Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16874


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Full Text




i ..... j o
7 DE
DE 1886
MR
' 0:DE 5A SE PACA PORTE
:?or tres mezos adiantados
Por seis ditos idem.....
Por un auno dem......
Cada numero avulso, do mesmo dia.
6,5000
12^000
24O0)
0100
PARA OMTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados......... ....
Por nove dito idem................
Por um auno dem................
Cada numero avulso, de das anteriores..........
PERNAMB
30500
205000
27000
dlJ
Ifivofxitabe ir* JHand Jigurira bt Jara & -ftljjos

TELEGRAMAS
SSS7IC3 rAinCL\3 D3 SZABIO
RIO DE JANEIRO, 6 de Fovereiro, s
11 horas e 50 minutos da rnanha. (Recebi-
do 1 hora da tarde, pela nha terrestre).
Pelo I. nutricio de Coya Col ele!
to diputado sera!, em 1. e*crulliilo.
o conegu Ignacio Xavier (C).
A junta aparador do 1. di-
tricto lio Bio Uraule do Sul reuni-
se pata ominar os votos da eleito
de 15 de Janeiro. Treae de seus
memuruf expetlSraasa diploma ao
cousciuciro Antonio Eleuterio de
Canario (I<>. e ojulas de direito rom
qualro outros memoro da mesma
ntesadecidiram que fossem *. es-
crutinio o referido conseltoelro e o
Ir. Paulino Rodrigues Fernandes
Chaves (CJ.
.\o districto da mesma pro-
viixia do Bio tirande do Sul. a res-
pectiva Junta apuradora expedio
diploma ao coronel Joaquina Pedro
Salgado >!.): que "ir a competidor
do Dr. Antonio Caetano eve Xatar-
ro(CJ. reputado ele|lo.
Acha-se gravemente doente o
couselnciro Martin. Francisco Ba-
bdro de Andrade.
imi;:
(Especial para o Diario)
PARS, 5 do Fevereiro.
Fallereu o Conde Saint Vallicr. ex
embaixaor de Franca em Berln.
PARS, 5 de Fcvoreiro, tarde.
Kiversos asmar da extrema es-
qnerda apresentarnm a Cmara dos
Deputadus um praject de le auto-
risaneZoogoiernoaexpulsar os pre
tendentes dynasticos.
LONDRES, 5 do Fovereiro, tar'.e.
Foi lomeado Vice-Bei da Irlanda
o Conde de Aperreen.
Y1BNNA, 5 d Fevereiro.
A Bussln aceita o acrordo assignn-
do entre a. Turtz ;3: e o Principe da
Bulgaria.
LISBOA, 6 d
:-i Intttirqiaente resolvido e as-
sentado o caaaausata da Duque de
Braganc-^ onin a Piinrciv4,cn,!ta,
iilha luais volata da Con ale def*a-
ris.
: nambuco^

STRCC? POPULAR
belctchistan, 500:000 habitante. Confedera-
cao de pequeos estado, tendo um chefe supremo,
khan ; capital, Kelat, '20:000 habitaute.
O ni tan ; capital, Tassisudon. Arc'uipelago
da Maldivas. (India franceza e India portujueza.
Vid Franca e Portugal.)
AHABIA
2.150:000 kilmetros quadrados. 12.000:000
habitantes5 habitantes por kilomei.ro quadrado.
Limites : ao norte a Turqua asitica, a late o
golto Per-ico e o ocano Indico, ao sul o ocano
InJico, a oeste o mar Vermelho.Divide-se vul-
pirmeute a Arabia em 3 tres regies naturaes :
Arabia Ptrea ao noroeste, Arabia Deserta ao cen-
tro e a oeste, e Arabia e'iz ao sudoeste ; mas
dividi real e a nica conhecida dos indgenas,
a que divide a Arabia em 5 regioe, a saber ;
'Herljaz (Arabia Ptrea), ao noroeste ; o Yei4e
(Arabia Feliz), ao sudoeste ; o Ornan, ao anate ;
SI Huesa, ou Hadjar, a leste; e o Ncdjed oa^Bar-
ria. ao cintro.
(toadbs pRiaciPAE : Mica, 40:000- habitantes ;
patria de Maliomet: cidade santa dos muaulmanos.
Uan, 40.000 habitantes; capital do Yemen. Djed-
dah, 15:000 habitante ; porto de Mesa. Medina,
6:000 habitautes. Mscate, 6:000 habitante. Mota
1:500 habitantes ; oinmercio de cat,
A pennsula de Aden, capital, Aden, 30:000 ha-
bitantes e as ilhas de l'erim e de Camaran perten-
cem Inglaterra.
(Continua)
?ARTE orFICUL
tieograpiia gcral
troludo
DA BIBLIOTUECA DO TOVO E DAS ESCOLAS
IQoatiwtafdo)
ASIA
INDOTO
V 0:1.00 kilmetros quadrados.180.000:000
habitante. iti habitante por kilmetro qua-
dradoLimites ; ao norte o Thibet, a leste o
golfo de Bengala, ao snl o mar das Inaius, a oeste
o Siad e o mar de Ornan.
possESSoKS D-is iain ama Capital, Calcutt sobre
o logiy, .abitantes cidade priocipae :
Bombairn. 800:000 habitantes ; prixieira cidade
pelo eu commi-rcio com a China ; cedida ao iu-
glezes por D. Alfonso VI Madrasta. 700;t,00 habi-
tante ; commorcio importante. Fatua 300:000
'..abitante. Lukaoic 300:0oO habitante?, urate,
300:000 habitante Henares, 200:000 habitantes
centro do conhecimentos religiosos e da littera-
tura do hindus ; cioade grata. Delhy, 200:000
habitante, Punah, H5:0j habitante, Mirzapur,
100:000 habitante Lahor, 'JJ:000 habitantes Mu-
tan, 70:000 habitantes, Ai/ra, iij:00o habitante,
Jagrenat, 36:000 habitante ; notavel templo a que
concorrem muitas romarias. Cuchim, 30:000 ha-
bitantes ; bom porte, tundado por Alfonso de Al-
buquerqoe em 1508. Calicul, 24:000 habitante ;
primeiro porto ndico a que aportou Vaco da
Gamaem 14'J8Ilhas : Ceylao (a Taprobana do
antigos), 2.':UU:000 habitante : capital, Calimbo
Archipeago da Laquedivas, 10:000 habitautes.
ESTADO ALLIAD08 DOS IK0LEZE8 :
HEiBo db maiM, 47:000 kilmetros quadrado. -
10.000:000 habitantes40 hab tantee por kilme-
tro quadrado.Capital, Hyderubad, 200.000 habi-
tantes : goarnicSo ingleza. Cidade principis ;
Golconda ; Aiircngabad.
myssobb, 90:00 i kilometrca quadrados. 3.500:000
habitantes 39 habitantes por k lomctro quadrado
Capital. Myssore, 50:000 habitautes.
ibavancobk, ll:9b0 kilujietros quadrados
1.6o; tantes. 134 habitante pjr kilme-
tro quadrado.Capital, 'l'uivanderam.
cachemir, 800:000 habitantes.Capital Cache-
mira, ou Sirtiigar 40:000 habitante chal afama-
do.
BADJEi'i-rAic.Mi, confederacao de pequeos esta-
do! ; capital, Adjemir, 25:000 habitante.
ESTADOS I TES t
l.OOO habitantes ; cpital,
JO habitante.
Miuislerio do laiperio
Por carta imperial de 27 de Janeiro toi agra-
ciado com a commeuda da Rosa M. Mirn.
Em 26 foi expedido o seguinte aviso ao di-
rector da Faculdade de Direito do Recite:
Em oflicio de 4 do corrente, consulta f. S. se
os alumnos que ee m.ttricularem nos ditferente
anuos do curso de estudos estabelecido pelos esta-
tuto de 28 de Abril de 1654 devem ser novamen-
te submettido a ezame da materia comprehen-
didas em cada um dos mesmos ar.nos, as quaes
j foram approvados, na conformidade dos estatu-
to de 17 de Jancirn de 1885.
Em resposta, declaro a V. S. que, sendo validas
para todo o effeito a approvacoe a que se re-
fere, devem os alumno prestar exame gmente das
materias em que naj se tenbam anda mostrado
habilitad.s.
Ministerio da liistica
Nao toram agraciado:
Man i-l Gome da Rocha, condemnado pena
de gales perpetuas em que foi coinmutada por de-
creto de 9 de Agosto de 1879, a de morte imposta
em conformida le com as decisSe do jury do ter-
mo de Aras, na provincia da Parahyha. por cri-
me do homicidio ; Maria, eoudemnada pena de
prisao perpetua cora scrirci aualogo ao sexo por
sentenca do juiz de direito da comarca do Rio-
Grande, na provincia de 8. Pedro dj Rio Grande
do Sul, por crime de homicidio.
Uin.t.er.o da Gaerra
Foram declarada? sem etTaito aslrlaferencia
do coronel Candido Jos da Costa, do Io regimen-
t de artilharia para o 4o b italhJo da mesma ar-
ma, e do tenente-corenel Bernardo Vasqncs, deste
batalhao para aquelle regiment.
Por decretos de 3 do corrente foram refor-
mado, nos tennis da primeira parte do 1 do
art 9 da lei n. 613, e, 18 de Agosto de 18j2, o
eirurgiiio-mr do exeteto, graduado, aggregado
ao corpodc saJe, Dr. Thcodoro ttodrigues do H i
rtca eor -pregado arma de infantarla
no I'ornpilio de; Araujo Pinheiro, visto Soffie-
r 'in atoll stia iueuravel que os torna incapaz
..uar o cervico do mesmo exereito.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DA 6 DE FEVEKEIttO DE 1886
Altredo Teixeira Bacellar, Jos Eleutetia de
Ai.-vedo, Maximiano Lopes Machado Jnior, Mar-
celino Ansberto Lope.Certihque-se.
Loureuco Goocalves Aleixo. Facam-se as no-
ca da portara do tcenla.
Caseuiiro Lucio dos autos.Rcgistre-ae e fa-
cam-se os competentes asaentaneotos.
Heuriqueta Avelina de tteneze Lyra, Dr. juiz
de direito de Floresj Fiaocisco Gomes da Silva,
Bernardino Jos da Silva Maia, Antonio Manoel
Camello, bibliothecario provincial e viuva Cons-
tantino 1'. F. tfa Silva & C. Informe o Sr. con-
tador.
Francisco Lino de Soasa Castro e Jos Bernar-
dina Ferreira. Ao contador para attender.
OlAfil DE PERNAMdUCO
__ -
Goverao .s.i Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 5 DE
FEYKBETJtO DE 188G
Antonio Joaquim Jos dos Santos.In-
forma o Sr. Dr. chefa de polica.
Ab iixo assi^oado do moradores da villa
de LepoUina. Infirme a Cmara Muni-
cipal do Lepoldina.
Antonio- Jos M c'i do. Informa o Sr.
r do presidio de Fernando de No-
ronha.
Braga & S. Iuforme o Sr. director do
Arsenal de Guerra.
Franhueso de Hubo Borg^s. Eoforroe o
Sr. engenheiro fiscal da Companhia R
Dra'nage.
Firmino Lopes de Oliveira. Informe o
Sr. director do Presidio de Fernando de
Noroiiha.
J Aa Gomes da Silva. Ao Sr. Dr. juiz
!reito das execuco-'S criminaes da co-
marca do R?cifo p^ra providenciar conve
nientemente.
Joaquim Rocha. Prove que reside no
Brasil ln mais de 2 annos.
Manoel Joaqun) de Siqueira.Provi-
denciado.
Manoel Jos da Cmara.Informe o Sr.
inspector gem da Instruecilo Publica.
Secretaria da presidencia, de Pcrnambu-
co, em 6 de Fcvcreiro da 1880.
O porteiro,
J. L. Viego*.
~ %
Hepartico da Polica
Seccao 2. N. 116. Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 6 de Feverero de
1J8G. Illm. e Exm. Sr.-Participo a V.
Kxc. que foram hontem recoiidos na Casa
de DetenjSo os seguintes individuos :
A' roinha ordem, JoSo de Mattos, re-
raettido pelo delegado do termo de Gamol-
leira, como pronunciado em crime de mor-
te na comarca de Buique.
A* ordem do Dr. juiz de direito de 5o
dstricto criminal, Juvenal Francisco de
Almeida, por se achar pronua^iado em cri-
me de fermentos graves.
A' ordem do subdelagado de Santo An-
tonio, Maria Antonia da Conceicao, por
disturbios.
Pelo soblegado do dstricto de Ap-
pucjs, foi remettido ao juizo competente o
nquerito policial a que procedeu contra
Pedro Francisco de Souza, como incurso
as penas do art. 201 do cdigo crimi-
nal.
Deas guarde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandos da Costa
fereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de poli :ia, Antonio
1 Domingo Pinto.
KEOlFB 7 DE FEVtKIti DE l-im.
.\otetlus do Prata e sol do Im-
perio
Pelo vapor francez Ville da Santos, ti-
vemos hontom as seguintes noticias e as
que constaiu da rubrica Pare Officicd
Bio de Janeiro
Dotas de Mintivideo at 23 de Janeiro:
Ficou aaaeuiada a escollados candidatos
a senadores ao congresso argentino que os
partidos unidos propojm-se sustentar na
capital da Repblica e na provincia de
Buenos Ayres.
Ao chefe. do estado maior do exereito
deu.'arou o general Arredondo que n3> iu-
tervinha nos negocios uruguayos e que era
inteiramente alucio poltica da repblica
visiaha.
Nada de importante occorrera ncsti re-
publica depois das ultimas noticias que
d'ai recebemos.
Bio Grande do Mu
Das at 21 de Janeiro :
Um kilmetro al u das Pedras Al-
tas, na estrada do ferro de Bag, to.ubou
no dia 21 ama machina, felizmente sem
consequen:ias desastrosas pira o seu pes-
8oal.
Progradam os trabalhos para o restabe-
lecimento do trafego, e se Qi houvessin
novas chuvas, deviam estar concluidos os
r.'paros uu dia 2J do correnta. .
A Ordem, de Jaguaro, publicou o se-
guinte :
Nos dias t:rca e quarta feira (12 e 13)
houve fjrtissimoi temporada na direcfito
da nha da estrada de ferro de Bag, des-
do o passo do Maria Gjmes at esta uiti
ina cia.
A pessoa que nos transmittio a D
dene aednteciuMnto nao nos sabe dar por-
mjnores exactos M desastres occorridos,
maa devem ter sido muitos pela circun-
taocia de terem cahido em alguna pontos
pedras do taminho do ovos de gallinha !
Tendo-se interceptado o transitj da
estrada de ferro em um ponto entre a dis-
tancia aciou designada, aniava umi dili-
gencia emprogada no s.rvi^j do transp ir-
te de pissageiros.
ii Lsse vehculo foi tmalo por um tu-
fo de vento tao forte, que o i.z rolar, co-
mo se f'osse um embrulho de 15, fieando
apenas intacto o lcito o as rodas! f
E eramos que esse desagradavel a
eontc<.i.ucnto se desse e.u algu.ua estaco,
porque a p-.-ssoa que relatou o facto ni i
disse houvessem victimas em tal desas-
tre.
o Um c;.rreteiro que viajara na mesma
direceSo, tendo desprendido a boiala pa-
ra descancar, quando vio a tormenta se
approximuva nandou um filho reunir os
bois. Nao teve terapo, porin, o menino
de voltar com os animaes antes do' desen-
volvimiento furioso dos elementos.
t O pai sahlu em sua procura, e quan-
do ambos voltiraon encontraram a carreta
sem tolda, tendo sido esta arrancada do lu-
gar e conduzida a urna distancia de mais
de quatro quadras.
Desconfia-se que esses temporaes te-
nham causado enormes prejuizos pelos lu-
gares onde passaram.
Seguudo a rclacao entregue ao juiz
municipal do Rio-Grande exwtera nesse
municipio 153 escravos sexagenarios, que
estn libertos em virtude da nova lei ;
nesses 145 ha 84 menores de (j annos e
61 com a idado para entrar no gozo da li
berdade, estando os menores de t>5 annos
obrigad js prestacao ds sorvicos. Dos
145 reid\)in 6 na cidade e 79 fra dellj.
Mana lalliarina
Datas at 24 de Janeiro :
No quartel do corpo de polica para ou-
de fra transferido n* vespera, j mori-
bundo, fallecen no dia 22 o seutenciado
Jos Antonio Machado, que, na cadeia des-
t a capital, cumprio a pena de 13 annos de
prisao, a que fra condemnado, faltando-
Ihe apenas oito mezes para o completo da
mesma pena.
Falleceram na capital Maria Candida
Magano da Conceicilo e o pharmaeeutico
militar Joao Augusto Travasso da Costa.
PARAN'
Datas a 23 de Janeiro :
O presidente da provincia, acompa-
nhado dos Srs. Drs. chefe de polica e en-
genheiro fiscal, foi no dia 18 at ao kil-
metro (35 examinar o desuioranamento que
se deu na estrada de ferro e interrompeu o
transito regular entre esta cidade e a nia-
rinha, devido ao deslocamcnto de ama po-
dra inmensa, que comecou, ha dias, a es-
escorregar, ameacando ama ponte de ferro
do 20 metros de vao entre dous tunis.
Conheoido em tempo o desastre immi
nenie, foi essa ponte desmanchada e reti-
rada, substituida por outra previsoria, que
ser/o, durantj alguns dias, para a passa-
gvm.
Ante-hontem, s 6 1|2 horas da tarde,
desabou o blocflf precipitando-so n'um
enorme desbarrancada e produzindo um
uoroaamento de 500 a 60J metros "c-
bicos do trras e pedras e abrindo um
abysmo entre os dous tunis. O servijo
que ha a fazer-s-: levar do 15 a 20 dias.
S. Ex. o Sr. Dr. T.iuniy examinou
tu lo cuidadosa nonte e, aventad a a possi-
bililadi^d t'ranqueir-so urna picada pira
a baldeadlo dos passageires e bagagens,
emprean lose animaei do sella e do ca-
ga, por*orreu quasi toda essa penosa pila-
da, duranto mais de 40 minutos, recoahe
condo a sua mpraticabilidale, p;los decli-
ves ingremes e at perigosos que tem.
Hjo ficou de tolo interrompido o ooovi
ment. De araanhil, em dianto hovera
trem de pasaogeiros, sujeitando se, poroi,
estes passagem pela picada, que nao
praticaVul sendo a p e quasi impossivel a
senhoras, creancas e bagagens um tanto
pesadas.
Foram dadas as ordena para que as ma-
las do correio podessem ser transporta las.
No dia 20 foi o presidente da pro-
vincia ao ncleo Santo Ignacio examinar
os estragos ahi fe.tos por uma chava de
pedras, que foram felizmente Umita ios,
solIYcado, porm, bastante o eijao planta
do em diversas ro9as.
K dia 17 do corrente, na froga';zia
de S. Luiz do Paran, cabio urna taUsa
elctrica perto da easa commercial dos Srs
Rufino, Emilio & C, em un piste da li
nba telegraphica, que ficou completamente
inutilisalo, bes como um solador, arre-
bentando a linha em alguns pedayos c cau-
sando grande choque s pessoas que se
achavum as immedia;oes e na casa.
Um aggregado sentio tao forte choque,
que cabio e perdeu os sentidos por espago
de trs horas.
Estando posta a mesa de jantar, foram
hincados fra todos os utensilios e comidas
que nella se nchavam.
Felizmente uilo houve desgrncas a la-
mentar.
- EnPorcara so as mattas da chcara
do JoSo Cirvalho de Oliveira o aliemSo
Jos Ratech, de 80 annos de idade, que
sahira do hospital de caridade, onde esta
va em tratamento de anemia cerebral.
Falleceram na capital o sublito fran-
cez Jos Best e Andre Lobo dos Santos.
lliiiu* twiiei
Datas at 25 de Janeiro :
U presidedte di provincia reuni o chefe das
rep.trti^oe publicas, os vereaduroa da catira mu
uicip i e reoreaeiitantea da imprenaa, para tratar
.13 melb fjtmi ntna da cidade ds Ouro-Preto.
la le li uive n > dia ) um incendio em
Bul predio di ra do IJjbedela, ficaulo completa-
dcstruida urna parte lo mesmo predio.
Ni ultima tempestada, que paaaon terrivei
subr< aquella cidade, uina faisca eleirica matou na
fazenia dos Aad.iim-j. propriecade do Sr. Jri ,' i
ra Lima, Itabira > Campo, doui escravos,
deixando gravemeate oifendidos mais tres indi-
viduos.
Km Santa Rita <\ 'iy^tend sido r>.-co-
* eadeia algona deaordeiros no dia 1' do
correte, alta uohe ti a guarda forcada por oL)
ia que cons.'guiram soltar os presos.
Oj habitaatea da fregoesia eatavam sobresal-
tados eon e a e araercio preve-
na-se pus repellir qailquer aggresaSo doa pet-
tarbadorea da ordem.
Boa Uo raba, no dia 9 do corrate, fot encou-
trado morto no caminho de sua rica para o sitio
onde reside o Sr. Joao Machado Ferreira.
Bnppoe-afl que foi victima de urna faisca elcc-
. piis que o animal que elle montava tambem
I a uiort ,i.
i Juiz de F-a morrea fulminada por um raio
D. Slaria Can li la i!e Oliveira, esposa do Sr. M i-
a de Oliveira, morador entre Tabnoes o o
tonel do Retiro, sendo victima do mesmo raio um
caval o que estava preso debaixo da varauda da
casa do Sr. Oiiveira.
ea)turado: no erm> de Jaguary, o
r'i Valeotia .Nones d-i Si'v.i, pronunciado no
art. 192 do cdigo criininal; no de Manhuasa,
togtiesia de Santa Margarida, Pedro Custoiio do
a- armado, e que no acto de pr
ferio cota urna faca a don d i eacarregadaa Ja dili-
gencia e dispar.-u um tiro cintra outro, tieando
elle grav irente feri io e procedendo o delegado de
polica do termo, que foi ao logar, diligencias a
sen alcance.
Por "rdem do delegad > do Prata foram presos
om S. Jos do Tijuco os ro3 Francisco Bernarda
Pereira Jnior e Joao JoA Crrela, pronunciados,
aquelle no art. 192, este no art. 193 do cdigo en
miual.
Fi eaptarado no termo do Ba-Vi9ta o reo Joao
Affouso de Cerqucira, pronunciado no art. 257 do
cooigo criminal. -
Apreseutou-so e foi recolbido cadeia de lia-
nbuass o ico Firmino Jos Salcma, pronunciado
desde 1876, no ;art. 193, combinado com o 34 do
cedigo criminal.
M. Paulo
Datas at 28 de Janeiro :
Retere o Municipio de Casa Branca :
Na nova villa de S. Jos do Rio Pardo, se-
gundo noticia que no deram, houve grande tu
multo, ha poucos dias, em urna audiencia criminal,
por nlo iiuere.r o subdelegado ordenar a priaao,
em flagrante, do vigario da parochia, que eatava
armado de garrucha de dous cano carregados
com chumbo e balas.
Do tumulto sahiram feridoa um soldado e al-
guns paizanos.
Houve grande agglomeracao de povo armado
e exaltado, contra o aubdelegedo e o vigario. Di
zem que foram terrivei as injurias e provocacoea
que diversos individuos dirigiram ao vigario e no
subdelegado. O subdelegado, levando o occorrido
ao conhcimento do Dr. ch.fe de Jpolicia pedio a
sua demiasii'.
Da estacao do Guabiroba eacreveram. com data
de 22 ao Correio de Campias :
Ante-hout-m, tarde, cabio um raio sobra al
gima trabalhadore valleiro, na faaenda Monte
video situada no municipio daa Atara, e matou um
do trabalhadore, dciannlo oulre em prigo de
vida.
Seguio no dia 26 para Campias, onde f j r.s -
sistir uo encerrameuto da exposioo tegional o Sr.
senador Joao Alfredo, preaideute da provincia.
O Revd. conego Estauislo Jos Soares de Quei-
ro2 fez doaco ao Racolhimento de Nossa Senhora
da Luz, de duas caas que poasuia & ra de S. Joa.
Falleceram : na capital, D. Maria Braga ; em
PinHamouhangaba, D. Julia Augusta de Carva-
lbo; em Piracicaba, Antonio Jote da Conceicao
Jnnior e \ugusto Theodoro Monteiro ; na Faxina
o padre Modesto Colli, vigario da parochia dar-
do-se aps o seu fallecimento, um roubo de valo-
'rea qu o mesmo possuia, e Feliaarda i Camargo
Mello e na villa do Jambe.ro, D. Maria Ang-
lica de .Si queira.
Sobre o encerramento da Expoaiclo Regio
nal de Campia dis o Diario Popular o seguin
te ; i_ueir:rou-se boatem 26 a Exposicao Re-
gional de Campias. O Sr. Joo Alfredo assistio
solemnidadeque constou de urna prociasao civi-
ca, tarde, (B que toroaram parte os empregados
do estabelecimentoa industriaea daquella cidade
e das officina lyporapliicaa.
A procissao civica esteve imponente pelo as-
pecto que apresentava; estandartes de diversas
sociidadci ; o.-erarios carregsndo scua instrum jo-
tos ; buidas de muaica, etc., etc.
Depii de percorrer diversas ras reeollieose
o preatito cas* da exposicao onde se achavam oa
membroa da cmara municipil, o presidente da
provincia, vari.is outra3 autoridades, grande nn-
in t i de pessoas e al/rumas tamilias. Orarara : o
presidente la pr .vinca, Sr. Joao Alfredo, t
A1 noitn operarioa de algumna ca-as iu'.us-
triaes, prece lidos de banda de musiea pTCorre-
r.un as ras comprimentando as redaccoes dosjor-
E W3sim foi encerrada a primeira EzpoacVi
Etegioaal de Campia importante Corneto de in-
dustria, a que se liga tao sympathicamenteouoine
do eu organisador o Sr. Tnrlogo de (."amargo.
A Provincia de 6'. Paulo refere o asguinte :
Cim o tituloPrisao importantenoticiamos
que se iflecrura, em Sm'os, a d; J^is da Vir-
zea. iadigit i lo e tato o autor do aaaaaatnato da mu-
Iher de Deltiuo Qaaresma e fermentos gravea na
pessoa do HKKSaao elfiuo, ha dous ou tres anuos
mntami raeiioj, ids cimpis da Santo A na-o.
Jos da Varzca ch-g>u ante-hon'em a esta ca-
pital.
Ao desembarcar na estacao da Luz, conseguin-
do illudir a vigilancia dos guardas qui o condu
zism, evadi >-s".
O sargento da companhia de urbanos Pedro An-
tonio Barbosa, qne *e aohava na eitaca >, t m m I >
um cano de praca, f ;io encalej do criminoso a
qaetn consgoio prender junto ponte dos L iza-
ro<.
Jos da Varzea foi recolbido 4 eataco central
ivido hontem tarde para a ca la i.
A (raietqde Campias publica o scruinte:
Coto da?>ii"--j ao corrente commuuicou-no
d- S ira Negra : -.
Hontem deu-e m*..cao horrorjso nesta ci-
dade. ^V^
Pos urna Telaraa, mulher i!fc*jT tal Joao Fer-
cira, foi denunciado que tiuha aeh^o na latrina
do quintal ama criaoca rocem-naacida. v.
A antoridade dirio-ae ao lugar e tr
averiguar isao, encontrando o cadver da eri i
com a eabgea tod quebrad, um bray quasi
cea lo, piis que s estava preso por um pouco de
pelie.
Vii:n-se tamben no rosto alguns fe
toa.
Por suspearo n que ();se autora do crime
urna vijinlia do tal rorreara, a autoridade man-
dn pre.idel-a c trat i 11 a* r. > i ir ueste sentido.
L-aa no Monitor Campista:
' A' requisita) d) delegado de poiieu de S.
J io da irra, e depoia de ouvido o Sr. chefe. de
polica da provincia, o Sr. tenente-cerouel Costa,
delegado de polica deste termo, fez seguir uo dia
22 para aquelle mnnicip o 13 praeis do destaca-
mento que podam ser diapenaadaa, pira ser dis-
prsalo um quilombo que alli ten praticado nsi-
tos turtos e raptado niuiheres brincas que encon-
trara nas suas excorsSea. .
De Guaralhos cscr !
Ha aqu um grupo de quilombdlaa 9M est
pondo de n tvb em s ib salto .esta freg zi i.
SaeOB malvados, armados de fo-ces, faca o c
espingardas, i. titaem um perigo pe
neute par ka que traaaitara p
' .'.;.vn B ira roobar, como a-.-atam
as casas com o mesmo flm.
A 19 do correute foram a noita nasa de
Francisco Gome Mcreira, arr. mbaram-ii'a e ro.-.-
< tudo qtianto quizeraui, um-. eapingarda,
ronpi, mauti neuto, cm urna pal vra, deizaram a
casa limpa.
Xa seglinfa no'to ataearam a de D. Ana
Maria mente, lev u dinheiro e os fjrs e gal-
linhaa que haviam no quinta!, a despeito do
to de soccorro da pobre aenhera, nos quaea o>
nainboa nao acudirs, pois oa quilorabolas, calcu-
ladamente- davaa ;:: edrontalos.
Tambe n deram na eaaa de um sitio perten
eente ao r. alferes Francisco Mauoel daConcei-
cao e Silva, fazendo urna limp eomplet
que havia.
n 0 ido da fregoezia, Sr. capital Joao
I le Almeida, apenar de sua aetividada'e
diligencia, nada tem podido fazer porque est sem
forca.
nio de Janeiro
Datas at 29 de Janeiro :
Alc.n das noticias otficiae?, constantes da res-
pectiva rubrica, nada mais digno de nota rete-
rem as fulhas.
E9 as noticias commen a :s di ultima data :
Rio, 28 de Janeiro de 1886. O mercado de
cambio nao golireu alteracao : o bancos nacio-
naea raantiveram a taza de 17 13|16 d. sobre Ljii
dres, e o Li indon Bank e Eogli-h Bank o mesmo
preco para operaco 's contra caixa m:triz.
Aj tabellas no Commercial c no do Commercio,
e as tazas nos bancos iogleze, sao as seg.'intea :
Londre 17 13|16 d., a 90 d[v.
Paris 535 e 531 rs., por fr., a 90 d|v.
II unburga 661 e 660 rs.. por m a 90 diy.
Italia 541 e 539 rs., por lira, a 3 div.
Portugal 301 e 300 0|0 a 3 d[v.
Nova-York 2J850 e 2S0 por dol., vista.
O moviuento do dia foi pequeo sobre L ires
a 17 13|16 d., bancano, e a 17 7i8 e 17 lilG d.
papel perticular.
Xa Bolsa o raovimento fo! tambem pequeo.
Veuderam-se hontem 5,040 siccoa cora cat-
Babia
Nao recebemos folhaa deata provincia.
noticias da Europa
Pelo paquete fraucez Orenoque, entrado hontem
da Europa, tivemoa folhaa que alcancam de Lis-
boa 23 de Janeiro, adiantando dez dias s trazi-
daa pelo ingles La Plata.
Al.n daa constantes da carta do nosso corres-
pondente de Lisboa, publicada na rubricaExte-
rior, c aa demais noticia :
Heapanha
Eia o que sobre este paiz eacreve, 23 de Janci
ro, o nosso alludido correspondente;
Em Hespanha o ministerio Sagasta contina
a deseuvolvrr todas os recurso de bauilidade po-
ltica para manter a eitoaclo liberal, em me i o d.i
difficuldades que Ihj provm do lado dos republi-
c moa, do dos carlistas e dos conservadores diaai-
deutes, que ob.-decem ao Sr. Romero Robledo.
A pesar do apoio relativo e da attitude pacifi-
ca e legal que ao governo prometteram o repu-
blicano moderadores e ordeiros do matiz Castel-
lar, os outros grupos d'aquclle partido nao offsre-
cem garantas de conservar o mesmo modo de pro-
ceder, e a recente tentativa de Cartagena urna
prova de que o governo nao pode eatar decanca-
do a tal respeito. Da attitude do Sr. luiz '/. irrilla
nada ac sabe ao certo. Em quanto una o da i como
conspirando e preparando tentativas de Insurrei-
;ao, outros affirmam que se mantera no campo le-
gal, que vai recolber a Hespanha, aceitando a am-
nista, e que se propor candidato as prximas
eleicoes de deputadoa.
A respeito dos carlista, tem-se dito que elle
nlo peasam por emquanto em entrar em campo, e
que D. Carlos lhea dera instruocSes para que se
conservae em inactivo, esperando que aituacao
actual uccedee a repblica, que esta estabele-
cease a desordem no paiz, e que ento, a monar
cha d'elle, D. Carlos, fosse invocada pelas classes
conservadoras, como meio nico de salvacao.
. Consta, porm, que ao norte da peniusula es
tai os elementos carlista todos a poslos, que e-
tSo a aneados os chufes militares, e concertado un
plano de levuutamento daa povoaees e da or -a.-
sacao do forjas, como na ultima campanha.
V chamada esquerda dymn tica, a que h presid.' o. jen-ral Lpez Domnguez tem ?i lo 0 i
jecto especial do cuidados do Sr. Sagasta, que
tem feito as mximas dliigencisa pra a com!
com o governo A principio encontr*] n'iss dilli-.
cuidados, que se dizem hoja resolvidas, aceitando
o general Lpez Domnguez o lugar de emba Su-
dor bespanhol em Paria fcando oa saua p.itida-
rios fundidos com o partido minist^rianfcom o qual
vao entrar juntos na luta cleitoral.
No Tcmps, de Pars vero u:na longa cuta
do sea corresp >n (ente en Madrid, co.n prom i
res ni ,3 a respeito da tentativa repubti-
c i:ia (| i'in.
-v. revolucionaria da Carthagnni, diz
cl", I ingnlar. Parece que o govern > ti
nba r es rangeiro e das autoridades pr
em que era prevenido de que ae
i i unte J i dia 15 de Janeiro, um golpe de
forte e naa capitana martimas,
ou lo o Intransigentes encontram sempre auxilia-
re j, segn i i p .rece, com mais facilidade.
Ervm particularmente vigiados o Ferrol, Ci-
diz e S. Fcruaado, Barceloua e Cartbageua. O
givernador d'csta ultima praca estava por tal mu-
do precavido, que tinha combinado com os chefe
da guarnicao e com a auperior autoridiude marti-
ma uai plauo pira oceuparem rpidamente a cida-
de e o arsenal, e prem o fortes ao abrigo de urna
anrprez i rcvolocionaria. Ae autoridades eivis, por
sua paite, velavam sjbre urna .populaclo em qu
ha muitos republicanos federaes e outros elemen-
tos, que se poaaa sempre ao servido de urna revo-
liie"i., trium.ibaiite.
.r Carthsgena urna praca |tao importante por
sua sit.iacio iniritnna e por suas fortificacoes, que
um m) vi ment revolucionario poderia ai ganhar
proporcoes ex'epcionaes; por isso, o general Fa-
j ir 11 tia'i i orgamsado, por meio do telegrapho e
do teleph >ne, um systema completo de signaes pa-
ra C3tar sempre prompto a receber a niticia de
qudouer a:outeci:nento anormal.
Tclcgrammas do governo haviam-no preveni-
do no dia 10, de que se receiava urna insurieicao.
N'es8e dia nao se observou couaa alguma extraor-
dnar'a at s 11 horas da coite, momento em que
o general Fajardi notou que do forte de S. Juliao
nilo he transmittinm a senha combinada. Inme-
diatamente pelo telegraoho e pelo telephone pre-
aa autoridades navaea, militares e civi-,
m in loa arma-r ; batalhao do regiment de Otum-
leu ordem piV.a guardar as sahida da cida-
de. Dirigi eedepoispaTS-rie de S. Julocom
quatro guaraas civis, oa seua ajidaiatea de campo
a o regiment de Otumba.
O forte de S Julio est situado n\?ma erai-
eacarpada da cardilhera da Uniao, rica em
i.-iiii :i e domina a povoacao de Alhambre o porto
uiin 'iro de Escombrera.
Q r-in lo o general com o seu squito ia snbiu 'v
do a erhintncia, do forte do S. Julo saho um tiro v_
e fez cmtro3 signaoii, sem duvda combinado entro
. >.- nem o castello da Atalaya, nem >
i o Arsenal responderam.
O genera] Fajardo, ir.nao do capitao-general
de Cuba, um v t ia:io dos guerras Carlistas.
i a praca 'arthageam havia 3 au-
noi. nem de bella presenca, de provada
i em Somo.-ostro, timando &
trncb iras. E' casado e ehete de nu-
mero-, i familia.
Julgando que a pequea guarnicao do forfe
de S. Julia i h ivia revoltado, o general com os
ate de campo e os guarda civis aliantou-
s; muito da tropa que o aeguia e a:Hir(imou-se
. aos rebuld-s qua em-
doe os e^-forf s para lu-s alcancar a
amustia se se rendessem S' m htver corrido san-
gue, porque tiuha sido, por Certo engaados e nin-
guem na cida le nem na guirnicao havia reapon-
:il) ,-uaes. Obsteve,.porm. por nica
ata, urna descarga que o ferio gravemen* i
i veriihi e liie fracturou urna pera. Os
u os guarda eivis transpor-
I, e a tropa os segnia, guar-
dou as ccrcaniaa do forte at ao romper do dia, oc-
otao a forte, que durante a noite havia
I j p 'loa revoltosos.
O nha paaaado? O firtc de S. Ju-
ao tinha por comiiii lautc u:n ten nte; porguai-
u o aarg ato e quarenta soldados. Parece
qne o sargento estava aliado no partido revolu-
cionar; i. Foi .11c quem orden >u a urna scntitiella
que deis 1330 entrar uns cncoenta ou seaaenta U e
ae desarmaram a guarda, apoderaram-s-
ias armas e da guarnic io o forte, e encarcera-
ram o tenante e os soldados qne se recuaaram a
fazer c insa commum con elles. Senhores do for-
te, es revoltosos, pela maior parte de paisanos,
gando a verso olHcial, fizerain um tiro de p:,
fiaeram anda outros aigoaea; depoi', como vis-
sem que nnguem loes responda e que se approzi-
a tropa, diper=arain-se e por vanas carrei-
ras foram at regido mineira, onde a populaco
conhecida por suas opiuoes avancadaa.
Segiiiudo outra versan, depoii desmentida, os
revoltosos embarcaram cm botes e dirigiram-se a
um vapor que o conduzio a Oran. Esta verso
nlo merece grande crdito, porque depois do alar-
n i d ido aos outros fortes, ao arsenal e aos navios
de guerra tundeados no porto, p irece imp ssivel
que um vapor mercante podesse estar toda a noite
com pharoes accesos e fazer-se ao mar vista do3
cruzadores e guarda-costas. Comtudo, certo que
o tcnente e a guarnicao fie!, que estiveram algu-
(oas h iras priioneiros dos revoltosos, sao as ni-
cas pessoas que visam os rebeldes, que a guarda
civil tem intilmente procurado na regan mineara,
on I', orno em Carthagena, se tem feito muitas
prsoes a eito. Por emquanto, anda nao foram
presos es verdadeiro culpados.
O general Fajardo ficou tao gravemente feri-
do, que foi necessario amputar-lhe a perna cima
do joelho, e ainda assim nao se pode atfirmar que
escapar. O governo promoveu-o a. tenente-geue-
ral e vai conceder-lho a cruz laureada de S. Fer-
nando, que s bnlha nos peitos dos que se teem
distinguido por fetos excepcionaes. A rainlu re-
gente demonatrou o seu interease pelo ferido, e:n
telegramma dirigido a elle proprio e sua familia,
e euviou-lhe um dos seus mdicos, o Dr. Ledesmer,
p ira o tratar.
Foi noraeado para eommandar Carthagena o
general D. Luiz Pando, oflieial que demonatrou
grande energa na ilha de Cuba. A guarnicao
actual d3 Carthagena compoe-ae de um regi nento
de infantera de Otumba e Prineeza, de um bata-
lhao de artitheria de costa, de duaa companhias
de engenhana, de um batalhao de infantera de
marran.-t e da guarda do arsenal. Julga-se qae
movimeato devia ter ramiticavoes na guarnicao e
na raarioha. Mas o segredo foi bem gurdalo, o
que faz suppr qoe os filiados ersm membros da
famosa associaco militar republicana, ou entSo
republicanos ttderaes, que sao numerosos na ser-
ra de Esur ubre ras e na regio mineira, oade as
nsurrcices cantonaes de 1873 recrutaram tantos
adherentes.
; Este acontocimento causea em Madrid profun- I
da impresao. Nos centros polticos e militares
fazem-se mil commentarios sobre a or.geia e a aig-
nifcaco desla movimeato na mesma praca eos
que houve urna surpreza ainda mais audacioea
talvez, quando o Sr. Cnovas e os conservadores
estavam no poder, ba dous mezes.
c D. Cbristina nao se mostn a muito impressio-'
nada ; quando soabe das boceas dos Sr. Sagasta
e Moret, o que se tiuha passado em Carthagena,
fez apenas a seguintc reflexo: O qae se pen-
sar de n na Europa ? Os realistas vetera-
nos, os amigoa da rainha-m D. Isabel, estao, pelo1
\
I
L
1
na!.


Diario 4e Perunmhiit*iDomingo 7 4 Peverciro 1886


contrario, inuitc impresionados, porque a .ua ex
periencia poltica ines faz eomprehender que os
intianaigcute* nio estao de bracos cruzados ;
at ear.it 1" ,e* m 9aa a tentativa de
Carthagena pr.iduzi*su pessimo effeito maia como
ymptoin* poltico, do quo pela gravidade do pro-
prio tacto.
, __ A sublevny.io de Carthagena nao tein pe-
quea importancia, iint'-B a tem grande ; porque
nio foi um facto qae nao obedecesse a um plano
poder sanente concertado,
Fuuociouain dous tribunaes em Oarthagena e
j estao presos sigan dos individuo* que entru-
jara no forte de Julo. E diacjtem alguna jor-
naes as peona ['< Ihos devem aer applicadas.
a O joi-ual E Correo pea., a eousa maia natu-
ral em llespiuli i. Ota a lei commum e esta ap
plica a pena de prisio parpetna ou a de morte.
Estaudo, porin, 4 frente dos negocios pblicos o
partido liberal, uio de crer que a regencia tenha
O bautismo do reinado da rainba Isabel.
. E se resolvem o emprego dos fuzilamentos,
tem que faz-r o'govern i da regencia Os repu-
blicanos trabalh im activamente.
Os carlistas rcuaem xrmamentos, fazem re-
crutaraento en grande escala, e estio a levantar
dinb-iro nos grandes m rcados monetarios.
tora de t) ia a duvida que vai correr copio
sanente o sango; cin 11 spanha.
A este respeito uiuguoin se illude em Madrid.
O governo frtncd'. wa grande vigilancia na
fronteira ; mas O. Carias couhece o terreno e tem
maia olhos 400 a polica da repblica.
As perseguieGes rao comecando. O governa
dor deTairaguua deuuacia o Restaurador d'a-
quella cidade e o Semanario de Torlosa, jornaes
que publicar.ui rr^ifj'1 em que se chama a D.
Carlos o re legitimo da Ueapauha ; e o governa-
dor de ilaiii i denuneou a Miss Eva, representa-
da no tbeatr 1 Martin, porque nella se fazia a apo-
thtoae de Ruiz '/. lula.
Est no seu diieito a regencia. E' seu dever
por em segurante 1 a ordo a publica ; mas o peor
que s causas se complicara de tal modo que os
bomeua mais importantes julgario por ultimo pro-
curar urna solutas qm evite o grande derrama-
meoto de sangue.
A Epocx de 15 commemorava a entrada
triuiuphal que 1>- Affjaao fe em Madrid a 14 de
Janeiro de 187. En -9 de Novembro de 1885
sabia o seu cadver pala o Escorial.
Termiuava assioi: Ab Nestas duas da-
tas eueerra-se nina epopa admiravel e ao meswo
tempo aaguatieaai
O uiauo-bo victorioso nos campos de batalha,
o hora-m cultiva Ja nes u-'gocios do estado, o hs-
paubol s reu.> uute aa turbas de Paris, o monar-
cba que desala a morte robre os escaesbros ia
Audaluiia ou entre os ch lericos de Aranjaez, o
que foi prudente no conselho, resoluto no pergo,
gabardo uas liles Iliterarias, guardaior fidelio-
simo das les como principe, amante da sua au
fusta etposa o de suaa ilbinhas aquello que sym
jlis .va tudas aa mmi glorias e todas as nosaas
venturas, d jiuio no panlheon de seus maiores-----
A morte do moco reo foi effectivamente urna
perda enorme p 11 -. visinha. Em 1875 en-
cerrava-se o pe;iodo -o urna repblica iuexpereo-
te e debandava o exercito de D. Carlos. Em 1885
fazem se revoltal republicanas em quanto D. Car-
los orgauis t aova cun, a iba !
Aifiruiain os DMuiataciaea que as eleicoes
para as novas tortea m eftectaarao nos ltimos
dias de Mare '.
Corre que D. Carlos deu ordem aos scus par-
tidarios para nao entrarera na lula eleitoral; com
tudo parece que nao prohibir que lutem onde jal-
garem pod< r triumphar.
Um telegramma da Gazela da A'.lemanha do
Norte, urgi do Sr. d israarek declara que, em
vista da saspeaaao das novas cortea, fica adiado o
aecurdo definitivo acerca da questo d s Caroli-
nas, lato n.i) surprelieudeu oa libcraest que ha
bastante tempo oonMeem os meios de-q'ue ia ser-
ve o chancellar par us seus planos.
O triste leg 1 o dos conservadores O protocollo das
OaroUmu b i le dMtrado as novas cortes, excla-
ma un C'V,,_. M,nd au ..i.i.ileno.
O ministro do reino dingo uina circu ir
pro: lorea exigindi d-lles o
maior pslos trjo pnncipaes direit s do ci-
dad.l -ojl-ico, o de roo.ni.io, e o da livre
p asamouto por meio da impreusf
1 eleitjral que su aprj-
xim -
. \) 1 itivoa para descon-
fiar : 'r il^v'io
do r. si r tao ubrral tallando, como reac-
. 1 gOV-TU illd.
No un Ji catara c.hinJo sobre Madrid urna
tem. No ca ro das As-
tupia- t O DO irrilameuto, no qual
o maeninist 1 uiorreu e li .1 m lenJos o fj^uista
e tr> A maior ..te daa vias-lcrreas

Fraeifa
Eis aqui algOM ap ::..mantos kograpUcM
c .11 :
i'r- -,)iri-
to ex ..
i, 1 Sr. d j ; .-oo seoi-
maii d atino*.
. do um elle E*
1 convie i.iidade
moentfi-
b
1
lv j i:n reil,
as fi-
real
aiiar.
. .
BtnU
5J oda. Ao contr
11 n trtfico ?
Tel-
preai I -' perol 1 de h
C (!r!: l'uill
- 'B lord da
miiiutro : pr .i-ura-
orreios b teiegraprapno*
A lo ulterior. espirito
hou arvioM aogoveme
de 1
Ministro p 1 11 la a obra. Cl
das -' j Htipi E o
col!;. Frepeuie. Eucarre-
gar- le qualquer pasta.
Gol/et. Le peq itora, 11 r\ '<", muito
vivo, irr lSCvcI, o n :rj da instruccas pu-
blica, bellas artes e C nio deixa de ser urna
persona11 i .de acentnada Tem mostrado em di-
versas cire 1 nsUucia qu- sabe dextrameute-fazer
uso da pilivra. E' um partidario resoluto da se
paracao da igreja e do Estado, e gusta poucc de
padres.
Baihaut.O Sr. Baihaut, a instro das obras pu-
blicas, tem o urso da escola pilitechnica e foi
eleito depatado em 1877. Ao tcinpo do gabinete
Duelen-, exereea o cargo de subsecreuru de Es-
tado as obras publicas ; ixcrceu ainda no mi-
nisterio Fcrry.
Lockroy Um verdadeiro parisiense, o primeiro
dos parisienses sob o ponto de vista 1 leitoral.
Custou apanhal o para ministro : tem muito espi-
rito o Sr. Lockroy.
Chega ao pod-r com as melhores disposicoes
Quer trabalhar para a felicidade do poro, e pro-
poe se emprebeuder, no seu ministerio da indus-
tria do eommercio, toda a especie de reformas.
Devee O novo ministro da agricultura pode
ter classificado na-categona das pessoas amaveis.
De phisun.mia aee, de prsenos simptica, o
Sr. Deveile tem apenas 40 annos.
Candidato a deputado pelo Eurc em 1877, teve
a bOnra de bater o Sir. Ral Duval.
Foi secreta.io de Etad > no interior com o Sr.
Goblet, e conservou as mesinas funecoes com o
8r. Daclerc e Falliere ; depois de rejeitar o mi-
nisterio da j us tica.
Sadi Canto. a Tem a pastadas fnancas. Ha des
annos que taz parte das cmaras francesa!. Tris
te e iuteinc), dir-se bia que um madeiro que
passa. Sea pai senador inamovivel; d'elle se
diz : filho do grande Carnot e pai do pequeo.
General Boulauqer.E' ort-to e a fortuna mi-
litar corren Ibe rapiua, mas merecida. A guerra
de 1870 acaou-o capi.lj iuaiructor em 8aiuc-Cyr
4 cavalleiro da Legi de Honra, A paz encou-
trou-o coronel, e coinmeudador da mesma Legiao
de honra. Hom a vaneo, mas comprado com dous
graves ferimentos.
Almirante Atibe.- Cunhado io general Faidher-
be. Capitao de navio em 1870, novo ministro da
da marinha careprio valentemente o seu dever,
tomaudo paite em todos os combates do Loire.
Foi .vei-nador na Martinica e mostrou alli va
liosas qualidades de administrador. Escreveu
obras notaveis s bre a reorgaoisacao de material
naval e a defesa das costas. 60 annos ; muito
mavei e acolbedor.
Grtmet.Depatado de Boncbe-da-Booneu, e
dn-ector do pessoal do mi ni sie rio. Sabe fallar.
Tem oceupado muitas vasxs a
na ponpava ministerios. Ardente adversario .ie
Ferry. Nio se contam as qneto.-a ou interpella-
cS *s que tem dirigido a gabinetes defuutos.
A primeira pessoa a quem cncuntrou no cmara,
depois de nomeado ministre dos correios e telegra-
phos, foi o Sr. Cock-y, nm dos seus predectssores.
Excellente augurio I Nao pode ter desejo d
permanecer mais terapo que o ;r. Cochery na di-
reecao do seu ministerio.
No dia 12 de Janeiro que se reuniram as c-
maras legislativas. O decano, qna a Sr. Ulano
na sna allocaclo exbotou os republicanos a man-
terem-se unidos para garantir a estabilidad do
governo. Applaudiudo a reeleioao do Sr. Qrevy
para o supremo cargo d presidente da repblica
terminou convidando a cmara a oocupar-se da
preferencia aos interesess mtense* dj pata, que,
em seu entender, sao mais urgentei n esta con-
junctura do que as queatoes partidarias propjia-
mente ditas.
0 Sr. Carnet, no senado, discursou tocando pou-
co mais ou menos nos pontos, congratulando se
com aquelle alto corpo do Estado, por ter votado
os crditos do Tonkim.
Foi reeleito presidente da cmara dos deputa-
dos o Sr. Floquet por 24S votos. A direita abs-
teve-se de votar.
0 presidente da repblica franceza quiz as-
aignalar o facto da sua reeleicao, usando do seu
direito de clemencia para coueeder perdi a todos
os individuos condemnados por delictos polticos
desde 1870 e para reduzr as penas a alguna ou-
tros co.ideinaados por crimes communs.
Os condemnados polticos a quem esta grsca
favorece sao em numero de doae entre os quae* se
contam a celebre Luiza Michel e o principe Kro-
potbine ; e entre os criminosos de direjto com-
mum a quem modificada a pena figuram os mi-
neiros de Moutseaules-Mioes.
Com respeito aos condemnados polticos, a pro
videncia do presidente da repblica nao deizou
satisfeitos os intransigentes, que q leriam a am-
nista completa decretada por le das cmaras,
para que os amnistiados entrussem no pleno uso
dos seus direitos polticos, e se pasaasse urna es-
ponja sobre as decisoes do jury e sobre as sen-
tencas condemnatorias,
A extrema esqtie da prepara por isso um pro -
jecto de amnista para apresentar a cmara dos
deputados.
O Sr. Julio Grevy enteodeu tambsm dever di-
rigir ao parlamento ama mensagem, que foi lida
no dia 14 na cmara dos deputados pelo Sr. Frey-
einet bm senado pelo Sr. Demle. A meosagem
simples e apenas pon em relevo tres pontos : a
primeira que a Franca est convencida, por
louga experiencia, de que a repblica, que a le-
vaateu dos seas desastres, e boje mais de que
nunca a sua forma neceesaria de governo e a
nica propria para I he assegurar o repouse, a
prospendade, a forca e a grandeza ;a segunda,
que o parlamento de.ve inspirarse com a necessi
dude da estabilidade ministerial, tao necessaria a
boa gerencia dos negocios, di^nidade do gover-
no republicano, seu credi'o e a sua considera-
co no mundo a terceira, que a patria tem urna
divida de reconhecimento para com o seu exercitc
e a sua narinha, pela bravura e espirito de sacri
ficio que revelaram na recente campanha do ex-
tremo oriente. _,
A mensagem produzio bom effeito noa-difersos
grupos republicanos e ioi considerada sagracao do programma do acta' ministerio, ten
dente a conciliacao de toaos <*s elementos republi-
canos, para se oppr audacias da direita e a
forca moral que gacnou na ultima eleicao de de-
putad m.
Oa monarchicos nao se mostraram satisfeitos,
coiiu eia natural, com as al macoes dj presi-
dente da repblica a respeito da estabilidade e
das vantagens que a Franca tem experimentado
na forint republicana.
Em Franca agita-se de novo entre os repu-
. ios a questao de expulsar oa prncipes das
familias que alli teubam reinado.
0 Telrgraphe, reconhecido como orgio do Sr.
de Fieyciujt presideutedo conaciUo, va lcmbran-
do a suas altezas que pissou o tempj dos predes-
! s, e ij'ie a paciencia da rep iblica franceza
nao est l.nge d- esgotar-se. Qaem nao v n'es-
ta ameaca o signal certo lo en upr n^uto das pro-
ph-cas ? Os sectarios da tnonarchia nio hesita-
ram em tocar na arvor.! da sciene 1 0 sutfragio t
triucaram um fructo acerbj. Como esqueceram
tato Sabidos es* letSMS sagradas, a lieca> que
rceeberam no paraizo torrea! os seus primeiros
habitadores ?
Santa S
Ns jornaes aff.;ctos ao Vaticaro publicaram ha
das a caita ein que o prncipe de Bismarek Sgra-
deee ao Fa^a a eoadecorBaio que ihi offerec u.
A carta em franez e dz qae, sendo tao cxeel-
leateSj como ass veriade sao, as relacoes da He.a-
pacdui da Allemauha, e uj estando aflseafeds.
pir u.'uliuma divergencia permanente a paz que
lmente reata entre os d >us paizes, ha razio
para ibra 1 > Papa ser duradoura.
Inglaterra
Beaso- i a Xi de Jstooiro mas >
a 21 que f >i aborto eo.n a devida solemu'dade
pal 1 laiiiha.
-i soberana do Reino UuiJj resolveu
ir pjssoalmente aquc.le acto po-
ltico.
Foi ree! I. cantara dos communs
essao io dia I2q .Sr. Paet
Eite estadista 1.. preside lie J 1 mesma ca
.bnete GIadso.,e.
Etfe.c;:-. ..a nts ni dia -1 S. M. a rai
iris ab.-. i oes-> i!:u-nt o pirlamento britan-
i 'i n discurso en q i
lente;. i j -4 c> u todas as
tenis i a con* torea
jieito do Ejypto. a aunes iv-io da li.nnauda
. o convenio celebiado cora a H -spanli i, aae as-
erre asdirohoa eoauaereaas eoa-
. is a Al i.'-nanba no archipcUg das Car ili-
inei.t que trabalha pela oab
i ia sob a regaaeia do principe Alex.u-
dre, ) desejo d1 voa, m.s sem
r ileatruir os direitos este ciaes do saltae ;
relativamente a Irlanda, declara que se oppoe for-
malmente a quauto p 5. i perturbar a le funda-
mental da timao da LluiJa [aglaterr ., t-.-udo a
eonvicc.Xo de que o p .rlaitento e o povo bao de
anotar esta poltica ; lz quj a situacao social e
poltica na Irlaada reclama toda a sua solicitud
e oufia em que o par'amento attesdendo as eir-
cumst k .3 exeepeionaes, se forem insuficientes
as actuaes disposicoes da lei, investir o governo
nos poderes necessarios para fazer face aos acon-
tecimentos.
= 0 Daily News suppe que os termos des te
discurso obngaro o Sr. Farnell a propor urna
emenda a res posta da cmara e julga provavel
que no correr da discusso o Sr. Glads'one levan-
te a qoesto de coufianca no governo, mas toman-
do por fundamento um ponto diverso do eacolhido
pelo Sr. Farn -II.
O movimento pilitico comecou em Inglaterra
com hrdor verdadeiramente extraordinario A'
campanha eleitoral seguem se os preparativos pa
ra a campanha legislativa, que promette ser fe-
cunda em sorpresas e em acontec aeutos de maior
importancia.
A questao irlandesa eclypsju todas ss outras ;
os chefes dos partidos, o governo, os jornaes con
tinuain fallando d'ella como se o porvir da Gra-
Bretanha andaase anida soluco que deve to-
mar-se sobre to grave assumpto.
O Sr. Gladstoue chegou o t vespera da abe.tu
ra do parlamento a Londres ; immediatamente fo
ram visital o os chefes do part lo liberal para ac-
curdarem sobre a conducta poltica, conveniente
para os seos intereases. Lord Granville, sir D.
Oiik, H-ircourt. Hatiugtoo, Chamberlan, coufe-
renciaram coso elle, e nao oostaute at agora nio
se onheceram os pontos em que assentaram, as
noticias publicadas a este respeito autorisam a
crer quj a cregoa imp >sta pelas circumstaucias,
est a teimar, que as discussoes vio brevemente
comecar, e que a crise poltica se resolver con-
jUDCtamente com a questao irlandeza.
epois de conhecidas as forets dos parnellistas
os lberaes, louge de bostilisar o governo, o aun-
liaram as queato fundamentaes, para Ihe dar
tempo a desenvolver o seu programma. O aspecto
daa coisas deve ter mudado desde a cLegada de
Gladstoue, por que uio se falla ja de apoto directu
ne n indirecto, mas de provocar quauto antes a
discusso v urna Votacio que consolide oa derribe
o governo conservador.
A liuguagem dos jorna> s, orgaoa dos whigs e
dos lorie, nao deixa duvdsr a este respeito.
O DailyNews, coja auctoridade entre os lbe-
raes notoria, mauifeata claramente a sua opiui-
o, duendo que a questao irlaadrsa deve ser re-
sol vida segundo o largo criterio do partido liberal
logo que o pariameuto esteja constituido.
Os consrvadores, embora nio baja declaraeoes
expresses dos teas cheles, porque as qae ha sao
eoavradjteriu, parece qae se iaelmam a conceder
i >uda o me*> regiiue n que se couee le.
se .iz da Gtd-s, mas as pi inessas o-
ram vagas e at a^ora uio se pode dizer de sci"n-
iua-as-jamas reformasprojectadas para
08 dous pa.
o governo e seus partidarios nl> ao sobre
materia mutj exolicito^, Os lber es tamben
at agora niiformularain pn.gramma denitivo.
Ha qa<-ia ju p iriaineuto i.laudez ; mas eomi se nij sabe se esta
medida ser ou ua > emeas, intil discut I-a em
quanto uj se coubeeer tjdo o seu alcance.
E' evidente que os liberaos estao divididos, oa
que estavam aiuJa ba poneos diaa.
Supp mos qu > o >r. Gladstoue nio conseguio
restaurar a harmona e n todo o partido. tele-
grapbo alludio ja as discirdias internas, e talvez
iusauave s, eutre os li eraes
Entretanto, oa irlaudezes nao cdeos na suaati
tude intransigente, maa ba motivos para pensar
que a sua conducta obedece ao proposito de rea
Usar, seno todo o sen programma, pelo menos a
maior aoinina di couuesso-e possiveis.
Parnell homem avisado e nio pertence esco-
la de tudo ou nada. as suas mios est a sorte da
da Irlanda, e poder talvez obter grandes e postu-
vas reformas para os seus compatriotas aem saeri-
car as questes polticas'no aeu amor proprio. A
diaaoluco da cmara nao Ihe couvein presentemen-
te : dadi agitacao que se produzio ein Inglaterra,
nova couvoeacao loe ir jo eleitoral nao melboraria a
aua iufluencia epjsicaonoptrlameuto. Com os seus
86 deputados e o arbitro do poltica ; com essa
forca conseguio elevar a questo da Irlanda ca-
thegoria de questao principal e exclusiva, e nao
c .r na teotaco de provocar contra elle e os seus
todas as alliaucas possiveis no lieiuo Unido. A
iudiciso de conservadores e libcaes explicase
entretanto em quanto Parnell nio manifest na
cmara os limites das suas exigencias. IJ'ellas
depende esse continuo vacillar e essas sombras
que ba tempos euvolvem a poltica ingleza, sempre
tao clara e transparente, pelo que se refere ao
seu rgimen interno.
Na Inglaterra, onde a tribuna livre, e a impren-
sa muito mais, e onde a opiuiao domina as vonta-
des individuaes, ovinystt-rio nio pode durar muito
tempo.
Antes das discuaso'S parlamentares ha de fa-
zer-* a luz e saberemos todos a attitude dos par-
nellitas, conservadores e iibtraes, nao s na com-
plicada e difficil questo irlandeza, seno em todas
as dem us que preoccupain a Europa, e as qu O
poder da Gr Bretanha factor esseucial.
Uirmanla
Tem crescido as dilhmldades para o exerctu
inglez que est oceupando a capital da Birmania
e para o estabelecimento regular do domiuio do
Gr Bretanha 11 aquelle paiz.
Oa dacoitot, rebeldes que a principio eram sim-
ples salteadoras que punham a saque a povoa-
coes teem organisado em guernlhas numerosas e
estao eatendendo a sua aeco pela maior pacte la
Birmania. No proprio districtn da capital, M m-
dalay, junto dos muros da cidade em quo est ar-
voradoo p viiho inglez, avalia-a ein 6:000 o nu-
mero dos reoeldes sefl armas. Um preteudeule,
que pertence.e. cma antiga familia reinaute, est
trente Je'3:00J home 18 no sueste, e a sua auto-
rjia le recouhecida peloa habitantes, que Ibe pa-
gam contribuicoes e obe.tecem aos seus decretos.
O nordeste est igualmente em poder doa insurre-
ctos. Tem-se um movimento coucentrico de todos
os bandos sobra-a capital, dencro de cujos muros
existein bastantes elementos de desordem para se
temer all em caso de attaque, urna revolucaj si-
multanea.
As autoridades iuglezas de Mmialay j nao
tratam do coittsmo, que se propagan com iuclive.
rapidez, como u 11 simples agrupaineuto de salte 1-
dores mas reconhecc-n ne le urna forca to impor-
tante e tanto para iuquietar, como forain n > I'oukm
os pavilhoes negros, que tauto dera-a que fazer
aos franceses.
( 1 auto do septualo militar,compreheude-3 que
o governo deseje auotrahir o exerciti s onnn
gencias de discuaaes e v >tos STOSSseatariot. Pre-
tende por isso uina e3p;cie d; aoiicac.ij do pirla
m nio. e t"l-a-ha ielo oa tarde.
Porque ioV II1 de o reclist ig negar satisfa
ai 1 s exigencias do militarismo?
As divergencias mais (rravas reservam-se por*
tauto pira o moii >p dio dos alcool -a, euj 1 surte de-
pende da attitude qu tom tr na o Sr. Wm lthorst
e os seus amigo 1 do centro eith'lico. O moni
polio poi as mais do governo umiongem abun-
dante de receitas, eotiodar um ramo de iudu-tria
e de eommercio sob a sua autoridad directi
vestil-o-ha de urna especie di direito le v*.
mirle sobre os actuaes veade lorea. Ora estas
r. fi;xo -a inpo!in-3e a .un partido que tem, con 1 o
centro, motivos pira temer a omuip teocia di ES*
lados e o cesansmo prusiano, e que se desva
da defender a ubesdade contra as nsurpaco *
admiustri.ivas. DoDOW, sera coal'onn; ideia
le um estado moderno fazel-o taoerue id r le es-
pritu iso' e dar Ihe um uteress riscal directo no
1 ... mvolvim Al 1 d 1 11 a
1 1 e 111- 1 a I
Em ou.nma, ser curioso ver com > o centro aeo-
Ihe est projeet >. que tr.i las nm 1 d is ida is pre-
diieetas do prionipe de Bisaiarvk, Nio Ihe ser
iadiffe eme, sean lavi la, a situoslogeral ia- reja
(,-0 s da i^ aja c un lie i coa e est 1 lo praseis
O e I '. '-' oJd
. se 11 < ree h -s '.
e.n i| ie ba poaeo pjiio
do tab ico 1 ia dir lt 18
t re agriool
Oriente
Est aia.ia "uvdv 1 grande oh aleo
futuro d 1 anest > I
p T.l 1 l
As p >t-nciaa dirigir 1 em* n '
Servia o Bulgaria, COBI i lan 11- .s a Conven
0 anus-icio n'uoi desarmaineuto que ds-e de-I
j:'i a segnranca da manutencs da paz. Tainbcm
irain tirecia outra uot c jiivi laodj-a ao
Icsannainento para qu tambem d'a.ju lie 11 i
tesappareoa o pango de u-na g
A Servia respondeu qu: na) podia desarmar
sem que estivesse as3i0'n ida definitivamente- a
paz.
Nio foi ainda expedida ai m Grreeia,
mas sabe-se que ella importa a recusa ree >m-
ineudacto das uutencias.
A Bulgaria que se mostra rauta accomodaiv
e est i prompt 1 a desarmar, com tanto qae o faieam
tambem os outros dous estados, e que portante
ella nio tenha que receiar urna nova aggreaso.
Tjm-se di .0 nos ltimos das qu : a Servia e a
Grecia celebraram nm tratado para a salva guarda
dos direitos communs, no easo em que a quest)
da liomelia venha a ser resolvida em sentido fa-
voravel Bulgaria.
Considera-se que a Grecn joja n'eata conjunc-
tura urna partida arriscad 1. Os seus armamentos
* a mobiliaacio do exercito estao Ihe causando
bastantes sacrificios que agravam consideravel-
as suas difficuldades fiaanceiras. 01c os apreste
bellicosos teve ella por fim inquietar a Europa
ameacando-a de urna conflagracio na Turqua, se
urna nuva porcio do territorio d'este paiz, nao
fosse dada em satisfaco as exigencias do helle-
nismo. E eis agora porque o Europa a convida a
desarmar-se, significando-lhe asaim qae nio po-
der contar com o auxilio d'ella em qualquer aven-
tura bellicosa em que se vera exclusivamente
entregue nos seas estreos e aos seas proprios re-
cursos. Assim, se a Grecia transpozer a fronteira,
quer do lado do Epiro, quer do da Macedr-nia, en
contrar pe-ha com am exercito turco prumpta a
lucta oao provavel que Ihe seja vautajosa.
t ontinuam oa ares poia muito turvos do lado da
Grecia. Esta naci contina na meara 1 attitude
exigente e bellicosa e tem estado a ponto de rom-
per as hostilidades.
Algunas das potencias teem instado com a Tur-
?uia para que conceda Grecia o alargamiento das
roateiraa que foi estipulado no tratado de Barlim;
mas aa suas diligencias teem sido baldadas. Por
outro lado teem empregado esforeos, como fica1
dito para a Grecia nio altere a pas dos Balkaos,
fasendo-lhe ver que, se o firer, nio se ver desa-
judada e exclusivamente entregue s consequen-
cia* que do seu procedimento podem derivar-se.
jjSunp se geralmente que, se a Turqua der s
potencias urna resposta definitiva em contrario s
pretenyoes da Grecia, esta nio demorar a decla-
raco de guerra, para obter pelas armas o eugran-
decimento territorial a que se julga com direito.
Ha porm muito quem pense que nao bave-
r novo r unpimento de h.stlidades eutre a Ser-
via e a Bulgaria.
0 principa Alexandre, forte com as suas bri-
Ihautes victorias ap'esenta-se as disposicoes
mais coneiliadoras o diz se que tenciona propor
urna aibitragem, se dentro em pouco nio poaer
haver aceordo entre os dous esta ios a respeito coiidiccoes da paz definitiva.
Tambem se julga que a Bussia vai reconciliar-
se com o principe Alexandre. A carta que este
dirigi ao caer, por intermedio do baria de Ksul-
bars, adddo militar embaixada rosea em Vieu
11a, considerada nos centros diplomticos como
de alta importancia.
Diz se que o general rusa nio se teria incum-
bido de tal missao, se nio suubesse que ella seria
bem acolbida na co t* de S. Pterburgo. Espe -
ra-se, portauto, resposta favoravei do czar. A
Nova Imprenta Liare publica, porm, um tele
grammadaquella Capital, em que se annuncia qu
1 Kussia exige como condclo fine qna non da re
oonciliacio do czar com o prin upe Alexandre a
reintegroslo de um general ruso no ministerio da
guerra blgaro e o atfast ira nto dos r. dicaes tan o
do poder, como da pasaoa do principe.
Se faoil ao principe Alexandre subacreve--
primeira daquellas coudioes, difficilmente poder
submetter-se seguuda.
A Poita recebeu numerosas peticoes doa
inusulmano* da Rmmelia, que pedeui a manuten
ci do talo quo ante, e se qjeixatn de que as au-
toridades blgaras os teem impedido, inclusive
pela violencia, de lealisarem am meeting, em Phi-
lippopoli.
No dia li (de Janeiro) o governo hellenico
entregen aos representantes las grandes poten-
cias a sua nota recusando se ao desarmamien-
to.
O Tines acredita qae as potencias replicario
recusa da Servia c da Grecia u desarmaren), com
outra nota collectiva mais imperiosa.
A nota das grandes poteno as aos governos da
Bulgaria, da Servia e da Grecia, tinba si lo en-
tregue no dia 12 de Janeiro.
Diz um despacho de Belgrado para > Temps
3 le foi novamente chamada s fileiras a reserva
o exercito servio, e que parece inevitavel o pro-
seguimento das hostilidades em tempo mais ou
menos prximo.
A Sublime Porta, pievenio a inelficacia da nota
collectiva das jotencias dos tres pe plenos esta-
dos dos Balkans, continua a enennin -udar pecas
de artilheria e a comprar cavallos chamou s
armas cera batalhoes mais.
De Berliu informara o ,ournl des Debates que
os tres imperios estao de aceordo para o desar-
mamento dos estados dos Baikans.
A Bulgaria aceitou a proposta da Allema-
uha e escolheu Bucharest para sede das negocia-
co>8 da paz.
De Sophia tambem ommunicam que a resposta
da Bulgaria 1 nota collectiva das grandes poten-
cias aeoiiselliando o desarmamento, reconhece que
a Kussia coqtint a nter-siarae pela sorte dos
estados dos Bdkana, especialmente da riulgaria :
declara que est prompta a desmobilisar o seu ex-
ercito, logo que a Servia, cuja attitude cada vez
mais ameacadori, houver tomado o compromisso
formal do tambem desmobilisar as suas turcas
militares, e se as grandes potencias garantirem a
paz e a s-guranc* do territorio do principado con-
tra novo ataque e invasao.
EXTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
Pernambuco
PORTUGAL LISBOA, 23 do Janeiro
de 1886
J foi apresentad > o orcamento p:lo Sr. ministro
da fazeuia. Eis o resumo :
BOXITA
Impostos directos .
Sello e registro
mpistos indirectos
AI liccioual de 6 /0
Proprios nacionaea.
Corapensaco de despeza
Divida consoldala.
Encargos geraes .
ida .
lieiuo
Jastici
Gueira
Marinha .
Estraugeiros .
Doras publicas
CaJXS djs dcpoiitos
Contos
6:25
3:341
16:884
1:087
3:616
1:089
32:271
14:43S
3:7rtl
2:557
2:267
707
4:8SW
2:l>22
848
2:9W
34.-018
Importa o deffiait era 1:747 cont da forte. S o,aan lo o iniuistro da fazeu la apre-
a u sen relatorio finauceiro aun 1 il
a lixici) dis despezas extraordinarias
para 11 fet iro cxereicio quo se poder fazer id i
1 > d; t >t I 1 le 1 >r iu o -e irrer no anuo
ec 011110 faturo, p ir laant no orcam-n*
entado i enmara faltam ainla as desp z u
chainidis extrao.diuarias.
T m producido sensaoft) a i-bincli to-
mili p ir u n importante syndicatj de importica
I vinbo* de U .r le IX, i> 'is em quanto hoiiv.r tq ii
os einbiracos quare.iteu irios que Untoprejati-
c un o com n r 1. p -r I -i 1 | ;
11'ea.-...- 11 icSes m rei.ins. O certo
miu I ]ue tiuliara e u Por-
tugal, dando-lh'j 1 pan dirigirem as
.-,'. 1 lr ilia.
S si 1 I lib racii fftr levada acabo, o-prrjaizo
PortngaJ nao trk inferior a 4:000 contos de
r is an luaea, que a tant 1 raintava tena > medio a
..i.-a.
Lia 1 _,: 11-ou n 1 .!: is na .1 al Assocwcio Central
uselbeire Aut >
to de Vg u ir ;. 11 leri I de cooferencias,
1 1 ir m 1 leetia Ibes ch*
in 10, ati.u d : d ISpert ir a aire n;a > dos nossos v.ui
cultores pira ;" 1 oto. Tambem
o sabio c i.itere..te se referi 11 ricr.o do tere n
ree usbia I /s de 15 >r.l -ux nos 3i!7 easeos espor-
ta i >s de Portugal, de vinh >s fuchaiuados.
Bita a I i't -roca.) desacraditava o m-rcado e
comproraettia valiosissim is interesses. Era pois
de 0,11111.10 qu 1 fabricassemos vinbos de consumo
directo, pira nao li.-aiin is aiogados com os viuli >s
gTOSSOa de 1 t-vi', quando a c'rauca nao precisir
d'elles. E se dilles vcio a precisar foi em couse-
qoencia d is devastacoes do phylloxera.
Qie desJe qae tivesjcmoa vinho para consumo
directo, nao nos faltariara merca los.
Que nestas circunstancias, sabendo dirigir o
birco, nao precisavamos prcoccupir-ujs da divida
ll.i -r. inte.
Que o n.'io de nos livrarmos da diviia flac-
tuauce, era deixarmo-nos de discursos e relatnos,
e assoeiarinos todos os agricultores, fazendo com
elles um grande exercito.
Q le disperso, desligados, como elles estio, nao
tliiu.un valor neuhael e que seria fcil o batel-os.
Desejava e deseja o Sr. Aguiar que a Real Asso-
ciacao Central d'Agricultura se reconstituas*, pela
forma porque se acbam as socie la.les de Geogra-
pbia, Coramercial e a de Industria Fabril.
(je sem a Sosiedade de Geographia nao teriam
os msaos exploradores tido a recepcao que tverara
e que teve Vasco da Gama e Alfonso de Alou-
querque.
Desejava, portanto, a reeonstituicao da Asso-
ciscio de Agricultura, mas que depois d'essa re-
eonstituicao se nio devia limitar a abrir casa e a
rejnir alli os seas associados.
Que precisava estabelecer urna forte rede por
II lo o paiz, com representantes em toda a parte,
correspondendo-se com o corpo central.
Que estimara que esse movimento fosse de
aceordo com o Douro,que tio provado tem sido
pelo philloxera.
Que se deviam estabeecer comicios, discutir as
medidas qae interessarem a agricultura e indicar
aos governos o caminho que nos cumpre seguir.
Q je senta ver affastados da lucta horneas como
Andrade Corvo e Perreira Lapa.
Finalmente, que nio iasia poltica; nem disen-
ta o Sr. Fontes ou o Sr. Jos Luciano de Castre 1
mas que senta em tudo falta de administradlo.
E que apezar de muitos vaticinareis a prxima
morte do pas, primeiro haviam de morrer os que
assim racioeinavam.
N'este menos que resumido extracto, entrn o
Sr. Aguiar com o seu habitual humorismo, que
torna tio attrahentes as suas conferencias em
muitas minuciosidades, sem nunca sahir de as-
sumpto principal.
A confreucia foi a IS d'este mez, noite no
sali do Palacio dos duques de Cadaval, onde a
Sociedade Agrcola tem a sua sede.
Ha dias, a Associacao Commerrial de Lisboa
e o conse.ho de administracao da Companhia Real
dos caminhos de ferro port-guezes procuraram o
::r. consslheiro Barjona de Preitas, ministro do
reino para Ihe representar contra os rigores das
quarentenas e outras providencias sanitaria", qae
tanto teem prejudicado o eommercio e as oompa-
nbias de viacao acelerada, ConBjgairam a reduc-
cio a tres dias das quaremeoas dos portes de
Franca ao Oeeano, onde nao honve nanea o cholera
e outras modticucoes aos rigores de outras dis-
posicoes do polica sanitaria.
J foi eleita na caraira alta a commissao de
resposta ao discurso da-corda. Ficou assim cora
poeta : presiden'e da enmara, na eonforini lale
do regiment, e 03 dignos pares Cou-.o Monte ro e
Lopo Vaz de Sampaio e Mello, ambos ministros
de estado honorari is.
Naquella sesnio, o digno pr Margochi referi
se ao ficto de terera sido recambiadas de Bord ss,
367 cascoa de vinho falsificado que urna casa ex-
portadora para all rem*tteu a de Portugal e sobre
o assumpto fez sensatas ponderacoes, requistando
do governo que uzease pub icar es nomes daquel-
les exportadores de vinho, e que o governo infor-
maste a cmara se tal vinho havia silo inutlsa
do, s estava sob a vigilancia da alfandega, ou se
su havia entregado a> exportador.
Este caso nefando e de descrdito para o nosso
principal ramo dj eiportacao o mesmo a que o
Sr. conselhei o A. A. de Aguiar se referia na real
assocwcio central de agricultura.
Chegou j a Paris S. A. Reil o prncipe D.
Carlos, herdeiro presumptivo a corda portugueza.
S. A. Real sihio do Lisbia do domingo 17 e via-
ja incgnito sob o titulo de duque de Braganca, o
qu nao tein obstado a que tolas as iiutorila les e
mais pessoas de distiuccio dos lugares por onde
S. A; tem passado o tenham ido cuinprimentir s
estaco^ dos caminhos de ferro. Diz-sc que a sua
viagem de instruccao, ain la que nao falta quera
pense que viagem do principa D. Carlos ni 1
io estr mlios os projectos de sea enlace inatrimo-
nial. O principe herieiro nao pas-ou por Madrid
Tomou directamente pela nova linha da front ira
franco-hespanhoia por via de Salamanca Me li-
na del-Camoo, scguinlo a nova linha da frouteira
oortugueza em Salamanca, in'eiranvnte conclui-
da quanto parte que liga Villar-Form-so 'li-
nhi portugueza da Beira Alta. A ab rtura de
uitiva desta linha exploradlo publica s depen
de aa suppressio das f .rraalida les e providencias
sanitarias, anda em vigu na fronteira de Portu-
gal por causa do chol ra de Hespanha.
As conveniencias do eommercio e os interesses
da exploraiea 1 das linhas teneas iaternacionaes
na) sao coupitiveis com taes medidas de rigor.
Esta (linha a de Salamanca) reduz o trajecto de
Lisboa a Paris a 48 hora* apenas !
No dia 21 S. A. o principe real foi visitir s Sr.
Grevy, o qual Ihe foi pagar a visita ao h >tel Bris-
tol onde o Sr. D. Carlos est residindo em Paris.
0 principe foi depois visitar tambem ao Sr. de
Frcycmet e os einbaixadores das potencias.
Oa peridicos de Lisboa annunciavam ha
da. que a nova municipalidad!-, eleita segundo a
su* --recente remo lelaca 1, est em negociaees
para a emissie de um emprestmo.
Parece que a viagem a Pars dos S's. conde da
Foz e Moser nio deixa de ter al guias relacoes
com a negoemeao projectada. Diz se que a sora-
ma do emprestmo se elevar a nove mil contos de
ris, (fortes) ou cincuenta milboes d francos, e
qae a operacao dever eomprehender urna con-
versio da divida municipal j existente.
E' opiniao geral que o principal fundamento da
lei que deu nova orga .isaco ao municipio de
Lisb ia, foi a necessidade de Ihe garantir urna si-
tuaciio finauceira mais desahogada. C im effeito a
adininistracao municipal ilispoe actualmente de re-
cursos tiuanceiros aullicieutes para occorrer nao s
s despezas indispeusaveis senao tambem par*
continuar c levar ao cabo as obras de publica uti-
lidad e j em va de execucao, e bem asaim as que
ainda nao estao principiadas e que si) necessarias
a Lisboa para correspinder dignameute sua po
sica) de primeira cidad do reino e de granie ca-
pital europea.
O titulo pomposo de caes o :eilental da Europa,
que Lisboa pretende, com justa razio, attribuir s-
nao depender s da rapidez das suas communi-
cncoes, por via acoderada com a Europa central.
A uova linha da fronteira p>r Salamanca e Villar
Firraoao paree que dever realis ir esse deside-
randum, era parte ; mas o futuro coramercial o m >-
ritiuio a que a excepcional situaci geographica
de Lisb ia Ihe di iueonUstivel direito, nao pode
dispensar os melhoram utos projectados para qae
0 seu porto se torn em poneos anuos, um dos pri-
meiros do mundo.
A diseussao da resposta ao discurso da coro 1
ainda nao pnncipj >u em ueuhuma das casas do
parlainent .
X 1 cmara dos lepa 1 i 1 eleitas cora
toda a padi irra as div l i i -o -s ; mas o5
meiniii-o.s da oppsieaoqoe nao te,a, ao que pare-
ce, motivos para ipplaudir tiros vigires, esfal-
tam se a censurar a ausencia d ministros, ou
quan o muito a ajparicio ap-uis da parte mais
lyi ) os I'iuii iro Ca
l'h .ii i.: l enu Man icl i i L
A's pe guatas que llies te-m sido dirigidas a
qaeiuta r pa com ama vivacidade m is ra me-
lili 01 li, ap z ir c! .s di .3 londrui os qu tem s ti
. cora umi li 1
dad ir.nnente b ai idictina qn mi 1 sabAm, ou que
bao de pe curar inf rriar-se ou de qae dar > o
.i eonheci los fictos aprsenla
II -s dos seu a cuj 10 repartico s mais
diree ament disem respeito.
lj.ta impaciencia por pirre da minora e esses
iii i t. m ti > com iu
do, uus .1ssi.11 is, a
controvertida BBM -aarlas da al *
,]:i a 11 v leg -! icio ida ineir d i am 1 1
sacio tailitai la ransica) tem ilk.
[a* .1 I
as pai ticulari Ja es pelas fottutS progreSsistSS e
republicanas.
0 cas) qu as guaras adoaneiras quo
nhtm encartado u >- seos logires e por elles ti-
uli 1 u pag> os r Ureitos le merc
lo, jitig 1 iir -i n ad luirtd 'S.
A i-nprenaa miuist-i-i ii sempre disposta a dar
.s ao governo cnitesta esses direit >s adquir-
1 is e diz qu sao apenas interesses cr. 1 los .
Queatoes de palavras, dirao; mas para U}U
peores euprc.-ados, embera se diga que se abusa
utimeutilisao a rispeito da Bltuacao d< lias,o
negocio muito serio, puis sao iutim idos a alista-
ren] se com juramento como se iisaein solales ;
se recusara, ou maior parte delles teomrecus-.do,
sai log) eein.ttidos e ticain sem pao par s e seus
tilhis. Tiinta, quarenta e mais deraissoes d ota
e3 1 ci dentro de poucos dias na) bistara quaes-
qn.-r phrasea da algaravia bareaU -ratica para at-
tenual as. E' um escaudalo e urna violencia ao
mesmo lempo.
E como as opposces teem sempre o seu tan-
to ou quanto qiiichoteacas, isto coustituera-se
defensoras permanentes dos pobres e oppriraidos
(em quanto nao s bem ao poder, j se entende)
imaginera os m:us bous amigos que porcao de rhe
t-irica se nio tera feito no parlamento com este
systema coercitivo de dar subordinados nos coro-
neis de galio-brinco da fiscalisacao externa das
ifandegas.
Ri-cordo-me de terera fallado na qnestao por
parte da minora progressista os Srs. El vino de
Brito, Barros Gomes, Jos Luciano de Castro e
Mariano1 de Carvalbo, sendo regeitada por ultimo
urna inocao des te orador para que se nomeasse
urna commissao de inquento parlamentar s al
fandegas com o fim de estudar o assumpto d'a-
quellas queixas e outros episodios, dos menos edi-
ticativos que estio maculando aquello ramo de
administracao fiscal.
Urna folha, que nada tem de progressista, a
Nago, cotnmentando aquella regeicio diz entre
outros commentarios ainda mais pungentes....
Disse-se o qne se diese da reforma das alfan-
degas, publicaram-se factos monstruosos, formu
luram-se aecusacoes precisas e gravissimas, levan-
tou-se a questao no parlamento, a opposico pede
um inquerito, e o ministro acensado, o homem so-
bre quem pesam taes responsabilidades diz a inaio-
ria : nio votis o inquerito, porque eu j respon-
d o que tinha a responder. E a maioria vota, vo-
tando por cima urna mocio de confianca *.
Pois foi assim. E' claro que as queatoes desta
ordem sio sempre irritantes e que os animo* vio-
se gradualmente mdispo ido e ultrapaseando as'
raas da sereuidade com que deviam ser discuti-
dos os negocios pblicos.
Antes de passar adianto e Ibes referir as scenas
tumultuosas da sessio da cmara dos deputados
no dia 20, algumas palavras a respeito da agita-
cao que lavra actualmente no Minho e sobre tudo
em Braga e Guimaries.
Nao ha muitos mezes que Braga apeteeeu aug-
mentar cadeiras novas ao seu lyceu, costeando
pelo cofre districtal esse accrescimo de despeza.
0 membro ou membros do coaselho de districto,
per parle do conselho de Guimaries oppos-se com
boas fundamentos. Braga, cidade de tradiccoes
esseacialmente ecclesiasticas, onde o maior nume-
ro de estudantes de instruccio secundaria frequen-
ta o seminario archidiocesano, parece nao carecer
d'aquelles incrementos dispendiosos com qae os
brachareases pretendiam dotar o sea lyeea, ou
pelo meaos, aes representantes de Guimaries pa-
recen mal que assim se deliberaste. O certo qae
4 sabida de Braga, oa vimanareuses foram inju-
riados e apupados por gente q-ee os eaperava hos-
til As lingaas f rru-jeatas atfirioaram at qae o
governador civil. rarquez de Vallada nio s nio
riz -ra levantar auto contra o> arruaceiros, mas
que n'essa meara 1 noite os recebera em sua casa
cora graudrs dem mstraces de agrado, correudo
:i, biceu cheia que o governador civil quem ti-
nha, por traz da cortina, promov Ji aquelles ultra-
ges aos representantes de Guimaries.
^Cuneieju logo a manifestar se grande crmi.ala-
cio. Giiinii.ies c.-lebrou comicios, ou meetings
calorosj, em que se qualificou devidameote o pro-
cedimento havido em Braga contra os seus con-
terrneos e vmgou n'aquellas assemblas popula-
res a id* da desannexacao de Guimaries, por
modo quo esse importante conselho ficasse perten-
cendo ao districto do Porto.
Braga insurgio-se contra a desannexacao de
Guimaries e entrou a luctar por sua parte para
que tal desmembramento no seu districto se nio
realisaase. Fui por esa tempo, Agosto <.u Setem-
bro do anno passado, que se fallou muito de urna
carta qi-e marquez de Vallada dirigi ao Consti-
taintR, folha d'aquella cidade e na qu il dizia :
Fique.n sanen lo que nao largo este cargo
(1 de governador civil) porque uio quero e que
liei de ser governaior civil emquauto quizer, do-
ra ute todo o tempo que perinancca o Sr. Fontes no
poder.
Esta carta que entilo foi muito celebrada com
saraivadas de epigrammas comecou agora a ter
nova edicao as folhas progressistas, depois de
-star derailtido o mesmo marquez do cargo de go-
vernador civil de Braga, a quem julga va estar
vinculado em quanto elle quizesse e o Sr. Fontes
fosse o presidente do conselho de ministros.
Mas que as cousas tem chegaio a um estado
de exaltaco, que me nao sobra o espaco para Ib'a
descrever. Braga depois de ura comicio, ce ebrado
ha poucos dias etm que estiveram mais de quinze
mu pessoas, uomeou urna commiasio de pessoas
conspicuas daquella cidade 03 Srs. : Jos Ferraira
de Magalhaea, liernardiuo Jos d -ena Preitas,
Jos Pernandes Valeuca, Jos Maria Rodrigues
de Carvalbo, Fernanda Uastie-i, Jos Borges Pa-
checo de Paria, Joaqmm da Silva Gon^alves, Joio
Barbosa do Magalhaes Mendonca e Manoel Joa-
qmm G unes, para vir a Lisboa, apresentar C-
mara dos Oeputados, urna represeuiaco contra a
desannexacao do couselto de Guimaries do sea
districto.
Vivas, o hymno da Mara da Fonte cantad
pela mullida 1, o arcebispo ebegando janella do
seu pai; e abcncoauJo a commissao qu parta
para ajeare, soeego, mas exsltaco e entbusiasmo
indiscriptivel, tudo isso alli se deu saluda da
commiasio para Lisboa, ficando em sessio perma-
nente o povo as dias seguiutes para ouvir 1er os
telegrarainas de Lisboa e tomar conhecimento do
xito dos seus commssionados junto ao parla-
mento.
Em quanto isto se pasaava e est passando em
Braga, Guimaries prepara um uumerosissimo mee-
ting para domingo 24 (amanha) em que se trate do
assumpto capital para aquella cidade e consulho.
Estando as cousas n'este auge de eferves-
cencia, alimentado ainda mais pela energa dos
discursos e pelo formigueiro de telegratninas que
ae recebiam aqu de hora a hora, e posta vota-
cao, da sessio de 20 do corrente na Cmara dos
Deputados, a alocuo Ue um deputado da maioria, o
Sr. Franco Castello-Branco acerca do incidente
da guarda fiscal, levantaram-se para sahir da
sala, como de praxe, os ministros presentes, que
eram os Srs. Hiutze Ribeiro (da fazenda) As-
auiopcao (da juatica) Thiinaz Ribeiro (do reino) e
Piafa iro Chagas (da manaba e ultramar).
A questao uo incidente, pergunta urna folha pro-
gressista, foi abafada por motu-proprio do pres-
d -nte ou a pedido do governo ? Os ministeriaes
attnbucm toda a respmsabilidade do occorrida ao
r. Silveira da M itta ; mas ha quem amanee que
o Sr. Piibeiro Chagas pedio a palavra s para
fingir que o gov-ruo quena responder, e que o de-
putado ministerial, Sr. Arrayo, emquauto fallava
0 Sr. Jos Luciano fora mesa levar instruccoes
ao presidente pira elle fazer o que laz.
Ilmt-ra urna folha da noite ultima hora
.1 iv eooao certo a demias.!> d> Sr. marqu z de
Va |a 11 do cargo du govjrnador civil de Braa.
Insiste-se em que o governo apr -sentar boje
i.'.Ji en corte* aun proposta de lei auctorisando,
ae am mi' ia Uredo, a dea uinexacao di cance-
ho de Guimaraes.
O :i -r cixil de Braga ser o Sr.
Dr. Souto odrigaes, secretaria da cmara dos
. ios.
Ao misino tempo circulam, com alguma v-.rosi-
milhanc, boifos d 1 demissao do ministerio.
II o quatro das I os pssai-
1 de um ministerio de trans.
cao cuja reii l inc a sena li' rcci la ao Sr. can-
selheire Antonio Augusto de Aguiar.
Transicfio .. puraque"? Para nao ser dissol-
vda a Mas o seohor Aguiar no sea dis-
curso oa iuformacio humorstica aa Real Associa-
cao Central de Agricultura faz rir o auditorio
casi i do p rl une iti rismo, deque result-i ficarem
no* egrau da encada os homem iminentes.
Ainda maia : Dias* qoe a Europa quena sor re-
..jiaamo illustrado ; que era por
consegua tudo* Qiese Bis-
ma '.; j na nte a discusso
I uto, nao teria feito nada Que
rlamentar, affastam-se os ho-
' Jes e a patria
111 irr-e .
le mrito c jus-
Sr. Aguiar este programma do
; la diabit ni empor/e e como ba-
1 d'umi questo tedales, e so-
bret lio daa mais c mvi 'atvas
_i.n 1 lualquer se d pir feliz
e Ion 'm apoial-o como presidente de
urna s.tu ica p ilitica... .
Ap:
1 1 innos couse-
cutiv 1 as redeas do governo por algum
Lucan 1.
E' o qu i 03 pr-
meirisai inte nos dirao.
Nio se podem tas r vacticinio3 em poltica, so-
bro tolo n esta poltica d iuteresdlculos e de bas-

No ultiini numen da Correspondencia
Portugal encostra nos es 1 noticia:
Morrea m !. na, no hotel Dnrand, o Sr.
commendador Jos Jo&O u'Amorim, chefe. da acre-
ditada firma da praca de Pernambuco, Amorim Ir-
man & C.
O fallecido era natural do conselho da Pvoa de
Varzim.
Deixa avultada fortuna a 8 filhos, 42 netos e 3
bisnetos.
O Sr. Amorim foi testamenteiro do Sr. com-
mendador Manoel da Silva Santos, cabendo-lhe
n'esta testamentaria mais de 100 contos.
O sahimento d'este nosso compatriota foi muito
concorrido.
Tambera so le na me.-ma c.lumua :
As dignisaiinas irmis do nosso fallecido ami-
go, o Sr. Joaquim Antonio da Silva Martns, na-
tural da Certa, antigo negeciante da praca do
Para, mandaram-lhe erigir um mausolu, onde fo-
ram recolhidas as cinzas do fallecido, uo cemite-
rio do Alto de S Joio .
A empresa de S. Carlos tem tido ptima receita
com representa enes da Semiramis do Rossoni.
Hontem fot a 6.*. Nio ha boje theatro algum do
mundo onde se reunam cantores para a eiecu^ao
de tio difficil partitura como em Lisboa : Semi~
ramit, Borghi Manso ; Arsace, a celebre contralto
Rchalk: Loli; o tenor de Bossiue e o baixo Lor-
rain. Admira veis todos.
Ate a de 29 pelo Tamar.
KhYlSTA DIARIA
lorualiwta hexpaaholAo bordo do
paquete trances Orencque passou hontem parado
Rio de Jane ro o litterato e jornalista hespanhol
p. Paulo y ngulo, homem feito as lettras e as
lutas da impreusa, que em passeio e visita veio
agora ao Brasil.
O Ilustre viajante veio trra percorrer a ci-
dade, e obsequ'ou-nos duplamente, j nos visitan-
do, j nos mimoseando com o ultimo dos seas tra-
balhoe publicado, um iuteressant liv.-o de 160
paginas em 8o pequeo, tendo por tituloLos ase-
sinos del general 'rim y la poltica en Espaa.
a introdcelo deesa obra escreve o autor es-
tas craeis palavras, que procura justificar ao cor-
rer do livro:
Tenho esperado muito. Primeiramente, mais
de quatorze annos-, depois, dias e mezes, antes de
resolver me a publicar este trabalho.
Primerameate foi porque este trabalho signi-
ficar, irremissivelmente, a deshonra, perante o
mando, da naci em qae nasc: ama naci para
os estranhos nio smente o povo mais ou meaos
nobre e desgranado; alm do mais, a sna ma-
neira de ser official, os sena poderes pblicos.
t
l
i
\
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IfaffiTl



Diario de Pcrnainbociffontiiigi 7 de Fcvcrciro de HM
:>

I %
* Ettea poderes pblicos do p"o lie- -
tenho de os deshonrar com provas terriveig. E
nio me decido seno per que me pareej er eousa
indiipensavel agora.
Morreu Affouso XII e a situacSo que se pro
duzi > .o deshonrosa e fatal como a que antes
havia.
Ju _' i ser argente a .jora diaer tudo quanto se
suspeita e ae nao su.speita tambera; parque julgo
que urg muito, muirissim, separar em absoluto
a honra do desgranado povo heapanhol, oujaa sym
patoias sio univer.-aes, do espantoso descrelit > da
seus homens pblicos, raouarchicoa e republica-
nos.
Vou apreaentar a todos estes, tacs como teem
sido o taes como sil.; uio com parases ou ar meatos ans ou menos habilidosos, porm com pro-
vas ao alcance de t< dos : mathematicas.
E publican lo este trahalho, d >u por termina-
da a minha missao,-por agora ao menos.
Triste raisa&o esta, na verdade! Parece-se
com a do Ivv.umun de coracao, abrigado a distin-
guir entro a honra de seu amigo e a da esposa in-
fiel, desse amigo convertida em adultera descara
da. Deos dn haver intentado por todos os meios
possiveis evitar ou eorrigir a infamia, para aba
fal-o, nio ti-m outro remedio seuio patenteal a
qu-lie avivo querido, por mais cruel que isto so-
ja e resulte d'ahi embora o escndalo quer resul
tar.
Para miai o amigo nobre e querido o povo
hespaubol. *
Por esse introito pdese ajuiaar do que ser o
livro, que, cumpre disel-o, at certo ponto de
. propaganda republicana.
Ao Sr. D. Paulo y Angula agradecemos a sua
dupla fineza, o ahuejamos prospera viagem.
Em trans lo--0 paquete Orenoque levou
houtyin ra o sul 285 passageiros, sendo 5 toma-
dos em Pernambuco.
Ipojaca O vapor deste nome da Companhia
Pernambucana, cuja sahida devia realisar-se boje,
foi transferido em sua viagem at o Cear para
manhi s 5 horas da tarde, de ordem da Presi-
dencia.
I. dia (rielo eleltoral -A junta apura-
dora do 4o dislricto eleitoral reuni se no dia 4 do
correte, e e&pedio diploma ao Sr. Dr. Julo Ju ven
ci p>rreira de Aguiar.
rridan de ainllox -ni Bekeribe
"Hoje das 4 e 1/2 at as 6 e 1/2 horas da tarde,
haver corridas de cavallos no povoado de Bebe
ribe.
O Fecbampnto dan portanO bem
coahecido e apreciado actor dramtico, Sr. Car va
Iho Lisboa, imprimi na cid ido de Beln ama co-
media, com o titulo cima, que foi all bem rece-
bida.
Agradece mis-lhe a oerta que nos fez de um
exemplar.
Feta em CaxancCommunicam-nos
Na noite de 5 do corrate teve lugar com toda
a solemnidad.' o hasteauento da bandeira que foi
conduzida em procisso por jovens e iuteressao-
tes senhoras.
J A festa de S. Francisco de Paula promette ser
de grande biilhant smo pelo gosto com que os ha-
bitantes de Caxaag a eucetsram.
A' novena foram cantados os versos pela
Exm. D. Yaya Lins e outras distinctas senhoras,
sendo acompauKados ao piano pela Exma. Sra. D.
Adelaide L ,1.
> Os versos sao etra do Sr. Joio Duart! Filho
e msica do Sr. Mathias Lima.
A concurrencia povoaco foi grande.
g Comparcccu a msica do 2o batalhao de pri-
meira linha que tez ouvir as snas melhores pe-
cas.
Jiiiiu de paz da Doa-YtwtaAs au-
diencias deste jui.'.o terao lugar ra do Principe
n. 38, todas as tercas e aextas-feiras s 10 horas
da manha.
Ksmola O Sr. M. L para quem o dia 6 de
Fevereiro de pesares* recordaco, remetten-nos
hontem lO.'OiH) para dividir com os necessitados
no caso de MNCM ama cstnola.
Agr lee odo a confianza, assim nos dsempe-
nharaos d i iucumbeucu :
A' viuva D. Maria Autran. ra do
Mrquez do Herval n. 187 5O00
A' viuva D. Miquilina Vidal, ra do
Nogueira n. 12 \ 3*000
A' familia pobre do becco do Ber-
nardo 2*000
iti-tne Wad-tmerieane. Recebemos
03 us. Si c X ) desta publio?lo raensal. feita em
Paris.
Eis o summui > do n. 81 :
Acadmie do l'Amrique Latine. Association
acien'i'i | ie d'ta 1 '3 et de propagande aiaric--.iu
en Europe. Orginisatian, expos, st.ituts, adhe-
sions. La Boba la | estieo conomique et !a
qneationpulitiqae de ae* aoieae de cimmuncation,
far Pedro S. Laasae.-Salmo, pir L. Uuilaine.
Les chappitoiO'-s tines et b !' 8. Limas.Courrier
d'Amri'i .i era.M mvement mantime. Aaaouc:s.
Eis o sunMaario do n. feo :
L'Itie et la Rpabli itine. Da
de pri.-e de pMBesaioo il a ntrea de h> Plata, par
Pairo S. L.unis.h lotate eatre la
rVaaea et e Brsil, par II A. (.' 'iir-.ui. La
jonction de la Bapvb i loa \rg ntM bti c l'Union
'montair I uiue. par Oh. Na* r.Iteaia et or
gar.: \-;\:.v,-h I r-'j, par E. Dai-
irier 'Amr;|iif. lievue conomi-
que. ie :'::i;iiK'i'''v -M-uveraeut maritime.
S^ .. ill. Tamb m d-f Paris recebemos o
u. lu deste period e ti no aea sexto auno
de existencia. Eis o -ummario :
Hanoi soit qui mal y pense Argollo Ferro.
Tl, Kuh is Je part mi. Le docreur Ce ir
Peraiani. M Barbosa. LaaBaHaadais as Brsil.
D l Vidrie, sonnet du poete
brailiea Loiz -. Tradoit du portug.s
p^r madeuaoiattlw Uaroline .Maiuard. Chroniq le
artistiii-. Fir.nin J.ivel. Notes sur Pars : La
Lois L ivern i. C rri ti de I'A nriq te: I I
(Sio de Janeiro, a tr) Mara-
uho, B ib Paul i: Bie Qt ..i le lu S 11).Bjlivi ,
atine. Li Vie .
!> i J. Gaf.
Tinge de 1'Esapru
meut uiaritim i ..... Ano .i-
ces, etc.
iuJaeJro v levou hontem
para :
i 4:0005.100
O v>> '-'' :o levou |>
Fer:: 7 21
Examen proparatorlo-- ralla-
da Di
reito: '
A|\- 1
J). I
I'l
512
Plena;:. "
U n 17
JtusatiSi asiE villa
No anuo passado, qtiando o contratante deu
principio a dem >lir;ao, os habitantes desta villa re-
elamaram e a cmara, pelo s-u pretidente, tela
irraphou ao Ezm. 8r. presidente da provincia, pe-
dindo providencias, no sentid de ser feito uin pas-
sadisco, ou ser ademoiicao edectuada pouco apou-
co, le modo que nao prejudicase o transito, como
sempre tem feito os contratantes anteriores.
Xenhuna proridencia se duu eo contratante fez
o que bem quiz, promettendo dar a ponte conclui-
da era pon m tcinpo.
O invern se approxima e nlo temos ponte este
anno, ae providencias enrgicas nio fjrem dadas
pelos poderes nnmpetentes.
Seria pref-rivel que tacs concert tiveasom
sido fetos por administracao, ou pela Samara de-
vidamentn autoriadada, d> que estarmas a merc
da vontade de um particular.
Com a pre*c de 5 vereadires rounio-se a
Cmara no dia 20 do corrate para tratar da elei-
cao do seu presidente e vi 'e-presidente.
Foi reeleito presidente o '.enante-coronel Hen-
rique Luiz de Barros Waaderley L:ns e eleito vi-
ee-presidente o capitio* Jos Theotonio Paea de
Albuquerque; e, tendo sido designado o dia S7 pa-
ra a confeecio do oroamento, nao houve reunido
por cansa da chuva.
Conseguir ella reunir-se para tal fim? Duvi-
damos perqu, ha tres ou quatro anros; que ella
nio remetre o sea nrcamento, por cuja falta tem
sido multada e censurada.
Todos os seus cmpreg.dos estilo atrasados nos
pagamentos e o secretario anda nao recwbeu um
vintem, desde qua foi nomeado, em Janeiro do an-
no passado.
A bica, nica fonte de agua potare! que temos
est em pessimo estado, a ponto de nio dar agua
alguma.
Est imprestavel, devido ao abandono em qne
deixaram a falta dos reparos precisos nos momea-
tos opportnnos.
Os habitantes da villa estilo se vendo na neces-
sidade de rec rrer a cacimbas particulares, ou ao
rio, collocadoa em grande distancia e cujas aguas
sao um pouco Balotares
A cmara que ja dispendeu urna boa quantia
para a construccio de bicas, com pouco diaheiro
pode fazer agora o sea reparo, que pequeo e f-
cil.
> Urge, pois, que os senhores camaristas tacam
um esforco, deterem por um momento a m vonta-
de, lancem as suas vistas para este estada de coi-
sas e tenham couipaixio da nossa saude.
* No dia 23 do corrent'foi basteada a bandei-
ra de Nossa Senhora do Nixo cuja festa tem de ser
celebrada no dia 8 de fevereiro.
Apenar da muita chuva que entio cahio, hou-
ve alguma concurreucia e esteve animado o
acto.
As novenas teem sido concomidas e maisainda
seriam, se nio houvesse tinta chuva.
A faira continua regular; e agora que foi
transferida a de Camela para os das de quinta-
feiro, ( ra nos domingos) com eerteze ad'aqui me-
Ihorar muito, pois aquella Ihe servia le grande
estorvo por ser no mesmo dia e em tao pequea
distancia.
A cmara municipal de Ipojaca fes nm acto de
justica, o vlenando essa transferencia de dia, ha
muito reclamada.
Agora convm que sustento o seu acto e rece-
bo os nossos embora.
PERNAHBCO
Transferencia de acedes da ron
panhla de Segaros Martimos
e Terrestre Indemaisadora
do anno de l*ft.
De um para ontro- acciouistas 70 acedes
Vendidos pela direccio 5
Balaoco da Companhia de Secaros Martimos e
Terrestres Indemiusalora em 31 de Dezembro d.^
1885:
Activo
Accionistas
Bens movis
Cana
Estampilhas
Lettras descontadas
Segurados
Lettras caucionadas
Custas judiciaes
Acges caucionadas
Diversos ttulos
Passivo
Capital
Liqaidacio do 3 decennio
Compauhia Perseveranca
\ecoes em liquiracao
Lucros c perdas
Cau^io dos directores
Primeira distribuicao da liqui-
dacio
Liquidacao a ap Segunda distribuicao da liqui-
dacao
Terceira distribuicao da liqai-
dacio
Garanta dos directores
Commisso dos directores
Dividendo
S. E. & O.
800:000*000
2:17ft*i KK)
37:536*5Sr)
384*600
192:1132*210
56:252*570
3:000*000
1:087*140
60:0(>0<0i)0
400*000
1.152:868*075
1.000:000*000
13:000*000
262*380
1:979*760
41:734*596
60:000*000
250JO00
13:333*333
225*000
900*0C0
1:981*455
7:196*571
12:000*009
1.152*868*075
RaahV, 31 de Dezembro de 1885.
Os directores,
Joaquim Alvet da Fonteca.
Jos da Silva Logo Jnior.
Antonio da Citnka Ferreira Baltar.
DESPACHOS
Petices:
De Jos Soares no Araaral Jnior, ali
aesaao passada, solicitando carta de de coinmcr-
ciante matrieotado.Coitinua ada la.
De Marcelino Jo.- Mara de \lroei
na segsio passada, podnd' ser aiuiittido a in;i-
trieuia de onanoerciaat .Coutinua a liada.
pe Jos das Neves Pwdrosa, com distracto ar-
chivado 4 21 dejan-iro, prximo passado, para 4ii"
se Ibes tranafira o livro Diario eai braneo que per-
tencera a extinc-'a firma Praca & Neves, da qnal
o propr'eiario 6 .Deferid i, sendo
vencido o presidente.
De Manoel Pereira da Silva, solidario, e Fran-
cisco Ferreira Alberto commandilario, para que se
archive o contracto de aocierfade em uoiamnJiru
que celebraram sob a firma de Manoel Pereira da
Silva C. cora <> capital de 10:613*777, sendo a
fundo em rommanditi de 5:758*8z5, para o com-
mercio do gneros do estiva nesta praca ao Pateo
da Penha n. 10. Seja archivado.
De Antonio Candido de Vasconcellos e Franco-
lina da Silva Almeida, viuva e herdeira successo-
ra do socio commanditario Luiz Ferreira de Al-
meida, para'que se archive o distracto da firma
Vascuncellua & C.. pelo qual fk-a dita viuva de
I p.'sse do activo e do estabeleeimento de m ilhodos,
sito ra do Visconde de Inh-.ma n 69 e obriga-
da pelo passivo da extincta Bociedade.Archve-
te na forma da lei.
De Oiiveira & C, para que d baixa no regis
tro de nomraeo de seu ex caixeiro Joaquim Au-
gusto Guimsries.Como pedem. pago o sello da
baixa.
De Manoel Moroira Campos Jnior, idem, quan-
to o de seu excaixeiro Joaquim Silvcira Boa-Vista
Como roquer, pago o sello da baixa.
De Antonio Goncalves d s Santos & C, para
que ae archiva o contracto da sociedado era nom>'
collectivo, qne sob dita firma celebraram Manoel
de Fontes Gomas e Antonio Goacalves dos dantos,
com capital de 6:O0OS, para o cornmercio de se.--
cos e molbados em grosso e a retal lio ra do Co-
ronel Suassnna n. 149.Archive-se.
Nada mais havendo a despachar, o Illm. Sr.
commendador presidente eno>-rrou a sessio s 11
e '/2 horas da manha.
Reonloe* aociaes Ha hoje as seguin-
ti-s :
Da Irmandade de Nossa Senhora da Luz, s '
horas do dia, em m ~sa geral, para eleicio.
Da Melpomene Olindease, s 11 horas do dia,
em assembla geral, para assumpto de interesse
social.
Do Instituto Litler.ario Olindense, s 10 horaa
du dia. em assembla geral para eleicio de sen
presidente.
Amanhi ha as seguintes :
Da Aasociacio Commcrcial Agrcola, s 11 ho-
ras do dia, ein ssembla_ reral extraordiaaria, na
forma do art. 18 dos estatutos.
Da Sociedade Allianca, s 6 1|2 horas da tar-
de, na sua sede, ra do Imperador.
LellSeaEffietnar-ee-hao :
Amanhi :
Peo agente Stepple, ao meo da, era Goyanna
ra do Padre Reinaldo n. 11, de predios.
Pelo oyente Gitsm&o, s 11 horas, na ra do
Commercio n. 2, dos pertcncas do Hotel Universo.
Terca-feira:
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, na ra do Vi-
gario Tenorio n. 12, de predios.
Peo agente Pinto, s 10 1|2 horas, no Cajueiro,
de movis e muito objectos de casa de familia.
Quarta-feira :
Po agente Modesto Baptisla, s II horas, ra
do Bom Jess n. 19, de movis e mais objectos.
Hlasas onenreaSerio celebradas :
Amanhi :
A's 6 1/2 horas, na capella do C.ixang e no
convento de S. Francisco, p>r alma de Antonio dos
Santos Coimbra ; s 7 1/2 horas, em S. Francwc i,
por alma de D. Isabe1 M. C. das Neves; s 7 ho-
ras, em S. Pedro do Recife, por alma do monse-
nhor Jos Joaquim Camello de Andradc.
Terca-feira :
A's 8 horas, na matriz da Boa Vista, por alma
de Guilherme Dowsley ; s 7 horas, na Ordem
Terceira do < 'armo, por alma de D. Maria do Car-
ino de So iza Vianna.
(Jnarta-feira i
A's 7 horas, n i Penha e na capaila do engaan
Pi Santo, p r alma do Bario de S. Braz ; s 8
i, na matriz da Boa-Vista, por alma de Jos
\ ues Pontual.
Passni'ir<> Sahiram para o presidio de
Fernando no vapor S. Francisco :
Alfercs do 2 batalhao Gervasio dos Santos
Coclbo, cadete Manoel L. C. Tav&res, sua aann >-
ra, 1 filho inaior de 10 anuos a 1 menor de 3, Ben-
t > il i Bago e sua senhora, Joajaiim Pint > (!c Al-
meida Jnior, Man e| J. das Trerai Marinh). An-
tonio Fraociaea Paraira Gitiraaa e sua senhora.
36 sentenciados, 22 ditos militares. 1 fentenciado
ivo atacado de beriberi de n ne Ismael. 3ca-
. 9 pracas do li batalhi'. 1 mulher de urna
deliai b m o iret da 10 aanod e 1 de 3.
I furriel, 1 cabo, 3 cadetes, 17 pracas do 2o b
I nralh r de 1 ea/teta e 1 de soldad os. 2 fi-
lli ia destes, menores de 10 anne-s o. 1 de 3, 1 irm'i.
1 cadete c 15 soldados, tambem do 2o batslhao, 4
mnlheres dos BMaai 13, 2 filhoa maior's, 1 me or
de 10 aunos e outro de 3, mulheres e filhos de sen
los.
Sabido p ira os portos do sul no vapor Man-
ilyppolito L. de Oiiveira.
Srs. accionistas da Companhia Indemnieasado-
ra A comnaissio fiscal desta compannia, obser-
vando o que Ihe determina o art. 38 dos estatutos,
examinou a sua scripturaoio e a existencia dos
valores com relaclo ao anno que expirou em 31
de Dezembro prxima passado, e tem a satisfaga >
de vos significar que achou aquella feita em ordem,
e estes de accordo com os balancos apreaentados
pela sua direccio.
Vcrificou esta commisso que a reeeita no pe-
riodo de que cima vos fallou, attiogio a........
141:528*978, a qi al, junta verba de 52:046*103,
dos re-seguros e re descontos que passario da li
quidacio do 3o decennio, pretez 193:578*081; e
que os sinistros havidos importaram nm.........
97:065*928, que seachmn pagos, sendo martimos
57:983*%8 e terrestres 39:081*960.
Da liquidacao do 3o decenaio pagoa-se 93:000*,
dos quaes 13:(XX)*000 vio ser agora divididos, re-
servando-se aiuda 12:000*000 para dividendo do
semestre que ser distribuido na poca da reuniio
da assembla geral, conforme preceita o art. 22
dos estatutos.
Nio obstante a elevada somma dos prejuizos,
que ae tornaram anda mais sensiveis por terem
oecorrido no Io anuo do 4o deceanio de sua exis-
tencia, o que importa dizer no principio dn sua
nova vida commcrcial, mesmo assim as suas tor-
cas permittiram que passasee a crdito da conta
de lucros e perdas 41:739*596, que irio constituir
a reserva do capital social, o que ssss lison-
eiro
Dexou esta companhia de fazer o divideudo de
unho, por se terem dado quasi no fim do respec-
tivo semestre dous siniBtros importantes : um de
38:000*000, do incendio do estabeleeimento com-
mercial, sito ra do Mrquez de Olinda n. 42,
que a directora, a nosso ver, s pagou por Ihe ser
impos8vel satisfazer a exigencia dos nossos jui-
zea, quanto a prova plena do proposito; e nutro
de 85:967*300, do naufragio da barca D. Clara,
no Para.
Cumpre tambem dizer-vos que em virtude do
disposto no art. 43 dos estatutos e de conformida
de com a lei n. 3,150 de 4 de Novembro de 1882,
a direccio desta companhia presteu a caucao de
60.'0O0*'W0 em apolico dola, para garanta de
sua- admimstracio.
Terminando, Srs. accionistas, esta commisso
de parecer que sejam approvadas as contas do an-
no de 1885, nio pudendo eximir-se de congratu
lar-?.e aomvoaao pelo estado-florescente desta com-
panhia, que contina a proseguir no desempenho
dos fins para qne foi creada, e que se d um voto
de louvora dig-ia directora.
Recite, 3 de Fevereiro de 1886.
Bardo de Petrotina.
Albino Joe' da SUva.
Aninnh Fcrnan.es Ribeiro,
reii
Jur
PDBLICACOES A PEDIDC
Eleito provincial
2." ESCRUTINIO
Em condices especialissimas vae amanhi, no
1. districto, ferir-se o pleito eleitoral, no qual a
maesa activa dos cdadios busca eff-ctuar a es
colha, em 2. escrutinio, do representante urna
cade ira na Assembla Provincial Legislativa.
A' to honrosa posicio social, por va dos suf
fragios do povo, as forcas vivas dos partidos pol-
ticos, entre nos, levantara seus candidatos, e p de-
jara, na conquista do triumpho.
E' ama lucta edificante agucando o desejo do
xito, por isso mesmo que ella trava-se entre um
republicano, o Dr. Martins Jnior auxiliado pelo
prestigio do partido liberal; e um bom conserva-
dor, o Exm. Dr. Goncalves Ferreira, amparado no
renome de seu grande e generoso partido.
Sio os dous candidatos victoria, e que no
campo da lucta estenderio, em aecio de comba
te, suaslinbas e armas : o prui io foi buncal-as
na florida raa^inaco de poeta, e na ardente in-
teligencia, que por fcil dialctica se colocara
servico da propaganda republicana em comicios
populares; o segando, porm, as conquistoa pelo
tilento provado, experiencia consumraada, e exacta
comprehensio dos negocios pblicos.
Empenhar, p>rtanto, raasculo esforco no trium
phode cada um de seus candidatos dever, ira-
posicio natural dos partidos, mas nio massa po-
pular do eleitorado que, por molo pensante, deve
iaftel qua fez das oceurrenciaa eleitoraea (amigos defenderam como theoria legal, a propos-
daqujlle distrito, revelou se incapaz do *
julg.ar minha elfliy3o cora a raesma iropar-
lade coro que, na ca:nara dissolvida,
apreuiou algurnas era sentido favoravcl aos
raeus correligionam'os polticos.
Em tempo lugar mais opportunos, pro-
ir (--.'i [enca a sera razio com que S-
. suppo ter obtido maioria de votos nes
iiversos collegios do districto, apurando
para a sua corita urna eleicao do Ex, tilo
real e verdarleiraracnte foita a bico de pen-
na, era Ouricury, como certo qua no dia
15 do Janeiro ultimo nao se abriram, para
ri-uniSo eleitoral de qualquer especie, as
portas da matriz do Ex.
Daixo, portanto, de tomar em conside-
rncSto as apreeia<;3es feitas pelo -meu illus-
tr competidor na Provincia de 4 do cor-
rente e transcriptas no Jornal do Recife do
lia mme.liato.
Dovo, porm, diz?r a S. S. que luctou
cm um adversario incapaz de preterir o
seu direito, e que seria o prraeiro a con-
fessar se veo.i lo, se para tomar assento na
amara dos diputados, precisasso recorrer
benevolencia e favor de seus corregilio-
narios polticos da inesma (.'amara.
Por rcaior que fosse a honra de repre-
sentar minlia provincia natal, eu a regenta-
ra de boa mente se nao me fosse conferi-
da pelos mous concdadSos Das urnas elei-
toraea ; n3o aceitara em hypothese algu-
rao um mandato de deputado conferido pela
Cmara.
A verdade, porm, que fui muito legi
ti-nainciito eleito pelo 13 districto; e, listo
perf itaraente cerlo, defenderei com mxi-
mo exforjos o meu direito em lugar o tem-
po i'omp itentes.
Recife, G de fnvereiro de 1886.
Alfredo Correia de Oiiveira.
to da eleicio do Sr. Dr. Alcoforado Jnior, agor
converteu-se em attentado, moio indecoroso, extra
vagante doutrioa, violenta e brutal cxpoliaco !...
Guisa ainda mais grave do que esta incoheren-
cia a asseveracao de terem os c nservadares de-
rogado os precedentes a' hoje seguidos por todas
as juntas apurad iras. Qaando a junta apuradora
do 9 districto conferio dir loma ao Sr. Dr. Soarea
Brandio, nio contando para o candidato conser-
vador 74 votos escriptos em papel amisade, a im-
prensa liberal desta provincia louvoa ese procedi-
raento. E' nm precedente que tem sido lembrado
ltimamente, e ao qual a Provincia evitou referir-
se. Ni admira o silencio, mas urna fiirmacio
contraria ao proprio fecto, ainda que feita de modo
vago, o que ninguem espera va.
Reconhecendo a improce ieo .:ia de sua reclama-
cao, o candidato liberal nao teve a coherencia do
Sr. Dr. Portella, acceita o segundo escrutinio ; mas
ao mesmo terapo, nio tendo cnllanca no resultado
do segundo escrutinio, nio Valste, de modo claro e
positivo, de seus pretendidos direitos quanto ao
primeiro. Prende se a duas amarras, pois que ne-
nhurna dellas Ihe parece bastante.
Onde a pruva de confianca <\n- se quiz dar ao
eleitorado? Vemos tamsment- urna poeicao mal
definida, e urna dupla descontiai.e...
Manifest
JOS MARIANNO AO ELEITOiUDO DO 2."
DISTRICTO
Elei^o Geral
13 Districto
data
'-
rijos
dim.a 3 asphixi

de um o mi a no para as i
Oariostoni a0-ua, tacto que aqui
O anuo ]i i i con rniii bons aus-
picios, coutra aosaa asfi
-
Para ,"S03 s*o repetidos,
ouviudo-st os lonjiquis r bimbos do trovio; o que
indica que por l tena tambem chov I .
. i i indicios tenham sido
cortos, po. i alguna pontos ja ae
ia apo ilfadada populacio.
. a pa<3iigem do rio no Porto
das PeJras tem ae I la vez mais diScfl e
arriscada o dasagu
o perigo se avo'uini, p >rq;io a jangada uaica que
alli e3t posta: passagem, alm de mal
constr est em pessimo eettdo.
Aeon lem sempre ella en-
contrada tempcsjprincipalmente durante a nouce
da aorte os passageiros ae veem na coatigeneia de
terem grande deaioru, ae nio preferirem dar ama
velta de quasi urna legua pe tmgeaho F alma.
E uo enlr ..nto o contrata oto da ponte at
ata data nio voitaa anda da coptal,
earvicos todos paraliaadoe *
Operarp* clrursica.iForam pr.atica
ii i hospital Pedro 11 n
as se
E- > th rmo cauterio de candilomas do
anos.
Exti i vaginal.
I'e'o Dr. Pontual :
F. a ;> r phymosis e can-
cros.
"i
I)n i n po thermo cau-
terio eor.i: oii, complicada
urna de. fiatala ; ''-' foi dilatada pe i
i.
i
amas e aa epher>-8 o ordem BS
rica, apreciacao do paM
L.teria do Cearfi de SOOjOOO#OO>-
i n d'eata granUe loi inaior pre-
mio de -J7> a-naaha, 9 de Fevereiro, ao meo dia.
Ua bilhetes acham-se venda na Casa da Por
tuna, ra Frimairo de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de SOOtOOOSoOO
A 13' p '' lot'ra, cujo premio grande
de JjD:00DW, pelo novo plano, serextrahida
impreterivelmente no da 9 de Fevereiro, s 11
horas.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz
praca da Independencia na 37 e 39.
Lotera Extraordinaria do Ypl-
raas-a0 4" e ukimo aorteio das i* e 5 series
desta. importante.lotera, cujo maior premio de
150:000^000, aera extahid a 9 de Abril.
Bilhetes i vanda a Uaaa da ForCuna i. ra Io
t**0 8 de Marco n. 23.
La tersa do soOs bilhetes da 3* parte da
London & Brasilina B tnk E-I
mited
Capital do Banco 1.000:000
do pago 500:000
Fundo de reserva 240:000
BALANDO DA CAIX.V FILIAL F..M PEKHAMBCOO
EM 3'J D; JANEIRO DE lSS'j
Activo
Letras descnnt.al,- 194:5f
Letras a rocrln-r 77:3'JTJ1J
Emprestimoa, cuntas correntes e
out, 3,312:9145300
Garantas por contas correntes e
diversos valores 665:079
Caita esa moeda coraeate 992:248#1^0
5,962:220*080
Pauvoo
Depsitos
Em conta eorrente 911:0364610
Fixoepor avtso t,972:437#l0 2,S8347. .
Garantas por contas correntes e
(Ufanos valores 1,146:596
Diversas contas 1,914:149*32
18J000
5,952:2205080
S. E. & O.
l'ernambuco, > de Fevereiro de 1886.
II'. -/. Il-y.l'S, lilil:
lili, aetBg accountant.
CHR6N1CA JDICIARIA
. O concert principalmente est se detonaran- 19d u M?)) .pl^ao, do premio de 100;U000),
do aom aa chavas; > a atadeiraa e o material jnnto Lcham8e venda na Caaa Fefiz, ra Priaaairo
eatao apodrecendo expostoa como estio ao tempo. I e jjurco.
11 ata Cosiiiaercial da cidade de
Iteciic
CTADABES0 DS 4 DE FEVEREIRO
DE 1886
PiunuEacu do iixm. su. comhekdadob asiohio
OOHES DS HlItANDi LEAL
iSeweario, Dr. Julio Guimaraes
iU dcelurou-se aberta a
.dos Olill-
.Macliado, sup-
ieriuino de Figueh
ieipa^o verbal o Sr. Beltrao
Jnior.
ia, foi appi-ov.. la a acta da sessio anterior.
M) a leitura do se";unte
EIPHDIESTE
ios :
De23 do uicz prximo passado, da Junta L'oss-
ineicial da Capital do la.peri .aecusnado o rece b i
ment do oiloio da 1 de Janeiro paseado.Para o
archivo.
QDe 23 do m 'Z findo, da junta dos correctorea dos-
te praca enviando o boletim daa eotacots officiaes
. 1 euc.Archive se.
De 30 de jaueiro, da mesma junta, dapdo scien-
cia do mesmo de trai Bectuadaa pelos cor-
0 meaSeja archivado.
De 28 do mez prximo passado; da Juata Cam-
mercial da Fortaleza, aecus ndo o recebiaiento de
7 domes prximo Seja archivado.
Diarios officiaes, de ns. 21 a 27 e o de n. 355 do
anno prximo passado; fltente o de n. 25.Ar-
chivem-ae.
Foram distribuidos rubrica os aegaates li
aros :
Diario de Coeta & Barity, Copiador de Silva
Guimares 4 C, 2 ditos dt Balthar Irmoa &C
fazer urna escolha segura attendendji_a nossa vida
provincial.
E1 ella urna estaueia dolorosa percorrer, por
qualquer lado que se a estude : no commereio o
desanimo, na agricultura a raorte, na iustruccao o
atraso, as artes o fenecimento, as finanzas em
fim a miseria, taes sao as resultantes da vista do
observador, que bita considera a ruina prxima, e
porventura existente na provincia !
E, n'esta conjunctu-a ao bom cidadao, ao leg't-
mo pernambucauo cumpre assentar eeu procedi-
meuto na concessao do voto um candidato, quo
rena saber, experiencia e patriotismo provado,
como ha feito o Exm. Dr. Antouio Goncalves Fer-
reira, que, por mai'r titulo da aspiracao do gene
roso partido conservador, rene o illustrc]caudidato
um diploma Assembla Geral, onde por varias
vezes se tem distinguido.
Verdade que esta grande prova de estima dos
concidadcs nm bim concidado vae abrindo ca-
minho a exploradlo do partido libera!, quaudo na
solicitadlo de suffragios seu candidato allega
j estar eleito o Exm. Dr. Goncalves Ferreira, de-
putado geral ; impossivel, portanto, de bem ser-
vir o mandato provincial.
Mas sf. a explorscio produzira, at cntao, boa
colheita, o que duvidanoi ; ella so desfaz na com-
prebenso do dogma do partido conservador, que
procuraudo respeitar as instituicoes nao quer 03
longos parlamentos provinciaes, vivendo seis e
o to meses com augmento] ruina da provincia,
que mal pode satisfazer o subsidio de deputados
duraute o periodo legyl de dous inezes.
Esses males devem ser repellidos.
A Assembla Provincial deve entrar as nor-
mas da legaliJade, evitando-se que o deputado
si ja um empregado publico, como outr'ora, e isso
um dos pontos capitaes do programma coussrva-
dor offerecen lo caudidatos ua altura do Exm. Dr.
Goncalves Ferreira.
Tao sensato proculim.'ut > do partido seri a ris-
ca correspondido pelo Ilustre candidato na ex-
teiuao do seu verdadeiro amor patritico, e mesmo
porque nao abandonar o honroso mandato pro-
vincial, que justamente termina quaudo apenas
ociado o perdj pix;ar itoiio ai f m :o
putado geral.
E, assim como pode vingar a explor.acao V
Ella foge, escapa-so no correcto proeedi.nrnto
do Ilustre candidato, que amanha, na eloquenela
das amas, tei a lagraco de seu nom", por con-
ferir-lbe o brioso e iadepeadeate eieiloivdo do 1.
districto o diploma de deputado Assembia Pro-
vincial Legislativa.
Nao se illuda o cidado ; cumpra o santo dever
d'jntriota.
7 de Fevereiro de 86.
Coruncanius.
Tacarat
Dr. Alfredo Correia
Dr. A. de Sique.ira
Cabrob
Dr. A. de Sigueira
Dr. Alfredo Correia
Villa Bella
Dr. Alfredo Correia
Dr. A. de Squera
Boa Vista
Dr. A de Siqueira
Dr. Alfredo Correia
Floresta
Dr. A. de Siqueira
Dr. Alfredo Correia
Leopoldina
Dr. Alfredo Correia
Dr. A. de Siqueira
Ouricury
Dr. A. re Siqueira
Dr. Alfredo Correia
Granito
Dr Altredo Correia
Dr. a. de Siqueira
Pdtrolina
Dr. "A. de Siqueira
Dr. Alfredo Correia
Belmonte
Dr. Alfredo Correia
Dr. A. de Siqueira
-r Salgueiro
Dr. AlfcridaCcrreia
Dr. A. de Siqueira
Barao de Calar
Dr. Joaquim Nabuco
Ex
(Eleicilo da casa da Cmara)
Dr. Alfredo i tvreia
Dr. A. do Siqueira
(Eleicao da matriz)
Dr. A. de Siqa tira
Resumo de to.las as eleigSea do 13* dis
trito :
Dr. Alfredo Correia 533
Dr. Antonio de Siqueira 526
Bario de Caiar 1
Dr. Joaquim Nabuco 1
O manifest do Si*. Dr. los Ma-
rianno
G0
10
61
49
74
67
21
15
99
60
44
18
61
56
41
41
46
44
16
9
Original
Ja sabido de toda
esta cidade, e em breve
sel-e-ha do paiz inteiro,
o attentado de qne aca-
bo de ser victima, pra-
ticado pela junta apura-
dora da eleicio que em
15 do corrente teve lu-
gar para um deputado
Aasembla,Geral pelo 2
districto d'csta provin-
cia.
Legtimamente eleito,
tendo obtijo 58 votos
de superioridade sobre o
meu competidor e 2 alm
do quociente cleitora',
cheguei um instante a da
vidnr que a maioria dos
membros daquella junta,
dentre os quaes se des-
tacan) um autigo magis-
trado, um juiz em effe -
ctividade e tres hacha-
reis em direito, se pres-
tasse ao plano, que so
havia propala do, de
obrigar-me a um se-
gundo escrutinio, con-
tando para a somma to-
tal todos os votos, mes
Tradaceo
I
J eonhecido de to-
da asta cid..i|e, e em
breve sel-o-ha do pas
inteiro, o attentado que
acab"ii de praticar o Sr.
Job Miviianno, preten-
dend > arrastar om seus
intent-s criminosos a
digna junta apnradora
daele;cao que 15 de Ja-
neire. (ve logar para
um uc Hitado assem-
bla ireral pelo 2 dis-
taict.. desta provincia.
Ilioi/^leinite eleito,
ten-i otido 58 .otos de
su c: roiade sobre o
eu iilot-tre cempetidor,
em conseqaencia de ha-
ver iniroouzido as seo-
cues d-> l'oco e do Moxt-
teiro iiiz. ritos e tantos
phosphorna, e nao po-
dendo, apesar disso, ob
ter o quuciente eleitoral,
ebegou um instante a
louca pretencao de que
a maioria eos membros
d'aqii"!!a junta, dentre
os qtutee se destacara,
um atigo magistrado,
nm joiz em effectivida-
de. < irea bacharcia em
direir se prestarem ao
plan qne se havia pro-
palada, de conferir-lhe
diploma de deputado,
contando para maioria
absoluta deis votos em
aepara lo que Ihe havio
sido Uudos. Comtudo,
confiando pouco no bom
xito ele pretencao to"
extnrdia, quiz fazer a-
creditar como resultado
de nm n ano previamen-
te com!) nado, a delibe-
racao da junta mandan-
do que ae procedesse a
2o escru:inio ; e ento :
Com antecedencia de-
nnnciou par telegramma
aimpreii-a ilacorteo pla-
no imagina i. que elle in-
tara ter ?; c .a.binado
em pala-i entra o Sr.
conselheii'. t.'osta Perei-
ra e 8upp'.?,s sub-cm-
preiteros da e.cico do
i 2o ds*rict-, e Je cuja
54 ^r-^wtrwFZrTttet&^:]
20
3
37
Eleicao do 13 dis-
tricto
O Sr. Dr. Antonio de Siqueira prosu-
mio-mo mnito bem no numtro d'aquelles
que nao excluem das lucias eleitoraea a
boa f e a honestidade.
Fajo a meema justica ao meu illuatre
competidor, e at nSo duvidaria, appellan-
do para os seus precedentes, constituil-o
jui da eleicao do- 13 districto, por onde
fui eleito deputado AssemaJa Geral.
Intelismente nao posso aceitar o juizo de
S. S- nesta causa, porque pela narrajao
Ninguem ter.i esquecido os protestes quej antes
da eleicao do 1." de Dtzembro de 1884, tez o Sr.
Dr. Nabuc), c sua declaracao posterior de nao
aband-nar ama n que as circunstancias
ihe offereaam. Nao admira, portanto, que o Sr.
Dr. Jos Mariann', le a inaior prova de confian-
za .o eleitorado do 2." districto, aceitando um novo
es-intimo, mediante urna representaciio por es
cripto ce aaaiguada, coutra a de-
lib.-racao da maioria da junta upuridora, resalvan-
do seu direito, que far oj)portunaiuente valer p -
rante a Cmara dos Srs. Deputados ; a qual re-
preseutaco, com a copia da acta, vni ser enviada
mesma Cunare.
E' forzoso coufessar que a posicao co nosso illas-
tre adversario nao est bem definida. E' certo que
elle dia : Julgue o eleitorado como entender qae
atarais, porque pela minha parte hei de mostrar o
respeito religioso com que saberei resaber o
julgainent per mais severo que possa ser ; mas
ato nao urna desistencia, um virtude da qual a
r -pri-aent-e igttir seu camiuho c de ser
aprec.ada como for j isto.
O autor do manifest pretenden refo*cal-o eom
expr i;o^os nao
, io o 2."
escrutinio le; declara se l
uo mu torpe mango, de nina snafaal expoliacao...
I
perante a L'am a al-
convir em qu
~e nao T ime C
fea? Nao ve.njs no niauiteoto c ii. coa
venes diato.
candida te que, so na > t:.
o direito de du osprocu-
:- a i! i Sr.
uado na uta, animar se-hia a conviilal Ot
um pleito, .ni que honras igoaes cab-riam ao v n
cedo. lo. Log'vndocucoKVkfapaTS
pleito. NJo obstante aecreaeenta :
_ Esqu-cendo o manejo pouco leal pelo qual fui
atirado em nm .nio, convido o prin-
cipal procurador .;o Sr. coiiselheiro Theodoro a
ajustar as Condeei3ea do doello que temos do tra-
va .
. N--iihnm atacar o iutro de emboscada, nem se
ibrir a dei.
desde que en,fim a luta uo teuha sabido do ter-
ruo legal.
Vc-nueder eu vencido, se submefter resi,^.
manifestaco das urnas, desde que esta nao seja u
resaltado da fraude, da violencia ou do terror :
' qne teuha silo expreaaada livreineute, aera
mutilaeao no seu todo, sem exelusao dos votos d-
todTS : 8.
Vencido que seja, o Sr. Di. Jis Marianno jal-
ear se ha com o direito de nao se submetter ; dir
que as suas o udieco -s nao foram observadas pela
parre contraria, e que houve terror, comprcsso of-
(cial, carencia de liberdade na manifestaco das
urnas...
As palavrassem mntilagSo no seu todofarem
lembrar a promessa retumbantemente feita na cam-
panha eleitoral de 1884 ; boave depois o suoterfu-
gio de qae os cous^rvaaores se tinham motilado a
si meamos.
De mais o ponto de partida do illnstre candidato
hoje mu subterfugio, sustentar como verdadeia
e evidentisalma a theoria, q^ue em 1881 Ihe pareeia
capciosa, errnea e aopAoatico. O que elle a seus
obtidos pelos diversos
candidatos, nao contan-
do, porm, para a maio-
ria absoluta dois votos
cm separado quq me ba-
viam sido dados.
Com antecedencia de-
nunciei por telegramma
imprensa da corte
aquelle plano, que me
constava "er sido combi-
nado em palacio entre o
Sr. conselbeiro Costa
Per.ira e os sub-emprei-
teiroa da eleicao do 2.
districto, e de cuja oii-
gem ollicial nao mais
1 cito hoje duvidar.
Muito de pr opo si to
tornei publico
plano, para que o
no nunca putease alie-
rancia, aliando
accuiado por cao ter a-
conselliado o seu delega-
nesta pr ivincia a nao
tomar parte nem ani-
mar se me'han te mano-
bra.
Eu bem sabia que o
meu competidor na se
resignan ao revez qne
pela segunda vez as ur-
nas dava ao seu Ilus-
tre nome ; pempre pon-
sei, porm, que se reser-
va --si' par-i f r
poder \ erifica lor denvn-
pn tendidas irr'e-
a sonh i le dos
votos qi
i minha m >r i, oumes-
m > fazer s ra
cor em r, come
j se Cz sai m lugar de
seu c rio e
to iie Oiiveira ; nunca
porem, penae que 8
i meio
violen-
- ,'oroso,
de arrastar a mai ria da
lora negar
me o diploma que por

levia
A :. junta
aperad u-oen-
a ll igrante-
mente a lei e exli o bitou
itiibiiivo-'S, que
nao se esfendem a co-
do merecimento
cha-
mada a luminar.
Connna-
era licito^J::r.. des-
de qne o vi-oTft 'mpa-
mente exeturaimB,^ ">*
go se o plano fos9ei
mente exeeutado coii
effectiv.. foi o da
eleicao d .-. J r, po-
deria s r
consider.ee.
marianni'a
tem r.
Mudo e!
tornou
auppost-o
que o g-
dando par:
mente
i-gem
I. l US80
w proposito
muelle
piano, para
. dando
inepto e
Ignorante, r< c e ser
acensado por n i i ter
acoaseihado o sen dele-
gado nesta provincia a
tornar parte a aniauur
semelhante ir.:i. bra do
estulto candi I .'o que
pretenda ser c leito sem
maioria absoluta de vo-
tos.
Elle sab a o ie o seu
competid resi-
gnara ao '. pe-
la VI-ZZ, os
phosj : tre 03
quaes firoram Nicolao,
Reaend ,-o c I ei torea
mirtos pr i dar
ao eeu Ilustre nome ;
seinpre penana, porm,
que > "ara
parante i p i icr verifi-
cador d nm eir as irre-
eleicao
e a nolli la votos
, ai a sua
maioria, ou mesmo fa-
: la-
livre do
terrivel p i l'.*
. po-
rm p i :or
si, que S. jei-
tasse no nico meio de-
tanto de
to de decoro-
'.e a
ia da jauta apu-
negipse o di
: taita do
soluta de vo-
-Ihe
c
A maioria da junta
:i pruce-
clei'.do bujci'ou-se as
normas da lei a s- man-
na espbera das sn
nao
ib -^er
imaoto dos vo-
tos que ella chamada
a s minar, ,d
li-
to, pira formar maioria
I es
que ;: lei manda tomar
cm s. parado.
traductor.
Conh
(.oyanna
0 Jornal do Iitqife, de hoje, publicou o segua-
te telegramma expedido d'aquella cidade: Hon-
tem s 8 boras da noite, 1 i ama moca
m mor de 14 unnos e conduzida paia 0 convento
do Carmo, onde ti i catada eom o raptor, pelo vi-
gario desta cidade, estando techadas as ponas da
igreja. O povo indignado pslo facto, arrombou as
portas do templo e tirn a moca que restituio
sua desolada familia. A indigaajo geral .
E assim se eacreve a historia A leitura de se-
melhante telegramma forcou me a vir a imprensa,
para reataboleeer a verdade detnrpada pelo signa-
tario, qaera quer qae elle aeja, do referido tele-
gramma.
Eis como referido o facto por urna pesaba fi-
dedigna aue d'alli nos escreveu :
-
L
I
I
A
iLErt


.
Diario de PcrnambucuDomingo 7 de FevtTciro de I3r6
fe



-





za fa
pad I Francia
reir ilti '
cert ve o coinpe
teut
lebrar o c
poini
ro J -
d* fi-
go B
eia
de B-igumas pe n c ter lugar -
r,.. n ferina legal ndo M p
uue exhibi > nubnje, entre os
mandad n qn i i i i od o
nasa 'ji11"
aoiroM tratavam de retirar apree
ir(.
ene 'c eutie se achavam os celebrri-
mos enfanga* uno de 'I,
Hpllauda, c oul Um p )l i Dr. I
dinho, cun o liin do tunar i naosa, os quacs lio-
tara 'i de iig.irral-a. Foi um momento iudisenpti-
vel. A pobre DI to, un qunnto pode, A si-
nha de taes b ta de
.a, foi an i braco do um d'a|
espadaado, pe
las ras da cidade, ein din cea i casa do capitao
.Mancel Aurelio, on lea depositaran;- Foi um yer-
daieiro espectculo. Estou certo que o capito
Antonio Vieente, pai da noi"a, deve ter se iueom-
roodado mus eom os eus amigos lerem enxovalha-
tros, que costla calar, do que eom o'facto do
casamento. A cidade ficou alarmada. O Dr. Cum-
adiiiho, como uin possesso e no ineio do grupo que
conduza a moca, enxovalbava esta, dando os gri-
tos quo costuma dar todas as vezes que se enra-
rece. Grupos ppreorriam as ras, armados do faca
e ccete. Depois que a moca foi depositada, vol-
taram ao convento divenos individuos, eutre os
ques Brrelo de tal eom o tiin de tazerein desa-
cato ao vigario. Neusa occasio um delles rc-
pretenton urna farca ridicula s para si. Deu voz
de prisao ao vigario a ordem do juis de direito,
por queiii dizia estar autorisado para cffectuar
nprisao. O vigario, porcm, zombou de ti
oruem, e exigi qae eile a trouxesso por escrip
t:i. Nisse nterin, chegou a torca, e Barretodis-
parou na carrera. Que capito Tiberio !
Nao so oJe de modo nenhom culpar o viga-
rio, por ter celebrado o casamento, urna vez que
o fez, em virtude de ordem superior, guardadas
as formalidades legaes. O que tem causado indi
gnacilo o poctdimento do Dr. (iliacas a acular
s sius capangas para desfeitearem o vigario que
tem piestado aqui os maiores servicos, e que tem
sabido resistir a exigencias malentendidas. A
vida do vigario Cirreu perigo. preciM chamar
a attenco das primeiras autoridades da provin-
cia para este estado de cousas, afim de principal -
mente garantir o parocho no exercicio do seu car
go. O que nao convm de modo alguin a rcti
rada do padre Joao Marques de Souza.
Nao tenho tempo para descrever o facto mi-
nuciosamente. O que lbe poaso garautir foi
urna suena rioicula, Bebresahindo como protogo-
nistaa o Dr. Cambadifho c o Manocl 15..... E.
tudo isto su deu depois de a moca jase achar ca
eada O que de mais notavel huuve foi o heros-
mo eom que a flba do capito Antonio Vicente
lutou, para nao abandonar scu marido. Nunca vi
tanta brutalidade da parte de gente em quem sup-
ponbabaver al urna educa cao. Dizerem-se ami-
gos do pai e enxovalharem a filba !
Eis a verdade do que se deu na noite do dia
4 do corrente.
Juatu.
i P ocuao medida anti-hu-nauita-
ra o anti-econonica para o gover.,
Antes do rogulaineuto de 1SS5, antes do
hav. sanitaria ob-
servado Ja Letra da lei, recebiarn os sen
tenciaJoa sua racito en dinheiro, e alunen
tmJo se cono varllalo de com las, gj.-a
- ni le qui hojo.
Cada um limita-so recober 230 ris
diarios, e hnje oeoasSo lia, que os" genero*
retnettidos sao por u:n pre<;>'td, que a r. -
cjlo diaria d>! um sontetina 1 > ven a cuatar
ao (pverao 400, 500 e s vea 800 ris e
uo ti n (i infeliz sentenciado de co-
mer Cear, xarque, so o nilo p?o fra, co-
mo aeitea tres ltimos iueze<, qua tem ido
para all carua poire eom o dstico de xar
qae.
Por fallar em precia ^om?m dz9r-8e,
que Fernando do Ncrauha a urr.oa rep*\r-
tiyao do cstailo qua paga o quo consom
pir procos fabuloso*..
i' r.i ..iiiotri diremos: uitim.imeate fo-
ra:n para lli Bgailiaa do palombar, do co-
ser i'arios, a 20 ris cada luna, tanto que
50J agulhas importaran! em 110^000!
Cnaiuins de vidros para candieiro do gaz
a 2-jOi.)) cada urna, quando aqui no com-
morcio vaivjo aa vendem a 400 ria !
Oaixas de macarrao, que aqui so vende n
a 5 o 6)J, forara remettidas a 180000 !
Bou a 180^000!
IC p ir fim ebegou a se mandar u na cal-
deirinlia pura agua benta por 30;)000, e o
competente hyjope por 150000! Isto nao
se cominela I
Dcsta sorte em todos os annos o Sr. mi-
nistro dajustica ha de pedir s csrmras
verba suppWmenttir para a vota la para
Fernando.
Confrontando o antigo systema eom o
actual, forzosamente devemos aceitar o an-
tigo, porque um terceiro nao se nos offere-
ce eom vantagem quer para o governo, eco-
nmicamente fallando, quer para os sen
tenciados, bmnanitaiiainente encarando a
queatilo.
Os qua opinam pelo actual systema d-
zem entre outras, que existir o comotercio
era Fernando trabalhar para a quebra da
disciplina d'um estabek-ciinento de tal or-
dem .'
tentes : procedase mu iuquerito sobre o
forneciraenfo de gneros para Fernando,
a o festado sani'ario dajuella ilha
examine-so qual a causa de tuntas e fataes
molostias, que ali tem npparecido ltima-
mente, o depois, temos certeza, que con-
cordara* comnosc oni dever continuar ali
o commT-io recebinda os sentenciados a
sua raco em dinheiro.
Lucrar o Estado porque nao gastar
tanto, como actualmente, o os sentenciados
porque ruelhor so alimentarao, o nao sera)
obrigados comen'm xar^ui at nos dias
de preceito, como rnaida a igreja.
lioeife, 4 da Fjverairo de I806.
R.
.lo ineu sempre lembrrdn en
ukado Hauoel loaquim Wilva ltlbeiro. (Trfgesslilto
dia de seu passamento.)
Dor' cruenta
O santitn'-nto mo devora a alma,
J vivo .fflicto aem poier soffrer,
Choro e lamento maldiaendo a vida
Antea a raorte do que vida ter.
Quando me lembro que tu nao existes
Que a raorte ingrata te roubou d'aqui,
E'dor profunda que rae estalla opeito,
E' dor cruenta quando pens em ti.
Ilios i'gradecem de eoracao ao* dignos m-mbros
d^a DMtas rogedoraa das irmandadea das Alma;
da matriz da Boa-Vista e
da Santa Cruz, as pmvas de consideracilo
quetiversm, mandando sufiragar a nlma
idolatrado lilho, Adolpho Doininguca da silva, no
trigsimo dia de sen falle ..-ment.
Ao publico
Mogo, bem moco te findastoa sempre
Era que tristeza nos deixaates 1 Hein?l!
Tristes saudades te derramo ao tmulo,
Viver afflicto antes morrer tambem.
Recebe, pois, o racu adeus tristonho
Adeus do amigo que te amava tanto ;
A cada instante em que lembro sinto
Dor d'um amigo, d'umirmao o pranto.
Arraial, 6 de. Fevereiro do 1883.
Ernesto Ramos.
A oaaMnstao ancarregada da festa de N
Seabora do.Monte, partiaipa ao respeitavel publico
que k sua festa ter lugar no dia 14 de Fevereiro
torrate auno, eom a decencia do bottamc, a
qual far o scu progrumma n^ dia competente.
------------------gnlUHiaOl'-j-------------------
i
Dr. Silva Brito, medico cliuico do Maranho
tendo praticado ltimamente nos principis hos-
pita-8 do Paris e de Vieniia d'Austrin, ondo dedi-
cou-se especialu,pnte a partos, molestias de mu-
lh-res e de criauca*, offereec seus servicos ao res-
peitavel publico dcsta cidade, onle fixou sua resi-
dencia.
Podo ser proentado do mcio dia iU 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 2, 1 andar, e oa ouira qualqu>r hora do dia
ou da noite ra da Imperatriz n. 73 sua resi-
dencia.
EDITAES
Fernando de Noronha
ni
De longa data o commercio de Fer
cando, e bem assim o systema de pagar
aos sentenciados a sua ragao em dinheiro.
O velho rgulamecto de 18C5 Lou na
extineco do commercio, mas desde essa
poca, qae todos os commandantea daquclk-
presi iio julgaram essa medida inoxequivel,
porque uellc viam a fonte, onde os senten-
ciados e suas familias iam buscar sua nu-
trieSo. -*"^^,^^*^
V-rprcpries ministros da guerra, cojo
r Unsterio s-. achava pertenceodo
cst:.b le:imcnto, depois da publicacilo do
regu'ameuto da 185, concederam cenga
s mulberea dos sentenciados para all com-
merci irem, d'entre aquell.-s tornou-se o
Duqu de Cxias, que ao i6 concedeu s
mull' n B i sentenciados c-sse direito, co-
mo lambeta seus ilhos.
0 L-a'-s, Reg Barros, Martins e ou-
tres, ijuc tao amostra lamente comraanda-
i';-iii aquello presidio, conheccndc fundo
as suas neceasidades, jamis s<> anitnaram
A indisciplino, e o abuso nao vem do
comiuercio e sim do modo, ou maneira
porque so deixa exer'er o commercio.
F'ois bem para evitar abusos, para se
plantar a disciplina criem se meioa, ado-
ptem-se medidas fim do sentenciado nao
Ber levado, e nem tao pouco levar aos de-
mais.
Urna cousa contar, e outra ver o
qre constantemente opparece naquello pre-
sidio quando chega o vapor eom gneros
para f irnuuimento dos sentenciados. Ora,
o xarque podre, ardido, ora, a farinha
mof.c!a, ora, o f uro podre, ora, o assucar,
que um perfeito reame E no entan-
to o governo contrata gneros de primei-
ra qua ida Ip, conforme consta dos editaes
da Tti-souraria chamando concurr nte.
Consta-nos, que no presente mez vao
psra ali bous genero, o isso porqua o
Exm. Sr. conselheiro presidente da provin-
cia teve a iia de mandar o alferea Giti-
rana, almoxarife de Fernando, que aaui
so aclia, ir assistir pesar e medir os geno-
que de vem ser levados pjb t. Fran-
Bal-,
COMERCIO
CJai:a:T):' de
bnco
- eraam
Eecife, C de fevereiro d
As tros horas da tarde
CotasSe* j'J.c.iaa
Falljjr^jd^nsjeeltgr^s^tr nao se p
tte voltar atrs quanto ao fornecimento, e
uera tao pouco se estabelec.r o commer-
cio porque o actual regulamento o prohi
be Mas porguntamoB o regulamento de
18G5 tao b';ra nilo o prohiba e porquo elle
continuuu por vinte annoa ?
Por ventura os ministros que govjrna-
ram durante csses vinte annos, e bem as-
s m os eom mandantes seriara beocios, e
nala veriam de mo, o s esta boa vista,
esta claire voyance pstaria reservado para
o Sr. conselheiro Sodr ?
Um p:dido faremos aos poderes corape
Fiscallsaco da fregnezia do
Recite
Pelo art. 175 da lei n. 1,129 se prohibe que
os bos empregaaos em vehculos de condcelo de
gneros sejam impelliuos a ferrlo. O mesmo ar-
tigo, que impoe a multa de 10^000, no caso de
contraveneno, s permitte o uso desse instrumento
aos conductores de carros de eogenbo.
Desde que fui nomeado fiscal desta freguezia,
procurei bter a cessacao do abuso das ferroadas,
sen recorrer 4 imposic-ilo da multa ; alm de re -
commendatea, e censuras, mandei niuitas vezes
embotar pintas agucadas ae pregos em cabos de
chicotes e varas. ltimamente derara em mandar
fazer uus ferres de latao disfarcados por meio de
urna capa ou estojo do mesmo metal.
Nao era posaivel que me deixasse Iludir eom
ese artificio ; e ha dous dias que me tenho oceu-
pado em impedir o ero prego ilessesinstriimentos.
A reluctancia de dous conductores levou-.ne a
impor-lhes a multa do art 175.
Avise portaoto quelles. quem pos33 interes-
sas, que em reiaco ao objecto de que m oceupo,
j nao usarei de meios indirectos ; o artigo das
posturas ser executado eom todo o rigor.
Recite, 6 de Fevereiro de 1886.
O fiscal.
Sanios Neves.
Sao convidados
os eleitores conserva-
dores da freg-uezia de
Santo Ais ionio para
nos,
^"^mn^Trttii'o hoje, do-
iiin^o,ao icio-dia, na
casa rna do Impera-
dor, n. 12, (e*cripto-
rio da redacto do
Tempo,
Algodao. Entraram 3,114 saccas, vendas de
8#'J00 os 15 kilos firme.
Arroz em casca.Hetalho do 3100 a 3G00 o
sa-co.
Cal.. Ketalho de 5000 a 7J500 os 15
ki !os.
Ccbllas do Rio Grande do Sul, Nao ha no
mercado.
Cera de carnauba. Cotamos de 4J a 8J000
os 15 kilos.
CVures salgados, seceos. Vendas de 715
ris o kilo, mercado firme.
Ditos seceos, refrescados. Ultima venda a
tO ris o kilo.
Agurdente de 1 graos preco de 70 a pip, Fariha d: mandioca. Retalho de 31600 a
cm 1 do corrente. 41200 o sacco, conforme a quahdade e proceden-
Cam'i :ivista, ai par. | Cl:l-
Cambio bre Londres, 'JO d/v. 17 3/1 d. Dor I Fumo. Retalho de 1500u a 30000 os 15
1 0, do Dance.
por
Na hora
Oereccrpm vender 100
accVh ila Bi rrpanhia d
Bcbcribc. do valor de 100*
P
dn olsa
Vendedor

Cjmprador
i sS |

100*1
i. Pinto,
Presidente,
Candido C. L. Alcof jrado,
Secretario.
KKVISTA (OHHCRCItL
Da semana de 1 a 3 de fevereiro
deIHHH
Cambio sjbro o Rio de Janeiro, 90 d/v 1 3/4
por cento de descont.
ambio 8-.bre o Par, 60 d/v 1 3/4, e 30 d/v 5/8
s~for cinto de descont, e vista, ao par.
Dito sobi i Londres, 90 d/vj 17 7,8, e 17 3/4
. por 1UU0 do banco.
Dito sobre Paris, 90 d/v 535, ris o franco
do banco.
Ac^-o oii Companhia do Beberibe, do valor de
100* ao preco de 145/000 cada urna.
Lettrus do Banco de Crdito Real de Pernam-
buco, do vaior de 100 &o preco de 95/000 cada
urna.
Na Bolea. Venderam-se :
75 Acr/i, s da Companhia do Beberibe.
8 Let tras hypothecarias.
Gneros nacionaes
Aguirdente- Vendas a 70/000 a pipa de 480
Jittot. **- 4
Alcoo. Ultima venda de 130/ a 135000 urna
pipa, do 4ti litros.
Assucar Entraram 22,176 saceos vendas aos
precos seguintes :
iJtttX "*8apeiior' de4-1C00a
O dito de,3. sorte, boa, de 3/900 a 4/000 os
15 kilos.
O dito de 3. sorte, regular, de 3/800 a 3/900
os 15 Kilos.
O dito de 4. sorte, de 3/300'a 3/400 os 15
kilos.
O dito somenos, de 2/700 oe 15 kilos.
O dito mascavado, purgado, bom, de 2/300
i 15 kilos.
O dito dito, regular, de 2/240 es 15 kilos.
O dito americano, de 2/200 os 15 kilos.
O dito bruto, regular, do 2/050 os 15 kilos.
O dito do Canal, de 1/790 os 15 kilos.
kilos, c-mforme a qualHade.
Goui na de mandioca.Retalho a 3/200 e 3/500
>3 l kilos.
Graia do Rio Grande do Sul. Cotamos de
7/200 os 15 kilos.
Gorduras do Rio da Praca. Ultimas vendas
a 7/200 os 15 kilos.
Mel. Vendas de 55/000 nina pipa de 480
litros.
Milho.Retalho a 60 e 65 .-s. o kilo, conforme o
estafe.
Pelis cortidas. Cotamos de 80/ a 120/0(0 o
cento.
Sal do Ass e Mossor. Venda de 600 a 700
ris os 100 litros.
Sebo coado. Cotamos de 7/400 os 15 kilos.
Dito em peles. Nominal a 5/000.
TapiocaRjtalho a 3/000 a 3/200 os 15 kilos.
Vi-11 jj stearinas do Rio de Janeiro. Nao ha no
mercado.
Ditas ditzs da provincia. Retalho a 370 ris
o masso de 6 vellas.
Vinagre do Rio. Cotamos de YO/000 a 80/
a pipa de 480 litros.
Xarque do Rio Grande do Sul. Deposito
18,700 arrobas, retalho de 2/000 a 6/400 os 15
kilos.
Gneros estrangelros
Alfazema Retalho a 8/ e 9/ os 15 kilos eom
10 por cento de descont.
Arroz da India Retalho de 2/800 a 2/850 os
15 kilos, idem dem.
Alpiste.Retalho a /20G e 5/400 por 15 kilos
idem idem.
Azeite de oliveira em barris. Retalho, nao
ha.
Dito em latas Retalho de 17/503 a lata,
idem idem.
Bacalho Deposito [20,000 barricas, retalho a
17/500 a 18/000 a barrica.
Banha de porco- Retalho de 400 a 440 ris a
libra, eom 10 por cento de descont.
Batatas portuguezas Nao ha no mercado.
Ditas inglezas ou francezas. Retalho de
3/500 a caiza.
BrenCotamos de 12/000 a 16/000 a barrica,
Carvao de pedra Cotamos de 15/ a 20/000 a
tonelada.
CanellaRetalho de 1/600 o kilo, eom 10 por
cento di descont.
Cebollas portuguezas. Retalho de 8/000
a 11/ a eaixa, dem idem.
Cervejas Retalho de 7/650 a 12/000 a duzia
de garrafas ou botijas, conforme o fabricante e a
procedencia.
Cimento Cotamos a 7/200 e 8/500 a barriea
conforme o peso e fabricante.

Agrade cimento
Manocl D.-mingucs da Silva, sua mulher e fi
^Cominos Rctalno a 17500 e 18/ os 15 kilos,
cjin 10 por cento de descont.
Cravo d:i Iiilia R I tlho .i 2/000 o kito, idem
idem.
Farinha de trigo Deposito 18,000 barricas,
r-talh-i-se aos precos seguintes :
A americana, de 21/000 a barrica.
A de Triestre e Hungra, de 25/000 a 28/090
a barrica.
Feijao. O da provincia cotamos de 12/000
o sacco.
G.irrafoes vazios H talho de 700 ris a
1/500 p r cada mn, eom 10 por cento de descont,
conformo o tamanho.
Doces era calda Nao ha no mrcalo.
Fircllo do Itio da Prata- Retalho de 3/000 a
3/200 o sacco.
Dito de Lisboa Retalho a 4/000 e 4/100 por
sacco.
Gencbra. Retalho de 3/200 a 3$500 por
duzia de Irascos ou botijas, conforme as marcas e
qualida.les.
Berra doce Betalhf a 15/000 os 15 kilos,
core 10 por cento de descont.
Korosece Retalho de 3/600 a lata de cinco
galoes (liquido).
Louca ingleza ordinaria. Retalho de 90/000
a 130/000 a giga, conforme o sortimento.
Madeira de pinho Sem chegada.
Massa de tomates Retalho a 500 e 510 rs. a
libra eom 10 por cento de descont.
Mauteiga em barril Retalho a 870 ris urna
libra, idem idem, mercado firme.
Dito imlata. Retalho de 1/000 a 1/400 a
libra, idem idem.
Missas italianas Retalho de 7/500 a caixa
idem id,m.
Oleo de linhaca Retalho a 2/200 o galo.
Passas couimuns Nao ha no mercado.
Ditas finas Nlo ha no mercado.
Papel de embrulho Retalho de 700 ris a
1/600 a resma, conforme o tamanho, idem idem.
Pimenta da India- Retalho de 1/550 a 1/600
o kilo, dem idem.
Plvora ingleza Retalho de 22/000 o barril.
Queijos. Retalho de 3/500 um, eom 10 por
cento de descont
8al de Lisboa. Nao tem havido entrada.
Sardinhas Retalho de 380 a 400 ris por lata
de quarto.
Toucinhode Lisboa. Retalho de 12/500 os
15 kilos, eom 10 por cento de descont.
Dito americano. Retalho de 12/000 os 15
kilos.
Velas stearinas Retalho de 550 a 950 ris o
masso de 6 velas, idem idem.
Vinagre de Lisboa Cotomcs de 140/ a 160/
a pipa de 480 litros.
Vinho de Lisboa. Cotamos de 250/ a 290/
a pipa, idem idem.
Dito francs Nao ha no mercado.
Xarque do Rio da Prata Deposito 37 500 ar
robas, retalho de 4/000 a 6/200 os 15 kilos.
rtENDIMENTOS PBLICOS
O Dr. Braz Florentino Henriques do Sou-
za, juir. substituto do especial do com-
mercio desta cidade do Recife capital da
provincia de Pemambuco, etc.
Faco saber aos que o present edital virem ou
dellc noticia tiverem qno por este juizo substituto
do commercio, correm nns autos de execucao par
mandado entro partes exequcutes Paiva Valcnte
& C. e executado Antonio Custodio Louieiro, e
tendo-se feito penhora na quantia de 209/835, em
raao do agente de leiloes Joaquim Maximiano Pes-
taa a qual foi feita pelo solicitador Tranquilino
Castillo Branco, aecusado em audiencia do dia 17
do Dezembro de 1885 como se v do requerimento
de audiencia do theor seguinte :
Anno do N'ascimento de Nosso Senhor Jess
Christo de 1885, aos 17 de Dezembro em audien-
cia do Dr. juis substituto do ccmmeicio o solici-
tador Tranquilino Castello Branco aceusou a ci-
tacao tt'it i m dinheiro pertencente ao executado
e requeren que ficassem assignados 6 dias a pe-
nhora, e 10 aos ere lores incertos. O que fo' de-
ferido pelo juiz precedido o pregao do estj lo, do
que flz este. Eu, Ernesto Machado Freir Perei-
ra da Silva, escrivoo o escrevi.
E mais seno continua cm dito requerimento
aqu bem e fielmente copiado, o respectivo escri-
vo o fez passar o presente e.lital pelo qual cha-
mo todos oa credores do executado para compare-
cerem dentro do prazo de 10 dias contados da pu-
blicac-o, afim de allegarem o que fr a bem de
seus direitos sob pena de revelia.
E para que cheguo ao cunhecimento de todos
mandei passar o presente edital que ser publica-
do pela mprensa e affiado noa lugares do eos
tume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco aos 3 de Fevereiro de 1886. Eu, Sa-
lustio Lamenha Lins de Souza, escrivio interino
subscrevo e assigno.
Braz Florentino Henrlqw.i de. Souza.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenhi ro chefe, faco
publico que, de conformidade eom a aatoruafo
doExm. Sr. conselheiro presidente da provincia
de 30 do mez finio, rici.be se nesta secretaria, no
dia 13 do corrate ao m"io dia, pronos tas para a
execufao das obras de recoustruccao das bombas de
Queimadas e de Catende, ambas na estrada Victo-
ri; a primeira oreada em 1:595/000 c a segunda
em 916/600.
Os orcamentos e mais condicOes dos contractos
acbam-se n'esta secretaria para seren examinadas
pelos Srs. pretendentos.
Secretario da Repirticao das Obras Publicas, 5
de Fevereiro de 1850.
O secretario,
Joao Joaquim de Sqiieira Varejao.
Obras Publicas
De nrc'ein do Ulm. Sr. engenh-iro chefe, faro
p iblieo qu", do conformidade < > do
But. Sr. conselheiro presidenta da provincia, no
d:; 13. ao meio dia, recebe-M n'esta secn
I o de r- paros wgi ntes na
ponte 8ib;c o rio Una, em Pal.n.n I, irados cm
-J:019-000.
O crenmentoj e mais C lid V g do c'nfiacfo
acbaavse disposicio dos Srs. pretendentei
MreiC examinados.
Secretaria da Bepartiejo d.^s Obras Public
de Fevereiro de 1886.
O seretario,Joo Joa,u'm de Siqaeira Vanjiio
O Dr. .
offic'ud 'i \ ejuis
de direito pri
nesta contara
em Pemambuco, por
perador o tir. D. Pedio 11, a <,
Deus guarde.
" Faco saber aos que o ptes 1 virem ou
delle noticia tiv rem que no
depois da audiencia de
r a priija
preco cfi'ciiccr.um sobrade
sito t roa do Vucende de Irarmric .
de frente n->iindnr tftrn
. o s idares sap ri i s, I
isinka e quinto,! murado que
fui avaliado por Seontcs. E m s ;
tudc da carta rogatoria vinda do
da comarca de Viunna do C stell<, taino de Portu-
gal, para pagamento do i idos a fazea a
provincial, de enjo predio bao c .-tenhores i). Uaria
da AsaoatpcSo Campos e Silva, maior .- o
Mncele Dclfina. represe atados por siu tutor Ma-
noel Lniz .Viateiro.
E para que cli gue ao eonhecimento de todos
mandei passar o presente qae
mprensa e uflixado no ^u^rtr do costme.
Dado e piscado ncita cidade do Recite, capital
da provincia de Puruaubu-.-o, aos 5 de Fevereiro
de lc8G.
Eu, .Manee! do Naseimento Pontee, rscrivao o
subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir..
[pomcfte Ondease
-i na sle
nlia, para .'03-
Sacietaiiu da M liudense, cm 5 de



nn

reza
razie
2
no
de 6 1,0 ao ,. 7.^
:'!"'',r' .car _
''''' s .. qulqaer
;'..) ') da manbS. Eecife, 3
de fevereiro de
O L- unte,
A. Pereira Simoer.
DEGLiaiGOES
S. ll. j.
SociBtt Kscreatlia JraMB
Boire bimensal em 7 de fevereiro de 86
A 80re priucipiaril s 7 horas da noite. Os
convites encontram se no poder do Sr. pru3Jen'c
eos ingress na do Sr" tlieeourei o.
Deneja-sj simplicidade as toilettes, c prevno-
se que nao silo admissiveis aggregados.
Recife, 3 de fcv- reiro d 1H86
O 1 scc.-crario,
Joao AI farra.
tusadura
Esta coo-panlria est a qnarta distri-
buicao da lqaidao.a 1 d-> : na raaSode
13/ti00 por neco. Becife, 3 de fevereiro de t6.
Iraiandadc de Nossa Senhora
da Luz
De ordem do nosso irinao juiz, convido a todos
os rmos compart cercm cm nosso consistorio,
s 8 horas da mauha de domingo, 7 do corrente,
para ouvirem a missa do Espirito ;^anto, c s 9 ho-
ras reunirem-se em mesa gcral, afim do clegercm
os fuiR'cionarios para a nova mesa i-cgedura de
1886 a 1887.
Secretaria da irmaudade de Xossa Senhora da
Luz, na igreja do Carme, 4 O secretario,
A. F. Mvreirap
i sodado Cooioicrcial Agrcola
de Pernambflco
Tendo diversos Srs. asociados requerido a di- I
rectora desta Associarao urna reanS da assem-
blageral (extraordinaria), antorisado pelo art.
18 d;3 estatuto., de ordem do Sr. presidente con- i
v -.< p>.ra o dia 8 de Fevereiro prximo s 11 ho
ras do din, 03 Srs. ats icia'1,3 jara se rennirem
em assemLla geral afim de resolveren] obre o
objecto do requerir' nto qu:- motiva a mesa-.a reu-
aio. Secrct ;ria 1 Commcrcial Agr-
enla de Pemambuco, nos 30 de Janeiro de 18?6.
I. de Barros Barrcto,
Secrct:.:
Arsenal de guerra
De ordem do Illm. Rr. major director, distri-
bue-tc costuras n03dHs9, 10 e 11 do mez cor-
ren*e, s Rostareiras de tu. 151 200.
Previne-se que soffrer a multa de 5 0/0 toda e
qualquer cottureira qae exceder do prazo de 15
dias eo.n suas costaras, falco -e apresentar do-
cumenti3 que jost fi juen essa tata.
Previne-se mais que s se entr?gar costuras
as proprias costu reiras, ou salvo p-irin autorisan-
do por iscripto pessoa de sua confia 115a.
Sccyao de costuras do arsenal de guerra de Per-
nambuco, 6 de fevereiro de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Atferea adjunto.
Santa Casa da XS i & es-cortil a do
Recife
Na secretaria da Santa Cisa de Misericordia do
Recife arrndHm-8e por espaco de na tres an-
nos, a3 casas abarco declaradas :
Ba da Itoeda n. 45, 2105000
dem -dem n. 49 240*000
Ruado B.im Jess n. 13, 1- ar. 3 05000
dem n. 29, loja 216*00'!
dem idem n. 29, 1 andar 240*1 00
Ra dos Burgos n. 27 216*000
Ra da Madre de Dl-us n. 10-A 189*000
Caes da Alfandesa armazem n. 1 1:609*000
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2o
andar 507*000
Ra da Guia n. 25 200*005
Breen do Abreu n. 2, ioja 48j000
: Ra Ao Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, e '' andar, por 1:900*000
; Ra das Ca'cadss n. 32 2005000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
; Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O escri vJto,
Pedro Rodrigue de Souza
Socicdade Allian^a
De ordem soperi r rouvido a todos os associa-
d. s A eomparecerem a sesai que ter iugar te-
gundafeira, 8 ^o corrente, pe':.s 6 e 1/2 horas da
tade em sna a Iinp 1
Secretaria, 4 de Fevereiro de 18 6.
MoUke,
Secretario.
CcapaaSaSa Fracceza de lTaTega-
co a Vapoi'
Linha qninzenal entre o Havre, Lis-
00a, buco, Baha, Rio de Janeiro e
Santas
steuer VilJe de Cear
E' esperado da Euro-
pa at o dia 9 de Fe -
vereiro, segnindo de-
pois da inaispensayel
demora para a Ba-
hlst. Rio neiro e S ntom.
j >: t
i
6
1 i >
6
1 I 5
' la
2:42
l:03i
Seminario de Olinda
de carga p los
vapores desta lin!- .,aueiram apresentar dentro de 6
1 dias a contar do da dse-. na iaa-
Por ordem do Ena. Sr.j qner reda meernente a vonuneT tpw por
' '" bl's- :' atoa dosul.anm

rrego bouver rran porte
se poderemdar 1 providencias necea-
. : o praso a comcaaia nao se
or extra-.
bem assi
., as firegu
vinci'is d 1 bbpkdo que o deixarem de fas
Fevereiro de 18 .
I '
3:463,108
DESPACHOS DE IPORTACO
Has de fevereiro
iuiaDaoiUe 1 5
Uera de 6
RcbdjbiaDe 1*4 5
dem ds 6
de 1886
103:976J246
13:984J408
117-.960J654
4:476*318
2:970*220
7:446*538
\ por francez Orenoque, cntido de
Bordeaux e escalas, no da 6 do corrente
e consignado a Augusto Labille, manifeS-
tou :
Araeixas 8 caixas a Rosa & Queiroz, 1
a L .porto & C.
Agua mineral 15 caisas ao consignata-
t rio.
AzeitAde oliveira 20 caixas a Ramos &
C, 1 a G. Laporte & C.
Artigos para o carnaval 1 caixa a J.
W. de Medeiros.
Bacalho 1 fardo a Fouquau Frres.
Batatas 20 raeias caixas ao consignata
rio.
Brinque lo 1 caixa a Otto Bohr?s Suc-
cesso*.
Conservas 1 caixa a Fouquau Frres., 3
3 a G. Laporte & C.
Cognac 50 caixas orem, 15 a Sulzer
& Koechlin, 1 a Fouquau Frres.
Calcado 1 caixa a R. da Drusina & C,
I ao English Bank.
Chapeos 1 cai.:5o a Joao Christir.ni
C.
Clichs 1 caixa ao Diario de Veenambu-
co, 1 ao Jornal do Recife.
Ccuroa 1 caixao a Otto Bohres Succes-
sor.
Doces 4 caixas ao consignatario.
Ferragens 1 Otto Bohres Successor.
Joias 1 caixa a J. Krause & C.
Licores 10 caixaa a Sulzer & Koechlin,
II a Ramos & C, 1 a Fouquau Frres.
Livros 1 caixa a J. W. de Medeiros,
Mercaduras 1 eaixa a Joaquim Bernar-
do dos Reis 4 C, 1 a A. D. Lima, 1 a J.
N. da Motta Guimaraes.
Manteiga 1 barril a Fouquau Frres.
Objectos para relojoeiro 1 caixa a Julio
Furstemberg.
Papel 1 caixa a J. Krause & C, la
Otto Bohres Successor, 1 a J. C. Levy &
C. Dito para embrulho 195 fario3 a T.
Jost, 60 a Souza Bastos Amorim & C.
Queijos 30 caixas e 1 tina a Fouquau
Frres,'3 a Ramos & C.
Sal 1 caixa a Fouquau Frres.
Sardinhas 40 caixas ordem, 1 a G. La-
porte A C.
Tecidos diversos 1 caixa a Otto Bohres
Successor.
i:s i ordem, 1 a ajeuron
& C. 1 a Monhard Haber & C, 3 J.
Latret & G., 1 a i I Borle & C, 8 a Fon
qunu Frres, 1_' e :5 caix s a Sube
K^echL', 2 o 10 caixas a Ramos & C.
42
msig atari 5 a J. Christi ni &
C, 2 J a Paulino d'Oliveira Maia.
;^PAGiJt) AO
Em 5 de fevereiro de 18S6
t'ara o exterior
No vap r ingles Maran/iense, carreffOu :
Para New-Y 1 k, H. Stoizeiib.-ich 6,4('X) pelles
de cabra e 15 barricas eom 1,125 kilos de bor
racha.
Na barca portugueza Lopes Duarle, carre-
gou :
i'ara o Porto, S. Bastes Amorim ce C. 206 sac-
cas eom 18,741 kilos de alg
--= No bri^ue portuguez Tito, carreffou :
Para o l'orto, J. S. Loyo i: Pilho 4'iu saceos
',1)00 kilos de assucar branco ; P. Vianna
& C. o pipas eom 1,440 litros de gnardeate.
Na barca portugueza Pereira Bordes, carro-
gou : .. _
Para Lisboa, H. C. Gu/maracs 6 barricas eom
farinha de manjiecs.
= No brgue portuguez Prazeres, carregou :
Pars Montevideo, Amorim Irmos j\ C. 450
barricas eom 43,7d5 kilos de assuj_r branco.
t'ara o interior
Na escuna allema J. C. Ilaak, carregou :
Para Porto-Alegre, P. Carueiro & U. 1,380
barricas eom 84,51u kibs de assucar branco e 600
ditas eom 46,450 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Mari/Ao Visconde, car-
regou :
f ara Bahia, M. C. Lopes Vianna 49 cascos
eom 4,900 litros de msl P. Pinto & C. 30 barris
eom 4,800 ditos de mel.
No vapor ingjez Maranhense, carregou :
Para o Para, Baltar Irmos & '. 30 pipas eom
9,600 litros de agurdente e 10 barricas eom 600
kilos de grax, ; M. J. Alves 49 pipas eom 13,920
litros de agurdente; B. Oliveira & C. 2 ditas
c m 960 ditos de dito e 15 duzias de vassouras ;
F. A. de Azevedo 70 barricas eom 5,040 kilos de
assucar branco e 10 ditas eom 1,0 0 ditos de dito
mascavado ; Amorim Irmos & C. 300 volumes
eom 16/-22 kilos de assucar branco e 30 saceos
eom 2,250 ditos de ditomascavado.
No vapor nacional Ipojuca, carrregou :
Para o Natal, E. O. Beltro & Irmio 10 bairi
cas eom 496 kilos de assucar mascavado ; Olivei
ra & C. 6 ditas eom 350 ditos de dito refinado .'
P. Carneiro & C. 1 caixa medicamentos.
^Para Maco, F. E. P. de Lima 200 saceos eom
farinha de mandioca.
Para o Cear, Bartholomeu & C. Successores 5
barris eom 475 litros de alccol-
No hiate nacional Aurora 2*, carregou :
Para Mossor, Oliveira 4 C. 30 barricas eom
920 kilos de assucar branco ; F. de Moraes 2
pipas e 10 barris eom 1,740 litros de agurdente.
Na bar caca S. Luit, carregou :
Para Guarapes, Julio & Irmo 150 saceos eom
farinha de mandioca.
Na barcac Rainha do Sul, carrego:
Para S. Miguel, elmiro Gouveia 20,000 litros
de sal.
,3 e passageirss, para
es tem excellentes accomoda^ers.
Augnso F. de Oliveira & C.
AGEXTE)
42 -RA DO COMMEROIO-42
. ____!!!
MOV1MENT JJ PORTO
Navios entrados no dia 6
k, v .i ir f.- :uc"z Ore-
ncn>ie, de 2431 toneladas, cominandante Morte-
mari, eanipagem 128, carga varios gneros 5 a
Augusto Labdlo & C.
: ) dias escuna nacional Carolina, de 165
toneladas, capitao Tito Jus Evangelista, e.jui-
P 8, sarga sil ; ordem.
1 dns, lugar inglez brazilan, de 23
toneladas, capito A. Reid, equipagem 9, em
lastro ; ordem.
Baenos Ayres28 dias, barca ingleza Sea Toam-
dc 318 toneladas, capitao D. Nicholas, equipa,
gem 9, em lastro ; ordem.
Rio Grande do Sul33 dias, lugar inglez Eliza-
leth Sfevens, de 198 tonelada, capito John
6 tricke, equipagem 8, carga xarque e ceblas ;
a Balt-ar Oliveira & C.
Santos e escalas9 dias, vapor francez Y Hit de
Santos, de 1008 to-lelad-is, commandante Mazon
equipagem 35, carga vanos geueros ; a Augus-
to F. de Oliveira i C-
Maco-9 dias, hiate nacional Joao" do Valle, de
108 toneladas, capito Franciso H. Canuto,
eqnipagem 6, car^a vari33 gneros ; a Mauoel
Joaquim Pessoa.
X'ivios saludos no mesmo dia
Buenos-Avres por escalasVapor francez Ore-
noque, commandante Mortcmard, carga varios
generoa.
New Y'ork-Vapor ingles Maranhense, comman-
dante F. B. Fregarthen, carga varios gneros.
MacoBarca nacional Mimosa, capitao Joo
Igacio de Mello, em lastro.
Paranagu Brigue hespanhol Barcel, capitao
Jacintho Farandor, e-n lastro.
LisboaBarca portugueza Pereira Borges, capi-
tao Alfredo Borges, carga varios gneros.
Fernando de Noronha=Vapor nacional 5 Fran-
cisco, commandante Joaquim da Silva Pereira,
carga varios gneros.
HalitaxPatacho inglez Libbie H., capito Tho-
maz Suthiz, carga assucar.
arbadosLugar inglez Hctor, capitao H. Mew-
B comb, em lastro.
Hull (America) Escuna dinamarqnezaFfotc, ca-
pito J. H. jersen, carga cinzas e osos.
VAPORES ESPERADOS
Delambtr
Para
VMt de Cear
Tomar
Actor
Pemambuco
Mondego
Cear
Desterro
Espirito Sardo
Tagus
Senegal
Bahia
La Piala
de Liverpool hoje
do sul hoje
da Europa a 9
da Europa a 10
de Liverpool a 12
do norte a 13
do sul a 14
do sul a 16
de Hamburgo a 20
do norte a 2-2
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 26
do sul a 29
t
-.

i
l
i
1
1 IUIVE1


Diario de Pernambueo-'-Domineo 7 de Pcvcrciro de 1886
o



Companhla Brallelra de Xavc-
?5o a Vapor
PORTOS DO SL
vapor Pernamtuco
Comrrand-ante o capito de fragata Ped o
II. Duarte
E' esperado dos porto3 do
norte at o dia 19 ib
niro, e depois da dcinura
iiidispensavel, seguir para
I ui ivirtus (ir sul.
' Ri-celH! i.nmlwni carpa pa-
ra Santos, Pelotaa e Rio Grande di Sul, tretc m-
dico.
Para carga, paasageus, encomiaend** valore*
tracta-sena agencia
N. 46 -RIJA DO COMMEROK) N. 46
oamit, m
I! itas com prnents em conaerv i
itiths rom os' ig com abj 10 di-
tai com licor, 15 di us e ir: inui-
tos outros gneros que s idos
Ao correr do murtello
Segunda felra M do corrate
AS 11 HORAS
No Ilutt 1 Universo sito rua do Cotn-
mrrcio n. 2
POR INTEKVENCAO DO AGENTE
Gusmo
AYISOS DIVERSOS
Compaahia Uahiaaa de navega
ca a Vapor
Maeei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baliia
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
Segu iuipreterivel-
mente para os portos
cima no dia 7 do cor
- rente, s 2 horas da
tarde. Recebe carga
at ao meio dia do dia
de Eabbado 6.
Para carga, passageng, encommendas e dinbeiio
a fretu 'racta-n na agencia
7tina do Vigario 7
Domingos 4lves Matheas
l e^ao
B0Y4L MAIL STEAM PACkET
COMfANY
0 paqu/Jte Tamar
E' esperado daEuopa no dia
lt do corrente, seguindo
depois da demora necess-
ria para
Maeei, Baha, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Mondego
E esperado
do sul no da 14 da
corrente, seguin lo
I depois da demora
necessaria para
**. Vicente, Lisboa, Vlgo e Son
thampton
Para passagens, trefes, etc., tracta-se com o*
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
3Roa do (ommprrlo3
de movis, l<)uc,a, vidros, espelhos e qua-
dros
Terca-felra, B do corrente
Agente Pinto
O diario d'amanha dar os pormenores e a ca-
sa em que deve ter lugar dito leilo.
Asente Pestaa
Importante leilo
de boas casas terreas
Terca felra 9 do corrente
A's 11 horas em ponto
o armazcm da rua do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, competentemente autorisa-
4o, levar a leilo, por corita e risco de quem per-
tencer, as boas casas terreas abaixo mencionadas,
as quaes se recommeudam pelo seu bom estado de
conservado e per so acbarem livrcj e desemba-
razadas de qualqoer onus :
Casa terrea sita rua de Lomas Valentinas n. 7,
com duas salas, tres quartos, corintia, quintal
rom porto e cacimba, rendendo 240*000 an-
nuaes.
Cusa terrea sita rua de Santa Tberezan. 27,
com dmi salaf, dous quartos, cosinlia, quintal
com porto e cotinha, reodendo 222*000 au-
nuaes.
Casa terrea sita rua de Antonio Henriquca n.
12, com duas grandes salas, dous quartos, co-
staba, grande quintal com cacimba e portao.
Tres casas terreas, completacente novas, sita?
rua da Baixa Wrde, na Grabas, de os. 1 B. 1
C e 3, em terrenos proprios, rendendo-cada urna
192*000 ananaes.
E urna dita sita rua do Nogueira n. ?. com duas
salas, dous quartos, cosinha e grande quintal
com cacimba, rendendo 270* annuaee.
S D. 10, t
ar mutulla
preces cau modos, assiui como diversas ]>
avulsas.
Precisa-* ojinhar,
casa de pouca jamili i ; na rua do Burilo d:
toria n. 57.
Aluga-se urna casa cam Crui d.io
Alma, frente de sitio do fal
familia p-'qii. ni ; (rular na rua Pruneirj Je
Marco n. 2 luja da jotas.
Precisa-80 de duas mulhere de dude, que
rcnlium bom comportamento, paa fazerem Cim-
panliia a dui.s fenh nas catadas, dndose tudo
que preuif-arem ; a tratar na rua dos Qnarteu ua-
mero 6.
Aluga-se o 2- andar da asa n. 1 do pateo
de Terco, o 3 da de n. 3 rua da Pcnba, o 1'
da de n. 19 X menina raa, o 1- da de n. 18 rua
Dircita, o l" da de n. 6G mesaia la, o 1 da
de n 35 i travessa de S. Jos, o l- da de n. 31
i rua estrrita do Rosario ; as terreas de ns. 41
t rua do R ingil, '6 rua uque de Caxias, 1 do
piteo do Terco, 27 rua de Lomas Valentinas,
21 rua do AragiJo, e a casa de n 35 rua da
Viracilo ; a tratar na rua do Hospicio n. 3.
Aluga-se a casa com sota, toda catada e
pintada de novo, sita rua da Fuocao n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na rua do Mrquez ce
Oiinda n. 8, lithographia.
Aluga-se o armazcm da rua do Mrquez de
Oiinda n. 18 ; a tratar com Prente Vianna &
Comoanhia
Aluga-fcc casas a 8uO>, no becco dos Coe
lhos, junto de S. Gcncalo : tratar na rua da Im
peratris n. 56.
= Os hachareis Antonio Justino de Souza e
Pedro AfFcnso de Mello mudaram o seu escripto-
rio para a rua Duque de Caxias n. 54, 1 andar
onde continuara a exercer a sua proiissao de ad-
vogados.
Borracha especial
D. 41.
A
da iio-i \
quera a pi i,u.
A: .i ; n j.-,
alaron i sen
eatab [errul
n. 8o,
~t
.'- ilc Souza Curdciro S iiiiies avisa sos pais
de teus aluinfaca e o- ic-piitav_l pablie>, < e
mudju msu estabeleinwuio para a rua do .Mr-
quez do IIerv.il n. .i3, .'i- andar.
Aluga-sc
o grande labrado n. lo l d rna Imperial aiado c
p u a lo ; a tr.it ir ni rua do Kan
Precisa se da ama eimprtraoo-
sinhar p.r.i duas posso is ; atracar as roa do
Imperador n. 61, 2- amlar.

B
r-\
o.

NA
7 ^^
' i.-lco-coh(o.dr.4matica
DlEttlIDA PELO ARTISTA
] gjjpgmipn de ifififi__noiii i
j uu J.U1UXU11U UK^J.Ut
PELA SEGUNDA VEZ N'ESTA EPOCHA
SnMr stenn a OPKRi CSICA em 3 actos, mnslca do
ucstro OFFIvtlBAC :
A BELLA HELENA

Caixeiro
Prccist-Kc de uin caixeiro com pratica e con-
ducta nfinncavel ; a tratar na rua de Ilortas nu-
men 17.
Porto e Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima o
brigue por uguez Tito ; para o resto da carga e
passageiros, trata-fe com os consignatarios Jos
da Silva Loyo & Pillio.
Roya Mail Steara Packet
Company
Reducgo de passagens
Bilhetes especiaes of
ferecendo facilidades
aos scnliores viajantes
para visitar a cxposi-
fao colonial era Lon-
dres, de 1886.
Ida c volta de Pcr-
nambuco a Southamp-
ton, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras stcrlinas 36,
15, 0.
Grande e variado
Leilo
Eu, abaixo assignado declaro que vendi a ininba
taverna sita rua Imperial B. 151, ao 8r. Joo
Beoto Kodiiguca, livre e desembarazada at 31 de
Janeiro.
Joaquim Francisco Querido.
Alaga so b casa terrea oa roa do Nogueiro
n. 43, com 3 qts.irtos e quintal grande ; a tratar
com o Pinbeiro, rna Deque de Caxias n. 66,
loja de miudtcas.
s^ Aluga se o 2o andar do predio rua do Bom
Jess n. 16, freguezia do Recite, limpa e forrada
a papel ; tratar com o Pinbeiro, rua Duque
de Caxias n. 66, loja de miudezas.
_ Precisa-se nma ama pa-a cosinbar, rua do
Viscoade de Inhatna n. 67.
O abaixo assignado declara a quem 'uteres-
sar poesa que, desta data em diaute, nao s res-
ponsabilisa por debito algum, contrabido em seu
nome por quem quer que seja,
Recifr, 1 de Pevereiro de 1886.
Jos Monteiro Torre da Castro.
Barcaca
Vende-ao urna bar !rat .r na rua Duque
de Cp.xi:i n. 63.
Barcaca
Vende-se urna barcaca de 300 sfecos ; a tratar
na rua Direita n. 82, loja.
Para
Brigue D. rraoclsca
E' esperado oestes dias, engaja carga A frete
o, para sabir C3in t -da a brevidade : tratar
na rua do Mrquez de Oiinda n. 6.
LEILOK
Em Goyanna
Rei
.\a casa roa do Pa Jrc
naldo n. lf
Segunda jeir 8 do corrente
Dob predios pertencentes a mas3a fallida de
Antonio Francisco Corga
Ao meio dia
O preposto Stepple levar a leilo por mandado
do Sr. Dr. juiz do direito especial do commercio
com assistedcia do Dr. carador fiscal da mesma
maesa as seguintes casas :
Urna casa terrea n. 11 rna do Padre Reinaldo
tendo a mesma ama armaco e mais utencilios
para taverna.
Urna dita rua do Rio, sem numero.
Urna dita rua do Imperador n. 31.
Em Mamanguape
Uo>a dita rua de t. Pedro n. 1.
Urna dita raa da Poute n. 16.
Urna dita roa da Pedra.
Urna dita rua do Rosario n. com utencilios
n> mesma casa.
Urna dita dita.
Urna dita dita n. 5.
Urna dita dita n. 7.
Urna dita dita n. 9.
Um engenho denominado Barra Leite Meirim.
Urna propriodade denominada Pregnica.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
as ditas casas e para qualquer informaco o mes
mo dar em Goyanna.
LEILO-
En citiiiCuO
D nvsas com totopo de pedra, redonda e quadra-
De bons, movis, louca, crystaes, esnelhos,
cofr", 2 cartearas, 1 prensa de copiar cartas, bao
cas, mesas de ferr j para jardim e 1 fogo de ferr
novo.
A SABER :
Ia ala
1 piano forte, 1 cadeira para piano, 4 quadros
com finas gravuras, 1 mobilia de Jacaranda cora 1
sof, 2 consolos, 2 cadeiras de bracas, 12 de guar-
nico, 4 castieaes com mangas, 2 jarros com bolas,
1 redoma com peanha, e 5 laucas para cortinados.
2" Mala
1 mobilia de jacarando massissa cora tampo de
pedra marmore, 4 jarros para flores, cadeiras de
balauco, 2 espelhus d mrados ovaes e grande.
3a ala
1 mobilia de amarello com 1 sof, 2 consolos com
pedras, 2 cadeiras de bracos, 12 de guarnicoo, 2
de bataneo, 2 quadrados e 4 jarros para flores.
I' Mala
1 mesa elstica com 6 taboas, 1 guarda louca
envidra^ado, 1 aparador raiz de amarello, 12 <
deira, 1 quartiuheira, 1 jarra gran le com tornea-
ra, 2 apparelhos drf p rcelana pira cha a jantac,
copos, caliceo, garr 1 cadeira
"O Sr. Joao Jos da Silva Pereira deixou
de ser caixeiro dos abaixo assignado?, cora refina-
^ao roa do Visconde de Inhamu n. 43, desde a
dia 31 de Janeiro dj
cmate.
Francisco J. I*ite & C.
Aula mixta particular de instruccao prima-
ria, Deddata Anea Ferr ira da SI va, rua Vi
dal de Negreiros n. 21.
Alujase urna ama para cosinhar. comprar e
passar alguma roup* a ferro ; ua rua do Livra
ment n. 24, Io andar.
= Ao Illui. Sr. Dr. Antonio Filemon Goncal-
ves Torres compriraeota a Livrana Parisiense.
Aluga-se a casa terrea n. 8 rua de Ria
chuello, com 2 salas, 2 quartos, cosinha lera,
quintal e cacimba meieira ; a tratar na rua da
Madre de Dtus n. 31.
i:<><-riporio
1 burra prova de fogu, 2 carteiras, mochoo, 2
mesas para advogados, 1 mesa com prensa para
copiar cartas, 1 mesa redonda, e 6 cadeiras.
1 qoario
1 cama franceza de Jacaranda e capola, 1 c m-
mods, 1 lavatorio, 2 cadeiras de bracos, 1 1
rio de ferro com pedra, 1 mesa cem ab.ia, 1 cabide,
1 cama de ferro e 6 cadeiras de juncos.
9 quario
1 cama franceza de amarello, 1 guar,'
1 marquezao, 2 commodas, 1 cabide, le.
enanca, 1 ber^o e 1 lavatorio. .
Objecin avnlMM
1 fogio de ferro novo, 1 sof de ferro, 1 mesa
redonda com marmoie para jardim, 1 escada, 1
banbeiro, 1 dito com cliuvisco, guarda kmea,
1 aparador com pedra e outn s muitos objectos de
casa de familia.
TERCA FEJRA 9 DO CORRENTi-:
No Cajueiro, casa junto ao -Hospital Port.:.
O Dr. Fabo ^yjos Beis e Bifra tendo nr;
sua residencia para o Kio Grande do Sul faz leilo
por intervencSo do agente Pintados mov
xistent'-s "- can a que resida
un Cajueir. junto aoaortfto do si
Fortuguez.
Os referidos movis cbam-sc em b^m estado
4a o nuTiafJ',
A's 10 horas e G minaros partir o bond da
linha da Magdalena que dar pa.ssagem gratis aoi
concurrentes do leilo.
Principiar s 10 e 1[2 horas
Este collegio acha se aberto rua Velha n. 40,
e recebe alumnos internos, semi-atemos e-exter-
nos.O director,
Ovidi oves Manaya.
Compra-sc
tres grammatieas granelas de Halbont,
-,-..... as e em I) m estado : na raa da D- tenco
alta para menino ir a a>sa e 12 cadeiras de junco, fwcnfronte ao oito da eadcia.
m Bautista
Leilao
t|narta-feira. 2o do corrate
A's 11 horas
No armnzem da run do Bom Jess n. 19
Mobiltas de Jacaranda, simples e co n encost
de palbinha, de junco, guarj.s tone i-, guardas
vestidos, fiteiros, secretarias, carteiras, maique-
zes, camas de casal, e para inedinas, metas els-
ticas, e simples, consolos e mesas redondas, ca-
deiras avulsas, de amare! o e j.i arandi, aparado-
res, quartiuheira?, cabid s para a'f.unte, grades
de amarell". mesas de ferio, cofres provade fogo,
espelhos ovaes, e grande quautiJad.j da pequeos,
quadro?, jarros, lanternas, lustre de brouze, Iouq a,
calix, doceiras. relogios, estajo para barba, talhe
res com cabo de prata, bandejis, salvas, foga de
.erro, miinh), machina pira pr"gnesr, chapeos
tra senhoras, botoes, brimzo, jarros e ctluDgas
pata jardim, registre e candieiros para gaz, bote a
dusremos, e outros muitoi objectos.
Ao correr do martello por ter de se entre-
gar as chaves do armazem
Leilao definitivo
(De predios e terrenos)
O agente Brito, levar leilo o seguin te :
Urna casa terrea com soto, portao ao lado, si-
tio murado e arborisado, 2 cacimbas, agua de be-
ber, 3 quartos grandes, junto a casa, terraco e
gaz, rende 480*.
Um terreno ao lado com 90 palmos de trente,
murado e com alicerces para 3 casas de 30 pal-
mos, j tendo 3 paredes dobradas na altura de
andaimes, sito estrada de Joo de Barros n. 33,
|defronte da estaco do Principe.
Um terreno no fundo do sitio, sabida psra Joo
de Barros, porto n. 15, com 4 meias aguas que
rendem 4321, tem cacimba e apparelhos particu-
ares, 2 casas terreas novas sitas rna de Ria-
chuelo ns. 50 e 52, defronte do quartel de poli-
ca, rendem 408, tudo em chao proprio.
Ooarla-feira, 10 do correle
. A's 11 horas
Rua do Imperador n. 24
Relojoaria allemil
i'raca do C
n h o Marinho
n. 1.
nrga da
t;- .-.
An: nio nume
ro 4.
Ten
i pu
1
lo da r tojos ; i- guiador damarinba-
modica* e pn in,il
Camisas n mmm
A 9^.00. 3SOOO c 3500
32 = L ja rua da [mperatria =^
Vend.->c nesie n'O esta
brancas, tanto du .
taras e paohoa de lii dio, pelos
baratas precos de 2500, | i iazenda
muito melhor do qu- s que vcem do estranf
muiro mnis bem feitas, por .- tadai. por
um bom artista, especialmente eamiseir t ir.bim
se manda Inzer p^r encoinmcndi.s, a v.ntade dos
freguezes : na n va loja da rua da Imperatriz n.
3 de Ferri ira da Silva.
Ao 32

Sova loja de fazenJas
^ Rna da Emperatriz =
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o ros-
peitavcl publie j um variado sortiineuto de fazeu-
das de tod-s as qualidedes, que se vendem par
precoe buratissimos, assim como um bom sjrti-
> de rcupas para honiens, e tambem se man-
da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortiicento de pannos finos,
caaemiras e brins, etc
Vinho S. Kapliael
O bilbar commercial rua Duque de Caxias n.
34, recebeu o importante vinho do S. Raphael.
que vende por ramos que e-n outra qualquer par-
te, em grosso e a retalbo.
LtBOHATOKIO IKHKKIIIMTniC)
na
FRKDERICO CHAVES JNIOR
MEDICO B PHARMACEDTICO HOMOCOPATHICO
Roa do Baro da Victoria n. 39, 1. andar
Por 15.000
Aluga se a loja do sob-ado rua de Lomas Va-
lentinas n. 50; a tratar na Livraria Parisiense
n. 7 A rus 1 de Marco.
Para ad togado
Alaga so a sala do V anda rua Duque de
Caxias n. 61, a tratar na laja.
Viva o carnaval
Compra se vestuarios no vos e asados ;
da Imperatriz n. 78.
Refina^o
Vende-se urna refinaco por o dnno estar doen-
te : a tratar na rua do Rangel n. 7.
Criado
Precisa-se de um criado de 12 14 annos ;
raa Imperial n. 17,
na
Mari a do Carmn di onza Vianna
Joaqmm de Souza Vianna Kerreira manda ce-
lebrar mUsas na ordeio terceira. do Carino, no da
9 do corrente, s 7 h iras da mauli.i, pela alma de
sua mui presada e sempre lemlri'Li ti i .Varia do
Carmo de S uza Viaoua. stimo da de seu pas-
samento, e para cujo acto relgioso, convida os
scus amigos e liem assim os amigos da fa'.lec:da.
protestan jo desde ja a sua eterna eratidio.
JonRodriKaes Ponlual
A viuva, irmos e cunhadosde Jos Rodrigues
Puntual, agradecem a tojos os amigos c parentus
que acompanharam oa restos mortae de seu p e
sado marido o irmo ao cemiteria, e convidan) de
novo a todos issistirem as mis-as que por alma
do mesmo ae resarao na matriz da Boa-Vista, s
S horas da manh do dia 10 do corrente, e tam -
bem as en pe I as dos engeuhos Frccheiras e C.
de Negr", s 10 horas da monh do mesmo dia.
Helena, rainha de Sparta
Paride filho do rei Priano
Oi-es(e, iilho do rei Agamenn
Euclides, dama de companhia
de Helena
Lna
Partenope
Agamenn Rei dos Reis
PER.SONAGENS
.spnnger
Bellegrandi
Durand
Fioravanzo
Olympia
Da Silva
Tirelli
Mcnelo, rei de Sparta
Calcante, grande augure de
Jove
Achule, rei de Tiotida
Ajace, 1. rei de Salamine
Ajace, 2. rei dos Lorenos
Filomeno, criado de Cal.-ante
Milone
Repo88
i omoletti
Orlandini
Fritz.
Tirel
Mulim
t
AlforPM Apolinario Iuiz de
tarvalbo
A viuva filhos do alfere Apolin irio L. d'- Car-
valho, conviJaia a todos os parentes e amigos
aeus e do finad-) marido e pai, para assistirem as
missns que manlain resar no dia 9 do correte,
pelas 8 horas da manbit, ni matriz da Boa-Vista,
trigsimo dopaasamento ; e deade jisecoafes-
sam etcrnnmente agradecido?.
Euclitide, ferreiro
Guardas, escravos, povo, pageos.
A ac95o passa-se era Sparta no 1." e 2." acto e no 3. em Nauplia durante a
estacilo de banhos.
A m est lilaila a aasaiaJa a cairia.----!) vastolo cn-
alataieata novo o ao rigor la poca.
v*^f* v~"j Repulo do cwpcriaculo baver
cA*>i J.__i a c lionda dan linliao Fcrnanden Vicira e SfogadON.
Ow bonito no Inrgu do Palacio. O bom: da Magdalena *6 baver quan
do o espectculo acabar depoix do borario do uliiaio bond da rompa
bia. que paoxa na rua ,\ota asile 13 tmulos.
Nao se transiere o espectculo anda mesmo que chova
FUEGOS O GOSTOIE
PRINCIPIARA' S 8 1/2 HORAS.
n.v
*
III|w
"i

' C aaaa j
o n
C9
a>
c
CB
.3
erq
o
OS EPtCIFICOS VETtr:
HQvIEOPATHlCOS "=
=E^DE HMPKREY.
Para a cura de todas as doen9as de
CaTallosj Gado, Carneiros, Cues, Por-
ees, Aves.
Tem r.ido usado com feliz resultado por
Fazendelros Criadores de gado, Car-
ros-ferris, etc., etc.
Certificado e osado pelo Governo dos
Estados Unidos. "
fe*r~ Envia-se Foliietos e Cartoes gratis.
Dirja-se a
HUMPHREY'S MEDICINE C0.
____109 Fulton St. Kew-York.
Especifico Komeopathlco de
HumphreyNo.28.
Usado ha 30 annos. O nico remedio cfficaz para
Debilidade Nervosa, FraquezaVita
e prostragao, por excesivo trabalho ou outrus causas.
$1 por garrafa, ou cinco garrafas c 1 garrano de p,
$5.00, ouro americana
1 A'venda por todos os Drogi'istas. Tambem
e:.via-sc pelo correo pelo prev o do costa
-Diria-^e a Humphrey's Hoineopathlo
Medicine Co." 109 Fulton St. New-York
QUSLL EMBROIOERY S3LK,
0 (aeda de bordar.)
ALBERTO HENSGHEL & 0.
32~R\ BO BAM D4 YICTORIA-52
O abaixo assignado tem a honra de participar no respeitavcl publico d'eaa
1 e rio interior, quo rearaoioio n gerencia d'este grande e bem conceptuado esta-
lento, onde j por lungos annes tum oceupado o mesmo lugar.
As xmas. familias e pessoas que d o hnralo com suas encornmeedas
encontrarao alli es mais modernos e eperfeicoados trabalhos
pliotographica e modicidade nos precos.
C. Barza,
Gerente.
concernentes a arw
Grande e bem noiada oflciaa de alfaiate
DE

N. 41Rua do Barao da VictoriaN 14
Nesle bem conhecido estabelecimento^ so en:ontr.-r um liado e variado sor-
timento de pannos, CMemiraa, brins, camisas, punho?, coBarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das mellares fabricas de. Pcris, Londres e Allemanlia j c para bem
ervirem aos seu3 amigos e fregu:z"s, os proprhtarios dest-) grande estab-leciraanto
tea na directo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espao de 2-t

horas, proparam um terno do roupa do qu alquer
Rua do Baro da Victoria
(PRECOS SEM COMPETENCIA
i. 41

Julgando ser de grande utilidade dos negociantes da
Amenca do Sul, terem fio* de seda e retroz prepara-
dos em material mais leve do qne sejam carreteis de
S*o, estamos promptos a fomcer para exportado
M de seda, retroz de seda e seda de bordar, de
todas as qualidades, preparadas em lancedeiras de
papel ou de pennas como cima representado.
Temos todos os tamanhos de fio preto e mais de
quinhentos cores. 9
Dirija-sc A "Brainerd A ArmartTong Co."
621 Market Street, 460 Brnadvray,
' V. S.A.

O proprietarios do muito conhecido esh-beleciErento denooinado
MUSEU M MAS
Philadelphb, U. S. A.
New-Yorlt. U.
sito a rua do Cabug n. A, eommunicam ao respeita-el PUBLICO qne reetberan! um
grande sortimento de joiaa -las mais modernas e des mais apurados gostos, como tam-
bera relog.es do todas as qualidades. Avisam tambem que continuara a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos qne em

W

MIGL WOLPF & C.
N. 4RUA DO CABUG----N. 4
Compra-se ouro e prata velha.
I


ARIA

c
TINT
SUCGESSOft
2! Rua de Mlhias de Albuquerque f

Tinge e limp
(ASTICARUA DAS FLORES)
a qualidade
em petas ou em obras, chapeos de feltro ou de paha tira 3 5 T / >'
trabalho feito por meio de machinismo .perfej at LS S %"*"J ^
Tintura preta as tercas e setas-S J CnheC'd-
Tinta de coas e lavagem todos os dias.
^^D







>






(i
Diario e Pcrna-mbuntDomingo 7 de Fcvcreiro de 1886
Alnga-se barato
) 1.' e 2.' andar ti C.-tropel'o n. 1
O armuz.'m da na d < 47.
J 1. a '" 1U.
K. luja da ra d i
A. casa da ra a Gfojeanaa u. 79.
A cana da ra da Ponte I
A amsa da Baixa Verde u. 1 iJ C.ipui
A. tratar no Lmrgo do Cjrpo Sam-i u. i9,' 1 o
ar.
Aluga-se
o segundo andar da ra da Imperatr'z d. 24 ; a
tratar na ageucia pmg i 'Va de D. He
dro II n. 73. ________
Alnga-sc
o segundo andar da casa A ra Imperial n. 19,
tem muitos commodcs e agua ; u trutar ua ra
Duque de Casias n. 92.
Aj


Parecisa-te de urna par* eoznha, p m que
urina en casa ; a tratar ra du Mrquez de
Olinda n. 6
* *^/Y* J_ ou eacrava, pr-cisa ae de
wCowaAtVJltt/bA* urna oara casa de peqtuaa
lamiha *, na ra Nova n. 15.
Ama
Precisase de urna ama para lavar c cugoinmar ;
na ra da Unio n. 47.
Ama
No Largo do Corpo Santo n. 19, i'. andur, pre-
cisa-sc de ama ama boa eos ubeir :, que durma en.
easa e d pessoa que abone sua conduela.
Ama
Precisase de urna para cosinhar, e de nu'r.i
para cuidar de meninos ; na ra da Imper. triz
n. 65, 1 ondar.
Ama de loitc
Precisa-sc de urna ama de leite com urg i a
a tratar na ra do Kan ge 1 u. 11, taverna.
Ama
P-ecisa-se de urna ama pura c cambar ; na ra
4o Viaeonda de Goyaniia n. 141.
Ama deleite
Precisa-se de urna ama de lcite ; no Cal-
deireiro (arrabalde), terceiro sitio depois da es-
tacio.__________ _____________
Borracha para limas
Reccberam Rodrigues de Paria & C, e term
para vender em tea araneras, ra de Mam t
Barros n. 11, esquina da ra do Amortan.
Tosinheiro
Prvcisa-se de um c tinhriro ; a tratar na ra
de Paysand n. 19 (Paesagem da MagJai.ua), ou
ra do Commercio n. 44.
Cosinheira
P/ecisa-se de tima cosiibeira que eugomm.-
bem e ensaboe, e que nao durma fra, para cafa
de pouea familia ; na nrsca do Cuide d'Eu n 3 .
terceiro andar._____________________________
Cosinheiro
Na ra do Vicario n. 17. se precisa de um eo
einheiro.
~Sil Aira fie JaST
Quem pretender tima boa casa beso calloeaia
pode tratar no eseriptorio de Bastos o C.
sabir da ContpanhN Pernambucana.
Nme. Niquelina
. Recetis constaatsmaatBli Earopa
i ralo sitiMto ft claneili-
i tmmm mm, t w
i ile mis ts mm
i-sj resudas.
Rna Hriieelro le Mareo n. 11
Junto Botina llarav hos i
Prata
Compra se pa'aeoes ve'h? li e p-.rtu-
goena ; na ra Duque i
Na' *
O Sr. Joao O
libo do Exm. Si I
tx oh man i
siuir 0 D':
Advocados
Manoel NetM e l'<
Casias n. Ib, i
Paiacoes
Comprara-pp na
11, esqu
Cosiiikiroonc ra
Pre :isa -se de um bom i
cosinheira ; a tratar u mi d
andar, das 10 horas da m
Apolices g ;
Compram-se duas
de cont de ris; no 1.
andar d'esta typogra-
phia se indicar quem
compra

ApoIIcfsproviRcfaesde 700
Oompra-M com p< qw no I es de
Capibaribe n. 84.___________________________________
Snp.rior finhi F prw
Vndete fm decimos e quintos ; ua ra do
Commercio a. 15.
Aos doentes dos olho
s
Cura certa era 18 horas das recen-
tes dos olho--. pelo yrio preparado j>or
Pedro Rodrigues da Silva.
Em prega se este poderoso colyrio sempre com
grande* vantsgens, aaa seguintos mresti.is :
Ophtalmias agudas, purulentas e el.roicas
eonjunctivites, i
Deposito geral na drogara de Faria Sobrinho
_ C, ma de Marqnez de Olinda u. 41. Para in-
fonnagoe dirigir-se ft livraria Industr.il, A ra
do Barao da Victoria n. 7, ou residencia do
autor, ra da Sandade n. 4.
Agua de Vidago
Em quartos e meias garrafas ; vendem Faria
Sobrinho C, roa do Marques de Olinda n.
41, depositarios.
Luz brilhante, sem Fumo
0LE0ATIC0
Hygienico e Econmico
PARA LAMPARINAS
i
MART1_TS& BASTOS
Ptsrnambuco
NUMERO TELEPHONICO I N' 33
Ao publico
Urna seniora h.hilitada se offereee aleccionar
primeiras lettras e trnbalhos de agnlha em colle-
gios ou em casas particulares ; qaem de seus
prestimos piecisxr. pode dirigir se ;i rna do Co-
ronel Suassuna n. 12.
Aos Srs. de engenho
Um moco habilitado otFerece-se para leccionar
primeiras lettrae, principios de francs a msica
em alguin rafeaba : quem precisar dirija-se k
ra d* Imperatriz n. 78, lnja, que achara com
quem tratar.
Aviso
Achamlo-se j impressas as poesas que deixou
o finado Luiz Crlos de Araojo Pereira Palma,
logo aos senhores assignantes dessa obra o favar
de Hiandiirem procurar <"n minha residencia,
ra de Mnt.icolwnh n 28 (Atojad-M o* exempla
res que ihes pertencrm; ou deem tilas ordens
para lh'^s remetter pelo coireo.
Padre Pedroaa.
Rio Braco Expon W~
Da afamada fabrica
de ceneja de Breinen.
denominad S. *au-
loacaba de chegar
pe ultimo vapor de
Hamburgo urna parti-
da desta excel lente
ccrvejacisjo rotulo raz
o retrato do grande c
im trhtn Vis-
c! !c aneo.
Sao nicos agentes
desta marca em Per-
nambuco, os Srs. Gui-
mares &Perman.
Esta primeira partida
se a cha venda na So-
va llambnrgo c no ar-
mazem dcSoarcs de
AniaralIrinaos.rua da
Madre de Deus n. 22.
Para advocado
Ataga-E* a tala d-' frente do 1" andar da
ra Uuiiue iir 6azM a. 61 : a tratar na wesws
IkTlara_
Fieam trai m a ultim
lotera d s qu
c ni prin eir i :
: une
i.igio, Ui ii.i.el 6 t et
- de .ni.
Ao coimnerci
l;.rl ;.-:. .'. cidos ra Duque
. de o i ltii.lo
de desea mo passade o Sr. Joao
Ferreira d BSantes-d ixon d perteneer &sapr&-
d ta firn satisfcito de
ital e b: : ife, 4 de fevereiro de
Joaq- ( ara iri L p i "
tes e
. :s da manila, na igl
da I'' lia do tou engenho Pao -
to, decin di falleciment^ de sin
iai .. pelo que se onfessa d. a le
__________
LE
*nonio co* Knntoa Coimbra
T p ral e nvida ajs parente.-
e amigos para a urna missa qu'- Btl
resar na matriz seu amigo e oompadn. Antirain dos S tatos Cjim
'a rl" iri 8 rio enrr Bl
MM -. -. I Uki ____.._
liiilherme Dou^lev
.Mara de .Mira i-y e seca filbos agr
o A ro 'os oe par tes e amigos que se digrna-
rain l rtaea de seu si mpre
y, e de novo os
convidan) tirem as missas do stimo da
:. einii nto que ininda n resar na matriz
i 8 horas da manb do da '.'.
NHhel M. C. da IVevea
Joanna B .ra das Nev< agradece s
pesoas qne se dgnaram acompanhar ao cemite-
rio publico os raaiosoiortaet de sua presada irma,
e de novo convida asaiatirem a missa de stimo
da, qae ser retada a 8 do crreme, s 7 lfi no-
ras da manha, na igrej do convento de 8. Fran
ci>co, i.e'o qic ant- cipa sea reennhecment.
ry^ laroze ^o
^ Xarope de Casca de Laranja amarga
d IODURETO de POTASSIO
APPBOVADO PELA J0NTA DE HYOIENB DO BRAZO.
Todo o mundo contiene aa proririeda-
des do Iodureto de potasaio. Os mus
distinetos mdicos da Faruldude de medi-
cina de Paris, e ,irincipaluienle os Srs
Ures Kicoitn, Hlanchb, Troossbau.
Nlaton, l'ioiihv, Houkh. obtiuenio os
inolhores resulUidos no trutaineuto das
afteccoes escrophulosas, lvmphati-
cas. cancrosas, tuberculosas, nos da
carie dos ossos, dos tumores bran-
cos, da papeira ou bocio, das mo-
lestias chronioas da pell<-,c!a agrura
do eangue, dos accidentes secunda-
rios terciarios da syphilis, eto.
>
Este agente poderoso administrado em
solucao com agua, lein por inconveniente
o irritar a mucosa do estomago e deter-
minar accessos gaslralgicos.
1 .ni vista d'isto, os mdicos cima men-
cionados escolherao por excipiente d'este
tawOftO remedio, o Xarope de casoa
de laranja amargado Laroze, o qual,
por sua aexo tnica sobre os igaos do
anparelho digestivo, facilita a absorpeo
db iodureto de potassio, previne qual-
quer Srrttacfto c permitte ce se contmue
o traiHinenio sem temor de nenhum
accidente al complelorestabelecimento.
Nos mesmos depo,iitos acbao-Be os seguintos productos de J.-P. Laroze:
XAROPE LAROZEia^;^TNICO, ANTI-NERVOSO
Contra u Gaatrltaa. Gastralgias, Dysppsia. Dores Caimbraee d estomago.
XAROPE SEDATIVO, ^a""
^.^BROfVIURETO DE POTASSIO
Contra Epilepsia, Hystaroo. Danaa ds 8. Ouy, luaomnla das Crlancas durante a dentloBo
XAROPE FERRUGINOSOo'^f^t
Contra a Anemia, Gliloro-Anemia, Corea paludos. Fiares brancar.
PROTOIODURETOosFERRO
tpoti tm todas as boas Drcprias do Bratil
Paris, J.-P. LAROZE e Cia, Pharmaceutlcos
, RU DBS LIONS SAINT-PAL, 2



UMiGA M.HU
Jgova $giM pan o goacaor
wpoitTAOA e>am
m&B & G", Prlu_aitaa
S, Jas TJ?loone. PASES
'*%

i
'<*.***. faa e_wiida das cores &t rara
Japnica, pe? sua suavidad ua proprv.
dades benficas, exced: os cosmtico cali
celabres; toxlo sido adapiai portada s
ectedode elegante.
. s d? um perins ci5c:c30,
jyH_ :;..-:_i as cirrio a az oasapparecer as
wrhwi, cTriir.hf-is s e_ore8CKicia= da p!?e.
mumMo
I
I
i

Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade da Medicina de Paria. Premio Montyon
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
nas Molestias, as de Cerebro e contra as afleeces seguintes:
Asthma, lnsomnia, Palpitaces do Coraco, Epilepsia.- Hallucinago,
Tonteiras, Hemicrania, Aleccoes das vias urinarias et para calmar toda
especie de eiKSHacJLo.
1122 Urna axplicscSo detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir aa Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & Gla
de PARS, que se eiicuulro em casa dos Droguistas et Phurmaceuticos.
.CSHS_r_aS_r_mZ5_E5_ra___2SE5___S!CT^
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
'Tratamento efflcaz contra toda as .Jlcc oos provenientes do enfra-
qnerimenlo dea orgos e do systcina nervoso, ou das altoravdes do
sangue Pra|r.3Ea dos Kina.HsteriHdarte, Pc1pitRc5ea, Enf:a-
[ qaecimento ceral, longos Convaicsecr j ;s, 1 .-nlo e, do ha mullo, reconeClo
e recomuicudado romo 0 malar regenerador do organismo.
O FRASCO : S FRANCOS CRM ra-AJTO) y)
Todo fresco que *ao ir xa t Fabrica registrada e asignatura'u-^^y.
deve 3er rigorosamente recusada v^>--^>
yWTTS, Plmrmaclo C2Z.XTT, ra Kocbeconart, 38 ^s
Deposito em Perncmbuco : FRANco M. da SILVA & Ca.
ra_ags_gsas5as2_aiS52_g__iz~ _s__=? q? ^___5gssssy
nico Ftbrlowt
Projjz'.o


supjcr-
^v eedo o Cup.~ __bebs:s e I_jecc3es.
Deposite emPans,S,rt_Vivieane,e asa priccipaes P_nae_w
--^









iMORSOis PEPSINA
i
i
O S.: -;as
Jrriti Tosss
convulsa ,L tomtaifits,
Catm,
PARS, r-i nrouo:,2:. cas.
BeoKsJD in's:;:.
INDGESTO
Sob a forma de
FRASCOS, POS
00 CLOB-JLOS.
VENDE-SSni MUNDO INTCIRO.
MU PASADOS DE
Pepsina torson
Multo recommendsdas
pelos principan Mdicos.
MORSON SON
SoutbamptOD Row, Rasseil-Squire
LONDON
MllllllHMs
Ouem tem ?
Oum e pralA I compra se onro, prata e
pedras preciosas, por muior prec que <-in outra
qnaiquer parte ; no 1 aml.r n. 22 a /ua larga do
Rogarlo, autipi dos Quarteis, das 10 huras s 2 da
carde, das uleis.
{}
Leonor Porto
Rna do Imperador n. 15
Primeiro andar
Contina a executar os mais difBceis
figurinos n'cebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perf. icio de costura, em bre-
vidade, modicidade eoi pregos e fino
gosto.
i
Gi ande propri* d aile na
Estancia
A luga se, ou arresda-sc a grande propriedade
da E.-taneia ci'iihecidH pelo Sitio Gir.io perttincen-
aos herdriros dos finHdos Mnnoel (ioncalves da
Silva e D. Clemeutina 'l'heodora da S Iva.
Esta importHnte propriedade cujo f irtellissi o
solo proprio, inedindo urna enorme rea de trra,
circundada por muro, excepto a frente que mar-
gina o rio Capibaribe guxrdad por uin extenso
caes com duas t seadus pura o rio.
Um grande portao de ferro, dft pela Estancia
entrada para o sitie o qual conten : innmeras
ai votes fructferas taca comomMifrneiras, ca-
jueiros, jaqueirae, fructa-po, sspotiseiros, ciquei-
ros, pitouibeiras, goiabeirss, e nutras muitas de va-
riadas especies; dous grandes viveiros de spa-
nbar penes, com alpendrc coberto para assistir-se
pesca ; duas grandes baixas propinas para plan-
tt-cao de capim ; dnns explendidos jardins orna-
dos de figuras mythoiogicas ; diversas cacimbas
de agua ptavel, urna dellas bastante funda, a boc-
ea de dimetro enorme; urna casa com tanque
para banho e lavagem de roupa, urna casa com
grande deposito d'iigua do Prata, e tanque para
banho, com turoeiras, duchas, etc.
Urna nascente d'agua.
Urna casa para banho no rio Capibaribe, e outra
para latrir.a, construidas s.ibre o caes
Grande casa para creados, com cocheira, roupa
ria, estriburia, etc.
Casa para vaccas, carneirns, ave*, etc.
A casa de vi venda edificada margem do rio
Capibaribe, um magestuso sobrado de um andar
e mirante, tendo de frente nove anella com varan-
das de ferro, e cinco em cada oito.
As vascas accommodaces desta casa sao pro-
prias para numerugi familia, penti ou hotel.
Perfeitamente localisada, perto da linha de
hunde, esta magnifica casa, fresca e cnnfortavel, of-
fereee de suas jauullas bello e va:iadissiuio pano-
rama insaciave. vi ta.
O pavimento terreo, alm de uina grande dis-
pensa, e diversas dependencias de segunda ordem,
conta 4 quartus e urna sala com duus gabinetes
iudependentes tod.r com janelUs.
No sobrado coritum-sB trez grandes salas do
fre te, sala de jantr, trez saletas, dous quartos.
A parte anterior c forma la por largo avaraudado
de trez faces guarnecidas de columnas.
O mirante tem trt-z jan lias de frente, um salo,
um quarto, aleui de pequeas dependen.-ias de so-
men"s importancias.
Paz tambein parte da prodriedade Girao um
pequeo sitio ap. nas separa lo p..r una cerca de
pitangueiras, tendo froeteirai, caes, cacimba, es-
tribara cocheira, tanque, galinbeiro, e easa ter-
rea para vivenda com terrado na frente, 3 salas,
nina saleta c sotao com um quarto.
Fazendo esta ligeira descrijrcao da propriedade
(irao para dar aos que lerein este annuneio urna
simples noticia do que eda sao convidados a vi-
sital-a os que a pretenderen!.
A' tratar com Jos Antonio Pinto i ra da Com-
panhia Pernambucana n. 6. sobrado.
Os abisasignados, tendo adoptad e regis-
trado a marea inda9(rial coboo do desmho : cima
fonoii ..i.- cono u preserrpeoes das leis em
ao |ii;iiluo e particiiUrmente aos
teas d*ors em diante
'8 productos qrse iiliirem de s ia b.itie;. Ic-
varao a dita marca como garanta do StMk orrgom
.ima procedencia.
.o*ii?
\0S 4:00HI00
snnsiss numim
>m Priieifo de Sar{ n. ?3
O abaixo assignado tendo vendido nos
s"us fortunailoi b_Mtea gazantidoB 4
qaartos n. .'il-ll con a sorte de 2005000,
amde ootrai 165 e 8.
o avi. :.
na cnafonni
ira.
Achara-
do B
feirs, '.'
extrahir,
receber
i cesconto
maadoa b-
s loterias
'.lisericordia
" terya-
BijosiUrlosea Pernamoi/oo: Trae" B. da silva C
100
00
Quarto 00
f'na qwiaCfJa_e muki*vt de OO^
Inttiro 3(5500
750
Quarto 875
Finza.
OTO de FIGADO de BACALHAO
Vndese
eatMsiu irincr.' Pb.irmaclas
BroirarlB' .
Deposito geral .
PARIZ
21, Faubourg Uontmarlre, 21
O VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao, preparado pcLiSnr. CHEVRIER, l'l.ann;unto de 1ra classe,
em Pariz, poswue ao mesmo tempr os principios activos do 0100 de Figado de Bacalhao e as propriedades therapeuticas dos
preparados alcoocos. E' prtx [,,_<,, p8 < cujo estomago nao pdc supportar as susbstancias graxas. O seu effeite
como o do Oleo de Figado de Bacalxao, soberano contra as Escrfulas, Racbitismo, Anemia, Ciorost
Bronchite e todas as Molestias do Peito
YIWHOdeEXTRCTO de FIGA DO de pagalhao creosotad o
eposi.o y oral
PARIZ
21, Faubourg Uontmartre, 21
Vonde-se
W Udas ts ITiHilMt Phar_aola
:
A CREOSOTE de FAIA suspende o trabalho destruidor da Tiovivo, pulmonar, porque diminue a expectoraco
desperta o appetite, fax cessar a febre, supprime os suoresv Os seus effeitos combinados com os d Oleo MFJgftdo ^ Bacaliao,
fazem do VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao Creosotado, de CHEVRIER, o remedio
excellencia contra a TSICA declarada ou imminente.
por
f#

pmmA
DE
m^Yt
" TODAS os
Prgame nas Familias.
P-pnia ptl4 DrJ.CJtVrRtCUU.ll.Vu.il_
lili [ILIZ
4os4:00OS0(IO
riliigte wiunno*
^ra^a daindependen-
cia ns. 37e 39
Acham-se a venda os fpzes bilhetes
garantidos da 36a, parte da loteria a beneficio
da Santa (Jasa de Misericordia do Recite,
que se exrahr no dia 9 de 'evereiro.
Pre?a>
Bilhae inteiro 43000
Me.io 23000
Quarto 1^000
?,m isoco de OOJOOO para
cima
Bhe.te inteiro 35500
Meio 1)5750
Quarto 875
Antonio Anatut-n dot Snnt-" Porto.
Pilulas purgativas e depurativas
de Campantia
Estas jlulas, cuja preparac^o puramente ve-
g ti.1. tem rido por mals du 2<' anuos aproveitadas
com os mflh'ir. s ri'8ultail)s nss ssgnintss mslfls-
tia- : :iff (;) '9 da pelle e do figado, syphilis,
boubes, e.scrcifulas, cliagas inveteradas, trysipe-
las e gouorrhas
MODO DE US AL AS
Como purgativas : tome se d>-3 6 por dia,
bebpndo-s'' aps d<; cada dze um ptuco d'agua
adocada, cha ou caldo.
Como reguladoras: tono se un plala ao
juntar.
Estas puls di> invencao dos pharmaceuticos
Almcida Audradi; & Filhos te<>m o veridictum dos
Sensoresaedieos prra sua m Ihor gaiantia, tor-
nndo-* mais recomrnendaveis, por s"rem um se-
guro porgativo e de pouca lita, pelo qm podem
ser asadas m tiagaa. ^chsm-sa venda na
drogara de Olinda n 41.
4.-000S000
i _fl_ mimm
R:ia do O.^ro da Victoria a. 4o
e casas do costea e
O abaixo assignado acaba de vender
en seus felises bilhetes quatro quartos de
n. 1304 cora a sorte 1:0000000 e di aeraos
oremios de 320000, 160000 o 80000.
O mesmo ab.iix assignado convida os
p ssnidores virem receber na conformi-
do ^ostume, sem descont algura.
Ach_-se venda os felizes bilhetss
Dtidofl ;; 247.a parte das loteras
leaefioiO da Ssnft Casa de Misericordia
do Recifo (3G1) que se extrahir terja-
feira, 9 do corrente.
Precos
Inteiro 40000
>io 20000
wrto 10000
__i porco de lOO^oou para
ai-Mi
Inteiro 30500
Moio 10750
Qu 0875
Jeaqvh da Coata Ltiie.
r\>U\ll;rSDE FERiiO
POftTATEIS
fle Jagsr
O E B Et l \ E L M i
Constructores do mclhor material para
aminhos da ferro industriaos. Fornecedo-
res dos Arsenaes e caroinhos (ie ferro do
sta,c do Govcrno colonial das In-
lias Neerlandesas, etc., etc., etc., etc.
VSas frreas portate. >n-
ilhos de ferro e de ayo, por
preeos uferiores aa de qualquer outro sys-
Cema, sendo raais duraveis e uns prati-
08.
Pequeas locomotivas wago-
aetes especiaes prra fabricas, ex plora jCes
agrcolas, aterros, minas e ei:g.nhos de
umetat.
Estabeleeidas no centro i ,z qiig
produz fenro e ago nas mais econmicas
IcondijSes, as oficinas de Verh.irr n &, da
J.igor, alm da sua situacao em urna loca-
dade oade a mao d obra 6 barata, go-
sam da vantagem de ttr ama organraa^o
seria e especial para a constrncRao de ca-
minbos de ferro ao alcance do todos. Os
seus psecos desafiam a qualquer concur-
renoia.
Para informacSes circunstanciadas diri-
jam-se a
rhco.Js(
2 _BGO DO CORPO aANTO 2.
Remettem se catlogos Ilustrados qaent
pedir.

te
iihkO



I


1
V -
.

i
Diario de Pcntombflco Domingo 7 de Feverciro de IM6
.os 4:000^000
l:0il0S000
BIIHETES UAliANTIDOS
16-Bna do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos spub
yenturosos bilhetea garantidos os premios
segui.ites: 1 int-iro cora asorte de 1006
no n. 3151 alem de outros mais de 30,
160 e 86 da lotera n. 35.
Convida-Be aos poasuidores a vir receber
sem descont algum.
Acham-se venda os venturosos bilhe
tes gar> ntidos da lotera n. 36a em beneficio
da Santa Casa de MisericoHia do Recife,
qne Se extrahr na ter$a feira 9 do cor-
rente.
Presos
Inte-ro 40000
Meio 20000
Quarto 1*000
Sendo qnantldade superior
al i>:000
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Quarto 7*5
Joaquim Pires da Silva
MUITA ATTENClO
i
Roubaram do engenho Collegio, freguezia da
Luz, na m.dragad do da 2 do enrrente, tres ia-
vallos sellados e eufreiados, todos bons e bem an
dadores de b ixo a meio e bem gardos ; sendo um
rudado e claro, outro mellado, de clinas e c.iuda
branca. Quem der noticia exacta delles ser bem
recompensado no mesmo engenho, ou na rua da
Cruz, escriptorio n. 1.
O faeto deu se da m.ineira se seguinte :
A'b 4 horas da manba senindo um empregado
estroncio na cst'ibaria e mais tarde al.'uns tro/ s
foi verificar, mas j ach u a porta aberta, e nao
encontrando mais os cavallos chama pelos cria-
dos que todos seguiram em pemegnicao dos la
droes at o engenho Velho. -I ao amanhecer do
dia viram muitos outros cava'los ah em casa de
um tal Pina, cargueiro do referido engenho.
Em vista 4st < mandoG-se nm aviso ao subde
legado, capitao Jos Juviniano de Arruda Pinhei-
ro, pedindo que sem demora Ihe prestasse auxilio
para capturar os ladroej, j perseguidos polo cla-
mor publico, e tomar os cavallos, ficaudo do vigia
com toda a promptidao.
Assim o tez o subdelegado da freguezia, mas
sesdo 2 leguas de distancia a 4s 5 hoias da tar-
de que poje chegar a forca, c eiFectuando logo
a prisu do tal Pina e um dos chefes da quadri-
lba, e nao achando mais os cavallos, disae o mes-
mo preso j haverem seguido para Pao d'Aiho.
Mas que 1 para Pao d'Aiho? Isao nao... tiles
estilo sim refgalos as inattas do engenho onde
existe um grande foco de manjad, uras e de ca-
vallos roubados, um vive-ro medonho !
E' um escndalo cm verdade, e admira muito
ainda haver quem proteja taes malfeitorcs.
Aqui fica-se, porm mais tarde dir-se ha o res-
to. Kecife, 3 de fevereiro de 1886.
um
8a>
120
BotVs bola, nnito fino, duzia
Mt-.ia compridas, de core.', para meninas,
U'na 500
Ditas ernas, para homens, duna 2*800
B*e ^ estojoe com thesouras, um 24000
Carreteis de linha para machina, de todos
oa nmeros, um, ra. 80
Liquidado
1 I PracKdn Independencia
Signa! Bandeira encarnada con Ultras branca
Ca
sa para alagar
Aluga-se nma b >a casa coin muitos commodos
para grande familia, banheiro, est caiada e pin-
tada de BOTO ; a tratar na ra a Imperatriz n.
;4, 1' ja do C'ysne.
A liento
Contina a vender se assucar na refinaco sita
ra Vidal de Negreiros n. 'S3, sendo os presos 08
seguinfes :
l.a -orte 4*800
s00
.-- i >00
Ao commercio
Os abaixo assignados participara que nao se
resp-:usaoil'sain pjr compra alguma feita em seu
nome, a uao ser pr seu nico represent ;,nt<
F. de Azi-ve ;o Valongueiro ou sua ordem por es
cripto. ilecife, 5 de fevereiro d 1B
Valongueiro C.
Compra-se c paga-
se mais do queemou-
traqualquer parte bem
como
de qualquer qualidade.
Na ra io Imperador
n. 32, loja dejoias.
Julio Fuerstemberg.
VENDAS
Cabriole! e victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em pe
feito estado : a tratar na ra Duque de Caxi
numero 47.__________________^____________
Por todo pre^o
A Predilecta
liquida para acabar por todo o preco I Entre
muitos objectos, como sejam : binculos, estam-
pas, las para bordar, perfumaras de todos os fa-
bricantes, talagarcas, ntremelos bordados, na
valhas finissimas, pos de arroz, banhas, sabonetei,
etc., etc., nao deixa de mencionar os seguintes
objectos, o que tudo vende por quasi nada :
Livros para misas, com capas de madrepe-
rola, um par 4*000
Coatureiras de madreperola, urna 4f000
Voltas de coral, finas, com clchete de pa
quet, urna 400
Pecas de galaosmho para enfeite de vesti-
do, urna J
Escevas para unhas, urna
Frascos de verdadeira agua de colonia, um 500
Caixas de superior papel smisade, urna 40(
Ditas de envelopes superiores, urna 300
Bolsas de perc de, muito finas, urna 1*500
Duzia de pacotes de sabio em p, Hudsan,
nma, rs. 600
Collarinhos modernos para senhoras, um 600
Voltas de vidrilhos, muito finas, urna 1*000
Leques grandes, de cores lindas e moder-
nas, um 400
Duzias de baleias, polidas e fortes, urna 360
Pares de ligas com feixos de ac, para
crianca, um 120
Grosas de botoes de madrepeola, finos,
para casacoa, urna 1|500
Macos de migna'rdiaws para crochet, um, rs. 200
Trena completos (brinquado pan, crianzas)
AO
a*Boa da Imprrnirii 3t
Loja de Pereira da Silva
Neste eatabete^imento vende-se as roupas abai
xo mencionadas, que sao baratiseimas.
Pal i tota pretos de gorgorito diagonaes e
acolchoadoa, sendo fuzendas muito en-
corpadas, e forrados r'*C00
Ditos de catemir;, preta, de cordao, muito
beai feitos e forrados 10*000
Ditos de dita, fazend muito melhor 12*000
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12*000
Calcas de gorgorito preto, colchoado,
sendo faz, nda muito encornada 5*500
Ditos de casemi.a de cores, sendo muito
bem fritas 6*500
Ditas de fl mella ingleza verdadeira, e
nnito bem (Vitas 8*000
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*000
Ceroulaa de greguellas para homens,
sendo muito bem fritas a 1 *20(1 e 1 600
Collitinhos de greguella muito bem feitos 1*000
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodSo, me-as cruas c collarinhus, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 32
Riseados largos
a tOO rs. o nado
Na loja da ra da Impe'ntriz n. 32, vendem se
riscadinhos proprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato pr co de 200 rs. o covado,
tcn.io quasi largura de ehita franceza, e assm
como chi'as brancas mindinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escuras a 240 rs., pechincha : na
'oja io Pereira da Silva.
Fuxioeit, Hetioeaai e lKlnnan a SOO
ra( o rotado
Na loja da ra da Impnalriz n. 32, vende-se
um grande scrtimmto de fustoes brancos a 500
rs. o covado, lzinhas lavradas de forta-cores,
ir senda bonita para vestidos a 500 r?. o covado,
e setioetas lisas muito largas, tendo de todas as
cori a, a 500 rs. > covado. pichincha : na loj .
do Pereira da Silva.
Merinas preto* a lAOO e lftoo
Vende-ae merinos pr-tos de duas lrguras para
vestidos o roupas par meninos a 1*"20J e 1*600
o covado, e suoerior actun preto para enfeites a
1*500. a-sim como chitas prrtas, tauto lisas como
de lavoures bran'-os, de 240 a' 320 rs. ; na nova
loja de fereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodozinho IVanroz para lcnreti
a o r... I* e iViiio
Na loja da ra da Imporatriz n. 82, vende-se
superiores algodozinhos frauezea com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprioa para lences de um
s panno, pelo baiat. pre?o de O0 rs e 1*000 o
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para lncoes, a 1*500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Itoupa para meninos
A 4*. 4#500 e O* ]
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende nm variado sortimento de vestiarios pro-
prios para meninos, sendo de pa'itos'nho e calci-
nha curta, feitos de brim pard^, a 4*0G0, ditos
de molee^uim a 45O0 e ditos de gorgoro preto,
emitando casemira, a 6*; sao muito baratos ; na
loja do Pereira d i Silva.
Fazendas brancas
SO- AO NUMERO
4o rua da Imperatriz = 40
Loja do barateiro
A'heiro & C rua da linjieratriz n. 40, ven-
nn boaito s rtimanto de ti das estns fazendas
abaixo mencionadas, s< m c npetenoM de precjs,
A SAREK:
| )_Peci8 !e algodaoainho com 20
jardas, pe'oe barMO pri-yon de 3 .
4J, 4*5 O, 4 ..""-> e 6J500
y m 24
jardas a 4*500, 5 6S at 12*000
Camisas de uuia c ni listras, pelo barato
preeo de 800
lii :is branc s e_cruas.de 1* at 1 jB00
Creguella francesa, tascada muito neos*-
pn ;-,i. para \euf es, toalhas e
400 rs. e 500
Ceron'aa da meema. muito bem fetas,
:, 1 | 1*500
C llrtiiihos < a mesma 800
fraoei z ile sigodio, muito en-
c rilado comlO pilm 'S de largura,
BMtro 1*280
Diio de linho regles, de 4 largaras, me-
t-., i 2*60) e S|800
Atoalha io lo para I
n aa i. i largara metro 1J800
Cretone aris, pa_-
droef delicados, d 240 rs. at 400
.i. o que ha de asis liea lo no
aare lo, ij. 200
Toilas estas I tiasae, na ennhecida
\vy,: ,; i'. sqnn do boceo
dos eneiros
Ilgod:: infestado pa-
ra en-focs
AOOo v*. e I SOO o metro
Vende-se na luja dos harateiros da Boa-Vista
iao pira lenc ie largura a MiO rs., e dito com, 10 palmos a
1:000 o metro, assim com dito trancado para
toalnas de m. sa, con 9 palmos ic largura a l*"^0'J
o metro. Isto na 1- ja de Alheiro o. C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*6< 0, 1<800 e 2* o covado
Alhriro i C, rua da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preeo cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
Espartllhos
A 5S00C
Na loja da rua da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartdhos para senboras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
Damasco de 13 com 8 palmos de largura, a 2*
o covado.
Dito de algodSo a 600 rs. o dito.
Dito brsnco bordado a 1*500 o metro.
Atoalbado de linho fino, a 1* o dito.
Cortes de caseneta a 1*100, 1*800 e 2*.
Fechos de pellucia, 6* e 7* um.
Ditos arrendados, a 2*500, 3*500 e 4*500.
Ditos do ada, lindas corea, a 3* e 3*500.
Chales de casemira, a 3*500. 6*500 e 7*.
Ditos de algodao, a 1*, e 1*800.
Colchas de cores a 1*500 e 2*
Ditas portuguesas (muito grandes) a 12* e 14*.
Ditas da crochet a 10*, 12 e 16*.
Capellas com veo (para noivas) a 10* e 16*.
Euxovaes para batizado, a 10* e 14*.
Camisas para senbora, a 3*500 e 5*.
Saias idem idem, bordadas, a 4* e 6*500.
Toalnas de Isberuthu ricas (para baptizado) a
60* e 80*.
Cretunes Bara vestidos, lindos padrocs, a 280,
360 e 440 rs." o covado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
A' rna Duque do Casia* n. i
Carnero ta Ganlia & G.
Taverna
SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
59-Rna Duque de Caxias-39
Toaile de nice, lindas cores, 1|, 1*400 o co-
vado.
Damac de seda bordada a 1* o dito.
Sdaa bordadas, finas, a 1*800 e 2* o dito.
Setim Macao de todas as cores, a 1* e 1*400 o
dito.
Dito dito preto, a 1*200, 1*500 e 2* o dito.
Cachemiras para vestidos, a 1* e 1*400 o dito.
Grorgurinas matizadas de todas as cores, a 400
e 500 rs. o dito.
Setinetas lavradas e lisas de todas as cores, a
.',00 e 560 rs. o dito.
Faile com lindas cores, a 460 e 640 ra. o dito.
Mirioa pretos a 1*, 1*200, 1*400 e 2* o dito.
La de quadrinhos, cores lindas a 700 rs. o dito.
Dita de todas as corea, a 400 e 560 ra. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 320 rs. o dito.
Alpacas lisas, finas, a 360 e 460 rs.' o dito.
Fustao de cores para menino, a 320 e 3C0 rs. o
dito.
Casemirss pretas a 2* e 2*200 o dito.
Ditas de cores a 1*500 e 2* o dito.
Ditas ditas finas, inglesas, a 3*500 e 4* o dito.
Cortes de casemiras com toque de mofo, a 2*880
6 mZ'* dito perfeitos, fina* a 6*500, 7*600 e
10*..
Vende-ae a bem afregnezada taverna da estra-
da do Pombal n. 16, livre e desembarazada de
qualquer onus, tratar na mesma.
Fazendas finas e modas
S *.=Bn do cabnca=> B
si Basto A C.
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. fami-iss que receberam de
Paria:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos da
mais alpitante novidade como sejam: Etamine
com bi rilado a retroz, seda crua bordada a capri-
cho, Cachcmire com enfeit-s bordados a fil.
Mode. 1886
Valentionne en ecorce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos com 20 metros de
12 litreira, tecido ainda na > conhecido aqui.
Cores e desenbus noviasimaa n.is seguintes fa-
zendas de seda, la e algodao. Etamine, Surab, Be-
tas, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Explendido sortimento
Em leques, luvas, eapartilhoa, lacos, lavalires,
meias, 1< nces e muitos outros artigos qne se ven-
dem por preces sem competencia.
Tamhas
Vendem se em barris e em quartolas, e mais
baratas do que em ou'ra qualquer parte ; na rua
de Pedro Afi.mgo ns. 5 e II.
Foslos de setineta a oo rs, o
covado
Alheiro 4 C. a rua da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortin ento de fustoes breos pelo
baratinho preco de 400 e 500 ra. o covado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
covado ; na loja da esquina do buceo dos Fer-
reiros.
Palmares e Porto Calvo
das lagoas
Vende-se um quarto do engenho Velho. em S.
Bernardo e mais trezentas brabas de trras entre
a mesma propriedade, e a denominada La Nova,
no districto Leopoldina, comarca de Corto Calvo : de sola ingles i, de lona e de borracha, de diver-
a tratar com os administradores da massa de Cor' sas larguras e grossuras ; vende-ae barato na
reis Marques, em Palmares. fundico Villar;, rua do bruii n. 54.|
Corrcias
lloih dias
Mendonra Primo & C.
Vendem por precos sem
competencia
La escocesas, padroes modernos a 400 reis o
covado.
Ditas mescladas e lavradas a 500 reis o dito.
Velbutinas de todas aa cores, lisas e lavradas a
1*200 o dit).
l-nstes brancos com lindos desenhos a 400 e
500 res o dito.
Lencoes de bramante a 1*800.
Callarinhos modernos para luinens a 500 reis.
Setins de todas as cores, por precos baratsi-
mos
Merinos pretos e de cotes para \ istido.
Mantilhas pretas.
Fichs do diversas qualidades.
Cortes de cassemira para s:nhora, bordados de
seda, atoalhado-, espartilhos, tapetes uvelludados,
panos de crochet, pnnh. s para homem e senhora,
meias de todas aa qnalidades para homem e se-
nhora e outros muitos artigos de moda.
Rua Dupae de (nas n. t'i
Vende-se
por biratissimo prego 3 i 2 duzias de carrinhos
de mSo, o mais bem ape. feicoado e forte, zomo nao
ha em parte alguma, o que s avista pode justifi-
car o que fies dito ; para ver o tratar na rua do
Sol, armazrns ns. 7 e 13.
Crande liquidarao
de pliNNM
17 Rua do Batid da Victoria
Exposico universal
17
Liqudalo
em continnaco na rna larga do
Rosario n. 3S
Damiao Lima & C, nao p dendo acabar o seu
grs.nde sortimento de miudezas, em consequencia
da cryse perqu paseamos, continum por mais al-
gum tem' o a liquidar suns m< rcidorias, pelo qne
de novo convidam ao publico e especialmente
txmas. familias, a quem pedem toda proteccao.
Admirem 1
Punhos e colarinhos bordados para se-
nhoras 2*200
Ditos lisos 1*800
Ditos de ceres 1*500
Luvas de seda de cores 2*500
Agua florida, 700 rr. e 1*800
Bordados He 300 rs. A 24000
BoBitos lacos a 2200
Leques de 400 rs., 6C0 e 1*000
Meias para homem 3*000
Ditas idem 3*000
Ditas de cores 4*000
Um par de fronhas de libyrintho i *5, 0
Urna toalha de labyrintho 25J e 30*000
Envrsiveis, rs. 320
Fitas, bicos. lenco, grf.vatas e outros muitos
artigos que estao cxposifao.
Rua larga do Boaaria n. 3S
Damiao Lima & C.
WHISKY
EOYAL BLEND marca V1ADO
Este exeellente Whisky Escesses preferir
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica-
o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores armazens c
aiolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo no-
me e emblema sao registrados para todo o Braz.
BROWNS & C, agentes
250:000U
OTE
DO
9 DE FEVEREIRO
EXTRACTO
lIMT! NSFIRIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
loleria est habiitado a tirar 25:ooo$>ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna rua
Primeiro de Margo n. 23.
COEKE 9 BE FEVEKEERO BE 1886, SEM FALTA.
i.
*
t

I


/
DAS
4LAG0AS
CORRE M DIA ) DE FEVEREIRO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006$)000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz,
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 9 de Fevereiro de 1886, sem alta.
praca
da
i



8
Diado de Peris
Domingo
7 de Fcvcreiro de 1886
*



LITTERATlik
OS FILHOS
DO
BAHDXDO
roR
S. CAPSS37
O Baro de
Craodalr
( Continuacao do n. 29)
IX
cho de ferro trauspoz o muro.
Van Helraont agarrou-a no momento em
que ella caba.
Sern perder um instante, mcttcu o gna
eho em ura buraco, puchou-o par* l ;
lidez, depois deixou-
10 nos bragos ; o p ivo
deu bravos phrenetieos.
Era tempo. Apenas Van Helraont es
tava vira ia p"e"go, a parede dc3bou,
amea^ando-o na pa sjHeua.
O horacaj'que Mtim araba va de arran-
car Van II dmont.a uina tuerta cert.1, tinha
o uniforme de Bargento do regiment de
Balagoy.
lira illa que na vcepera A noite no Cam-
po enlarnoado, duranta as evolugoes do ca-
vallciro mysterioso, conversara intimamen-
te com Van Ilelmont; era elle que na raa-
nh3 d'a idelie mesmo dia tinha dado na Pon
te Nova, ao barilo Qrandair o bilhete da
morada de Pcrinos Ura elle finalmente, que
ao primeiro clarSo do incendio, correr ao
lugar do sinistro.
Heitor disso Van Ilelmont aperian-
do-!ht ns nulos, pagaste a tua divida, est
quite commigo!
Engana-se, raestre, respondeu o sar-
gento ; nao fiz mais do que campar un de-
ver, b-m sab que nunca podare! pagar o
que Hi i devo Oh! eu bem lhe disse an.e
nao viesa*, a esta mal lita casa, por
n'ella o esperava a dasgraga .
Est s palavraa chama:am Van Heliaon*.
i urg i ii i la Mtu
Oh 1 pobre Al lab ranrmorou elle.
Heitor estremecen
Morrea ? perguatou coiu voz aba-
fa !.;.
Nio, responde o sabio,, mas leva
ram-na.
L> varara na ?
Sim.
O pavo roleava os dous liomeni, acoto-
volando s", piaando-aa, pro euran lo ver os
herea da cataatrophe^
Curosidale ilevoraiora do povo, a qual
'ambara se i anta vasa os sen ti rae a tos de liu
manidade e cari lado comrauns as inas-
! sas.
la um offereea o seu auxilio, os seus
servioos, a sua casa, os seus testemunhos
de admiracSo e i:iteressa ao salvador c ao
quo ello salvara.
Van Ilelmont agradeceu em poucas pa-
abrir caminbo levando
HEITOR
Van Ilelmont; arrancou o que anda po-
da obstar sua passagera, e subiu ao te-
lhado; um largo panno do muro, que se
conservava de pe, offerecia-lhe um refugio
mais seguro, aproveitou-o.
S sobre este muro, Van Ilelmont pare-
ca o genio do fogo no centro do sau ele-
mento ; o perfil do seu corpo destacava-sa
em preto sobro o fundo vermeltio das cham-
mas.
A' apparigao sbita d'este homem, o
povo amonto lo na ra dos Dois Escudos
deu um brado unnime do espanto e de
medo.
Para todos, o hornea ana acabe.va de
surgir estava perd lo sem recursos. Nao
havia meio de chegar &t aondo elle esti-
v, nao ie lbe poda dr meio algu.n de
salvago.
Van Helmont dabalde intarrogava com
a vista tudo em chammas.
Da repente ouviu se um e tampido si-
tro; a nraltidlo soltou s-gunio grito
mais lastimoso do pie o primeiro, mais im-
pregnado de ior e le raado As ruinas
do convento diroita, a casa das Estufas
Velhas esquirla, acabalara di desabar
ao raesmo tempo.
O muro em que estava Van Ilelmont'
vacillouna sna base. O sabio estendeu s-j
ao comprido para nao succu nbir vert- ;
gem. I tvras e procurou
Pelo espago de alguns infantes o fumo, n^^
elevndose da massa das reinas, encobriu Ambos, anda quo cora grande custo,
completamente o muro eo hornea, que es- conseguira n eseapar multidao, eganhan-
tava sobre elle. Jo primeramente a ra de Prouvettes,
Quando sa dissipou o fumo, o muro ain- atravessaratn por diante da igreja de Santo
da estava en p, o hornera de joelhos, ustacr,io, que continuava a tocar a fogo,
sustnha-aa assim aeima do R>co do meen- para 80 metiere na ra do Montorguei!,
dio. entlo completamente deserta.
A situacao ara tao espantosa ou tal vez ^ ru:i l;,;,vi encobarte, a noite era trfui-
ainda maij critica, se era possivel, do que t0 3iCura.
um instante antes. Os dous horaens pararam.
Conhecia-so que o homem e o muro am Hitor, o rgento, tinha direito
desapparecer de nm momento para o ou confianCa da Van Ilelmont, era seu cont
tro dente.havia maitM annos, e por isso o sa-
Mas, mal se dissipara o fumo, apenas o
povo acabara de ver o dasgrajado eon-
deraaado a urna marte harivel, queum ho
mem, destacando-se do um grupo, se ati-
rou com urna corda enrolada no bra50 so-
bre as tuinas ardentes.
Com urna audacia, urna ntrapiaes, um
srngue fri e urna destreza que pareca
> Pars-
Van Ilelmont b
Repgname, dsse el
Porque ? perguntou Heitor. A censa
natural, oppor ban lidos a bandidos A'
gente de La C ir os da girla!
A justii;. aSo nos podo auzibac; laneoino
milo da fora! O mestre, se quizar, pode
inspirar r'speito a esta inultidao sera f e
sem le, e td-a s suas di-.posiyo:s. De-
mais AK'.ah est em perigo, e acha-se sem
reeurso aqullo que o meatre protege.
- -- Fst bera, disse Van Ilelmont, fga-
se como quer
Entao nao p rjanios um minuto ex
i I : r I Contra La Chesnaye Lar-
guemos lhe os da giria I Para a frentte 1
O PATEO DOS HflbMHgEl
Nj primeiro capitulo leata narradlo,
deserevendo o plano de Paris, no tenpo
de Hronque IV, disse nos que a mnralM,
nae des do f rt! da porta du S. Diniz se dirigia
depoii par nort, onde a ter em ludia
recia raa de Santo Honorato defronto do
sitio em que existi* ha poucos annos a roa
de 3. Nioacio.
A ra Nova do Santo Eustaquio, e ;.
rui dos l'ossis do -M :.it narro e sta > pre
nte no/lo-al,' onda exista eet* mu
rala.', dsstraa no r.i.ialo de Luiz XIII.
Curren lo/fl roaratha para o lado eaquer
do, tomaa lo( direita pola ra do S. D-
milagrosa, esealou as rui, as fum^gintes,
subiu os raoi; Iras carbaniaadaa, e
chegou ao p do muro.
__ Mestre diss-* elle com vjz forte no
meio do profundo si! mei \ que a sua ines
perada o'
adores.
Heitorl OU Van
Oh p^quei,
du.i lano de D
E sem pre de jodi adn a i
sobre o abysm >,
i a altara de u-i
eiro andar.
,m 'm r icbou dcacnrolou
a cerda, legaron un
das com um gaooho
do-a no vacuo, arremessoa a com braco vi-
goroso^_____________________
bio cm paoeaa > avras o poz ao faoto dos
huTTeis aconte -iraentos que acabavam de
se consu-nmar.
Assi n. disae ede tarmioaado, &ldah
est andida para mira Aldab entro as
mitos de leraetoaotes miseraveis O tlho
de Branca sem apote e sem reenrtoa para
Ifazer triuraphar a sua ciusal Que hei de
fazer I.. .
O que j lho propuz, raestre, e o que
at bote sempre tera recusado; usas que
> faz r agora sem perd de Djn
minuto irspand. u Heitor com voz sonora.
Van Heltoont eeo.
- O 'II '5 'i \
( gres i iiilcrrompu
v>.
Os d > girii! daa ios I ra '
zo.
05 da gri !
i do pate 1 loa ^lilagres.
nos p^em agora auxiliar Com
'. breca Se e;i este penas-
to ha muito te-npo, para que ne tena
l, com o risco, se fosse
surprehrnlido, da rae t'r:re:a a alabarla,
mz, occuparTTo tolo o terreno onle exis
tjm nos w-siof dias a passagera do Cair e
a ra UourlKm-Villeniuve, elevava n-se en-
tilo osTdrisios do convento das S'-r/as de
Deas, desenliados na forma d triangulo,
formado pela ra das Servas de Deus, pe
lo baluarte e pela ra de S. Diniz.
Entre o convento ao norte, a continua-
cao da ra de S. Diniz a ovsto, a inura-
Iha ao poente, o a ra de S. Salvador ao
sul, havia du is travessas imrauadas, fti-
das, tortu >sas ; iam d ir una a ura baeoo
sujo o irregular, a outra a u 111 pra;i lar-
ga, mas de aspecto trta e naaseabnodo.
A praca e beeco tiohara arabos o raes-
mo nomo, muito conbeci lo pelos parisien-
ses ; o do pateo dos MUagres.
Proviaba esta antiga ueaominacl) da
metamorphose que repentinamente se op-
rava na pessoa dos mendigos, vagabuulos,
ladroes, pelotiqueiros e outros estiraaves
habitantes da grande ci lade, de que a pra-
ca e o be eco erain ro3deaoi.a ou o asylo,
logo que trauspunbam a entrada.
Cora efteito, entrando nos liraites do rui-
no dos farroupilhas, onde a policia era
sempre tinha ac;es3o, os cegos viara clara-
mente, os surdos ouviara Jstiiietimeate,
os cosos senta n desapparecer a desigual-
dade dos seus morabros inferiorej ; os man-
cos recuperavara o livrj exireieio dos
bracos, os tortos en liretavara-s-, 04 cor-
cundas tornavam-M esbelto*, o doentea
euravara se, os paralyticos corriara, os hy-
dropieoa toraava n se ageis ; os fillios d-i
maes muito extremosas tornavam-sa or-
phiOa, os velhos aziain-se mogos, os mu
dos falla van, os idiotas mostrav.im se es-
piituosos.
Portento o pateo dos Milagr.s justifiea-
va o su u-) o o os mais incrdulos tor-
narse -hiam era lulos assi-'indo ao qua ali
sa fazia.
Do mais se os milagrea orara ento nu-
merosos; nilo o erara menos os lugares on-
de elles se faziam.
O pateo dos Milagres era ao p do con-
vento das Servas de Deus, mas tinha 3U>
corsaes na odade e fradella.
A pia ira era o pateo do re Fia
situado na ra le 3. Dioiz(n. 32-;.)
Dpois o pateo de Santa Cith:irna, na
oa roa (313] ; o pateo Bosset, na ra
re; o piteo Greatter, na ra
Conchas; o pateo Ja Jassienne, na roa
; o patao Santa Honorato,
perto da ra S. Nicaeio ; o pateo dos Mi-
lagres, uo sido aonda actualmento a roa
do Bac; outro na ra de B
bairro S. Marccllo, o do alta de S Boque
e sutros muitos que escasado no-
mear.
1 segn lo as estatistioas
da pocha, nilo se devo avahar em menos
de quarenta milo numero de vagabuulos,
mendigos e ladro3s que assolavara a capital
nilo causar muito espanto o grande nu-
mero dos seus retiros.
Mas como j disse nos, a capital era a
iraca e o booco- situados entrada da ra
de S'. Salvador o o convento das Servas
de Deus.
Para chegar a este famoso pato, onde
chafurdava na l:.na a escoria da soeielade
tera noceisario, diz Sauval, doicer pri-
meirameto u na calcada muito coraprida,
to-ta, desigual (a actual calada das ruis
JIontorgueile (Possonniere) e atravessar ura
numero infinito do traversas innominadas.
N mi uraa s das ras desto bairro era
cacada, e os monte3 de lama e immulici)
erara continuo.
Nos dias de chuva ora uraa verdadera
nundacao, m-.n urna inuniaclo de lana
ircpuguniite.
Da noito rcinava all urna bulla lur/vel.
una bulha qu^ ensurdecia, urna eseuri lito
qua iibrigava debaixo de seu manto pro
tactor todas ss ufa nas e ti los 03 crraes.
Depois uraa populacho ignobil, esfarra-
pada, horrorosa debaixo de tolos os aspea-
tos, formigando no meio desta immuuda
sentina.
Vi, diz ara hi.storiilor la poca, uraa
easa de lama, quasi enterrvda, a tremer de
uelhice e de podrida), qao nilo tera mais
de viute e qu^tro ps quailrados, e onde
vivera u^ cineoenti casaos, carregados
con uraa ufitiidade de cranlas naturaes,
legitim-s e roubadas.
Affirraavam mt que nesta pequea es
palunea e outras iguaes habitavara mais
le quinbentas familias amontoalas urnas
sobre ouras.
Por tolos os lados o pateo dos Milagres
era rodeado por casas baisas, es auras,
disformes, feitas de barro c lama, e qu 1
quasi abatiara debaixo do peso daspassoas,
que as invadiam.
No (ira do pateo elevava-sa era ura v.os-
to nicho, uraa i.nagara do Salva Ior, se n
duvida roubada em algura lugar sagrado.
Toda a saciada le tera as suas leis ; a
dos giriantes de Pars tambera tinha as
*"' -ai, por cama das(ihe ievar ,nag viaho> pedro o Assassino,
thesouras qua levavam para cortarem as
bolsas.
Depois de8tes seguiam-se na ordem hie-
rareba as dirferentcs classes de raaltrapi-
lhos, designada cada urna com un no me
particular.
Estes mendigos ladrSas estavam om re-
IagScs directas com os bandidos, assaasi-
nos e toda especio de malfeitores, aos
quaea so reuniam quando havia que sa-
que ir, roubar, ou levar a desordem e a
ruina a qualquer p irte.
CU ir.n"i)$ di siiccola, os vadlos, oz r1-
tow.iros, todos 03 aventureiros sara f e
saa le, acharara, chegala a noito, um
abrigo para o eorpo e ura alimento para o
estomago no seio deste pateo dos Milagros,
'le aecesso rapratieavcl.
Ali ou se suitentavam do producto da?.
Udrociras, ou e
ngordavam na ociosilale,
tidos os crimes, ou se
ganliava
pan.'a-
suas.
A priraeira era nao possuir cou8a algu-
na, que nao foe proveniente do roub)
ou da mandieidade.
A segunda, nao gaarlar nada pira o
dia seguate.
O assoeiados erara obrigados a tallar
urna nguagam ptrticular chamada gi-
ria.
txidtia entre ellas urna hierarchii reoo-
oheeida por todos, e cujos graos erara a
ambiguo de cada as30ciado.
ou se instruiam em
habituavara a todos os vieios.
Ali, sora cui lados p do futuro, cada um
gosava a seu gjstj e sui v>ir.ale do
presente, comen > noite o qu
Jo dia, s vezes casta de rauita
dalia.
Ali, as orgias erara frequentes, es con-
vivis oamerosos, a alegra feroz, a lingua
fraila, as aci3 s ioaulitis e rapos-
si vei-o de so deierayer.
A pitur 1 que a abarnos d; faz t do
patea dos Milagres ol 6 seductor 1, tiia-
vii o leitor j alivinhou qua a este an-
tro da la rociras e de rapias qua o va-
moa con diizir fiaan lo- vos a facaldade de
recondusir ao ao baila do D. Pedro, ao
mnij desta soiedale brilbante qu ago-
ra lite ped 1103 ura atoandoaar por instan-
tes;
XI
03 OlBIASTES
E' ra ia hora depois de meia noita, os
gritos, OS cantos, os berros returabain de
um lado da praQa a ilo becco, chocan-
do 83 em um chaos horripilante ao ou-
vido.
Quitro lantern.as suspensas en quatro
sas a!:iuiuu sombramente o pateo doa
Milagres.
Os tiinidos raios de luz reflectinlo a
casto atravez os vidros eagorduralos o
chcios da poeira, baten va-illantea sobra
o centro do pateo, deixando au trovas
tu lo o qua nao tica a dea pisso3 da seu
foco.
Esta elardade du vi losa d um aspecto
mais singular e anda mais phantastico a
scena do pateo dos Milagres.
As casa3, ou antes os covis, desravem
o seu negro alinhamento, roldando a pra
5a como un cinto de imraun lieias.
listas habiia;o:s se:u nomo teem todas
um buraco, un i es-peaia de olho curioso
um dos notaveis da Griria, o mesmo que
vimo3 passar bebadj pela feira alguns ins-
tantes antes do tenente da policia.
Mais adianto, est'outro, de feicoes con-
trahidas, com os olhos inflamraados, de
olhar embaeado, M tibias do nariz es-
borrachado que apezar de bebado vae fal-
fando cin amores com Jacquelina, cuja
m3e foi euforcada na ve3pera as escalas
da cruz de Thahoir.
Mathias e Jacquelina, dois antigos co-
nheeiraentos da foira de S. Germano, e do
quo o leitor, se tera. boa memoria, decerto
se ha de lembrar.
No meio do pateo, dais mocos esfarra-
ptdos e duas raparigas cobertai do trapos,
ceiam de aootedade estropiando em coro,
una cangro do tempo.
Estes qne .ogim aos dados injuriando-se
e ameacando-se com murros e cora as fa-
ca', gritando e berrindo a cada lance, sao
Joiio da Forca e Tbisgo o B xigoso, era-
prgalos do raestre Joas, o jadea proprie-
tario da casa do jogo, aonde intro iuzimos
o l'dtor no principio d'esta narrafSo*
Est'outro que dormia s >bre urna cama
de lama, tendo por t-avesseir> o fragmen-
to de um bmeo, e que ressona como urna
bileia enjoada sobre a areia, Sulpcio das
Pern.is Tortas, a quera a tortura aniqui-
lara os menbre3 inferiores, a qua de da
corre por Pars com am til luxo de mo-
letas que parece ura andaime ambulante.
Prximo a un xJilarjo, que gesticula
ensioando ao auditorio, qu-'. f,;z circulo em
redor d'elle, a raa eir da arranjar ura
Bratjo de Deui, cora celidonia o saagae de
b )i ; um associado nov90, sa ensai-a pra-
vamente era espumar para fingir de epila-
tco, mascando um pedaco de sabao.
Aqui est Si pone a Egypcia, tao preta
como a til lia da Nubia, com os bragas ns
e sai levantada o esboracada, a taber-
neir.a, a botiquineira do patao dos Milagres.
Ali. subindo a urna mesa, dominando os
cireumatantes, tcompanhando se com urna
calleira em quo bate cora a moleta, est
Tallebot o Coreunda, o mendigo da feira
de S. G imano, que canta cora grande
applauso do auditorio.
Finalmente, por toda a parto se come,
O chefa suprarao, rei, imperador, ou di- ^ so,ir. ., pra;a. Kste barajo urca
F0LSET1M
MATHIAS SANDM
PO?.
JLI3
nm
H l I X T -PAUTE
(Continuafo do n. 29)
IV
Antklrtta
Mas ao mesmo lempo que o doutorcom-
binava os meios de chegar ao seu nm, ti-
nha o dever imperioso de prover segu-
ranga da colonia. Os seus agentes da Cy-
renaica e da Tripolitania iutormavam que
o movimento senoussta tomava grandes
proporgoes, principalmente no vilayete de
Ben Ghazi, qua o mais proxnio da ilha.
Correios especiaes punham incessante-
mente em comraunicagao Jerhb )ub, esse
novo p do islamismo, como o chamou o
Sr. Duveyrier, essa espeaie de Meca me-
tropolitana, onde entao resida Sidi Mo-
hammed El Mabedi, grao-mesire actual da
ordem, com os chefes secundarios de toda
a provincia.
Ora, como esses Senousistas, para diser
a verdade, nao sao senlo dignos deseen
lentes dos antigos piratas barbarescos, que
tera um odio mortal a tudo quanto euro-
peu, o dontor tinha motivos muito serios
para estar sempre em guarda.
Com effeito, ao3 Senousistas que sa
dere attribuir as inatangas inscriptas na
necrologa africana, nos ltimos vinte an-
nos. Se Beurman e Kanem pereceram em
1863 ; Van der Decken e os seus compa-
nheiros, no rio Djouba, em 18G5 ; a me-
.etador, tmh 1 o titulo de coetra, e o seu po-
der era arbitrario ; as suas senteneas abso
lutas e sem appellago ; as suas vtata les,
as suas ordens erara executadas sem dis-
coasaO.
Cada um dos seus subditos era obrig.a lo
a pagar lhe contribuigao. A maneira de
reaeber a contribuido erai original.
O grande coesre coberto cora ura manto
esboraeado, tendo na cabega um chapeo
vidho ornado com conchas, encostado a
um pao nodoso do feitio de urna moleta,
eva levado aos hombros de ura gatuno.
Diittta dola estava uraa baca e os vas-
salios destilands, iam depondo nolla a sua
offerenda.
Depois do coarse seguiam-se os solitarios
ou agentes da giria, uraa especie de gover-
nudores de provineia.
A sua m8sao, quando estavam em Pa-
rs, era ensinar ais que erara admtttidos
de dovo a fabrioagao de un augra^nto
proprio pira formar chagas ficticias : alen
d'ieto ensinavain-llics a giria, ligeiresas d
mitos, a arte do furUr, de cortar boleas,
de engaar a multidilo.
Bstoa ofBdaes superiores eran da orli-
narij antigos ostadaates ou frades dubo-
ebados, o cm considerado pela sua scien-
eram wemptoa de pagar imposto ao
chefe supremo.
Tambera iam mendigar as provincias
com os diversos titulos de maram ou mem-
nina Alexine Tinn e
Abedjouch, em 1865
r e Joubert, per! 1 do poco de In Azhar,
e:n 1>>74; os padres Richard, Morat e
i!ar I, da nuaaSo iadjer, o coronel FUttere, os capitaes
son e Diarious, o dou'.or Guiard, os
ros Beringer c Roche, na estrala
de Wargla, em 1881, f-a porque esses
adeptos sanguim rios fora 11 lvalos a por
era pratica as doutria is S n mstetaa contra
os an spl nrad 1
O uoutor conversava rauitas vezes I
raspeito cora Pedro Balhny, Luigi Fer
rato, os c pitaes de sua fbtilha, os cb i' -
Je sua milicia e us principaes notavei-
Iha.
Podia Atkirtta resistir um ataque
desses piratas ? Sim, s^m duvida, cora
quanto as obras das sUai fortificag3;s an-
da nao oalTCinanm concluidas, comtanto
que o numero dos assaltantes nao 1
muito considir ivel.
Por outro .0, os Senousistas tinham
interessec n apoderar se della? Sim, porque
ella in mi ,ava todo o golfo de Si Ira, que
&t a as praias da Cyrenaca e da Tripo-
litania.
O leitor estar lambrado do que a sues-
te de Antkirtta, a duas milhas de distan-
cia, fieava a ilota e Kenkraf. Ora, essa
ilhota, que nao houve tempo para fortifi-
car, constitua um perigo para o caso pro-
vavel de urna flotilha fazer dlla a suabase
de operagoes. Por isso, o dou or, por cau-
tela, tinha mandado minal-a o encher as
minas, cavadas na sua massa rochosa, de
um agente explosivo terrivel.
Bastara uraa scentelha crectrica, envia-
da pelo fio subraarino que a ngava a An-
tkirtta, para que a ilhota Kenkraf fosse
aniquilada com tudo quanto estivessa na
sua superficie.
Quanto aos outros meios de defeza da
ilha, eis o que se tiuha feito. As bateras
da costa, com a sua artilharia, s espera-
van os serventes da milicia designados
para nellas tomarem o seu posto. O for-
tim do cana central estava prompto para
fazer fogo com as suas pegas do grande
alcance.
Numerosos torpedos, fundeados no canal,
defendiam a entrada do porto. O Ferrato
e os tres Elctricos estavam preparados pa-
ra o que podesse acontecer, quer para es-
perar o ataque, quer para atacar urna flo-
jaue'da ou una porta, illurainada no inte-
rior pir um facho mettido na greta da ea-
rUQchpsa mesa, ou pelo fogo qu> arde em
grosscirii lareira.
Deante das casas, em toda a extensao
i'eite mar de lama, qu: cobre o chao, es-
tilo amontoados beos, trpegas, musas
toscas, tudo isto oceupado por horneas,
uiulheien, creatgs, velhas, rapases o ra
pargas \ sobre as mesas- veen-sn eomidas
fumigantes, garrafa?, buhas, copos, facas,
cass. rolas.
Alli faz-se 1 cosinha ao ar livre deante
de ura fogo, qua era seor-, tea forga
bastante para vencer a humi lade do chao.
Sobre este fogo, sustentada por velha
trempe, e3t una enorme rrigiieira, ebeia
at 3 borlas do uraa gordura nauseabun-
da, e que forre '! baixo las vistas de uraa
naolber veUia, cui taraje nSo comporta dis-
cripgs \.
Pbr um lado v'eem-se
outras a cantar, oatraa tejndose pela la-
: para o entra lado caes ano ladrara u
r-o, moriera p 1 > osso, qa-a fur-

os seus, no Oaadi
Dournaux Duper-1 iaa de assaltantes.
Entretanto a ilha tinha u.n lado vulne-
ravel no seu littoral do tndoeate. Po li-
(.ll'eetuar ura desembarque nessa part da
costa ao abrigo do fogo das bateras e do
fortn).
Alli estava o perigoe talvez j fus-; tar-
de p ri eraprebender obras de defaaa,
Afiaal de cantas, seria certo que os Sa
aousistas queria n atacar Antkirtta Era
esse um negocio serio, uini expodigao p1-
rigosa, oue exiga um material coasidera-
vel.
Luigi ain la qufria dnvidar. Pa o que
disse um dia, durante ansa inspaegilo que o
doutor, Pedro e ello passavam as fortifi
caeSea da ilha.
^- Nao essa a minha opinia, raspn
leu o doutor. Antkirtta rica e domina
o mar do3 Syrtas. Por 3so, bastam esses
motivos para que ella seja atacada mais co
do ou mais tarto, e os Senousistas tra
rauita vontade de apoderar-sa della 1
Nada ha mais certa accrcscentou Pe-
dro, e urna eventnaliiade contra a qua!
devenios estar precavidos..
Maa, o que rae faz, sobretudo, re
ceiar ura ataque inminente, tornou o dou-
tor, ser Sarcany um dos adeptos desses
Kliouares, e eu sei que elle sempre os ser-
vio como agento era paizes estrangeiros.
Ora, meus amigos, lembrem so que Pont a
Pescada ouvio na casa do moga dem urna
conversa entre Sidi Hazara e elle.
Nessa conversa o norae de Antkirtta foi
pronunciado varias vezes e Sarcany nao
ignora que esta ilha pertence ao Dr. Ant-
kirtt, isto ao homem que tile mais teme,
aquello que elle mandou Zrone ataear na
eneoata do Etna. Portanto, tcado sido mal
u:cadido na Sicilia, elle sem duvida hade
procurar desforrarse aqui e em melhores
condignas !
Ello tcra-lhe odio pessoal, Sr. dou
tor ? perguntou Luigi, e o conhece ?
E' provavel que elle rae visse em
Ragusa, respondeu o doutor. Em todo o
caso, n5o ple ignorar qua eu tive rela-
gdc3 com a familia Bathory nessa ci lade.
Alera disso, a existencia de Pedro foi-lhe
revolada no momento era que Ponta Pesci-
da ia arrebatar Sava da casa de Sidi Ha-
zara.
Tudo isso deve terse ligado no seu es-
pirito, e elle deve suppor que Pedro e Sa-
va encontraran! um refugio em Antkirtta.
E' piis quanto bas'a para que ell: bat
contra nos toda a hor ia Senousistas, da qual
nSo po lomos esperar quartel, se ella con-
sega r apoderar se da nossa ilha.
Easa ar-umcatac.ao era muito razoav.d.
Q:e Sarcany anda iguor.iva que o doutor
era o con la Mathias Siul)-f, i*s> era r
mas sabia bastante para querer arreba-
to lhe a berleira do dominio de Artenak.
Sao pon, pira admirar que ezettaasa o
kdifa a preparar una expe tigac contra a
colonia antkirttina.
Entretanto, chegou o dia 3 de D.z>m-
bro, sera que nada indicasse a imminen .ia
le un ataque.
Alen disso, es3a satisfajao que sentan
por achrense, afinal, reunidos, illudio a
tolos, ra.-aos ao doutor. A idea do pro
xirao casamento de Pedro Bathory cora
-'ava Sandorf enchia tolos os coragoas e
tola3 as aira is. Todos quorum p'rsuadir-
se de qua os dias mos tinham passado pa-
ra nunca mais voltar.
E' bora dizer que Ponta Pescada o Cabo
Matifou ta nben acreditavam na seguranza
"eral. Estavam tao contentes cora a feli-
cidade dos outro3, que viviara n'ura enlevo
perpetuo.
Quem dira! repetia Ponta Pscala.
__ Quem dira o que ? perguntava Cabo
Matifoa.
Que tu serias um bom rendeiro e gor-
do, meu Cabo ? Decididamente, preciso
que eu pense era casar-te !
Casar-me !
Sira... eom urna bella mulherzinha '
Por que mulherzinha ?
. Tans razao I. ... Uraa mulherona,
urna bella mulher enorme I. Eir\ A
Sra. Cabo Matifou. Haremos de ir bus-
cal-a na Patagonia I
Mas, omquanto nao se realisava o casa-
mento de Cabo Matifou, para o qual havia
de acabar por achar uraa companbera dig-
na della, Punta Pescada tratava do casa-
mento de Pedro e de Sava Sandorf.
Com permissao do doutor, elle meditava
organisar uraa festa publica, com jogos,
cantona e dansa, descargas de artilharia,
grande banquete ao ar livre, serenata aos
noivos, retirada aux jlambeaux e fogos de
artificio. Podiam confiarlhe tudo, era esse
o seu elemento L Sera esplendido 1 Hvia
de se tallar nisso durante muito tempo!
Havia de se fallar sempre!
. '- 'r
'jiD miara com o ,i '.'. > oung
estn.idas.
Aqui meio n, de esta-
berculea, de faces ver aell 1 es-
trcbti ha s,bre o banco, que d minos na
mesa, e qu) berra pela taverneira para
Tudo isso, porm, fieon em germen.
Xa noite de 3 para -4 de D :z obro, noi-
te calma, mas eseurcei la por nuvens es
pess-s un tyrapaao elctrico soou no ga-
binete do Antkirtt, uo Stadcbaua !
BratB dez horas da noite.
Ao ouvir o chamado, o doutor c Pedra
sabir.-..n da sala onda tinham pasea lo a noi-
te eo n cora a Sra. Bathory e Sava San-
dorf.
Cbegando ao* gabinete, reconheceram que
o chamado era do posto de observagao es
tabelecido no cone central de Antkirtt?.
Houve logo perguntas e respostai por
ueio de ura apparelho telephonico.
Os vigas atisigualavam a sueste da iifi3
a approximagao de uu.a flotilba de em-
barcacSea que apparaciam confusamente
as trevas-
>E' preciso reunir o conselho, disse o
loutor.
Em menos de dez minutos, o doutor, Pe-
dro, Lxt'gi, os capitSes Narcos, c Kj dr
e os chefes da milicia ch.garam ao Stad
thaus.
Alli toi-lhes comraunicado o aviso envia-
do pelos vigas da ilha. Um quarto de
hora depois, tendo todos ido ao porto, pa-
raram no molhe onde estava o pharol.
Dasse ponto, pouco elevado cima do
nivel do mar, era impossi?cl distinguir es3a
flotilha, que observadores postados no co
ne central poderam avistar. Mas, Ilumi-
nando vivamente o horizonte a sueste, se-
ria, sera duvida, possivel reconhecer o nu-
mero de embarcagSes e em que condigSes
prosuravam chegar.
NSo haveria inconveniente em indicar as-
sim a DOS:glo da ilha ?
O doutor pensou que nao. Se era o
inimigo esperado, nao vinha s cegas, sa-
ba onde fieava Antkirtta; nada podiaira-
pedil-o^de l chegar.
As machinas foram, portanto, postas era
activdade, e, gragas forga do apparelho
elctrico, o horizonte ficou sbitamente Ilu-
minado por um vasto sector
Os vigas, nao so tinham engaado. Pelo
menos, duzentas embarcagoes avaugavam
em linha, chavecos, polacas, trabacolos e
outras menos importantes. Nao havia du-
vida quanto a ser a flotilba dos Senousis-
tas, que esses piratas tinham reerutado em
todos os portos do littoral. Faltando a
bebe, grita, berra, ladra, ma, chora, n,
disputa, pragueja, abraga ; batem-se, blas-
femara, meeheni se no meio de um concer-
t espantoso de clamores, do choques de
vazis partidos, das bilhus que so quebrara,
das f*cas qua cruzara, dos dados que ro-
lara, e de (tormentes que roncara.
Nuvens de fumo acre, emanagoes pro
nientes das differentes cosinhas, viciim o
ar o privara no da respiraba peitos menos
habituados a esta atiiiospherav
ri' um espectculo extraordinario, que
nenhuma penna poderia descrever, quo ne-
rrliura prinael poderia rpnduzir, da que
nao p ileriara dar idea os sonlns mais ex-
travagantes, e de que Deus na permtte
a existencia 9"nao para provar at que gran-
de baixaza p le chegar aquello qua se in-
titula o rei da creaeao.
Era um dos sitios ma'j escuros d'este
pateo dos Milagres, de que aeabaraos de
taser um rapi lo esboce, tres bomens con-
versavara em voz baixa, sera se importa-
re rn eom o turaul/o, que reinava era redor
d'elles.
O leitor conhece 03 tres homens ; j os
viu, a3sim como alguns dis seus corapa-
nheiros, quando o lavamos feira de S.
Gerraano.
Eram os tres espioas do tenente de po-
lica; os que tinham promettido entregar
La Chesnaye na noite anterior, e que
tinham podido levara cabo a sua traglo
1 b O bu ido : Pintirroxo, Joio seiu
bofes e Lonreneo.
-r-sa uns
aos outro=.
Juro por Deas a r ia vi
e roconheci La C casa c! s
Joas, dizia Loare
E eu afirmo que cila estava a essa
hora, no '_ >, responden Joo.
{Continuar sella)
brisa, era a r.:mos que se dirigan) para a
Iba.
Para esta travessia, relativamente curta,
de Cyr.-nai ;a a A itkirtta, nao pre-isavam
de vento. A calme do mar devia mesmo
servir-lhas, porque perraittia-lbes desem-
barcar era con lgSes mais favoraveis.
Nessa oecasiao, a flotilha achava-30 an-
da a quatro ou cinco milhas a sueste. Nao
podia, p lis, chegar antes da nascer o sol.
Teria silo imprudente fazel-o, quer p,.ra
forgar a entrada do porto, quer para ope-
rar um desembarque na costa meridional
de Antkirtta, iusuificienteraente defendida,
como dissemos.
Feito esse primeiro reconheeimento, apa-
garam-so os apparelhos elctricos e o es-
pago fieou de novo na escuridao. S res-
tava esperar o dia.
rntretanto, por ordem do doutor,
' rato da milicia fieou a postos.
Era preciso que tudo estivesso proaipto
para desearregar o primeiro golpe, do qual
talvez dependesse o resultado da empreza.
Era certa agora que os assaltantes nao
podiam mais pensar em sorprehender a
ilha, porque essa projacgiio de luz babilitou
a gente de Antkirtta a conhecer a sua di-
recao e o seu numero.
Durante as ultimas horas da noits vola-
rara com o traaior cuidado. O horisonte fu
rauitas vezes Iluminado, para reconhecer a
posigao exacta da flotilha.
Era evidente que os assaltants^eram nu-
merosos. Nilo era, porra, certo qua esti-
vessera munidos de material suffiaiente pa-
ra vencer as bateras de Antkirtta. Mas,
pelo numero de combatontes que o chefe
da expedigo poda largar ao mesmo tem-
po om differerentes pontos da ilha,.oS"-Je-
nousistas eram para temer.
Afinal amanheceu, e os primeiros raios
do sol dissiparara as brumas do horisonte.
Todos os olhares dirigitam so p3ra o lar-
go, lsto e ao sul de Antkirtta.
(Continuarse ha.)
'
J


^
Typ. do Diario ra Duqua de Caxias n t.
ruMU


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