Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16879


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Full Text
AMO LI -~ NUMERO 35
PARA A CAPITAL E LL'CAfM OKDE WAO SE PACA PORTE
I
Por tres mezes adiantados ... -........ 6|JOO0
Por seis ditos id.
Por um anno deai. J ,
Cada numero avulao, do mesmo da
120000
240000
100
' SABBADO 13 BE FEMEl DE 1886
^
PARA OEITRO E FORA DA PROVHCIA
Por seis meses adiantados......... ....
Por nove ditos dem................
Por um anno dem..............
Cada numero avulao, de das anteriores..........
13,5500
200000
27(5000
JIJO
DIARIO DE PERNAMBCO
JtoprfraHc ir Jtaiwel -tguetra >e /aria k M\)o$
TELEGRAMMAS
mw

sa mu suts
(Especial para o Diario)
COPENHAGUE, 41 de Fevereiro.
S. M. o Kfi da Dinamarca acaba de
publicar por decreto o orcamento
pala prximo exerclcio.
LONDRES, 11 de Fevereiro, tordo.
Hoje bouve ai|iiJ Jim grande pnni-
o pelo recelo de novan desordena.
A maior parle dan toja* e aroia-
irn foram recluido*.
PARS, 11 de Fevereiro, tarde.
Foram uumeado membroit (luAcii,
demla Francesa :
O poeta Lecante de I/Iale. em ftub-
atltalco de Vctor Hugo t
O Sr. Leo *aj. em ubatituirao de
Edmundo Alton' :
O ar. Eduardo Hert, director do
Jornal SOLEIL, em ubMituiruo do
Duque de !\"oailIcw.
LONDRES, 11
dia.
de F
overeiro, ao meio
A criae induNtrial e a crine aer-
cola na Inglaterra cada ve* malo me
aeren la ni.
.>"oi-se urna certa agitaco em Ul
J ver*o* ponto* do interior.
Agencia llu-.&s, filia] :. PernambucOj
12 de Fevereiro de Lfi6.
INSTRDCqO POPDLAR
Geogvipiia geral
Extrahido
DA BIBLIOTUECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Continuadlo)
FRICA
ESTADOS AFRICANOS '
ii.ft de HADAOA3CAR.E' uina das m&iores lh*s
do giooo, 1:7000 kilmetros de cemprimento e 400
de largo. Populacho 2.000:000 habitantes ; d*s-
coberta em 1500 pelo portuguez^risto da Gunh i.
Bastauto .vaneado no camiuho da civilisacao o
governo 4e Madagaacar tem celebrado tratados
de commerco cora a Frauda, Inglaterra e Estidos
Unidos; capital Taoauanve.
abyssisa. 4.000:00.) habitantes. Est hoje
muito dividida, seado os reinos princ paea : Tigre
capital, Adova ; Ambara, capital, Gondar ; Choa,
capital, Ankobei.
i'aizdo somal.Situado sobre o ocano Iudico,
mar de Omn e golfo de Aden : comprebende a
costado Ajan e a osta de Adel. E' habitado
pelos souialia, povo de origetn rabe. Povoacoes
principae.i, /. /dalia (5:000 habitantes), e Berbera.
simicv, MUAjOO kilmetros quadradoa. -
1.000:000 habitan <-.1 n.bitante por 4 kilome-
I ii n irte a Berbera, a late
o Egypt i, ao iUi o .- I WWM Atlan
tico. I- 'i 'i As* to lo mun lo. E' habitado
por tribal nona es 9 bordas h Salteadoras.
SCDAN. TAKI1LM ol KIOB1CU (Ijto p iZ J) flC-
gros). Vasta reguo DO centro di frica, onde
exiatein os rise lagos maia importantesdeste con-
neute. An jad o viajantes toan nos ltimos 70
anno3 explralo u interior da frica, e tnuitoa
teem perecido assasainado?, ou victimas do cuma
e da fadigi. Cit .-pinos es nomes de Caill, Gap-
perton, Liviagstooe,Bartb, Speke, Biker; e, entre
oa mais modernos, Stanley, Camerou e os poitugue
zea Capaila, Iveoa c Serpa Pinto. E' CTto, DOrem
que 'a os portuguezea nos seculos XV, XVI e
XVlI haviam percorrido e explorado esta regio.
O Sudan divide seem um grande numero de reinos
ainda pouco conheeidos, sendo os principaes :
Tombuctu, capital, Tombuctu, 20:000 habitantes
Bambara, capital, Seg 30:000 habitantes, Fella-
tabs, capital, 6* katu, 80:000 habitantes, B irnu, ca-
pial, Kuka, 80:000 habitantes, Dar Fur, um
grande oasis.
(Contina)
JARTE OFFICUL
Governo Ja Prorlacia
KXPEDIEXTE DO DIA 28 DK JANEIRO DE 1886
Actos :
O presidente da provincia, attenl nlj ao
que requereu ocoroue! Joaquim Ca.'alcante de
Albuquerque Bello, commandante do Io batalhao
de infantaria, e tendo em vista o atteatado m Mi
co que exhibi c a informaco do brigadeiro com-
mandante das armas, de hoje datad j, sob n. 33,
resolve conceder-Ihc licenca por quarenta das,
eom vencipisntos na forma da le, para traetar de
oa saude.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chafe de policia em officio
u. 85, de hontem data lo, resolve nomear o oda-
dio Joaquim Manoel de Moara e Silva para o lu-
gar vago de subdelegado do districto de Oatende
do termo de Palmares, epara 3a supplente do sub-
delegado do districti dos Mmtes do inesino termo
o cidadao Ernesto Adolpho de Paiva em substi
tuicao de Francisco Honorato do Valle, que exer
cia aquello cargo e que fiea exonerado. Commu-
nicou se ao Dr. chefe de policia.
O presidente da provincia, at'eudenio ao
Ru requereu Augusto Xavier Carneiro da Cunba,
terivo de orphaia e maia annexos do termo de
Jaboatao,reso)ve conceder -Ihe cinco mezes de li-
cenca para traetar de sua saude onde Ihe convier,
devenio entrar no goso da mesma licenca ao pra-
so de 15 dias.
O presidente da provincia, atteuJendo ao
que requereu o a'feres Belarminsdos Santos Bul-
cao, tabelliao de notas e maia annexos do termo
de Santo Antio, raolve conceder-he seis mez'3
de licenca para traetar de sua saude, devendo
entrar no goso da raesraa licenca no praso de 1
O presidente da proviucia resolve nomear
Belarmiuo dos Santos Bulco Filho para servir
interinamente o officio de tabelliao d notas o mais
annexos do t.-rmo de Santo Antio, durante o im-
pedimento do serventuariojvitalicio, o alferes Be-
larmiuo dos Santos Bulcao.
Offloios :
Ao inspector do Arsenal de Marinha. O
Etm. Sr. ministro da marinha, em aviso de 9d>
Brrente, sob a. 18, declara que extensiva aos
serventes de que trata V. Exc. em sea officio n.
547, de 27 de Novembro do auno proxim > passa-
do. a o dem expressa no aviso de 18 do dito mez,
para que entre os empreados a qtiem permitte
residir noa arsenaes o regulamento respectivo nao
menciona serventes nem meamos 03 g lardas des-
tinados a > sarvico de vigas. Oque fa^o ous-
tar a V. Exc., para os devidos fias e em respost
ao citado officio.
Ao presidente da provincia da Parahyba.
Declaro a V. Exc. em rciposta ao seu telegramma
de hoje que, em data de hontem, autorisei o direc-
tor do Arsenal de Guerra, em virtude do aviso
do Ministerio da Guerra, de 16 do coirente, hon-
tem mesmo rtoeUda, a mandar fornecer corapa-
nhia de infantaria desaa provincia o fardamento
de que trata o citado telegramma, e que acabo de
reiterar ordem, recommendando urgencia no for-
necimento
4f> Exm. Sr. governador do bispado. Tea
do esta Presidencia, de conformidade com a lei
eleitoral, designado a igreja de S. Miguel da pa-
ro .-hia de Aogados da 2 seccao do Io districto
para reuna dos 3" a 8 quarteiroes do 1" distric-
to <1' paz da mesma parochia no dia 30 do corren-
te c 15 de Janeiro prximo passado, para o que
foram publicados os comp,teotes editaes, faz-ae
miste- que V. Exc. Revdm. se sirva expedir com
urgencia as suas ordena no sentido de ser a refe-
rida igreja franqueada para aquelle fim, a comecar
do dia 29 do corrent -, s 9 horai da manhi, em
que alli se deve effectuar a organisacSo da mesa
eleitoral.
Ao Dr. ebefe de policia.Para V. S. tomar
na devida consideracao e providenciar coaveaien-
r.'ni nte, traasmitto-lhe, por copia, o officio que
me envin o juiz de direito da comarca de Gara-
nhuns acerca da revisao da resp.-ctiva lista de ju-
rados.
Ao inspector da Thesouraria de Fazen ia.
Declaro a V. S, para os devidos fias, que, segun-
do consta di telegramma de 26 do corrente, o Mi
nisterio da Justica solicitou ordem do Tbesouro
Nacional para que o or leado do desembargad or
da Relami de Belem, Constantino Je s da Silva
Braga, fique consignado nesta provincia familia
do mesmo desembargador.
A.o mesmo. Remeto a V. S., para a devi
da execucao, copia do aviso sob n. 26, expedido
pelo Ministerio da Marinba em 11 do corrente,
autorisando a abonar, p la verbasventuaes do
corrente exercicio ao inspector do Arsenal de Ma-
rinba, a quantia de 75000, para pagamento do
aluguel da casa, onde actualmente reside, em
quanto s-. executarem as obras do mesmo Arsenal,
as quaes devem ctncluir-se em 3 mezes.Commu-
nicou-se ao inspector do Arsenal de Mariana
Ao mes no. Retnetto a V. S., em aoluco
ao expendido ao seu officio da 21 de Dezembro ul-
timo, n. 723, a petico de Great Western of Bra-
sil Company Limited, ceaceruente liquidaco da
quantia d 24J390, proveniente de passagens con-
cedidas por conta dos cofres geraes, no exercicio
de 1832-1883 e 1883 -1834; e bem assim copia
da inrormacio prestada pelo tenente Francisco
r referida companhia ea 26 de Maio de 1882 sobre
a concessao de taea passagens.
Ao memo.Declaro a V. S. que por aviso
lo Miuisterio da Agricultura, Commereioe Obras
nubiles de 16 do corrente, sob n. Io, foi confirma
do o telegramma a que se refere o officio desta
're-idencia, de 19, sobre o inventario do alinoxa-
rifado do p.-olongam-.-uto da estrada de ferro do
S. Francisco.
Ao misino.Iu iependentemente de qaaea-
quer ouras iuf,>rmacoea que nos passes fixados
h*tja V. S. de prestar acerca dos varios servidos
or^anisados em virtnde da lei n. 2,040 de 28 de
Setembro de 1871, recommendo Ihe que, eom a
maior brevidade posaivel faca ebegar secretaria
desta Presidencia, para cimprimente do aviso cir-
culas do Miuisterio da Agricultura, Coinmrcio e
Obras Publicas de 13 do corrate, sob o. 16, ama
relufao que mostr o n. dos escravos alforriados
em caia municipio com declaracao da despeza ef-
fectuada em cada circumscripcio, seja com a!for-
rias, seja com arbitramentos, cartas e'c.
Deve a meama relaco ser organisada com duas
divises: urna destinada ao numero de escravos,
outra despeza, nao sendo necessario discriminar
os escravos alforriados por cala quota, nem a des
peza paga daquella que estiver por pagar. Em
observadlo geral sera indicada a totalidade da
qir.ntia proveniente dos peculios con qu oa ea-
erav-ns bouverem concorrido para ana liberdade
as diversas applicaces do alludido fun
- Ao mesmo,Para os fina couveuientes com-
muuico a V. S. quooRvd. goveraador do bispado
iiouic'ou a 22 d-i lezembrJ findo o Rvd. Herculano
Marques da Silva, para exercer o cargo de rlg i
rio da freguezia de S. Miguel de Ipojuea e bem
assim em 9 do referido mez o Rvd. EmUio de
Moura Ferreira Santos para igual cargo na pa-
rochia de Cabrob, em subatitui^ao do Rvd. Ha-
noel Flix de Moara que foi exoaerado na mesma
data.
Ao mesmo.Declaro a V. S. para os fias con-
venientes, que de conformidade com o aviso do
O presidente da provincia^.resolve no.n.ar I SaSitofiSS de SatfZ W ^ff,
o edadao Anseteles Goncal res L>ma para exer- I de lnfaut^rla a8cmDaoQia d
cer o cargo de delegado do districto litterarij da
Triumpho.Remettcu-3f o titulo ao inspector ge-
ral da Instrucco Publica.
O presidente da provincia tendo em vista o
fficio do inspector geral da InstrucQao Publica
n. 12 de 18 do corrente mez, resol ve nomear o
hachare! Thamas Lias Caldas para exerer o c^r^
de delegado do dstricto litterario deTamini-
dar.RemettPU-se o titulo ao inspector geral da
fuatruccao Publica e communicou se ae Sr. lny
mando de Freitas PaHlia, juiz de paz da paro
cha de S. (ioncalo de Un.
O presidente da provincia, de cnfjrmdado
com a proposta do Dr. chefe de policia em officio
de h nte.-o^datado, resolve nomear para os lagares
vagos de 2 e 3 supplontes do subdelegado do
disiricto do Verde, do Bonito, aos cidadaos Flo-
rismundo Torr-'s Maranhao e Manoel Sabino das
Mercs, na ordem em que vio col locado*.
a e a companhia de cavallaria, exis-
tir, a nesta provincia, o urdamento coastaut
dosquatro inclus notas, por copia, de 4 e 10 de
dezembro finio, Organisadas na reparticao do
quartel mestre geoeraI.=Comm'Juicou-8e ao com-
u ldante das armas.
Ao meemo. claro a V. S. para os devidos
flus, qu-, de aeeardo com a sua iufonnac.ii n. 53,
de 26 do corrente, autorizei o director do Axi
de Guerra a comprar administrativamente os li-
vros em branco de que precisar o meamo Arsenal
urna vez que n l > se apresentaram concurreuti
forn'c.ment de taes livros.Commuaicou-se ko
commandante das armas.
= Ao rnesino.Deglaro a V. S. para 03 fias
convenientes, que, vista da sua informacio n.
55, de 26 do corrate, autorizei o director do
Arsenal de Guerra a mandar satisfazer o pedido
de um livro para o registro geral dos officio* do
14' batalhao de infantaria.
Ao inspector do Thesouro Provincial,Man-
de Vmc. pigar aos termos de su informacio de
23 do corrate sob n. 417, a inclusa conta na im-
portancia do 24980 proveuiente d j objectos com
prados pelo administradoi da Casa de Dtenla o
para o servico do asseio e limpeza da referida
casa no trimestre de outubro a dezembro.Com-
muaicou-se ao Dr. chefe de policia.
Ao mesmo.Mande Vmc. pagar pela verba
Eveatuaesdo corrente exercicio a quantia de
17*900 proveniente de p*ssagera concedidas nos
carros da estrada de ferro do Recife ao Limoeiro
por conta da proviucia, em dezembro prximo pas-
ado coaforme as contas juatas, sobre as qua<.s
iuformou eas? Thesouro cm officio da 23 deste) mez
sob n. 446.
Ao meamo.R.-commondo a Vmc. que maa-
de entregar ao thesoureiro da Reparticao das
Obras Publicas a quantia de 29:0522 constante
dos dous pedidos, para occorrer as deapezas a
ctrgo da meama repartilo nos mezes de novembro
e dezembro ultimo. Communieou-ao a Reparticao
das Obras Publicas.
Ao director do Arsenal de Guerra.Coai re-
ferencia ao officio dessa directora de 23 do cor-
rete sob n. 148, dirigido Taesouraria de Fa-
zen lo, acerca da faltada concurrentes ao f orneci-
mento de livroa em branco de qoe precisa esse
Ara nal, autorizo Vmc. a comprar administrativa
mente oa ditos livroa.
A > mesmo.Recommendo a Vine, o far la-
meato maudado foijiecer companhia de infante-
ra da provincia da Parahyba e de que trata o seu
officio de hontem deve ser, cora urgencia prompti-
fic ido e rera'ttido mencionada companhia.
Ao mesmo.Maade Vmc. fornecer ao 14
batalhai de infantaria e :i companhia de cavalla
ra existentes nesta provincia, conforme etermiue
o Ministerio da Guerra, em aviso ds 12 do cor-
rente, o fardamento coastant i das quatro ocluaas
notas de 4 e 10 de dezembro fiad", orgaoisid :a
aa repartidlo do quartel mestre general.
Ao eagcoheiro fiscal da eatradi de ferro do
Recife ao Sao Francisco. Ser embargo de ou-
tras informacoes que,coaforme ac ordensem vigor,
deve Vmc. prestar relativara-nte a essa via-ferrea
recommendo-Ihe que informe, para cumpriineuto
do aviso circular do Miuisterio da Agricultura,
Commercio e Ob/as Publicas de 17 do corrente,
sob n. 17.
1, Qual a extenaio kilomtrica dessa .estrada
de ferro, em trafego, em conatruefio o" em eatudos,
com discrirainacio de seu carcter tecbaico, ma-
terial rodante, etc
2.' Q'i J o movimeoto de pissageiros e de car-
gas durante o ultimo anno proporcioualmento aos
anteriores, receita e despeza, garanta ou outros
favores,' despezas efectuadas com aquellas e com
estos.
3." Noticia abrevala do rgimen e das condi-
coea dos contractos, legiaUcao, condices geraes da
directriz da linha c ramies, territorio a que ser-
vera, natureza das pro Incoas qua neste predomi-
nara.
Mulatis mulandis ao engenheiro fiscal da
Companhia Ferro Carril de Pernambueo, L>eo-
in tora, proloagameuto da estrada de ferro do Li-
uioeiro, Ci.xang e Olinda.
Ao chef-i do prolongamento da estrada de
ferro do Recife ao 81o FraacUeo. -Declaro a Vmc.
que por aviao do Ministerio da Agricultura, Com-
nvrcio e Obras P'iblicas de 16 do corrente sjb-B_i-
1, foi confirmado o telegramma a que se refere o
officio desta presidencia de 19 sobre o iaveuta-
rio do almoxarifado d'-ssa Reparticao.
A o juiz municipal e de orphwos do termo da
tacada.Devolvo n Vmc. os seus oficios de 14
de Dezembro ultimo e 22 do corrente, assim como
a relacao em duplcala dos 15 escravos libertados
a tase termo por conta da ti quota do fundo de
emancipa?.lo, afira de que informe precisamen.e
sobre o saldo da dita quota, porquanto, seado esta
da quantia de 8:069J430, que eleva-se a 8:945705
addicioaado o saldo de 876J275, que figura oa al-
ludida relacao, verificou-se o dficit de 714^295, e
ii.o o saldo de 264f070.
Outrosim, da mencionada relacao deve constar
qi al o resultado das appellacoas nterpostas a res-
peito dos valores de 2 escravos libertados por coa-
la da 4a quota e de 1 pela da 5a, assim como que
por esta forma prefaz os valores de 3 liber-
tados por conta da 2*, e, seado que possa, mos-
trar claramente o saldo real da precedente.
Portaras :
A' Cmara Municipal de Olioda. Deter-
mino Cmara Municipal de Olioda que expeca as
devidas communicacoes aos juizea do paz e de as
demais providencias do estylo atiin de que se pro-
ceda nesse municipio ao dia 6 de Mareo prximo
vindouro, eleieo de u.e vereador, em subattui-
cao do cap.to Maooe! Ignacio da Silva Braga, que
falieceu, a-guado participon-me a meama Cmara
em officio n. 4'J de 18 do corrento mez.
0 Sr. agente da Companhia Braoileira faca
transportar a corte, por conta do Ministerio da
Marinha, no vapor Mundos, esperado do norte o
capitao-tenente Frederico Guilherme de Souza
Serrano e o Io macbiniata Marcoliuo Alves de
Souzi-, ambos da corveta Guanabara, os quaes
Jo;nna Valentiua Qoflar. Sin, pagos
os direito8 fiscaes e proeadidas u diligan-
eia8 do estylo.
Jos da Si va Ranos. Sim, pagos os
direitos fiscaes e procedidas as diligen-
cias.
Capito J. Justiniano di Rocha. Seja
concertada.
Jos Marinho do Nascimento. Informo
o Sr. chefe de poli/n. '
Josu da Silva Runos.Ser attendido
na primeira opportunida ie.
Luiz Gomes da Silva. -Informe o Sr.
Dr. chefe de policia.
Secretaria da Caara Municipal d'i Re-
cife, 12 do Fevereiro da 1386.
O porteiro,
J. L. Viegc:
para alli segucm em virtude da requisicao do
chefe de diviso, commandante de diviaao de cru-
sadores, de hoje datada, ~oo n. 23. Communi-
eou-se ao chefe de diviaio commandante da divi-
aao de cruzadorea.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucaaa
raaude dar pasaagem, proa, at a Parahyba, no
vapor que seguir para o norte a 5 de Fevsreiro
prximo, a Mara Joaquina, por conta das gratui-
tas, a que o governo tem direito.
EXPEDIENTE DO SECBETABIO
Oficios :
Ao Sr. gerente da Companhia 1 eruambucana
O Exm. Sr. conaelheiro presidente da pro-
vincia tnaada aecusar o recebuneoto do officio de
26 do corrate em que V. S. participa que essa
Companhia expedir na manhi do dia 30 o vapor
Giqui para os portas de Tamaadar e Rio For-
ra )30.
Ao engenheiro fiscal da :atrada de ferro dr>
Recife ao Limoeiro O Exm. Sr. conaelheiro
presidente da provincia deu boje o conveniente
destino aos documentos que acompanharam o offi-
cio de v". S., de 26 da correte, sob n. 745.
A' commissao e.ocarregada de exames das
contas da estrada de ferro do Recife ao Sao Fran-
cisco. O Exm. Sr. conaelheiro presidente da pro-
vincia manda commnnicar a V. S. que tiveram o
devido di atino os docu nentos qae ac->mpanharam
o officio de V. S. de 2b do corrate, hoje reeebido.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 11 DE
FEVEREIEO DE 1886
Capitao Antonio F> r.iandes deJAlbuquer-
que. -Enuaminhe-se devendo o suppli :an-
t' pgar o respectivo porte noCorreo.
Antonio Joaquim da Silva. Deferido
com o officio desta data remettido ao Dr.
chefe de policia. i
Antonio Joaquim da Silva. Nao- ha
quo deferir vista do despacho proferido
em outro requerimento do supplicante.
Emilio Rozenda da Silva. Deferido
eam officio de hoje a Tnesouraria do Fa
zonda.
Francisco de Paula Souza L-ao. Sim,
com,o ordenado ua forma da lei.
Generosa Mara Ramos Guiraaraes. -
deijjando substituto idneo nos termos das
netraccSes de 29 de Janeiro de 1884 art.
7o S 5o.
HcarticSo da Polica
Seccao 2.a N. 138.Secretaria de Po-
lica de Pernambui, 12 de Fevereiro de
1886.-IHm.eEzrn.Sr. Participo a V.
Ezc. qu foram hontem raoolhidoa a Casa
di DotacSo os segointea individuos:
A' minha ordem, Paula de tal, alienada, aii n
de. ter o conveniente destino ; e Paulino dota 's
Pereira, viudo da freguezia da Varzea, diap si-
ca o do I).-, juiz de direito do 5o districto criminal.
A' ordtm do Dr. delegado do 1 districto da ca
pital, Coriolaao Herculano l'aes Barrcto, Domini;oa
Audr Chavea .Julio e Jos Francisco do3 S>ntoa,
pjr uso de armas detezas : Paulino Jos Epiola-
nlo da Paz, Jos Francisco de Aimeida e Jos
(r nicalves da Silva, por disturbios e jogos prohi-
bidoa
A' ordem do subdelegado da Magdalena, Ma-
noel Bonifacio Heariquss do Nascimento, por dis-
turbios.
Pelo subdelegado da ffegaeaia de S. Fre
Pedro Goncalves foi remettido ao Dr. juiz de di-
reito do Io districti criminal o nquerito policial a
qae procedeu contra Jacob da Silva, tripulante do
vapor Ilamaraty, por haver ferido a um seu com-
pauh -iro de uome Gorra Luiz.
Em data de 6 do corrente fez o delegado do
termo de Panellas a visita da respectiva eadea,
estando presente o Dr. promotor publico.
Foram encontrados 9 presos, sendo 3 sentencia-
dos, 4 pronunciados e 2 indiciados em diversos
crimes.
Deus guarde a V. EzcIUm. e Ezm.
Sr. i-onselheiro Jos Feraandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli :i Domingos Pinto.
QUABTUL GENERAL DO COMMASDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBCCO, 11 DE KEVEREIKO
DE 1886
Ordem do dia n. 72
C^iia -T i.do o Ministerio da Guerra, em tele-
'graaW~i^^olTforulu CUIll'Jlf^ieou a Presidencia
da provincia em oficio de 9, tuaSSio corrente,
tranoferido do 14 batalhao de infantera P'"- a
companhia da me<>ma arma da provincia da'.Ala-
goas o Sr. tenente Lydio Porto, que para alli?"
ver seguir oa primeira opportunidade, determino'
que o referido batalhao o exclua do seu estado ef-
I'icf MfO.
(Aasignado). O briguleiro, Agostinho Marques
de S, commandante das armas.Conforme.O
tenente Joaquim Jorge de Mello Filho, ajudante
de or.ii na interino e encarregado do detalbe.
-------------aaacg ------------
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 12 DE FEVEREIRO
DE 1886
M:irtinho da Silva Castro.H .ja vista
o Sr. Dr. procurador fiscal.
Francisco de Paula Souza Liao. Cum-
pra so a portara de licenca.
Tiburcio Valeriano Baptista da Costa e
engenheiro chefo do prolongamento.Iq-
furme o Si. coutador.
Beljhior Miguel dos Santos e Alolpho de
Araujo. Pague-se.
Arthur Esteves de Moraes e Silva. -
Regiatre-se e faga-se os devidos assenta-
mentos.
Viuva Constau'ino P. F. da Silva & C.
Satisfaca a exigencia da contadoYia.
Emilia Ribeiro Peres o Alexandrina An
tonia de Siquira. Ao Consula lo para at-
tender.
Jos Pereira Bastos.Volte ao Sr. con-
ta lor.
Antonio Jos R > irigues do Souza. En-
tregue-se a quantia em deposito.
Thomazf Ferreira da Cunha. Certifi-
que se.
boje que ao dia 18 de Dezembro proxim o passado i pagameat0 89jalgaMe conveniente independen!*
to. apreaentada urna proposta para er preterido o de amorisaclodaVesidencia ; reslveoT rea
Dr. Ratis e Silva para a confeecao do livro do'
Tombo cuja proposia depois de discutida deixou
de ser approvada por falta de numero legal. S. R.
Consulado Provinelal
DESPACHOS DO DIA 11 DE FEVEREIRO
DE 188
Antonio Gomes da Silva Jnior C, Joao Flo-
rentino Cavalcante d'Albuquerque,Theodoro Chris-
tianseu, J.anna Basilia Ribeiro da Silva, Vicente
Alves Machado, Joaquina Anselmo de Hoilanda
Cavalcante d'Albuquerque, Francisco Jos da Cu-
nha Sampaio e Abrantes & C. Informe a 1* sec-
f iu.
Cunha Irmao.Sim, do accordo com a infor-
inacao.
Ferreira Rodrigues t CInforme a 2" sec-
cao.
Joaquim Carvalho & C.-A' 1 seccao para os
devidos Sus.
Antonio Gu Ihermino dos Santos e Alfredo Al-
ves da Silva Freir.Dirijara-se ao Thesouro
Provincial.
Antonio de Souza Botelho e D. D Rita Emilia
Rodrigues d'Almeida.Certifique-se.
Cmara Municipal
ACTA DA SESSAO ORDINARIA DA CMA-
RA MUNICIPAL DA CIDADE DO RE-
CIFE, NO DIA 26 DE JANEIRO DE 1886.
PRESIDENCIA DO SR.DR. CARNEIRO
DA CUNHA
Aos 26 dias do mez de Janeiro de 1880, ao meio
da, uo paco da Cmara Municipal d'esta cidade
do Recife, achando-se presentes ca Srs. vereado-
rea Dr. Carneiro da Cunha, commendador Neves,
tenente Viegas, padre Mello, Dr. Jos Oaorio,
commendador Moraes, Dr. Goea Cavalcante, Dr.
Correia de Araujo, capitao, Silva Neves, Dr. Joo
Augusto, capitao Torres, Cussy, Dr. Augusto Vaz,
Dr. Barros Reg e coronel Otaviano, faltando
apenas o Sr. Saldanha por incommodadoe coronel
ecio por impedido. Havendo numero legal o Sr.
presidente, abri a sessao. Lida a acta da ante-
rior e posta em discussao o Sr. tenente Viegas pe-
dio a palavra e apresentou o seguate requeri-
mento :
Reqaeiro qae se declare na acta da senao de
Em 26 de Janeiro de 1886 Viega.
Em seguida disseque o que Ihe mova aappresen
tar este reqienmento era a omissao que notou oa
act i de 18 do mez fiodo depois que a vio publicada ;
que por occasiao da leitura da mesma nao notou
tal falta por ter prestado pouca attencao, mas que
a Cmara deve estar lembrr.daque por occasiao de
discutir-se o parecer sobre as propostas para con-
feecio do livro do Tombo elle propona que fosse
dado u preferencia a proposta do Sr. Dr. Ratis e
Silva, cuja proposta deixara de ser votada por
falta de numero ; entretanto na acta a que allude
nada consta a respeito, e por iaso enteudeu dever
tazer o requerimento que sumett'a a considera-
cao da Cmara. Posto a votos foi approvado, s-
aim como a acta que toi assignada, sendo tambera
aasignado um officio para a presidencia da provin-
cia.
O Sr. presidente declarou que a sessae marcada
para o dia 27, tora transferida em aua ausencia
pe. Sr. vice-preaideute para hoj 26 por aer
aquelle dia feriado na provincia, e que aqu se ti
nia a tratar era firimeiro lugar era da cleicao
para.presidente e vice-presidente ; que na forma
do J-solvido hia proced-r a eleico para presiden-
sultando norainalmenre acida um dos Srs.
vereadores em quem votava para presidente, res-
pondern que votavam no Dr. Carneiro da Cunha:
os seguntes tenente Viegas, capitao Silva Neves,
Dr. Joao Augusto, capitao Torrea, coronel Octa-
taviann, Dr. Barios Re e no Dr. Jos Ozorio vetaram os vereadores padre
Mello, c unmendador Neves, commendador M traes,
Dr. Augusto Vaz, Dr. Goes Cavalcante e Dr. Cor
reia de Araujo ao todo seis. O Sr. Dr. Carneiro
da Cunha votou para presidente no Sr. Dr. Joao
Augusto e o Sr. Dr. Jos Oaorio no Dr. Auguato
Vaz.
l'i'.'i !o obtido a maiora legal foi reeleito o Sr.
Dr. Carneiro da Cunha.
Em seguida se procedeu da meama forma a
elcico para vice presidente e declararam que vo-
tavam no Sr. padre Mello, os Srs. Dr. Joa Ozorio,
commendador Moraes, capitao Silva Neves, Dr
Goes Cavalcante, Dr. Correia de Araujo, coronel
Octaviano, Dr. Augusto Vaz, Cusay, Dr. Barros
Reg, capitao Torres, Dr. Joao Augusto, tenente
Viegas e Dr. Carneiro da Cunha,ao tolo trese, vo-
lando o Sr. commendador Neves no Dr Correia de
Araujo e o Sr. padre Mello uo commendador M>-
raes, em face do que toi tambem reeleito o Sr. pa-
dre Mello.
Em seguida, o Sr. presidente disse que ihe cmn-
pria fazer logo as nomeacoes de commissarius, mas
qae deixaria para a sessao seguinte, mesmo por
que teria fazer poucas alteracoes; entretanto,
achando se o Sr. Dr. Barros Reg actual cominis
s:iro de policia, multo aob-ecirr gado de trabaiho
e com outra commissao, nomeava logo o Sr. te-
nente Viegae, commiasario de policia.
O Sr. tenente Viejas diaso que senta nao pod t
aceitar a honra que Ihe ucabava de fluei o Sr.
presidente nomeando o commissario de polica ; o
seu m&o estado de sale requera um trataraento
serio, e sobre tudo muito repouso, raziio porque pe
dia dispensa, dizendo, que nao duvidaria, logo que
desnpp-irecesse essa causa, aceitar aquelle ou ou-
tro qualouer commissariado.
Continuando a sesaao, o Sr. presidente paaaou
ler o seguate expediente :
Um oficio da Presidencia da provincia mandan-
do que a Cmara remetta com urgencia urna de -
"Jfjpnstracao circumstanciada daa despezas fetaa
porSjnta de diversos crditos.A' contadura pa-
ra uforBjar.
Outro da-nresma Presidencia, declarando que a
Cmara deve SbrtC.nova concurrencia paza a con-
struccao do novo increado da Boa-Vista.Intvi-
rado. >
Um abaixo assgnadov-le diversos proprietarios
d'esta cidade pedindo pr\"?er contratada a collo-
cacao de placas de numer.\o" S- dsticos da cida-
de com Fonseea & C, e mandado informar pela
Presidencia da provincia.A' Secretaria para in-
formar de accordo com o que j se inioriijou a r.'s-
peito do alludido contrato de Silva & C. \
Urna peticao de Oliveira Castro C, manijada
informar pela Presidencia da provincia, reclamJftj
do contra a demora que tem bavido por parte da
Cmara em informar o que os mesaos requTeram
em data de 14 de Outubro prximo passado, relati
vacuente a alguraaajaltcracoes no regulamento que
vigera para execnftaodo contrato de caroca verdes.
A' Secretaria para informar que brevemente
ser dada a informacao alludda.
Um officio da directora das Obras Publicas,
mandado informar pela Presidencia da provincia,
informando outro do engenheiro fiscal da via-fer-
rea de Caxang, sobre o tracado que tem de seguir
aquella estrada do Caxang Varzea pela estra-
da do Ambol Ao engenheiro da Cmara para
informar.
Outro do Dr. chefe de policia, respondendo a re-
q.isicao ti ita de guardas para inanter a ordem pu-
blica no mercado de S. Jos, declarando ter provi-
denciado a respeito. A' Secretaria pra respon-
der, dizeudo nao terem ainda sido apwantado
n'aquelle estabeleeiicento guarda algum, conforme
communicou o administrador do mesmo.
Outro do Dr. juiz de direito presidente da junta
aparadora do 2" districto, communicando t-r d
reunir-se no pa;oda Assembla Provincial a mjs-
ma junta, requiaitando o forneciinento do que for
preci30. Deram-se aa providencias.
Oatro do eng-'nheiro Vlfredo Lisboa communi-
cando ter sjuinidji o exercicio do lugar de direc-
tor das obras de conservacao dos portos da pro-
vincia de Pereambuso, para o qual havia sido no-
meado por decreto de 7 de Dozembro u timo In
Mirada.
Outro do engenheiro Dr. Vicente Antonio do
Espirito-Santo, communicando em data de 5 do
corrente, achar-se exercendo interinamente o cargo
de director das obras de conservacao dos portos
d'esta provincia, no impedimento do engenheiro
Alfr?do Lisboa.Inteirada.
Outro do juiz de paz do 1 districto de Alega-
dos, iTopondo na terina da 1 i para o lugar de es-
criviio privativo d'aqueHe juizo o cidadao Oiyihpio
de H'llauda Chacoo, qae j exercia o lugar interi
mente, visto ter fallecido o que oceupava tal lu-
gar. Foi approvada a proposta.
Una putic/ao do guarda aposentado Jos d'Au-
nu i"iae,ao Carvalho, pedindo o pagamento da roe-
I hora de sua apoS'3ntadoria contar de Janeiro de
1882 a 3) de Setembro de 1881, na importancia de
7944684, conforme o disposto na lei n. 1,862, de
31 de Agosto do anno passado.
O Sr. Dr. Barros Reg disse que como commi-
sario de policia havia mandado informar esta pes-
tico pela contaderia, que informou dizeudo achar-
se consignado no art. 45 daa dispoaicoes geraes
do orcamento vigente o pngamento que pedia Au-
nuni'iaco, mas que nao havia verba mrcala para
dita deapeza ; porem como haviam tallleeidos tres
aposentados, cojus p-naoes se aeham consignadas
no orcamento, entenda que se poderia pagar a
Annunciacao tirando-a de taea penses : em diste contintion o mesmo venador oSo quiz re-
solver por inima eaae pagaraeato e o aubautto a
Cmara que resolver como eoteader.
Fallaram diversos Srs. vereadores, o Sr. tenente
Viegaa disse qu a operaban aconselhada pelacon-
tadoria equivala a urna transpoaicao de verba
que a Cmara nitb poda fazer sem primsiro pedir
a competente autoriaaco ao presidente da pro-
v'ncia.
O Sr. Dr. Joito Augusto, contesta e diz que ata
nao era transpos^co de verba e que estava den-
tro das attribuices da Cmara mandar faxer o
porem
que se pedisse autonsacao ao presidente para ae
fazer o referido pagamento pela verba alludida.
Outra de Oliveira Castro & C. reclamando con-
tra o procedimento do administrador do Mercado
de S. Jos por ter privado ao dia de Outubroque
as carnea constantes de diveraan guias iossern
vendidas uoa talhos designados as mesmaa guias
e pedilo ndemnisaco do prejuiso causado : foi
indofirido em vista da informscao.
Outra dos mesmos simhores reclamando contra
exigencias do administrador do Mercado de Sao
Jos.J torara dadas iiS providencias.
Outra do escrimo da Relacao Jos Peres Cam-
peilo de Aimeida pedindo o pagamento de.....
2:803J520, quo anteriormente j:i havia requerido,
juntando novos documentos.
O Sr. commendador Neves pedio a palavra e
diaae que por ora nao poda ser a p?.tiejo do Sr.
Petes defirlda como pareca, porque nao estava
p'rocessada devi lmente j Ihe pareca que em oa-
tra aesan elle havia requerido para que fosse de
novo a peticao ao Dr. advogado para dizer sobre
oa documentos e depois ao contador, como se fazia
com tolas as petieoej que psdem pagamrato de
castas : que so a inf >rmaco do advogado e con-
tador forera favoraveis, nao duvidar em dar o
s n voto, mas nao via razo para se fazer ex;epcao
com o Sr. Peres, por tanto propunha que fossem
remettido* os papis ao Dr. advogado para dizer
sobre os documeutvs novatnente apresentados e
que fosse ouvida tambem a cont&doria.
Poata a votos foi approvada a proposta, decla-
rando o Sr. teneote Viegas q"a votava pela pro-
posta por coherencia e porque entenda que so de-
via onvir o advogado sobre os nevos documentos
s bre os quaes nao podia ter fallado o Dr. Gomes
Prente quando teve em si os papis, porque ain-
da nao estavam juntos como agora a petieSo.
O Sr. Dr. Barros Reg examinanlo a peticao
disse que com effeito a informacio do Sr. Jr. Go-
mes Prente era anterior a juntada dos novos do-
cumentos.
O Sr Dr. Goes Cavalcante pedio a palavra e
disse nue urna vez que se tractava de euvir ao ad-
voganu da Cmara nao era fora de proposito as
conidcracoes que a fazer.
C >m i acabava de onvir j se achava em exer-
cicio de advogado da Cmara o Dr Estevo de
Oliveira, e elle tinha luvida se j havia de-:aapa-
recido o impedimento que o f z deixar o exercicio,
e '. sua duvida consista cm que s depois de 6
mez .'s do findo os poderes de deputodo que des-
appar- ca a incompatibilid^de ; que uns enten-
diera dever contarse os dous mezes- doeneerra-
mento da ultima se3sao do biennio, mas que outros
pensavam que se devia cuitar depois de fi ido o
biennio; que -lie pensava com oa priraeiros, mas
para evitar qna'qucr duvida futura entenda que
se devia consultar ao president; da provincia a
respeito.
O Sr. presidea'e disse que Ihe parecia uo ser
m%a preciso consultar ao presidente, que esta
quert) j estiva resol vida,, que Ihe parecia de
simples deta'he, e que a inconveniencia que ante-
via o >'r. O.-. Goea Cavalcante desappa-eceria
desde que se estava era ferias e o advogad nSd
podia intentar qn-stao, e que em Fevere:ro, quan-
do terrainava aa ferias, completava-se os 6 mezes
a contar da ultima sessao. --.-_
Urna pettQao de Manee! Pereira L '.moa, dizendo
qoe tendo sido vendido por ordem do juiz de or-
pb.ios um terreci ra de Luiz do Reg, nao po
de ser pa3sada a escriptura por dizerem ser dito
terr6no deveior Cmara da quantia de 222^000,
proveniente de imposto de baixa de capim, pedin-
do iseneo de tal imposto visto nao haver no re
ferido terreno plautaco de capim ha mais de dez
anuos.
O Sr.Dr. Barros Reg, como commissario de
policia, a quem Coi presente, a peticao, disseque,
s'gundo a inf .rmacao do respectivo fiscal, ha dous
anuos mais ou menos deixou de existir alli plau-
taco de capim, mas que pensava poder ser defe-
rida a peticao, visto nao ser o refer lo imposto
onus real.
O Sr. Dr. Jos Oaorio disse que tem sido sera-
pre a sua epinio o que acabava de manifestar o
Sr. Dr. Barros Reg, mas que a Cmara j tem
reaolvioo o contrario, e neste caso votava pelo de-
ferimento.
v O Sr. Dr. Augusto Vaz eximiuando a peticao
,liz que havia engao de aprecia cao, que elle tara-
UCffl. entenda da mesma forma porque p-nsavam
aeu3 collegas ; TnXlNjiS^o caso da pr.tcnei- era
diverso, poi3 nao era o coinpfaa^vjje- & diriga
Cun aa pedindo dispensa de iinpoatds--
antes de Ihe pertencer o terreno, era o p:
devedor, que n> est no mesmo caso, pelo qu
entenda uo dever ser deterida; quando multo a
L'a aara poler dispensar o imposto dos dous lti-
mos anuos, em tace da informacio fiscal.
O Sr. tenente Viegas diz que dosejava exaroi
nar melhor a materia da peticao que se discu:
p aao, e posto a votos foi approvado o adiamento.
Em seguida o Si. Dr. Barros Reg, como com-
missario de policia, apresentou diversas petice
ped..do pagamento de custas e disse que achan-
do-se codas devidainente processadas, entenda
que estavam no caso de ser deferidas, e tendo o
Sr. presidente consultado, resolveu-se que seraan-
dasse paasar o competente mandado, cujos desp i
chos deixaram de ser as3igOados porque sen 1 i
hora j bastante adiantada, retiraram se alguno
Srs. vereadores e o Sr. presidente levantou a sea-
so mareaodo seguinte para o dia 3 de Fcvcici-
ro viudouro.
Eu Francisco de Assis Pereira Rocha, secreta-
rio subscrevi.
Dr. Antonio de Siqueira Carneiro da 'unha.
presidente. Jos Pedro das Neves.-Manoel An-
tonio Viegas.Padre Antonio de Vello e Albuquer-
que. Jos Candido de Moraes.Jos Francisco d
(Jdes Cavalcante. -Augusto Octaviano de Souza.
Cussy Juvenal do Reg.Augusto Carlos Vaz
Oliveira. Manoel Francisco de Barros Reg.
Jos Osorio de Cerqneira.Joao Goncalves Torres
Antonio da Silva Ntves.
__ N
ADDITAMN'TO AOS DESPACHOS DOS DIAS G
E 9 DO CORSETE
Pdo Sr. vereador commissario de poli
cia.
(?) Carneiro de Souza & C. pedindo li
cenca para abrir urna officina de camisaria
no pavimento teneo do predio n. 84 ru .
da Imperatriz, freguezia da Boa-Vista.
Como requer, pagando o imposto e a mul-
ta de qu" falla o termo junto.
Jos Emygdio Ferreira Lia) r-plican-
do, declara que deixa do satisfazer a exi-
gencia contida no despacho proferido na
sua inicial potiao, porqui o servico da ca-
nalisaco que tem de proceder para o seu
estabclecineuto sito ra do Viscond d
Albuquerque n. 104, cuja lieeuca solkit.i,
d^ver ser exeeutadr. pela Companhia
Gaz, a qual tem lieenca geral da Reparti-
cao das Obras Publicas.Deferido.
Manoel Trajano R ulrigues Camp"'! >.
fiscal da freguezia da Varzea, pedindo ir a
mezes de licenca com todos os seus ve
(*) E' o segundo despacho que su:
esta peticao.

J
I
1
Cui
I l




Diario de Pernambuco---Sabba o 13 de Fevereiiw i 886
atiesta




mritos, afim de tratarse.Jante
do dua mdicos ta Cmara.
Corrigenda aos despachos do dia 9 publi-
cados no Diario sob n. 33
No da petic>o do Barao de Mattosinhos
dgaseComo parecer aO engenheiro
e nao como parecer.
DESPACHOS OOMAll 1>J EEVEBSIBO
Pelo Rvm. Sr. Padr* Mee venador
commistario dt edifieaco^e:
Antonio Marques de Oliveira, peaindo,
licenca para mandar substituir urna terca
na coberta d* casioha mei'agua o. 9 ra
de S. Jos e tomar paqueaos robo -os ni
frente, bem como na de n. 1L rnesroa
rua.Pagos os irnpostos, concede se, de
conformilaie com as posturas e parecer.
Amelia Maria da Costa para m indar to-
mar goteiras e concertar duas pedras la
caljala de seu predio n. 97 rua do Vis-
conde de Albuquerque. Sir, dando pre-
via sciencia ao fiscal.
Bernardino Pereira Ramos para mancar
tomar goteiras e fazer pequeos concertos
no rebojo e ladrilho das casas ns. 38 E
64 rua do Padre Nobrega, 156 A a 156
P, 156 a 170, 227 a 245 ni, do Mar-
quez do Herval, 33 P a 33 K, 35 a 39
rua da Cadeia Nova, 10 a 16, 24, 32 a
76 travessa do Peixoto e 2 a 62 e 1 a
37 do Ramos. Sim, dando previa s-ien
cia ao fiscal.
Esnaty & BaDks, procuradores de Isaa
Esnaty para mandar correr o telhado do
predio a. 18, a rua do Fogo, substitnindo
alguns caibros. Pagos os direitos, conce
de-se.
Felippe Santiago Correia do Amorim,
pira mandar fazer una em de taipa na
povuacao do S. Lcurenco da Matta. Sa-
tisfaga o que exige o engenheiro.
Francisco Wanderlsy Vieira da Cunh,
para retelhar a sua casa n. 28 a rna dos
Coelhos.Liraitando-se ao que pede e
dando sciencia ao fiscal, concdese.
Joao Manoel da Cunha Araujo, parn
mandar substituir algumas travs da oo-
berta da sua casa n. 3 a travessa do Du
que de Caxias, bem como encaar <
aguasK fazer conija e parapeito subs-
tituir urna horabreira e urna verga da i.l
ludida casa. Pagos os direitos, concde-
se, de conformidade com as posturas e pa
recer do engenheiro.
Joao Antunes Guimaraes,por seu bas-
tante procurador Jos dos Santos Campos,
para mandar fazer cornija e parapeito, en-
caar as aguas e diversos reparos no int-
rior do predio n. 24, ao largo da Sol la-
de. -Satisfaga a segunda parte do parecer
do engenheiro,
Jos dos Santos Coelho, para abrir um
pequeo portao com seis palmos de largu
ra no muro de seu predio n. 52 a rua do
Principe.Pagos os irnpostos, concede-e,
de conformidade com o parecer e postu
ras,
Jos d'Assuropcao de Oliveira, para
mandar concertar o telhado da coclieira
sita a rua da Roda ns. 5S e 60, substi-
tuido a raadeira que f dem.
Joao Ignacio de Medeiros R'go, para
mandar correr o trinado da casa n. 3J a
raa da Alegra. -Declare qua? os con^er
tos que pretende fazer.
Juaquim Pacheco da Silva, para mandar
fkzer a'guns reparos internos e tomar go-
teiras, em seu predio n. 27 a rua do Cala-
bouco, substituinJo algunas telhas que-
bradas, bem como tomar alguns rebocos
na frente do alludido predio. Pagos os
direitos, concede se, de conf.r.nidade con
as posturas.
Jos Marques Vianna, para mandar re-
telhar a sua casa n. 10, a rua de Santo
Amaro, substituindo ;.lguns c libros, so ne-
eessario ir. Liraitando-se ao que pede,
con' ede-se, dando sciencia ao fisjal.
Mino-I Coelho Cintra Raraaluo, para
mandar tomar goteiras ni t lhado da sa n. 1, a rua \Iaia, r.-guezia da Graca.
Sim, dando previa sciencia M fia-jal.
Secretaria da reamara Municipal do R
cife, 12 de Fevereiro de 1886.
O porteiro,
Leopoldino C. Ferrara di Silva.
m M PfciMMrC
lletrospeci poltico da aano
dei Si a
(_Co*t inuarao)
ALLEMANHA
Apezar de todas as aunifeatac/toe de aprero que
be de seus compatriotas, u Sr 8 Hisinairk
nao se ere no melhordos mundos po.--ivcis. Ha
no imperio que elle creou c a que procura dar a
cu-ao do seu espiritoalguma cousa que lh<- des-
afiada profundamente e que o rrita al ai eav
traiihas. Hssa cousa 6 o DarUuucnlu nacional, i
o MeMay.' A propria cainara dos deputadns
da I'russia. nau obstante a sua nullidade poltica,
lie causa incriveis enfados e des^osios. A ua-
tureza prepotente, dominadora, absolutissiina, do
principe repelle instinctivamente o poder de n-
specco e direceo que o dWeaadoa de um paiz
constitucional represeniativo se attribuem sobn'
a conducta dos ministros. O parlamentarismo
para elle um systema perturbador e anarchico
que difieren tes paizes da Europa devem a
roaior parte dos infortunios que llii'ssuccedoiu.
Em relaco Alie.nanita nao lia duvida que o
poderoso chanceller a julgaria a ella e a si niais
venturosos se pndesse dar cabo do simulacro de
representuco parlamentar que la e\i-te. se po-
iMM sobretudo tirar ao Sr. Eugenio Richstor e
NH amigos o direito de contrariarem-n'o nos
seus projectos e magoal-o no seu orgullto.
O Sr. de Bisinarck nao tem maioria no Reicb-
lag e suppoe-se que perdeu toda a esperanca de
aobter, desde que a gente do Sr. Windthorst nao
conseguio vender-lhe a adheso por prego alto.
Tainbem concorre para isso a pluralulade dos
partidos, o fraccionainento politico dessa assem-
bla, que, segundo urna estatistica publicada era
Janeiro do anno pasaado pela Gazeta da Alterna-
nka do Norte, comprehende 397 membros assim
divididos : 76 conservadores, 28 membros do
partido do imperio ou conservadores liberaes, 36
oacionaes liberaes. 99 membros do centro ou ca-
tholicos, 8 guelfos. 61 progressistas, 7 demcra-
tas, 15 al8acianos-lorenos, 16 polacos, Idiaa-
raaiquez, 24 socialistas, 9 deputados sera grupo
designado e, emtuu, S lugares desoecupadas.
Para constituir maioria seriam, pois, necessarios
199 votos, pelo mena* ; e neame assim, aaafl
f41a extremamente fallivel, porque a ausencia de
um deputado bastara para aniquilal-a. Mas nem
esse minirao pode o governo alcancar, como o de-
monstrou exuberantemente a mencionada Gazeta,
que orgao do principe de Bisraarck, e falla por
isso com a mxima autoridade.
Os dsacianos, polacos, socialistas e o
deputado dinamarqnez formam ao todo 68 votos,
com que o governo nao deve contar, pois que
eases grupos aoomaaanam de ordinario a oppo
BJ^ao. Os guelfos eos polacos, especiahaaate,
teem hoje, niais que nunca, fortissimas raides
para unirem-se ao centro, senipre que este se
manifestar contra o governo.
Os nicos partidos fiis aos intuitos gonera
tivos sao os conservadores liberaes, os velos con*
servadores e os nucionaes liberaes : ao todo 154
votos, o que nao a maioria.
Seria urna chiraera procurar a unio|>erma-
nente desses partidos com os membros do centro'
Os nacionaes liberaes nao conseiitiriam era se-
melhante. corabinaco e mais de um representante
do partido do imperio sentina os mesmos escr-
pulos. O cenl/o e os conservadores s acciden"
talinente. n'um ou n'outro caso especial, podein
razer causa counniun. como aconteceu. por c\cm-
plo, na sessao de 17 de Janeiro, quando, ao dis-
cutir-se o ornamento militar, se tratouda cons-
truci;ao de nina itrreja (tara a ^nanii,ao de Neiaae.
Versava a controversia sobre saber se se os
soldados podiam ser disciplinarmente forrados a
BBBfatU s ceremonias pefegiasta- O Sr-. Hieb-
ter. Koellere Dirichlet pronunciaram-se contra a
obriatoriedade. era noine du liberdade de con-
sciencia. Reliifando-lbes a opinio, o ministro
da gera diaae que noexereito prussianoa obe-
diencia era Ilimitada.
I 'spo:nleu a isto o priiueiro d'aquelles oradu-
M que sea obediencia militar nao encontra--
um lmite na liberdade do fftro intimo e nos di-
reitos civis, ebeganaem breve a acontecer o que
se da\a no reinado de (uillirnue I. em qne os
soldados enmobngados a casarse rom vontade
ou sein ella. Vcnceu. todava, a opinio do mi-
nistro, porque o centro votou com os cniner, a-
dorea.
Porsa, se acoord lasa alo aaanamilafsrtai-
ios. poda aeam o governo contar ao apoio dos
partidos mais ailiantados. a saber: proiiressislas.
socialistas e demoorataa, que. reunidos. aaoSm
dt^ 90 votos f
a bina oiiiciai dociiattceiier entran em todos
- clculos e n 1881 coiiiparacaodc nmeros
para provar a impossibilidade de conaagoir-se
maioria Bjaveasatiam, caria e peraaananta; no
Reichxtuy. Eomaiseipie rhegava i sua pron
com satisfaco evidente, [tor isso que. aps a de-
morada deuionstracoarithmctica. dizia com toda
a franqueza que a vida do iin.nerio alleino nao
poda estar dependente dessa circutnslaiicia. a
anre do caprtdn daadlvBraoe grnpoa do parla-
mento para o Sr. Hismank. rujo pensainento a
CiaraCfl '/" Alemniihi ilo Surt' tradiizia. e urna roda
de mais na carroca do Estado.
Mais animoso que o Encelado da fbula. 0 BB*
tranho chanceller nao teflM carregar DOS polen-
tes boillbros toda a respoilsabilidade do BjOvSrnO
di grande imperio. No enllanto, alyunias MM
a [ilttintasia d.SIbe para qucixar-se araarganienle
da maioria oiiposicionistu do It'irlistiuj, maioria
efaaa eHa diz. cavilosa, iaaaigaata, rasaata,
fructo amargo de coalices fortuitas e realisadas
no uuico intuito de offeudel-o e contrariar lodos
os seus projectos. Tambera j tem lamentado.
>-1 rev o Sr. (. YalbeH na RaaWd U Oom .W
./..... i|'oe esaa oppn-iio malvola Ibefaca carga
dt tMBH as infelicidades da Alleiuaiiba c do
mundo.
A esse res|H'ilo lembrou o principe
occasiu que outr'ora era roslurne atti'Miii-se a
Napoleo III a culpa de tenias uiuuiidadss do
globo, dos tremores de trra, como das secras
une se chana na China fu na Tartaria o ex-
imperador era innriaJuluiente ivsponsabilisado
poressas mauife;racoo- do mo lempo. D-se
exactamente cOBgO a inesma cousa. A bai\a
do prego o assncare a mcolheita dasbeterrabas
rio iguftiniente a rneu debito. Arontega oque
aei*tib'((M-."i'ita-s(' loj.ni: Socoasasdoehanceer-
V. por issoj o principe deltismarck declarou
ii'iiiii dos sena momantlWldi irritago, que a ma-
neira porque na Allcmanha se exercia o direito
eleiloral n&O podia ileixar de trazer desgosto serio
s pesaoaa de bom senso, e que, portante, pjav
saila- mais urna ou duas fgumtfju nao haveria
ni lis camina nem eleicoes no paiz.
Nao sabemos se o vaticinio docclebn esta-
dista se realisar ao p da letra. Mas ludo 6
possivel por es;e ladon'uma nacionalidade onde
ao contrario ilo que se passan'ou'ras do conli-
iientcerojiii. o gsslo das lides partidarias nao
est ana exeeeao desenvolvido rntrp anrhinoc
leltadas.
Na ictnalidade daquella Ierra, ninle
gente sabelere a sciencia no tan limites a dy-
naslia prussianae o chanceller de ferro sao para
o maior numero os garantes de certa seircmonia
universal que. |k-Ios gaOB, deve cal>er a um
povo a que se persiste em chamar novo e sadio.
posto qne alie seja evidentemente lo \eihoe
achacado como todos os outros.
Resta sabe-se quando o sonbo messiauico ti\er
de todo abandonado o espirito alleino, e quando
o principe de Ifismarck bouver cahido vencido
pila morle na arena da e\islencia ondeainda
nJ encontrn vencedores, resta saber, dizemos,
se o poderoso imperio nao sentir todos os males
da impreviilenciaqiie o leva a entrngat os seus
destinos4 vontade de um s boinem, por mais
idneo que este llie pareca ou realmente seja
para msso de tal transcendencia.
(Continua)
em.ftutra
Os Holtandeze no Brasil, exclusivamente
baseada em documentos de origem hollan-
deza. O Sr. Caetanoda Silva Ti taitn se a
maadar copiar alguns desses documentos,
que lhe pare^eram mais importantss, e re-
metteu essas copias ao Instituto Histrico
do Rio de Janeiro. O Sr. Visconde de
Porto Seguro poude utilisal-as na redacao
do seu livro As luto dos Hollandezea no
Brmt.
N*essaa coulicSea panaeia que uan ter-
ceir* pesquisa nos Archivos Reaes nio de-
via mr do grande utiiidade. Se, p)r n,
o IaaaaMato Arcbaologico de Pernambuco
penaaak de uuxlo direrso, nao foi saoao por
que o Sr. Ramiz GaavSo, n'untTclaaaaaoque
dirigi ao goaerao depoia da mtaain da que
fora incumbido na Europa, assignalou a
existencia em Haya di documentos refe-
rentes historia do brasil, documentos di
quo nao trataram nem o Sr. Notscher, uom
o Sr. Visconde de Porto Seguro.
Foi no intuito de estudar esses docu-
mentos que o Instituto Aroheologico me
llenaron com a missao de que agora estou
incumbido.
Dovo dizer desde logo que os resultados
queja obtiva vo muito al.a do que eu espn-
rava. Nos Archivos Reaes ackei o archi-
vo inteiramente desconhecido da Compa-
nhia das Indias Oj lid'-utaos. Os Srs e
tachar e Joaqun Caetano apen is viram ai
peyas relativas aos archivos dos Estados
Geraes das provin ias Unilas Neerlanle-
zis. Suppunha-se perdido o archivo da
uompanhia das Inlias Occid'ntaes. Tola-
vi i urna part deste archivo existia em
Mid lelburgo, d^ onde foi remettida para
Amsterdam e finalmente para Haya era
1S56, is algum tempo dspois das pes-
quizas dos Srs. Nitscher e Caetanr di
Silva, que so refrem aos annoi de....
1860 54.
Domis, foi so nente cuta > que essas pe-
cas, passan lo do ministerio das colonias
pira o do interior, torniram-se accessiveis
ao publico..
Por um acaso feliz a part desses ar-
chivos assim conservada 6 justara n'. a
que en 'erra os d icumcntos enviad >s do
Brasil assembl.i dos dezenive. Oj do-
cumentos quo ah 8! en n'ra-n represen-
tara por si sos d-;z ou vint-. v s o qu;
tantes -ixisti i n>s archivos de II a historia di uvaso holland-iz i n Brasil.
E' quasi nutil fazer notar qual seja o al' >
valor histjrico desses documentos, pela mor
parte de origem offijial.
Nessa colleecXo ha duaa categoras prin
cipaes que foram objecto de minhas pes-
quizas at agora. A priraer* tem o titulo
de Brieven en Papieren uit Brasilie. ..
1630 1654. Essa oollejcao contem: A
serie quasi completa das cartas dirigidas
pelo alto con; -lito do Brasil aos directores
da Companhia. Algumas dessas cartas
so vrdadeiros relitorios choios de deta-
Ibes sobro tolos os pontos relativos ad-
miaatraclo e ao governo. As cartas do
(Jinselho de justica o le uonselho de fiaan-
; ts, as dos goneraes e dos almirants, os
diarios dos capitaes e commandantes de
fl.itilhas ; as actas dos synodos da groja
reformada ; as cartas e relatorios dos mi-
nistros dessa igreja ; os itinerarios e di
arios das expedicoes feitas ao interior do
Brasil, especialmente as que tiuhain por
tira a descoberta de mina? ; e finalmente
urna multidSo de documentos de toda a
ispele, remettidos como pecis justificati
vas.
EutccT astas ultimas, chamarei a attinyao
do uljHologo para urna colleccao de nartas
jmtupi, remettidas por Camarao Pedro
Paty e a outros chef ;8 indianos alliado
dos hollandezes.
A segunda colleccito, sob o titulo de tu
len van den Ilooqen en Secreten Rood, i o
=Brazilie, 16H6=654 o complemento
la precedente.
O vocabulo Notulen nao signific iv. s
do do conde, sfin de dar-lhe inormacSes
sobro "o Brasil. Em outra carta, elle d
noticias do Brasil, falla da revolta de Per-
nambuco e emitte um jaiao sobre Fernan-
dos Vieira.
Do mesrao Ferreira encontrei dous rea-
torios -eroa da situaco de Pernambuco,
nos qu^es demonstra elle qu3 a companhia
nao polia mantor sua conquista do Bn
sil, o que demais est* nao apresentava in
teresse real. Salvo no pinto de vista da
nguagjtn, esses rehtarioa nao sao inierio-
rea a celebro papel forte de Antonio Viwra.
A segunda eolleisci refere-se aos qua
reata-quadros trazidis do Brasil pelo con
dodo Nassau e pie e*t(> oilereoidos Liiz
Xnr. Ignorava se at agora qual fora o
destino dos grandes quadros pintados no
Brasil por F. Post e cinco outros artistas
qua o oonde levara consigo. O documen-
tos de que fallo dizem expressaraento que
o conde os deu da preaoaie Laia XIV,
qm os collocou no Louvre. Estarao ellea
ainda ali ? Nao posso dizel o.
Dovo ainla a.raalur a bem interessan
te colldccao das plantas e desenhos relati-
vos ao Brasil que possue o Archivo Real
de Haya. Essas plantas foram levantadas
pelos engenheiros da companhia. Mandei
tirar copia de todas as que podem ter al-
gum interes8e para nos. Tambera pude com-
prar ao livreiro Fred :rico Moller, de Ams-
terdam, u na co'liccao de 47 plantas ma-
nuscriptas, todas os quaes provavelmente
pertenceram companhia ou a algum 4e
seus tribunaes.
Duarte Pereira
EXTERIOR
Os hollandezes no Brasil (I)
(VersSo do Le BrsU)
Os documentos relativos ao Brasil exis-
tentea nos Archivos Reies de Haya j ha
viam sido submetti los ao cuidadoso e in-
telligente exime de dous hotneus de gran-
de competencia, o Sr. general Netsch'r e
o ooho compatriota Dt. Caetano da Silva,
ento cnsul do Brasil na H 'llanda.
O Sr. NeUcher extrado doses docu-
nentos os matoriaea da sua 'monographia
(l)Tendo sibidiesto artigo bastante er-
rado, devido a descuidos di ravialo das
proras, raprodazimo-le hoje conveniente
monte oarrigido.
ABedaccto
o que, em linguagem moderna, designa-
mos por expudienti dos negocios correntes
d) governo; CDinprehmle tambera todos
os actos s rosolug3es do governo, com suas
expoaicSes de motivos e una especie de
diario do* acontecimentos mais notavais.
Todos os detalhes relativos ao governo po-
litico, civil ou militar, tu lo o que cracer
ne s relac3es entre os portuguezes e hol-
landeze, entr-i os protestantes, os catholi-
co8 c os ju leus, todos os dados sobre a
situacao e.onomica da colonia, tudo se
acha all mencionado. Nes'a colleccjlo
f iltam apenas alguns cadernos.
Abi 33 enontra as representacStis das
Cmaras.dos almotaceis ao Alto Uonselbo,
as reso'.ugSes temadas a esse proposito, tu-
to quant> diz respeito aos Aldaiamentos
de Indios, s fabricas de assmar confisca-
das e vendidas pela companhia, aosimpos-
:os e sua arrecadajSo, aos editaes publi-
cados pelo governo, historia financeira
algumas lanillas, topographia do paiz,
ate, etc. Era fira, ahi se emontra una
gran Jo multido de documentos authenti
eos e completo, e tal corno diffi -il que
possa existir ignal sobro outros periolos
da historia colonial do Brasil.
No dovo omittir que nes3a calleccao
tambem se encontrara as actas da Assem-
bla Legislativa, composta pelos represen-
tantes das corarauoas e das cmaras dos
almotaceis das capitanas conquistadas, as
sembl que funecionou nos meses de
Agosto e Setembro de 16-41, sob a preei-
doncia do Con le J. Mauricio.
Avanc, pois, a dizer que sera um estu-
do minucioso desses documentos ser im-
p issivel obter os esclareciraentos necessa
nos para escrever urna historia veriadeira-
ra-nte authenti :a da invasao hollandeza no
Brasil.
Visitei tanbem o archivo particular do
mi He- Jluis Archief -e ahi encontrei
urna parte dos papis, inteiraraente desco-
ohecidos, que pertenceram ao conde JoSo
Mauricio de Nassau e por elle traaidos do
Braeil.
Esses papis compr -hoadom duas coilec-
55 -a : A primoira contera grande numero
le do jumentos do toda especie, alguns dos
quaes em portnguez. M ncionart-i as cartas
en latm e portuguez de Gaspar Das Fer
reir. Este homem, bastante intolligante,
l'z fortuna no Brasil; chegon a urna al'a
posiyao na colonia, e exerceu grande in-
fluencia no espirito do conde de Nassau, a
quera acompanhou na sua volta para a
ilollanda, onde se naturalisou hollandez j o
que nao evitou qw. alguns annos depois
fosse conJemuaio como traidor. Entre
suas cartas ha una em que elle refere aj
visita que fea ao celebre Bariua, a ped
KaifiSTA B1ABU
i:ii'iciio provincialTetnoB mais os se-
guinte-i rcsultjJos da elei^ao provincial em 2.
escrutinio :
4 DISTRICTO
S. Vicenta
Di'. Luiz (.iiicakes i
Vijario Ate rita 8
Resultado final :
Vigario Manoel Goa^alveg de Amorim (C) 257
Dr. Luiz Gmci Ir* da Silv (L) 108
Est, p >rraiit', elttito o Revio, vtgari > Manoel
Goncalves de Amorim. com dissemos.
10 DIIT8ICT0
ISrejo
Dr. Rosa e Silva 66
Dr. Adedno Juni ir >'i
ierra do Valo
Dr. R>s e Sv.h 20
Dr. Adelitio Jnior 3
Poco Fundo
Xeste collegio, ulico Jacarera, nao hou ve elei-
Resultado final :
Dr. Fraocueo de Assis Rosa e Silva (Cl 413
Dr Adeliuo \atuuio de Loae Freir J-
nior (L) 228
Eita, portante, leito o Sr. Dr. Francisco de
Amu* R>9s e Silva.
Bemiluri de cuniulta Pela Presi-
dencia da provincia foi expedido o seguiote otli-
cio :
* 4> SecoSo Falaeio da Presidencia de Per-
namonte tm 9 le 9*rmw de 18li.Sespuiio
no otfieio, en quu Vine, me cousulta si lhe abe o
excrcicio do cirgi d-i 4,Jjuiz de paz da parjcliia
de ^anto Antonio, por t-r passado a oceupar o
3' logar 11a respectiva lista o cidadao Raymundo
Per-ira de Si^ueirn, em virtuJe de mudases dj
8* vitndo Aleides Hir:tt:i. r| i! im-i lo-lhe que, de
eotiforini 11 le com >. donciiua do> avisos de 12 de
Janeiro de 1856, resolucio de consulta do 19 de
Julho do mesmo aoa e avisos de 26 deJualn
de 1863 e 14 de Juobi de 1861, o jui* de paz,
que nao substitue teop irarinmente o mais votado
e sim passa a servir em lugar deste por escusa ou
tal lucito juto, perde o direito de exercer o cargo no
auna, em que Ih: competeris, segundo a ordem da
votacao.
8i. po:s, no caso occurrsnte o cidadao Ry-
iiiindo Pereiride Siqjeira nao foi simples substi-
tuto, p ir nnpeJimento teinp rano do mais votado
Alcides Barata c sim passou a oceupar o lugar q e
este deixra vago na respectiva lista por mudanca
de domicilio, fuoceionando como 3" jutz de paz
ctT-ct'vo, a Vine, chamado para o 4* lugar, e uao
ao referido creira de Siqueira, cabe o cxercicio
no correte anno, ultimo do quatrieanio.
Deus guardo a Vine los Fernandesda Cos
la Pereira Jnior.Sr. Autouio Bernardo Quin-
t-iro, juiz de paz dt purocba do Saotissimo .Sa-
cram ;uto de Santo Autouio do Recite.
Paejiiefe Peraamboeo -Hmtem noi-
U> chegou do norte o paquete nacional Pernambu-
co.
S aiii tuba aos poesivel} dar as noticias de
que toi elle portador.
Violiu preNideaclalS. Exc. o Sr. con-
seliieir i Cista Pereira visitou ao'e-boiitem a cor-
v ta Gaanabara, acjmpmhai i pelo sea secretario
e aj i ante de rdeos.
S. Exc. foi recebido com todas as honras, me
no) as salvas, que dispeusou
Falleelmeula Fallecen hontem D. Ignez
Cavaluante du Albuquerque Lima, consorte do
Sr. Dr. Jos Vlana de Albuquerque Lima.
O enterro ter lugar s 11 horas da man lia no
Ceutiterio corpo depositado.
C irr is rua do Imperador.
Exaaies preparatorio*Eis o resulta-
do das exames eitos hontem na Faculdade de Di-
reito :
Philosophia
Plenamente 5
Approvalos 5
L"vaatuu-se da escripia 1 *'
Foi encontrado copiaodo 112
Arithmetica
Plenamente 6
Appruvadoii 6
R -provados 3
Faltn a o--al 116
Q.'ographia
Pleanmente 5
Approvados 3
Ripro vades 2
Faltaraoi a oral 212
Listas des alumnos de arithmetica e rheto-
rica que hoje teem de ser chamados pela segunda
e ultima ves exame das referidas materias :
Hnetoriea
Alfredo de Miranda Castro.
Alfredo diloo Hilarte.
Alexau ir Felicio de Lemos
Alexaodre Thomaz Pereira da Silva.
Alvaro Lima.
Amadeu de Uliveira Coimbra.
Andr Das Pmheiro.
Antonio AthayJe Martina Rlbeiro.
Autouio Candido de Viveiros Pinto.
Antonio D iioingues Codeceira.
Antonio Flavio Pessoa Guerra.
Antonio Goncalves Lages de Mello.
Antonio Jovmo da Fonseca Filho.
Antonio Manoel di Cmara Sa-npaio.
AuWuio Mar t mu no Veras.
Aroaldo M ireira Bastos.
Arthur Carlos Morena
Artbur de Miranda Castro.
Artbur Vieira de Mello.
Benvenuto Prxedes de Oliveira Filho.
Carlos aues Ferreira Coimbra.
Demetrio Joaqnim Rodrigues.
Domingos de sered > Coutinbo.
Edmundo Pedro Casoio.
Arhmelioa
Antonio Henrique de Alineida Jnior.
Paulo Jos de Mello.
Carlos Moreira Das.
Jeronyiao Emiliano de Miranda Castro.
Franciseo Athayde Martina Rineiro.
Joo Jos Ljpes de Albuquerque.
Jorge Gomes de Araujo.
Arthur C. Villela Torres.
Guilherme Antonio GuitaarSes.
Pedro do Reg Barros Cavalcante.
Zeferino Jjse Cardoso.
Alfredo Vas de Oliveira Lima.
Poinicio do Reg Rangel.
Jos Francisco do Reg Rangel Sabrinbo.
Prescilio Auspicio da Crus (airdeiio.
Virgilio Bacellar Caneca.
Mauoel de Freitas Guimaraes.
Aflbnso Jos de Oliveir Sobrinho.
Affonso Monteiro Pessoa.
Alberto Borges Pereira.
Alexandre Felicio da Lemos. I
Alexan ir Thomaz Pereira da Silva.
Alfredo Osorio de Cerqneira.
Alfredo da Silva Loyo.
Tbeatro das Variedades.Hoje, neste
theatro, a companhia de opera-uomica italiana re-
pete a opereta4 Pesia da Aldeia, e a comedia
A Casa de Campo.
Vista de >otsa Si-nboru dan Dore*
na Kwcada. Hoje ser hasteada a baadeira
da festa de Nossa Senhorb das Dores, que se ve-
nera na matriz da ci la le da Escada. Amanh
tarde haver corridas de csvalhs.
A festa ter lugar no domingo, 21 do corrente.
neuniaes oeiaea Aoiunha ha as se-
gu ates :
Da Imperial Soeiedaie dos Artistas Mecha-
nicos e Liberaes, s 10 horas do dia, para appro
vacilo das contas do anno findo, e apreciaco dos
relatnos do director e bibliothecario do Lyceu
de Artes e OfBcios.
Do Clnb Internacional de Renatas, s 11 horas
do dia, na respectiva sede.
Do Club Carlos Gomes, em assembla geral, s
11 horas do dia, para eieiuao de alguna func-
cionarios.
Vicencia -Escrevem nos em 9 do corrente :
De accordo com as preserip^oes da lei, hon-
tem teve lugar a eleicao em 2o escrutinio para
um deputado provincial.
O pleito correu livre e placitamcnte, isto ,
na ausencia absoluta de presso ou desmando,
exercendo cada eleitor o seu direito, como en-
tendeii. |
_ O modo porque ge tem procedido aqui as elei-
coes altam-nte honra aos vicncianos, e forneco
un?a prova effieaz do quanto sao criteriosas as
autiridades respectivas.
- Acaba de partir para a comarca de Pao d'A-
Iho, onde passa a residir no engeoho Carrapato,
o acreditado e laborioso agricultor, capito Per-
eratno da Cunha Moris Pinheiro, moco distinc-
to, que aqui deu s -aipre provas inconcuasas de
probidade a polidez ni trato.
Como dissemos na anterior, todos aqui espe-
rara, que os cHados ltimamente eleitos repre-
sentantes do 5 districto, uo se esquecam de con-
seguir os melhoramentos de que precisara os lu-
gares que compoera o mesrao districto.
Os matutos, como diz o vulgo, vivendo tortu-
rados pelos mais pegndos impostes e privad ;s de
certas uoramodidades, pidem esmoreeer na pra-
tica do labor, e d'ahi o atraso quer moral co-
mo material, e coosequentemente o desmorana-
ment.o social, porquanto sendo a base principal da
sociedade o commereio e tundo este como pilastra
a agricultura, desde que esta passe a servir de
preea aos agucados dentes da miseria, vai-se tu
do pela agua abaixo.
Esta loealidade, que pela iniciativa particu-
lar vai mais ou monos se elevando, se acreditan-
do e engrossaudo seu commercio, lorralecendo sua
agricultura, accrescentando sua edifiaga, com
siinjiuidide certo, mas com toda a teduz, fi-
zendo com perseveran?a que se instrua sua es-
peranjisa infancia, dando provas de que sua po-
pulaban procede de accordo com as regras traga-
da* (lelos b ins costumes, por isto qui na historia
das criraes, nao figura de modo assombroso, c in o
outros lugares; espera que ser lumbrada para
ser recompensada com a cathegoria deteimo, e
que nao ser um favor mas sim justica, p da qual
clamar tanto quanto poder o fraeo escrivinhador
destas linhss.
torear aqu urna freguezia, necesssidade pal-
pitante dos p.voo viceneianns, e nos fiamos que,
a> menos isso, coosigam os uossos representantes
00S districto j bem com > esperara js que consi-
gam doptir o visinhi pjvoado de Anglicos com
urna agencia de crrelos.
Esse pivoadi tem regulares e truquen tes trau
saccoea cora o Rucife, e recebe diversas folius da
caital e to la a si: i con es a >n leo-i* pelas agen
cias das localidades visinhas. E' intuitivo o dam-
no que d'isso resulta ao coramercto local.
< Aqui todos pensamos que, aliviada do irnpos-
tos a agricultura, creados bancos de crdito as
sedee dea cintarcas, em vez dos fallad.; ana
centraes, raelhoradas as condiccoes da rede er
rea, e tomadas providencias contra a vagabunda-
gem, pode-se dar o ultimo golpe na escravidao,
sera que se abala e prejudique a agricultura.
Q-icero isso, porra, os nossos represwtau-
tes e goveruantcs 'i
Seja como fr, o 5o district- tem opinio co-
nheciia na- questao servil; e no intuito de ver
realiaados os seus dezrjos que reclamamos dos
nossos repre entintes benvola attencao, esforco e
dedicaco na ofetsasfo dos ir.elhorameut.os quede-
ven ser o inicio di nova phase social do Brazil.
At out.'a vez .
A imprenaa da tmerira A sociedade
historea de Pensylvania est org misando bri-
Ihantes fesus paia celebrar o bieitenario da rn-
troduucao da impreosa na America.
Guilh-rme Bradford montou M raez de Dezem
bre de I68.J a primeira machina de imprimir, e em
seguida appareceu o primeiro livro publicado no
Nooo Mundo, que foi um Almanacl: para o anno de
1686.
A primoira fabrica de pap1, americana, foi fun-
dada em 1690 em Pbildulphia por um cidada.
allemao
Alguns annos mais Urde, o filho de Bradf rd
fundou o primeiro peridico americano. Este
mesmo Bandf ird fot o que publicou em '741, en
collaboracao com Benjamn Franklin, o primeiro,
livro americano Je alguma importancia.
Dous annos mais tarde Christobal Garrs publi-
cou a primeira Biblia americana.
O primeiro peridico diario da America, o Pen
sylvaiaa Paelcei appareceo em Philadelphia no
auno do I<84.
ValKaHfanebrcM -0 erito masical Pres-
se de Vienna conta a seguinte historia, ouvida por
elle dos Isbiosdo Ilustre compositor Joao Strauss.
Ha tempo morreu era Vienna urna senhira viu
va, pertencente i alta sociedade, a qml durante
toda sua vida teve grande paixlo pelas valsas de
Strauss.
Poucos das antes de morrer fez testamento e
declarou ser sua vontads qu: no seu enterro se
tocassem algumas ie suas valsas favoritss, e que
su entregasse um ducalo cada um dos msicos
da orchestra.
Joao Strauss, conh 'cea ir do3 desejos da detunta,
quiz dirigir ellu mesmo as valsas, no enterro.
No dia toare.do. tonuu o s-u vioiino, e poz-se a
frente de sua orchestra junto da casa mortuaria,
e no momento era que tiravam o cadver para
collocal-o no carro fnebre tocou, silenciosamente
a sua famosa valsa Beaa Danube bien.
A execucao, segundo a que a ou viraos foi admi-
ravel, e proiuzio um effeitn que seguramente uo
o teria produzido urna marcha fnebre.
(Loa anno (arda em Cesta*O pre-
sente auno de 1886 um dos que em cada 57 an-
nos traz suas festas em dias atraztdoc.
Assim, o carnaval cahir a 7 de Marco; n
Quinta-feira Santa a 22 de Abril, e o dia do Cor-
p'ts a 24 de -lunho, ou o dia du .. Joo.
A ultima ves que occorrera idntica cousa foi
no anno de 1734,-reinando ca Hespanha Felippe V,
lazeudo por cousegui.ite, 152 annos; e j nao se
vJtar a repetir seuao d'aqui 57 annos no anno
1913.
Provoca isto de que a la cheia posterior a 21
de Mareo nao se verifica at 18 de Abril; sendo
segjrameote absurdo suppor que tenham do -
ceder desgranas ou calamidades em um auno por
que tras as suas f stas mais cedo ou mais tarde;
u assim sucuedeu ata annos de 1666 e 1734 em que
.acontecer o mesmo facto sem que a historia re-
gistraase successo prospero nem adverso noe ditos
anuos de transcedeuuia notoria.
Aa utllidaden da ponte de Broo-
klynSeg n .o dados ofEciaes. as ntilidaies
produtidas pela enorme poote que une Brooklyn
com Nova-York foram durante os doze nvxes ter-
minados a 30 de Novembro, os eeguiutes :
Por passageiroa p, 23,011 dolare ; por pussa-
geiros em ferro-carril 537,435, por carros e caval-
gaduras 58,468. |
Ajuntando a entrada pir aluguel de armasens
> outras cousat, resulta um total de 721,622 do -
Jara.
Os gastos nao oassam de 577,276, iste fica a
soraraa liquida de 915,345 dolars.
Desde a inaaguraco da ponte verificada em
Maio de 1883, paasaram por ella 38:418,336 pes-
aos, produzindo em utilidades, inclusive carros e
caawUo, a enorme importancia de 1:291,680 do-
lara.
A oalaeria no Falado Cnldoa A
seguinte historia prova a miseria que existe em
urna parte da povoacio de Nova-York.
0 profeasor James Walsh, da osela de medi-
cina de Nova York, se aehava tmbalband* na sala
de dissecoia, quando se presenten urna raulher
qne qnena fallar-lhe. Era ama mulher alta e bem
formada, j entrada em sanas, a qual, com accen-
to allemao mui pronunciado, lhe perguntou se com-
prava cadveres.
O loutjr respondeu aftirmativamente, fazendo-
Ihe observar qne era necessario que os cirpos es-
tivescem em bom estado de conservaco e sem
mutilaco.
= Oh responden ella 0 corpo que eu qne -
ro vender est em muito bom estado, garanto-lhe.
Meus filhos teem fome, e en nao quero deizal-os
morrer podendo-lhes dar um pedaco de pao.
^er o corpo de um de seus filhos V Per-
guntou o professor ;nio me serve.
NSo o corpo de nenhuc de mens filhos, mas o
meu o que eu quero vender-lhe. E' o nico meio
que tenho para comprar pi :
D rae o preco de meu cadver e me matarei
em seguida.
O doutor, vivamente Impressonado, deu urna
moeda de cinco duros a infeliz mulber.
Sirva s'o de aviso aos emigrantes.
A eleetrieldade appilcada na* vo-
tarde Para evitar as fraudes ou erros as
votacoes das cmaras, dado o systema que at
hoje se tem seguido em Franca, alguns peridi-
ca propoem a adopcao do systema elctrico, que
se segu em Roma, em cujo parlamento os depu-
tado?. oliscados sempre ns mesmo lugar, votam
apoiando o dedo em um dos dous botoes com a
mdicacao sim e nao collocados na tribuna de cada
assento, apparecendo o numero dos votantes em
um d>s dous quadros correspondentes aos botoes
fixis na p ireJe detraz da mesa da presidencia.
Este processo tem a vantagem de accelerar as
votacoes norainaes.
0 mu 'hanismo summamente simples.
Para arraujar o apparetbo no principio de cada
legislatura basta que cada deputado indique o as-
sento que deseja oceupar.
Proclamas de casamentoForam li-
dos no dia 7 do corrente na matriz de Afogados,
os seguiutes :
Luiz do Reg Albuquerque Campello com Lau-
ra Francolina de Mello Montenegro.
Joao Jos Cavalcaute com Alexandrina Candi-
da de Paula.
Felippe das Neves com Rosalina Maria do Sa-
cramento.
,eiieEficctuar-se-ho :
Hoje r
Pelo agente Gusm&o, s 11 horas, na rua de
Dias Cirdozo (Caldeireiro) n. 94, da taberna ahi
sita.
Peto agente Modesto Baptisla, s 11 horas, na
Alfandega, dos salvados na barca Norevay. e s
11 horas, no trapiche Coneeico, de farinha de
trigo avariada.
Segunda-feira :
Peto agente Gusmdo, s 11 horas, na rua do Im-
perador n. 24, de movis e mais artigos.
HiMoft foaebreaSero celebradas :
Hoje :
A's8 horas, no Carm, por alma de D. Rosa C.
Cavalcante Lins ; s 8 horas, na matriz de Santo
Ant mi, p;r alma de D. Risa Augusta da Silvei-
ra Maia ; s 6 1/2 horas, na Soledade. por .Ima
de Archanjo Crispini ino de Gouveia Cavalca ite ;
As 7 boras, na Ma ir de Deus, por alma de D.
Maria Francisca da Coneeico Martins ; s 8 ho-
ras, na Soledade, por alma de Archanjo Chris-
piniano de Gouveia Cavalcante ; s 7 horas na
matria de S. Jos, por alma de Antonio da Silva
R-go.
Segunda-feira :
A's 7 horas, na matriz de S. Jos, por alma de
D. Aquilina de Jess Paz Mendoaca e Mello ; s
7 1/2 horis na Madre Deus, por alma de Paulo
Jo- de Azevedu; s 7 horas, na matriz da Graca.
por alma de D. Joaquina Rodrigues de Oliveira.
Quarta-feira :
A's 8 h ir;-, s. na matriz de Santo Antonio, por
alma de D. Maria Augusta Coimbra.
fj<>teria da provinciaSabbado, 13 de
Fevereiro, se extraoir a lotera n. 37, em bene-
ficio da matriz du Vicencia;
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Coneeico dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras arrumadas em ordem num-
rica, apreciaco do pnblicc.
Vateraat
A' l1 serie d'esta grande lotera, cujo maior pre-
mio de 25'J:0JJ0<)0, se extrahir imprcterivel-
racntu terca-feira, 16 de Fevere ro, ao meio dia.
Os bilhi tes acham-se venda na Casa da For-
tuna, rua Primeiro de Marco n. 23.
Loteria de Macei de ODtOOOAoOO
A 15' parte da 11 lotiiria, cujo premio grande
de 209:000JOtX), pelo novo plano, ser extrahida
nnpreterivelmeufo no dia 16 de Fevereiro, s 11
horas.
Os bilhetes acbam-se a venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera Kxtraordinarta do Vpi-
ransa-O 4o e ultimo sorteio das 4 e 5' series
desta importaute lotera, cujo maior premio de
I5'):000000, ser extahida a 9 de Abril.
Lotera de *lctherayA 1* parte da
lotera 3o3 do premio de 100:0005000, corre quar-
ta-feira, 17 do corrente.
Os bilhetes ach m-se venda na Casa da For-
tuaa rua Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do BioOs bilhetes da 8* parte da
195, do novo plano, do premio de 100:000*900,
acbam-se venda na Casa Feliz, rua Primeiro
de MarQO.
Mercado HuntciDal de H. dow. U
miviraento deste Mercad> no dia 12 do corrente
foi o seguinte
lintraram :
21 bois pesaudo 3.045 kilos
432 kilos de peixe a 20 ruis 8J640
15 taboleiroa a 200 ris 3000
42 cargas do familia a 200 res 8/400
15 ditas de fructas diversas h 300
ris 4*50 >
10 Suinos a 300 ris 2*000
Foram oceupados:
19 columnas a 600 ris II1400
44 talhosde tame verde a 1900 44*000
20 ditos de ditesa 25 40*000
42 compartimento.', de taiiuha e co-
midas a 500 ris 21*000
64 ditos de leguraos a 400 ris 25*600
16 compartimentos de suiuo a 700
reii 11*901
14 ditos de trussuras a 603 ris 8*400
Deve ter sido arrecaJada neste dia a
quantia de 138*140
Procos do dia:
Carue verde a"56J u 32) lis o tilo.
Suinos a 5'JO e 601 ris ideas.
Caiuuiro a 800 u 1* ris idem.
Farinha de 640 a 32J ris a cuia
Milho de 240 a 400 ris dem.
Feijao de 6f) a 1*280 ris ideas.
Cemlterio puhllcoObtuario do dia 10
do correut:
Maria, Pernambuco, 7 mezes, Boa-Vista; ente-
rite.
Mana, Pernambuco, 60 annos, S. Jos; gastro
entente.
Mirandolina. Pernambuco, 1 anno, S. Jos; con-
vutaoes.
Recemnascido, Recife; remettido pela subdelega-
da.
Maria, Pernambuco, raeia hora, Santo Antonio:
inviabil dade.
Antonia, Pernambuco, 1 mez, Boa-Vista ; con-
vulso-.
__Pedro, Pernambuco, 4 mezes, Graca; convul-
soes.
Joaquina Anglica Corroa, Pernambuco, 35 an-
nos, solteira, Graca ; syphilis.
PERNAMBUCO
tirs. accionistas.A coiiunisso fiscal no desem-
peoho do mandato imposto pdo art. 3l tutos que regem a Companhia Ampbitrite vem
dar-vos conta du sua mtsso.
Examinando a escnptursco do anno findo em
31 de Dezembro e mais documentos relativos
mesraa encontrou aquella feita com aeeio e tudo de
conformidade com o balanco que vos aera apresen
tado.
Verifica-se do mencionado balanco um saldo ne-
gativo de 42:422*391 porque o balanco de 1884
concorreu para esse resultado com a quantia de
38:645*206.
Se asaim nao tivease acontecido pelos onerosos
sinistrae do 2 semestre d'aquelle anno o saldo ne-
gativo seria apenas de 3:768*185, pois que con-
tina a companhia teudo boa fonte de receita, bas-
tante para quando ella tiver um aano feliz poder
com vantagam compensar o empate do voeso capi
tal, que o desidertum a que aspira a sua direc-
cio.
Assim, de esperar que nem sempre a fortuna
trate com rig-.r a esta Companhia e lasemos sin -
ceros votos para que o oosso desejo se realise no
anno que comeca.
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Diaria de 4PernamiwcSabbado 13 de Fevereiro de 1886


Esta comraiaso achando, nao obstanto o rigor
da porte, que os ateraases da Corapaahia fsram
zelados e que o b.aooo e todas as canta sao o
fiel tranSnmpto da eseripturacilo de pareos* qua
approveis os acto da direcao.
Recite, de Pevereiro de 1886.
Custodio Francisco Martins
Antonio Augusto Ptreira da Silva.
Antonio Quedes Valente.
Bataneo em 8I le i/embro de 1885
da Cumpanhia de Segaroa imphi
(rite.
ACTIVO
Accionistas
Uteneilios de estriptorio
Apolices provinciaes
Lucros e perdis
Juros da ; plices pnninciaes
Alugueis de casas
Devedores geracs
Caiza
Estampilhas
800:00l>*000
2:709*940
141:107*050
42:422*391
4:990*0)0
392*1)00
8:801*640
45:307*665
382*200
Mauro
Capital
Credores geraes
Commissio da iirecjo
Lettras a pagar
1.046:029*886
1.000:000*000
5:425*210
2:597*676
38:000*000
De PesqueraAppellaute Jos Vieira de Pai- tCapibarioe n. 28. N'eBte granel estabele
cimento, o primeiro da provincia a'este ge
ero, compra-Be o vndese maioiras de
todas as qualidades, serra-se raadeiras de
oonta alheia, assim como se preparam obras
de carapira por machina e por precos sera
competencia.
CHHSamBHMBHI
8. E. & O.
1.046:022*886
Pernambuco, 31 de Dezembro de 1885.
Pela Cimpanhia Amphitrite.
Os directores,
A. Marques de Amorim.
Manoel Jos da Silva Guimares.
Joaquim Lopes Machado.
TRANSFERENCIAS DE ACgOES DA COMPAVHIA
DE SEQCROS MARTIMO I TERRESTRE AM-
PHITRITE, DURASTE O AUNO SOCIAL DE
1 DE JANEIRO A 31 DE DEZEMBRO DE
i885.
20 aeces do valor realiaado 200*000
cada urna a 200*000
35 ditas idem, dem, idem, a 190*000
15 ditas idem, idem, idem, a 180*UO0
70 acjoes total.
Peraambueo, ,'fl de Dezembro de 1885.
Pela Companhia Amphitrte,
Os directores.
A. Marques de Amorim.
Manoel Jos, da Silva Guimares,
Joaquim I.oj.ei Machado.
CHRONICA JUDICIAR1A
Tribunal da Hclarao
SESSO ORDINARIA EM 12 DE FEVE-
REIRO DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO
QUIN'TINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio CoeUio
As lv>i"!is do eosr.ume, presentes "S Srs. desem-
bargado: s em numero legal, fo aberta a sessao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
seguintes
JLOAMESTOS
Habeas corpus
Pacientes .
J^ Fern-iri diSlvi. !:i leferio-se, unni-
memente, por estar pronunciado.
Jos Francisco (i.'mes e as Mendes dt 3'lva
Maudju s i soltar contra os votos dos Srs. des-
embargad or s Pires Gonjal c, M uiteiro de An
drade, Pires Ferreira e Oliveira Maciel e coase-
Iheiro Freitas Henri pies.
Jos Ignacio de Oliveira.Prejuiicado.
Recursos eleitoraes
Recrtente o juizj, recorrido Joaquim Ferreira
de Veras. Relator o Sr. desembargador Toscano
Barreto. Deu-se provimento ho recurso contra o
roto do Sr. desembargador Un arque Lima.
De Alagda do M onteiroRecorrente o juizo, re-
corrido Jos Firmino de Paiva. Relator o Sr.
desembareador Alves Ribeiro. Negou-se provi-
mento ao recurso, unnimemente.
Recurso de fallencia
Do RecifeRecorrente o juiz do commcrcio,
recorridos M raes 4 Rocha. Relator o Sr. con-
selheiro Queiroz Barros. A Ijuntos os Srs. dcs-
embargadores Pires Gujlves e Alves Ribeiro.
Deu-se provimento ao recurso, contra o voto da
Sr. desembargad>r Alves Ribeiro, para se annul-
lar o processo de fls. 5 em diaute.
Recursos crimes
Da Goyanna Recorrente o juizo, recorrido
Joaquim Severiuo Leite. Relator o Sr. desem-
bargador Buarque Lira*. Adjuntos os Srs. des
embargadores Monteiro de Audrade e Pires Gou-
jalves. Negou-se provimento, unnimemente.
Do Brejo de AreaRecrreme o juizo, recor-
rido Manoel, liberta Relatar o Sr. d'sembarga
d-r Pires Ferreir Adjuntos os Srs. desembar-
gadores Montairo de Andrade e conseleir Frei-
tas Henriques. -Negou-se provimento, unnime-
mente.
De Paulo AffonsRecor:ente o juizo, r cor
rido Manoel Joaquim de Sonza. Relator o Sr.
desembargador Monteiro de Andrade, Adjuntos
os Srs. desembargadnres Pires Ferreira e Toteano
Barreto. .egou se provimento, unnimemente.
Do AreaRecorrente o juizo, recorrido Sebaa-
tiio Pereira Frade e outro. Relator o Sr. des-
embargador Pires Gonjalves. Adjuntos os Srs.
desembargxlores Oliveira Maciel e Alvea Ribeiro.
Negou-seprorimento, uaanimemente.
Prorngacao de inventario
Inventariante Jos Adolpho de Oliveira Lima.
Concedeu se o prazo pt-dido.
Appellajes crimes
De PesqueiraAppellante o juizo, appellado
Andr Alves de Barros. Relator o 8-. desem-
bargador Toscano Barreto.Mandou-se a novo
j ury, unnimemente.
De Goyanna = Appellante o juio, appellado
Manoel Firmino de Almeida. Relator o Sr. des
embargador Toscano Barreto.Mandou-se a no-
vo jury, u nimemente.
De Caruar Appellante o juizo, appellado
Januario, escravo do taro de Jundi. Relator o
Sr. desembargador Toscano Barreto.Mandou-se
a novo jury, unnimemente.
De Nazareth Appellante Manoel Beierra de
Mendonca, appellada a justica. Relator o Sr.
desembargador Monteiro de Audrade. Aunul-
lou-s2 o processo contra os votos dos Srs desem
bargadnres Pir.-s Gonjalves e conselheiro Feitas
Henriques.
Do Recifu=Appellante Jos de Souza Carreiro,
appellada Luisa vlaria da Uonceijo. Relator o
8r. desembargador Pires Goncalves. Confirraon-
se a sentencia contra o voto do relator.
De Pao d'AlhoAppellaute o juno, appellado
Joo Jos Silveno. Relator o Sr. desembargador
Alves Ribeiro.-Mandon-se a nrvo jury, unni-
memente.
PA88AGEN8
Do Sr. conselheiro Freitas Henriques ao Sr.
ejnselheiro Queiroz Barros :
Conflicto de jurisiieco
Entre os juizes de direito de orphos e o da pro-
vedoria do Recite.
O Sr. coDselheiro Freitas Henriques mandou a
mesa para nava distrioui;a) os seguintes feitos :
Appellacao civel
De Campia Grande -Appellante Quirino Jos
Guimares, appellado Manuel, por seu carador.
Appellacao crime
Do ReciteAppellante o juizo, appellado Tho-
maz Jos dos Reis.
O Sr. conselheiro Araujo Jorge como procura-
dor da corda e promotor da justica deu parecer
nos seguintes feitos :_
Appellacao civel
Do RecifeAppellante o Barao de Munbeca,
appellado Dr. Joo P dro Maduro da Fonseoa.
Appellacoes crimes
De Caruar Appeilantes o juizo e Manoel
Gomes dos Santos, appellado padre Joo Soares
dt Albuquerque.
Da Nazareth Appellante Joaquim Eulalio Go-
mes da Juuba, appeilada a jusica.
De S. RentoAppellante Joaquim Ferreira dos
Santos, appellada a justica.
De st. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Bmarqae Lima :
Appellacao oommercial
DaParahjbaAppellantes Raposo & Filho,
appellada D. Candida CavUcaote de Albuquerque
Pe: el a.
De Sr. desembargador Oliveira elaciel a* Sr.
desemikargador Pires Goncalves :
Appellaooes crimes
De Panellas Appellaute Ven sumo Benicio de
Sobral e outre, appellada a justica.
va, appellada a jas ti
De Itaeaiaoa Appellaote o jaiso, appellado
Praecisco Marinho de Soasa.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalves :
Appellacao civel
De MaceioAppellante Antonio da Silva Re-
g, appellado Flix de Morats Bandeira.
Dj Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appellacao crime '
De Campia GrandeAppellantes Manoel Can-
dido Chaves e outro, appellada a justica.
Appellacao civel
Do ReciteApp liantes os berdeiros do Bow-
man, appellada a faenda nacional.
Appellacao commercial
Do Recife=Appellaiite Dr Jos Joaquim T -
vares Beltort, appellado Aut mi Correia de Vas
concellos.
Do Sr. desembirgador Alves Ribeiro ao Sr.
conselheiro Freitas Henriques :
Appi'llaciio crime
Do LimoeiroAppellante Antonio Luiz Bezer-
ra, appellada a justica.
DU.IGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro promotor da jus-
tica :
AppellacGes crimes
De Borbarema-Appellaute Joo Fernandos de
Araujo, appellada a justica.
D Palmares App dlante o juizo, appellado
Jo lo Mend s de Souza.
De 8. JooAppellante Joo Pereira da Silva,
appellada a justica.
De Bom Jardim Appellante Manoel Antonio
de Bomfim, appellada a justica.
Com vista as partes :
Appellacao civel
Do RecifeAppellante a junta administrativa
da Santa Casa de Misericordia, appellado Joo
Anselmo Marques.
Appellacao comnercial
Do Recife Appellante Francisco Goncalves
Torres, appellado Augusto Labille.
DI8TRIBC1C5e8
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
De CamaragibeRecorrente o juizo, recorrido
Juliao Cesar de Meuezes.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Do RecifeRecoorente o juizo, recor.ido Ma-
noel Luiz Blanco.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Do RecifeRecorreute o juizo, recorrido Jeo
Fernandes Neves.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
I Do RecifeRecorrente o juizo, recorrido Capi-
tulino Luiz de Franca.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
I De CoruripeRecorrente o juizo, recorrido Joa-
quim Ferreira Ferro.
Ao Sr. desorabargador Alves Ribeiro :
Da EscadaReo irrente o juizo, recorrido Ma-
noel Pedro Alejandrino de Almeida.
Aggravo de petico
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Do RecifeAggravante Francisco Manoel de
iqueira Cavaleaute, aagravadoa Tavares de Mel-
lo Qenro dt C.
Aggravo de instrumento
Ao Sr. conseheiro Queiroz Barros :
De PalmaresAggravante Mara, escrava, por
seu curador, aggrava lo Jos Soares Pereira.
Appellaoea ciimes
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De Taquaretm .aApp-llante o promotor, ap-
pellado Jos Gomos de Moura.
De S. Miga !Appellante o juizo, appellado
Manoel Correia da Silva.
i.o Sr. desembargador Toscano Baireto :
Do Pilar Appellante o escravo Jos, por seu
curador, appellada a Justina.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
De Palmares Appellante o juizo, appellado
Fr inciso Victoiiuo e Oliveira.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Itabaiaim Appellaute Jos Bea'o de S an-
t'Anua, appellado o juizo.
Ao Sr. dessinbargador Monteiro de Andrade :
De Tacarat Appellante o juizo, appellado
Manoel Joaqnim do Espirito Santo.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De TaqnaretingaAppellant-- Francisco Pe-
reira da Silva, appellado o juizo.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Da Parabyba pp-dl.au! o juizo, appellado
Capitulino Jos Rodrigues dos S intos.
Ao Sr. conselheiro Freitas Henriques :
Do PombalAppellante o juizo, appellado Jos
Chagas.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Do RecifeAppellante o juico, appellado Luis
Francisco de Carvalho.
Encerrou-ae a sesso as 2 horas datarde.
PUBLICACES A PEDIDO
0 2/ escrutinio da elei^e provin-
cial do circulo 45/ por esta
provincia
Aflirmara cora a mais probalidade que
Antonio Luz do Espirito Santo um dos
quatro candidatos que entraram para o 2.
escrutinio do circulo 13." um candidato
imaginario que nunca existi.
Se real a existencia rleste facto, o 2."
escrutinio do circulo 13. Radicalmente
nullo em face da lei.
A n.sao desta nullidade est que deven-
do entrar para o 2. escrutinio quatro dos
candidatos mais votados pela nao existen-
cia do candidato Antonio Luiz do Espirito
Santo s entraram tres, o que nao pode ter
lugar havendo outros .andidatos menos vo-
tados que verificando r?alidade e nSo exii
tencia do tal candidato imaginario, dovem
completar o numero dos quatros, pois nSo
podom perler o direito que tem ao 2.- es-
crutinio.
Ao poder competente portanto compete
por a limpo este facto para no caso de sua
validado proceder nos termos legaes.
Manifest
J08 MARIANNO AO ELBTTORADO DO 2.
DI8TRICTO
(ContinuacioJ
V
Oficinal
Para mim mais do que
a posse matei ial de urna
cadeira na representa-
co nacional ou de um
lugar nos altos conse-
Ihos da Corda vale a es-
tima e a confanca dos
meus concidados.
Medico*
Connullorlu medico clrarajico do Dr.
Pedro de Attabyde Lobo Hoseoio A
ra da Gloria n. 39.
O doutor Moscozo d consultas todos os
lias uteis, das 7 a 10 horas da manlia,
Este consultorio oereea j. ;o:nmodidu
de de poder cada r'oente ser ouvido e exa-
minado, sem ser pretanoiassO por outr.
De meio dia as 3 horas da tarde ser <
Dr. Moscozo encontrado no trrelo pra
a do Commercio, onde funcciona a ia>
peccio de sade do porto. Para qualquer
d'estes dous pontos poderlo ser dirigidos
ob chamados por carta naa indicadas horas.
Dr. Miguel Themudo mu'oi s a cnsul
torio e residencia para a ra da Imperatriz
n. 14, 1. andar, onde d consultas das 12
hor*s s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fe-
bres, syphilis e molestias do pulmao e co-
ra 5 3o.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de 1
r/4 horas da tarde, ra do B&rao da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
io Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
advocado
Henrque Mifot. Ra do Imperador n.
22, 1. andar. Encarrega-se de questSes
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Ferrer, ra do Iuperador n. 79,
1. andar.
Dr. Oliveira Eseord, 2. promotor pu-
blico, tem seu eseriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Margo n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado -
ra do I operador n. 37.
Corte Real, ra do Rangel n. 55, Io
andar, escriptorio e residencia.
Jodio Francisco leixeira tem o sen es-
criptorio ra do Imperador n. 42, 1."
ndar pode ser procurado em sua profis
sao, das 10 l hora da tarde.
bacharel Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. andar.
Jos Bernardo Galvo Alcoj'orado J-
nior contina no exercicio de sua protsso
de advogado, e pode ser procurado no es-
eriptorio de seu pai, ra 1." de Marco
n. 4, 1. andar, das 10 horas da manha
s 3 da tarde.
adanes de conunllorio
O Dr. Airio avisa aos seus dientes
que mudou o k a consultorio para a ra do
Queiraade n. 46, 1. andar. Consultas
todos os dias das 11 s 2 horas da tarde.
Dragarla
Faria, &obrinho attaoado Ra Mrquez de Olind* n. 41.
' jVafteitso Manod da Suva ti C, depo
otarios de todas as especialidades pharm
ooucas, tintas, drogas, productos chimioe
o medicamentos homosopaticos, ra do Mar
qaea de Oiinda n 23.
servara a Vapor
Strrttria O'*0Jr oficina dt mrapina
de Pi *Mr*Mt Mmo, Mi de
Programma
Da fusta do milagroso Santo Amaro da
Sallinas
Domingo ao romper da Aurora urna salva
de 21 tiros annunciar que chegaio
o dia da festa do milagroso Santo
s 8 horas s r rezada urna missa para
aquelles devotos e devotas que nao po-
derem assistir a festa.
As 11 horas entrar a testa precedida
pelo Illm. e Rvin. vigario a missa do ma-
estro Francisco Norberto ocupando a tri-
buna sagrada o Illm. e Rvm. conego An-
tonio Eustaquio. Antes do serrnao ser exe-
cutada a piano a ouvertura al Seraerames
do maestro B >ss II. r a qiiatru ui'is pelos
professores Claudio Lsal, Claudio L:al Fi-
lho que obsequiosaincrnte. se prestaram a
pedido do seu compuuheiro encarregado
da orchesta Lydio de Oliveira.
No fira da festa o Sr. professor Ly lio
de Oliveira executar na flauta o Port-pour-
rie Vallaque do maestro Mechel Folr. aco>n-
panhado pela orchesta e piano; lindo; subi
ras diversos balSes feitos a capricho de um
de voto tocando a msica do 2." batalho.
A tarde haver diversos devertimantos,
de danyas, gymnasticas jhavercollocado em
frente da raesraa egreja um mastro tendo
em cima delle o estandarte brailei-
ro e urna joia para a pesjoa que tiver
habilidade" lo subir o tir.ir o^ ..bjectos lha
pertenuer ; serSo soltados diverso* balSes
e foguetes, amesma msica to.arem to-
dos divertimentos ; o largo da egreja se
achara eraban ie:rado, enfeitado etc.
As 7 horas entrar o acto ocupando a
tribuna sagrada o Illm. e Rvd. Leonardro
Joo Grego ; a ladainha ser executada a
m no e tindo o acto ser arreiado o estan-
darte do milagroso Santo e condusido por
meninas e senhoras, e entregue nova
juiza do anno vindourojfinalmeuteser quei-
mado um lindissimo fogo de vista, pessas
modernas feitas a capricho pelo distincto e
bem conhecido artista Olimpio de Mello e
Silva. Tocaem todos os actos edivertimen-
tos a uesrr.a banda de msica marcial.
Anda o
aterro do largo
Hospicio
Nao culpado o usurario que possue esse ter-
reno coberto e aterrado de podridoes, a munici-
palidade a nica responsavel pelo estado dt saude
publica que se ha de fatalmente aggravar cada
dia mais; mas natural que esta inatituico,
transformada radicalmente a urna simples oaten-
ta(o poltica deize em completo abandono os in-
teresses do municipio, os mais serios e os mais
palpitautes como sejam a saude puolica.
Por um aranzel quasi ineomprehensivel do fis-
cal da Boa-Vista a um Sr. cominissario da muni-
cipalidad* prova ainda o pouco caso que vota nao
s a saude publica como ao municipio inteiro.
Referindo-nos anda ao esterquilinio de largo
do Hospicio deixam a municipalidade o encargo
de apreciar as luminosas medidas do glorioso fiscal
para empregar a sua aria da trra.
Q jan o s immudicies que f.ffligeai og morado-
res do Campo Verde ou roa do Bispo Cardnso
Ajres, j transformada em terreno de creaco, li
mitamo-nos a dizer ao zelmo fiscal que essa ra
s se compe apenas de meia duzia de casas oc-
cupadas pelos Srs. conselheiro Aguiar, Jesuino
Barroso, H'TCulano Ramos, Arminio Bucber e pro-
letarios ; va, e dirija-se a qualquer dessas pessoas
que lhe apontar, defronte de suas ca^as. e nao
no campo de Su> vajeas de leite, gancoB e grande quantidade de
porcos que preduzem a immudicie que recla-
mamos.
H. R.
Conferencia eleitoral
Convida-se ao elei-
torado do 2. districto
e a todos a quem in-
teressar possa o pleito
eleitoral de 16 do cor-
rent
r
a
assisirem a
conferencia, que,ares-
peito da elei$o do
conselheiro Theodoro
Machado F. P. da Sil-
va, pretende realizar o
Dr. Seabra, na prxi-
ma segunda- feira, 15
do.corrente, s 5 horas
da tarde, no Theatro
de Variedades na
NoYa-Hamburgo.
Por isso se eu estiver
condemnado a ser sacri-
ficado pelos manejos e
perfidias dos meus ad-
versarios, fra do terre-
no legal, pela embossa
da e pelo assalto ao mi u
direito, ficarei contente
de haver procedido de
modo a nao desmerecer
daquella estima e con-
fianza de que tenho sido
feite depositario.
Entro nesse segundo
pleito com o espirito pre-
parado para todos os re-
vezes, menos o da honra
e da lealdade, que pro-
curare! salvar no meio
dos destrocos das mi-
nhas pr.pprias illuso s,
cgmo penhor sagrado
que pertence a meus fi-
Ihos e a provincia que
me tem engrandecido e
elevado.
Nao procedo a*3m e
nem assim fallo porque
pense que a minha can-
uid.-itu.ru sahir trium-
phante da nova prora
porque o odio partidario
vae fazel-a passar. N !
Tenho, verdade, mui -
ta coiifinyi na inde-
pendencia doeleitorado
do 2" distrieto; tenho
tamben) certeza de que
a votacao que me foi da-
da no primeiro escruti-
nio nao foi obtida pela
fraude ; mais nao iguo
ro tan bem o asforco que
os meus adversarios, se -
nhores de todas as po-
sicoes, ho de desenvol-
ver para fazer trium-
phar a candidatura de
maior valor de quantas
estejam em causa neste
momento.
Ainda quando tivesse
certeza da derrota, e por
mais iuiqua que teuha
sido a deeiso da junta
apuradora, naj me era
dado ter outro procedi-
meuto, pir deveres de
honra e lealdade polti-
ca, e i ela coherencia que
nao posso deixar de
guardar em todos os ac-
tos da minha vida.
Aguardo sem desani-
mo o resultado dessa
nova consulta ao eluito-
rado e si me fr ella
contraria, s me resta
resignar-me miuha sor-
re. O revez uo me ta-
ri abandonar 03 meus
amigos e o meu partido
s inclemencias, da ad-
versidaie, para c ippa-
recer quando a fortuna
de novo Ibes sorrir. Nao
ire to pjuco fra daqui
tentar fortuna e pr-me
ao abrigo das represa-
lias e perseguieoes feitas
aos mees amigos e cor-
religionarios, e que se
esteuderam at a mim,
pela identificaco do sa-
crificio.
Julgo me na obriga-
cao de consagrar os das
que me restam a gran-
deza dessa trra que me
deu o bjrco c que to
prodiga de estmulos e
de beneficios tem sido
para mim.
Depois do revez, em
quanto restauro as tor-
cas para as grandes lu
tas em que o partido li-
beral tem o dever de
empenhar se, restar rae-
ha a consolafo de ao
lado dos amigos que se
me conservan) fiois, re-
colher-me minha ten-
da de trabalho, f.ic a
propaganda das ideas
que devem ser o elo co-
hesivo do3 partid, e
esperar pelo dia em que
possa provar quanto es-
ta radicado em n.eu co-
raco o'amor desinteres-
sacio por esta provincia
hoje avassalada sob o
guante frreo de um
procnsul imperial, des-
bragado c, mo o despo-
tismo que elle represeu
tu, e quanto no meu es-
pirito constante ejforte
a preoecupaco de dar
a este quinhau de terri-
torio americano autono-
ma e grandeza que as
suas condiedes top gra-
phicas e a sua riqueza
natural e industrial lhe
asaignalam em um futu-
ro que nao est longe e
que vira, por forja mes-
mo da crise poltica e
econmica que tem la-
borado este vasto impe-
peno euteudado casas
de Bragaoca e de r-
leane-porque isso que
toi o sonho de tantos
patriotas que atf 1 o uta
rain os supplicios e a
mirte eotoando cnticos
lib r laJe, j para
nos urna esperanca e em
breve ba de ser faguei
ra realidade, assim nao
falle a coragem par.,
caatinnar na terefa que
o patriotismo nos tem
imposto.
O autor.
Traduecao
Para elle mais do que
a posse material de ama
cadeira na represnt-
elo nacional, ou de um
lugar nos altos conse-
lhos da Cora valem cer
tas vantagens que elle
mais do que ninguem
sabe gosar.
Por isso, si elle esti-
ver condemnado a ser
punido de seus manejos
e perfidt.8 pelos seus
adversarios, no diablico
terreno legal, tirar tris-
te e acabrunhado; por-
ue o rico palacete do
090 nao est compra-
do, e os alugueis do seu
bom palacete do entumo
nao lhe chegam para
passar.
Entra nesse segundo
pleito com o espirito at
tributado. Cttmo ha de
manter aqnelle carro e
aquella lindaparelha que
lhe foram dados por um
bom amigo ? A sua ad-
vogacia agora pouco ou
nada render. Eis o
mondo como Ellefi-
car no mio dos destro
coa de suas propria 1 il -
luSed !
Nao fa'la assim por-
que p 'nse que a sua can -
didatura sahir trium -
phante da nova prova
pela qual a desastrada
le vae fazel-o passar.
Certnmente que na !
Tem, verdade, muit 1
confianca ns nuvem ne-
gra do Poco e do Mon-
teiro ; tem tamben) cer-
tesa d que a votac >
que lhe foi dada no pri-
meiro escrutinio foi b un
conquistada pela frau
d'\ mas nao ignora tara
bem que nao ha mainria
liberal na samara dos
diputados para reco-
nhecel-o como eleito, es-
torquindo o direito do
M-u adversario que, no
estado em que va 1 ai
cousas, ni-- eixar de
vencer.
-.ind-i que elle tenha
cert-za da derrota, e por
mais justa que tenha si -
do a deciss da junta
apuradoramystificaco
no caso, cad'i um puxa
brazas para a sua sar-
dinliu, preciso bradar
e lastimar-se, preciso
ser coherente em tolos
os actos da sua vida.
Aguarda com desani-
mo o resultado d^ssa no-
va consulta ao eleitora-
do, mas uo tem reme-
dio stato resignar se i
sua 3'irte. O revez nao
lhe far abandonar os
seu* amigos e o seu parti-
dora inelem-nciasda al
versidade, porque, quan-
a.fortuna lhe sorrio elle
uo se lembrou do ajun
tar um peculio que lhe
permiti.-se, moda fa-
buco, p'-se a pannos
sob um pretexto justifi-
cavel; e, como quem nao
tem remedio remediado
est, elle acompanhar
os nmigo* no sacrificio.
Julga-se na obriga-
(o de preparar terreno
durante a crise, que vai
persegu! o, afim de qu
possa para o futuro au-
ferir maiores vantagens
e cclheitas para elle.
Depois do revez, em-
quanto restaura as for-
jas para as graudes lu
tas em que o partido li-
beral costuma e m p e-
nhar-se em taes conjun-
cturas, pregando na op-
posico s ideas que
minea ezecutou nem exe
cntar quando governo,
ir se preparando para
pregar e piopagar ideas
de liberdade deconscien-
cia, casamento c i vi I,
reatabelecmento de fi-
nanzas, moralisacao do
governo, federajo, e
at repblica ; emfim a
chapa empregada h'tbi-
tualmente com notavel
habilidade por (J.i.spir
da Silveira Martins
quando, na opposic/io,
pretenda impor se aol
governo, e mesmo assus-
tar o imperador com o
espantalbo de repblica.
Elle reconhece que est
muito luuge de poder
imitar o Ilustre tribu
no r io-gr ande n s e a
quem elle protendera
arrostar como atfirmara
haver arrosta lo o uujor
Bode armado de urna
pistola em cada mo e
urna faca nos dentes.
Si elle trouxe em sobre-
salto a ppulacao intei-
ra desta cidade, accar-
retou a bancarrota da
provincia e promoven os
mais .nstes successos e
oppnmio os seus adver-
sarios, igora na oppo-u-
cuto, estremecido de amo
res por esta provinuia,
vae tratar de libertal a
do guante frreo de um
procnsul; agora qu>"
elle mostrar o quanto
patriota.
Comarca de Tiaataafea
(Contina)
O traductor.
t'roiramraa da foata de FranrU-
co de Paula, na igreja do Ca-
xanaa
A romper da aarora do dia 14 do corren te, se-
r annunciad por ama salva, que nesse dia se
effectuar a solemne festa d padr.eiro; as des
horas ter cornejo a missa cantada; sendo pre
gadoro Rvm. padre M*llo, e chefe da orchestia, o
Sr. Joo Poliearpo Soares Roa; tocando igual-
mente nos intervallos a msica marcial do 14 ba-
talho de infantera, soltando-se di tirsos baldes
depois da festa.
A tarde continu ra a tocar sobre coretes ao lado
da igreja a mencionada msica marcial, a noute
fiado o acto religioso, cantar os versos s Exma
Sra. D. Francisca Carolina Csxneiro Lins, aoom
paab dos piano.
Na segunda feira 15 ser sjuimado um fogo de
artificio, todo a capricho fiaito pelo arista Tito,
que principiar as 9 horas ssssiri.
Beoife, 9 de feveteiwde I8S6.
Antonio de Pina* Borgas.
De volta de urna viagem ao centro da provincia
da Parabyba tai conheceior de di varaos ajtigos
publicados no Jornal do Recife pelo Sr. Maciel
Pinheiro contra mim.
Atacado por um modo selvagem uestes artigos.
vajo-me obrigado nao a defender-me, porque a ea-
tultice da aecusajo por si s minha loelhor da
feza, mas a tornar mais saliente o espirito sat-
nico que dirigi aquel'.e juiz sui generis na eli>o-
raju do monstruoso parto do seu carcter atrabi-
liario, em que t predominan) os elementos bes-
tiaes do mais remoto atavismo.
Este anacbronismo social dominado pela manei
ra de ulgar-se. n'um pait de escravos e botocudos
entende que a toga de magistrado, em to m hora
lhe concedida, representa o barreo e cutello ds
anti^os s-uhores, e que por couseguinte deveria
fazer p-sar sobre a infeliz comarca, que teve a
deagraca de lhe ser designada, o jugo ferrenho dos
tempos coloniaes.
Ninguem deveria ouaar dar signaes de desapro
vacao aos absurdos de sua prepotencia insolente,
sob pena de ver-se quanto antes alvo das machi-
uacoes desse tresloucad1, que em seu furor raivoso
esquece os mais comesinhos deveres do seu cargo.
Eis em poucas palavras a explicaco nica verda-
deira da sanha com que o juiz Vfaciel Pinheiro se
atira a mim e meu rmo Jos Francisco de Mu-
raes Vascoueellug.
Esse insensato nao vio que na publcacao da
diatribe a que denominou sentenja dava a prova
mais cabal de quanto pode afastar-se de sua mis-
so um magistrado, le procura satisfazer seuti-
mentos inconfessaveis e vugaujas mesquinhas.
NSo vio esse furioso quanto me devera encher de
cruel regosijo o facto m no de vel-o asiim aviltar-
se e descer abaixo de qualquer canalhi, que se
produzisse um tal d icument > uo tena por certo a
imprudencia de publical o, arrostan do assim o des-
prezo dos horneas sensatos.
Admirabile dicta!
Uina pe'.-a uji publicaco euvergonharia a qual-
quer outro jui :.presentada p;lo Sr. Maciel Pi-
nheiro como titulo de gloria !
R.'servo-me para em publicaya posterr das
razoes de appellajao pira o tribunal da Relaja",
examinar detalbadamiute aqnelle producto da Mi-
ra e impotente desespero, pedindo a r-^ipeitavel
pubiieo que aguarde esta pub.iuajo para julgar
de quanto capaz a insensatez de um juiz des-
peitado.
Entilo tornarei mais patente, se ainda o pos-
aivel ao menos para oa que leram aeus artigos, a
hediondez do procedimento deste ignobil intrigan
te, que depois de ter ateado a discordia entre p-
rentes e amigos, procurou improficuamente (e
este seu inaior desespero, lancal-a entre mim e
meus irmaoa, j obrigando um ,r agradecer-lhe e
recuaar & fineza de declarar-se aeu expontaneo pro-
tector, ja attrabindo a sua casa o menor e procu-
rando durante longas horas Iludir sua inexpe-
riencia e boa f afim de constituir procurador um
seu amigo, j fin tmente procurando convencer a
outroque o tendo favorecido as partilhas, de
cujo formal mais tarde fez lhe pre ente, nao devia
acoiopauhar as victimas de sen odio na appellaj<>
de sua negregada sentenja.
"or ora limitar-me-hei a affirmar solemneme ite
que nunca procurei a amisade d.-st-: fatuo, como
faz erer em seus artigos, e que apenas fui tres ve
zea e su 1 casa, sendo utna por oceasio da visita
do conselheiro Sodr aquella cidade, e duas como
medico para receitar sua cunliaila, e que nao
verdade ter eu em teinpo algnm tentado pr var
em juizo demencia de meu finado pai. Fique o
publico faz -n io um juizo approximado do criterio
d'aquella infeliz victima de p.ixo -s desordenadas,
que no intuito de ferir m ni 1 teve pejo de lanc .r
uio e ineu'iras baixis e pueris.
Fiado desafiaalo solemnemente a este ero
inyeroscopico a que, sob pena de ser reconhecido
como o mais vil calumuiador, prove p-.r qualquer
forma, pelo meio que primeiro se apresencar sua
imaginajomachiavelica quando e ou lej fui algum
dia jogador, e pedindo lhe que declare etn que se
firma para to leviannaraente asseverar que nada
aproveitei uo mea curso acadmico, que a seu
alucinada espirit t: longo se afigurou.
Timbaoi, S de fevereiro de 188 '
Or. Manoel Xivier de Maraes Vasconcel'n.
COMARCA DE TIMBADBA
Os prlos do Jornal do Recife oceuparam se por
diversos dias em dar evacuajo a bilis rbica do
ctf.ebre juiz de direito, Luiz Jferreira Maciel Pi
nheiro, que querendo se constituir chefe do par-
t lo beral da infeliz comarca de Tiinbaba para
onde foi removido, grajas ao seu geuio atribularlo,
rizoso, pequeaino e caprichoso, nao tem consegui-
do seno plantar a desunas na familia liberal d'a-
quella commarca, onde o partido liberal composto
quase d'uma s familia, sempre p-iraou pela sua
forja, unio e maioria, tasendo triumphar semprv
as suas ideas, como fcil de provar-se, ae recor -
rerraos a sua historia, at a infeliz reinoco do ce-
lebre juiz L. F. Maciel Pinheiro.
Inf lizmente tendo suecumbid 1 o primeo juiz
{ direito, que ti vemos, o installador da comar-
ca, ovfinado Dr. Balbino de Moraes ?inheiro, de
saudosamemoria, o Dr. L. F. de Moraes Pinheiro,
que pelos sena bellos feitos aodava foragido, ou
estava prestes sei expellido da commarca de
Taquaretinga, tendo Jambcm all camprido a sua
triste misso de plantar av desuuio no seio da fa-
milia liberal, abrajou- e c d'aquella epocba, e tanto bajui'^Ci tanto curvou a
cerviz, tanto dobrou o dorso, que Vfiaal eonseguio
ser removido para a infeliz comiltarca de Tim-
bauba. i
O partido liberal da comarca, at Aqto com-
pacto, e unido, com quanto nao aceitasse cfamuto
bom grado o presente grego, que lhe envit vam^ Sr
vista dos precedentes rizosos de semelhante juiz,
cujo geoio irracivel e o liento j era conhecido por
alguns dos seus membros ; todava recebeu o bem,
com as honras devidas sua hierarchia, esperan-
do que a pratica de administrar a justica em duas
comarcas, a experiencia que se val adquirindo
com os annos, o mo resultado da excntrica po
litica do celebre juiz, lhe servissm d liccao, lhe
aconselhaasem melhor, lhe tivessem modificado o
genio atribulario, e com semelhante correcjo, ti
vessemos um joiz, que se uo nos viesse fazer fa-
vores, ao menos fazer-nos justija.
Mas fatal illuso o que o berjo d, s a se-
pultura tira.
O hornera excntrico, de genio o liento e renco-
roso, o magistrado que s dis'.ribue justija de par-
ceria com a poltica, que nega pao e agua ao ad-
versario, e ao desafiejoado, que nao se curva aos
seus caprichos, em breve Be maaifestou, e a mas-
cara que encobria o juiz que apregoava nao ser
poltico, de uo pertencer a nenhum dos grupos de
traficantes polticos em que se ocha diaidido opaiz,
em breve se desfivelou, e cahio deixaudo couheeer
o carcter do juiz, que veto substituir um dos mais
bellos ornamentos da magistratura brasileira to
depressa desapparecido da face da trra !
O publico que tem lido, as verrinaa de que te-
nho sido victima, publicadas n-> Jornal do Recife,
pela sua lioguagein virulenta que s destilla ran-
cor e odio, pelo seu estylo, tendo alguem dito mui-
to bemque o estylo o hornerapode bem ava-
llar qual o quilate do juiz, com quem eu e meus
irmos temos lutado, e do quanto ser elle capaz,
oceupando o importante lagar de juiz de direito de
urna comarca.
nao tinha pedido semelhante honra, mais se aug-
mentara:n a> iras de quem se iulgava donatario do
4 distiicto, ficando .asentado hostilis r com todas
as foroas semelhante candidato. Fot fcil seme-
lhante misso. encontrando o Dr. Joaquim Tava-
res ou) instrumento doeil no juiz de dir.'ito de
Timbaba, o Dr. Maciel Pinheiro, que inventou
um candidato, por oceasio de urna reuoio polti-
ca no engenho Paquevira, indigiUndo para can-
didato um estudante de medicina, que send filho
da localidade de um dos distinctos membma do
partido liberal, com taes elementos sena fcil a
sua eleijo, e assim ficaria desde logo firmado o
prestigio, o podero do juiz, que aspirava dirigir a
poltica da comarca, como chefe.
Tendo aceitado a chapa do directorio do parti-
do, era de mea dever, como poltico leal e sincero,
sustental a, e outro recurso nao tive sendo m re-
usar o mea fraco auxilio ao candidato inventado
pelo "r. Maciel Pinheiro, depois de fazer ver aos
tceus parantes e amigos os inconvenientes de jma
acigo no ajo do partido, querendo se desmorali-
sar a cimmiss > organisadora aa chapa, e embira
me vase com grande pesar obrigado a separar-
me de parantes e amigos, que sempre ap'eciei-os,
arrastar e hitar com as iras do juiz, e do donata-
rio do iistricto, a minha digadade de homem po-
ltico, o meu dever de soldado do meu partido nao
ne permittiam transigir, nem abandonar o posto
que me lora confiado,a sustentajo da ohap 1 do
directorio. Eis a verdadeira ciusa que dea ori-
gem, a este juiz que 8e diz nao ser politice, nao
pertencer a n-.nhum dos grupos de traficantes poli-
ticos em que se ac/ia dividido o paiz, me votar ao
seu odio, e requerer-me curvar aos seus phautas-
tieos caprichos.
D'aqui era diante nao houveram picardas que
nao se me fizesse, as iras do furibundo juiz se aug-
mentavam, e se excitavam de dia em da, que cer-
cado de doceis instrumentos da justija, e com a
protecjo do aeu poderoso amo e aenhor, que se
entregava de corpo e alma a todoa os gabinetes,
afim de suatental-o no seu districto lhe ensuber-
beciara e faziara desenvolver.o aea genio vingati-
vo e odioso.
A morte do meu venerando pai, e o inventario
dos bens a que se ta proceder, offereceu urna oc-
easio at um jago immoral, vergouboso e indecente, afim de
ver se me curvo aos seus miseros caprichos ou en-
to de tu io se lanjaria mo, se me negara pao e
agua.
Mis ainda urna vez se illu lio esse pobre juiz
nos seus clculos.
Que n tem a sua consciencia tranquilla, quem
gisa da paz d'alina, quem al hoje nao tem se ar-
reciado um palmo da larga estrada da honra e da
dignidad-, quem ouvo os Balotares conselhos e
obaervou os bellos exemplos de vrtude de um an-
cio to respeitave, como foi o meu venerando
pai, prefere mil vezes as iras, 03 odios de juizes
pequeninos, meros instrumentos de depuladinhos
despeitados, a suas grajas e favores.
Descuci.deou-33 desde euto urna terrivel per-
segaio&o coutra t idos os meus amigos ; a nm meu
inuo acadmico da faculdade de direito se pnn-
cipiou a instaurar uiu processo pelo gravissimo
crtine de castigar um moleque ladro com algu-
mas palmatnailai; amigos meus polticos aoflre-
raa proeessos por crim -s phantasticos ; escravos
do acervo d 1 meu fiuado pai eram aconselhados
pelos juizes abolicionistas para abatid uiarem n
eagtwho s fagiroaa pira o Cear ; tizeram-se ava-
liajocs dos bem e se destizeram sema menor con-
testajotd dos berdeiros, avaiiwram safras duas ve-
zes, at depois de colhidas, duplicaram-se custas
para prejudiear os herdeiros e me hor aquinhiar-
se os empregados da justija, exigio-se do corres-
pondente de meu pai coutas correntes de seis an-
nos anteriores a sua morte, pretendeu semelharfte
juiz energmeno aunuilar o inventaro procedido
po oceucio da morle de minha carnhosa mi, a
quaai dez annos procedido, mandando-sc extrahr
copia em Itamb, j t:ndo quasi todos 03 lier lui-
ros dispostos de suas heraujas ; finalmente este
juiz desmiolado, poasesso e sem criterio, que a
des'ilava viaganja contra mim e contra meus ma-
nos, depois de se ter iusinuado, onWecendo sua
valiosaproteccao a um dos berdeiros para se apre-
sentar em opposijilo no inventario, sendo digna-
menta repellida. tao vil proposta, perd^ndo final-
mente toda esjeranji de planear a desarmonia no
seio de nos, depois de dous annos e vinte e seis
dia de hita com semelhante inventario, ao ha-
vendo a m mor opposijo por parte dos herdeiroe,
btvra iiiowriioa sentenc que mandou estampar
n j Jornal do ttecife, com um padrao de gloria pa-
ra servir de co e cingr-lhe a fronte !
Alas o Sr. j iiz de direito de Tirababu. o pros-
tituido, o infame b .oharel Luiz Ferreira Maciel
Pinheiro, i se a're.eu a lavrar e mandar publi-
car aqueile accervo de insultos, de improperios, de
mentiras, de intriga* de ealuinnios. em que eu e
meu irmo Manoei somos arrastadas e atados ao
poste da diffamajo, taxando-nos de caloteiros, de
fraudulentos, de dilapidadores da fortuna de meu
venerando pai, considrenlo nullos os actos dos l-
timos trez anuos da vida do meu honrado pai, co-
mo se elle estivesse julgado demente por alguma
sentenja e incapaz de administrar e distribuiros
seus bena com quem bem lhe approuvesse, attn-
buindo molestias que nunc 1 soffreu ; porque co-
nhece, tem certeza de que somos homens pacficos,
amantes da ordem e respeitadores da le ; seno,
a appellacao, que devenamos lanjar mo, seria
mandar cortar-lhe as envernisadas faces com um
bom vergalho, a fim de lhe ficar signaes indeleveis,
em lembranca, de tanta infamia, para nao prosti-
tuir a justija, nao deshonrar a toga da magistra-
iura brazileira, amistando-; pelo lodajal das vis
paixes, serviudo-se da justija, do cargo d juiz
par satisfazer miseras vnganjas de lo igo tira-
po premeditadas e comprimidas : sim s vergalha-
aWwVwrmW!*!* faces de too infame juiz. que
lhe deixassen emHeH^fV."S'\ indeleveis signaes de
tanta infamia corresponderan a l'/&jk-l'a-'?&


No prctendeodo acompanhar semelhante insea-
sato as suas verrinas, veuho to ooineute em at-
tenoo ao publico, e aquelles que nao me eonhe-
cem, justifiear-me das diatibrea que me atirou
aqueile insensato, eaae Cateto caricato, que se di-
zeodo uo ser poltico, no eotretanto tem tido a
habilidade de plautar a sciso no seio do partido
liberal, suscitando questoes de ebefia, dirgiodo
reuui -s meramente oolituas, inventa ido candi
datos para desmoralisar os chefes do partido, em-
fim considerando susp'itos, e nao liberaes todos
aquelles que tem tido a coragem de arcar contra
a sua louca preteojo, de uo se curvarem a sua
excntrica poltica.
E' falso, nteiramente falso, que eu tivesse pe-
dido ao Sr. Maciel Pinheiro a demisso do escri-
vo do jury ; ao contraro tendo aemerhaate ao-
meajo sido feita pelo meu fiuado amigo o Dr.
Balbino de Moraes Pinheiro, e cumprindo elle sem
pre cornos seus deveres, nunca sohcitei semelhan-
te demisso : raenio, portanto, o Sr. Maci 1 Pi-
nheiro, quando dea como causa de sua intriga co-
migo, o que nunca existi.
A causa verdadeira foi a seguinte :
O directorio do partido liberal teudr em 1883
organisado a chapa para deputados previociaes,
apresentou dous candidatos para o 4o districto, um
dos quaes nao agradoo, e ao contrario dispertou
ciumes mal fuadadoa do Dr. Joaquim Tavares,
que e-Hendido em saa susceptibilidade, entenden
dever bastiIaWo, tendo primeirameute se dirigido
a elle, afim de retirar sua oauaidatura, a como
este lhe fizara ver qne s a commiasio do paitado
organisidora da chapa o podara faser, aaica res-
poosavel por saa apresentajo, non ves que elle
tenca.
Os homens de bem, os magistrado? jufticeiros e "
mparcaes. os verdadeiros sacerdotes da justija,
que ajuizem de semelhante ju z, energmeno, sem
crictrio, sem pudor, sem dignidade e sem honra,
apenas enfatuado em um tofo orgulho 3 na louca
vaidade de ser nm grande juriseonsn'to, sam t-
tulos que o rccomineuile.il a estima publica, e clas-
sifiquem, como merece, quem assim profana epros-
titue a bella misso de distribuir justica.
Deixo de entrar na analyse de to monstruosd
sentenja, sentenja que quando algum dia esse in-
feliz juiz se achar com o espirito tranquillo, e a
rato lhe voltar tria e calma, ao seu estado nor-
mal, e a reler, por certo lhe far tingir as mace-
radas faces, e reconhecel-a como um monumento
eterno de vergouha para a ana vida de magistra-
do, sentenja de que todos os herdeiros unani-
mente appellaram para o Supremo Tribunal da
Relajo, por que em tempo opportuno me com-
prometi a publicar as razoes de appellacao do
distincto advogado, que se acha encarregado de
aemeihante trabalho, afim de que o publico firme
o 8^u juizo justo e imparcial do juiz de direito da .
comarca de Timb.-tba.
Fique portanto o publico e todos aquellos que
leram as vernaas esenptas por aque le jaiz con-
tra mim e meus irmos conheceudo a causa de to
grande odiosidaue, de quanto capaz um juiz de
semelhante tempera, quaudo se quer constituir
chefe poltico em uina comarca e encontra quem
lhe faja ba: reir ; d'ura juiz que dizeodo nao per-
tencer a nenhum dos grupos de traficantes apolticos
em que se devideo paiz, qualifica grande numero
de individuos moradores na provincia da Para-
hyba para augmentar o eleitorado da freguezia
ce S. Vicente; emfim que devendo bem conhecer
a forjado grupo, que dirige na comarca ousa as-
se'urar ana seas partidarios aqu no Recife, que
o triumpho do Dr. Joajuim Tavares era matba-
matico, estando, para s >leraniaI-o com a casa
eheia de graode numero de gyratij >las de fogue-
tes ; e como os seus clculos aiuda urna vez lhe
falharam, reconhecendo todoa ser elle a causa ni-
ca e verdadeira da derrota eleitoral do Dr. Joa-
quim Tarares, recorre esse infeliz a imprensa para
desabafar sobre mim toda a aua bilis, todo o seo
furor sataoico !
Nao pietendendo mais voltar a imprensa para
sustentar polmicas com semelhante hydrophobi-
co, deixo o campo da imprensa franca ao Sr. Ma-
ciel Pinheiro para dar espanjo ao seu geoio en-
demoniado, certo de que darei d'ora em diaute
'auto valor aos aeus artigos, como aos uivos do
cao que laJra a la.
Recife, 12 de Fevereiro de 1886.
Jos Francisco de Moraea Vasconcelloi.
COMARCA DE TIMBAUBA
Os abaixo aasignaloa filh-.s do finado Francisco
Xavier ie Andrade, nao obstante terero appellado
da sentenja prof-rida pelo juiz Maciel Pinheiro
uo inventario d'aquello finado, vm protestar so-
lemnaasnte contra as injurias e calumnias atira-
das a seus irmaes Josa Francisco da Moraes Vas-
oooceUoa e Dr. Maaoel Xavier de Moraes Vas-
coucellos, que nada devem ao monta, a coja pro-
1


Diario de PernambucoSabbado 13 de Fevereiro de
1SS6




bidade e honra esto cima do juiso da um ma-
gistrado que nao trepida >m abusar de sua posi
i3.o de jan para dar expandi a seug sentimentos
de odio e vmganoa.
Francisco Xavier de tnraes Yatconcellos.
Domingos Xavier de Morae Vasconccllos.
Francisco Xavier Seabra Andrade.
Joaqun Xavier de Morae Andrade.
Academia
Convida-se a mocidade acadmica afira
de reunir-se, ua segunda-feira 15 do cor-
rente, s 5 horas da tarde no Theatro das
Variedades, na Nova Hampurgo; para as-
sistirmos a conferencia do ilustrado Sr. Dr.
Seabra ; relativamente da eleicao de con
selbeiro Theodoro Machaao Freir Pereira
da Silva; sem falta.
Um acadmico.
l
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranho
tendo praticado ltimamente nos principaba hos
pitaes de Paria o de Vieuna d'Austria, onde dedi-
con-se especialcente a partos, molestias de mu-
lheres e de criancas, offerece seus servidos ao res-
peitavel publico desta cidade, onie xou sua resi-
dencia.
Pede ser procurado do meio da a 3 horas da
tarde no sea consultorio ra larga do Rosario
n. 26,1 andar, e em ouira qualqufr hora do dia
ou da noite ra da Imperatriz n. 73, sua resi-
dencia. ^^^^
LABORATORIO HOtlIKOP IT1IICO
DE
FREDERICO CHAVES JNIOR
MEDICO E PHBMACEUTICO HOSKEOPATHICO
Ra do Bario da Victoria n. 39, 1. andar
G, Heckmano
Usinas de cobre, iatao e bronze e de
m.
Golitzer Ufer n. 9 Berlira S. O.
Egpeeialidade:
Construc^o de machi-
nas e apparclhos
para fabricas de nssuear, destillacfles e re
finacSes cora todos os aperfrcoameDtos
modernos.
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Engentaos de assucar completos
Estabeleciraenti filial na Havana sob
mesma firma de C?. Ueckmann.
C San Ignacio p. 17-
nicos representantes
Haupt Cebru'der
EIO DE JANEIRO
Para informagoes dijamse ai
Pohlman Al-
Casa de Saudedo Dr.
Souto-Maior
Acha-se aberta a casa de saude di] Dr
Souto-Maior, situada ra dePayaand^i n.
5 (Passagem da Magdalena) com acommo.
dac3es para doentes de todas as classes d
sociedade.
Os Srs. facultativos da provincia encon-
rarSo messa modesta casa de saude as
condicSes favoraveis para o tratamento de
qualquer molestia cirurgica ou medica <
para abi poderlo enviar os seus doentes,
medical os, conterenciarcom os mdicos de
sua escolba etc. conforme Be acba dispos-
to no regulamento da mesma casa.
Apparelbo telepbonico 398.
Medico e parteiro
Dr, teiim Ir
D consultas das 12 s 3 na na do C-
bug n. 14 l.- andar Residencia tempo-
raria no Monteiro.
Oculista
Dr. Ferreira da Sdva, con-
sulta- das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Recife, 5 de Marco de 1885.
EDITAES
Ed tal d. 74
(3' praci.)
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, se faz pu-
blico qae por nao terem sido retiradas eir. tempo e
ameacarem corrupcao, ttero postas em praca no
trapiche Conceicao, s 11 horas do dia 13 do cor
rente mea, por couta de Domingos da Silva Tor-
res, 441 barricas, entre ellas algumas quebradas,
e um caixao contendo farinha de trigo, dos salva-
dos do vapor americano Finance, mercadoria e&sa
examinada em 26 do inez prximo passado e no-
vamente em 8 do corrente pelo Dr. inspector da
sade publica, e julgada nao prejudicial sa e
pub ica.
Em continuacao serao vendidas em 1* praca 133
barricas com farinha de trigo, por conta do mes-
mo senhor, visto j ter sido intimado pelo edital
n. 72 de 9 do corrente mes, para retral-as no pra-
zo de 24 horas e nj telo feito at a presente.
3 seccao da Alfandega da J Pernambuco, 11 de
fevereiro de 1886. O chele,
Cicero B. de Mello.
D.10
Dr
10
LTV
Tristao Henriqucs
Costa
n. ir
Roa da L'nto
consultas das ti as 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
Telephone numero 54.
Conoltorio uiedico-eirurgico
O Dr. Esteva.- Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consultse wedicocirurgieas, na ru>.
do Bom Jess n. 20, Io andar, de meio dia s 4
horas ii.i larde. Parasii demain consulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1" andar.
Ns. telcphonicos : lo consultarle 05 e residencia
126.
EspecialidadesPartos, molestias de crean
cas, 'tero e seus annexos.
Dr. Cerunera Me
WKUlt'O
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, c desta
hora em diante em sua residencia i ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoraa e criancas.
OCULISTA
Dr. Brrelo inmpila, medico oeulis
ex-chete de clnica do Dr. de Wecker, d cnsul
tas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Mari-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias sanctiticados. Residenciara d-
Riachuelo n. 17, canto da ra coa Pires.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro chefe, faco
publico que, de conformidade com a autonsaco
doExm. Sr. conselheiro presidente da provincia
de 30 do mez findo, recebe-se nesta secretaria, no
dia 13 do corrente ao meio dia, propostas para a
execucao das obras de reconstrucciio das bombas de
Queimadas e de Carende, ambas na estrada Victo-
ri; a primeira oreada em 1:595000 e a segunda
em 9164600.
Os ornamentos e mais condices dos contractos
acham-se n'esta secretaria para serem examinadas
pelos Srs. pretendentos.
Secretario da Reparticao das Obras Publicas, 5
de Fevereiro de 1886.
O secretario,
Joo Joaqun de Siqueira Varejao.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. eugenheiro chefe, faco
publico qae, de conformidade com a autoritario do
Exm. Sr. conselheiro presidenta da provincia, no
dia 13, ao meio dia, recebe-se n'esta secretaria
propostas para a execucao de reparos urgentes na
ponte sobre o rio Una, em Palmares, oreados em
2:019*000.
O orcamento e mais condi^oes do onttacto
acham-se disposico dos Srs. pretendentes para
serete examinados.
Secretaria da Reparticao das Obras Publicas, 5
de Fevereiro de 1886.
O scretario.Joao Joaquim de Siqaeira Vartj&o
Edital n. 9
Bol** commercial de Pernam
buco
Becife, 13 de fevereiro de 1886
As tres horas da tarde
Cotavee oficiaes
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 00 d/v com 1 1/4
O/O de descont, hontem.
Cambio sobre Santcs, 60 d/v. com 1 1/4 0/0 de
descont.
Cambio sobre Para, 30 d v. com 3,4 0,0 de des-
cont.
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, 60 d/v. com
1/4 t/0 de descont.
Cambio sobre Londres, 90 d/v. 17 11/16 d. por
14000, do naneo.
Cambio sobre Lisboa, 60 d/v. 194 0/0 de premio,
hontem.
Dito sobre dito, avista, 200 0/0 de premio, do
banco.
P. i. Pinto,
Presidente
Candido C. L. Alcofjrado.
Secretario.
O administrador do Consulado Provincial dan-
do camprimento portara d. 467 expedida pelo
Illm. Sr. Dr. inspector do Thesouro em 23 do cor-
rente. taz publico, para conheeimento dos propie-
tarios das casas sitad as localidades constantes
da relacao mire, que no espaco de 30 dias uteis
contados do 1* de Fevereiro prximo vindouro, se-
rio arrecadadas por esta reparticito, independente
de multa, *s importancias das annuidades e mais
servicos da Recife Drainage Company, correspon-
dentes ao 1 semestre do exercicio corrente de
1S85-1886.
Gonsulado Provincial de Pernambuco, 26 de Ja-
neiro de 1886.
Francisco Amyntka de Carvalho.
elarfio m que ae refere o edital
nprat
Fregxua de S. Fre Pedro Goncalves do Becife
Ras:
Mrquez de Olind. Bom Jess, Alves Cabra!,
HENDJMENTOS
fea a fevereiro
^^^HsUn 1 11
e 12
Ks. K1IBUOB1XDe
- 12
11
L*m
raotisniu,
12
D.- i 4 n
m riisAOiDe 1 A 11
12
PBLICOS
de 1*>6
188:789>089
J5.10U778
203:890,367
12:240/016
1:393540
13:633/526
63144*876
6:037744
68:182/620
8:347/921
804.614
9:152/565
DESPACHOS DE IMPORTACO
r inglez Phoenix, entrado de An-
c Londres, no dia 9 do corrente, e
consignado a Saundres Brothres & C. ma-
n fe stou :
Carga de Antuerpia.
Batatas 500 moias caixas a Sulzer &
Koechlin.
Chumbo de municao 10 barris, a ordem.
Ferragens 95 voluntes a ordem.
Tecidos 3 caixas a Jos de Oliveira.
Tenas de vi.lro 30 caixas a ordem.
Vidros para vidraca 110 caixas a Paren-
te Vianna <& C
Carga de Londres
Arroz 200 saceos a Souza Basto Amorim
& C LO a Paulo Jos Alves di C. amos-
tras 2 vola mes ordem.
Cimento 500 barricas a ordem:
Cofre de ferro 2, caixas a Willian Hal-
liday & C.
Cha 4 caixas a Paulino de Oliveira Maia.
Conservas 7 caixas a ordem.
Drogas 4 volumes a J. C. Levry A C
2 a Faria Sobrinbo d C.
Enxadas 50 barricas a Oliveira Basto & C
Estopa 13 fardos a ordem.
Fei-ragen8 2 caixas a Oliveira Basto & C.
Linha 9 caixas a Miguel Izabella.
Louca 1 barr a a L. A. Siqueira, mer-
caduras diversas 11 volutues a Companbia
Pernambucaua 3 a The vJentral Sugar
Factorie of Brasil, 9 a ordem, 6 a Miguel
Izabella.
Materiaes pura encanamento de r.gua,
34 vulumes e pejas a Companhia de Be-
beribn.
Oleo de linhaca 50 tambores aos consig-
natarios 50 barris a F. M. da Silva & C.
5 n ordem.
Objectos para escriptorio 1 caixa :o
New London Aad Brazilian Bank.
Presunto 3 caixas a Paulo Jos Alves & C.
Salitre 100 barricas a Oliveira Basto
6 C. 50 a A. D- Carneiro Vianna.
Tecidos diversos 10 volumes a ordem, 8
a L. A. Seqneira, 5 a Narciso Maia & C.
19 a Joaqun Agostinho, 2 a A. Santos,
11 a Machado & Pereira.
Tintas 108 barricas aos consignatarios
80, e 4 caixas a F. M. da Silva & C.
Conceicao, Bispo Sardinha, Torres, Thoro de Sou-
za, D. Maria de Soasa, Vigario Tenorio, Barrcto
ie Menezes, Mariz e Barros, Burgos, Amorim,
Moeda, Tuyuty, Companhia Pernambucana, Ma-
dre de Deus, Domingos Jos Martina, Mscate?,
Restaurado, D. Maria Cesar, Visconde de Itapa-
rica, Farol, Areal, S.' Jorge, Vital de Oliveira,
Gsararapes e Baro do Triumpho.
Praca:
Charco, Assembla o Pedro I.
Travessas:
Vigario, Madre de Deus, Campello, Domingo,
Jos Martins, Corpo Santo, Antigo Porto, Bom
Jess, Areal, Fundicao, Occidente, Uuarurapcs -
Praca do Pedro I.
Beccob:
Ab cu, Lar isschoal.
Largos :
Alfhndega, Corpo Santo e Asaeoibla.
Ca
Companhia, Brum e Apollo.
Santo Antonio
Ras :
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de Ca-
las, Cabug, Bario da Victoria, Trocheiras, La
raugeiras, Urga do Rosario, estreita do Rosario,
S. Piancisco, Joao do Reg, I'ha do Carvalho, Ra-
da, Patos, Calabouco Velho, Santo Amaro, M;i
thias de Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fo
go, Livramento, Penha, Viscoudo da Iunam,
Pedro A'onso, Nova da.Praia, ALircilio D'.as, V-
raca->, Lomas Valentina?, Coronel Suassuna, San-
ta Thcreza, Vinte e Quatro de Maio, Palma, Mar-
|uez o Herval e Cudeia Nova.
Prar;*:
Pedro IL
Campo:
Princesa.
Caes!
Vinte o Dous de Novembro.
Travessas:
Queimado, Cruzes, Mrquez do Recife, Bella,
Quaiteis, Calabouco, Expostos, Martins, Flores,
oarmo, Bomba, Livramento, Arsenal, 1* da Fraia
2 da inesma, CaMereiro, S. Pedro, Virace, Lo
bato, Falco, Pocinho e Concordia.
Largos :
Paraizo, Carmo, Penha, S. Pedro e Practa.
Bccos :
Bella. Calaboaco, Matriz, l.o. 2." e 3.0 da Cam
boa, Falco e 1. e 2." da Cadeia Nova.
8. Jos
Ras :
Marcilio Das, Lomas Valentinas, Coronel Suas-
suna, S. Joo, Palma, Mrquez do Herval, 24 d
Maio, Dias Cardoso, Passo da Patria, Padre No'
brega, Victoria, Cadeia Nova, Vidal de Negreiros,
Fre Henrique, Dique, Assumpco, Domingos
Theotonio, Padre Floriano, Cbristovo Crlombo,
Jardim, Forte, Antonio Henrique, Nogueira, Santa
Cecilia, Santa Rila, Nova de Sana Rita. S. Jos.
Praia de Santa Rita, Pescadores, Ipyranga, Impe-
rial, Praia do Forte e Luiz de Mendonca.
Travessas :
Martyrios, Pocinho, Ramos, Caldereiro, Gaz,
Matriz de S, Jos, Forte, Prata, Serigado, Copia-
res, Nova de Santa Rita, S. Jos, Praia do Forte,
Peixoto e Lima.
Bccos :
Paula, Caldereiro, Gaz, Assumpco, 1.a de San
ta Rita Nova e Matriz de b. Jos.
Largos:
Forte Mercado.
i da Vista
Ras :
." .Imperatriz. Conceicao, Visconde de Pelotas,
Tumba, Visconde de Albuquerque, Aurora, Cap-
baribe, Ponte Velha, Conde da Boa-Vista, Ria-
chuelo, Unio, Saudade, Sete de Serembro, Hos-
picio, Camaro, Rosario, Gervasio Pires, Atalho,
Socego, Principe, Santa Cruz, S. Goncalo, Co
lho, Hospital Pedro II, General Sera, Coronel
Lamenba, Alegra, Leo Coroado, Haro de S.
Borja, Soledade, Visconde de Goyunna c Attra
cao.
Travessas :
Gervasio Pires. Colhos, Atalho, Barreiras, Ve-
ras, Quiabo, Joo Francisco, Mangueira, Cam-
pia e Palacio do Bispo.
Pracas :
Conde d'Eu e Santa Cruz.
Largo :
Campia.
Bcco :
Colho.
O Dr. Adelino Antonio de Luca Freir, official da
Imperial Ordem da Rosa, commendador da Real
Ordem Portugaeza de Nosso Senhor Jess
Christo, e juiz de direito privativo de orphos o
ausentes da comarca do Recife e seu termo, por
'ua M'gestade Imperial e Constitucional o Sr.
D, Pedro II, a quem Deus guarde, etc.
Faco saber acs que o presente edital virem ou
delie noticia tiverem, que no dia 15 do corrente,
depois da audiencia deste juizo, na respectiva au-
diencia ir a praca para ser arrematado por quem
mais der, um sobrado de 2 andares n. 61, sito
ra do Viseende de lUparica, com tres portas de
frente no andar terreo, urna das quaes d entrada
para os andares superiores, tbndo a loja duas sa-
las pequeas, dous quartos, cosinha e quintal mo-
rado, o qual foi avallado por 5.O00<, ir a praca
com o abatimento da quinta parte que servir de
base ao preco da arrematacae. E vai a praca em
virtude da carta rogatoria vinda do juizo de di-
reito da comarca de Vianna do Castello, do reino
de Portugal, para o pagamento do imposto divido
Fazenda Provincial.
E para que chegue ao conheeimento de todos
mandei passar o presente qu.: ser publicado pela
imprensa e ailado no lugar do coetmne.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 11
dias do mez de Fevereiro de 1886.
En, Manoel do Nascimento Pontes, escrvo o
subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
3 Pela presente sao chamados os aeuheres cons-
tantes da relacao infra, afm de satisfazerem a
importancia dos termos de sal que assignaram no
1 semestre de 1884 85, %iito nao terem apre-
sentado, para a respectiva baixa, os documentos
de descarga que eram obrigados.
Francisco Moreira da Costa 26880
O mesmo, como fiador de Delmiro Gouveia 14857
O mesmo lt500
Maia & Rezende 23*625
Os mesmos 7 087
Pedro Jos de Siqueira 5250
O mesmo 5960
Seixas Irmaos 13440
2 seccSo do Consulado Provincial, 10 de feve-
reiro de 1886.=0 cuete,
Manoel Pereira da Can ha.
DECLARACES
AsMR'iat'ao Commercial Agrcola
de Pernambuco
Ne tendo comparecido numero suffici nte dos
Srs. assoeiads para a reunio da assembla ge
ral (extraordinaria), convocada para o dia 8 do
crrante, de ordem do Sr. presidente desta asso-
ciaco sao fcovam^ute convidados para compare-
c.rerc no dia 18 do corrente s 11 horas da ma-
nh na sede desta assoi-iacac para ter lugar a di-
ta reunib, que funecionar cem o numero de so-
cios presentes, de conformidade com o art. 21 dos
estatuir.
Secretaria da AssociaQlo Commercial Agrco-
la de Pernambuco em 12 de Fevereiro de 1886.
8. de Barros Barreto,
secretan').
Imperial cociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Por "rdem do nosso irmo director, ernvido a
todos os irmaos que se aham nos gosos de seus
direitos reunircm-se cm assembla geral domin-
go 14 de corrente pelas 10 horas da mtuh, em
nossa sede, afim de tratarse da approva^o das
contas do anno findo, e de serem apreciados os
relatnos do director e de bibliothecario do Lyco
a seu cargo.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Pernambuco, em 4 de
fevereiro de 1886.O 2* secretario,
Jos Castor de A. Soiua.
Club Infantil
A commisso, abaixo assignada, encarregada
de ornar as ras de ChrUtovo Colombo e Jar-
dim, pedem encarecidamente aos dignos morado-
res das ditas ras, o obsequio de nao jogarem
limas ou agua.
Arcenio Hotherio.
Manoel Ferreira.
Joo Pereira.
S. R. J.
Sociedade Becreatira Jirat
Sarao carnavalesco em 6 de mar^o d* 86
Tendo esta presidencia deliberado realissr na
ncite de 6 de marco prximo futuro um sarao cir-
navalesco, venho scientificar aos senhores socios
que principiar as 9 horas.
Os convites encontram-se em polcr do Sr. pre-
sidenta, e os ingresa >s na do Sr. thesoureiro, sem
os quaes nao permitfida a entrada.
Esta presidencia mu grata fi<-:r a todon aquel-
las senhores socios e e-mvidad f qae se aprese
tarem rantasiados, e previne que 08 > slo dni.-si-
veis aggreirados.
Recife. 12 de fev-*reir> d" tW6
O I" see.'etario.
.Ina,. Aifwrr.
Theatro de Variedades
0 v
C0MPA)IHIA-LVRICO-C0MIC0-DR44TICA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
Penltimo espectculo da empreza
13 He FeFsreiro fle 1
D Geremia, pdrc-eura da
aldeia
Carolina, sua sobrinli.i
Baptiata, cabo dos Berssgeri
R-poss
Bftllegrandi
Coicoletti
GRANDE NOVIDADE!
PEL\ SEGUNDA VEZ N'ESTA CAPITAL E NO IMPERIO
subir scena a engranada opereta em 2 actos e um quadro, cuja msica, do maestro
Casiraghi obteve o applauso de todo publico italiano
A FESTA M ALBEiA
PERSONAGENS
Senhor Gaudencio Podest
Cecilia, criada do padre cura
Barnard, sineiro
Gregorio, criado do Municipio
II ntanhfz's a msicos.
NMEROS DE MSICAS.1. Sitnphonia. 2.a A Rosa (canr/io).- 3.
Kyriel fquart''tti).-4." Ciro dos < anponezs. 5.a Quintetto com coro.-6. Pre-
ludio pela orcheet*. 7 Lendi. 8 O boijo.9. O cstaf.-ta. 10. Aria-;:o;nica.
11." Pr-lui'io pela orchestra. 12. A alegra.--i-i Kyrie. 14. O desejo (cavatina).
15." O sonho (aria-comica).1G. Marcha. 17. Coro final. 18.a >..ui;a campestre.
Acabar o espectculo en n a sempre :uipl&udida coroedia, en 1 acto, em que
o a;tor Milone faz non eraacSo capeeiaJ dos rlifitereotes typos que deseiapenh.
ATne
A empresa resolveu parar moraentaneamente com os seus trabamos, para
abrir o theatro depois do carnaval, mandado contractar na e:0rte novos artistas di
d'esta Ilustre capital. A empresa nao poupa esforcos para se tornar digna dos senho-
res Pernambucanos. N'estes ltimos espectculos, espera ver-se honrada com avul-
tada concurrencia.
3NT. 3B.
DepoiM do es|icc[a e linnil% dan linlmn Feroande Vieira e AfogadON.
Os bonil no largo do Palacio. O lori da Hagdalena m llavera quan
do o cnportacalo acabar dcpoiM do borario do ulii-iio bonil da rompa
bia. que pawma na raa \o\a lie 13 mnalos.
Mo se transiere o espectculo anda mesmo que chova
PRECOS DO COSTME
PRINCIPIABA' S 8 1/2 HORAS.
THEATRO
liiilciii iis;iiior;i
A direecau da compar:liia de Seguros Inoeoni.
sadora, tern a honra d .. invi lar aos nhore c
cionlstas rcunirem sr no o.-riptorij ia nerm
c.'mpauhia, 1 bora do lia 2 do Co-renfc", nfim
de Ih s serom aprevena': m contal dnsopera-
coes do auno de 1885, rApectlvn parecer da
comuiissao fiscal, e proc.der-i>-. n el iv'>o dii mes-
ma. Recif>-, 10 de fever-'iro c!e 8.
O- rlire fnn'H,
Joaquim "oiipeei.
Jos a Sil- -i !. y ilillii ;r.
Antonio lana Casa de Kiserieomlia
Recie
Na secretaria da Santa C-isa de Miserii-orii i i'
Recife arrendam-se por eopa(;o de um (m ali-
os, as casas abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240(KK.
dem -dem n. 49 24/>Ki
Ra do Bom Jess n. 13, 1 andar 3 Ofi(KKi
dem n. 29, luja 2100>
dem idem n. 29, 1- andar 240' (*
Ra dos Burgos n. 27 21(55000
Roa di Madre de Deus n. 10-A 18'JOOO
Caes da Alfandcca nrraaic-ii n. 1 1:609J0()tl
Ra do Mrquez de Olin.ii h 2"
andar ''''
Ra da Guia n. 25 20-)jOUo
Becco do Abreu n. i, ioja 48jO(Xi
Ra do Visconde de Itaparica n. 24.
pavimento terreo, 1* e 2 andar, por 1:'JOO000
Ra das Calcadas n. 32 200S000
Secretaria da Santa Casi, de Misericordia dn
Recite, 6 de fevereiro de 1881!.
O rscrivao,
Pedro kod.:mei de Soma
Doxala
Repretentar-ae-ha o lindo drama em 3 actos
Dianna v llioimc
c a chistosa comedia pin 2 Mi
0 Sirhasliunisla
A directora nao fi'in pjupauio esforcos para que
o especticul) satisfaca a eapectalivi d:a seos as
sociales e c 'ovillados.
Principiar s 8 horas.
t -------
tt^nas ,ii n is do esp> etacalo.
Os Sr. socios que singla n;o recel>eram suas as-
sigiiatnras queiram procuralas ein mao do Sr. t!nv
unro, raa liique de CaXM n. 11.
London and Brasillan Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
sas do nesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
IR.MANDADE
D I
Monitor Bom mnlr'x do Corpo Manto
AVISO
Km nome da actual nteea ri'gedora, roga-se
todas aquellas pe'StMU que ec-nservam em seu3 po-
deres cn|i:i pi-rieiienites 4 nossa veneravcl irman-
date, o obsequie de as man lar entregar o nosso
irosli tlii-someiro, ra da IJm Jess n. 59, cer-
i de queai.ctual mesa regedsra nao s ficar
agradecida, como tambem p ra evit:r duvidas fa-
tOfHS.
Cousistorio da irmandade, aos <> de fevereiro de
18S6. escrii/i.'.
irscci.- > Anfofio Correia Cardoso.
Instituto Arciicologico c ficogra
phco Pcniambucano
(]oipihia de edificares
S3j convid lQos os aubsetplores dessa compa-
nhia para urna leunia-.., que dever effectuar-sc
no dia 15 do corrate, a 1 bOia da tarde, ra do
Imperador u. 38, l andar, afim de se tratar de
negocio importante relativo mesma companhia.
I- cife, (i de fevereiro de 1886.
nda-rera, 15 do wirrente, hora 'oco-fu
ma, rv.aor-s'e-ha este institut i em easito epe-
ei.ii para aeleirt dos seus novos
no auno B-.cial de 18SG 87.
Secretariado i istituto, 12 de fevereiro de 1886.
Daptista Begiieira,
1'secretario.
Club Internacional de Regata
De ordem do Sr. presidente diste club, convido
a^s Sr3. patioes das embaranots de sua pronrie-
dade, remadores e os socios que se quiserem ias-
crever na arte de remar, a rounirem se na sede
fmiceionariosi respectiva, domingo 14 do corrente, s 11 horas
' do dia, afim de se tratar de as.-umpto que I he diz
repeito.
Recife, 11 de Fevereiro de 1886.
Joaquim Alves da Fenseca.
Io secretario.
ifl UiJiUI
coxJit roci
Sorth Brilish & Mercautile
CAPITAL
S.-OOO.OOO de libras sterllnas
AGENTES
idrnson Howie & C.
KUA DO COMMERCIO N.
f)KSPA0US DE kxpohta(;ao
Em 11 de [fevereiro de 1886
Para o exterior
= No brgue portuguez Tito, csrregou :
Para o Porto, J. S Loyo & Filho 200 saceos
com 15,000 kilos de assucar branco e 400 ditos
com 30,000 ditos de dito mascavado.
Na barca portugueza Novo Silencio, carre
gou :
Para Lisboa, S. G. Brito 858 couros salgados
com 10,296 kilos.
Para o interior
No patacho nacional Andaluza, Parragn :
Para o Rio Grande de Sul. M. P. Marques &
Filho 500 saceos ec branco.
Na escuna aoruegoense Mnrie, carregoa :
Para o Re Grandedo Sul, Maia & ezeude 120
saceos com 9,000 kilos de asucar mascavado e
330 ditos com 20,750 ditos de dito branco ; V. da
Silveira 100 barricas com 11,625 kilos de assucar
branco.
No patacho portuguez Fanny, carregou :
Para o Rio de Janeiro, Amorim Irmaos & C.
1,400 saceos com 84,000 kilos de assucar masca-
vado e 2,(>(0 ditos cou 120,000 ditos de dito
branco.
No hiate nr.cional Ida, carregon :
Para o Ric de Janeiro, Amorim Irmaos i C.
2,200 saceos e-un 1J2 000 kilos de Kssucar masca
vado e 1,200 ditas com 72.000 ditos de dito branc*
o
No vapor nacional Pernambuco, carregou :
Para o Rio de Jaucirj, V. A. de Azevedo 350
rceos com 24,000 kilos de assucar branco e o*
ditos ora 3,000 ditos de dito mascavado.
Para Baha, P. O. de Cerqueira 200 saceos e
100 barricas com 26,049 1/2 kilos de assucar
branca.
No hiale nacional S. Lourenfo, carregou :
Para Ar caty, Maia & Rezende 89 saceos com
rinha de mandioca.
No hiate nacional Qeriquy, carregou ;
Paja Mossor, M. Amorim 1,300 saceos com
farinha de mantiiocs.
No hiate nacional Santa Bita, carregoa :
Para Mossor, P. Carneiro & C. 700 saceos com
farinha de mandioca.
Na barcaca J. Palmeira, carregou :
Para Macabyba, Amorim Irmaos & C. 500 sac-
eos com far.nha de mandioca.
No cter Jaguarary, carregoa :
Para o Nat .1, P. Alves & C. 25 barricas com
1,500 kilos de assucar branco e 15 ditas com 898 Finance
ditos de dito refinado. Manos
MOVIMENTO Dv i PORTO
Navios entrados no dia 12
Rio Grande do Sul -26 dias, pitacho na
cional Positivo, de 171 toneladas, capi-
to Francisco Pereira, cquipagera 10,
carga xarque e gordura; ;i Maia R-.
zende.
Porto Natal (frica) 41 dias, igar sueco
Helena, do 200 toneladas, espidi H. O.
Borggren, equipagem 7, em lastro;
ordem.
Sahidos no mesm> dia
Santos e escala -Vapor franeea Ville de
Cear, commandante E- Dupont, carga
v.rios generes.
BarbadosBarca n.-nieguensm Union, ca-
pitulo J. Pedrosa, em lastro.
MacciPatacho norueguense Urda, capi-
l3o Joba Salvesen, em lastro.
Parabyba Barca ingleza Sea Foam, capi
tSo David Nicholar, em lastro.
BarbadosLugar inglez Mulo, capito J.
W. Wheaton, em lastro.
Barbados Lugar inglez Mymph, capitfto
David Jones, om lastro.
West Indies Barca americana Albemarle,
capitao W. Farbes, em lastro.
Santos e cicala-Vapor inglez Phcenix,
commandante B. Davies, carga varios
gneros.
VAPORES ESPERADOS
Club Carlos &om$s
As-emb!a gem
Por dtliberaeio do ecustho administrativo
deste club sao convidados rs socios quites com o
mesmo, rea iirem-se domingo 14 do corrente, s
11 horas da manh, em asaianbla geral, para se
elegcrem funccionarios para os cargos da vogal e
dire-t.r de concert)S. Recife, 11 de fevereiro de
18S6.
Augusto Maia,
2- secretario.
The Liverpool k London k Giob
Estrada de ferro do
Recife laxang
Franciaco de Paula em
no domingo 1 1 do cor-
&c
I FeNta de s.
Caxangi.
rente.
Alem dos tre-s da ta-ell-, a pedido de diver-
' sas familias, a companhia. expedir um trem ex-
traordinario s 4 horas e 3i> minutos da tarde, do
Recife, tocando eoneu<: nao esti.ces da ra do
Sol, ra Formosa e officinas, ende se eobraro as
TOMPANHIA
DE
paasagene, seguindo dihi expresso para Caxang,
donde voltar para o Recife is 9/12, sendo ex-
' piesso at as officinas.
II NB. Os bilhetcs de as3gnaturas nao tero va-
M P E RIA L i lor neste trem extraordinario.
Escriptorio da coino.mhia, 11 de fevereiro de
; 1886.O gerente,
\V, W O"er,
Pernambuco
Sergipe
Aconcagua
Mondego
Cear
Desterro
Advance
Espirito Santo
Ville de Mcete
Tagus
Tibor
Senegal
Baha
La Plata
do norte hoje
da Baha amanhi
da Europa a 15
do sul a 15
do sul a 16
de Hamburgo a 20
do sul a 22
do nerte a 23
da Europa a 22
da Europa a 24
de Trieste a 24
do sul a 25
do sul a 26
do sal a 29
- Marco
de New-Port-Newt a 5
do sul a 8
SUGl'RON COSTRA FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejaizo*
CAPITAL
O*. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
* N. Ra do Commercio N. 6
SEGUROS "
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia PhenK Per-
Fbrica de flafo e lecidos de
algodo
Sao convidados os senhores accionistas reu-
nir-se em assembla geral ordinaria no dia 24 do
corrente, no salo da Associacao Commercial Be-
neficente 1 hora da tarde. Recife, 9 de feve-
reiro de 1886.
Manoel .loJo de Amorim,
Presidente.
Jos Adolpho de Oliveira Lima,
Secretario.
nambucana
Roa do Commercio n.
MARTIMOS
38
Gompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Efctabelclda em 18&&
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
At Si de dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres,. 310:000$000
44-Raa dt omine re o
II
DampfschiflTahrts-Gesellschaft
0 vapor Desterro
Esperase de HAMBURGO,
va LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
d- mora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
necom oa
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C,
RUADO VIGARION. S
V amelar


Tirelli J
Duran
Milone
Orlandini
,
I
DSiB~,


\
:
.
{Diario de PernambucoSabbado 13 de Feverciro de 1886
-.
CHARGEIRS REOS
Companhia Francesa de navega
ei* a Vapor
Linha quincenal entre o Havre, Las
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
Steamer Ville Qe Macei
E' esperado da Europa at
o dia 2 de Fevereiro, ne-
guindo depois da indignen-
civil demora para a Ba
i lila. Rio efe Janeiro
'* Sanio.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p lo*
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamaco concerneute a volumes, qa* por
ventura tenham seguido para os portos do suUarin,
de se poderem dar a tempo as providencias necea-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nSo se
responsabiliza por extravos.
Kecebe Carga, encommendits u paasageiros, para
os quai:s tea encllente aecOBMdaooes.
Augusto F. de Oiiveira & C
AC.12.VTE
i- RIJA DO COMMERHIO -42,
ROVALIAIL STEAM PACKET
COflPANY
O paquete Mondego
E esper do
do sul no da 15 do
orrente.seguin 'o
jJepois da demora
necessaria para
Vieeate, Lisboa. Vigo e on
(hamptoo
'ara pasaagms. frutes, etc., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Pacific Sieaia rvigaon Company
STBAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Aconcagua
E' esperado da Euro
pa ate o dia 15 do cor-
rente, e seguir para o
ul depois da demora
o costume.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilson Sons A. i.. Limited
14 RA DO COMMERCIO N. 14
Especialidade!!!
Licor puro de maracuj em lindas garrafas
propria", para tortlet. Compotas de mangabas e
mangas o que ha de mais per/eito em doce, e
muito proprias' para presentes,
Vende-se no Largo de S. Pedro n. 4.
Bilhetc perdido
Pede-so que nilo seja pago qualqncr premio que
a no bilhete u. 2474, quarto, da lotera n. 3',
foi perdido pelo bilhe-
Barcaca
Vende-sc urna barcaca de 30) suecos
na ra Direita n. 82, loja.
a trata
ata
que corre imauli,
teiro
pi'lS
Antonio Joaguim Tilffueiras.
jfara
Brigue D. Francisca
E' esperado oestes dias, engaja carga i frete
mdico, para Bahir com toda a brevidade : trata
na ra do Mrquez de Olinda n. 6.
HO.IE
*.
Adamson Howie & C.
3B53'.i i-"> do con-:
A's 11 horas da manha
Na Alfandega, trapiche Conceicao
Para advogado
Aluga so a sala do V nda ra Duque do
Caxias n. 61, a tratar na loja._______________
Viagens ao centro
De Olinda parte todos os sabbado, s 4 horas
da tarde, par Iramb por Iguarass e Goyanna,
urna diligencia ; passagens a tratar na ra Io de
Marco n. 1, no Kecif-. Viagens avulsas em qual-
quer dia, e para qur.lquer parte a tratar no mes
co lugar.
Cozinheiro
de mn bom cosinlieiro,
ratiir na na da Aurora
Cautela perdida
Precisa-se de uin bom cosinheiro, homem
mulher ; a tratar na ra da Aurora n. 77.
ojito Modesto Bautista
441 barricas e 1 caixao com farinha de trigo, e
mais 138 di-as de dito, por ordetn do Sr. Dr. ins-
pector da Altanndcga, e por couta de Domingos da
: Silva Torres, e examinadas pilo Dr. inspector da
sadu pubiiea, que as julgou boa.
Untad diales Brasil Maii S. 8. C.
O vapor Advanee
E' esperado dos lortos do
Bul ate. o dia 22 do corrente,
depois da demora ut censara
seguir para
Haranho, E'ar. Harbados, *.
Thomaz c \cw Vork
para onde reccb'r carga e passageiros.
0 paquete Finance
Hojc 13
As II
Na Alfandega,
do corrente
horas da nianfi
Gaarda-rooria da Alfandega
te
2 botes.
10 remo?.
2 baldes.
2 anc retas.
1 relogio para cima de mesa.
2 velas pequeas para es bote*.
Salvados da barra americana Norway
Perdeu-so a caut la n. 14.155 do Monte de Soc-
corro dcs:a cidade, tomado por emprestimo, de
31J800, capital e juros ; pede-se a quem achal-a
o favor de leval-a pa do Bario de S. Borja n.
l, que scrA recompnsalo.
Protesto
Jos Vieira dos Santos, proprietario do predio
da ra de Dias Cardoso n. 04, e da armacao e
utensilios da nurcearin existente no predicto pre
dio, protesta contra o le.lo que o Sr. agente Gus-
miio annuucia di>a utensi os da referida roerceu-
ria, visto llie pertencerem, or o consta dos reci-
b 'S pascados ao Sr. Jos Jancidi-.i dos Santos, lo-
catxrio do snpracitado predio.
Recife, 12 de fevo'eiro de 86.
Camisas de niela de seda
(Crep de Manto)
Venden Salazar .v. 0, ra do Bom Jess nu-
mero 58.
Este remedio precioso tem gozado da aeceita-
;.'io publica durante cincoenta e sete annos, com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca for.io t3o exten-
sas como ao prsenle; e isto, por si rnesmo,
offerece a melhor prova da sua efficacia roaravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adultos, que se acharo affiio
tos dcstes inimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestaces de mdicos em favor da sua efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificacoes, de
sortc que de o comprador ter muito cu.iudo.
examinando o nome inteiro, que devia ser
7eniiifligo fle B. A. FAHNE3T9CK.
Ama de leite
l'recisa-se de urna ama de Jeite que tenha bom
leite ; un ra das Larangeiras n. 18, 1- andar.

Alug-a- se
por 30 a casa ds rna de S. (encalo n. 26, com 2
salai-, 3 quartos internos e extern.>. cosinha fra e
bom quintal ; a tratar na rna de Hortas n. 11.
Espera-se de New-Port
News.at o dia 12 de Marco,
o qernl egnir depois da de-
mora necissaria para a
l e'io
Bah!u c fciio de Inncic-o
Para carga, passagens, encom-n'-nlns e dinbeiro |
a frete, tracta-se com os
AGENTES
lleirj Forster k C.
N. 8. -- RUADOCOMau.KC-10 N 8
/ andar
CO!flPA\UIK OKJ* MV.SSXiiK.
res n titiTivii:
IJNHA MENSAL
paquete Senegal
Coinmaiidan/f. Moreatt
E' esperado dos portos d(i
sul at o dir. 25 do enfrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux, i
1 tocando em
Dakar. Lisboa e Vigo
LeinbiA-se aos Srs. pasaageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tcinpo.
Dis generse utcncilios existentes na taverna sita
rua do Dias Cardozo n. 94, antiga do Calde-
ro i ro
Salibmlo. 3 do correle
A's 11 horas
O agente GusidiVi far leilao por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio, erm
1 asistencia do mesmo e a requerimento de Carlos
Aives Barbosa, dos gneros existentes na taverna
cima mencionada, pertencentc ao executado Jos
i Jacindio dos Santos,
Leilao
l>:> armr.-o. generas e utenei-
iios da -vernada rua de foo
do Re > n. 4
Qu. :a f-ira 17 do corrente
Ao meio dia
O agente isioao, competentemente autoriza-
do, far leao la taverna cima mencionada, em
lotes, vontade dos compradores.
YISOS DIVERSOS
i
Faz-se abatimento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos c que pa
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcilo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosain tambem d'twte abati-
mento.
Os vales postaei s se dio at e dia 23 pages
.'.- contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinhein
a frete: tracta-se com o agente
4upsle Labille
9 RUA DO COMMERCIO 9
Compaohia Bahiana de uavega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracajo,
Estancia e Babia
0 vapor Sergipe
Commandante Mattos
E' esperado dos oortoraei'
ma ate o dia 14 do corrente,
e regressar ;.ra os mes-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para carga, passagens, encommendas edinheiio
a fret'j racta-ac na agencia
7Rua do Vigario 7
Domingos Uves Nalheos
Boyal Mail Steam Packel
Conipauy
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaes of
fereeendo facilidades
aos senhores viajantes
para visitar a expasi-
^o eolonial era Lon-
dres, de 1886.
Ida c voto de Per-
nambuco a Soutliamp-
ton, primeira efasse,
com o prazv de 6 me-
zcs libras stcrlinas 36,
0.
15
Aluga-se o 2" andar da casa n. 1 do pateo
: do Terco, o 3 da de n. 3 rua da Penha, o 1
da de n. 19 mebtna im. o 1- da de u. 18 rua
Direia, o 1" da de n. 66 :'i M* na, o 1' da
(ie n 35 i travessa de S. Jos, o 1- da de n. 34
i rua estreita do Riaario ; as terreas de ns. 41
* rua do Kinffsl, '6 rua i)uqu" de Caxias, 1 do
pateo do Terco, 27 rua de Lcinis Valentinas,
24 a rua do Arag^o, e a c-isa de n 35 rua da
Viracjj), a tratar na rua do Hospicio n. 3.
Aluga-te casas a 8U0, uo becco dos Coe
Ibos, junto de S. Gcucalo : a tratar na roa da Im
peratriz n. 56.
Aula mixta particular de intrucc'j prima
ria, Deodata Amelia Perrein da Siivj, rua Vi
dal de N'egreiros n. 21.
= Os hachareis Antonio Justino de Souia e
Pedro Affcnso d M-llo muiarain o spu escripto-
rio para a tu Duque dn Cixias n. 54, 1 andar
; onde continan) a exercer a sua prossao de ad-
. volados.
Lu, abrtix i nasignAo declaro que vend a minlia
tiverua sita rua Imperial ti. 151, ao Sr. Joo
Bento Kodiigues, livre d-sembaracada at 31 de
Janeiro.
Jooqnim Francisco Querido.
Aluga-se a cata terrea da rua do Coronel Suas-
suna n. 240, com bous eommodoi para familia e
grand-! quintal: tmetar na rua 1." de Marco
u. 17, 1." andar.
Ao Illin. Sr. Dr. Auti>iii> Fileinon Goncal
ves Torres c mpiiment* a Livrana Parisiense
Prensa-** dj madedarea de taboleiros de
boloa, ,i <: -a i i-se v-.-nlagem, feudo dt- boas con-
ductas, c urna mullier d" la Je para lavar e en
siuhar a de conducta afianzada ; na rua da Ma-
triz a B'H Vista n. 6.
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
sinhar paro Imperador n. 01, 2- andar.
Precisa se de urna ama para comprar e co-
sinbar, (.ara duas pes-uns ; :i tratar na rua do
Imperador n, 61, 2- amiar.
Na rua das Plores u, 19, precita te criada qne compre e eoviitl
Aluga'se rana terrea da rui do Coronel
Suassuna n. 240, can bous < ommodos para fami-
lia e prrande qu u ma l" da Mar-
e ii. 17, 1 andar. ___________________
!': ri-te de uin mvomu e.-ni [ira'iea I i
8 na rua d > Oaid-iruro B. 39, ta-
vcriri.
Alii;>.-bc il Mea c'..i autea, tl i ea
< novo. Hita ni. da l'iimlic.Vi n. 8, Mil
i j tratar en i na |ttea tt
Olinda u, 8, lithographia.
Aluga-se
Olinda n. 18 ;
Compachia
Precisa-se rio tuna mulher de roeia idade,
paia fazer eompaahi-t a uin i fanilii. e pr> -
gum pervico mediante paga lasuavel, ua i'raca
do C.nd; d'Eu n. 4, Io anliav.
: ariiMzem
  • a tratar coui Pat ata Viauua 4
    Pr90-#e de. urna ana que cosinne beic,
    para esta de ftmilia ; a tratar ua ruM da Imp"ra
    ira n. 13, ..ii'-lar.
    Precii
    Im aerial ti. 1.
    de ina am i .ie i- ir : na mu
    Porto e Lisboa
    Segu com brevidade para os portos cima o
    brigue por uguex Tilo ; para o resto da carga e
    passageiros, trata-ae com os consignatarios Jos
    da Silva L-yo & Filho.
    Trasjassa se urna ea sioha em uin pouto de
    grar._> transite, cem armacao para tav rna uu
    utro qualquer negocio, por preco diminuto ; tn
    ni roa Direita n. 63._______.________'
    Xa roa Nova n, G
    piecist-se de nma ama para comprar e c?sinhar,
    para casa de homem softeiro.
    | A loja das estrellas
    Rua Duque de Caxias n. 58
    Liquida um MeaninloN facendas rom
    50 '7 de alalo
    Gorgorio de seda _ur:to, do preco de 41000, a
    1600 e 2S o metro.'
    Bramante de linho cim 10 palmos de largnra,
    de 35500 25 o metra.
    Dito de algodo dem idem, de IJOJ, 1S o
    metro.
    Atoalhado, duas larguras, lindissitnoa desenhos,
    de 24O0, 1J30J o metro.
    Dito trancado, alvo, de Juas larguras, de 1:700
    A l:20o metro.
    Dito dito ct, den idein, de l:2u0 800 rs. o
    metro.
    Madapolao Beavista verdadeiro, 6:500 a peca.
    Guardauapajn grandes para jantar, de 8:000
    4:0;0 aduzi.
    Ditos ditos para almoco, de 4:000 2:500 a
    duzia.
    Toalhas felpudas, de 5:000 A 45 a duzia.
    Ditat alcocheadas, de 4 5 2:5'o>0 a duzia.
    Meias inglezas para homem, de 7:000 45-
    Ditas para sonoora, de 10:000 i 6*.
    LVn m de urna s cor para vestido, de 800 rs.
    400 e 320 rs. o covado.
    Cortes de cambraia bordados, de 12:000 8:.00.
    I'asacos Jersey bordados a 125.
    Gorgoriuas de seda, de 1:800 A 600 rs. o co-
    vado.
    Merinos de tojas as cores, de 1.400 800 rs. o
    cavado
    Ditos pretos, de 2:000 1:200 o covado.
    Rendan da Indin a 240 rs. i covado.
    Setim cor de rosa e escarate a 800 rs. o covado.
    Orleais de to>'as as cores, de 600 rs. a 320 rs.
    covado.
    Lequcs Juanita, 1 e 2' acto a 15 mu.
    Lacos modernos a lrfiOO um.
    Chapeos de s I pMa ueu^ora a 15 um.
    Lencos de esguio de huho a l:80t> a duzia.
    Ditos de eaaabraia de linho, de 8:000 45 a
    duzia.
    Meias de fio de Escossia, de 20:000 8:000 a
    duzia.
    Anquinhas a 25000.
    Flauella para cjatumes a 15IIKi o covado.
    Cortes de casemira, de 5:000 35.
    Panno ir. ,'lcz pira c s'umes, de 5:000 a 25-
    Brim pardo lona, de 700 e 500 rs. 320 e 240
    rs. o covado.'.
    Dito de cores variadas :\ 200 r*. o covado.
    Aberturas para camisas, de 20:000 a 6000 a
    duzia.
    Meias de fio da Escossi-i para homem, de 7:000
    4* a duzia.
    Collanuhos de linho com pequeo toque de mofo
    a 25 a duzia.
    Punhos idem dem, a 800 rs. o par.
    E muitos outros artigos que so vendem cora o
    mesmo abalimento. Telephoue n. 210.
    b
    0
    02
    JOSEPH KRAUSE a *
    Acabara de augmentar o sen j betn conhecido
    importante estabelecimento rna Io
    de marf o n. 6 com mais
    nm salo no i andar Inxnosamenk pepar-
    radoe prvido de nma exposi-
    {1*4$ dkras depnla dPorlo e i^M
    dos mais afamados tmtm do
    mundo inteiro.
    Convida, pois, as Exmas' familias, sens nume-
    rosos amigos e fregnezes a visitarem
    o seo estabelecimento, aftm de
    apreciarem a grandeza e bom gosto com que
    nao obstante a grande
    iiespeza, o adornaram, em honra
    desta provincia.
    1GHA-SE ABERTO DAS 7 A'S 8 DA IITE
    I
    Grande e bem montada officina de aifaiate
    Di
    N. 41Rua do Baro da VictoriaN 14
    Neste bem conhecido cstab leciraento, sa encontrar um lido e variado sor-
    timento de pannoa, caseramis, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
    tudo importado da8 melhores fabricas de Paris, Londres c Allemanha; o para bem
    ervireru aos seus amigos e fregucizes, os proprietarios desto grande estabeleciraento
    tem na direcyilo dos trabaliios da officina habis artistas, e que no curto espayo de
    ras, preparam uru tero --i i. t. t r fazenda.
    Rua do Barao da Victoria n. 41
    (PRECOS SEM COMPETENCIA)


    cofero
    UmM :.: r C
    cabello
    atuta useaiao i su raba -
    BaaJs calvas, bem coala *iue
    cura l-ii.J ;:-:il i:i.-n --
    a TI.*HA o a CASPA.
    Positivameale iiapedo &
    Sued.i c c cnbriuticejjn;entc
    o CABELLO o era tecleo 03 ca
    sos o torna iavcriavelment*
    Ieco, S-ilhanto, Formo30
    Abundante
    Em usoliAmaIndooltont.iannoi
    e tem inui'T v.-:>c!.i q::' neaJuna
    '.>'-. irnil'jpiu'auubtHocu:
    o;lt
    toa.
    .iiundo.
    Joaquina Roilrlsncn de
    Oiiveira
    Tbomaz de Oliveir-, anda ferido do mais do-
    loroso seiitimento, convida seus parantes e ami-
    gos par* assistirem a missa qu manda celebrar
    na matr.'z da Grac, eetrunda fiira 15 do corren-
    te, pelas 7 horas da manha, trigsimo dia d? in-
    fausto passamelito, por alma i'-r. sua extremosa e
    minea esqneci la esposa, antceipando a todos sen
    ete-no reenahaeiment
    l'aiiai Jomo l* txcveiKi
    Joi de .-.". vedo ?rnga a Marn dr Azevedn
    eoavdam aos sens amigos e prente* pira
    assistirem as m mandan resar no d':i 1-t
    d c rronf 7 1/2 li ras, na igreja da Madre de
    Deu. pelo reponsn etern le seu presadissimo
    pai, Paulo .Io?4 de Azevlo, fallecido em PortB-
    gal uo da 8 de Janeiro prximo paasado, o por
    este acte de reii^o o earidade ee eoBft*.seam agra-
    decidi'p.
    = t'.iu lempo declaro que nao 1*90 parte da
    c m.nissao (!' festejos carnavalescos da praca do
    Conde d'Eu.
    Joaqaim T. de Lomo;.
    PILULAS
    Ferruginosas
    .fJURUBEBA\
    BARTHOLMEO
    Cur&o a
    Pharm. Pernambuco.
    Falta
    Flore branca,
    enstruacao,
    A: Dcbllldade f Pobreza de unrae
    t "Fl-rigjr si assi^iatura^
    Agua Florida
    de Barry.
    DUPLA.
    Preparada segundo a fonin*
    original usada pelo inventor no
    1 asno de 1829.
    Tem duas vezes mais Fragrancia
    que qualquer outra.
    Oura duas vezes mais tempo.
    E'multo mais rica de perfumo n
    rnals euave.
    E'multo mais Fina o Delicada.
    Tem dobrada forca Refroscatiwti
    Tnica noBanho.
    Fortalece ao Deb'le ao Caneado.
    Cura as Dores do cabeca o os des-
    malos.
    E'muitissimo Cuperlor a todas a
    outras Aguas Floridas Actual-
    mente venda. j
    Descoberta Importantissima.
    Puro Oleo de Pipilo de Bacalhaa
    COM
    IODURETO DE FERRO,;
    , de
    Barclay Se Companhl'iv
    O C-erebres Schnapp AromaUeo* de Sehledam de rtlolpbo Wolfe sao fabricSidos nfc. afi
    de Cevada da primeira qaalidade, cuidadosamenle acollada dos melhores productos do. disokto.
    mais afamados pela quaUdade do grao, como ttmbem do mielo do fragrant Enebro, e sao purificados por prc
    cesso especial que expurga do espirito todas as partculas acres.
    Como meio de evitar e corrigiros effeitos desagradaveis e muitas vetes perigosos prodmidos no cstomaeo
    nos intestinos por aguas estranhas, o que acontece aos najantes e as pessoas nao acclimaudas, %,
    OS "SCHNAPPS': AROMTICOS. DE SCHIEDAM
    acham-se absolutamente INFALLlVEl 8; e nos casos de HTDBOP8IA, PEDRA, OB8TBTJC.
    53AO nos RK9, MOLESTIA da BBXIGA. ESTR1CTCKA. DISPEPSIA e DEBIU.
    DADE GERAI. sao recommendados com instancia pelos memores mais disnctos da profisso medical.
    Sao preparado em garrafas de meio e de quarto, encamotadas com o nome do abaixo assignado em cada
    garrafa e com a marca da fabrica e urna fac-simile da sua assignatura no etiqueta ou rotulo.
    Vendem-ae em toda as Pharmacia e Lojas do Campo. Tem sido sugeitos i analyse do
    en^rU'^* *.mau '""dp e por eDcs foram declarados ser o mais puro espirito jamis fabricado.
    Tendo assim verencado sua pureza e suas propriedades enviou-se amostras a dez mil mdicos ~ 'ilitriT
    todos os mau celebres clinicos dos Estados Unidos i nm de que elles a eI>erimtassem.
    Urna circular pedmdo urna rigorosa prora e urna infonnaco exacta do**suludo, accompanhava cada
    amostra. Quatro md dos clnicos mais eminentes dos Estados Unidos promptJUrtTKe TUUUBliJuam^6na
    opinuo doargo era unnimemente faroraveL Tal preparacSo, diriam elles, ha muito que se fazia absofiefc->
    mente necessana porque nemhuma confianca se poda depositar nos productos communs do commercio, todee,
    mais ou menos adulterados e por tanto inuteis para os proposito mdicos. A cellenca peculiar e forca do
    oleo do Enebro que um dos ingrediente principa dests Schnapps "juntamente conVo p-ro afcohol
    aao-lhe na opuuao dos medico noUvd superioridade sobre todo os estimulantes como diurtico, tena
    e restoraovo.
    Esta Bebida Medicinal fabricada pelo proprietario em seu engenho de distillaco em Schiedam. HoDanda.
    expressamente para os usos medidnaes. J
    UD0LPH0 WOLFFS SOW & CO., 9 BEAVES STREET,
    HEW-Y0BK,y A.


    i
    ALLAN PATEHSON ft C

    N. 44-Eu t do Brum--N. 44
    JUNTO \ E^ fA(J10 DOS B0NDS
    r, por pre mdicos, as seguintes ferragens :
    ^_
    ' i i' }'
    . :
    > ao* contornos. E" certa*
    cria o Puro Oleo de
    -rimo- com Godaroto de
    .'.: ra,, Jfewr York.
    Tem para ver^
    Tachas rundi4JT8, batirlas e caldeadas.
    Crivac>s. de diversos tamauhos.
    Rodas de espora, idem, idem.
    Ditas angulares, idem, idem.
    Varandas de ferro batido.
    Ditas de dito fundido, dft lindos modelos
    Portas de fornalha.
    Bancos de ferro com serra circular.
    Gradeamento para jardira.
    Vapores de forca de 3, 4, o, (3 e 8 cavaoa.
    Moenuas de 10 ;i 40 pollegadas de panadnra
    Rodas d'agua. systema Leandro.
    Encarregam-se de coneertos, e assectamento de machinismo e execuiam qualqnw
    rabalhn com perfeic2o e presteza
    ^GBAPHIA Ali^

    are de Vida
    "i

    I
    ?RAT!V0 E PURGANTE.
    r-ovo o admiravel purificador do
    caxiguo actna sobre os intestinos
    o gado, os rins o a pelle.f
    Cci rainfalllvel contra a Debilidad
    Nervosa, as Dores de Cabera, a Dys-
    pepsla as Sezoes, e contra as den-
    eas de origem Miasmtica ou occa-
    sionadas por desordena do flgado
    ou pobreza e impureza do langua."1
    ,ALBEET0 HENSCHEL & C.
    52--RII4 DO B4R40 D.\ VICT0RI4--S2
    O abs;xo assignado tem a honra de participar ao r^speitavel pub'lico d'esta
    capital o do interior, que re.issumio u gerencia d'este grande o bem conceiuado esta-
    beleci nento, onde j por longos annos tem oceupado o mesmo lugar.
    As Exmas. familias e pessoa8 que desejarem hnralo cora sana encommenda,
    encontrarlo all os mais modernos e aperteicoados trabalhos concernentes a art
    photographica e modicidade nos precos.
    C. Barza,
    Gerente.
    L
    1
    rm
    f



    y^
    Diario Ce PernambucuSabbado 13 de Fevereiro de 1886
    AInga-se barato
    ; 2. andar & traveasa do Oampello n. 1
    > armaiem da roa do Bom Jess 47.
    A casa terrea n. 13 da ra do Nogueira.
    A casa terrea u. 23 da travesea de S. Jos.
    } 1. andar e loja da tra ve-Bu do Cara n. 10.
    4 loja da roa do Calabouco n. 4.
    4 casa da ra do Visconde de Goyanna a. 79.
    A casa da ra da Ponte Velha n, 22.
    A eaaa da Baiza Verde n. 1 B Capunga
    A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
    4ar.
    Aluga-se
    i aagundo andar da ra da Imperatriz n. 24 ; a
    Tatar na agencia progressiva, praca de D. Pe-
    te* II n. 73.
    Aluga-se
    t segundo andar da casa ra Imperial n. 19,
    Wn muitos commodos e agua ; a tratar na ra
    CHiqne de Caxis u. 92.
    Aluga-se
    sobrado de um andar e snti, com agua e gas,
    f_ii*tal grande, sito ra dos Guararapes n. 90 ;
    * casa terrea sita ra de Santa Rita n. 89, com
    8 quartos, reedificada de novo, com agua ; a tra-
    tar na ra de Domingos Jos Martins n. 50.
    Alu
    gft-se
    grande sobrado n. 161 da ra Imperial, caiado e
    pintado ; a tratar na ra do Rangel n. 58.
    .%_*
    Parecisa-se de urna para cozinha, pem que
    turna em casa ; a tratar ra do Mrquez de
    Hinda n. 6.
    Ama
    Precisa-se de urna ama para lavar e engommar ;
    a ra da Unio a. 47.
    Ama
    No Largo do Corpo Santo n. 19, 2. andar, pre-
    isa-sc de ama ama boa eos nheira, que durma em
    jasa e d pessoa que abone sua conducta.
    Ama
    Precisase de urna ama que saiba lavar com
    mita perfeicao ; a tratar na ra do Pedro A Son-
    sa n. 46 A.______________________ ____
    Borracha para limas
    Beceberam Rodrigues de Paria & C, e teem
    para vender em seu armaiem ra de Mariz e
    Sarros n. 11, esquina da ra do Amorim.
    <1osinheiro
    Precisa-se de um c sinbeiro ; a tratar na ra
    le Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena), ou
    na do Commercio d. 44.
    Cttsinheira
    PVecisa-se de urna cos nheira que engommc
    oem e tnsaboe. e que nao durma tora, para easa
    le pouca familia ; na prxca do Conde d'Eu n. 30,
    erceiro andar.
    Cosinheiro
    Na ra do Vicario n. 17, se precisa de um co
    nheiro.
    Mine. IHiquelina
    iffl m\ wtiei le chagoi 1-
    nsi ctaosaia seateas, o iu
    f!
    tina Primeiro de Marco n. 19
    tilinto Botina Maravf Ihosa
    Prata
    Comprase pafacoes velbos bespanboes e portu-
    gueses : na ra Duque de I axias n. 92.
    O Sr. Joao Cavalcante Mauricio Wanderley.
    bo do Ezm. Sr. Bario de Tracunhaem, queirs
    -ir ou mandar rna Duqne de Caxias i.. 73, con
    iluir o negocio que nao ignora.
    Advogados
    Manoel Nitto e Bevenuto Lob < : ra Duqne de
    ."arias n. 75, entrada pelo pateo do Oollegio.
    Apolices geraes
    Compram-se duas
    de cont de ris; no 1.
    andar (Testa typogra-
    phia se indicar quem
    compra.
    Precisa-se de um que saiba tratar de vacces,
    refere-se portugus ; a contratar na ra do Mar
    Empegado
    de um que saiba trat
    prerere-se portugus ; a contratar na ra do Mar-
    Jnea de Olinda n. 47, 1- andar, das 11 s 2 horas
    a tarde.
    Ao publico
    Urna sen hora habilitada se offerece leccionar
    primeiras lettras e trabalh. s de sgulha em colle-
    gioe ou em casas particulares ; quem de seus
    prestimos piecisar. pode dirigirse ra do Co-
    ronel Suassuna n. 72.
    Aos (lenles dos olhos
    Cora certa em 48 horas das inflamaces recen-
    tes dos olhos, pelo col/lio preparado por Jos
    Pedro Rodrigues da Silva.
    Emprega-se este poderoso colyrio sempre com
    grandes vantagens, as seguintes mo ostias :
    Opbtalwias agudas, puruleatas e chronicas,
    eonjunctivites, etc., etc.
    Deposito geral na drogara de Faria Sobrinho
    de C, roa di Mrquez de Gira n. 41. Para in-
    lormasoe dirigir se livmria Industrt' I, ra
    do Baro da V!Ct ria n. 7, ou residencia do
    autor,_ roa da baadade n. 4.
    Superior vinho F'gueiri
    Vende se em decimos e
    Comatercio d. 15.
    quintos ; na rna do
    Por 5.000
    Alaga- se a loja do sob-ado a rna de Lomas Va-
    leatmas n. N); a tratar na Livraria Parisiense
    a. 7 A ra 1- de Marco.
    Ao commercio
    Os a bailo asignarlos participan que nio se
    respansabil'sam por compra algnma feta em seu
    aome, a nio ser par seu nico representante Joo
    F. da Aaevedo ValoagirHiro a sua ordem por es
    cripto. Recife, 5 de fevereiro da 1886.
    Vateogoeiro k C.
    Luz brilhante, sem Fumo
    0LE0AR0MATIC0
    Hygienico e Econmico
    PURA LAMPARINAS
    MARTINS, BASTOS
    JPemambuco
    NUMERO TELPHONICO : N* 3
    Leonor Porto
    Rna do Imperador n I.
    Primeiro andar
    Contina a executar os mais difflceis
    figurinos recebidos de Londres, Pars,
    Lisboa e Rio de Janeiro.
    Prima em perfeicao de costura, em bre-
    vidade, modicidad.- em precos e fino
    gosto.
    &
    MftriM tnituoiR Coimbra
    1* anniversano
    Antonio Jos Coimbra Guimares, Augusta
    Candida Gomes Coimbra. Antonio Nunes Perreira
    Coimbra e seus fiihos. Convidara a seus areutes c
    amigos assistirem a urna missa que mandam re -
    sar na matriz de-Santo Antonio quarta feira 17
    do corrente, s 8 horas da manh, por alma de
    sua pranteada filba, esposa e mai, commemorando
    atsim e 1 annivesurio do seu iallecimento. Por
    esta prova de amizade, antecipam seu eterno re-
    conhecimento.
    Mara Fraudara ra Conrelro
    llartics
    .Vanoel Monteiro Martins, sua filba, cunhado e
    sogra agradecer do intimo d'alma todas as pes
    eoas que se dgnarum i -uipuchai sua ultima
    motada os restis uiurt.es de sua presadissima
    esposa, mi, filba e eunhada, e de novo as convi-
    aam para asistir a rhiss do stimo dia que man-
    dam resar por alma da finada, na igreja da Ma-
    dre de Deus, sabbado 13 'do correte, pelas 7 ho-
    ras do dia. "li__________________
    Rosa AuintR d Wllvelra Hala
    Albino Narciso M-U manda resar musas n
    rcatrii de Santo Anton'o, s 8 horas do dia 13 do
    eorreote pela alma de s.a presada e estremecida
    esposa, 1* amivertario do feo fallecimento, con
    vida aos seus amigos e carentes para assistirem
    a este aeto de rehgiSo e caridad*, e desde j
    agradece do intimo do corceo aquellos qoe se
    digftarepi _ej_t_^^^^^^^^^^^^_
    tn linnju Cbrispinlano di- Cou-
    vela Caalranl
    A secretaria da presidencia, pretendendo man-
    dar celebrar urna rnissa pelo repouso eterno de
    seu collega eamigi. Ar.-hanjo Chrispiniano de
    Gouveia Cvale, nt. ir-f!- i familia e amigos do
    finado se dignem de asis;ir so acto, que ter lu-
    gar na igreja da Sjledade, s 8 born da manha
    do dia 13 do corrrr'e.

    D. Aquilina di.- 4ens Pao
    eodoara e Helio
    O capitao Antonio Pranoirc. de Mello, fiihos,
    pais, sobrinhos e enteados da finada D. Aquilina
    de Jess Paes Mcmlcn a e Mello, agradecen) a
    todos que se dignara i levar os restos mortaes
    ultima morada, assim como convidam a todos os
    parentes e amigos ussis'irem a missa do trig-
    simo dia, a 15 do cott^d'-, na matriz de S. Jos,
    s 7 horas da manha.
    Antonio da iilta Reto
    Rodrigo da Silva Ket;r. i-eus filbos, Deoclerio
    Fabio da Silva Reg. Manoel da Silva Reg e
    Virginia da Silva Reg convidam a todos os seus
    parentes e amigos pa-_ assistirem a missa que
    mandam resar por alma do seu nunca esquecido
    filho e irmo, Antonio _a Silva Reg, na matriz
    de S. Jos, pelas 7 horas da manh do dia 13 do
    corrente (sabbado), tetimo da do eu passamento,
    pelo que desde j se eonieseam agradecidos por
    este acto de roligiao e caridad.
    os 4:0001000
    i.
    BEHETE8 -aBANTIDOS
    16-Rua do Cabug-16
    O abaixo issign.-ido vendeu nos seu.
    venturosos bilhetes gar_Etir)os os premios
    seguintes: 1 it)tiro com a sorte de 100i5
    no n. 3399 alem de oiiros mais de 3_?4,
    16(5 e 85 da loterih n. 6.
    CoDTda-se aos po_s.ii.ores a vir receber
    sem descont aigurr.
    Acham-se venda fes venturosos bilbe
    tes ear ntidos da Icterit n. 37* em benefiii>
    ia Matrii de WttDCM ijue Se ettrtlhr no
    sabbado 13 du corrente.
    Prefos
    Integro 4(5000
    Meio 2,5000
    Quarto 1,5000
    ftendo %_ia-ilicU4e anperlor
    a flrl>'4M0
    Intero 3^5t)0
    Meio 1^760
    Quarto 785
    Jvaquuii Pirm da Silva.
    vi**
    Si
    o
    0 mi/i Slmplet, o // 1 wri_?:H_rir__-.-w-_ra_, __ _r_t____ii_i-_-B aoa viaj
    USADO NO MUNDO INTKIRO
    A Ma MIGi)__or pede aoa ani-M. Medios oomprNi foa
    VERDADEIRO PAPEL RIGOUOT
    fM m aun emxm
    $ um rtds folht,
    tr*l urtpta
    m Ttat* ncaramt
    fmmt
    o

    .
    BRONCHITES, TOSSES, Catarros Pulmonares,
    DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA, Asmas
    COBA RPIDA E GRUTA PULAS
    Gottas Liyoniennes
    T-ROXJiES'J'TE -PERRET
    CMM CBBOSOTB de FAI, A:.CAT&AO de NORUEGA e BALSAMO te rOlL
    Eate preparado, infallivel para curar radicalmente todas as Moleatiaa das Viaa
    respiratorias, recommendado pelas Notabilidades medicas como o nico efOcas
    o unioo medicamento que alem de nio fatigar o estomago, o fortifica, rtconstitue e desparta
    o tppttite : duas gottas pela manhi e i tarde bastam para triumphar dos casos mais rebeldes.
    DEVE-SE EXIGIR O SELLO DE OARANTL. DO OOVERNO FRA-CE
    DcpsiM principal: TROUETTE-PERRET, 165, rna Saint-Antoine, PARS
    Em i mnt*H*nen .- Francisco m. da silva a c". c as pr.aclpaes Phannacias.
    #A*>-^^^-W^
    i f+ m e~~

    f+* ?/**'
    .X?_i"^rx_.'eeT

    .-,^H*
    ttOMV
    _S_E_b____.__v
    - -J*r~ vw _f_-_.-^, derf

    i.-.>v'!*ndrr* 'la
    OPPRJSSAO
    UT_BSHO-Dr!rLnO
    mrnm
    NEURALGIAS
    Plu CiS-Jlis SMC
    Vaplra-se a fumaca que penetra uo pelto acalma o s^mptoma nervoso, faculta
    a expectoraca e favorisa as funccOes dos orgaos respiraton.-.s.
    7ee- eaa al4 eat eaaa de J ESPIC, f SS, ra Nt-Laaure. e_a Paria
    ___DHQtttarios *M netnmm**** i J^Jt_^j^^c^- ML dm. **WA _b C. _
    Molestias Nervosas
    Capsulas do Doutor Clin
    Laureado da Faculdade de Medicina de Pars. Premio Montyon
    As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora emprfegao-se
    as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccCes seguintes:
    Asthma, Insomnia. Palpitagoes do Gorago. Epilepsia, Hallucinaco.
    Tonteiras, Hemicrania, Afieccoes das vias urinarias et para calmar toda
    especie de excitaco.
    ii-j Urna explicacio detalhada acompanha eada Fraseo.
    Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & Cu>
    de PARS, que se encontro em casa dos Droguistas et Pharmaceuticos.
    firtutrnimif v-iivnfTtrm. >>
    EIPOSITION /^ UNIV"M878
    .aille _'OrT^Croiid.C_eTalier
    LIS PLUS HUTS RCOW>EHSrt
    AGUA^DiVIA
    E. COUDRAY
    DITA AGU DE SAUDE
    Pr-eaaittt para o toocador, como conservando
    eo_st_nte_WDte as cftres da mocv_ade,
    s praemndo da pesie e do cholera morfc-s.
    Artigos Recommendados
    perfumara de lacteina
    laaaaMil-U tu Clilrldiei lelku.
    00TA8 CONCENTRADAS para o lenco.
    0LE0C0HE para a belleza dos cabellos.
    ESTES MTI60. ."-HAM-SE NA FABRICA
    PARS 13, rae d'Lnghien, 13 pars{
    Depsitos em todas as Perfumara;, Pharmaeias
    e Cabe He reros da America,
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    da ACADEMIA rf-> K E D C1H X fie f ARIS
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    AFFEICOL- !.' ir. ', z
    NCVRAtOIAS, cnxa-.e: ESTAO,
    Enura^ Hvsri i i. et.~.
    N. u. -- c !. tMrvmpm
    deuiit r.r.....EuisCrparalrafiav
    se duratue HRW_ butiro.
    XAROPE DE FflLIERES
    Cgm CASCA de UHMJIMI MUMAS e
    BROMURO de POTA3SIO
    ibsolnlameiite psro e a M!:i tejanla
    Cf
    PABIS
    iTE^rS T ".WRU,
    C KA PBIIIC'PAF; PHAR-AC1 .5
    P.VP.I8
    aj|
    -E^.a-kzurlca lia
    PRODUCTOS EN0L0GIC0S
    de ULYSSE ROY, em Poitiers (Franga)
    EmllePOUST, Sucr- & Genro
    %immmmmmmmm
    CREME de VOGEOT
    Especialidade de Cassis
    C JUSTIN DEVILLEBICHOT
    PUOK (COte-fOr) rr-ay.
    1 Medalha* na$ ExpotlfHt d :
    PiBIZ 1155. 1110, 11(7 (EiKlcao OaiTenal)
    DIJO 1155 (Medalla di Honra), 1863
    LOIHXS, MACOS 1151 B8RDEACX 1859, 1115
    lOORS 1159 BESAJICOH, TROTES 1113
    i DposlliriosfaPernam.uco IraiClLdiSILVA AC- "
    ' Perfume onanUco dos Vlnhoa ou sobra;
    de Medoo...............a 100 frascos ( 20 1
    i ~! -irlo uFssenclai!eCognai ns lOOfrMeos 500 fs
    i Perfumee '.. lOOfrascos 300 tt,
    'Rhuiiion-'.T. Tn, -.HiOf-isooj lOOft,
    i r>nMM(e*
    ;ico __C. cici BX'C'VaA. _- o.
    187
    EXPOSigXO DE PARS
    FOEA VK COXCDRSO
    Cura
    de
    pelo F do
    r Glry
    'ende-se em todas as Pharmactat,
    ASMA
    25000
    Alaga-se ama cesa terrea trayessa do Prin-
    cipe ; a chave se encontrar i rna da Atrcelo
    numero 12.
    Cosinheiro od cosinheira
    Prensase de um bom cosinheiro ou urna
    cosinheira ; a tratar n.. ra do Apollo n 30,
    andar, das 10 horas da manh s 4 da tarde.
    Declarado
    Ficain transferidas para correr com a ultima
    lotera de fevereiro a3 acedes entre amigos que
    corriam eom a primeira lotera do mesmo mez, a
    qual comprehende os objectos segu ates : urna
    machina de costura, um relogio, um annel e tres
    quartos das de cem.
    Este cullegio acha se aberto ra Velha n. 40,
    e recebe alumnos internos, semi- internos e exter-
    nos.O director,
    Ovid oves Manaya.
    Viva o carnaval
    Compra se vestuarios noves e usados ; na ra
    da Imperatriz n. 78.
    Utenfo
    Contina a vender se assncar na refinaco sita
    ra Vidal de Negreiros n. 93, sendo os precos os
    seguintes :
    1. Sorte 4800
    2.' 3*800
    3. .________________3500_______
    Borracha especial
    para limas ; receben a mercearia de Goncalo Jos
    da Gama, ra do Padre Floriano n. 41.
    Compra-se e paga-
    se mais do que em ou
    traqur Iquer parte bem
    como
    MOEDAS
    de qua Iquer qualidade.
    Na ra o Imperador
    n. 32, loja de joias.
    Julio Fuerstcmberg.
    CiSiflil.
    Vos4:000SO00
    UI.IIKI i* lR4VTIDO
    ^ra^a daIndependen-
    cia ns. 37e 39
    Acham-se a venda oa fezes bilbetes
    garantidos da 37a, parte da lotera a beneficit
    da matriz de Vicencia, que se extrahir
    no dia 13 de 'evereiro.
    * Presos
    Bilhete inteiro 4(5000
    Meio 2^000
    Quarto 1000
    m porfi de 005000 par
    cima
    Bilhete inteiro 3^500
    Meio 10750
    Quarto 875
    Autonio Auausto do* Sn.nt~ Porto
    '^ o v J*\

    ^o0AS0S^tfOV*
    Purgante as Familias.
    F~f__-i -I* C.J.CArtR_ClA..l-~iLI_i___JI_
    Vinho S. Kaphael
    U bilhar cornmercial ra Duque de Caxias n
    34, recebeu o importante vinho de S. Raphael,'
    que vende por m-noa que e:n outra qualqa.r par-
    te, em grosso e a retalho.
    Os abaixo assignados, tendo adoptado e regis-
    trado a marca industrial como do desenho .cima
    ve corform.liide com as prescrip^oes das leis em
    sigor declaram ao publico e particularmente aos
    teus numerosos freguezes, qie d'ora em diante
    odos os productos qoe p.hirem de saa botica le-
    varo a diti marea eomo gar.m'ia desna origem
    e legitima p.-. vedenci.
    Ao commercio e ao pu-
    blico
    Antonio Mmnz de A^evcdo Purtado participa
    ao respeitav.-l publico com especialidade a} cor-
    po comrnero.ii1, que nesta d .ti eornprou ao 8r.
    JosTivari-s Carneiro o seu estabelecimento de
    molhadus sito na travessa do Po-nbal n. 16, livre
    e desembaracado __ qualquer nttds, porm se al-
    guem se julgar credor do ref-rido estabelecimen-
    to, apresente-se no pr:izo de 1- -s das, a contar
    da data deste. Itecife. 11 de ', vereiro de 86.
    Antonio M. AzeveJo Prgalo.
    ?
    mi
    As nicas infallivis e que nao repucuiinu
    crianzas. Chegou nova remessa, e vende-so em
    casa de
    Faria oSb honridb C.
    ieonpDBGUliSII.83
    Mendonca & C.a
    Os proprietarios deste estabelecimento no in-
    tuito de angariarem o maior numero possivel de
    fregneses, resolvere m modificar iiensivelmente os
    preces das fazendas.
    Objeetos para senhoras
    Merinos pretos e de cores, setins e setinetas
    lisas e lavradas, lacos modernissimos, casacos pre-
    tor, cortes de cachemire bordados de seda, saias
    bordadas, alpacas e las de cores, fustes brancos
    e de cores, espsrtilhos, meias de cores, cruas e
    alvES, belbutinas, cintos de coro, collarinhss e pu-
    nhos, fichs e ontros muitos artigos.
    Objectos para hornea*
    ROUPA POR MEDIDA
    Camisas francesas, ceroulas, camisas de meia,
    collariuhos, punhos, pUstrons, gravatas, mantas,
    lencos, meias, casemiras pretas c de cores, brins
    especiaes e ontros artigos.
    Tapetes, panos c colchas de crochet, cortinados
    atoalhadoe e bramantes etc.
    Ycnezianas
    Compra se de duas quatro venezianas de raa-
    deira, com torrentes de metal, das modernas, com
    pouco uso ; no piimeiro andar n. 22, ra larga
    do Rosario.
    Roda da Fortuna
    Poi vendido por esta casa o bilhete n. 21,046
    com o premio de 40:000*000 da lotera de Ala-
    goas, assim como todas approxunaces.
    Quem lera ?
    Oare e prista : compra se ouro, prata e
    pedras preciosas, por maior- preco que em outra
    qualquer parte : no 1 andar n. 22 a ra larga do
    Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
    carde, das uteis.
    -~t_n_B_
    Sulfato de Quinina de Pelletier
    Chamado dos 3 Cachis
    ARMET DE LJ_S1_E & C", Sucoeaaores
    Desde a d$8coberta do Sulfato de Quinina por Feu.etier, este producto teto ma; .do a sua reputafo de
    bondadee pureza, e a sua marca preferida em tooa ns mercados do mundo, apezar da competencia e da
    falsilicacao. Os Snrs. Armet de Lisli;, successores de Pelletier, roalisando um novo prornesso. introduzem
    o Sulfato de Quinina de Pelletier em pequeas capsulas redondas, delgadas, transparente, mtto
    soluveis, de conservado indefinida, que nao endurecem como as pilulas e grageas, ^ao o espccico certo das
    febres perniciosas, terciarias e palustres, das dores de cabeca, enxaquecas e nevralgias,
    f*f -.Reumatismo, as affecgoes do gado e do ba$o. Na dse de urna ou duas por dia, o .Sulfato
    de Quinina constitue o mais poderoso dos tnicos; excita o appetite, favorece a digeslao, combate as tranr.pi-
    raedes exageradas.reanima as forcas o d ao corpo a enema necesaria para resistir s febres e enferrai-ia.les
    infecciosas. Vcnde-se em frascos de 10, O, -00, 200, 50 e 1,000 capsulas.o que permitte ao pharmaceuco
    satisfazer todas as Fnc 'ipc<5fc_ ...*i_as. >^
    Cada capsula contm dez centigrt^nmas e leva o _,. je Pelletier impresso em preto(ui^
    ^DMI^Wf8/o__Y(, em PABIS, RIGAUD &*SSART, 8, Rna Vivime, enooatminw em todas ai Piarm-iM.^-^
    i>*faJI,,^M***tJ*'J**VL-rf*- -iri'-v [ rriiTii _____ ,

    mmi
    Aos 4:000$000
    BIIHETE. 14BANTI1.
    Baa do Bario da Victoria o. 4o
    e casas do costume
    O abaixo assignado acaba de voader
    etn seus felizes bilhetes quatro quartos de
    n. 3464 com a sorte 1:0000000 e diversos
    premios de 32(J000, 165000 e 80000
    O mesmo abaixo assignado convida os
    possuidores virem receber na conformi-
    dade do costume, sem descont algum.
    Acham-se venda, os felizes t> i I hete.
    garantidos da 2.a parte das loteras
    .eaefcio da matriz de Vicencia (37*) que
    se extrahir sabbado, 13 do corrente.
    Rrecos
    Inteiro 40000
    Meio .0000
    Quarto 10000
    Bai porro de OO^OOO par
    cl_na
    Inteiro 3050! i
    Meio 10750
    Quarto 0875
    Joda Jooquim da Cotia Leite.
    -VUIIJHTII
    AOS 4:0004000
    3ILHS1ES SA8ASIIS-S
    ilna Primeiro de Marco n. i
    O abaixo assignado tendo vendido nos
    seus afortunados bilhetes garantidos 4
    quartos n. 1218 com a sorte de 2OO8>0OO,
    alm de outras sorteB de 320, 160 e 80, da
    lotera (36.*), qnc se acabou de extrabir,
    convida aos possuidores a virem receber
    na conformidade do costume sem desponto
    a (gura.
    Acham-se venda os afortunados bi-
    lhetes garantidos da 2. parte das loteras
    a beneficio da matriz de Vicencia (37.),
    que Be extrahir sabbado, 13 do correte.
    piscos
    Inteiro 40000
    Meio 20000
    Quarto 10000
    8_B quaatdade malor de 100
    Inteiro 30500
    Meio 10750
    Quarto 0875
    Wti'>/ 1 far*i.nt Fvir.a.
    AttenQo
    Alaga-se a cam do Largo do Coopelbeiro Jai*
    Alfredo n. 2 na Magdalena, aerve pata mor-dia
    taaibem pan negocio por ser bastante afregwa
    da para hotel tratar nana da ImwrMi
    n.56. ^
    i
    [
    ItGlVft

    i
    i


    i
    Diario de PernambucoSakhdto 13 de Fevereiro de 1886
    . ^

    j


    Escola par calar
    De inMriicro primarla para o sexo
    maorulino
    34 Ra da Mat-ia d* lUa- VistaM
    O abaixo assigniido participa ao Ilustrado pu-
    blico desta capital, que atrio eua escola particular
    de instruceio primaria para o sexo masculino,
    ra da Matris aa Boa-Vista n. 34, onde esmera
    damente se dedica ao eosmo de aeus alumnos.
    O grao da escola consta : ler,escrever e contar,
    desenho linear, histora patria e nocoee de trances.
    Garante um r ipido adiantamento em seua alum-
    nos, pelo seu systema de ensin), o qual urna pa-
    ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
    iLerada dedieacao ao ensino, azendo com que os
    aeus decipulos abracem e amera de coracio as let-
    tras, nos livros, e ao estudo, guiando os no cami-
    nbo da intelligencia, da honra e da dignidade,
    afim de que vonham a ser o futuro sustentculo
    da patria, da religiao e da lei, e um verdadeiro
    cidado brasileiro
    Espera, pois, merecer a confian (a e a proteccio
    do distincto povo pernambucano, e em particular
    tem f robusta em tolos os paij e autores de me-
    ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
    mento de seus filhos e tutelados.
    Com quanto ousada seja esta tentativa, todava
    espera quo es seus incansaveis esforcos, e os seus
    purs de jejos, sejam eoroados com a feliz appro-
    vaco de todos os filhos do imperio da Santa Cruz.
    Mensalidade2*000 pagos adiantados, no acw
    da matricula.
    Horario das 9 horas da manha as 2 da tarde
    Becebe meninos internos e meio-pensiouistas
    por mensalidades rasoaveis e lecciona per casas
    particulares a ambos os sexos.
    Julio Moars de 1/evodo
    34-RA DA MATRIZ DA BOA VISTA34
    Qucijos do reino
    Muir Joh.innio IMuym
    Chegou urna nova remessa destes bons e bara-
    tos queijos a 3 00 um ; em casa de Charles
    Pluym & C ra do Csmmercio n. 24. Recife.
    Tiras bordadas
    A lOO, ISO, leo e too rs
    Para o carnaval
    S na nova loja n. 32 la da Emperatriz, se
    vende um grande sortimento de bonitas tiras bor-
    dadas, proprias para enfeites, sen lo largas e es-
    treitas, pelos baratiesimos precos de 100,120, 160
    e 200 rs tendo dous metros cada peca, grandt
    pechincha. Assia como um bom sortimento de
    ganga amarella,- verles e encrnalas, qne se
    vendem barato : na loja de Pereira da Silva,
    ra da Imperatriz n._32.___________________
    Coslumes de casemira
    A SO* e ar*
    Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, rece-
    beu-se um grande sortimento de finissimas case-
    miras ingh'zas oe cores claras e escuras, que se
    venden or preco muito em eonta, assim como das
    mesoias se mandam fazer coBtum"s por medida,
    sendo de paletot sacco a 3"*000, e de fraque a
    3=* ; assim como de superior Amella inglesa de
    cor azu escura, a 30* e 35*, e tamb ;m das mes-
    mas fazendas se manda fazer qualquer peca avul-
    sa, grande pechincha ; na nova loja de Pereira
    da Silva._____________________________
    Sitios e casas para alu-
    gar-se
    Aluga-se o sitio do Abrigo, nos Arrombadosou
    Duart2 Coelho, com grande sobrad j para morada,
    cocheira, casa para criado, 600 pts de coqueiros,
    muitas outras fucleiras, oito viveiros, com pro-
    oorcoes conservarse vaccas para dav leite, e
    muito prximo a urna estacac da via -frrea de
    Oiinda. Tambem aluga se um grande sitio na
    Torre, com grande casa para morada, quartos
    para criados, cocheira para carro, estribara, mui-
    tas fructeiras e baixa para capim
    das de todas as qualidades, que se vendem por
    precos baratissimos, assim como um bom sorti-
    mento de rcupaa para hornera, e tambem se man-
    da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
    tre alfaiate e completo sortimento de pannoa finos,
    casemiras e brins, etc.
    Hipas poms
    39-Ra da Imperairla -89
    Loja de Pereira da Silva
    Neste estabelecimento vende-se aa roupss abai-
    so mencionadas, que sao baratissimas.
    Palitots pretos de gorgorito diag mes e
    acolchoados, sendo fazendas muito en-
    corpadas, e forrados 7*000
    Ditos de casemira pret, de cotdo, muito
    bem feitoa e torrados 10*000
    Ditos de dita, faseuda muito melhor 12*006
    Ditos de flanella azul, sendo inglesa ver-
    dadeira, e forrados 12*000
    Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
    sendo fazenda muito encorpada 5*500
    h Ditos de caserna a de cores, sendo muito
    bem feitas 6*500
    Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
    muito bem feitas 8*000
    Ditas de brim de Angola, de muleskim e
    de brim pardo a 2*. 2*500 e 3*000
    Oeroulas de greguellas para homens,
    sendo muito oem feitas a 1*200 e 1*600
    Colktinhos de gregut-lla muito bem feitoa 1*000
    Assim como um bom sortimento de lencos de
    linho e de algodao, meias cruas c c Uarinhos, etc.
    Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
    Riscados largos
    a 9o r. o ovado
    Na loja da ra da mpetu triz n. 32, vendem se
    riscadinhos proprios para roupas de meninos e
    vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
    tendo quasi largura de chita francesa, e ass m
    como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova
    do, e ditas escuras a 240 rs., pichincha : na
    loja o Pereira da Silva.
    Fustes, elioea e lazlnba a 500
    rs. o covado
    Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
    um grande sortimento de fustoes brancos a 500
    rs. o covado, lziuhas lavradas de furta-cores,
    fr zonda bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
    e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
    corfS, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj.
    do Pereira da Silva.
    Merino preso* a 1*900 e lSOO
    Vende-se merinos pretos de duas larguras para
    vestidos o roupas pan meninos a 1*200 e 1*600
    o covado, e superior setim preto para enfeites a
    1*500. afsim como chitas pretas, tanto lisas como
    de. lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nova
    . de fereira da Silva ra da Imperatriz nu-
    mero 32.
    AlgodoBlntao francs para lence
    a oo i*.. I e 1*900
    Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
    perioies algodozinhos fr&ucezt-s com 8, 9 e 10
    Irnos de largura, proprios para lencoes de um
    s panno, pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 o
    metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
    sim como superior bramante de quatro larguras |
    para lencoes, a l*50u o metro, barato ; na loja
    do Pereira da Silva.
    .tulipa para meninos
    A I*. i*r.OO e *
    Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
    vende un, variado sortimento devestaarios pro-
    prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
    nita curta, fui tos de brim' pard, a 4*000, ditos
    de molesquim a 4*500 e ditos de gorgorito prto,
    emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; na
    loja do Pereira dt Silva.
    Moda 1886
    Vftlentionne ea ecorce d'arbre.
    Primorosa escolha cm vestidos ':om 20 metros de
    13 ligeira, tecido ainda nao conbecido aqui.
    Cores e desenhos novissimaa nos seguintes fa-
    zendas de seda, l e algodo. Etamine, Surah, Se-
    tim, Failles, Linn. Toile d alsace, Cachemires.
    Esplendido sortimento
    Em leques, luvas, espartilhos, lacos, lavalires,
    meias, lences e muitos outroa artigos que se ven-
    dem por precos sem competencia.
    Liquida^
    em continuar o na ra larga do
    Rosarlo n.
    Damiao Lima ft C, nao p dendo acabar o sor
    grande sortimento de miudezas, em cansequeneia
    da cryse perqu passamos, continam por mais al-
    gum tem"o a liquidar suas mercaduras, pelo que
    do novo convidam ao publico e especialmente
    timas, familias, a quem pedem toda proteceo.
    Admirem !
    Punhoa e colarinhos bordados para sc-
    nhoras 2*200
    Ditos lisos 1*800
    Ditos de cores 1*500
    Luvas de seda de cores 2*500
    Agua florida. 700 rr. e 1*(XX)
    Bordados de 300 rs. 2*000
    BomtoB lacos a 2*^00
    Leques de 400 rs., 6C e 1J0U0
    Meias para homem 3*001
    Ditas dem 3*000
    Ditas de cores 4*000
    Um par de fronhas de labyrintho 1 *5' 0
    Urna toalha de labyrintho 25| e 30*000
    Env> siveis, rs. 320
    Fitas, bicos. lenco, gravatas e outros muitos
    artigos que estilo cxposicao.
    H.ia larga do Bosarlo n. 88
    . Damiao Lima & C
    Bons dias
    Mendonca Primo & C.
    Vendem por preeos sem
    competencia
    L2s escocesas, padrees modernos a 400 reis o
    covado.
    Ditas mescladas e lavradas a 500 reis o dito.
    Velbutinas de todas as cores, lisas e lavradas a
    1*200 o dito.
    Fustoes brancos com lindos desenhos a 400 e
    500 reis o dito.
    Lencoes de bramante a 1*800.
    Callarinhos modernos para homens a 500 reis.
    Setins de todas as cores, por precos baratissi-
    mos
    Merinos pretos e de cores para \ istido.
    Mantilhas pretas.
    Fichs do diversas qualidades.
    Cortes de cassemira para ssnhora, bordados de
    seda, atoalhador, espartilhos, tapetes avelludados,
    panos de crochet, punhos para homem e senhora,
    meias de todas as qualidades para homem e se
    nhora e eutros muitos artigos de moda.
    Ra Dupue de Cavia n. *<
    Pharmacia
    Correias
    de sola ingles i, de lina e de borracha, de diver-
    sas larguras e grossuras ; vende-se barato na
    fundico Vi Haca, ra do Brum n. 54.
    VKMIK-SK
    Doce de caj secco,
    na ra de S. Jos n.
    16.
    Vende-se a bem conhecida e afreguezada Phar-
    macia Humanitaria, A ra Jo Rangel n. 48. Re-
    | commenda- se pelo local, V oa armayo e escolente
    , Vfcsilhame ; quem pretender, dirija-se mesma
    pharmacia, oude achara com quem tratar.
    WHISKY
    ROYAL BLEND marca V1ADO
    Este excellente Whisky Escesses preferivt
    ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
    ! o corpo.
    Vende-se a retalho noa melhores armazens c
    nolbados.
    Pede ROYAL BLEND marca VTADO cujo n
    me e emblema sao registrados para todo o Braxi
    ________BROWN8 t C, agentes__________
    Fustoe de setlneta a &OO rs, o
    covado
    Albeiro & C. ra da Imperatriz n. 40, ven-
    dem um bonito sortimento de fustoes braneos pelo
    "baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
    setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
    covado ; na loja da esquina do boceo dos Fer
    reiros.
    SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
    59-Rna Duque de urnas--.'!!!
    Toaile de nice, lindas cores, lj), 1*400 o co-
    vado.
    Damac de seda borcada a 1* o dto.
    Sedas bordadas, finas, a 1*800 e 2* o dito.
    Setim Mazo de todas as cores, a 1* e 1*400 o
    dito.
    Dito dito preto, a 1*200, 1*500 e 2* o dito.
    Cachemiras para vestidos, a 1* e 1*400 o dito.
    Grorgurinas matizadas de todas as cores, a 400
    e 500 rs. o dito.
    Setinetas lavradas e lisas de todas as cores, a
    500 e 560 rs. o dito.
    Faile com lidas cores, a 460 e 640 rs. o dito.
    Mirins pretos a 1*, 1*200, 1*400 e 2* o dito.
    La de quadrinbos, cores lindas, a 700 rs. o dita
    Dita de todas as cores, a 400 e 560 rs. o dito.
    Popelinas de seda a 300 e 320 rs. o dito.
    Alpacas lisas, finas, a 360 e 460 rs. o dito.
    Fusto de cores para menino, a 320 e 3<'0 rs.
    dito.
    Casemirss pretas a 2* e 2*200 o dito.
    Ditas de cores a 1*500 e 2* o dito.
    DiUs ditas finas, inglesas, a 3*500 e 4* o dito.
    Cortes de casemiras com toque de mofo, a 2*800
    e 3*400.
    Ditos de dita perfeitos, finas, a 6*500, 7*500 e
    Damasco de la com 8 palmos de largura, a 2*
    o covado.
    Dito de algodao a 600 rs. o dito.
    Dito branco bordado a 1*500 o metro.
    Atoalhado de linho fino, a 1* o dito.
    Cortes de cazeneta a 1*400, 1*800 e *.
    Fechas de pellucia, 6* e 7* um.
    Ditos arrendados, a 2*500, 3*500 e 4*500
    Ditos de seda, lindas cores, a 3* e 3*500.
    Chales de casemira, a 3*500. 5*500 e 7*.
    Ditos de algodo, a 1*, e 1*800.
    Colchas de cores a 1*500 e 2*
    Ditas portuguezas (muito grandes) a 12* e 14*
    Ditas de crochet a 10*, 12 e 15*.
    Capellas com veo (para noivas) a 10* e 16*.
    Enxovaes para batizado, a 10* e 14*.
    Camisas para senhora, a 3*500 e 5*.
    Saias dem idem, bordadas, a 43 eq e4500. a
    Toalhas de laberntho ricas (para baptizado)
    60* e 80*
    Cretones para vestidos, lindos padres, a 380,
    360 e 440 rs. o covado.
    Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
    A' roa Duque de Caxlaw n. SS
    Carneiro da Cunia & C.
    TE
    Fazendasbranca
    Balanceador
    Luiz de F. Marques encarrega-se de balances,
    contrates e distratos sociaes, por precoe modieis,
    tanto nesta praca como no mato. Pode sei pro-
    curado na ra do Birao ue S. B>rja n. 54. Tele-
    pbou<- i. 353._________________^
    Mlenco
    Na rna larga do Rosario n. 13, vende se pasea-
    ros de diversas qualidades, cantadores^ e porpre-
    cos commodos, e 20 volumes da Historia Univer-
    sal, por Cesar Cantu^_______^____________
    IGUARASSU
    N. 88:200
    O Dr. Francisco Xa-
    vier Paes Brirreto,
    pela 4.a vez rOg-adi a
    vir ou mandar a ra do
    Mrquez de Oiinda n.
    50, dar cumprimento
    ao numero cima.
    Cosinheira
    Precisa-se de urna boa cosinbeira, que d co-
    nhecimento de sua conducta ; a tratar na ra da
    Aurora n. 67, andar terreo.
    AguadeVidago
    Em quartos e meias garrafas ; v ulero Pari
    obrinho & C, ra do Mrquez de Oiinda n
    1, depositarles.
    Verdadelro cimento laglez
    Marca Pyramide
    Vendem Fonseca Irmaos it '."., i
    de Deus n. 12.
    s
    SO" AO NUMESO
    4o ra da Imperatriz = 40
    Loja dos baraleiros
    Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
    dem nm bonito sortimento de todas est-s fazendas
    abaixo meacionadas, sem competencia de precos,
    A SABER:
    AlgodaoPecas de algodozinho com 20
    jardas, pelos baratos presos de 3*800,
    4f, 4*500, 4*910, 5g, 5*500 e
    MadapolaoPecas de madspolao com 24
    jardas a 4*500, 5*, 6* at
    Camisas de mtia com hstras, pelo barato
    preco de
    Ditas branc -s e cruas, de 1* at
    Creguella franceza, fazenda muito encor-
    pada, propria para lencoes, toalhas e
    c -iwulas, vara 400 rs. e
    Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
    a 1*200 c
    Colletiuhos f'a mesma
    Bramante francs de algodao, muito en-
    corpada com 10 palmos de largura,
    metro
    Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
    tro a 2*500 e
    Atoalhado adamascado para to alnas de
    mesa, com 9 palmos de largura, metrs
    Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
    dres delicados, d 240 rs. at
    Baptista, o que ha de mais delicado no
    mercado, rs.
    Tollas estas fazendas baratissimas, na conhecida
    loja de Alheiro & C, e?quin* do becco
    dos ?erreiros
    Algod" entestado pa-
    ra len?oes
    6|500
    12*009
    800
    1*800
    500
    1*500
    800
    1*280
    20800
    1J800
    400
    200
    da Madre
    VENDAS
    Tamhas
    Vendem se em barris e em qnartolae, e mais
    oaratas do que em ou'ra qualquer parte ; na ra
    de Pedro Affunso ns. 5 e 11.
    Grande liquidaco
    de pll*
    J7 Ra io Bario da Victoria 17
    Expoaico universal
    Camisas nacionaes
    A t&OO. 3*000e 3500
    32 = Lja a ra da Imperatriz = 32
    Vndese neste novo estabelecimento um gran-
    de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
    turas e punhos de linho como de algodao, pelos
    barat-is pr.-cjs de 2*500, 3* e 4*. sendo taz.nda
    muito melhor ilo qu as que veem do estrangeiro e
    nrait mais bem feitas, por serem cortadav por
    um bom artista, especialmente c miteiro, tambem
    se manda faser p >r encimmindHg. a v intade dos
    fregueses : aa v. l<-ja d mi da Imperatriz n.
    3 -, de Ferreira da Silva.
    Ao32 ,
    Nova loja de topas
    *t Ra da Imperatriz -
    DE
    FERREIRA D.\ STLVA
    Neste novo estabelecimento ^encontrar o r^s-
    peitavel publico um variado sommento de bsen-
    A Mo m. 1 *000 o smetro
    Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
    algodao pira lencoes de um s panno, com 9 pal-
    mos de largura a 900 rs-, e dito com 10 palmos a
    11000 o metro, assim com dito trancado para
    toalhas de mesa, com 9 palmos oe largura a 1*200
    o metro. Isto na l.ja de Alheiro t C, esquina
    do becco dos Ferreiros.,
    MERINOS PRETOS
    A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
    Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
    dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
    dito. E' peehincha : na loja da esquina do bec-
    co dos Ferreiros.
    Espartilhos
    A 5JO0O
    Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
    muito bons espartilhos para senhora, pelo preco
    de 5*000, assim como um sortimento de roupas
    de casimiras, brins, etc isto na loja da esquina
    do beceo dos Ferreiros.
    CASEMIRAS INGLEZAS
    A 2*800 e 3 o covado
    Albeiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
    dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
    sas, de duas larguras, com o- padroes mais deli-
    cados para costume, e vendem pelo barato preco
    de 2*800 e 3| o covado ; assim como se encarre-
    gam de mandar fazr costumes de casemira a
    30, sendo de paletot sacco, e 35* de traaue,
    grande pechncba : na loja dos barateiros da Boa
    Vista.
    BRIM PARDO LONA
    A 320 rs. 0 covado
    Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
    porco de brim pardo loan, por estar com princi-
    pio de toque de mofo, pelo barato pr-co de 320
    rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
    quina do becco dos Ferreiros.
    Bordada* a lOOrs. a peca
    A ra da Imperatriz n. 40, vende-se nefas de
    brdalo, dous metros cada peca, pelo barato, pre-
    co de 100 rs., ou em cartfto com 50 pecas, sorti-
    jas, por 5f, aprovitem a pechincha ; na loia da
    . squinti do becco dos Fvrreiros.
    Fazendas finas e modas
    * AWHMM da Caa* t B
    J Bastos C
    (TELEPHONE 3fi
    Avisam as Exmss. familias que receberam de
    Paris:
    Liadissimos cortes para vestidos com teoidos da
    ais palpitante novidade como sejam: Etemine
    com b< rlado a retros, seda croa bordada a capri-
    cho, Caeh mire com eufeiUs bordados a fil.
    DO
    EXTRACTO NO DA 10 DE FEVEREIRO
    INTRANSFERIVEL
    O portador que possuir dous vigsimos desta importante
    loleria est habiitado a tirar 25:ooo$>ooo.
    Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
    Primeiro de Marco n. 23.
    COREE 16 DE FEVEKEffiO BE 1886, SEM EALTA.

    j.
    A
    DAS
    CORRE NO DA 16 DE FEVEREIRO
    O portador que possuir um vigsimo desta importan-
    te lotera est habilitado a tirar 10:006^000
    Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
    Independencia ns. 37 e 39.
    Corre no dia 16 de Fevereiro de 1886, sem falta.
    i
    I





    8
    rabiicoSabbado 13 de Pcverciro de 1886
    *


    L1TTERATUE
    OS FILHOS
    DO
    VOK
    ?3H33IEA PAHT2
    O BarSo de irandalr
    ( Continuaco do n. 34 )
    XVI
    TEES X UM
    ' Elle nao tornara a ver Giraud, depois
    da conferencia que cora ello uvera no dia
    anterior, por aso, sob a influencia da se-
    nhora d'Aumont, tinhara-se dissipado a
    poueo e pouco aa prevencSes suscitadas no
    eu espirito contra o conde de Beraac.
    A senhora d'Aumont, sentada ao p d
    Diana, conversa va em voz baixa e cm mul-
    ta intimidado eoan a sua visinha da direita,
    a senhora de Haritai de Sancy, e3po3a do
    superintendente das fiaancas,
    Portanto Diana, por assioo dizer, estava
    Humberto, ou antes o conde ae Bernac,
    pois que todos assim o consideravara, clie-
    uraont
    gou-se priraeiraraento senhora d'.y
    trocou com ella alguraas palavias amaveis,
    e depois sentou-se ao lado da interessante
    Diana.
    rosto da pobre menina eobrio-se pri-
    meramente de mu vivo escarate, depois
    fez se muito pallido.
    Diana I diss"! Humberto c^ra voz mei
    Si raflectiste?
    te de a
    rriain, esto por obter um sorriso
    d'aquelles labios purpurinos, aquella um
    olhar d'aquelles olhos encantadores, uns
    urna palavra de esperaaca, outros um ges-
    to familiar, queimando todos, aos pea da
    encantadora creatura, o incens da mais
    fina lisonja, e do mais delicado galanteio.
    O innao do Humberto o de Reyaold,
    j> -roorreudo' o baile com o trajo de deus
    Mercurio, tinha-se ipproxi.ualo hibilmeat>
    de Camalco e. dissera lho algunas pala-
    vras ao r.uvo.
    Dopois, oem parar, Mercuiio continuara
    o seu passeio pola sala, e fra reuair-se ao
    grupo do adoradores que roieavain a bella
    Catharina.
    Um piscar de olhos iuiperceptivl para
    os circumstantes, trocado entre a baronez*
    c o deus Mercurio estabelecera entre elles
    urna eoramunicaco mysterioo.i.
    A um canto da sala, tres horneas con-
    versavaia com vivaeidade: eram o egypcio,
    o caralleiro de Quiche o o marquez de
    U rbaut.
    M is fallando, ouvindo, o bello dan$anta
    da pavana, o rival do coude do Birni?c,
    nao perda un s instante de vista a faina
    do preboste de Pars, que via estremecer
    sob os olhos ardentes do seu irterlocutor,
    como estremece a rolinha quando v ap-
    preximnr o milhafre.
    O baila estiva na maior animado: to-
    dos os convidado3 d s D. Pedro estavam
    as salas e nenhurn d'elles se embrava de
    retirar.
    Era hora o inJa, Reyaold tinha deixado
    03 irmos havia urna hora.
    De tempos a tempos Humberto Mr
    curio consultavam os grandes relogios quo
    traziam suspensos em grossas cadoias, sa-
    crificando a mola o bom go3to que devia
    excluir, principalmente do disfarce do Mer-
    curio, esta3 grosseiras amostras da arte de
    relojoaria, ento era tanto atraso.
    Entre o grupj formado pdo egypcio o
    os seas duus amigos, o aquello em que ioi-
    perava Catharina, um individuo estava,
    grave e imponrato, encostalo parode.
    ga, ar>oroxima-se a hora! J;i refleotisteV g^ ^^1 era Giraul, o policial quo
    A menina estremeceu, mas nao respon- \j,rcilr0 -j^ per-iia de vista desde quo
    dfftt. entrara na sala.
    Diana a miaba vida est as tuas Qumt) ffijarlo e a Oa n lao tinham
    usaos, respetio o conde. Obi talla sera r3"; desappirjido ambos, har alguns instan
    ceio. a merte nada de ti ha de paracer {&s
    doce. Poni se ao p de Catharina, Mercurio
    Henriquc !.. balbuoiou a pobre rae- ]ev.aaUra ^ caduceo tondo-o inclinado da
    nina que sotfria a mais espanto-a das tor- dreita pira a esquorda. Esto movimento,
    turas inoraos, a que colloea o curacao en- a ^^ nmgUem prestava a menor attencao,
    tre dous amores contrarios, de igu.-iL. torca ^ 8inpiC3 e natural elle era, tinha silo
    e com o mesrao poder, que estnaga o cora- noafj0 por Cameleb.
    cao entre dous intimemos oppostos, como ,
    " ... j 'i,- '. jb. Dando o braco a Ricardo, Canudeao le-
    um grao de trigo esmagaao entre s.s duas
    ms.
    Salvando o hornera qu
    nava pai e mai, paga va a affeicio d'elles
    com a d8r, por ternuras ineffav i pe
    z^res pungentes.
    Conservando fe fiei 803 seus deveres de
    tilha, recusando fu^ir da casa paterna, en-
    trecava a morte eerta aquella que Miara.
    Diana nao poda-duviiar. Sa o senhor
    de Bernac era, como dlle dissera, cumplice
    do conde de Auvergne e do senhor d'En-
    tregues, aceusados a nbos como criminosos
    de lesa-migastade, o ui tonina los ambos
    pelo parlaraent) a ser-lhes c irtadae > cabe-
    ca, a per Ja do 10091 conde era certa, e o
    3eu sangu: >! ^via juntarse cora o dos seus
    chafes.
    A pobre menina eslava pois collocaua
    entre dou3 abysmo?, entre dous t:rror?s,
    entretanto, nao havia tnoapo pira hesi'ar,
    era necessario escollier.
    XVII
    a hoea!
    A alguns passos de Diana aflicta, mas
    vou-o para o raeio da sala dizendo-lhe
    amav. abando- Gu,na3, P^vras ao ou.ido.
    al-
    Entao o plano est mu ludo? dissa
    Ricardo. Nao devo matar o hornera ?
    Isso fica por miaba conta, rospond u
    c.omaloao, mas :n Je ser mais tarde. D;i-
    xi acora cs^e lisfaroo. Eu vigiirei attea-
    taincnte, e se o polica sabir nao d cem
    passos sem servir de biiaha minha ade-
    gi. Quanto a ti, sabes o que tens a l.i-
    zer
    Affastar os gun-li;
    do prebosta to ?
    ao incendio em que
    Sira.
    E' fa-il, grags
    a:abas de me fallar.
    = Entao, niaos obra.
    E perderam ec ambos entre os convida-
    es ; Ricardo cirigindo-sc para a porta da
    sala, Cara alelo alo collocar-se atraz de
    Giraud.
    Ssabores, dizia ueste momento o
    egypcio, tomando entre as suas o apertan-
    do as raaos dos Srs. Quiche e de Herbaut,
    fizeram-inc a honra de me charaarom seu
    amigo. E' seria esta smisade ?
    Duvidar della seria urna oftensa, res-
    pon cu vivamente o cavalleiro.
    Singue de Christo exelamou de Her-
    obrigada pela presenja d'essa socielade que baut rindo ; em quo tora nos faz esta per
    a cercava, e que ella maldizia, a abalar os; guata. Para un lionera, que acaba do ex-
    pungentes tormentos, quo a torturavam, citar a adrairacao geral pela graga
    Catharina r. b-lla e garrida baroneza, ti
    FOLHETIM
    A FILIA 00 SINBIRO
    que dansa, pirece-msum poneo
    com
    lucubre.
    ninli'i vi
    teza a dansa ? Qu
    O quo tanho? rejpondeu o egypcio,
    aoho me a esta hora em taes circurasUm-
    cias, que preciso saber que u sao os ami-
    gos, com qao posso contar.
    Cont comnosco, 9 colloquo-nos na
    priraeira fileira! dissa o raarqaez inclinan
    do-se.
    .Mas porque son difficil em anisa-
    de, senhores, previno-os.
    Irra! meu querido Qraadair, preci-
    so de provas para crcr as nossas pala-
    vras ?
    Deus ma. defenda de duvidar do pos
    sois tai nobres.
    Porem ?... disso do Quiche com fi-
    nura.
    Porem, replieou gravemente o bario,
    eu nao admitto o sentimento da amisade
    sera urna dedicaeao absoluta.
    Nem eu, replieou do Herbaut.
    Ou;am-rae, disse o cavalleiro do Gui
    che. Ignoro se algum dia o poderai obse-
    qu'ar, bario ; mas agradou-rae priraeira
    vista ; servio me do segundo no raeu duel-
    lo cora o conde de Bernac; vo-o bater
    como um homem do valor, como um ver-
    dadoiro fidalgo : finalmente, Batvou-me ,a
    vida, e por Deus 1 tenho lhe amisade.
    Ora, por aquellas a quera tenho' amisade, e
    digo-lite que so poucos, nilo ha nada que
    cu nilo faca. A rainba espada, a minha
    vida o meu cradto, a minha bolsa, sSo
    delles. S faco exeenoSo quanto honra
    do meu tiome, porquo nao couia minha !
    E um Ijc.n dos mcu3 antepassados, e o
    do3 meus descendentes!
    Eu, ajuntou de Herbaut, alo conhe-
    50 no mundo senSo urna ventura : de-
    pois de Ur apertado a railo leal do hornera
    a quera se tara amisade, dar por essa af-
    feicao :n :is ru le das provas.
    - E tem me amisade o cavalleiro ? p.T-
    guntou o barao c.o n commocilo rau'to viv 1.
    Tenbo I disse de Gaielie, sirap'.es-
    raunte.
    E o marquez ? disse Marcos, voltan-
    do se para o corapanheiro do La Q-aie!i .
    Eu da mesraa sorte, respondeu de
    Hrbaut.
    Entao, senhores, vou aproveital-03,
    como se aproveitara os mais iutimos ani
    gcs.
    Pode fsol o! disserara 03 dous gen-
    th. horaens.
    Ncsto instante, o homem que estava en-
    costado tapessaria sahio do torpor a que
    pareca entregue.
    Giraul, depois quo est vera em rauda
    contemplajio diante- de Catharina, nao per-
    der urna s pidavra das que sahirau dos
    labios acarminado3 da linda baronoza, era
    um nico gesto das Bas raaos brancas e
    pequeninas.
    Esquecen lo a pouco e pouco a misso
    qi.e tinha de cu nprir e recebera do pre-
    boste de Paris e a prosenca do conde B r-
    nac, dexarase dominar p ;las aaoiosas
    lo nbrangis, que lhe suscitava esta mulhcr,
    cujo porte, gestos o metal de voz lhe re-
    cordavara aquella que tanto tinha ama
    dc> e que u o criraa tinha arrancado ao
    seu amor.
    Joanna Joanna! raurmurava ell;,
    procurando sutrahir se a horrorosa duvida
    que se apoderara do seu espirito. Joanna !
    K' ato possivcl ?. .. A s'obrinha do pobre
    ardineiro, a criada d) astello, a victima
    de La Chesnaye, aqui no meio deste baile,
    festejada pala nobreza... E' ijopossivel...
    Impossivo!... Estou louco !
    enchugava o suor que Inonundava a
    fronte.
    Entretanto, continuava elle, esta voz
    a de Joanna. .. oh reconheyo a, revol-
    va-rae o coracjlo, nao rae posso euganar.. .
    E' a sua estatura esbelta e gil. .. o seu
    pequenino p... os seus cabello! tao bel-
    los oh Joanna I Joanna !
    Giran 1 loixando o seu posto da obser-
    vacao, approxiraou se do grupo.
    Catharina e Mercurio, que estavam com
    as costas voitadas, nao o virara approxi-
    raar.
    PUR
    ?. d: bo's&obst
    ontiauacrii do n. 31
    Durante esse colloquio, Meriadec e Dau-
    brae tiveram tempo de examinar o aecusa
    do, melhor do quo poderam fazer ora urna
    escada sem clardaae. Ello parecia tor
    trinta e cineo anuos; era nuito moreno,
    muito vigorosamente.construido ; trazia bi-
    godj coraprido o soicaa ;;iilitar.iion:e corta-
    das a> nivel da orelha.
    Parece ua ofl :ial pasana, disso
    baixinho Daubra:.
    Nesse momento, o commissario, que aca-
    bava de ouvir a p irte entrou em urna sala ao ido do perystilo,
    depois de dar ordora que para alli levassera
    os horneas. Quando entrar.im, levados pelo
    1, virara o magistrado sentado a urna
    mesa. O homoici preso tomou a palavra,
    rar que o interrogassom.
    Senhor, uisie tile, com violencia co-
    uda, esp ro que vai dar ri 11 a urna perse-
    guijSo odiosa e absurda. Os seus agentos
    arrastaram-me pura aqui, como S3 eu fosse
    um malteitor, e eu nao consegu obter do
    te delles ninhuma explicacilo. Queira
    r me ue que sou a ; -usado.
    Vou dizer-Iho, si qu; o senbor o
    ignora, observen o commissari) com seve
    ndade, mas, primeiramente, convido-o a
    responder s perguutas que lhe vou fa-
    zer.
    Eu prevejo essai pergastas. U sc-
    uiior vai pcrguniar-rae, como j o fez o
    cabo, se cntrei com ana raulber na escada
    das torres. Pois bem ? en oao o neg.
    Isao havia d lhe ser difficil. Varias
    emunhas o virara Que foi fazer l?
    O que l vao laaer todos os dias nani-
    tas pessoas: admirar o panorama de Pa-
    riz.
    Entao, subiram at a plataforma que
    encima a torre do sul ?
    Nao, senhor. A ascenco teria sido
    muito penosa para a pessoa que eu acom-
    panhava. Parmo3 na galeria que se es-
    tende por toda a fachada da igrrjanabase
    das dua3 torres.
    Demorarara-ae ah muito tempo ?
    Pelo contrario, muito pouco tempo.
    Qcanlo muito, um quarto da hora. O ven-
    to ora muito desagradavel e a senhora nSo
    o pude supportar. Resolveu descer.
    Comprehendo isso ; mas o que nao
    coroprehendo que o senhor nao fizesse o
    mesn. Porque ficou nessa galeria onde
    cita va tilo mal ?
    O dcscouhecido fez esperar a sua res-
    posta e aoabiu por dizer, hesitando, como
    um hornera que nilo aohou nada melhor :
    O vento nao me incommodava a mira.
    A razilo era tilo ra qui os dous amigos
    trocaram um olhar quo significava : Elle
    est hesitondo, vai comprometter se
    Como exelamou o commisaario, o
    senbor saho cora uina senhora a passeio,
    apresenta-se com ella nessa galera, ella fi-
    ca neommodada, quer sahir dosse lugir o
    o senhor a dcixa partir s Ha de confea
    sar que isso ina Imissivel da> parto de um
    hornera que pertonce, como o senhor, s
    akas claMM da sociedade.
    Eitretan'o, assira ; ella tere moti-
    vos para sahir s.
    Quo motivos?
    Nao sei.
    Entao, ella o dcixou assira. brusca
    mente, sem lhe dizerjporquo E' singular !
    Basta de gracejos, senhor. Nao sou
    obrigado a responder a pergunta3 cujo fim
    nao percebo.
    i Pe menos, pdc dizernos ao casa
    sanhora sua esposa V
    Nao sou casado.
    Entao estava com a sua acaza ?
    Pode aeredital-o, se quizer.
    E o senhor roeeia comprometter essa
    zia, explicndose mais claramente,
    i visto, qu; recusa dizer o seu norae?
    Absolutamente.
    Ella sem duvida casada, e o se-
    nhor calan do-se procede como un eavallm-
    ro. Muito bem. Mas, devo prevenil-o de
    qua a sua dijeriyao nao lia do obstar que
    quera ella .
    O desconheeido estremeceu. O commis-
    sario tinha tocado no ponto fraco e toruou
    em tom quasi beoevolo :
    Dianna, dizia entilo o conde de Ber-
    nac inclinando-se para a filha do preboste
    de Paris, quo decide... E' a minha vi-
    da ?.,. E' a minha raorte ?. Devo fugir ?
    Davo ficar ?
    Fuja, disse a pobro menina com voz
    frac a.
    S?
    Diana nao raspn leu.
    Entao m.
    - H-nrque cxola.aoa a pobre meni-
    na muito afflicta.
    - Partreaios untos ?
    Henriquc !
    A orchestra fez ouvir os priraeiros com-
    passos de urna pavana.
    O conde de Beraac, l-vantando-se ofte-
    receu a milo a Diana.
    Venha I d'sso elle.
    Dansar murraurou Diana, nao posso.
    Assi o preciso, Diana, nSo tenho
    outro meio de a affastar de sua mili ?
    Diana fez um movimento, como se qui-
    ze88e desembarajar 83 d'elle.
    O conde reteve-a cora forca.
    - E' livre! disso elle cora voz biixa.
    Depois da dansa, se quizer, conduzo-a a
    sua mai, e depois entreg.j-me as miios de
    seu pai. So quer que fuj?., ha departir
    comigo, sera atravessar esta sala. Est tu-
    do prompto. Mas, repito livr-.
    Diana curvou a cabeya, soltou um sus-
    piro deixou-ae arrastar.
    O conde tornou a consultar o relogio.
    Duas horas! murraurou elle. Est
    ehegad) o instantante I Reynold v-->e dar o
    sinal.
    E conduzindo Diana, que nao tinha con-
    aciencia dos seus actos, collocou-se cora
    ell t, na quadrilha formada j po- outras
    partes, tendo cuidado de parar dcfrjw da
    porta da p^queut 8ala azul, a qudsa abriu
    atraz d'elle.
    A msica, ciiaraand) os pares, ciusara
    um movimento entro oj aloradores que
    cercavam Catharina.
    Duas horas di?se Mercurio ao ouvi-
    do da baronezi. Eit'.-ja prompti; nao tar-
    da o -ignal I
    Humberta volcando se trocou um olhar
    com Mercurio.
    Este, ac npanhado por Catharin i, sem-
    pre cercad* pelo3 senhorss da corte, estava
    porta di pequea sala azul eutilo cora-
    p'.etamontJ desert, o cuja porta obstruia.
    A danja chaman lo a attencao dos convi-
    dados, fizera-lhos desamparar as salas p-
    quenas.
    Mareos, de Guicii 'i'lerbaut estavam
    do outro lado defronte da sila dos espe-
    lho3.
    A orchestra, que se calara pira quo os
    pires tomtssera pos9ao, comecou a sua
    symphonia estrpitos'..
    Ocivalheiro quiz p^g'tr na raao do Ca-
    tharina. ,
    - Mil gracas cavillieirj disse a baro-
    noza retirando os delicado* dedos, siato-
    me fatiga la, nao d inso cst i pivana.
    A hora disse de repente Mercuri >.
    Partimos.
    - Jo..noa disse de repente urna voz
    rdoentando como um raio ao ouvido de Ca
    thariua.
    Catharioa, espantida, cstrcinueeu, e, aera
    querer, pirou.
    Ali! s tu! celara >u Giraul ringen-
    do os d .ites.
    Mas no momento era quo estenda o bra-
    co, sem duvida p ira arrancar a mascara
    baroneza, urna mao forte agarrou-o pelas
    gueiaj e cncostou-o a parede.
    - Par.i traz, maroto exelamou M r-
    curio.
    O choque que Giraud aoffreu, fez cahir
    a mascara qua lhe cobna a cara.
    - Un polica l continuou Mercurio em
    tora de despreso. Desdo quando s duzoin as salas estes raiseraveis 1
    Desde que os bandidos a ella levara
    as suas amantes respondou Giraud cor
    rendo aobre Mercurio.
    Mas, um braco levantou se rpido, urna
    folha de adaga brilhou aos reflexoa das lu-
    zes... o braco baixou, e o polica caiu
    com o peito ensanguentado.
    Era Caraeleo que acabava de farir Gi-
    raud.
    Um grito de indignao e de espanto
    part u de todos lados1; mas a este grito
    dado pelos convidados de D. Pedro, ras-
    pon leu um' clamor espantoso vindo de
    fra.
    A msica calou se. e todos ficarm atto-
    nitos.
    A quadrilha do La Chesnaye os gi
    riantes I bradou de repente urna voz forte
    que dorainava o barulho.
    E Ricardo, cora o unifyraae de sargento
    do prebo3tado, entrou na sala.
    ' revellacJlo de tal perigo suscitou um
    barulho espantoso.
    Aa mulheres deram agudos gritos, jua-
    gando so j as raaos dos bandidos.
    Ura'8 correram a procurar abrigo nos
    brayos de um irrailo, de marido, de u:n
    pai, de um amante, outras desmaiaram.
    As rendas rasgavam-se, os vest03 la-
    ceravara-se, as joas eahiam no sobrado.
    La Chesnaye I La Chesnaye I gri-
    tavam tanto dentro como fra, na salas,
    assim como na ra e no pateo.
    Humberto, Mercurio e Cameleao, apro-
    veitanlo o priacipi de tu nulto nao ti-
    nham ficado inactivos.
    Catharina correu para a sala azul.
    Mercurio dirgindo-se para Diaaa, toma-
    ra a nos braos trmulos, e Cameleilo pre-
    cipitara se p ira Hu nberto, que fingir
    querer lutar, mas que nilo polo resistir
    quelle quo o puchava.
    Todos cinco for.im para a sala azul, cu-
    ja porta logo se feehou.
    XVIII
    O 'BiPTO
    Sea esquecer a mais pequea partieu-
    laridade do plano qu3 formara com urna
    habilidade realmente infernal, Reynold or-
    denara o rapto tal como acabava de ser
    executado.
    Diana, levada por M-rcurio, nao se tor-
    nava aos olhos da muudo presa do conde
    de Bernac, a este arrbitado poi Cama-
    leilo parecia nao o cumplice, ma3 a victi-
    ma de urna traicao.
    Tanto o rapt) supposto como o verda-
    deiro tinham sido consuma ios com urna
    precisao e rapilez maravilhosas.
    Bastava o fugitivo espajo de um minu-
    to, os dous raptos quasi tinham passado
    dcsappercebidos no meio da desordem ge-
    ral.
    Entretanto etti dcso'rdcm fra do pouca
    durayo.
    So as senhoras, assustadas e affl. tas,
    davam louearaente todos os signaos de ier-
    ro.- inspirado pelo norae da La Chetnaye,
    e se entregavam s aneiedades que o;ca-
    sionava a noticia de ura ataque inespera-
    do, os horaens sera h -sitarem tinham mos-
    trado firmeza
    E' porque as salas do embaixador de
    Hespanha encerravam naquella noite o
    melhor da nobreza franceza, da corte, to-
    dos os principaes elementos desasa phalan-
    ges heroicas, que com o nomo de casa do
    re, deviam dar tantas provas de firmeza,
    de valor e intrepidez.
    Todos estes gentilhomens que valorosa-
    mente usavam da espada, e que estava
    habituados a tiral a todos os dias da bai
    nha, nao se podiara. as3UStar com o ata-
    que do um chefe de ladrSes, por mais ter-
    nvel que elle fosso o quan'.o maior era o
    perigo, maior era o valor quo raostravara.
    Cora urna raridez maravilhosa, as se
    nhoras forara collacadas no ceatro das sa-
    las, e era redor dellae, se tornou duplica-
    da fileira de vdentes com as espadas era
    punho.
    Era ura espectculo realmente bello o
    que apresentavam estea rostos ardentes,
    que tinha tiradora a mascara para melhor
    verem o perigo, de todos este horaens de
    terminados e intrepidoe, qu-; trocavam
    sem trausicSo 03 prazeres da dausa pe'os
    perigos do combate.
    Organisado o plano do ataque em um
    instante, seguira-se silencio profundo.
    Mas o que podiam estes faetos de seda
    e de veludo, estas finas espadas da baile
    contra as adagas, la jas e machados da
    quadrilha esfarrapada, que ia precipitar-se
    as salas.
    O Senhor d'Aumont esqueoendo, para
    cumprir o seu dever, sua mulher e sua fi-
    lha, quejulgava reunidas 6 debaixo da
    proteejao dos fidalgos, o Sr. d'Aumont
    correr para a frente.
    Os meus policiasl disse elle a Ri-
    cardo.
    Eatao na escada, meu senhor, res-
    pondeu o sargento, mas o numero delles
    est reduzido terga perte, porquo o Sr-
    tanente civil mandou-os chamar para acu-
    direm ao incendio, quo rebentou perto do
    palaeio de Soissona.
    Este novo-incidente tambera fa:sia parte
    do plano de Reynold
    Com os lacaios, criados, pagano, amou-
    toados na ra, nao se poda contar, porque
    esta gente ou fugia ou se uaia aos assal-
    tantea para as ajudar a roubar, portanto
    os soldados do prebostado eram muito im-
    portantes, porque quasi todos eram vetera-
    nos e seguroB, e como taes capazes de
    susteotarem o primeiro choque, dando tem-
    po a qua se organisasse a defeza.
    Mercurio tinha recebido ordem do fazer
    desapparecer os policiaa.
    Mercurio communicara 'a ordem a Ca-
    raaleao, o qual a transraittio a Ricardo, e
    o aargento ladrao, de que ninguem descon-
    fiava, tinha aprovoitado hbilmente o in-
    cendio da casa da ra das Estufas Velhas
    para affastar dr-u3 tergos da guarda do
    preboste.
    Il -stava.ii apenas vinta homens.
    Entretanto augraentavam os clamores na
    ra.
    O perigo aproxirauva se...
    O barilo de Graindair e os seus dous
    amigos tinham sido os primeiros a collo-
    carera-se frente do3 fidalgos.
    Nao tinham reparado no rapto de Dia-
    na, porque estavam separados della por
    todo o coraprimento da sala.
    Rodeavara entilo o prebb3te.
    O assassiaio do Giraud e os gritos da
    ra tinhara occorrdo ao mesrao t-crapo ; de
    maneira que o perigo geval fizera esque-
    cer o assassinio coramettido na pesso 1 do
    polica, que ninguom conhecia.
    Alguns senhores, entre, elles do Quise,
    rodeavam Catharma no momento do rapto
    de Diana e de conde Bernac, mas a sua
    attencao foi distrahida pele perigo geral,
    Hei de sabel o antes de nodo o dia.
    O senhrr, portanto, faria bem se rae dis-
    sesso, a rano s, o seu nomo. Se, real-
    mente, o senhor nao culpado, eu guarda-
    rei o sou segrodo, ao pass; que se persiste
    era calar se...
    ' Culpado de que ? J o tenho pergun-
    taotado dez vezes ao acu agente e ao se-
    nhor. Tenho o direito de sabel o antes de
    responder. Anda urna vez, de que sou
    acousado?
    - Do tor assassinado essa mulher.
    Isso realmente urna tolice. Nilo
    posso auppor que o senhor est gracejan-
    do no ex rcicio das suas funccSes de ma-
    gistrado. Prefiro crer q te aou victima de
    um engao e que nao tenho necessidade de
    justificar me. Esperarei quo o erro aeja
    reconhecido.
    Entao, decididamente, recuaa dar
    qudquer expIicacSo ?
    Mais do que nunca.
    O commissario levantou sa, fez signal ao
    cabo e foi ao fundo da sala abrir urna por-
    ta pequea.
    Entr; ah, dase olla, mostrando a ao
    preso.
    Depois diriginlo se s tres testemunhas:
    Queiram acompanhar me, ineua se-
    nhores.
    O d8coohecido dirigi se porta sem dar
    o menor indicio do eraofo, eotrou Driraei-
    ro em uraa sala, onde havia apenas quatro
    paredes nuas e no centro uraa mesa gran-
    de pobre a qual estava estoudido um corpo
    cobsrto por um encerado, e parou, dizendo
    framente:
    Muito bem. Comprehendo. Vai por-
    mc em prcaenca di ura cadver. O senhor
    podia ter dispensado esta enscenaco, por-
    que ella nao me a-Busta.
    A ura signal do commissario, o cabo ti-
    rn o encerado o appareceu a int lher, de-
    ta la de costas.
    O desconheci lo empallideceu e racuou
    horrorisa lo, mas dominou csso movimento
    instinotivo.
    Approximou-se da raorta, exarainou de
    perto as suas feice3es desfiguradas e disse,
    fallando comsigo mesmo:
    Nao a conheco. Por un momnuto
    pensei que fjssc ella. Enganei me, grafas
    a Deus !
    Houve ura silencio. O commissario, que
    nao tinha conseguido o effeito quo espera^
    va, morda os labios ; os dous amigos nao
    sabiam que pensar do sangue fri do aecu-
    sado, e o mesmo Fabreguetta comeyava a
    dvidar de que tinha posto a mao no as-
    sassino.
    - Comprehendo agora, tornou o deseo
    nhocido. O senhor suppoe quo eu atrei es-
    ta infeliz do alto da torra era baixo. Nao
    sei se ella suicidou-se ou se alguem a cm-
    purrou, mas cstou certo de que eu nunca
    a vi.
    Em vez de contestar esta afHrraacao, o
    commissario comegou a interrogar as tes-
    tmiunliai, depois de tomar-lhes os nomej o
    as moradas.
    Daubrac o Meriadec declararan) que re-
    conheeiara o aecusado, que virara passar
    pelo adro com urna senhora pelo braco, mas
    nao estava to certos de que o cadver era
    o dessa mulher.
    Fabreguette repeli que tinha visto da
    margom do ro on ie estava pescando de li-
    nha, a scena da plataforma : um honera
    levantar pelas pernas urna mulher que so
    debata e atiral-a da torre era baixo. Mas
    vio da muito longe e nao pode distinguir
    as feicoes. Nao podia, pois, jurar qua o au-
    tor do erirao fosse o hornera preso na esca-
    da de caracol.
    Esses deooimentos nao concluiam con'-ra
    o desconhecido, que os ouvio cora visivel
    Uhtisfaco.
    O commissario, por n, nao se deu por
    convencido.
    O senhor ouvio, disse elle; estes se-
    nhores nao querem tomar sobre si a ros
    ponsabilidade de affirraBr que foi o senhor,
    mas eu chogarei sem difliculdade a estabe-
    lecer a i lentidade dassa mulher. Ainda
    quando nao encontrar nos seus bolsos, era
    cart5es de visita, era papis, ella ha de
    sera duvida ssr recodbecida na Morgue,
    para onde vou raandal-a. Nao lhe pargun-
    to mais o eu nome, visto como o senhor
    diz que nao a coohece, maa creio que na-
    0 sou.
    da obsta a que o senhor ma liga
    onde
    mora
    qual
    a essas
    respoa-
    Coino 8e chama?
    sua profisao ?
    - Nao quaro responder nem
    perguntas, era a outra qualquer,
    deu o desconhecido resolutimente.
    Bem! ojuiz da inatrucc2o aaber
    descobrir quera o senhor.
    - Talvoz cu lh'o diga. Ao seuhor nada
    direi, especialmente aqui diante das pes-
    soas aa* rae fizeram prender.
    Entao s rae resta mndalo para o
    deposito. Ea mesmo vou lvalo. Cabo,
    mande buscar ura carro da praya. Trate
    depois de mandar levar immediatamente o
    corpo dessa mulher para a Morgue. Os
    senhores podera retirarse, maa tero a bon-
    dade d< ficar diaposico do magistrado
    que vai instruir o proeesso. Provavelraen-
    te, sero chamados, ainanhfL ao Palacio da
    Justica.
    Esse convita do commissario valia urna
    ordena ; e as tres testemunhas sahiram in-
    mediatamente da sala onde estava a morta.
    Eslimaram sahir, quando au fosse se-
    nao para communicarem uns aos outros as
    impresso.'8 que lhes dcixarara as scenas a
    que tinham assistido.
    Pararam sob o peristylo do Hotel Dieu
    para conferenciar; o aconteceu que os tres
    divergiram do opiniao quanto ao aconteci-
    rae.to eiogular en que tinhara desempe-
    nhado papel importante.
    Fabreguette, qu9 o tnica su3citado, per-
    sista em sustentar que o homem preso era
    o assassino ; Daubrac nilo se pronuaciou e
    Meriadec inclnava-so a crer que esse ca-
    valhero era victima de um erro.
    O interno pz fim ao colloquio, declaran-
    do que era chega^a a hora da aua visita da
    tardo o deixou os outros para ir fzer o
    seu servico na sala de cirurgia.
    Separarara-8o bons amigos.
    Fabreguette, sera mas preoecupar se
    com a prisao de ura desconhecido, foi pro-
    curar a liaba que tinha esquecido na mar-
    gem do rio e aeixou Meriadec entregue s
    suas refl-'X'es.
    E as reflexo s io amigo Meriadec eram
    assaz sorabrias, porque ao contrario do ar-
    tista elle tinha tomado o negocio a serio e
    receiava ter contribuido para fazer encar-
    cerar ura innocente.
    Esse cavalhsir^, que o commissario tinha
    remettido tao proraptamente para o depo-
    sito, tinha-se defendido como deve defan-
    der-se ura horaera honrado aecusado de um
    crirae abominavel. Talvez fosse um suici-
    dio, e so a mulher tinha, realmente, sido
    atirada do alto da torre por nios crimino-
    sas, deviam primeiraraente ter verificado
    se a senhora de veo azul e seu cavalheiro
    estaVamss l era cima, na oceasao da ca-
    Ustrophe. Ora, acabavara de prender, sera
    hesitaao, o primeiro individuo encontrado
    na escada na oceasao em quo descia.
    Meriaiec lembrou-se de completar, para
    sua satisfacao ptssoal, um ioquerito que
    lhe parecia muito suraraario domis o oc
    corrra-lhe lop a dea de ir visitar o que
    se chama, cm estylo judiciario, o theatro
    do crime.
    Talvez o desejo do tornar a ver o anjo
    dos sinos tivesse alguma parte na resolu-
    5.I0, que tomou instantneamente de subir
    e para cuidarem da defeza ropra e da
    dos seus.
    A senhora d'Aumont Gra a nica pes-
    soa que correr para Diana, mas repellida,
    empurrada pelas o ndas dos convidados nao
    viu o rapto.
    A minha filha I a minha filha I exela-
    mou ella, ahrindo camnho por entre oa ho-
    mens e as senhoras com essa energia de
    raa que quer approximar-se dafillia ainea-
    cada, energia, a que nilo se p.'e compa-
    rar torca alguma huraaua.
    Diana, disso o Sr. d'Aumont, n2o
    est comtigo '
    Diana! Diana repeta a pobre me
    no meio da maior illl.ecaj.
    Aonde est sua filha ? exelamou Mar-
    cos corrondo para a desgragada senhora.
    Se considerarmos que o numero dos con-
    vidados de D. Pedro chegava quasi a oi-
    tooentos, pie-se fazer idea da confusSo
    que deveria reinar as salas.
    _Esta chamava um irmSo, aquella o pae
    ou m2e, aquell'outra o marido ou o aman-
    to para estarem prximos na occasio do
    perigo e para se soccorrerem mutuamente.
    Oa gritos e a afflifo da senhora d'Au-
    mont perdiam se no meio do barulho.
    Fra do palacio os clamores augraenta-
    vam; e o nome de La Chesnaye, proferi-
    do por rail bocas, chegava at s salas.
    Aonde est a sua filha, minha se-
    nhora, aonde est? perguntou Marcos com
    violencia.
    Ella estava alli... disse a senhora
    de Aumont.
    (Continua.)
    at a plataforma onde s sa podia chegar
    passandi pela'porta do aposento do guarda.
    Rosa Verdire o tinba encantado e elle
    sentia-se attrahido a essa menina por um
    sentimento que ainda nao podia definir bem,
    mas que se parecia muito cora um amor
    nascente.
    Aos trinta e oito annos, que ello tinha,
    era quasi ridiculo apaixoaar-so priraeira
    vista por uraa menor, da qual podia ser pai.
    Mas, o ultimo dos Meriadec era de urna
    compleioo muito tema, tao disposto a iu-
    flamra:ir-se por dous bellos olhos, como a
    dedicar-se pelo prximo.
    Era mais um trajo de semelhanja com
    D. Quixote, o cavalleiro andante e o apai-
    xonaao de Dulcin.i.
    A sua vida, como a do seu here, traha-
    se passado na defeza dos oppriraidos e na
    adoraco da mulheres que muito pouco se
    importavam com elle.
    Nasceu no fundo da Bretanha, em Con-
    carno.u, de un pai de velha raca quequz
    fazer delle um fidalgo campouez, morando
    na sua mansao a melhorando as suas tr-
    ras, e esse pai impedio o de seguir a sua
    vocayao. O joven Meriadec quera serraa-
    rinheiro ou soldado*; tevo de resignar-se a
    nao fazer nada seno cagar, montar a ca-
    vallo e sonhar em guerra e no amor. Quan-
    do poda vi ver a seu mo lo, tinha passado
    a iuada era quo so pode entrar para o exer.
    cito e teve de contentar so com viajar e
    procurar aventuras que nao appareceram.
    Em 1870 alistou so como vduntario, maa
    nilo teve occasio de distinguirse, e de-
    pois da guerra fixou-so definitiva nente em
    Pariz, onde vi via segundo os seus gostos.
    Tinha vendido as suas Ierras ; havia de-
    positado o producto no Banco de Franca e
    tinha-se installado ra Cassette, ara ura
    pequeo aposento, onde alo receba nin-
    guem e era servido por urna caseira. A
    aua nica oceupacao consista em procurar
    desgrajas a alliar. Aspirava a substituir o
    homem do mantinho azid, de legendaria
    memoria e foi vistiando os ho3pitaes que,
    travou relacSes cora Daubrac.
    Vas at ento s tinha encontrado es-
    sas miserias simples qua aceitam auxilio,
    sera que isjo lhe custasse mais do que abrir
    a b Isa.
    (Continuar-te ha.)
    -
    i
    r

    <
    Typ. do Diaria ra Duque de Caitas n. 42.
    I
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