Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16877

Full Text
AMO Lili NUMERO 33
?:
PARA A CAPITAL E LUGARES 0\DE .\AO ME PAA PORTE
Por tres mezes adiantados
Por seis ditos dem......
Por um anuo dea.....
Cada numero avulao, do mesmo dia.
60000
12^000
240000
0100
QUlNTA-FfifiA 11 DE FEFE1EIB0 DE 16
PARA DENTRO E FORA DA PROVIStIA
Por seis mezes adiantadoe.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
2O0OOQ
270000
01JO
DIARIO DE PERNAMBUCO

Xixopxielbalbt be Jtlanoel Sx$atixoa bt Jkria & -ftlljos
TELEGRAHHAS
mm mmmi ao biabio
RIO DE JANEIRO, 13 do Fevereiro, s
12 horas e 40 minutos da tarde. (Recebi-
do 1 hora e 55 minutos, pela linLa ter-
restre).
Forain nomciidiis para a ronmii-
*ao directora da* obra* da* ferro-
lias de S. Francisco e Caruar t
Cbefe de ceao o engenbeiro *i-
fredo i'crnniiifi ina*. tiendo exone-
rado o engenbeiro Francisco de Son-
sa Bel*;
Engenbeiro residente, o engenbei-
ro Paulino Lope* da Cruz x
* huanles de l.-1 classe. os engo-
nheiros Julio da Wilveira Vianna e
Pedro Leopoldo da Silvelra.
Foi norncado engenbeiro fiscal
da ferro-va de Macelo a Impera-
tris, o engenbeiro Francisco Cal-
laca.
Foi tambem nomeado cbefe do
trafego da rorro va de Paulo Alfon-
so, as A lagas, o engenbeiro Pedro
Pac* de Mendonca. sendo eionera-
do o actual.
Foi exonerado o actual portelro
do Arsenal de llarinba de Peruam-
baco. sendo nomeado para substl-
titull-o Olimpio de Barros Alies da
Fonseca.
ttegnem boje no paques* Ingles
SONDEGO, para Pernambuco, os ta-
ebigrapbos Annibal Flcalo. Cassal
e Alfredo Falco.
Joao Luiz de Oliveira Mello. Encaminhe-se,
pagando o porte na Reparticao dos Correios.
Bacharel Luiz Harbalbo Ucboa Cavalcante.
Como requer.
Tenente coronel Manoel de Azevedo do Nasci-
mento.Forneea-se. *
Manoel Bruno dos Santos Gouveia. = Keqaeira
a Thesouraria de Fazenda, visto que tratase de
liquidaco de divida relativa a exercicio findo.
Maria do Rosario.Informe o Sr. juiz munici-
pal e d e orpbaoa do termo de Palmares.
Rodrigo Carvalho & C. -Informe o Sr. direc-
or do Arsenal de Guerra.
Telesphoro Lopes de Siqueira. Informe o S-.
inspector geral da Instrucco Publica.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
co, em 10 de Fevereiro de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio F. da Silveira Carvalho.
hoinenagens ao principal autor ida unidafe
germnica, ao lioraem em cuja individualidad!'
accentuada e poderosa ge resume a vida poltica
de um paiz.
As festas comecarain no dia :il de Marco, em
Berlin, e foram ao ultimo ponto expressivas, se-
gundo a ivsenha dos jornaes. Durante o dia
perconvu diversas ras da capital um cortejo
composto de aotigos militares, vestiilos paisa-
na, na- levando a espada ao lado ou a espingar-
da ao hombro: eramos veteranos das ultima-
campanhas prussianas.
Os porta-baudeiras desse hatalhao, em numero
de 70, approximadamcnte. entiaram no palacio
do principe, que os recebeu em uniforme de cou-
raceiro, rodeado de sua familia, respondendo
brevemente ao discurso que Un* foi dirigido pelo
presidente da sociedadeAllianca Militar,de-
curso que desperlou extraordinarios entliusias-
TOOS.
A' noite houve grande marcha aux flambeav.
composta pelas deputaces de estandartes das di-
versas universidades alleinaes, corpora(;es poli-
ticas, corporaces de artes e olFicios, com os res-
pectivos emblemas, etc. la no meio da procis-
A'ordem do da Magdalena, Martim Antonio da sa" llnl '"irro triumphante represeutando a ho-
Silva por se achar pronunciado em crime de feri- menagem prestada pela AUemanha Germania. e
Reparticao da Polica
Scelo 2. N. 128.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, tO de Fevereiro de
1886. Illm. eExm. Sr. Participo a V.
Exc. que hontcm foram recolhidos a Casa
de DetencSo os seguintes individuos.
A ordem do subdelegado do Recite, Manonel
Gibson Ferreira Cmara, por disturbios.
A' ordem do subdelegado do 1* districto da Boa
Vista, Maria Pereira da ConceicJo, por distur-
bios.
mectos graves, ficando disposico do Dr. juiz de
dheito do 3 districto criminal.
Assumio boje o exercicio de subdelegado do 1
districto de S. J?B, o capitao Faustino Jos da
Fonseca.
Tambem no dia 5 do correte assumio o cidado
sr:;: n a&sma satas
(Espacial para o Diario)
LONDRES, 10 de Fevereiro.
Os damnos causados pelos desor-
delros sao avallados em OiOOO li-
bras sterUaas.
E* profunda a emoefto da ppala-
cao.
PARS, 10 de Fevereiro.
Foi adiada a demonstracao naval
pie devia ser feita as aguas gre-

Agencia Havas, filial em Pernambuco,
10 de Fevereiro de 1886.
INSTRDCqO POPULAR
Geographia geral
Extrahido
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Con/muacao)
FRICA
POSSE-S'SOES EUROPEAS
pobtodezas.Gove no geral de Angola, 433:00C
habitantes coinprebendnndo os diatrictos de An-
gola, Benguelia, iu'uiuo-Alto e Mossamedes. Ca-
pital, S Paulo de Llanda, 14:000 habitantes. Go-
verno subalterno de S. Thom e Prscipe, 23:000
habitantes, eomprehendendo as lhas de S. Thom,
Principe, das Rollas e o estabelecimente de S.
Jcao ii iptiata de Ajud, na costa da Mina. Ca-
pital, cidade do S. Thom 3:000 habitantes.-Go-
verno geral de Mozambique, 170:000 habitantes
eomprehendendo 8 districtos : Queliraane, Sena,
Tete Inhambane, Cabo Delgado, Sufala, Lour?nco
Marques e Angoche. Capital. Mocambique, 7:000
habitantes. Governo geral de Cabo* Verde, 90;000
habitantes, eomprehendendo o arcliipelago do
mesmo nome (cujas ilhas sao : Sal, Boa-Vista, S.
Nicolu, Santa Luzia, 8. Vicente, S. Antonio 8.
Thiago, Fogo, Brava e Maio), capital, cidade da
Praia (3:600 habitantes,) e s costa de Gui (Scne-
Sambia portugueza), eomprehendendo os governos
e Bisco e de Cacheu, e as libas de Orango, Gal-
linhas e Bolamn, no archipelagp de Bijagoz capi-
tal na ilba de Bolama.
franckzas. Argelia (de que J se tratou) : Se-
negal, capital S. Luiz ; paiz do Walo. na margem
esquetda do Baizo Senegal; ao norte de S. Luiz
0 porto de Porten lik, no sul a ilha de Corea. Na
costa do marfim (Gui superior) as feitorias de
Grande Bassam eAssnia.Ilha da Iteuniao (anti-
ga Bourbon ; entre Madagascar e a ilha de Mauri-
cia), capital, S. Diniz. Prozimo a de Madagascar :
lhas de Santa Maria, Nossi-Be e Mayota.
1 (Cont'naa)
suppleate, a exercicio da subdelegada do Io dis
tricto de Peo d'Alho.
Por se achar pronunciado no termo de Timbau-
ba, em crime de furto de cavaMos, foi capturado no
dia 8 do corrente, pelo delegado de Pao d'Alho, o
individuo de nome Antonio Barbosa dos Santos.
Pelo referido delegado foi remettido ao juiz com-
petente o inquerito policial a que procedeu contra
Marcolino Francisco dos Santos pelo crime de de-
floramento praticado na menor Rita Mara Fer-
reira .
Deus guarde a V. Exe.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de polia, Antonio
Domingo Pinto.
que na pasSBgHB ilo cortejo era saudado por vi-
vissimas ar-claniaci-s. Inmediatamente ao carro
de triumpho seguiam diversos grupos de pessoas
phautasiosamente vestidas, um dos quaes repre-
Elias Baptiata da Silva Ramea, na qualidade do 2^ fcenluvu um troco de soldados do tetnpo de Wal-
SBSstsssssssssmmi
Ui'i UFFICIAL
Goxerno Ja Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 9 DE
FEVEREIBO DE 1886
Antoaio Francisco Ferreira Vlanaia. Informe
o Sr. inspectDr da Thesourana de Fazanda.
Abaizo assignade de -lloradores e proprietarios
de SerinhSem.Informe com urgencia Sr. en
genheiro chefe da Repartico das Obras Publicas.
Diogo Augusto dos Ruis.Informe o Sr. inspec-
tor da Thesouraria de Fszenda.
Fielden Brothers.Informe o Sr. inspector do
Thcsouro Provincial.
Joaquim Cesario da Boas. Remettido ao Sr.
inspector da Tbesouraria de Fazenda para mandar
attender ao supplicante, de accordo eom o aviso,
que boje lhe envi por copia, expedido pelo Minis-
terio do Imperio em 25 de Janeiro Droximo pas-
sado, sob n. 398.
Jos Florentino da Fonseca Leo. Informe o
Sr. inspector do Thesoaro Provincial.
Jos Teronco de Barros e Aranjo. Informe o
Sr. inspector do Tbesouro Provincial.
Cmara Hasmlcipal
DESPACHOS DO DIA 9 DE FEVEREIBO
Pelo Sr. oereador commissario de poli
cia.
Florentina Ursulina de Souza, pedindo
licenca para abrir taverna em urna casa
sita ao districto da freguezia de Afoga-
dos. Como requer.
Jos Emygdio Ferreira Lima, para man-
dar canalisar gaz para o seu estabeleci-
mento sito a ra do Visconde de Albuquer
que n. 104. Junte termo das Obras Pu-
blicas.
Pelo Rvm. Sr. Padre iello vereador
commissario de edificacZes:
A. A. Vieira de Souza, traplicando sa-
tisfaz a segunda exigencia couda no pa-
recer do engenbeiro declarando que sob
n 68 sita ao porto do Jacobina, a casa
que pretende concertar, cuja licenca soli-
cita. Limitando- se ao que pede e pagan-
do os irapostos, concede-se.
Bario de Mattosinhos, pedindo licenca
para mandar concertar a saccada de seu
predio n. 44 a ra da Imperatriz. Como
pa-ecer ao engenbeiro.
Feliciano do Reg Barros, para mandar
dar esgoto as agoas estagnadas no quintal
da casan. 180a ra do coronel Suassu a.
Pagos os diraitos, concede-se de coofor-
midado como o parecer do engenheiro e
posturas.
Flix Cavalcante de Albuquerque Mello,
para mandar tomar goteras na casa de n.
7 a ra do Visconde de Albuquerque.
Sim, dando previa sciencia ao fiscal.
Galdino Antonio Goncalves Ferreira
para mandar substituir urna terca da co-
berta de sua casa n. 22 a ra das Trin-
cheiras. Pagos osimpostos concede-se, li-
mitando-se ao que pede.
Jos Antonio Pinto, para mandar substi-
tuir caibos e ripas das cobertas de suas
casas de n. 16 e 30 a roa de Henrique
Dias. dem"
Manoel Luiz Ribeiro, para mandar re-
telhar, rebocar e concertar a cosinha do
sua casa n. 2 ao corredor de S. JoSo fre
guezia da Varsea. dem.
Manoel Archanjo Antunes, para" man-
dar retelhar e tomar alguna rebocos em sua
casa n. 25 a ra da DetencSo. dem.
Mesa Regedora da Veneravel Ordem 3.'
de S. Francisco para mandar correr o te-
lbado da casa n. 25 a ra Duque de" C-
xias de seu patrimonio, afim de tomar ge-
teiras. Sim, dando sciencia previa ao fis-
cal.
Corrigenda aos despachos publicados no
Diario de boje sob o n. 32.
Como requer, foi o despacho proferido
na peticao de Manoel Joaquim Pereira.
No extracto da peticao de Jos de As-
8urapcao Oliveira, diga se sobre o muro
ect e nao sobre o numero.
Secretaria da Cmara Municipal do Re
cife, 10 de Fevereiro de 1386.
O porteiro,
Leopoldino C. Ferreira da Silva.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Retrospecio poutlco o anno
de i*)**
( Co nt inuacSo)
ALLEMANHA
O nriucipe de Birmarck fez 70 annos em 1 de
Abril. N'essc mesmo dia se completaran! os 30
que conta de servaos ao estado.
Toda a AUemanha, e particularmente a Prussia,
prestaram nesse duplo aoniversario fervejates
lenstein (seculoXVIl) e outros negros de Came-
roon. Na frente ia una msica de arautos tam-
bem pittorcscaineutc vestidos.
O chaneeller assistia da sua varanda passa-
gem do cortejo, em companhia da princesa. N'uin
momento dado, tirouolongo cacmmboque tinha
ao canto da bocea, e pronunciou as.seguintes pa"
lavras. inais ou menos :
Bem digamos o nobre monarcha que ha 14
annos mantem firmemente a pas, e anda conti-
nuar a mantel-a. Viva o nosso nol>rc monarcha,
cuja Torca reside toda na fidelidade do seu povo !
Bat breve allocuco evidentemente nio foi
feita para os dez mil individuos que acompanua-
ram o cortejo cvico, mas para as chancellaras
europeas, as quaes o terrivel principe quiz tor-
nar comparticipantes do regosijo que esperimen-
tava, dando-Ihes palavra de que, pelo menos
n'aquelle instante, nao inachiuava nenhuma das
suas.
Dcpois de tallar, o Sr. deBismarck seutio-se
fatigado, pelo que o Dr. Schweninger, seu medi-
co, trouxe-lhe um copo de leite que elle bebeu no
meio dos bravos estridentes dos estudantes que
iam no cortejo.
O dia seguinte foi o das recepces ejfelieitaces
ofliciaes. O principe rec ebeu em seu palacio os
membros do conselho federal, em nome dos quaes
fallou o Sr. Lntz, dizendo entre outras cousas o
seguinte :
Toda a AUemanha considera como festa de
familia o anniversario daquelle que ha muitos
annos a dirige politicamente e que estabeleceu a
paz entre os povos.
0 principe respondeu que tinha sido podero-
samente secundado na sua misso, em primeiro
lugar, jielos principes reinantes do imperio, que
tinliain sabido sacrificar os seus interesses par-
ticulares aos da nacao, e depois pelos represen-
tantes dos governos dos mesmos principes, e que
o conselho federal podia com juslica orgulhar-se
da acco que exerceu na grande obrada unifica-
rlo nacional.
Em seguida veio visitar ao seu ministro u pro-
prio imperador, acompanhado do principe impe-
rial e de todos os principes que na occasio se
achavamem Berlin. Mal o chaneeller vio o mo-
narcha. correu ao seu encontr. O imperador
agradeceu-Ihe com voz commovida tudo quanto
temfeitopela patria e pela casa reinante, fazendo
votos para que o chaneeller possa ainda por mui-
tos annos manter-se frente do governo. O Sr.
de Bismarck quiz bijar a mo que o soberano
lhe estendta. Este, porm, abragou-o, chorando.
Esses testemunhos de apreco sao ncontesta-
velmente bem merecidos por um homem a quem
o seu paiz deve tudo quanto presentemente.
Sob o ponto de Viste allemo, o chaneeller de
ferro um estadista fora do commura e urna in-
dividiualidade gloriosa. Entre as demonstraccs
de reconhecimento que o patriotismo germnico
nao regateou ao famoso chaneeller, no dia dos
seus annos. soliresaliio una subscripeo publica,
destinada a formar una somma que devia ser en-
tregue ao principe como recompensa nacional.
Essa subscripto, aberta em toda a AUemanha e
as colonias germnicas de todo o mundo, foi
fructuosissima : rendeu mais de 2.200:000 mar-
cos.
Houve. todava, una sombra em todo esse bri-
Ihante quadre. Era opiuio geral que o principe
.chaneeller, a quem a liberalidade imperial de 1866
e 1871 tinha enriquecido, com apoio do parla-
mento, no aceitara a nova dotaejo nacional se
nao para consagral-a a qualquer emnresa de uti-
lidade publica, a qualquer instituido patritica a
que o seu nome licasse perpetuamente ligado. A
commisso central em Berlin, daqual foi presi-
dente o duque de Ratihor. enteiiileu que a quau-
tia subscripta nao devia ter inteiramente a appU-
ca(,'5o que o maior numero desejava que ella ti-
vesse.
Tal deciso foi ratilicada pelo imperador e
como se deve suppor, previamente approvada
pelo proprio chaneeller. A dita commisso pro-
po que se comprasse para o solar de Bismarck_
Se oenhausen, onde elle nasceu e passouosan-
no. da infancia, e cuja propriedade sua familia
tinha alienado constrangidapelos reveics da for-
tuna. Desde que semelhante ilelibcraco cliegou
lo conhecimeoto do paiz. gritou-K logo" Aqui
4'el-rei, 'principalmente mis estados do sal,
onde a lealdade germnica ofio exdae i COflger-
vimki de um particularismo tenaz.
As cominissiH's parcaea da sabsenpcao em
Wurteiiiberg, graos ducados de Bade e Etesse
Darmslad e no ducado de Braaswick, conununi-
caram coiimiissoi-entral que asquantias obti-
das por ellas nao seriam enviadas para Berlin,
Boquanto se Ibes Bio promettesae brmalmente
que 0 total da subscripeo seria empregado
n'uma obra nacional e nao applicado a urna do-
taran individual. Coagida por muitas reclama-
rles e protestos, a referida commisso central
iffiOginou um meio de contentar a todos, sem re-
negar a sua opiuio anterior, que j se havia tor-
nado publica: resolveu que. noexigiudo a 8C-
quisico do dominio de Schoenhanser mais de um
inilho e meio de marcos, lieasse o rstenle da
->0mma subscripta disposico do principojle
Ifisinarck para dar-llie iimaapplicacode utili-
dade geral. Essa solueo satisfez a alguna ; ou-
tros, porm. eontinuaram a manifestar o seu des-
contentamente A commisso de Bamberj (Ba-
era) ficoucom a somma que colhera, destinan-
do-a fundacode um eslalielecimento local.
Qualquer homem de temperamento mais im-
pressionavel que o do principe de Birmarck, te-
na posto rpido termo a essa chicana importuna
e um tanto deprimente, renunciando a rehaver o
antigo patrimonio, por mais grato que lhe podes
se ser a acquisieo d'uma propriedade de fami-
lia e que a saudade dos dias passados provavel-
mentc augmentavade valora seusolhos.
o oentendeu assimo orgulhoso chaneeller,
que encara todas as cousas deste mundo muito
do alto do seu espirito, sem preoecupar-se com
certea e pequeas miserias de sentimento que ras-
tejam a seus jis.
Por occasio da ceremonia a que alludimos
disse elle ao mencionado duque de Ratibor:
Os meus dominios patrimoniaes subiram de
preco para mim, desde que a generosidade do
povo allemo m"os restituio. Quanto ao empre-
go da quautia resultante, aguardo as ordens do
mperador. .
Globet, ministro da instruecao publica, op
poz-se a ella, para nao dar esse principio
de assentirnento a um project^ que julga
inconveniente e parigoso; mas os intransi-
autorisagSo para empregar providenoiss oh
pressivas na Irlanda.
A cmara dos communs rejeitou por 12.
votos contra 183 a emenda pr3poate

gentes nao duvidaram unir-ae com a direi- depulado escocez Macfallane a respeate
ta p^ra votar a urgencia. x*____ ., .____ ,______f__
( Continua)
RE01FE 11 DE FEVEREIRO DEI886.
Noticias da Europa
O paquete inglez Tamar, que bontem
passou para o sul, trouxe-nos datas da Eu-
ropa, que de Lisboa alcancam a 2d de Ja-
neiro, seis dias mais recentes do que as
trazidas pelo francez Orenoque.
Alrn das noticias de Portugal, constan-
tes da carta do nosso correspondente, pu-
blica-la na rubrica Exterior, eis as demais
tr- zidas pelo dito paquete.
- Ileapanba
Escreve em 29 de Janeiro o nosso allu-
dido correspondente acerca da Hespanha :
i Comecou no dia 25 do corrente raez a
ser julgado o projesso do duque do Sevi-
lha. O ministerio publico pedio ao conselho
de guerra que o duqua soja rtscado dos
quadros do exorcito. O defensor requereu
u absolvi^o. A sentenca fot submettida,
logo depois de pronunciada, ao capito-ge-
neral de M execucao.
< O duque do Sevilba foi condemnado
pelo conselho de guerra a 8 annos de pri -
83o, alm da perder o seu posto de tenen-
te-coronel e de ser riscado dos quadros do
exercito.
< O exemplo est dado, mas... do es-
perar que decorrido algum tempo a rainha
regente exercer algum a;to de clemenci
muito conforme bondade do seu coraclo,
e talvez cedendo aos rogos ou interesse da
rainba-mai D. Izabel II. O que fr soar.
f Tm sido enormes as chelas dos rios
de Hespanha. Receiam-se graves inunda-
c3es. O Guadalquivir subij mais da tres
metros. O O juro j sahio do seu 1-ito em
varios poutos^
A Gaceta \de Madrid de 27 publi^ou
as nomeac3es dos seguintes ministros ple-
nipotenciarios : o Sr. Crespo para Constan
tiuopla ; o Sr. Rodrguez para Pckin ; o
Sr. Valera para Bruxellas; o Sr. Men-y
para Vienna d'Austria-e o Sr. Be jorra
Arnusto para o Mxico.
t Vem desmentido no Temps de Paria
do dia 25, que o embaixador hespanhnl
tosse incumbido de reclamar a extradic-
$ao do Sr. Raz Zorrilla, e nega as rela-
c3es que se attribuem ao Sr. Albaueda
com os principes de Orleans.
Franca
AXtre na esquerda da cmara dos de
putados nao offerece garantas nenhumas
de cooperar na formacio de urna maioria
do governo, e, o que ainda mais singu-
lar, coutinua a mostrar-se disposta sempre
a colligar-8e cora adireita era votaces con-
tra o ministerio. Nao desiste de nenhum
dos projectos que fazem parte do seu pro
grainma era se presta a nenhuraa especie
de sacrificio das suas idis em obsequio
uniSo do partido republicano.
Na quoiao da aumiatia, o governo
fez o que razoavelmcnte podia fasor, que
foi conceder indulto aos condoranados por
delictos, que se podiam considerar politi
coa. A extrema esquerda nao se couten-
tontou com isso, e, por rcito do Sr. Roche
fort, apresentou na cmara um projecto de
amnista, que corapruheode grande numoro
de condemnados por crmes communs, era
bora se pretenda filial os na poltica, e bem
assira todos os delic'.os e'eitoraes.
Apresentado o projecto e requerida a
urgencia delle, o governo, pela voz do Sr.
pura
Vio-so, assim, o curioso espectculo
da extrama eaquerda dar um voto favora-
vel aos agentes reaccionarios aecusados de
delictos graves praticados contra a lei elei-
toral na eleifao de 4 de Outubro ultimo, e
a dircita votar tambem em sentido ben-
volo para cora os criminosos anarebistas,
que" se vangloriam da fazer propaganda
pelos factos. A urgencia foi votada por
maioria de tres votos.
Suppoe-se que o projecto, quando fGr
definitivamente discutido nao ser appro-
vado, porque nao provavel que a maioria
dos deputados monarchicos o votem.
O que contina a ser claro, que na
actual cmara nao poder nuaua apurar se
urna maioria solida de governo.
A cmara dos deputados decidi adiar
a discusso da proposta que tem por fim
ititroduzir nos contratos feitos pelo estado
urna clausula que prohiba o emprego de
operarios estrangeiros. O Sr: Darbely.
deputado pelo norte, fez notar que esta
clausula prende cora graves quastSes eco-
nmicas e poderia suscitar represalias no
estrangeiro.
Nao exacto, segundo communi-
can de Pars, que ha desuniao entre os
conservadores.
- O governador do Senegal telegra-
phou ao governo communicando que a co-
lumna Frey bateu completamente as tro-
pas do falso propheta Saraary, rechassan-
do-as para Nigor.
- No dia 25 as sessSes da cmara ele
geram noite a commisso que tem de
dar parecer sobre a proposta de annistia
apresentada p ilo Sr. Rochefort. Seis dos
seus membros rejeitam toda e qualquer
annistia : 3 aceitam urna amnista limitada ;
so dous querem a amnis'.ia completa.
Inglaterra
Aberto officialmente o parlamento inglez
pola rainha Victoria em pessoa, foi lido o
discurso da coroa, em que se allude aos
bons termos a que chegou a questo do
Afghaniftan, conquista da Birmania,
questo do Orien'e e situaco da Irlan-
da, annunciando a apresentaco de alguns
projectos de l"i.
Com respeito questo do Oriente, diz
que as negociares havidas, o fim do go
verno inglez foi collocar os habitantes da
Roraelia conforme os seus desejos a admi-
nstraco do principe da Bulgaria, man-
iendo na sua integridade os direitos es-
sencia3s do sultao da Turqua-
O que diz respeito a Irlanda, diz que o
governo resolutamente hostil a tudo que
tende a alterar a unio legislativa entre
aquella paiz e a gr-Bretanba ; refere-se
resistencia systamatica dos rendeiros a sa-
tisfazerera os encargos que estSo obrigades,
e a intimidacao que continua a ser empre
gada para com os que nd annuom aquella
resistencia, annuncia que, se os meios de
que o governo dispSa actualmente forem
insuficientes para por termo a um tal es-
tado de cousas, pedir navos poderes ao
parlamento.
Comecarara logo no primeiro dia os de-
bates sobre a reposta ao discurso da co-
roa. Tao importantes sao as grandes ques-
te5s pendentes no momento, que logo no
mesmo dia se empenharam em lucta os
chefes dos tres partidos militante), os Srs.
Gladstone, marquez de Salisbury e Par-
nell..
Os dous priraeiros nao foram muito ex
plicitos na exposicao das suas ideas a res-
peito do problema irlandez, cujas difficul-
dades sao para assustar qualquer ministe-
rio que esteja no poder.
Quem pronunciou um discurso de verda
deiro homem de governo, e que impressio-
nou vivamente a cmara, foi o Sr. Par-
nell.
O chefe do partido irlandez parece con-
sciente da responsabilidade que irapoe o re-
sultado eleitoral que obteve a situacoo era
que se v coUocado na cmara pela cir-
cumstancia de nao terem alli maioria ab-
soluta, nem o partido conservado, nem o
liberal.
80U de nova linguagem, que nao foi a
dos antigos tempo3 em que o seu partido
tinha muito menor representado na cma-
ra, existia na3 garantas que, sob o rgi-
men da autonoma teria a seguranca dos
land-lords, dos anglo-saxonio e dos pro-
testantes. Allegou hbilmente o facto de
elle proprio ser de origem ingleza aristo-
crtica e professar o protestantismo.
O seu discerso foi muito notavel e, sobre-
tudo, tendente a mostrar o modo pratico de
se realisarem as aspiracoes do povo irlaa
dez.
- O principe de Galles e seus filhos,
quando ha dias foram de Londres para as
propriedades do duque de W<-stominster,
em Eaton-HaU, para as3stirem urna ca-
cada, deviam passar em Chestor, onde ha-
va grandes preparativos para os receber.
A polica porem descobriu ama conspi-
raco, urdida pela Lijra irlandeza cujo pro-
jecto era urna exploso de dynamite para
matar o principe e seus filhos ; e por isso,
o comboyo jxprosso, que os conduziam,
naolchegou a Chester, parando n'um pon
to anterior, d'onde os principes seguiram
em carruag'jm para Eaton-Hall.
Dizem de Londres a 26 ter-se descober-
to urna conspiracao de irlandezes pra vin
carera a Irlanda com a morte dos grandes
p-Tsonagens da Inglaterra. O governo to-
mou serias precaucSes. O marquez de Sa
lisbury pedir e bre viniente s cmaras I de guerra hellenicos.
discurso da coroa pedindo que se
rass a trsto situajao dos eraphyteutas ce
Escocia-
A cmara dos communs continuase* 3
discutir a respesta approvou a 27, noite, por 329 voto cen-
tra 250, urna emenda apresentada nalai
Sr. Jesse Celngs, deputado radical -ate
Ipswich, lamentando que o ministerio as
pense em facilitar aos agricultores irlta4s-
zes o arrendamento do pequeas herd*le
a prejos equitativos e com seguran$* goso da trra pelo rendeiro.
Foi portento derrotado o governa.
A emenda do Sr. Jese Collings, se
cmara dos communs votou a 27, sate1,
foi combatida pelo Sr. Chaplin que fea fi-
la quastao de confianca, e apoiada s*frc
Sr. Gladsto e que declarou aceitar tsia a
responsabilidade.
Corra, que, era resultado desta votaeSs,
o marquez de S ilishury pediria immejt-
raente a deraissao do gabinete, o que seca
chamado o Sr. Gladstone, que subtess*
poder cora um programma radical.
Na sessao anterior, o Sr. Mioasetl
Hicks-Beach annunciara que o goveeno
apresentaria no dia 28, um bil suppri io-
do a Liga Nacional e outras assoeiacSet
perigosas da Irlanda, pata o qual biH -
deria urgencia, e que este seria seguid* e
outro acerca da questao territorial.
Em presenja da derrota parlamenta-ate
gabinete, aos seus successores cumpre
mar essas ou quasquer outras inici **
de srdem policial ou econmica em
cao Irlanda.
N'aquella sessao (a de 26)
Chambalaia perguntou se o ministro ii
em Athenas reeebeu instrucc3es para
formar o Sr. Delyam de que o goi
inglez est prestes a enviar urna esqui*
s agas da Grecia para impedir a am-
bilidade da'qualquer ataque naval.
O Sr. Botirke respondeu-lhe qus aac
d'isso se deu a entender ao governa saaV
lenioo.
Vlleiuaiiha
A troca de comprimen os havida sifiasv
mente entre o papa e o principe 4* asv
marek, a proposito da soluclo do osaaaaaan s
das ilhas Carolinas, fazia esperar qxeon
trassera em fcil caminho as negociacSea pa-
ra o restabelecimento da paz religiosa ax
AUemanha.
Appareceu porm, agora urna ei
de Leo XIII dirigida aos bispoa a3<
a despeito da educacao do clero, eeatesW-
cumento vai desvanecer aqueUas espsEaat-
cas.
Formulam-so na eneyelica novrnoste st
pretensoes do ultramontanismo no asssaas-
to. O papa nao admita que o Estad ae-
nha o direito de exigir dos candiaataa
clrigos garantas de competencia, saber e
fidelidade.
Insiste na necessidade de se porem sa
pratica os principios consagrados peto can-
cilio de Trento para a regencia da matecav
Por outro lado, sabe-se pelas declarabas*
repetidas do chanceler e pelas cartas ante-
graphas do imperador, que a Prussia ais
renunciara a um mnimum de garasfi
entre as quaes tem seguro direito de
sentacao nos beneficios ecclesiasticos el
bem o de fiscalisacao do Estado sobran
espirito do ensno ministrado ao clero.
Maecla
A 19 de Janeiro^ effectuou-se a abertars e
reigsdag sueco. Nao sito difficeis as circuoM-
cias d'aquelle paiz, e por isso os discursos con ^se
o rei inaugura os trabalhos parlamentares >>
geral destituidos de interesse.
Entretanto, d'esta vez a mensagem dosofc
merece especial mencao n'ura dos pontos de
tratou.
Em primeiro lugar annuncia que os maic
portantes ramos da industria sueca nao pode
capar crise que sfflige, neste momento, o
da Europa, e qae n'aquelle paiz se pensa, esns
por toda a parte, em combater a paralvsaci ase
transaccees, com a proteccao adnaneirs.
Segundo o discurso do soberano, fon.m-lfce *-
rigidas numerosas representacoes, pedindo a *<<*>
ci dos direitos prohibitivos e dis qie essa nv
presentscoes foram 3ubmettidas a um exaase es-
crupuloso.
A fallada eora, annunciando a prxima asre-
sentacJo de projectos de lei tendentes a ser di-
damenti reformada a jurisprudencia, e relativas*
diversas obras publicas nao deixa entrever una ee-
viso immediata das pautas aduaneiras. Paas-
ticias, porm, que trazeos os peridicos, o governo
sueco parece achar-se muito inclinado a cede-a
movimento que se vae manifestando em favor s
urna reaccao econmica.
Enlre as obras publicas de maior vano, ssss-
ciada na allocncao do soberan, figura em P*^
ro plano o aeabamento da rede dos em,B^*
ferro, que, apesar de cobrir ]4 ama exteaafc fc
6000 kilmetros, est longe anda de satis&amy
por completo s necessidades da viacao awelecaaa
n'aquelle paiz. .___
Emprezas dessa ordem terao de servir nuBsa
de actividade industrial e commercial da atenans
que todos quantos direitos protectores ella sssn.
imaginar e solicitar.
Oriente
Os representantes das potencias em Atesase,
accedeudo proposta da Inglaterra, entregaran
no dia 24 de Janeiro, ao Sr. Delyanni ansa
collectiva, declarando que, nao tendo a Grecia i
tivos legtimos para urna aggrfessao contra*"I
quia, nao lhe permittirao urna accao navaL
A situaco cada vez difficil.
Em Athenas grande a indignacilo castra -a
Inglaterra, sao numerosos os nteetin^* patristiost
que por toda s parte te reunem. Povo, rei gs
verno estilo todos de accordo para defeaasra
dignidade nacional.
A Gateta da Attem-mha do Norte dis que se-
cisi apoiar enrgicamente a Iniciativa ingieras*
Grecia ; porque a Europa nio pode tolerar sssa
pas seja posta em risco pela poltica incensiss
dos pequeos Estados dos Balkaus _._
Foram para Crato, ltimamente, tres sassn

'" '


N .


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ILEGlVEL


7
Diario de PernambucoQuinta -feira 11 de Fevcrciro 1886

EITERWR
/
< orrespoadeocla do Diario de
Pernambuco
PORTUGAL Lisboa, 29 de Janeiro
de 1886
O conflicto levantado entre Braga e Guimaraes
pelos motivos apontados em minha carta a.-, a,
teem tido largos caos no parlamento. oi P0T^:
casio do chefe do partido prograestsW, o tr. ooae
Luciano de Csfeso ar ^^^J^T^l
rias perguntaaaobre... que **'****>""*
Pr termo a ercente ag.taeao *>^*r"l
correram a** 1-~tos P"*""*1* e
do partidasTmarre vanas carteras em que
o presidente, o co*ero. *l^J1"'**
Motta, foi alvo de injurmsotaposUropheB or par
te U minoria, como lhe. n.. A Variedad,
folha nocturna do que redactor em chafe obr.
Emygdio Navarro, depatado progressista dos mais
afluentes, dera conta d'aquellemotim e declinava,
sem falta de uin s, todos os epithet >s win que o
presidente da cmara dos dep^ados tora aggre-
dido, a pretexto de que encerrara a sesso de ju-
bito, antes de dar a hora para o fim dos trabalhos
'"Oferto''qu- o Sr. Silvcira da Motta mandn
doamiiose collegas seus pedir explicas ao
Sr. Navarro, para que se servisse responde.- ter-
miuantemente, se na euune.acao d I"*
'rophea insultuosas que varias votes fte haviara
dirigido, tinha tido, como jornalista o p ropositode
o injuriar, ou se o fizera simplesu.ente para nar-
rar OS tactos cono elles se tinham passado.
O Sr. Navarro, que tambem nom aradois ami-
gos para se enteudlrera con. os do Sr. S.lveirada
Motta, autorisou-os a declararem que s na uitr
ma hVpothese se escreveram taes affrontas em
,ea jornal, artigo e=se de que toma va toda a res-
pousablidade. Os amigos (ou padr.nhos) do pre-
s.deote da cmara dos deputados contentaran se
coa. esta sati.facao e em daas co, que foram
loiro publicadas por todos os jornaes deciararam a
pendencia terminada, sein quebra do pundonor
dos seus committentos.
Diga-se, porm a verdade que o jornal A* Va-
riedades, no mesno numero e no seguate, doCor
reio Portuguez, que nao I i, fizeram insinuacoes me
nos lisongeiras, graves mesmo ao referido presi-
dente euo sentido das apistrophes de que. se tra-
ta. Apoltica, p.rm, a p .litio, e como u a
quelUs acta .e dava o incident- p>r acab 1 >e
por modo tal que nao era preciso desliudal-o a
espala ou a pistola, eutead-se que ficou tudo p r
ah, quanto s injurias, e o Sr. Silveira da Mot-
ta quem sabe se eomprometlido pe.os ministros
8eus amigos para abatar a diseusso e cortar a
palavra aos deputados opp isiciooistas que u ella
queran navegar as aguas do Sr. Jos Luciano,
tve que Ihes fazer inda o malar sacrificio de
upres-ntar se, apis os dois das de suto pir.a
m-ntar, na memis.iiraa cadeira presidencial em que
soffrera aquellos vexaines !............ ------
Os dois feriados (21 c 22 4o corrente) nao se
renaram os nim>s. O progressistas que teem as-
sento na cmara fizeram conclave para plaaear a
eampnha. E no da 23, recomejou a disousso,
porm, mais methodica.
O governo, chamado a authora pelos oradores
da opposicao, ene-istellou-se em pslavrosas mn<
vas, das quaes se ficara colligodo que1'""'"'
conflicto rrbentadn, coin maior forca a 28 de No-
veinbro, em Braga, sendo causa de protun lo des
gosto a conservacao do goveruador civil, o tr
marqnez de Vallada, o governo. digo, para nao
desgostar aquelle funcciouano, nao lhe deu a de-
missao comu era preciso e deixou progredir a ex
ctaco at ao ponto d se tomar urna questa d
ordem publica. Chegadas as cousas a estes ter-
mos, vinha declarar aos ora lores da minora que
havia de estudar qual a indhir solucao pan c^u-
ciliar os legtimos interesses das duas povoac :s
dissidentes e hostls, por urna parte Braga, que
nao quera queo cous-lho de GrwaurMl tosae de-
sanexado do seo districto administrativo por ou-
tra parte o conselho de Guinares que quer; i*
quer a t)lo o trame desanexar -as do districto de
Braga e ser encorporado no districto do Porto.
listas hesitacoes dos ministros que tomaram par
te nos acalorados debates em que se tem cuusu-
mido quasUoda a semana, produzram mi effji-
to e tanto mai que-os de Quimaraes tinham por
si a quasi -promessa, se que a nao for inteira
e formal, de que seria o seu conselho annexado a i
districto do Porto.
E' certo que o goverm alimoutou as esperancas
de animaraes, em quanto Braga ao bateu o p e
nao absumio urna attitude enrgica e ameacadura,
com as suas cantatas e hy nnos daMara da
Pjnte,com os seus comicios permanent-s, com
a rem-osa de sua grande comnissaoa Lisbo-i,
com as dem Mjstraees imp>uentes de 15 a 20,000
pesooas aggloineaias noite e dia nos pontos mais
coocorridos da ciiade, espera dos telegrammas
Jue a toda a hora Ibes erara expedidos de LiUbo,
^monstracoes apuxonada, enthusias-.i as, e,n
que tomavam part as autoridades, o com.nereio,
os estudantes sempre ruidosos e amigos de fz r
bexiga-seja qual for o pretexto, pelos ^ecle-
sisticos, qoeen Braga silo com eleraonto dirigen
te e preoonierante e pelo propiio areebisp ,i
do alto da sua varanda bencoav a partida para
a gart do camiobo de ferro os merabroe da com-
missoquando veio a capital do reiuo entregar s
cartas a representaoao dos bracharenseo.
Desde, porm, que Braga tomou esta attitude, o
governo -utrou a re considerar "o que fitcra espe-
rar aoi de Gumaraei e ach >u s1? um beeeo sem
saida, conservando todava, 4 trente do districto de
Braga, pelo menos em nome, o Sr. marqnez d>'
Vallada, como goveruador civil
Os ataque i e investidas da oppjsicao progrei-
sista em que alm do Sr. Jos Luciano de Castro
que fall ni duas vezes, tomaram parte os Srs. E ny_--
dio Navarro, Caetano Alvino d- Brito, Vieenfe Pi-
nheiro, Piudella Alves Mathcus, Luix Jardim, An-
tjnio Candido o e:nineot orador, E iuardo Jos
Coolho, e Consigliere Pedroso, republicano, e talvez
alguns mais de que me Ao ocoorrem afora os no
mes, cifrar.im-se hbilmente em p_ir em relevo i
incuria h-sitcoes do governo deixandoo eonfi'C-
to chegar aquelle auge, qnanlo o temp o teri, f-
cilmente podido fase* cessar.
Outro pinto qtM s br^sahio nos discurs ;s da op-
pisiv-Xo, f .i .. f:zer com que resaltsse bem ato-
dos os olhos a soliJariedale iniim do governo om
a personalidade, mais que iesprcstigiada do mar-
que de Valala, a tal pont> que um dos poiaioopn
i g)U a dize na cmara que uii havia outr me-
lh jr por onde escolher, conf o que os amigos 11 %
verno deveriam terficalo bem pouco uaosgemdoo;
e outro memoro da maioria defeodenlo o g.ivern i
de t r conservado aqaelle fidalgo sem forca raoml
a testa de um districto daquella imp>rUncia, escu
dou-se com o facto de ter sido era tejip i o marques
de Vallada nomeado. tanbem, g^vernador civil de
Braga pelo ja fallecido dnque de Avla e Bola
mi.
Sahe um aparte da esquerda:
Isso foi antes das aventuras da travesea da
Espora.
Esta -nterrupcao frisante esmagadora na ver
dade, ainda que muito impropria d'um parlamento
Escaso de repetir a pirnographisa aventura a
u se referisse o interruptor da opposieai.
Deverio estar lembrcdoa ainla de Ibes ter con-
que senuo ha andos, goveruador civil de Lis
boa o einselheiro Arrobas de espaventisa memoria,
fez vigiar pela olicia os paseos do marqnez de
Vallada at cair na ratoeira.
A ratoeira era e nao ha aqui niaguera qne o
ignore, urna casa de passe na travessa da Espera,
no Biir-o-Alt; a isca r.ma praca de pret de um
dos corpos da guarnicao de Lisb' a!!!...
Este caso ttrico diffin'l Jo contarse por mu lo
m^smo ainda recorrendo-sa a todos os ephemismos
imaginaveis, tem sido, de ento para c memorado
irze*ilhas rimadas das tolhas nocturnas, em
caricaturas transparentes dos pri >dicos burlescos,
em allusoes pungentes e quasi obcena1? dos artigos
de tundo, por mil modos, em fim, e por tal forma,
que nunca deviam ter feito esquecer ao governo
quanto seria escabrosa de escndalos para o deco-
ro do poder, aquella investidura e ainda mais a
consTvacao, a outrance de ul magistrado adminis-
trativo, logo que a cidade e districto de Braga se
d? van por escandallados e offendidos com perma-
nencia delle nesse alto canro de confianza poli-
tica.
E' claro que por :>arte da opoosica-, quanto mais
ella insistisse em fazer o governo solidario do
sen amigo poltico marquez di' Vallada, mais o de-
prima o amesquinhava.
Afinal sahio na folha official o decreto da exose-
racao seu pedido, do dito marques, sendo anta-da-
tado o decreto, de 21 do corrente.
Ante-datado, pois a ii como foi provado pelas
foftaa da oppoai(ao, ainda, d'uma carta do marquer
de Vallada inserta ua Heoolufdo de Setembro, oe
collige que elle nao estava exonerado.
No da 26 terminou o incidente parlamentar, na
__a dos deputados, o que i
tivesse acabado ja de todo a agitacao entre os pj-
ves do Minbo e nomeadamente em Guimaraes e
Braga de que foi nomeado goveruador civil inte-
rino o 8r. conselheiro Peito de Carvalho, goverua-
dor civil de Lisboa, que para alli parti com pode
res latitudinarios para fazer conciliar todos os in-
teresses.
Como ja o governo tinha eito convergir forcas
militares sobre a cidade de Braga para assegurar
a ordea, que de facto ainda nao tinha sido altera-
da aposar da gitacao extraordinaria que arla tem
reiuado, o 8r. Peito do Carvalao exigi, coas n-
dicacao imprete-ivel do servir? que ia pros(a*< ao
gabinete, quo fosse mandada retirar uimodista-
mente de Braga tola a tropa excedente ao quadro
da sua guarnicao habitual o assim se fez com gran-
de satisfaco dos braochaonoes qne fiearam mosto
lisongeados pela confianoa que novo governasker
civil interino mostrava depositar no sen bou seas*
e c rdura.
O Sr. Peito de Carvalhotem tido multlssimo tac-
to e bom criterio em Lisboa como governador ci
vil.
Todos os partidos o respeitam e o teem elo-
giado repetidas vez -s no seus jornaes.
Poi em todo o caso nma boa eseolha do governo
MM na co nplieada eonjectura em qn< se onoontra
ei_- >t ir todos os meios conciliativos naqu?lla pro-
vineia e chegar a um desid-ratim oxequivel ea
contento de todos, o que n5o fcil.
Parece qne vai auctorisado n. prometter a Bra-
ga um caminho le ferro para GuimarSes ou para
outro qua'quer ponto sua eseolha, augmento de
eadeira-i no lyceu, o que, em vista dama proposta
recente do conselho superior de instruccao publica
igualhando em catheeoria todos os lyceos nada de
extraordinario significara para Bra^a como pro-
messa e dizera as linguas fe.irugentas. que alm
d-'stas promessas ostensivas ainda farA outras
apropriadas para contentar os inte-esses, as vai-
dades, e os caprichos dos agitadores...
E possivel e raesmo provavel.
Nao temos nos casos parecidos com esse, tal pa
cificacao por tal preco ? Mais nmas tantas vene-
ras ou ttulos nobiliarios nao fasem mal ao tVioo-
ro, antes Ih dariam receita e a turba qne faz nu-
mero e berra e grita, faz clamor e desemoenha
na scena real da vila provinciana o papel dos co-
ros as operas de grande repertorio, accommoda-se
por fim, torna a seus misteres, volta as oficinas,
continua a labutar e a desbarretar-se perante
quem lhe pucha os cordelinhos.
Perdao, meus amigw para esta modo de ver as
coisas e va sera referencias a oinguem particular-
mnte. Mas, passando piuco temp, esta parodia
ninhta dos Guelphos e Gibelino3 da idade media
aea'oar o.iuc > miis ou menos como se me affi;ura
Varaos ao que importa.
Eis a terniin .ea > do incidente na cara ira dos
deputados na sesso de 26 -leste mes :
A mocao do Sr. Vicente Pinheiro (Pindella) da
opp isicao, era a seguinte :
A cmara rnconhce qne a noraeaeo do jo-
vernador civil de Braga deraissionari o foi de todo
o wnto inconveniente, e lara rata que a sua "x->-
nrtgai se nio se;uisse aos deploraveii aconteci-
menos de 28 de Sovembro do anno findo, com)
satisfacto ao conselh) de Guimaraes, e como urna
necessidade imperiosa para restabelec?r no distri-
cto a ordena e o re'p"ito autori la le."
0 aut ir da mocan discursou largarantn susten-
tando a e aggrcdindo o governo por nao haver de-
raittid) o governador civil ds districto logo que a
junta geral e a cmara municipal lhe havi i n vota-
do umt censura.
Em opp isicao mocan do Sr. Vicente Pinheiro,
apresenton o Sr. Guilherrae d'Abren (da maioria) a
8"guinte :
\ caar i, satisfelta com as explicacao do go-
verno, e 3 infian 11 plenamonte qu elle ha de mn-
fest a ordem publica do districto de Braga, e era-
pregar todos os meios de conciliacao para resolver
amigavelment o conflic'i levantdo entre as cida-
des de Bra^a e Guimaraes, passa a ordera d > dia.
Sustentou o antor desta moc&o de cmfiaoca a
necessidade dse conservar a integridade do distri-
cto de Br a e a necessidade nao menos instante
de reconciliaras duas cidades rivaes e pedio aos
Srs. Horge.3 e Piment-I, a bem da sua causa, que
retirassem as propostas que tinham apresentado
cmara.
Poi prorogidaa oesaJo at se votar a questlo
pendente.
Poi entao mandado para a in-'sa a mocan de
censura do Sr. Consiglieri Pedrosa (repubi cano;
censurando o gorverno por haver nomoado o Sr.
marquez de Vallada para administrar su per orinen
te o districto de Braga e fazendo vo'.os pela ter -
ininacao prompta do conflicto que traz divididas
as duas eidales, d*. um m >do honroso para ambas.
A requerimento do Sr. Limane julgou-se a ma-
teria discut Ja dep >is das consideracoes apresen-
radas pelo Sr. Cooiiglieii em d-teza da sua mo-
co. Passoii se a votacao das propostas pela ordera
da sua apresen;acao.
4M Srs. Jote Barg-'S e Alolpho Piraentel foi
o--rraitri.il retirar-m as suas propostas.
Seguio-so a votai;lo da moylo Je censara d >
Sr. Alveg M.chem, sendo nominal a vofneio. Foi
regeitada por 6S votos contra 37.
As mocoes dos Srs. Franca Castalio Branco e An-
tonio Candido, foram retradas pelos seus aurore .
As pnpostas dos Srs. E. Navarro e Luiz Jardim
foram rejeitadas.
Aproposta de confiaaca do -r. Jos Novaes foi
approvada era votaoio nominal por 69 votos contra
3J.
Antes de terminar a sessio o Sr. Eduardo Jos
U>elho pelio informacoes ao -r. ministro do reiuo
aeerca dos sueceMoo do Vnlpassos, onde lhe con
sta n ter havi Jo tamultos e r-uur grande exci-
t >ca c mura o administrador do cms-io, tendo
sido assaisin ido .ira progressista por um regen-ra-
dor !
R-^ponden-lhe o ministro (Sr. Barjni de Fr-
r is) que lhe coustava per um telegramm i de Vil-
la Real, lVi-a ibsasiiiiad > um hom-ra i distancia
le algn, k'loin<'tr>s de Valpassot : mas porqus
's extrauhas elei?ao. O .Jministrador do con
se'.ho \k tora suspenso do ei rcicio do seu carg(>,
por s 11 ordm quo iniidira syndic-ir doo seus
actos.
\i samara dos piras tirab m se leva:itou um
iicideifea propisito do c milieto entre Braga e
OililSMldlHj O marquez de Val a I a que p ir do
; i:i i, foi muito justado pelo governo para se abs
_ le entrar nis lcbat'S e diz se que esteve de
i o-I :s vista. BKM cirreJ'.res ou pass>s per-
i toada caraira para nao entrar.
1 -i* i nm modo de dizer das folhas danppisi
ai. As scutinellas foram outros colegas do ex-
irajrdinario procere, que por meios suasorios o
persuadirn], a cus'o, de ir com a sua presenta e
pessoal interv enco tornar os*debates mais irri-
tantes.
Para se fazer idea do que ainda vai pelas
duas sjimliM rivaes, troiISSMTO MWs aqui os ulti-
.o is t-degram.-nas expedidos de urna e de outra
;ara os peridicos do Lisboa :
bbaoa, 27, 1 hora a 42 minutos da tarde.
Uiiegou a commissao. Em Coimbra espera vara
n'a os lentes e acadmicos do districto. So Por-
to, a el u:a bracchareuse e os estudantes de to-
lal as escolas felicitarain-u'a frencticameute na
gare. Os estudantes apresen tarara um. mensa-
geni ; a guns acompauharam-n'a at Braga.
De Braga seguirain para Nice, em grande com-
boio, ui com.nissao de senlioras, msicas, todas
as associacoes com banieiras, bavondo enthusias-
mi in e-criptivel. Em Niue esperava a a cmara
de Barcellos que a acompanhou at Braga cora
msica e roguetee e nsito povo. Em Arentim
liouve msica e foguet s. As juntas de parochin,
o povo da aldei.as a paroch s esoargiam >res e
naos ebenu, repican 1. fesnaiuente os sinos. Em
Tnadim houvo iguaes manifestayo-s. A linha
frrea estava cercada de povo at Braga, lancan-
do flores a dando vivaa. N* gare de Braga mais
de vinte mil pessoas esperavam aneiosas o com-
bo -, a cuia chega Ja romp u-am vivas frenticos
a m vlvissimo enthusiasmo.
O cortojo sagnio pelas ras Nova e -^outo at
Asso-iaco C'ummercial, que estava elegantemente
adornada. O presidente da comraisao permanen-
te felicita enthasiasticamente a commissao Ja-
nellas adornadas; innmeras damas saudam e
lauf-.ia flores. As roa largas e o theatro r.-gor-
gtain de gente. Oruameotacoei diversas. A eom
misso talln das janellas porque o povo nao cabia
n theatro.
Fallaram Jos Carraiho, Jos Borges, Pin ieila,
Mendoacs, Manuel Gomes. Senna Freitas e Ma-
galbaea. Castigo mcommodado. Os oradores fo-
ram applau Jidissimos com acclamacoes e palmas
prolongadas. A commissao levanta vivas a el-re
e i integridade do districto, as cmaras raunici-
paes, ao p vo de Braga, aos sena deputados, a to-
dos os seus amigos e ao conde de Bretiandos. A
commissao recebeu o hymno dos bombeiros volun-
tarios e a meaaagem dos estudantes do lyceu e da
ciaste typograpsriaa. Fiseram-se repreaoatar to
dos os collefios com as respeotisssa bandeiras e
professorado, todas as ropartices, parochos e jun-
tas ie parochia das freguezias rnraes.
Amanhi ha ver recita de amadores em homena-
gem commissao. Nao appareceu polica nem
tropa. Ordem completa. Nao se pode descrever
o enthusiasmo de toda a cidade e povo do distric-
to, que assistio.
bbaoa, 27, s 10 horas e 16 minutos d noite.
Cidade Iluminada. Msicas percorrem as ras ;
casa da assocacao brilhantemente decorada e il-
luminada; salas, atrio, varanda o ras apinhadas
de povo, n3* podendo esta romper pelas escadaa.
A's 8 hooas da noite entrn a commissao no meio
de vivas o acolamaoSes. Dcursaram brilhante-
meate Ferrsir.v Mgalhaes, Jos Carvalho, Vis-
coasJa',d-Pihd"lla, Jos Borges, Seno Freitas,
AlseS'Mura Visconde ia Torre, Constantino Al
iiinsdajanii fQ FigiMredte Fernando Castigo Fo-
ram'viotoriados eirthusBaatscaiasjsite. Vivas ao
nosavgoweritsjdor cisjH de 'Bitiga, xigiudo retirada ie>r<>rga ertranha a
intantaria 8. Contiuuamcstrondosas manifesta-
co is 4 commissao, o vaco s aos deputados e pares
que dofeudem o districto. Viscondes de Pindella
levautaram vivas ao Conde de Bretiandos, sendo
entliusiastica e delirantemente applaudidos.
Viva esperanza que Braga ser attendida.
I) p ITO et enrgico.
qdihabIrs, 27, as S horas da noite.A assem-
bla geral da sociedade Martius Sarment com
carcter de eomicio esteve imponentes. Comccou
as 3 horas.
0 theatro Alfonso Henriqucs replecto ; nos ca-
marotes multas senhoras ; no largo tronteiro gran-
de multidao. Artistas encorporados com o seu
pen 1*o c bandas inusicaes ; presidio o Or. Aveli-
no Germano Costa Freitas. Discursaram os so -
cios Drs. Jos 'ampaio, Antonio e Jos Prego,
Avelino Guimaraes Guerra, Barao do Pombeiro e
outros. Tiveram grande ovacao. Resolveu-se re-
presentar ao parlamento, pedindo a annexacao ao
Porto a dirigir telegramma de reconhecment ao
deputado, mensagem de felieitaco commissao
de viga-icia e vito de agradecimento 4 imprem
que tem advogado a nossa causa. A" sahid : do
eomicio vivas ontinuos estrugiram socieiade,
imprensa e desannexacio, etc. 0 povo p Tcor
r as ras, soltando vivas calorosos ExaltaQao
contina, mas sem a mnima dea ordem.
ooimabIbs, 28, s 12 horas e 25 minutos da
tarde.(A' rjdaeflao das Novidades, Lisboa).A
assembla geral, em forma de eomicio, da socieda
de Martins Sarment, para representar em favor
do projeeto de lei do Dr. Franco Cast'llo Brano,
foi muito coucorrida. Roalisou-s no theatro Af-
fmao H'ariques, que estava replecto. Reinou
sempre cnrhusiasmo e ordem.
A' noite, urna philarmonica percorreu as ras,
victoriando os populares, a commissao de resisten-
cia e a dirr.ce.ao da sociedade.
H >iit ra estece aqui um agente do governo, que
conferenc ou com o presidente da commissao de
resistencia e vigilancia.
Por aqui po tem ver que a terminara do inei-
deute as ctirtes ainJana o ^cabiraento da ex-
nitar;o3S lcaos.
Grande thaum iturgo ser o novo governador
civil de Braga se conseguir seienar os nimos !
Entretanto os fundos de Braga subirara em quan-
to vao descendo os de Guimaraes, o que patente
p*lo texto dos respectivos telegramm as.
A discusso da reposta ao discurso da eora
j principiou na camira dos deputados. Q ie me
lembre fallaram ja o Sr. Jos Luciano, estra-
uliiii lo entre outros reparos q.i" na real mensa
gem se nao tivesse feito menea i especial do rece-
inm-'nto excepcional com que a nacao quis gil ir
d'iar 03 patriticos e ousados exploradores Capello
Ivens pelo irrojaiocommettimento com que hon-
raram a patria. A isto respondeu o Sr. Fontes
Partir de Mello (presidente do conselho) que nao
era costume vir dizer-se a cmara duas vezes a
mesma cousa.
S. Esc. referise de certo a um telegramma
africano "do p-lo giverno s cmaras na paseada
sesso legislativa e que se referia ao feliz xito
d'aquella empreza, o que est longe de ser urna
especial raencilo n'um documento poli'lco de tanto
alcance constitucional.
Fallou tambera (na tribuna), sobre o projeeto le
resposta falla do throno o Sr. Jos Elias Garca,
deputado republiono.
O facto que esta diseussHo por forma c ar-
rastar-se-ha durante poucas sessoes. As gale-
ras, tao alheas quando se debata o procedimen-
to do governo perante o conflicto minhto, reco-
mecam a estar desertas.
E inesmo o chefe da opposico progressista de
clarou qus s discuta o projeeto de resposta
mensagem do soberano, eoino homeuagem e.devido
preito caria ; mas que a opposico se reserva-
va para discutir com entondesse as medidas
apresentadas pelo gabinete, quando ellas fossera
submettidas a apreciaco d* cara ira'
Na cmara dos deputrJos, na sesso de 26,
antes da or lera d.> ma, o Sr. Luciano Cordeiro,
s eretan-i perpetno da sjci-dade de Geographia
de Lisboa, apresentou urna representa^o da me-
ma sociedade, propondo urna recompensa naci
nal a Capello eIvens. Diese que, era excusado
justificar aquella idea, que deve estar no espirito
de todos.
Eis as concluses desta repr sentacao :
A Sociedade de Geegraphia de Lisboa liini -
ta-se respeitosamente a apresentar vos o voto ex-
presso e unnimemente approvado na sua sesso
plena de 188 o, de que a titulo de recompensa na
c/nal,ios benemritos exploradores Hermenegil-
do Capello e Roberto Ivens, palos seus eminentes
servicos prestados scicncia e patria, Ihes se-
ja concedido :
1." Um premio de 10 eoatoi de ruis a cad
um dos benemritos offi:iaes ;
2.A iseiic&o da todos os direitoe o emolumen-
tos pelas mercs henorilicas, que Ibes teuham si-
do (citas;
3. ) cusleio, por conta do Estado, de urna
edicao p irtuguea illustrada, de 5,003 ex'inpla-
r -s do seu livro, ficaulo-lhes pertencendo esta e
as mais edicoes na form da le;
i.'A coufirraaco da effectividaij dos postos
era que fofMaa para a frica.
Este syin^ia liico doeaawato por d lib-Taya> da
atura toi publisado no Diarin do Governo. Vem
a reproseuta'c.ii) assignada por todos os directores,
os Srs. Antonio Augusto de Aguiar, F. Mina da
Ouoh Co.ide de Ficalho, F. M, de Souza Bra i
lio, Fernando de A. Pedrozo, J. Henrique Ulnch,
Or. J. J. da Silva Anal-, R. A. Pequito, Pereira
le C irvalho, J. B. Ferreira de Alraeida, Eduardo
C -Ih), J. P. Diogo Patroue, Gomes de Brit* e
Lucan) Cordeiro.
Ha entre os signatarios tres pares do reino e
tres deputados, e por urna feliz coincidencia, per-
feitaraeute natural, coratado, naqueila benemrita
sociedade estn representados todos os partidos e
at a isencao de todos elles.
N'esse documento, de que ficam extractadas as
conclusoes, expoe-se a importancia singular si-
multneamente scieutifiea e poltica, do feito
grandioso dos Ilustres exploradores, o carcter
imponente do ran'imcuto da opinio e do appla i-
so que elle suggerio, e be.n assim as circumstan-
eias espiciaes em que se realisou.
Poucos annos, disse alleram decorri-
dos depois que Serpa Pinto de Benguella a Dur-
ban e que Capello e Ivens procurando as trras
ingratas del/ens, havam roerguido esobredoi-
raJo ttradieio h-nci e prra is da exploraco
portugueza do grande contin-rate.
i Mas no decurso desses poucos annos, o m-ov-
m-nto de Investisracao scieutifiea, de expanso
mercantil, nao pouco tamb -ra de llusoes ambicio-
sas, de violentas cubicas, de intrigas e aventuras
baudol iras, engrossara e crescra noc tal arte
sibre a costa africana, que o nome e o p.ivilho
:_-uez pireeiam ameauados de morte e :io do-
minio, j que nao havia forca de ignoranea, ou
calumuia de intvja que podessem apagii-osdoa
bronzes iraplacaveis da historia
Refere se depois aquella notavel representar)
estragos soffridos na saude, na vida e no fu-
tara ios Lxuloradoras.
Deve se fazer ao parlamento portugus a jus
tic- de. acreditar que nao hesitar em approvar
tio justa e bem in recida recompensa.
A subacripeao nacional berta em t >dos os jor-
naes do paiz para 'apello e Ivens, pouco excede
por ora u tres cont de reis, moeda forte.
Fac ner salvo de ter deixado em precarias circums
tancias que veio prestar lhe, com o mximo des-
interesse c sacrificios g:aodes, to assignalado
ser vico.
Os jornaes de aute-huntem annunciavmm
que para o lugar vago no conselho de administra-
cao da 'ompaania de Camial\oa de ferro Portuguc-
tet (Norte e Leste) pela exoneradlo pedida pelo
Sr. Fernando Palha (presidente da cmara muni-
cipal de Lisboa) foi chimado a substitail-o o Sr.
D. Sigismundo Moret y Pr radergast, ministro do
Estado no actual gabinete bespanhol, e um dos
administradores da Soriedade dos Caminho* iefer
ro de Madrid e Cceres a Portugal, coja exploro-
co foi tomada novamente pela Companhla Real
desde o 1" do corrente mes.
Consta que os Srs. Moser e conde da Foz nao
tiveram bom xito em Pars onde se tinham diri-
gido para encontrar a solacio de diversos assum-
ptos importantes da Companhia Real dos caui-
nhos de ferro portuguezes.
A adrainistraclo portugueza da companhia, re-
fere o Jornal do Commercio de hontem, adhera por
fim, s ideas do Comit de Pars e renunciou defi-
nitivam-nte diatribuico de todo e qualqurr
conta ou dividendo antes da publicaco do relato
rio sobre o exerccio findo.
O principe real tem tido o mais affavel aco-
lbimento era Frano, sobre todo pela familia Or-
leaas om a qual se vai al.iar. A noiva de S. A.
Real, filha do Conde de Paria, urna das mais ri-
caadlfrdeiras da Europa. Os telegrammas exp-di-
do* nao fallara seno de festas, recepces, cacadas,
espectculos na Opera- a que>*> A. e os prncipes
sena futuros afilas teem assistrdo.
Em Lisboa ainda a corte est de luto pelo fal-
lecimt nto do av do joven herdeiro da cora por-
tugueza, e os augustos pais do novo anda se nao
aprcswitaram em theatro algum. Sao pragmticas
e etiquetas de que os profanos poue > percebera. E
comtu lo o Sr. D. Carlos era extremossimo por seu
regio av.
E' ura facto que ningnem ignora.
Consta haver fallecido ha daa, em Dublin
(Irlanda) a Sra. Duquesa de Saldanha, viava do
marechal duque do mesmo titu'o. Oirraa da fi-
nada, o Sr. Conde da Carnotta o fez sab.-r nos jor-
naes logo que recebeu a triste nova. Aquella se-
nbora desde que falleceu o mareehal, nunca mais
voltju a este paiz.
12' de crer que depois do respectivo inventario
seja posta em praca a tormosa inatt.a que p .ssuia
i in intra. A Ilustre dama era i'.'glezn e viuva
quando casou com o Duque de Saldanh i, ambos
em segundas nupcias.
- Na sesso de 27 do corrento o ^r. Tbomaz
Ribeiro, ministro dis obras publicas, apresentou
sete propostas de lei, revelando ptimas intencoes,
merecendo alguraas que as propria folhas da op-
posicJo as loa vem suromariamunte, como sucede
com a que tende 4 regular o trabalho dos menores.
A iniciativa d'este melhorameuto foi urai das glo-
rias do mallogrado ministro progressista Saraiva
de Carvalho conjunctamente com o fallecido con-
selheiro Anselmo Braancamp.
Ovala que esta propoita ainda desta ves nao fi-
que sepultada no limbo las coraraissoes parlara li-
tares Sao dignas de mu:o -3pecia! attenco cara
bem a 1 a 7 prooostis referentes aos agentes de
eraigraco.
Em a snmmula das propostas do Sr. Thomas
Rib-iro :
A prm ira tem pof fim promovar a colonisac)
agrcola em Portugal.
Para esse fim, as exploracoes agrcolas dos te-
renos incultos ou palu lesos, em rea pelo m'nos de
2,00' heetarss, que no fim do segn lo auno Ja sui
tut.daco tenham 10'tarailias, casa pira escola,
capaila, ceraiteno, e casa para estac-o telegraph -
poatai, alm de outras coudicoas, e qu> recolliara
pelo menos menores abandonados e 12 e-itr -
gues p>r sentenca do poder judicial, sao isent>i3
por 20 anuos de to-dis as OSoncribateSes ; con m
se passageus gratuitas n .s camnhos de ferro i| >
estilo ais colonos, transportes gratuitos, por tras
um >s, de adubos, sementes, instrumentos de ex-
ploraco agrcola, e de materiaes pira construe -
y,o -s, e anda outra: vantageus tendentes a tacili-
tar a co'-mis ie.I> e a exploraco agrcola.
A segunda proposta permitte a remissao dos
foros passsados 20 annos da data do emp*aza-
mento, a dinheiro ou em glebas do predio ou pre-
dios emprazados, em valor eqatat'.vo ao do domi-
nio directo, sendo este calculado em 20 pens ,'S e
no laudemio estipulado.
A terceira proposta torna obrigatoria a dispo-
sico da lei de 22 de Junho de 1886, que permit-
tio s misericordias, hospitaes, contrarias e irraan-
dades a faculdade de constituirem com os seus
fundos bancos agrcolas e industraes, devendo
regular-ae a creaco d'esses bancos pelas normas
finad.is na le de 22 de Junho de 1867.
A quarta prnp >sta regula o trabalho dos raeno
re na fabricas.
S po le.n ase empregados uos trabalhos indus-
traes menores que tenham completado 10 annos de
idade, regulaudo-se as propostas de lei o numero
de horas de trabalho para as difieren tes idad<*s, e
as demais condices em que p le ser utilisa lo o
trabalho dos menores.
Hivera commissdes do pretan^Oes de menores
nos diversos centros fabril di reino. Haver
tambera | tres inspectores de circurascripco em
Lisboa, Porto e Pinta Delgada, e ura inspector
de districto no Funehal, veii^end* os inspectores
de Lisoa e Porto cada uu? 4:003400). o de Pou-
ta Delgada 70 *")00 e o do Kuachal 500*000.
Para despezas com s visitas das fabricas, pre-
mios e outras, destn i se a verba de l:600J00O.
No ni "z de Ni vera loro, os inspectores com os
ineinbros da repartco de industria e presididos
pelo ministro, coostituiro a junta central, que
examinar os relatarlos dos insp ctores e formula-
r o relatorio geral.
A desposa para a execuco do que dT|)oe esta
proposta de 6:000160 .
A quinta proposta autorisa a creaco de tribu
naes de arbitros-avindores nos centros industraes
que os requererem, ou quando assim for requerido
pelos competentes corpos administ'ativos. Da
competencia d'eestes tribunans sao todas as con-
troversias que dizem respcito ao trabalho das in-
dustrias, dizendo respeito a salarios ajustados,
presos de mo de obra em via de execuco, horas
de trabalho contratadas ou devidas, observancia
de estipolaco^s especi es le trabalho, imperfeico
na mo de obra corapeusacoes de salario, iudem-
nisieo -s por falt.de curaprimeuto dos contrac-
tos.
Do tribunal dos arbitros ha ou ni apoellaeao,
contarme o valor da cautia.
A sexta proposta regula a responsabilidade civil
pelos desastres que occor am nos trabilhos aos
ip Tirios, ni in i i se prive que foram resultado,
de culpa ou desleixo dos mesmos operarios,
m is dos propretar08, eoncessiooarios, ou encar -
regados da direcco de taes trabalhos. A ndein
n-sat'ao por estes desastres comprxhende as iespe-
zas com a doencaj gastos com o funeral a caso
de morte, equivalencia e lucros cessautes durante
a impossibilidade Je trabilhar, a iudemnisaco s
pessoas a quem devia alira"iit imposibilitado ou enfermo.
A stima, finalmente obriga os agentes de emi
Macjto a munirem-se de alvar de liceuca, aepo-
sitanlo a qu.iutia de 2:000j>000, e pagando o sello
a matrioula 40*000 cada um e 204000 por cada
ura dos seus procuradores ou repreesentaatas. Os
al varas sao validos por um anne. Os Oootr .ctos
de servico sero leitos as notas de tabellio, pa-
gando Je sello por cada emigrante 34000, sendo
para o Brazil e H I)) para outro paiz extran -
geiro.
Por cada annoncio que su referir emigrarlo se
pagar de sello 500 res.
M Jouba trovoada cahio sobre a cidade do Por-
to a 26. Taes foram os seus estragos, que ficar
durante longo temp na memoria de todos pelos
grandes prguizos a que dea origem e p;los desas-
tres que causou. /-
Durante a raaio' forca da trovoada, que afogava
a cidade n'um diluvi > d'essa luz que tere e cega,
tetilla cinco hora da madrugida comecaram a
cahir alguns raios sobre a trra e um u'elles occa-
sionou o incendio da fibrica de tecelagem d" Sr.
Antonio da Silva Fereira de Magalbes. Este
vasto est-oelee-mento dentro em momentos era
urna grande f c ndio dav im a cidade a mais estranha das alvo
i-i-l is O iiiccnd:? alastrou com urna rapidez pro-
digiosa por toda a fabrica de fiaci. A fabrica,
conhecida pela denomnaso de Asmaros, era a
m or Je todas as que no Porto fasem funecionar a
tecelagem manual. O prejuiso total orca-se em
15ii oontoi de ris (fortes), sendo 100 contos de
machinas e 50 de materias primas. Estava segura
apenas o armasen! em que servia para deposito
de godo em rama ao poente, na quantia de um
cont de ris.
As folhas do Porto chegadas hontem mencionara
tnuito outros desastres, pessoas assombradas, etc.
A ultima hora
Continuara as desordeus em Valpassos. Elei-
cQes 4 cabralin i, cargas de (avallara, entiladas,
tiros. Os progress8tai> venceram por 300 votos a
eleico. A forca de Fies amea^ou o presidente de
fazer-lbe fogo. Havia receios de que fossam rou-
bidas as urnas de Fiaua e Villanandelio.
Outro telegramma tambem do 27 as 7 horas e
55 minutos da tarde, di; que prenderam o presi
oente da Assembla de Fies.
A Sra. Condessa d'Edla, viuva d'EI Rei D. Fer
nando raindou pedir licenfa a S. M. El Rei D. Luis
para continuar a reoidir no paco das Necessidades,
que da corda, visto que sendo caheoa de casal
responsavel pela guarda e conservacao dos objec-
tos que alli se acham pertencentea a heranca-
Era presenca do motivo allegado, a fiel ao seu
proposito de nao intervir de modo algum no anda-
monto do inventaro, S. M. El-Rei deu licenca para
a Sra. Condessa continuar e residir alli, at se
fazer o arrolamento, descripeo o entrega dos res-
pectivos bens. Pelo que a Sra Condessa come-
(ou a descripeo pelos oene de Cintra. Obser-
va urna folha que tem sido das mais hostis a Sra.
Condes-a.
L.
P. S.A 3 de Fevereiro toca neste porto o pa-
quete da carreira do ^acifico Aeoneagna. Tencio-
no escrever.
KlYiSTA DIARIA
Klclcaio provincialTemos mais os se-
guintes resultados da eleico provincial em 2.
escrutinio:
9 DlSTBIOTO
Patullas
Dr. Antonio Corona de Araujo 54
Major Francisco Tiburcio 43
Resultado fiual :
Dr Antonio Francisco Oorreia d'Araujo (C) 283
sfajor Francisco Tiburcio P. de Mello (L) 170
Est, portante, eleito o Sr. Dr. Antonio Fran-
cisco Oorreia de Araujo, come hon'em dissemos.
11 DISTRICTO
Himinliiinsi
Dr. Amaro Fonseca 84
Coronel Antonio Vctor 54
Dr. Sophronio Portella 27
4menal de Guerra.Pelo director desta
repartico f0 dirigido o seguinte offisioao Ex.n.
Sr. conselheiro presidente da provincia :
Arsenil de Guerra de Pern trabuco. Recife,
5 de Pevereiro de 1886. -N. 180 Illm. e Exm.
Sr.Sniente boje tive coohecimento do que diz
a Provincia, de 30 de Janeiro findo, na Chroniea
Poltica, tratando de empregados supraoumera-
rios em diff-rentes repartirles, inclusive o Arse
nnl de Guerra ; cabe-rae unicam -ote pela cumpri-
raento ae dever de direstor d'esta repirtisao, in-
formar a V. Eic. que nao tem sido augmentado o
seu pessoal, limitando-me apenas as vagas qne
se dio por eliminaco do ponto ou fallecimiento,
preenchel as por accesso ou por pessoal idneo de
fra do ra -smo Arsenal.
" Sobre este ponto in-" d o direito de assim
proceder o art 127 $ 10, orabinajo cora o art.28
do Reg. de 19 de Oitubro de 1872.
. Basta para privar a iivxactido do articulista
quaud i diz que ha exeesso de pessoal, com o fim
de recompensar servicos eleitoraes. o facto de ten
do sido dispensado um egcreveute de 2 classo, o
mestre da officina de altaiate e o guarda da peda-
goga, foram elfos substituidos, o prirnn-opor
Joaquim Agripino de Meudonca Simoes, o segundo
por Torquato Jos Monteiro e o terceiro por Bento
"ereira Bastos, os quaes nao sao elaitores votan-
tes. Onde, pois, o interesso eleitoral ? A censura,
pirtanto, constante do arfig a que me refiro ni I
seria, nao justa.
Nao seria, porque quer fazer respsnsavi-l i
actual directora d'este estaoeleeimenros por actos
aut.-nrmente prati -id >s, talvez exigidos pela si
tua<;ao passada por conveniencia pobtiea, o que
parece demonstrar s agora A Provincia denun-
ciar o accrescimo de pessoal; n> justa, porque
como acabo de provar BJUWel funceionarios qa
nao co eorrerara s urnas por n;io serem eleitores
votantes.
Na verdade, sou o prim-iro a confess ir, que
acho o pessoal que encontre as officinas excessi-
vo, e procuro sera prejuizo do servieo reiuzil-o. no
que conseguirei grande economa para o Estado.
O que levo dito fcilmente se verifica naThe-
siuraria de Fazenda, nica reparticao c'mpetente
para fisealisar negocios d'esta ordem.
' Se, pois A Provincia censura me pelo impro-
visado accrescimo de pessoal, dever estou certo,
por coherencia, louvar-me pela reduecao que co-
meco a fazer.
E' tudo quauto posso informar a V. Exc, a
quem Deus guarde.Iilm. e Exm. Sr. con-elheiro
Jos Fernandos da Costa Pereira Jnior, dign's-
sirao presidente da provincia.Antonio Villela de
Castro Tavares, major director.
Examen preparatorio*Eis o resulla-
do dos exames f-.-itos houtem ua Faculdade de Di-
reito :
Gcograpaia
Plenamente 2
Approvaios 6
Reprovados 3
Nao compareceu a oral 112
Rbetorica
Plenamente 3
Approvados 18
Reprovados 2
Faltaram a prova oral 326
Lista dos alumnos de rhetarica que teem de
ser chumados 4 exame pela segunda e ultima vez,
amanh, 12 do corrente :
Luiz Antonio Cavalcante de Albuquerque.
Manoel Alvos da Silva Freir.
Antonio Gregorio G racalves.
Antonio Leonardo Ro Ingnes.
Arthur Coelbo Lemos de Oliveira.
\utonio Henrique Cardia.
Antonio Ignacio do Reg Medeiros Netto.
Cl-raente Fr.rreira da Sliva.
Hisbello Florentino Correa de Mello.
Prescillo Aures licio da Cruz Cordeiro.
Alfredo ^lves da Silva Freir.
Antonio Cavalcante de ilbuquerque.
Lista suppleinentar :
Francisco Joaqnim de Souza Filho.
Luiz Francisco do Paula Cavalcante de Albu-
querque.
Ayres de Albuquerque Gama Filho.
Abio Clementino Bezerra.
Adolpho de Alraeida Guimaraes.
Adolpho Jos da Cosra.
Adolpho Marques da Silva
Alberto Borges Perejra.
Alberto Cavalcaute d'AI ouquerque Wanderiry.
Alberto Falco.
Alfredo Amorim Fialho.
Alfredo Ernesto Vaz de Oliveira.
EatlIkacoNA' cercado vulumo de versos
que, sob o titulo EstUhafos, pubncou em 1885 o
Sr. Dr. Jos Izidoro Martins Jnior, esciev al a
peridico Le Brsil, que se publica em Pariz, a
seguinte apreciaco, uo seu n. 5 de Janeiro pr-
ximo findo :
0 Sr. M .rtins Jnior um d'acju. lies quedcs-
presaudo as cnteries, procurara dar suas obras
urna orientaeao nova, inspirada exclusivamente
uas grandiosas concjpsoe? da moderna synthese
phioaophica.
0 volume de versos que elle boje publica nao
raais, para fallar propriaincnte, do que urna col-
leee.ij de pesas esparsas produzidas em diversas
occasioes, sob a impresso dos acontecimentos.
O que caract risa a maniere do joven poeta
o desapego completo de toda preoccupa;;io ind-
gena, de toda van tentativa de uo sei que pre-
tensa lit.teratisra nacional. Assim, sua linguagem
, em geral, iseuta das ncorreccoes grauoinaricacs
que, sob prctextj de cor-local, buscara os littera-
tos da escola chamada nacional.
Exceptuadas alguraas pequeas faltas aqui e
alli, os versos do "ir. Martins Jnior sao realmen-
te escriptas em portuguez,o que nao pouco di-
zer fallndose de uin autor brasileiro e essas li-
geiras iuorreccoes sia amplamente resgatadas
por urna iujpiraso sempre elevada e pensamen-
tos realmente poticos.
No periodo actual, no ineio da anarchia iu-
tellectual de nossa epechu, quando as velhas con-
cepsocs desabam e as novas doutrinas nao con
iiuistaram ainda 'is muitidoes, o poeta, qu.ilqo.er
que seja o meriu da sua forma trabalhada, fiea.
na innor parte das vesj s, inco.nprehcnJido.
O -r. Martius Jnior, que muitas vezes ins-
pirou se as grandi-aas concepsoes de Augusto
Crate, de quem elle me parec, ura fervoroso
adapto, encontrou em seu caminho o desdem dos
puros litteratoe, incapases de se elevMvra s al-
tas regoes philosjpbicas; pelo meaos o que sr
deprehenae de alguraas paiavras que servem de
prefacio ao volume que uos oceupa. Que o Sr.
Martins Junmr nao sa nty-.miii ide cora isso, e que
respouda aos que ousam attribuir uina influencia
i'sterilisautc a philosophia positiva, com algum
graudu poema inspirado pela doutxiu t do mes-
tre.
As varias amostras que temos tqui, diante
dos olhos, sao nos urna segura garanta de que o
Sr. Martins Jnior um peeta de estatura 4 om
prehender e levar a bom fira urna obra desse al-
cance.
. Bastar-nos ha citar alguns pedasos da poesa
A Franca para justificar o que acabamos de diser,
Para o leitor qaa.,eomsrfehettdo o portugus, o
pedaso.oque se acaba de 1er o melhor de todos
os elogios que eu posso foser das poesas do 8r.
Martins Jnior. -Osear d'Araujo .
Sociedade Istlerstacional de Bala-
do sobre O BraailDe Pars em 20 de
Janeiro, nos communica o Sr. Dr. Pedro Francisco
Corris de Araujo, ter sido alli fuudada a Socie
dade Internacional de Estudos sobre o Brasil, cuja
inaugurado teve lugar, com grande solemndade,
no dia 14 d'aquelle mez, no Palacio da Sociedade
de Geographia de Pars.
Assistiram esaa festa inaugural uitas notabi-
lidades. Depois de lida a acta dos trabalhos pre-
paratorios de organisaco, com a manifestacao das
esperancaa da nova sociedade, fallou o Sr. Levas-
seur, que muito se oocupa de tudo quanto se refe-
re ao Brasil, lazendo um magnifico descurso em
que raostrou a conveniencia e utililidade do empre-
bendimento tentado pelos brasileiros residentes na
Franca. Fallaram ainda outras pessoas, nao sendo
das ultimas o Sr. Amelot, ministro da Franca o
Brasil, que fbrmulou os mais sinceros votos pelo
bom xito da idea.
A sosso inaugural terminou no meio da maior
cordialidade, sendo muito applaudidos os fundado-
res da sociedade.
A' 19 a sociedade offereceu um opparo jantar
imprensa francesa, e ahi entre rauitos brindes,
fallou novamente o Sr. Levasseur.
O conde de Lesseps, que o presidente de hon-
ra da sociedade, nao assistio a festa, mas derigio
aos seus confrades urna carta offererendo-lhes todo
o seu concurso.
O art. 1 dos estatutos da sociedade resa
assim :
A Sociedade Internacional de Estudos sobre o
Brasil,, fundada sob a presidencia hononficado Sr.
Fernando de Lesseps, tem por fim estudar e tornar
couhecido o Brasii jifira de auxiliar o desenvolvi-
inento das rclacoes de toda especies entre esse paiz
c a Europa.
i Ella tem por duplo fim : estudos praticos e de
puramente sciontificos : e a vutgarisafo.
Oa estudos praticos tem por especial objecto
o c inliCMineuto das questo s e .ouomicaa : produc-
ioj, trabalho, trocas, orga isa^lo econmica, col
ni sacio.
Os estulos puram.'ntos seiantificoa omprehen-
dein tolos os assuraptos que se referera geogra-
phia, geologa, botnica, zoologa, ethnogra-
phia, climatologa, etc.
Para vulgaris ir csses eouh-'Ciraeoto, a sociedade
procurar fundar uina bibliotheca, publicar um
boletim, orgauisar conferencias e cursos gratuitos
de liugua portugueza e animar e auxiliar as via-
gena de exploraco as diversas regioeg do Brasil.
A sociedade tem sua sede ein Pariz...
Litro utei -Para a Livraria Franceza,
X ra Io de Maic/>, acabara de cbgar do R:o de
Janeiro, onde foram edictados pela casa Laera-
nert \ C, os seguinles lvros de recouhecida uti-
lidade':
Pbimcipios de poltica, introducido ao estu-
do scientifico das questoes polticas da actualidade,
pelo l>r. Frauz voo Holtzendorff, professor da
uuversidade de Munich, verso portugueza do Dr.
Autoui H Tcul-ino de Souza Bandeira Filho.
Era uina bera elaborada lntrod-tecao, diz o il-
hutrado traductor :
i Vcrtendo do allemo o livro do barao Franz
von II iltzeudorffPrincipie der Politik pensa-
rais supprir u.na lacuna sob dous pontos de vista.
Era pnraeiro lugir, proporcionamos a>s estu-
diosos o -in jo le 1 liniliarisarem s: cora as ideas
de ura dos notaveis jurisconsultos molernos da
Alleinanha, digno emulo de outros cujos nomes
sao constantemente citados, j em nossas facul-
dades de direito, j as diseus^oes jornalisticas e
parlamentares.
Era segundo lugar, a trduccao do livro de
lloltz- ndurff avigorar entre nos a leudencia para
se eucararem as questoes polticas sob o ponto de
vista scientifico, em coutradiccao cora o syatema
to generasado de guiarmo-nos apeuaa por ideas
empricas", por phautasias theoricas, ou por meros
iuteresses partidarios e individuaes.
O livro tem grande merecimento scisntifieo, e a
verso parece -n s cuidadosamente feiu.
---- PrOJECTO DO CDIGO CIVIL BRASILBiro E COMBN-
tabio, pelo Dr. Joaquim Felicio dos Saatos, 3o
tomo.
Em terapo nos pronunciamos sobre essa obra,
alias geralraente apreciada com encoraios para o
seu Ilustrado autor, bem coahecido do paiz.
Gbammatica ixoleza ou A Lingua Ingleza,
systema praticoetheoricopara aprender ler,fal-
lar e esorever com toda a perfei^do em 50 licfoes,
conforme o methodo de Ollendorft, por Nicolao Ja-
mes Toelstadins, 3'eiicc.io revista, nelhorada e
augmentada.
O esgotamento das anteriores edioooes em tem-
po relativamente curto., o melhor testemnnbo da
excellencia dessa grammatica ingleza.
Sovissima gkammarii-.v ai.lkma, contendo, alm
das principaes regras da linqua alUmd, themus,
pedamos de leiliira e conversando, traduzida e adap-
tada a lingua portugueza do methodo theorico e
pratico de Emilio Otto, pelo professor Eduardo
Frederico Alexaoder.
O methodo seguido nossa grammatica, sem -
I han te ao de Olleudorlf. e a clareza da exposico
as liecoas em que ella se divide, sao seguras ga-
rantas do seu inerecim uto, quando nao o fosse
bastante o nome do autor, que um Ilustrado
prof- ssor da lingua alloma.
Theatro da VariedadesO espect-
culo de hoje, neste theatro, consta da opereta de
Casiraghi A Festa da Aldeia. exhibida pela pn-
ih-ira ve no imperio, e da comedia A Casa de
campo.
Pewtejo carnavalescos A praca
Conde d'tu v;ii tambem ataviar-se, como outras
ras e pracas de que j tem scienuia os nossos
leitores, para os das do carnaval. A respectiva
commissao ticou organisada com os Srs. Jos de
Souza Braz, Zeferiuo L mrenco Martins, Bazilio
Lopes Pereira, Jos Iziduro Martius, Jos .Martius
de Alraeida. major Joo Paulino Marques, major
Luiz Antouio Ferraz, capto Joaquim T do Lo-
mos Du-irte, Salvador Ayres de Alraeida Freitas
e Dr. Jos Luiz da Silva
Iguaimente uos informara que, va ra do
Cabug, haver festejos, que tenham por fim evi-
tar o eutru io. A commissao respectiva, dizem-
nos, ficou composta com os Srs. Fraucisco A. Fer-
uandea Viainia, Alfredo Guimaraes, D-zdrrio M.
de Oliveira, Viriato M.-leir-is Piuto, Auru-to Bar
ros, Augusto Re.-, Capitu.iu R. Puaso c Autju.o
Augusto de Vascuuceilos.
Na ra do Barao da Victoria h.i.er'. testaa
tambera nos das do carnaval. A respectiva com-
missao ficou asi mi composta: Tbomaz de ('aiv.i-
Iho, Raphaei Das, Antonio de Stqueira Ferro,
Alvar', laptista Dl.is F.rreiro, PraocisBO Jos
Santos Noves, Caetauo Ramos, X una Pompilio,
Lino F. Feuaudes, Manoel Joaquim Ribeiro, Dj-,
minaos Jos Ferreira, Antonio Jos do Azevedo
Emilio Roberto. Jes Fraucisco Wttnnennrr', r)r.
Sabino Piuho, .-untouio Pacheco Das Turroa.
dula de paz de Santo AntonioTen
do a presidencia da provincia resolvido em pro
do -r major Antonio Bernardo Qqinioiro o con-
flicto de jurisdiccao trovado entre elle o Sr. Ruy-
mundo Pereira de iqueira sobre o exerccio das
tuuecSss do cargo de juiz de paz do quarto
anuo do quadriennio actual, na parochia de
Santo Antonio, acha-se exercendo o dito cargo o
referido Sr. major Qunteiro, que dar audiencia
s 2 horas da tarde das tercas e sextas-feiras no
sala dos trbunaes de Ia instauci.1, a partir de
uuoauh.
Paquete Mundeto -Este paquete da Real
Malla Ingleza, tenio aahido da corte hontem s 3
horas da tarde, se tocara no porto do Recite, no dia
15, em viagem para a Europa.
Gsmolaa-Um assignantc deste Diario, que
se oceultuu sob fe inicial A., remett-u-nos haitom
1000 para distribuir eocq pessoas pobiea.
Agiadecendo a prova de coniianc -, te nos para
-.-cr que assim cuuipriraos o carioso mandato:
A' viua de Joo Vctor JunLr, ruado Mangue
n. 18, 3000.
A' viuva de Miirie 'andida W. Aorrsm, na roa
do Marques do lloivai n. 137, ;>iOJ->
A' viuva D, Miquiliua Vidal, a ra do Nogueira
u. 12, 2*000.
A' familia pobre do becco do Bernardo 2*000,
Matriz da Boa-VlNiaNo domingo s 7
horas da manda celebra a confiara de Nossa Se-
nlura das Victorias, cannouicatnoute erecta na
matriz da lioa-Vtta, a sua festa principal em hon-
ra ao Corarjo immaculado de .Maria, em virtude
de um breve apostlico do Pootifioe Pi IX.
Indulgencia pleuaria fui concedida, pelo mesmo
l'outifice aos aasouiadoa da referida confiara, que
satafizerein as cond'eeoea exigidas, e visitarem o
ultar, onde se acha a iraagem de Nossa Seuhora
das Victorias.
Heje s 6 o meia horas priucipia um Te-Deum de
preparacao para esta festa.
MauuniiNNOe Registramos com mu tos
applausos o acto de philantropia do abstalo agri-
cultor capi'o Ap.tonio de Lima Ribeiro, propie-
tario residente no engenho Piluca da freguezia da
Esc ida, que no dia 7 do corrente, por occasio do
bap'-isado de um fillio, liberten os seus eseravo
1 4
v
i
Wttmt^Kt^Kt^t^t^t^tW^



Diario e FenambacoQuinta-feir 11 de Fevereiro de i886
i
em
por
Tbomaz, com 54 annos, Roumania, com 29 e Atbia
eom 19, renunciando anda o direito a prastaco
de e-vicos de quatro ingenuos, filaos de urna das
manumitidas.
Exemplos taes sao dignos de imitaco.
Roubo=Durante a noite de 8 para 9 do cor-
ren te foram os ladrea casa do Sr. padre Freir
no Largo do conselhciro Saldanha Mariuho n. 14,
l.o andar, levando-lhe 2801000 em dinbeiro, um
relogio de ouro de valor de 300,1 bem como urna
cadeia, tambem de ouro.
Parece que os sucios penetraram pe varanda
do oto da casa, travesea dos Expostos, tor-
eando a vidraca; com urna pa abriram a porta
de um quarto e com um escopro arrebentaram &
gaveta de urna commoda, que alii se achava, e
onde estavam os objectoa de valor e dinbeiro.
0 ronbado que esteva a dormir no soto, so
ante-h ntem pala mantia que deu pelo caso.
*.' dltrictoE.t designado o da 18 do
do correte para ter luirar no 7. districto a apu
raco dos votos em 2.o escrutuuio para dous de-
putolos provinciaes.
Expoaico de Imagem-Na greja de
S. Jos dn tuba-Mar acha-se exposta venera
cao dos fiis, durante 8 das, a imagcm de Santa
Apollan i :i.
Lanterna Mgica Distribuio se hontem
o n. 144 Jeste peridico livre e humorstico.
Kt'vitin de MedicinaDe Pariz acaba
de cbegar o n. 135 deste quinzenario de medicina,
cirurgia, pharmicia e aciencias accesorias. Eis
o respectiva summarioi
1 Academia de medicina de Pariz.Sesso8
de 5 e 12 de Janeiro de 1886. 2. Sociedade de
Cirurgia de Pariz. -SessOes de 30 de Desembro
de 1885 e 6 de Janeiro de 1886. 3. Sociedade
Medica dos Hospitaes.Scsso de 8 de Janeiro
do 1886. 4. Sociedade de Biologa.Sesses de
26 de Dezembro de 1885 e 9 de Janeiro de 1886.
5. Clnica Infantil. Da dilaco de estomago as
criancas, pelo Sr. professor Moncorvo. 6. Epi-
demologia. Da identidade da febre amarelU e
do impaludismo agudo, pe'o Dr. Vieira de Mello,
do Ro de Janeiro. 7. Hygiene Internacional.
A conferencia internacional de Roma. Conclui-
da do n. 135. 8. P.irmalario.Meio para tirar
as nodois de ferrusera.
Subdelegada do 1." districto de .
lottAssnmio b interno exercicio do cargo de
subdelgalo do 1 districto de S. Jos, o Sr. ca-
pitulo Faustino Jos da Funceca, 1. supplente,
visto ter deixado esse exercicio, por ter mudado
de residencia para a freguezia de Santo Antonio
Sr. capitao Heurique Cecilio Barreto de Al-
emsida.
Este, com auctoridade policial, sempre se bou
ve bem e de forma nao levantar queix is contra
si, e deixa o seu districto rm paz.
Ji i-, a i t la UfM aO oortsaea-
to da bibliotheca no mez de Janeiro do corrate
anno foi o aeguinte. .-
Frequcntaram. 356 leitores.
S.biram para leitura dos mesmos leitores 283
volumes.
IIouv r.nn as aeguintes offertis :
Pelo Sr. Coriolano Coura Xivier : Historia da
America Portugueza por Seoastio da Racha Pu-
ta, 1 vol. ene. ; Uenie du Christi tniame, 1 vol.
ene.
Pelo Sr. Methodio Romano de Albuqnerque Ma-
ranho Sergio Panine por Oeorge Uhlnet, 1 vol.
ene.
Pelo sr. Ribeiro da Silva : Disciala, drama
3 actos por Alfred Pinto Vieira de Mello.
Pelo Sr. H morio Theo loro Freitas Feitosa
Svnopse de El iquencia e Potica Nacional
Macie 1a Cos'a Honorato, 1 vol. ene.
Pelo Sr. Honorio Aurelio dos Santos Bastos :
Anchieta ou Evangelho as selvas p>r L N.
Fagnndes Varclla, 1 vol. ene.
Pelo Sr. Manoel Augusto dos Santos Prestrello :
Os Aojos da Terra por Heurique Prez Escrich,
2 vol. ene
Pelo Sr. Antonio Goncalvcs Tava.es de Mello :
Apuntes para la historia d" la Repblica Orien-
tal del Urugnay desde el ano de 1810 hasta el de
1852, por A. D de P., miembro del instituto his-
torico y geogrfico del Brazil, 2 vol. ene.
Pelo Sr. Antonio Gomes de Albuqnerque : Flo-
res e Cardos (poesa) 1 .-j!. broc.
Pelo Sr. Dr. Manoel Polycarpo Moreira de Ae-
vedo : Lanterna Mgica.
Pelas respectiva* redacees :
Do Recife : Diario de Pernambuco, Jornal do
Recife, 0 Rebate e A Provincia.
Da Parahyba : O Monitor.
Das Alagas : Diario da Alagos.
Do Para : O Cosmopolita.
Leiloe*Eth.ctuar-ae-ha.0 :
Hoje :
Pelo agente Guambio, as 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 18, de roupas feitas, miu-
dezaa, ferragena e movis.
Amanha :
Pelo agente tiurlamaqui, sil horas, na ra do
Imperador n. 22, de predio.
MIaM fnebre*Sero celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, na Penha e na capella do engenho
Pao Santo, p >r alma do Baro de S. Braz ; s 8
horas, na matriz da Boa Vista, por alma de Jos
Rodrigues Pontual; s 8 horas, na Santa-Jruz,
por alma de D. Mara Villelade Queirnz Cabra!;
s 7 horas, no convento de S. Francisco, por al-
ma de D. Mara Amelia Annes.
Amanha :
Das 6 s'J horas, na Cathedral de Olinda, das
6 s 7 horas, na Penha e s 7 1/2 na capella de
Apipucos, por alma do major Joo Francisco do
Reg Maia ; s 7 horas, na matriz de Santo An-
tonio, por alma de D. Francisca Amelia Pimental.
Sabbado:
A's 8 horas, no Carao, por alma de D. Rasa C.
Cavalcante Lina ; s- 8 horas, na matriz de Santo
Ant mi. por alma de D. liosa Augusta da Silvei-
ra Maia ; s 6 d/2 horas, na Soledade. por alma
de Archanjo Crispiaiano de Gouveia Cavalca ite ;
s 7 horas, na Madre de Deus, por alma de D.
Mara Francisca da Conceicao Martina.
Operaces etrursricaForam pratica
das no hospital Pedro II no dia 10 do corrente
as seguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Posthotamia pelo processo de Ricord, reclamada
por phymosis e cancros.
Pelo Dr. Pontual:
Poshotomia pelo proeeaso de Ricord, reclama-
da por phymosis.
-'Lotera da provinciaSabbado, 13 de
Fevereiro, se extraliir a lotera n. 37, em bene-
ficio da matriz de Vicencia;
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicao dos Militares, ee acharan expostas as
urnas e as espheras arrumadas em ordein nume
rica, apreciacb do publico.
Lotera do Ceara de NOO:OOOS00
A' 4a sene d'esta grande lotera, cujo maior pre-
mie de 250:000/000, se extrahir imprcterivel
menta terca-feira, 16 de Fevereiro, ao meio dia.
Os bilh ;tes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de lOOtOOOpOO
A 15* parte da 11a lotera, cujo premio grande
e de 200:000*000, pelo novo piano, ser extrahida
impreterivelmente no dia 16 de Fevereiro, s 11
horas.
Os bilhetas acham-se a venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotoria Rxlraordinara do a'pi-
rantaO 4 e al amo aorteio das 4" e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extahida a 9 de Abril.
Lotera do loOs bilhetas da 3* parto da
195, do novo plano, do premio de 100:000*000,
acham-se venda a Casa Feliz, ra Primeiro
de Marco.
Caineiro a 800 e 1* ris idem.
Fariuha de 6C0 a 640 ris a cuia
Milho de 240 a 400 ris idem.
Feijo de 640 a 1*280 ris idem.
Cecntterio Publico.Obituario do dia 2
de Fevereiro :
Joaq lim Alexandrins, branca, Pernambuco, 30
anuos, casado, Recife; tubrculos pulmonares.
Luiza, br nca, Pernambuco, 5 meses, Recife ;
denticao.
Mara Luiza da Conceicao, preta, Pernambuco,
26 anuos, solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmo-
nares.
Anna Mara da Conceicao, parda, Pernambuco,
30 annos, casad, Boa-Vista ; cyrrhose do ligado.
Romlina Tranquilina, parda, Pernambuco.
annos, viuva, Boa-Vista; ttano.
Isabel Mara do Carmo, branca, Parohyba, 26
annos, solteira, Boa-Vista ; lesao cardiaca.
Luis, branco, Pernambuco, 10 mezes Recife;
convulsoes.
8
Benedicta Generosa de Carvalho, parda, Per-
nambuco, 39 annos, casada, Boa-Vista ; diarrha.
Amaro, pardo, Pernambuco, 7 mezes, Boa-Vista;
tebre remitiente.
Manoel, pardo, Pernambuco, 3 mezes, S. Jos ;
congesto cerebral.
Mara Rosa, parda, Pernambuco, 48 annos, sol-
teira, Grapa ; varilas.
Joaoua Al ves Barbosa Bastos, bra ica, Pernam-
buco, 50 annos, casada, Graca ; anemia.
Jos Baptista Barbosa, preto, Pernambuco, 36
annos, solteira, Boa-Vista ; lesao cardiaca.
Mara Francisca da Conceicao Martina, branca,
Pernambuco, 15 anus, casada, Recife ; febre bi-
liosa.
Ezequiel Antonio Pereira Monteiro, pardo, Pe'-
nambuco, 48 annos, casado, S. Jos ; dilatac:*. >
artica.
Joaquim Francisco da Silva, branca, Pernam-
buco, 50 annos, viuvo, S. Jos ; remettido pelo
subdelegado.
Floriano Joo Francisco, pardo, Pernambuco,
22 annos, solteiro, Santo Antonio ,- pneumona
Antonio da Silva Reg, branco, Pernambuco, 20
annos, solteiro, S. Jas ; febre typhica.
9
Mara, branca, Pernambuco, 38 das, Boa-Vista;
clicas.
Mara Joanna d- Silva, Ceari, 38 annos, sol
teira, Recife ; tubrculos pulmonares.
"Guilherme Moreira da Silva, pardo, Pernam-
blco, 22 annos, oltoiro, S. Jos ; ttano.
LRaymuudo Alves de Deus, pardo Pernambuco,
29 annos, solteiro, Boa-Vista ; esmagamento.
na exposico que vou fzer dexar de tornar pi-
tete a vileza e ousadia do co nojento que procu-
rou morder-me e a meus amigos. Mas o tribunal
da opinio publica, anta o qaal me aprsente, at
tendendo brutalidade da ajgresso, por ella ha
de aferir at onde pode estender se o mea direito
de defeca.
Eis os factos em toda sua nudez:
Prooedia-se, ha quatro para cinco annos, urna
demarcacao judicial, entre os engenhos Gurja de
Cima e Cumar, este pertencente ao tenente-coro-
nel Jeronymo de Souza Leo, e aquelle ao meamo
tenente-coronel e a seu irmao e ini oigo o coronel
Jos de Souza Leao, actual Barita de Gurja.
E, um dia, quando presentes o juiz de direito
da comarca, o promotor publico, ento advogado
do coronel Jos de Souza, o major Antonio Perei-
ra da Cmara Lima e outras pessoas nao menos
qualificadas, proseguia-se os rabalhos de referida
demarcacao, eis que Flix Jos da Silva Gomes e
seu fiih Pantaleo Jos da Silva Gomes, asseclas
e assalariados do coronel Jos de Souza, investem
contra o tenente-coronel Jeronymo, o primeiro
agarrando-o pela frente e descarregando-lhe um
chapeo de sol, e o secundo, disparando lhe um re-
volver pelas costas.
Felizmente tao audaz e negro attentado nao
sortio o desejado etTewo. Um dos circumstantan-
tes pode apprnximar se a tempo, e, impellindo o
braco de Pautaleo, conseguo desviar o projectil,
que, som isto, ira certeiro ao tenente-coronel Je-
ronymo.
Denunciados os culpados, depozeiam perante o
Dr. Joae Augusto de Albuquerque Maranhao, en-
to juiz substituto, oito testemunhas, inclusive o
major Antonio r*erera da Cmara Lima, o enge
nheiro Jos Soares Pinto Correia e outras pessoas
nn menos qualificadaa, e, conclusos os autos ao
iutejrerrimo juiz de direjto, o Exm. Sr. desembar-
gador Henriqua Pereira de Lacena, este proferio
o seu despacho, pronunciando aquelles acelerados,
conforme mereciam.
Eis, pois, o crime de Flix e Pantaleo; eis a
razo porque no exercicio de urna das attribui-
coes que me confere a le, tenbo precurado tornar
effectiva a sua prisao.
Si no infausto dominio da situacao liberal, gra
cas alta influencia e valiosa protecuo do Baro
de Gurja, vivam Flix e Pantaleo tranquillos
em suas casas nos engenhos Gurja de Cima e
Conceicao, p< dendo impune e desassorabradamen
te percorrer aquellas paragens, nao obstaate te
rem S'do presos em flagrante delicto e acharem-se
pronunciados, fiquem certos de que hoje, emquan-
to nao me fr retirado o espinhoso cargo que oc-
-iipo, jamis consentirei, como fez a polica amiga
Maria Jos, parda, Pernambuco, 90 annos, viu-1 cupo, jan
va, Boa-Vista ; cach-xia. *e liberal, em augmentar lhes os quatro annos que
Manoel Francisco de Souza, pardo, Pernambu- .}>' contam para a preacripeo do criue.
co, 58 annoi, viuvo, Boa v"ista ; anazarca. I A verrina que contra mim e meus amigos pu-
Antonio Avelino de Sant'Anna, pardo, Pernam- (blicou-se, d como innocentes Flix e seu filho.
buco, 47 annos, casado, Bja Vista ; anazarca.
Antonia Irineu Soares. pardo, Cear, 22 annos,
solteiro, Boa-Vista ; beriber.
Jos Bernardo Bezerra, pardo. Pernambuco, 25
aunos, solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Mar lino Rodrigues da SiUa, pardo, Pernam-
buco, 2 mezes ; Boa-Vs-a; convulsoes.
Herraino Vicente da Hora, preto, Pernambuco,
20 annos, viuvo, S. Jos ; tubrculos pulmonares.
Dous recem-nascidos rcmetlidas pela subdele-
gada de S. Jos.
Manoel, Pardo, Pernambuco, 11 mezes, Boa-
Vista ; denticao.
Fiancisco, pardo, Pernambuco, 1 anno, Boa
Vista ; remettido pela sublelegacia.
indicages aras
Mercado Municipal de 9. da.O
movimento deste Mercado no dia 10 do corrente,
foi o aeguinte:
Entraram :
26 bois pesando 3.768 kilos
697 kilos de poixe a 20 ris 13*940
14 taboleiros a 200 ris 3*1 00
83 cargas de farinha a 200 ris 17*000
14 ditas de fructas diversas a 300
ris 4*2)
10 Suinos a 200 ris 2*000
Foram oecupados :
lr> cuiumnas a 600 i eis 10*800
45 talaos de carao verde a 1*000 45*0"
20 toa la ditos a 2* 40*000
46 compartimentos de tarinha e co-
midas a 500 ris
65 ditos de leguraes a 400 ris
16 compartimentos de saino a 700
ris
15 ditos de tresauras 600 ris
Medico
Consultorio naediro cirurgico do Dr.
Pedro de Attanyde Lobo Hoscoio
ra da (loria n. 39.
O doutor M'iscdzd i.i vMUault.is todos os
liad uteis, das 7 s 10 horas da manha,
Esto joasuitorio oTerece a a.utnodid:
ie re poder cada lente ser ouvido o exa-
amado, sein ser presenciado por outr.
Oe meio dia s 3 horas da tarde ser a
Dr. Moscozo encontrado no torreo pra
;a do Cominercio, onde faucciona a ms-
peccao de sade do porto. Para qualquer
{'estes dous pontos poder5o ser dirigido,
os chamados por carta as indicadas horas.
Dr. Migad Themudo rauloa s O cnsul
torio e resileucia para a ra da .Emperatriz
a. 14, 1. aular, onde d consultas das 12
horis s 3 da tarde e recebe chamados a
bualquer hora. Especialidades partos, fe
bres, syphilis e molestias do pulmao e co-
racao.
Dr. Brrelo Sampaio d consultas d s 4 horas da tar le, "-ua do Barao da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
io Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
Heririque MUet. Ra do Imperador n.
22, l. andar. Eacarregase de quest5es
as comarcas prximas as linhas frreas.
Dr. Ferrer, ra do Imperador n. 79,
1. andar.
Dr. Oliveira Escord, 2. promotor pu-
blico, tem seu eseriptorio de advogacia na
ra Primeiro de Mareo n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado
ra do Imperador n 37.
Corte Real, ra do Rangel n. 55, Io
andar, eseriptorio e residencia.
JoSo Francisco leixeira tem o seu es-
eriptorio ra do Imperador n. 42, 1.
ndar pode ser procurado em sua profs
sao, das 10 l hora da tarde.
O hachare! Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1. andar.
Jos Bernardo Qalcao Alcoforado J-
nior contina no exercicio de sua prossao
de advogado, e pode ser procurado no es-
eriptorio de seu pai, ra 1." de Margo
n. 4, 1. andar, das 10 horas da mauha
s 3 da tarde.
Mudaaca de consultorio
O Dr. Alrio avisa aos seus alientes
que mudou o e : consultorio para a ra do
Queimadc a. 46, 1. andar. Consultas
iodos os dias das 11 s 2 horas da tarde
I rosarla
Faria, Sobrinko & C, drogustas poi
attacado Roa Mrquez de Olind n. 4l.
Francisco Manoel da Suva dk C, depo
sitariosde todus as especialidvl-:- pharm.
estticas, tintas, drogas, productos caimira
s-medicamentos homceopatieos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
errarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes de
CapibariOe n. 28. N'este grande estbale
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-se e vende se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assirn como se preparam obras
de carapira por machina e por procos sera
competencia.
Mas, si o sao, si o juiz que ns pronunciou par-
cial, porque nSo interpozeram recurso d pronun-
cia ; porque nao se submetteram a julgauviit
pelo jury ; porque nao foram pedir a esse tribu-
nal, composto de seus pares, reparacao njust;a
que allegam ?
E' que elles esto convencides de seu crime,
que seus proprios correligionarioc, amigos e pro-
tectores sao os prmeiro a dar testemunho d sua
maldade.
O major Antonio Pereira da (Junan Lima, por
ejemplo, todos sabem. amigo poltico da opposi-
cn ; mas nao obstante, em seu depoimento, como
primeira testemunha do processo da rnrmacao da
ulpa contra Fel x e Pantaleo, nao achou meio
de obaenrecer a verdade, e pronunciou-se do ae-
guinte modo :
Que a convite do Dr. Correia de Araujo, ad-
vogado do tenente coronel Jeronymo de Souza
Leo, compar-rceu como testemuaha na audien-
cia de demarcacao doa engenhos Gurja e Cu-
mar no da 5 do corrente, (Dezembro de 1881)
e h em companhia do mesmo tenente-coronel e
do capitao Domingos de Souza Leo Reg Bar-
ros, percorreu toda a tinha divisara, indicando
como conhecedor dos limites, os pontos por on-
de devia ser feita a demarcacao, tendoautorisa-
<;5o do tenente-coronel Jeronymo para entrar
em accordo com o procurador do coronel Jos
de Souza Leo.
" Que, quando julgava feito o accordo, ao che-
garem a urna casa de um morador, ah suscitou-
> se duvida sobre um ponto por onde devia passar a
lioha, dando lujar a que o capitao Domingos
aggredisse o tenente coronel Jeronymo com pa-
lavras injuriosas, offendendo tambem por pala-
vras ao proprio juiz que se achava presente.
Nesse acto, e quando o tenente-coronel Je'ony-
mu repllia c m palavras os insultos do capitao
- Domingos, seio entretanto haver entre os dous
a mais leve ameaca de offensa pbysica, inter-
veio F -liz Jos da Silva Gomes, que, dirigindo-
se para e tenente-coronel Jeronymo, sem dzer
palavra alguma, dcu-lne por tres vezes com um
gurda-sol, cujas pancadas foram aparadas no
braco do dito tenente-coronel.
Nessa occasio Pantaleo da Silva Gomes, fi-
lho de Flix, atira-se sobre o toneute coronel
Jeronymo com um revolver em punh", dispara o
por trez vezee no mesmo tenente coronel, sendo
que os dous primeiros tiros falbaram por nao
" ter a capsula se inflammado, leudo o ultimo tiro
deizado de attiogir ao tenente-coronel Jerony-
mo, porque no acto de ser disparado, appareceu
Felippe Nery dos Santos, a cavado, que se in
> t3rpoz entre Pantaleo, que estova a p, e o re-
" terido tenente-coronel que estova montado no-
tando elle testemunha que nesse acto Feliz Go
mes quiz impedir o auxilio que Felippe prestara
ao onendido .
Que na occasio em que isto se passava, es-
tando pouco distante o dezembargador jaiz de
direiro, deu voz de prisao aos criminosos, tendo
Pantaleo, anda de revolver em punho, com ar
risouhose dirigido para os cincuinstantos, prin-
cipalmente o juiz, que continuava a intimar-
lhe a ordem de pribo, dizendo :Deixe-me dis-
utir e matar aquelle amarello a, referndo-seao
tenente-coronel Jeronymo.
Que quando o dezembargador jut de direito
procurava tornar effectiva a prisao, o capitao
Domingos disse : Esto presos os homens e
" apparecendo o inspector do quarteiro, o juiz de
direito lhe ordenou que tomasse conta dos pre-
sos, tendo em seguida os presos, o inspector e o
capitao Domingos se retirado a cavallo, voitan-
do ento elle testemunha em companhia do juiz,
advogado e mais pessoas que assistiam ale-
marcaco para a casa do engenho Gurja, onde
se havia aborto a audiencia .
A requerimento do promotor disse anda o maior
Antonio Pereira da Cmara Lima:
< Que o tenente-coronel Jeronymo nao estava
" armado e qne vio arma smente em mao de Pan-
taleo e de um outro homem que, armado de re-
volver, procurava auxilial-o *.
Ora, so tal o depoimento do major Cmara
Lima, de cuja probidad e principios liberaes
nao licito ae orgo da opposico duvidar um a
e outras amabilidales desta trdem; mas cada
um d o que tem, e ninguem mais desasisado do
que um certo bacharel, outr'ora delegado de poli-
ca da capital, cujo fraco era andar pelas ras da
cidade mettido noite e dia em farda bordada ;
ninguem mais desasisado do que esse mesmo
bacharel que, quando delegad de polica, nlo
mais da capital, e sim da roca, torneu-se conhe-
cido na passada situacao conservadora pelos pro-
cessos qne dizem ter instaurado a bodes e pera ;
ninguem mais furibundo do que esse mfsmo ba-
charel que ainda, como delegado de polica, met-
teu na cadeia o seu placida couatituinte, s pelo
facto de nao querer o pobre homem sujeitar-se a
um accordo cm a parte contraria de quem o advo-
gado recehera honorario mais cresoido : finalmen-
te como ncurao no art. 257 do Cod. Crim.deve ser
pronunciado e condemnado o representante do
povo que, abusando do mandato que lhe conferi-
rn], serve-se delle para arranjar patotas por di-
nbeiro.
Nao foi confirmada pelo Tribunal da Relaco
minha pronuncia no art. 257 e outrns do Cod.
Crim. O Calendo Tribunal deu provimento ao
recurso que interpuz do despacho pelo qual o Sr.
Regueira Costa, meu desaffecto pronencou-me, ha-
vendo sem citar-m processado revelia.
O articulista da Provincia sabe perfeit imente
qne o Exm. Sr. Dr. Manoel Clementino, quando
preiidente nao mandou responsabilsar-me, e sim
que o Sr. Regueira Costa, informasse urna repre
sentaco que desaffectos polticos haviam feito
contra mim, e que tanto bastou para que o Sr. Re
guera Costa c o Sr. Novaes, tambem meu desaf-
fecto, tratassem de processar-xe revelia.
Deu lugar a ter sido eu responsabilsado o facto
de dizerem haver desapparecido um rolo de fumo
e um chapeo velho de urna das casas que, em urna
manh, cerquei para prender ladro.'s com cento e
sessenta e tautas pessoas, e sobre as qnaes nao me
foi possivel eiercer ao mesmo tempo a precisa vi-
gilancia.
O Sr. Regueira Costa verdade teve o gosto de
pronunciar-me ; mas o Venerando Tribunal da Re-
laco por unanimidade de votos, reformou o seu
despacho, reconhecendo nao haver a mnima rea-
ponsabnidade de minha parte.
Sou pobre verdad; mas respuito e sempre
respeitei a propriedade felfean, e, merc de Deus,
nao recejo neste ponto, e mesmo em alguns outros,
o mais rigoroso confronto com o autor encapotado
do artigo -Jaboato.
Nao exaco quo Flix, depois de pronunciado
se tonba retirado dos engenhos Gurja e Concei-
cao. O que sei, o que por todos sabido que
ellee Pantaleo, desde o insta ite em que se reti-
be se tratasse de votos tomados promiaouamente,
sendo as cdulas apuradas em separado, que -de-
vamos indagar se a dispoaioo do art. 159: os lin-
io qne Uverem sido tomados em separado, nao sero
somatados, comprehande votos tomados promiscua
mente, no caso de ter havido apuracao em se-
parado.
Contina o presidente da junta:
*e deve ser indfferente as juntas apuradoras
os nomea contidos as cdulas em separado, se es-
t si votos nao devem ser p r ellas contados, se nao
podem ter influencia alguma nem ser tomados em
considerado, taw cdulas nem deviam ser aber
tas e apenas remettdas do mesmo modo que foram
recebidas, ao poder competente.
Todos conhecem a historia do commandante qua
nao fez fogo por 40 motivos... Ha 40 motivos para
que as_ taca cdulas nao fiquem fechadas ; o pri-
meiro que as cdulas em branco nao sero com-
putadas para o calculo da dita maioria. Como
saber se urna cdula em branco, estando fe-
chada? Talvez respondam: Vse por fra; mas
para se na? ver por fra que a lei prohibi papel
transparente.
Terminaremos amanha.
anifesto
JOS MAUIAKNO AO ELEITOBADO DO 2
DITBICTO
(Continuaco)
IV
Original
raram do lugar do conflicto em companhia do ca-
pital Domingos e *o inspector do quarteiro, fo-
ram para o engenho- Novo da Conceicao. e ah e
e em Gurja de Cima teem estado durintr oa qua-
tro annos que decorreram de ento at agora.
E desde que assirn desde que o baro de Gur
ja, nao satiefeito em torero seus apaniguados ten-
tado derramar o sangue de seu proprio tana*, o
tenente-coronel Jeronymo, consente que elles se
conservera tranquillos nos dominios do mesmo ba-
ro, apesar de presos em flagrante delicto e legal-
mente pronunciados, tenho eu o direito de pergun-
tar :- !l quem inelhor cabe o triste papel de Caim ?
ao tenente-coronel Jeronymo, ou uo baro de Gur-
ja ? !
O publico sensato e imparciul que me responda
e que mejulgue.
Jaboato, 7 de Fevereiro de 1886.
Francisco de Hollanda Cavalcante de Albuquerque.
O manifest do Sr.
JHarlanoo
IV
Dr. fose
Hoje de tudo quanto
foi e de tudo quanto fez,
parece rae que s urna
cousa nao foi esquecida,
nem sel-o-ha jamis,
porque ficou impressa
com lagrimas e dores
fundas no coraco das
infelize victimas.
Era S. Em. ministro
e consentio que para a
sua provincia natal ves-
se urna cimmisso, se-
melhante as de devaisa
do tempo de el-rei, a
qual abrindo margem as
delacoes, aproveitando
odios e favorecenio per-
seguico 'S, lancou sobre
a alfandega desta pro-
vincia o injusto labo de
ct'I de ladroes, e con-
tra intelligentes e ho-
nestos em pregados a no -
ta infamante de defrau-
dadores da fazenda pu-
blica, arrancando Ihes
os seus emoregoa e ati-
rando os miseria com
suas infelizes familias !
E se mais tarde elles pu-
derMn perante os tribu-
naes lavar-se da igno-
minia e rehabilitar-se
perante a sociedade poi
sentencas que os julga-
ram innocentes, nunca
poderam t>r a compen-
siico das grandes dores,
da < norme vergonha, da
extrema miseria que sof-
freram, s porque l das
alturas do podrr S. Exc.
nao va estas pequeas
cousas cm que um es
tadista nao se preoc-
cupa.
Eis s o que resta de
'Jontiuuaado, faz o presidente da junta algumaa
ponderacoes, que pur amor brevidade vernos re -
sumir. Diz elle :
Que na verdade o art. 177 manda proceder
apuracao pelo modo estabelecido no art. 159 ;
mas este e o art. 178 se ecuciliam perfeitameute.
Que o art. 159 trata da apuncao ou somma
material doa votos, cujo processo sempre o mes
mo; mas, como o regulam-:nto nesta parte s^ oc-
cupa de eleicao para senador, em que nao existe
maioria absoluta ou quociente, nao havia uecessi- tudo quando fez S. Exc
dade de estabelecer nessa occasio regras a rea-
paito.
Que o art. 178, que trata especialmente da
apuracao da eleicao para deputado, que devia
firmar os preceitos; pelos quaes a junta se de-
vesa? reger na attribuico de calcular a maioria
absoluta e de resolver se se deve dar diploma a
alguem.
Em relaco aos trechos que ahi ficam resumidos,
farcinos nicamente um pequeo reparo : o art.
177, e nao o art. 178, que trata especialmente
da apuracao da eleicao para deputado, consistindo
a especialidade em substituir as palavras cmara
municipal, do art. 159, pela palavra junta. No
mais, o art. 177 manda proceder pelo modo esta-
belecido nos arta. 159 a 161. O art. 178 nao re
gula o modo de se fazer a apuracao ou somma
doa votos, e sim o de calcular-se a maioria abao-
luta. .
Mas
finge in
cousas,
nhecer
oa seus a uniros
nao ver estas
lingera nao co-
a repugnancia
O trecho que vamos tranacrever, mais impor-
tante do que os precedentes :
A apuracao procede-se fazendo-se a somma
doa votoa obtido8 por cada um dos candidatos con-
forme as authenticas, mencionando-se especificada-
mente os tomados em separado na irma estable-
cida no 2. do art. 159; mas, concluido este
trabalho... *
Menos esta !... O cuidado, o geito, com que se
supprime o essencial, nao ha de passar desaper-
cebido Como que se descreve o proeeaso da
apurajo, estabelecido no | 2. do art. 159, sem
tallar na prohibico terminantiasima, que est en-
traudo pelos olhos nao sero sommados f Nao
basta dizer que a junta menciona especificada-
mente os votos, que pelas mezas eletoraes foram
tomados em separado ; tanto nao basta, que pre-
tendieis mencional-os espeeifieadamente, tomman
do-os ao mesmo tempo !
O reguhiraento diz ; nao sero sommados, mas
espeeifieadamente mencionados na acta da apura-
cao- A menco especificada nao vos iucommo
da vem para a frente ; quanto s palavras- nao se-
rio tommados, plastes a esponja !
Prosigamos na traascrpoo'interrompida :
_ .. mas, concluido este trabalho, sendo a elei-
cao para deputado, a junta nao terminou a sua mis-
sao, e tem umaattribaico nao prevista no artigo
calcular a maioria absoluta, portante nao pode
deixar d' recorrer ao rt. 178, que oceupa-se (la-
te ponto e regula o modo de proceder, que nao
excluir es otos em se arado, seja qual for a sua
uatureza, urna vez que aejam euresaos, para o
c-atcnlo da amalarla abaolala.
pela candidatura do meu
compet ior, e nao esco-
Ihem oa meios a einpre-
gar para chegarem ao
lira desejado.
Vencidos no 1 escru-
tinio appellam para um
segundo contando com
a etficacia doa meios j
empreados e de ontros
que ho de ser tentados
e na previ sao de que
podesse tugir casa even-
tialidade, j se prepa-
ravam para o terceiro
escrutinio apresentando
o ignobil protesto eontra
as eleicoes a que assis-
tirain sem protestar.
Sim, para o calculo da maioria absoluta. E'
para esto fim qne ae recorre ao art. 178, depois
de se ter feito a somma dos votos obtidoi por cada
momento, pergunto : Qual a razo que Um easa doa .saadutotos, como disse o presidente da
Kazeta sem criterio rjara qualiiear de iniqua a J?nta- cST^MH?1? nanno, 824 (art. 159 8 2.), e calculada em se-
PBLICACES A PEDIDC
4o publico
281000
Deve ter sido wecaiad* ,<** di *
quantia de
Precos do dia:
Carne verde a 560 e 380 tfeia o, kilo.
Suinos a 600 r. 600 ris idem.
Sob a epigrapbeJaboatopublicou o orgo
liberal desta provincia, em aeu numero de 6 do
corrente soez, um acervo de calumnias, com o fim
JJ nico mas baldado, de abocanhar a mira e a al
guos amigos meus.
Eu nao uexa, uo devia meanjo deacer a dar
\*? J (posto,ao unmundo pasguira da opposico,
o#w 8^ ana ttiinc aoa eua arajoa e ao publico
a quem respeito, impua-me o sacrificio de vir
inprataa, foi saieato para cestarastee* a#>erdade
doa faetoaio profunda quo imprdentemente de-
poasivel qne, possuido, como me ach da mais
justa indignadlo, roe falte a calma precisa, para
196*340
gazeta sem criterio para qualincar de niqu
pronuncia de Flix e seu filho, acoimando de par-
cial o muito diguo magistrado que os prouuciou ?
Iniquos e parciaes, bem .sabe a Provincia quaes
sao os mhg8tr*ioa desta t na. porque elles ah
esto no aeiojlo proprio partido de que ella or-
go.
Lembre-se por exemplo de um dearmbtrgaior,
senbor de engenho, que exigi a prisao de seu vi-
si oh o eoui quem Mjigava sobre torras.
Lembre-se de um chefe de polica, sobrinho des-
ee dez. mbargador, que autorisaado tal prisao, re-
commendou a seus agentes que trouxessem o pre-
so a p e a toque de corneta.
Lembre se de tudo isto essa gazeta, e cubra-se
de vergonha, como deve.
Diz mais o artigo a que respondo : que eu mn-
dei rccolher cadeia um filho menor de Flix, at
que este ae reaolveaae a entregar prisao.
Alera de mentirosa inepta semelhaute aecusa-
co.
O filho de Flix que prend nao menor. E' ho
m-m maior de vinte e cineo annos, e tem a cara
tao coberta de cabello, mas nao to ruivo, quanto
a docynico inventor de semelhante peta.
E depois, era preciso que eu tivesse toda a inep
cia de urna beato barriguda para conservar al -
guem preao minha ordem na cadeia de urna ci-
dade ai resolver o pai do preso a vir subatituil-o
na cadeia.
E' rerdade que proearava, e procuro ainda, -f-
fectuar a prisao de Feiix e Pantaleo. Para isto
cerquei-lhe a c sa na manh do dia 2, orno j o
tenho feito em outras vezes. E como nessa occa-
sio nm-faltasse alguem eom o rasneito devido a
autoridade, mandei por em custodia o insolente,
para aeltal o como liz io dia aeguinte.
Nessa diligencia, nem tao pouco em qualquer
outra fui acompanhado pelo tenente-coronel Jero-
nymo. O qne a respeito dia o articulista urna
inverdade como as outras.
Tacha- a nojento folha da opposico de des-
atinad*, sem criterio, furibundo, amigo do albeio,
guida a maioria absoluta, 823 (art. 178), nao se
poda elevar aquel a somma a 826.
Vejamos agora este dilemma : se a Cmara doa
Deputados reconhecer que sao validos os 2 votos
em separado, condemnar por intil o 2. es-
crutinio se reconhecer que foram dados por in-
dividuos que nao eram legalmentejeleitores do dis-
tricto, o numero dos eleitores que concorreram
eleicao, ficar reduzido a 1647, sendo nesse caso a
maioria absoluta 824, o que ser bastante para o
Sr. Dr. Jos Marianno.
Ainda que assim fosse, qae influejcia poderla
isto exercer no procedimeut da junt-, cujo mister
aommt r votos ? Seria razo para sommar 826,
em vez de 824 ? '
Dizem uns que os 2 votos sao validos ;
Dizem outr >a que os 2 votos sao millos ;
E dizem t. dos, sem distineco, que a maioria
absoluta 825.
A todo o transe elles
querem o diploma de
deputado pelo 2 dis
tricto desta provincia
para o Ilustre presiden-
te da Baha, porque ha
urnas tantas esperancas
fundadas no advento do
Ilustre conselheiro e
tambem nao devem fie ir
sem confirmadlo as pa-
lavras que o irmaoca-
balista, com a levianda-
de. faufai r de que ja-
mis se corregir, sol-
tava aos quatro ventos
da cidade antes do pri-
meiro escrutinio. O
partido conservador tem
doze candidatos, o go-
verno tem um. a Se o
partido conservador ele-
ger doze deputados me-
nos o do 2* districto,
deve considerar-se der-
rotado. Se meu ir-
mao nao for eleito, sao
derrotados antes delle
os Srs. Cotegipe e Costa
Pereira.
O autor.
(Contina)
Traducc
De tudo ouanto fez o
Sr. conselheiro parece
qne s nao foi esquecida
urna cousa, que nao pode
ser comparada com a
fae i ha de S. Jos, e
que constituf oara elle
o principal padro de
gloria.
Era S Exc. ministro
da agricultura e con-
sentio que o ainistro da
fazenda maudasse para
esta provincia urna cotn-
misso para examinar
se na alfandega se da
vam suborno por parte
dos seus empre-radi s e
delapi.lae..l > das rendas
geraes. Elle, porm era
um doa chefe s liberai s e
de grande prestigio em
pleno d minio dos aboli-
cionistas, todos os seus
excessos, exaltadlo e ar-
bitrariedades! -ram aeo-
calbidos pelo governo e
apoiadoa pela forca pu-
blica, no dia I*> de de-
aeinbro de 1884. quando
devia ter lugar a elei-
cao para deputados ge-
raes, estavam feitos os
aprestos para romper a
desordem einutilisar as
secones era que elle fosse
derrotado e sublevon o"
escravos do Baro de
Munbeca, me em enor-
me grupo evadiram esta
cidade. Sendo eli ito,
porm, esabendo da der-
rota do Nabuco, s. hw
de palacio arraatando
aps si a populaca in-
frene e occasionou a tre-
! menda hecatombe de S.
Jos e a morte de Bode,
S"U 3obrinho, Aprigio e
muit08 outros.
Muito pouco resta de
tudo quanto foi e de
tudo quanto fez S.
Exc.
Mas os seus amigos
fingem nao ver estas
cousas, fingem-se conhe-
cer a repugnancia pela
candidatura de um oom
petidor que nao tscolhe
os meios por mim era
pregados no dia 1 de
dezembro para chegar
ao fim desejado."
Nao vencen em pri-
meiro escrutinio e ap-
pellou para um segundo
j se preparando para o
terceiro por meio de um
ignobil protesto, porque
ignora que o meio nobre
e efficaz para urna vic -
toria decisiva consiste
em em pregar a faca e o
ccete cocaminando a
morte pobre victima
que tenta resistir e a
torca publica com or-
dem previa de nao ga-
rantil-a.
A todo o transe que-
rem o diploma de depu-
tado pelo 2o dittncto
desta provincia para o
Ilustre presidente da
Babia, em quem notiem
as mais lisongeiras es-
pinacas ; mas nem ao
menos sabem dizer como
os abolicionistas em re-
laco a elle e ao Na-
buco : o partido liberal
tem oa seus candidatos,
mas o governo, na pes-
soa de Sauebo, s tem
dous : Nabuco e Jos
Marianuo Nabuco a
essonc'a da meutalidade
concentrada na idea abo-
licionista, Jos Marian-
no a propria abolico
personificada, gesticu-
lando, insuflando, de-
terminando aublevaceg
dos escravos nos enge-
nhos e originando heca-
tombes terriveis.
cendo pouco o diuheiro em circulaco, elle
pouco em cada mo, e portento, cada um restringe
as suas deapezas, menos oceupa os servicos dos ou-
tros ; mas nao podendo ficar sem consumo a pro-
duefo e os servicos de que cada um vive, baixa o
ireco de todas as eousas, para ficar ao alcance das
oreas do diuheiro de cada um.
Baixos os precos na constancia do pouco dinbei-
ro em circulaco, nao vale a pena comprar ouro
para exportar, quando o dinheiro tem tanto valor;
isto quando com pouco dinheiro se compra mul-
ta cousa, porque neste caso o onro aqui, como to-
do o dinheiro, acha muito bora emprego na com-
pra das cousas; e, portento, em vez de ser expor-
tado, seria importado.
Baratas todas as censas pela insuficiencia do
dinheiro, baratos seriam, na mesma proporcao, os
noaaog generoa de exportaco, e aasim, em vez de
se comprar ouro ao preco correspondente baixa
a" mals 'ucr0 daria comprar o assucar.'o
caf e o algodo, tanto maia baratos quaato menor
ioss>! a quantidsde de dinheiro em circulaco, e
exportar estas mercalorias, o que deixaria mais
lucro do qne coTipr*r ouro para exportar.
Pouco o dinheiro em circulaco, este mesmo Ou-
ro que os especuladores vo catar e arrancar dos
escondrigios, comprando muito caro para exportar,
este mesmo ouro seria empregado na compra dos
generes baratos e muito maislucro deixaria ex-
portando as mercadorias que coraprasse, do que
sendo exportando; e, asssim, em vez de sahirem
estas poucas meedas de ouro. elle se empregaria, e
nao s se empregaria, como tenho dito, no bom ne-
gocio da compra das mercaduras para exportal-as!
como ao contrario, ouro viria de fra para o bjm
i'mprego, e tanto quanto fosse bastante para ele-
var o preco das cousas em relaco ao preco dos
mercados estrangeiros. E ainda mais.
A maior prova de que a grande baixa do cam-
bio na sua general idade causada pelo excesso do
nssso meio circulante, qup, se toase o contrario,
se essa baixa fosse devida ao jogo, especulaco e
raancommunaco dos bancos, os commerciantes
que comprara saques assim caros por esse baixo
cambio para pagar na Europa as uercadorias que
mandara vir, nao comprariam estes saques, mas
simmercadorias do paiz e as exportariam mandan-
do fazer l aquelles pagamentos com o producto de
taes gneros, como elles teem feito muitas vezes,
multas vezes tem tentado com pouco ou nenhum
resultado, valendo Ibes mais a pena comprar oa
saques caros D'ahi resulta que essa baixa do
cambio nao artificial, mas o effeito, em regra da
superabun iancia do nosso papel moeda, que, com
o papel^ dos bancos do Brasil, de S. Paulo e do
Maranbo, e cora as letras hypothecarias tomara
o nosso meio circulante em urna inmensa quanti-
dade que deprecia correspondentcmento o seu
valor.
Bem sei que o concurso do governo no mercado
dos saques concurre muito para a baixa do cambio;
mas ahi nao ha artificio algum: ura phenomeno
natural das leis econmicas, to invariavel e pre-
cisas, como as leis da physica.
E nem se pense que com a mudanca do nosso
rgimen do papel para o onro, deixaria de dar-se
est* phenomeno, como pretende a commisso de
deputados, autora do projecto de que nos oceupa-
mo8, at propondo que se cobre em our" os impos-
to das alfandegaa, pelo cambio da cotaco da ves-
pera. No aeguinte artigo nos oceuparemos deste
ponto.
RecifeFevereiro86.
Affonso d'Albuquerque Mello.
-------------------'JClCBOSg------------------
Ao eleitorado do 8* dis-
tricto
Tendo recebido hontem o diploma de
deputado Assembla Legislativa Provin-
cial, no biennio de 1886-1887, cbeme
agradecer a I mira que me conterira-.n
os dignos eleitores do districto, que repre-
sento.
Aos que nao me poderam honrar com o
seu voto sou grato psla franqueza eom
que me fallaram, digna do carcter altivo
dos aossos homens do interior.
Ao meu partido sou reconheeido em ex-
tremo pelo apoio decidido que me pres-
tou : elle ter em mim um amigo firme,
dos que pensam que oumpre penetrar des- .
a8sombradamente no largo caminho da de-
mocracia.
Como deputado pro vi acial, pens que a
provincia exige da Assembla urna cousa
nica : um ornamento severo.
A agricultura est desilludida de vis
promessas : ella satisfaz-se em nao ver
desperdigado o dinheiro que tao genero-
sament) entrega ao poder publico ^
Agua-Preta, 8 de Fevereiro de 1886.
Joao de Oliveira-
Herir ao mrito
Soflrendo de urna roptura da urethra com infil-
traco serinosa, enfrmid.ide qne prostou-mc no
le to Iutando entre a vida e a morte, quasi sem es-
peranza de levantar-me, tive a felicidade de achar-
rae sob ns cuidados do Ilustrado medico Dr.
Manoel Clementino de Barros Carneiro, que
aconselhando-me d uas operacoes successivas, as
quaes fizeram parte os di gnissimos Drs. Mala-
quias e Mello Gomes, consegu por este meio
sahir da critica situacao em que me acha-
va. Hoje, porm, que me acho restabelecido,
venho agradecer Ihes, especialmente ao meu me-
dico assiatente Dr. Barros Oarneiro, o interease
que por mim tomou, acudindo aos meus chamados,
qualquer hora do dia ou da noite que se fazia
preciso. Sei que von offender a modestia que pe-
ouliar a to Ilustre moc >, mas o de ver me obriga
que venha pela imprensa dar-lhe, como obulo de
tantas finezas, a minha gra:ido e o meu reconhe-
cimento eterno.
FiUthimio Mancel do Bomfim.
2/ districto eldlcal
O traductor.
4 ruina finaneeira e a miseria
do paiz
XXIV
PROJECTO DA COMMISSO PAEA A CONVEE-
SAO DO PAPEL-MOK DA EM ODHO
9."
Porque ? Porque easa maioria nao depende da
validade ou nullidade doa 2 votos. O regulamen-
to expreaao : .aera calculada... sem exclu
sao dos votoa em aeparado.
A junta, que sommou 824 votoa e calculou a
maioria absoluta em 825; nao podia, com esta
somma, e com este calculo, conferir diploma, a pre-
texto de que a somma ^de ser elevada ou o cal-
culo reduzido, pela Cmara dos Deputados.
Ainda quando ae venha a decidir que os 2 votoa
ao nulloa, nata pode~ eer eondsmnado o precedi-
mento da junta.
J respondemos ao argumento, aproveitado no
manifest, de que a lei e o regulamento nao tal-
haa em votos Uquidos.
Depois de oceupar-se disto, procurou o presi-
dnte da jante ombater a distineco que amitos
facen entre votos tomados e votos apurados em
separado, atado estos e ao aquelles, sommados ao
candidato.
E' urna questo qae tAo precisamos de discutir.
No empenho de sustentar-se que nao de mais
e papel moeda entre us, nao obstante o signal evi
d' nte de sua desapreciadlo na mesma medida e
proporcao de cada aova emiaso, ainda toimam em
siiteutar que a grande baixa do cambio nao de-
vida ao exceaao do papel, mas ao monopolio e ma
nejo'dos bancos. Foi isto o assaupto do passado
anigo, de que carecemos de nos oceupar ainda.
Supponha-se esse monopolio ou mancommuna-
co, e nao se aceite a baixa ou aisa do cambio
para medida da deaapreciaco do papel, de sua
abundancia nu naufficiencia na circulaco. Te-
mos outra tuto lapor onde podemos avahar a quan-
tidade do papel-moeda em circulaco, em relaco gujte :
sua necesaidade ou ao aeu excesso. Esta medi-
da o ouro, o padro, como ji disse e todos cou-
coid m, menos variavel de todos os valorea.
Supposto, pois, easa maucommuoaco dos ban
coa paia baixar o cambio, por muito forte que fos-
se a aua preaao, eata nao elevara o valor do ou-
r > em relaco ao papel-moeda, se este fosse pouco
para as nossas tranaaccoes; porquanto, sendo pou
CO o dinheiro, elle muito procurado eonvo o in-
strumento iudispensaval das transaccoes, e assim,
raro m mo de cada um, as cousa j ae tornan am
baritas; s os saques serianj caros pelo monopolio
una bancos, e por isto meamo, estes saques oc
cupando maior qaantidade do papW-moeda, ainda
mais raro e occopado ternaria o dinheiro em cb-
culacio, e portento mais baratas todas asesusaa.
todos oa scafifos. ^
As palavras em separado com que
tanto embirrou o articulista do Diario de
hoje, se esto escripias na acta da apura
cSo, foi isso devido a engao, na occasio
em que foi a mesma dictada.
Estando ellas apenas no final da 2.a
parte do art. 178 do reg. e nao entre as
palavras votos tomados e apurados e
pelas mesas eleitoraes que foram visivel-
men'e liadas, e nao mencionadas como de
lavra propria, o engao mais que mani-
fest : ainda porque esse accrescimo ira de.
encontr a" pensamento do autor do voto,
e alterara todo o calculo, redusin lo a
proporedes mui diminutas a sua base, que
em alguns casos podia at nao existir, dan-
do assim lugar a um tan gran la absurdo,
que em discu-sao scientitica nao se pode
t rbuir a um adversario.
Fevereiro 10.
Francisca de Siqueira Cavalcante,
" errivo vilnlici da proveiloria
de capelln e realdaoa e de asen-
tea da comarca do Becife e sea
lernso em Pernambuco. por 8. M. o
Impejadur o Mr. O. Pedro II.
Certifico com oa autos respectives, que o tbeor
do testamento do finado Manoel de Souza Ta-
vares, e desenpeo do= bens do acervo, o se-
TBSTAKBltTO
Em nome de Deus. Amem, Sobam os qae este
testamento virem, que no auno do Nascimeoto de
Nosso Senhor -Jess Okristo, de 1881, os 12 dias
do mea de Novembro. neato cidade do Recife, eu
Manoel de Souza Tavares aehandu-me lente por
antigos psdeajmentos, roas de p, e em mau per-
feito juizo e entendimento e na administrago de
anua bens, temendo a morte qae a todos certa e
inftlivel, jeaolvi fazer o mea testamento de modo
aeguinte :
Dec aro que sou catholico romano, em cuja santa
f espero morrer com o auxilio da Graca Dicina.
Declaro que pertonco a Ordem Tereaira de S.
Francisco da qual seu uaio profeaao ha matos
annos, bem como sou das confrarias de Santa Rita
-

t
i


Diario de Pernambuco-Quinta -feira 11 de Fevereiro de 1SC6

s
V Cassia, de 8. Jos d'Agona, do Senhor Bom
Jbsas da Yia-Sacra, da Santa Ora, do Divino Es
asilo Santo, do Collegio e Jo Nossa Senbora do
Cag, todas desta cidade.
8* fallecer neata cidade quera que o meu oorpo,
sasois de encommeudado pelo vigario da minha
itnezn seja depositado na igreja da minha or-
eas, e d'ahi depois da encommendaco do re*
aMtivo padre commissario ero presenta de m sai
de habito, ae colleque em urna das cata-
da mesma ordi'm no cemiterio deata ci-
, nao havendo neates actos pompa alguma.
Declaro que no dia do meu fallecimento se re-
sano co hospicio de Nossa Senhor da Penha
fssw respectivps sacerdotes sete missas de corpo
psente com a esnrola devida, e se por qualquer
ssasomstancia nao poderem ser celeradas nesjo
iVera) ellas resalas no dia eeguiute, e nos SHb
jajarntnn at o stimo dia, e neste dia outras sete,
saenma igreja, todas por minha alma. Mando
mm que os religiosos d'aquella igreja celebrem
"CD missas com a esmota devida sendo 100 pelas
ja*as de meus pais, e 50 por minha alma.
Declaro que, alm das missas referidas, mandar
en testamenteiro celeb -ar maU 30 ditas, sendo
O pelas almas das pessoas com quein tive neg
vlO pelas almas dos meus eacravo; tallecidos e
l&pot alma de Joaquina Alaria da Conceicao.
Declaro que sou natural da ilha de S. Miguel,
Stjraezia da Ribeira Grande, dominio do reino de
Vatagal, filho legimo de Francisco Tavares Pi-
astmtel e Mara Thomazia da Silveira Estrella, i
Mu Mm
Declaro que sou solteiro e neste estado tive 3
naturaes de nomes Francelina Joaquina de
Reis, casada com Diogo Augusto dos Reis,
Tfcun 1 Joaquim de Souza Tavares, solteiro,
aria do Carmo Souza Carreiro casada com meu
atanli i Jos de Souza Carreiro, os quaes meus
*ssm reconheci e perfilhei por eseriptura publie i
iaiMiBiiM na nota do tabelhao interino Jos Carlos
Declaro que nao devo a peas a alguma, e que
ans bens e ha veres consistem em predios, escra-
V plices e dinheiro.
Ordeno a meo testamenteiro que logo qae eu
JSeca passe carta de iiberdade a todos os escra-
mm que possuir ao tempo de minha morte.
Deixo as minhas inoacs Mara da Luz de Souza
Varares casada com Antonio Jacintho Carreiro, e
jastha de Souza Tavares casada com Jos Dias
naco, residentes na Iba de S. Miguel, a quantia
sfSsOOOJOOO em moJa brasleita, a cada urna.
jotos a taza.
Deixo a quantia de 8005000 em moda bra-
asSEa para ser dividida igualmente polos filhos e
issau que existirem ao tempo de u.inha morte, de
isamba finada irma Anna, cujo nome todo nao me
aasarda, mas affiamo ser a nica deste nome.
Dao a mus irmos Frauei?co, Antonio e Ja-
residentes na dita ilha de S. Miguel, a
ntia de 50 a cada uin, em moda brasileira,
i como aquella ao sello de legados.
Deixo a quantia de 2004080 em moda bra-
va para ser distribuido pelos pobres da tro
, do meu nascimeno, cuja distribuico ser
> pelo cura da mesma treguezia.
Deixo minha afilhada neta de Francisco Jos
cas Costa Guimaraes residente na cidade d Victo-
ti a quantia de 100$ sujeita ao sello.
Deixo a Luiza Mara da Conceicao as tres casas
sicas no. 1 e 3 da traressa do Tavares, e n. 86
>itt roa Imperial desta cidade, sujeita ao sello.
Deixo a minha filha Mara do Carmo Souza Car-
ava o meu ganctuarie com as imagens e seus
SsWsOS.
Deixo a minha filha Francelina Joaquim de
Mstaa Reis a minha mobilia de Jacaranda.
Dbtio ao menor desacisado Joao as duas casas
aavl e 21 da travessa do Tavares, livres de
cnanquer t*xas e impostoe.
Dtixo ao menor Lindolpho filho de Antonio Luiz
Masriri as casas ns. 15 e 17 da travessa do T.i-
asas, livres de qasesquer taxas e impastos.
Deixo a menor O.indina filha do mesmo Antonio
IVasa Moreira, as casas ns. 11 c 13 da travessa do
lasares, tambem livres de quaesquer taxas c im-
Dwclaro que os legados dos tres menores cima
asafetfos ficam sob a administraco dos meus gen-
nmDiogo Augusto dos Reis, e Jos de Souza Car-
TSJKn at qae ditos menores attinjam a sua maio-
isa.i)i applicando-se os rendimentos das casas a
rio e manutencao dos meamos meu res.
;ituo herdeiros do remaneseente da^ninha
se o houver, cm parles iguaes aos meus tres
Masa Francelina Joaquina de Souza Reis, Ma-
sca) Joaquim de Souza Tavares, e Mara do Car
a-Soasa Carreiro, sendo que as herdeiraa iasti-
Fraucelina e Mara s terao o usofructo do
on parte que Ibes tocar do remaneseente,
norte dellas uccederao seus filhos legtimos
aa> arte de cada um.
Declaro que deixo o meu sanctuario a minha h
Bm Francolina e nao a Maria assim como deixo a
cafDBinha mobilia de Jacaranda e nao o sanctuario,
ar cima foi dito.
Deixo a quantia de 400<000. moeda brasileira
do imposto de legados a meu sobrinbo Tilo-
sa Souza Estrella, filho de minha irm Maria.
Declare que nomeio e.consttuo por meas testa-
t em primeiro lugar a meu genro Diogo
dos Rei?, cm segundo a meu sobrinbo
& Jos de Souza Carreiro, em terceiro a meu
Manoel Joaquim de Souza, Tavares, aos quaes
ardem que se seguem tambem constituo meus
G0MMERC10
. cumtatercial de Pernam
buco
Recife, 10 de fevereiro de 18H6
Ab tres horas da tarde
CotaoSti oificiaes
30 d/v. com 3/4
Qbaaaio sobre a Baha,
descont.
>/. de
P. J. Pinto,
Presidente,
Candido C. L. Akof jrado.
Secretario.
RENDIMENTOS
Hez de fevereiro
AbmsdsmDe 1 9
Uem de 10
PBLICOS
de 1886
150.724J729
15:974j836
.aaraaiToaiADe
Meai de 10
1 9
166:696,565
9:565526
847>610
agentes e arrecadadores da minha fazenda, e da-
rem fiel cumprimento ao presente testamento, pelo
qual ravogo outro qualquer testamento que tonha
feito anterior ao presente.
Rogo as justicaa de sua magestado imperial fa-
cam cumprir este acto de minha ultima vontade,
dando por suppridas quaesquer clausulas em di-
r ito requer
O presente que foi por mim ditado mandei es-
crever pelo tabellio interino Jos Carlos de S
como pesEoa particular, e vai por mim somonte
assignado de mea proprio punho, letra e signal.
Como escriptor do presente a rogo do testador
Manoel de Souza Tavares, Jos Carlos de S. -
Manoel de Soiaa Tavares.
Descripc&o de bens
Dinheiro achado em casa do inventariado, e que
foi entregue ao heraeiro Manoel Joaquim de Sou-
za Tavares, 47500. Dnheiio em m.lo de Baltar
& Oliveira, 25:900*000.
uro.Um relogia e cadeia que foram eutre-
gnes ao mesmo berdeiro Manoel.
Prata. Urna concha.
Quatro coih res para sopa.
Seis ditas para cha.
Urna cencha pequea.
Ttulos.Tr.'s apolices de 1-.000S cada urna,
ns. 210.171, S&881 e 4.881.
Movis. Umi mobilia de Jacaranda comoosta
*le 12 cadeir.is Je guarnicilo, 4 de bracos, 1 sof,
2 eonsolos com taaos de pedra, e 1 mesa redonda.
Urca commoda de ainarello.
Urna quartinheira.
Qiiatro mochos,
Lm relogio de pare de.
Tres laut-'rnas.
Cinco mangap.
Duas escarradeiras.
I'na espreguicadeira.
Urna meza para jantar.
Qtiitro cadeiras de junco.
Um jarro e baca. *
Duas bacas de zinco.
Duas conmodas velbas.
Urna carteira velha.
Um guarda louca.
Dous marquezoes.
Seis cadeiras de vime.
Dona lavatorios velhos.
Tres bahus pora roupas de uso-
Um santuario com imagens.
Urna vista dj Senhor Bom Jess de Braga.
Louca.Duas compoteiras de vidro.
Duas terrinas para sopa.
Cinco prat)8 travessos.
Duas compoteiros de louca.
Urna dita sem fampa.
Tres garratas de vidro.
Duas tijellas.
Dous assueareiros.
Seis copos de vidro.
Duas molheiras.
Urna manteigueira.
Dous bulles.
Quinze casaes de chicaras e pires.
Deseseis pratos.
Cinco colberes de metal para sopa.
Seis talheres.
Dnas colberes de metal para cha.
Urna leiteira.
Um tinteiro.
Dous candieiros velhos.
Um lote de trem para cozinha.
Bens de raz.
Casa terrea n. 1 no becco do .Souza.
dem n. 3 no mesmo becco.
dem n. 5 no mesmo becco.
dem n. 7 no meeino becco.
dem n, 9 no mesmo becco.
Idum n. 11 no mesmo becco.
Idam n. 13 no meamo becco.
dem n. 15 no mesmo becco.
dem n. 17 no mesmo becco.
dem n. 19 no mesmo becco,
dem n. 21 no mesmo beoco.
dem n. 2 no mesmo becco.
I iem n, 4 no mesmo becco.
dem n. 6 no mesmo becco,
dem n. 8 no mesmo becco.
dem n. 10 no mesmo beces.
dem n. 12 no mesmo becco.
dem n. 14 ho mesmo becco.
dem n, 16 ao mesmo becco.
dem n. 18 no mesmo becco.
dem n. 20 no mesmo becco.
dem n. 22 no mesmo becco.
Casa terrea n. 78 na ra Imperial.
dem n. 80 dem.
dem n. 82 dem.
dem n. 84 idem.
dem n. 86 idem.
dem n. 88 idem.
Sobrado n. 90 idem.
dem n. 92 idem.
Casa terrea n. 271 idem.
dem n. 10 na ra dos Pescadores.
dem n. 60 na ra de Santa Rita Velha.
dem n. 13 na ra de Santa Cecilia.
dem n. 31 na ra do Coronel Saassuna.
dem n. 40 na ra Ettreita do Rosario.
dem n. 67 na roa de S. Joo
dem n. 30 na ra da Roda.
dem n. 5 na travessa do Freitas.
dem n. 24 na ra dos Coelhos.
Terreno*. Os que ficam por detraz das casas da
ra Imperial e travessa do Freitas, nao podendo
dizer j se sao proprios on f .reros.
Urna porcao de carvo.
Urna pa velha.
Urna espingarda velha.
Una brasos velaos de batanea.
Tres mito de ferro, pequea*, de segurar pa-
Pl-
Tres pesos de pedra para segurar papel.
Porcao da cordas podres.
Escravos: Manoe!, preto.
Luiza, parda.
Dividas passivas =Funeral.
Ao Dr. Adtiao 300J.
Ao Dr. Barros Carnero 1:0001-
E por esta forma disse o inventariante ter des-
cripto os bens d> inventariado e seu passivo de
que tein c mhecimento, e protesta trazer a juizo
o que ainda possa haver, e por elle ignorado.
Declaron o inventariante que havendo pre-
sumpco Ce existir em casa do inventariado algum
dinheiro em importancia muto superior a que foi
encontrada e entregue sV herdeiro Manoel Joa-
quim de Souza Tavares. entretanto s se achou
aquollaa despinto das diligencias empregadas em
i .nbia dos interessadoa.
E para constar mandou o juiz lavrar este auto
que assigna com o inventariante.
En Francisco de Siqueira Cavbante, escrvo
subscrevi.
Manoel da Silva Reg.Diogo Augusto dos
Reis
Termo do d^elaracSo
Aos 17 de abril d>* 1885, neata cidade do Re
cife, era casa do Dr. juiz de direito da provedoria.
onde eu escrivao Je seu cargo a chamado fui
vindo. ah fasente Di g > Augusto dos Reis, tes-
tamenteiro < inventariante il - seu finado
i Manoel de Suiza Tavares, pelo dito inven-
tunante foi declarado que recebeu da firma c >ro-
mercial desta praca. l.ilt.ir Oliveira & C, nilo s
a quantia de 25.-000J que descreveu, come tain
1 m os respectivos juros vencidos at a dati do
recebim 'nto, a razao de 7 por cento ao anno, na
importancia de 1:750JS, como do recibo que passou
aquella firma conmercial, e que prefaz o total de
26:7501. *
E de com assim o declaron, mandou o )r. juiz
lavrar este termo para constar e qae assigna com
o inventariante.
Eu Francisco de Siqueira Cavalcante, escrvo.
subscrevi.
Silva Reg.Diogo Augusto dos Reis.
Nada mais ss co-tfem dito testamento, descrip-
cao e declaracao aqui dada por certido do th or
extrahido ds originaes.
Cidade do Recife, 10 de novembro de 1885.
Fiz escrever. subscrevo e assigno.
Recife, 10 de novembro de 1885.O escrvo,
Francisco de Siqueira Cavalcante.
Recife, 10 de fevereiro de 1886.
Manoel Joaquim de Souza Tavares.
f iU i no paoviflci.1.Oe 1 9
Hemde 10
-De 1 A 9
I DSAIBlOf
agttaa de 10
10:413136
55-598*233
3:497/419
59:095*652
5:827*681
1:083,227

6:!'10#908
teSPACHOS DE IMPORTAgO
Vapor francez Ville do Cear entrado do Havre
JLiaooa no dia 9 do corrente e consignado a Au-
fjaavF. de Oliveira & C, manifestou ;
Carga do Havre
Asaostras 9 volames a diversos.
Agaa mineral 7 caxas a Sulzer & Koechlin, 2
Arenques 20 caxas a Dnarte & C.
Aecessorios para machina 1 caixa a Fuuquaa
Jissan.
Agnlhas 1 caixa a Joo Bezerra & C.
Batatas 50 caixa* a Augusto Labill-, 25 a Jos
Aaqraim Alves & C, 50 e 100 gigas a Sulzer Koe-
afcfia, 25 e 50 a Rosa & Queiroz, 50 e 50 a J. B.
o* Ou-valho. 50 gigas ordem, 50 a r'aulino de
CaWeira Maia,
Cartees 1 caixa a Braga & S.
Caixa de msica 2 caixas ordem.
Chapeos de sol 3 caixas a Salazar & C.
Calcado 1 caixo a Paira 8c. Oliveira, 1 a T. 3e
Pl lilao 4 C, 1 a F. Ramos.
Chapeos 1 caixo a A. Dias & C, 1 a Samarco
CU Adolpho & Ferro.
Cachimbos de madeira 3 caixas a Nones Fon-
asa 4 C.
Conro 1 caixa a Sulzer & K-,eckn, 1 a Braga
VC
Cerreja 10 barns ordem.
1 Champeaba 15 caixas a Sulzer k Koechlin.
Vamisas 1 caixa a Leite Basta &
Campeche 3 volunaes a Rouquarrol Freres.
Capsulas de estanho 1 caixa a Soares do Ama-
ral & Irmos.
Drogas 1 caixa a Sulzer & Koechlin, 1 or-
dem, 2 a J. C. Levy & C, 29 a Francisco Ma-
noel da Silva 4 C.
Fitas 1 caixa a Jlo Bezerra & C.
Feltre 1 caixa a Diogo A. Reis.
Flanella 1 caixa a L. A. Sequeira.
Livros 3 caixas a J. W. de Medeiros.
Limalha de feero 6 caixas a Samuel P. Johns-
ton 4 C.
Maoteiga 25 barra e 25 meios ditos a Joo Fer
nandes de Aimeids, 50 e 75 a Auguste Labille,
50 e 50 a Paiva Valeute 4 f\, 20 e 50 a Fernn-
des da Costa 4 C, 30 e 50 a Soares do Amaral Ir-
mos, 15 e 30 a Ferreira Rodrigues & C, 150 e
225 ordem, 50 caxas a Silva Guimaraes & C.,
16 a Paiva Valcnte 4 C, 9 ordem.
Mercalorias diversas 4 volumes a Manoel Joa-
quim Ribeiro, 8 a Salazar jC.,2 a R. de Dru-
zina dem, 5 a Otto Bohores Succeasor, 4 a Nones Fon-
seca 4 C, 1 a Manoel Col'aco & O, la Sulzer &
Koechlin, 1 a A. C. de Vasconcellos, 1 a F. de
Azevedo 4 C, 5 a Oliveira Basto & C, 3 a En-
gento 4 Vieira.
Mascaras 1 caixa a A. Jos d'Azevedo.
Movis 1 caixa ordem.
Mortadellas 5 caixas a Sulzer 4 Koechlin.
Perfumaras 3 caixas a E. G. Casco.
Piano 1 a Julio 4 Irmo.
Pedra-hume 1 caixa a Antonio Jos Maia 4 C.
Papel 4 caixas a Snlzer 4 Koechlin, 1 a C. Fer-
nandes & C, 5 a F. H. Caris, 2 ordem.
Queijos 5 caxas a Sulzer 4 Koechlin, 21 a Fer-
reira de Carvalbo & C, 36 ordem, 30 a Otto
Bohres Successor, 15 a taunders Brothers 4 C, 2
tinas a Jos Joaquim Alves & C, l a Paulino de
Oliveira Maia.
Quadros 1 caixa a B. Pontual.
Ronpa 2 caixas a F. de Azevedo 4 C.
Tecdos diversos 3 volames ordem, 1 a A. C.
de Vasconcellos, 2 a Machado 4 Pereira, 2 a A.
Peffeira 4 C, 11 ordem, 4 a D. P. WUd Se. C, 2
a .Rodrigues Lima de C, 8 a Bernet & C, 3 a Gui-
maraes Irmo 4c C, 1 a J. A. M. Guimaraes, 1 a
Narciso Maia 4 C, 1 a Leite Bastos 4 C, 1 a
Caetano Ramos 4 C.
D.tos e couros 2 caixas a Mendes 4 Oliveira.
Tintas 1 barrica a Antonio Jos Maio de C.
ir's 1 barrica ordem, 5 a Rartholomeu
C. 2 a Manoel Joaquim Pereira, 2 a F. R. Pin-
to G imai e.
Vitrillo 2 botijoes a A. .!. Maia 4 C.
Velas 2 fardes a Rosa e Queiroz.
Carga de Lisboa
Azeite de oliveira 10 caixas a Faria Ro-
drigues & C, 5 a ordem, 40 a F. K. Pin
to GuimarSea.
Alhos 10 canastias a Baltar Oliveira &
C, 54 a Rodrigues do Faria & C.
Bagas 2 barricas a J. da C. Vascon-
cellos, 1 a Gomes Maia iC.,1 a F. R.
Panto Guimaraes.
(Jominhos 10 saceos a Ferreira Rodri-
gues d C.
Cal 25 barrica* a Ferreira CascSo & Fi-
lho, 25 a Jos do C. Vastfoncellos.
CebolM 20 Caixaa a J. B. de Carvalbo
C, 15 a Carlos Airea Barbaa, 25 a
Manoel T. da C Ribeiro, 25 a GnimarSes
Os votos tomados em separa o
devcni ser contados ao candi-
dato para se Ihe expedir di
ploma *
Em face da letra e espirito da lei eleitoral nao
se pode deixar de responder pela negativa.
S podein ser tomados era separado os votos do
eleitor que se apresentar com titulo falso, ou qre
pertenca a eleitor cuja ausencia ou talleciment o
seja notorio; neste caso o voto nao se confunde com
os demaF, nao entra para a urna, e na acta se
declara o nome do eleitor cujo voto foi tomado era
separado, assim como o do candidato quem o voto
sutFrajar.
Este voto est dependente de futura averigua-
rlo por sua orgera viciada, devondo o portador io
titulo reputado fulso ser processado nos termos do
art. 29 g 1 da lei n. 3,029, por ser considerado
como criminoso aquelle que vota ou pretende vo-
tar com titulo que nao Ihe pertence
Ora eases votos assim suspeitados, dependentes
de exaoes e averiguacoes para as quaee as juntas
apuradoras nao tem competencia, nao devem ser
sommados ao candidato pa.-a o effeito de Ihe ser
expedido diploma.
A raso simples.
A lei quiz coarctar o arbitrio da meza h toral
e fiou a regra de que, nao pode ser recusado o
voto do eleitor que exhibir o seu titulo, nao com
petindo a meza entrar ni conhecimento da identi-
dade de pessoa ; mas, dada a hypotbese de exh-
bco de titulo reputado falso, o voto tomado em
sepa-ado para seus fas ulteriores.
Tal voto, porem, nao pode producir efieitos va-
lidos e-n quanto os poderes legtimos nao se pro-
nuncarem a tal respeito.
O poder verificador tem competencia para som-
mar taes votos ao candidato em quem recahiram ;
mas nao a junta apuradsra que se limita a som
maros votos constantes das authenticas, votos que
se confuudram na urna, votos que, por serem se-
cretos, nao se sabe quem os deu.
A lei nao quer que o voto conhecido, por ser
viciado, pir ser de eleitor qne se presume porta-
dor de titulo falso, que est sujeito a proecsco,
tenha o effeito de se contundir com os votos sesre
tos que entraram na urna, reputados validos.
Taes votos nao podem ser sommados pelas jio-
tas para o fim de ser expedido diploma ao candi-
dato a quem aproveitam.
Nao essa a misso da junta aparadora, qne
nao tem competencia para conhecer da legitimi-
dade do voto tomado em separado, que nao o
mesmo que o voto que entrou secretamente para
a urna.
Essa a theoria da lei.
Tari o regulamento exorbitado est.-.tuindo dou-
trina diversa ?
Nao.
A disposico do art. 159 genrica, comprehen
si?a d' toda e qualquer eleico, de senador, de
deputade geral ou provincial, e de vereadores.
O voto tomado cm separado, diz o art. 159 cita-
do, nao se somraa, e apenas se menciona na acta
da apurac&o ; de sorte que cora, taes votos nin-
guem considerado eleito denutado geral ou pro-
vincial, ou veieador, ncra ntluiJo na lista triplic;
para senador.
lssa disposico nao pjdo deixsr de ter appliea-
co em todas as eleioes, porque os arta. 177 e
198 a mandam observar.
^em embargo disso o poder competente para ve-
rificaco de poderes os poder somraar, conside-
rando validos os votos tomados em separado : o
que vedado aos apuraf'ores.
A doutrina contraria incita o crime e. a trapaca
elaM al, e elimina o art. li>9 que foi mandado
appliear era toda a sua plenitude aa apura^oes
;iara deputados e vereadores.
O art. 178rfeve ser ejjrcn destruir as disn> m anteriores, e a8o tem ap-
plieacio ao caso.
Ah o legislador trata d" determinar o rmdopelo
qual so deve verificar a maioria absoluta de votos
para s"r o candidat considerad) eleito deputado,
n ento eis que para o omputo geral se soinmam
todos rotos dos eleitores que concorrerara a elei-
( i i inclusivo os que foram tomados e apurados em
aeDarado, cora excepeo s-omente dai cdulas em
branco. ^^,^
Verifi-ado o numero de eleitores que coneorre-
ram a eleico, tr.ita-se de yr se algum caudida-
i i r.uni maioria absoluta, no se sommanlo os
votos considern 'os viciados e tdraadoa em separa-
do*, os miies sao apenis mencionados na aeta.
Esse o processo de apnracSo estabelecido pela
egislacl i eleitoral rigente : se mo enmpre ae
poder legislativo provid- nciar.
E' incontestavel que o novo system i exigindo
maioria absoluta de votos para se considerar al-
guem eleito deputado, diflieultou muto a eleico ;
mas lei e curapre observar quaesquer que sejam
os interesses de occasio que se pretenda salvar.
O precedente do conselheiro Mafra nao suffra-
ga a doutrina ex adverso, e tem sido exposto com
infidolidade, como mostraremos.
EDITAES
Ao publico
Ao articulista da Provincia de 10 do corrente.
sobre a epgraphe Jaboatao que to amavelmentj
mimozeia-me provoco..i que se descubra, se -jner
merecer a honra de ama resposta, que s lha da-
rei. se o vulto que se apresentar tor digno de mi-
nha consideracc, para a lueta jornalistica. Appel-
lo, entretanto, e em conelusao, para o eleito-
rdo imparcal e justo, a quera nao peco o favor de
defender-me, e sim a publicidade do facto, tal qual
se den.
Quartel da Soled vi- 11 de f vcrclro de 1886.
Cleomncs Lopes de Siqueira.
Programla ta festa le *>. Francis-
co i<- Paula, na Igreja lo Ca-
xang
Aa r >mper da aurora do dia 14 do corrente, se-
r annunciad por uraa salva, que nesse dia se
effectuar a solemne festa d? padroeiro; as ez
horas ter comeco a missa cantada; sendo pre
e-ador o Rvm. padre M-llo, e ehefe da nrch'st.n. o
Sr. Joo Policarp Soares Ro;a; tocando igual-
mente nos intervallos a musi-a marcial do 14 ba-
talho de infantera, soltando-s; diversos baloes
depois da festa.
A tard* continu ra a tocar sobre coretns ao lado
da igreja a mencionada msica marcial, a nosrta
findo o acto religioso, cantar os versos a Exma
Sra. D. Francisca Carolina Carnero Lina, arom
panhados a piano.
Na segunda feira 15 sjer qii.-nido um fogo de
artificio, todo a capricho feito p-lo arista Tito,
que principiar as 9 horas da noute e com isso ter
minar.
Recife, 9 de fevereiro d- 1886.
Antonio de Piih Birges.
O Dr. Braz Florentino Honriqu.es do Sou-
za, juiz substituto do especial do r-om-
mercio desta cidade do Recife capital da
provincia de Pernambuco, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem que por este juizo substituto
do commercio, correra ana autos de execuco por
mandado entre partes exequeutea Paiva Valente
06 C. e executado Antonio Custodio Louieiroj e
U-ndo-se feito penhora na quantia de 209835, em
mo do agente de leiloes Joaquim Maximiano Pes-
taa a qual foi feita pelo solicitador Tranquilino
Castillo Branco, aecusado em audiencia do da 17
de Dozembro de 1885 como se ve do requsrimento
de audiencia do theor seguint.- :
Anno do Nagimento de Nosso Senhor Jess
Cliristo de 1885, aos 17 de Oezembro em audien-
cia do r. juiz substituto do commercio o solici-
tador Tranquilino Castello 11 raneo aceusou a ci
t'icb feita em dinheiro pertencente ao executado
e requereu que ficassera assignados 6 dias a pe-
uhora, e 10 aos crelorea incertos. O que fol de-
ferido pelo juiz precedido o pregao do es'.jlo, do
que flz este. Eu. Ernesto Machado Freir Perei-
ra da ilva, escrivao o escrevi.
E mais aeno contralla em dito requerinvnto
aqu bein e fielmente copiado, o respectivo eseri-
vo o fez pissar o presente e.Utal pulo qual cha-
m i todos os creiores do executado para compare-
cerera dentro do prazo de 10 dias contados da pu-
b"ca,ao, afin d.: allegarera o qae fr a bem de
ai us direitjs sol) pena de revalia.
E para que cliegue ao cnihecinonfo de todos
u .o l'ii pa;sar o presante edital q le. s-r.i publica
. imprensa e fBxado bumj lugares Jo cj
tamo.
Dado o p.is3ado neata cidade do Reoifa de Per-
nambuco aos 3 de Fevereiro de 1886. Eu, Sa-
In.atii) L incuba Los de Sooaa, escrivj interino
subst-revo e assigno.
Brat Florentino Henriqws de Souza.
Obras Publicas
De ordem do Illin. Sr. engenbeiro chefe, faco
publico que, de conformidade com a autonsaco
do Exui. Sr. conselheiro presidente da provincia
de 30 do mez findo, recbese nesta secretaria, no
dia 13 do corrente ao meio dia, propostas para a
execufo das obras de reconstrueco das bombas de
Qucimadas e de Catende, ambas na estrada Victo-
ri; a primeira oreada em l:595j000 e a segunda
em 9165600.
Os oi'caraentjd e mais condcOcs dos contractos
acham-se n'esta secretaria para serem examinadas
pelos Srs. pretendentos. \
Secretario da Repxrtico das Obras Publicas, 5
de Fevereiro de 1856.
O secretario,
Joo Joaquim de Siqueira Varejo.
Obras Publicas
De ordem do lllm. Sr. eugenheiro chefe, faco
publico que, de conformidride com a autoruaco do
Exm. Sr. conselheiro presidenta da provincia, no
dia 13. ao meio dia, recebe-se n'esta secretaria
propostas para a execucSo de reparos urgentes na
ponte sobie o rio Una, era Palmares, oreados era
2:019000.
O orcamento e mais eondicef do eonttacto
acbam-se disposico dos Srs. pretendentes para
serete examinados.
Secretaria da Repartico das Obras Publicas, 5
de Fevereiro de 1886.
O scretariojJoao Joa?nim de Siqaeira Varejao
sentado, para a respectiva baixa, os documentos
de descarga que eram obrigados.
Francisco Moreira da Costa 264880
O mesrao, como fiador de Delmiro douveia 14*857
O mesmo 105GO
Maia & Rezende 23*625
Os meemos 74087
Pedro Jos de Siqueira 250
O mesmo 5 1250
Seixas Irmos 13*440
2* seccio do Consulado Provincial, 10 de feve-
reiro de 1886.=0 chefe,
Manoel Pereira da Ounha.
EdtaTn. 7.3
De ordem do Illra. Sr. Dr. inspector se faz pu-
blico que as 11 horas do dia 13 do corrente mez
sero vendidos em praga no trapiche Conceicao,
os objectos abaixo declarados, salvados da barca
americana Norway.
Guardamoria
1 relogio pequeo para cima de mesa.
Id remos.
2 baldes.
2 botes.
2 velas pequeas para os botes.
2 ancoretas.
;. seceo da Alfandega d.- Pernambuco, 10 de
fevereiro de 18S6.O chefe,
Cicero B. de Mello.
DECURACOES
-
Cmara municipal
Despesas feitas com as folhas da lLxpesa das
ru.i.-. pracaa, caes, pontea e travessas -das fre-
guezi.is d S. Pr. Pedro Ooncsives do Recife,
ato Antonio, S .Jos, Boa-Vista. Graea, S.
L lurauco e aterro do largo do Hospicio, na
semana de 24 a :il do corrente mez.
Despendido com as folhas da limpesa da
freguezia de S. Pr. Pedro Goncalves
do Recife l'155760
dem idem da freguezia de Santo An-
tonio 290*34(1
dem idem da freguezia de S. Jos 2275690
dem idem da freguezia da Boa-Vista 211*660
Id' ra dem da freguezia da Graca 12000
dem idem da freguezia de S. Lourenco 12000
dem do aterro do largo do Hospicio 375*360
4 Valente, 30 a Paiva Valente & C., 25
a Joaquim Dnarte Sirnoes rS C, 25 a Ro-
sa & Queiroz, 25 a Gomes Maia & C, 120
a Ferreira Rodrigues & C ^
CarvSo animal 10 barricas a i. A. F.
Alves.
Farello 100 saceos a Silva Guimaraes
& C.
Mialhar 7 fardos a Jos Ada Silva San-
tos.
Rolhas 1 fardo a Abrantes & C, 6
ordem, 3 a Soares de Amaral IrmSoa, 1- a
Joaquim Felippe A Aguiar.
Sardinhas 25 caixas a J. C. Vasconcel-
los, 1 a Joaquim Belippe & Aguiar.
Viuho 15 pipas, 25[5 e 50[10 a Souaa
Bastos Amorim & C, 3 e lp a Orestes
Travassos & C.
Vinagre 6 pipas e 20(5 aos mesmos.
1)1
1>
Dr. Silva Brito, medico clinieo do Maranho
tendo praticado ltimamente imi principis hos-
pitaes de Pars e de Vieuiia d'Austria, onde dedi-
cou-se especialmente a part molestias de inu-
lheres e de enancas, offereco seus servicos ao res-
peitavel publico desta cidade, on le fixm sua resi-
dencia.
Pede ser procurado do meio dia a 3 horas da
tarde no seu consultorio mi larga do Rosario
n. 26, Io andar, e em outra qualquer hora do din
ou da noite ra da Impera'riz n. 13, sua resi-
dencia.
Para o Rio de Janeiro, Balt r Irmos & C. 700
saceos cem 42,000 kilos de tusuear branco e 300
ditos com 18,000 ditos de dito mascavado ; J. p.
de Sent'Anna 139 saccas com 10,131 kilus de al-
godo.
Na barcaca ParaguasS"', earregou :
Para Parahyba, Amorim Irmos & C. 150 sac-
eos com farinna de mandioca.
Na barcaca Gracinda, carregou :
Para Mamanguap;, M. E. Barbosa 6 saceos com
150 kilos de algodo.
Edital n. 72
(INTMAgAO)
De ordem do lllm. Sr. D.\ inspector intiina-se ao
Sr. Domingos da Silva Torres para no prazo de 24
horas retiii-.r desta Alfandega 133 barricas com
tarinha de trigo dos salvados do v>.por americano
Finalice, que rreinstfS em prac i do dia 5 de ja--
neiro prixino passad, sob pena de, findo este
p'azo, seren vendidas por sua colitis, vito ter o
Dr. inspector da sa publica declarado no exa-
me que procedeu em 8 do correte, que a peos-
uencia desta in-rcadoria por mais tempos, abafada
como se acba c depositada em armazens hmidos,
poder tornal a cotnpletaineulo prejudicial sua-
le publica.
3." Seccao da Alfendca de Pernambuco, 9 de
Fevereiro de 1886.
O ch.fe.
Cicero B. de Mello.
Edital n. 71
(2> praci)
De ordem do Illra. Si. Dr. inspector se faz pu-
blico que, por nao torera sido retiradas em tempo
e araeacarem corrupeo, sero postas em praca uo
trapiche Conceicao s 11 horas do dia 11 do car-
rente mez, per cunta de Demingos da Silva Tor-
res, 441 barricas, entre ellas algumas quebradas, e
ura caixo, contendo farinha de trigo, dos salvados
do vapor americano Finaita ; inercadona essa
examinado em 26 do mez prximo paseado e nova-
mente hoje pelo l)r. inspector da anude publica, e
julgada nao prejudicial a sa le publica.
3' seceso d'Alfaiidoga de Pernambuco, 9 de
tevereiro de 1886. O chefe,
O chefe,
Cicero B. de Mello.
Pela presente sao chamados os lenhores cons-
tnutes da relaco infra, afino de satisfazerem a
importancia dos termos de sal que assignaram no
Bs. 1:374*800
ConUdo.ia da Carnal a Mua.cipal do Recife, em
6 de fevereiro de 1886.
O contador,
Jos Maria de Souza Araujo
lodcmnisadora
A drecco da companhia de Seguros Inuemui-
sadora, tem a honra de convidar aos senhores ac-
cionistas reunirem se no escriptorio da mesma
compauhia, 1 hora do dia 25 do corrente, a fim
de Ih s serem apreentadas as contas das opera-
coes do anno de 1885, o respectivo parecer da
commsso fiscal, e proeeder-s aeleifo da mes-
ma. Recife, 10 de fevereiro de 85.
Oa dir, fores,
Joaquim Alves da Fonseca.
Jos a Silva Loyo Jnior.
Antonio da Cunha Ferreira Baltar.
Tmperia cociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Por ordem do nosso irmo director, convido a
todos os irmos que se a".bam nos gosos de seus
dircitos reunirem se em asserabla geral domin-
go 14 do corrente p;las 10 horas da minh, em
nossa sede, afira de tratir-se da approvao das
contas do anno fiad >, e de serem apreciados os
relatnos do director e do bibliothecaro do Lyco
a seu cargo.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaos de Pernambuco, em 4 de
fevereiro de 1886.O 2 secretario,
Jos Castor de A. Souza.
IRHtXOADE
DE
X. S. da Conceifo dos
Militare *
Eleifo
Pela terceira vez sao convidados os membros
desta irmandade, para comparecerem no seo con-
sistorio na tarde de 10 do corrente, s 5 horas,
afim de proceder se a eleico da administracao do
corrente auno.
Consistorio da irmandade da Conceicao dos Mi-
litare s, 9 de fevereiro de 86.=O secretario,
Ernesto de Souza Leal.
Indemnisadora
Esta companhia -est pagando a quarta distri-
buico da liquidaco do 3 deceanio, na razo de
,o semestre de 1881 85, visto nao terein apre- 13*000 por accao. Recife, 3 de fevereiro de 86.
Theatro de Variedades
Lugar allemao Aradus, entrado de Gu&
leguaych, no dia 9 e consignado a Perei-
ra Carnero & C, manifestou :
Xacque 269,546 kiloi ordem.
Patacho inglez Eurecht, entrado de Por-
to Alegre em 9 do corrente e consignado
a Pereira Carneiro Ceblas 2,500 resteas ordem.
Farinha de mandioca 3,700 sancos aos
consignatarios.
DESPACHOS DE EXP0RTACA0
Em 9 de fevereiro de 1886
ara, o exterior
Na vapor inglez Delambre, carregoa :
Para Liv -rpool, 8. Brothers ft C. 200 asesas
com 15.300 kilos de algodao.
No lugar a nericao.o Eduard Sltcart, carre-
goa :
Para \ w Y .rk. II. Forster & C. 4,000 sacco
com 300,001) ki os de assucar masca vado.
No patacho americano Agnes, carregoa .
Para ew-Yo:k, VI. J. da Rocha 17 saceos <
1,275 kilos de assucar inascava lo.
No brigue portuguez Tito, carregoa :
Para o Porto, L. Maia 2 pipas com 720 litros
de agurdente e 14 saceos com 1,033 kilos de I
barriguda.
Para o Interior
MOVIMENTO DJ PORTO
Navios entrados no dia 10
Soutamptom e escalas -46 dias, vapor inglez Tu-
rnar, de 1881 toneladas, con:mandante 6. M.
Dikes, equipagem 86, carga varios gneros ; a
Adamson Howie & C.
Liverpool e escalas20 das, vapor inglez Acikor,
de 1073 toneladas, commandante J. Gk Jones,
equipagem 28, oarga varios gneros ; a Johns-
ton Pater & C.
New Pert46 da, barca ingle?, i Virginia, de
298 tonelabas, capito James Witheridge, equi-
pagem 10, carga carvo de pe Ira ; ordem.
Rio Grande do bul26 das, lugar inglez Mi/ln.
de 185 toneladas, capito J W. Wheaton,
equipagem 8, em lastro ; ordem.
Pelotas 32 dias, patacho hollamie?. Ilnmlertroie,
de 186- toneladas, capito B. H Kappen, equi-
pagem 6, carga sebo ; ordem
Buenos-Ayres 35 dias, barca ingleza Silitrian.
de 475 toneladas, capito J. John*ton, equipa-
gem 4, em lastro ; a Lidistone & C
Navios sahidos no mesmo dia
Bueno?, arres e escalasVapor Tamar, comman-
dante Diker, sarga varios gneros.
Rio de Janeiro Vapor nacional Sepetiba. com-
mondante W. Topp, em lastro.
BarbadosBarga norueguense Amor, capito N.
Mailer, em lastro.
BarbadosPatacho norueguense Bonnus, capito
O. Hansen, em lastro.
West IndicsEscuna allem Sagterland, capito
H. Denk"m, cm lastro.
Mout Brigue nacional l'riiznrs, capito
Joo Rodrigues dos Santos, carga assucar.
Cadix Barca inglesa l'ureg>>ro, capito R L.
Davdson, em lastro.
saceos com
JNo patacho nacional Andaluza, carregou :
Para o Ro Grande do Sul, S. G. Brito 250 vo-
lames com 22,100 kilos de assucar branco.
Na escuna norueguense Marie, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, L. J. S. Guimaraes
750 barricas com 58,455 kilos de assucar branco.
No lugar nacional Juvenal, carregou:
Para Santos, P. Carneiro & C. 668 saceos com
40,080 kiles de assucar branco.
No vapor francez Ville de Cear,- carre-
gou :
Para Santos, Baltar Irmos ft C. 410 saceos
com 24,600 kilos de assucar branco e 340 ditos
com 20,400 ditos de dito mascavado.
VAPORES ESPERADOS
S^f ^ w
C0IP4WU-LVUC0-G0IIG0-DR.4MATICA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
EMPREZ\ BOLUAIM E IXIZ HILLE
* Humos espectculos n'esta poca
-feira, 11 lo Fevereiro e 1886
GRANDE NOVIDADE!
PELA PRIMEIRA VEZ N'ESTA CAPITAL E NO IMPERIO
subir sceaa a engrasada opereta ern 2 actos e um quadro, cuja msica, do maestro
Casiraghi obteve o applauso de todo publico italiano
A FESTA DA ALBEA
D Geremia, padre-cura da
aldeia
Carolina, sua sobrinba
Baptista, cabo dos Bersaglieri
PERSONAGENS
Senhor Gaudencio Podeat
Cecilia, criada do padre cura
Bernard, sineiro
Gregorio, criado do Municipio
Tirelli
Durand
Milone
Orlandini
Actor
Pernambuco
Sergipe
Aconcagua
Mondego
Cear
Desterro
Ad vanee
Rspirito.San'o
Tagus
Tibor
Senegal
Bahia
La Plata
Finance
Mamaos
de Liverpool aaianh
do norte a 13
da Bahia a 14
da Europa a 15
do sul a 15
do sal a 16
de Hamburgo a 20
do sul a 22
do norte a 22
da Europa a 24
de Trieste a 24
do sal a 25
do sal a 26
do sul a 29
Marco
de New-Port-Nsff a 5
do sal a 8
Repossi
Belegrandi
Comoletti
Montanhezes e msicos.
NMEROS DE MSICAS.1. Simphonia. 2. A Rosa (cancjlo). 3.
Kyriel (quartetto). 4. Coro dos ca-nponezas. 5. Quintetto com coro.6." Pre-
ludia pela orchesta.7." Lenda. 8. O beijo.9. O estafeta. 10. Aria-comici.
11. Preludio pela orchestra. 12. A alegra. 13 Kyrie.14.a O desejo (cavatina).
O sonho (aria-coraica).1G. Marcha.17. Coro final. 18. D.mca campestre.
Acabar o espectculo com a semprc applaudida comedia, em 1 acto, em que
o actor Milone faz urna crearan espacial dos differentes typos que desempenha.
.A. G.A.S.A. DOOS GJK.XWX3PO
AVISO
A empresa re3olveu parar momentneamente com os seu3 trabamos, para
abrir o theatro depo is do carnaval, mandado contractar na i-orte novos artistas digno
d'esta Ilustre capital. A empresa nilo poupa esforjos para se tornar digna dos senho-
res Pornambucanos. N'estes ltimos espectculos, espera ver-se honrada com avul-
tada concurrencia. b.-t$i
Depois do especiaculo bavera irem para Aplpaoo*
e honda das llnba Fernandes Vieira e
Os bonds no largo do Palacio. O non.i da Magdalena
T Aa W ASia SP 7 sVVs*asW*aVJs W --.
ond. no largo do Palacio. O boni da Magdalena s haver a qa
do o espectculo acabar depois do horario do ultUno bond da compa
bla. qae pansa na rna Nova as 11 e 4* minutos.
Nii se transiere o espectculo ainda mesmo qne chova
PRECOS BO GO'STOKE
PRINCIPIARA' S 8 1/2 HORAS.
A
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./i
I
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-


I
Diario de Pernambucotyiintn- feira 11 de Feyerciro de 1886
da
IRMANbADE
genitor Ion fean do Paoa
mairia d Corpo Santo
AVISO
Em uome da actual mesa regedora, roga-se
todas aquellas pe^soas que ccnservam em seua po-
deres cpas pertencentes a ncssa veneravcl inban<
dade, o obsequio do as mamar entregar ao nosso
iruia-j tiiesoureiro, ra do Bem Jess n. 59, cor-
tos de que a .ctutl misa regedara nao 80 ficar
agradecida, como t.imbem p ra evitar duvidas fu-
turas.
Consistorio da irmanda.de, aos f> de fevereiro de
1886. -<> pseri
i Antonio Correia Cardoao.
Companhia de edificares
Sao convid iqos os subsciiptorea dessa compa-
nhia para urna remido, que dever efFectuar-ae
no dia 15 do corrente, al boi a da tarde, ra do
Imperador n. 38, I andar, afin de se tratar de
negocio importante relativo mesma companhia.
Kecife, t de fevereiro de 188t.
Santa Casa de Misericordia dr
Recife .
ra- i da Santa( Sliserieorti
Recife arreiul eapaeo de um i tres an-
uos, as casal abis la* :
Ra da Moeda n. 45,
Id;:u '.;
Ra do B. 18, 1 :;'ii:.r
dem n.
dem dem n. 29, 1
Roa do u 27
Ra da Madre de Deua a. lLl
Caes da V tzem n. 1
Ra do M trquez de Olinda n. .">"
andar
Ra da Gula n
Becco do Abren n. i, ioja
Ra do Viseonde de Itapariea n. _'I,
pavim. ato terreo, 1* c andar, por 1:600X000
Ra das Ca'ca ; D. 32 200000
Secretaria da Sania I Misericordia do
-Recife, 6 de tevercioo de 188t.
O eberivao,
Pedro Rodrigues de Soi
2
2404000
24>i 3 0X00(1
21BS00'.)
2164000
1*000
1:600X800
507X000
200*1006
48j00
Companhia Brar Ileira de Xavi-
gseSo a Vapor
PORTOS DO SUL
vapor Pernambuco
Commandante o capullo de fragata t'edi o
H. Duarte \
E' esperst, dos portos do
norte at o dia 12 de Feve-
ri'iro, e depois da demora
indispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambeni eargt. pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande di Sul, fret< m-
dico.
Para carga, passagecs, cp.commenda e valores
tracta-se na agencia
N. 46 RA DO COMMEROIO N. 46
Barcaca
.
QOMPANHIA'
sy;
MPKRIAL
NGUl'ROK contra FOGO
. E8T: 1808
Edificios e r.ietcadoriaf
Tazas btxtu
Prompo jjiun/nentu de pr
CAPITAL
Rs. 1(5,000:000*000
Agente
BROVVNS & C.
N. Ra do Commereio N. 5
R0VAL1AILSTEA1 PACHT
CMPANY
O paquete Mondego
esperado
do sul no da l") da
corrente, seguin lo
depois da demora
necessaria para
8. Vicente. Lisboa. Vigo e 8011
thampton
a pussagena, trefes, ote., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Adamson lio wie & C.
3Raa do Comiueroio3
Pacie Sieaai Navgaon Companj
STRAITS OF MAGELLAN LINE "
Paquete Aconcagua
E' esperado da Euro-
pa at o dia 15 do cor-
rente, e seguir para o
sul depois da demora
'do coatume.
ns e encomrnendas e dinhei-
>m os
AGENTES
Yilson Sons & C. Limited
14 RA DO COMMEROIO N. 14
Vende-ge urna barcaca de '01 saceos ; a trata
aa ra Direita n. 82, Ioja.
Porto
e Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue por uguez Tito ; para o resto da carga e
passageiros, trata-se com os consignatarios Jos
da Silva Luyo & Filho.
Para
Brigue D. Francisca
E' esperado oestes dias, engaja carga i cete
mdico, para aahir com toda a brevidade : tratt
na ra do Mrquez de Olinda n. 6.
LEILOES
a
i:ni continiiaco
No armazem da ra do Bom Jess n.
19
Para carera,
ro a frete trac
X3CCTE
Ao meio dia
De movis, vidros, louca, cofres prova de fogo,
machina de preguiar, 20 caixaa com vinbo de ca-
j e eutros objectos.
Ao correr do marello
Por interrencSo do agento
Modesto Baplista
Aluga-ae casas a 8X000, no becco dos Coe-
Ibos, junto de ti. Goacalo : a tratar na ra da Im-
peratriz.n. 56.
------------------------------_*_________._________________________
= Os hachareis Antonio Justino de Sonta e
Pedro Affonso do Mello mudaram o aeu eacripto-
rio para a ra Duque de Caxias n. 54, 1 audar
onde continuam a exercer a sua profisso de ad-
vocado.
Eu, abaixo assignado declaro que vendi a minba
taverna sita ra Imperial n. 151, ao Sr. Joao
BeDto Rodrigues, livre e desembaracada at 31 de
Janeiro.
^^^^^^ Joaquim Francisco Querido.
Aula mixta particular de intruccao prima
ria, Deodata Anelia Ferreir; da biiva, ra Vi
dal de Negreiros n. 21.
Aluga-ae a casa terrea da ra do Coronel Suas-
suna n. 240, com bons r.ommodos para familia e
grande quintal: tractor na ra l." de Marco
n. 17, 1." andar.
=- Ao Illm. Sr. Dr. Autonio Filemon (Joncal-
vea Torres compriment* a Livrana Parisiense.
Alaga-se a casa terrea n. 8 ra de Ria
chucllo, com 2 salas, 2 quartos, eosinha lera,
quintal e cacimba meieira ; a tratar na ra da
de Deus n. 34.
Aluga-se a casa u. 7, na primeira travesaa
da ra do Principe, da fregnezia da Boa-Vista,
com bastantes cominodos para pequea familia :
quero a pretender, dirija-s- ra da Aurora nu-
mero 31.
**
_ Preci8a-se de urna ama para casa de rapaz
solteiro ; trata-ae na ra do Caldeireiro n. 39, ta-
verna.
Lcilo
Quiuta-feira 11 do corrente
Na Alfandega, trapiche Conceicto
O agente Modesto Bapcista, de ordem do Illm.
Sr. Dr. inspector d'Alfandega e por conta de Do-
mingos da Silva Turres, far leilio de 441 barri-
cas e 1 aixilo cita fariuha de trigo, salvados do
vapor Finanee, c rx>i minada novamente pelo Dr.
inspector da aade publica o jitigada boa.
Precisa-se de vendedores de taboleiros de
bolos, pagando-so vendagem, sendo de boas con-
ductas, e urna mulher de idade para lavar e co
sinhar n de conducta afianzada ; na ra da Ma-
triz da B.a Vista n. 3.
Na ra da Uniao n. 54, compra-se um bal-
cao grande e um lustre de 3 ou 4 luzes, estando
em bom catado ; assim como se precisa de um
menino para caixeiro, e que tenha ortica.
t ntted States & Brasil M\ S. S.C.
O vapor Advance
iu-
E' esperado dos portos do
sol ;;t o dia 22 do corrente,
depois da demora necessaria
seguir para
IPJNSMi
Gompanhi k Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida em 1*.5
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de tSSJ
Martimos..... i,O:000$00#
Terrestres,.. 316:0005000
11 Kua do Commereio
tlaranho, Para. >ados, 18.
Thomaz c \'e\v ork
para onde receber carga e passageiros.
0 paquete Finanee
I.omJoo and Brasiliao Bank
Limited
Ra do Commercb n. 32
Sacca por todos 03 vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
"SEGUROS'
MARTIMOS contra fogo
Per-
Companhia Phenli
nambucana
Hua do Commereio n.
38
COMPANHIA DE SEGUROS
COSTRA FOGO
\orlli British & Mercantile
CAPITAL .
tiOOO.OOO de libras sterlinas
A 6 EN TES
A (luisn Howie & C.
RA DO COMMERCIO N.
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool k London & Glob
INSl'RRWCE COMPaM
H.
Espera-ae de New-Port-
Ni-ws.at o dia 12 de Marco,
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Mo de Janeiro
"'-ira carga, pasaagens, eucoui-n ndas e dinbeiro
a frete, tracta-se com oa
AGESTES
lenry Forsler k (L
N. RA DO COMtriClO N. 8
? andar
De fazendas, rmpns feitas, miudezas,
zendas c movis
CONSTANDO DE:
Calcas de casemlra, ditas de brim branco, ditas
de cores, camisas brancas, ditas de chita, colet-
tes de ca-emira, litos ae Imm, casacas, fraks,
palitots, lene s. de chita, punhos e collarinhos
para senhoras, dit .s para bomens, pannos para
cadeiras, ditos para tufa, meias para meninas,
cortinados, chus, chales, granadme, flane]ia)
retalbos de chitas, 1 corta de vestido de teda
prrta, 1 dit.> de liahj eootras fazendas, gran-
de B'rtimento d iniui!ez:is, diversos caldeiroes
estanhado?, 72dr.z'is grande balanca r mana com eonchaa propriaa
para armazem, differeutes movis novoa c uaa-
doa, jarros, extractos c ricas quadros.
<|iiinta ffera, SI do corrente
Aa 11 HORAS
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 1S, o alaga so o mesmo armazem
POR INTERVENCO DO AGENTE
Precisa-sede umi ama para cosinhar ; na
ra do Livramento n. 8, Ioja.
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
sinhar para duas pessoaa ; a tratar na ra do
Imperador n. 61, 2- audar.
Precisa se de urna ama para comprar e co-
sinhar, para duas pessoaa ; a tratar na ra do
Imperador n. 61, 2- andar.
Alnga-sc oaobrado n. 61 ra nova de San-
ta Rita, bem como o andar terreo do mesmo ao
brado. Tambem alnga-ae o terreno murado que
Gca pir traz d) rcterido sbralo, proprio para
officina de ferreiro, carrocaa, etc.. etc. : a tratar
na ra do Mrquez de Olinda n. 16.
MV1TB
JOSEPH KMUSE ft "
Aeabam de aogmentar o seo j bem conhecido
importante estabelecimento rna Io
de marfo n. 6 com mais
um salao no Io andar laxnosamente pepar
rado e prvido de nina exposi-
fl*# Ing iMprats ePtrte
dos mais afamados
mondo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e freguezes a visitarem
o seu estabelecimento, afim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com qoe
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em bonra
desta provincia.
AGHA-SE ABEfiTO DAS 1 A'S 8 DA 11
v O !W W M rwr

Grande e bem iiioiiliiia Ichi de alfaiate
DE

Na ra das Flores u. 19, precisa-so de urna
criada que compre e cosinhe.
Permuta se urna casa com um pequeo sitio,
no Arraial, em nm dos melbores lugar, por qual-
qu<>r urna no Recife, fazendo qualquer negocio
independente do valor, d-ae ou recebe-ae ; a tra-
tar na Pracinha da Independencia ns. 14 e 16.
Uiisinao
Leilo
do sobrado ra do Hospicio,
funecionou a Faculdade de Di-
Fabrica de liunlo e tecidos de
algodo
Sao convidados os senhorea acciaai^tas reu-
nir-ae em assembla geral ordinaria no dia 24 do
corrente, no ralSo da Aaaociacao Commercial Bc-
neficente 1 hora da tarde. Recife, de feve-
reiro de 1886.
Manoel Joao de Amorim,
Preaidente.
Jos Adolpbo de Oliveira Lima,
Secretario.
Convido os tocios & compareccrem a urna aessao
de inatrucea), r.tta Mra 12 do frrente, que ter
lugar as 0 1/2 horas da tarde, em sna adc rna
do Impera! r. S'. Vftiro de
1886.-0 secretario.
t OMPiviiii: ins Tiiss v.i:
RIE9 MARITIMKS
LINIIA MENSAL
0 paquete Senegal
Commandante Moreau
E' esperado do8 portoa do
sul at o dir. 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
ido costume, para Bordeauz,
tocando cm
Dakar. Lisboa e Vigo
Lembra-se aos Sra. passageiros de todas aa
classes qu ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 13 % em favor das fa-
milias composta de 4 ptaeoas ao menos e que pa-
garen) 4 pas:agens inteiras.
Por excepcao oa criadus de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosain tambem d'este abati-
mento.
Oa vales postaes s se dio at s dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, eucommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o agente
4ogusle Labille
9 RA DO COMMERCIO -9
Da parte
onde
reito
Sexta-feira, Id do corrate
A's 11 horas em j>iito
No armazem ra do Imperador n. 22
O preposto do agente Burlamaqui, levar lei-
lo a parte do sobrado cima mencionada, por
mandado do Illm. e Ex n. Sr. Dr. juiz de direito
privativo de orphaos, a requerimento da inventa-
ran te D. Catbarina Eugenia de Car val b o Paes de
Andrade, bens deixados por seu marido Manoel
Pereira de Magalhaes. Os senhores pretendentca
de8dc j poderlo Ir examinar.
Alugase a casa terrea da rui do Coronel
Suassuna n. 240, cara bons commodos para fami-
lia e grande quintal ; a tratar na ra 1 de Mar-
co n. 17,1- andar.
Precisa-se de um menino com pratica do ta-
verna ; trata-se na ra do Caldeireiro n. 39, ta-
verna.
Balanceador
t Luiz de F. Marques enearrega-se de balances,
contrates e distratos sociaes, por precos modios,
tanto nesta praca com no mato. Pode sei pro-
curado na ra do Bsxo ue S. Borja n. 54. Tele-
phonc i. 353.
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Barao da VictoriaN 14
Neste bem conhecido estaboleuiraento, se encontrar um lindo e variado sor-
tmenlo de pannos, caseminu, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravitas,
tudo importado das melhores fabricas de Pars, Loadres e Allemanha; o para bem
ervirem aos seus amigos e fregu;zes, os proprietarios deste grande estal)elecimento
tem na direceo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espajo de 2^
ras, preparam um temo h run li i i fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PREgOS SEM COMPETENCIA)
k
Ama
Precita-se de urna ama qus uiba lavar com
muita perfeicao ; a tratar na ra de Pedro Affon-
so n. 46 A.
Leilo
De trancas de cabello, enchimentos, pastinhas,
cachos, cokes e pastinhas de cabellos crespos e fri-
zadofr.
Sexta-feira \2 do corrente
A'S 11 HORAS
Agente Pinto
Ra do Bom Jess n. 43
occasiao do leilo de movis, jarros
para flores, copos e secretaria
Por
Hara tnxuota Coimbra
1* anniversario
Amtooio Jos Coimbra Cuimares, Augusta
Canaida Gomes Coimbra, Antonio Nunes Ferreira
Coimbra c seus filhos. convidam a seus carentes e
amigos asaistirem a urna miasa que mandam re-
sar na matriz de Santo Antonio quarta-feira 17
do corrente, s 8 horas da manha, por alma de
sua pranteada filha, espos^a e mai, commemorando
aasim e 1' annive sario do seu fallecimento. Por
esta prova de amizade, antecipam seu eterno re-
conhecimento.
TINTURARA
OTTO SCHIVEIDER
SUCCESS0R
25 Ra de Minias de Aibuquerque 25
(.TIGARl .4 DAS FLORES)
Tinge e limpa com a maior perfeicao toda a qualidade de estofo, e fazendas
em pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho feito por meio de machinismo aperfeijoado, at hoje conbecido.
Tintura preta as terjas e sexfas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
:-SSf
Companhia Uahiaaa de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O vapor Sergipe
Commandante Mattos
E' esperado dos ooriop ci-
ma at o dia 14 do corrente,
e regreasar para os mea-
mos, depois da demora do cos-
til me.
Par:: carga, passagens, encommendaa e dinheiro
a fret- ractate na agencia
7Ra do Vigario 7
Domingos 4lves Matheos
ri-SBfiwri!
DampfschiflTahrts-GeselIschaft
O vapor Desterro
Esperase de HAMBURGO,
va LISBOA t o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
d mor ria para
Rio de Janeiro e Sanios
Para carga, passagens, e enconunendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIARJON. 3
1* (miar
Boyal Mail Steam Packel
CoiD{)aiij
Reducido de passagens
Bilhetes especiara of
ferecendo facilidades
-aos senhores viajantes
para visitar a expsi-
to colonial em Lon-
dres, de 1886.
Ida e volt de Per-
nambuco a Southamp-
ton, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
15, 0.
Leilo
De urna burra prova de fogo, de Milner nma se-
cretaria com armario, 1 cadeira de bracos, 1
prensa de copiar cartas, jarros para flores e oatros
movis.
Sexta feira 12 do corrente
As 11 horas
Agente Pinto
Ra do Bom dess n. 43
Per occasiao do leilo de trancas, cachos, colees e
pastinhas de cabello
Leilo
De 14 caizoes cora superiores bisnagas de diversas
qualidades.
Sexta-feira, 12 do corrente
A'S 11 HORAS
So armazem da ra do Maiqrez de Olinda n. 18
O agente Gnsmao far leilo por conta e risco
de quem pertencer, de 14 caixoes com 8nperiores
bisnasgas.
Em um ou maia lotes a ontade dos Srs. com
pradores.
tr< lianjo CbriNpiniano de Soa-
vela tuvaliunlc
Mara Anatolia Soares Cavalcante, seas filhos,
irmaoa e cunhadoa, agradecem a todas aa pessoaa
que acompanharam os restos mirtaes de sea pre-
sado mai ido, pai, irmiio e cunhado ao cemiterio, e
especialmente aos senhores empregados da secre-
tsria do governo, e convidam a todos a*sistirem
a missa do stimo dia, que psr alma do finado
ser resada na igreja da Soledade sabbado 13 do
corrente, s 7 1/2 horas da manhS.

.
Ic'io
Oes gneros e atencilios existentes na taverna sila
ra do Dias Cardozo n. 4, antiga do Caldei-
reiro.'
Sabbado, 13 do corrente
A's 11 horas
O agente Gusmn far leilo por mandado do
Eim. Sr. Dr. juiz de direito do commereio, com
assistencia do mesmo e a requerimento de Carljs
Aives Barbosa, doa generoa existentes na taverna
cima mencionada, pertencente ao executado Jos
Jacindio dos Santos.
'
Mura Franc i( a .la < oncoicao
MarlIwH
Manoel Monteiro Martins, sua filha, cunhado e
sogra agradecem do intimo d'alma todas as pes
soas que se digoaram acompanhar sua ultima
moiada os restis mortaes de sua presadissima
esposu, mili, filha e ennhada, e de novo aa convi-
dara para aiaiatir a miasa do stimo dia que man-
dam resar por alma da finada, na igreja da Ma-
dre de Deus, sabbado 13 do corrente, pelas 7 ho-
ras do dia.
REL0J0ARIA
ALLEMA
Praca do Conss-
lliciro Salda-
n h o Marinho
n. 4.
Aniga da Ma-
triz de Santo
Antonio nume
ro 4.
AVISOS DIVERSOS
Aiuga-ae o 2- audar da casa n. 1 do pateo
do Terco, o 3 da de n. 3 roa da Penha, o 1
da de n. 19 A meama ;ua, o l- da de n. 18 'rua
Direita, o 1 da de n. 66 mea na i ua, o 1" da
de n 35 travesea de S. Jos, o 1- da de n. 34
i. ra estn ti do It raario ; as terreas de ns. 41
> ra do Ring .1, 26 ra Duque de Caxias. 1 do
'21 ra do Lomas Valentinas,
i a ra do Aragao, e a c.isa de n 35 ra un
VirscAo ; a tratar na ra do Hospicio n. 3'..
Aluga-se a casa com sota, toda calada e
pintada de novo, sita ra da Fundicito n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Marques de
Olinda n. 8, lithographia.
Aluaa-se o armazem da roa do Mrquez de
Olinda nTl8 ; a tratar com Par nte Vianna &
Companhia.
Tcntlo cu aberlo urna officina de relo-
joaria cora o titulo cima, recoramendo-
mo ao rcspeilavcl publico para fazer
qualquer trabalho, at o mais difficil na
minha arte, como j prove como era-
pregado da relojoanaregulador da
marinhaonde trabalhei os ltimos
dous annos, promello presos mdicos e
promptidao.
Carlos Fuerst.
FNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON & C
N. 44Ru i do Brum-N. 44
JUNTO A B^ TA()A0 DOS B0NDS
Tem para vender, por pret mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, dem, idem.
Ditas angulares, idem. idem
Varandas de trro batido.
Ditas de dito tundido, de lindo:: modelo*
Portas de foraalha.
Bancos de ferro com serr Circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 ^ oav.ioo.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadim
Rodas d'agua, systema Leandro.
m Encarregam-s. de con yertos, e atwontam .. sm qaalqo
rabalho com perfora* e presteza

4
-y
^
^OMPHIAiU^
'
-.
aiszEHEEaniim
VINHO de CATILLON
de OLTCERINA e QUINA
0 mais podero tnico reconstituate praseripto !
uoscaiosde Doras 'estomago. Langor, Anemia B
Oahetis. ConsumpcSo, Febrea, 1
cnTs'asoenca, Rezultados dos partos, etc. jj
O "lera lnho cora ferro. VINHO FERRUSINOSO 0*
CIILL0ll regenerador por aicellenea ilo ungue pobre |
,. e Oescorado. Este rinho fax tvlerar o ferro por todos n
J'"|i e nao oecuiona prisao de entre,
lARIS, 23, ritt Ulnt-Vtnctntdt-PMl. imPtrnirnbuc!
Franc M.daSlhraeCaoMpriiaiMi Pharaudw
NICO VINO QUINADO QUE OBTEVE .ESTA
ALBEKT0 HEKSCHEL & C.
S2-RIA DO BARAO DA VICTOBIA-52
O aba^o assignado tem a honra de partioipar ao respeitavel publico d'esta
capital e do interior, que reassumio a gerencia d'este grande e bem conceituado esta-
belaciaiento, onde j por longos annos tem oceupado o mesmo lugar.
As Exmas. familias e^essoas que desejarem hnralo com suas encommenda*
encontrarSo alli os mais modernos e aperfeigoados trabalhos concernentes a arv
photographica e modicidade nos prcoi.
C. Barza9
Gerente.
vm



"'..





I
6
Diario de Penianibiico--f(luinla-feira 1 i de Fevereiro de 1886
.Uiga-se barato
) 2. andar 4 travesa do Campello n. 1
O arinaiem da raa do Bom Joan* 47.
3 1.* andar e loja datravessa do Carme n. 10.
4 loja da roa do Calabajuco n. 4.
A. caca da ra do Visconde de Goyanna u. 79.
A casa da rna da Ponte Velha n, 23.
A easa da Baixa Verde n. 1 B Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
lar. _______________________
Aluga-se
j segundo andar da ra da Imperairii n. 24 ; a
*atar na agencia progressiva, praca de D. Pe-
ir* II n. 73.
Aluga-se
, egundo andar da casa ra Imperial n. 19,
cem muitoe commodos e agua ; a tratar na rna
Duque de Caxias n. 92._________________________
Aluga
-se
ote
Ca
,do andar do predio n. 33, ra Duque de
; a tratar na rna do Apollo n. 36, arma-
Alaga-se
e aebrado de um andar e sotan com agua e gai,
qiintal grande, sito ra dos Guararapes n. 90 ;
a oasa terrea sita ra de Saeta Rita n. 89, com
8 quartos, reedificada de novo, com agua ; a tra-
tar na ra de Domingos Jos Martina n. 50.
Parecisa-se de urna para cozinha, pom que
lurma em casa ;* a tratar ra do Marques de
Olinda n. 6
% M
Ama
Precisa-se de urna ama para lavar e engommar ;
aa ra da Uniao n. 47.
Ama
Luz brilhante, sem Fumo
0LE0MATIC0
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARNAS
MARTINS* BASTOS
Per mu ti buco
NUMERO TELEPHONICO N 38
Cosinheiro ou cosinheira
Prensa-te de um bom cosinheiro ou urna
cosinheira ; a tratar n.. ra o Apollo n SO,
andar, das 1Q horas da manhS as 4 da tarde.
No Largo do Corpo Santo n. 19, 2." andar, pre-
cisa-se de ama ama boa eos nheira, que durma em
oasa e d pessoa que abone sua conduela.
Ama
Precisa-se de urna ama de meia idade ; ua ra
da Aurora n. 137.
Borracha para limas
Receberam Rodrigues d<- Faria & C, e teem
para Tender' em seu armazem ra de Mari.; e
Barros n. 11, esquina da ra do Amorim.
Cosinheiro
Precisa-se de um c.sinheiro ; a tratar na ra
de Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena), ou
raa do Commercio n. 44.
Cosinheira
Pi-ecisa-se de urna cosinheira que engorme
Dem e ensaboe, e que nao durma fra, para casa
de pouca familia ; na praca do Conde d'Eu n. 30,
erceiro andar
Cosinheiro
Na ra do Vicario n. 17, se precisa de um co
linheiro.
Mme. .niquelina
fiecBbe constantementeda Europa
i nii sortiMto U clapei 1-
bs 8 cbarposliara sBuboras, o ana
la de mis liarao, uuno-a
ie comla-los, cela alma la,
Rna Prlmelro de narco n. 19
Junto Botina Haravf Ihosa
Prata
Compra se paacoes velhos hespanhoes e portu
uezes ; na ra Dnque de f axias n. 92.
fo\..Jfc
) Sr. Jco Cavaleante Mauricio Wunderlcy.
Ubo do Exm. Sr. Bario de Trarunnaen queirs
tt ou mandar raa Duque de Canas i>. 1o\ con
tlnir o negocio que nao ignora.
Adyogados
Manoel Netto e Bevenuto Lob i ; ra Duqne de
Caxias n. 75, entrada pelo pateo do Oollegio.
Pataces
Compram-ae na ra M.irize Barr
11, esquina da ra do Amorim arm
Apolices geraes
Compram-se duas
de cont de ris; no 1.
andar d'esta typogra-
phia se indicar quem
compra.
Apolices provinciaes de 7 0|0
Compra-se com pequeo destonto ; no caes de
Capibaribe n. 34.
Declarado
Ficain transferidas para correr com a ultima
ioteria de fevereiro as acedes entre amigos que
corran) eom a prin.eira lotera do resino mez, a
qual eom prebende os objectos se^uiat? : urna
, machina de costura, um relogio, um annel e tres
quartos das de cem.
Ao publico
Urna senhora habilitada se offerece lecciona r
primeiras lettras e trabalbos de agulha em eolle-
gios ou em casas particulares ; quem de seus
prestimos precisar, pode dirigirse ra do Co-
ronel Suassuna n. 72. _________
\os (lenles dos iillio.s
Cura certa em 48 horas das inflamacoee recen-
tes dos olhos, pelo colyrio preparado por Jost
Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega-se este poderoso eolyrio sempre com
grandes vantagens, as seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas,
coninnctivites, etc., etc.
Deposito gcral na drogara de Paria Sobrinho
r C, ra de .Mrquez da Olinoa n. 41. Para in-
formaede dirigirse livraria Industrikl, roa
do Bario da Vict ria n. 7, ou residencia do
autor, raa-dasaadade n. 4.
Superior vinho F gueira
Vende se em decimos e quintos ; na roa do
Commercio n. 15.
Quem tem ?
dure e prata : compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que Silquer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
sano, autiga dos Quarteis, das 10 horas As 2 da
'.arde, das uteis.
Leonor Porto
Raa do Imperador a. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
vidade, modicidade em presos e fino
gosto.
II
;.{
Para advocado
Alaga-se a sala da frente do Io andar da casa
ra Duque de Cala, n. Gl ; a tratar na mesma.

V
Por 15.000
Aluga se a loja do sob'ado iua de
lentnaa n. 50; a gratar na *
a. 1 A-raa 1- deMarco.
s Va-
jease
Booa Candida Caaalcante l-in
Jeronymo de Hullauda Cuval :ante e seus filhos
agradecen do intimo Jalma todas as pessoas
que se dignaram acompanhar sua ultima morada
os restos mortaes de .a presadiseima esposa e
mSi ; e de novo as convidara para assistirem a
missa de .timo dia, que mandara resar por alma
da finada, na igreja d.- convento do Carmo, sab-
bado 13 do correte, pela* 8 horas do dia._______
Hara % Helia de luela-o < abral
Anastasio Francisco Cibral manda resar urna
missa aa igreja da Santa Cruz, as 8 horas do dia
11 do correr te, pelo repouso temo de sua lem-
brada esposa,' Mara Vilella de Queiroz Cabral, e
pede aos amigos e pareotos par assistirem a csse
acto de candad- e religiao.
O conego Dr. Francisco ao Reg Mais, Anto-
nio Rodrigues Tavares e Joanna do Reg Maia
Tavarps summamente agradecidos as pessoas que
se dignaram eomparerer ao enterro de seu multo
presado pai e sogro, o majar Joao Francisco do
riego Maia, as convidara, b"oi como aos patentes
e amigos assistirem ao otficio solemne e missas
que a 12 do cor-ente (sexta-feira) stimo dia, se-
rio celebradas aquelle as 9 horas da manb, na
cathedral de Olinaa, e as missas rosadas na mes-
ma igreja cathedral, das ti horas por dian.e, na de
N. S. d Penha, no Recife, das 6 as 7, e na ca-
pella de Apipucos as 7 1/2. A' todjs que assisti-
rem a estes actos de rlig;io e caridade christa,
desde ja oio ranitoa Agradecim'-utos.____________
&
.,. .< r7
Roa Angunta da Wilvelra Hala
Albino Narciso Maia mauda resar musas na
matriz de Santo Antonio, s 8 horas do dia 13 do
correte pela alma.de sua presada e estremecida
Xa, 1* ainiversario do seu fallecimento, con-
aos sem amigos e parentes para assistirem
a este acto de religio e caridade, e desde j
agradece do intimo do uoracao aquel les que se
dignarem assistir.
f
Franclnca tmela Pimeniel
Mana Francisca Pimentel, oSa Alves Himen-
tel, Manoel Alves Pimen-el e Jos Alves Pimen-
tel agradecem do intimo d'alma s pessoas que so
dignaram acompanhar sepultura os restos mor-
taes de sua filha e irma, Francisca Amelia Pimen-
tel ; e de novo a convidam para as truenas que
mandam celebrar na matriz d>- Santo Antonio,
sexta-f'irn 12 do correte, it 7 horas da rnaab,
stimo dia do seu falle^ime^o ; e por mais este
acto de religio, se confeeam desde j eterna-
mente gratos.
os 4:0001000
{MWm
16-Eua do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu dos seus
venturosos bilhetes garantidos os premios
seguiates: 1 inteiro ;om asorte de 100(5
oo n. 3399 alem re outros mais de 32<$,
165 e 8-5 da
Convida-se ao potsuidorea a vir receber
sem descont ;.lguit
Acham-se vene* os venturosos bilhe
tes gar-' ntidos da ioteria n. 37 em beneficie
ia Matria de Vicnci que Se extrahr no
aabbado 13 i j c.rren:e.
Preeos
Inte-ro 4r000
Mei. 2,5000
Quarto ljJOOO
wendo quanldade superior
a la l:000
Inteiro 3^600
Meio 1.J750
Quarto 785
Jmquim Pirm da Silva.
r

^t*U^ Ocu~~r ***r^*<*A~
foctido J) ^&tfl

y

'
-
Car rpida oerta peto
ARSENIATO OURO DVNAMISADO
do Doutor ADDISOIV
dm ChloroM, Anemia, todau u Molestias do Systema nervoso, m
mal nbeldsi, ItolesUas chronicas dos Palmees, ata., etc.
As msloref Ulostrsoofs medlau tm sttestsdo o poder curmtlTo dests medlosmsato dsssusm-a'o :
o pnmeiro e o mait enrgico dos rtcorut'tuintet.
O FRASCO : e FRANCOS (su FKAKOAl
TMo Itatco me n&o trouxer a Marca de Fabrica registrada e a aulanaturto-z&''*l'!0 rsoWoanti
deve ser rigorosamente recusado. v^-C^* <''
aaia, rharmacla OOIOM, roa Kochecbooart, SS.
Deposito em P;rnambuco : FRAN" M. da

jmi_E ui.ir^"
T
. Jlv':i.'"*'
tils de 2o aro
'i te Je Garaunta Cat.ji-n
n

rARIZ
8
vMtt Victoria
|sj ftrnsmorim
r.M.i8lla*Cu
doptado com erando "1*0 ''"
. erira o-* li*fl"<'rn*, Hri<>e,
J--
i -'
.Muttm; l.rui/iee 4a mito. VIN HO GILBER, SEGU Ni
FEBRFUGO FORTIFICANTE approvado pela Academia de Medicina de Perit
-------------------H !-------------------
Sessenta anuos de Experiencia
e de bom xito tem demonstrado a eficacia lncontestavel desie vntHO, qnr como anti-
perioelieo para cortar as ebres e evitar o seu reapparcclmento. qur como fortificante as
Convaleacenoas, Bebilldade do Sangue, Falta de Menstrujgao, Inappetencla, Dlges-
tes difflceis, anfermidadea nervosas, Sebllidade causada pela edade ou por excessos.
f Vinh*, que contm mel principio! ectitoi do que o* prtpenot limitare, rendtHe por prtco um
pouca mi/i elevado.Nio se den objectar contra o preco em rlita da reconhectda elcacla do medicamento.
Pharmacia C3-. SEO-UEV, 378, ra Saint-Honore, PARS
Depositarios em Pernam'neo : FRAN M. da SILVA e C.

| x:
v #


fe* Jtrfoi.'S. t, twa
ptegjjtmt
irMur' ci.'a Bstoarr^
lf
PH0SPHAT0 de CAL GELATINOSO
de E. LER0Y, Pharmaceutico de ln Classe, 2, roa Daonon, PARS
OSTEOGEXEO tara UtuiTolTlauto i a Dsitlcae lat Criucu, castra a Backitlwo e a atoltitla asa Ooat.
Recommendamos este Xarope aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslml-
lagao fcil e mil vezes superior a todos os xaropesde lactophosphalo Invernados pela especu-
laco. Todos sao cidos ao posso que o PUosnhato de Cal Gelatinoso nao o
O Snr. I'rotoscr BouCHtiT. Mrdico bo HospitAl du Cnanv. (Gi/ette det HbpiUun, lt de m no de 1879.)
ViliHO PH1SPHATAD1 DE LER0V *ft<3**
Uremia, Consumpco, Bronchite chronica,Tsica, Fraqueza orgnica, Conva/esceocas difflceis.
|>epo-il 11 ios ... fn huik ;* i'RAK t Id. da SILVA e C\ .
; OLEO TRIGUEIRO-CLARO
be FIGADO de BACALHAO
do D? DE ONGH
OAVALHEIRO DA ORDEM DE LEOPOLDO DA BLGICA,
w.V'tl-HEinO DA LEGiAO OE HONRA DE FRANCA,
COaaMEN DAUo ~ 1A ORDEM DE CHHISTO DE PORTUGAL.
Reconhecido pelas primeiras autoridades medicas como
lnconlestavelmente o mais puro, o de gosto mais agradavel,
e o mais efflcaz de todos
Contra a TSICA e as MOLESTIAS de PEIT0,
a DEBILIDAD* GERAL, o EMHAGRECIHENTO das CRIArTCAS,
a RACHITIS e todas as AFFECQ0ES ESCR0TUL0SAS.
SS^* Venda-se SOMENTI em garrafas que levSo na capsula o
sello a assignatura do D' DE J0NGH e a assignatura de
NSAR, HARF0RD A C: Cautela com as Imitacoes.
Dulces Consiptnos, jiSAR. HARFQRD. C, 21b, Hign Rollnni. Londres.
Vndese em todas as principaes Pharmacias do Mundo.
DAY& MARTIN
Fornecedone de Sua Hajeitae a Rain ha da Inglaterra,
do Enrollo da Marlnha brltrmlca.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRAIXAe pastaUNCTUOSA
OLEO para ABBEZ0S
EUdogguanecsstarlo parji mana' anfio do caaro
so todas as fSrnus.
DEPOSITO GERAL EM l_oi IDRC8 :
T, High noloorn, 07
ka Nratakica : r aJC" I. II tUTA A V,

IdeBUCHU
'-a:-sc!Ai.arsir
Catnrr0 chronico ta taxiga,
't-ritntf o fanal tic untra
Vestas tic orostatc.
Incontinencia da Urina,
Araia na urina, etc.
"iWW, Phairr.aceiitico-ChiBta,
;. H, PARS 5

/
y
'
I****** *+*+++*++++++*** t*+Jket
EXPOsiqSo de pars itra
POIU 1>B coHccsao
Cura
J de
pelo do
rOUA l>R COHCDBSO
ASMA
pelo 0 do
Glry
'ende-se em odas as PKarvucUsa.
MORSONs PEPSINA
Remedio infaillvel e agradavel
tkKL COattATTKII A m
INDIGESTA0
Sob a forma de
raascos, vos
aa ox.obttz.os.
VEMDE-SE na MUNDO IN TEIRO.
PREPARADOS DE
Pepsina Morgn
Multo recommendadae
pelo principaes Medico*.
ORION & SON
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LONDON
,gaH>+frM
lamlUriaaao/>*rasaifri/iM rran-staSILva AC.
:
deVOUGEOT
Espectxlldade de Cassis
C JUSTIN OEVILLEBICHOT
SSVOlf (CWOr) Franca.

Meomlhat as Expotooee de :
tUJi 1IH, ttM. HIT (Iiratip. amnal)
Km tMi (Haiilka da Haari), 1K3
. Mi** 1151 MUU0X las*. US5
mi it -uuMtm.mm m
Itvmmfieretmbuco < Irtu- M. as an.VA t>
\
I7HM
NICA
DE FILL.IOL DEFlULtl.
IH8TANTANCApara> barba, i HOBAOA'w-xUrawuasilos
$6 u vi"-o, kb prapsrt.,ia el ^>< tacos
ligem. sna COr primitiva
aaavlta|erl w Pars: TII.LIOI,, 4?, raa Tizate, PAUI
la i*r*m^ce. TRAM- U. da 81LVA s o.

m
DEROCQUE
OEROCOIIE
15, Ro de Poitira, 15
pars
fi&uBq mm
A a t unt f
Ferrngiwn e Creaiitidf
aa pucins Plii.aVUs9
Ltii
25000
Aluga se urna casa terrea travrasa do Prin-
cipe ; a chave se encontrara rna da Atmccao
numero 12.
Perd io
Na festa de N, 8. da Lus, no Carmo, perdeu-se
urna pulseira e um laco de fita; quem achar quei-
ra entregar na ra Bella n. 3. iue ser recom-
pensado. _________
Este collegio aeha abert :i ra Velha n. 4C,
e recebe alumno internos, s- mi internos e exter-
nes.O director,
Ovii'i oves MnnayH.
LABORATORIO HOHtKOP l'IIIC <
UK
FREDERICO CHAVE8 JIMOR
MEDICO E PHAHMACEUT1C0 IIO1OJOPATHIC0
Ra do Bario la Viot" na u. 39, 1." andar
Para advogado
Aluga se a sala do 1- andar ra Duque de
Caxias n. 61, a tratar na loja.
Viva o carnaval
Compra se vestuarios novos e usados ; na ra
da Imperatriz n. 78.
\llciicao
Contina a vender se assucar na refnacao sita
4 ra Vidal de Negreiros n. 93, sendo os precos os
seguintes :
1.' Sorte 4*800
2.a 3*800
3. .__________________3*500________
Borracha especial
para limas ; receben a mercearia de Goucalo Jos
da Gama, ra do Padre Ploriano n. 41.
Compra-se e paga-
se mais do que em oh
iraqu Iquer parte bem
como
de qualquer qualidade.
Na ra lo Imperador
ii. 32, loja de joias.
Julio Fuerstemberg.
mfitti
4os4:000$000
itu.iiini:** 4iw\tji)o
^ra^a daIndependen
cia ns. 37e 39
Acham-se a venda os feizes bilhetes
garantidos da 37a, parte da loterin a benefici'
da matriz de Vicencia, que se extrahir
ao dia 13 de 'evereiro.
Bilhcte inteiro 4^000
Meio 2^000
Quarto 15000
ni por;ao de 100000 par
cima
Bilhe te inteiro 3||500
Meio 1^750
Quarto 875
Autohio Augusto do .Siur Porto.
IOS 4:0001000
SILBIES JASASTIJOS
toa Primeiro de Narco n. II
O abaixo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 1218 com a sorte de 200&000,
alm de outraa sortea de 32tJ, 16$ e 8$, d
lotera (36.*), que se acabou de extrahir.
convida aos possuidores a virem recebe;
na conformidade do costume sem clcscont*
auguro.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 2.a parte das h.tenas
beneficio da matriz de Vicencia (37.a),
que se extrahir sabbado, 13 do torrante.
CUCOS
Inteiro 40000
Meio 2.J0OO
Quarto 1^000
Sai quaatldsde naaJor de too*
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manoel Martins Finta.
cm ii mu
Aos 4:000^000
BiiiTEu mm\m
Ra do Baro da Victoria a. *>
e casas do cosume
> tbaixo assignado acaba le vender
en seus felizea bilhetes quatro quartos de
n. 3464 com a sorte 1:0000000 e di ersos
premios de 320000, 160000 e 80000
O mesmo abaixo assignado convida os
possuidores virem receber na conformi-
dade do costume, sem descont alguui.
Acham-se venda os felizea bilhetet
garantidos da 2.a parte das loteras
ueoeficio da matriz de Vicencia (37*) que
se exlr ihir sabbado, 13 do corrente.
Precos
Inteiro 40000
Meio L'OO
Quarto 10000
8a poreo de 1004000 par:
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarte 0875
AYER
CONTRA SEZOES
(ATnrSAOr.ccaE)
CUMIAftOUKHTI ECOM CWU
as
,Fbres ipJermittenles]
l'Reiniitc-ncse Biliosas;'
un
!akitas,02 CaMrios,
C TODAS AS
eslias Paludosas.
Roon pcutoNi f*ra
eMtDoFlG
I PrarA w*o a. j.rjwtaaajLna.MMjiJi
*

Vinho S. Raptad
O bilhar commercial ra Duque di' C 'lias n
34, recebeu o importante vinho de S. Knphael,
que vende por menos que em outra qgalqm r par-
te, em grosso e a retlho.
Ao commercio
Os abaixo assignadoa participam que nao se
respansaoil'aam por compra alguma feita em seu
nome, a aio ser pr seu nico representante Joo
F. de Azevedo Valongueiro ou sua ordem por es
cripto. fteeffi, 5 de fevtfeirn toli
Valongueiro C.______
Alugi
ase
o grande sjbn.d) 11. ll da raa Imperial, caiado e
pin'ado ; a tratar na ra do Kangel u. 58.
Roda da Fortuna
Foi vendido por esta casa o bilhete n. 21,016
com o premio de 40:000000 da Ioteria de A'a-
goaa, assim como todas approximacoes.
Este remedio precioso tem gozado da acceita-
pSo publica durante cincoenta c sete anno.:, com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popuiaridade c venda nunca forao to exten-
sas como p.o presente; e isto, por si mesmo.
offerece a melhor prova da sua eficacia maravil-
bosa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adultos, que se acharo afilie-
tos destes inimigos da vida humana.
Nio deixamos de receber constante I
attestacoes de mdicos em favor da sua c:
admiravel. A causa do successo obtido per este
remedio, tem apparecido varias falsi6ca9<:>es. de
son que deve o comprador ter muito cu dado,
ixaminando o nome inteiro, que devia ser
taiicieUFAHHESTQCK.
t
{<

rrgis-
cima
eis em
Os abaixo assignados, tendo adoptado e
trado a mxrca indiutiiil cmodo desenli
ve cotformidade com as prescripooes d.. -
sigor declaram ao publico 0 particul rente aoa
teus numeres .s freguezep, que d'ora cm diente
odos os productos que hirem de sua botica; le-
varao a dita marca como garanta de sua origem
e legitima ptocedencia.
Joo Joaquitm da Costa LHe.
Pilulas purgativas e depurativas
de Caupanha
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve-
getal, tem sido por mais de 28 anona nprovei'xdas
com os melbores resultados as seguiates mcles-
tia : afftfcces da palle e do figado, syphilis,
bouboes, escrfulas, cbagas inveterada?, erysipe-
las e gonorrbas
MODO DE US AL-AS
Como purgativas : torne se de 3 6 por dia,
bebendo-se aps de cada dze um pouco d'xgua
adocada, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-ae urna plala ao
jantar.
Estas pilulas de invem.o dos pharmacenticoa
Almeida Andrade & Kiihos teem o veridictum dos
senhores mdicos prra sua melhor garanta, tor-
n&ndo-se mais recommendaveis, p> r serem m se-
guro purgativo e d.: p mea ii^ta, pelo qu^ odera
ser usadas era viageui. Acham-se venda na
drogara de Faria Sobrinho & C, ra do Marque
de Olinda n 41.
Factos e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgicos
Nesta typographia e na ra Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
ainda mesmo bronebitico; eiysipela, enxaquecas;
intermitentes (sem o emprego do fatal qu nino);
toase convulsa, falta de menstruaco ; cun;, rae de
sangue : estericos ou metnto ; dores de dettes ou
nevralgias, metrorragi; vermfugos, dintico*
copvulsoes das crianc-'S ; todo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratara se escrofulosos em qu ilqaer
grao e gommatosos.
Ao commercio e ao pu*
blico
Antonio Mun>z de Asavitla Furtado participa
a-i respeitavel publ>eo e com especialidade a cor-
po commercial, quu nesta dnta comprou a* Sr.
Jos Tivares Carneiro o seu estabelecimeotivde
molhados sito na travessa do Pcobal n.J16, livre
e desembaracado Je qualquer oaus, porm sv.ai-
gnem se julgar credor de referido estabeleeitutn-
to, apresente-se no prazo de tres das, a contar
da data deste. Recife, 11 de fevereiaa de 86.
Antonio M. Atevedo Furta lo.


/



f
a



I *
f
(
Diario de PernambucoQuintafeira 11 de Fevereiro de 1886
Escola part eolar
De lunlrucro primarla para leio
nmnculino
34 Ra da Atat'is du Boa-Vifta34
O abaixo assignado participa au Ilustrado pu-
blico desta capital, que atrio sua escola particular
de instruccio primeria para o sexo masculino,
ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmera
damente se dedica ao ensiuo de seus alumnos.
O grao da escola consta : ler,escrever e contar,
desenbo-linear, historia patria enocoee de trances.
Garante um r ipido adiantamento cm seus alum-
nos, pelo sen systema de ensins, o qnal urna pa-
ciencia ilimitada, um amor inviolavet e ama es-
iterada dedicaco ao enaino, fazendo com que os
eos decioulos abracem e amem de coraco as let-
tras, aos livros. e ao estudo, guiando oo no cami-
nho da intelligencia, da konra e da dignidade,
fin de que v^nham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiSo e da lei, e um Terdadeiro
cidadao brasilciro
Espera, pois, merecer a confian ci e a proteceo
d*o distincto povo pernambucano, e em particular
tem f robusta em to ios os pai e nitores de me-
ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Com quanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que es seus ineansaveis esforcos, e os seus
pares deiejoa, sejam coroados com a feliz appro-
vaco de todos os filhos do imperio da Sania Cruz.
Mensalidadei'JOOO p;ios adiantados, no acto
da matricula.
Horario das 9 horas da manha s Si da tarde.
Recebe menino* internos e meio-pensionistae
por mentalidades razoaveis e lecciona per casas
particulares a ambos os sexos.
aullo Soares de \zovedo
31RA DA MATRIZ DA BOA- VISTA34
Queijos do reino
HatraJohsnnc Pluvm
Chegou urna nova remessa destes bons e bara-
tos queipa a 3 00 um ; em cusa de Charlee
Pluym & C, rii do Csm'nercio n. 24, Recite.
Tiras bordadas
A I O. 1, leo e OO rs
Para o carnaval
S<5 na nova lija n. 32 la da Emperatriz, se
vende um grande sortimento de bonitas tiras bor-
dadas, proprias para enfeites, sen lo largas e es-
treitas, pelos baratissimos precos de 100,120,160
e 200 rs., tendo dous metros cada peca, grandi
pechincha. Assi n como um bom sortimento de
ganga am irrita, verles e encrnalas, qne st
vendem barato : na loja do Pereira da Silva,
roa da Imperatriz n. 32.
Coslumes de casemira
A 3o* e 35
Na nova I Ja da ra da Imperatriz n. 32, rece- ;
beu-se um grande s< rtiinenfo de finissimas case-
miras inglesas ce cores claras e escuras, que se
venden orpreci muito em ronta, assim como das
meninas se mandara fazer costuraos por medida,
sendo de paletot saeco a 3; '*000, e de fraque a
3" ; assim como de superior flanell ingleza de
cor azu1 escura, a 301 e 354, e tamb.in das mes-
mas fazendas se mand i faser qualquer peca avul-
sa, grande pechincha ; na nova loja de Pereira
da Silva.
Sitios e casas para ah
gar-se
Aluga-sc o sitio do Abrigo, nos Arrumbados ou
Duartj Coelho, com grnde sobradj para morada,
coebeira, casa para criado, 600 pts de coqneiros,
muitas outraa f ucleiras, oito viveiros, com pro-
porcoes conservar se vuecas para das leite, e
muito prximo a urna e-tai,-ac da via -frrea de
Olinda. Tambera aluga-se um grande sitio na
Torre, com grande casa para aerada, quartoe
para criados, coebeira para carro, estribara, mul-
tas fructeiraa e baixa para capm.
Camisas nacionaes
A feOO. 3*000 e SJ500
32 = Loja a ra da Imperatris = 32
Vende-se ueste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e puobos de linbo como de algodo, pelos
barate* precos de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
muito melbor do que as que veem do estrangeiro e
muite mais bem feitas, por serem cortadla por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambera
se manda faser por encommcndss, a vjntade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatris n.
8 de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
&2 Roa da imperatrlz = '.
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
peitavel publico um variado sortimento de taaen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos. assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tamoem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mos-
tr alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
3* Ra da Imperairts-SC
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupss abai
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgoro diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados 7*000
Ditos de casemira preta, de cotdao, muito
bem feitos e forrados 10*000
Ditos de dita, fazenda muito me Ihor 12*000
Ditos de flanell azul, sendo ingleza ver-
dadera, e forrados 12*000
Calcas de gorgoro preto, %colchoado,
sendo fazenda muito encurpada 5*500
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas 6*500
Ditas de flanell ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8*000
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*000
Ceroulas de greguellas para homens.
sendo muito bem feitas a 1*200 e 1*600
Colli linhos de greguella muito bem feitos 1*000
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias cruas e enllarinhos, etc.
Isto na loja aa ra du luiperatriz n. 32
Vtleiiao
Na rna larga do Rosario n. 13, vende-se pasea-
ros de diversas qualidades, cantadores, e por pre-
cos commodos, e 20 volumes da Historia Univer
sal, por Cesar Cantu.
Caixdro e escripta
Precisa-se de ura caixeiro qu-! tenha b>a lettra
e prat'rca de escripturaco, para fra da cidade ;
a tratar na tu i Duque de Caxias n. 43.
Empreado
Precisase de um que saiba tratar de vaccas,
preferese pertuguez ; a contrapar na ra do Mr-
quez de Olinda n. 47, 1- andar, das 11 as 2 horas
da tarde.
IGUABASS-
N. 88:200
O Dr. Francisco Xa-
vier Paes Barreto,
pela 4.a vez rogad-. a
vir oo mandar a ra do
Mrquez de Olinda n.
50, dar 'umprimento
ao numero cima.
Cosinheira
Precisa-se de urna boa cosinbeira, que d co-
nhecimento de sua conducta ; a tratar na ra da
Aurora n. 67, andar terreo.
Precisa-se de um menino de 12 14 anuos, para
vender quitanda, de bi.a conducta : na ra do Co-
ronel Suassuna n. 161, 2' andar
Com urgencia
Precisa-se de urna ama que engomme com per
ico : na ra d > Ctbug n. 11, 1" andar, esqui-
na da das Trincheiras.
Villa pratita deesenp-
turaciio mercantil
Adolpho A. Cuedes Alcoforado faz sciente aos
*eus alumnos e a quem iateressar, que tendo re
gressado a sua residencia, na rna da Aurora n.
15, reabri a sua aula, a qnal funeciona as ter-
cas e sextas- feraa, das 6 horas da tarde as 9 da
noite.
AguadeVidago
Em quartos <; meias garrafas ; vendem Fari
obrinho & C, ra do Mrquez de Olinda n.
1, depositarles.
VENDAS
Pliiinnacia
Vene-se a bem conhecida e afreguezada Phar-
macia Humanitaria, \ ra do Rangel n. 48. Re-
commenda- se pelo local, oa arn^acao e excellente
vssilbame ; quem pretender, dirija se mesma
pharmacia, oude achara com quem tratar.
Crande liquidado
de pilase
17 Rua ^o Baria da Victoria
Exposlfo uuiTcraal
17
Riscados largos
a lOO rs. o ovado
Na loja da ra da Impe^.triz n. 32, vendem se
i riscadinhos proprios Dar roupas de meninos e
vestidos, pelo barato pn.90 de 200 rs. o covado,
I tendo quasi largura de chita francesa, e assim
i como chitas brancas miudinha?, a 200 rs. o cova
I do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
loja ao Pereira da Silva.
Fasto*-*. Netinelas e lazinhaw a 500
rs. o covado
Na loja da rna da Imperatris n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-cores,
&zenda bonita para vestidos a 500 r?. o covado,
e setioetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. 1 covado. pechincha : na loj
do Pereira da Silva.
Merino* pretal, a l*OO e I #00
Vende-se merinos pretos de duas 1-rguras para
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*600
o covado, o sinenor setim pre'o para enfeites a
1*500. afsim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavonres brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nova
de Pereira da Silva ra da Im eratriz nu-
mero 32.
Alsrodaozlnho franrc para lences
a MWn., I* e 1*00
Na loja da ra da Imporatriz n. 32, vende-se
pe ores algodaozinhos francezes com 8, 9 e 10
Irnos de largura, proprios para lenoes de um
s panno, pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para lncoes, a l|50u o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Koiijia par meninos
A Ai. 1*500 e *
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um variado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nita curta, feitos de brim pardu, a 4*000, ditos
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgoro pr-ito,
emitan do casemira. a 6*, sao muito baratos : na
loja do Pereira di Silva.
em eontiniiafo na ra larga do
Rosarlo **
Damiao Lima C, nao p dendo acabar n sen
grande sortimento de miudezas, em cansequeneia
da cryse perqu passamos, continam por mais al-
gum tempo a liquidar suas mercaduras, pelo que
de novo convidara ao publico e especialmente
Gxmas familias, a quem pedem toda proteccSo.
Admirem I
Punbos e colarinhos bordados para se-
ntaras 2*200
Ditos lisos 1*800
Ditos de cores 1*500
Luvas de seda de coros 2*600
Agua florida, 700 rr. e 1*000
Bordados de 300 rs. i 2*000
Bonitos lacos a 2*200
Loques de 400 rs., 6CO e 1*0 O
Meias para homem 3*00"
Ditas idem 3*000
Ditas de cores 4*000
Um par de fronhas de labyrinth. I *5' 0
Urna toalha de labyrintho 25J e 30*000
Envesiveis, rs. 320
Fitas, bicos, lencos, gravatas e outros muitos
artigos que estilo exposicJo.
Ba larga do Roo- r o si. as
Damiao Lima & C.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1AUO
Este excellente Whisky Escossez preferiv
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo. .
Vende-se a retalho nos melheres armazens c
tiolhados.
Pede ROYAL BLEND marca' VIADO cujo n.
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BROWNS & C, aijentes
Bod das
Mendonca Primo & C.
Vendem por precos sem
conpeteaela
Las escocesas, padrdes modernos a 400-reis o
covado.
Ditas mescladas n lavradas a 500 reis o dito.
Velbutinas de todas aa cores, lisas e lavradas a
1*200 o dito.
Kustoes brancos com lindos desenhos a 400 e
500 reis o dito.
Lencoes de bramante a 1*800.
Callarinbos modernos para homens a 500 reis.
Betina de todas as
mos
Merinos pretos e de corea para \ istido.
Mantilhas pretas.
Ficbs do diversas qualidades.
Cortes de cassemira para ssnhora, bordados de
seda, atoalhadot, espartilhos, tapetes avelludados,
panos de crochet, punhos para homem e senhora,
meias de todas as qualidades para homem e se
nhora e eutros muitos artigos de moda.
Ra Uupuc de Caxias n. 8
Cabriole! e victoria
Vende-se um cabriolet e urna Tictoria em p< i
feito estado : a tratar na ra Duque de Car ai
numero 47.
Fazendas finas e modas
i.-Bua do (bota I B
Bastos A C.
(TELEPHONE 359)
Exmas. familias que receberam de
Avisara as
Paria:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos da
mais alpitante novidade como sejam: Etamine
com bordado a retroz, seda crua bordada a capri-
cores, por precos baratissi- cho, Cachenfire com enfeites bordados a fil.
Mode. 1886
Correias
d. sola inglez*, de lona c de borracha, de diver-
sas larguras e grossuras ; vende-se barato na
iundico Villaca, ra do Brum n. 54.
VENDE-SE
Doce de caj secco,
I na ra de S. Jos o.
16.
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa escolha m vestidos -om 20 metros de
la ligeira, tecido ainda nu conhecido aqui.
Cores e desenhos novissimas n..s seguintes fa-
zendas de seda, l e algodo. Etamine, Surah, Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Explendido sortimento
Em leques, luvas, espartilhos, lacos, lavahres,
meias, lences e muitos outros artigos que se ven-
dem por precos sem competencia.
SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
59-Roa Duque de urnas-.',!}
Toaile de nice, lindas cores, 1. 1*400 o co-
vado.
I Damac de seda borcada a 1* o dito.
Sedas bordadas, finas, a 1*800 e 2* o dito.
Setim Maco de todas as cores, a 1* e 1*400 o
dito.
Dito dito preto, a 1*200, 1*500 e 2* o dito.
Cachemiras para vestidos, a 1* e 1*400 o dito.
Gorgurinas matizadas de todas as cores, 8 400
e 500 rs. o dito.
Setinetas lavradas e lisas de todas as ccres, a
500 e 560 rs. o dito.
Failc com lindas cores, a 460 e 640 rs. o dito.
Mirins pretos a 1*, 1*200, 1*400 e 2* o dito.
LS de quadrinhos, cores lindas a 700 rs. o dito.
Dita de todas as cores, a 400 e 560 rs. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 320 rs. o dito.
A'pac-.s lisas, finas, a 360 e 460 rs. o dito.
Fusilo de cores para menino, a 320 e 3H) rs. o
dito.
Casemiras pretas a 2* e 2*200 o dito.
Ditos de cores a 1*500 e 2* o dito.
Ditas ditas finas, inglezas, a 3*500 e 4* o dito.
Cortes de casemiras com toque de mofo, a 2*860
e 3*400.
Ditos de dita perfeitos, finas, a 6*500, 7*500 e
Damasco de la com 8 palmos de largura, a 2*
o covado.
Dito de algodao a 600 rs. o dito.
Dito branco bordado a 1*500 o metro.
Atoalhado de linho fino, a 1* o dito.
Cortes de cazeneta a 1*400, 1*800 e *.
Fechs de pellucia, 6* e 7* um.
Ditos arrendados, a 2*500, 3*500 e 4*500.
Ditos de seda, lindas cores, a 3* e 3*500.
Chales de casemira, a 3*500. 5*500 e 7*.
Ditos de algodo, a 1*, e 1*800.
Colchas de cores a 1*500 e 2*.
Ditas portuguez ..-> (muito grandes) a 12* e 14*
Ditas de crochet a 10*, 12 e 15*.
Capellas com veo (para noivas) a 10* e 16*.
Enxovaes para batizado, a 10* e 14*.
Camisas para senhora, a 3*500 e 5*.
Saias idem idem, bordadas, a 4j egvsVJOO. a
Toalhas d 'iberntho ricas (para baptizado)
60*e80*
Cretones para vestidos, lindos padrdes, a 380,
360 e 440 rs. o covado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
A' rna Duque de Caxlaa n. SO
Carneiro da Gana & C.

%
Fazendas branca
8
SO' AO NUMERO
rna da Imperatriz
6J500
12*000
800
1*800
500
1*500
800
1*280
25800
1J800
400
200
o ra da Imperatrl:
Loja dos barateiros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas est*s fazendas
abat mewewnadas, sem ompetenea de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de algodaozinho com 20
jardas, pelos baratos precos de 3*800,
4|, 4*500, 4*9(0, b, 5*500 e
MadapolaoPecas de madapoln com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas branc s e cruas, de 1* at
Creguella francesa, fazenda limito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
c-roulas, vara 400 rs. e
Ceroulaa da mesma, muito bem feitas,
a 1*200 e
Colletiuhoe a mesma
Bramante francez de algodo. muito en-
corpad.i com 10 palmos de largura,
metro
Dito de linbo inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoa iba lo adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drdes delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
Talas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C esquinu do becco
dos Vrreiros
Algodo enfestado pa-
ra lenfoes
A o r*. e laOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodo para lencoes de nm s panno, com 9 pal-
mos de largura a 900 rs., e dito com 10 palmos a
ISOOO onietro, assim com dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o metro. Isto na l*ja de Alheiro t C., esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, H800 e 2* o covado
Alheiro A C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
Espartilhos
A 5000
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espurllhos para senhora*, pelo preco
de 5*000, assim c mo um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc, isto na loj i da esquina
do becco dos Ferreiros.
Fustes de setlneta a &OO rs, o
covado
Alheiro ft C. rna da Imperatriz n. 40, ven-
dem nm bonito sortinentn de fustoes braneos pelo
baratinbo preco de 400 e 500 rs. o cuvndo, assim
setinetas lisa*. teoS re todas as cores a 500 rs. o
covado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
l^ainhas
Veadem ae em barris e em qoartolas, e mais
baratas |do que em ou'ra qualquer parte ; na ra
de Pedro Aftunso ns. 5 e 11.
OTE
DO
EXTRACTO NO DI4 ll DE FEVEKEIRO
NSFERIVEL
O portador que possur dous vigsimos desta importante
loleria est habiitado a tirar 25:ooo$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23.
C0KEE A16 DE EEYEREffiODE 1886, SEM EALTA.

A

DAS
- \

CORRE NO DA 40 DE FEVEUEIRO
WIRIL! I ,
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006^000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz,
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 16 de Fevereiro de 1886, sem falta.
praca
de




8
Diario d-PvmJUibaco--((uiiita--feira 11 de Fevereiro de i









I
I
I
r
UTTERATUM
OS FILHOS
DO
SAWDIDO
POK
s. c?ns:
T3HCSIRA PAHT3
O Bario de Grandalr
( Continuando do n. 32 )
XIV
LA CHESNAYE
As cordas gritou o grande coesre.
__ Perdaol baibuciarara os condemnados.
Mas a voz suppcante dos reos foi aba-
fada pelo tumulto.
Robn o Ruivo e alguns outros dignata-
rios do reino da Giria, precipitaram-se so-
bre Lourengo o os seus dous comprmhei-
ros.
Est'.'s vendo que nao tinharn a esperar
compaixao uem misericordia, procuraram
escapar pela torga ao supplicio quo os es-
perava.
Ebrios de
raiva, eniprehenderam urna
lucta impossivel.
Seguio-se entilo uin charivari horrivel,
rugidos capazes de despedagarem os mais
fortes ouvidos; urna agitnglo horrorosa no
meio das ondas movedizas da turba multa,
cujas oscillacSes chegavara at extremi-
(fade do pateo.
O grande coesre bramava e gesticulava,
Pedro o Assassino, continuava desraaiado,
Sulpicio das Pernas Toitas continuava a
dormir, Mathias e Jacquelina proseguiam ch^snave*
a sua conversago de amor, os dous rapa l 7
zes e as duas raparigas esfarrapasdas a sua
orgia, c Talfebol o Gorcunda as suas can-
g5es.
La Ohesnaye, tranquillo, impassivel, im-
movel, pareca estranho ao que se passa va
sua vista.
Fraalmante, tres das quatro lanternas
que allumiavam,o pateo, cahiram cora es-
trondo, e em lugar d'ellas surgirm tres
cabegas humana, de faces contrahidas, de
olhos sahidos fra-das rbitas, com a boc-
ea banda e tres corpos, torcendo-se as
convuls3es da agona, agitavam-so no es-
pago.
Capitilo, disse o coesre, est feita a
justiga.
De repente urna voz dominou o tumul-
to. Era Tallebot o Corcurda que cau-
ta va.
S urna lanterna allumiava este incrivel
espectculo. Quando Tallebot acabava a
sua cango, a la at alli encoberta, des-
embaragou se de repente das nuvens, o os
seus trmulos raios cahiram sobre o pateo
dos Milagres, tornando mas lgubre e mais
horrorosa a scena que alli se pasp.ava.
La Chesoaye, em p sobre o tonel no
meio dos tres cadveres, que se balouga-
rz.\a perto d'elle, pareca o genio da norte
cercado pelas victimas.
Lancou sobra os giriantes um olh:ir de
satisfagao, e fe* um gesto para irapor si-
lencio.
O povaro apertou se curioso.
Vassallos do reino da Giria, disse o
bandido, pronunciando lentamente cada pa-
. lavra coib intonaglo vibrantes, que per-
mittiam a todos os espectadores ouvirem
distinctamente ; Giriantes, faiantes, amigos
do alheio! j quatro vezes appareci entre
vos, e j quatro vezes vos forneci apetito-
sos boceados, bellas colheitas. Lembrara
se'
.dos. Viva La Chesnaye Viva La Ches
'naye.
Pois bem, mais outra vez os venho
procurar, para os conduzir s liberalidades
da fortuna, para os levar fonte de ouro,
para os collocar em presenca dos melhores
thesouros da Franga. Acaban de ver co
mo sei punir traidores, verlo como aei re-
compensar os que me sao neis. Ainda me
seguirlo d'esta vez?
Urna exploslo affirraativa respondeu ao
bandido.
Viva La Chesnaye berrou a multi-
dao.
Giriantes, continuou La Chesnaye do-
minando o tumulto, para vos silo os dia-
mantes e as pedraa fuas os bordados de
ouro e os escudos amoedados, as cousas
preciosas e as joias de valor, para vos as
sedas, os veludos, as pistollas! Quem se
quer fartar de bons viuhos 1 Quem se quer
saciar de sangue e de roubos I Filhos da
Bohemia! amanhl domingo gordo 1 ama-
nhil dia de alegria! amanhl dia de
mascarada Deixem os farrapos 1 Esta noi-
te peguera as espadas, e amanh cada gi-
rante presentear a sua querida com vesti-
dos de seda, com ricas rendas, com cola-
res preciosos, e amanhl cada urna ver o
seu giriante carregado de veludos, de pel-
les, com um gibito dourado e chapeo de
plumas. Amanhl prazer e orgia para to-
dos ; esta noite, saque, pilhagem, e combate
para cada um.
La Chesnaye calou-se.
Todo o povaro estava electrisado por
estas palabras, houve um barulho capaz
de ensurdecer o ouvido menos sensivel.
ao saque a caminho 1 Viva La
Chesnaye! Vamos ao saque Vamos aos
thesouros vocieravam ue todas as partes
cora exclaraago'es furiosas.
Entilo querem seguir-me ? pergun-
tou La Chesnaye.
Sim, sim.
E esta afirmativa assimilhava-se ao tro-
vaa da tempestade.
Aonde n<*s conduzca 1 perguntou o
coesre approxirnando se.
Ao palacio de Hespanha I respondeu
XV
AVANTE OS DA GIKIA
os ginan-
.18 joias
Siui 1 sim gritaram de todos os la-
FOLHETII
Ao palacio de Hespanha! tinha re-
petido o coesre cora espanto.
Sera duvida I exclamou La Ches-
naye. E aonde os pedera conduzir que
encontrassera melhor fortuna ? Nlo sabem
que ha bsile de mascaras esta noite em
casa de D. Pedro de Toledo? Est l
toda a corte com os mais ricos trajes de
testa e adornada com as suas melhores
joias...
Mas tambam l ha os guardas dos
erabaixadores, notou o rei dos truoes aba-
nando a cabega, os guardas do prebostado,
os lacaios, os creados, os guardas do corpo
do duque e da nobreza, os policas da ci-
dsde...
Mas 08 giriantes silo seiscentoa ho
raens, fortes e determinados, deu-se pressa
era dizer La Chesnaye para attenuar o
effeito que produziria a judiciosa e pru-
dente rerlexao do chefe, raais de duzentos
dos meus estilo promptos e*esperam o
signal, entre os policas, os soldados, os
lacaios, os criados e os guardas do corpo
encontraran! camaradas e companheiros,
quo obedecera s roinhas ordens, no pro-
prio baile introduzi os meus mais dedica-
dos ; porem quando mesmo todos nos fos-
sem hosts o numero dos nossos reunidos
o dobro dos delles... jamis se apre-
sentar melhor lance para as nosaas redes.
Giriantes 1 continuou La Chesnaye di-
rigiudo-se directamente a estes, nao sabem
que D. Pedr.7 tem nos seus cofres quatro
mil pistolas?
- Quatro mil pistolas! murmurou a tur-
ba-multa.
Que os seus cofres estilo na sala bai-
xa contigua ao gabinete de armas e que
eu tenho a chave do gabinete ? Sabem que
A FILHA DO MU!
POR
-. S S0I2MSE7

Vai-se o velho Pariz. Demoli se o an-
tigo Hotel Dieu, mas ainda ha dez annos
entristeca o adro de Notre Dame, e a sua
fachada delapidada tapava a vista do rio aos
que iam admirar a cathedral immortalisa-
da por Victor Hugo; esses eram provincia-
nos ou estrangeiros, porque os verdadeiros
parisienses pouco visitam os monumentos e
nao se divertem era ir passeiar na Cit.
E' um bairro habitado por pequeos capi-
talistas que raras vezes saliera de casa e
que nao apreciam aa bellezas architectu-
raes da igreja construida no tempo de Phi-
lippe Augusto.
Entretanto, nesse tempo, a praga deserta
e silenciosa ani nava-so as quintas e nos
domingos, dias era que os parentes dos en-
fermos do hospital eram admittidos a visi
tal-os ; essas recepgSas, porm, autorisadas
pela repartilo de soccorros pblicos, con-
trastavam com as que attrahiarn os trens
lnxuosos porta d s palacetes do bairro
Saint-Germain. Era um vai-vem de po-
bres diabos que chegavam a p e voltavam
do raesrao modo ; mas o aspe ti do adro
tornava-se quasi alegre e valia a pena ob-
servar o quadro.
Por urna blla quinta-feira da primavera
do anno da graga 1874, dous cavalheiros
regalavam-se contemplando o de ama das
janellas mais abas do edificio do Hotel
Dieu. O mais mogo, em mangas de ca
misa, fumava o seu cachimbo encostado ao
peitoril da janana ; estava em sua casa ;
porque no hospital havia aposentos reser-
vados para oe internos, e havia seis mezas
Sue elle oceupava nm, por ter sido recebi-
o no internato depois de um exame muto
brilhante. Era um rapaz de boa apparen-
cia, e, a despeito do modo porque est. Ti
vestido) tinha o que sa chama um ar dis
tincto. Tinha os olhos graudes, negros e
essa tez paluda que tanto agrada s nu-
lheres romnticas.
os movis estilo cheios de pairaras e que
o saque do palacio.ha da produzir mais de
um railhab de libra !
Um milhJo exclama rara
tes maravilhados.
Outro tanto deretn produzir
e os factos dos convidados ?
Magnifico I exclamou o grande coes-
re esquecendo a sua reflexlo precedente.
Entre vos e os meus a partilha
igual, e demais desisto da minha parte de<
chefe.
Viva La Cnesnaye berraram de to
todos os lados.
Mas de duzentas pistolas por cabe-
ga I continuou o bandido.
E bellos vestidos para ti, Jacquelina
a Comprida! gritou Mathias. Ao saque o
palacio embaixador !
E um bello gibSo para mim berrou
Sulpicio das Pernas Tortas, que tinba acor-
dado paraouvir o discurso de La Chesnaye.
Ao saque a corte o a cidade!
E vinho para todos! resmungou urna
voz surda, ao saque I ao saque !
Era Pedro o Assassinio, que tornando a
si do desmaio, em que o lngara o peni-
tente fazendo Ihe respirar, sem duvida, al-
guma coraposiglo chiraica, ouvia de becca
aberta, e sera comprehonder outra cousa
do discurso do que a possiblidade de um
saque.
E joias, meus amores 1 gritou um dos
mogos, que estava sentado ao p das duas
raparigas.
E pancadaria murmurou Tallebot o
Corcunda.
- E pistolas I disseram os dous jogado-
ras reconciliados pela perspectiva do sa-
que.
Ao saque I o palacio 1 repetiu Ma-
thias .
Ao saque ao saaue berrrava a po-
pulaga..
Avante gritaram os quo estavam
mais distantes.
Vivara os filhos da giria I gritou La
Chesnaye.
A roultidito deu berreiros diablicos, de-
cidida a cahir sobre a mina que Ihe apre-
sentavara.
La Chesnaye, ou antes o falso conde de
Bernac, ou antes Bcynold, porque era elle,
conseguir o seu fira.
Era este o projecto que elle participara
ao i rmeos na pequea sala azul contigua
sala de danga, pouco antes do sahir do pa
lacio do embaixador.
O plano era simples, ousado e de exe-
cugiio fcil.
No meio do tumulto occasionado por um
ataque repentino, no meio das semas de
violencia, do assinin > o de carnagera, era
o plano, castigar e egypcio das palavras
ameagadoras, matar Giraud, o ex-policia
de Roen, levar Diana, a encantadora filha
do preboste de Paris, erara crraes facis
de consumar.
Portanto Reynold nao tinha hesitado.
Priraeiramente quera, revestido cora o
traje tradicional de La Chesnaye, operar
com a sua quadrilha, guardando assim pa-
ra si e para os seus todo o beneficio da
expedigiio, que o saque do palacio o as
joias dos convidados deviara tornar produ-
otivo.
Saindo da casa do embaixador dirigira-
8e pressa a essa casa da ra do Pavito,
ond3 Humberto tinha conduzido mostr Eu-
des e Aldah, casa em que j vimos entrar
R-yaold, quando s o conheciaraos pelo
conde Bernac e quando elle se diriga
casa de jogo de Joaas na feira de S. Ger-
mano.
Mas segundo as ordens quo dera, e que
Humberto transmittira, a maior parte da
quadrilha dos tres irmaos j se tinha diri-
gido para a estrada da Norraandia.
Smente trinta homens, os mais fiis e
os raais determinados tiuhara ficado cora o
velho e com a rapariga.
Este pequeo numero torna va impossi-
vel o projecto concebido, mas Reynold ti-
nha um espirito frtil em expedientes.
Nao podendo contar com os seus, logo
O outro, que estava em p a seu lado e
quo nao fumava, era um homem dos seus
quareuta annos, alto, magro e secco. Se
nilo fura a sua physionomia leal e franja,
poderia alguera tl-o tomado por um des-
ses agentes bonapartistaa de outros tem-
pos, um Ratapoil, como se dizia entre a
revolugo de 1848 a o golpe de estado de
1851.
Mas elle parecia-se, sobretudo, com Dom
Quixote e devia ter a bravura e o carcter
aventuroso do here de Cervantes, porque
os seus amigos o chamavara de ordinario
Dom Meriadec, quanio os seus verdadeiros
nomes eram Yves Couan de Meriadeo.
Era Bretao da gemma e um pouco barao,
mas baro sem trras e nenhum aprego da-
va ao seu titulo. O interno Alberto Dau-
brac, natural de Agen, era, como todos os
GascSes, avisado, ambicioso e pouco dado
a sonhar. Mas a amizade nasce dos con-
trastes, e esses dous homens tolenvam-se.
Olha, disse de repente o interno, alli
vai o anjo dos sinos atravesando a praga.
De onde vem ella cora a sua cestinha! Ah !
j sei, do mercado de fires. Ella volta
com raolhos de goivos.
Essa menina que so dirige para o la-
do da igreja ? perguntou Meriadec.
Sim, aquella que est de manta de
xalrez e lengo na cabega loura. J viste
cabellos tilo bonitos na tua Bretanba ? Me
ninas dessas no brotara as trras incul-
tas, brotara em Pariz nos cubculos dos
porteiros.
Meriadec tirou da sua caixa um grande
binculo, que trazia a tiracollo, a moda dos
inglezB8 ora viagem, e o dirigi para a pes-
soa que Daubrac indicava, dizendo com
convicglo :
encantadora. Tem o ar de urna
(nadla. Por quo a chamas de anjo dos
si aos ?
Porque seu pai siueiro de Notre-
Dame e guarda daj torres No bairro tam-
bera a chamara fada do adro. Eu prefiro o
sobreuorae que Ihe dei. E' menos potico,
porm mais engragado.
E's tu o seu predilecto ?
Ella nao tem predilecto. E' honesta,
meu caro. Aos dezenove annos, com um
rosto como o della, isso meritorio, ein ?
Tanto mais meritorio quanto ella, por
certj, nilo rica.
Ella s tem o que ganba fazendo flo-
res artificiaes. O papai Verdire um ex
tioldado de cavtllaria, que bebe conscien-
ciosamente os r,ous vencimentos e que nao
d aua filha Rosa um sold para vestir-
se lembrou de se por frente dos giriantes
do pateo dos Milagrea.
Este novo expediente era ainda muito
melhor do que o primeiro.
Com effeito, todo o odioso do crime ia
cahir sobre os giriantes, e Humberto con-
tinuando no baile at ao desfeixo do drama
devia por falso o conde de Bernac ao a-
brigo de toda a suspeita.
Conhecendo de longa data a arte de
coramover estas massas degraladas, esta
escoria da sociedade, de quo de taiapos a
tempos se servia para o auxiliar, quiz pro-
duzir nella espanto e medo.
O negocio dos espi5es servio Ihe para
conseguir este resultado, e sabemos cora
que arte elle ae apresentou era scena.
Quando via quo dominava inteiramente
os giriantes, corainunicou-lhes os seus pro-
jecto, mas guardou-se de Ihos dizsr que a
nocessidade que o obrigava a recorrer a
elles.
Quera levar os giriantes at ao palacio,
impelid os ao ataque, e depois deste enga-
jado, deixalos roubar vontade ; entre-
tanto eatrava elle pjlo jardira e ia ter
sala azul cora Humberto, Mercurio, Diana,
Catharina e Camaleab.
Caraaleao dovia arrebatar a filha d> pre-
bosto e entrgala aos horneas que elle
postaria porta do jardira.
Entretanto Mercurio roubaria o thesou-
ro do embaixador, e Reynold e Humberto
matariam, uro o egypcio, o outro o poli-
ca de Ruao.
Depois fugiram todos no meio da des-
ordem, deixando os giriantes s maos cora
os gentis homens, quo decerto se haviam
de deffender com valor.
Vivara os filhos da giria 1 tinha ex-
clamado Reynold terminando o seu dis-
curso.
Viva La Chesnaye respondeu a ca-
nalha.
O pateo dos Milagres estava em extre
ma agitagao. Era urna efervescencia im-
possivel de descrver.
Homens, mulheres, cre^ngas, velhos,
ehefes e soldados, silos e doentes, anda-
vam do um para o outro lado esbarrando
uns com os outros, gritando, gesticulando,
com uina ani maguo capaz de causar vert-
gera ao cerebro de um observador, se aca-
so um observador se aventurasse neste rei-
no dos ladroes e vagabundos.
Naquello tempo nilo era cousa rara na
boa cidade de Pars uraa expedigiio seme-
lhante aquella, que iam tutar os giriantes
induzidos por La Chesnaye e debaixo das
ordens de seu chefe.
Como j disseraos em outra parte, n5o
existia naquella poca a polica tal como
a entendemos boje, e nao devia ser creada
senil.) um seculo depois, no meiado do
reinado ie Luiz XIV por lei de Li Re-
gina.
O preboste de Paris tinha algum poder ;
mas os velhos costuraos feudaes, qno anda
nilo tiuhara. sido destruidos por Richelieu,
continuando a obra de Luiz XI, e predec-
cessor da revolugito de 1789 tornavam este
poder muito fraco e por consequencia inca-
paz de proteger os hacitantes da grande
cidade.
Os abbades superiores, mesmo alguns
so. Crek), at, que ella contribue com
alguraa cousa para as despezas da casa.
Entilo ella mora com elle ?
Justamente, na torre do norte ; e nao
sei quantos degros aciraa da caiga ia. Ella
habita uraa caixa feita de pedras, em que
eu nSo passaria vinte e quatro horas sera
apanhar o spleen e ella alli leva a cantar o
dia inteiro como um teotilho. Ella agora
entra era casa.
Com effeito. a menina t nha entrado na
ra Clotre Notre-Dame.
E' pena, murmurou Dom Meriadec.
Eu estava gostando de vela. ;:
Aposto, e.cclamou Daubrac, que j
ests pensando em protejel-a contra os que
tomarera a liberdade de tentar contra a sua
virtude. Mas ella nilo precisa de ti. Ella
sabe perfeitamenta proteger so. Comprime,
pois, os teus instinctos de cavalheiro erran-
te o confossa que da janella do meu quar-
to tera-so, s vezas, visoes agradaveis.
Cora certeza, a gente aqui diverte-se
mais do que na minha, que d para a ra
Cassette, onde nao passa ninguem.
Mas, p'ir que foste morar l ? Aqu'
o espectculo raudi a cada instante. Olha,
jsts vendo aquello par quo passa era fren-
te porta da igreja ? Esto i cer:o de que
silo dous apaixonados e nao apaixonados
serios.
A raulhar traz ura vozioho espesso co-
mo uraa mascara o coichega-se tmidamen-
te ao cavalheiro, que abaixa a cabega para
que no Ihe vejara a cara. Esses pombi-
ohos estilo procurando um lugar seguro
para engaar ura marido. E os dous silo,
seguramente, da melhor sociedade. O ho-
nem do uraa elegancia perfeita, o o ves
ido da seahora sabio da casa de uraa boa
nodsta.
E' possivel, mas ac'io os muito me-
nos interessantes do que essa ra nina loura.
Eusempre acho muito divertido obser-
varos modos dos amantes que se oceultam.
Estes, evidentemente, estilo reduzidos a
ter entrevistas era bairn s longinqaos. Ah !
dobraram pela ra do dolare, como Rosa
Verdire.
Vo, talvez, fazer a ascenso das torres-
Lis ahi urna idea ridicula.
NSo tao ridicula assim. L em ci-
ma a gente deve estar muito corarao-
do para dizer cousinhas raeigas. Tem o
co por tecto e s as andoriulias por tese-
acunhas. urna idea a reahsar e hei de
pd-la em pratiea na primeira occasiSo que
tiver um namoro na alta sociedade.
senhores quo anda tinhara pretengSes aos
direit08 de fazer justiga, de censo e de ins-
peegao, iuterpunham oe entre a autori-
dade do preboste e aqualles que esta au-
toridade araeagava, e nem sempre permit-
tara aos rolicias do prebostado persegui-
r m os criminosos as suas trras privile-
giadas.
Este era a causa dos monstruosos abu-
sos de irapunidade, de que os malfeitores
hbilmente se aproveitavam.
Os roubos, os assassinos, muitas vezes
eram commettidos em pleno dia, no meio
da ra, sem que as pessoaa que isto pre-
senciavam lhes dessem importancia.
Cousa singular escreve L^Etoi'e,
dizer que na cidade de Paris se commet-
tem assassinos e ladroeiras como em urna
floresta.
De noite, os assaltos frequentcmente
eram executados contra qualquer casa de
um negociante rico, contra o palacio de
qualquer nobre, isto nos bairros mais po-
voados. E era tal o medo quo os bandidos
inspiravam que os visinhos da casa araea
da nilo so atreviam a tomar partido contra
os ladroes, e ficavara fechados em casa,
julgando por prudencia que no deviara
abrir as janoUaa.
Assira, nilo s as residencias reaes, o
Louvre, o Palais, u Bastilha, les Tournelles
erara guardados cora toda a cautella, mas
a maior parte dos palacios dos nobres, e
grande numero de abbadias e do igrejas,
tinham conservado preciosamente os raeios
de defeza de quo os tinha cercado os sr-
chitectos da idale inedia.
Assira, como aciraa diasemos, chegada a
noite, os cidadaos nao sahlam do casa, e
os senhores nao so aventuravam as ras
negras, desertas e enlameadas son2o acom-
panhados por um batalhao de criados.
Forgar, roubar, saquear ura palacio,
aonde estava reunida a flor da corte e da
nobreza do reiuo, podia ser cousa diffi:il
de tentar, pergosa de emprehender, o
ardua do executar ; mas no podia ser cau-
sa estranha de propor a malfeitores vidos
de crimes.
Porem, a expedigao, para ser bem 3uc-
cedida, exiga uraa conducta prudente e
certas medidas de precaucjlo indispensa
veis.
Mas os giriantes, neste pouto, confiavara
inteiramento era la Chesnaye, cuja auda-
dia, genio, ferocidade e coragera se tinhara
tornado proverbiaes entre os ladrSes
Todos ele. trisados, enthusiasmados pelas
palavras do bandido, esqueeiam o perigo
que iao corrr, para s pensarem na bri-
lhanto e esplendida presa sobre que se
iam atirar.
Todos se preparavam, armavam-se to-
dos, un3 com espadas, adagas e punhaes,
ouros cora arcabuzes, espingardas e pisto-
las ; estes pegavain n'uma langa, n'uraa
allabarda, aquelles n'ura machado, n'uraa
maga de ferro, n'uma faca.
Maos obra 1 gritou o coesre ; s fi-
lciras, giriantes 1
Seguio-se grande movmento o pateo co-
megou a despejarse, o raa grande linha
negra o cortou ora tola a sua extensilo.
A proposito, diz Pedro o Assassino,-
que j no estava bebado, que volta va a
si do desmaio (o desmaio fizera desappa-
recer a bebedera, o saque em presp3Cti-
va fizera desapparecer o desmaio), a pro-
posito, aonde est o enfannhado, era que
eu devia bater ?
Sim, ajuntou Mathias, que entrou
na fileira, levando pilo brago Jacquelina,;
qual proraettia vestidos de velludo, ren-
das do ouro e collares de pedrarias.
NSo o vejo, disse Godard P de Boi,
levantando se sobre as extremidades dos
seus raembros inferiores, cuja amplitude
Ihe tzera dar o appellido por quo era co
nhecido.
E Hcitor...
Tambara nilo o vejo.
Ha pouco estavam elles alera, disse
Guilherme o Matador.
Julgas que era o diabo ? perguntou
Jacquelina.
Dava ares delle, respondeu Mathias.
- E que forga! ajuntou Godard. Como
elle deitou por torra o Assassino! Vi-
ram ?
Diz, Pedro, viste o sol a raeia noite ?
Hum I hum resmungou o assassino.
O homem era mgico : elle nao me to-
fossem tres malvados, cujo fim pela corda
era inevitavel, a violencia de similhante
acto tinha impressionado os dous especta-
dores.
Depois, no momento era que Li Ches-
naye tinha dado ao seu auditorio a ospe-
ranga do saquearem o palacio do embaixa-
dor, Heitor e o desconhecido tinham es-
tremecido ambos, e as suas maos encon-
traodo-so, tinham-se apertado convulsas.
Finalmente, aos berros frenticos dados
pelos giriantes :
(Continua)
VARIEDADES
Meriadec dirigi os dous tubos do seu
binculo para o alto da torre e disse :
Neste momento nSo se ve nenhumi
cabega cima da balaustrada que encima
a torre onde estilo os sinos.
A nica quo permittido subir, in-
terrompeu o interno. Aposto que os nos-
sos naraorados l vilo. Seria um prazer
scguil-os.
No fago empenho em perturbar a
sua conversa.
Aj passar veramos a fada do adro.
O aposento em que ella mora d para a es-
cada da torro. Essa escada fechada por
ama grade, onde as visitas tocara urna
campainha, e muitas vezes ella quem
abre, porque o velho Verdire nao gosta de
incommodar se.
Eu estimara muito ver de perto o
anjo dos sinos, disse Meriadec ; mas subir
l era cima !
Para as tuas pamas coraprids nao
nada ; e, alera di sao, no seremos obriga-
dos a subir at a calotte do chumbo que
serve do chapeo torro do sul. Parare-
mos na galera que atravessa a fachada e
esperaremos a mulher velada. Quero vl-a
do perto.
|Nada prova que haveraos de encon-
tral a. Ella e o seu cavalheiro podera mui-
to bom ter continuado o seu passoio sen-
timental atravs das ras da cit.
Pois bam tereraos feito uraa aseen-
silo que qoi dar appetite. O co nSo tem
nuvens, o ar est agradavel ; veremos Pa-
riz do alna e cora o teu bom binoeulo, re-
conhecers a tua casa da ra Cassette.
A's qut.ro horas entro de servigo na mi-
nha sala de cirurgia. Tenho, pois, tempo
para espichar as pernas. .
- E eu nilo tenho nada que fazer.
Entilo, vem comraigo. Talvez te-
nhas ooca8o de to mostrares cavalheiro-
80, uraa raulher perseguida a defender,
uraa criaiga abandonada a rccolher.
Essa esperanga resolve-me, disse Me-
ridiac rindo.
Muito bem I eu sabias que havias de
vir, murmurou Daubrac.
O doi.s amigos sahiram da janella. O
interno vosto um jaquetlo muito bem ta-
blado, e poz na cabega ura chapeo baixo
que ia muito bem cora o seu rosto. Des
oeram oe oitonta degros, e depois de atra-
vossar o peristylo do hospital, cheio de vi-
sitas, entrarara na praga..
Olha I eu bem dizia exclamou Dau-
brac, levantando os olhos para a fachada.
J estSo na galera do meio. A mulher
cou.
A's fileiras 1 as filciras repetio o
coesre.
Os retardaterios correram voz do che-
fo, e dentro em pouco poderam por-se em !
marcha.
Guilherme o Matador disaera a verda-
de. Heitor e o penitente estavam a pouca
distancia, mas atravestando a praga, se-'
guindo a linha da sombra chegaram ao
fim della. Ambos tinham assistido ao ter-
rivel drama, que acabava de se represen-
tar sua vista, e ainda quo os padecentes
levantou o veo, que e3t solt ao vento.
Assesta o teu telescopio, mou caro, e diz-
rae se ella bonita.
Celeste
Tudo na rainha vida a acabando :
Essas flores ideaes da phantasia
Iam-se, lentamente, detinhando,
E a minh'alma tristssim e sombra
Comegava a nao ver no seu futuro
Ura nico vislumbre d'alegria l
Porra, na tela d'esse fundo escuro,
Eu vi surgir a imagem luminosa
D'esse teu rosto celestial e puro,
E, como se existisse alguraa rosa
Dentro d'este meu peto, eu vi entilo
Abrir-se, novamente,. luz radiosa
O meu triste e opprimido corago 1
E tu, meu casto lirio iraraaculado,
Conseguiste tornar em um vulc-?
O meu peito j quasi enregelado .
Bemdita sejas tu, al va cecera,
Que deste ao raeu viver angustiado
Esse s:.nto pharol que todos tem,
E que eu tinha perdido em pequenino
Por ter perdido o amor de minha Mae l
Como tu conseguiste quo o destino
Podesse debuxar na sua tela
A luz do teu perfil correcto e fino I
E' que tens n'essa fronte, alma singella,
Um nao sei quo de santo e de celeste
Como o pallido brillo d'uina estrella :
E assim, foi quando tu me appareceste
Quo essas nuvens sombras da desgraga
Fugirara ao rogar da tua veste,
Bem como a nouta escura foge e passa,
Ao ver surgir a luz do sol fulgente
Entre nuvens finissimas de cassa...
E's to bella e gentil, flor tremente,
Ros sabida dos jardins do Empyreo,
Como a gotta d'orvalho transparente
Engastada no peito d'algum lirio !
O que eu sinto por ti, nilo amor:
O que eu sinto por ti, um delirio!
Gosto immenso de vr-te, minha flor,
A cozer janella ou encostada
N'essa mosinha ideal, que um riraor :
Mas de manha, se ests despenteada,
Fi'O louco se vejo, meu thezouro,
A tua fronte bella encaixilhada
as espiraas do teu cabello biro,
Que te cahem depois at ao chao
Em catadupa ideal de fios d'c iro!....
Ao ver-te assim, eu julgo urna visao
A luz d'esse teu rosto peregrino,
E, se pens ques minha,eu digo entilo :
Bemdito sejas tu, lirio divino,
Que mo deste esse amor que todos tem,
E que eu tinha perdido em pequenino
Por ter perdido oamor de minha Me!...
Ecade Almeida.
Lisboa, 1885.
do adro, quera nos abra a grade da escada
de espiral.
Dessa vez Dom Meriadec nlo se fez
Dom Meriadec tirou o seu binculo da mais rogado para seguir o seu joven cama-
caixa, mas antes de poder sorvir-ae delle,
a mulher que estove um instante encostado
balaustrada, j tinha desapparecido com
o cavalheiro que a acompanhava.
Eclipse total! exclamou o interno.
rada, que se diriga ra do Clotre. Nao
tinham dado dez passos quando ouviram
gritos e viram correr as visitas que sahiam
do Hotel Dieu. Essa chusma corra para
o lado de Notre Dame e em breve forraou-
Guarda o teu instrumento e procuremos \ se um grande ajuntamente entre a base da
recuperar o tempo. A escada das torres torre do sul e o Sena.
na entrada da ra do Cloitre. Varaos l,
a passo accelerado.
Deixa-me contemplar ura pouco essa
fachada raaravilhosa, disso Meriadec, que
nunca tinha pressa.
J a contemplaste muito da miaba ja-
nella.
Nao canso de amiral a, ha especial-
mente a rosacea do centro. O sol a Ilu-
mina nessa momento, o os vidros chammo-
jam como um incendio.
Oiabos te levem com as tas adraira-
g3es. Prefiro ver urna cara bonita a urna
rosacea.
Oh! tu nlo coraprehendes a poesa.
Mas has dme conceder cin;o minutos para
gravar na minha mamoria esse quadro
magnifico. Que pana nao ser eu pintor !
Infelizmente, tu s apenas doudo.
J ao vio alguem inflararaar-se assim por
um monumento ? E' a mana admirativa.
E' preciso tratar disso, meu caro, senao
acabars no asylo de Sant'Anna; e era-
quanto eu nlo for l dar-te duchas, deixo-
te, se continas a olhar como um basba-
qua para a cathedral. Nao quero que me
escapo a minha dosconhocida de veo azul.
Dizendo isso, Daubrac toma va o brago
do amigo e procurava leval-o para diante.
Nlo o conseguio. Meriadec estava teime-
so como uraa mua e foi preciso esperar
que elle acabasse de ex'.asiar-se.
Nao te ha de escapar, disse elle ;
eu a vejo agora no alto da torre.
E' verJado exclamou Da ibrac ; ella
nlo levou muito torapo a subir l, e eu co
mego a desconfiar quo ella ingleza, nlo
ha como as iuglezas para subir oseadas de
quatro em quatro dogros, ah nlo a ve-
mos mais, foi ver outro aspecto do panora
ma, se que ella com o sea torno compa-
nbeiro, nlo se santaram, do meio da pla-
taforma para se dizerem cousas ama veis ;
nlo haveraos de incomraodal-os, mas, quan-
do desoerera, hlo de, forzosamente, passar
por nos, porque o caminho nlo largo e,
por tua causa, espero que seja a fadazinha
Um desastre, disse o interno, isso
da minha especialidade.
Alguem quo atirou-so do alto da torre.
E' o que me parece. Comtanto que
nao aeja a mulher do veo azul!
Oh I que lembranga! exclamou Me-
riadec, uraa raulher que vai suicidarse nlo
leva o amante coinsigo.
Vamo3 seraprj ver, disse Daubrac
philosophicaraente. A pessoa que acaba
de executar esse salto perigoso nlo precisa
raais dos meus cuidados ; mas verificar bi-
tos do meu officio.
Chegando perto da reunilo, os dous ami-
gos souberam logo o que era o acontec-
meato, porque os curiosos o comraentavain
em voz alta.
Ouviam-se ditos como estes :
Ella anda moga, e Afevia ter sido
bonita antes de esmagar a cara na calgada.
Em todo o caso, nlo foi a miseria
que a juuzio a suiuidar-se, porque ella es-
t muito bara vestida.
Tera uraa corrento de relogio, brin-
cos de brilhantes, uraa pulseira do ouro.
A menos que tudo isso seja falso.
Daubrac gritou que era medico; afasta-
ram-se para dar lugar, e Meriadec passou
com elle.
O circulo tinha-so formado em torno do
de ura cadver, e esse cadver era o de
uraa mulher.
Ella tinha cabido de caboga para baixo,
o crneo tinha se quebrado em padagos co-
mo um pota de flores, e o rosto> esraagado
pela violencia do choque estava absoluta-
mente desoonhecivel.
Ninguera ousava tocar nes3e cadver en-
sanguentado. O interna poz um joelho em
ter-a para examinal-o do parto e levnten-
se quasi immediatamente, dizendo aos baa-
baques:
Que fazem voces ahi ? Nlo vm quo
ella morreu logo ? Vio bscar urna pa lila
no Hotel Dieu e mandem aqui a policia.
(CWtnuar-*fl-*.)
Typ. do Diario roa Duque de Canas n 43.

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