Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16889


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Full Text
QOINTA-FEBA 25 DE PETEREffiO DE 1886
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE KiO E PACA PORTE PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por tres mezes adiantadot ... ,........ 60000 ^T Por aea mezes adiantados......... ..... 13|J500
. Por seis ditos idam...... ......... 120000 Por nove ditos dem................. 200000
Por um anno .deai................. 240000 ^ZJqtSmg* por um anno dem................. 270000
Cada numero avulso, do mesmo dia............ 0100 ^"^ Cada numero avulso, de dias aateriores. ~........ 0100
DIARIO DE PERNAMDUCO
iPxofxxthbt ir Manotl f\$aevcon he Jar 4 Jtlljo*
TELEGRAHHAS
.
i
mW ILfflWLll 89 DIARIO
RIO DE JANEIRO, 24 de Feverei-
ro, as 11 horas e 45 minutos da manb.a.
(Rjcebido 1 hora e 40 minutos da tar-
de, pela linha terrestre).
Km eacratlulo. rol eleito depu-
lado m-ral. pelo 1. districto de Mi-
na Geraes. o Dr. lanoel Joaqun
de Lemo* I-
Segulo para o norte no paquete
Ingles o tacnyarapno Almelda.
Commuido das Armas
q.uaktel oenekal do commando das as-
mas de pernambco, 24 de pevebeiro
de 1886
Ordem do dia n. 74
Fayo constar n guarnicao que por telegramma
da Ministerio da Guerra, de 14 do corrente, com-
municado ein officio d presidencia da provincia,
da mestna data, oi transferido para a guarnido
da provincia da Baha o Sr. capito pharmaceuti-
co Theodoro Vieira do Couto. Outrosim : que
apresentou-ae bontem estequartel general, vindo
da provincia do Amazonas, o 3r. caito do corpc-
de engenheiros, Gregorio Thaumaturgo de Ateve-
do, que por portara do Ministerio da Guerra, de
23 de Novembr do anuo prximo paaaado, publi-
cada na ordem da dia de ajudante general n. 1961,
de 30 do mesmo mez e anno, foi nomeado para o
lugar de encarregado das obras militares d'es'a
provincia.
(Assignado). O brigadeiro, Agostinho Marques
de S, commandante das armas.Conforme.O
tenente Joaquim Jorge de Helio Fho, ajndante
de ordena interino e encarregado do de tal he.
' SSSVIJO LU A6-2K! SAVAS
(Especial para o Diario)
LONDRES, 24 de Fevereiro.
Cre-se na soluco prxima da que*
to du Oriente.
MADRID, 24 de Fevereiro.
O estado da infanta D. Eulalia me-
mora rpidamente.
Agencia avaa, filial em Parnaaibuco,
24 d;; Fevereiro de 1886
INSTRCCO POPULAR
economa poltica
(L:.rtrahido)
DA BIBMOTHKCA DO POVO E DAS ESCOLAS
CAPITULO I
KorOeM preliminares
DkfihicIo.A economa potica a sciencia-
une trata da riqueza au, mclhor diremos, a scien-
cia que tem por* objecto determinar o modo por
que a riqueza pode ser mais van taj ataiente pro-
dunda, mais equitativamente repartida emais util-
mente empregada, tanto no interesse das indivi-
duos c-nn no da sociedade. Eatuda ella tambem
as leis ou relacoes natumea, necessarias e harm-
nicas quo existem entre os diversos intereases, iu-
dividu-.es e saciaes.
O seu fim. ou ponto de applicaco, determinar
oque deve faser-se para que diminua,quanto pos
givel, o numero dos indigentes, para que o trabalho
de cada um produza a maior utilidade (j para si,
j para os outros) e finalmente para que o que
trabalha sqa compensado da sua fadiga com o
Cdas coramoddades correspondente ao traa-
rfectuado.
Outrus teianeaa, ou antes todas concorrera para
a prodcelo da riqueza. A mechanica, ensinando
a aproveitar e multiplicar a forca no trabalho das
machinas,a chimica, ensinando coma se procu-
ram as substancias uteis c como se preparam para
serem utilizadas,a astronoma, fornecendo dados
iudispensweis para a navegaco,a meteorologa
habilitando a prever o estado do tempo e servindo
assim de guiaao cultivador,a medicina, curan-
do as enfermidades e indicando os meios de con-
servar a vida e a saude, indispensaveis para o
trabalho, -a jurisprudencia, estabelecendo os di-
raitos do cada um e o modo como elles devem ser
exercidos e asscgurado3 por leis justas,todas
estas sdeaeiai produzem riqueza. Mas a econo-
m a poUtien distingoe-M lellas p >rque da riqueza
e n si ii mh, eatuda o que ella o modo por que
ml; le ser praduzida, como deve ser
consuiu la, t i m meira de aproveitar o concurso
je t, icKMicias pira a sua produccao.
Di\ auuuci do, que acabamos de fazer
do objec: 'ma poltica deduz se natural-
menle qu ?er r. divisan dVsta sciencia.
Assim, divid-a-heinos uas seguintes partes que
constituirn eatraa tantos captulos deste hvrinho:
1.", produccaa da riqueza; 2a, sua troca e circula-
co ; 3 sua repartidlo ; i; sua applicaco e con-
sumo.
(Continua).
AKL Cl'FICUL
(.overao Ja Provincia
DESPACHOS DA PKESIDENDIA DE 23 DE FE-
VEREIRO de 1886
Abaixo assignado ex-operarios da ponte Buar-
que de Macedo.Informe o Sr. inspector da The-
sonraria de Fazen.a.
Antonio Pedrs da Silva.Informe o Sr. tenen-
te-coronel commandante do corpo de polica.
Joa Florentino dos Santos.Ter baixa do
servico ndemnisaodo a Fazenda Provincial do que
est a dever.
Martinho da Silva Costa. Indeferido.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
co, em 24 de
Fevereiro d 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Thesouro provincial
DESPACHOS DO DU 24 DE FEVEREIRO
Vicente Ferreira de Albuquerque Nascimento,
officios do Dr. procurad.>. dos feitos, Francisco
Vieira dos Santos, Francisco Torquato Paes Bar-
reto, G. Laport & C, Antonio Fernandes de Oli-
veira e Antonio Joaquim Casco. Hja vista o
Sr. Dr. procurador fiscal.
Viuva Constantino P. F. da Silva & C. e Emi-
lio Soares Satisfaca a exigencia da Contadora.
Manoel Figueira do N* aciment.Faoam-se as
notas da portara da licenca.
Baltar Oliveira Se C, Eduardo Alexandre Bur-
le, Emygdio Joaquim de Sant'Anna, Dr. Prxedes
Gomes de Souza Bitanga e Francisco Cordeiro Ma-
rino Falcao.Informe o Sr. contador.
Antonio Manoel Bezerra Cavalcante."umpra-
se, registre se e facam-se os assentamentos.
Mancel Xavier Cameiro de Albuquerque.Ao
Sr. contador para conbecimento e ao Contencioso
para lavrar termo do contracto definitivo.
Joo Goncalves Torres e Leocadio Antonio de
Leo.Certifique-se.
Cominrndador Antonio Jos Rodrigues de Sou-
za. Informe o Sr. Dr. administra-tor do Consu-
laio.
Guilhermina Francisca de Araujo Lina e Ale-
xandrna Maria do Barros. Infarme o Sr. con-
tador.
Consulado i'ro vi acial
DESPACHOS DO DIA 22 DE FEVEREIRO
Antonio Joaqnim Cascao, o mesmo, Augusto Mo-
reira da Silva c Browns t C.Informe a Ia sec-
cao.
Francisco Moracs Dina e Jos dos Santo? Silva
A 1" seceo para attender.
23 -
Manoel Joaquim da Rocha.Sim, de accordo
com a iuformaco.
Miguel de Lima 4 C. e Emi i i Pereira de Abreu.
A 1* seceo para os devdoa fins.
Manoel Alves Barbasa.Ccrtifique-sa o que
constar.
Alvcs de Brito & CDirija-se ao Thesouro
Provincial,
Joaquim Ferreira Ramos Jniora Jos Monteiru
Torras de Cestro.Informe a 1 seccao.
Cunha I raaos e Almeida Machado 4 C.Infor
me a 2a seccao.
Jos Per.ira & C. -Dirija-se ao Thesouro Pro
vincial.
Ignac o da Cunha Pedrosa.A 1" seccao para
os devidos fins.
Machado Lopes & C.Certifique-se.
D. Rita Pires Falcao de Loyola.Certifique-se
o que constar.
Repariico da Polica
Seccao 2.1 -N. 189.Secretaria de Po-
lica de Pernambueo, 24 de Fevereiro de
1886. Hlm. e Exra. Sr. Participo a V.
Exc. que toram hontem rccolhidos a Casa
de Deten}5o os seguiates iadividuos :
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio, Ma-
ria Francisca de Jess, par embriaguez.
A' ordem do do 1 districto da Graca, Clemente
Francisco do Nascimento e Sebastian Antouio da
Silva, por embriagues e disturbios.
Communi'ume o delegado do t>;rmo de
Villa-Beda, que no dia 4 do corrente effectura a
o.ip-'ura do individuo de nome Antonio Joaquim de
Lima, pronunciado em crime de mort3 no termo
do Triumpho.
O cidadao Agostinho Bezerra da Silva Ca-
valcante reassumio nesta nata o exercicio da sub-
delegada do 2 districto de S. Jos.
Deus guarde aV. ExcIllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de pcli :ia, .intonio
Domingo Pinto.
DIARIO DE FERSAMBDCO
REOIFE, 25 DE FEVEREIRO DE 1886
\olldas da Europa
O paquete inglez Tagua, que passou hontem
para o sul, trouxe datas que de Lisboa alcancim
a 13 d i corrente mez, adiantando seis dias as
trazidas pelo vapor francez Ville d Moeei.
Alm das de Portugal constantes da carta do
nosso correspondente, publicada na rubrica Ex-
terior, eis as demais noticias trazidas pelo referido
paquete :
Henpanha
Escreve o nosso correspondente de Lisboa, em
13 do corrente, cer da Hespanha.
O iniii apresentou ha dias aos seus cellegas um decreto
abolindo os artgos pubbcadog contra o ensino,
pelo autigo ministro Pi Jal, pondo em vigor os de
1874, acerca da liberJade de ensino, passados a
leis em 1876.
Os carlistas andam muito agitados em toda a
provincia de lava.
Noticias de Veneza dizein todava que D.
Carlos, de accordo com a opiniao dos homens mais
importantes do seu partido, nao julga conveniente,
por emquanto, apresentar-se em campo.
Nao concorda esta noticia com a constante
passagem de armas pela tronteira francesa, que
tem cliegalo a causar a morte de dous guardas
adaaneiros franceses.
Os carlistas mostram-se dispostos a entrar
em luta eleit ral.
Em virtude das grandes providencias hygieui-
cas tomadas em Farifa, vai diminuindo o cholera.
Em Madrid ha 4,000 pessaas atacadas de pneu-
mona.
Os despachos officiaes confirmam que o prin
cipe de Bismarck expedio ordena e nm navio de
guerra allemo para ir arrear a ban ieira alterna
em todas as ilhas Carolinas ende estivesse arvo-
rada.
Os militares que se sublevaram em Badaj n
e La Seo de Urgel, vio ser brevemente anus-
tiai'S.
O Imparcial diz que os republicanos disisti-
ram da sua idea di banquete: no dia 11 deste
mez.
Parece segura nomeacao da Sr, Muruaga
para a legaca de Hespanha em Washington.
O general Molt foi nomeado segundo cabo
da capitana geral das ilhas Filippinas
Inatgurou-se o congresso dos armadores de
navios e consignatarios.
Os agricultores valencianos pedem, fundados
no que se passeu em fa'or dos trigos e dos azeites
que se cobre pelas alfandegas um direlto transito-
rio equivalente ao de contumo para os estrangei-
ras, ao que parece nao se oppor O governo em
principio.
Falla-se na fusao da companhia das paquetes
tranatlanticos com a dos paquetes mexicanos.
Os jornaes publicam varios pormenores do
que se passou hontem no tbea:ro Martin, de Ma-
drid, ond os republicanos intransigentes tiveram
ama til io muito numerosa, quando um orado*
sustentou qne era intil a luta legal as eleices
e diste que era preciso recorrer aos meios revo-
lucionarios, a commissano de polica dissolveu a
reuniao, e d'ab te originou grande tumulto.
Os Intransigentes mostraram grande diver-
gencia entre ti, havendo nns favoraveit e outros
deafavoraveis coUigacao.
O orador revolucionario o Sr. Arenas, foi preso
pouco depois de ditaolvida a reuniao.
Cbegaram a Madrid, o duques de Montp-
e usier.
No conselho ha dias expoz o ministro dos ue-
gocios eatrangeiros aos seus collegas o alca nce
das divergencias levantadas entre a Italia e os
estados da Calumnia, pedindo estes a mediacao
de Hespanha.
O ministro das obras publicas, para dar qne
fazer aos operarios sem trabalho, ordenou a re-
ccmposlco de varas estradas nos arredorea de
Madrid, e projecta ura decreto dando por caduca-
das todas as concessoes de obras publicas, de ac-
cordo com a le, empregando a importancia dos
depsitos que ho de perder os concessionarios
em outras obras ou no com eco das mesmas.
Na prxima quaresma esperada em Roma
umagrandi romaria de peregrinos allemaes, bes-
pauhoes, irlaudez .'s que silo portadores de va-
liosos presentes para sua saotidade.
No dia 10 em Novelda, provincia de Alicante,
sentiram-se tremores de trra, que duraram algu is
segundos,
Tocaram os sinos e etilaram as portas e as
janellas das casas.
Nao houvu, porm, victimas nena estragos
materiaes.
Os habitantes aterradas fugiram para o
campo.
Em varios jutros pantos de Hespanha se tem
sentido abalos de trra ltimamente.
Realisou-se efectivamente a 11 deste mez um
banquete de 80 talhere; no Hotel Leonez, dado
pelos republicanos federa'8.
Pronunciarum se discursos a favor da eolli-
ga^it i de todos as republicanos. Presidio o Sr.
Rispa, que recommendou uniao.
c Terminou o banquete s 5 horas pacifica-
mente,
Franca
Na imprensa franceza tem andado em discussio
o facto do governo ter ordenado a tranferencia de
dous regimentos de cavallara de urna cidade para
outra. Parece que foi a |uelle um acto muito regu-
lar da adininiatraeo, que nao dfva levantar ce-
leuma. Nao aconteceu porm, assim. e a impiensa
monarchica rompeu voz em grita contra o gover-
no, accusando'0 de persegu-ai republicana aos
officiaes dos do s regimentos. Um deputado da di-
reita incerpellou a esse respeito na Cmara o mi-
nistro da guerra e este defenden enrgicamente
o seu direito de dspr da forca publica como mc-
lhor enteudesse convir disciplina militar e aos
interesses do paiz. Segundo o que o ministro affir-
mou, os officiaes monarchicos filhos de familias no
bres e qne nao dispensam a partcula de antes do
appclli'lo, procuravam ser tranferidos para aquel-
lea regimentos e all iratavam de fazer propaganda
anti-republicana, nao perdendo oecasio de des-
considerar as autoridades civis.
O ministro entendeu empregar aquclle acto de
energa e affirmou estar resolvido a usar de toda
a severidade para evitar quo se faca poltica no
exercito. Urna moco sanccionando as explicacoes
do governo foi approvada por toda a maioria re-
publicana, votando ap 'as contra ella os deputa-
dos da drcta.
Um deputado intransigente julgou ter opportu-
no o ensijo para apresentar urna proposta para a
expulsao dos principes das familias que teem rei-
nada am Franca. A proposta nao encontrou apoio,
e o governo manifestou-se desde logo e terminan
tomento contra el.a. A idea do deputado da ex-
trema esquerda nao offsrece, portauto, condcoes
uenhnma de vitalidade.
No da 8 a Cmara dos Deputados discuti a
proposta do Sr. Michelin e de outros intransigen-
tes pediado um nquerto terca das responsabili
dades nos negocios do Tonkn. O Sr. de Freycnet
combateu a proposta como tendente a acensar a
cmara anterior e estabelecer precedentes psrigo
sos a impedir a unio dos republicanos e a dimi-
nuir a forma da autoridade da Franca as suas
novas possessoes,
A proposta foi rejeitada por 268 votos contra
154. A direita absteve-se de votar.
Na sesso anterior (do da 6) teudo-se o Sr.
Freycnet manifestado claramente contra a pro-
posta da amnista, e pedindo a cmara para expri-
mir pjr urna votacao a sua contormidade com as
ideas do governo, a amnista f:i rejeitada por 347
votos contra 116.
O Sr. Rachefort declarou cmara que, visto
haver sido rejeitada a proposta de amnista, dava
a sua demisso de deputado. Presume-se que a
Camira dos Deputados adherir a urna proposta,
que autorise o governo a expulsar por mcio de um
decreto os principes pretendentes, deixando-o a
ella decidir da opportunidade d'essa medida.
A Cmara dos Deputados tomou em considera-
cao diversas propostas, nomeadamente a do Sr.
Balluc, que tende a reformar a base do imposto, a
do Sr. Thiesc que tem por fim estabelecer nm im-
posto di residencia sobre os passageiros, e outra
que pede o emprego exclusivo da operarios frao -
ceses uas obras publicas.
O individuo preso como assassino de Mr. Br-
reme, prefeito d Eure, tinha ha algum teinpo ma-
niatado intencao de se viogar do prefeito.
O general Carrey de Bellemarc foi transfeiido
de Orleans para Tours, afim de assumir o com
mando do 9 carpo de exercito em substituidlo do
g-neral Schmitz.
Eff ctuou-se em Paria, na Academia Franceza,
a sessao solemne da recepyao do novo acadmico,
o Sr. Ludovico Halleny, que pronuncion um bri-
tissimo discurso, cheio de i^raca e bous ditos.
Respondeu lbe com igual pujauca o Sr. Paillo-
ron, o conhecido autor da comediaL: monde o/i
Von s'enrie. .
O principe real portugus D. Carlos assistio a
seasa >, em companhia do conde e da condessa de
Pars.
Nrt segando escrutinio das eleicoes munici-
p es de Paria fictram eleitos oito candidatos auto-
nomistas e oppartunistas.
Os ltimos despachos do Aunam meridional da i
o paiz em completo estado de anarcha. Apezar
dos meios empregados para restabelec-er a ordem
e a segurauca publica, impossivel transitar-se
pelas estradas que canduzem a capital, sem a pro
teccao de fortes escoltas. Com excepcao de dous
ou tres districtos, toda a provincia est em poder
dos rebeldes, cujos aentimeuios saa absolutamente
bostis a dominis franges.
Os radicaes em Franca nao descansara se n p': -
dir que stjam vendidos todos os diamantes da
cor a da Franca, pas pensam que a Franca nao
ser completamente livre emquanto tiver em seu
poder aquellas odiosas recardacoes das inititaicoe<
monarclucas. Alm d'isso, eaperim que o< dia-
mantes produza-aa muitoa milhoes.
Seguudo, parm, Bapat. o rico joalheiro em cuja
familia se perpetuou o cargo de guarda joias da
cora desde 1786 at 1870, todos, os calculas
phantasiados pelas intransigentes nao podem sot-
frer maior decepyao.
O Regente, o famaso diamante que se supponha
valer urna duza de milhois de francos, o re dos
diamantes da coroi, vale muito menos, e assim as
outras oito ou dez joias que o seguem em inereci-
mento.
As pedral preciosas que fgaram no the-'ouro dos
manarchas de Franca aacendem a 77:426.
Mas, segundo a avaluco de Bipot, todas estas
jo:as apenas poderlo rendar uns quatro ou cinco
milhojt: do francos e preciso que para Uso appa-
recam no leilo colleccinnadores de antigedades
e amadores de recordacoei' histricas, sem o que
nem mesmo aquella somraa te obter.
No da 11, na cmara dos deputados, o Sr.
Bally, socialista, interpellou o governo tabre os
aco'itecimentos de Decazeville e atacou com vio-
lencia a companhia das minas de carvlo de pe ira
e o ministerio. Por duat vete ioi chamado a
ordem.
Respouden-lha o ministro daa obras publicas,
que severamente condemnou o assattinato do Sr.
Watrn, cujo actores serao castigados com toda o
rigor da lei. Aconselhou a concordia entre o ca-
pital e o trabalho e affirmou que a vontade do go
verno proteger os cidadaa.
A cmara dos deputados applaudio calorosamen-
te o discurso do Sr. Freycnet, o qual declarou
que o governo far respeitar a liberdade de todos
os cidados, mas ha de manter a ordem contra
quesquer ameacas de perturbaco da tranqaillida-
de publica.
Depois d'este discurso a cmara approvou por
301 votos contra 188 a mocao de ordem aeccita
pelo ministerio afirmando appravar as declaracoes
do governo.
A prxima sesso seria no dia 15.
Na recepcao diplomtica do dia 11 o Sr. de
Freycnet lembrou ensrgicimente ao Sr. Delyanni
os graves perigas que a Grecia correra se atacas-
se a Sublime orta.
Landres, vindo
Inglaterra
O Sr. Gl .d8toofi nao gastn muito tempo a orga-
nisar o novo ministerio. Fal-o muito mais fcil e
muito rpidamente, em contrario ao que se presu-
mi, do que succedura ao marques de Saliabury.
Divergen] muito os jornaes inglezes segundo as
suas dores po -ticas, na apreciacao da forca do
novo gabinete. Em quanto as folhaa conservado-
ras qualficam de fracaa nava situaco, pelo con-
trario os lber-es attribuem-lhe todas as condcoes
de robuscez a de resistencia
A verdade que o governo com quanto forte
com a autoridade que lhe d o Sr. Gladstone e
com a victoria alcancada pelo partido liberal naa
ultimas eleicis, ressente-se da falta de alguna es
tadistas, que fizeram parte do anterior ministerio
liberal-
Dos quatorze collegas que o Sr. Gladstone tinha
n'aquelle gabinete seis nao figurara na nova com-
binaca ministerial. Sao es3ea : lord Selborne,
ex-lord chancelle r ; lord Carling ford, ex-presi-
dente do conselho privado ; lord Derby, ex-mins-
tna das colonias ; lord Hartington, ex-rainistro
da guerra ; Sir Carlos Dilke ex presidente do local
govarment boarJ ; lord Narth broak, ex ministro
da marinba.
Entre estes, lord Derby, lord Hartington e Sir
Carlos Dilke fazem nnegavelincnte muita falta no
actual gabinete
Os dous primeiros nao entraram n'elle par nao
concordaren! com o programma radical do Sr. Gla-
dstone ; Sir Carlos Dilke por ter que responder
u'ura procesta que lhe foi instaurado em virtude
de intrigas palivicas dos conservadores.
Na i est anda tuta a escolbu dos individuos a
quena o governo confiar os cargos da corte e da
casa da ranina, que dependen do ministerio. E'
na cathegoria da alta aristocra a que se recrutam
aquelles funcionarios, e urna parte da nobreza
whig est n'este momento indisposto com o Sr.
Gladstone pelas ideas radicaes deste na poltica
irlandcza. Por isso, o Ilustre estadista ha de en-
contrar alguraas ditficuldades na escolha que tem
a fazer.
O novo gabinete ficou pois definitivamente
organisado, tendo a ranha Victoria approvado
a seguinto lista :
Presidente.Lod Gladstone.
Lcri chancellen -presidente da cmara dos
lords, Sir Farrer Hershell.
Presidenta do conselho privado.Lord Speacer.
Interioi.Mr. Childers.
Estraogeiio.Lord K ise burg.
Colonias.Lord Graville.
Ministro da India. Lord Kimberley.
Gueria.Henry Campbelle oannerman.
Fazenda.Sir William Harcourt.
Marinh. Lard Ripon.
Presidente do conselho do governo local.
Chamberlaiu.
Ministro da Escossia. Mr. Treveylao.
Commercio.Monde tt.
Irlanda-John Morley;
Procurador geralGeorge E. Russell.
O ministro da Irlanda Mr. Morley, o nico
membro do gabinete, qne anda nao lizera parte
de nenhum ministerio. Os restantes, nomes que
figurara na lista approvada pela rainha, sao j
muito conhecidos no mundo poltico da Europa, e
a escolha delles na actual conjunctura vem pro-
var-nos mais urna vez o fino tacto de estadista no
velado sempre pelo velho liberal GUdstone.
Entre as questoes graves que o novo gabi-
nete tem de resolver, encontrase, alm da ques-
tio irlandeza, a questao da Birmania, e parece
que lord Gladstone se oceupar della seriamente,
desstndo de todos os propsitos de conquista n'a-
quelles reinos. >
Informara as folhas estrangeiras que os indi
genas da Birmania e em especial, as tribus beli-
cosas do interior, amantes da sua independencia e
cheias de odio por tudo quanto europeu, perma
ncem na mesma attitude aggressiva e fazem urna
guerra cruel aos invasores, guerra que vai toman-
do o carcter d-s um movimento nacional a cuja
frente esto enllocadas alguus principes, parentes
da mallogrado re Thib.
A empreza do general Prendergast foi fcil,
porque consisti em invadir com tropas bem dis-
ciplinadas um paiz quasi selvagem, em oppd' s
flechas e s funias, espingardss e canhoes dos
systemas modernos ra lis aperteicaados
Mas a ompreza commettida ao Sr. Bernard, or
gauisar a administraco civil de um paiz que se
acha as condico:s d'aquelle, assumpto em de
masa arduo, em que a Inglaterra corre o risco de
nm desprestigio prejudicialissimo para os seus
grandes atareases colouaes na Asa.
A' parte esta cansideracao, ha um principio de
ju jtica, que aconselha Gr-Bretanha a desisten-
cia do3 seus propsitos na Birra in i.
O partido liberal inglez censurou sempro a po-
ltica de lord Salisbnry nesto ponto, e nao quere-
r agora seguir aa pisada1* dos seus adversarios,
noo principios e nos proceasos.
A tareta de Gladstone, no que respeita aone-
xafo da Birmania, consista em desfazer os erroa
do gabinete Saliabury Procedendo assim, conse-
guir para o seu p*iz, alm de outras importantes
vantagens de carcter internacional, que nao sao
de natureza a despresarem-se.
Mais urna dossas ruidosas scenaa do agita
(o que, por vezes, dao em alarme a Babylonia
moderna, acaba de passar-se em Londres no dia 8.
N'aquellu dia, os operarios faltos de trabalho fi-
zeram urna grande demoustr.1510 em Trafalgar-
square ; pronunciaran se violentos discursos con-
tra os proprietarios e capitalistas, exhartando a
multida ao saque. At s 4 hoias da tarde, po-
rm, nao houve lesardem alguma, nao passando da
aggomeri^ao extraordinaria de povo e de discur
sos incendiarias.
Em consoquencia das excitaces ao saqne fetas
pelos oradores mais violentos no comicio dos esfo-
meadot em Trotalgar-square, os operarios faltos
de trabalho quebraram os taipaes de varias lojas
e roubaram consideravel quantidade de mercado-
ras de to la a especie e destruiram as mobilias de
alguns clubs.
A polica prendeu grande numero de socialistas
irlandeses que despedacavam as carruagens que
ene intravam, maltratando as pessoas que am
dentro.
No da 9 nao foi alterada a ordem em Londres.
Os estragos causados pelo grande motim do dia 8
avaliam-se em 50,000 libras.
No dia 10, o Si. Parnell chegon ao meio-dia.
A multidao que ettava na gare do caminho de fer-
ro, gritou: Tohece Wh Parnell! Resul-
tou d'ah urna rixa geral em que ficaram feridos
mu 1 tos individuos.
Havia receios de que se repetissem n'aquelle
dia as desordens do dia 8 Suspeita-se que a
ciy est ameacada de ter invadida por bandot da
populaco dos arrabaldes de sueste e sul, onde se
da estarem a reunir-te grandes magotes. De
Greenwich e Deptford tinham j partido dous ran-
- T chos numerosos, em drecc > a
- quebrando as vidraca de todas as casas que en-
contravam no transito. As lojas trataram loge de
fecharse com grande alvoroco.
A' noite de 10 de fevereiro houve perfecta tran-
qnllidade em Landres.
Os chefes socialistas nao foram presos.
A policia dispersou sira diffieuldade ao anoite-
cer os magotes que vinham de Deptfo-d e de ou-
tras aldeias do sul. R-nasce a confianca
diz terminando communicaco a que nos referi-
mos.
No dia 11 continuou a reinar tranquilldade ab-
solula, em Landres, no descansando as preeau-
ce8 policiaes.
Todas as lojas estavam abertas e os negocios
proseguiram como de ordinario.
Foi motivo de grandes commentaroa a circu-
lar de Gladstone a seus eleitores. Todos procura-
vam encontrar no mais insignificante periodo, ou
na mais pequea palavra, indicaces seguras so-
bre a futura poltica irlandeza d primeiro minis-
tro.
Diz se que o Sr. Chainberlain (o chefe da n
transigencu liberal), qusr evitar a qaesto agra-
ria ; mas que o Sr. Parnell insiste em dar prefe-
rencia questao palitica.
A circular dexa no vago esta questao da prio-
ridade ; mas em compensaca muito signifiativa
sadr as medidas de repres3o. Iieclara termi-
nantemente que o governo de lord Silisbury tinha
resolvido por urna pedra em cima das quest-'S
agrarias e polticas, estando, alias, resolvido a
empregar a sesa prepiraula leis coercitivas. O
Sr. Gladstone, pelo contrario, quer encontrar ou-
tro meio para restabelecer a ordem e a paz na Ir-
landa.
Esta circular descontenta a quasi toda a gente,
porqu pirece querer desde j preparar o publico
a esperar muito por soluces cuja urgencia par
todos reconhecida
Afim de evitar ou de nao provocar a hostilidale
das parnellistas, ou de nao asaustar os uglezes,
anda nao resolvidos inteiranaente, paree: que a
questao ser protelada at depois da poca em que
se espara va poder encontrar um modo qualqur de
cobrar os alugueis vencidas.
Os interesses financeitos esperarao de novo, sof
frendo jraves prejuizas com a dem t, emquanto
eeperam urna solucaa; mas sil tantas as pessis
a satisfazer, tantas cutras com as quaes preciso
ter cantemplacea, qne o novo gabinete se quizer
vi ver mais alguna inezes, ser obrigado a mano
brar com precaucis inauditas.
O Sr. Cbamberlain tambem escreveu aas seus
eleitores, e segundo se diz, nos mesmos termos que
o seu chefe.
Quanto s relacoes entabondas pelo anterior mi-
nisterio com o Egypto e a Turqua, parece que
esto longe de serem agrada veis poltica in-
gleza.
A Poli Mal Gazette declara que a missao espe
cial de Sir Henry D. Wolff em Constantinopla e
no Cairo, ficou de todo frustrada.
O fim appirente de tal missa, accrescenta
aquclle jarnal, consista em obter a cooperaco das
tropas turcas para a pacificar a do Soldo ; mas
o sulta recusou-se a ir trabalhar par conta da
Ioglateira.
Sir Henri D. Wolff proeurou ento ver se obti
nha do vce-rei do Egypto a permisso de recru-
tar tropas para o novo exercito egypcio as pro-
vincias asiticas do imperio ottomano ; mas ainda
aqui elle foi de encontr oppasicao do sulta, que
que priva assim os inglezes da ultima esperanca
de formarem um exercito musulmana capaz de
defender o valle do Nilo.
O caso que o sulto lngara vidamente mito
de todas as occasiss que se lhe antolham para re
cuperar a sua antiga influencia uo Egypco, dei-
xando aos inglezes os encargos pesados e esmaga-
dores que traz com sig* a defeza d'aquellas re-
ges.
Lord Mordsen foi nomeado vice-rei da Irlanda,
sem assento no ministerio, o q e interpretado
com o provado esejo do Sr. Gladstone de dar
questao irlandesa a cor dai opinies publicamente
confessadas pelo Dr. John Morley.
Este nao apparentemente mais do que o secre-
tario do vce-rei ; mas o ministro e responsavel
pelos actos do governo perante o parlamento.
Alemanha
O vice-cousul alterna) e capito d'um courac/ido
escoltada par 30 soldados desembarcaran na ilha
de Legiep, uina das da archipclago Marshall, e ar-
vorarain a bandeira al lema, apezar dos protestos
do vice-cons'jl americano e de tres estrangeiros
que commerciavam na ilha.
Os allemaes, depois de se terem demorado un3
tres quartos de hora, arreiarara a bandeira e reti-
raram-se para o navio, que vsitou em seguida ou-
tras muitas ilhas d'aquelie grupo, onde fizeram
iguaea demonstrac-s.
No dia 6 urna commisso compasta de muito
membros da municipalidade de Berlin, el rei a
conferenciar com os delegados das comporac"s
inercantia, a respeito do projecto de urna expasi-
^ao nacional em I88J3.
Acha-si gravemente enferma com urna pneu-
mona o Principe LeopalJo, filho do Principe Frc-
derico Carlos.
Est concluido o convenio militar entre a Prus-
sia e o ducad > de Brunswich.
O regiment de Brunswich dixa de nzar o seu
tradiccional uuiforme negro, e adopta o uniforme
prussiano.
O Kechstag approvou, em primeira e segunda
leitura, o projecto de lei garautindo o juro no em-
prestimo egypcio, em canfarmidade da convenso
de Landres de 1885.
Diz o Tagtb'att que o ministro allemo em Tan
ger, Bario Festa, concluio um tratado de amuade
e de commercio com o suljao de Marroco*.
O tratado cantera Crinta u nove artigas e conce-
da aos aubdit .s allemaes vantagens anlogas s
que foram concedidas, aos subditos ingleses, pelo
tratado de 1856.
Foi presente ho Reichatag o protocallo assigna -
do en 24 de dezembro ultimo pelo Conde Herber-
to de Bismark e par Mr. dV Courcel, em que se de-
fino quaea aa poasesses francezaa e allemaas na
costa occidental d'frica.
Por este documento, a Alemanha cede em favor
da Franca todos os direitos de soberana e protec-
torado sobre os territorios v.o sul do rio Campo
Chabia ds Biafra e a Franca desiste de qnaesquer
pretences sobre os mesmos territorios ao norte do
mesmo rio.
Na costa dos Escravos, a Franca reconhece o
protectorado alemo no territorio de Fogacede de
codos os seus direitos sobre os territorios de Porto
Seguro e Popa Pequeo, n reconhece tambem, n'es
tes, o protectorado allemo.
U ni commsso mixta determiuar os limites
d'estes territorios, a partir de um ponto da costa,
entre Pop > Pequeo a Aque.
Na costo da Senegambia, a Allemanha renuncia
todas ai mais pretencos ao territo'io situado entre
Rio Nunes e Mellageren, e particularmente a Hoba,
e Kabitai.
No mar do sul, a Allemanha obriga se a nao im-
pedir aue a Franca oceupe as Novas Hebrides,
promettendo a Franca proteger os interesses da
commercio allemo em Hoba e Habitai e conceder
aos saldistas da Allemanhanaquelles pontos, todas
as vantagens e privilegios de que gosarem oa ci-
dados franceses.
Finalmente a Allemanha garante ao re Meusa,
de Porto Seguro, a posico que at hoje tem dit-
fructado sob a protocolo di l'ranca.
Oriente
E agora muita maia tranquillisadora do que era
ha poucos diat, a tituacao do Oriente.
As potencias esto empregando os mais enrgi-
cos esforc/oa para impedir que te trave nova lucta
entre os pequeos estados dos Balkans, e v-te por
urna nota collectiva que dirigiram a Servia a Gre-
cia e a Bulgaria, que esto resolvidas a intervir
activamente contra qualquer dos estados que seja
o primeiro a romper as hostilidades.
A' Servia a nota foi entregue no dia 31 de Ja-
neiro
Aquella documento, devido a iniciativa da Rus-
sia, concine nos seguintes termos.
As grandes patencias esto de acord para
esse caso de renovaco de hostilidades, declarar-se
categricamente contra o atacante seja quem for,
para defender os interesses do atacado e para nao
consentir em nenhuma modificaco territorial, qual-
quer que seja o resultado d 1 guerra.
A Servia respondeu que subsistindo ainda a
mesma situaca e nao garautindo as patencias o
prompto desarmamento da Bulgaria, nao poda
consentir na redueco do seu exercito ao p de
paz.
A Grecia respondeu igualmente com urna re-
cusa.
Comtudo, em presenca daqnella ameaca, nao
provavel que, nem urna nem ^utra, se aventurera
a dar o primeiro passa no caminho da guerra.
Por outro lado as quost "s da Romeiia parece
difinitvamente resolvida.
A Turqua ja notificou as patencias os termos
da conv^nca com o principe Alexandre, eonvenco
feita sobre as seguintes bases.
O principe encarregado do gaverna geral da
Remeta Oriental, as termas do tratado de Berlim
enquanto e'.lc mantiver urna attitule correcta e fiel
para cora o suzerano, emquanto se dedicar a ma-
nutenco da ordem, a se^uranca da provincia e ao
bem estar da populaco er Ihe-ho renovados os
poderes de cinco em cinco anuos.
No caso de haver qualquer aggresso estrangei-
ra contra a Bulgaria ou contra a Roraela Oriental
as tropas ottomanas cooperarlo com os blgaros e
os romelico8, sob o commando do principe na de-
f za daquelles territorios.
Dando se aggresao estrangeira contra qualquer
outra provincia da Turqua da Europa, o principe
para ao servico do sulto as necessarias forcas bul-
garas, a quaes cooperaro com os turcos sob o com-
mando de generaes ottomaios.
Suppe-se em geral que o convenio turco-bul-
garo ser finalmente aceeito com algunws in^dfi-
cacoes, pois as potencias esto resal vidas a man-
ter se em perfeito accordo.
O Times do da 10 affirma tambem que o czar
manifestou francamente o desejo de uraa soluco
pacifica aira a questao dos Balkans, embora pre-
fira a reuniao real da Bulgaria
Chegaram a Suda a 9 de fevereiro os navios de
gurra ru8sas que deviam tomar parte na raanifos-
tacao naval contra a Grecia.
Assegura se, porem, que reeeberam contra or-
dem e que fiearo previsoriamente em Sniguve.
E certo que se espalhra em Constatinopla e
all fizer 1 grande impresso a noticia da recusa da
Kussia a approvar o convenio turco-blgaro.
Como accima disemos, todava, parece qne a
Kussia acabar por modificar nisto as suas opi
nior.
Corre o boat 1 de estarem ajustados os espousaes
d 1 principe herdeiro do throno da Russia com urna
filha do principe do Montenegro.
As relacoes entre a Peraia e 1 Sublime-Porta ja
toram melhores do qne sao neate momento.
O Timo diz que no dia 10 Sr. Gladistane noti-
ficou as potencias, que proseguir para com a
Grecia a poltica domarquez de Salubury, eque
mintem as ordens por elle espedidas a esquerda.
A repblica franceza adhcrio a nnio pessoal
das Bulgarias sobre a condieco de que todas as
outras potencias adheriram tambem, alias retomar
a sua liberdade de aeco.
Noticias de Bucharest asseveram que a Bulgaria
reclamar formalmente urna indemnisaco de
guerra.
Diz nm despacha de Sophia, qne o governo bul -
gar, em vista da attitnde e dos armamentos da
Servia, toma providencias para fazer face a toda e
qualquer eventoalidade.
A Gazeta de Moscou affirma saber de provinien-
cia certa que a esquadrilha blgara continua a ser
commandada por dois refugiados russos, os nihilis-
tas Lantzby e Sibiriakiff, ambas antigs offieiaes
da raarinha rnssa, e qua'ifica este facto de desleal-
dade.
Parece, parem, que esta e ontras pegadilhas nao
sao mais do que pretexto dos moscovitas para obsta-
rom ao accordo turco-blgaro.
Entretanto nos circuios officiaes ottomanos espe
ra se que as patencias, que na ultima conferencia
aconsetharam Porta que ae entendesse directa-
mente com a Bulgaria, trabalharo actualmente de
accordo com ella para conseguir esse fim.
Affirma-se que a Allemanha influe na corte de
S. Petersburgo no mesmo sentido.
Onde a questao est longe de ter um resultado
pacifico Ha Grecia.
A noticia que os turcos insultaran] a bandeira
grega em Constatinopla causou urna grande irrita
ci era Athenas.
O governo helnico pedio explicaces.
Dssmente-se categricamente o boato espalbu
de a:lo Times da nb'.icaeai eventual do rei.
A poltica greg?. continua inviavel.
Os turcos once'itrarain numerosas tropas na
fronteira grega.
Esperamos,
O Times de 11 affirma que a Servia e a Grecia
celebraram um tratado de allanca sob es auspicios
da Russia.
Estado* l 'nidos
Communicam de New-York em 9, que as desor-
dens oecorridas em Seattc nos territorios de Was-
hington por causa do odio aas emigradas cninezei
as tropas americanas carregaram 03 amotinados
deixando um delles morto e muitos feridos.
Os ehinezes continuam ser protegidos pela forca
publica.
Na vespera, a populaco de Seattle, obrigra
todos os ehinezes all residentes a embarcar nnm
vapor que parta para S. Francisco.

EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambueo
PORTUGAL Lisboa, 13 de Fevereiro
de 1886
O pedido offic al da mo da filha dos condes do
Pars a princesa Maria Amelia para S. A. real e
principe O. Carlos, j toi feito pelo nosso ministro
em Franca, e da auuuencia dos pas da noiva se
deu conta as duas cmaras legislativas sendo es-
se facto auspicioso annunciado a cmara dos pa-
res pelo Sr. Fontes Pereira de Mello e na dos de-
putados pelo Sr. conselheiro Barjona de Freitas
ministro do reino.
A cmara alta delberou felicitar SS. MM.
Eis como o Fgaro de Paria de 7 do corrente
mes se refere ao casamento do principe real :
II intem. s 11 horas da manha, o Sr. Andra-
de Corvo, ministro de Portugal apresentou se no
palacio da ra de Vaiennes e enti ;gou ao Sr. con-
de de Paria e condessa sua esposa as cartas ai-
tographas de suas magestades os reis de Portu-
gal, pedindo para seu filbo, o duque de Bragan-
ca, principe herdeiro, a mo da priac za Maria
Amelia, de Franca.
O negocio pois offical, e este casamenta, de
que at hoje, por um bem comprehendido sent-
ment de tacto e de dacrica para com os augus-
tos nteressados, nos tiuhamos abstido de fallar,
est desde hontem (6) absolutamente decidido
Logo depois do p .dido, o representauto_ de
Portugal dirigio-se para casa do Sr. de Freycinet




B
;
UEBIVEL


Diario de PcrnambncoQuinta-feira 25 de Fevereiro 1886


I

i

I




afim de o informar delta allianca em nome do sen
oberano e do san gobern. O Sr. da Frey
estava ausen:e e por aso o 8r. Audrade Corro de -
va, neata meama manha, voltar ao ministerio de a
ros.
., Este brilhaote unio que vai estreitar (conti-
nua o Fgaro), ainda mais os tac >s de amlsade
entre a Franca e Portugal deve produzir nos dois
paizes urna profunda impresaao
o A princeaa Amelia, Je quem se admirara os
encantes, o ar fidaigo e a extrema bou lade, poia,
hoje, princeza bardara d>- Portuejal.
Quautj aa duquaide Bragane* ja dissemos tu-
do quanto tiuhamos a dizer a respailo do seu nas-
cimento, da ana moeidade, da sna elegancia, do
geu espirito, do-seu goeto littcrano e artstico e da
grande aympathia que Ihe coneilia-toda aa aui-
**, difficil de reprodnzir todo nunoms e to-
dos os ttulos do moca principe. Chama se Carlos
Fernando Luiz Maa Vctor Miguel R iphael Gon-
Xavier Francisco de Assis Jos Simio de
Braganca Sabaa Bourbau Saxe C ubaurg e Gotha,
duque de Bragaoca. Naaceu a 28 de etembro da
1864 e tem um anno mais do que a prineza Ara- -
lia. Tein por rae a ranba Maria Pia, fi.ha d de
funto rei de Italia, Vctor Emmanuel f da ratnli 1
Adelaide, archi-duqueza d'Austria
Nio ha principe melhor aparentad1. Esto her
deiro da antiga casa de Braganca est ligado pe
los lacoa mais ntimos aos Habsbourg, aos Bour
bons, casa de Saboya. a familia rea] de Iugla
trra e imperial do Brasil, e seu av paterno
falleceu ha algumas remanas apenas, era um p in-
cipe de Saxe Cobourg Gotha. Descende directa-
mente da mperatris Mara Therexa, p.ir sua av
materna, a rainha Adelaide, filha do archduqua
Renier.
.. Nao poder saber bem de todas estas allian-
cas mperiaes, reaee, gran-duetzos. quom nao sou-
ber de cor o Almauacb de Gotha.
Iudieacao particular, sobrinho por allianca,
do principe Napoleo.
O chefe de familia Bonaparte fioa teudo 20
mo sobrinha, desde boje, a princeza Maria Amelia
da casa de Frauca.
E' talvez a mais original de todas as eonse-
queucias desta gr lude uniao.
Umjantar deve rcuuir esta naite a mesa do
conde de Pariz, todos os principas c Drincezas da
casa de Orleans.
Nao aasistirao senio, com os noivos, o duque
e du-jueza de Chartres e seus trez filhas ; o duque
de Nemours e a princza D. Branca. ; o principe e
a princeza de Joinvill ; o duque de Aumale ; o
duque e duquesa de Acncon ; o duque o a du-
queza de Penthivre ; o principe Czartoricki; o
duque de Orleans e a princeza D. He'ena etc.
A?sistiro mais o visconde do Seisal, ajudaule
de campo d'el re de Portugal, e amavel secreta
rio do duque de Braganca. e o marquez de Se-
queira. .
Esta brilhaute uniio matnm'inal, cuja data
ainda r.io esta deteminada, nao so realisar nom
em Pariz, nem na cap lia do palacio de Eu.
Exige tradccii. que o casamento de um
principe real herdeiro de um tbrouo, seja celebra
do no propro paiz que csse priucipe deve um dia
governar, n> meio dos s-us futuros .u' ti-os; e
por essa razio que a cidade de Liaba ver den
tro em poucas semanas as bodas solemnes deste
casamento.
__ A princeza M.na Ame.ia Helena Orleans
Bourbou, que dentro em pouco ser a consorte do
priucipe herdeiro da coroa de Portugal, nasceu ein
28 de seterabro de 1865.
Por urna coincidencia, que deve ser mu grate
aos dois conjuges, coincidem no mesmo dia os an-
iversarios natalicios de um e outro. E' a filha in-iis
velha do conde de Pariz. Tem cinco irmaaa: u
principe Luiz, Phiiippe Roberto, a priuceza He-
lena Luiza, a princeaa Maria Isabel, a princesa
Luiza Francisca e o principe Fcrnaudo, que t m
dois annos incompletas.
A casa de leles est aparentada com asprin-
cipaea casas reinantes. Depois da marte do con-
de de Chamburd, representante do ramo primog-
nito da familia Bourbon o conde de Paris ficou
seulo o chefe de toda a familia, a, cama tal, tvtt-
siderado pelo partido legitmista trances, salvas
pequeas disidencias dos que Ihe preferem a filno
de D. Carlos e que por sso sao conbecido? sab a
designacao de blanca d'Espagne.
O casam-nto do principe real D. Car'os com a
filha mais velha do conde de Paris nao tem uem
podia ter o menor intuito de ntervencao natsa,
directa ou indirecta na poltica francesa. N
estara em nosso poder, observa judien- ament
urna filha de Lisboa, exercer qualquer afluencia
nesse 3 ntido. Antea do -lasamento, comidep-is
do casamento, o nosso paiz continuar, por sua
parte, a minter a maior cordialidade de relacoei
com a Pranca, seja qual for a forma d- govern ..
que esse nobre f glorioso jaiz para si esjolha.
As fo has monarchica-liberaes da paia 1 in i un
a gentil princesa, cujo eulace com > herdeiro
presumptivo da coroa portiigneza fai hi p.ueo-
Jia3 aunnne.ado ofljoialmeute, frzenJo os mais
ardeutes votos para que os noivos teuham urna
vida de perennes venturas, como o merecem,
qne aellas irradie pan. I'ortn^al, que hade accla-
mal-os, um inflixo igual de felicidades.
Assim seja ?
As propostas fininceiras do Sr. Hiutze Ri
beira, das qu,.es visiV'lmeute, como 33 colhe do
relatorio que as proced", fai eliminada urna, e
j sen lo objecto de adora los artigas de aualyse
jornalist.ica por parte da imprensa da opaosicio.
A bagaren das apostrophes vi >1 entes sahia
ra. Prepara s- um (fUU m nw pan dainin-
ga 14 do torrete, afl le se repres.-ntar eautra
aquella' rede varredt ira que vai arrazar a ex
hau/ida bolsa do conti ibuinte, com^ um aggrava-
in nto tributario coujo ainli se u.io tiuba visto
neate p;iz. ni dias 1 maiana reuni a convite
do gov tu 1. el ni 1 > priseutes os ministro: t > 11-,
menos o Sr. B ,cage, d 3 negocios estrang<-iros, que
ai:ida continua adoentado, ou doente diveras.
1 reaniao apez.tr, das exhortacoes do
nobre presidente do BOaaolbo de ministros, nem
todas as rosea foram coacordes, nem todas as he
8Ucoc3 Dirn tiratas 1 S. Exe. e ao seu eollega
Ja f'azeoia, que, i.fiual, tjve a in/eiiuidade I- de
ir, que no seio das conmisao '3 par un t UM
aceitara todas as moJifieacoes aos seus DTOJ atea,
mas que outro tanto nao f .ria sendo- he apresen
tadas eui pen 1 parlamento .'
Q ie-:"a 1 de vaidade foi esta canfissao, mai; que
sincera, que a op;>>3c > o i a a* loou, eo^rossau-
d>-a com aquill.s romeas lentes de que as folhai
hostis aes gabinefs s-jam elles quaes forem dif-
poe sempre qne se trata de ames 111 a!i ir a ine'ter
a ridiculo os s.-us adversiri. s p.litios.
A commsso ejecutiva do part Jo progr^s asta
tambem tocou capitulo e entre ai coinbuiou qual
a aititude que a opposicio. progressista deve auu
mir perante esse plano financeiro, qne, na grande
maioria de suas disposicoes, e incompativel com os
verdadeiroe interesses da nossa industria, do nosso
ommercio e, em geral, do consumidor a quera ave
xa sobrecarreganJo-o com barbaridade.
Julgo que a deliberacao tomada toi no sentido
de eombater a toio o transe o plano tributario do
roverno, pelo menos a linguagein dos peridicos
prosress3tas assim o revela.
A agitacao vai comecar pois, em Lisboa, onde
nunca toma g.andea propor^s, mts as prona
cas, onde o ciso mais serio do que as conteudas,
anda nao serenadas de Braga com Guimaraes.
E a proposito, o pacifieaior uiiraculoso d'aquel-
laa regV-8 imnhtaa, o Sr. coaselheiro Peito de
Carvalho, qu- fra servir interinamente de gover-
nador civil do districto de Braga, j veo a Lia
boa, onde parece ter informado o soverno dp que
apena conseguir reatabeiecer as relacoes uflciaes
entre Braga e a cmara municipal de Guinaraer;
mas que por ora a rivalidade e divergencia couti-
nuava no inca p, po.qaaiito nem urna nen ou
tra cidade se achavain dispostas a ceder das suas
pretencoes.
Omitto-lhes a nota, de varios telegrammea espa-
rentowjs, que aiuda se expedirn daquella* eida-
des para jornaes de Lisboa e Porto, descreyen-
do em lacnicas mas entliususticai phrasea aa d-
monstracoes, vivas, toguetes a discursos cora
que foram saudadaa as respectivas commiaio.'S de
vigilancia etc. A reeepcao feta, em ambas, ao
Sr. Peito de Carvalho, tiunbem foi omito lison-
geira..
Voltendo porm qu^sto tributaria, de qne na
minha ultima Ihet dei larga i uf.irmacio, enviando
lhea o resumo dos seis pr jectos do Sr. rtintze
Ribeiro, ouvi ha poucos das um asacaba que se
nao iuteiramente original, vem muito a pro-
po.-i"o.
__ Os progresslstas, embora votassem p.r cohe-
rencia, no parlamento, contra aa mediJ.aas finan-
ceiras, deviam limitar a sao a sua opposicio e le-
vantar as mos ao ceo que taes medidas paaaas-
sem, mi diaia um critico.
__ Mas como ? e porque, Ihe torne eu.
__ Por urna razio muito simples. O odioso,
vetadas ellas pelo parlamento, (icaria todo para a
altuacSo regeneradora que aa propoz ; e as oro-
greasistaa, qnando voltaasem ao poder, j encou
trariam votado e convertido era le aquella aggra
vamento de impostos, com que paderiara desafoga
dam-nte fazer fai e ao augmento sempre erescente
das despesas publicas, sem ter de assumir o triste
rgo de onerar os contribuintes de novas im-
posicoe.
Pareee um tao psradoxal esta apreciacao;
mas no fuudo tem bastante de exacto. Cora quan-
to o incremento das despezaa publicas tenhaeaido
determinodo por nilo poucos esoanjameoton-raai-
aadoa era cinco annaa de adminitraca> regenera
dora, o facto que nao seria fcil agora, pava ou-
tro gabinete, o retroceder em mnitissimo das en-
cargos que aggravam o dficit, j bem prximo
dos 10,000 coutos annuaes.
Impostas, raro qne, lanaadoa urna vez, retro-
gradan. Grita-se muito, mnitiseimo, mas por fim
M eontribuinte affazse a elle e-a o que pe
Deus que Ih'os nao augmenten ainda mais. El
um facto.
Pa3sando estes cora as modificacoes equitativas
que o aceitar, por detrae da cortiua, isto no
seio das cominissoes parmentares, claro qu..
indo mais tarde os progresaistas oceupar as cadei-
ras dos actua-s ministros, poderiam mais to gala
raeute governar, aem carecerera dos expedientes
quoti lianos do recurso ao credi'o. quer as pracas
estrangniras, quer as do paiz, pane da a da .1
divida lidctuante abaorvo. pelo engodo da laxa, 08
capitaes disponiveis que assim deixam du ir fe
cundar, com > deviam o con nercio a a industria
naeionaes.
Se aa medidas fioanediras do govern o sobre
tudo o orcameuto rectificado, que nutra peJra
de eseaudalo para a opposico e porveutura para
> parte mais imoarcial do paiz, f>rera discutidos,
a essao rctual tem do correr tempestuosa e agi-
tadiaa'ma.
Acaba dep-ns de amanhao lucto nfiljial pelo
fallecimento do Sr. O. Fernando. jCom-canlo eu-
tao a desfilar as regies palacianas o cortejo d ia
munsagens de congratulacio pelo fausto aconte-
cimento a que me reteri as primeiraa laudas des-
ta raissva.
Aquella commissao que a cmara dos pares no -
nie-m, de p.rabens a SS M ainda dentro do
prazo do luto da cor e, mostra bem a inpaeiencia
com que og ulicos de todos os partidos estao de
atirar para as ortigas com r>3 creps d is seus cha
pos altos. E realmente os lutos decretados che-
gam a toruar-se importunos, e mais que tud > an-
da para aa damas. Vo ser compensadas larga-
mente em festejos e recepcoes.
O funecionalismo ter feriados, e as escolas tam-
bera, ej> a inultos naa escapou aquella gentil
einineiienea de fazerem annoa na mesmo da os
futuros eanjuges. E' um feriado de menos, que.
para o empregado publico ou para o estudante
sempre um negocio grave, n'um paiz onde os fe-
riados e os dias sauctificados sao to numerosos,
apezar das cortes que tm eoffri lo em diversas
opocas.
Urna das noticias de maior s nsaeao destes
ultimo; dias, a que se refere ao importante rou-
b> feito na caixa filial do Banco de Portugal n-
c dade do Porto, c>m ar-ombameoto de urna ab
b ida por onde os Iadroes conseguirn penetrar
na casa-forte. O ronbo excede a 55 contos de ris
fortes.
Eis coma a Provincia, falha daquella cidade,
con te o tacto :
A casa forte esteva violada e havia-se pra-
ticado tan roubo dos mais audaciosos de que reza
a chronica policial dos ltimos tempas.
Oeidesahbado at a manha d'hoje praMcon-
se o assalto. A casa forte *ra abobadada de ti-
iollo ; 03 ladres fiserum um rombo de 40 cent-
metros de c imprmanlo p?r 20 de largura ; e por
ah penetraram.
Para realisar e arrombam-nta tiverara de cor-
tar a barbequim, urna trave que havii no tBBtO,
na parte em que f >i atacado
Introduzidos na caa fote retiraran! de l
10,000 libras em ouro que e3tavam eucaixotads
para assim sahirem, se fosee neceasario.
Foi tambera aberto um caixote de madeira
dentro do qual baria urna outra caixa de f nha de
Flandres, cnitendo joias pertencentcs a Sra. Ba-
roneza de (imlaoa. As joias foram retiradas dos
estojoe que appareceram no vilo da armacao com
urna toaiha o nina ti mella em que es'avam safol
vidoa.
1 Nao foi possivel averiguar at agora com
exartidilo se 03 I ad roes levaram autros voluines
poique, por imp-'-lim'nto do juiz respectivo, at
ora a que escrevemos nao se levantou ainda o
aut., e so depois de cumprida essa formalidade
niiispcBsavel, aiministraco proceder ao ba-
hiov- ge al para reconhecr a falta real dos va'o
res existentes na casa forte.
c Podemos na entento asseverar d-sde. j que
fic.4r.11n intactos os valores mais eansideraveis all
existen' -.
A casa f >rte dividida par um tapamento em
duas aeofSw; o rombo deu jara aquella eraqae
coeturaam ser guur-ladoa os oljectos oin que se
u.10 t >cam diariamente Assim toda a reserva
metlica, que era importantissima, nio foi se quer
metida, porque estava no compirtimenta ondeos
ladres nao penetraran
i- Devidaracnte avisados compareceram no es-
uueleeiiii.-nto da caixa fiscal do Banco de Portu
gal os a iinraissari8 de polica, o governador civil,
o jiiz Dr. Henrique Pinto o Claro da Foaseca ;
e, de aatafd* cm a administraeo combinaram o
plana das inv-'stigaciaes para desoobrir os autores
lcsta arrojad i ernprezi.
Q jando se chamou om trolba para examinar,
com perito, o r nnbo pratievlo no tolhado e na
ab ouilqner interrogatorio, muito tp-mnlo e pal'ido,
coinec 01 poi declarar que era multa fiel, qu^f nun-
ca tinhi la lo in-itivo iara que delle desconfiassem
e que nao conhecia eusa alguma di interior do
edifieio.
Foi praao a tea avenga ico Chamase Ma-
no- \lart!us Malta
O que se pode desde j cenjeerarav com pr>-
b ibilidades do alerto, que o roubo foi delinetdo
e prat'. -a la por quen nao s .nlia a audacia mas
tambe a eonoocimento perfeit 1 e exacto do que i
balar. Sabia o ponto que devia atacar.
Ku.r .11.1 1-- na primeira tmtitiva iniciando
um rombo que abandonou, raaa a seguuda eaipre
hi iiie i-a com toda a seguranza.
Ni 1 est par ema 1 lattn averiguado se o rou-
bo toi feito pelo teihada. N-ste caso indispen-
savel acreditar 110 auxilio, : insciente ou ncons-
eiente, dos raradores vainhos.
Se o roubo fai taita por nui luruera s, tem de
almittir-se quj ellegastou muito tempo para o re-
alisar e que p T mais de urna vez desceu casa
fuete, porque o-peoo de 10,(100 libras em ouro saf
. dous hoineus valentea
A di-^nae zlosa admiuiatracilo d' caixi fi-
lial do Banco de Portngal, profandamente impres-
sionada por este acontcciinoute. tem recebido da
parte do publico o mais iuequivocos t -stemunhos
da syrapatbia.
E' de crer que as diligencias da polica en
tr.gucn aas tribuuaea ss verdaderos .utor-s des-
t criine.
. Fazenos vo'oa parque assim saeeeda e breve
p,r minorar o profundo desgosto dos nosaos es-
t mave8 amigos.
. Dentro de urna sacca de pra'a, donde oa la-
droes tiraram algum dinheiro, enconfron-se urna
chave a que falta a parte que entra na fechadura.
Saspeitou-sede que essa ct-ve fosic a da porta
que d comiuuuicacao para o s.tao, e, na verdad--,
arrancada a fechadura encontrou-se dentro o bo-
cado que faltava chave.
1. O bataneo nao esi4 ainda concluido; mas des-
de j se ple asseverar que nao i superior a 45
contos de ris o nubapraticado em dnhe'ro e que
alm J8S0 s foram rouOadas as jalas da Sra. ba -
rouezi de Gamboa.
Por informacoe particular-s, c .ns'.a haver-se
verificado qie os ladrs ae ap-assa-arr s do di
nheiro e joias constantes d'uraa relacio que os jor-
naes tem publicad..
Salvrram-se ons tolos os valar no outro einpartimento o que representam nina
sooima imp-irtantissiraa.
Partir.o logo para o Porto tres directores.do
Banca de Portugal. O pa lcr judicial fez levantar
auto do arrombamento a polica procede a indaga-
coej rigoroaaa.
Teem sido presos auccessiramente tres offiei es
de pedreiro, o a trolhas, como lhes chamim no
Porto, p>r haver suapitss de serem implicados no
roubo, risto que todos elles trabalharam ultima
meute no edificio da caixa filial do Bauco de Por-
tugal.
Nada porm ainda se descebrio de poaitivo.
Aa diligencias da pilicia, auxiliadas e aecujds-
das pelo passoal superior do nanea, vo continuan-
do coa toda a actividade.
A casa forte da caixa ril-al do Banco de Portu-
gal fra construida em 182a.
Na \ivej n nhurn dos administrador*! que ar
T'enaram eaaa obra.
O pavirneutn formado par p -Iras d
Je grandes dimensdes, entalhadas a m
paredes su de consideravel esp -saura e a c-aber-
tura formada par um entre) 1 grasis
travs do castauho, coberf.as por duas camal 1
lo.lho, sobr as quaea asienta a argamassa-em
que esta fixadas duas ordena de tijo os. Na pi-
ca ex que easa casa forte fai construida entnden
re que ella corresponda a todas as exigencias: e,
tallecidos os que prueidiram oora, os adatiaia
tiador-3 = I ailiJoi de qu 1
lodwa casatforre era de granij. de grieaas di-
ineaaies.
ie peaaaragoaaaem conatr ir nos bai
S Do niugoa, on te o "Sr. Bar-
ri oatab leoimenti do talvosi, uina aaal
rtee talvazwi thesouraria.
DoiaMKo avi iwnaiud*. este telegramm.t so-
ne uaaaoinpao:
i^aasi tad8*aia^vass*ij,tiucoaanta ci-
1 adatbmm 1 eaix u-tniai otforaeer osoauox-uf os e
i.isaa fortes pra guarda das valores da r derida
L'aixa, emquant v 11 proce ler-se as obras ni eisa
farto arra.nbada
Coasta que, dura ite essas obras, os valores
sob a gu.irda dacux 1 sala depMtadoa, uraapar
t 111 cisa forte do Banco Al|ian0, que a m9-
lior, senio a primeira em aaguranca que ha no
'Porto e outra parte no Banco Oainm*rcial.
Eatretauto, proseguem aa diligencias poli
ciaes, nilo tendo a' agora transpirado cousa aa
c huma do que porventura se haja descoberto. Pa-
ri.je,pjr "le positivo, cjnjecturas, eaaODiaaajM e nadi
inaia.
Os Sra Fe.lipp; de Muaula, ttiinir-'i a Go-
mes Netlo, direjtires da B 111; de P Ttugal, ret-
trararr.-se para Liaba a.
O exp diente da eixa filial tem e intinu ido a
User-aa regular e ni.terruptam -uto
Coucluio-se jo uto que as autari i .des jti
di riei levantirain do arrorabime to c rouba na
casa forte
D-fronte J> i'd :i.io da caixa fi:iiil, ainda hon-
tem 3 viam eslac na 1 is m litas grapjs Je curi)-
803.
Urna nota cmica:
Antehintera de tarde, correa que uns indivi-
duos trata vara de enterrar as proximidades do
hospital do conde Ferreira parte dos valores rou-
ba-los, que, por isso, marchara para alli Urna torea
le cavallara.
Em c-Miseqnencla. una grande mu ti.tita de
curiosos afii ii.a ao local, donde ae retirar tu m-
lueJiataincute desap nita I03, pas do qun aaplK*
v.un ver en^ontrar.im apeuaa a cavallar a,tira es-
qmdr) do regiment 7,que de resto alli fra
para exeeutar alguna exercicios.
Oa autor -a do roubo na reeabaofia de Belm,
ainda n foram descobertos, apezar de todn as
diligencias dt polica.
Ante-hontein, quando o equilibrista Mr.
TI'urer estava no circo do Colyseu, era Lisbia,
ra*endo 03 sena habitases 'xercieo3, cshia ahwKO
ficon eoormemen maguado e contuso, sobretu
d> na braco esquedo que fracturou, deso-anehan-
1' um pulo.
Foi par*, o h ispital em muito mo estad.
A culpa da autoridade qu^ perm'ttio que esses
arriscados exercicios se fizeasem a quasi tola a
altura do circo sem rde. Os tr-balhos de Theu
rer eram n trapesi, ond formav 1 a cablea e de
p<*rnaa para o ar sera segurar-s* s corlas, fazia
jogos de malaoar e nutras sortes, balocando se em
vaivn vertiginoso. Ha inulto tempo que se es-
p rara deaaatn
Na corrida de tnuros, por anradires, no da 7
do crrante, a autridaie perrnittio as pega* que
j tinhim sido prohibidas, em grande desconso-
lacao dos affieicoadoe.
Felizmente 1.S0 houve oceurreneia d-sagradavel
naqn-lla tarde, mas esp-ram-lhe pela pancada!
O t'>mp temido frgidisBim > sibr-tu lo nara
o norte do mino. Em Lisboa temos tido das de
anfeeipa !a primavera, acompanhadas das saluta-
re8 nortadas que varrem daqu todos os miasmas
pos8rcis e imaginaveis.
Finou -se o rande actor Jos Carlos dos San-
toa, iato, acaban o seu raartyrio. Aq'ielle_estado
eructante do pobre ceg, com a intelligencia luei-
da quasi at ao ultimo momento, a sentir-se ns-
pHacelItrem-se-lhe os oasos deva ser crudlis-
simo.
A imprensa, as assneiaco's litti>raria8, os thea-
tros, o conservatorio, os amigos particulares
daquelle excepcional talento e ptimo carcter,
acompanharara os seus restos mortacs ultima
jazida. Foi nina demnnatrac&o impon-nte. como
ainda nao vi outra. dpois do entrr-o do Taaan.
D->ua dos ministros da corea, os Srs. Thomas Ri-
beiro e Pinheiro Chagas, tambem se encorpora-
ram como homens de lettras .10 prestito fnebre,
o imposto de cent e tantas carroagens. O pavo
fazia alias as ruas do transita. O thsatra de D.
Maria II e3tava cora o seu portio r-camada de
creps mortuarios. Os esoectacubs naqnelle thea
tro e na do Gymiisio, oule timbera o finado tve-
ra muitos dos seus maiores triumphas. nspendo-
ram por duas noites as snas representaces
A' beira da sepultura discursou, breve mas sen-
tidamente, o Dr. Cuntn Belem, um dos noesos
jornalistes politicos rpie mais cultiva a critica lit-
teraria e sobretudo a dramtica.
Todos deploraran a perda do actor Santos !
O fretro ia cobert' de coras, amas das seus
collegas de varios theatros, >utraa dos amigos
mais ntimos ; entretanto sobresahia a delicadis-
sima lembranca do actor Antonio Pedro, que fra
discpulo delle. A eora d fl >res qa Ihe levou
como h'meniTem lerrad-ira, foi a raesma oora qu"
um publico entausiastieo brinlra na primeira re-
presentac do Paraiyo,a maior gloria talvez
de quantas Antonio Pedro tem obtdo no palco.
L.
Poit Striptum.Em Lisboa est annanciado
um meeting para dnraago. 14, para se representar
contra as m'di las tr.but .ras.
De Porta-Alegro tnleTrapharam s Nividades
hontem de tarde :
As pr .postas de fazenda cau^aram aqu in-
dignacilo Est convoeado um m*etinu para do-
mingo (14) afira de ae protestar contra a expolia-
cin e contra os expoliadores.
D Porto veio o seguinte telegramma :
Porto, 11. s 10 horas da naite.Terminou
agora a reuna/ realisada na casa da Sociedade
de Geograohia. dos fabricintes de artefactos de
raalha. Presidio o Sr. Gregorio Batalha, sendo
secretarios os Srs. Joila Pinto Nogueira e Pedro
dos Santos.
Fallaram energicam'nte cintra o projecto do
ministril da fazenda, que affecta grandemente
arpi-lla industria, 03 Srs. Veira do Castro, Mo
reir Monteiro, Dyonisio Saati e Silva e Joo
.'into Nogueira.
O Sr. Vieira de Castro ataciu com grande
violencia, nSo s o referido projecto, como o mi
nistro da fazenda, mostrando que este, do que tra-
tava, en aniquilar urna industria nsicente e pros-
pera, reduzindo fome centenares de familias.
Era preciso, pois, lancar ns5o de meios enrgicos
para evitar ti grande mal.
O presidente aconaelhou prudencia e madera-
i;a \ acalmando a exalt icao da assembls.
Reeolveu se par fin que o presidente ficasse
autorisado a proceder como melhor julgasse a res-
peito deste assumpto, soccorreudo se para isso o
auxilio das ppssoas que desejass".
Foi approvado o projecto da representadlo
apresentada pelo mesmo presidente e dirigida
eommissao de fazenda da Cmara dos Deputa-
dos.
O referido presi ent" disse que partira talvez
amanha m"smo para Lisboa.
A rcuniilo estere conuorri lissimo, sondo os ora-
dores muito spplaudldos.
No edificio do Baneo Alianca do Porto, reuni-
ram-ae siguas directares de bancos para repre-
sentaren contra a proposta de lei que aggrava
contribuicaa ban -aria.
La maree monte.
Na Cmara dos De lutados, na sessao de hon-
tem, o 8r. Jos Borges Pacheco apresentoa nraa
representecao de 800 cidadaos do districto de Bra
ga, residentes no Porto, pe lindo a minuteucao da
integrilada daquelle districto. 0 raesmo deputa-
do declaron que precisa va dirigir algumas per
guatas ao Sr. presidente do canselho e ministro
do reino a re pe'.o da situacao era que se acha o
conflicto entre Braga e Gui.-naree.
O gorerno contina a jogar cem pao de dous
bicos e a irritaco dos nimos, aggravam e com a
incerteza na resoluco find, araeaca dentro em
pouco destechar em gravissiraas deaordena.
O Sr. Pinheiro Chajjas, ministro da martina,
continuou a usar da palavra at s 5 hars d*
tarde, para reapander ao Sr. Conaigleri Pedroso
(deputado republicano) acerca da queatao do Da
homey.
O Sr. Elviro de Brito que tinha a palavra, de-
sisti delta para dar lagar a que faHaaae o Sr. Ma-
rianno de Carvalho, que analysou com toda a ve-
hemencia e rigor de argumeutacao ultramarina,
sendo o seu monumental discarao cortado de va-
li is. Dizera-me que f i
urna aova nuestra e que o Sr. Pinheiro Chagas fi-
cira a eBCOrrcr aanguu..... metephoricas 81 v.
Do nubo Caixa Filial do Banco de Portu-
gal no Parto, por ora nada se tem apurado.
Quantoao da rceeb-'doria de Belem, as rev
Incoes de um gatuno filado pela p licia fia ra n com
que fossom presos iaime-iiat.ain mte oatri dous e
ha aa jaraneas de achar o lia que v.uiha a guiar a
a acera da juatiea uo deacobriineut.) daqu-lle
roubo.
A reapeiti do casamento de S. k. o principe
real as duna cmaras j mandara o deputaces ao
pasee para felicitaran Suas Magesta les. N'e.n
11 manos se es per 15 m qu-; a;.i.i o
luto otfieia .Sio se entendum estas pragmitticas
deaUde!
fla-o qiw escreviaura jornal de bou m 11 ut
e qne servir de aldinim uito na nrineipio dests
c uraapondeocia :
t Chegou bojd Je Paria o dr. Dou le de S. Ma-
me le, pirtad-ir das cartas do C > 11 -. da Cu les
aa de Paris pira Suas Vligestid'a el-rei e a rai-
nba, acc deudo aa pedido, que lhes foi feito, da
ai da prtnc-xa Mina A.nelia pira o pnue.p
Mal D.Carlos. O Sr. can le eatr-giu j as Car-
tas, de que era portador.
_ Suas .vl-gwtades receoeram hoje n .1'pu'-a
coei da e -.111 ira 113 digios p rea e da Samara ds
Sra. depotados, que fjram felicita! 01 ac'o jus r-
d enlace. Tanto el-rei co no a rainh-t dera n t -s
tuuiunbaa iueqiiiv.coi d'uma aatiafticaVo viviisima.
A graudo numero de pasmas, que par tan ni iti
vo tea ido c rappimenta'-is, teem maoifest io.
expanao-a intimas, e ai lean 'ontentain-mto.
O Sr. Fr -yoiuet.. presi lanas d > govor.i 1 frau-
eez, respandeu p ir'icipicli do noss > mi ais ro
era Paria, cora palavras oataito un iveis. el aganlo
as primor mas quali ladea da prisa /.. I ira Ams
lia, e mascando a natBfacia do governo (rmea
por ter sida eseolhtda pin espisa do Bardeir pre-
sumptivo da co- i de Portugal um princezi da
autig; cu., real de Frauca. Era utni h mt* para
a Frauea, tUasa o chefe da gabinete tVaucez, inda
pendentem-mte da forma d-- go"erna, que actual-
mente a rege. Mui4> bem
El-rei vai h ije (13) visitar a esquadra in-
glesa surta no f.-jo.
Casou no Porto o distmot 1 uswiptor Eca de
Queiroz com urna tilht d 13 Srs. (Jan I-a de K-'zeu-
d->. Uai dos padrinlios foi o Sr. Rain ilh > Orti-
go, collabaradar das Farpis aun > Sr R;i !
Queiroz.
O Sr. conselheioa Pereira Oarnlho, redactor do
Economista, vai ser Borneado vogal auppleute do
Tribunal de Cantas. O Sr. Carrilho direet ir
geral da conUbilidide pnblici.
INTERIOR
OctaTlano lludsou
(Jornal do Commercio da corte de 14 lo
Fevereiro)
A cidade do Rio de Janeiro presenciou huntera
urna dessas aceas que s podem dar-se no seio de
urna popalacao generosa, onde os aentimiotoa no-
bres n a boudade da alma despertara echo em to-
dos 03 peitas. Um homem sera fortuna e de rao-
destt posica social, um homem obscuro que nao
ostentava iieiihiima dessas ra .reas do cunt > ofli -
eial cun que os govertis graduam o mrito dos ci-
dadios, um labutador da vida, mas labutador hon-
rad teve um acorapanhamento d 1 principe para
conduzil-o sua ultima morada, ao leito do re-
p raso etern 1. E' qus esse hornera era appelldado
o apastlo da cari dale, e so houve jamis appelii-
do h ra mereeido, foi esse.
Octaviauo Iluda m tribaibou acnpre para vivar,
e dos paros proventos di seu trabalbo, e ainda
mais dos moiaent s livrea que este Ili r dcixava ti
rava raeius de satsfazer a paixa > que o absorvia
inteiro, que era o pensamento da euas vigilias, o
- mli 1 das suas noites. a evidado E o que ella
ceifou ueste abencoad > campa quasi in-nvel,
nem ser nunca sibidien toda a sua extensa >.
porque mod- sto e faaendo o bem par amar do mes-
mo bem, elle s recorra i pnblcidade quando era
mister eatimular pelo exemplo ou dar cantas de di-
nheiioa alheioa. Quantas vezes parui som cuidar
do dia 'guia'e, nem la propra roupa 011 ca'cad
que pclinn refarim, elle tirara Jo b>lsi o ultim
billiote de 15, para mettl-o na mi s r*see>dee-
couheeida que se Ihe st-ni 1 a, isso nem elle o di-
zia nem niguera o souae.
Ontros -oas migalhis cihi.las da lauta mesa,
terao faclmeute fundado hospitaes, escolas, asir-
los, doado milhoes a li>stitiiiCo;s pias. Na ana
pequea e trabalhaia esphsri Oetavi m 1 Uuds m
fez obra tnaif agradtvel a Deus; tira va do ai
pira dar a nitros inris pibres ou menas corajosos
na luta da vida. Cora a Jeaus inspiravam Ihe as
enancas o mais temo afficto; para socorrer
qualqu-r deltas era capaz de privarse do proprio
pJo e so nao podia elle niesma dar-lhi, c irra dia
e n lite a c 1 ido inte.ira pateara d pciK -c^i
amparo para a desval la creatura.
E a 9ua eng-mhoM e inexgotivel carilule pro-
duzio verdaderos m;l-igr-'s. Mais de uini institu
cilo p 1 isa que bofa floreaos au.-gio 11 ana fecun-
da iniciativa c muitas lh t de"em valics03 autillos,
sem fallar de tintas e tan! .a paaataa por elle soc-
corridas por todos 03 mod >3 imagnaves. Onde
baa um infortunio pira alliviar, apparecia Hul-
son ainda antes de ser chamado, c ach iva reme-
dio. Pe lia, pedia sen cessar, para 03 seus pa-
bres, que eram cima a sua farai'a, nem havta
quera Iba resistas :.
M.litas dezeuas de contos de ris Ihe pasairam
assi.n pelas mi is puriaslraas, sem que nunca uiu-
gueui uaaaain duvidar da santa applicic.Xo daquel-
le dinheiro. Da ssu escrpulo a este respeito
apenas ctaremis um exemplo de que podera is dar
testemuuho. Un noite tinha elle em si una
quantn avuttada que havia agenciada paraos
-us pobres; estava cancido e lamentava-se de
ter de ir a p para casa pir nao pissuir um ni-
Itel cora que pag .r < bjnd. Mas antes isto da que
tocar nai] 10'le depasito sagrado. Era II 1 I- n ao
m -sma tempo dotado de uobre altivez ; para ou
tros peJia, irap irtunava mesm; pira si mesmo
nao havia forcas humanas que obrigassem a acei-
tar q iiilqu t cousa que se parecease com earaa'a.
Nada, absolutamente nada que nio fosse a de vid 1
remuueracio do seu trabalh honrad.
Neate era rarabem de urna dedicaca sera limi-
tes ; nio havia temp nem bom nem ma. n-m ho
ras da dia ou da noite que o fizessem faltar aos
acus deveres.
De igual dedcacio e de urna lealdade a to la a
prova era para os seus araig >s. E' de todos co-
uheeida o verdadero culto por elle vuttdo ao ge
neral Osorio, e podemos afiancar que nio era o
general, era o marquez, n un o ministra da guerra,
era o hornera que elle hu iva e veajra.a, talvez
ainda o soldado valente.
Assim tambem Ihe nao faltarum os amigos na
lerrideira e afflciiva eufermidade. Iucancavea
M mostraran! jauta a > sen leito os Srs. Luiz Nor-
bertodt Silva Peres e Luiz Carlos Duque-Estrada,
aexti-annista de medicina, c Rossi. Medicou-o
como facultativo assistcntu o Sr. Dr. Reg Mon-
tcir>, e ncte mis tu- deu prova? de mxima dedi
cacao. Aa familias das Srs. canselbeiros FranKlin
Doria c visconle de Parauagu foram visital-o re-
petidamente e igual prova de internasn digaaraav
se manifestar ~u s Altezas a priuceza imperial e
seu augusto esposo que frequ-rntes vezes man ia -
rala aibar do estado do enfermo, que s-mpre lhes
havia Totaio reaputis, sincero e desiateressa !o
affecto.
No sahimento de Octiviana Huan uchiu-se
numerosameata representada tola a iraarensa 111
cional o eatrang ira, estt inpreasa qu vive dea-
v 111 a e muitas vezea ataas bandos; entro si,
mas qne nunca deixa de unir-sa nab.v e ge lerosa-
m nte quando o infortunio ou Insto tere qualquer
dos seus membros. Aeharara-se alli.
Directores da escola normal, das escolas muni-
cipaes e do Lyceu de Artes e OlScios, commuses
de alninnos e profesaores ds callegias Meuezes
Vieira e Amorim Carvalho, de S. Jaa da corparaco typographici a que o
finada so glonava de haver pertencido e grande
uunen de p'stoas do tolai as clatses sociaes.
Sobra o caixao CObradc-o intiiram nt-; estavam
colloeaioaun lv/o preto e diarado com a se-
guinte insertpcaoTrabalhot, Peregrinas e Cari-
dadeatravesando par urna penna e um tapia, ten-
do p radents duas largas fitas di crep coma de-
dicatoriaOs collegas da repartagem a 0. Hmlaon
c ama cara offerecida pelos m sm >a, outras co-
ras offereciJaa pela S.ra. D. Amanda Doria, col-
legio Meneaos Vieira, escolas municipaes de S.
Sebastlia e S. Jos, fabrica orphau .1 agic.i, p -las
redaecas do Pait, Qazeta de Noticias, Diario do
Braiil, Gazela di Tarde e por esta folba, d'onde
oa collegas da redaccio, dos empregados do es-
criptorio, da corapoaicio typ igraphica, e R. Mes
quita tambem mandaran coreas.
Outras cor is havia anda o a Sra. D. Leocadia
de A'aujo maniou um lenca de cambraia cora ren
das finissiuias para cobrr o rosto da finado.
Do alto da ladeira do bario de Guaratiba o
caixao fai conduzido mi pelos collegas da re-
partagem at ru 1 do Cattete, d'ahi lvalo a pe-
quea distancia para o carro pelos Srs. Bocayuva,
Ferreira de Araujo, Joa do Patr cinio, Angelo
Agostiai, Valentn Magalbeg e Duiz de Cas ro.
No cemiterio levaram o caixao carneira os Srs.
udo de Parauagu, c maethezo Doria, Dr.
Chsgi3 Rosa, Sama Ferreira, H. Villeneuve e
Bernardino Gmcilves, e jun'o da sepultura ora-
ran 03 8r Achiles V'ar j io, Arthur Ferreira
Vianni e Arthur Palraera Riaper, alumno da col-
legio Araorim Carvalh.
Ao saber-se a DOticil do fallecimento, foram
suspensas as aulas nis escolas municipaes, delibe-
rando o director e profesaores toinarem lucto por
oito dias e mandar cJ brar umi uissa.
Os reportera da opseosa fl iminense, alm
le terem -lanmi alalos, in -orparadoa, o enterra,
deliberaram tojoar tambera lucta por oitoilias.
Em i-igual de profunda pezar pelo fallecimento
do seu digno consocio, a Soeiedade Propagadora
das Bellas Artes r.-solveu, sobre proposta da Sr.
cominetidador Bethencourt da Silva, encerrar os
seus 'rabslhos por esp ico de dou3 dias mandando
tirar llie o retrato para ser eoUseadn na sala das
sessoes epira annualmente rememorar o seu neme
oseas um pr uni para ser conferido ao alumno ou
aluraiia do Lyceu de Artes e Oficios qus o mere-
I o talnto, molestia e assidnidad, eom a seguin'e
i aiwnmasjliiCaridade e Lealdade.
E agora dizendo o ultimo e saudaso adeus
aquella de quera p>r tantts ann >s fonos compa-
aheiros detrandho, eumpre-nos, at onde uesta
qualidida nos licito represental-o, agradecer com
ro las as veras da alma s pessoas que rio espon-
t.aae .m'nte Ihe prestaram os derrad-iros officioa
de ainisade.
HnViSTA DIARIA
lnoemttla Provine!! Na forma do
re-p-ctivo regimeoto interno, orneara amanha as
sessoes preparatorias -Ja Assembla Provincial no
corrente enno.
A reaniao deve ter lugar s 10 horas da manha.
Tribunal do Jury do Recitas- Fune-
c: m u hontem este tribunal com a presenc 1 de nu-
m-ra legal de juisca de facto.
Foi julgado em Io lugar o reo Joao Francisco
de Lima, que -o achira pronunciado no art. 237
-lo cod. criminal, sendo aesusadu de ter furtadoio
it ibcleeiineuto do Figaeireio & Irmio, sito i
ra de Imperat'iz, um par de botinas.
F .i pelo jury condemna io 2 mezes 1^ 10 dias
de pr3o e multa de 5 par esntoda valor furtado.
Em seguida foi tambem julgado o reo Jos Fer-
reira du Menezes, pronunciado no art. 265 do dito
cod., par terferido ao mesmo Manoel Jos de Cam-
pos, sendo esndemnado a 1 anno de prsio a multa
correspindente a metade do tempo.
Produzio a defeza do ambas os aecusid .3 o Dr.
Luiz E. Rodrigues Vianna.
Hoje deve entrar em julgamento o reo Eva-
risto Rodrigues de Almcida.
Diario de Pernaoilinco. -Craio de-
manstracio d prof inda gr iti 111 a 1 Ilustrado Sr.
Dr. Melieio. digno re ictor-chefe e pripricario
do Cimmercio de Portugal, um dos jarnaes naeHast
redigdos de Liabua, aqu trans^rev un >s as pila
vraa c-sm qu" nos brindan esse civilhro, pala-
vras que sigiiicam apenas a sua extrema b ni >r 1
tencia, e que ;>r moa neuhum tonimis no p da
lettra camo expriminli mritos, que estarnas lo 1 :
de ppssuir.
E, de par con a mauifestacao de nasaa gratido,
permita > Ilustrado callega da Contraer" de Por-
tugal, que d"sfaca'n 13 um equivoco, que foi leva-
do o seu eaairito, sem duvida pr iufor-n tces me-
nos avisadas. O autor dos artigas a que S. S. allu
de Rel.rospeeto olttico ni' outro sen 1 o li-
so illu-.-1-i 1 sol -,-a Dr. Aitoii > d Soasa Pinto,
qu-un. d'sle OJtMttO anuos est c.nn'"iii
tarefa, la qual se t-::n de criterio, era iieio e elevacio de ideas.
A' elle, piis, cabera os louv.ircs que a tal propo
sito tace o nos3a honrado eollega do Conwfrr o de
Portugal, e, aaettandoroi nos para ee, e n ana no-
mo agradecemos a delicada finesa, que alias nao
para notar, des le que vem de to distiuct c.va-
lheiro.
Eis as ptlavras d> '' ntmercio de Portugal:
Temos o praaer de recebar rcgulann-nte i-sta
importante folha brasileira, e a ana lettara pira
nos sempre interessante e instruc'iva. O Diario
de 'ernambuco hoje o decano do jo'nalismo bra-
sileira, pais foi fundado em 18-30 pelo finado com-,
menlador Manoel Figu-ura de Faria, que impor-
tantes servaos prestou ao partida conservador d >
imperio. Por saa marte ubstituirain-n"o sena dlg
nos filhas, um do3 quaei, n Sr. Dr. Mano-1 Figu-i
roa falleceu era 'iagera para a Europ 1. Os que fi
carara continan nobremente man* ;a 11 o crdito
dafolhi finidid* ooi s ni digno pai, toirlil)-:
rica de informacoe e de-artigas notaveis, c >m
3ia p-ar et-nnplo, os qu' tenas alli encontrado ul-
tima nente e as quaes se faz um eaaaas retrospec-
tivo dos factos passadas na '.nn d I8S. Sao es-
criptas qi" dariam ura lugar distiucto ao sea au-
tor, o Sr. Dr. Felipp! de Figu-iroa, S'.- elle nao ti-
vesse de ha muito. p-doa s-us ',alont3 e p da sua
aptidio, com engenheiio. aicanctlo um nome
syrapathici o rispeitado n seu piiz.
N'esses artigos nio s1" se revelam um fi.ao es-
pirito de observacao e urna critica austeri e su-
perior, como urna grande copia de conhecimnts
e muita crudicio. Com praser registramos por este
modo a mpr.'ssao que no c i-isou a lei tura atten-
ta d'esses brilhantes e.serip'. >s.
Da Europa Ao borlo do paquete Togas,
chsgou Imiten da Europa a Dr. Jo< Iguici F--r-
nandes Barros, juz du direito de Maroun, em Ser
gipe, o qual. com licenca, fra ao velbo continente
nn procura de allivio ais seus ineommodoe.
Vei i completamente ro>tabelecido ; o que nos
grato annnnciir aos seus amigos, que sem duvida
o suudario cual o fazemos, pelo feliz xito de sua
viagem.
Hcin iinnot dppoi*.Cam e*te titulo aca-
ba o detento sentenciado Gustavo Adolpho Car-
doso Piat, natiral do Para, de publicar em papel
sup riir e in 4 urna epstola em sextlhas, em ver-
s >s alea m Irnoa, dirigida a S. M o Imperador, pe-
dind 1 Ihe per lio do delicto qu" comnetreu.
Est bnn escripia.
Agradecmis-lhe a offerta qae nos fez de um
S i npUr.
laqueriti policial Ao Sr. Dr. juiz de
i reito do 2- districto criminal, fu b intem romet-
tido o inquerito policial que se proc deu contra
Jos Fehcio Pereira de Serpa, como mcurso as
p"nas do art. 192 combinado cara o 31 do odtgo
Criminal, p>r ter tentado contra a existencia do
Sr. Al i pi Ferreira Antune?, socio da easa com-
mercial dos Srs. Braga & S, ra do Livramen-
t 1 n. 24, facto qu^i o-corren no dia 20 desle m.-z,
s 10 h "-as do da ede que, oppartuuammte de-
ui .3 noticia.
.4 Igreja e j 1*.Mitineado'Jora este ti-
tulo o Kvd. padre Constantino Gomes de Mattos
reuni n'um livro. de 224 paginas, as conferen-
cias por elle feitas na S doCear, mandan io im-
primir o livra em Paria'.
As c inferencias do padre Gomas de Mittos ti-
verara par fiui e tal tambera o do livro;om-
bater a propaganda protestante ; e o auctor o tez
com vautageip, rcvellaad erudiccio, muito conlie,
cimento da historia da igreja e bastan te criterio
na apreciacao das factoa.
Agradecemos o mimo que recoberais de um
exemplar da obra, que ee encontra em todas as
livrarias desta cidade.
ocleilade Becreativa Juvenme
A presidencia tiesta sociedade e-.t envidando
08 seus e.forC'S para realisar o sea sar.a carna-
valesca cm 8 da moz vindauro.
Como s'ibnl', si s anpre bri'bant s e ania
das as fastas di Juventud;; assim de esperar,
que esta de que nos occu paraos proporcione a
qu-un all for urna noite ngradabillmiina.
I5 BrailDe Paria reccb unos bontem o
n. 108 deeae eoarnaa da Amerea do Sul, que easi
uo suu 6' anuo de ex.-steiui 1
O summario deste numero o seguinte :
Le Centenaire de 89, Osear de Arauj 1,Tl-
gramraes. Echas de pirtnut. -Chroniqae arttsti-
que, Firrain Javel. L^s O'seaux, E nilie Corra
Un Voyage au Brail, M Malan.Lt B.sil e:. 1 s
erreura da M. Lamas, A. F.Caurrier de l'Aui -
rj_ue: Brail: (Amazanis, Pa.-, Coar, Pua
hyba. Alaguna, Baha, Sara -Pulo, Paran, Ru
Graude do Sul). Equateur Guatemala, Raublique
argentina, Venezuela Mouveraen". diplouiatique.
Varita scientifiuuua. ^pectaclas t concerts,
' "adet- Sousaol.=Bibliographie.=Boitu aut latiros.
Rjvue fijtncire, J. Caf.Mouvement uiariti-
tne.Maiaon rejotnraand^s. Aunoucea/etc.
Bevae Sud AaserlcaUe Acabamos de
recebar de Pariz o n. 86 deste quiazenario pol-
tico, oooiomic, fiaance ses latinos da America.
Eis o seu summario d'alli
L'Academie de rAmeriqus latina ; travaax d'or-
ganisation, par Pedro S. Lamas.Le tes/itaire
contest entro la France et le Brail, par H. F.
Condreau.Rpublique de Colombie, par Pedro
S. Lamas. Moeurs et org.inisation judiciare
Buenos-Ayrea, par E, Daireanx.Leja finanees
argentines devant la prasse europnn-, par P. S.
Lamas.Courrier d'Amrique. Revue couomi-
quc.-Revue financire. Arta, sciences et faits
divers.Mouvement maritime.Annonces.
Bevae da Monde Lalln Tambem de
Pariz receoemos o numero de fevereiro, tomo 8*
da impartan ~.e revista com o titulo cima, e que
alli se publica.
Eis o que contm :
I. l'Espague telle qu'elle est, par um Espagnol.
II. Essai sur la variabilit des espces, par M.
D.!UV3 Cochiu, cmseiller municipal de Paria.
III. Courrier italien, par M. Amde Roux.IV.
Jacques Latour-Landry, candidat rpubicain,
nourelle, por M. H. Le Noir.V. Napolen I, au
Brsil, d'aprs des documenta indita, par M. J.
da Costa, secrtatre de la Lgation Imperiale
Washington.VI. Lea grecs daos l'Europe acci-
dntale, au XV et qu XVI sicles, par M. Ch.
Gidel. proviaeur du Lyce Louis le-Grand.VII.
Pditiqne et diplomatie. bulletiu Mensur, par M.
le c mte de BaRai. -VIII. Le Moia, par Trn-
cui.IX. Le minde financier.X. Livres et
revues.
Exaraem preparatorio*Eis o resulta-
do ds asam a feitoa hontem na Faeuldade de Di-
reito :
Rhet rica
Approvad8 8
Keprova^oa 5
Levantnu-se 114
Arithm. tica
Diatincco 2
Plenamente 2
Approvado'. 5
1 provados 6
Faltaran 1 prova oral 520
Amanhi ser chimada a ultima turma de
aritliinetica :
Eia a lista d s alumnos de Historia que tem de
eer chamados n asa n': do aabbado.
Tlie .doro de Oliveira.
Aprigio le Miranda Castro.
Arthur Goncalves Villela Torres.
I icla -iano Augusto Loba.
Joo Vasco : abral Netto.
Miguel Jos Ribeiro.
Antonio Ignacio do Reg Medetroa Netto.
Jo&O Francisco do R go Rangel Sobrinha.
Fausto Freir de Carvalho Figueired".
Joao Guilhermc la Racha Pcdregulha.
AfFonao Jas de Oliveira Sobrinho.
Aifreia Baoreliaao de Castro Qaintaes.
Supplcntes
Alfredo Oaorio de Cerqaeira.
Alfredo da Silva L yo
Anchises Accioly.
.Vi' mi 1 Frincisco de Magalhiies e Silva.
Antn "i Marques da 03t Ribeiro.
Autonii Mariiuiau 1 Veras.
Antonio Pinto Galvo.
Antonio Vctor de S Barrcto Filh).
Araaando de Oliveira.
Arthur B irbalho (Jchoa Civalcante.
Augusto Octaviauo de Souza Jnior.
B ruar lino Jos Alves Main.
icci>nnarii de Gdnraro e Ensiao
A Livrari Fi i.c za, ru 1 de Marco, re-
Beben a cadeneta n. 20 deste diccionario, abrai-
g-111. as paginas de 161 224 do segando vo-
lame.
*n < oloniao PorlagacsaaRecebe,nos
hout.-m o n. 12, ultimo de 1885, desta revista il-
lustrada portugueza, a qual traz este summario :
A missao da revista illust-adi "As Galanas
l'ortugae/.is. Estado financeiro de cada, urna
das un ,=as provine.a j l'alein-in ir. nheiro Cha-
gas. \. uavegaci) .1 vapir entro o Porto e os
difforentea orlos da frica occidental. -D
miiiici las localidades coluniaaveis ao sal dorio
Cuueue.O Nio Quero da cinprezi nacional de
u-iv-g.icio paca a frica. Vjagcus e exptoraces
en Liurenr; Marques, M. F, Ribeiro.As nossas
gnvuras : Estrada do Cava -o a Catuinb -lia, An-
ta i A. Ferreira K:b ra.Igreja de Nossa Se-
nliora d 1 y', .nceiei 1 na villa de Inhunbane, Joao
Eduardo Biaeiro.- Villa no Danto na margen d-
reir-i do rio Oaansa, M. F. Ribeiro.-Orcamento
das provincias do alt.a nar. Vlappa geral da re-
ceita e deapeaa das pr- iinciaa ultramarinas. 1885-
18SI.Arbarisacio d.- .rchipelago de Cabo Verde
(Fun), Artb.igi Sonto Maior.A nossa excelsa
raiaba. A Vaz do Paz.Par. al in da Frantera,
Manuel Barr.iJas.Recompensa nacional a Ca-
i.e e IvcnsCorrespondencias : Cabo lerde,
S. i'nom, .Maco e Timor. Cotnmuuica los : S.
Thom e Mocambique. \.os nossos correspanden-
tea e aaaJminaaeai,Comraercia e industrias (re-
raaiaaeniliicoea)Annuncioa.
PentejON carnavaleacoH Informam-
nus que a ra larga do Rosario vai tambera TCB-
tir-ae de gallas pelo carnaval, para o que foi no-
meada atoa commiaaio composta dos Srs. Delfim
Lipes da Cruz, Manoel Soares de Figueiredo, Jo-
a -ioares Keves, Jo- Maria Palmeira de Freitas,
.Manoel Pardal Garca, Jos Maria Carnerc da
Cunta e Augusto de Castro Monteiro.
Tranofercnria de fenlaFoi transferi-
da para 25 de Marca rindoaro afesta de Noaaa
I Sauhora da Coiiceico, que -e venera na igreja
dos Afflictas, e que estava au iniciada para o dia
28 do corrente.
C.'n.i de Becalaa Pernambaeaao-
Sessio de assembla geral para tratar da 2 re-
gata, conforme o annuncio n'outra parte.
Em trasmito O paquete inglez Tagus le-
van para o sul 135 pussageiros, sendo 5 tomados
em Pernambuco.
Dinheiro O mes.ua paquete Tagus levou
para :
Rio de Janeiro 650
0 paquete Espirito Santo levou para :
Alagas :.l:301000
Rio de Janeiro 2:000*000
Lotera o Ci-arO maior premio da 4
serie da 1* lotera do Cear, cujo bi.t.cte dise-
mos ter sido vendido aqui pelaCasa da Fortu-
na, coub; urna pessoa da Parahybi, que aqui
se ach. va de passagem. Foi ella o i_-.i noatem,
pda alludida-Casa da Fortuna1> r. Samu-I
Halliday.
Ta\.i de eneraros-Termina no.....
81 do corrate, o praso para pagamento, i
multa, na Reccb d ria de Rendas Geraes, da ti-
xa de escravos.
Rcuniea aociaen H i h je as aeguin-
tes:
Do Instituto Arciieo.ogico, ao m. ia da, para
cleicao dos uovoa tujcciouanos.
Ja Companbia iudemuuadora, 1 iiora -.ia tar-
de, p\ra examc de cantas a eleicao da commsso
GeeaL
Di Imperial Sociedade dvi3 Artistas Mecbani-
cos a Liberaes, s 6 horas da tarde, para oosse
Jo ti vos fuuccionarioa.
A eocainaCommuuiea-noa o Sr. Dr. Cyril-
liao Castro :
Surprendeu-me de tal sor te a necio anesthe-
sica da cocana em urna opt-cacao de catarata
psaaasan de (rete que prat.ouei ha p tucas diaa
que nio poasc deixar de deacrever ainda que li-
g irwaeute lita operacao, julgiudo assLn contri-
buir para a preeouUacao desse agente therapeu-
tic', tio precioso na pratica da cirurgi.i oph-thal-
mic-',
o Trata-ae de um doente de 6'J e tantos annos
de dade, priva 10 inteirameate da vista, em con-
siquencia de catarata senil de ambas os olhos.
o Antes de encetar o trabalho operatorio, ins-
tiilei no ilbo eaquerdo do doeute hlgumas gottas
11 aaguitri salujao :
o Chlorhydrato de cocana0,12.
Agua listillada 2,C0.
Biepharast.ato e p 05a de rixacio foram ap-
plicadas 3 minutos depais sem que o operando in-
aieaaae a menor dor o- moverse o globo do olho,
que fui era s -guida aberto, s-jn,re imraovel, como
se pertBiu-3si a um cadver.
as 111 's uas eoii'lico n, isto aem a menor
dor e sem miviinenv algum da globo ocular, fo-
ram pratie i" a alertara da cap-
gula cryataliua, achaadi-ae o olho livre de fitu-
ca, pais, considerando-a intil, havia retirado
a piuca ile fixacio depois de aberto aquellc or-
gi Seguiudo a estracca da catarata, tiiei de
nova, locemente o globo ocular, e, anda aem o
raen ir miviraentc deste, executei eaae tempo da
operacao. Aa massas costicaes foram extrahidaa
completamente e pasaadiacaretta mais de urna vez
entre as b >rd*s da iuciaao. para lmpal-a de qual-
quer reato de massas corticaea, sangue, oa fibras
hernia las do iris, terminando o trabslh opeato-
rio com iigeiros movioaantos da palpabra superior,
para cima o para baixo, sobre o globo do olho, e
depois applieado o conhecido ap -arelho do con-
pressio. 1 el > mesmo procesao e as raosmas coa-
dictes foi operado o olho direito.
Durante 6 diaa que mantiveesae apaarelbo,
)
l
/*

V


Diario de Pernm^uco(Juinta-teira 25 de Peverero de 1886
t
levanfm'lo-o urna vei por di*, o operado nao
aentio o menor iucomm d>, e boje v p
te, pr. atea a seguir par* a oidade do Rio-Por-
moao, onde reside, dispensando o guia que o con-
ducto ao nosao modesto consult iu. No rae
do de pensar a cocana venoeu 2/3 d as diffi
deg da operacao d; catarat i e das outras opara-
coes que se pritica sobro o globo do olho, porque,
ja tendo praticado todas e p r diversas vexes. era
nenli irna encontrei tanta facilitado como na que
acab ver.=Dr. Cyrillino Catiro .
InsasceMO do capito Martnez
Lemos no Diario de Noticias, da corte:
O anti^o local da praca de Tourog, na ra do
Mrquez de Abrantes, era pequeo para contcr
hontein a onda de povo curios) para assistir pri-
meira aeencao do capito Martnez.
Caleulaui ia em 3,000 pessoas a concurrensia i
A's 5 h iras e 35 minutos da tarde,.no meio
da nuis sacias espect ativa, coraecon-ae a eucher
o Cndor, balo de JO metros de uoinprimento e 40
de Circunferencia, ernpre^ndo-se n'essa operaco
cerca de 40 horneas.
A's 6 1/2 boras, amado o bailo esta va j
quasi abalo, uin fatal descuido por parte de dous
ajanantes, qu i deitaram espirito de vinho ora vez
de a_'ua para abran lar o figo, occasiouou a ex-
plosao de uin garrafao do liquiio, commuuieau -
do-ae o fogo ao bil, que foi inteiramente des-
truido.
Imaginen! os leitoreS agir o alvoroco, o p-
nico que se espalhou na praca diante de uin
operario, los Norberto Ferreira. victima da ex-
plosa >, o que appareceu entre chammas, a gritar
desesperadamente!
Muitas pessoas, tratarara logo de correr em
soccorro do desgracadr, uonseguiu io abafar o fogo
o artista Vasques e .i capito Lyrio, que fieon
ferido em urna das mi >s.
Ferreira foi conduzidu pharmacia \raujo,
i I irgo do Machado; preitaudo-lne todcs 03 soc
corros o Dr. Reg Monteiro, e d'ahi paea a sua
residencia.
Ura outro operario ficou ferido levemente no
rosto e as raaos.
f Passados os primeiros m imentos de terror, o
publico revotaos) ae contra o capito Martinc. 1 M
ene mtrou franca defeza no Sr. Dr. Valladares,
subdelegado da fr-guezia e varios grupos, podeu lo
assim escapar fa smnafjn que Ihe faziam os ruis
exaltados.
O pobre aureouauta, afinal de eontas, nao teve
a resp nsabdidade do desastre, JeviJo apenas ao
desc mo ou ignorancia dos encarregalos de en-
eber o balao; assim pensaran] as pessoas crite-
riosas, q Je na > s deixarain levar por urna exalta
cao rn iraeutanea e injusta.
O capito Martnez, era ura pequeo discurso
que fez, c invidon o publico para a sua nova a
cao na qainta-feira, seado por essa occaaio a >m-
primentado por grande uu ero de paseoes, p -
raute as quae; mamfestava o pezar que Iba
causara 0 1. nentavel iucident\ 0 priuieiro que Ihe
de sea a sua longa vida de aventuras HHfel
O Cndor costara 1,000 francos!
Boca <. anocllio E n 19 de Fsvereiru es-
creveu-nos o nosso eeeaeep md- ate o sezuinte :
A contar do dia 5, reappareceram as trov 1a
das, a a jul jarraos peloaspeeto serapre carregado da
atinisohcra, ile crer que ellas eontinuern. cora o
que muito tiremos a lucrar, j no engordo dos
animaos e j 110 creciinerito das man li
Desde 83 que 03 inv.ruos sao irregnlarissi-
mi3, a qn-' nos faz supp >r que o 86 veio autiri-
8>do a indemnizar nos dos pi asados prejuizos, se,
nao nis f ir elle mas fatal, c in o C3p;radi choque
de S. Joao cora o de Corp d>- Deus.
11 Nos alttaioa di is do mez passad >, no lugar
Basti-.-, lo '2' diatrictu po'icial, u:n tal Sr. Gama,
depola 1- ter .il olido o pudor de urna fi'.h I
Frauci-e Caipnra, deu lhc (uio sab-tnis porqu 1)
urna s'iffriv 1 tunda, cora o que muito irritou o
o animo di pie, jurando este vingar-se no p-v-
meiro encontr.
Antioi. Al 'Xinlre de Almeida, criminoso, in-
timo amigj d: Gail, sabendo do perico que a
ame ie iva. diriga w oaaa de Caipora, c aps
urna breve troca de palavr.n, fere-o com uma faca,
assim c >mo um filbo daata.
Crup ir vendo o subdel :g ido 1. supplente
em exercieio, nada poo.de f-izer, porque o prop; o
Caip ira tratou de inn icentar os culoaios, negan-
do absolutamente o fiero.
' Que Ihe faca born p-jv-uto.
C >m 86 annos de idade, falleceu no dia 31 do
m z udo, o capito Antonio Anselmo da Cruz
Vilella, o decano da actual familia da papaca-
ceira.
Djtado de subido ;no e bom senso, era o ora
culo da sua numerosa f araili 1, e o si u coaselh re-
ligiosamente observado.
Sao obstante, porm, esta e outi.is excel-
len qu ilidades que exoruavam o seu Carcter,
foi era sua raocidade extremamente devota Jo sos
pleitos judiciaes, constituiud i-se a alma a vida
do nosso antigo toro eivil, no qual gastn tola a
sua fortuna. Por esta razt, alm do seu ora-,
nada milis teve que legar a seus filhus.
No da 5 do andante, aqui jhegou o Revd.
Fre Caetano de Me taina Sobrinh), no intuito (ao
que paree;) de dar andamento a .ilgutnas obras
do ollegio.
Agora que vao reamr-se os Ilustres represen-
tantes da provincia, justo que nos, qoe to bri-
lhanteineate cencorrem s para o triumpho gover-
nista, Ibes lembremos uma das miie palpitantes e
urgentes necessidados. a conciuso da egreja ma-
triz,principiada hi 30 annos, pelo fallecido Fr.
Caetano de Messina, de saudosa memoria. Des-
de entSo, esta gigantesca obra tem subido lenta-
mente, -i esforcos dos fiis, auxados apenas com
nm 1 pequea qu ita pelo governo, no periodo da
B' cea, quota que toi vantaj samen e aproveitada,
conseguindo se concluir e cobrir as paredes late
raes, ha muitos annos expistas aos rigores do
tempo.
E' proverbial a religiosidade e pbilantropia
da nossa populacho, e a cega obediencia que tri-
butara aos religiosos capuebinhos. Portante, pro-
ve tando se agota a eiidencia entre nos do Rvd.
Fr. Caetano, cujo zelo. esforcos e deiicacilo ao
trabalbo, esto cima de toda prova, nao s-rao
precisos grandes sacrificios dos cofres pblicos
para concuirmos este importante monumento, que
assim ficar uma.morada condigna dos noss)s ex-
ea! s s padroeiros.
Tarabem o ensino publi;o aqui par;ameDte
dit tribuido, se o relacionarmos com a nossa cres-
cente popu'acao. Apenis tres aulas, duas aqui
e uma era Baixa-Graade, ministram os 'primeiros
conbecimentos iufaucia, jazendo a> entauto, lu-
gares i inmensamente populosos -como Taquary.
Barra do Brejo, Prata e Catimbao em profundas
trevas.
Estes quatro lugares sao dignos da attencao
do governo, que ao menos pode all crear cadeiras
por contracto.
No dia 8, procede se aqui ao 2o escrutioio
da eleico provincial, cujo resultado j abi co
nbecido.
1. No dia 9, trigsimo do passaraento de D. M-
ncela Al-xandrina Araujo das Chairas Gondim, o
seu virtuiso filho e nosso vijario Chagas crame-
moroa-o com un officio, 4 m'ssas rezadas e uma
cantada, a que aaiistirain os seus araigis. Sobre
o lgubre assumpto, discurseu o Sr. Joaquina Pin-
to de C unpos, no que foi muito applaudido
O negociante Lua Alvos Feitisa, nao quiz
acompanhar os seus collegas na obeiicneia ao
pr^eeiro da Cmara Municifiu), que em 1 iraa ultima
sess 1 ordenou ocumprirnento da lei de Agosto do
anno findo, que manda fechar aos domingos e
dias santificados-os estabelecimontoa comm ;rciaes,
das linas hor da tard<- 00 dianta. Duas trans-
grosses commelteu elle impunemente, e iria por
diante com o abuso, se mn outro faeto aio viesae
contribuir para chamar ao rebauho aquella ovelha
perdida.
No domingo, 7, altercaudo elle coc um fre-
gnez esraurrou-o, e a polica, despeitads. pela vo-
aeria que sabia do estabelecimento, ccrcou-lhe a
casa, core que prolaogou-se at a mauha do dia
8, mas infuctiferamente, porqua o Sr. L nz deu 4s
da villa Diego. Mais tarde, appareceu elle, mas
rodeado de paJriuhos, todo contracto, e diaposto a
a guardar nao s o mandara ento da Cansa-
ra, como ainda todos os dea da aan:a madre
egreja.
Esta boa duposcaawsentoa-o da malta e ..
tambom da cadeia. Prcsume-se, porm qoe o in
dividuo esmnrrado tome uma destorra. Se ior
para bem nosso e emenda d'elle... Deas o aproa-
se.
A agua potavel ao alcance da populaco pa
bre d'eata vkla, e a aainiacnada pelo riacho lav
pea, caja nascenca demora a 2 kilmetros do pa-
voado, no, artio Caica d'Agaa, Eiipi de sot-
frivel que era, d'algnns annos a esta parte, tor-
oou-se peaada e salosra, devido ao a*Matatr4u
sido pelos particukaraa da, pelo verlo, utiliaarera-
aa demasiado das pouoas aguas qoe entio correa*
para aguar 04 terreaos marginaes, com gyand* -
prejeizod 01 eouaunaidores.
Entre oa terrenos u a-se o de
nominado Bica de J iaquim Pinto, declarada fonta
publica, por lei provincial de 1875, e que entretan-
to, ha 7 para 8 aunes estava constituido feudo de
m particular.
A Cmara, attondendo ao clamor publico,
raanlou retirar a respectiva cerca, no que prestou
um relevante servido a pipulacao.
E' digno de louvor o procedimento da Ilustre
edilidade, e muito confiamos que proseguir, de
forma a atteeder sempre as justas necesidades
de seus municip-s, sem attencao a esses pseudos
sultoes que, acariciados pela fortuna, jalgnm se
sobranceiros aos demais filhos de Ado.
11 A satr.a do algodao, que o thermometro das
nossas transaepes coramerciaes, resumio-so no
anno find a piut) de paralyaar a circulacSo do
dinheiro ntre nos. Alm disso, o de papel, tem
soffrido urna depreciacJo de alguns mezes a esta
parte que, em muitos casos, tornarse um objecto
iuutil para o inf diz p issuidor, j pela grande
quantidade de cdulas falsas que tem appar ^cido
originando o seu descrdito entre 03 matutos,
que com razio (nao tendo elles a experiencia pre-
cisa para distinguir o verdadei'o do falso), veem-so
perplexos, sempre que teem de roccb r qualquer
nota, receiosos do logro ; aja ainda pelo mal avi-
sado 4viso do Ministro da Fazcudu, que orde-
nou a recusadas ceduUs d-'teriiradas era tolas
as repartieres fiscaes.
Um tal aviso, posto queja esclarecido e res-
tringido, tem aido aqui ap r maltas pai
mente observad, apooto de, muitos possuidores
de notas, virem se lia lura 11-1: -ssida 1 d : tr 1-
cal-as cim grande abate
' Cora ist tem aproveita lo alguns especulado-
res, mas o povo, o misero jovo, que fica inteira-
m ate logrado, sem ter para ondj recorrer. Se
na capital do imperio, no proprio t^esiuro. retra
se uma nota de 10J, e diz-se ao portador que
peticione para obter o troco, imagine se o que se
Jii i por estes desertas. da Arabia, onde as no-
tas saj pe 1 comraum de poujo valor, e, em estn
do deterioradas, nao valero a propria cstampilha?
Varaos aia*A reetier ura p"queno equivoco
que coinraettemos em noss missiva, estampada 110
Diario de 13 de Janeiro findo, onde dissemes
que o lugar Ex, onde comecon a grande tro-oada
i 1 Je Nivembro, perteucia ao termo de Ga-
rauhuns, quaudo 1103 disseraiu que faz parte di
termo de S. Bento. A nossa rectificacao importa
uma satisfaga > ao no.-so Ilustrado collega de Ga-
ranhuns, cujos domiuios respeitam is.
Ura nosso amigo pedio-nos a publicidade d 1-
que.l.i noticia, por ter ella escapado ao uosso Ilus-
tre c llega d' b Bento, tal vez porque nao chegas
se ao seu conhecimeuto, porgue, como nos in-sinos
diss anos, a trovoada estendeu-se mais para os la-
dos de Pet jucira
Respeitador at aqui, raais nao.
Puado emanciparA' presiden
cia da provnola de S. Paulo 1 tedio no dia 12 do
eirrent-, o Ministerio da Agricultura o seguinte
aviso :
Illra. e Exra. Sr.Aeeuso recebido o ofHcio d--
V*. Eie. de 16 do mez fial>, com o qual rae re
raetteu copia das decisoes que deu is cnsul ta
feitas pelo juiz de orph.Ios do termo de Taubat a
pelo presidente da junta classifieadora do munici
pi de Campias, sobre classificacao e libertacao
de escravos.
Tratando-se de escrava classifi'ada para ser
libertada por cinta do fundo de emancipacao e
posteriormente dala por fgida, dcclarou V*. Exc,
ao juiz de orph-is de Taubat, para que o fizease
conjar ao aah ir 1^ diti escrava, que, ae nata f.'
raai ir ie 10 aun'3, embra se justifique a allega
cao da 1" 1 _r 1, r considerada livre, na couformi
dale lo krt, 3-, Sj 10 e 11 da lei n 3,270 de 28 la
nbro ultimo e art. 10 6" do regulamento
n. 9, >17 de 14 le Noveranro.
A) presidente da juma classifieadora do muni-
cipio de Canpiuas, que eonsultou a essa presiden-
cia sobre a classificacao dos conjugues de escravos
sexagenarios libertos pela lei citada, posto que
sujeicoa a servicia, reapondeu V. Exc. que taca
coujuges de.'c.n ser incluidos na classe deterrai-
uada pe'.as lettras B e C das instruccoes daias
por es ja presidencia era data de 4 de Seterabro de
1883,
Declaro a V. Exc que este Ministerio approva
ambas as decisoes, aeeresceutaudo, era relacilo
segn la, que 3 coujuges de sexagenarios, as cir-
cunstancias indica 113, devera preferir os ciujugs
eseravos de differeutes senhores, mas sem prejuizo
dos de pesa ia livre incondicionalraeute. Deua
guar le a V. Exc.A. da Silva Puado.
Publicaud este aviso o Jornal do Com-
mertio da corte acompaubm-o das seguiutes re-
flexoes:
A correct 1 diutri a deste a" iso deduz-se das
dispi3icoes regulara .'litares que, estabeleceudo as
razoes da preferencia na ordem da emaneipacii,
m .uifestaram claramente o intuito de facilitar a
trauaformacaa da familias escravas em familias
livres. J que se trata, porm. deste objecto, che-
gada a ocuasio de atalbar abuso multas vazes
denunciado e contra o qual foi inellicaz a provi-
dencia tomada pelo aviso-circular de 20 de Julbo
de 1883.
Com etFeit 1. teado-se e it .belecido que na con-
currencia de bertando9 pref-rencia foaae dada ao
cenjuge de pissoa livre, tornou-se useiro o ira-
.1 1.1I artificio do casar es.ravoa valetudinarios
cora pessoas livres aiseraveis, para por oste raeio
obter preferencia a favor daquelles, e assim veu-
dl-13 ao Estado, qua .do realra >ntr careca n de
valor venal. Aunuuciala a classificacao de lber-
taulos. occorria em alguns municipio; o especta
culo repugoante de csamentos daque la ordem, de
inaaeira que emeravos mocos e a adis, algumas
vezes j classificados, trabara de ser cclui Jos para
abrirem espaco a pobre velhos enfermos que a ga-
nancia forcava pir tal modo o Estado a adquirir.
A tal ponto uhegou o esoauda.o que par aviso-cir-'
cular de 10 de Julhi de 1883 provilencim o go-
verno para que sinente pudesse influir na escala
da preferencia os casamentos celebrados at ao
primeiro dia da reunan das juntas.
Como era bem para presumir, fcil foi fraude
achar meio de nao se deixar vencer completamente.
Vedada a preferencia por casamentos celebrados
durante a reuniio das juntas, tem-se bascada
obtel- por iguaes unioes realis idas as vesperas
daquelle dia, o qual, como se sabe, anuuaciado por
editaes, conbecido com antecedencia s iffieiente
a taes machinaoee.
O abuso padera ser agora repetido em maior
escalla porque, livres os antigos escravos sexage-
geuarioa, mas conservados na companhia e de-
ba 1x0 da autoridade doa ex senhores, mais fcil
vai toruar-sc a busca de libertos que, casando
com escravos, l'3 determines a preferencia na
ordem emancipac&o. Para impedir esta im
raorahdade nao seria intil a providencia que exi,
giss de taes unioes a duracao de dous ou tres
annos para que pudeas,'m influir na ciassificicao.
Cada preferencia artificiosamente alcaucada im-
porta injusta pretencao de direinos adquiridos e,
como tal, deve ser cuidadosamente evitada, j que
nao pode ser punida.
A nova lei creon relac '8 tarabem novas que
exigera sumraa vigilancia, principalmente uestes
primeiros tempis em que a h rraeneutica adminis-
trativa apenas comeca a sua tarefa em relacao ao
recente direito.
Alfira l surge o livro e roproduz-se
Em varias edicoes,
Eis o que faz no mundo toda a imprensa,
D'ella dimana a claridad o immensa
l'or todas as uaooes.
do
Be publica la aJtaaany\ Gatetta de
Noticias, da corte, pabiicou o seguate telegram-
ma :
Montevideo, 15 de Fevereiro.
\brio-se o parlamento.
O Sr. Dr. Francisco Antonio Vidal foi eleito
presidente da cmara alta.
A mensagem presi eneial lida na cmara dia
que as relacoes da Repblica com os pazes es-
trangeiros sao boas, faz uma rescuha dos traba-
lhos parlamentares da ultima sesso legislativa,
chama a attencao da cmara para algumas me-
didas de utilidade publica a tomar era cousidora-
cae durante oa trabalbos da actual aessio, diz que
a aituaco fioanceira do paiz boa, e que o go-
verno confia na manutencao da pai no interior da
uacao.
A InaprenaaO Diario de Noticias, da
corte, publicou a seguinte poesa indita, do ti-
nado Octavian Hudsun, imprenaa:
Eu saado a imprenaa, a la, a forca,
D'esta grade nac&o;
E d'ella que nasceu a liberdade,
O progresso, a sciencia, a claridade,
A nosaa redempcao!
Aa folhas de papel sao azaa brancas
Que voaa a luzir,
Oa typos sao espada* lumiaoaaa
Que vio rompeodo as manchas tenebrosas,
Doavendaado a porvir.
iattaa por lettra ae compoe a liaba,
Depoia anrga o paqusi,
1 caiga,pac tai, pay". io'aa,
ervrado de exempfar, pulula a norma,
Qae todo c povo l!
Octaviano Hudson.
davina CbuiHnLemos no Jornal
Commercio, da corte:
Tiveraos occaciao de examinar de perto esta
arma de guerra, a queja nos referimos, nren'ada
e, com exuepca do cano, inteiramente fabricada
palo nosso compatriota A. Chuchu, natural da Ba-
ha. Admirarais a extrema siinplicidade do rae-
cajismo qur serve para receber e incendiar o car
tucho, e no qual est todo o mrito da invencao.
O mesmo autor nos auxiliou na descripeo da
sua arma. O corpo desta arma compoato de duas
pecas priucipaes metidas urna na outra, a saber:
1. O bloc ftcho; 2." a caixa envoltoria.
O bloc fecho a parte principal da arma pois
que encerra quasi todo o mecanismo. Iutroduzida
esta peca na caixa-envoltoria fiea determinada a
combmacao de todos os movimentos. O seu for-
mato o de um leme de navio em sentido con-
trario, toda cavada, oncena ella o percutor e
quatn pecas que formam a b it ra do fecho.
Extoriorraeute achi-ae ai lado direito a chave
com mscaueta que ligada por pecas interiores de-
termina o movimonto giratorio. Esta chave fe
chada, une com segurauca o bloc feeho caixa
envoltoria, formando um obtructor solido.
Collnca se o bloc-fecio na caixa eu/oltoria.
Suspen 'cilio uma portinhola que se acha ao lado
esquerdo desta, introluzindo diagmalraente o cabo
pela abertura da porta, encaixando em seguida o
eixo do orificio aberto na base superior da caixa
envoltoria, e finalmente fechando a portinhola, a
arma acha-se prompta.
'. Esta arma caimatariaa-Sfl especialmente pelos
s guintcs pontos:
1. A simplicidade do machinismo facilitando
a fabricaca unir rrae e mecnica.
2. Deslocacao airaultauea sera necessitar de
ferramenta algmna nem de grande pratica, o que
oflerece as seguintes vantagens: 1. Fcil conser-
var' e mpeza; 2* Prompto reparo em caso de
desarranjo; 3. Meio de evitar extravos em caso
de arr-cadacao nos arraazens ou de reyolta popu-
lar; 4.a Iuutilisacao prompta no caso de rendico
a S- ndo esta invencao nicamente baseada na
p irte mecnica da fechara pode ser applicada a
anana de quaesquer iimensoes com codo o systema
de cartuchos ra talicos. A davina apresentada
inede 106 centmetros de comprimentn, sendo o
cano de 59 centmetros, com quatro raios interio-
res de volca inteira e os cartuchos metlicos de
percussilo central cora balas cnicas de calibre 44.
Pesa 3t,7.O ^raramas, excoptuando o cano.
laelloieaBScctuar-senao :
Hoje :
Pco agente Barlamaqui, as 11 horas, na ra do
Imperador n. 22,*Yie predios.
Pelo agente iartins, s 11 horas, na ra es-
traita do Rosario n. 35, de movis, loucas, vi ir is.
etc., etc.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, ni 1 do llar
quez le Olinda n. 4, de obras de cabellos e mo
veis.
Pelo agente Modesto Baptista, as 11 horas, na
ra do Bom Jess n 19, de moveis, louc/is, viuhos,
quinquilharias, etc, etc.
Sabbado :
Pelr agente Silveira, s 11 horas, na ra do lu
p :rador n. 16, de um sitio.
Viiiono fnnettrenSerlo celebradas :
Hoje :
As' 8 Dona, no Paraizo, por alma de Manoel
Jos dos Santos.
Sabbado :
A's 8 1/2 horaa, na matriz da Bo'Vista, sor al-
ma do Dr. Jos Vice ite Duarte Brandao.
Operacea clrurgicaaForam pratica
das no hospital Pedro II no dia 20 do corrate
as seguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Falla perineal blslateral pelo processo de Ne-
laton, reclamada por calculo vesical.
24
Pelo Dr. Malaquias :
Laparotoma e anua artificial reclamadas por
nccluslo intestinal por invaginaclo di grosso in-
testino, e gan5rena da parte invaginada.
Amputadlo por desarticuladlo do joelho a dous
retadlos, redxraada por gangrena da perna.
Pelo Dr. Pontual :
Amputare!'! do primeiro e segundo osso do m<--
tarso direito reclamada pir eamagaraento dos de-
dos, a retalho plantar.
Cana de iielenco-Movimeuto dos pre-
i w no dia 23 de Fevereiro :
Existiam pr-sos 316, en tr arara 3 silii 1, exis
Ma 318.
A saber:
Nacionaes 290, mulheres 6, estrangeiros 6, es-
eravos sentenciados e processados 10, ditos de cor-
reaejio 6.Total 318.
Arracoados 303, sendo : bons 296, doentes 7.
Total 303
Movimento da enfermara :
Teve alta:
^antino Jos Mauricio.
l.oii'ria da provinciaSabbado 27 de
Fevereiro, se extra lira lotera n. 30, em bene-
ficio da matriz da Graca.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Concaiclo doa Militares, se acharo expostas as
urnas e as esphems arrumadas em ordem nurae
rica, apreciaclo do publico.
Lotera de Macelo de OOiOOOatoOO
A 16' parte da 11a lotiria, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
inpretrvente no dia 2 da marco as 11 horas da
maoha.
Bilhetes von la na Casa Feliz da praca da In
depeucia na. 37 e 39.
Mercado Municipal de H. Jone O
novimento deste Mercado no dia 24 do corren-
te, foi o seguinte:
Entraram :
26 boia pee indo 4.180 kilos
573 kilos de pcixe a 20 ris
12 Uboleiros a 200 riB
15 cargas de farinha a 200 ris
9 ditas de fructas diversas a 300
ris
13 Suinos a 200 ris
Precos do dia:
Carno verdi a 640 e 480 lis o kilo.
Suinos a 7.K) c 600 ris dem.
Carnuiro a 640 o li ris idem.
Farinha de 560 a 3i) ris a cuta
Milbo de 26 ) a 3 iO ris idem.
Feijo de 70) a U250 ris idem.
Foram oceupadoa:
21 columnas a 600 ris
44 talhos de carne verde a l<000
20 ditos de ditos a 24
44 compartimentos de tatinha e co-
midas a 500 ris
65 ditos de legumes a 404) ris
16 compartimentos de anio a 700
ris
13 ditos de fressuras a 600 ris
k -Recorr-ute Anlr ursino de
Mello, recurrid > a juiz.. R-lator o -r. eonselhei-
ro Froitas Henriques. egou-se provitnento,
unnimemente.
De TimoabaRecurrente o juizo, recorrido
C'Omeutiuo Gomes Travasao. R dator o Sr. cou-
selheiro Fr.-tas II1 ariques Negou se previraen-
to, contra os vtoa dos Srs. desembargadores Al-
ves Ribeiro o Monteiro de An 1
De Tirababa- Recorreute Kliaa Elysio Alves
Camello, recorrido o juzo. Relatos o Sr. d^sem
bargador Buarque Lima.Negou se Drovimento,
unnimemente.
De CaniarRecorrente Juvoncio Taciano Ma-
ris, recorrido Salustiauo Venancio Ja Silva. Re-
lator o Sr. desembargador Buarque Lima.Cou-
verteu-ae o julgaraent 1 era dilignaaa
De Salgue 110Reeoirwte Ro nao Pereira Fil
gueira Sampa.o, recorrido Jola Pereira de Barros.
Relator o Sr. desembargador Buarque Lima =
Deu-se provimento, unnimemente.
Do Piane Recorrente Manoel da Costa Ve-
as, recorrido o juizo. Relatar o Sr. dmerabar-
gador Buarque Lima legou se privimento, un-
nimemente.
De Palmeira dos Indios Recorreute Sabino
Jos de Oliveia, recorrido Bertholdo Crrela
Sarapaio. Relator o Sr. desembargador Bu rque
Lima.Negou-se provimeuto, u anmemente.
De lampina GrandeRecorreute Joaquim Fe-
licio Cavalcante, recorrido Laurcntino de Souza
Cavalcante. Relator u Sr. desembargador Buar-
que Lima. -Cmverteu-se o julgameuto em dili-
gencia.
D Pao d'Aiiio Reorrentea Severan 1 Jos
F. ir e otttrua, recorrido Joaquim Mara dos San
tos Cavalcante. Relator o S:. desembargador
ToseanoBarreto. Deu se provimento, nnanin-
in ate,
De Pao d'Alho -Recorrente Elias Biptista da
Silva Ram s, recorrido o juz 1. Batato/ o Sr.
desembargador_T ncanjjarreto.Negou 3e pro-
vimeuto, unnimemente.
De BorburemaRecorrente Dr. Anizio Augus-
to de Carvalh Serrano, recorrido o juizo. Rela-
' ir o Sr. desembargador Toscano Barreta. -Deu-
se privimento, unan.mcraeute.
Do Brejo Racorronfe Octaviano de Araujo
Albuquerque, recorrido o juiz. Relatar o Sr.
d"3i-,rabargalor Toscan Barrete. -.Sogou se pro
vimento, unnimemente.
De aiBjnairo Recorreute Juv.-nal Ferreira
Leite, recorrido o juizo. Relator o Sr. desembar-
gador Toscino Barreto. Negou so provimento. unanim mente.
vea, recorrido o juico. Relator o Sr.- deaembarga-
dor Pires Gravalves. -Deu-se provimento, unni-
memente.
Da Alaga Graude Recorrente Jo.i Rodrigues
Marinho Falelo, recorrido o juizo. Relator o Sr.
desembargador Fires Gonijalves.Negou-se pro
vimento, unnimemente.
Oo RtcifeRecorreute Herculano Garca do
Araar.il, recorrido o juizo. R h.tor o Sr desem-
bargador Alves Ribeiro. Negou-se provimeuto,
nnn;raement<\
De Ingaaaira Recorreute Thomaz de Aquino
Sobral Urumbeba, recorrido Laurindo Angelo de
Almeida e Silva. Relator o Sr. desembargador
Alves Ribeiro. Dej o proviraenti, unnime-
mente.
De ItabaianaRoeorreate o juizo, recorrido
Mano 1 An'on o Pereira Borges. Relator o Sr.
desembargador Alves Ribeiro. -Negou se provi-
mento, unnimemente.
De MamanguapeRecorrente Jlo Bruno dos
Santos, recorrido o juizo. Relator o Sr. des" n
bargador Alves Rio uro- Negou se provimento,
unanim ment.
De Cainpini Grani'Reeorr nte Joaquim Fe-
licio Cavalcante, reeirridis M'guel Frtuciseo de
arvalhi, Frineisco Camello de Arauio e Julo da
Costi Agr. Relator o Sr. deserabirgador Vives
Ribeiro.Converteu-se ojulg^mcnto em diligen-
cia.
De Campia GrandeRecorrente Salvador P.
da Cuaba, recorrido o juiz 1. Relator o Sr. des-
embargador Alves Ribeiro. Converteu-se o jul-
garaento em diligencia,
De CimbresRecorrente Thomaz Bezerra Ca-
valcante, recorrido o iuizo. R.dator o Sr. desem-
bargador Alves Ribeiro.Jegou-s? provimento,
unnimemente.
Da PaJtaeira dos Inliis Reciricnte Manoel
Clemente da Silva, recorrido o juizo. Relatr o
So. dsenbargador Alves Ribeiro. Nao ae to
raou conhecimeuto uuaunc neute.
De Alaga Gran le R.-corrente Aatouio Be-
lizario Fernandes da Silva, recorrido o juizo- Re-
lator o Sr. desrinbargador Alves Ribeiro. N:-
gou se pr;vimento, unnimemente.
De algueiro -Recirraite Antonio GiraeiOor
reia da Cruz, recorrido Vicente R idngues fftsjt
co. Relator o Sr. desembargador Alves Ribeiro
Deu-se provimento ao recurso, uuaninera n-e.
De TraipRecorr.nte Antonio Mauricio da
Rocna, recorrido o juizo. Relatir o Sr. desem
bargador Al ves Ribeiro Negou s? provimeuto,
Duve ter sido arreca iada neste dia a
quantia de 184*560
Halailoarn Publico. Foram abatida
no Matadouro da Cabanga 82 resea para o consus
mo do dia 14 do corrate mea
CHRONICA JDICIARIA
Tribuaal da Rela?o
SES80 ORDINARIA EM 23 DE FEVE-
REIRO DE 1886
l'RKSIDENCIA DO EXM. SB. CON9ELHEIBO
QUINTIHO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As iuiat do eoatame, presentes os era. desem-
bargado! s em numero legal, foi aberta a sesso,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetoe deram-se os
sogmiutea
JULGAMEUTOS
Recursos eleitoraes
Do Recite Recorrente Maxkmaa Alves da
Silva, recorrido o juito. Relator o Sr. oooselbeiro
Freitas Henriques.Negou-se provimento, un-
nimemente.
De Campia Grande Recorrentea Franeiaoo
Antonio de Salina a Joaquim JAilic Cavalcante,
recorridos' o juizo, Gervasio Gromea Pereira, Fran
ciscj Camello4le Araujo e Laurentino de Souza
Cavalcante. Relator o Sr. conaeleira Fteitaa
HenriquesCon verteuae o julgamento em dili-
gencia.
unauineinen'e.
De Salgueiro -Recorrente Ro nao Pereira Fil-
gueira Sampaio, recorrido Manoel Joao d'Assamp
r;a. Relator o Sr. desembargad ir Toscano Bar-
reto. Deu-se provnneut >, uuauiraemente.
De Campia Granle -Recorrente Joaquim Fe-
licio Cavalcante, r aorri I >s Luiz Gouzagu de
Araujo a Diouizio Pereira di Coata. Relator o
Sr. di-s-mbargalorTojciuo Barreto. -Couverteu-
se o julgara uto em diligencia.
De Campia Grande =m Recorrente Dr. Irini
Ceciliano Pereira Joffe'y, reorrido Jo3 Alves d-
Soasa SobriuljO. Relator o Sr. desembarga loa
Toscano Barreto.Converteu se o julgameuto em
diligencia.
De Cimbres Recirrentc Canudo Rodrigues
da Silveira, recorrido o juuo. Relator o Sr. des-
embargad ir Toscano Barreto. Negou ae provi-
m-'nto, unauimemeute.
De Alaga GrandeRecorrente Joao Ferreira
de Veras, recorrido o juiso Relator o Sr. des-
embargador Toscano Barreto. Negou-se ncavj
ment, unnimemente.
De Taquaretinga Recorrente Paulino Jos de
Torres, recorrido o juizo. Relator o Sr. desem
hurgador Oliveira Maciel. Negou-se provimento,
unanim mente.
De I ambRecjrrente Jos de Araujo Lana.
recorrido Antonio Liureuco de Lima. Relator o
sr. desembargador OH.eir Maciel. Converteu-
se o julgameuto em diligencia.
De CaruarRecorrente Juvenci Taciano Ma-
nz, iccorrido Francisco Pinheiro Maciel. Relator
o Sr. desembargador Pires Ferreira. -Converteu-
se o julgamentn em diligencia.
De Bananeiras Recrtente Ascendino Candi-
do das Neves recorrido Joao Gonzaga de Mello.
Relator o Sr. desembargador Pires Ferreira.
Deu-se provimento, unnimemente.
De CaruarRe jrrente Juvencio Taciano Ma
riz, recirrido Jos Florencio de Souza. Relator
o Sr. desembargador Toscauo Barre'o. Conver
teu se o julgameuto em diligencia.
De Bananeiras Recorreute Estev So Paulo Fer
nandes, recorrido o juizo. Relator o sr. desera-
bargidor Toscano Barreto.Negou-se pro'men-
t, unnimemente.
Da Independencia Recorrente Joao Leopoldi-
no de Almeida, recorrido o juizi. Relator o Sr.
desembargador Toscano Barreto. Negou-se pro-
vimento, unnimemente.
De Taquaretmga Recorrente Francisco Igna
ci de Sant'Anna, recorrido o juizo. Relator o
Sr. desembargador Monteiro de Andrade. = Nao
se tomou conhecimeuto, unnimemente.
De Alaga GraudeRecorrente Antonio Gi:bi-
no de Almeida Mendonca, recorrido o juizo. Re-
lator o Sr. desembargador Monteiro de Andrads.
Negou-se provimento, unnimemente.
De Mamanguape Recorrente Andr Felippe
de Albuquerque Vlaranho, recorrido o juizo. Re-
lator o Sr. desembargador Monteiro de Audrade,
Negou-se provim-nto, unnimemente.
De BananeirasRecorrente Joo Antonio Fer
nandes, recorrido Ildefonso Jos Fernandes. Re-
lator o Sr. desembargador Monteiro de Andtade.:
Deu-se provimento, unnimemente.
De CaruarRecorrente Juvencio Taciano Ma-
riz, recorrido Jes Alexandre Bezerra. Relator o
-r. desembargador Montan-1 de Andrade. Con-
verteu-se o julgatnento em diligencia.
De CimbresRecorrente Joo Gonzaga da Sil
va Odelon, recorrido o juizo Relator o Sr. des-
embargador Monteiro de Andrade.Negou-se pro-
vimento, unnimemente.
De IngazeiraRecorrente Thomaz de Aquino
Sobral Urumbeba, recorrido Manoel Romo de
I Albuquerque. Relator o Sr. desembargador Mon-
teiro de Andrade. Deu-se provimento, unani
I enemente.
De Campia Grande Recorreute Dr. Iriuo
Ceciliano Pereira Joffei), recorrido Autouio Frau-
3JUUU cisco da Sa.l'S. Relator o Sr d -e nbirgalor
Monteiro de Andrajo, -'rutf .^.iu-li-
to em diligencia..
De Campia GrandeRecorrnte Joaquim Fe-
licio Cavalcante, recorrido Manuel Marinho Go-
mes, Francisco Affonso de Albuquerque, Joao Mu-
niz da Silva e Florippe Jos da Silva Coutinha.
Relator o Sr. desembargador Mon'eiro de Andra-
de.Converteu se o julgameuto em diligencia.
De SalgueiroRecorrente Marianno da Costa
Agr, recorrido Christiano Thomaz de Aquino.
Relatir o Sr. desembargador Monteiro de Andra-
de. --Nio se tomou conbeciinsnto, uuanimemente.
Do Cabo-Recorrente Francisco Pedro Bole
treau, recorrido o juizo. Relator o Sr. desem-
bargador Monteiro de Andrade. Negou-se pro-
vimento, contra oa votos do Srs. desembargado-
res Alvo Ribeiro e Buarque Lima.
Do Ouricury Recorrente Leopoldo Gomes
Vunna, reconidoo juizo. Relator o Sr. desem-
bargador Pires Goucal 'es. Deu-se provimento,
unnimemente.
De Man angaape .Reoorrent. Joo Baptista
Gomes de Carvalho, recorrido o juizo Rda'or o
Sr. desembargador Pires Goucaives. = Negou-ae
provimento, unnimemente.
De Campia GrandeRecorrente Ildefonso do
Brito Cuuha Souto Maior e Jos Felicra Caval-
cante, recorridos o juizo, Antonio Vieira Arco-
verde, Antonio Joaquim e Joaquim Raymundo
Borges. Relator o Sr, desembargador Pires Gon-
calves.Converteu-se o julgameuto em diligencia.
De Ingazeira- Recorrente Thomaz de Aquino
'obral Vrumbeba, recirrido Antonio Lopes da
Silva. Relator o Sr. desembargador Pires Gon -
calves. Nao se tomn conheciraento, unnime
mente.
Da Palmeira dos Indios Recorrente Antonio
Jos de Lemoe, recorrido o juizo. Relator o Sr.
lesembargador Pires Goncalves. Negou se pro-
vimento, unnimemente.
De Saigueiro=Recorrente Antonio Gomes Cor-
rea da Cruz, recorrido Antonio Leo Cava cante.
Relator o Sr. desembargador Pires Goncalves.
Deu-ae provimento, unnimemente.
De Mamanguape Recorrente Antonio Luiz
Bezerra Cavalcante, recorrido o juizo. Relator o
Sr desembargador Pires Goncalves. Negou-se
provimento, unnimemente.
Da Escada Recorrente Miguel Baptista doa
Aojos, recorrido o juizo. Relator o Sr. desombar
gador Pires Goncares.--Convcrteu-ae o jutga-
ueuto em diligencia.
De Caruar Recorrente Juvencio Taciano Ma-
ris, recorrido Nicea Angosto de Lagos. Relator
oJdr. desembargador Pira Goncalvea. Cenvea
ieu-se o juigamento em diligencia.
De CimbreaRecorrente Joao Francaew Al
De Caruar Recurrente Juvencio Taciano
Mariz, recorrido Manoel Izidiro de Lima R-i 1
tor o Sr. desembargador Alves Ribeiro.Conver-
teu se o jalgisnsnto em diligenci 1.
De MamanguapeR ,'corrente Alexaadre Pe-
reira Villa-Ver !-, recorrido o juizo. Relator o
Sr. desembargador Alves Ribeiro.Negm-sc pro-
vim rato, unaniment'.
PASSAGEN3
Do Sr. dea-mbargalor Pires Ferreira ao Sr.
desembarga i ir Monteiro de Audrde :
Appellacao criase
D: S. Bento -Appellaute Joiquin Ferreira do3
Santos, appellada a jus.ica.
App 'llaeai civel
Da EscadaApplelante D. Clemntina Pessoa
de Oliveira, appellada a preta Gertrudes, por seu
curador.
Do Sr. deserabirgador Alves Ribeiro ao Sr.
cous.-lheiro Freitas Henriques :.
Appellacao crime
De Palmeres Appelante o juizo, appellado
Sergio da Siqueira Campos.
Erabirgos infriu^entea
Do RecifeEmbargan! o liarlo de Muribeca,
einoargado Dr. Joo Pedro Maduro da Fonseca.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro promotir da Jus-
tina :
Appellacoes criraes
Je Taue.rat Appelante o juizo, apptdlad 1
Manoel Joaquim do Espirito Sant >-
De ItabaianaAppelante Jos Bento da Silva
Nun -a, appellada a justica.
Eucerrou-se a sesso as 3 boras da tarde.
2s70>
2i6'K)
126O0
440i>i
40*01X1
221000
26*000
11*200
7*800
PUBLICACOES A PED1DC
(jit-yaitiia
Julgo-me obrigad i a oppor uma ligeira
conteetarejio ao artigo da Provincia de an
te-hoateii, sob a epigraphe Apoltica
e o clero violand) a familia.
O casamento de que se trata nesse arti
go teve lu^ar no dia -4 do corrente, e eu
fui hospede do De. Nilo de Miranda e Dr.
Bellarraino Correia at 30 do mez findo,
quando deixoi a cidade de Croyanna, onde
achava-me desde outubro da anno pas
sado.
Por aso, e pe* intimidado em qae es
tive .i mantenho com elles, posso garantir,
o garanto, qae nao exacto, qae, em casa
do primeiro se preparasse nenhum enxoval
de noiva. em sagre o ou publicamente, e
tunpouco, que a moja fossa at'.rahiia ao
seio de sua familia, pnr induzimento ou de
qualquer outro modo.
Nao s isto. Por uaiir reserva que so
guardasse, eu ou minha familia nao diixi
ria de saber qualqa^r coasa a ;erca dease
facto ; entretanto certo que ignoravamos
tudo, p-'lr razio de que no circulo das fa-
milias do Dr. Nilo e do Dr. Bellaruiino nao
proferio sa uma palavra sequera respeito,
at a hora da minha partida.
Nao affirmo, que o Dr. Beltarinino nio
fosse igreja logo aps celebracao do
casamento ; mas tenho inforaiacao da pes
soa insuspeita, que nao fallam da sua pre-
senta all, nem antes, nem depois.
Isto qu intos aos factos; quanto aos con
ceitos que eu tal vez devesse emittir, palia
rcsu'uil-os assim :
>e a Ilustra reiacao da Provincia sou
besse, como eu, quanto distincta a fami -
lia do Dr. Nilo, eertaraente nao teria di-
xa lo escapar no indicado artigo acusa
c3es, q as mes.as conveniencias politijusevitau.
Est modu
Depois, nao preciso dizer para quera 00-
nhece, que os sentimientos nobres d'aquel-
le distineto cavalhoiro repellem tola sus-
peita aa menos de que se prestassem ou
consentisse na connivencia de sua familia
em factos de ordem tal, sempr melindro-
sos
Em qnanto ao Dr. Bellarraino, preci-
so conhecel-o de perto, para ajuizar bem
do seu carcter.
Nao offendo a ninguem, dizendo da mi
nlia parte, que ainda nao communiquei
com alguem, que revelasse sentimentos
mais altivos, senso moral mais correcto,
gravidade nos modos e grandeza d'alma
em todos os seus actos.
E, de um homem desses eu nao aceita-
ra jamis a primeira informacao depri
mente.
O usno posso dizer. do major Leode-
gario.
E' torcoso, portante, concluir, que o il-
lustrado autor do artigo foi victima de e-
quivoco, quando attribu'0 a esses meus
amigos conhecimento previo e coparticipa-
cao no a on'ecimento de qae occapou se,
e que eu, de nenhum modo desojo apreciar
ou discutir.
O Padre Julio o o Dr. Aguiar, segun-
do as informacoes alluiidaa. nao merecem
as censuras que lhea foram irrogadas; en-
tretanto, 8Uppondo que alies acham-se ua
cidade do Reotfe, e nio deixsrao de op-
por quanto antas seus embargos, obstenha-
a de quaesquer apreciadora a seu respei-
peito.
O qu^ ahi fica simplesmente um tribu
to verdaie, que eu n2o podia recusar,
desde que trotata-se de pessoas para mim
tao caras, e que achain-se ausentes da ca-
pital.
Olinda, 25 de fevereiro de 1886.
Dr. Democrito Cavalcante
Eleifilo do 2- dislricto
m
Para demonstrar de modo irrespondivel
os motivos que determinaran o resultado
inesperado e cstranhe do pleito eeitoral do
2o districto dssta provincia, offereeemos
illustraia apr-.cijao do respeitavol publi
co a quadro eomparativo Ja populayao :
do eleitorado as diversas paroehias do
mes no iistricto. Esse qundro contm o
numero dos eleitores as differentes paro-
ehias, os nmeros d38 individuos nacio-
naes residentes as mesraas, o a relacao
le proporcionalidade entre o numero dos
eleitores em eada uma dellas e aquelle
correspondente aos seus habitantes. Esaas
diversas relacSes nao approximadas toman-
io se o uum ro dos eleitores de cada pa-
rochia pan uai lade.
A um simphs volver d'olhos esse qua
dro nos mostraqu*, as paroehias da Boa
Vi;ta o da Graca, a relico entre o elei-
toraio c a populijio appruximadameate
de 1 pira 18, ni parochia da Vacsaa,
ella de 1 para 43 c na de S. Lonrengo 1
para 62.
Considerando, pois todas as paroehias
do 2o districto com excepcao da do P050,
nota nos que na Boa Vista e na Graca,
que fica.n no recinto da cidade, se tira um
eleitor d'ontre 18 habitantes; na Varzea,
qus se alTasta do perimetro da mes na,
existe 1 elettor eatre 43 b hitantes ; e em
S. Liurenco, que ainda mais se distancia
do centro da popul-cao, se 0btc.1i un elei-
tor para 62 habitantes.
D ssa exposijao se dprehen le irremis-
sivclinunte que a relacao entre o num ro
dos eleitores e o numero dos habitantes vai
diminuinio gradativamonte em uma paro-
chia, a medida que est 1 se acha mais dis-
tonte do circuito da cilade ; de modo que,
sendo nesta 1:18, vai baixando rpida-
mente, a 1:43. e 1:62.
K A paro -hia do Poc 1, porem, achaodo-se
listante do perimeti 'la cidade do Recife,
e contigua V irze 1, isso entre paro-
ehias cujas relacoes sao expressas por 1:18
e 1:43, deveria apresentar urna relacSo
menor do que a primeira e maior do que a
Si ganda.
Com effeito, est na conviccao de todos,
e a estattca prova exhuberantemente que
na eida'e onde s': acha o emporio da ri-
queza em suas diversas formas, os grandes
thesouros dos progressos materiaes repisa-
dos as diversas or Iens de actividade in-
dustrial, e as grandes conquistas da scien-
cia em seus Variaios ramos e em suas
grandiosas inunifestagSes ; ahi, portante,
que devein existir em maior porpn-cao,
como evidentemente existen, cidadaos no
phno gozo dos seus direitos polticos.
Entretanto, o que notamos na parochia
do Poco em relacao a essa lei de proporcio-
n.ilidade eeitoral? Ser esta, como deve-
ria succeder nos casos nor.naes, inferior s
da parochia da Boa Vista e da Graca, on-
de reside em grande parte a lite da neu-
tralidade peruambu mi'? Nao Nem ao
menos igual aquella correspondente s
me&mas paroehias, que se a uam contdas
ju capital, onde existem na mor parte as
nossas riquezas, commercio, industria e ci-
vil8acao.
E' muito maior ainia; porque excod-s a
da capital de 50 [0 :
Com effeito, sendo ahi a relaeao entre o
eleitorado e a populayao 1:18 no Po-
50 1: 12.
De sorte que, na capital 6Ti 1,000 ha-
bitantes podendo alistar-se tao somente 54
eleitores, na parocuia do P050, com o mes-
mo numero de habitantes, se alistam 82
aleitam; isto 50 (0 mais do que na
propria capital 1
Ser possivel provar-se de modo mais
eloquente o vicio e a mystificacao de que
est eivado o eleitorado d-i parochia do
Poco ; haver razao pausive qu9 justifi-
que tao disforme despropor93io ?
Eis, portante urna prova eloquenjte da
escandalosa falsificacao pratieada pelo Sr.
Dr. Jos Marianno corrompendo adrede o
eleitorado por meio de combinacoes repro
v?das; afim de usurpar uma cadeira no
parlamento nacional.
Atiramos noste momento um repto de
honra a S. S., A Provincia, e a todos os
seus correligionarios para que, do alte da
imprensa venham contestar, por meio de
uma arguraentacao seria, as provas que
acabamos de apresentar.
K' por meio de tao inaudita mystifica-
cao, com o auxilio (de tao escandalosa
fraude, que o Sr. Dr. Jos Mariano for-
mou para si um eleitaruuo espurio, por
meio do qual pretende apresentar-se ante
o parlamento brasileiro, advogando o seu
pretendido direito de repr*sentanta da na-
93o.
Para tornar mais patente o alcance /da
reo iificagSo argucosa realisaia pelo [Sr.
Dr. Jos Mariano, enxertando elementos
no eleitorado do Poco, da modosa, produ-
zir nelle um augmento desconform, ad-^
mittamos que, para as effeitos da qualifica-
cao, essa parochia se acha no p de igual-
dade daquellas sitalas no interior da ca-
ptol. Semelbante concosaao j excessi-
va; e, restrictamente nao pode ter lugar,
att-nta diversidade das condijSss legaes,
estabelccidas as duas localidades para
darse o alistaraento. E' assim que, sen-
io na capital a quantia de 3000 o rend-
mente mnimo de um predi j, aceito como
pruva de renda, no Poco esse reudimento
mnimo o de 100)5000.
Mas, apezar de tao grande desparidade,
admittamos que a parochia do P050 esteja
no mesmo p de igaaldado das paroehias
da Boa-Vista e da Graca, [lertencentes a
capital; e, nesse caso, ser a relacao do
seu eleitorado para a populaco 1:18.
Nesta hypotbese, s^ndo a sua populaco
de 5.274 habitantes, deveriam existir 293
eleitores ; ora, 440 proiimadamente o
numero ios eleitores do Po^o antes da ul-
tima revisao; logo, existe no 'eleitorado
desta parochia um excesso de 147 eleito-
res, pelo menos. E' justamente para con-
dozir esta.gente, iue. as.folbas desta capi-
tal annnrjciam um tremeaspresso. que par-
te desta nos dias de eHca s 8 boras da
tnaubl 1 Nao preciso acrescentar que
-

riuiHn
t


Diario de PeraambucoQuinta--feira 25 de Fevereiro de 1
*


i
a mor parte desees individuos, qaer no
trem, quer do local da eleic&o se revelam
turbulentos, provocadores formando verda-
deira assuada.
Pois bem, fazendo abstenerlo desses 147
individuos, que excedem no eleitorado do
Poco, e ao qual nao podem pirtencer, por
terem sido alistados com manifesta viola-
dlo das nossaa leis, consideremos o resul-
tado do pleito, obtido no 2o escrutinio do
2 districto desta provincia.
Resultado obtido pelos editaos :
Conselheiro Theedoro 850 votos e 13 em
separado.
Dr. Jos Mariano 880 votos e 7 em se-
parado.
Deduzindo desse ultimo resultado as no-
tas dos 147 phosphoros introducidos pelo
Dr. Jos Mariano, temos :
Conselheiro Theodoro 850 votos e 13
om separado.
Dr. Jos Mariano 773 votos e 7 em se-
parado.
Picando eleito, portante, o Sr. conse-
lheiro Theodoro com urna maioria de 77
votos.
E' essa a expressao vsrdadeira do elei
torado do 2* districto desta provincia ;
essa a verdade oeduzida de principios in-
contestaveis com o auxilio de urna lgica
irreprehensivel
QOADBO
Que representa as relaces de proporciona
lidade entre o numero dos eleitores e o
dos habitantes as diversas parochias do
2." destricto.
PAKOCHIAS i -2 ~S O a B 1 55 0 Kt O i, "3 a, 0 O. 0 0 a o.2 0 .2 5. 4 0 a. a. 3 03
Boa Vista..... 1.018 18.799 : 1 : 18
277 4.973 : 1 : 18
P050 daPan-ll 440 5.274 : 1 : 12
141 6.141 : 1 : 43
S. Lourenco... 84 5.223 : 1 :-2
Vergniaud.
(Continu'a)
A caspa e oatros males
N. 30
Que affligem o cruneo inevitavelmente destroem
a vitalidade dos c.bellos. O remedio soberano
contra estes flagellos o Torneo Oriental, o qual,
como par encanto, promptamente os fax desappa-
recer.
Porm isto anda nao tudo, vigorisa e d tom
4 cutcula portal forma, que n2o possivel poder-
se reproduxir, nio ser que a seu uso seja conti-
nuado.
A transpiracito obstruida causada pelo cu torpe
cimento da membrana exterior, a origem de mui
tas das affeccoes e enormidades dos cabellos, e
este entorpecimento nao pode existir, quando os
vasos superficiaos recebem sua maior fccundidade
mediante a poderosa accao e auxilio d'este raro
vigorador vegetal.
15 Agentes em Pernanbuco, Henry Foreter & C,
ra do Commercio n. 8.
Cajurubeba
Gura id iatisi i tumores
Dlm. Sr. Firmino Candido de Figueiredo.
Declaro a V. S. que o seu preparado Cajurubeba
tem sido para mim um prodigio. No estado em
que me achava a mais de anno c meic soffrendo um
forte rbeumatismo, tolhido dos membros a ponto de
nao poder me ajoelhar e de com muita difficuldade
Soder subir cu descer qualquer escada, soffrendo
e insomnia e muito fastio, alem de dous tumores
dos qnaes origmaram-se duas fstulas com grande
derrumamento de pus ; depois de esgotar todo*
os recursos da medicina sem o menor alivio,
solvi-me a temar o seu Cajurubeba que me vai res-
titnindo a saude, a ponto de que com dous fras.-os
que teoho tomado, ja me poseo ajoelhar, subo n
deseo desembarazadamente qualquer cacad,-, e de-
sappareceram todos as dores provenientes das fs-
tulas que prodigiosamente vo melhorando e d-
minuindo a suppuracas. ?osso pois afirmar que o
seu Cajurubeba um prodigio e dou gracas a pro-
videncia por ter encontrado no seu Cajurubeba tao
grande milhora aos meus orimentos.
Pe^o a V. 8. que se digne dar publicidrde a
esta minba carta abem daquelles que anda ignoram
quanto prodigioso o seu cajuiubeb.
Convento do Carmo do Recfe, 30 de Dczembro
de 1885. Sou com estima.D. V. S. -Atten-
cioso servo respeitador.
Padre Jos Uo/aeio de Azevedo Ylrilto.
COMMERCIO
flols" coiuiuerclal de 5*ernam
tan
Recfe, 24 de Fevereiro de 18H6
As tres horab da tarde
Cotaeoe* uifieiae*
Apolices da divida publica, de ti 0/0, de 1:0004
1:0908000 cada urna.
Ditas provinciae8 de 7 0/0 de 1:0004 aopar.
Cambio sobre S. Paulo, 60 d/v. com 1 1/4 0/0 de
det cont.
Cambio sobre Para, avista, com 1/2 0/0 de premio,
do banco.
Na hora du bolsa
Venderam-se :
20 apolices da divida publica.
15 apolices provinciaes.
i. P. Pinto,
frea'deute.
bandido C. L. Alcvf jrado,
a Secretario.
ENDIAIENIOS PBL1C02:
Mes de Fevereiro de 18H6
Sociedade Recreativa Jovenlude
Com esta epigraphe sahio hontem naa columnas
do Jornal do Red/e um moco vomitando peconha
por sua bocea inmunda encapando-ie deO be-
nemrito trovoad. Pois pena que esse moco
Jueira apurar superioridade e seja o mais nfimo
elles ?
' bom que esse moco cobarde de bocea ferina
e injuriosa nao ande como o cao hydroph .bo !
Chame-se ao silencio e respeite a boa ordem e a
moral social se nao com urna barrella bem feita
ticas bem lavado V
Um republicano.
EDITAES
O Dr. Thomaz Garcez Paranhos Monte
negro, juiz de dircito da comarca do
Recife, presidente da junta apuradora
do 3o districto eleitoral, no impedimento
do juiz de direito da comarca de Olinda,
seu substituto e do juiz de direito mais
antigo da do Recife.
Fas saber aoi que o presente edital virem que
no tendo sido possivel reunir-se no dia 18 do
corrente, a junta da apuraco geral de votas para
deputados provinciaes ltimamente feitas em 2o
escrutinio pelo 3o districto, fica transferida a
mesma apuraco para o dia 26 do corrente, s 9
horas da manb, na casa da Cmara Municipal
da cidade de Olinda.
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente, no impedimento dos
respectivos juizos e affixar em todas as parochias
de que se compoe o 3o districto eleitoral.
Recife, 19 de tevereiro de 1886.
Eu, Joo Tbeodomiro da Costa Mouteiro, escri-
vo da comarca de Olind*, o escrevi.
Thomaz Garctz Paranhos Montenegro.
atr*MDAD 1 23
&eiu Ut 24
RbcbbmuobiaDe 1 23
dem du 24
Cjotolad aonaoiU. D 1 23
Herr 4a 24
Kc'F :>baiiiaorDe 1 23
'n de 24
562.55/0292
29:489t566
592:022^858
32:1184440
3:799084
35:917/524
108:146/117
5:051*745
113:1974862
25:4061625
3:260633
28:667*258
DESPACHOS DE IMPOBTACO
Brigne ingle Wiie, entrado de Terra Nova,
no dia 24 do cerrente, e consignado a Saundre c
C.; manifestou :
Bacalho 2,952 barricas e 486 meias ditas aos
consignatarios.
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel da comarca do Recife,
or S. M. o imperador, etc.
ac saber que por parte de Johnston Pater &
C. me foi dirigida a petico do theor segunte :
Illm. e Exm. 8r. Dr. juii do civel. Johnston
Pater & C. na execuco que movema Faaneiscodos
Santos Macedo, tendo Jos Gomes Mereira arrema-
tado em audiencia de2ideNovembrodo anno pas-
sado os bens penhorados ao executado e como at a
presente data nao assiguou o respectivo auto, re-
querem a V. Exc. se digne ordenar que vo de
novo praca os referidos bens. Pede a V. Exc'.
defet ment. E. R. M.
Recife, 22 de Fevereiro de 1886.O solicitador,
Alexandre Americo de Caldas Brandao.
Esta va inutilisada urna estampilha de 200 rs.
Sim, em termos. Recife, 23 de Fevereiro de
1886.-fii6ero.
Nada mais se continha em dita petico e des-
pacho aqu fielmente transcripto, em virtude do
que taco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem que no da 27 do corrente as
11 horas da manh na sala das audiencias, e de-
pois de respectiva audiencia iro em praca para
serem arrematados por quem mais der e maior
lance offerecer os bens abiixo mencionados, pe-
nhorados a Francisco dos Santos Macedo, na exe-
cuco que Ike move Johnston Pater & C, os quaes
constata da avaliaco existente em poder e carto-
ro do escrivo que este subscreve :
Duas duzias de taboas de amarello tendo de
enmprimento 27 palmos e de largura 16 polegadas
com 2 polegada- de grossura avaliados por 2004
Tres duzias de taboas de amarello, tendo de
cumprimento 24 palmos e de largura 12 polegadas,
com po'egada e meia de grossura, avaliadas por
2104000.
Um cofre de ferro, grande, prova de fogo, com
4 1/2 palmos de largvra e 6 de altura avaliado
era 2504000.
E assim serio ditos bens arrematados por quem
mais der e maior lance offerecer no dia e hora
cima indicades.
E para que chegue a noticia ao conhecimento de
todos, mando ao porteiro do juico affixe o presen
te no lugar do costume e que pas3e a respectiva
certido, sendo tambem publicado pela imprensa.
Dado e passado neeta cidade do Recife, aos 23
de Fevereiro de 1886.
Eu Antonio de Burgos Ponca de Len, escrivo,
snbtcrevi.
Joaquim da Costa Ribeiro.
Edital n; 728
O inspector geral da nstrucco publica manda
fazer constar s professoras de en si no primario,
Joaquina Maphalda Alves de Carvalho Idalina
dos Santos Leal, esta da cadeira de Garanhuns e
aquella da de Santo Amaro de S-rinhem, que
por acto da presidencia da provincia de 28 de Ja
ueiro ultimo, permittio-se-lhes permutarem as ca
deiras na r s-to, e se Ibes marcou o praxo de 60
das, a contar daquella data, para tomar posse e
assumirej o txerclcio de suas novas cadeiras.
Secretaria da instrueco publica de Pernambu-
co, 19 de Fevereiro de 86,-0 secretario,
Pergentino 8. de Araujo Galvo.
Secca 1 n. 843 Ed.tal Pjr esU re
partico se faz publico, de ordem do I lm. Sr. Dr.
chefe de polica que se acha depositado neata se-
cretaria um babu contendo duas capellas, nma
facha bordada a ouro, urna palma e um cacho,
apprcbendido pelo delegado de Nazareth. Quem
se julgar com direito a ditos objectos, apresente-se
reclamando-os.
Secretaria da polica de Peraambuco, 24 de
fevereiro de 86.O secretario,
Joaquim Francisco de Arruda.
Lugar inglez Mennie, entrado de Terra-Nova,
no da 26 do corrente, e consignado a Johnston
Pater & C ; manifestou :
Bacalho 2,459 barricas e 740 meias ditas aos
consignatarios
Lugar inglez Florence, entrado de Terra-Nova,
no dia 23 do crrante, e consignado a Johnston
Pater & C.; manifestou :
Bacalho 3,040 barricas e 920 meias ditas aos
consignatarios.
0ESPAGH0S DE EXPUHTACAO
Em 23 de fevereiro de 1886
Para o estertor
Na barca norneguenie Vega, carregou :
Para o Bltico, Borstelmann & C. 240 fardos
com 47,504 kilos de algodo.
No patacho norueguense Plimsoel, carre-
gou :
Para Liverpool, P. Vianna & C. 338 saccas com
26,560 kilos de algodo.
No patacho americano Carry, carregou :
Para New-York, M. J. da Rocha 41 saceos com
3,075 kilos de assucar mascavado.
Na barca portuguesa Novo Silencio, carre-
gou :
Para Lisboa, J. M. Das 2 pipas com 960 litros
de agurdente.
No vapor francez Sencgal, carregou :
Para Paria, S. A. Goncalves 1 caixa com 26
kilos de doce. ,^
Para o interior
No patacho bollandez Broeiertrouw, carre-
gou :
Para Pelotas, Amorim Irmos & C. 525 barr -
cas com 55,889 kilos de assucar branco e 75 ditas
com 8,377 ditos de dito mascavado.
No patacho norueguense Ceres, carregou :
Para o Rio Glande do Sul, L. J. S. Guimares
300 barricas com 20,232 kilos de assucar branco ;
R. Valente 100 latas com oleo de ricino.
= No brigne bollandez Reiziger, carregon :
Psra Santos, P. Carneiro & C. 500 saceos com
30,0! 0 kilos de assucar branco e 600 ditos com
30 000 ditos de dito mascavado.
=^ No vator austraco Tibor, carregou :
Kara o Rio de Jan.-iro, F. Casco 4e Filho
1,000 saceos com 75,000 kiles de carocos de al-
godao.
No vapor francs Ville de Maceirf, carre-
gou :
Para Babia, Amorim Irmos & C. 300 barricas
com 33,633 1/2 kilos de assucar branco e 100
saceos com 7,500 ditos de dito.
No vapor americano Advanee, carregou :
Para Maranbo, Burle & C. 26 barricas com
1,950 kilos de assucar branco e 6 ditas com 311
ditos de dito mascavado. \
Edital n. 9
O administrador do Consulado Provincial dan-
do cumprimento portara n. 467 expedida pelo
Illm. Sr. Dr. inspector do Thesouro em 23 do cor-
rente, tas publico, para conhecimento dos proprie-
tarios das casas sitas as localidades constantes
da relaco nfra, que no espaco de 30 dias uteis
contados do 1 de Fevereiro prximo vindouro, se-
ro arrecadadas por esta reparticb, independente
de multa, as importancias das animidades e mais
servicos da Recife Drainage Company, correspon-
dentes ao 1<> semestre do exercicio corrente de
1885-1886.
Gonsulado Provincial de Peraambuco, 26 de Ja-
neiro de 1886.
Francisco Amj/nthas de Carvalho.
BclacAo a que e refere o edital
upra
Freguetia de S. Frei Pedro Goncalves do Recife
Roas:
Mrquez de Olind, Bom Jess, Alves Cabral,
ConceieSo. Bispo Sardinha, Torres, Thom de Sou-
za, D. Maria de Souxa, Vlgario Tenorio, Bar-reto
o Mcnezes, Mariz e Barros, Burgos, Amorim,
Moeda, Tuyuty, Companhia Pernsmbucana, Ma-
dre de De us, Domingos Jos Martina, Mscales,
Restauraco, D. Maria Cesar, Visconde de Itapa-
rica, Farol, Areal, S. Jorge, Vital de Oliveira,
Gaurarapes e Baro do Triumpbo.
Praca s :
Charco, Assembla e Pedro I.
Travessas :
Vigario, Madre de Deus, Campello, Domingo,
Jos .Martina, Corpo Santo, Antigo Porto, Bom
Jess, Areal, Fundico, Occidente, Quararapes -
Prsca de Pedro I.
Beccos:
Ab.eu, Largo, Pindoba, No ronha, Tapado
Pascboal.
Largos :
Alfandega, Corpo Sauto e Assembla.
Caes:
Companhia, Brum e Apollo.
Santo Antonio
Ras:
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de Ca-
xias, Cabug, Baro da Victoria, Trncheiras, La-
rangeiras, larga do Rosario, estreita do Rosario,
S. Francisco, Joo do Reg, II ha do Carvalho, Ro-
da, Patos, Calabouco Velho, Santo Amaro, Ma-
thias de Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fo-
go, Livramento, Penha, Viscondo de Inhama,
Pedro Affonso, Nova da Praia, Marcilio Dias, Vi-
raco, Lomas Valentinas, Coronel Suassuna, San-
ta Thereza, Vinte e Quatro de Maio, Palma, Mar-
ques do llerval e Cadeii. Nova.
Praca:
-igPedro IL
Campo:
Princeza.
Caes:
Vnte e Dous de Novembro.
Travessas:
Queimado, Cruzes, Mrquez do Recife, Bella,
Quaiteis, Calabouco, Expostos, Martins, Flores,
Carmo, Bomba, Livramento, Arsenal, 1" da Praia
2* da mesma, Caldereiro, S. Pedro,:\ iraco, Lo
bato, Falco, Pocinho e Concordia.
Largos :
Paraizo, Carmo, Penha, S. Pedro e Practa.
Bccos :
Bella. Calabouco, Matriz, 1. 2." e 3. da Cam
boa, Falco e 1." e 2. da Cadeia Neva.
S. Jos
Ras :
Marcilio Das, Lomas Valentinas, Corcnel Suas-
suna, S. Joo, Palma, Mrquez do Herval, 24
Maio, Dias Cardoso, Passo da Patria, Padre No-
brega, Victoria, Cadeia Nova, Vidal de Negreiros
Frei Henrique, Dique, Assumpco, Domingos
Theotonio, Padre Floriano, Christsvo Cclombo,
Jardim, Forte, Antonio Henrique, Nogueira, Santa
Cecilia, Santa Rita, Nova de Sana Rita, S. Jos,
Praia de Santa Rita, Pescadores, Ipyranga, Impe-
rial, Praia do Forte e Luiz de Mendooca.
Travessas :
Martyrios, Pcinhc, Ramos, Calderelro, Gaz,
Matriz de S, Jos, Forte, Prata, Serigado, Copia
res, Nova de Santa Rita, S. Jos, Praia do Forte,
Peixoto e Lima.
Bccos :
Paula, Galdereiro, Gaz, Assumpco, 1.' de San
ta Rita Nova e Matriz de S. Jos.
Largos :
Forte j Merend.
da- Vista
Ras :
Imperatriz Conceico, Visconde de Pelotas,
Tambi, Visconde de Albuquerque, Aurors, Capi-
baribe, Ponte Velha, Conde da Ba-Vista, Ria-
chuelo, Unio, Saudade, Sete de Setembro, Hos-
picio, Camaro, Rosario, Gervasio Pires, Ataiho,
Socego, Principe, Santa Crus, 8. Goncalo, Co.
lho, Hospital Pedro II, General Sera, Corone
Lamenha, Alegra, Leo Coroado, Baro de SI
Borja, Solcdade, Visconde de Goyanna e Attra-
co.
Travessas :
Gervasio Pires, Colhos, Ataiho, Barreiras, Ve-
ras, Quiabo, Joo Francisco, Mangueira, Cam-
pia e Palacio do Bispo.
Pracas :
Conde d'Eu e Santa Cruz.
Largo :
Campia.
Bcco:
Colho. ______________^__^
DECLARACOES
liiilciimisiiioni
A direceo da companhia de Seguros Indemni-
sadora, tem a honra de convidar aos senhores ac-
cionistas reunirem se no escriptorio da mesma
Para o Para, Burle & C. 50 barricas com 2,023
kilos de assucar branco ; J. A. da Costa Moreira
55 ditas com 2,221 ditos de dito ; S. G. Brito 700
volumes com 44,600 ditos de dito.
No hiate nacional Deus te Salve, carregou :
Para Mossor, S. Nogueira & C. 5 barris com
480 litros de agurdente e 10 saceos com 642
kilos de assucar branca.
No hiate nacional Joao Valle, carregou :
Para Maco, Fernandes & lrmo 2 barricas
com 200 kilos de assucar refinado e 1 dita com
110 ditos de dito branco.
Na barcaca F. Sociedade, carregou :
Pa^a Mamanguape, Amorim Irmos 4 C. 200
saceos com farinha de mandioca.
Na barcaca D. Isabel, carregou :
Par P. de Alagoas, Maia & Resende 46,000
litros de sal.
Na lancha Flor do Dia, carregou :
Para Maragogy, A. F. da Silva 5,000 1 tros
de sal. >
= Na barcaca Paraguassu. carregou :
Para Mossor, B. Oliveira & C. 1,500 ceos
com farinha de mandioca.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 24
Southampton e escalas14 dias, vapor ingles Ta-
gus, de 1,962 toneladas, commandante L. Spoo-
ner, equipagem 100, carga varios gneros; a
Adamson Howie tt C.
Terra-Nova32 dias, brigue inglez Wiiam, de
198 toneladas, capito Orales Foote, equipa
rm 11, carga bacalho ; a Saunders Brothers
C.
Terra-Nova40 dias, lugar ings Florence, de
212 toneladas, capito Samuel Facey, equipa-
gem 9, carga bacalho; a Johnston Pater
&C.
Navio sahido no inesmo dia
Buenos Ayrea e escalasVapor ingles Tagut,
commandante L. Spooner, carga varios gene-
ros.
VAPORES ESPERADOS
ih
companhia, 1 hora do dia 25 do corrente, afim
de Ih -s serem apreentadas as contas das opera-
ces do anno de 1885, o respectivo parecer da
commisso fiscal, e proceder-s a eleico da mes-
ma. Recife, 10 de fevereiro de 85.
Os direefores,
r
Antonio da Cunba Ferreira B*r
Joaquim Alves da Fonseca.
Jos a Silva Loyo Jnior.
Tendo de se entregar no dia 25 de marco vin-
douro algumas cartas de liberdade, convida-se aos
interessadjs comparecerem ateo dia 8 do mes-
mo mez de margo, do meio dia at s 3 horas da
tarde, na ra do Vigario n. 4, 1 andar, onde en-
contraro com quem tratar. Recife, 21 de feve-
reiro de 86.
mandade de Nossa S'enhora da
Soledade
De ordem da mesa regedora desta veneravel
irmandade, communico u todos os nossos irmos e
irmes, e ao publico, que ter lugar no dia 21 de
marco, pelas 3 horas da tarde, a procisso das
sacrosantas imagens do Senhor Atlado, S. Pedro,
S. Joo o N. S. da Soledade, segundo a licenca
dada pelo Eim. Rvra. Dr. governador do bspado.
^Consistorio da irmandade de Nossa .--'enhora da
Soledade, erecta na igreja de N. S. do Livramen-
to, 20 de Fevereiro de 1886.
O secretario,
Frederico M. de Mello Tavares.
Instituto rcheologice e Geogra-
pilleo Pernambucanc
Quinta-feira 25 do corrente, hora do costume,
reunir se-ha este instituto em sesso especial,
afim de proceder se a el-icao dos novos funecio-
narios do anno social de 1886 87.
Secretariado Instituto, 23 de fevereiro de 1836
Baptista Regiteira,
1' secretario.
Companhia Fhenix Pernambu-
cana
Os senhores accionistas sao convidados para a
assembla geral ordinaria, que dever ter lugar
no dia 10 de margo prximo, a 1 hora da tarde, no
escriptorio da companhia, ra do Commercio i
38. A convocaco tem pj- fim :
Deliberar sobre o inventario e contas da admi-
nistra cao.
Proceder as eleicoes de que trata a primeira
parte do 2o do art. 30 dos estatutos.
Peraambuco, 22 de fevereiro de 86.
Pela companhia Phenix Peraambucana,
Os admin aeradores,
Luiz Duprat.
Manoel iJomes de Mattos.
Joo Jos Rodrigues Mendes.
Companhia Amphitrite
A direceo da companhia Ampbitrite convida
os senhores accionistas par i a reaniio da assem-
b'a geral, afim de apreciarem as respectivas
contas e elegercm os futuros membros da commis-
so fiscal. A reuuio se eftectuar no salo da
Associico Commercial Beneficente no dia 11 de
marco proxiin >, as 11 horas da mauh.
Pela companhia Amphitrite,
Os directores,
A. M. de Amorim.
M. J. da Silva Guimares.
Joaquim Lopes .Machado.
Club de Regatas Per-
nambucano
2 Re.-ata
Do ordem do Exm. Sr. Dr. presidente, convido
og pernambucanos socios -i se reaniman em assem-
bla geral a 28 do crrenle, n 11 h iras do dia,
na sedo deste club, afim
rem a respe :o da regata,
prximo m.'z de mar;o,
em sesso do conselho
corrente.
Secretari* do Club d.
em 24 de fevereiro de 86.
Osear C. M-Hiteiro,
1* secr, t-ATi'.
ilrt tratar in e Jelib-ra-
que dever ter lugar no
:>af.>rine foi deliberado
. !iniiiis:ra(ivo de 2 do
Ilegatas Pernam'jucan ,
Santa Casa
de M.se ricos-illa di
llet-;;>
de
Miio-rii
e um i
or lia di
tres ni
Na secretaria da Santa ('
Recife arrendam-se por exp^co
nos, as casas abaixo declar.i I .. :
Ra da Moeda n. 45, 24050X:
dem -dem n. 49 2+mK!
Ra do Bom Jess n. 13, V andar 3 OJ0O0
dem n. 29, loja x >I>00
dem idem n. 2i), 1- ai,dar :kiy (K
Ra dos Burgos n. 27 216000
Ra da Madre de Deus n. 10-A lSOOOO
Caes da Alfandcca armazem n. 1 I:tiO900C
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2
andar 5073000
Ra da Guia n. 25 20U005
Becco do Abreu n. 2. ioja 48j000
Ra do Visconde de Itapar. i n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2o an I r, por 1
Ra das Ca'eadts n. 32
lM(l kmi
Secretaria da Santa Casa :e Ulaerieiirdia
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Suuza
Capitaiita do Porto
Os proprietarios das canoas e lanchas que tirara
arela do fundo do rio B-b--rili-, fiquera srientes
que expressaraente prohibid.) tiral-a perto da
ponte Buarque de .Macedo, act^ intente em eons-
trueco, e a continuar sero multados de cufor-
midade com o regularatnto da Ciptauia do Porto.
Igualmente previne-se que nio podero tirar
aieia em qualquer parte do cita lo rio sera ter li
cenca desta capitana e ser por esta marcado o
lugar onde devem tirar.
Capitana do Porto de Peraambuco, 2t de Fe-
vereiro de 1886. O chefe dedivisao, capito do
porto, Jos Manoel Picaneo da Costa.
Senegal do sul hoje
Baha do sul tnu
Warrior de Liverpool a 27
Marco
La Plata do sul a 1
Gironde da Europa H 3
Mandos do eul a 8
Finance de New-Port-News a 12
Elbe da Europa a 12
Tomar do sul a 16
Neva do sul a 24
Imposto de indostria e prolisso
Tabella a que ne refere o 35 do
art. *" da le n. isr.o
CLASSE N. 13
BANCOS, AGENCIAS FILIAES E BEl'UKSENTANTKS DOS
MESIIOS E CASAS BANCAKIAS
rarochia de S. Ifrei Pedro Goncalves
1.* diviso
Ra do Commercio n. 34. Luiz Du-
;rat, correspondente do Banco do
linho em Peraambuco 769*230
3.' diviso
Dita n. 6. Joo Fernandes Lopes,
gerente do Banco de Crdito Real
de Peraambuco 1.538*470
6.* diviso
Dita n. 36. Eoglish Bank of Rio de
Janeiro Limited 3:846*150
Dita n. 32. New London B. Bank
Limited 3:846*150
10:000*000
1 seceo do Consulado Provincial, 29de Janei-
ro de 1886.
O lancador,
Izidoro T. de Mattcs Ferreira.
THEATRO
DAS
VARIEDADES
FBSTA ARTSTICA DA ACTRIZ
1,1P0LM1A SUVA
Qoarta-feira, 3 de Margo
Com o benvolo concurso da distincta sociedade
dramtica
NOVA THALIA
Encommendas ra Duque de Caxias.
Annunciot detalbados na vespera.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Por ordem do nisso irmo director, convido a
todos oj irmos eleitos nova airectoria reuni-
rem-sc em nossa sede na quinta-feira 25 do cor-
rente, pelas 6 horas do tarde, afim de serem in-
possados dos cargos para que forain eleitos.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Peraambuco, em 23 de
fevereiro de 1886.O Secretario,
Jos Castor de A. Souza
MARTIMOS
Companhia Dratllelra de Nave-
:;<-o a Vapor
PO'RTOS DO NORTE
0 vapor Baha
Commandante V tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos portos do sul
at o dia 26 de Fevereiro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portoe
do norte at Manos.
Para < arga, passagens, encommendas e dinheiro
a frote tracta-se na agencia
N. 46 RA DO COMMERCIO N. 46
ohpvmim: oes UBSUACB
aun* nvitiTnus
UNHA D3NSAL
0 paiuete Gironde
Caminaudaiite Minier
Espera-se da Eu-
ropa no dia 6 de
.Marro. Beguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Honte-
levido
Lembra-se ios senhores passageiros de todas
as classes qua ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se aos senhores recebedores do merca-
dorias que b so attender as recUm-jcoes por fal-
tas nos volumes que forem reconhscidas na occa-
sio da descaiga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
4ugule Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
(iiuivtMin rcin.i.HPU'.m
DE
Kavegaeo costeira por vapor
PORTOS DO SUL
Taoiandar e Rio Formoso
0 vapor Mandahu
~^^ Segu no dia 26 do
"7"".-;-. I cnrr.'iit -, peina 6 ii i-
ras da manila.
Recebe carga at o
dia "2"), e passagens at
as -i horas da tarde d"
Mi
vespera da sahida.
ESCRIPTORIO
C5C3 da Companhia Perca
cana o. i*
ihn-
tinjfivili. PtHi zia *^
DE
Savexaco Cosfeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penodo, AracJ.j, e Raliia
O vapor Jacuhype
Commandante Costa
Segu no dia 26 de
Fevereiro, s horas
da tarde.
Recebe carga at o
'dia 25.
Encomm'mdas, passagens e dinheiro a frote at
s 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caei da Comptmkia Perrambucan"
n. 12
Para
Brigne O Francisca
E' esperado nestes dias, engaja carga frete
mdico, para sahir com toda a brevidade: trata
na ra do Mrquez de Olinda n. 6.
rara Hamburgo
Recebe carga a frete a barca brasileira Nova
Sympiithia ; a tra.ar com Baltbar Oliveira & C.
I'orto e Lisboa
Segu com brevidade 'a barca
portugueza Novo Silencio para os
portos cima, para o resto da
carga que falta a tractar com
Baltar, Oliveira & C, ra do Vi-
gario n. 1, 1 andar.
Lisboa e Porto
A barca portugueza Noemia, recebe carga a
frete ; trata-se com Amorim Irmos & C.
Roya. Mail Sleam Packet
Company
Reducgo de passagens
Bilhctes especiaes se-
ro eraittidos desde 14
de na r^o at o fim de
jullio offcrcccndo faci-
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposi(o colonial
em Londres, de 1886.
Ida e volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira classe.
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
15, 0._____________
SEliOB
Leilo
de movis, quadros, espelhos e jarros para
florea, a saber :
Um piano forte, 1 mobilU de Jacaranda, com 1
sof.i, 2 consolas coui pedra, 1 jardineira, 2 cadei-
ras de bracos e 12 de guarnicio, 2 ditas de balan-
50, muitos e diftercutes jarros pina flon s. laacas
para cortinados, 1 almofada bordada e quadros
lloarados,
Um sof di' Jacaranda uvtilso o 12 cadeiras so-
lida*, 0 sanefas, 2 camas francczas, 1 commoda e
guarda-vestidos.
Urna mesa clstica, 1 guarda-loufa, I aparador
com pedra, cadeiras, mesas avuls.u, louca, vidros
e mais obji'Ctos de esa de familia.
Quinta-feira 95 do corrente
Na ra do Mrquez de Olinda n, 4
Por occasio do leilo de urna tintura de ca-
bellos naturaes, e urna caixa com um variado sor-
timento de jarros.
PaclOc Sieaui "\a vi^aon Conipany
STRAITS OF MAGELLAN T.INE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos
do sul at o dia 1 de
inarc>, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em (liante segirem locaran em
Plymouth, o que facilitar che-
garem os passageiros eom mais
brevidade a Londres.
Ha ver tambem abatimento no pre^o das pas-
sagens.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wllson Sons A t.. Limited
14 RA DO COMMERCIO -N. 14
KOYAL NAIL STEAM PACKET
COMPANY
Vapor La Plata
E esperado
do sul no da 1 do
marco, seguin lo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Southampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
aUna do Commercio3
DE MOVIS
Espolio do coronel Jos AntSo de Souza
MagalbSea
Constando ce mobilia de Jacaranda com tampo
de pedra e cadeiras de bataneo, jarro?, lanternas,
quadros eom retrato-, santuar o e seus pertences,
guarda-roupa de amarello, marquezao, lavatorio
de amarello, guarda-louca, mesa elstica, apara-
dores de amarillo, cadeiras, bidet com tampo de
pedra, 1 taboleiro para gamao, caixa com cupos e
pedras para dito, louca de porcelana para almojo
e jautar, copos, clices, garrafas etalberes.
Um cofre prova de figo, carteira, mesa para es-
criptorio, mxo para carteira, machina de copiar
cartas, estante prra livros, 2 espadas, urna pasta
e um talim, 1 bonet, 2 cbarlateiras e outron mui-
tos objectos.
Oiiinla-cira 2S do corrente
A'S 11 HORAS
No sobrado n. 35 da ra Estreita do Ro-
sario
O agente Martins far" leilao dos movis o mais
objectos petencentes ao espolio do coronel Jos
Anto de Souza Magalhes, por a.'vara de auto-
risacao do Exm. >r. Dr. juia de direito de civel.
Leilao
De um sobrado do dous andares n. 61,
ra do Visconde de Itaparica, outr'ora
ra do Apollo.
tilinta feira, 83 do corrente
A'8 11 horas em ponto
!%'o armazem & ra do Imperador
n. 2*
O preposto do agente Burlamaqui, por manda-
do e assstencia do Iilm. e Exm. Sr. Dr. juiz de
direito privativo de orphaos, levar a leilao o so-
brado com bastantes commodos, sito ra de Vis-
cuide de Itaparica n. 61, para pagamento de im-
postos que o mesmo deve.
Os Ss. pretendentes desde j poderlo ir exami-
nar o dito sobrado.
t
United Sutes & Brasil MailSAC.
0 paquete Finance
Espera-se de New-Port-
News.at o dia 12 de Marco,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Pnra carga, passagens, encomi'ndas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Benry Forster i C.
N. 8. RA DO COMMERCIO -- N.8
1' andar
Porto e Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue por uguez Tito ; para o resto da carga e
passageiros, trata-se com os consignatarios Jos
da Silva Loyo & Filho.
de tranjas de cabellos, enchiraentos, pasti-
nhas, cachos, coques, crespos e triza-
dos
Quinta-feira 25 do corrente
A's 11 horas
Agente Pinto
Na ra do Mrquez de Olinla n. 4
Por occasio do leilao de movis
Agente Modesto Baptista
EM CONTINUACAO
Quinta feira, 5 do corrente
Em sua agencia ra do Bom Jess n. 19
De movis, espelhos, jarros, figuras, lustres, cha-
peos, vinho de caj, cofres, correntes e relogios de
ouro; e outros objectos que esto a vista dos con-
correntes._____________________________________
Leilao
De om sobrado de um andar e
mais tres casas terreas
Quinta-feira 25 do corrente, &s 11 horas
em ponto
No armazem ra do Imperador n. 22
O preposto do agente Burlamaqui levara a lei-
I

/
l
r um i


Diario de PernambucoQuinta-fcira 25 de Ferereiro de 1886
Uo as seguintes casas :
Um obtado de um andar ra Nova de Santa
Bita n. 56. ._
Un casa terrea mesroa ra n. a.
Urna dita idem, dem n, 60.
Urna dita ra dos Patos u. 3.
Os Srs. pretendentes desde j poderlo ir exa-
minar : todas ellas estilo era bo;a estado de con-
servaeio e em terrenos proprios, o vende-se livre
de todo o nualqner ouu?, e teem bastantes cou>-
modos e bons rendiraentug.
Leilo
De fazendas avariadas descarregadas de
bordo do vapor inglez Delambre
Sexta-feira 26 do crvente
A'S 11 HORAS
Por intervengo do asente
Alfredo Guimares
Em sua agencia ra do Bom Jesus n. 45
JLeilo
Das mercadorias, aruivces, balcoes, utensilios,
cofre inglez prava de fogo, assucar de diversas
qualidades, 3 carneas^ 1 curo.. 4 cavallos, 2
bois de < arroca e rais oLjt-ctos pertencentes aos
esUbelecimrntos de (averna, padaria e refina-
cSo, sitos ra do Visconde do Quyanna ns.
213 17 (Mmiguinho).
Sabbado. '7 do corrate
A's 10 12 horas
O agente Gusmil >. mtirisado por mandado do
Illm. e Exm 6r. Dr. uiz de direito do commcr-
cio, fura leilo, com assistencia do mcsmo juiz'
dos eslabeleciineutos a:iin:i mencionados, pert n-
eentes a inassa fallida do Manoel Cajpinteiro y
Souza, cujo leilo effetsttwla a requerimento do
Dr. curador fiscal la referida mhssa. _______
Leilo
Do sitio Jo Arraiai, ;i ra Paulino o Silva,
(est.ao da .Mangabeira de Buixo)
aabbatlo, a 9 do corrate
As 11 horas
A* tun do Impermlor n. I O agente Hlveini, p->r mnnd>ido e coui asisten-
cia do Exm. Sr. Dr. juta de orphaos e ausentes, e
a requerimento de D. Qenomta Mari do Sacra-
mento, invcntarUnte di- Joiiquim Martina Gomes,
levar leilo o refer lo sitia, atj .1 t-in defren-
te 87 metros e 20 centiin-tros e de fuu.lo 165 me-
tros, ende esto edificada* ditas casa de taipa e
cacimba propria.
Os aeuharea pretcmlentea desde ja podem exa-
minar.
Ama
Prtcisa-se de urna
boa cosinheira, a tra-
tar ra Duque de Ca-
xias n. 70, antiga do
f Queimado._________
Compra-se
A Historia da Re-
voluto de 1848, pelo
Dezembargador F i-
gueira de Mello; no
escriptorio deste Dia-
rio, 2 andar predio n.
42 da ra Duque de
Caxias.
Ama para engommado
Na ra do Henifica,
sitio em frente da es
irada que va i para os
Remedios, se precisa
de urna mullier, forra
ou escrava, para iazer
engommados e algum
servif o de casa de fa
milia.
I
I
TINTURARA
_____ tiNMI'Mft
SCCESSOR
25 lina de Malinas de Albuquerque 25
(ANTIGAIIIA DAS FLORES)
TiDge e limpa cora a roaior perfeicab toda a qualidade de estofo, e fazenda*
etn pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo c
trabalho teito por meio de machinismo aperfeiyoado, at hoje conhecido.
Tintura prcta as tercas e sextas-feiras.
Tinta do cores e Iavagera todos os dias.
ESUEMIDO SORTIMENTO
DE
RENDAS OU RICOS
beu
0 que lia de mais gosto ueste genero, rece-
EXPOSFiO UNIVERSAL
DE
FAZENDAS BARATAS
Na bem conhecida Ija da ra Primeiro de
Mar^o n 20
JUNTO DO LOLVKE
de 4*500, 5,5, 50500, 60, 60500, 70,
de 40, 40500, 50, 50500, 60 e
AVISOS DIVERSOS
i- -
Alaga M o 2- andar da casa n. 1 do pateo
do Terco,"o 3- d:i de n. 3 i rsn da funba. o 1-
da de n. 19 nena* ion, <> 1 da de n. 18 ra
Direita, o 1 da de 'n. 66 .i .reaoia ua, o l- da
de n 35 travessa de 4. Jos, o 1- da de n. 34
ra estreiu do Rosario ; as terreas de ns. 41
roa do Rangel, 26 ra uquo de Casias. 1 do
pateo do Terco, 27 ra de Lonr.8 Valentinas,
24 ra do Aragio, e a casa de n 35 a ra da
Viracao a tratar na ra do Hospicio n. 3.
Aluga-se casas a 8U0, no becco dos Coe
lhos, junto de S. Goncalo: a tratar na ra da Im-
peratriz n. 56.________________________
Aula mixta particular de in^truccao prima-
ria, Deodata Aaielia Ferreii da Siivj, ra Vi-
dal de Negrtiros n. 21. ___
= Os hachareis Antonio Justino de Souaa e
Pedro Affonso de Mello mndaram o seu escripto-
rio para a ra Duque de Caxias n. 51, 1 andar
onde continan! a exercer a sua probssilo de ad-
vogados.
Aluga-se a casa com sota, toda caiada e
pintada de novo, sita ra da Fundieiio n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na roa do Mrquez de
Olinda n. 8, lithographia.____________________
Aluga-se o armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com Prente Vianna &
Companhia_________
Aluga-se a casa com sota, toda caiada e
pintada de novo, sita & ma da Fundicio n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez de
Olinda n. 8, lithograhia.
Jote Pinto da Cnnha val Europa, e deixa
por seus procuradores, em 1* lugar ao rr. Fran
cisco Baptista de Araujo, em 2o n Sr. Manoel tVr
nandes Velloso, em 3o o Sr. Antonio i iptistade
Araujo e 4<> Manoel Martins de Oliveira Vaz.
Quem precisar de urna perfeita enomma-
deira, dirija se roa Dnque de Caxias n. 54, se-
gundo andar.
Vende-se orna taverna e os moi eis, est um
ponco d88ortida ; a tratar com Jos Borges.
= Precisa-sc de gente para vender taboleiri
na roa, ou por vendagea ou por mez ; a t'alar na
ra Velha n. 46, entrada pelo becco do Veras,
loja. ________.^^^___________________
" Desappareceu hontem, s 2 horas da tarde,
um menino de nome Tibnrtino, cor aea oaolado,
cabellos estirados, idade 7 annos, vrstido com
ea!$a parda e camisa de eretone de lietrinba azul,
a calca curta, chinello de cnuro branc, j usado,
indo para a roa Direita comprar tucas linhss,
levando o importe de 500 ra. e at esta data nao
appareceu, desconfiase que esteja p-rdido ou em
alguma casa ; pede-se ao subdelegado da fregue-
zia de S. Jos e de Santo Antonio, para so a: pa
lecer o dito menino fazerem o obsequio de man-
dal-o levar ra do Jardim n. 1, ca?a de Anto-
nia Ribeiro de Castro.
A viuva do Dr. Carvalho quanto pede para a
liberdade da sua escrava Custodia ? Responda
pelo Diarif>.
O ainig j dos arranjoa,fique certo que o ser-
vico da limpesa e arburisaco da cidade ser bre-
vemente discutido pela imprensa, pois oe 4:0005
nao far barreira para recorrer-se S. Exc. o
presidente, contra abutos.
Precisase anda de urna ama ; na ra lar
ga do Rosario n. 38, 1 andai\__________
Aluga-se
por 84000 urna casa com ala e 2 quartos, e cor-
redor servindo de quintal, no becco do Fundo n.
5, fri'gnezia da Boa-Visca; a tratar na ra de
anta Thereza n. 38.
Ama
Precisa te de urna ama que compre e eosinhe,
para casa de pequea familia ; na ra do Barilo
da Victoria n. 15, 2 andar.
Aluga-se
barato a casa terrea, eaiada c pintada, roa de
S. Jorj;* n. 40, com 4 quartos, 2 salas, sota, co-
sinha tora, copiar, quintal, cacimba ; a tratar
com Siqueira Perras 4 C, ra do Amo -im n. 66.
Compra-se
S Vende-se um sitio ae coqueiros, cea u'rande
estenso de terreno, boa ca9a de viveuda, b;m
localisado, no lugar da praia do N. S. do O' de
Maran;roape, da comarca de Olinda ; a tratar na
ra do Rangel n. 9, padaria.
Offerece se urna senhora viuva, honesta de
bons costumes, capaz para nma companhia em
casa de pouca familia, aqu ou mesmo nos urra-
baldes ; quem pretender dirija-se roa da Paz
limero 13-A 4
= Aluga-se "a casa do pateo de S. Pedro Novo,
em Olinda. n. 2, onde esteve o Dr. Pitanga, do 1
de marco at o 1" de setembro, tarabem se aluga
um itiarto dentro do sitio, muito bom ; a tratar
no Caminho Novo n. 128. Tambein se vende por
pre?o muito era conta, u permuta fe por apoliees
da companhia de Olinda uma parte da casa na
ra da Impcratriz, que est cernpre aligada ; a
tratar na metrna casa
- Precisa-se de nma ama de leite sein Blhos :
na ra rio Mrquez do Herv*l n. 14.
Cosinheira
?.ecisa-sc de uma cosiaheira que engomme
^em e ensaboe, o que nao durma fra, para casa
ie pouca familia ; na praca do Conde d'Eu n 30,
'erceiro andar.
Piano
Vende se um piano de mes, em bom estado,
-por preco conmixto ; a tratar na ra do Fogo n
18, 2' andar.
Sitio
Alaga se razoavel
Com casa para familia (na Vanea) e tem 4
salas, quartos e cosinha, muitas fructeiras dan-
do fructo, junto excellente banho do Capibaribe, e
muito breve perto do trem ; a tratar na na de
Santa Tberfxa n. 38, e na Vanea com o 8r. Es
tevao Jos SimOes, confronte o dito sitio.
uma armaco para casa de molbados ; quem tiver
psra vender, annnr.eie por este Diario.
Ama
Precisa se de uma ama para cosinhar em casa
de pouca familia ; a tratar na ros da Saudade
niun Hotel chinez
No restanrant italiano ra das Larangeiras,
ha todas as quintas-teiras vatap, mi, carrito ita-
liano e raviole.
Att^ncSo
Perden-se no da 21 para 24 uma ar/ol com
quatro chaves, duas grandes e duaa pequeas :
qnem as achoo, pode >-ntregar na casa n. 5, pada-
ria rua do Co>-onel Suasauna, qne fer recom-
pensado.
Coigio Ae Nossa seuliora fia Pie-

J.--3 No Varadooro\. 53
Este collegio tero por fim cuidar da
edufAfSo de '.neniuas e meninos; rece-
be internas, que sXo tratadas enm ca-
rinbo, acoio o disvelo, meio pensionistas e
externas, bem como meninos de tenra ida-
de ; para o quo dispoe de um corpo docen-
te babilitado
Enaioa se caligraphia, doutrina chreistS,
elementos de civilidaie, lingua nacional,
arithmeti<'.a, geographia, historia universal,
historia sagrada, franaez, inglez, canto,
piano, trobalhos de agulha de todas as
qualidades bordados a matiz, bordados
brancos com toda a perfeicHo, costura chil,
nprendendo as meninas e coser toda a rou-
pa de uma scnhuia, a cortar e afazer ves-
tidas etc., etc.
Recebein se tambera, como internas e
raeia pensionistas, mo9as de 12 annos para
cima, n2o s para os trabalhos de costura,
como para as diversas aulas do collegio.
Na mesma casa ha para Vender uma
colleccio de quadros bordados a matiz em
papel perforado ora alto relevo, como tam-
bera bonitos almofadu -s para guarniyao de
sala feitos e bordados a capricho, uma
collnyao de tapetes bordados em t>lto rele-
vo de coras differentes, sapatos bordados a
matiz e outros trabalhos, que all se acham
eepostos.
GismysiHi!
4os 4:000S0II0

Rua do Itaro da Victoria o. 4O
e casas do costme
Acham-se venda, os felizes bilbetes
garantido da 6. parte daa loteras a
3eaeficio da matriz da Grrac,a (40*) que se
eaxabir sabbado, 27 do corren te.
Precos
Inteiro 46000
Meio 26000
Qusrto 1(5000
B3 porco de loo#ooo para
cima
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Qnarta 0875
JoSo JoaquVf '% ^Jf +J\\
Grande sortimento do madapol3:s
7^500 e 8*000
AlgodSes brancos, superiores qualidades
6*500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o covado.
Batistes, lindro padroes, a 200 o 320 rs. o covado.
Fust3e8 brancos de novos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 3*500.
Ditas do ganga eretone, bonitos padrSes, a .'i:>000.
Lencoes d:: bramante, do inho de 2* a 4*000 a um.
Ditos de algodao de 1.800 a -';>00.
Toalhas felpudas, de tamaito regnlar a 5*000 a duzia.
Ditts grandes para bunfios a 2*000 urna.
Lenyos de algodao de. 1*800 a 2*200 a duzia.
Ditos de algodao, com barra, a 2*400 a duzia.
Briro pardo, claro, a 300, 400 e 700 rs. o covado. /
Dito trasoado, lona, a 1*, l*i00 e 1*200 o metro.
Cortes de vestido de entone de 20* por 8*000.
(iuardan.apos da linh i de 3*500 a 6* a -luzia.
Graado var'cdade de anquinhas de 2* a 5*000.-
Meias cruas para homem a 5*, 6*, e 7*000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para liomem, de 5* a 10*000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 2*500 o covado.
^Igodo-trnngaclo de duas larguras a 1*300 a vara.
Bramante de .Igodao, de qn.tro larguras, de 1*500, 1*800 e 2000 avara.
Dito de linho idem dra do 2*, 2*500 3* 4*000 a vara.
Leques de papel, de lindos d<-senhos, de 500, 800 o 1*000.
Merino preto e azul a 1*400 rs. o covado.
Setinetas lisas de todas ns coree a 440 rs. o covado.
Velbutiuns de todas corea n 1*000 o covado.
Molesqun de cores, bonitos padroes, a 600 rs. o cavado.
Chales rio algodao a 1*200, 1*400, 1*';00 c 2-:000.
Guarda p de brini d^ linho pardo a 4*, 5* o (j$000.
Oxford p^ra camisas, lindos padrutes, a 280 Costumes para oanhos de mar a 8* e 10*000.
Cortinados bordados para cama e j mellas a 8* 10*, 12, 14 e 16*000 o par,
Grande sortimento l roupa fciti para trabilhadores de campo.
Encarregamo-nos tambem de iir.uidar fazer qu-lquer roupa para homem e
meninos, para o quo ternas um hbil official o um granda sortimento de pannos, brins,
casemiras, etc.
Quem precisar de algum artigo bom e burato, dever visitar de preferencia
ete antigo e acreditado estnbeleiiin"ntj.
EMILIO ROBERTO
17Rua do Baro da Victoria17
JOSEPH KRAUSE S: c.
Acabam de augmentar o sen j bem conhecido
importante estabelecimento rua Io
de marco n. 6 com mais
nm salo no 1 andar luxnosamente pepar-
rado e prvido de nma exposi-
^rf de m deprata 4o Porte t ekdn-plite
dos mais afamados fabricantes do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e fregnezes a visitarem
o sen estabelecimento, aliip de
apreciarem a grandeza e bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
GHA-SE ABERTO DAS 1 A'S 8 DA MTE
COM VITE
4
Bu PriiBiro u Marco i. 20
Os r-crtebrea Schnmppn Aromticos d Sehiedmm n rdolpbo Wolfe fco Aibrirftdo* aM, #
de Cevada m primeirft qn al Idade, cidadosamente eacolhida dos melhores produotot do districta-
mais afcimadoi pela qualidade do pao, como tambein do fructo do fragrant Enebro, e sao purificados por peo
cesto especia 1 que expurga do espirito todas as partculas aerea.
Como meio de evitar e corrigir os efleitos desagradaveU e murtas veres perlgosos producidos no estomago
nos intestinos por aguas estranhas, o que acontece aos viajantes e s pessoas nao acclimatadas, >
OS "SCHNAPPS'i AROMTICOS. DE SCHIEDAM
acham-se absolutamente INFAIX1VK18; e nos casos de HTDR0PBIA, rEDRA, OBSTBUC
CO nos RIXS, MOLESTIA da DEXIGA, KSTRICTURA, DYSPEPSIA e PFJJILI.
DADE GERAL sao recoenmendados com instancia pelos membros mais distinctos da profisso medical.
Sao preparados em garraJas de meio e de quarto, encazotadas com o nome do abaco assignado em cada
garrafa e com a marca da fabrica e uma fa-simile da sua assignatura no etiqueta ou rotulo.
Vendem-se em toda* as Fharmaeiaa e Lojaa do Campo. Tem sido sugeitos & analyse dos
churucos os mas afamados e por elles foram declarado ser o mais puro espirito jamis fabricado.
Tendo assim vereficado sua pureza e suas propriedades enviou-se amostras a dez mil mdicos, Jiy-liitrnio
todos os mais celebres clnicos dos Kstados Unidos fim de que elles a experimentassem.
Uma circular pedindo uma rigorosa prova e nma informaco exacta do resultado, accompanhava cada
amostra. Quatro mu dos clnicos mais eminentes dos Estados Unidos promptamen te responderam. Sua
opinio do artigo era unnimemente favoraveL Tal preparacf.o, diriam elles, ha muito que se faxia absoluta-
mente necessana porque nemhuma confiancase poda depositar nos productos communs do commercio, todos
mais ou menos adulteradas e por tanto inutis para os propsitos mdicos. A ezcellencia peculiar c forca do
oleo do Enebro que um dos ingredientes principaes des ts '* Schnapps M juntamente com o p-ro alcohol
do-Ihe na opinio dos mdicos notavei superioridade sobre todos os estimulantes como diurtico, tnico
c restorn vo.
Esta Bebida Medicinal 6 fabricada pelos proprictarios em seu engenho de clistUlacoem Schiedam, Hcllasda,
ezpressamente para os usos medicinaes. sj
D0LPH0 WOLFE'S SON & C0., 9 BEAVER STREET,
HEW-Y0EK, y A.

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AftAOO OO PHAA*AC*M
EUGiHIO MARQ2SOHOLLANM.
c Rheumat ie mo, Cancros, Bobas, hnpigens
e todas ae molestias que lenho sua origen
na impureza do sangue devida a syphiha
Um
' codc*- 00, ,
.tofUco K/XC
fx>of.

iASORATORIO^EWTRAlOcfnoOUCTOS^IOICIMI
0A FIOTA BRA8UlfMI.. a
Vk Rua do Viseen de de Rio Bratocto jQ
RIO DE -1AXKIRO
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FUNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON ft C
N. 44-Ru i do Brum--N. 44
JUNTO A ES f A(JA0 DOS B0NDS
Tem para vender, por prw mdicos, as seguintcs ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular. ^
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura.
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentament de machinismo e exeemam qdalquf
ab alhn com perfeicao e presteza
miM FORTUNA
200:000*000 ,
wm tu mm
PRESOS EM P0RQ0
Dezenas.....C I0J00
Vigcssimos .... 1^000
EM RETALH0
Dezenas..... 11^000
Vigsimos .... I$I00
CORRE TODAS AS TERfAS-FEIRAS
34-BA XJaBfiA BOBOSJlEIO-3.
-
;
'
^W^aii^
ALBEET0 HEN SOREL k C.
52--RIA DO BARAO D4 VICTORIA-52
O aba>xo assignado tem a honra de participar ao respeitavel pubco d'ests
capital e do interior, que reassumio a gerencia d'este grande e bem conceituado esta-
belecimento, onde j por longos annos tem ocenpado o mesmo lugar
As Exmas. familias e pessoas que desejarem hnralo com suas encommenda*,
encontrarlo all os mais modernos e aperfeijoados trabalhos concernentea a arU
photograpbica e modicidade nos presos-
C. Barzo,
Qeiente.
t



6
Diario ele PernambncoQiunta~feira 25 de Fevereiro de 1886


V

iliga-se barato
O!', e 2.' andar travesea do CarapelioVn. 1
) armaxem da roa do Bom Jess a 47.
4 casa terrea n. 13 da ra do Nogueira.
A casa terrea n. 23 oa traveasa de S.'Joa.
iloja da ra d CaWsoitco n. 4.
Aeata da ra 4o Vtacande de Goyaana u. 79.
v casa da ra da Pone Velha n, 22.
i eaaa da Baixa Verde o. IB Uapunga.
a tratar no Lugo do Corpo Santa a. 1, V an-
Muga-se
i grande sobrado n. 161 da ra Imperial, catado e
3tB'.ado ; a tratar na ra do Rangel n. 58
iiri:-:e t< UBI fltt* US ll. p( n> que
larma em casa ; a tratar ra do Marques de
>linda n. 6
rrecita-se de urna ama para cosiuh.ir e eag"ra
ar, para dua peaaaas ; na tua dos Pires n. 54
tavarna
Na praca do Conde d'Eu n. 7, segando andar,
precisa-oe de urna aaaa boa cosinbeira e de boa
conducta, para caaa de pequea familia.
Ama para cosinhar
Na praca do Conde d'Eu n. 4, 1 andar, se
ncisa de urna mulhcr de meia idade, para cosi-
nhar, fazer compras e alguai servida de casa de
pequea fami la.
ima
Precisa se d> urna, na ra do Baro ds Victoria
n.j._ ____________
Ama forra ou eserava
(Somente para eozlnhar)
Precisase, para casa d'uma familia, nos Aflic-
tos : a tratar na ra Hora n. 13.
Ama
Para cosinhar e comprar, jara casa de pouca
familia ; na ra Vidal de Negreiros n. 134
Ama
Precisa se de urna ama puta cosinhar ; na ra
ak> Mrquez do Herva.1 u. 20.
Ana
Precisa-se de ama cosinbeira ; na ra do Brum
aumero 68.
Ama
Precisase de urna mi para c:.sa de familia :
a ra lo Visconde de Goyanna n. 46.
Ama
Precita-se de urna ama pira C88a de rapaz sol
toiro ; no pateo ao Paraizo n IX, taverna.
Amas
Precisa se de duas amas, urna cosichriri ou-
tra para un Jar com duas enancas e mais servico
de cata de familia; a tratar na ra do Imperador
a. 14, 2* andar.
Para cos liar
N ra di Ji.aquim Nabuc n. 3, entrada da
Capunga, precisa-a- de urna ama com urgencia,
osinlieiro
Precias-S<- de um e tinhiiro; a tratar na ra
te PaysH;id n i* (F ...-.- ni da Magdalena), ou
na do Ci'mmeicio a. 44.
Allenc&o
Na ra do Bario di Victoria n. 44, 2- andar,
faz Be plits 20 rs. o m^'r.-^
Mme. Niquelina
Hecbue constantementefla Europa
lil-
las i
la
le
i
15 m
tan h
Ra riiueiro de Marco n. IV
Jante a Kolina Maravflkosa
Luz brlhante, sem Fumo
0LE0ATIC0
Hygienico e Econmico
PARA LAMPAR1NAS
MARTINS* BASTOS
Pernatnbueo
NUMERO TELPHONICO N* 38
Venezianas
Compre- se de duas quatro venezianas de ma -
deira, com camotea de metal, das modernas, com
pouco uso ; ne pi imeiro andar n. 22, ra larga
do Rosario.
Advogado
Os abaxo aseignados, tendo adoptado e regis-
trad. a marca industrial como do desenlio i cima
ve coL'formidade com as preseripeoes das leis em
rigor declaran) ao publico e particularmente aos
teus numerosos freguezn?, que d'ora em diante
odos os productos qce ebirem de ana botica le-
varao a dita marca ci ma garana de sua origem
legitima precedencia.
Para adyogado
Aluga se a sala do 1- anda roa Duque de
Cazias n. 61, a tratar na lija.
Boa irquisiciio
Vende se a fabrica de vinagre e cerveja ra
da Senzala n. 12, por preco muito barato, por seu
dono ter de retirar-se, tem muitc.s utensilios para
fabricar qualquer cia>se de bebidas ; a tratar com
Eduardo Martina na mesma, ou no Entroncamento,
cata do Sr. Carpinteiio Souza.
Advocados
__ Maaoel Netto e Bevenuto Lob < ; ra Dnqne de
Cazias n. 75, entrada pelo pateo do Oollegio.
BISMGAS
Emilio Roberto aca-
ba de receher as afa-
madas bisnagas fran-
cezas, as quaes vende
en> grosso e a retalho.
EPlSII ONITEBSAL
<7-Iea dfBtft* da Mora-17
O bacharel Pedro Gaadrano de Ratis e 8ilv
mudu sua residencia da estrada do Jo dr I
ros para a ra velha de Santa Rita n. 89
A luga-Se urna casa pe-
quena
Na roa de S. Francisco n. 1, freguezia de San-
to Antonio.
No becco do Fundao n. b.fTegwzin da Boa Vis-
ta : a tratar na ra de Santa Thereza n. 32, de
manh at meio dia.
IGUARASS
N. 88:200
O Dr. Francisco Xa-
vier Pies Barreto,
pela 4.a vez rogad a
vir on mandar a ra do
Mrquez de O indi n.
50, dar lUimpri ment
ao numero cima.
Viva o carnaval
Compra se vestuarios noves e usados ; na roa
da Imperatris n. 78.
Na cidade da Escada
campra-se onro, prata, patacoes nacional s e es-
trangeiroa, e nuedas de ourst ; na ra do Com
merci'i n. 19, estabelecimentt de Antonio Fran-
cisco de Araujo Costa.
Escola par! colar
De inoirurrao primarla para o kio
mixulin
34 Ra da Mafia du Boa Vista34
O abaixo assignao participa ao illustrado pu-
blico desta capital, que atrio sua escola particular
de- inetruccao primt ria para o sexo masculino, a
ra da Matriz oa Boa-Vista n. 34, onde esmera
dami'ute se dedica ao enaino de us alumnos.
O grao da escola consta : ler,escr<-ver e contar,
dfsenho linear, hstor-'a patria e nocef de trancez.
Garante umr>pido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu ystema de enema, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
u.irada dedicacao ao ensino, fazindo com que os
seus decipulos abracen) e amero de coracao as let-
tras, aos livroe, e ao estudo, guiando oo no cami-
uh i da intelJigencia, da knnra e da dignidade,
afim de que wnhsm. a ser o futuro sustentculo
da patria, da religwo e da lei, e um verdadeiro
cidado brasileiro.
Espera, pois, merecer a confian c e s protecec
do dietincto povo pernambucano, e em partcula:
tem f rubusta em todos os paij e utores de me-
ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Com quaoto ousada seja, esta tentativa, todava
espera que 08 scua incansAvais eaforcos, e os seus
purs desej, sejain corundos com a feliz appro-
vacao de todos os filboe do imperio da Sania Cruz.
Mensalidade2^000 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horario- das 9 horas da manba as 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meio-peneioaistas
por mentalidades razoaveis e lecciona per casas
f articulares a ambos os sexos.
Julio Soaresde Azevedo
a-RA DA MATE1Z DA BOA VISTA34
Vo publico
A verdadeira e beu. conhecida romma de mata
rana e araruta, preparada por Jeronyma Coussei-
ro, ven ie-se em picotes de libras e meias, nos
seguintes lagares, por ora : boa-Vista, ra da
Auroran... estabieeimento do Sr. Joaquim de
Vasconcellos ; ruida In,pratriz n. 2, dos Srs. M-.
noel Morera R beiro & ., e na da Bario da Vic-
toria, no do Srs. Paul3 Jos Alves & C.
Declara^o
Eu abaixo assigziada constando-me que meu irr
mao, JoSo Nepooiuceno do Sacramento, tem de-
clarado i diversas pessoas que tem em seu pode-
urna letra de 1:000 aceita por mim e como at o
presente nunca assignei titulo algum nem Ibe son
devedora de quantia alguma, para tirar as duvi-
das chamo o dito meairmo para que se apresen
te no praso de 8 dias para allegar seu justo di-
reito e dever de probidade
Recife, 22 de Fevereiro de 1886.
_____________Adelaide. Mara Ribeiro de Souza.
Santa casa deiseric!!^^
lecf*
anocl Jom- do Sanios
A junta administrativa fara celebra/ no dia
qninta-feira, 25 do corrate, pelas 8 horas da ma
nhi, urna nusaa de rrqji'm pela alma do ex mor-
domo ManceJ Joec 'loa Santoa, trigsima dia do
seu falleciaiento. A oivsea ser cantada na igreja
de N. S. do Paraizo, pelas edueandas da casa dos
expostos, c para assistil-s, a junta convida a
Exma. familia e amigos daquelle to Ilustre quan-
to prest moso collega.
Secretario da san'.a ;aaa do misericordia do
fteeife, 19 de Fevereiro de 86. O escrivio,
I'-iiu {odrioiim de. Soxta.
pedfq ftodriquit dfi. Sonta.
Thereza Maria Boandio, transida de dr pelo
infausto pauamento de. seu presado marido,
agradece, do intimo, d alma, as pesseas que
acompanbaraaa os seus restos mortaes; e pele aos
seus parentes e amigos o cardoso obsequio de ou-
firem a missa que se de ve rosar na matriz da Boa
Vista, as 8 e meia berae da maobi do da 27 4<
corrente mez, stimo dia de seu fallecimento, coa^
ando-se d'aate mao eternameate grata.__________
(oengas nervosas V
RADICALMENTE CURADAS COM 0
BflOMURETO LAROZE.
' de Casoas de Laranjts amargas A
com BROMURETO de POTASSIO f
APPROVADO PELA JUNTA DE HYOIKNE DO BBAZII.. ^
O Bromare.o d Potessio de
Laroze, como todos os productos
fciloa u cote cjLaujiucimeuuj, de
urna pureza absoluta, condicao indis-
pensavel para que se obtenha cfTei tos
aedativoa e anodynos sobre o sys-
tema nervoso.
Dissolvido no Xarops Laroze d-
e exclu i vaun-ii te receitado pelos mais
le todas as facul-
Uuaes para comualer com certeza :
as afeccSes nervosas do corado,
da rias dlr estivas e respiratorias,
as nevralgins, a epilepsia, o hyste-
rico, a danca de S. Guy, a insomnia
dscr: .?. 3 durante a dontigao. em
Cascas de laranj.as ;i te > ;n- j um a. todas as alfeccSes
mureto univer.salmcii
No mesmo deposito acha-se a venda os seiu;ntes Productos de J.-P. LAROZfc
XAROPE LAROZE
^UTNICO, AMTI-NERVOSO
Contra as Qaotrits, Qastfalgias. D lores e Gaimbrab de estomago.
XAROPE DS-PUHATIVO" r^llOBETO DE POTASSIO
Contra as Aff^^cdes escroulosaa, cancerosas^ Tumores crneos, Acides de sangue.
Accidente; ypliiliUcos socund. *io3 e torcanos.
XAROPE FERfiUbiHQi TOIODUfiETO-eFERRO
GfloUa a Ansmib. Chloro-.incir: Flores brancas, Rachitiuno.
gtpoti m todas ai boas ngattu do miiL
Pars, J.-P. LAROZE e O, Pharmacr'ticos, M
}_ 2, f DFS LIONS-SAINT-PAUl, 2. ^^

<*
1K0 OEFESNI
INICO-NUTRITIVO
OOi PEPTOA
iCarn auimilMiJ
^mn; La^HSMSPHHQ os r-wuajies
Baado o VUthc 15'lreisne ? joato d
zata -jiiico raoonstitaiale nam-al e lompUtu.
o ipts p asise de todos os tc.-.co?; seb a arfa
ii fluencia, desvanecem-sa O accideites tobrta, renaaoa
o app5tite,or jI s i voltan
Sm^rega-Booomexiiocoi ^aia ppsteaci,
onauioa rpidos, con^c^ico. i;aj, taoloa&vi do
3Svcaaa0O (Gaatralgia. Gaatritta e JPyaaiUaa'hi
.-..(HiiiiA*, e aaoicte e s> fco.


INJECTION CADET
Cura certa em 3 das sem mitro medicamento
&AMIS V, Boulevard Doturtn. V &AMU.H
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO H0LL0WSAY
O Ungento de Holloway um remedio infallivel pata os males de pernas e do peito tambem pura
as fehda antigs chagas e ulceras. E famoso para a got e o rheumatismo e para todas as enermi-
dades de peito nfio se reconhece egual
Para es males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanta
Eisas medicinas sao preparadas smente do Esubelecimento do Professor Hollowav,
78, HW OXFOED STBSST (anUs 633, Oxford 8treet), LOffDBJSS,
Modemse em todas as phannac do universo.
T Os compradores slo coQvidacoi recaeitosamente a ryami"?r os rtulos de cada cala e Pote, se nio teem a
direcsao, 533, Oxford Street, lio falsifica';-*.
Donaa, Qrlppa. Bror-ohiie.,
SrrtVc*e ao #altr>. c XaSOV- ?
tora! ita-fid. ELA^aautii ^
Oossia otrta fmdm* por lomun^ 1 ata.:*
i MtdlriBs. frac-*.
4 Basa OjM, Mtq>H*a uu. .ni. i^ m,. sj,
Ji i(nVA, n_"acta PAWia K, raa Ttaiaaaa. si etiju*
I t DfTouii^-raAici [
Ni EfPBS Uf lifMVR.
*VUt&$SAP
n
I B05 caio

Dores (
Cr.pU,
I CTILL'. N rejenarador por etcel|enc.a do ianr.i
le desi-orado. Esto rinjio/as tvlUaf o farro por todos
I oa Mloinago e nio oecasiuiu priso ele rontre
IfSffi, 23. mi SiImt-rjiwiltlt-PtjL *, o.__......
FrancM.daSil*aeC'
L.-.tTfii*m l'by
/ Pcrntirbuco:
UriiCO VINC {1UINADO C-'.'t CrTEVF csT.^
* AS.
nermi!i2ues Secretas!
t-4.NQRRKAG.A8
QON0RRHEA8
-nkoanUa cz sngoa sao curados em
Jfowoor diaa *)m eo^to, sea y,^
UnaniMai tis|ta, 8em cansar neai
Mtaetar na orgauc digestivos, peas
9 ix)jj8cco de
SCAVA
DO D0CBTGR FOURNIEt
Alimentacao racional
SS MES, CRIANQAS, AMAS A CONVALESCENTES
Por uto d PUOSPHAT1XA Faliires.
PAJUZ, 6, Aveaue Victoria, 6, PAJUZ.
afatiUrios a Ptrnambuco ; FRAM- M. da SILVA. C,
i- l'Drese! vymfm\J inyar,Auamla n ---------
Convalcsceapa, Razultadot dos parto, tf. "
0 mesmo rinho cora fe ri. VINHO FERRUGINOSO D:
k
EXPOSITION V^ NIVU" 187B
Mdaille d'Or^^CroiideClieTJier
LCS PLUS Hir- -; 1rof*Sf
perfumariaTspecial
B, CO'CTZDri^s.'S?"
PraeoDisada pelas CelabridaeVi Medica? de Paria
PARA TODAS AS HCESSirADES 00 TOUODOR
PR0DUC TOS ESPECIA ES
FlORde HROZ .!- LACTEINA par.i b; .inquear s pelle
SiClO de LACTEINA para o toacsor.
CREBePO > SABIO de LACTtISA para a barba
rOUOi.dc UCIE1W para a b Uva dus cabillos
ACDi de LiCTEIHi par* o I
t!E0 de LACTEiUA pa>a embclitzar os cabeliot.
matii de LACTEINA para knw.
P e ACOi OtnifRlCIOS de UCTEIHi.
CREIE UCTEINi ch .m da sem da pelle.
1ACTE1N1IA pan branqneai- a pelle.
EITEt ARTMM C*AH-E NA FABRK
pars 13, me d'Enghen. 13 pars
Depsitos ara todas ai Perfumarlas, Pharmadas
a Cabellerairos da America.
nacas am

1 la Mm
AGUA SALLES
CABELLOS BRtfCOS
Coa esta Aejua UMrullhoaa, onirml't ou 'astaai
lia*
*r*n

CAS
'.atobagtiaUi,
Sapearte em '
""."ajajlf axoouso *
rSrsamoi 10. rr 'SilHia
Ao publico
Urna senhora habilitada se offerece leccionaj
orimeiraa lettras e trabalhos de agulba em eolle-
^ios ou ein casas particulares ; quein de seus
prestimos pieeisar. pode dirigirse ra do Co-
-onel Suassuna n. "2.
Leonor Porto
Roa do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurinos reeebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perivico de costura, em bre-
vidade, modicidade em presos e fino
gosto.
I!
[i
}{
Coiipra-se e paga-
se mais do queetnou-
traqu; Iquer parte bem
como
de qualquer qualidade.
\a ra lo Imperador
n. 32, loja dejlas.
Julio Fuerstemberg.
Verdadeiro cimento isi^lez
M'nca Pyramid:
Vendem Ponseca 11 man .. I ., ru* da Madre
de Deus u. 12.
Mudou (I presidencia
O Dr Maduro, medico parteiro, mudou sua re-
sidencia para a ra da Imperatriz n. 88, esquina
da do Hospicio, 2o andar, onde st-r encontrado a
qualquer bota da ni .te.
Borracha especial
para limas ; receben a mercearia de Goncalo Jos
da Grama, a na do Padr>- Floriano n. 41.
Achado
0 medico a quein t:.ltar um instrumento de ei-
rurgia, pode procural-o na na D :que di- Carias
n. le, 1 andar, que dsi oa signaes certjs e pa-
gando as despezas, se Ifce entregar
Caixeiro
Precisa-se de um menino de 10 12 anuos de
idade, com pratica ; na ra do Hospicio n. 34.
Borracha para limas
8eccber,.m Rodrigues d Paria & C, e teem
ara vender em seu anos DB ra de Mariz e
Jarros n. 11, esquina da ra do Amorim.
Cosinheiro
Na ra do Vicario n. 17, se precisa de um co-
n beiro.
3 andar
Aluga-se o 3- andar da casa ra de S. Jo
n. 72 ; a tratar na r-ja Primeiro de Marco
loja.
Jorge
n. 17,
Comprase um silho cota pouco uso ; na ra
do Mrquez de Olind i n. 35, armazem.
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x *

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Especialidades!
Tudo si^ vcDde pelo menos possivel 11 !
Quero ums vez compr. r saber I
4 LARGO DE S. PEDRO 4
Neste estabelecimento acha-sc oempre eipoato
venda o especial licor de maraeuj em ricas gar-
rafinhaa proprias para toiiet composto de manga
bas e mungas o que ha de melhoi neste genero.
No mesmo estabelecimento acha se sempre um
grande sortimento de paseares < gaiolas de todos
os fabricantes, at proprias para viagens, por ter
cada urna cinco compartimentos.
Tambem se encontra diariamente especiaes fru-
ctas maduras como sejsm sapotis, sapotas, man-
gabas, mangas e outras fructas, e se recebe qual-
quer encommeuda para embarque.
Oueni lera ?
Oura> e prala : compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por raaior preco que em outra
qualquer parte ; no 1 andar n. 22 ra larga do
Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
carde, dias uteis.
tasa
I. r. Trtago, I
Ci.fnaifKJ^tfW-
Coslumes de casemira
Jk 304 e Si*
Na nova loja da roa da Imperatris n. 32, rece-
ben se um grande sortimento de finissimas case-
miras inglesas oe cores claras e escuras, que se
venden por preco muito em conta, assim como das
mesmas se mandara fazer costuav* por medida,
sendo de paletot sacco a 3<'<000, e de fraque a
3? f assim com' de superior flanella inglesa de
cor azal escara, a 304 e 35, a tarabeai das mes-
mas fazendas se manda faser qualquer peca avul-
sa, graade pechincha ; na nova loja de Pereirai
da SUfaV

PlLULAS IrCc
^THARTIC^
rO0AS OS
Purgante as Familias.
(te OrJ.C AfERa*b..lLM..tiitlte.
^C^SI
SEG>1)A-FEIBA 1 DE sfABCO
As 5 h' ras da tarde
Ra da Imperatriz numero 1
l'abria Martina

KolifK ila irla
Este i.i portante estabelecimento de relojoaiia,
fundado em 1860, est fnnecionando agir a ra
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietano, encarregado do reguiamen-
to dos r elogies do arsenal de marinha, da compa
nhia dos tnlhos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da de Recife Caxang, da estrada de
ferro de Carua da companhia ferro-carril de
Pernambuco, da associaco commercial beneficen-
tc b da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
intelligeates e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca jara relogios de algibeira,
de parede, de torres de igreja, chronometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap-
parelhos elctricos telephonicot.
Contina a exercer a sua profissao com selo e
interesse de que sempre deu provas ao respei-
tavel publico e aos seus collegas, e vende forae-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabelecimento se acha col-
locado um relogio, cajos mostradores tambem po-
dero ser vistos pelos passageiros da ferro-carril,
tendosempre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas oDservacoes aatronorai-
oas. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio Jos da Costa Araujo.
USA fILII
Aos 4:0008000
^raca daindependen
eia ns. 37e 39
O abaixo assignado vendeu entre o., ooua
flizes bilhetea garantidos da 39 loteria
* aorte de 4:000^ em 4 quartos n. 3768
a sorte de 1:000(5000 em 2 quartos n. 376
dm de outras moitas de 32^, 16i e 8J.
Convida os possuidores a.virem recebar
sem descont algum.
Acnam-se a venda os fezes bilh"te8
garantidos da 49, parte da lotera a bencci j
da matriz da Graja, que se extrahir ao
dia 27 de U'evereiro.
Prevo
Bilhete inteiro 4(5000
Meio 2,5000
Cuarto 1,5000
Cn porvo de 100500 part
cima
Bilhete inteiro 3^500
Meio l[7O
Qnarto 87:
Antonio Augusto dos Sant i
\S 4:0(10*000
3ZLHSTES SABAUII20S
ua Primeiro de Marco o. i$
3 abaixo assignado tendo vendido nos
bilhetes garantidos 4
com a sorte de lOOOOO,
seus afortunados
quartos n. 394
alm de outras sortea de 32, 164 e (>, da
lotera (39.*), que se acabou de extrwhir,
convida aos possuidores a virem recebar
na conformidade do costume sem descont
aigum.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 6.* parte das lotera
beneficio da matriz da Graca (40.*-), que
se extrahir a 27 do corrente.
PRECOS
Inteiro 4,5000
Meio 2,5000
Quarto l^OOO
Um qnaatldade aiaior de lOOa^
Inteiro 3,5500
Meio 1,5750
Quarto ^875
Manoel Mrtim Finta.

s
I Mam i


tmm
Diario de PernambucoQuinta--feira 25 de Fevereiro de 1886
Caixeiro
Ib



1

Prccisa-se de um caixeiro com pratica de taver-
na o conducta aSancavel ; a tratar na ra de
Hurtas n 17.
Boa lombranca
Aluga-se o armazeo n. 4 da ra Mrquez de
Olinda, mui proprio pelas suas boas aceommoda-
ces pa*a qualquer estabelecimento de groaso ou
retalho, a frente pela ra Marques de Olinda,
mas tem no fundo um outro armazem com sabida
para a ra da Senzalla : os prctendentes podem
dirigir se loja de fazendas da ra Duque de Ca-
nas n. 44, que acharan com quem tratar.
ia
A 240 rs. o mlho
Vende-se no armaieic Travassos, palha de ear-
naha; otes da Companhia Pernambucana.
Vencsianas
Vende se trrs venesianas ;
Bangel n. 11.
a tratar na ra do
O abaixo firmado, mudando sua residencia desta
capital para a do Rio de Janeiro, deixa exposta
venda sua pharmacia ra do Rangel n. 48, e
Sra o que faculta poderes especiaes ao Sr. Jos
etauo Baptista dos Saut.os. estabelecido ra
do Crespo n. 7 (Galio Vigilante), para vendel-a de
accordo com o pretendente, e bem assim receber
dividas que nao furam resgataaas. Recife, 23 de
fevereiro de 86.
Joaquim Cotia.*XH
Prccisa-sc de urna pro-
fessora
A senhora estrangeira que estiver proficiente-
mente habilitada e quixer ensinar a escrever e a
fallar com pcrmicao as lioguas franceza, alloma1 e
inirleza, a-sim como a dar lices de geographia,
historia c piano, a urna menina de 11 annos de
idade, a qual tem j principios de todos eases es-
tudos sendo pessoa de boa educaco e com attes-
tado de aeu merecimento, pode dirig r-se 4 casa
n. 199 ra do Visconde de Goyanna (Mangui-
nho), ou indicar a sua morada para be eflectuar
um contrato que a authorise a deseinpenhar o en-
cargo de professora.
Entre amigos
As acedes que corriam com o titulo cima na
ultima lotera do corrente mez, ficam sem effeito
por forca maior ; recebendo os que pagaram as
respectivas importancias daquelles que as rece-
bera n.
Recite, 22 de Fevereiro de 1886.
Tiras bordadas
\ too, 1, < e OO rs
Para o carnaval
S na nova loja n. 32 la da Emperatriz, se
veude um grande sortimento de bonitas tiras bor-
dadas, propriaa para enfeites, sen ia largas e es-
treitas, pelos baratissimos precos de 100, 120, 160
e 200 rs., tendo dous metros cada peca, grande
pechincha. Assi n como um bom sortimento de
ganga amarella, ver ira e ncarnaas, qne se
vendem barato : na loja de Pereira da Silva,
ra da mperatriz n. 32.
Taverna
Vande-se a taverna sita ra da Palma n. 71,
em muito boa localidade, a qual rttalha soffri-
velmente, e o motivo de -ender-se sen proprie-
tario ter grande necessidade de se retirar para a
Europa ; a tratar na mesmn.
Bais de carrof a
Camisas nacionaes
Caixeiro
Piecisa se de um menino
do Paraizo n. 18.
a tratar no pateo
Attcn?o
Precisa se de 4:000*000 a premio, dando-se
por garanta um predio nesta cidade que se acha
livre e desembarazado ; e tambem vende se o
menino predio : quem pretender effectuar este ne-
gocio, d.riju-se ao lugar de sua residencia, em
carta fechada, para ser procurado. Os senhores
preten lentes dirijam as suas cartas typograpiia
desta folha, que ah serao procuradas, com o no
me do destinatarioM.
VENDAS
A Revoluto
O -18 d.i i na Duque de Cuxius, di nejando ven-
der muito, vsolveu vender fazendas por menos
25 / de seu valor.
Ver para acreditar
Setiu maci .-. de cores, 1 400, por 800 ris o
covado.
Marisosi fina de cor a 240 ris o covado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Cretones finos nacionaes a 240 ris o covado.
-etinetas lisas e finas a 400 ris o covade.
Alpa M de cores a 360 ris o covado.
Linhos escossezes proprios para vestidos a 240
ris o covado.
Loques Juannita a 800 ris um.
Lencos brancos finos de 1*200 a 2* a duzia.
Camisas de linho muito finas pelo preco dimi-
nuto de 30$ a duzia.
Oobertua torradas 2*800 urna.
Colchas brancas e de cores a 1*800.
Bramante de tres larguras a 900 ris.
Dito de quatro ditas a 1*200.
Toalhas felpudas para rosto a 4*500 a duzia.
Madapola > pelle de ovo, finissimo, a 6*500 a
6J500
12*000
800
l*80o
500
1*500
800
1*280
2,58c;
1J800
400
200
misas para senhora a 2*500 urna.
Lencos de seda a 500 lis um.
Redes hamburguezas de cores a 10* uma.*
Ditas ditas bra.icas, com varandas, a 15* urna.
Cortes do casemira de cores finos de 4*500 a
10*000.
Casemira fina de ^ores, intestada, a 2* o covado.
Flanslla americana a 1*000 ris o ovado.
E mais urna intinidade de artigos baratissimos
jue nao deixar de comprar que os vir.
SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
59Ba Duque de Caxias-59
Toaile de nice, lindas cores, 1#, 1*400 o co-
vado.
" Damac de seda boroada a 1* o dito.
Sedas bordadas, finas, a 15800 e 2* o dito.
Setim Ha (m de todas as ores, a 1* e 144C0 o
dito.
Dito dito preto, a 1*200, 1*500 e 2* o dito.
Cachemiras para vestidos, a 1* e 1*400 o dito
G'.rgurinas matizadas de todas as cores, 4Ki
e 500 rs. o dito.
Setinetas lavradas e lisas de todas as cores, a
;O0 e 560 rs. o dito.
Faile com lindas cores, a 460 e 640 ra. o dito.
Mirins pretos a 1*, 1*200, 1*400 e 2* o dito
La de quadrinhos, cores lindas a 700 rs. o dito
Dita de todas as cores, a 400 e 560 rs. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 320 rs. o dito.
Alpacas lisas, finas, a 360 e 460 rs. o dito.
Fusto de cores para menino, a 320 e 3"'0 rs. o
dito.
Casemirss pretas a 2* e 2*200 o dito.
Ditas de cores a 1*500 e 2* o dito.
Dit-.s ditas finas,inglezas, a 3*500 e 4* ~> dito
Cortes de casemiras com toque de mofo, a 2*600
< 3*400.
Ditos de dita perfeitos, finas, a 6*500, 7*500 e
10*.
Damasco de la com 8 palmos de largura, a 2*
o covado.
Dito de algodao a 600 r. o dito.
Dito branco bordado a 1*500 o metro.
Atoalhado de linho fino, a 1* o dito.
Cortes de cazeneta a 1*400, 1*800 e *.
FechB de pellucia, 6* e 7* um.
Ditos arrendados, a 2*500, 3*500 4*500.
Ditos de seda, lindas cores, a 3* e 3*500.
Chales de cas' mira, a 3*500. 5*500 e 7*.
Ditos de algodao, a 1*, e 1*800.
Colchas de cores a 1*500 e 2*.
Ditas portoguezas (muito grandes) a 12 e 14*
Ditas de crochet a l(l1, 12 e 15*.
Capellascom veo (para noivas) a 10* e '6*.
Enx'vaes para balizado, a H)* e 14*-
Camisas para senhora, 3*500 e 5*. ^^
Saias idem dem, b >rdadas, a 4* eg stf-OO.
Toalhas de aberintho rica.i (para baptizado) a
60* e 80*.
Cretones Bara vestidos, liados padroes, a 280.
360 e 440 rs. o covado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
a* ra Duque le Casta* n. 69
Uro da Mu
SO' AO NUMEIO
4 ra da mperatriz 40
Loja do* barataros
Alheiro & C, a roa da mperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de algodaozinho com 20
jardas, pe'na baratos presos de 3*800,
4|, 4*500, 4*9iO, 5J, 5*500 e
MadapolaoPecas de madapoln com 24
jarda a 4*500, 5*. 6* at
Camisas de mcia com listras, pelo barato
preco de
Ditas branc Creguella franceza, fazenda triuito encor-
pada, propria para leuc >es, toalhas e
c -muas, vara 400 rs. e
Ceroulaa da merma, muito bem fetae,
a 1*200 o
Colletiuhos ra mesma
Bramante fraocez de algodao, muito en-
corpada com 10 palmos de largura,
metro
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado do
mercado, rs.
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, eequim do becco
dos rYrreiros
Algodao entestado a
rateiifoes
A 90o r*. e iSOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodao para lencoes de um 60 panno, com 9 pal-
mos de largura a 900 rs., e dito com 10 palmos a
1O00 o metro, assim com dito trancado para
toalhas de misa, cum 9 palmos ne largura i*-^O
o metro. Jsto na h ja de Alheiro & C, esquina
do becco dos Ferreiros
MERINOS PRETOS
A 1*209, 1*400, 1 6(0, 1*800 e 2* o covado
Alheiro A C, ra da mperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esq'iina do bec-
co dos Ferreiros.
Espartllhos
A 5JO0O
Na loja da ra da mperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartllhos para senhora*, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc, isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 31 o covado
Alheiro & C, a ra da mperatriz n. 40, ven
dem um eleganto sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas l.-rguras, com o> padroes mais deli-
cados para coetume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3g o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
grande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr'-$o de 320
rs. o covado, grande pechincha : na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a lOOrs. a peca
ra da mperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros oada p-ca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveitem a pechincha ; na loia da
esquina do becco dos Ferreiros.
Fustdes de setineta a 500 rs, o
covado
Alheiro & C. roa da mperatriz n. 40, jren-
dem um bonito sortinento de fustdes brancos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do be.cco dos Fer-
reiros.
Wo o lite
Em vista dos grandes propressos da idea de que
se gloriam as naces civilisadas, o commcrcio
deve acompanhar esse pro^resso, visto que elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
na^oes ; em /ista do que annunciam
MART1NS CAPITAO 4 C.
1 Ra i streita do Rosario 1
Grande s .rtimento de gneros alimenticias, es-
coiha dos quaes, os aiinuuciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os aeus numerosos
fregue'es. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nSo sabe.
Venham ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menicr.
Dito do Maranhao.
Fructos seceos, como :
Pasaas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as quali ladea.
Bolachinba inglesa.
Semeates novas de hortalicas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac di' diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Abeintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as quahdades.
Champagne.
Cervej. de diversas marcas.
Bem as iui :
Araruta fiua em paeotes.
Cb verde e preto.
Dito per.ila.
Especialissimo matte do Paran, em p.
Anda k s :
Ovas de peixe.
Sardnhas de Lisboa em Salmoora.
Vendem Martina Capitaj & t'., roa estreita de
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
Formicida eapanema (verdadeiro) para.extinc-
(o completa da fermiga sanra. Vendem Martina
Capito & C, ra estreita do Rosario n 1.
Vende se dous muito bu
na Magdalena, sitio do commendador Barroca,
defroute do chufariz.
Expsito Central
DamiSo Lima & C. intitularam o estabeleci-
mento em liquidacao da ra larga do Rosario n.
38. por EXPOSIQO CENTRAL para assim se
tornar bem couhecido de todos, pelo que chama a
attenco especial das Extnas. familias Dar os
precos seguintes :
Metros de plics a 400
Bonecas inquebraveis 1 *500
Metros de arquinhes 120 e 160
Pecas de bordados finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 700 e l'OOO
Frascos de olao orisa por lOI 0
Fita parfacha, n. 80 3*000
Carreteis de 200 jardas a 8 '
Inviseveis grandes a 3>.()
Ditos menores a 300
Brinquedos para meninos a 200, 300 e 500
Caixinhas para presente a 2*500 e 3*000
Meios fio de seda para senbhora a 1* e 1200
La para bordar de 3*800 e 3*000
Fita chineza o maco 360
Dito de algododito 24U
Massinbos de grampos a 20
Macaqunbos acrobticos a IbO
Botoes, fita'i, loques, perfumaras, bengalas te
scur e '.non muitos artigus que s<5 com a vsta
na El i *v&i 5iit larga do Rosario n. 38.
VENDE-SE
D.
\
oce de caj secco,
na ra de S. Jos n.
16.
bem feitos e forrados
Ditos de dita, faaenda mnilo melhor
A **&00. S#000 e S*500 Ditos de flaneila azul, sendo ingleza ver-
32 = Loja ra da mperatriz =32 dadeira, e forradoa
Vende-se neste novo estabelecimento um gran- Calcas de gorgorao preto, acolchoado,
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhos de linho como de algodao, pelos
barates precos de 2*500, 3* e 4*, sendo fasend
muito melhor do qu as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortadas por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vmtade dos
fregueses : np nova loja da ra da mperatriz u.
3 de Ferreiri da Silva.
sendo fazenda muito ene irpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flaneila ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleekim e
de briso pardo a 2*, 2*500 e
Oeroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
10*000
12*000
12*000
5*500
6*500
8*000
*l(odozlnbo francs para lence*
a 900 r.. I* e lioo
Na loja da roa da mperatriz n. 32, vende-se
superiores algodaozinhos franceses com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lences de usa
a panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante du quatro larguras
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; a loja
do Pereira da Silva.
3*000 Roupa para meninos
Ao 32
Nova loja de fazendas
1*600
1*000
Na nova loja da roa da mperatriz n. 32, se
de vestuarios pro-
e calci-
Kii da mperatriz
DE
FERREIRA DA SILVA
ColletinhoB de greguella muito bem feitos
Assim como nm bom sortimento de lencos de vende um variado sortimento
, linho e de algodao, meas cruas e eollarinhos, etc.' prios para meninos, sendo de palitosinho
Isto na loja ua ra da mperatriz n. 32 "ha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos;
|i a de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorao preto,
III SPa (lOS Iarb*OS emitando casemira, a 6i, sao muito baratos
!>9 lili da mperatriz 2M a too m. o ovado
Na loja da roa da Impemtriz n. 32, vendem se
riscadinbos preprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato prreo de 200 rs. o covado,
Neste novo estabelecimento encontrar o res- tendo 3U8' largura de chita franceza, e ass m
p.itavel publico um variado sortimento de tazen- como chi'as brancas miudinhas, a
das de todas as qualid:>des, que se venaem por
precos baratissimoH, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
S*
SCBoa
da iniiierairix
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimeni > vende-se as roupis abi
xo mencionadas, que sita !mr tit.simas.
Halitots pretos de gorgorao liaguiiaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados *( 00
Ditos de casemira preta, de eordao, muito
do, < ditas/escuras a 240 rs., p ih-ncha : na
loja id l'ereini da Silva.
Pastees, etineta e lzinha a SOO
i*n. o covado
Na loja da rna da mperatriz n 32, ven-?e-se
oui grande scrtii- uto de fustot-s braneos a 500
rs. o covado, laziiiuas lavradas de furta-cores,
f zonda bonita para vestidos a 500 a*, o covado,
e setinetas lisas muito largas, t.-ndo de todas as
cor' s, a 500 rs. covado. p- chincha : na loj
do Pereira da Silva.
Merino*, preto* a : O 11*00
Vende-se merinos pretos de duas larguras para
vestidos e roapas par,, meninos a 1*200 e 1*600
o MMwdu, e annenor setas preio para enfeites a
1*500, a-sim coo:u chitas pretas, tanto lisas como
j de lavoures brancos, de 240 a* 320 rs. ; na nova
leja de fereira da Silva roa da mperatriz nu-
mero 32.
oja do Pereira d < Silva.
1
Fazendas linas e modas
9 A.Ra do Cabag ; b
I Basto f: C
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. familias que receberam de
Pariz:
Lindissim"^ cnr'os para vestidos com fcidos da
mais i alaitnifn novidade como sej;.m: Etamiae
com bordado a retr z, seda croa bordada a capri-
cho, Cachon.irecom enfeites bordados a fil
Moda 1886
Valentinmi' en ecorce d'arbre.
Primorosa eacolha em vestidos com 20 metrode
la ligeira, tecido ainda nao conhecido aqu.
Cores e d eahoa novissimas as seguintes fa-
zendas do se la, la e algodao. Etamine, Surah. Se-
tim, Faiile-, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Explendido sortimento
Em leqaes, luvas, espartilhoe, lacos, lavalires,
meias, lences e muitos outros artigos que se vea-
dem por precos sem competencia.
OTE
DO
ki'l.
--
EXTRACC..0 m DA i DE MARCO
NSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habtado a tirar 25:ooo$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23.
CORRE 2 DE MARCO BE 1886, SEM EAIXA.
Olinda
Vende-se bara o as seguintes catas em Olinda :
Ampiro n. 67, Aljube 37, Comra-rco 6 ; a tratar
no caes do Apollo n. 47.

DAS
CORRE NO DA 2 DE MARCO
,
---
WHISKY
KOYAL BLEND marea V AIX
Este ezcellente Whisky Bscesee preturiv-
ao cognac ou aguardante de eanna, para fortifica
o onrpo.
Vende-se a retalho nos melhores rmaseos c
ziolhados. .
Pede ROY AL BLEND marca VIAIX) cujo n<-
me e emblema sao regiatrudo para todo o Braz)
BfiOWNS & C, agentes
praca
da
O portador que possuir um vigsimo desta importan
te lotera est habilitado a tirar 10:006$000
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz,
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 2 de Marco de 1886, sem alta.
riBBfisn
al







4



8
Diario de Pcrnambuco(tuiita-tciiu 25 de Fevereiro de 1886
LITTERATuM
OS FILHOS
DO
POK
QTJAETA PARTE
A gruas d Ktrelal
( Continuado do n. 44 )
XII
O PESCADOK
la
suste.ndo
segundo ca-
Depois de ter desviado os ramos das
giostas para permittir ao seu olhar o ex-
plorar o penhasco, o hornera demorara-se
alguns instantes na raesma situagao ; de-
pois, deixando o lugar que occupava, imi-
tara a manobra empregada por Florde-
Macieira para alcanzar a bordado panhas-
co.
Chegou ao lugar era que a corda estava
atada; tirando da algibcira urna comprida
faca, tocara cora ella a corda,
o peso do que descia.
O infeliz Flor de-Maeieira
tao o imminente e assustador perigo que o
ameagava : a sua vida estava entre as
maos do pescador e tal vez fosse lanado
no abysra >, quando urna reflexao veio sus
pender o golp** mortal.
O pescador levantou o corpo, guardou
a faca, e, deixando a corda intacta, esten-
deu raeio corpo sobro o abysno.
Foi nosta occasiao que um relmpago il-
luminar. o horisonte, que Flor de Macieira
elevou o seu olbar pan a fenda do penhas-
co e julgou ver urna forma humana dese-
nliar-so pela parte de cima.
O pescador reauou. O vento traba en-
tilo uaia forca o violencia taes que o ho-
rnera devia deit*r-s; de pcito para evitar
o ser levado.
Caminhanda nesta diffieil situacio, ga-
nhou um pico agudo, situad poueo mais
ou menos a cincoenta passos do lugar por
onde acabava de descer Flor de Macieira.
Este pico era pegado com a borda do
roehedo o pandia sobra o mar.
O pescador approxiinou-se e sustendo-se
cora urna m3o na penhasco, poz a outra
adianto.
Nesta occasiao um ruido, distingurado se
perfeitamente, apezar dos mugidos do mar,
soou direiU do pescador, na direcg3o de
Fcarap.
O homem parou, abis DU-se e escutou.
O galope da cavallos murmurou elle ;
ser j elle ? Mas, accrescentou depois do
um novo instao te de atteng3o, ougo passos
de hornera... ha cavalheiros e horaens a
p. .. Ser opiebostado ?... Serao os ho-
raens de La Chesnaye ?. .. E' necessario
saber
Levantndose de ura pulo, arrostando
todos 03 perigos de ser levado com o ven-
to, correu para a mouta de giestas, atraz
das quaes o encootramos escondido.
Apenas so collocou no posto que pareca
ter eseolhido de preferencia para lugar de
observacao, urna numerosa multidao com-
posta de vinte <* cinco a trinta individuos
caminhava pela estrada da Fiamp, pare-
cendo dirigir so para Etretat.
A' frente desta multidao vinhara dous
personados monta ios era cavallos norman
dos.
Cbegando altura da mouta aonde esta-
va immovel o pescador, ura dos dous cava
lheiros fez parar o seu cavallo.
Alto 1 disse elle.
O outro imitou o niesmo movimento o
todos pararara.
Com mil raios! Idisse o
valheiro, julgo quo passamos
Corpo do diabo replicou o primwro,
como distingur o oaminho com este tempo
medonho 1 Nao reconheci os lugares senao
por esta mouta de giestas qual costumo
prender ordinariamente o meu cavallo.
Acabando estas palavras o cavalleiro
apeou-se ; o seu companheiro imitou-o ain
da desta vez.
Ambos se approximaram das giestas e
ahi atarara as redeas dos seus cavallos.
O pescador, a dous passos do qual tinha
lugar esta scena, nao fez um so movimen-
to qoe podesse trabar a sua presenca.
i Ventas de Belzebuth l gritou um dos
Se p, caremos oxpostos por muito tempo
a esta tempestado infernol?
Oh 1 oh Pedro o Assassino, respon-
deu, rindo, un dos seus companheiros,
tens medo que a tempestado te escangalhe
a cara ? |
Tenho sede disse Pedro o Assas-
sino*
- Bem I disse o primeiro cavalleiro,
tranquiliza te, eis-nos chegado, vais beber.
- Quando?
-y Quando desceres,
-r- Por onde desceremos ?
Cala-te, Bernardo vai-te encinar o
carinho. Vamos, grande coesre, conti-
nuou aquello que parecia dirigir-de mul-
:id3o, voltando-se para o chefe dos girian-
tes po8 a multidao que chegava era cora-
posta palos respeitaueis filhos da Pequea
Chama) varaos, grande eoasre, para t as
honras p issa o primeiro, mas firme 1 A
ceia, para todos est prompU 1
Entilo, para a mesa! disse o gran
do coesre caminhanio para o segundo ca-
valleiro, que se diriga para a corda com
a ajuda da qual vimos Flor-de-.Macieira
eperar a sua descida perigosa.
A vista do carainho a porcorrer nito tez
reflectir o grande coesre, que deitou as
maos corda e poz-se a carainho com des-
treza, agilidade e sangue fri, mostrando
um grande costurao de escalar casas c fa
zer fugas de prisSas.
Emquanto elle descia, o segundo caval-
leiro fazia ouvir ura apito agudo acompa-
nhado de una modulacao particular, que,
sera duvida, devia servir do signal e pre-
venir a sentinella da gruta da chegada de
um membro da terrivel a3sociagao.
o Tu, Pedro o Assassino 1 disse o pri
meiro cavalleiro.
Pedro o Assassino avancou 8 desceu da
mesraa forma que o rei do pateo dos Mila-
gres descera.
Depois, seguiram-se a seu turno; Jac-
ques, Tallebot o Corcunda, Sulpicio das
Pernas Tortas, Mathias, Jehan da Forca,
Jacquelina a Comprida, todos dos nossos
antigos coahocimeatus da feira do S. Ger-
mano, do pateo dos Milagros, e da praga
di Mercad de Fcarap, acompanhados do
uns vinte seus estimaveis amaradas.
Todos, cora os tatos esfarrapados, arre-
mendados, cmsequencfas da batalha da
manha, todos molbados, eseorrendo em
agua, enlameados, uns paludos, outros sal-
picados de sangue ; finalmente todos esta-
vam era lastimavel estado?; mas, todos
armados at aos dentes, alerta, dispostos e
intrepid >s, como dignos filhos que eram da
sacla e da coi di.
Accidente algura intreveio n'esta suecas-
sao de perigosa descida; os giriantes em-
pregavara tanta destreza a forja como em-
bregara o seu chefe; mas decorreu muito
tempo entre a introduocSo do grande coe-
sre as grutas e a chegada abertura do
penhasco do ultimo giriante.
Durante todo este tempo, o pescador
nao testemunhari o raais ligeiro receio de
ser doscobarto, era a menor disposigao de
tuga.
Ficara immovel, dirigiodo o olhar para
os homena que desfilavam um a ura diante
d'ello e contando-03 medid que iam des-
eendo.
Trinta I disse elle a'si proprio quando
o ultimo giriante desappareceu. Restam
estes dous; raai, creio que nao dascerao e
que a Providancia me ter decididamente
servido 1
Efectivamente, os dous cavalleiros de-
moraram-se sobre o penhasco, parecendo
nao se resolverem a seguir o carainho que
os seus companheiros tinham tomado.
Ambos se approximaram do lugar em
que estavam amarrados os seus cavallos,
isto e, da monta das giestas, por detruz da
qual so abrigava o paseador de quera olios
estavam longe de suspeitar a espionagem.
A noite estava tao escura, o tempo tao
assustador, a tempestado tilo furiosa, que
era dffiail aos dous recemcuegados, aindu
mesmo que fosaera dotados de grande pre-
senca de espirito, suspeitarera, ou verom o
pescador.
Os dous homena de moraram-se frente a
frente, em silencio, parecendo reflectar.
Finalmente, o que havia dula at entao
ordens, tomou a palavra:
Cumpristo a missao Bernardo ?
Perfeitaraonte; voltei a Feamp, fui
ter cora a baroneza, e dei-lho parte do rap
to de La Chesnaye.
E' isso. E qua ajustastes?
O que entre nos se couvenoionara.
Accrescentei que te acompanharia at s
grutas, que iras ahi, que tudo ia bem.
Boral
Que estoja, ella, ao despont.tr da au-
rora, eai Etretat, no penhasco.
Muito bem 1 Ella prometteu isso ?
Prometteu. Era isto o que dizia
respeito a Catbarina ?
Sim, raeu querido Bernrado. Sabes
o que te faka a fazer pessoalmente.
Para o preboste ?
Sim.
Conta cora migo, Camaleaol... mas...
O que ?
O que me disaeste verdade ?
Juro te.
Ameacain abandonarnos ?
Ouvi os projectos pela sua propria
bocea. Reyuold quer renunciar existen-
cia que tem gosado at aqu, dixar a
Franca com a mulher que sabes, apode-
rar-so dos milb3es de Van Helmont, o vi-
ver esplndidamente na Allemanha ou na
Italia. Surprehendi este segredo esta tar-
de, Humberto far o que te disse Co-
nheces tao bem como eu o segredo de La
Chesnaye, Bernardo. Revelei-te tudo, at
o que dizia respeito a M rcurio,
Entilo, disse Bernardo, tens razao,
Caraaleao, necessario operar, tempo !
Sacrificarnos-bao sem repugaaneia e sera
vergonha; aaniquillarai os instruuautos
de que se t n servido, e aos quaes de-
vem o seu poder. Seremos loucos so hesi-
tarinos mais tempo !
Entao, ests prompto ?
- Eatou.
Fars o que conv m ?
Farei.
Volta a Fecamp, e era seguida. .
Reunir-rae-hei a Catbarina era Etre-
tat.
E' issoy
Lembra-te de mira, Caraaleilo. Re-
pito-o.
- Est combinado, o, aiada que elle
seremos mutuamente fiis ?
Quanto a mira, juro, diase Bernar-
do.
Eu tambara o juro acerosaentou Ca-
malero.
EntSo, para ns o poder e a fortu-
Emqu.nto Camaleao e Bernardo se af-
fastavam, o homem oceulto com as giestas
desaorolara urna comprida corda que lhe
cingia a cintura, e com a ajuda do punhal
cortou um pedaco do seu fato.
Depressa os dous horaens ganbarara o
sitio do penhasco onde estava a corda ata-
da. Camaleao e Bernardo trocaram anda
algumas palavras, mas o vento lovou estas
sem qu i o pescador pudessa ao menos ou
vir-lhe o som.
Com urna seguranya o habilidade que
mostravara grande pratica do parigoso ex-
ercicio, Caraaleao suspeadeu-so na corda
e desappareciu no abysrao como tinbam
desapparecilo, primeiro Fior-de-Maeieira o
depois os giriantes.
Bernardo olhou, depois, certo de que
elle chegara a bj.n porto, voltou para jun-
to dos cavallos.
Bernardo agarrou a redea d'ura doliese
baixou-sa para o desatar; mas neste mo-
mento o pescador preeipitou-se rapidamra-
to sobre elle.
Surprehendido e cahindo pela violencia
do choqu o companheiro de La Chesnaye
rolou no solo. Urna alo nervosa agarrou-
lhe o pesooco, e vio a lamina d'ura pu
nhal brilhar por cima da suacabeca.
Um nico gemido, o sers morto I
disse o pescador com voz abifada.
E, sen duvida para dar raais paso a
suas palavras, fez li^eiraraente entrar a
ponta da la nina no pcito daquolle que ti-
nba sua inero.
Bernardo nao disse una s palavra,
era fez ura nico gastj: coraprehendia
que a morte estava certa, inminente, pres-
tes a tulminal-o.
Santa io sobre o seu iniraigo, contendo o
cora mo enrgica, o pescador metteu o
punhal entre os denles, e, com a mao que
estava livre, pegn na corda collocada ao
seu lado. Um n corrida c3tava preparado
de ante rao ; o paseador passou este n
era roda dos pnUos reunidos de Bernardo,
apertou-o fortemeute, e forjando o seu pri
sioneiro a levantar-se, atou-lha os dous
bracos s costas cora ajada da corda,
que enrolou em roda de tod i o corpo des-
de os ps at a cabe;a.
sua esquerds, nsolo dilu lo, a corda que
icava.
Depois de alguna minutos deste traba-
lho, a corda foi inteiramente retirada a a
sua ertremidaio humkli indVeava longa
demora no mar.
Tomando esta extre uidade, o pescador
approxiraou 3e do Bernardo, que, sempre
to de bservacSo, quando ma segunda
sombra sueoedeu primeira, e depois des-
ta urna outra, d'ahi outra, at que o pes-
cador contou successivamente trinta horaens
03 quaes acabavam de op3rar a sua aseen-
sao palo perigoso caminh que j conhece-
raos.
Vinte e oito dos recemchogados agrupa-
iramovel e silencioso, pare a mais um ca- ram.3(J a alguaia distancia, parecendo es-
daver do qua ura corpo animado. Passou
a corda pelos bracos de prisioneiro a atou-
rauito bam, de modo quo o homem fieava
suspenso sera perig > de cair.
Eotao levantou novamente Bernardo a
chegou o extremo do precipicio. O des-
gracado tinha o rosto e.npurpureado e os
olhos demasiadamente abartos ; mas estes
olhos estavam privados da vista. Tinha
desmaiaio.
So tardassem ora pr-lho livre os orgaos
da respira!;.!), Bernardo suecumbiria a urna
apoplexia. ^
O pescador nao so cecupou d'aquelle
que acabava de amarrar. Reten do a cor-
da cora a mo esquarda para impedir ao
carpo o rolar ua abysrao, raettau a dircita
na algiboira o tirou della um objecto que
a escuridilo nao deixou distinguir.
XIV
A MOUTA DAS GIESTAS
chegue,
FOLHETII
A FILM DO SINEIlfl
POR
r. su b::ss:227
(Continuaryo do n. 44)
IV
Um menino Isso urna novidade !
E' sera duvida, para contarme o seu acha-
do que est com tanta pressa de fallar cora-
migo. Mas, voltemos senhora. Que pen
sa do raeu amigo ?
S pens bem, tem um rosto leal a
franco. Durante a curta conversa que ti-
vemos, mostrou interessar-se muito por
mim.
Entilo, nao lhe desagradou ?
NIo, por certo.
Disse-lhe o seu norae '?
NSo Ih'o perguntei.
Chama-se Meriadec. Tem alguma
fortuna e nSo tem outra occupaySo senao
fazer bam a todos os que o cercara ou que
encontra no seu carainho. Foi creado a
veio ao mundo para defender os fracos e
proteger os innocentes. Accrescente a isso
que chegou idade em que pode consti-
tuir-ae tutor de urna menina sem compro-
raettel a.
Nao digo o contrario, mas onde quer
o senhor chegar T
A perguntar se lhe repugna eolio car-
se sob a sua proteccjlo ; juro lhe por minha
honra, que nunca ter de arrepender-se de
aceitar a hospitalidade, que elle ter muito
prazer em offerecer lhe.
Eu 1 morar em casa delle, nao pen-
se nisso !
Tanto pens que eatou prompto para
lvala para l. Mora na ra Cassette,
em urna casiuha que parece ter sido cons-
truida, nxpressaraente para abrigar duaa
familias separadas, porque ella compute se
de urna casa e um p ivilhao destacado. Ella
mora s, servido por urna boa mulher, quej
se metteria no fogo para sorvil-o. Porque
nao ha de a senhora morar no pavilhaa ?
Est mobiliado com muita simplicidade e
ha lugar all para installar urna oficina de
florista. A senhora viveria do seu traba-
loo, t^o honestamente como na sua casa-
mata da torre do norte, c esse bom Meria-
dec nunca entrara l sem a sua permis-
sao.
- Mas senhor. objectou a menina, o
seu amigo poneo me conhece, por que ha
de elle interessar-se por mira.
Repito-lhe, minha senhora, que elle
interessa-se por todos aquelles que soffrera,
replicou Daubrac. Depois, elle a conhece
muito melhor do que a senhora pansa, por-
que eu conversei com elle a seu respeito e
deve suppor que nao disse mal.
Eu o creio, mas isso nSo motivo
para dispr delle a da sua casa sem con-
sltalo.
Pois consuiteraol-o. A ra Cassette
nao nos fica nos antipodas. De carro ire-
mos l em um quarto de hora. Vamos.
N3o ouao, respondeu Rosa Verdire.
Entretanto raais simples e menos
peno30 do que ir alugar um quarto, onde a
touiarao por aquillo que a senhora nao .
E' o que ser forgado a fazer, se nao acei-
tar o que lhe proponho, porque nao pode
ficar na ra.
Rosa abaixou a cabeca e nao disse pala-
vra, mas \.o sea rosto lia-se que ella sentia
toda a forca do argumento apresentado por
Daubrac.
Anual a menina levantou a cabega, cu-
caron o interno e disse-lhe :
- Jure sobre sua palavra de honra que,
danlo-me esse conselho, nao tem segundas
intecSes.
Ah I a senhora desconfiada! ex-
clamou Daubrac, alegremeate. Pois bem,
seria preciso que eu fosse o maior dos tra
tantos para preparar-lhe urna armadilba.
Para mim, a senhora nao urna estranna.
Ha seis mezes que pouso no Hotel-Dieu,
vejo a passsr todos os dios e creia que in-
formei-me a seu respeito. Sai tudo quan-
to faz e tenho certeza de que nao ha vida
mais pura do que a sua. Apparoce urna
occasiao de presUr-lhe um servico, nSo se
admire de que eu s aproveite. Depois que
estiver cora Meriadec ha de agradecerme
ter lhe levado para a casa dallo.
Mas, estou tagarellando, quando nio te-
nho necessidade de fazer protestos das mi-
nhas boas intenedes e se nos domorarmos
aqu, acabaremos por n2o encontrar o nosso
nosso amigo da ra Cassette. Venha, no
caes 9. Miguel acharemos um carro.
na !
Para nos os bena que amontoamos
ha muito tempo para os cutros I Chegou
a hora de trabalharmos para nos, alias se-
remos abandonados...
Ent3o, ao raiar da aurora.
Ao despontar do dia em Etretat I
Est dito I
Vou descer.
Sim, tens a palavra de passs ?
Herms'i
E' isso.
Os dous homens olharam para o lugar
por onde successivamente tinham dosciio
os giriantes. O pescador n3o perder uraa
s das suas palavras.
Assira amarrado, Bernardo aio poda
tentar movimento algura era d ar um paa-
so pira a fronte ou para traz.
O pescador fizara tudo qua acabamos de
descrever cora uraa destraza digna de ura
pelieia<. Cora urna destreza n3o menor,
agarrou o pe lago da piano o firmo u una
pera agonisante para abafar os gritos qua
o prisioneiro quizesse dar.
Sara dar uraa palavra, o pescador bai-
xou se, cingio o corpo da Bernardo em
seus robustos bracas, levantou o da trra,
deitou-o sobre as costas e dirigi se, le-
vando o seu fardo, at uraa parte do pe-
nhasco ao p do qual a chegada de Ca-
maleao e Bernardo viera interrompel-o na
operaio qua sera duvida ia tentar, opera-
gjlo que 8uppuzerao3 sera adivinhar o fira
A tempestado era anda violenta, o ihes-
rae vento parecia augmentar do furor, e
era necessario que esto homem fosse dota-
do de urna energia extraordinaria e de urna
forca muscular, bam pou.'o conmura, para
assim lutar, offereesndo, gracas ao corpo
que trazia, duplo combat tormenta que
rugia, o marchar cora passo firme sobre o
penhasco, tornado escorregadio pela chuva
cahindo a jorros e pelas vagas que, com
toda a sua violencia, batiam de eneontro
ao penhasco inundando o de espuma.
Alcangando o pequea pico, depoz na
trra o corpo do bernardo, e, arrastando
se, colloccu-so sobre o abysmo. Com a
mao esquerda agarrou urna corda atada
em roda de ura pedaje do penhasco, a que
como a de que se havia servido successi-
vamente Flor de-Mercieira e Camaleao, era
collocada a ura3 curta distancia, parecendo
cahir no mar.
Unidamente, em lugar de imitar a ma-
nDbra des dous primeiros e servir-se da
corda para desear ao abysmo, puxou-a pa-
ra si c tendo o cudalo de a ir enrolando
O pesca ior estn leu a mXo diraita
deixou cair ay mar o objecto que su tinha.
Logo un oUrao azulado, esclareceu a ba-
se do penhasco 6 a este luar fugitivo, pou-
de distinguirse uraa frgil embarcajao tri-
pulada por um uaico hornera e luctando
contra a tempestado.
- Van H'-lmont disso a ver Ja le mur-
murou o pescado. Isto incendiava-ae me3
rao na agu i I
O clarao extinguiu 83 no momento era
que acabava esta refl-^xao.
Passando para diantc o corpo de Beanar-
do e inclinando so para traz, o pescador
deixou escorregar a corda entre as raaos.
Bernardo descia para o abysrao.
O pescador contiuuou a sua manobra at
que a corla lhe faltou.
Entao, inclinando-se para a frente, olhou,
a escuridao ora tal, que cousa alguma se
poda distinguir, mas sem duvida esaa es-
curidao devia parecer lhe de bom agouro,
pois se hvantou deixando'escapar urna ex-
eL.uacao de alegra.
De um pulo, foi ao lugar aonle esta-
vam os dous cavallos. Desligando-ihe as
redoas que os prendiam, atou-as urna
outra, depois puxou os cavallos frente.
Os aniraaes obedecerara. O pescador
conduziu-os borda do penhasco, pararara
em prosenc,a do penga qu3 o seu nstin ;to
Ibes revelara.
O pescador, saltando para o lado, levan-
tou o braco e enterrou a lamiaa do pu-
nhal ni garupi de um dos pobres aoi-
raaes.
O cavallo rinehand >, saltou no abysmo,
levando coraaiga o seu companheiro a quera
estava presa pela redea.
A bulha da sua dupla queda na mar
confundiu-se o mugir do vento e o rugido
das vagas.
Bem I disse o pescador recuando. E
limpando na trra a arma ensanguantada,
collocou-a cintura elevando em seguida
os seus olhos para o ceu.
Mas apenas deu alguns passos na diroc-
ao do interior das trras, parou, poz-se
perar ordens para operar. Os dous lti-
mos ficar ara na borda do penhasco a alguna
passos da moita das giestas.
Un dcstes homens era mastre Eudes, e
velho pai do3 tras L i Chesnaye, e o outro
era Cabeca de Labo, aaualla que apresen-
tamos recentemante aos nosso3 letores de-
pois da chegada de Flor do Macieira 3
grutas.
Mostr Eudes fallava em voz baixa; Ca-
bega de Lobo eacutava respetosamente. O
pescador nada poda ouvir no entanto pa-
recia concentrar todas as suas faculdades
para perceber os sons que se perdiam no
o apago.
Finalmeate, o velho deu alguns passos
para diante : Cabega-de-Lobo seguio-o, e
este movimento approximou os dous perso-
nagens da mouta das giestas.
O pescador redobrou de esforgos e des-
ta vez ouviauma parte da conversagao.
Sabes, dizia m?st.e Eudes, qual o
meu poder ? Sabes que a distancia nada
para mim, quo o meu brago forte, que
a minha mao nao conhece obstculos.
Sabes que, se recompenso a raaos largas
em rae fiel, tambera rae torno urna fe-
qu
re para os que tentam trair-mo ?
Sim, mestre, respondeu Cabega-de-
Lobo atemorisado. Sei que cousa alguma
Iba impossivel.
Entao, obedeeer-me-has?
Sim, mestre !
- Sam demora ?
Sera demora !
mas infeliz de
Meriadec mora defronto e assim ficarao
separados palo edificio do fundo, onde nin-
"uara inora. Meriadec anda nao o man-
dou raobiliar.
- Realmente, murmurou a menina, o
Rosa completamente resol vida, desceu pe- carpos de um sobrado de um andar. Essa
lo adro cora Daubrac e cinco minutos de-' casa nao era nova e devia ter estado muito
pois rodavara em ura carro da praga na di- tempo inhabitada, porque as paredes esta-
reegao do domicilio do barao, quo nao es- vara coberta3 do parsitas vegetaes e o ca-
perava a visita do anjo dos sinos. A rae- ; pira crescia entre as podras do pateo,
nina havia pioposto que fossem a p, mas Eis o pavilbao que a senhora ha de
concordou com o interno, que nao quora i oceupar, disse Daubrac, indicando com o
quo os ostulaates, vendo-a passar, pen- dedo a ala esquerda dessa modesta casa,
sassera quo elle andava de passeio com a
amazia.
Rosa estava grave e pensativa carao con-
vinba na occasiao, mas Alberto alegrou a
conversa cora os seus ditos. Iaforciou so
da vida que ella passava cora o pai, das to-
jas para que trabalhava, do dinlieiro que
poda ganhar fazendo florea. Soube tara-
bem que ella perder a mili havia dez aa
nos e que ficaria s no mundo se Verdire
nao se restabeloce8so do seu ataque. E
quando elle conheceu esse passado, lmpido
como o crystal e esse futuro ameagador,
euthusiasraou-se ainda raais pela idea que
teve de collocar Rosa sob a proteegao de
Meriadec.
Diga-me alguma cousa dessa menino
que o meu amigo dcscobrio na torre deNo-
tre-Dame, disse ella de repente. Que dia-
bo fazia l esse pequeo ?
O Sr. de Meriadec nao teve tempo
de dizer me, parecia ter muita pressa do
lvalo, responleu a menina. Deraais, n3o
ousoi interrgalo. Mas, occorreu me que
esse pequeo talvez tivease subido cora a
infeliz mulher que cahio do alto da torro.
Eu nao estava l quando elle chegou o ni >
o vi.
Estou conveocido de que a senhora
adivinhou o a posto que, ra Cassette, va
ajos encontrar o pobre abandonado. O so-
nho de Mnade e fazr do seu domicilio
ura recoliiimento de orphaos. E as cousas
calbam bem, a senhora tao boa que deve
amar as criangas.
Eu as adoro. *
Pois bem I este lhe far companhia.
E 89, como desconfio, elle entrou no dra-
ma das torres...
Daubrac nao acabou a phrase. O carro
tinha parado diante de urna pequea porta
ibarta era ura muro comprido.
Chegmos, miaba senhora, tomou o
interno. A casa do ultimo
Meriadec nao muito imponente, mas a
senhor i fazia mal se a julgasse pela sua
apparencia. Entremos.
A porta n3o estava fechada chave ;
bas'.ou Daubrac dar volta na macand pa-
ra deixar entrar a menina Verdire e aeoin-
panhal a era um pateo cercado por tres
sua.
Vai
senhor dispB-a da casa como so fosse
__ E' como se rae pertencesse.
ver.
E chamou em voz que soou como um
clarira :
Meriadec !
Abrio-se logo uraa janella dreita e o
barao apparec.eu, vestido de urna especie
de habito de la grossa, que n3o passava de
ura burnous trazido por ella de urna va-
gera ao Egypto, o como tivesa levantado
o capuz desse rob3 da chambra singular,
Rosa Verdire a principio nao o reconhe-
ceu, mas elle a conheceu primeira vista,
porque o meigo rosto do anjo dos sinos es
tava na claridade.
Meriadec deixou escapar urna exclama-
nao de sorprez? e de prazer, sahio brusca-
mente da janella e correu para a escada.
__Quo dizer lhe, raeu Deus murmu-
rou a menina.
__ Nada, respondeu o interno rindo. Eu
rallara pela senhora.
Daubrac- prometteu fallar pela sua pro-
tegida e fallou muito bem, sem phrases e
sera preeaugSes oratorias.
Explicou a situagao cora clareza e bre-
vidade a Meriadoc, que tinha descido
apressadaraente para o pateo e ouvia com
prazer.
Rosa, trauqeillisada pelo acolhimento do
barao, tambera disse alguinas palavras, co-
megando por desculpar-se do pedir hospi-
talidade a um solteirao.
Meriadec nao lho deu terapo para aca-
bar o exordio. Interrompeu o para agra-
Hecer-lhe o prazer que lhe dava, cansan-
do* barSas de \ tindo od morar debaixo do seu tecto.
O interno, qua nunca perda a cabega,
propoz que se mostrasse a Rosa Verdire a
casa que ella ia habitar e \ proposito per
guntou ao amigo se o pavilbao da esquerda
estava prompto para receber uraa menina.
__Est prompto, respondeu o excellen-
te barao. L est ura menino a sabes que
escuta e, voltando se para o mar, procu-
rou sondar as trevas que o cercavam.
Uraa sombra acabava de apparecer no
lu^ar por onde tinham successivamente des-
apparucido Flor-de-Macieira a Camaleao,
isto sobre a ponta do penhasco aonde es-
tiva a corda serviado de communicagao
para as gruttas.
O pescador trepando, alcangou a moita
das giestas atraz da qual j o vimos aga-
chado para espiar Flor-de-Maeieira e em
seguida a conversagao de Camaleao e Ber-
nardo.
Anda nao estava installado no seu po3-
Ainda que elle venha ?
Ainda que elle venha I
Bom conta commigo,
tua cabega ao enfraquecerca.
Nao enfraquecerei.
As minhas ordens s3o simples e ex-
plcitas. ..
Serao fielmente executadas, inter-
rompeu Cabega-de-Lobo.
E, designando ura pesado machado que
lhe penda do cinto, apontou "para a corda.
t Ninguem sahir das grutas at que o
mestre volte I disse elle com voz firme.
Juro !
Mestre Eudes fez ura signal de appro-
vagao e deixou o seu interlocutor. Alcan-
gou o sitio aonde o esparavara os outros
horaens, que estavam reapeitosamente perfi-
lados, e depois o Ihes ter dito alguraas pa-
lavras que o pescador, desta vez, nao polo
ouvir, poz-se a carainho o todos seguiram
pala estrada de Fcamp.
Cabega-de-Labo ficara s no penhasco.
O pescador esperou durante alguns ins-
tantes, penaanio que o bandido hia, ou
reunir-se aos seus companheiros, ou descer
para as grutas; mas enganou-se as duas
supposigSes.
Cabega de Lobo n3o se moveu Assen-
tado sobre urna ponta do penhasco, a que
se segura va a argolla servindo de panto de
apoio corda, cora o seu machado na mao
direita, olhar expressivo, zombando da
terapestade quo parecia estar longa de
acalmarse, estava immovel; era impossi-
vel surprehendol o como fon* surprehendi-
do Bernardo
O pescador dava mostras de impacien-
cia.
Que faz aqui este homem ? murmu-
rou elle fazende a si proprio esta prgunta
e qual nao pode responder. Que quer
dizer a recommendagao que acaba de fa-
zer o outro que parti ? Aonde rao el-
les ? Ser alguma nova maquinado!
Iremos encontrar ainda mais algum obst-
culo inesperado ? Oh neceaaario sbe-
lo e quo este esteja igualmente em meu
poder.
(Continua).
de dor-
ha tres pegas, sendo dous quartos
rair.
Ura menino exclamou o interno. Eu
desconfiava isso, tomaste o para desma-
mal-o?
Eu te explcarei como e porque o re-
colhi. Estou certo de que has de appro-
var o que fiz. A menina taaibem ha de
approvar.
Nao me expliques nada, aei d'onde
veio o pequeo.
Contei ao Sr. Daubrac, que o serahir
o achou na galera que liga as duas torres
de Notre-Dame.
E eu, tomou Daubrac, adiviahei que
foi a mi delle que esmagou o crneo ante-
hontera na calgada do adro. Fizeste bem
de dar agasalbo a esae passarinao abando
nado, mas nao o podes couservar indefini-
tamente.
Hai de conserval-o, pelo menos, at
descobriro aasassino dessa infeliz.
Entao, decididamente, esse assassino
nao o cavalheiro que podemos prender ?
Hontem dizia-se que elle tinha sido solt.
Nao foi elle, disso estou eu certo. E
conhego o verdaaeiro culpaW. Vio na
Morgue, onde elle teve a audacia de en-
trar para contemplar o cidavor do sua mu-
lher.
Como de sua mulher!
Sim, essa miserave! o marido da
raorta a o pai do menino que trouxe para
casa.
Como sabes ?
O menino reconheceu-o na Morgue e
contou me toda a historia. Elle e os seus
parentos s3o ruasos. Tinha chegado aPa-
riz nessa mesma manha, com a raai. O
pai o esparava, firmemente resolvido a
desembaragar-se dallen.
E conseguio. Mas a justiga nao ter
difficuldade em achal-o. Supponho que j
a avisaste.
N3o, nSo poda dar lhe nenhum indi-
cio preciso. O menino ignora o seu nome
de familia. Sabe que o pai chama-se Pau-
lo Constantinowich, sua mai Xania Iwano-
woa e elle Sacha, isto Alexadre; n3o sa-
be mais nada.
E' muito curioso, 9 sera divertido
por-nos procura do patife que commetteu
e crime.
Foi essa a minha primeira idea, e se
n3o tivesse vindo hoje, eu ira propr-te que
me ajudasses nessa erapreza
J recrutei
um auxiliar, essa pintor que assignalou o
crime, Jo&o Fabraguetto.
Esse nao serio.
E' mais serio do que pensas. Tu o
julgars. Elle est aqui agora, e quando
ma chamaste esta vamos em conselho Mas
nao esquegamos que a menina Verdire es-
t exposta ao sol neaae pateo a que tem-
po de mostrar-lhe o apoaento que ella deve
oceupar.
Se eu ainda hesitasse em aceitar a
hospitalidade que o senhor tem a bondade
de conceder me, a presenta desse menino
bastara para resolver-rae, d3se vivamen-
te a menina. Hei do tratal-o como se fosse
meu.
Vamos, miuha senhora, disse Dau-
brac, ver que o nosso amigo Meriadec n3o
est muito mal installado. Tem gosto e
trouxe das suas viagens urna quantidado
de cur osidades que lhe h3o de divertir.
Roaa n3o se tez rogar para subir com
os cavalheiros urna esoada de caracol que
coraegava mesmo no pateo. N3o entrou
senao depois de ter levantado os olhos para
as janellas do outro pavilbao e pareceu-lhe
ver por tras dos vidros, entre duas corti-
nas, urna cabega de crianga que a olhava.
Fabreguatta, por seu lado, tinha chega-
do janella a os nossos amigos o encontra-
ram em p tirando a cinza do cachimbo.
Quando a meaina entrou, elle re3olvou-se a
tirar o seu celebre barrete vermelbo, que
s largava as grandes occasiSes, e com-
priraentou Rasa, executando um passo es-
corregado para a esquerda, como 03 palha-
gas da feira.
O senhor, mau caro, dase lho Dau-
brac, vai fazer-nos o favor de supprimir os
gracejos. Aqu n3o e3tamos no seu gabi-
nete de trabalho.
Socegue, senhor, respondeu o artista.
Respeito as senhoras, a j ti ve a honra de
ver a menina na sua torre do norte. f
Meriadec puxou utna poltrona; Rosa
sentou se nella e Daubrac montou era urna
cadeira da pao que o bar3o devia ter tra-
zido do fundo da Bretanha.
Era que ponto estavam ? pergantou
o interno. Paraca que deliberavam sobre
os passos a dar para por a m3o no ho-
mem que virara na Morgue. Eu sou da
expeicao. _
Eu contava com o senhor, disse Fa-
breguette, ponda os coto vellos na mesa,
junto qual tinha ae
tambera ?
sentado. A menina
)

H

f

(Continuar-se-ha.)
Typ- da Diario ra Duque de Caxiss n 42. J.

/


Full Text
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