Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16883


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Full Text

'^yjfpMgjp3k"--'. ""^St^^f^"?''*7^ I 11 '*&*.?

AIKO LU NMEBfl 39
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NAO SE PACA PORTE
Por tres mezas adiantadoi
Por Beis ditos idom......
Por um anuo :deai......
Cada numero avulso, do meimo dia.
60000
120000
240000
0100
QUINTA-FEIBA 18 DE FEVEBE1 DE 1888
PARA DEBTTRO E PORA DA PROTEVGIA
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos dem......
Por um anuo dem.....
Cada numero avulso, de das aateriores.
130500
200000
27)5000
100
DIARIO DE PERNAMBCO
tyopxithtibt ^e Jtlanoel Jigatvcoa fce Jara i SxU)ob
TELEGRAMMAS

5

i >
4
SESVIJO BA A&2HCIA 2A7AS
(Especial para o Diario)
MADRID, 16 de Fevereiro.
A (\rninlin D. l/nbol reconrlllou-
*p con D. Francisco de Amim.
PARS, 16 de Fevereiro.
0 general Billot fol nomeado em-
baUadorda Repblica Francesa em
Sao Petensburgo.
LONDRES, 16 do Fevereiro.
1 na mketinq fol convocado para do-

mingo prximo em Londre.
BERLN, 17 de Fevereiro.
O BeicbNlag adoplou urna proposl-
cao de lei tendente a urna modiOca
cao da le de mel para com o cle-
ro ratholico.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
17 da Fevereiro de 1886.
1NSTRUCC10 POPULAR
Geo^raphia geral
Extrahido
DA BIBLIOTUECA DO POVO E DAS. ESCOLAS
(Contmuafao)
AMERICA
ESTADOS UNIDOS
8000:000 kilmetros quadrados. 37.000:000
habitantes -5 habitantes por kilmetro quadrado.
Os Estados Unidas teem por limites : ao norte
a Nova Bretanha, a late o Ocano Atlntico, ao
sal o golfo e o Estado do Mxico, a oeste o grande
Ocano. A principio os Estados-Unidos eram
oonatituidos apenas por colonias fundadas pe os
europeus. Multiplicando-se as vexacoes da Ingla-
terra, comecon a manifestar se o espirito de inde-
pendencia em 17, eem 1783 a cidade de Boston
deu signa! da revolta. Dirigido o movimento por
Washington contiwwa a guerra por alguns annos,
sendo anual a iuJcpmdeneia dos Estados-Luidos
reconhecida pela Europa em 1783 ; votou-se a
constituido em 1787 e em 1789 fe Washington
eleito presidente. O governo federal, exercido
por um presidente e um eougresso. Grandes ri-
quezas mineraes.
A agricultura e a industria estao prosperase
desenvolvidas ; o commercio depois do da Gru-
Bretanha, olmais consideravel do globo. No to-
cante a cvilizacao, os Estados-Unidos estao a par
das nacoes mais cultas. A hngua oficial a n-
eleza Nao ha religao dominante. A mstrucco
publica tem-se elevado a um extraordinario grao
de perfeicao. ... ,
Capital, Washinghton, 62:000 habitantes, sede
do eongresso e resi i-ucia do presidente.
Cidades ormci.u-s: fortlan e Portsmouth
excellentes "portes. Boston, 340:000 habitantes ;
urna das cidades mais commerciaes da America,
patria de Frank'in. Nova York, 1.000:600 hab-
tantos, na in!> ira do Hadson : a cidade mais
uMOrteDte d" hm'rica pela sua grandeza e com-
u, 55o. Brook:y,i. fXW:000 habitantes Phdadel-
-U7:>)00 hbit:int-s Baltimsre, b(:U
pina.
ci de farinhas,
bitautes ; porto ; grande commerc
-te Nova-Orleans, 1'J1:000 habitantes; centro
.los productos da baha do Mresiasipi. S. Luiz,
400-UOO iiauitantes; centro do commercio da Nova
Orleans como resto dos Estados Unidos. Cincinat
ti, 216:00J habitantes. Chicago, 410:000 habitan-
tes commercio mimenso de cereaes, carnes salga-
das,'etc. S. Francisco, 250:000 habitantes, na
embocadura do Sacramento.
(Continua)
2ARTE U1T1CUL
Aetos do poder executlv
Decreto n. 9554.De 3 de fevereiro de 188o
Rtorqanua o servico sanitario do imperto
Usando da autorisaco concedida pelo art. 1,
40 n. IV do decreto legislativo n. 3271 de 28 de
setembro de 1885. Hei por bem reorganisar o ser-
vice sanitario do imperio na conformidade do re-
gulamento que com este baixa, assignado pelo Ba-
ro de Mamor, do meu couselho, senador do iin
perio, ministro e secretario de estado dos negocios
do'imperio, que assim o tenha entendido e faca eje-
cutar. Palacio do Ro de Janeiro em 3 de feve-
reiro de 1886, 65' da Independencia e do Im-
Com a rubrica deSua MagesUde Imperador.
Bario de Mamar.
REGUL VMENTO A QUE SE REFERE O DE-
CRETO N. 9554 DESTA DATA
V TITULO I
Dai repartv&c* de saude
Art. 1 Haver na corte um conseiho superior
de saude publica, especialmente incumbido de in-
terpor parecer acerca das questes de hygieoe e
alubridade geral sobre que fr consultado pelo go-
verno.
Art- 2 O servico sanitario do imperio compre-
bende-o servico sanitario de trra e o servico sa-
nitario dos partos. O primeiro ficar a cargo da
inspectora geral de hygiene e o segundo a cargo
da inspectora geral de saude dos poi tos, ambas
com sua sede na capital do imperio. Estas repar-
tieres tero por fim: a execucao do presente regu-
lamento, na parte respectiva a cada uro dos ser-
vicos, e o estudo de todos os assumptos concernen-
tes i. saude publica; para o que proponte so go-
vernoj as medidas que julgarem convenientes
cumpriro aa ordens que delle receberem.
CAPITULO I
Do conseiho superi ir de saude publica
Art 3* O conseiho superior de saude publica, se
compor dos) inspectores geraes de hygiine e de
saude dos portes, dos cirurgioes-mores do exercito
e da armada, do director e dos lentes de bygieuo e
de pharmacologia da Faculdade de Mediciua do
Rio de Janeiro, do presidente da Academia Impe-
rial de Medicina, do preside ite da Cmara Muni-
cipal da Corte, do inspector da Alfandega, do ins-
pector geral das Obras Publicas, de dous engenhei-
ros designados polo ministro do imperio, e de um
delegado medico da Santa Casa de Miseri-
cordia.
O ministro do imperio, que ser o presidente do
conseiho superior, designar um dos membros do
mesmo conseiho para substituil-o, em seus imped
menos, na direccao dos trabalhos.
0 conseibo superior fanecionar na secretaria ae
estado dos negocios do imperio.
Art 4o As sesses do conseiho superior de saude
publica se effectuaro urna ves por mez e, extraor
diuariamente, quando o ministro do imperio deter-
minar ; e aellas dervir de secretario um dos se-
cretarios das inspectoras geraes, ou um empregado
da secretaria do imperio designado pelo ministro.
Para que e conseiho possa funecionar ser mis-
ter que esteja presente a maiuria dos respectivos
membros.
Art. 5 A convooaco dos membros do couselhj
para se reunirem em sessao ser feito com a ante-
cedencia precisa para que formulem o seu parecer
por ascripta sobre o objecto da consulta, que lhes
ser communicado no aviso de convocacao ; salvo
0 caso de consulta sobre o assumpto por sua natu-
reza urgente.
1 Art. 60 Os pareceres formulados pelos membros
doconselho constaro da parte expositiva e de cou-
clusoes ; e s nente estas scrao lidas em sesso e
submettidas a discusso. O presidente dar por
fiuda a discusso quando entender que o assumpto
se acha sufficientemente esclarecido, ou a adiar, si
ossim julgar conveniente.
1 Todas as deliberaces do conseiho serio to-
madas por votacao nominal e considerar-se-hao
adoptadas as conclusoes que obtiverem maioria de
votos.
20 As conclusoes adoptadas ficaro consti-
tuindo jo parecer do conseiho, e nessa qualidade
serio inpressas na Synopsc de que trata o
art 80.
Art. 7o Das deliberacoes doconselho se lavrar
urna acta, que ser assignadapor todos os membros
presentes, declarabas das conclusoes em qne tive-
rem sido vencidos.
Art 8 No fim de cada auno o govemo mandar
publicar urna Synopse dos trabalhos do conseiho
superior de saude publica, na qual se consignarlo
os pareceres do conseiho, nos termos do art. 6 2"
e se incluirlo integralmente as resoluco.-s do go-
vemo com relacao aos assumptos uelle discu-
tidos.
Na Synopse sero t&mbem impressos, em annexo
e na sua integra, os pareceres formulados pelos
mombros do conseibo na forma prescripta no art.
6 1 parte.
CAPITULO II
Da inspectora geral de hygiene
Art. 9" A' inspectora geral de hygitne incumbe*
I. A fiscalisac&o do ejercicio da medicina e da
pharmacia.
II. O estudo das epidemias, opizsotias e moles-
tias reinantes.
'III. A direccao do servico de vaccinacu e o es-
tudo dos muios de melhoral-o e desenvolvel-o.
IV. A direccao de socoorros sanitarios aos ne-
cessitados.
V. A polica sanitaria sabr tuda que, directa
ou indirecta nente, iuteressar a sade dos habitan-
tes das cidades, villas e povoados do Imperio.
VI. A erganisacao das estatsticas demographo-
sanitarias.
VII. A orgauisacao e aperfeicoamento do C-
digo Phtrmaceutico brazileiro.
Art. 10. Na execucao destes servicos a Inspec-
tora Geral de hygiene exercer a sua autordade
por si e por meio de delegados de hygiene na
corte; e pelas Inspectoras de hygiene e seus de-
legados as provincias.
Art 11. \ Inspectora G-'ral de hygiene se com-
por de;
1 Inspector geral de hygiene;
4 Membros da Inspectora Geral;
1 Secretario medico;
1 Official da Secretara;
4 Amanuenses;
1 Porteiro;
1 Continuo.
Ter 1 25delegados de hygiene as parochias ur-
banas do municipic, 7 delegados de hygiene as
parochias suburbanas, e os seguintes auxiliares :
1 Medico demographista;
2 Pharmaceticos encarregados da fiscalisacao
das pharmacias;
4 Chmicos para )s trabalhos de analyse;
E os desinfectoros que forero, necessanos.
Art. 12. As inspectoras de hygiene provijeiaes
serio constituidas do seguate modo :
I. as provincias do Para, Miranhio, Pernam-
buco, Baha, S. Paulo e Rio Grande do Sul ha-
ver :
1 Inspector de hygiene,
2 Membros da Inspectora,
1 Secretario,
E delegados de hygiene as cidades e villas
mais importantes.
II. As provincias do Amazonas, Piauhy, Cear,
Rio Grande do Norte, P.irahyba, Sergipe, Ala-
gas, Espirito Santo, Rio de Janeiro, Paran,
Santa Catharna, Minas Geraes, Goyaz e Matto
Grosso tero:
1 Inspector da hygiene e delerados as princi-
pses cidades e villas.
Paragrapho nico. Serio nomeados pelo Go-
verno Imperial e por decreto: o inspector geral
de hygiene, os membros da Inspectora Geral, os
inspectores provinciaes e, sobre propssta do ins-
pector, o secretario da Inspectora Geral; por
portara do ministro, os delegados de hygiene no
municipio da corte, os membros e secretarios das
inspectoras provinciaes, o medico cncarregado da
estatistica Jeinographo-sanitaria e os cbimicos;
e, sobre proposta do inspector geral, o official da
Secretaria, os amanuenses e os pharmaceuticos.
Sero nomeados pelos presidentes de provincia
os delegados de hygiene as provincias, e pelo
inspector geral os deinais empregado3 da Inspec-
tora na corte.
Art 13. Os lugares de chimicos da Inspectora
Geral sero prvidos mediante concurso, a que se
proceJtr de conformidade com as instruccoes que
Inspectora organisar e forem approvadas pelo
Govetro,
Art 14. O inspector geral de hygiene ser subs-
tituido, em seus impedimentos, por um membro da
Inspectora, designado pelo governo; e os mem-
bros da Inspectora por delgalos de hygiene, tam-
ben) designados pelo governo. O secretario da
Inspectora Geral ser substituido pelo official da
Secretaria, e este por um dos amanuenses, desig-
nado pelo iaspecUr.
as provincias os inspectores de hygiene serio
substituidos pelos membros da Inspectora e, na
taita destes por um medico designado pelo presi
dente da provincia.
CAPITULO III
Da Inspectora Geral de Saude dos portos
Art 15. A' Inspectora Geral de Saude dos por-
tos incumbe:
I. A direccs dos soccarros mdicos aos ho-
rneas do mar.;
II. A polica sanitaria dos navios, dos ancora-
douros e do littoral;
III. O servico das quarentenas martimas;
IV. O estudo de todas as questes que nteres-
sem ao melhorsmento das condcoes sanitarias dos
portos.
Art 16. Na execucao destes servicos a Inspec-
tora G-'ral de Saude dos portos exercer a sua
autordade por si, no porto do Rio de Janeiro, e
pelos inspectores de sade dos portos das provin-
cias martimas do imperio, as mismas provincias.
Art. 17. A Inspectora Geral de Saude dos por-
tos se compor ae:
1 Inspector geral de sade dos portos;
4 Ajudantcs do inspector geral, todos mdicos;
i Secretario, medico;
2 Amanuenses,
1 Porteir >,
1 Continuo.
Art. 18. As inspectoras de sade dos portos
provinciaes se compoie:
I. as provincias do Para, Pernambaco e Ba-
ha, de:
1 Inspector de eaude do porto,
1 Ajudaute do inspector, -~
1 Secretar'o,
2 Guardas de sade;
II. as do Marauho S. Paulo e Rio Grande
do Sul, de:
1 Inspector de sade do porto,
1 Secretarid,
2 Guardas de sade;
III. Xas provincias do Amazonas. Piauhy, Cear,
Rio Grande do Norte, Parahyba, Alagdas, Sergipe,
Espirito Santo, Paran e Santa Catharna, de:
1 Inspector de sade do porto,
2 Guardas de sade.
Paragrapho nico. Sero nomeados pelo Go-
verno Imperial e par decreto: o inspector geral
e os inspectores de sa le dos portos provinciaes;
e, sobro propista do inspector geral, os ajudantes
de3ie e o secretario; por portara os ajudantes e os
socretarios das Inspectoras provinciaes.
Sero nomeados pelo inspector geral os demais
empreados da Inspectora Geral na corte, e pelos
inspectoras provinciaes os guardas de sade.
Art. 19. O inspector geral de sade dos portos
ser substituido em seus impedimentos, por um dos
ajudantes do inspector, designado pelo ministro do
imperio; e o secretario da Inspectora Geral por
um dos amanuenses, designado pelo inspector.
Os inspectores de sade dos portos provinciaes
sero substituidos pelos respectivos ajudantes, e,
na falta destes, por mdicos designados pelo pre-
sidente da provine.a.
titclo 11
Do servico sanitario de trra'
CAPITULO I
Das attribuices dos empregados da inspectora
Art. 20. Ao inspector geral de hygieoe com-
pete :
I. Cumprir e fazer cumplir este regulamento.
II. Corresponderse com o governo, dando parte
dos tactos importantes que occorrerem no servido
a seu cargo, nao s na cu rte como na provincia, e
solicitando as medidas que se tornarem necessa-
ras.
III. Presidir s sesaes da Inspectora Geral de
Hygiene, as qua"s, alm do seu voto, ter o de
qualidade.
IV*. Distribuir o pervivo pelos membros da Ins
pectoria, dirigir os trabalhos dos delegados de hy
giene no municipio da corte, designar as circuin-
scripcoes parochiaes em que taes delegados deve
rao servir, transferil-os de urnas para outras eir-
cumscripcoes, e expedir ordens e instruccoes s
Inspectoras e inspectores provinciaes.
V. Designar d'entre os delegados de hygieoe os
que devain proceder ao exame das amas de leite,
alterando quinzenalmente entre si o servico.
VI. Despachar diariamente o expeliente, rubri-
car as contas e despezas e as tolhas de vencimen-
tos dos empregados da reparticao.
VIL Fiscalisar o piocedimeato dos empregados
da Inspectora Geral ; advertil-os quando fal-
taren) aos seus deveres, saspendel-os at 15 das,
communicando-o inmediatamente ao ministro do
imperio, e, em casos graves, proper a demis-o
dos de nomeacao do governo.
VIII. Snperintender em todos os servicos da re-
particao, e encarrogar-se especialmente da fisca-
Isiqo do ejercicio de medicina e de pharmacia
IX. Estudar as epidemias, epizootias e moles
tas reinantes, remetiendo semeatralmente ao go-
verno as memorias que, a tal respeito, Jever es-
c rever.
X. Propor ao governo, quando julgar opportuno,
a nomea(ie, dos membros da commisso especial
que ter de organisar o Cdigo Pharmaceutico
brasileiro, presidir os respectivos trabalhos e pro
mover os melhoramentos que convier introduzir
no mesmo Cdigo, depois de organisado.
XI. Apresentar annualmente ao ministro do
imperio um relattrio dos trabalhos da Inspectora
Geral.
XII. Prestar as informaces que lbe torem exi-
gidas pela Secretaria de Estado.
Art. 21. Ao inspectores de hygiene as pro-
vincias cumpre :
I. Observar o dispcsto em os nmeros I, VI,
VIII e IX do artigo antecedente.
II Corresponder-se com o presidente da pro-
vincia o com o inspector geral de bygiene, com
muuicando as oceurrencias importantes que se
derem no servico a seu cargo, propondo as medi-
das que julgaiem convenientes e prestando as in-
formaces que lhe forem exigidas.
III. Dirigir o servido dos delegados de hygiene
as respectivas provincias, fiscalisar o seu proce-
dimento e propor ao presidente da provincia a
demisdo dos que nao cumprrem as suas obriga
coes.
IV. Presidir, as provincias do Para, Mara-
uho, Pernambuco, Bahia, S. Paulo e Rio Graide
do Sol, s sesaes da Inspectora de hygiene, as
quies tero,alm do sea voto, o de qualidade.
V. Cumprir as ordens e instruccoes que lhes
expedir o inspector geral de hygiene.
VI. Apresentar annualmente ao inspector geral
um relatorio dos trabalhos da reparticao a seu
cargo.
Art 22. Aos membros da Inspectora Geral
competo :
I. Comparecer s sesses a que forem convoca-
dos pelo inspector geral A falta, sem motivo
justificado, a tres sesses consecutivas, importar
a renuncia do cargo.
II. Ler e discutir em sessao os pareceres que
lhes forem exigidos pelo inspector geral, sobre os
diversos assumptos de sade publica.
III. Propor em sessao, ou extraordinariamente,
em oro ci ao inspector geral, todas as providen-
cias que julgarem uteis sade piblica.
Art. 23. Ao medico encarregado da estatistci
demographo-s mitaria compete :
I. Organisar mensalmente o boletim e a morta-
lidade na cidade do Rio de Janeiro, e, logo que
forpossivel, biletns trimensaes da mortalidad^
no imperio, consignando nelles todos os dados me-
teorolgicos que poderem auxiliar ou guiar a nter
pretaco do apparecimento. estado e deolinio das
endemias e epidemias, assi n como das frequencias
d certas causas de morte.
II. Estudar todas as questes attinentes de-
mographia, quer statica, quer dynamics, calligin-
do os documentos que poder obter e que servrem
para determinar o grao desanidado nos difieren
tes pontos do imperio.
III. Apresentar annualmente ao inspector geral
um relatorio dos seus trabalhos.
Art. 24. Aos pnarmaecuticos encarregados da
fiscalisacao das pharmacias e drogaras com-
pete :
I. Examinar, com a maior frequencia possivel,
as pharmacias e drogaras existentes no munici
pi da corte, indagands se possuem os livros indi-
cados na respectiva tabella, o vasilhame e os me-
dicamentos necessaros, e pronun-iando-se sobre
a qualidade destes.
II. Entregar ao dono da pharmacia ou drogara
visitada um certificado de visita, no qual te de-
clare estar o estabelecimenlo as condcoes exigi
das pelo presente regulamento, ou nao satisfazer
ios requisitos legaes, caso em qua indicara) no
certificado ai falcas ou vicios encontrados, mar-
cando prazo dentro do qual deverao ser corr-
gidos.
III. Communicar sensualmente ao inspector ge-
ral o teor dos certificados passados, o qual ser
copiado do taino rubricado pele mesmo inspector
e que ficar em poder dos pharmaceuticos.
IV. FiscaUsar a qualidade das drogas e prepa-
rados medicinaes importados, podendo, quando
houver suspsita de falsificado, requisitar da ins-
pectora di Alfandega, por intermedio do inspec-
tor geral de hygiene, as amostras precisas, as
quaes sero remettidas aos chimicos para que se-
jam analysada3 ; observando, ueste particu'ar, o
disposto no art. 26, n. XII, do presente regula-
mento.
V. Formular, do accordo com os chmicos, os
pareceres que ibes forem exigidos pelo inspector
geral a respeito dos preparados pharmaceuticos
que podem ser expostos venda.
VI. Auxiliar os delegados de hygiene nos tra-
balhos em que a sua competencia profissional for
necessaria.
Art. 25. Aos chimicos da Inspectora Gera
cabe :
L Proceder com a maior brevidade possivel, s
analyses que lhes forem indicadas pelo inspector
geral, formulando o respectivo relatorio.
II. Prestar as informaces que, sobre a ordem
dos trabalhos de analyse', lhes forem requisitadas
pelo inspector geral, indicaudo os mitvos de de-
mora, quando houver, na execucl) dos meamos tra-
balhos.
III. Auxiliar os delegados de hygiene, sempre
que assim o determinar o inspector geral.
Art. 26. Aos delogidos de hygiene cumpre :
I. Fraticar as respectivas circumscrpcoes, ao
menos urna vez por semana, a vaccinacao, revac-
c i naci e collecta da lympha vaccnica, para o que
marcaro lugar, dia e hora.
II. Remetter, sempre que fltr possivel, Inspec-
tora Geral tubos com lymphas vaccnica, para
serem distribuidos aos outros delegados que os ti-
verem requisitado.
III. Comparecer diariamente, quando designado
pelo inspector geral, no laboratorio de hygiene.
ou em outro local indicado pelo mesmo inspector,
afim de examinar as amas de leite que se apresen-
tarem, e passar o attestsdo de sanidade s que es
tiverem em condic-js de obtel-o ; fazeado o regis-
tro das amas que forem examinadas, com declara-
rlo do resultado do exame e as precisas indcaces
de nome, nsturalidade, idade, estado, numero de
filhos, tempo da lactaco, destino dos filhos, etc.
IV. Verificar os bitos occorrdos as casas de
saude, e, em pocas epidmicas, tambem as babi-
tacoes particulares das respectivas circumscrpcoes,
com scienoia previa dos moradores, fazendo a com-
petente declaraco no certificado de morte passado
pelo medico asssteote.
V. Fsclisar a observancia dos preceitos hy-
giencos na construceao das habitaces, solicitando
da autordade competente a suspenso das 'obra9
quando forem infringidas s posturas municipaes
relativas ao assumpto.
VI. Examinar com o maior cuidado as cond-
coes hygienicas das casas de saude, das materni-
dades e das hab tacos da classe pobre, taes como
corfifo, estalagens e outras, lotando-as, ordenando
as medidas convenientes, 8 propondo Inspectora
Geral o respectivo fechamento quando os defeitos
forem lasfoavvis ou quando os melhoramentos or-
denados nao tiverem sido exicutados ao prazo mar-
cado ; salvo o caso de motivo plenamente justifi-
cado.
VII. Inspeccionar, em relacao hygiene, os ar-
seaas, qmirt-.is, prises, asylos e outros etabele-
cimentos pblicos e da Santa Casa de Misericor-
dia, obtida a previa licenca das autoridades su-
psrores de que taes estabelecimentos depende-
rem.
VIII. Inspeccionar os hospitaes, casas de saude,
maternidades, cemiteros e depsitos do cadve-
res.
IX. Visitar as pharmacias, drogaras, fabricas
de aguas mineraes e de vinhos artificiaos, e quaes-
quer outras fabricas de que possa provir aamao
saude publica, ordenando a remoco das perig)6as,
o sane amento das insalubres e o emprego dos
meios apropriados a tornar toleraveis as iaeom-
modas.
X. Visitar os mercados, matadouroa e casas de
quitanda, os acougues, nadaras, confeitarias, bo-
tequins, armazens de vveres o de bebidas, verifi-
cando si estao em boas condifes hygienicas, man-
dando inutilizar os gneros alimenticios manifesta-
mente deteriorados ou imprestaveis, e submettendo
a exame os que forem suspeitos de conter qual -
quer substancia prejudicial a saude ;
XI. Visitar as estaces de Vehculos de traeco
animada, as hortas e plantos de capim, os est-
bulos de animaes e quaesquer outros lugares pu
blicos ou particulares onda tr necessaria vigilan-
cia para evitar-se a finnaeio de focos de iufec-
co :
XII. FiscalisM a qualilade dos vinhos e ora ge
ral dos gneros alimenticios importados, requisi-
tando da Inspectora da Alfandega, por interme-
dio do inspector geral de hygiene, amostras dos
que forem suspeitos de conter substancias nocivas
saude, afim de serem aualysados no laboratorio
de bygiene da Faculdade de Medicina, ou em ou-
tro local designado pelo governo, por conta dos
donos ou consignatarios. Os referidos genero3 fi-
caro retidos emquanto se proceder s analyses,
e o inspector geral marcar o prazo mximo em
que estas devem ser faltas, lindo o qual cessar a
interdieco da mercadoria; o que tudo ser com-
municado Alfandega, appcando-se aos gneros
prejudiciaes saude o disposto no art, 5'6 do re-
gulamento annexo ao decreto n. 2,647 de 19 de Se-
tembro de 1860.
XII Ter em especial attenco os servicos de es-
gotos, de illuminaco publica e do iupprimento de
agifa para os diversos misteres, examiaando, sem-
pre que houver suspeita de iosalubridade por vi-
cio nos meamos servicia, o estado dis latrinas e
dos mictorios pblicos, os encanamentos de aguas
servidas e os reser vatorios de aguas pota veis ;
procedendo, no caso de tratar-se de habitaces par-
ticulares, nos term js do art. 81 7.
XIV. Inspeccionar os estabelecimentos de in
strueco e educacao, hoteia, estalagens, e em ge-
ral os estabelecimentos em que houver agglome-
racio de pessoas, ou que por qualquer motivo pos-
sam piejudicar a saude publica.
XV. Exercer vigilancia sobre os servicos rela-
tivos limpeza das mas, pracas, vallas, ros e
praias, communcando ao inspector geral as faltas
observadas e propondo os meius de remedial-as.
XVI. Presidir s desinfecce3 praticadas em
toda e qualquer habitado por molestia transmis-
sivel.
XVII. Aconsflhar s pessoas residentes em suas
circumscrpcoes os meios de prrservacio_nos casos
de molestias transmissiveis e as precauces ceces-
saras para que estao se nao propaguem ; e dar-
lhes instrucce3 acerca dos primeiros soccorros
que devem ser prestados aos doentea de taes mo-
lestias.
XVIII. Dirigir, as suas circumscrpcoes, o ser
vico do prestacao de soccorros pblicos em pocas
epidmicas superintander no trabalho dos desin-
fectorios parochiaes que forem estabelecidos.
XIX Assignar as notas de intimacjta e de multa
qne forem dirigidas aos infractores dos preceitos
sanitarios.
XX. .presentar mensalmente ao inspector ge-
ral um relatorio do servido feito durante o mes,
mencionando o seu trabalho diario e incluindo um
mappa, organisado segunda o modelo que fr
adoptado, das vaccinaces e revaccinaces prati-
cadas, com indicaco dis resultados da innocula-
co da lympha ; sem prejuizo das communicaces
que deverao Jrgir ao mesmo inspector sempre
que houver urgencia de providencias sanitarias.
XXI. Ter na porta de sua residencia a indica-
cao do seu cargo.
Art. 27. Aos delegados de hygiene as provin-
cias compete, na parte que lhes fr applicavel, o
exercicio das attribuic -s cemmettidas pelo artigo
antecedente aos delegados de hygiene uo munici-
pio da corte.
1. as captaes das provincias, essas attri-
buices ficaro a cargo dos inspectores de bygiene
e do' membros da inspectora.
2." Os delegados de hygiene as provincias
deverao corresponder-se com os respectivos inspec-
tores sobre tocios os tactos notaveis, sob o ponto
de vista sanitario, que eccorrerem as localidades
em que servirem.
3." At o dia 31 de Outubro de cada anno de-
verao os mesmos delegados remetter ao inspector
um relatorio das oceurrencias havidas, com indi-
cacio dos melhoramentos realisados e dos que ae
tornaren) preciaos. Nesses relatnos assignala-
ro a mortalidade local, referida a suas causas, e
aa molestias mais frequentee.
Art 28. A) secretario cumpre:
1 Dirigir os trabalhos da secretaria, fazer a res-
pectiva escripturaco, redigir as actas das sesses
da Inspectora G-ra!, e organisar e ter sob sua
guarda o archivo da reparticao.
II. Servir de secretario as sesses do conseiho
superior de saude publica, quande para sao tr
d-signado.
Art. 29. Ao official da secretaria compete, bem
como aos amanuenses, executar aos trabalhos que
lhes forem incumbidos pelo secretario e substi-
tuil-o em seus impedimentos, no conformidade do
art. 14.
Art. 30. Aos outros empregados da Inspecto-
ra cumpre observar as ordens dadas por seas su-
periores.
(Continua.)
Reparticao da Polica
S-.c9ao2.a N. 148.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 17 de Fevereiro de
1836. Illm. eExoa. Sr. Participo a V.
Exc. que nos dous ltimos das foraoi re-
colhidos na Gasa de Detenso os seguintes
individuos :
A' miaba ordem, Mana Ignez Bastos, vinda do
termo do Ro Formoso, como alienada, afim de ter
destino para o Asylo de Tamarneira.
A' ordem do aubdelegaao de Santo Antonio,
Bellarmino Tavares de Alraeida e Emilia Baailia
da Cooceiso, por disturbios.
A' ordem do do 2 distrcto de S. Jos, Felicia-
no Raymuudo Noaato das Flores, Reinaldo Luiz
Camillo, Benjama Leouidas Ferreira, Bertholino
Lipe3 de Souza e Jos Mara Falcides, por dis-
turbios.
A' ordem do da Torre, Jos Francisc Gomes
da Silva, por crim^ de rapto.
A' ordem do do Arraial, Francisco Elias de Hol
landa, por embriaguez e disturbios.
Communicou-me o delegado do termo de
Corre ites, que no dia 12 do correte fizera captu-
rar o individuo de nome Vicente Ferreira de Mel-
lo, pronunciado em crime 4e turto de cavallos no
termo de Buique.
Em 11 do corrente foi preso em flagrante no
engeiiiu Vertenti' do termo de Gravat, por haver
teutado contra a existencia de Quntino Pereira
dos Santos, o individuo de nome Manoel B da Rocha.
A tal respeito procedeu-se nos termos do oque
rito policial.
No da 1 do corrente foi igualmente preso
em fltgrante no distrcto da Lagoa do Emygdio,
do termo de Correntes, p ir crime de roubo, o in-
dividuo de nome Simplicio Gomes, contra quem
abrio-se o respectivo inquerita.
Ao delegado do termo de Gravat, apresen-
tou se voluntariamente o criminoso Francisco Ca
rolino Pi Valenca, que ltimamente havia se
evadido da respectiva cadeia.
Pelo delegado do termo de Correntes foi re-
mettido ao jnizo competente o inquerito policial a
qua pro^edeu contra Joo Severo dos Santos, Vi-
cente Jos da Silva, e Joaquim Jos da Silva, p r
crime de roubo.
Tambem pelo delegado do termo de Taqua-
retinga foi remettdo ao juizo competente o inque-
rito policial a que procedeu coatrao tenente-coro-
nel Landclino Manoel de Azevedo e outros pelos
crimes capitulados nos arta. 178 e 116 do cdigo
penal.
Em data de hontem assnmio o tenente Fran-
cisco Teixeira de Caivalho o exercicio do cargo
de subdelegado do distrcto do Poco da Paaclla.
Tamaem nesta data aaaumio o exercicio da sub-
delegada do distrcto da S, pertencente ao termo
de O linda, o respectivo Io supolente tenente An-
tonio Ribero de Albuquerque.
Anda no da 8 do corrente assumio o cidado
Domingos aa Rocha Pitia, na qualidade de Io aup
pente, o exercicio da delegaca d termo de Aguas
Bellas.
- No dia 5 do corrente procedeu o delegado
do termo de Floresta a visita da cadeia existente
all, na jual foram encontrados cinco presos pro-
nunciados em diversos crimes.
Acaba de me communicar o Dr. delegado do
1 distrcto da capital, que nesta data reassamira
o cidado Antonio Jos da Costa o exercicio da
distrcto do Peres.
Deus guarde a V. ExcWin. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli :ia, Antonio
Domingos Pinto.
Commando das Armas
QDABTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBCO, 17 DE FEVEREIRO
DE 1886
Ordem do dia 73
Faco publico para conhecimento da guarnico
que e Ministerio da Guerra em portara de 29 de
Janeiro ultimo, communicada em officio da repar-
ticao de ajudante general n. 765 de 5 do corrente,
concedeu ao Sr. coronel commandante do Io ba-
talhio de infantaria Joaquim Cavalcante de Albu-
querque Bello um mez de licenca para tratamento
de sua saude em prorogaco da com que se acha
nesta provincia para igual fim.
Outro sim : que por outras portaras de 1* com-
municadas em officio da mesma reparticao n. <93
de 6 deste mea, foram mandados classificar no 2>>
batalho de infantaria o Sr. tenente Manoel da
Silva Leite, que estando aggregado a arma ri-
verteu ao quadro por decreto de 7 de novembro
do auno paisado, e acha-se na provincia do Rio
Grande do Sul e no 14" batalbo os Sra. alteres
Chrispim Guedes Ferreira e Raymundo Magno
da Silva, promovidos a este p^to por decreto de
4 do passado e que se acham na Escola Militar da
Corte; o 1 como empregado e addito ao corpo de
alumnos e o 2 como alumno da mesma escola e,
finalmente, transferidos par ." ^f"^! v"'
Ih. o Sr. alteres Thomaz D.n.a Villas Boas e Vi-
cente gao Nunes e deste batalho para o lfl o
8r. alteres Manoel Sobastio da Rocha Lins Fi-
"(Assignado). O brigadeiro, Agostinho Marque*
de S commandante das armas.Conforme.O
tenente Joaquim Jorge de Mello Filho, ajudante
de ordens interino e encarregado do detalhe.
DIARIO DE PERMMBOCO
Reirospecto poltico do anno
de 1SH&
Cont inuac,&o)
ALLKMANHA
A Pmssia tambem teve a.s .suas eleigOes, e fo-
ram as (pe se rcalisaram em Novembro para de-
putados ao Landtag. A assembla que assim se
denomina nao tein influencia real na poltica
prussiana, porque a sorte dos gabinetes nao de-
pende das deliberacoes alli tomadas. Mas com-
quunio a omnipotencia do chanceller zombe de
qiwlijuer maioria menos dcil que naquella c-
mara por acaso se manifest, a verdade 6 que
lie se inleressou vivamente na ultima campa-
nba eleitoral, como tem feito em outras. Essas
lutas anda lbe.agilam o coraijo, sempre novo,
apegar da idade, que j lhe vai adiantada e de
urna vida tao afanosa quo cheia de fortes com-
moyes. Como escreveu alguera, elle ama apo-
palaridade muito mais do que parece, e quando
aquelles qne lbe Dio dedican) afleico soffrem
qualquer cootratempo, quando algum dos seus
adversarios Doliticos vencido, o chanceller sen-
te-se tomado de verdadeira alegra infantil,
segundo a sua propria expresso.
As eleires de que tratamos nao foram um
triumplio para nenhuin dos partidos empenliados
na pleito. Posto que tivessem ganhoquinze lu-
gares, os conservadores livres e nao linea, nao
attingiram a numero suficiente pan constituir
niaioria independente e dispensarem o concurso
alternativo dos naciunaes liberaes ou dos depu-
tados do centro. Ceuto e vinte conservadores
propriaiiiiiili' ditos e oitenta conservadores li-
vres, eis os duzeutos membros da direita. Porm
cmara compOe-se de quatto oentoa e trmta e
ti' s. faltando, pois, dezesete para realisar-se a
maioria.
Convm notar anda que o ganbo de causa
cima apuntado coube inteiraniente aos conser-
vadores livres, nue de 83 que eram na penlti-
ma legislatura, passaram a ser em numero de 80
na actual, emquanto que os conservadores puros,
que antes dispunham de i'li votos, nao teem
boje mais de 120, leudo, portanto, perdi'do 12 lu-
gares.
9emelhante resultado nao poda ter desagra-
dado em extremo ao principe de Bisraarck.
Como sabido, a extrema direita do Landtag
por sso que difficil em desprender-se de suas
doulrinas feudaes e do seu intransigente cleri-
calismo protestante, lia por differentes vezes ten-
tado crear embaracos poltica do cnancelle.
cujos auxiliares mais fortes, cujos mamelucos,
permilta-se-nos a expresso. teem sido constan-
temente os denominados conservadores livres.
Destes se distinguem os uacionaea liberaes, me-
nos pela sua actual attilude parlamentar que pela
dillerenca de origem.
Os nacionaes-libiTaes eram 71, e passaram a
ser 70 na cmara recentemente eleita. Foi in-
significante' essa perda para um grupo que per-
deu quasi a razo de existir, desde que se esque-
ceu do antigo liberalismo, para entregar-se a um
nacionalismo ultra-ministerial, depois de haver
perdido, em caminlio para essa transformarlo, os
seus principaes membros, os seus chefes mais
eminentes.
O centro catholico conquistou mais dous as-
sentos : hoje dispe de 99 votos. Foi a recom-
pensa natural da inti.na e rigorosa disciplina
que nunca deixou de reinar as tileiras desse
partido sujeito habilissima direccao do Sr.
Wiudthorsl, nico adversario parlamentar do
chmiieller que pode medir-se com este.
Os progressisias ou liberaes allemes conta-
vavam 56 membros no Landtag : depois da elei-
510 de Novembro. apenas teem alli 44 represen
motas. Foram estes os verdadeiros vencidos e
s as grandes cidades poderam manter o seu
prestigio de outr'ora.
Os palacos tambem perderam quatro votos os
cmara, onde, antes do pleito eleitaral, eram re
presentados por 18 deputados. Es um resulla-
do que espanta, em vista do implacavel rigor
dos banimentos de que j nos oceupamos. e de
que foram theatro as provincias slavas da monar-
chia prussiana.
Tres guelfos e dous dinamarquezes ficaram na
nova cmara como protestos de urna nacionali-
dade ooprimida e da legitimidade violada na
pessoa do duque de Cumberland-
0 principe de Bismarck nao licou por certo
plenamente satisfeito com o resultado das eleicOcs
prussiauas, posto que os seus antagonistas nao
tivessem tirado dellas grande proveito. O chan
celler s licaria verdadeiramente jubiloso com
urna cmara quasi na sua totalidade composta de
agricultores e proprietarios ruraes grandes e pe-
queos. Segundo a sua opinio, a agricultura
nao s a primeira oceupaco do mundo, mas a
nica que nao corrompe o espirito e o carcter
Os que semeiam e cultivam a trra sao para o
principe os meliiores e mais fiis cidados do es-
tado, porque teem piedoso respeito pelo rei, por-
que acreditam em tudo quanto lhes diz o governo
e porque as grandes phrases do liberalismo lhes
resvalam por cima do bom senso como a agua por
ubre as azas d'um pato. A comparaco do propno
chanceller, que nao ha muito tempo dizia que
se lhe nao afigurava desarrazoado a promulga
gao de urna le concebida uestes termos :
Art. 1 e nico. S pode ser presidente do con-
seiho na Prussia quem for agricultor.
Em compensago, o principe de Bismarck
vota instinctiva antipathia aos parlamentares de
profisso, a todos aquelles que teem por officio
discutir os negocios pblicos, interpellar os mi-
nistros, pondo-os em contradiccao comsigo mes
mos, agitar a opinio as assemblas e na im-
I prensa, roca indiscreta, como elle qualifica, ar-



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Diario de PernambocoQuinta-feira 18 de Feverein* 1886
*

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1

fciosa, improductiva por tmeOtemia, qmeaeka
tudo mo e que faz do perpetuo desoontadamento a
melhor dat virtudes vicat.
Urna sociedadc beta organisada ser para o
chanceller allemo, aquella em que os particula-
res se consagren aos seus pequeos negocioso
agricultor a estercar a trra e o negociante a
afreguezar a sua loja, deixando o cuidado dos
interesses a maJ*m d%gMi>1ixititdo por
alguns prepostos
Cnto peina iatoleaaMces miu do munasario
S-politieos. tfczectorcs de, bellas phrases, os argnmenUdores artificiosos e asento de quaadn em quando.
importunos, os deputedos mexerapaeiros, fBCun-
dos em intrigas, creadores de difficuldades, eis
para o primeiro e, pode-se chzer. nico ministro
do imperador uilhenne as wrdadeir;i> di
gas das monarchias. Esses taes, accrescenta o
estadista, mettem-se em tudo, e e crem saber de
todas as cousas, sem sabereni de cousa alguma,
poij que sao pessoas que de nm camarote de bocea
de soena assistem ao espectculo sem tomar parte
na repretentac&o. A maior parte delles sao ao
mesmn lempo representantes do povo ejornalis-
ias.
Essas duas occuppcGes, diz o Sr. de Bismarck,
auxiliam-se njaruvilhosamente urna outra. E'
realmente cousa em extrao salisfactoria que
cada uju possa elogiar o seus discurso no pro-
prio dia em que o proftre, e dalo por extenso
em sua folha, emquauto que o do adversario ahi
apparece apenas em resumo e com os cortes eal-
teragftes do estylo. E' contra esses publicis-
tas oradores, rapazes de fallaran de nm folego
neo toras de relogio, que o chanceller dirige H
seus epiprammas mais aivrlios* e violentos du-
rante as longas sessOes do Reirhstag.
Nao coinmentainos o odio e preferencias do
chanceller. O nosso Intuito foi mostrar retrata-
do em suas proprias palavras o temperamento
poltico de um esiatisda por quem tantos etao
hrilliantes parlamentares ejornilistas daquem
e alm Atlntico manifestam os mais vivos en-
rhusiasiiios 6 sym]Hi!liias.
AUSTRIA -HOrtGRIA
O governo do imperadr Francisco Jos corae-
,(in o auno propondo a cmara dos deputados
dous importantes projectos : um destinado a aba-
lar as tendencias socialista-. ..qiieameacain a -e-
guranca publica o ontro a regular o cmprego
da- malcras explosivas 0 primeiro desses pro-
vectos reproduzio, exagerando-as, as leis anti-
-o(-alistas da Allemanli. Segundo as suas dis.
posi(,-0es, prohil)iila a existencia de quaiquer
sociedadc que a autoridade supponha formaila
com designios inspirados pelas doutrinas do so-
cialismo. As sociedades desoceorros poderao
po-uspei(as, ser submettidas a rigorosoexame,
afin de que se conheca se estaoou nao animadas
de taes designios. O funccionario publico en-
ea rregadodesse trabalho tem odireito de assis-
lir as reunii>s da aseo eiai-o. que lhe deu-in ser
annunriadas com vinte e quatro horas de ante
endemia, e u quacs poder* dissolver arbitraria
mente ou convocar, quando lhe pareca. Tain-
bem lhe ser pennittic'o examinar as contas e o
archivo da socieilade. anmillar as resoluees dos
socios, seasjulgar perigosaa, demittir as res-
pectivas directoras e emlim. sequeslrar os ha-
veres sociaes, a que aautoridade udmiiistral\;i
podera dar novo destino. As reelamaeies dos
mieressados nao tero effeito suspensivo sobre
O* actos precipitados que as tiverem provocado,
pertencendo o julgamente de taes caus;.s. em ul-
tima instancia, nio justica (MI, mas exclusi-
vamente ao ministerio io interior !
A parte penal doprojecto 6 de um rigor incri-
.el. 4) ser membro de urna assoeiacao qualiliea-
da de socialista conslue um crime, cuja pena
de tres meses a nmaono de priso, alm dainul-
tinbora a associaco teoJU sido regularmen-
te constituida. Os coritravenlnres das onieiis
que mandarem dissolver urna siciedailc tiearo
toreado- Aroesma pena applieada a todo- M
membros das sck edade- secretas que forern so-
cialistas Sao prohibidas as proprias reunies
dos partidarios do sociatisnio, azada que se rea-
osem para linseicitoraes.
gio, da parte dos partannos do actual rgimen,
e de outros que cuidam de o retrogradar para o
absolutismo, nao se poupam intrigas e boatos, no
proposito de desvirtuar a inteucio dos adversa-
rios.
. As opcoes fervilham. As noticias alarmantes
sao postas em circulacio com insistencia, os che-
f-s democratis indicados a opiniio como sendo a
verdadeira causa do m ti estar em que o pas se
extorse, e as pavorosas engenJ radas s todo o in-
stante. O preprio Sr. Sagasta, que na opposie)
dir, por retes raaaifcasUa provaafde desooaeo
(Contintta)
RE UFE, 18 DE FEVEREIRO DE HS6
noticias da Europa
O piqui-t't insl*"z Acoacag-ia, que pnsson aa*a ->
3U ti- ai iropns qu. a:caurn il Lii-
' :; du cirren-', adiaataMO ciucj di:ei is ti i
:: Alm (ai u iticms de Lisboa, constante- da ear
,i do noiso corresp .nitii iajaetda rubrica
Exterior, eis as d- mais.
lespanlia
Esereve o nosso alluilido corresp-mdent'' ea"
do correute:
A ass ifliapafl f rmudi para promover ^ rafor-
ma das pautas a'iuaneir*.s, d-cidio na sua a
reuuiij c mv itur um granJe eonaieM livie-conhi"-
-,i sai Madrid aataa aa-alaiataa daa tai
tes.
A poca ped'i ao governo que sfl ni > aarasai
a tojiar dceiaio uenhuma ieerea da dissoluclj das
corres, porquan'o crenc;:i geral que u rajnh i re
gente ter.i o seu bom suc-essu ant-s da > -ii pr -
su.nida a priaejpto; aconsrlha, aota, crl i m:-
.u m i sua exiateoeia at i procta-
ma^ao do soberano.
Eis at M..di id, sobre o julgamento do aque de Sevilha,
o qual. como nos comnauoic-iva o te'egrapho, fra
"indemnado a eito annos ie pristo e riseado do
exercito.
Terminada a mise do Espirito SUMM pmco
depois das 11 horas e meiii, pissaram os jarana M
quirtel, achando se ao miio dia constituido o con-
--Iba de guerra no local des'.iuado para esses ac-
tos. Preaidia ao conselh o general D. Tnomnz
de Reina, anrecha'. de rnpi, acompauhin o-o
orno vogae-t os brig>-.deiros Duque di AhumaJt,
Villar, Muoz Vargas, Ma.rqii'; d*; M*ncera, Cui-
de MnTrg* e Geraldo.
Comecou o julgiineQt i pala leitur i do proces-
so, em que su gasluu mais d'um* tora. A csti
parte do julgamenti ascistem apenas o conselb >, o
riscal e o reo.
< O advogado de defiza, segando as leis do
procesao militar, s entra na s Ja d p>is 11 fiuda
a leiBara.
. Em seguida, o fiscal, coronel Tenorio, leu o
se.i parecer, no qaal, simando se (firma, pede que
o Duque de Sevilha seja riseado d > exercito.
O advogalo, Sr. Carvajal, leu urna extens*
contestacSo, na qual todos os raciocinios se diri-
gem a demonstrar qie? no tacto, tal como resalta
va da* livsclaracVs das tescemaultas, ui > havia
motivo de d.dinqnenci i, se se apreciava pA is
circurostancias qne netle <;oncorreu, deveria i ri
por-se ao Duque de Sevilli i urna uorrecv" pelos
seus chafes, bastando este casrigo com os das em
que tem estado preso, para puiiicto dj crime, ca)
elle venba a provar-se.
No caso contrario a abaotvieao absoluta.
fortn depois ch ;ini los ,iar.i 1 clarar em ju-
so, os officiaes qnc ai: a^havam no quartel da guar
da com o Duque de Sevillia no dia em qae ooear-
reu o surceaso.
Apezar de todas as asseveraco -s da imprensa
ministerial, a jituacao hiterna do paii Tbinho
eontina de nal para aeior, e, a inferir da mar-
cha dus acontecimenwa, nao tardar muito ssam
torne insustentavel.
Emquanto os vari gropos rptWioaoa-ae
estoroam por m osuptegar em torno da etwatitui-
oao de 1869, otiweaeado-w a aceitarem a lula no
campo legal e preetando-se <. dispu.ar^m o sufifra-
O que trai desva rada a eoborte dos estadistas
monarchieos hespanh'.es, o Sr. Jluiz Zorrilla.
" Cousa algama parece c*piz d-4 desoanven-
eel-os das suas be I boas intenfoes. Todos oa,**or
tastos, todas as affirmaivas, teem at o presente
sido baldados. Teisaa-se em daaaniaaJ-o mem dos pronunciam^ntos, e disto nSo ha arre-
dal-os.
Nestas condicoct, a transferencia das guarni-
eres suspeitas d affectas ao caudiiho progressista,
saccedem-se ininterrompidamente; e as prisoes
na gnarnicao de Madrid traaem em sobresalto a
cidade. Por toda a parte se falla em con'pira-
ooes e em cumolices e a suDlevacao de Cartlago
na do que foi victima o bravo general Fajardo,
anda vem dar maior fundamento a taes descon-
fianzas.
Pela sua parte, as aubridades militares das
provincias do norte exercem activa vigilancia,
como ie temesseii desord-ns on sublevacoes; e_o
boato de que se espera, dentro em bre movimento militar em certas provincias meridio-
naes, circula inf istente nos circu 'S officiaes. Diz-
se mesm > que as cercanas de Oyarzan fra des-
coburto pela guarda civil um deposito de armas e
de municoes de guerra, e que numerosos agentes
carlistas percorrem as vasco: galas incitando o
pov > revolta e prognosticando Ihea urna prxima
revolucao armada. Em balde os jernaes ministe-
riaes esfrr;am-se pir extinguir a ma impresso
destas noticias; os seus empenbos teem sido i o-
fructiferos, quando nao tt-utiam exclusivamente
servido para corroborar as desconfianzas.
A noticia dada pdo Imparcial, de que os emi-
grados zorridistas se teriain iesavindo n'uma reu
nio de Montaubano, formalmente desmentida.
O jornal El Progresso foi denunciado pela sua
resposta & poca cer"a da earta que o primeiro
publicou da infante D. Cbristina, ta do tallecido
rei D. Alfonso, qucixaudo se da rainha regente,
que Ib- havia tirado a pcn-, que Ih? dava seu
sobrinho, e pedindo-lbe um lugar em quaiquer
atiri de caridade.
Parece fra de duvida, que a infanta D. Eu-
lalia depois de casada, ir para Sevilhi com o seu
marido e os duques Montpensier; que sua rmi a
infanta D. Isabel dexarl o pico; e qnt a rainha
D. Isabel ir primeiro a Munich e depois para Pa
ris, deixando s n i pMa a rainb i regent .
i Os cabecilhas carlistas Cucila ir.naos, e D>r-
roinoro pe liram ser indultados.
Na ombina^ito diplomtica nao se pode tirar
d& embaixada da Allemanha o coi I: de Benosu ir,
por exigencias.
< Telegrammas de R ma particip-im que sua
saitidade concedeu ao Sr. Cuoras a gran cruz de
Christo, a mesma com que agraciou o principe de
Bismarck.
Da combinacao diplomtica resultou o seguin-
te : Mazo, vai para Londres ; Mcrry del Val, Dar
Vieana ; Valera, para Bruxellas ; e duque de Al-
modovar, para Athenas; D. Tiburcio Rodrigues,
para Yeddo; Becerra Arm-sto, para o Mxico, e
para Rom- (Quirinal e Vaticano), Rascn e Groi-
zard. E' possivel que ainda soffra alguma modifi-
eaclo.
Os officiaes bespanh.'S internados em An-
goulme respmderam carta do Sr. Ruiz Zirrilla,
d-'eUrando que s voltario pan H>sp*nha, se fo-
rem amnistiados sem coudicoes.
> Diz se q le, cumpriol) as iiijtruccoes do go
vento, o n >vo embtixador de Hespanha em Paris,
u Sr. Albareda, pe lio ao Sr. de Freyeinet, que as
autori ladea da fronteira vigiassem oa emigrados,
que ainuio promptammto o presi lente do conselho
de ministros.
O consnl de Hespanha era Oran confirma que
os carlistas andam all tratando de recrutar gente
para a revolucio.
O govpruo hijpmhd agraeion o eardeat Ja
cobini com a ordem d > Toso de O uro.
O Liberal raeiciona o boato do hiverem fu-
trido da prisa, jirat unente com os guardas, tres
ds prineipaes cumplices dos successos rnvolucio-
no8 de Carthagena D-Jsmante-se este boato
Morreu o general Fajardo. N > seu enterro
te ve honras ae tenente-general.
Segundo alfi-man os de-tpichx ofi:iaej, os
bom ns armados que appirecenm no desfiladeiro
de Despena-i-rr-M. eram realmente btnloleiros, e
nao p istores armados que an laram em perseguicao
dos lobos, confonne sustentav.i o Liberal
Dtzera de Rima, que no p'oxim cousistorio
deve ser elev id a cardeal o actu il nuncio apost-
lico de Madrid.
Franra
A ordem do dia da imprensa franceza a quos-
i.I > du amnista repudiada pelo governo, e votada
como argente pela Cmara sobre um nrojecto apre-
sentado pelo Sr. Ito-b-fort, e assignado por alguns
membros da extrema esquerda.
A imprensa radieU mostra-se nm tantj contra-
riada com a declaraco do Sr. G iblet, feta em
nome do gstrarao e pelos circnmlo |Uios, deix*-se
preeberque a situacio d> governo nao to des-
afogada como ni principij julgara. O Temps, os
Debata a <> Sitcional incitam o governo resisten-
cia. Os d -m iis jorna-s opportunista secundam
uos.
ero o proprio Rapp'.l, orglo do Sr E louard
Lockroy s i ni ailBato aiheio contrare lade Sem
ge prmii'i'-ia- contra a deearicao ministerial,
ae ns-!li i a i i i de se procurar um aivitre que
o.'sa conciliir as aiatja. O R ulictl de S. Li-
r x d i lentieo parecer. E, m-.is Irancament todos os outros or.- is radieaes se
pronunciara ni mesm -i sentido. Roch'Jort, porm
<9?t*-mojtra-8 ressentido, e pro, oes-.' a nao desis-
tir do ana propisito, ainda que disposto a transigir
oa forma de o 1 var aeffiti :
Diz m qii-' culpa nossa e que nao consenti-
:n>< na estiniiidide de gabine'- algum escr
lie ; e accisim-nos d'isso m -smo esses que ain
i > li i poue i noi aleunhavam de ministeriaes. Pro
ni tt;ram-n >s a amnista, pedim >l-a ; eis a nossa
falta.
H&a s pr, roeam as eriaca ministeriaes por sim-
ples prazer ; mis par i oceupar o lugar d'aquelles
que s desai jain. Acaso se presumir que eu soja
homem capaz de andar busca do um i pasti ?
Nao faxia poltica, pedia apenas a liberdade da
quulles desgracades, muiros dos quaes foram seus
comp inheiros na deportacio, e n'isto apenas se -
cundava o exemplo do presidente da repblica.
E' aempr<: desagradav d ter que fallar de si;
mas, ros que, como melhor podemos, trab ilh i.nos
pala fundacao d'esta repnbbca, a qual tanto que
re-nos, sob o imperio, o que nao deixa de off -rec -r
os aun riscos, nos que por ella soffremog 4 annos
le priso e 8 de degredo, de veramos merecer al
uina crnteraplacao a um g i ver no qua se diz repu-
blicano e ao qual nunca pedim >a nada para nos.
quando pedamos algam t ciasa pira o Uros. O go-
verno desattendeu nos ; nao pode, pois, censurar-
se-nos qoi" tratemos de obter o que etle p ireco ob-
tinar se a recusar-nos.
Na reuuiao da extrema esquerda, destinada a
pr -e.isir a attitudu do grupo na questo da amnis-
ta, qual R ichefort asa istia, ficou resnlvido por
unanimi.lade de vitos, s>b proposta do Sr. Cle-
meuceau, que o grup > apresentasse um novo pro-
vecto de amnista na forma do aprsenla lo, ex-
clu ndo se porm delU os arab 's da sublevaco de
1871.
Insistir em c imprehendir os arabas na amni >
tiadizia elle3eria dar ao que desojara ri"jeital-
a pretexto com que cobrir o seu voto. A questio
d*s rabes ser tratada em separado.
Por uninimidad-, menos cinco votos (Rochefort,
Miuhelin, C.imenit, ilude e Maret), ficou igual-
mente resolvido qHe os delictos eleitoraes tives-
sem urna classifieaco difieren*j dos de imprensa,
de palavra e de reuniio.
O novo projecto de amnista por crimos polti-
cos comprehenderia assim os eondemnados da In-
ternaci nal, os le Montceau e Cyvoct.
O Sr. Ivs Guyot apresentou cmara um pro-
jecto de le supprimido as alfandegas de consumo,
cofitjn seteuU assignaturas, entre as quaes figu-
rad! os principies membros da extrema esquerda.
Os cardeaes franceses Guibert, Caverot e
Desprez, rcebispos de Paris, Lyou e Tonlouse,
oirigtram urna carta ao Sr. Julio Grvy, presiden-
te da Repblica Franceza, protestando contra as
aecusaoo a que > declaracio miuistenal faz ao
clero fraucez ; censoram, porm, os actos sotados
eommertidos por alguns eeclesiasticos, que na lata
aleitoral se esqu-ceram da moderacao qae as suas
ainda ha ponco lembrava que a igrejt nao repro-
va em si nenhuma forma de governo, accrescen-
tam :
o Esta ser sempro a regra do nosso proced-
ment para com o estado, e nao podemos permit-
tir que alguem auspeite do nosso -.mor e dedica-
cao patria.
A antiga uni> republicana o a antiga unio de-
mocrtica fundiram se n'um s grupo, com a de
nominaco deunio das esquerdas.
Por occasio da fusao, o Sr. Steeg, deputado
pelo Gironda, prouunoioi um eloquente discurso,
leflaiado as-bases doaecordo, que sio pruden-
cia, aaneoraia- e deswtaresaes.
Nn iiaaasn de 30 da Janeiro, ni senado, o Bario
ile UaasisSMn isKerpellou o. governo sobre a impu
nidadataljoaaal resadklicaoo- das Laudes, o qu il
in iiiififainm n anastiraadarnii qua muidaram
riataM3aiir. Mriaej'SM"-titkde Jiare.
^aWrn"**-. ii '"" J-j-""c". iniin o ar-
tigotistevimtaado-. <- raoarii a.-Tiolaaaia' d lin-
Ruag m do jornal realista do mesmo departa-
mento.
O senado approvon por 197 votos contra 66 urna
ni >vo de ordem approvando as exptieaces do mi-
nistro.
Italia
Prepiramoe na Italia grandes manobras mili-
tares, para as quaes serio convidadas a Hespa-
nha, a Franca, a Allemanba e a Inglaterra.
O rei Humberto dirigir pessoalmente as mano-
bras.
Indaierra
Na cmara dos communs e na discussio da res-
posta ao discurso da cora o governo havia pro-
vocado a maioria a qun, no caso de nio concordar
com a poltica ministerial, o nsse a conheeer, e
na hypothese contraria lbe dsse um apoio franco,
para elle poder com torca e autoridade com por o
sen programma.
Resp >n leu a maioria liberal da Rimara pela voz
do deputado radical Je.e Codiugs, que apresen
t ni o seguinte additamento resposta ao discurso
do tb r A cmara exprime rsspeitisamente o seu pe-
sar p ir ver que os ministros de sua tnatrnsts.de
nio annunciam a apresenticio de nenhuma pro-
videncia tendente a suavisar a sitaacao das clas-
ses ruraes e especialmente a facilitar aos tnibi-
lhadores agrcolas o obterem peqn^nos arr^nda-
mentos em facis e razoaveis condicoes, tanto no
qn re>-ieita ao pagamento, como estabilidade
do nsi-fructo.
O governo c inbateu enrgicamente o addita-
mearo, e p >z nelle a questo de confianQa poltica ;
misa cunara por 329 votos contra 250 approvon
n> derretand) assim o ministerio.
O gabinete Salisbury pedio logo a sua exonera-
cao sendo iadigi'aio para lhe succeder o Sr.
Gladstnne com o partido liberal.
A crise poltica ingiera deve influir necessaria
mente no estado de cousa? do Oriente no actual
momento, produzmdo, pelo mnos, o effeito de
addiar as dem mstragoes collectivas project idas
pelas potencias junto dos pequeos estados dos
Ralla aa
A eiin'raf i do trabin S ilisbury foi aseita
pela soberana
No dia 1 de Fevereiro que o Sr. GUdstone,
chamado pela rainha para formar o novo ministe-
rio, iria residencia real de Osborue.
No dia 30 conferenciou o Sr. Gladatone com os
chef.'s do partido liberal.
Affirma-se que o Sr. de Hartington annuio a fa-
se parte do novo gabinete.
tllemanha
O parlamento prussiano continua discutindo a
expulsa idos polacos da Prussia. O princepe de
Bismarck defeudeu com enegia as providencias
tomadas a ess respsito ; deolarou que nunca tara
cmcessoes aos polacos; que representaram sem-
pre um papel hosil AHemanka; visto que foi
impossiveJ captal-os pela benevolencia, preciso
dimiour o numero d'elles dentro do imperio e
augmentar o clem-uto .-erinanico; querendo cima
de tudo preservar de perigns a patria, aconselha-
r sempra o imperador e os governos confedera-
dos i proce l-n-in vigorosamente, nio obstante as
medido de abstruucio do reichit'jg.
O principe de Bismarck tem agora um novo
plano socialista, que est preoecupando vivamen-
te a opiniao publica na Allem-mh i.
Seguudo foi aununciado no discurso do tbrouo
pronunciado na abertura do landtag prnssano,
serio adoptadas providencias para garautir a si-
tuacio da populacio da raca germnicas n-'s pro
vincias erientaes da inraarchia.
Parece que se trata di um projecto que excede
em audacia quando o Sr. G'adstonn ter imagi
n lo para resolver questo agraria ta Irlanda.
E' o de crear urna classe de peqmnos proprieta-
rios allemes as provincias orientaes, lass i li-
berta, por sua especial organiaactio, da .suprema
ca dos grandes propriato-ios polacos e somante
collocada sob a dep mdencia directa do estado.
Para esae fira, pedir se-ha ao pirlaoi'nri um
crdito d muitos milhoes de markes, que ser
ayplicado a compra de terruos.
Estes terrenos serio divididos em parcells de
'fxtein.-io apenas auniciente para a sustentadlo de
ama familia, e cada urna d'essas parcellas ser
arrendada perpetuament i a um habitante allemo
di paiz. E' a fuudacio de verdadeiras colonias
agrcolas.
Depois de haver feito pr&ca pelas expul.-oes
em masa dos estraugeiros, o chanceller quer
preenchel a, chamaudr vida urna nova classe,
t ida compenetrada no espirito germnico, colloca-
da em situado independente perante o nobresa
polaca e em relacio intima o estado prussiano,
lirecto senhor dos terreno.
Es-e projecto nao fructo da exclusiva phanta
sia de Bismarck. Os seus tracas >>rincipaes fo-
ram apreaetitados receutemeutu n'uma liscusao
li i vida no Collegio da Economa R.iral.
Esp. ra-ae com interesse ver o aeolhimento que
os differaates partidos darn a tal projecto, se
ehe; ir a ser aprsenla do no parlamento. Hao
de verse embarazados os membros d'aquella as-
n olea que, c mdumnaud i as expulsoes dos es-
trangeiros, por outro lado nao affeicoados ao
principio das reformas s.ciaes, que o projecto ten-
de a por em pratica.
Foi tumultuosa a sessao de 28 no Rechstag,
em que se discuta a questo da expulsio dos
pdacos das proviu ias orientaes da Prussia.
A c-o n nisso, elita pela cmara, para dar pi-
rec-r sobre o projecto de cunstrucco de um canal
entre o o Mar do Norte e o Bltico, approvou
'innimemente a proposta do governo.
O imperado- Guilherme agraciou o Sr. de Ro
si, ilisincto archeologo, com a cruz da ordem do
mrito.
O interesse d'esta noticia, que a primeira vista
parece nutlo, povm do facto de haver o impera-
dor reconsiderado, por duas vezes, na eoncesso
da raerc apesai da propista do governo, por cau-
sa do desacord entre a allemanha e o Vaticino.
O giverno prussian ptopoz Suata S uro
modus vivendi sobre a questo da elucaci i do
clero.
O papa acceita, em principio, a propo-ta da
Prussia. com ligeiras modificares-
O parlamento prussian -, depois' de longa dis -
cuisio, approvou a proposta de 30 de Janeiro-do
Sr. A hembach tendente a germ.iuisar as pro
vincias orientaes da Prussia.
O centro e os polacos, que combateram a pro-
posta como dirigida sobretudo contra o catbOlicis-
ino, protestaram retirnndo-sn da sala. O asais
ti a do reino deelarou no correr da discussio qae
as intrigas polacas constitnem um perigo aeio-
nal.
Accjutua so o movimento contra o mootopolio
do acool.
Dinamarca
A cmara dinamarquesa na aessio de 7 de Janei-
ro, rejeitou, por sessenta e cinco votos, contra vin-
te e dons, a proposta do governo que sujeitar*. .ao
pagamento de direitos do importacio o assaear
os cereaes, a pretexto de proteger a industriare a
agricultura.
Oriente
E' ja conhecido o testo da nota que o governo
grego dirigiu aos representante dis diff-rentes po
tencias, em resposta ao convite collectivo que es-
tas lhd haviam feito, para o deaarmameito.
Dis ella que as qustoxs levantadas na pennsu-
la des Baikaas pelo movimento da Romelia nio ti-
veram ainda bolnco satisfactoria, e que nao come
caram ainda as negociaces para a paz definitiva;
que portanto a Grecia, em presenca de tal situacio
nio poderia desarmar e ficar desapercebida contr
as eventualidades.
Alm disso o governo grego, as circulares aos
sens agentes e per outros mos ao seu alcance,
nio tem deixado de expor o ponto de vista em que
se collocou para faaer face as_ complicacoes, que
outrem tem provocado na pennsula dos Balkano.
Segundo ama correspondencia dt Athenas pnbli
cada p r nm jornal de Vienna, apetar das man-
festacoes bellicosas da Grecia e da liaguagem pro-
fuaeces Ibes impunbam; consignam que a papa Tocadora dos seus estadistas aquella na$ao nio
romper as hostilidades por que lhe falta o di-
nbeiro.
Nio poderealisar um emprestimo avultado, que
projectra.
Foi felta urna proposta per um grupo fliilinintifl
mis em condicc5es por tal modo onerosas, que nao
poderam ser aeceitas.
Do emprestimo petriotico apenas foi subscripta
a quarta parte, e essa mesma com difficnldade.
0 etado do eseripto tambora deixa muito a de-
sejar; os officiaes sao bms e os soldados corajosos,
mas estes esto mal armados e :eem urna alimen-
taoio insuffi ente.
Ao que parece vio terminando os furores ballieos
do gabinete hellenico, nos -pases nanea acredita
ajos-seriamente porque a Greoia das nacoes que
tii-afars reeeber o que lhe do a obtel- pela forv i -
eajando um despecho de Athenas parece ter
sobseaiindo ultimampnta uro-wviraatento sbito no
gsikasaaje, parque, diz-gadecidisia. a acceder porfim
a asBade da Europa.
A manifestaco internacional que projectra, e
qual figurava ja inglaterra e a Allemanba, ea
qual a Italia ae propunha reunir foi desta vez nais
proficua qne a de Alexandria.
Justa ou injusta nio ha mais de que applaudir-
I he o resultado.

A Russia entendeu que as potencias nao de-
viam ficar inactivas perante a recusa era que os
pequeos estados das Bilkaus responderara nota
diplomtica que os c mvidava ao desarmamiento.
Por aso propoz Ihes o usarea de urna instancia
col lectiva, desta vez acompanhada de sancf) co
moninatoria.
Segundo o plano da Russia, se a Grecia, a Ser
va e a Bulgiria. segunda vez convidadas a.por
na seus exercitos em p de paz e. advertidas das
consequencias da sua nova recusa, persistirem na
aua attitude bellcosa, o concert europeu dar
mandato a tres nacoes, para intorvirem, um* d'el-
laa junta de cada urna dis pequeas estradas.
Na data das ultimas noticias, as Docencias ha-
viam j anuuido prooosta rosea, excep'o a Fran-
ja, cuja respoata ainda se aguarda va.
As inf irmacoes dos ltimos das a ruspeito da
pressiod) governo iuglez sobre o da Gracia, e a
da reunio de um navio de guerra allemo e dous
italianos eiquarda ingleza, indicara que a inter-
venc-iu foi efectivamente; res-ilvida e comee,-* a
ter execuo.
A Gre,cia mantem-se na meema attitude, e a sua
p >p '.ieai animada das mesmas tendencias belli-
cosas.
Os gregos dizem que em oit i annos teem mobi -
lis ido por tres veses o sea exercito, e que out-as
tantas vesej o tm reluzido de novo ao p de paz,
em presenca dos pedidos das potencias ; mas boje,
que toda a populacio urna forca armada, e que
essa forca est equipada como nunc estivera, nao
se poderia annuir ao pedido das potencias, sem
que a tia?ao cbamasse; sobre si a tllalo do mun-
do. Alfirma-ae que a int?n;ao do govern helle
nic i nao eomecar as hostilidades na fronteira
turca, mas aproveitar quaiquer causa do conflicto,
d.is que fcil dep irarem-ae.
Entretanto a questo da fioumeli* est sendo tra-
tada directamente entre o principe Ab-xandre e .o
governo do sullo. com asseutimento das potencias,
que a este respeito parece estarem confiada-, en
que aquellas duas entidades obrigaram a ara Re-
cord pacifico eacceitavel. Mas o principe Ale-
xandre vai j dispon lo as coisas paja a reunio
da Roumelia ora a Holgara, tendo tomado resolu-
coes tendentes a reunio dos dous governos na
ra -sna pessoa dirigente.
O Sr. Tsnaw, ministro dos negocios estraugei-
ros do principe Alexan 1ro da Bulgaria, chegou
a Coustautiuopla, sendo portador das condicoes de
paz com o sulto e do modo de regular a unio da
Roumelia e da Bulgaria.
Se s d'esta i coulico's foram j aeceitas :
S.lo as 8"guni.es :
Io O principe Alexandre representar o sulto
na R mine lis, durante 5 annos
2" O prncipe nao poder cstabelecer a sua re-
sidenciaem Filipipolis, polendo apenas, com ap-
pr iv.icio do sulto, no near para ali un goverua-
dor.
3" 0 principe Alexandie ir a Constantinopla
reeeber d is ina-is do siilti i a investidura de Mu
cbir ( feld-ra irech il ). Por do uniform' dos officiaes gm-Taei. excepto dos g-.'
neraes de cavallaria, o principe ser cralo Mi-
chir de cavallaria, visto que o principe se oppo
a usar o gorro nacional turco.
4 O principe pagar com toda :i pontualidade
ao sulta > o tributo correspoadente a Roumelia.
5" O porto de Burgos ser oceupad nnilit ir.nen
te por um Data! lio turco s ordeus do principe
Alexandre.
6o O principe renuncia a posse das aldeias ma-
l un-tanas situad.s nos montes Rhodope.
Anda nio foram adinittidas duas das condicoes,
uina das quaes estabelece que a coustituifo bl-
gara si-ja extensiva a Ko.n i ..
A Grecia responde em 31 de Janeiro nota col-
lectiva das potencias declarando que lhe rapos
sivel ceder as ameacas .das pitencias, pirque a
Grecia om estado livre.
HtviSTA DIARIi
Eletco provincialTemis mais os se-
grate; resultados da eleco provincial em 2.
escrutinio :
2o DISTBICTO
Parochia da Boa- Vista
Dr. Jos efurino Ferreira
Vellos)
Dr. Max i imano Lopes Ma-
chado
305 e 7 era separado
227
Dr Z 'ferino Velloso
Dr. t"pes Michado
Dr. Lopes M chalo
Dr. Zeferino Velloso
Graga
Poco
105
68
180
7-i
60
57
1 em sep irado
188
180
98
10
Varzea
Dr Lopes Machado
Dr. Zeferino Velloso
S. Loureneo
Dr. Zeferino Velloso 31 e
Dr. Lipes Mchalo 30
Resultado final :
Dr. Jos Z ferino Ferreira
Vellos* (C) 572 e 8 ca sspanvlo
Dr Maxiniano Les Ma-
chado (L) 565
Est, portanto, eleito o primeiro
11 niSTRICTO
Buique
Coronel Antonio Vctor
Dr. Sophronio Portella
. ermel Antonio Vctor
Dr. Amaro Fv/nseca
Aguas Bellas
Dr. Sophr.no Porteil i
Coronel Antonio Vctor
Resultado final :
Dr. Sophrouio Eutiquiano da Paz Portel
la (C)
Coronel Antonio Vctor orseia (C)
Dr. Amaro Fonseca de Albuquerque (L)
Dr. Maximiano Francisco Duarte (L)
Esto, portanto, eleitos os dous primeros.
entinarlo Eplncopal de Olinda.
A solemne distribuir)de premios no seminario
episcopal e collegio diocasan de Olinda no dia 10
de Novemhro do auno prximo passaio de 1885,
deu este resultado :
CUSSO THEDLOQICO
Dogma- Obteve o Io premio Rvd. Jos Paulino
de Andrada ; o Candido Venancio dos Santos
Jnior.Prximos ao premio JoSo Pacifico Perei-
ra Freir, Rvd. Joo Francisco Fernandes, Fran-
cisco Targino Per-ira da Costa.
toral -Obtiveram o Io premio Rvd. Jos Pau-
lino de Andrada e Rvd. Joo Francisco Fernn
des; o 2 Jeio Pacifico Percira Freir. -Prximo
ao prenio Joo Baptista de Araujo.
Historia ecelesiastiea Obtiveram o Io pr mi
Joo Edmundo de Omena e Francisco Targino
P^reira da Costa ; o 2' Joo Pacifico Pereira Frei
re Prximos ao premio Candido Venando dos
Santos J inior e Joo B iptista de Araujo.
IHreito cannico- Obt^e o 1 premio Rvd. Joo
Francisdo Kernandes ; o 2' Rvd. Jos Paulino dd
Andrade.Prximo ae premio Rvd. Joo Francis-
co Soarei do Medeiros.
CUSSO DB PSSPABAT0B108
l'Kilosophia^Prima-ro annoObtivenn o Io
premio Jos da Costa Barbosa e Marcelino Vieira
da Silva ebrinho ; o ""Honorio Hermeto de Sou-
sa Albuqaerque,'Tertuliano Fernandos deQiei-
ros < Paulo Julio de Mello.Prximos ao premio
Antonio Abdon de Albuquerque Maranho e Ge-
mimano da Costa Cavaicanle.
Segundo anno -bteve o 2 premio Joas de
Araojo Baptin ja.Prximo ao premio
CaUzans Pinhefro.
Jos de
Arithmr.ticaObteve o 2 premio Antonio Fran-
cisco de Albuquerque Cavalcaute.
Historia 'miverso/=Obteveo Io premio Tertu-
liano Fernandes de Queiroz ; o 2o Joio Guilher
me de S uza Caldas e Jos Victorino Fontes.
Qeographia Obtiveram o Io premio Joio Fer-
reira Montoiro, Jo iqm n Jos de Faria Naves So-
briuho e Joio Mchalo de Mello ; o 2 Giminia-
no da Costa Cavalcante, Jos Guedes Correia Gou-
din e Diocleciano Augusto Lobo. Prximos ao
premio Po Correia dos Santos, Ernesto de Souza
L"o, Marcelino Vieira da Silva Sobrinho e Jos
Ricanlj de Souza Albuquerque.
RhelnricaObteve o Io premio Honorio Herme-
to de Sonsa Albuquerque ; o 2 Marcelino Vieira
da Silva Sobrinho e Joas de Araujo Batinga
Prximos ao premio Jos da Costa Barbosa, Joio
Machado ie Mello e Pedro Firmino de Loureiro.
Latim Classe adimtadaPrim-ira seccSo
Obteve o Io premio G-miniano da Costa Caval-
cante ; o 2 Mtnoel Deusd Prximos ao premio Jos da Calazans Pinheiro,
Hermog'nes Scrates Tavares de Vaaconcellos e
Tertuliano Fernandes da Queiroz.
Segunda seceoObtveram o 2o premio Jos
da Costa Barbosa, Joaquim Jos de Paria Naves
oobrinbo e Po Corroa dos Santos. Prximo ao
premio Valerian > Pereira de Souza.
Classe atraza la-Segunda aeeco Obteve o
2- prenio Manoel Fontiuo Lorio.Prximos ao
pr.-nro Domingos de Souza L>o e Joa) Biptista
Vieira da Costa Bujary.
Portuguez Classe adiantadaObteve o Io pre-
mio J is Antonio de Aquiuo Ribeiro ; o 2* Auto
n i Francisco de Albuquerque Cavalcaute. Pr-
ximos ao pr.'mio Joa> Baptista Vieira da Costa
Bujary, Mreos Aprigio de Souza Santiago e Se
vero Charapaux do Farias Castro.
.Francs=01asse adiantada Obtiveram o Io
premio Joi Ricardo de Souza Albuquerqn \ Jos
Guedes Correia Gondin ; o 2o Hermogen -s Socra
tes Tavares de Vaaconcellos. Prximos ao pre-
mio Diocleciano Augusto L'>bo, Joapiim Alfr.-d
da Cista Pereira, Sabino de Souz* Cielho, Joa
t)Um Marinho di; Araujo, Antonio Fernandes de
Ohveiri, Antonio Francisco do Albuquerque Ca-
valcaute, A-lilpli) Austrielini in i Mifra, Pedro
Corre- do S.utos
Cas-c atrazula Obtiveram o 1" premio Mi
noel Buarque da Rocha Pedregulho, Bento A ne
re > Cavalcante, Jos Agripino Regueira Costa ;
o 2o 3evero CCinpaux de nejas Castro, Jo- Es
rmi i i da Ounha.Prximos ao premio Jo An-
tonio de Aqiim Ribeiro. Fedro Hestor de Salles .
Silva. Joio da M itt l C.ibr ai de Vasco-ice los.
Inglet Obteve o 1" premio Ernesto de Souz i
L'ao ; o 2" Paulo Ju.'ii d Mello, J i- Guedes
(,'orr-i t Gondin. \
A'dn primaria -Classe de aualisePrximo ao
premio Joaquim Antonio de Alueida.
Classe de arithmeticaObteve o 2o premio Jju-
qiim Antonio de Almei la.
Classe le doutrinaObtiveram o 2" premio Joa-
quim Autouio de Almeid, Francisco Gon^alves
de Almeida.
Tribunal do I liesourn nacional
Em sessao de 27 de Janeiro, este tribunal nao b>
miu conheciinento, por estarem peremptos, dos re
cursos de Jos Ferreira da Silva Jnior C.,
contra a decisi" do inspector da Thesouraria do
.VI iiinho, confirmatoria das multas impostas pela
respectiva alfaniiega, pela falta de urna caixa com
machinas de. agricultura, incluida n) manifest do
vapor francez Ville de Para e da Compagnie Ge-
neral-e Chemins de fur Brsilieni contra o despacho
do inspector da Thesouraria do Paran, que Ihes
negou a restituco dos direitos de 5 "/ de expe
diente, pagos em dous despachos de objectos des-
tinad is referida estrada.
Em sesao de 3 do correte deterio po.- equi
dade o ricurso de Henry Forster & C, agentes
dos vapores da The United Htat's & Brazdian Mail
iiteamshipi Company Limited, contra a decisio da
Thesouraria de Peruambuco, confirmatoria da al
fandega, que Ibes negou a restituco dos direitos
pigns de aeread trias reexp>rtadis para o Para, e
de que aprcseuta.-ain os respectivos documeutia
depois du prazo legal.
.\avesaco do Oilcssn para o Bra
ilDo Jornal do Commercio da corte :
L'tnos no Journal de Saint Ptersburg. de 26 de
Dezninliro :
Sabemos que o servico da linlia do Brasil
pelos vapores da frota patritica sxente ter t--
r com-co no fim de 1886, por nao ter a sociedadc
pr 'prietaria daqueila frota obtidoasubvenco que
sibcitra para custeio da referida hnha.
Como devem lembrar se os nossos letores,
chegou a ser filado o da da partida diMussia,
primeiro vapor que, procedente de Odessa, deveria
vir ao Brasil, com escala por portos de H spanha.
Noste sentido receberam se communcafoes do Rio
do Janeiro, daud, a impre.ni de S. Pot rsburg
com defi liiiva-osat 1 i o itin Tari i -1 v I -
nha e eoin razendo-se, p i- este fie" .; -. e
rara awptcioa i para as rataf m e .. .
jus imperios. Oa uoasos imtinrutnn i"1 po-
diara srr diversos dos da impr.iis* inescorita.
Brt ibeleci la um linha regular de navegaci i en-
tre OJessa e pjrtoi do Brazil, nao tardara muito
que os dous p iz a se acbassera ligados por inte-
resses mutuos de mportan:e e mmercio
A subvencao a que se refere f i'ha de S. Pe-
tersburgo, na foi silicitad.i do governo do Bra-
sil, nem poderia este concedcl-a sem a indispon
savel autorisacao do poder legislativo.
Registramos cimpezar esta uolicia, posto que
nii julguc nos peid'ua a esperanza de, mais cedo
n mais tarde, vemos fundadas activas relacoes
de coma-rcio direcd)), entre o Brasil e a Russia.
Continuada com pereveranca a propaganda ini-
ciada na Ruada a favor do consumo do caf, o
desenvolvimento deste consumo ha de acarretar a
n --i la le de importacio directa, que dispensan-
do a intervencio, agr toreosa, 4" nume.-osos in-
termediarios, dess ibrecarregue aqaelle art'go dos
pesados onus que hoje supporra at entra- no3
mercados russianos.
OITenMa ao pudorPor mandado do sub-
delegado do oUs'ncio da Magdalena, foi hmiein
vstoriada pelo Sr. Dr. Jos Joaquim de Souza a
menor de 14 anuos, parda, de nome Anua, que se
dizia offeudida em seu pudor p da ex-praca de po-
lica Jos Francisco Gomes da Siiva, casado e de
42 annos de idade.
O Sr. Dr.'ouza veriticou a offensa. O crioii
noso foi preso.
Captura de criinitio* -Em 12 do cor-
rente foi capturado, no termo de Correntea, Vi
eeute Fer-eira de Mello, prouunciado em furto de
cavallos no termo de B:ique.
Em 11 foi preso em flagrante, no engenho
Vertente, do termo de Gravat. por ter temado
contra a vida de Quutino Pereira doa Santos, o
individuo de nome Manoel Beserra da Rocha
No dia 1" foi tambera preso era flagrante no
districto da Lagoa do Enygdio, do term de Cor
r< ur.es, por crime de roub;, o individuo de ora.
Simplicio Gotots.
Oo bontem do sol, apenas a Uantou dous das s no-
ticias de Alagoas, trazeudo folhaa at 16 do cor-
rente, s
L-ai: no Diario das Alagoas de 14:
Realisou-se hourein (13) o pigannit) di u!
tima prestaco (2 coutus de r;s) dj debit de
que era oredoro major Joio Jos da Graca. fican
do assim alliviada a provincia de urna de suas
dividas de que pagava juros.
Com a extineco daqm He debito elsvou ae a
somma daa dividas pagaa no decurso da actual
administr.ico a 107:609/050, a saber:
> Ao conde Pereira M irinho, 2' e 3a
prestaepea e juros des'a a da 4" 36:340o:t >
Ao major GraQa, em 2 prestaces 50:000000
Ao c enmendador Lea i 10:5654744
. A' c unpanhia Boyal Mail 4:156*666
Amortizaco e juros de apilice 6:53,64250
A IUustracdo, desde Janeiro do cerrente anno,
acha-se cargo e direccio da importante casa
edictora de Lisboa David Corazz!; o que impor-
ta dizer, conhecidos o honrosos precedentes dei-
sa casa, que a revista seguir o seu caminho des-
assombradamente, melh .rando de dia para dia ag
suas condicoes e tornanda-ae cada vez mais apre-
ciada peloa seus leitores.
E' agente da folha, o corresponden te da casa
elictora 3VdCorazziemPernambuco, o Sr. An-
dr Domingues dos Santos, na Liviaria Flumi-
nense, ra do Biro da Victoria n. 9.
tnniversariuo -Fazem hoje 249 annos qae
teve lugar a batalha de Porto Calvo, em Alagoas,
entre portuuezes e holWudezes.
Amanh fazem 237 annos que teve lugar a
batalha dos Montes Guararapes, entre portugue-
ses e hollandezes, em Pcrnambuc--.
Tambera fazem amanh 18 annos que a es-
quadra brasleira, em evolucio contra o Para-
guay, pasaou em frente da fortaleza de Humay-
t.
Sabbado fazem 59 annos que teve lugar, na
Rep blica Argentina, a batalha de Itusaingo.
E fazem tambera, no sabbado 8 annos que Sua
Santid ide o papa Leo XIII foi exaltido o solio
pontificio.
Reanldes ociaesi -Ha hoje as segain-
tea :
D i Imperial Sociedade dos Artistas Mchameos
e Liberaes, s 5 horas da tarde, em assembia ge-
ral, para exame das contas do anno findo e dos re-
latnos do director e bibliothecario do Lycco de
Artes e Officios.
Da Irmandade da Conceico dos Militares, s 5
hoias da tarde, no respectivo consistorio, para
eleicao.
D> Club Carlos Gomes, s 6 c 1/2 horas da tar-
de, em a8scmblt gorai, para eleico.
D. Associaco Commcrcial Agrcola de Pernam-
s 11 horas do dia, era assembia geral ex-
traordinaria, na respectiva ade.
I..pillarn ewcrava da Paraiirlin
SegU'ido estatistica recentemente organisada, exis-
t ira nesta provincia, a 30 de Janh prximo pas-
sa lo, 18,318 escravos, aasitn classificados pir sexo :
Do sex i maaenlin i 8,474
l> sexo tem nmo 9,844
Em 1873 acliavam-se m it.ricidados ni provin-
<:i i 27,651 escravos. Desde aquella pica, por-
r ni- ', diminuio de 9,313 almas a pooulaco eaora-
va ia Ptrar.yba, estmando-30 que nio menos de
3,000 escravos foram exportados da provincia.
Popa'aco eicrava das Alagoast
Estatistica recentemente organisada regntra o
seguinte raovimsnto da p>pulac>I> escrava das
A ag is, desde o eaeerramento da m itrtcula s -
pecial (30 d .S timbro de 1373) at 30 de Junho
do anno prximo pi asado :
Escravos inscrip 13 ma matri-
cula especial
Butradaa des le entio uos rti-
35,040
versos municipios
Shi los no mesmo p-Todo
Maior numero de sahidos
Popular;". matriculada e aver-
bada
Do periodo cima in-ncionalo
diminuio aqnell* populacio
pelas 3eguintes causas :
bitos
Alforrias
Total
Populacio a 30 d'junho ultimo
7,284
10,482
3,138
31,902
3,761
3,039
6,800
25.102
a mesma po-
n 1 liv:dindo-se do seguinte mol-.
polaei) em relacao aoa sexos :
Do sexo masculino 12,748.
!). sexo femenino 12,354
Ai 3,039 alforrias classificim-sc do seguinte
modo :
Pelo fundo de cmancipsfio 625
A titulo oneroso particular 967
Por titulo gratuito particular 1,447
Com r-dacao s ida 1 's foi assim clasaificada, se-
gnn lo as indicaQoei da matricula, a populacio es-
erava existente -i 30-de Junho prximo passa lo :
M-m res de 21 anuos
Do sexo masculino 4,806
Do sexo femeniu i 4,958
De
Do sexo masculino
Dj sexo femenino
Total
21 a 60 annos
Total
Maiores de 60 anuos
Do 8exo masciilini
Dj sexo femenino
Total
9,764
14,035
774
529
1.303
107:6094050
Acharase incluid n 11 -ste total s abatimen-
tos fetoi pelos ere lores L-o e Mariuho na im
psrunci-i de 1:3434334.
L-e no Trabalho :
Pessoa fidedigna informa-nos que, no da 16
de Janeiro, iucendiara-ae a fabrica de descaro? ir
alg >do do Sr. caiitlo Tocias Rabello Leite, de
Sant'Anna do Ipanema.
Ignorava se aiuda.a origen do incendio, at-
tribuindo-se a caso fortuito.
OS. Francisco at o presente nio teve ch ;ia
conveniente como nos annos passados.
ir Su assim coutinuar, nio teremos safra de ar-
roz e outros cereaes que costura-.} p antaram-se
as vas -otes.
< Contn.ua a aecc* Os habitantes do ceutro
esto sentindo falta d'agna p ira o consumo.
Se nio chover j e ja, passaremos por serias
prowicoes.
4 Illuntracoiecebemos. o l^numiro do
S anno desta revista, destinada ao Brasil e Por-
tugal, folha illustrada.com finlssimas gravuras, e
bnm redigida e abrilhantada com eicellentes arti-
gos litterarios e artsticos.
R leva notar qj : ue=ta estatistica foram con-
teiuplides em sua auti.:: c ndifao de escravos oa
maiores de 60 annos, por se refer rom os dado3
suprameiiciouados 30 de Junho du naa prximo
passado. poca anterior a promulgacao da ultima
tai de 28 de Setembro.
A descendencia livre da popul-.i^ao eierava dus
Alaga-1 era representad, a 30 de Junho. por
8,258 individuos, a saber :
Dj sexo masculino 4.142
Do sexo femenino 4J116
aasi-n classificados por cathegorias de dadei :
Menores de 8 annos 4,195
Maiores de 8 minos 4,063
Mojtr.iuj estes algarismoi que a popala^Su es-
crava das Alagis, toada diminuido' di 6,300 al-
111;-, por effeito de bitoj e alforrias. no perodo
decorrid'de 3" de Setembro do 1873 a 30 de Ju-
ubo d" 1884,.feria augm utado de 8,258 almas ao
mesmo periea se a lei de 28 de Setembro de
1871 nao houvesse decretado a liberdade dos nas-
cituros de ventre estrave Melhor elogio nao po-
deria ser J 111 a este acto legislativo, se ainda
tosse necessario por lhe em relevo a sabia pre-
viso.
Reforma municipalNe intuito de pre
pirar bases para urna reforma de qu ,nlu .rece
a municpalidade, expidi o Sr. minis ro 'lo im-
perio os seg'iinttfs avises em data de de 5 d t Fe-
vereiro:
Mu. e Exm. Sr.Tendo resolvido nomenE urna
commissao composta do Bario de Parut;apiacaba,
naqnaldade de presidente, do sub direct r lia Se-
er-t .ra de Estado do Ministerio a meu cargo Ni-
colao ICidoai c do 1 escripturario do Ttiesouro
Nacin al Joaquim Isidoro Simoes, para de accordo
com o presidente da liiraa. Cmara Municipal, pro-
por, entre outras providencias que entender con-
venientes pora o in.dhorainento financeiro c equili-
brio do or$amento municipal, medidas que teu i m
a dotar a municpalidade da corta dosjnoios ne-
oessaros para acudir aoa servidos que a lei de Io
ie Outubro de 1828 lhe incumbi, alguns dos quaes,
por iiisuffl-i-ncn da respectiva renda, ten sido
tefeos custa do Estado, be.-n como para apresen-
tar um plano geral da reforma, nao a do escrip-
barapSo da receita e despeza, approxim ido, quanto
pwsivel, do que est adoptado no Toeeouro, mas
tambera dos regulamentos das diff,n utes repar-
tio3u da Illma. Cmara; rogo a V. Exc se sirva
perm-ttir que 03 dous funecionarios subordinados
ao Ministerio da Fazenda aceitem essa incumben-
cia que Ihes dada, sem prejuizo do exercicio de
seus caraos,
D -uo guarde a V. ExcBardo de Samor
A S. Exc. o -r. ministro e secretario de E lado
dos Negocios a Fazenda.
Snd> urgente dotar a municpalidade da
corte dos meios necessarios para acudir aos serii-
Qos que a lei do Io de Outubro de 1828 ihe incum-
bi, alguns dos quaes, por insofflcieneia da respes-
ti- a renda, te 11 sido 'eit.is custi d; Estado, e
prot-ndendo o governo subme'ter onsid-ra^ao
da Asssemblsa Geral, na sua prxima reunio, um
proj seta de iei ness; sentido, resol ri nomear urna
comm'ssao, comuosta di IJarao de Paranapiacaba,
na qualil .1 le de presidente, do sub director da Se-
cretaria de Estado do Miuisterio a meu cirg Ni-
colao Midosi e do lc escrjpturario do Th -souro
ffactoual Joaquim Isidoro Simoes, para de accordo
co n V. S prepor as medidas tendentes conse
cacao d-sse fim, de-vendo a commissao indicar
quaes as modilicacoes a fazer na actual tabella dos
irapestos municipaes, e quaes as contribuicoes que
se devera crear, aoreseotar nm plano de reforma
da escripturacio municipal sobre receita e des-
peza, aporoxlmado, quanto possivel, do que est
adoptado no Taeaoaro Nacional, organiaar regula-
in ntos para as diversas reparticoes da Klnia. C-
mara e 8Ugerir finalmente qnaesqder outraa
providencias, que entender eoveniente8 para o
mel lorameoto financeiro e equilibrio do orcamento
municipal.
Oerto do patriotismo de V. S., o governo im-
*.

y
o

/
IBBELJ
-A


Diario d<* FernambacuQuinta--feira 18 de Fevereiro de 1886
*
>


penal apera que V. 8. pr -atar c >miniasao todo
o auxili > para o bota desempeahj do servido de
que incumbida no interesse da administrars
municipal.
Deug guarde a V. ti.Bardo de Uamor.
Sr. presidente da Illma. Cmara Municipal, a
< Sendo urgente dotar a municipalidade da
corte do meios necessarios para acudir aoa servi-
cos que a lei de Io de Ontubro de 1828 lhe incnm-
bio, algum dos qnaes, por insuficiencia da respec-
tiva renda, tm sido ieitos custa do Estado, e
pietendendo o governo submetter cousideracao
da Assembla geral, na sua prxima reunio, um
projecto de lei nesse sentido, resolv uomear urna
eommissao, composta de V. .8., na qualidade de
presidente, do sub-direetor da Secretaria do Es-
tado do Minist"rio a mea cargo Nicolao Midosi e
do Io encripturario do Tbesouro Nacional Joaquim
Isidoro Simoes, para, de accordo com o presidente
da Illma. Cmara Municipal, propr as medidas
tendentes eonsecuco desse fim, devendo a com-
missao indicar quaes as modificacees a fazer na
actual tabella dos imposto inunicipaes, e quaes as
contribuicoes que se devem crear, apresentar um
plano de reforma da escripturacao municipal sobre
receita e degpeza, approximad i, quanto possivel,
do que est adoptado no Tbesouro Nacional, orga-
nisar regulainentos para as diversas reparticoes
da Illma. Cmara a suggerir finalmente, quaeoquer
outras providencias que entender convenientes
para o melhoranento financeiro e equilibrio do or
cauento municip.l.
Certo de seu patriotismo e da sua proficien-
cia, tantas vezos manifestada ra circumstancias
anlogas, espero que nao recusar prestar umis
este servivo causa publica.
Deus guardo a V. ti.Bardo de Mamor.
Sr. Brao de Paran placaba.
Na mesma conformidade e data expediram-se
avisos aos Srs. Nicolao e Joaquim Simoes.
Hciii'ho de Imageni Na capella de S.
Miguel de Afogad, procede-se,. amanha, pelas
5 horas da tarde, a beucao da imagen) do Senhor
dos Pasaos, recentemente encarnada por conta da
Exma. Sra. D. Francisca dos cantos Araujo, bem-
feitora da mesma capella. (
Kru transitoO paquete Mondeoo levou
ante-hontem para a Europa 130 passageiros, en-
do 17 tomados em Pernambuco.
DtnheiroO paquete Mondego trouxe par*:
English Bank 270:000*000
O mesmo paquete levou para
Portugal
Inglaterra
O paquete Cear trouxe para :
Amorim Irmos
Bernardino Lopes Alheiro
Pereira Paulo
A. A. dos Santos Porto
E. Goetschel
UMlftesFHi ctuar-se-ho :
Hoje :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas,
Impeador n. 22, de predios.
Pelo agente Modesto Baptista, As 11 horas, na
ra do Bom Jess n. 19, de movis, loucas, etc.
Amanb :
Peo agente Pinto, s 11 horas, nos Affl ctos,
em frente capella, de movis, loucas, vidros,
etc., etc.
Pe'o agente Gusmo, s 11 horas, ra do Mr-
quez de Olinda n. 1S, de Mapas fetas, bsnagas e
mais outns artigos.
Pelo agente Alfredo Guimares, s 11 horas, no
armuzein do r. Aunes, de presuntos e touciuho.
Lotera* da corte Eis os ns. mais pre-
miados no aorteio.de 3 de corren te, da 2a parte da
26* lotera (195 A) em pro do Instituto dos Meni-
nos cegos e sardos mudos :
pasmos di 100.000*000 a 1:000*000
4818
13691
8567
2025
9766
4117
4261
4318
10O48
12169
12352
4817
4819
13690
13692
8566
8568
2024
2026
9765
9767
Arraoxiuooms
4%
3334
2429
328
44
10:J00#00O
5:000*000
3:000*000
2:000*000
150*000
na ra do
374
1495
3931
4520
116
261
487
529
624
658
754
1369
1496
4719
4869
5443
6690
1746
1872
2405
2668
2832
2902
3532
3673
3915
100:000*000
20:000*000
5:000*000
2:000*000
2:qOO*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1.-000*000
1:000*000
1:000*000
8:000*000
6:000*000
4:000*000
4:000*000
3:000*000
3:000*000
3:000*'!00
3:000*000
PttEMIOS DE 500*000
3631 4773 7743 10051
4137 4900 8410 10999
4183 5263 8915
PREMIOS DE 200*000
7519 8380 11204 12004 13610
7687 9227 11352 13012
8184 10138 11755 13033
8236 11044 11626 13079
de 100*000
errarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes de
Capibaribe a. 28. N'este grande estele
cimento, o primeiro da provincia n'oste ge
ero, compra-se e vndese madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assira como sepreparam obras
de carapira por machina e por precos sem
competencia.
3H.1.S
4068
4208
4351
4613
5000
5237
5416
5998
6279
6525
6699
6*97
7085
T 02
7273
7573
7600
9349
9375
9905
10162
10277
10840
111 s3
11397
11856
11885
11923
12044
12933
li.945
Wa* fnebres-Serio celebradas :
Hpje :
A"s 7 /2 horas, na matriz do *nto Antonio, na
Penha, na capella do cemiterio de ^anto Amaro,
e na capella .lo engenbo Amaragy, p. r alma de
D Joanna Barbosa de Arauj ; s 7 Ifz horas, na
Santa Cruz, por alma d: Ga ld:uo Pi dos San-
tos ; s 9 horas, na capella da Conceieo de Joo
de Barros, por alma de Francisco Cavalcante de
Albuquerque Lius.
Amauh :
A's 8 horas, no Corpo Sanio, por alma de "aty-
ro Posthumo Tavares Cordeiro ; s 7 horas, na
matriz de Afogados, por alma do coronel Manuel
Joaquim do Reg Albuquerqu ; s 11 horas, na
inatrz d Boa-Vista, a cap 'lia do engenho S. Ber-
nardo em Pao d'Alho, e s 7 na matriz de Santo
Antonio, por alma de D. Iguez Maranbo d'Albu-
querque Lima ; s 8 horas, na matriz da Ba-Vis-
ta, por alma de D. Lucrecia (.'andida de Souza
Ugel.
PaNwageiroN -Chegados de Fernando de
Noronha no vapor nacional S. Francisco:
Capito Jos Caetano de Souza Cousseiro, sua
senb'ira, 4 Glhos e 1 criada, Jos A. Correia de
Mello, sua senhora e 5 filhos, Guilhermina Mara
da Conceieo, alferes Serafim Jos do Valle, sua
senhora, 5 filbcB e. 1 criado, gueda Mara da Con-
ceieo e 1 tilli), Joanna Mara Magdalena, Auiri
M. da Conceiclo e 1 filho, Mara C da Conceieo
e 1 filho. Donata M. da Conceieo, Jjanna M. da
Conceieo, cadete Arthur B. Carvalho, 50 pracM
de lnha, 15 mulheres e filhos dos presos e 32 sen-
tenciados.
Chegados dos portos do sul no vapor nacio-
nal Sergipe :
Joo Das de Olveira Jnior, Guilhcnne Nabn
co Macil, Amado S. Silva Monteiro, Dr. Manoel
Villas-Boas Patory, Caetano de Almeida, Caetano
F. M. da Conceieo, Manoel da Silva, Jos B# dos
Santos, Francisco A. LeSo, Bento Jos 6. Musta,
commendador Manoel da Silva Mua, sua senhora
e 1 filho, H. Hayne e sua senhora, John Smith e
Pedro B. de Barros Pinto.
S. hidos para o sul no vapor nacional Per-
nambuco :
Pedro Vendaval e sua senhora, Fre Jeronymo
Montefiore, Mara da Rocha, Adeliao G. oa Silva
Rodrigues, Salvad de Canovaos, Anta Emilia de
Jess, 2.* lente da armada Antonio de Barras
Brrelo, ten-nte Th maz A. da Silva Loureiro,
Castor Jos de Castro, Hamilton Heitor, Jorge
Asfoura, Miguel Andar e Adolpho Banke.
Chegados doa partos do sul ni vapor nacio-
nal Mondego :
Luis Cintra, Joaquim Olveira Maia, sua senho
ra, 4 filhos e 2 criados, Joo de Barros, sua se-
nhora, 1 filhi e 1 criado, Jos R. Peres, Joao Pe-
tes, Annibal Falcao, Nobrega de Vasconcelloe,
Alfredo Falcao, Casimiro D., Traballi Q., Manoel
B. Vital, Dr. Joo Jos Das de Faria, Francisco
C. Emerenciano, Dr. Antonio Carvalho, Bonifacio
C. C. Lima, Rodolpho I. dos Santos, .'os Garca
Pacheco, Henrique Pinto de Almeida Castro, Dr
Joo Candido Dantas, Mr. Frank Dennis.
Sahidos para a Europa no mesmo vapor :
Domingos Jos da Silva e S, Jos Lucas de
Souza Jnior, Emilio (i. Peres da Silva, Jos A.
Soares de Azevedo, Narciso A. Correia, Luis Ro-
drigues Trancoso, Eduardo da (iraca Pereira, Mi
nervina, Joaquim da Richa, Jos Mara Sarment
de Figueiredo, Gruseppi Mariglia, Fritz Kall, H.
Madsen, R. H. Conolly, J. W. Willes, Ricardo
Cordeiro de Miranda..
Chegados da Europa no vapor inglez Acon-
cagua:
Jes Vaz Amoedo, I. dos Santos Roado, Fran-
cisco Autinez, A. R. Azevedo e 1 filho, e Joio M.
Costa.
Sahidos para o jul no mesmo vapor :
B. C Lima, R. Luelbe, J. W. Ryaujjcr, T. Jal-
mstau.
Chegados dos.partos do sul noivapor nacio-
nal Cear :
tioierla da proi Inda-Quinta-feira 18 de
Fevereiro, se 'extrahir lotera n. 38, em bene-
ficio da Santa Casa de Misericordia do Recife.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora Ha
Conceieo dos Militares,-se achario expostas as
urnas e as espherxs arrumadas em ordem nume
rica, apreciaco do publico.
Lotera do Cear-Por telegarmma rece-
bido pela Casa da Fortuna, sabe se que na lo-
tera dessa provincia, exlrahida hontem (17, forana
premiadas os aeguiutes nmeros:
10.532 100:000*000
7.329 20:100*000
979 5:000*000
Lotera de Mcele de OOtMOAooo
A 16* parte da 11 lotttria, cujo premio granJe
de 200:000*000, pelo novo plano, eer extrahida
imprcterivelraente no da 23 de Fevereiro, s 11
horas.
Us bilhetes acham-se a venda na Feliz Casa
prava da Independencia ns 37 e 39.
Lotera Extraordinaria do Vpi-
ransraO 4 e ultimo sorteio das 4* e 5a series
desta importante lotera, enjo maior premio de
150:000*000, ser extahida a 9 de Abril.
Lotera do RioOs bilhetes da 3* parte da
195, d> novo plano, do premio de 100:000*000,
acham-se venda aa Casa Felii, ra Primeiro
de Marco.
Mercado Municipal de H. Jom. <
movimento desta Mercado no dia 17 do corrente,
foi o seguinte:
Entraran) :
28 b;is pesando 3.197 kilos
470 kilos de pcixe a 20 res 9*400
37 taboleiros a 200 res 7*420
9 cargas de farinha a 200 res NW
16 dit >s de fructas diversas a 300
res 3*200
14 Suinos a 200 ris 2*800
Foram oceupados :
19 columnas a 600 ris 11*400
44 talhos de carne verde a 1*000 44*000
20 ditos de ditos a 2* 40*000
42 compartimento-, de raiinha e co-
midas a 500 ris 21*000
63 ditos de '.eguraes a 400 ris 25*200
16 compartimentos de suino a 700
ris 11*200
15 ditos de tressuras a 600 ris 9*000
desta provincia. Felizmente pder esta
orgulhar-se He ter no seio do parlamento
brasileiro um dos seus brilhantes ornamen-
tos.
Vergniaux.
TOBUCACOES A PEDIDO
BlelfSo do dlstrlefo
Procedeu se ante-hontem ao 2o escruti-
nio para a eleicao de um deputado As-
sembla Geral pelo 2a distrito desta pro-
vincia. Dos competentes editaos se verifi-
ca ter obtido o Sr. conselheiro Theodoro
850 votos e 13 em separado, o o Sr. Dr.
Jos Mariano, 830 votos e 7 em separado,
conseguindo este em relacS ao primeiro
urna maiorit, apparente de 30 votos.
Este resultado por si s bastante para
surprender o pnbliuo desta capital Como
admittir qne em pleno dominio da situa-
cao conserradora destinada a reorganisar
o machinismo do governo e da administra-
rlo, a restabelecer as nossas finanzas in-
teirameute arruinadas, desenvolver a nossa
agricultura o coipmerjio quasi de todo ani-
quilados, levantar o nivel moral da nossa
aociedade completamente abatido, inspirar
o amor ao trabalho e o respeito proprie-
dade, lovantando desta sorta os nossos
crditos no estrangeiro, se tinha recusado
o digno eleitorado do 2" districto a tleger
como seu representante o Sr. conselheiro
Theodoro, o eximio parlamentar, o presti
noso'cidadSo que tantos e tXo relevantes
serviciis tem prestado ao paiz e sua pro-
vincia, benemrito ex ministro digno re-
terendarn de urna lei da extinecao da
iba te servil no Brasil ? Como admittir na
poca presante, quando a soberana popu- irahj'ba do \'or(c
lar brada de todos os pontos do imperio dejo SR. PRESIDENTE DA PARAHYBA E O EX-
modo selemne o unisono um voto eloquen-1 promotor publico da comarca de
Despedida
Embarcando hoje com meu pai para o
termo de Leopoldina, nesta provincia, on-
de vou exercer o cargo de juiz miini-ipal
e de orphaos, e nao podendo despedir-mo-
nos pessoalmente de todas as pessoas que
nos honram com suas amisades, assim o
fazemoe por meio da imprensa, pedindo Ihes
desculpas e offerecendo-lbes all os nossos
limitados prestimos.
Recife, 18 de Fevereiro de 1886.
Manoel Ferreira Escobar Jnior.
Programma da testa de \ossa
Senhora do Monte, em Olind
Na tai de de sabbaao, 20 do corrent-, levantar-
se ha a bandsira da Excelsa Senh-ra do Monte
com acompanhamento da msica do 2." batalho
de infantera, seguindo se a ladainha solemne pela
orchestra, sendo os versos cantados pelo eximio
maestro Polycarpo Soares Braga.
Anos a ladainha queimar-se-ha um lindo fogo
artificia! preparado capricho pelo artista pyro
thenico Francelino Mello.
Ao romper da aurora de domingo (21) urna sal-
va real de vinle urna bomba e varias gyrandolas
de foguetcs fendero 03 aros annunciando aos fiis
e devotos da Virgem do Monte, que chegado o
dia de festeja! a.
Haver s 10 horas da manh, missa cantada,
pregando por essa occasio o insigne orador sa-
grado Rvdro. padre Audrade.
A' tarde tero lugar no pateo varias folgancas
para entreter o publico, s-ndo que entre ellas ha-
ver o famoso man do ce>, que tanto hilaridade
costuma provocar.
A' note ser cantada a ladainha solemn", quei-
mando-se, em seguida um sorprehendente fogo ar-
tificial com o qual terminar a festa.
O pequeo arraial achar-se ha vestido de fblha-
gem e ornado de flmulas e bandeiras. Tocar
tarde e a noite a banda marcial do 2. de infan-
tera .
LABORATORIO HOWUCOPATflriCO
DE
FREDERICO CHAVES JNIOR
MEDICO E PHiBMACEUTICO HO1KXOPATHIC0
Ba do Baro da Victoria n. 39, 1. andar
te de inteira adbe3ao > situajao nascente,
o eleitorado do 2o districto, que representa-
em parte a mentalidade da distincta asto-
cincSo pnrnambucana, um pronunciamento
das urnas cintra a conspicuo peraambuca-
ne e um dos mais prestrnosos batalhado
res da phalange conservadora ? Como ad-
mittir semelhante resultado em um pleito
eleitoral, quando o contendor que se apre-
sentou ao eleitorado no dispou de ttulos
nem de servicos que o recommendem, dis-
tinguindo-se ao cootrario por um espirito
inrequieto, um genio turbulento e desor-
d'iro, cara-ter petulante, sem escrpulos
para conseguir suas prctengSes, quando
mesmo injustifi'.iaveis, inconherente, ridicu-
lo seu porte e incorrecto nos oosturaes ?
Em presenca do resultado geral obtido
no grande pleito eleitoral cerno explicar
semelhante anomala em relaclb ao 2o es-
crutinio do 2o district? E' o que vamos
O 2o districto eleitoral desta
R
izer
Deve ter sido arrecaiada neste dia a
quanta de 187*500
l'recos do dia:
Carne verde a 520 e 320 is o kil .
Suinos a 5'X) e 600 ris idem.
Cameiro a 800 e 1* ris idem.
Fainha de H40 a 320 ris a cui
Milho de 240 a 460 ris idem.
Peijao de 640 a 1*280 ris idem.
Maladouru Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 82 rezes para o consu-
mo do dia 14 do corrente mes
Medico
Conanlforio meiliro rirargiro do Or.
Pedro de tlah> ra da (loria n. SO.
Jo&o J. .\I, da Paz, Alfredo da Silla Mallo, Jos
Farias, Jos Mara do Nasciineotu, Prudencio dos
Santos Costa, Henrique da Silva, Dr. Ricardo A.
Cruz, sua senhor e 2 filaos, D. Helena Mt da Fon
seca e 2 filhos, Dr. Victorino de Paula Ramos, Dr
Paul no Lopes da Croz, Mara V.rgin a de AJ n-'
qnerque, Cyrio Pcdroza, Arlindo B. Leond, Adol-
5lio Gentil, t.ua senhora e 1 filho, Firmino (criado),
uvenal da Silva Pinto, Justiniano Veira, Virgi-
lio Barbosa, Pedro R. Bittenconrt, Bonifacio A
Rocha, Dr. Manoel da Silva Lima, Dr. Horscia L.
Doria, Bernardino de Vasconcellos, Isidorio Jos
Gri noaives, Eulalia M. da Coneeicao, Joo de Sou-
za Marques, Jos A. dos Santos, D. Leopoldina T.
Vedigal, D. Olivia T. Vedigal, Manoel Ferreira
Lopes, Jeronymo de Olveira, Manoel C. de Ol-
veira Mendone, Candido K. dos Rantos Jnior,
Padre Manoel Francisco de Souza Lima. Augusto
de Almeida, \V. Lins, D Luiza de Mello Lins e 1.
fi'.no, e Joaquim de Almeida.
Cas de iteteocsH Movimento dos pre-
sos no dia 16 de Fevereiro :
Existiam presos 384, entraram 8, sahiram 11,
ezistcm 331.
A.sabei:
Nacionaes 299, mulhere 9, estraageiros 6, es
ravos sentei ciadas-e proscasados 10, ditos de cor-
reveo 7.Toul !3ll
Arralados 316, sendo : bons 312, doentes 4.
Totaj3*6.
Movimento da enfermara :
Tiveram baixa;
Firmino Lopes de Olveira. ,
Maicelis>4* CosU Aaajsi Rosa.
O doutor Moscoeo d consultas todos os
das uteis, das 7 s 10 horas da manha,
Kste jonsuitorie otferoce a commodidu
de de poder cada c'oente ser ouvido c exr.
minado, sem ser presenciado por outr
De meio dia a .3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreo pra
ca do Commercio, onde funcciona a ns
pecyao de sade do porto. Para qualqner
d'estes dous pontos podero ser dirigidos
os chamados por> carta as indicadas horas
Dr. Miguel Thvmvdo mu lou 3 o cnsul
torio medico e residencia para a ra Nova
n. 7, 1. andar, onde d consultas das 12
bons s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidadespartos, fe-
bres, syphilis e molestias do pulmao e co-
rnejo.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Brao da
Victoria n. 45, 2. andar, residencia ra
io Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
Henrique Milet. Ra do Imperador ns
22, 1. andar. Ericarrega-se de questSe.
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Ferrer, ra do Imperador n. 79,
1. andar.
Dr. Oliveira Escorel, 2. promotor pu-
blico, tem seu escriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Marco n. 2.
Jos Bandnra de Mello advogado
ra do Imperador n 37.
Cote Real, ra do Rangel n. 55, Io
andar, escriptorio e residencia.
Joo Francisco leixeira tem o sen es-
criptorio ra do Imperador n. 42, 1.*
ndar pode ser procurad -> em sua profis
sao, das 10 l hora da :arde.
hachar Benjamim Bandtira, ra do
Imperador n. 73, 1. ao lar.
Jote Bernardo Oalvao Alcoforado J-
nior contina no exercicio t sua profasso
de advogado, e pode ser piocurado no es
eriptorio de sea pai, ra 1." de Mareo
n. 4, 1. audar, das 10 horas da manha
s 3 da tarde.
Vudant-fk de cesjslerlo
O Dr. Adrio avisa aos< s^us dientes
que mudou o s i eossultorio para a roa do
Queimado n. 46, 1. andar. Consultas
todos os das da 11 s 2 horas da tarde.
Droiaris
Furia, dobrinho oj C, drogustas poi
attacado Raa Mtrsuez de- Oliad n. 41.
Francisco Mantel da Sm & C, depp
iitariosvde todas.as/espeoialidades pharaiM
oeuticas, tintas, drogas, pMdvcto' chimas
e medicamentos homosopaticos, ra d* Mis
qei de Olinda n 23.
pro
vincia comp8e-se de 5 parochias; a d.i
Boa-Vista, da Graca, da Varzea, do 3
Lourenco e a do Pojo. as quatro pri
meiras, isto na quasi totalidade do dis-
tricto o Sr. conselheiro teve 737 votos e
tres em separado, e o seu adversario 600
votos e tres em separado; tendo, posto o
Sr. conselheiro Theodoro sobre o seu com-
petidor a enorme maioria de 137 votos I
Em urna parojhia nica, porra, na paro-
chia do Poo, que pertence aos arrabaldes
da capital e que nao pode ser milito popu-
losa, o Sr. conselheiro Theodoro teve 113
votos e 10 em separados, e o seu adversa-
rio 280 votos e 4 em separados I I
Tendo entao o Sr. conselheiro Theodoro
contra si urna differenga de 167 votos 1 !
Considerando era si semelhante numero
nao excessivo para representar urna dif
tereng de votacao em urna das parocbas
do 2o districto ; mas, notando-se que as
diversas parochias as differenfas em favor
de um ou outro candidato sao expressas
pelos nmeros 3, 7, 9 attingindo ao nume
ro 124 na parochia da Boa-Vista que con
t di cerca de mil elei torea, nao ser exce-
siva em urna parochia dos arrabaldes da
cidade urna dilferenca de 167 votos contra
o candidato que teve em seu favor 113 vo-
tos ? Nao ser digno de reparo que urna
s parochia dos arrabaldes aprsente urna
dilferenca de 167 votos capaz de aniquillar
urna differenca coasideravel aprasentada
pela quasi totalidade de um districto que
centm nm eleitorado numeroso ? Certa-
raante que sim. J bem conbecido do
publico desta capital, j se tem propalado
ha muito tempo as ras desta cidade, j
se tem repetido o denunciado rauitas vezes
do alto da imprensa, que o eleitorado do
Poco est completamente viciado ; porque
contm cerca de duzentos pbosphoros in-
troduzidos pelo Sr Dr. Jos Mariano .'du-
rante sete anuos da situico liberal. Entre
estes phosphoros figurara amitos individuos,
cujos diplomas sao bascados sobre a prova
do renda, e taes provaa nao exastem em
sartorio algum desta cidade; muitos que
nao tm domicilio na paro hia, muitos que,
segn lo nos affirmaram,. tem apreaentado
oomo prova de renda recib dos alugueis
das casas pagas polas uiulneres pvhlijas.
E' esta a parochia cuja votaco por si s
capaz de nulliticar o resaltado da votacSo
de um dialrieto em pesa. E' esta a paro
cha que contm a celebre nuvem negra.
Admittir que a parochia do tal- modo
corrompida possa bafar a voz. do eleitora
do de todo o districto, admittir que o
erro possa supplauar a verdade, a corrup
cao honestidade, a mystifieacao pure-
za ; adm'ttir que a excepcao ven;a a re-
gra, e finalmente que a minora domine a
maioria.
E, como admittir qualquer desees factos
isoladaraente ou todos elles ao mesmo tem-
po importa um absurdo, lgicamente deve
remos com luir para a maioria de votos ob-
tida pelo Sr. Dr. Jos Mariano sobre o Sr.
conselheiro Theodoro urna inverJade,
disparate, um absurdo eratim.
Felizmente consta que zs competentes
mezas na parochia do Poco lavra'rsra os
seus protestos no sentido de salvaguardar
os direitos do Sr. conselheiro Theodoro
centra as tentativas injustas do seu com-
petidor, que, de csKo n5o lograr colber
os frustos de seus tramas inconf essa veis.
Confiados na elevacla do criterio e rectidao
do poder competente para- tomar cotheoi-
menls de pleito, nutrimos a gratfieofffviv
es de que o Sr. conselheiro Theodoro ser
oosiiiosra*e deputado legilhdsaisa'
I eleitq eq..2 eaora|inio>.no 22 diatsicto
. ALAGOA GRANDE.
Li boje com verdadeiro pasmo, no Jornal da
P&RthybSi'e-^ de Janeiro passado, o officio qu<",
a proposito d* m.'.lha licenen, dirigi o Sr. Dr.
Herculano Bandeira asrsm. Sr. presidente da
Relacao do districto em Iatii.de 14 daquelle mes-
mo mes ; e li com verdadeiro pastea, porque nao
acreditara qne em urna peca officui,. como
aquella, tambem r'osse a verdade adulterada
Se se tratasse de cousa menos importante, nao
me dara eu ao trabalho de urna contestaeao ; mas
ratando-s: de um acto do presidente da provin-
cia, que su deseja recommendar perante aquelles
que o honruram com um cargo elevado, nao devo
conservar-:ne em silencio.
Uisse o Sr. Dr. Herculano no seu supracitado
officio :
Esse promotor requereu, em 30 de Novembro
ultimo, igual favor por tempo de 3 metes, o qaal
lhe recusei pob nao havbr justificado, como lhe
campria, molestia attendivel perante esta presiden-
cia etc.
Nao justifiquei molestia attendivel ? E onde
est o attestado passado pelo Dr. Adolpho Elysio
da Costa Machado, o qiinljuntei peticao, em
que nao me esqueci de mencional-o ?
Que despucho deu o Sr. Dr. Antonio Herculano
na minha petieao ?
Desafio S. Etc. a que faca publicar a referida
petico para verse assim qual de nos oceulta a
verdade.
Em todo o caso deixo provado : 1., que nao
tive por fim inutilisar um acto que o Sr. Dr. Ban
deira diz ter praticado, e sim convencer S. Exc.
de que tinha limite o poder que S. Exc. pretend^u
tornar disencionario ; 2." que sao falsas as tintas
com que S. Exc. colorio a desattencao que lhe me-
receu o acto do respeitavel presidente da Re
lacio.
Area, 6 de Fevereiro de 1886.
Luiz de S Lima.
r-------g-oesec-'------------
.J vai principiando
Em diversas ras da freguesia da Boa-Vista j
appareceu e enconveniente e mui prejudicial
saude, o brinquedo de entrudo com agua.
E' preciso que o digno subdelegtdo do 1 dis-
tricto dessa i mesma freguezia d tambem logo co-
meco a execnco do aviso da secretaria da polica,
pj'olicado neste Diario, pois achamos me assim
tomando esta resolucae far um grande beneficio
a algum
Amante da pa*.
Dr. Cerq Me
TI 0I1ICO
Tem o sen escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
ntaras e enancas.
Barreiros
Medico
O Dr. Costa Barros, medico operador e partei-
ro, recentemente estabelecido em Barr iros, offe -
rece os servicos de sua profissao nao s aos habi-
tantes deste municipio, como aos de Rio Formoso,
Gtamelleira Agua Pret, Palmares e Maragogy.
Advogado
bacharel Jeronymo Materno Pereira de Car-
valho, tendo deixado o cargo de juiz substituto dos
feitos da fazenda, advoga nesta capital e fora
della e tem seu escriptorio ra Duque de Caxias
n. 55, onde pode ser procurado das 10 horas da
mnnha s 3 da tarde, e fra destas em sua resi-
dencia ra de Domingos Theotonio
qualquer hora.
39,
C, llei'ktuaun
Usinas de cobre, latao e bronze e de
m.
Golitzer Ufer n. 9. Berlira S. O.
JEspeei alldade:
Construc^o de machi-
nas e apparelhos
para fatji icas de assucar, destillagSee o re-
finac5es cora todos os aperfecoamentos
modernos.
INSTALLAgAO DE:
Engenhos de assucar completos
Estabelecimonto filial na Havana sob a
mesma firma de C. Heckuann.
Ce San Ignacio n. 17.
Laicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO PE JANEIRO
Para informacoes dijijamse ai
.Polilinan &C
trlaCoiiereio 3.10
MI
Dr
Tristao Ilc!ir4i|itcs
Costa \
V
IS
Ra da (dio n.
sultas das 11 s 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
TVlephone numero 54.
O bacharel Antonio Jos de Almeida Per-
nambuco, presidente da mesa eleitoral
da 1* se^cSo da parochia da Boa-Vista.
Faz saber aquelles a quem interessar possa que
na cleico em 2" escrutinio procedida na referida
scelo para um depotado a Assembla Legislati-
va Provinoial obtiveram votos ; Dr. Maximiano
Lopes Machado 52, Dr. Jos Zeterino Ferreira
Vellozo 50.
E para constar mandei lavrar o presente que
vai assiguad' por toda mesa.
Paco da Assembla Provincial, 17 de Fevereiro
de 1886.
Antonio Jos de Almeida Pernambuco,
Presidente.
Joaquim Anselmo de II. C. de Albuquerque,
Secretario.
Manoel Roberto de Carvalho Guimares.
Antonio Machado Pereira Vi anua.
Claudino Jos Correia.
______Henrique A. A. Milet. .........
O Dr. Henrique de Athayde Lobo Mosco-
zo, presidente da mesa eleitoral da 4'
S'iccao da parochia do Santissimp Sa-
cramento da Boa.Viata.
Faz saber que o resultado da eleicao procedida
hoje em 2o escrutinio para deputado Assembla
Provincial, foi o seguinte: Dr. Jos Zeferino Fer-
reira Vellozo. 48 votos e 2 em separados, bacha-
rel Maximiano Lopes Machado, 35 voum e ama
chapa em branco.
E para constar, eu Beaedicto Luiz dos Santos
Almeida, lavrei o presente edital que assigno com
o presidente da mesa.
Consistorio da igreja de N. S. do Rosario, sede
da 4 seccao eleitoral da Boa-Vista, 17 de Feve-
reiro de 1886.
Dr. Henrique >de Athayde Lobo Moscozo.
Presidente,
Benedicto Luiz dos Santos Almeida.
Secretario,
A mesa eleitoral da 6.a seccao da pa:ochia.
da Boa-Vista, faz sab^r que na eleicao a que se pro-
cedeu buje para um d putado pelo segando dis-
tricto d'esta provincia, foram votados os seguin-
tes cidadaos :
Dr. Jos Zeferino Ferreira Vellozo, com 42 votos
e 1 em separado e o Dr. Maximiano Lopes Machado
com 41 votos.
Consistorio da egreja da Soledade da parochia
da Boa Vista cidade do Recife da provinciu de
Pernimbuco, a 17 de Fevereiro de 1886.
Gabriel Henrique de Araujo
Presidente.
Joaquim Pereira de Freitas
Secretario.
Jos Gomes Leal.
Jo3 Affoiiso de Araujo.
Flix Antonio de Alcntara.
O cidadao .Uauoel Antonio Ferreira Ge*
mes, juiz de paz presidente da mesa
el'titordi lia pitra dru seccao Ja parochia
de Nossa Souhora da Graca, em virtude
da lei.
Faz saber a quem iuUressar possa. que na ele-
eo a que se procedeu n'esta data e n'esta 1 sec-
cao, em segando escrutinio para membros da As-
sembla Legislativa Provincial, obtiveram votos
os feguiutescidadaos : Dr. Jos Zetiriuo Ferreira
Velloso, 60 votos ; Dr. Maximia o Lopes Macha-
do, 67, e urna chapa com o rotulo para deputado
geral, que por isso deixou de ser apurad i, e para
constar se lavrou o presente edital, que ser ani-
sado nos lugares do costume e publicado pela im-
pre sa, de accordo com o que dispoe a lei eleito-
ral.
1 a Seccao da freguezia de Nossa Senhora da
Gra^a, 17 de Fevereiro do 1886.
Eu, Francisco Bellarmino dos Santos Freitas,
secretario o suoscrevi.Manoel Antonio Ferreira
Gomes, presidente.
Elysio Alberto Silveira, juiz de paz presidente da
2a seccao da Boa-Vista, etc.
Faz s.-.ber que na eleicao de segundo escrutinio
pnva w ApTu^o"wAs^e"uT^'u^Jfr*iiy^1' n'esto
Aviso s mSIs de familia
A mui antiga e merecida reputoslo dos
Collares Royer contra as convulsSes e para
facilitar a denticuo das criancas tem sido
desde muito tempo objecto de inveja por
parte de industriaos sem escrpulo e sem
titulo scientifiuo os quaes nada acharara de
raelbor do que contrafezerem o imitarem
grosseiramente nosso producto.
Muito preoecupado com a sade das
criancas que pode assim ser comprometti-
da e deraais zeloso da boa no neada dos
nossos collares, prevenimos s mais de fa-
milia que ellas devem exigir que cada um
Collar Royer esteja contido dentro de urna
caixinha longo-quadrada abrindo se como
gaveta, em tres lados da qual se achara
oppostos rtulos irapressos era francez, por-
tugus e hespanhol, e decorados com urna
Virgera e a nossa marca de fabrica, no
quarto lado com duas medalhas e minha
assignatura. Cada caixinha fechada com
uraa raedalha de tallo, em ambos os lados,
la qual se a seguinte ins^ripcao :Col-
lier Royer, 220, ru St-Martin, Paris.
---------------'TiiM'g -------------------
Fados e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typograpbia e na ra Direita u. 43, 1.
andar vende se tinturas homeopathcas para ino-
fensiva cura das seguintes molestins : asthmatico,
anda mesmo bronchitico; eiysipela, enxaquecas;
intermitentes (sem o emprego do fatal quininc);
toase convulsa, falta de inenstruagio \ cmaras de
sangue : estericos ou metrite ; dores de dentes ou
aevralgias, metrorragia; vermfugos, dentico
convulsoes das criancas ; tudo manipulado,de ber-
vas do paiz.
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
Conultorio medico-eirurglco
O Dr. Esteva Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico cirurgicas, na ru>.
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Parase demais eoneulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
u. 53, 1 andar.
Ns. telephomcos : do consultorie *)5 e residencik
126.
Especialidades Partos, molestias de crean
C*s, d'ntero e seus unoexas.
Oculista
Dr. Ferreira la Silva, con-
sulta das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
EDITAES
O tenente-coronel Francisco Gonjalves Tor-
res, presidente da raesa eleitoral da fre-
guezia da Varzea.
Faz saber a todos a quem possa interesar que
tendo se concluido boje a eleicao par um depu-
tado provincial pelo 2 districto eleitoral em 2o
escrutinio obtiveram votos os seguintes seubo-
res :
Dr. Maximiano Lopes Machado 60
Dr. Jos Zeferinb Ferieira Velloso 57
Varzea, 17 de Fevereiro de 1886.
Francisco Goncalves Torres,
Presidente,
Antonio Joaquim da Gsma.
Lanrano Rodrigues da Costa.
Joaquim Francisco Ribeiro.
Antonio J. C. de Araujo.
2a seccao obtiveram votos os segniotos Srs."
Jos Zeferino Ferreira Velloso, 64 votos ; Dr.
Maximiano Lopes Machado, 42 votos; Dr. Zeferi-
no Ferreira, 4 votos ; Dr. Jos Mariano Cameiro
da Cunha, 1 voto e duas cdulas em branco.
E para constar lavro o presente, que vai por
mim asignado e toda a mesa.
Eu, Vicente Ferreira Nubre Pelnca, secretario
o escrevi. O juiz de paz presidente, Elysio A.
Silveira. Adolpho Targini Accoly. Jeronymo
Jos Ferreira. Felppe Benicio Cavalcante de
Albuquerque.
~ A meea eieitur&i da 2" seccao da parochia
de Nossa Senhora da Graca taz publico, que na
eleicao para um deputado Assembla Legislati-
va Provincial pelo 2 districto procedida hoje, el-
tiveram votos os Srs.: Dr Jos Zeferino Ferrei*
ra Velloso, 45 votos ; bacharel Maximiano. Lopes
Machado, 21 votos.
Secretaria da cap. Ha de Nossa Senhora de Be-
lm, 17 de Fevereiro de 1886.Fento do Reg
Barros Pessoa, presidente. Antonio Augusto
da Frota Menezes, secretario. Antonio Austri-
cliauo de Moraes da Mesquita Pimentel. Fra-
ciseo Mauricio de Abreu. Manoel Narciso-.Fer-
reira Gomes.
^^^^^^
Edital n. 9
OCULISTA
*** Brrelo Mampato, medico oculis
ei-ch fe de einca ,j0 rjr. ,je Wecker, d consula
t.H,v'?e 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bar
da Victoria n. 45, segando nsar, excepto nos do-
mingos e dias sanctificados. Residenciara de
Riachuelo n. 17. canto da roa dos Pires.
Pdrijiiiiift I dlm e
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranbo
tendo praticado ltimamente nos principara hos-
ditaes de Pai'i e de Vicua d'Austria, onde dedi.-
cou-se especialmente a partos, molestias de mu-
lheres de craucas, oflerece seas servicos ao ree-
peiuvel publico desta cidade, onle fixou sua resi-
dencia.
Pede ser procurada do mei dia s 3 horas da
tarde no seu consultorio roa larga do Rosario
C.: 26, lo andar, e em outr qualqutr hora de dia
n da noits i roa da Imp*ra*riz n. 78, sua resi-
dencia..
O coronel Joao Baptista Pereira Lobo, Io
juiz de paz, presidente da mesa eleitoral
da 1" secc&o da parochia do Poco da Pa-
nulla, em virtude da lei, etc.
Fas saber que a lista geral dos votados no "
escrutinio para um dos membros Assembla
Legislativa Provincial, pelo 2* districto desta
Eruvincia do theor seguinte :
Dr. Jos Zeferiro Ferreira Velloao. 2ft
E para constar mandou lavrar o presante edital,
immediatamente affixai-s na porta da igreja e
nblical o pela imprensa.
Consistorio da igreja de Nossa Senhora da Sau-
de do Poco da Panella, 17 de Fevereiro de 1886.
En Carorioo Gonoalves da Sirva, secretario da
mesa o escrevi.
Joo Baptista Pereira Lobo.
A meza eleitoral da 3.a seccao da freguezia
da Boa-Vista, fas constar que, na eleicao a que
se acaba de proceder em segundo escrutinio, para
deputudo provincial, toram votados os seguintes
cidadaos:
Dr. Jos Zeferino Ferreira Vellozo 50 votos,
Dr. Maximiano Lopes Machado 30 e Dr. Anto-
nio Francisco Correia de Araujo 1.
Consistorio da igreja da Santa ruz, em 17 de
Fevereiro de 1886.
Jeflerson Mirabeaux de Azevedo Soa res
Presidente.
Severo Goncalves Pires
Secretario.
Gailhermino Paes Barreta).
Autonio Manoel Ferreira dos Santos.
Francisco R. Falca.
Manoel Innocencio Menna da Costa.
O Dr. Pedro Guadiano le Ratis e Silva,
presidente da mesa de 5* scelo da igreja
de S. Goncalo.
Fas publico a quem interessar que na eleicao a
qe se procedeu para um memoro da Assembla
Legislativa provincial obtiveram votos os seguin
tes Sra Dr. Jos Zeferino Ferreira Velloso, 51
votos, Dr. Maximiaoo Lopss Machado S? votos.
Coasistano as igreja do S. Gsneal, 17 de Fe-
vereiro de 1886.
PedBO.Qanssaao daJtatss. o Silva.
O administrador do Consulado Provincial dan-
do cumprimento i portara n. 467 expt dida pelo
Illm. Sr. Dr. inspector do Thesouro em 23 do cor-
rente. faz publico, para conhecimento dos proprie-
tarios das casas sitas as localidades constantes
da relacao infra, que no espaco de 30 dias uteis
contados do 1" de Fevereiro prximo vindouro, se-
rio arrecadadas por esta reparticao, independente
de multa, as importancias das annuidades e mais
servicos da Recife Drainage Company, correspon-
dentes ao 1 semestre do exercicio corrente de
18851886.
Gonsulado Provincial de Pernambuco, 26 de Ja-
neiro de 1886.
Francisco Amj/nthas de Carvalho.
Relacito a que se refere o edital
japra
Freguetia de S. Frei Pedro Goncalves do Recife
Mrquez de lind. Bom Jess, Alves Cabra!,
Conceieo. Bispo Sardinha, Torres, Thomde Sou-
za, D. Mara de Souza, Vlgario Tenorio, Barreto
ie Menezes, Mariz e Barros, Burgos, Amorim,
Moeda, Tuyuty, Companha Pernambueana, Ma-
dre de Deus, Domingos Jos Martins, Mascates,
Restaurado, D. Mara Cesar, Visconde de I tapa-
rica. Farol, Areal, S. Jorge, Vital de Oliveira,
Gaurarapea e Baro do Trinmpho.
Pracas :
Charco, Assembla e Pedro I.
Tra vessas :
Vijario, Madre de Deas, Campello, Domingo
Jos MarhbS, Corpo Santo, Antigo Porto, Bom
Jess. Areal, Fundicao, Occidente, Guararapes -
Prnca de Pedro I.
Beccos:
Ab eu, Largo, Pindoba, Noronha, Tapado ,
r'aschoal.
Lrgos: ,
Alfandega, Corpo Santo e Assembla.
Caes:
Companhia, B-um e Apollo.
, Santo Antonio
Ras :
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de Ca-
xias, Cabug, Baro ds Victoria, Trncheiraa, La-
rangeiras, Liga do Rosario, estreita do Rosario,
S. Fianeisco, Joo do Reg, Iiha do Carvalho, Ro-
da, Patos, Calabouco Velbo, Santo Amaro, Ma-
thias de Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fo-
go, Livramento, Penha, Viscondo de Inhama,
Pedro Affonso, Nova da Praia, Marcilio Dias, Vi-
roca, Lomas Valentinas, Coronel Suassuna, San-
ta Thereza, Vinte e Quatro de Maio, Palma, Mr-
quez o Herval e Cadeiu Nova.
Praga:
Pedro IL
Campo:
Princesa.
Caes:
Vinte e Dous de Novembro.
Tra vessas:
Queimado, Cruzes, Marques do Reife, Bella,
Quaiteis, Calabouco, Expostos, Martins, Flores,
Carmo, Bomba, Livramento, Arsenal, Ia da Praia
2 da mesma, Caldererro, S. Pedro, Viracau, Lo
bato, Falcao, Pocinhoe Concordia.
Largos :
Paraso, Carmo, Penha, 8. Pedro e Practs.
Bceos-
BeHa Cslsboooo, Matris, IA 4.e 3. da Ca
sa, Falcas e 1. e ds Cattsfa Nova.
Rasa:
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Diario de PernambucoQuinta--feira 18 de Fevereiro de 1386
Marcilio Das, Lomaa Valentinas, Coronel Suas-
suna, S. Joao, Palma, Marque* do Herval, 24 d,
Maio, Das Cardoso, Passo da Patria, Padre No-
brega, Victoria, Cadoia Nova, Vidal de Negra iro
Fre Henrique, Dique, Assumpco, Domingos
Theotonio, Padre Floriano, Christavo Colombo,
Jardim, Forte, Antonio Henrique, Nogueira, Santa
Cecilia. SanU Rita, Nova de Baa Bita, 8. Jos,
Praia de Santa Rita, Pescadores, Ipvranga, Impe-
rial, Praia do Forte e Luii de Mendonca.
Traveaaaa :
Martyrios, Pcinho, Ramos, Calderelro, Gas,
Matriz de S, Jos, Forte, Prata, Serigado, Copia-
res, Nova de Santa Rita, S. Jos, Praia do Forte,
Peixoto e Lima.
Bccos :
Paula, Caldereiro, Gaz, Assumpco, 1." de San
ta Rita Nova e Matriz de S. Jos.
Largos :
Forte j Mercado.
Bba-Vista
Ras !
Imperatriz. Cooeeico, V'sconde de Pelotas,
Tambia, Visconde de Albuquerque, Aurora, Capi-
baribe, Ponte Velha, Conde da Boa-Vista, Ria-
chuelo, Unio, Saudade, Sete de Setembro, Hos-
picio, Carnario, Rosario, Gervasio Pires, talho,
Socego, Principe, Santa Cruz, 8. Goncalo, Co
lho, Hospital Pedro II, General Sera, Coronel
Lamenha, Alegra, Leo Coroado, Bario de S.
Borja, Soledade, Visconde de Goyanna e Attra-
co.
Travessaa :
' Gervasio Pires. Colhos, Atalho, Barreiras, Ve-
ras, Quiabo, Joao Francisco, Mangueira, Cam-
pia e Palacio do Bispo.
Pracas :
Conde d'Eu e Santa Cruz.
Largo:
Campia.
Bcco:
Colho.
A Cmara Municipal desta cidade, tendo de
contratar a impresso de seus trabalhos e dos que
per torca da lei brigada a mandar tazer, con-
vida aos propietarios dosjomaes mais lidos nesta
cidade, qne quizerem contratar, a apreseutsrem
suas propostas em cartas fechadas, oo da 24 do
corrente, pelas 11 horas da manh, indicando as
mesmas o menor preco.
Na secretaria da m<;sma Cmara encontrarlo os
proponentes os esclaresimentos precisos.
Paco da cmara municipal do Recite, 14 de fe-
vereiro de 1886.
Dr. Antonio de Siqueira Carneiro da Canha
Presidente.
Francisco de Assis Pereira Rocha,
Secretario.
O Or. Tnomaz Gireez ParanhoS Mont
negro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juizde direito especial do Com-
mercio da comarca do Recife, por S.
M. Imperial, etc.:
' Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem que se acha aberta a fallen-
cia do negociante Manoel Carpinteiro as Souza
pela sentenca do theor seguinte :
Sentenca.Em face das peticoes de folhas duas
e folhas seis, documentos de trez e balanco de fo-
lhas sete a folhas nove declaro aberta a fallencia
do negociante Manoel Carpinteiro & Souza, esta-
blecido ra do Visconde de Goyanna, a datar
de 10 de Janeiro ultimo.
Nomeio curador fiscal o Dr. Antonio de Souza
Pinto. Proceda-se a arrecajaco da massa e dos
livros, faca-se publica a fallencia por editaes e
convoque-ee os credores para se reunirem no dia
dezoito do corrente, depois da audiencia para ele-
gerem o depositario effectivo.
No acto da arrecadaco, designarei quem pro-
visoriamente receba a massa.
Recife, 10 de Fevereiro de 1886.Thomaz Gar-
cez P ranhos Montenegro.
Nada mais se continlia em dita minha sentenca
pelo theor da qaal convoco os credores da referi-
da massa para comparecerem na sala das Audien-
cias, s doze horas do cia dezoito do corrente inr-z,
afim de eUgSKm dpotario effectivo.
- TfZdo e passado nesta cidade do Recife, aos dez
de Fevereiro de I889.
Sobscrevo e assigno. O cscrivo interino. Ma-
noel Lopes de Carvalho Chaves.
Recife, 10 de Fevereiro de 1886.
Thomaz Garcez Pnranhos Montenegro.
Pela presente sao chamados os jeuheres cous-
tautes da retaceo infra. afim de satisf&zerem a
importancia dos termos de sal que assignaram no
lo semestre de 1884 85, viito nao terem apo-
sentado, para a respectiva baiza, os documentos
de descarga que eram obrigado*.
Francisco Moreira da Costa 26880
O meajao, como fiador de Delmiro iouveia 144857
0 mesmo lcJOO
Maia i Rezende 23*625
Os meamos 7*087
Pedro Jos de Siqueira 54250
0 mesmo 54250
Seizas Irmaos 134440
2* seccao do Consulado Provincia , 10 de feve-
reiro de 1886.=0 chefe,
Manoel Pereira da Ounha
Serro 1 >=Secretarla de Polica de
Pernambuco, em 15 de Fevereiro
lellM.
De ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica abai-
xo transcrevo para conhecimento de todos os arts.
70 e 71 das poetaras municipaes, approvadas pela
lei provincial n. 1129 de 26 de Junho de 1873.
Art. 70. Fica prohibido neste municipio obria-
quedo de entrado cem agua ou outra qualquer su-
bstancia de qualquer maneira qne se empregue os
infractores pgaro a multa de (154000) e soffre-
ro 8 das de prisao.
Art. 71. Fica prohibida a venda de limas de
cheiro : os infractores alem de as perderem, paga-
rlo (4JOO0) de multa.
Secretaria de Polica de Pernambuco, em 15 de
Fevereiro de 1886.
O secretario,
Joaquxm Francuco de A rruda.
COMERCIO
Bola? comuiercial de Pernam
buco
Keeife, 17 de Fevereiro de 1886
As tres horas da tarde
Cotacies ofidaes
Cambio sobre Par, 90 d v. com 1 3/4 0/0 de des-
cont.
P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. L. Alcofjrado.
Secretario.
O Dr. Hermogenes Scrates Ta vares de Vascon-
cellos, juiz de direito do civil da comarca de
Olinda, por Sua Mageatade o Imperador a quem
Deas guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital de 20 pre-
goes e 3 pracas.virem, que no da 24 de Marco,
prximo futuro, 4 1 hora da tarde, depois da au-
diencia, ir a praca por venda, a quem mais der e
melhor lanco offerecerv urna parta do sitio no lu-
gar Salgadinho, no valor de 8354954, com diver-
sos arvoredos de fructo entre estes alguna ps de
coqueiros, com casa de vivenda, tendo esta duas
janellas de frente, duas salas e um gabinete, qua-
tro quartos, cosinha externa ; medindo, dita casa,
30 palmos de largura e 58 de fnndo, sotao, ter-
raco, cocheira, e mais duas casinhae de taipa
junto ao porto, tudo em mo estado; avahado
todo o sitio por 2:0004000.
E vai a praca a requerimento de Antonio Joa-
quim Cselo, na execuco que por este juizo move
contra D. Alexandrina Mara do Sacramento Pe-
reira.
E para que chegue ao conhecimento de tjdos
mande i passar editaes que sero affixados nos lu-
gares do costumo e publicados pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda, aos 15
de Fevereiro de 1886.
Eu bacbarel Francisco Lins Caldas, escrivao
o subscrevL
Hermogenes Scrates Tavares de Vasconcellos.
A Cmara Munici jal da cidade do Recito
faz constar a quem inteiessar possa, que em ses
sao de 24 do corrente, ser levado em hasta por
arrendamento annnal o sitio denominado Peixi-
nho, no municipio de Olinds, servindo de base a
quantia de 4894000, e mediante flanea idnea, e
de conformidade com a lei.
Paco da Cmara Municipal do Recife, 16 de
fevereiro de 1886.
Dr. Antonio de Siqueira C. da Cunha,
Presidente.
Francisco de Assis P. Rocha,
Secretario.
0 Dr. Thomaz Garcez Prannos Montene
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa e juiz de direito especial do cora-
mercio desta cidade do Recife e seu ter-
mo, capital da provincia de Pernambu-
co, por S. M. imperial e constitucional o
Sr. D. Pedro II, a quem Deus guarde,
etc. ,
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem, que por parte de Manoel
Ferreira Bartholo me toi dirigida
theor seguinte:
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio do Recife.Diz
Manoel Ferreira Bartholo, negociante matricula-'
do desta praca, successor de Manoel Alves Ferrei-
ra & C, que ficando o finado Jos Francisco Ac.
cioli Lins a dever a este a quantia de 17:0004000
principal de tres letras j vencidas, alm dos ju-
ros, para garanta dos quaes passra a escriptura
de hvpotheca junta, sob n. 12, e como at boje os
herdeiros nao tenham pago, nesmo depois de esgo-
tados o uieios conciliatorios, quer o supplicante
conuilial-os a juizo, afim de falarem aos termos de
urna aeco ordinaria; per isso requer a V. S. que
ce digne mandar citar para o alludido fim, e na
fortia da lei aos referidos herdeiros, que sao: D,
Ignicia Francisca Accioli Lins, como meeira e-t-
touia de seu flho Ildefonso, de 7 annos de idade;
Dr. Francisco Santiago A. Lins, Jos'Franciaco
A. Lins, estes residentes no termo d Serinhem;
o major Antonio Peregrino Csvaleante d'AIbu-
querque, em Palmares: capto Pedro Emiliano
da Silveira Lesea, como ,ator da orpha Mana, de
9 annos de idade, e /Amo meeiro da herdeira j
fallecida, D. Mara da Conceico Accioli Lessa,
sendo qun .ctuanmente este est solt e reside no
engenho Algrete, em Agua Preta; Francisco Lins
Paes Barrito Jnior, casado com D. Ignacia
Francisca/Barretto Lins, em Ipojuca, e Dr. Anto-
nio CliTnentino A Lins, em lugar incerto e nao
sabido, documento n. 10, expedindo-se precatoria
pan onde forem encontrados, e cartas de editos
qaanto ao ultimo, em face do documento junto, de-
vendo ter tugara prepositura da aceito na audien-
cia em que fr acensada a ultima citacao, de con-
formidade com o art. 71 do regulamento n. 737 de
25 de Novembro de 1850; declarndose as mes-
mas precatorias o da, hora e lugar das audien-
cias desse juizo.
Outrosim requer o supplicante a nomeaco de
um curador iti lltem que represente os orphios Ma-
ra e Ildefonso. Nestes termos pede a V. S. defe-
rimento. E. R. M.
Sellada legalmente eom urna estampilha de 200
rs. inutilisada da torma seguinte: Recife, 27 de
Novembro de 1885. O advogado, Francisco Izido-
ro Rodrigues da Costa. ,
Em cuja petico profer o despacho do theor se-
guinte :
Distribuida como pede. Nomeio curador lide
o Dr. H. Milef. Recife, 17 de Novembro de 1885.
Montenegro.
E sendo dita peticao distribuida ao eacrivao Er-
nesto Machado Freir Pereira da Silva, este, por
forca do meu despacho, tiz passar o presen
te edital, o qual e 3eu theor chamo, cito e hei
por citado ao herdeiro ausente Dr. Antonio Cle-
mentino A. Lins, para que dentro do prazo de 30
das compareca ante este juizo para e fim allega-
do na petico transcripta.'
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente edital, que se affixado
nos lugares do costme e publicado pela im-
prensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 3 de Desea bro de 1885.Subscrevo
e assigno.Ernesto Machado Freir Pereira da
Silva.
Thomaz Oarcea Paranhos Montenegro.
meato do Dr. procarador fiscal e dos Feltos da Fa-
zenda Nacional, se proceden a sequestro na quan-
tic de 10:0004000, depositada na 'IVsouraria de
Fazenda desta provincia pelo ex theeoureiro do
Prolongamento da Estrada de Ferro do Recife
S. Francisco e Recife Caruar, Braz Barretto
Carneiro Leo, e bem assim no sitio de sua pro-
pri idade, denominado Imberibeira, para pagamento
do alcance verificado e pelo qual est elle obn-
gado para com a Fazenda Nacional; e como tenha
o mesmo ex-tbesoureiro se ausentado para lugar
inc;rto e nao sabido, e tenha sido requerido por
parte da Fazenda que fosse elle intimado por edi-
tal, depois de effectuado o sequestro ; por isso o
hei por citado para dentro do prazo legal, allegar
a delcsaque tiver e que o releve da condemnaco
pedida.
1". para que chegue ao conhecimento de todos,
maidei passar o presente, que ser affixado no lu-
gar do costume e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 15
das do mez de Fevereiro de 1886.
l'.u, Jos Francisco do Reg Barros, escrivo,
suliscrevi.
Jos Manoel de Freas.
DECLARARES
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional cear, esta administracao
expede malas para os portos do norte, recebendo
impressos e objectf s a registrar at 2 horas da
tarde, e caitas ordinarias at 3 horas, ou 3 1/2
com porte duplo.
O administrador,
Affonso doSego Barros.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Em vista de nao se ter retiido numero legal
no domingo 14 do corrente, para assembla geral,
como estava annunciado, para a approvaco das
contas do anno findo, e a apreciaco dos relato-
ros do director e bibliothecario, como precepta
os nossos estatutos, venho pela segunda vez con-
vidar a todos os irmaos comparecerem em nossa
sede na quinta-teira 18 do corrente, pelas 5 horas
da tarde, afim de ter lugar a dita assembla; de-
vendo esta funecionar com o numero que compa-
recer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Pernambuco, om 16 de
fevereiro de 1886.O 2 secretario,
Jos Castor de A. Souza
Santa Amaro das Salinas
A mes* regedora desta irmandade faz sciente
aos devotos e devotas do milagroso santo, que a
8U.1 igreja estar aberta todos os das at 9 horas
da neite, at domingo 21 do corrente, que ter la-
gar na mesma igreja a festa de N. S. das Angus-
tias, sendo a missa solemne s 10 hotas da manh
e ladaia'ia noite, sendo a orchestra regida pelo
senhor professor Lydio de Oliveirs.
Consistorio, 15 de fevereiro de 86.
O ercrivao,
M. D. Silva.
O Dr. Jos Manoel de Freitas, deeembargador ho-
norario, oflicial da Imperial Ordem da Rosa,
juiz de direito privativo dos Feitos da Fazenda
desta provincia de Pernambuco, por Sua Ma-
gectade Imperial e Constituicional, qne Deus
fuarde, etc.
seo saber sos que o presente edital de citaco
virem, ou d'elle noticia tiverem, que requer
Club Varios Somos
Assembla geral
Nao tendo comparecido no domingo 14, numero
suficiente de socios para funecionar a assembla
geral, sao estes nevamente eonvidadqs, de ordem
do conaelho administrativo, para se reunirem na
quinta-feira 18 do corrente, s 6 1/2 horas da
tarde, para se elegerem vogal e director de con-
certos. Recife, 16 de fevereiro de 1886.
Augusto Mais,
2 secretario.
Club Concordia
Kcuiila familiar
Sexta-feira. 19 de fevereiro de 1886 s 8 1/2
horas da noite.
Tero somente ingresso oe socios activos e
os senhores propostos para serem socios passivos
com as suas familias.
0 Sr. Luiz Milone, com parte afa otir-
panhia, obsequiara o club com algumas pecas do
seu repertorio.
A directora.
HENDIMIENTOS PBLICOS
Mea de Fevereiro de 1886
vts-AnaaoaDa 1 16
'aera de 17
366:013,057
24:389468
Ka -- e< -oBiiD-.-
.i di! 17
e
1G
3SO:402555
18:0014095
895/062
mud,> aovizcjii- "Q 1 16
dem de 17
18:8964157
79:1214378
1:2104009
H'vm D&AiftAaa
-""-'D de 17
-D 1 JS
60:3314387
12:6084025
1:355963
13:9634986
DESPACHOS DE IMPORTAgO
O vapor nacional Cear entrado dos portos do
sul, no dia 17 de Fevereiro e consignado a Ber-
nardino Pontaal, manifestou :
. Carga do Rio de Janeiro
'- Chapeos 1 caixo a Adolpho & Ferro.
Cognac lOcaixas a Onimaraes de Valen te.
Caf 421 saccas a Joaquim F. de Ca valho & C,
210 a Baltar Ollveira C, 108 a Domingos Cruz *
C, 100 a Manoel Tavares da Costa Ribero, 70
a Paulo Jos Alves & C, 56 a Araujo Castro &
) a Mendes Lima & C, 50 a Siqueira Fer-
raz A C, 30 a Domingos Ferreira da Silva & C,
50 a Soares do Amaral Irmaos, 20 a Costa & Me-
deiroa, 27 a Joo Vctor Alves Matheus & C.
Fumo 74 volumes a orden, 6 a Cas valho Cunha
& C, 37 a Joao Vctor Alves Matheus & C, 18
a Sodr da Motta & Flho.
Panno de Algodo 35 fardos a Machado &
Pereira.
Xarque 679 tardos a Jos da Silva Lovo Flho,
190 a Baltar Oliveira & C, 50 a Francisco Ro-
drigues Praca, 10 a L. Antonio & C. ^9b
Carga da Baha
Charutos 1 caixo a Joaquim Bernardo dos Res
& C, 1 a Jos Antonio dos Santos, 1 a Almeida
Machado & C.
Fazeodas 5 caixas ordem.
Ferragens 6 caixas a Jos Goncalves Pinto.
Panno de algodo 55 tardos a Machado & Pe-
reira, 22 ordem, 5 a Alves de Brito & C, 5 a
Agostnho Santos & C, 30 a Luiz Antonio Se-
queira, 35 a Ferreira & Irmo, 56 a Joo Francis-
co Leite.
Escuna noruegnense Gordon,'entrado de Pelo-
tas no dia 16 do corrente e consignada a Silva
Ouimares & C, manifestou :
Ceboias 4,300 resteas. Feijo 150 saceos. Fari-
nha de mandioca 2,117 saceos aos consignatarios.
Patacho allemo Brilhante, entrado de 8anta
Catharina e consigaado a Baltar Oliveira es C,
manifestou :
Farinhi de mandioca 6,500 saceos aos consig-
natarios.
DESPACHOS DEEXP0RTACA0
Em 16 de fevereiro de 1886
tanta Casa de Misericordia
Recife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia de
Recife arrendam-se por espaco de um tres an-
uos, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45,
dem -dem n. 49
Roa do Bom Jess n. 13, 1- andar
dem n. 29, loja
dem idem n. 29, 1 andar
Ra dos Burgos n. 27
Ra da Madre de Deas n. 10-A
Caes da Alfandeca armazem n. 1
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2
andar
Ra da Guia n. 25
Becco do Abren n. 2, ioja
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1 e 2 andar, por 1:6004000
Ra das Calcadas n. 32 2004000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza
dr
240400C
2404000
3(04000
2164009
2404(00
2164000
1604000
1:6004900
5074000
2004005
48f000
com 29,290 kilos de assucar branco e 50 ditas com
6,458 ditos de dito mascavado.
No hiate nacional Jodo Valle, carregou :
Para Maco, J. Camillo 10 barricas com 554
kilos de assucar branco e 100 saceos com farinha
de mandioca.
No vapor nacional Cear, carregou :
Para o Cear, J. M. Das 11 caixas com 157
kilos do rap.
Para Maranhao, J. M. Das 1 caixa com 601/2
kilos de rap
Para o Para, F. Macedo 300 barricas com
16,245 kilos de assucar branco ; V. da Silveira
600 volumes com 30,995 ditos de dito.
Para Manaes, F. A. de Azevedo 50 banis com
4,800 litros de agurdente ; Mala & Rezende 2o
ditos com 2,400 ditos de dito.
Na barca ca Nova Helana, carregou i
Para a Cidade do Passo, J. Guimaraes 10 meios
de sola.
irhwuvdi:
m
N. S. da Concedi dos
Militares
Eleicio
Pela quarta vez sao convidados os msmbros
desta irmandade, para comparecerem no seu con-
sistorio na tarde de 18 do corrente, s 5 horas,
afim de proceder se a eleico da administraco do
corrente auno.
Consistorio da irmandade da Conceico dos Mi-
litare*, 16 de fevereiro de 86.=0 secretario,
Ernesto de Souza Leal.
issociafo Commercial Agrcola
de Pcrnambnco
Ne tendo comparecido numero suficiente de-
Srs. associados para a reunio da assembla gso
ral (extraordinaria), convocada para o dia 8 do
corrente, de ordem do Sr. presidente desta asso-
ciaco sao novamsute convidados para compare-
cerem no dia 18 do corrente s 11 horas da ma-
nh na sede desta associaco para ter lugar a di-
ta reunio, que ttrnecionar cem o numero de so-
cios presentes, de conformidade com o art. 27 dos
estatutos.
Secretaria da AsaociacSo Commercial Agnco-
a de Pernambuco em 12 de Fevereiro de 1886.
S. de Barros Barrete,
secretario.
Irmandade de Nossa Senhora da
Luz
De ordem do irmo juiz convido a todos os nos
sos carissimos irmaos a se reunirem em nosso con-
sistorio no domingo 21 do corrente, s 10 horas dr
manh, ajim de eleger novos fnnecionarios para o
anno compromissal de 188o a 1887, visto que os
eleitoi em assembla geral ultima se recusaram
aceitar.
Secretaria da irmandade de Nossa Senhora da
Luz, 17 de Fevereiro de 1886.
O secretario,
A. F. Moreira.
&. J\, J.
Sarao carnavalesco em 6 de marco de 86
Tendo esta presidencia deliberada realisar na
ncte de 6 de marcfl prjimo futuro um sarao car-
navalesco, venno scientificar aos senhores socios
que principiar as 9 horas.
Os convites encontram-se em poder do Sr. pre-
sidente, e os iugreasos na do Sr. thesoureiro, sem
os quaes nao permittida a entrada.
Esta presidencia mui grata ficar a todos aquel-
es senhores socios e convidado? que se apresen-
tareco fantasiados, e previne que Dito auo admissi-
veis aggregados.
Recife, 12 de fevereiro de 1886
O l secretario,
Joo Alfarra.
Illlll'lllllisiliilini
A direceo da companbia de Seguros Indemni-
sadora, tem a honra de convidar aos senhores ac-
cionistas reunirem se no t-scriptorio da mesma
compauhia, 1 hora do dia 25 do corrente, afim
de Ih -s serem apresentadaa. as contas da opera-
coes do anno de 1885, o respectivo parear* d;i
cominissao fiscal, e prOeeder-M: :t ci- cao da mes-
ma. Recife, 10 de fevereiro Os dir /ores,
Joaquim Alvi-s da Fonaeea.
Jos 'a Silva Lnyo Junior.
Antonio du Cunlut Ferreira Baltar.
Fabrica de liafo e tecidos de
itfoia
Sao convilaaos os sen!. ;res acciosia.is ron -
nir-se em assembla gerai ordinaria no dia 24 do
corrente, ao ralo da Asfi'-iaciio Com1nerci.1l Be-
neficente 1 hora da tarde. Recife, 9 de feve-
irero de 1886.
Manoel Julo de Amorim,
Presidnfe.
Jos Adolpho de Oliveira Lima,
Secretario.
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhla Phenix Per-
nambucana
Ra do Commer.-io n. 38
'oMPANmA
MP ERIAL
SEGUROS contra POCO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Promplopagamento de prrja'r.t
CAPITAL
Rs. 16,000:000;000
Agentes
BROVVNS & C.
1 N. Ra do Commurcio N. 5
Para o exterior
No vapor inglez Delambre, carregou :
Para Liv-rpool, J. H. Boxwel 200 sa-cas com
14,934 kilos de algodo.
Na barca portuguesa Novo Silencio, carre
gou :
Para o Porto, F. de Moraes 14 barris coa. 1,360
litros de me).
= No brigue portugus Tito, csrregou :
Para Porto, F. A. de Azevedo 6 barricas com
232 kilos de assucar branco ; Costa & Medeiros 4
pipas com 1,920 litros de agurdente.
Para o Interior
No lagar nacional Juvenal, carregou :
p Santos, P. Carneiro C. 300 saceos com
18,000 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Sergipe, carregou :
Para Baha, Amorim Irmaos & U. 250 barricas
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 17
Rio de Janeiro e escala 7 dias, vapor na-
cional Cear. de 1,999 toneladas, os)m-
mandante Guilherme Pacheco, equipa-
geni 22, carga varios gensros; a Ber-
nardino Pontual.
Sahidosno mesmo dia
New York Patacho americano
Basian, capitSo H. B. Kynhtz,
assucar.
Barbados Patacho inglez Auurey Peake,
capito H. Hall, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
FOGO
The Liverpool & London & Glob
INSURANCE COMP.W,
se.
martimos
Dakar,
Lcmbra-se aos
COMPAXHIK DES HESSAE-
RIES HARITIHKS
UNHAMENSAL
paquete Senegal
Commandante Moreau
E' esperado dos portos do
sul at o dit 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Lisboa e vlgo
Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /<, em favor das fa-
milias eomposta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dao at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se cem o agente
sle Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
COMPAXIllt l'KB^lMBItlM
DE
NaTecacio Costelra por Tapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
iugu*
Coinpanhia Bahaua de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha
0 vapor Sergipe
Commandante Mattos
Segu impretcrivel-
mente para os portoa
cima uodia 18 do cor-
rente, s i horas da
tarde. Recebe carga
at ao meio dia do dia
do dia 18.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete f racta-se na agencia
7Ra do Vigario7
Domingos ilves Matheus
O vapor Jaguaribe
Segu no dia 20 de
Fevereiro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida
ESCRIPTORIO
raes da rompanhla Penanha
cana n. i*
Porto e Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue por uguez Tilo ; para o resto da carga e
passageiros, trata-se com os consignatarios Jos
da Silva Loyo & Filho
Para
DamprschiOTahrls-GeselIschart
0 vapor Desterro
Esperase de HAMBURGO,
va LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
dimora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIGARIO N. 3
/ ondsir
United Slatcs & Bras 5taiS S. S. C.
O vapor A.dvance
E' esperado dos porros do
tx at o dia 2 do corrente,
depois da demora necessaria
seguir para
naranho, Para, Ifarbados, *.
Thomaz e \cw-Vork
para onde receber carga t: passageiros.
0 paquete Finance
Espera-se de New-Port-
News.at o dia 12 de Marro,
o qtiaL seguir depois da de-
mora necessaria para a
Rahia e tilo de Janeiro
Pira carga, passagens, encomnaendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
ilenry Forslcr & C.
n. 8. ra"docomai;kCio --N 8
/ andar
Drigne D. Francisca
E' esperado uestes dias, engaja carga frete
mdico, para sabir com toda a brevidade: trata
na ra do Mrquez de Olinda n. 6.
6 rcaca
Vende-se 011 permuta-se a bares, ca Boa Sorte,
de porte de 2t0 saceos, bem apparelhada, nave-
gande, por outra de 300 a 350 saceos de lotaco ;
quem pretender dirija-se ao Sr. Jos Mantins de
Miranda na villa de Barreiros, ou ra de Pe-
dro Aff'inso n. 34 nesta prac,, que acharo com
quem tranctar.
Rojal ai Sleam Packel
Company
Hcducgo de passagens
Bilhetes especiaes of-
ferecendo facilidades
aos senhores viajantes
para visitar a expsi-
to colonial em Lon-
dres, de 1886.
Ida e volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras stcrlinas 36,
15, 0. __________
LEILOES
Hoje, 18, deve te lugar o leilo de movis no
lo andar do sobrado da Camha do Carmo n. 21.
O de fazendas ;i variadas fica transferido
para terca-feira, 23 do crrente.
Leilo
CHARGELRS REIMS
Companhta Franceza de navega
cao a Vapor
Linha quinzen.l entr o Havre, Lis
oca, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer Villa le Macei
E' esperado da Europa at
o dia 22 de Fevereiro, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Uto cta Janeiro
e Mantua.
De 2 casas terreas em Afogados
Quinta-/eir, 18 do corrente
\'s 11 horas
Ra do Imperador n. 22
O preposto do agente Burlamaque por mandado
e assistencia do Exm. Sr. Dr. jniz de direito d'or-
phos e ausentes levar a leo duas casas ter-
reas, sendo urna ra Direita n. 21, com 2 salas
2 quartos, cosinha fra, quintal murado, em solo
foreiro, outra dita ra da Paz n. 1G com 1 porta
e janella, 2 salas, 2 quartos, cosinha fra, quintal
murado, em solo forero.
Para qualquer informacao o mesmo agente
dar.
Leilo
Agnes
carga
CONTRA FOCO
ftortb British i Mercantile
CAPITAL
t:000.000 de libras sterlinas
A GEN TES
Admson Howie & C.
RA DO COMMERCIO N.
Ville de Victoria do sul amar
Desterro de Hamburgu a 20
Ville de MaceU da Europa a 21
Espirito jSanto do norte a 22
Tagvs da Europa a 84
Tibor de Trieste a 24
Senegal do sul a 25
Baha do sul a 26
La Plata do sol Marco a 29
Finance de NewPort-Mewi a 5
Mandos do sul a 8
Advance do sul a 12
i.omfon and Brasilian Bank
Limited
Roa do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
ras do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, roa dos Capelstas n 75 N
Porto, ra dos Inglezeo.
Espera-se dos nortes [do
sul at o dia 19
ro, seguindo de--
dispensavel demera para o
Havre.
Recebe encemmendas e pa83ageiros para as
quaes tem excellentes accommodacoes.
Para carga, passagens, encommendas e valores,
trata-se na agencia
Roga-se aos Srs. importadores de carga pios
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng ,..:
quer reclamaco concernente a volumes, que por
ventura tenham seguido para os portos do sul.atit
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a compashia nao se
responsabiliza por extravio.
Kecebe carga, encommendas e passageir. para
os quaes tem excellentes accomodacoes.
Angosto F. de Oliveira $ (.
AGENTES
42-RIJA DO COMMERCIO-42
De movis, lofa, Vidros espelhos
A saber :
Urna mobilia de amarello, 2 espelhos, 2 quadroSj
2 pares de jarros, i tapete pira sof, 1 eandieiro
para kerosene, 2 escarradeiras.
Urna eama franceza de amarello com um celxao
e cpula, 1 cabide de columna, urna cama de lona.
Um lavatorio de am:ireilo, urna dita com ga-
veta.
Urna meza para jantar, 2 npparadores, 1 quar"
tinbeira com quartinhas, 6 cadeiras de faia, 1 sof
de amarello, 1 lavatorio de ferro, jarro e bacis,
lote de Iones para cha e jantar, 1 dito de garios
colheres,
Um lote de trens de cesinhas, 1 baeia para ba-
nhos, e 1 jarro.
Quinta-feira, 18 de Fevereiro
A'S 10 HORAS
Agente Pinto
Ra de Paulino Cmara (antiga Coraba do
Carmoj n. 21, 1 andar
O leilo principiar s l horas em ponto pox ter
o mesmo agente um outro leiliJo de fazeudas- avs-
riadas o qual principiar 1 hora da tarde.
Leilo
Em coninuafo
tilinta-feira, 1S do corrente
A'S II HORAS
Em sua agencia ra do Bom Jess n. 19
Por nlervencSo do agente
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em 1855
CAPITAL 1,000:0001
SOTSTROS PAGOS
At 81 de dezembro de 1881
Martimos..... (,110:000(000
Terrestres,. 316:000(000
41-Ra do CoMmereio
t'OHP.I.VHIA PRVtHBlt.i A
DE
%'avegaco Costelra por Tapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaj, e Baha
0 vapor S. Francisco
Segu no dia 18 de
Fevereiro, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
a 17.
Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
s 3 horas da tarde do da da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pmrnambucana
n. 12
Mobilias de Jacaranda, de medalho, a Loia
XV e a Luiz 16, cadeiras avulsas de Jacaranda e
de junco e outros movis.
Ao correr ao martello
Leilo
EM CONTINUAgO
De roupas feitas, 300 duzias de bisnagas, 8 du-
zias de camisas de linho para bomem. movis, jar-
ros, espelhos, quadros, miudezas, chapeos para
senhora, 50 caldeiroes estanhados, chaleiras e mu-
tos outros objectos, que sero vendidos sem li-
mite.
Sexta feira, 19 do corrente
A'S 11 HORAS
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 18
Por Intervenco do agente
Gus (nao
Porto c Lisboa
Segu com brevidade a barca
portuguesa Novo Silencio para os
portos cima, para o resto da
carga que falta a tractar com
Baltar, Oliveira & C, ra do Vi-
gario o. 1, 1 andar.
Leilo
De bons movis,' louca, cristacs, quadros e espe-
lhos ovaes dourados.
Sala de risita
Um piano forte de Pleyer, 1 cadeira para o
mesmo, urna mobilia de Jacaranda a Luiz XV com
l
<
t
1
J
t


1


Diario de Pernambucotyuinta-feira 18 de Fevereiro de 1886
, -
1 sof, 1 jardineira, 2 consolos com pedras, 4 ca-
deiras de bracos, e 12 de guarmco, 3 espelhos
oraes dourados, 6 quadros com finas gravara,
1 linda mesa para jogo. casticaes de enrateme,
1 porta-carto, jarros para flores e porta-jornaes.
ala de jantar
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca envidraca-
do, 1 aparador de armario com pedra, dito tornea-
do, 10 cadeiras de guaruico, 2 ditas de balance,
4 lindos quadros coto oleographia, 1 relogio de
parede, apparelhos para cba etc; jantar, copos,
clices, garrafas de fino cristal, compoteiras ban-
deja*.
Xo corredor
U-na estante envidracada para livros, urna mesa
jardineira, 1 cadeira de viagem.
Uuarto*
Urna cama francs, 1 toilet de Jacaranda,
1 lavatorio, 1 mesa de costara, 2 commodas, 1
guarda vestido, 1 mesa do cama, cabides, 1 cama
de ierro, mezas e cadeiras.
Objectos avulsos
Um guarda comida de rame, 1 jarra, 1 balanoa,
1 escada, regadores, trem de cotinha, flandres, 1
carro de mo, trem de jarcim e outros objectos.
Sexla-feira 19 de Fevereiro
O agente Fiuto levar leitla os movis e mais
objectos da casa em iue resida o Sr. Conrado
Wachsmann. Nos AfliictB, em frente a igreja
dos Affiicto8.
As 10 1/2 horas partir o trem extraordinario
qne dar passagem gratis aos concurrentes ao
leilao.
O leilao principiar as 11 horas.
Ama e criado
Precisa-se de ama ama e criado, para casa de
pouca familia ; a tratar na ra estreita do Rosa-
rio n. 2. Paga-se bem.
Leilao
De cinco caixas com presuntos ingleses e ama csi-
xa contendo tomiuho, descarregadas de bordo do
vapor inglez Delumbre.
Sexta feira 19 do corrente
A'S 11 HORAS
Por intervenqldo agente
' Alfredo (luimares
No armazem do Sr. Aunes
Leilao
De fazendas inglezas avariadas
Constando de differentes volumes ou parte de vo-
lumes desear regados de bordo do vupor Delam-
brt, com avaria d'ugua do mar.
Terea-felra. 3 do corrente
A 1 hora
Agente Pinto
No armazem da na do Bdrn Jess n. 43
EM CONTINUACO
vender o mesmo agente differentes fazendas da
Fabrica Nacional do Rio Grande do Sal, cons-
andode camisas, panos, eassinetas e cbailes, todas
AVISOS DIVERSOS
Coiflerap o irte
Em vista dos grandes propressos da idea de qne
se gloriam as naces civilisadas, o commcrcio
deve acompanhar esse progresso, visto qne elle
o mais poderoso elemento do engrandecimiento das
aaeoet ; em nata do que annun.ciam
MART1NS CAPITAO 4 C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es-
colha dos quaes, os annanciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os seus numerosos
fregueees. Lembramos, pois, o proverbio :
Qucm nao experimenta, nao sabe.
Venhain ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres ingleze?.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranbo.
Fructos seceos, como :
Passa?, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinha inglesa.
SemeBtes novas de hortalizas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em p.
Anda mais:
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Saimoura.
Vendem Martina Capito & C, ra estreita do
Rosario n. 1.
TINTURARA
OTTO SCHIVEIDER
SCCESSOR
25 Ra de Malinas de Albuqirerque 28
|.INTUA RA DAS FLORES)
Tinge o lirapa cora a raaior perfec2o toda a qualidade de estofo, e fazendas
em pecas ou era obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o raofo das fazendas; todo o
trabalho ieito por ineio de machinismo aperfeicoado, at hoje conhesid.
Tintura preta as tercas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagero todos os das.
Grande e bem mentada oflicina de alfaiate
ESPLENDIDO S0RT1MEM0
DE
RENDAS OU BICOS
ben
0 que ha de mais gosto ueste genero, reee-
EXPOSirAO UNIVERSAL
DE
DE
Veode-se
PEDROZA&C.
N. 41Ra do Barao da VictoriaN 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lido e variado sor
timento de pannos, caserairas, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado da3 melhores fabricas de Pars, Londres e Allemanha; o para bem
ervirem aos seus amigos e fregu^zes, os proprietarios desto grande estabelecimento
tm na direccSo dos trabalhos da ofTL-ina habis artistas, e que no curto espago de 24
horas, preparara um terde roupa de qualuerfazenda.
Ra do Barao da Victoria n. 41
(PRE90S SEM COMPETENCIA)
EMILIO ROBERTO
17Ra do Barao da Victoria17

urna armaco e suss pertencas, propria para prin-
cipiante ; a tratar na ra do Rangel n. 11.
Veode-se
urna canoa de carreira de um so pao. p r barato
prveo; a tratar na ra Imperial n. 322.
Aluga-se o 2- andar da casa n. 1 do pateo
do Terco, o 3 da de n. 3 ra da Penha, o 1 -
da de n. 19 mesinu iuh. o 1' da de n. 18 ra
Direita, o 1" da de u. 6 de n 35 travessa de S. Jos, o 1- da de n. 34
roa estreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
4 roa do Rangel, 26 roa Duque d" Caxias. 1 do
pateo do Terco, 27 ra de Lomas Valentinas,
24 a ra do Arago, e a casa de n 35 a ra da
Viracao; a tratar na ra do Hospicio n. 3.
Aluga-se casas a 800P, no becco dos Coc
Ibos, junto de S. Gcncalo : a tratar na ra da Im-
peratriz n. 56.
Aula mixta particular de in^trticcao prim.i
ria, Deodata Amelia Ferrein da Suva, roa Vi
dal de Negreiros n. 21.
= Os hachareis Antonio Justino de Souxa e
Pedro Aficnso de Mello mudaram o s-'u escripto-
rio para a ra Duque de Caxias n. 54, 1 andar
onde continuam a exercer a sua probsso de ad-
vocados.
frecisa-se de vendedores de taboleiros de
bolos, pagando-se vendagem, sendo do boas con-
ductas, e urna mulher de idade para lavar e co
siohar a de conducta enancada ; na ra da Ma-
triz a B.a-Vista n. 3. _
Na ra das Flores a. 19, precisa se de urna
criada qne compre e cosinhe.
Aluga-se a casa com sota, toda caiada e
pintada de novo, sita ra da Fuadico n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez ce
Olinda n. 8, lithographia.
D. I:nci Mnraiiluii de Alba-
qaerqae i.'nin
Pelo repouso eterna d'alma da fallecida D. g-
nea Maranhao de Aibuquerque Lima, mandam os
pais de sen genro celebrar urna missa na matriz
de Santo Antonio, s 7 horas do dia 19 do cor-
rente, stimo do S3U infausto passamento.
propietarios do milito conhecido estabelecimento denominado
MUSEUDE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communic.ra ao respeitarel PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e des mais apurados gostos, como tam-
bera relogios do todas as qualidades. Avisara tambera que continuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte. s
MIGUL WOLPP & C.
N. 4RA DO
Compra-se uro e prata velha.
CABUG----N. 4
Aluga-se o armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com Prente Via ana &
Companhia
Aluga-se o 2' andar o. 31, e o armaxem n.
39 ra do Imperador : a tratar com Luiz de
Monea Gomes Feneira.
= Aluga se o 1 andar da ra do Padre FIo-
riano n. 69, o pavimento terreo da ti ave isa da
Bomba n. 4, e o pavimento terreo da travessa do
Livramento n. 10 : na ra do Apollo n. 34, pri-
men* > andar.
= O abaixo assignado avisa ao juizo municipal
de Palmares e ao publico em gerl, que ten lo de
proceder-se a inventaro dos bens eixados por
fallecimento do major Jos Gomes, para que nao
seja incluida na avaliaco, e que pessoa alguma
faca negocio com o engenho Harmona outr'ora
Toca de Onca, sem que se deecremine seut lemi-
tes e terrenos, visto como o abaixo assigns do o
possuidor de urna propriedade denomiuda Caja-
ririnho, e da qual tem escriptura publica, e nao
vendeu a pessoa alguma, cuja propriedade s acha
oncravada na referida propriedade o engenho Har-
mona, lazendo parte do cercado e partidos, e que
o abaixo assignado ha de chamar a si, fazendo
valer o seu direito. Palma-es, 4 fe fevereiro oe
1886.
Henriqae Luiz de Franca.
Precisa-se de urna mulher de meia ilade
para companhia de urna familia pequea e fazer
serrico domestico ; na ra do Conde D'Eu n. 4,
1 andar.
AOS 4:0S000
3ILHSIES 5AOTISSS
iua Primeiro de Jlnrfo n. 25
O abaizo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 151 com a sorte de 4:0O0JSO0O,
alm de outras sortea de 32J, 16)$ e 86, di
oeria (37.*), que se cabou de extrahir,
onvida aos possuidores a virem receber
na coformidade do costurae sen) desconb
alguro.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 248.a parte das loteras
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife (38.a), que se extrahir quinta-
feira, 18 do corrente.
BAM.0S DEMAK
*Z O mT W TT JE
JOSEPH KRAUSE ft c.
Acaban) de augmentar o sen j bem conhecido
importante estabelecimento roa Io
de marf o n. 6 com mais
un saldo no 1 andar Inxnosamente pepar-
rado e prvido de urna exposi-
fftfe tiras deprai iiPorto t e!etrflit
dos mais afamados fabrieaaies do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, sens nume-
rosos amigos e freguezes a visitarem
o sen estabelecimento, afim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desla provincia.
CHA-SE ABEBTO DAS 1 A'S 8 DA HOITE
OM%rITi2
FUNDICAO GERAL
mar.
Inteiro 45000
Meio 2,5000
Quarto 1)J000
em qu.intfdade maior de too*
Inteiro 3,5500
Meio 15750
Quarto 875
Manoel Mar*itu Finta.
Vende-se a armaco e utensilios da casa de
pasto ra da Moeda n 27, propria p-ira princi-
dante ; a tratar na ra do Amorim n. 4V
AOS AGRICULTORES
Formicida capanema (verdadeir.) puaextinc-
cSo completa da formiga saura. Vendi-m Martina
Capitao & C, ra estreita do Rosario n 1.
Joao Antonio Barbosa declara ao respeita-
vel publico e principalmente ao corpo commercial,
qne nesta data tem vendido ao Sr. Jos Mari a da
Costa, livre e d >sembaracado, o seu estabelaci-
n>ento de molhados sito ra do Padre Muniz
numero 2 A.
Ao commercio e ao pu-
blico
O ba;xu assijnado, pelo presente declara ao
respeitavel corpo comm-rcial e ao publico, qae
?esta data vendeu o seu estabelecimento de mo-
Ihados. sito roa da Imperatriz n. 63, livre e de-
sembara9ado de tono e qualquer onus que possa
apparecer. Se alguem se julgar com direito a
protestar, queira fazel-o no prazo de oito diaa,
contar desta data. Recife, 15 de f.vereir'. de 86.
Jos Ramos Souto.
Historia de quatro votos
Em S. Goncalo, um cem o sobrenome de um
cojo (favorovel).
No Rosario am com o mesmo sobrenome ao ad-
versario? Eleicao de 16. _______^^
os 4:000^000
i:000|000
BILHETES GABANTIDOS
16-Rua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos buhe
tes gan ntidos da lotera n. 38a em beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife
que Se extrahr na quinta feira 18 do
corrente.
Presos
Integro 40000
Mein 25000
Quarto 10000
siendo quantidade superior
a lo o-.ooo
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
Joaquim Pires da Silva.
Para senhoras.
Para homens,
Para crianzas.
Recebemos u I t ma meiit e um grande
10^000
5^000
sor
timento de diversos teridos novos para vesti-
dos e inteiramente apropriados para a pre
sent esta$ao.
LOUVHE
FANGISGO GUGEL DO AMARAL & G.
Bi Friieiro fle Margo 120
ESQUINA DA RA DUQUE DE CAXIAS
\. lelephonico fS8
Superiores costuines de excellente fa- j
zenda e muito bem preparados para banhosde AT,Ti/\]V PATT^T^SOIX H* C
N. 44-Rn i do Brum-N. 44
JUNTO A B^ rA(3A0 DOS BOSDS
Tem para vender, por pre^ mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Criva^oes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito rundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Grradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura.
Rodas d'agua, sjstema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento de machinismo e exectuam qualqu
ab alho com perfeicAo e presteza
MADAFORT
200:000*000
Os Celebres Schnappa Aromticos de Schledam de rdolpfco Wolfe nfco fkbiietMloii nftc w
de Ceiid da primeirm qoalidftde, cukUdosanieBre cfcolhida dos meihores productos ou dcticto-
purificados i
i por pro
mais a&mados pela qualidade do grao, como tamban do fructo do fragrant Enebro, e sao pi
cesto especial croe expurga do espirito todas as partculas acres.
Como meio de evitar e corrigir os efieitos desagradaveis e murtas vezes perigosos produzidos no estomago
nos Intestinos por aguas estranhas, o que acontece aos viajantes e s pessoas nao acclimatadas,
OS "SCHNAPPS'.AROMTICOS. DE SCHIEDAM
echam-sc absolutamente INFAIXiVKIS; e nos casos de HYDROP8IA, PEDBA, OBSTBVC
CXO nos RINS, MOLESTIA da BEXIGA, ESTRICTCRA, DVSPEPSIA e DEBILI-
DAD E GERAL sao reoommendados com instancia pelos membros mais distinctos da pro&sso medical.
Sao preparados em garrafiu de meio e de quarto, encaixotadas com o nome do abaixo assignado em cada
garrafa e com a marca da fabrica e urna fJae-simile da sua assignatura no etiqueta ou rotulo.
yendem-ae em todas ** Thmrmmebu e Lojsw do Campo. Tem sido sugeitos analjse dos
chimicos os mais afamados e por cllcs foram declarados ser o mais puro espirko jamis fabricado.
Tendo assim veraneado sua pureza e suas propriedades enviou-se amostras a dez mil mdicos, Inclumdo
todos os mais celebres clinicos dos Estados Unidos fim de que cites a expenmentassem.
Urna circular pedindo urna rigorosa prova e urna nformaco exacta do resultado, accompanhava cada
amostra. Quatro mil dos clinicos mais eminentes dos Estados Unidos promptamente responderam. Sua
opinio do artigo era unnimemente favorareL Tal prepara jo, dtziam elles, ha muito que se fazia absoluta-
mente necessana porque ncmhinna confianca se poda depositar nos productos communs do commercio, todos
mais ou menos adulteradas e por tanto nuteis para os propsitos mdicos. A excedencia peculiar e forca do
oleo do Enebro que um dos_ ingredientes principaes destes Schnappfl juntamente com o p-ro alcohol
dao-lhe na opinio dos mdicos notavel superioridade sobre todos os estimulantes como diurtico, tnico
e restorativo.
Esta Bebida Medicinal fabricada pelos proprietarios em seu engenho de disuHaco em Schiedam, HoDaada,
expressamente pata os usos medkinaes. ^
UDOLFHO WOLFE'S SON & CO., 9 BEAVER STREET,
HEW-Y0EX.K A.
a T*:Er:c>TC>a-T*-AJE*Ecx.A. 3ZP2m*i?J3k. faotjl,
Adiado
O medico a quem taltar am instrumento de c-
rurgia, pode procural-o na ra Duquo de Caxias
n. 18, Io andar, qne dando os signaes certos e pa-
gando aa deapexas, se lhe entregar___________
Ama
Precisa-sc de ama ama para cotiahar e com-
prar, e mais algas lervico ; na ra do Hospicio
numero 17.
un fim
\os4:000S000
ILHETBS 4a\KTIOO
^ratja da independen
cia ns. 37e 39
Acham-se a venda os fezc-s bilhetei.
garantidos da 38a, psrte da lotera a benefici >
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que se extrahir no dia 18 de fevereiro.
Precos
Bilhete inteiro 4|$O0
Meio 25000
Quwto lf>000
tm porcio de 1005000 pan
cima
Bilhete inteiro 35500
Meio UgO
Qarto 875
Autonio Augusto ins Hait* Porto
- i'.i- :i!l.UlKencia rcgmlnr pole ai>preixlrr UdoqM so leba Ecata obrn
ruiilar. enondeniarto <-ni panno, entrofruo rranco.
n-celem-M ellos ile crrelo, nrefennuo-iw; os i'.as n.enorr iiruimiiDaeiM-x.
1109 gratis um exeniiilai
nt f(WlV
Aos qn .
kal. Apparellwrtiuara Aiuadort-. de SlO.Wi
1 ti.11
/ a tiu^m fno o peinr ^
E H T AN7H01TT CO. 591 BBOABWAY, ^OVA-TTOKK.
FaWi>< tm toda KliiKili iln mtefla.- otosri>lileoi Eatawawhli lia ui.ut U. 40(idos bm ramoilo e>.iieh>
r
PREQOS EM PORCAO
I0000
11000
Dezenas.
Vigcssimos ....
EM RETALHO
Dezenas.....
Vigsimos.....
CORRE TODAS AS TERCAS-FEIRAS
3 RA XJUftfiA SOBOSABIO-a,
III000
moo
ti
ttfjfifttfHlA AUQ.

^
tewnl s
se,
u>
succo^alface:
*#
mlhu? dos S&ts 1
^^OSMEItOADO S*1-0*
Ej-r-ltr T.xn Xmusbmm
tumi*: w aelmetaasa *o#""'!MH Wks
tnnimiiu ts mtd^
ALBEKT0 HENSGHEL & 0.
52-RlA DO BARAO DA VICTOBIA-52
O aba'xo assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'est*
capital e do interior, que reassumio a gerencia d'este grande e bem conceituado esta-
belecimento, onde j por longos annos tem oceupado o mesmo lugar.
As xmM. familias e pessoas que desejarem honral-o com suas encommendaa,
encontrarSo all os mais modernos e aperfeijoados trabalhos concernentes a arta
photographica e modicidade nos preroi.
C. Barza,
Gerente.
rusn


6

Mario *te PeriHMiiMniuinia-feira IH de Fevereiro de 1886


I


I

Aluga-se barato
0 1.* e *. anda; travs do Campello n. 1
) armasem da roa do Bom Jess a 47.
A casa terrea n. 13 da roa do Nogueira.
A caw terrea n. 28 da travessa de S. Jos.
) 1. andar e da travessa do Carme a. 10.
i loja da roa do Calaboaco n. 4.
1 cata da na do Vipconde de Goyann* u. 79.
4 casa da ra da Ponte Velha n, 23.
i"easa da Baixa Verde n, IB Capunga
1 tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an
tar.
Luz brilhmte, sem Fumo
-~~*-
Aluga-se
* aabrado de um ande r e sotio con agua e gas,
santal grande, sito ra dos Guararapes n. 90 ;
a casa terrea sita na de Santa Rita n. 89, com
i quartos, reedificada de novo, com agua ; a tra-
"*r na ra de Domingos Jos Martins n. 50.
ajrande aabrado n. 161 da na Imperial, caido e
3:ado ; a tratar na ma do Kangel n. 58.
Aluga-se
lo n. 1(1 da na Imp
ar na ma do Bangel
.'arecisa-se de una para cozinba, pom que
lurma em casa; a tratar ra do Mrquez de
Uiada n. 6
Ama
Precisa-se de urna ama para lavar e engommar ;
1a na da nio n. 47.__________
Ama
Precisr.-se de urna ama para cosinhar e com-
prar, para casa de henem solteiro ; a tratar na
raa de Pedro Aftonso n 22.
Ama
Precisa-:e de urna ama para cosinhar, para duas
sessoss ; na ra estreita do Rosario n. 22, se
gun.o andar.
Amas
Prec-ea-se de duas amas, sendo urna de leite e
ootra para cosinhar ; 1a raa da Santa Cruz n. 3
oa 26.
Ama
Precisase de urna ami
Olindan.56, 2- andar.
na ra do Mrquez i
AMAS
Precisa-se de urna para lavar e outra para en
gommar ; na ra do Sebo n. 38.
^osinheiro
Precisa -se de um c einheiro ; a tratar na ra
te Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena), ou
na do Commercio n. 44.
Cosinhcira
Precisa-ee de urna cosiuheira que engomme
>em e >nsab(>e. e que nao dunna lora, para casa
e pouca familia ; na ornea do Conde d'Eu n 30,
'erceiro andar.
Cosinheiro
Xa ra do Vibrio n. 17, s<- precisa de um co
nnbeiro.__________________
Mine. )iii|iic!iiii.
Bec6i)6 constantemefleda Europa
i variido sartuuDto de clmei 1-
is s ciamoimint seaoras. o me
i.j lie mis itoo, naire-H
ie concerta los, isla ella mofla,
lMOf!
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PAR* LAMPARINftS
MAETINS. BASTOS
JPertuunbuco
NUMERO TELEPHONICO : N" 33
EB. G. MOMESI C.
Artistas pintores
PM ffif-IflK-AIBHICA
Por urna Photosrraphla em carto de visita
tirain um retrato de qualquer tamauho que se
dirija, desde 20*000 at 1204000 com lida mol-
dura e cordes de seda, trabalho noro nesta ci-
dade.
Qaem desejxr ver, dirjase Liara Ha
Frfinresa, a- nde se achaui alguna retratos em
exposicao.
Para encommendas dirija-se ao agente nesta ci-
dade, roa Duque de Cazias n 61.
Coronel fia noel Joaqun! do
Reg Albnquerque
Os majoros Jos Thomaz C. Pessoa e Delphim
L. C. Pessoa mandam regar urna missa ua matriz
de Noasa Senhora da Paz de Afogados, no dia
sexta-(eir, 19 do correte, as 7 horas da macha,
por alma de seu presado e nunca esquecido amigo,
o coronel Manoel Joaquim do Reg Albuquerque,
primeiro anniversario de seu fallecimento, e con-
vidan a seos amigos e areutus e os du mesmo fi-
nado para assistirem a este acto de religio, e
desde ] agradecem de coraco quelles que se
dignarem nssistir. _______
f
Una Primeiro de Mareo n. 19
lano Botina MaravHhosa
Por 15.000
Aluga se a loga do sobrado ra de Lomas Va-
.entinas n. 50; a tratar na Livraria Parisiense
o. 7 A ra 1 de Marco.
Ap#lices genes
Compram-se duas
de cont de ris; no 1.
andar d'esta typogra-
phia se indicar quem
compr.t.
ttenco
Aluga-se a cata do Largo do Coneelheiro Joo
Alfredo n. 2 na Magdalena, serve para moradia e
tambe m para o. go-io por ser bastante afreguc-
zada para hotel tratar na ra da Imperatru
n. 56.
O. loanna Barbara de t mujo
Io anniversario
O commendador Jos Pereira de Araujo, seus
filhos e genro, eonvidam a seus parentes e ami-
gos para assistirem as mistas que mandam rosar
na matriz de Santo Antonio, na capellA do eemi-
terio de Santo Amare, di igreja de N. S. da Pe-
nha desta cidade e na capella do rngenbo adii-
ragy, da freguezia da Estada, s 7 1/2 horas da
manhS do dia 18 do corrate mea, por alma de aua
lempre lembrada esposa, mii e sogra, D. Joanna
Barbosa de Araujo, Io anniversario do seu falle-
cimento. Por essa prova de amizade, anteeipam
os sens agradecimeatos.
.nliilno IM do* tiinlo
Clotildina Monteiro Pi dos Santos, sens filhos,
mSi, irinios, tios a cunhodos agradecem do intimo
d'alma as pessoas qne te dignaran] acompanbar
sepultura os restos mortaes de seu caro esposo,pai,
genro, cunhado, sobrinho e irmo, Qaldino Pi
dos Santos ; e de novo oa coovidam para as mis-
sas que mandam celebrar na igreja. da Santa Cruz,
as 7 1/2 horas da manh do dia 18 do corren.e
mez.
mKmmmmm^mmmmmmmmmmmm
Franrloro (aialrinle de Albu-
qaerqne I-in*
Joscpba Dias de Oliveira Li, Tbereza Ang-
lica de VastUuuellos Cotmbra, Mara Augusta de
Vasconcelos Lopes. Jefeepnv Dita de Oliveira
Castro, Hilarino Jos Rodsigases da Silva Lopes e
A iredo Monteiro de Castro, vtnva, filha, netas e
genro* agradecem cordiarmente todas aspes
soas que se dignaran acompanhar os restes mor-
taes de Francisco Cavaleante de Albuqnerque
Lina sua eterna atorada ; e de nov < convidan)
para assistirem a nsaa do stimo dia, que ter
lugar na quinta-feira 18 do corrente, a 9 horas
da manha, na capella de N. S. da Concticao de
Jlo de Barros, pelo qne desde j se confesaam
eternamente agradecidos.;
A o publico
Lm s li' t.. ; b litada >e i.fft-rrce leccionar
prini' ir IribnUius de :'j_'ilha em colle-
^ios n ea csj-.? >>rticuliircK ; ^uem de seus
prestimos pt(MUr. pode dirigirse ra do Co-
ronel Suasstnsa n la.
on Amks dos olho
s
Cnra certa em 48 horas das inflam-icocs recen-
tea dos olhos, pelo eolyrio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega-se tete poderoso culyri) sempre com
grandes vaiit'igens. as seguintes mo ostias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas,
ooniunctivites, etc., etc.
Deposito geral na drogara de Faria Sobrinho
4e C-, ra di Mrquez de linoa n. 41. Para in-
formacSe dirigir-se livraria InduBtrH), i roa
do Bario da Victoria n. 7, ou residencia do
autor, roa da Saadade n. 4.
Urmuiiijis
Compra se de dtras A qtiatro venezianaa de ma-
deira, com corren tes de metal, das modernas, com
pouco aso ; no piimeiro andar n. 28, roa larga
do Rosario.
kvopdo
Oa abaiko assignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenho i cima
ve coeformidade com as prescripedea das leis em
tigor declaran] ao publico e particularmente aos
tema numerosos freguesa*, que d'ora es* alante
odoa o productoa qne tahiren) de saa botiea le-
vario a dita marca como garanta de sua origeaa
e legitima procedencia^___________________________
Paraagado
Aluga- se a sala do l- andar roa Duque de
Caxiaa n. 61, s trstar na I. ja
O bachare Pedro Gaudiano de Ratis Silva
mudou sua residencia da eatrxda de Joao de Bar-
ros paA a rna velha de' Santa Rita r. 89.
Viageos ao ceotro
De Olinda parte todos os sabbados, s 4 horas
da tarde, par Itamb por Ignarass e G-ovanna,
ama diligencia; pasttagent a tratar na ra 1 de
Marco n. 1, no Recife. Viagens avulsas em qual-
quer dia, e para qualqaer parte a tratar no mes
mo lagar.
Camisas de meia de seda
(Crep de anu
Vendem Salazar & C. ra do Bom Jess nu-
mero 58.
Pillas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas punas, cuja preparacao puramente ve-
g> tal, tem sido por mus de 20 asnos aproveitadas
com os melbores reenitadoe as seguintes moles-
tia : affeccSes da peUe e do figado, syphis,
bonbes, escrfulas, i-hagas inveteradas, rrriipe-
las e gonorrhas
MODO DE USAL AS
Come purgativas tome- se de 3 a 6 por dia,
beben do-se apee de "(> ddae um pouco d'agua
adocada, cha os caldo.
Como reguladoras : tcme-se ama plala ao
jantar
Estas pilulas de intenta dos pbarmacentie *
Almeida Andrade Se FQbos teem o verdictum d4s
sensores mdicos prrs>ena ntelbor garanta, tur
nando-se mais recosamtindaveis, por serem um m--
guro purgativo e df r a :ieta, pelo qne podem
ser asadas em viagein. Acfcsm-se tonda na
drogara de Faria Sobrinho ft C, rna do Marques
de Olinda n 41.
SAUDE PARA TODOS.
UMCUENTO HOLLOW^Y
O Ungento de Holloway um remedio iniallivel pai* os males de perrias e do peito tambem ptra
as ferda antigs chagas e ulceras, E famoso para a got* e o rhenmatsmo e para tofas as enfermi-
dades de peito nao se reoonhece egual
Para o male de garganta, bronohltes reafrlamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros
contrahidos e junctura recias, obra como por encanto.
Ems medicinas slo preparadas smenie no Esubelecimento do Profassor Holloway,
78, 5BW.0XP0BD STKEET (antes 48S, Oxford Street), LOltDBKS,
vendemse em todas as phamuc.s do universo.
SaT Os compradores slo convidados respeilosamente examinar os rtulos de cada caixa e Pote, ss oto teem a
w^__^___^__^^^ direcoao, 533, Oxford Street, lo falsificase*.
XAROPE
FERRUGINOSO
de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
ao PROTO-IODUfETO de FERRO
Preparado por J.-P. LAROZE. Pharmaceutico
PARS a, Sue dea Zdona 3t-Paul FAKIS
4PPROVADO PELA JUNTA DE HYGIENB DO BRAZIL.
O Proto-Iodnreto de Ferro.
bem preparado, bem conservado, prin-
cipalmente no estado liquido, de
todas as prepararles ferruginosas, a
queproduzos melhores resultados.Sob
a influencia do principios amargo e
tnicos, da casca de laranja e da
quassia amarga, o ferro asimilado
acilineute e produz effeito prompto
egeral restuiudo ao sangue, a fo
a> carnes, a dureza; aos differeales
tecidos, a actividade e energa neces-
sarias s suas funecoes diversas.
Porisso. o Xarope Ferrnginoao
de J. P. Laroze, 0 considerado pelos
mdicos da Faculdade de Pars, como
o especifico mais acertado para as
Doenqas de iaiigor, Chlorose. Ana-
mi a. Chlori-Anemia, Fluxos bran-
cos com dizestoes demoradas, Mo-
lestias escorbticas e escrofulosas,
Rachitismo, cto.
<
1
Mo mesmo apasito t.chn-se i venda i mgiilMu Productos de J.-P. LAROZE :
IMK L35KE JSSSSu TD:C0, ANTI-f!ERV0S0
CoDlra c ,-^. Dy>JbpiHa, Dores-e Ca^mbras da Estomago.
XIRDPE DEPURATIVO ^^^^"lODURETO DE POTASSIO
Contra as AlleccSea escrofulosas, cancerosas. Tumores brancos. Aoidez de Sangue
Accidentee syphillticoe secundarlos e terciarios.
XAROPE SEDATIVO"' -"^'^"BROMURETO DE POTASSIO
Contra Epilepsia, Hysterlco, Dansa de 8. Ouy, Insomnia das Criancas duranu a DanUlo
roar* ata toba* a moas disckiu do iuiu
SOLUGO C0.RRE
Exigir o sillo
Frtnotz.
Exigir o sello
Frtnou.
AO CHLORrtYDRO-PHOSPHATO DE* CAL
O mata poderoM doa reconatltulntes adatado por todos os Medios da Europa na
Fragela feral. Anemia, cuorosts. Tilica, Cachexia, Bscrormat, Rachitismo, Doencas
dos ossos, Crescimetto dif/lcii das criancas, rosti, Dyspepsias. tuaantno, mm
GRAGEAS
de Copa/tita, Cu/moa
mfauMa a Ferro, Blsmutho
'lesttrto, Tcrebenthina. *
TORTI
INJECCAO

Hyglenlca e Presentador*
sera causar
accidente a/gura.
As GRAGEAS FORTN, forao as prmeiras que obtiveram a approvacao da Academia
de medicina t\KVY\ e que adoptaram-se nos Hospitaes. Curam as molestias secretas,
mais reti-c^ stai a/.;., Us ei>i.oaiacioa iuaib dfclc^o_.
A rrl Mb4MJ A t 7 \"*fr* cosfepismQriSS da me-1
Des. i'tooatn JPfcrt'-:.."i.- FlUsH M -ta SILVA C\ e dbh psincipaea Paarmtwras.
(PH0SPHAT0 de CAL GELATINOSO
de E. LEH0Y, Pbarmaceutco de \" Classe, 2, ma Dannou, PARS
OSTEOGENEO sara a DasuTolrtauts a a Deotifia sm CrUieai. castra a Racaltiiao a a MalNtb sa Ohm.
LR^F-!lendi!?oa esle JtorP aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslml
" i k? i, e ve?s superior a todos os jaropes de lacto-phosphalo Invernados pela especu-
< lacao. Todos sao cidos ao posso que o Pbaspbato de Cal OelaUnoso nSo o
Snr. Professor BoucHUT, M'dico na.Asap>ul das Cnsacas. (flMrt det Hipltui, 19 Je mo i lara.)
TNICO
. Reparador por excellencia
na, COflaWmaco, Bronchite chronica. Tsica, Fraqueza orgnica, Conva/escencas difflceis.
lH: .)>u uiu.- t'Rai'i olLvA o t'.
VIKO P540SPHATAD3 DE l^T/
Cuidado com ai Falsiflcacas.
AGUA de MELISS
i
dos Carmelita:
1PA.^I3, 14, Hua da l'Abba-e, 14, PAKI3
I Contra a Apoploxla, o Cholera, q En'*o do mar, o* Platos, s* Cnltcas. Inda- ^^* \ /*J
Igaatln. 1 Febre jrnarella. etr. ;.-> ,'os.ac aro. f S/i"^*)',
Uee-a>' e*K*r q -.t-r-iro b co e protc. ',' 'iHI .
l>UplK-i- I. ...j, Jli.Ct..:- ti-.. Alai 1 i
ILnioo Successor dos Carmelita
M^'^i^^MfiisMlcV,Mtt<',
imm$ ca
U*i"1878
"Croix*.Cfce?iIr
les ftut humes tcoomps''-"

Phosphatado
APERITIVO RESTAURADOR
Os facultativos o receitam muito s
mulheres pejadas, e as que amamen-
tam, porque em ambos os casos til
i n:ai ? .- formaso a crianza.
PAma, 22, nie Oroitot, 22, PAF.IS
e xa-
E.COUDRAY
twiuitmn*M?kMM?iMt(omou.tioeuiuxi
Reeomairndamos este prosVSa,
1 ODSideraa'o puts celebridades medica.
Tetes seos principios de quina,
como tasis podfc-io regenerador qa m oooaec*.
ARTI60S RECOMMENMDOS
PERFUMARA ) LACTtiiA
Aluga-Se n ma casa pe -
quena
Na rt* de 8. r*rauisco n. I, freeoesia de San
to Antonio.
No becco do Fundi n. .^.fregnesia da Boa-Vis-
ta : a tratar na roa de Santa Therexa n. 32, de
manhl at aeio dia.
i
o
-^=~.w
ij
PILLAS do D'CRNKBI
t ioouhet dt nmo TRINTA SM NOS li bom xito MadraoM ada
a lasela li contestan d'estaa Pilulas, que sucer asa
toen 04 tlemtniot frda-i parm m jetvalo i fm,M
Pelas soas proprlededas tonieai tmpmraHnu,
o wmnUTo naaei trxirr a
o medcamenty. jias -votivo coat aa
berta listoirigo Chinrot* Iman/a
Peras rfa apoes
CasaaaoEmpjtbretlntMta 4n Sanaw
Mftccet, exc-cfalGsaa, eU
ttpstt iwt: S, ra Ja S-:mll-Saat-nn, ran.
PRAN- H. :* 3II.V a>.
hanratiti palas Calaarldaaaa U
GuiAS CONCENTRADAS para o irv.
aGOA DIVINA dita ^,ua Je ;ss
ESTES ARTI60S ACHUM-SE r\ FssWQA
Pm* tt n d'Engbies, 13 PR>s$
'Deposito-, r-n .. i-i3. Psannai ia>
- Cali-i A mnri-.a.
lm-***mi++#*1HK<+*
"+'Ji*W>4t*mfm<*^."** --*--.
DAY& MARTIN
Forntcedorm de Sm Najttttdt a Rilnha da In/ltlirn
do faerefto a da Harlaka britainha.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRAIXA..PAsuUNCTU0SA
OLEO par ABBBI0S
EtsstasaiascissarlOHraimani'aflclia asara
ss>totewrasi/^ ""*
nSVOSITO OSOUL KM LOIIDan:
"* aTatSasna, r
flaJS- M flaTAof.
MORSQN
lallt e aceito
PARA COVB*TT(.M A ^
INDIGESTAD
Sob a forma de
raseos, vos
ai CX.oatrx.os.
[ VENDE-Seno MUNDO INTEIR0.
PREPARADOS DE
Pepaina Montn
Multo recommendar/aa
palos principis Mdicos.
ORSON SON
lletaisftaa lav, Iisaell-^utra
LONDON
iimiinn,.
BswdtiiiMsaPirnsffltirso :Frur"aHa8H.VA4C"
NA EXP0SICA0 UNIVERSAU
_ CATILL0N
de OLYCERINA e QUINA
0 mai poileroao tooico ri-coostituiote praeeripto
I oos caso- di- Dores "estomago. Langor, Anemia
Diabetis, Consumpco, Fabres, ...
Convaleaoenoa. Razultados doa partos, etc.
. O niesmo rlnho cora ferro. VINHC FEHRaElNOU DE
I CaTIlLON regenerador por etcelleocia ,1o saif oe pebre
'") descorado. Bate rinlio fas tolerar o ferro por todos
is eitomasn e nao oecasiotia priaio oa entre,
VMIS, i. rui Sun VincatX It-Piul.
VINH0
rraaolt.daSlraeC',
tfarmamtaaat
NICO ViNO 0UINA&
Este collegio acba se a be rio raa Velha n. 40,
e recebe alumnos internos, semi internos e exter-
nes.O director,
Ovidi oves Manaya.
Leonor Porto
Rna do Imperador n. -4.
Primeiro andar
Contina a executar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicSo de costura, em bre-
vidade, modicidade em presos e fino
gosto.
{}
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte bem
como
de qualquer qualidade.
Na ra lo Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuerstemberg.
Ouemlem?
Oure e prata : compra ec ouro, prata e
Jtdras preciosas, por maior preco que em outra
juaiqner parte : no 1- andar n. 22 ra larga do
osario, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
carde, dias uteis.
Verdadeiro cianento inalez
Marca Pyramide
Vendem Ponseca Irmaos & C., rna'da Madre
de Deus n. 12.
Advogados
Manoel Netto e Bevenuto Lob i ; ra Duqne de
Jaxias n. 75, entrada pelo pateo do Oollegio.
Escola part rular
Oe isiriii't'iiii primaria para o *e*.o
iiiasriiliio
34 Ra da Mat-it du Boa Vista34
O abaixo aasignadu participa ao illiutiado pu-
blico desta capital, que atrio sua escola particular
de nstruccao primaria para o sexo masculino,
ra da Matriz na Boa-Vista n. 34, onde esmera-
damente se dedica ao ensmo de seus alumnos-
O grao da escola consta : ler,escrever e contar,
desenho linear, histora patria e nocoet de trancez.
Garante um r .pido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu systema de ensini, o qual uina pa-
ciencia Ilimitada, um wn.,r iovioiavel e urna es-
merada dedicarlo ao ensino, fazendo com que os
b-us decipulos abracem e amem de coracao as let-
tras, aos livros, e ao estudo, guiando oj no cami-
nho da intelligencia, da honra e da dignidade,
afim de que v -iihbm a ser o futuro sustentculo
da patria, da rt-ligiao e da lei, e um verdadeiro
cidado brasileiro
Espera pois, merecer a confianza e a proteecao
do lii.-tincto povo pernambucanr, s em particular
'em f robusta em toios oa paij e utores de me-
amos qne qaeiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Com quanto onsada seja esta tentativa, todava
espera que es seus ineansaveis esforcos, e os seus
puros deejos, sejam coroados com a feliz appro-
vacao de todos os filho do imperio da Santa Cruz.
Mensalidade000 pagos adiantados, no acto
da matricula
Horario das 9 horas da manha s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meio-penjiouistas
por mentalidades razoaveis e lecciona per casas
particulares a ambos os sexos.
Julio Moars de Azrvedo
34RA DA MATRIZ DA BOA VISTA34

<*
%
M4y
(nr
Extracto Composto
Escrolulas e todas as Molestias
punenienles d ellas: e para
Dar Vigor ao Cprpo
Purificado Saxgue.
>,-.r.d, 'o D, J.C flC La.-li U.- I-
Borracha para limas
Receberam Rodrigues de Faria & C, e tcm
jara vender em seu armasem rna de Mariz e
3arros n. 11, esquina da ra do Amorim.
Mudou di residencia
O Dr Maduro, medico parteiro, mudou sos re-
sidencia para a ra da Imperatriz n. 88, ociuina
la do Hospicio, 2o andar, onde ser encontmdo a
qualquer hoia da noite.
Ao commercio
Os abaixe assignados pelo presente declaram ao
corpo commercial d'esta piaca, que n'esta data
compraram ao Sr. Jos Ramos Santos o estabele-
cimeoto de molhados tito ra da Imperatriz b.
63, livre e desembarazado de todo e qoalqner onns
que possn apparecer. Se porm, alguem se julgar
com direito a oppor qualquer embaraco, queira fa-
zel-o no prazo de 3 das contar d'es'a data.
Recife, 15 de Fevereiro de 1886.
^_____________ Pereira & Rodrigues
Aluga-se
a casa da rna do Mar ucz do Herval n. 47 ; a
tratar com Joaquim Dias de Almeida Costa, ra
di Pedro Alfonso u. 6, antiga da Praia.
Roda da Fortuna
Foi vendido pir esta casa o bilhete n. 27,415
com o premio de 20:000, da lotera de Alagoas,
assim coio todas as apr ximacoes.
Malte du Paran em pacotes
Chegou nova remessa para o armaze-n de Jos
Fernandes Lima 4 C rna do Bario da Victo-
ria n. 3.
0 i l de
d consultas e atiende
hora lo dia oa da noite,
od*de do Cabo.
a cnamados a qualquer
em sua residencia, na
D. gnea Maranhao de \iboquer-
qae Llsts
Jote Marn da Albuquerque Lima, seua tilaos e
genro agradecem cordialmente todas as pessoas
que Ibes fizeram o obsequio de asistirem o enter-
ro de suri presadissima e nunca esquecida inn'her,
mi e sogra, Ignez Maraabo de Albuqu. rque
Lima; e de novo as convidam para as miesas que
por alma da mesma mandam celebrar nasmatiizes
da Boa-Vista e na de Pao d'Alho, no dia 19 do
corrente mez, stimo dia de seu infausto falleci-
mento, s 8 horas da manh. Por este acto de re-
religiSo e caridade desde j se confesaam a todos
eternnmente agradecidos.
2IISIHI0
Alagase a casa terrea n. B, na ra do Riachuelo,
antiga do Destino, na Boa-Vista, com 2 sallas, 2
quartos, cosinha, quintal, 1 forno, caiada e pinta-
da e lavada ; a cbave acha-se no n. F, para ver
trata-se na ra da Guia n. 62, Recife.
Tiya o carnaval
Compra-se vestuarios no vos e usados ; na ra
da Imperatriz n. 78.
Borracha especial
para limas ; receben a mercearia de Goncalo Jos
da Gama, rna do Padre Floriano n. 41.
D. Lucrecia Candida de *oaaza
L'ael
Francisco Jnstiniano de Castro Rebello, saa
mulher e cunhadas, Dr. Matheus Vas de Oliveira
e aua mnlher, e Dr. Virgilio Tavaros de Oliveira
convidam a seas parentes e amigos para assisti-
rem as mistas que mandam celebrar na matriz da
Boa-Vista, s 8 horas da manha do dia 19 do car-
rente, por alma de sua muito presada ssMaaasIsk
irm e tia, D. Lucrecia Candida de Soos-a i'el,
antecipando desde j a sua arratidao.
Na cidade da Escada
campra-se ouro, prata, patacoes nacionai-s o es-
trangeiros, e nuedas de oura ; na ra do Com
mercio n. 19, estabelecimento de Antonio Fran-
cisco de Araujo Costa.
IGUARASS'
N. 88:200
O Dr. Francisco Xa-
vier Paes Barre to,
pela 4.a vez rogada a
vir ou mandar a ra do
Mrquez de Olinda n.
50, dar umprimento
ao numero cima.
Agurdenle de (lamia Mussnrepe
Venho pelo presente articipar aos Srs. consu-
midores de agurdente de canna e branca, do en-
genho Museurepe, que sendo ella muito acreditada
e asss conbecida, succedendo certos vendederes
andari-in ofterecendo de ODtres engenhos, Cfir. o ti-
nto cima falsifisando assim o crdito das agur-
denles fabricadas em dito engenho ; declaro qne
os nicos agentes do meu eugenh j na cidade do
Recife, 8o os 8r-. Antonio Luiz & C-, estabele-
cidos ra do Marques do Herval n. 36 ; a quem
poderao faser as suas encommendas.
Continuo no mesm,< capricho de perfeico a
bem de servir os mens fregus s em geral.
Mussurepe, 17.ie Fevereiro de 1886.
___________________________Antonio put Santo*.
A i commercio
Nanee & ''., fazem sciente ao r, speitavel publico
e com especialidade ao crpo coiouiercial que dei-
xou de ser rmpn-gado de eaa casa o Sr. Manoel de
Oliveira Lima desde o da 18 de Janeiro prximo
passado, oesde esta data nSo se respansaibilisam
por qualquer debito que o mesmo sennor finar em
sm nosK.
Recife, 13 de Fevereiro de 1886.
MmaScC.
Este remedio precioso tem gozado da acceia-
pao publica durante cincoenta e sete annos, com-
Sando-se a sua manufactura e venda em iSar/.
Sua popularidade e venda nanea foraO tSo exten-
sas como ao presente; e sto, por si mesmo,
offerece a melhor prova da sua eficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nio tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adultos, que se acharao atBio
tos destes mimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente-
attestacoes de mdicos em favor da sua effieacta-
admiravel. A causa do successo obtido p
remedio, tem apparecido varas falsificar; i
sorte que deve o comprador ter muito cu.dado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
V'eiiiiiodeB.iFAHNESTOCr
VENDAS
Tavcrna
Vende se a melhor taverna da estrada nova de
Ae, propria para
principia-te, e tem eommedos para familia ; a
tratar na mesnva n. 7.
Costumes de easemira
A SO*, e sVi
Na nova I'ja da rna da Imperatriz n. 32, loce-
bea-ss um grande a Mun attn Je finissimas i.ise-
uairas iaglezas oe eorts claras e escuras, que M
venden or preeo muito em eonta, assim como dsi
mesinas se mandam faser costumes por medida,
sendo de paletot sacco m 3' #000, e de fraque a
3's ; assim como de superior, flauella iugleza da
cor azal escara, a 30" e 3fi, e tambem das mes-
mas fasendas se manda faser qualquer pena aval-
as, ranee pechincha ; na nova losa de Pereira
da Silva.

1

r^SD


Diario de PernambucoQuinta-feir 18 de Fevereiro de 1886
m
m

Bon> (lias
Mendoma Primo & C.
Venden por precoe sen
cosa peleada
Ls escocesas, padrees modernos a 400 res o
covado.
Ditas meseladas e lavradaa a 500 res o. dito.
V'-batinas de todas as cores, lisas e lavradas a
1*200 o dit).
FustVs brancos com lindos desenhos a 400 e
500 rea o dito.
Lencoes de bramante a 1*800.
Callarinhos modernos para hoinens a 600 reis.
Sctins de tedas aa cores, por precoe barassi-
mos.
Merinos pretos e de cores para \istido.
Muntilhas pretas.
Ficbs dn diversas qualidao.es.
Cortes de cassemira para ssnhora, bordados de
seda, atoalhadoF, espartilbos, tapetes avelludados,
panos de crochet, punhos para bomem e senbora,
meias de todas as qnalidades para bomem e se-
nbora e eutros mnitos artigos de moda.
tua IHipue de Caitas n. *
A luja das estrellas
Ra Duque de Caxias n. 58
Uiquidu a meguint*** raienda com
aO ] fe bate
Gorgoro de seda preto, do preco de 4*000, a
1*600 e 2$ o metro.
Bramante de linho com 10 palmos de largura,
de 3*500 2* o mi tro.
Dito de algodao idem idem, de 1J500, 18 o
metro.
Atoalhado, duas larguras, lindUsimos desenhos,
de 2*400, lf 300 o metro.
Dito trancado, alvo, de duas larguras, de 1:700
1:200 o metro.
Dito dito er, ijem idem, de 1:200 800 rs. o
metro.
Madapolo Beavieta verdadeiro, 6:500 a peca.
Guardanapoa grandes para jantar, de 8:000
4:000 a duzia.
Ditos ditos para almoco, de 4:000 2:500 a
duzia.
Toalb:.s felpudas, de 5:000 4* a duzia.
Ditas, alcochoadas, de 4* 2:590 a dnsia.
Meias inglezas para homem, de 7:000 4*.
Ditas pira senbora, de 10:000 6*.
Lynon de urna s cor para vestido, de 800 rs.
400 e 320 rs. o covado.
Cortes de cambraia bordados, de 12:000 8:00.
Casacos Jersey bordados a 12*.
Gorgorinas de seda, de 1 800 600 rs. o co-
vado.
Merinos de todas aa cores. d covado.
Ditos pretos, de 2:000 1:200 o covado.
Rendas da India a :'4U rs. o covado.
Setim cor de resa e escarate a 800 rs. o covado.
Orleai-s de todas as cores, de 600 rs. a 320 rs.
covado.
Leques Juanita, 1 e 2- acto a 1* tun.
Lucos modernos a 1:500 um.
Chapeos de sol pua sentara al* um.
Lencos de esguio de hubo a 1:800 a duzia.
Ditos de cambraia de linbo, de 8:000 4* a
duzia.
Meias de fio de Escossia, de 20:000 8:000 a
duzia.
Anquinhas a 2*000.
Fianella para costumes a 1*100 o covado.
Cortes de casemira, de 5:000 3*.
Panno ir. glez p ;ra cestumes, de 5:000 2*.
Brim pardo lona, de 700 e 500 rs. 320 e 240
rs. o covado.
Dito de cores variadas a 200 rs. o covado.
Aberturas para camisas, de 20:000 a 6000 a
duzia
Meias de fio da Escossii para bomem, de 7:000
44 a duzia.
Collarinhos de linho com pequeo toque de mofo
a 2* a duzia.
Punhos idem idem, a 800 rs. o par.
E muitos outros artigos que se vendem com
mesmo abatimento. Telephone n. 210.
VEME-SE
Doce de caj secco,
na ra de S. Jos ii.
16.
WHISKY
KYAL BLEND marca v'iADO
Este escolente Whisky Escosse preterm
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retaibo nos melberes armasen c
nol hados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo li-
me e emblema sao registrados para todo o Braxi
HROW-NS & C, agentes
Camisas nacionaes
A S&tOO. 3*000 e S500
82 = Loja ra da lmperatris = 32
Vende se ueste novo estabeleeimento um gran-
de sorumento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhos de linho como de algodao, pelos
baratas precos de 2*500, 3* e 4*. sendo tazenda
maito melbor do qu<- as que veem do estrangeiro e
muito nuil bem feitas, por serem cortadas por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommindas, a vmtade dos
freguezes : na nova loja da ra da lmperatris n.
3 de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
b'i Ra da Emperatriz -= '.*
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabeleeimento encontrar o r.'s-
peitavel publicj um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidndes, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de n upas para hoiuens, e tambem se man-
da razer por encommendas, p r ter um bom mes-
;w aliaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
Exposi$o Central
Damiao Lima & C. intitularam o estabeleei-
mento em liquidacSo da ra larga do Rosario n.
38, por EXfOSIQAO CENTRAL ;para assim se
tornar bem ronbeci'> de todos, pelo que chama a
atteuco especial das Exmas. familias Dar os
precos seguintes :
Metros de piics a 400
Bonecas inquebraveis 1*500
Metros de arquinbes 120 e 160
Pecas de bordados finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 700 e 14000
Frascos de oleo oriza por 0(0
Fita para toalha, n. 80 1*000
Carretela de 20C jardas a 8'
Inviseveis grandes u 383
Ditos menores a 300
Brioquedos para meninos a 200, 300 e 500
Caixinhas para presente a.2*500 e 3*000
Meios fiode sedapara senhb^ra a 1* e 14200
L para bordar de 2*800 e 3001
Fita chineza o maco 360
Dito de algodsdito 240
Massinbos do grampos a 20
Macaauinhos acrobticos a 1BO
Botoes, fitas, leques, perfumaras, bengalas, te-
souras e outroa muitos artigos que s com a vista
na Eipogic&oCeat'- larga do Rosario n. 38.
lamhas
Vendem se em barris e em quartolas, e mais
baratas do que em ou'ra qualquer parte ; na ra
de Pedro Alfonso na. 5 e 11.
SOYIIUDES
Sombrinhas para campo a 2g.
Cretones finos para cob.rta, corss seguras, a
320 rs.
*aI.oiadasIJ.tras.4.es ^^^itA*^0*0-
Ra do Duque de Caxias n. 61 (.2'qMlidade mpenor'
Zefiros de qnadrinhus e lisos, de todas as cores, Veos de seda pretos a b$
fazenda de novidade com 80 centmetros de largu- Madapoln americano a 6J, de
Fazendas finas
= m
Algodaoznho superior marca T, a 5*800.
E mutas fazendas de NOVIDADE. S com a
vista se pede acreditar na barateza dos precos
aununciados. Queiram mandar buscar as amos-
tras
Ia Loja das List ras Aznes
Ra do Duque de (Jaxias n. 61
*(00
10*000
12*000
12*000
5*500
6*500
8*000
3*000
1*600
11000
Fazendas braiicas
SO' AO NUMEXO
lo ra da Imperalrlz = -lo
Loja q\os barateirot
Alheiro ox C, ra da loiperatriz n. 40, vea-
dem nm bonito aortimento de todas estns fazendas
abaixo menc-onadas, sem C'impetencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de algodaozinhn com 20
jardas, pelos baratos preyos de 3*800,
4J, 4*500, 4*9( 0, 5$, 5*500 e 6|500
MadapoloPecas de madapolio com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de mcia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc is e cruas, de 1* at :1*80q
Creguella franceza, fazenda tnuito encor-
pata, propria para lencoes, toalhas e
c -roulas, vara 400 rs. e 500
Cern as da inesma, muito bem feitas,
a 1*200 e "oOO
Colletinhos r a mesma 800
Bramante francez de algodao, muito en-
corpada com 10 palmes de largura,
m^tro 1*280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a2500e :J8Cl
A ton.ha lo adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones r. chitas, claras e escuna, pa-
droVg delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ba de soais delicado do
mercado, ra. 200
Todas estas fazendas baratissiinas, na conl.ecida
loja de Alheiro & C esquina do becco
dos Perreiros
Al^od enfestado pa-
ra lencoes
A !<> rs. < l^OOO o metro
Veode-ee na loja dos baratuiros da Boa-Vista
algodao pira lencoes de um s panno, com 9 pal-
mos de largura a 900 rs., e dito com 10 palmos a
1J000 o metro, assim com* dita trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos ne largura a 1*20
o metro. Isto na |. ja de Alheiro >\: C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209, 1*400, 1*600, Id800 e 2* o covado
Alh> iro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pecbincha : na loja da esq'.ina do boc-
eo dos Ferreiros.
Espartilhos
A 5|000
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
xruito bons espartilbos para senhoras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc isto na loja da esquina
do W^o dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e Si o corado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
em um elegante sortnento de casemiras ingle-
zas, de duas larguras, com o psdroes mais deli-
cados para costum?, ] vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar taser oostumes de casemira a
'M)-', sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
ajraadt pech noha : na loja dos barateiros da Boa
BRIM PARDO LONA
A 320 ra. o covado
Oa barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
torci de brim rardo lona, por estar com princi-
po de toque de mofo, pelo barato pr co de 32U
rs. o covado, grande pechincba : na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a lOO ra. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, dous metros cada ptea, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao eom 50 pecas, sorti-
das, por5f, aproveitem a pechincba ; ca Iota da
eaqvtoa do becco do* Ferreiros.
Fus tees de se ti neta a so o rs,
eovado
Alheiro & C. ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem ib bonito sortimento de fustoes braneos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
etinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
corado ; aa loja da esquina do becce dos Fer
reros.
at-Baa da Imperairla-SC
Loja de Pereira da Silva
Ni'ito estabeleeimento vende-se as roup&s abai
xo mencionadas, que sao baratsimas.
Palitots pretos de gorgoro diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos decasemirn nieta, decordao, muito
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de fianella azul, sendo ingleza ver-
dadera, e forrados
Calcas de gorgoro preto, %colchoado,
sendo fazenda muito enorpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de fianella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de m'.i'o-k ni '
de brim pardo a 2, 2*500 e
Ceroulas de greguellas pira hom i
sendo muito bem feitas a 14200 e
Culletinbo de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias cruas c collarinhos, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Riscados largos
a SOO m. o covado
Ka loja da ra da Impe-Mtriz n. 32, vendem se
riscadinhos pnprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de cbita francesa, e asa ni
como chitas brancas miudiubas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escaras a 240 rs., 6 p-chincha : na
loja o Pereira d.i Silva.
FmMSeN. wetiiseta* e latnsian a KOO
ra. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lSzinbas lavradas de forta-cores,
fVzenda bonita para vestidos a 500 n. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. i covado. pechincba : na loj .
do Pereira da Silva.
Merino* preto a 1**00 e 1 ftSOO
Vende-se mi-rins pretos de duas 1-rguras para
vestidos o roupas para meninos a 1*200 e 1*600
o covado, e suoenor setim preto para enfeites a
1*500. afsim como chitas pretas, tanto lisas cerno
de lavoures bramos, de 240 a' 320 rs. ; na nova
laja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodoilnho francs para lencea
a SOOra., 1# e l**oo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
per ores algodiozinbos fraucze com 8, 9 e 10
lmos de largura, proprios pnra lences de nm
s panno, pelo barato preco de 900 rs e 1*000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante d" quatro larguras
para lencoes. a 1450u o metro, barato ; aa loja
do Pereira da Silva.
Roupapar meninos
A 4*. 1*500 e 6*
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um variado sortimento de vestuarios pro-
prioa para meninos, sendo de paiitosinho e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*GG0, ditos
de molesquim a 4500 e ditos de gorgoro preto,
emitando casemira, a 6*. sao muito baratos ; na
ija do Pereira di Silva.
Linguas seeeas do Ki
Grande doSnl
Vende-s? na ra de Pedro Alfonso n. 6 Cantiga
da Praia) a 320 rs. !!!
ra h eoies seguras, a 240 e 280 rs.
Beuda da China, fazenda branca aberta, a 240
ris.
Lis chineaaa de quadrinhos de sed, 32C rs.
Fustio branco inglez, padries novos, a 6f0 ra.
Setineta do Japo, campo amarello com matiz e
bolinhas, de lindas corea, a 360; mato larga.
Mnias de urna s cor e bordadas, a 500 rs.
Espartilhos eeuraca a 4*, e muito finos com cor
dao de seda a 5*.
Leques Juanita representando alguna actos
desta linda opera, al*.
Crochets para sof e cadeiras, euarnico com-
pleta, a 7500.
Cortinados bordados para cama e janella, a 6$.
Capellas com veos de blond de aeda, a 9*, e
com collar, pulaeiras a brincos de flor de laranja,
a 15*.
Camisas finas para meninos de todos os taina-
nhos, a 2*500.
Meias para meninos e meninas, de todo preco.
Brim pardo liso fino, a 320 rs. o covado, e lona '
verdadeiro a 500 is.
Nanzuc de cores finas a 240 rs.
JDamascu de la infestado para reposteiros e col
enas, a 1*. i aivs, belbutinas, eiatus de coro, i..,riohoe e pu-
Bramante de linho 4 larguras, muito superior, ^oi> ncDU8 e out.os mm:os artigos.
* if'. a i jt ono ,m Objeetos para horneas
Dito de algodao a 320 e 400 rs., e trancado a
600 rs.
Chitas finas
RA DUQUE DE CAIlAS N. 83
Mendonca & C.a
Os proprietarios deste estabeleeimento no in-
tuito de angariarem o maior numero possivel de
fregnezes, resolversm modificar sensivelmente oa
precoa das fazendas.
Objeetos para seahoras
Merinos pretos e de cores, setins e setinetas
lisas e lavradas, lacoa modemissimos, casacos pre-
l to cortes de cachemir'' bordarlos de arda, saias
! bordadas, alpacas e lis d n -, lusio.-s brancos
,e de cores, espartill. rures, cruas e
alv..s, belbutinas, emtus de cor.
S i. Ba do Cabuga
I Bastos & C.
(TELEPHONE 359;
Aviaam as Ezmas. fami'ias que receberam de
Pariz:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos da
mais palpitante novidade como sejam: Etamine
com bordado a retroz, seda crua bordada a capri-
cho, Cachemire com enfeites bordados a fil.
Moda 1886
Valentionne rn ecorce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos ?oin 20 metros de
13 ligeira, tecido ainda nao conhecido aqui.
Cores e desenhos novissimaa n^a seguintes fa-
zendas de seda, l e algodao. Etamine, Surah. Se-
tim, Faillea, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Eiplendido sortimento
Em leques, luvas, espartilhos, lacoa, lavalires,
meias, lencea e muitos outros artigos que te Y*a-
dem por precos sem competencia.
Tiras bordadas
A loo. i o, Mo e oo rs

e cretones francez- s com lindos
desenhos e cores firmes, a 240, 280 e SCO rs.
Tapetes grandes e pequeos a 1J800, 21500. 4*
e 7*.
Anquinhas modernas a 20
Toalbas alcochoadas a 25UU e 2#80C a duzia
Veludilhos de todus as cores a 1J
EOUPA POR MEDIDA
Camisas francezas, ceroulas, camisas de meia,
collariubos, punhos, pUstrons, grava tas, mantas,
lencos, miaa, casemiras pretas c de cores, brins
j especiaes e outros artigos.
Tapetes, panos c colchas de crochet, cortinados
I atoalhadot e bramantes etc.
ra o carnaval
S na nova loja n. 32 ra da Imperatriz, se
vende um grande sortimento He bonitas tiras bor-
dadas, proprias para enfeites, sen le largas e es-
trellas, peloa baratissimos precos de 100,120,160
e 200 rs., tendo dona metros cada peca, grande
pechincha. Assi n como um bom sortimento de
ganga amarella, v.ries e encarnadas, qne ae
vendem barato : aa loja de Pereira da Silva, &
ra da Imperatriz n. 32.
Agua de Vldago
Em quartos e meias garrafas ; vendem Fari
obrinho & C, & ra do Mrquez de Olinda n.
1, depositarios.
DAS


i

SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
r-Rna Duqne de Caxias-P
Toaile de mee, linda cores, lg, 1*400 o co-
vado.
Damac de seda Dore a Ja a 1* o dito.
Sedas bordadas, finas, a 1J8U0 o 3* o dito.
Setim Masao de todas as cores, a 1* e 1*400 o
dito.
Dito dito preto, a 1*200, 1*500 e 2* o dito.
Cachemiras para vestidos, a 1* e 1*400 o dito
(i rgurinas matizadas de todas as cores, a 400
e 500 rs. o dito.
Setinetas Isvradus e lisas de todas as corea a
.'OO e 560 ra. o dito.
Faile com lindaa cores, a 460-e 640 rs. o dito.
Mirin. pretos a 1*, 1*200, 1*400 e 2* o dito
La de quadrinhos, cores lindaa a 700 ra. o dito
Dita de todas as cores, a 400 e 560 rs. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 820 rs. o dito.
A'pacs lisas, finas, a 360 e 460 rs. o dito.
Fusfao de corea para menino, a 320 e 3<'0 rs. o
dito.
Casemiras pretas a 2 e 24200 o dito.
Ditas de corea a 1*500 e 2* o dito.
Dit. ditas finas,inglesas, a 8*500 e 4* o dito.
Cortes de casemiras com toque de mofo, a 2*800
e 3*400.
Ditos de dita perfeitoa, finas, a 6*500, 7*500 e
10*.
Damasco de l com 8 palmos de largura, a ti
o covado.
Dito de algodao a. 600 rs. o dito.
Dito branco bordado a 1*500 o metro.
Atoalkado de linbo fino, a 1* o dito.
Cortes de caaeneta a 1*400, 1*800 e *.
Fechs de pellueta, 6* e 7* nm.
Ditos arrendados, a 2*500, 31500 e 4*500.
Ditos d* seda, lindas cores, a 3* e 3*500.
Chale* de caaeara, a 3*500. 5*500 e 7*.
Ditos de algodao, a 1*. e 1*800.
Colchas de cores a l*50u e 2*
Ditas portoguezas (muito grandes) a 12* e 14*
Ditos de crochet a 10*, 12 e 16*.
Capellas eom veo (para noivas) a 10* e 16*.
Eosovaes para balizado, a 10* e 14*.
Camisas para aenhora, a 3*500 e 5*.
Saias idem idem, bordadas, a 4* eg *500. a
Toalhas de laberintbo ricas (para baptizado)
60* 80*
Cretonea aara vestidos,. lindos padries, a 280,
360 e 440 rs. o covado.
Chitas claras, fiuas, a 240 e 280 rs. o dito.
A' ra Buque- de Caita a. V
Cario a GnfetftG.
(MU NO DI A 25 DE FEVEREIRO

O portador*que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est haDitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz,
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 23 de Fevereiro de 1886, sem alta.
praca
da

OTE

DO
.'
EXTRACTO \o DIA 11 DE FEVEREIRO
INTRNSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habiitado a tirar 25:ooo$>ooo.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da Fortuna ra
rimeiro de Margo n. 23.
COME 23 DE FEVEKEKOBE1886, SEM FALTA.



8
Diario de PernambucoQuinta-feira 18 de Fevereiro de 1886
UTTERATDM







OS FILHOS
DO
BJ^JNmxna
POR
s. capeas:
QHAHTA PAHTS
gratas d'Etreta
AS
( Continuado do n. 38 )
in
A CASA DA PRACA DO MERCADO
Sim sim Viva La Chesnaya !
morra a polica gritaram de todos as la-
dos.
Apromptem-se chegada a occasio,
obra disse La Chesnaye saltando para
o solo.
Os giriantes precipit ram-se para o cer-
caretn, mas igiado ovajo que o espe-
ra va, o capitao desappareceu pela porta
jue traDspozera havia pouco.
A sala estava n'um tumulto espantoso.
A alegra, a esperanza, o enthusiasmo
reinavara com urna forja impossivel de de3-
crever. Os giriantes, dominados, electrisa-
dos, pareciam ser animados por urna exis-
tencia nova.
Tallebot o Corcunda pareca delirar.
t La Chesnaye! Lx Chesnaye grita va
elle successivamente misturndose com to-
dos os grupos. Eu bem sabia que elle nSo
se deixava assim prender.
Abandnalo tornarmo-nos agentes
io prebostado 1 nao sonaos inais que mise-
raveis indignos do nome do giriantes! ac-
erescentou Jehan da Forca.
__ Perdoa nos, meus filhos! gritou o
grande coasre.
Que poder! dizia Sulpicio extasan-
do-se. Ojiando eu apenas affirmava que
elle era o amigo do Satanaz I La Chesnaye
r.ai um hornera, o diabo !
- Com elle nada temos que temer.
Como o trahimos !
__ E' neccssario reparar as nossas fal-
tas !
Necessitamos obedecer-lhe !
Salval-o para lho provar a nossa de-
di cacao.
AttencSo ao signal!
Prepare mo nos 1
no brandio um pi, Tallebot e Sulpicio dei-
tanra para longe de si as molletas para
ag rrarem, o primeiro n'um machado, o ou-
tro n'um comprido alfange.
Mathias Camas apoderou-se de urna ar-
ma branca parecida com um punhal. Jac-
quelina tirou da cintura una especie de
massa de trro que trazia debaixo do ves-
tido e que brandio, mostrando n'isto a sua
forca muscular.
Jehan pegou n'um grande sabr e Jac-
ques fazia girar por cima da sua cabeja
urna comprida corda cora triplicas extremi-
dades, tendo cada urna a sua grossa po-
dra esquinada, arma offensiva e terrivel na
raao gil que a manejava.
O grande coesre apoiava se a urna espe-
cie de barrote, que terminara por urna bo-
linha cheia de pregos agudos.
Os giriante's tinbam recuado at ao cen-
tro da sala e esperavam, promptos a salta-
rera palas janellas, assim que ellas se abris-
sem, e que o signal conveneionado fosse
dado pelo proprio carrasco.
Giriantes I disse o chefe do pateo dos
Milagres, lembrem-se das ordens de La
Chesnaye! Assim que chegar plata-for-
ma e na occasio em que o carrasco agar-
rar a corda, caiain na praja como o raio
quando se profunda na trra Ao pelou-
rinho!
Os giriantes nao responderam, mas a
attitude suficientemente provava que elles
estavam promptos a operar.
O coesre estava collocado ao p de um
dos guardas vento, Pedro o Assassino e
Tallebot o Corcunda junto de outros dous.
Apagucm as luzes 1 disse o coesre.
A >ala ficu em profunla escuridao. Os
gritos dados do lado de fra au^mentavara
de forja e violencia. Se nao viam o cor-
tejo, sentiam-n<\ por assim dizer, desfilar.
Abram os guardas ventos gritou o
chele abrindo o da sua janella.
Pedro o Assassino e Tallebot o Corcun-
da obedecern!; um raio de luz inundou a
sala em que estavam os giriantes.
IV *
A POUSADA DO CATAVENTO
tava a praja, e os outros quatro assanta
dos aos cantos, e parecendo esperar con
impaciencia ou reflaotir profundamente.
bostas onze passoas, nove sao do nu-
mero dos antigs conhecimentos e ten dos-
empenhado na nossa narrativa papis mul-
to importantes para que os leitores os to-
nhara esquecido.
Os tres personagens que estivam ao p
das janellas eram ; um o barSo de Gran-
dair, o outro o preboste de Paris, o senhor
d'Aumont, oo teroeiro o marquez de Har
baut.
Ojmarquez nada mudara ap-zir de te
rcm decorrido nove mezes ; mas outro tau
to nao aconteca com o preboste e obarilo.
O primeiro, grave, silencioso, olhos en-
covados, cabellos mais brancos, feijSes des-
figuradas e labios descorados, off'.reci a o
triste espectculo de um corpo Amagrecido
pelas iadigas e vigilias, de urna alma tor-
turada por agudes dores.
Estava de luto, mas esse luto via-se aiu-
da mais no rosto que no fatJ, e era i rapos-
Bivel olhar o desgrajado pai da pob Da-
no sem se sentir dominado palos 3>n timen
tos de piedade e commiserajao.
Quanto ao barao de Grmdier, sua varo-
nil belleza tinha por assim dizar augmen-
tado. O olhar ardente tornara-30 mais r-
pido e animado do que nunca. A expres-
sao geral da sua physionomia tinha mais
de ameajadora do que de tranquilla, o as
veias da testa, desenliando se com silien-
ca, mostravara um incessante trab.ilho do
imaginajao.
A milo apertava convulsivamente 03 co-
pos da eapad i, principalmente quando o
olhar do barao so diriga pira o gmp) que
estav. junto do fogo.
Assentado porta de ntrala, com a
cabeca pandida, estava Giraud, o ex poli-
ca do prebostado de Riuen, o infeliz na-
morado da lala c seductora Jjanna,\ que
deixamos estendido no sobrado da sala de
dansa do erabaixador de Haspauha, com o
peito atravessado pelo punhal de Cama-
leao.
Girau 1 pareca ter envelhaciio dez an-
nos, e os caballos escuros estavam brancos.
Ao p do Giraud estava Ricardo, O sar-
policias, o preboste, os
mais homem de corte que nunca, trajando
ricamente, tendo em urna raao urna peque-
a bengala de ouro encaatoada de da
mants, de trabalho delicado e maravillo-
so, uso novamente em voga.
Encantadora Catharina, dzia elle di-
rigindo-se baroneza, confess9 que rae-
Ihor estarmos aqui, cercados de bons e
oxcellcntes amigos, do que no fundo do an-
tro desse La Chesnaye, qua me arrependo
de ter algumas vezes querido defender.
Minlia rainha 1 sabes que me fez falta
a tua presenca para supporlar esses oito
mezes e meio de captiveiro Por S. Hen-
rique, meu patrono.' magnifico tornar a
ver a boa companhia dapois de tar fre-
quentado tanto tempo a m 1
Conde, respondeu Catharina, estou
muito contente por rae ter tirado das gar-
ras de La Chesnaye mas esse homem nao
tilo terrivel como eu cuidava, e por isso
casame urna dolorosa iraprossao saber
que eai pouco vamos vel-o entorcar.
bravo! disse Bernac rindo. Nao
eras multier, baroneza, se nao pinsasses
MSilD.
Todo o ladrao forjadamente um h-
roe e, por consequancia, acha pordao no
teu sexo.
Felizmente nao acontece assim com o
nosso, e que o ssnhor La Chesnaye, devi-
raenta julgado, convencido e condemnado,
vai pagar cora- a vida os seus horrorosos
crimas. Resta um de seus ojud antes e
alguns homen3 da quadrilha ; mas n'essos
faro moa o nosso de ver, nio assim meu
querido preboste? Quanto a raim juro nao
deixar a Nor.nandia antas de inorrer ou
deixar do ser livra o ultimo dessa cani-
lha maldita, e principalmente craquanto
Diana nSo for restitu:da aos brajos de seu
pai *
O senhor de Aumont in'clinou-se.
Obrigado, senhor conde ; disse o pre-
boste d9 Paris, e aceito os seus servijos
nesta dolorosa circunstancia.
E eu, aecrescenou Van Helmont com
com voz pungente, estou convencido que,
com a ajuda do senhor de Bernac, chega-
reraos a encontrar quem procuramos.
Estou certo disso, meu caro senhor,
gritou o coesre
Aforrara os
agentes !
Viva La Chesnaye I
no meio do tumulto geral.
Viva La Chesnaya repetiram os gi-
riantes.
N'este momento urna grande explosao
de gritos, hurrahs e vociferajoos rebentou
da parte de lora. A praja do Mercado
pareca entregue a urna furia, e os clama-
res da multidao que a cobria tomaram-se
de tal modo que os giriantes calaram_se
sbitamente na sala da casa em que La
Chesnaye acabava do ap parecer.
La Chesnaye !... La Chesnaye 1. ..
gritavam de fra. Finalmente I. Eil-o I...
Logar ao cortejo !. ..
O grande coesre tinha entreaborto um
dos guardas-vento.
Attenjao disse elle, voltando se.
Eis o cortejo que desemboca na praja !...
Es os agentes, os policas, o carrasco e
seus ajudantes. Eis o carro aonde vem
La Chesnaye I... Attencao!... Girian-
tes preparam as suas armas Chega a
occasio de opsrar! Silencio !
Toda a asse oblea obedeceu.
Uns apoderaram-se de massas, outros
de espadas o punhaes. Pedro o Assaasi-
Dando um rpido esbojo da praja do
Mercado de Fcamp, em cujo centro se
elevava o pelourinho, os leitores lembrar-
se-hSo sem duvida d'essa casa de que fal-
lamos, casa situada no meio de um dos la-
dos da praja, em frente do instrumento de
supplico, e conhecida pelo nome : pousada
do catavento.
Se no dia em que devia ter lugar a exe-
cujSo do capitao La Chesnaye as casas da
praja estavam cheias de curiosos, se aper-
tavam om cada abertura, a pousada do Ca-
tavento ameajava aluir-se com o peso dos
que tinham invadido os seus tres anda-
res.
Dasde o rz do chao, aonde estavam es
tabelecids3 a3 cosinhas e a Bala comraura,
at s trapeiras, quartos dos creados e ser
ventes, ao pinhlo onde r.angia o catavento,
a casa estava invadida, que pareca nao
poder aupportar o peso.
No primeiro andar, urna varanda exte-
rior formando alpendre por cima da porta
de entrada, deitava para a praja.
Esta varanda corarauuicava com o salao
principal da pousada por tres janollas,
entio fechadas, por causa do fro, mas que
no deviara tardar em abrirse para dar
entrada aos locatarios da pousada cuja
presen ja se desenhava extraordinariamen-
te atravez dos vidros.
Na occasiilo em que Pedro o Assassino,
Tallebot o Corcunda, Jacquelina, Mathias,
Jehan da Porca e Jacquea escutavam na
praja a narrajao de Sulpicio das Pernas-
Tortas, isto alguns minutos antes da
chegada do grande coesre da entrada dos
giriantes na casa em que os deixamos,
onze pessoas estavam dierentemente agru-
padas no sal2o do primeiro ; ndar ; quatro
aqueciara-se so p do fogao, em que bri-
Ihava um claro fogo, tres junto das janel-
las e olhando para o aspecto que apresra-
gonto do prebistado de Paris, Ricardo tal respondeu o conde sustento sempestane-
como o apresentamos aos nossos leitores jar 0 olhar do sabio,
nos primeros captulos deste romance. V
Dois officiaes do preboste de Rouen oc-
cupavam dous assentos collocados om fren-
te de Ricardo e Giraud.
Quanto aos quatro personagens agrupa-
dos juntos do fogao, s dous estavam as-
sentados ; os outros dous conservavam so
de p.
O primeiro, isto o que estiva mais
perto dasjanella3, era o cavalleiro ds La
Guiche.
A seu lado Van Helmont, o velho sabio,
OS PRIS10NEIR0S DE LA CHESSAYE
Ah disse La Gui :he rompendo o si-
lencio que guardava desde alguns intantes,
ah meu querido Bernac, porque diabo
esse bandido de La Chesnaya se apoderou
da tua pessoa ? E' o nico ponto que
me parece obscuro em toda a maravilhosa
aventura.
Chamas a isso obscuridada ? disse o
alto, cada vez mais magro, olhar mais pe- conde mostranlo um?. per;'eita quielajao do
netrante, parecendo t-jr envelhccido tantos
annos como o Sr. d'Aumont e Giraud.
A dor e o soffrimento liara se naquella
physionomia expressiva, mas adivinhava-se
que, neste espirito tilo elevado, nesta inteli-
gencia tao superior, a luta com as acn-'
tecimentos ou com as paixSes, degenerara
em raiva e lhe dera urna nova forja, longe
de ter enfraquecido.
Quanto s duas pessoas assentadas em
frente do fogao e que estavam em largos
JanteuiU, cada urna dallas pertencia a um
sexo difieren te.
A niulher, joven, graciosa, seductora,
vestida com esmero e riqueza, era a deli-
ciosa Catharina que#lternativaraente vhmi
em casa de Joas, na feira S. Germano,
nos subterrneos mysterioscs da abbadia
dos Agostinhos, e no palacio de D. Pedro
espirito.
Mas. .
T0LHET11
parece-me
Parece-me que ao contrario, claro
bastante. O motivo a que obedeco La
Chesnaya salta aos olhos No ba mais
nada a fazer do que olhar para o bandido
e para mim I Palavra de iionra I nSo sei
como a natureza ple rocrear-se om me-
ter a mesma cabeja entre os hombros
d'um gentil-hornera o os d'um bandido da
peior especie, faltar nobreza da trra,
com todos os diabos do inferno I Pela
minha parte, ao podesse, mudara no mes-
mo instante de cara, e se o tratante que
ousa assemelbar-se-me nao fosse, d'aqoi a
alguns minutos, enviado a todos 03 dia-
bos !
Que disse La Guiche, foi por causa
d'essa semelhanja maravilhosa que existe
de Toledo, na uoite do baile que terminou eatra t e eij3> que la Chesnaye te encar-
a nossa terceira parte. cerou n0 seu cov].
A encantadora baroneza estava n'uraa Sim, meu querido. O miseravel...
provocante postura, mostrando o seu pe- A proposito nao assistiu ao julgameato
queno p e a perna tentadora at a mag i d'elle ?
niea liga de seda verraetha, formando um A todo, nao
ciaes do prebostado de Roen assentados
a alguma distancia.
Tenho, Sr. conde, respondeu o lugar-
tenente do prebostado levantando-se apres-
sadamentee apresentando ao joven senhor
um volumoso manuscripto que at entao
ti vera sobra os joelhas : eil-o !
Bernac pegou no manuscripto, folheou-o
e examinando urna pagina :
Ah 1 disse elle voltando-se para La
Guiche ; escuta: eis a declarajao de La
Chesnaye que diz respeito a este seu hu-
milde servo.
E o conde principiou a 1er era voz alta :
t Quanto ao que respeita ao oonde de
Bernac e violajao da liberdade indivi-
dual de que me aecusam a respeito da pes-
soa do dito conde, respondo que a natureza
mais culpada do que eu, que rae condu-
ziu ao crime, nao fazendo mais do que
aproveitar-me de um acte executado por
ella propria.
A priraeira vez que o vi, [fiquei ful-
minado pela milagrosa sera-Iban ja que exis-
tia entre o seu rosto e o meu. Estava 03-
culto ; trazia o meu vestuario ordinario, e
as minlias feijoes desappareciam sob a
comprida barba e cabellos esgadelhados, o
conde nao poude fazar o mesmo reparo-
Certo de que era fcil fazer-me passar
por conde desde que eu auizesse, e, se ne-
cessaro fosse, fazel o passar por La Ches-
naye, rosolvi aproveitar-mo immediatamen-
te disso.
i Hoje, que estou fra do emprego que
tive, hoje que rae entreguei, pois nSto rae
dignei defender, finalmente, hoje que a
morte est prxima e espero com impa-
ciencia o momento do eterno repouso, pou
co me importa qua conhejam meus sagre-
dos, que descubram a verdade. Dil-a-he
toda, escusam obrigir-me.
Vejam, meus seuhores, disse o can-
de interrompendo a leitura, que o patife
achou meio de evitar a tortura confessan-
do, sam hesitar, todos os crimes da sua
vida passada.
Mas, replicou La Guiche, se com-
prehendo bam a intenjao de La Chesnaya
se aproveitar da sua semelhanja comtigo,
nao comprehendo porque te prendeu
forja.
Ah 1 meu querido, respondan o con-
de rindo, queras que elle tomasse o meu
lugar, nome e titulo, commigo presente .
Quo quera representar a tua pes-
soa ?
Sem duvida.
Ah comprehendo, entao. ..
E' engenhoso !
Se fosse possivel...
Perfeitamente possivel, grajas ao in-
signe descuido da senhora natureza. Com
um railhao do diabos! Creio que La
Chesnaye trazia o mesmo vestuario que
hesitaria era rae conh'scer a mim proprio I
Esta semelhanja tem realmente alguma
cousa de fabulosa. Quando vi o bandido
cara a cara, julguei estar era frente de
raud) que, como me referiram, engaado
pela semelhanja do bandido, julgou om
momento seguil-o correndo atraz de mim ?
Contra o meu fiel amigo, senhor de Au-
mont, que poderia ser eoganado como os
outros V Ou contra o Sr. Van Helmont,
que por dedicajSo a minha familia sirvi-
me quasi de pai ? Nao ? nao I impos-
sivel, s me queixo, repto-o, do acaso...
Entretanto, senhores, tudo est explicado
t esquecido I O supplico do culpado en-
cerra este doloroso acontecimento da mi-
nha vida.
CerUmente exclamou La Guiche.
^eu pobre Bernac, lastimo te sinceramen-
'te ; mas, como j te disse, tudo est aca-
bado 1
E o cavalheiro estendeu a mao ao con-
de. Os dous abrajaram-se amigavel-
mente.
(Continua )
\
De ve haver urna copia desse julga-
mento. Senhor lugar -lente tera comsigo
lacinho.
O homem era o conde de Bernac, Rjy-
nold, uai dos filhos do velho La Chesnaya; | o extracto?
mas o conde, mais joven, mais elegante, e O conde diriga se a um
dos dous offi
i FILHA DO SIMIRO
POR
r. :: i: ::::::
(Continuando do n. 38)
II
__ Perfeitamente, c agora eu adivinho o
que se passou. Emquanto levavam te pa-
ra o Deposito, o patife que praticou o acto
cscondia-se em algum canto. Os imbecs
que te prenderam nao pensaram em visitar
os esconderijos no alto da igreja, e elle fu-
gio por urna escada quo d par? o coro.
A pessoa qua te acompanhava passa s mil
maravilhas, e eu posso perfeitamente to-
mar a responsabilidade de pr-te em liber-
dade, tanto mais qua nada te impede de
dizer quem ella .
Dizer-te quem ella exclamou o
Sr. de Saint-Briac. Mas sabes bem que
nao oposso. Prefiro deixar me prender a
dizer e seu nome.
Ao commissario de polica, replicou
o Sr. de Mlveme, e tu teas cero vezes
razao. Elle teria posto o nome nos autos :
mas a mim muito diffrente. A instruejao
est fechada, ou antes nao fj aberta, e nao
um magistrado que te interroga, um
amigo.
- Tens anda du vidas ?
Nao. Julgo-te incapaz de mentir, mas
emfim dando ordem de |te soltar, vou to-
mar urna grande responsabilidade, e se te
pergunto esse nome, para desenoargo da
minha consciencia. Comprehendo bem que
a questao provar, que a mulher que te
aecusam de teres matado est anda vi-
va.. .
E como proval-o ? pergunto-te. Cha-
mando-a e interrogando-a tu mesmo? Isto
bastara para perdel-a, e eu preferira dei
xar-me condemaar morte a expl-a a
comparecer neste gabinete.
Sra. tal, que mora em tal ra, em tal nu
mero ; eu me limitara a informarme dis-
cretamente, e bem depressa saberia o que
suppr sobre a sua existencia.
Nao ficarias muito mais adiantado,
meu caro Hugo ; porque emfim, se eu fos-
se culpado e se para desculpar-rae eu te
nomeasse urna mulher que nunca foi minha
amante, ficaria na mesma.
Seria urna infamia, da qual julgo-te
totalmente incapaz. E na verdade, nulo
vejo o que podes receiar dizendo-rae a ver-
dale. E' porque duvidas da minha discri-
jao, ou desconfias das minhas intenj3es ?
O manos possivel; mas tu mesmo re-
conhecest; que no meu caso o mais abso-
luto silencio imp3e-se a um Lomera de
bem.
Sim, se eu conheceese es3a mulher,
porque ento pode-ia encontral-a na so-
ciedade; ^e e ella soubesse que eu estou
na confidencia dos eus amores, ficaria
muito incommodada quando me visse;
mas...
Pois bem respondeu o capitao, de-
pois de ter hesitado ; suppoe que assim :
auppSe mesmo, so queres, que tens relaj3is
intimas com o marido.
__A verdade que eu me acharia n'a-
ma posijao embarajosa, dase riudo o juiz
de instruejao. Mas apenas urna simples
hypothese, na qual nao creo. Nos fre-
quentamos, tu e eu, os meamos sal5es, e
entre as mulheres que vemos habitualmeate
nao posso suppr nenhuma. Confessa en-
tao que fizeste esta conquista fra do cir-
culo das nossas relajo is ordinarias. Tu
frequeatas urna porjao de casas, onde nao
tenho entrada, porque conservei-me magia
trado sob a repblica...
Saint-Briac calou se, e o seu rosto con
trahido trahio ama emojao violenta.
Sabes, continuou de Mlveme, que,
se eu quizesse, nao dependia sono de
mim descobrr o teu segredo ? Na minha
quslidade de magistrado, teaho a polica s
minbas ordens, e como naturalmeate ao
fiaars nisso com a tua amasia, nao tere
mais do que ordenar aos meas policiaes de
te tipiaren, como elles dizem na sua lin-
guagem.
Nio fars isso, eu espero, disse viva-
mente Sant-Briac, que empallideca a olhos
vistos.
- Nao, meu caro. Eu queria apenas
provar-te que tenho algum mrito em acre-
j ditar na tua palavra. E confesso que quasi
me livre de desconfiar que commettesto um
quero descobril-o ; esse culpado o hornera
crime horrivel, tu a quem vejo diariamen que subi com a infeliz que te rnostrarara
te e que estimo como a um irmao. Vou te | no Hotel Diou. E eu preciso colher o tes-
mandar soltar, negocio para um quarto temunho daquelles que a principio te aecu-
de hora. Vai para a tua casa e vera jan- savara. Mas pouco se fallar em ti. Ago-
tar comnosco esta tarde. Minha mulher ira acorapauha-rae, meu caro amigo, ou an-
ha de ralbar devoras coratigo e tu o ters I tes, nao, d-me o brajo, para qae todos
merecido. i vejam que tu nao s mais aecusado.
Eu nao seria obrigado a proceder as-Jme 0ffendeste recusando-te a dizer-me esse
sim. S9 quisesses dizer-me: trata-se daiQOnMf qaeeudesejavaconhecer. Mas Deas
Como 1 queres contar esta triste aven
tura Sra. de Mlveme ?
En nada lhe oceulto, nem ella a raim.
E' o raelhor meio da gente entender se,
e nos entendemonos s rail maravilhas.
Da vas, ao menos, poupar o meu
amor-proprio. Fiz um papel tao ridiculo I
Nao acho. Pelo contrario, portaste-
te como um verdadoiro cavalheiro, levaste
a dedicajao at o herosmo, e eu garanto-
te que, em vez do rir-se de ti, Odetta ha
de admirar te ; ella tera o sou fraco pelos
homens exaltados Mas deves estar dese-
joso de tornar a ver a tua sobreloja da
Avenida d'Antin. Vou entregar-te o teu
exeat, disse o juiz sentando se sua secre-
taria para encher urna formula impressa.
Jacques de Saint-Briac principiava a res-
pirar mais livremente, porra nao estava
anda completamente reatabelecido das ter-
riveis emocSes pelos quaes acabava de pas-
sar.
Est prompto, continuou o Sr. de
Mlveme ; apresentars este papel ao di-
rector do Deposito e elle to soltar imme-
diatamente. Eu bem quizera poupar-te ~0"r amg0.
essa viagem aborrecida, mas do regula-
meato, e desta vez uao te pjrao algemas
para atravesaares o parque da Sainte-Cha-
pelo. Vou racoiomeadar-te ao guarda de
Pariz, que espera para te levar.
Dizendo isto, elle tocou a campaiahu,
um escrivao eatroa, ello deu-lhe ordens
para transmittir ao soldado da escolta, e
perguntou so as testemunhas citadas tinham
ebegado. Nenhuma ainda tinha compare-
cido, pela excellente razao de que estavam
citadas s para as duas horas
E' culpa miaba, disse o juiz de ins-
truojao. Ea sappaz quo o interrogatorio
do indiciado fosse muito longo e exped o
teu negocio em quarenta minutos. Tenho,
pois, tempo para acompanhar te ao Depo-
sito. E' mvlfaor que eu mesmo me expli-
que com o director. Voltarei depois para
esperar as pessoas que mandei chamar.
Para que, desde que rae restitues
liberdade? parguatou Saiat-Briac.
Como para que! Mas eu nao abando-
no este negocio. claro como o dia qae
tu i i inocente, mas ha am culpado, e en
Assim se fez. Os dous amigos, de bra-
jos dados, atravessaram 03 longos corrodo-
res o o pateo, com grande espanto do guar-
da de Pariz, que nunca vio um magistrado
tratar um preso do Deposito por esse rao-
do. A adrairajao dos carcereiros nao foi
menor, mas a explicajao foi curta entre o
juiz e o director, que os acompanhou at
porta, depois de passada a ordem de sol-
tura.
Emfim, eis-me de novo um homem,
grajas a ti, dase Saint-Briac, quando sahi-
ram. Nunca esquecerei o que acabas de
fazer por nJin<
Fiz o que devia, e o teu nome nao
ha de figurar no registro do Depasito. S
deixaste all o teuassignalamento.
_ Cornejo a receiar que te tenhas com-
promettido para salvar a honra do meu no-
me.
Tranquillisa-te. Hoje mesmo estarei
com o primeiro presidente o o procurador
geral. A esses, por exeraplo, nao poderei
oceultar que tu s Jacques de Saint-Briac,
ex-capitao do 9o de couraceiros e o meu
Mas estou certo da que
fiz.
um espelho. N&o assim oaroneza 7
E' maravilhosa! respondeu Cathari
na. Os proprios juizes se surprehende-
ram. Mas, amavel conde, muito des-
agradavel ser o duplicado enforcado.
- Oh 1 disse o senhor de Bernac, pen-
sando nessa hurailhacao obtive do preboste
de Rouen, que Le Chesnaye fosse enfor-
cado com o seu trajo ordinario do velludo
preto, capa vermelha, barba e cabello pos-
tijo. Assim nSo terei o pesar de ver a
minha cabeja fazer urna careta.
O facto disse La Guiche rindo,
que a cousa nao tem nada de jovial
para ti.
Nao sei como me tornara depois de
tal acontecimento : nao ousaria apparecer
na corte. Tomar-me-hiam por La Ches-
naye ressuctado Mas, como todos os
anjos rebeldes, queridos amigos, a cousa
muito triste, considerando a a fundo. Eu,
um Bernac 1 tomarem-me por bandido !.. .
quando pens quo teve lugar isso, que du-
vidaram de mim, desespero Mas com-
tudo, contra quem me revoltarei ? Contra
esta valente rapaz (o conde designava Gi-
VARIEDADES
Tea riso
A' Bellarmixo Dorado
Quando um riso trave3S0 e bollijoao
Bipartindo-te o labio coralino,
Furtivamente sae, meigo, cetrino,.
Como de urna ave o pipilar mimoso,
E vera sereno, puro, setinoso,
Semi vasado n'um crysol divino
Trazes a f e a esp'ranja ao peregrino
Sem f e sera esp'ranja, desditoso. .
Eu sinto-me feliz e tanto e tanto
Que choro de prazer, e esse pranto
E' como brando rociar d'aurora.
Vers aos olhos tao puro que parece
Que vae converter-se em muda prece
E implorar um riso teu, Senhora.
Alagoas 1885
Fausto de Barros
Sonetos
VOZES
Tudo falla de ti mulher forraosa
EmDlema da mais santa lealdade;
Todos dizem, mulher, pura verdade
Te acclamando gentil e primorosa !
Tudo falla de ti desse sorriso
Que de grajas reveste teu semblante ;
Quem te v, n'um momento delirante,
Julga seres visa do paraizo 1
Tudo falla de ti desse esplendor,
Que dimana do teu lmpido olhar
Tao puro qual pureza de urna flor !
Tea aurora, risonha ao deipoatar,
Revestida de rubra e urea cor,
Vem contente de ti tambera fallar I
A. JCKIOR
Dinheiro
E' soberbo de certo ter dinheiro
De notas ter-se o bolso bem replecto;
Com elle tem-se encomios e o affecto
De quasi todos deste munio inteiro I
Com elle nao ha vicios .. s bondade.
Diz-se sabio qualquer ignorante I
E sensato se acclama o mais pedante ;
Teado o also c o ladrao honestidade l
Tudo quer e procura avassallar
Essa forja corrupta e muitb forte
Que a todos tenta sempre dominar !
Tem limites porm a sua sorte:
Se mil gosos na vida pode dar
Nullo seu poder perante a morte l
A. Jnior
approvarao o que
J demais saberem elles quem sou,
murmurou Saiat-Briac com tristeza.
Realmente, meu caro, s difficil de
contentar. Deverias estar natisfeitissimo
por teres soffrido apenas um ligairo cons-
trangimento, porque a cousa podia ter-te
custado muito mais caro e tua amasia
tambem.
- Ea sei, mea amigo, e nao mo quei-
xo, ea t'o juro, respoudeu Saiat-Briac.
PerdSa- ne o que acabei de dizer e er que
confio na tua prudencia. E demais, nao
sei por qae hei de assustar-me. Os dous
magistrados a quem vais revelar o facto
sao homens de honra.
__ E tem mais do que fazer do que pro-
curar descubrir o nome da linda dama por
cojos bellos olhos te metteste em urna ves-
peira. Na instruejao nio se fallar mais
em t. Vai, pois, em paz e vem jantar
comuosco hoje, s sete horas.
NSo me pecas isto. Anda estou de-
baixo da impressao de tantas emojoes.
Preciso de alguns das para voltar ao men
estado anormal.
Anda l eu fe conhejo e sei que
nSo s nervoso como urna mulher ; come-
jo a indagar de mim mesmo que razao po-
des ter para nao querer jantar com a mi-
nha. Parece, palavra de honra, que re-
celas que ella te faja alguma secna.
Oh que lembranja 1 balbuciou Saiut-
Briac. Receio apenas ser am triste con-
viva. Mas, como exiges, irei.
Muito bem. Agora, que tenho a tua
promessa, deixo-te e volto para o meu ga
bineta, afim de ouvir as testemunhas, que
n5o podem tardar, porque eu nao abando-
no este negocio e vamos procurar o bello
cavalheiro que estava -,o alto da torre com
urna mulher, emquanto tu namoravas a tua
bolla na galera. O aeu deoappareciiuento
irova que houve um crime; se essa infe-
iz tivesse se suicidado, o tratante qae a
acompanhava nao teria fgido pelo tecto.
Ha de custar-nos a achal-o. Ninguem
o vio bastante de perto para reaonhecel-o.
E' verdade, mas ha o dedodeDeus.
A mulher est exposta ua Morgue. Elle
talvez l v fazer-se prender. Basta urna
exclsmajao, um gesto da physionomia, no-
tado por um dos policiaes que mandei col-
locar na sala. E depois vamos procurar
informajSas. Urna mulher nio desappa-
rece sem que alguem d por isso, princi-
palmente urna mulher rica, e esta estava
coberta de joas. Se ella estrangera, de-
ve ter parado em algum hotel; havemos
de saber qual delles.
Eu te ioformarei do que houver. At lo-
go, meu caro amigo, coucluo o Sr. de Ml-
veme, dando ao amigo um vigoroso aperlo
de mao.
Jacques de Saint-Briac o acompanhou
com o olhar durante um momento e diri-
gio-se lentamente para a porta grande que
d para o boulevard do Palacio, essa por-
ta por onde teria sabido em carro cellular
para Mazas, se tivesse sido interrogado por
outro juiz de instruejao. Urna vez fra do
recinto do Palacio de Justija, parou espo-
ra que passasse algum carro da praja va-
zio. Tinha pressa de voltar para casa, e
a avenida d'Antin era longe. O trajecto a
p teria levado muito tempo.
Emquanto esperava o carro, nao uotou
am homem qae tinha parado a dous pas-
aos delle no passeio e que o examiaava at
tontamente. Esse homem levava pela raio
um meniao mal vestido. Saint Briac vol-
tou-se e logo o reconhecou.
Ah o senhor, disse-lhe elle, seeca-
mente. Que tem, que est me olhando as-
sim ? Est adairado de ver-me solt ?
Comprehendo isso, porque se estou solt
nao por culpa sua. Foi o senhor quem
me fez prender.
O senhor est engan do, respondeu
framente Meriadec. Contribu, sem o que-
rer, para a sua priso, mas nada disse
contra o senhor, e nunca pensei que fosse
culpado. Fui citada pelo juiz da instruc-
jSo e vinha depr a seu tavor.
E' perfeitamente intil, d3se Saint-
Briac. Elle sabe que sou innocente, e aca-
ba de soltar-me.
- Felicito-o de todo o coracao, e vjo
agora que o senhor foi victima de um en-
gao.
E, fallando com o menino, que estava
a seu lado :
Diga-rae, Sacha, nao conhece este ca-
valheiro ?
Nao, disse Sacha. E' a prmeira vez
que o vejo.
Eu estava certo disso, murmurou Me-
riadec.
O senhor ter a bondade de expli-
ca!-me o que significa esta espeeie de con
fronlajao ? perguntou Saint-Briac, em tom
secco.
i Para mim pro va de que se engana-
ram quando o prenderam. Ea j estava
convencido disso; mas, se ainda tivesse
alguma duvida, a resposta deste menino a
teria dissipado. Elle vio o verdadeiro cul-
pado, e, se fosse o senhor, nao teria deixa-
do de o recoahecer.
Realmente, sou-lhe muito obrigado,
disse irnicamente o capitao.
O senhor faz mal, replicou Meria-
dec, de tomar a m parte o que lbe estou
dizendo. Comprehendo que conservasse a
mea respeito urna recordajao desagrada-
vel. Poda suppr que eu o tinha aecu-
sado. Mas repito que aqu vim para de-
fendel o.
Nao preciso mais de defeza, porque
nao estou mais em causa, e o senhor me
dispensar de prolongar esta conversa,
Dizendo isto, o ex-capitao de couracei-
ros fez ao barao de Meriadec um cumpli-
mento muito secco o afastou-se rpidamen-
te. Esse bom Meriadec ficou muito per-
plexo, e realmente tinha razao para isso.
(Continuar-te-ha.)
iyp- do Diario roa Duque de Caas .**
.\
>.
i'--


Full Text
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