponho, disse Saiut Briac,
mas reio qua a menina de ver volcar in-
mediatamente com o menino para casi do
Sr. Meriadec, e eu peco-lhes qua uao vio
minha casa. Pens qua hor que
o Sr. M ra lee cscreva-m-. Agora, meus
senhores, s me presta despedir-mo, con-
cluio o gcapitao, lavantando-s:. Sei que
posso contar coin a sua le ddade. e paco-
Ihes que contera cora o meu reconhecimen-
to.
Tros ma nens estoaderau se pa-
ra aporta- a dalla c o aporto foi cordeal ;
Saiut-Briac, porra, nlo podia esquacerque
all estava Rosa Verdire, que offoreceu-
VARIEDADES
A Cimbres
Infeliz Cimbres, qua outr'ora
Foste villa, mas agora
Decadente povoaclo,.
Que praga te pesa em cima,
Sendo um lugar de bom clima,
Um oasis no serto ?
lhe immodiatameute o rosto I oprimi um
i paternal o ia retirar se.
E eu, capitao ? perguntou Sacha.
Saint-Briac beijou-o de bom gra lo e sa
hio aco.npanh-ido da Meriadec, oue o lovou
at o pateo.
Parti satisfeUd por tar encontrado cora-
50C3 valentes qua palpitavam con 03 mea-
mos sentimentos quo o seu e alliados cuja
dedicacin."!, ti IttWdosa ; mis nao dei-
xava de estar preoeaatpsdo com as consc-
nuencias qua p > lian ter as confidencias
que acabava de faser. Essa prcoaoupaclo
o absorvia a tal poat;, que; quanio poz o
p na ra, nao ceparou em uu homem
quo pareca estar vigianlo a ntrala da
casa.
V
Dapois que o capital sihio, Icv.mtou se
o conselho de com mu m acord. Os tres
tnosqueteiros nao tinham muito assumpto
para conversa, visto teram adptalo o pa
no de carap mha proposto p do sou novo ai-
liado.
Ficou resolvido qua Risa Verdire o Sa-
cha iriam, peas oiaco horas, espiar de den-
tro de um carro da praca, a chegada do
Sr. da Pancorbo ao club, ou 'antea a ch >
gada do Paulo Coust uitiuowi h, por jue nlo
conheci.-un do vista o fi 1 Igo lio!.
Emoii into esp irava que ehegassn o mo-
mento em que i^via sahir, ll>si foi astil-
larse no pavillil que M rgiec poz sua
disposijao. Esta estava -.-: itisfaitissimo de
ver-sua casa c i ih r-sa de n'iivimento
agitacl). O isar com Ri-
sa e adoptar S icha : so ib) cbim irico, mas,
somqninto tiveasa pasaaAo a dade das I-
luso.':, Meriadeo aspirara amar
i'oivi de >g ir i. com-
prehendia qu) lho era tempo, muito
tompo, por 11 nlo L' : r,
primeira vista, inspira.o a u na' menina de
nova anuos, un sentimonl I ru
di que a sympathia c a grati 13 i.
Por sea lado, Daabrao quera ir se om
bora. KstavA com rauiti fomo porque 080
tinha almocido.
Despedio-80, lepofl i ea-
saatadora filha do guarda d is torres de
NotrcDune, quo visitara sala
Santo Andr, qua o r i caloro-
samente #} | .'liei > c
que no dr s ria a Uc
que ella careca p ira entrar toJos os dias
no Hotel-DiH. Meriadec nto procurou ra-
tel-o e Fabreguctte, qua teria estmalo
To antiga reguezia,
J tinhas a primaaia
Da sede de municipio
E urna opulenta feira,
Mesmo em tempo em que Pesqueira
Nlo tivera inda principio !
M is hoje pelo contrario,
Nlo sei l porquo fadario,
Pesqueira, de quo s av,
Sahiu de tua tutela!
E m neta se revela,
Pois quo de ti nlo tem d !
Agora s de Parnambuco
Um povoado caduao
Na maior decrepitude;
Mas raesmo assim tito senil
Tens ura aspacto gentil,
Tens ainda ar de saude !
Cinga-te a soberba serra,
Que tanta riqueza encerra,
A famosa Ororob,
To frtil, fecunda asss,
Que de excedai-a capaz
Nenhuraa na provincia ha !
Entra as mais perenes tontes,
Quo naseera de tantos montes.
Tens o riacho Tapera,
Cuja lympha de crystal
E' rico uaanancial
Que a sede nos desaltera.
Tens estancias deleitosas,
E paisagens magosto saa,
Onde de tarde, boI posto,
Com meus filhiuhos passeio,
De teus lageiroj no meio,
P'ra de8trahir meu desgosto.
Mas Pesqueira hoje cidade,
Nlo te respeitando a idade,
Tomou-te o sceptro da mHo,
Consttuio-so monareba.
Como sedo da comarca,
Como emporio do sertlo.
Apezar de lugar novo,
Por ser mais culto seu povo,
Ter mais civilisaclo,
Pesqueira vai om progresso,
E tu, Cimbres, em regresso,
S inspiras corapaixlo!
Resta te ainda a matriz,
Templo vasto que condiz
Com tua antiga opulsncia ;
Restam-te as aulas primarias,
Cemiterio, casas varias
E do correo urna agencia.
Jls teu commercio est morto,
Tua industria sem conforto,
E definlia a agricultura
Pelo invern irregular,
Sendo um lugar de criar,
E bom p'ra toda cultura.
A tua indgena gente
Na serra vive indolente,
Sara gar..n'ias at,
Quaes na ludia os parias,
E s Das festas se apraz
Em vir dancar o tora !
Indios que um poder egregio
Deo-lhes poss^ e privilegio
D'alguns terrenos n'aldeia;
Mas do3 quaes quasi esbulhados,
Esquecidos, desprezados,
Vivera, como em trra alheia !
Mesmo co'o pouco qua valho,
Sempre me esforQO e trabalho,
Cimbres, em teu beneficio,
P'ra inda teres algum brilho,
Porque d'um raeu novo filho
E's o berc.o natalicio.
Cimbres, 9 de feverero de 1886.
Rocha Peueiba.
' experimentar a coziaha do bario, nlo oit-
sou convidar-se para almocar.
Saho com Daubrac, nem elle nem o ca-
; pitlo repararam no homem que estava de
guarda no Cassette e que nlo se tinha mo-
vido depois da sabida de Saint-Briac.
Daubrac ainda nlo sabia bem que pen-
sar da personalidade deaso artista singular,
que mal conhocia, e achava que Meriadec
o tinia aimittido na sua intimidado com
alguma precipitacao ; mas era facto con-
suinraado e nlo podia voltar atrs; alm
disso Fabreguette nao Jho era antipathico.
Daubrac r:solveu estudal-o afim de saber
o qua elle valia e so podia confiar nolle.
Vou almo9ar, disso elle. E o se-
nhor ?
- Eu bem desejaria fazer outro tanto,
suspirou o pintor, mal comprehendiJo.
Quem o impede ?
Est vazio, respondeu Fabreguette,
apertanio o bolso.
E itito a pintura nao d ?
Tenho cncommendas.
- EntSo ?
Nlo tenho com que
nao sa atormente, di
-- Ah I eis ah I
comprar as tintas.
Por hoj-
iuterno rindo.
Entlo oonvida-me? exclamou Fabre-
guette.
Se.u duvida, agora estamos asso--u-
doa. Poaao ba.u slvalo la ferae a ptosso
garantir i su talh r estar sempre
posto em Meriadec. Senloocon-
viJou hoje, fui porque j tinha dous cu-
va vas o ni) tinha encournendado aimoco
para tres. Mas oa aqui estou, e os boul-
Ums Doral nlo foram creados para os
caes.
Ah : o s ihor trata-se. Eu, quando
tenho dmheiro, cono em urna casa de pas-
co, onde par 's, tenho sopa, carne
acia a um copo da viulio. Mas como
o sanhor e3t eu rae deixarei regalar
da bom grad.
__Rijo, maita c i-1. Nlo estou atc-
ouro. minha m5 da-me urna me-
sada do ceuto c cinoeenta francos, e nos
dias em qua estou de servs, a adminis-
traoao d-me urna alimentaQlo si e pouco
abundante. Mas da vez em quando po
taz -r u na daspeza extraordinaria e no bou-
h vari Saint Michel, coaliejo um estsbele-
cimento onde estaremos a gosto, sem que
cu me arruine.
(Con inuar-se-aa.)
Typ' do Diario ra Duque de Uaiias n.45f, J
%



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