Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16872


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Full Text


AHITO IIII IHlfl 28
PARA A CAflTAJL E 1,1 JtARKS OMDE IVO E PACA PORVK

Por tres meses aoiantadot
l'or seis ditos ideis. ....
}'or me anuo idea.....
Cada numero avulso, do mesmo ca
6,5000
120000
24^000
0100
SEIIA-FEIfiA 5 1 FBVEBEIRO DE 1886
PARA 1U:>TRO E PORA DA PROVINCIA
' Por seis mezes adianudos......... ..... 130506
Por nove ditos ideas.... *............. '/SS
Por um anno dem................. 270000
Cada numero avulso, do dias anteriores........... 01OU
DIARIO DE PERNAMBUCO
ipxofxkhnlbt rc JHaiujel fxgixeixoa to Jara 4 Mijos
TELEGRAMMAS
t
sssvig: mncui.... so da:,::
RIO DE JANEIRO, 4 de Fevereiro, s
12 horas e 40 minutos da tarde. (Recebido
s 2 horas da tarde, pela linLa terrestre).
Pelo *. iliwiriclo de Uiua Ciernes
foi eleito em 1. eacrullnio. o Dr. *f
fauno CelMO de AmmIn Figuetretlo Ju
lor (U).
ssavigo iu limiu um
(Especial para o Diario)
LONDRES, 4 de Fevereiro.
O novo gabinete eou aftim com-
|>OStO I
PRESIDENTE DO COSSELHO E PRIME1-
RO LORD DO THESOURO, Cladtone i
LORD GRANDE CHANCELLER E GUAL-
DA DO GRANDE SELLO, Herwcbell i
LORD PRESIDENTE DO CONSELHO PRI-
VADO, Sseneeri
CHANCELLER DO THESOURO E SECRE-
TARIO DE ESTADO DO INTERIOR, Chll-
dem
SECRETARIO DE ESTADO DOS NEGO-
CIOS ESTRANGEIROS, BoNeberry i
SECRETARIO DE ESTADO DAS COLO-
NIAS, ranvlllet
SECRETARIO DE ESTADO DA GUERRA,
Bannermao :
SECRETARIO DE ESTADO DAS INDIAS,
Kimberley:
SECRETARIO DE ESTADO DA IRLANDA,
Conde de Horicji
PRIMEIRO LORD DO ALMIRANTAD0
Ripon.
CONSTANTINOPLA 3 de Fevereiro.
O iiiiii-rna da Porta Ollomann man-
do u a diversa potencia ama circu-
lar declarando que a* ncfociacdea
entaboladaw cona o Principe da Bul-
garia deramem rennltado ner awsig-
nado um accordo que nal Aguarda
o Interesaea de ambas as nardos.
Agencia Havas, liial em Pernambuco,
4 de Fevereiro de 18ri6.
INSTRCCiO POPULAR
to commercia), aberto em 1842 aos europeus,
fu chati 200:000 habitantes ; urna parte da popu-
lacao habita ein barcos ; sedas, etc. Macau, 80.000
habitantes ; pertencente aos portugueses (na ilha
de Hiaog-Chan).
ilbsFormoaa, 2,500i000 habitantes ; parte
chineza e parte independente. Hai-nan, l.OCOiOOO
habitantes.
FSTAD08 TRIBUTARIOS DA CHINA !----Mandchua,
capital, Dukden. A parte martima foi ha pouco
annexada Russia em urna grande extensao de
costa.Corea, 8.000:000 habitantes : grande pe-
nnsula montanhosa ; capital, Hany-yang. Unas
LiuLin, Mangolia, comprehendendo urna parte
do deserto de Gobi, e separada da China pela
grande muralha que os ehinezes construir im para
impedir as invases dos trtaros ; a parte banha-
da peto rio Araur foi ha pouco adquirida pela Rus
sia. Thibel, 6.000:000 habitantes : cabras afama-
das, cuja la ernpregada na fabricaco das cache
miras ; capital, Latsa, 50:000 habitantes Butan,
2.000:000 habitantes ; capital Tassusidon.
(Contina)
>ARTE FFICIi.
Geographia geral
Extrakido
DA MBLIOTHEC DO POVO E DAS ESCOLAS
(Gontinuacao)
MU
CHINA
Hoje o DOl te do Turk-'stau, habitado pelos
_-krio, Cas parte lo imperio russo. A Russia im-
paa ultimim nio o sea protectorado ao khanato de
Kbiv.i e vanea lar {ament na onquista da Asia
central.
kubdistan (antiga Astyria; KeruL.
13.00'J:00J kilmetros quadrados.-450.000:000
habitante!1. 34 habitantes por kilmetro quadra-
ao,Limites ao norto a Siberia, a leste o Grande
Ocano, ao su! o ludo Chna e o IndostSo, a oeste
o Turkeatan.
A China oa celeste imperio, teve urna antiga
civilisacao, cuja origein se perde na noitedos tem-
r) s. Isolada de tolas as nacoes, nao avancou alem
do que j for.i. No scalo XVI es jesutas introdu-
xram na China o chri tialismo, mas sendo expul-
sos no seculo XVIII, a religiao christa foi perse-
guida e os cstrangeros limitados ao commercio do
porto de Can'o. Em 1812, os inglezes, pelo tra-
tado de Nankin, aJquiriram a ilha de Hong-Kong
e fizeram abrir varios portos ao commercio euro-
peu. Em 1856 as provoeaeocs das autoridades chi-
nezis deram lugar a urna intervencao armada
anglo francesa. Entao a China atemorisada eon-
cluio tratados de commercic com a Franca, Ingla-
terra, Russia e Estados Unidos. Novas provoca
coes dos ehinezes em 1858 occasionaram outra ex-
pedicao que entrou era Pekn (1860) e obrigou a
China a sahir de urna vez do seu eystematic o iso-
lamento.
Numerosas minas de metaea : mineras, pedras
preciosas. A agricultura, inuitu animada e apre-
cala, attingio na China urna gi-ande perfeicao :
produz principalmente cha e arroz. O reino ani-
mal representado pelo depilante, rhinoeeronte,
tigre, panthera, etc. A industria muito activa
aperfeicoada, e produz principalmente sedas, gan-
I, poicelanas, obras de marfim e de tartaruga.
Antes dos recentes tratados, os ehinezes s cem-
mercaram com os estrangeiros em determinados
portos. Apezar do deadem que aflecta pela scien-
cia estrangeira, o china assimilla e imita muito f-
cilmente o que v.
O governo desptico, mas tunda-sena autorida-
do paternal : o imperador, on filho do cu, con
siderado como o pai commum dos seus subditos.
* rcelo muito considerada.
Capital, Pekn, 2.000:000 habitantes.Pekin for-
ma tres cidades concntricas : no recinto exterior
est a cidade commrciaiu" ; um segundo recinto
contm a cidado gnerreira e os monumentos do
laxo e das artes ; do centro estilo os jardins e o
palacio do imperador. Este ultimo Um cerca de
10 kilmetros de circuito,
oidades PBiisciPAES : Cantao, 1200:000 habitantes
a cidade raais importante da China ; emporio do
commercio exterior. Yf-nchang, 600:000 habitan-
tes ; cha afamado. Kvg-te-tchiny, 500:000 habi-
tantes ; fabricaco de porcelana fina. Nankin,
500:000 habitantes centro cientfico da China ;
torre de porselana, de 65 metros ; tecidos chama-
dos ncmkm. Nigypo, 300:000 habitantes; mas etpa
cosas, Tutos templos, arrabaldes inmensos, indas-
tris sativa. Shnng-hai, 200:000 habitantes ; por-
HluJiterlo da Jusilla
DECRETO 9,549 DE 23 DE JANEIRO DE 1886
REGULAMENTO PARA A EXECUCO DA
LE N. 3,272 DE 5 DE OUTUBRO DE 1885
SOBRE O PROCESSO CIVIL, COMJIERCIAL
E HYPOTHECARIO.
(ConcIusSo)
TITULO II
CAPITULO 1
Dai inscripcdts das hypothtcas legaes da mulher ca-
sada, menores e interdictos
Art. 88. As hypotheeas legaes da mulher casa-
da, menores e interdictos, s valora contra tercei-
ros depois de devidamente inscriptas (lei 3,272 de
5 de Outubro de 188b).
Art. 89. As ditas hypothecas legres, constitui-
das antes da execuca da lei 3,272 de 5 di Outu-
bro de 1885, e que nos termos do art. 9" da lei
1,237 de 24 de Setembro de 1864, e do art. 123 do
decreto 3.453 de 26 de Abril de 1865, embora nao
registradas, produziam contra teroeiros todos os
seus effeitos, devem ser inscriptas no registro ge-
al dentro do prazo de um anno, a contar dajdata
da publicacao do presente regulamento, sob pena
de caducidade.
Art. 90. Para o effeito do disposto no arigo an-
tecedente, pode a iuscipco ser promovida por
todos aqiu'lles que uella tiveiem interesse, taes
como: a mulher, i-idepeadente de licenca do man
do, os pas e mus, os filhos pberes, independente
da assistencia do seu tutor, os doadores, os a vos,
innaos e quaesquer parentes.
Art. 91. Sao obrigados a promover a mesma
nsej-ipco:
1. Os juises do civel e os maridos quanto as hy-
pothecas legaes das mulbcres casadas.
2. Os juises e escrivaes dos orphaos, pais, tu-
tores e curadores geraes e especiaos, quanto s
dos maores e interdictos.
8. Os tabelliuen em cujas notas tenham sido
celebradas escripturas de dote, de casamento com
exclusao da communho de bens, de doacees com a
mesma clausula, e das que forera feitas a meno-
res e interdictos.
4. Os testamenteii-06, quanto s hypothecas de
herancas e legados a menores e interdictos, e a
mulheres casadas com a clausula de inuommuni-
cabilidade.
5. Os juizes e escrivaes da provedora, nos mes
mos casos previstos em o numero antecedente.
Art. 92. l'odavia as alludidas hypothecas legaes
pedem ser especialisadas e inscriptas como espe-
ciaes de conformidade com a lei hypotheearia n.
1,237 de 24 de Setembro de 1864 e pela forma de-
terminada no reg. n. 3,453 de 26 de Abril de 1875,
arts. 157 e seguintes.
/ SECCO 1
Da inscripcao das hypothecas anteriores e a reque-
rimento da parte
Art. 93. Para a inscripcao promovida pelas par-
tes interessadas, basta urna simples peticao ao
juiz competente, o do civel, se fr a hypjtheca le-
gal de mulher cagada, o dos crphos, se de meno-
res e interdictos, requerendo a citacAo do respon-
savel para que dentro do prazo de oito dias, as-
signado em audiencia, proceda inscripcao de sua
responaabilidade; com a commmacao de que, nao
o fazendo, ser a mesma inscripcao realisada me-
diante extractos que, em duplicata, serao para es-
te fim expedidos pelo escrivo com certidao do ti
tulo de responsabilidade.
_
SECCA0 II
Da inscripcao das hypothecas anteriores promovida
ex-officio
Art. 94. Para a inscripcao obrigatoria das hy-
pothecas de que se trata, deverao, logo depois de
expedido este regulamento, ser observadas as se-
guintes disposfoes:
Art 95. Os tabelliaes, revendo seus livros de
notas, organisaro por simples extractos tuna re-
laQao de todas as escripturas, celebradas depois
da execucao da lei n. 1,237 de 24 de Setembro
de 1864 e do regulamento n. 3,453 de 26
de Abril de 1865, qaer de casamento por contrato
dotal ou com separacao de bens, quer de todas as
doacoes feitas nao s a mulheres casadas eom a
clausula de incommunicabilidade como a menores
e interdictos, e remettero dentro do prazo de 3
mezet ao official do registro geral afim de verifi-
car se se acham as mearan escripturas devida
mente inscriptas.
5 1." O official de registro depois dos precisos
exames dever, dentro de 30 cas, devolver a dita
relacao ao cartorio, devidamente annotada com a
declaracao attirmativa ou negativa da inscripcao
em trente ao extracto de cada urna das escriptu-
ras.
2. Os tabelliaes, de posse da mencionada re-
lacao, a faro apresentar immediatamente aos jui-
zes de direito lias comarcas geraes e aos do civel
as comarcas especiaes, sendo ao da Ia vara, onde
houver mais de um.
Art. 96. Os escrivaes dos orphaos, revendo os
livros de termes de tutela e cratela Iavrados de-
pois da execucao da lei n, 1,237 de 24 de Setem-
bro de 1864 do regulamento n. 3,453 de 26 de
Abril de 1865, organisaro urna relacao dos tuto-
res e curtdores que anda nao tiverom inscripto
a j suas hypotnecas, para ser apresentala dentro
do prazo de tres mezes aos juizes dos orphius;
contendo a dita relacao os nomes dos menores e
interdictos, sua fiiiaco e domicilio.
Art. 97. Os escrivaes da provedora, revendo os
testamentos abertos depois da mesma data, delles
cxtrahir&j, com a precisa individuacio, as ver
bas testamentarias de herancas e legados deiail o
a mulheres casadas com a clausula de incommu-
nicabilidade, a meuores e interdictos, remettendo
dentro do prazo de tres mezes urna re laclo d->s
pnmeiras ao juiz do civel e urna das segundas ao
juiz dos orphaos; e bein assim organisaro, para
ser presente ao juiz da provedora, urna relacao do
testamentos, cujas contas nao tenham anda sido
turnadas e dos quaes constem verbas as osnd-
oes mencionadas. i _
Art. 98. Serio excluidos da relaces determin.-.-
ilas n-s arts. 95, 96 e 7 as escripturas, ps \e,rmos
de tutela e cratela, aa-verbs testamentarias
ielativas a inventarios, cojas partilhas tenlUjn si-
do jolgadas, a tutelas e cantlas, e a testamenta
mentaras, de que tenham sido prestadla as
tas, on a casamentes dissolvidus e a tutelas e cu-
ratelas'extinctas,' sera prejuizo do disposta no art.
9" 3" da lei n. 1,237 de 26 de Setembro de 1864.
Art 99. Incumbe ao curador geral dos orp hilos,
sob a sua responaabilidade, velar na fiel observan-
cia do disposto nos art.igos antecedentes, requeren-
do aos respectivos juizes as providencias que en-
tender necessarias, nos casos do falta ou omissao
por parte dos funecionarios indicados.
Art. 100. Recebidas as ditas relacoes, manda
rao os juizes do civel u os dos orphaos notificar ex-
offiio os responsaveis para no prazo de 15 dias
procederem inseripco das hypothecas legaes
de suas mulheres e dos sous filhos, tutelados e cu-
ratelados; realisando-se, no caso contraro, a ines-
m inscripcao nos termos do art. 93.
SECQO III
Da inscripcao das navas hypothecas legaes da mu-
lher casada, menores c interdictos
Art. 101. Proceder-se-ha inscripcAo offieiaj
das hypothecas legaes constituidas depois da le'
n. 3,272 de 5 d-t Ou ubro de 1885, de conformi-
dade com os arts. 188 a 217 do regulamento 3,45 3
de 26 de Abril de 1865, que subsistem em intero
vigor.
Paragrapho nico 8e os responsaveis nao pro-
cederem inscripcao que lh38 cabe nos prasos le-
gass, ser applicavcl a disposyao dos arts. 93 e
100 da presente regulamento, ineumbindo ao ta-
bellio e ao escrivo da provedora, alm da notifi-
caco feita ao marido nos termos do art. 190 do
citado regulamento de 1865, communicar ao juiz
competente certidao da escriptura ou do testa-
mento para ter lugar dita inscripcao.
CAPITCTO n
Das penas
Art 102. Alm das punas do cdigo criminal
para os casos de omissao ou de falta de exaccao no
cumprimento de deberes, e das que se acham de-
cretadas no 22 do are. 9 da lei 1,327 de 24 de
Setembro de 1864 e mais legislaoao em vigor, in-
correm tanibem as seguintes (Lei n. 3,272 de 5
de Outubro de 1885, art. 8):
l.o De multa de 20o\ a 500*000.
l.o Os juizes que ex oficio, ou a requerimento
dos interessados e do curador geral dos orphaos,
deixarem de compcllir os tabelliaes a orgaoisacao
e remessa das relaees das escripuras a que se
refere o art 95, e uquelles que, tendo recebido a
relacao que lhes fr remettida, deixarem de cum-
prir o dever que lhes imposto no art. 100.
2 o Os juizes dos orphaos que, ex-officio ou a re
querimento dos interessados e do curador geral,
nao compellirem os seus escrivaes apresentacilo
da relacao dos termes de tutella e 'cratela as
condiciies de que trata o art. 96, e aquelle que,
tendo lecebido a referida relacao, bem como as
que lhes forem enviadas pelos tabelliaes, deixarem
de enmprir o dever que lhes imposto no art 100.
3.o Os juizes da provedora qu', ex officio ou a
requerimento dos interessados e lo curador geial
dos orphaos, deixarem de ccmpelhr os seus escri-
vaes irganisaco das relacoes indicadas no
art. 97 para terem o destino ahi prescripto.
4. Em geral, os juizes que deixarem de fazer
effestiva a imposico das inultas em que por este
regulamento tenham incorrido os tabelliaes e es-
crivaes.
5.o Os curadores geraes dos orphaos que deixa-
rem de requerer as diligencias necessarias para a
effectividade da inscripcao das hypothecas legaes
dos menores c interdictos.
2. De multa de 1005 a 300*000.
I. Os tabelliaes de notas que, dentro do praso
de tres mezes da publicacao de3te regulamento,
deixarem de extrahir as relacoes decretadas no
art. 95, e nSo lhes derem o destino ahi prescripto.
2.* Os escrivaes dos orphaos que, tambem no
praso de tres mezes da pablicacao deste regula-
mento, deixarem de formular a relacoes a que se
refere o art. 96, ou nao derem a ellas o destino ahi
ordenado.
3. Os eecrives da provedora que, anda den
tro do praso de tres mezes decorrdos da publica-
cao deste reguramento, deixarem de cumprir qual
quer das obrigacoesque lhes sao impostas no art 97
4." O official do registro geral que fr omisso no
cumprimento do dever que Ihe incumbe o art 9o
Io, e que dr causa demora do registro, dentro
dos prasos marcados.
Art. 103. Sao competentes para a imposico
das mutas decretad is:
1. O tribunal da Relacao quanto aquellas em
que tenham incorrido os juizes de direito do civel
dos orphaos e da provedora as comarcas especiaes.
2." Os juizes de direito das comarcas geraes
quanto s comminadas contra os juizes munic-
paes, dos orphaos, de capellas e residuos.
3." Os juizes de direito do civel, dos orphaos e
da provedora as comarcas especiaes, e os juizes
municpaes, dos orphaos, de capellas e residuos
as comarcas geraes, quanto s que deverem ser
impostas aos curadores geraes, tabelliaes e escri-
vaes respectivos.
Art. 104. as referidas multas sero impostas
ex-officio ou a requerimento dos curadores geraes e
das partes interessadas, e constaro de decises
motivadas, das quaes se remettero copias authon-
ticas competente estaco fiscal, para serem co-
bradas executivamente como renda do Estado.
Art. 105. Dos despachos, em que forem ou nao
impostas as multas pelos juizes, cabe recurso, que
deve ser interposto dentro do praso de cinco dias;
e das que forem pelo tribunal da Relacao nao
haver outro recurso alm de embargos ao acordo
proferido.
TITULO III
capitulo amo
Do penhor agrcola
Art 106. Podem ser objecto de penhor agrcola :
1.* As colheitas pendentes.
2.* Os productos agrcolas j armazenados, seja
no estado primitivo, seja depois de beneficiados,
manufacturados e acondicionados para a venda.
,., 3. Os animaes, machinas, instrumentos e quaes-
quer aceessonos nao comprehendidos em escrip-
turas de hypotheca.
4. Os mesmos objectos mencionudos nos n-
meros antecedentes que, posto comprehendidos em
escripturas de hypotheca, forem deltas desligados
por conseutunento expresso do credor hypothecario.
Art 107. Sob a garanta do penhor agrcola,
definido no artigo antecedente, podero os bancos,
sociedades de crdito real e em geral todo o caji-
tnlista fazer emprestiraes, por praso que nao ex
ceda de 2 annor, aos agricultores, sej un est i pro
prietanos da trra, ou arrendatarios della, ou c I
nos, ou simplesmente pes3oas autorisadas para
cultivn^-a por concessao graciosa dos proprietarios.
1" Depende do consentimento expresso do pro
pnetaiio, para que tenha validado, o contrato de
penhor agrcola, que tir constituido pelos arrea
dtanos, colonos e quaesquer outras obrigados a
prestaco-s.
. 2 O contrato de penhor agrcola s pode ser
celebrado por escriptura publica ou par termo ju -
dicial.
9 E' da substancia do mesmo contrato a de
daraco da importancia da divida.
% 4o As cesses de divida pignoraticia sero
feitas por escriptura publica ou por termo judie >i
5 O cessiunorio ou o subrogado exercer con-
tra o devedor os meamos direitos que compeiern
ao cedente ou subrogante, depois de eom.ieieute
mente averbada a cesso ou subrogaco.
Art 108. O obje -.to coistituide era penhor ar
cola ficar em poder d? mutuario, que o possuir
em nome do credor e sob a sua responsabilidade
pessoal como depositario, para todos oa effaitos le-
gaes ; nao sendo licito ao mesm* mutuari* dis-
trahil-o ou deile dispr por qualquer modo
Art. 109. O dsvedor .iao tica inhibido de fazer
novo peohor quando o valor dos bens exceder o de-
bito anterior ; mas ueste caso, effectuado o paga-
de qualquei das dividas, permanecero o
bens empenhados* pelas restantes em sua totali-
dade.
Art. 110. O dominio superveniente revalida os
penhores constituidos em boa f por aquellos que
com justo titulo possuiam os bens que serviran
de base ao contrato.
Art. 111. Comprehende o contrato de penhor,
alm dos bens nolle especificados :
Io O valor do seguro, que no caso de sinistro
fr devdo pelo segurador on segurado.
2 A niemnisaco pela qual for respjnsavel
aquelle que tiver sido causa da perda ou deteric -
raco dos bens empenhaJos.
3 O preco da desappropriaco nos casos de ce-
cessidade ou utittjade publica.
Art. 112. Serao punidos com as penas do art.
201 do Cod. 'Jria. a alienaeo e quaesquer des-
vos dos objectos dados en i penhor agrcola s.'ni
cousentimento do credor, e em geral todos os actos
praticadosem fuudeda garanta pignontci.i.
Art. 113. Ao credor pignoraticio sao outerga-
dos :
1 O direito de prefacio para sei- pago antes de
qualquer outro credor, com exclusao aiuda dos
mais privilegiados, salvas as despezas c cus tas
jadiciaes
2o O da aeco executiva o o do seque3tro, nos
mesmos casos em que cabe este ao credtr hypo -
thecario.
3 O de promover a aeoSo criminal para a im-
posico das penas comminadas n artigo antece-
dente, dados os casos nelle previstos.
Art. 114. Como consecuencia do disposto no ar-
tigo antecedente, nao poJen os bens dados um
penhor ser cxecu^lua, sob pena de nuiliJade, por
nenhum outro credor qne nao seja pignoraticio,
salvos os casos le insolvabilidaje e do fallencia,
nos quaes se guardar quanto se acha eit ibele-
cido para os crditos hypoihecanos.
Art 115. O penhor agrcola, para que possa
produzir os seus cubitos c mtra terceiros, depen-
de essencialmente do sua inscripcao no registro
geral ; observando se tudo quanto se acha eeta-
buleeido para a inscripcao das hypotheijas conven-
ciouaes. \
1 As cesses e subrogacoes do penhor, serlo
averbaias no registro geral para que possam va-
ler contra terceiros. \
2 A inscripcao ser feta no registro da co-
marca, onde existirem os bens qve servrem de
base ao contanto, e s ahi sero tambem i causadas
as averbacot's das cesses e subrogacoes, e o res-
pectivo cancellamento.
Art. 116. Extingue-so o penhor :
1." Pela extinecao da obrigaco principal.
2." Pela destruico da cousa erapenhada, salva
a bypothese da subrogaco do preco do seguro.
3.- Pela i enuncia do credor.
4.' Pelasentenca passadaem julgado, aunullan-
do ou rescindindo o centrato.
Paragrapho nico. A extinco dj penhor s co-
meca a produzir effeito depois do cancellamento
do registro, ao qusl se pi oceJer por meio de urna
certidao escripia na columna das averbaces do
livro respectivo datada c assi^nada pelo official
do registro, com declaraco do mesmo cancella-
mento, da raao c do titulo cui viitudc dos quaes
for elle feita.
Art. 117. A venda do penhor ser feta pela
forma estipulada no contrato, ou por aquella em
que asparles concorJurera posteriormente, na fal-
ta Uo previa estpulaco.
Art 118. Na execucao de penhor agrcola ser
observado tuda que fea estabelecido nos captulos
4 e 5' do titulo 1", quan:o forma do pioccsso
da acuao e execucao dos crditos hypothecarios,
com ioteira applicaco das prescripces relativas
competencia de jurisdieco e de foro, o proces-
so exee itivo, propositura da aeco. ao sequestro
e penhora, arrematacao, adjudicaco e remis-
so dos bens penhorados, embargos, concurso de
preferencia, nullidades e recursos, sua interposi-
co, seguimento e casos, em quo sao e'les cabidos.
TITULO IV
CAPITULO NICO
Disposicots geraes
Art. 119. As disposices contidas na lei n. 3272,
de 5 de Outubro de 1885, s regero as aeces e
execuces por dividas contrahidas depois da pu-
blicacao do presente regulamenta.
Art 120. Prevalece o disposto no artigo ante-
cedente, mesmo quanto aeco e execucao dos
crditos constantes de escripturas ou ttulos ante-
riores que tenham sido passados ainda que de ac-
cordo com as piescripcoe8 da nova lei.
Art 121. As accoese execuces, j iniciadas e
que estiverem pendentes no juizo de qualquer in-
stancia, continuaro a ser processadas e regidas
pela legislaco anterior.
Art. 122. A isenco outorgada pelo art 9 da
lei n. 3,272, de 5 de Outubro'de 1*85 s letras hy-
pothecaras, para o effeito de nao poderem ser pe-
nhoradas seno na falta absoluta de cutro i bens,
extensiva s letras bypothecarias emittidas antes
da mesma lei.
Art. 123. As custas judiciaes as aeces e ex-
ecuces bypothecarias e pignoraticias sero co-
bradas pelas mesmas taxas estabelecidas no regu
lamento n. 5,737, de 2 de Setembro de 1874, pa todas as especies de aeces e execuces, derogada
a restrieco decretada no 4" do art. 14 da lei n.
1,237, de 24 de Setembro de 1864.
Art. 124. Ficam revogadaa as disposices em
contrario.
Palacio i o Rio de Janeiro, em 23 de Janeiro de
1886.Joaquim Defino Ribeiro da Luz.
Governo ia ProTincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 3 DB
FEVEREIRO DE 1886
Antonio Pauli.io da Silva. Siin, pagan-
do o 8upplicante as comedorias.
Alferes Australiano Coutinho Ponce de
Len.Informe o Sr. commandante supe-
rior da guarda nacional da comarca da
Escada.
Cosina Dainiana do Nascimento. Infor-
me o Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda, tendo em vista o despacho da pre-
sideicitt de 21 de Maio de 1885.
Fernando Pacifico de Aguiar Montar-
royos.Requeira ao governo imperial.
(Jonselheiro Juo Silveira de Souza.
Informe o Sr. inspe-tor d Thesouraria de
Fazeuda.
Dr. Jo tquim de Albuquerque Barros
Gmmaraes. Informe o Sr. inspector da
Tuesouraria de Fazenda.
Dr Joaquim Correia de Araujo.-Iq-
tbruse o Sr. inspector da Thesouraria de
Paseada.
lia h ir 1 Joaquim B'raneisco Vilelh. do
Rgo.fcinoaiuiuhe se, de vendo ser pago
o porte na repartic2o dos Correios.
Joaquim Pinto de AUneidu Jnior. -
Sun.
Laopoldioa do Castro Baptista. -Requei-
ra em termos, do art. 168 do Reg. n.
5,118 de 19 de Outuqro de 1872 juntan
do os documentos exigidos pelo art. 165 e
166 do mesmo regulamento.
Manoel Bruno dos Santos Qouveia.
Informe o Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda.
Marianna Teixeira da Costa Coelho.
Reinettido ao Sr. hupectar do Th souro
Provincial para mandar cffeotuar o paga
ment requerido.
Sociedad?. Ave Libertas. -J tinha sido
provilenoialo pira qua fosse transmittido
ao juiz de orphSos com as devidas reaom-
meodagSes o aviso circular do ministerio da
agricultor i de 23 de Dczembro prximo
passado.
Telemaco & LuIodefiro, pois ainda
mesmo quo nSo fosse applicavcl ao caso o
que deter-nina a 2' parte do art. 49 das
Instruec3es de 27 de Julho de 1883 pre-
valeceria a responsabilidade dos suppli-
cantes por successSo em negocio do igual
natureza, nos termo3 d.i 1* parte do refe-
rido art. das InstruccSes.
Secretaria da presidencia, de Pernambu-
co, em 4 de Fevereiro de 1886.
O porteiro,
J. L. Viego.
Reparticio da Polica
Seceso 2.a N. 107.Secretaria de Po-
licia de Pernambuco, 4 de Fevereiro de
1836.Illm. eExu. Sr. -Participo a V.
Exc. que nos dous ltimos dia3 foram rc-
colhidos na Casa d-^ Detenco os seguintes
individuos :
Um delles o de nome Jofio Capistra-
no de Souza, de qutra t.atei na parte de
hontem e fora recolhido a minha orle n
por ser criminoso de morto e de feriinentos
graves no termo de Muribeca.
O outro tem o nome de Joaquim Mirtins
de Moura e foi preso por disturbios, d-;
ordem do subdelegado do 1.- districto de
S. Jos.
Commuuicou-me o inajor Jos Joa.
quirn Antunes que em data de hontem re-
as^umira o exercicio da delegacia do t ;rmo
de'Olinda.
-N^Iavendj o tenente Laurentino Fer-
reira Piu)i;utc!, denunciado ao delegado do
districto e-yCanhotinho, quo se a:hava
ameagado em sua vida e propriedaJe por
criminosos que se acbavam homisiados em
casa de Rosa Mara do Espirito Sinto. as
proximidaees do sua fazenda denominada
Conceicio, mandou aquella autoridade
ao subdelegado Caetano Vidal dos Santos
que 8eguissu para all e desse as provi-
dencias que o caso exigisse.
A companhado da forca do destacamen-
to e de seu escrivo, dirigi se o subdele-
gado na noite de 31 do mez rindo ao lugar
onde mora va Rosa Mara, cuja casa poz
em cerco e tomou outras cautellas para
nao ser iruatrada a diligencia.
Infeliz'nente, porem, estavain os crini
nosos emboscados e de sorpreza diio urna
descarga sobre a forja, sendo logo feri
dos tres soldados e o cavallo em que mon-
ta va o subdelegado.
Nes3a occasio abrio-se tambem a porta
da casa que eitava em cerco e sahindo del
a referida Rosa Mara e dous filhos,
1
aggiidem furiosamente a forja, matam
Francisco Goncalves
ferem a outros com
facadas o soldado
Correia de Amorim
golpes de ccete.
Reinoa entSo grande confuso no meio
da firjii; a casa, qua era coberta de pa-
lha incendiada, e ainda nessa occasio
dao os criminosas nova descarga sobre a
forja, sahindo feridos o commandante do
destacamento Torquato Justiniano de Oli-
ven a e outras prajas.
Informando se o delegado do occorrido,
dirigise as duas horas da madrugada ao
lugar em que se achava a forja afim de
ver se effectuava a prisao de alguas do*
criminosos, o que nao pode conatguir por
terem elles se embrenhado em urna raatta,
difficil de se penetrar na occasio.
Entretanto foi presa urna filha Je Rosa
Mara, que tambem tomara parte na lucta
em que se empenhara sua mo e irmos, a
na qual recebora um feri ment.
Dous dias depois dessus acontecimentos,
recebeu o delegado um officio do subde-
legado do districto de Calcado, communi-
cando a prisao de Jlo Lourenco, um dos
criminosos que haviam estado na embos-
cada.
A tal respeito procedeu-se nos termos
do inquerito policial.
Deus guarde aV. ExcIllm. e Exm.
Sr. ojQselheiro Jos Fernandes da Costa
Fereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O ebefe de polisia, Antonio
Domingos Pinto.
omina mo das Armas
QCABTEL GENERAL DO COMMAKDO DAS AR-
MAS DE PERNAMBUCO, 4 DE FEVEREIRO
DE 1886.
Ordem do 'dia n. 70
Em vista do telegramma do Exm. Sr. conse-
lhero ajudante-general do exercito datado de hon-
tem, declaro em additamento i'rdem do da n. 69,
da mesma data, que o Sr. tenente Jos Xtvier Je
Fignciredo Brito foi, por portara do Ministerio da
Querr, de 27 de Janeiro ultimo, transferido do
10 batalho de infantaria para o 14 da mesmi
arma.
(Assignado) O brigadeiro, Agostinho
Marques de S, commandante das armas.
Conforme. O tenente, Joaquim Jor
ge de Mello Filho, ajudanta de ordens in-
terino, encarregado do detalhe.
Thsuro Provincial
DESPACHOS 00 DA 3 DE FEVEREIRO DE 1886
Gregorio Jos de Sousa Lyia e francisco To-
lentino de Figueiredo Limo. Registre se e fa-
jam-se as devidas notas.
Pontos da Secretaria d'Assembla e da Escola
Normal.Ao Sr. pagador para os devidos fias.
Engenbeiro chefe do proloogsnvnto. director da
Escola Normal, Jos Elias do Olivcira e Antonio
de S Cavalcante de Albuquerque.Informe o Sr
contador.
Antonio Fernandes de r igueiredo Paiva e Fran-
cisco 1. Pinto. -Certiflque-se.
Fielden Brothers.Junte-se copia das intorma-
ces.
Antonio das Chagas Rodrigues Machada- io
Consulado para attender.
Mara Cavalcante de Albuquerque Saeha.__
Facam-se (as notas de portara de licenca.
Jui Municipil de Tacarat e Victorino Dotrib-
gues Alv<:s Maia.Haja vista o Sr. Dr. procesa-
dor fiscul.
- 4 -
Belohior Migu ;1 los Santos, J. J. Aires
de. Albuquerque, Manoel Jos Fer.-eira Ca-
valcante, Francisco de Paula Olveira Fi-
las Boas. Informe o Sr. contador.
Johns H. Boxwell. Resttuam-se.
Dr. Cosme de S Pereir. Dafer
dando-8' baixa na fian9a, visto terem mi
upprovadas as contas nesta data.
Estr.di de forro doLimoero, do aai-
nisfra .lor da Casa de Detenclo. Jaate
copia das inormajSes.
Faria Sobrinho C. De se proviinus
to para que sejo eliminados os recorran-
tes da collecta do i aposto do 12 art. 2
da 1 i n. 18U ultima parte, visto que pet)
rZonSo achar-sc nella comprehendidos
de ac; orJo informe ao Consulado.
Domingos Pinto de Freitas. Volteas
Sr. contador.
Lourenco Guodes Alcoforado. Escr^-
ture so a divida.
Fausta Augusta de Albuquerque. as
consulado para attender.
Antonio dos Santos Vieira e Thaatss
Jos das Neves. Deferido, ficanda ir-
responsavel pelo debito anterior o bv
inquilino quj estabeleeer-se no paviiaecto
terreo do predio n. 15 a ra do Amerae
n.. casa n. 11 a ra do Bario do Trtsst-
pho, cuja desoccupajlo prova-se.
Tlieodosio Jos da Silva Lins e Max
miao Lopes Alexandre Juni r. Cert
fique-se.
3onjalves Dias & C.Entregue-se pele
porta.
Contas da 3a. parte da lotera da iras*-
Hade de S inta Cesilia, da 219 partes 4a
lotera da Santa Casa, e da collectoria t
Victoria. Approvadas.
Barao da Santa Cruz a Francises Paula Olveira Villas-Boas. Deferida, *-
zendo se a transferencia da apolice, para isso ser exhibida.
^Pontos das Obras Publicas, da bibodw-
c& Pro visual e dos guardas daillutnisa-ls
Ao Sr. pgkiar^jjJir^os.djjvidosiJSBa^___.-*"
Clemente (xonjalve3 Neto. Iofonae*
Sr. Dr. administrador do Consulado.
Contas do eommandu do corpo de paEeia.
Examinem-se.
Jos Elias de Oliveira. Informe 8c.
contador.
Cmara Municipal
DESPACHOS DO DIA 3. DE FE
'
Pelo Sr. vereador commissaria e fdE-
Antonio Gaspar da Cunha, pedndo liceacs i
mandar substituir a canalisacao d'aguade se(|
dio n. 25 a ra de Felppe Camaro.-
quer.
Carwro de Souza & ('., para abrir uma<
de camisaria uo pavimento terreo do predi* m.
a ra da Imperatriz.Como requer pagand*
posto.
Chrspim Celorrio, p-odindo que sejam feita*
devid'is lancamentos no sentido de continuar
a Uverna sita a ra do Fogc u. 20 que gyiav&ssb
a firma de Emilio Martins Goncalves.Coma t&-
quer.
D. I. Se ve &, C. pedindo licenca para coHocars
passeio e em frente do seu estabelecimento atea
roa do Barao da Victoria n,39, um banco artar-
vel No tem lugar.
Feruandes Primo, para abrir um armasen afc
carne secca na casa n. 21 a ra de Pedro ^fi
Como requer
Flix Pereira de Souza, nica liquidante da fir-
ma Custodio de Mendonc* & (.'., pedindo baiuca
collectoria feita em nome dos supplicantes vis te-
rem vendido seu estabelecimento de fazendas sita
a ra do Duque de Canas n. 6 a Joaquim Lac
Texeira & Cdem.
Manoel Servulo Franco, pedndo que sejam tai-
tas as devidas averbaooes no sentido de ter ac*%-
de com o seu negocio de quitanda sito a estraax
do Limoeiro, freguezia do Poco da Panella.ideas.
Pava Oliveira & C, idem no sentido de Creas
acabado desde 31 de dezembro ndo, com o aec
estabelecimeuto de calcados sito a ra do Lirra-
mento o. 21.dem.
Pelo Rvd. Sr. padre Mello, vereaitr
comni'ssario de edificagdes :
Aurelio dos Santos Joimbia, pediudo eeapt
para mandar arriar a gateira existente na eaaa v
14 a travessa dos Exp stos e correr o telhada Sr
dita casa para tomar goteiras.Na formado pxre-
oer do engenheiro.
Andr Alfonso deCarvalho para mandar nter t
i os;nha de seu predio n. 1 a ra Imperial bes
c no ree ificur o muro de dita casa de confara-
dade com as posturas municpaes.Pagos os ij-
post'.s concede-ee de conformidade com as postu-
ra i e parecer do engenhriro.
Antonio Machado Pereira Vianna, para manase
tomar goteiras em sua casa de u. 20 a ra do Vis-
conde de Al buque que. Dando previa scieucis. a*
fiscal, coQcede-se.
Antonio Vicente do Nascimento Fetosa, reU-
cando pvd* que seja-lhe concedida a licenca soli-
citada para construir un chalet em seu terrea* t
estrada de Parnamerim, urna V que satisfas
exigencia d-> engenheiro, juntando planta do ajCc
ohalet. Pagos os impostse do conformidade eaac.
as posturas e parecer do engenheiro concede-se.
Barthoiemeu Lourenco, pedindo licenca pace
m ndar fazer parapeito, encaar as agua*, abrir
urna jan.l'a, faz r reboco nfrente e formse sr *
casa n 18 a roa do Tuity.Na forma da uutaaa
parte do parecer do engenheiro.
Custnrti'i Francisco Martins, para mandar fawr
urna coberta de zinco no terracp de sua casa n-16
a estrada dos Affl.ctos. Pagos os impostos coaje-
de-se de conformidad;! com as posturas e parecer
do engcnheiio.
Delvina Carolina Pergentina das Chagas reab-
ran 1> satisfaz a exigencia contida no paiecT Sa
engenheiro 1 clarando que rica a ra do Botu Gas-
to entre as cas .s de n. 7 e 29, o laical onde pre-
tende construirs dua* casas de taipi:, eujs ieen-
ja solicira.dem.
Francisco C. do Rez.nde, pedindo licenca par*
mandar rebocar a frente de seu predio n. 46 a raj*
do Imperador bem como encaar as as aguas e
tas-r parapeito.dem.
Floriano Antonio do Nascimento, replicando sa-
tisfaz a exigencia comida no parece do engeafcei-
ro, declarando que fica confronte o hospital Pere
II, o local onde pretende, edificar urna casa m
Uipa, cuja licenjt solicita.Indeferido.
Felppe Augusto Baha, replicando, satistxc a
exigencia contida no parecer do engenheiro deda-


"

L
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i-
y
[ lBlVn
t


r*r*-














Diario de PernambucoSexta -feira 5 de fevereiro 1886
rando que fica prximo a estadio da Encruzilaada
de Belm, fregueaia da Graca e fronteiro a caen
do Sr. Joaneiro, a casa que pretende concertar e
cuja iieenea solieita.Pagas o impostes concde-
se de conformidad* com as posturas e o parece.-
do engenbeiro.
Francisco cardoso de Simas, pedindo licenc*
para mandar rebocar exteriormente, concertar a
coberta substituindo madeiras e fazer mn quarto
Sue sirva de cosinha no chalet situaos Aflictos, 2"
iatricta da fregaczia da grasaUa conormida-
de com o parecer do ^geabeiro.
Goncalo Jos da Ganaa, para mandar correr o
telhado de sua eaaan. 24 a roa Fago. Lissitan-
do-seao que padee dando sciencia ao fiscal cocee -
Henrique Vogeley, replicandopede para mandar
demolir um dos oitoes de sua casa sita a riu do
Tambii para dar.-lhe a largara de todo o terreno
fazendo novo oitao o qual ser de pared*' dobrada.
Pagos oe impostas, coucede-se de conformidade
com as postaras e parecer do engenheiro.
Joaqaim Pereira le Azevedo Ramos, replicando
satisfaz a exigencia coatida no parecer do enger -
beiro declarando que os c oneertos exteriores que
pretende mandar fazer e cuja lieenca solicita as
casas de na. 78 122 a travesea do Pa >to, ns. 14
20 47 a ra da Cad ia Nova, ns. 1 a 7 a ra
da Gasmetro e 39 a 53 a travesaa do Ramo*, con-
sistera em pequeos rebocse lalrilhar asealcadas.
Liraitsndo-se ao que pt-de e pagos os impostes
relativa uetu aos concrtos exteriores concede-ee.
.Uuiza Mara da Conoeicao pedindo Itesooa para
nsaadar edificar u,na casa de taipa as Barr iras
do Caxaog, freguezia da Varzea.P.igos ob im-
pastos concdese de conformidades com as postn-
zas c parecer do eugenbeiro.
Mesa regedora da irmandade das Al cas erecta
na matriz do Corpo Santo, para mandar t ornar go-
tetras, retelhar a fazer pequeos reboeos nos pre-
dios de na. 2 a pra^a do Corpo Santo e 6 ao an-
tigo beca) do Porto de seu patrimonio.De con
formi dada com o parecer do engenheiro.
Manoel Antonio de Santigo Lessa, para mandar
correr o telhado de sua casa n, 184 a ra do Vis-
cende de Goyanna, substituindo alguns caibros. -
Liini auio-se a que pede u pagos osimpostos, con-
cede-se dando previa sciencia ao fiscal.
Manoel Fernandos Velloso, para mandar rete-
lhar a coberta de seus predios de ns. 26 a ru-i
da Compauhi.". Peroambucana, 3 l a di Araoriui,
32 a de D. Mara Cesar e 51 a do Visconde ds
I tapanca, bem como tomar pequeos rebocos e ca-
nalizar as cusaieras das mesmas.Dando previa
Beeiici* ao fiscal cjneede-se pagando o imposto
palo concert das euro huras.
Res & Santos, para mandar retelhar o sea ar-
roaz m d n. 77 aito ao Caes do Apollo.Dan lo
previa sciencia ao fiscal concede-se
Secrutaria da Cmara Municipal do 111
cife, 4 de Fevereiro de l86.
O porteiro,
Leopoldino C. Ferreira da Silva.
EXTERIOR
Repblica Argentina
(Correspondencia para o Jornal do Com-
tnereio, da crte^)
Buenos Arres 28deDezemhro
Summabio.Decln raya i pessoal. -A futura luta
eleitoral. As duas conferencias. O Sr. T.
A.Garca. Mensagem ao presidente.=R s-
posta prevista. Melancola poltica. -Um
dito de Luiz XIV.KesposU official de
Jurez Celman. -Divagacoes. -Verdade o
absurdo.Arsenal escondido.Ficcoes po-
pulares.=0 tratado ds 1856 e as razoe9
da imprensa argentina. Noticias de Mon-
tevideo.-s novos candidatos.Santos e
os nnpl iradorcs romanos.Um novo se-
nador.=0 Natal.Le chantage. -Urna ex-
tradiccao. O utijor Licuesla. Chionica
alegre. Casamento. Theatros. Fer-
rari.
Anda desta vez tere de comecar a minha cor-
re ponJeneia fallando da luta para a eleicao de
nm presidente, nem poderia fazer de outro raDdxy
ainda que o quizesse, porque a vida coatncrcial, a
Mft pekt*Ga> ladVtttio_-pcita -d/ldo : nao se
falla, nao se discute sena > ama couaa. a eleicao, e
eu tambem, embora arrisque toruar-me enfadonho
devo fallar nella, sem saber se poderei ser breve.
Antes, porm, de principiar, devo duas liuhas
de explicaco que me conservara pessoalmente.
Mo perteuco a neuhura seita pol tica, ne-
nhum partido, nao tenho sympathias pessoaes por
nenhum dos candidatos presidencia; escrevo s
guodo as minhas impreseoes e segundo a minba
couscicnia. Poder aeontecer que as minhas
apreciaos sejam errneas, nao digo que nao,
mas tenho a vantagem de dizer smplesm nte a
verdade e de escrerer cjuio pens. Eram neees
sarias estas poueas linhas de esclarecimeuto para
socego da cousciencia pirque nao gosto que dieain
que sou deste ou daquclle partido.
Estando prxima a eriaa eleitoral, a luta vai to-
mando cada dia que passa aspecto mais ameaca
O ; esta a verdadeira palavra. Basta deitar
s olh i nos jornaes dos diversos partidos para
corapr.-b 'nder como o honsonte poltico vai cada
vez mais cobriulo-se de uuvens ; por emquanto
temos s relmpagos, mas dentro em pouco arre-
beutar a tempestarte, com aeompauharaento de
trovoad.t e de raio. Doe-me dizel-o, mascar
est impregnado de electricidade e bastar, como
as avalanchas sobre as moutanhas, umapedriuha
que rod para precepitar a catastrophe. Eu
desejara sinceramente enganar-me, jmas creio di-
zer a verdade.
Cono o telegrapho ja lh. deve ter annunciado
e como eu j i ih: disse na minha ultima orres-
pinleiieia, a famosa fus u dos tres candidatos
Rocha, Gorostiaga e Irigoyeu, couaa fita com
grande applauso dos j iruaes qu i lhe sao favora-
veis. H 'Uve primuri urna sessjio prepsritnria
em casa do general Mitre e umi ultima decis'o
eoi casa do Dr. Gorosiia^i, na qua1 fieou etib;-
lecido quoos rs. Gorostiaga e lrigoyen r-'ir-.
riam as sua coudii itaras, e assim toi feito. O
Dr. Dardo Roeha, pela sua vez, retirou a su i,
mas com a condicao de que se mandara convidar
o Dr. Celman Jurez a submitter-sc a decislo, re-
tirando tambem elle a candidatura.. > genera!
Mitre fui eucarre ido de ir ter com Jurez ; mas
m eonssquencia da sua avancada idade escolheu-
se para tai ca--go o Dr. T. A. Garca. O Dr. lri-
goyen teria o cuidado de por o presidente da re-
publica ao facto de tud > a p-;dir-lhe se nao o s -u
apoio, pelo men is bmevo^a neutralidade. K.nn
esta< deliberaeoes tomadas, e por conseguate o
Dr. Garca parti novamente para C irdova, na b
nnra o Dt. Jurez, e o Dr. lrigoyen foi t-r cm
ojpresideate lio.-i. S se sabe ainda nada, cocotudo se ; oderia desde j
prever as respostas.
Eia a chroui-M e acta dos acontecimentos ; agora
vejara os commentarios.
Como j se sabe, dos uuatro candidatos presi-
dencia, o Dr. C 'Iram Jaurez estava quisi cert->
da sua eleicao, o Dr. Rocha tinli probabilidades
de ter bjn numero de votos, mu a duvida de ser
elei'o, os Drs. Gorostiaga lrigoyen tiuham a
certeza, direi mathematica, de nao o serom; o
part.lo 1 g-neral Mitre, outr'ora poderosissim ',
. boje dividido, a voz autoritaris do gran le
p ittlQt: nao t rn mais a preponderan ;i i de alguns
aun s p loiados. Os partidarios do Dr. Jaurez
ehamam-se o grande partido nacional; o de
Rocba o partido anmitid i; os nutros taan o
orne do candidato. Toios estes partidos, porm.
pereeberam urna couaa: que eram muitos de mi-s,
e exce^t) o do Dr. Jaurez, que compacto e b -m
disciplinad-), conpreh 'uteram que.s-ndo tantos a&
fallam seuSo favorecer o triumpho do adversario,
Un chegaria presidencia sem nenhum esf>rc>-
Que fazei ? Jorna-s de autoridade, como i Prensa
e a Nacin, batiam cada da o ferro, dizendo que
deate modo era im.Mjssivel ir avante ; que era ne-
cessario que alguem se sacrificasse pela patria, se
queriam ter meios de derrotar Jurez. Veio ontit)
a idea da fi~V), que foi aceita com enthusiasmo, e
que fae. lmente s: comprehende.
Rocha imp inha as suas coldicoes ; Gorostiaga e
Irigoy a viam se li -res do peso de urna candidatura
qpie nao teria nenhum resultado e fariam expiendi
da figura aos olhos do paiz, sacrificando a sua ]ier
sonalidade e a sua ambicio sobre o altar da patria
Nao se encontrara mais bella occasiio e eis por-
que os disse que a idea foi aceita com e:\thusias-
n e proclamada per toda a parte.
Mas Rocha, que horaem muito astuto, tinha se
reservado urna sabida, prevendo, como todos, em
suma que Jaurez recusara a honra de subinet
ter-se sdecisoes dacommissao. Recusando Jaurez,
Rocha recuperava a ana parte de candidato, mas
apoiado por tolos os partidos que se fundiram ;
deste modo se antes tinha dea probabilidades, boje
teria 30 e amanbi 30. O jogo de Rocha toi muito
hbil, nao ie pode negar, mas era demasiado clara
para nao ser bomprehendido primeira vista. O
nome do Dr. Eduardo Costa que foi laucado nos
primeiros aumentos da tuso, foi urna es.wcie de
balio de ensato, um nome posto avaota, someote
para encobrir a oousa. mas de todo o mi lo era sem-
pre um correligionario de Rocha, e sendo elle pre-
sidente de nome, Rojha o seria de facto.
Se se pergunta agora qual ser a resp ista ds
Jurez ao Sr. Garca, fcil seria advinhal-o. Por
que tuitivo renunciara Jurez candidatura?
en hoaaanagni a qaeta ? porque ? o qua par
Jauto a misi aiesma. Lato as jornae : Se
. nares aabmetta-se s docisocs da grandd par-
tido argentino, far acto de verdadeiro patriotis-
an pounauaa- a naco a guerra civil. Coafeeao
que ^uei espantado ao 1er seelhante dedamvio,
que uoeat eaeriptacom as osea mas palavraa, maa
que se l entre as linhas. Maa como! este arto-
da partido qae hoje acensa o presidente da Repu-
blic i de querer impor a candidatura ds Juarea,
pela sua ves quer impor naco o seu candidato,
e pretende que o presidente, que fazia mal em
imp- Jurez, fariu muito bem em impor od'elles.
Mas que exquisitice, que extravagancia, que pre-
toacEo curiosa !
A ptixo poltica de todas as paixes humanas
a mais illgica, porque vemos amigos, de uuntom
tornarcm-se inimigos ferozssimos, e o que era
brsneo, hoje preto; vemos o cracao do homem
fechar se a todos affectos, a todos os sentimentos,
para nao fazer outra cousa seno imaginar, como
os jogadores, combinaodss maisou menos possiveis
de cartuja
Estas reflexoes melanclicas sao-me dictadas ao
ver o desperdicio das loicas intellectuaes que ho-
mens de talento espalham todo os dias uas colum-
nas dos jomaos, com a idea fiza de converter a
opino do paiz s ideas d'elles. Nobreluta quando
te combate por um principio santo, patritico, mas
estril, quaudo se esvazia o cerebro scente para
defender este ou aquello nome. E dil-o-hsi, ms-
alo a risco de fazer-me apedreiar pelos meus col-
legas da imprensa de Buenos-Ayres. as futuras
eleiooes nao se trata de salvar o paiz ou um
principio ; a questao simples mente de hoinens,
ou Jurez ou Rocha. Jurez representa o presen-
te, a sitiutfo po'ilica actual, quer isto dizer os
mesmos homens qu ; hoje governam cora o gene-
ral Roca. Rocha representa outro partido, nao
outra cor poltica, mas outros homens que querem
por sua vez gosar do poder. E' esta a verdade,
I i em vio procurara esconder debaixo da capa
4-> patriotismo.
Pode-se por ventura negar que Mitre o Rocha
eram, ha alguns meses, inimigos mortaes, a ponto
de ter Mitre escripto que a elevaco de Rocha ao
poder seria urna c ilatni iade nacional ? Hoje vo
passear juutos e parecem dous namorados.
Pod --se negar que o general Boca e Rocha eram
os melhores amigos deste mundo ? Pois bem,
hoje sao inimigos irrecenciliaveis. K aM est o
que a poltica, ou para melbor di.:er, a ambicSo
humana, urna corrupcao incessante do seuso mo-
ral, em proveito da mais vulgar das paixoes.
Luiz XIV* dizia a Louvjs :
Meu caro marques, nao sei se depois de inor-
11 gosarei no paris dos mesmos privilegios que
tenno enquanto vivo, mas assegnro-ihe que o
mandar o maior gozo que o homem pode ter ueste
inundo.
Outra observacao : para combater Celman Jua-
rea, os outros candidatos tiveram que se unir; nao
isto talvez a primeira prova da traqueza delles ?
t porque motivo, pois deveria Jurez aceitar
como moeda bol a falsa modestia del.'es Eu de-
- 'javt ver um pouco, se Rocha tivesse tido a cer-
teza de ser eleito, se se teria curvado perante o
qus chamam a vontade da naco. Palavra de
h ma para ficar com najo quando se v empre-
gur nomes tao sagrados ao servido d> proprio in-
tere-se. Nao sei o que Jurez decidir mas cer-
tameute nao mosuaria ser homem poltico nem
apto para exercer o posto elevado ai qaal tem as -
pirado at agora, se se inclinaste odiante das de-
cisoes da commissao, c o genat*al Roca, guardando,
c uno dizem, ama be/fe vola neutralidade, faria
bao tan t mal em na^rapoiar o seu ?andidnto. As
jKisaS 'a s.io belhj/cousao. m .s t unbem na > se deve
ir ao poato. de esconder a verdade. Nao creio
que iaiz t- nha soffrido com a administraeo de
Roca, e se elle conmetteu algum erro, algum en-
guio, ninguem iselhor do que Jurez poder tra-
zer remedio.
A elevacao de R >eha, ou de qualquer do seu
partido, significara a guerra declarada a tado
quanto at ag.-ra se tem falto, u a marcha inseusi-
v li transporta da capital para o Prata; pois
bem, segundo o meu modo de ver, nao me parece
que a mana por um tora m deve ir ao ponto de
aa rincar i>s propri 13 intresses o as de um paiz
int-iro para s itisfazer a pro; ria ambicio e a dos
amigos,
N-ste momento meamo se conhuco a respostado
Dr. Celra m Ju iraa teita ao Sr. I. \. Garca. NJo
poda ella ser u;ais cathegorica nem mais correcta.
Respondeu ao Sr. Garfia que nao era a elle que
.n dirigirse, mas sim graudo commisso
nacional que tinha proposto e sustentado a sua
candidatura, e como o sr. Garca vinha em neme
di general Mitre e dos trez candidatos, nao po
dia corapruheuder pirque se dirigiara a elle, que
dep ndia da cotninisilo nacional; se o general
Mitre quera chegar a um aecordo, nao eia a elle
que se devia dirigir, mas aun a dita coinmisso.
Quanto a elle, concluio o Dr. Jurez, estava
prompto a inclinar-se p -rant- a volitada da cora-
raisso que represeutava a verdadeira naco.
Qual ser a resposta da comm9&ao, muito f-
cil prever, a julgar pelos dous mil telegrammas
expedidos nestes ltimos dias a Jurez, nos quaes
lhe auous.il .avara a nao ceder. is pois que a fa-
mosa <; 'al.s>, inchada com tanto barulho, cahe
po- trra vazia e frouxa, e as cousas tornara se
pe.ores do que nunca, porque os nimos estao ex
ireuiameute irritados. Dui Drs. Goroetiga e lri-
g yeu intil falUr msos ; a caudidatura delles
est reduzdaa cinzas sein uenhuma esperanca da
itsurr.-ieio. Ficam agora em frente 08 dous for
mi i.iveis atliletas, os nicos dos quaes se sabia
desl o principio que permanecer) para comba-
ter. Rocha cerUmante homem de tentar todos
os laaiirs. enejando ao pmto de queiuiar ns suub
itaVMS e liaver luta, luta feroz, e talvez sangue
derramid. Tristi cousa para um paiz chegar,
a cada iiova eleicao, a este triste resultado!
B agora, simp.csmeato a titulo de curiooidaie,
asas poler _'a. .nit.ir a exactido, quero lhe c en -
uuuicar os boatos exquisitos qu circulara pela ci-
d.de, serapre a prop>sito do uloices, boatos era
Sal absur jis c >ra pid-rc.s ver, mas que nao
ao feitos para trauquillisar o espirito dos cida-
dos. Eis alguns :
Pr-ven I > lita, diz se que o presidente tirou as
ropas das frouteiras e fl as acampar era volta de
Buenos-Ayres.
J\z m que Lt-Pia'i, capital do r.-iuj onde R>
ella dspota, um ver dad -ir. arsenal de guern.
cheiode espingardas, revolver e laucas ; ha quera
cliegue a dizer que naV) taita cauhjs Krupp, s-
e indidos por oim nos subterrui sis d .a novas cous-
truecoes.
iz-se que ai milicias do ^rata, retiro-rce s
in.ncias urOauA e cdaaaos, gu .ras, bomboiroa,
etc., eot) or'anii idas lailitariiMint* e b:m dis-
ciplinadas e pronptas para marchar a um signal
contra Bu-.nos-Ayres.
Ttmrsr*a-ir*j mas muito baixinho, que se orga-
nismo iissoeiacoes inyatenosus que na hora solem-
ne se apresentariam armadas, para fazer valer a
forca U 'a vuntade.
Eu poderia coutar-vos muitas outras mais frio-
; e anda aisim nao acabara de urna s vez,
mas como sao cousas inverosimfis pretiro nada
dizer.
Alera dcssRg boatos, absurdos ou verdadeiros,
que espilham o mo humor, temos os jornaes par
ndarios que est > uheios de aineac is ao presiden-
te u que uaess prever quo nao sedaran se u,i I
foi ca de baionetas, adoptando urna linguagem bel-
licosa, que mesrao feta para iuquietar os cida-
d-js, em surama, o futuro apreseuta um aspecto
grave, que perturoar profundamente es'S bello
paiz*. sub.ner.ido no loto de um grande cabts-
truph', deui ia a filhua de urna mesraa patria
l i albura t-uipj que os joru.ics otfieiosos
g taxi de mais dous mil res sobre as entradis da
carue seco argentina, e guUin anda mata forte
agora que tabid que as caiaaras batsuer ia vio
approvar outras tazas sabr as entradas dos pro-
ductos argentinos, e lembram o tratado de 7 d<
Marco de 1856*
Pois b;in : o que estabelecia esao tratado, c SS>
p?alinente o art. 6- ? Qu- as duas naoo-s, istu
, o imperio do Brasil e a Repubiea Argentina,
couviubam mutuamente em /jue os productos na
turaes ou manufacturaes dos dons Estados go-
zassem reciprocamente no outro dos mesmos i-
reitos, tranquezas a immonidades. E' este o seu
tido do tratado que se invoca. Ora, orno comecou
a repblica a tratar o Brasil, com o qual tinha as
signado o aecordo ? Sejam os senhorns os praprioa
juises.
Sao duas as qualidades de tabaco importadas
Duarte, dessa data at hoje aiud ninguem de
fra da reparticao foi admrtttd i e n lagar algum,
porque nenhunn vaa se tem dado.
Os serventes que eram em numero de 120 fo
ram por inira em Juuho de 1884 reduzidos a 86, e
esse numero ainda hoje conservado.
Longo de ser augmentado o pessoal foi elle
antes diminuido em 14 de Outobro de 1885, pela
suppresso, por falta de verba, de seis vigias
creados pela oriem u. 178 de 31 de Outubro de
1872, e ainda hontem Uve noticia nxtra-official, de
pota quoo interesse qua isto dara era- lia ver sido tambem soppnraida a olasse de ser-
venSas auxiliares dos oantiuuoa, creada por ordem
do rbasjaro, e at ejotasapladoa no orcamento
oom verba propria.
J v, pois, V. Exc. que tsm havido disninui -
cao nao augmento da peesaal.
na repblica, a do Paraguay e a do Brasil. Se-
gundo o tratado, o nosso tabaco devia ser tsxado
como o ds naco favorecida. Pois bem, o tabaco
brazileiio paga trez vezes mais direitos do que o
do Paraguay. Nao sei em que lingua se chama a
isto tratar um paiz de naco favorecida. Deus
nos livre de semelhantes favores.
E foi em vo que o nssso ministro deu paseos
seertados fazendo ver a patente mjustica. O go-
verno da repblica nao se deu por entendido, o os
j -risaas offiuiaaas nada dissaram a tal rospeito.
era attfu
demasiada forta, e'nlo con visita responder. Hoja,
o Brasil, na ruado, e asas rasa* deseas isjastivaa,
faz o qua a do seu lalssjusaa; porque pois gritar
'-outsa. usa prasadimaoto nue oe Argeati sos Foram<
os prisaams a- provoaar ? Era materia ds com-
uicroto, qnimlaai- i[ser ser dasau a adose varo, mu i
tas veaaa se teas de-amcp odar M hojeiqsui se
leintnass de daseat'Brrar c> vaams tratan* da 18.i.
Oeviam ter-se prevenido de um btwa par de ocu-
los, lido o tratado cora attencao, u principalmen-
te o art. 6-, e depi s por as raaos n cousciencia
e bater no peito, diz indo :" leavulpa, mea. mxi-
ma culpa. Um velho proverbio italiano diz : Uhi la
tira la apena.
As noticias da- visiuba capital de Montevideo
pouco variarain estes dias. Depfis da candidatura
do braziUiro Dr. ierra, veio a do Dr. Autouinho
Vidal. Depos de urna conferencia havida em ca
sa do presidente D. Mximo Santos, pdo-se di-
tas > stabelecida a candidatura do sr. r*edro Ca
ru, actual vice presidente da Repblica Oriental,
candidatura muito b ;m recebida pir I). Mximo.
Ao ver o que succede actualmente em Moutevi-
do. parece que estamos lendo um capitulo da his
po
K' verdade. que, aoi 9 da Dezembro foi, pelo
NSfa, que 8liberal, despedido un deste* ser-
toria romana, nos tempis dos Cesares, quando
imp 'rador na tor^a do. seu podrr reun'a o senado
e o povo, e dignava-se escolher o seu successor,
que seuado e povo apressavam-ac ora accUm ir e o
saulavara Divino. Estas recoriices me vierim
a mente ao l?r no tele^ramma do^lontevideo. Ei
lo tal e qual: Na reunio poltica da qual dei
noticia uo ultimo telegramna resolveu-su a dele-
gar a Santos as attribuicoes pica designar o can-
didato a presidencia. Corre u boato de que S u-
tos Joixra escapar o nome do aeuad ir Pedro Ca
ru, actual vice-presdente da repblica... *
Ass vera se tambem que, para contentar a D.
Mximo, ser creado um uovo departamento que
naturalmente votar ura novo senador, que ser D.
Mximo >antos, a quera ser dada a presidencia
do 8'nado, isto a vice-presideuciada repblica.
Era outros termos, isto tudo siguica claramente
que o general Santos continuar a govarnaf o
jaiz, deban i de outro nome, mas na realidade se-
r elle o seuhor da situac). Nao taco coinraenta-
a-ios porque Montevideo est fra do circulo das
minhas attribuico s : dou-lhes apenas as noti-
cias.
- E agra ura pouco da chrouica desta ultima
quinzona.
Lesdteux s'envont Passarara'as testas do Na-
C*l_ nem mal, nem bem ; a prcoccupaclo poltica
d.nuiu ni 11 neae momento todos os ni ais sentimen-
tos. Pouco moviinnito, pouca vida "as traiicio-
naes vigilias.
Houve festa no jardim Florida, onde elevar)
urna arvore ue Ntal para as crianzas. Quanto
ao mais, os aostu mdos bebados, que passaram a
uoite na polic'a, a I ga as rixas occasiouadas pelas
copiosas lih&co :a, miia tudo passoo ao tranquilla
ment. Pouco tambem o concurso de povo mis-
sa do gallo. Nao ha que dizer, tado passa, at
o lindo habito de festejar em familia o Natal que
tornou se um dia como um outro, do qual nada
absolutamente ha paradiser.
Parece que tambem entre nos p-gou urna iu
dustria infame que os franceses baptisaram com o
nome de chantage e que os italianos chara .rain
ricatto. A pilici;1, emprega toda a dilgileiicia
para deacobrir urna asso'iaco e pessoas honestas
que perturbo a intiraidade das familias deeeu.es,
mandando cartas amcafadoras s pessoas atemori
zadas, intimando o pigamento de urna quantia
dada sob pena em coso, de recusa de revelar ao
publico certoa segrelos e factos verdadeiros ou
imaginarios. Eato todos justamente indigna-
dos e rec amam prompto castigo para semelhantes
desavergonhadoa.
Foi preso, por pedido do governo suisso, um
tal seuhor Walliser de Strangique qne ha alguns
meses viva em Buenos-Ayres debaixo de um nome
supposto. Parece que o tal seuhor, no seu paiz,
sendo prefeito do districto de Eablatt, subtrahio a
a quantia e 400,800 francos (200:0001 dos cofres
do Estado. A priso foi feta pelo official de po-
lica Andrade, que ha dous raezea andar a pro-
cura do Sr. Walliser, que vivia grande sem pen-
sar que seria descoberto. Decididamente a Ame-
rica tornou-se paiz impossivel para os ladrOes, la
rapios o asaassiuos do velho mundo. Ser neces-
saro que estos senhorea procurem outro ponto do
globo, onde possam ir gozar da impunidade em
santa paz. Aconselbo-lhes a frica que muito
mais proxim i, mais commoda c onde a polica ain
da nao civil.
E j que lhe falle de urna priso, fallarei agora
de urna evaso. O conhecedissirao major Lacues
ta fugio da carcere de Canelones ; devia elle ser
subraettido a um conseibo de guerra, ma? prefe
rio1 nao esperar pela aeutenca doa juizea e respirar
o ar do campo. At agora nao so tem nenbuma
noticia da direeco tomada pelo major, e ser raes
rao diffi'.'il tornarem a ngarral-o, sendo Lacuesta
homem enrgico re E igora um pouco de chronica alegre.
Viva o hyraineu Um matrimonio j celebrado
e outro em perspectiva na nossa alta sociedade.
A Sra. Carm.'n Avear espoaou o Sr. Pedro Crio-
tophersen, e dentro em pouco era conhecido e
sympatbico Benjamn Viceorrira. filh) do ex-mi
nistru da guerra esposar a bella Sra. Helena
Boca, sobrinha do presidente da Repblica. Di-
sem maravilhas do enzoval da noiva, que foi teito
em Paris. Fallase tambem no casamento de ura
moco muito rico da colonia francesa com urna se
uhora argentina, mas a descripeo nD me permit
te pir agora decltrar nomes.
Se o calor eontinna, Buenos Ayres se trans-
formar em verdadeiro deserto, e o pobre do ser
correspondente nao saber onde dar com a cabeca
quando quizer mandar alguraas noticias, que nao
sejam a fastidiosa poltica. Ser obrigaHo a ir
tambem a Flores ou a Belgrano, doua encantado-
res suburbios, onde se refugiou a vida eleganCe da
cidade. Urna s senhora tem a coragerc de ficar
ainda nesta zona trrida e de abrir as suas salas
a quartas feiras, a um limitado numero de ami-
gos ; o nome desta corajosa digna de p-issar
posteridade. Cbami-se a Sra. Lavalle.
T'dos os theatros fazem grandes preparati-
vos para as prximas testas do carnaval; alguns
como o Polytheain, fizeram grandes despezas e
e graudes inuovaces, na esperanca de fazerem
excellentes negocios; mas receio que, este auno,
continuando a preoccupaco poltica e o calor ex-
eessivo, os frequentadores sejan, poucos.
Soube que o emptvzario Ferrari chegou ao deso-
jado aecordo com a municipalidade, e trabalha
cora actividade na fermaco da compauhi i lyrica.
Alm de Stagno e Mir.isky, tenores, contractou
tambem o tenor Prevost que tem vos ph momenal,
mas qu., ao que dizem s canta trez op tras. Fer-
rari m rece umi palavra de elogio porque, este
anno tambem, organisou urna companhia de pri-
meira ordem.
Possj tambera asseverar-lhe que, antes du Ly
ric i, terei- umi companhia de operetas, j es-
cripturada pelo mesmo Ferrari, que ao que dizem,
m is isto noticia que carece ser indagada, levar
um inmenso corpo de baile para por em scena
L'Amare de Manzotti.
E oora esta noticio pon lio ponto final, pedindo
desculpa se insesti demasiado sobre a poltica;
mas oomo pidia fazer ? A situac) actual gra
vissira i e mereca exame attento.
foi ftdmittido um outro, recommendado, havia mais
de um anno, por pessoa do interior da provincia,
onde tambem resida o,individuo de que trato.
Deus guarde a V. ExcIHra. e Exm. Sr. con-
selheiro Jos Fernandes da Cesta Pereira Jnior.
O inspector, Jo&o Curadlo Cavalcante.
+ aMajavtsjtSoH A junta aparadora do 1
districto d'esta provincia, reunio-se hontem na C-
mara Municioal, e, tendo procedido samas dos
votos da eleicao de 15 de Janeiro, expedio diplo-
ma ao Sr. Dr. Mauoel do Nascimento Majhado
Portella,
." Oiatrlcto. N) dia 1 do correte, a
junta apura lora do 9i> districto fez a coutagera
dos votos a!h dados na atsssjo de 15 da Janeiro, e
expedio diplora ao Sr. Dr. Jos Bernardo GalvSo
ilcoforado
dio Grmnde du Xorte.Telegramraa do
Natal annuucia que, no dia 3 do correte a junta
apuradora do Io districto, depois de proceder, na
forma da lei, somina dos votos aa eleicao de 15
de Janeiro, expedio diploma ao Sr. Dr. Tarquiuiu
Braulio de S uza Amarantho.
Feriadla de Ollndu. O seguinte qua-
dro mostra a rece ta, a desposa, e o saldo dos
batneos da ferrovia de Olinda desde 1872 at
1885, e bem assim a proporeo entre a deapeza e
a receita :
9
3
2
5
5
2
5
4
1
9
3
2
5
5
2
5
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1: ;: o: '. -1 -< 4- A -11. d:
e-a.e.t>.i(e6.s.se<.e-. &
c; w a 5 c 1^ c x u y ote -t-
OO'Obi^Oifrc.icic^iiS
---X te ^. IC ^^ocw^^op-~p"Cpaowc* "-' i: s. ': i- x -1 x. i i i '+- te U'cC'CcOooietc-io-ji-w-j to-itcr; oeteoitoiowaito '>es>as>(st!o>e>a>(siccO-i5JJX3 iCOCOCC". Ow- cc5 g
-j 1 o -i -i -j o> a -j -j -1 -j -1 00 -a -j
te I OoD'-irsSro'ooO^ocooo
c
u. 1
a f
tlfandetu de Pcriiamlmco A S.
Exe. o Sr. c nselheiro presidente da provincia di
rigi o Sr. commendador inspector da Alfandega
o seguinte officio :
Alfandega de Pemambuco, no Recife, 30 de
Janeiro de 1886. N. 59 Iilm. e Exm. Sr. -O
jornal A Prooiw.ia em sua chronica poltica de
boje sob a epigrapbe Os supranumerarios__dis
que para atteuder ueeesaidades ideitorsos loi
a igraentado o pessoal deeta Alf. ndega e mais
adiante accrescenta na primeira destas repart
coes (a Alfandega) encontrara-se aos magotes em-
pegados seutaifos hora do expedient com as
mos sobre as peruaa por nao terem o quef izer.
Q icm tae. assercoea escreveu, Exm. Sr., est
pouco informado do que se passa esta reparticao
ou por ceg espirito partidario propositalmente
deturpou a venada de todos sabida.
> Por telegramraa dos Bxias. Srs. oonselheiro
Dantas e Dr. Jos Marianno, datados de 7 a 9 Ja
Abril de 1885, uotneei para a vaga que eato se
deu, de coufendor da Capatazia a Osear da Gama
t onflirlo. morte e feriuicntoM Ten-
do o delegado de Cauhotiuho receoid) denuncia
do tenante toaurentiu 1 Ferreira Pimentel de que
sua vida e propriedade se achavam ameacadas por
Un e;rnpo de criminosos, que estavam bomisiados
em casa de Rosa Mara do Espirito Santo, as
proximidades d 1 fazenJa Coaoeioao, ordenou >v\\i-
la autoridade ao subdelegado Caetano Vital dos
Santos que para all seguase com a forca precisa
para providenciar come no caso caba.
Nanoite de 31 de Janeiro findo, o diio subde-
legado com o seu e-envao c da forca do destaca-
mento, para all seguio a poz cerco casa de
Rosa Mara, no intuito de prender os criminosos.
Estes, porcui. que ao que parece foram avisados
da diligencia, estavam enboscados, e de sorpreza
deram urna descarga contra a forca, ferindo tres
pracas e matando o cavallo em que montava e
an o k-legado.
Simultneamente abrio-se a porta da casa cer-
cada, e della sahiudo Rosa Mara, urna filha e
dous filbos, todos armados, aggrediram a forca,
matando facadas a praca Francisco Goncalves
de Amorim, e ferindo outros com repetidos golpes
de ccete.
Foi geral ento a conuso; a casa cercada foi
incendala ; e os criminosos emboscados deram
nova descarga contra a f irea, ferindo o seu eom-
mandante Torquato Justimano de Oliveira e ou-
tras pracas.
Sabedor dos factos, o delegado do districto di-
rigi se ao lugar referido xfim de ver se ainda
consegua a priso dos criminosos ; mas estes j
tinbam se evadido, embrenbando-se n'uma matta
de ditficl accesso, sendo apenas presa a filha
de Rosa Mara, que sahira ferida da luta.
Dous dias depeis foi, capturado no districto do
Calcado um dos taes criminosos, de nome Joo
Louren^o.
LiUrlllM O Sr. Arthunio Vieira acaba de
publicar um folheto com um fragmento realista
sob o titulo cima.
Agradecemos-lhe a offerta que nos fez de um
Masa ,dar.
tiatuno hbilLemos ao Futuro da cidade
da Victoria le 21 de Janeiro.
A semana passala, apparecou nesta cidade
um individuuo que diaendo chamar-sc Francisco
Antonio de M -ura, dizia vir estabelecr-se aqui, gi-
rando cora a quantia de 150:0008 que hava her-
dado.
. Depos de um curto passeio que pelas ras
deu, dirigio-se a casa de Luiza da Rocha e ahi
depois de muito conversar narrando-lbe quera era
e que vinha ser negociante cousegue de Luiza
50 a tituio de emprestimo, dizeudo que se utiliaou
delles por qne nao tinba conseguido tiocar umu
das notas gran fes que trasia.
o De posse do dinheiro, dirigio-sea casa de Ura-
bcliua d Rocha e ahi maior foi a colheita.
Naxroa a Uinb -lina qu; era rico, tinha urna
grande mobilia no R cife e que havia justado a
compra do predio do negociante portugus, Fran-
cisco Jos Martins, para estabelecer-ne.
Depois comee u manifestar-lhe amizade e
grande syrapathia que por ella senta prometiendo
indireitar a frente da casa onde olla resida para
boa ccoramodico de ambos.
Disse mais que desejando ir ao Recife buscar
sua mobilia e comprar gneros para o alludido ne-
gocio, seatia ditticuldules em ter diubeiro iniudo
para comprar a passagein e pagar transporte dos
movis e gneros, ist> porque o dinheiro que tinha
trazido era todo notas g andes.
Tirando do bolso na grande embrulho disse a
Joanna que era o seu dinheiro e como umita con-
tiauc-i lhe mereca que o guardasse.
E em seguida pede-lhe emprestado todo o di-
nli -iro rain lo qua ella tivesae.
A inexperiontc mulher iiluJida polas palavras
do larapio e pela contianca que lhe mero -iu em te
depositara de um embrulho com tanto dinheiro,
SMM a outra sua irma, caho na asueira, empres-
ta.ido-lhe 20/#D5X).
Refrescado o industrioso cora os 2501 deu as
Villas a Diogo, cantando Serena Estrella.
Como a curiosidale filha do diabo, assim que
Joanna ae vio s, foi examinar o embrulho, e eis
quo eucontra; papel sujo e nada mais I
Presumc-se que u larapio dos taes da com-
panhia que existe no Recife e seus signaos su: es-
tatura legular, al /o, bigode, andar apatnhado ou
mais ou menos grave.
Impi-rlitl Wociedside doa Irii-xas
ajecamiicim ** liilseraea Doraiu^', 31 de
Janeiro tinao, procedeu-se eleicao da directora
desta sociedade para o corrento, auno, sendo ele -
tos :
PreaidentcManoel Ooncilves Agr.
Io Adjunto Manoel dos Santos Villaca.
2* DitoJoaquim Francisco Collares.
1 Sieretario -Jos Castor de Araujo Souzh.
2<> Dito P.iterniano C. da Fonseca Barroso.
Thesoureiro tiuilherrae Spieler, reeleito.
Oradorfrancisco Augusto Pereira da Costa.
Procuradores -Manoel Jenuino A. Santiago o
Joaquim Roberto Guimares.
Couselaeirus Joaquira Lopes Tcixeira, Bel-
chior Mig :el dos Santos, Manoel dos Santos Si-
queira, C. Van der Lmd, Manoel Ignacio T. Ban-
deira Fiiho, Man el dos Santos Barros.
Commisso de ame de con tas J. J. Telles
Juaior, Feliz de Valois Correia e Anselmo Ayms
de Asevedo.
Eiame preparatorios Eis o resulta-
do dos exames de scienciaa feitas ante-hontem na
Faculdade de Direito :
Philoaophia
Plenamente
Approvados
Arithmutica
Plenamente
Approvados
Reprovados
Geographia
Plenamente
Approvados
Reprovados
Levsntou-se
Eis o resultado doa prstalos hontem
Philoaophia
Plenamente
Approvados
Arithmetica
. Plenamente
Approvados
Reprovados
Geographia
Plenamente
Approvados
Reprovados
Le van ton-se
Fregueaia de *. Salvador da H de
Olinda -Est em exercicio do cargo de juis de
paz da freguezia da S de Olinda, o capito Fre
derico Columbiano da Silva Guimares, qne dar
audiencia todas as tercas e sextas-feiras na sala
das audiencias s 4 horas da tarde.
Estrada de ferro do Caxans-Com-
muncaram-nos o seguinte:
No dia 2 do corrente. trez pessoas qualifica-
das compraram bilhetes de ida e volta, na esiacao
da ra do Sol, para o Caldeirciro, poucos minutos
antes da partida do trem das 5 horas. Approxi-
mando-se o trem nao pnderam embarcar, perqu
os wagons, em numero mu limitado, 4 ou 5, es-
tavam cheios at a platas formas ; drigiram-ae
entao ao respectivo empregado, e com a p-illez
precisa fizeram ver que nao tendo conduccao nao
lhus aproveitavam os bilhetes. Tiveram em res-
posta linguagem diversa da que empregaram, di
sendo se Ihes que estavam vendidos os bilhetes,
que aproveitasaem outro trem, 5 1|2, 6 heras etc.,
e que finalmente queixassem-se ao gerente da
companhia.
0 ultimo conselho era ridiculo, porque o ge-
rente nao estava presente para tomar na conside-
raco que merecesse a reclamaco e providenciar
como julgasse acertado ; os bilhetes Acarare na
estacao e alguom vio que mais tarde fora n reco
lhidos.
Resta, porm, saber se urna cousa, qne deve
ficar clara para evitar duvidas, ou nie.mo algu-
ma innocente expcacao : A companhia venden-
Uo bilhetes de ida a voita, e nao offerecendo a pro
caa conduccao, tera ou nao o dever moral e Ma-
terial d-_- restituir o valor dcstes bilhetes ?
No caso affirmativo, nao andou bem o empre-
gado da companhia, de que se trata, no caso ne-
gativo o publico que se ncautelle com taes bi-
lhetes .
Haranbao -Sob o titulo 2." districto, lemos
no Paiz do Maranbo, do 26 de Janeiro :
Parece que os liberaes do 2. districto nao
querem resignar-se derrota que softrerara as
eleicoes do dia 15 do corrente. Cartas de Guima-
res hoje recebi las, e que nos foram comraunica-
das, dizem correr alli que a junta apuradora ex-
pedir diploma ao Sr. conselheiro Almeida Oli-
veira.
Para isso, affirma-se, que sero forgicadas du-
plicatas em S. Joao de Cortes, Cururup c nao sa-
bemoa onde mais.
Si tao tristes escandidlos se consumarem per-
der o Maranho o bomnnme adquirido nos plei-
to pus-jados; e nada lucrar com alies o cand-
data diplomado, porque est no d minio publico,
sem eontestacao de ninguem, a votaco obtida pe-
los candidatos, e urna nova ediccao dessa votaco,
menos correcta e mais augmentada, traria em si
raesma a propria condemnagas.
Aguardemos os acontecimentos.
O vapor Merrimarle em perico
Lemos no Diario do Grao Para, de 29 de Ja-
neiro :
O vapor americano Merrimak que em Dezem-
bro prximo findo sahio deate porto com destino
ao de New-York, teve urna viagem bastante peri-
gos-a que assim noticiada por um jornal ameri-
cano :
O vapor Merrimak chegou hontem a este por-
to, depois de 8 das de viagem de 3. Thomas
O fado de estibordo sofFreu algumaa avarias
e alguns camarotes de vante soffreram muito em
censequencia do mo estado do mar.
O navio sahio em 20 de Dezembro de S. T
maz encontrando tempo muito carregado.
No golpho ^reanj nivegou com vento rte,
e mar bastante agitado; ahi softreu o n. o al-
ga mas avarias. No dia de Natal urna outra tem
pestade o prejudicon bastante : as ondas invadi-
rn) o conves, estragaram as portas dos camaro-
tes e alagarain completamente o salo.
Felizmente nenhum dos passageiros soffrnu.
O Merrimak trouxe pa.a este porto seis nu-
fragos da barea americana Hannah W Dudley,
que naufragou no cabo de a. Roque em 43 de No-
vembro, como noticiamos.
A barca navegeva de Boston para Shanghai
com um importante carregamento ds p 'troleo.
Tambem vierara a bordo do Merrimak doua
tri polantes da barca HeUa Sand, quo ficou em S.
Thomaz condemuada por ter abort agua.
O capito do navio centa que, deixanio S.
Thomaz, encontrn um grande navio de quatro
mastros que demanda va o porto levado por nm re-
bocador.
t Diz o piloto que esse grande navio fra de
encontr a um vapor ha t-mpos alagado, e desee
encontr resultou a sua subuierso repentina.
Do Rio de Janeiro Masuloa Um
curioso remetteu-nos do Amazonia aa seguintes li-
nhas :
i Creio que ter algum interesal para os seus
leitores a seguinte nota da distancia que meueia
do Rio de Janeiro Afanaos, capital desta pro-
vincia. Ei!-a por partes :
Do Rio de Janeiro Baha
Da Babia Macei
Do Macei ao Recife
Do Ricife Parahyba
Da Parahya ao N i tal
Do Natal Fortaleza
Da Fortaleza S. Luiz
De :". Luiz Belm
De Belm Breves
De Breves Gurupa
De Gurupa Purto da Moz
De Porto de Moz Prainha
Da Prainha Mont'Alegre
De Mont'Alegre Suutarcm
De Santarem Obidos
De Obidos Villa Bella
De Villa Bella Iracoatiara
De Itacoatiara Mandos
Contra esta trindaie maldita, est proceden-
do a autoridade competente nos termos do inque-
rito policial.
Que desfructem os 14 anuos na pintada de
Garanhnos, sao os nossos ardentes votos. Nao se
emendara os larapios !...
Procedente da cidade de Garanhuns chegou
ante hontem o Sr. Dr. Joaquim Cordeiro Coelho
Cintra, i lustrado juiz de direito da comarca, tra-
seudo em sua corapanbia o Ilustre facultativo
Dr. Cyaueiro, que veio pela ves primeira visitar
este lugar.
Sa. Ss. hoapedaram-se na casa do Sr. capito
Rayraundo Candido dos Passos, que os recebeu
com aqueila urbanidade que lhe propria.
Marcham inalteraveis a ordem e a tranquili-
dade publicas, gracas a moralidade das autorida-
des locaes.
Est designado o dia 8 do corrente para se
proceder neste 11* districto eleitoral eleicao em
2 escrutinio para raembros da Assembla Pro-
vincial.
Nada mais recorre digno de menso. At a
eguinte.
A esposa morganatlca de Vctor
ManoelA condesas Rosina de Mirafiori, viu-
va morganatica de VictorManoel, morreu em l'isa
em casa de sua fiiha, a marquesa Spinola.
Era filha de um tambor mor da guarda real.
Victoi- Manoel se enamorou d'ella, fel-a sua aman-
te, e iastallou a na Mandria, urna herdade que ti-
nha nos arrabal Jes de Turira, sua capital ento;
fel a condessa do Mirafiori e teve dous tilhos della.
Vctor Manoel de Mirafiori e a marqueza Spinola.
Tendo cabido gravemente ducute o re em seu
palacio de casa de S. Rostore, seu eonfessor lhe
exigi qu" l.galisssse a sua situaeun com Rosina.
assim a chamavam em toda Italia. De facto,
Vctor Manoel se cusou cora ella. E ainda se con-
ta que Ratazzi trabalhou muito para proclamsl-a
rainha, com o fim, segundo parece, de democrati-
Bar a m onarchia. Porm triumoharam as influen-
cias contrarias ao projectr.
Rosina viva em palacio com o rei, porm nao
se apreseutava na corte. Era urna mulher de ex-
pressoes ademes e costumes populares. Tinba sua
corte de commerciantes, mdicos e advogados de
pouca monta, que a adaiavam e a quem f.ivcrecia
no que poda. Rodeada d'esta corte de mentirosos
ia aos theatros de segunda e terceira ordem cheia
de altaias, vestida com trajos de cr muito varia-
da, adornada a calo, ca eora muitas penuas de gran-
de tamaito, fallando airo e rindo a gargalhadas,
como boa mulher do povo, sutiafeita da fortuna, e
cujo coraco nao estropiou o orgulho.
Rosina tinha urna frescura de tes admiiavcl e
celebre em toda Europa. Victor Manoel prefera
os filhos que lhe tinha dado Rosina aos que tinha
da rainha, e mais d'una vez disse: Olba os fi-
lhos do amor, os filhos do pov j, eomu sao formo-
sos
A condesa de Mirafiori foi a ultima pastora ca-
sada com o melhor dos res. D. Fernaud > de Por-
tugal se cason com urna cantora. Porm nenhum
re, mais que Vctor Manuel, teve valor para ca-
sar-se com a fiiha ds um tambor-mr.
Extracto de carne. A
extracto de carne devila
734
270
120
70
78
260
360
250
146
123
48
96
41
6!)
68
95
137
110
milbas
prep^ra?3o do
bo elevado chimieo
Liebig. o qual desde 1847 oceupou em procu-
rar o modo d'utilisar para o consumo da Europa a
carne d'animaes bovinos de pszes onde o seu pre-
co muito mais baixo, coro o por exemplo no Uru -
guay, Buenos Ayr s e Australia. Liebig com a
preparacio do extracto de carne, procurou e eon-
seguio tirar d'esta bom numero das suas substan-
cias nutrientes, como exactamente succede na pre-
paracao do caldo e na verdade o extracto de cir-
ue nao seno um caldo muito concentrado. Este,
segundo Liebig, se prepara aa seguinte maneira :
toma so carue fretra, totalmente privada d'ossos,
tendoes e membrau.is ; cortada em talhadas e ne-
se a nina igual quantidade em pe30 d'agua ; e d'a-
bi 3e leva lentamente eoullicao. O caldo que se
obtein se separa primeiro da gordura, e depoia, por
meio da preaso da albmina coagulada, assim
como da fibrina; clarificado por tal modo se eva-
pora. A preparacao d'este extracto c praticada
por algumas fabricas, em preparacoe muito gran-
des, em determinadas caldeir.is de ferro, e mir-nm.
3.066
2.142
924
Do Ro Manos
Seudo:
Do Rio Belm
De Belm Manos pelo Ama-
zonas
5Partos do sul T cando em Macei, Pene-
do, Araeaj e Estaucia, seguir hoje s 5 horas
da tarde, o vapor Mandahu da Companhia Per-
uambocana.
Villa de Corrente* Escrevera-noa em
29 de Janeiro findo :
( Hontem, s 3 horas da tarde, parece que abri-
ram-ae aa cataratas do co.
DesHbou urna fortiasim* tro mada qne chegou
a durar mais de urna hora.
Deua permita que continuem ellas a vir, e
que sejam gsraes, poia j nos apavoravamoa dtan-
te do medonho phantaama de urna nova aecCa.
i Apesar dos pesares, sement hontem, 27 do
corrente, funcciooou a Ilustre edilidade desta vil-
la, em a sua primeira reunio deste anno.
Piocedendo se u respectiva eleicao, foram
reeleitos os Sre. Gaudeneio Ferreira de Andrade
Nin, presidente ; e Manoel Marques de Oliveira,
vtce-preside ite.
Continua no lugar de secretario o Sr. Manoel
Al.es de Oliven-a Muyaos, qua tem prestado e
contina prestar muito bona servaos.
Foi exonerado, a pedido, o Sr. Antonio Bor
ges dos Santos do cargo de fiscal do 1 districto.
sendo nomeado para substitu! o uo referido car-
go o Sr. Porfirio Jos Alv m
Perante o 8r. Eugenio Velles de Mello, dele-
gado do termo, prest ra juramento do cargo de 3*
aupplente do subdelegado o Sr. Agostinho Aurelio
Das, hontem a tarde.
0 activo o seloso subdelegado desta villa, Ma-
noel Jorga da Silva, acaba de prestar um impor
tanto asi vico juatica prendendo em flagrante de
lieio os individuos Joao Severo dos Santos, Joa-
quim Jasada Silva a Vicente Jas da Silva, qne
condusiam 4 animaos furtsdos.
caldeiras de ferro, e succes-
sivameute em apparelhos dentro dos quaes ae pro
duz o vacuo. Para obter um kilogramma de ex-
tracto sao precisos 3040 kilograratnas do carne
privada da gordura e doa osaos.
Presentemente d'America do Sul expedida
para a Europa grande quantidade d'extracto de
carne, especialmente em Inglaterra.Como ae de-
prehende do modo de preparacao, o extracto de
Liebig nao contm as materias nutritivas da car-
., taes como a albmina, fibrina e gordura, mas
smente saes e de substancias excitautes e sabe-
rosas, eontidas na carne ; por cuja raso o extracto
de carne si-melhanca do caldo considerado como
um alimento excitante.
Logo em adaptada quantidade pode substituir
o caldo, emqnanto que em excesso, como resulta
d'experienoias sobre os animaes, torna-se at pe-
rigose, aeja pela grande quantidade de saes de
potassa coustituitivos da carne, ou talvez pela ac-
bJd d'alguns principios extract-vos da carne nao
ainda bem definaos.D'ordinario nao deve se con-
sumir diariamente urna quantidade d'extracto maior
de 5 10 gramiDas ; convm pois em doses mais
pequeas para os meninos e para oa doentes. Ex-
eree, como o caldo urna aeco estimulante sobre
o systeraa nervosa, excita o funccionar do appnre-
Iho digestivo, e augmenta sobretodo a s"crecco
do sueco gstrico. Por isso se adopta utilmente
qual meio de cura diettica nos casos du catarros
cbionicos do apparelho digestivo, nos quses a di
gestao demorada
Dorando por muito tempo, o extracto de carne
se presta expressamente para tongas viagens de
mar, e tambem na economa domestica d'aqnellas
familias em que o consumo de carnes limitado.
LedeaEtitctuar-se-ho :
Hoje :
ielo agente Martins, s 11 horas, no Monte de
Soccorro, de j as, etc., etc.
Pefo agente Brito, a 11 horas, na ra do Im-
perador n. 24, de balco, movis e mostradores.
Amanh :
Pelo agente Stepple s 11 horas, na ra da
Imperador n. 22, de predios.
Segunda-fcira :
Peto ajenie Stepple, ao meio da em .y una,
ra do Padre Reinaldo n. 11, de predios.
Miwonn fnebreSero celebradas :
Hoje :
A's 8 horas na matriz da Boa-Vista, por alma
de D Caudida Mara Gomes de Carvalto ; s 7
1/2 horas, na ordem 3 do Carmo, por alma de
Domingos das le ves Texeira Bastos ; s 6 horas,
na matriz de Santo Antonio, por alma de .Io,- do
Nascimento Albuquorque ; s 7 1/2 horas, na
Sauta Crus. por alma de Adolpho Dimingues da
Silva : s 7 horas, ua Solcdade, por alm i de Ma-
noel Silva Costa Campos.
Atnauh :
A' 6 horas, na Ponha, por alma de D. Francis-
ca Cavalcante P ua matriz da Boa Vista, por alma de Joaquim
Augusto Ferreira Jic bina ; s 8 horas, na ma-
triz da Boa-Vista, por alma de Antonio Marques
do Xa.ciutsuto.
Segunda-feira :
A'a 6 1/2 horas, na ca;Hla do Caxaog, por al-
ma de Antonio dea .ni ,a Coi obra ; s 7 1/8 ho-
ras, em S. Francisc-. por alma de I). Isabel M
C. das Nevea.
masarla da provincia Terca-feira 9,
de leven iro, se extraliir a lotera n. 36. em ben-
fico) ds Santa Casa de Misericordia do Recif-.
No constatara da igreja de Nossa Senhor da
Couceico dos Militaras, se acharan expostas as
utnas e as esphems arrumadas em ordem num-
rica, aprecacao do publico.
Lotera da cortePor telegramraa roce-
bido pela Casa Feliz, sabe-se ter sida este o nu-
mero premiado da 2* parte da lotera 196, extra-
hida ante hontem, 3 de Fevereiro :
4818 100:000*000
laoteria do Iran de SOOsOOOAOOtt-
A' 3" serie d'esta grande lotera, cujo maior pre-
mio de 250:01W<000, se extrahii irapreterivel-
mente araaulia, 9 de Fevereiro, ao meio dia.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da Foi -
tuna, roa Primeiro de Marco n. 23.
botera de Mcela de OOtOOOAooo
A 13' parte da 12a lotera, cujo premio grande
de 2O0:0(K>000, pelo novo plano, ser extra hida.
impreterivelmcnte no da 9 de Feveniiro, a 11
horas.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera Bxtraordlaartm o Ypi-
riniiaO 4 e ultimo sorteio das 4* e 5* series
desta importante lotera, cujo maior premio da
150:0004000, ser extahida a 9 de Abril.
Bilhetes venda na Casa da Fortuna a rn 1*
de Marco n. 23.
Latera do laOs bilhetes da 3' naris da
195, do nevo plana do premio de lOO.-OOOfOO
'

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Diario de PernambocoSeita--feira 5 de Pevereiro de 1886

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i
'inhan-ae venda na Casa Feliz, a rna Primeiro
de Marco.
creado Municipal de Jo.-
movimento deste Mercado no da 4 do correte,
foi o seguinte:
Entraram :
36 bcia pecando 5.156 kilo.
678 kibs de pene a 20 res 13*560
12 wboleiros a 200 ris 2*4'10
60 cargas de farinha a 200 ris 12*000
10 ditas de fructas diversas a 300
ris 3*000
10 Sainos a 200 ris 2*000
Foram oceupadoa :
18 columnas a 600 ris 10*800
44 talos de carao verde a 1*000 44*00(1
20 ditos de ditos a 2* 40*000
43 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris 21*500
65 ditos de legumes a 400 ris 26*000
16 compartimentos de suino a 700
ris 11*200
14 ditos de tressuras a 600 ris 8*400
Dere lar sido arrecalada neste da a
quantia de 192*860
freces do dia:
Carne verde a 240 e 480 is o kilo.
Sainos a 600 e 500 ris idem. *
Carneiro a 800 el* ris idem.
Variaba de 320 a 44) ris a cuia
Milho de 240 a 400 ris idem.
Peijo de 640 a 1*280 ris idem.
Cemiterio PublicoObituario do dia 1
de Pevereiro :
Serafim, pardo, Pernambuco, 5 mezea, Recife ;
repentinamente.
Olava, branca, Pernambuco, 7 annos, Graca ;
albuminuria.
Rayinuudo Nonato da Silva, preto, Pernambu-
co, 25 annos, soltfiro, Grac a ; epilepsia.
Joanua Baptista da Annunciaco, parda, Ma-
cei, 35 anuos, solteira, Boa-Viste; tubrculos
pulmonares.
Maria Aureliana. parda, Pernambuco, 24 annos,
solteira, Boa-Vista ; tubrculo* pulmonares
Antonio Alleluia Pachaco, pardo, Pernambuco,
BOaunos, viuvo, Boa-Vista diarrhea.
Francisco Soares de Albuquerque, brauco, Per-
nambuco, 50 annos, casad, Boa-Vista ; diarrhea.
Francisca Cavalcante Paes Brrelo Rangel,
branca, Pernambuco, 50 annos, casada, S. Jos ;
crysipi-la.
.Vanos I, branco, Pernambuco, minutos, Boa-
Vista ; inviabilidad .
Lucindo Adolpho dos Anjoa, pardo, Pernambu-
co, 28 annos, soltero, S. J^s ; tsica pulmonar.
Joo, pardo, Pernambuco, 6 mezes, Recife ;
diarrba.
Andreliua, parda, 3 annos, Boa-Vista, remetti
ds pelo subdelegado.
bualquer hora. Especialidadespartos, fe-
brea, srphilis e molestias do pulmlo e co-
racao.
Dr. Brrelo Snmpaio d consultas do 1
as 4 horas da tarde, ra do Brao da
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
io Riachuelo m. 17, canto da roa do Pires.
Advocado
Henrique Milet. Ra do Imperador, n.
22, l. andar. Encarrega-se de queetojs
as comarcas prximas as liabas farrea.
Dr. Ferrer, ra do Imperador n. 79,
1. andar.
Dr. Oliveira Eacord, 2. promotor pu-
blico, teiu seu ea'Tiptorio de advogacia na
ra Primeiro de Marco n. 2.
Jos Bandeira de Mello advogado
ra do Imperador n 37.
Corte Real, ra do Rangel n. 55, Io
andar, escriptorio e residencia.
Mu I anca de consultorio
O Dr. Airiao avisa aos seus slitint-s
que mudou o te: consultorio para a ra do
Q.ueimadc a. 46, 1. andar. Consultas
lodos os dias das 11 as 1 horas da tarde
rosarla
Faria, Sobrinho db C, drogustas poi
attacado. Ra Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manoel da Bva di C, depo
titarios de todas as especialidades pharma
cnticas, tintas, drogas, productos ohimiev
e Tiodicamcntos homc3ooiti':os, ra do Mar-
qujz de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de campana
de Francisco dos Santos Mu.-edo, caOs de
Capibaribe n. 28. N'este grande ostabele-
cimento, o primeiro da provincia n'oste ge-
nero, comprase e vndese maJeiras do
todas
conta
de carapira por machina e por prego s sem
competencia
as qualidades, serra-se madeiras de
alheia, assim como se preparam obras
English Bank o Ro de Janeiro
(Umlted)
Capital do Banco era 50,000
aegoes de 20 cada urna 1.000,000
Capital realisado......& 500,000
Fundo de reserva...... 180,000
BAI.AN90 DA CAIXA FILIAL EM PEKXAMBOCO,
EM 30 DE JANEIRO DE 1886
Activo
Letras descontadas....... 79:7735191'
Emprestimos e contas caucio-
nadas.............. 311:1083200
Letras a receber......... 483:5955980
Garantas e valores depositados 467:4865970
Mobilia, etc. do banco..... 2:5195450
Diversas contas.........1:092:2$3'
Caixa............... 367:8935810
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
flxo com aviso
e por letras .
Passivo
417:176*770
1,548:1 l.v.
Rs. 2,804:6595980
Letras a pagar
Ttulos em caucao e deposito .
1,965:2924050
3:0433510
467:4865970
Diversas contas......... 368:8375450
Rs. 2.804:659*980
S. E. & O.
Pernambuco, 4 de Peveieiro de 1386.
. (Chat. J. Rton, acting manager.
Assiguados(fVed Goodcklld_ acC0unUnt.
Caixa Econmica e Monte de Soc-
( uto de Pernambuco
1 ' Balanco* em 30 de Janeiro de
1*M
CAIXA ECONMICA
Activo
Thesouraria de Fazendaconta de
depsitos 591:683*300
Thesouraria de Fazendaconta de
juros 226:253*3%
Monte de soccorroconta de pas-
sagens 82:354*042
Juros 16*400
Caixa 1:162*600
901:469*738
Pnico
Depsitos em contas correntes 897:430*893
>: Monte de soccorroconta de juros 4:038*845
90l:469*T38
MONTE DE SOCCOERO
Activo
Emprestimos sobre penhores 117:688*396
Valoree depositados 148:937*377
Movis 6:021*227
Cadernetas 407*401
Thesouro Provincial 3:264*000
Caixa econmicaconta de juros 4:038*845
Despezas geraes 1:166*419
Aluguel da casa 119*000
Retorno de juros 55*790
Lucros e perdao 2*452
Caixa Passivo 3:011*104
284:712*014

Capital 15:760*047
Cautelas de penhores Joros - 148:937*377 737*572
Caixa econmicaconta de passa-
geus 82:354*042
Thesouraria de Fazendaccata de
emprestime 33:987*758
Cadernetas archivadas 12*200
i Baldos de penhores vendidos em
V leilo 2:902*568
1 Gasto com lei loes 8. E. & O. Pelo guarda 20*450
1 284:712*014
-livros.
* Felino D. Ferreira Cottho.
INDICACOES TEIS
%
Medico*
Consultorio mediro rirnrsiro du llr.
Pedro de Aliahyde Lobo Mowoxo a
ra da loria n. 3.
O doutor Hoscoso d consultas todos os
das uteis, das 7 as 10 horas da roaub-,
Este consultorio offereae a co.naodidi
de de poder cada doente ser ouvido e exa-
minado, aem sor presenciado por outr.
De jeio dia as 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscczo encontrado no torreo pr
ca do Coijimercio, onde funcciona a ma-
peccao de sade do porto. Para qnalquei
d'estes ion pontos poderlo ser dirigidos
ss chamados por carta as indicada horas
Dr. Miguel Themudo modos s*a cnsul
torio e residencia para a roa da Imperatriz
n. 14, 1. andar, ondo d consultas das 12
horas s 3 da tarde e recebe baada a
PDBLICACOES A PEDIDO
i ruina Gnanceira e a m eria
do paiz
XX
O PROJECTO DA COMMIS >AO PAR\ A CONVER
SAO DO PAPEL-MOEDA EM ORO
5.-
Em verdade nao se compreh-nde como, poden
dio giverno com a deip-'za, o sacrificio de 6,000
cantos por nono, reagatar OO.IKX) concn ile seu
papel moeda, prefira a esmmissao de deputa I os
que se eutrugue l mWBMM do papel em ouro ao
jugo de urna euoruie quaati l.kde i; bancos, que
substitue suas nota parte do papel moeda
actual, n ti raudo -se smeate da circu'acao pelo
resgate dos bancos a quantia de 38,003 coutos,
custando este pretend o servico ao estado, niu 6,
p irui 9 000 cjuos annaalm 'nte.
E' claro que ."retirando-ae da circulaco 190,000
tontos de nosso p ipel e fleando portauto smente
112,000, este diuhiiro nao ser suffieieat, e o ouro
ser logo chamado ao passo que se fr fazendo sentir
a falta ; e claro, o dura, pirque, se com 212.000
contos em cire daca) a libra esterlina custa 13,500,
pouco mis da um terco de seu valor, srgne se que
naquea quantia de n isso papel (212,000 cjntos)
ha pouco mais de um terc do dinheiro ueessario
para as aecessidades das traiisatc'ics. Assim, re-
tirando-s mais de um terco ou q tasi metade do
papel circulaute, d se falta de numerario para as
nossas traasacoes, baixam por isto os precos d ib
cousas, e vem logo o ouro, atrahido pelo bom
mercado, preencher a falta, e o p ipel que c* em
circulaco tem logo o valor di ouro ou o ouro o
valor nominal do papel.
Assim, com o sacrificio de seis mil contos
animalmente pela retirada de cem mil contos do
nossa papel, nos temos o rgimen do ouro com a
quantia do numeran > sempre no grao das necea -
sidades das different.es pocas do anno, maior du-
rante as nossas safras do caf e do assucar, e no
grao da maior ou menor colheita de cada anno e
meior anda quanlo passs o terap? das safras,
que quanlo todas as transacoes diminuem !
E tudo isto pela accao e movimento natural do
commercio, p-la livre e espontanea entrada e su-
bida do numerario segundo a maior ou menor ne
cessidade entrada e sahida determinadas pela lei
da pr cura e da offerta, repellind- a pequea of-
ferta de gneros o excesso do ouro que sabe logo
em demanda de melhor mercado, e o attrahindo a
maior offerta no tempo oa maior produccao quau-
do o que esi nao sufEcicnte ao movimonto do
commercio.
E' este o meio natural do rgimen do ouro, e,
tomadas certas provideneia), sem perturbac,
nem transtorno, sem prejuizos nem violentas
usurpicoes, sem os absurdos que resnltam das
disposices diversas do projecto e do todo ou da
umdade de seu plano, como tudo veremos.
Estas provid ncias sao claras, e resultam da
propria mudanca do rgimen do papel para o do
ouro.
A primeira medida a tomar-se deve ser a do
nosso padrao monetario, para patacao ou bago
(como se chima urna moeda de mil ris) ou libra.
E para ser pelo sistema decimal, diminuiudo se
o peso de nossa moeda de prata. de maneira que
ella t*nha o valo- da 5', 10 e 20" parte da libra,
conto.ndo ella assim 10 bagos, ou 20 meios bagos,
ou 5 dous bagos,podendo o bago conter 50 vintens,
(nilo sendo preciso cunbar-se a moeda de cobre).
E esta medida neeessari, porque o actual pa-
drao monetario de ris nada significa, por quanto
nao eaUte, resultando dahi grande perturbar) e
prejuiso no vencimento dos contratos e de todos
os pagamentos todas as veces que se altera o va-
lor do papel ou o do ouro.
A outra medida a dyeretacSo do abat ment
da terca p irte de todos os pagamentos, que se fi-
zerem sob o rgimen do ouro, resultantes de todos
os contraotos havidos ou. dados sob rgimen do
papel. A razo disto to evidente, quando im-
periosameute a medida reclamada ; e assim
nao s os pasamentos resultantes dos [contratos
como os ordenados e todos as vencimientos laxados
no tempe do rgimen do papel depreciado.
E mais : como o recolbimento e qneima dos dez
mil contos nao se faxem de urna vez, como deve
ser para nao dar-s1! grande e violenta perturba
cao no movimento econmico, deve-se decretar o
ab-itirrenfo da decima parte do abatimento total,
ao passo que for sendo recolhida c queimada cada
serie de dez mil contos de reis publicando, o eo-
verno os ditos reeolhimeutos e as datas em q>ue
deve com-ear cada novo abatimento.
Se assim se consegue e por um movimento to-
do iiaurul a mudanca do rgimen do papel para
o do onro, vamos ver quaei srrao os resultados
dtsse projecto da commisso de deputados, em o
s .orificio aprenle de nove mil coitos de reis an
nuaes para o Tbesooro, perqu realmente este
sacrificio nao pede damr de ser muito maior e
todo desastroso cm este meio artificioso.
Recife, Fevereiro de 86.
Affonso d'Albuqwrque Mello.
quaes nioguem ignora que sao liberaos,
mesmo assim a sjmma nao iguala ao nu-
mero que obteye o Dr. Jos Mariano;
mas nao obstante, os grandes nao se con-
formaram e conseguiram que alguna ho-
mens collocassem os interedses partidarios
cima dos da justic, e dos bros desta
provincia, e deliberaram o 2o escrutinio.
Poi bem, est m jogo a dignidade desta
provincia.
Seja qual for o motivo do retrahiraento
de alguns liberaos, elle deve ceder diante
de tSo grande causa.
Os conservadores tarabem devem lein-
brar ss qu como diae n os ntimos de pa-
lacio, o Sr. Cotegipe talegraphou no Sr.
Costa Poreira, dizendo : Sursiim Corda
basta de conservadores ; ou como disse o
correspondente da cSrte para o Diario, o
partido conservador j venceu demais.
Mais um deputado nao aiiantar cou-
sa alguaa causa do partido conserva-
dor, s
A"ima do interesse partidario deve es-
tar a dignidade do nosso torro natal,
cuja altivez querem abater, mas nao bao
de conseguir.
Um brasileiro do norte alheio poltica.
0 futuro do Brasil
Fatigado do minhas lides procurei repousar.
Apoderou-se de mim um profundo somno. Sonhei.
Vi em um vasto campo duas mu he res, que por
suas maneiras me pareceram ser de vida dissolu
ca, e entre ellas acbava-se um sncio qup pelo seu
porte me pareca ser de elevada gerarchia. Olba-
va, porm, para ellas desde uosamente, entretan-
to qne ellas cada urna por sua vez o procuravam
afagar. Quando, porm, por acaso o ancio olha
va para urna dolas com algum t deferencia, perce-
bia-seque outra estava 'jontrariadi, pirque ges-
ticulava por tal maneira, que percebia-se perfei
tamente que depunha da c >mpanheira e tambein
do aucio que para isto pieatava pouca attencao.
entretanto appareceu inesperadam-tnte eatr as
duas mulheres urna moga extremamente bella que
pe i seu porte me pareceu nao estar ainda cor-
rompida. O ancio, vista desta formosa dama,
ficou como que electrisado, e c im olhos amorosos
procurou acaricial-a. Ella, porm, comprehen-
dendo que o anciSo Ihe qu-ria dar preferencia com
desprezo das suas messalinas, respoudeu-lhe des-
denhosament*' :
Senhor, aou donzella, e nao poseo aceitar os afa-
gos de qualquer homem quando tenho bom aman-
te que idolatro. Este amante, senhor, um man
cebo bolle e vaente, e tem o nome de Le&o do
Norte.
O anoio sensibilizado pelas palavras da don-
cella, e compenetrando-se do ridiculo papel que
estava fazendo entre as tres mulheres, perguntou :
Dinzella como vas chamaes? Senhor, ehamo-me
Repblica Brasileira. Donzella, -disse elle, vejo
que a Providencia qupin vos envia a este vasto
campo, do qual, eu que por muitos innos fui se-
nhor, reconheco que soou a bora de o abandonar.
Donzella, seris senhora deste vasto campo, pois
sois o futuro nao s do Brasil como do mundo in-
te iro.
Acordei e nada mais vi.
Um camponez,
A's 11 horas da manh, depois de executadas
as cavatinas do cstylo, pela mencionada banda
marcial entrar a festa, oficiando o Illm. e Bdm.
vigano ; axeeotada a symphona subir a tribuna
sagiada, pregando ao evangelhoo illustrado ebem
conhecido o Illm. e Rvdm. conego Antonio Esta-
quio, qne pea sua devoco e bondoso coracao se
dignou pmtar-se para esse fim ; a orchestra est
a cargo do irmio e o distincte professor Lydio de
Oliveira, ser executada pelos psimeiios artistas e
cantoras, diversos solos.
Pinda a festa subir um importonto balio feito
a capricho com salva real e gyrandolas de fogo
do ar tocar a musical diversas pecas.
A s 4 horas da tarde tocar no largo da igreja
a mesina banda de msica havendo diversos
divertimentos, estando o largo embandeirado e
ornado.
A s 7 horas da noite depois de execntadas as
cavatinas pela mencionada banda marcial, subir
a tribuna sagrada o intelligente pr gador o Rvdm.
capito Leonardo Joio Grego; teiminando a fs-
tivade ser arreado o estandarte do milagroso
Santo com a pompa devida e entregue a nova
juiza.
Terminar toda a festividade com um fogo ar-
tificial de novas pecas feito a capricho pelo admi-
ravel artista Olympiu de Mello Silva ; o templo
estar artsticamente adornado, o pateo acba-se
embaadeirao e enteitado, tocando em todos os
acto* a msica do 2 batalhao.
A mesa regedora pede a todos os seus irmos e
devotos os seus com larecimcutos para maior bri -
Ihantismo da festa.
Consisto-io, 1 de fevereiro de 1886.
O escriro,
M. D. Silva.
io
Dr Trfct&o Henriqucs
Costa
na da CJnlao IS
consultas das 11 s 2 horas.
Chamados a qualquer hora.
Telephone numero 51.
lo publico
A commissao encarre^ada da festa .de Nossa
^enhora do Monte, participa ao respeitavel publico
que sua festa ter lugar no dia 14 de Povereiro
do corrente anno, com a decencia do costume, a
qual far o seu programma no dia competente.
Barreiros
Medico
O Dr. Costa Barros, medico operador e partei-
ro, recentemente estabelecido em Barr iros, offe-
rece os servicos de sua profissao nao s aos habi-
tantes deste municipio, como aos de Rio Pormoso,
Gamelleira, Agua Preta, Palmaras e Maragogy.
Dr.
Pro;
Da
do
t
O illegal 2 escrutinio do dia 16 de Fe-
vereiro nao questao nicamente do parti
do liberal e do Dr. Jos Mariano, mas da
dignidade e dos bros de nosso Pernam-
buco.
Os Srs. presidente do conselho e desta
provincia, nao poiram supportar que Per
nambuco fosse a nica provincia do norte,
que nao dobrasse humildemente a cerviz
aos pbilauciosoe bomena do sal, que no
meio de seus escravos e ouropeis da corte,
nos olham eom despreao.
Ninguem no reeesso de sua consciencia
dea de eatar certo de que o Dr. Joa Ma-
riano foi ereito, e o conselherro Toadoro,
derrotado.
Ainda contando-ae a este todos os -voto
dados ao Br. Mitlo, gmnde paite dos
gramiua
fesCa de \o*s i enhora
Bom Parto de Olinda
Am.'inhii, 6 do corrente, ser hasteada a
bandeira da Excelsa Senhora do Bom
Parto na igreja de S. Sebastiano, em Olin
da, s 7 horas da noite, tobando nesta oc-
casio a excellente banda de msica ini
tulada -Oito de Deaembro.
No dia 7, domingo, s 5 horas da ma
nba, ser annunciada, por urna salva de
21 tiros, aos fiis, a realisacao da festa da
milagrosa Senhora.
A's 10 horas comecar o acto religioso,
constando de missa cntala, fazendo se
ouvir antes e depois a referida
sendo incumbido da orchestra
professor Joao Alves da Silva.
msica._e
o distincto
I
Retirando-me para o Rio Grande do Sul, onde
vou residir, por que nao poaesse pessoalmeute
despedir-me de todos aquelles que sempre houra-
ram-me com sua amisade pediodo-lhea toda a des
culpa, pela presente o fajo, offerecendo-lhes alli os
meus freos servicos.
Recite, 4 de Pevereiro de 1886.
Fabio A. dos Reis e Silva.
Hoje ninguem mais falla na Europa seno das
maravilhosas descobertas do Sr. Pasteur sobre a
raiva, suas variedades e seu tratamento. Desde a
invencao da vaccinio por Jenner, nenbuma deseo
berta to importante se tiuha feito na sciencia
medica, era servico ti notavel se tinha prestado
humanidade.
Mas, se o nome de Pasteur excita a admiracao
e o respeito do mundo inteiro, nao devenios recu-
sar a nossa grati io outros sabios qua consa-
graran] a'sua vida, enra de molestias infeliz-
Diente mais communs e quasi to crueie quanto a
raiva; a hysteria por exemplo e a epilepsia, esta
raiva dos ervos que tambein faz sobrevir a espu-
ma bocea I
Estas molestias, outr'ora, reputadlas iucuraveis
se tratam hoje em dia com bou xito, pelo em-
prego da solucao anti-nervosa, preparada pelo Dr.
Laroyenne, solucao cujas virtudes esto provadas
e cuja efficacia nao precisa *er proclamada.
A nossa intenco, nao pois, f.izer aqui um re-
clamo desta cspecialidade pharmaceutica, qui-
cemos smente lembrar aos qne soffrem o nome
do Dr. Lar yemie pois elle bem merece da huma-
nidade.
Casa de Saudcdo
Souto-Maior
Acha-se aborta a casa de saude do Dr.
Souto-Maior, situada ra de Paysand n.
5 (Passagem da Magdalena) com acommo-
daedes para doentes de todas as classes da
sociedade.
s Srs. facultativos da provincia encon-
trando niessa modesta casa de saude as
condicSes favoraveis para o tratamento de
qualquer molestia cirurgica ou medica f
para ah poderSo enviar os seus doentes,
medical os, coBterenoiarnom os mdicos d
sua escolha etc. conformo se acha dispos
to no regulamento da mesma casa.
Apparelho telephouico 398.
Conultorio mcdico-eirurglco
O Dr. Estevn Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico cirurgieas, na run
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras? demais eonsulta e visi-
tas em sua residencia provisoria, ra da Auror.'i
n. 53, 1 andar.
Ns. tciephonicoa : do consaltorie 95 e residencia
126.
Especialidades Parto3, molestias de crean-
cas, d'utero e seus annexos.
Medico e parteiro
Dr. JOui
Santo Antonio
Ras :
Imperador, Primeiro de Marco, Duque de Ca-
zas, Cabug, Bario ds Victoria, Trinoheiras, La-
ranaDiras, brga o Rosario, eslrsata do Rosario,
S. Prancisco, Joo do Reg, Ilha do Carvalho, Ro-
da, Patos, Calabouco Telho, Santo Amaro, Ma-
thias de Albuquerque, Paz, Paulino Cmara, Fo-
go, Lrvramento, Penha, Visconde de Inhama,
Pedro Affonso, Nova da Praia, Marcilio Dias, Vi-
raco, Lomas Valentinas, Coronel Suassuna, San-
ta Thereza, Vinte e Quatro de Maio, Palma, Mar-
ques Jo Herval e Cadeia Nova.
Praca:
Pedro O.
Campo:
Princesa.
Ches: ,
Vinte e Dous de Novembro.
Travessas:
Queimado, Cruzes, Mrquez do Recife, Bella,
Quaiteis, Calabouco, Expostos, Martins, Flores,
Carino, Bomba, Livramento, Arsenal, 1* da Praia,
2a da mesma, Caldereiro, S. Pedro, Vixacao, Lo-
bato, Piilcao, Pocinho e Concordia.
Largos :
Paraso, Carino, Penha, 8. Pedro e PracU.
Bccos :
Bella Calabouco, Matriz, 1.. 2. e 3. da Cam
boa Falco e l. e 2. da Cadeia Nova.
V 8. Jos
Ras :
Marcilio Das, Lomas Valentinas, Coronel Suas
auna, S. Joo, Palma, Mrquez do Herval, 24 d~
Maio, Dias Cardos", Passo da Patria, Padre No-
brega, Victoria, Cadeia Nova, Vidal de Negreiros,
Frei Henrique, Dique, Assumpcao, Domingos
Theotcnio, Padre Florano, Christovo Cclombo,
Jardim. F rte, Antonio Henrique, Noguera, Santa
Cecilia, Santa Rita, Nova de Sana Rita, S. Jos,
Praia de Santa Rita, Pescadores, Ipyranga, Impe
rial, Praia do Forte e Luiz de Mendonca.
Travessas :
Martyrios, Pcinh^, Ramos, Caldereiro, Gaz,
Matriz de S, Jos, Forte, Prata, Serigado, Copia-
res, Nova de Santa Rita, S. Jos, Praia do Forte,
Peixoto e Lima.
Bseos:
Paula, Caldereiro, Gaz, Assumoeo, 1.' de San
ta Ria Nova e Matriz de S. J^e.
Largos :
Forte i Mercado.
.' 6a- Vista
Roas :
Imperatriz Concei<;o, Visconde de Pelotas,
Tambi, Visoonde de Albuquerque. Aurora, Capi-
baribe, P-mte Velha, Conde da Boa Vista, Ra -
chuelo, Uno, Saudade, Sete de Setembro, Hos-
picio, Cainaran, Rosario, Gervasio Pires, talho,
9eemj i'rincpe, Santa Cruz, S. Goncah, Co
Iho, Hospital Pedro II, General Sera, Coronel
Le.meiiha, Alegra, Leo Coroado, Baro de S.
Borja, Soledade, Visconde de Goyanna e Attra-
cao.
Travessas :
Gervasio Pires. Coelhos, Atalho, Barreiras, Ve-
ras, Qoiaho. JoSo Francisco, Manguera, Cam-
pia e Palacio do Hispo.
Pracas :
Conde d'Eu e Santa Cruz.
Largo :
Campia.
Bcco :
Colho.
Juizo dos FAs da Fazenda
O cidadao OAanoal .sVfltonio Ferreira Gomes,
juiz de paz da freguezia de Nossa Se-
nhora da Graca, em virtude da lei, ete.
Faz saber aos Sra. eleitores qne tendo sido de-
signadb o dia 16 de Fevereire pcocan, pelo
Exm. Sr. Dr. Tnomaz Garcez Paranhos Monte-
negro, presidente da junta apuradora, para se pro-
ceder ao 2" escrutinio da eicieao para deputado
Assembla Geral Legislativa ; cirmpre qoe faoam
recahir exclusivamente toda a votafo ns candi-
da tog fr. Jos Mariano Carneiro da Cunea e o
conselheiro Theodoro Macharlo Freire Pereira da
Silva.
Faz mais constar aos Srs presidente e moca-
nos das sessoes organisadas para a primitiva elei
cao que as nove horas da manh, d'aquelle dia,
devem comparecer para na forma da lei darem
principio aos trabafhos da cleico.
Do que para constar fz o presente edital o qnal
vai publicado pela imprensa e affixado no lugar'do
cestume.
Dado e passado nesta tregnezia da Graos, em
27 de Janeiro de 1886. Eu, Joaquim Clemente
de Lemos Duarte, escrivSo. o escrivi.
Manoel Antonio Ferreira (roses*.
Edital n. 69
(3 praca)
De urd. m do Illm. Si. Dr. inspector se faz pu-
blico, que s 11 horas do dia 6 do crente mez,
sero vendidas em praca, no trapiche Conceico,
as mercadorias abaixo deca adas :
Armazem n. 2
Marca diamante e C&C no centro. 1 caixa sem
iinmero, viuda de Livwpool no vapor ingles Wstr-
rior, entrado em 16 de mai" de 8o, ne est ma-
nifestada, cont ido dous kilos de quadros annun -
cios de mais de uma cor em cartoes de ppela i.
Armazem n. 6
JTB, 1 cnixa n. 63, dea de Lisboa no vapor
francez Senegal, idem em 5 de maio idem, a J.
Teixeira Basto, co-Hendo follietos impressos bro-
chados (jornae3 Ilustrados), pesando liquido le-
gal 65 kilos.
Armazem n. 7
Marca C\vl e contramarca Cear, 40 caixas ns.
4124/4463, idem de Southampton no vi>por ingkz
Mbe, idem em 12 de junho dem, aos agen es da
mda real, contentlo 40 duzias de garrafas com
vioho medicinal (S- Raphael), pesando liquido le-
gal 300 kilos.
1 caixa n. 4464, idem idem, contendo livros im-
pressos brochados, pesando 6 kilos.
3' seccao d'Alfandega de Pernambuco, 4 de
fevereiro de 1886. O chefe,
Cicero B. de Mello.
DECLAMCOES
Arsenal de Guerra
Da casa de Belmiro da Silva Nunes dtesapp a
receu o seu filho Jlo Jos da Silva Nune s
deixando aquelle extrem imente afflicto, e sem sa-
ber que direceo ou caminho tomou esse desventu-
rado moco.
A's autoridades policiaes, bem como a quaes
mer outras pessoas que tenham delle noticis,, ro-
ga-se o especial obsequia de comurinical-os um
empregado d'este Diario, que se lhes apresentar
para recebel-as e transmittil-as ao atributado e
afflicto pai.
--r-^asec>-------------
Programma
Da festa de milagroso Manto
Amaro das Malinas no da 14
de fevereiro de is*.
No dia quinta-teira 4 do corrente, pelas 7 ho-
ras da noite ser lavsntado o estandarte do mila-
groso Santo carregado por grande numero de me-
ninas e acumpanhado por senhoras e devotos e ao
som da banda de musios do 2 batalhao, sabindo
da igreja em volta a mesma e ser collocade no
mastaro soltando-se nesta occasio um lindo ba-
ilo e di artas gyrandolas de f guetes ao ar.
No dia sex a-teira 5 em diante ter lagar todos
os dias s 7 horas da noite ac norenas,a orches-
tra e piano com versos executados pelos primeiro
cantores dirigido pelo aosco irmo o pnfeesor
Lydio de Oliveira, tocando cates e depois harese-
niosas pecas a mesma asada marcial, soltaado-at
lindos baldes e gyrandolnc de foguete.
Domingo 14,-pelas 5 horas da manh ser per
ame salva real de 21 tirec aanunciando o dia aa
fasta 4o grande e milagroso Santo Amaro.
D consultas das 12 s 3 na ra do C<>
bug n. 14 l." andar. Residencia tempo-
raria no Monteiro.
Dr. Ma Lei
HKDICO
Tem o seu escriptorio a ra do Marques de
Olinda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e desta
hora em di ante em sua residencia ra da San-
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
nhoras e enancas.
OCULISTA
Dr. Brrelo Sampnio, medico ecuhs
ex-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d cnsul*
tas de 1 a 4 horas da tarde, na ra do Bar
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos do-
mingos e dias aanctifcadoc Residenciara de
Riachuelo n. 17, canto da rna dos Pires.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultan das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 rna
Larga do Rosario.
Recife, 5 de Marco de 1885.
I
EDITAES
Edital n. 9
O administrador do Consulado Provincial dan-
do cumprimento portara n. 467 expt dida pelo
Illm. Sr. Dr. inspector do Thesouro em 23 do tor-
rente, faz publico, para conhecimento dos propie-
tarios das casas sitas as localidades constantes
da relaco intra, que no espaco de 80 dias uteis
contados do lo de Fevereiro prximo- vindouro, se-
ro arrecadadas por esta reperticao, independente
de malta, as importancias das annuidades e mais
servido da Recife Drainage Company, correspon-
dentes ao 1 semestre do ejercicio corrente de
1885-1886.
Gonsulado Provincial de Pernambuco, 26 de Ja-
neiro de 1886.
Francisco Amynthas de Carvalho.
Helaraa a que ae refere o edital
aopra
Freguezia de S. Frei Pedro Gonealves do Recife
Ras :
Mrquez de Olind, Bom Jess, Alves Cabral,
Conceico Bispo Sardinha, Torres, Thom de Sou-
za, D. Maria de Souza, Vlgario Tenorio, Barreto
le Menezes, Mariz e Barros, Burgos, Amorim,
Moeda, Tuyuty, Companhia Pernambucana, Ma-
dre de Deus, Domingos Jos Martins, Mascates,
Restauraco, D. Maria Cesar, Visconde de Itapa-
rica, Farol, Areal, 8. Jorge, Vital de Oliveira,
Gaurarapes e Bardo do Triumpho.
Pracas :
Charco, Assembla e Pedro I.
Travessas:
Vigario, Madre de Deus, Campello, Domingo
Jos Martius, Corpo Santo, Antigo Porto, Bom
Jess, Areal, Pundicio, Occidente, Gucrarapes
Prsca de Pedro I.
Seceos:
Ab en, Largo, Pindoba, Noronha, Tapado
fcsaaoal.
Largos:
Atfaaiksga, Covpo Santo e Assembla.
Caes:
Cornaca*, Bren e Apollo.
Eserivo Torres Bandeira
No dia 26 do corrente, depois da audiencia, irao
pr>ci. por venda os predios abaixo declarados,
por execucao da Fazenda Provincial.
Rcife
o;.sa t .rea ;'< roa de .V Jorg- n. 38, com porta e
i > : tr iit<-, 2 salas, 2 quartos, cosinba jn
uru.i, quintal e cacimba avallada em 5001000,
pertencente a irmandade de Santa Lesa dj Corpo
Santo.
S. Jos
Casa terrea ra Imperial u. 255, com 3 portas
de frente, 3 metros e 5 ce ifimetros de vo, 9 me-
tros e 75 ceutimetros de fundo, 1 quarto, cosiuha
interna, quintal murado, por 32i)000, pertencente Esteiras
a viuva de Matnias da Costa Oliveira.
Poco
Casa torrea em s'ant'Anna n. 15, com porte d
janella de frente, 4 metros e 60 ceutimetros de
largura, 12 metros e 60 centmetros de fundo, 2
quartos, sala de jantar. cosinh.i interna, quintal
em coarto, avaada em 100000, pertencente a
Jos Mendes da BBv*.
Giqui
Casa terrea estrada do Giqui a Jaboato
341 E, com 3 metros 30 centmetros de vao, 7
metros e 20 centmetros de fundo, 2 portas de
freute, 2 salas, coeinha interna, quiote! em aberto,
de taipa em solo foreiro evaliada em 80000.
Casa n.i mesmo logar n. 341 P, eom porta e ja-
nella de freute, 1 jauella no oit*>, 2 salas, 1 quarto,
eo=ni lia for e Quintal em aberto, avallada em
12UU0, ambas perttacentes a Jos Joaquim de
Castro e Silva.
Aluguel
Recife
Aluguel mensal do predio ra de Domingos
Joa Martins n. 36, sendo o andar terreo 12*0o0,
o 1" ndar 20JO0O e o 2 1310 0, pertencente aos
herueirosde Jocosas Mara da Triodade.
BH-Vista
Casa terrea ra de Luiz do Reg n. 25, com 3
janeilas de fr ;ite. 3 ditas e 2 portas no oitao, 2
salao, 4 quartos, cosiuha e 2 quarto? exremos, gaz
e agua encaaados, tanque e banheiro, cetao in
temo, com 3 janeitas em cadaoitio, qainral grande,
com porto de ferro ao lado todo murado, e com
crvores de fructo, por 30J000 mensaes, perten-
cente Jos Vidal de Negreiroe.
Casa no becco de S. Goncalo n. 6, com prta e
janella de frente, 1 cala, 1 qnarto e cosiuha in-
terna, por 6 Jiil) mensaes, pertencente a Manoel
da Invencao de Santa Cruz.
Armaeoes
Armaco e baldo da pharmacia ra do Baro
da Victoria n. 51, sendo dita armaco de ama-
relio, envernizada, envidracada e com gradeamento
de ferro na frente, avaliados em 5001000, perten-
centes a Hermes de Souza Pereira.
Armaco de amarello, envidracada e balcao da
mesma madeira, existentes iu estabelecimento
uua larga do Rosario n. 14, avallados em '00000,.
pertencentes a Luiz Jos de Freitas.
Armaco e balcao de louro pintados, 1 batanea
pequea, de concha, 1 te roo de pesos de kilos, 3
temos de medidas, tudo avaliado em 80*000, exis-
tente ra larga do Rosario n. 31, pertencente a
Manoel da Paixo Ramos.
O conselho de compras recebe propostas no dia
12 do corrente, at as 11 hars da manh, para a
compra dos artigos seguintea :
Panno azul para fardamento de pracas,
metros 1,107
Aigodo em rama, kilogrammas 47,U32
Alpaca preta, metros 15,
Casemira branca onfistada, metros 5,-,0
Panno alvadio para capotes, metros 1,400,
Panno azul para c potes de inferiores,
metros 8,
Aigodo msela, metros
Baeta encarnada, metro3
Botes pretos, grandes, de ac
Ditos ditos pequeos
Bandas de para inferiores
Grvalas de tola envernisada
Luvas de aigodo, pares
T mancos, pares
Brim branco, metros
Lencos
Meias, pares
Sapatoa, pares
^Chapeos de Braga
96,25
40,60
10
10
13
159
12
21
302,50
464
512
236
2
4
879,50
408,
24,25
5,62
68.20
68,20
418,75
124
Algod'Zinho, metros
frim pardo, metros
ua. le, metros
Ganga eacarnada, metros
Cas-'mira encarnada entestada, metros
Aniagtm, metros
Hoilanda de forro, metros
Colcbetes pretos, pares
Previne-se *quc nao sero tomadas em conaide-
raco as propostas que nao forem feitas na forma
do art 64 do regulamento de 19 de outubro de
1872 em duplcala, com referencia a um s arti-
go, mencionando o no e do propon nte, a inuica-
cao da casa omme.cial, o preco de cada artigo,
o numero e marca das amostras, declaracao ex-
pressa de sujeitar-se a multa de 5 0/0, no caso de
reousar assignar o contrato, bem como as de que
tratamos arta. 87 e 88 do regulamento citado.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernambu-
co, 4 de fevereiro de 1886. O secretario,
Jos Francisco R. Machado.
S. R. J.
O cidado Manoel Antonio Ferreira Gomes, juiz
de paz da freguezia de Nossa Senhora da Graca
em virtude da le, etc.
Faz saber aos seuhores eleitores que tendo sido
designado o dia 17 de Fevereiro prximo, pelo Exm.
Sr. Dr. Tbomaz Garcez Paranhos Montenegro,
presidente da junta apurauora, para ge procedtr
ao 2 escrutinio da eleico para deputadoe As
sembles Provincial Legislativa ; cumpre que fa-
cam recohir exclusivamente toda a votacu nos
candidatos Drs. Jos Z. ferino Ferrem Velloso
e Maximinnno Lopes Machado.
Faz mais constar aos presidentes e mesarios das
mesas das sessoes organisadas para a primitiva
eleico que s 9 horas da manh, daquello da, do -
vem comparece para na forma da lei darem prin-
cipio acs trabalbos da eleico.
Do que para constar fia o presente edital o qual
vae publicado pela imprensa e fxado no lugar do
coBtume.
Dado e passado nesta freguezia da Graca, em
28 de Janeiro de 1886 Eu Joaquim Clemente de
Lemes Duarte, escrivc o escrevi.
AfanoeZ Antonio Ferreira Gomes.
Soire bimensal em 7 de fevereiro de 86
A soire principiar s 7 horas da noite. Os
convites encontram se no poder do Sr. presidente
e os ingressos na do Srj thesourei o.
Deseja-ss simplicidade as toilettes, c previne-
se que nao sao admissiveis aggregados.
Recife. 3 de fevereiro de 1886
O t secretario, .
Joo Alfarra.
Sociedade Alliaiifa
De ordem superior convido a todos os associa
dos comparecerem a sesso que ter lugar te~
gunda-feira, 8 to corrente, pelas 6 e 1/2 horas da
tade em sua sede rna do Imperador.
Secretaria, 4 de Fevereiro de 1886.
Moilice,
Secretario.
Irmandade de Nossa Senhora
da Luz
O desembargador Jos Manoel de Freitas
juiz de direito presidente da junta apu-
radora do 1." distrcto eleitoral na forma
da lei etc
Fnz saber ais que nteregsar possa que na apu-
raco da eleico precedida a 15 do mez ultimo
para deputado a Assembla Geral Legislativa,
pelo 1. distrcto desta provincia, verificou-se ter
obtido o Dr. Manoel do Nascmento Machado Por-
tella ll02 votos r 21 em separados o Dr. Joa-
quim Aurelio Nabuco de Araujo 748 e 7 em sepa-
rados e Dr. Joaqu;m de Souca Res 1 voto, tendo
concorrido 1779 eleitores, resultando maioria ab-
soluta ter sido obtida palo Dr. Manoel de Nasc-
mento Macbado Portella, foi a este expedido di-
ploma por ter sido eleito em Io escrutinio.
E para constar lavre o presente.
Peco da Cmara Municipal, 4 de Fevereiro de
1886.
Jos Manoel de Freitas
Presidente.
Antonio J. da Cotia
Secretario.
De ordem do nosso irmo juiz, convido a todos
os irmos comparecerem em nosso consistorio,
s 8 horas da manh de domingo, 7 do corrente,
para ouvirem a missa do Espirito-Canto, e s 9 ho-
ras reunirem-se em mesa geral, afim de elegerem
os funecionarios para a nova mesa regedora de
1886 a 1887.
Secretaria da irmandade de Nossa Senhora da
Luz, na igreja do Carmo, 4 de Fevereiro de 1886.
O secretario,
A. F. Moreira.
Companhia Santa The-
reza
Dividendo
Paea-se o 14o dividendo da companhia, razo
de 6 0/0 ao anno, na ra do Imperador n. 73, 2
andar, e das 8 horas ao meio dia, a comecar no
dia 8 at o da 14, e dahi m diante em qualquer
da til, dss 8 horas s 10 da manh. Recife. 3
de fevereiro de 1886.
O gerente,
A. Pereira Simes.
4 soeiiu'o Gommereial Agrcola
de Pernambuco
Tendo diversos Srs. associados requerido a di-
rectora desta Associaeo uma reunio da assem-
bla geral (extraordinaria), autorsado pelo art.
18 das estatutos, de ordem do 8r. presidente coa-
voco para o dia 8 de Fevereiro prximo ca 11 ho-
ras do dia, os Srs. associados para se reunirs
em assemLla geral afim de resolverem sobre o
objecto do requerimento que motive a mesma reu-
nio. Secretaria da Associacio Coermercial Agr-
cola de Pernambuco, aos 30 de Janeiro de 1886.
I. de Barros Barreto,
Secretario.
Indemnisadora
Este companhia est pagawle a qaarta distri-
buico da liquidaoao do 8* deetanio, na raslo de
3*000 por aeco. Recife, 3 de eveteiro de.06.

I



QffilvQ
\


Diario de JPernambucoScxta-feira 5 de Fevereiro de 1S6

I

.




C:
OCIEDADE
Auxiliadora da agricul-
tura de Pernambuco
^ASSEMBLEA GERAL
V arder do [llm Sr. vice-gerente, Dr. Paulo
* Aasorim Salgado, ficam convida ios todos oe
jcahores socios eFe -tivos, para no da quarta-
ftatra 10 do corrente, reunidos em assemblea geral,
J2 horas do da, na sede social ra estreita
T Rosario n 29, procederem a elelcao dos mera-
km de conselho administrativo e mais fuucciona-
BfB electivos da soc
No caso de nao comparecrem at 1 hora da tar
e socios effectivos em uumero sufficiente para
aaawtituir-se a assembla geral, funecicnar o
BHMilln administrativo com os membros prsen-
os*, na forma prevista pelo art. 30 dos estatutos,
para continuar com a diec-silo e votaco das
(poetas apresentadas cm 27 He rntubro e 4 de
Mtmbro prximo passado pelo Sr. secretario ge
ni ieerea da coloiiisaco e pelo Sr. gerente a pro-
rtic- da promulgarlo da lei de 28 de setembro
1885. Recife, 1- de fevereiro de 86.
Henr.qui- Augusto Milet,
Secretario germ[.
Pela Secretaria da Faculdade de Direito se de-
alas* que a aula de portugus ser das 2 s 3 ho-
z*ada tarde, em lugar da de rhetorica, que passa-
a a ser das 3 s 4 da tarde.
rata Casa de Misericordia dr
Recife
Ka secretoria da Santa Osa de Misericordia do
Bfcrifr arrendam-se por espaco de um tres an
Hm as casas abaixo declaradas :
i da Moeda n. 45,
'dem n. 49
ido Bom Jess n. 13, 1- andar
i idem n 14, pv
240*000
240()Oi)
3.0*000
600*000
240*101
216*000
240*000
240*000
200*00)
48000
_i idem n. 29, 1 acd-r
te dos Burgos n. 27
a* do Vigario n. 22,
lata idem n. 22, 3* andar
Bo a Madre de Deus n. 10-A
Ches da Alfandeca nrmazem n. 1
Beeto do Abreu n- ioja
B> do Visconde de Itaparica n. 24,
javnmento terreo, 1" e 2" andar, por 1:^**{
n do Coronel Suassuna n. 94, luja 150*000
Mam da Detencao n. 3 (dentro do quadro)
ei'agua **(**'
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Tu fi 15 de Janeiro de 1886.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Soma
EMPREZA D G\Z
Pede-se aos Senho
res consummidores que
foeirain (azer qualquer
comunicaco ou reela-
ffiao >, seja esta eita no
escriplorio desta empie-
za ra do Imperador n
29, onde tambem se re-
cebera qualquer cont
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
citemos sao os Senhores
Bermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoe!
Antonio da Silva li
veira, e quando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
Ios Carvalho*
Todos os recibos dei
enpreza devet o ser pas-
ados em laloes carimba-
dos e firmados pelo abai-
tq assignado sem o que
lao tero valor algn?.
George Wiadsor,
COMMERCIO
commerclal de "ernain
buco
Recife, 4 de fevereiro de 1886
As tres horas da tarde
Cotacet ojJUtiaei
Sahuma.
P. J. Pinto,
Presidente
Candido C. L. Alcofjrado.
Secretario.
&ENDIMENTOS PBLICOS
Mes de fevereiro de 18o6
MI1DH*i > 14 3 |emdi 4 59:240,551 25.375.j961
84:616*512
BbbmoobliD. 14 3 ldm fe 4 3:121*461 1:18
4:257/661
Jfgn ni i reovunii'--*" )e 1 3 Meu de 4 16:188*280 16:708*048
3:89638
%*:um PBAiBiorDa 14 3 dem de 4 9/4*540 755S003
1:729*543
DESPACHOS DE IMPORTACAO
%'apor americano Advance entrado de
Sew-York, por escalas no dia 3 de feve-
wiro, o consignado a Henry Forster & (J.,
asanifestou :
Carga de New-York
Aasucar candy 1 caixa a Maaoei Alves
JSarboza Socceasor.
Breu 100 barricas Bombas 1 barrica a Simuel P Johnston
C.
Cas ha 50 barrio a oao Fernandes de
AJmeida, 150 a Joaquim Ferreira de Car-
attio & C, 100 a Roza Queiroz, 150 a
Theatro de Variedades
^F
KA
'33
COMPA\HI4LYRICOCOHICO-DR4M4TICA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
xyuxz xwxxx,orsr3e
, MYKEZ\ BOIAIlUNI E IXIZ MLUAHfif*
miffi!asinlo, 6 fle Fevereiro ie 1886--AMM!
PELA SEGUNDA VEZ N'ESTA EPOCHA
Subir scena a OPERA CMICA cm 3 actos, msica do
maestro OFFKMBIC :
A BELLA HELENA
Helena, rainha ci Spart a
Paride filho 'lo re Priano
Oreste, tlho do rei Agamenn
Eucdes, dama de companbia
do Helena
Lena
Partenope
Agamenn Roi dos Reis
PKRSONAGENS
SpriDger
Bellegrandi
Durand
Fiorav. nzo
Olympia
Da Silva
Tinlli
Monelo, rei de Sparta
Calcante, grande augure de
Jo ve
Achillp, rei re Tiotida
Aja.", 1. ni de Salamine
Ajace, 2. rei dos LorienQ"
Filomeno, criado d; Cal.-ante
Milqfce
Repossi
1 omoletti
Orlandini
Fritz.
Tirel
Mulim
Euclitide, ferreiro
Guardas, escravos, povo, pageos.
A aegao passa-se em Sparta no 1. e 2." ato o no 3 em Nauplia durant
estacao de banbos.
1W A montada s ensalada a
Dletamente novo o u rigor 4a poca.
*WT* t~~) DepolH do eupectaculo hnvor trem para Aplpaco*
XNl JtZ5 e Itondw dan liaban Fernande Vicirn e .trogadon.
O* sonda no larito do Palacio. O bon da Magdalena bavera qaan
do o eapeotaralo acabar depolN do borario do niii.no bond da rompa
bla. que pauta na rna Nova lie l"i minnto.
Nao se transiere o espectculo anda mesmo que chova
PM&COS DO COSTIM^
PRINCIPIARA' S 8 1/2 HORAS.
(OIIPAXUIA I'EBXtmf!TAKA
DE
Xavegaeo costefra por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor S. Francisco
Segu no dia 6 do
corrente, pelas 11 ha-
rs da maub.
Recebe carga ateo
dia 5, e passagens ut
'ia 11 honis do dia di
sabida.
ESCRIPTORIO
Ccum Companhia BabJaoa de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Baliia
Marnho Visconde
amandante J. J. Coelho
Segu mpr lorivel-
ir.ente para os portos
cima no dia 7 do cor
rente, s 2 horas da
tarde. Recebe carga
'at ao meio dia do dia
de E&bbsdo 6.
Para carga, passagens, encommendas e dinhmro
a fintb : raeta-se na usencia
7tina do Vigario 7
domingos 4lves lalheus
C OMP % Mili: DES. nEHH ICJE
KIi: NtHlTIHEN
LINHA MENSAL
aquete Orenoque
mmandante Mortemard
Espera-se da Eu-
ropa no dia 5 de
Fevereiro, seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do Dr. director, e em observancia
a disposiyao do art. 74 do regiment -.torno de
7 de setembro de 1880, fua-se publico a quem
nteressar possa, que as matriculas estarlo aber-
taa desde o dia l do corrente at 3 de fevereiro
prximo.
Oa requerimentos para matricula no 1 sano do
curso deverao ser instruidos com os documentos
srguintes :
! Certidao de ilade maior de 18 annos par os
alumnos do sexo masculiao e de 16 para os do fe-
minino.
2 Certificado ou titulo de approvacie emen-
ne as escolas publics de instrueco primaria.
3o Folha corrida ou certidao de nao ha ver sof-
frido coodemnacao por alguin d is crimes que po
dem motivar ao prufeasor publico a peda da ca-
deira.
4 Attestado de moralidade pasando pelo par-o
cho eu autoridde, quer policial quer litteraria da
treguecia em que residir o peticionario.
Os matriculandos que nao jodprem exhibir ti-
tulo legal de rame em escola publica de ensino
primario, deverao inscrever se para os exames de
do isafto, de que tiatam os arts. 75 77 do cita-
do regiment, e que comefaro no dia 25 do cor-
rente.
Para as matriculas do 2 e 3o anno basta que
as peticoes sejam documentadas com a certidao
de approva?o n cxaine do anno precedente,
guardada a restricto do art 21 do j mencionado
regiment interno
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco
11 de Janeiro de 86.0 secretario,
A. A. Gama.
London and Braslllan Bank
Limited
Ra do Comm^rci n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
om Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezec.
OXTIt A FOI.O
\orlh British k Mercantile
CAPITAL
rOOO.OOO de libras sterlluas
A O EN TES
Atlnisoii Howie & .
RA DO COMMERCIO N.
SI68SQS
LONTRA FOGO
The Liverpool & London & Glob
INSL'RBWCE (0>irV\\
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
EstabelcSda em rs.5
CAPITAL 1,000:000^1
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... MhMMO&OOO
Terrestres,. o.6:000$000
44-Rna do i oinmereio
'OMPANHIA
MPERIAL
SaABGElRS REUNS
Companhia Franceza de Xa vega-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havru, Lio
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
stemer Vill e de Cear
E' esperado da Euro-
pa at o dia 9 de Pe -
vereiro, segumdo de
poig da inJispensave)
demora para a Ba
bla. Hio .la
ncirn e H n(o.
'?
Roga-se aos Srs. importadores de carga o'Iob
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamacao concernente a volumes, que por
ventura tenhain seguido para os portos do sul,afn
de se poderem dar a lempo as providencias necea-
sarias.
Expirado o referido praso a pouptlda no se
responsabilisa por eitravios.
Uecebe carga, eaeonuneudiis e passagoiroa, par
os quaes tem excellentes accomodaco^s.
Steiere Viii 4 Santos
Espera-se dos portot
do sul at o da 0 di
peiro, seguiado
depoM da indispensa
ve acatura jiart ': H 3
Os vapores desta eompanhia entram no porte
ancorando em frente ao es da lineado Commer
ci'; sendo muito incominodoi>(-iiib.inue dos pas-
1 aageiros no fundeadouro>..:8 paquetes transada
ticos, no Lauaro edem:: ; cievendo todos aportar
ao Havre, que o porto inais visinho de Pars, r
fra de duvida que ha grande vsntagem para quem
quizer ir Europa em aprovetar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, ; .1.1 das passagens mais modic- :;5 despezas do embar
que aqui e as de rransport' do Havre a Paria, ao
muito menores do qne as qi.e demandam as viagens
nos paquetes das outras linlias.
Conduzem medico a bor.I'. sio de marcharapid-
eofferecem excellentes eotbmodaa o ptimo passaa
dio.
As passagens poderao se. ;ai tu ; .. aatHauio.
Recebe enceinmendas e fu* *ia :i>
quaes tem excellentes ac -
Augusto F. de Oveira & IL
42 RIJA DO COMMERtno v^
Coipahla Brasllera de \r.c
jacao a Vapor
PORTOS
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
ambneana
Ra do Commercio n. 38
SEttlTROS contra FOCO
EST: 1803
Edificios^ mercadoriai
Taxat baixas
Prompto pagamento de prejuizou
CAPITAL
Rs. 16,000:000X000
Agentes
BROWNS & C.
N. Ra do Commercio N. 5
DO NOBTE
0 vapor Para
Commandante o Io tenmfe Carlos An-
txmio G: me
E' esperado dos porros do
at o di 1
seguir ;
dispensa.
puia .: 1 demnrM n
Di'.V'J Os Jlul V'f
norte at Manos.
Para carga, passagans, cneomasendiM e valore
tracta-se na agencia
46Ra do Comuercio 46
N. 46-RA DO COMMEItOlo N4
Fernandes & Irro&o, 200 a Fernandes da
Costa 4 C, 50 a Joaquitn Duarte IrraXos
& C, 50 a Domingos Cruz di C, 75, 5
caizas e 3 barricas ordem.
Bacalbu 125 cairas aos consignata-
rios.
Cabos 1 rolo aos meamos.
Cbamins de vidro 3 caixas ordem.
Candieiros 1 caiza ordem.
Cha 1 grade a Costa d Medeiros.
Drogas 7 volumea a Bartholoroeu & C ,
8 a Faria Sobrinho & C.
Ferragens 3 volamos ordem, 6 a Reia
& Santos.
Fogos da China 40 amarrados a Fer-
nandes & Irmao, 12 a ordem.
Flanela 1 caiza ordem.
Grades de ferro para fogao 1 volume a
J de Drusina & O
Kerozene 50 caixas a Paiva Valente
&C.
Mesa 1 ordem.
Maizena 75 caixas ordem. 100 a Joa-
quim Duarte SimSea 4 G 100 a Fernan-
des & Irmos, 30 a Jos Joaquim Alves
& C.
Manteiga 7 caixas a M. /vustin & C.
adorias diversas 7 volumes aos con-
signatario .
Olea de s-mentes do algolJlo 10 caixas
a Manoel Alves Barboza Successor.
Pregos 30 barricas a Reis & Santos.
Papsl 1 caixa aos consignatarios.
P.is de ferro 20 feixes a Vianna Caatro
& C., 42 a Miranda & Souza, 30 or
dem.
Relogios y volume ardem, 1 a L. A.
Siqueira.
II tr.itns 1 caixa a J. A. Dias.
Tecidoe d'algodao 10 volumes a L. A.
Siqueira, 5 a Rodrigues Lima 4C, 5 a
A. Vieira 4 O, 10 a Machado & Pereira.
Toueinbo30barri8 a Joao Moreira 4C,
40 a Fernandes da Costa A G., 40 a Do
m'ngos Cruz & C, 30 ordem, 15 aos con
signatarios, 40 a Jos Fernandes de Al-
msida, 20 a Costa & Medeiros, 15 a Fer-
nrades & G.
Whisky 2 volumes a Francisco Manoel da
Carga do M aran bao
Farinha 152 saceos a Fernandes & Ir-
mSo.
Mercadorias diversa?. 6 volumes a J. A.
dos Santos.
OKSPACHOS DE EXPOftTACAO
Em 3 de fevereiro de 1886
Para o exterior
Silva 4
1
No patacho inglez Libbie, carregsn :
Para N. w-York, H. Forster & C. 5,000 saceos
com 375,000 kilos de assucar masca vado.
Nj patacho americaue Ned White, carre-
gou :
Para New-York, H. Forster & C. 2,000 saceos
com 150,000 kilos de assncar mascavado.
No vapor inglez Maranltense, earregon :
Para New-York, J. Pater & C. 4,500 saceos
com 337,500 kilos do assueai mascavado.
No patacho iaglez LoyaslUt, carregoa :
Para New-York, M. J. da lincha 2oO saceos
com 7,500 kilos de assucar mascavado.
No patacho ingles Frand* John, carregou :
Para o Canal, Engenho Central 3,00u saceos
com 210,000 kilos de i.ssucar mascavado.
Na barca portuguesa Lopes Duarte, carre-
gou :
Par.-i o Porto, M. Lima & C. 118 sa-cns com
8,441 kilos de algodn ; 8. Bastos Amorim & C.
100 ditas com G,%3 1/2 dHoa de diio ; Maia &
Sexende lu c-juros salgados com 1,200 kilos.
= No brigue p: Pars Montevideo, Amorim Irmos < C. 1J50
bartc rom 128J515 kilos io asan 1 r branco.
Na barca portuguesa Novo atiendo, carre-
gou :
Para o Porto, F. do Moraes 15 barns com 1,200
litros de mel
Para o Interior
No patacho nacional Lusitano, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, T. de Azeved Sou
aa 275 barricas com 23,900 kilos de assucar bran-
co e 25 ditas com 2,710 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Manot, carregou :
Para o Ro de Janeiro, Leo odo L. Duarte 84
saceos cora 2,040 kilos de assucar branco e 66
ditos (om 3,960 ditos de dito mascavado ; M N.
A. de Almeida 4,400 cocos fructa.
Pura Babia, L. L. Duarte 65 volumes cem 5,963
kilos de assucar branco.
No vapor nacional MartnAo Visconde, car-
regou :
Para Baha, P. Pinto & C. 8 pipas e 100 bar-
ra com 3,600 litros de mel.
No^vapor americano Advance, carregou :
Para o Rio de Janeiro, J. F. de Sant'Aona 211
saccas com 15,468 kilos de al lao ; F. Casca) &
Filho 1,077 saceos com 78,620 kilos de sement
de algodSo ; Fernandes & Irn > 501 saceos com
milho e 40 fardos chapeos de c irnabs.
No vapor nacional Mandahu, carregou :
^"Para Aracaj, A. B. Corroa 6 caixas caju-
rubeba.
No vapor nacional Ipojuca, cttrrregou :
Para Macao, F. E. P. de Lima 1,526 saceos com
farinha de mandioca.
Na barcada Cecilia 1', carregou :
Pari P. de Alagoas, D. Qooveta 20,000 litros
de sal.
Na barcaca Judith, carre >u :
Para P. de Alagoas, J- H B wvll 15 pipas e
8 barris com 9,600 ltres de -nel.
Na barcaca F. Sociedade, arregon :
Para Mamauguape, P. Alves & C. 25 barricas
com 1.500 kilos de assncsr refinado.
__ Na barcaca Aurora 2*, carn.cou :
Para Mossor, M. A. ienna & C. 5 burricas
co-n 572 kilos de assucar branca.
r. Maco, M. A. Senna & C. 4 barricas com
521 ki'os de assucar mascavado ; G. liouveia &
l. 30 saceos com milho; G. de Bnto 14 ditos
dem.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio enirado'no dia 4
Buenos-Ayres 44 dias, lugar inglez Hc-
tor, de 498 toneladas, capitao H New-
C0lob> equipegem 10, em lastro ; or-
dem.
Navios sahidos no mesmo dia
Rio de Janeiro e escalaVapor nacional
Manos, comman laote Guilherrae Wad-
dington, carga varios gneros.
Rio le Janeiro e escala Vapor americano
Advance, commandante J. R. Bcers.
carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Delamber
Orenoque
Vle de Santos
Para
Vle de Cear
Tomar
Actor
Pernamlmco
Mondego
Cear
Desterro
Espirito Santo
Tagus
Senegal
Baha
La Plata
de Liverpool hoje
da Europa boj i;
do sul .Mnanha
do sul .aiitmh
da Europa a 9
da Europa a 10
de Liverpool a 12
do norte a 13
do sul a 14
do sul a 16
de Hamborgo a 20
do norte a 22
da Europa a 24
do sul a 25
do sul a 26
do sal a 29
de Janeiro e fio ni e-
Icvltlo
Lembra-se nos senhores passageros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamaQoes por fal-
tas nns volumes que forPm rectinhecidas na occa-
siao da descaiga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o agente
4npste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
COMPaSiIIA PERNAMBtCAKA
DR
\avcsaca CosteSra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyla, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Ipojuca
Leo
801 un di; capital
De um sobrado de 1 andar e tres casas
terreas
Mabbado, tt do corrate
No armazem da ra do Imperador n. 22
A'S 11 HORAS
O preposto Stepple legalmente aotorisado levar
a Ieilo o seguinte :
Um sobrado de 1 andar ra Nova de Santa
Rita n. 56.
Urna asa terrea, idem n. 58.
Urna dita, idem n. 60.
Urna dita, ra dos Patos n. 3.
Todas em bom estado de C'wervacio e em ter
reno proprio menos a de n. 60, cujas casas sao de-
fronte da fhbrica de sabio, endendo a 1. 34500,
a 2. 225000, a 3."' lf-5000, a 4. 12000. Oa pre-
tendentes desde j podem examinar os predios, e
qualquer nfuimacao o iiesmo agente dar.
Leilo
.-...- 3t
dia 6 de
!'( v rer s hor.i
u dia 5.
EncomuKii Im paaamgeas e diuheiros afrete at
4s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
caes da Companhia Peraaaa-hfi-
cana n. 19
Roya I Mail Stean Packel
Conpany
Reducgo de passagens
Bilhetivs especiaes of
fereeendo facilidades
as senhores viajantes
para visitar a expsi-
to colonia 1 em Lon-
dres, de 1886.
Ida e volta de Per-
nambuco a Souhamp-
ton, prinieira ciasse,
com o prazo de 6 mc-
zes libras stcrlinas 36,
15, 0.
variado e des-
do navio Ingly
De 41 saccas c m aro
carregados de bordo
Paggi.
Mabbado do corrente
AO MEIO DIA
l'OR LNTERV NQAO DO AGENTE
caca
\'ndc-ao nina "or ac
de Caxia n. 6'^.
a tratar na ra Duque
i
Barcaca
Vende-so orna bareaQa de 30 > saceos ; i trata;
na rin Direito n. 82, Ioja.
Porto c Lisboa
Segu c>m lm vida para os portos cima o
lirRue por u?ucz Tito ; psra o resto da carga e
igeoos, rntaM Boa os coasignatanos Jos
da Siiva Liyo i Filli k
Para
Em frente w> armazem do Sr. .hies
Em Goyanna
Xa easa ra do Paifre Rei-
naldo n. 11
Segunda jeir 8 do corrente
Dos predios perteneentes a massa fallida de
Antonio Fram-isco Corga
Ao meio dia
O preposto Stepple levara a leilao por mandado
do Sr. Dr. juizde direito especial d-commercio
com assistedcia do Dr. curador fiscal da mesma
iinssa as seguintes cnsas :
Urna casa terrea n. 11 rna do Padre Reinaldo
teudo a mesma urna armacao e mais utencilios
para taverna.
Urna dita ra do Ro, sem numero.
Urna dita ra do Imperador n. 31.
Era Mamauguape
U">ia dita ra de !S. Pedro n. 1.
Urna dita ra da Ponte n. 16.
Urna dita ra da Pedra.
Uinu dita ra dj Rosario n. % com utencilios
na mesma casa.
Urna dita dita.
Uma dita dita n. 5.
Urna dita dita n. 7.
Urna dita dita a. 9.
Um engenho denominada Barra Leite Meirim.
Uma propriodade denominada Preguir;a.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
as ditas casas e para qualquer informacao o mes-
mo dar em Goyauna.
Monte de Soccorro de
Leilo de joias
Brlgae 3. Francisca
E'esperado uestes das, engaja carga frete
medico, para sahir cora toda a brevidade : tratar
na ra do Mrquez di- On a u. 6
ll'
r
3. Leilo
O agente Britto levar a letao : 1 casa terrea
com sotito grande sitio mur do e urb.nsado,
Ettrada de J.2) de Barros defrout; da estacao
do Prindpe, nm terreno ao lado com 930 palmos
de frente c alicerces pan 3 casas, um terreno ai
fundo com 3 meas-aguas que rendem 36,; 2
casas terreas a ra da Riachuelo na. O e 52 que
rendem 408 ; nma casa terrea a rna do Visconde
de Gnyann* n. 51 que rende 300 ; 1 sobrado de
um andar a ra de Vidal de Negreiros n. 156 que
rende 608*000.
S 'itii-feirn 5 da Fevereiro hs 11 horas
RA DO IMPERADOR N. 24
Leilao
De duas arma^oes e baleo, sendo 1 de volta,
movis e 1 mostrador.
0 agente Britto
levar a leilo as referidas armacoes, 1 mo-
bilia do jacarund, 1 mesa elstica 4 taboas,
1 commoda, 2 marqoeaoes, 1 eadeira de espregui
car, 3 candieiros de kerosene, um par de botas
novas, 2 mesas de. lomo, 2 banquinhas, e diversos
obiectos, tudo ao correr do martello.
SEXTA-PEIRA 5 DE FEVEREIRO
As 11 horas em ponto
lina do Imperador n t4
Leilo
Da casa terrea ra do Senhor Bom Je-
ss, das Cr onlas n. 30. eti solo pro-
prio.
Sabbato. 0 do corrente
A'S' 11 HORAS
Na ra do Imperador n. 22
O preposto Steppla legalment'- autorisado le-
var a leilo a casa terrea n. 30 ra do Senhor
Uoin Jess da3 Creoulas, em solo proprio. Os
pretendentes desde j podero eliminar a dita
casa, e para qulquer informacao o mesmo agen-
te dar .
I
eilao
De urna casa terrea n. 65 ra do Am-
paro era Olinda
. Mabbado do corrente
As 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 22
O preposto Stepple levar a leilao per mandado
e assistencia do Illm. e Exm. 8r. Dr. juiz especial
do commercio, do Dr. curador ficai da massa tal
lida do Antonio Francisco Corga.
Os Srs. pretendentes desda j podero ir exa-
minar a referida casa.
O conselho fiscal attend ndo nao s ao pedido
para ser transferido, d 5 do corrente para 5 de
Fevereiro vnd ".iro, o annuncitdo leilo como por
haver grafio uamero de canteUs em ser, c nio
convir aos nterpsses d~> estabelecimento e dos
mutuarios submettel-ns i venda, faz agora publico
rjue no referido dia 5 de Fevereiro se effectur
impreterivi lmente o leilo as 11 da manb.
Estaro i exposico tres dias diantes.
9.768 2 pu seras. 1 tranceln e 1 par de rosetas
de curo.
10.038 1 nnnel de ouro com brilhantes.
10.032 2 bules, 1 assucareiro, 1 mantegueira, 1
leiteira, 1 salva, 1 cndor, 2 colheres e 1
jarro e bacia de prata.
10.037 1 salva e 2 colheres para tirar sopa e ar-
roz, prata de lei.
10.038 2 botoes de ouro com 2 brilhantes.
10.041 1 annel de curo com 1 brilbante.
10.048 1 cordo e 1 cruz, i uro de 16 quilates.
10.052 1 pulseira, 1 medalho e 1 par de brincos,
ouro de lei, 2 salvas, prata de lei.
10.053 1 annel de ouro com l brilbante.
10.055 15 colheres para cha, 12 ditas para sopa
18 para creme, 3 ditas grandes, prata /
baiza.
10 .056 1 moda de ouro () com lacoe 1 aun
pequeo.
10.057 1 pulseira, 1 par de botoes. ouro de lei.
10.058 1 par de rosetas de ouro com brilhantes.
10.059 1 salva, 1 paliteiro, 2 colheres para sopa e
assucar, e 17 ditas para cha, de prata.
10.060 1 re gio do ouro.
10.0^9 1 .nr de rosetas de o-ra com 2 brilhantes,
1 broche, 2 pulieiras, ouro de lei, 1 cocu
prata baiza,
0.070 1 salva e 3 colheres, prata de le.
10.087 19 colheres de prata.
10.088 1 relogio, ouro de lei.
10.091 1 corrente com sinete, para relogio, ouro
de lei.
10.092 2 aunis de ouro com brilhantes.
10.096 1 tranceln, ouro de lei.
10.101 1 puUeira, 1 medalha, 1 volta de trance-
ln, e um relogio pequeo, ouro de le.
10 112 1 tranceln, ouro do lei.
10.119 1 pnlseira, 1 broche e um par de rosetas,
ouro de lei.
10.128 1 par de botoes e 3 annes, ouro de lei.
10.136 1 par de rosetas de ouro com 2 brilhantes.
10.137 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.141 1 corrente com medalha para relogio, onro
d* e.
10.143 1 reloirio, ouro de le.
10.143 1 volta de traucen, 3 pares de rosetas,
2 modinhas de ouro e 1 teteia, ouro i e lei
10.146 1 crua da ouro com brilhantes.
lo ;i L ..jrti.tt |Wi -*o,i^, otit, 1 ve".;*.
de tranceln, 1 cruz, 1 annel, 1 par de
rselas. 1 dedal e 1 relogio, ouro de lei.
10el48 1 relogio, ouro de lei.
10.152 1 corrente e medalho para relogio, ouro de
lei.
10.159 1 corrnte e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.182 2 botoes de ouro com brilhantes.
10.198 1 relogio, ouro de le!.
10.200 1 relogio, ouro de lei.
10.202 1 par de rozetas de ouro com brilhantes.
10.207 1 pulceira e 1 trancelim, ouro de lei.
10.218 1 trancelim, 1 medalha e 1 eorrente para
10.467 1 pulceira, dous trancelins, uma volta de
dito, um cordo, nma medalha, uma moe-
dnha, um par de brincos e um dedal, on-
ro de lei.
10.470 2 cruzes cravejadas de brilhantes, 3 pares
de rosetas com ditos e seis annes com di-
tos.
10.473 1 pulceira, ouro de le.
10 475 2 pares de rosetas de ouro co
tes, dous anneis com ditos, duas pulceiras
e uma corrente para relogio, ouro de lei.
10.476 1 corrente e medalha pa relogio, curo
de lei. ..
10 481 1 bracelete de ouro oom corees e requin-
tes, um cordo. quatro pecas para cmtei-
to, um dedal, um par de rosetas e duas
pecas de brinco, ouro baizo.
10.483 1 corrente e-medalba para relogio, ouro
de lei.
10.502 2 annes ouro de lei, un. 1 '
ouro b*xo. doze collures para ch i, p ra
10.503 1 par de brincos e um cordo, oure da le.
10.504 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.505 1 volta de trancelim, umbroxe, um par de
rosetas, dous botoes, ouro de le, nm par
de batoes para pannos, ouro baixo.
10.519 2 correntes e duas medalhas para relogio
e um relogio, ouro de lei.
10.520 1 relogio pequeo, ouro de lei.
10.521 1 corrente para relogio, ouro de lei.
ir
11
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mmw
Diario de PernambucoSexta-feira 5 de Pevcrciro de 1886
o
i*
i
e nina meda b
10.528 1 par de brincos de ouro
ouro de lei. .
10.-, lo, ouro de le.
10.531 l corrate c medaiha para relogw e im
^io, ouro de le!.
10.539 1 tranc-liDi, uma medaiha e 4 annei, cu-
lo le le.
10.540 1 par de brincod, ouro de le .
10.541 pares de rosetas de ouro coro brollantes.
O. a medaiha para relogio, ouro
de lei.
10.543 1 corrente para relogio, ura broxe c>m
pequeos brilhantes.
10.56^ 1 annel de ouro com brilhante.
10.568 1 chapa de condecoracac, ouro baixo.
10.570 2 salvas do prata de lei.
10.572 1 pulseira, uma corrente, uma moeda, um
tranceln, dous "broxea, umdito para man-
ta, do as pares de brincos, dous parca de
butois, um annel um relogio, ouro de lei.
10.574 1 trancelim de ouro ii<
10.577 1 relogio, ouro de lei
10.578 2 aunis c dous bates Uc curo com bri-
lhantes, um fio de perolas, quatfo broxea,
tres pares d': brincos, um tfito oto roM
tas, tious anut'is, duas pecas para cintci-
iro de le, um par de botes a mra
medaiha, ouro baixo, urna salva e um pa-
liteiro, prata baixa.
10.579 1 ''tl3 P"a cna
e urna conega de paita.
10.582 1 .-:m! de ouro com brilhante, uma volta
am com urna medaiha, curo de lei.
10.5-1 S caatieaea e 1 psliteiro. prata d Mu.
10.591 1 pulseira, 1 par de rosetas, 1 peixe de
ouro.
10.604 1 salva, prata do 1. i, 1 castical, prata
baixa.
10.611 1 correte para relogio, e 1 relogio, ouro
de lei.
10.C14 1 relogio de ouro, de lei.
10.617 1 corrente c medaiha, para relogio, ouro
de lei.
10.620 1 cruz de ouro com brilhantes.
10.623 2 pul ara da lei.
AVISOS DIVERSOS
Na ra streita do Rosario n. 10, tim para
vender mobilia de Jacaranda ede pAo-eaaga, por
precoa cou modos, aesim como diversas pecaa
avulsas.
Precisa-ae de uma ama para coaiiihar, para
casa de pouca jamilia ; na ra do Barao da Yic-
toria n. 57.__________________
Aluga-ae uma casa com sota, na Cruz das
Almas, frente di sitio do fallecido Tasso, par-
familia pequea; 'a tratar na ra Primciro de
Marco n. 2 >. loja dn joiaa.____________ ________
Precisa-se de duas mulheres de idade, que
tenham bom comportamento, pa a fazerem com-
panhia a duas seuhoras casadas, dando se tudo
que precisaren! ; a tratar na ra dos Quarteia nu-
mero 6.
Aluga-se
de-Terco, o 3-
10.624 8 la rosetas c 1 anuel,
ouro baixo.
10.627 l traucelim, 2 medalhas, 1 par de brincos
(> 1 broche, ouro de lei.
10.630 1 e nedalba -v--'", ouro
de I
10.638 i rr.intiih i, um trancelim, 1
aaedalfca, 1 broche, ouro de lei.
10 643 1 p i 1
10.648 1 par 4e roseta de ouro com rubina e
brll !f>cnni brilhantec, 4 r.nn i"
i peounos. sob
papil.
10.663 t6 eolherea par sopa e 11 ditas para cha,
prat.i baixa.
10.667 1 par de brinco*, 3 ditos de rosetas, 1
broche c 1 noce!, curo de laL
10.668 1 trauceliio, 1 aetUlba, 1 broche c 1 par
de rosetas, ouro de le i.
10,688 1 relogio, ouro de le.
10.702 2 casticaes a 1 assucareiro. prata de lei.
10.703 3 anneis de ouro com bailhantes e rubina.
1 volt* de trancelim, 1 crui, 2 botoes, 1
figa cora coral. < mv de lei.
10.711 1 relogio, ouro d lei.
10.715 l correntio com sinete e chave, para re-
Iocm, ouro iie lei.
10.730 1 con :'; ouro de lei.
10.733 1 par de brincos, i fita de. ouro e 1 par 4
rosetas, curo de lei, 1 broche e 1 anuel
eravejadode diamantea.
10.740 1 eras de ouro com bichantes, e 1 salva,
prata da ici.
10.744 1 par de brincos (ic ouro, e 1 cruz crave-
jada de brilhantes, el par de botocs, ouro
de lei.
10.745 1 volta de trancelim, 1 ponteiro, 1 par de
bnnco9, 2 ditos de rosetas, 2 e meio pares
de botoee, 3 figae, 2 anneia, 1 cmbiina de
S. Joo e 1 castor, ouro de lei.
10.752 1 relogio de ouro, para aenhora.
10.753 1 assucareiro e 1 mantegueira, prata de
lei.
10.757 1 corrente dupla com medalha, curo e pa-
, tina.
10.758 1 relogio, ouro de lei.
10.773 1 pulseira e 1 par de argollos, e 1 relo-
gio, ourc de lei.
10.775 2 parea de brincos, onro de lei.
10.777 2 pulseira*, 1 broche, 1 par de brincos
cravejadoa de brilhantes, mais 1 annel
com rubim e brilhantes.
10.781 1 broche, 1 par de rosetas e 1 cruz, onro
de lei.
relogio, ouro de lei e 1 pulceira, ouro
baixo.
10.224 1 corrente e medaiha para relogio, ouro e
platina e 1 relogi, onro de le.
10.225 1 relogio, ouro de lei.
10.232 1 botao de onro com brilhantes c 1 cuixa
para rap, ouro de lei. ___
10.234 1 par de rozetas de ouro com brilhantes.
10.235 1 pulceira, 1 broche, 1 par de rozetas de
ouro contando brilhantes, 1 pulceira, e
broche e 1 par de rozejas, onro de lei.
10.245 1 pulceira, 1 broche, 1 volta de onro com
laco, 1 medaiha. 1 par de brincos, uroo
de le.
10.259 1 pulceira, ouro de lei.
10.260 1 escrivannia, prata de lei.
10.280 1 corrente a 2 medalhaa para relogio e 1
annel com pequeo brilhante.
10.284 1 annel de onro com 1 brilhante.
10.295 1 salva, prata de lei.
10 301 1 medaiha e 2 parea de rozctr.s, curo cu
lei.
16.314 1 pulceira, ~broche e 4 tateas, ouro de
le.
10.315 1 broche, 1 par de brincos e 1 cruz, ouro
de lei, 1 volta de cordo, 1 annel c 1
ponteiro, ouro baixo.
10.323 1 corrente e medaiha para relogio e 2 re-
logios, ouro de lei.
10.38 1 annel de ouro com pequeo brilhante.
10.352 1 pulceira, 1 trancelim, 1 par de rozetas,
1 annel de ouro e 1 annei com dia-
mante.
10.353 1 cordo (collar) ouro baixo.
10.358 1 broche, ouro de le.
10.364 1 relogio, ouro do lei.
10.368 1 pulceira, 1 par de rozetas, 1 volta de
traucelim, ouro de lei, 1 par de botes,
ouro baixo.
10.374 1 trancelim, 1 moeda de ouro com laco e
1 relogio, ouro de lei.
10.380 1 anml de onro com 1 brilhante.
10.382 I corrente e medaiha para relogio 2 e
anneis, ouro de lei.
10.390 1 par de brincos, 1 medaiha, 1 cordo,
medalba incompleta e 1 laco, ouro de lei.
10.394 2 anneia de ouro com bruan
10.401 1 trancelim e 1 moeda de oui > eoaa Jaco,
ouro de Ui.
10402 1 relog;o, ouo de lei.
10.434 1 par de rosetas de ou-o com diaaiantea
e uma cruz perolaa.
1 volta de onro e um annel, ouro de ei.
1 par de rosetas de ouro com dous bri-
lhantes.
1 relogio ." (Jura de !ci.
1 emblema do Espirito Santo, nm'eora-
cao em ouro um dedal a cinco bnSsa, ai-
ro de lei.
ira, um par '" brincos, um a
as e tres anneia, ouro de lei.
10.466 1 corrente e me re!i o, ouro
de le.
10.784 2 salvas, prata de 1. i. s, 12 gar
fos, 12 cabos para lacas c 1 paliteiro,
prata biixa.
10.786 1 a lvae2colher
10.789 1 cruz de ouro coir, brilhante", 3 paros d(
s com dito, uma volta de ouro, 6
1 medaiha, 1
fino, 4 traaeeliaa,
dito, 1 cruz, 1 broea ::icos e
4 re' gios de ou:o, curo de lei.
10.790 1 pulseira, qutbnida, ouro de lei.
10.791 1 trancelim e 2 icoa, ouro de
lei.
10.799 3 cruzesde ouro cem brilhaater, 2 anneis,
1 par de argolle?, 1 par de rosetas, 1
peca grande, 2 pulseiras, tudo cravejado
de diamantes cravados cm prata ; 1 volta
de curo, 1 .cruz, 1 fivei!u,4 pecas de onro
para ciateiro, ouro du lei, fipa-de perolas.
10.800 1 corrente p de trance-
lina, 1 croa, 1 breche, 1 par de btincoe,
ouro ae 'ei.
10.802 1 corrate e relogio, ouro de lei.
Recita 4 de Janeiro de 1886.
ate,
Felino D. Ferreira Coelho.
o 2' andar da casa n. 1 do pateo
da de n. 3 a ra da Penha, o 1
da de n. 19 raesma ra, o 1' da de n. 18 ra
Direita, o Jo da de u. 66 mesma na. o 1' da
do n 35 travessa do S. Jos, o 1- da do n. 34
ra estreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
* ra do Rangel, 26 rna Duque de Caxias, 1 do
i, 27 ra de liornas Valentinas,
24 ra do Amgy.o, e a casa do n 35 ra da
Vrac.ao ; a tratar na ra do Hospicio n. 3t.
-- Aluga-se a caca cora sota, toda caiada e
pintada de novo, sita ra da FundicJo n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez oe
Olinda ii. 8, lithographia.
Aluga-se o armazem da ra do Mrquez de
Olinda o 18; a tratar com Par'uto Vianua &.
Comnanhia
Aluga-se casas a 8tX>>, no becco dos Coe
Ihos, junto de 8. Gcncalo: a tratar na ra da Im-
peratriz n. 56.
= Os hachareis Antonio Justin.i de Boma a
Pedro Affcnso de Mello mudaram o seu escripto-
rio para a ra Duque de Caxias n. 51, 1 andar
onde continuara a exercer a sua pro6ssao do ad-
is.
Precisa-Be de uma ana ; na pracu do Ccn-
ile d'Eu n. J., i- andar, para cosinha.
Eu, anadio n=sgnado declaro que vendi a iniriha
taverna sita A ra Imperial n. 151, ao 8r. Joo
Beata Rodrigues, livre e desembarazada at 31 de
Jaaeia.
Joaqun Francisco Querido.
Precisa se de um socio com pequeo capital,
pira en cstnbeleciinento d1 molhadis ; tambem
ae f.iz n-gocio com a armaco c ma>a pertencas, a
qual esta prompta para receber mcrcadoria ; a
tratar na ra do Cabug n. 1-C.
= Aloja-se ou vende-se um pequeo sitio no
Encanamento ; a tratar era Tigipi n. 70, defcpn-
te do quartel.
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EUGHIO MAROESDE HOUAHDA.
de Rheumatiemo Canci^e.Bobas,bripi^en6
etodaaae moletas quetenho eua oriem
na impureza dt> sangue devida a syphihfi.
k.

,Jtac ,
Q5 CP
^j^tfuww w ot w com aw-a tivuw ox*.
-> tov**ojor- ka, corvfcyxm*. a. vnle&yvdade Jfimat
= Precisa-su de um cosinbeiro ; na ra do
Marques de Olinda n. 40.
Qu ni precisar di uin criado copeiro muito
bom c fiel, e que tamSem trabalha em sitio, diri
ja se ao Camiuho-Novo n. 128.
Veude-se a mel or taverna da estrada nova
de Agua-Fria, com poucos fundos, prnpria para
principiaute, c Uin comtnolo3 para familia ; a
r na mesma n. 7.^_________________________
A Inga-so a casa terrea ua roa do Nogueira
n. 43, ciin 3 qoartoa c quintal grande ; a tratar
com o Pinheiro, rna Deque de Caxias n. 66,
loja de miudezaa.
Aluga se o 2 andar do predio ra do Bom
Jess n. li>, (regladla do Ilecife, limpa e forrada
;. papel ; -i tratar com o Pinheiro, ra Duque
de Caxias n. 66, loja de raiudezas.
Precisa-se uma ama pa-a cosinhar, ra do
Visconde de Inhama n. 67.
O abaixo assignado declara a quera nteres-
sar possa que, deeta data em diante, nSo aa res-
ponsabisa por debito algum, contrahido cm seu
nome por quera quer que seja,
Recife, 1 de Fevcreiro de 1886.
Jost Antonio Torra da Costa.
p
p

'acto^etis tuto*.
---- -------r^Qf^.-----
ABORATORIO%NTRAl DE f RO0UCTOS
JI0ICINAES
lyt Rwa d V^eonde do Rio Braaea
-HIODE flANlalRO:-------
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g
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b e
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-fifi
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O
o
O Sr. J, ao Jos da Silva Pereira deixou
de ser caixeiro dos abaixo assignado?, com refina-
co rna do Visconde de Inhama n. 43, desde o
dia 31 de Janeiro dj corrente.
Francisco J. Leite & C.
Farinlia de trigo nova e de
superior qualidade
Retalha-se em lotes
vontade do compra-
dores o carreg"amen*o
de farinha de trigfo em
saceos chegado do Rio
da Prata pelo paque-
te inglez Libbie H.
a tratar no armazem,
ra
n. 4.
do CommerciJJ
Precisa-se
de um socio para una casa de molhados, que te-
nha habilitavao necessaria o que entre com algum
capital; trata-se no largo do Mercado n. 11.
Mtenco
Contina a vender se assucar na refioacio sita
ra Vidal de Negrciros n. 93, sendo os precos os
seguintcs :
1. Sorte 4*800
2.= 34800
3. 3*tt00
CALLOS
0 MELHOR E MAI IN'P ALLIVKL EX
TRACTOR DOS CALLOS E A
MAYMMMA
porque os extrahe completamente, sera causar a
mnima dor. E' fcil de applicar, nao impede de
se andar calcado e tem o seu effeito comprovado
por atcestados insuspeitos e em numerosas appli-
cacocs que nnnea falharam. S verdadeiro o que
se prepara e vende na Drogara e Imperial Phar
micia Diuiz.
S7--Rna do General Ozorio-57
Deposito em Pernambuco pharmacia de Uermes
de Souza Pereira & C., Suceessores
Ri i Maronez lo Olinfla i i
Eu abaixo aaaignado, estabelecido raa do Hos-
picio n. 158, attesto que, soffrendo ha muito tempo
de callos cm ambos os pea, o que rae impossibilii-i-
va por vezos de cuidar n s nv-us affazeres com-
raerciaes. gracas ao pre parado des Srs. DINIZ &
LORENZO proprietarios da IMPERIAL PHAR-
MACIA DINIZ, denominadoMAYNARDINA-
cansegui ver-me alliviado deste mal que atroz-
mente me incoramodava com a applicaco do refe-
rido preparado.
Rio, 7 do Janeiro de 1885. Thamaz Jo-
s Fernn des de Macedo.
Taverna
10.438
10.445
10.456
10.460
10.461
Vende se a b m afregnezada taverna da eatra-
di do Poaabal ji. lfi. livrs e duicaabTaeaida de
:;er nnua, tratar na mesma.
Ao commercio
Os niiaixo aaaignadoa partieipan aae nao se
DMbil*nn poi algnma fcita em mu
n me, a nao ser p-r sin aaico representante Joilo
F. de Azeveio VHlonjrueiri ou sua ordem por es
ciipto. I i ; : .
Val i'ijuriro 9 (.'.
Por todo preQO
A Predilecta *
liquida para acabar por todo o proco 1 Entre
muitos objectoa, como sejara : binculos, estam-
Eas, las para bordar, perfumaras de todos os fa-
lcantes, talagarcas, ntremelos bordados, na
valhis finssimas, pos de arroz, banhas, sabonetes,
etc., etc., nao deixa de mencionar os seguintes
objectoa, o que tudo vende por quasi nada :
Livros para missa, com capas de madrepe-
rola, um pr 4a(X)(l
Costureiras de mailrepcrola, uma 4J000
Voltas de coral, finas, com clchete de pa
quet, mu
Pecas de galaor.mho para enfeite de vesti-
do, uma
Escnvas pura unhas, uma
Frascos de verdadeira agaa de colonia, um
Caixas de superior papel amizade, uma
Ditas de cnvelopes superiores, ama
Bolsas de pere de, muito finas, uma
Duzia de pacot.es de sabio em p, Hudsan,
nma, rs.
Collarinhos medernoa para seuhoras, um
Voltas d vidrilhoa, muito finas, uma
Lequea grandes, de cores lindas e moler-
as, um
Duzius de baleiis, polidaa e fortes, uma
Purs do ligas en feixos de ac, para
crianca, uin
Grosas de botocs de maOrepeola, finos,
para casacas, urna
Macos de m.riiard3*.8 pora crochet, um, r-.
Trena completos (brnquedo para crian9as)
um
Botoes-bola, muito finas, duzia
Meias compridas, Je core, para mollinas,
mna
Ditas croas, para homen', duzia
Ricos estojos com thesouras, um
Curreteia de linha para machina, de tolos
os nmeros, um, rs.
400
60
200
500
400
300
U500
600
MOTA ATTENClO
Roubaram do engenhb Col'egio, fregoezia da
Luz, na nt-drogad do dia 2 1 corrente, tres ca-
valloa sedados e eufriu'alos, to-1 >s bons e bem an-
dadores de biixda meio n bem grdoa'; sendo um
ru lado e 'aro, ontro mellado, de cliuas c cauda
branca. Quera der noticia exacta dcllea aera bem
i-2 m ::-:i !> no --:, B I .'.iho, u na rus d.i
Cruz, scr.jit i ion. i.
O (acto d-u an da maneira se seguinte :
A's 4 ii ias da muuba sen'.indo um empregado
cstrondo na estribara e mais tarde al ,-uns tro; s
foi verificar, mas j a h u a |>>rta aberta, e nao
encontrando mais. oa cavados chama pelos cria-
dos que todos segniram em perseguiclo dos la-
dres at o en^enho Velho. .l. ao amanheeer do
dia virara Bauitoa outros cavadlos ah em casa de
um tal Pina, earguciro do referido engenho.
Em yista iist mnndou-se u:n aviso ao subde-
legado, capito Jos Juviniano de Arruda Pinhei-
ro, p-cim !o que sem demora Ihe prestasse auxilio
para capturar os ladrdei, j prseguidoa pelo cla-
mor publica, e tomar os cavallos, ficando do viga
com toda a promptidao.
Assim n tea o subdelegado da fregaezia, maB
sesdu 2 leguas de distancia s as 5 h oas da tar-
do que pode chegar a for^a, o effectuando logo
a prisao do tal Pua o um dos ehefes da quadri-
lda, e niio achando mais os cavallos, dsse o mes-
mo preso j haverem seguido para Pao d'Aiho.
Mas que 1 para Pao d'Aiho ? Isso nSo... elles
estao sim retugia.ios as mattas do engenho onde
existe um grande foco de manjadonras e de ca-
vallos roubados, um vivc:ro medonho !
E* um escndalo cm verdade, e admira muito
ainda haver quem proteja taes malfeitorcs.
Aqu fiea-se, porm mais tarde dir-ac ha o rea-
to. Recife, 3 de fevereiro de 1886.
Pinlura domestica
DE
Longman & Martiney
Tinta de todas as corea para applicaco inme-
diata e aera mais mistura ; qualqner pessoa (cria-
do e menino) pinta com perfeicao, de grande
vantagem para o uso domestico. Com esta tinta
podem todos conservar suas habitacoes em perfei-
tn estado de as9'io e com ponco dispendio, ella
exposta vendi em pequeas latas com tampa
que pode ser conservada com asseio em qualquer
guarda-louca. Vende-se na phsrmacia de Her-
oica de Souza Pereira & C. Suceessores, ra do
Marquea de Olinda n. 27.
Inab'-i M. V. da* Xevea
! ianiM bWptiata Mara das (tarea agradece a
euoaa que s. dignaram a(!)'npinhar ao cemite-
.-o mor tan i de sua pregada irmS.
um, rio publico a
1UJU e de nova c
400
860
120.
11500
203
iviiini aseiatirem a missa de stimo
da n 8 A.n rorrenff, as 7 1(2 ho-
de S. "
cisco, ne'o que antecpi aeu r.'conhecimento.
da, ';".
ras da inanha, na igrej c do convento de 8. Fran
D. Alexandrina Bczerra Ca al-
eante
Palmares e Porto Calvo
das Alabas
Venda se um qnarto do > < m S.
I! 'rnardo e mais t.-. zentas bi rraa a meamr. proprii
n. disteicto L-opoidiiia, comarca de rorro Calvo :
a tratar com oa admi
re* Marques, em Pa
Casa para aluga r
Aluga-8" nn.o. b a eaan com muitos o oimoles
para grande familia, banheiro, est catada a pin-
tada de novo ; a tratar na rna a Impri'.triz n.
64, 1< ja do Cysne._____________________________
Ama
Pret isa se de uma para cosinhar, e de ouiru
p-ra cuidar de meninos ; na ra da Imperatriz
n. 65, 1 ondar. _________________
Ama de leite
Precisa-se de nma ama de leite com urgencia :
a tratar na ra do Rangel n. 11, taverna.
Vn?. iica Xavier Cirneiro da Cunha e 8"U8 fi-
130 lhos Francisco Xavier R ..Inguea Campello, Gra-
clano Xa7ir Carneiro la Canha, iauaontes) Joo
500 Xavier Carneiro da Cunhi, Antonio Xavier Car-
2f600jneiro Compeli e boa mulher Rita Ca/aleante
2000 j Camnello, mandam ealebru uma missa pelo repou-
! so eterno de sua serupre lein rada aobrnha e
prima O. Alexandrin i Etaserra Cavaicante, as 8
ia da nanhS, na convento do Carmo, sabbauo
stimo da de seu passamento, para
_., "Iqoe con vi lam a sena parentes e amigos e ao3 da
Si^^Xc^a^^^asl^ %^m(tfefefSarae8n1
^ ; dade, pelo que se confessam uesde ja eternamente
.._____________________^___^______ i grates. _______^^^^^^^^^
Liquida qko
Compra-se e paga-
se mais do queemon-
traqualquer parte bem
como
de qualquer qualidade.
Na ra u> Imperador
n. 32, loja de joias.
Julio Fuerstemberg.

Antonio don Nimia Coima"
Aurelio dos Santos Ccnora, ana muiher e suas
fiUias, tendo recebido '!- I'ortug.l a noticia do
illecimento de aen preaado pa', sogro e av, An-
tonio dos Santos Coiinbra, no dia 8 do mez paaaa-
dii, convidam aus scu3 parentes e amigos para
tiren as missas que, po o etei-no descanso de
sua alma, mandara celebrar na segunda-fera 8
do correte, trigsimo da do seu passamento, na
capclla do Casanga, a t 1/2 horaa da manh, e
na igreja da veneravel ordem tcrwira de S. Fran
ciaco, ^ 8 horaa ; pelo que desde j se confessam
agradecido-._________________________________
Manuel wllYM foata Campo*
A viuva, 8'igro, sogra, cunhadoa e cunhaH"s
coo\ i!nin a 11 lo. oa paren ( os do finado
Manuel da Silva Cosa < ampos, para asaistirem a
missa que mandam resar p r sua alma no dia 5
do correte, a 7 horaa da mauhS, na igreja da
Soledade. 2* anniverdario do seu fallecimento, por
cujo acto de religiao ecardade ficam eternamente
agradecidos. _________^^^_^^____i^
t wm \
tinturara
OTTO SCHIVEIDER
SCCESSOR
2o Ra de Mlhias de Albuquerque 25
(ANTIGAR14 DAS FLORES)
Tinge e limpa com a raaior perfeico toda a qualidade de estofo, e fajeados
em pegas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo o
trabalho f'eito por meio de machinismo aperfeifoado, at hoje conhecido.
Tintura preta as tercas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
^^HIA Afa


ALBEKIO HENSCHEL & G
:;>-Kl\ DO B\R\0 ll\ VICT0RU-S2
O aba>xo assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'esta
capital e do interior, que reassuroio u gerencia d'este grande e bem conceituado esta-
beleciaiento, onde j por longos annos tem oceupado o raesmo lugar.
As Exmas. familias e pessoas que desejarom honral-o com suas encommendas
encontrarlo alli os mais modernos o aperfei?oados trabalhos concern entes a arta
photographica e modicidade nos precoa.
C. Barza,
> Gerente.

c
Ji
_MVITE
JOSEPH KRAUSE 8t c.
Acabam de augmentar o seu j bem conhecido
importante estabelecimento raa Io
de marf o n. 6 com mais
nm saldo no ( andar lnxaosamente pepar-
rado e prvido de nma exposi-
li#4lm dprat teftiU laetr^-plale
dos mais afamados fabrcaites do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seas nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren,
o seu estabelecimento, aflm de
apreciarem a grandeza e bom gosto com que
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desla provincia.
ACM ABITO DAS 1 A'S 8 DA NOITE
3 O I* */r M TT 1
Grande e bem montada oflicina de alfaiale
DE
PEDROZ A & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN 14
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo e vanado sor-
imento de pannos, casemira, brins, camisas, punhos, collarinhos, metas, gravato,
do importado da melhores fabricas de Pars, Londres e AUemanha; e para bem
er virem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios dests grande estabelecimento
t;n na directo dos trabalhos da oficina habis artistas, e que no curto espa5o de 24
horas, preparaui um temo de roupa de qualquer fazenda.
Raa do Baro da Victoria n. 41
(PRE90S SEM COMPETENCIA)
Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento
denominado
MUSEU DE JOIAS
a;,rt o ,., Ar. Pahnfr n 4, communicam ao respeitavel PUBLICO que receberam um
rld/aorimento d foias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
S rdS? 5? as quahdades. Avisam tambem que continuam a receber por
todl os vapores viudos da Europa, objectoa novos e vendem por muito menoa que em
"er^ MIGUL WOLFF &C.
N. 4RA DO
Compra-se ouro e prata velha.
CABUGA
n. 4


6
Diario de PernambucoSexta- eir 5 de Fevereiro de 1886
Itoga-se barato
) 1/ n 2.' andar trssesea do Campello n. 1
O armasen) da ss do Bom Jhui 47.
) 1. andar da travesaa do Carma a. 10.
V loja da ra do CalaSoaoo u. 4.
A cata da ra do Visconde de Goyanna u. 79.
caca da roa da Ponte Vslh n, 22.
Smur da Baxa Verde n. IB Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. IB, 1* as-
ear.
Aluga-se
o Bagando andar da ra da Imperairit n. 24 ; a
IraUr na agencia progresaiva, praca de D. Pe-
dro II n. 78.__________________________^ _____
Aloga-se
segundo andar da cana rna Imperial n. 19,
tan) amitos commodos c agua ; a tratar na rna
Dnque de Caxias n. 92.
Precisa-se de urna par cozinba, pom que
durma em casa ; a tratar ra do Marques de
Olinda n. 6.
Precisa-ae de urna ama para cosinhar e que
arma em caaa do emprego; na ra da Conceio
a. 4, 1 andar.
h *V\/V* A ou ccrava, precisa-se de
(AhIVJ>iiQii urna para casa de pequea
familia ; na ra Nova u. 15.
Ama
Precisase de urna ama para lavar e engommar ;
na ra da Uniao n. 47.
Ama
Precisa-ae de urna ama que saiba osinher ; na
rna de Pedro Aftonso n. 9.
Ama
No Largo do Corpo Santo n. 19, 2. andar, pre-
cisa-se de urna ama boa eos nheira, que durma em
casa e de pessoa que abone sua conducta.
Borracha para limas
Receberam Rodrigues de Faria & C, e teem
Ci Tender em seu armazem ra de Marix e
ros n. 11, esquina da ra do Amorim.
f asa no tinca ment
Aiuga-sc una casa nerto da cstuuao de P
nteirim, nova, tem 2 quartos, 2 sal s, cosinba
lora ; a chave para ver. na taverna do Sr. Adria-
no no mesmo lugar, elle indicara com quem se
eve tratar, o alague) barato.
osinhe.ro
Precisa-se de um c sinbeiro ; a tratar na ra
se Paysand n. 9 (Passagem da Magdalena), ou
ras. do Commercio n. 44.
iosiiilicira
Precisa-se de urna cosi.iheira que engoman
bem e ensaboe, e que nao durma fra, para casa
de pouca familia ; na praca do Conde d'Eu n 30,
terceiro andar.
Cosinheiro
Na ra do Vicario n. 17, se precisa de um co
nheiro.
Santo Amaro le Jatatao
Quem pretender uian boa casa bem oollocaia
pode tratar no escriptorio de Bastos i C. ao
sahir da Companhia Pernambucana.
Mme. Niquelina
Recebe constantsmentefla Enrona
i
ill-
I
0
la
-sa
Ra Primeiro de Marco n. 19
fumo Botina Maravilhosa
Prata
Compra se pataees velbos hespanhoes e portu-
gaezes : na ra Duque de axias n. 92.
E' impossivel
Ha ver gravaras de m..is gosto do que as que
receberam Pedrosa C, ra do Barao da Vic-
toria n. 41.
Sao esplendidas
As casemiras que receberam Pedrosa c O.
rna do Bario da Victoria n. 41.
J nao maioria absoluta e unnime pois todos
dizem que as gravatas que receberam Pedroza &
C. sao as mais bonitas que tem viudo ao mercado:
ma do Barao da Victoria n. 41.
Realmente sao bonitas
As casemiras de cores que receberam Pedroza
4 C, rna do Barao da Victoria n. 41.
Nao se deve ir
A testa da Saude sent-te comprar nona das lin-
das gravatinbas que receberam Pedroza & C, ron-
da Barao da Victoria n. 41.
%
) 8r. Joo Cavalcante Mauricio Wanderley,
:lbo do Exm. Sr. Barao de Tracunhem, queir*
ir ou mandar ra Duque de Caxias h. 73, con
fntr o nepseio que nao ignora.
-Luvas
Pabrica-s por medidas, em 2 horas, perfeicao
precos mdicos, elegancia, material de tuperior
qualidade : ra do Cabug n. 7, Io andar.
MMi Henrlaoe fie Holafla
Precisa-se fa lar : na ra do Coronel Suassuna
n. 204, 1' andar, ou quem elle poder noticiar.
Advocados
Mnnaei Netto e BVvennto Lob i ; ra Duque de
_^_^_B__i75, entrada palo pateo do Collegio.
Piano
Coprts para principiante : vende-te um muito
_^_V1" Duque rie Caxias n. 56, terceir*
andar
Ao eommereio
J. C. Levy & C. c Ernesto & Lsopole declaram
ao commercio em geral que continuara na aecieda-
de que tinbam na Pharmacia Pranceza sita ra
do Barao da Victoria n. 25, s-ndo os prim< iros so-
cioi solidnrios.e o* Mfondos commaoditarios, de
eonfiruiidade oro, o contrato registrado na mesma
JLi.ti cominerciaJ.
Recife, 90 de Janeiro de 1886.
J. C. Levy & C.
Ernesto 4- Leopoldo.
Luz brilhante, sem Fumo
OtEOMOMATICO
Higinico e Econmico
PURA LtORIHIS
t'irni
MARTDTS. BAST
PerMamhueo
NUMERO TELEPHONICO : N' 33

Ao publ
ico
Urna senhora habilitada se offerece leccionar
prime-as lettras e trabalhos de agulha em colle-
gios ou em casas particulares ; quem de seus
prestimos precisar, pUc dirigirse ra do Co-
ronel Suassuna n. 12.
Pataces
Compram-se na ra Maris e Barros n
11, esquina da ras do Amorirrarmazem.
? EDlaflor da marinna
Este i.i portante estabele amento de relojoana.
fundado em 1860, est funecionando agera ra
taran do Rosario n. 9.
O sen proprietano, enoarr gado do ragulamen-
to dos refogies do arsenal de marinha, da compa-
nhia dos tr.lhos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da de Recife Caxang, da estrada de
ferro de Carua da companhia ferro-carril de
Pernambuco, da associscio commercial beneficen-
te b da estrada de ferro do Limoeiro, cercado de
intelhgeates e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira,
de parede, de torres de igreja, chroaometros ma-
rtimos (dandoa marcha), caixas de msica, ap-
parelhos elctricos telephonieo.
Contina a exercer a sua profissao com aelo e
interesse de que sempre deu provas ao respei-
tvel publico e aos seus collegas, e vende fj>rne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabelecimento se acha col-
locado um relogio, cojos mostradores tambem po-
derao ser vistos pelos passageiros da ferro-carril,
tendosempreaHORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinadas pelas suas ooservacoes astronorai-
ana. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio Jos da Costa Araujo.
Aos Sis. deengenho
Um moco habilitado offerece se para leccionar
primeiras lettras, principios de francez e msica
em algum engenhu : ^oem precisar dirija-se
ra il i Jnperatriz n;; 78, loja, que achara com
quem tratar.
\;i cidade da Escada
ra do Commerc o n. 19, paga-se por bom preco
ouro e prata velhos.
Aviso
Achando-sej impreasas as poesas que deixou
o finado Luiz Carlos de Araujo Pereira Palma,
logo aos senhores aasiguantes desea obra o favor
de mandarem procurar e-n minha residencia,
nu de Motocolomb o. 26 (Afogados) os exempla
res que ihes pertencem; ou deem suas ordens
para lh'os remetter pelo correio.
Padre Pedrosa.
Grande sertinento
de pesos e medida* para peco e
liquido
Vende-se por preco razoavel ; na >oja do Soo-
za, rna do Bario da Victoria n. 61.
1 Branco Ezoort Bier
Da afamada fabrica
de cerveja de Bremeii,
denominad S. Paa-
loacaba de chegar
pe ultimo vapor de
Hambitrgn una parti-
da desa exedlente
cerveja cujo rotulo traz
o n trato do grande e
immortal patriota Vis-
conde Sao nicos agentes
desta marca em Per-
nambuco, os Srs. Qui-
mares k Merman.
Esta primara partid
se acha venda na No-
va tlambnrgo e no ar-
mazem deSoares de
Amara YI rmos, ra da
Madre Para advocado
Alaga-se a sala da frente do Ia andar da casa
rna Duque de Cnxiai n. 64 ; a sratar na mesma.
Declarado
Piceas transferidas para correr com a ultima
lotera de fevereiro aofoes entre amigos que
corriam eom a primeir i lotera do mesmo mez, a
quil nosaprenenu o oojnctog eguiates : nma
machina de costura, ^m .-elogio, um annel e tres
quarto. das-de cero.
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HCLi-OWAY
O Ungento ia Holloway ujc roadio imallucl pu osasalaede pernos edo paito ; tambem pvia
as eridas andg-cnagas e ulsasnc E famoso para a gola e o rheumatismo e pan todas as enfermi-
dadee-de peMo.afio se reoonhece egual
Para Tumores as glandslu -e toda as molestias da pelle nfio teem aesaeThante e para os membros
contrahidos e junatuma rsisns. abra como por encanto.
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tnicos, da casca de laranja e da
quassia amarga, o ferro assimilado
lacilmente e produz effeitn proni|)to
egeral restituindo ao sangue, a (brea;
carnes, a dureza; aos differentes
tecidos, a actividade e energa neces-
sarias as suas funecoes diversas.
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do J.P. Laroze, i considerado pelos
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latHaniUi Uw, Kossell-Squin
LONDON
ssn^m.mbsoo Frase" alta Silva* O
Ouem leu ?
Onre e prata : comprase onro, prata e
pedras preciosas, por maior preco aue em ontra
qualquer parte no 1' andar n. 22 a ra larga do
ftosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas s 2 da
arde, dias uteis.
Leonor Porto
Ra do Imperador a. 43
Primeiro andar
Continua a execatar os mais difficeis
figuriuos recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costara, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
!
Sem dicta esem modifi-
ca ooes de eostumes
9
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Espec.ks pn1;arados
maeculico Eugenio
de Hollanda
Approvdos pelas juntas do hygieDe da Corte,
1 Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
tois e promove aa ejecfoos difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso c quinado
Para os chloro-anemicos, debel'a a hjpoemia
intertropical, re constitue os hydropicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommi ndado na bronchite, na hemop-
tyse e as tosses agudas ou chronicas. ,
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na tysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as robres ir>termittentes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurub^ba simples e tambem fer-
ruginoS' preparados em vinho da caj
Emcazes as iuflaoimacoes do figado e baco
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as con7alescrneas das parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
Gi ande propri^dade na
Estancia
Aluga-se, ou arreada-se a grande propriedade
da Estancia cmhecidn pelo Si'.io Giro pertencen-
aos herdeiros dos finados Manoel Goncalves da
Silva e D. Clemeutina 'lheodora da Silva.
Esta importante propriedade cujo fortellissi o
solo proprio, medindo urna enorme rea de trra,
circuodada por muro, excepto a frente que mar-
gina o rio Capibaribe guardada por nm extenso
caes com dnas escad&s para o rio.
Um grande portao de trro, da pela Estancia
entrada para o sitio o qual conten : innmeras
atvores fructferas taes comomsugueiras, ca-
jueiros, jaqueiras, fructa-po, sapotiseiros, coquei-
ros, pitombeiras, goiabeiras, eoutras umitas de va-
riadas especies; dous grandes viveiros de spa-
nhar peixes, com alpendre coberto para ossistir-se
pesca ; duas grandes bailas proprias para plan-
ti.co de capim ; dons esplendidos jardins orna-
dos de figuras mythi de agua p^tavel, urna dellas bastante funda, a boc-
ea de dimetro enorme; urna casa com tanque
para banho e lavagem de roupa. urna casa com
grande deposito d'agua do Prata, e tanque para
banho, cora torneiras, duchas, etc.
Urna nascente d'agua.
Urna casa para banho no rio Capibaribe, e outra
para latrina, construidas Sjbre o caes.
Grande casa para creados, eom cocheira, ronpa
ria, estribara, etc.
Casa para vaccas, carneiros, aves, etc.
A casa de vivenda edificada margem do rio
Capibaribe, um magestoso sobrado de um andar
e mirante, tendo de frente nove anella com varan
das de ferro, e cinco em cada oitao.
As vastas accommodacoes desta casa sao pro-
prias para numerosa familia, peneo ou hotel.
Perfeitamente localisada, perto da linha de
bonds, esta magnifica casa, fresca e confortavel, of-
ferece de suas janellas bello e variadissimo pano-
rama inssciavei vista.
O pavimento terreo, alm de nma grande dis-
pensa, e diversas dependencias de segunda ordem,
conta 4 quartos e urna sala com dous gabinetes
ii.'dependeutes todo* com janellas.
No sobrado contam-se trez grandes salas de
Ir te, sala de jautar. trez saletas, dous quartos.
A parte anterior 6 formada por largo avaraudado
de tres faces guarnecidas de columnas.
O mirante tem trvz janellas de frente, nm salao,
um quarto, aleui de pequeas dependencias de so
men"s importancias.
Faz tambem parte da prodriedade Giro um
pequeo sitio apenas separa io por urna cerca de
pitangueiras, tendo fructeiras, caes, cacimba, es-
tribara coeheira, tanque, galinheiro, e casa ter-
rea para vivenda com terraco na frente, 3 salas,
nma saleta e sotao com um quarto.
Pazendo esta ligeira descripcao da propriedade
Girao para dar aos que lerem este annuncio urna
simples noticia do que ella tao convidados a vi-
sital-a os que a preteuderem.
A' tratar com Jos Antonio Pinto ra da Com-
panhia Pernambucana n. 6, sobrado.
Tnico
Oriental.
\ / y
^0 /w\
MEDIO *tt
(ATIR'S ACIJE CUBf)
cuMstfuwan Ecou coirtzA
pebres Inlerrnittenfes
URciTiitfenes e Biliosas;
ialeilas.os Calanos,
C TODAS AS
[oleslias Paludosas.
CosinheirooucosS^heira
Pre lisa-sc de um bom cosinbeiro ou urna
cosinheira ; a tratar n,. ra do Apollo n. 30,
andar, das 10 horas da manila s 4 da tarde.
Declara filo
Costa Pereira Irmos decWam ao ccrnmercic
desta praca e a juem interessar posta, que desde
31 de dezembro aeixou de faz>r parte de dita fir-
ma o Sr, Jos da Costa Pereira, fieando o activo
e passivo a cargo do socio Joao da Hosta Pereira,
continuando cora a mesma firma. Recife, 1 de
fevereiro de 86. .
Joao da Costa Perei'a.
Jos da Costa Pereira.
Apoliees geraes
Compram-se duas
de cont de ris; no 1.
andar d'esta typogra-
phia se indicar quem
cmpr.i.______
s<**-
Candldn Maria ornes de Car
valbo
Bernardino Gomes de Carvalh Ofln i Cor eia
Braga, Miris Le liinn Braga Loyo. Manoel da
Silva Leal Loyc. coposo, filhose genro de Candi-
da Mara Gomes de Cal valho, mandam reaar mia-
sas por alma desta, no da 5 do crrente, l* an-
niversorio do ccu pass.'.m nt >, O* igreja matriz da
Boa Vista, as 8 horas da manha ; b p >ra ouvil-as
ccnvidain as panosa de sua minada e parentes,
Pjloqiielhes serao snmmamente leconheeidos.
Domingo das esMa Teixeira
stas los
Constanza Janwria JCoaieiro Bastos, Domingos
das Neves T- xeira Bastos, Tb<>uuws Teix-ira Bas-
tos, Jo&o Jos de Miranda e Maria liosa Bastos
de Miranda agradeeea cordialmente t < Jos os
parentes c amigos que se dignar.un :ie impanhar
ao cemirerio publico es restos mortaes de seu pre-
sado esposo, pai, irmo e cunhado ; e de novo es
convidam para assistirem as m ssaa de stimo dis,
que mandam celebrar na igrtjt da ord-'m tuiceirs
do Carmo, s 7 1/2 horas da manha do lia 5 do
correute ; e por mais este acto de relgia j : eon-
fessam desde j eternamente gratos.
rmand!
VENERA VELTEMANDaDE
DA
Gloriosa Senhora Sant'Ansa, da igr Santa Cruz
2#
tdulnlio Donatagnes da Milva
Tendo a mesa regedora desta irmandade revol-
vido mandar celebrar urna missa p.r alma de seu
caro irmo ex secretario Adolpho Domingues da
Silva, no da 5 d i corrente, s 7 1/2 horas da ma-
nha, trigsimo dia de seu passamento ; e ^ara
assistir este acto de religiao e caridade, sao con-
vidad, s os nossos iraiais e bem assim o? pareutes
e amigos do finado, pelo que a mesma se confesas,
eternamente grata todos aquelles qn- compa'e-
cerem. Consistorio da mesma na cidade do Reci-
fe, em 2 de fevereiro de 86.O secretario,
Manoel Jos e Sant'Anna Araujo.
Antonio Marques do Xascimenit
Candida Rabcllo da Silva Marques e suas fi-
Ibas mandam resar raissas na matriz da Boa-
Vista, no di:-.6, s 8 horas a manha.pela ;:l.udo
seu presado filho e irmo,Antonio Marques do Jae-
cimento, truesimo diado seu passamento. para
cujo acto religioso, convidam os seus parentes e
amigos, bem como aon seus, protestando lesdajf
ficarem eterna-, pnte ;r; tos.
Os abaixo assignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenho i cima
ve corformidade com*as prescripces das lea em
sigor declaram ao publico e particularmente aos
teus numerosos fregueses, que d'ora em diante
odos os productos qt:e ehirem de sua botica le-
varo a dita marca como garanta de sua origem
e legitima procedencia.
. Mu nim
Este collegio acha se aberto i rna Velha n. 40,
e recebe alumnos internos, semi-iaternos e exter-
nsa.G director,
Ovidio Aires Manaya.
Francisca .maleante Paes
Brrelo Bansel
Joo de Souza Rangel Jnior agr it ce a seos
parentes e amigos que acompanharam ao ceuiite-
rio publico os restos mortaes de sua presada mu-
Iher Francisca Cavalcaate Paes Barreto Rangel,
e convida a todos para assistirem as missas do
stimo da, que manda celebrar na igreja de N. S.
da Penha desta cidade. s 6 horas da manh do
da 6 do correte, e por mais este acto de religiao
confessn-se dea.i'- j eternamente grato.__________
aloaqssim asusto Perrelra
Jacobina
Mara B. Mascarenhas Jacobina, seus filhos,
netos, bisneto8 e Carlos P. de Lmos ar;radeccm
do intimo d'alma s pessoas qne se diguaram
acompaubar sepultura os restos mortaes de sea
filho, irmo, pai, avo e ogro, Joaquina Augusta
Perreira Jacobina ; e de novo os convidam para
as missas ,ue mandam celebrar na matriz ds Boa-
Vista e da Graca, sabbado 6 do corrente, s 8
horas da manha.
*
i

/


_!s,i




Diario de PcrnambacoSexta-fcra 5 de Fevertiro 4te t8G

VERBAS
Cabriilel c vietoria
Vendo-se >un cabriolet o nina victoria em pr
reito estado : a tratar na na Duque de Can
numero 47.
Vende-se
rbrmtB*imo orepLdvl/2 daas de carrinhos
mo, o rnaie benr aperfeicoado e forte, como na
ba em parte algruma, o que s avista pode justifi-
car o que tic dito ; para ver tratar na roa do
Sol, armazens na. 7 e 13.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Esceese preferive
ao cognac ou agurdente de canoa, para fortifica'
O corpo.
Vende-se a retalho noa melhares armase ns c
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo n.
me e emblema sao registrados para todo o Braxi.
__________BBOWN8 c O, agentes__________
Pastees de setlaeta a .100 rs, o
ovado
Alheiro & C ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de fustoes braneos pelo
baratinho proco de 400 e 500 rs. o covado, assim
setinetas lisa, tendo de todas as cores a 500 rs. o
covado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
reiros.
Roanas m nmums
AO
tt-lna da Imperairls-SS
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupss abai-
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgorito diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemir* preta, de eordao. muito
bem feitos e torrados
Ditos de dita, fazenda mnito melhor
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
send" fazenda muito encorpada
Ditos d bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e
Oeroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e
Colletinhos de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias crau c collarnbas, etc.
Isto na loja aa roa da Imperatr iz n. 32
lliscados largos
a too r. o covado
Na loja da ra da Impe'atriz n. 32, vendem se
riscadinhos proprios Dar roupas de meninos e
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covado,
tendo qnasi largura de chita tranceza, e ass>m
como chitas brancas mindinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas escaras a 240 rs., pecbincba i na
loja do Pereira da Silva.
Fuktrn. netineta* e lzinhan a SOO
r. o covado
o covado, e suoerior setim preto para enfeites a
14500, fu-eim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures braneos, de 240 a 320 rs.; na nova
loja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 82.
Algodaoalnbo francs para lencea
a OOOra.. IA e lOO
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
superiores algodaozinhos francezea com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lencoes de um
s panno, pelo barato preco de SOO tb. e 14000 o
metro, e ditu trancado pa a toalhas a 14280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para lencoes, a 14500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A I*. *50 e 3
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um variado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinbo e ealei-
nna curta, feitos de brim pardu, a 44000, ditos
de molesquim a 44500 o ditos de gorgoro preto,
emitando casemira, a 64, sao muito baratos ; na '
loja do Pereira ds Silva.
Fazendas brancas
SO' AO NUMESO
40 ra da Imperatriz = 4
Loja dos barateirot
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estss fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de preoos,
A SABER :
AlgodoPecas de d(o44ozfaho com 20
jardas, pe'os baratos prepon de 34800,
4, 44600, 44900, 5J, 5*500 e 6*500
MadnpolaoPecas de madapoln com 24
jardas a 44500, 54- 64 at 124000
Camisas de meia com hstras, pelo barato
preco de 800
Ditas brancts e cruas, de 14 &t 14800
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
croulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem feitas,
a 14200 e 1*500
Colletinhos ('a mesma 800
Bramante fraocez de algodao, muito en-
corpada com 10 palmes de lar gura,
metro 14280
Dito de linbo inglez, de 4 larguras, me-
tro a 24500 e 2800
Atoalbado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escurs, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ba de mais delicado do
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algod" enfiestado pa
"" ralenfoes
ASOo ra. e llOOOo metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
algodao pra lencoes de um s panno, com 9 pal-
mos de largura a 900 rs., e dito com 10 palmos a
1J0O0 o metro, assim com dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos de largura a 14200
o metro. Isto na leja de Alheiro te C, esquina
do becco dos Perreiros.
MERINOS PRETOS
A 14200, 14400,14600, 14800 e 24 o covado
Alheiro & C, roa da Imperatriz n. 40, ven-
. n.32, vende-se dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
um grande Sortimento de fustoes braDCo. a 500 d.to. E^ pechincha : na loja da esquina do bec-
rs. o covado, lazinhas lavradas de urta-corea, d0B erreir0B;,.M_fc-.
fcaenda bonita para vestidos a 500 r. o covado, a ^Lvi
e aetinetas lisas mnito largas, tendo de todas as A ofOUii
orea, a 500 rs. covado. pecbincba : na loj. Na loja da ra da Imperatriz n. 40 yende-se
do Pereira da Silva. muito bons espartilhos para senhora*, pelo preco
Merino pretoa a lASOO e lf de 54000, assim como um sortimento de roupas
VeDde-se merinos pretos de duas larguras para de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
tidos c roapas para meninos a 14200 e 14600 do becco dos Perreiro.
SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
59-Rna Duque de Caxtasolt
Toaile de nica, lindas coros, 1J, 14400 o oo-
vado.
Damac de seda bordada a 14 o dito.
Sedas bordadas, finas, a 14800 e 24 o dito.
Setim Maco de todas as cores, a 14 e 14400 o
dito.
Dito dito preto, a 14200, 14500 e 24 o dito. Ditas ditas finas, inglezas, a 34500 e 44 o dito.
Cachemiras para vestidos, a 14 e 14400 o dito. Costee de oasemiras com toque de mofo, a 24800
G^rgurinas matizadas de todas as cores, a 400 e 34400.
Ditos de dita perfeitos, finas, a 64500, 74500 e
104-
Damasco de la com 8 palmos de largura, a 24
o oovado.
Dito de algodao a 600 rs. o dito.
e 500 rs. o dito.
Setinetas lavradas e lisas de todas aa cores, a
500 e 560 rs. o dito.
Faile com lindas cores, a 460 e 640 rs. o dito.
Mirina pretos a 14, 14200, 14400 e 24 o dito.
La de quadrinhos, cores lindxs a 700 rs. o dito.
Dita de todas as cores, a 400 e 560 rs. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 320 re. o dito.
Alpaca lisas, finas, a 360 e 460 rs. o dito.
Fustao de cores para menino, a 320 e 300 rs. o
dito.
Casemiras pretas a 24 e 24200 o dito.
Ditas Dito branco bordado a 14500 o metro.
Atoalhado de. linho fino, a 14 o dito.
Cortes do oaset ta a 144O0, 14800 e 24.
Fecbs de pellucia, 64 e 7 um.
Ditos arrendados, a 24500, 34600 e 44500.
Ditos de seda, lindas coree, a 34 e 34500.
Chales de casemira, a 34500. 54500 e 74
Ditos de algodao, a 14, e 14800.
Colchas de cores a 14500 e 24.
Ditas portuguesas (muito grandes) a 124 e 144.
Ditas de crochet a 10*, 12 e 164-
Capillas com veo (para noivas) a 104 e 164.
Enzovaes para batizado, a 104 e 144.
Camisas para senhora, a 34500 e 54-
Saias idem idem, bordadas, a 44 e 54500.
Toalhas de laberiotho ricas (para baptizado) a
60* e 80*- ~.
Cretones para vestidos, lindos padroes, a 280,
360 e 440 rs." o covado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 re. o dito.
A' roa Duque de Casias n. SO
Carneiro da GunJia & GL

74000
104000
124000
124000
54500
64500
84000
34000
14600
14000
DAS

CORRE M DA 9 DE FEVEREIRO


!
O portador que possuir um vigsimo desta
te lotera est habilitado a tirar 10:006$>000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz,
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 9 de Fevereiro de 1886, sem alta.
mportan-
praca
da
1 |f A ! C A i APA
LIS I H ll En AL - N B.O premio preacrevers al
i w m ws B i IB am anno depois da extraerlo. ^sw -^mr *B
DOS PREMIOS DA PARTE DAS IX)TERIA8 CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 481, EM BENEFICIO DA MATRIZ DO RIO FORMOSO, EXTRAfflDA EM 4 DE FEVEREIRO DE 1886 '
NS. PREMS. NS. PREMS. >1S. PREMS. NS. PREMS. 1 NS. PREMS. NS. PREMS. m. PREMS. SS. PREMS. NS. PREMS. ] NS. PREMS NS. PREMS. NS. PREMS. 1 NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS k. NS. PREMS
4 40 264 44 457 1 4* 699 4 979 44 1175 43 1419 u 1621 40 1806 U 2056 40 2329 40 2635 40 2861 40 3062 40 3260 40 3513 40 3724 80
13 72 __ 64 702 W 81 77 21 aa 22 m 9 ni -- 40 m\ 42 62 - 63 64 23 30 31 40
16 73 _ 72 6 4* 82 79 - 34 40 25 40 16 J 42 40 4 - 69 65 68 29 -
34 77 H& 83 ie. 10 85 80 - 42 31 MM 18 65 63 55 70 - 70 70 - 30 34 39 40 48
38 85 4;) 85 4 11 _. 86 85 50 35 40 24 72 64 - 5S ' 71 72 - 74 34
41 87 87 13 87 87 14 51 36 *0 40 77 looa 71 72 - 74 74 SI - 37
43 90 93 15 88 88 4 53 40 44 51 95 40 85 79 - 81 79 86 39
49 91 521 20 89 95 56 41 58 99 86 80 83 109 81 93 - 43 - 49
55 92 lf 26 33 90 1203 S 60 43 59 2100 89 - 81 - 86 40 82 3309 44 80 51 ta-
64 - 93 * 27 39 __ 98 5 45 65 50 __ 60 3 H 90 86 - 88 - 96 10 52 40 58 ~
65 ^_ 95 44 35 S 40 _ 1002 14 67 53 65 7 40 96 87 90 3100 12 57 63 84
66 67 97 39 44 M 11 16 - 71 59 67 15 2401 89 91 - 1 15 58 - 65-
_ 305 40 - 51 16 20 72 63 68 ft 19 3 91 97 4 - 21 67 69 44
72 13 * 42 -- 53 23 26 - 73 -' fin - 75 45 25 7 93 2902 9 24 72 l
35 16 46 55 29 28 76 68 su 42 (J 15 95 - 4 10 80 43 73 94 ^^
89 M 19 __ 49 80 ^^ 35 32 81 72 83 45 390 20 2705 28 - 19 40 45 82 - 3801 ^"
101 i 23 58 _ 86 __ 40 37 t* - 74 84 52 40 29 - 11 29 -0 23 46 83 4 18 29 30 47 fil
2 6 24-29 44 67 75 - 94 96 41 43 51 52 98 1501 *~~ 76 77 ^" 85 07 55 57 I 41 42 " 13 -20 36 40 40 28 -40 49 53 85 87 -
10 _ 31 81 800 47 55 2 'JO - 1903 OJ 43 21 t* 41 3OO0 59 90 -
16 _ 36 83 _ 6 49 59 8 6 91 11 59 50 25 - 47 44 40 61 92
17 37 93 _ 12 50 67 U 7 92 - 13 ... 61 56 27 390 48 45 62 93 62
19 _ 40 95 14 52 69 19 93 26 63 60 36 40 50 49 63 96 67
22 ^_ 45 96 19 59 _ 70 21 - 96 - 27 65 69 38 55 50 67 3603 74 "S '
23 _ 47 98 22 60 72 - 26 98 . 45 TI 86 - 39 56 51 1OO0 68 9 81 - \ '
25 , 50 99 27 f 62 76 - 27 1708 46 75 ... 2509 ~ 42 66 - 52 40 69 13 85
33 52 afi 601 3 28 Ai 72 79 33 _ 11 49 - 93 8 11 --- 46 67 56 - 77 19 91
41 _ 62 U 30 73 80 34 _ 14 - 50 94 l0 12 80 47 70 67 85 27 mm
43 m_ 68 35 75 88 i 40 __ 17 68 97 40 15 40 55 71 68 86 390 28 96 ~ '-.
43 mm 69 8 u 41 78 93 U 50 _ 18 70 98 16 ^ 62 73 78 -r 95 40 31 98
51 p 70 4 14 44 80 , 99 - 53 20 - 72 2202 18 63 76 87 3403 32 3902 - 1
60 77 19 47 StJ 81 1* 1304 l.-ooo 55 24 80 3 23 - 68 - 86 - 89 18 - 33 - 7
61 l 80 24 57 44 85 44 6 4A 59 - 26 82 20 36 73 87 - 90 20 34 14 \.
68 40 81 34 60 87 18 62 28 83 OO0 21 43 80 - 90 - 91 22 39 - 16 17 y
70 83 36 62 92 _ 28 - 64 29 88 40 32 _ 46 86 95 93 23 44 H
80 ^0m 86 39 Hb w *d .'9 74 30 96 37 __ 54 87 4:o0 98 3203 28 49 20
86 &0 87 42 97 1101 44 33 77 32 ** 98 38 .._ 55 95 40 99 6 37 52 35 44
88 u 92 _ 45 ie 99 7 3i 32 __ 46 40 99 44 __ 61 2802 3008 - 12 - 40 _ 68 37 Kf
203 _ 97 __ 46 u 906 10 36 - 85 __ 49 ** 2005 - 50 66 4 12 - 18 41 ~~* 69 47 .
g _ 400 _ 51 7 15 __ 51 - 88 ___ 54 9 56 70 - 5 - 17 20 48 76 48
11 _ 1 , 61 _ S 22 54 89 _ '59 - 11 60 75 8 - 19 - 21 56 - 77 - 51
13 _ 2 _ 62 .. , 13 29 58 91 _ 60 17 ' 63 82 10 21 23 63 80 - 53
22 __ 3 _ 63 mm 27 8* 31 _ 75 - 93 _ 66 24 73 88 140 16. 26 25 70 81 60 "
26 5 69 __ 29 *S 37 78 - 94 __ 68 390 30 85 95 0 22 28 29 74 87 64
36 10 70 _ 30 44 44 , 84 95 75 44 34 92 99 40 23 - 32 - 32 85 3700 - 6! >
42 14 71 49 45 _ 92 1604 _ 90 37 94 2600 36 - 51 36 86 7 ! *
44 16 74 53 _ 47 ^^m 1400 - ' 9 _ 91 39 2303 18 43 52 38 90 9 68
50 38 82 58 __ 54 2 10 99 41 80 8 23 44 54 - 52 91 16 72
57 50 85 59 63 8 3 18 1800 42 40 13 26 - 45 57 - 56 3504 20 80
61 53 86 1M 66 67 44 12 19 5 80 47 14 28 56 - 69 59 6 22 86"
wmm i


8
Diario de PernambuvoSexta-feira 5
V )
LITTERATbii
OS FILHOS
DO
SA.3NTXXXD(0
POR
2. CPSSf3"
I
tfSRC&IRA PARTS
O Bario de randalr
( Continuaqao do n. 27)
VII
Depois de alguns instantes de urna cor-
rida louca por meio do espessaa trevas e
por uin ddalo de corredores e de salas
com as paredes esboracadas, tiuha parado
de repente, e a u.n primeiro raovimento de
triumpho, haviam suocedido, terriveis e
- dolorosos, os sentimentos, que acabamos
de descrever.
. A esta pungente dr causada pela perda
de Aldah se juntavam ontras quasi tao vi-
Assim, exclaraava elle no paroxismo
de desespero, estao destruidos os meus tra-
lhos de vinte annos, a recompensa das
minhas pesias e dos meus cuidados est
aniquilada, os meus juramentos falseados,
as minhas mais prudentes precaugScs tor-
nadas esteris! -.. Oh acaso Deus nao
ser pela causa da iustiga e devo duvidar
'daProvidencia Que heide fazer agora ?
lomo heide arrancar Aliah s mos pode-
rosas que a segurasu ? ... Que posso fa-
zer hoje pelo tilho de Branca, esta crean-
ca que um milagre peruiittiu que eu eucon-
trasse no meio do deserto, e que um se-
gundo, duas vezes livrou esta maaha,
ninha vista, de urna morte carta 1 O que!
o dedo de Deus, tito vsiver algumas vezes
deixara de dirigir os meaesforgos ?.. ..
Nao, impossivel... E' mis urna prova-
cao, por que tinho de passar. Mas Aldah !
Aldah Devia nao ter abandonado, t'ugin-
do, fui fraco.
E Van Helmont batiamurro3 na t^sta e
rasgava o peito com as unhas.
Ficar ao p d'ella, continuou depois
de a,guns momentos de silencio, nao era
entregar-me a urna morte certa sem pro-
ver > para ninguem ? Nao era isto entre-
gal-a sam esperanga de salvagao a estes
bandidos sem alma nem consciencia 1...
Nao era, finalmente, abandonar a causa,
'aqudle que jurei proteger?
Fugi *o perigo, nV por minha causa,
ma para tentar salvar ambos I. .. Oh I a
lucta ainda nao es acabada.
Mas, continuou reflectindo, quem eram
os uous hornees mascaradas cpie appare^-
raru de repente ? Quem eram ?... E agora
o que heide fazer? o que heide fazer i
E o sabio sem rival, o ho uem dotado
p ila natureza de urna das maia vastas ia-
telligencias da sua poca, apertava a testa
ba: hadaem suor ffio como para a obrigar
a expellir urna ideia.
Sera saber para onde diriga os passos,
Van Helmont poz-se a aDdar.
Descendo urna escada de degraus escor-
regadios foi parar a um pateo quadrado
por quatro paredes do edificio.
O ar puro que lhe deu na testa, rc:i-
tuu-Ihe alg ra socego, e um paludo raio
da la esclarecou o lugar ero que se achava.
De repente estremeceu e raurmurou.
Ella estava adormecida I Ainda o es-
t Oh este somno entrega-a sem forca
e sera defeza!
Van Helmont parou e voltou-se para o
Oriente.
Ficando ento immovel, com o olhar
brilhante, com os bracos extendidos, pro
curou conceutrar no cerebro por um extre-
mo esforco de todas as suas forcas moraes
e materiaes, o supremo poder da sua von-
tade.
a Acorda 1 disse elle em voz alta e em
tom imperioso ; acorda, assim o ordeno !
Ainda que o queiram nao obedegas Qual-
quer que seja a influencia que te domina
reconhece n minha. Obdece, acorda, as-
sim o quero I
Valtando-se successiramente para os
tres pontos cardeaes executou a mesma
pantomima acompanhada com as mesma
palavras.
A8 RUINAS DO CONVENTO D08 AGOSTINHOS
Acabada esta especie de conjuracao fi-
cou mais socegado.
Agora, disse elle, toca a operar.
Van Helmont olhou em redor de ai, ao
principio nao reconb^eceu em que parto do
edificio se achava ; mas recordando-ae do
plano das ruinas, atravessou o pateo sem
hesitar.
Depois que voltra a Franca, depois do
seu encontr com Marcos no deserto de
Barca; depois da resolugao que tomara de
profundar os mysterios, em que se envol-
va mestre Eudes, e para saber a verdade
sobre o que dizia rospeito ao velho e ao
que tomara o titulo de conde de Beruau,
Van Helmont, comprehendendo a probab
lidade de urna lucta material, de urna trai-
c2o que lhe podiain armar na casa da ra
das Estufas Velhas, Van Helmont tinha
estudado os corredores com minucioso cui-
dado.
Como era natural, as ruinas do conven-
to dos Agostinhos tinhaio chamado a sua
attenco.
Tinha advinhado, e a cousa era fcil
para elle que tinha penetrado muitas ve-
zes no interior da casa de mestre Eudes,
que o laboratorio do Mercurio, a officina
de Humberto e de Reynold, eram situadas
as ruinas da abbadia.
Como todas as construccoes da idade
media, em quo o gosto do mysteriu e a
preciso de possuir retiros descouhecidos
eram os primeiros cuidados do architecto,
a abbadia tinha as suas casas desertas.
Gragas sua intelligencia, sua scicn-
cia, Van Helmont conseguio Baber todos
os retiros mysteriosos do convento.
Soube o segredo das communicagoes en
tre as ruinas e o corpo do edificio, de que
se tinho apoderado o seu companheiro de
estudos.
Descobrio estos corredores immensos,
esta escada que ia dar sala subterrnea,
analmente, este quarto ao abrigo do todas
as pesquizas, em que fizarnos entrar o lei-
tor no iin da primeira parte d'esta narra
co, quando, na preseoca de Catharina,
Reynold fez jurar a seus i raos guarda-
ran-lhe cega obediencia.
Feitas estas descoseras, Van Helmont
continuou as suas indagagoes com a mesma
actividade febril.
Um novo successo devia coroar os seus
esforcos.
Urna noite em que elle sabia que o la-
boratorio e as offidnas estavain desertas, e
quo nada se podia oppor ao seu trabalho,
tentou sondar todas as paredes que da casa
do mestre Eudes communicavam com o
corpo do edificio.
Quando elle terminou estas iovestiga-
effos, sondando a parede da offieioa de
li.-yaold, veiificou a existencia de urna
mola enferrujada pelo tempo e pela falta
de uso, e que estava dissi mulada hbilmen-
te entre os ornamentos de serralharia de
i:ua grade.
Vau Helmont querendo pr fundar este
mysterio voltou all as noites se mtes.
Finalmente, dopois de um traba*.", obs-
tinado conseguio por a mola em estau- '.e
funceiouar, c carregando-lho vio abrir urna
parto da parede, deixaudo praticavel urna
entrada para a officina de Reynold.
A parede, abrindo se pela pressao da
mola, deu urna forte eatalo seguido pelo
choque de muitas objetos pezados.
Van Helmont poz-se escuta, e depois
de se certificar de que ninguem tinha ou-
vido a bulha entrou na officina.
A parede, esqueceu nos dizel-o, tinha-se
aberlo sobre Van Helmont, isto a parte
movel avangara para o lado do convento.
O estalo era proveniente de urna estan-
te de livros e o choiue fra o de enormes
in-folio que tinham cahido por lhes faltar o
ponto de apoio.
Por um feliz acaso a estante oceultava a
abertura, de maneira que era evidente que
acm Reynald nem mestre Eudes conhe-
ciam a sua existencia, alias nao se priva-
rla in d'esta passagem secreta.
Demais o estado da mola provava que
FOLHETIH
MAMAS SAiNDORF
nao se fazia uso > te upo.
Alm d'isto as estantes tinham si io col-
locada alli pelos frades, por consequencia
nem mestre Eudes nem seus filhos descon-
fiavarn que ellas encobriam urna coramuui-
caeao com o convento.
Certo de ter um retiro seguro em caso
de perigo, Van Helmont pz as cousas nos
seus lugares, depois dissimulando ainda
mais a mola, notou cuidadosamente o lu-
gar era que ella estava e tqrnou a invisi
vel a todas as vistas.
Na sua priueira visita casa de mestre
Eudes, tinli i declarado quo prefera para
os seus trabalhos a officina de Reynold, e
foi attribuida esta preferencia a um capri-
cho de sabio. Domis nao sabia que as ou-
tras duas cusas seiviam aos riliws de mes-
tre Eudes, porque nunca tinha visto Mer-
curio nem Humberto,
Como La Chesnaye e seus lilhos nao po
dura desconfiar da causa desta phantasia,
insignificante para ollas, tinham accedido
fcilmente vontalo manifestada por Van
11 hnont.
Subcmo3 quanto foi til ao sabio protec-
tor do barSo de Orandair a preciosa dcs-
ceberta, qual acabava de corto do de ver
a vida.
Quando La Chesnaye, Raynold, Mercu-
rio o Humberto quizeram penetrar por onde
tinham visto desapparecer Van Hdmont,
abandonaran) a su i tentativa reconhecendo
que era materi il nente impossivel, mas ne-
nhum d'elles t-- a idea de se servir da
sua coinmunicac-a' "rdinaria com os sub-
terrneos jor verem que en intil perse-
guil-e por causa da dianteira, que lhes le-
vava.
Entretanto tinhain-so engaado, como
acabamos d > ver; mas recelando qu? a
quelle que acabava d dor do segredo, obstassa execucito do
plano formado por elles, e tendo a certe-
za de eseaparem a todos os perigos por
meio de promta fgida, tinham abandona-
do a idea de perseguieao para tratar dos
proprios negocios.
Mercuri'fera o nico que alli so devia
demorar para entregar completa dsstrui-
cao a casa c is ruinas do convento.
VHI
O INCENDIO
Havia mais de meia hora qua Van Hel-
mont crr.iv.i nos ddalos da abbadia,
quando tioha penetrado no quarto peque-
no, aonde o vimos fazer diligencia para
salvar Aldah, ainda que separado della
pela distancia dos perigos a que a expuaha
o seu so rano magntico.
Readquirindo o seu sanguo fro, o sabio
dirigira-se ao tira do portillo, sem duvida
para ganhar a roa dos Dous Escudos.
Subindo urna escada, ch"gou a urna das
salas do primeiro andar.
X este momento parou e poz-se a escu-
tar, ouvira una bulha confuza.
Perseguem-rae, disie comiigo, e es-
perou scua fazer ura raovimento.
A bulha tornou-se i .ais distincti: era
causada pelo andar apressado de um ho-
rneen.
A bulha era no andar de cima.
Van Helmont, tranquillo e resoluto, pu-
chou do puahal, metteu-se no vo do urna
janetla e, estendendo a cabega, poz-se a
observar.
Uma sombra passou rpidamente por
deanto delle e desappareceu na direccao
da saluda das ruinas.
- Um dos que me ameacaram, mur-
uiurou o sabio reconhocendo Mercurio,
pelo trajo com que o vira no laboratorio e
que elle ainda nao tiuha largado.
O soiii dos passos affastava-so rapiia
mente e depressa desappareceu di todo.
NSo a rain que elle procura, disse
Van Helmout.
De repente, bat-u as raaos de prazer e
um raio de esporanca lhe illuminou o bron-
zeado rosto.
be elles tivessem deixado a officina !
exclaraou ; se tivessem deixado Aldah na
casa raysteriosa, ou na ra das Velhas Es-
tufas 1... Se rae persoguissem pelas ras,
julgando ter eu fgido I... Se o velho es-
tivesse so ao p della, oh 1 Aliah seria
livre.
E Van Helmont embalado por esta re-
POR
julio nni
IIIT A PARTE
(Continuaco do n. 2>)
m
A caa de idi Hazam
Esse trabalho, Ponta Pescada poderia,
sem duvida, fazer, porque tinha no bolso
um caivete de varias folhas, presante pre-
cioso do doutor. Mas a tarefa tera sido
longa e tal vez ruidosa.
.laso nao foi necas8ario. A tres pes de
altura havia na parede do minarete uma
setteira. Se a setteira era estreita, Ponta
Pescad* nao era gordo. Alera disso, elle
tinha alguraa cousa do gato, que pode aln
gar-so para passar por onde parece impos-
sivel.
Experimeutou e achou-se logo no interior
do minarete, mas nao sem algumas arra-
nhaduras nos hombros.
Eis ah o que Cabo Matifou nSo po-
deria fazer, disse eHe de si para si com al-
gama razao.
Depois, apalpando, voltou para a porta,
cujo ferroiho abri, atim de que ella ficasse
, para o caso de ter elle que voltar por
caminho.
Jescendo a escada de caiacol do mina-
rete, Ponta Pescada preferio deixar-se es-
corregar a pisar nos degros de madeira,
que podiaru ranger. Em baixo achou se
em frente segunda porta fechada, mas
para abril a bastou empurral-a.
Essa porta dava para uma galera de
columnetas, dispostas em torno de um pa-
teo, ao longo do qual havia varas portas.
Depois da escuridSo completa da escada,
esse lugar parecia relativamente menos
escuro. No interior nao havia nenhum
ruido.
No centro existia uma bacia de agua
corrente, cercada de grandes jarros de bar-
ro, contendo diversos arbustos, pimentei-
ras, palmeiras, cactus, cuja verdura es-
pessa formava em torno da bacia uma es-
pecie de bosque.
Ponta Pescada percorreu essa galera p
ante p, parando porta de cada um dos
quanos. Pareciara estar todos vazios. Nem
todos, porque em um ouvio distinctamente
o murmurio de Vozes.
A principio, Ponta Pescada rciuou. Era
a voz de Sarcany, essa voz que tinha ou-
vido varas vezes em Ragusa; mas, com-
quanto encostasse o ouvido porta, na-
da conseguio ouvir do que se dizia no
quarto.
Nesse momento ouvio um ruido mais
forte e Ponta Pescada apenas te ve tempo
de rscuar e ir esconder-se atrs de um
dos jarros grandes dispostos em torno da
bacia.
Sarcany sabio do quarto. Um Arabo de
alta estatura o acompanhava. dous con-
tinuavara a conversar, passeianda em bai-
xo da galera do pateo.
Infelizmente, Ponta Pescada nao podia
comprehender o que diziam Sarcany e o
companheiro, porque fallavam em lingua
rabe que elle nao conhecia.
Entretanto, duas palavras, ou antes dous
nomes o impressionaram : o de Sidi Ha-
zam e ora eora effeito o raogaddem que
conversa va com Sarcany e o nome de
Antkirtta, que foi repetido varias nessa
conversa.
E' singular, disse de si para si Ponta
Pescuda. Por que fallara em Antkirt-
ta ?------Acaso Sidi Hazam, Sarcany eto
dos os piratas da Tripolitania meditarao
uma campanha contra a nossa ilha ? E eu
nao saber a algaravia que fallara essas dous
tratantes I
Ponta Pescada proourava sorprehende
p.-utma elsperauea, deixou a janella, atra-
vessou a sala, correu pelas escadas e per
correU em sentido opposto o carainho que
acabava de andar fugindo da officina.
Demais, duse elle sem affrouxar a
carreira, se l estivor Riyaold, tenho o
raeu punhal, se estiver o outro cem elle, a
surpresa dar me-ha vantagera. Ohl como
nto rao occorreu esta idea mais celo I
Aldah! Aldah! nada t-sraas I conta cora
migo 1
Sahinio do pateo, Van Helmont tornara
a rnetter-se por racio das tr vas iaipenetra-
vei.i, mas como conhecia muito bera as lo-
cali ludes a vane,.iva com passo firme e a-
presssado.
Fiaalmentc, chegou a sala, que oommu-
nicava com a officina de Reynold pela mys-
teriosa entrada de que felizmente s elle
tinha o segredo.
A mola, como dissemos ostava C330q1
da na sorralheria de uma grade, a qual so-
paraca a sala em todo o seu comprmante,
o cuja extrernidade prendia na parede,
inesiuo no sitio aonde jogava a mola.
Era tilo profunda a. oscuriiao nesta sala,
que nao tinha uma s janella, quo er a' u-
possivel descobrir o objeoto mais volu-
moso.
Van Helmont e3ten lea mito trmula,
e depois de algumas diligencias coaseguiu
tosar na grade.
Guiando se por ella, depressa chegiu ao
fim da sala.
Os seus dedos procura vara o segrodo.j
mis aqui a diffi;uldado era grande.
A mola estava tao bam escondida enire
os ornatos, que apezar da sua experien si i,
Van Helmont carecia de luz para atin >r
com ella.
Pelo c8pvC0 de alguns iustantes pr > -.u-
rou cora actividade febril, mas as suas di-
ligencias forara vas.
Nada cedia ao seu dedo interrogador.
Um stertor surdo lhe opprimia a girgan-
a sua bocea deixava escapar <*x lama-
5jes de raiva e de impaeieacia.
Do repente, sem que elle soubesse d
onde provinha, uma claridade brilhant i
derraraou pela sala, por urna porta alj
quo-dava para um corredor, que era dlu
miado polo tecto.
Sem se importar com a pro verdea sin I \-
ta claridade, seu se inquietar ain l. que
indija9se um novo perigo, Van Helmo-it,
todo entregue s suas diligencias, e
pto pelo pensatuento, quo abafava outftt
qualquer Eaccldade do cirebro ; Van i
jaulas esta van vazias e as grades aber-( Ma3 fugir era mpossival... As eham
alguma palavra suspeita, escondido atrs
dos jarros, quando Sarcany e Sidi Ha-
zaa approx uiavain-se da bacia. A noi-
te, porm, era tao escura, que elles nao
o podiam ver.
Ainda, dizia ello de si para si, se
Sarcany estivesse s neste pateo, talvez
eu podesse saltar-llie garganta e inhabi-
lital-o a fazer mal I Mas isso nao havia de
salvar Sava Sandorf, e foi por causa della
que eu dei aquello salto perigoso !... Pa-
ciencia I... Ha de chegar a vez de Sar-
cany 1
A conversa eatre Sarcany e Sidi Ha-
zam durou cerca de vinte minutos.
O nome de Sava, tambora foi pronun
ciado varias vezes, com o qualificativo de
arroue e Ponta Pescada lembrou se de ter
ouvidojpronunciar essa palavra, que em
rabe significa desposada.
Evidentemente o raogaddem conhecia os
projectos de Sarcany o os apoiava.
sses dous horaens, depois retiraram-se
por uma das portas do canto do pateo, que
punha essa galera em comraunicacSo com
as outras dependencias da casa.
Logo que desappareceram, Ponta Pesca
da esgudirou-se ao longo da galeria e pa-
rou perto dessa porta. Bastou empurral-a
para achar-se em um corredor estreito, cu
ja parede seguio s apalpadellas. Na sua
extrernidade havia uma arcada dupla, sus-
teatada por uma eolumneta central.
A claridade que passava pelas jauellas
da kifa lancava no solo grandes sectores
luminosos.'
Nesse momento nao era prudente atra-
vessal-03. Ouvio se o ruido de muitas vo-
zes nessa sala.
Ponta Pescada hesitou um momento. O
que procurava era o quarto em que Sava
devia estar fechada, e s podia contar com
o acaso para dcscobril o.
De repente appareceu uma luz na outra
extrernidade do pateo.
Urna mulher que trazia uma lanterna de
cobre enfeitada de borlas, sahia de um
quarto situado no ngulo opposto do pateo
e contornava a galena para a qual dava a
porta da skifa.
Ponta Pescada reuonheceu essa mulher,
era Namir.
Como era possivel que Namir se diri
tai.
Mas o chito, por toda a parte, ostava
cheio de pedajos de vidro, e as paredes,
os tectos, as portas, as jauellas, apreaon-
tavam gran les nodoas sera.driaates s quo
causa um liquido qualqaor derramado so-
bre a podra, sobre a ra ideira ou sobre a
pintuaa.
No laboratorio, estavain despejadas as
prateleiras que sarvlarn para os frascos
dos espiritos o das essaaaiaa.
Vilrinhos, frascos a ganafa*, tinham
dosapparocido e os ps continuamente pi-
zavam peiacoi ie vidrps e de crysta
Emanaeoos acras, ferruginozas,
viciavain a atmosphera u j incomatoda-
vara muito o orgo respiratorio.
M3 Vaa Helmont nao vii nem ouvia
cousa alguma que servisse a dar-lhe ora
o rasto.
Tjruaulo d galeria cin quj fallamos, no
fim da qaal ticava a porta do laboratorio
de Mercurio, e que no meio ora nortada
por dous corredores, que iara dar offid-
na, Van Helmont raetteu se pela escara,
quo ia dar casa das Estufas Velhas, e
fez funecionar a mola por maio da qual
havia communicacilo cora a parte trazeira
do edificio.
A mola saltou, Vaa H:!rnont deu ura
passo para a fronte; -mas sufFocado, as-
phixiado, recuou e cahio sobro os degros.
Batera-lhe no rosto uma nuvera ds fu-
rao, que penctrava pela fon la que elle
abrir, e que, obodeccnlo accilo do ar,
quera adiar a ihiia por forca.
No mesrao instante, as eharaas, ?ubsti-
tuindo o fu>no, saltaraua de to las as par
tes avivadas polo ar, que penetrava na sa-
la, e tornaram-se era aspiraos ameacado-
ras, arriscando-se por cada abertura, raet-
tendo-so por cada bur.i'.'o, fasenio chiar
a madeira, a cal, o estujue, ;.s tellias, pe-
erando nos barrotes com um rangido s-
nistro.
Era o incendio que, depois de ter devo-
rado as construc$?33 do lado da ra, aca-
bava de atacar a rectagu.irda da habita-
cao.
Van Helmont, aturd lo, ceg, respiran-
do a custo, levautara-se promptaraente,
encos'.ando-ac parede rdante para nao
tornar a cuir, tinha subido os degros,
p:r3egudo peloa rpidos progressos do
elemento invasor.
Face a fac cora a inminencia de peri-
!go, comprehendendo que a morte estava
nont deu.ura grito de alegria ; acabava le prxima e que qualquer tantativa soria vi
reconhecer o sitio onde so achava a mol, a insensata, correu para o officina de Roy-
Gom o panhal na mo, andando con nohi para tomar pelo carainho, que acaba-
cautella para concentrar as forcas c estar va de aalar e salvarse pelas ruinas dos
prompto a saltar para a frente, poz sobro Agostinhos.
a mola o index da mo esquerda. Mas a chararaa camiahav.i cora raais
No mesrao instante tornou-so mais viva pressa do que elle.
a claridade, que illuininava o corredor. Era ura instante tu io estava abrazado.
Esta claridade era o incendio pro luzido Cada uma das manchas hmidas, que
por M'.reno e que devorava a casa da notamos sobre as parades, sobre os rao-
ra da9 Estufas Velhas. I veis, tornara-sa do repente um foco devas
A esta 8nistra claridade rounio-se outra,
que saia da ra dos Dous Escu los.
Dcixando as ruinas da abbadia, o filho
de La Chesnaye taha continuado a sua
obra de destruicao, e dorraman lo essen-
cias as salas baixas do convento, tinha
dado s chara mas o alimento das velhas
tupessarias, com que eram forradas quasi
todas as paredes.
Era uua abrir e fechar de olhos, o fogo
invadi o rez da ra, e os dous incendios
correrara rpidamente um para o outro,
penetrando no corpo do edificio onde esta-
va Van Helmont.
Entraudo na officina de Rsynold, Van
Helmont parou de repente, o correu toda
a casa com ura olhar investigador.
Ali nao reinava desordem alguraa, cada
coma estava no seu lugrar.
tador, acendendo'se ao primeiro contacto
das chararaas, corno se o incendio obedo-
cesse varinha mgica do gauio do mal.
Os proprios degros cstavam cubertos
com ura mar de fogo, correlo de um la-
do para o outro [ elos corredores, pelas
galeras, torcendo as rolhas dos frascos e
das garrafss, que rebontavara com estron-
dozas detooajoas.
Laboratorio, offi;iuas, gal,-ras, estava
tudo transformado em uma fornalha ar-
dente.
Esta espantosa raetharaorphose tinha-se
operado com tal rapidez que para outro
qualquer que nao fosse Van Helmont, a
cousa decerto equiValeria a ura milagre
consummado pelo demonio.
Mas, espirito elevado, intelligencia su-
perior, o sabio comprehendeu, mesrao pela
A casa estava deserta, o cadver de! rapidez do incendio, a causa que o inci-
Shabbah, a panthera, ferida pilo glbulo taya.
mortal, estava estendido sem raovimento ^.s manchas lvidas, os frascos partidos,
sobre o sobrado. i M exhalac3es ftidas, tudo teve explica-
Van Helmont saltou por cima do corpo jao.
do animal, e metteu-se pelo corredor, cuja ; A destruijao era obra de Lachesnaye e
porta tinha deixado aberta. i dos seus ; os cidos activavara as cham-
Entrou primeramente no laboratorio do raas; a casa, evidentemente, estava aban-
chiraico e depois na casa das feras. | donada; tiuha.u pegado o fogo antes de
Officina, laboratorio, casa das feras es fugircm pelas ruinas ; portante Aldah nao
tava tudo deaerto, os animaes ferozes ti-
nham desapparecido ; pro vavel mente ti-
nham sido levados por La Chesnaye, as
estava alli ; portanto era necessario fugir
gisse ao quarto ora que estava a menina,
sem perder ura segundo, sem hesitar
instante.
ura
mas, como dissemos, tinham sido raais
apressadis do que Van Helraont.
O incendio, alimentado pelos productos
chimhos espalhados por toda a parte, ti-
nha-se alastrado cora tanta rapidez, que a
galeria estava abrazada, no momento em
que Van Helmont corra para a atravessar,
e que a officiaa de Reynold estava em
fogo, autos qua o sabio chegasso porta.
Van Helmont voltou-se: atravez delle,
elavava se urna muralha de chamraas, mas"
csta rauralha avancava perseguindo-o.
Dafronte delle, a officina apresentava o
aspecto de uma fornalha no seu paroxismo
de furor.
S estava intacta a mesa de cristal col-
locada no meio da casa, aVontando a ac-
eito do fogo que a cercava de todas as
partes, semelhante no meio destas vagas
ardentes, que a chocavam de todos 03 la-
dos, a um rochedo collocado no meio do
Ocano pela tempestade furiosa.
Or.iC.is aos frascos partidos sobre os de-
gros c que anda continham algura liqui-
do, o fogo, como j dissemos, varria o chao,
que parecia coberto de ondas de lava em
fusilo.
O perigo era espantoso, amoacador, ter-
rivel... Mettido ea um circulo de fogo,
Van Helmont ia ser aleancado por esta
mar aempr; crescenle das charamas. Com
um pulo, um pulo immenso, inaudito, gi-
gantesco, saltou sobre a mesa de cristal,
ilha de salvaco no meio deste ocano de-
vastador. .
A abertura, por onde elle tinha penetra-
do na oficina c que communicava com as
ruinas, estava defroote delle, raas a dis-
tancia que no a podi.. aleancar sem atra-
vessar ura mar de chamraas.
O calor, o fumo eram suffocadores. Era,
impossivel que o supplico se prolongasse
por raais tempo.
IX
HEITOB
Socegado, intrpido, resoluto, Van Hel-
mont ficou era p sobre a mesa preserva-
dora,
Os sao* olhos brilhavara cora ura ardor
febril, mas Do o desamparara o sorriso es-
carnecedor que lhe era habitual.
Ah disso do repente, corno se pen-
8assa que as suas palavras podiam ser ou-
vidas; ah! charaaram em seu auxilio o
fogo para aniquilaran! a revelag3o do seu
infame segredo I Mas este segredo como
a salamandra, afFronta as -haramas e sahe
victorioso I A hora da morte ainda nao
soou para Van Helmont, meus senbores \
E arrancando pressa o sea comprido
roupo indio, tirando o vestido de seda,
rasgando as largas caljas orientaes, o sa-
bio appareceu coberto cora uma especie de
casaco da capuz, e de calcas e botas da
mesma pega.
Casaco, calcas e botas eram feiti8 com
essa substancia mineral, leve e sedosa, que
os chimicos chamara linho vivo ou la de
salamandra; e que nos chamamos amianto,
cuja singular propriedade como se sabe,
nao soffrer damno com a accao do fogo.
Casaco, caigas e cinto forara devorados
em alguns segundos. Van Helmont deixou
entao a mesa de cristal, e atravessando
rpidamente pelas chamraas, com o capuz
puchado para o rosto, chegou sala que
communicava livremento com as ruinas da
abbadia. "*-=
Ura 8uapiro, um destes suspiros de sa-
tisfacao, que escapara do peito do hornera
mais forte, o mais potente, o mais iatrepi-
do, quando acabado triumphar de ura pe-
rigo terrivel, se escapou da garganta do
sabio, que levantou os olhos para a aboba-
da da sala, enviando ao co uma muda e
expressiva aceito de gragas.
Julgava-se salvo...
Em dous pulos chegara ao corredor eu-
vidracado, no fim do qual ticava a escada
que tinha subido alguns instantes antes.
Este corredor explendidararate esclare
cido pelo claro de incendio, parecia uma
ponte lancada sobre um mar de fogo e de-
baixo de um co de chamraas, uma destas
pontos, trmulas, quasi a desabar sobre as
torrentes de lava, taes como Dante soube
pntalas.
(Contina)
eolumneta abaixo, arrastou-se pelo chao da
era preciso imaginar ura meio de seguU-a, galera, passou pela porta da skifa voltou
e, para seguil a, abrir-lhe primeramente j na extrernidade do pateo e chegou no an-
caminho, sera ser visto. Esse momento, > guio opposto. ao quarto de onde Namir ti-
pos, ia decidir da audaciosa tentativa de nha sabido.
Ponta Pescada.
Namir adianuva-se, a sua lanterna, qua-
si ao rez do chao, deixava a parta superior
da galeria era uma escuridSo tanto mais
profunda, quanto o chao de mosaico era
mais raais fortemente allumado. Ora, co
mo ella precisava passar por baixo da ar-
cada, Ponta Pescada nao sabia bem o que
fazer, quando ura raio da luz da lanterna
mostrou-lhe a parte superior da arcada,
que se compuuha de arabescos em relevo,
moda raourisca.
Subir a eolumneta central, agarrar-sa a
um desses arabescos, erguer-se forja do
puoho, encolher-se no centro do arco e fi
car alli immovel como um santo no seu
nicho, foi o que Ponta Pescada fez em um
instante.
Namir passou por baixo da arcada sem
o ver, toraou o lado opposto da galaria e
chegaudo porta da skifa abrio-a.
A luz projectou se no pateo e desappa-
receu logo que se fechou a porta.
Pouta Poscada coraecou a reflectir, e
onde poderia ella, estar melhor pira reflec-
tir ?
- Era, seiu i uvida, Narar qua tiuha
entrado nessa sala, disse elle da si para si.
E' psiis evidente que nao ia para o quarto
de Sava Sandorf! Mas, talvez, sahisse
delle, e esse caso, esse quarto seria o que
tcava uo cauto do pateo?... Havia de ve-
rificar !
Ponta Pescada, esperou alguns instantes
antes de sabir do seu posto.
A i(itei8dade da luz no interior da
skifa parecia diminuir gradualmente e o
ruido das vozes reduzia se a un simples
murmurio.
Sem duvida era chegada a hora era que
todo o passoal de Sidi H?zam ia reco-
her-se.
as cirumstancias soriam euto favora-
veis, porque essa parto da habitacao fica-
ria raergulhada em silencio, ainda quando
a ultima luz nao estivesse apagada. Foi o
quo aconteceu.
Pauta Pescada abri essa porta, que nao
estava fe diada chave. Entao, luz de
uma lampada rabe, disposta como lampa-
ria por baixo de um vidro fosco, pode
examinar rpidamente o quarto.
Algumas alfaias pendentes das paredes
aqui e alli, escabellos de feitio raouris:o,
almofadas empilhadas nos cantos, um ta-
pete espeaso sobre o mosaico do chao, uma
mesa baixa, na qual ainda havia os restos
de uma refeicao, no fundo ura divn co-
berto com uma fazeodu de la, eis o que
Ponta Pescada vio logo.
Entrou e fechou a porta.
Uma mulher alli estava, antes abatida
do que adormecida, meio coberta cora um
desses burnous com que os rabes envol-
vem-se dos ps cabega.
Era Sava SandorfI
Ponta Pescada reconheceu logo a meni-
na, que tinha encontrado varias vezes as
ras de Ragusa.
Como estava ella mudada Paluda co-
mo quando o seu carro de casamento en
coutrou o enterro de Pedro Bothory, a sua
attitude,ja sua pbyaionomia triste, o seu tor-
por doloroso, tudo dizia quanto devia ter
soffrido, quanto devia estar soffrendo.
Nao havia um momento a perder.
E, com effeito, nao tendo sido a porta
fechada chave, Namir, sera duvida pre-
tend i voltar para junto de Sava. Talvez
a Murroquina a vigiasse dia e noite En-
tretanto, m -srao se a menina tiv-sse podi-
do sabir desse quarto, co uo conseguira
ella fugir, sem auxilio externo 1 Nao esta-
va a hubitago do Sidi Htzara murada co-
mo uraa prisao ?
Ponta Pescada debrug>u-se sobro,o di-
vn.
(ir indo foi a sua admraglo vendo uma
seaielhanga que at entao nao tinha notado,
a semelhauga de Sava Sandorf com o Dr.
Autkirtt.
A menina abri os olhos.
Vendo um estranho ora p na sua trente,,
com o dedo nos laoios, o olhar supplican
bata, ficou mais admirada do que assusta-
da. Mas, comquanto se lovantasse, teve
bastante sangus fri para nao 'dar um
grito.
Silencio disse Ponta Pescada. A
senhora nao tem nada que receiar de
mira !... Aqui estou para sal val-a... Ami-
gos a esperam do outro lado d%stas pare-
des, amigos que dariarn a vida para tiral-a
do poder de Sarcany.1 Pedro Bathory est
vivo...
Pedro... vivo? exclamou Sava com
primindo as palpitagdes do sen coragao.
Lea!
E Ponta Pescada entregou meniua ura
bilhete, quo continha apenas estas pala,
vras
i Sava, confie naquelio que arrisoou a
vid a para chegai a fallar-lhe !. .. Eu es-
tou vivo!... Estou aqui !...
Pedro Bathory.
Pedro vivo I Estava perto dessas mu
ralbas! Por qua milagre ?... Sava o sa-
beria mais tarde !. Mas, Pedro ahi es-
tava I
Fujamos disso ella.
Sim fujamos, responden Ponta Pes-
cada, mas ponharaos todas as probabili'li-
des do nossa lado! urna nica pergunta :
Namir costuraa passar a noite neste quar-
to ?
Nao, respondeu Sava.
fclla tem o cuidado de fechar a por-
ta, quanlo se ausenta por algum tempo ?
Sira.
Bata ella ha de voltar?...
Sira !... Fujamos I
J, respondeu Ponta Pescada.
Era preciso,^primeramente, subir pela
escada do minarete e chegar ao terraco que
dava para a planicie.
Cheganoo l, com a corda que pend
exteriormente at o solo, a evaso podia
realsar-se fcilmente.
(Uontinuar-se-ha.)
m
-



i

Ponta Pescada deixou-so esoorregar pela te, trajraio a roupa singular de ura aero- Typ. do Diario ra Duque de Carias n.
i.
Ll
r fifia


Full Text
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