Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16876


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Full Text
AMO Lili NDMEKO 32
%.
QABTA-FEBA 10 DE FEVEREIRO DE 18&6


i
1
V

PARA A CAPITAL E LLOARAS OWDE SAO SE PACA PORTE
Por tres mezos adiantados ....
Por seis ditos ideo:...... ....
Por um anno de:u...........
Cada numero avulso, do mesmo dia.......
PARA DESTRO E FORA DA PROVESCIA

6<5000
12,5000
240000
100
DIARIO DE
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos idem......
Por um anno dem......
Cada numero avulso, de das anteriores.
13J500
205000
270000
100
RNAMBUCO
Proprietorte te JRaiwel Xtaitra i>e Jara 4 JtUp*
-
TELEGRAMMAS
SS37IS3 1U AKICIA 2A7AS
(Especial para o Diario)
COPENHAGUE, 7 de Fcvereiro.
Contina o conflicto, obre as lela
de finunrai. entre o goierno dlna-
mwrquem e o Polketing.'
PARS, 8 de Fevereiro.
Tendo Ido rejeitado pela Cmara
do DepaUdo o projecto de lei so-
bre a amnista. Benrique Bocbefert
dea sna demlmiao de deputado.
COPENHAGUE, 8 de Fevereiro
O ministerio acaba de determinar
o encerramento do parlamento di-
namarqus RlGDOO.
*. .11. o Bel da Dinamarca decreta-
r as leis linanppim. que as cama-
ras recnsaram votar.'
PARS, 8 de Fevereiro, tarde.
Xo palacio da ra de Varease*.
propriedade e residencia cidad do
Conde de Paris. foi celebrado o nol-
vatlo do Duque de Braganca com a
Princesa Amelia d'Orleans.
LONDRES, 9 de Fevereiro, de manda.
Acbando-se sem trabalbo nesta
eidade cerca de des mil operarlos,
provocaran, elles desordens de cer-
ta Importancia, no intuito de sa-
qoearem alguns quartelraes de
Londres.
As autoridades conseguirn com-
primir as desordens. eflectuando
grande numero de prisoes.
Os Jornaes instigan* o governo a
instaurar severos processos contra
os dellnquentes.
Agencia Havaa, filial em Pernambuco,
9 de Fevereiro de 1886.
?ARTE OFFICIAl,
INSTRUCQIO POPULAR
Geosraphia eral
Extrahido
DA BIBMOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Contimiafo)
FRICA
ilhas impostaste* : No Atlntico : archipelago
das Canarias e de Cabo Verde, Bjagoz, Femando
P, S. Thom e Principe, Ascensao, Santa Helena.
No mar das India* : Madagascar, Reuniao (ou
Bourbon), Mauricia (ou ilba de Franca), Comores,
Seychelles, Zanzbar e Socotor.
Para estudal-os. dividir nos os pa'zes da frica
em : Egypto, Berbera, PossessSes europeas, Esta-
do africanos.
EGYPTO
i50:0C0 kilmetros quadrados 0.000:0000 habi-
tantes.-11 habitantes por kilmetro quadrado.
Limite* ao norte o Mediterrneo, a leste o mar
Vi:rmelb) e o casal de Suez, so aul o deserto.
O clima muito quente, e o ar secco : ha pon-
ca chuvas, compensadas porem pela* iuundacoe*
periodcae do Nile. Origem de grande fertilidade.
Indutria desenvolvida. O Egypto tributario da
Turqua e governado por um vice-re (khediva).
Capital, Cairo, 300:000 habitautea ; palacio do
vice-rei ; escolas de tueologia, de engeaharia, de
artilheria, de eavallaria je de medicina Cdade*
principaes : Alexandiia, 170: >00 habitante* ;
commercio do Eeypto, Arabia, Nuba o Aby3Snia.
Damietta, 30:000 habitantes Rosette, 15:000 ha-
bitantes Suez e Porto Said, as extremidades sul
e norf do canal.
BERBERA OU MAGHREB
A Berbera, ao norte da frica, comprehende :
na regencias de Trpoli e de Tunis, a Argelia e o
imperio de Marroco*.
asoE.sciA de tbipoli.lt>-. :00 kilmetros quara-
dos. 600:000 habitantes.1 habitante* por kilo-
metro quadradoE' governada por um pacha de-
pendente da Porta ttoinani. Capital, Trpoli,
25;000 habitarte*.Ao sul da Regeneia : o paiz
de Barca, tributario de Trpoli, 100:000habitantes;
capital Barca. O Fezzan, 60:000 habitantes capi-
tal' Mnrzuk.
Sbegehcia de Tesis.137:000 kilmetro* quadra-
o*.2.000.000 habitante.14 habitante* por ki-
lmetro quadrado.Capital Tunis,100:000 habi-
tante*.
abgelia. 390:000 kilmetros qualrados.
2.600:000 habitantes. 6 habitantes por kilmetro
quadrado. Conquistada pelos franceses em 1830,
a Argelia (ou Alegeria), est boje dividida em 3
proviueia* ou departamentos, Argel ('ou Alger),
Contantina e Oran. Clima temperado e saudavel.
Provincia de Argel. 113:000 kilmetro quadra-
do*. 1.000:000 habitantes Comprehende a gran-
de Kabyla, que so em 1757 toi submettida. Ca-
pital, Argel, 60:000 habitantes ; porto de mar. Ci-
dades principa-* : Blidab, Medeah, Milianah
Provincia de Con*tantina. 175.000 kilmetro* qua
irados.1.500:000 habitante*.Capitel, Conrtan-
tantna, 37:000 habitantes. Cidades principaes :
Phelippeuillc, Bone, Sehf, Bugia.Provincia de
Oran. 102:000 k.lometrcs quadrado 100:000 habi-
tantes.Capital, Oran, 30:000 habitunte*, Cidades
principaes : Tlemcem, Mostaganem, Mascara. O
Sthara argelino tein varios oasis importantes.
i-ssio de mabbocos. 552:000 kilmetros qua-
drado*,8.500:000 habitantes14 habitantes por
kilmetro quadrado. E' o mais frtil dos Estados
barbarescos. Capital. Marrocos, 50:000 habitantes
Cidades principaes : Mequinez, Fez, Tetno, R :
bat, Tnger, Ceuta (pertencente a Hespanha).
(Contina)
Soverno Ja Provincia
EXPEDIENTE DO DIA 27 DE JANEIBO DE 1886
Actos :
O presidente da provincia, attendendo ao que
requereu o bacharel Lidio Mariano de Albuquer-
qne, 3 escripturario do Consulado Provincial, re-
solve conceder-lhe 2 mezes de licenc/a com o res-
pectivo ordenado, em prorogaco da quo ultima-
mente obteve, afm de tratar de sua saude.
O presidente da provincia, attendendo ao que
requereu o juiz municipal e de orpbos do termo
de Barreiros, bacharel Joaquim Cordeiro Alvim da
Silva, resol ve conceder-lhe 30 dia* de I cenca com
ordenado, para tratar de sua saude, devendo eu-
trar no goso da mesma licenca no praso do 20
dia*.
Oicios :
Ao presidente da provincia do Maranho.
Rogo a V. Exc. que se digne de previdenciar no
sentido de ser transmittida secretaria desta pre-
sidencia a certido do precesso de Vicente Alves
Pereira, que interpoz recurso de graca da pena de
gales perpetuas, que lhe foi imposta pelo jury do
Brejo do Anapur, nessa provincia, em 22 de fe-
vereiro de 1872.
A certido deve ser acompanhada de informaco
do juiz da condemnacao, ou de quem o substituir
no cargo, conforme preceitua o aviso circular do
ministerio dajustica n. 287, de junho de 1865, con-
tendo referida informaco as declaracoes exigidas
pelo aviso circular do meamo ministerio, datado de
18 de abril do anno paasado, com relacao aos co-
reos, no caso de que os tenham.
Ao commaudante do corpo de polica. -Pro-
videncie V. S. para que regressem ao destaca-
mento de Barra de Jangada duas pracas do de
Quipap e duaa de S. Benedicto
Ao inspect r da Thezouraria de Fazanda.
Declaro a V. S. para os fins conveniente*, que de
conformidade com o aviso do ministerio da Guer-
ra, de 16 do corrente, autorisei o director do Arse-
nal de Guerra a mandar fernecer companhia de
infantera da provincia da Parahyba o frdame-u-
to constante da inclusa nota, por copia organisa-
da na repartco de quartel mestre general em 10
de dezembro findo.
' Ao mesmo. Declaro a V. S., para os fins
convenientes, que a viata da *ua informaco n. 54,
de hontem datada, autorisei o directo! do Arsenal
de Guerra a mandar satisfazer o pedido, sobre o
qual versa a citada informaco, de dous livros pa-
ra a escripturaco do agente da enfermara mili-
tar.Communicou-se ao commandantc das arma*.
Ao mesmo. Para cumprimento do aviso cir-
cular do ministerio da Agricultura, Commercio e
Obras Publicas de 11 do corrente, sob n. 6, srva-
se V. P. de colligir e rometter secretaria deata
presidencia, com a poasivel brevidade, afin de aer
apre?entado opportunamente ao corpo legislativo,
mappas e demonstradlo que contenbam os mais
completos esclarecimentos sobre o movimento da
agricultura nesta provincia durante os ltimos 5
annos, com valor exacto da exportaco.
Muta'is iiuland, ao Thezouro Provincial.
Ao inspector do Thezouro Provincial. Res-
pondendo ao seu officio de 25 do corrente, n. 450,
declaro a Vmc. que nao pode ter lugar a ven-
da do* bilhetes das grandes loteras a oem dos in-
genuos da Colonia Isabel, sem que o respectivo
thesoureiro haja prestado a fiase a que
obrigado pelo an. 16"do regulamento de 12
agosto de 1885.
Neste sentido acabo de expedir as convenientes
ordens aquelle Thesoureiro, convindo que Vm. pro-
videncie no que cabe esa suas attribuicoes para que
a mesma flanea seja prestada nos rigorosos termos
legae*.
Ao thesoureiro das loteras para o fundo
de emancipacao e edacaco do* ingenuos da Colo-
nia Izabel.Participando-me o inspector do The-
zouro Provincial que Vmc. nao preatou at hoje a
flanea a que est obrigado nos termo* do art. 16
do regulamento de 12 de agosto de 1885 em refe-
rencia a* grande* lotera* a bem dos ingenuo* da
Colonia Izabel, e no entanto, conforme se verifica
de jornaes desta capital e da corte, mandou an-
nunciar ja a venda dos bilhetes aumentes a urna
deesas loteras, marcando o dia 8 de julho prxi-
mo futuro para a respectiva extraccao cabe-me de-
clarar-lhe que tal venda nao Be deve absolutamen-
te realisar, emquanto nao for presta la nos rigo-
rosos termos legaes a sobredita flanea, fazendo-se
neste sen .ido e sem perda de tempo as necessaria*
publicacoes. -Communicou-se ao thesoureiro das
oterias da Corte.
Ao inspector geral da InstruccSo Publica.
Constando a este presidencia que entre os profes-
sores do ensino primario alguns existem incapaze*
de exercer o magisterio, por esta toma oceupando
lugar que so deve caber a titulados, idneos recom-
raendo a Vmc que, instituindo severo examo
me informe com urgencia a tal respeito, indican-
do aquelles de entre os referidos prefeasores que
por sua manitesta incapacidale por nao serem
ainda vitalicios devam ser despensado* e os que
embOra vitalicio* por forca do que dterminou o
artigo 46 da lei n. 1860 de 1885, ou com o tempo
de exercicio dos artigos 105 e 106, do regulamento
de 6 de fevereiro de 1885, estejam as mesmas
condiecoes.
Outrosim me indicar os nomeados professores
que sem titulo da Escola Normal foram ongados
em virtude da autorisacao expressa no art. 532 da
le n. 1810 de 884, e ao* quaes o art. 222 do Re-
gulamento de 6 de Fevereiro de 1885 declarou vi-
talicio*, independeute do tempo de oxercicio e
provas exigida* pelos art. 105 seguintes de accordo
com as ditas disposicoes anteriormente v que tem
sobre esta materia.
Ao director do Arsenal de GuerraDe con-
formidade com o aviso do M nisterio da Guerra,
de 16 do corrente, mande Vmc. fornecer com-
panhia de infantera da provincia da Parahyba o
tardamente constante da inclusa nota, organisada
na repartico de quartel aaestre general em 10 de
Dezembro findo.
Ao Rvmd. director da Colonia Isabel.Para
cumprimento do aviso do Ministerio da Agricultu-
ra, Commercio e Obra* Publicas, de 11 do corren
te sob n. 11 sirva-se V. Rvmd. de enviar-me com
a possivel brevidade informaces acerca do estado
dessa Colonia afim de servirem de base no relato-
ro, que o dito Ministerio ter de apresentar As-
aeinbia G.ral Legislativa na 1 seccio da 20
legislatura.
Portaras :
O superentendente da estrada |de ferro do
R^e i fe ao S. Francisco sirva -se de mandar conce-
der paasagem de 3* clasae que sero opportuna-
mente desmntalas das gr.imitas a que o governo
tem direito da estaco de Cinco Pontas a do Cabo
a um cabj e cinco pracas do corpo de polica pro-
videnciando igualmente sobre a volts das mesmas
no dia 2 de Fevereiro prximo.
dem at e Cabo a cinco pracas do corpo de po-
lica.
O Sr. superintente da estrada de ferro do
Recite ao S. Francia so.Sirva -*e de mandar con-
ceder pasaagens de 3* clasae, que sero opportuni-
mente descontadas das gratuitas a que o governo
tem direi.o da estaco de Cinco Pontas a de Uns,
a nm cabo e tres pracas do corpa de polica e a
respectiva bagagem.
__ O Sr. cncarregado do prolongamento da es-
trada de ferro do Recife ao S. Francisco na esta-
co de Una, mande conceder naasagem de 3 cla*-
se por conta da provincia at Canhotinho, a um
cabo e tres pracas de polica que conduzem tarda-
mente para o destacamento do termo do Brejo,
O sr. agente da Companhia Brasileira, faca [
por conta do Ministerio da Guerra no vapor Etpi
rilo-Santo chegadojdo sul, o anspecada Antonio
Francisco Lope* e o soldado Antonio Gome* Ma-
rinho, ambos da companhia de infantera d'aquella
provincia os qua* d'alli vieram escoltando um de-
sertor.- Communiccou-se ao comsmndante das
armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana,
mande concederpassagen* a reat Penedoa Igna-
ci > Francisco de Barros Leite, por conta das gra-
tuitas a que o governo tem direito.
EXDEDrENTE DO 8BCBETABIO
Ao inspector da Thesouraria de Fazonda.
O Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia
manda remetter a V. S. dez ordens do Theaouro
Nacional sob ns. 8 a 17 datadas de 11, 12, 13 e 14
do correte.
Ao Sr. agente da Companhia Brasileira.De
ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia aecuao o recebimento do officio, em que V.
Exc. communica que o vapor Espirito Santo che-
gado dos portes do sul hoje a* 6 horas da manh,
seguir para os do norte amanh a* 6 horas da
tarde.
A' commisso incumbida do exame das con-
ta* da estrada de ferro do Recife ao Limoeiro.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia commuiico a V. S. quetveram hoje des-
tino os documentos, que acompanham o seu officio
de 25 do corrente.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA DE 8
FEVEREIRO DE 1886
Francisco Antonio Barbosa.Informe a
Cunara Municipal de Olinda.
Julio Cesar Gongalves Lima. Remetti-
do junta medica provincial, a quem o
peticionario se apresentar para ser ins-
peccionado.
Joao da Costa Pereira. -Deferido com
officio de hoje ao Sr. brigadeiro comman-
dantc das armas.
Joaquim da Rocha.Prove que reside
ha mais de dous annos no Brasil.
Secretaria da presidencia' de Pernambu-
co, em 9 de Fevereiro da 1886.
O porteiro,
J. L. Viego.
ileparico da Polica
Seccao 2.a N. 126.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 9 de Fevereiro de
1886.Illm. e Exm. Sr. -Participo a V.
Exc. que hontem nao foi recolhido a Casa
de DetencSo individuo alguna.
Foi hontem transferido da cadeia de
Olinda para a Casa de DetencSo, anm de
ser tratado o criminoso Francisco Jos de
Oliveira, conhecido par Moc..
A's 5 horas da tarde de 5 do corrente,
tendo ido banbar-so no porto do Pina, l're
gnezia do Poco da Panella, a preta Lucina
Maria da ConceicSo, aconteceu cahir em
um pero e morrer afogada.
O oadaver s appareeeu no dia seguinte
pela manha, quando foi rttirado d'agua.
O subdelegado do districto tomou conhe-
ciinento do facto.
Em a noite de 5 para 6, penetraram os
ladreas, por meio de arrombamnto, no es-
tabele cimento de Manoel Ferreira da Cruz,
sito na Cas*.. Forte, e conseguiram s subtra-
hir diversos gneros no valor de pouco
mais de duzentos rail ris.
Fez-se a diligencia da lei e trata se de
deecobrir os criminosos.
Communicou me o subdelegado d" 2o
districto de S. Jos ter sido encontrado
hoje pela manha, no Viveiro do Muniz,
os cadveres de dous recena nascidos do
secuto masculino.
O masmo sublelegado mandou trans-
portar para a igrdja matriz, onie sa fez a
vistoria e em segu'da providenciou em or-
dem a serem elles inhumados no cemiterio
publico de Santo Amaro.
Hontem, s 5 horas da tarde, ao appro
ximar-se o trem da via-ferea do Caxang
da ponte que liga a freguezia da Graca ao
povoado da Torre, arremessou ao chao o
passageiro de noma Rayrauado Alves de
Deus, qu8 fuou com urna das pernas es-
raagadas.
O accidente d;u so por imprudencia do
infeliz, segundo verificou o subdelegado da
freguesia, que fez conduzil-o para o hospi-
tal Pedro 11, onde est sendo tratado.
Deus guarde a V. Exo. IIIuo. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli a, Antonio
Domingo Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 9 DE FEVEREIRO DE 1886
Thom Rodrigues da Cunha. Ao Con-
sulado para attender.
Marianna Teixeira da Costa Coelho e
Adelaide Rosalina Beitencourt Barbosa.
Facam-se as notas da portara de licenca.
Jo3 Mathias da Fonseca, Antonia Ma-
ria da Conceicao lbiapina e officio do Dr.
procurador dos fetos. -Informe o Sr.
contador.
Pontos da Secretaria da Presidencia e
do Consulado. Ao Sr. pagador para os
devidos fins.
Antonio Luiz da Silva Brando.Haja
vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Fielden Brothers. -Informe o Sr. con-
tador.
Viceute Ferreira Nobre Pelinca. Regis-
tre-se e facam-se os devidos assentamen-
tos.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 5 DE FEVEREIRO
DE 1886
Ferreira Caseao & Filho. Sim, do ac-
corio com a informaco.
Pholmam & C Informe a 2'. secyao.
Domingos Jos Avila. A 1.a seccao
para proceder a collecta na forma da le.
Claudina Maria da Conceisao. Certi-
fique-se o que constar.
Manoel Luiz Ribeiro. Certifique-se o
Slobzembach & C. Informe a 2."
que constar.
Augusto Fernandos & C A 1.a 880980
transportar?p'ovincia do Rio Grande d Norte'para os devidos fins.
noel do Amparo Caj. Ctrtifiqe-se.
Inia Xavier da Silva Santiago.
Em flUta do que expoza 1.' seccao, fica
sem efeito o meu despacho de 12 de Ja-
neiro, para o fim de proceder a collecta
lo predio n. 10 da ra Forraosa freguez.
da Boa-Vista, ficando assiin ind :fdi*ida a
ute peticao.
-6-
I f-al & Irmao, Silva Alves & C, Anto-
ni .lreira da Costa, Costa Pereira & Ir-
mao, Vietor Qrandin, Manoel Hlves Bar-
bosa Successor, Tiburcio d'Oliveira & C,
Alfredo Alves da Silva, Demingos Manoel
Martins, Manoel da Cunha Lobo, Manoel
Cardoao Ayres, Jos Antonio dos Santos
e Santos & C. Sim.
Juviniano da Rocha Pereira. Satisfa-
ga a exigencia da 1.a secjSto Antonio Ro-
drigues da Costa. Inleferido, em vista
iasinftfrmacoes.
Antonio Lopes Pereira Mello & C-
Era Vista das informacSes sem objecto a
pretendi dos supplentes.
Dr. Cosme de S Pereira. Informe a
MaHp Tavares de Mello. Informe a
Olivia & C e Joao Gosende &G A
1.a seccjto para os devidos fins.
Jos pe Souza Aguiar & C. Deferido
em visadas informacSes, ficandtsom effei-
to o mea despacho de 5 de Dezembro 1-e
1885. I
Joaquim Luiz Teixeira & C. 1." secjao
para attender.
- 8 -
Clemente Gonsalves Netto, Vicente Fer-
reira de Oliveira Nasciraento e Laurino de
Moraes Pinheiro. Informe a 1.a seccao.
Nunes Coimbra & C. e Maia Sobrinho.
Sim.
Francisco Manoel da Silva e Fieldem
Brothers Cumpra se..
Jos Bernardino Ferreira, Fausta Au-
gusta de Albuquerque e Johnston Pater
& C A 1." seccao para attender.
Joao Pereira dos Santos Farofa. a 2.a
seccao.
Carvalho Souza &. C. Dirij*-se ao
Thesouro Provincial.
9
Francisco Ignacio Pinto.Informe a primeira
seccao.
Joaquim da Silva Carvalho e Luiz de Paula
Lopes. Deferido de accordo com as informacoe*.
Manoel Moreira Campos Jnior.A jw"
seccao para os devidqa o*)*.
Pereira fcnto & CSim,
Jo* Gomo* de Oliveira Piedade.Informe a 1"
seccao.
Jos Rodrigues Beiro.O meamo.
Manoel Joaquim Ferreira, Joaquim Antonio Pe-
reira Bastos, Manoel Rodrigues Canhoto, The
maz de Souza, Severino Martina, Francisco da Coa
ta Fofo, Souza Meirelle* & C, Burle & C. e Jo
da Silva Loyo Filho.Sim.
Jos Francisco de Carvalho.Deferido de ac-
cordo com a* iniormacoe*.
Instrucco Publica
DESPACHOS DO DIA 27 DE JANEIRO
Mariana Teixeira da Costa Coelho, pro-
fessora publica.Curapra-se e registre se.
28
Joaquina Malfada Alves de Carvalho,
professora publica,Curapra-se e regstre-
se a apostilla retro.
- 29
Aureliano Augusto de Vasconcellos, pro-
fessor publico. Fica o supplicante Jauton-
sado a abrir urna escola noturua gratuita
as condicSes do art. 41 nico do regu-
lamento vigente, devendo ser communica-
da a esta inspectora a data em que o fi
zer.
Joanna Carolina de Araujo Figueiredo,
professora publica. Fica a supplicante
autorisada a abrir urna escola nocturna gra-
tuita as condicoes do art. 41 nico do
regulamento vigente, devendo ser commu-
nicada a esta inspectora a data em que o
fizer.
Manoel Figueira do Nasciraento, profes-
sor puolico. Venha por intermedio do de-
legado litterario, que declarar se o suppli-
cante abri a escola no primeiro dia lecti-
vo do corrente anno, e no caso contrario
se cumprio fi disposto no art 160 | 13 do
regulamente vigente.
DESPACHOS DO DIA 3 DE FEVEREIRO
Casemiro Lucio dos Santos, professor
publico. Cumpra se e registre se a apos-
tilla retro. ,
Idalina Alice de Albuquerque, professo-
ra publica. Cumpra-se a registre-se.
4
Manoel Jos da Cmara, protessor con-
tractado. Iudeferido, em vista do art. 134
do regulamento vigente que nao perraitte
a justific. cao de faltas polo motivo allega-
do pelo supplicante.
Emilio Olympio Telles Bezerra, profes-
sor publico.Encaminhc-se.
Jos Xavier da Cunha Alvarenga, pro-
fessor puhlico. Informe o delegado litte-
rario .
Jos Theodoro Cordeiro de Barros, pro-
fessor publico. Selle as petig5es.
5
Dr. Jos Au8tregesillo Rodrigues Lima,
professor da Escola Normal.Cumpra-se e
registre-se.,
- 6 -
Ignez Barbalho Uchoa Cavalcante, pro
fessor publico. Cumpra-se e registre-se.
Claudina Nativa do O' Santos, professo-
ra publica. Venha por intermedio e com
informaco do delegado litterario que de
clarar se a supplicante cumprio em tempo
o disposto no art. 160 13 do regulamen-
to vigente.
^Secretaria da Iustruccao Publica do-Per-
nambuco, 6 de fevereiro de 1886.
[O porteiro,
J. Augusto de Mello.
Cmara Municipal
DESPACHOS DO DIA 5 E 6 DE KEVERBIRO
Pelo Sr. vereador commissario de poli
oa.
Alexandre dos Santos Silva, pedindo li-
cencia para abrir urna taverna no pavimen-
to terreo do predio n. 146 ma do Mar
quez do Herval. -Como requer, pagando
o imposto do que falla acontadoria.
Correia & C Successores, pedindo que
s-jam feitas as devidas aTerbactes no sen-
tido de terera transferido o seu escriptorio
de comra880,3s, da casa n. 46 ra tmpe-
dor para a de n. 14 do Bom Jess. Co-
mo requerem.
G. W. Reynin Jer & C, pedindo licen-
5a para armar urna barraca ao largo de
Palacio, junto aos telheros da ponte Buar
que de Macedo afim de se prestar a expo-
sicSes de bancos movidigos. Concedo-
para o largo entre o Santa Izabel e a res-
pectiva roa.
Jos Cardoso da Silva, pedindo que se-
jara fetos os devidos langaraentos no sen-
tido de ter vendido a D. Umbelina Fausti-
na Secundina de Mattos, o seu estabele-i-
mento de hotel sito ra das Larangeiras
n. 29.Como qaquer pagando o que es-
tiver "devendo o estabeleviraento.
Manoel Joaquim Pereira, pedindo licen-
ca para mandar encaar as aguas pluviaes
do predio n. 15 ra Primeiro de Margo
polo carino mostr da ra.
Jos d'Assumpcao Oliveira, pedindo que
seja-lhe permittdo pagar o que deve de
imposto sobre o numero de seu predio sito
a ra de Santa Thereza n. 40, -Como re-
quer.
Manoel Alvej da Costa Lraa <& C, pe-
dindo que sejam fetos os devidos lanca-
mentos no sentido de ter vencido a Sera-
phim Marques de Oliveira & C, o eatabe-
lecimento de molhados sito a ra do Oc-
cidente n. 2. -dem.
Pereira Pinto & C, ide"m no sentido
de terem comprado a Francisco da Silva,
a catraia denomnala Boa Sorte sob o n.
96. Como requerem, pagando o imposto.
Silveria Mara Bandeira, pedindo licenca
para armar urna barraca volante, no correr
da estacao de Caxang, afim de vender
fructo, doces, bolos, etc-
Rvd. 8r. padre Mello, vereador
commissario de tdijicaiftef:
Bernardino da Costa Campos, pedindo
que seja coesiderada vallida, a licenca que
pagou em junho de 1883 para construir
dous quartos no interior de sua casa n.
139 ra do Conde da Boa-Vista, urna
vez que nao fez a obra n'aquella poca.
Declare os palmos ou metros que devem
ter os ditos quartos.
Florinda Ferreira Barbosa, pedindo li-
cenca para mandar reedificar o oitao do la-
do do sul, da sua casa n. 17 a est'ada de
Luiz do Reg, bem como substituir alguns
caibros declarando ao mesmo tempo que
nao tono de bolir na frente. -Concede-se
de conformidade com as posturas e pare-
cer do engenheiro, pagos os imposto*.
Francisco Severano de Paula, para maa-
dar fazer urna puchada em sua casa sita
as Barreiras, trra do engenho Brum, fre-
guezia da Varzea.Pagos os impostos,
concede-se de conformidade com as pos-
turas .
Coronel Joaquim Gonsalves Guerra, pe-
dindo para mandar levantar urna sota em
sua casan. 78 rua do Visconde de Goy-
anna, obrindo tres janellas nfrente e duas
nos oit3e8, bem como urna porta e duas ja-
nellas nos oitoes do nrosmo pavimento ter-
reo. Satisfeita a exigencia do engenheiro,
volte querendo.
Joaquim Jorge Bastos, para mandar subs-
tituir urna terga e um frechal em seu pre-
dio n. 20 a ra de S. Jos. Pagos os di-
reitos, concede se de conformidade com as
posturas e parecer do engenheiro.
Joaquina Maria da Conceicao, paraman
dar fazer urna casa de taipa era trra do
engenho Brum, treguezia da Varsea.
Pagos os impostos, concede-se de confor-
midade com as posturas.
Manoel Alves da Silva Maia, para man-
dar to ar goteiras na casa n. 3 ao becco
do Caldereiro, substituindo caibos e ripas.
Concede-se na forma do parecer do enge-
nheiro, dando previa sciencia ao fiscal.
Manoel Francisco Tavares, replicando,
satisfaz a exigencia contida ne parecer do
engenheiro declarando que fica ao la lo sul
ao correr da egreja matriz da Graca, o ter
reno ondo pretende edificar urna mei agua,
cuja licenga solicita.= Concede-se de con-
formidade com as posturas e parecer do en-
genheiro, depois de pagos os impostos.
Maria Venanca de Abreu Lima Bastos,
pedindo licenga para substituir caibos e
U-aveta e concertar rebocos em suas casas
do n. 13 e 10 ao largo de S. PantaleSo,'
Monteiro, freguezia do Poco da Panella.
Satisfaga a ultima parte do parecer.
Manoel de Souza Bandeira, para mandar
concluir o caixSo de urna casa sita a estra
da Nova de Caxang, que comprou a Jos
Marcelino Gongalves Salgueiro, levantan
do maia a frente, e abrindo tres oculos
para arejar o sot&o quo pretende tazer. -
Concede-se de conformidade com o pare-
cer do engenheiro, nio podendo, porem
abrir oculos por 8t opporem as deter.ni a-
gSes da Illm.a Cmara.
Vctor Preallo, para mandar concertar
03 oitSes da casa, isto os oitoes que
sustentam-iima pequea tiapeira, existente
aa casa n. 4 a roa do Lima, bem como
tomar goteiras na de n. 6 a alludida r
Na forma do parecer do engenheiro.
Secretaria da Cmara Municipal do Re-
cife, 9 de Fevereiro de 1886. ,
O porteiro,
Leopoldtno C. Ferreira da Silva.

EXTERIOR
Correspondencia para o f ornal
do Commercio da corte
Buenos-Ayres, 10 de Janeiro
SummarioA calma annuciande a tempestado.
Agitaces dos partidos.O colloqaio i
presidente Roca.Influencia atmospha
rica sobre os milos.O ministro da
guerra e as destituicoes.Insubordina-
epes.Dados estatisticos sobre a immi-
gracao.Casamento*^,Facto cui-i
A Companhia Ferrari.Sobresal:.* aa
cidade.Brincadeira de mo go*to V-
general Sarmiento.O emprestimo ar-
gentino em Londres. Noticias de Mon-
tevideo.Baixa do* fundos.
Parodiando a iamoaa pbrase: A paz reina em
Varsovia, posso tainbem escrever: O socegu
domina em Bueaos-Ayres!
Ambos o* partidos que ficaram em presenca un;
do outro retiraram se sobre o monte Aventino,
para ahi deliberarem, prem-se de accordo, pre-
pararein-se, e, depois, chegado o momento, ircir
reunidos batalha, porque, segundo se diz e se-
gundo ae v, teremos batalha em regra, nenhom
dos dous candidato* ests disposto a ceder urna
s pollegada ao adversario.
O partido Jurez, o nico por aeora que est
bem disciplinado, caminha direito ao seu fim, in-
do sempre avante, sem perturbar-se com os obsta-
culo* e deizando ao adversario fazer ba'albo.
Jurez est parodiando o astuto cardeal Marazin
que deixava imprimir e dizer a seu respeito tudo
o que queriam, e quando algum zeloso vinha di-
zer-lhe: Mas, Eminencia, vede o que tm cora-
gem de escrever contra vos, o cardeal responda
invariavelmente: O francs povo alegre...
deixal-o cantar e divertir-se... comtanto que pa
gue. a semelhanca da posico nao para aqu.
Do mesmo modo que o* francezea daquelle tempe
gritavam nao s contra o ministro cardeal, mas
tambem contra todos aquelle* que se approxima-
vam delle e o rodeavam, fossem parsntes ou ami-
gos, assim tambem hoje, nao Jurez ponto de
mira dos ataque* dos adversarios, mas igualmente
prente* e amigo* nao sao deixado* em paz, como,
por exemplo, D. Atalino Roca, irmao. do presida-
te da repblica e juarista. Pois bem, nao se pa*
sa da em que nao seja alvo do* jornaes adversa-
rio*, e confesse que necessario dse immensa de
engenho para nao se dar por entendido e deixar.
dizer.
Por outro lado, o partido rechista nao est com
as maos na* s Igibeira*. Depois da famosa come-
dia da fusao, que deu tao mo resultado, tm-ae
feito reunioes, nomeado delegados, promovido gran-
de* aaeemblas. Agora fallase n'uma grande
reunido de todo* os partidos que nao querema
Impotigo. (E' este o nome dado caadidatora
Jurez, porque a dizem imposta com a forca pelo
presidente). Esta reoniao seria presidida pele
general Mitre e por todo* os chefes e delegados en-
carregadoa de visitar o* clubs, e as commissoet
que adheriram celebre fusao.
Com tudo isto nao se sabe ainda abertamente
qual ser o candidato que sahir victorioso no
partido fusionieta. Digo que nao se sabe oficial-
mente, mas todos coinpreheudein bem que o nome
que sahir da urna ser o de Rocha, que, como-j
ti ve occasiao de escrever, preparou ha muito o lan-
ce theatral que deve pl-o s em evidencia. Para
tal fim tem sido poderosamente ajudado pelo go-
vernador da provincia, o Sr. d'Amiro, que, para
facilitar ainda mais a causa, cellocou na sua ad-
miuistracao os dous elementos dos partidos Goros-
tiaga e lngoyen, fazendo desapparecer de scena
os outros dous candidatos para por bem na vista
Rocha.
Os jornaes oceuparam-se muito durante alguns
dias com um colloquio que teve o general Rocz
com o director de um jornal daqui, escripto em
francez, colloquio que foi publicado e que levanto*:
grande numero de clamores e protestacea. Ni
vale a pena fallar-lbe nisso, porque o presidente,
vendo as prepored?* que catava tomando um facto
muito simples em si, desmentioem um jornal todas
as asaercoes do jornal cima citado. Este facto,
por si mesmo insignificante, lembra-me a celebre
scena da Sabogas, na qual o principe de Monaco
define tao bem a opposico. At hoje aecusavans
o presidente que, por habito e natureza, pouco
fallador, de nao manifestar as suas ideas, de fazer
tudo na sombra e no silencio, e diziam que um
presidente deve fallar, fazer conhocer as suas
idea*. O presidente falla, e eil-os a gritar que is-
so nao digno, que o chefe de um estado nao d
ve dar na praca publica a* suas razoes, mas ope-
rar com circumspecco e diplomacia!... O' Raba
gas! Rabagas!
Felizmente, por hoje,acabei d-pressa com a po-
ltica, porqre, como eu disse, estamos n'um perio-
do de recolhimento; os partidos renen) as suas
forcas, contando os combatentes e preparando-se
para luta. Contribue tambem para esse cansaco
geral o tempo exquisitsimo que temos e queay
amohecera at urna estatua de bronze: impos-
sivel fazer-sejuma idea dos saltos de temperatura
a que estamos sujeitoi. Ha horas em que pare-
cemos estar debaixo da zona trrida, com um ca-
lor africano, de repente vento impetuoso vein mu-
dar a atmosphera, e depois de vento a cRuva, e
depois da chuva de novo o calor; vivemos assim
n'um ambiente impossivel, com o perigo de apa-
nhar urna doenca a cada minuto. Esta variedade
de temperatura, estes saltos loucos do thermome-
tro devem poderosamente influir sobre o* espirito*
traeos ou exaltados, e assim que se v todos os
dias augmentar a triste lista dos suicidios, que
dado o numero da populacao, toma, proporcoes in-
quietadoras. Em poucos dia* tivemos seis a sete
suicidios, com outras tantas tentativas; e nao t
smente o amor oa a ruina financeira a cansa dis-
to, porque temos alguns absolutamente inexpca-
veis, e neste numero dous bomens riquissimos, de
boa sade, com familia, ue se mataram. Por-
que?
Quando o Dr. Pelegrini tonjpu pose da pasta
da guerra, emr.to urna ordem muita justa. Pro-
hiba severamente a todo os officiaes em servico,
a que grao portencessem, de escrever e tramar
polmicas nos jornaes. Repito, a disposico toma-
da era umita justa, porque o nffieial nao pode nem
deve escrever em nenhum jornal, a menos que se
trate de cousas techoicas ou que dizem respeito a
alguma nova invencao applicavel arte militar.
E entretanto o abus tinha ch -gado a um ponto
que era necesario remediar. Tenentes, capites,
coronis, tiunain tomado o habito de collabotarem
nos jornaea criticando os seus superiores, fazendo
pr 'postas e discutindoos mritos di. organisaco
militar.
A liberdade cousa sauta, mas nio ha exerci-
toa sem disciplina, e a disciplina nome vio
q lando 03 inferior,'* teetn direito de criticar o* su-
periores. Na a poda haver serio nesta* condi-
ooea, a a severa disposico do ministro da guerra
foi achala urna boa cousa, que dara inelhor
fructo com o tempo. Mas o mal tinha railes pro -
fundas a julgar pelos acontecimento, porque acaba
de ser destituido o Io tenente Bass* Alexanoer por
ter publicado urna carta nos Dbales, ua qual cri-
ticava severamente a administrado do l" baia-

_

r ipi




y
lhao, 1 regiment de infantera, e aoni
preso o capitao Modestiuo Pizarro por mum de
uam publicar) no meimo Debate, contra o pto-
prio coronel Donovan.
Diz ae que o capitao ser tambem destituido
como o tenento Basso.
O Sr. Pinto, sub tenente, pedio a sua demissio
para nao ter ojue soffrer injusticas, diz elle. Oito
officiaes acham-se presos nos quarteis por nio te-
rcm querido obedecer a urna ordera docoronel.
Tudo isto grave, muito grave. O exercito a
torca de urna naci e nio ha exweito sam disci-
plina. Os joveas offloiaes, antesxie se daixnrem
levar pelas patries, daviam pensaanso qiw dsia*
Fiedenco II da Prusssa. a quem a sasauna cham .o.
o Grande: 0 superiores teemawnpre raso,
principalmente guando depois ni* a te, e
estas pala vi as, s-disia um joven principe,
sea sobriuho, qae foi quaxarse a elle das manei-
ras um tanto bruiea* de um general. 0 joven
priacipe tenente foi punid com 4 itas de prisio.
Algunf da ios esUtisticos. No anno de 1886
vieram R publica Argentina QH.lii emigran -
tes. Casados 19,847, e, lbatenos 58,978, viuvos
1,793, cathdhicos 93,777, protestantes e outras re-
hgioes 684.
Os italianos sao representados por 63,501.
Chegaram como passageiros de diversos poutos da
jropa '21,500 pessoas.
Na lista dos casamentes realisados encontr o
do sympathico Sr. Viall Bello, secretarii da lega-
co chilena com a bella Sra. Isolma Eastman,
urna das mais gentis creaturas da viainha Monta -
video. Txla a sociedad de Moatevido asaistio
ae matrimonio ; a festa foi esplendida, e a ho a
em que escrevo o felis par vive n'iun* quiuta ao
Paso del Molino. D'aqui a quinte dias o Sr. Viall-
Bealo e a sua abara partirlo pra o Rio de Ja-
neiro, onde o Sr Bello 1* secretario da legaco
chilena.
J que fallo em casamento, prosigo. Como ja
eacrevi, foi celebrado o do Sr. Benjamn Vietorisa,
com a sobriuha do presidente da repblica, a Sra.
Elena Roca. D'a jui a dias ter-mos o do Sr. Hen-
rique Pictranera com a sra. Elena Walaer, o do
8r. Orol cea a Sra. Maia Saavendr, e emtim o
de um moco com um nome da politica militante, o
Sr. Firmiuo Ingoyen, com a Sra. Catita Camba-
ceres. Eu p>oera enumerar muitos outros, se
nao temesse cancar com esta enuiner. cao de gente
feliz... pelo menos por agora.
Um facto bas'ante curioso.
Parto da ra Santa F ba terren >s destinados
aos exerclcios militares. Pela manh cedo o 6o
regiment de avallara vern abi fazer as suas ma-
nobras ; e para que nao digam que exagero, tran
sc ram nesse regiment quan'.idade enorme de indio,
aos quaes o seu cbefe, o coronel Soa, manda fa-
ser ejercicios em um estado quasi completo de
nuiez, csb rtos apenas con alguus farrapos, ven
do se muitos senboras e mocas qae passam no
band de reigrano obrigadas a desviar a vista, ou
para m. Ihor uizer, a fazer parte do trajete com o
olhos fechados, sob pena de preienciar um esoec-
tacul-i contrario decencia e as mais elementares
conveniencias soeiaes, Amanha quero ter tam
bem o gost i de passar no b >nd para ver, nao os
india* na, mas as senhoras, se verdade qne fe-
eham os olbos.
Morreu um dos hroes de Garibald, u major
Miatnda, que foi um dos Mil de MarsaW.
Posso dar-Ihe o elenco quasi completo da
companhia lyiica que Ferrari trar aqui e depois
levara ao Rio de Janeiro :
Tenores : 'tagno e Prvost.
Sopranos : Kopk e Bellin noni.
Contralto : Stahl.
Barytouos : Aghetto e Menotti.
Bixo : Tamburlini.
A companhia- estrear em principio de Maio e
provavelinente com o Rigolttto, com a Bellincioni,
Staguo is Menotti. Autes de Maio estrear no
Colon urna companhia de opera -cmica, conjunta-
mente com urna grande companhia coieographica,
qne dar Exceltior, Messaltnu, Brahma e Ro-
dope{?). .
Tinba-se fallado muito no tenor Mieiviosky,
eu tinha dado a noticia, mas agora oareceque nao
foi mais contratado, o que pena. Prvost, que
tem urna voz realmente pheuomenai, nao canta
senio duas ou tres operas ao mximo, e a tagno
alo tenor que sustente s urna estadio, como fez
o anno passado Marconi.
11 de Janeiro
De hontem para hoje a eidade tem estado muito
sobresaltada. Correm boatos sinistros, e os com-
ntentanos nao acabam mais. O que ha cerco
qaa o presidente Roca est ha dous dias doeote e
nao sane da Cata Botada. E' tambem certo qae
hontem noite a casa do presidente estava guar
dada vista por numerosos soldados de polica,
com o revolver na cinta, no 3 cominissariado,
que est mesmo em frente da casa de Roca,
ficou em permanencia um piquete de bombeirus.
Os clubs dos rochistas sao vigiados ateotam>"Ute
por amitos guardas. Em urania, o momento en
tico approxima-se, e entilo presencearemos algum
ac iteciraento, que ser a taisca que tceeuder o
incendio.
E agora, simplesmente como cronista, direi
quaes os boatos que corriam pela eidade acerca do
grande movimeuto da polica. Bem entendido,
nao tomo nenhuma reaponsabilidade, nao faco se
nao traoscrever ease boatos. Ei-lhos :
Fallava-st u'uir.a grande 'conspiracao organisa-
da pelos rochistas para tentar um golpe de m >
ordenado. Tratava-se nada menos de raptar o
presidente e fechal-o em qualquer parte at de-
pois das elenes. Esta conspiraclo cheira-u.e
muito a urna grande peta, mas dou-a a titulo de
euriosidade.
QO outro b ato mais grave, pois que se trnta
nada menos de supprimir o general Koca ma-
tando- '. Recolhi tambem esta noticia, parque
como ebronista, crea ter a obrigacao de contar
todas as cousas, embora as mais absurdas.
O general Sarmiento foi, uestes ltimos das,
victima de urna briucadeira de mo gosto, mas que
no fundo, fez rir pela estupidez da cousa, e a qual
quizeram dar urna importaneis que absolutamen-
te nao tem. A festa dos lunocentes equivale a>
eelebre e antiquissim Io de Abril na Europa, da
em qne perinittido fazer toda a sorte de briuci-
deirns, especialmente aos amig s. Ora, nesse 'lia,
mandaram como presente a Sarmiento urna caixi-
nba de madera contando um amulen, urna daquel-
las meialbinhas que as matronas romanas traziam
contra o sortilegio e que os gentis adoravam s-.'b
o nome de deus tirapo. A briucadeira um mu-
co forte c mesm) inconveniente se quizennos, mis
nao vala a pena que se uzease o barulho que s>-
fez provocanda at artigos em jornaee que se di
zera Villemessant, director do Fg:arj\ mostrava
seiupre rindo o producto das brincadeiras do cele-
brrimo Io de Abril, do qual era vctima especial,
nunca Ihe veio mente de tomar ao trgico umu
3.usa que ba muitos annos di verte o mundo.
Um teiegramma informa que em Londres fe -
jhou-se a lista da primeira subscripcao dos ti tu
los do empre-tim i argentino, ulrimameute realisa-
da. A subscripcao foi coberta por noe railhVs
de libras, quando s se pediam quatro. O facto
causo boa impreasao.
E, para concluir, duas palavras de chronica
obre a vizinha Montevideo.
O general Santos ficou bom da docnca um tanto
grave que o tinha atacado: trata va-se de insola-
cao.
Como as festas do anno novo deram a Santos
esplendidos presentes no valor de 30,000 petos for
te. Chamavam principalmente a attencao urna
magnifica espada com os copos de brilhaates, e
urna medalha Je ouro offerecida pelo 5 batalbo,
do qual Santos foi comraandante.
F< Ila-se em fazer urna demonstraeSo em favor
da candidatura de Tmalo Gomensoro. Os j>r-
aaes do general Santos pem em caricatura csaa
candidatura.
O preferido do general sempre o Sr. Antonio
Vidal.
Correm biatos de revolucao contra Santos.
Os fundos da divida, que tiuham baixado por
causa desses boatos, continuam Jioje na baixs, por
causa do boato de terem sido presos alguna cida-
daos.
Nada mais me resta dizer por r mquanto, a nao
ser que i prinuipiaram aqui os bailes de masca-
ras, mas Com muito pouca afluencia.
2 139
87
59
61
25
ttESTA DIARIA
Elrteo provincial ITemos mais os ae-
gaintes resultiios da eleico provincial em 2>
escrutinio:
4 OISTIICTO
Notta .Seniora do 0'
Vigario AmoriiB 31
Dr. Luiz Goncalves 21
Ttjueupapo
Vigario Amorim 13
Dr, Lu* Goncalves 10
toi i Resumo da votaco conbi
Vigario Manoel Goncalves de Amorim (0)
Dr. Lua Goaotlves da Silva (L)
9o DISTUOTO
Boaata
Dr. Antonio Corr de Aranjo
Maior Francisco Tiburcio
S. Beato
Dr. Antonio -"orreia '
Majar Francisco Tiburcio
Kesumo da Votacao coahecida, faltando Panel-
las, que nao lufloo r m
Dr Antonio Frauciaao Uorreiad'Araujo (C) 22'.
Major Franoweo Tibuaeio P. le Jfello (L) 127
Esta, ;poccaato. eleito o Sr. Dr. Antn Fraa-
flfeco Oorraia de Aranjo.
19 DISTBSOTO
Lvnorirt
Dr. Rosa e Silva 1*4
Dr. Adeiiuo Jnior 56:
19.a dtBlrlrt*A junta aparadora de lfc*>
c'istricto reunio-se, na forma da lei, no dia 4 do
corrente para sommar os votos da eleico de 15 de
Janeiro para um deputa lo geral, e expedio diplo-
ma ao Sr. Dr. Antonio Goncalves Ferreira.
Paquete Peroambano Sahio hon-
tem do Ce ver tocar ainaiiha no Natal, 12 un Paranyba, e
a 13 em Pernainbuco.
Auxiliadoras da .agricultura Em sua
sede, a ra estreita do Rosario n. 29, reune-se bo-
je, em assembl* geral, a SociedaJe Auxiliadora
da Agricultura, para eleger os no vos fuucciona
rioe que devein dingil a no corrente auno.
Examea preparatorioEis o resulla-
do dos exames tsitos houtem na Faculdade de Di-
rei to :
Philosophia
Plenamente 7
Approva ios 3
Levantou-se da banca 1
Esereveu ponto diverso 1
Gsographia
Distiaceo 1
Approvados 9
Faltou a oral 1
Levantou-se da escripia 1
Arithmetica
Distincco 1
Plenamente 1
Approvados 9
Provas millas 2
Levantou-se da escripia 1
Dona catfaaereaHontem pela manha, b
uodelegado do 2. diatricto da parochia de S.
Jo encoitrou, no lugar conhecido por Viveiro do
Muuit, os cadareres de dous reeemnaseidos, am-
bos do s^xo masculino, os quaes foram transpor-
ud n para a matriz d'aquella parochia, onde fo-
ram vistoriados, sendo depois mandados inhumar
no cemirerio de Santo Amaro.
lmprenaa-0 Sr. Dr. Alfredo Lisboa obs-
qui iu-iios com um ex-inplar impresso das Tabellas
destinada! ao uso dos engenheiros aos tstudoi t eons-
truccao de estradas de ferro, trabalho de muito me-
recimento e que revela paciente estado e looga
pratica no seu autor.
Airrade aemos- Ihe o mimo.
Uonativo O Sr. Dr. Jos Antonio de Al-
mera Caoba, em sessao de hontem da Iilmi. Jun-
ta da Santa Casa de Miserfprdia, l carta, que Ihe fora dirigida pelo Sr. capitao Sebas-
tiao Manuel do Reg Barros, e inesma jauta en
trrgou a importancia de 4004000, offerecida pelo
Exm. Sr. I2ara-> de Gurja, para o Hospital dos
Lazaros.
Eis a carta :
Illm. ;r. Dr. Jos Antonio de Almeida Cu-
nhaRecife, 6 de Feverairo de 1886.
Autonsado pelo Exm. Sr. Baro de Gurja,
junto remetto a V., para ser applicada em bene-
ficio do Hospital dos Lzaros, do que V. um dos
mor domos, a quautia de 400x, por quanto foi li-
bertado o escravo Raymundo, de proprieda le do
referido Baro, pela sociedade A ve Libertas.
Com o maior respoito e acatamento me assigno
de V. amigo attencioso e obrigado criado. Se-
battiao do Reg Barrar.
Sb proposta d> mesmo mordomo e por unani-
midad de votos deliberoa a junta que se agrade-
<-egge o otf-rtante, que irmo da Santa Casa,
to valioso donativo, bem como que se Ihe envias
se a carta patente de irmo de Santa Casa, sem
contribuicao alguma.
As condicoes do estabelecimento soccorrido to
opportunameute i-stio sendo consideravelmente
o h iradaa ha mezes : provavelmeute se conclui
rao aili outras obras indispeiisaveis attendondo-se
ao donativo de que ros ocenpamos.
Mt-diro da Manta Casa Em sessio de
h intein da Illma. Junta da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife foi incluido no numero dos medi-
c >s segregados da inesma Santa Santa Cd#a o Sr.
Dr. Jos Jolio Fernandes Barros.
Denaatre. Ante hontem, cerca de 3 horas
da tarde, um trem da ferro via do Caxanga, ao
approximar-se da ponte que liga a parochia aaGra
ca ao povoado da T.;rre, arremessou ao cbo o
passageiro Riym'inio Alvee de Deus, fracturan
do- Ihe urna das pe mas por eamagamento.
O desastre foi devido imprudencia da victima,
que foi transoortada par* o hospital Pedro II.
trovad. A's 5 horas da Urde da 5 do cor-
rente, a pretu Lucio i Mana da Conceico, indo
banbar se no porto do fina, do rio Capibanbr, na
parochia do Poco da Panel la, cahio em um pero
e morreu asphyxiad .
O seu cadver foi retirado d'agua no dia 6, pela
manha. sendo visforiado e depois sepultado.
Navio abandonado -0 Sr. commandante
do vapor fraucez Ville de Vear, entrado honteu;
no noaso p-uto, vindo da Europa, referi que en-
contrara abandonado uo mar, cerca de 3 O miihas
distaute de Tenerife, a barca norU'guense Hawe,
em lastro, ignorando a saa proce leueia ; e que a
reb;coU at Ten-rife, onde a deixou aob guarda.
As bordo da barca neubum indicio havia de
violenci i, tudo estava em boa ordem, e na sua c-
mara e>tavam o\)us retratos um de homem e outro
lia mulher que ce suppoe serem os do commandante
ila mesma barca e sua esposa.
JornaliolaAo bordo do paqu.-te Orenoque
chegou da Europa o Sr. Emilio Dulcau, jorualista
fraucez, redactor que foi do peridico \lentager da
Brsil, que to bons servicos prestou colonia
tranceza no Rio de Jauero.
Representando o Centro da Lavoura e da Com-
meno na Exposico de Autuerpia, o Sr. E. D I-
I-au foi um excelleute auxiliar que all teve a sec-
cl i do Brasil, e contribuio muito com aeus traba
Ihos no Ije Brttil l'Expjtilion d'Anvert, peridi-
co que se publicou einquanto durou essa exposi-
co, para tornar conhecido o iisso paz na Bl-
gica.
O Sr. D leau homon de talento e Ilustrado,
e coohece bem o Brasil onde tem residido dssde
muitos aunos.
S iu l.iuiol-o aff actuosamente.
Innandade de Noaaa Senhora da
ConceicoHoje, as 5 horas da tarde, devem
reauir-'e em assembla geral os membros da ir-
naudade de Nossa Senbora da Conceico dos Mi
I a es, para prdeederem a eleico da nova ovaa
reged Feata de \oa Senbora do Monte
Em onsequencia de nao ter podiioo eucarrr-
gado da festa de Nossa Senhora do Monte, em
O.oda, cbter as bandas de msicas que aUi de
viain tocar uo dia 14 do corrente, foi a mesma
festa transferida para o dia 21, domingo vin
douro.
FallecimentaNo domingo, as 3 horas
da madruga i, falleceu de derramamento cere-
bral o antigo continuo da Secretaria de Goveruo,
Archanjo Chrispiniano de Gouveia Cavalcante,
^indo o corpo dado sepultura tarde, no Cern
terio Publico de Santo Amaro, feitoo enterro pe
los si'us compai.beiros de reparticao.
Deixa o finado vuva e 3 filhos, tendo o mais
velho destes 5 aunos de idade, dous irmaos sol-
teiros e mais ama orphi a quem asylava apeaar
da saa pobrera,
Era o finado um homem honrado e sacrificava
toda a ua vida por amor a sua estremosa fa
milia.
ttablnete de Imitara I(uaraaaaeai-
e Sob a presidencia do Rvdin. vigario Flo-
riano i.'ontinho. funecionoa esta gabinet", em sea
sao ordinaria no pa 7 do crrante, presentes 12
socios.
Lida e approvada a acta da sesso anterior, o
Dr. 1 secretario lea o seguinte expediente :
OfBcio do Illm. Sr. Artidoro Agasto Xavier
Pinheiro, remetiendo ao gabinete 2 exemplares do
trabalho que o mesmo Sr. publicou sobres orga-
nisacie das Ordens Honorficas do Imperio do
Brasil.
OfBcio 4o Exm. Hr. enca de di riis, Ignacio
Joaqun) da Foustc i, acensando a remessa de um
exemplar df sua obra sobra Orthograpbia e or-
thoephia brasileira e pediodo ao gabinete sea
parecer sobre muitos quesitos, formulados na mee-
ma obra.
Apratentou o Dr. saeretario a aeguinte lista
Diario de Pcrnambuco(uarta-fcira 10 de Fevcrciro 1886
Janeiro
de livros e jornaea, recebidos ao mes de
prximo fiado :
Pelo socio brnsfeitor, Olympio de Araujo Abreu,
Geographia, 1 vol. ene, Gauthier Mademoiselle
de Maupin, 1 vol. ene. e muitas outras obras em
brochura. '
Pelo Sr. Alfredo Pinto, Disciola, drama eu 4
actos, obra do ofiertante, 1 vol. em broc
Pelos Srs. Joio Duarte Flho e Gaspar de Bar-
ros FalcSo, Tropicaes (versos) 1 folbeto em
broa
Peto Sr. Laiiz Gomes, laiormacoes sobre o pre -
sidiodie Rtoaasado de Naasoha pelo Dr. Antonio
Baadaira, 1 val. em or>.c.
Pela.respectivas radaceaas :
DaHUbanlineo : Diario de innitrr, ,or~
nal sh Hri/ti,Jtebae e Aurora.
OaaHbvdeaatnpiasM: Smwmma, Diario Official,
Pammffangitmda.
Dfl Osar: Ceammm e'Omtimto.
DftMfnaa*aaaa*< iiiniii
De t. Panto : Imprenta Brmgdica.
Do Rio Grande do Sol : Federando.
Pe|p Dr. Franci co Juatiuiano Cazar Jacobina
diversos jornaes da Baha, de Alagoas e do Ser-
gipc.
Nada mais havendo a tratar-so o Rvdm. presi-
dente levantou a sessio.
Conipanbla Imperial de aegaroM.
Na aeccao dosA pedido!, vai inserido um ar-
tigo sobre a companhia Imperial, de s<-guros con -
tra incendios, urna das mais antigs companhias
deesa natureza, e que se recommenda pela sua boa
direccio e garantas que offer.-ce.
Essa companhia t m hoje um capital sterlino
correpondente a 20,000:0t;0; a-a suas taxas de
seguro sao mdicas, e ella prima pela ponlualida-
de e exactidio cm que satisfaz os seus compro-
raissoe, pagando os prejuizos occorridos nos seus
segurados.
Sao seus agentes nesta eidade os Srs. Browus
& C, que de boa volitad dio os esclarecimentos
que forem solicitados pelos proprietarios de pre-
dios e ummerciaiites que se queiram utiliaar da
referida companhia.
Alaxoa de Balso -Esereveu o noaso cor-
respondente em 24 de Janeiro :
Estamos com ocredo na bocea, serondo o
axioma popular, quando se est em crise I As chu-
yas aiuda dio quizeram visitar-nos, e parece que
afugeotau-se de us orno o diabo da cru !
A secca borrivcl, o calor abraza e a erai-
graoio, para as matas, extraordinaria e coustan-
te, principalmente dos povo i dos sertdes mais altos!
Desecaramos saber, dos mestres da sciencia
astronmica, ou daquelles qae por suas luzea po
ilessem responder-nos, qual a razio de ser esta
parte do serto, binhada, io sul. pelo rio Moxot,
(quando h agua agua nelle) tao trrida ao ponto
de darem-se constantes prejuizos noa gados, an -
inaes cav.illar -s, lavouras, e vivemos sempre em
pleno estulo le calor V !.. .
Dizem, os que como nos peusam, que existe
urna grande caveira de burro enterrada nos luga
ret sagrados desta localidad, oorin oa:,ros attn-
ouem aos escndalos das feiras aos domingos, ae
envolta com ai mistas conoeiUuict a a ostros tactos
de repugnancia religiosa, com o que, sem sernos
carolas, encordamos inpartibus. Verdade, pa-
rece-nos, com muito bons fundamentos, qae i Di-
vina Providencia nao distribu; sua santa miseri-
cordia, de bom grado, como cosluma, com os ebria-
tos desta trra, cujas tradicces, com raras ex-
cepcoes, nada abonam ao passado, bem que no pre-
sente j se v attingindo aos bous eostumes, om
vagar, paulatinamente.
Da gneros estao por crescidos preeos, e os
agiotas exploram essa grande mina para arranca-
ren! o ultimo recurso aos pobres, dando valores
excessivos e impossiveis a serem comprados pela
popolacao necesitada delles !... E' o caso, ein-
quanto venta agua na vela Nio pode haver
melho- quudrapara o- taes agiotas eacherea-se
ie lucros !...
> Mudando de assnmpto, por um instante p t-
mittam Va. Ss. fazermos urna pequea digressio :
Temos gastado Je ver o modo pelo qual se vio
condusindo os nossos eleitores as eleicoes p'ovn-
ciaes e geraes bavidas na provincik, atirando con-
forme a carga de plvora qae 83 Ihes d, sem at-
teuderem ao alvo, em sua grande maioria .' Q i
tal a brava gente, que nao ha muito el ama va p dedicacos patritica!, polticas, mas que hoje vai
conjugando o verbo conforme Ihes aponta a barri-
ga ?... Ficamos aqui, e desculpe-nos a Ilus-
trada redacciodo iiario.
' Tiremos, a 15, nossa eleico geral, que eor-
reu sem a menor alferacao, ou incidente desagra-
davel aos lados polticos militantes, eujos mem-
bros sao de espirito moderada : Deas os coadaza
sempre assim.
Precisamos que o governo lance saas vistas
para a populacao pobre que por c reside, pois sem
dinheiro algum, nem de que o fazer, est quasi
morrendo foine, e quasi que, tambem na dar
neeessidsle d' ir fartaudo algaamanaa pin con-
servacao da vi i i !... O cas serio e digno de
todas as att.euooes de quem pode ir reme liando
esses males.
Vs. Ss., Srs. redactores do Diario, que tecm
sabido sempre oceupar lugar honroso na imprensa
d nossa "bara provincia, e do paz, faro graad-i
servico aos muitos desvalidos desta trra convi-
dando as vistas de nossos governadores para esse
lamentavel estado de penuria a que vai aends re-
duzido um grande uumero de s-us habitantes, en-
tregues aos caprich isos rigores d'uma secca desas
trada e perigosssima,
A tranquilidade publica vai sem altcracio al
guia, cumprindo dizel o, que as novas autorida-
der vao gerindo bem os negocios publicas a seus
cargos.
Poit icriptam Depois de concluida esta e
cmquaato <>ieravaiiios op lortun iade Je Ih'a en-
viar, tivemis um bom aguaceiro da 10 m utos,
que d! muito nos val 'u.
As nuveas causeriram-se aglomeradas, e amea-
cam querer despejar miior porcio d sse fertili-
sante orvalho.
Ser isso urna graude fortuna para todos es
hab.taut-'s do termo que esta, como se diz, as
mios de Deus por falta de chuvas.
At outra vez.
Oinltelro O paquete Para tevou para:
Parabyba 3:000*000
- 0 vapor MarinAo Vtsconde levou p .ra :
Penedo 10:000*000
Biblloibeea de Palmare*Durante o
tnm stre de Outubro a Dezembro, o movimento
d'esta bibliotheca foi o seguate :
Pela Revista do Exercito Brazileiro urna exem-
plar da nvsm.i Revista.
P.-lo Sr. Dr. Pedro de AthahyJo Lob Mosco*-),
Iustruecoes Claras e Simples para o tratamento
da varila, divenos tolhetos ; Observaciod) um
tumor intruvental pare eudo kisto do ovario es-
qoerdo, operacao da gastrotomia, 1 folheto relato-
ros qae apresentoa ao Exm. Sr. presidente da
provincia; em 27 de Novembro de 187(J e 30 de
Janeiro do 1883.
Pelo socio benemeri o Leonel Augusto da Costa
0 Crime das Mulheres por R mi Novery, um vol.
broch.
Pelo Sr. Marianao Augusto, Eclcticos, poasias,
1 v. broch.
Pelo socio Dr. Constantino Jos da Silva Bra-
ga, relatorio apreaentado Asaembla Geral Le-
gislativa, na 1.a 8. ssio da decima nona legislatu-
ra pelo ministri c secretnio dos negoeios da jas
tiya o couseiheiro Affonao Augusto Moreira Pen
na.
Pela Exma. Sra. D. Leonor Porto, Poesas
Selectas, por Jos Soares de Azevedo i vol. bro
eh.; C>ra a filha de Agar drama aboci inis'a em
4 actos por Jo Rbeiro da Silva, 1 vol broch.;
a Filh-i do Homicida, drama em t actos divididos
em 6 quairos e extrahido do romance do mesmo
titulo do distincto escriptor trances Xavier de
Montepn, por Joio Maria Cordeiro Lraa 1 vol.
broch. ; a Filha Martyr, drama em 4 aetos por
Alfonso Oiindease 1 v. broch.; Traeos Bioera-
phicos do baeharel Pedro Pereira da Silva Gui-
uwres, p>r Alvaro Gurgel de Alencar 1 vol. bro-
ch ; Ave Libertas, versos, offerecidos para o fun
la de emancipacio dos escravos no dia 25 de
Marco de 1885 1 folheto ; Confererencia em home
nagem a Vctor Hugo, par Phaelaute da Cmara
1 folheto.
bo-
da senzala, poemeto, por J. M. Cardow de 0I-
veira 1 folheto.
Pela Sociedade de Geographia de Lisboa, bole
tim da mesma sociedade.
Pelo socio Britto Aranha, Subsidios para a his
tona do jornalismo 1 vol. broch-
Pelo Sr. A. Joaquim Barbosa Vianna, Diccio-
nario geographico histrico e discriptivo do impe-
rio do Brasil, por .1. C. R. Millet de Saint Adol-
pho 2 vola, encadernados
Pelo socio honorario Joio Duarte Filho, Tropi-
caes, prosa e versos, por Joio Duarte F. e Gas-
par do Barros Fslco 1 folheto.
Peto socio benemrito Leonel Augnsto da Costo,
Histeria de Gil Braz d Saatilhana, por David
(Jomm : A velhico do Padre Eterno, por Gucr-
r-Jani|iieira 1 vol. broch.
Balo Sr. Dr. Pedro Salaaar Moseoao da Veiga,
Pdaaw, Os dois amiga* 1 vol. bro:h.
Bftsndquerida posieampra a obra os MmiMros
dMA.-Moura, por Arthur Lobo-de Avila 1 vol.
ene.
Pelas Ilustres redaccoes e por alguna socios
tem tempre sido obsequiados os joruaes e gazetas
ee_-uintes :
Diario de Pernambuco, Jornal do Recife, Pro-
vincia, Binculo, Rebate, Seit de Outubro, Rio
Bronco, Diario do tratil, O Liberal Parahybano,
Liberal Mineiro, A Federac3o, 0 Fluminense, 0
Tribuno, Gazeta do Povo, Gazeta de Campia, O
Incentivo, O Proyreuo Catholico
Sahiran. para leitura dos socios 344 volames e
entraram 201.
Foi esta bibliotheca frequent-ida por grande nu-
mero de socios, alguns visitantes e diversas se-
nboras .
Cada uta deve ter o aeu meihodo
de trnbalho Paul Manuzio poda esersver
em qualquer lugar, mas deixava ama distancia ile
quatro dlos de urna liaba pasa outra, afim de po-
der corrigir os erros.
Lamartine escrevia sempre com muitos laps,
que o seu secretario preparava e pu-nha sobre a
mesa afim de nio perder tempo em molhar a pea-
na no tinteiro.
Bentham e Chateaubriand escreviam as suas
deas sobre fragmentos pequeo e irregulares de
papel, que enfiavarn depois como fazem os phar-
maceatico8 com as receitas. E com pouca difte-
renca o mesmo fazia Linoeo, refigindo as suas
immortaes obras.
Montaigne se recolhU a urai velha torre para
dirigir livremente a tea capricho at tutu ideas.
Rousseau campan ha rbonsaado, e as suas me-
ilitiges mais profundas se f ziam, como elle di-
sia, divertindo-se em mobilar sua cabeca de ferro.
Montesquieu lancava as bases do aeu Esprito
das leit no fun lo de umt sege de aluguel.
.Milton escrevia de noite, n'umi grande cadeira,
com a cabeca voltada pira traz.
Bossuet escrevia em um quart) fri com a ca-
beca envolvida n'u-n i facha quente.
Quando Fox tinha lautamente jantado t se re-
tir iva pira o seu gabinete de trabalho, envolva
a caboca em pannos ensopados d'agua e vinagre,
a p i ia trabalhar at 10 horas seguidas.
Matnrn, quand > se senta inspirado, punha urna
hostia entre as duas sobrancelhas, e os seus ser-
vos, adve.tidos por aquelle sigual e deixavam s
para no prtnrbal -o.
Tambem Rpatela tinha o seu m>do de meditar.
Q lanfo nio havia conselho, retirava-s^ com o seu
cunarista, gaguej iva ou caotav, cortando com o
caivete a na Jaira da aui caraira. As vezes pa
reeia :tm raoaz, mas de repente, despertando-se
como de um somno, nlicava > plano de um monu-
m"nto ou dictava cos/sas que fazam espantar
e pasmar o mundo.
X nrton explicava desta maneira o sea modo de
tnbilhar: Eu tenho, dizia elle, sempre diante
de mira o objecto da3 minhas p- que os primeiros crepsculos se me mostrem len-
tamente, at que piuco pouco se transtormem
n'um i luz plena e clara. E a isto elle chamava e
seu peiiamento paciente.
Sgundo Walter ^cott, quando se trata de tra-
b ilhos originaes, cinco ou seis horas de trabalho
sao bastantes, e aquillo que a m.'nto prodaz alm
dess tempo vale bem pouca cousa. Este grande
escriptor attribuia a doenca de que morreu ao tra-
balho (secada a que elle se condemnou em conti-
nuacio as suas desventuras econmicas.
Entre os pintores, Leonardo de Vinci trabalhou
com tanta piiaio e assiduidade em sua Lena qae
maitas vezes se esquecia de comer ; outras veres
entretanto deixava por alguns dias de ver a soa
pinturu ou dava dous ou tres retoques de pincel
caoeca dos apostlos e depois se retir iva.
Gjo Re pintava vestido com pompa, cerca-
do dos esplendores do laxo, e os seus discpulos o
serviam com um respeitoso silencio. Era poueo
diverso de Buffon, que, antes de escrever, calcava
as In va e se vesta esplndidamente.
Teniars, o filbo de David, nio pintava senio
noite alguns poquenos quadros que s l chamam os
dopo cena.
Os msicos estao entre os mais originaes traba
Ihadores. Sarti compnnha no silencio e na escu
ridao. Ciraarosa no meto da boina e lu*. Pae-
sello ni poda in*prr-se senio embrulhado uos
lences e exclamava : Santa Vergins conTidetemi
la grariadi dimenticare che tono um msico ; tan-
to ere era inimig > jurado das theorias. oacchini
quera ver os gatos pularem ao redor delle. Ros-
aini esereveu na mesa do jautar as suas mais bel-
las cousas, e assim o mais.
Faltar nos hia com certeza a tinta, se quizesse-
nns eserever toda as extravagancias que os maes-
tros iulgavam necessarios para por o proprio ge-
nio naa onJcoes mais favoraveis para a creacao
das su as harmonas.
Apoata curio*. loseph Me. Csnn, o
nas hbil typographo ao Herald, de Nova-York,
obteve novamente os loaros da victoria, derro-
tando W. C.*Birnes, o primeiro typographo do
Wored, em um combate tupico, que durou quatro
horas.
Convm advertir qie Uarnes foi quem desaiou ;
que a aposta foi de 5o0 pesos, e que as coadi-
eSee do desafio fo am que o typ) empr'gaio seria
mignon, sem paragrtphos, e o original egual para
Maio do mesmo anno, e consagrada reformafio
da rrgra da ordem de S. Francisco.
A 13. Hupremi Apoitolau!, dea! de Setembro
do dito anno consagra o me* de Outubro a San-
tissima Virgem Maria.
A 14 Nobilissima Gallorum geni de 8 de Feve-
reiro de 1884, dirigida particularmente aos bispos
francezeg iisuorre sobre a condicao da greja na
repblica francesa.
A 15. Humanum genus, em 26 de Abril de 1884,
condemna a maconaria.
A 16.* e ultima Immnrtale Dei miserantis opus,
em 1 de Novembro do anuo findo, e destinada a
affirmar e a promulgar a soberana ^da igreja e do
Estado.
Proclamas de caami-nto. Va ma-
triz da Boa- Vista uo domingo, 7 do correte, fo-
ram lidos os seenintes;
Joaquim Jss de Figueiredo com Auna Moreira
Marineo.
Hermes Dias Fernande* com Jalia Carolina Go-
mes.
Joaquim Dias de Araujo com Maria Julia de
Sousa.
Luis do Reg Albuquerque com Laura Tercilla
de Mello Montenegro.
Amaro Francisco Carneiro com Marmeliana da
Conceico.
Manoel Joaquim Nogueira com Lenidas Fran-
cisca Ferreira
Dr. Antonio da Silva Ferreira com Maria Lui-
za Vieira do Araujo.
Protesloa de letraaO cartorio respec-
tivo acha-se mudado para a ra do Duque de Ca-
xias antga das Cruzes n. 30.
(jelloea Enxctuar-se-hao :
Hoje :
Peto agente Modesto Baptista, s 11 horas, ra
do Bom Jess n. 19, de movis e mais objectos.
Peto agente Brito, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 24, de predios e tenenos.
Pelo agente Pinto, s 10 1/2 horas, ra es-
treita do Rosario u. 30, de movis, loucas, vidros.
ata., etc.
Pelo agente Alfredo Guimar&es, s II horas, no
armazem do Sr. Aunes, de 2 caixas com cha.
Amanha :
Peto agente Gusmao, s 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 18, de roupas fetas, raiu-
dezas, ferragens e movis.
Sexta-feira :
Pelo agente urlamaqui, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 22, de predio.
MlaaaN ronebreaSerio celebradas:
Hoje :
*V's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de (iuiInerme Dowsley ; s 7 horas, na Ordem
Terceira do Carmo, por alma de D. Mara do Car-
ino de Souza Vianna ; s 7 horas, na capella do
Oemiterio de Santo Amaro, por aima de D. Gui-
Ihermina Leopoldina do Carmo Ribeiro;"as 8 1|2
horas na matriz de Santo Antonio, por alma de
Manoel Joaquim Correia de Araujo ; s 7 1|2 na
miti'iz da Boa-Vista, por alma de Antonio de Pa-
dua da F. Ventura.
Amanha :
A's 7 horas, na Penha e na capella do engenho
Pao Santo, p r alm i do Bario d.> S. B'as ; s 8
horas, na matriz da boa-Vista, por alma de Jos
Rodrigues Pontual; s 8 horas, na Santa- Jruz,
por alma de D. Mara Villelade Queiroz Cabral;
s 7 horas, no convento de S. Fraucisco, por al-
ma de D. Mara Amelia Annes.
= Sexta-feira :
Das 6 a 9 horas, na Cathedral de Olinda, das
6 s 7 horas, na Penba e a 7 1/2 na capella de
Apipucos, por a'ma do major Joio Fraucsco do
Reg Maia.
Sabbado :
A's 8 horas, no Carmo, por alma de D. Rosa C.
Cavalcante Lius.
Iioptui Porlucuex-O movimento das
enfermaras deste hoapita. durante a semana fiada
foi o seguinte :
Existiam em tratamento...... 11
Entraram................... 4
Bilhetes venda na Casa da Fortaaa i ra 1
19 Marco n. 23.
Lotera do lo Os bilhetes da 3* parte da
195, do novo plano, do premio de 100:0o0000,
acham-se venda na Casa Felis, roa primeiro
de Marco.
Cata da FortunaFoi vendido nesta casa
o bilbete da sorte de 40:000*000 da 3 serie da
1* lotera do Cear, extrahida houiem, 9 do oor-
reute.
Mercado Municipal de 81. Jo-s.O
movimento deste Mercado no dia 9 do corrente,
foi o seguinte:
Entraram :
3! bois peaaudo 4.976 kilos.
448 kilos de pcixe a 20 res 81960
16 taboleiros a 200 ris 3 200
90 cargas de farinha a 200 ris 18JO0O
14 ditas de tructas diversas a 300
ris 4*200
10 Suinos a 2 Kl ris 2*000
Foram oceupados:
ls columnas a 600 ris 10*800
45 talhos de carne verde a 1*000 45*000
20 ditos de ditos a 2* 40*000
46 compartimento de taiinba e co-
midas a 500 ris 23 000
61 ditos de legumes a 400 ris 25*600
16 compartimentos de guio a 700
res 11*200
15 ditos de fressuras a 600 res 9*000
15
Sahio ,-ur.i 1 i............... 1
Ficam em tratamento........ 14
15
Assumio o exerccio de mordomo na semana que
hontem teve comeco o Sr. Antonio Agostinho dos
Santos.
Operacie* eirursrieaaForam pratica-
das no hospital Pedro II no dia 8 do corrente
as segaintes :
Pelo Dr. Pontual :
Extirpacio de um encondroma do joeiho di-
reito.
Excisio de eleph intiass do penis_c antoplat:a
com a mucosa prepucial e cauteriacoes de can-
cros venreos.
Peto Dr. Berardo :
Papilla artificial reclamada por mancha da cor-
nea.
Pelo Dr. Malaqaias :
Abertura de grande abeesso do perineo a bis-
tur.
9
rvl > Dr. Malaquias :
Amputacio por desarticulacao da segunda pha-
lange do dedo medio da mi esquerda, reclamada
por ferida incisa da articulacio, pelo methodo em
retalho.
Amputacio do penis pelo processo de Guyon,
reclamada por cancroide do penis.
Kioterla de MaceloPor teiegramma re-
cebido pela Casa Feliz, sabe se qu -, na 14* parte
da il lotera cxtrahida em 9 do co-rente, foram
premalos os seguntes nmeros :
Pela Sociedade de Geographia de Lisboa
letins da mesma sociedade 2 vols.
Pelo so-'io benemrito Leonel Augusto da Costa,
Impressoes de viagens na Italia e no sal da Frau-
ca, p ir monsenhor J. Pinto de Campos 1 vol.
broch. ; A confissio ensato dogmtico histrico,
por L. de Sane ta 1 vol. broch.
Pelo socio Benedicto Lasaro de Albuquerque
S ibreira, relatorio da sociedade S. Vicente de
c'aula 1 vol. broch.
Pelo socio benemrito Leonel Augusto da Cos.,
ta, a Chave <*a Sciencia ou os Pheaome us da
Natnreaa peto Dr. Brewer 1 vol. ene.
Pelo Sr. Alfredo Pinto Vieira de Mello, Discio-
la, drama em 8 actos 1 rol. broch. ; Os precitos
a iitoos ; qU'i os adversar.os Icapjjaruin as suas
ciixas, e qu; ;>i.' ctla minuto cmpr.gado na cr-
reselo de provas se descontara um i l nh i na coin-
pisicio.
A's 11 horas da minhi coinecaram os dois ty-
pographos os seus trsbalhos, em presene i de uus
200 colleg is.
Barnes compoz as prmeiras liuhas antes que
o aeu antagonista, mas elle depressa recuperou o
pe dido, e durante a c mtenda mintiveram quasi
a par, o que deu margem a varias aplatas.
A's 3 horas e 5__cjnco minutos acabiu a coin-
posicio : Me. Caau tinha omposto 8:078 qua
Iratins e Barnes 7:977. as emendas gastaram
o primeiro 12 e o segundo 15 minutos. Paseado as
ni casaras deduccoes, ficaram ao prm uro 7:787
quadratins a ao segundo 8:400, Ganhou, pois
Mr. U.iiiu, typographo do Herald, por 38o qua-
d retios.
Os seus amigos ofF^receram Ihe ama insignia de
ouro.
As eneyelicaa de tcio XIII. Tm
sido 16 as Uv-yclicas, que o Papa L-o XIII tem
i publicado durante o aeu pontificado.
A 1.a Intcrutabili Dei concilio, cm 21 de abril
de 1878, demonstra a necessidade da igreja ea-
tboiic. para o bem estar da sociedale civil.
A 2." Apostolici muneris, em 28 de Dezembro
do m '.mo auuo, denuncia os perigos do sosia-
liemo.
A 3.' E'erni Potril, em 4 da agosto de 1879,
restaura os estados pbosophicos, segundo a dou-
trina de S Thomas de Aquiuo.
A 4.a Arcanum dioinne tapientiae concilium, em
10 de Fevi r.ro d 1880, trata do matrimonio chris
tio e combate o divorcio.
A 5 Grande munus, em 30 de Setembro do
mesmo anno, decreta o culto do Santos Cirillo e
Methodio.
A 6." Santa Dei Civil"*, de 3 de Dezembro do
mesmo auno, recommenda as obras da Propaga-
cao da F, davSanta Infancia, e das Escolas do
Oriente.
A 7.a Militunt Jeta Chritti Eccleiia, om 12 de
Marco do 1851, coucede-se um jubileu universal.
A 8 Diuturnnm'iUud, em 29 de junho do mes -
mo dhao, trata da origtm, da soberana e das van
tageat o,ue a igreja presta aos principes e aos pc-
Vos.
A 9.' Etti o, em 15 de Fevereiro de 1882, di-
rigida parti;ularinente aos bispos da Italia, trata
la condicio preseute da igreja italiana e dos de-
veres do ulero e dos catholicos.
A 10* Autpiciati concetsum, em 17 de Setem-
bro do mesmo anno, refere se ao centenario de 8'
Francisco.
A 11 Cun multa, em 8 de Desamoro de 1883,
dirigida os bispos de Hespaah,, laura os ca-
thiiicos d'aquella naci peto sea seto, e recom
menda ao episcopado o restabeUcimento da con-
cordia.
A 12. Supremi Apottolatu Oficio, de 80 d
30.877 20J:000*000
21.046 40:000 .000
18.553 20:000*000
30.046 10:000*000
13.868 5:000*000
7.624 2:010*000
9.053 2:000*000
11.606 2:000*000
12.460 2:000*000
14.954 2:000*000
17.379 2:0:0*000
29.714 2:000*000
35.059 2:000*000
35.862 2:000*000
:).-ve ter sido arrecalada neste dia a
quautia d 184*760
Preeos do dia:
Carne verde a 560, 480 e 380 is o kilo.
Sumos a 500 e 600 ris dem.
Caineiro a 800 el* ris dem.
Farinha de 320 a 64o ris a cuia
Milbo de 24o a 400 ris idem.
Feijao de 640 a 1*280 ris idem.
Foram suspensos p r 8 dias e multados em
K i os talhadores Luiz de Fraoca Freir, Alfredo
Firmiuo d'Assuuipco e Joio Mariano da Siv.
por fraude em pesos de carne.
Cemilerio Publico. Obituario do dia 4
de Fevereiro :
Jos Rodrigues Pontual, Pernambuco, 50 an-
uos, casado, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Guilberrae Leopoidino do Carmo Ribeiro, Per-
nambuco, 36 annos, Boa-Vista; tubcrculose.
Armando, Portugal, 2 1/2 aunos. Afogados ; an-
gina.
Francisco Antonio de Miranda, Pernambuco, 24
annos, casado, Boa- fisto ; cyrrhose.
Mauocl, Pernam'.uco, 2 anuos, Boa-Vista ; va-
rilas.
Jos Pedro de Oliveira, Pernambuco, 20 annos,
solteiro, Boa-Vista; hypoemia.
Mathias de Franca, Parabyba, 30 annos, soltei-
ro, Boa-Vista ; abeesso pernicioso.
Manoel, Pernambuco, Santo Antonio; asphyxia.
Manoel, Peruambuc >, 7 horas, B(a-Vista : con-
gestao cerebral.
Um feto, Pernam -u^o, Boa Vista ; nasceu morto.
5
Manoel, Pernambuco, 21 horas, Santo Vntonio ;
compresso do coraco.
Alejandrina Mana do Nascimento, Pernambuco,
56 anuos, viuva. S. Jos ; gastro entente.
Antonio Gomo de S.iut'Aiiua, <'. rahyba, 38 an-
nos, Boa-Vista; anasarca.
Jo.lo rMilisII i Ferreira, Pernambuco, 46 an-
nos, viuvo, Boa-Vista; ongestao cerebral.
Felicia Maria da Conceico, Pernambuco, 31
annos, solteiri, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Luiz, Pernambuco, 19 annos, solteiro, S. Jos:
tubrculos pulmonares.
6 -
Francisca Amelia Pimental, Pernambuco, 36
anuos, solteira, Santo Antonio; beriberi.
Joio Fiaucsco do R >go Maia, Pernambuco, 7b
annos, viuvo, Poco ; manicio.
Pastora Pinto Campos e Silva, Pernambuco, 23
anuos, casada, Santo Antonio,- tubercu.os pulmo-
nares.
Guida Maria da Conceico, Pernambuco, 36 an-
uos, solteira, Boa-Vi ta ; tysica.
Manoel, Pernambuco, horas, S mto Antonio ;
hemorrhagia.
Iuuocencia Maria da Conceico, frica, 60 an-
uos, solteira, Boa-Vista; myehte.
Cypriano Lopes Ferreira, Rio Grande do Sul, 54
anuos, .oltciro, Boa-Vista ; anemia.
Jos de Souza Barbosa, Pernambuco, 70 annos,
casado, Boa-Vista ; auazarea.
Hilario, Pernambuco, 0 asnos, solteiro, Boa-
Vista ; entente.
Rosa Candida Cavalcante Lins, Pernambuco, 47
aunos, casada, Afogados; f^bre typhca. ,
Lmrenco Alves Pereira da Silva. Pernambuco,
40 anuos, solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmo-
nares.
Maximano Francisco Antonio Vieira, Pernam-
buco, 2J annos, solteiro, Boa-Vista; tubrculos
pulmo nares.
F< liciano, frica, 70 annos, viuvo, Boa-Vista ;
tubrculos pulmonares.'
Bras Carueiro Jos ia Cunha, Cear, 30 annos,
solteiro, Boa-Vista ; tuoerculos pulmonares.
Benedicto Francisco de Mello, Pernambuco, 35
annos. solteiro, Graca; myelite.
Tberesa Mana de Jess, Pernambuco. 37 an-
nes, solteira, Recife ; bexigas. 0
Rita Mana do Sacramento, Pernambuco, 66 an-
nos. viuva, Boa Vista; ttano.
Jos, Pernambuco, 2 horas, Santo Antonio ; ao
nascer.
Manoel, Pernambueo, 7 das, Bou-Vista; es-
pasmo.
Antonia Mara da Conceico, Pernambuco, 80
annos, viuva, Santo Antonio; congestao cerebral.
Archanjo Crispiuiano Gouveia Cavalcante, Pei-
nambuco, 56 anuos, casa Jo, Grapa; congestao ce-
rebral.
Vctor Olegario de Souz i Gouveia, Pernambu-
co, solteiro, 23 anuos, Poco: tubrculos pulmona-
res.
Premios de lOOOA
184 3.439 7.996 8.165 12.013 13.170
15.540 18.247 23.025 23.260 26.595 26.743
26.813 27.198 27.785 28.114 28.191 30.390
30.425 33.945 34 944 37.999 39.782
tpproxiusMi i-t
30.876 4-000*000
30.878 4:000*000
21.015 2:000*000
21.047 2:000*000
18.552 1:350*000
18.554 1:350*000
Os nmeros de 30.801 a 30.900, excepto o da
sorte grande, estao premiados com 400*.
Os nmeros de 21.001 a 21.100, excepto o pre-
mio de 40:000*000, estio premiados com 200*.
Os nmeros de 18.5 )i a 18.600, excepto o qae
sabio > premio de 20:000*00, estio premiados com
100*.
Todas as centenas cujos dous algaiismos termi-
naran em 99, estao premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminareis em 9 e
estao premiados com '0*.
' laoterla da provinciaSabbado, 13 de
Fevereiro, se' extrabir a lotera n. 37, om bene-
ficio da matriz de Vicencia;
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharo expostas as
atoas e as espheras arruinadas em ordem nume
rica, apreciacao do publico.
Lotera do Cear de 00:000800o
A' 4 sene d'esta grande lotera, cujo maior pre-
mio de 250:000*000, se extrahir impreterivel-
mente terca-feira, 16 de Fevereiro, ao meio dia.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 28.
Lotera de Macelo de 900>0004000
A 15* parte da 11" lotera, cajo premio grande
e de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahidn
impretervelmente no dia 16 de Fevereiro, s 11
horas.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns 37 e 39.
A mesma casa vendeu o n. 18.553 com....
20:000*000.
laoterla Extraordinaria do Ypl-
rantaO 4" e ul-nno sorteio das 4 e 5 series
desta importante lotera, cojo maior premio de
150:000*000, sera extahida a 9 de Abril.
PERNAMBUCO
laondon de
Brasillaa B.uk L.I
niited
Capital do Banco
do pago
Fundo de reserva
BALANDO DA CAIXA FILIAL EM PEUXAUBUCO,
EM 3U DE JANEIRO PE 1886
Activo
Letras descontadas
Letras a receber
Emprstanos, contas eorreutes
outras
Garantas por contas correntes
diversos valores 655:079*650
Caixa em moeda corrente 982:248*120
1.000:000
500:000
2-40:000
194:580*670
787:397*340
3,342:914*300
5,962:220*080
Passivo
Depsitos
Em coma corrente 911:036*610
Fixoe por aviso 1,972:437*210 2,883473*820
Garantas por contas correntes e
diversos valores 1,146:596*940
Diversas contas 1,914:149*320
Letras a pagar 18:000
5,962:220*080
S. E. & O.
Pernambuco 6 de Fevereiro de 1886.
W. J. Haynet, manager.
Wm. Hill accountant
CHRONICA JDICIAR
Tribunal da Heladio
SESSO OKDINABtA EM 9 DE FEVE-
REIBO DE 1886
PKKSIDENCIA DO EXM. SK. COS8ELHEIRO
QINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As no. as do costame, presentes os Srs. desem-
bargado! s em numero legal, foi aberta a sessio,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e paseados os fetos deram-se os
seguntes
JLGAMENTOI
Habeas corpus
Pacientes.
Emilio Joaquim di Silva.Mandou se, ouvir o,
Qf. chefe de polica.
Recursos eleitoraes
De Alagda do MouteiroReccrrente o juiso, re-
corrids Pedro Teixeira de Vasconoellos. Relator

m
mT



Diario de Pernnibaeo--(Juarta-felra 10 de Fevereiro de fS86
M
>,

o Sr. conaelbeiro Araujo Jorge. Negou-se pro-
vimeuto, unnimemente.
De Auigda de Monteiro Recrrante o juno,
recorrido Francisco Cabra! de Hornea. Relator o
Sr. conselhciro Araujo Jorge. -Deu-se provimento
ao recurso, contr os votos doa ors. conselheiro
relator, Freita Henriques e desembargador Buar
que Lima.
De Aiaga do Monteiro Recorreate o juixo
recorrido Joao Ricardo de Araujo. Relator o Sr^
desembargador Buarque Lima. Deu-se provi-
mento ao recurso, contra os votos dos Srs. relator
e conseleires Freitas Henriques e Araujo Jorge.
De Alag* do Monteiro -Recorreate ojuio, re-
corrido Benedicto Alves Pereir. Quaresraa. Rela-
tor o Sr. desembargador Buarque Lima. -Deu-
se provimento contra os votos cima ditos.
Do Piar.cRecorreute o juno, recorrido An-
tonio Thoinaz da Silva Late. RsaBtat o Sr. des
embarcador Buarque LimaDeu-se provimeuto,
uuauraeraente.
De Alag* do Monteiro Recorrente o juizo,
recor.ido Manoel Joaquim Pires. Relator o Sr.
des mbargador Monteiro de Andrade. Deu-se
provimento, unnimemente.
De Alag* do MonteiroRecorrente o juizo, re-
corrido Severino Perreira Marinho. Relatar o
Sr. d -sembargd^r Pires Goucal 'es.Dcu-se pro-
vimento, uunnimemente.
De Timbaba Recorrente o juizo, recorrido
Joaquim Cesar Freir. Relator o Sr. desembar-
gador Alves Ribeiro.Deu se provimento ao re-
curso, unnimemente.
Recurso crime
De Pao d'AlhoRecorrente Luis de Franca de
Andrade Lima, recor-ido o juizo. Relator o 8r.
desemb*rg*dor Al vea Ribeiro. Adjuntos os Srs.
dosembargadores Monteiro de Andrade e einse-
Iheiro Fieitss Ilenriques.Deu se provimento ao
recurso, u lanimemeute, p ira se annullar todo o
feito.
Aggravo de peticao
Do RecifeAggravaote Coriolano de Amoro
Lima, aggravado Vte'cnier Amberg. Relator o
Sr. desembargador Toscano Barreto. Adjuntos
oa Rrs. conselheiro Queiroz Barros e deiembarga-
dor Pires Goncalves. Negou-se provimeuto ao
aggravo, unnimemente.
Denuncia
De Henri-ine M'-ro contra o Dr. Autmio Jos
de Amonio, hiu de direito da comarca de Penedo.
Relator o Sr^es-mb.rgador Pires Ferreira. Ad-
juntos os Srs. desembargadores Toscano Barreto
e Oliveira Maciel. Julgou-sc nulla a denuncia,
unnimemente.
Appellacoes crimes
De Bom Jardim Appellante o juizo, appeUado
Gabriel Thom Ribeiro. Relator o Sr. desem-
bargador Monteiro de Andrade Mandou-se a
novo jury, unnimemente.
De Traip Appeilante bacharel Jos Ignacio
Gomes Ferreira, appellada a justica. Relator o
Sr. desembargador Pires Goncalves.Deu-se pro-
vimento a >pellac, uuauuneraente, para se au-
nullar todo o feito, decretaudo so a responsabl-
dadeaojuiz de direito,
PASSAGENS
9 Sr. conselheiro Freitas Henriques mandou a
mesa a
Appellaco crime
De NazarethAppellante Manoel Marques Be-
serra de Mend mea. appellada a jusiica^
Do Sr. conselheiro Araujo Jorge ao Sr. con se -
lbeiro Queiroz Barros :
Appellaco coinmercsal
Da Parahyba Appellantes iiposo & Fillio,
appellada D. Candida jCavalcante de Albuquer-
que Pereir.
O Sr. eonselheiro Araujo Jorfe como procura-
dor da coric prora rtor da justica deu parecer
nos seguintes feitos :
Appi'llacao civel
Da EseadaApp'liante D. Clementina Pessoa.
senhora de Gertrudes, appellado o juizo.
Appellaco crime
De Pao d'AlhoAopeilaute o promotor, appel
lados Lupcino Francisco Cavalcante e outro.
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr.
desembargador Toscano Barr to :
Appellaco crime
Do ttseife Anpellautu Jos Vicente Ferreira,
appellada a justica.
Do Sr. desembtrgador Toscano Barreto *ao Sr.
desembargador Oliveira Maciel :
App-llacao civel
De Palmares Appellante Jos F licio de Sou-
za Guido, appellado Gustavo N isiaseno Furtado
de Mendonca,
Do Recite= Appellante Dr. Manoel do Nasci-
mento Pontea, appella ios coiiselheiro Silverio Fer-
nandes do Ar mjo Jorge e oirtroa.
Da Sr. desembargador Monteiro de Andraie m
Sr. desembargador Pire Goncilves :
Appellaco civel
Do RecifeAppedintes os herdeires de Bow-
mann. appellada a Fazenda Provincial.
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appallacoes crimes
De GamelleiraAppellante Antonio Rodrigues
de Figueirelo Arueira, appellada a justica.
Do BrejoAppellante Antonio Alves de Lima,
appellada a justica.
Do Brejo da Cruz Appellante o promotor, ap-
pellado Joao Joaquim Jos de Sant'Aana.
Be AssemblaAppellante o promotor, appel-
lado Francisco Alves de Oliveira.
DILIGENCIAS
Com vista as partes : ^
Appellacoes civeis
De Porto Calvo App dlantis Leal & Irmo,
appellado Manoel Francisco de Queiroz Coutinho.
Do Recife Appellantes Carvalho Jnior t
Lfcite, appellado Autoaio de Souza Braz.
DISTRIBUIR 5E8
Recursos crimes
Ao Sr. conselheiro Freirs Henriques :
De S JoiRecurrente o juizo, recorrido Ma-
noel Galdino dos Santos.
Ao Sr. conse beiro Queiroz B irros :
Do ReciteRecorrente o juno, recorridos Mo
raes 4 Rocha.
As Sr. desembargador Buarque Lima :
Do PotnbalReeorrente o juno, recorrido Fran-
cisco Vutor.
Appellacoes enmes
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De OliodaAppellante Hrederico Velloso da
Silveira, appellada a justica.
De Bezerros App liante o juizo, appellado
Lanrentino J -s da Silva,
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De Aguas Bellas -Appellante o juizo, appel
lados Eitacio Jos Coi reia e Raymundo Jos da
Silva.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
De Palmares= Appellante o juizo, appellado
Manoel Rufino de Carvalho.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel ;
De AssemblaAppellante Manoel Francisco
Villa-Nova, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Alagoa do Monteiro Appellante o juizo,
appellado Joao Antonio do Nascimentu.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Ae Atalaia App liante o juizo, appellado Fe
lippe Moreira da Silva.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Alag*.do MonteiroAppellante o juizo,
appellado Thomaz Bezerra da Sil 'a.
Ao Sr. desombargador Alves Ribeiro :
De Souaa= Appellante o promotor, appeUado
Raymundo Jos de Mana.
Ao Sr. conselheiro Freitas Henriques :
Dd Pao d'AlhoAppellante o juizo, appellado
Mauoel Thomaz de Albuquerque Maranhao.
Appel'acSes civeis
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Pao d'Alho -Appellante Digna Sargia Ma-
rinho Falco, appellado o juizo.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do IngaAppel ante Feln Jos Francisco, por
sen curador, appellado o juiso.
Encerrou-se a sesgao as 3 horas e um auarto
da tarde.
te ao numero de votos expresa >s divididos por doas
com o accrescimo de um.
A especie a questa >; o que rege a especie o
que a resolve. Pois bem, a segunda parte do art.
178 declara como se calcula a maioria absoluta, e
sobre isto nao ha durida nenhuma. Nraguera dir
seriamente que a especie, a duvida, a quesfo,
aqu lio em que todos concordara. Qual foi na elei-
co de que se trata, a maioria absoluta ? Liberaes
e conservadores respondem a mesma cousa : 825
votot. E' o que diz a acta da apuraco geral :
Em s-guida verifiem a junta terem compare-
cido e votado, excluida a cdula em brauco, 1649
eleitores, sendo por tanto a maioria absoluta 825.
Posto em discusaao, na qual tomaran) parte diver-
sos membros da junta, se se devia excluir na vo-
tacao obtida pelo Dr. Jos Marianno Carneiro da
Cunha os 2 votos tomados em separado para se
calcular se o mesmo obteve maioria absoluta dos
voto expressos e foi eleito, votaram contra..
Os arts. 159, 160,161 e 177 ensiuam como se
faz a upuracao (isto a aomma dos votos), ctmo
se verifica o numero de votos de cada um dos ci-
dados que tiverem sido votados.
O art. 159 manda ominar os votos menciona-
dos as dificreutes atithenticas ; manda em s-gui-
da que se declare os nomes dos cidaJilos que ti-
verem si lo votados, e o numero de votos de cada
um; e determina que nao sejam lommados os vo-
tos que pelas inusas eleitoraes tiverem sido toma-
dos em separado.
A junta apuradora nao podia ommar para o
Sr. Dr. Jos Marianno mais de 824 votos, na> po
dia attribuir-lhe e numero de 826.
O que rege a especie o artigo que ensina co-
mo se sommam -s votoi du cada um, como se ve-
rifica o numero de votos que obteve cada um dos
cidadaos votados.
O amphigouri um r- is> extremo em occa-
sies apsrtadas. No Medico forca ha um perso-
nagem, que, teado de explicar a do-moa de urna
raptriga, deu urna explicarlo, que nao foi contes-
tada, porque ninguem entsndia.
O illustrado presidente da junta leu o seguinte :
As palavras sem exclusa i dos votos em separa
do, nao podem referir-se s im-nediataniente an-
teriores votos tomados e apurados em separado
petas mesas eleitoraes, porque desta hypothese, is-
to do que devia servir de dividendo para o cal-
cul i ji se tinh* oceupado a primeira parte do ar-
tigo, seria isso Basa rspatjfis qu uao se pode
admittirem ttm m-smo artigo da le.
Taes palavras, pois, s podem referir se s do
principio do periodomaioria absoluta ou quo-
ciente, porquedesse assumpto que ahi ai trata.
S percebein -s urna cousa, e que o p.esid sats
da junta supp iz ^ue a segunda parte do art. 178
era concebida nos seguintes termos ;
feito de acltarm is mo. pessnno, tudo o que bra-
zileir, horneas e coasas.
7_2_86.
Zacharias de Helio.
Manifest
J08 MAEIASO AO BLEITORADO DO 2.
DI8TEICTO

(Continnacio)
m
Original
ja circular o meu
competidor disia que
eram apicriphjs e heti-
cios 93 eleitores do P090
e da Varzea ; com, pj-
rm, a maioria por mim
obtidanaeleicao da ,7ar
zea nao foi consideravel
nem decidi do resulta-
de do pleito, o Sr. con
aelheiro mauda que pro
testera sraente contra o
eleitorado do Pico, que
nao se deixou seduzir
nem corromper, sem
c imprehender q u a n t>>
era estul'o s-'melhauto
protesto.
Est cousummado o
attentado plauej vio con-
tra o meu direito de di-
putado legtimamente
eleito em pri neiro es-
crutinio.
Est patente que, p>r
mais espleadilo que
fosse o resultado por
mira obtido no ultimo
pleito eleitoral, da mes-
ma forma se preten do-
ria nullifical-o.
Entret*nto a lealdade
mandava que ctda um
de nos se reaigaasse ao
resultado das urnas.
E porque ha de o Sr.
conselheiro Theodoro
revoltar se contra a
frauca mtnifestaco do
eleitorado. ao qual pre-
tendeu impir asua can-
didatura ?
Acaso foi inhibido o
eleit irado de se m:ini-
Trsdoerao
N* circular o seu com-
petidor denuuciou que
eram p icriphos e ficti
cios os eleitres do Po
00 e da Varze* ; como,
porm, a maioria por
elle obtida na eleivao
da Varzea era diminuta
e nao decida do pleito,
ao Sr. conselheiro bas-
t*va quo protestassera
sraente contra a cri-
minosa fals.ficacao da
eleico do Poco, que
nao exprima urna opi-
nlao, sera attenler que
a auiquilava ao estulto
candidato semclbante
protesto.
Est de scarre ;ado o
golpe decisivo contra as
suis machn ico !3 par*
estorquir o diplom 1 de
deputaio el-tito em pri-
meiro escrutinio.
Est patente que, por
mais argucioao qu fos-
se o processo emprega
do por elle no ultimo
pleito eleitoral, fcil-
mente sen 1 este nullifi
cado.
Reconhe.ce que a leal-
dade mandava que cada
um se reaigaasse ao re
sultado das urnas.
E porque haveria o
Sr. conselheiro Tneodo-
ro de revoltar-Se coutra
a franca manifestaco
do eleitorado, ao qual
c intiara a sua candida
tura ?
E' que foi mystifica-
do o eleitorado, e assim
conceDia nos seguintes termos ; .Hrimuuuc su man- '......1 =
Esta mioria ser calculada pelos votos toro 1-1 festar em aeu favoi com | iuhibido de m*nifestar-
dos e' apurados em separado (!!!) pelas mesas I iuteira liberdsde?
eleitoraes, sem exclusa) doa votos em separado
Por isso diz ell, que as palavras -sem exclusa
dos votos em seprenlonao pidera referir se s
inmediatamente anteriores votos tomados e apu-
rados em separado petas mesas eleitoraes!!!..
N i mais, uao comprehenderaos o alcance, era
ao menos o sentido do argumento ; pode ser fra-
queza de nossa intelligencia. todava asseguramos
que nao falta de BStOrev- So .iIgual amigo ou ad
versario u)S quizesae dar urna explicacao, aceei-
tal-a- liia n >s de muito bom grado, com tanto que
na > toase algum embroglio anda mais escuro.
A anaiyse das apreciaces, que fez em seguida
o p.esi tente da' junta, augmentara rauit > as di-
menades deste artigo. Continuaremos am .nWi.
Os leitores que fiquera ruuiinaiido o dividendo
para o calculo la maioria absoluta ou cuociente...
PDBL1CACES A PED1DC
snaoliesto do *r. Dr. los
Mariana*
III
Justificando o seu voto, comecou deste modo o
presidente da junta apu-adors :
Oque rege a especie a segunda parte do art.
178 d tteg. n. 8,213, que manda expreseamente
Dio excluir es- velos em separado (es eatabelteen
differenca entre os apuradas ou tomados separada-
mente) quando se tem de fazer a< apemajia-asslb-
metiea precisa pasa sa calcular a maioria absolu-
ta, que o qmoctente do algarismo cusiesfjsadsa-
O que dir em malo o *r. Beli-
zario, por ora nao sabemos.
<|ue meios Indicar o Sr. Be
li.ario para equilibrar as 11
naneas ? O Imposto certa
mente.
Nao se pode sobrestar nas grandes obras pu-
blicas que ten I ara a produzir e desenvolver a ri-
queza.
E' tempo de attenler-se necessdade de mu-
dar o nosso meo circulante. Todos o conhe-
cem e nao esta a primeira vez que o diremos.
O noso meio circulante insutficiente para as
uossas transaeces da p-rmutacao e nao pode ser
augmentado indefinidamente no actnal sytem* fi-
duciario, tao depreciado.
O desenvolvimento da actividade individual ca-
rees do crdito, que depende, em grande parte, da
cre, cao de bancos de craisaao.
Estes bancos seriara iuaceitaveis, por impro-
fieuos, nao trocando por moeda metatica as suas
notas.
Nao pode haver banco que troque suas notas
por metal emquanto o meo circulaute nao for
moeda de 011:0 e de prata.
E' preciso, pois, cuidar em substituir a moeda
do nosso Tii'iuro Nacional, pela moeda uaada
pelas n; eBss i-uitas.
Em menos de oiio annos, sem perturba9o das
transaeces da permutaco, nos parece possivel
substituir a moeda do nosso Thesouro Nacional,
pela moeda que era todo o munli aceita.
Este emprehendimento urge e nao nos ser me -
nos proveitos > d > que extinguir a escravidao, que, i
felizmente, est agonizante. <
Cremos que o meio mois proficuo e menos one-
roso oue se possa adoptar para sobstituir o
nosso meio circulante seja o que passamos a
expor.
Durante dous anno3,' por meio de um empres-
timo contrahido nh paz, recolher a quarta parte
da m e ia papel Durante o mesmo periodo, seren
cobrados os direitos nas altandegas tres quartas
partes em papel, urna quarta parte em ouro.
Era um immediato periodo de dous annos, com
nm outro emprestimo, se extinguira a tere* parte
da moeda papel que fieasse snbeistindo depois do
primeiro periodo de dous annos. E ueste segundo
penlo de dous annos os direitos das alfandegas
deveriam ser cobradas, metade em notas do th;-
aour >, metade em ouro.
Em um terceiro periodo de dous annos, um tei
ceiro emprestimo seria applicado a resg*tar me-
tade do paoel subsistente ento, e os direitos das
ilfaudegas seriam cobrados, tres quartas partes
em ouro, urna quarta parte em papel.
Em um quarto peri'ido de dous anuos, os dire -
tos das altandegas sendo cobrados integralm ut.
era ouro. um novo emprestimo seria applicado o
extinguir o papel circulante do thesouro.
Os onus destes emprestimos elevar-se-hao suc-
cessivamente, e ao tempo da extinccAo do p*pel
do thesouro attingirao, tal vez, a mais de n>ve mil
coutos auuualinente; mas, em compensaco, as
perdas do thesouro em difterencas do cambio, te-
ro cessado.
Desde que estiver em via de extinguir so o pa-
pel moeda, cremos que formar-se ho bancos de
emissao em diversas provincias, toleraodo-se-lhes
me s sejam obrigados a trocar suas njtas por
ouro quando nao boa ver na circulacao notas do
thesouro.
f.om estes mesmos bancos se poder .0 fazer
cjavencoes que faoilitem os emprestimos de que
tratamos.
Se certo que o Visconde do Rio Branco jul-
gava que nao foi proveitosa ao thesouro a leiajue,
durante a guerra, mandou cobrar em ouro urna
parte dos direitos das altandegas, esse conesito,
nao pode ter applicaci agora, tratando-se de
concorrer por este meio para extinguir o meio cir-
colante depreciado.
Dar spplicacao ao oaro equival a attrahil-o e
forcal-o a permanecer no p*iz, d'onde elle huje
expellido pela concurrencia que Iheoppe a moeda
de que nos servimos.
Preferimos que os emprestimos se eontraiam
deutro do imperio, porque eremos na existencia
de capitaea suficientes e porque nao comprehende
mol como seja preteiivel tomar emprestado Be
estrangeiro, diapeodendo em doze annos, no ser
vico do capital tomado, urna sorama que, com os
seas juros, igual ao ero _>reti rao, ficanio sem-
pre a dev^l o. De maneira que os juros, que po-
deriara formar novos capitaes no imperio, vio
forraal-oa no estrangeiio/congando o thesouro a
fazer concurrencia avultada e permanente nos
nospos mercados de eambiaes, portarbaodo-os.
Falla se de banca-rota, de abysmo econmico e
social, mas isso para nos nao pass% de Woyia.
no sentido que Napoleao I dava palavra.
JUvres da escravidao legal, que os seeulos nos
legaram, que nao fosaos os primeiroa, sssuk que,
(com-a devida venia) tambem nao fomos-osuUi-
oas a extinguir; livres da moeda papel, que
dcsejauOB e espexames ver extincta em penco
tempo ; continuando a promover progresaivemsnte
a nstraocioquaaobts;apero; eosn a.eesHa arca
poeauimos do Ajaaaonas ao Prata,
qua
seria
haoissBetfstsarer da bailhante futuro desta na
eio americana.
Oxal que nos corijamos do nosso grande de-
Tenko consciencia de
'que, se alguem concor-
rea pin que o eleito
rido deixasae de raa
nifestar se com a mais
plena liberdade, nao fui
eu. Nao posso ser ac -
cusado so quer de haver
tentado dominar o elei-
torado pelo terror ou
pela mn-aca, ou seiu-
zil-o pela corrupeo ou
1 -las promess'is.
Pleiteei a minha cu-
sa nos liinitesida ordem,
da le, e da moralidade.
O apparato bellico que
trouxe esta capital sob
o terror e a indignacao
ao m < s m o t o m p o. a
ameacas de demsaes e
pereeguicoes, a corrup-
cao p>r raeio de empre-
gos dados ou prometti-
dos, sendo convertidas
as repirtic 'S publicas
em viveiros eleitoraes,
o leilTo publico de votos
comprados por conta da
secreta, nao forara meios
de acco empregados
em meu favor.
Se esse mixto de ter-
ror e de seduccao, si to-
do esse cortejo de ele-
mentos offiuiaes nao foi
bastante para el.ger o
Sr. conselheiro Thedo-
ro, S. Exc. deve antes
de tudo queixar se de
si mesipo, e reconhecer
resignado que, apezar
do seu grande mereci-
mento, a sua candidatu-
ra representa hoje para
a proviucia ama impo-
si^j a que ella procura
resistir.
Para que, depois de
expellido da lista sena-
torial pelo Sr. Joao Al-
fredo, affiatou-se com-
pletamente da provin-
ciano e m b r a n do-se
della u 11 i m a m e n tje,
quando pareceu-lhe pos-
sivel urna cadeir dede-
putado como porto de
escala para o ministerio
e para o senado ?
Para que nao fi c o u
aqui ao lado dos seus
amigos, durante os sete
anno do ostracismo do
p'-rtido, e preferio a vi-
da placida e serena de
tazender* com crdito
no Banco do Brasil, ao
tormentoso labor de po-
itieo de provincia ?
Para que abandouou
por assim dizer a poli-
tica militante, deixando
que o silencio se fizese
em torno de seu uome,
e o esquecimento en-
volvesse os servicos que
ae com inteir* lib 'rdade.
Tem consciencia de
que, se alguem coucor-
msj par* que o eleitora-
do deixasae de man fea
tar-se com a maia plena
liberdade, foi elle. Nao
pode ser aecusado, cju. -
tido, de haver tentado
desta vez dominar o
eleitorado pelo terru- ou
pela araeaca, pela cor-
rupeo ou pelas pro-
measas.
Pleiteiou a sua causa
nos limites da ordem ;
mas nao da lei e da mo -
ralidade.
O apparato bellico, que
trouxe edta capital sob
o dominio do terror no
dia Io de D 'zerabro, as
ame teas de de'missoes e
perseguicoes, a corrup-
eo por meio de empre-
gos dados ou prometti -
dos, sendo convertidas
as reparticoea publicas
em vi/eiros eleitoraes, o
leilo publico de votos
comprados por conta da
secreta, nada elle teve
desta vez em seu favor
por ventura
eras havia
provincia ?
O autor
em outras
prestado
Se esse mixto de ter-
ror e de seduccao, se. to-
do esse cor'ejo de ele
mentus officiaes nao fo-
rara empregados para
eleger o Sr. conselheiro
Theodoro, S. Exc. dee
antea de tudo queixar s
de si mesmo, e reconhe-
cer resignado que, ape-
zar do seu grande mere
cimento para vencer a
nuvem negra de phos-
p boros do Poco, pte-
ciso nullificar cs'a sec-
9*0, ou manejaras armas
delle.
Para q-ie aspirou ser
incluido na HU senato-
rial, para que affastou-
se da provincia e d-.-sta
forma inhabilitou-se pa
ra represcntal-a, nao sa
be que o prin -ipal me-
recimento do candidato
a residencia, e q u e
preenehido esse requisi-
to, se pode ser anar-
chista e demolidor?
Para que nao ficou
aqui incitando o povo
contr 1. os inoffensivos
jesutas; para que nao
transfonnju o imposto
de consuj mo no de 10
/ addicionaes; para
que nao aconselhou a
creacao do imposto de
gyro arrestando a pro
viucia banca rota ?
Par* que nao seguio
a pjiitica insidiosa e sa
gas de reduzir fome os
empregados pblicos, e
paralys.ir os progressos
matenaee da provincia,
a titulo defazer-lhe be
neficio, recebendo um
palacete dos commer
antes que lucraran)
com a manobra ?
O traductor.
(Contina)
ERRATA
Na traduccio anterior, na penltima linha em
lugar de justifieicoes l*-emystifieacoes.
O bacnarel leronym Materno
Pereira de Carvalho ao pu
blleo.
Pelo telegihmma publicado hoje eo Diario, no
tifiando a nomeaco de um successor, vi que, como
j corra, o Qovcnto Imperial houve por bein inde
ferir o meu pedido de 2.a recondueco no cargo de
juiz substituto que exerci por quasi 6 annos nesta
capital.
Sollicitei o porque me julgava nas conlicSes de
mercela, segundo a lei; e este juizo que de mira
proprio a consciencia me impoe, corroborado
pelos documentos que juntei minha peticao e
abaixo transcrevo.
Nio sotTrendo pena alguma, nem mesmo adver
teitcia por erro ou omiaso no cumpriinento de
11-jus deveres; assiduo nos affizeres do cargo
a ponto de no decurso de um quatrienio nao faltar
a urna s das audiencias e solicitar apenas duaa
liceucaa de 3J das cada urna, que alias nao forara
esgotadas e isso quanio nao mais precisava de
tempo para habilita-me aa cargo de juiz de di-
reito e finalmente gosaudo de bom conceito, como
atestara todos os juizes de direito da comarca,
nao era desarrasoada a minha pretencao. Se ella
ficou sem resultado, acredito qu sena por outras
rasos que pesaram no animo do Ecm. contelhetro
ministro da justica, e nao porque hmv.-sse notis
desfavoraveis era minha vida publica e parti-
cular.
E' isto que procur 1 leixar bem patente, nao s
adfutumm, como quelles que nao me conhecend >
de perio,'possam vacillar sobre os motivos le mi-
nha preterici >.
Deixo portento a magistratura a que me dedi
quei be 9 snnes e onde, em luta constante com as
prWaoSes e difficuidades, consum a melhor parte
de miaba ssocidade em servico publico, sem ontra
compeneecio, at Aoje, que uio, a consciencia tran-
quilla de que se dentro oa mees collegas nao so-
bresah por urna intelligencia e conbecim-ntos ro-
bustos tambem nio me distan tici d'aquellos que
procuram cump ir seus deveres.
Ahi ficam sepultadas, certo, mas nio inteira
mente iuvisivais, no silencio d'autos aa provas de
como me houve na distribuicio de justica.
Desvanece-me era crer que ahi jamis se encon-
trar vestigios de que minha jurisdieeoteoha sido
posta ao preep do odio ou de affeico, e que oppr-
saindo ao pequeo e fraco, tjnha por outro lado
recuado ante o grande o poderoso.
Tenho, repito, consciencia tranquilla sobre isso
e appello para essas provas mudas, mas nem pr
isso menos solemnes, e para o fsteraunbo do foro,
cujo yeredictum acceito desassorabradamente.
Sei que assim fallando de mim, iucorro no de-
feito de iramedesto e tornme merecedor de cen-
sura. Mas, peco ao leitor que tolere e seja b 'ne-
vlo no julgaraento de quem, sem fortuna, sem fa-
milia esem um nome que o raeommmdasse, esfor-
cou se desde os bancos acadmicos para firmar
precedentes que Ihe fossem pelo menos agradavel,
como agora, invoca e que o fasendo, se apodere
de um justo orgulho de estar ao abrigo da contes-
tacao.
Dito isto, dirijo-me agora a meus dignss com -
panheiroB nas lides forenses.
Agradeco-lhos o valioso e leal concurso que
sempre prestaram me e o modo attencioso ora que
se dgnaram tratar-rae em todo o temp) de nossa
convivencia ; e sem ofFensa aos outros seja-me li-
cito deelinar o nome do honrado desembargador
Jos Manoel de Freitas, de quem sempre fui sub-
stituto. ^-'
Era S. Exc. nio encontrei s o superior benigno ;
encontre um mestre solcito em fazer-me acertar,
encontrei um forte estimulo para o estudo, para
a honradez e para a probidade. Nao foi sbo so-
mante, foi mais que isso, encontrei um amig> e
amigo, como poucos, em delicaoio e sincerd*de.
Nao devo tambem callar os meus dignos escri-
vie-, oameodador Torres Bandeira, Burgos Ponce
de Len tenente Cecilio de Almeia.
O sentimento quo nitro a respeito de Ss. Ss.
julg tradusir. dizendo-lhes : tenho saudades ae
deixal os.
auxiliares activos, zelosos, intelligentns e ho-
nestos, c >m> a raro se pode ser, tra jus a que eu
guarde de si grata recordaces.
A estes, como a todos per;o descnlpas por quaes-
quer faltas que possa ter coraraettido para com
sigo e offereco Ibes os ra-'us servicos, onde e como
quer que o destinme colloque.
Duas paUvras ao terminar, em agradec ment
aos meus illustr s ollegts, Drs. Moraes e Silva e
Miguel Figueiroa ; ao primeiro p-la sinceridade
e bo* vontade como que pa'rociuou a minha cousa
perante o governo, e ao segn lo pela lealdade que
guardn para commgo, regeitan io em meu benefi-
co o lugar que deixei, o qual Ihe foi offerecido.
nao a em preito ao seu merecimento, como em
desagravo a sua nao recouducco, ha pouco, no
ciriro que dignameate ex 'rea.
Um e outro, sem maior raso que nos lgasss,
assim procedendo tornaram-se credores de minha
eterna gratido tanto mais "sincer. quanto franca
e de summa bondade foi a proteccao que d'aquello
modo I i.p '03.1 rain-me.
Eu hypothecolhes, pcia, essa gra'idio e reco-
nhecmento.
Documentos a que me refer : '
1."
Curaprndo o refepeitavel despacho retro, certi-
fico que o Dr. Jeronyrao M. Perera de Carvalho,
juiz substituto, ne9ta capital, nao foi mandado
respousabilisar, nem algmna vez advertido pelo
Venerando Tribunal de Relacio, por falta, oinis-
sao ou erro no cumprimeoto de seus deveres.
0 referido verdade, dou f. Seeret*ria da Re-
lacio do R-cite, em 7 de Outubro de 1885. O
secretario, Virgilio deGusmo Coelho.
2.-
Em cumprimeoto do despacho retro, certifico
que o snpplica ite de 11 de Janeiro de 1882 at
esta data, s gosou duas licencas ; a 1. concedi-
da por portara de 17 de Maio do mesmo anno, de
30 dias, em cujo goso entren em 19 do dito ujz.
tendo reassumido o exercicio em 1 de Junho se-
guinte, resignando assim o resto da lieenc* ; a 2.*
concedida em 6 i* Set**mbro de 1883, tambem de
31) dias, em cujo goso entrn no dia 10 do msmo
raez, tendo reassuraido o cxercieio no dia 5 de
Outubro seguinte, resignando o resto da licenca.
Por duas vezes para servir o cargo de chefe de
polica interino, deixou amia o snpplicante o exer-
ccio de seu cargo : a 1.* de 12 a 20 de Setembro
e a 2.* de 13 a 27 de Outubro do anno prximo
passalo.
Certifico anda que do livro de matricula nao
consta o motivo da suas licencas. Secretaria da
Presidencia de Pernambuco, em 9 de Outubro de
1885. O chefe do archivo, Rodolpho de Albuquer-
que Araujo.
3.
Certifico que o snpplicante na qualidads de
juiz substituto, tora sempre assiduo, dando au-
diencias publicas nos dias e lugar do ostome,
sendo que turante o tempo em que > supplicante
exerce o dito cargo apenas deram- se as seguintes
fa tas ou interrup;oesde 19 de Maio de 1882 a
1 de Junho seguate, de 10 de Setembro de 1883
a 5 de Outubro seguinte ; de 12 a 20 de Setembro
e de 13 a 27 d- Outubro do anno prximo paasado
epoebas estas ultimas em que o su plcante exer-
ceu o cargo de chefe de polica interino. O re-
ferido verdade e o meu protocollo d'audiencias
me refiro. Recite, 14 de Oatnbro de 1885. Oes-
crivo, Joao V. de Torres Bandeira..
4.
O supplicante como substituto da vara dos Fei-
tos que exerco, nesta cidade, tem tido um proce-
dimento digno de todos os louvores- Com long*
pratica do foro, intelligencia esclarecida e muita
actividade e assiduidade ao trabalbo, sua serven-
ta tem sido urna garanta d alei. Sua conducta
civil e moral irrepreheasiveJ e jamis soffreu
elle pena de advertencia ou ouira qualquer, o que
attesto em amor da verdade.
Recite, 9 de Outubro de 1885. Jos" Manoel de
Freitas.
5.
Attesto que o snpplicante mereee-me elevado
conceito quer como fanecionario publico, quer como
particular ; pois o considero inteligente, estudio-
so, trabalhador, honesto e nioralisado.
Recito, 10 de Outnbro de 1885.Moneneyro.

E' ptima a conducta d > supplicante, como par-
ticular e o mesmo sttesto de sen modo de prsce
der, como funecionario publico, intelligente, zelozo
e probo.
Recife, 10 de Outubro de 1885. -Joaquim da
Costa Ribeiro.
7.
Attesto que o supplicante tem boa conducta
tanto particular, como na qualidade de juis sob
stituto e que cumpre seus deveres nas suas funec-
oOes de juis.
Recife, 6 de Outubro de 1885. Manoel da 9il-
va Reg.
8.
Attesto que o snpplicante tem excellonte. con-
ducta e exerce seu cargo cera milita iuteliigeucia
e probridade.
Recife, 7 de Outubro de 1885. Luna Freir.
Todas as firmas tirara reconheeldas.
Recife, 8 de Fevereiro de 1886. Jeronymo
Materno fereira de Carvalho.
4 ruina firaceira e a miseria
do paiz
ZXHI
PROJECTO DA COMMISSAO PARA A COSVER-
8O DO PAPEL-MOBDA EM OURO
8.
Teim*-se, dase-o cu no passado ar go em sus-
tentar, que o nosno meio circulante insuISciente
para aa uossas transaeces s*j moviraento econ-
mico, para d'ahi concluir se que nio o seu excesso
a causa da baixa do Cambio, dondi venha a de-
preciado de n isso papel; mas que ella vem do
jogo e manejo dos bancos actuaes ; e assim, nio
sendo o excesso do meio circulante a causa de nua
d 'p'e -.i -c-ao, dir ae ha que, umi ves que haja re
serva em ouro nos bancos do projecto para se pa-
garem suas notas que se Ih apresentarem, esta-
b 'lecido ser o rgimen do ocro ; par quanto, es-
tando sempre abertas as arcas dos bancos de pro-
jeito para trocar 'or ouro as suas notas que par*
isto forem a presentadas, tanto faz ter nas raaos o
ouro como aa notas que podem ser convertidas em
ouro a qualojuer momento. Mas eu duvido que
essa teima seja em boa te; ella vem somente
d'aquelles que clamam pelos bancos de emissao
para terem dinheiro barato a costa do suor dos
cousnmi dores que comprarlo tudo tanto mais cano
quanto maior tr a quantidade de dinheiro preso
no p*iz. como preso elle sempre estatuando jon
siate s em papel; essa teima anda' susten-
tada pelos ministros que baldos de recursos finan -
ceiros, pedem autorisaeio ss cmaras para emittir
papel moeda,
Que estea interessados empreguem todos os so
phiamas para sustentar esta inslida idea, eu os
desculpo; mas qne se crea nos seus engaos e se
illudam pelos seus sopbismas o que eu nio com-
pre tiendo.
^ Para nio dar crdito a seus choros e declama
coes por causa da falta de dinheiro em oirculacio,
basta ver que elles nio tem urna medida para de-
terminar a quantidade de dinheiro necessario a
ciroulacio em qualquer paiz, como de facto tal me-
dida nao existe, sondo que esta medida nvisivel
determina la pelo raoviments das transaeces, que
attrahe de fra do paiz ou para fra repelle o di-
nheiro conforme o grao da necessidade ou excesso.
Para isto porm necessario que seja o ouro o
m -io circulante do paiz, ou ao menos, ainda que
haja papel dinheiro, seja em tao pequea quanti-
dade que o oura nunca saia de todo. No momento
em que desapparecer do movimento das trausac -
cues todo o ouro, j nio se pode saber se o paoel
bastante ou de mais, nem em que quantidade
elle excessivo, se nio um pouco ou aproximada-
mente pela generalidade do cambio. Mas esta
medida que apenas de approximacio, pois nio ha
outra visivel, os sustentadores da idea we ser in-
tufficiente o nosso dinheiro, a repellem apenas com
suas uffirinaces dogmticas sem urna razio exibi
rem nem algum fundamento, senio com o argu-
mento de comparacio da quantidade de dinheiro
em circulacao em outros paiz os. como a Inglaterra
e a Franca, com o dinheiro que ha entre nos.
Dividem essas quantidades pala pipulacio do paiz
e dizem :
N 1 Inglaterra cabe a cada individuo 100, por
exeraDlo, e no Brasil 20. Logo o noss) dinheiro
insuffi 'ien'.'. Mas isto devem sab x ou saibam os
inexpertos, que umi argum;nt*ciu de capa'to-
cio por quanto sibera muito b m iquelles aophs-
tas que o dinheiro ni) para se comer, qua elle
nio 3: consom, mis passa de urnas para outras
mios como instrumento de toda as transaeces.
Vssira tanto mais sio as transaeces era qualquer
pa z, quanto de maior quantidaie desse instru-
ment se carece e se usa. Ora o mo vira rato coin-
mercial ou as transaeces na Inglaterra sio cem e
mais vezes maiores do que o nosso, e por tanto ca-
recem all de muito mais dinheiro do .que entre
nos se precisa.
Portanto nio o numero dos habitantes qne de-
termina a quantidade do dinheiro necessario era
circulacao, mas a qu*ntidade e o valor das trausac
coes.
S o rgimen do ouro, portanto, ple, sem dizer
a medida, constitJl-a ; porque o ouro entra e sahe
conforme a necessidade ou abundancia que ha del-
le en ca la praca, em cada paiz, segundo as ditte
rencas das pocas do anno, segundo a quantidade
da nr 1 1 ec I 1
Essa teima d 'siei v Chacos chega a ser um es-
carneo do bom seuso. Se o dinheiro em nossa cir-
culacao pouco, porque em vez de vir o ouro do
estrangeiro supprir esta falta, ao contrario andam
os esp 'culadorea todo dia apanhando por ah as
moedas de ouro caparas, guariadas nos escon-
drijos e as comprara (as libras) a 13<50 para ex-
pirtal a?
Mas a elevadlo do cambio devida, dizem ain
da, ao manejo dos cambistas que fazem o ouro cus
tar tao caro pelo nosso papel. E' isto, porm, s
urna afirmativa, sem priva nem demonstrar; 10. e
portanto sem significacio algum 1. Aocratrario
com o facto de comprar-se ou vender-se o ouro
por mtita quantidade de papel, se demonstra a
abundancia do papel, sejam qua s forera os mane
j is dos bancos nas venias dos saques ou eam-
biaes.
Diiem : Os bancos elev.ra calcula lamente e
sem razio o cambio, e eutio vale mais apena
comprar as moedas de ouro por alto pree/i para
fazer pagamento na Europa, do que comprar sa-
ques aos bancos p>r esse alto preco, e por isto se
ven le por preco tao alto as librss esterlinas.
Examinamos esta sabida.
Recite, Fevereiro da 86.
Affonso d'Albaquerque Mello.
Os votiis lo:n Hit* em separado
devem ser contados ao can i
dato para se Ihe expedir diplo-
ma?
Em 1881, ora urna das parochias do 2.
distri-'to de. S. Oath-arioa (S. Amaro) fo-
ram tomados em separado 3 votos no Or.
AI. da S. Mafra.
Por oceasiao de reunir-se a junta apa-
ra lora 8 rnesarios, que constituiatn a maio-
ria, apresentaram ao coraegar os trabalhos
urna declaracio oscripta e assignada nos
soguintes t-irnos:
s Os juizes de paz, presidentes das rae-
- zas parochiaes abaixo assignados, sio
de opiniSo, que a apuracSo dos votos,
que vae ter lugar, na eleicio de deputa
dos gera's seja feita pelo nudo seguinte :
a 1. Que sejam apurados em separado
os 3 votos aSsim tomados pela rassa pro-
li chial de S. Amaro, como consta da acta,
nSo 30 augmentando na rotacio legitima
.1 do candidato sobre que a recahirem
1 aqu -lies votos conai lera ios illegaes e de-
pendentes da decisio do pjder compe-
l tente #
Estando esta deiibaracao assignada pela
maioria di junta nao foi sujeita a discus-
a3o, e procedeo-se a apuracio de accordo
com a mesma, dando em resaltado ser o
diploma conferido ao outro candidato M.
J. de Oliveira.
Perante a cmara doa denotados iuipug-
aoao Dr. Mafra o diploma conferido ao
seu competidor allegando que a junta nio
podia em faca do art. 178 do reg. n. 8213
duixar de incluir os votos tomados em se-
parado.
O candidato diplomado contestando a
impugnacio assim se exprimi:
< A junta apuradora cumprio fielmente
t a lei nSo somraando os referidos 3 votos
tomados em separado em S. Amaro.
O Art. 177 do Reg. el-itoral usa dos
termos genricos e proceder do modo es
tabelecsdo no art. 159. Este no 2o deter-
mina : Na' apuracao dos totos que segundo
as authenticas forem tomadas em separado
pelas mesas eleitoraes nio serio somma
dos, mas especialmente mencionados na
a;ta da npuraio geral.
A com uiasij, da qual faziara parte os
epatados Fernandas de Oliveira, Alraei-
da Pereira e L*oerda Werneck, conser-
va lores, em seu parecer pronuncLnlo-se
sobre a deliberac&o da junta acerca desse
ponto, disse :
s Unnimemente r^solveu a eommissSo
que foi atentatorio da lei este proeedimen-
to dajunti e abandonou o para por si fa-
zer nova apuracao.
Ficou tambem millo o diploma illegil-
raento conferido ao candidato Oliveira.
S^m entrar no exame de quest5es poste
riores agitadss p-los competidores, ficou
assim a apuncSo, sommando os tres votos
de Santo Amaro e as 11 de S. Pedro e
Ararongu. Mafra 4J7, Olivara 478. De-
Teria ter sido este o resultado se a junta
se limitasse a sommar votos. >
E ou lu. assim:
< Dest; expos;cSo se deprehende que as
eoriclu.3es snjciua pela commissSo a ca-
mbra dos Srs. deputadoa sao as seguintes :
1-......2'......3\....
< 4 Que ae reaponsabilieem os juizes
de paz que na junta apuradora despresa-
rara illegalmente os votos em separado do
S n' Am*.ro-------
Este parecer foi approvado, sem ter ha-
vido, neste ponto, impugnacao, ficando as-
sim firmada pela cmara a intelligencia.
que deve ser dada a lei e o regulamento,
quando tratam da apuracao da eleico para
ileputados, e ha votos tomados em sepa-
rado..
Eleico livre
Sob a epigraphe supra diz A Provincia
de hontem, tr ttando das obras geraes e da
ponte Buarque do Macedo, que o esoan-
dalo subi a tal ponto qne corre que at
um bacharel aUi recebe como phosphoro e
anonymo a propina diaria de cinco mil
ris.
Jena pretendermos defender ao*drg>no' di-
re ;tor .jua inteiinaru'-nte administra Ues
otarn, ponfa -te i t aciinn dos botes da rixosa folha dos libe-
raes, conjuramos a redaocSo deste jornal
par.', que decline o nome deste bacharel qut
recebe cinco mil rU diarios.
Su nao o fizar, porm, nao pasear o
mes 10 jornal de poste dos lazaros de to-
dos os tompos.
Por ora fijaremos aqui, aguardando a
resposa do orgo liberal.
Sabemos como a calumnia faz criar fal-
sa opinio, e tambem de tudo quanto corrt
como certo, que .
Por ora basta.
5 de Fevereiro de 1886.
Um bacharel.
Companhias de segu-
ro contra fogo
O principio do presente seculo foi teatemimha
d'uma activa phase commeruial, que nao se pode
comparar a nenhuma nos aunai 3 deste paiz. (In-
glaterra)
O Daek, Baukiug, Insurr/ae entras instituices
iguaes, as quaes satisfaziam anteriormente as na
cessidades da Metropole (Londres) foram conside-
ra las insuficientes ao grande desenvolvimento
dos negocios causados pela expancao do commereio
e nio teve somente urna addieonal proviso de ar-
raazens de recolher, pblicos e particulares, como
outras necessidades que se seguiram, sendo que,
para proteccao dos seus donos, coutra prejuizo de
incend'o, foram fundados nos annos de 1803-1821
nada oienos de 4 poderosas companhias a saber: a
IMI'KBML. OL0BB, ATLAS E QL'ABDIAU. As duafl ulti-
mas arada existen] como monumentos do negocio
sano principado e previsto, exercidos pelos seos
fundadores ; a olobe foi no anno de 1862 absorvi-
da pela sua moderna e vigorosa rival a livebpool
and olobe, aa planto que a impeblal pela qual nos
estamos agora mais interessados tem avanzado e
attingido ao successo da orgulhosa posicao que
acta lm"nte ocupa como urna das maiores e mais
ricas companhias de seguros contra fogo, do Reino
((ira Bretanha).
O capital da impf.bial foi fixado em 1.200:000
originalmente parece-nos em 2:400 aeces de 4500
cada urna, as quaes teem sido de ento, devididas
em 12 000 uccocs de 100. Hoje dessas aeces
de 100 foi apenas necessario entrar com 23
(parte pelos ai'tuacs accionistas e o resto pela
soraraa dos lucro) d 1 maneira qne em addiccaode
900:000 nao chamadas, a companbia tem o capital
pago de 300:000, e possue tambem um fuado
(raro na pratica da? companhias de seguro) na
forma de lucros capitalizados, formado debaixo de
poderes especide3 do parlamento 400:000, cuja
quantia, fura do capital actual, torma urna reserva
permanente. Aleui d'isto ell 1 tem um cnpital am
meviment;, o qual ao fim do auno passado attin-
gio a 8^8:000 de maneira que aug oentou os
seus balancos de ndamenos que 1.528:000 (hoje
Rs. 20,000: U que acabamos de dizer colligido do Stock
Exchange Year Boolc e de outras fontes publicas.
Embura a companuia nao tenlia obrigaco de
publicar as .-u is datas, nao procura perpetuar como
um contemporneo ra suas publicacoes, chama
conspiracao de silenci).
Sabemos tambem que os seus premios annual-
mente attingem enorme somma de quasi
800:000 (hoje igual a 10.066:666*670 )
A acquisicao e gerencia de um negocio que pro-
duz mais de 2:000 de premios diarios, mostra
grande p der, sagacdade e telicidade.
Que a compaodia possue os 2 primeiros (poder
e intelligencia a evidente pelo ex ime dos nomes
dos directores que todos sao humeas de posicao
uos negocios finauceiros e de commereio e quauto
a vantagem que tem na ultima (felicidade) sem du-
vida continuar ella emquanto o seu conselho tor
dirigido pela sabedoria e experiencia de tal direc
cao e os seus negocios administrados por um corpo
executivo e de agente de carcter e eficacia to
conhecidoque ecta antiga e solida companhia est
habituada ter.
4o eleitorado do 8* dis-
Iricto
Tendo recebido bontem o diploma de
deputado Assembla Legislativa Provin-
cial, no bienoio de 18861887, cabe me
agradecer a honra que me conferir am
os dignos eleitres do districto, que repre-
sento. '
.-ios que nao me poduram honrar com o
seu voto sou grato psla franqueza com
que me fallaram, digna do carcter altivo
dos nossos homens do interior.
Ao meu partido sou reconhecido em ex-
tremo pelo apoio decidido que me pres-
tou : elle ter em mim um amigo firme,
dos que pensam que cumpre penetrar des-
assorabradamente no largo caminho da de-
mocracia.
Como deputado pro vi acial, pens que a
provincia exige da Assembla urna cousa
nica : um orc^mento severo.
A agricultura est desilludida de vas
proraessas : ella satisfaz-se em nSo ver
desperdigado o dinheiro que tao genero-
samente entrega ao poder publico
Agua-Preta, 8 de Fevereiro de 1886.
Joao de Oliveira-
Hnra ao mrito
S rlremlo de ama roptura da rethra com infil-
tracao s*-riuosa, euf -rinidide qne prostou-me no
leito hitando entre a vida e a inorte, quasi sem es-
peranca de levantar-me, ti ve a felicidade de achar-
ne sob os cuidados do Ilustrad) medico Dr.
Manoel Cl.m-ntno de Barros Carneiro, que
aconselhando-me d aas operacoes successivaa, nas
quaes fixeram parte os di arnissimos Drs. Mala-
quias e Mello Gomes, consegui por este meio
sahir da critica situaco em que me acha-
va. Hoje, porm, que me acho restabelecido,
venho agradecer Ibes, esoecialm"nte ao meu me-
dico aseiatente Dr. Barros Cnrneiro, o mteresse
qu por mim tomou, a-udiodo aos meus chamados
qualquer hora do dia ou da noite que se fazia
preciso. Sei que vou off-nder a modestia que pe-
ouliar a to illustre mor; y mas o dever me obriga
que venha pela imprensa dar-lhe, c>mo obulo de
tantas finezas, a minha gra'.ido eo meu reconhe
cimento eterno.
Kuthimio Man:el do Bomfim.
Parias, insTie mitas i
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maraaho
tendo praticado ltimamente nos priupacs boa-
pitaes de Pars e de Vienna d'Austria, onda dedi-
eou-se especialmente a partos, molestias de m-
lheres e de criaucas, oTerece seas-servicos ao res-
peitavel publico desta cidade, onde nxou sua resi-
dencia.
Pede ser procurado do meio dia s 9 horas da
tarde no sen enaeultorie i ra* larga do Desavo
n. 26, lo andar, e aos oaSra-quaiqar hsran4o-dia
oa da noite roa da Imperatriz n. 73, sua resi-
dencia.


..... *'


Diario de PernambucoCuarta -feira 10 de Fevereiro de 1CC6


Ao E\m. Sr. presidente da
provincia e ao publico.
Sob a epigraphe Corpo de Polica, es
cndalo vem inserido na Provincia de 9
do corrente um artigo que, para o publico
imparcial e sensato, nenhuma eonsideracSo
deve merecer, urna vez que de sua incon-
sciente redaecSo nao assuroe a respon-
sabilidade o articulista, servindo-se do
anonymo chvelo de que lancam mao os
detractores.
Desculpo a incontciente, repito, Sen-
tinella do portao a immodestia que me
impresta, de que apregoou-me de intelligen-
te; quapto, porm, ao zelo no cumpli-
mento de meus deveres na qaalidade de
major fiscal, desafio impvido todas as
accusacSes. de quem quer que seja, que
pro vem o contrario.
Tranquillo sobre o cumprimento de
meus deveres, venho de garantir ao Exm.
Sr. couselheiro presidente da provincia e ao
publico que, no Corpo de Polica, do qual
digno commandante o Sr. coronel Decio,
e eu fiscal, nao existe urna s praca, a
contar do dia 10 de Setembro do anno fia-
do a rregente data, lesada na minima
parte de suus vencimentos, isso porque silo
remettidos sob minba ficalisacSo os ven-
cimentos das pracas destacadas as co-
marcas mais distantes da capital, e pagas
no quartel pelos commandantcs de compa-
nbias os destacamentos vizinhos, e as pra-
cas promptas no mesmo quartel. Agrade-
ce a -Sentinella do portao de quem
nao me oceuparei mais.
Quartel de Polica, 10 do Fevereiro de
1886.
Cleomenes Lopes de Siqueira.
Corpo de Polica
Escndalo
Sob esta epigraphe publicou a provincia de boje
um artigo em que, procurando fazer iiicrcpacdes aos
actuaes commandantes de companhias daquelle
eorpo, envolve a pessoa de seu digno conmman-
dante o Sr. coronel Decio de Aquino Fonseca.
Sem que pretendamos commentar os factoe alia
didos no referido artigo, garantimos que o Sr. co-
ronel Decio muito conido e que estas insinua-
coes e aleivosias nio podem po- certo attingil-o.
Fique certa a Provincia que jamis facto algum
se tem dado no Corpo de Polica sem que o seu
digno commandante tenha providenciado immedia-
tamente, revelando a sua reeoabecida apitidao,
energa e espirito disciplnador, tazendo de tudo
sciente ao poder competente.
Seja pois mais escrupuloso o articulista, quan-
do houver de levantar censaras para que na faina
em que se empenha em forgicar escndalos, nao
envolva quem s merecedor de consideradlo e
apreco.
Recife, 9 de fevereiro de 1886.
Um amigo.
Ao Illin. Sr. I)r. Brrelo Sampaio
NI acero agraderimento
Faltam-me termos para manifestar ao Sr. Dr.
Barreto Sampaio, quanto lhe sou grato por ter-me
operado de catarata o olho esquerdo, de modo que
leio e escrevo perfeitamente, sem o menor emba-
nco.
A idea d'este agradecimento me foi suggerida
ao pensar no estado em que estara se nio tivesse
sido operado dito olho, pelo qual nada i u e mal me
diriga pelo direito; por este, infelizmente, nada
mais vejo boje; porm, o illustrado oculista me
flanea que dar vista extrahindo a catarata delle,
como j tez com a do esquerdo.
Fazendo este succinta narraco, julgo-me dis-
' pensado a accrescenUr palavras, que vennam tra-
duzr o grao de estima e censideracao em que te-
abo ao distincto medico, cujo mrito e illustracao
sao geralmente reeonhecidos.
Recife, 8 de Fevereire de 1886.
Joaguim Francisco d'Albuquerque Santiago.
Duas palavras Pro-
vincia
NSo sei porque mallas a Provincia recebe no -
tipias das violencias eleitoraes praticadas pelos
diferentes chefes conservadores ; supponho que
pelas da China, que o paiz mais yerto do seu=
rotKAv -.
Fallaudo do respeitavcl padre Tejo, esse typo
de verdadeiro ecclesiastco, o homem de bem por
excellencia, o homem incapaz de praticar qualquer
patota, diz que elle fizera desenterrar mortos para
?ttarem naa ultimas eleicoes.
Nio to_ forte o poder desse ecclesiastico que
faca ressnscitar Lazaros; seu poder baseado to
tmente na am>zade de seas parochianos p?los be-
neficios que ihes dispensa indistinctamente sem
alhar cor poltica.
Sua popularidade filha di bohomia com que
trata a todos quanto o procuran.
O padre Tejo para obter o voto de um adver-
sario, convence-o com bous modos, porm nao
ameaca com peda de emprego ou outraqualquer
violencia.
Tem o defeito, (dizem os liberaos) de ser con-
servador ; porm nao obstante sel-o eom toda a
torca de sua alma, sua casa e seas haveres esto
empre ao dispor de qualquesjiberal que o pro-
cure. 0 coraco do padre Tejo adverso a vin-
gancas, mesmo quando casas tenham em vista
desagravo sua individualidad a
Para que pois a Provincia olha para o padre
Tejo como para urna espinha de garganta ?
Res'gne-se a Provincia com a derrota de seus
amigos c a attribua sua pouca sympathia e nao
a tropelas de seus adversarios. Respeite-se o
padre Tejo como devo ser respeitado um to digno
ministro da igreja, que nao farSo mais que sau
dever como christars. Pelo menos o qne faz.
A. da Silva Ramo..
Sernhem, 7 de fevereiro de 188C.
Klel<
Dosjuizes que ho de festejar o glorioso Santo
Amaro de Serinhem, no anno do 1887
Juizes por eleco
Os Exms. Srs Drs. :
Segsmuudo Antonio Goncalves.
Andr Cavalcante de Albuquerqne.
Juisas por eleicao
A Enna. Sra. D. Mara da Conceicao Mesqui-
ta Wanderley, mu digna esposa do Illm. Sr. Dr.
Clementino de Barros Wanderley.
A Exm. Sra. Baroneza de Serinhem.
Juiz por deveco
O IUm. Sr. Joo Manoel de Mosquita B arro
Wanderley.
Juiza por devoco
A Exm. Sra D. Rita Angelina de Mesquita.
Juii protector
O Illm. Sr. Capito Adolpho Wanderley Lias.
Juiza protectora
A Exm. esp jsa do IUm. Sr. Dr. Jos Cordeiro
A. da Silva.
Serinhem, 5 de Fevereiro de 1885.
O procurador,
Simo Jos da Rocha.
Elelfio
Dos juizes e juizas que tem de festejar a gloriosa
virgem de Nossa Senhora da Boa-Viagem no
dia 21 do corrente:
Juizes por eleicao
OsExms. Srs. :
Baro de Jundi.
D\ Antonio Francisco Correia de Araujo.
Dr. Jaaquim Correia de Araujo.
Baro de Petrolina.
Major Manoel Antonio dos Santos Das.
Agostinbo Buzerra da Silva Cavalcante.
Tenente-coronel Manoel Axevedo do Nascimento.
Juizas por eleco
As Exms. Srs. :
Baroneza de Jaboate.
Esposa do Dr. Francisco de Assis Rosa e Silva.
Esposa do Dr. Joo Vieira de Araujo.
Esposa do Dr. Henrque Marques de H. C.
Esposa do Sr. Manoel Alves da Silva.
Esposa do Dr. Manoel da Triudade Pirette.
Esposa do Dr. Francisco do Reg Barros de La-
cerda.
Juizes protectores
Todos os irmos de Nossa Senhora da Boa-Vir-
gem.
EDITAES
COMERCIO
Bol- conimerelal de Pernain
buco
Recife, 9 de fevereiro de 1886
As tres horas da tarde
Cotacoes oificiacs
Nenhuma.
Na hora da bolsa
Vendedor Comprador
i Offereceram vender 100 j
accoes da companhia do>
Beberibe, do valor de 100/ j 150/ 145
P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. L. Alcofjrado.
Secretario.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
oficial da imperial Ordem da Rosa,
commendador da Real Ordem Militar
Portugurza de Nosso Seuhor Jess Chris
to, j'uim de direito privativo de orphaos
e ausentes da comarca do Recife, por
Sua Magestade Imperial e Constitucio-
nal o Sr. D. Pedro II, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber que tendo se arrecadado por este jui-
so o espolio da finada D. Anna Zurica Ramos, a
qual nao consta ter deixado testamento, nem her-
deiros presentes, e resida em Portugal, defxando
D3ns nesta capital : sao chamados os seus legti-
mos successores a Be habilitarem a heranca peran
te este juise, e na forma das disposicoes em vi-
gor.
E para constar mandei passar este edital que
ser publicado pela imprensa e afiliado no lugar
do costme.
Dado e passado nesta cidade do Recife aos 5 de
Fevereiro de 1886.
Eu Francisco de Siqueira Cavalcante, escrivo
subscrevi.
Adelino A. de Luna Freir.
Edital n. 71
(2 praca)
De ordem do Illm. Si. Dr. inspector se faz pu-
blico que, por nao terem sido retiradas em tempo
e ameacarem corrupeo, sero postas em praca no
trapiche Conceicao as 11 horas do dia 11 do car-
rente mez, por conta de Demingos da Silva Tor-
res, 441 barricas, entre ellas algumas quebradas, e
um caixo, contendo farinha de trigo, dos salvados
do vapor americano Finance ; mercadoria essa
examinado em 26 do mez prximo passado e nova-
mente boje pelo Dr. inspector da sade publica, e
julgada nao prejudicial a sade publica.
3' seceo d'Alfandega de Pernambuco, 9 de
tevereiro de 1886. O chefe,
O chefe,
Cicero B. de Mello.
Obras Publicas
Da ordem do IUm. Sr. engenheiro chefe, faco
publico que, de conformidade com a autonsaco
do Exm. (Sr. conselhero presidente da provincia
de 30 do mez findo, recebe-se nesta secretaria, no
da 13 do corrente ao meio da, propostas para a
execuf Jo das obras de reconstrueco das bombas de
Queimadas e de Catende, ambas na estrada Victo-
ri; a primera oreada em 1:595/000 e a segunda
em 9164600.
Os orcamentos e mais condcOes dos contractos
acham-se n'esta secretaria para seren examinadas
pelos Srs. pretendentos.
Secretario da Repartico das Obras Publicas, 5
de Fevereiro de 1856.
O secretario,
Joo Joaquim de Siqueira VarejSo.
Obras Publicas
De ordem do IUm. Sr. engenheiro chefe, faco
publico que, de conformidade com a autoriaaco do
Exm. Sr. conselhero presidenta da provincia, no
dia 13. ao meio dia, recbese n'esta secretaria
propostas para a execuco de reparos urgentes na
ponte sobre o ro Una, em Palmares, oreados em
2:019*000.
O orcamento e mais condicoes do contracto
achamse dispesico dos Srs. pretendentee para
serete examinados. .
raria da Repartico das Obras Publicas, 5
de Fevereiro de 1886.
O scretario,Joao Joaquim de Siqaeira Varrjdo
Bccos:
Paula, Caldereiro, G-az, Assumpco, 1.* de San-
ta Rita Nova e Matriz de S. Jos.
Largos :
Forte j Mercado.
B6a-Vitta
Ras :
Imperatrz. Conceicao, Vsconde de Pelotas,
Tambi, Visconde de Albuquerque, Aurora, Capi-
baribe, Ponte Velha, Conde da Ba-Vista, Ria-
chuelo, Unio, Saudade, Sete de Setembro, Hos-
picio, Camaro, Rosario, Gervasio Pires, Atalbo,
Socego, Principe, Santa Cruz, S. Goncalo, Co-
lho, Hospital Pedro II, General Sera, Coronel
Lamenha, Alegra, Lcao Coroado, Baro de S.
Borja, Soledade, Visconde de Goyanna e Attra-
co.
Travessas :
Gervasio Pires. Colbos, Atalbo, Barreiras, Ve-
ras, Quiabo, Joo Francisco, Mangueira, Cam-
pia e Palacio do Bispo.
Pracas :
Conde d'Eu e Santa Cruz.
Largo :
Campia,
dceo :
3 c-iho.
Edital n. 9
HENDIMENTOS PBLIGh
Mea de fevereiro
&UUDH1Dii 1 8
a de 9
de 1886
134:790J210
15:931^389
JUombdokja D;
dem de 9
l8
148:721|599
8:431 038
l:13i488
Cjwklaoo movMBUt. De 1 i 8
dem de 9
9:565*526
51:601*208
3:9974025
acira dbu>a
Tdem de 9
-De 1 A 8
55-5984233
3:869*108
1:958$573
5:8274681
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor inglez Delambre, entrado deLiver
Arroz 200 saceosi a Paiva Valente & C, 50 a
Joo Faraandes dAlmeida, 40 a Domneos Fer-
reira da Silva & C, 360 ordem. *
Alcatrao 30 bams ordem.
Amostras 4 voluntes a diversos.
Armacea para sellinj 1 caixa a W. Halliday
^ C. J
Ac 18 feixes ordem, 40 cunhetes a Samuel
P. Johnston Se C.
Arcos de ferro 675 feixes a V. Neesen.
Balaaoas 3 barricas a Samuel P. Jahnston
C
Biscoutos 5 caixoes a Paiva Valente & C.
Batatas 60 caixas aos consignatarios.
Barrilba 50 tambores t ordom.
Bigornas 8 a Res & Santos.
Barras de ferro 200 e 26 feixea a Companhia
Pernambucana.
Cha 15 grades ordem, 1 caixa a Thomaz
Combar.
Cognac 25 caixas a G. Laport & C.
Campeche 5 barricas a Antonio Jos Maia
&C.
Caparosa 3 barricas aos mesmos.
Cabos 64 rolos a Beltro 4t Costa.
Chapeos de sol e camisas 1 caixo a Manoel da
Cunha Lobo.
Cidra 25 caixas a Francisco Guedes de Araujo.
Canos de ferro 40 feixes ordem.
Chumbo de munico 65 barris a Samuel P. Jo-
hnston & C.
Cobre 13 feixes a Manoel dos Santos Villaca, 1
ordem.
Drogas 4 volantes a Manoel A. Barbosa Suc-
cessor.
Enxofre 10 barricas a Samuel P. Johnston & C.
Eoxadas 35 barricas a Prente Vianna & C.
Estopa 5 fardos a Pereira Carneiro k C, 13 a
Narciso Maia t C, 1 a Prente Vianna & C., 2
ordem.
Fio 4 fardos ordem.
f Ferragens 7 volnmes a Albino Silva & C, 8 a
W. Halliday 4 C, 16 a Prente Vianna & C, 6 a
Cardoso 4 Irmo, 8 a Manoel Rodrigues da .Silva,
9 a Samuel P. Johuston fe C, 6 a Antenio D.
Carneiro Vianna, 14 a Res & Santos, 1 a Manoel
Cardoso Ayres. 2 ordem.
Fogareiros 399 a Samuel P. Johnston & C.
Folhas de Flandres 5 cunhetes a W. Halliday
s .
Lou^a 11 gigas a J. Ferreira da Costa, 20 a
Bernardino Uuarte Campos 4C, 17 ordem, 50 e
1 barrica' a Souza Bastos, Amorim 4 C.
Latas de folhas de flandres 4 caixas ordem.
Liuha 4 caixas a Oliveira Basto 4 C, 1 a Eu-
genio & Vieira, 1 a Mai.o^l V. Neves.
Lona 1 fardo a Prente Vianna 4 C, 1 a or-
dem.
Lete condencado 20 caixas a Frnncsco Gue-
des de Araujo.
Mcrcadoras diversas 3 volumes a Browns &
C, 3 a Beltro & Costa.
M-ias caixa a Manoel da Cunha Lobo.
Materi ei para estrada de ferro 981 volumes e
pecas a Baltar Oliveira 4 C, 12 a The Brasilian
-treet Kailway Company.
Macbinismos e ferragens 605 volumes e pecas a
Cardoso 4 Irmo.
Objectos de escriptorio 1 caixa a J. Pater 4 C,
ditos para gaz 7 volumes a empreza do gaz.
Pregoa 20 barricas a W. Halliday 4 C.
Papel 8 caixas a G. Laport 4 C, 2 a Rosa 4
Queiroz.
Provisoes 8 caixas ordem.
Peixe 1 barris a John Pater 4 C
Pas de ferro 10 feixes a W. HaUiday & C, 20 i
O administrador do Consulado Provincial dan-
do cumprimento portara n. 467 expt dida pelo
Illm. Sr. Dr. inspector do Thesouro em 23 do cor-
rente, iaz publico, para conhecimeoto dos prnprie-
tarios das casas sitas as localidades constantes
da relaco infra, que no espago ae 30 das uteia
contados do 1 de Fevereiro prximo vindouro, se-
ro arrecadadas por esta repartico, independente
de multa, as importancias das annuidades e mais
servioos da Recife Drainage Company, correspon-
dentes ao Io semestre do exercicio corrente de
18851886.
Gonsulado Provincial de Pernambuco, 26 de Ja-
neiro de 1886.
Francisco Amynthat de Carvalho.
BelacAo a que e refere o edital
Nnpra
Fregwxia de S. Frei Pedro Goncalves do Recife
Ras:
Mrquez de Olind. Bom Jess, Alves Cabral,
Conceicao. Bispo Sardnha, Torres, Thom de Sou-
za, D. Mara de Souza, Vigario Tenorio, Barreto
le Menezes, Mariz e Barros, Burgos, Amorim,
Moeda, Tuyuty, Companhia Pernambucana, Ma-
dre de Deus, Domingos Jos Martina, Mascates,
Restauraco, D. Maria Cesar, Visconde de Itapa-
rica, Farol, Areal, S. Jorge, Vital de Oliveira,
Ganrarapes e Baro do Triumpho.
Pracas :
Charco, Assembla o Pedro I.
Travessas:
Vigario, Madre de Deus, Campello, Domingo,
Jos Martina, Corpo Santo, Antigo Porto, Bom
Jess, Areal, Fundico, Occidente, fiuararapes -
Pntca de Pedro L
Beccos:
Ab:eu, Largo, Pindoba, Noronha, Tapado 9
Paschoal.
Largos :
Alfandega, Corpo Santo e Assembla.
Caes:
Companhia, Brum e Apollo.
Santo Antonio
Ras :
Imperador, Prmero de Marco, Duque de Ca-
las, Cabug, Baro da Victoria, TrBcheiras, La-
rangeiras, Isrga do Rosario, estreita do Rosario,
S. Francisco, Joo do Reg, liba do Carvalho, Ro-
da, Patos, Calabouco Velho, Santo Amaro, Ma-
thias de Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fo-
go, Livramento, Penba, Viscondo de Inhama,
Pedro Affonso, Nova da Praia, Marcilio Dias, Vi-
raco, Lomas Valentinas, Coronel Suassuna, San-
ta Thereza, Vinte e Quatro de Maio, Palma, Mr-
quez do Ilerval e Cadea Nova.
Praca:
Pedro IL
Campo:
Prnceza.
Caes:
Vinte e Dous de Novembro.
Travessas:
Queimado, Cruzcs, Mrquez do Recife, Bella,
Quaiteis, Calabouco, Expostos, Martina, Plores,
Carmo, Bomba, Livramento, Arse nal, 1* da Praia
2 da mesma, Caldereiro, S. Pe dro, Viraco, Lo
bato, Falco, Pocinho e Concordia.
Largos :
Paraizo, Carmo, Penba, S. Pedro e Practa.
Bccos :
Bella. Calabouco, Matriz, 1.. 2. e 3." da Cam
boa, Falco e 1. e 2." da Cadea Nova.
S. Jos
Roas :
Marcilio Dias, Lomas Valentinas, Coronel Suas-
suna, S. Joo, Palma, Mrquez do Herval, 24 d.
Maio, Dias Cardoso, Passo da Patria, Pare No
brega, Victoria, Cadea Nova, Vidal de Negreiros'
Frei Henrque, Dique, Assumpco, Domingos
Theotonio, Padre Floriano, Christovo Cclombo,
Jardim, Forte, Antonio Henrque, Nogueira, Santa
Cecilia, Santa Rita, Nova de Sana Rita, S. Jos.
Praia de Santa Rita, Pescadores, Ipyranga, Impe-
rial, Praia do Forte e Luiz de Mendonca.
Travessas :
Martyrios, Pcinho, Ramos, Caldereiro, Gaz
Matriz de 8, Jos, Forte, Prata, Sergado, Copia-
ras, Nova de Santa Rita, S. Jos, Praia do Forte,
Feixoto e Lima.
ordem.
Pmenta da india 10 saceos a Rosa 4 Queiroz.
Presuntos 1 caixa aos mesmos, 5 ordem.
Quejos 12 caixas a Rosa 4 Queiroz.
Soda caustica 30 tambores ordem.
Sheryy 1 barril a Thomaz Comber.
Teucinho 1 caixa ordem.
Tecidos diversos 2 volumes a Rodrigo de Car-
valho, 162 ordem, 43 a L. A. Siqueira, 70 a
Narciso Maia & C, 37 a Machado 4 Pereira, 15 a
A. Vieira & C, 12 a Rodrigues Lima & C, 2 a
P. de Azevcda 4 C, 11 a Agostinho Santos fe C,
4 a Goncalves Irmo & C, 2 a Souza Moutinho &
C, 4 a Gomes 4 Fernandes, 4 a Loureiro Maia 4
C, 2 a B-rnardino Maia 4 C, 9 a Olinto Jardim
4 C, 2 a Alves de Britto & C, 2 a Andrade Maia
&C.
Trllios de ac 4270 a Baltar Oliveira 4 C.
Tintas 1 caixa a Samuel P. Johnston 4 C.
Tinta 1 voluine a Manoel Cardoso Ayres.
Barca ingleza Beto, entrada de Siwansea no dia
8 do corrente e consignada a Johnston Pater fe
C, manifestou :
Car vio de pedra 675 toneladas aos consigna-
tjrios. .
DESPACHOS )flXP(i'>TAgAO
Em 8 de fevereiro do 1886
Para o exterior
No vapor francez Ville de Santos, carre-
gou :
Para o Havre, Pohlman gados eom 16,412 kilos.
No ptacho inglez Loyaslist, carregou
Para New-York, H. Forster 4 C. 628 saceos
co'n 47.10J kilos de assucar mascavado.
No lugar americano Rduard Staart, carre-
gou :
Para New York, H. Forster 4 C. 3,000 saceos
com 225,000 ki os de assucar mascavado.
No patacho americano Agnes, carregou .
Para New York, M. J. da Rocha 192 aa
com } 4,400 kilos de assucar inascava io.
= No brigue portuguez Prazeres, carregou ;
Par Montevideo, Amorim Irmos C. 300
barricas com 30,009 kilos de assue^r branco.
No navio sueco Prima, carregou :
Para Hu!, C. ?. de Lemas 10u,000 kilos de ca-
roejs de algodo.
Edital n. 72
(INTIMAgAO)
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector intma-se ao
Sr. Domingos da Silva Torres para no prazo de 24
horas retirar desta Alfandega 133 barricas com
farinha de trigo dos salvados do vi. por americano
F7iance, que arrematou em praca do dia 5 de ja-
i ptvXHM passado, sob peua de, findo este
piazo, ser^n vendidas por sua conta, visto ter o
Dr. inspector da sa I'? publica declarado no exa-
me que procedeu em 8 do corrente, que a perma-
nencia desta uvreadoria por mais tempos, abaf.i'la
como se acha e depositada em arraazens hmidos,
po.'er tornal a completam Ota prejudicial sua-
de publica.
3.' Seceo da Alfende,ra de Pernambuc, 9 de
Fevereiro de 1886.
O chefe,
Cicero B. de Mello.
Edital n. 10
De ordem do Sr. Dr. administrador,
scientifico aos Srs. contribuintes dos ira-
postos de industria e profisso, comprehen-
didos as classes os. 13, 14 e 15 da ta-
bella da lei do orcamento vigente, que se
achara collectados pela forma constante das
aelajoes abaixo, e que nos termos do art.
33 das nstruesoes de 27 do Julbo do anno
de 1883, lhes liga marcado o prazo de 15
dias improrogaveis, i contar da data da
publicac2o do presente, para apre3entarem
nesta repartico quaosquer reelamacoes
ou recurso para o Thesouro Provincial,
sob pena de nao serem mais attendidos
fora do referido prizo.
Ia secgao do Cousula io Provincial, 8 de
Fevereiro de 1886.
O ebefe,
J. A'. C. de Barros Campello.
Inipolo de industria eproflsso
Tabella a que refere o 35 do
art. Z ita lei n. i seo. Taxa de re
purlirii lOiOOOftOOO
CLASSE S. 13 BANCOS. AGENCIAS FILIAES E KEPB11-
SETATES DOS MESMOS E CASAS I1ANXARI.V}
1 divisao
Ra do Commercio n. 84 freguezia
do Recife. Luiz Duprar, currea-
pondente do Banco do Miuho em
Portugal
3. dUa
Dita n. 6. Pereira Carneiro & C,
correspondente do Buiijj do Bra-
sil
6." dita
Dita n. 36. English Ba: k a Rio da
Janeiro Limited
Dita n. 32. New Londui B. Bank
Limited
Ia seceo do Consulado Provincial,
nero de 1886.
O lancador.
Izidore T. de Mattos erreira.
CLASSE N. 14COMPAKIIIAS, AGENCIAS Ot CASAS DE E
GUKOS
1.' dita
Ra do Bom Jess, fregu-jj. i d.> le-
cife, n. 50. Companhia ': s"^u-
ros Ansetica, agentes Bvrnet
c.
Commercio n. 8. Companhia Equita -
tiva de segures sobre vida, agentes
Henry Forster fe C.
2. dita
Dita n. 20. Companhia N.rthcm,
agentes J. H. Berce Velh
Dita n. 3. Companhia Norili e Br-
tish Mercantil, agentes AJamson
Howie fe C.
Lago do Corpc Faoto n. 17. Ompa-
nia N- w-York Life Ansurance,
asentes Henry Pritchard
3 dito
Commercio n. 5. Companhia !
rial, agentes Browns fe C.
Largo di Corpo Santo n. 12. Com-
panhia Liverpool & London Glob,
agentes Saunders Brothers & C.
Bom Jess n. 7. Companhia Fidel-
70'.i-i.3'J
l:538l70
3:846150
3:816l50
28 de J.
4085102
403^162
G12243
C12243
,012243
>S 165321
S165324
saceos
saceos
vapor francez Ville de Cear, carre-
No
gou:
Para Santos, 8. Guimaraes 4 C. 600 saceos
com 36,000 kilos de assucar branco e 500 ditos
com 30,000 ditos de dito mascavado.
Para o Rio de Janeiro, Fernandes < Irmo 450
saceos cera 27,000 kilos de assucar branco e 600
ditos com milho.
No vapor nacional Para, carregou :
Para o Para, P. Carneiro 4 C. 10 ipas e 50
barrit com 9,200 litrot de gurdente ; M. J. Al-
ves 95 cascos com 3,920 ditos Je dito ; Bartholo-
meu 4 C. Successores 14 caixas oho de ricino.
Para Manos, M. J. Alves il barricas com 934
kilos de assucar branco.
No hiate nacional -Sania Hita, e.urretrou :
Para Mossor, Rodrigues Lima 4 C. 20U saceos
com farinha de mandioca.
__ Na barcaca Loquinfia, carregou :
Para Mossor, P. Carneiro & C. 1,500
com farinha de mandioca.
Na barcaca Paraguassu', carregou :
Para Parahyba, P. Carueiro 4 C. 100 saceos
com farinha de mandioca.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia ')
Santos32 dias, patacho norueg.icnse Bonnus,
de 198 toneladas, capito O. H.usen, cqupagem
7, em lastro; a H. Lundgren & C
Buenos-Ayres 29 das, barca nurueguense
Amor, de 418 toneladas, e^>ito N. Mallon,
equpagem 9, em lastro; ordiui.
Ro de Janeiro31 dias, brigue sueco Digve,
de 240 toneladas, capito N. I. T rsberg, equi-
pagem 9, em lastro; a H. Lundgren & C.
Santos35 das, lugar inglez Mymplu, de 181
toneladas, capito Davia Jones, equpagem 7,
em lastro; ordem.
Havro e escalas 23 dias, vapor francez -Ville de
Cear, de 1,599 toneladas, commandante E.
Dupson, ciuipagem 40, carga varios gneros; a
Augusto P. de Oliveira 4 C.
Londres e escalas 23 dias, vapor inglez Phoeoix
de 1,150 toneladas, commandante B. Davies,
equipagem 31, carga varios gneros; a Saun-
ders Brethers 4 C.
Porto-Alegre- 30 das, patacho uglez Eureka,
de 145 toneladas, capito D. L. Roas, equpa-
gem 7, carga farinha de mandioca < sebolas ; a
Pereira Carneiro 4 C.
Stettin (Alleinanha) e escala -30 dias, vapor bra-
sileiro Sepetba, de 61 toneladas, commaa-
dante W. Fopp, em lastra ; ordem.
Buenos-Ayres45 dia<-, brigue aemao -Aradux,
de 250 toneladas, capito H. Theispniz, equpa-
gem 7, carga xarque ; a Pereira Carneiro 4 C.
Observacao
Nao houve sabida.
dade de Lisboa, agente Miguel Jo-
s Alves 816/324
4* dita
Largo do Corpo Santo n. 9. Compa-
nhia Amphitrite, sede em Pernam-
buco 1:224*486
5.* dita
Vigario Tenorio n. 2. Companhia
Indemnisadora. sede em Pernam-
buco 1:632*649
6.* dita
Commercio n. 34. Companhia Phenix
Pernambucana, sede ero Pernam-
bucana 2:040*840
CONTRA FOCiO
Nortb British k Mercantile
CAPITAL
t:OOO.ooo de libras slerllaa
AGENTES
Admson Howie & C.
RA DO COMMERCIO N.
10:000#000
O lancador,
Izidoro T. de Hattos Ferreira
CLASSE N. 15 ABMAZEN8 ALFANDEGADOS DE DEPO SI
TOS DF BBCOLUEB
1. dita
Ra do Commercio, freguezia do Re-
cite n. 17. Sebastio Goncalves
de Britto 133332
Companhia Pernambucana n. 10 C.
Lyra 4 Irmo 133/332
Dita n. 12. Jos Antonio do Couto
Vianna 133*332
Pateo da Assembla n. 4. Jos Gui-
lherme 1J3332
2.' dita
Caes da Companhia n. 6. Ferraz &
Lima 199*998
Dito n. 28. Luiz Rocha 4 C. 199*998
Amorim n. 2. Jos Villela de Cas-
tro Mariz 199*998
Commercio n. 17. Jos Antonio de
-Mattos 1994998
la cbmp:ml)a n. 1. Argeli-
no Lima ix. C. 199*998
dita
Ca"s d'Alfandega n. 5. Thomaz Ti-
mos 266*664
Vigario Tenorio n. 1. Alfonso Fer-
reir Baltar 266*664 |
Cae* da Companhia a. 2'i. Saunders
Brothers 4 C. 266
lila
Vigario Tenorio n. 3. Jos Leonardo
Grego 399*996
Caes da Companhia n. 10. Jo.
Monteiro Torres de Castro 399*996
5. dita
Dito n. 6. Fuza i. C. 533*32*
6." dita
Largo do Corpo Santo n. 3/11. An-
tonio Munz Machado 666*685
Pateo da Assembla n. 15/23. Jos
Luiz de Souza 666*685
1.a seceo do Consulado Provincia, 3 de Janei-
ro de 1886.
O laiiQador,
Izidoro T. de attos Ferreira.
CONTRA FOGO
The Liverpool k London i Glob
INSURRANCE C0MP4NY
DECLARACOES
London and Brasilian Bank
Limited
Ra do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezon. ^___________
SEGUROS
MARTIMOS contrafogo
Companhia Plicnix Per-
nambucana
ilua do Commercio n. 38
itiviw aim;
Y S. da Conceicao dos
Militares
EIpqSo
Pela terceira vez silo convidados os membros
desta irmandade, para comparecerem no seu con-
sistorio na tarde de 10 do corrente, s 5 horas,
afim de proceder se a eleicao da adminstralo do
corrente a^no.
C"nf|i'!t.i-iri da inwwladfl da Coneeicio dos Mi-
lit..e U de fevereiro d.^ 86.O secr.itario,
ErmistD de Souza L ;.l.
Arsenal de guerra
De ordem do Illm. Sr. m;ij ir director, distri-
bue-se costuras nos dias 9, 10 elido mez cor-
reme, s costureiras de ns. 151 :i 20).
Previne-se que soff.er a multa de 5 0,0 toda e
qualquer costureira que exceder do prazo de 15
dias c<>.n suas costuras, salvo t-e presentar do-
cumentos que justifiquen] essa fa ta.
Previne-se inas que f se entr-g^r costuras
s proprias cnstureiras, o salvo porm autorisan-
do por cscripto pessoa Seccao de costuras do arsenal de guerra.de Per-
nambucj, 6 de fevereiro de 1886.
Feliz Antonio do Alcntara,
Alferes adjunto.
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelcida em 1 *..
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
Al 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres,.- 3.6:000$000
41--Ra do (onimerelo-
IJOMPANHIA
MPERIAL
DE
SEGl'ROS contra 1'OtO
_ EST: 1803
Edificios e mercadvria*
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuizot
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
^ N. Roa do Commercio N. c
lndemiiisadora
Esta corrpanhia est pagando a quarta distri-
buico da liquidacao do 3 decennio, na razao de
13*000 por ac^o. Recif>>, 3 de fevereiro de 86.
FliMASDAD
DO
Scnbor Bom Jcnun matriz do Corpo Manto
AVISO
Em nonic da actual mesa regedora, roga-se
todas aquellas pesoas que censervam em sena po-
deres capas pertencentea nossa veneravcl irman-
dade, o obsequio de as man iar entregar ao nosso
irmo thesoureiro, ra do Bsm Jess n. 59, cer-
tos de que a actual mesa regedara nao s ficar
agradecida, como tambem p .ra evitar duvidiis fu-
turas.
Consistorio da irmandade, aos 6 de fevereiro de
1886.^ escrivo,
Francisco Antonio Correia Cardoso.
8ana Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Cnsa de Misericordia do
Recife arrondam-se por espaQO de um & tres an-
uos, as cas,-.8 abaixo declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
Idem-dem n.49 240*000
Ra do Bom Jess n. 13, 1- andar 3.0*000
dem n. 29, loja 216*003
dem idem n. 29, 1- andar 240*C00
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180*000
Caes da Alfandcca annazem n. 1 1:600*900
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2
andar 507*000
Ra da Guia n. 25 200005
Becco do Abreu n. J, ioja 48|000
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1 e 2o andar, por 1:600*000
Rna das Calcadas n. 32 2004000
Secretaria da Santa Cas* de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souza
Companhia de edificares
Sao convid idos os subsciiptores dessa compa-
nhia para urna reuno, que dever effectuar-se
no da 15 do corrente, a 1 hoia da tarde, ra do
Imperador n. 38, 1 andar, afim de se tratar de
negocio importaute relativo mesma companhia.
Recife, 6 de fevereiro de 1886.
Theatro de Variedades
COMP4MHA-LYRICO-COMICO-DR4MATICA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
I llinios espectculos n'esta poca
i-Wbl 11 He Ferairo Je l
GRANDE NOVIDADE1
PELA PRIMERA VEZ N'ESTA CAPITAL E NO IMPERIO
subir sceoa a engraQada opereta em 2 actos o uro. quadro, cuja msica, do maestro
Casiraghi obteve o applauso do todo publico italiano
A EESTA DA ALDEA
D Geremia, padre-cura da
aldeia
Carolina, sua sobrinha
Baptista, cabo dos Bersaglieri
PERSONAGENS
Senhor Gaudencio Podest
Cecilia, criada do padre cura
Bernard, sineiro
Gregorio, criado do Municipio
Tirelli
Durand
Milone
Orlandini
VAPORES ESPERADOS
Tamar
Actor
Pernambuco
Mondego
Cear
Desterro
Espirito Santo
Tagus
Seegal
Baha
La Plata
da Europa
de Liverpool
do norte
do sul
do sul
de Hamburgo
do norte
da Europa
do sul
do sul
do tal
hoje
a 12
a 13
a 14
a 16
a 20
a 22
a 24
a 25
a 26
a 29
Repossi
Bellegrandi
Comoletti
Montanhezes e msicos.
NMEROS DE MSICAS.1. Simphoni. -2. A Rosa (cancao). 3.
Kyriel (quartetto). 4. Coro dos caajponezes. 5. Quintetto com coro.6. Pre-
ludio pela orche8ta.7." Lenda. 8.o O beijo. 9. O estafeta. -10. Aria-comida.
11, Preludio pela orchestra. 12." A alegra. 13 Kyrie.14. O desejo (cavatina).
15. O aonho (aria-coraica).16. Marcha.17. Coro final. 18. D.mca corapestre.
Acabar o espectculo com a sempre applaudida comedia, em 1 acto, em que
o actor Milono faz urna creajao especial dos differentes typos que desempenha.
.A. GJK.SuA, DOOS GA.XVXDPO
AVISO ,
A empresa resolveu parar momentneamente com os seus trabaluos, para
abrir o theatro depois do carnaval, mandado contractar na corte novos artistas dignos
d'esta Ilustre capital. A empresa nao poupa esforcos para se tornar digna dos senho-
res Pernambucanoj. N'eates ltimos espectculos, espera ver-se honrada com avul-
tada concurrencia.
Depot iVweiawio havera rem para Apipa"
e boad dan Uafca* Fernandes %lelra e ATogadOM.
O boad* no largo do Palacio. O bonu da Magdalena n**er*5n*ln/
do o eapectacalo acabar depol* do horario do ultiaio bond da compa
bla, que paisa na roa Nova ii mnalo.
Nao se transiere o espectculo anda mesmo qne chova
PRECOS DO COSTCNTCi
PRINCIPIARA' S* 1/2 HORAS.
ONT. DB.
i
te

..
Jk
ilH
' tu
.........i
i i-ifiiia*


f
Ifc
'''
**~
V
Diario de Pernambuco(Juarta-feira 10 de Fererciro de 1886

^^^
Fabrica de laglo c tecidos de
algodo
tas rou-,
nir-se em aasembla geral ordinaria no dia 24 do
corrente, ao salo da Associacao Commercial Be-
neficente 1 hora da tarde. Reeifc, 9 de feve-
reiro de 1886.
Manoel Jlo de Arr.
l'i sidente.
Jos Adoipho de OHveira Lima,
Secretario.
Sociedade \llianca
Convido os socios comparecerem a una sesso
de instruc<;>, sexta foira 19 d frrente, que ter
lugar s O 1 J horas do Imperador. Secretaria, 10 de levereiro de
1886. -O secretario,
Moltke.
Vende-se urna barcaca de 300 ssccos
na ra Direita n. 82, loja.
a trata
Porto e Lisboa
Segu eom brevidade para os portos cima o
brigue por uguez Tito ; para o resto da canta
passageiros, trata-se coca os consignatarios .
da Silva Loyo & Filho. __________
os
MARTIMOS
Ci_ar-_ah_a lira ileira de Xav-
eaeo a vapor
PORTOS DO SUL
vapor Pernambuco
H. Duarte
i o 'd. -s portos do
c o dia 1 de Feve-
reiro, a depois da demora
assvvl, seguir para
rtoa do bu!.
i
ra Bal ule di .->ul, frete m-
dico.
Para eai MMMMM. a valores
tracta-se na ag awa
N. -id RA I) ICIO N. 4G
ROYUUIL STFAfl PACKET
CMPAHY
0 paquete Tamar
iradodaEuopa no dia
10 do corrente, seguindo
depois da demora necessa-
ria para
Macelo, I Janeiro, Santos,
Moil vi lacnos-Ayres
Rojal Mail Sieam Packet
Compaiiy
Reducido de passagens
Bilhetes especiaes of
ferecendo facilidades
aos senhores viajantes
para visitar a cxposi-
fo colonial es Lon-
dres, de 1886.
Ida e volta de Per-
nambuco a Southamp-
on, primeira elasse,
com o prazo de 6 ne-
zes libras stcrlinas 36,
15, 0._____________
Para
Brigne D. Francisca
E' esperado nestes dias, engaja carga frete
mudico, para sabir com toda a brevidade: trat.
na ra do Mrquez de Olinda n. <>.
De fazendas, roupas frita, miudezas, fa-
zendas e movis
CONSTANDO DE:
Calja de casemira, ditas de brim branco, ditas
de cores, camiras brancas, ditas de chita, colet-
tes de ca-emira, ditos do liriin, casacas, frak?,
pahtots, lencos, de chita, punhos e collarinhos
para senhoras, ditos para bomens, "pannos para
cadeiras, ditos para sof, meias para meninas,
cortinados, fichus, chales, granadme, flanella,
retalhos de chitas, 1 oorte de vestido de seda
prcta, 1 dito de linho e outras fazendas, gran-
de s-rtimento de miudezas, diversos caldeiro>-s
estanhados, 72 duzias de aldabras de ferro, 1
grande balanza r imana com conchas propnas
para armazem, differentes movis novos e usa-
dos, jarros, extractos o ricos quadros.
Hiiinta feira, 11 do corrente
A'S 11 HOEAS
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 13, o aluga se o uiesmo armazem
POR INTERVENQO DO AGENTE
Uiismao
IGUARASSU
N. 88:200
O Dr. Francisco Xa-
vier Paes Barreto,
pela 4.a vez rogad j a
vir o a mandar a ra do
Mrquez de Olinda n.
50, dar ^umpriment
ao numero cima.
Escola part calar
De noirucro primaria para o aexo
manrulino
34-Ba da Atat'iz d* Boa-Vista34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que aDriosua escola particular
de instruceao primaria para o sexo masculino,
ra da Matriz da Boa-Vista n. 31, onde esmera-
damente se dedica ao easino de seus alumnos.
O grao da escola consta : ler.escrever e contar,
desenho linear, historia patria e nocoee de traucez.
Garante uin r ipido adiantamento em seus alnm-
treitas, pel03 baratisBimos precos de 100,120,1#0
e 200 rs., tendo dous metros cada peca, grande
pechincha. Assi-n como um bom sortimento de
ganga amarella, verles e encarnadas, qne se
vendem barato : Ha loja de Pereira da Silva, i
ra da Imperatriz n. 32.
Coslumes de casemira
\Uencao
Leilo
Na rna larga do Rosario n. 13, vndese passa-
roa de diversas qualidades, cantadores, e por pre-
os commodos, e 20 volumes da Historia Univer-
sal, por Cesar Cantu.
Da parto do sobrado ra do Hospicio,
ODde funecionou a Faculdade de Di-
reito
Kex.a-feli-a. 19 do corrente
A'8 11 horas era ponto
No armazem ra do Imperador n. 22
^ O preposto do agente Burlamaqui, levar lei-
lo a prte do sobrado cima mencionada, por
mandado do lllm. e Ex n. Sr. Dr. juiz do direito
privativo ce orphioe, a requerimento da' invent-
bante D. Cathariua Eugenia de Carval ~iO Paes de
Andrude, bens deixadoa por seu marido Manoel
Pereira de Magalhes. Os senhores pretendentes
desde j podero ir examinar.
VISOS DIVERSOS
O paquete Mondego
E esperade
do sul no da 14 do
LE1L0ES
di demora
"necessaria para
S. Vlccate, Lisboa. Vigoc Son
thanipton
Para passagens. fr.?<-. ti., iraets-se com oe
CONSIGNATARIOS
Ada son Howie & C.
3Rna do Commerolo8
Hiiiri-SiliiiritaiBcSi^
DaupfschinTahrls-Geselschaft
O vapor Desterro
Esperase de HAMBURGO,
va LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
df mora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIGaRION. 3
1* andar
-- Quarta-feira 10, o de movis no 2 andar
do sobrado da ra Estreita do Rosario n. 36, em
que merou o Sr. Lobo.
Hoje, 1 hora da tarde effectua o agente Pinto
, o loilo de 1075 *aecos com assucar bruto com
errente seguinio avara d- a do nlar
H'pOlS **
LEILAO
De 1075 sachas com assucar bruto regu-
lar, com avaria d'agua do mar
Hoje, 10 de fevereiro
A' 1 hora da tarde
No armazem da ra Commercio n. 5 junto a As-
sociac,o Commercial
O agente Pinto legalmente autorisado faz lei-
lo boje por cunta e risco de quem perteacer de
1075 saceos com assucar bruto regular tal qual
se achbm no armazem da ra do Commercio n. 5-
Leilo
de duas caixas com cli verde, descarrega-
das do vapor inglez Warrior
HOJE, 10 DO CORRENTE
A's II horas
Por latervenrao do agente
Alfredo Guimares
No armazem do Sr. Armes.
Roda da Fortuna
Foi vendido por esta casa o bilhete n. 21,016
com o premio de 400004000 da lotera de Ala-
gas, assim como todas HpprnxiinacGes.
Caixeiro
Je
escripta
Precisa-3e de uin caixeiro qu i tenha boa lefctra
o pratica de eseripturacao, para fra da cidade ;
a tratar na ru i Duque de Caxias n. 43. '
Vende-se a b in conhecida e afreguezada Phar-
macia Humanitaria, \ ra do Rangel n. 48. Re-
commenda-se pelo local, loa armaco eexcellente
Vfcsilhame ; quem pretender, dirija-se me ama
pharmacia. oude achara com quem tratar.
Empregado
Aluga-se o 2- andar da easa n. 1 do pateo
de Terco, o 3 da de n. 3 ra da Penha, o 1
da de n. 19 mesina la, o 1' da de n. 18 ra
Direita, o 1 da do n. 66 i eaeaaa ma, o da
de n 35 travessa de S. Jos, u 1- da de n. 34
ra estreita do Boaario ; as terreas de ns. 41
i ra do BaDjrnl, j roa Duque de Caxias, 1 do
pateo do Terco, 27 ra d Lomas Valentinas,
24 rna d< Anr Lo, e IMM de n 35 ra da
Viracao ; a 'ratar na ina do Hospicio n. 3s.
PaciOc Sieam Navigalion Compam
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Aconcagua
pa a
ispe:
t o
Leilo
O vapor Advanee
luarla-feira. O do corrente
o dia 15 do cor-1 A's 11 horas
-rente, e seguir para o: ^ armazem da ra do Bom Jess n. 19
sul depois da demora I Mobilias de Jacaranda, simples e con encost
Ido cosame. de palbinha, de junco, guardas-loucas, guardas
Paracar^a, aaaaagense encommendas e dmhei-i vegtidoej fiter08i secretarlas, carteiras, marque-
ro a frete tracta-se com o \ z3eg) camas de casal, e para medinos, mesas elas-
AGENTES ticas, e simples, consolos e mesas redondas, ca-
WSOn Sons (&. C. Limited deiras avulsas, de amareloe ja-arand, aparado-
14 RA DO COMMERCIO N. 14 |. qnartinheiraf, cabid. s para alfaide, grades
_________________________________._____________! de amarello, mesas de ferro, cofres provade logo,
i nit A.l dlaluc Dpacil Mail ^ f i e8Pelhos ovae8- e grande quantidade de pequeos,
LHIlru 0MIC9 tt DldSIl Inail 13. O. M. I quadros, jarros, lanternas, lustre de bronze, louc,
I calix, doceiras, relogios, estojo para barba, talhe
! res com cabo de prata, bandejas, salvas, fogo de
, ferro, m^inho, machina para preguear, chapeos
para scnboras, botoes, brimzo, jarros e cilungas
para jardim, registro e candieiros para gaz, bote a
dausremos, e outros muitos objectos.
Ao correr do martello por ter de se entre-
gar as chaves do armazem
Leia definitivo
(De predios e terrenos)
O agente Brito, levar leilo o seguinte :
Urna casa terrea com soto, porto ao lado, si-
io murado e arborisado, 2 cacimbas, agua de be-
ber, 3 quartos grandes, junto a casa, terraco c
gaz, rende 4S0.
Um terreno ao lado com 90 palmos de trente,
murado e com alicerecs para 3 casas de 30 pal-
mos, j tendo 3 paredes dobradas na altura de
andamies, sito a estr ida do Joao de Barros n. 33,
E' esperado dos portos do
sul at o dia 22 do corrente,
depois da demora necessaria
seguir para
W^ranho, Para. Barbados. S.
Thomaz e Xcwlork
para onde receber carga e passageiros.
0 paquete Finance
Espera-se de New-Port-
News. at o dia de Marco,
o qnal seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Bio de Janeiro
Pira carea, passagens, encomiendas e dinbeirc I defroute da estacao do Principe.
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N. 8. RUADOCOMm^RCiO -- N.8
/ andar
jo%\un; k% iKNttii:
RES) n MMUrlIS
LINIIA MEN8AL
O paquete Senegal
Coriimawi'iiii, Moreau
E' aperado dos portos do
o dis 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar. Lisboa e Yigo
Lembra-se aos Srs. passageiros de todas as
elasses que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatunento de 15 o/o em favor das fa-
milias composta de 4 ptssoas ao menos e que pa-
garem 4 pasangens intciras.
Por excep^ao os criados de familias que toma-
ren bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
inento.
Os vales postaes e se dao at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
4upste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Um terreno no fundo do sitio, sabida para Joo
de Barros, poitio n. 15, com 4 metas aguas que
!cndem 432, ttm cacimba c apparelhos particu-
cres, 2 casas terreas novas sitas rna de Ria-
chuelo ns. 50 e 52, defroute do quartel de poli-
ia, rendem 4085, todo em chao pruprio.
Quarta-feira, 10 do corrente
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 24
Leilo
De movis, louca, vidros, 3 veueziauas e urna mesa
grande para aifaiate (obra de gusto).
A saber :
Urna mobilia de pao carga com 1 sof, 2 con-
solos, 2 cadeiras de bracos, 12 ditas de guariiieai.
2 de balance, 4 jarros para flores, 4 bolas, 2 can-
dieiros a gaz, 2 castica-s e mangas, 1 espelho oval
grande dourado, tapetes de sof, eecarra leiras e
tres venezi&nas pura fora de janella.
Urna cama francesa, 1 commoda, 1 toilette, 1
lavatorio, 1 marquezo, 2 cabides. 1 cama de lona,
1 meza de cama.
Urna meza elstica novat 2 apparadores, 12 ca-
deiras, lonc> para cha e jantar, copos, clices,
tr.'ns de cosinha, meza de cosinha c mais acces-
eorios de casa de familia.
Quarta-feira, 10 de Fevereiro
No 2o andar do sobrado da ra Estreita do Ko-
ario n. 30.
Joo Antonio Correia Lobo faz leilo por nter
vencao do
dos novis e mais objectos existentes no 2 andar
do sobrado da ra Eatrtita do Rosario n. 30.
Principiar s 10 e 1/2 horas.
Aluga-ae a casa eom aota, toda caiadae
pintada de novo, bita ra da Fundico n. 8, em
Santo Amaro ; a traur na ra do Mrquez de
Olinda i. 8, litbofrrapUa.
Aluja-se o armazem da ra do Mrquez de
Olinda n 18; a tratar com Par nte Viauna &
Compauha
Aluga-se casa a SJOO1", no beccu dos Coe
lhos, junto de. S. Gcncalo : a tratar na ra da Im-
peratriz n. 56,
= Os hachareis Antonio Justino de Souaa e
Pedro Atfciisu rio par a ra Daqae de Caxias n. 54, Io andar
onde cuntinuain a excro-r a sua profisso de ad-
fogfcdoe.
Eu, abaixo assignado declaro iue vend a rainba
taverna sita ra Imperial n. 151, ao Sr. Joo
'Bento Rodrigues, livre e desrmbarncada at 31 de
Janeiro.
Joaq'iim Francisco Querido.
O abaixo assignado declara a quem nteres-
sar possa que, dista data em diante, nao sa res-
ponsabilisa por debito alguin, coiitrahido em seu
nome por quem quer que seja,
Recife, 1 de Fevereiro de 1886.
Jos Monteiro Torres de Castro.
Precisa se de um que saiba tratar de vaccas,
prefere-se portugus ; a eontra'ar na ra do Mr-
quez de Olinda n. 47, 1- andar, das 11 s 2 horas
da tarde.
veIMe
Doce de caj secco
na ra
16.
de S. Jos ir
A SOS e 35*
Na aova loja da rna da Imperatriz n. 32, rece-
beu-se um grande sortimento de finissimas case-
nos, pelo seu syjtema de ensiu), o qual urna pa- ul'rS18 nglezas ae cores claras e escuras, que se
ciencia Ilimitada, um amjr iuviolavel e umi es- I ven^eai or preca muito em eonta, assim como das
iterada dedicacao ao ensino, faseado com que os me8,na3 se mandam fazer costums por medida,
s us decipulos abracein e amsm de coraco as let-! 8e"do de paletot sacco a 3''j000, e de fraque a
tras, aos livros, e ao estudo, gaiando-oa no eaml- ^,* assim com de superior Amella inglesa de
ulu da intelligencia, da honra e da dignidade,' r azul escara, a 30 e 35, e tambem das mes-
i'n deque vanUnm a ser o futuro sustentculo ma8,fa*enJas se ininda f^avr qualquer peca avul-
da patria, dareligii e da le, eom vardadeiro sa- e grande pechincha ; na nova loja de Pereira
cilado brasileiro
Espera, pois, mreeer a cuufianei e a proteecl)
do distincto povo pernambucana, a em particular
'em f robusta em tolos os paij e tutores ile hu-
mos quo queiram aproveitar um rpido adiau'a-
mento de seus filho3 e tutelados.
Com quanto ousada seja esta tentativa, todava
-pura que es seus iaeansaveis esforcos, e os seus
purs deiejo, sejam coroados cora a feliz appro-
vaco de todos os filhoj do imperio da Santa Cruz.
Mensalidade2^000 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da manila s 2 da (arde.
Recebe meninos internos e meio-pensiouistas
por mensalidades razoaveis e lecciona per casas
particulares a ambos os sexos.
folio Moars de Azevedo
34-RUA DA MATRIZ DA BOA-VISTA34
da SUa .
Sitios e casas para alu-
gar-sc
Aluga-se o sitio do Abrigo, nos Arrumbados ou
Duarte Coelho, com grande sobrado para morada,
cocheira, casa para criado, 600 pts de coqueiros,
muitas outras f-ucteiras, oito viveiros, com pro-
porcoes conservarse vaecas para dar leite, e
muito prximo a urna eotaco da via-frrea do
Olinda. Tambem aluga-se um grande sitio na
Torre, com grande casa para morada, quartos
para criados, cocheira para carro, estribara, mui-
tas fructeiras e baixa para capm
Tiras bordadas
A lOO. 1Q, 160 e OO rs
Para o carnaval
S na nova loja n. 32 iua da Imperatriz, se
vende um grande sortimento de bonitas tiras bor-
dadas, proprias para enfeites, sen lo larga3 e es-
Aluga-se
o segundo andar do predio n. 33, ra -Duque de
Cailas ; a tratar na ras do Apollo n^Jt, arma-
zem.
Queijos do reino
HaccaJohanne* i*i|iym
Chegou urna nova remessa destes bons e bara-
tos queijoa a3j.O um ; em casa de Charles
Pluym db C, ra do Csmmercio n. 24, Recife.
Aluga-se
o sobrado de um andar o sota i com agua e gaz,
quintal grande, sito ra dos Guararapes n. 90 ;
a casa terrea sita ra de Santa Rita n. 89, com
8 quartos, reedificada de novo, com agua ; a tra-
tar na ra de Domingos Jos Martina n. 50.
Aula mixta particular de iustrucv'o prima-
ria, Deodala Ancua Ferr ira da Silva, ra Vi
dal de Negreiros u. 21.
= Ao lllm. Sr. Dr. Antonio Pilcmon Goncal-
ves Torres comprmanla a Livrana Parisiense.
Alaga-se a casa terrea n. 8 ra de Ra
chuello, com 2 salas, 2 quartos, cosinha tora,
uintal e cacimba meieira ; a tratar na ra da
[adre de Deus n. 34.
Aluga-se a casa A. 7, na primeira travessa
da ra do Principe, da freguezia da Boa-Vista,
com bastantes commodos para pequea familia :
quem a pretender, dirijas- ra da Aurora n-
meo 31.
Precisa-se de urna ama para casa de rapaz
solteiro ; trata-se na ra do Caldeireiro n. 39. ta-
verna.
PreeiBa-se de vendedores de taboleiros de
bolos, pagando-se vendagem, sendo de boas con-
ductas, e ama mulher de idade para lavar e co
si aliar o de conducta enancada ; na roa da Ma-
triz da Ba-Vista n. 3. ^^^^____________
Na rna da Unio n. 54, compra-se um bal-
cao grande e um lustre de 3 ou 4 lases, estando
em bom estado ; assim como se precisa de uin
menino para caixeiro, e que tenha pratica.
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na
ra do Livramento n. 8, loja.
Previne se ao Sr. Julio do Valle que venha
buscar opierrt que deixou como penhor da roupa
que manduu engommar, pois j fazem dez mezes,
sobre pena de ser vendido para pagamento da
mesma roupa, caso nao venha buscar nestes oito
dias. a contar desta data. Recife, 8 do feveieiro
de 1886.
Mara Florinda da Conceico.
Precisa-se de urna ama para comprar e co-
sinhar para duas pessoas ; a tratar na ra do
Imperador n. 61, 2- andar.
Precisa se de urna ama para comprar e co-
sinhar, para duas pessoas ; a tratar na ra do
Imperador n, 61, 2- andar. __
Aluga-se o sobrado n. 61 ra nova de San-
ta Rita, bem como o andar terreo do mesmo so
brado. Tambem alnga-se o terreno morado que
Gca por traz do referido sobrado, proprio para
officina de ferreiro, carrocas, etc., etc. : a tratar
na ra do Mrquez de Olinda n. 16.
Na ra das Flores u. 19, precisa-se de urna
criada que compre e cosinhe.
Perorata se urna casa com um pequeo sitio,
no Arraial, em um dos melhores lugar, por qual-
qupr urna no Recife, fazendo qualquer negocio
indcpendente do valor, d se ou recebe-se ; a tra-
tar na Pracinba da Independencia ns. 14 e 16.
Aluga'se a casa terrea da ra de Corone!
Suassuna n. 240, com bons commodos para fami-
lia e grande quintal ; a tratar na ra 1* de Mor-
co n. 17, 1- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama de meia idade ; na rna
da Aurora n. 137. ______^^
Cosinheira
Precisa-se de urna boa cosinbeira, que de co-
nhecimento de sua conducta ; a tratar na ra da
Aurora n. 67, andar terreo.
Vendedor
Precisa-se de um menino de 12 14 anno?, para
T'-ndcr quitanda, de ba Conducta ; na ra do Co-
ronel Siiassuna n. 161, 2- andar
Com urgencia
Preeisa-se de urna ama que engomme com per-
teico ; na ru d > Cabug n. 11, 1 andar, esqui-
na da das Triucheiras.
Aula)pratica deescrip-
tura#o mercantil
Adoipho A. Gnedes Alcoforado faz sciente aos
seus alumnos a a quem ioteressar, que tendo re
gressado sua' residencia, na roa da Aurora n.
15, reabri a sua anta, a qual faneciona as ter-
cas e sextas-feiras, das 6 horaa da tarde s 9 da
noite.
Antonia de Patina da F. Ventura
D. Joanna Anta da Fonseca Ventura, seu en-
teado, filhos e genro mandam resar urna missa
por alma de seu presado-filho, irmao e cunhado,
s 7 1/2 horas da manh do dia 10 do corrente,
trigsimo de seu passameato, na matriz da Boa-
Vista. Desde j agradecem s pessoas que Ibes
prestaren] mais esta prova de amizade.
TELEGRAMMA
fkftttib ph toa ib qm
DA 3.a SERIE DA 1.a LOTERA DO CEAR
EXTRAHIDA EM 9 DE FEVEREIRO
M MKHOS
PREMIO
10566
15311
J3754
1
250:000$
40:000$
20:000$
M MKKOM
l'BKHIOS
5227
38447
5:000$
5:000$
15310-1:
!-l:
13153-515$
13155-515$
v
Hnna Candida Cai-alcautc Lina
Jeronymo de Hollauda Cavalante e seus filhes
agradecen do intimo d'alma todas as pessoas
quo se dignaram acompanhar sua ultima morada
os reetoi mortaes de sua presadiseima esposa e
mi ; e de novo as convidara para assistirem a
missa de t timo dia, que mandam resar por alma
da finada, na igreja d. convento do Carmo, sab-
bado 13 do corrente, nlas 8 horas do dia.
1232
12943
39658
3957
9685
20565
22089
I
32570
36500
36527
39500
Mara filena de lueirui Canral
Anastasio Francisco Cabral manda resar urna
missa na igreja da Santa Cruz, s 8 horas do dia
11 do corre- te, pelo repouso eterno de sua tem-
blada esposa, Mara Vilella de Queiroz Cabral, e
pede aos amigos e parentes pan assistirem a case
acto de caridade e reli^io.
Manoel Joaquina Correia de
AranJo
Pedro Bezerra Cavalcante Maciel manda resar
urna missa na matriz de Santo Antonio, s8 1/2
horas da manh do dia 10 do corrente, pela alma
de sea presado amigo, Manoel Joaquim Correia
de Araujo, 1 anniversario do sea fallecimento,
convida aos seus amigos e parentes e os do falle-
c io, para assistirem a este acto de religiao, pelo
que muito agradecer.
^2)
w r>
O conego Dr. Francisco ao Reg Maia, Anto-
nio Rodrigues Tavares e Joanna do Reg Maia
Tavares summamente agradecidos s pessoas que
se dignaram comparecer ao enterro de sen mnito
presado pai e sogro, o major Joo Francisco do
Kego Maia, as convidan), bem como aos parentes
e amigos assistirem ao officio solemne e raissaa
que a 12 do cor.-ento (sexta-feira) stimo dia, se-
rao celebradas auclle i 9 horas da manh, na
catbedral de Olinda, e as missas rejadas na mes-
ma igreja cathdral, das 6 horas por dian -<, na de
N. S. da Penha, no Recife, das 6 s 7, e na ca-
bella de Apipacos s 7 1/2. A' todjs que assis-.i-
rem a estes actos de religiao e caridade cariota,
desde j nao mnitos ieradeeimntos.
Romo AuguMta da Silveira Maia
Albino Narciso Maia mauda resar missas na
matriz de Santo Antonio, s 8 horas do da 13 do
corrente pela alma de sua presada e estremecida
esposa, 1* ainivernario do cea fallecimento, con-
vida aos seus amigos e parentes para assistirem
a este acto de religiao e caridsde, e desde j
agradece do intimo do coraco quelles que se
ilignarem assistir. ^^_^_^_
PrancUca Amelia Pimente 1
Mana Francisca Pimentel, loo Alves Pimen-
tel, Manoel Alves Pimentel e Jos Alves Pimen-
tel agradecem db intimo d'alma s pessoas que se
dignaram acompanhar sepultura os restos mor-
taes de sua filha e irm, Francisca Amelia Pimen-
tel ; e de novo as couvidam para as missas que
mandam celebrar na matriz de Santo Antonio,
sexta-feir 12 do corrente, s 7 horas da trisaba,
stimo dia de seu fallecimento ; e por mais este
acta de religiao, se confessam desde j eterna-
mente gratos.
27299
37618
1.000$
24076
29476
30514
32484
Os nmeros de 10501 a 10600 excepto o da sorle grande, esto
premiados com 100$.
Os nnmeros de 15501 a 15400 excepto o premio de 40:000$
estao premiados com 50$.
Todos os nnmeros qne terminarem eiu-6 e 1estao premiados
com 20$000.
A loteria seguinte se extrahir no dia 16 Fevereiro.
Bilhetes venda na Casa da Fortuna, ra Primeiro de Margo n. 23.
JOSEPH KRAUSE & c
Acabara de augmentar o sen j bem conhecido
importante estabelecimento ra Io
de marco n. 6 com mais
m >-!le no! andar luxuosamente paa?- %
rado e prvido de urna *xk>s- ^
dos mais afamada ai %
mundo inieiro.
Convida, pois, as Ixflus. familias, seus nM-
rosos amigos e 'reguezes a visitar
o seu estabelecinien!. uim de
apreciaren) a grandeza e km gosto com m
nao obstante a grande
despeza, o adornaran, w liorna
desta provincia.
ACHA-SE ABERTO DAS 7 AS 8 DA MfL

oi % i : -h:
Grande e hein montada uflicina de aifaiate
DE
PEDROZA&Q:
N. 41Ra do Baro da VictoriaN 14
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo e variado sor-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; e para bem
ervirem aos seus amigos e freguezes, os propietarios deste grande estabelecimento
tm na direccSo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espayo de 24
horas, preparara um temo de roupa de qual i < fazenda.
Roa do Baro da Victoria n. 41
(PREgOS SEM COMPETENCIA)
HO
i


<. -






6




y
.y
Diario e Pernambuco 4!nga-se barato
) 1/ a 2.' andar travessa do Campello n. 1
O irmueo da ra do Bora Jeras a 47.
) 1.* andar da travessa do Carina n. 10.
4 toja da roa do Calateado n. 4.
A cata da roa do Visconde de Goyanna a. 79.
A casa da ra da Ponte Velha n, 22.
4 eaaa da Baiza Verde n, 1 B Capunga
A tratar no Largo do Gorpo Santo n. 19,1* an-
s*.
Aliiga-se
j segundo andar da ra da Impera tria n. 24 ; a
atar na agencia progressiva, praca de D. Pe
Aro II n. 73.
Alnga-s
segundo andar da casa a rna Imperial n. 19,
tam mnitos commodos e agna ; a tratar na na
Doqu? de Csxias n. 92.
Pareciea-se de ama para cozinha, pom que
inrma em casa; a tratar ra do Marques de
Olinda n. 6
Ama
Precisase de urna ama para lavar e engommar ;
aa ra da Unio n. 47.
Ama
No Largo do Corpo Santo n. 19, 2. andar, pre-
eisa-sc de urna ama boa eos nheiri, que durma ero
easa e d pessoa que abone sua conducta.
Ama deleite
Precisa-se de urna ama de leite no Cal-
deireiro (arrabalde), terceiro sitio depois da es-
io.
Borracha para limas
Recrberam Rodrigues de Faria & C, e teem
para Tender em seu armasem ra de Maris e
Barros n. 11, esquina da ra do Amorim.
!"osinhciro
Precisa-se de uro. c siaheiro ; a tratar na ra
de Paysand n. 19 (Passageui da Magdalena), ou
ra do Commercio n. 44.
Cosinheira
Preeisa-se de urna cosiabeira que engomme
oem e ensaboe. c que nao durma fra, para casa
de pouca familia ; na i>raca do Conde d'En n. 30,
terceiro andar
Cosinheiro
Na rna do Vicario n. 17, se precisa de nm co
inheiro.
Mme. niquelina
tf
i rilo sortiiento fle cbape i
Luz brilhante, sem Fumo
0LE0ATIC0
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINAS
IB
Rna Primeiro de Marco n. 19
Junio Botina MaravElhosa
Prat
a
Compra-se pa'acoes velhos het-panhoes e portu-
; na ra Duque de axias n. 92.
Nav *k
J hr. Joo Ca valante Mauricio Wandorley.
tino do Exm. Kr. Bario de Tracnnbaem, qoeiro
tt ou mandar ra Duque de Caxiaa ii. 73, con
asir o negocio gue nao ignora.
Advocados
afanoel Netto e Beveouto Lob > ; ra Duque de
Carias n. 75, entrada pelo pateo do OoUegio.
Paiacoes
Compram-se na ra Mariz e Barr os n
11, esquina da ra do Amorimarmazem
Apolices geraes
duas
o
Comp
>ram-se
de cont de ris; no 1.
andar (Testa tjpogra-
phia se indicar quem
compra.
Ajolieesprovineiaesde70|O
Compra-se com pequeo descont ; no caes.de
fcpibaribe n. 34. ______
eniiio orimarlo ___________
Jas de Souza Cordeiro Simes avisa os paia
de seus alumnos e ao respeitavel publico, que
udou seu estaHelecimento para a ra do Mr-
quez do Herval n, 33, 3- andar.
Paraadvog-ado
A'aga-rc a sala da frente do 1" andar da casa
i rna Duque de Cxxias n. 61 ; a -ratar na mesma.
Declarado
Picam transferidas para correr com a ultima
lotera de fevereiro as acedes entre amigos que
orriain eom a primeira lotera do mestno mes, a
nal couipreheude os objectos se^uiat-n : urna
machina de costura, nm relogio, um arroel e tres
ajuartos das de cem.
Ao publico
Urna senhora habilitada ee offerece a lecciona r
srimeiras leitias e tribalhos de agulha em colle-
gioe ou em casas particulares ; quem de seus
prestimos pieeisar, pode dirigirse ra do Co-
ronel Suassuna n. 72.
Aos doentes dos ollio.s
r Cura certa em 48 horas das inflamaces recen-
tes do olhos. pelo colyrio prepaiado por Jos
Pedro Rodrigues da Silva.
Empresa se -i, po.'ernso colyrio semsre cstn
grande vantagens naa seguintes mo eslas
Ophtalwas agadae, purulentas e afcronicaa,
eonrmctivites, eta.,- etc.
Deposito geral na dragara de Parisf fc C, ra de Marqsrtfc-Olm-,, n. 41. Para in-
formaeoe diriair-se a ivrsra Industria, ra
*> Barj da ou a Teaiaencia do
autor, a ra di baadasW ? 4.
MARTHTS BASTOS
Pematnbuco
NUMERO TELEPHONICO : N'3$
Cosinheiro ou cosinheira
Pre;isa-se de nm bom cosinheiro ou urna
cnainheira ; a tratar n rna do Apollo n. 30,
andar, das 10 horas da manha s 4 da tarde.
Quem lora ?
llar e prat a : compra se ouro, prat a e
oedras preciosas, por maior preco que em outra
ouaiquer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
RoRano. antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
carde, dis uteis.
i Leonor Porto
Rna do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difflceis
figurinas recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima era perfeico de costura, em bre-
vidade. modicidade em precos e fino
gesto.
i)
Gi ande propriedade na
Estancia
Aluga se, on arrenda-se a grande propriedade
da Estancia cinhecida pelo Sirio Girao peitencen-
aos herdeiros dos finados Manoel Goncalves da
Silva e D. Clemeutina Theodora da Silva.
Esta importante, propriedade cujo fortellissi o
solo proprio, medindo nma enorme rea de trra,
circundada por muro, excepto a frente que mar-
gina o ro Capibaribe guardada por um extenso
caes com duas escadas para o ro.
Um grande portSo de ferro, d pela Estancia
entrada para o sitio o qnal conten l innmeras
aivores fructferas taes como miugneiras, ca-
jueiros, jaqueiras, fructa-pao, sapotiseiros, c< quei
ros, pitombeiras, goiabeiras, e outras muitas de va-
riadas especies; dous grandes viveiros de spa-
nbar peixes, com alpendre coberto para assistir-se
pesca ; duas grandes baixas proprias para plan-
ticao de capim ; dous explendidos jardins orna-
dos de figuras mytbologicas ; diversas cacimbas
de agua p^tavel, urna dellaa bastante funda, a boc-
ea de dimetro enorme; urna casa com tanque
para banho e lavagem de roupa, urna casa com
grande deposito d'agua do Prata, e tanque para
banho, com terneiras, duchas, etc.
Urna nascente d'agaa.
Urna casa para banho no ro Capibaribe, e outra
para latrina, construidas sobre o caes.
Grande casa para creados, com eocheira, roupa
ra, estribara, etc.
Caa para vaccas, carneiros, aves, etc.
A casa de vivenda edificada margem do rio
Capibaribe, um magestoso so erado de um andar
e mirante, tendo de frente nove tanlla com varan-
das de ferro, e cinco em cada oilo.
As vascas accommodaces deata casa sao pro-
prias para dumeros i familia, pento ou hotel.
Perfeitamente loeau'sada, perto da liuha de
boods, esta magniiea easa, fresca e confbrtavel, of-
ferece de suas jansllas bello e va:iadissimo pano-
rama inssciave vista.
O pavimento terreo, ulm de urna grande dis-
pensa, e diversas dependencias de segunda ordem,
conta 4 quartis e urna sala ernn dous gabinetes
?dependentes todos com jan-lias.
No sobrado contam-se tres grandes salas de
frente, sala de jsntar, trez saletas, dous quartos.
A parte anterior A formada por largo abarandado
de trez faces guarnecidas de columnas.
O mirante tem trrz janellas de frente, nm salao,
nm quarto, alem de pequeas dependencias de so
menos importancias.
Paz tambem parte da prodriedade Girao um
pequeo sitio apenas separa to por urna cerca de
pitangueiras, tendo fracteiras, caes, cacimba, es-
tribara eocheira, tanque, galinheiro, e casa ter-
rea para vivenda con terraco na frente, 3 salas,
nma saleta e sotio eom um quarto.
Faiendo esta ligeira descrirco da propriedade
Girao para dar sos qae Icrem este annuncio urna
simples noticia do que ella tao convidados a vi-
sital-a os que a pretenderen).
A' tratar com Jos Antonio Pinto i ra da Com-
panhia Pernambucana n. 6. sobrado.
A
Joaquim Carneiro Ledo convida a seus paren-
tes e amigos para assistirem as trissas que manda
resar no da 10, as 7 horas da manha. na igreja
da Penha e na capella do seu engenho Pao San-
to, dcimo anniversaro do fallecmento de seu
pai o Bario de 8. Braz, pelo que se confessa desde
j agradecido.
cloeUciiineue Pomual
A viuva, irmaos e ennhados de Jos Rodrigues
Pontual, agradecem a todos os amigos e patentas
que acompanharam os restos m rtaet de seu pre-
sado mando o irmao ao cemiteri', e Convidara de
novo a todos issistirem as mis as que por alma
do n esmo se resarao na matriz na Boa-Vista, is
8 horas da manha do dia 10 do enrrente, e tam
bom as capellas dos engenhos Frccbeiras e C.
de Negro, 4 10 horas da manha do megmo dia.
Superior vinho F gocira
Vende ee em decimos e quintos
ComsMrcfo a: 15.
na ruado
Por 15.000
Alaga te a loja do sob'ado roa de Lomas Va-
lentinas n. 50; a tratar na LsYaaria flaitstanae
a. 7 A-roa lUfe'MuHo.
CALLOS
0 MELHOR t MAIS 1NFALLIVKL EX
TRACTOR DOS CALLOS E A
MAYXARDLXA
porque os exrrahe aente, sem cansar a
mnima or. E' fu iear, nao impede de
se andar calcado e ten 8 tea efftito comprovado
por aUeatados insuspeirna e "m numerosas appli-
eacoes qu- nunca falharam S verdadeiro o que
se prepara e vende na Drogara e Imperial Phar
maca Diniz.
t \m k %$tmzu
-loa do (.eoeral Oz#rioS7
Deposito em Peraum: uep .Jiarmacia do Hermea
de Souza Pereira & C, Su??8sores
Ra do Muniez di Olinia i. 27
Eu abaixo a;igaadu. "stabelecido a ra do Hos
picio 11. 158, atti 8to que. Boffrendo ha muto tempo
de callos em ambos os ps, o que me impossibita-
va por vece de cuidar nos ai'us a&zeres com-
merci:iea. graeas ao prepa-ado des 8rs. DINIZ 4
LOKENZO prsprietarin da IMPERIAL PHAR
MACIA DINIZ; dewimina cne,rui ver me alliviado deste mal que atroz
asente me incoaMuedava com a applicacio do refe-
rido' tire parado.
Rio, 7 de Jannro de 1865.AffMz Jo
V FvrnOrtiUir Oe 'Mtctdo.
CAPSULAS
Mathey-Caylus
Preparadas pe DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigao nunca
o estomago e s8o recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corximentos antigos ou recentes, a Oonrrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
dtt Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos rgos gento urinario.
U Um explioetfo dttelhtdt eoomptnht cidt frasco.
Ewigir a Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN A O, de PARS,
que te acho em cata do Droguista! e Pharmaeeuticot.
SATJDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pllulas purlflcao o Sangue, oorrlgem toda* as desordems de Estomago 0
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermedades
peculiares ao sexo feminiao em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada ( sua efficacia e incontestavei.
Estas medicinas slo preparadas sotnente no Esubelecimento do Protestar Hoixowav,
71, KXW OXFORD 8TECET (mu 688, Oxford Btrsst), LOKSBE8,
b E vendemse eos todas as pharmacias do universo.
' Os compradoras sao convidados respeitosamente a examinar os rtulos de cada caixa e Pote se nao teea a
direcao. 533, Oxford Street, sio falsificacoes.

(HQ!8i ^ Fsnado g Bacalhau
do' DCOX
Iodo-Ferruginoso de Quina b Casca de Laranja amarga
^---------
Este medicamento fcil de tomar, nao provoca nauseas,
e de cheiro agradavel. Pela sua composico, possue todas as
quididades que lhe permittem combater :
a ANEMIA, a CHLOROSE, as AFFECCES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS" a TYSICA
a DIATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc.
Em vista do seu emprego fcil, da sua accao multplice e
segura, da economa para os doentes, os mdicos receium-n'o
de preferencia qualquer outro medicamento similar.
rrapoBrro qerai. =
PARS, 209, ra Saint-Denis, 209, PARS
VENDEH-SE EH TODaS AS PRINCIPAES PHARMACIAS DO INVERSO
CONFIAR DAS FALSIFICACOES E I M I TA C O E 8
DES
^s^sMsKasaEsSsaseatasBMB^^
VERDADEIRAS PILULASoD 6LAUD
Sesteos preparado ferruginoso* podom apreeentar-te conhajfa m MeeOeen
, tef.i;:-~ ro*'* es docnmc/itM tio mthemticoi cono oi3e:i'-ioter. :
m o melt.or rxtto, .la rr.a!s de u> anona, pala mator parw jO MedBOS.
?! iKta c. ...*;, caloroac (Cin 1 ai'lai), e facilitar a formaei das ravarioe.
4 te tos 'uc.i u-'rcfto destas Pnu.as n." aovo Ctaex frauzf to. di.-p-.;nse de Iciloessilc,
1 00a UbiiUjcco* .i fc-M rmica tJUoAo. .- di, v TMlfTaiT.sa
VtssoETi 35 uinoiq'irtrtoaaw(.>oii TmsKtsa;s*Bs --'icteisiTol( ioew as 3tso rK-ucDOoa, as emartdcTo coxcp
'Blsjt"aHlia, t 0. oou BSUC
fs.mi.iStn s% Af-ltmlt dt etfcMm M Irlt.
'. oeeo nosnefc*e)aKTvaao sobre cada Ulula cobm *nr*rgeni^
me DESCONFIAR DAS *TUTA .JUIS; ut Pxrsnus. .- -Pe -larnipco: FRi- da V -.f. sai nai
COLLARES EOTER
J3esU 0-Ms.smatiotjs)
tern
Dtsss tes* iul|tiui t Sanilalt" cottn u
OONVUL8E8
E MU riChUTU 1 UTirXl 111 niiikfiS
"Os COLLARES ROTiULctjssnasttdM ka mais
I de 25 ittiSB. sao os sucos ano presar -o
IrealmenU as creanoaa du OOH VULSOCS
'oiimswido sk> mmmo tempo m Jettttco.
Para evitar a l*nsalticas! tu laati
*&K(^miaUMmW%v'-
'. emja-i 1* tXaav
e o Vfriafro Mn
*tSO.I,Sl
rna
Injecgao de Grmault k C
ca BI^TXCO
la Junta Gentxs U Hycriane pabllea So Brazi-
Ista a|MCsO Be qnal utlMsou-ae as propriedaaes noUel8 das ornas
US tten do Pera contra ,-. Uenerrhagi, goza, desde mu os anr.os.
de ossa reputaclo oatoerstU. Gnra em pooco tempo oe oorrivaeatos
mala rebelde.
Deposito em Peris Pham ORIMADLT & G!, J. Rut v.
aar priaciaaes Poannacias e Drogaras de Pe tugal ei; a Bnat!
-i, xammi*K#i*Ci-ii2tt--~ :zjHJmZ73ttat.~;s. *&*-
-h
;V3
Y
nsmuuentlei) da ;a (Jlasae em PtMto.
s*.as capadlas ocecam cora os flusoA em 48 hora*, suppn
tn'ndo a Cibpaixba, Cubebas e Injecpoes.
Dsponto em Pana, j,ra Vivienne, a las prncipam PlUsivwriaa.
i.............11 *m*e*emm>*mmmmm
MARCA DE FABRICA
VINHO
DO
Dr Gabanes
(
MOTA. Pan -Wlir < contrafactfei, to se dtre
icea/fir ai garrafas qui Vnrtm Incrustadas no ridra
as patarras : Vlnho do D' Cabno. Par. f
soSr o rtulos, tiras di papel que enmlrem
gargalo t a marca de fabrica,
a assignatura do D' Ca-
banas a o sella da garanta
do goterno trancez.
n irnpe que eniolrem o
'
KINA-CABANES
O Vinho do S' Cabanc, submettido
approvaco da Acadc:nla de Medicina de
pars, fol reconhecldo como um tnico
energ-leo(por encerrar os principios consti-
tutivos do Sangue e da Carne), ine d ao
sangue torca, muor e energa.
Os Sni* D TroBiieau, Carard e Vel-
pean, professores da FaculdadSKlc Medicina
de Pars, o re 'eltam todos os das com o
melhor xito s mulhere enpraquecidat por
excessos de toda especie, trabaiho.pratere,
meiuCruacdo, edade critica e amamtntacao
prolongada. E" extremamente cfflcaz contra
o Fattto, Mtdigettfat, Dyspepsias, tastrUit,
Tonturas e Vertigent.
p resultados maraviiiiosos nos casos de Antena, Chlorose, Pauperismo do sangue. Bsttri-
Udade das mulhere, flores branca, Perdas seminaes, Impotencia prematura, Emmagrecimento
gtral. Tsica pulmonar, rebres teroaa, Xntrmlttente, VaMatre*, aadamlcaa e
pldomlotu.
O vinho do oatuea, pels energa de sua aeco cordial, detennolve a forcae, activa a
areuiacae do tangue e e multo recommendavel para as conraleaoenoaa.
Fax cesaw oa vmitos to frequentes durante a gravldea. augmenta a seoreciu do lolte nos
nutrizea e d extraordinario vigor as criaiiclnhas de mama-, graeas a influencia dos seus prin-
cipios tnicos, e soberano nos casos de Diabetes, A/Teeco da medalla. Histeria, gpiptu,
SacMtitmo e em geral, em todos os casos cm oue preciso recorrer um tnica poderoso, gue
4 vigor e restaure as torras dos doentes.
Como aperitivo substitue com grande vantagem os Ikjuktos perniciosos como abatatao,
Termoutn, oto. K*um preservativo apreciado peloa viajantes marintictros. como anU-epide-
mlco e aatldoto da febre amaielia, VsMaatto e outras Koleatlaa troplcaoa.
Datita feral: TfiOETTE-rRRET, 163-165, na St-AaUiae, PABIS
lasssrlos en, Purummlmcm nm se. da SIXVA e, C-, a su ariailim rtxrasslai.
Sem dieta esem modifi-
caf oes de costumes
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s
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Esped
.c s pr:k irados ha'
maeentico Eugenio >
de Hollanda
Approviidos pelas jnntaa de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticoa, facilita as diges-
tes e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, dnb^lla a hjpoemia
intertropical, rtconstitue os hydropicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e matamba
Milito recommi ndado na bronchito. na hemop-
Sse e naa toases agudas ou chronicas.
leo de testudus ferrugino&o e cascas de
lamnjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radiealmi'nte as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurub<-ba simples e ta.nbem fer-
ruginos' preparados em vinho d caj
Efficazes as inflammaces do figado e baco
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilara e quina
Appiicado naa convalesoncas das parturientes
urtico anterebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva t C.
251000
Aluga se umaersa terrea travesea do Prin-
cipe ; a chave se encontrar ra da Atracco
numero 12.
Perd lo
Na feata de N, S. da Lnz, no Carmo, perdeu-se
urna pulseira e um laco de fita; quem achar quei-
ra entregar na ra Bella n. 35, que ser recom-
pensado.
Relojoaria alloma
Praca do Conse-
lheiro Salda-
n h o Marinho
n. 4.
An'iga da Ma
triz de Santo
Antonio nume
ro 4.
Tendo eu aberto ama cfficina de n-lojoaria com
o titulo cima, recoiomendo-me ao respeitavel pu
buco para fazer qimliuer trabalho, at o mais
difficil na minha arte, como j prove como em-
pringado da relojoariaregulador da marinba
oude trabalriei os ltimos dous anuos, e prometto
precos mdicos c promptidao.
Carlos Fuerst.
Este collegio acha se aberto ra Velha n. 4C,
e recebe alumnos internos, semi- internos e exter-
nes.O director,
Ovidi oves Manaya.
l.lBOKiTOKIll HONffiOPtTHICO
DE
FREDERICO CHAVES a.MOR
MEDICO E PIIARMACEDTICO HOMOZOPATRICO
Rna do Barao da Victoria n. 39, 1. andar
Para adyogado
Aluga se a sala do l- anda ra Duque de
Casias n. 61, a tratar na loja.
Viva o cania va I
Compra se vestuarios novos e usados ; na ra
da Impenitriz n. 78.
Alug-a-se
o grande sobrado n. 161 da roa Imperial, caiado e
pinado ; a tratar na ra do R Caixeiro
Precisare de um caixeiro com pratica e con-
ducta afiancavel; a tratar na ra de Horcas nu-
mero 17.
Borracha especial
para limas; receban a mercearia de Goncalo Jos
da Gama, ra do r"dre Kloriano n. 41.
ii uartcalar
Anna Theodora Siicoes avia* aos pais de cuas
alumnas e ao respeitavel publico, que muiou seu
estabeleeiment > para a ra do Mrquez do Herval
n. 33, 2- andar.
Ao commercio
Os abaixo assignados participam que nao se
respan8aDl>sam por compra alguma feita em seu
nome, a nao ser p-r eu dbmo representante Joao
F. de Azevedo Valongueiro ou sua ordem por es
cripto. Recif, 5 de fevereiro da 18&6.
____ Valongueiro C.
Uteiii'io
Contina a vender se assucar na refinacao sita
rna Vidal de Negreros n. 93, sendo os precos os
seguintes :
l.s Sorte 4*800
2. 3*800
3. 3*300
Tnico
Ovienia.
y/7*

/ 9V tr
%
pe
itoral-Cer,
de Ayer
(Aye-sCheTryPecioral)
eJa
PAACVOtC(SiSSS.
r0S3li.ASTHMA..BBONCHITE.
CoQUElUCHt OUTOSSE CONVULSIVA
Tsica Pulmonar.
a mas t>3 O. JtaYauoiiuaa
Vinho S. Raphaet
O bilhar commercial ra Duque de Casias n
34, recebeu o importante vinho de S. Kaphael,
que vende por m-nos que em outra qualquer par-
te, em grosso e a retalho.
Agua iie Vi (lago
Em quartos e meias garrafas ; vndem Fari
obrinho C, ra do Mrquez de Olinda n.
1, deposit arics.
VENDAS
Refiriao
Vende- se urna refinacao por o dono estar doen-
: a tratar na ra do Rangel n. 7.
Cabriole! e victoria
Vndese um cabriolet e urna victoria em pt t
feito estado : a tratar na ra Duque de Car 8f
n umero 47.
Crande liquidado
le pliNNN
1^ Ra do Bara da Victoria 17
Exposi^o universal
Correias
de sola nglezi, de I ma e de borracha, de diver-
sas larguras e grossiiras ; .vende-se barato as
fundicao Villaca, ra do brun n. 54.
Boih dias
Mendonca Primo &C.
Vondein por precos sem
eompeteaeia
Las escocezas, padres modernos a 400 reis o
covado.
Ditas mescladas c lavradas a 500 reis o dito.
Ve I bu ti as de todas as cores, lisas e lavradas a
1*200 o dit>.
I-ustoes braneos com lindos desenhos a 400 e
500 reis o dito.
Lencoes de bramante a 1*800.
Callarinhos modernos para humeas a 500 r is.
Setins de todas as cores, por precos baratsi-
mos.
Merinos pretos e de cores para \ istido.
Mantilhas pretas.
Fichs do diversas qualidades.
Cortes de cass-mira para senhora, bordados de
seda, atoalbado-, espartilhos, tapetes avelludados.
panos de crochet, punh. s para liomem e senhora,
meias de todas as qnalidades para homem e se-
nhora e litros muitos artigos de moda.
Roa Dnpne de < avias u. tt*
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Esceesex preienve
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica/
o corpo.
Vende-se a retalho no melbsres armazem d
Si hados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWNS 4e C, agentes
Fazeodas finas e \mLs
9 A. ana do Cabua= B
I Bastos ?* C.
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. familias que receberam de
Pariz:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos da
mais i alpitante novidade como sejam: Etamine
com bordado a retros, seda crua bordada a capri-
cho, Cachenire com enfeites bordados a fil.
Mod.; 1886
Valentionne en eccrce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos com 20 metros de
la ligeira, tecido aindano conhecido aqu.
Cores e desenbos ni>vissimas as seguintes fa-
zeodas de seda, la e algodao. Etamine, Surab. Se-
tim, Faille8, Linou. Toile dalsace, Cachemire-.
Explendido sortimento
Em leques, lovas, espartilhos, lacos, lavalires,
meias, lencese muitos outros artigos qne se ven-
dem por precns sem competencia.
Compra-se e paga-
se mais do que em ou-
tra qurlquer parte bem
como
de qualquer qualidade.
IMa ra (o Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fucrslcmkerg.
Tamhas
Vendem se em barrs e em quartolas, e mais
baratas do que em ou-ra qualquer parte ; na roa
de Pedro Alfonso ns. 5 e 11.
Liquidaba
em contiBuaeo na ra larga do
Rosarlo o.
Damiao Lima A, C, nao p dendo acabar o sea
grande sortimento d.i mi>idezss, em cansequenda
da cryse perqu pxssamos, continam por atis al-
gum tem o a liqui !ar suas m rcadorias, pelo que
de novo convidam ao publico e especialmente
txmas. familias, a quem pedem toda proteceo.
^ Admir' m !
Punhos e colarinhos bordados para sc-
n horas 2*200
Ditos lisos 1*800
Ditos de cares :j)fj
Luvas de seda de cores 2*500
Agua florida, 700 rr. e 1*400
Bordados H 300 rs. 2*000
Bonito* lacos a JHOQ
Leques de 400 r.-t., 60 e 1*000
Meias para hancm 3000
Ditas idem 3*1000
Ditas de cores 4*000
Um par de frouhas de l-.byrintho 1*5'0
Urna toalha de labyrintao 2&f e 30*000
Envesiveis, rs. 299)
Pitas, bicos, Ifocoa, grr vatas e outros muitos
artigos que estas ezposicao.
Rna larcas do aieaarts >. as
Damiao Lima *s C
i



m
r- .
Dtario de Pcrnambuco(luarta-feira 10 de Fcvereiro de 1886
Camisas nacianaes
A *roo. 3*ooo e S45O0
32 L ja a ra da luiperatris = 32
Vende -se ueste novo estabelecimento um gran-
de aonimfiito de caminas brancas, tanto de aber-
turas e punboe de linbo como de algodao, pelos
barate* presos de 24500, 34 e 44. sendo tazeuda
muito meihor muits mais bem fritas, por aerem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer p >r encummendas, a v ntade dos
fregueses : na nuva loja da roa da Imperatriz n.
3;, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
&t Un i da
3
Imperatriz
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
peitavi'l publico um variado sortimepto de rasen-
dita de tod.s as qualidades, que se vendem por
preeos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento dn n.upas para houiens, e tambem se man-
da fazer par encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
3
S*
:*C00
104000
124000
124000
54500
S45O0
84000
34000
14600
14000
-Roa da Imperairii
Loja de Pereira da Silva
Ne&t6 estabelecimento vende-sc as roupss abai
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgorao diagonaes e
acolcboados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de rasemira preta, de cordao, muito
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fasenda muito melhor
Ditos de fianella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorao preto, %colchoado,
sendo fazenda muito encornada
Ditos de caserna a de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e
Colletinhos de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias cruas c collarinhos, etc
Isfo na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Riscados largos
a ZOO ru. o rovudo
Na loja da ra da Impc.-triz n. 32, vendem se
riscadinhos pr iprros para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato proco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largura de chita francesa, e ass m
como chitas brancas mindinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., peebincha : na
loja io Pereira da Silva.
Faslie. selioelas e liinba a OO
r. o covado
Na loja da rna da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lazinhas lavradas de furta-cores,
fkzenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj_.
do Pereira da Silva.
Merino", preto a lOO e lttOO
Vende-se. merinos pretos de duas 1-rguras para
vestidos n roupas para meninos a 14200 e 14600
o covado, e su:tenor setim preto para enfeites a
14500, atsim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nova
de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
llsodnoziniio francs para lenroes
a oorw.. i* e i*oo
Na loja da ra da Imporatrc n. 32, vende-se
periores algodozinhos franceses com 8, 9 e 10
Irnos de largura, proprios para lencoea de um
so panno, pelo barato preco de 900 rs e 14000 o
metro, e di tu trancado pa a toalhas a 14280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para lencoea, a 14500 o metro, barato ; na loja
de Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A I*. 1#500 e *
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 82, se
vende um variado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha carta, feitos de brim pardu, a 44G0, ditos
de moleequim a 44500 e ditos de gorgorao prsto,
em i lando caaemira, a 64, sao muito baratos ; na
loja do Pereira di Silva.
Fazendas brancas ''
SO' AO NUMERO
4o rna da Imperatriz = 4o
Loja dos barateirot
Albeiro Se C, a ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de codas estns fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de preeos,
A SABER :
AlgodaoPecas de algodozinho com 20
jardas, pe'os baratos preeos de 34800,
41, 445U0, 449(0, 5J, 54500 e 6|5O0
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 44500, 54. 64 at 124000
Camisas de meia com hstras, pelo barato
preco de 800
Ditas brancis e cruas, de 14 at 14800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para leccoes, toalhas e
c-roulas, vara 400 rs. e 500
Cern I aa da mesma, muito bem feitas,
a 14200 e 14500
Colletinhos r"a mesma 800
Bramante francs de algodao, muito en-
corpada com 10 palmes de largura,
metro 14280
Dito de linbo inglez, de 4 larguras, me-
tro a 24500 e 20800
Atoaihado a lamiscado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1|800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
marcado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Albeiro & C-, esquina do neceo
dos Ferreiros
Algod" enfestado pa-
ra lentes
A 90o r*. e l ooo o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
mos de largura a 900 rs., e dito com 10 palmos a
11000 o metro, assim com dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos ue largura a 14200
o metro. Isto na leja de Albeiro ce C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 14200, 14400, 14600, 1*800 e 24 o covado
Alhi-iro A C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem -muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
Espartllhos
A 5J000
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
de 54000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
Fustes de setineta a 500 rs, o
covado
Albeiro & C. ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de fustoes braueos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500. rs. o
covado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
STO AS SEGINTES PARA, ACABAR
59-Rua Dnqne de Caxias-5
Toaile de nice, lindas coros, 1#, 14400 o co-
vado.
Damac de seda bordada a 14 o dito.
Sedas bordadas, finas, a 14800 e 34 o dito.
Setim Macan de todas as cores, a 14 e 14400 o
to.
Dito dito preto, a 14200, 14500 e 24 o dito.
Cachemiras para vestidos, a 14 e 14400 o dito.
Gorgurinas matizadas de todas as cores, a 400
leSOOrs. o dito.
Setinetas lavradas e lisas de todas as cores, a
500 e 560 rs, o dito.
Faile com lindas cores, a 460 e 640 rs. o dito.
Mirins pretos a 14, 14200, 14400 e 24 o dito.
L de quadrinhoa, cores lindas a 700 rs. o dito.
Dita d<- todas as cores, a 400 e 560 rs. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 820 rs. o dito.
A'pac is lisas, finas, a 360 e 460 rs. o dito.
Fusto de cores para menino, a 320 e 3C0 rs. o
dito.
Casemiras pretas a 24 o 24200 o dito.
Ditas de cores a 14500 e 24 o dito.
Ditas ditas finas, inglezas, a 34500 e 44 o dito.
Cortes de casemiras com toque de mofo, a 24800
e 34400.
Ditos de dita perfeitos, finas, a 64500, 74500 e
Damasco de 13 com 8 palmos de largura, a 24
o covado.
Dito de algodao a 600 rs. o dito.
Dito branco bordado a 14500 o metro.
Atoaihado de linho fino, a 14 o dito.
Cortes de csseneta a 14400, I48OO e 24.
Fechs de pellucia, 64 e 74 um.
Ditos arrendados, a 24500, 34500 e 44500.
Ditos de seda, lindas cores, a 34 e 34500.
Chales de casemira, a 34500 54500 e 74.
Ditos de algodao, a 14, e 14800.
Colchas de cores a 14500 e 24.
Ditas portuguesas (muito grandes) a 124 e 144-
Ditos de crochet a 104, 12 e 154.
Capellas com veo (para noivas) a 104 e '64.
Enxovaes para batizado, a 104 e 144.
Camisas para senhora, a 34500 e 54-
Saias idem idem, bordadas, a 44 eg #500. a
Toalhas de laberntho ricas (para baptizado)
604 e 804.
Cretones ara vestidos, lindos padroes, a 280,
360 e 440 rs." o covado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
A' ra Duque de Casia* n. SO
Cano da Cola K
DAS
CORRE VO DA l(> DE FEYEREinO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz,
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 16 de Fevereiro de 1886, sem alta.
praea

l
*-
)
I
DOS PREMIOS DA
247
LISTA CFBAL
N R.O premio prescreveri
am anuo depois da cxtracySo.
36
A
a
PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 1836, EM BENEFICIO DA SANTA CASA DE M^ERICORDIA DO RECIFE, EXTRAHIDA EM 9 DE FEVEREIRO DE 1886

NS. PREMS.
1
3
4
6
16
19
23
29
36
39
43
48
51
52
53
54
72
74
78
86
92
93
105
31
34
40
43
48
54
56
58
65
66
70
73
92
207
10
15
16
24
26
27
34
37
42
44
52
54
55
84
44
84
44
l4
44
NS. PREMS. n8. PREMS.
84
44
I
44
ioo
44
257 4*
68
69
75
80
82
84
87
92
93
98
300
3
5
6
7
13
14
23
34
38
49
52
53
56
59
61
70
74
82 S<5
86 U
404
5
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11
13
14 -
29
44 *t
46 46
47
53
69
61
63
67
75
76
96
500 .
NS. PREMS.
506
11
12
13
30
31
45
52
59
61
64
67
69
72
76
88
89
91
92
600
11
13
14
15
17
23
27
31
36
38
45
55
W
62
63
66
67
68
7!
SI
93
99
703
17
30
39
43
44
47
43
4* 754
: 57
wm

60
63
64
68
73
75
81
83
95
99
803
13
17
21
26
30
31
35
36
42
46
50
53
64
68
69
72
82
84
92
99
906
14
15
28
33
35
42
44
47
49
51
54
56
57
59
64
67
U
9.5
U
1W
4(5
8,5
44
NS. PREMS.
969
71
74
86
1001
2
16
17
28
35
37
41
42
45
50
78
80
86
91
1104
6
15
21
25
26
27
28
33
34
37
44
50
58
65
72
73
*9
1)1
1202
4
6
8
16
18
19
21
25
34
59
70
44
**
40
sai
4*
8f
44
4
Stt4
41
W
u
NS. PREMS.
1271
76
84
1305
7
11
17
18
25
34
42
54
65
69
74
87
92
99
1401
3
9
11
14
17
18
27
35
37
47
52
60
61
63
69
71
75
76
78
79
83
84
94
99
1501
14
16
18
20
22
24
43
44
84
44
14
44
NS. PREMS.
1526
27
32
35
36
38
39
44
49
52
60
73
75
17
84
86
88
89
93
1600
6
8
9
14
22
24
25
28
30
32
33
36
37
44
49
56
62
66
70 4;
74
76
78
91
97
99
4700
9
17
20
21
44
ooo4
44
<>
44
N.v PREMS.
1728
39
41
43
50
55
59
65
67
70
71
72
73
86
91
93
96
99
1805
6
13
14
17
20
22
31
33
36
37
41
73
77
82
93
1902
12
16
22
23
27
28
34
39
44
46
52
54
55
58
59
44
8
44
84
4>
14
44
84
44
NS. PREMS.
1967
72
73
x
t
79
90
92
2001
3
7
22
23
28
35
42
43
48
50
51
61
63
79
84
85
87
91
2104
22
28
32
37
39
44
52
58
62
64
66
70
72
75
90
91
93
97
98
2205
7
13
16
44
84
44
.4
44
NS. PREMS.
2218
21
25
28
40
43
44
45
46
47
50
55
57
64
68
394
44
I 4
44
74
77
84
. 8S
93
94
2301
6
8
9
10
12
19
20
27
29
34
36
39
42
59
66
70
76
81
84
88
91
93
94
98
2402
6
8
10
NS. PREMS.
84
44
14
44
8*4
44
IOO,5
44
2411
18
22
29
32
36
46
49
52
63
65
74
75
84
85
86
89
91
94
2516
22
26
28
30
39
42
48
54
62
77
83
86
87
88
90
2602
4
11
16
24
32
35
36
38
39
41
59
64
65
66
44
9*4
44
NS. PREMS.
2669
70
74
79
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83
81
97
2706
10
11
18
22
26
27
33
41
44
51
53
60
67
69
76
84
85
87
92
94
96
97
!4
44
-12803
26
27
29
33
38
43
52
57
59
61
67
68
86
88
2908
12
14
27
44
84
4
44
NS. PREMS
2937
25
43
48
50
41
58
59
61
62
63
67
73
80
81
83
86
89
97
3003
5
6
9
24
26
28
30
38
39
48
51
61
66
67
68
74
75
80
83
84
92
95
96
3108
17
22
24
25
26
29
4,5
IOS
44
14
44
9*4
44
NS. PREMS.
84
44
3132
33
34
39
40
47
48
58
59
60
71
74
76
77
79
80
86
90
91
95
96
3204
13
15
16
18
20
21
25
27
34
35
51
63
65
75
77
81
83
96
330J
4
7
17
22
27
33
35
39
47
44
4
44
NS. PREMS.
84
44
3349
54
60
70
77
79
91
92
94
97
99
3400
5
10
15
22
23
26
30
40
48
52
53
54
58
60
61
62
63
64
72
73
82
92
95
3502
8
38
39
40
41
44
48
49
62
69
72
79
85
87
44
ioo4
44
84
44
NS. PREMS
1 :ooo4
44
84
84
44
3588
92
94
99
3603
4
7
10
18
25
27
32
36
41
44
46
48
49
53
55
61
62
63
74
77
84
85
98
99
3702
3
7
10
23
25
27
45
47
57
62
66
67
71
79
80
-3
88
91
92
94
44
14
44
84
4
NS. PREMfc
3800
6
14
20
22
24
28
31
35
51
53
60
61
64
70
71
73
74
77
78
82
83
89
98
99
3900
5
6
10
17
21
22
23
30
32
,40
41
52
53
57
58
59
61
68
76
78
84
86
89
98
84
44


aflMBafll
8
Biio de Pcru xo^uiiita-cira 10 de Fcvereiro de
=
UTTEUTtin'


y

I
OS FILHOS
DO
POK
S. C?SS3U
T3HC2IRA FARTB
0 Baro de Grandair
( ContinuacSo do n. 31)
capitulo xin
PEDEO O ASSASSINO
O que disse alia em tora do des-
preso, sao estas as provas a que me queres
sujeitar. Reconhecer pelos seus nomes to-
dos os que nos cercara. Queres que os no
meia?
Seja. Este 01050 bebado, que canta
com o seu companheiro c duas raparigas,
nm orphao. que de dia se lastima o ancu-
sa o ceo de o ter privado dos seus paes.
a Aquelle que nos mira com olhos bri
lhantes, o que, ceg na ponte dos Merca-
dores, implora as bas almas, um falsa-
rio. .
Aquelle -que est a dormir l em bai-
xo um gatuno, que com outro camarada
jega na Ponte-Nova, fingindo perder para
Iludir os eme passara.
Este estropiado um fona ; e este fal-
so viajante, um garoto.
1 Aquelle que est cheio at s guelas,
e que amanha cahir de innanyao na pra-
ca do Palacio, um estica.
Aqaelle que como sabSo para s"- fingir
epilptico um porcalhao.
Estes tres peregrinos que vem de ro-
mana sao : um damnadc, um[ulceroso, un
romeiro.
Aquelle que est sendo batido por urna
rapariga, um veterano, quo do dia anda
de espada cinta, dizendo-se soldado rou-
0 ooesre ficou indeciso e attonito.
Silencio I dase o solitario cora a voz
abafada pelo medo.
Ouves Simona ? bramio Pedro o As-
sassino, entremeando as suas invectivas
taberneira com a bailada das cranlas tem
cuidados, de Clemente Maroto.
A voz de Pedro tirou a asserobla da
sua indeciaao.
Se o diabo, disseram alguns, quo
faca dobrar Pedro o Assassino.
Pois que lhe d! disseram outros.
Pedro est bebado. 1 observou urna
voz.
Quando est bebado, quando tem
todas as suas foryas I responderam de todos
os lados.
A prova de Pedro o Assassiao! gri-
taran todos.
Ole, Pedro Pulso de Ferro bradou
um.
Ole, Pedro Gigante, disse outro, al-
ludindo estatura do interpelado.
Ol, Pedro!
O gigante nao se mecbeu, continuava a
sua cancSo :
A prova a prova! vociferou a mul-
tido.
Ole Pedro o Assassino, principe dos
gigantes, gr-duque dos faiantes I bradou
o coesre. Aqu I vera nossa presenya.
Pedro o Assassino, Pedro o ABsassi-
no, ao tonel, gritou o solitario.
Pedro niio ouvio, continuava a cbamar
Simona a Egypcia, que fazia ouvidos de
mercador, porque nao quera fiar mais ao
seu freguez.
Destacou-se um grupo e approximou-Be
do giriante.
Este, tirado do banco deixou-se levar
coraplacentemente em triumpho.
Posto sobre as trmulas pernas, deixou
ouvir um grunhido surdo.
Pedro o Assassino, trata-se de dar
para baixo! gritou o coesre.
Os olhos do faiante, estupidos, idiotas,
tiverara um brilbo de intelligencia.
Pro rapto diss9 elle mostrando o lor
midavel pulso.
Bravo Bravo berrou a turba multa.
Aonde est figura? perguntou o gi-
gante firmndose nos enormes ps.
Ah I aquillo, disse Pedro; aquelle
sacca de farinha ?
Sim I sim 1 sim 1
Pedro levantou o brayo.
Campo livre 1 bradou a multido, co
negros,
tlido.
Querem que continu ? disse o peni- mona~occasio'aa lucta de Jehan da Pr-
tente mudando de tom. Vale a pena fa-: ^ Q d(J Thiag0 0 fiexigoso.
zer a nomenclatura do pato dos Milagres, q pentente na0 fez unl movmento.
e a ennumerayao de todas as familias de Tinha os brayos coberios cora as pregas
faiantes, que elle encerra. 0 habito.
- Palos chavelhos do diabo! bradou o Toma cujaij0j pejro 0 dabo dis-
coesre agitando se sobre o tonel, sabes tan-1 se um
to como eu Entao vou reenvalo ao inferno bra-
E a estas miserias que l.gas impor- m0 pedro Q AMM8I10 precipitando se
Unca ? continuou o penitente no ineio da par attencao gera!. Era lugar de exigires dos 1 Q gigante, levado pelos seus instinctos
que se apresentam que te digara quem sao, fl ammai ler0Z( readquirira de repante a
exiges d'elles que te ensmem algura modo! for5a e a eia8tcidade dos me rubros.
faryas
e as ve- 1
novo da augmentares as
Ihacadas.
Tem razo, disseram alguraas vozes.
Pois j que assim falla, disseram cin-
co ou seis horaens dirigindo-se ao coesre,
que nos ensine algura a cousa.
Sim, senhor vamos ver a sua sa-
piencia gritaram todos os que rodeavam o
penitente.
Que sabes tu '? pergunteu o coesre.
Tudo 1 respondeu o penitente.
Que podes fazer '?
Tudo.
Entao s e diabo; satanaz em carne
e 0880 ?
Talvez.
Esta resposta singular e ambiciosa pro-
duzio na assembla dous effeitos diferen-
tes.
Uns obeiecendo ao espirito do tempo
A roao herclea levantara-se araeayado-
ra, com os dedos fechados e os ervos con-
trahidos ; depois o 3eu puuho desceu feo-
de ndo o ar.
O penitente nao recuou. Tirou o brayo
direito debaixo do habito e levou aberta
fcltura da cara de seu contendor.
Resultado de poder mgico ou de urna
combinayo chiraica, o effaito foi instant-
neo e terrivel.
O brayo do gigante peudeu. Pedro va-
cillou, dobrou ..s pernas e cabio na lama
aos ps do penitente.
A multido recuou espantada.
Satanaz I murrauraram surdamente.
O coesre ficara cora a bocea e com os
olhos abortos, sera achar um gesto, urna
palavra.
O penitente fez ouvir uoi riso secco e
estridente.
que adinittia o maravilhoso e impossivel, Entao acreditara ? disse elle.
principalmente no que dizia respeito s
cousas infernaes, recuaram com respeitoso,
temor.
Estes compunham a maioria.
Outros, a minora incrdula e turbulen-
ta, fizeram escarneo.
F0LHET1M
MATHIAS SANDORF
POR
julio nn
<|l"l.\T.l PARTE
iContinuaco- do n. 31)
V
luatica
O conde Mathias Sandorf tinha pago a
Mara e a Luigi Per rato a sua divida de
gratido.
A Sra. Bathory, Pedro e Sava estavam,
finalmente, reunid os. Depois de ter recom-
pensado, s lhe restava punir.
Durante os primeiros dias, depois da
derrota doa Senousistas, o pessoal da ilha
empregou se em pr tudo no seu estado
primitivo. A nao ser alguns feimentos
sem gravidade, Pedro, Luig, Ponta Pes-
cada e Cabo Matifou, isto todos aquellas
quo tem estado mais intimamente ligados
aos aconteciineuto deste drama, estavam
saos e salvos. Entretanto, de que nao se
pouparam, temos certeza.
Qual nao foi a sua satisfayo, quando se
encontraram no Stadthaus com Sava San-
dort, Mara Ferrato,' a Sra. Bathory e o
seu volho criado Borik !
Depois de prestar os ul-imos deveres aos
que tinhara suecumbido na luta, a colo-
nia ia poder voliar a essa existencia feliz
que, era de suppr, nao seria mais per-
turbada.
A derrota dos Senousistas foi desastrosa,
e Sarcany, que os tinha instigado a entrar
neasa campanha contra A ntkirtta, nao es-
Olhavam todos uns para os outros.
De repente, no meio de profundo silen-
cio, que se seguio a estas palavras ; porque
o espanto acabara por ganbar todos os ha-
bitantes do pateo dos Milagres, o som de
urna trombeta vibrou para o lado do con-
vento das Servas de Deus, e a bulha surda
do galope de um cavallo sobre a lama re-
tii na mesma direccSo.
O que ser isto? disso o coesre gi-
rando sobre o tonel.
Responderam-lhe clamores confusos, ao
principio distantes, mas que se foram ap-
proxmando a pouco e pouco e que por
fim se transformaram em um nomo profe-
rido distinctainonte por mil boceas dife-
rentes.
La Chesnaya Li Chesnaya! grita
vara os giriantes.
La Chosnay I repeli o coesre.
La Chesaaye 1 disaoratn ao raesme
te.npo o penitente e Heitor.
A' trplice claridade dos tachos, das lan-
ternas e das lareiras foi visto um indivi-
duo, que dominava a turba multa pela sua
altura.
Abriram-se as iileiras e um cavalleiro,
correndo a toda a brida, se dirigi em di -
reitura ao centro di praca.
O cavalleiro trajava gibo de velludo
preto e a capa escarate designada pelo
preboste de Pars quando dera os signaes
do forraidavcl bandido.
Cobria-lhe raetade do rosto urna masca-
ra preta, por baixo ba inculta.
Cercavam-lho a fronte cabellos
corapridos o ourijados.
Cheg^.ndo ao p do tonel o cavalleiro fez
parar o cavallo e saltou para cima delle
sera tocar no cho, cnpurraaio o coesre
que quuria dar-lho lugar, tomou elle a pos
se do throno.
L Chesnaye La Chesnaya! bra
vo 1 gritou a mutidao, esqujenlo cora o
enthusiasrao causado pela presenja do ca-
pitao, as sconas que so acabvam de pas-
sar e o individuo que toraavam pelo diabo.
E' porque o nome do Lchosnay era
entao conhejido por todos 03 ladroes, men-
digos a assassinos; porque este nome te-
mido era querido a todos estes corajoes
gangrenados pelo vicio o crime; porque
a adrairacao, que inspirava o individuo do
traje preto e escarlata era Ilimitada;
porque La Chesnaya, finalmente, j tinha
apparecido quatro vezos antes d 'sta noite
de 14 de marco de 1605 no pateo dos
Milagros, c em cada una dostas quatro
vezes tinha levado generosa pitanca aos
giriantes, aisociando-os momentneamente
a urna das suas expedicoes, para a qual
careca de mais forya, e tolas as vezes ti-
nha repartido os.despojos com 03 seus e
cora os vassallos do pateo dos Milagres.
Portanto, o acolhimento que lhe faziam
era cheio de u ua alegra, de um delirio,
de um amor tal que o bom rci llanrique
ficaria muito sasieito se obtivessa igual
expanso de ternura, quando apparecia ao
seu amado povo,
Li Chesnaya sem dar a mnima rapor
tancia a estes testeinunhos de alTecto e de
adrairacao, inetteu arabas as raaos as al-
gibeiras dos c cudos de ouro e de outro diaheiro de di-
versas nac5*es.
Depois espalhando era torno de si esta
ebuva generosa.
Giriantes! exalamou, eix como se apre
senta La Chesnaye.
E quatro vezes repetio a mosma opera-
cao, e outras tantas a turba-multa se agi-
tou, vida e ferventa, dando gritos espan-
tosos, lutando, baten lo-se, cahindo, ma
goando-se, pisndose, para apanhar algu-
raas das moedas inexperadas.
ATV
LA CHESNAYE
Grande coesre, solitario, marquez dos
epileticos, principe de Veluacaria, duque
do Egypto, porteiros, tinham-se precipita-
do todos para recolherem parte do benfico
man, sera Be importarem com a quebrada
dignidade propria.
Por alguns instantes houve urna bulha
infernal, urna confuso sem nome, urna con-
fuso de caberas, corpos, bracos, pernas,
um monte de trapos mettidos na lama; fi-
nalmente, deste espectculo s podem dar
toria mais l para soprar-lbes ideas de odio
e de vinganca.
Alera disso, o doutor ia tratar de com-
pletar brevemente o seu systeraa de defe-
za. Nao somente Artenak seria promp-
Umente posta ao abrigo de qualquer sor-
preza, mas a mesma ilha nao offereceria um
nico ponto do seu permetro onde se po-
desse operar um desembarque
Alm disso tratariam de attrahir para
all novos colonos, aos quaes a riqueza na-
tural do solo devia garantir um bem estar
real.
Entretanto, nao havia mais nenhum obs-
tculo ao casamento de Pedro Bathory com
Sava Sandorf.
A ceremonia foi marcada para o dia 9
de Dezembro : havia de realisar-se nesse
dia. Por isso Ponta Pescada recomeyou,
activamente, os seus preparativos de rego-
sijo interrompidos pela invasao dos piratas
da Cyrenaica.
Mrs era necessario, sera demora, resol-
ver sobre a sorte de Sarcany, Silas Toron-
thal e Carpena. Presos, separadamente,
as casamatas do fortim, ignoravam que
estavam os Ires era poder do Dr. Ant-
kirtt.
A 6 de Dezembro, dous dias depois da
retirada dos Senousistas, o doutor tel-os
comparecer no Stadthaus, conservando-se
Pedro a Luigi um pouco afastados.
Foi all que os prsioneiros encontraram-
se pela priraeira voz perante o tribunal de
Artenak, composto dos primeiros magistra-
dos da ilha, guardados .por um destacamen-
to de milicianos.
Carpena pareca inquieto : mas, nao ten-
do perdido nada de sua dissimulacao, lan-
cava olhares furtivos direita u esquerda
e nao ousava encarar os seus juizes.
Silao Toronthal eslava muito abatido, de
cabera baixa, e, instiactivaraeute, evitava o
contacto do seu antigo curaplice.
Sarcany s tinha ura sentiraento -raiva
por ter cabido as ralos do Dr. Ant-
kirtt.
Luigi, avangando, toraou a palavra pe-
rante os juize8, e dirigindo-se ao Hespa-
nhol :
Carpena, disse elle, eu sou Luigi
Perrato, blho do pescador de Rovigoo, que a
tua delaco enviou para a prisao de Steen,
onde morreu !
Carpena levantou a cabeja por ura mo-
mento. Um prmeiro nupeto de colora fez-
lhe subir o sanue aos olhos. Entao era
mesmo Mara que elle tinha julgado ver
idea dez mil insectos rojando-se sobre o
cadav er de um animal inorto.
La Chesnaye contemplava isto com o
imperturbavel sangue fro de um philoso-
pho cynico.
Eraquauto a Heitor o ao penitente ti-
nham se affastado para nao se verem en
volvidos pelas ondas movedigas desta mar
de farrapos.
Ao nome de La Chesnaye proferido em
toda a extenso do pateo dos Milagres ti-
nhara recuado, olhando una para o outro
cora espanto, colera e impaciencia.
Depois quando viram apparecer sobro
um cavallo branco o cavalleiro mascarado
acclamado pela giriantada, ainda tinhara
recuado mais, e o penitente levou mo
coronha de urna pistola, o sargento puchou
da espada.
Aprovetando o tumulto provocado pala
lib ralidade da capitao, tinhara-se retirado
para um dos cantos mais escures da praga,
ganhando urna das gnobes casinholas em
que fallamos, e alli, encostados parcuo
tudo podiam ver 3ara screm vistos.
La Chesnaye, que nao prestara a me-
nor attaocao aos dous individuos perdidos
entre a multido, bateu o p sobre o to-
nel e bradou levantando a ralla :
Silencio !
Esta voz forte, sonora, do accentos vi-
gorosos, muito mais poderosa do que a
voz frac* c chiadora do solitario, dominou
a bulha e foi ouvida por toda a gente.
Os giriantes obedocerara sem hesitar.
Acabarara-se as disputas, os brayos bai-
xarami-se sem ferirera, as injurias cessa-
ram, calaram-se todos e ura silencio pro-
fundo, attento, renou no pateo o no boceo.
Lourenyo, Joto sera bofes e Pintarroxo,
cheios da um terror natural vista do che-
fa que tinha n tntalo entregar na vospe-
ra, tinhara-se eclipsado prudanteraente a-
traz das ultimas fileiras dos giriintis.
La Chesnaya lancou era redor ds si um
olhar investigidor, depois este olhar, ao
principio claro, tomou so sombro e feroz ;
os sobrolhos do bandido contrariaras!-se, e
de ura o'.har fulgurante ntc ura raio araea-
yador.
Giriantes I bradou elle cora voz as-
pera, sempro Ihes fui fiel, porque o nao
sao com raigo ?
Nos! exclamarain ao mesmo tempo
os circurastaates espntalos, porque est-
vara longe de esp^rarera por este exordio.
Sira vos! repetiu La Chesnaye. A
traiyo est aqu e venho procural-a para
a punir I
A traicao repetiu o eaesre. Eaga-
nas-te Li Chesnaye.
Nao rae engao. Iiontem estive pa-
ra ser entregue por tres traidoras, o estes
traidores sao vassallos do pateo dos Mila-
gres.
Diz quem sao! bradou o coesre.
Os ous nomes 1 os seus noraes per-
guntou a multido.
Depois ouvirara-se ora todos os pontos
do pateo espantosas vociferuyoes.
A' morte os traidores bradar ara.
Joio sera bofes, Lourenyo o Pilarroxo
olharam attontos uns para os outros.
Os seus nomes I repstiu a giriantada
furioza.
O traidores cil-os! gritou o capito,
e com o dedo riesignou o grupo dos tres
horaens, que tinha visto'do alto do tonel,
apez.ir dos esforyos que os tres espSas fa-
ziam para se esconderem.
Ao gesto de La Chesnaye, os giriantes
tinham-se voltado para o sitio disignado, o
os que estavam ao p dos tres cumphees
recuaram de repente, e os tres aecusados
ficaram solados no meio de um circulo.
Depois, movida pelo raesrao sentimento,
a turba-multa, por um momento muda e
indecisa, caiu sobre os espioes, dando gri-
tos ferozes; Joao sem bofes, Lourenyo e
Pintarroxo foram cm um instante amista-
dos e levados ao p do throno, sobre o
qual estova o terrivel bandido.
O grande coesre dera um passo.
Foram estes os que te trairam ? dis-
se elle.
Sim, respondeu o capitao.
Aonde o quando ?
Hontera na feira de S. Germano. T-
nham proraettdo ao tenante da polica en-
tregareiD-me-
_ Lourenyo, Pintarroxo, Joao sem bo-
fes recoaae,'e,n"8e culpados? perguntou o
coesre uo me0 do silencio, que se resta
belecera como por encanto.
O tres aecusados nao se atrayendo a ne-
gar o crime deante do La Chesnaye, bai-
xaram a cabeya. <
Ola gritou o rei dos giriantes. Tres
cordas tirein tro3 lanternas, em lugar
dellas pendurera estes patifes !
Pintorreo, Joo sem bofes e Lourenyo
tinhain muitos amigos entre os vassallos do
grande coejroi ina8 neul sequer um se a-
venturou a tomar a defeza delles.
Robn o Ruivo abaixou-se, pegou n'um
molho do cordas, que estavam no chao ao
p do tone' e levou-o ao chefe.
Este des'gQu os aecusados.
__ U,n momento! disse La Chesnaye
cstendendo a raiio.
Os tres pacientes, que conheciam a jus-
tiya expediva do pateo, julgavara j che-
gada a sua ultima hora e por isso deram
um suspiro de satisfayo.
Pensavam que o capitao ia perdoar-lhes.
Misravsis disso La Chesnaye, di-
nas vielas do Manderaggio, era Malta ;
era Luigi Perrato que lbe la y a va essa ac-
cusayao.
Pudro adiantou-se por sua vez e esten-
dendo o brayo para o banqueiro :
Silas Toronthal, disse elle, eu sou Pe-
dro Bathory, filho de Estovao Bathory, o
patriota hngaro, que voc, de accordo com
Sarcany, seu cumplice, denunciou cobarde-
mente polica austraca de Trieste e en-
viou morte I .
Depois a Sarcany :
Eu sou Pedro Bathory, que voc ten-
tou assassinar as ras de Ragusa Sou o
o noivo de Sava, filba do conde Mathias
Sandorf, a qual voc mandou arrebatar, ha
quinze annos do castello de Artenak 1
Silas Toronthal ficou atordoado como se
tivesse recebido forte pancada na c beya,
quando roconheceu Pedro bathory, quejul
gava inorto.
Sarjany tinha cruzado os brayos e, sal-
vo um lig iro tremor das palpebras, con-
servara-se em urna mmobilidade ira D-
dente.
era Silas Toronthal nem Sarcany res-
ponderam urna palavra. E que poderiam
responder sua victima, que pareca er-
guer-se do tmulo para accusal-os 'i
E a iinpresso ainda foi maior quando o
Dr. Antkirtt, levantando se por sua vez,
disse era voz grave :
E eu sou o companheiro de Ladislao
Zatbmar e de Estavo Bathory, que por
causa da sua traicao foram fusilados no
torrean de Pisino I Sou o pai de Sava a
qual voces arrebataram para se apodera-
rem da sua fortuna !... Eu sou o conde
Mathias Sandorf I
O effeito dessa declarayao foi tal que os
joelhos de Silas Toronthal tremeram e Sar-
cany curvou-so como quera quera desap-
parecer.
Oa tres aecusados foram entao interro-
gados um aps outro. Os seus crimes nao
eram daquellas que se podem negar, nem
daquelles que Be podem perdoar.
O chefe dos magistrados lembrou a Sor-
cany que o ataque da ilha, corapreheadido
no seu interesso pessoal, tinha feito grande
numero de victimas, cujo sangue bradaa
por vinganya. E dopoi* de dar aos aecu-
Btdos toda a liberdade de defeza, applcou
a lei, segundo o direito que lhe dava essa
jurisdicyo regular.
Silas Toronthal, Sarcany, Carpena,
disse elle, voces causarain a morte de Es-
tevo Bathory, de Ladislao Ztthraar e de
rigindo-se aos tres traidores, bem sabem
que merecera a morte. Sao to culpados
que nao acham urna palavra para se de-
fender m.
a Mas no me satisfago s cora o casti-
go da traiyao, quero que todos os que es-
tao presentes conheoam aonde se pode le-
var a infamia, e que fiquem sabendo como
La Chesnaye pode zombar dos traidores
e es-apar s garras da justiya.
Tu, Pintarroxo, devas entregarme ao
tenenta civil. A que hora e era quo lugar
dovias consummar o crimo? Responde
claramente, sem hesitar e sem mentir,
alias substituo a corla, com que deves ser
enforcado, por tormentos, comparados cora
os quaes os borseguins do Senhor de Pa-
rs nao passara de sapatos de veludo. Va-
mos, adianto e falla.
Pintarroxo paludo e abatido, deu ura
passo para a frente.
A's nove horas, balbuciou elle, na
casa de pasto situada no centro da feira.
E hora indicada estova eu na casa
de pasto?
Assim .
Mais alguem me vio?
Sim, capitao.
Quem foi ?
Mathias o Corcunda, Jaquelina a
Comprida e Tallebot.
Mathias, Jaquelina e Tellebot, con-
firmara as palavras do Pintarroxo ? per-
guntou O capitao.
Os dous giriantes e.a raulher responde-
rain affirmativamente.
Entao, s nove horas, estava eu na
casa de oasto ? replicou La Chesnaye.
Agora Joao sem Bofes responde s raesmas
perguntas e lembra te da minha ameaya,
O giriante, muito trmulo, confessou
que deva prender La Chesnaye, s nove
horas no Campo enlameado, que o capitao
estava a esta hora no lugar indicado, e
appellou para o testeraunho de Pedro o
Assassino ; mas este que perder os senti-
dos quando cahira, nao pode responder.
Em lugar delle dous ou tres vassallos do
pateo dos Milagres affirmaram que a hora
indicada tinham assistido no Campo enla-
meado aos exercicios equestres do capitao
e que o tinham reconhecido.
Assim, disse La Chesnaye, estava
s nove horas no Campo enlameado-
Chegou a vez de Lourenyo.
Este declarou, que devia entregar o ca-
pitSo as maos do preboste de Paris, e que
o vira s nove horas defronte da casa do
Joas.
Sulpcio das pernas Tortas confirmou o
que dissera Lourenyo.
Estes tres depoimentos successivos, ou-
vidos, com religiosa attenyo pelos girian-
tes, produziram nelles profundo effeito.
Assim, replicou La Chesnaxe, eu es-
tava mesma hora em tres sitios differen-
(tes da feira, nao s o dizem estes tres ho-
mens, mas o tirmam muitos afoutros! Gi-
riantes continuou elle levantando a pode-
rosa voz, a traiyao nada pode contra mim;
bera vera que me tao fcil desfazsr um
trama urdido contra mim, como punir os
que pensaram em perder-me. Desgraya,
pois, quelles que qnizerem ser meus ini-
raigos. Quanto a estes.. podem enfor-
cal 03.
A turba multa estava como ferida de
espanto.
Este dom do ubiquidad^, de que o cele-
bre bandido podia gozar realmente, era
mais ura prestigio que sa junta va aos que
elle j tinha.
Fazendo seguir a sua inesperada appa-
riySo no pateo dos Milagres a esta peque-
a scena executada por elle, La Ches-
naye, evidentemente, tinha querido por
debaixo da sua dependencia todos estes
espiritos avootureiros, sobre cuja filelida-
de com rasao podia ter duvidas.
Muito intelligento para ignorar que o
maravilhoso, o inverosmil e mesmo o im-
pos?ivel tra era todo o tempo acyao di-
recta sobre as massas, o capitn tinha ex-
plorado hbilmente as ideas supersticiosas
da poca.
Os giriantes estavam convencidos de
quo La Chesnay possuia poder sobrenatu-
ral. Era a priraeira vez que tinham ten-
tado trahil-o e a liyao foi boa para os que
intentassem abandonar a sua causa.
Depois ao sentimento de inferioridade
dos giriantes se juntara o salutar exemplo
do castigo dos culpados.
Que os enforquem tinha dito fra-
mente o capitao.
A especie da estupafa:ayao quo se apo-
derara dos giriantes succedeu logo urna
exploso de gritos e de berros.
Viva La Chesnayo morte aos trai-
dores vociteraram os vassallos do Pateo
dos Milagres.
(Contina).
Andrea Ferrato! Esto condemnados
morte!
Quando quizerera respondeu Sar
cany, que tinh a recobrado a impudencia.
Perdo exclamou cobardemente Car-
pena.
Silas Toronthal nao te ve forya para fal-
lar.
Lavaram os tres condemnados para as
auas casamatas, onde ficaram guardados
vista.
Como deveriara raorror esses miseraveis ?
Sariara fuzilados em algum canto da ilha ?
seria manchar Antkirtta com sangue de
traidores.
lie8olveu-se, pois, quo a execuyo seria
na ilhoto do Kenkraf.
Nessa mesma noite, um dos Elctricos
tripolado por dez homans, sob o commando
de Luigi Ferrato, tomou os tres condem-
nados a bordo e transportou-os para a ilho-
U, onde iam esp;rar o peloto de execu-
yo ao amanheeer.
Sarcany, Silas Toronthal e Carpena de-
viara suppor que era chegada a sua hora
do raorrc.
Por isso quando desembarcaran], arca
ny. dirigindo-se a Luigi :
E' esta noite ? perguntou elle.
Luigi nao respondeu.
Os tres condemnados ficaram sos e j
era noite quando o Elctrico voltou a An-
tkirtta.
Assim a ilha ficou livra da presenya dos
traidores. Quaato a fugir da ilhoto Ken-
kraf, que viute milhas separavam do con
tinenta, isso era impossivel.
Antes de amanheeer elles se tero
devorado reciprocamente disse Ponto Ps-
cala.
- Ah! exclamou Cabo Matifou com
nojo.
A noite passou nessas condiyes ; mas
no Stadthaus notarara quo o conde San-
dorf nao dorraio ura s moraenta. Fechou-
se no seu quarto, do qual s sabio s cin-
co horas da raanhil para ir sala, de onde
mandou logo chamar Pedro Bathory e Lui-
gi Ferrato.
Um peloteo de milicianos esp-rava no
pateo do Stadthaus orlem para embarcar
para a ilhoto d9 Kenkraf.
Pedro Bathory, Luigi Perrato, disse
entao o conde Sandorf, esses traidores fo-
ram condemnados morte com toda a jus-
tiya ?
- Sim, e elles a merecera respondeu
Pedro.
de urna
Sim respondeu Luigi, e nada de
misericordia para esses miseraveis !
Entilo justiya seja feita; e Deus lhes
conceda o perdo que os homens nao po-
dem mais conceder...
O conde Sandorf tinha apenas concluido,
quando urna exploso medraba abalou o
Stadthaus e toda a ilha, como se tivesse
sido agitada por um terramoto.
O conde Sandorf, Pedro e Luigi corre-
ram para fra e a populayo amedrontada
fugia das casas de Artenak.
Urna columna iramensa de charamas e
de vapor, mes.dada de rochas enormes e
de pedras menores, suba a urna altura pe-
rigosa. Essas massas cahiram depois em
torno da ilha, levantaado as aguas do mar
e urna nuvem espessa de fumo ficou sus-
pensa no espayo.
Nada mais restava da ".ilhoto Kenkraf,
nem dos tres condemnados que a exploso
tinha aniquilado.
Que houve ?
O leitor nao tara esquecdo, que nao s
mente-a ilha estava minada na previsao
de um desembarque dos Senousistas, mas
que para o caso de desarraojo no fio sub-
marino que a ligava a Antkirtta, tinham
sido enterrados no solo apparelhos elctri-
cos e bastava tcalos com o p para que
todas as minas cheias de panclastitd fizes-
sem exploso ao mesmo te rapo.
Foi o que succedeu. Um dos condemna-
dos por acaso tocou em ura desses appare-
lhos. Dahi essa destruiyao instantnea e
completa da ilha.
Dous quiz poupar-no3 o horror da
execuyo, disse o conde Mathias Sandorf.
O casamento de Pedro Bathory foi cele-
brado tres dias depois na igreja de Arte-
nak. Nessa occasio o Dr. Antkirtt as-
sigaou o seu verdadeiro nome de Mathias
Sandorf. Nao devia mais deixal-o, agora
que a justiya estava feita.
Bastaro pou.as palavras para coacluir
esto narrativa.
Tres' semanas depois, Sava Bathory foi
reconhecida como herdeira dos bens reser-
vadas do conde Sandorf. A carta da Sra.
Toronthal, urna declarayao obtida autecipa-
damente do banqueiro, declarayao que rela-
tova as cirenmstancias e o fim para que a
menina tinha aido arrebatadabastaram
para estobelecer a sua identidade. Como
Sava ainda nao tinha dezoito annos, o que
Uorrivel duello por -ansa
amor
Dous tenentea do exercito italiano, em Pes-
cbiera, ambos apaixonadus pela mesma mofa,
depois de se insulurem vivamente, bateram-se
espada at nao poderem mais.
Os dous ferientes eram muito desizuaes em al-
tura ; um era muito alto e o outro muito baixo.
No prmeiro assalto o tenente alto recebeu urna
cutiWda 110 abdomen. Foi suspenso o duello por
alguns miuutis para dar tempo a > mdicos de
tratarem da ferida, que era bastante grave,
Poi preciso urna boa meia hora para coser a
barriga do ferido e depois recomecar o duello.
No segundo assalto o tenente baixo recebeu urna
espadeirada penetrante no abdomen. Foram ne-
cessarioa mais 10 minutos de demora para coser a
terida.
No terceiro assalto os dona adversarios se feri-
ram mutuamente com dous golpes da tray*z no
peito. Outras 3eis ou aete feridag foiam feita i nos
accommettimentos aucceasivos. Um do? dona tam-
ben;, no aparar urna estocada, se ferio na j)erna
casualmente.
Por ultimo o tenente pequeo atirou urna esto-
cada ao meio do peito do adversario, fracturando-
lhe urna coatella.
O outro, posto que ferido, deu urna Rutilada na
cabeca do adversario que cahio immerso no pro-
prio sangue.
As feridaa que reeeberam os doua ferozes adver-
aarioa nao aao menos de vinte. .Fazia eoinpaixo
ver oa doua desgranados namorados.
fran-
O tiro de bala obre o vapor
re La France
De La Voce del Pople, do Rio de Janeiro de
9 de Janeirotraduzimos o seguinfe :
O grave incidente suacitado em consequeneia
de ter a fortaleza de Gamboa (Baha) diaparado
contra o vapor de Marselhc La France, urna bala
que. atraveasando o convez de proa, matou o ita-
liano Sugano. nSo est ainda inteiraraento illoci-
dado.
Seja como for, o commandante da fortaleza,
dado mesmo o caso de que o capit* de dito vapor
nao obedecesse ordeto de parar, nao podia atirar
a bala aenao na mastreacao ; pelo qae houve fla-
grante violacao das leis.
Por isso, se a culpa do funecionario, ser o
Brasil que dever indemnisar a morte do pobre
italiano.
Sabemos que o secretario e enearregado da
nossa legacao, cavalleiro Gt. Melegari. deu provi-
dencias solicitas sobre o aasumpto. Esperamos
porem o desenvo vimento de orna questao grave
pela dupla razio de ter havido intraccao as lea e
morta occasionada um innocente italiano. >
restava da propriedade dos Carpathos, na
Transylvania, foi-lhe restituido.
O conde Sandorf tambem poderia ter en-
trado na posse dos seus bens, em virtude
do urna amnista concedida aos condemna-
dos polticos. Mas, comquanto tornasse pu-
blicamente a ser Mathias Sandorf, nao quiz
deixar de ser o chefe da grande familia de
Antkirtta. Alli devia passar a vida en-
tre quelles que o estimavam.
A paquena colonia nao tordou a crescer,
grayas a novos esforyos. Em menos da um
anno vio duplicar a sua pipulayo. Sabios
inventores, convidados pelo conde San-
dorf, alli foram utilisar descobertas que te-
riam ficado esteris sem os seus conselhos,
cora a fortuna do que dispunba, Antkirt-
ta ia brevemente tornar-se o ponto mais
importante do mar das Syrtos concluido o
seu systeraa de defezs, a sua seguranyade-
via ser absoluta.
Que dizer da Sra. Bathory, de Mara e
de Luigi Ferrato, que dizer do Pedro e
de Sava, que nao se sinta melhor do que
se pode exprimir ?
Que dizer tambera de Ponta Pescada e
de Cabo Matifou, que figuravam entre oa
colonos mais notaveis de Antkirtta? Se
lamentavam alguma cousa, era nao nao
terem mais occasio de prestar serviyos
aquelle que lhes tinha proporcionado vida
to agradavel.
O conde Mathias Sandorf tinha con luido
a sua tarefa e se nao fosse a lembranya dos
seus dous companheiros, Estevo Bathory
e Ladislao Zathmar, tea sido tao feliz co-
mo ura hornera generoso pode ser na trra
quando derrama a feiicidade em torno de
8.
Ninguem procure ero Mediterrneo, nem
em outro aualquer mar do globo mesmo
no grupo das Afortunadas urna ilha cuja
prosperidade possa rivalisar com a de An-
tkirtta I... Seria trabalho perdido 1
Por isso, Cabo Matifou, na plenitude da
sua feiicidade, julgou dever dizer:
Realmente, merecernos ser to feli-
zes ?
Nao, mcu Cabo I... Mas oue que-
res I E' preciso resign&r-se a gente! res-
pondeu luo Ponta Pesaada.
HM DA QUINTA B ULTIMA PASTE.
Typ. do Diaria roa Duque de Caxiaa n. 42.
>

.-
IftWEl


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