Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16882


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Full Text

*>
AMO NUMERO 38
.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
PARA A CAPITAL E LIARU OXDE MAO B PACA PORTE
Por trrts mezes adiantados ... 60000
Por seis ditos idem...... ... .... 120000
Por um annp idem......... 240000
Cada numero avulao, do mean dia............ 0100
QOABTA~FBA 1? i FIEMO DE 1
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adianUdoa......... ..... 130500
Por nove ditos idem................. 200000
Por um anno dem................. 270000
Cada numero avulao, de das anteriores.....-..... 0l1-)O
DIARIO DE PERNAMBCO
ffcroprietadt re Manotl -ftgudrla t>e Jara & -fuljo*
s
11
TELEGRAMMAS
8
as?::: ?astistos so sumo
RIO DE JANEIRO, 16 de Fevereiro, s
3 horas e 50 minutos da tarde. (Rccebi-
do s 5 horas^jela lin'ua terrestre)
valiereis o Baro da Lagaa, slml
runle reformado, aeamdor do Impe-
rto pela provincia de Nauta Cntmarl-
na, conaelheiro de nierra, gra crm
da ordem de S. Beato de Avia, dlgal-
tarlo da da Roaa. ofllcial da do l'ru-
etro. e condecorado coni diverjan
meitillias de campanna.
I*-
\
11111$ DI tfSHtt 2A7AS
(Especial para o Diario)
MONTEVIDEO, 13 de Fevereiro.
Abrione o parlamento uruguayo.
Km Mua menaasem. o cnefe do Ea-
tada fax menao daa boas relacftca
exteriorea e falla do trabalhoa le-
rialativon de qnr as camaraa ae oc-
cuparana no decano da aeaao Onda.
O preaidente d noticia da boa mi-
mar fln&ncelrn do pala, e emprime
a contlanca que nutre na manuten-
cao da paa.
BUCHARE3T, 15 de Fevereiro.
Foi elelto preaiilente da Cmara
Alta o Dr. "Francisco Antonio Vidal.
Vo ae arraatantlo toa dinlculdn-
dea aa nesoclarde* relativa que*
Ihii doa BalKana.
- LONDRES, 15 Jo Fevereiro, tarde.
Deram ae deaordeua boje em llir-
miugliam.
y
A polica local conaeiruio conaprl-
?ARTE OFFICIAL
r
T
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
^ 16 de Fevereiro de 1886.
INSTRUCClO POPULAR



GeoKraphia geral
Extrahido
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Contmuac&o)
AMERICA
AMERICA SEl'i'E.NTRIONAL INGLEZA
ios pRixc iiais : Mackeasie, que desagua ao
norte d.t Nava lri i.uha : S. Lourenco, qne desa-
g la no golfo de S. L mrenco ; Mississp, que re-
cebe u Uissori, o Oi-n, >-tc. e desagua no golfo do
Mxico ^ti) Grande do Norte, qae desagua no gol-
fo de California : Magdalena que desagua no norte
da Colombia : Oienoco que desagua no Atlntico ;
Amazjuas, o uiaior no da trra (tein 5:000 kil-
metros) ; Tocmtis, a noroeste do Brasil: S. Fran-
cisco, a leste do liras: 1 ; Rio da Prata que desa-
gua no Atlntico ; Colorado e Negro, a leste da
Fatsgonia-, Coluinbia, a oeste do Estados-Unidos,
GROENLANDIA
Na parte septentrional da America ; nove mezes
no anuo est cooerta de gelo. Tem 25:000 habi-
tantes ; 1:0X) sao] dinamarqueze* e os restantes
esquimos, Pesca da baleia.
7.600:000 kilmetros quadrados. Cerca de
4.000:000 habitantes.Menos de 1 habitante por
kilmetro quairado. -A America septentrional
iugleza ou Nova Hrctanha, ao norte dos Estados
Unidos, eomprebende :
o labrados, 14:0*0 habitantes. Extensa penn-
sula, cujo interior pouco conhecido ; aa costas
sao muito terteis ; d'ahi lhe veio o nome de trra
de lavrador, ou Labrador. -Terra Nava, 125:000
habitantes. O interior da ilha estril, mas tem
importantes estabelecimeutos onde se prepara o
bacalho, pebcado principalmente no Grande Ban-
co ; pertence aos iuglezes. Capital, Saint Joho,
21:000 habitantes. Perto ficam as pequeas Ibas
de S. Pedro e Mquelon. Bermudas, archipelago
de cerca de 300 ilhas o ilhotaa, 12:000 habitantes.
Capital, Hamilton.-Lha do Cabo-Breto, 4:000
habitantes. Pesca importante e ricas minas de
hulha. Capital, Sydney.Ilha do Principe Eduar-
do, 80:000 habitantes ; antiga possesso franceza.
Capital Charlotte Tova, 5:0u0 habitantes.Nova
Escocia (pennsula ; Mitiga Acadia), 330:000 ha-
bitantes. Capital, Htlifax, 30:000 habitantes.
Novo Brunswick, 50:000 habitantes. Capital
Fredenk Uown, 5:t00 habitantes.Canad (anti
gamente Nova Franca), 3.000:000 habiUntes. Po-
pulacao quasi toda de origem franceza. Commer-
cio extenso e importante. 0 fri e o calor sao ex-
tremos. Capital, Ottnva, 15:000 habitantes. Ci-
dades prineipaes : Mcntreal, 120:090 habitantes,
tiuebej, 60:000 habitantes ; T\ ronto, 60:000 ha-
bitantes, Kingston, 12:000 habitantes ; Tres Ri-
beiras, 3:000 habltant.ssNova Galles, 40:000 ha
hitantes. Vasta reguo quasi deserta; clima fri,
mas saudavel; pouca vegetacao ; grande commer-
ci de pelles.=Colombia Inglesa, chamada por
muito tempo Nova Caledonia e Nova Georgia,
200:000 habitantes. Kegio pouco conhecida ;
ricas minas de onro, ferro e hulha. Dependencias
archipelago da Rainha Carlota ejilha de Vancou -
ver.
ALASKA
495:000 kilometrcscuadrados.75:000habitan
es. O territorio de Aiaska (ou Rnssia americana)
o cedido aos Estados Unidos em 1867.
t (Coan'aaa)
Ministerio do Imperio
Por despacho imperial de 90 de Jansiro foram
agraciados com o titulo de Bario do Rimes Ha-
noel Antonio Claudio Rimes, e com de Baro de
Santa Tecla Joaquira da Silva Tavares.
Por decretos de 6 de Fevereiro fez-se mer-
c :
Do titulo de Bario de Sabra, com as honra
de grandeza, o conselbeiro Vicente Candido Fi
gueira de:Saboia ;
Do de Visconde de Souza Fontes, o Baro do
mesmo titulo;
Do de Baro de Motta Maia, o Dr. Claudio Ve-
lho da Motta Maia ;
Do titulo de conselho, ao Baro de Itajub.
Conceden se licenca ao muco fidalgo com exer-
cicio na Casa Imperial, Jos Ignacio Netto dos
Reis Carapebs para casarse cm Margarida
Andrew.
Furam nomeados :
Inspector geral de hygiene, o Baro de Ibi'.u-
runa; membros da inspectora geral os Ors. Jos
Agostinho de Souza Lima, Francisco Marques d
Araujo Ges, liento Goncalves da Cruz e Jos
Ricardo Pires de Almeida : o primeiro, presiden-
te e os outros membros da extincta Junta Central
de Hygiene Publica.
Secretario da Inspectora geral de hygiene o
secretario da extincta junta, o Dr. Pedro Alfonso
de Carvalhj.
Inspector geral de saude dos portos o Dr. Nuno
de Andrade, e ajudantes do inspector geral os
Drs. Jos Firmino Vellez, Antanio Martins P-
nh-iro, D. Jos de Souza da Silveira, e Joaquim
Jos da Silva Sardinha ; o primeiro, inspector e
os outros ajudantes da extincta inspeceo de sau-
de do porto do Rio de Janeiro, Dr. Jos Firmino
Vellez-
Concedeu-se aposentadona ao inspector geral do
instituto vaccinieo, Dr. Peregrino Jos Freir,
visto contar mais de 53 annos de servico publico
e acbar-se em estado valetudinario, ficando este
acto dependente da spprovaco da Assembla
Geral.
Faram expedidos os seguintes avisos :
Ministerio dos Negocios do Imperio.2.a dire-
ctora-Rio de Janeiro, 4 de Fevereiro de 1886
Illm. e Exm. Sr.Chegou ao conhecmento do
governo que nessa capital sao submettidos a exa-
mes geraes de preparatorios c obtecn approvacao
individuos que, na maior parte acodera de nutras
provincias e completamente desconhecem as ma-
terias sobre que versam taes exames, e ao passo
que nao sao trequentanas as aulas do curso an -
nexo Faeuldade de Direito do Recfe, algumas
das quaes nao contam um.t alumno, mais de me-
ta Je dos estudantea do curso superior se matricu-
la com certides de exames de preparatorios ah
realizados.
Cumprindo que cesse seme hante abuso, contra
o qual repiesentou a directora da citada Faeul-
dade em oficios de 4 e 18 de Dezembro ultimo e
que consideravclmente prejudica a instrueco pu-
blca, declaro a V. Exc, para os fins onveuien-
tes, que at ulterior dehberaco fiea suspensa na
provincia a execuco do decreto 5,429 de 1 de
Outubrode 1873.
Deus guarde a V. Exc. Baro de Mamar.
Sr. presidente da provincia do Rio Grande do
Norte.
Ministerio dos Negocios do Imperio. =2.* dire-
ctora.Rio do Janeiro, 4 de Fevereiro de 1886.
Illa,, e Exm. Sr.De informscoes prestadas
Inspectora Geral de Instrucci primaria e Secun-
daria do municipio da corte consta que nessa ca-
pital sao submettidos a exam?s geraes de prepa-
patorios e obteem approvacao candidatos que com-
pletamente desconbecem as materias sobre que
versam os mesinos exames e muitos dos quaes nao
sao residentes na provincia, praticando-se alm
disso outros abusos que exigem proinpta providsn-
cia do governo, a quem nao podem ser indiferen-
tes sementantes factos, que tanto offendem os in-
teresses da instrueco publica.
Cumprindo, portanto, que cessem taes abusos,
resolv que, ate ulterior deliberaco, fique suspen
sa ah a execuco do decreto n. 5.429 de 2 de
Outubro de 1873 ; oque communico a V. Exc.
para os fins convenientes.
Deus guarde a V. Exc. Bardo de Mamor. -
Sr. presidente da provincia de Sergipe.
Circusr.Ministerio dos Negocios do Imperio.
2." directora.Rio de Janeiro, 4 de Fevereiro
de 1886.
Illm. e Exm Sr.A bem da regularidad.) dos
estudos preparatorios imprescindvel que nao s
na organisacodoscommissoes julgadoras dos exa
me- a que na conformidade do decreto n. 5429
de 2 de Outubio de 1873, se procede as provin-
cias, onde nao ha faculdades, mas tambem no
respectivo julgamento, se observen) estrictamente
as recouimeudacoes feitas pelo aviso circular n
373 de 18 do mesmo mez.
Assim mister que, rigorosameute inspecciona-
nada a execuco do referido decreto, smente se
instituam mesas para es exames que versarem so-
bie materias leccioaadas de modo regular e que
aprecien! os actos com severidade commssoes
compostas de pessoas que efferecam garanta de
idoneidade moral e intclirctu .1.
E porque tenham chegado ao conhecmento do
governo notic a e at participacoes ofEciaes de
abusos intoleraveis praticados em algumas pro-
vincias naquelle importante ramo do servico pu -
blico, V. Exc, oavindo o delegado especial da ins-
pectora geral da instrueco primaria e secunda-
ria do municipio da corte, prestar, com urgencia,
quanto aos exames realisados nessa capital, cir-
cunstanciadas informacoes que habilitem o gover-
no a resolver sobre a sua continuaco.
O que tuo tenho por muito recommendade a
V. Exc, a quem Deus guarde.Baro de i&amori.
Sr. presidente da provincia do Amaaonas. -
Idnticos aos presidentes das provincias das Ala-
gos, Cear, Espirito Santo, Maranho, Matto-
Grosso, Minas Geraes, Para, Parabybs, Paran,
Piauhy, Rio Grande do Sul e Santa Catbanna.
Ministerio da elstica
Por decretos do 30 de Janeiro findo :
Foi exonerado, a pedido, o bacharel Ignacio
Maranho da Rocha Vieira, do dt-juiz municipal
e de orphos do termo de Brotas, na provincia de
S. Paulo. .
Foi removido, a pedido, o juiz municipal e de
orphos, bacharel Jos Clemente da Silveira, do
termo da Barra do Corda para o de Picos, ambos
na provincia do Maranho.
Foram nomeados :
Juiz municipal e de orphos do termo de Al-
grete, na provincia do Rio Grande do Sul, o ba-
charel Dmaso Candido Correia Coelho ;
Juiz substituto da comarca de S. Leopoldo, na
referida provincia, o bacharel Prxedes Theodulo
da Silva.
Por decretos de 6 de Fevereiro :
Foi exonerado do cargo de juiz municipal e de
orphos do termo de S. Joo da Barra, na provin-
cia do Rio de Janeiro, o bacharel Antonio Joa-
quim Manhes de Campos.
Foi removido, a pedido, o bacharel Lindolpho
Hisbello Correia de Araujo, do lugar de jais mu-
nicipal e de orphos do termo da Penba di Rio
do Peixe, na provincia de 8. Paulo, para o de 5*
juiz substituto da capital de Pernambuco.
Fot reconduzido o baeh irel Antonio Carlos de
Castro Madeira, no lugar de juis municipal e de
orphos do termo de Oliveira, na provincia de Mi-
nas Geraes. .
Foram nomeados juises muniapaes e de orphos
dos termos de:
Melgaoo e Oeiras, na provincia do Para, o ba-
charel Manoel Jos Mendss Bastos.
Buique, na provincia de Pernambuco, o bacha;
rel Paulo Caetano de Albuquerque.
S. Joo da Barra, na provincia do Rio de Janei-
ro, o bacharel Antonio Jos de Assumpco Nevos.
Brotas, na provincia de S. Pauli, o bacharel
Guilherme Caetano da Silva.
Foram feitas merees :
Do officio de escrivo de orphos e ausentes do
termo de Ip, na provincia do Cear, a Jos Can
dido de Souza Carvalho, nomcado pelo respectivo
presidente para servir provisoriamente.
Dos officio. do TabelTi do publico judicial e
notas, e escrivo de orphos do termo de Can -
cira, da referida provincia, a Luiz do Lego Lima,
nomeado pelo respectivo presidente para servir
provisoriamente.
I'or portara da mesma data toi declarado seui
efisto o decreto de 18 de Julho ultimo, que ns-
meou o bacharel Jos Franzisco do Fari Salles
juiz municipal e de orphos dos termos de el -
ga^o e Ojiras, na provincia do l'ar.
HiaJsterloaa Fazenda
Por decreto de 30 do Janeiro prximo
paasado loi declarado sem effeito o do 25
de Setembro ultimo, noineando o bacharel
Manoel Jos de Oliveira Miranda para o
lugar de procurador fiscal da Thesouraria
du Amazonas.
Foi expedida a seguiote circular :
Circular n. 3.-Ministerio dos Negocios
da Fazenda. -Rio de Janeiro, 4 de Fove
reiro de 1886.
Francisco B disario Soares de Souza,
presidente do Tribunal do Tiesouro Nacio-
nal, de conformidade com a requisicao fei-
ta em aviso n. 43, do Ministerio da Agri-
cultura, Co umercio e Obras Publicas, de
26 de Janeiro prximo passado, ordena aos
Sr.s inspectores das tliesourarias de fazen-
da que prjvidenciem para qun sejam des
pachados livres de direitos de exportacao
iodos os productos e objectos nacionaes
jue tenham de ser remettidos exposijao
de productos sul-americanos que a Socie- j
dade Central de Grdographia Comiaor':ial
ile Berlim projecta abrir, de Maio a Junho
do crrante anno, naquella cidade. F. Be-
lizario Soares de Souza.'
Ministerio da Agricultura
Por decreto de 1 do corrate foi nomea-
do o major Domingos Vicente Groncalves
para o cargo de direjtor geral dos indios,
na provincia do Espirito-Santo.
Por portara de 3 do torrente foi dis-
pensado o ceguinte pssonl da commisso
incumbida da desobstruccilo e melhoramen-
ti dorio Parnahyba, na pro7neia do Piau
hy: ajudante, engenheiro Joao SoterTomp
son Viegas conductor, AlfredojNovis ; pa-
gador, o escripturario CUudionor Theoto-
nio da Morada.
Por portaras de 9 do corrente mez, foi
onerado do lugar de inspector do trafe-
gt> da estrada do ferro de Paulo Affonso o
engenheiro Vctor Barreto Nabuco do Arau-
jo e nomeado para esse lugar o engenhei-
ro Pedro do Barros Paes de Mendonya,
devendo p^rceber os vencimentos que lhe
competirem.
j' Por portaras da mesma data foi nomea-
do para o lugar de engenheiro residente
do prolongamento da estrada de ferro de
Pernambuco o ajudante de Ia classe do
mesmo prolongamento engenheiro Paulino
Lopes da Cruz e nomeado para este ultimo
lugar o engenheiro Julio da Sveira Vian-
na, com os vencimentos qu Ibes competi-
rem.
Por portaras de igual data foi removido
o engenheiro Pedro Leopoldo da Silveira,
do lugar de engenheiro fiscal da estr ida
central das Alagas para o de ajudante de
Ia classe do prolongamento da estrada de
ferro de Pernambuco e nomeado para o re-
ferido lugar de engenheiro fiscal, o enge-
nheiro Francisco Jos Gomes Calaca, com
os vencimentos que lhe competirem.
Pur portaras da mesma data foi nomea-
do para o lugar de chefe de sec$Io do pro-
longamento da estrada de ferro de Per-
nambuco, com os vencimentos que lhe com-
petir, o ajudante de Ia classe do mesmo
prolongamentc, engenheiro Alfredo Fernan-
dos Das, e exonerado do lugar de chefe
de seccao do mesmo prolongamento o en-
genheiro Francisco de Souza Reis.
.Hiniftlerio da Guerra
Por decretos de 30 de Janeiro ultimo
foram transferidos na arma de infantaria :
Para o 4o batalhao o major do 5o Joao
Luiz Tavares.
Para o 5o batalhao o major do 4o Ben-
to Luiz da Gama, capitao do 10, Antonio
Jorge Moreira, para a 7* companhia.
Para o 12 batalhao o capitao do 17,
Luiz Manoel Martins da Silva, para a 7a
companhia.
Para o 15' batalhao, o major do*21,
Luiz Antonio do Couto.
Para o 17 batalhao, o capitao do 12,
Democrito Fcrreira da SiNta, para a 4a
companhia. \
Para o 19 batalhao, o nJajo^do 15,
Basilio Magno da Silva Jnior.
Para o 21 batalhao, o major do 19%
Joaquim Jos de Pinho.
Para a companhia da provincia do
Piauhy o capitao do 18, Pedro Jos de
Lima.
Concedeu-se transferencia da conformi-
dade com o art 6o da lei n. 1,143 de 11
de Setembro de 1861, para a arma de ar-
tilharia,'ao atieres do 4 regiment de ca-
va", ai ia, Joao Baptista de Figueiredo Ju
oior, para esta arma o alfares do 18 ba-
talhao de infantaria Carlos Cavalcante de
Albuquerque.
Concedeu se ao pharmaceutico alferes
do Corpo de Saude do exeroito, Jos
Francisco da Silva, a demissao que pedio
do servico do mesmo exeroito.
Por portara de 3 do corrente foi conce-
dida ao ttoente reformado do exercito
Philadelpho Benigno do Amaral Henri-
ques, licenya para residir na provincia do
Rio-Grande do Sul.
Foraa asgan classiticados os seguintes
officiaes :
Arma de Artilharia
2o batalhao, segundos tee ates Eluardo
Arthur Sacrates e Feliciano Benjamn de
Souza Aguiar.
3o ba'-llbao, segundos tenentes Guilher-
me F.lc!o' Ferreira de Abreu, Eduardo
Goncalvas Ribero e Alexandre Jos Bar-
bosa Lima.
4o batalhao, seguidos tenentes Felinto
Alcioo Braga Cavalcanti e Jo3o Baptista
do Reg Barros Cavalcante de Albuquer-
que.
Arma de cavallaria
veira Lima.
3o regi ento,
tenente Francisco da Pau-
Machado
Marques
lose
de
Franco, Jos Salomlo Agostinho
cha e Jos Florencio de Carvalho.
4o regiment, Alencastro Carneiro da
Fontoura a Braz Antonio da Silva Fon-
seca. ^"q
Arma de infantaria
Io batalhao. Alferes Manoel
ue Souza Pinto e Affjnso Grey
de Souza.
2 batalhao. Tenente Manoel
Souza Leite.
3o batalho. Tenente Tito Pedro Esco-
bar.
4o batJhao.. -Tinenta Braz O lorie o Al-
vea Teixeira, alferes Joaquim de Albuquer-
que Bello, Theodorico Gonjalves Guima-
r3es e Guilherme Marques ele Souza Soa-
res.
6o batalhao.Alferes Olavo Vellasco
da Molina Berqu e Joao de Santa Cruz
Faria do Albuquerque.
7o batalho.Alferes Arthur Neptuno
de Boulevard e Joao Alfredo Barbosa de
Lima.
9o batalhao.Alferes Antonio Pacifico
Alves e Jo3o Machado de Leraos.
10* batalhao. Alferes Joao Carlos e
Mcss'as Ludgero de Oliveira Vallad3o.
11 batalhao.Tenente Manoel Joaqui-n
Douiingues Moreira e alferes Jo3o da Sou-
za Martias.
12 batallio. -Alferes Jos Rodrigues
das Neve-vi Luiz Jos Pimenta.
14 bataih3'>.=Alferes Chrispim Quedes
Ferreira e Raymundo Magno da Silva.
15 batalhao. Alferes Lenidas Epami
nondas de Corvalho e Silva.
16 batalhao. Alferes Alberto Galdino
de Almeida Castro, Olympio Saturnino
AIvs, Numa Porapilio Brandao e Tito Her-
millo da Silva Machado.
18 batalhao. Tenente Jo3o Deoclecia-
no Ribeiro, alferes Caetano Bruno de Bas-
tos, Felippe Antonio da Fonseca Galvo,
Segismundo Rodrigues da Silva e Manoel
do Nasciinento Coelho.
20' batalhao. Alferes Joaquim Elesb3o
dos Reis o Raymundo Amoriin Figueira.
Companhia da provincia das Alagoas. -
Alferes Graciliano Alves da Trindade.
Foi nomeado secretario do commando
das armas do Amazonas, o tenente-coronel
reformado do exercito Ianocencio Eusta-
quio Ferreira de Araujo.
- Foram transferidos para o 14 batv
lh3o de infantaria os alferes do Io, Tho-
maz Diniz Villas Boas e o do 16 Vicente
Magno Nunes para o 15" o alferes do 10*
Alfn-do Ferreira Muniz: para o 16 o al-
feres do 14 Manoel Sebastiao da Rocha
Lins Filbo; para o 18 o tenente do IIo
Pompeu de Souza Ararigboia; e para o 19
o alferes do 8o Evaristo Jos de Souza.
14 de Agosto de 1845. As custas judi-
ciaes estabelecidas no regimeuto annexo
ao decreto n. 5,738 de 2 do Sotembro de
1874 sSo cobradas, quando se instaurar
processo, segundo o art. 116 do regula-
ment de 19 de Maio, e o aviso n. 1,048
do 7 de Junho de 1881, de que remetto
copia.
Deus guarde a V. S. -Alfredo Rodri-
gues Fermndes Chaves. Sr. capitao do
porto da provincia de Pernambuco.
-----------j-sgHsagj
< o ver no a Provincia
DESPACHOS DA PRE8IDEKDIA DE 15 DE FE-
VEREIRO DE 1886
Antonio Goncalves dos Santos. Sim,
sem vencimentos.
Bacharel Antonio Adolpho Coelho de
Arruda. Concedo 3 raezos.
Francisco Borges Leal. Informa o Sr.
1" regiment, alferes Eduardo de^Oli insp ctor do Thesouro Provincial.
Hora o Ferreira Bastos. -Passe parta-
lesignando o 4." batalhao do s^rvgo
na
la Alencastro, alferes Paulino de Souza ictivo da guarda nacional para o suppli-
da Ra- cante ser a elle agaregado.
Ignacio Marcolino Bezerra do Amaral.
Satisfaga primeiramente o qua determina
o art. 14 do regulamento que baix iu com
o decreto n. 5573 de 21 de Margo de 1884.
Coronel Jos Thomaz Goncalves. Se-
jam concertados.
Jos d'Azevedo Souza. Certifique-se.
Manoel Antonio Camello. Passe por-
tara conaedendo a reforma de conformida-
de com o disposto as leis provinciaes n.
82 de 4 de maio de 1840, e n. 1114 de
17 de Junho de 1873.
Tranquilino Graciano da Mello Laito.
Remettido ao Rvd. Sr. regador interino
do Gymnasio Pernambuco, para admittr o
peticionario se for conveniente ao servifo
do Gymnasio.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
co, em 15 de Fevereiro da 1888.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Ministerio da Marlnha
Por decreto de 30 de Janeiro prximo
passado, foi reformado o Io sargento do
Corpo de Imperiaes Marinheiros. Sme3o
Jos de Magalhaes, com o solio integral,
visto contar mais de 20 annos do servigo.
Por decreto de 6 do corrente e de
conformidade com o disposto no art. 2o
Io n. 2 do decreto n. 260 de 1 de Dezem
br de 1841, foi transferido da Ia para a
2a classe do corpo da armada o 1" tenente
Jos Joaquim da Fonseca L'ssa.
Foi exonerado Antonio Lapes do
Carvalho do emprego de por'eiro da searc
taria da inspejgo do Arsenal de Marinha
da provincia de Pernambuco e nomeado
Olympio de Barros Alvea Fonseca para
subatituil-o.
Foi expedido o seguinte aviso:
Ministerio dos Negocios da Marinha.
N. 165.3a seccao.Rio de Janeiro, 1
de Fevereiro de 1886.
Respondo ao officio de V. S. n. 500 de
24 de Dezembro do anno prximo findo
com as seguintes explicacoas, pelas quaes
dever proceder, resolvendo as duvidas
propostas pelo secretario desta capitana.
De conformidade com a tabella annexa ao
regulamento de 19 de Maio de 1846, os
secretarios das capitanas dos portos team
direito a cobrar 500 rs. smente pelos ter-
mos que lavrarera para a construccao ou
desmancho de obras sobre o mar, e nao
pelas que forem coacernentes s multas,
desde que o infractor nZo recusar paga-
las. A's capitanas dos portos das provin-
cias j foram remettidos modelos para a
escripturac3o do livi-o de receita e despe-
za e de recibos. O talo deste ultimo
livro, que comoto ios os outros, rubricado
pelos respectivos chotes, e as ordeas au-
torisando despezas, sao os documentos
comprobatives que tem de ser presentados
ae conselho creado pelos arta. 113 do sup-
pradito regulamento e 4o da lei n. 358 de
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 16 DE FEVEREIRO
Pohlman & C. Amorim & Irm3 officio do Dr. procurador dos feitos, Vi-
centa Ferreira da Albuquerqque Nascimen-
to, e G. Laport & C. Iotormeo Sr. con-
tador.
Faria Sebrinho & C. Entregue-se pela
porta.
Antonio Joaquim CascSo. Prove o que
allega.
Commisso da molestia da canna. Pa-
gue-sa.
DIARIO DE PERNAMBUCO
BEOIFE, 17 DE FEVEREIRO DE 1886
Noticias do Pac!fleo, Rio da
Prata e sal -do imperio
O paquete inglez Mondego, entrado do sul hon-
tem, alm das noticias constantes da rubrica Par-
te Official e Interior, trouxe as seguintes :
Pacifico
Datas tulcgraphicas at 29 de Janeiro :
Nicolao Pierola chegou a Lima, onde teve ani-
mada e syinpathica reepeo. Declarou que esta-
va dispjsto para trabalhar no cargo que lhe fosse
designado.
Dizia-se que o ministro inglez ia apresentar ao
conselho de ministros reclamacoes diplomticas,
por prejuizos que soffierain subditos da rainha
Victoria.
Segjndo communicaco de Valparaso, repet-
ram-se na cmara dos deputtdos do Chla as sce-
nas inconvenientes das anteriores sessoes. O mi-
nistro dos negocios estrangeiros e varios deputa-
dos injuraram se reciprocamente, o que deu occa
sio a desordem incrvcl.
Houve, accrescenta a communicacao, um
duello a pistola entre o deputado radical Pemma
Tupper e o ministro dos negocios estrangeiros,
Lanastre. Foi motivado pelas gravissimas pro-
vocaco.-s fuitas na sesso de sabbado (23). Os
conteudores dispararam simultneamente dous ti-
ros a 21 passos de distancia sem uenhum resul-
tado.
Reina grande eicitacao em Santiago.
Julga-se inevitavel urna moditicaco no ga-
binete.
Um telegramma, tambem de Valparaso, dtalo
de 21, diz que se dava como cousa certa a renuu
cia do minis'ro dos negocios estrangeiros, e ac-
crescenta que os conservadores resolveram recusar
todo candidato que nao aceitar certas condicoei
dado o caso de triumphar elle as eleicoes.
O tallecimento de Vicua Moekenoa causou pro
fundo pesar.
*4>iig de 20,000 pessoas, diz um telegramma,
receberam em Santiago o seu cadver. O com-
in.Tcij chileno cerrou as portas em signal de luto.
As exequias serao regias.
Rio da Prata
Datas de Buenos-Ayres at 31 de Janeiro e de
Montevideo at 2 de Fovreiro : .
Acerca do conflicto diplomtico errrro os gover-
nos das repblicas Argentina e Oriental do Uru-
guay, eia o que diz El Diario, de Buenos-Ayres :
< S- Exc. o Sr. ministro da guerra e marinha,
Dr. Carlos Pellcgrihi, ouvio dizer que ah que o
general Arredondo devia tomar parte em urna in-
vaso da Repblica Oriental sonhada por Santos,
e S''m mais informacoes dirige ao estado-maior a
nota ordenando ao general Viejobueno que cha-
miase o pretenso revolucionario e lhe dissesse qne
o governo argentino era e devia ser neutral nos
negocios orientaos ; portanto, nao poda permittr
qii-- um general da naco se intromettesse em
taes negocios.
Deu-se publicidade nota do Dr. Pellegrin-,
assim como se tornaram pblicos o resultado da
conferencia dos gen<-raes Viej jbueno e Arredondo,
a resposta deste e do podido de demissao que se
lhe seguio, e quo esta lhe foi concedida.
Mas isto nao o importante.
O que valu a peua saber que o ministro
oriental Gay>so entabolou reclamaco diplomtica
a proposito da palavra neutral usada pelo ministro
da guerra.
No entender do representante de Santos, neu-
tral significa que o governo argentino est disp > -
to a nao tomar nenhuma medida contra es revo-
lucionarios, entretanto qae pelos deveres de visi-
nho, amigo do governo oriental e em detesa do
principio de sutondade, o argentino est obriga-
do a perseguil-os einternal-os as regioes medi-
terrinea para evitar sua passagem para a Rep-
blica do Uruguay.
Preoccupado com a nova direceo que se d
ao assumpto, o Dr Ortis (ministro dos negocios
estrangeiros) pedio hontem conferencia de miis*
tros.
Resolveu-se na conferencia que se diga ao Sr.
Gayoso que neutral quer dizer que o governo sr-'
gentno nao est uem eom os revolucionarios nem
com o governo oriental ; que procedendo como
deve nao permittr que aquelles invadam aquella
naco, como nao permittir que Santos pretenda
fazer pezar sua autoridade sobre os Orientaos que
vivem neste paiz.
E' provavel que o conflicto diplomtico nao
t rmine cora sto. O Sr. Gayusa nao se ha de dar
por satisfeito com a resposta do Dr. Ortiz. Pre-
tender razoes mais explcitas.
Segundo a discusso em que se empenhou a im-
prensa 4>ortenha, o ministro Gayoso dirigi duas
notas ao Dr. Ortiz. Na primeira reclamou acerca
da palavra neutrulidade contida na nota do minis-
tro da guerra relativa ao general Arredondo e so-
bre a qual o Dr. Pellegrini respondeu explicando
o alcance jurdico dessa palavra segido antece-
dentes diplomticos conhecidos.
Gayoso julgoa sa'isfatoria a explicaco e trans-
mittio-a ao seu governo.
A segunda nota continua outra reclamaco so-
bre factos concretos que Gayoso denunciava ao
governo do general Roca. No dzcr do reclaman-
te, existiam em Buenos-Ayres grupos de emigra-
dos or utas que faziam elercicos militares em
certas casas do municipio federal, que indcou, e
que estes serviam a mn plano subversivo contra a
establidadu do governo uruguayo, sendo taes pla-
nos dirigidos por um intitulado directorio revolu-
cionario.
Dennnciou tambera o ministro Gayoso a exis-
tencia de depsitos de armas na alfaudega da ca-
pital pp/tencentes aos revolucionarios e pedio, afi-
nal, que fossem internados os m.iis caracterisados,
designando expressamente os se0'uiutes : Dr. Jos
Pedro Ramrez, generaes IL-nrique Castro e Lou-
renco Batlb ; Dr. Paulo D- -M tria, Dr. Goncalo
Ramrez, Joo Jos Herrera, Dr. Carlos Ambrosio
Loreua a Cuinraaudante Octavio Ramrez.
O Dr. Ortiz respondeu a esta nota estabelecen-
do a doutrina que regia o caso e mostrando as
obrigacoes e deveres internacionaes relativamen-
te existencia de armas em depositas fiscaes.
Provalo o fasto, ni scriam ellas admittidas a
despacho ordinario, quando este fosse pedido, dada
a situacao creada pela reelainaco.
Eraquanto internadlo, o governo argentino
nao se julgava habilitado psra proceder nessa
sentid i contra pessoas que r- sidiain na capital ar-
gentina, loage do territorio quo se diza estar
ames fado ; susteiraudo qua semelhante medida s
seria applicavel no casa de estarera estabelecidos
as linhas fronteiras de a-.ibos os paizes os gru-
pos indicados.
Entendendfl o governo que na frontera que
principalmente devia exercer sua accao para con-
servar a neutralidade como base dos principios
Kg.iis, tontoa providenciad e dr;u ordens termi-
nantes, medidas ordens que no tocante capi-
tal estavam contidas as disposicoes e regulamen-
tos policiaes.
Um telegrammi expedido de Buenos Ayres a 30
e publicado no diario de Montevideo ElSiglo,\%:
O ministro Ortiz responder hoje ultima nota
do ministro Gayoso,na qual insiste sobre a interna-
cao dos emigrad >s orientaes.
A nota de Gayoso termina esta maneira :
o Posso asscgurar-ihe que o gmeral Santos aceita
as declaracO-'s c -.midas na nota de S. Exc, espe-
rando que a le a! Jad do governo argentino nao se-
ria desmentida se chegasse o momento de por em
pratica iaquellas dec'aracoe3.
El Nacional de hoje assegura que com a res-
posta do Dr. Ortiz rifar terminado o incidente
diplomtico suscitado pelo ministro oriental.
O gmeral Arredondo fundamentando o seu pe-
dido de demissao do servico do exercito, disse que
a nota do ministro da guerra ao estado maior al-
ludia apenas voz publica; como esta impes-
soal, nao queiia continuar a ficar.exposto a ser
incominodado todos os diss por denuncias to pou-
co serias.
Urna folha Uruguaya governiita disse que Ar-
redondo peoira demissao do exercito argentino
para por-se frente da invaso de blancos que se
estava preparando em Buenos-Ayres com toleran-
cia do governo argentino.
Na Repblica Oriental, a commisso permanen-
te concedeu ao poder executivo a permisso que
pedio para desligar do exercito e eliminar do qua-
dro militar os tenantes-generaes Henrique Castro
e Lourenco Batlle.
O ministro dos Negocios Estrangeiros da Rep-
blica Argentina, respmd ndo ultima nota do mi-
nistro da Repblica Oriental, Gayoso, declaran
que o governo argentino deferira aos pedidos do
goveruo oriental, excepto internar os Oriontaes
emigrad.s.
No dia 1 o ministro Gayoso enviou para Monte-
video copia da nota do Dr. Ortiz.
Na noite de 30 de Janeiro seutio-se na ilha de
Martim G.ircia tremor de torra, coincidndo com
o que na mesma uoito foi,sentido em Mendoza c
que durou cerca de quatro segundos.
Mallo 4>roaao
Lemos no Joma1 do Commercio da corte :
Em carta de pessa resp^itavel, residente em
Ouyab, viraos que se tem alli repetido as corre
rias dos silvcolas. Uc g.-upo de indios, refere esse
informante, ataeou a fazenda do major Metello,
deixando tres mort^s, inclusive crianzas, e ron -
bando tudo quanto poude carregar. Dias depoie.
houve novo assalto no lugar denominado Burity e
ah pereceram sete victimas. Como natural, em
terrivel sobresalto andara todos os moradores da
cidade e os lavradores das cercanas, consideran-
do-se em perigo os que tem de art".star se um quar
to de legoa da capital.
Attribuera se estas ferocidades dos iadigenas
a represabas pelos feitos das escoltas que ltima-
mente os acossarara por ordem do ex-presidente,
brigadeiro Floriano Peiito. Da mesma carta que
tivemos em mos deprehenJe-se que aos indios fo-
ram ento tirados os seus instrumentos de lavoura,
havendo sido incendiadas varias cabanas e tam-
bera mortas mulheres e criaucas indgenas.
Nesta luta cruel entre seivagens e civiKsa03
nao nos limitamos, portanto, a pedir proteccao
para estes: tempo j nos parece de olhar seria-
mente para o estado,d'aquella provincia e, nao s
garantir, como de raza-', a vida e a propredade
doi queixosos, como tambem excogitar systema de
por termo a to crua guerra da exterminio, cha-
inando-se civilisaco os filhos daa selvas, por
meios mais convincentes do que o incendio e o ex-
m lio.
Pelo mesmo informante soubemos que da
Santa Casa de Misericordia de Cuyab tinham-E
evadido, no dia 4 do mez passado, os quatro in-
dios que ahi se achavam em tratamento e que
desta corto haviam sido reenviados presidencia
de Matto-Grosso, pelo Ministerio da Justica.
Kio .runde do Sol
Datas at 2 ae Fevereiro :
Foi mandado recolher preso ao esado maior do
13"> batalhao, para responder a conselho de guer-
ra, o major do corpo de estado maior de 2" classe
Anacleto Ramos de Abreu Carvalho, por faltas
commettidas quando encirregado do deposito do
material de guerra em Santa Mara da Boca do
Monte.
Tendo desapparecido o administrador da mesa
de rendas de S. Vicente, Ernesto Joaquim da Sil -
va Chaves, ordenon a presidencia ao promotor pu-
blico de S. Gabriel que dsse denuncia contra elle,
e ao director gerp.l da fazenda provincial qu?
mandasse proceder a exa me naquella repartiese,
para verificar-se se ha ou nao alcance.
Em Pelotas a parda Elisa, tendo de ir ao mer-
cado, deixou em casa tres filhos. O menor delles,
acordando primeiro do que os outros. desceu da
cama, e tomauoo orna caix de phosphoros, acen-
deu um e ateou togo roup* da cama onde dor-


.--




I



1



Diario de Pernambuco^uarta-feira 17 de Fevereiro 1886
j>0 ^ trmos. O mais veHas, qne ttnat seis npprOvados no* extraes preparatorios de Nov ra-
nnos, toi o mu infeliz porquanto apezar de acu- '
vziohaaca, fci imposaivel salviU-o, tallecen-



amelle tarde com anclante, dore..
Os ioniaes da provincia publicaram am te-
u-u-J do Sr. presidente do conselho ao pre
te da provincii. communicando que o governo
nal eoadjuvar as obras da Lagoa dos Patos
Ooresidente da provincia ordenon ao juiz de
Mocito de S Gabriel qne fizesse eflectiva priso
administrativa do cx^oUector tomdarts vil-
ZZ S. Vicenta, A nerto ^^^ C ia
_, Tgto estar elle desasado em 2:7M|409, Jera
alcance que posa* ha**r no correte exeroicio.
aperava-se qne icaria em breve reatabelecido
ttafego da eslrada de ferro de Bag.
Cooateva por telegrama recebid em Pelete,
e. Da cidade de Bag, ha qoatro das, nao fabr
avara po as paderias, por faite de farioba de
(Q Echo do Sul dan -segrate noticia : Aca-
te de pasear de Pelotas para o municipio do Rio
Ornado urna qnadrilha de bandidos composta <*e
oau ou quartorze individuos.
Estiveram esses individuos em Povo Novo, no
auacho de um preto velho, a quem alguns dellea
J'iir i"** inm ao rielphim Monte comprar al-
mh eavallos com o 5m de dirigirem-sc todos
frtateira oriental, de onde pretondiam penetrar
^bi dos departamentos centraes da repblica.
Outros diziam que i im a rumo d > Sarnndy para
4i)n tomarem o camiaho da repblica.
Todos eatevam perleramente armados e monta
ate sendo alguns delles muito conhecidos na his
)m do crime.
As autoridades tiveram minuciosa noticia de
toan a quadrilha e, a hora que, esto dadas pro-
videncias uo sentido de capturar os bandidos que
* A^b^do lugar ingles Alney foi na noite de
n, ferido com um tiro de revolver ;evenaoo Au
mfc> de Freitas. .
eridoacoava-aefazendo companhia ao oficial
Iretica Argymiro, que esteva de guarda no re
ftrido lugar, por achav-se o respectivo carrega
.embargado por despacho dojuiz do cora
fe.
O facto, segundo d.claracao do proprio ferido,
Si casual. ____ ..
A arma era de Argymiro : Sevenano mostrava-
aoeozinhero do navo, Carlos Oren, quando
te. tomando-a, fel-o de modo qne a arma dispa
asado foi o proeetil empregar se no ventre d,
Sertrino, cuje fenmento consta nao ser de gravi-
"** j i-
trenz foi recolhido ao xadrez da polica e
jiote % casa de Argymiro.
D Pcdrito foi preso em flagrante e conda-
asfe i eadeia civil um meniuo de poucoe anuos de
Hade, de nome Martiniano, que ferio gravemente
ana. duas facadas de modo a deixal-o em grave
aaviro de rida, ao menor Benjamn Lemos Chagas,
aa tentn apartar urna briga que o mencionado
Mino vinha com Fortunato Jos Kamos.
So Rosario, Maiia Baroni que tinha casamento
tratado, venio-o desmanchado por intrigas de
setereeiro, tomou um revolver e deu um tiro na
nftr, Arrependido da precipiteeao com que
ttedera, o noivo casou-se com ella, mas era de-
serado o seu estado.
5a eapital, deu-se um caso de hydrophobia, que
a Xtfarma refere do seguinte modo : Urna cnou-
s de 14 annos de idade, mais ou menos, foi mor-
laca, ha 13 ou 14 mezes por um cao hydroj.h ,bo, e
, agora sentio-se aff-cteda pelo terrivel mal,
geralmenteolle se manifesta at 1) ou 10
rb depois da mordidura.
, lia seis das, indo a croula, a mandado de
i ma, lavar nma colher sentio to invencivel
pela agua, que, obrigada a nella metter as
ti toi accomettida de forte aUque.
Conhecendo ento as pessoas da casa BMC es
i aervindo que tiat.va se de um caso de hy-
obia, charaaram o Sr. Dr. Fayett, mas to-
jiaproficuos todos os Crforcot para salvar a
Adoente passou quiltro dias sem beber agua,
? cada vez que instigida pela sede prosurava
. era victima de um ataque.
A cicatriz d* mordedura feita em urna canel-
ifcvaio apresentou alteracao alguma ; a doente
alMcanto queixava-se de dormencia c de tortisai-
mm, dores, desde o ponto da cicatriz at o baixo
__No arroio Santa Barbara tora encontrado no
3 31 o cadver do soldado Jos Joaquim Tostes,
fm ni afogara na vespera.
Fbt preso o pardo Anselmo Liueirato, campeiro,
jtmtu- no Albardo; interrogado na poucia, de-
-' {ye em companhia do crioulo Joao, tambera re-
bdeole no Albardo, na altura do Ri.icao, por de-
3ra d casa do finado Firmo, cercara a Antonio
pfemra de Lima, saquearam, dinheiro em papjl
aCU*, relogio de euro e outras joias.
Confessou mais que a principio Pereira de Lima
w i 'ra entregar dinheiro e joias, mas que elle
t> aneacou de degolal-o, que assim fazia quando
m miel tu ii entregar-lhe valores.
Cbnfessou que elle e teu companheiro Joao fo-
-aotaue saquearam a Antonio Pereira de Lima.
Sania Camarina
Satas at 5 de Fevereiro :
Svgnira para Gurapaba o Dr. Reg Raposo, ins-
jtrtor da sade publica, para prestar seccorros
aatcos s pessoas all atacadas de febre de mo
atV> carcter.
fhecen na villa do Tubaro Maria Pinto de
Irfaao* Mirinho, espota d juiz de dircito S ltatiinto.
Pessoa chegada de Ilajahy, referi ao Joma
J Conmereio do Desterro o ser,uiute :
. Em um destes ultimo? dias Joilo Polssi, repu-
jadnhome n perigoso, estando a tr.ibalhar no ser-
iado Gaspar, smbe que na povoacao se m abater
mu ruz e por tal motivo doaeeu uo lugir, porm
aacaminho vinha-se embriagando sempre que pa-
nva em algum eogenbo. Cbegand > a cas* de A e-
xaruire Perseiu. p dio mais que beber; este ven
t> o seu estado, recusou satistazel o.
Wezi insisti, e vendo que nada consegua, ei
Janeaa se e atirou urna tacada m Alexnndre, a
3Bu) lo pegn por t-r Raymuudo Das, presente,
-naii*> a temp> desviado o j;olpe, tomando a f tea ao
Maassiuo e jogando a A ra, emquanto que Aie-
TMihr se occultav tu.i do assassino, procu-
Taadotambein livrr sua esp i=a. Polezi, Nfti se
iento de. >augue, tomn da novo a faca e mvestin
&> para R..yinuudo ferw graveineute, no ventre.
Bayaiundo, .eutindo Se mortalmeute (crido e
verdeado muito sangue, eueaminhou-se pira oen-
y-nao prximo ao lugar <1" crime, mas podendo n -
ter %ae Polezi soffregamenle proeurava Al xaudr.-
^tsein p*f m ital o, servio-se das poucas torcas
oe aiinla Ihe reetevam e dirigi se cosinba da
anta de Alexandre, tomou urna eopingarla e vol-
5r* para o engeuho. Eitau approxnntndo se o as-
iki-i-- Raymundo descarregou sobre elle arma,
nape produzio apenas o ei?prego de alguns bagos
chambo no braco.
Polezi, vendo donde partir o tiro e reconhe-
asodo Raymundo, atirou so. de novo contra este in-
Mra e acabou de mtalo a facadas, terminan Jj
mar abrir-Ihe o peito e ret..lhar-lhe o coraco.
Raymundo Das, adeagiacada victima, era filho
* ara.1 viuva e trabalhava para sastental-a. O
asaaeino acha-au j recolhido eadeia de Biume-
Do Gaspar dizem o seguinte ao mesmo jornal :
Ha dias foi aqu abatida urna re e no dia se-
nutte inai.. ou menos todas as pessoas que com
Manm da carne principiarnui a seutir-se incom-
sodadas, acabando por fallecerem tres. D.'sconfia-
jc qe a rea eatava affectada de alguma molesa,
aoroue o individuo que a carneou fez^com um osso
^^ peqiena contnso em urna das mos, rerultan-.
fiuflammar de tal maneir que n homem est em
Sp> de vida,
zia-se quo quando se sangrou a rez, esta ja
niara quasi .norte.
Paran
Datas at 2 de Fevereiro :
lXvia inaugun-.r-se uo di i 7 o ncleo Santa Ga-
lrMa e logo que ahi estejam terminados os tra-
tratar o presidente da provincia de orga-
r o ncleo Bario de Taunay, para o qual eatao
seriptas 40 familias com 156 pessoas.
Fallecen em Castro, Joaquim Anacleto da
Mina* tiene*
Datas at 8 de Fevereiro :
Eat S. Joao d'El-Re houve em 1885 253
taptxadoa e 146 obitoa.
Xa lavra da compauhia de aiiueracao de Rapo-
sa te Sabara morreram doat indi.iduos asphixia-
a ca umaca da dyuamiie.
Eia Santa Rite de Sapu.hy contina a popola-
-j^, sobresaltada pelo reeeio de disturbios por cau-
ad proeesso contra o que tiraram os pretot da
^,^4, tendo sido per carta anonyma intimado o
saadelgado a nao proseguir as diligencias.
En Ouro-Preto freqnentaram o Lyceo Mincir
de 1886 348 lnmn^s, dos qnaet forrm 73
Em urna deasas pedreiras deu-se ha dias um
pheoomeno curiosa e digno de ser registrado.
Durante os primeiro dias da aeinaua pasta-
da o calor foi intensissimn n > Lagead i, ao ponto
de tornsr-se qaasi imooaaivul traba har-se as pe-
ureiras, tal era a elevaeio de tem ler.Uura juuto a
ellas.
>< De repente, da noite para o dia, a temperatu-
ra baixa e urna das pedreiras, com espanto geral,
taz explosao espontanea, fendendo-se em diverso*
pontos e arreme asando ao chao um bloeo de pedra
de nao pequenaa dimensoea.
Este phenomeno, aliis, ue explica^ao facii, d
a medida de quao elevada foi a temperatura no
Lageado e quao brusca foi all a descula da eo-
lucm a thermometrica.
Parece que os Srs. Redon lo, Macede fe C,
nao deagostaratn de extrahir pe Ira pur um pro-
eesso. tu inesperado quao pouco dispeodioti e 14
etro transformando em parallelepipedos o bleco
de pedra que toi arremesaado espontneamente
pela pedreira e para a obtenfio do qual nao tive-
ram de empregar plvora nem dyuamice.
Ette bloco mede cerca de 5 metrM de extea-
iio por 2 de altura e L,60 de largura.*
la te Janeiro
Datas ailO de fevereiro :
Alm ilo que consta da carta do nosso comspon-
dents, puoUoada na rubrica Interior, poneo maii
relerem as tolhat.
bro paitado.
Em Marianna, no districtp de S. Domingos, Pla-
cido Alves Maciel esfaqneou Venancla Alvet e
seus filhot Marinho e Julio, sendo graves os feri-
mento--. \
No dia 25 do pastado, no lugar denominado
Santa Luzia, a urna legua da cidade de S. Goa-
calo de Sapucahy, Idalina Xavier e Ifari* do
Carao assasiinaram a Rosa Xavier, qne se acha
va grvida, dando-lhe nma enchanada na catjaca
e na regiio do ventre.
As ataassinaa est presas.
Em 9. SebaatiS'i da Estrella, no lugar dinoml
nado Agua Limpa, foi mortalmente ferido E-t-
vio Xunes Duarte por Pedro Malafaia.
Em Santa Luzia de Carang-ila foi capturado o
estrada de S. Francisco da Gloria e recolhido 4^
eadeia daquella cidade a criminoso Manoel Qairi-
n do Santo*, autor do horroroso as* .ssiuato
cnmraettido sobre Pedro Marca! Dias, conbscidt1!
por Pedro do Jacob.
Em comnanhia do criminoso achavam se aun
pury e urna filhinho de 8 annos.
Foi urna diligencia imprtenle, .-ff-ctuada pelo
subdelegado de p -licia daqu"lla cidade, o Sr. Ra-
pliael Pires de Aguiar, auxiliado por algumas pra-
Cas, offieae* d justiea, inspectores de qnarteiro
e muitos ciJadaot que se pr staram a diligen-
cia.
O i4nereirK> diz que infelizmente o cmplice
Sebastiao desappareceu, constando que sstava em
jasa de sua mai em Vlatipo, ou em Abre-Campo,
onde tem pxrentes.
Com referencia eadeia, dii a raesma folha o
seguinte :
Nenbuma culpabilidade dever rceahir sobre
as autoridades dosta cidad pelos resultados que a
todo o momento se esperam sobre a eadeia publi
ca. Est ella toda eufraquecida pelas tentativas
de arrombamento, cheia cora latamente de crimi-
nosos e tob a guarda de qnatro pobres s Hado
a'gunt do quaea anomicos, nilo ha vendo raeios de
sercuu os pres >s remettid .s para a capital.
Evadio-se do poder da escolta seb o com-
msndo do cadete JoSo Baptista, d > 7o batalhito de
infautaria, existente na cidade Theophilo Ottoni.
o reo Joo Antonio de Paiva, pronunciado na Ita
bira, e que dalli era condiizido para Minas No-
vas.
0 delegada requisitou a pris.io do referids ca
dte.
H. Paulo
Datas at 9 de Fevereiro :
O delegado de noticia de Brotas cffect ion a
aaptlil So reo "edro Dia", qne ha cerca de 10
anuos nssassinon a Joaquim Adorno.
Este criminoso resida 15 kilmetros daquella
villa e durante o largo periodo de 10 annos havia
conseguido sempre escapar a acclo da Justina.
A chuva de pedras, cahida em alguns bair
ros do muicipio dr Guaratingue-., ciusou prejui-
zos que uns avaliam em cent B tantos contos, ou
tros era duzentos.
Em casa Branca, no pasto da casa em que
resida, foi encontrado o cadver di Francisco da
Silva, verificando se que fra assassinado por Ma-
noel Joo, amante de Gei trudes Maria, mu her do
assassinado.
O assassino fu^io, mas a mu her foi presa e con-
fessou o crime, de que cmplice.
Francisco da Silva dorma na sala da fren'o da
casa, e Manoel Joo. armado de machado, entrou
e logo descarregou sobre a cabeca de Francisco
da Silav, com o olho do instrumento, um grande
golpe, e em seguida mais dous.
A mullier. do fundo da cozinha, por um corre-
dor que a dar sala, com o filhinho ao eolio, as-
sistia quella scena, m-1 allum:ada pelo luar que
entra va p la porta meio aberta pela luz vacillan-
te de urna caudeia que cstava em cima de urna
mesa.
Assassinado s'm marido, Manoel J>o ehamou-a
para ajudar a arrastar o corpo, o que fizeram am-
bos, indo atiral-o no meio de um capo prximo.
Refere o Diario que no dia 29 de inaoha, estan-
do formados os eseraros dafazenda que o S'. ma-
jor Joo Franco postile naqudle municipio, afim
de seren alguna delles castigados, fji chainido
um de n.une Paulo para soffrer o castigo.
0 eteravo avancou, e puchando de nma faca ag-
gredio com ella o feitor, escravo da raesma fazen-
da, danio-lhe diversas facadas. No mesmo mo
ment tres escravoa sahiram da fila e fugiram
para o mato, onde toi juut tr-se-lhes pou o depois
o que agredi o feitor.
Procedeu-se ao auto de corpo da delicto no of-
feodido, cujos ferimentos t'oram declarados gra-
ves.
Na tetso da Cmara Municipal do da 3 o ve-
reidor Costa Mxreira apresentou a seguinte indi-
C.ie.i.i :
Indico qne se abra urna subscripeo itijo pro-
ducto ser applicadu alforria de eacravos meno-
res de 60 annos residentes neste municipio.
Para este fim erear-se-ha um livro especial,
onde sero inscriptos os nomos das pessoas que
em vida ou pott-murtem a titulo gratuito, sera onus
e por corita pr.prm, libertaren! escravos menores
de 60 anuos.
Ette livro ter a denominaeao de oro de
Honra da Capital de S. Paulo, e a eainara solici-
tar de Suas Magestades e Altezas lmperiaes que
sejain elles os primeiros a honral-o com suas au-
gustas assignaturas e contnbuiecs.
< Para coadjuval-a na obtem;o dos preciis
donativos a cmara nomeur commissoas de mu-
nicipes, deven lo fazer parte de cada coinmisso
um vereador.
Nos contratos de serricos que a cmara tiver
de realisar delta lata em diaute, sero preferidos
os proponentes que, alm de se acharen] em rae-
lliorea coudicoes geraes, concorrer para o fim desta
in .icario com a porcentagem de 5 /o
As cartas de alforria sero conferidas por esta
cmara em seaso solemne nos dias 5 de Abril, 11
de Juho e 7 de Setembro.
Approvaia esta indicarlo, offerec,! cmara
i esiectivo livro, que declaro subscripto "om a
quantia de IrO'JJJ.Anlon;o da Coala Sioriira.-
O Correio de Campia refere que no dia 30 do
raez lindo, Jumes Murphy, irlandez, de 40 annos
tu Mado, empregadi do Sr. Joo Klemerly, resi-
i.nte m Santa Barbara, fot encontrado na lilil.
perto da estaeo daquella nome, tendo um p com-
pletamente deepado.
James luiba vindo da Limcira, e desembar-
cando ^n Santa Barbara, beber vinho em um ar
m izrm, s^uialo depoia pelo leito da estrada em
dir-xeo casa de seu patro.
Suppoe te qu-estivesse dirmindo quando pas-
sou o trem que lhe amputon o p.
Tendo o chefe da estaeo noticia do oecorri-
do, mandou buscar o ofendido e, era trem espa-
cial, fez conduzl o para este cidade.
Recolhido ao hospital da Misericordia, falle-
ceu pouco depois de all haver entrado.
Em Tatuhy, a 30 di mez passado, em audien-
cia especial d Dr. juiz de orphos, f iram libertos
30 escravos que haviam attiugido a idade de 65
annos.
Virissimo de Almeido, residente na f.-fgue-
zia do Pilar, termo do I.apetininga, achando-ae
separado de sua mullier, Benedicta Vieira, een-
coutrandj-a travou-se de razoct com ella, assassi-
nando-a, por fim, a golpes de foice.
O criminoso evadio-se e mais tarde suicidou-se.
A autoridad-; ^pmou conbecimento do facto e
procede na forma da le.
Lt>-se no Diario Popular de S. Paulo: Na
estaeo do Lageado, prximo a esta capitel, exis-
tem urnas pedreiras de excelleute granito que ac-
tualmente sao exploradas pelos Srs. Redondo, Ma-
eedo & C.
Ao ministerio da fazenda declarou o da agri-
cultura, por avito de 5 do correte, ter sido ap-
provaioo modo pelo qual est procedendo o c
uh"iro A. A.. Fernandes pinheiro, quanto 4 liqui-
dngo provisoria das eontas das companhias de
viac frrea com garanta de juros. Em virtude
da alludida liquidaco fundada nos relatnos e
neos das companhiaa, rero estas dere^olher
os saldos que se verifiearem a favor do Estado, at
2ue oe documentos remettidos do Brazil permittam
xar de modo definitivo os mesmos saldos.
Foi indeferldoo pedido da comnanhia ceseona-
ria da-linha-frrea do H\tn\ k Nova Crut relativo
iseocto de direitos de importar-) para o material
destintlf a trafegi>. A hermenutica adminis-
tratirt*nlt)hi> oonsidera itentado de taes direitos
o carv cinasjittjtjntido foi d*cara*lo por aviso de 27 de
aneia** enoMriieira flecal-aVestrada derfttfo do
1 Ltfli a JoVrtftf-dn ainmuctti d*^4:
Por causa da copiosa chuva, acompanhada de
rijo vento que cabio :nte hontem sobre esta cida-
de, derara-se alguns desastres.
Cerca do 7 horas da n ite paite da mural ha
do predio n. 26 da ra da America desabou sobre
os fundos da casa n. 28 da raesma rua, matando
inst-.n' meamente urna creonla de 21 annos de ida
de, pertenecnte ao espolio da fallecida D. Maria
Antonia de Cardoso Menezes e Souza.
O Sr. Horacio Amndola de Lemos, que oc-
cuoa com so a familia as lojas do predio n. 26. foi
inmediatamente dar parte di occorrido ao alferes
Oniz comraandante da 9' estaijo policial que cora-
pareceu logo acompanhado de algumas pracas p>-
liciaes, as quaes, apezar da boa vootade qae
tiuham, nada podpro fazer por falta da instrumen-
tos proprios, visto estar o cadver da infeliz seb
um montan de trra e de pedras, algumas das quaes
grandes.
O mesmo Sr. Horacio mandou ento dar aviso
ao posto de bombeiros da Gambo i, de pude foram
enviadas algumas pracas, que trabalbando com a
Kctividade e methodo do costurae, dee-ntnlharam
em poueo tmpo o lugar, que tornram-ge credores
dos maiores elogios.
Compareoeram tambem o inspector Nunes e
Sr. Freitas Bastos, subdelegado do 2o districto da
freguezia de Saf*Anna, que j encontrou o cada-
ver fra do ent.ulhoe mandou removel-o para o ne-
eroterio, onde foi hontem aatopsiado pelo Dr. Tho-
miz Coelho.
No sobrado do predio n. 29 mora o Sr. Luiz
Antonio Cardoso di Manean e Siuza com sua fa-
milia
A's 5 1/2 horas da tarde tambera fjram vic-
timas da copiosa chuva os moradores das casas ns.
2 B, 2 I e 2 da roa de Miguel de Paiva, n. 2 da
rua do Goncalves e n. 37 da rua dosCiqu^iros, em
Catnmhy, na |uaes tiveram as suas casas comple-
tamente inundadas.
A familia da casa n. 2 B da rua de Miguel de
Paiva, vendo so cercada por urna grande poroao
d'agua, que afBuio para o angula existente entre
esta casa e a de n. 2 da rua do Gincalves, gritou
pedindo aocenrro aos vizinh s.
A'iidiram en^o os Srs. Manoel Custodio Por-
tella. Manoel Gimes Lima, Jos Liurenco da Sil-
va Porto e Jos Joaquim Ferreira de Carvalho,
que com riseo de vida prin-ipalmante os dous lti-
mos, salvaram o casal re all resido e cinco
meninas e um menino, seus filhos, os quaes
pernnitaram na casa de Manoel Custodio Por-
tella e na de outro vizinho morador na casa n.
1 A.
A raesma familia perdeu grande porco de
roupa e muitas gallinhas, que mureram afo-
gadas.
A agua que invadi a casa n. 2 da rua de Gon-
calves tambera foi tanta que os moradores fugiram,
abandonando trastes e roupas.
Tambem desabaram as inuralhas dos fundos
do predio n. 3 da rna da Vista-Alegre, e 4 da rua
de D. Ermelinda, em Paula Mattot, nao otFendend >,
felizmente, ningnem.
Babia
Ditas a' 13 de fee-r-iro:
No dia 6 foram inaugralos ma!s 47 kilmetros
de linha frrea entre as estaeoes do Rn do Pe."xe
e de Qoei nadas, na ferro-va central.
A' 8 assumio oexercici do cargo do director
da Faculdade de Medi ina o Dr. Rimiro AfFmso
Monti iro.
L se no R'.gtieradtr de agMatn, da 21 de
Janeiro :
No dia 23 do corrente, na freguezia das Ve-
lhas, termo d'Areia, deu-se na igreia, por occasio
da conclusa> da novena e a vespera da feste -do
Senbor Bnnfim, qu se fesjt'ja all, o, seguinte
facto :
Quando cstava o Revd, vigirio detsa fregue-
zia tmido Senhor Deus, cahio urna parede, que
divide a capella-rar do corpo da igreja, em cima
do povo. Morreram instantneamente duas senho-
ras, sendo mna dolas a desv -aturada moca di-
me Joanna, Bobrinha de D. Igaacia Maria da
Conceico, scuhora muito conceituada naquella
fregneza. Esaa moca, que estava prestes a ca-
sar-se, veio exbalar o ultimo suspiro nos bracos
do Rvd. vigario, que de prompto se prestou soc-
correndo aa victimas ; a outra acabou de expirar
nos bracos do commandante da polica alferes Eu-
genio Telles de Souza e Jos Porcino Marinho,
que por milagre poderam escapar e pr 'ster rele-
vantisaimo servidos.
Alm do que fiea rxposto fiearam diversas se-
nh iras maltratadas e contusas. Foi ura grande
milagre s t'rem morrido duas pessoas. Salvou
a vida de um filhinho do Dr. jui* de direito, Fir-
mi'io Lopes de Castro, o c nnmn laute da polica
Telles de Souza que, requisco do nosso amigo
subdelegado d'essa freguezia, veio com algumas
pracas afim de inanter a boa ordem. Os nossoa
anigos.Srs. vigario eMeh-elle9, qne de prompto all
aprescOtarara-ae, em soceorro das victimas, o com-
mandante da polica e Jos Marinho sao dignos
dos maiores elogios. O facto qne acabamos de ex-
por causou ali grande constersaclo. Os Rvds. vi-
garios das Velhts e d'Areia fizeram remuneraco
alguma pecuniaria um grande enterro solemne
das victira >s. pelo que mais dignos anda se tornara
da estima publica.
A 24, dia da feste, estando ji a igreja cheia
le povo, pira ouvr a inissa, acontecen dar-se um
e-itaij em urna das vigas do telhado, o que fez fu-
gir o povo, espavorido da igreja, pelo que o Rvd.
gario tomou a sabia deliberadlo, de enrabinaco
com o seu collega, de celebrar a miss i do lado de
fra da igreja ; tudo mais correu sera a menor al-
teracao. *
Sobre os icontuciraentos de Chique-Chique,
esereveram era 19 de Janeiro a Gazet'i da Bahia :
Tem atado esta villa em completa desordem,
devido a factos que se tem succedido desde o dia
25 do passado, e que nao sabemos guando leato
fim, pois estemos longe d'onde devem emanar as
providencias. Tememos ser longo, porm narra -o
para que ahi se tonba delles conheicmento. No dia
25 do mez passado, estando o vigario da freguezia
padre Novaos, administrando o chrisma, ua ma-
tr, peraute grande concorso de povo, o Dr. Adal-
oerto, juiz de direito, dingio-se a um eidado pi
cifico e eleitor da parochia, o -r. Theodoro Pi-
ubeiro, que reside a urna legua de distancia, e
viera assistir aquel.e acto religioso edn lhe voz
de prisai, einpuuhando em seguida um r.-wolver.
Theodoro, com calma, pedio-lbe que hou
vesse de dar-lhc o motivo da priso, ao que elle
juiz du direito retorquio que por achar-ue pronun-
ciado.
Theodoro, ento diste-1 he que era morad- rem
Chique-Chiquo ha muitos annos, e que nunca tinha
sido intimado para ver-se processar e nem de pro-
nuncia alguma ; que, portento, nao sabia como
agora se lhe dizia que estava procesando e dava-
se-lbe voz de priso.
. A sto respoudeu o juiz segurando-o pelo cs
da cale* i empurrando-o pela porta a tora, di-
dizeiiiio-lhe que marchas!- para u eadeia.
O povo que ento estava na matriz, indigna-
do cora aquello a:to, reuuio-su em torno do preso
e do juiz e em altes v.izes profligou aquella vio
leneia e exigi a soltura do preso. O delegado
alferes Baha, vendo inminente um couflicto, pedio
ao pove que se acalmaste, e que confiaste em sua
autor.dade. e recbenlo o preso do juiz de direito
levuu o para o quartel, onde chegando sol ton-o.
Sabendo daso.tuia, o Dr.^Adalberto dirigi-
te peatoalmenta ao delegado perguctando-lhe si
era exacto ter sido solt o preso. O delegado
reaponJea-lhe que sim, pois nao tinha razoea para
conterval-o preso. Ento o Dr. Adalberto, fulo
de raiva, como cm posgesto, de ,-larou em altos bra-
dot que naqoellet dia* lhe dara um conhecimento e
arralara a villa. (Expressoes tex'oaei).
t Immediatamente mandou chamar ao teentt-
eoroiel Manoel Vlartiniano, e pedio-lhe que reu-
nase os eapangat que podesse pois que era tempo
de mmtrar ao governo quem imperava alli.
No dia seguinte, estava a villa afeitada por
mais de 50 criminosos que amaacavam perturbar a
a ordem e ensanguenter a villa. O vigario, sem -
pre incansavel em bem da pat, depois de enten-
derse com s Dr. Adalberto, foi ao alferes Bahia e
pedio-lhe para ir 4 casa do referido doutor afim
d ver si delle consegua disoensar os criminnos.
Assim fez-se, e s depois de muros esforjos con-
seguirn! o vigario e o delegado que o Dr. Adal-
berto mandassedlsp-rsil-oa.
Nos das 27 e 28 a villa estete mais tranquilla
e a pipulaso unis le.-assorabi-
*>ube se logo depois que o Dr. Adalberto ti-
nha accedido disperso dos criminosos, porque
nao julgava os sufEcientes para enfrentar a forca
existente, e que tinha-mandado-os para o gado
Bravo e Saeco dos Bois em qnanto esperava mais
ret >rcoa. Fallon-se meam-i que tinha elle man la lo
em au nome o escrivo Mreolino Liborio reunir
gente pelo Assuru.
Entr a duviia e ineortez! p astaram-se ai -
gmWeMas, at que no dia 7 d' isfe entrn na vilU
um groa*o de capangas commaadados por B -nt > d
Bri4fefoi poster-se naca-a do juiz di llr
o otltrey tendo trente1 o ti*#i coronel Manee'
\1 irtinhmo, foi p-star-a*' em" cSa a contigua' ao
quartel.
i Do grupo que estava na casa do t-mente eiro-
nel Maiioel Ma-tiniano sahiran? cinco, t >!os de
garruehi. e foram pasear pla porta do delegad i,
descompondo-o em altas vozea.
Este inml ii chinar o cadete Lwi ffibna, a
ordenou lhe qne com cinco pracas desarmasse os
cinco cap ingas. Sahio o cadete, e euc>itrando-os
cm urna t-.b-rna, deu-lhes voz de priso, e inti-
mou-ihes que eutregussem as armas.
Um dos capangas fez rogo, ferrado um ansp^-
Cada, e correndo em s -guida com os outros, sem-
pre perseebidos pelo cadete e aa quatro pracas,
entraram todos em casa d Sr. Adalberto, juiz de
direito.
Ahi pediram ai pracas ao referido Dr. que
entregasse os desordeiros, narrando-lhe o acont
cido.
O juiz ento. enfurecido, grtou que expela-
sera d'alli os soldados e que fizessem fogo.
Partrara logo muitos tiros, de dentro di ciaa
do proprio juiz, sendo morto um soldado e ferido
outro. Ahi foi urna confnso e um clamor. Os
soldados que estavam n>qiiarfl, aabmfdo la. mirte
do companheirot c irreram p-ira o I a ^ar do con-
flicto, cercaram a casa do juiz de direito e nti-
murm que, o entregasse os erminoeos on fari ,m
f>go. N'eate interira ehegou o alferes ilelegido, u
poude conter o irapeto dos sil Jilos e impedir que
mv idissera a casa do juiz de direito.
Receioso de que os sold idos po lessem exce
der-se em vista dos aoonteeim-utos, lercoa a casa
pelo lado de detrs, dando tahida ao juiz d-; di-
reito e a sua senhori, que se retirira-n, uns disea
que p-.ra o Gado Bravo e outros que para O -S i
dos Bois, ficando os criminosos debaix i do o re .
Depois de dous das coii3eguirara os BapangaTl
evadirse, na calada da noite, depois de viva r
fencia, e acham se embreahados nos mattos, donde
tah -m noite para atirarem sobr a villa. Por
occasio do3 tiros dados t casa do juiz d i diret i
morr-iram dous paisanos que passavam, alm d i
soldado e urna p-bie mullier, a'qual morava fron
teira casa do juiz de direito, e oavindo os tiros,
ehegou por instinctiva curiosdade janella para
ver d'onde partiam, sendo attngida por urna bala
que a prestou immediatamento sera vida.
Alm d'e^sas mortes e d'um ou outro f -ri-
mento sem gravdade, sbese que est'. ferid i mor
talmente urna escrava de L). Le mi lia, seabora
i losae respeitabilissima; a infeliz rapariga, indo
ver agua, receben um tiro partido do Gado-Bravo,
onde est o tenente-corooel Manoel M^rtiuian.
com a maior pirte dos criininosos.
A villa est ca constante sobre-salto, re-
ceiosa que os cap ingas que eatao as mattas e n >
Gado-Brava a qualquer hora a invadtm. O; t'i-
zendeiros eso receiosos que apaarecam roubn de
g idos, logo que os criminosos se esp ilhem pela
serra do Assuru.
Em 25 do referido mez escreyeram 4 dita f -
lha, do Ro S. Francisco, aobre os alluiidoi aon-
tecim -ntos :
E' geral a animadverso que ten "ans I i M
desordens do Chique Chique. Seguudo sabemos,
nao cessaram anda completamente as h .s'ildades
entre o'grupi de salteadores, den rnioilii bun
does e a firoa publioa, esta resiatindo e nqsjelle
aggredindo.
lliuve urna especie de intermittensia dos das
23 a 24 ; porm chegando a noticia da deraisao
do alfeies Bahia, trazida por ura portador, o sal-
teadores recrudesceram no ataque, e raiU easow-
jadas propalara que agora n< Jeixaro pedra so
ber pedra.
Tudo vive sobresaltado. O que mais mal nos
tem feito a paraiisaco do commerco
Um grnpo dos salteadores, no meio dos quaes
foi retugiar-se o juiz d: direito Dr. Adalberto,
est postado no Saceo dos Boia, que fie* beira
da estrada geral que vai ter a ssa capital, p ir
Jacobina, e por onde transitara oa negociantes da
Barr, Santa Hita, Campo Largo Par.magu,
Pian.tr/) Duro, Conemoao (Giyaz) etc., ot-rcp-
tiolo as coramuoieacoes. Muitos negociantes es-
X> estacionados na cidade da B irra, receioso da
passar por aquella estr..da, onde j vio se d-inio
alguns roubos.
Ouhfo grupo, o do tenante-coronel Mar.'iniano,
est pistado no lugar demninido .atol i, togrt-
douro da Malhida, que lici in.irgem lo ri u all
tera feto a guns roubos.
As erabircicoas que pissara, qier subindo,
quer descendo o rio, sao chamadas trra, e dellas
tiram os malfeitores a provisao de qne n -Cssitam
e Ihos c-onvm. As que nao querem eucoatir sof-
frem vivo togo, como aeontecau com as dos nego-
ciantes C. Barana, e J. de Qaeiroz, que estiv.-r un
a afund ir, varadas por balas, indo felizm:nte ti
mar porto, ajustaias pela c iriontena do no, n i lado
opposto ao Jatibi, e a urna legua da distaucia.
Os baudidos escolheram aquella local, porque
licaud i frmteira una ilha, que impede a pissa
gera das embarcacois pelo lad-i oppisto (o direito)
fm ellas irapretervelramte de pus ir entre n ilha
e a Jatob, eaj > canal p le distar viutu bracas
da trra firme.
Nao sabemos quan lo cessar esse estado de
coQtas. Estamos todos os dias a ser ncorarao-
dados com os neg icios de Chique Chique. As me-
didas tomadas sao sempre insuficientes, e parece
que poueo coub cera ahi aquella Uoalidado.
Quando ac motee qualquer desordem em Chi-
que-Chique, medida invariavel, o governo manda
logo u.n offlcial de linha ou de polica com um
grande deatecaraonu.
0 ofBci ti concentra-se na villa, pola nos mo-
mo dizer, escondese dentro d'ella para evitar en
contro com os criminosos, e assim ir vivendo en
pat at que t una afortuna de ser mudado. Oa
criminosos espalbam-se pela toara da Santo Igna-
cio (antigj garirapo), Saaeo dos B lis, Lig i de
Ita iaric.1, Malbada, e'c, e ahi vo tratando de
conviver om a torca. Chegidos a esse ponto, j
s? sabe, recorneeiin os barulhos e as desorden i,
roubos, assassinatoa etc. >
Nao vai cortir ciuta nenbuma ; S. Sxc. vai
uni r. vai rnardar, e nem toda a saso boa para
eetas operacea. Aquelles compassoe de espera
ttiverim a sua razo de ser e as cousas ho de se
grudar, sem tirar nem por, pelo methodo que eu
lheg vaticraav-i na minha de 29.
Pelo menos j corre com toda a insistencia, se-
gundo vi a ite hontem n'uma folba da noite, que
o hr. Conde de Margaride vni ser agraciado com
o titulo de marquez.
E mais abaixo accrescentava o jornal a que me
retiro :
Dizem o amigos do governo qne a questo
do Minho est reaolvida, por se ter conseguido
que Braga desista de mantera integridade do d-s-
tricto.
Dizem mais que e di por dous ttulos de viseond;, ura caminho de
ferro, tn-a estradas e mais urnas pequeas cousaa.
Nao ajelitamos.
A effervescencia anda marca no therraomatro a
temperatura que m pode apalpar no telegramma
a-'guinte :
Braga 31. Auira i lissim i a reuna i as sa-
las da Assocaco Commercial, qu i estavam coin-
p'etainente cheiaa. 3iscursaram memiros da com-
misso, reoatendo as calumnias iraDutadas a Bra
ga ; os oradores muito applaudidos, a entusisti-
cos vivas i integridade do districto e ao novo go-
vernador civil, em cuja imparcialidaie se crafia.
A commiaso declarou que d'ora avaute s ha ver
sesso quando houver aeontecimento notavel a
eommunicar ao pivo, para que durante a syidi
canda (?) a sesso permanente nao possa ser to-
mad i como imposico. *
Nio cm3ta ao jornal quo pnblica o telegramma
que especie de syndiciucia esaa a que allud.
So da 31 de mulla chegju a Lisboa a com-
misso vinanarense. E' composta de vinte e tan-
tos cavalleiros residentes no Porlo e oos consi
der.idos, dingio-se na segunda feira (l de Feve-
reiro) cmara dos deputados par* mtregar a
represanta?o em tavor da desannexaco do con-
ielho de Guimares..... mas nao encontrou a c-
mara funecionanao.
Q lem sabe m-smo se por so saber que a com
misso l la que nao houve sesso ''
Os cavalleiros que vieram representar Gni-
inar ;e tero de esperar at quarta feira (3) se 0
governo o decidir tami>eot qu& nesse dia nao
haja numero. R-alm-ute depois do governo :er
dado esperanca8 a Guimares de que lhe fatii a
nn'.a le, anii'.-xando aquelle conoelho ao districto
do Porto, ; rr injar lhe agora falta de numero
na cmara d is deputados quando vem os seus re-
presentantes, piuco primor de cortozia que a
opposieo explora e da que tira pindi.
Oa eoraraissioindos imanarenses encont.'arain
em S. Bento apenas os continuos.
Cimeci aimprens p>liti;a a oeeupar-se das
proputas apreseutadis ao parlamento p-lo Sr.
Thomaz Ribero, miuistr dis ob as paolicas, bean
como di ravovarte -le inientiva para outras ana-
logas que Acarara di s-ssio > issada, urna das
quaes diz regpeito insfr-leci de e isas barata.
O Diario Popular, prineipiou j laeapir-se mui-
to suraraariamente di algnm-ts, sendo urna dellas a
que ten le tornar obrigatoria a eanstitoieao de
bancos agrcolas por parte das misericordia); cous-
titu {e -s*a que pela legislneioaaM ior apresen-
tada era 18!i6 ou 1367 p-lo Sr. Andride Corvo,
era sira !esmente facultativa.
Estes periodos sao frisantes de criterio:
Sdb.-evem agora o Sr. Thora iz Ribeiro e quer
determinar, que todas as mis-riciriias sem excep-
Co ne iliuina sejam obi-igadas a'cmst tuir se em
Pannos agrcolas.
Nao faculdade, obrigic-io; ni se quer n
ber si pis3ivel e conv.-nienre man lir-se.
Ora a in lossibilidade e o absurdo do manda-
do saltara aos ulhos.
Oimoqnar o Sr. tfMMM que a Misericordia
de Lisboa se omtitua em banco aercola e iolus-
trial?
C>m> pre'e ile que tambem saja banco a Mi-
sericordia do I* >rto, quanto na cidade ctern os
EXTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
Pernambueo
PORTUGAL Lisboa, 3 de Fevereiro
de 1886
Arrasta-se na cmara dos deputados a discus-
so da resposta ao discarso da corda. No dia 29
houve fesao e discursos sobre este assumpto e
nada te passou le extraordinario. No di. 30 nao
houve numero para tunee onar a cmara. No dia
3, t domingo.
No 1" do coi- ente nao sa rauuio a caraira pn-
falta de numero. No da *, dia aantificado ....
Eugauei me quando lli -s disae na minha de 2J
que o Sr. Poito de Carvalho tinha partido para
lir-iga. S a 29 qne foi palo caminho de
ferro, noite, sendo a.-ompanhado at gare px
muitos dos seus amigos a subordinad >s.
A demora na partida do novo governador civil
d'aauetle agitado districto fez dizer a alguns
priguentos q le entre S. Ere. e o protogoniste da
celebre opera do Verdi havia urna certa analoga
sobretodo n'aqnelle trejho sabidissimo da madre
iufelioe corro a salvar-te !..... A mi a ser lanc-t-
da foguera, e elle, o Trovador, cantando uo
proscenio com todo o ripanso lyrieo o arro a
salvar te, e os minutos a pasearen, e o claro da
fogneira acceaa na praoa publica a illuminar de
travs a scena onde o tenor se espaneja e anaue
com toda a flengma aos pedidos de bit qnando a
platea Ih'os reclama-
Braga pedia ter ardido como ardeu Troya e o
Minho poda ter re sublevado inteiro como se
sublevou por muito menos em 181, ao som da
fosl toada da Maria da Fonte e o Sr. Peito
a airanjar na mala a roupa branca e os aponta-
mentoa para as aUOHo5ee apparatosas, se anda
par l uehasse quem ih'as nuvase em silencio e
boa pas....... anda ha ingenuos que acredita-
ran! que o Sr. Peito de Carvalho ia crter o n-
gordio.
binis se atrope lam e p"ila propria maltiplieidade
se prejudieam a si e no ere liti ; ral do piiz?
Se no reino ha centoa de miserieirdias, cuno
pretende o S Tho.-naz Ribeiro forjar de um mo-
mento para outros cantos de b.neos?
E ais! diremos bneos porque mixiina parte
nem tropecas ae podara chamar.
j> H* misericordias, cujo renitimeno de captaes
nao ehega a 101*000 rs. por mno. Qie diachot de
bancos h> de ser esses cora dous contos de rise
menos de capital ? No c mselho de Moitemr ha
urna misericordia naaldeia de Cobrelloe, cijo ren-
diraeiiti nao ehega a 20)4000' anuuais,
Aqu va n is nos ter o baneo de (Jobrelios com
um capital inferior a qaatro cintos de ris !
E como este poderiaraos apre exmplis. por t'.rm til que se viugts.a a i li do
Sr. Tn i n i/. 11 n -ir i is' i a'i < -i pric, i-r u m
cada.
Com coacepeo geral o pr >j et.. I> ilustre
rainistri contrario s nessas ravs eonneei las ne-
cessidades economiiuis.
Nao ha no paiz espirito recto, que nao proclame a
nec-'ssidade de con entrar a aJC-i' bancaria pal-a
lhe darforc, solidez e e.H meia. Nesta dispiaictj
dis espiritos, dervala do astuto dos factos e
d'uma etunsiuiiust infeliz, que n governo ae lem-
bra de estabaleeer bancos nicrohios.
Que o Sr. Birjoua eanjaM esta propiata com
um cordo sanit in m us apartado q ia o p isto ao
marquez de Vallada
Escaso de crar-iii's outras critica) d'este e de
outros peridicos da Lisboa, resumindo sa muitas
dellas em quaas propostis do Sr. Tnomaz Uib-iro
sob o pretexto de favoreeerem agricultura, tenden
a estabelecer o socialismo do estado.
Algumas folhas att-ribuirara au Sr. Luciano Cor-
deiro a colloboraco daquellaa propostas.
Acudi ao rebate o Sr. Luci..no Cordeiro e ao
juriial nocturno As fomdades finga una interca-
aante carta que veio publicada no 1 do crrante,
declinando acollobsracao queto graciosamente lhe
attribuiram e espraiando-se em c insideraeoes qu
teem todas ellas nfima relaci com alguna dos
principaes assurapto3, que sao objecto das propos-
tas do acta! ministro das obras publicai.
Posto que um tanto longa para ser enxerteda
numa simples mssiva noticiosa, creio que essa
carta ser lida at ao fim pelas pessoas que se in-
teressara em que neste paiz se faca urna salutar
evoluco, para os debates do ndole econmica e
sociojogioa, bem mais uteia, eert'.meute, do que
a chicara polemista de que se nutrera em geral as
diapooicoes quotidianas d-s nosses peridicos e de
nossa tribuna parlamentar muitissimas vezes.
Meu caro Navarro
as Navidades de hontem, attribue-se-me na
f de um boato que en desconhecia e que sobrema-
nera me honra, urna eulloboraco das propostas
reeentemeute apresentadas pelo ministro das obras
publicas o Sr. Thomaz Ribeiro.
Deixe-me, pois, diser-lhe que por mais da nasa
rallo inteiramente infundada a hypofhese. E
bastava esta: a de que em nada, ou por forma al
guna, collaborei realmente nesaas propistas.
Poda ficar por aqu, mas permtta-me a sua
boodale que diga mais alguma c msa, nao da ini-
nhajustic-i que s taoho de agradecer a generosi-
dade da supposico. mas do que se e do que pen-
co das propostas, j que ellas di-.eetam.-nto inci
dem sobre queatoes na que roe permitte t^r de ha
muito opinioes definidas, provavelmence como toda
a outra gente. Se lhe parecer importuno iuutilise
esta parte.
lia 2 ou 3 ancoscito de memoria,fez-roe o
Sr- Thomaz Ribeiro, cntao ministro do reino, a
honra de conversar commigo sobre aquelles assura-
ptos, manifestndome o generoso pensamento,to
ddle, le os chamar sua especial attencto inicia-
tiva govern-iuiental. E certo que lhe devia, como
empregado do seu ministerio, e lhe offireci como
simples estudioso e eidado,o que para caso
idntico lha offeroeera hoje, a Me ou a outro:
toda a boa vontade da minha compirae > inodes-
tiioi na. Preocaupava-nos ento, a a anos, a ques-
to tai desvalida e to grave, de eraigraco p >r-
tugueza. Nomaou elle urna grande eiramiss-i, de
que quiz que eu uzease parte, e encarregoii-me a
trabalhi inmediato e pratico de organisar, dentro
da I gislau-i vigente, o que pareca paradoxal, ura
regularaent >, que esta impresso, dos servicia da
emigraco nacin ti para paizes estrangeir. a.
Primeiro, aquella grande oomuiisso que cum-
prio correctamente a praxe de nada tazer, e depois
a cmara dos pares, quando deixei de ser mioittro,
apresentou o Sr. Tnomaz Rioairo, algumas,
quatro ou cinco, ae bem me lembro, das propoatas
alludid*8. Sobre urna,a ia eolonisaco agrcola,
jnegaram a escrever interessantes observaces,
os meas Ilustres anvgos e doutos profesa jres, Srs.
Ferreira Lapa a Silvestre Lima.
Do regulara-Mito oo fallamos. Dorme o sunno
dos justos emquante dez ou dote mil cabecaa de
escravaria branca vo d'ajui, aonualmente, adubar
as fazeudas e plantacea cstrangeiras. Convm
sempre dizer que cu nosou contrario a emigraco
Achc pueril declarar-se a gente contraria ou favo*
ravol ai leis e phenomeuos naturaos. Da escruva-
tura que en nao gosto, e nao s eseravatnra a
que se faz em frica.
Adianto. A'cerca do pensamento de todas estas
propostas, qne vejo j inquinar de socialistas, o que
deixou felizmente de ser urna inquinaco que valha
por si alguma cousa, lembra-me qne disse ento ao
Sr, Th-.-maz Ribeiro, ou nao sei a quem que eu
comprebendia que era tempo, e sobretodo que era
neeessario e bom fazer um pouco de socialismo de
Estado, mas que nao acreditava que este so po-
desse tazer quanio, de fasto, na usencia de dou-
tiina.ou por exceaoo dedu, certas ideas ou certas
inergias do aeco governativa estavam to longe
aos proeessos e da capacidade moral da nossa po-
ltica e dos nossos goveruoa. Para nao dizer as
coisss menos ceremoniosamente. V. comprehende.
Pens hje como entio. Kelativamente a cada
urna daa propostes as miuhaa opinioes eram e con
tinuara tambem a ser as que muito pela rama vou
dizer-lhe agora. Nada importara saber se quaes
sao, claro, se o assumpto, naturalmente sento
das preoecupacoes fosse por tal arte delicado o
importante, que nao demais ir se fazendo ja a
eolheita e destrinca de todos os pirea.eres.
A primeira refere se a concessoes tendentes a
promover a colonisaco agrcola.
Ha mais e ha menos, nella, do que pode real-
mente constituir um estimulo positivo e um resul-
tado seguro. Pareee-me isto. E basta-me consi-
derar que ha de menos, o que pode fazer triam-
pliar o empenho das objeccoes e embaracos que
ihe poem as relacoes iadeciinavais de problema
com a compauhia financeira do paiz, na situaco
presente.
A segunda, que aquella a quo partlc ilane ::-
te alludem as ovidadet de hontem,=a da re-
uiissao dos foros ou a da extineco dos empraza-
mentos no fira de vinte anuos, considero-a incon-
stitucional nc principio, o quo alias poderia im-
portar pouc i, se nao se me afigurasse na pratica,
alm de violenta, contraria lico da historia e
contradictoria, em face da nossa ecooomia social,
8'-m o iroprio objactivo que ae propon. Filia-se
no absolutismo doutrnario, que coudemna a eui-
phyteuse, e queabilioj, um pouco absolutamen-
te de mais, segundo me pap-ce, a sub-emphyteus.
Ora a liiitoria diz-rae que a eraphyteu se fez a
musa agricultura, e que at nao sena erro dizer
que fez o nosso paiz. Com os oihos ao Minho o
legislidor ab.-lio a su'o-emp'oytcute :se os po-
sesse um pouco no Alemtejo duvidoso que n'o
volte hesita in. Mas, em summs, nao hesitou, e
agora resta considerar sa nao haver p.-ocesso que
in vez de arrancar a emphyteuse como esealva-
cho, adote com maios J'ella se adaptar s couii-
Ciea evolutivas da propriadad.-, do trabalho e da
populaco rural. Esta qnesto exiga um largo
deseiivolvimento, que nao para agora.
_A terc-era proposta torna obr'gatoria a consti-
niySo em bancos agricolaa dos fundos das mise-
ricorlias, etc, impondo-lhes a le de 22 de Junho
de I87, que Vm.-. sabe p-ifeitaraente que iia-mi-
nhaopiuio, de aceordo com a do proprio legia-
li I ir, nao foi feita pira as iiistitiiices hincaras.
Tem o vicio de origem, vicio inariave!, de con-
fnndir o crdito agrcola com o oieliti ommer-
cial, e de n> preparar e organisar o primeiro, co-
mo o uo fez tambem a le de 186b\ qae por i-=o
mesmo uo priduzo oa etfeitos que tiuhi em vista.
!! n ve que nao poderla eu collaborar em tal pro-
posti.
Passarei pela quarta, quinta e sexta propostas
sobre o trabalho de menores na fabricas e sobre
os triliunaes da arbitros ai'inlore), dizendo apa-
as que, do aeesrda com o pensamento geral, me
parecem prematuras algumas das disposicoes em
paiz onde a ;rande industria nao exista anda, e
aobretud-i me par-ice escusado e inopportuno o lo-
xo dos inspectores a fouto ou a cetecentos mil
res pir cabect, em relacio primeira.
A stima das apresentadas ha terapo e a que
alluda no comeco d'esta carta. A matricula dos
ageate.s e agenciadores de emigrantes, r puto a
d3 urna necessidade capital e urgente, mas emen-
do tambn que nao deve isolar-se de urna regula-
nentaco geral dos servicia correlativos, cuja au-
seacia positivamente urna singularidade da nos-
sa adminiatraco publica.
0 que a tal respeito p-.nso disse-o no relatoro
que precede o projecto da regulanunto que 3nda
impresso.
Nao ere Van, que estaa propostas cheguem a
ser discutidas no parlara :ut >, e pareee-me que er
bem. Ha de convir, comtudo, que era temoo real-
mente de se tratar de muitas d'estas coitss pra-
ticas e neeessaras, que directamente mpor.am
economa e ao trab lho nacional. Nem a propria
rhetorica oarlamentar, to dominante e absorben-
te entre nos, t-ri i muito a perder, que dot as-
suraptos apoareutemente ingratos, a que se refe-
ren! aquellas propoatas, poder tirar fcilmente..
etfeitos orgiualissiraos.
Desculpe a inassada, m;u caro Navarro, e crea-
me senprcAmigo, etc
Luciano Cordeiro.
1 de fevereiro de 188C.
- !'r isejne n cm Frenes as fe-tas pira obse-
quiar S. A. R. o p:uicipe D. Car'.os. 0 principe
voltoo de Chantilya Pars s 4 da tirde no dia
27 Esperava-1 na es seso do \\ um /andau.
qu-! ii cmluzio ao hot 1 Brutal, omie S A. est
hospedado, acimpinhido d > Visconde de Saisal e
O Viseon le de S -isal revalou-se, depiis d S.
A. o principe r -al, o primeiro atirador, diz o te-
legra nma.
O principe real asslstio noite, do camarote do
Sr. Freycinet, a represeataco da opera.
No dia 29 foi organisad i outra cacada a cavallo
em honra de S. A. na floresta de Chantilly.
Nao rae lembra agora que jornal de Lisboa fa-
zia notar que no proprio di* em que se publicava
n'uma folha d'esta capital o tele/ramma de Pars
con'indo que o principe re il assistira n'um dos
theatros daquella cidade nina premire, indo de-
piis ao foyr camprimantar o autor e artistas, lo-
go abaixo, na mesma c Imanase cont.va que ten-
do chegado da ilha Ten-e ira o Sr. conde d i Praia
da Victoria, chefe do centro progrosfista d'aquel-
le districto insulano, tora S. Exe. apre-entar ao
paco da Ajada a S. M. el-rei urna mensagem d
psames pelo fallecimanto do Sr. D Fernando, em
nome do centro poltico de que o ilustre dalgo
pre idente.
i) nittii os pontos de adrairaco que o jornal or
ficante junta va quan lo fez notar esta coinciden-
cia.
Repito o qu i dsse a 29 do passado : etiquetas,
etiquetas de que os profanos nao entendem.
O luto oici il s no dia 15 de Fevereiro que
termina.
A familia real linda aqui nao appareeen no
th atro. ora em feata alguma.
- Ha uotieias de ter adoecido outra vez o ma-
jor Serpa Pinto, nosso cnsul cm Zanzbar.
O intrpido explorador est soffrendo anda as
consecuencias da sua traveasia africana.
- De Brux -lias telt'graphar&m, ha dias, para
o Tempe, do Pars, dizendo Ihe que o cstado-livre
do Cm^i fax um contrato por cinco airaos com a
coinptuhia Empreza Nacional, de que sao geren-
tes os .Srs. A. Bensande, Netto o Brochado, pelo
qual i corapanhia se obriga a estabelecer um ser-
vico postal ajata il urna partida t 3 em 3 merca
por cargo-houts de Antu- rpia a Roma. Os pique-
tes pirtiro de Antuerpia e fario escala por Lis-
boH. Madeira, S. Vicente, Banana e Mossamades.
No d>a 28 ie Janeiro foi apresentada em
juizo peto Sr. Baro de K ?ssler a relaco do di-
uliciro em caxa na secretaria particular do falle-
cido rei Femando, a 15 de O.-zenbro, dia em
que S. M. fallecen.
Na c*ixa do thesoureiro 1004750
Depasito em conta correnta no Liu-
don & Brasiliau Bank, cap-tal e
juros at Ij de D-terabro
22.-G0SS100
Rs. (fortes) 22:708J83O
- Ha dias, inlo oe primeiros erapregadoe-a re-
cebedoria de Belera (" barro) acharara um mon-
to de pedras e calica, varas ferrameut.is de pe-
dreir i c outros vestigios que denunciavam a en-
tra 11 violenta no edificio durante a noite, veri-
ficando se poueo depois o desapparecimento de di-
nheiro qae and ir nu- rea de cinco contos de
ris.
A guarda qne havia ua r cabederia (que- anda
se conserva uo edificio da cmara de Belera) fra
retirada para o edificio la administraos-i, que
actualmente funecioua ua rua da Junqueira.
As autoridades procedem a investigacoes. *
receb r, na v.-sper havia feito entrega de 10 con-
tos de ris em notas no thesonro publico.
A firma Bensand Si C. noraeoo sen advoga-
d o Sr. Dr. Eduardo Alves de S para proceder
judieialmeu-e na questo em que a referida firma
commercial acausa I a devhaver feito contraban-
do u periodo de 1831 a 1883. como foi revelado
pela denuncia f ite oficialmente por um emprega-
do do Porto. Esta revolaba deu assumpto a lar-
gos commentaroa na nnprensa. E' de esperar qne
os tnb in.es deem razo a quem a tem e no caso
de ter havido calumnia e dittamacao, punam, em

l


i
llEBfVEL |

1


Diario de FenuMibaco^narta-feira 17 de Fevereiro de 1886

'
r
%di d >
ilm ii-
euio acrelitou nVsta proa, oude a cisa do
S s. B usando Iranios C. passa pir um
mai res
sob a presidencia de el re, reuni 31 do
passado. Aiul*, a assombla geral.dos
Abergoe.i Nictjrooe, que fundador S. M. el-rei
i D. Luiz. Estiveraui preaontes muitoB socios
fundadores e subscri^tires, alin de outra9 pes-
soas a quem esas assumptoa de protecco po-
breza costuinarr nteressar. O Sr. Dr. Luiz Jar-
dim, aa ciulidade de director secretario do eonse-
lh > admiuiatrat vJeu o relatorio da direcco, am
que ella di eouti*3k sua gerencia no decurso do
anno finJ i.
Este rtlatorio est muito bem elaborado e
muito bem escripto. Divide-se em tres partes e
veta acompanhado dos seguintes documento :
Io mippa geral do movimento dos alberga-
dos ;
i receita e despesa ;
3."baliuco fchaio era 31 de Dezembro ;
4."rulacao nominal dos beinieitores do Alber-
gue ;
. -deseripcli dos donativos qae receben ;
'i. foudo da assoeiact), eapitulsaco em titu-
les deiivida publK
i." opiado livro dos visitantes.
X i pruneira parte dia o numero de asylados que
prociraram o Albergue, de como se elevou a....
2:363 pobies, oa quaus, por haverem all perooi-
tado diversas vajei, represntala 12:950 agasa-
lhadoa, e retere os b.u ti ios dispensados i todos.
Na segunda parta trata cora profieiencia das
Caut s da freqiiencia de pobres.i ao Albergue
nocturno, f-.zemio sobre ellas consideracin sen-
satas e dando opinio sobre o modo de as evi-
tar.
Xa t"rcirae ultima parte encoutra-se o balan
onomico d'uquelle caritativo estabelecimeuto
e por el.e se v iiumio vae prosperando de auno
p.r.i anuo urna aaai C aca> que urna gloria para
seus fundadores e para quem a contiuuar a sus-
teutir. E3 um extrado do referido balanco ro-
fereute ao auuo de 1885.
Receita
>l t s de socios, don itia
juros de iuscripo -s, e
tos, "te.
Despeza
Ordenados e commissoos, renda de
casa, despezas de manutencao,
roupas e .utensilios, livros e ioi-
pres303, oto.
tes, acompanharam ao piano, ora um. ora outro
as pecas de caut Xo espectculo, os
artistas de t >dos os t ie Lisboa,' actores e
actrizes, formando semicrculo, vestidos em toi
letta de ceremonia taziam squito a actriz Virgi-
nia, que reeitiu muito eomujovida urna deliciosa
poesa Fatatidade, doSr. Lipes de Meadouca,
cujo objecto era o infortunio do insigne actor que
de todos aquelles que all ts aebavam tora mestre
e exemplo. Seguio-se o actor Antonio Pedro, qne
tambem recitou urna poesa de menos elevaco,
mas to encontrado de lagrimas a disse, que a
impresso nao foi menos sentida no auditorio.
A matin comecara pula representacao de urna
gentilissim i comedia em verso, O Desquite, do Sr.
Jayrae de Sguier, desempeahada por Augu-to
Rosa e K isa Datnasee.no. O papel do advogado,
que todo ou quasi todo urna contra-scena ma-
gistral, fel-o Joao Misa. Os pnneipaes actores e
actrizes do theatro de D. Mara II que s encar-
regaram dos pipis de comparsas.
O theatro de S. Carlos tinha urna nchente
completa, vendose todas as pessoas da nossa pri-
meira sociedade.
A' porta, alguus bilhetes, vendidos por preco
exageradissimos, dentro um pauco forain tomados.
Militas pessoas pasfaram as suas entradas por
quautias muito superiores s que se Ibes exigiam.
A receita deve ter sido ruzoavel. Houve mui-
tas chamadas; alguns trwhoa decanto foram
bisados entusisticamente. Campos Valdes, o
empresario generoso, teve chamadas especiaes no
tira.
E oigam-me, nao isto urna pagina de moral
em<>cao ? nao foi este aominzo empregado todo
no exercicio d'uma boa obra ?
"v'jainjs justos.
O nosso publico sabe associar-se s iniciativas
phylautropicas. Os nossos artistas e os estran-
geiros na > menos h mveram-se dignamente para
com o seu disditoso colleja.
L.
7.272*290
3:662*455
Saldo. 3:609*835
Ju itan 11 6*1 sildo ao capital do tundo da so-
ciei". n 31 d. Oezcmb. o de 1881, no
valor d1' i 85, mais o valor dos b.-ns mobi
Haras de 2:1. c as quitas eai divida na
imp rtui.ia d 2&&JQ, tem aetualinonte a asocia-
;a .> em fondo ou capital a quantia de 6j:851*175
Corapa teste rendo existente em 3l
de Dejambro de 1885 ao le 1881, v-sc um Mg
ment i de lia' iptaH o -'> pr i p iri i > I
C. M Ul I i aquella ass ci io2 .
Felta a saniosa 'oin.'in iranio dos socios qu->
fallecer ara, foi lido pelo Sr. Al ves Diniz o parecer
da coinmiss > revioora, qi i ata im ture approva
as contas da g l auno fiado, mas taino \n
prop l'ii administra-
tivo pero seus actos de iienin-reacia.
EuL'criua sesiai S. M. El U/i, congratulan-
do-je iia i inbla p 11 estado BorMoeats d
sociedade. e faz n Jo sentir em phrase eloqueue,
como, pir tantis raz.'S j expostas, ella merece
alargar a sua m'.ssao morasadora, creando junto
a si urna encola profissimal, para insinamento dos
menores.
No anno findo acolhcrarase ao Albergue, 339
menores, sendo 223 anal haoetis.
S. M. encoatr-u comple aalliesai e applMKM
na assembla.
_Foi reconduzida a direccao e prcheu :hida a
vaga que u'ella havia por inorte do Sr. come
lhciro Carlos Ferreira dos Santos.
A recuda do drama Germano do Sr. Abe1
A ici > Antun h pela direccao do theatro de D.
Mara II, tem d-do lugar a urna polmica ultra
realist i. O aoetor repudiad > desafojou as suas
iras no Correio Portugal?, liiinlln e.bras e la
gart ^s dos Srs. JaiaJlaM e Augusto Kjsi, mu;
to nitaveis actores. 8 ambos administradores
d'aqueila ein-ireza. Es'"s i| iforyr m aote-
hotem no jornal As fveidade. Creio qoa
resposta derer'eitte no mesmo tom da arguicao
do despeit ido escriptor Lcl-a am i con a, e con
tar outra. Mus lientos, iniis i.-onias, OMS
a^^resao no modo de diz,-r, piucas vez^s se tem
vistiera leitra r:doiili. O qu-se colbe, que
departa a parte se descalcaran) as luvas a pare-
, ee qn lottas para atirarera cora ellis ca
| beca aus dos outci.
Fallara os Srs. It sas :
Mat qner V. e o publico saber os fundamen-
tos que Uvera is para rcgeitar .i p-'ca ? Oifam o
proprio Germano do moowinto ina.s solemne e in -is
grave da sua vi la, isto ni oeeasilo em que elle,
o filho do amor, ve pela priineira vez e falla a sua
na"-
> E'la diz-lhe, a pretender descnlpar-se.
Nao toi do vicio
Qae nasceste, meu filho ; foi do amor
Eelle:_
l'.s entilo -.. E' dos livres ; sim. senhor.
O amor o paasa culpas das mulheres
Vera um maroto. .. faz-lhes pe d'alferes...
Entregam-se... e dep s, todas n'um praato,
Dizjm ao mondo :Eo amavao tanto .' -
E o inundo perdea... Poetn gatos
Na virtuae, -e est bem Poncio Pilatos
Lavou-se na beia.. as barredas
E' no bidet do Atoor, e ficnm sis.
A stf te] i i! is paisSea limpi-tis n'um prompti.
E com o agio d'um iofirao descont
Sao reclamadas iii-s salO-s mundanos.
(i s'aram V (prowguem s Srs. Kosas);
Pois o resto todo ueste the ir, ou tal vez um
poucochinho mais obceno e maig porco.
A outra parase que citamos na nossa carta
dyster areo da Avenida,chava-a elle ura sim-
ples dito!
Anda nao ha. muitos nvzes que houve na im-
prensa outra (|iie.t.ao parecida; a do Sr. Marce-
lino de Mesquita, autor da Perula, com a m>*ama
empresa, ou ante i com o fiscal do giverno pela
nao aJraissao da sua obra naquelle theatro.
Depoi8... a l'crola foi representada no theatro
dpVrncipe Real, e publicada em livro, e como se
tractava de escndalo, toda Peroia, onde se di-
ziamousis bem cras, na verrtade.
Estou vendo que o Germano do Sr. Acaci i
Antuncs ir bater mesma porta e seruir os
mesmos tramites. E o publie-. da Perola e di Na
n hade.correr eupido e vido de realismos a to-
rnar os seus lugares du/auleil, ou de camarotes
para se desenfadar de taata moral em accao
como a que constitue a nossa vida habitual fra
dos palcos theatraes.
E nfim. ao levemos a irona to longe.
O da 31 de Janeiro foi aqu em Lisboa passa-
do n'uma santa obra.
O celebre actor Jos Carlos dos Santos est mo-
ribundo. O seu martyrio tem sido enormisaimo
Nao expirou ainda ; mas na sua agonia lenta, em
que, depids da cegueira veio a dilacvracao daB
articulacoes, a fractura de muitos oesos dos aiais
importantes, a f-bre, o delirio, soobando sempre
em atroci sinos pezadellos com as suas passadas
glorias artisttcat. e com a miseria que persegui-
r a pobre esposa delicada, D. Amelia Vi-dr i, es-
actriz tambera, e os fihos, iiquolie grande actor
tem inspiride a todos quantos o conheceram a
mais profunda eompaixao, Os seus ordenados,
como profesaor de declamacao no Real Conserva-
toris de Lisboa nao tm sido sufficientea para la-
ser face a tantos gastos, como os que resultara de
to prolongada er termidade. Un.a comraisso de
hom- us de lettras, seus amigos ntimos, invocou
oa generoeos aentimentos dos collegas do infeliz
actor e tambem os dos artistas estranfreiroe da
companhia de S. Carlos. A empresa .Mattos e
Valdes annuio a rudo que lne pediram, emprestou
o theatro, permittio a a seus artistas que tomas-
srn parte n'um ;on :erto eatqus que a estra
n novo barytono qne acabava de escripturar,
se fisesse naquella festa artstica, a ultima yerta-
mente em que o nome de Jos Carlos dos Santos
fignraria.
Oe todos estes ~>lementos reunidos, e secundados
pela eympatha do pablicc, resultou a matin
mais notavel de cuantas ha memona em Lisboa
Foi no domingo (3) pela 1 hora da tarde, no thea-
tro de S. Carlos. Cantara as senhoras Borgbi
Mamo soprano e >chald Soli contralto ; Masini,
0 notabilasimo tnor; ollet, o barytono debe-
tutante-, L-rrain e Friggiot, baixoa ; Pinto e Co-
togni, barytonos ; a corpo (te baile dancoo oa bai-
1 ados do Rei de kahore. A da orchestra tocou a
esplendida abertura do Gvilherme TeU, e a deli-
ciosa msica de Maasenet para o bailado.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Peraambnco
RIO DE JANEIRO -cobte, 10 de Feve-
' r. iro de 1886
Sl-hmabm :O que ha de melhor para noticiar.0
resultado da apuraedo no 1 e2' dislric-
tos do Rio Grande do Sul.Os votos em
separado do Sr. Camargo, e qual a cau
sa disso. f'rotalo contra a eUifo do
Sr. J. Pedro Soares.Como a -Refor-
ma' confirma a derrota do Sr. Salgado
e como se refere ao Sr. Lucena.Um
epinodio histrico da reoolta de 1848.
A derrota do Sr. Plevry no 1 districto
de Goyaz. Candidatura inesperada.
Porque o Sr. Jardim ndofoi candidato.
Abstengdo dos conservadores no 2o escru-
tinio em S. Paulo.
Fallamos am la de eleieoes, que o que ha por
aqui que melhor pode iuteressar ao leitor estra
nh i s pequen as quesio-.'s loe ae, entre as quaes
sobresalte a dos violtos, que. era ultima analye c
mesmo com ou s-in aualys :s a que est p'oceJeu-
do a junta de bygiene. s ha de iuteressar ao.- in-
teressado um negocios de vinho.
J deve ser ahi sabido o que acaba de dar se
uo Bio Grande do Sal, por occasiao de proceder-
s i respectiv apuraci das cleicoes do 1 e 2
dstrictos. Neste, ajhilid) se all presente o Sr.
Silvidra M irtins acimpanhido do Sr. Joaquim
Salgado, afira de assis'.irem a apuracao, a junta,
eujo presi lente uin juiz de direito, amigo daquel
le cenado', txeluo a eleicSo da parochia de S.
Francisco de Paula de Cima da Serra.que c
derou milla, a expedio diplora' ao Sr. Salgado,
cim protesto 1 's c luserv idocea.
Naquelle, trez^juizcs de p.z, firman lo a raaio-
ria da junta, contarara ao Sr. Camargo os votos
tomados em s -pira lo e cxpediramdh:! diploma. O
presidente da junta e quatro juizes de paz, nao
contando taes votos, sera os quaes nao tem o Sr.
Camargo maioria, resolverara que houvesse 2" es-
r i im i, marean io o dia l do correte e mandan-
do fixar os respectivos editaes. Sr. Cara .
e msiderando-se eleifo, dedaroo, c'outro tanto fi-
z-'r m os eens amigos, que nao coocorreria ao 2o
escrutinio A qu sto vira, tfioal, ser decidida pida
cmara, e fcil de prever qual ser a sua colu-
,-o .
Os 17'J votis tomados era separado sao dos aoi-
legios daTaqoara,sobrccuj-iauth utieabarluvidas,
de Santa Christina do Pinhal, em qu 180 rol >s
foram dados ao Dr. El-ut no Autmio Camargo, e
ni a> cousellitiro Antonio Eleut.in > :unirgo,
que foi votado nos outris c-illcgios.
A imprensa local t--m se oecupado coio es>a ifo-
ea de nora-s qu? os iiberaes cousidera n proposi-
tal e devida a traica, atribuida por uns ao ehefe
liberal e comraandante superior de S infa Cathari-
na, qu: outr'ora militava as fileiras c mservado
ras, das quaes retirou s-i declarando-se liberal, por
brigas que teve cora os antigos correligionarios,
os quaes por csse motivo o agjrjdir-tm com muita
violencia; e por outros, >: pessoa a quem elle in-
cumbi de esueret e distribuir as listas.
O Sr. Joaquim Pedro Soares, cuja eleicao im-
pugnada pelo seu competidor, foi diplomado p la
junta apuradora, que de outro modo nio p aba
proceder, visto que s cmara, na verificacao de
poderes competente para tomar conhecmsnto
dos pretestos apresentados.
Estao, portento, com diploma tres amigos do Sr.
Sdveira Martins; mas isto nao llie basta ; elle nao
quer apresentar-se na corte s -un tres diploma
dos, que representara a metale da deputaco.
Nao havendo meio de obstar-se que fosse expe-
dido diploma ao Sr. Minnda, pelo 5 districto, diz
um telegramma daqueila provincia que tentam al-
guma ciusa no 4.', de cuja apuracao ainda nao te-
mos noticia, e que o Sr. Silveira .Martins acaba de
partir para o 3o districto afim de conseguir o
triumpho do Sr. Itaqui no 2 escrutinio, com o que
poder diser, que, apezar da guerra que Ihc
fez o governo, alcancou eleger a maioria da depu-
taco de sua ierra, quando elle e todos sabem que
os seus deputados, com diplomas assim obtidoa,
nao se rao r-conh-'cidos
O nais que elle razoavelmente deve pretender,
que se ja approvnda a eleicao do Sr Joaquim
Pedro Soares, contra a qual allegam os conserva-
dores nullidades, que dizem ser insana veis. O di-
ploma expedido ao outro Joaquim Pedro nao de
esperar que possa ser aceito pela cmara. A pro-
pri i Reforma reconbeceo a derrota do Sr. Salga-
do, embora procurarse explical a em um lmj ar-
tigo, em que disae que t por meio da fraude e
dos manejos torpes p ideriam os consA'vadotes ob-
ter victoria, porque na anterior eleicao elles ape-
nas obtiveram 3 < votos, emquanto os Iiberaes ob-
tiveram 122, e agora transformaran aquella maio-
ria era mim-ria Refere se votacio de Cima
da Sena. Mas na exhibic > dos fact>is, o que su
v do mesmo artigo, que dos taes 122 eleitores,
smente 46 foram declarar perante um tabellii
qne tinham votado no Sr. Salgado. Entretanto,
por esse motivo a junta apuradora annullou c Col-
legio e nao contou a reapectiva votaco, quando a
maioria obtida pelo Sr. Navarro de mais de 100
votos.
Concluindo o seu argo a Reforma, as queixas
que fes das violencias qne diz foram erapr gadas
pelo systema do norte, euteud u dever alludira
revolte de 1848, nesea provincia, como meio de
pungir o Sr. Lucena e expo -,. odiosidad* publi-
ca, Como h mero iucapaz de doei se com as offen
sas recebidas por seu pai e de veuerar-lhe a me
mora.
Quiseram-os smente, disse aquella folha, que
o velbo patriota, coronel Lucena, que foi espaldera-
do no palacio de r*ernambuco pelos conservadores,
cujo severo rosto foi cuspido pelos infames que o
injuriavam, podeaae resuscitar !
Ah o velho patrio'a estremecera de horror,
vendo o filho transformado em vil e despresivei
instrumento d'aquelles que arraataram seu corpo.
Em seu odio ao actual presidente do Rio Oran le
do Sul, cujo nico erime consiste em ter-lhe ca-
bido a sorte de, como administrador da provincia,
ver derrocir so a influencia do Sr. Silveira Mar-
tins apenas faltou-lhe o auxilio oficial, a Reforma
entendeu vingar-se d'elle dando circulaco por pro-
pria eonta a ana m s rav 1 fabu nventadi por
occasio da prisao do coronel Lucena ; aps o ata-
que cidade do Recite, a 2 de Fevereiro de 1849,
em que os rebeldes fr-ram completamente destro-
cados.
Qaein esereve estss linhas exercia, naquella
memoravel data, nao ha vaugloria nesta recorda-
cio, ama commissaode confianza junto ao presi-
dente da provincia, o entilo desembargado* Tosta
e hoje visconde de Muritiba ; achava-se em pala
co quando ah chegou preso, no dia 3, por volta
daa 1' horaa da maaata, o coronal Lucea, e pade
dar Xattemonbo de que eaaa hstetia que agora re
Poutechi e Moosinelli, oa dona maestros regen- ^ Q ^ rJo-gnadMe e foi onteda
com meaos exageruc-an talvez, por rolhas partida
ras d'aquetle tarapi, nio verdadeira.
O cor mal Lpo< apresentadj ao presidente u) estava iseinpto de
urna certa commoco. como era natural naqu-dlas
condifoes e occasio, mas nao estava de animo
abatido, nem com mostras de cobarda seu port*'
nobre.
A's perguutas que dirig i-lhe o presidenta com
a delicadeza e atteucoes com que tratava a todos,
ede que nunca deixou da usar em nenburaa cr-
cumstancia, nem oos variados accidentes d'aquelle
agitado periodo do sua adrainistraco, respoudeu
elle com franqueza e sera hesitaco, e concluindo
por dizer : .
Estou proao e peco a V. Exc. que garanta
miulia vida- E 'epetio as ultimas palavras.
a Esteja tranquillo, Sr. coronel, oada lhe acoa-
tecer ; vae para urna prisa > militar, a que lh l d
direito o seu posto na guarda nacional, respon-
deu o presidente, mandando-o couduzr, se bem Jio
record, pelo commaudaute do Corpo de Polica,
Barros Faico.
Si antes dechegar a palacio o coronel Lacena
soffreu ulgum dosacato, ou fortm lhe dirigidas
ameacas e injurias, o que alias teria explicacSo,
pelo estado de exaltaco dos nimos e excitacio
da massa p ipular, impressouada pelo sangue der
ramado na vespera quu ainda tingla as ras da
da cidade, o presidente uai teve conh :cim'Uto do
facto, e nem as pessoas que frequentavam o pala-
cio o souberam, ou fallaram a tal respeito. Posterior-
mente foi que se disse na imprensa da corte que o
coronel Lucena tinha sido maltratado em palacio.
Soraelhante a assa foi a historia, em que ainda
hoja ha quem acredite, de ter o presidente Tosta
coma o tratava a imprensa opposicionistaes-
carrado sobre o cadver do dosembargador Nunes
M .-hado em palacio, quaadi all o levarain, para
que elle o visse. Nao ba maior fa'sdade. 0 ca-
dver nao foi levad i l p ila.io, nem o presidente o
vio.
Nao se sabia da inorte de Nunes Machad i. Foi
o j finado coronel Nery Ferreira quem deu em
palacio na manh tambora do da 3, a noticia que
lhe levara urna mulher sua visinba, moradora na
Ponte de Ueha, a qual afirmava ter ;iuvido,
quando noite pasaavam em debaalala _-r.ipis
dos rebeldes, que tinham feito parte da columna que
tentou entrar na cidade pelo lado da Soledado, di-
zer um dr-sa-'s rebeldes que o pobre do desera-
bargador Nunes Machad foi quera morreu e l fi
cou na igraja de Belra.
O presidente, mandando chamar .-li ah de po-
licia, Dr. Figneira d-- Hall i, i c i rmandn lhe que
verificasse o que havia de exacto em tal noticia.
Com effeito, por cerca das 3 horas da tarde, pou-
ci mais ou menos, voltou o chefe de polica, con
duzindo em urna reda o cadver, iu toi deposi
no R>iiv'ent > ile S. Francisco e ahi, depois de veri
ficada a identidade d l pess >a, do que lavr m -so o
competente auto, foi dado sepultura. Nem mesra i
na secretaria de polica que funecionava em ora
sobrado que existia -m le posteriormente foi edifi-
cado o predio que hoje o pico municipal entrn o
cadver. O* coaductores da rede, acompinhados
de urna escolta a cu vallo ebegaram at a frente
da casa da pilieia, yara receberera sas ordens do
ehefe, que os tinha precedido, e volturatu a reco-
Iher o cadver no couvento.
911 paaaa 1 N 37 anuos ; o maior numero dos que
tomaran; parte nos aconteciineutos d'aquella poca,
ou foram dalles testoraunh is, tem desapparecido da
face da trra. Mas existen ainUa ahi nessa capi-
tal militas pessoas contempiraneas de taes acon-
teciineutos cujo testemuuh > poder ser invocado,
estou certo qu nenburaa que se prese afirmar
o contrario do que aqui refiro e era que pode ter
escapado ura ou outro iucideute de aomeaos va-
lor, ou mesmo h iver algum engao, quinto a pe-
quenas cir juraatancias. Mas no tando, a verdade
esta.
Desculpe o leitor cssa digressao, q ie reconheco
ser um tanto excntrica da miaba raissi do chro-
nista. Volto ao assumpto : eleicao.
A derrota do Sr. Fleury no 1." districto de
G>y-is--e por taminha diff'renca de votacaofoi
para mim e para muita gente motivo de gran le
sorpresa, porque, como notei em outra occasio,
ni se coatava oni canlidato ODiaervEdor de l
cora forca para obter um sem lhante resultado.
Disse se, verdade que um conego que era ou
tinhi sido deputado provincial seria o candidato,
10 ra^smo terapi, correu que elle estava in-
compatibilisado, porque, tendo oceupado o cargo
4* Vigario geral do bispado, ainda nao tinha ven-
cido o praso necessario pnra d"sincompatbilisar
se. O Sr. Jardim, que teria auxilio dos conser-
vadores e seria aceito como c in lda'o do partido,
se fiase com) tal recoramendado pelos chefes da
corte, teve. escrpulos em declararse eoaaervador
na vespera de urna eleicao depois de uiudanca da
situ"C,io, alo obstante nuuca ter feito profisko de
t lb-'ral e soffre.r crua guerra na provincia dos
Srs. Fleury e Bulhoes. Tcdavia, como, quan lo
toraou asseuto na cmara,tendo sido el.dto mais
pir effoitos de relacoes pessoaea e de fanilia do
que por idea poltica, e mesmo porque ento na
provincia nao ba/ia candidato liberalv.itou cora
o ministerio Je eutao u viven em muito grande in-
timidada cora o Sr. Liurenco de Albuquerqae,
achou que cava-lhe mal fazer com os conserva-
d ires urna a liaiica, que seria natural .'stava
prxima, se coutinuasse. a situaci lib'al. Nao
foi, p>is, apreieuu ia a candidatura do Sr. Jar-
dim, e no eotauto desde que constou a aseencao
ilos conservadores, o citado conego foi tratando
dos seus papis, e sendo por fira aceito como can-
didato do partido, poz em camp a vigararia de
todas as parochiaa, de tal modo qua ueuhuma
havia em que elle nao foaae votado. B ista dizer
que era Catalo, qne era o baluarte do Sr. Fleury,
elle teve quasi metade da votacao.
Do 2." districto, as nicas noticias que ha sao
as que constam de um telegramma de Ribeiro
Preto que o Patz de hoje publica, o qual diz que
em S. Jos de Tocantins, tendo se dado um gran-
de conflicto da que resultaran) ferimentos e duas
in irles, nao houve eleicao, e apenas consta va a
votacao da freguezia do Pilar, oude o Sr. Figueira
teve 30 votos e o Sr Bulhoes 7.
Da M itto Grosso coahe -e-se, por telegramma
do Rio da Prata, ura i parte da votacao do 2.
districto. Por cartas particulares, porm, escrip-
ias na vespera da eleica-i, eonta-se como segura a
eleicao do Sr. Antunes no 1., e a do Sr. BarSo de
Diamantina pelo 2." districto.
Os conservadores de S. Paule, nao tendo candi
datos no 2." escrutinio, que deve tur lugar no 7.
e 8.a districos, em que disputara, naquelle o Sr.
Martim Franciscoquo se acha gravemente en-
ferm >com o Sr. Campos Salles, e neste o Sr.
Vis:onde de Penhtl con o Sr. Prudente da Mo-
rae, resolveram abster-se nao auxiliando o can-
didato liberal, n-u. o republicano.
No Jornal do Commercio de hoje vera trans-
cripto cm artigo que ah publicou na Protinca
o Sr. A. de Siqueira contestando a noticia dada
pelo Diario acerca do resulta lo da votacao do 13"
districto, e coiisiderando-se legtimamente e'eito.
Tambera vera ura outro artigo do Sr. Milton,
estrauhando que o Sr. Prisco Para i i i agradecesse
a a eleitores o 3." districto da Babia a sua elei
cao, c mostrando que o diploma que he foi dado
pela junta apuradora apenas j resultado de urna
fraude torpe, como promette prov il-o perante a
Cmara dos Deputados.
Nao sao smente essas duas eleicoes que bao de
ser debatidas na verificacao de poderes. Alm
das do Rio Grande do Sul, ha : a do Sr. Ribero
de Menei s, pelo 3. districto da Alagoaa, que
contestada pelo Sr. Jos Angelo ; a do Sr. Peni -
do, p lo 10 de Minas, contestada pelo Sr. Ro
drigues da Silva, e a do Sr. Cezario Alvim pelo
8." districto, contestada pelo Sr. Vas de Mfllo
ambos Iiberaes.
Por ora sao as que sabemos ; pode ser que ain-
da haja outras.
tttviSTA DIARIA
Elelco (eralEit> e resultado da votacao
em 2 escrutinio para um deputado geral pelo 2
districto desta provincia.
Parochia da Boa- Vista
3 em separados
3
4 em separados
10
Conselheiro Theodoro 607 e
Dr. Jos Marianno 363 e
Groen
Conselheiro Theodoro 124
Dr Joa Marianno 115
Pofi
Dr. Jos Marianno 280 e
Conselheiro Theodoro 113 e
Farsea
Dr. Jos Marianno 70
Conselheiro Theodoro 67
S. Lourenco
Censelh'iro Theodoro 89
Dr. Jas Marianno 38
Resoltado final:
Dr. Joa Mariano Car-
neiro da Canha (L) 880 e 7 em layaraatoa
Csns.ilheiro Theodoro
Machado Frei-e Pe-
reira da Silva ( :) 850 e 13
Na seceo do Montero da parochia do Poco da
Paaella, houve protestos, e o mesmo ae dni 9%
parochia d* Varzea.
Vapor da Europa Chegou bdtera da
Europa o paquete iuglez Aconcagua, da liuha do
Pacifico, trazeudo noticias cujas datas vo 3 do
crrente, de Lisbia.
Amanha panucaremos as uotieias. Por hoje
oos limitamos dar a carta do nosso correspon-
dente de Lisboa.
Oa viuiv contou da lotera de ta
goawFoi ven lido nesta cidade pola easa Rida
da Fortuna, do Sr. Bernardiuo Lopes Alh-iro,
ra Larga do Risario o bilhete n. 27.115 da lo-
tera da provincia do Alagoaa, bem como todas as
appruximaco.'a, o qual fora premiado com.......
20:000/.
No se sabe anda quem foi o ditoso da sorte.
Lotera do Ceara -O 11. 8.698 da 4- se-
rie da 1' lotera do Cear uxtrahida hontera l foi
vendido pela Casa da Fortuna
eminarlo Epliacopal de Oliada.
Informara nos que ne 11 estabelecm;ato de tdu-
cacn inatriculaia.ua; no anno prximo passado
de 1885, 147 alumnos, sendo 110 internos e 37
externos, dos quaes um grande numero prest .u
exames ahi e no Colle^io daa Artes, cujo resulta-
do o seguinte :
CURSO THBOLOOICO
Dogma
Primairo anno
Approvados plenamente : Joao Pacifico Pereira
Freir, Manoel Francisco de Souza Liraa, Joai
Eneas Ferreira Campos ; approva lo simplesmeate
Francisco Assis da Costa Gondini.
Segundo anno
Approvado com distiacfo : Candido Vonaucio
dos Santos Jnior; approvados plenamente : Fran
cisco Targini Pereira da Cuta, Joo Baptista de
Arauj 1 e Joao E Imondo de Om
Terceiro anuo
Approvados plenamente : Josi Paulino de An-
drada Filho c Joo Fraucisco Fernandes ; appro-
vado simplesmeate ^ Joao Francisco Soares de Me-
deros. Vs
Morai
I'rimeiro anno
Approvados simplesrae ite : Manoel Francisco
' lusa Liosa, Francisco de Assis da Costa (j 1
din, Joo Pacifico Pereira Freir e Joo Bneaa
Ferreira Campos.
Seguiidi anno
Approvados ampiesm rata: Candido Venancio
dos Santos Jnior. Francisco Targiuo Pereira da
Costa, Joo Baptista de Araujo, Joo Edmundo
de O nena.
Terceiro auno
Approvados plenamente : 'os Paulino de An-
drada Filho e Joo Franciso Feraanles ; appro
vados simplesmente : Joo Francisco Soares de
Madeiros.
Historia ecc'.esiastca
Priraeiro ano 1
Approvados plenanieate: Joo Pacifico Pereira
Freir e Manoel Francisco de Souza Lima ; ap-
provados siraplesraent : Francisco Assis da Cos-
ta Goudiu e Joo Eneas Parrein Campos.
Segn lo anu
Approva lis plenaraent" : Can lido Venancio dos
Santos Ju.-ior, Joo Elrauuiode O.nena, Joo
Bapt>sta de Arauj o e Francisco Targiuo Pereira
da 'isni
Instituices Cannicas
Approvados plenamente : Jos Paulino de An-
drada Filho, e Joo Franciseo Fernn les ; appro-
vad > simplesmente: Jilo Francisco Soares de
Medeiros.
Curso de preparatorios
Phili.sophia
Primeiro anuo
Approvado com distincijao ; Honorio HermHto
de Souza Albuquerque; approvados plenamente :
Tertuliano Fernaudei de Qieiroz, Jos da Costa
Barbosa, Marcellino Vieira da Silva Sobrinho c
Pi 1 'orreia doa Santos ; approvados simplesmente :
Man-el Densdedt de Araujo Pereira, Geminiano
da Costa a raleante, Antonio Ablon de Albu
querjue Muranbo. Nao compareceram a prava
oral-4.
Segundo a in 1
Approvado plenamente : Joas de Arauj 1 Ba-
tinija; approvados simplesmente : Jos de Cala-
zans r*inbeiro, Ildefonso de Parias Castro.
Geographia
Approvados plenam nte : Joo Ferreira Mon
teiro, Marcellino Viuira da Silva Sobrinho, Ma-
uoel Fontino Lordo e Jio Machado de Mello ;
approva los simplesmeiita: Geminiano da Costa
Cavaleante.: Jos Mara de Manaes Lyra, Pedro
Firramo de L ar -iro, Aorigio Florentino arneiio
da Cunha Espinla, Joo Baptista de Meudonca
Cavalcante, Fernando Rangel de Mallo. Nao com-
pirec rara a prov a oral'i
Approvados simplesmente: Tertuliano Fernan-
das de Queroz, JooGnilherrae de Souza Caldas,
Jos Victorino Fontes, t/uiz da Suva Lemos, Fer-
nando Rangel de Me lo.
Rhetorica
Approvados p'enamente: Jos da Costa Bar-
bisa, Marcellino Vieira da .Silva Sobrinho, Pedro
Correia dos Sanies, Joo Machad* de Mello, Jo-
as de Araujo Batinga, Honorio Hermetto de Sou-
za Albuquerque,; approvados sinpiesm mt : : Va-
leriano Pereira de aoaa, Pedro Firmino de Lou-
reiro, Jos Mara do Menezes Lyra, Aprigio Flo-
rentina Carnciro da Cunha Empinla, Manoel Ca-
pitalina de Carvalba e Jos Carlos Marn00.
Latim
Nao compareceram prova orali.
Ni Collegio das Arte
Approvado plenamente : Manoai Deusdedit de
Araujo Pereira.
Francez
Approvado plenamente : Pedro Correia dos Sao
tos ; approvados simplesmente : Antonio Fran-
cisco de Albuquerque Cavalcante, Joaquim M 1
rmbo de Araujo, Jos lii .ardo de Sonsa Albu
querque, Jos Guele3 Correia Gondiu, Sergio a-
ues de Magalhes (norte); approvados simples-
meate : Dioclec.au 1 Augusto Loba, Herculano
Lins Caldas.
Portuguez
Approvados plenamente : Jos Antonio de Aqui-
no Ribero, Manoel Buarque da Rocha Pedregu-
Iho, Bento Americo Cavalcante, Saoino de Souza
Ooelho; approvados simplesmente : Joo Baptista
Vieira da Costa, Marcos Aprigio de Souza san-
tiago, Joo Ignacio da Silva Queroz, Joo de
Barros Crrela de Araujo. Rprovado1.
No Collegio das Artes
Approvados plenamente : Manoel dos Pasa?
Cavalcante de Mello, Pedro Ernesto Montarroyos
do Maraes Carvalho, Autouio Frauc!sc 1 1 Albu-
querque Cavalcanti, Arthur do Oliveira Cav.qui-
nho, Ernesto de Souza Lio, Joaiuira Marinh-
de Araujo, Jos Agripino Regueira Costa ; ap-
provados simplesmente : Bento Amareo Caval-
cante, Alexandre de Albuquerque Pessoa, Ernes-
to de Ralis Mor-ira da Silva, Jos Agnpino Re-
gueira Costa, Pedro Acci ili Santiago Lns.
Inglez
No Collegio das Arles
Approvado com distiuceo : Joaquim Jos de
Fa. a Neves -obrinho ; approvados plenamente :
JosGuedes Correia Gondin, Paulo Julio Je Mel
lo, Manoel Guadua de Araujo Pereira (norte) ; ap-
provados simal sminte : Ernesto de Souza Lafta,
H rculau Lin Caldas, Sergio Nunos de Maga
Ibaes (norte). Esta aula coraeceu com 9 alumnos
matriculados e tarminou cora 7. Todos sahiram-
se bem nos ex unes.
Primeiras lellras
Exaine final
Approvado plenamente : Lourenco Cavalcanti
de Albuquerque Maranho ; approvados simples-
mente : Antonio Ferreira Montero, Antonio F-
lix de Oliveira.
Parcial
Gramraatica
mente : Eugenio Regueira
Approvado.
Coste.
pie
Arithmetiticii
Approvado simplesmente Jos Alfredo de
S.
Dootrina
Approvado pleuamente : Manoel G.racalvee
Torres ; approvados simplesmente : Pi Luiz de
Souea Mascarenhas, Jos Buarque de Macedo Mi
lanez, Maml dos santo* de Aloaquerque Lima
e Americo Walfredo Campos de Mede.os.
Para nio demorar mais a publicano da presen-
te lista, deixa-sc de menciouaros nomas d -s alum-
nos qae tm anda de prestar exames de sciencias
no Col egios daa Artea.
Ifil< reaillRecebemos o n. 107, de 25 de Ja-
neiro, deate poriodico parisiense. Eisoeeosum
mario :
Qai a tort?Argollo Ferrao.->iCtgramma.--
Eehos de partero. Notas sor 'Paca:-Charlea
Mainard.-L'Eapoaition eulinaire^-Id. Dme**
-A. Mlle. Sylv de Sa Valle. Posie, paa-Me.
Cartiline Mamari. Le Caf.-D. Nael,Le Br-
sil et les erreurs de M. L iraaa.'Revue de la Pres-
se.Liuz Lavergae. Courricr de l'Amrique :
irsil (Rio de Janeiro, Pernanbuco, Para. Sara
Paulo;.Guatemala, Haiti, Honduras, Mexque,
Paraguay, Prnu, Rpoblique Argeutine, Uru-
guay, Venezuela.B ita aux lettres.Un Voyage
au Bresil.=M. Malan.Les Livres. -Osear de
Araujo.Revue financele.J. Gaf.Tirage des
obligations di la Compagnie gursle des chemius
1 fer brsilien8.Mouvement maritime.Mai-
sons recommandes.Annonces, etc.
Wutpiro de amor-E' o ttulo de urna ha-
banera que acaba de ser impressa, para piauo, na
loja de msicas d i Sr. Azeveli,;rua do Bar* da
Victoria n. 13. E' produeco do Sr. H. G. Pi-
menta Filho.
Clu '> Iliterario tyrew ama-Ante-
houtem e na sede deste Club, ra da Peuha n.
29, 2" andar, procedeu-se eleicao para a direc-
tora que tem de regel-o durante o corrente anno
dando o sejuinte resultido:
PresdanteVicente Ferreira de Araujo Lima
(reeleito.)
Vca-presidenteJos Candido Fouseca de Me-
deiroe (reeleito.)
Io secretarioJoo Corduro Fonseca de Me-
deiros.
2- dito-Joo Chrysostomo de Mel Cabrul
(reeleito.)
Vic; 1- secretan L. luarjj F. Penna.
Vicc 2- dito ndr Aveliuo de Suiza Lan-
dim.
Orador Arthuaio Vieira (reeleito.)
Vice-oradjrJos do R.'go Civalcaata e Sil-
Vl.
Th s u mFrancisco Cordero Fonaeca de
Medeiros.
BibliothecarioJos Hematerio da Cruz (re
eleito.)
Sabbado 20 do corrente haver ses?o de
poss^.
I^ellAeME3cctuar-6e-ho :
Hoje :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Ran-
gel n IS, do estabdecimeuto ahi sito.
Pelo agente Gusmdo, ao meio dia, na ra de
Joo do Reg n. 4, do estabeleciraeuto ah sito.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do Bom Jesu3 n. 19, de miveis, loufas, vi-
dros, etc, etc.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Vis-
conle de Inliaum 1 n. 48, da pharraacia ah sita.
Amanha :
Peto agente Burlamaqui, js 11 horas, na ra do
Impeador n. 22, de predios.
fe'o agente Piulo, 1 hora da ter na roa d 1
Biui Jci'i 11. 43, de faseadas; aa 11 horas, na
ra Paulino Caraira a. 21, de movis, loueas, vi
dros, etc.
= Sexta feira :
Pelo agente falo, 4a 11 boma, nos AtH etos,
em freute cap-lia, de movis, loueas, vidros,
etc, etc.
Hi** ruaebrea Serlo celebradaa :
Hoje :
A-i 8 H iras, na matriz de Santo Antonio, por
alma de I). Mari 1 Augusta Coimbra; ie 7 1/2
horas, na m itriz da Boa-Vista, p ir alma do te-
nente Galdino Po dos San'os.
Amanha :
A's 7 1/2 horas, na matriz do >anto Antonio, na
Peuha, na capella do cemiterio dr -^an:o Amaro,
e na capelh do engenho Amaragy. p:r alma de
D. Joann 1 15 irboa de \iauji ; s 7 \ horas, na
Santa Cruz, por aira 1 le G illin.) Pi dos Sin-
tos ; s 9 horas, na eapnU 1 da Oonawie 1 i Joo
de Barros, p ir alma de Franeisai Cavalcante de
Albuquerque Lins.
Sexta-feira :
A's 8 horaa, no Corpo Santo, por alma de ''aty-
ro Posthumo Tavares Cordero ; s 7 horas, na
matriz de Afogados, por alma do coronel Manoel
Joaquim do Reg Albuquerqu..
Paniateiros. Chegadns dos portes do nor-
te no vapor nacional Jaguaribe :
Dr Bemjamin A. de Oliveira, Manoel Joaquim
da Coita e 1 Irmo, Ernesti de Mi.anda, Joao J.
Stlsona, Affmso S. Maranho e sua senhora, Igna-
cio S. de A. Mtrauho, Dr. Joaquim G. C. Filh i,
Lucio R. Vianna, Pedra Paulo de M. Dantas, Jo_-
Das P. Mello, Marcos A. de Santiago, Gustavo
Olympio F. Alvares, Jos C. Pinheiro, Joo E. F.
Gnerroiro, Luiz de F. Barroca, Alice Adur e 1
Irraao, Dr. Tarquiom B. de Souza e 1 filho, Fir-
mino de O. Freitas, Emilio M. de Mello, Luiz B.
Brigido, capto-tenente Francisco F. de Lacerda,
Francisco A. da Silva, padre G^.nesio F. Lusdosa,
Antonio M. da Silva, Julio A. Medeiros, cnsul
Wilson Melsons, Rvm. Jos G. de S mza Caldas,
raido M. Pitanga, Deocleco D. da Silva, Al-
Ve lo No de Lima, Francisco A. Nogueira da
Costa, Auna Mara da S.lva, 2 irinos e 1 criado,
Dr. Luiz M. P. Sobriuho, Felippe de B. Guerra,
Joo t*. dos Saut >s Farola, Alfredo Peixoto, Emi-
lio Joaquim de S, Dr. Diogo Ignacio e 1 criado,
a M inoel An'onio de Souza.
Ca*ia i DeienrAo Mcvimento dos pp-
rae no da 15 de Fever"iro :
Existiam pr-sos 334, entraram 2 sahiram 2,
exist^m 334.
A saber:
Nacionaea 302, mulheres 9, estrangeiros 6, es
travos sentenciados e processados 10, ditos de cor-
reecao 7.Total 334.
Arracoados 315, sendo : bons 310, doeates 5.
Total 315.
Movimento da enfermara :
Teve alta:
Antonio Pereira da Silva.
Lotera da provinciaQunta-feira 18 de
Fevereiro, se extra.>ir lotera n. 38, em bene-
ficio da Santa Casa de Misericordia do Recife.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espherxs arrumadas em ordem num-
rica, apreciaco do publico.
Lotera de Macelo de SOOtOOOftOOO
A 16' parte da 11a lotera, cujo premio grande
e de 200:0004000, pelo novo plano, ser extrabida
impreterivelraeute no dia 23 de Fevereiro, s 11
horas.
Os bilhetes acham-se a venda na Felis Casa
praca da Independencia na 37 e 39.
Lotera Extraordinaria do Vpl-
rangaO 4 c ultimo sorteio das 4 e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extahida a 9 de Abril.
Lotera do BioOs bilhetes da 3* parte da.
195, do novo plano, do premio de 100:000000,
acbm-se venda na Casa Feliz, ra Primeiro
de Marco.
Lotera do Bio. A 1* parte da 363, do
plano novo, do premio de 100:000000, ser ex-
trabida impreterivelraento .hoje 17 do cor-
rete
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de McelaPor telegramma re-
cetado pela Casa Feliz, sabe se qu', na 15a parte
da IIa lotera cxtrahida em 16 do co.Tente, foram
premalos os seguales nmeros :
eS
Todos os nmeros que terminaren] em 4i
esto premiados com 20.
Lotera de .'?ictlierey-A 1' parte 4a
lotera 3b3 do premio de 100:0004000, corre hoje
quarta-feira, 17 do corrente.
Os bilhetes ach.m-se. renda na Casa da For-
tuna rua Primeiro d" Marco n. 23.
INDICARES DTEIS
Medico
ConaaUerio medico cirurgico do Dr.
Pedro de Atlayde Lobo Monelo a
ra da Citoria n. 89.
O doutor tottami d consultas.todos oa
lias titeis, daa 7 s 10 horas da maarii,
Este eonsuitorn eflrerece a conimorliiia-
ie de podar cada r'oente ser ouvido e exa
minado, acia ser p-reseneiado por outra
L)e meio dia s 3 horas da tarde ser e
Dr. Mosc.ozo encontrado no torreo pra
;.. do Goamcr-io, o.. eiona a ie
peuco de s:u .orto. Para qualqiiec
d estes vious p\iia2_i22iderao ser dirigido
is chamados por carta as indicadas horaa.
Dr. Miguel Themudo malou s aoasad-
torio melico e resiieucia para a ra Nora
a. 7, 1.a au lar, onde d consultas das 12
horas s 'i da tarde e roce'ie chamados a
bu ilqi:er hora. Especialidades partos, fe-
bres, sypliilis e molestias do pulmao e ca-
rabao.
Dr. Brrelo tfampaio -'i consultas da 1
s 4 horas da tarde, ra do Bario ia
Victoria n. 45, 2 andar, residencia nta
lo Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advogado
Henriquc Milet. Ra do Imperador a.
22, I. andar. Encarrega-se de quostSes
as comarcas prximas as linhas ferseas.
Dr. Ferrer, ra do Laperador n. 79,
1. andar.
Dr. Oliveira Eteord, 2. promotor pu-
blico, tem seu eseriptorio de advogacia aa
ra Prim'-iro de M;irco n. 2.
Jos liandeira de Mdlo advogado -
ra do I operador n 37.
Corte Real, ra do Rungel n. 55, 1
;m un-, eacriptoo e residencia.
Joo Francisco leixeira tem o seu ea-
criptorio raa d.j Imperador n. 42, l*
odar po-le aer' procurad) em sua profi-s
sao, das 10 l linra da larde.
O backird Benj 1 anca Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1." r> lar.
Jos Bernardo Galcao AlcoJ'orado Ju,
mor contina no exeroicio t tsua protisaio
de alvogalo. o pode ser ptocurado no es-
criptorio de seu pai, ra 1.a de Margo
n. -i. 1. andar, daa 10 horas da nianhS
s 3 da tarde.
Mudanca de consultorio
O r. Alrio avisa aos seus slientes
que raudou o se i consultorio para a ra de
Qoenatlc a. 46, 1. andar. Consultas
todos os das das 11 1 horas da tarde.
rosara
/'(./' t, i brinho A C, drogustas pe:
attacado Ru; Mrquez do Olind n. 41.
Franeco .Maa-^d da Suva & C. dopa
-sitarlos de todas ?.s especialidades pharma
ricas, tintas, drogas, productos chiaiec
e medicamentos homceopticos, ra do Mar
uoz de Olina n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a yapar e officina de carapine.
de Francisco dos San*-s Macedo, caes de
Capibac w n. 28. N'este grande estbale
eiioaato, o primeiro da provincia n'este ge
nro, compra-se e vende-se madeiras de
todas as qualdadesy serra-se madeiras de
eonta r.Iheia, assim como se preparara obrae
de carapira por machina e por precos sene
competencia.
Vos distribuidores de diploma*
poiitiios e aos pretensos adf
vinfe*dores de chapas
No artigo quo, sob a epigrapho cima,
publiquei bontem no Diario deu-se ama
pequea omisso, que de algum modo ai-
tera o ientido do minhas palavras, e por
isso passo a corrigil-a.
Na 8" linhi do 2o periodo, 'onde corne-
ja : como est'i para o comprovarem to-
dos os que mo conheceram naquella posi
cao, etc., deve-se 1er:orno ahi estac
para o comprovarem. etc.
Recife, 17 de Fevereiro de 1886.
Joaquim Antonio Moreira Jnior.
Eleipo
8.524 200:000*000
36.814 40:000 .000
27.415 20:000 000
30.244 10:1 :IX)#'K
26.952 5:000*000
1.014 2:0 H)JI000
7.509 2:000*000
17.^18 2:000*000
20.6*6 2:000*000
25.155 2:OOH*ilOO
25.694 2:0iO*000
28.024 2:000*000
31.686 2:000*000
35.639 2:000*000
Premio* de liOOO*
6.052 12.825 13.278 18.131 18.206 18.302
19.020 20.829 23.334 23.6.14 23.735 24.381
25.649 26.959 26.993 28.728 33.230 33.403
35.831 36.010 36 02 37.669 38.009
tp proal naarocK
8.523 4-000*000
8.525 4:000*000
36.813 2:000*000
36.815 2: 100*000
ai.414 1:350*000
27.416 1:350*000
Os nmeros de 8.501 a 8.600, excepto o da
aorte grandv, estto premiados com 400*.
Oe aumoroa d- 86.801 a 36.900, excepto o pre-
mio de 40:000*000, estao premiados coas 200*.
Os numeros de 27.4 4 h 27.500, excepto o qae
sihio 1 premio de 20:000*00, esto premiados com
100.
Todaa aa centenas cujos dona algaliemos termi-
naran! eaa 4, estio prenriadn' com 100#, inclosi-
ve a da aorte grande.
D\. MESA REGEDOEA DA IRMAXDADE DE NOS-
SA SENHORA DO BOM PARTO DE OLIND
PARA O ANNO COMPROMIS8AL DE 1886 L
1887.
Juiz
Feliciano Candido de A.gu:aa.
Escrivo
Antonio Komao do Sacramento.
Th-isoureiro
Joaquim Candd 1 de 8 uit'Anua.
1 procurador
Manoel Porfirio Ayres.
2o procurador
Albinii Francisco de Araujo.
Oefinidores
Manoel Francisco Ribero.
Mano-'! Kaynero Ja Silva.
Jos Caelai.o Ribero.
Jos Brnto Machado.
Jos Eleuterio das S:vea.
Manoel do Rosarn.
A lelino Antonio Gnim ".raes.
Tbeodoro da Silva Simoed.
Joo da Cruz de Paula Cavalcante.
Juizes por devoco
Os lllms. -rs. :
Dr. Antonio Mara de Far.as Neves.
Dr. Miguel Nunes Viauua.
Joaquim Ferreira da Silva.
Conego Antonio Fabricio de Araujo Pereira.
Padre Juvenal de Jess Madeira.
Joa Calazans Lins.
Mordomos
Os IHins. Srs. :
Joa Antonio dos S 1 utos
Joo Venancio da Cunha Pre.
Andr Martins da Costa.
Manoel Paulino dos Phssos.
Joo Evangelista dos Sautor.
Juiza por eleicao
A Exma. ora. D. Florana Monica dos Santos Ki
beiro.
Escriv por eleicao
A Exma. 8ra. D. Maria CaeUna Ribero.
Juizas por devoco
As Ex oas. Sras.:
D. Laura Elvira Pessna da Medeiros.
D. Mana ra Conceico Marques.
D. Francisca TaiTbS da Cunha, esposa do Sr. e
pito Joviuo Cunha.
D. Joanna da Reg Maia 'lavares, esposa do 8r.
Antonio Rodrigues Tavarea
D. Maria do Reg Barros, esposa do Sr. Francis-
co do Reg Barros.
D. Mara Josepbina de Parias N .-vea.
D. Anna Pireede Mello Cabra).
D. Automa, esposa de r. Jacinta Filho.
D. Luisa Francisca Barrete Rosas.
D. Francisca Tolentiaa da gilva, Freir.
D. alaria Miranda, esposa do Sr. profesaor Er-
nesto da Siha Miranda.

-
LKffflfQ



Diario de Pernambuco(|uarta--ieir 17 de Fevereiro de 12S6

j
Escriva por devoeSo
A Exmas. Sras : .
D. Mari Candida da ConceicAo.
D. Josepha Mara dos Santos.
D. Joaoua Rosalina das Nev.
D. Mara Joaquina do Sacramento.
D. Joepha Julia da Silva.
D. Rufiniana Dorotha Pereira da Silva.
D. Mara Joe de Jess Barcellos.
D. Mara Emilia de Salles Fonseca.
Olinda, 7 de Fevereiro de 1886.
O vigario,
Padre Jote Vat Gutierres.
Advogado
O bacharel Joronymo Materno Pereira de Car-
valho, tendo deixado o cargo de juiz substituto dos
feitos da faaenda, advoga nesta capital e fora
della e tem seu escriptoro ra Duqub d.e Cazias
n. 55, onde pode ser procurado das 10 horas da
manha as 3 da tarde, e fra destas em sua resi-
dencia ra de Domingos Theotonio n. 39, a
qoalquer hora.
G, Heckmann
Usinas de cobre, lat&o e bronze e de
m.
Golitzer Ufer n. 9. Berlina S. O.
Espeealidade:
Construidlo de machi-
nas e apparelhos
para fafti icas de assucar, destillactes e re-
fnacSes cora todos os aperfegoamentos
modernos.
INSTALLAgAO DE:
Engenhos de assucar completos
Estabelecinwnto filial na Havana sob a
mesroa firma de C. Heckmann.
Ce San Ignacio n. 17.
nicos representantes
iaupt Gebru'der
EIO DE JANEIRO
Para informales diaijarase ai
Polilman &C
Roa lio Coniriio 110
OCULISTA
Dr. Brrelo 8amplo, medico eculis
ei-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d consuln
tas de 1 as 4 horas da tarde, na ra do Bara-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e das sauctificados. Residenciara df
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Pires.
Medico e parteiro
Dr. Ji.
D consultas das 12 s 3 na ra do Ca-
bug n. 14 1." andar. Residencia tempo-
raria no Mooteiro.
Partos, mustias e mQieres e
. fe
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranho
tendo praticado ltimamente nos priniipaes hos-
ditaes de Pars e de Venna d'Austria, onde dedi-
cou-se especialmente a partos, molestias de mu-
lheres e de criaucas, offerece sena servicos ao res-
peitavel publico desta cidade, onHe tixou sua resi-
dencia.
Pode ser procurado do m-io da s 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 26,1 andar, e em outra qualqui r hora do da
ou da noite ra da Imperatriz n. 73, sua resi-
dencia. ^^^^^
LAIOBATORIO HOHtKOPATBICO
DE
FREDERICO CHAVES JNIOR
MEDICO E PHABMACEUTICO UOMOEOPATHICO
Ra do Barita da Victoria n. 39, 1." andar
Dr.
eoic-o
Tem o seu escriptoro a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua residencia ra da San-
ta Croa n. 10. Especialidades, molestias de se-
ntaras e (riancas.
Ramiros
Medico
O Dr. Costa Barros, medico operador e partei-
ro, recentemente estabelecido em Barr. iros, oflfe-
rece os servicos de sua profissao Dao s aos habi-
tantes deste municipio, como aos de Rio Formoso,
Gamelleira Agua Preta, Palmares e Maragogy.
COMERCIO
Bols? commercial de ernam
buco
Recife, 16 de Fevereiro de 18H6
As tres horas da tarde
Colocte oificiac*
Cambio sobre Para, 60 d v. com 11/4 0/0 de des-
cont.
P. J. Pinto,
Presidente
Candido C. L. Alcof jrado,
Secretario.
RGTI8T.1l -O.IIIIKRC I Al.
Da semana de 8 a 18 de Feve-
reiro de 1888
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 30 d/v 3/4
por cento de descont.
Cambio sobre a Babia, 30 d/v 3/4 por cento de
descont.
Cambio sobre o Par, 15 d/v 3/8, e 30 d/v 3/4
por cento de descont.
Cambio sobre Santos, 60 d/v 1 1/4 por cento do
descont.
Cambio sobre Londres, 90 d/v 17 3/4 17 11/16,
60 d/ 17 11/16 e vista 17 7/16 d. por 1*000 do
banco. < /
Dito sobre Pars, 4 vista, 544 ris o franco
do banco.
Acces da Companhia do Beberibe, do valor de
100* ao preco de 147/000 cada urna.
Acces da Estrada de Ferro do Recife ao f'o
Francisco, do valor de 20, ao Dreco de 205*000
cada urna.
Na Bolea.- Venderam se :
100 Acces da Companhia do Beberibe.
15 Acces da Estrada de Ferro do S. Francisco.
Genero* naclonaes
Agurdente Vendas de 70* a 72* a pipa de
480 litros. Kl^
Alcool Ultima venda de 120* a 1801000 urna
pipa, de 480 litros.
Assucar. Entraram 34,615 saceos vendas aoc
oreos seguintes :
O braoco de 3.' sorte,. superior, de 4*200 a
4*300 os 15 kilos.
O dito de 3.* sorte, boa, de 3*800 a 3*900 os
15 kilos.
O dito de 3.* sorte, regular, de 3*700 a 3*800
os 16 kilos.
O dito de 4. sorte, de 3*300 a 3*409 os 15
kilos.
I
Dr fristo Henriques
Costa
Roa da lolo u. i r.
sultas das 11 s 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
Telephone numero 54.
Conultorio medieo-eirurglco
O Dr. Esteva Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar cnsultgs medico cirurgicas, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia As 4
horas da tarde. Paras? demais consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1* andar.
Na. telephooicos : do consultorio 95 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de crean-
cas, d'tero e seus an nexos.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.

EDITAES
A mesa eleitoral da 2a scelo do Poco da
Panfila, taz publico que apurados os votos reee-
bi.los para um deputado a assembla geral, no 2-
escrutinio a que se procedeu no dia 16 de Feve-
reiro de 1886, obtiverara votos os Srs. Dr. Jos
Maranno Carneiro daCanha 102 votos e 4 em se
parado, eonselheiro Theodor Machado Freir Pe-
reira da Silva 64 e 10 em separado.
E para constar mandn lavrar este edital que
vai assignado pela mesa e por mim secreta rij,
Antonio Jos Mendes Battos, sendo affixado na
porta da igreja e copia idntica remettida para a
imprensa na forma da lei.
Corp' da igreja do Monteiro, 16 de Fevereiro
de 1886.
Francisco Joaquim de Soaza, presidente.Ma-
noel do Nascimento Rodrigues Franca.Jos Ig-
naoio Ribeiro Roma.Antonio Jos Mendes Bas
tos.=Benjamim Affonso do Reg Barros.
Elysio Alberto Silveira, juiz de paz presidente da
2> seccae da Boa-Vista, etc.
Faco saber que obtiveram votos em 2 escruti -
nio nesta 2 seceo o seguintes Srs.: eonselheiro
Theodor Machado Freir Pereira da Silva, 100
votos, o Dr. Joe Mariano Carneiro da Cunta, 80
votos e 1 em separado e 1 cdula em braneo.
E para constar lavrei o presente que vai assig
nado por toda mesa.
Eu, Vicente Ferreira Nobre Pelinca, secretario
o escrevi. O juiz de paz presidente, Elysio A.
Silveira. Adolpho Targini Accioly. Jeronyrao
Jos Ferreira.Hermino Egydio de Figueiredo
Temoleao P. de A. Maranho.Francisco Gomes
Prente.
A mesa eleitoral da 3" seceo da Boa-Vista
taz constar, que na eleico a que se procedeu boje
em 2 escrutinio para deputado geral foram vota-
dos es seguintes Srs.:
Conselheiro Theodor Machado Freir Pereira
da Silva 68 votos e 2 em separado.
Dr. Jos Mariano Carneiro da Cunha, 49 votos.
Jos A. A. de Carvalho, 1 voto ; e 1 voto em
braneo.
Consistorio d igreja da Santa Cruz, 16 do Fe-
vereiro de 1886 Jefferson Mirabeau de Asevcdo
Soares, presidente da mesa eleitoral. Lindolpho
llisbello Correia de Araujo, secretario.Francis-
co d'Assis da Silva Cavalcante.Antonio Manoel
Ferreira dos Santos.Antonio Quintino Galhar-
do. Manoel Innoeencio Menna de Costa.
Na eleico precedida boje n'esta 6a seceo
da parochia da Boa-Vista, para o preenchimento
de um lugar de deputado geral pelo 2 districto
d'esta provincia, obtiveram votos : o conselheiro
Theodor Michado Freir Pereira da Silva, 82, e
o Dr. Jos Mariano Carneiro da Cunha, 71.
Para constar fiz o presente edital, em que se
assigna a mesa commigo secretario, que o es-
crevi. (Arsignados). Domingos Joaquim da
ir'onseca, presidente. Adelinj Antonio de Luna
Freir Jnior. Jos Gomes Leal. Justiniano
Cavalcante de Albuquerque Bello. Joio Leopol-
do do Reg Villar.
O capitao Antonio Joaquim da Gama, pre-
sidente da mesa eleitoral da freguezia
da Varzea.
Faco saber a todos a quem possa interesar que
tendo se concluido boje a eleico para um depu-
tado geral obtiveram votoi os seguintes Srs.
Dr. Jos Maranno Carneiro da Cunba, 70 votos,
conselheiro Theodor Machado Freir Pereira da
Silva, 67 votos.
Freguezia da Varzea, 16 de Fevereiro de 1886.
Antonio Joaquim da Gama.
Presidente,
Lourenco Bezerra C. da Cunha.
Louriano Rodrigues da Costa.
Joaquim Francisco Ribeiro.
"Antonio J. C. de Araujo.
O dito rnenos, de 2*700 a 2*800 os 15 kilos.
O dito mascavado, purgado, bom, de 2*400
es 15 kilos.
O dito dito, regular, de 2*300 es 15 kilos. ---
O dito americano, de 2*200 oa 15 kilos.
O dito bruto, regular, de 2*100 os 15 kilos
O dito do Canal, de 1*760 os 15 kilos
Algodo. Entraram 4,098 saccas, vendas de
7*900 os 15 kilos.
Arroz em casca.Retalho de 3*600 a 3*800 o
sacca.
Cal.. Entraram 388 saceos, retalho de 5*
a 7*500 os 15 kilos.
Cebollas do Rio Grande do Sol, Retalho a
10*000 o milheiro.
Cera de carnauba. Cotamos de 4* a 8*000
os 15 kilos.
Coaros salgados, seceos. Veadas de 700
ris o kilo.
Ditos seceos, refrescados. Ultima venda a
415 e 420 ris o kilo.
Farinba de mandioca. Retalho de 3*600 a
4*200 o sacco, conforme a qualidade e proceden-
ca.
Fume. Retalho de 15*000 a 30*000 os 15
kilos, conforme a qualidade.
Gomma de mandioca.Retalho a 3*200 e 3*500
os 15 kilos.
Graxa do Rio Grande do Sul. Cotamos de
5*500 os 15 kilos.
Gorduras do Rio da Prata.- Cotamos a 6*200
os 15 kilos.
Genebra nacional. Retalho de 3*200 a 3*500
a dusia de garrafas, conforme a qualidade.
Mel Nominal de 55*000 urna pipa de 480
litros.
Milho. Venda a 50 ris, eretalha-se de 60 a
65 ris o kilo, conforme o estado.
Pelles cortidas. Cotamos de 80* a 120*010 o
cento.
Sal do Ass e Mossor. Ultima venda de 600
a 700 ris os 100 litros.
Sebo eoado. Cotamos de 6*500 os 15 kilos.
TapiocaRetalho a 3*200 a 3*500 os 15 kilos.
Vefls" stearinas du Rio de Janeiro. Nao ha no
mercado.
Ditas ditas da provincia. Retalho a 370 ris
o masso de 6 vellas.
Vinagre do Rio. Cotamos de 70*000 a 80*
a pipa de 480 litros.
Xarque do Rio Grande do Sul. Deposito
32,000 arrobas, retalho de 2*500 a 6*000 os 15
kilos.
' Cesteros estrangeiros
Aifazema Retalho*' 8* e 9* os 15 kilos com
10 por cento de descont.
Arroz da India Retalho de 2*800 a 2*850 os
15 kilos, idem dem. -
Alpiste.Retalho a 5*200 e 5*400 por 15 kilos
dem idem.
Aseite de oliveira em barra. Retalho, nio
ha.
O coronel JoSo Baptista Pereira Lobo, l9
juiz de paz, presidente da mesa eleitoral
da 1* sececto da parochia do Poco da Pa-
nella, em virtude da lei, etc.
Faz saber que a lista geral dos votados no 2o
escrutinio para um deputado Assembla Geral,
pelo 2 districto desta provincia do theor se-
Kiinte :
r. Jos Marianno Carneiro da Cunha, 178 votos
Conselheiro Theododo M. Freir Pereira
da Silva 49
Em brsnco 2 ,
E para constar mandou lavrar o presente edital,
mmediatamente affixal-o na porta da igreja e
publical o pela imprensa.
1 seso no consistorio da igreja do Nossa Se-
nhsrada Saude do Poco da Panella, 16 de Feve-
reiro de 1886.
Eu Luis Augusto R. Mavignier, secretario o
escrevi.
Joao BaplUta Pereira Lobo.
O desernuargador Manoel Clementino Carneiro da
Cunha, presidente da 5a seceo eleitoral da pa-
rochia do SS Sacramento da Boa-Vista, d'esta
cidade do Recife, etc.
Faco saber pelo presente edital quem in teres-
sar, que o resultado da eleico a que se procedeu
o'esta 5a seceo eleitoral, toi o seguate : conse-
lheiro Tbeodoro Machado Freir Pereira da Silva
79 votos ; Dr. Jcs Mariano Carneiro da CunhaJ
52 votos.
En, Antonio Augusto Cardoso de Cajtro, secre-
tario da mesa, este escrevi. Manoel Clemeotino
Carneiro da Cunha, presidente da mesa
O Dr. Eugenio de Athayde Lobo Moscoso, presi-
dente da mesa eleitoral da 4a seceo da paro-
chia da Boa-Vista.
Faz sabor que na eleico para deputado geral,
que se acaba de proceder nesta seeyao obtiveram
votos : conselheiro Theodor Machado Freir Pe-
reira da Silv, 84; Dr. Jos Mariano Carneiro da
Cunha, 62 e 1 em separado.
E para constar lavrei o presente edital, que se-
r publicado pela imprensa.
Eu, Alfredo Moreira de Barros Oliveira Lima,
secretario, o escrevi e assigno com o Sr. presi-
dente.
Recife, 16 de Fevereiro de 1886. Eugenio de
Attabyde Lobo Moscoso, presidente.Alfredo Mo
reir de Barros O. Lima.
A mesa eleitoral da 2a seceo da parochia
de Nossa Senhora aa Graca, tus publico, que na
eleico procedida boje n'esta seceo para deputa-
do geral, obtiveram votos os Srs. conselheiro
Theodor Machado Freir Pereira da Silva, 55 ;
bacharel Jos Mariano Carneiro da Cunha, 28.
Secretaria da capella de Nossa Senhora de Be-
lm, 16 de Fevereiro do 1886. Jos Francisco
Ribeiro Machado, presidente. Antonio Augusto
da Frota Menezes, secretario. Antonio Austri-
cliano de Moraes da Mesquita Pimentel. Fran-
cisco Mauricio de Abreu. Manoel Narciso Fer-
reira Gomes.
O Dr. Manoel da Silva Reg, presidente
da mesa eleitoral da Ia scelo do 2" dis-
tricto da provincia de Pernambuco, fas sa-
ber a quem interessar possa, que na ele>-
cSo que se procedeu boje para um deputa-
do geral e em 2 escrutinio obtiveram vo-
tos os seguintes candidatos: conselheiro
Theoboro Machado Freir Pereira da Sil-
va noventa e quatro votos e mais um que
foi tomado es separado ; Dr. Jos Maria
no Carneiro da Cunha sessenta e nove vo-
tos e mais um que foi (tomado em separa-
do, tendo sido encontrada nma cdula em
braneo.
E para constar mandou passar o pre-
sente.
Pago da .^Assembla Provincial, em 16
de Fevereiro de 1586
Eu, Antonio Gomes de Miranda Leal,
secretario, subserevi e assigno.
Manoel da Silva Reg.
A. Q. do Miranda Leal.
Antonio J. d'Almeida Pernambuco.
S. de Barros Barrete.
M. Lopes Machado.
A Cmara Municipal desta cidade, tendo de
contratar a impresso de seus trabalhos e dos que
p?r torga da lei brigada a mandar tazar, con-
vida aos propretarios dojjoruaes mais lides nesta
cidade, que quizerera contratar, a apresentvrem
suas propostas em cartas fechadas, ao dia 24 do
corrente, pelas 11 horas da manb, indicando as
mesmas o menor preco.
Na secretaria da mesma Cmara encontrarlo os
proponentes o ciclarermentos precisos.
Paco da cmara municipal do Recite, 14 de fe-
vereiro de 1886.
Dr. Antonio de Siqueira Carneiro d a Cunha
Presidente.
Francisco de Assis Pereira Rocha,
Secretario.
Edital 11. 77
(3a pracs)
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, se taz pu-
blico que por nao derem sido retiradas no prazo de
24 baras, com foi intimado por edital n. 72 do
corrente exercie'o, sero vendidas em praca -o
trapiche Conceicao, s 11 horas do dia 18 do cor
rente mez, por conta de Domingos da Silva Tor-
res, 133 barricas com farinha de trigo, dos salva-
dos do vapor americano Finance.
3* seceo da Alfandega de Pernambuco, 15 de
fevereiro de 1886.O chefe,
Cicero B. de Mello.
Dito em latas. Retalho de 17*500 a 18*
lata, idem idem.
Bacalbo Deposito 20,000 barricas, retalho a
17*500 a 18*000 a barrica.
Banha de porco- Retalho de 400 a 440 ris a
libra, com 10 por cento de descont.
Batatas portuguezas Nao ha no mercado.
Ditas inglesas ou francezas. Retalho de
3*200 a 3*500 a caixa, com 10 por cento de
descont.
BrenCotamos de 12*000 a 16*000 a barrica,
dem idem.
Carvo de pedra Nominal de 15* a 20*000 a
tonelada.
Canella.Retalho de 1*600 o kilo, com 10 por
cento de descont.
Cebollas portuguezas. Retalho de 8*000
a 11* a caixa, idem idem.
Cervejas Retalho de 7*650 a 12*000 a duzia
de garrafas ou botijas, conforme o fabricante e a
procedencia.
Cimento Cotamos a 7*500 e 8*500 a barrica
conforme o peso e fabricante.
Cominhos Retalho a 17*500 e 18*.os 15 kilos,
com 10 por cento de descont.
Cravo da India Retalho a 2*000 o kilo, idem
idem.
Farinha de trigo Deposito 15,000 barricas,
retalha-se aos precos seguintes:
A americana, de 20*500 a 21*000 a barrica.
A de Triestre e Hungra, de 25*000 a 28*000
a barrica.
Feijo. O da provincia cotamos de 12*000
o sacco.
Garrafoes vazios Retalho de 700 ris a
1*500 p.'r cada um, com 10 por cento de descont,
conforme o tamanho.
Doces em calda Nao ha no mercado.
Farello do Rio da Prata Retalho de 3*000 a
3*200 o sacco.
Dito de Lisboa- Retalho a 4*000 e 4*100 por
sacco.
Genebra.- ftetaino de 3*200 a 14*000 por
duzia de Irascos ou botijas, conforme as marcas e
qualidades.
Herva doce Retalho a 15*000 os 15 kilos,
core 10 por cento de descont.
KeroseneRetalho a 3*500 e 3*600 a lata de 5
galoes (liquido).
Louca ingleza ordinaria. Retalho de 90*000
a 130*000 a giga, conforme o sortimento.
Madera de pinhc" Sem chegada.
Massa de tomates Retalho a 500 e 540 rs. a
libra com 10 por cento de descont.
Manteiga em barril Retalho a 880 ris urna
libra, idem idem.
Dita em lata. Retalho de 1*000 a 1*400 a
libra, idem idem.
Massas italianas. Retalho de 7*500a 8*00O
a caixa, idem idem.
Oleo de linhaca Retalho a 2*360 O galio.
Passas coinmuns Nao ha no mercado.
Ditas finas Nio ha no mercado.
A Cmara Muuici >al da cidade do Recife
faz constar a quem inteiessar possa, que em ses
Bao de 24 do corrente, ser levado em basta por
arreadamente annual o sitio denominado Peixi-
nho, no municipio de Olinda, ifrs'ndo de base a
quantia de 489*000, e mediante flanea idnea, e
de conformidade com a lei.
Paco da Cmara Municipal do Recife, 16 de
fevereiro de 1886.
Dr. Antonio de Siqueira C. da Cunha,
Presidente.
Francisco de Assis P. Rocha,
Secretario.
Pela presente sao chamados os senhares cons-
tantes da relaco infra, afim de satisfazerem a
importancia dos termos de sal que assignaram no
lo semestre de 1884 85, listo nao terem apre-
sentado, para a respectiva baiza, os documentos
de descarga que erara obrigados.
Francisco Moreira da Coa m 96*980
O mesjio, como fiador de Delmiro Qouveia 14*857
O mesmo lt 500
Maia & Rezende 23*625
Os mesmos 7*087
Pedro Jos de Siqueira 5*250
O mesmo 5*250
Seizas Irmos 13*440
2 seceo do Consulado Provincial, 10 de feve-
reiro de 1886.=0 ebefe,
Manoel Pereira da Cunha
Seceo l' Mecretarla de Polica de
Pernambuco. em 15 de Fe-erelro
de I **.
De ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica abai-
xo transcrevo para conhecimento de todos os arts.
70 e 71 das posturas municipaes, approvadas pela
lei provincial n. 1129 de 26 de Juuho de 1873.
Art. 70. Fica prohibido neste municipio o brin -
quedo de entrudo com agua ou outra qualquer su-
bstancia de qualquer maneira que se empregue os
infractores pngaro a multa de (15*000) e soffre-
ro 8 diss de priso.
Art. 71. Fica prohibida a venda de limas de
cheiro : os infractores alem de as perderem, paga-
rio (4f 000) de multa.
Secretaria de Polica de Pernambuco, em 15 de
Fevereiro de 1886.
O secretario,
Joaqiam Francco de Arrda.
O Dr. Jos Manoel de Freitas, desembargador ho
nsrario, of&cial da Imperial Ordem da Rosa,
juiz de direiio privativo dos Feitos da Fazenda
desta provincia de Pernambuco, por Sua Ma-
gccade Imperial e Constituicional, que Deus
fuarde, etc.
ac saber aos que o presente edital de citaco
virem, ou d'elle noticia tiverem, que requer
ment do Dr. procurador fiscal e dos Feitos da Fa-
zenda Nacional, se procedeu a sequestro na quan-
tic de 10:000*000, depositada na Thsouraria de
Fazenda d'esta provincia pelo ex thesoureiro do
Prolongamento da Estrada de Ferro do Recife A
S. Francisco e Recite Caruar, Braz Barretto
Carneiro LeSo, e bem assim no sitio de sua pro
priedade, denominado Imberibeira, para pagamento
do alcance verificado e pelo qual est elle obn-
gado para com a Fazenda Nacional; e como tenha
o mesmo ex thesoureiro se ausentado para lugar
incerto e nao sabido, e tenha sido requerido por
parte da FazendCqne fosse elle intimado por edi-
tal, depois de effectuado o sequestro ; por isso o
hei por citado para, dentro d) prazo legal, allegar
a detcsa que tiver e que o releve da condemnaco
pedida.
E para que chegue ao conhecimento de todo?,
mandei passar o presente, que ser affixado no lu-
gar do coatuine e publicado pela impreca.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 15
dias do mez de Fevereiro de 1886.
Eu, Jos Francisco do R'go 15 rros, esorvia,
subscrevi.
Jone Manoel de Precias.
O cidadio Manoel Antonio Forrara Gj-
mes, juiz de paz prendante da mesa
eleitoral da primeira scelo da p*rjjlii 1
de Nossa Senhora a Grrafa, e o virtude
da lei.
Faz saber a quem interesar passa que,
na eleico a que se proeeleu nesta pri-
meira seccSo, em seg nulo aserutino, para
deputados Assembl ; Geral, obtiveram
votos os seguintes cidadilos : Dr. Jos Ma-
riano Carneiro da Cunlia oitcnta e sote vo-
tos, conselheiro Theodor Machado Freir
Pereira da Silva sessenia c uov?, Dr. Jos
Eustaquio Ferreira Ja.'. >l>iuu nu>, sendo en-
contrado urna cdula em brauco ; e para
constat mandou o Sr. presidente, do con-
formidade com o art. US, do decreto n.
8213, de 13 de agosto de 1981, lavrar o
presente edital, quesera atfixa'o na porta
da igreja matriz e publicado pela impren
sa.
Prioaeira seceso da freguezia de Nossa
Senhora da Graca, 16 de F-jvereiro de
1886.
Eu, Fra\cisco Bellarmino dos Santos
Freitas, secretario, o suliscrcvi.
O juiz de paz,
Manoel Antonio Fern ira Comes.
Francisco Belarmino dos S.utoa Freitas,
secretario.
Custodio Moreira Dias.
Clorindo Ferreira CatSo.
Regino Ferreira de Carvalho.
Papel de embrulho Retalho de 700 ris a
1*600 a resma, conforme o ta-nano, ide.n io>n
Pimenta da India Retalho de 1*550 a 1*600
o kilo, dem idem.
Plvora ingleza Retalho de 22*000 o barril.
Queijos. Retalho de 3*500 um, com 10 por
cento de descont
Sal de Lisboa. Nao tem havido entrada.
Sardinhas Retalho de 380 a 400 ris por lata
de quarto, idem idem.
Toociabode Lisboa. Retalho de 12*500 os
15 kilos, com 10 por cento de descont.
Dito americano. Retalho de i2*000 os 15
kilos.
Velas stearinas Retalho de 550 a 950 ris o
masso de 6 velas, idem idem.
Vinagre de Lisboa Cotamct de 140* a ]60*
a pipa de 480 litros.
Vinho de Lisboa.- Cotamos de 250* av285*
a pipa, idem idem.
Dito francs Nio ha no mercado
Xarque do Rio da Prata Deposito 34,0J0 ar-
robas, retalho de 4*000 a 6*200 os 15 kilos.
liENDIMENTOS PBLICOS
Mea oe Fevereiro de 1886
UvasxhmaDe 1 i 15 348:746J366
Uea de 16 17:2661691
366:013|057
ALTBIUQAO da pauta
Psra a semana de 15 19 de Fevereiro de
1886
Aguar lente cachaca, 114 rs. o litro.
Alcool, 208 rs. o litro.
Algudio em rama, 463 rs. o kilo.
Assucar braneo, 231 rs. o kilo.
Asucar mascavado, 133 rs. o kilo.
Mel, 83 rs. o litro.
Alfanacga de Pernambuco, 15 de fevereiro de
186.
'.Os conterentes,
J. J. de Miranda.
A. de A. Marques.
DESPACHOS DE EXPORTADO
Em 15 de fevereiro de 1886
Para o exterior
__Na barca norneguense Vega, carregou :
Para o Bltico, Borstelmann 4 C. 750 fardos
com 151,712 kilos de algodio.
No gar ingles ^parfe, carregou :
Para o Canal, S. Brothers & C. 3,500 saceos
com 862,500 kilos de assucar mascavado.
1.
Cun
DECLARARES
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mechanicos e
Liberaes
Em vista de nio se ter reunido numero legal
no domingo 14 do corrente, para assembla geral,
como estava annunciado, para a approvacio das
contas do anno findo, e a apreciaco dos relata-
rlos do director e bibliothecario, como precepta
os nossos estatutos, veubo pela segunda vez con-
vidar a todos os irmos coraparecerem em nossa
sede na quinta-teira 18 do corrente, pelas 5 horas
da tarde, afim de ter lugar a dita assembla; de-
vendo esta fnnecionar com o numero que compa-
recer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Pernambuco, em 16 de
fevereiro de 1886.O 2 secretario,
Jos Castor de A. Souza
Santo Amaro das Salinas
A mesa regedora desta irmandade faz sciente
aos devotos e devotas do milagroso santo, que a
sua igreja estar aberta todos us dias at 9 horas
da noite, at domingo 21 do corrente,/que ter lu-
gar na mesma igreja a festa de N. S.'das Angus
tias, Leudo a missa solemne s 10 hotas di manh
e laJain'ia noit, sendo a orchestra regida pelo
senhir professor l.ydio de Oliveira.
Consistorio, 15 de fevereiro de 86.
O etrrivo,
M. D. Silva.
IRHIXOIDG
DE
S. S. da Coiiceitfo dos
Militare*
Eleico
Pela quarta vez sao convidados os membros
desta irmandade, para coraparecerem no seu con-
sistorio na tarde de 18 do corrente, s 5 horas,
afim de proceder se a eleico da administraco do
corrente auno.
Consistorio da irmandade da Conceico dos Mi-
litaren, 16 de fevereiro d* 86.=0 secretario,
Ernesto de Souza Leal.
('aman; municipal
Despesas feitas com as folhas da limpesa das
ras, pracas, caes, pontes e travessas das fre-
guezias de S. Fr. Pedro Goncalves do Recife,
Santo Antonio, S .Jos, Boa-Vista, S. Lou-
renco e aterro do largo do Hispicio, na sema-
na de 8 13 do corrente mez.
Despendido com as folhas da limpesa da
freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves
do Recife 131*560
dem idem da freguezia de Santo An-
tonio 167*700
dem idem da freguezia de S. Jos 156J640
dem idem da freguezia da Boa-Vista 165*680
dem dem da freguezia de S. Lourenrp 10*000
dem do aterro do largo do Hospicio 319*200
S. R. J.
Sarao carnavalesco em 6 de marco de 86
Tendo esta presidencia deliberado realisar na
noite de 6 de marco prximo futuro um sarao car-
navalesco, venho scientificar aos senhores socios
que principiar as 9 horas.
Os convites encontram-se em poder do Sr. pre-
sidente, e os ingresaos na do Sr. thesoureiro, sem
os quaes nio permittida a entrada.
Esta presidencia mu grata ficar a todos aquel-
es senhores socios e convidados que se apresen-
tareco fantasiados, e previne que dUo sao admissi-
veis aggregados.
Recife, 12 de fevereiro de 1886
O 1 secretario,
Joo Alfarra.
Indcmnisadora
A direecao da compachia de Seguros Iuemui-
sadora, tem a honra de convidar aos senhores ac-
cionistas reunirem se no escriptoro da mesma
companhia, 1 hora do dia 25 do corrente, afim
de lh seren presentadas as contas das opera-
coe8 do auno de 1885, o respectivo parecer da
commissao fiscal, e proceder-si a eleico da mes-
ma. Recife, 10 de fevereiro de 85.
Os dir, fores,
Joaquim Alves da Fonseca.
Jos a Silva Loyo Jnior.
Antonio da Cunha Ferreira Baltar.
Estrada de Ferro de Ribeiro
Bonito
Sao convidados os Srs. accionistas da projecta-
da estrada de ferro de Uibeiro Bonito a se reu-
nir ni no da 17 de Fevereiro eorrente ao meio
dia, ra do Bom Jess n. 19, afim de se proco-
der a approvayo de estatutos e do arbitramento
da prestacio dos socios em dircitos e bem assim
eleico de administradores e fiscaes.
Recite, 12 de Fevereiro de 1886.
Fabrica de iarao e tecidos de
algodo
Rs. 950*780
ConUdoita da Gtnuua Vluu.cipal ao Roeife, em
9 de fevereiro de 1881?.
O contador,
Jos Mara de Souza Araujo,
Club Concordia
CZt'iinio friznilinr
S.'xtn-feira. 19 de fevereiro de 1836
As 8 1/2 horas da noi'c tero aumente ingresso
os socios ai;tivs e os senhores propostos para se-
rem so-ios pa?sivos com as s'Jas familias. O Sr.
Luiz Hilase, com parte de sua companhia, obse-
quiara o club com algumas pecas do seu repec-
toro.
A directora.
lul Varios Gomes
Assembla geral
Nao ti'ndo comparecido no domingo 14, numero
surciente de socios para fnnecionar a assetihla
geral, s) estes nevameute convidados, d<- ordrm
d.> c '.'isvlho adrainis'rativo, para se reunirem 11
ijuinta feira 18 do corrente, s 6 1/2 horas da
tarde, para se elegerem vogal e director de con-
certos. Recife. 16 de fevreiro de 1886.
Augusto Maia,
2' secretario.
.svociaro Commercial Agrcola
de Pernambuco
Nie tendo comparec lo numero snfHci nte de
Srs. associados para a reunio da assembli go
ral (extraordinaria), convocada pura o dia 8 do
corrente, de ordem do Sr. presidente desta asso
ciacio sao novamsute convidados para compare-
cererc no dia 18 do corrente s 11 horas da ma-
nila na sede desta associaco para ter lugar a di-
ta reunio, que funcionar cem o numero de so-
cios presentes, de conformidade com o art. 21 dos
est:itutrs.
Secretaria da Associaglo Commercial Agnco-
a de Pernambuco em 12 de Fevereiro de 1886.
S. dt Barros Barreta,
secretario.
No patacho americano Agnes, carregou i
Para Ntw-Yotk, H. Forster & C. 2,000 saceos
meo l'I.OOO kilos de assucar inascavaio.
No brigue portuguez Tito,! carregou :
Para Lisba. P Carneiro & C. 450 couros sal -
gador*coin 5,400 kilos.
"^T Na barca portuguesa Novo StUncio, carre-
gou :
Para Lisboa, 8. G. Brito 300 couros salgados
com 3,600 kilos.
No vapor inglez Mondego, carregou : 1
Para Lisb.a, Dr. J. F. M. de Albuquerque^
caixaa com 28 litros de vinho de caj.
Para o interior
No patucho allemo Henrick, carregon :
Para Porta-Alegre, F. A. de Azevedo 200 sac-
eos com 15,000 kilos de assucar mascavado.
No lugar nacional Juvenal, carregou:
Para Santos, P. Carneiro & C. 1.50J saceos com
90,000 kilos de assucar braneo : A. Bahia 6,000
cocos fructa c 20J molhos de palha de carnauba.
No vapor nacional Sergtpe, carregou :
Para Baha, P. Pinto & C. 90 cascos com 24,000
litros de rael; M. C. Lopes Vianna 100 cascos
com 10,000 ditos de mel.
No vapor nacional Cearm, carregou :
Para Manaes, H. Borle 4 C. 16 pipas com 7,680
litros de agurdente e 61 barricas com 3,697 1/2
kilos de assucar braneo ; H. Oliveira 40 ditas
com 2,380 ditos de dito ; Baltar Irmos Se C. 110
voiumes com 5,840 ditos de dito e 70 barrs com
6,720 litros de agurdente;-
Para Maranho, Baltar Irmos & C. 50 barri-
cas com 4,011 kilos de assucar braneo e 60 voiu-
mes com 5,912 ditos de dito mascavado.
Para o Para, H.i)liveira 400 meios de sola.
Na bareaca sUoina, carregou :
Para o Cear, P. Carneiro C. 3 tabois de
louro.
Na bareaca Nanha, carregou :
Para Maraanguape, A. bahia 100 saceos com
farinha de ii.andioca.
Na bareaca Lindo Paquete, carregou :
Para Parahyba, J. Bapbsta 200 saceos com
farinba de mandioca.
Sao convidarlos os senhores accionistas^ reu-
nir-se em assembla geral ordinaria no dia 24 do
corrente, no ralao da Associaco Commercial Be-
neficente 1 hora da tarde. Recife, 9 de feve-
irero de 1886.
Manoel Joio de Amorim,
Presidente.
Jos Adolpho de Oliveira Lima,
Secretario.
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia Phenix Per-
nambucana
Ra do Commercio n. 38
Companhia
Imperial
DE
MCUfROS CONTRA FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadoria*
Taxat baixai
Prompto pagamento de prejukot
CAPITAL
Rs. 16,000:000*005
Agentes
BROVVNS & C.
N. Roa do Commercio N. 5
CONTRA FOGO
The Liverpool k London k Glob
IXSl'RRW'CE WMI'WY
COMPANHIA DE SEGUROS
C'OVrilA FOGO
\orlli British & Mercantile
CAPITAL
t.-ooo.ooo de libras steiilnas
A GEN TES
Ad 111 son Howie & .
KUA DO COMMERCIO N.
MOVIMENTO DO PORTO
Navifis entrados no dia 16
Liverpool por escala20 das, vapor in-
glez Aconcagua, de 2,643 toneladas,
commandante A. Hamelton, equipagem
92. carga varios gneros ; a Wifson Sons
AC.
Buenos-Ayres e escala14(2 das, vapor
ingles Mondego, de 1,464 toneladas,
commandante W. Cbapman, equipagem

71, carga varios gneros; a Adamson
Howie & C.
Pelotas32 dias, patacho norueguense
Qordon, de 132 toneladas, capitSo J.
M. Jansen, equipagem 6, carga varios
gneros ; a Silva Quimaraes & C.
Santa Catharina 22 dias, patacho alle-
mo Brujante, de 194 toneladas, capi-
tSo J. Jessen, equipagem 7, carga fari-
nba de mandioca; a Baltar Oliveira
& C.
Macah25 dias, patacho inglez Aubrey
Peake, de 169 toneladas, capitao A.
Hall, equipagem 8, em lastro; a W.
W. Robilliard <* C.
Sonidos no mesmo dia
/
Soupthampton por escalaVapor inglez
Mondego, commandante W. Chapmann,
carga varios gneros.
Valparaso por escala Vapor ingle Acon-
cagua, commandante A. Hamilton, car-
ga varios gneros.
Queenstown (Inglaterra)Galera ingleza
Ben Douron, capitao S.. J. Andrew, car-
ga trigo em grSo.
Rio Grande do SulEscuna norueguense
Marie, capitSo PvJLaisen, carga assu-
Quan Barca ingleza Silurian, capitao Jo-
nes Johnston, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Cear do sol boje
VU de Victoria do sul a 19
Desterro de Hamburgo a 20
Ville de Maceta da Europa a 21
Advanoe do sol a 22
Espirito Santo do narte a 22
Tagut mor da Europa de Trieste a, 24 24
Senegal Balita do sul do sul /a 23 / a26
La Pista do sul a 29
/ - Mareo
Finance de New-PortNews* 5
Man** dV. sul .*


k>
/







s
Diario de Pernambuco---tyuarta--feira 17 de Fevereiro de 1886
Gompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estahelclda en 1855
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,1I0:060$000
Terrestres,, 516:000$000
44-Rna do Commerelo
martimos
(OniVWIIIi: DBS ENMACUB-
RE MARITIMEf
LTNHA MENSAL
paquete Senegal
Commandante Moreau
E' esperado dos portos do
sul at o dir. 25 do corrente,
1 seguindo, depois da demora
i do costump, para Bordeauz,
tocando ern
Dakar. Lisboa e vlgo
Lembra-se aos Srs. pasaageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar era qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas so menos e que pa-
gareis 4 passagens inteiras.
Por excepco os criados de familias que toma-
rem bilbetes de proa, gosain tambera d'este abati-
mento.
Os vales postaos s so do at dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, eucommcndas e dmheiro
afrete: tracta-secora o agente
\ugusle
9 RA ^DO COMMERCIO 9
Companhia Haitiana de naves;t
eo a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baha
O vapor Sergipe
Commandante Matos
DE
Wavegaeo Coste ira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaj, e Babia
0 vapor S. Francisco
Segu no dia 18 de
Fevereiro, as 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
Idia 17.
Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
s 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Perrambucana
__________________n. 12__________________
COMMNHU PEBMAHliCANA
DE
Navegado Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Am
caty, Ceard, Acarahu e Camossim
O vapor Jag-uaribe
Segu no dia 20 ce
Fevereiro, s 5 horas
da tarde. Recel*
carga at o dia 19.
Encommendas passagens e dinheiros a frete a-
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
raes da Companhia l*e
rana n. 11
de amarello, 1 lavatorio de ferro, jarro e baca, 1
lote de louca para cha e jantar, 1 dito de garios e
colheres,
Um lote de trena de costabas, 1 baca para ba-
nhos, e 1 jarro.
Quinta feira, 18 de Fevereiro
A'S 10 HORAS
Agente Pinto
Roa de Paulino Cmara (antiga Comba do
Carino; n. 21,1 andar
O leilo principiar s 10 horas em ponto poi ter
o mesmo agente um outro leilJo de fazeudas avi-
nadas o qual principiar 1 hora da tarde.
seieis p era!
Sem dieta esem modifi-
cares de costiimes
Leudo
Para
Brigne D. Francisca
E' esperado oestes das, engaja carga frete
mdico, para sahir com toda a brevidade: trata
na rna do Mrquez de Olinda n. 6.
ISoyal aii Sleam Packet
Company
Reducido de passagens
Bilhetes especiaes of
ferecendo facilidades
aos senhores viajantes
para visitar a expsi-
ta <> colonial em Lon-
De fazenda's inglesas avariadas
Constando de diffurentes volumes ou parte de vo-
luntes desear regados de bordo do vapor Delam-
bre, com ayuna d'agua do mar.
tilinta feira, 18 do corrente
A' 1 hora
Agente Pinto
No armazem da ra do Bom Jess n. 43
EM CONTINUAgO
vender o mesmo agente diferentes fazendas da
Fabrica Nacional do Rio Grande do Sul, cons-
tando de camisas, panos, cassinetas e chailes, todas
lirapas.
Leilo
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 18 do cor-
rente, s 4 horas da j J*^ fa 1886.
tarde. Recebe carga
at ao mcio dia do dia
Ida c volta de Per-
nambuco a Soiitliamp-
Domingos Altes Mathens on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
do dia 18.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a fret'j tracti-se na agencia
7tina do Vigario 7
Jtm
M^t^rUart^eseDsfin ^es libras stcrlinas 36,
O vapor Desterro 15, *).
Esperase de HAMBURGO, |
va LISBOA, at o dia 20 do ,
corrate, seguindo depois da '
d. mora neceseuria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas,
se cora os
CONSIGNATARIOS
tracta -
Porto e Lisboa
Segu* com brevidade a barca
portuguesa ffovo Silencio para os
porto cima, para o resto da
carga que falta a tractar com
Baltar, Oliveira & C, ra do Vi-
gario n. 1, 1 andar.
De bons movis, louca, cristacs, quadros e espe-
lhos ovaes douradoe.
Sala de visita
Um piano forte de Pleyer, 1 cadeira para o
mesmo, urna mobilia de Jacaranda a Luiz XV com
1 sof, 1 jardineira, 2 consolos com pedfas, 4 ca-
deiras de bracos, e 12 de guarnico, 3 cspelhos
ovaes dourados, 6 quadros com finas gravuras
1 linda mesa para jogo, casticaes de enristoffle,
1 porta-carto, jarros para flores e porta-jornaes.
Sala de Jantar
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca envidraca-
do, 1 aparador de armario com pedra, dito tornea-
do, 10 cadeiras de guaruico, 2 ditas de balance,
4 lindos quadros com oleographias, 1 relogio de
parede, apparelbos para cha etc; jantar, copos,
clices, garrafas de fino cristal, compoteiras ban-
dejas .
Xa corredor
L'-na estante envidracada para livros, urna mesa
jardineira, 1 cadeira de viagem.
tillarlos
Urna cama franceza, 1 toilet de Jacaranda,
1 lavatorio, 1 mesa de costura, 2 commodas, 1
guarda vestido, 1 mesa de cama, cabides, 1 cama
de ferro, mezas e cadeiras.
Objectos avnlsos
Um guarda comida de rame, 1 jarra, 1 balanca,
1 escada, regadores, trem de eos inha, flandres, 1
carro de mo, trem de jardim e outros objectos.
Sexta-feira .9 de Fevereiro
O agente Pinto levar leilo os movis e mais
objectos da casa em nue resida o Sr. Conrado
Wachsmann. Nos Afliictos, em frente a igreja
dos Afliictos.
As 10 1/2 horas partir o trem extraordinario
que dar passagein gratis aos concorrentes ao
leilo.
O leilo principiar as 11 horas.
ESPLEMIO SORTIMEWO
DE
RENDAS OU BICOS
ben
0 que ha de mais gosto neste genero, reee-
Especiflcrs preparados lur-
maceutico Eugenio Hitum
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de irabiribina
__ fiestabelece os dyspepticos, facilita as Jiges-
toes e promove as ejeccoes difHcies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, debella a hjpoemia
intertropical, rtconstitue os hydropieos e beribe-
ncos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommndado na bronchite, na hemop-
ase e nas tosses agudas ou chronicas.
leo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na tysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermittentes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambera fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes nas inflammacoes do figado e baco
agudas on chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado nas coovaleteeneas das parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva de C.
EXPOSIfO UNIVERSAL
DE
I
a
EMILIO ROBERTO
17Ra do Baro da Victoria17
(AMIMI0S DE FERH0
P0RTATEIS
DE
&
9
Borstelmann & C.
RUADO VIOaRION. 5
1* andar
l iraca
Vende-se on permuta-se a barca ca Boa Sorte,
de porte de 260 saceos, bem aoparelhada, nave-
gande, por outra de 300 a 350 saceos de lotaco ;
quem pretender dirija- se ao 5y. Jos Mantins de
-----------n .. __ .. ~~JT Miranda na villa de Barre i ros. on ra de Pe-
Dnited Stotes & Brasil lail S. S. C. ^S^3*nesta pra?8-(,ue achrio "
O vapor Advan.ce
E' esperado dos portos do
sul ate o dia 22 do corrente,
depois da demora necessaria
seguir para
LEILOES
Leilao
narinho. Para, Barbados, .
Thomaz e Xew-lork
para onde receber carga e pasaageiros.
0 paquete Finalice
Es pera-se de New-Port-
News.a t o dia 12 de Marco,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & .
N. 8. RUADOOOMM-titGlO N. 8
1' andar
Ba armaco, generas e ntenci-
lios da taverna da rna de Voo
do Reg n. 4
Quarta-feira 17 do corrente
Ao meio dia
O agente Gusmo, competentemente autorisa-
di, fara leilo da taverna cima mencionada, em
lotes, vontade dos compradores.
Leilo
CHAR.ELRS RE \IS
Companhia Franceza de Navega
cao a Vapor
Linha quinzerial entre o Havre, Lia
Doa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Filie le Macei
E' esperado da Europa at
u dia 22 dr Fevereiro, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ra
lila. Rio de Janeiro
e taolos.
Da arm;o, balco, fiteires, vasilhames e mais
pertences d a botica da ra do Visconde de Ia-
hsma n. 48.
Urna mobilia de Jacaranda, de medalho, 1 guar
da louca, 24 cadeiras de junco, 1 toilet, 1 guar-
da- roupa e outros movis de casa de familia.
luai-ta feira. 19 do corrente
A'S 11 HORAS
O agente Pinto levar a leilo nao s a arma-
e m iis |iert enees da botica da ra do Rangel
n. 43, como tambein de differeutes movis de casa
de familia, cima descriminados
Espera-se des nortos (do
sul at o dia 19
' ro, seguindo de n
dispeaaavel demora para o
B Havre.
Recebe encemmendas e passageiros para as
quaes ten excellenfes accotnmodacoes.
Para carga, passagens, encoininenda e valore*,
trata-se na agencia
Boga-se aos Srs. importadores de carga p >lo
vapores desta linha,(iueiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng. ..>:
quer reclamaco concernente a volumes, qu^ por
ventora tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
liecebe carga, encommendas e passageiros par
os quaea tem excellentes accomodacoes.
Augusto F de Oiiveira L
AGESTES
42 -RA DO OOMMEROIO -42
Leilo
EM CONTINUAgO
uarta feira. 17 do corrente
Em sua agencia ra do Bom Jess n. 19
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se o 2 andar da casa n. 1 do pateo
do Terco, o 3 da de n. 3 rna da Penha, o 1 -
da de n. 19 mesma ina, o 1- da de n. 18 ra
Oireita. o 1 da de n. to' mesara ra, oda
de n 35 travessa de S. Jos, o 1 da de n. 34
ra estreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
S ra do Rangel, 26 ra Duque de Caxias, 1 do
pateo do Terco, 27 ra de Lomas Valentinas,
24 k ra do Arsgo, e a caaa de n. 35 nn da
Viraco; a tratar na ra do Hospicio n. 3.
Aluga-se casas a 8JU0H, no beeco dos Coe
lhos, junto de S. Gcncalo : a tratar na ra da Im-
peratriz n. 56.
Aula mixta particular de in*trucco prima
ria, Deodata Aselia Ferrein da Si i v.,, ra Vi
dal de Negreiros n. 21.
= Os hachareis Antonio Justino de Sonsa e
Pedro Affonso de Mello mudaram o seu escripto-
rio para a ra Duque de Caxias n. 54, 1 andar
onde continuara a exercer a sua profisso de ad-
vocados.
= Ao llim. br. Dr. Antonio Pilemon Goncal-
ves Torres comprimenta a Livraria Parisiense
Precisa-se de vendedores de taboleiros de
bolos, pagando-se vendagem, sendo de boas con-
ductas, e urna mulher de idade para lavar e co
siahar e de conducta enancada ; na ra da Ma-
triz da Ba-Vista n. 3.
Na ra das Flores u. 19, precisa se de urna
criada que compre e coainhe.
Aluga-se a casa com sota, toda caiada e
pintada de novo, sita ra da Fundico n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez de
Olinda n. 8, litbographia.
Aluga-se o armazem da ra do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com Prente Vianna &
Companhia.
Precisa-se de urna ama de cosinha
se na rna d > Rangel n. 67.
Aluga-se o 2- andar n. 31, e
39 ra do Imperador :
Moraes Gomes Feneira.
trata-
o armazem n.
a tratar com Luis de
De movis, loucas, vidros. quadros, cofres, fo
gao americano, espelhos, botoes, chapeos para se-
nhora. estojo para barba, bote de 2 remos, vinho
de caj e outros objectos.
Ao correr do mariello
Porto e Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue por uguez lito ; para o resto da carga e
pasaageiros, trata-te cota os consignatarios Jos
da Silva Loyo Fdho.
De 2 casas terreas em Afolados
Quinta-feira, 18 do corrente
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 22
O preposto do agente Burlamaque por mandado
e assistrncia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito d'or-
phos e ausentes levar a leilo duas casas ter-
reas, sendo urna ra Direita a. 21, com 2 salas
2 quartos, coainba fra, quintal murado, em solo
foreiro, outra dita ra da Paz n. 16 com 1 porta
e janella, 2 salas, 2 quartos, coainba fra, quintal
murado, em solo foreiro.
Para qualquer informaco o mesmo agente
dar.
Precita-se de urna ama para cosinhar e la-
var ; na ra dos Guararapes n. 84.
= Aluera se o 1 andar da ra do Padre Flo-
nano n."69, o pavimento terreo da travessa da
Bomba n. 4, e o pavimento terreo da travessa do
Liyramento n. 10 : na ra do Apollo n. 34, pri-
meir i andar.
= O abaixo assignado avisa ao juizo municipal
de Palmares e ao publico em geral, que tendo de
proceder-se a inventario dos bens deixados por
fallecimento do major Jos Gomes, para que nao
seja incluida na avaliacao, e qoe pessoa algnma
fufa negocio com o engenbo Harnumia outr'ora
Toca de Onca, sem que se decremine sens lemi-
tes e terrenos, visto como o abaixo assignado o
possuidor de urna propriedade denominada Caju-
ririnho, e da qual tem escriptura prblica, e nao
vendeu a pessoa algnma, cuj propriedade se cha
encravada na referida propriedade o engenbo Har
monis, tazendo parte do cercado e partidos, e qne
o aoaixo assignado ha de chamar a si, fazendo
valer o seu direito. Palmares, i de fevereiro de
1886.
Heniique Luis de Franca.
Precisa se de urna mulher de raeia iiade
para companhia de urna familia pequea e fazer
trrico domestico ; na ra do Conde D'Eu n. 4,
1* andar.
BE BRVXELLAI
Constructores do melhor material para
caminho8 de ferro industriaes. Fomecedo-
res dos Arsenaes e caminos de ferro do
estado belga, do Governo colonial das In-
dias Neerlandesas, etc., etc., etc., etc.
Vas frreas portafels desmon-
taveis xas, trilhos de ferro e de 890, por
presos iuferiores ae de qualquer outro sys-
tema, sendo mais dura veis e mais prati-
9M.
Pequeas locomotivas wago-
netes especiaes prra fabricas, exploracSes
agrcolas, aterros, minas e engenhos de
assucar.
Estabelecidas uo centro de um paiz que
produz ferro e aje nas mais econmicas
Icondices, as oficinas de Verharren & de
Jager, alera da sua situagao em urna loca-
dade onde a milo du obra barata, go-
sam da vantagem de ter urna organisacao
seria e especial para a conslrucjao de ca-
minhos de ferro ao alcance de todos. Os
seus presos desafiam a qualquer concur-
rencia. ,
Para informasSes-rrcumstanciadas diri-
jam-se a
Theo. Inst
2 LABGO DO CORPO SANTO 2.
Remettem se catlogos Ilustrados quem
pedir.
COMVTTM
JOSEPH KRUSE a *
Acabara de augmentar o seu j bem conhecido
importante estabelecimento ra Io
de marfo n. 6 com mais
um salo no i andar luxuosamente pepar-
rado e prvido de urna exposi-
fitdetbras deprata 4*Porto e 6todr>plato
dos mais afamados fabricantes de
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren!
o seu estabelecimento, afim de
apreciaren, a grandeza e bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornaran), em honra
desta provincia.
CHA-SE ABETO DAS 1 A'S 8 DA ME
Aluga-se
a caaa da ra do Mar mez do Herval n. 47 ; a
tratar com Joaquim Diaa de Almeida Costa, ra
de Pedro Affonso n. 6, antiga da Praia.
Roda da Fortuna
Foi vendido por esta casa o bilhete n. 27,415
com o premio de 20:000*, da lotera de Alagoas,
assim como todas as apr^ximacoes.
Ao commrcio c ao pu-
blico
O abaixu assignado, pelo presente declara ao
respeitavel corno commercial e ao publico, que
nesta data vendeu o seu estabelecimento de mo-
lhados, sito ra da Imperatris n. 63, livre e de-
sembaracado de todo e qualquer onus que possa
apparecer. Se alguem se julgar com direito a
protestar, queira fazel-o no prazo de oito das,
contar desta uata. Becife, 15 de fevereiro de 86.
___________Jos Ramos Souto._________
Malte do Paran em pacotes
Chegou nova remeses para o armazem de Jos
Fernandes Lima & C, a ra do Baro da Victo-
ria n. 3.
Taverna
Vende se a melhor taverna da estrada nova de
A^ua Fra, com poneos find :s, propria para
principiante, e tem commedos para familia ; a
tratar na mesma n. 7.
Ama
Leilo
De movis, louca, vidros e espelhos
A saber : *
Urna mobilia de amarello, 2 espelhos, 2 quadros,
2 pares de jarros, 1 tapete p ra sof, 1 candieiro
para kerosene, 2 escarradeiras.
Urna cama francesa de amarello coa nm colxo
e cpula, 1 cabide de columna, urna cama de lona
Um lavatorio de amarello, urna dita com ga-
veta.
Urna meza para jantar, 2 apparadores, 1 quar-
tinbeira com quartinbas, 6 cadeiras de faia, 1 sof
Precisa-se de urna ama para cosinhar e com-
prar, para casa de hemem solteiro ; a tratar na
ra de Pedro Aftonso n. 22.
FUNDICO GERAL
ALLAN PATERSON & C
N. 44-Ru i do Brum-N. 44
JUNTO A E f A(JA0 DOS B0NDS
Tem para vender, por pre^ mdicos, as seguintes ferragena:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhoa.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindoB modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura:
Rodas d'agua, systema Leandro.
ncarregam-se de con:ertos, e assentamento de macbinismo e execuiam qucdqu;
abalho com perfeica e presteza
RODA DA FORTUNA
2011:000*1100
mm ce moas
PREQOS EM PORQO
Dezenas..... r0|000
Vigcssimos .... S000
EM RETALHO
Dezeias..... 11^000
Vigsimos..... I$I00
CORRE TODAS AS TERtAS-FEIRAS
BA ULB6JL BOBOSASIO~*.



D. gnea Harnnho de Albnquer-
qne Lima
Jos Mara ds Albuquerque Lima, seus filbos e
genro agradecem cordialmente todas as pessoas
qne Ibes fizeram o obsequio de assistirem o enter-
ro de sua presadissima e nnuca esquecida mulher,
mili e sogra, Ignez Maranhao de Albuquerque
Lima ; e de novo as convidam para as missas que
por alma da mesma mandam celebrar na matiiz
da Roa Vista e capella do engeuho S. Bernardo
em Pao d'Alho, no dia 14 do corrente mez, stimo
dia de seu infausto fallec nento, s 8 horas da
manh. Por este acto de religio e caridade des-
de j se confessam a todos eternamente agrade-
cidos.
tfWiSAFeA aiLb
Ama
i Precisa-te de urna ama para cosinhar, para duas
pessoas ; na ra estreita do Rosario n. 22, se
gnn Amas
Precisa-se de duas amas, sendo urna de leite e
outra para cosinhar ; aa ra da Santa Crus n. 3
ou 26.
Precisa-se de urna ama
Olinda n. 56, 2- andar.
Ama
na roa do Marques i
D. Lucrecia
la de Sousia
Caadld
Uael
Francisco Justiniano de Castro Rebello, sua
mulher e cunhadas, Dr. Matheus Vas de Oliveira
e sua mulher, e Dr. Virgilio Tavaras de Oliveira
convidam a seus parentea e amigos para assisti-
rem as missas que mandam celebrar na matriz da
boa-Vista, s 8 horas da manh do dia 19 do cor-
rente, por alma de sua muito presada cunbada,
irm e ta, D. Lucrecia Candida de Sonsa Uael,
antecipando desde j a ana gratido.
ALBERTO HENSCHEL & G.
52-RUA DO BARA0 DA VICTORIA-52
O abax^.assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'esU
capital e do interwr, que reassumto a gerencia d'este grande e bem conceiiuado esta-
elecimento ondi j por longos annos tem oceupado o mesmo lugar.
As Exidu. familias
encontrarlo all os mais
e pessoas que deaejarem hnralo com suus encommenda,
modernos e aperfeijoados trabalhos concernentes a arto
pnotograpmca e moaicidade nos precoi.
C. Barza,
Gerente.
1



I
I

I






6
Diario de PeruaiiibucoRuarla -feira 17 de Fvereiro de 1886
Atsga-se barato
" 2.' andar traveaM do Caujpello a. 1
) armasem da roa do Boto Jess a 47.
A casa terrea n. 13 da ra do Nogueira.
A casa terrea n. 2 da travessa de S. Jos.
) 1. andar e 4%toiiaMsa *> Carsae a. 10.
tfia da ra 4.
A cata da ra u a de (ioyaniia u. 79.
k casa da ra da fonte Velha n, 22.
A. casa da Batxa Tarde n. 1 11 Capuaga
\ tratar no Largo co Corpo Santo a. 19,1* an-
tar.
Alusa-se
obrado de um andar e soti com agua e gax,
jaintal grande, sito ra dos Guararapea n. 90 ;
a casa terrea sita roa de Santa Rita n. 89, com
S quartos, reedificada de novo, com agaa ; a tra-
tar na ra de Domingos Jos Martins n. 50.
Aluga-se
o fraude sobrado n. l'il da ra Imperial, caiado e
pia:a !c ; a tratar na roa do R-.ngel n. 58.
mwm
Luz brilhante, sem Fumo
OIJO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINES
. recisa-ee de tuna par cozinba, pom que
arma em casa ; a tratar ra do Mrquez de
Hinila n. 6
Ama
r/recisa-se de urna ama para lavar e engomsaar ;
aa ra da Unio a. 47.__________ ___
Borracha para limas
Kecrberam Rodrigues de Paria 4 C, e teem
Cr
vender em seu armasem a ra de Maris e
ros n. 11, esquina da ra do Amorim.
^osinheiro
Precisa-se de nm e sinbeiro ; a tratar na ra
e Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena), ou
aa do Commercio n. 44.
Cosiiiheira
rVecisa-se de urna cosi.iheira que engomme
aem e ensaboe, e que nao durma fra, para casa
le pouca familia ; na praca do Conde d'Ea n. 30,
Serceiro ariHar
Cosinheiro
Na ra do Vicario n. 17, se precisa de um co -
aheiro.
Mme. Niquelina
lll
I "
m\
13
0
nnii-B
MARTINS BASTOS
Pemanibuco
NUMERO TELEPHONICO I N' 3
ED. G. MOYTESI k C
Artistas pintores
BM NBW-YORE--AMERIGA
Por urna Rtaolosrraaliaa em eartao de visita !
tiram um retraa de qualqii' r tamauho que se
dirija, desde 20*000 at 1201000 com linda mol-
dura e cordes de seda, trabalho noro nesta c- I
dade.
Quem desejr ver, dirija se Luraria
Frnnreza, a ule se acfaam al^uns retratos em
exposieao
Para eneommendas dirija-se ao agente nesta e-
dade, ra Duque de Cazias u 61.
t-.
Coronel Mano*I foaquin do
Reg Albuquerqae
Os majoros Jos Thomaz C. Pessoa e Delphim
L. C. Pessoa maadam resar urna mise na matriz
de Nossa Senhora da Paz d Afogados, no dia
sexta feira, 19 do correte, s 7 horas da manh3,
por alma de seu presado e nunca esquecido amigo,
o coronel Mainel Joaqnim do Reg Albuquerque,
primeiro anniveraario de seu falleeimento, e con-
v li m a ''n- amigos c pareotes i os d< mesuu fl
nado para assistirem a este acto de religiao, e
desde ] agradecem de coraco quelles que se
diemarem assistir.
&&*i
<
flU
Roa Primeiro de Mareo n. 13
Junto a Botina Maravlhosa
Por 13.000
Aluga se a loja do tob'ado roa de Lomas Va-
lentinas n. 50; a tratar na Livraria Parisiense
o. 7 A ra 1 de Marco.
Apolices geraes
Compram-se duas
de cont de ris; no 1.
andar d'esta typogra-
phia se indicar quem
compra.
Attengjko
Aluga-se a casa do Largo do Confelheiro Joio
Alfredo n. 2 na Magdalena, serve para inoradla c
tambem para n.-go io por ser bastante afregue-
zada para hotel trufar na ra da Imperatns
n. 56._____
Ao publico
Urna senhora habilitada se offerece leecionar
primeiras lettras e trabalhos de agalha em colle-
gios on em casas particulares; qoem de seus
prestimos precisar, pode dirigirse ma do Co-
ronel Suassuna n. 12.
Mara Aaiasia Colnbra
1* anniveraario
Antonio Jos Coimbra Guimaraes, Augusta
Canaida Gomes Coimbra, Antonio Nuues Ferreira
Coimbra e seus filhos, convidam a seus arentes e
amigos assistirem a ama missa que mandam re-
sar na matriz de Santo Antonio quarta-feira 17
do corrente, as 8 horas da manha, por alma de
sua prantetfda filba, esposa e mi, commemorando
aasim o 1 annive sario do seu falleeimento. Por
esta pro va de amizade, antecipam seu eterno re-
conhecimento.
Aos (lenles dos olho
n
Caa certa em 48 horas das inflamscoes recen-
tes dos olhos, pelo colyrio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega-se esto poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, as seguintes mo'estias :
Ophtalmias agudas, purulentas e ebronicas,
sonjunctivites, etc., etc."
Deposito geral na drogara de Faria Sobrinho I cimenta.
"ljro
Taiares
Punltumii
Cordelro
Delph na Ma'inho Tavarea C >rdeiro convida
aos seus parentes e pessoas de sua amizade para
assistirem a una missa, que por alma de seu pre-
sado filho Safyro P. Tavares Cordeiro, manda re-
sar na matriz do Corpo Santo, pelas 8 horas da
manh do dia 19 do corrente, 1* anniversaro do
seu falleeimento ; e desde j peuboa sua sin-
cera gratido a todo qne lli eompareccrem.
t
& C-, rus di Mrquez de Olitria n. 41. Para in-
ormae8e, dirigir se livraria Industrial, ra
do Baro da Viet ra n. 7, ou residencia do
autor, ra da Saadade n. 4.
s abaixo a.- tendo *< ptado e regis-
trado a nares iadostrial cmodo desenho i cima
Te corformidade rom as pn-scripcoes das leis em
aigor d. clrate ao publico e particularmente aos
teas uumr-rosos fregueses, qae dora em diante
dos os productos qce ehirem de sua botica le-
varlo a dita marca como garanta de sua orgem
e legitima procedencia.
Agua de Vitago
fian quart. s e mjias garrafas ; vendem Fari
brinho C., ra d? Mrquez de Olinda n.
1, depositarles.
Supmor viikTFpei
D. Joans Barbara de Araujo
X' ajtaiverBario
O commendador Jos Pereira de Araujo, seus
filbos e geriro, eonvidam a seus parentes e ami-
gos para assistirem as misada que mandam resar
na matriz de Santo Antonio, na capella do cemi-
terio de Santo Amaro, nc igreja de N. S. da Pe-
nba desta cidade e na capella do engenbo am>-
ragy. d- freguezis da 3Ei.-*d*. s 7 1/2 horas da
manha da dia 18 do oorrcaie mez, por alma de sua
sempre lembrada esposa, m2i e sogra, D. Joanna
Barbosa de Araujo, .1 aauiversano do seu falle-
Por essa prova de amizade, antecipam
os seus agradecimentog.
aldlss* Pi* o* Santos
Clotildina Monteiro Pi dos Santos, seus filhos.
mai, irinaos, tos e cunhadoe agradecem do intimo
d'alma as pessoas que se dignaram acompanbar
sepultura os restos osortaes de seu caro esposo,pai,
genro, cunhado, sobriuho e irmio, Galdino Pi
dos Santos ; e de novo os convidam para as mis-
sas que mandam celebrar na igrejw da Santa Cruz,
as 7 1/2 horas da manh do dia 18 do corrente
mes.
Vende se em decimos
Commercio o. 15.
quintos : na roa do
Francisco Cavalcante de tibu
(inorme Lina
Josepba Das de OKveira Lins, Thereza Ang-
lica de Vasconeellos Coimbra, Mara Augusta de
Vasceneellos bopes, Josepba Dias de Oliveira
Castro, Hilarino Jos Rodrigues da Silva Lopes e
A fredo Monteiro de Castro, viuva, filha, netas e
genros, agradecen cordiaimonte i todas as pes-
oas que se digntram acompanbar os restos mor-
tajes de Francisco Cavalcante de Albuqoerque
Lins sua eterna morada ; e de nov > convidam
para assistirem a missa do stimo dia, que ter
lugar na quinta-fsira 18 do corrente, s 9 horas
da manha, na espejla do K 8. daConcticao de
JoSo de Barros, pelo que desde j se confessam
eternamente agradecido.
'iiatWf
*e>.
aictt
%03t)'
^^s ^mpztpy <^u^

Qax-Aur
^xu^ .^ctc*^-
yczD'vk^****'
ito* m toda* ikm ArJsKUiMios rSit
'i rrrmT
Cura rpida e eerta peUt
ARSENIATOdeOURO DVNAMISAOO

i
do Dontor addisojv
da ChloroM, Anemia, todu u Molestia* do Sjrsteraa nsrvoao,
maii nbaldw, Mole.'ias chronlca doa PulmBas, eta, to.
Ai mikrm Ulmtmfim median tira tttaiUalo o poder oarmtlTO deete medlcameato deolenun-n'o
o primeiro t o mai mtrgieo dos reeonstiluinte*.
O FRASCO : O FRANCOS (E rxvAJTSUk.) yj
Toio troteo que ndo trouxer a Marca de Fabrica registrada e a aisgnCura^^^f-''''C0 f'DriotnU
deve ser rigoi oeamente reonaado. -t^=i~^ **'*
VABUS, VtaanaaoU~OaJUX3r, ras aocheohooart, SO. 'Z*' ProducU
Deposito em Pcrnambuco : FRANco M. da SILVA & Ca.
MDC1I1.P ._ JU.f-OXOLiJJLMJEHlS
IIILLI

PARIZ
e
Atmw Tletoria
Ptrnambuoi:
Silva &C
J*.
f
_:_-------------.------- asto sgraiiavel. adoptado com grande xito hn ~
de 20 irnos Me-llcoe de Par!z, cura OS Uefuxoi, (ViM, Toase,
Hora i* i,ai iianta Catanx vuinonar. IrrUvioe* io miu, uas Via* urinaria* e da ej,-vja.
f%*
Mrr-
GILBERI ^ttiUlN
FEBRFUGO, FORTIFICANTE aproado pela Academia de Medicina de Par
-------------------. ec i-------------------
Sessenta annos de Experiencia
e de bom xito tem demonstrado a emeaela lncootestavel deste vzsTBO, qnr como anti-
periorfiro para cortar as Pebres e evitar o seu reapparoclmento, qur como fortificante as
Convalcenoai, Sebllldade do Sangne, Palta de BSenstrnafao, Inappetencla, Sleea-
toe dlfflo >ia, Enfermldades nervosas, Oebllldade causada pela edade ou por excessos.
Cita I'inlto, que contm mais principios act/ros do que os preparados similares, vndete por proco um
pouoo mals elevado.Uto se den o/eetar contra o proco em lista da reconheclda elllcacia do medicamento.
Pharmacia Q-. BBOTJIN, 378, ra Saint-Honor*. PAKI8
Depositarios em Pcrnam'wco : FRAN"" M. da SILVA e C*.
oj .<& todua os PenanzlBU*9 a Cabelloirt^-
4t srraOM 4 do Extruirjeire
S^^."^.^!, t'erGUiatta
PH0SPHAT0 de CAL GELATINOSO
de E. LEH0Y, Pharmacentico de 1" Classe, 2, roa Dannou, PARS
OBTEOOESE para MMSTalvfaiita 11 Destci* as Crluui, natra Bactitiao a a Molestia ees Oosi.
Recoramendamos este Xarope aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de assiml-
" ia?? 5C e mU Tezes superior a todos os xaropes de lacto-phosphato lnvenlados pela especu-
Iacao. Todos sao cidos ao posso que o vnoapfaato de Cal Gelatinoso nio o
O Sor. I'roeswr Bochut, Medico no Hospitil das Cruncas. (Gtzetfe tf* H6p:tiux, 19 de miio i* l$Ji.)
VINHO PH0SPHATAD9 DE LEROV RepaK^fSencia
4/.em;a, Consumpcio, Bronchite chronica,Tsica, Fraqueza orgnica, Conva/escencas dfficcis.
Depositarios Mil .fi : 'RrtN W. 't SILVA i: t\
/
OLEO TRIGUE.IRO CLARO
de FIGADO de BACALHAO
do D? DE ONCH
OAVALHEIRO DA OROEM OE LEOPOLDO DA BLGICA,
."t-HEIHO DA LEOliO DE HONBA DE FRANCA,
COKStNDlUv,' 1A OROEM OE CHBISTO DE PORTUGAL.
Reconheeldo pelas primeiras autoridades medicas como
lncontestavclmcnte o mais puro, o de posto mals agradavel,
e o mais efllcaz de todos
Contra a TSICA e as MOLESTIAS de PEIT0,
a DEBILIDADE GERAL, o EMMAGRECIMENTO das CRIArTCAS,
RACHITIS e todas as AFFECCES ESCR0TL0SAS.
j3?* Vende-se sumiste em garrafas que levo na capsula o
sello e a assiguatura do D' DE J0NGH e a assianatura
NSAR. HARF0RD k C. Cautela com ai Imi
nicas Consigaatonos, aHSAR. HARFORD i C. i%, Hiso Holborn. Londres.
Vende-se em todas as principies Pharmacias do Mundo.
de
A
4*.

UCH
V



1

Para evitar duvidas
O abixo assigr.,do, negoeantei socio da firma
MedeiroB O, eom lirriina i ra de isarco
a. JA, d.j. ra {ue nao si: refere a elle urna accao
BTBothecana que Iba proxwta na aodienca de
asse, porpHrtede FUvio ttoncalves Lima. Eeci-
te, i* de fvereiro de 188;
Francisec dos Santos Nev
Aevogado
O baeharei Pedro Gaudiano de Ratis e Silva
nadou sua residencia da estrada de Joio de Bar-
ias para a roa velha de liaafa Uta n. 89
Vcneii|as
Compra se de duas i quatro venecianas de ma
deira, com correntes de metal, das modernas, com
ponen nao ; no pruaeiro andar n. 28, ra larga
do Rosario.
^^____
CYslumes k caseiuira
lilJiliTlfitlTa
DEROCQUE
DEROCOF
TINTURA POMADA
15, Bm de Poiton, i5
pars
oi_:e:q
FIGADG 3 MCLH
Natural
ferruginoso e Creosoladr
wmm<*wmasu
'SI'ICIAUlEjril
Cotarro chronico da bsziga,
irritars do canal ic urra.
Molestias de orostatc,
incontinencia da Urina,
rala na urina, etc.
3WANN, Pharmaceutico-Chimico.
' yira Pbinifias
l. Ftl.LIOi.
WST AN TANI1A para barita.
S* nio ri.--}. Mm prvnyi e I tuiacoi
lTg. j ana Cor primitiva
aaosilajeral id Pars: FILUOI., il, roa Hi -nof P1BH
la PerHamo.ee. fraw- m da silva '.
c FILLIOL
AOSADA p' dar eabaOgs
Vaaesa
DAY& MARTIN
Fornecedorts de Sua Majestsde a Rtinhs de Inglaterra,
do Eieroito a da Mirlnha britamlca.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRAIXA pastaUNCTUOSA
OLEO para AEEEI0S
E Udo osue aecasurio para a mano' anclo do eoiro
son todas is formas.
DEPOSITO GERAL KM LOIIDRIS:
7, Hiyl, Holborn, 97
raraaaaoea : FlaJC" a. IA tUTA Va.
a e aM
Na nova loja da ma da lu pera tria n. 32, rece-
ben se um grande sortimento de finissimas case-
miras inglesas 4* cores ciaras e escuras, que se
vende a or preeo muits em capta, assim como das
metmas se mundana taser coatanfi por medida,
sendo de paleto* saceo a 30Wt, e de fraque a
3* **Mln eomo operior taneHa inglesa de
c6r azul escura, a .si e tambem 3* mas-
masgaseadas sar manda faaer qualquer peca avul-
?* i.?de Pecimcka ; aa nova foja de Pereira
da Silva. '
rftftrittitttttrtTttiff itmij
MORSON s PEPSINA
UTtl wktoA
PARA COaUATTKR A
INDIGESTO
Sob a forma de
rBAIOOt,f8
NOI.OSi7I.OB.
VHDE-tt noHUHDO IH TEMO.
PAEPAHADUS DE
Ftpmisus atormon
atvlto ncommendada
pos principes* Hedios.
patn son
l-ONOOM
EXPOSIQXO DE PARS iS7t
tOBA DB COICBSO
Cura
pelo F do
r
ASMA
Glry
fenot-*e em todos as PAarmacias.
CONTRA
Delluxoa, Orlpps, Brorchltos.
Bes do ruto, o ZABOPS < a PAHT__
I toral i Sf AT d DELAMGRENtER *;
. KrritaoBsa do Palto, o XABOPE > a PAUTA asi-/
^ananat""""""""""""""""""""""
nalaoada por Manbro. 4 AaaAaal]
Este collegio acba- se aberto ra Velha n. 4C,
e recebe alumnos internos, serni-iaternos e exter-
nos.O director,
Ovidi oves Manaya.
Leonor Porto
Ra do Imperador o. >
Primeiro midar
Contina a executar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Kio de Janeiro.
Prima era perfeico de costura, em bre-
vidade, modicidade ea precos e fino
gosto.
X

Compra-se c paga-
se mais do queemou-
traqualquer parte beiu
como
de qualquer qualidade.
Na ra Jo Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuersteniberg.
Quem tem ?
Onra ^ prata : compra se ouro, prata e
oedras preciosas, por m.iior pre^o nue < m ootra
luaiquer parte : no 1 and.ir n. 22 a ra larga do
Koeario, autiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
tarde, dias uteis.
Verdatelro cimenfo Inglez
Marca Pyramide
Vendem Fonseca Innaos C., ru^ da Madre
de Deus n. 12.
Advocados
Manoel Xetto e Bevenuto Lob : ra Duqne de
Taxias n. 75, enfraila pelo patej do Collegio.
Escola part colar
De inMtrucciio primaria para o nexo
mancnlino
34 &ua da Mat- du Boa Vista34
O abaix'i asignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que a_rio sua escola particular
de iustruccao prisH ria pura o sexo masculino,
ra da Matriz oa Ba-Vista n. 34, onde esmera-
damente se dedica ao ensino de s<-us alumnos.
O grao da escola consta : ler,escrever e contar,
desenho linear, histor'a patria e no^oe de trancez.
Garante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu ystema de cnsmi, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um nmur ioviolavel e urna es-
merada dedicacao ao ensino, fazendo com que os
S' us decipulos abracem e amem de coracSo as let-
tras, aos livros, e ao estudo, guiando o." no cami-
nho da intelligencia, da honra e da dignidude,
afin de que v -nhi-m a ser o futuro sustentculo
da patria, da r-'ligiao e da lei, e um veddadeiro
cidadao brasileiro
Espera, pois, merecer a confian ca e a proteccao
do distincto povo pernambucano, e em particular
'em f robusta em tolos os paij e utores de me-
amos que queirnm aproveitar um rpido adianta-
mento de'seus filhos e tutelados.
Com quanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que es seus iueansaveis estotros, e os seus
puros deiejoa, sejam coroados com a feliz appro-
vacao de todos os filhoa do imperio da Santa Cruz.
Mensalidade2A000 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horario das 9 horas da manha s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meio-penaiouistas
por mentalidades razoaveis e lecciona per casas
particulares a ambos os sexos.
folio Moars de Azcvedo
34 RA DA MATRIZ DA BOA VISTA34
Este i i portante estabeleoimento de relojoaiia,
fundado em 1860, est funecionando agora ra
larga do Roaario n. 9.
seu proprietano, encarr 'gado do regulamen-
to dos r elogias do arsenal de marinha, da compa
nhia dos tr.lhos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da de Recife Caxang, da estrada de
ferro de Cama da companbia ferro-carril de
Pernambuco, da associacao comnercial beneficen-
te s da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
ir.telligeotes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca sara relogios de algibeira,
de parede, de torres de igreja, chroaometros ma-
rtimos (dandoa marcha), caixas de msica, ap
parelhos elctricos telephonicot.
Contina a exerecr a sua pr issao com selo e
interesse de que sempre deu provas ao respei-
Uvel publico e aos seus collegas, e vende forne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabclecimento se acha col-
locado um relogio, cujos mostradores tambem p.A
clerao ser vistos pelos passageiros da ferro-carril,
tendosempre a HORA MEDIA DKSTA CIDADE,
detarminadas pelas suas ooserva^oes astronoroi-
oab. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio Jos da Costa Araujo.
H001A.K0L
SS PASTIIjHAS
s De ANGELIM &MENTRUZ g
SS
m
o
<&.-
V i- /
ll
l
luniiriiwu lili!
\0S 4:000'00
iLSSISS 5A5AHIID35
-loa Primeiro de Harp o. ?3
O abaixo assignado tendo vendido nos
seas afortunados bilhetea garantidos 4
quartos n. 151 com a sorte de 4:000000,
alm de outras sortes de 325, 165 = 8)5, da
oteria ;37.*), que so acabou de extrahir,
can vida aos possuidores a virera recebar
na coformidade do costurae 9etn descont
a (gura.
Acham-se venda os afortunados bi-
ihetes garantidos da 248.a parte das lr-terias
beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife (38.a), que se oxtrahir quinta-
feira, 18 do crrante.
PRECOS
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Km qnantidade maior de I<^
Inteiro 3-5500
Meio 1,5750
Quarto ,5875
Manoel Martina Finza.
os 4:0001000
1:0008000
3

se

92
C/5
O Remedio mili sffiooi I
Sfuro que se tem eecoOert Me
*/* un teeoHIr os lomOrttes.
16-Rua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes gar ntidos da lotera n. 38a em beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife
que se extrahr na quinta feira 18 do
corrente.
Precos
Inte-ro 4O0O
Meio 20000
Quarto 10000
Sendo qnantidade superior
a foi:ooo
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
____________ Joaquim Pires da Silva.
un FELIZ
.ks 4:0008000
BIsLHTBTjE Ata lili lio
^raija da independen-
cia ns. 37e 39
Acham-se a venda os fezes bilhetes
garantidos da 38a, parte da lotera a benefici >
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que se extrahir no dia 18 de U'evereiro.
Precos
Bilhete inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Km porco de 1005000 para
cima
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 875
AuUmia Augusto do Sant-* Pitrto.
Hiiiion il' residen ca
O Dr Maduro, medico parteiro, mudon sua re-
sidencia para a roa da Imperatriz n. 88, esquina
la do H.ispicio, 2 andar, onde ser encontrado a
qualquer hola da noite.
A commercio
Nones C, fazem sciente ao respetan 1 pabliw
e com especialidade ao corpo commercial que dei-
xon de ser empregado de sua casa o Sr. Manoel de
Oliveira Lima desde o dia 18 de Janeiro prximo
passado, desde esta data nao se responsabiliza
por qualquer debito que o n.esmo senhor fiser em
sen nome.
Recife, 13 de Fvereiro de 1886.
Nunes & C.
Ao commercio
Os abaixo sesionados pelo presente declaran) ao
corpo comercial d'esta piaca, que n'esta data
compraram ao Sr. Jos Ramos Santos o estabele-
cimento de molbados sito a ra da Imperatns n.
63, livre e de?> mbajneado de todo e qualquer onus
que posas apparefeTtie pjrm, a'jrnem se jalgar
com direito a oppiirqiwlqder embaraco, queira^-
sel-o no prazo de 3 das contar d'esta data.
Recife, 15 de Fvereiro de 1886.
Pereira & Rodrigues
AMAS
Precisa-se de ama para lavar outra para eni
gommar ; na roa do Sebo n. 38.
\
}
v
!
,
IBWB I


*.

?
4.
Diario de Pernambnco(uarta-feira 17 de Fevereiro de I&86
Para advogado
Aluga 8C a sala do 1- andar i ra Duque de
Qtiiaa n. 01, a tratar na luja.________
Viagens ao centro
De Olinda parte todos os sabbadoe, s 4 horas
da tarde, pan. Itamb por Iguarase e Goyanna,
ama diligencia ; passagens a tratar na ra 1 de
Marco n. 1, no Recifr. Vi agen s avulsas em qual-
quer dia, e para qa.lquer parte a tratar no mes
roo lagar.
Camisas de meia de seda
(Crep de Sanie)
Vendera Salazar C, ra do Bom Jess nu-
mero 58.
Pillas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparaco puramente ve-
getal, tem sido por mais de 20 aunes aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes mcl^s
tiaf : affeeces da pelle e do figado, syphilis,
bonboes, escrfulas, cbagas inveteradas, arysipe-
las e gonorrhas
MODO DE USAL AS
Como purgativas: tome-se de 3 4 6 por dia,
bebendo-se aps de cada dore um ponco d'agua
adocada, cb ou caldo.
Como reguladoras : tome-se urna pilula ao
jantar
Estas pilulas de invenco dos pharmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos teem o veridictum dos
senbores mdicos prra sua melhor garanta, tor
nando-se mais recommendaveis, por serem um se-
guro purgativo e de pouca dieta, pelo que podem
ser usadas em viagem. Acham-se venda na
drogara de Faria Sobrinho 4 C, ra do Mrquez
de Olinda n 41.
Sitio
,vse razoavel
familia (na Varzea)
Ata*
Com casa para familia (na Varzea) e rem 4
salas. 4 qnartcs e cosinha, muitas frncteiras dan-
do tructo, junto fxcellente banho do Ca }ibaribe, e
muito breve jHTto do trem ; a tratar na ra de
Santa Thereza n. 38, e na Varzea com o Sr. Es -
tevao Jos Si infles, confitente o dito sitio.
Fazendas linas e modas
C t, Ra do Cabu*=t B
A Basto t v.
(TELEPHON'E 359)
Aviam as Exmaa. familias que receberam de
Pariz:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos da
mais i alpitante novidade como, sejam: Etamine
com bordado a retros, seda orua bordada a capri-
cho Cachemire com enfeit.'S bardados a fil.
Moda 1886
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primoro a escolha m vestidos wm 20 metros de
13 ligeira, tecido ainda na> conhecido aqui.
Cores e desenbis novissimat n s seguintes fa-
lendas de seda, la e algodao. Etamine, Surah. Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Eiplendido sortimento
Em leqnes, luvas, espartilbos, tacos, lavalires,
meias, lenfes e rnuitoa outros artigos que se ven-
dem por preces sem competencia.
Tiras bordadas
A too. lto, io e too rs
Para o carnaval
S na nova loja n. 32 la da Imperatriz, se
vende um grande sortimento de bonitas tiras bor-
dadas, proprias para enfeites, sen lo largas e es-
treitas, pelos baratissimos precos de 100,120, 160
e 200 rs., tendo dous metros cada peca, grande
pechincha. Assin como um bom sortimento de
ganga araarella, verles e encarnadas, qne se
vendem barato : na loja de Pereira da Silva, 4
ra da Imperatriz n
a loja
1.32.
0 J. 116
d4 consultas e atiende a coamados a qualquer
hora lo dia ou da noite, em sua- residencia, na
cidade do Cabo.
Aluga-se iima casa pe -
quena
Na ra de S. Francisco n. 1, fregnezia de San-
to Antonio.
o hecco do Fundao n. ">.fregnezia da Boa-Vis-
te : a tratar na ra de Santa Thereza n. 32, de
manha at meio di i.
Alaga-se a casa terrea n. B, na roa do Riachuelo,
antiga do Destino, na Boa-Vista com 2 sallas, 2
JHartos, cosinha, quintal, 1 torno, caiada e pinta-
a e lavada; a chave acha-se no n. F, para ver
trata se na ra da Guia n. 62, Recite.
Viva o carnaval
Compra se vestuarios noves e usados ; na ra
da Imperatriz n. 78.
Borracha especial
para limas ; receben a mercearia de Goncalo Jos
da Gama, 4 ra do Padre Florfano n. 41.
Exposiyao Central
Damiao Lima A C. intitularam o estabeleci-
mento em liquidacjlo da ra larga do Rosario n.
38. por EXPOSICAO CENTRAL para assim se
tornar bem conhecido do todos, pelo que chama a
atteneo especial das Exmas. familias oara os
precos seguintes :
Metros de plics a 400
Bonceas inquebraveis 1 500
Metros dearquinbes 120 e 160
Pecas de bordados finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 700 e 1/000
Fraseos de >leo oriza por 14000
Fita para tonina, n. 80 *000
Carreteis de 20Cjardas a 8'
Inviseveis grandes a 383
Ditos menores a 300
Brinquedos para meninos ,i 00, 300 e 500
Caiziohas para presente a 24500 e 3 4000
Meios fiode sedapara ii-nhhira a 14 e 14 200
La para bordar <' 24800 e 3;003
Fita chineza o maco 360
Dito de algodaodito 240
Msameos do grampos a 20
Macuquinhos acrobticos a 160
Botdes, fitas, leques, perfumaras, bengalas, te-
sonras e outros muitos artigos que s com a vista
na EiposicaoOeatr larga do Rosario n. 38.
RHA DQEDE GAXUS N. 83
Mendonc.a & C.a
Bon.s dias
Mendowa Primo & C.
Vend*? por precos sen
competencia
Las escocezas, padroes modernos a 400 res o
covado.
Ditas meseladas e lavradas a 500 reis o dito.
Velbutinas de todas as cores, lisas e lavradas a
14200 o dito.
Fustoes brancos com lindos desenhos a 400 e
500 reis o dito.
Lencoes de bramante a 14800.
Callarinhos moderaos para homens a 500 reis. _
Setics de tedas as cores, por precos baratissi-
mos.
Merinos pretos e de cores para \ istdo.
Mautilhas pretas.
Ficbs do diversas qualidades.
Cortes de cass^mira para ssuhora, bordados de
seda, atoalhado', espartilhos, tapetes avelludados,
panos de crochet, punhos para homem e senhora,
meias de todas as qnalidades para homem e se-
nhora e eutros muitos artigos de moda.
Roa Dspue de Caifas n. *
A loja das estrellas
VE^DB-SE
Doce de caj secco,
na ra de S. Jos n.
16.
WHISKY
BOYAL BLEND marea ViADO
Este excellente Whisky Escessez preterivt
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos melhorcs armaxca o
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brasi.
BROWN8 fe C, agentes
Casas para se alujar
Aluga-se duas casas terreas sitas ra do Vis-
onde de Goymna ns. 59 A e 59-B, com 4 quar-
tos cada urna : a tratar na ra da Imperatriz n.
64, loja da fazendas. ___________________
Xa cidade da Escada
cempra-se ouro, prata, pataces nacionai-s e es-
trangeiros, e m .edas de onre ; na ra do Com
mercio n. 19, estabelecimento de Antonio Fran-
cisco de Araujo Costa.
IGARASS^
N. 88:200
O Dr. Franc j sr o Xa-
vier Paes Barrete,
pela 4.a vez rogad,
vir ou mandar a ra do
Mrquez de Olinda n.
50, dar umprimento
ao numero cima.
r
a
Agurdenle de Canna Mnssnrepe
Venbo pelo presente articipar aos Srs. consu-
midores de agurdente de canna e branca, do en-
genho Mussurepe, que sendo ella muito acreditada
e assas conhecid, suecedendo certos vendedores
andarem ofiereceudo de outros engenhos, com o ti-
nto cima falsificando assim o crdito das aguar-
dantes fabricadas em dito engenho ; declaro que
os nicos agentes do meu engenho na eidade do
Recife, lia 01 f_. Antonio Luiz & C, estable-
cidos 4 ra do Mrquez do Herval n. 36 ; a quem
poderao fazer as suas encommendas.
Continuo no mesmo capricho de perfeico a
bem de servir os mens tregeles em geral.
Mussurepe, 17 de Fevereiro de 1886.
Antonio Luiz Santos.
RBLOJOARIA
ALLEM
Praca do Conse-
lheiro Salda-
n h o Marinho
B.4.
An'iga da Ma-
triz de Santo
Antonio nume
ro 4.
Tendo en aberlo urna officina de relo-
joaria com o titulo cima, recommendo-
me ao respeitavel publico para fazer
qualquer trabalho, al o mais difficil na
minha arte, cuino j prove como em-
pregado da relojoarwregulador da
marinhaonde traballiei os ltimos
dous annos, prometi precos modic e
promptido
Carlos Fuerst.
VENDAS

lamhas
Vendem se em barra e em quartolag, o mais
baratas do que em ou'ra qualquer parte ; na ra
de Pedro Affuiiso ns. 5 e 11.
Limpias seecas doRw
Grande do Sul
Vende-s? na ra de Pedro Affonso n. 6 (mitiga
da Praiaj a 320 rs. !!!
Os propretarios deste estabelecimento no in'
tuito de angariarem o maior numero postivel de
fregnezes, resolvertm modificar sensivelmente os
presos das fazendas.
Objeetas para seahoras
Merinos pretos e de cores, setins e setinetas
lisas e lavradas. lacos modernissimos, casaeos pre-
to-, cortes de enchemire bordados de seda, saias
bordadas, alpacas e las de cores, fustoes brancos
e de cores, espurtilboe, meias de cores, cruas e
alv,.s, belbutinas, cintos de coro, collarinhoe e pu- *
nhos, ficbs e outros muitos artigos.
Objectfos para horneas
ROUPA POR .MEDIDA
Camisas franeezas, ceroulas, camisas de meia,
collarinhos, punhos, pUstrons, gravataa, mantaz,
lencos, meias, casemiras pretas c de cores, bros
especiaos e ontros artigos.
Ra Duque de Caxias n. 58
Liquida a egninteM rameada* rom
ao f tfe abate
Gorgoro de seda orato, do preco de 44000, a
14600 e 2J o metro.'
Bramante de linho com 10 palmos de largnra,
de 34500 4 24 o metro.
Dito de algodo idem dem, de 1J500, 4 1S o
metro.
Atoalhado, duas larguras, lindissimos desenhos,
de 24400. 1|300 o metro.
Dito trancado, alvo, de duas larguras, de 1:700
4 1:200 o metro.
Dito dito cr, idem idem, de 1:2U0 4 800 rs. o
metro.
Madapolo Beavista verdadeiro, 6:500 a peca.
Guardanapo* grandes psra jantar, de 8:000 4
4:000 aduza.
Ditos ditos para almoco, de 4:000 4 2:500 a
duzia.
Toalhas felpudas, de 5:000 4 44 a duzia.
Dita alcochoadas, de 44 4 2:560 a duzia.
Meias inglezas para homem. dv. 7:000 4 44-
Ditas para senhora, de 10:000 4 64-
Lynon de urna s cor para vestido, de 800 rs. 4
400 e 320 rs. o covado.
Cortes de cambraia bordados, de 12:000 4 8:' 00.
Casaeos Jersey bordados a 124.
Gorgoritas de seda, de 1 800 4 600 rs. o co-
vado.
Merinos de todas as cores, de 1.400 4 800 rs. o
covado.
Ditos pretos, de 2:000 4 1:200 o covado.
Rendas da Indis a 240 re. o covado.
Setim cor de rosa e escarate a 800 rs. o covado.
Orleai s de todas as cores, de 600 rs. a 320 rs
a covado.
Leque 4 Joanita, 1 e 2- acto a 14 om.
Lacos modernos a 1:500 um.
Chapeos de sol pt>ia senhora a 14 um.
Lencos de esguio de linbo a 1:800 a duzia.
Ditos de cambraia de linho, de 8:000 4 44 a
duzia.
Meias de fio de Escossa, de 20:000 4 8:000 a
duzia.
Anqunhas a 24000.
Flanella para costumes a 14100 o covado.
Cortes de t-asemira, de 5:000 4 34-
Panno it lez pira costumes, de 5:000 4 24-
Brm pardo lona, de 700 e 500 rs. 4 320 e 240
rs. o eovado.
Dito de cores variadas a 200 r. o eovado.
Aberturas para camisas, de 20:000 a 6000 a
duzia.
Meias de fio da Escossi-i para homem, de 7:000
Camisas nacionaes
A Sr.OO. 3000 e S4500
32 = Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhos de linho como de algodao, pelos
baratos precos de 24500, 34 e 44. sendo tazenda
muito melhor do qu" as que veem do estrangeiro e
muite mais bem f.tas, por serem ortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommvndas, a vmtade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3 ; de Ferreira da Silva.
Ao32
Nava loja de fazendas
9 Ra da Imperatriz = &S
DE
FERREIRA D.\ SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar4 o res-
peitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de rcupas para homens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
asemiras e brins, etc
TINTURARA
MEDHEt
SCCESS0R
*2:> Ra de Malinas de Albuquerque 23
(AMIGA RIJA DAS FLORES)
Tinge e limpa com a maior perfeicao toda a qualidade de estofo, e fazendas
em pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palba, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho teito por meio de machinismo aperfeicoado, at boje conhecido.
Tintura prota as tergas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
Grande e bem mentada ofieifla de alfaiate
DE
PEDROZA&C.
N. 41Ra do Barao da VictoriaN 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lido e variado sor-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melhores fabricas de Pars, Loadres e Alie manha ; o para bem
ervirem aos sous amigas e freguozes, os propretarios deste grande estabelecimento
tem na direcejio dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espago de 24
horas, preparara um terde roupa de qualuerfazenda.
Ra do Barao da Victoria n. 41
3
1
3
'/4C00
104000
I24OOO
124000
54500
64500
84000
34000
14600
ijnoo
Tapetes, panos c colchas de crochet, cortinados
atoalhados e bramantes etc.
Para
esenp ono
Urna grande carteira de amarello, envernisada,
com gavetas, podendo escrever a vontade tres
pessoas, custou 804000 e d-se por 254 para li-
quidar ; na ra de Santa Thereza n. 38. Para ver
de manha at meio da.
Vellocipede por 3 OOO
S para se liquidar, com defeito ; na ra de
Santa Thereaa u. 38. Para ver, de manha at
meio da.
Buhar par? Menino por 3000
Na ra de Santa Thereza n. 38. Para ver, de
manha at meio da.
Bomba de fapl n. 3
Por 10|l00 (ainda nao servio) e n4o 504 se es-
livesse perf'ifa ; na ra de Santa The eza n. 38.
Para ver, de manha at meio dia.
BalcSo por M
S para liquidar ; na ra de Santa Thereza n.
38. Para ver, de manha at uieio dia.
Marmore
4000 cada urna caca
Duas caizHS com lavatorios de marmore, com
defeito, a 44 cada nma caixa. s para acabar : na
rna de :'anta Thereza n. 38. Para ver, de manh
at meio dia.
Collarinhos de linho com pequeo toque de mofo
a 24 a duzia.
Punhos idem idem, a 800 rs. o par.
E muitos outros artigos que se vendem com o
mesmo abatimento. Telephone n. 210.
lo
Fazendas brancas
SO' AO NUME SO
rna da Imperatriz =
Loja do barataros
-to
MMIIUIES
Xa Loja das U* tra a Azuea
Ra do Doque de Caxias n. 61
Zefiros de qnadrinhos e lisos, de todas as cores,
fazenda de novidade com 80 centmetros de largu-
ra e cores seguras, a 240 e 280 rs.
Renda da China, fazenda branca aberta, a 240
res.
Lis chinezas de qnadrinhos de sed, 320 rs.
Fusto branco inglez, padrwes novos, a 5 0 rs.
Setineta do Japao, campo amarello com matiz e
bolinhas, de lindas cores, a 360; muto larga.
Meias de urna s cor e bordadas, a 500 rs.
Espartilhos eeuraca a 44, e muito finos c:>m cor
dio de seda a 54.
Leques Joanita representando alguns actos
deata linda opera, a 14-
Crochets para sof e cadeiras, guarncao com-
pleta, a 7 500.
Cortinados bordados para cama e janella, a 63-
Capellas com veos de blond de seda, a 94, e
com collar, pulseiras e brincos de flor de laranja,
a 154-
Camisas finas para meninos de todos os tama-
unos, a 24500.
Meias para meninos e meninas, de todo preco.
Brim pardo liso fino, a 320 rs. o covado, e lona
verdadeiro a 500 ib.
Nani ;c de corea finas a 240 rs.
Damasco de l infestado para reposteiros e col-
chas, a 14-
Bramante de linho 4 larguras, muito superior,,
a 24-
Dito de algodao a 320 e 400 rs., e trancado a
500 rs.
Chitas finas e cretones francezes com lindes
desenhos e cores firmes, a 240, 280 e 320 rs.
Tapetes grande* e pequeos a 1J800, 2500, 44
eli.
Anqunhas modernas a 2$.
Toalhas alcochoadas a 24500 e 208OC a duzia
Velodlhos de todss as cores a 1J-
Sombrinbas para campo a 2J.
Cretones finos para coberta, cores seguras, a
320 rs.
Atoalhado bordado infestado, a 1(300 o metro.
MrLs pretos a 1$ e 14200.
G"rgnr;o de seda preto, qualidade mpenor,
a 24.
Veos de seda pretos a 5J
Madapolo americano a 6, de 'S$.
Algodoznho superior marca T, a 54800.
E mn tas fazenda de NOVIDADE. S com a
vista se pede acreditar aa barateaa dos precos
annnnciados. Queiram mandar buscar as amos-
tras
Ita Loja das Listras tzus
Roa do Duque de Caxias n. 61
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estns fazendas
abaxo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodoPecas de algodozinho com 20
jardas, pe'os baratos precos de 34800,
45, 445110, 44910, 5J, 54500 e 6J506
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 44500, 54. 64 at 124000
Camisas de meia com listras, pelo barato
pre^o de 800
Ditas branc ls e cruas, de 14 at """ 1430f)
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
c-roulas. vara 400 rs e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetae,
a 14200 e 14500
Colletiiihos r'a mesma 800
Bramante francs de algodo, muito en-
cornada com 10 palmes de largura,
metra 14280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 24500 e 208CC
Atoaihado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1|800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptsta, o que ba de mais delicado no
mercado, rs. 200
To loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos SVrreiros
Algodo enfestado pa-
ra iciif oes
A OOo r*. e I SOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodo p*ra lencoes de um s panno, com 9 pal-
mo* de largura a 900 rs., e dito com 10 palmos a
18000 o metro, assim com dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos uc largura a 14200
o metro. Isto na l^ja de Alheiro & C, esquina
do becco dos Perreiros.
MERINOS PRETOS
A 142C0,14400,14600, I48OO e 24 o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos f erreiros.
Espartilhos
A 5IWX
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 54000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Perreiroa.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 24800 e 31 o covado
Alheiro 4 C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 24800 e 3J o covado ; assim como se encane-
gam de mandar faser costumes de casemira a
30, sendo de palotot sacco, e 354 de traque,
grande pech nena : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
O barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pn-co d 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado a IOO r. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
brdalo, duus metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto eom 50 pecas, sorti-
das, por 6J, uprovertem a pechincha ; na Iota da
esquina do becco dos P*rreiros.
Fustoes de setineta a 500 rs, o
covado
Alheiro 4 C. ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortin.ento de fustoes braneos pelo
baratfnbb preco de 400 e 500 rs. o covado, ossim
setineta* lisas, tendo de todas a* core a 500 rs. o
eovado ; na loja da esquina do boceo do Fer
reros.
Ba da Imperairli
Loja de Pereira da Silva
Ni'ste estabelecimento vende-se as mup^s aba-
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgoro diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordo, muito
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro preto, icolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e
Ceroulas de gregnellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e
Colletinhos de greguella muito bem feitos
Aesim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodo, me Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Riscados largos
a SOO rs. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinhos proprios Dar roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita franceza, e ass-m
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
loja e Pereira da Silva.
Fiiotoe, -linda e lcIntaaM a SOO
m. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, tzinhas lavradas de furta-cores,
f>-zonda bonita para vestida* a 500 r. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. 1 covado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
Merinos pretos a i&SOO e 1S000
Vende-se merinos pretos de duas l-rgura* para
vestidos e roupas para meninos a 14200 e 14600
0 covado, e sunenor setim preto para enfeites a
14500. atsim como chita* pretas, tanto lisas cerno
de lavonres brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nova
leja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
tiKotiaoxiniio trances para lencoes
a OOO rs.. I *!(
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
periores algodozinhos francezes com 8, 9 e 10
Irnos de largura, proprios para lencoes de um
s panno, pelo barato preco de 900 rs e 14000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, as
*im como superior bramante de quatro larguras
para lencoes, a 14500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A 1*. i*roo e
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um variado sortimento de vent-iarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 44000, ditos
de moleequim a 44500 e ditos de gorgoro pr-to,
emitando casemira, a 64, sao muito baratos ; na
oja do Pereira d Silva.
(PRECOS SEM COMPETENCIA)
SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
59-Rua Duque de Caxias -59
Toaile de nice, lindas core*, 1J, 14400 o co-
vado.
Damac de seda borcada a 14 o dito.
Sedas bordndas, finas, a 14800 e 24 o dito.
Setim Mazo de todas as cores, a 14 e 14400 o
dito.
Dito dito preto, a 14200, 14500 e 24 o dito.
Cachemiras para vestidos, a 14 e 14400 o dito
Grorgurina* matizadas de toda* as cores, a 400
e 500 rs. o dito.
Setinetas lavradas e lisas de todas a* ccres, a
500 e 560 rs. o dito.
Paile com lindas cores, a 460 e 640 rs. o dito.
Mirins pretos a 14, 14300, 14400 e 24 o dito
L de quadrinhos, cores lindas a 700 rs. o dito.
Dita de todas as cores, a 400 e 560 rs. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 320rs. o dito.
Alpac-.s lisas, finas, a 360 e 460 rs. o dito.
Fusto de cores para menino, a 320 e 3**0 rs. o
dito.
Casemiras pretas a 24 e 24200 o dito.
Ditas de cores a 14500 e 24 o dito.
Dita* ditas finas.inglezas, a 34500 e 44 o dito.
Cortes de casemiras eom toque de mofo, a 24800
e 34400.
Dito* do dita perfeitoa, finas, a 6*500, 74500 e
104.
Damasco de l com 8 palmo* de largura, a 24
o covado.
Dito de algodo a 600 r*. o dito.
Dito branco bordado a 14500 o metro.
Atoalhado de linho fino, a 14 o dito.
Cortes de cazem-ta a 14400, 14800 e 4
Fechtia de pellucia, 64 e 74 um.
Dito* arrendados, a 24500, 34500 e 44500.
Ditos de seda, linda* cores, a 34 34500.
Chales de casemira, a 34500. 54500 e 74.
Ditos de algodo, a 14, e 14800.
Colchas de cores a 140U e 24
Ditas portuguezas (muito grandes) a 124 e 144
Ditas de croehtt a 1( 4, 12 e 154
Capellas com veo (para noivas) a 104 e '64-
Enxovaes para batisado, a 104 e 144.
Camisa* para senhora, a 34500 e 54-
Saias idem idem, bordadas, a 44 eg i#T00. a
Toalhnsde laberntho rica* (para baptisado)
604 o 804
Cretones para vestidos, lindos padroes, a 280,
360 e 440 rs. o covado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
A* rna Duque de Caxias n. SO
Carera flaMaK.
O propretarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSE DE JOIVS
sito a ra do Cabag n. 4, commumcim ao respeitavel PUBLICO que receberam ure
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam
bem relogios de todas as qualidades. Avisan tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en
outra qualquer parte,
MIGL AVOLFF & C.
N. 4 RA DO CABUG----N. 4
__________Compra-s ouro e prata velha.
BMOS DE MAR
Superiores costumes de excellente fa-
zenda e mnito bem preparados para banhosde
mar.
Para senhoras. 10$000
Para homens = 811000
Para crianzas. 5$000
Recebemos ltimamente um grande sor
timento de diversos tecidos novos para vesti-
dos e inteiramente apropriados para a pre-
sente estaban.
LOVRE
FANCISCO GUGEL DO A1ARAL & C,
Ra Miro ile Marco i. 20
ESQUINA DA RA DUQUE DE CAXIAS
Y telephonico .58
TELEGRAMMA
Bttiin peta fea da ttttnm
DA 4.* SERIE DA 1." LOTERA DO CEAR
EXTRAHIDAEM 16 E FEVEREIRO
\l MKUOS
l'RIHIOS
XUMEBOM
PRKMIO*
8698
4760
27287
250:000$
40:0001
20:000$
28710
31454
5:000$
5:000$
8699-4:000$
Esteo oreen
1639
20467
mi
1110
7907
8320
8586
4159-1:
4181-1;
- -
ISS3
39201
31447
33444
38310
39948
32237
37587
1.000$
14024
20310
21527
26652
Os nieros de 8661 a 8700 excepto o da sorle grande, esl*.
premiados con 100$.
Os nnneros de 4701 a 4800 excepto o premio de 40:0004
eslo preuiados com 30$.
Todos os nmeros qne terminarem em-8e --esli premiados
eom20$000.
A lotera segninte se extrahir no dia 23 Fevereiro.
Bilhetea venda na Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marjo n. 23, e caza de tM-
tume.
f










8
Diario de PcrnambucoQuarta fcira 17 de Pevereiro de 1*86
UTTERATBEA
OS FILHOS
DO
BA3NrX3XI3a
POR
E. CAPSHSU
QUARTA FAHTS
.4 8^ grutas d'Etretat
"
C Continaselo do n. 36 )
II
A CONTAGEM
Nao sabia o quo havia de fazer, quan-
do me seati agarrado pelo braco. Era
Camaleao.
_ Vera disse elle, e lerou me.
Corremos, chegmos ao bosque.
O preboste estova escondido com to-
dos es seus.
_ A's armas disse Camaleao ern voz
"*' Attencao I... repeli o preboste.
, Todos os pociaes reumram e al|
avancaram, principalmente o joven
go e o sargento. Oh!
impacientes, iuro-o. .
Camaleao prohibio-me de prevenir La
Chesnavo. Comprehendi o que se dei
fidal-
esses erara os mais
volvia era redor de nos ; mas como nao
tive tempo d* gritar, nao commetti taita al-
guma noin tem de que me abusar.
giriantes ti-
clle. Devia
dizes,
acabo de
Ainda Dio tinha dejorrido cinco mi-
nutos depois da nosso estado no bosqu,
Cuando vimos avancar para nos urna maca
negra : era a quadrilha do La Chesnaye.
I O que nao comprehendi; era anda
romprehendo, o motivo porque o cap
too, too fino, too inteligente, se atreveu a
caminhar a campo deseoberto, sem esp.oes
para observarem o caminho.
P Mas, observen Tallebot, dev.a saber
que o paiz eslava guardado que os offi-
ciaes de justica c policio rodeavam todos
es lados, finalmente que os
n|ham proraettido ser contra
saber tudo isso, re?ito-o e o que
Sulpicio, parece-mo incnvel.
- A cousa passou-se como
cootar, affirrao-o Eu nada comprehendi,
nem comprehendo. Necesariamente o ca-
pitoo f enteiticado, e isso nao me admira.
Aquelle que soube fazer-se obedecer por
nos desde a primeira vez que o vimos,
aquelle, finalmente, que tena a esta hora o
coesre debaixo de suas ordens, deve ter
un commcreio com Satanaz em pessoa.
_ Se assim fosse, disse Tallebot, nao
precisarla de nos para perseguir o cap-
tlo.
- Quera sabo !'?
- Sulpicio tem razao, raurmuraram os
outros giriantes. di
_ Tenho apetite \ intcrrompeu fedro o
Assassino. .. ...
- Depois perguntou Jacquelina din-
gindo-se B Sulpicio.
' La Chesnaye deixon-se prender sem
eombater ? disse Tallebot.
- Nao respondeu Sulpicio. Quando
cabio na cilada preparada, defendeu-so
bem ; mas os policas eram ern maior nu-
mero do que o dos corapanheiros de La
Chesnaye. A melado dos seus vender se
previamente, pois aos primaros tiros, em
vez de responderera, mais d'um terco dos
do capitoo largou os mosquetes c passou
para o lado dos policas.
O resto bateu-se por pouco tempo, mas
depressa fugara. La Chesnaye ficou so
o foi preso.
Ora... ora... disse Tallebot*vendo
Sulpicio parar a sua narrativa.
E' verdade, respondeu o giriante.
Que 1 La Chesnaye deixou-se assim
prender ?
ivffirmo-o.
E' incrivel 1 disse Jehan da Foroa.
Impossivel I accrescentou Tallebot.
Juro-o... disse Sulpicio.
Talvez visses mal! E o que dizes
pode nao ser verdade I La Chesnaye
mnito esperto o intrpido para que cahisse
em semelhante cilada.
Mas comtudo est preso e bem preso!
gritou Sulpicio ; too bem preso que j foi
julgado, condemnado, os o patbulo que o
aguarda, e antes de meia hora.. .
Os giriantes, olharam se,
Que dizes, Pedro Assassino ? per-
guntou Jacques.
Digo que tenho apettite respondeu
o interrogado.
E tu, Jehan ? accrescentou Tallebot.
Nao digo nada; mas, com todos os
diabos, estou estupefacto.
Pela costumada e avultada esmola de
Deus o faroreqa dada por todos os usu-
rarios e beatas; nao aecredito, gritou Tal-
lebot. NSo! nao! Ainda mosmo quo visse
prender La Chesnaye, como conta Sulpicio,
ainda dira que era impossivel !
Mas, principiou Jacquelina emquanto
os outros discutam entre si.
De repenteosgiriantes calaram se. Urna
cabeca acabava de apparecer pela parte
detraz d'elle3, c ira, como tinham todos
seta nota lo, a do coesre.
lluvia alguns instantes que o chefe do
pateo dos Milagrea tinha apparecido, como
dissemos, por detraz do grupo formado
pelos figurdes que aponamos.
O coesre nao se dignou baixar o seu
olhar. Parocia absorto na contemplacao
dos conversadores e na do patbulo.
Ao fim de alguns minutos, levou a raHi
direita altura da bocea, approxiinou um
dedo dos labios entre-abertos, deixou ver
os alvos dentes que appareeerara araeaca-
dores, depois afastou-sa.
O movimento feito p do coesre, sem du-
vida alguna, tinha urna signideacao occul-
ta i'.omprehendida smenta por estes indi-
viduos; pois apenas o cheto se retirou, os
giriantes, sem trocarem urna s palavra,
tomaram cada qual urna attitudo insensi-
vel. Pe lro o Assassino e Sulpicio que es-
tovara mais perto da ra que o coesre trans
pozera, deram alguns passos n'essa dirac-
(%0.
Caridade, ineus bemfeitoros e minhas
bemfeitoras >> disse Tallebot dirigindo-se
quelles que o cercavam.
Pedro o Assassino e Sulpicio tinham-se
affastado ; Jacquelina a Coraprida, Mathias
seguiram-nos. Depois Tallebot o Corcun-
da, Jehan da Foroa e Jacque3 tomaram a
raesma dir ccao. ^
A ra em que so embrenhara o grande
coesre seguia ura dos lados da praca em
liaha paralela, de modo que as casas con-
struidas entre esta ra e a praca tinham a
fa;haia voltada para o inervad. c as con
struocoes de traz para o caminho estrato
que llie fajilitava assim urna dupla sa
luda.
Esta ra estova absolutamente deserta ;
toda a populado jazia amontoada no pra
5a do Mercado, e ouviam-se os rugidos da
multidao cada vez mais impaciento, por
que pissava a hora e o cortejo nao appa-
reca.
Cliegado altura da sexta casa, direi-
ta, o grande coesre paran, empurrara urna
porto entreaberta, e penetrara no interior
sem mesmo voltar a cabeca para ver se
era s-guido.
Pedrj o Assassino e Sulpicio das Pomas
Tortas tinhara perfeitamente notado a ma
uobra do chefe : pois exeeutarain urna igual
sera a menor hesitacSo.
Depressa os outrjs cinco giriantes se
encontrar
escuro e
po:s da entrada do ultimo, privou-os ab-
solutamente do ar e* de luz.
em silencio.
Repentinamente, urna porta quo elles
nao poderam distinguir at ent&o abriu-se
Srecipitadamente, o acharam-se no liminar
'urna comprida sala rodeada de homens
de todas as idades, mas da mosma condi-
cSo, a julgar polo seu exterior igualmente
niseravel.
Esta casa era esclarecida do ladj da
praca por tres janelUs ; mas estas, cujos
guardas vcuto estavam hermticamente fe-
chados, nao permittiam luz do dia pene-
trar no interior. Tres lampadas presas
parede deitavam para a assembla urna
luz indeterminada, chegaudo aps urna nu-
vein de fumo nauseabundo produzida pela
m qualidade do azeite, que estova bem
longe de substituir a claridade do ceu.
D'z bancos de madeira estavam dispos-
tos em coda a largura da casa. Em cada
um dos oito primeiros estavam assentados
cinco homens.
O ultimo banco estova vasio ; o penlti-
mo nao tinha mais quo dous locatarios.
Em frente dosses bancos encostados
parede, e collocados entro duas portas,
elevava-se um tonel. Sobre elle via-so o
grande coesre, que pareca ostentar-se so-
bre o seu throno ordinario como urna esta
tua sobre o pedestal.
Os seto giriantes entrarara ; a porta da
sala fechou-se como a da ra se fechara, e
o grande coesre fez lhe sigoal com a railo
para que tomaasem posee dos lugares va-
sios.
Os rejom-ebegaios ficarara um momen-
to estupeefactos; acabavam de ver, n'essa
cana em que penetravam, quarenta c tres
filhos do puteo dos Milagrea do Par3, os
msis valentes, audacosos e determinados,
e que julgavam dever estar a esta hora
longe do Fecamp, o mesmo longe da pro-
vincia. .
Com tu lo nSo trocaram urna palavra.
Todos 81'. collocaram em silencio nos luga-
res vagos, designados pelo chefe.
Decorreram alguns minutos ; continua-
va a ouvir-se fra o ruido da raultido.
O coesre bateu com o p ni tonel e le-
vautou o braco direito ; todos os giriantes
se levauaram, deixando os bancos mas sem
mudarera de lugar.
- A' oontagem I bradou o cliefe.
Um! disse o primeiro giriante quo
oceupava no primeiro bnneo o lug*r do ex-
Esperaram mo-nos arrebatar pelas suas esplendidas
promessas. Vimos brilhar as pistollas, of-
ferecidas a cada um, divisamos a liberda-
de de aefao, o preboste esquooia os nossos
pequeos escndalos passados. E' verdade
que o dinheiro entrou as algibeiras; mas
aonde est boje ? Qual o que possue urna
nica dessas pistlas ?
Os giriantes olbaram-se, interrogando se
mutuamente com o olhar, todos fcaram
calados. Equivala resposta deja nHo ha
nem sombras do dinheiro.
1 Emquanto ao prebostado, replioou o
orador, se fingia nao ver o nosso passado
ver bem o futuro. Isto repugna-me. NSo
gosto de tratar os iaimigos por amigos
Um murmurio de approvacjlo acolheu
stas palavras.
Giriantes continuou o chefe receben-
do com alegra quelles testemuhos de ap-
provacjlo; giriantes! que fazemos aqu hi
nove mezes? Encurralamos La Chesnaye
conjunctumente como os sabujos do prebos-
te Acaso isto um nobre emprego para
na filhos da pequea chamma ? Rebebemos
quatro deniers por dia! O que sao esses
quatro deniers comparados ao quo gauha-
mos na cidade ? Ao servjo do prebostado,
nos 1 03 filhos do reino da giria, os aman-
tes da liberdade, os deseondentcs do nos-
803 illustres pas, os vadios o os ribaldos !
Giriantes tenho vergoaha
Os ouvintes pareceram tocados pela elo-
quencia do coesre.
Surdos murmurios se levantarara de todos
os pontos da sala, e durante alguos instan-
tes houve um concert de gerai ios sobre o
pass.do, de censuras sobre a nimizade
declarada a La Chesnaye, do dosejos ar-
dentes de tornar existeneia antiga e de
trahir as premessas feitas ao prebostado.
Giriantes! exclamou o coesre queren-
do sbitamente aprovoitar-.se da commocao
geral, giriantes hojo a nosso fiel amigo
est preso, vai ser enforcado, os nossos
descendentes tenTo o pezarde dizer : Nos-
sos pas entregaram La Chesnaye Que I
fsr se-ha aquella morte? Deixaremos cum-
prr semelhante crimo ?
Nlo nao nSo gritara a 03 ouvin
tes; estamos proraptos Livremo3 La Ches-
naye O que necessario fazer ?
Estoo deesdidos ? repeli o coesre
- Sim!
sim! sun
turba
n'um corredor completamente
a porta da ra fechando-so de
tremo dir ito ; o assentou-ae.
Dous disje o seguinte e assentou-so
ainda.
Tres accrescentou o tereeiro imitan-
do o raovi nento dos dom precedentes.
Dep3s, chegDU a vez do quarto, do
qunto e assim sueeessivaraente at que
Tellflbot, coliocado o ultimo a direita no
ultimo banco, pronuneiou a cifra : cincoen-
ta e se assentm tambera.
Completa gritou o gran le coesre
esfregando as maos como signal de omita
alegra, completa Eis aqui cneoenta, cin-
co( nta escolhidos entre os mais bravos e
solidos corapanheiros do reino da giria I
Dez solitarios! dez fa'sarios dez fanos !
den gatunos! dez esticas! Com os da-
bou ptima assembla Cincoenta filho3
da pequea chamma entro os quaes vejo
Jaiquelna a Coraprida como a menos tima
da. Julgaram aeas-> quo os reun aqui para
lk;s fazer um discurso de raestre de Uoi-
versidade 1 Nito. com mil raios I Aquelle
quo julgasse isso seria um asno! Reuni-os
para outra cousa Ora, escutem-me o
abram bem as orelhas !
Depois de alguns instantes de silencio,
o grande coesre continuou :
t Giriantes, ha nove mezes, commette-
mos urna terrivel taita que noceasario
reparar o mais depressa po3sivel e da ma-
neira a raaia luminosa Ha nove mezes,
estavamos todos ligaios por lacos indisso-
luveis 1
Hoje, esseslacos estoo quebrados.
Ha nove meze3, deixamo nos guiar pelos
palavriados d'aquelle que no centro do
pateo dos Milagrea, veiu luctar contra La
Chesnaye, nosao fiel companheiro Deixa-
FOLHETIM
A FILM 80 S.ISEIR0
PR
r. B B0:S&3B27
Continuar.So do n. :" )
II
griou
urna voz.
Bera vonho ensinal-os eu disse
urna urna vez poderosa dominando o tu-
multo que, dentro e fora, reinava.
Urna das portas collocadas perto do to-
nel acabava do abrir-so: um homem se
precipitara na sala, e saltara para cima da
tribuna que o grande coesro se apressou
em ceder.
Todos os assistentes deram un mesmo
grito de adrairacilo e receio.
Realraeutte, o homem que acabava de
entrar, era o rauito Ilustre capitao.
Seus corapridos cabellos pretos era des-
ordem. barb inculta, olhar profundo, na-
riz direito. Traja va de velludo apret e
trazia a sua capa vermelha.
O rosto, deseoberto, respirava audacia e
energa, o olhar fascinador, por assim di-
zer, passeiava rapidj sobre a a3sembli,
feriia por tal apparcao, totalment inespe-
rada.
La Chesnaye! repetiram elles.
Sim exclaaiou o capitulo com voz
penetrante, sou eu! c aquelle que trahi-
ram too cobardemente, o que promottem
livrar, finalmente o que vai ser enforca-
da antes d'um quarto do hora, no centro
daquella multidao estupida que impaciente
berra !
IH
A CASA DA PRA^A DO MERCADO
Os giriantes continuavam a olhar-se
como estupefactos. Nao acreditavam na
realidade do qup viam, e a presenta entre
elles de La Chesnaye quo sabiam estar as
mSos da justica, desso infame bandido a
quem ella j tiaha julgado, que ia ser en-
forcado, pareca lhes nao ser mais do que
um sonho.
Que disse o recem-chegado. Julga-
vam que o capitao La Chesnaye se deixa-
ria prender como lh'o coitavam ?
Ah murmurou Tallebot o Corcunda
ao ouvido do seu visinho, eu bem sabia
quo isso era impossivel!
Acaso suppuzeram uuo nico instan-
te que os sold-dos do La Chesnaye o ti-
vessem abandonado, se o proprio La Ches-
naye uXo lhe desse ossa ordera Girian
tes! eu quera saber quaes eram os
meus inimigos, como agir eftectivamente
sei. Aos meus amigos a protoccao, a rique-
za e a abundancia, aos inimigos o castigo
mais terrivel, salvo se souberem reconquis-
tar a minha proteccjlo por qualquer prova
de arrependimento e dodicacii I
Surdos murmurios acolheram estas pa-
lavras : os giriantes priucipiaram a com-
prehender.
Giriantes, replicou o bandido accen-
tuando com energa cada pbrase, olhera-
rae bem! Agjra apoejento-ma na sua pre-
8609a com o rosto deseoberto. Olhem com
attencao para as minhas feijSes afim da
qua' fiquem gravadas na sua memoria e
que me reconhecam quando eu caminhar
para o aupplicio! h nao comprehen-
d-m? Perguntam porque, estando eu
agora livre, me vou entregar ao carrasco?
E porque o carrasco nada pode sobre
mira, giriantes! E' porque La Chesnaye
nXo pode morrerl.... Duviiam ? Que
mais neeessitam para se convencern! ? X
esta hora, o povo quo onche a praca espe
ra o mcu supplielo, os meus juizes jiilgam
que estou no fucio da masmorra, rs guar-
das apressam-se a entregar-me aos execu-
torea e comtudo a esta hera estou aqui.
Vra-rae, podem tocar-no! assegurem-se
La Chesnaye em carne e 0S30 que lhes
falla. Todos os que estoo aqui, bera me
conhecem. Quando rae virera a".ravc3sar a
praga e subir ao patbulo, duvi lario anda
do meu poder ?
S rumores confusos responderam ao
orador. Os giriantes conservaram se sem-
pre admirados, cada vez mais imprassona
dos pela presenja e discursos do celebre
capitoo.
- Filhos do pateo dos Milagros conti-
nu)U La Chesnaye, ha nove mezes trahi-
rara-me, abandonaram-me Deixaram il-
futuro
de audacia e de orgulho. Alcangara o
fim a que se tinha proposto O grande
coesre grtava mais do que os outros.
O capitoo fez signal de que ainda tinha
que fallar, e o silencio, um momento in-
terrompido, se restabeleceu de novo.
Emquanto operara deste lado da pra-
ca, disat La Chesnaye apressando as pa-
lavras, Camaleao, Bernardo e Ricardo ope-
ram do outro. Sim, Camaleao, Ricardo e
Bernardo I continuou o orador vendo o
effeito que produziam estes nomes nos gi-
riantes, quelles qua pareceram trahr-me
o que me serviram melhor que 1;odos os
outros, quelles quo rae entregaram mas
que nao fizeram mais do que exejutar a
minha vontade Escutem-me, giriantes 1
Acredito nos seus gritos e enthusiasmo !
Arrependem-se, quero confiar-lhes os se-
gredos e dizer-lhes porque operei e opero
assim, e ainda o que tenho feito e faco
neste momento !
Tres cousas me determinaram.
A primeira punil-os o constraagel-as
a, por sua propria vontade, voltaretn ao
antigo. O pateo dos Miligres assoldadado
pelo prebistado era estabelecer urna infa-
mia a que nao tinham direito de sacrifi-
car se.
o A segunda, o desejo de conhecer os
que devia considerar como inimigos.
A tereeira, brincar um dia com toda
a justica do reino e provar o meu poder
de maneira tal que ninguem para o futuro
ouse duvidar !
t Giriantes, trabalhera para salvar La
Chesnaye, so querera que elle lhes per-
de! Se n3o o salvarem, salvar-se-ha
elle s, pois a morte nada ple sobre elle,
mas desgranados do todos De um famo-
so protector farSo um raplaeavd inimigo !
Ainda que nos matem, vociferou o
coesre, obedeceremos aov signal dado !
(Continua -)
A' nns olhos
A' Fausto de Barros
Quando encaro os teus olhos innocentes,
Estrellas f lgidas no brilhar sublimes,
E' verdade, mas elle parece estar de
boa f e demais quo interesse teria elle era
inventar ?...
O desejo de fazer fallar em si ; e de
pois, poda t^r-se engaado, da distancia
em que estava. Emfim, hei de interro
gal-o e verei se podemos ter confianca as
suas affirmacoes. Mas, primeiramente, vou
fazer ouvir o indiciado e pens que depois
de o ter ouvido, saberei o que ha no fundo
deste negocio. Nao tem mais nada a di-
zer-me ?
Nada, a nao ser que o guarda das
torres faz o serviyo muito mal. Se nlo es
tivesse embriagado, n3o teria deixado a
cancella da escada aberta e sabriamos
qnen entrou o quero sabio ; se o processo
nSo der em nada a culpa desse Verlire.
O senhor deve fazer ver a sua ne-
gligencia e propr a sua demissao. Hei
de tambera ouvir a filha delle depois das
ontras testemuohas. Nao o quero demorar
mais. Mandei buscar o iaiiciado no De-
posito. Quando passar, queira dizer ao
guarda de Pariz que est de plantoo
porta do meu gabinete, que mande entrar
esse homem logo que chegar, e que o man-
de entrar s. O soldado encarregado de
o vigiar deve ficar no corredor.
O commissario ioclnou-so e sahio, dei-
xando o juiz conversando cem o sen escri-
vSo, que bocejava em um canto, emquanto
aparava as suas pennas. Esse escrivao
era um bom velho encanecido no offieio,
que desempenhava machinalmente as suas
modestas funcedes e quo muito pouco se
preoecupava cora ss pergunta e respostas
que registrava.
Entretanto o Sr. de Mlveme julgou de-
ver dizer lhe :
Nao escreva nada antes que eu lhe
faca signal.
Nao 6 impossivel que o indiciado se jus-
tifique immeditatamente e ness. caso nao
haver instrueefio.
Tudo se limitar a urna conversa que
nao ser necessario reduzir a auto.
Muito bem, respondeu o escrivao,
com a raaia perfeita indifteranga.
O Sr. Mlveme estava em armas quan
do a porta abrio-se.
Entrou um cavalhero s e avanfou len-
tamente at mesa que estava sentado o
Sr. de Mlveme, que exclamou :
Como, s tu, meu velho Jacques !
que te metteu na cabeca vir procurar-m?
no palacio a hora em que vou interrogar
um acensado? Ah j sei, veos descul
par-te de n3o teres jantado comnosco hon-
tera.
Espermos-te at oito hora", minha mu-
lher estava furiosa contra ti e creio que
ainda est zangada.
O cavalheiro a que o juz de instruccao
tratava too familiarmente, recuou admira-
do, quando reconheceu o Sr. de Mlveme
e p le apenas balbuciar :
Como s tu que...
Sim, sou eu, entoo esporavas eccon-
trar minha mulher neste gabinete ? pergun-
tou o magistrado rindo.
E como o outro continuasse attonito, seno
poder dizer palavra :
Vamos l explca-te. Tu n3o vies-
te c sem algum motivo e pelo teu ar veje
que se trata de cousa grave. Estou promp
to para ouvir te, comquanto neste momen-
to esteja muito oceupado, n3o sei mesmo
como te deixaram entrar ; mas fizeste bem
de infrinjir as ordens: a amizado antes
das causas crimes. Dize, pois, meu caro,
em que te posso servir ?
E como o amigo continuasse calado :
Vejo que esperavas encontrar-me s,
isso nao quer dizer nada Deixa-nos, Pi-
loit, disse o Sr. de Mlveme, dirigindo-se
ao seu escrivao. Eu o mandarei chamar
quando for necessario. Nao sa afaste para
longe.
hornera sahio e o juiz tornou :
Agora eatamos sos. Podes sem in-
conveniente dizer rae as cousas mais deli-
cadas. E, primeiramente, die-me d'onde
te vem esse ar consternado. Que to acn
teceu?
E' impossivel que tu o ignore, res-
pondeu Jacques com um esforjo.
- Como-diabo poderei eu sbelo ? Pra-
guejei muito contra ti hontem noite por
nao te ver.
Odetta allegava'que, palo menos, devias
ter quebrado a pema, porque tu s habi-
taalmente de urna pentualida le exemplar,
Esperavamos esto rannbS reeeber um bi-
lheto pedindo desculpa, mas n3o chogou
nada ; mas eu tive tempo do esquecer tudo
isso e eatou s volt s com um processo
inesperado. Tive do almogar de galope o
vir para o palacio s carreiras.
E' uu negocio iuuito curioso, que pode
tornar se muito grave. Espero um caVa-
lhciro recusado de assassinato. Mandei
buscal o no depasito. Abre-se a porta,
pensei quo elle ia apparecer o nada, s tu
quem entras! Has de confessar que tenho
o direito de admirarme e de te perguntar
a palavra do enigma.
O homem que esperas, o homem oue
preaderam hontem, sou eu !
O Sr. de Mlveme, mudou de cara e
disse litando o amigo :
Esti gracejando commigo, ou entao
ests ficando doudo ?
Nem urna, nem outra cousa. Se nS,o
acreditas, maula chamar o guarda de Pa-
riz que foi buscar-me no deposito e trouxe-
me para aqui algemado.
Entilo passaste a noite na cadeia ?
Como nao te lembraste de recorrer a mira ?
Lembrei-me, mas n3o quiz. NSo du
vidava de que fosse solt hoje mesmo, de-
pois do interrogatorio do juiz de instrue
cao, o eu prefera oceultar-te essa aventu-
tura. Eu nao suppunha que fojses tu o
juiz de instruccao.
Muito felizmente, porqua a mim po-
ders confiar tudo,sou teu caraarada antigo e
teu melhor amigo, ao passo que te havia de
custar muito dizer toda a verdade a um
de meus colleg.s. Approvo muito no a
teres dito ao commissajio. Em casos co-
mo o teu, nao se pode ser demasiadamen-
te reservado, visto como a honra de urna
mulher est em jogo.
Entoo j conheces 03 factos ?
Por miudo ; o commissario acaba de
darme a sua parte; sei que recusaste res-
ponder lhe e at dizer o teu norae. Com-
prehendi Jogo o motivo, mesmo sem saber
que se tratava de ti. Mas tenho o meu
juizo feito. A pessoa que estava comtigo
casada e antes de tudo, quizesle salvar
a sua reputacSo. Eu teria teito orno tu se
me achasse as raesmas oircu ras tan cas.
Deixar se um homem acensar de assassina-
Tcn da perola o mgico segredo
! exclamaram os gi- Que atthrae,que encanta, que seduz, fascina.
E teus no olhar a transparencia rara
Da amante do poeta de Ferrara,
Oh Julieta, oh lyrial menina .
Garanhuns 1836.
Bellarjiino Dourado
ludirse pela esperanca de ura futuro ira-
possivel Poderla entoo, empregando todo Os dramas do amor no gesto exprimes
o meu poder, obrigal-os a obedecerera-me No>cillar das palpebras trementes.
e esquecorera os meus inimigos, nao o fiz. .
Quiz vel-os castigados... Hoje o seu A luz, como a perola mais fina.
chefe affirma-me q\n estSo arrependidos teu olhar, ramsjue forraos medo,
do que fizeram-me.
Sim sim sim
naD-teQuero acredital-os, mas para prote- Tens olhos sao dous astros; aberto ao meio
gel-os, necessario que no mesmo instan-Do a or o l.vro que cont apio e le.o
fe, sem hesitar, me deem provas eviden-! Quando a la no co se descortina.
tes do seu arropendimento, submis3ao e |
dedi agao.
Falle falle gritou a turbo
Perguntarara o que era preeiso fazer
para salvar La Chsnaye ?
Sim sim '
Estoo promptos ?
Sim sim I repetiram os giriantes.
Bera I Vou diser-lhes o que ne-
cossario fazer para repararem as suas fal-
tas. E' quasi meio-dia... quando a horaj
soar, o cortejo partir da prisao... serei
eonduzido para a praca... Abrirao os
guardas-ventos na oecasiao em que eu
passar deffronte desta casa.. Segt
rae-hao com o olhar at que eu suba os
alegraos do pelourinho. esperadlo que
eu chegue plataforma, c quando agarrar
a corda para se approximar de mim, esse
instante ser o signal I Saltem na praca,
dispersem a multidao, derribem 03 poli-
cas, firara, matem e cheguom a mim.
Coraprehendem 1
Sim I Sra Viva La Chesnaye !
Morram os policas e o preboste berra-
ram os giriantes com vociferacS 's de en-
thusiasmo.
O olhar de La Chesnaye resplandeca
to para nS.o comprometter urna mulher,
heroico.
Entoo, tornou o juiz de nstruc$3o, tens
urna paix.ao seria ?
Muito seria ; ests vendo.
Pois bera eu nao suspeitava isso.
Pensava que te contentavas com amores
passageiros, como no tempo em que era
mos mogos. Eu estava no meu curso de
direito e tu acaba vas "de sahir da essola
militar, porque tinhas que estar de guar-
nijao em Pariz, Mudamos ambos. Eu ca-
sei e tu engaas os maridos. Cada um
tem o seu gosto. Amo a minha mulher e
nao rae agradara nada ter de oceultar-me
para ir ver urna amasia. O adulterio
punido pelo cdigo panal, meu caro ; a
gente arriscase muitas vezes a dous anuos
de prisao, e tu acabas de te arriscar a mui-
to mais, morte ou s gales. E' verdade
que foste caipora. Subir s torres de No-
tre-Dame para ah cantar um duetto de
amor, e chegar justamente na occasiSo em
que preeipitam dahi urna desgracada, o
cumulo do caiporiamo.
__Entoo tu nao me aecusas de tela as-
saasinado ?
NSo, de certo. Conheco-to muito bem
e nao posso admittir que tenhas commetti-
do um crme qualquer. Agora n3o
mais questoo de interrogatorio, e eu felici-
to-me por ter mandado embora o meu es-
crivao. Vamos conversar como dous ami-
gos velhos. Senta-te entoo. Nao te offe-
reco um cigarro, porqua nao uso fumar-
se aqu. Nao vejo bem o que perdera
coa isso a magistratura, mas, emfim, as-
sim .
O tom do Sr. de Maverne era proprio
jara tranquillisar o amigo Jacques, e en-
tretanto Jacques conservava-se desasjoce-
ga lo a preocuupado.
Evidentemente elle comprebendia quo o
juiz, por mais favoravelmente disposto que
estivosse, n3o se limitara a esses discur-
sos affectuosos, e elle previa questSas em-
barazosas.
__ Vejamos, continuou o Sr. de Malver-
ne, preciso que me informe sobre este
e3tupido negocio, antes que eu te mande
para casa. Nao te zangars so para l
voltares depois de urna noite passada em
urna celia do Deposito.
Pudera! vinte horas que pareceram
me bem comprdas.
__ Emfim, pelo meuos o teu norae n8o
figura no registro do carcereiro ; e nin-
guem sabara nunoa que Jacques de Saint
rio, dprraio no Deposito da prefeitura co-
mo um simples jogaior.
Curiosidade
Camo te chamas 1 Ha anuos
Que sou-te firme e constante.
E nunca tive em lembranja
Confesso, mesmo um instante
Ssber teu norae. Que importa ?
Seja, Gregoria, Athanasia,
Jeronjraa, Fabia, Febronia,
Gregoria mearao Athanasia
Eu te idolatro e nao quero
Saber teu nome, querida,
E juro que hei de amar te
P'ra sempre, p'ra toda vida,
Paulo Pkreira
Recife, 6 Fevereiro 1886.
como te sabinas disso. Contina a tua nar-
rativa do viagem. Voces subiram e nao
Entoo tu n5o diri a esse comraissa- | encontraran! o guarda na sacada ?
rio de polica que me prendeu ? I 5*^ NEo vimos senEo urna menina, que
De certo que nao. Elle est debai-1 n3o nos disse nada. Havia mesmo alli urna
xo das minhas ordens, e eu nao tenho con- \ cancella, mas estava aberta. Chegaraos sem
tas que Ibe nar. Alm disso, eu sou o I outro accidente galera que domina a ro-
uaico responsavel pelas decisoes quo tomo. sacea da porta.
Tenho o direito de atirar no fogo o inque- f E voces pararam
rito e de dizer-te : Vai em paz. Tenho cansada.
ahi. Ella estava
mesmo o direito de convidar-te para jantar
hoje.
Eu nao ira, disse vivamente Jacque*
de Saint Briae.
Por que entoo ? O letta ficar encan-
tada de ouvir da tua bocea a narracao de
tuas desgracas, e, a menos quo estejas cora-
proraettido... Agora, explisa-me como as
pessoas que te mostraram aos policiaes te
tomaram por um outro ; porque ha um cul-
pado, disso nao ha duvida.
Sob minha palavra de honra, eu nao
comprehendo nada. Fui preso na escada
da torre ; levaram-me ao Hotel Dieu e pu-
zeratn-mo em presenca do cadver desfigu-
rado de urna mulher, que eu n2o conhecia.
Disserara-me entoo que aecusavam-me de
tela precipitado l de cima. Que queras
tu quo eu respondessa 1 Eu nao tinha visto
a queda "e n3o quera dizer com quera eu
tinha subido.
Naturalmente. Mas confessa que ti
veste urna idea exquisita de levar tua com-
panheira s torres de Notre-Darae.
Foi ella quem o quiz. N03 tinhamos
marcado a entrevista no adro.
Sm, voces procuram de preferencia
quarceiriJes ondo nSo corram o riseo de se-
rem encontrados por pessoas da sua elasse
social ; porque urna mulher da alta so-
ciedade, nao ?
Da melhor, e ella tera tantas conve-
niencias' a guardar, que teme continua-
mente ser reconhecida, quando sahiraos jun-
tos.
Estarao voces ainda nos passeios sen
tiraeutaes apenas ?
Pouco mais ou meuos. Ella nunca
veio minha casa e raramente est livre.
Hontem daviamos ir do adro ao Jardim
das Plantas, pelos caes desertos. Depois
ella penaou que estariamos ainda mais so-
lados as torres. Nessa oecasiao nao se via
ninguem alli.
Diabo tem as suas phantasias a tua
amasia. E quaado tu tornares a vl-a,
aconselho-te aue insistas no perigo terrivel
que corrate por sua culpa. Se tivesses
Sriad, capitoo de cavallaria, demissiona-(cahido em outro juia que nao eu, nao sei
__ Nao isso. Erguendo os olhos, vi
duas cabeas que passavam o cume da
torre.
Um homem e urna mulher?
Creio que sim, mas nao posso jurar.
As cabecas apenas appareeerara, desappa-
receram.
Tinham-lhes visto, e o homem tinha
as suas razSes para esconder-3e.
E' provavel. Tenho pensado depois
que o assassino fosse elle, mas na oecasiao
nao pensei senao na impossibilidade de su-
bir mais cima, sera encontrarmo-nos cara
a cara com essas pe3Soas.
E preciso que vo:s sejam ambos
dous animosos estominhos para nao terem
previsto esse contratempo. Vinte pessoas
por dia sobera a Notre-Dame, sobre tudo
quando faz bom tempo, e hontem estava
soberbo. Entoo voces ficaram na galera T
Ou antes, tu ficaste, porque a senhora foi
embota szinba Por que nao desceram
voces ao mesmo tempo T
Meu caro Hugo, tudo fatalidada
nessa desgracada historia. Minha corapa-
nheira tinha comprado, ao sahir de casa,
um desses veos espessos como urna mas-
cara Atravs desse veo descido sobre o
seu rosto, seu marido nao a teria reeonhe-
cido na ra. Era, pois, a sua principal
salvaguarda. Na galera ella levantou o.
Os cordoes estavam mal atados, e o vento,
que soprava forte, levou-o.
As desgracas de um amante feliz l
dase rindo o Sr. de Mlveme.
__ Esse era irreparavel. Como conti-
nuar o nosso passeio cora o rosto deseo-
berto ? Tinhamos ainda o recurso de to-
mar um carro, mas assim era necessario
encontrar um, o elles silo raros na cit. Da
accordo commum decidimos separarmo-nos
immediatamente. Ella desceu com toda
pressa, e um quarto de hora depois eu fa-
zia o mesmo. Em m hora le nbrei inode
demorar tanto, porque na escada puzeram-
me a mio em cima. Tu sabes o resto.
(Continuar-se-ha.)
Typ- do Diario ra Duque de Casia* n 42.

v
i
-..


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