Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16875


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Full Text
!p*WP^F.-
I
1110 Lili -- IMBU 31 ^ W-FIBA 9 JE FBYBREIBQ. DE l
**tf^ ____________-------- ____________________ ________ ______
PARA A CAPITAL E LIGARK. ONDE NAO SE PACA PORTE i PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por tres mezes adiantadcw ... ........ 64000 PiE Por seis mezeB adietados......."/. ....
Por seis ditos dem. ..... \..... 12(5000 's-zyFrz^ffl^ ^or nove t*itos i(*em................
Por um anno dem................. 24)5000 ^^aMP*^ Por um anno dem..........*..'.
Cada numero avulso, do mesmo da............ (5100 Cada numero avulso, do das anteriores. .*'" "
DIARIO DE
Praprietaibt te JHatwel Jtigurira te -feria & -fUljos
#
13^500
20000
27(5000
(5100
TELEGRAMMAS
SSS7IC3 PA3TIC7LA3 B3 2IASI0
MARANHAO, 8 de Fevereiro, s 11 ho-
ras e 33 minutos da manha. (Receido as
l? dorase 30 minutos da tarde, pelo cabo
submarino).
Fot elelto depntado geral pelo .
diatrlclo deMta provincia, o Dr. Ha-
noel don Bibciro da Cuna (C).
RIO DE JANEIRO, 8 de Fovereiro, s
12 horas e 35 minutos da tarde. (Recebi-
do s 2 horas da tarde, pela linha ter-
restre) .
ri publicada a reforma da Junta
central de byglenne publica e da
inspecco da ade to porto.
Foi removido para ou lermoi
reunidos de Helgaco e Oelra. no
Para, o Juiz municipal, bacbarel
Manuel Jis- Hended Busto*, can-
do em efTelto sua anterior Hornea-
ra*.
Fot nomeado Jue municipal e
de orpbaon do termo de Buique. em
Pernambuco. o toacbarel Paulo Cae-
tao dMIbuquerque.]
Foi removido do cargo de juiz
municipal do termo de Penha do
Bio do Pelxe. em S. Paulo, para o de
5." juta sulisiiiuio da comarca do
Becife. em Pernambuco. o bacbarel
IAmliiipbo Hisbello Correa il'.lraujo.
3257:53 n a::::::.', sata:
(Especial para o Diario)
PARS, 6 de Fevereiro, tarde.
acamara do* Deputado* rejeitou o
projecto de lei obre a amnista do
condemnado* politicn, proponto
por um reputado da extremaa e-
qucrda.
LONDRES, 6 de Fevereiro, a tarde.
%. Cmara do* Comaan adiou
suas acantea at I do correte.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
8 de Fevereiro de 1886.
INSTRUCCiO POPULAR
Geographia geral
Extrahido
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
/
(Continuaaof
FRICA
030:030 kilmetros quadrados.100.000:000
habitantes.-3 habitantes por kilmetro qnadrado.
A populado da frica muito perneo conhecida ;
ha quera pretenda computal-a em 200.000:000. A
Atrica comprebende as seguintes regies : ao nor-
te, BerWiu, Sabara, Ejrypto ; ao c. ntro. Sene-
gainbiu, Guin superior, Sudan ouXrigricia, Nubia,
Abrssinia, Somal; ao sul, Gum inferior, Zangue-
bar, Mozambique, Catraria, Ovampia, Hottentotia
c Cabo.Limites : ao norte, o estreito de Gibral-
tar e o Mediterraueo; a leste o canal de Suez, o
mar Vermelho e o ocano Indico ; ao sul o ocano
Austral ; a oeste o Atlntico.
lagos pitixciiAKS : Tanganika, Victoria, Alberto,
a oeste Zanguebar; Tchad ; Dembeab ; Nyassi ;
Ngami.
golfos pbincipaes : D? Suez, de Sidra, de Kabes,
de Gui, de Beoim de Biafra e de Aden.
biob pBisciPABS ; Nilo, no Egypto ; Senegal e
Gambia, na Senegambia ; Niger na Gui septen-
trional ; Zaire ao norte do Congo; Quauza, em An-
gola ; Cuene, ao sul de Benguella ; Orange, a no-
roeste do Cabo ; Limpopo e Zambeze, em Mocam-
bique; Djuba, ao norte de Zanguebar.
MOSTAHH-is pbincipaes Atlas (Berbera); Congo
(norte da Gui) ; Oienweveld (Cabo) ; Lupata
(Mocambique) ; montea da La ("noroeste de Zan-
guebar).
cabos prihcipaes : Boaa, Ceuta, Nao, Bojador,
Branco, Verde, das Palmas, Negro, Fri, de Boa
Esperanca, Delgado e Guardafui.
* (Contina)
Deus guarde a V. Exc.Joaquim Del-
fino Ribeiro daLuz.'Sr. presidente da
provincia do Cear.
Ministerio da fazenda
Foram expedidas as seguintes circu-
lares:
Circular n. 1.Ministerio dos Negocios
da Fazenda.Rio de Janeiro, em 19 de
Janeiro de 1886.
Francisco Belisario Soares de Souza,
presidente do Tribunal do Thesouro Na-
cional, declara aos Srs. inspectores das
thesourarias de fazenda que, sendo indis-
pensavel, para execucao da lei n. 3,129 de
14 de odtubro de 1882, que na secretaria
do Ministerio da Agriculta, Commercio e
Obras Publicas conste officialmente quaes
os concessionarios de patentes de invenedo
que tcm pagos as annuidades das mesmas
patentes, e bem assim a taxa de exercicio
da industria privilegiada, deverSo remetter
directamente mes roa secretaria do esta-
do, de tres em tre3 mezes, urna relacjlo no-
minal dos concessionarios que tiverera sa-
tisfeito aqucllss pagamentos, conforme de
novo solicitou o dito ministerio em aviso
n. 1 de 11 do corrente mez.
E tendo-se j expedido nesse sentido or-
dem aos mesmos Srs. inspectores em 12 de
Marco de 1884, determina-lhe que decla-
rem si a receberam e que cumplimento lhe
deram. -F. Beluario Soares de Souza.
Circular n. 2.Ministerio dos Negocios
da Fazenda. Rio de Janeiro em 21 de
Janeiro de 1886.
Francisco Belisario Soares de Souza,
presidente do Tribunal do Thesouro Na
cional, declara aos Srs. inspectores das
thesourarias de Fazenda, para a de vida
execucao que a faculdade conferida pelo
art. 23 do regulamento n. 8,539 de 15 de
Novembro do 1879, de poder annullar-se a
divida proveniente de taxa de esoravos,
nos casos de mortc ou manumissao, refere-
se a todo e qualquer mez do ixercicio em
que occorram algum dos ditos casos, e nao
somente ao primeiro semestre. F. Belisa-
rio Soares de Sonza.
Ministerio da Guerra
Foram transferidos do 17. para o 18.
batalhao de infantaria o tenente Francisco
Luiz de Souza Conceijao, e deste para
aquello o tenent -, JoSo Jos Ferreira.
Provincia
DA 6 DE
ARTE UFF1CUL
Ministerio da filtica
Foi expedido o seguinte aviso :
Ministerio dos Negocios da Justica.2.a
seccSo.Rio de Janeiro, 29 do Janeiro de
1886.
Illm. e Exra, Sr.Em solucao s duvi
das suscitadas pelo juiz municipal do ter-
mo de Santa Quiteria, no eflcio junto ao
dessa presidencia n. 1,710 de 7 de Maio
do anno passado, declaro a V. Exc. :
Que, conforme decidi o aviso n. 608 de
. 9 de Outubro de 4876, aos officia'js do re-
gistro g?ral de bypotbecas s cabem os
emolumentos do art. 107 do regiment de
cus tas, cujas disposicues foram rcproudzi-
das do art 94 do regulamento n. 3,465 de
26 de Abril de 1865, e devem ser enten
didas reiitrictamente;
Que para a inscripcao hypothecaria em
beneficio de menores regula o valor do qui-
nho hereditario de cada orphao e nao o do
monte partivel.
Uovcrno Ja
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO
FEVEREIRO DE 1886
Abaixo assignado de vereadores da C-
mara Municipal de Caruar. Informe com
urgencia o Sr. presidenta da Cmara Mu-
nicipal de Caruar,
Antonio Jos de Sant'Anna.Como re-
qaer.
Antonia Maria da Conceico Ibiapina.
Informe o Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial.
Companhia Pernambucana. Encami-
nhe-se, devendo pagar o respectivo porte
no correio.
A :nesma. dem.
Carlos Barreto de Almeida e Albuquer-
que. Remettido ao Revd. Sr. regedor in-
terino do Gymnasio Pernambucano, para
attender nos termos de sua informacSo,
verificando a inteira idoneidade do suppli-
cante.
Emilia Olympia Telles Bezerra. Re-
mettido a junta medica provincial, a quem
a supplicante se apresentar para ser ins-
peccionada.
Generosa Maria Ramos Guimaraes.
dem.
Honorato Ferreira Marinho. Informe
o Sr. Dr. juiz de direito da comarca do
Cabo.
Conselheiro Joao Jos Pinto Jnior.
Informe o Sr. inspector da Thesouraria
de Fazonda.
Jos Antonio Goncjalves Pires.Passe
portara e a respectiva carta de naturali-
saco.
Jos Al ves da Silva.Informe o Sr.
juiz municipal do termo do Triumpho.
Manoel Ignacio Alves da Silva. Enca-
minhe-se.
Manoel Jos d Nascimento. Sirn.
Paulino Magno da Silva. Ao Sr. com-
mandante do Carpo de Polica para conce-
der 2 mezes de licenya com a respectiva
diaria.
Secretaria da presidencia, de Pernambu-
co, em 8 de Fevereiro de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegat.
Reparco da Polica
Seccao 2. N. 121.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 8 de Fevereiro de
1886. Illm. eExm. Sr. Participo a V.
Exc. que foram reoolhidos na Casa de De-
tencSo os seguiotes individuos :
A' minha ordem, Luiz Gomes da Silva
e Jos Marinho do Nascimento, viudos da
provincia das Alagoas como criminosos;
Antonio Quintioa de Souza Ferraz, vindo
do termo de Garanbuns como alienado,
afim de ter destino para o asylo da Tama-
rineira.
A' ordem do Dr. iuiz substituto do 5*
districto criminal, Conrado da Fonseca e
Silva, por falta de cumprimento de deve-
res.
A' ordem do subdelgalo de Santo An-
tonio, Manoel Antonio das Chagas e Luiza
Maria da ConceicSo, por distarbios.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Luiz, escravo de Domingos Ferreira de
Moraes, Brai da Silva do Espirito Santo,
Arcelino, escravo de Jos Mondes dos
Santos Vieira e Luiz Jos Saturnino, por
disturbios, sendo que o ultimo foi posto
minha disposico por se achar pronunciado
no juizo do 4" districto criminal.
' ordem do do Io districto da Boa-Vis-
ta, Galdino, escravo de Joaquim Jos Mar-
tins, por disturbios, e Luisa, escrava de
D. Rita Tlnresa dos Santos, a requeri-
mento de sua senbora.
Foi igualmente recolhido em data de
hontem naquelle cstabelecimento o indivi-
duo do nome Manoel Pinto Bezerra, que
diz chamar-se tambom Manoel Joaquim de
Lyra e fora preeo na cidade de Olinda
como criminoso de irorte na provincia
do RioGrande do Norte.
Na qualidade de 4o supplento assumio o
cidadao Jos Gonjalves de Andrade, era
data de 5 do corrente, o exercicio da dele-
gada do termo de Olinda.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli :ia, Antonio
Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 8 DE FEREIRO DE 1886
Jos Fernande Oliveira, gerente da Com-
panhia do Beberibe, contas do ex-collector
de Taquaretinga, offi io do Dr. procurador
dos feitos e Felismina Vianna de Luna.
Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Offlcio do Dr. procurador dos feitos.
Inf. rme o Sr. Dr. administrador do Con-
sulado.
Francisco Cordeiro Marinho FalcSo.
Cumpraso e facau-ae as notas da portara
de licenca.
Joaquim Felippe da Costa.Junte so
copia das informacSes.
Francisco Torquato Paes Barreto e Ma-
noel Antonio dos Santos Fontes. Informe
o Sr. contador.
Idalina Alice do Albuquerque.Fajara-
e as notas da portara de licenca.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Hctrospeei. pontlco o anno
de 18SS
ICont inuacSo)
INGLATERRA
O novo gabinete tory tinha necessidade de em-
pregar todos os expedientes imaginaveis para
tornrmenos attribulada a existencia que, pri-
meira \-ista, lhe era proniottida por urna cmara
adversa, nao obstante o antecipado convenio em
que entrara com o Sr. Gladstone, que alias fez
aos seus contrarios concesses superiores ao que
lhes liuva promettido, usando para com ellcs de
urna lealdade a que o proprio marquez de Salis-
bury prestou a devida homenagem n'um discur-
so recitado em Agosto na Mausioo-House.
Ido se tornava menos urgente que o ministerio
recem-organisado procurasse conquistar a opi-
nio do paiz, cujas preferencias polticas iam em
praso breve manifestar-se de modo inequvoco.
Se a ento prxima renovacao da cmara dos
comrauns nao asseguras'se aos conservadores suf-
ficientc maioria para governarem, veriam de cer-
to fugir-lhes desde logo, e talvez por muito tempo,
o poder ephemero que aceitaram um tanto sof-
fregamente.
O primeiro ministro comprehendeu as diflicul-
dades da situaco, nem para comprehendel-as
era mister que fosse dotado de perspicacia exce-
pcional. Nao lhe sendo licito confiar na hypo-
these de urna dissolueo, caso o seu partido vies-
se a ser vencido as urnas, tinha necessidade de
empregar todos os meios para evitar urna derrota
que, nesse terreno, seria decisiva. Na escolha
desses meios que seja por em prova a habili-
dade dos novos palinuros, aos quaes os costumes
polticos da naco nao facultavamseja dito de
passagemo uso de certos artilicios cleitoraes
tolerados entre outros povos que pediram In-
glaterra o modelo das suas instituicOes polticas.
Tirar a popularidade aos liberaos, prometiendo
tanto ou mais que ellcs na esphera das reformas,
desacreditar-lhes de qualquer modo o program-
ma, que indubitavelmente exerce real influencia
no paiz, para o qual nao tem sido completa ht-
tra morta, ;. n resumo, oque aos lories paro -
ceu medida imprescindivel.
Foi assim que o marquez de Salisbury, logo
nos primeiros dias de seu governo, discursando
n'um banquete a que assistira em Londres, decla-
rou que a questo do self government era a milis
importante das questes positivas do momento,
mas que o partido liberal nao podia, como dese-
java. attribuir-se urna especie de direito de autor
a respeito de um principio a que os conservado-
res prestaram sempre a mu viva attengo. Dissi-
mais que a centralisaco comecoua fazrrsrntir
seus funestos efleitos na Inglaterra ha meio se-
culo, precisamente na epocha do advento dos -
beraes.
A critica de lord Salisbury nao era nesse ponto
de grande exactido histrica, como deu a co-
neccr o Times, que lhe respondeu ao discurso.
Seja ou nao o augmento da autoridade do estado,
a contar do Re/orm Act de 1832, urna ner
dade do progresso social na Gra-Rretauha a an-
tiga patria do individualismo cruelmente impas-
sivel,a verdade que naodeve ser esquecida. 6
qne o partido liberal britannico foi por muito
tempo a guarda avancada dos que lutavam con-
tra o que os radicaes da escola de Cobden chama-
vam de modo expressivo e pittoresco a k
laco magnamente maternal grand motherly
legislation.
Anda hoje o Sr. Goschen, liberal de velha
tempera, quem defende com mais talento e fide-
tidade OS principios um tanto desacreditados da
escola di Manclii'slcr e do laisse: faire em rela-
co aos negocios patrios e internacionaes.
Como quer que seja, o'uiarqaeE de Salisbnrv
disse billas cousas acerca da descentralisaco.
Hat as suas palavras nao deviain ciitiiusiasmar
em excessoo eteitorado ingtez, quando este clic-
gasse a conheccr, por diSerentes paesagens do
discurso de que tratamos, que as liberdades lo-
caes defendidas pelo respeitavel lord eram [iriu-
cipalmente... os privilegios danobreza rural.
A- palavras que na mesma occasio pronun-
ciou o Sr. Edmund Fitzinau-icc. membro de urna
das principflBs familias da aristocracia whig, de-
monstra que os representantes mais modera-1 -
do partido liberal estao acconlcs com os mais
ambiciosos do mesmo partido, quanto necessi-
dade de una reforma quasi revolucionaria da ad-
miiiislraco local. Realmente, o programma des-
envolvido por lord Edmund pouco deferia na es-
sencia. mesmo relativamente 4 reforma agraria,
daquelle que o Sr. Cliamberlain tenazmente de-
fenda.
Urna das cousas que j causou mais profundo
esoanto na Inglaterra foi a inesperada attuleiln
ministerio Salisbury relativamente ans ir-ocios
da Irlanda. Em Julho apresentou um dos raem-
bros desse ministerio acamara alta um projecto
de lei tendente a facultar aos reudeiros iran Je-
tes a propriedade das trras eon que tnbaiham,
mediante um emprestimo feito pelo estado, amor-
lisavel no praso de 49 annos. Para garanta dos
cofres pblicos, o vendedor era obrigado, segun-
do a economa do projecto, a caucionar a quinta
paile do proco da venda, e rpie (icaria recolhida
ao thesouro at que o rendeiro comprador tives-
se integralmente satisfeito o compromisso con-
trahido.
A generosidade quasi socialista da lei proposta
encobria o desejo vehemente que teem os ktiui
lords de adiar mercado para os seus outrora ex-
celentes, mas hoje compromettidissimos domi-
nios da ilha irm. O Lam Art de 1881 e as oc-
currencias que o determinaran! eercearam-lhes
portal modo a importancia exorbitante dos ami-
gos direitos, que estes tornaram-sc alinal merca-
do ra depreciada e sem cotaco pussivel as pro-
gas da Inglaterra.
Nessas eondices. que fortuna para os atemo-
risados senhores, que o sacrilicio dos coutribuin-
tes nacionaes e de todos os habitantes do Reino
Unido nesse nielter-lhes no bolso o preco de cou-
sas que j tinham nenlium, gracas a um concurso
de eircumstanciaj-- invenciveis e su|M!nores a to-
das as resistencias de egosmos seculares. !
O peior, todava, que os rendeiros da Irlanda
nao se mostravam dispostos a acceitar os bene-
ficios da citada lei. Nao pareca estarem resolv-
dos a adquerir por titulo oneroso o que o Sr. Da-
vitt e os demais chefes da liga ou unio agraria
lhes promettiam gratuitamente e pelo simples em-
prego- de urna medida de urna dcsapropriaco ge-
ral.
A sorte do projecto ministerial depondia do
acolhimento que encontrasse por parte do Sr.
Parnell. Era, pelo menos, o que se pensara.
Ora, provavelmente, para conquistaren! o apoio
desse habilidoso influente deputado rlandez,
que os ministros tories com assento na cmara
dos communs, tomaram attitude de todo imprevis-
ta na discusso acerca do nquerito pedido pelos
Home Riders relativamente a adminislraco de
lord Spencer. SirMicliael Hiks Beack, posto que
impugnando, mais pela forma que pela essencia,
a mogo do Sr. Parnell, ao mesmo tempo que fra-
mente elogiara a lord Spencer, achou que devia
quebrar quaesquer lacos de solidariedade que por
ventura podessem existir entre o novo e o amigo
gabinete em rebojo apoltica represara na Ir-
landa, permettendo um nquerito oflicioso cujo
menor aflato seria a perda do prestigio da auto-
ridade alem do canal de Bristol. O Sr. Randuph
Churchill tornou-se prodigo de concesses aos
nacionalistas e o solicitador geral Gorst cliegou
a fallar com desprezo cruel dos denutados reac-
cionarios de Ulster, isto do ncleo do partido
tory rlandez.
Das bancadas conservadoras levantaram-se ro-
sea esi ainlalisadas para exprimir aestupefaeco
com que a massa dos soldados rasos do exercito
anti-liberal viam estabelecer-se umaaproximaco
at ah impossivel de imaginar entre o ministerio
de lord Salisbury e o revolucionario grupo par-
nellista.
Lord Hartington sr W. Harcourt atacaran em
termos enrgicos esse procedimento, que o pri-
meiro qualificou de vergonhoso despreso de to-
das as Irailices do partido conservador.
E' impossivel agradar a Deus e ao diabo ao
mesmo tempo. Taes afoutezas do neo conservato-
nsmo dos Churchills nao podiam deixar de of-
fender no mais intimo de suas convieces aos
tories de antigo estofo, embora agradassem im-
menso aos chefes dos nacionalistas.
Como era de prever os liberaes procuraram ti-
rar mximo provento desses descontcntamentos
de familia e da impresso desagradavel que o cs-
traulio connubio tinha em geral produzido no or-
gulho britnico. Promoveram, pois, um esplendi-
do banquete em honra do ex-vice-rei da Irlanda,
no intuito de manifestaren! a gratido de qu
tai ani possuidos para com o alto funecionario que
com risco de vida, affrontou a empreza de conter
as des\rdens que ha annos inr/uieta a agitada
Erin.
Grande numero de membros do partido tory n
dignados com o proceder dos chefes, quizeram
subscrever para a festa. Acharam os liberaes que
nSo deviam aceitar o lisongeiro offerecimento em
humlJ
raxso do caraetef poltico da mauifestaco que
preparavam. *"
Mas a espunlaneidaile com que seiuelliante con
curso era offereci(h) nfio podideixar de ter ef>
feito moral de grande alcance. ^
Deciilidamente os menos preclaros do partido
tory nao comprehendiam a rastio&o de designios
com que os seus chefes davam um espectculo
de enorme contradieco comsigo pronrios, allian-
dii-se ao mesmo iudivduo'podio a qu(;m li-
nham desfechado, iio hav; amito, os'mais pun.-
gentes sarcasmos contr liladstone. a pre-
texto do supposto con\ i Kilmaiuliain.
O banquete realisou-- ctivamente. Fot
presidido pelo marquez de Hartington. urna vez
queo chefe supremo do partido se adiara na o<--
casiojncommodado '.-.
0 honrado whiy procurou pflreai relevo as ipia-
hdades superiores de lor.l Spelcer. Recordando
commoviilo ocrime de l'lirenix-Park. a.- suas pa-
lavras abalaram tanto mais profundamenieo au-
ditorio, quanlo, como sabido. victima daquel-
le crime nao foi outraseno o proprio irnno d
disiincto fidalgo lord Frederico CaSendish.
Os agrados que os ministros c miervadores li-
eramaos Home Riders nao liearam inteiramente
incompeiisailos sobo ponto de vista parlamentar-
Nunca os irlamlezes se tinham ni istrado tao
comedidos na discusso do orcamento. Numa
nica sesso chegaram a approvar-se yintecapitu"
los do respectivo projecto. emquanto o ministerio
GladstoiA, em consequencia das pralicas obstruc-
cionistas do Sr. Parnell c consocios, nunca pode
obtermaisdo que a passagem de um no mesmo
lapso de tempo. Restava saberse taes blandicias
dariam equivalentes resultados cleitoraes.
O parlamento encerrou-se a li de agosto, aps
alcituradamensageinreal. ^
Esse documento nao tere importancia especial.
O ministerio conservador limitara-se quasi exclu-
sivamente a inventariar oserros e contratempos
polticos dos seus antecessores no governo. Nao
deixava de ser engranado que a soberana de In-
fclaterra, por brea de una das mil Becfln paria-
mentares, se visse coagida a censurar, entre phra-
ses coiivencionaes e respeitosos euphemismos as
propas medidas que seus conselheiros liberaes
lhe liaviam inspirado.
Fechadas as cmaras, ia enmegar a grande
campanha cleitoral, ardente e inquebrantave!, at
que o paiz manifestasse as- suas preferencias en-
tre os dous partidos contrarios.
A conquista do maior numero o norte de todos
os argonautas que velejam no mar, ora morto, ora
agitado, do parlamentarismo moderno. Por amor
a esse velocinoa maioriaquantas energas se
gaslam e quantas consciencias se pervertem.
Os luminares do liberalismo deram osignaldo
combate. Os Srs. Hartington, Harcourt, Goschen,
Hosebery, Chamberlain, C. Dilke etc., foram os
primeiros a encelar a viva propaganda partidaria
em que ainda dessa vez nao lhes faltou o poderoso
auxilio do velho e venerado chefe em quem o peso
dos annos parece ser equilibrado pelo ardor juve-
nil das conviccOes Doliticas.
Por outro lado, os leaders conservadores lords
Randulph Churchill, Idesleig, sir Hiks Beach e
outros. atiraram-se ferventemente renhida lucia,
que nao foi nicamente de palavras.
Em alguns pontos do paiz deram-se desordens
de certa gravidade, em que o tradicional e afa-
mado soco inglez foi coramentario um tanto vio-
lento aos discursos dos candidatos.
Ao manifest de Hawarden, ao programma do
Sr. Gladstone, respondeu de Newport o marquez
de Salisbury com a exposieo de suas opinies e
designios.
se o manifest do chefe liberal era calculada-
mente vago, pouco explicito, no interesse de nao
aggravar n'aquelle momento solemne as dissi-
dencias intimas do partido, os discursos dos ora-
lores ministeriaes nao attrahiam, por sua vez,
pela franca manifestaco de doutrinas. Esses
oradores limitavam-se a criticar acerbamente os
actos do gabinete Gladstone, a commentar a lin-
guagem de Sr. Chamberlain e a Cacao do seu
socialismo; a fazer appellos a todas as classes,
a todos os grupos que se reputavam ameacados
nos seus interesses pelo programma radical e
at pelo programma de Hawarden : aos grandes
proprictarios ruraes, atemorisados com as theo-
rias de desappropriaco forcada do deputado de
Bermingham ; 4 igreja, que receia ver a sua pre-
ponderancia aniquilada ou diminuida anteas as-
piraces liberaes; aos vendedores de bebidas,
cujo commercio os fanticos da temperanca pre-
tendem enfraquecer ou arruinar; aos armado-
res, que se sentem profundamente irritados com
os projectos de lei tendentes a proteger os ma-
rinheiros dos navios mercantes.
Essa taetica habilidosa tornava apprchensivos
os liberaes mais firmes e animosos, como se do-
dia deduzir das censuras, apparentcmente des-
interessadas, que as suas folhas faziam ao par-
tido tory, quediziamabandonara as suas me-
lliores tradices, para especular com interesses
pequeos e baixos egosmos, em vez de liraitar-se
a fallar aos sentimentos verdadeiramente conser-
vadores do paiz.
*
um triumpho esplendido em Edimburgo, onda-- .
quem sabe se pela ultima vezfizera recordar
os melhores dias da sua idade vigorosa,, orSr
Gladstone, dizemus, es-e mais popularlos ia*
- vivos, na plirace de Mazade. era taire* >
nico a nao seutir-se'desaliimado, porque fiaba
eonfanca nos iHeitores ruraes que asoareua|
lluvia investido de um dos direitos mais impor-
tantes do cidadao. Sf
E a esperanca no>Ilie iiieuUo, porque afiaaL %
os liberaes alcanraraui maioria sobre os conie-
\ cmara dos communs compe-se de 678
membros.__Sexuado o resultado daejeico, seos
larnellistas se unisaem aos tortts, anda assim,
os liberaes ficHvnm superiores em quatro votos
aos seus adxersarios, superioridade insignifi-
cante, que' mal permittiria a vida de um go-
verno.. #f *j**a\.K*.\ i '
Os irlamlezes ficaram. portanto. senhores da
-iiuaio parlamenta" A victoria^verdadeira,
real, seria d'aquelle ifrupo aqndSUsprestas-
sem o seu apoio. que. em fjualquef caso, nao
seria cortamente gratuito.
Como o orgulbo inglez deve ter soffrido coas
essa preponderancia ^de^umipopulago que por
tanto lempo foi tratada cm o mais positivo des-
"< +'jksto
REO 1 PE 9 DE rtVESIRO DEI38S.A-
\otkiu do sul do ImperfipL,
O paquete nacional Para troaxe 'do^
us seguintes noticias:
^ *. Paulo
Datas at 23 de Jar
Refere o Diario Pop
O trem de lastro da Companhia lngle-
za, J qil' parte d'qui para Santos s
da manhit, ao approximar-se da serra da
Mbp.-a recebn'de David de Bittenconrt,
perto de urna porteira que ha naquelle lu-
gar, o signal de linha desempedida, ca-
tando a porteira ainda fechada :
David vae abril a : mas, tarde j pare
fugir, e tarde tanibam para que o machi
nista pudease parar o trem qua fez voar a
porten a, que por sua vVarremessou ao
longe o infeliz empregaio,vdespedacail&-
lhe o crneo. ",'^s^*
A morte foi instantnea. David, maoc
de 50 annos, era empregado daquella cem-
panhia ha mais de 15, e deixa muther e fi-
lhos os rigores de extremas pobreza.
Em Campias, urna criaaca de 3 Ir?
annos, tilba do cidadao italiano Jos Rtoei
brincara em redor de urna cisterna qu
do l cahio. Foi tirada inmediatamente
por um tio ; teve os recursos de medio;,
mas nao foi possivel conseguir chamal -a
vida.
Com data de 2G do corrente escreversm
de Casa-Branca ao Correio de Campias:
Ha das, havia desapparecido da fazen-
da do finado Tristao de Carvalho, um em-
pregado de nome Francisco Ramalho, sen-
do afnal encontrado o seu cadver em tzas
matto diatante dal, t em estado de
putefracjao.
c O cadver foi hontem aqu sepultada
depois do competente auto de corpo de de-
licto. Suspeita-se um crime eas autoridade*
estao proseguindo na forma da lei.
Do Santo Antonio da Cachoeira esore-
veram ao Correio Paidistano.:
A 20 foi encontrado no mato o cada
ver da Domingas, es3rava do Sr. Jos
Caetano Villas-Boas, suspenso por um cipe
urna arvore e j em adiantado estado de
putetracc&o. Consta qu3 estava grvida.
Ignora-se o motivo que levou a infeliz a
esse acto de desespero.
A autoridade tomou conhecimento de
tacto.
A 22 foi assassinado com un tiro na
boca, um golpe de fouce no pescoco e um
facada no peito, Antonio Oardoso, padras
to de Benedicto de tal, i diciado como aa-
sasino. Costa que o facto se deu porque e
fallecido entretinha relacoes iicitas eeaz
urna enteada, irma de Benedicto. A auto-
ridade procela a averiguacoes, com toda*
energia, pois parece inorivel que um 8
individuo usasse de tres armas para com
inetter o crime. O assasaino evadise.
Falleeeram: na capital, o Dr. Raphael
Lipes Branco em Sinto Antonio da Ca-
choeira, Jos Rodrigues Buodos e Jo*o
Felicio ilileo.
Rio de Janeiro
Datas at 30 de Janeiro.
As principies noticias constam da carta
do nosso correspondente, publicada na r-
bica Interior.
Eis as noticias comme'ciaes do Jor-
nal do Commercio de 30 :
Rio, 29 de Janeiro de 1886. O mer-
cado de cambio esteve hoje frouxo: bancos naoionaes niantiveram a taxa de
17 13[16 d. somente para o eracfcsao bal-
3S0, e o Lradon Bank a English Bank rea-
lssaram transaccojs ao mesmo prejo cos>
tra caixa matriz.
As tabellas no Comraercial e no Commer-
cio, e as taxis nos batios inglezes, foram

X


A principio, o resultado do grande pleito aii- as s guintes :
guraia-se contrario aos liberaes. O governo ia|Lmdres 17 13[16 d. a 90djv.


sahindo triumphante, principalmente em cidaues
importantes, como Londres, Liverpool, Leeds e
Sheflield. Os oposicionistas tinham mesmo per-
dido algumas eleices significativas taes como
as dos Srs. Childers e Lefevre, membros do ul-
timo gabinete demissionario. O Sr. Charles
Dilke tinha vencido por diminuta maioria e o
proprio afamado tribuno Bright, apesar de sua
extensa popularidade, vencer com dilheuldade
o seu jovem e arrojado concurrente Churchiil.
que nao tinha roceiado medir as suas armas com
as d > velho athleta parlamentar. Momentanea-
pois, a victoria parecia ser dos tories.
Entretanto, o Sr. Gladstone, que tinha alcanzado
I KEGfVEl
Pariz 535 rs. por fr., a 90 drv.
Hamburgo 661 e 660 rs. por m., a 96 djv.
Italia 541 e 539 rs. por lira, a 3 drv.
Portugal 301 e 300 0f0 a 3 div.
Nova-York 25350 e 20840 por dol., vista.
O movimento do dia foi pequeo sobre
Londres a 17 3[4 d., bancario, a 17 13il6
d.| dito, caixa matriz, e a 17 7|8 e 17
15(16 d., papel particular; e sobro Fran-
ca a 529 rs dito.
Repassou-se papel bancario sobra Lon-
dres a 16 7i8 d.
Na Bolsa o movimento foi regular.
Venderam-se hontem 16,633 saccai
com caf.
t



Diario de PernambocoTerfa-JeSra 9 de Feyerciro 1886
I

.


Bspirilo-Mamta
Datas &U; 27 de Janeiro :
-. Costa officiclineuta estar grassando a
varila no distrito de Timboby, ex colonia
de Santa Leopoldina.
Na noite de 19 par 20 suicidou se
na cidade de S. Matheos, o eommerciante
Bento Pinto Matheus, moco bem reputado
e estimado naquella cidade.
Babia
Datas at 4 de Feveroiro:
Sob o titulo Conflicto em Chique Chiqm
escrevco o i'Jmrio de Noticias de 1.
No dia 2 de Dzembro ultirnamante
Ande achaiido-se a egreja, d'aquella villa
replecta de povo, que ali tinha ido assistir
ao acto religioso da chrisina, foran todos
sorprehedidog pela iaopinada entrada do
respectivo dr. juiz de direito que, de revol-
ver em punho, diaia que ia proceder ali a
captura de uin criminoso, achando se da
parte de frn da egr a auxiliar aquella autoridade
t O -delegado de polica, que no dia 24
""'aquella mes tinha tomado posse d'esse
cargo, jalgando haver da parte do Dr.juiz
de direito nao s irregularidade no acto
que praticara, mas tambem motivo para o
desmoralizar, nao mandou forca em auxilio
d'aquella juiz, muito embora nao Ih'a tives-
se elle requisitado.
Mais tard-, depois de mais ou menos
calmos os nimos, foi o Dr. jui de direito
casa do vigario pedir lhe desculpa do
desacato que conunottera, ao mesmo tempo
que o seu grupo oonferenciiva com o gru
po contrario e combinavam um armisticio.
Nos das 7, 8, 9, e 10 de Janeiro fin-
do hootem, houve entao grande tiroteio
entre as duas parcialidades, resultando al-
gumas mortes em arabos os grupos, com-
postos na sua quasi totalidade de assassi-
nos. etc.
O Sr. conselheiro prisidonte da pro-
vincia apenao te ve conbecimento do oscor
rido partecipou ao governs geral, pedbdo
providencias, ao mesmo tempo qus por si
tomava outras do ;aracter provisorio, man-
dando seguir para aquella villa urna forca
afira de manter a seguranea publica.
O delegado de polica foi inmediata-
mente de nittido, pois que pretend ob3tar
pratica de urna insensatez, com outra
maior ainda.
O Dr. juia de direits, aps o tiroteio
retirou se da sua residencia.
t Eis pois, narrado, com a mxima sim-
plici-lade, o conflicto havido ltimamente
em Chique Chique, conflicto que nao eau-
sou no entretanto gradde sensaco no anio
do publico, por nelle ser de ha muito aquel-
la localidade useira e viseira.
Sobre ests importante issumpti S.
Exc. o Sr. presidente da provincia dirigio-
hoja ao Sr. capito Sergio Tertuliano
Castello Branco, o seguinte offieio:
Tendo por acto desta data nomeado a
Vmc. Io supplents d- dolegacia de policia
do termo de Chique-Chique, j estando
exonerado o alferes Diogo Antonio Bahia
do cargo de delgalo, desde 19 do corren
te, recoramendo-lh^, ant;s d-i tudo, que
sera porda de tempo v assumir o exerci
ci daquella delega a, entrando logo no
commando da torga alli existente, e que
augmentar com a forca de Huta estacio-
nada no termo de Uurub.
i Posto nao tenha sobre os lamentaveU
acontecimentos alli oceorridos do 7 a 11
oorrente, outras inforruac3es alm das do
Dr. juiz de direito, las q aes concluo que
ainda nao haviam cessado as aggress5es re-
ciprocas em que se acha envolv la a torga
publica, resultando alguns t'eriment s e
mortes, tao anormal semelhante estado
de cousas, em que figur-tm o Dr. juiz de
direito e o ex di legado em campos oppos-
tos, que apresso- ne a nomeal o para que,
emqumto alli nao chegar o delgalo effec
tivo qui heide nomear, entre Vmc. em ex
ercicio, concentre toda a forja sob o seu
esmmando, conserve-a em condicSes de
garantas a to los, s a empregando activa-
mentu so for a isso obrigado por aggres
sao.
Depois, porom, que alli chegar o de-
legado, a iniciada por elle a tormacao do
inquerito, dar lhe ha Vmc. em qualidade.
de (ominan lante da forja toda m assis
tencia e coadjuvacao para exectlcao das
oriens delle, e captura de criminq|os.
Nao obstante a posicio espectanti eiu
que Vmc. perm iie e-, considero essa es-
pectacao corno o sitar servico que possa
por emquanto ser prestado ao rcstab-1 .:
ment da ordem publica, para que esaa
localidad! nao se confl igre, aia ia inais ut
effervescencia em que est.
Para qualquer emergencia, porm que
surja, como de aggrasaio forja de seu
commando, fica Vmc. habilitado a requi-
sitar a ida d >s destaca ueutos existentes
nos Lagares cir:umvisinhos, pira coja fin
t'jnsn eaftntidaa ordena pelo marechal
commandantc das armas e commaandante
do corpo de polis*.
Finalmente recoinroendo lhe que faja
incontinente reoolher se ao seu batalhao o
alferes Diogo Antonio Bahia, a quera pri-
vo exercicio do quaesquer funcjSes all,
dando me Vmc. con'a dos fictos occorri
dos e dos 'que sobrevenhara.
c O que tudo hei por muito recommen-
daio a Vmc.
c Somos informados de que entre as
enrgicas medidas que vae eropregar oSr.
consdheiro presidente da provincin ia para
por termo s lamentaveis oacurrencias ha-
* vidas em Chique-Chique, avulta a nomea-
jao especial de um delegado de policia,
acompanhado de urna forja de linha, afim
de manter alli a ordem publica.
< Consta-nos m is que iniigitado para
esse cargo o Sr. Dr. Adolpho Carlos San-
ches.
L se na referida felfea:
Bit:u no banco da barra de Araeaj,
quando d'alli sahi para a Baha no da
2> do mez findo hontem, o patacho nacio-
nal Eliza.
Trazia carr^gamento de assacar.
Grabas aos iuauiitos esforjos do capito
poude o patacho toruar ao porto de Ara-
caj.
Apocas aHi fuiJeido dou-se cornejo
descarga.
Estavam retirados de bordo cerca de
900 saceos de assucar, quando a agua ue
entrava a jorro, pelas feudas abertas no
costador patacho, o fez sossobrar com o
rosto do carregamento, que deve -er 3,900
saceos pouco mais ou menos.
Fui victima deste desastre i
nheiro.
Jlo Rodrigues, d Cruz, de ArSCGjt ao i
Srs. Moreira, Irmio & C, deta praja.
Renderam em Janeiro :
A Alfandega 801:2180719
A Heeebedoria Oeral 78:2916l9
A Recebedoria Provincial 86:792^049

Datas at 6 de fevereiro:
Do Mandahu Meirira escreveram em 1 do
corrente ao Diario da ManhS".
* Hontem pela* 4 horas da tarde foi as
8assinado com 6 facadas por Joaquim Bar-
badinho nest povoacao, o infeliz Manoel
Francisco da ."-Ura, conhecido por Manoel
Chico, genro do nosso amigo o eleitor
Domingos Soriano de Barros.
O sabdelegado Catonho nSo se move
deixando qae o assassino se evadisse, e
porque Antoaio Pimentel dissesse que viu
o assassiuo entrar em casa do subdelega
do foi preso no tronco e conservado at s
8 h'.ras de hoje !
M moel Chico era intrigado com o sub-
delegado por ter atirado no gado deste em
seu rogado, e ora voz geral que elle pro
testava vingar-se.
INTERIOR
do
Correspondencia do Diarlo de
Pe mamoneo
RIO DE JANEIRO -corte, 29 de Ja-
neiro de 1886
ScnMABio : A paitada jimia de hggiene e a quts-
to dot vinhos artificiaes.Apreheruo
de productos Jalficadoj. O fais e
a 'Companhia do Alto Dourt*.Denun-
cia do Dr. Freir contra urna jabca
por crine de envenenamento.Como
Paiz a Gazeta de Noticias tratam
da qnest&o = Denuncia dada contra o Dr.
Freir.O novo presidente da junta.
Atsumptot tleitorats. Vencedora qm
eram jutgados vencidos.A cliegada do
Sr. Sabuco.A aecca n'sta capital.
A qii-sto que presentemente msis debatida es-
t sendo na imprensa a substituicio do pessoal
da junta de bygiena, de que ura preaideute e Dr.
O^tn ngos Preile, por outra, presidida pelo Bario
de Ibituruna. A deinissao do Dr. Freir era pre
v.sta dejde as oceurreneias de que fallei em ou-
tra ocjasio, relativas s fabricas de vinhos artiti-
ciaes e exames de vinhos na alfandega. O que
entao se ptssou e o molo por que a junta respon
deu s observado '8 que lhe fez o Sr. ministro do
imperio, como que a iucompatibilisaram a servir
coa? eite.
A junta tiuha um grande ip.iio do Pai, que
tornou-se qu isi que a tolha offieial de hygicne, nao
s noticiando todos os sens trabalhi .toias as pro-
videncias por ella tonadas, especificando detalhes,
como at pnblicando os oficios que ella diriga ao
ministro, antes que este tivesss tomado qualqaer
decisao sobre a materia.
O proprietario desse j >rn*l o Sr. Joao Jos dos
Reis, filho mais vclho do importante capitalista, o
Sr. Conde de S.,Salvador do M ittozinhas, e chete
de um i caa importante que recebe, por consigna-
ci, vinhos portugueses, e aqu representante da
Companhia do Alto Douro. Essa liga, oo an-
te, esaa b concurrencia do Paiz com a jant i.
fes dizer ao Esciravelho, do Jornal do Commer-
cio, que a junta passada, a julgar-se pido calor
com que aqu 1U foi ha tem timado a sua defeza e
elogia, meihor servia a P.tii do que ao paiz.'
Isto explica a acrimonia com que o orgao da
Companhi i do Alto Douro, na phrase de um arti-
culista que no Jornal defende o procedimento do
g veril >, tem atacado o acto da demissao da junta,
achando qu esae acto nada mais exprime do que
escau.ialoia proteccaj aos fabricantes de vinhos
falsificados, que agora podem, bom prazer, con-
tinuar a e.ivenenar a populacao.
Nessa questao tem-se dado incidentes, ou coin-
cidencias, que tem sido aproveitadas, j pelos ex-
inembros da junta, j peles amigos e j por alguns
dos jornaes neutro*, que nao polem dissnular a
sua m vontade ao actual governo, para toru irem
odioso o acto do Sr. ministro do imperio.
Poneos das antes da demissie da junta, que
desde muito era esperada, tinha esta andado a vi-
sitar as fabricas de vinhos e licores, e em urna
le.las f-z ap>reii'-isa de alguns dos seus produc-
tos que, alm de conterem substancias toxicas, es
tuvun cm garrafas com rtulos falsificados, indi-
cando proe-dencia estrangeira. Na noticia dala
pelo Paiz se dizia que em urna deasas fabricas
acharara, como o mgredienteb que deviamentrsrno
fabrico dos productos, preparacoes arsenicaes. Ai
garr.if ts apprehendiins toram remettidas Facul-
dade de Medicina, onde ficaram no laboratorio de
chimica orgnica, depois de ^aeradas e rubricadas
pe; presidVnte da junta e o director da fac-uldad--,
para serena posteriormente examinadas. Xesse hi-
terim publicada a demissao da junta, e o Paiz e
tambem a Gazeta de Noticias bra'iarim loco c m-
tra o acto do governo, cada um sob um ponto de
v (a. Estt ach .u que, j que o Sr. Mimor ten-
do entre maos um novo regulamento reorganisan-
do todo o servico sanitario sobro baea de que a
itnpreusa ji dt-u noticia, devia esperar a occaaio
da execucao do novo servido para substituir o pes-
soal, s nao se a;hava satisfeito com o existente;
a mndauca satOS, conservando se a organisai;ao
actual do servico, deixa o qie pensar.
Aquelle fji logo la do cabo, e ainda nao desceu
da .itnicao em que t-rn tocado: o governo, oa an
tes, o Sr. iniuistrodo imperio, t quer proteger,como
tica dito, os envenenauores do pube ; em nada
mus p.-nsa elle : ue que a salubridade publica
tem estalo e est em circj'leti abandono e crimi-
n iso desprezo, nio pode haver um s habitante
desta cidade que o ignore. A. epidemias surgein
e asolam a popul;.i;); os miasmas pestilentos
dcs^i-en-lem se de vastos a \> ri-naes fosos de in-
p ir t ida a cMaie, euvenenaudo o ar que
r- pir.mis, etc., etc. K em vez du lanzar tud->
isto a tonta da junta deinittida, que era quem de-
via cuidar de o: baler o mal, o ."aiz laurea o
eonta do Sr. ministro d> imperio!
Por out"-o lao'o, o Sr. Freir e um outro ex-mem-
bro da junta empenhados e mesmo encaprichados
na questao, que uo querera que fique no p em I
Jue a 1 > un. ciiuicn perante o juizo criminal
enuncia contra a firma Pritz Mark i C, pto-
pnetaria de urna das fabricas, por crime de enve-
nenamento, e requereram as precisas an.ily.-Ra nos
artigos dejositados na faculdad-: de medicina.
O juiz uespachou, nomeaudo perit-is e marcan-
do da ptra o exame. Mas na faeuldade toi objec-
tado por parte do eueairegado do laboratorio, que
ha vendo sido diversas amutris dep jaita las por
urd< m do gjveruo, que as maniou trausferir do
laboratorio de elmnica orgnica para o de hygi -
u disposicao da nova juuta, elle nao se julga
ra autorisado a i-ntregal-as ao juiz. E-itc enten-
deu devir ofHsiar ao miuistrs ; e a cousa por ora
anda nio ebegou ao seu desfecho, com grande in-
dignaci'. do Paiz, qu diz q le o Sr. Mam ir
qjem nao quer que se facam as an ilysea.
Por seu lado afirma denunciada deu tambem
queixa perante o 1 delegado de policia contra o
Dr. Freir por crime de injuria.
assim vai a questao cada ves embrulhando-
se maia, e a Gazeta eo Paiz vio consagrando dia
mente, cadt um por sem lado, um artigo sobre
a materia, ene em desbragada opposifio ao Sr
min strs do imperio, que ti-ra defeusor otficioso ou
otficia no. pedidos do Jornal; aquelle, c >m mais
brandura e ronha, procurando mostrar que o acto
de 8. Exc. foi, pelo menos, pouco meditado, em
bora nada tenha a dizer da dmeidade dos uovos
nomeados, especialmente do presidente da junta.
Importa aqui observar que o Bario de lbitu
runa goaa de grande nomeada como medico, e j
toi presidente desia raesma juuta, nomeado pelo
Sr. Homem de Mello, no 1- gabinete Saraiva,
quando o Bario de Lavradio exooeron-se d'aquel
1 cargo. r"ouco tempo, porm, o exereeu o Sr
Ibituruna, porque nio achando o preciso apoio
n'aquelle minis'.ro, que o desm iralisou logj na
primeir* questio que elle teve com os phannaceu
tico* do* quaei exiga ttulos para dirigirem pbar-
macias, p?dindo demissao e recorrendo a mprensa
passou ao Sr. Homem de Mello urna descalcadeira
como elle nunea suppoz. O Sr. Ibiturma libe
ral, e ainda agora, lembrando-se pela primeira vec
de er caadidalo pelo 6- districto de Minas, don-
de filho, foi derrotado pelo Sr. Mouro, com gran-
de di Serene du vot~cao.
Provavelmente elle nio se teria apresentado aw
o Sr. AfFmao Celso nao o bou vase animado, n
esperanoa dt que aa boaa relJ'coes que elle entre-
tm com muitos ehefes conservadores e a conside-
ro entre os conservadores. O calculo nio produ-
zio o efFeito dezejado.
E j que toco em assumpto eleitoral, devo dizer
que chegaram-noa agora telegrammaa de dous dos
candidatos que forara dados por derrotados, e ap-
parecem, paseados das, dizendo-se triumpbadares,
E' o {.rimeiro deates o Sr. Joaquim Pedre salga-
do, do Rio-Grande, que tendo-se conservado cal-
lado, acaba de expedir um telegramma Gazetade
Noticias uestes termos :
Fraude nulla. Estou eleito, aperar de expolia-
do eaa maia de 100 voto*. as eleiooes hauve for-
ca armada e franca nterrtocio do governo.Sal
gado .
Come se de, ou ess qos consiste essa fraude
milla nio se sabe. S depoia na apuraeao feita pe-
la joata qaw ha de fiear apurado o que ha de real
neaaM4kgaeao. O que a esse respailo diz um ar-
tigo da Re/ftma, transMcyao avjornaiide hoje,
nio eaalareoe basta***.
Qearu'id que apaareeetaaabsaa aajsra dndo-
se por vencedor, quando todos o tinham por ven-
cido, com uuanive concenso tcito, e Sr. Prisco
Paraso, que acaba de telegraphar ao Sr. Dantas,
d'zendo qne depois de recibida aa authenticaa
verificou-se que elle achava ae eleito por ter ob-
tido 554 votoa, e o aeu competidoi, o Sr- Mil-
toa, 586.
Dizem-me que esae resultado devido a urna
acta que figura eleicio em um districto de Caxoei-
ra, onde tendo-se dado grande confuido, -o maior
que pir oro se conhece em todo o procesao eleito-
ral no Imperio, confuido em que se deram fari-
mentos e at urna morte, -nio houve eleicio. Maa
a?ra apparece urna autentica, com todos os re
q--e it s e pr-dicidoi reclamados em direitos
dando grande \0ta9a0 ao Sr. Prisco Paraizi.
Ninguem sabia de tal eleicio, e nen esae m-s-
m 1 Sr. tinha conhecimento de tal votacio, de que
s foi sabeior depois que vio a autentica. E' ne-
gocio para a venficacio de poderes.
Sobre a eleicio do Io diitricio de Rio-Grande
recebeo o Paiz anda um novo telegramma diz in-
do ter-se verificado que aa autenticas de Tiqua-
ry foram falsificadas; pelo que prevaleca o pri-
meiro resultado annunciado. Mas anda atsiin
continua o mesmo Paiz a conservar o Sr. Carilar-
go no rol dos que vio a 2 escrutinio, ao passo
que a Gazeta de Noticias o coata com > eleito.
No 2. districto de Snta Catharina nio ten-
do obtido maioria absoluta nenhum dos trez can-
didatos o Sr. Mafra, liberal, e os Srs. Pinto Lima
e Bario de Teff, conservadores, vio os dous pri-
meiros a 2. escrutinio O terceiro reeorrendo a
imprensa, para agradecer a*s eleitores a votacio
com que expontaneamentc o honraran!, nio ob-
stante BUS nai ter sido candidato, pede aos mos
mos eleitore3, que no interase do partid) votera
em 2." escrutinio no Sr. Pinto Lima, com o qual
por proposta delle, tinha sido combinado que o
candidato que fosse m mos votado axiliaria o outro
no 2. escrutinio, fazeudo-se assim deaapparecer a
dissidenzia que B9 h-avia manifestado no seio do
partido, e restabelecer a harmona que tanto -
vm manter. M >a infelizmente ha receios de
que isso nio se possa conseguir, tal foi o ardor
cora que as duas fraccoes do partido se degliadia
ram Se houver r-conciiiaeo, para o que traba-
lhara d'aqui da corte, est segura a elicio do Sr
Pinto Lima no 2." escrutinio.
Se nio se houvesse dado aquilla dissidencia, o
resultado da eleicio no 2.- districto correspondera
a do 1.", onde o facto, como ah j sabido, veio
mostrar que nao eram fundados os receios de uns
i as esperanzas de outros, motivados pela candida-
tura do Sr. Maciel.
A differenza da rota^o entre_ este e o Sr. Tau
nay foi .inda miior do que a que o dstanciou do
r. Ta varea no 4 di.tricto do Rio-Grande, de
onde acabamos de receoer noticias de que hoje
nio posso oceupar-ma.
Bintera publictram oa jomaos data eapital o
seguinte telegramma expedido na vespera do Re-
cife, pelo Sr. Jos Mariana;) i
Reunio-se hoje a junta aparadora do 2." dis-
tricto d"esta provincia, para dscidir do resultado
da eleicio do dia 15 do corrente. -
S ^te conservadorea foram de opiniio que se
procedase a segundo escrutinio ; quatro liberaes
e o juiz presidente resolveram que era eu o eleito,
e que nii d-ivia haver segundo escrutinio.
O juiz protestou eontra a decalo da maioria,
mas acit>u-a. Eu tambem proteste!. Conside-
ro-me eleito.
Aceito porm o segundo escrutinio, para pro-
var que nio receio a consulta ao brieso eleitorado
do 2." districto de Parnambuco .
llontemjaqui chegou no La Plata, de regresan
dessa provincia o Dr. Sabuco, cujo desembarque
passou desapercibido, faiendo verdadeiro contras-
te com o embarque qne ahi teve, segundo um te-
legramma receido pelo Paiz, noticiando que
centenas de pe.soas, em escaleras e lanchas
ae 1:110 inli -r im o Dr. Ni buco, victoriando-o e
aclamando-o. A expontaneidade e grandeza, ac-
cresesnta o telegram na, da inauifeata;ao tem iin -
pressmado muito 03 e >u erv-adores desta cidade .
Vio se realisando as prediccoes do 06erya -
lorio Astronmico. Acbamo-nos com urna seeea
n'cata capital como nio ha memoria de viole
annes e esta parte. Ha extrema escassez
d'ugua, que nio era de esperar depois dos grandes
e despendiosos trabalhos feito para o abastecimien-
to da cida<*e.
E o que peior que 03 casos de febre amarel
lo ja teem subido a um algarisino diario, que vai
impressionaodo a populacio. principalmente por-
que sao atacados promiscuamente nacionaes e es-
ira igeiroa nio ainda aclimatados.
90
56
18
atviSTA DIARIA
i:i-ic;Ao provincialTemos os seguintes
rea litados dos se^nudos escrutinios, realisados a
7 e 8 do corrente, para deputados provinciaea :
Io DISTRICTO
Parochia de S. Frei Pedro Goncalves do Recife
0.._n.mnnn o nntMorin ncAn carregamento era enviado pelo br. | n^0 em qae tid0) vuqwtU!ueia.lho ^ voU.
79
70
232
127
201
145
336
149
743
596
Dr. Goncalves Ferreira
D. Martina Jnior
Parochia de Santo Antonio
Dr, Martins Jnior
Dr. Goncalves Ferreira
Parochia de S. Jos
Dr. Goncalves Ferreira
Dr. Martins Juniot
Trea em separado
t'arochia de Afogaios
Dr. Goncalve Ferreira
Dr. Martina Jnnior
Resultado final :
Dr. Antouio Gon9alves Ferreira (C)
Dr. Jos Izidoro Martins Jnior (R)
Tre em separado
Est eleito o Sr. Dr. Antonio Goncalvc3 Fer-
reira.
5* DI8TB1CTO
Afosare/A
Dr Manoel Henrique Cardim 133
Df. Augusto da Costa Gomes 132
Bom Jarditn
Dr. Costa Gomes 161
Dr. Cardira 110
R saltado final :
Dr. Augusto da Costa Gomes (C) 293
Dr. Manoel Henrique Cardim (L) 243
Est eleito o -r. Dr. Augusto da Costa Gomes.
7 DISTRICTO
Sluribeca
Dr. Loureico de S
Dr. Ignacio de Barros Junirr
Cabo
Dr. Lourenco de S
Dr. Ignacio de Barros Jnior
Jaboatdo
Dr. Ignacio de Barrea Jnior
Dr. Lourenco de S
Ipojuca
Dr. Ignacio de Barros
Dr. Lourenco de S
Candido Diaa
Serinhdem
Dr. Ignacio de Barrea
Dr. Lourenco de S
Resultado final:
Dr. Ignacio de Barroa Barreto Jnior (C)
Dr. L)urenco A de S Albuquerque (L)
Candidc Diaa (L)
Entilo eleitos os Srs. Dr*. Ignaeio de Barros
Barreto Jnior e L urenco 4. de S Albuquerque.
9 DI8TUCTO
Canhotinho
Dr. Antonio Corr-ria de Araujo
Major Francisco Tiburco
Quipap
Dr. Antonio 'orrei*
Major Francisco Tiburco
Resumo da Votacio Coohecda :
Dr Antonio Francisco Correia d'Araujo (C)
Major Francisco Tiburuio P. Ae Mello &)
4 DISTRICTO
Goyanna
Vigario Amorira 100
32
25
96
77
49
32
80
46
25
57
42
288
w
25
Dr. Luis Goncalves
Itambi
Vigario Amurim
Dr. Luis Goncalvea
Resumo de toda votQcio conhecida:
Vigario Amonm (56
Dr. Luis Gonc I res 108
raienal de Marlnha Segundo tele
gramma particular, que no. foi mostrado, proce
dente da corte em data de hontem, foi exonerado
Antonio Lopes Je Carvalbo do cargo de p .rteiro
da inspeccio do Arsenal de Marinha deata pro
vincia, e nomeado para substituil-o Olympio de
Barros Al vea da Fonaeoa.
UUilaiterlo da Jsaatoioa Da secretaria
da presidencia da provincia rotietteram-nos o se-
guinte para publicar :
Ministerio dos Negscioa da Justca.2 sec-
cis.Rio de Janeiro, 3 da Dezembro de 1885.
S. MU o imperador, osoforataado-ae por iaaawrial
reaolneio de 28 do mez findo cora o parecer das
aeccea reunidas de juatica e imperio do conselho
de estado, em consulta de 12 de Outubro anterior,
ha por bem mandar declarar a v". S., em resposta
a> oficio n. 349, de 23 de Setembro ultimo, que o
cargo de subdelegado de policia nio emprego
publico retribuido, eomp-ehendido na dsposicao
do art. 24 da le n. 3,029, de 9 de Janeiro de
1881. Deus guarde a V. S.Joaquim Del/ino
Rbeiro da Luz. Sr. desembargad r uhete de po-
licia da corte
Senhor. -Mandou V. M. imperial por aviso
de 8 deste mez que as secges reunidas de Justina
e imperio do conselho de estado consultem com seu
parecer, vista/do otGcio do deaembargador chef
de policia da corte, que acompanhou o citado aviso,
si podem ser propostos e nomaados sab lelegados
de polica os cidadios que exercem tunecoes do
vereador e jniz de paz. Pela legialacio anterior
lei n. 2,033, de 20 de Setembro de 1881, en
incompativel o exercicio do lugar de subielegado
de policia com o cargo de vereador.
Io Porque onvinhi que > j iz municipal, o
delegado e o subdelegado de policia estivessem
inteiramente de.embarazados para attender om
a deviia pontualidade ao desempenbo de suae
obrigacoe?.
2" Porque tinham a af.rbuicio de julgar as
iufra -co.'s s posturas em que parte a camtra
municipal; decreto n. 429, d-< 9 do Agosto de 1845
e aviso ;e 26 de Abril de 1849.
D;pois da lei n. 2,031. de 2U de Setembro de
871, o aviso circular de 29 de Maio de 1873, de-
clarou nio haver incompatibilidade no exercicio
dos cargos de vereador e subdelegado de pilicia
vista do art. 19, parte 1 do d- crer.o n. 4824, de
22 de Novembro de 1871, doutrina afirmada pelos
avisos na. 472, de 26 de D.-zembro de 1873 e 454,
de 24 e Julho de 1878.
< Pass>u po3 a incompatibilidade de que tra-
tavam o decreto n. 49, de 9 de Agosto de 1845. e
aviso de 26 de Abr! de 1819, p;ia reforma jud-
ciaria de 1871 do3 delegados e subdelegados de
pjlicia para os juizes de paz, avisos ns. 472. de 26
de Dezembro de 1873, e 640, de 29 de Novembro
de 1879, quando pela legislacio anterior podiam
ser accumulados os cargos de vereador e de juiz
de paz, aviso n. 285, de 27 de Setembro de 1870.
Nao t -ni o sido revogado pela novissima re -
forma judiciaria o art. 26 do regulamento n. 120,
de 31 de Janeiro da 1842. como declara o avi -o
n. 285, do 28 de Agosto de 1872, claro que sub-
siste tambem o art. 27 do regulamento, nao ha-
vendo pois incompttbili Jale na aceuraulacio dos
cargos de subdelegado de p dicia e juiz de paz.
O art. 24 da lei n. 3,029, de 9 de Janeiro de
18S1 declurou porm incompativeis as funcces de
vereador e de juiz de paz com as di* empregoi p-
blicos retribuidos dsposicao que faz suscitar a du-
vida ae o cargo de subdelegad) de pilicia era -
prego publico retribuido e como tal incorapativ.l
com o de vereador e de juiz de paz.
Emprego publico retribuido o que di direito
a ordenado,.sold ou congrua, comprehendidos na
desp-za votada annualmeute no orcameuto geral,
provincial ou municipal.
Ritribuiics sio tambam os empregos oreados
por lei, ma cuja renu-neraeio feita pelas parte-i
como acontece em relami s cusas devidas por
actos indiciarlos ou de juris dice ao voluntaria, mar-
cadas no regulamento respectivo e em relacao ao
emolumentos consulares, sendo os cnsules crap e-
gado3 publios retribuidos ainda qnaodo nao te-
nbam ordenado fixo.
Ha, poia, diveraaa categoras de empregos
pblicos retribuidas, civis, militares, ecclesiasti-
cas e de jasnea, comprehendendo estas ultimas os
oficios propriamente ditos, que sio de natureza
vitalicia, e os empregos hoje amoviveis como o de
aecretario da relacao pelo que foi substituido o
oficio de guarda-mr daquulle tribunal.
" A todas estas categoras comprehende urna
aptidi.i teehmca, voca^ao ou profissao habitual e
nica do individuo, como juiieiosaininte observa o
illustr .do director da 2.* seccio.
O cargo gratuito nio constitue emprego pu-
blico, este traz em ai a idea de retribuicio. As-
sim, o cidadao que exerce um cargo publico gra-
tuito ni> pode ser eonaiderado erapregado publico,
um servidor do Estado que pre-ta a este o ser-
vico que delle exige na sua qualidade de cidadio,
seja o cargo electivo ou de nome&Qio do governo.
Se porm,, sio profiesionaea aa funecoes, e como
taes retribuidas, ellas conatiruem propriamente o
que o art. 24 da le n. 3,029 de 9 de Janeiro de
1881, deaigua por empreg> publico retribuido. Nio
empregado publico, portanto, quera nio vive do
emprego, quera delle nao faz oceupacio c instante
de aua viUa, quem nio exerce em i roveito pro-
prio, mas como encargo inherente qualidade de
cidi.dio.
Como as funcces de jurado, de vereador e de
juiz de piz, sao as de delegado e de subdelega i i
de polica, nem aqnelles nem eatea exercem empre
go publico retribuido.
A c r.sulta da Secfao do Imperio do Conselho
de Estado, de 28 de Novemorode 1881, est.ib le-
ceu doutrina verdndeira, equiparando os empregos
publicoa que dio direito a custas como os iue tem
vencimento pago pelos cofres pblicos.
Nio se deve, pois confundir na raesma catego-
ra de empregad'.-s pblicos os cidadio que exer
cera cargos honorficos, isto gratuitos, para con
siderar te taes cargos como empregos pblicos e
at retiibuiius- porque ha custas devidas por al-
guna actos d: juris iiecio, quaud >, se eout im cus-
tas aos delegados e subdelegados de polica, os
jU'Zes de paz tambera as perceb tn e mugue.n dir
que tiles ex-reem emprego pablieo retribuido.
As seicej reunidas de Justca c ji Imperio
do Conseiho de Estado sio de parecer que o cargo
de subdelegado de polica nio emprego publie i
retribuido eompreheudido na iisposQao do art. 24
da lei de 9 de Janeiro de 1881.
Vossa Magestade Imperial, porm, resolver
-om a costumada sabedoria o que for maia acer-
tado.
t Sala daa conferencias das seccoee, reidas de
Justca e Imperio do Conselho de Estado em 12 de
Outubro de 1885. Luis Antonio Visira da Silva,
Joio Lina Vieira Cansansao de Sinirab, Visconde
de Parauugu, Jos Bento da Cunha o Figueiredo,
Aft iiiso C -l-o de Assis F'gueireJo, Martim Fran-
cisco Ribeiro de Andrada.
t Resol ueio.Como paree. Pa^o de S. Chris-
tovio, 28 de Novembro de 1885. Com a rubrica
de Sua Viagestade o Imperador.Joaquim Del-
fino Rbeiro da Luz.
Tentativa de morte Ante-hontem
tarde, naa corridas de cavallos em Beberibe. por
occhso do 2o pareo entre dous cavalleiros, que
j haviam corrido no 1*, o cavalleiro que ueste
perder, vendo que no 2 lhe acontecera o mea-
no, > que se realisou, puxou pir urna taca de
pouta no raeo da estrada duraute a corrida, e,
agarrando o seu competidor por um dos bracos,
dracairegou lhe urna punhalada, que felizmente
nio o rl'-n leu e pelo "intrario atravesaou a mi
eaquerda de quem vibrara a arma.
Quando ambos e.hegaram ao termo da corrida e
foi sabido do que tinha occorrido, as iras ropula-
rea ae levantarara contra o assassino, que teve de
fugir vergonhosameute a ca 'alio, debaixo de urna
.-buva de calhaua e outros projectia.
Foi pena que o uo tivesaem prendido.
Nao soubein s o seu nome, e apenas que viera
da Gloria de Ooit para correr.
Ferlmento grave Hontem, cerca de 1
hora da madrugada, na ru do Quiabo, em Ato-
gados, Joio Francisco Emiliauo, cenhecidp por
Joio major, foi ferido no peito esquerdo com u na
estocada.
O offendido deelarou i ;norar quem fra o autor
do seu terimento, disendo .penas que fra um ho-
mem de cor parda.
Foi remet ido para o Hospital Pedro II.
tatemo do Maaado Dis a Aurora de
7 do curente que, de 21 de Janeiro a 3 de Feve-
reiro, foram paasadaa :
Proviaao de vigario da freguezia de Nosaa Se-
nbora do Bom Succesao de Pombal na Parahyba,
por maia um auno, a favor do Rvd. Vito Finissola.
dem, dem, da freguezia de Nosaa Senhora da
Conceigio de Nova Oras, no Rio Grande do Nor-
te, por maia um anno, a favor do Rvd. Thomaz de
Aquino Mauricio.
dem de uso de ordena, confeaaor, e pregador
por tempo de nm auno a favor do Rvd. Luiz Joa
de Araujo, residente na parochia de Nosaa Senho-
ra do Pilar, na Parahyba.
dem, id-m, deiu. por tempo de um anno, a fa-
vor do Rvd. Franciaco de S. Boaventura Macha-
do e Cunha, residente na freguezia de Pao d'Alho,
nesta provincia.
dem, de uso de ordena, por tempo de um anno,
a favor do Rvd. Joaquim Pereira Freir residente
na fr-gueria de Santo Antonio do Recite.
dem. dem, por tempo de um anno, a favor do
Rvd. Igaacio Francisco dos Santos, residente na
freguezia de 8. Pedro Goncalves do Recife.
dem, ide n, e de confessor, a favor do Rvd.
Felipp-' Benicio da Fonseea Galvio, residente na
freguezia de Santa Rita, na Parahyba.
I lem, de confeaaor e uso de ordena a favor do
Rvd. Jos do Cora^ao de Mara Castro, residente
em C.bedel lo, na Parahyba.
dem, idem, dem, a favor do Rvd. Jos Ch"ru-
bim da Fonseea Diniz, residente na parochia do
Bom Conselho de Pianc, na Parahyba.
Crrelo de PernaanbucoEis a renda
arrecadada na repartico do Correio no mez de
Janeiro prximo findo :
Premios 984730
Sellos 4:334*340
Cartas 292*000
Assignaturas 24<>4000
Multas 155800
Saques 4:083650
Agencias 1:1091332
Somma
-Recebemos do
10:1733912
Natal o se-
4
5
312
1
J9
323
sul
2:00^000
2:000JOOO
l:600iOUO
400*000
200*000
100*0.)0
40:000000
Telezramma
guite :
Natal, 7 do Janeiro, s 4 h. e 10 m. da tarde.
A' redaccao do Diario. Recife. H ratem o
abastado negociante Joaquim Ignacio Pereira, em
regosijo pela eleicio do Dr. Tarquini > Braulio de
Suiza Amaranthi, off-receu lh% em sua casa, um
explendido baile, que foi muito concorrido e ter
minou s 5 horas da raanhi de hoje.
Vovo medicoAo bordo d) paquete Par
chegou ante hontem d sul, com sua Exraa. s"nho-
ra o Dr. Jos Julio Fernaudes Barros, ltima-
mente doutorado em sciencias medicas pela facul
dade de medicina da Bihia.
O Dr. Fernandes Barro* vero fixar sua residen
cia na cidade do Rqcife, onde pelo seu merecimen-
t em breve conquistar lustre e gloria.
Saudamolo corlialmente.
Kiinn dioperioaE' o titulo de um volu-
me de pieaias posthuraas do malogrado Dr. Luiz
Carlos de Araujo Pereira Palma, fallecido em ple-
no vi^o da mocidade e quando muito prometta aa
patrias lettras.
Foram esses versos colleceionados e publicados
pelo Rvd. vigario Pedroza em homenagem me-
moria do seu joven amigo, c mereciam sel o, por
I ue ha nessa colloccao rauito verso bonito, muito
pensaraento elevado.
Agr 1 cerns o mimo que recebemoa de um
exemplar do livro.
Ut*lllrameto do Porto Ao bordo
do piquete Para vicrara h intcm do sul os Srs.
ngenheiros Alfred) Lisbia e Arthur Campos,
ltimamente noraeados director e ajudante das
obras geraes e do raelhoramento do porto do Re-
cife.
Para o imazonaa No mesmo paquete
seguio pira o Amaz mas, vindo da corte, o Sr.
engenheiro militar Dr. Antonio M. de Albuquer-
qasr O'Connel Jersey, qae vai em commisso
aquella provincia.
Para o Para Ao bordo do paquete nacio-
nal Par, embarcou hontem para a provincia des-
se HOSM o Sr. Dr. Constantiiio Jos da Silva Bra-
ga, ha p meo f.empo nomeado dezembargador para
a relasio de Belra.
Bia viagem.
Hocetes eoitrapiicaNe Hintorlca
0 Sr."|.rofes3or Eleutheno Roberto Ta vares do
Espirito-Santo mimoseou-nos com um exemplar
impresso do seu livrinho Noceoes Geographicas e
Histricas referente provincia de Pernambuco.
Pareceu-nos um bom livrinho para a infancia
esc dar, pira a qual fo! composto, sendo adoptado
pelo mnselho litterario.
Agradecemos o raimo.
Exa-oseM preparatorio*Eis o resulla-
do dos exames f-.itos h mtera na Faculdade de Di-
reito :
Gcographia
Plenamente
Approvados
Reprovalca ,
Rhetorica
Plenamente
Approvados
Reprovado
America Illu*tradaPublicot-se
2, do 15 anno da America Illustrada.
OiiiheiroO paquete Para trouxe
para :
Antoni A. dos Santos Porto
Itcroaidino Lipes Alheiro
Amorim Irraaos
D. liosa Cunba
Eugcii.o S.
C. F.
O vapor Ipojuca levou para :
Mnssor
Feoli-jea carnavalescos -Os moradores
da ra da Imperatriz, querendo abrilhactarem oa
festejos communs dos 3 das do carnaval, e com
mai pompa do que nos annos anteriores, resolve-
ram nomear urna commissio comporta dos Srs. :
Til soureiro, Antonio Jos de Azevelo Maia;
Mauoel Antoni) Pereir, Ilariio Maia, Jos Gr.ines
Gancbes, Figueiredo 4C,Alfrelo Lopes & C,
Pedro de Alcntara Borja t. Castro, Franciaco
Rodrigues dos Santos Jnior, Antonio Maciel de
Siqueira, Abilio Pereira da Silva, Guilherm Spiler
Jos Maia Lentos D arte, Olavo Antonio Ferreia,
Miza I Guimaraes e Petrocolle & Irmaos, para
tratirera dos alludidos festejos e decoracio da
ra.
Eleico de Irmandade-No dia 7 do
corrente a Irmandade de No8aa Senhora da Luz,
iirecta no conveut do Carina proced-u a eleifio
da meaa regedora par*) o anno cornpioraissa! de
1886 1887, cheganjo ao seguinte resultado :
JuizJoao S JuizaD. Antonia Francisca Alv s do Mello.
SecretarioBento de Souza Mira.
Escriv D. Mario da Conceicao Seixas.
Procurador geral Eparainondas Mariano de
o iza Gouveia.
TncsoureiroJos Ramos de Oliveira Jnior.
1." ProcuradorAntonio Pereira Lopes.
'. DitoFrancisco Gomes de Souza
Definidores Augus'a Jos Baptista, Camillo
Pereira Mendes, Joio Bento Monteiro da Franca,
Emilio Alvea Coitinho, Joao Pereira da Silva.
Manuel Tavares Ferreira, Jos Ta vares Carreiro,
Joio Jacintho Guedes de Lacerda, Manoel Fran-
cisco Cardos >, Joaquim Ramos da Costa, Manoei
Felippe Pimeotol e Antonio Candido de Vascou-
cellos.
A propoailo de aterro* rom lixo
Dirigirara-uos mais as seguintes linhas :
Em additameuto s commuuicacoei que lhe
fizeram relativamente ao aterro no largo do Hos-
picio, e a que V. S., fiel sua nobre e elvala
raissio, deu publicidade em datas de 4 e 6 do cr-
reme, rogamos lhe se sirva dec arar, para conhe-
cimento da uussa desvelada edilidade, um i vez
que o ignora ou parece ignural-o, qu; oa terrenos
que, c~>m grave detnmen:o da saude publica, se
esto aterrando c >m quanto lixo e materias pu-
trilas existen tiesta cidade sio, segundo n>s i.i-
foraam de propriedade particular, o que t- anda mais cxtrauhavel o abuso a que se refeii-
ram os seus corarauuicantcs, porquanto se ao Es
tado, que o Estado, uo licito descurar e por
em nomnente risco a vida de urna populacao,
muito menos pode sel o a particulares.
<> Esse m-eu de aterrar-se a propriedade parti-
cular com o lixo, que nada cus'.a, peder ser mui-
to econmico, muito commodo, muito fcil m 'sino,
mas com certea nio decente, nio convenien-
te, nio pode nem deve ser de nenhum mod-jad-'
missivel.
Tolerar-se esse repugnante e prejudicial abu-
so, que reputamos um delicto, importa o mesmo
que tornar-se a Cmara Municipal connivente,
solidaria cora os que o praticara, e, portanto, cum-
plios as consequeocias fataes que delle resulta-
rem.
< Ser possivel que aquellos que tem por dever
rigoroso velar pelo interesso publico nao o tornera
a serio e s se preoecupem eom a mesquiulia o en-
fezada poltica de nossa trra, cujos fructoa tem
aido tio rachiticos como ella propna; ser possi-
vel s a idolatra pelos falaos dolos, pelos semi-
deuaes humanos abaorva-lbea a attenoao.
Nio o er nos ; nem crivel que os que aoli-
citam o disputara c m tanto erapenho os votos de
ssus concidadaos, o faeam nicamente ,no intuito
de aaferirem honra* e poaicoes, desdenhando o*
interesses do municipio e por consequencia d'a-
quelles que oa julgaram merecedores de sua con-
fianca. >
Proclamas de casamento* Na ma-
triz de Santo Antonio no dia 7 do corrente foram
lidos os seguintes :
Pierre Valongo de Assis Candier Bressil com
Joaepha Amelia Galvio.
Cypriano da Costa Almeida com Donatilla
Brandio Costa.
Pedro Joa da Silva com Antonia Amelia Ri-
beiro Guiraaries.
Benveuto Jos da Costa com Antonia Cesar de
Vaacon cellos.
Fabio da Costa Pereira de 'Parias com Mara
dos Reis Silva.
Mauoel Fernandes de Carvalho com Mara Joa-
na do Reg
uni'u .\acioual A' imprensa da cort-
eBcreveu o Sr. Dr. Ladislao Netto, director do Mae
eeu Macioual :
A Provincia de S. Paulo e por traneeripcao
daquelle jornal, algumas folhas da corte trataram
ha das de um machado de bronze aemi uniforme,
o qual fora exhumado no lugar denominado Pri-
meira Ilha (Ro Iguape), e sobre cuja origm me
havia consultado o engenhairo Bauer, descubridor
desse artefacto, na casa do campooez que o acha-
ra, a um metro de prfundidade do solo.
Ora, o bronze, que representa pbase muito
adiantada da evolucio da industria humana no
antigo continente, liga de dous ou mais metaes
des conhecida aos povos maiscnltosda America, que
s se serviam de metaes puros : o cobre, a prata
e o ouro, no fabrico de dolos, de vasos e de armas
de guerra.
A noticia a'aquelle machado trouxe-me a es-
peranza de que fosse elle de cobre e que, sendo a
sua origem provavelmente quicht, feriamos ueste
instrumento de civilisacio primitiva americana
urna prova daa imigracoes que supponho haverem
sido effectuadas em pocas pre-colombianas. Meus
souhos esvaeeeram-se vista do precioso macha-
do qne o engenhciio Biuer, nio sera grande aacri-
ficio, logrou ri metter ao museu. O machado em
questio realmente de bronze, como m'o havia
annunciado o Sr. Bauer ; mas seb este diferente
aspecto temos dian:e dos olhos novo e muito vehe-
mente testeinunh) de que homens do antigo conti-
uente, representantes da idade de bronze, que
anterior idade christ, vieram ha mais de dous
mil anuos a esta parte do Brasil e aqui estaciona-
rara mais ou menos tempo.
Da novos scbados, para os quaes contamos
com a so citada do publico, depender o saber-se
que povo era esse e a que poca teria elle pertene-
cido. Por toda a parte em que a sciencia culti-
vada e apreciada, sempre tem dependido do em-
penho collectivo extra-ofiicial os dcscobriinentos
dest nautreza.
D Sr. Bauer, que profissioual Ilustrado e
sabe presar todo o valor de aera.-lhante assumpto,
esperarajs a continuajao deste empreh)ndmento
de que o ac so lhe oonfiou a iniciativa. Tudo faz
crer que na inesraa localid ide apparecam outros
instrumentos da raesma origem.
o O precioso artefacto a que se refere esta nota
fica exposto desde j uo sali das colleccoeselhno-
logicaa do Museu.
Expontico daa Tres imerlca* Ao
Ministerio dos Negocios Ejtrangeiros dirigi o da
Agricultura, a 22 do passada, o seguiute aviso :
Illm. e Exra. Sr.Ten Jo-me representado o
Centro da Livoura e do Commercio pela conve-
niencia c nocessidade de ser designado o Sr. Sal-
vador de M-ndonca, cnsul geral do Brasil em
N'uva-Y >rk, oara o cargo de delegado do governo
imperial na expoaicao daaTrea Amerieaa, que deve
achar-se aberta em Nova Orlcans, rogo a V. Exc.
se digne deelarar-me se consente n i mesma desi-
gnacao, servindo-se, no caso afirmativo, de conce-
der aquelle fuaccioaario a permsaio ueeessaria
Dar que possa aceital-a e auseutar-ae de Nova-
York quando asaim convier aos interesses da sec-
cio bra8ileira da sobrcdita exposifio.
Igual permisvao tenho a houra de solicitar de
V. Exc, tambes a pedido daquella associacio,
pira que o Sr. Allain Eustis possa aceitar e des-
einpenliarna ex|K)sicio das Tres Americas as func-
ces de delegado e representante do Centro da
Lavoura e do Commercio, dignndose V. Exc,
caso assinta neste desejo, de expedir a licenca para
tal lim.
Releva ponderar a V. Exc. que por um lado a
estreiteza do tempo e por outro a pratica adquirida
por ambos aquel les funecionaros no desempenho
de igual tarefa em Nova-rleaua, bem com) o zelo
com que se houveram, temara indispensavel seu
concurao para o xito da expoaicio que o Centro
da Lavoura e do Commercio ter de realisar por
suas expensas, e qual liga o Ministerio a mea
cargo o maior ioteresse pela boa influencia que
pode esperar-se della, a bem do desenvolvimento
das relacoes directas do commercio entre o Brasil
e Nova Orleans.
Aprovcito esta nova oceasiao para reitera.- a
V. Exc. as seguranzas de minha alta estima e
mui disuada coasideracao.
Deus guarde a V. Exc. A. da Silva Prado.
Sabemos que pelo Ministerio dos Negocios
Estrangeiros foi concelda a permissio solicitada
para que poasam aceitar, o Sr. Dr. Salvador a no-
meacao de delegado du governo imperial e o Sr.
Allain Eustis a de delegado e r-preseutaute do
Centro da Lavoura e do Commercio na exposi^io
das Tres Americas.
ExpoMco Nul-Amerii'itna. Lemos
no Jornal do Commercio da corte :
Por falta de meios decretados pe o poder le-
gislativo tem sido obrigado o governo imperial a
nao concorrer seuio de modo indirecto para a re-
preeentacio do Brasil em exposi;oes cstrangeiras,
limitndose em taes casos a assegurar o seu apoio
moral iniciativa pirticular e a isentar de direi-
tos a exportacio dos productos, concedeudolb.es
.ransporte gratuito as vas forreas do Imperio.
Tio smente por estes meios nices que ihe foram
solicitados, ontribuir o governo para a Exposi-
Sao Sul Americana, pirjectada em Berlim. A res-
peito desta exposifio expedio o Ministerio d'Agri-
cultura, a 26 do corrente, os seguintes avisos :
Ao Ministerio da Fazenda, solicitando que
6eja sentada de direitos a exporta.-ao de produc-
tos e outros objectos destinados referida expo-
s i cao.
As Presidencias de provincia :
Illm. e Exm. Sr. A Sociedade V, ntral de
Gcographia C.mmercial de Berlim projecta abrir
'aquella cidade, de Maio a Julho do corrente au-
no, urna i xposicao de productos t-u!-americanos,
para o que desoja, em relacao ao Brasil, colligir a
maior quantidade e variedades de materias primas
que all serio sujeitudas a analyses scie.itificas e
a experimentacoes indu3triaes, bem o;no reanir
productos, ioformacoes e dados, que tornem conhe-
cido o.Brasil por apreciacio ex^c'a daa .suas pro-
duc?oes e riquezas naturacs, cndices climatol-
gicas das diversas zonas, meios de transpo-te, me-
thodos empregados ni agricultura e em outros ra-
mos do Ira .niho nacional e de tudo mais que pu-
der contribuir com seguranza para aqn-lle fim.
O governo imperial assegurou o sen apoio
realisagio de projecto tio til expaneio das rela-
coes commerciaes do Brasil com a Ailemanha, e, a
p-dido do commissario geral d'aquella associacjlo,
promette tiansporta gratuito as vas frreas do
Imperio aos productos que se destinar em mesma
exposci>, b m como isenQio, que nsta data soli-
cito do Ministerio dos Negocios da Fazenda, dos
impostos geraes de exportagio.
Chamaudo latteucao de V. Exc. para es'e ob-
iecto, esp.ro que V. Exc, recemmendandoo desde
j i aolieitude das Cmaras Municipaes, procura-
tistster s requisicoes sttendiveis que a essa
Presidencia fjrem dirigidas pelo comm.ssario da
referida Siciedade Central, ficando autorisado pa-
ra declarar aos directores das ferro-vias do Estado
e aos fiscaes das linhas subvencionadas pelo go-
verno imperiil que o transporte dos alludidos pro-
ductos dever effectuar-se por cinta do ministerio
a meu cargo, c orovidenciando V. Exc, na espbe-
ra di sua competencia, para que as estradasper-
tencentes a essa provincia ou subvencionadas pi-
los cofres provinciaes, se effectue por tonta dcstes
o mesmo transporte.
o Deu8 guarde i V. Exc___A. da Silva Prado.
Ao Sr. Carlos Bolle, na qualidade de com
missario geral da Sociedade Central de Gcogra-
phia Commercial de Berlim :
Declaro a /. S., vista da sua coramunicafio
de 28 do corrente, que nesta data me dirijo ao
Ministerio aos Negocios da Fazenda, solicitando
ia neio de direitos para a exportacio de prodnetos
c outros objedos destinados a Exposicio Sul Ame-
ricana de Berlim, bem como s Presidencias de
provincias nos termos do aviso-circular junto por
copia.
Achando se representada em diversas proviu-
cias a Sociedade Central de Geographia Commer-
cial de Berlim por commissarios especiaes, deverio
estes solicitar das presidencias as medidas que
julgarem nesessarias, certos de que da parte dos
delegados do governo imperial encootrsrio a me-
I

1
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I wmyi i


/ *J"'
I
Diario de PeriiaiiihecoTer?a--fcira 9 de Pevereiro de IN86
I
\
%
lhor diligencia em satisfazer as requisi-
c5es attendiveis
O ministerio a meo cargo, quanto couber na
eaphar da sua competa icia, nao ae demrar a to-
mar quaeaquer providencias especiase qne a V. 8.
parecerein convenientes collecta e ao transporte
dos productos, bam como organisaco do infor-
maeoes adequadas aos fina da expoeico, i qual o
goverao imperial deseja o melhor xito por bem
do deseo vol viniente das relacoes commercaes que
tanto nteressam reciprocamente Allemanha e ao
Brasil.
Deus'guarde a V. Exc. -A. da Silva Prndo.
laceadlo no marCerca de 10 horas da
manh de domiugo 7 do correte, chegaram ao
porto desta cidade doas egcaieres, condusindo 10
tripolantes, a espota do commandante e o com-
mandante da barca americana Nornay, a qual, no
da 26 de Janeiro prximo findo, pelas 10 horas
da mantia, e estando pouco mais ou menos na lat.
norte 22" Um c na*, oeste de Greenwieh 34 51",
foi incen liada, sendo abandonada pelareferida tri-
polacao, qne se aventurou nos referidos escalerea
8 ine rtezas do ocexno.
A referida barca americana ia de Sidney, poa-
sesso inglesa, para Marseloa cem carregamento
de varios gneros, e tudo ia bem a bordo, quando,
no alludido da se den o desastre.
Depois de estarem os nufragos multas horas
nos escaleres, foram avistados pela barca in-
glesa Dunlteld, cujo capitn os receben ao seu
bordo, trazeudo-os at 4 ini.'haa de distancia do
porto di Recite, onde, .'airando ao mar novamen-
te os escaleres. os fes desembarcar para deman-
daren! o inesino porto, onde chegaram sem mais
novidade.
Taes foram as declaracoee que fez o comman
dante da barca Nornay no 1 posto fiscal da Al -
fandega.
Le loe*Eflictuar-se-ho :
Hoje :
Pelo agente Pestaa, as 11 horas, na rna do Vi-
gario Tenano n. 12, de predios.
Peo agente Pinto, s 10 1(2 horas, no Cajueiro,
de movis e rauitos objectos de casa de familia.
Amauh :
Pelo agente Modesto Baptista, sil horas, ra
do Bom Jess n. 19, de movis e mais objectos.
Pelo agilite Brito, s 11 horas, na ra do Im-
perador B. 24, de predijt e ferenos.
Pelo agente Pinto, as 10 1/2 horas, ra es-
treita do Rosario >. 30, de movis, louoas, vidios.
etc., etc.
Mi>u fnebre-Serao celebradas :
Hoje :
A's 6 1/2 hora, na capella do Caxaog e no
convento le S Francisco, por alma de Antonio des
Santos Coimbra ; s 7 12 horas, em S. Francisco,
por alma de l. Isabe1 M. C. das Neves; as 7 ho-
ras, em S. Pedro do Recife, por alma do monse-
nhor Jos Joaquin Camello de Andrade.
A iimili :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de Gmiberme owsiey ; s 7 horas, na Ordem
Terceira do l armo, por alma de I). Mar la do Car-
ino de So iza Vianua ; s 7 horas, na capella do
Cemiterio de Santo Amaro, por aima de D. Gui-
Ihermina Leopoldina do Carino Ribeiro; s 8 1|2
horas na matriz de Santo Antonio, por alma de
Mauoel Joaquin Correia de Araujo ; s 7 1(2 na
matriz da Boa-Vista, por alma de Antonio de Pa-
dua da P. Ventura.
Quarta-feira t
A's 7 horas, n Penha e na capella do engenho
Pao Santo, pn- alma do liarlo de S. Braz ; s 8
horas, na matriz da Boa-Vista, por alma de Jos
Rodrigues Pontual.
Pamiagrira Sahiram no vapor Ipojuca
para os poros do norte :
Jos Dubeaux e 1 criado, D. Flora Raposo,
Ignacio P. de Soasa Lipes, Ernesto de Miranda,
D. Pincut i e 1 criada, majar Francisco Gomes
de Ma'.tus, Antonio Gomes de Mattos, 2 pracas
de polica escoltan io 1 criminoso, Mauoel Fortu-
nato di Agniar, Antonio M. da Conceicao, Fa-
brio Pedro Maranho.
Chegados dos portos do sul no vapor nacio-
nal Para :
Thoinaz C. de Almeida, Alfonso de Miranda, A.
Lisboa, A. L. Campos, Antonio S Iva Neves, E.
Pessoa, Jqaquim C. Maia, Jos Faustino rVreira,
Bernardo S. Caefano, Manoel Gomes de Mana,
Pernambuco, 31 de Desembro de 1885.Pela
Companhia Pbcenix Pernambucana, os adminis-
tradores,
Luir, Duprat.
Jodo Jo Rodrigues Mendr.
Manoel Gomes de Mattos.
Balando da Companhia de Segaros Marti-
mos e Terrestres Phcenix Pernambuca-
na,* em 31 de Dezembro de 1885
Activo
Accionistas 800:000*000
Escriptorio e mohilia 2:000*00 l
New-London 4 Brasilian Bank
Limited 62:726*67
Devedores geraes 20:211*460
Lettras descontadas 118:126*440
Valores caucionados 18:274*360
Deposito d'administraco 60:000*OUO
Companhia Fidelidade do Rio de
Janeiro n/c 505*160
Companhia Probidade de Lisboa
n/c 525*230
Jos Ferreira da Silva Jnior
& C, agente do Maranho, n/c 4:204*782
Ernesto Deocleciano d' Albuquer-
que, agente de Camocim, n/c 1:059*609
Augusto Gomes e Silva, agente
da Parahyb, n/c 114*310
Diversos ttulos 34:779*539
Liquidaco d'apolice n. 20803 14:000*000
Estampilhas 310*000
Caxa 43:217*638
Companhias Re-Seguradoras 1.132:872*000
Riscos martimos 1.931:130*476
Riscos terrestres 9.405:600*000
11.336:730*476
Rs.
Posst'vo
Capital
Lucros e perdas
Uauco d'aurniuistraco
Cauces diversas
Companhia Fidelidade do Rio
Grande do Sul com premios
n/c
Honorarios d'administraco
Dividendo 20"
Rese?uros
Maritim >s
Terrestres
. Deixouesta companhia de fkaer o dividendo de
junho, per se terem dada quati no fim de respeec
tivo semestre dous siuistroa importantes : um de
38:000*000, do incendio do esubelecimeuto com-
me-rcial, sito i ua do Mrquez de Olinda n. 42,
que a directora, a nosso ver, s pag >u por Ihe ser
iinposaivel satisfazer a exigencia dos nossos jui-
s.s, qoanto a prova plena do proposito; e outro de
35:967*500, do naufragio da barca D. Clara, no
Para.
Jumpre tambem dizer-vos que em virtude do
disposto no art. 43 dos estatutos e de conformida-
de com a le n. 3,150 de 4 de novembro de 1882,
a direcelo desta companhia prestou a caucan de
60:000* em apoces della, para garanta de sua
admnistraco.
Terminando, Srs. accionistas, esta commisso
do parecer que sejam approvadas as contas do an-
no de 1885, nao podendo eximir-se de congratu
lar-se coa vosco pelo estado fl irescente desta com
panhia, que continua a proseguir no des-'mpenho
Jos fins para que foi cread, e que se d um voto
de loavor a digna directora.
Recife, 3 deTevereiro de 1886.
Baro de Petrolina
Albino Jos da Silva
Antonio Fernandes Ribeiro.
A idea deste agradecimento me foi sugerida ao
pensar no estado em que estara se nao tivesse si-
do operado dito olho, pelo qual nada va e mal me
diriga pelo dreito ; por este infelizmente nada
mais vejo hoje, porm, o Ilustrado oculista me
afianca que dar* vista estraindo a catarata delle,
como ja fez com a lo esquerdo.
Faaeudo esta succiuta narraco, julgo-me din-
pensado a accrescentar palavras, que venham tra-
duzir o grao de estima e consideradlo em que te-
nho ao distincto mdico, cuja mrito e illuatraco
sao geralm-nte reconhecidos.
Rec:fe. 8 de fevereiro de 1886
Joaquim Francisco de Albuquerqne Santiago.
Manifest
J08 MARIANNO AO ELEITORA.DO DO 2.
DISTBICTO
192:87**000
940:000*000
Segurados
Rs. 13.649:657*655
Pernambuco, 31 de Desembro de 1885. Pela
Companhia Pnoenix Pernambucana, os adminis-
tradores
Luiz Duprat.
Joao Jos Rodrigues Mendes.
Manoel Gomes de Mattos.
Ciimiianhia de ejun Pncenlx Per-
iiiunliiiiu na
Srs. accionistas.-A commisso fiscal dando
cumprimento ao art. 43 dos estatutos, vem decla-
rar-vos que examinou apuradamente a escriptura-
c os documentos que instruem as contas apresen -
tadas, verilicou o estado da caixa, a existencia dos
valores e a exactidodos algaliamos eseripturac)
dos noe livros da companlin, nos quaes os lan^a-
meutos se acham em dia, feitos com clareza e pre
ciso.
Os annexos com que a administraba > instrue o
seu relatorio contem minocosas informacoes pelas
quaes vos taeil conhecer a situa?ao econmica da
companhia; nao obstante, a commisso fiscal re-
gistrao seguinte resultado do anno social
lii-ceita
Dt-speza
Lucro
Addiciouando o saldo da conta dos
tres quiquennnios de 1870 a
1884
PDBLICACOES A PEDIDO
O manifest do Sr. Dr. Jos**
Harlanno
ii
Todo o partidario um homem prevenido : mas
a prevencSo, essa tendencia involuntaria do nosso
espirito para a solucao que mais nos agrada, es-
49:657*655 barra na evidencia : trausp>r este limite, ou ce-
gueira ou proposito; ou o caso de urna obceca-
1.000:000*00:) vao pathologica, ou falta de sinceridade.
49.-927*916 Em 1881, quando a imprensa liberal nesta pro-
60:000*000 vinca preclainou qun esta va eleifo o Sr. Dr. Soares
18:274*350 Brando, qs conservadores nao contestaram o prin-
cipio deque a junta apuradora nao pode sommar,
pira conferir diploma, os votos t mudos em sepa-
3:396*943 rado. Os amigos do Sr. Dr. Alcoforado Jnior
6:455*970 nao quizeram teichar os olhos ao que dispa clara-
40:000*000 mente o art. 159 2 do regulainento de 13 de
Agosto :
Na apuracao os votos que, segundo as autben-
1.132:872*000 ticas, tiveram sido tomados em separado pelas
mesas eleitoraes, nao serio sommados, mas especi
11.336:7311*176 fe .demente mencionados na acta da apuracao.
X iquella occasio sera commodo, se nao fosse
um disparate, dizer que a junta ipur.dora, nao
sommando esses votos, todava os rene aos outroa
que tiverem o candidato, para que o mesmo attinja,
com a totalidade, a maioria absoluta e obtenha di
ploma !
Contra o que uHrmava a imprensa liberal, ni-
camente allegou-se que a disposicae do citado ar-
tigo, referente aos votos que se tomam em separa-
do, nao pode ser ampliada aos que torem toma ios
promiscuamente ; ponto que as cdulas, em razao
le algum signal ou pela qu ilidade do papel, sejam
apuradas em separado.
Eis urna circunstancia que merece a attenco
das pessoas imparciaes : qumdo conviuha aos con-
servadores sustenta- o ciutrario do que diz preci-
samente o art 159 2 do regulameuto, clles nao
seguiram este syst mi, r.speitaram a evidencia.
Liberaes e conservadores estiveram de accorde em
que os votos tomados em separado nao autorisam a
junta apuradora a conferir diploma.
A nossa inten^ao neste momento nao engrande-
cer a coherencia de uns e a incoherencia de outros,
uein fazer uso de um argumento ad hominem ; mas
tomar saliente o aceordo que j houve sobre o
ponto principal da questao que so est ventilando,
isto sobre o sentido das palavras nao serao som
mados. Que significava esse acord, no meio de
iuteresses oppistos ? Que o preceto legal era to
claro, to evidente, que a prevenco partidaria
nao chegra a torcel-o.
Original
(Continuadlo)
n
154:223*486
102:912*739
51:310*847
38:617*169
89:927*916
Somma
Desta importancia a admistra^o retira :
Dividendo 20" e ultimo da liquida-
V'.i i dos tres quinquenmos 40:000*iXK>
Dr. Julio F. Barros e sua senhora, Felippe Bur-
le, Constantino Machado, Elpidio de Andrade, M.
M. dos Sautos, Teles Gaspar, Jos Ignacio d >s
Santos, Pompnio D. tieite, Ernesto de Miranda,
D. Andreliua Pimenta a 1 criada, Manoel Agos-
tinho. M-inoel de Vasconcellos, Jos de Olivera
Bastas, H -nrique Cavalcante, ArthurC, L. Ca-
vaquiuli i, Jote Cavaquinho, pa.lre Jos O.ne-
na, Pedro W. e sua senhora, Edward Le rene, E.
Hami, Antonio Lopes Vianua, Joaquim J Gui-
mar.l s, J. Ignacio, Jos Dias, Francisco Kodri
gues, 2 presos de Justina e 2 pracas de iinba.
l'a>a de nrieurau .viuvimcut > dos pre-
sos no dia 7 de Fevereiro :
Existiam prtsos 303, entrarara 7 sahiram 2.
exist?m 308.
A sabei:
Nacionaes 276, mulheres 5, estrangeiros 6,
eravos sentenciados e processados 9, ditos de cor-
reecao 12.Total 308.
Arraciados 287, sendo : bons 276, doentes 11
Total 311.
Nao houve ateraco na enfermara.
Lotera da pravlnclaHoje 9, de Fe
vereiro, se extraoiri a lotera n. 36, em bene-
ficio da Santa Casa de Misericordia do Recife.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicao dos Militares, se acharan expostas as
tunas e as esphenis arrumadas em ordem num-
rica, apreciaco do publico.
Lotera do Cea'ra de *00:000*ooo -
A' 3a sene d'esta grande lotera, cujo maior pre-
mio de 250:000*000, se extrahir imprcterivel-
mente hoje, 9 de Fevereiro, ao meio dia.
Os blhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de OOiOOOftOOO
A 13' parte da 12a lotera, cujo premio grande
6 de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrabida
impreterivelmente boje, 9 de Fevereiro, is 11
horas.
Os blhetes acham-v a venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera Extraordinaria do Ypi-
ranga-O 4 e ul-imo sorteio das 4 e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000000, ser extabida a 9 de Abril.
Blhetes venda na Casa da Fortuna i. ra 1
de Marco n. 23.
Lotera do RioOs bilhe'es da 3* parte da
195, do novo plano, do premio de 100:000*000.
acham-se venda na Casa Feliz, ra Primeiro
de Marco.
Mercado Municipal de H. Jone.O
moviineuto deste Mercado no dia 8 do corrate,
foi o seguinte:
Enfrarain :
27 bois pesando 4.263 kilos.
683 kilos de peixe a 20 res 13*660
10 taboleirus a 200 ris JUiO
31 cargas de farinha a 200 ris 6*200
7 ditas de fructas diversas a 300
ris 2*10'
12 Suinos a 2'K) ris MAN
Foram oceupados :
1-i columnas a 600 ris 10*800
44 talhos de carne verde a 1*000 44* 20 ditos de ditos a 2* 40*000
44 compartimentos de taiiuha e co-
midas a 500 ris 24*000
65 ditos de legumes a 40(1 ris 26*000
16 compartimentos de suino a 700
ris 11*200
15 ditos de rressuraa a 600 ris 9#u00
Deve ter sido arrecalada neste dia a
quantia de
Precos do dia:
Carne verd a 400 e 580 lis o kilo.
Sainos a 500 e 600 ris dem.
Caineiro a 800 el* ris dem.
Farinha de 32') a 64> ris a cuia
Milbo de 21' a 400 ris dem.
Fejo de 640 a 1*280 ris dem.
189*860
**rencia de urrirn da Com-
panhia de Deiaras Martimos
Terrestres Pnoenix Peroa as baca-
na, darnate o anno da* de I fte
Janeiro SI de Deacsnliro de
sss
45 aeces do valor realisado de 200*000
cada urna a
15 ditas dem, idem, den a
5 ditas idem, idem, ideo, a
35 ditas idem, idem, idem, a
100 acedestotal
400*000
450*. (00
455*000
465*000
Saldo Rs. 49:927*916
O referido saldo a crdito da conta de lucros e
perdas, representa o interesse da companhia as
operajoes que passaram para o corrente anno so -
cil.
Concluindo esta commisso reconhnce que a si-
tuaco da comp inhia contina a ser lisongcim,
gozando de todo crdito e mantendo dignamente
os seus fins. e de parecer que sejam approvadas
as contas annexas ao relatorio da administra-
cao.
Recife, 4 de fevereiro de 1886.
Francisco Ribeiro Pinto Guimares.
Manoel Jos da Cunha Porto.
Jos Fiuza de Oliveira.
Indemnisadora
Transferencia de acedes da Com
panhia de Wegnros Martimos
e Terrestres Indemnisadora
do anno de *.=.
De um para outros accionistas 70 acfdes
Vendidos pela direecao 5
Balanco da Companhia de Seguros Martimos e
Terrestres Iudemnisadora em 31 de dezembro de
1885.
Activo
Accionistas
Bens movis
Caixa
Estampilhas
Letras descontadas
Segurados
Letras caucionadas
Custas judiciaes
Acones caucionadas
Diversos ttulos
Pa##fo
Capital
Liquidacao do 3o decenio
Companhia t'ersevcranca
Acues em liquidaco
Lucros e perdas
Caucao dos directores
Primeii-a diftribuicao da liqui-
daco
Liquidaco da apolice n. 19,436
Segunda distiibuico da liqui-
daco
Terceira distribucao da liqui
d cao
Garanta dos directores
Commisso dos directores
Dividendo
S. E. 4 O.
800:000*000
2:175*000
37:536,555
381*600
192:0*2*210
56:252*570
3:000* KJ0
1:087*14
60:000 *000
400*000
O primeiro argumento do Sr. Dr. Jos Marianno
que as attribuicoes da junta apuradora nao se
estendem a conhecer do merecimento dos votos,
que ella chamada a sommar.
O que vem a ser merecimento dos votos ? Ou
a sua validade, ou nao sabemos o que se^a. Co-
nhecer do merecimento de um voto dioidir se
elle valido ou nullo. A maioria da junta apu-
radora nao tez isto, nao deixou de sommar dous
votos sob o fundamente de serem nudos, e sim ni-
ca ment porque o regulamento manda que nao se-
jam sommados os votos que se tomam em separado.
Bem se v que o primeiro argumento nao tem o
mnimo valor.
Quando o Sr. D. Pedro II veio a primera vez a
Pernambuco, levantaram em frente typographia
do Liberal urna exquisita armaco, com este letrei-
ro e alguns outroa :
Todos sao iguaes perante a le. Const. art
179 13. .
O preceto de que a lei ser igual para todos,
quer proteja, quer castigue, e recompensar em
proporco dos merecimentos de cada um foi con-
vertido n'aquelle absurdo
E' muito menos grave esta inverso, qne vem
no manifest :
O art. 178 do regulamento eleitoral manda
considerar eleito o cidado que houver reunido a
mai ir a absoluta dos votos que concorrerem a
eluico. ..
Sao e " Nao se considerar eleit deputado a Assem-
bla Geral o cidado que nao reunir a maioria ab-
soluta dos votos dos eleitores que concorrerem
eleoo...
E' preciso reun'r a maioria absoluta; mas bas-
tante ? O autor ds manifest supprimio a duvida,
invertendo as prJavras do artigo.
Acceitemos a inverso. O candidato liberal nao
reuni a maioria absoluta, nao teve urna somma
equivalente a mais de metade dos eleitores qne
votaram : e nao teve, porque nao podiam entrar
na somma dos seus votos aquelle que o regulamen-
to manda que nao sejam sommsdos.
O art 178 do regula-
mento eleitoral manda
considerar eleito o cida
do que_ houver reunido
a maioria absoluta dos
votos que concorrerem
eleicao ; determina que
esta raaioria seja calcu
lada pelos votos toma-
dos e apurados pelas me
sas, sem excluso dos vo-
tos tomados em sepa-
rado ; em nenhuma dis
posico da lei do regu-
lamento dada sjun-
tas a faculdade de dis-
tinguir rotos lquidos de
votos Ilquidos,como tu-
do foi dimonstrado de
modo cabal pelo juia pre.
sidente da junta e cons
ta da neta da apuracao
que abaixo publico;
lora de duvida, por ta0.
to, que s o poder veri
ficador, e nunca a junta
incumbida de sommar
votos, poda separar por
Ilquidos aquelles votos
que d -t rminaram a m-
nha maioria, e, portante
anda, nao poda ser
mais flagran'e a viola
cao da lei para o fim
nico de abrir margem
a um segundo escruti-
nio, eni que podesse en-
trar o candidato oficial,
presi lente da Baha der-
rota lo no primeiro.
Consigne ee a extra-
vagante doutrna quo os
conservadores da junta
apuradora a c a b a m de
erigir em principio, com
violaco da lei e dero-
gacao dos precedentes
at hoje seguidos por to-
das as juntas apurado-
ras e at dos paro eres
das cmaras dos dipu-
tados em verificaco de
poderes.
Fique aesignalala a
violencia e brutal expo-
liaoa i contra mim exer-
cidaem proveito do can
didato official, nico
candidato do goverao
que foi derrotado.
E porque nao haviam
de recorrer a esse torpe
manejo, se era preciso
stlvar o candidato otfi-
cial derrotado e nunhum
outro plano satisfazla
melhor os fins deseja-
dos !
O terceiro escrutinio
na cmara, para o qual
bem podiam appellar, ot-
1 creca seus iueou te-
nientes e difiiculdadcs.
Era preciso commet
ter l um escaudalo,
que s por luxo se pla-
ticara.
depois o goverao j
tem scut.do appreben-
.-ocs da maioria que a
Traduc>?ito
O art. 178 do regula-
mento eleitoral manda
considerar eleito o cida-
do que houver reunido
a maioria absoluta dos
votos que concorrer-m
eleicao ; d termina que
esta maioria seja calcu-
lada pelos votos toma-
dos eapurados pelas
mesas, com excluso dos
votos tomados em sepa
rad i; no art. 159 2 do
regulamento eleitoral
dala s juntas a fcil
dade destinguir votos
lquidos de votos Il-
quidos, com tudo foi
demonstrado de modo
cabal pelo partido libe
ral e consta dos ns. do
Jornal do Recife de De-
zembro de 1881; fra
de duvid portanto,que
nao s o poder verifica-
dor, mas tambem a jun-
ta apuradora, podiam
separar po illqnidos
aquelles votos que da-
termiuariam a sua maio-
ria, e, p>r tanto anda,
nao poda ser mais ca
cele a execucao da lei
obrgando-lhe a segun-
do escrutinio, em que
vo gastar dinbeiro que
servira p^ra outro pa-
lacete, sendo derrotado
em seguida, depoiatde
muito pedinchar.
Couaigne-se a doutri-
na sustentada pelos li-
be raes ua eleicao do 9o
districto em favor do
Dr. Soares Brando
contra o Dr. Alcofora-
do, em observancia da
le c c o n s t i tuindo-se
precedente seguido pe-
la junta apuradora eat
pelos pareceres da ca
mar dos d e p u talos,
a pro van do o p r o c e d i -
ment da junta.
Fique assigualada .>
recta equida le contra
elle exercida em provei-
to do seu adversario que
por excesso de r.scrupu
lo, nao quiz derrtalo
provando a nullidade da
seeco do Poco e Mou-
teiro.
E porque nao haviam
de recorrer a esse justo
meio, se era preciso sal-
var o prestigio do can-
didato oilL-ial e neuhum
outro plano satisfizia
meihor os fins desejttdos!
O terceiro escrutinio
va cmara, para o qual
bem podiam appellar,
ollerecia seus incoav.-
nieutes e ditficuldades.
Era precisa ver elle
coraraetier l um grande
escndalo, que elle por
costura, praticaria.
K depois o goverao j
tem sentido sacieJade
pela maioria que a li-
rou sobre o paz
grossa alavanche
Recife, 31 de desembro de 1885.
Os directores
Joaquim Al ves da Fonseca.
Jos da ^ilva Loyo Jnior
Antonio da Cuuha Ferreira Bailar.
(Contina o Sr. Dr. Jos Marianno :
... determina ( o art. 178) que esta maioria
seja calculada pelos votos tomados e apurados pelas
mesas sem excluso dos votos em separado ; em
nenhuma disposicao da lei ou di regulamento
lada s juntas a faculdade de distinguir vstos l-
quidos de votos Ilquidos...
O regulamento nao usa das expresses votos l-
quidos, votos illiquidos ; mas o proprio art. art.
178 fas urna distinccao, que o nosso Ilustre adver
sario bub-liuhou : votos em separado. E otm clara
a distineco do art. 159: os votos que tiverem sido
tomadas em separado pelas mesas eleitoraes, nao
serao sommados...
Se nao querem a expresso votos illiquidoi, se-
ja iluminada. Nao ba votos illiquidos, est dito.
O que nao soffre duvida que ha votos em separa-
do, e a juntt obrigada a dstinguil-os, para nao
ooinmal-os na apuracao, embora os nao exclua no
calculo da maioria absoluta, isto no computo
dos bl eitores que votxrkra.
Ca la um ^ Je assatsinar sua vontade, o C-
digo Cn ninal nao talla em assassinato... O so
pbisuia innocente, porque ridiculo. Dem,
porm. junta apu.adora : nao podis distinguir
oto illiquidoi, porqu j a lei nao f.lla em votos
Miquilo quaudn euumera as voseas attribui-
yoes !...
tiOerdude das urnas ati- oerdade das urnas apre-
sentou ao paz como
grossa avalancha repre-
sentando a opiuio na-
cional, e bem poda ser
que, por extravagancia,
antes que por raoralida
de, Ihe perraittisse a es-
camoteaco do diploma
do seu adversario.
Se nao vingasse o pla-
no mais facn de aceitar
o resultado apreaentado
pela maioria da junta
apuradora, s eutao pro-
var-se-ia as nulhdades
insana veis que affecta-
vam a eleicao delle, al
froutaudo tusira os ris-
cos que ha nesses casos
extremos, c entao foi
apreaentado junta apu-
radora, um protesto em
como
aba
laudo a cousciencia na-
cional, e bem poda ser
que, por saciedt.de, an-
tes que p-r morahdade,
nao consentase na es-
caraoteac do ineu di-
ploma.
Se nao vingasse o pla-
no, mais fcil, da espo-
liacio do meu diploma
por intermedio da maio-
ria da junta apuradora,
eutao tentar so-ia o
terceiro escrutinio, com
todos os seus riscos, e
para esse caso extremo,
por preveucao, fui apre
sentado junta apura-
dora, um protesto, fora
de teuopo e de proposito,
contra a validade das i tompo, contra a valida-
eleicoes do Poco e do J de das eleices do Puco
Monleiro,exactamente e do Mouteiro, exacta-
1.000:000*0011
13:000*1100
262*380
1:979*76C
41:734*596
60:0008000
250*( K0
13:333^333
225*000
900^000
l:98i.'445
7:196*i61
12:000*000
1.152:868*075
Srs. accionistas da Companhia Indemnisadora.
-A commisso fiscal desta companhia. obser-
vando o que Ibe determina o art. 38 dos estatutos,
eiaminou a sua escripturafo e a existencia dos
valores com relaco ao anuo que rxpirou em 31
de dezembro prximo passado, e tem a satisruco
de vos significar que se acha aquella teita em or-
dem e estes de aceordo com os balances apresenta-
uos pela sua direceo.
Verificou esta commisso que a receita no pe-
riodo ae que cima vos falln attingio a........
141::528*978, a qual junta a verba de 52:046*103,
dos re-segums e re descont que passaro da li-
quidadlo do 3o decanto, prefes 193.578J081; e
qu os oinistros havidos importaram em.........
97:065*^28, que se acham pagos, sendo martimos
57:983968 terrestres 39:081*960.
Da liquidaco do 3' deceunw pagon-se 93:000*,
dos quaes 13:000f000 vo ser agora divididos, re-
servando se anda 12:000*000 para dividendo do
semestre qne saca distribuido na poca da reuna o
da assembla feral, conforme preceitua o art. 22
dos estatutos.
Nao obstante a elevada somma dos prejuizos,
que se tornara anda mais sensiveis por terem
ocoorrido no 1* auno do 4 decennio de sua exis-
tencia, o qne importa diser no principio de son
nova vid.% commercial, mesmo assim as soas lar*
cas pernittiram que pssum a crdito da conta
de lacros e perdas 41:739*596, que trio construir
a reserva do capital social, o que asss lisou-
Hro-
Assim ter nina o argumento .
... tora de duvida, portante, que e<5 o poder
verihcauor, e nunca a junta iucumbida de som-
mar votos, poda separar por illiquidos aquelles
votos que determina vam a minba maioria...
Justamente a junta incumbida de sommar os
votos, que o reguimeuto devia fazer, como fez,
a sua recommeu lacao : nao comprehendaes ua
somma os votgs que se tiverem tomado em sepa-
r.do.
O poder verificador noo s'para votos illiquidos,
o que elle faz liquida os votos sepralos, re-
solver as duvidas qto derara logar separacao.
Estamos apreciando o manifest, como porm
elle se refere exposico feita pelo presidente da
juuta apuradora, tomal-a hemos em consideraco.
Erra um.
Na reviso typographica de nosso primeiro ar-
tigo escapou-nus um p-queuo erro, que modifica
o sentido. Devo lr-se na liaba 24 qmm refor -
cal^h e oao : quit re/orcoi-o.
Ae liii Sr. Dr Barrio Sampao
Macero airaderlmlnio
FalUm-me termos pira manifestar ao Sr. Dr.
Barretto Sampaio quanto Ihe bou grato por ter-me
operado de catarata o olho esquedo, de modo que'
leio e entrevo perfeitamense, sen o menor emba
IMJk
as duas seccoes em que
teuho mal jria cuusiue-
ravel quaudo em ambas
aquellas seccoes a elei-
cao correu com a maior
regulandade sem o me-
nor protesto ou reclama-
cao dos procuradores e
tiscaes do meu compet
dor.
Os emp eiteiros da
eleicao do Sr. conselhei-
ro Tbeodoro pensarara
que acs membros da
maioria da juuta falta-
ra a coragera de profe
rir a iniqua senteu^a e
haviam preparado aquel-
le recurso extremoso
que servio, apenas, para
provar a boa f e lel
dada da gente com quem
estou condemnado a I li-
tar.
Era, entretanto, acu-
sado este ultimo esfurco
de immoralida te, da
improbidade poltica
que s teve a vantagem
de por a d-scoberto o
reducto e n que se eu-
trincheiraria o Ilustre
preaideute da Baha, se
nao podesse impedir a
eipdicao do mea di-
ploma.
O protesta apresenta-
do junta apuradora
urna seguuda edicao,
mais resumida, da cir-
cular do Sr. conselheiro
Tbeodoro.
O autor.
menta as duas seccoes
em que elle tem maioria
consideravel de phospao
ros que, por serem indi
viduoa suspeitos, uo ca-
so de ha ver protesto,
fariam correr perigo de
vida aos procuradores e
fiscaes do seu compet -
dor.
Os interessados pela
ele.fio do Sr. couselhei-
ro Thoodoro nao peusa
ram que aos m: obros
da maioria da junta fal-
tara a crtera de pro
terir urna senteuca jus-
ta ; mas, lancando mo
dos recursos ao seu al-
cance, quizerara provar,
af de cavalheiros leaes,
que elle estava condem-
nado a ser esraigado em
urna luta desigual.
Era. entr tanto, des
ueceasario este acto de
extrema generosidad.- ,
da prooidade poltica.
que s -, ve i vantagem
de por a descobrto o
reducto de populariza le
artificial que elle formou
durante cinco aunos no
Poco e no Mouteir, e
apezar disso nao pode
conseguir um' diploma
no primeiro escrutinio.
O protesto acrecenta-
do juuta apuraJi a
urna denuncia das cr
miosas j ustificacoe*
eleitoraes praticadas por
elle.
O traductor.
le paiz s tem tirado grandes v tntagent, affinna
ella. Como por taoto os meamos effeitos nao se
daro comnosco, que, segundo a commis So, esta-
mos para o caso as mesmas condicces? Esta-
mos as mesmas condices porm, digo eu, para
aquelles que nao reparara na diflvrenca dos casos,
e que imitamos factos sem cogitar na razio das
cousas.
A propria commisso expoe que todas as naedes
que tem emittido papel-moeda, o tem resgatado na
sua totalidade, excepto a Confederacao Argentina
que s o resgatou em parte. E' claro que o res -
gatou na quantidade precisa para restabelecer o
rgimen do ouro, como tenho indicado e demon-
strado que podemos fazer com muito pequeo sa-
crificio e sem esse jogo desta vasta barmans,
sem os d sa.-tres horrorosos deste plano absurdo.
Trazendo porm, a commisso o exemplo dos Esta-
dos-Unidos e s-i modelando por elle, nao diz que
nesse paiz se fez a converso do papel em ouro
por meio da tal bancaria. Os Estades Unidos fi
zeram o resgate de seu papel-moeda (emittido du-
rante a guerra) por dinbeiro tirado do imposto. Os
bancos nao tiveram por fim resgatar este papal, e
menos pelo meio absurdo ds substituir um papel
por ontro, o do goverao pelo seu, ficando em cir-
culaco quas a mesma quantidade de papel. Se
assim fosse, o rgimen do ouro nao sena restaura-
do naquelle paiz, como temos, visto que nao o ser
aqu por esse meio.
0 estabelecitnento dos bancos de emssao na
L'uiao Americana, s tem por fim offertar a sua
vastissima industria capitaes com pequeuo juro.
Mas nao ha all, como ob.erva a mesma commis-
so, liberdade sem limite desta emisso, e ella
medida pela le e prudencia das autoridades con-
stituidas para esse fim. A emisso pois, nao em
to grande quantidade que exp-lla todo o ouro do
paiz. All o movimento econmico immenso, c
portanto elle demanda urna immens quantidade
de dinheiro; e assim a emisso dos bancos est
muito longo de oceupar o lugar do ouro, para o
expellir. E' claro que se nao fra essa emisso,
em qualquer quantidade que ella fosse, a quanti-
dade do ouro no paiz, seria maior ; mas como
aquella emisso s por si est muito longe de sa-
tisfazer s necessidades das transaccoes, o movi-
mento econmico, claro que muito ouro existe no
paiz, assim o pap 1 dos bancos nao se deprecia,
e assim uo faz mal algum ao rgimen do ouro.
Em urna palavra, aquelles baos nao sao consti-
tuidos para resgatar o papel-moeda, e substituir o
seu n gimen pelo do ouro, como pretende o plano
da commisso fazer entre nos. Pelo contraro, sob
o rgimen do ouro aquelles bancos instituidos com
oitro din, nao pode a sua emisso fazer mal ao
rgimen do ouro, expellil-o do paiz, por que a
quantidade do numerario em circu icao, exigido e
sustentado pela grandeza do movimento econonu-
co, imm .usamciite maior do que as emissoes nan-
earas.
E estamos nos neste cas") ? Sera preciso que
o nosso rgimen monetario fosse todo de ouro,
para elle poder sofirer urna certa pequea emisso
de bancos, de modo que essa emisso apenas ex-
p-'llindo do p-iz urna pequea parte do ouro, nao
al tersase o seu rgimen. Mas, sob o rgimen do
papel moeda levantar urna immensa bancaria de
emisso, subetituiudo papel quasi na mesma quan-
tidade, para restaurar o rgimen monetario do
ouro,... pode haver um meio absurdo ?
E' por que os bancos devem ter urna res<*rva em
ouro para pagar as suas notas a toda hora que
Ins sejam apresentadas ? Em pnm -iro ugar esta
reserva ser urna historia neste piiz de compadres
e de fiseaes que sao demittidos quando fiscalisam ;
em 2.* esses laudos oe reserva voanam no mesmo
instante em que os bancos comec,assem a funecio-
na- ; pir quanto ficando em circulacao quas s
mesma quantidade de papel, s com a differenca
sem alcance de nao ser do govrno, o papel conti-
nuara depreciado, a libra valen lo 12*000 pelo
menos, e portanto desde tal momento se estabele-
c ri a corrida para trocar as notas do banco por
ouro.
Ora, como os bancos s teriam de reserva em
ouro 30/o do valor nominal de suas notas, (quan
do tivessem) uo pile: i un pagar todas ellas, e
eis o thesouro obrigado a pagal-as3 o estouro, o
desastre seria tremendissimo.
Mas se teima que o dinheiro em crcolaco, (o
papel) nao muito para as nossas transaren -a, para
o nosso movimento econmico, nao muito, pouco
ainda.
Vamos a ver isto.
Recife, Fevereiro de 86.
Affonso d'Albuquerque Mello.
-----------------<=Sfcs-----------------
Ante os factos desfaz se a meu
(ira.
A estrada loriga perjorrida palo Ca un
beba, aoha-se ladeada de luzeiros eoi favor
de seu inmenso mrito na cura do moles-
tias para que recomuieadado como mila-
groso especifico,
Esses lueiros*rjao sao sermoes encommen
dados era scientificas dissertacZes, saa as
provaa, que os lautos fomecem, firmados
pela as33verac3o espontanea e sincera dos
que tem experimentados os benficos effei-
tos da accao poderosa do Cajurubcba.
Nada mais natural do que a expansSo e
publica setisfa'-ao dos que s2o arrancados
aos soffrimentos de molestias reputadas in-
euraveis, dos desengaados da sciencia.
Pois bem, 85o as confissSes dos curados,
que coustitu'm as armas com que o Caiu-
rubeba tem batido os seus gratuitos e iu-
vejosoi inimigos.
H >je publicamos um valioso documento
em favor do Cajurubeba.
E' valioso pela natur-za da cura e pela
posico do cavalbeiro que o affinna :
quaes fizeram parte os di gnissimos Drs. Mala-
quias e Mu U Guinea, consegu por este meio
sahir da critica situaco em que me acha-
va. Hoje, porm, que me aeho restabelecido
venho agradecer Ihes, especialmente ao raeu me-
dico assistente Dr. Barros Carneiro, o interesse
2ue por mim tomou, audindo aos ineus chamados
qualquer hora do dia ou da noite que se fazia
preciso. Sei que vou ofivnder a modestia que pe_
ouliar a to ilustre moc >, mas o dever me obriga
que venha pela imprensa dar-lhe, como obulo de
tantas finezas, a minba gra'.idao eo meu reconhe-
cimento eterno.
F.utbimio Mancel do Bomfim.

:'--_X" '.i* a--- : -..- :.- :>-;
Urna lagrima
Sobre o tmulo da Exma. D.
', Mara do Carino de Souza Vianna.
itt' Stimo dia de seu paasamento
Ao seu sobrinho nossos pesa-
mes.
Recife-9-3 -1886.
Sebastiao Alexandre dos Santos.
! Mara Digna dos Santos.
O eorpo medico de Pariz aeolheu benvola-
mente o Vinh > de Extracto de Figaio de Baca-
Iho; a sua admni itrago fcil collocou-o entre
as mos de todas as mies; a sua acr/ao prompta
e poderosa tomou-o precioso para os anmicos a
para os iudividuos cujo sangue se acha viciado
pela tuberculose, escrfula e racbetismo ; a sua
dosagem perfeta assegurou-lbe um lugar dos
mais honrosos na claase dos agentes therapeuti;
eos, cuja frica-ia indiscutivet satisfaz ao mesmo
tempo experiencia e ao raccioemio.
(Tribune Medcale.)
Flscaliaeo da freguezla do
Recife
Pele art. 175 da lei n. 1,129 se prohibe que
os bos empregados em vehculos de condueco de
gneros sejam mpclliaos a ferro. O mesmo ar-
tigo, que iinpoe a malta de 10*010, no caso de
coutravenco, s permitte o uso desse instrumento
aos conductores de carros de engenho.
i)-- le que fui nomeado fiscal desta freguezia
procurei ebte: a cessaco do abuso das ferrosdaa'
sem recorrer iraposicao da multa; alm de re-
commendaces, e censuras, mandei umitas vezes
embotar p>ntas agucadaa de pregos em cabos de
chicotes e varas. ltimamente deram em mandar
fazer uns ferroes de lato disfarcados por meio de
urna cap i ou estojo do mesmo metal.
Nao era posavel qne me deixasse Iludir com
ese artificio ; e ha dous dias que me teuho occu,
pado em impedir o en prego desses instrumentos.
A reluctancia de dous conductores levou-nie a
impor-lhes a multa do art. 175.
Aviso portento aquelles. quera posea interes-
sas, que em relaco ao objecto de que me oceupo,
j uo usare de meios indirectos ; o artigo das
posturas ser executado com todo o rigor.
Recife, 6 de Fevereiro de 1886.
O fiscal,
Santos Neves.
Ai publico
A commisso enearreeada da festo de Nossa
;>enhora do Monte, participa ao respetavel publico
que 9 sua festa ter lugar no dia 14 de Fevereiro
do corrente anno, com a decencia do costume, a
qual far o seu programma n* dia competente.
Parios,
m JiBstias de Hites e
1
Dr. Silva Brito, medico clnico do Maranho
tendo praticado ltimamente nos prinupaes hos-
pitaes de Paris e de Vieuna d'Austria, onde dedi-
cou-se especialmente a partos, molestias de mu-
lheres e de criancas, offerece seus servicos ao res-
petavel publico desta cidade, onde ftxou sua resi-
denci. ^^^
Pede ser procurado do meio da "Vfcjras da
tarde no seu consultorio ra larga doiR**irio
n. 26,1 andar, e em ou:ra qualqu-r hora doW
ou da noite ra da Imperatriz n. 73 sua resi-
..enca.
DITAES
precioso
A ruina lia anee ira e a m cria
d paiz
XXII
PROJECTO DA COMMIS slo PARA A COHVER-
SAU DO PAPEL MOB DA BM ODRO
7.
Servio de toodello commisso que cffereee este
Kjecto depois de to longo e madoro estudo, os
icos de emiseao dos Estado Cuntan como ella
o dia, dando-nos noci de sea plano, de a* Illm. Sr. Antonio Pereira da Cunha,
Pernambu o. Maranho, 15 de Dezem
bro de 1885.
Atormentado por uns dartros no p es-
querdo, isto ha mais de dous annos, esta-
va j sem esperanjas de debellar t3o in
commodo hospede, apezar de ter lanado
mo de quanto medicamento me aconse
Iharam.
L Mido em boa hora os valiosos atista-
los que V. S. constantemente publica das
curas obtidas pelo elixir Cajurubeba, que
se tem encarregado de propagar, deparei
com alguas reterentes molestia de jue
eu soffria, radicalmente extinga com o uso
do mesmo elixir.
Recorri desde logo a to
preparado.
Tomei o primeiro e o segundo vidro sem
que a molestia, ao que me pareca, cedes-
ae de intensidade,
No terceiro, perm, aotei pequeas me
lhoras, que foram em pr>gressivo deseu-
volvunento, e hoje posso affjitaaente dizar
qu.< mejulgo completamente cralo com
sais vidros de Cajurubeba, porque alo de-
orridos quatro mezes qu> nao sinto o
mais leve incommodo proveniente de tal
uiilestia, sendo qpe a pelle no lugar aff -
etado acha-se restituila ao estado natural.
Para "onhe i nento d i hu n inidade sof-
fr dora, e emnprinlo o dever que a grati-
lo me impo offereco esta dcclaraci,
fim de qu inclua no boletim que annual-
aiente publica
S >u com estima e distincta cousiderajo.
De V. S. criado muito attencioso e* obri
gado.
Augusto Cesar Aranha Vieira, chefe de
6e_co da secretaria do goveroo do Mar.
uni.
(A firma estava reconhecid.)
H^nra ao mrito
Soflrendo de ama roptura da nrethra com infil-
traco swrinosa, nfermidade qne pros ton-me no
Ieito lutando entre a vida e a morte, quas Na es-
per anea de.levautar-me, ti ve a felicidade de acnar
m sob oe cuidados do Ilustrad) medico Dr.,
Manoel Clementino de Barros Carneiro, que
conwlhaado-me d uas operacoes soccessiva, as
O cidado Antonio Samico de Lyra e Mello, presi-
dente da mesa eleitoral da 1 seeco da paro-
chis de S. Jos do Recife, na igreja matriz da
mesma freguezi em virtude da lei, etc.
Faz saber que ua eleicao procedida em segando
escrutinio para um deputado provincial, nesta 1*
seeco da parochia de S. Jos, obtiveram votos os
seguintes candidatos: Dr. Antonio Ooncalves
Ferreira, 70 votos, Dr. Jos Isidoro Martins J-
nior, 46 votos e urna chapa em branco
E para que chegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presen'e edital, que ser publica-
de p la imprensa e afinado na porta da igreja
matriz.
1. Seeco da parochia de S. Jos do Recife, 8
de Fevereiro de 1886.
Eu, Joaquim Cavalcante de Uollanda Albuquer-
qne, secretario o cscrevi
Antonio Samico de Lyra e Mello,
Presidente.
O Dr. Manoel Franeisco de Barros Reg, presi-
dente da 2a eeccao eleitoral d'esta parochia de
Santo Antonio do Recife.
Faz saber quem interesaar possa. que proce
dendo-se hi je, 8 de Fevereiro de 1886, a eleicao
para deputado provincial pelo Io districto em 2a
escrutinio, obtiveram vot s os seguintes cidados:
o Dr. Jos Isidoro Martins Jnior 61 votos, o Dr.
Antonio Goncalves Ferreira 17, havendo urna cha-
pa que nao foi apurad e nada mais tendo de se
tratar lavrei a presente que vai assignada por
mim vntonio Burgos Punce de Len, secretario e
pelo presidente.
Manoel Francisco de B. Reg.
Ant .nio de Burgos Ponce de Len.
A mesa elei'oral da fregu-zia de 8. Fr.
Pedro Conjalves do Recife faz saber que
na eleicao procedida hoje nesta freguezia,
nica secejio, para um deputado provincial
em segundo escrutinio, pelo primeiro dis-
tricto desta provincia, foram votados os se-
guintes cidados : Dr. Antonio Qonjalves
Ferreira setenta e nove votos e Dr. Jos
Izidoro Martina Jnior setenta.
E para constar lavrou-se o presente, que
ser publi alo pela imprensa.
Arsenal de Marinha, 8 de Fevereiro de
1886.
O presidente da mesa,
Jo3o Gomes de Oliveira.
O secretario,
Joo Januario Pinto de Azevedo.
Balthazar Jos los Res.
Francisco Jos Jayme Gralvo.
Ca-'t iqo J.is Goncalves da Fonte.
_________________________.________________
A mesa eleitoral da 3a seeyoda parochia
do Santo Antonio do Recifd faz publi jo,
que, na eleicao, a que ne procedeu em 2
es rutin o para um deputado Assarabla
L-gislativa Provincial pelo Io districto des-
ta provincia, que pr<>faz o numero de tres,
obtiveram os candidatos o numero de vo-
tos seguintes :
Dr. Jos Izidoro Martins Jnior 87
Dr. Antonio G mcalves Ferreira 29
Mesa eleitoral da 3a se<-5I0 da parochia
de Santo Antonio do Recife, 8 de feverei-
ro de 1886.
Manoel Jos Pereira de Mello.
Presidente.
Vicente da Silva Leal.
Secretario.
CuBsy Juvenal do Reg.
Manoel A rebanjo da Cunha.
Jos Francisco das C hagas Ribeiro.


v
i


Diario de PernambucoTer^a-feira % de Fevereiro de 1S6


O capitSo Faustino Jos da Fonseca, pre-
sidente da mesa eleitora da segunda sec-
5S0 da fregueaia de S. Jos, na igreja
dos Martyrios, etc.
Faz saber pelo presente que ,tenio-se
procedio hoje nesta segunda seccSo a elei
$ao em segundo escrutinio para um depu-
tado provincial, obtiveratn votacSo os se-
guintes Srs.: Dr. Antonio Goncalves Fer-
reira setenta e tres votos; Dr. Jos Izido-
ro Martins Jnior cincoenta e oito e maia
*m em separado; Dr. ThedoroMartins Ju
aior um ; Dr. Jos Mara Ramos Gorjao e
Dr. Martins Jnior um voto.
E para constar passou-se o presente edi
tal na forma da lei.
Mesa eleitora da segunda seccSo da fre-
guezia de S. Jos, na igreja dos Marty-
rios, 8 de Fevereiro de 1886.
Eu, Francisco Jos de Souza, secretario,
escrevi.
Faustino Jos da Fonseca,
presidente.
No segundo escrutinio da cleicio para
deputado provincial, na terceira seccao da
freguezia de S. Jos, da cidade do Recife,
btiveram votos para deputado provincial
s cidadaos seguintes :
Dr. Antonio Goncalves Ferreira cincoen
ta e oito votos.
Dr. Jos Iziaoro Martiis Jnior quaren-
la e um votos.
Em branco tres cdulas.
Compareceram cento e dous eleitores.
Consistorio da igreja de S Jos de Riba -
Mar, na cidade do Recife, 8 de Fevereiro
de 1886.
Liberato Tiburtino de Miranda Maciel.
Antonio de Lelis e Souza Pontes,
secretnrio.
Joao Antonio Lourenco Viriles,
mcsario.
Manoel Rodrigues da Silva Filho,
mesario.
Manoel Aprigio de Moraes,
mesario.
O capitao Josa Rufino Climaco da /Silva,
Ia juiz de paz da freguezia de Santo An-
tonio do Recife, em virtu.de da lei, etc.
Fas saber a todos aquelles que o presente edi-
tal lerem, que na eleicao em '2. escrutinio que
hoje procedeu-se nesta seccao para Reputado pro-
vincial pelo lu districto, acudiram a chamada 132
eleitores e obtiveram os candidatos Dr. Jos Isi-
doro Martins Jnior 81 votos, e Antonio Goncal-
ves Ferreira 51 votos, pelo que mandou am*ar im-
mediatamente & porta do edificio da Cmara Mu-
nicipal, o presente edital e publicar pela imprensa.
Eu Raymundo Pereira de Siqueira, secretario es-
crevi.
Jos Rufino Climaco da Silva,
Io juiz de paz, presidente.
Raymundo Pereira de Siqueira,
Maximino da Silva Gusmao.
0 cidado Beraardino de Sena Pereira, juiz de
paz e presidente da mesa eleitora do 4o dis-
tricto da parochia de Nossa Senhora da Paz dos
Afogados.
Pelo presente, faz saber, na conformidade do
art 148 do Reg. n. 8,213, de 13 de Agosto de 1881
trae a lista geral contendo os nomes dos candida-
tos votados hoje em segundo escrutinio para depu-
tado a Assembla Provincial, por este districto, foi
a seguinte : bacharel Antonio Goncalves Ferreira
39 vetos e o bacharel Jos Isidoro Martins Jnior
1 voto.
para constar mandou a mesa f.izer o presente
fue ser affizado no lugar do costume.
eu, Isidoro Marinho Cesar, secretario, es-
oevi.
Boa Viagem, 8 de Fevereiro de 1886.
Bernardino de Sena Pereira,
Presidente.
A mesa eleitora da seccao dos Remedios se -
rondo districto de paz da parochia de Afogados,
faz saber que na eleicao que se proceden boje para
deputado provincial obtiveram votos os seguintes
seabores:
Dr. Autonio Goncalves Ferreira 51 votos
Dr. Jos Isidoro Martius Jnior 27
para constar lavrou-se o presente edital para
ser afiliado a porta da capella dos Remedios.
Capella dos Remedios 8 de Fevereiro de 1886.
Evaristo Mondes da Cunha Azevedo,
Presidente.
M. J. Ramos e Silva,
Secretario.
Jos ElesbSo Borgcs Uchoa Jnnor.
Vicente Ferrer de Sales Men .:es.
Antonio de Moraes Carneiro da Cunha.
O cidadSp Francisco Borges Leal juiz de
pai-^fe presidente da 1* seccao eleitora
Jb 2o districto de paz de Afogados, etc.
Faz saber a quem intoresssr possa que, na clei-
jo que se procedeu no dia 8 do corrate para de-
putado provincial, obtiveram votos os seguintes
tenhores :
Dr. Antonio Goncalves Ferreira 82 votos
Dr. Jos Izid-iro Martins Jnior 35
E para constar lavrou-se o presente edital qu
ii afiliado e publicado pela imprensa.
Magdalena, 8 de Fevereiro de 1886.
O juiz presidente,
Francis.-o Bordes Leal.
1 mesa elei'-oral da 2 seccao do 1* distric-
to de paz da parochia de Nossa Senhora da Paz
dos Afogados, faz saber a quem interessar possa,
que obtiveram votos para deputado assembla
provincial ua segunda eleicao os seguintes cida-
daos :
Dr. Antonio Goncalves Ferreira 51 votos
Dr. Jos Izidoro Martins Jnior '3
E para constar mandou-se lavrar este edital,
que vae ser afiliado ua porta deste edificio e pu-
blicado pela imprensa.
Recinto da igreja do S. Miguel da parochia de
Nossa Senhora da Paz de Afogados, 8 de FV e -
reiro de 5886.
Jos Thomas Cavalcante Pe38oa,
Presidente.
Adolpho Al ves Falco Taques,
Mesario secretnrio.
Thomaz Domiogues Tavares,
Antouio Carlos do S. Lobo.
Marcolino Francisco Lins.
Mes* ros.
A mesa eleitora da primeira seceso do pri-
meiro districto de paz da parochia de Nossa Se-
nhora da Paz de Afogados, faz saber a quem in-
teressar possa, que obtiveram votos para deputado
Assembla Provincial os seguintes cidadaos :
Dr. Antonio Goncalves Ferreira 77 votos
Dr. Jos Izidoro Martius Jnior 33
E para constar mandou passar o presente edital
que ser afiliado na porta do edificio e publicado
pela imprensa.
Consistorio da igreja matriz de Nossa Senhora
da Paz de Afogados, 8 de Fevereiro de 1886.
Archias Lindolpho da Silva Mafra,
Presidente.
Clodoaldo Catao Camello Pessoa,
Secretario,
Fortunato Jos de Andrade.
Jos Antonio Pinto.
Joao Chrysostomo de Albuquerque.
Msanos.
dia 13 do corrate ao meio dia, propostas para a
execucao das obras de recostrueco das bombas de
Queimadas e de Catende, ambas na estrada Victo-
ri; a primeira oreada em 1:595*000 e a segunda
em 916*600.
Os ornamentos e mais condicOes dos contractos
acham-se n'esta secretaria para serem examinadas
pelos Srs. pretendentos.
Secretario da Reparticao das Obras Publicas, 5
de Fevereiro de 1856.
O secretario,
Jodo Joaquim de Siqueira VarejcLo.
Obras Publicas
De ordem do lllin. Sr. eugenheiro chefe, fago
publico que, de conformidade com a autoritacao do
Eim. Sr. conselheiro presidente da provincia, no
dia 13, ao m. io dia, recebe-se n'esta secretaria
propostas para a execuySo de reparos urgentes na
ponte sobre o rio Una, em Palmares, oreados em
2:019*000.
O ornamento e mais ecudicoes do eontracto
achnm-su dispesicao dos Srs. pretendentee para
serem examinados.
Secretaria da Reparticao das Obras Publicas, 5
de Fevereiro de 1886.
O scretaro,Jodo Joaquim de Siqaeira Varrjo
Edital n. 9
O Dr. Braz Floreutino Henriques do Sou-
za, juiz substituto do especial do com-
mercio desta cidade do Recife capital da
provincia de Pernambuco, etc.
Paco saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem que por este juizo substituto
do commercio, correm uns autos de execucao por
mandado entre partes eiequeutes Paiva Valente
t C. e executado Antonio Custodio Louieiro, e
tendo- se feito penbora na quantia de 209*835, em
mo do agente de leiles Joaquim Manmiano Pes-
taa a qual foi feita pelo solicitador Tranquilino
Castello Branco, acensado em audiencia do dia 17
de Dezembro de 1885 como se v do requerimento
da audiencia do theor seguinte :
Anuo do Nascimento de'Nosso Senbor Jess
Christo de 1885, aos 17 de Dezembro em audien-
cia do Dr. juiz substituto do commercio o solici-
tador Tranquilino Castello Branco aceusou a c
taco feita em dinheiro pertencente ao executado
e requeren que ficassem assignados 6 das a_ pe-
nbora, e 10 aos ere lores incertos. O que foi de-
ferido pelo juiz precedido o prego do estjlo, do
que fiz este. Eu, Ernesto Machado Freir Perei-
ra da Silva, escrivao o escrevi.
mais seno continha em dito requerimento
aqu bem e fielmente copiado, o respectivo escri-
vao o fez passar o presente edital pelo qual cha-
mo todos os credores do executado para compare-
cerem dentro do prazo de 10 dias contados da pu-
blicaco, afim de allegarem o que fr a bem de
seus direitos sob pena de revelia._
para que ebegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente edital que ser publica-
do pela imprensa e afiliado nos lugares do eos
tome.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 3 de Fevereiro de 1886. Eu, Sa-
lustio Lamenha Lias de Souza, escrivao interino
subscrevo e assigno.
Braz Florentino Henriques de Souza.
COMMERCIO
ts? commerelal
buco
de Pcrnam
Recife, 8 de fevereiro de 1886
As tres horas da tarde
Cotaces ojiciaes
Casabio sobre Para, 15 d v. com 3/8 0/0 de des-
cont.
Dit& sobre dito, 30 d/v coa 3/4 0/0 de des-
cont.
Caasbio sobre Santos e S. Pais, 60 d/v. com 1 1/4
0/0 de descont. ,
P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. L. Alcoforado,
Secretario.
HENDIMENTOS PBLICOS
de
Mes
.XFAjrDKQiDe
dem de 8
de fevereiro
146
1886
118;147|054
16:643156
Cobsclado r-aoviaciii. De 1
dem de 8
6
143:790j210
43-525*404
8:075*804
cira DRAINAQS
dem de 8
-De 1 6
51:601*208
3:463*868
405j240
3:869*108
ALTERAQAO DA PAUTA
Para a semana de 8 13 de 'evereiro de
1886
ssncsr branco, 224 rs. o kilo.
Alfanaega de Pernambuco, 8 de fevereiro de
"Os conferentes,
J. J. de Miranda.
Raymundo F. de O. Mello.
DESPACHOS dITi.MPORTAQ^O
Vapor nacional Para, entrado dos portos
do sul no dia 7 do corrente e consignado a
Bernardino Pontual, manifestou !
Carga do Rio de Janeiro
Couro caixas a Mendes d Oliveira.
Cevada 20 barricas ordem.
Colla 1 barrica a Sarapaio Coelho 4 C.
Cavallo 1 a Antonio de Souza Leao.
Caf 124 saceos a Soares d'Amaral Ir-
Hlos, 109 a Manoel T. da Costa Ribeiro,
85 a Pereira Carneiro & C-' 51 a Augusto
Figueiredo & C, 50 a Fraga Rocha & O.,
20 a Moreira Braga,
Fumo 55 volumes ordem, 6 a Sodr
da Motta & Fi.ho. Dito em folbas 10 far-
dos a Joao Francisco Leite.
Feijao 30 saceos a Fraga Rocha <& C.

Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro chefe, faco
publico que, de conformidade com a autonsacao
do Eim. Sr. conselheiro presidente da provincia
de 30 do mez findo, recebe-se nesta secretaria, no
Medicamentos 26 caixas a Francisco Ma-
noel da Silva & C.
Mercadoras diversas 1 volume a Fer-
nandes & Irmio, 1 a Braz Januario Fer-
nn des, 2 a Presiden: i a.
Mobilia 5 volumes, a Carvalho Jnior &
Leite.
Panno d'algodao 9 fardos a Monhard
Huber 4 C.
Sola 1 encapado ordem, 2 a Braz Ja-
nuario Fe mandes.
Vinho 15 barris ordem.
Xarque 1,778 fardas a Amorim Irmaos
4 C, 172 a Baltar Oliveira 4 C.
Carga da Bahia
Charutos 2 caixSes a Sulzer & Koechlin,
6 ordem.
Chapeos 4 caix5es orden.
Fio de algodao 10 saceos a Joo Fran-
cisco Leite.
Mercadoras diversas 3 volumes a Leal
& Irmao.
Movis 19 volumes ao Dr. Jos Julio F.
Braga.
Panno d'algodao 15 fardos a Narciso
Maia & C, 25 a Bernet & C, 22 a Fer-
0 administrador do Consulado Provincial dan-
do cumprimento portara n. 4G7 eiprdida pelo
Iilin. Sr. Dr. inspector do Thesouro em 23 do cor-
rente. faz publico, para conhecimento dos propie-
tarios das casas sitas as localidades constantes
da relacSo infra, que no e*paco de 30 dias utei*
ilutados do 1 do Fevereiro prximo vindouro, se-
nt ai-recadadas por esta reparticao, independente
de multa, as importancias das animidades c mais
servidos da Recife Drainage Company, correspon-
dentes ao Io semestre do eiercicio corrente de
1885-1886.
Gonsulado Provincial de Pernambuco, 26 de'Ja-
neiro de 1886.
Francisco Amynthas de Carvalho.
SelacAo a que Me refere o edital
Hupra
Freguezia de S. Fre Pedro Goncalves do Recife
Ras :
Mrquez de Olind. Bom Jess, Alves Cabral,
Conceico. Bispo Sardinha, Torres, Thom de Sou-
za, D. Maria de Souza, Vlgario Tenorio, Barreto
le Menezes, Manz e Barros, Burgos, Amorim,
Moeda, Tuyuty, Companhia Pernambucana, Ma-
dre de Deus, Domingos Jos Martins, Mscales,
Restauracao, D. Maria Cesar, Visconde de Itapa-
rica. Farol, Areal, S. Jorge, Vital de Oliveira,
Gaurarapes e Bario do Triumpho.
Fragas :
Charco, Assembla e Pedro I.
Travessas :
'ario, Madre de Deus, Campello, Domingo,
Jos Martins, Corpo Santo, Antigo Porto, Bom
Jess, Areal, Fundico, Occidente, Guararapes -
Prsca de Pedro I.
Beccos:
Ab eu, Largo, Pindoba, Noronha, Tapado 9
Paschoal.
Largos:
Alfandega, Corpo Santo e Assembla.
Caes:
Companhia, Brum e Apollo.
Santo Antonio
Ras :
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de Ca-
las, Cabug, Bario ds Victoria, Trncheiras, La-
rangeiras, larga do Rosario, eslreita do Rosario,
S. Francisco, Joao do Reg, Hha do Carvalho, Ro-
da, Patos, Calabouco Velho, Santo Amaro, Ma-
thias de Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fo-
go, Livramento, Peoba, Viscorsio de Inhama,
Pedro Affonso, Nova da Praia, Marcilio Dias, Vi-
racao, Lomas Valentinas, Coronel Suassuna, San-
ta Thereza, Vinte e Quatro de Maio, Palma, Mr-
quez lio Herval e Cadeia Nova. >
Praca:
Pedro IL
Campo:
Princeza.
Caes:
Vinte e Dous de Novembro.
Travessas:
Queimado, Cruzes, Mrquez do Recife, Bella,
Quaiteis, Calabouco, Eipostos, Martins, Flores,
Carmo, Bomba; feivramento, Arse nal, 1 da Praia
2 da mesraa, Caldereiro, S. Pe dro, Viraco, Lo
bato, Falcao, Pocinho e Concordia.
Largos :
- Paraizo, Carmo, Penha, S. Pedro e Practa.
Bccos :
Bella. Calabouco, Matriz, 1.. 2." e 3. da Caro
boa, Falcao e l. e 2. da Cadeia Nova.
S. Jos
Ras :
Marcilio Dias, Lomas Valentinas, Coronel Suas-
suna, S. Joao, Palma, Mrquez do Herval, 24 d
Maio, Dias Cardoso, Passo da Patria, Padre No-
brega, Victoria, Cadeia Nova, Vidal de Negreiros,
Fre Henrique, Dique, Assumpcao, Domingos
Theotonio, Padre Floriano, Cbristovao Crlombo,
i i
Jardim, Porte, Antonio Henrique, Nogueira, Santa
Cecilia, Santa Rita, Nova de Sana Rita. S. Jos,
Praia de Santa Rita, Pescadores, Ipyranga, Impe-
rial, Praia do Forte e Luiz de Mendonca.
Travessas :
Martyrios, Pcinho, Ramos, Caldereiro, Gaz,
Matriz de S, Jos, Forte, Prats, Serigado, Copia-
res, Nova de Santa Rita, S. Jos, Praia do Forte,
Peixoto e Lima.
Bccos:
Paula, Caldereiro, Gaz, Assumpcao, l. de San-
ta Rita Nova e Matriz de S. Jos.
Largos :
Forte j Mercado.
6a- Vista
Ras :
Imperatriz. Conceiclo, Visconde de Pelotas,
Tambi, Visconde de Albuquerque, Aurora, Capi-
baribe, Ponte Velha, Conde da Boa Vista, Ria-
chuelo, Uniao, Saudade, jete de Setembro, Hos-
picio, Camaro, Rosario, Gervasio Pires, Atalho,
Secego, Principe, Santa Cruz, S. Goncalo, Coe-
lho, Hospital Pedro II, General Sera, Coronel
Lamenha, Alegra, Lcilo Coroado, Baro de S.
Borja, Soledade, Visconde de Goyanna e Attra-
cSo.
Travessas :
Gervasio Pires. Coihos, Atalho, Barreiras, Ve-
ras, Quiabo, Joo Francisco, Mangueira, Cam-
pia e Palacio do Bispo.
Pracas :
Conde d'Eu e Santa Cruz.
Largo :
Campia.
Boceo :
-3 lho.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official da imperial ordem da Rosa ejuiz
de direito privativo de orphaos e ausentes
nesta comarc do Recife, e sen termo
em Pernambuco, por Sua Magettadt Im-
perador o Sr. D. Pedio 11, a quem
Deus guarde.
Fago saber aos que o presente edital virem ou
delle noticia tiverem que no dia 9 do'c.orrente mez
depois da audiencia deste juizo, na respectiva sala
ir a praca para ser arrematado por quem maior
preco ofierecer. um sobrado de'dous andar n. 71,
sito a ra do Visconde de Itaparica, cem 3 portas
de frente no andar terreo urna dasquaes d entra-
da para os andares superiores, tendo a loja 2 salas
pequeas, 2 quartcs, cosinha e quintal murado que
foi avaliado por 5 contos. E vai a praca em vir-
tude da carta rogatoria viuda do juiz de direito
da comarca de Vianna do Castello, reino de Portu-
gal, para pagamento do imposto devido a fazenia
provincial, de cojo predio sao co-senhoros^. Maria
da Assumpcao Campo3 e Silva, maiores e menores,
Manoel e Delfina, representados por"seu tutor Ma-
noel Luiz Monteiro.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar o presente que ser publicado pela
imprensa e afiliado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, aos 5 de Fevereiro
de 1886.
Eu, Manoel do Nascimento Pontes, escrivao o
snbscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
dos
Manta Casa de Misericordia dr
Recife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um tres ali-
os, as casas abaiio declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240;f)C<:
dem 'dem n. 49
Ra do Bom Jess u. 13, 1 andar 3 0.5000
dem n. 29, loja 21 O001
dem idem n. 29, I- andar 240* U
Ra dos Burgos n. 27 2165000
Ra da Madre de Deus n. 10-A 180500'I
Caes da Alfandcca arnv;:etn n. 1 1:6005000
Ra do Mrquez de Otinda n. 53, 2o
andar 5075000
Ra da Guia n. 25 200
Becco do Abreu n. 2, ioj 484000
Ra do Visconde de Isapiuriea n. 24,
pavimento terreo, 1* c V andar, por 1:6005000
Ra das Calcadas n. 32 2005000
Secretaria da Santa C8h de Misericordia do
Recife, 6 de fevereiro de IS86.
l escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza
P
Palha de carnauba 400 rnolhos ordem.
Sal 42,800 litros ordem.
Vellas de cera de carnauba 4 caixas &
Gomes de Mattos
reir & Irmao, 5 a Luiz A. Sequeira, 8 a
Goncalves Irmao & C, b a Rodrigues Li-
ma & C.
Vapor francez Ville de Santos, entrado
dos portos do sul no dia 7 do corrente e
consignado a A. F. de Oliveira & C, ma-
nifestou :
Calcado 1 caixao a Jos Fernandes Po-
cas.
Chapeos 1 caixao a Adolpho & |Ferrao.
Sabio 3 caixas a Baltar Oliveira & O
Xarque 250 fardos a Pereira Carneiro
& C.
Lugar inglez Elisabeth Stvens, entrado
do Rio Grande do Sul, no dia 7 do cor
rente, e consignado a Balthar Oliveira &
O, manifestou :
Bagres seceos 400.
Ceblas 1500 resfeas.
Farinhas 13 quartolas e 12 barris.
Linguas seseas 15 barricas.
Oleo de Mocot35 caixas.
Xarque 187,500 kilos ordem,
Hiate nacional Jalo Valle entrado de
Macu, no (lia 8 do corrente, e consigna-
do a Manoel Joaquim Pessoa, manifestou i
Algod3o 2jsaccos ordem, 10 a Gomes
de Mattos Irmaos.
Cera de carnauba 297 saceos aos mes-
mos, 6 a Manoel de S Leitao.
Couros salgados seceos 69 a Gomes de
Mattos Iroiaos.
Esteira de palha de carnauba 4 rnolhos
aos meemos.
Garrafas vasias 4 caixas
aos meamos.
DESPACHOS DE EXPORTADO
Em 6 de fevereiro de 1886
Har o exterior
No patacho americano Agnes, carregou :-
Para Boston, Engenho Central 1,000 saceos
com 80,000 kilos de ssucar inascava lo ; II. Fors-
ter & C. 2,000 ditos com 150,0u0 ditos de dito.
No patacho americano Ned While, carre-
gou :
Para New-York, H. Forster & C. 3,000 saceos
com 225,000 kilos de assucar mascavado.
- Na escuna americana Eduard Staart, c
regou :
Para New York, H. Forster & C. 1,000 saceos
com 75,000 ki'os de assucar mascavado.
No pa|acho inglez Loyaslist, carregou :
Para New-York, M. J. da Rocha 84 saceos com
6,300 kilos de assucar mascavado.
= No brigue portuguez Tito, carregou :
Para o Porto, J. S. Loyo & Filho 40 saceos
com 30,000 kilos de assucar mascavado.
No vapor francez Ville de Santos, carre-
gou :
Para o Havre, A. Labille 214 couroa salgados
com 4,494 kilos ; P. Carneiro & C. 24 latas com
doce de caj.
Par o Interior
No vapor francez Ville de Cear, carre-
gou :
Para Santos, Maia & Rczende 600 saceos com
36,1-00 kilos de assucar branco e 500 ditos com
30,OC0 ditos de dito mascavado ; S. Guimares fc
C. 100 ditos com 6,000 ditos de dito branej.
No vapor nacional Para, carregou :
Para Manos, Maia & Rezende 25 barris com
2,400 litros de agurdente ; Amorim Irmaos & C.
30 ditos coqd 2,880 ditos de dito.
Para Maranho, Burle & C. 90 barricas com
3,721 kilos de assucar branco ; M. F. Marques c
Filho 150 saceos com 11,250 ditos de dito.
Para o Para, L. de Lemos Dnarte 133 barricas
com 5,9% kilos de assucar branco ; p. a. de
Azevedo 200 ditas com 10,800 ditos de dito -
Amorim Irmaos & C. 100 ditas enm 6,284 ditos de
dif i : M. F. Marqueu & Filho 300 ditas com
20,785 ditos de dito ; F. de Macedo 300 ditas com
16,240 ditos de dito ; S. G. Brito 300 volumes
com 15,000 ditos do dito ; V. T. Coimbra <00
barricas com .'0,222 ditas de dito ; J. D. Dias 110
ditas com 5,972 1/2 ditos de dito ; Maia 4 Rezen
de 20 ditas com 1,500 ditos de dito refinado, 35
volumes con 2,025 ditos de dito mascavado e 300
ditos com 22,761 ditos de dito braneo.
No vapor nacional Slarinho Visconde, car-
regou :
Para Bahia, M. C Lopes Vianna 22 cascos com
2,200 litros de mel.
No hiate nacional Camelia, carregou :
Para Maco, J. Cantillo 100 saceos com farmha
de mandioca.
Na barcaca Conceico, carregou:
Para Villa da Penha, J. Figueiredo 200 saceos
com farinha de mandioca.
Na barcaca Paraguassu', carregou :
Para Parahyba, J. Baptista 126 saceos com fa-
rinha de mandioca.
No cter Jaguarary, carregou :
Para o Natal, M. Amorim 152 sa.'cos cem fari-
nha de mandioca.
Companhia de edifcaos
Sao convid idos os subse ores dessa compa-
nhia para urna reunio, q^e devera etFectuar-te
no dia 15 do corrente, a 1 bei a da Tarde, ra Imperador n. 38, 1 andar, atim de se tratar de
negocio importante relativo mesuia companhia.
Recife, 6 de fevereiro de 1886.
ntriA\i>Aii:
DE
J. S. da Conceico
Militares
Eleicao
Pela terceira vez sao convidados os msmbros
desta irmandade, para comparecerem no seu con-
sistorio na tarde de 10 do corrente, s 5 horas,
afim de proceder se a eleicao da administrafao do
corrente auno.
Consistorio da irmandade da Conceico dos Mi-
litare?, 9 de fevereiro dn 86.=0 secretario,
Ernesto de Souza Leal.
Arsenal de guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distri-
bue-se costuras nos dias 9, 10 elido mez cor-
rente, s costureiras de ns. 151 209.
Previne-so que soffrer a multa de 5 0/0 toda e
qualquer costureira que exceder do prazo de 15
dias com suas costuras, salvo se apresentar do-
cumentos que justifiquem essa fa ta.
Previne-se mais que s<5 se entregar costuras
s proprias costureiras, ou salvo porm eutorisan-
do por f scripto pessoa de sua confianza.
Seccao de costuras do arsenal de guerra de Per-
nambuco, 6 de fevereiro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alferes adjunto.
Indemnisadora
Esta companhia est pagando a quarta distri-
buieao da liquidagao do 3o decennio, na razio de
13^000 por acedo. Recife, 3 de fevereiro de 66.
IRMANDADE '
DI
Scnnor Bom Jeus Ion CMsso* da
matriz do Corpo Manto
AVISO
Em nome da actual asesa regadora, roga-so
todas aquellas peisoas que erntervam em 6eus po-
deres capas pertencentes a n.-ssi veneravcl irman-
dade, O obsequio de as man lar entregar ao nos3o
irmao thesoureiro, ra do Bm Jess n. 59, cor-
tos de que a actual mesa regedara nao s ficar
agradecida, como tambem p .ra evitar duvidas fu-
turas.
Consistorio da irmandade, aos 6 de fevereiro de
1886.-O escrivao,
Francisco Antonio Correia Cardoso.
Companhia
[mperial
DE
SEGUROS costra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadtriai
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuizoa
CAPITAL
Rs. 16,000:0004000
Agentes
BROvVXS&C.
> N. Ra do Commercio N. E
CA
i
Gompanhist de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Esa?>c3cida em AS55
PiTAL 1,000:0001
SIN'ISTROS PAGOS
\t 311 de tlezeiubr le tHHl
liarilimos..... I,II0:0M80M
Terrestres..- 316:00080011
44lina do Commercio
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
Todos os recibos dessa
empreza devero seppas-
sados em tales carimba-
dos e firmados pelo abai-
xo assignado sem o que
Qo tero valor algum.
George Wiadsov,
Arsenal de Guerra
O conselho de compras receba propostas no dia
12 do corrente, at as 11 horas da mauha, para a
compra dos artigos seguintes :
Panno azul para fardamento de pravas,
metros
Algodilo em rama, kilogrammas
Alpaca preta, metros
Casemira branca enfi stada, metro
Panno alvadio jara capotes, metros
Panno azul para c potes de inferiores,
metros
Algodao msela, metros
Baeta encarnada, metros
Botes pretos, grandes, de ac
Ditos ditos pequeos
Bandas de i para inferiores
Gravatas de sois enveruisaJa
Luvas de algodao, nares
Ta m neos, pares
Brim branco, metros
Lencos
Meias, pares
Sapatos, pares
Chapeos de Braga
Esteiras
Algodaozinho, metros
Brim pardo, metros
Za: te, metros
Ganga e acamada, metros
Cas' mira encarnada enfestada, metros
Aniagem, metros
Hollanda de forro, metros
Colclietes pretos, pares
Previne-se que nao serao tomadas em conaide-
reciio as propostas que nao forem feitas na forma
do art 64 do regulamento de 19 de outubro de
1872 em duplicata, com referencia a um s arti-
go, mencionando o no i e do propon;nte, a inaiea-
cao da casa corame.cial, o prego de cada artigo,
o numero e marca das amostras, declaradlo ex-
pressa de sujeitar-se a multa de 5 0/0, no caso de
recusar assignar o contrato, bein como as de que
tratam os arts. 87 e 88 do regulamento citado.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernambu-
co, 4 de fevereiro de 1886. O secretar'o,
Jos Francisco R. Machado.
1,107
17,032
15,
5,90
1,400,
8,
96,25
40,60
10
10
13
159
12
21
302,50
464
512
823
42
87&M
4,08
24,25
5,62
68,20
68,20
418,75
124
MARTIMOS
naiubneana
Ra do Commercio n.
38
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 7
cional Para, de 1,99'J toneladas, com-
mandante Carlos Gomes, eqnipagem 60,
carga varios gneros : a Bernardino Pon-
tual.
Rio de Janeiro Patacho americano Josefa,
de 2t6 tonelrdas, capiin O. A. Q-ood-
win, equipagem 10, eni lastro; urdem-
avio sahido no meaao diu
Bahia e escalaVapor nacional Marinho
Visconde, commandanto Jos Joaquim
Coelho, carga varios gneros.
Navios entrados no dia 8
Liverpool e escala 23 1|2 dias, vapor in-
gle Delambre, de 9S8 : toneladas, com-
maodante James Grimes, equipagem 27,
carga varios gneros ; u S.ianders Bro
thers & C
Swansea31 dias, barca ingloza Beta, de
466 toneladas, capitSo David Leonard
equipagem 13, carga car/ao Je psdra ;
ordem.
Santa Catharina-5 dias, brigua portuguez
Soberano, de 242 toneladas, cop;to
Jos dos Santos, equipagem 10, carga
farinha de mandioca; a Pereira Carnei-
ro Santos29 dias, barca norueguense Uniao,
de 467 toneladas, capit2o John Peder
seu, equipagem 12, em lastro; a Her-
mn Lundgreu & C.
Navios sahidos no mesan dia
Rio de JaneiroEscuna nacional Caroli-
na, capito Tito Jos Evangelista, carga
sal,
CearLugar inglez Hctor, capitulo H.
Merwoonb, em lastro.
Havre e escalaVapor francez Ville de
Santos, commandante P. Mazon, carga
vorios gneros.
Cear e escala Vapor nacional Ipojuca,
commandante Francisco Carvalbo, car-
varios gneros.
Manos e escala Vapor nacional Para,
commandante Cr.rlos Gomes, carga va-
rios gneros.
Barbados Barca ingleza Enchantresse,
capitao Jamer Starby, em lastro.
Parahyba Brigue portuguez Soberano,
capito Jos dos Santos Labrincha, car-
ga farinha de mandioca.
London and UrasiEan Bank
- Limited
Ra do Commercb n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco ,em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezea.
CONTRA FOGO
The Liverpool & London i. Glob
INSUMAME COMPANY
n
covni.t foco
Nortb Brish & Mercantile
CAPITAL
.OOO.OOO de libras scrlinas
AGENTES
Admson Howie & C.
RA DO COMMERCIO N.
CHARGELRS RE15IS
Companhia Franceza de navega-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
stemer Ville de Cear
E' esperado da Euro-
pa at o dia 9 de Fe -
vereiro, seguindo de-
pois da iudispensavel
demora para a Ba-
bia. Rio de Ja-
neiro e s nio*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p'los
vapores destm linha,n'aeiram apresentar dentro de 6
diasacontar do da descargadas alvareng.i. toa.
quer reclama^ao concernente a volumes, qn! por
vi ntura tenham seguido para os portos do sui,afim
de Sttjpodcrein dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiros, para
os quaes tem excellentes accomodacoes.
Angosto F. de OSiveira & C.
AGEXTEM
42-RA DO COMMERCIO-42
Companhia llra. ileJri de XaTc-
ga^o a Vapor
PORTOS DO SUL
U vapor Pernambuco
Commandante o capttao de fragata Ped o
H. Duarte
E' esperado dos portos do
norte at o dia 12 de Feve-
reiro, e depois da demora
indispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga pa-
ra Santos, Pelotas e Rio Grande de Sul, frete m-
dico.
Para carga, passagens, encommendas valores
traqta-sena agencia
N. 46 -RA DO COMMERCIO-N. 46
ROYAL MAILTTAM PACKET
COMPANY
0 paquete Tamar
VAPORES ESPERADOS
Vdle de Cear
Tamar
Actor
Pernambuco
Mondego
Cear
Desterro
Espirito Santo
Tagus
Senegal
Bahia
Rio de Janeiro e escala- 6 dias, ve por na- 'La Piala
da Europa hoje
da Europa amanha
de Liverpool a 12
do norte a 13
do sul a 14
do sul a 16
de Hamburgo a 20
do norte a 22
da Europa a 24
do sul a 25
do sol a 26
do sal a 29
EMPREZA D GAZ
Pede-se aos Senho
res consumraidopes que
queiram fazer qualquer
comunicaco ou reela-
maeao, seja esta feita no
escriptorio desta empre-
za ra do Imperador n
29, onde tambem se re-
cebera qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e quando or pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
tins Carvalho.
E' esperado daEuopa no dia
10 do corrente, seguindo
depois da demora necessa-
ria para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Mondego
E esperado
do sul no da 14 do
corrente, seguin io
depois da demora
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, Vigo e Son-
t ha ni po o
Para passagens, frotes, etc., tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
8-Rna do Commercio3
HaiMrE-SBflafflerlWsci-"
DamprschifKTahrts-Gesellschaft
0 vapor Desterro
Espera-se de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
sc com os
CONSIGNATARIOS
Borstebnann &
RUADO VIGiVJUON. S
1* attdar
Barcaca
Vende-se urna barcaca de 300 ss ecos ; a
aa ra Direita n. 82, loja.
traa
t
1
CiMtoi
i
<

i
-.

i
{
M
*-*.


a*

i
Diario de Pernambactt---Tersa-feira 9 de Fevereiro de 1886

Pacific Steam Navigalion Cpmpany
STllATTS OF MAGELLAN LINE
Paquete Aconcagua
' esperado da Euro-
pa at o dia 15 do cor-
'rente, e seguir para o
sul depoia da demora
Pdo costumc.
Para carga, passageos e encommendas e dinhei-
ro a frote tracta-se com os
AGENTES
WNsou Sons & C. Limited
14 RA DO COMMERCIO N. 14
TERgA FEIRA 9 DO HRRENTE
No Cajueiro, casa junto ao Hospital Portug uez
O Dr. Fabio A, dos Res e Silva tendo mudado
sua residencia para o Rio Grande do Sul faz leudo
por interveocio do agenta Pinta, dos movis e
mais objectos existentes ra casa em que resida
no Cajueiro junto ao porto do sito do Hospital
Portuguez.
Os referidos movis acham-se em bom estado
de conservaco.
A's 10 horas e 6 minutos partir o bond da
linha da Magdalena que dar passagem gratis aos
concorrentes do leilo.
Principiar s 10 e 1\2 horas
Porlo e Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima o
biigue por uguez Tito ; phra o resto da carga e
passageiros, trata-se cem os consignatarios Jos
da Silva Loyo & Filho. ________
Roya Mail Steam Pac ^
Compauy
Reducido de passagens
Bilhctes especiaes of
ferecendo facilidades
aos senhores viajantes
para visitar a expsi-
to colonial em Lon-
dres, de 1886.
Ida c volta de Per-
nambuco a Southamp-
ton, primeira elasse,
com o prazo de 6 mc-
zes libras sterlinas 36,
15, 0.____________
Para
Leilo
4*uarta-feira, do corrente
A's 11 horas
Xo armnzem da ra do Bom Jess n. 19
Mobilias de Jacaranda, simples e con encost
de palhinha, de junco, guardas loucas, guardas-
vestidos, fiteiros, secretarlas, carteiras, marque-
zocs, camas da casal, e para medinos, mesas els-
ticas, e simples, consolos e mesas redondas, ca-
deiras avulsas, de arnarelo p jaairandi, aparado-
res, quartinheira?, cabids para aliante, grades
de amarello, mesas de ferro, cofres provade fogo,
espelhos ovaes, e grande quantidade do pequeos,
quadros, jarros, lanternas, lustre de brouze, louca,
calix, doceiras, relogios, estojo para barba, talhe
res com cabo de prata, bandejas, salvas, fogao de
ferro, rminho, machina para pr-guear, chapos
para senboras, botoes, brimzao, jarros e eduogas
para jardiro, registro e candieiros para gaz, bote a
iNusremos, e outros inuitof objectos.
A o correr do martello por ter de se entre-
gar as chave3 do armazom
IG1RASS
N. 88:200
O Dr. Francisco Xa-
vier Paes B arreto,
pela 4.a vez robado a
vi r ou mandar a ra do
Mrquez de Olinda n.
50, dar rumprimento
ao numero cima.
.'onSues op zejndtu e ozojriod no
opoSu op suepjosep Jod eepauoia
-booo no Ba|)BuisB||M uio9|JoepsBo
-uoop s bjjuoo e 'soozes 8 B|8ded
'sXq r 'i.aqeo P sejorj sb 'bsoajojy
0PePlllqua 8 BJ JUOO |OAl||BU| BJ.10,3
J^lisd -e o suri so 'optp o
jovxytsym so*ejqoa trasv 9nStre9
,*pijopBogund'i3A,BjrarpB a oaou e^
a3iNvond a OAiivundsa
Mencao
Brlgrie
D- Francisca
E' esperado nestes lias, eogaja carga fret
mdico, parn sahir com toda a brevidade : trata
na ra do Mrquez de Olinda n. 0.
&EIL0K
Hojc, fia 10 hor.-.s e G minutos parto o bond
da linha da Mii|j.dslliM cui concurrentes ao lei-
lo de movis ouca, vidros, quadros a espelhos na
casa em que morou o Dr. Reis e Silva no Ca-
jueiro.
Quarta-feira 10, o de movis no 2o andar
do sobrado da ra Estreita do Rosario n. 3i>, em
que morou o Sr. Lobo.
I
e
ei'ao
>>
de movis, louca, vidros, espelhos e qua-
dros
Tcr;a-fclra. 9 do corrale
Agente Pinto
O diario d'amanha dar os pormenores e a ca-
sa em que deve ter lugar dito leilo.
grate Pestai
Importante leilo
de boas casas terreas
Terca f el ra 9 do corrate
A's 11 horas em ponto
No armazem da ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, competentemente autorisa-
do, levar a leilo, por conta e risco de quem per-
tencer, as boas casas terreas abaizo mencionadas,
as qnaes se recommeudam pelo seu bom estado de
conservaco e per se acbarem livree e desemba-
razadas de qualquer onus :
Casa terrea sita roa de Lomas Valentinas n. 7,
com dnas salas, tres quartos, cosinha, quintal
com porto e cacimba, rendendo 240^000 an-
nuaes.
Casa terrea sita ra de Santa Thereza n. 27,
com duas salas, dous quartos, cosinha, quintal
com porto e cosinha, rendendo 2220G0 an-
nuaes.
Casa terrea sita ra de Antonio Henriques n.
12, com duas grandes salas, dous quartos, co -
sinha, grande quintal com cacimba i porto.
Tres casas terreas, completamente novas, sita?
ra da Baiza Verde, na Grajas, de ns. IB, 1
C e 3, em terrenos prODrios, rendendo cada urna
192*000 annuaes.
E urna dita sita ra do Nogueira n. 9, com duas
salas, dous quartos, cosinha e grande quintal
com cacimba, rendendo 270* annuaes.
Grande e
Leilo
Da bons, movis, louca, crystaes, espelhos, e
cofre, 2 cartpiras, 1 prensa de copiar cartas, ban-
cas, mesas de ferro para jardim 1 fogo de ferro
novo.
A SABER :
ala
1 piano forte, 1 cadeira para piano, 4 quadros
com finas gravuras, 1 mobia de Jacaranda com 1
sof, 2 consolos, 2 cadeirts de bracos, 12 de guar-
nico, 4 casticaes com mangas, 2 jarros com bolas,
1 redoma com peanba, e 5 lancas para cortinados.
** sala
1 mobilia de Jacaranda massissa com tampo de
Kdra marmore, i jarros para flores, cadeiras de
Unco, 2 espelhos d mrados ovacs e grande.
3a ala
1 mobia de amarello com 1 sof. 2 consolos com
pedras, 2 cadeiras de bracos, 12 de guarnico, 2
de balanco, 2 quadradOs e 4 jarro3 para fbrea.
I* tala
1 mesa elstica com 6 taboas, 1 guarda lonja
envidracadn, 1 aparador raiz de amarello, 12 ca-
deiras, 1 quartinheira, 1 jarra grande com tornei-
ra, 2 apparclhos de p reelana para cha e jantar,
copos, clices, garrafas e campoteira, 1 cadeira
alta para meaino ir a mesa e 12 cadeiras de janeo
Esrriptorio
1 barra prova de fog >, 2 carteiras, mochos, 2
mesas para advogados, 1 mesa com prensa para
copiar cartas, 1 mesa redonda, e 6 cadeiras.
Io aliarlo
1 cama franceza de Jacaranda c cpula, 1 com-
moda, 1 lavatorio, 2 cadeiras de bracos, 1 lavato-
rio de ferro com podra, 1 mesa com abas, 1 cabide,
1 cama de ferro e 6 cadeiras de juncos.
9 quarlo
1 cama franceza de amarello. 1 guarda vestidos,
1 marqoezO; 2 commodas, 1 cabide, 1 cama para
crianca, 1 berco e 1 lavatorio.
Objectos avniMOM
1 fogo de ferio novo, 1 sof de ferro, 1 mesa
redonda com marmore para jardim, 1 escada, 1
banheiro, 1 dito com chuvisco, J guarda louca,
1 aparador com pedra e outres muitos objectos de
casa de famil;
Leilao definitivo
(De predios e terrenos)
O agente Brito, levar leilo o seguinte :
Urna casa terrea com sotao, port.lo ao lado, si-
io mu rado e arborisado, 2 cacimbas, agua de be-
ber, 3 quartos grandes, junto a casa, terraco e
gaz, rende 480$.
Um terreno ao lado com 90 palmos de trente,
murado e com alicorees para 3 casas de 30 pal-
mos, j tendo 3 paredes dobradas na altura de
aodaimes, sito estrada de Joo de Barros n. 33,
defronte da estacao do Principe.
Um terreno no fundo do sitio, sahida para Joo
de Barros, porto n. 15, com 4 meias aguas que
rendem 432$, ttm cacimba e apparelhos particu-
res, 2 casas terreas novas sitas rua de Ria-
chuelo ns. 50 e 52, defronte do quartel de poli-
aia, rendem 4083, tudo em chao proprio.
Quarla-feira. 10 do correle
.el' 11 horas
Rua do Imperador n. 24
Na rna larga do Rosario n. 13, vndese passa-
ros de diversas qualidades, cantadoras, e por pre-
cos commodos, e 20 voluntes da Historia Uaiver-
8 al, por Cesar Cantu.
Caixdro v'e eseripta
Precisa-ae de um caixeiro qm tonha boa lcttra
e pradea de escripturaco, para fra da cidade ;
a tratar na ru i Duque de Casias n. 43.
VPIA ^P odoj'BX
r "1-">A M9K '-bl> V XB|.>anj[ opojjOjJ
tp oijjnpoj moa obi(i.v(.'ii op opoS|.>|
ap ooio ojnj o Bjjsqocwop opuot smn s)OMO
j -VU33 ,J 'SOIUOJUOD Pop ODHpuopo.ult 8 JOS|A OAJIUf
,jd nj o opt3jB; o opiaaunBjjiia odjoj o amptw .(
''3)0'os'ojjj-j op odJ'BWop 'opsSijop*s4uiuic
-ir^eo 'soaao sop > s|jpsu{) sop 'rvuoa qnpfag p
Atau >op bb 'ouisnutnnoia 'sniu^ojo^rj 'B3iBtq)if(( ep
XWVJ OJO^d SOBjURiaSailUIOD 3 3}U3IU|i:.>lpUi UII3
^0NML Alljj^

ALBERTO HENSOHEL & C.

52-R11A DO BARAO DA VICT0RI4--52
Pharmacia
Vene-se a b?m conhecida e afreguezada Phar-
macia Humanitaria, i rna do Rangel n. 48. Re-
commenda-se pelo local, 1 oa arn.acao e excellente
VkSilhamo ; quem pretender, dirija-se mesma
pharmacia, oude acbar com quem tratar.
Empregado
Precisa se de um que saiba tratar de vacces,
prefere-se portuguot ; a contrapar na rua do Mr-
quez de Olinda n. 47, 1- andar, das 11 s 2 horas
da tarde.
H
Leilo
De movis, louca, vidros, 3 venezianas e urna mesa
grande para afaiate (obra de gosto).
A saber :
Urna mobilia de pao carga com 1 sof, 2 con-
sol, 2 cadeiras de bracos, 12 ditas de guarnico,
2 de bataneo, 4 jarros para flores, 4 bolas, 2 can-
dieiros a gaz, 2 castica 'S e mangas, 1 espelho oval
grande dourado, tapetes de sof, escarradeiras e
tres venezianas para fora de janella.
Urna cama franceza, l commoda, 1 toilette, 1
lavatorio, 1 marquezo, 2 cabidos. 1 cama de lona,
1 meza de cama.
Urna moza clstica nova, 2 apparadores, 12 ca-
deiras, louca para cha e jantar, copos, clices,
tr?ns de cosinha, meza de cosinha e mais acces-
eorios de casa de familia.
Quarta-feira, 10 deFevereiro
No 2 andar do sobrado da rua Estreita do Ro-
Dario n. 30.
Joo Antonio Corrcia Lobo faz leilo por inter-
venco do
\Gmra, pinto
dos movis e mais objectos existentes no 2 andar
do sobrado da rua Estreita do Rosario n. 30.
Principiar s 10 e 1/2 horas.
AVISOS DIVERSOS
Na rua 'strelta do Rosario n. 10,. tem para
vender mobilia de Jacaranda o de po-caaga, por
precos con modos, assim como diversas pecas
Maula.
Aluga-se o 2- andar da casa n. 1 do pateo
do Terco, o 3- da de n. 3 rua da PenUa, o 1-
da de n. 19 mesma rua, o 1- da de n. 18 rua
Direita, o 1 da de n. 66 mesma ua, o 1- da
de n 35 travessa de S. Jos, o 1 da de n. 34
rua estreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
4 rua do Rangel, 26 rua Duque de Caxias, 1 do
pateo do Terco, 27 rua de Lomas Valentinas,
24 rna do Arago, e a casa de n 35 rua da
Viraco ; a tratar na rna do Hospicio n. 3*.
_ Aluga-ae a casa com sota, toda catada e
pintada de novo, sita rua da Fundico n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na rua do Mrquez de
Olinda u. 8, litbographia.
Aluga-se o armazem da rua do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com Prente Vianna &
Companhia
Aluga-se catas a 8u0n, no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncalo : a tratar na rua da Im-
peratriz n. 56.
= Os hachareis Antonio Justino de Sonsa e
Pedro Affcnso de Mello mudaram o seu escripto-
rio para a rua Duque de Caxias n. 54, 1" andar
onde continuam a exercer a sua profisso de ad-
vogados.
Eu, abaixo assignado declaro que vend a minha
taverna sita rua Imperial n. 151, ao Sr. Joo
Bento Rodrigues, livree desembaracada at 31 de
Janeiro.
Joaqhim Francisco Queridoi
O abaixo assignado declara a-quem mteres-
sar posea que, desta data cm diante, nao 83 res-
ponsabilisa por debito algum, contrahido em seu
nome por quem quer que seja,
Recife, 1 de Fevereiro de 1886.
Jos Monteiro Torres de Castro.
Aula mixta particular de instrueco prima-
ria, Deodata Ancua Perreira da Silva, rua Vi-
dal de Negroiros n. 21.
Aluga-se urna ama para cosiuhar. comprar e
passar alguma roupi a ferro ; na rua do Livra
ment n. 24, 1* andar.
= Ao IUm. Sr. Dr. Antonio Pilemon Goncal"
ves Torres comprimenta a Livraria Parisiense.
Alaga-se a casa terrea n. 8 rua de Ria-
chuello, com 2 salas, 2 quartos, cosinha tora,
quintal e cacimba meieira ; a tratar na rua da
Madre de Dous n. 34.
Aliiga-se a casa u. 7, na primeira travessa
da rua do Principe, da freguezia da Boa Vista,
com bastantes commodos para pequea familia :
quem a pretender, dirija-St- rua da Aurora nu-
me'o 31.
Precisa-se de urna ama para casa de rapaz
soltciro ; trata-se na rua do Caldeireiro n. 39, ta-
verna.
Preeisa-se de vendedores de taboleiros de
bolos, pagando-se vendagem, sendo d* boas con-
ductas, e urna mulher de idade para lavar e co
sinhar o de conducta enancada ; na rua da Ma-
triz da B-a Vista n. 8.
Na rua da Unio n. 54, compra-so um bal-
co grande e um lustre de 3 ou 4 luzes, es'ando
em bom estado ; assim como se precisa do um
menino para caixeiro, e que tenha m-atica.
Precisa-se de urna ama para cosintiar ; na
rna do Livramcnts n. 8, toja.
Previne se ao Sr. Julio do V lie que venha
buscar o pierrot que deixou como penhor da roupa
que mandau engommar, pois j fazem dez mezes,
sobre pena de ser vendido para pagamento da
mesma roupa, caso nao venha buscar nestes oito
dias, a cantar desta data. Recife, 8 do feveieiro
de 1886.
Mara Florinda da Conceico.
os especficos veterinarios
0ME0PATHIC0S^=
==DE HUMPHREY.
* Para a cura de todas as doen^as de
tarallos, Gado, Carneiros, Caes, Por-
eos, Ares.
Tem sido usado com feliz resultado por
Fazendeiros, Criadores de gado, Car-
ros -ferris, etc., etc.
Certificado e osado pelo Governo dos
Estados Unidos.
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(seda de Bordar.)
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Julgapdo ser de grande ulilidade dos negociantes da
America do Sul, terem fios de seda c retroz prepara-
dos em material mais leve do que sejam carreteis de
Eo, estamos promptos a fornecer para exportaco
ds de seda. retru de seda e seda de bordar, de
todas as qualidades, preparadas em lancedcrras de
papel ou de pennas como cima representado.
Temos todos os taannos de rio preto e mais de
quinhentos cores. 0
Dirija-se a Brainerd 4 Armttrong Co."
6ai Market Street, 469 Broadway,
,U.S.A..
Phadeiphia, U. S. A.
New-York, 1
tima sandade desfolhada sobre o tmulo de mi-
nha presada amiga Maria do Carmo de Souza
Vianna.
Recife, S) de fevereiro de 1886.
Maria do Rosario Pinbeiro.
nionia de i'ailua da F. Ventura
D. Joanna Auta da Fonseca Ventura, seu en-
teado, filhos e genro mandam resar urna missa
por alma de seu presado tllio, irraao e cunbado,
as 7 1/2 horas da manhl do dia 10 do corrente,
trigsimo de seu passameato, na matriz da Boa-
Vista. Desde j agradecen) s pesaoaa quo Ibes
prestarem mais esta prova de amizade.
~Sp
esa Candida Cavalcante lila*
Jeronymo de Hdlanda Caval ;ante e seus filhos
agradecen do intimo d'alm-i todas as pessoas
quo se dignaram acompanhar sua ultima morada
os reitos tnortacs da sua presadissima esposa e
mai ; o de novo as convidam para assistircm a
missa de ietitn> din, que mandam resar por alma
da finada, na igreja dj convento do Carmo, sab-
bado 13 do corrente. p.-lm 8 hora^ do di.
Hara nella de ueiroa Cabral
Anasaeio Francisco Cabral manda resar urna
missa na igrej* da Sinta Cruz, As 8 horas do dia
11 do corre, te. pelo repouso eterno de sua lem-
brada espora, Mura Vilella de Queiroz Cabral, e
oede aos amigos e pareles par- a9sistirera a esse
acto dr candad i religo.
Unnoel loafinim Crrela de
.traojo
Pedro Beaerra Cavalanto Maciel manda resar
urna missa ni matriz de .Santo Antonio, s8 1/2
horas da manha do dia 10 do corrente, pela alma
de seu presado amigo, Maoocl Joaquim Correa
de Arauj 1 anniversario do seu fallecimento,
convida aos seus amigos e parentes e os do falle-
c io, para assiatireo a este acto de religio, pelo
qne muito agradecer.
Fados e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgico.
Nesta typographia e,ng rua Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas horaeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintfs molestias : asthmatico,
ainda mesmo bronchitico; eiysipela, enzaqoecas;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino);
tosse convulsa, falta de menstraacSo ; cmaras de
sangue : estericos ou metnte ; dores de dentes ou
nevralgias, metrorragia; vermfugos, denticaoe
convulsdes das criancass tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
v'ifrrrn'BfJtnoo ay Biooit
p..___ __^.' aa
'OHuaj aa oxannaoi
,HOO
OBIJIBOBa ap 0pB3!J ap 08|Q OJOrJ
'BnnssiurB^iodnij BjjeqoosgQ )
CpuOA C OJUOU1
-icnjov sspiJOM sBn3v' sejjno
B supoj b jo|jadns oujiscijmuj.3
, 'SIBUI
-sep so o EaoqtjD ap sojoa se ejn^
opebGo oa Q|;qoa oe ooobjo
"oiiubs ou eaiuoi
4 BAJJBOSOJJ8J BOJOJ BpBJqdp IM0
cpBoi3a o f uj 8|BUJ o;|niu,3
, -OABns SI8UI
a euinjjed op co;j sieui Di'inuj,3
OCllUOJ 8)BUi COZOA SGflp BjnQ
'BJino jonb|Bnli enb
ouBJacij sjBiu sozoa senp luoj,
'688 T 3P otras i
)u jojnoAai 0{ad pBEn [BniSuo
*intaioj b opnnSas pjsjda]
"Vldia
*iaIaTBa9p
O aba>xo assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'eata
capital e do interior, que reassumio a gerencia d'este grande e bem conceituado esta-
belacimento, onde j por longos annos tem oceupado o mesmo lugar.
s Exmas. familias e pessoas que desejarem honral-o com suas encommendaa,
encontrarlo all os mais modernos o aperfeicoados trabalhos concernentes a arte
photographica e modicidade nos prejos.
C. Barza,
Gerente.
Grande e bem montada ollieina de aifaiate
DE
f 'oponte poj
SI3 OHSflTO n tued l-.l)tJt.-U.UQ witio
iinT;i:.Mi onb upu-u jofviu otdj 9
iouui;jaoi|oops|u:utiontn3
ejnsponqv
OSOGUOJ 'OJUBtn; ,J f0I3BJl
JluanioABUAc -Jujoj b sos
-oo so sopoi mo o blTaaVD op
Jjueciooauuia.cio o o vpsno
a Bpoiluii BjnsiutijiEO,!
VdSV O S VHfJll B
c;ioiitjcj|])ua ujhd
9pt> oiriOD tiioq 'wu.i|tj Kfutn
-j.j(tj >i i NHM )pitm
o n i s a v o
4;iiD b-^iuuaijis
PEDROZA&C.
N. 41Rua do Baro da VictoriaN 14
Neste bem conhecido eatabelecimento, se encontrar um lido e variado sor-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; o para bem
ervirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios desto grande estabelecimento
tem na direcejio dos trabalhos da ollieina habis artistas, e que no curto espago de 24
horas, preparam um temo de roupa de qual<>ef t'izenda.
Rua do Baro da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)
6^^g op
<-
Pintora domestica
DE
Longman & Martncy
Tinta de todas as cores para applicaco inme-
diata e sem mais mistura ; qualquer peasoa (cria-
do e meniuo) pinta com perfeicao, de grande
vantagem para o uso domestico. Oom esta tinta
podem todos conservar suas babitacoes em perfei-
to estado de asseio e com pouco dispendio, ella
exposta venda em pequeas latas com tampa
qne pode ser conservada com asseio em qualquer
guarda-louca. Vende-se na pharmacia de Her-
mes de Souza Pereira A C. Successores, rua do
Mrquez de Olinda n. 27.
R. DE IIRISIW & G.
Bih io Bom-Jesns 1.18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de commissoes
Grande e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de produccSes da Allema-
tha, Franca, IngJatera, Austria, Hespanha,
taha e Estado-Unidos.
N. B.InformacSes sobre machinismos
>gncolas, ditas para engenhos centraes-
lombas, etc. para incendios a outras ma,
hias e utensilios
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a raa do Cabug n. 4, communicara ao respeitavel PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e des mais apurados gootos, como tam-
bera relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGUL WOLFF & C.
N. 4RUA DO CABUG----N. 4
Compra-se ouro e prata velha.
TINTURARA


CALLOS
OMELHOR E MAIS INFALLIVEL E
TRACTOR DOS CALLOS E' A
Majnardina
porque os extrae completamente.sem causar a
minina dor.
E' fac de applicar, nao impede de se andar
calcado e tem o seu effeito comprovado por attes-
tado3 insuspeitos e em numerosas applica^oea que
nunca falharam. Nao confundam, nem se en-
ganem com outro preparado. S verdadeiro o
que se prepara e vende na Drogara e Imperial
Pharmacia D.niz.
DE DINIZ& LORENZO
37-Praca do General 0zorioS7
Deposito em Pernambuco, pharmacia de
Hermes de Souza Pereira & C,
MH'CCSSOrGS
Boa flo Maraiui 'do Olinas n. 27
O abaixo assignado, Dr. cm medicina pela Fa-
tuidad do Rio de Janeiro, cavalheiro da ordem
de hrsto por Portugal, medico adjnnto do Hos-
pital da Veneravel Ordem Tcrceira do Carmo, da
caixa de D. Pedro V, agraciado com a medalha
humanitaria por esta pia mstituico, etc., etc.
Attesta que o rem-dio denominado MAYNAR
DINA, preparado petos Srs. Diniz & Lorenzo
na imperial drogara e pharmacia Djniz, infal-
livel para a extraccao dos callos. Outrosim
atiesto que tendo em si empregado, colheu os me-
lhores resultados a .ponto de pder calcar as bo-
tinas as mus justas
O quo attesta verdade e jora aob a f de seu
grao.
Rio, 10 de Dezembro de 1S85.- Dr. Francisco
de rauta Costa Jnior.
iiiMMJ
SCCESSOR
25 Rna de Minias de Albuqucrque 2S
[AMII.AIII A IIAS FLORES)
Tinge e limpa com a maior perfeicSo toda a qualidade de estofo, e fazendaa
em pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho eito por meio de machinismo aperi'eicoado, at hoje conhecido.
Tintura preta as tercas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.

NA EXPQSICAQ UNIVERSALH^ 1878
VINHO de CATILLON
da OLTCERINA e QUINA
O mais poderoio tnico i econs-lituinte presnpto
nos caiosde Dores d'ootomago. Langor. Anemia
Diabetis, ConsumppSo, Febres,
Convalescenca, Resultados dos partos, etc.
I riTiMn'10 Tnho com ferro- VINH0 FEBRUSINOSO DE
HlltLON regenerador por ejcellencia do sangue pobre
II corado. Este rinho tai tulerar o ferro por todos
i./.6! ** e nio 'Ooa prisio de rentre,
fFASIS, I, rut SHtlt-VintaAt d:Hul. Km Ftrntmbucu
frnoM.daaUTC',MicipcijM rbmiwf*
NICO VINO QUINADO QUE 0BTEV


S
EOBHIOM ARQUES DE HOUAII]
<3o Rheumat te mo Cancroa, Bobas, Impigens
p todas as moles lias que tenhao sua on^em
na impureza do sangue devida a syphe.
W0 MM **WiT9ft
----------------------------------------------- .
'atAobaM4x/ia,doaei4s4utZ<>
. A0&ii> /*to
IaWMTORIO^CUTHAi Otf ROOUCTOS^jcoiCIMtf
MFIORABRASIUmA
*^r Rua lo ^soond do Rio B
l rano
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RIO DE -IA3K1RO





6
Diario de PernambncoTerca--frira 9 de Fevereiro de 1886

..^"







Aluga-se barato
J 1.' o 2.' andar travesea do Caropello n. 1
O armasem da ra do Bom Jess o. 47.
O 1. andar dt. travessa do Carme a. 10.
a loja da roa do Calabozo n. 4.
k casa da ra ao Visconde de Goyanna u. 79.
A casa da ra da Ponte Velha n, 22.
A easa da Baixa Verde n. 1 B Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
dar.
Aluga-se
j segundo andar da ra da Imperaxris n. 24 ; a
tratar na agencia progressiva, praca de D. Pe
aro II n. 7a ^^___^__
"" Aluga-se
segundo andar da casa ra Imperial n. 19,
tem muitos commodos e agua ; a tratar na ra
Duque de Caxias n. 92.
Parecisa-se do urna para coiinha, pom que
dorma em casa; a tratar & ra do Mrquez de
Olinda n. 6
Ama
Precisase de urna ama para lavar e engommar ;
aa ra da Uniao n. 47.
Luz brilhante, sem Fumo
OLEO AROMTICO
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINAS
Ama
So Largo do Corpo Santo n. 19, 8.- andar, pre-
cisa-se de ama ama boa eos uheira, que durma em
casa e d pessoa que abone sua conducta.
MARTINS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELPHONICO I N- 33
Cosinheiro ou cosinheira
Preiisa-se de um bom cosinheiro ou una
cosinheira ; a tratar n ra do Apollo n. 30,
andar, das 10 horas da maiih as 4 da tarde.
Quem (em ?
Precisa-se de urna para cosinhar, e de oulra
para cuidar de meninos ; na ra da Imperatriz
. 65, 1 ondar.
Ama
Precisa-sede urna ama para csinhar ; na ra
do Visconda dt' Goyanna n. 141.
Ama deleite
Precisa-se de urna ama de leite ; no Cal-
eireiro (arrabalde), terceiro sitio depois daes-
tacao. _____________________________
Borracha para limas
Heeeberam Rodrigues de Faria & C, e teem
para vender em s-eu armizcm ra de Mara e
Barros n. 11, esquina da ra do Amorim.
Tosinlieiro
Precisa-se de um c siuheiro ; a tratar na ra
d Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena), ou
na do Commercio n. 44.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira que engomme
tem e ensaboe, e que nao durma (ora, para casa
de pouca familia ; na praca do Conde d'Eu n 30,
terceiro andar.
Cosinheiro
Na!rua do Vicario n. 17, se precisa de um co
siAeiro. _________________^______
Milu1. Niquelina
Oare e prala : compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que em outra
qua'.quer parte ; no 1 andar n. 22 ra larga do
Rosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas a 2 da
tarde, dias uteie.
Leonor Porto
Ra do Imperador n. 4.
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro. i
Prima em perfeico de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.

H
*
ii-
8 cnaneosiiara sennoras, o
Hs ie mis muta, ama-*
ie ntri- os, pela ultima moa,
assirntomo razem-sa vestidos.
Ra Primeiro de Harfo n. 19
Panto Botina MaravfIhosa
Prata
Compra se pa'&coes velhos hespanhoes e portu-
gueses ; na ra Duque de raiias n. 92.________
O 8r. Joao Cvalcante Mauricio Wanderiey,
Slho do Exm. Sr Bario de TraeunhesB, quein*
rir ou mandar ra Duque de Caxias i>. li, con
trair o negocio que nao ignora.
Advogados
Manoel Netto e BVvenuto Lobi ; ra Duqne de
Caxias n. 75, entrada pelo pateo do Ooilegio.
Comprara-se na ra Marize Barros n
11, esquina da ra do Amorimarmazem.
Vos Srs. de engenho
Um moco habilitado oflvrece-se para leccionar
rimeiras lettras, principios de francez msica
esa algum enyenh : quem precisar dirija-ae
na d* Imperatris n. 78, loja, qu aehar com
em tratar. _____________________^_____
\\)o\\m geraes
Compnam-e duas
de cont de ris; no 1.
andar d'esta typogra-
phia se indicar quem
compra.
Tj>olices|irovinciaes de 7#f#
Compra-se cir pequeo descont ; n> caes do
Capibaribe n. 34. _________________________
Corso BFimapib e ii
Jas de Souza Cordeiro Simes avisa aos pais
de seus alumnos e ao respeitavel publico, que
Bcdou seu estabelecimento para a ma do Mr-
quez do Herval n. 33, 3 andar. ^ ^_____
Paraadvog-ad#
Alaga-se a sala da frente do i andar da casa
a ra Duque de Caxias n. 61 ; a 'ratar na mesma.
~" Declarado
Ficain transferidas para correr com a ultima
lotera de fevereiro as accoes entre amigos que
corriam eom a primeira lotera do mesmo mes, a
qual comprehende os objectos sepuiat-is : unta
machn .I*- costi.ra, um relogio, um annel e tres
quartos das de c:m.
Ao commercM
Barbosa & Sar.tos, estabelecdos ra Duque
- n. 103, participan) que desde o ultimo
de dezemro do cv.ao prximo passado o Sr. Joao
ira dos Santos deixou de pertencer supra-
d.ta firma social, retirando-se pago e satisfeito de
seo capital e luiros. Recife, 4 de fevereiro de
1896.__________________________________________
Ao publico
Urna senhora habilitada se offerece leccionar
primeiras lettras e trabsdfcos de agulha em colle-
gios ou em cflais partieoWres ; quem de seas
prestimos preemr, pote dirigir-se roa do Co-
mssI Saaisuna n. 12.
Gi ande propriedade na
Estaneia
Aluga-se, ou arrendase a grande propriedade
da Estancia C"nhecid pelo Sitio Girao peitencen-
aos herd> iros dos finados Manoel Goncalves da
Silva e D. Clemeutina Theodora da Silva.
Esta importante propriedade cujo fortellissin.o
solo proprio, medindo urna enorme rea de trra,
circundada por muro, excepto a frente que mar-
gina o rio Capibaribe guardada por um extenso
caes com duas escadas pura o rio.
Um grande porto de ferro, d pela Estaneia
entrada para o sitio o qual contm : innmeras
aivores fructferas taes comomsugueiras, ca-
jueiros. jsqueiras, fructa-po, aapotiseiros, cquei-
ros, pitombeiraa, goiabeiras, e outras muirs de va-
riadas especies; dous grandes viveiros de pa-
nhar peixes, com alpendre coberto para assistir-sc
pesca ; duas grandes baixas proprias para plan-
ttco de capim ; dous esplendidos jardins orna-
dos de figuras mjthologicas ; diversas cacimbas
de agua p^tavel, urna dellas bastante funda, a boc-
ea de dimetro enorme; urna casa com tanque
para banho e lavagem de roupa, urna casa com
grande deposito d'agua do Prat, e tanque para
banho, com torneiras, duchas, etc.
Urna nascente d'agua.
Urna casa para banho no rio Capibaribe, e outra
para latrica, construidas s .bre o caes
Grande casa para creados, com cocheira, roupa
ria, estribara, etc.
Casa para vaccas, carneiros, aves, etc.
A casa de vivenda edificada margem do rio
Capibaribe, um magestoso sobrado de um andar
e mirante, tendo de frente nove anella com varan-
das de ferro, e cinco em cada oitao.
As vas'-as accommodaces desta casa sao pro-
prias para nmeros familia, proto ou hotel.
PerfeiUmente localisada, perto da linba de
bonds, esta magnifica casa, fresca e confortavel, of-
ferece de suas janellas bello e va:iadissimo pano-
rama inssciave vitta.
O pavimento terreo, alm de urna grande dis-
pensa, e diversas dependencias de segunda ordem,
conta 4 quartos e urna sala com dous gabinetes
independentes tod' g com jan> lias
No sobrado conta m-se tres grandes salas de
frente, sala de janfar, tres saleras, dous quartos.
A parte anterior formada por largo avaraudado
de tres faces guarnecidas de columnas.
O mirante tem trts jsnellas de frente, um salao,
um quarto, alem de pequeas dependencias de so
menos importancias.
Fas tambem parte da prodriedade Girao um
pequeo sitio apenas sepralo por urna cerca de
pitangneiras, tendo fructeiras, caes, cacimba, es-
tribara cocheira, tanque, galinheiro, e casa ter-
rea para vivenda com terraoo na frente, 3 salas,
nma saleta e sotao com um quarto.
Fazendo esta ligeira descrirtao da propriedade
Giro para dar aos que lerem este annuncio urna
simples noticia de que ella tao convidados a vi-
sital-a os que a pretenderem.
A' tratar com Jos Antonio Pinto ra da Com-
panhia Pernamhucana p.ti. srhrarl
Joaquina Carneiri Leo couvida a seus paren-
tes e amigos para aseistirem as missas que manda
resar no dia 10, as 7 horas da man ha. na igreja
da Penha e na capella do seu enfrenho Pao San-
to, deciiro anniversario do falleciment<' de seu
pai o Bario de S. Braz, pelo que se confessa desde
j4 agraHeeido.______________^______________
4<>eitoriar Poniual
A viuva, irmaos e canhados de Job Rodrigues
Pontual, agradecem a todos os amigos e parentes
que acompanharatn os restos mortaek de seu pre
gado marido-e irmo ao cemiterii", e convidan de
novo a todos issistirem s mis as que por alma
do tresmo se resario na matriz da Boa-Vista, s
8 horas da manhi do dia 10 do corrente, e tam
bem as capellas dos engenhos Frccbeiras e C.
de Negro, s horas da manha d m smo dia.
CALLOS
O MELHOR E SAIS INFALLIVEL EX
TRACTOR DOS CALLOS E A
NAYWRIMW
parque os extrahe completamente, sem causar a
mnima or. E' faeil de spplicar, nao impede de
se andar calcado e tem o seu effeito comprovado
por attestados insuspeitos e em numerosas appli-
cacoes que nunca falharam. S verdadeiro o que
se prepara e vende na Drogara e Imperial Phr
mat-ia Diniz.
o7-Rua do eaeral 0zorio--o7
Deposito em PerjaTifuco pbarmacia de Hermes
de Sousa Pereira & t., Successores
fin fio linnez m Olinda i. 21
Eu abaixo assignado, esfabelecido rna do Hos
picie a. 158, attestoqu. sotfrendo ha multo tempo
de callos em ambos os oes, o que me impossibilita-
va por vezes de cuidar nos meus atfasere com-
merciaea, iracas ao presarado des Srs- DINIZ &
LORENZO propietarios da IMPERIAL PHAR
MACIA DINIZ, daaominado-MAYNARDlNA-
cansegui verme alliviado deste mal que atroi-
mente me ineormnedsva com a applicacaO do refe-
rido preparado.
Rio, 7 de JaneL-o de 1885. Thomaz Jo-
$4 Fernanda de Mtmmh.
V
Nova PERFUMARA Extra-fina ^
?o
OOpYtOfSISuojAPAol
um.......C0m0PSISdoJAPh6deUMi..siC0RYL0PSIS,JAPll
BtuCTl.....mCORYLOPSISdoJiPl niuinu. -CORTLOPSISiJPil
MU4.T0DUM1 m CORYLOPSIS i JAPlO j li........ CORYLOPSIS di J APlfl
una.......MCflRYLOPMStoJAPiOJPOiiii..... CORYLOPSIS m JAPAO
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SoLugo do Doutor Clin
Laureado da Faculdade de Medicina de Para. Premio Uontyon.
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As Afieccoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores orticttare e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
sotTrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solugao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
iH3 Umi explicacio detalhada acompanha cada frasco.
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TtntU m grotto em Par :TROBTTE-PEHRST, ra, 3a:ir-Antot*e, fi -
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Pmra evitar e* Hnitac6~et exigir em toaos rvrA-rtcA. r>^v comp. i>e: -VTcirsr
Cl Hroduclo. (iml hio-M m ail' de HAB1SMEWDT LABUJJ. S. fT S COJTT; V
r t IUZER a KOEChun, i roa di Cnu. i

'miiiiMi
A PEPTQNA
X
SobaMrrasdo'V tNHC de PZP1XMA
preparado par Soo-ess de -aris, na.
medicamento que mailo cjntribuo (ara faci-
litar as funches 1o estomago, e regalarisa a
digeitio, nnter n ic Ja .'ircracer .- Mnca* i
do doi:nte. J
Sinnmero ie expapvaiias felfa* pelos'
aais afamados m dicau 4e Parit ititroc '
bzcs-icmcnstnraT a efn-.a-.ia do VIHKO
DE PEPTONA DEFRESIfS na iic-
pesa;bilidade em que estri de 'prodmir
todas as snas cartas, limtamo-ios a pre-
sentar o jiii a carta d irui'ia o Sr Oefrasn* \
par uai nevi'ativo, cujo wjm% a tama %k*\
asa couhecMos pelo mundo aiedieai.
Bss-o JsaXet ao ser Qefi rasa:
Senlis, i'JO lea-codelg. \
< Tetwo o costo de lhe maiifeatar a sa-
'dsfaeao qvc Uve com bms resultado stos graves em q\.e a teobo en pregad*.
Semore quando tire de tiati ana ass-
Kaga cansado, doente ou eom vas dige
ts a sos preparsefc alivio o
tente, - vaa, aienicAs < menino nuticos devtm a
sasde o si da Peptona. Por isa 9jaf
considere eos um vrdadeiro daver o re ^
wnmendi!-?. os meusdoenSes m'bngiauda
Dimer.' de cas;;
s ?Bfto pratieado com medico raUoo da- 4
rsM* os annos de 18J1 180U, xtriodo asa
cite a aec^aidada de digerir os alimentos,
cniediaumente ouasnaildoa r~
c.V,ii.Vi;iiJ..7ll
HYPOFHCSf-HTO
La^i2E22
Denota do que hoje; ento sr constitiicoes
ate msis vigorosas, uaaguinaa, en-y-gseu
ruma fraude abundan' -Je suecos gs-
trico -t*i y ovoeava a prompta transforasa
est, das aWtr.entos atis refractarios.
: Hoje, porero, i* que os estomagodaMi-
t los carecem de exKTgia, A ninnlaale
lacea.- mi de todas sr substancias ta ta-
ciUm a digestao, como, w asoaaa*, de
sna Psacre-tina.
< Opreceitode higiene mis impertate,
i orm mais desprexaye esta : Gftatss*
mwio para revirar tnuti. Ma te-<
grerfo da saude, e durinte muite temp os
met.- estnHos tiveram estr aseimpo iot
principt. okjecto; alm d'issp. a mnha al <
to~ cer.c.s d'esta cinade, em que os tscrofulosoa
e irmpht ticos tbundam tora de medici me .
permitteai faser muit-j felWes ipplwacdesi
de seus excei"ates rroduLtoc. a
Acha-se o deposito de tao valicao nedi. f
cam>-;ito aas Phanracias e DroganV Tesas
cidxle E" precito 'jfdar evn recoiiiecelol
j Ol' Chni ..nill, aotCT da lesee be. U c!a8^
yropri Jades curativa* dea Hjrpophoa-.
j ohitos no tratamento jiein a honra de participar aos seus coOegaa
medico!-, 'ce os iinloon Hyp iphospuitoa
reconhscl^os o reoonsmefAiloa por elle
,sao os juo >repa: o 8r. fewann. Dhai-
1raaceuti:o, ft, ra ft^iigone, Par...
> Oh Xiropes de Hypc.phoaphtos de
'.Soda, i'al e Ferro vendam-se em frascos
Iquadranos loui ) 0 oonw ao D' ChnrchU
"ao viro, sea osakmatura ao envoltorio e
Jna tira d papel encarnado ^ue cobre a rolha.
/ "(Jada f'aaor. veniaaei.o ".."vt alem u'sto a
idt. fabrica da Pnarmaiia Swarm.r
e ule teait.v aa imitacfte. 3xigtoo unag
n^rlaiIsswVWaO i
EXPOSICO DE PABIS laTB
FOBA DK CONCD8HO
Cura
de
pelo P O do
ID- Glry
'mU-te em todos os pkaraucw.
ruHA UH LUAUOHBD
ASMA
(Do CODEIHA o TOLU)
O Xarope 2ed emprega-se contra as
Irritafoes do 'Pilo, Tosse dos Tsicos, Tosse
Convulsa[Coqucuchc),'Bic:ichites,Contit>afoes,
Catarrhos t Insomnios Persistentes,
PAJUS, rna Drouot, 22, e em Pbarmaclas.
KBffledus pe caram!
Sem dicta esem modifi
cay oes de eostumes
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O rO
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Especcs preparados ha
maceutico Eugenio \ki
de Hollanda
Approvndos pelas juntas de hygicne da Corte,
Repblicas do Prata e acudemia de industria de
Pariz.
Elixir do irabiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeceoes dimeies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anmicos, debella a hj poemia
intertropical, rconstitue os hydropicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommi ndado na bronchite, na hemop-
gse e as tosses agudas cu chronicas.
leo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina c jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurub<-ba simples e tambem fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Emcazes as inflaoimacoes do ligado e baco
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as convaiescen(,as das parturientes
urtico sntefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
Este i.r.portante estabele-imento de relojoaiia,
Fundado em 1S60, est funecionando agora rua
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietano, encarr?gado do regulamen-
to dos ralogies do arsenal de marinha, da cempa-
nhia dos tr.lbos urbanos do Recife Olinda e Bc-
beribe, da di. Recifo Caiang, da estrada de
ferro de Carua da companhia ferro-carril de
Pernambuco, da assjciacao commercial beneficen-
te e da estrada de ierro do Limoeiro, cercado de
intelligcntes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca jara relogios de algibeira,
de parede, de torres de igreja, ebronometros ma-
rtimos (dandoa marcha), caixas de msica, ap-
parelbos elctricos telephonicot.
Contina a exercer a sua profssao com selo e
interesse de que seropre deu provas ao respei
tavel publico e aos seus collegas, e vende forne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabelecimento se acha col-
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
derao ser vistos pelos passageiros da fv-rro-carril,
tendosempre aHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas oDservacoes astronorai-
oat>. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio Jos da Costa Araujo.
ROQIAIROL FRERES
PASTILHAS
De ANGELIM& MENTRUZ
Grande
Jj^Ua,
iOuatvm. IkmaSs
ses
ss
r
0 Remedio mais efficaz e
Seguro que se tem descoerto ate
ho/e pare expellir as tombrgas.
25|000
Aluga se urna osa terrea travessa do Prin-
cipe ; a chave se encontrar ra da Atraccao
numero 12.
Perdi o
Na festa de X. S. da La, no Carmo, perdeu-se
urna pulseira e um laco de 6fa; quem achar quei-
ra entregar na ra Bella n. 35, que ser recom-
pensado.
VINHO e XAROPE de DUSART
De Lactophosphato de Gal
Amlitidon* atura pharmacopa oficial de Franga. Approvado pela Junta central de Eygiene io BrailL
As experiencias dos mdicos mais celebres do mundo tm provado q"- o lactophosphato de cal
no estido soiuvel, como se acha no Vinho e no Xarope d* Dusart, em todos os periodos da vida
o reconstituinte por excellencia do corpo humano
as mulheres grvidas, facilita o desenvolvimento do feto e basta muitas vezes para evitar os vmitos e
oufrotf accidentes da gravidez. Administrado s amas de leite nrique-se-lhes o leite, preservando as creangas
de mucos e d'torrheas; a dentco faz-se fcilmente, sem dr e sem convulsoes. M1..5 tarde quando a creanca
est paliida, lvmphatica, com as carnes flaccidas, que apparecem glndulas no pescoco, a cha-se no lacto-
phosphato de cal um remedio -sempre efficaz.
Sua accao reparadora e reconstituinte nao menos segura para os adultos anmicos, que sofireai de m
digestao e para os que se acham enfraquecidos pela edade ou pelos excessos. Seu uso precioso para os
tuteos porque traz a cicatnsaco dos tubrculos do pulmo e sustenta as forcas do doente, favoi~cendo sua
alimenco. Em resumo o Xarope e o Vinho de Dusart estimulara o appetite, ecuDeiecem a
nutricio de urna maneira completa e asseguram a formacSo regular dos ossoe, dos msculos e do sangue.
DUSART, Pharmaceuttco, 8, ra Violen/te, PARS i m prcipau PUnitn e imutn



O Vigor qt0 | Cabello

f^DEAyer '"v^^iv (Ajor's Iloir Vijor) \

BKlK ^**'u***tll
1 nE cresAiHO sua
1 ^tlTKv VltUMBE E COR USURIS,
^^^IK^sS /-"
V^&J rxmta sem igual
iSliey' w?* CABtu0 i
P* TORNAHDO-0
MACI0. KEXIVEL E LUSTROSO.
Piteando o.loO-JC'EllsaAlcnajBXst^
' ___________
CASA fILIZ
Aos4:0O0SO00
^raeja da independen-
cia ns. 37e 39
Achara se a venda os fetizes bilhetes
garantidos da 36a, parte da lotera a beneficie
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que se extrahr no dia 9 de 'evereiro.
Precos
Bilhete inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
m poreo de 1005o para
cima
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Autonio Auquato dos .Sanr Porto.
Pilulas purgativas e depurativas
de (lamparilla
Estas pilulas, cuja preparaco puramente ve-
g'-tul, tem sido por mais de 20 annos aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tiaf : affeccoes da pelle e do figado, syphilia,
bouboes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipe-
las e genorrhas
MODO DE US AL AS
Como purgativas : torne se de 3 6 por dia,
bebendo-se aps de cada d<5ze um poueo d'agua
adocada, cb ou caldo.
Como reguladoras : tome-se urna pilla ao
jantar.
Estas pilulas de invencao dos pharmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos teem o veridictum dos
senhorea mdicos prra sua melbor garanta, tor-
nando-se mais recommendaveis, por serem um se-
guro purgativo e de pouca dieta, pelo qu; pdeos
ser usadas em viagem. Acham-se venda na
drogara de Faria Sobrimho & C, ra do Marques
de Olinda n 41.
filSOflDli
Aos 4:000S000
U iTft
Ba do Baro da Victoria n. da
e casas do costme
O abaixo assignado acaba de vender
en seus felizes bilhetes quatro quartos. de
n. 1304 com a sorte 1:0000000 e diversos
premios de 320000, 160000 e 80000.
O mesmo abaixo assignado convida oe
possuidores virem receber na conformi-
dade do costume, sem descont algum.
Acham-ae venda os felizes bilhetes
garantidos da 247.a parte das loteras
oeaeficio da Sanfa Casa de Misericordia
do Recife (36a) que se oxtrahir terca-
feira, 9 do corrente.
Precos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto- 10OOO
Esa porco de tOOooo para
cima
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto -, 0875
Joo Joaquim da Costa Ltite.
CAMIMI0S DE FERttO
PORTATEIS
DE
k
DE K H I V I: L I. A *
(Constructores do melhor material para
caminhos de ferro industriaes. Foraecedo-
res dos Arsenaes e caminhos de ferro do
estado belga, do Governo colonial das In-
dias Neerlandesas, etc., etc., etc., etc.
vlas frreas prtatela -desmen-
taveis fixas, trilhos de ferro e de ac, por
precos inferiores ae de qualquer outro sja-
tema, sendo mais duraveis e mis prati-
08.
Peqnenas locomotivas ugo-
netes especiaes prra fabricas, exploracSee
agrcolas, aterros, minas e engenhos de
assucar.
Estabelecidss no centro de um paia que
produz ferro e ajo as mais econmicas
IcondicSes, as officinas de Verharren 4 do
Jager, alm da sua situacSo em urna loca-
dadeonde a mSo de obra barata, go-
sara davantagem de ter ima organisaflo
seria e especial para a construcfSo de ca-
minhos de ferro ao alcance de todos. O
seus prejos desaiiaui a qualquer concur-
rencia.
Para informacoes circumstanciadas diri-
jam-se a
Thco.tlnst
2 LARQO DO CORPO SANTO 2.
Remettem se catlogos Ilustrados qooat
pedir.
IIEIVEI
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I




^

Diario de PernambucoTer?a-feira 9 de Fevereiro it 1886
7
\
I

..os 4:0001000
1:000$000
Compra-sc
tres grammaticas francesas de Halbent, comple-
tas e em bom estado ; na ra da Detencio o. 19,
confronte ao oito da cadaja.____________________
Relojoaria alterna
-
16-Bnar do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seas
venturosos bilhetes garantidos os premios
seguintes: 1 inteiro com asorte de lOOd
no n., 3151 alem de outros mais de 32)5,
16,5 e 85 da lotera n. 35.
Convida-Be aos possuidores a vir receber
sem descont algum.
Acbam-se venda os venturosos buhe
tes gar-' ntidos da lotera n. 36a em beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que Se extrahr na terga feira 9 do cor-
rente.
Precos
Integro 4,5000
Meio 2^000
Quarto 10000*
Sendo quautldade superior
a lo:000
Inteiro 3,5500
Meio 1(5750
Quarto 1785
Joaquim Pires da Silva
Agua de Vidago
Em quartos e meiaa garrafas ; vendem Faria
obrinbo & C, ra do Mrquez de Olinda n.
1, depositarles.
Praca do Conse-
lbeiro Salda-
n h o Marinho
n. 4.
Antiga da Ma-
triz de Santo
Antonio uume
ro 4.
Tendo eu aberto ama rtficina de relojoaria com
o titulo cima, recoinmendo-mo ao respeitavel pu
buce para fazer qualquer trabalho, at o mais
diffieil na minha arte, como j prove como em-
prrgmdo da relojoariaregulador da marinba
oude trabalhei os ltimos dous anuos, e prometto
precos mdicos c promptido.
Carlos Puerst.
VENDAS
Refi
na Este collegio acba se aberto roa Velha n. 40,
e recebe alumnos internos, sem internos e exter-
nos.O director,
Ovidi oves Manaya.
Este remedio precioso tem gozado da acceita-
eao publica durante cincoenta e sete annos, com-
ecande-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca foro lio exten-
sas como ao presente; e isto, por si rnesmo.
offerece a melhor prova da sua eficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que n5o tem delxado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adultos, que se acharo afBic-
tos destes inimigos da vida humana.
N.o deixamos de receber constantemente
attestaces de mdicos em favor da sua eficacia
admiravcl.' A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsiticafes, de
sorte que deve o comprador ter muito ci*.dado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
Feraiftco flB B. A. FAHNESTOCK.
AOS 4:000*000
3I1BSIES 3-A2AHIID9S
Soa Primeiro de Marfo n. 23
O abaixo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 3141 com a sorte de 2009000,
alm de outras sortea de 32,5, 164 e 8,5, d>
lotera (35.'), que se ac bou de eztrahir
convida aos possuidores a virem recebe?
na coiiformidade do costume sem desconti
algum.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos ..a 247.a parte das loteras
a beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife, (30.*), que se extrahir terca-
feira, 9 do corrente.
Inteiro 4,5000
Meio 2(5000
Quarto 10000
8m qnantldade maior de loo*
Inttiro 3(5500
Meio 10750
Quarto (5875
Manoel Mar*iiu Fiwta.
Aos ilociiles dos olhos
gCura certa em 48 horas das inflamacoes recen-
tes dos olhos, pelo eolyrio preparado por Jos
Pedro Rodrigues '!i Silva.
Emprega-se este poderoso eolyrio sempre com
grandes vantagens. as seguintes molestias :
Ophtaluiias agudas, purulentas o chronicas,
coniunctivitef, etc., etc.
Deposito peral na drogara de Faria Sobrinho
fc C, ra d> Mrquez de Oliioa n. 41. Para in-
formacoK dirierr-se livraria Industria), a ra
do Bari da Vict ria n. 7, ou residencia do
autor, a roa da Saudade n. 4.
Superior vinbo F gucira
Por 15.000
Alaga se a loja do sobrado roa de Lomas Va-
lentinas n. 50; a tratar na Livraria Parisiense
n. 7 A ra 1 de Marco.
Para adyogado
Aluga se a sala do 1- andar ra Duque de
Caxias n. 61, a tratar na loja.
Viva o carnaval
Compra se vestuarios novos
da Imperatriz n. 78.
e usados ; na ra
Alug-a-se
o grande sabrado n. 161 da ra Imperial, caiado e
pn'-ado ; a tratar na roa do Kangel n. 58.
Precisa-se de uina ama para comprar e co-
sinhar par* duas pessoas ; a tratar na ra do
Imperador n. 61, 2- andar.
Vende-se nma refinacio por o dono estar doeni
e ; a tratar na ra do Kangel n. 7.
Cabriole, e victoria
Vendo-se um cabriolet euma victoria em pe
feito estado : a tratar na roa Duque de Casi
numero 47.
Vinho S. Raphacl
O bilhar commercial ra Duque de Caxias n.
34, recebeu o-importante vinho de S. Kaphael,
que vende por. menos que em outra qualquer par-
te, em grosso e a retalho.
LalORATOBIO HOM4EOPATHICO
DE
FREDERICO CHAVES JNIOR
MEDICO E FBABMACEUTICO HOMOSOPATHICO
Ra do Barao da Victoria n. 39, 1.a andar
Camisas nacionaes
A tftOO. 30OOO e 3500
32 = Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhos de linho como de algodao, pelos
barates precos de 24500, 34 e 44, sendo fazenda
muito melhor do qne as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cirtadai. por
um bom artista, especialmente camisero, tambero
se manda facer por encommendas, a vmtade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3.', de Ferreira da Silva.
Ao32
'-#000
%9
Nova loja de fazendas
a*
Caixeiro
Precisa-ce de um caixeiro com pratica e con -
docta afiaucavel ; a tratar na ra de Hortas nu-
m -to 17.
Borracha especial
para limas ; receben a mercearia de Goncalo Jos
da (ama, ra do Padre Floriano n. 41.
Alia parliCDlar
Auna Theedora Simes avisa aos pais de suas
alumnas e :io respeitavel publico, quemuiouseu
estabelecimento para a ra do Mrquez do Herval
n. 33, 2- andar.
Ao commercio
Os abaixo assignados participam que nao se
rcspsnsabil'sam por compra alguma feita em sen
nome, a nao ser p-r seu nico representante Joo
F. de Azevedo Valongueiro ou sua ordem por es
cripto. fiecifd, 5 de fevereiro dd 1886.
Valoogueiro C.
\ I loma ii
Contina a vender se assncar na refinacio sita
ra Vidal de Negrciros n. 93, sendo os procos os
seguintes :
l. Sorte 4*800
2.* > 34800
3. 34500
Compra-se c paga-
se mais do que em ou-
tra qualquer parte bem
como
de qualquer qualidade.
Xa ra lo Imperador
n. 3'2, loja dejoias.
Julio Fuerstemberg.
MITA ATTENflO
Roubaram do engenho Collegio, freguezia da
Luz, na midrugad do dia 2 do corrente, tres ea-
vallos sellados e enfreiados, todos bons i bem an
dadores de biixo a meio e bem gardos ; f endo um
rodado e claro, outro mellado, de dinas e cauda
branca. Quem der noticia exacta delles sera bem
recompensado no mesmo engnho, ju na ra da
Crnz, escriptoriu n. 1.
O facto du ge da maneira se seguinte :
A's 4 horas daroaob sen'indo um empregado
estrondo na estribara e mais tarde al.'uns troi es
fo verificar, mas j achon a porta aberta, e nao
encontrando mais os cavados chama pelos cria-
dos que todos seguiram em perseguico dos la-
drees al o engenho Velho. J ao amanhecer do
dia viram rauitos outros cavarlos ah em casa de
um tal Pina, cargneiro do referido engenho.
Envista iist mandou-se um aviso ao subde-
legado, capito Jos Juviniano de Arroda Pinhei-
ro, pedindo que sem demora Ihe prestasse auxilio
para capturar os ladroej, j perseguidos pelo cla-
mor publico, e tomar os cava los, ficando de vigia
cora toda a promptidao.
Assim o tez o subdelegado da fregaezia, mas
sesdo 2 leguas de distancia so as 5 hoias da tar-
de que pode chegar a forca, c effectuando logo
a priso do tal Pina e um dos chefes da quadri-
lha, e nao achando mais os cavallos, disse o mes-
mo preso j haverem seguido para Pao d'Aiho.
Mas que 1 para Pao d'Aiho ? laso uo... elles
esto sim refugiados as mattas do engenho onde
existe um graude foca de manjadonras e de ca-
vallos roubados, um vive'ro medonho !
E' um escndalo em verdade, e admira muito
ainda haver quem proteja taes malfeitores.
Aqoi fica-se, porm mais tarde dir-se ha o res-
te. Recife, 3 de fevereiro de 1886.
Vende fe
Commerei j n
*m decimos
15.
e quintos ; na ra do
Os abaixo assignado, tendo adoptado e regis-
trado a njarca industrial como do desenbo > cima
ve corformidade com as prescripcoes das leis em
sigor declarara ao publico e particuUrmente aos
teos numerosos fregueses, que d'ora em diante
odot os productos qse chirem de soa botieu le-
varn a dita marca como garanta de sua origem
e legitima procedencia.
Ra da Imperatriz
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
peitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todus as qualtdades, que se vendem por
precos baratissimo8, assim como um bom sorti-
mento de roupas para hornera, e tambem ge man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemira8 e brins, etc
Por todo pre^o
A Predilecta
lquida para acabar por todo o preco t Entre
muitos objectos, como sejam : binculos, estam-
pas, las para bordar, perfumaras de todos os fa-
bricantes, talagarcas, entretneios bordados, na
valhas finssimas, pos de arroz, banhas, sabonetes,
etc., etc., nao deixa de mencionar os seguintes
objectos, o que tudo vende por quasi nada :
Livros para missa, com capas de madrepe-
rola, um par 44000
Costureiras de madrepcrola, nma 45000
Voltas de coral, finas, com clchete de pa
quet, ama
Pecas de galoznho para enfeite de vesti-
do, urna
Escavas para unhas, urna
Frascos de verdadeira agua de colonia, um
Caixas de superior papel amizade, urna
Ditas de envelopes superiores, urna
Bolsas de percile, muito finas, nma
Duzia de pacotes de. sabio em p, Hudsan,
nma, rs. 600
Collarnbos modernos para senhoras, noi 600
104000
124000
124000
54500
64500
84000
34000
14600
14000
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordao, muito
bera feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorio preto, acolcboado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e
Colletinhos de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meiaa uruas e collarinhos, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Riscados largos
a tOO rs. o rotad
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
riscadinbos propnos para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo quasi largara de chita franceza, e assm
como chiras brancas miudinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechtncha : na
loja io Pereira da Silva.
FnMtftesj, tjetlneta* e la/iniia*. a SOO
r*. o ovado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-cores,
fVzenda bonita para vestidos a 500 r. o covado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loj^
do Pereira da Silva.
Merinos) pre-toM a ltOO e lflOO
Vende-se merinos pretos de duas 1-rguras para
vestidos c roupas para meninos a 14200 e 14600
o covado, e sunerior setim preto para enfeites a
14500. a>sim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nova
loja de fereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
AlstodaoKlsiho francs para lences)
a OOOrst., I* e lOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 10
palmos de largura, propnos para lences de um
s panno, pelo barato preso de 900 rs e 14000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, as
sim como superior bramante do quatro larguras
para lences, a 14500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
liouna para meninos
A 44, llOO e *
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um variado sortimento de vest arios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 44000, ditos
de moleequim a 44500 e ditos de gorgoro prjto,
emitando casemira, a 64, sao muito baratos ; na
loja do Pereira di Silva.
11000 o metro, assim coma dito trancado para
j toalhas de mesa, com 9 palmos ue largura a 14200
o metro. Isto na leja de Alheiro d C, esquina
. do neceo dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 14200, 14400, 14600, 1800 e 24 o covado
Alheiro & C., roa da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do boc-
eo dos Ferreiros.
EsparfHho
A 5S00II
Na loja da roa da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilbos para senbora, pelo preco
de 54000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, briua, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
400
60
200
500
400
300
1*500
Voltas de vdrilbos, muito finas, urna
Leques grandes, de cores lindas e moder-
nas, um
Duzias de baleiss, polidas e fortes, ama
Pares de ligas com fcixos de afo, para
criaucii, um y
Grosas de botoes de madrepeola, finos,
para casacos, urna
Mafosdemignardisas p*ry crochet, um, rs.
Trena completos (briuqueflo para criancas)
um
Botoes-bola, muito finos, duzia
Meias compridas, de cores, para meninas,
nma
Ditas croas, para homens, duzia
Rices estojoa com tbesouras, um
Carretela de liaba para machina, de todos
c nmeros, um, rs.
14000
400
360
120
1J500
200
800
120
500
24800
24000
ao
Liquidado
14Prarada IndependenciaI 5
Signal Bandetra encarnada com Ultras brancas
3*
3
loa da Imperatriz
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as ronpas abai-
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgoro diagonaes e
acolcboados, sendo fazendas muito en-
! Fazendas brancas
SO1 AO NUMEiO
lo ra da Imperatriz = 4
Loja dos barataros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem nm bonito sortimento de todas estis fazendas
abaixo mencionadas, sem ompetencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de algodozinho com 20
jardas, pe'os baratos precos de 34900,
4|, 445'K), 44900, 5$, 54500 e 60500
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 44500, 54. 64 at 124000
Camisas de moia com hstras, pelo barato
preco de 800
Ditas brancis e cruas, de 14 at 14800
Creguella franceza, fazenda ir.uito encor-
pada, propria para lences, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500 .
Ceroulas da mesma, milito bem feitas,
a 14200 e 14500 |
Colletinhos i a mesma 800 j
Bramante francez de algodao, muito en-
corpada com 10 palmos de largura,
metro 14280
Dito de linbo inglez, de 4 larguras, me-
tro a 24500 e 2800
Atoaihaio adamascado para to albas de
mesa, com 9 palmos de largara, metre 1JJ800
Cretnnes e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodao enfestado pa-
ra len?oes
A VOo ro. e 1 SMM> o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodao para lences de um s panno, com 9 pal-
mos de largura a 900 rs., e dito com 10 palmos a
SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
o-Rua Duque de Caxias-li!)
Toaile de nice, indas cores, 14, 14400 o co-
vado.
Damac de seda borcada a 14 o dito.
Sedas bordadas, finas, a 14800 e 24 o dito.
Setim Mazo de todas as cores, a 14 e 14400 o
dito.
Dito dito preto, a 14200, 14500 e 24 o dito.
Cachemiras para vestidos, a 14 e 14400 o dito.
Gorgurinas matizadas de todas as cores, a 400
e 500 rs. o dito.
Setinetas lavradas e lisas de todas as cores, a
,'O0 e 560 rs. o dito.
Faile com lindas cores, a 460 e 640 rs. o dito.
Myins pretos a 14, 14200, 14400 e 24 o dito.
La de quadrinhos, cores lindas a 700 rs. o dito.
Dita de todas as cores, a 400 e 560 rs. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 320 rs. o dito.
AlpaCiS lisas, finas, a 360 e 460 rs. o dito.
Fusto de cores para menino, a 320 e 3<*0 rs. o
dito.
Casemiras pretas a 24 e 24200 o dito.
Ditas de cores a 14500 e 24 o dito.
Ditas ditas finas, inglezas, a 34500 e 44 o dito.
Cortes de casemiras com toque de mofo, a 24800
e 34400.
Ditos de dita perfeitos, finas, a 64500, 74500 e
104.
Damasco de la com 8 palmos de largura, a 24
o covado.
Dito de algodao a 600 rs. o dito.
Dito branco bordado a 14500 o metro.
Atoalhado de linho fino, a 14 o dito.
Cortes de cazeneta a 14100, 14800 e 24-
Fechs de pellucia, 64 e 74 um.
Ditos arrendados, a 24500, 34500 e 44500.
Ditos de seda, lindas cores, a 34 e 34500.
Chales de casemira, a 34500. 54500 e 74.
Ditos de algodao, a 14, e 14800.
Colchas de cores a 14500 e 24.
Ditas portuguezas (muito grandes) a 124 e 144
Ditas de crochet a 104, 12 c 154-
Capellas com veo (para noivas) a 104 e 164-
Enxovaes para batizado, a 104 e 144-
Camisas para senbora, a 34500 e 54-
Saias dem dem, bordadas, a 44 e 54500.
Toalhas de laberntho ricas (para baptizado) a
604 e 804-
Cretones para vestidos, lindos padroes, a 280,
360 e 440 rs. o covado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
A' roa Duque de Casia* n. 51
Cania Cnis&G.
Fazendas linas e modas
S A, na do Cabuga=S B
S Bastos A C.
(TELEPHONE 359)
Avisara as Exmas. familias que receberam da
Pariz:
Lindissimo8 cortes para vestidos com tecidos da
mais palpitante novidade como sejam: Etamine
com bordado a retroz, seda crua bordada a capri-
cho, Cachemire com enfeites bordados a fil.
Moda 1886
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primoroaa escolha em vestidos com 20 metros de
la ligeira, tecido ainda nao conhecido aqui.
Cores e desenbos novissimas as seguintes fa-
zendas de seda, la e algodao. Etamine, Surah, Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alsaee, Cachemires
Explendido sortimento
Em leques, lavas, espartilhos, lacos, lavalires,
meias, lences e muitos outros artigos que se ven-
dem por presos sem competencia.
Tainhas
Vendem se em barra e em quartolas, e mais
baratas do que em ou'ra qualquer parte ; na roa
de Pedro Affonso ns. 5 e 11.
Tavcrna
Vende-se a bem afreguezada taverna da estra-
da do Pombal n. 16, livre e desembarazada de
qualquer onus, tratar na mesma.
Palmares e Porto Calvo
das lagoas
Vende-se um quarto do engenho Velho, em S.
Bernardo e mais trezentas bracas de trras entre
a mesma propriedade, e a deneminada La Nova,
no districto Leopoldina, comarca de Porto Calvo :
a tratar com os administradores da massa de Cor'
reia Marques, em Palmares.
Fustoes de setineta a 500 rs, o
covado
Alheiro 4 C. ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de fustoes brancos pelo
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
covado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
Correias
de sola inglez i, de lona e de borracha, de diver-
sas larguras e grossuras ; vende-se barato na
fundicao Villaca, ra do Brun n. 54.
Boih das
Mcndoiica Primo & C.
Vendem por precos sem
competencia
Las escocezas, padre6 modernos a 400 res o
covado.
Ditas mescladas e lavradas a 500 res o dito.
Velbutinas de todas as cores, lisas e lavradas a
14200 o dito.
Fustoes brancos com lindos desenbos a 400 e
500 reis o dito.
Lences de bramante a 14800.
Callarinhos modernos para homens a 500 reis.
Setns de tedas as cores, por presos baratiss-
mos.
Merinos pretos e de cores para \ istido.
Mantilhas pretas.
Fichs do diversas qualidades.
Cortes de cassemira para ssnhora, bordados de
seda, atoalhadot. espartilhos, tapetes avelludados,
panos de crochet, punhos para homem e senhora,
meias de todas as qnalidades para homem e se-
nhora e outros mnitos artigos de moda.
Ra Dupne de Caxias n. 09
Crande liquidado .
de pliMN*
17 Ra 'io Bario da Victoria
Exposico universal
17
Liquidaba
em eontinuaco na ra larga do
Rosario d. 3a
Damio Lima & C nao p. den do acabar o seu
grande sortimento de miudezas, em conseqneneia
da cryse perqu passamos, continam por mais al-
gum temeo a liquidar suas mercadonas, pelo que
ce novo convidam ao publico e especialmente
Exmas. familias, a quem pedem toda proteccao.
Admirem !
Punhos e colarinhos bordados para se-
nhoras 24200
Ditos lisos 14800
Ditos de cores 14600
Luvas de seda de cores 24500
Agua florida, 700 re. e 14000
Bordados de 300 rs. 24000
Bonitos lacos a 24208
Leques de 400 rs., 6C0 e 14000
Meias para homem 34000
Ditas idem 34000
Ditas de cores 44000
Um par de fronhas de labyrintho 145X0 .
Urna toalha de labyrintho 25J e 304000
Envesiveis, rs. 920
Fitas, bicos, lencos, grr.vatas e outros muitos
artigos que esto exposiclo. -
Boa larga do Sonarlo n. 3S
Damio Lima & C.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escessez preferive
ao cognac ou agurdente de canna, para fortificar
o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores armazens d
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ne-
me e emblema sao registrados para todo o Brazi...
BROWNS c C, agentes

0.000:000
DAS
CORRE NO DA 0 DE FEVEREIRO
O portador, que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 9 de Fevereiro de 1886, sem falta.
Feli
z,
praca
da







\


Diario de PernambucoTerfa-feira 9 de Fevereiro de 1886



y


itnmnn i mi i Se eu sabia que elle tem pacto cora de Vidocq, e aos cariosos Estudos de Pki-
LlTTERAllm __ o diabo diase Joo
, asse momento augmenten tanto a bu-
OS FILHOS
DO
B^xsrxjxoa
POR
S. CAPB13&
TBEGSIHA
O B a i* a o
de
Cirandalr
na
da
( C&ntinuaqco do n. SO)
XI
OS GIRIANTES
Enganam-se ambos, ajuntoa viva-
mente Pintarroxo, pois que a essa hora es-
tava elle a eeiar na casa de pasto.
- Mentes 1 exclamou Joilo.
O bandido insultado levantou o braco.
Ora va os, disse Lourengo intervn-
do. Anda que estojamos a disputar at
amanh, nadaadiantareraos. Fallemos sem
franqueza! Que diabo! nao estamos
preseas do preboste ou do tenente
policia, estamos ea familia. Para que nos
havemos de engaar uns ads outros ? Com-
prehendo que ambos quizesssera fazar sal
Ur as pistolas da algibeira da policia, bas-
tante mal nos tem ella feito, para nos to-
marmns em todo o tempo a nossa desforra,
mas agora nao se trata de recompensa.
Dga-s pois a verdade. Nao ha senao um
La Chesnaye, nao assitn ? Pois bem,
iem tu Joo, era tu Pintarroxo podias ver
o tal La Chesnaye hontem s nove horas,
em outra parte, se nao ao p da casa de
Joas, aonde eu o espereva, aonae o vi
chegar, e, finalmente, aonde lhe fallei!
Ser isto claro?
Havia tal accento de verdade no tom
com que Lourenco pronueiara estas pata-
rras, que os outros dois olharam um para
o outro hesitando.
Mas, cora ura milhao de diabos ex-
clamou Pintarroxo, se ea nao vi La Ches-
naye na casa de pasto, hontem s nove
horas era ponto, ento esta va ceg, bebado
ou doido 1 E por todos os chifres de Bel-
zabuth tenho bons olhos, goso da ninha
razo, e ha tres dias nao bebo secao agua,
pois vo to mal os meus negocios que ma
vi na preciso de servir o prebostado 1
Mas, ajuatou Joao, so o capitono
estar no Campo ealameado hontem s no
ve horas, experimentando um cavallo qua
tinha comprado, ento porque tive urna
viso diablica, e isto nao possivel, pois
que Pedro o Asssino o via como eu, e a
prova que lhe fez o signal ajustado para
o advertir de que o tenente da policia che-
gava para o prender.
__Pedro viu-o no Campo enlanieado ?
exclamou Lourenco.
E' certo que elle ha pouco assim o
disse diante de mim, ajuntou Pintarroxo,
mas isto nao basta, pois que Mathias das
ventas esborrachadas e Jacquelina a Com
prida, viram, como eu, o capito na casa
*de pasto; tambem alli o viu Tallebot o cor-
canda.
__Bem vs, Lourengo, que es tu que
queres engaar nos.
__Mas pela palle de diabo disse Lou-
rengo eneolerisado, Sulpicio das Pernas
Tortas pie afirmar que o capito entrou
em casa de Joas, hontem s nove horas,
pois que, assim como eu, e3tava porta
da casa de jogo!
A estas tres affirmativas to contrarias,
e todava tao positivas, porqua cada um
d'ellas se apoiava era testemunhas irrecu
saveis, os tres homens olhavam uns para
08 outros cora espanto singular.
Para que La Chesnaye apparecesse
a nos, os tres, em tres sitios differentes,
e mesma hora, era preciso que o diabo
assim o quizesse! murmurou Joao.
Aqu anda feiticeria! acrescentou
Pintarroxo,
O capitn talvez soubosse que nos
queramos trahil-o, ajuntou Lourengo em
voz muito baixa, e obrigou Satanaz a cor-
rer em seu auxilio 1
lha no pateo dos Milagrea que os t:es ho-
mens nae poderam continuar a conver-
sar.
As palavras nao se ouviara.
Da repente o silencio suecedeu-so a esta
bulha infernal.
A um tonel collocado no centro das qua-
tro lanternas acaba va de subir ura figurita
de estatura elevada ; este individuo agitou
um pesado sino, que tinha aos ps.
A esto signal todos se calaram e dirigi-
rara a attengo para aquella que os domi-
nava empoleirado em to singular pedes-
tal.
Este individuo era o coesre.
Ao p d'elle, sobre um tonel mais baixo
cstava um solitario, no exercieio das suas
funegoes.
Ambos tinham enfarpellado alguns fran-
galhos de mil cores, os quaes, mal cosidos,
deixavam escapar pelas costuras e palos
buracos urna roupa ae cor escura. >
Esta subida ao tonel indicava que o
grande coesre ia fallar aos seus subditos Je
era, portanto, necessario que se fizesse o
maior silencio.
O pesado sino que iera o priraeiro signal
de silencio agitou-se novamente e o coesre
principiou.
Solitarios, orphaos, larapio3, gatunos,
corta-bolsas, ratoneiros! barrou o coesre com
voz potente e com ura orgo desafiaado
que offendia o ouvtdo ; todos os que ha-
bitaos o pateo dos Milagres, lhos do gran-
e do pequeo Egypto, ladrSes, filhos de
ladroes, todos os que me reconheceis como
chefe, e jurastes fidelidade s leis da as
sociagao, ouvi-me attentameate, a mim, o
grande coesre, a mim o prototypo, rei e so-
berano dos amigos do slheio, porque se
trata de raceber entro nos um irmo da
tratantice e um bom corapanheiro de for-
tuna !
Silencio 1 b6rraram de todos os lados.
realmente singular o
CAPITULO XII
O GRANDE COESRE
O pequeo discurso pronunciado pelo re
do pateo dos Milagres, discurso que julga-
inos a proposito traduzir em linguagem in-
telligivel para o leitor, segundo o uso do
lugar e dos seus habitantes, era cheio dos
termos mais frizantes da giria.
Talvez nos aacusem de destruanos a
cor local supprimido a linguagem da gi-
ria, que nos seria fail trauscrever, mas
muit03 dos nossos collegas se deram ta-
ref* de iniciar os leitoras no segredo d'esta
giria dos ladroas e pir isso nao nos entre-
gamos a este trabalho.
Damas tal liaguagem repugna tanto aos
que a ropetem, como aos que a ouvem.
Nao c necessario tallar o idioma de um
povo, ou o de urna classe da sociedade, ou
mesmo o de urna poca para descrever fiel
ment os costuraos e os hbitos d'essa clas-
se, d'esse povo, d'essa poca, alias seria-
mos obrigados a empregar o allenio, o in-
"laz, o hespanhol, quando esbocassemos
urna scena passada na Alleraanha, na In-
glaterra, ou na llespanha.
Seriamos obrigados a escrever em dia-
lecto bretao ou provenga!, guando fazoraos
fallar um camponez brato ou provengal, e
finalmente teamos de recorrer ao estylo
pouco intclligivel dos chronistas da idaie
inedia para fazer conversar os here3 do
ura roraance passado nos seculos doza ou
treze.
Nao. A exactido do essriptor nao pode
ir tao longe, e, senda assim, para que se
ha de conceder aos ladrSes, conservando a
sua lingaagem, a honra que com razao so
recusa aos grandes vultos da historia!
Basta-nos dizer que a giria, a lingua dos
ladrSes, dos ratoneiros, que at ao3 nosaos
dias tem conservado a sua ignobil pureza,
compoe-se de qaatro elemeatos priucipaes.
1."De palavras tomadas em um senti-
do differenta da sua accargo vulgar (como
cintilo por priso, ancta por agua, etc.)
2. De palavras suggeridas por alguraa
analoga (como carioso por juiz, tocante por
relogio, yiranta por chave).
3.Da palavras estropiadas, (como ha
tanBa por botica, santa por sade).
4.De palavras inteiramente inventa-
das. Os que desejarem aprofundar esta
lingfta podem recorrer ao diccionario do
calSo francas, de Grandval, ao Vocabulario
losogia comparada sobre a caldo, por Fran-
cisco Miguel.
Quanto a nos empregaremos a lingaa
usual para fazer tallar os habitantes do
pateo dos Milagres, servindo-nos sraente
das denominacdes particulares, que nlo
possivel substituir.
Depois d9 discurso do ooesre, de todas
as partes rebeutou ura violento tumulto,
mas este tumulto nada tinha de hostil ao
orador.
A curio3dade e o espanto eram as prin-
cipies causas do tumulto e ngitac&o da so-
ciedade.
Com effeito, a noticia da apresentacfto
de um novo membro era inesperada, e
contra o costume-nnguem poda dar noti-
cias do neophyto.
Quera ser ?
D'onde ?
D'onde vem?
Quem o vio?
Estas quatro perguutasf sabidas de ura
jacto, cruzando se tinham partido de todos
os grupos.
Silencio! grita o chefe agitando a
enorme campanhia.
Silencio I repetio o solitario com a
sua voz de falsete.
Robira o Ruivo vai introluzir o rece-
piendario ? continuDU o coesre no meio da
attencao geral. Accendam os arehotes para
que os cgos vejam !
Ira mediatamente, urna duzia de homens
se precipitaran! para as casas vismhas, e
voltaram promptaments agitando brandos
inflammados.
A estes depressa se juntaratn outros e
logo ura ca rilo vermolho illuminou o pateo
dos Milagros, e n quanto que urna nuvera
de fumo se espalhava no ar o sa reuna ao
espesso nevoeiro.
Eiv. ura espectculo
que apreseutava esta multi iiu esfarrapada,
avinhada, e que apresentava urna collec-
90 completa do todos os typos os mais
hediondos da raca humana, allumiados
pelos refirfxos sangrentos do.3 braud3es.
Em redor do tonel, a que trepara o rei
dos maltrapilhos, havia um espaco vasio.
Kjbhn e Ruivo, marquez dos falsos
epileticos, principe dos truoes, porteiro do
nos30 pateo, introduzi o recipiendario I
bradou o solitario.
Oparou se um moviraento as fileiras
compactas da multido, que cstava ao lado
direito do coesre.
Abrirara-se estas fileiras e urna espacie
de via estreita foi tragada entra as duas
alas de curiosos.
Por este corraio avangm ura individuo
de aspecto singular.
Teria os seus quarenta e cinco a cin-
coenta annos, a barha, os cabellos, os so-
brolhos e as pestaas de ura ruivo to vivo,
tao ardont-, qua castava a crer que a na-
tureza fosse a autora deste phenom-.no ;
antes se suppunha que a arte tivesse parte
nosta cur original.
Este homem era Robira o Ruivo, por-
teiro do pateo do grande coesre.
Emquanto ao seu traje, enviaremos o
leitor para a fidelidade das aguas fortes e
que Collot, o desenhador de lapis excn-
trico, de singular imaginagao, devia publi-
car alguns annos depois.
Robm caminhava gravemente, levando
na mo o pao da urna vassoura, servindo
de maga, e ao pescogo urna longa cadeia
que tocava no chao.
Atraz de Robm o Ruivo avangava o re-
cipiendario.
Era um homem alto, magro, delicado,
segundo se poda julgar pelo seu traje.
Este traje consta va de um habito de
penitente, branco, que ebegava at aos ps,
mais
dos, esfarrapados, e o habito delles
inspirava tedio do que respeito.
Mas o que caminhava atraz de Robm
o Ruivo, tinha porte grave, solemne, quasi
magestoso.
O habito branco caha graciosamente
em espessas pregas aperlado na cintura
por una cordilo de nos, e elevava a cabega
soberbia altiva debaixo do capuz.
A esta iuoxperada apparrgaj, de todas
as boceas escapou um grito de surpreza,
depois surprez suocedeii um sentimen-
to de reoeio, muito natural se se reflaetir
que naquella poca os penitentes brancos
tinham por inisso especial acompanhar os
condemnados, que carainhavam para o ca-
dafalso, e muito poucos^dos que rodeavara
o recom-chegado nao tinham cm perspecti-
va a roda eu a forca.
Entretanto essss homens estav un endu-
recidos no crime para nao banir prompta-
mente tod apprehensao sera carcter se-
rio, e o medo dissipado deu lugar a urna
hilaridade estrondosa, a prolongados ap
plausos.
Julgaram que era urna hriacadeira, um.i
fargada de carnaval.
Rubim o Ruivo chegou ao tonel aonde
troav.a o coesre.
Inulinando-so profundamente, disse com
voz rouca:
Senbor, tenho a honra do trazo* aos
ps de Vossa Magostada o nobre estran-
geiro aqui presente, e que mais parece um
moleiro enfarinhado do que um digno filho
da pequea e da grande Bohemia.
.gypcia:
diabo I berrava
U penitente parou, voltando-se para o
tonel real. %
Silencio I gritou o solitario, imitando
a intimago dos porteiro do parlamento.
Fez-se silencio, mas foi interrompido im-
mediatamente por urna especie de rumor
desagradavel, seguido pelo estallo de um
vaso d-3 louga partido sobre urna mesa.
Era Pedro o Assassino, que fazndo
pouco caso da solemndada do acto, conti-
nuava a chamar Simona a E
O' l I Simona do
bateado no banco sobre que estava senta-
do com urna bilha de barro vasia e que ti-
nha agarrado pela asa, ola volha taber-
neira do diabo vinho vinho !
Silencio; respondeu o solitario com a
sua voz aflautada e quT contrastava des-
agradavelmenta com o orgao avinhado de
Pedro o Assassino.
Vinho Ouves, feiticeira, fgida do
inferao Vinho, ou parto-te sobra o joelho,
como...
A bilha voando com bulha acabou a a-
meaga interrompida pela respiragSo emba-
ragad* do bandido.
Silencio, disse pela tsreeira vez o so-
litario.
Asroxiraa-te I disse o coesre ao peni-
tente.
O rei dos maltrapilhos toraou urna atti-
tude magestosa.
Quem s ? perguntou, batendo cora o
p sobrj o tonel que ressoou como um
grande bombo.
Que te importa raspondeu o peni-
tente com voz aecca e febril qua surpre-
hendeu o auditorio. Nao se trata da saber
quem &ou. mas sraente do que quero ser.
Hein ? fez o caesrc, como se nao ti-
vesse percebido o sentido da resposta.
Pago, >oatinueu penitente, para
ser recebido j como meraoro da grande
a 8gociagad do pateo dos Milagres.
Queres ser da giria ? exclamou o
coesre.
Sim.
Filho da pequeaa Bjhomia, gatuuo?
sovina, garoto, romeiro ?
Sim.
O coesra olhou pan o auditorio.
Que lhes parece, meus senhores '! ex-
Sim, respondeu claramente o recem-
chegado.
Sabes acaso a que honras aspiras ?
contiauou o rei dos maltrapilhas com esse
entono, que devia tomar dous seculos de-
pois o filustre Bliboquet para dizer: Man-
cebo presumido !
Bem sei, respondeu o punitcnto sem
dissimular um gesto de aborraciment.
Sabes acaso que para seres um ver-
dadero girianta, vassallo do pateo dos Mi-
la^res, tilho da Bohemia, mister nao ter
Deu3, le, f, rei, pa, ma, prente ou a-
migo, sabes que mister passar por du-
ras pro vago es? Sabes que mister saber
cortar urna bolsa, furtar urna capa, furar
um policia e espetar um guarda'!
Tudo isto sei, respandeu o penitente.
Ento, descobre a cara para que se
saiba com quem tratamos.
- Bravo I vociferou a multido cuja
curiosidado estava oxoitvJa palo mysterio,
de que so ccrcava o seu futuro compa-
nheiro.
Abaixo o capuz l Que mostr a ca-
rantonha gritavam algumas vozes e dez
ou doze bragos us e verraelhos se esten-
deram para o penitente.
Este racuou e relmpagos da colera sa-
hiram pelos buraeos do capuz com tanta
violencia ameacado.
Pelo goste enrgico que acompanhou es-
te moviraento conheceram 03 giriantes que
o recipiendario se negava a acceder ao de-
sejo do coesre.
MI brados se elevaran em clamores
confusos.
No mesrao instante, um homem abrindo
caminho por entro as fileiras dos girantes
avangou para o penitente.
Este homem, cujo trajo intacto brilhava
no meio dos farrapos que o rodeavam, co-
mo um bocado de ago puro no meio da la
ma, era Heitor, o velho sargento de Ba-
lagny.
Para que um uniforme se atrevesse a
apparecer no racio do pateo dos Milagres,
era preciso que aquella que o usava tives-
se ali numerosos amigos, e fosse raconhe-
cido por todos como um verdaleiro collega
e giriante de alma.
Voltando se para os giriantes, Heitor ia
abrir a bocea, sem duvida para to mar a
defesa do penitente, mas nao teve tempo de
pronunciar urna palavra.
Um incidente inesparado mudou sbita-
mente a face da scena.
Urna enorme bilha de barro langado por
railo vigorosa fendeu o ar assobiando como
uraa bala e foi partir-se contra o tonel,
sobre que estava o re do pateo dos Mila- n3o r63pondere3
multa, cujo rugido dominou o horroroso
charivari.
O penitente tinha ficado impaasivel no
meio deste cabos sem nome, mas de re-
pente, fatigado por esta scena repugnante,
abaixou-se para 03 lutadores. agarrou um
com cada mito palos farrapos que os co-
briam e levantando-os com um vigor ex-
traordinario, teve-os por um momento em
p, chocou-os um contra o outro, depois
estendendo os bragos musculosos e arre-
messou-os a dez pa?803 de distancia, um
para a direita, e outro para a esquerda.
Bravo l bravo I gritou a turba-mul-
ta entusiasmada por este acte de vigor.
Soberbo! disse o coesre tomando
urna attitude de admirago.
Silencio I bradou o solitario.
CAPITULO XIII
PEDRO O ASSASSISO
O peninente avangou ; a assemble. ca-
lou-se.
Querem ver a minha cara, disse elle
com sua voz breve e seeca, pois n5o a
mostrarei. Invoco um artigo do vosso c-
digo o qual diz formalmente que com tan-
to que um homem tenha por padrinho um
franco giriante, c que elle conhega as leis
do reino da giria, o os deveres de um di-
gno vassallo da grande coesre, este ho-
rnera nao obrigado a dizer o nome nem
a mostrar o rosto, se o nome e o rosto
qu;r deixar oceultos. Ora, aqui
meu padrinho, Heitor, o Narau ;
reconheceis por um dos vossos ?
Sim .' aira 1 sim l gritaram de todos
os lados, Heitor im verdadeiro giriante
j salou mais de dez dos seus roaos da
forca ou da roda.
Est bem I continuou o penitente, j
que curapri metade das formalidades inter-
rogue-me agora o grande coesre para des-
empenhar outra parte.
Diz bem gritou urna voz.
Tom razio! ajuntou outra!
Est no seu direito I
E' um corapanheiro de pulso!
Interrogue interrogue 1 gritaram de
todas as partes.
O grande coesre fez ura signal.
Silencio bradou o solitario !
Approxima te disse o grande coes-
re dominado sem o querar, pelo porte gra-
va do penitente.
Este chegou-se ao tonel.
Vou interrogar-te. Conheces as nos-
sas leis ? Se responderes a todas as per-
guntas, sers reconhecido iramediatameute
como giriante do pateo dos Milagres ; se
a urna que seja, tira-ae
est o
acaso o
gres, depois gritos, pragas, blasfemias re-;^ d 1[aj eternas e vaes oceupar o
tumbaran de mistura cora a bulha da ban- seu r Egt3 rompto ?
eos partidos, de mesas derrubadas; houve ^ __ s re8poadeu o penitente cora voz
grande movimento e dous homens agarra- grme
e de um capuz em forma de sacco, que clamou elle dando estrepitosa gargalhala.
FOLHETIH
MOTAS SANDRK
lhe cobria inteiramente a cara, e que des-
cia em parte at ao meio do corpo.
O capuz tinha tres buracos, dous para
deixar livre o exercieio da vista, o outro
na altura da bocea, para deixar sahir as
palavra 8.
Este traje monstico no meio da multi-
do de bandidos e de mendigos, este ha-
bito branco, indicio de pureza, no meio dos
farrapos, libr do vicio e da vergonha, cau-
sava tao poderoso contraste, que os habi-
tantes do pateo dos Milagres ficaram es-
pantados. |
Elles estavam habituados a verem correr
s suas fileiras frades, mas frades iraraun-
POR

JULIO 7SS3S
11 I I V I A PARTE
(Continuacao do n. 30)
IV
Aniktrllu
A flotilha desenvolvia-se em urna longa
linha curva que tenda a fechar se sobre a
ilba.
Nao havia menos do duzantaa erabarca-
oes, algumas das quaes erara de trinta a
quarenta toneladas. Juntas podiam trans-
portar de mil e quinhentos a dous rail ho
mens.
A's cinco horas a flotilha estava na altu-
ra da ilhota Kenkraf.
Os asfaltantes iriam atracar e tomar po-
sigao alli antes de atacar directamente a
ilha ? Se o fizesaem 8eria nma feliuidade.
Aa minas mandadas fazer pelo doutor
daran em resultado, sa nao a completa
reaolugo da questao. palo menos compr-
me ttiriam desde o comego o ataque dosSe-
nousistaa.
Decorrea urna meia hora chea de ancie-
dade.
Pareca que as embarcagoes que, a pou-
co e pouco, approximavam-se da ilhota, iam
effectuar ura desembarque... Assim nao
asonteeeu. Nenhuma fundeou para o lado
do sul, deixando-a direita. Ficou ento
evidente que Antkirtta seria ataeada direc-
tamente, ou para melhor dizer, invadida
dentro ele urna hora.
Agora s resta defender-nos, disse o
doutor aos chefes da milicia.
Deu ae o signal e todo o pessoal espa-
lhado pelo campo voltou apressadamente
para a cidade, onde cada ura foi oceupar o
posto que lhe tinha sido antecipadamente
indicado.
Por oriem do doutor, Pedro Bathory foi
tomar o commando da parte sul das fortifi-
cagoes, e Luig a parte leste.
Os defensoras da ilha quando muito,
quinhentos milicianos foram destribuidos
de modo a fazer face ao inimigo em toda a
parte por onde tentasse forgar o recinto da
cidade.
O doutor ira a todos os pontos onde jul-
gasae a aua preaenga necessaria.
A Sra. Bathory, Sava Saadorf e Mara
Ferrato deviam ficat no Stadthaus. Quan-
to s outras mulheres, caso a cidade fosse
invadida, ficou resolvido que ellas se refu
giariam com as criangas as casamatas, on-
de nada haveiia que receiar, ainda quando
os assaltantes tivessem algumas pegas de
desembarque.
Resol vida a questao da ilhota Kankraf -
e infelizmente o foi com desvantagera para
a ilhaainda ha\i i a questao do porto. Sa
a flotilha pretendeaae forgar-lhe a entrada,
os fortins dos dous raolhes, cujos fogos po
diam-se cruzar, os canho's do Feraato, os
Elctricos, torpedeiras, os torpedos inmer-
sos no canal, sem duvida baviara da ven-
cel-a. Teria sido uraa grande vantagem
ae o ataque fosse dado por esse lado.
Ma3 ficou evidente que o chefe dos Se-
nousistas conhecia perteitamento os meios
de defeza de Antkir:ta e nao ignorava as
facilidades que o lado sul offerecia para o
desembarque.
Tentar atacar directamente o porto seria
caminhar para o aniquilamento completo.
Tentar um desembarque na parte meridio
nal da ilha, que se prestava fcilmente a
esaa operago, foi o plano adoptado. Por
isso, depois de evitar os canaes do porto,
Vendo a hilaridade do chefe, a assem-
bla fez core com elle.
Ento, Jacquelina a Compriia, disse
com voz aguda como o som de uraa ma-
traca rachada, entao, minha adorada! mi-
nha divina se nao queres confessar que
me amas, arranco-te a lingua, como o car
rasco fez antes do hontem a tua mili.
Era Mathias do nariz esborracha<2o con-
tinuando as suas galanteras cora a amante.
- Silencio 1 disse o solitario irapassivel
sobre o tonel.
Queres pertencer aos giriantes ? ber-
rou o coesre, reassumindo o seu serio e
voltando-se para o penitente.
dos um ao outro, como duas serpentes en-
roscadas, passaram polo meio dos grupos,
pisndose, estrangulando se, bateado se
com estertores estridentes e ferozes excla-
magoos, at que foram cahir no meio
do circulo formado em redor do penitente.
Era Joo da Forca e Tniago o Bixogo-
so, que depois de esgotarem todo o voca-
bulario das injurias o das invectivas, ti-
nham passado a vias de facto arremessando-
se buhas, cop>ia, garrafaa e atirando-8e um
ao outro como dous chacaes a ponto de se
devorarem.
Esta Iuta, este ignobil combate a que
serviam de arena a lama e a immundicie,
affastou sbitamente do penitente a atten-
glo dos giriantes.
Arriba! Thiago o Baxigoso I grita-
ram uns.
Firme l Jehan da Foro a-1 bradaram
outros.
Campo livr berrou a multido.
Entretanto Mathias do nariz esborra-
chado continuava com as suas jaculatorias
amorosas, Sulpicio das Pernas Tortas con-
tinuava o seu somno, roncando com a boc-
ea aborta e os olhos fechados : Simona a
Taverneira andava de mesa em mesa, ser-
vindo uus, tirando a louga a outros ; Pe-
dro o Assassino, nao podendo equlibrar-
se sentado, chamava a taberneira e parta
tudo o que se achava ao seu alcance ; as
creangas choravam, os caes ladravam e
Tallebot o Corcunda eontava com a sua
voz de falsete, dominando a multido,
com um sino domina a bulha da tempes-
ta de.
Avante avante vociferou a turba-
Ura murmurio lisongeiro correu pelo au-
ditorio.
O grande coesre irapertigou-se.
Godard, P de Boi! bradou elle.
Da uraa mesa visinha levantou-se um
homem, que mais se arrastou do que an-
dn at ao p do throno.
Esto homem era ura daquelles que con-
trafazia certas molestias, cobrindo o corpo
e os mombros com chagas ficticias, padio-
do esmola porta das grojas, especulando
com a caridade dos fiis.
Quem esto ? perguntou o coesre.
Um adoentado, respondeu sem hesi-
tar o penitente ; mas as suas chagas sao
mal faitas e s capazes de engaar tolos.
-*> As minhas chagas sao, mal feitas l
respondeu (iodard P de Boi, vivamente
ferido no seu amor proprio de artista e na
aua dignidade de adoentado.
Assim disse o penitente.
E levantando a manga do habito:
Olha, apontou elle, ve isto!
Chamou todas as vistas sobre o seu bra-
gj n e um grito saiu de todas as boceas,
to verdadeiro e repugnante era o aspecto
da doenga.
O penitente pegn de urna bilha quo es-
tava n'uma mesa e la vou o brago que logo
recobrou a sua cor natural.
Milagrd 1 bradou o adoentado.
Habilidadel respondeu o penitente.
Todos o miraram com espanto.
Guilhermeo Matalor, gritou o gran-
de coesre.
Mas o penitente interrompeu-o encolhen-
do os hombros.
(Continua.)
como tinha evitado tomar posiglo na ilhota
Kenkraf, dirigio-se a flotilha forca de re-
mos, para os pontos fracos de Antkirtta.
Logo que se reconheceu isso, o dontor
tomou as medidas que o caso exiga. Oa
capites Koedric e Narsos embarcaran! ca-
da um em urna torpedeira tripolada por al-
guns marinheiros e sabiram fura do porto.
Um quarto de hora depois, os dous Elc-
tricos investiram contra a flotilha, quebra-
ran) a aua linha, tzeram voar plos ares
cinco ou seis embarcagSes e metteram a
pique uraa duzia. Todava, o nuraero de
aggressores era to to consideravel, que
os dous capites, araeagados de serem to-
mados por abordagera, tiver-xm de voltar
para o abrigo dos raolhes.
Entretanto o Ferrato tinha tomado posi-
go e comegava a fogo contra a flotilha;
mas os seus fogos e os das bateras que po-
diam empregar a sua artilbaria, nao foram
sufficientes para impedir o desembarque
da maasa de piratas.
Comquanto perecesso* bom numero e
um i8 vinte embareag3es tivessem ido a pi-
que, mais de mil assaltantes poderam sal-
tar as rochas do sul, s quaes consegui-
rn! chegar por estar o mar muito calmo
Reconheceu se ento que aos Senousis-
tas n> faltava artilharia. Os chaveeos
maiore lovavam algumas pegas de campa-
nha montadas em carretas. Poderam des-
embarcal as neusa parte do littoral, fra
do alcance dos canh5es da cidade e mes-
mo dos da batera do fortira do cono cen-
tral.
O doutor, do ponto era quo tinha *do
collocar-se, vio ea8a operagSo. Nao poda
oppr-se a ella, visto o nuraero relativa-
mente fraco do seu pessoal. Mas, como
esta era miis forte ao abrigo das suas mu-
ralbas, o papel dos assaltantes, comquanto
estes fossem to numerosos, ia tornar se
dffieil.
Esses, puxando a s:a artilharia ligeira,
formaram era duas columnas. Marcha
vam sem procurar desfilar, com essa cora-
gem descuidosa dos rabes, com essa au-
dacia dos fanticos, inspiradas pelo des-
preso da morte, a esperanga do saque e o
o lio ao europeu.
Quando chegarara a pequea distancia,
as bateras vomitara ra as suas balas, os
seus obuzes e a sua metralha. Cahiram
mais de cera, porra os outros nao recua-
ram. Collocaram em posigo as suas pe-
gas da carapanha o coraegaram a bater
brecha era urna muralha, no ngulo da cor-
tina do sul, ainda nao concluida.
O seu chefe, sempre calmo no meio dos
que cahiara a seu lad), diriga a aego.
Sarcany perto delle, incitava o a dar o as-
salte, langando algumas centenas de ho-
rneas na brecha.
De longe, o Dr. Antkirtt e Podro Ba-
thory o reconheceram. Elle tambem os co-
nheceu.
Entretanto, a massa dos assaltantes co-
megava a avangar para a parte da mura-
lha, cujo desmoronamento j podia dar-
lhes paasagem.
Se consegaissem entrar por essa brecha,
te se espalhassera pela cidade, os defenso-
res, fracos de mais pra resistir-lhes, seriara
obrigados a abandouar o campo. Com o
temperamento sanguinario desses piratas,
a victoria sera aeguida de urna matanga
geral.
A luta corpo a corpo foi, pois, terrivel
nesse ponto. Sob as ordens do doutor, ira-
passivel no perigo e invulneravel no meio
das balas, Pedro Bathory e os seus com-
panheiros fizeram prodigios do coragem.
Ponta Pescada e Cabo Matifou os seeunda-
vam com uraa audacia a igualada pola sua
felcidade em escapar a todo o ferimento.
O Hercules, tendo em urna das mos
urna faca e na outra ura machado, fazia o
vazio em torno de si.
Coragem, meu Cabo, coragem !....
Fogo nelles l gritava Ponta Pescada, cujo
revolver, incessantemente earregado e des-
carregado, estourava como uraa carta de
foguete.
O inimigo, porra, nao codia. Depois de
ter sido repellido varias veze3 da brecha,
ia penetrar e invadir a cidade, quando pela
sua retaguarda houve urna diverso.
O Ferrato tinha ido collocar se a menos
de tres amarras da praia,
com as suas pegas todas,
meia forga e
o seu comprido
canho de dar caga, os seus canhSes-revol-
ver Hatchkiss, as suas metralhadores Ga-
tling, que ceifavam os assaltantes como o
segador derraba o trgi, atacou-os pelas cos-
tas, fulminava-os na praia e ao mesmo tem-
po destrua o mettia a pique as suas em-
barcares fundeadas ou amarradas s ro
chas.
Para os Senouaistas foi terrivel e inespe-
rado esse golpe.
Nao s eram atacados pela rectaguarda,
mas iam fiear sera os meios de fuga se as
suas embarcagoss fossem despedagadas pe-
los projectis do Ferrato.
Os assaltantes ento pararam em frente
brepha que a milicia defandia obstinada-
mente. J mais de quinhentos tinham en-
contrado a morte na praia, ao passo quo o
numero dos assaltantes tinha diminuido em
proporgo relativamente fraca.
chefe da expadigo coraprehondeu que
era necessario operar iramediataraente uraa
retirada, se nao quera oxpr os seus com-
panheiros a uraa parda certa e completa.
Debalde Sarcauy quiz que atacassem a ci-
dade, houve ordem para a retirada ; e os
Senoasistas operavara esse movimento, co-
mo teriam morrido at o ultimo, se rece-
besses ordem para morrer.
Avante!... meus amigos !,.. Avan-
te !... gritou o doutor.
E, sob as ordens de Pedro o de Luigi,
um cento de milicianos sahiram a perse-
guir os fugitivos que corriam para a praia.
Apanhados entre o fogo do Ferrato e o da
cidade, estes tiveram de ceder. Ento en-
trou a desordem as suas fileiras e elles
correram para as seta ou oito erabarcagoes
que tinham, mais ou manos, escapa lo
metralha do Ferrao.
Pedro e Luigi, envolvidos no combate,
procuravara, soOretudo apoderar se de um
homem. Esse homem era Sarcany. Mas
queriam tl-o vivo ; e s por milagre esca-
parara aos repetidos tiros de revolver qua o
miseravel disparava contra elles.
Entretanto, pareca q ie a sorte ainda
urna vez ia subtrahil-o justiga.
Sarcany e o chefe dos Senoasistas se-
guidos de urna dezena dos seus companhei-
ros, tinha conseguido chegar a urna pe-
quena polaca, cuja amarra tinham la-ga-
do, e que j manobra va para fazar-se ao
largo.
O Ferrato estar to longe, que era im-
possvel fazer-lhe signal para que lhe dssa
caga: ia escapar.
Nesse momento, Cabo Matifou avistou
urna pega de campanha, desmontada, que
estava cahida no campo.
Correr para essa pega, que ainda estara
carregada, levantal-a cora forga sobrhuma-
na, collocal-a em cima de ama rocha, man-
tel-a em posigo, seguraudo-a pelos ma-
nhSes, e, em voz de trovo gritar: Aqui,
Ponta Pescada, aqui foi o qua fez em
um momento.
Ponta Pescada ouvio o chamado de Cabo
Matifou, vio o que tinha feito o seu Cabo
e comprehendeu; correu, e, apootando pa-
ra a polaca a pega, mautida em posigo
por esse roparo vivo, fez fogo.
O projectil batan na proa da embarcago
e quebrou-a.
O Hercules nem se abalou com o recuo
da pega.
O chefe dos Senousistas e os seas com-
panheiros, cahindo na agua, morreram quasi
todos afogados.
Sarcany debata-se as ondas, quando
Luigi atirou se ao mar.
Um momento depois, Sarcany foi entre-
gue a Cabo Matifou.
A victoria foi completa.
Dos dous mil assaltantes que desembar-
caran! na ilha, apenas alguma3 centenas
poderam escapar ao desastre e voltar s
plagas da Cyrenaica.
Era de esperar que por muito tempo
Antkirtta nao seria ameagada de um ata-
que desses piratas.
(Continuar-ti-ha.)
Typ. do Diario roa Duque de Casias n. 48.
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Full Text
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