Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16871

Full Text
AII NOMBBO 27
IAH A CAPI'JPAJU E MjVGAMK* OSDE MJl SE PAA PORTE
Por tres mezes auiantatloE
Por aoia ditos dem.....
Por um armo ideai......
Cada numero avulso, do megmo ais..
6&000
120000
240000
0100
pm-HIA i M WWm DE 16
PARA DEXTBO E PORA DA PROVINCIA
Per seis mezes adianttdoB.....
Por noveditoa idem.......
Por um armo dem......
Cada numero avulso, de da anteriores.
130500
200000
270000
0100
DIARIO DE PERNAMBUGO
TPxoyxitabt ir* Jtlaiwel Jtgiietra be -feria & JUjqs
TELEGRAHMAS


;
um: mmmi so sumo
RIO DE JANEIRO, 1. de Fevereiro,
s 11 horas e 10 minutos da manhS. (Re-
cebido s 2 horas e 10 minutos da tarde
de 2, pela linha terrestre, com a nota de
demorado por causa de defeito entre as es
tardes de Comandatuba e Ilhos).
Fot removido do termo de Barra do
Corda para o de Pirn, ambo na pro
vieta do Haranbao. o Juta munici-
pal e de orpho*. Hachare! fos Cle-
mente da Sllveira.
Foi concedido provimento ao re-
cano interpomtu peln proprietartos
de peqaenjN barcos de cabotagem
da provincia de Pernambueo.
sssto m ahicia zlu:
(Especial para o Diario)
MADRID, 1. de Fevereiro.
Brevemente era dlssolvlda a C-
mara dos epatados.
LONDRES, 2 de Fevereiro.
A Cbina exige nm augmento de ter-
ritorio as fronietras da Birmanla.
BUCHAREST, 2 de Fevereiro.
Foram cntaboladaii negociaefte
entre.os delegado* servios e blga-
ros para a feitura de um tratado de
paz.
E* provavel que as negociaede s
dem resultado satisfactorio.
Agencia Ha vas, filial cm Pernambueo,
3 de Fevereiro de 1886.
HSTHCCiO POPULAR
Geographia geral
Extrahido
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Qontinuac&o)
ASIA
AFGHANISTAN
6.003:000 h.Capital, Cabul, 50:000 h.; urna das
mais deliciosas cidades da Asia; ricos bazares ;
fabricas de seda; tecidos de algodo, chales; gran
de mercado de ca val los.
cnADB8 primcipaes :Candahur, 100:000 h. Gu-
neA, 12:000 h.
HERAT
2.000:000 h.Ests pequeo reino protegido
pela Inglaterra. Capital, Herat, 45:000 h.
^ TURKESTAN
960:000 kilmetros quadrados 7.000:000 habi-
tantes6 habitantes por kilmetro quadrado.
Composto em grande parte de steppes ; enceira
entretanto regioes ferteis c divide-se em um gran-
de numero de khanato ou pequeos reinos ; os
principaes sao :
Khanato de KJiokand, 400:000 habitantes ; capi-
tal, Khokand, la :000 habitantes ; 400 mesquiUs.
Sedas bordabas a pra'a e a ouro.
Khanato de Bakharia, 2,500:000 habitantes ca-
ptol, bkiihara, 100;000 habitautea : numerosos
bazarss, 369 msquia, 60 collegios e mais de
100 escolas. Samarkni 2 cidade do khanato,
10:000 habitont-s hoje un ruinas.
Khanato de Khiva, 90:000 habitantes ; captol,
Khiva, 12:000 habitantes.
Paiz dos Tarkomanot, a oeste ; povoado por sal-
teadores.
(Continua.)
i
_ HRTE OFFlCl
Ministerio da fustica
DECRETO S. 9,519 DE 23 DE JANEIRO DE 1886
Usando da attribuicao conferida pele art 120,
12 da eonstituico e para execucao da le n.
_(272 de 5 de Outubro de 1885, qne altern diver-
sas disposicocs referentes as execucoes civeis e
commerciaes, Hei por bem decretar que se obser-
ve o regulamento qne com este baixa assignado
por Joaquina Delfino Ribeiro da Luz, do n>eu con-
selho, senador do imperio, ministro e secretorio de
Estado dos negocios da justica, que assim o te-
nha entendido e faca exeentar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 23 de Janeiro
de 1886, 65* da Independencia e do Imperio. Com
a rubrica de Sua Magrstade o imperador.Joa-
quim Delfino Ribeiro da Lux.
REGULAMENTO PARA A EXECUCAO DA
LE N. 3,272 DE 5 DE OUTUBRO DE 1886
SOBRE O PROCESSO CIVIL, COMMERCIAL
E HXPOTHECARIO.
TITULO I
CAPITULO I
Das execucoes jadiciaei epi geral
Art 1. Sao applicaveis ao processo civil:
1.* Al dispc*ic5es contidas nos ttulos Io, 2o
e 3o da 2 parte do regula sent 737 de 25 de No-
vembro de 1850 sobre as cartas de sentenca, jnia
e partea competentes para a execucao, liqnidacSo
de sentencas, penhora e arrematacao.
2." As disposicoes da parte 3ado mesmo reg.,
tit Io cap. 2, 3o e 4o sobre os recursos de aggra-
to, appellacao e re/iota, casos em que tm elles
lugar, sua interposico e forma de processo; sub
sistindo. quanto aos embargos sentenca e a exe-
cucao o disposto na legislaco em vigor.
3." As disposicoes do tit 2 da referida 3*
parte, cap. Io, 2 e 3o sobre as nullidades do pro-
cesso, da Sentenca e dos contratos.
Ar. 2. As disposicoes do reg. 737 de 25 de No-
vetnbro de 1850, referidas no artigo antecedente,
serio obiervadas com as mvdificacoes constantes
das secedes segnintes e dos cap. 2o e 3*, igualmen-
te extensivas s execucoes commerciaes.
SEc.glo i
Das cartas de sentenca
Ar. 3. Na extraccio das cartas das sentencas
orern, proferidas na 1* ? 2a instancia, no u-
premo Tribunal de Justica e r.as relacoes reviso-
ras, sero attendidas as prescnpooei do dec. 5,737
de 2 de Setembro de 1884.
Art. 4. Ernbora exceda a causa aleada do
juix, nao oecessaria a carta de sentenca, se fr
por condemnaco de preceito, ou se smente se
tratar da execucao por custas ; sendo em todo ca-
so indispensavel que no mandado, expedido para
a execucao, seja transcripta a sentenca condem-
natoria.
SEC^AO II
Do juiz competente para a execuedo
Art. 5." Coneidera-se juiz da causa principal
para determinar a competencia da jurisdieco as
execucoes.
I.0 O juiz de paz as causas por elle julgadas
(decreto n. 4,824 de 22 de Novembro de 1871,
art. 63, 8 7").
2. Os juizes muninipaes em todas as causas
civeis, quer a sentenca exequenda tenha sido por
elles proferida dentro da respectiva aleada, quer
pelos juizes de direito das comarcas geraes (le
2,033 de 20 de Setembro de 1871, art 23, 8 3 e
cit., art. 64, 3o).
| 3." Os juizes substitutos as causas civeis de
valor de mais de 100* at 500, julgadas pelos
juizes de direito as comarcas espeeiaes (dee. cit.,
art 68, g 2).
8, 4. Os juizes de direito n*s comarcas espe-
eiaes, as causas de valor superior a 5004 (dec.
cit., art 67, 3).
secqIo iii
Das sentencas liquidas
Ar. 6. Se na liquidaclo das sentencas se tor-
nar necessario o arbitramento, se proceder a este
de conformidade com o disposto nos arta. 189 a
205 do regulamento 737 de 25 de Novembro de
1850.
3ECI.-A0 IV
Da penhora
Art 7." Entre os bens considerados inaliena-
veis, para nao serem sujeitos penhora, se com-
prehendem os das cmaras municipaes e os das
ordens religiosas Oei do 1 de Outubro de 1828,
art 42, lei de 16 de Maio de 1840, arte. 23 e 24,
acto addi bro de 1830).
Art. 8." O privilegio de integridade, decretado
pela lei de 30 ae Agosto de 1830 em favor das
fabricas de mineracio de assucar, s ter lugar
as execucoes por dividas qne nao forem prove-
nientes de crditos hypothecarios, ou de penhor
agricol. (Lei 1,237 de 24 de Setembro de 1S64,
art 14 2, e lei 3,272 de 5 de Outubro de 188o,
art. 10.
Art 9. Aa apolicei da divida publica podera
ser penhorads :
1. Por expressa nomeacSo dos respectivos pos-
suidores;
2.o Quando caucionadas, faltorcm os possuidores
clausula da cau^o ;
3. Quando dadas em garanta do Estado para
fiauca da exactores e responsaveis da fazenda pu-
blica. (Lei de 15 de Novembro de 1827, art. 36 e
decreto n. 5,454 de 5 do Novembro de 1873 art.
23). *
Parographo nico. Nao gozam do favor deste
artigo as apolices adquiridas em fraudes de ere-
dores.
Art. 10. As letras hvpothecarias gozam tam-
bera da isencao conferida pelo art 530 do regula-
mento 737 de 1850, para o effeito de nao serem
penhorads seno na falta absoluto de outros bens
por parte do devedor. (Lei 3.272 de 5 de Outu-
bro de 1885, art 9o).
Paragrapho nico. E' applicavel s letras hv-
pothecarias a disposicao do paragrapho nico do
artigo antecedente, quando tambera adquiridas
em fraude de credores.
Art. 11. Entre os frutos e rendimentos dos bens
inalienaveis, que podem ser penhoradis na falta de
outros bens nao ao comprehendidas as rendas das
camarad mnnicipaes, asquaes s devem ser dis-
pendidasde accordocomos respectivos ornamentos.
(Lei de 26 de Maio de 1840, arte. 23 e 21).
Art. 12. E' permittido ao credor exequente re-
3nerer ou que lhe fiqae salvo o direito de executar
rectamente os devedores do executodo por meio
das acfes competentes, as quaes ficar subro-
gado, ou que os direitos e accoes do mesmo exe-
cotodo que forem penhorados, sejam avaliados e
anematados para o pagamento da execucao.
Art. 13. A pena decretada no art. 525 do reg.
737 de 1850 e applicavel ao executado que nao
possuindo bens para segurar o juizo, dispe de
quantias recebidas ea pagamento de dividas nao
vencidas.
Paragrapho nico. Para a prova de factos re-
lativos occultacio dolosa de bens, afim de nao
serem penhorados, dar o exequente, com citacao
do executado justificaco perante o juiz da exece-
cao.
SECCAO V
Da avaliacSo
Art. 14. Para a avaliaco dos bens penhorados
servirlo os avaliadorea nomeados pelas juntas
commerciaes, onde os honver (Dee. 6,384 de 30 de
novembro de 1876, arte. 6 e 18L
Art 15. Ssrvirao por dntribuico os avaliado-
rea nomeados para cada urna especialidade (D ee
1,056 de 23 de outubro de 1852, art. 3o).
Art 16. Smente no caso de alta, impedimento
ou snspeicio de todos os avaliadorea nomeados em
cada urna das artes ou officios, a qne respeitarem
os bens penhorados, ter lugar a louvacao das
partea, ou a do juizo revelia dellas (Dec. ctj
art. 4). _*r/~''
Art 17. Para a nomeacSo dos avaliadore, a
aprazimento das partes, se proceder como se acha
estabelecido paia a dos arbitradores nos arte. 192
e seguintes do reg. 737 de 25 de novembro de 1850
em tudo que fr applicavel.
SECCAO VI
Doe editaei
a aeco de nullidade por lesao de qualquer es-
pecie.
Art. 25. Ao exequente fica salvo em qualquer
das pracas o direito de lancar, indepeadente de
licenca do juiz.
SECfO VIII
Da adjudicaedo
Art. 26. Fica em todos os casos abolida a adju-
dicaco judicial obrigatoria :
1 0 exequente pode requerer que os bens
lho sejam adjudicados cm qualquer'das pracas, se
nao houverem licitantes.
S 2 Para que tenha lagar a adjudicado em
qualqner das pracas, indispensavel que nao seja
por preco inferior avaliaco ou ao valor deter-
minado pelos abatimentos.
3 Em todo o caso o requerimento para a
adjudicarlo a ser admittido depois de nuda a
praca.
| 4 A(adjudicacao poder ser requerida pelo
pelo credor exequente, ou por outro qualquer que,
devidamenle Sabilitodo, baja protestado por pre-
ferencia ou rateio.
Art. 27. Em vez da arrematado oi da adjudi-
cacao da propriedado dos bens penhorados, pode o
exequente, nao se oppondo o executado requerer o
o seu pagamento pelos rendimentos dos mesmos
bens, se forem indivisos e o seu valor exceder o
dobro da divida; precedendo a avaliaco dos re-
feridos rendimentos, a conta da importancia da
execufo o calculo do tempo preciso para a solucao
da divida.
Art. 28. Ao credor adjudicatario applieajel a
disponicio do art. 555 do reg. 737 de 1850, sem-
pre que as verificar o excesso da adjudicacao, pre-
visto no art. 561 do mesmo reg.
CAPITULO II
Do recursos
SE' QAO I
Das appellacocs
Art. 29. As appellacoes sero interpostoa :
1- Para o tribunal da relaco do districto,
das se itencas proferidas pelos juizes de dimito as
causas de valor excedente a 5003 (Dec. de 30de
Novembro de 1853, lei de 16 de Setembro de 1854,
lei 2,033 de 20 de Setembro de 1871, art. 24, e
dec. n. 2,342 de 6 de Agosto de 1873, art. 1
6).
% 2- Para os juizes de direito das comarcas ge-
raes das sentencas proferidas pelos juizes munici-
paes e dos orphos as causas de valor entre 100
e 50C (Lei 2,033 de 20 de -Setembro de 1871, art. I
Art 18. Pica reduzido a 10 o praso de 30 dias
para as propostas escripias, de que trata o art. 1
da lei de 15 de setembro de 1860.
Art. 19. E' licito nao s ao executado, mas tam-
ben) sna mulher, ascendentes e descendentes
remir ou dar lancador a todos ou alguns dos bens
penhorados, ate a assignatura do auto da arrema-
tacao ou da carta de adjudicacao, independente de
qualqner citacao.
Art 20. Para que possa o executado, sna mu-
lher, ascendentes ou descendentes remir ou dar
lancador a todos ou alguns dos bens penhorados,
preciso que c tfereca preco igual ao da avaliaco
at primeia praca, e as ontras ao maior que
nellas fr offereeido.
Art 21. Nenhuma das pessoas mencionadas po-
der remir ou dar lancador algum ou alguns bens,
havendo licitante que se proponha a arrematar to-
dos os bens offerecendo pr elles o preco, que na
occasio tiverem, sendo superior ou igual a ava-
liaco na primeira praca e as outras superior ou
igual ao maior lanco offereeido.
Art 22. r-o considerados credores certos,"para
qne tenha lugar a citacao pessoal decretada no
art 547 do regulamento 737 de 1850, aquelles que
por titulo legitimo se houverem apresentodo a re-
querer na execucao promovida contra o devedor
aommnm.
BECpXo VII
Da arrematacao
Art 53. Quando houver mais de um licitante,
ser preferido aquello que propuzer a arrematar
englobadamente todos os bens levados praca,
com tanto qne otfereca na primeira preco pelo
menos igual ao da avaliaco, e naa outras duas ao
maior lanco offereeido.
Art. 24, Nao havendo arrematante pelo preco
da avaliaco voltoro os bens praca com o in-
tervallo de 8 dias, e com o abatimento de 10 */o-
Se ne a aii.di nc enccn'rarem lanco superior on
igual ao valor determinado pele dito abatimento,
iro a terceira prif* com o mesmo intervallo e
novo abatimento de 10 %., e neste caso serio ar-
rematados pelo maior preco que for offsrecido,
em que ea hypotheie alguma seja permettida
23 2-)', e as de que trata a lei 2,827 de 15 de
Marco de 1879, art. 85 ; bem assim das senten-
cas proferidas pelos juizes de pas as cansas de
valor nao excedente de 100, e as de locaco de
servicos (Lei 2,033 de 20 de Setembro de 1871
art. 22, e lei 2,817 de 15 de Marco de 1879, art.
81).
Art. 30. A appellacao deve ser interposto no
termo de 10 dias, contado da publicaco ou inti-
maco da sentenca, perante o juiz que a houver
proferido.
as comarcas geraes poder tambera ser inter-
posto perante c juiz muuicipal do termo. (Dec. n.
5,467 de 12de Novembro de 1873, art. 14).
Art. 31. A iuterposico pode ser feita ouem
audiencia, ou por despacho do juiz e termo nos
autos.
Art. 32. Interposto a appellacao nos termos dos
artigos antecedentes, ser a causa avallada em
quantia certa por peritos nomeados pelas partes,
ou pelo juiz revelia dellas.
Art. 33. Nao ter tugara avaliaco.
1' Quando houver pedido certo, ou quando as
partes concordarem no seu valor expressa ou t-
citamente deixando o reo de impugnar na contes-
taco a estimativa do valor.
2 as causas at 100J ou 500 julgadas pelos
juizes de paz e juizes municipaes (Dec. 5,467 de
19 de Novembro de J873, art. 16).
Art. 34. Interposto a appellacao e avaliada a
causa, o juiz que tiver proferido a sentenca rece-
ber a appellacao, se fr de receber, declarndo-
se em ambos os effeitos, ou no devolutivo smen-
te ; e no mesmo despacho nasignar o praso, den-
tro do qual os autos devem ser apresentados na
instancia superior (Dsc. cit. art. 15).
Art. 35. Os effeitos da appellacao sero sus-
pensivos e devolutivos, ou devolutivos smente : o
suspensivo cabe s accSes ordinarias e aos em-
bargos oppostos na execucao, ou pelo executado ou
por terceiro, sendo julgadoaprovados; o effeitcde-
volutivo cabe em geral a todas as sentencas pro-
feridas as demais aevocs, sejam civeis ou com-
merciaes.
Art. 36. Se a appellacao for interposto no lu-
gar onde estiver a relago, a remessa dos autos
se tara independente de traslado, salvo quando a
appellacao tiver sido recebida no effeito devoluti-
vo smente, e precisando a parte de extrahir sen-
tenca para ser ejecutada.
Art. 37. Tambem se far a expedicao dos Mi-
tos, independente de traslado (Dec. n. 5,467 de
12 de Novembro de 1873, art. 17) :
1' Na appellacao das sentencas proferidas pe-
los juizes de paz, se o juiz de direito residir no
mesmo lugar.
2- Na appellacao das sentencas dos juizes mu-
nicipaes, se o juiz de direito residir no mesmo ter-
mo, salvo se por favor da causa estiver expressa-
mente disposto que nesse caso a appellacao seja
rsegbida no effeito devolutivo smente, e preci-
sando ir parte de extrahir sentenca para ser exe-
cutada. \_~_~
3- Na appellacao'^*s sentencas dos juizea de
direito das comarcas espeeiaes, -ex-vi do disposto
no artigo antecedente e saliva a excepeo nelle
mencionada. V.
Em todo o caso nao se extraurti, traslado dos
autos se as partes nisso convierem.
Art. 38. as appellacoes interposta das sen-
tencas dos juizes municipaes e juizes ye paz se
guardar a ordeno, do processo determinada no
art. 63 % 6- do decreto n. 4,824 de 22 de >
bro de 1871; e logo que forem levadas ao csu
rio do eacrivo que tiver de servir perante o jul
de direito, se lavrar termo de recebimento dos
autos que sero feitos conclusos ao juiz ; o qual
dar visto s partes por oito dias e julgar cm 2'
instancia (dec. n. 5,467 de 12 de Novembro do
1873 art. 18).
Servir de escrivo na appellacao aquelle que o
juiz de direito designar.
Art 39. C praso dentro do qual devem subir
os autos instancia superior para o julgamento
da appellacao (dec. cit art. 20) ser :
1 De 10 a 30 dias, conforme a distancia da
parochia, se a appellacao lr interposto de sen-
tenca do juiz de paz.
2* De 30 dias, se a appellacao for interposto de
sentenca proferida pelo juiz municipal do termo
em que o juiz de direito residir ou pelo juiz de di-
reito de comarca c-pecial.
3- De 2 mezes, se a sentenca fr proferida pelo
juiz municipal de outro termo da comarca.
4* )e 3 mezes, se a sentenca fr do juit de di-
reito de qualquer comarca geral da provincia em
qne estiver a relaco, excepto as de Goyaz e Mat-
t -Grosso.
5- De 4 mezis, se a sentenca fr do juiz de di-
reito de qualquer comarca geral de Goyaz e Mat
to-Grosso, ou de provincia onde nao houver re-
laco.
Art. 40. Os prasos designados no artigo ante-
cedente sao contados na data da publicaco do
despacho, pelo qual fr recebida a appellacao; sao
communs a ambas as partes, nao se poJem proro-
gar on restringir, uem se interrompem pela super-
veniencia das ferias (Dec. cit. art. 21).
Art. 41. Compete aojuiz da causa julgar de-
serto e nao seguida a appellacao, si, fiudo o pra-
so leg 1, nao tiverem sido os anjos remettidos pa-
ra a instancia superior.
Art 42. Para o julgamento da deseroo dever
ser citado o appellante ou o sen procurador judi-
cial, para dentro de 3 dias allegar embargos de
justo impedimento.
Art. 43. Consideram-se impedimentos attendi
veis, para ser o appellante relevado da desercio
da appellacao, os casos fortuitos de doenja grave
ou pnso do appellante, embaraco do juizo ou obs-
taculo judicial opposto pela parte contraria. (Dec.
cit. art. 25).
Art. 44. Ouvido o appellado sobre a materia dos
embargos por 21 li iras, so o juiz relevar da decer-
co o appellante, lhe assignar de novo para a re-
messa dos autos outro tanto tempo quanto fr pri-
vado que esteve impedido.
Art. 45. Se o juiz nao relevar da deserclo o ap-
pellante ou, se findo o praso, nao tiverem sido an-
da remettidos os autos para a instancia superior,
era a sentenca executada.
Art 46. Na appellacao das sentencas proferidas
pelos juizes de paz, se nao tiverem sido os autos
remettidos para a instancia superior, so proceder
do mesmo modo, citando se o appellante para di-
ze.- dentro de 24 horas, que correro no cartorio,
sobre o impedimento que teve rara o nao segui-
mento da appellacao ; e com a resposta do appel-
lante e provas incontinenti produzidas, ou sem el-
las, o juiz de paz proferir a sua sentenca, julg in-
do deserta a appellacao, cu assignando novo pra-
so para a expedicao dos autos. (Dec. cit. art. 22).
Art, 47. Compete aos juizes municipaes o pro-
cesso da deserco da appellacao as causas do jul-
gamento do juiz de direito at a sentenpa, e da
deserco exclusivamente. (Dec. cit. art. 26).
Art. 48. Contina abolido o instrumento de dia
de apparecer. (Dec. cit. art. 27).
Art. 49. as appellacoes interpostas para o tri-
bunal da relaco, apresentados os autos ao secre-
tario do tribunal, ser alli a causa entre as partes
discutida ejulgada pela forma determinada no de-
creto n. 4,824 de 22 de Novembro de 1871, art.
70, e decreto n. 5,618 de^2 de Maio de 1874.
secqXo ii
Da revista'
Art 50. O recurso de revista ser interposto
para o supremo tribunal de justica, o pode ter la-
gar das sentencas proferidas as relacoes, si o va-
lor da causa, no commercial, exceder alca la de
5:000, e no civel a de 2:O0O<, ainda quando nao
tenbam sido as mesinas sentencas embargadas.
(Lei 799 de 16 de Setembro de. 1864, art. 1De-
cretos 2,342 de 6 de Agosto de 1873, art. 1 $ 6
Lei n. 3,272 de 5 Outubro de 1885, art. 1").
Art. 51. A interposico da revista, a remessa
do autos e julgamento no supremo tribunal con-
tinuam a ser regulados pela lei de 18 de Setembro
de 1828 e pelos decretos de 9 de Novembro de
1830, de 17 di Fevereiro de 1838, e 5,616 de 1874,
art. 130.
Art. 52. O supremo tribunal de justica s con-
ceder revista por nullidade do processo ou por
nullidade da sentenca, nos precisos termos decla-
rados no tit. 2, caps. Io e 2o, parte 3 do reg. 737
de 25 de Novembro de 1850 sobre as nullidades
secijo m
Dos aggravos
Art 53. Os aggravos sao do petico e de ins-
trumento, e sero interpestos dos despachos meu-
cionados no art. 669 do reg. 737 de 25 de Novem-
bro de 1850, e art. 15 do reg. n. 143 de 15 de Mar-
co de 1842 ; continuando este a vigorar para os
casos nao previstos no presente regulamento.
Art 5*. Qabe tambem o aggravo :
1. L>os despachos pelos quaes se nao manda
proceder a tequestro nos casos em que elle tem
lugar, segando a lei n. 3,272 de 5 de Outubro de
1885 art. 4 jj 3o.
2. Da decso di juiz que pronuncia a desap-
propriaco por utilidade publica geral, provincial
ou municipal.
Art 55. Ao aggravo podem ser juntos quaes-
quer documentos antes de apresentodos os autos
aojuiz a 'no para f un lamentar o seu despacho.
Art. 56. O aggravo interposto do despacho so-
bre licenca para casamento, supprido o consenti-
mento do pai ou tutor, sempre de petico e nao
de instrumento.
Art. 57. Subsistem as cartas tcstemunhaveis
que os escrivaes, sob a sua rasponsabilidade, sao
obriga Jos a tomar.
Art. 58. Picam abolidos os aggravos no auto do
processo.
CAPITULO III
Das nullidades
SECCO I
Das nullidades do processo
Art. 59. Saj reguladas as nullidades do proces-
so pelo que se acha estabelecido nos arts. 672 e
679 do reg. 737 de 25 de Novembro de 1850, com
os segaintes additamentos :
1." Entre os requisitos, que determinam as
mesmas nullidades, comprehende-se a preterico
de alguma formula que a lei exige sob pena de
nullidade, e bem assim a nao exhibico inicial dos
instrumentos do contracto, nos casos em que a li
considera essencial para ser admittida a aeco em
juizo.
% 2. A ratificarlo das partes, nos casos cm que
indispensavel para sana' qualquer nullidade,
deve sempre ser expressa por termos nos autos.
Art 60. Entre as nullidades, que podem ser ra-
tificadas pelas partes, nao se comprehende a que
resulta da presenta do menor impubere em juizo
sem a assistencia do sen tutor, devendo ella sem-
pre ser pronunciada pelo juiz.
Art. 61. A nullidade do processo, resultante da
falta de citacao do tutor ou curador de menores e
interdictos, s subsistir quando a sentenca tiver
sido desfavoravcl aos membros menores e inter-
dictos.
8ECQO II
Das nullidades da sentenca
Art. 62. A sentenca nulla, ou pode ser annul-
lada, nos casos e pe os meios de que tratom os
arte. 680 e 681 do cit. reg. 737 d 25 de Novembro
de 1850.
SECCAO III
Das nullidade ios contratos
Art. 63. A arguico das nullidades dos contra-
t ter lugar nos termos e para os effeitos decla-
raaC.n0B arts 682 e 694 do mencionado reg. 737
de 25\e Novembro de 1850.
CAPrnrro rv
accoes e execucoes hypothecarias
Art. 64. NS8 accoes e execucoes hypothecarias,
alm do disposfP nos capitulo antecedentes para
as execucoes em^' serSo tsmbem observada
as seguintes disposi^'1'1:
Art 65. Compete aX credor por titulo bypothe-
cario a aeco executiva^elllatla I*'08 art9- 31 a
317 do reg. 737 de 25 deVovembro de 1850> 8eJ"
ella intentada contra o devVdor oa contra os ter-
ata detentares, seja pell credor originario ou
pelo cessionario; derogado de 24 de Setembro de 1864.
Art. 66. Ser iniciada a acfif0 Pela pcdico
do mandado para que o reo p gV "> confinen**, c
na falta de pagamento para que f Pr^ Pe
nhora no immovel ou immoveis hypol'aeados i <*'s
pensado o sequestro como preparatffrl0 "a acco;
Art, 67. Achs,ndo-se ausente ou ocJPultan':Io-8e
devedor, de modo a tornarse impossiV' a promp-
ta intimaco do mandado executivo p^cr* cre-
dor requerir que se proceda ao saquate1**J taimi
vel on immsveis hypothecados, cjino m^dl
curatoria dos seus direitos. O sequestro
to se resolver em penhora, quando pe
intimaco do mandado ,for posto a acco\fm J.U1Z-
Art. 68. Realisado o? sequestro, produzira desde
logo todos os sem effeitos jurdicos. (Reg*]ainento
3,453 de 26 de Abril _e 1865, art. 286 | r")
qne sejam contra elle admisiivois recurso!
pecie alguma.
Art 69, Para a concesso do mandado ex^c1*1:
vo ou mandado de sequestro, nos caaos cm u?.
este autoriaado, tornase indispensavel a exnVDi'
ci da cscriptura de hypotheca devidamentel1*"
\
ssiin fei-
effectiva
i de es-
veitida das formalidades legaes, instruindo a peti-
co em que toes diligencias forem requerida.
Art 70. Dado o caso de ser a aeco intentada
contra os, herdclros ou successores do originario
devedor bastante qne a intimaco do mandado
executivo seja feita aquello que estiver na posse e
cabf'ca do casal, ou na admnistra<;o do immovel
ou immoveis hypothecados, para com elle, como
pessoa legitima, correr a aeco todos os seus devi-
dos termos.
Art. 71. A intimaco aos demais interessados,
estejam presentes ou ausentes, poder ter lugar
por meio de editoes atfixados nos lugares pblicos
e publicados pela imprensa, onde a houver, com o
prazo de 30 dias, estaudj presentes na provincia,
e por 90, estando fra della ou do Imperio, para
que venham a juizo requerer o que entenderem a
bem do seu direito, sob pena de revelia. (Lei n.
3,272 de 5 de Outubro de 1833, art. 4 2o).
Art. 72. A intimaco no caso de que trata o ar
tigo antecedente, aera posterior penhora, e esto
s ser aecusada na mesma audiencia em que o
for a intimaco, depois de decorrido o prazo desig-
nado nos editaos ; ficaudo logo assignados os seis
dias da lei para os embargos.
Art. 73. A couciliaco ser posterior penhora.
Art. 74 Por igual modo determinado nos arts.
70 e seguiute, e verificadas as hypotheses n'cllea
previstas, ee proceder conciliaco, sendo bas-
tante a citacao pessoal do herdeiro que estiver na
p?8se e cabeca do casal ou na adrainistraco do im-
movel ou immoveis hypothecados, teita por editos
a dos demais interessados.
Art. 75. A jurisdieco ser commercial. e o foro
competente o do domicilio o do contrato ou o da
situaco das bens hypothecados escolha do cre-
dor.
Irt. 76. Os bens penhorados serai levados
praca pelo mesmo valor por que tiverem sido hy-
pothecados s socielades de crdito real, dispensa-
da nova avaliaco, a qual s se proceder por ac-
eordo expresso das partes ou dada a alteraco da-
quelle valor, para mais oa para menos, por effeito
ao longo tempo decorrido d 'pjis da celebraco do
contrato ou do qualquer causa superveniente.
Art. 77. Os bens hypotjecados polem ser arre-
matados ou adjudicados, qualquer que seja o valor
a elles dado e a importancia da divida.
capitulo v
Dos embargos as accoes e execuce-s hypothecarias
Art. 78. Contra as escripturas de hypotheca e
respectiva execucao smente sao permittidos ao
executado os embargos:
1. De nullidade de pleno direito, isto quan-
do a lei formalmente a pronuncia em razo de raa-
niesto preterico de solemnidades visivel pelo
proprio instrumento ou por prova litteral c quando
posto, que uo expressa na lei se subentende, por
ser a sjlemiudade preterida substancia! para a
existencia do contrato e fim da le; como se o ins-
trumento foi feito por oficial publico incompeten'e
sem data e designaco do lugar, sem assignatura
das partos e testemunhas e sem previa Ieitura na
presenca das mesmas partes e testemunhas. (Reg.
737 de 1850, art. 684 | 1 e 2).
% 2.o De nullidade do processo e sentenca com
prova constantes dos autos ou offerecida in conti-
nente (cit. reg. art 577 V).
3. De nullidade e excesso da execucao at
penhora (cit. reg. art. 577 Io n. 2).
4,o De moratoria, concordata, compensaco
nos termos dos arte. 439 e 440 do cdigo commer-
cial ; de declaraco de quebra, de pagamento, no-
vaco, transaccao e prescripcaa supervenientes
sentenca, ou nao allegados e desididos anterior-
mente (cit. reg. art 577 lo n. 7).
5 5" Infringentes do julgado, com prova in con-
tinente do prejuizo, sendo oppostos :
l.o Pelo menor e pessoas seinelhantes s quaes
compete o beneficio de restituico ;
2. Pelo revel ;
3.o Pelo executado, offerecendo documento obti-
dos depois da sentenca (reg. cit. art. 577 8, 8*j.
6.0 Os oSerscidos depois do acto da arrema-
tacao e antes de asignada a carta de arremata-
cao ou adjudicacao consistentes:
l.o Em nullidade, desordem ou excesso da exe-
cueiio, occorridos depois da penhora ;
2.o Em pagamento, no vaco, transa cao, compen-
saco, preecripco, moratoria, concordato, declara-
Cao de quebra supervenientes penhora ;
3. Em o beneficio de restituico (Reg. cit. art.
578 ej).
7.u Os de nullidade pronunciados pela legisla-
cao hypotecaria, toes como :
1. Constitaico da hypotheca convencional pir
outro meio que nao seja a escriptnra publica (art.
4." 8 5."da lei n. 1,237 de 24 de Setembro de
1864).
2.* Hypotheca convencional nao especialisada e
comprehensiva de bens futuros (art. 4. da mesma
le.).
3.a Constituico da hypotheca para garanta de
dividas contrahidas antes da data da escriptura
nos 40 dias procedentes poca legal da quebra
(cit. lei art. 2. 11).
4.o A falto de designaco da "importancia da
divida garantida pela hypotheca. (Reg. cit. art.
119).
3. A cesso da hypotheca inscripta, sem ser
por escripura publica ou por termo judicial. (Lei
1,237 de 24 de Setembro de 1864 art. 12 e Reg.
cit. art. 245).
, Art. 79. Pica salvo cm todo caso ao dsvedor,
antes de ser accionado ou fora da aeco e execu-
cao hypothecarias, o direito de annullar ou rescin-
dir a escriptura de hypotheca por meio de aeco
ordinaria.
Art. 85. as execucoes promovidas por
res chirographarios contra o devedor com
poder o credor hypothecario defender, por
de embargos, os seua direitos e privilegios pas o
fim de obstar a venda do immovel ou imtavaB
hypothecados
Art. 86. Continuara em pleno vigor as disssaH
coei da lei n. 1,237 de 24 de Setembro de StL
do decreto n. 3,453 de 26 de Abril de 1865 a m
decreto n. 3,471 de 3 de Juuho do mesmo sai
em tudo quanto nao tiver sido alterado pela le i
3,272 de 5 de Outubro de 1885 e pelo presente om
gulumento.
CAPITULO vi
Das escriptura de hypotheca
Art. 87. E' da substancia das eseripturas de ay
pocheca, alm dos demais requesitos exigidos pdk
legislacao em vigor :
I-0 os contractos celebrados com as soeiea-
dcs de crdito real a declaraco do valor do a-
movel oa immoveis hypothecados, determinad por
aecrdo das partea contractontes (lei 3,272 de 5
de Outubro de 1885, art. 4." 6.">, e lei 1,237 c
24 de Setembro de 1864, art. 13 5.).
2." Em todos os contractos em geral a dedt
cao expressa, que nellas deve ser feita pelo de
dor, de estarem ou nao os seus bens sujertea a
quaesquer responsabilidades por hypothecas te-
gacs (lei 3,272 de 5 de Outubro de 1885, art 8).
1-' A inexactido ou falsidade da declaraco
exigida no numero antecedente, importa para <*
devedor as penas do crime de estellionaso ( lei
3,272 citada, art 8.;.
2." Incorrer em responsabilidade por falta a
exacco_no cumplimento des seus deveres o fiad
ho que lavrar escriptura de hypotheca eom ppo-
terico de qualquer dos dous requesitos decrtate
neste art. (Cod. Crim., art. 154).
I.overno
(Continua.)
la Proviaea
26 DE JASEIRO DB ISA
Art 80. Aberto o concurso de preferencia nos
casos do art. 609 do Reg- 737 de 1830, podem
contestar a validade das eseripturas de hypothe-
cas tonto os credores hypothecarias como os chi-
rographarios ; senda licito a uns e outros articular
quaesquer nullidades, nao s de pleno direito, como
as resultantes de simulaco, dolo e falsidade das
dividas executodas para impedirem o effeito de
contractos celebrados em fraude da execucao (Beg.
737 de 1850 arts. 617 e 686 4. e 5." da lei
3,272 de 5 de Outubro de 1835.
Art. 81. Fra dos casos de insolvabilidada e de
fallencia do devedor, prevalecen as disposicoes do
art. 240 5." e do art 292 3. do Dec. n. 3,453 de
26 de Abril de 1865 para o effeito de nao poderem
os immoveis hypothecados ser executodos por ou-
tro credor que nao seja hypothecario e com hypo-
theca inscripta sobre o mesmo immovel, era to
pouco ser admittidos outros credores a obstar o
pagamento do credor hypothecario na rxecacao
por elle promovida. ( Le n. 3,273 de 5 de Outu-
bro de 1885 art. 5.
Art. 82. A disposicao do artigo precedente nao
exclue o direit >, que assiste aos demais credoreo
hypothecarios ou chirographarios, de demandaren]
por aeco ordinaria a annullaco da eacriptura de
hypotheca contri elles opposto.
Art. 83. Para levantamento do preco da arrema-
tacao em execucao promovida por credor hypothe
cario nao mister a citacao de quaesquer credores,
salvo se a consa arrematada estiver sujeito outra
hypotheca ou penhor agrcola devidamente inscrip-
tos, que dm direito prelaco.
Paragrapho nico. Havendo outro credor hy-
pothectrio oa pignoraticio a quem caiba prelaco
e cujos ttulos se acharem inscriptos, ser citada
para em praso corto illegir o seu direito sobre o
preco da arrematacao, sob pena de ser o mesmo
preco levantado, nao se tendo elle aprsentelo
para disputar a prefereucia.
Art. 84 Dado o caso de daa? ou m^.is hypothe-
cas sobre o mesmo immovel, nao podem os credo-
res por hypothecar posteriores e de prasos menos
longos promover a execucao sobre o immovel hyp>
thecado antes de vencidas as primeiras hypothe-
cas, para que possa harer a disputa sobre a pre-
ferencia, de que trato o % 3. do art 292 do regu-
lamento n. 3,453 de 26 de Abril de 1865.
EXPEDIENTE DO OA
Actos :
O presidente da provincia tendo ea vista
que expoe o juiz municipal e de orphos do tero
de Tacarat, era orado de 23 de Novembro alci-
mo, resolve uomeal-o par, em cumprimente da
aviso-circular do Ministerio da Agricultara, Csi-
mercio e Obras Publicas de 27 de Fevereiro da
anuo prximo passado, exercer as funches de j
comeissario do mesmo termo nos procesaos da
legitimacio da? posses de trras ahi existentes
especialmente das que esto encravadas nos ter-
renos perteneentes ao Estado, na forma do regv-
I tinento approvado pelo decreto n. 1,318 de 30 de
J meiro de 1854.Communicon-se ao juiz de di-
reito e aojuiz municipal.
O presidente da provincia resolve, de ieeor-
do com a proposta contida no officio do inspector
do Thesouro de 22 do corente, n. 445, nosasr
cidado Christovo de Hollanda Cavalcante na
exercer o cargo de ajudante do procurador dec
Feitos da Fazenda Provincial no districto da,
collectoria de Sennhem.Communicou-se aa Tas-
soure Provincial.
O presidente da provincia attendendo :
requereu Ignacio Francisco de Barros Leite i
fessor contractodo em Volta de Tacarat e i
em vista a informaco n. 33 do inspector getai da
Iustrueco Publica resolve conceder lhe a e
de 16 do corrente trinta das de licenca, deis
o peticionario de accordo com o artigo 7 j 5 dx.
instrueco de 29 de Janeiro de 1884 pessoa page
a sua custa e a contento do delegado litterario aa
o subititua.
OHcios :
Ao inspector da Thesonraria de Faceada.
Declaro a V. 8. para os devidos fina, que Wsasi
Luis da-Costo Wauderley, segundo participea
director do Arsenal de Guerra em officio a. 155^
de hontem, assumio na mesma data, o exereieis de
cargo de professor de Geometra da Companhia d
Aprendizes Artfices de mesmo Arsenal, para a
qual foi nomeado por portara do Ministerio da
Guerra, de 26 de Dezembro findo.
Ao mesmo.Mande V. S. ajnstar cantas aa
alferes do 2o batalho de infantera Urbano Pac-
fico Pereira Leite, que vai servir, como adifto,
ua companhia de infantera da provincia i
Piauhy.
Ao mesmo. Remett, a V. S. um exeaplar
impresso do aviso-circular, que em de 23 Dezeav-
bro do anno passado, dirigio-me o Exm. Sr. ni-
nistro da agricultura, commercio e obras pabiteat,
acerca dos escravos que nesta provincia cwaple-
taram 60 e 65 anuos, e dos que attincrirem a ilade
de 60.
Chamando muito particularmente a attence da
V. S. para o que minuciosamente explica a dita
circular, a respeito las disposicoes da lei n. 3,270;
de z8 de Setembro do mesmo anno e regularaeate
n. 9,517, de 14 de Novembro seguinte, cont que
com mximo empenhc providenciar para que oa
encarregadus da matricula actual, revendo-a ew-
dadosamente, rclacionem os escravos em toes coa-
dices e enviem as relacoes ao competente juiz dos
orphos, procedendo do mesmo modo, em cada tri-
mestre, quanto aos quejattingirem a idade de so-
sente annns, at que encerrada a nova matrieal*
tenha applicaco a formalidade estobelecida aoc
Io a 4o do art. 11 do citado regulamento.
Providenciar V. S. igualmente para que ao Mi-
nisterio competente sejam remettidas com tola
regularidade por intermedio d'esta Presidencia,
relacoes idnticas, que contenham todas ai espe-
cificaces constantes da matricula.
Ao mesmo.Devolvendo a V. S. as trez pre-
postes apresentedas por Joo Rodrigues de Moora,
Ferreira & O, Manoel Paulo de Albuquerque para
o fornecimeuto de gado vaccam do presidio de Fer-
nando de Noronha durante o primeiro semestre da
corrente anno, recommendo-lhe, em solucao do sett
officio n. 19 de 16 deste mes, que faca lavrar ter-
mo de contracto com o terceiro d'aquelles conenp-
rentes, urna vez le elle se se obrigue a fornecer
cada re/ pesan J c :nto e cincoenta kilogramnua 4
pelo preco de 80*000.
Ao mesmo.Attendendo ao qae solicitan a
engeuheiro fiscal dos cngpnhos eentraes do 1' dis-
tricto sirva-se V. S. de providenciar acerca do
despacho livre de quatro caixas contando tempSea
importados pela- coinpaiihia The Central Sngar
Faetones uf Brasil Limited, de conformidade eoot
a ordem do Thesouro Nacional, de 13 de Agoste
do anno passado, pelo ,ual foi approvada a lista
do material de que carece a mesrea companhia.
Communiuou-se ao engeuheiro fiscal dos engenbas
eentraes do Io districto.
Ao c mmandmta superior da Guarda Na-
ehual do Recife.Torno a reitciar a V. S as ar-
deos uAste Pr sideacia de 22 de Jnnho e 28 de
Novembro do anno prximo passado .relativas a
inspeceo de salc a que, do conformidade com o
art. 11 das instruccoes de 8 de Julho de 18G&,
deve ser subraettido o capito da 2 companhia
do 5' batalho do servica activo da Guarda Na-
cional, Francisco Belannino dos Santos Freitea,
para o fim indicado as citadas ordens.
Ao p.esi dente c nembros da junta apara-
dora do 5* districto eleitoral.Devolvo a V. S. a
acta relativa a apuraco dos potos da eleicopro-
c 'dida no dia 30 de Dezembro findo, que veio an-
nexa ao seu officio de 18 do corrente afim de ser
conferida e concertada por tabellio publico.
Ao inspector do Thesouro Provincial.No*
tr.rmos de sua iuformaco de 23 do corrente, n.
441, mande Vjbc. pagar a Fieldea Brothers a
quantia de 13:0315300, constante da ineiusa cos-
ta documentada e proveniente do gaz consumida
Com a illaminaco ueste cidade no mea de Dezem-
bro ultimo.
Ao mesmo. Mande Vme. pagar, noa ter-
mos da sna informaco de 19 do corrente, n. 438,
a quantia de 25*710, comante da indas coate
1


Diario de Pernambuco---Quintafeira 4 de Fevereiro 1886

I
e proveniente de gu consumido oom a Ulamiua-
cao do jardim d~ Campo das Princaus amar de
Desembro ultimo.Communicou-se ao inspector
da repartilo das Obra Publicas.
_ Ao director do Arsenal de Guana Fica
Vmc. autoritario, conforme solicitan em sea oficio
n. 163, de hoatem datado, a tranferir para a
panhia de operarios militares, na forma do tit.
177 do ragulamento n. 5,118, de 19 de Oatioro
de 187*, o menor aprendiz artfice desse arsenal,
Thomax de Amaino Paes Brrelo de qee trata o
citado oficio, visto-ter attingid* a dada de>18'
annos.
Ao Sis Joao Luis da Morase,- presidente d
mesa eleitorat da paaeehia de Nasa* Saahor.. d.
Prazeres de llarangoape. Cainpra que Vmc. re-
metta a saseetaria dasta presidencia copia da
acta, devidameute eancectada por tabatliao \ja-
blico, da foiasacio da mesa para a eleigio pro* :
dida no dia 14 do corrente mez. que dcixou de
acompanhar ao san officio da mesma data.
Portaras :
= O Sr. agente da Companhia Braoileira man
de dar transporte a provincia do Maranho, por
conta do Ministerio da Guerra no vapor Espirito
Sanio, esperado do sul ao alferes do 2a batalhao
de infantaria Urbano Pacifico Pereira Lei te, que
pars all segu com destino a do Piauhy, e de
vai como adido, servir na respectiva companliia
de infantina.Communicou-se ao commandante
das armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faea transportar a provincia das Alagdas por con-
ta do Ministerio da Guerra, no vapor JaeuHype,
trea tardos, pesando todos 183 kilos, contendo
mantas de 13 encarnada, que se deitinam a com
panbia de infantana d'aquella provincia.Com-
municou-se ao director do Arsenal de Guerra.
O Sr. gerente da Companhia Pernambuca-
na, mando dar paasa em de r na primeira oppor-
tunidade por conta das gratuitas a que o goverao
tem direito do porto desta capital' para o de S
Salvador, ao alferes reformado Manoel Ignacio de
Jeiua.
O Sr. gerente da Companhia Pernambui
faca transportar para o presidio de Fernando de
Noronha, por conta de Joio Rufino ia Fouseca, os
gneros e objectos de que trata a inclusa rea -
cao.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
man^e dar passagem a r at a capital da Para
hyba no vapor que seguir para o norte a 5 de Fe-
vereiroprozimo,a Manoel Fortunato Coulo Aguiar,
por conta das gratuitas a que o governo tem di-
reito.
EXPEDIENTA DO SECBETAEIO
Ao i spector da sude do porto. O Exm.
Sr. conselheiro da presidente da provincia rnaada
communicar a V. S. que nesta data dirigio-se ao
Ministro do Imperio a respeito do pagamento da
gratificacao dos empregados dessa repartico, de
que trata essa inspeccao em officio de 16 deste
mez.
Ao director do Aisenal de luerra. De or-
dem do im. Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia acenso recebido o officio de V. S., de hon-
tem datado, sob n. 151, participando ha ver An
tonio Luiz da Costa Waaderley, assumido o ejer-
cicio do cargo de profe-sor de geometra da com-
panhia de aprendizts artfices desse Arsenal, a-
ra a qual ioi uomeado por pirtaria do Mnisteno
da Guerra, de 26 de D>-zembro findo.
= Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Rccife ao Casanga.OEx:n. Sr. couse au-ro pre-
sidente da provincia manda remette- a V. S. 191
passes impresso gratuitos, dos forneci.los pela
administrado dessa estrada de ferro, para indein-
nisacao de igual numero de pasa;ens dadas pe-
las autoridades policiaca em carros da nsesni
trada de ferro durante o mez de Dezembro io au-
no passado, e declarar em soluta) ao fiml de se.i
officio de 21 do oorr.-ute, sob n. 75, que s deve
ser concedidos passag m em relacao aos passes
regularmente formalisad is. Communicou-se ao
inspector do Thcsouro Provincial.
de Franca Monteiro o ezercicio da delegada do
termo de Baique, na qualidade de 1 supplente.
Pelo delegado do termo de Floresta foi re-
inettido ao juizo competente o ioquerito policial a
que procedeu contra Jos Gomes da Silva So-
briuhu e Cypriano Queiroz, autores do brbaro
nato praticado em 28 do mez de Junho do
passado na peaioa de Antonio Jos Gomes
Cangary.
Segundo com inu ni cacao que acaba de me
fazer o iiaactor do Asylo de tandicidaatof estao
pracaehi do todos o* 1 i toa- existentes lasjaelle
estabetcciatento, qaar para honans, quer paaa mu
lherm; pola que nao pode presantements ser para
all remanida nenhnm mendiga.
Deus guarde aV. Exo 111 :n. eDn.
Sr: conselbeiro Jos Fernandos da Ooeta
Partir Jnior, muito digno preskletttewda
provincia. O chefe de poli ia, -Inna
Domingos Pinto.
----------------"trtiper c--------------
< oinmnndo das Armas
qaetel general do commando das ab-
mas de pernambuco, 3 de pevereiro
db 1886-.
Ordena do dia n. 69
Fajo constar guarnicSo que a presi-
dencia da provincia em officio de 29 do
Janeiro u'timo, cotnmunicou haver o Minis-
terio da Guerra em tel-granima do dia an-
terior, transferido para o 14 batalhao de
infantera o Sr. tenente Jos Xavier d'i
Figueireio Britto.
(Aaaignado) O brigadeiro, Agostinho
Marques de S, commandante das armas.
Conforme. O tenente, Joaquim Jur
ge de Mello Filho, ajudanta de ordena in-
terino, encarregado do detalhe.
Cmara Municipal
DESPACHOS DO DIA 1. DE FEVEREIRO
Pelo Rvd. Sr. padre Mello, vereador
comm'ssario de edificagdes :
Joo Athaoasio Lins Cavalcante d'Albuqnerque,
pedindo licenca para mandar retelhar substitnndo
caibros, a sua casa n. 150 ra do Coronel Suas-
suna.Ptgos os direitos, concede-se.
Pelo Sr. vereador commissario de poli-
ca.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA Io K
FEVEREIRO DE 1886
Francisco de Medeiros Campos. Informe o Sr.
director do presidio de Fernando de Noronha.
Fielden Brothers. -Nesta data autoriso a The-
souraria de Fazenda a pagar a quantia de i79100
cumprindo aos sopplicantes aguardar o augmento
de crdito solicitado para ter lugar o pagamento
das outras despezas.
O iwsmo. Remettido ao Sr. inspector do The-
souro Provincial, para mandar pagar, de aceordo
com sna informado de 19 de Janeiro prximo pas
sado, sob n. 439.
O mesmo.3einettido ao Sr. inspector do Tu
so-uro Provincial, para mandar pagar de aceordo
com sua informacao de 19 de Janeiro prximo pas-
sado, sob n. 440.
Joaquim Martns do Mour i.Silo ha que de-
ferir visto quo a guia de que trata o supplicaute
est reeolhida a Thesouran de Fuz.-nda.
Jos Peres Campello de Almeida. Nao tem
lugar.
Joo tiuz de Olivcra Mello. Informe o Sr.
brigadeiro commandante das armas.
Loureuc-o Goncalves Alcixo.Nao tem lugar a
vista da inform .
Tenente Manoel Carneiro Machado Freir.
Foeuec i-sc.
Maurl Goufalves Salgada,Reconheca as as-
signaturas do documento que exhibe.
Thom&s de Aq.ino Medeiros. -Ao-Sr. director
do pie-i dio de Fernando de Noronha, para cun
prir o disposto no art. 83 do regulamento annexj
ao decreto n. 9356 de 10 *de janriro de 1
8- retara da presidencia, de Pematnbu-
co, em 31 de Janeiro de 1888.
O porteiro,
7. L. Viegoe.
Repartico da Polica
98c$lo2.a N. 103. Secretaria lica de Pernambuco, 3 de Fevcreiro d-
18io. -Dina, e Exn. Sr. Participo a V.
Ex;, que n do ia ultimoa '.i roraia v-
coiliidos na (asad; DutencSo os scguint-s
individuos :
A' minba ord rn, Jos Thaophil> dos Santos, c -
cheir> por infraccSo de posturas; e Auastacio
Kayinundo Guimariles, por embriaguez e distur-
bios, adispoiicao do Dr. delegado do 2o districto
da capital para aisifrnar termo de bem viver.
A' nf it'n do surjicle^ad di Keeife, Jac b da
-Silva, per crime de ferun"ntos graves; e Cbarb:
A, L mou, a re jucrimento do cnsul a aeri-
cano.
A'or4em do d! Santo Antonio, Francclim de
Arauj i. c.nhecido por Franja Capao, iiooteiro
Piva, Manoel Bento da Cruz e Silva e Julio Thi-
philo Pedro do Rosario, por disturbios
A' ordena do do 1 de S. Jos, Pedro, cscravo
de Antonio dos Santos Coelho, por disturbios.
A' ordem do do 2 dstricti de S. J^a, M.
Antonio da Silva, por disturbios.
A' ordem do da Magdalena, Antonia Soares de
Liiir!, cerno desertor do 14 batalhao de lioha d
qu f>i hoje apresentado no quartel-gc leral.
A' ordem do do Io districto da Boa-V.st, U.I
armio Calixto da Motta, alienado, aflu de ter
destino para o Asylo da Tamarineira.
A' ordem do do 2* districto da Graoa,
\ictorino das Chagas, por crime 'ie dtfljra-n-Mito ;
e Antonio Manoel da Paz, por sturbios.
Na madrugada de h >ntem peneiraram os la-
dio,'s na chcara de D. Mana Amelia Ma
sita no Arraal, e arromb.mdo urna estribar
tiriram-s" conduzindo qcatro caval os.
O subdelegad i do districto fez as deligencias da
le e tnta de descobrr os delinqueutes.
I do mea findo, e no lugar d-n mi
nado Pao d'Olho, termo de Muribeca, o individu i
de D-nie Joao Capistrano de Souza assassinou,'
com quatro facadas, a Mauoel da Cunba Lelo e
ferio gravemedte a Rozenda Mara do Sacra-
Moto.
O delinquente, que havia se evadido, apresen-
tin-se hoje perante esta chefatura, pelo que mui-
dei recolh-.l-o na Casa de etciicao.
A respeito desse crime procede-se nos iei m.is
da lei.
nmucou me o delegado do termo de Pao
d'Alho, que na noite de 28 do mez findo fra cap-
turad) em trras do engeaho Curupaty o crimi-
nMO Manoel Francisco da Si.va, pronunciado em
crime de morte na comarca de Nazaretb.
Aciha de me informar o subdelegado do Io
disti-icco da Victoria, que lora eff;ctuada a printo
dA individuo de nome Caetano Alves, autor do as*
sassinato praticado ltimamente all na pessoa de
Manoel dos Res c sobre o qual me refer na parte
de ante-hontem.
N i da 29 do mez ultimo assumio o cidadao Jos
alves de Andrade, na qualidade de 3* sup-
plente. <> exereicio da delegacia do termo de Olinda.
Tamben no dia 26 assumio o cidadao Luiz
Candida Mana da Concei^So, pedindo que sejam
fetos os devdos lancamentos no sentido de ter
comprado a Jos Jorge Rodrigues, o deposito de
seceos sito ra Imperial n. 23 C ano reqU"-r.
Costa Soares & C, pedind > aa jam fetos os
devidos lancamentos no sentid r karem acabado
com o estabeleeiment de taverna que tinhain na
casa n. 8_l ra da Hora, ftagaam da Graca.
dem.
Carlos Fu rst, pedindo licenca para abrir um di
tico na trente de sua relojoaria sita a praca do
constlheiri Sadanha Marinho.Ilem.
Manoel Carneiro da Cuuha, para abrir um esta-
belecmento de f.tzendas n i predio n. 71 raa do
Duque de Caxias.tem.
Olympio de Carvalho Yar-jao, pedindo que se-
am fetos os devidos lancamentos no sentido de
ter transfer io da casa n. 321 para a de n. 32-' i
tas ra Imperial, o sea deposito de seceos.
dem. |
Pires, Peres &, C, para abrir urna ta#erna rm
urna casa sita a estrada Dous Irinaes, freguezia
do P?o da Panella.dem.
Secretaria da Cmara Miuiiripal do Re
ifc, 3 de Fevoreiro de l86.
O porteiro,
Leopoldina C. Ferreirada SU vi.
tannica. NO sao iudubitavelmcate para aquel-
las 0 que 8o para a maioria desta, a saber: o
iado da unidadn nacional, dama-
geslade da lei c da imparcialidade dajutica.
Em taes liicuinslancias, foi urna felicidade para
o principe de Galles o nao ter sino durante o seu
passeio abro dr qa;iliiu<-t- vaia irreverente oudo
metver de alautn compatriillamis exalladodo
Sr. PaJWtUto reitm oa>aJB,como lhe chamam
oaalilpeHallus inflen
CraajMaqui! esw ventura nao a deveu ti futnro
da>t;ratfetaahas medide exiraordi-
je o gaem'niMtasse palz-reaotfeu para
lamer ardentuia sefumiiftr^pblkw^io outro
laMki cWmkmsM:
As providencias rigorosas nem sempre sao pro-
licuas. Todava, lord Spencer, vtee-presidente
da Irlanda, achou que devia ir em Maio Lon-
dres para tomar parte as deliberacOes do gabi-
nete retaban renovaco do Crim'* Art. qai BJ
d'ahi a mojes ficar sem vigor. Essa legislagao
excepcional dava ao chefe do poder axecatvo em
Diililin diieiios i|iia> illimitados. Crcava urna
Btpede de estado de sitio. 0 governo tinlia a
faculdade de impedir que os habitantes trouxes-
sem anuas COflUigO; de pnihibir o transito as
mas, desde o pdr do sol ao rompe do dia ; de
Iransl'erir, por aapeinjo legitima, o julgameulo
dos areusados de um tribunal para outro: de
inipr u un diatlictO 0 pagamento de iudeiiinisa-
fes as virtimas de todos os crimes commettidos
no paiz,ou aos repreeeatantes dallas; de exigir
tima niiitiiliiiian evtraordinaria paffBoa gastos
policiaes que a dcsonlem de qualqner loealidade
tornasse uecesaaiioe. Aleai disso, Bcoueatabe-
Icrido que as deeisOes do jury seriam valiosa-,
ainda quando nao (oseen unanini's
Nfm havia DO gabiaate, nem no partido liberal
muus. em sesaio de 8 de Jnnho, adoptou por
maioria de doze yolos a mogo que algumas se-
manas antes ihe tiuha sido apresentada por air
Michael Hicks-Beack.
Continua)
REIFE, 4 DE FEVEREIRO DE 1886
Xotlelasdo norte O paquete nacional Mandos e o ameri-
ocao Advance entrado hontem do norte,
trouxe aa seguintesnaticias t
Datas at 19 de Janeiro :
Confirma se o neasa telegeamma sobro
|i:cfeicao do Dr. Antonio do. Pasee* Mi
raadu para depoMdo gcral pelo 1 dis
tricto.
Diz o Diario do Ordo Para que foi elei-
to pelo 2o d8tricto do Amazonas o Dr.
Jos Lustosa da Cunha Paranagu. (L.)
Em 2* escrutinio foram eleitos maia
trea deputados provinciaea, dous conaerva-
dores e um liberal.
Foi nomeado promotor publico da io-
marea do Ro Negro, o cidadSo Eneas Al-
vares Affonso.
N> quartel do 15, o aoldado daquolle
batalhao, Joao Vieira foi forido com duas
punhaladas no peito, por uro oflLial que
aorve no 3o batalhao.
A presilencia da provincia rescindi e
contrato de Rossi & Irmao para a cons-
trucySo de um theatr. na capital.
O correio geral da provincia rendeu
durante o excrcico de 1884 a 1835
18:401^201, e despendeu 21:8190024.
O curso publico rendeu durante o
mez de Dezembro prximo paasalo......
745^678
O vapor Joo Augusto, que faz aa
viagens do Rio Negro nao pQlo chegar at
a povoac&o deCarboeiro em razSo da gran
aceordo deopintes aeerca da efficacidade dessa; de vazante do rio.
legislagao draaoniaua. Um attrbuian) ao Crian
DIARIO DE PERNAMBUCO
1.7 0 BOCegO relativo da Irlanila nos iiIiiihk tres
annns, outros davam esse beneficio romo efleito
da revolunio operada pelo famina no rasjJBMD
da prepriedade territorial. Lord Bpebcerecla-
rava cpie nioiintiiiuariacom a responsabiliilade
do governo daquolle paU se Iba raeseai os p-
dales estm e-.Minrios Oojae o tinliam revestido.
Os DjeDabros do mioiaterie filiados 6 pouUoa ra-
dical setitiam. a an turno, grande repugaaoria
em propdr ao jiarlamento a prolODgacao do esta-
do de sitio na vspero das eieictjes genos. O ra-
dicalisa*>imjtunha-lhea o dever de opporem-ee a
manutenerlo de leis excepcionaes. lano mais
ijuanto esperavam ia/ t do Sr. Parnell um nliiado.
Di la-se que o orgiO da opposi.io a rontiniiaeao
do CriaM Aa era. no seio do gabinete, 0 Sr.
t'.liainlierlain. I-;.-pera va-se. conitndo. que o te-
mor de una erige ministerial em rondie/jes anor-
maes c a grande autoridade do Sr. Gladetone
obstaaseai a ezplosao desaas intimas dmtdan-
rias. que alinal sarres dsapparecessera de todo.
desde qu o aiiuisierio. como tencionava. apre-
aaalaaai roma proposta de leaKiwacto da legiB-
lai ao alludida. tanto ou quanto modificada no
sen riior [irimilivo. outras eonsianaiido as me-
didas necessarias satisfaeao das aspirarOes le-
-'itimas dos Mndese*, tesas medidas deviam
ser c tacernentee i alargar o mais Dessivel a auto-
noma local da Irlanda, j siihstituiud < 0 grande
Para
Datas at 29 de Janeiro :
Contrinam-so os nossoa telegrammas
eleitoraes, estau lo eleitos : pelo Io distric-
to, o Dr. Cantao com mais 133 votos do
que o seu competidor ; pelo 2* o conego
^ieira Mendea com ma8 8S vojos; nq
4o o conego Costa Aguiar com ma8 42
votoa; no 5o o Dr. Cuuha Leitao com
Retrospectu poltico o aano
de 18*t
( Co ii t i n n\a r a o)
IXGLATEKKA
Como era de prcu>r. o desastre de khartomn jury_ quc .,,. (|jrji,(, M f
deuensejoaqueaopi.osi,r,oeouservadoniaccu- CM,, |H,|S (.(1.|ll,ls ,.l(.ill)s n, ,.,,.,, j
BWa o governo as estas rasas do parlamento. ,..,,, un, eonselho electivo eentnn e;u JHibl.n
Na dos lorie M o triarqnei de Salisbury o aecusa- ao ,,.,, Ul^,,n ,[.;iIlsn,I-IfJ;i, M a(:l.1( iltlnlnn.
dor. na dos coouanns oanbe easamiavoasir ,.,-.B dosfioanb
Sttfford Northeote. Os oppo^eiom-tas aprOTM- T..# ,,.,,.,.,. ,,,,, ,.>trauliasJao pro-ram-
taram e incidente do Soldo para censurar com
BBveridade a poiiiira eiserea do aaB>ine>n NI
esnaen alta foi o ministerio defendido por lord
Weadworlh. na dos deputados fez o Sr. (iladsto-
in'. em neepeeta ao de essVr da niinoria. umdis-
enran que, como U n os que profere, inereeea
vivos anptaaaoe. Os debales foram prolonga dos
e inleivssanies. A llior'io il CCnSara apl'esenla-
da pelo marque/, de SaBsburj, apprcAaram-n'a
os iords per 18'J vetas coutra cw mas. como se
sa!ie. peanle as doutrinas parlamentares da In-
elaU'rra. as deciaSes da Caman alta nao podeai
delenninar a que la do ministerio : a sua poltica
debaixo desse ponto de vista puramente ptato-
atca. Su as rotaejoaa da cmara dea cosapiuns
deri lea da esastencaa de gaUneas. bmcamara,
D, depois lie liaver rejeitado diversas enen-
SBU odas liosiis poliliea umiislenal. acaliou
por deaapprovar a eMQlo de censara de si;- '
tbcote por :tU contra 228 VOtOS. Trina e nove
peneiiistas e alean.- iibaraee, BOtaaale oe entra
oitunos es Srs. G seen e Forster, votaran)
lOServadOreS, O que den e\.licacaoda
Iraca maioria olitida pe|0 Sr. liladslone. deixan-
do ver ao nesmo tempo a forra pariamentar d
i anida dispuulia. |>or smi que o
iiaoalia'e aquella coalieio.
Kaaj foi menor o triuinplio alcancado acb) Sr.
Gladsloue na discusso do crdito de onze mi-
IbJes de libras esterlinas, ptiakin psirt gabifttr
ante a perspectiva de orna guerra com a Rossia
Per causa da nvasoda fronleira do Afghanis-
lan. O discurso que n'essa occasio proferio.
uioumi tao prol'midaSBBatCCOa liara uns,
que o referido crditoo mais consideravel que
i- de Waierioo fiaba sido solicitado ae par-
: -ioi entre erthnniasficog-applan-
sos un inimemeiiU' rotado pela mesma cmara.
No e.iitauto. a tu BBJl8 que liavia SC-
Lruvivnlo a iodas as dillii-uldades e serios contra-
lempos da poli ia. e |iara a qual a ques-
to irlandesa se tornara germen de discordia DO
lo propno ministerio, veio inespei-adameiile
a naufragar n'um incidente relativamente ia
uilicante.
bamos na questo irlandesa, va
mo- thser o carcter que ella apresenla\a aules
da subida dos tories.
A viagem do pjtnCifCCda prm .alies
fiaba ler n im incidente desagradavel.
irlands acoliten os dous rea'- touristes
muito cor:, clmenle, sem d".-corlezia. DCBBCa-
Banal Osaisnetos doSr. Parnell
nopoderam amatar a populacao visitada ama-
- turbulentas e de xito mediocre i;
siini'.na,1 a attitude dessa |io|iulai;;io mustrou que
a neja deltica e catholica da verde Erin na.
queceu completamente as tradic,es monarchi-
Cae, por mais influenciada que esteja sendo pelo
radicalismo social.
A-saaa de Bdaover nao pode ler lympatbias na
Irlanda, de cuja triste BOfte nunca se. mostrou
ecupada. A rainha a seu filho nao appare-
cem decididamente aos olhos dos habitantes da
ilha irmi revestidos dos attributos com que o
orna o aentimento mais geral da populacao bri-
ina do ministerio presidido pelo Sr. Gladstone.
que por mais de nina vez as naba apontarlo como
neeeaaariasecomo parte integrante do largo pla-
no que concebera relativamente ao m-lf-utirmi-
iwiit das localidades de todo 0 paiz.
Mas ante a volubilida le e inconstancia das
maiorias paruunentares nao ha governo que
pos-a contar com 0 dia de ainauha. Pode um
ministerio varee por muito lempo coadjuvado
pelaconlianoa do parlamento em actos de utili"
ilade dividosa ou mesmo reconhecidamente per-
nicioso- : po le sabir ninn*pbnate das mais Bra-
vea conralicacjoes, e as saaes ninguem acredita-
riaques il.revivessc; e. no eulaiito. ser de um
momento para o outro coagido a abandonar o
poder,por me fallar o apoio com; i[iie coiilava.
e que os arrebatamenlosaque as grandes assem-
lilaseslo sujeilas. ou urna c .alie pen-
sada mhttamentelhe ronbon. natritas vetesn'uma
questao insiguilleante
Foi precisamente o que acontecen com'] o ga-
binete liberal inglez demiltido em Junho do auno
naneado
(l projecw deorcamento anre-eiilado em Maio
a cmara do-loinmuns pelo Sr. Cbilders. chan-
ir do erario, tiuha sido vivamente censurado,
por coasignar um augmento de direiios Bobn |
cerrejabebidas espirituosas e elevar o imposto
denominado ncome tax. Tornou-se orgto dee-
sas censuras um dos cliefes da opposico UtrW
sir Michael ffie retario de es-
tado das colonias nC gabinete lieacoinlield. 0
depiitado conserva lorpropoz nesse sentido una
emenda contraria aos intuitos do ministerio
a anal nao entrou logo em discusso por tereiu
sido iiilemimpidos os tralialhos do parlamento
pida superveniencia das ferias do Espiillo San
lo. Km todo o caso, a mocao do Sr. lick
dava aos fcH*BS o duplo papel de defenso
doa intereasefi dos tfa,
abstalo-. VtStSSBje, em quanlo uiffl icmiam
ver elevado o proco das bebidas^nnconaes de
mai- importante consumo, os wflm:i nU) aceita.
vam sem protestos O augmenta,. Silr|.,,rios ,,,.
o projecto de oivanento '"V^hi .los s.-ns aaveres.
vadopgg o era da uiorali-
dademaise-ciupulosa/ii,,],;,!^.,-,,,, li;il;, vall[a.
gemeraade: recnrii an nana>etaeBcaa-
ti-ministerial os re^VSentantes dos operarios in-
gleses, commin idii/i imlt. um accrescimo, embora
iusi^iiilii-aniissiirtf0i dos direitos sobre a ceneja;
umercianr.s qU(.r em g] ier a reta-
IbO dessa poiiu/iar bebida, alias muito influentes
na cmara. OH iran le/- irritados
por verem oiS(.u apreciado whisky desproporcio-
'''ibutado : e. linalmente. me-
as tpjBBS recabe exclusivamente o
mais 83 votos, e no 6o o Dr. Mac Dowel
com mais 247 votos.
Pela presidencia da provincia foram
suspensos alguns vereadores de Breves,
pelos motivos constantes da seguinte local
do Diario de noticias de 20:
No dia 15 do corrente foi a cidade de
Breves testemunha d'um dos mais vergo-
nhoaos actos, que podo praticar um derr-
talo no campo da legulidade.
O partido liberal de Br vea, tendo
perdido a eleicao de 15, bem como a e
25, querendo tomar urna destorra dos sous
adversarios, esperou o dia- 16, que estava
marcado para ter lugar a elei^So de presi
dente da cmara, e por esta o"c .si.Vj o
quando j tinha o presidente adia lo a sos-
silo, porque os voladores libaraes de Bre-
ves, tendo estado presentes, retiraram-ae
quando o preaidente abrir a sesso, vol
tando depois invadem o recinto, arran-
cis das maos do secretario o livro das
actas, rsgaos as folhas, escrevem termos,
e por fioi jogam o inaulto e retiram-ae do
recinto, prometiendo voltar sempre, at se
aposaarem daa posigojs mumeipaes.
Os hroes de todas estas s cenas de
verdadeiro canibaamo foram oa vereado-
res capitao Antonio Joaquim Lobato de
Miranda, o qual no seu desvairamento de-
clarou que oa cartorios de Breves estava m
beios de procesaos intaur.dos sua pes
soa e nlis tema ter mais um ; o vereador
Teoioro Antonio de Souza, que cerrou
punhos contra o presidente e em altas vo-
zes, taxou a cmara de ladra e outros epi-
thetos improprios d'um horaem educado.
ment que sempre dispensou a cada um dos factoi-
res de que ella se compoe.
Nesse intuito procurronlo tornar o nosso jornal
to interesaan:o quanto possivel, para o que nao
serio poupados sacrificios.
< Providenciaremos de modo a ter correspon-
dentes especiaes no Ro de Janeiro Lisboa e Pariz
e nos principaes centros da nossa provincia.
Os ineresses do commercio e da laveura me-
reegrao oc nossoa mais serios cuidados; em seacio
esecal,sobo titnloBoletim Commercial,-encon-
traro diariamente es nossos leitores todos os da-
dos relativos a estas importantes fontes de rique-
za publica.
Serio tambem diariamente publicados o> ac-
tos do governo e tudo que possa ser til a todas as
elasaes da nossa sociedad*.
Seremos sempre justos e imparciaee em nes-
sas apreciares.
Einfim, amor ao t.-abalho, dedicaoio a patria
nio nos faltario; embatam-nos embora a mente
dois sentimentos quasi oppostosa duvida e a es-
peranza. >
Confirmam-se os telegrammas dindo como elei-
tos deputados geraes os Srs. Drs. Silva Maia (C.),
Douiiugues da Silva (C,), Gomes de Castro (C),
Joio Henrique (C), Das Carneiro (C.)
BSjBJsBfjfP
Datas at 10 de janeo:
As noticias sao de menor ineresse.
Escreverain de Marvo Epoaha, que publicou
10, o seguinte :
Neste termo, no 1 de outubro ultimo o capitao
Jos Rodrigues Damasceno, fazendeiro o proprie-
tdrio importante, foi victima de um tiro de espin-
garda, que lhe disparou Francisco Pereira da Silva
Filho, no lugar Brejo, onde mira o oftendido, que
ficou com as mao estragadas por mais de 11 caro-
cos de chumbo, tendo quebrado a phalange do dedo
medio da mi dire:ta, penetrando ama baga de
chumbo cima do dedo direito.
O capitao Jos Rodrigues Damasceno foi ag-
gredido pelo referido Francisco Pereira e Bruno
de tal, irmaos, a mandado do pai destes, Francisco
Pereira da Silva, ex-vaqueiro do offendido e mora-
dor em su'is trras.
O crime teve lugar perto da morada do Brejo
tendo o ofieadido mandado botar uns animaos seus
em urna roca, de que tiuha colhido os legumes o
dito Francisco Pereira, uas trras do capitao Da
inasceno.
Aiaistio este a entrada dos anim.ies e dirigin-
do-se d'ahi a sna solta de gados no lugar S. Joi-
quim, tete de voltar a chamado de seu escravo
Verissimu, por terem apparecido os ditos indivi-
duos no lugar da roca e-pasto fora os animaes.
Apenas, avisitaram ao capitao Jos Rodrigues,
ambos armados, Francisco Pereira e Bruu-j. o 1."
destes disparou-lhe a arma de fogo que trazia. nao
la: do tempo ao oflvndid de defender se, e o per-
seguirn at nm qnarto de distancia em airecco
easa da victima, que poude aican;al-a apezar de
muito ferido.
A requeriment do capitao Menandro Jos Ro-
drigues Damasceno, filho do offendido, dirigio-s". o
delegado de polica do termo ao sitio Brejo, mora
da do offendido acompanhados do escrivao do cri-
me e de dous peritos, e ahi procedeu a corpo de
dilieto e inquirici de testemunhas, sendo julgados
aseaea os ferimentos.
O nosso importante amigo capitao Jos Rodri-

4 districto
Dr. Elias Frederico 595
Dr. Dantas 565
m 2 escrutinio foram eleitos deputados
provinciaes pelo Io districto : Dr. Carvalho (L) e
Joao Manoel (C).
Lemos no Diario da Parahyba de 2 do cerrente :
No sabbado passado chegou de sua viagem
ao 3 districto desta provincia nosso Ilustre com-
provinciano e parcicular amigo o Exm. Sr. Dr.
Jos Soriano de Souza, deputado eleito por aquel
le districto desa provincia.
." 8j' E", foi "ceb'do na gare da estaco da
estrada de ferro Conde d'Eu por alguna amigos e
aeha se hospeddo em casa do Illm. Sr. Dr. Paulo
de Lacerda, onde tem sido visitado por grande
numero de amigos.
O Dr. Soriano embarca hoje para o Recife
1 h.ra da tarde, e acompanha-o o Sr. Dr. Paulo
de Lacerda.
Le-se na mesma folha de 23 de Fevereiro sob
o titulo Pionc :
Parece que a sorte dos habitantes do alte
sertao vai melhor, e bem assim seus baveres.
As ultimas noticias que tivemos do os lugares
bem chnvidos e os rios cheios.
Se continuar nio teremos secca naquellas pa-
ragens.
Fallecer o Dr. Adalberto Cmara Corre ia
de S.
INTERIOR
adera fea durante as ferias algumas
no seu projecto, mas nao loram estas
'ela-i|ue vitar a coaliefio de
particulares e odios polticos que se
taado a proposito do orcamento. Nao
tetero Sr. Glad larado solemne-
que a desapprovaco do projecto seria o
91?IJal da retirada do gabinete, a cmara dos com-
star
Taes l'actis devem ser punidos poi
S. Exc. o Sr. conselheiro presidente da
provincia porque elle se reproduzirao,
e >m grave prejuizo para o rauuicipio e
descrdito da instituicSo.
E' voz publica em Breves que os tur
bulentos provocadores da cmara de Bre-
ves achavam-ae at armados com revolver
c j tioham premeditado a violencias que
vdinos de expr.
1 Providencias aa maia energicaa se tor-
nan necessarias pjr parte da administra-
do da provincia, b
L;mos no Diario do Grao Para de
22 :
Em principios do mez corrente foram
os moradores do rio Curu, no B iixo Ama
zonas, asaaltados por cerca de 60 indioa
bravios, di tribu dos Parintintins, tirando
ferido por urna fl -xa o indio do nom Ivo.
o Aps a retirada dos selvugens, oa mo-
radores abandonaram auas propriedadea
pM refugarem se tjm outros lug.rea, te-
iuendo um novo ataque. -^
t O nosso collega do Baixa 'Amazonas,
d'onde extractamoa oa^pofainriores d'eata
noticia pele provideaea ao Exm. Sr. con-
selheiro presidente da provincia, afim ae
que, mandando, para alli urna forca, poasa
obstar novqs-ataques os Parintiutins.
Lej/fos na mesma folha de 24 ;
A' hor* da tarde de hontem. Maria
Agoajjfiha do Espirito-S mto, aaaaasinou
u na punhahi\!a a Joao Ignacio de
veira.
Oliveira era amasia lo com Mara A
gostinha, e ha das espancou-a brbara-
mente ; hontem porm, o ciu no d'eata che-
gou ao pinto de aaaaaainal-o cora urna fa-
ca la; ambos mora vam ra do Rosario,
canto da travesea da Princaza. O subde-
gado do 2." diatricto tomou conhocimanto
do facto, aeomp uihado do respectivo es
crivao, p.irtieip.ind > depois ao subdelegado
do 3 districto.
Mar nli ii<*
Datas at 28 de j.uieiro :
Alm do qne consta da carta do nosso corres-
pondente publicada na rubrica Interior, pouco re-
i'erem as folhas.
luce tara sua pu'olieaco i 6, um novd peridico
com o titulo A Federaco.
O Paiz foi veudido em leilao por lrlOJiOJ ao
Sr Ignacio do Lago Parga.
Entrando em nova phase escreveu a relaecao
desea folha composta pelos Dra. Vieira de Castro
e Barros de Vasconcelos, no dia 25.
t O terceiro eyelo de evolucio que com o pre-
sente numeio enceta este jornal nio representa
mais o esforco parcial de um orgao da imprensa
entre nos ; e sim a fuso de dois elementos que se
congregara para um mesmo objectivo.
Pai e Provincia constitncm hoje um s j. r-
nal.
Este novo tentame traz ama conaequencia telliz;
une em estreitos tacos um dos jornaes qne mais
conspicuo papel tem representado na historia de
nossa imprensa e a Provincia, qne, novo ainda em
sua tarefa vam como que rejuveuescer oa nimos
daquelle antigo lutador.
< A nova empresa envidar todos os esteraos
para merecer da generosidade publica e acolh-
Correspondencia do Diarlo de
Pernambuco
MARANoHAOs. liz, 28 de janeiso
de 1886.
Gumpre-mc hoje fielmente dar principio
minha promessa, fornecendo-lhe aa no-
ticiaa que podem interessar ao seu mui
conceituado jornal:
Djpo8 do dia 18, quando d'aqui aeguio
para o sil o paquete Baha, apenas occor
reu digno de aua attencjlo, o 8eguinto :
O Paiz Eate importante e antigo jor-
nal, foi vendido em leilao mercantil com a
respe ;tiva typographia, no dia 21 do cor-
rente pela quantia do 6:100j000, ao nego-
ciante Ignaoio do Lago Parga, e pa>
sou a 8er folha ofE nal em aubstitu-
co ao decano Publieador Maranhen-
se. Sao seus redactores os Sra. Dra.
Franciaco Jos Viveiros de Caatro e Au-
gusto Magalhitea de Barros o Vasconcello8,
datinctoa escriptores e membroa do dire-
ctorio do partido conaervador.
Chuva3. Sao lsongeras aa noticias
que chegam de taio nosso interior, onde
durante este mez, como ne3ti capital, tem
chovdo, dando esperanca de um invern
regular.
Repartico hydraulica. No dia 21 as-
gues Damasceno mora em grande distancia da vil- sumi o exercicio ie director desta repar-
tido o nesso distracto comprovinciano Dr.
Fabio H. de M raes Reg.
Copitao do porto.Hi dias aasumio o
exereicio deste cargo o Sr. Io tenente Au-
gusto F. Monteiro da Silva, natural desta
provincia. Pelos seus conhecimentoa pro-
fissionaes de esperar que ha de fazer
uraa administrajilo digna de tao distincto
officiaL
Chefo de secjao da Allandegi. -O Sr.
ipSo Ignacio Jos Alves do Souza, che-
{) da 1* scelo desta repartico, assumio
o respectivo ex:rcico no dia 23 do eor-
renteraez, quando aqui chegou do sul, ende
oceupara o lugar de conferente da Alfande-
go de Santos.
Empregado distineto por suas. qualida-
des pesaoaes, conhecimentoa profisaionaes e
de reconhecila probidade, de esperar
que continuar a ser recommendavel pela
niteiresa de carcter e justica, predicados
o novo funecionario, que j aqai aervio o
mesmo cargo e 6 de guarda mor por al-
guna annos.
Eleica.Nao resta a menor duvida
que j se achara eleitoa os aeia deputadoa
geraes por esta provincia, sendo todos con-
servadore8 ; a aaber : pelo Io districto, Dr.
Jos da Silva Maia, 2o Dr. Luiz A. Do-
mingues da Silv, 3o Dr. Augusto Olympio
Gomes Je Castro, 4o Dr. Jlo H. Vieira
da Silva, 5o Dr. Franciaco Dias Carneiro
e pelo 6"- Dr. Manoel Joa Ribeiro da Cu-
nha.
O Dr. Mnoel B .-mar lino da Costa Ro
drigucs, candi ato liberal, que tambem ae
apretentou pelo 4o districto, foi o menos
preju licado dos mais liberaea derrotados,
porque no louvavel deserap-raho de aua
profiaslo de medico, conaeguio uma boa
sorama, que excedeu das depezas feitaa
o.n as compras de cent e vinte votos,
tendo se distingu o nos seus curativos,
principalmente na comarca do Sangrador.
OH le tere maioria de votos, tanto dos libe-
raea como dos conserva lores, victimas de
sua mu acreditada lanceta.
Rendimento. O de nossa Alfendega
-Mntina a decres.er con8deravelraente,
sendo que ne3te ra^z, at hoje, ip.nas tem
arrecadado cersa de cento e tant >s eontos,
longe de sua lotaclo que de 28:333;S
raenaaes.
^Adioioistr 5.I0 da provincia.^At o pre-
sente o nosso distincto e Ilustrado presi;-
dent", ainda nio desmentio os seus honro-
sos pr edentes que tant o disanguem
c >ino administrador, justo, zeloso e inde-
p-M lente no sagrado cumprimento dos
seus espinhoaos deveres, pelo que tam si-
do apreciado por greg is e iroy-.ranos.
S -n t.;mpo e assumpto para tuis, aqui
termino esta lig:ira rnieaivs, contando ser
mais extenso polo seguinte paquete que
-levo st o Pernambuco, aqu esperado a 7
.!; Fe.vei-o'r 1.
u, e tem visinhos a miis do meia legui; nestas
condic^oes, sem poder contar com o auxilio de nin-
guem, sendo o lugar ermo, esteve a ponto de per-
der a vida, que esteve a merc de dous bandidos,
mora lores em trras do offendido, a quem pngam
por esta forma 03 beueficios recebidos.
A referida ulln acrescentou:
A esta noticia, que veio um pouco demorada,
tendo porm o crime constado uesta capital log no
mesmo mez em que se den, dizendo-se que for* as-
sassignadoo capitao Jos Rodrigues Damasceno, te-
mos de accreacentar que a autoridade policial, que
era o ex-delegado R. Costa, somente se resolveu a
ir casa do offendido para proceder a corpo di de-
licio, depois que o capitao Menandro 'equerea por
escripto en nome de seu pai; eo pr-cesso at hoje
nio se iustaurou, apezar de ter o supplente do ter-
mo d* Mar vilo recebido ha muito tempo a denuncia
do promotor publico.
" Os autores do crime estao impunes; um ou
dous homisiarm-se no Carateus, e o principal
delles, o mandante, escarnece da lei e da justica
publica, apparecenio na villa de Marvao em pleno
dia. confiado na inercia e proteccao da autoridade
que ja devia ter instaurado o processo e requisita-
do a pristo dos criminosos, visto ser o crime pro-
vadissimo, o 03 reos niio tazerem misterios da au-
tora e re.sponsabilidade del.'e.
Com > esqueee a autoridade por tanto tempe o
cumprim nto de sea dever em um facto de tanta
gravidade?
Pedimos providencia as autoridades su prio-
res di provincia e da comarca de Humildes.
CearA
Datasjat 31 de Janeiro:
Os resultados finacs da eleifao de 15 para depu-
tados gerae= foram estes:
3 DISTRICTO
Bario de Canind 750
Helvecio j5e
4 DISTRICTO /
Conselheiro Rodrigues Janior / 528
Dr. Tbeodureto ( 58
5o DISTRIOTO
Dr. Jos Pompeo 391
Dr. Miguel Castro 357
6 DISTRICTO
Dr. Ratisbona 401
Dr. Naacimento l)7
7 DISTBICTO
Dr. Jaguar! be Filho 446
Dr. Thomaz Pon peo 114
8o DISTBICTO
D-. Alvaro Caminha 386
Di. G. Sout. kss
Dr. J. Bento 174
Lemos no Cearensr de 20:
Abundantes chuvas cshiram hontem o-ore
esta capital e logares adjacentes.
Desde a vespera di-sse dia a .thmosphera mos-
trava-se carregada e, ao escurecer, fuzikva o re-
lmpago no occidente.
Pela madrugada comecou a chuva a cahir,
contiuuando com pequeos intervallos, at duas ho-
ras da tarde.
A esperanza de um inve no abundante dej-
perta, e prasa a eu3 que ella nao se dcivaneca,
|^nte o qoadro desolalor de na nova secca, que
ja^ra-oechendo de appreh -nsoes o espirito popular.
Lr-inos nU"ib%sax f jlh.^. de 14:
De diversos logares Ta^provincia chegam nos
noticias de um copioso invern:
Todo manicipio de Sobral, Santa Quiteria.
Quixoramombim, Baturit, cte tem sido favoreci-
dos com abundaales chuvns. -
A partir do dia 19 do con ente temehovidono
termo desta capital e cin toda extendi da
de Baturit.
Falleceu de lesa cardiaca, i 21, o Dr. Antonio
Pompeo de Souza Brazil, medico da armada, na
idade 35 anuos.
A.' se.n respeito escreveu a Constitu
o Era o finado om mi?) distintissimo por seu
carcter e servidos. A' sua iniciativa deve a pro
vincia a primeira tabriea de fiacio e tecidos, para
desenvolvimento da q-:a'. empenLou un bom capi-
tal para leval-a a alrura de grande estabelecimen-
to mdustrial
Some::te por esse eommettimeuto quando maia
nio fizesse, o Dr. Antonio Pompau merece a gra-
tidio da patria que o vio nascer.
Cercado da estima publica c do affecto da
familia, o estremeca, elle finou-se deixando un
nome honrado e o mais vivo exemplo do trabalho.
O sahimento foi um dos concorrido3 que se
tem visto nesta cidade.
Assim devi. selo, porque o Dr. Antonio Pom
peu foi realmente um benemrito a quem a provin-
cia deve muito e de quem ainda multo esperava,
se amorte nio lhe viesse cortar o fio da cara exis-
tencia.
Sentimentamos, pois, esse passarneuto como
se pode sentmentar a perda de um homem neces-
ario e at certo ponto indispensavel ao futuro
desta trra, digna de melhor sorte.
Blo Granee do !\'orte
Datas at 1" de Fevereiro :
As noticias desta provincia sao de interessa
locaes.
Parabrisa
Datas at '.? de Fevereiro :
Assumira o exereicio do cargo do chefe de po-
lica o Dr. Joaquim Simoes Daltro e Silva.
Os resultados finaes da eleicao de 15 de Ja-
neiro foram estes :
2* districto
Conselheiro Henriqnes 353
Dr. Albino Meira 199
3 districto
Or. Soriano 357
Dr. Evaristo 260
KtviSTA MARI/
ArnniMBl de MarHiba O -iigno Sr. ns-
1 dirigi o seguinte ofE.-io ao
K.-cn Sr. conselheiro presidente da provincia :
Inspeccao do Arsenal de Xarinha de Pernam-
buco, em de fevereiro de 188d.2f. 42.Illm e
Exm. 8r. Teuho a honra de levar ao eonheci-
nento de V. Exe., que nao existe neste arsenal e
suas dependencias empregado algum extraordina-
rio, tendo sempre tilo somente os que marca o re
galamento dos arsenaes, e de que trata a lei do
orcamento de 1885 1886.
Na classe dos operarios tambem nio ha ne-
nhum tora do qnadro mareado por lei.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos Fernandes da Costa Pereira J-
nior, presidente da provincia.0 chefe de divisio
inspector Jos Manoel Picaneo da Costa.
YisiiaM prewldcBelaew-S. Exc., o Sr
presidente da provincia, depois de ter as>ieti \t)
himtiini a abertura das aulas do Gimnasio Per-
nambucano do corrente anno escolar, visitou a bi
bliotbeca da Faculdade de Direito c a Casa de
Detencio.
N'aquelle estabelecimento examinoa minueioes-
mente as livros e o respectivo catal go. S> gundo
nos infurmum mostrou-se peiaron por ifiU> corres-
ponder a bibliotheca a impirt&ucia da instituioao
que serve.
Quanto Casa de Deteocao, S. Exc. vistou
tod >s os compartimentos, e as priaes ouvio nm
por um os detidoa e condemnaos, mandando tomar
nota dos requerimentoe e reolamacioes que fixeram.
afim de providenciar a r 'speito.
Passou depois a examinar a arreealacao, dis-
pensa e todas as dependeBcia c aervicos do esta-
belecimento, durando a visita catea de duas horas
'

J
?ttfiD
.4


h-
7




Diario de Pernamboco((uiuta-feira 4 de Fevereiro de 1886
3
Hospede lllatre Ao bordo do paquete
nacional Mando, veio hoot.m da provincia da
Parahyba e acha-se entre nos, em viagem de re-
creio, o Ilustrado Sr. Dr. Paulo _Ca vajeante Pes-
soa de Laceida, cooceituado clnico n'aquella cl-
dade e redactor do Monitor, importante orgao da
impreaaa conservadora.
Acha-tte hospedada em eaaa do nosso amigo Da,
Jos aoriano ie Soma, deputado 4 Aasembla Qe-
ral pelo 3 districto da Parahyba, hontem tambem
d'ani ohegado no referido paquete.
Comprimentando a ambos, saudamos cordial-
mente o Ilustre collega da visinha provincia.
#. diatricto de MnranhaoCarta par-
ticular do Maraahao dis que em 6 collegios do 6"
districto eleitoral a votacao para um deputado
geral foi esta:
Dr. Ribeiro da Cunha (C) 302
Dr. Vianna Vas (L) 251
Faltam 4 collegioa, onde o candidato conserva-
dor espera maioria.
Fallecimento- A' 2 de corrente fallecen,
de antigos padecimeatos, a viuva D. Mara do
Carmo de Sonsa Vianna.
Era urna respeiavel matrona, geralmente esti-
mada por euas virtudes.
?! Nova lambargo-E' o titulo de
urna scena cmica do Sr. Franco Basilisco, que a
publicou em folbetos, de que nos remetteu um
exemplar, fineza que agradecemos.
Ferimento mortalAute-hontera s 10
horas da inanh, no lugar Fundi, do 2 diatricto
policial Je Beberibe, travaram-se de razo Joa-
3uim Francisco da Silva e Seraphim de tal, e este
eu n'aquelle urna facada no lado esqueido do
thorax, fazendo-lhe um ferimentc mortal.
O delincuente evadi se, e o ferido foi trazido
para o R'cife e recolhido ao Hospital Pedro II.
I*adroe* de cavrtllowEstes esperta-
lhoes penetraram na madrugada de ante-hontem
na chcara de D. Mara Amelia Marinho, sita ao
Arraial, e, tendo arrombado a estri baria, retira-
ram-se levando 4 cavallos.
A autoridade respectiva temou conhecimento do
facto e procura descobrir os criminosos.
AanaftNinato e ferimenio graveNo
da 29 do mez ultimo e no lugar denominado Pao
d'Oleo do termo de Muribeca, Joo Capistrano de
Souza assassinou com 4 facadas a Manoel da Cu-
nha Leao, ferindo gravemente a Roscuda Mara do
Sacramento.
O delinquent-, que se evadir, apresentou-se
ante-hontem chefatura de polica, e foi recolhido
Casa 'le Detenco.
Asjio de MendlcidadeSegundo com-
muaicMcao do director desteasylo ao Sr. Dr. che-
Ce de polica, est all preenchidos todos os leitos,
quer para homens, quer para mulheres ; pelo que
nao pode ser para all remettido actualmente ne-
nhum menoigo.
Indcmiiioadora Esta companhia est
pagando a 4' destribuicao do 5 decenio, na razo
de 13J por a cao.
Cmara Municipal de lindaFoi
hontem reeleito presidente da Cmara Municipal
de Olinda o Kiid. Sr. Baro de Tacaruaa.
Instituto Itinerario OliiiilcnueNo
dia 7 do corrente funeciooa esta sociedade, as 10
horas da manh, para e'eico de seu presidente.
Foi preso Caetauo Al ves, o autor-do as-
sassinato de que foi victima Mouoel d-s Res, fo-
guista da locomotiva Gequi, na cstaco da Vic-
toria, da ferro-va de Caruar, foi preso na cida-
de do n-frrdo nome.
Exportarao de Pernasnbuco No
prozimo finde mez de Janeiro toram exportados,
pela Alfandega, os segumtes gneros :
t\t*a,la*** de PeraambaraDamos em seguida o mappa demonstrad vo do rendiment o
aa Alfandega de Pemambuco, dorante o mez de Janeiro de 1886, comparado com o ieual mes do
anno de 1885. s
OES0MISAQAO DAS RENDS
1886
Importadlo
Direitos de consumo
Addcionaes de 50 %
Augmento de 10%.
Expediente de 5 /o
Armazenagem
Capatazia.
Imposto de 40 % sobre fumo.
Despachos martimo
Imposto de pharocs. .
Dito de dcas.....
Exportando
Direitos de 9/s.
dem de 7%. .
dem de 5%.
Interior
Sello por verbas......
Dito adhesivo ......
Imposto de transm. de propnedade.
Extraordinaria
Multas
Deposito
Deposito de diversas origens.
Contribuidlo de caridade .
Somma.
1885
379:431*770
189:5785345
37:915*673
4.-79U690
6:387*907
2:005*333
*
5:200*000
933*600
4:972*705
*
85:435*646
*
630*060^
17*500
1:095*894
10:230*069
3:951*958
732:578*090
407:003*781
203:457*425
40:691*489
4:550*200
8:120*287
2:892*751
90*340
6:280*000
1:213*500
6:040*411
*
109:144*941!
*
1:355*000
DIFFEBSNOAS
Para
a mais Para menos
i 27:573*011
* 13i879*080
* 2:775*816
241*490 *
* 1:732*380
* 887*423
* 90*240
* 1:080*000
* 279*900
615*569
2:778*030
2:997*291
797:230*919
* '
*
*
*
*
17*500
480*836
7:452*039
954*667
1:067*706
*
23:709*294
*
725*000
*
13.164
5.458
17.103
13.213
13.M0
5.4d9
10.005
11.668
M.079
30.016
26.614
35.187
35.974
37.487
2O):000*000
40:008,4000
20:000*000
10:000*000
5:000*600
2:000*000
2:000*000
2:000*000
2:000*000
2:000*000
2:000*000
2:000*000
2:000*000
2:000*000
Premio de 1tOOO-S
1.159
8.011
1406 2.108 5.374 7.684 7.795
8.997 12.479 12.664 14.219 15.098
15.957 17.026 17.195 20.768 23.677 26.515
32.015 34.476 34 798 35.335 37.536
Approxisaares
13.163
13.165
5.457
5.459
17.102
17.104
4-000*000
4:000*000
2:000*000
2: 1:350*000
1:350*000
o da
9:146*021
*
*
73:798*850
RECAPITLAgO
AisvcarExterior
Interior
9.202.049 kil
3.990.911 .
Total 13.193.960
Algodao Exterior
Interior
Total
A/juardente -Exterior
Interior
Total
AlcoolInterior
CourosExterior
Espichados
Seceos
MelExterrcr
Interior
Total
Total
BorrachaExterior
Carocos de algoaao Ex-
terior
Interior
1.138.058 kil.
183.730
1.321.788 .
336 litros
307.926 >
308.262 .
29.136 litros
1.834 kil.
102.884
104.718
39.806 litros
80.680 >
110.636
25.425 kil.
169.851 kil.
199.528 .
DE.NOMINACAO DAS RENDAS
Importacao.....
Despacho martimo.
Exportaco.....
interior......
Extraordinaria ....
Deprisitos.....,
Total
620:110*718
6:133*600
90:408*351
647*500
1:095*894
14:182*027
732:578*090
666:806*178
7:493*500
115:185*301
1:355*0 <0
615*569
5:775*321
797:230*91'.!
*
*
*
*
480*325
8:406*706
8:887*031
46:695*460
1:359*900
24:777*00o
707*500
*
*
73:539*860
2 seceo da Alfandega de Pemambuco, V de Fevereiro de 1886.O chele, Domingos Joaquim da
Fonseca.O escripturario, Odilon Coelho da Silva.
Total Cera de carnauba Exterior Interior 369.371 2.045 kil. 6.700
Total CharutosExterior CocosIoterior Courhihos -Exterior Farinlta de man diocaExterior 1 bar. e Interior 3,8.745 "loo 22.7C0 39.877 1.900 saceos 27.443 .
AlacOaMRecebemos folhas desta provincia no centro de urna capital de tao densa populacao
at o 1" do corrente. Eis o que all dizem : e prximos aos quaes esto estabe'ecidos nao me-
Foi designado o da 19 do corrente para ter nos de quatro collegioa, sendo dous intornatos, se
lugar, no lo districto, o 2 escrutinio entre os Srs. pro-edam, mxime em pleno vero, a atorros por
Drs. Bernardo Antonio de Mendonca Sobrinho e meio de lixo.
Thomaz do Bomfim Espindola, um lugar de de- E' o cumulo da porcaria e do desprezo pela
putado geral. ^ saude publica, permitta-se-nos a phrase .
O Tbesouro Provincial pagon no devido
tempo 6:536*250 de amortisaco e 386*250 de! IellOeEficctuar-se-ho :
juros de suas apolices, referentes os semestre de ; Hoje :
Julbo a Dezembro do anno findo. Pelo agente Pestaa, s 11 horas, na rna do Vi-
Caplura de riminoio Foi capturado gario Tenorio n. 12, de predios,
m Pao d'Alho, trras do engenho Curupaty, o Pelo agente Silveira, s 10 1/2 horas, na ra do
criminoso Manoel Francisco di Silva, pronuncia Bom Jess, da movis, fazendas, miudezas e ge-
do <-m crime de morte na comarca de Nazareth. eros.
Movim.nlo do porto do Recite. Pelo agente Gusmao. s 11 horas, na ra do
Foi o seguate o movimento do porto do Recife no I Mrquez de Olinda n. 18, de miudezas, fazendas,
mez de Janeiro prximo findo : movis, etc., etc.
Entraram do Exterior i peo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Bom
16 Vapores, lotando 22:100 toneladas. Jests n. 43, de movis, vidros, qnadros, etc.
35 Navios de vela, lotando 11:861 Amanha:
Os nmeros de 13.101 a 13.200, excepto
sorte grande, estilo premiados com 400*.
Os nmeros de 5.401 a 5.500, excepto o pre-
mio de 40:000*000 esto premiados com 200*.
Os nmeros de 17.101 H 17.200, excepto o que
sabio o premio de 20:000*00, esto premiados com
100*. K
Todas as centenas cojos dous algarismos termi-
narem em O I, esto premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem em 4 e H
esto premiados com 20*.
Vendeu o n. 13,164 com o premio de 200:000*.
Mercado Municipal de i. Jo*.-
movimento deste Mercado no dia 3 do corrente,
foi o seguinte:
Entraram :
28 bois pesando 4.0;,2 kilos.
422 kilos de poixe a 20 ris
9 taboleiros a 200 ris
50 cargas de farinha a 200 ris
8 ditas de fructas diversas a 300
ris
10 Sainos a 200 ris
Foram oceupados:
19 columnas a 600 ris
44 talhos de carne verde a 1*000
20 ditos de ditos a 2*
44 compartimentos de taiinha e co-
midas a 500 ris
66 ditos de legumes a 400 res
15 compartimentos de suino a 700
ris
14 ditos de tressuras a 600 ris
E' verdade que se diz, uns por nao entenderem
da materia e tallarom a esmo, outros pjr iatt 1
inconfessavel, dizem que o dinheiro que ha no paiz
insuficiente, tanto que o commeroio muitas vezes
v se nos mais serios embaracos por falta delle.
O que ha no paiz a falta de capitaes, a falta
de riqueza, pois elle cada dia emp >brece m 1
nao a falta de dinheiro; por quanto, sendo o di-
nheiro lempre o mesmo, ou antes, sempre augmen-
tando pelas emisbfns do governo, n> augmenta de
valor, mas cada dia deprecia-so. mais em relaco
ao preco de todas as cousa* e ao do ouro, que o
padro menes variavel de todos os valores.
Se houvesse falta de dinheiro para as transac-
coes do paiz, nao se catara, apanhando se aqu e
all os restinhos do moedas de ouro e sendo com-
prados por preco enorme com papel do governo, para
ser exportado esse ouro para a Europa.
Se o dinheiro foese pouco, ao contrario, tomarii
grande valor, as cousas bailando rauito de preco,
e, por tanto, em vez de sabir o ouro, elle entra-
ra.
O que o commeroio soffre nessas crises a que se
allude, ne pois falta de dinheiro, mas falta de
capital e de crdito, com o qual se obtem capital,
pois se um ou outro, houvesse bastante, nao falta-
ran) bancos para fornecer o numerario neces&ario,
se nao o do Brasil, quasi sempre empenhado eom o
governo, os estrangeiros existentes e muitos outros
que seriam, se houvesse real necessidade de ince-
da, isto maior crdito.
E nao ha crdito, nao ha capital, e s papel de-
preciado e s a pobresa sempre crescente do paiz,
por que a nossa nica industria que rufere lucros,
o commercio, o q>jal, todo estraneiro, transporta
todos estes lucros para fra do paiz.
E' esta a origem, o principio de todos os nossos I
desastres financeiros, de toda a miseria do paiz, de
todas as nos3as miserias polticas.
Basta por hoje : prosigamos com vagar.
Recife, Fevereiro de 86.
Affonso d'Albuquerque Mello.
De julho dazembro nltimo foi arrecadada, na
secretaria ds polica, a importancia de 3:410*, de
multas e impostes piovinciaes, sendo :
Em julho 37*000
Em agosto 27*000
En setembio 186JO00
Em outubro 387*000
Em novembro 1:135*000
Em dezembro 1:738*000
( Da Constituicao do Para de 3 de Janeiro).
8*440
2*400
10*000
2*401
2*000
11*400
44*O0(!
40*000
22*000
26*400
10*300
8*4o0
Deve ter sido arrecaiada neste dia a
quantia de 187*340
Precos do dia:
Carne verde a 320 e 560 is o kil).
Suinos a 600 *> 800 ris idem.
Carneiro a 600 el* ris idem.
Farinha de 320 a 560 ris a cuia
Milbo de 240 a 320 ris idem.
Feijo de 800 a 1*280 res idem.
Maladouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 79 rezes para o consu-
mo do dia 4 do corrate mez.
Cruangy
Milito se tem j dito sem replica possivel sobre a
natureza, meios e fias da saturnal Provincia, por
isto nao nos dignamos a respond-)l- ; avisamos
aos acantos que leem :mente e calumnia.
Muito se tem j demonstrado (pois nin facto
publico) que, por essa torpissima trapassa poltica
foi demittido o Sr. Dr. Joo Juvencio Ferreira
d'Aguiar, da Secretaria do Ministerio do Imperio
pelo Sr. conselheiro Leoneio de Carvalho, e qae se
conse-vou mais de quatro aunos no Rio de Janei-
ro, depois dessa revoltete demisso.
Muito se tem j provado que o digno depotado
elito pelo independente 4. districto, nunca >e
aviltou e que sabe despresar vil calumnia dos
correspondentes de Cruangy.
Muito se pode aizer anda que o Dr. Joo Ju-
vencio Ferreira d'Aguiar, no pouco tempo que
aqui tem estado, antes de ser deputado pelo 4."
districto,. trabalhava honestamente frente da
redaccSo do Tempo. posico alias bem difirante da
do illustre correspondente para com a sua Provin-
cia. E, se aerante os sete anuos da invasio dos
barbaros se abstiveram das fiiancas e da miseria
os illustres correspondentes, nao deixaro de ser
o verdadt-iros saltimbaneos vivendo at a ultima
hora a custa da pilhagem d'esae governo desmora-
lisado que cahio j de podre.
Um que couhece os becursos da Provincia.
Total 1 bar. e 29.343
Fio de algoaaoInterior
IA de carneiroExterior
MadeirasExterior
Exterior
Interior
Total 314 prauchoes e
MedicamentosExterior
Interior
Total
Metaes velhos Exterior
Milho Interior
OssosExterior
Ouroeprata velhaExterior
Passaros seceos Exterior
Pennas de avesExterior
Interior
Total
6 saceos
200 kd.
102 pranchoes
30 hastes
114 pranchoes
30 hastes
volumes
6
38
44
2.386 kil.
1.639 saceos
50.000 kil.
293
1.700
90 kil.
20
110
PiaxsavaInterior 32 volumes
RapInterior 471.5 kil.
SalInterior 67.000 litros
Se6Ioterior 8 960 kil.
TrapoExterior 6.654
Vassouras Interior 33 duzma
Calculando essa exportaco pelos valores me
dios do mes dos differentes artigos tem-se o se-
guinte: __
Assucar, 9*815 por 75 kijg. 2.476:066*400
Algodao, 7*OoO Dor 15 kil. 616:834*40 1
Agurdente, 66*500 por pipa 12:771*20:;
Alcool, 120*000 por pipa 7:450*000
Couros espichados, 742,5 res
por kilo 1:861*900
Courtw seceos, 71Q reis por kil. 73:047*640
*e/, 50*000 por pipa 11:524*750
Borracha, A 8*003 por 15 kil. 203:400*000
Carocos de algodao, 100 reis
por kil. 36:937*100
Cera de carnauba, 7*000 por
15 kil. 59:215*01.0
Charutos, 5*000 por 100 30*000
Cocos, 80 reis 1 1:816*000
CotirinAo, 112*000 o cento 44:662*240
Frrinha de mandioca, 3*800
por sacca
Fio dcalgodaa
La de carneiro
Madeiras
Metaes vrJhos
Mho
72,25 reis por kil.
Ossos, 40 reis por kil
Ouro e prata velha
Passaros seceos, 500 reis
Pennas de aves
Piassava
Bap, 2*000 por kil.
Sal, 600 reis por 100 litros
Sebo, 4 7*700 por 15 kil.
Trapos ^
Vmssouras
Total
111:507*200
60*000
2:000*000
32:000*000
800*000
7:105*060
2:000*000
200:000*000
860*000
600*000
80*00)
943*000
402*000
4:*9*440
250*000
40*008
3.938:563*330
Entraram dos porlos do Imperio
23 Vapores lotando 25:714 toneladas.
32 Navios de vela, lotando 5:470
Dando para total das entradas
39 Vapores, lotando 47:814 toneladas.
67 Navios de vela, lotando 17:331
Sahiram para o Exterior
15 Vapores.
47 Navios de vela.
Sahiram para os portas do Imperio
25 Vapores.
34 Navios de vela.
Dando para total das sahi'as
40 Vapores.
81 Navios de vela.
N. B.as entradas comprehende-se 2 vapo-
res de guerra do interior, e as sabidas 1 vapor
de guerra para o interior.
Mortalidade No Ccmiterio Publico de
Santo Amaro foram sepulta-os em Janeiro :
De 1886 258 corpos
De 1885 227 >
De 1884 323
De 1883 257
De 1882 286 >
A media diaria dos enterramentos no prximo
findo mez de Janeiro foi de 8.32 corpos.
Os dias de maior numero de enterramentos fo-
ram : 20 em que houve desesete ; 14 e 18 em que
houve trose ; e 22 e 25 em que houve dore.
Os das de menor numero de enterramentos fo-
ram 15 em que houve tres ; 2, 9 e 10 em que
houve qnatro ; e 19 em que houve cinco.
DinheiroO paquete Afondo trouxe do norte
para:
Henry Forster & C. 8:000*000
Prente Vianna & C. 8:000*000
Silva Guimares & C. 5:000*000
Amorim Irmaos & C. 4:800*000
Pereira Carneiro & C. 3:000*000
Manoel Soares Pinheiro 2:000*000
Dr. Caetano X. Pereira de Brito 1:910*000
Bernardino de Carvalho 1:011*720
Pinto Al ves & C. 1:000*000
Baltar Irmos 4t C. 940*000
Carlos Lourenco Gomes & C. 543*550
*> Franclaco de Paula de Casanga
Amanbi, tardinba, ser hasteada a bandeira
da festa de S. Francisco de Paula, quo se venera
na capellinha do povoado do Caxang.
A esta ter lugar no da 14 do corrente, prece-
dida das novenas, que comecaro aminh.
Juio de paz do Peres O Sr. Francis-
co Antonio de Souza Ayres, 4" juiz do 3o districto
de paz da freguezia de Afogados, em exercicio no
corrente anno, d audiencia em todas as quartas-
feiras s 5 horas da tarde na casa n. 228, con-
fronte ao engenho Peres.
Aterro do lar o do Hoopieio Com"
municam-nos o f eguinte :
Sr. Redactor. V. prestara um relevante
servicoaos morador, s da parte da rna do Hospi
ci comprehendida entre as do Conde da Boa-
Vista e Princesa Isabel assim como aos das im-
mediacoes destas, se por meio do seu conc'ituado
Diario se dignasse solicitar da autoridade com-
petente energicHs providencias no sentido de ces-
sar o inconveniente e censnravel abuso de se at-
terrarem o mangues existentes prximos da linha
forrea de Olinda com bichos mortos e outras im-
mundioies, que empeatam o ambiente e occasio-
uam um ftido nsupportavcl, a p-nto de nao po-
derem os referidos moradores ter abertas as ja-
nellas de suas casas.
< O aterro a que nos referimos data de mais de
um anno e poderia ba muito estar concluido, se
nao fosse to mal dirigido, se que direceo tem
havido nesse tranalho.
Amanha
Pelo agente Martina, s 11 horas, no Monte de
Soccorro, de j lias, etc., etc.
Peo agente Brito, s 11 horas, na ra do Im-
perador n. 24, de balco, movis e mostradores.
Sabbado:
Pelo agente Stepple s 11 horas, na ra do
Imperador n. 22, de predios.
Miasma fnebreSerio celebradas :
Hoje :
A'a 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de Adolfo Domingues da Silva.
Amanha :
A's 8 horas na matriz da Boa-Vista, por alma
de D Candida Mari Gomes de Carvalho ; as 7
1/2 horas, na ordem 3* do Carmo, por alma de
Domingos das Neves Texeira Bastos ; s 6 horas,
na matriz de Santo Antonio, por alma de Jos do
Nascimento Albuquerque ; s 7 1/2 horas, na
Santa Cruz, por alma de Adolpho Domingues da
Silva.
8abbado :
A's 6 horas, na Penha, por alma de D. Francis-
ca Cavalcant Pues Barrete Rangel; s 8 horas,
ua matriz da Boa Vista, por alma de Joaquim
Augusto Ferreira Jacobina.
Paaagelros) Chegados dos portes do nor-
te no vapor nacional Mandos :
Guido W, C. Leao, Jos Q. de O Leao, Joa-
quim Domingos, Jos da Silva e S, Brazilino F.
Goucalves, Antonio Lisboa, Francisco Jos da
Silva, Dr. Antonio X. de Carvalho, Francisco Joa-
quim da Rocha Filho, D. Clara T. Miranda, An-
tonio Joaqnim B. Braga, Joo B. V. Sobrinho,
Anastacio B. Valente, Dr. Manoel de S Antones,
Dr. Galdao Sampaio, Joaquina Mara da Concei-
cio e dous filhos, D. Marianna Pontea, Antonio
Fernandes Fradique, Antonio G. Netto, Candido
Guimares. Jos Roberto F. de Souza, Antonio F.
du Vasconcellos, Joaquim B. de Lima, D. Paulina
Vctor, D. P. do Brito Lyra, Manoel T. Soares,
Antonio Pereira Braga, Dr. Jos Soriano de Sou-
za e dous criados, Dr. Paulo de Lacerda, Antonio
D. dos Santos, Jos G. C. Carvalho, Jos da Gua
P. da Nobrega, Dr. iogo C. de Albuquerque, 2
lhos e 1 criado, D. Mara P. Fiuza Lima, Jos S.
Ribeiro, Manoel Seve Filho, Jos de Oliveira Bjr-
ges, fre Jos de Santa Julia Boteiho, S Tupinam-
b, Antonio Jos Rodrigues, Francisco de Souza
Muniz, 9 pracas d<* polica e Miguel Ando!.
Chegados do Cabo da Boa E9p.-ru.nya na bar-
ca aouegnense Vega :
Fritiz Kahl, Theodoro Moltmann, Frederik Lo-
ver e Mme. Ljvsr.
Chegados dos portes do sal no vapor nacio-
nal Marinh Visconde :
Coronel Domingos Alves Matheus, Antonio C.
Dantas, Lourenco Jos Ramos da Silva e Justino
Torres.
Chegadi s de New-Yorko no vapor americano
kdvancc :
J. Francas, Fred Johonson, Geo Renninger, Cav
T. Lo.hur, Mary B. e Joaquim C. Galvo.
Lotera da pro*loria Quinta-f ira 4,
de tevereiro,. sa axirauir a.lotera n. 34*m bene-
ficio da. matrix de Rio Formoso.
No consistorio da groja de Noasa Senbora (Ja
Coaceiyo dos Militaras, sa acharo expostas as
ninas e as aspheras arrumadas em ordem mime
rica, aprecia$o do publico.
Casa da FortunaFoi vendido nesta casa
o bilhuti: u. 37218 com a sorte de 5:000*000 da
2* serie da 1* lotera do Cear extrahida hoctem,
3 do corrente.
Casa Felia-A soite de 200:000*000 coube
ao n. 13164 da 13 parte da 11 lotera, extrahida
hontem, 3 do corrente. foi vendida na casa do Sr.
Santos Porto.
nos ,tiotertaA* ce' ie SOOiOOOOOO-
om terSo do lixo que diariamente all depositan) A. *. ?rieA"ta;JK*I,tle ,oter,,a.' ?nJ ">">'Pre"
as carrocas da limpeza publica na mesma oc- n" de 250^000*000, se extrahir improtenve1
casio, retirado pr individuos que at com o es
terco especulara.
Assim que todos os ferros velhos, latas de
folhas, malambos, papis sujos, pedacos de ma-
deira e outros objectos imprestaveis, depois de
atirados pelas carrocas nos citadas mangues, sao
novamente retirados d'elles pelos tees individuos,
que, para melhor procadersm a essa improba 00-
Iheita, revolvem esmioeadamente o lixo, no que
sao ajudados por urna manada de poreos e outros
animis que por all pastem constantemente.
Se, woporoo que depositassem o lixo, tes
sem-n'o cobrindo com carnadas de trra e impe-
dissem qe revolvesoem o solo, m exhaUcoes a*o
seriam to fortes ou pelo menos nao se esteade-
rissn per tao larga rea.
1 Accrasce que a parte do lixo qae retirada,
a dos objeetos solidos, joatamente a que melhor cabido pela Casa Fnlii^sah'o sn s^my 11" niirts
poda servir para o aterro. da 11* lotera extrahida em 3 do corrate, foram
' d axtranaar-ae que em terrenas tsadot premia ios os seguintes nmeros :
mente amanha, 9 de Fevereiro, ao meio dia.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Mcele de OOiOOOaOOO
A 13' parte da 12 lotera, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivelmente amanha, 9 de Fevereiro, s 11
horas.
Os bilhetes aaaaoMe a venda na Casa Feks
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera Extraordinaria o Vpi-
raaga O 4' e ultimo sorteio das 4 e 5 series
desta importante lotera, cojo maior premio de
160:000*000, ser extahida a 9 de Abril.
Bilhetes A venda na Casa da Fortuna ra 1
de Marco n. 23.
Lotera de Maoei Por telegrama f-
4 ruina flnanceira e a ai-.eria
do paiz
XIX
O PEOJECTODACOMMIS-iAO PARA A CONVEB-
SAO DO PAPEL-MOEDA EM OURO
Porque quer a coinimsso de deputalos de que
nos oceupames, fazer a converso do nosso rgimen
de papel para o do ouro por meio da creaco de
um chuvt-iro de baacos, ficaado sempre o papel
(bancario) como meio circulante, com o valor 00-
minul do ouro pela garanta do fundo metlico para
pagar vista as notas quo forem ^presentadas aos
bancos ?
Por que se propoe este expediente, do qual nao
se notou todos os diversos inconvenientes e absur
dos, e ainds assim com o grande sacrificio de ficar
o governo pairando aos bancos 9 000 coates com o
nome de 6,000, com a respoosabilidade anda de
pagar em ouro as notas smettidas pelos bancos
quando estes deixarem de o fazer ?
Por que preferir este artificio desastroso ao meio
fcil, simples, natural, sem algum inconveniente
para p estado, para as financas, para o rgimen
econmico, sem ujustca, como o inmenso roubo
que se contm no projecto, nem absurdos como
tudo isto que nelle se d ?
Nao claro que o meio simples e fcil, o plano
2ue uo passado artigo tquei de expor no presente,
a retirada do papel moeda vagarosamente para
ser substituido naturalmente pelo ouro ?
Por que pois em vez do absurdo e desastroso
projecto de quo nos oceupamos, nao 3e prafere este
meio '?
' porque, a razo intuitiva, porque o governo
nao pode retirar dacirculaoo os 212:000 contos
que nella tem derramado aos tantos e tantos mil
em differentes pocas.
De facto se fosse simplemente assim seria muitis-
sime difHcl; mas Uto nao justificara este projecto,
este meio, este expediente absurdo e desastroso,
orno veremos que o .
E ser necessano que o governo retire e queme
toda a sua emissao para levantar-se no paiz o re-
gimen circulante do ouro !
Nao diz a mesma commisso que a repblica
Argentina levantou este rgimen, resgatando parte
de suas notas! Por este mesmo plano da commisso
nao retiram os bancos apenas 38:000 contos, com
o que se couta levantar o rgimen do ouro, p.-la
garant a dos fundos metlicos em ouro para paga-
mento das notas bancarias a q'ialquer momento
apresentadas ?
E' claro pois que nao preciso serem resgatad
os 212.000 contos do pap-1 do governo para se
levantar o rgimen do ouro.
Se pois o estado ha de pagar aos bancos 6.000
contos em ouro que vem a ser nove mil contos de
hoje, psra elles apenas retiraren) da cireulaco
38.000 contos, muito melhor que se abra um em-
prestimo de 100.000 cootos a 6 ou 5/s com decla-
rsco de serem feitos os pagamentos com o valor
actual do ouro.
Nao faltar quera venha trazer dinheiro ao pe-
dido, visto que as a poli ees do governo, que sao de
6 /. esto con o agio de 90400O em um cont.
E conservando-se o emprestimo sempre aberto,
o governo ir quemando o papel medida que o
foi recebando emprestado, at que a falta de dinhei-
ro na cireulaco for dando cala dia maior valor
ao que restar e assim se compre a libra sterlina
por meaos de 8890 ris.
Chegando a retirada do papel a este ponto, ne-
cessariaraente entra o curo que for preciso ao
movimento circulante, at snpprir toda a falta do
papel em cireulaco, e vira suprir smente a falta
a nao a demasa ; por que a demasa que produz
a baixa do valor do papel ou a cariara das cou-
sas e a do ouro, e a sua retirada; e por tanto este s
pode voltar pela falta do dinheiro necessario cir
culaco, para suprir esta falta, e nao ao que era
excasBo.
Mas pergunta-se : de que maneira entra o ouro
s pela falta do meio circulante do paiz ? E eu
respondo: do mesmo modo por que sabio o ouro do
paiz s pela sobra do meio circulante, em papel.
Nao ist> mais simples, natural, de efif.-ito ne-
cessario, s com o sacrificio de 6:000 contos de
ris por anno, e talvex com menos, do que por
aqule artefacto daquella naneara, que, se tivesss
effeito, custaria 9:000 annnalmente alera de outrx s
inconvenientes e desastrosos absurdos T Sabio o
ouro, como mercadoria por ha ver bom negocio em
retiral-o quaud j o dinheiro em cireulaco come?ou
a ser domis ; entra como mercadoria, pjr que ha
de ser bom negocio introduzil o quan lo o dinheiro
comecar a ser insuficiente para as transaeces.
E fioar entrando e sahindo medida das ne-
cessidades do commercio, do maior ou menor mo-
vimento das transaeces, qae em que est princi-
palmente a grande vantagem do rgimen do ouro
como meio circulante: que elle retira se em parte
em procura de melhor collocaco n'outra praca,
quando ha excesso de dinheiro em qualquer mer-
cado.
Da casa de Belmiro da S.lva Nunes desappa-
ceu o seu filho Joio Jos da Silva Nunes
dcixando aquellc extrem uante .vfilete, e sem sa-
ber que direceo ou caminh) temou esse desventu-
rado moco.
A's autoridades iolieia s, b m e.-mo a quaes-
iner outras pessoas que tenham delle noticia,*, ro-
ga-se o especial obsequio de cimnrinical-as um
empregado d'este Diario, que se lhes apresentar
para recebel-as e transmittil-as ao atributado e
afilcto pai.
Fernando de \oronha
n
O novo regulamento de Fernando extin-
gui o commercio, que era a onte onde ia
buscar alimentacao todo opcssoal exceden-
te ao dos sentenciados.
Ua longos annos tem sido a media dos
sentenciados a de 1400 a 1500, taas a po-
pulasao da ilha (inclusive soldados, senten-
ciados, e suas familias) tem alcancado a
media annual de 2800 a 3000 almas.
Extinguindo o commercio o que estabe-
leceu o govsrno para alimentar os senten-
ciados ?
O reinetter gneros para tal fina, mas
que genero foram esses?
Xarques, farinha, assucar e caf ?
Perguntamos : a nica e exclusiva ali-
mentacao de xarque o que produz ?
Que nos respondam os Srs. Drs. Castro,
Curio, Carnauba, Homem de Carvalho e
Seixas, que representaran! contra tal ali-
inentaco, e n2o foram attendidos.
As anemias, e essas protundas, as ede-
macas, e todas as moiestiasjdo tubo diges-
t vi tcem feito grande messe em Fernando
desde que alli iniuiou-se o actual systema
de alimont o.
Fallando sinceramente diremos, que se o
governo continuar surdo aos raclamos dos
mdicos de Fernando quanto ao regimem
alimenticio porque quer fazer d'aquella
ilha um matadoro de sentenciados.
Folheem se as papeletas da enfermara,
leiam-se os obituarios da capella, e ah se
ver que as molestias reinantes n'aquella
ilha ltimamente tem sido em grande es-
calla p.nenias, e g&strites.
Ontr'ora, quando havia regular alimen-
tagao, predominava cima de todas as mo-
lestias a tsica pulmonar, e hoje sobre-
puja aquella a anemia.
Mas figuremos apenas por hypofheae,
que conveniente, salutar, e moral aca-
bar-se com o commercio ei:i Fernando, e
extincto este, como de facto o est, pre-
venindo-se, como se preveniu, a aliraenta-
() Intarwmpi esta publieacao por cansa do as-
suojpto tteitoral, que oecapou todas as attenooes
Belm, 26 de Janeiro de 1886.
O Mr. Hr. i.befe de Polica
Sentimos prazer de registrar um acto de justica
do 9r. Dr. chefe de pjlicia, no domingo 2-1 do cor-
rente.
O distincto artista e proprietario Sr. Hilario
Francisco Coimbra, moralor no i- districto deste
cidade, depois de baptisar o seu ultimo filho na
igreja de Nazareth, na tarde de sabbado, havia
convidado algcukl amigoi pira urna ladainha com
muiiea, e em seguida um modesto sarao, deveudo
haver missa no domingo na capella de S. Joo
(estrada da Olara), e o jantar da festa, em honra
da Senhora da Concejero, em sua casa, na ra
Bernardo Couto.
Eram duas horas da noitee dansava-se, estan-
do reunidos na casa do Sr. Hilario Coimbra os
*rs. capito Laurinlo Antonio de Jess (conser
vador) e seu filho Romualdo de Jess Borges Pe-
reira, capitao Manoel Fsrn ndes de Almeida (li-
beral), Ciucinato Antonio dos Santos e sua fami-
lia, Francisco Antonio de Jess Assis a sua fami-
lia, Mariano Joaquim de Lemos e sua familia, An-
tonio de Belm e sua familia etc., quando appa-
rece acompanhado de tre: pracas o subdelegado
do Marco da L'._,' a, Sr. J s Luiz Gomes, e man-
da chamar ao porto o Sr. Hilario Coimbra. de
quem exige a licenca para a reunio familiar, quo
tinha em sua casa.
Respondeu-lhe elle, que para divertir se com
amigos era sua casa nao precisava de licenca.
N'este caso, despeca os homens e as mulheres
e teche a casaretcquio o subdelegado.
Nao possa fasel-o, porque sao familias que
convidei para estamos juntos e divertir-aos hoje
e amanha -disse o Sr. Hilario.
Ouviudo esta resposta, o subdelegado apitou,
reuni mais guardas, e cercou a casa palos lados
da frente e dos fundos, tendo mandado vir do
quartel urna forca que estava de promptido
para levar eabo a empraza premeditada de pren-
der o Sr. Hilario Coimbra.
Acabado o sarao retiraran) se, sem embaraco da
torf a, alguas convidados e ficaram outros.
A's 6 hiras da manh entra na casa a forca
com o Sr. Jos Luiz Gomes frente, arroraba por
sua ordem aperta doquarte em que descanesva
o Sr. Hilario Coimbra, prendea-o, e manda-o es-
coltado metter na enxovia do qaartel da guarda
urbana, apezur das observacoes dos que prt-sen-
ceavam este attentado, partiado a escolta com a
simples ordem vocal do agente policial.
Informado do facto, o conselheiro Tito Franco
de Alowida, depois da saber no quartel, onde vio
o Sr. Hilario Coimbra na enxovia, que esteva pre-
so por ordem verbal do Sr. Gomes, foi requerer
providencias ao Sr. Dr. chefa de polic a. que man
dou vir o preso sua presenca, e depois de bem
informado esoreveu da seu proprio punho a ordem
de soltnra immediata.
Estava o preso na presenca do Sr. Dr. chafe de
polica, quando alli chegou a nota da causa
da priso, em que dizia o subdelegado crimi-
nosoter sido em flagrante por ter elle sido in-
sultado, provocado, e ameacado uo exercicio de
suas funecoes, tendo sido empurrado o guarda que
o aoompanhava, c ficado eom a farda rota!...
O Sr. Dr. chefe de polica mostrou-se superior
s falsidadt-s com que o subdelegado criminoso,
quera eneobnr o attentado. pois acto algum de
priso em flagrante existia.
Registrando este acto de justica pedimos S.
Exc. que ponha cobro as tropelas dos agentes po-
liciaca.
Vai nisso a sua ntegridade de magistrado, e a
honra da administrado.
( Do Liberal do Para).
gao para os sentenciados, qual o meio de
que se laiu-m rao para alimentar os sol-
dados, suas familias, e as dos sentencia-
dos *
Nenhum, e nenhum.
Tratou-se de prover se Fernando, de
xarque, farinha, assucar, e caf para os
sentenciados, e para os demais?
Para esse excesso de 1,500 1600 pes-
soas o que ha para alimental-as ?
Nada, e nada.
Um sentenciado, sua mulhcr e um nico
filho podem passar durante um dia com
250 grarnraas de xarque ?
aquelles infelizes, que nSo tem um
filho, mas 5, 6, ou 7 como passarSo ?
O novo regulamento de Fernando pode-
ria sel-o, o isso mesmo com muita defici-
encia, de urna casa de priso aqui do con-
tinente, onde se estabellecesse o caldeirao,
roas para ali um amontoado do dispoic5es
inexequiveis.
Por aquellas fuiuiutos, nao de Justina,
mas de alimentos, fallamos, e ap llamos
para o Sr. conselheiro ministro da Justina,
e lhe diremos: Fernando merece muito e
muito vossa attengo. Lancai vossas be-
nficas vistas para aquelle torro, que
continuar, como vai, breve ser um ossa-
rio, ou um museu de mumias ambulan-
tes !!
No prximo artigo cstudaremos o rgi-
men do velho regulamento, e do confronte
deste com o actual aposentaremos o que
de vantagem acabar, ou cons rvar, ou
finalmente o que se deve fazer, que esteja
de harmona com a disciplina de um esta-
belecimento de tal ordem, e queseja con-
veniente a hygienne dos sentenciados.
Recife, 3 de fevereiro de 1886.
R.
(Malura de polica
8e nao bastas; e para attestar a differenca que
vai da polica de hoja para a polica de hontem, a
punico dos crimea ltimamente dados, que um
s nao tem ficado impune, ahi estara a renda dos
impostes arrecadados de 15 de setembro 31 de
dezembro, para a demonstracao fiel a inexpugna -
vel do zelo e iatelligeocia que hoje preside esse
ramo do publico servico.
Como dissemos, um s crime nao (em ficado se-
pultado as dobras do mysterio, tendo a polica
conservadora punido a nao poucos criminosos que
o desleixo dos adversarios tinba indultados.
Noo ha, portante, motivo seoo para louvar a
nossa actual polica, que tem sua frente um ma-
gistrado digno ia estima e respeito pnblicos pelas
suas excellentes qualidades e anda mais pelo zelo,
intellgencia e criterio com que desempenha as
altas funecoes de seu importante cargo.
Damos em seguida a nota dos impostes arreca-
dados.
Programma
Da festa de milagroso Santo
Amaro das Malinas no di 14
de fevereiro de 1S8S.
No dia quinta-teira 4 do corrente, pelas 7 ho-
ras da noite ser lavantado o estandarte do mila-
groso Santo carregado por grande numero de me-
ninas e acompanhado por seohoras e devotos e ao
som da banda de msica do 2 batalho, sahindo
da igreja em volta a mesma e ser collocada no
mastaro soltaado-sa nesta occasio um lindo ba-
lo e diversas gyrandolas de foguetes ao ar.
No dia sexa-teira 5 em diante ter lugar todos
os dias s 7 horas da noite as norenas,a orches-
tra e piano com versos executados pelos primeiros
canteres dirigido pelo nosso irmo o prifessor
Ly-lio de Oliveira, tocando antes e depois harmo-
niosas pecas a mesm* banda marcial, soltando-se
lindos baies e gyrandolas de foguetes.
Domingo 14, pelas 5 horas da manh ser por
urna salva real de 21 tiros annnnciando o dia da
festa do grande e milagroso Santo Amaro.
A's 11 horas da manh, depois de executadas
as cavatinas do cstylo, pela mencionada banda
marcial entrar a festa, ofEciando o Iilm. e Rvdm.
vigano ; executada a symphonia subir a tribuna
sagrada, pregando ao evangelho o Ilustrado e bem
conhecido o Iilm. e Rvdm. conego Antonio Esta-
quio, que pea saa devoco a bondoso coraco se
dignou prestar-se para esse fim ; a orch^stra est
a cargo do irmo e o distmete professor Lydio de
Oliveira, ser executada pelos primeaos artistas e
cantores, diversos solos.
Finda a festa subir um imprtente balo feito
a capricho com salva real e gyrandolas de fogo
do ar tocar a musical diversas pepas.
A's 4 horas da tarde toear no largo da igreja
a mesma banda de msica havendo diversos
Jivertimentos, estando o largo embandeirado e
ornado.
A's 7 horas da noite depois de executadas as
cavatinas pela mencionada banda marcial, subir
a tribuna sagrada o intelligente pr-gadoro Rvdm.
capito Leonardo Joo Grrrgo; teiminando a fes-
tivade ser arreado o ettandarte do milagroso
Santo eom a pompa davida e entregue a nova
juiza.
Terminar toda a festividade com um fogo ar-
tificial de aovas pepas feito a capricho pelo admi-
ra', el artista Olympiu de Mello Silva ; o templo
estar artsticamente adornado, o pateo acha-se
embandeirado e enfeitado, tocando em todos os
actos a msica do 2 batalho.
A mesa regedora pede a todos os seus irmos* e
devotos os seus comparecimentos para maior'bri-
Ihantismo da festa.
Consistorio, 1 de fevereiro de 1886.
O escrifo,
M. D. Suva.
OCULISTA
Dr. Brrelo lamalo, medico eculis
ex-chele de clnica do Dr. de Wecker, d consola
tas de 1 s 4 horas da tarde, uado Bati-
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto dos do-
mingos e dias sanctificados. Residenciaroa de
Riachuelo n. 17, canto da ra dos Piras.
t


1


Diario de PernambucoQuinta-feira 4 de Fevereiro de 13S6
y
f\
DECLARARES
Eseola Normal
Matricidas
Por ordea de Dr. director, e em observancia
dk dUposic > do art. 74 do regiment interno de
XI de aetembro de 1880, fus-so publico a quem
teressar poasa, que as matriculas estaro ber-
ta desde o dia 15 do corrente at 3 de fevereiro
prximo.
Os requerimentoe para matricula no anno do
i deverio ser instruidos com os documentos
sgnintes : .Q
! Certido de i-iade rasior de 18 annos par os
atancos do sexo masculiao e de 16 para os do fe-
amino.
2 Certificado ou titulo de approvacSe em exa-
mt as escolta publica de ic truccilo primaria.
3* Folha corrida on certia haver sof-
frido condemnaco por algum do cnines que po
aa motivar ao profesor publico a peda da ca-
deira.
4 Attestado de moralidade pausado pelo par-e
efco su autoridtde, quer policial quer litteraria da
k-eguezia em que residir o peticionario.
Os matriculandos que nc joderem exhibir ti-
tak> legal de exame em escola publica de ensno
primario, devero inscrever se para os exames de
nissao, de que tiatam os arta. 75 77 do cita-
do regiment, e que comecaro no dia 25 do cor-
lente.
Para as matriculas do 2 e 3 anno basta que
as peticoes sejam documentadas cem a certido
t approvacao no exame do anno precedente,
gaardada a restrie;ao do art. 21 do j mencionado
yrmento interno.
Secretaria da Escola Normal de Perna mbuco
11 de Janeiro de 86.O secretario,
A. A. Gama.
AVISO A PI'BLICO
FESTA DO POgo
No dia da festa 2 de Fevereiro prximo o trena
a manh sero os mesmos da tabella ordinaria
para os dias santificados e a tarde sero expedidos
fda sejuintc tabella :
Ida
Do Becife pela linha principal at Monteiro
1.0, 1.30. 2.0, 2.30, 3.U, 3.30, 4.0, 4.30, 5.0.
5.30 e 11.0.
1)3 Recife pe linba do Arraial at Monteiro
-, 6.30, 7.30, 8.0, 8.30, 9.0, 9.30, 10.0 10.30.
Do Becife a Caxang12.45, 2.0, 3.30, 5 0,
.30, 8.0, 9.30, 11.0.
Do Recife pela linha do Arraial at Dous Ir-
M-1.0.
Do Caldereiro at Dous Irmos 2.25, 3.25.
4.25, 6.25, 8.25, 10.25.
Vulla
Do Monteiro ao Recife pea linha do Arraial
2.10, 2.40, 3.10, 3.40, 4.10, 4.40, 5.10, 5.40.
Do Monteiro ao Recife pela linha principal
.30, 7.0, 7.30, 8.0, 8.30, 9.0, 9.30,10.0, 10.30,
n -0U.30.
Do Caxang ao Recife1.55, 3.25, 4.55, 6.25,
1.55, 9 25, 10.55.
De Dous Irmos ao Caldereiro2.5, 3.5, 4.5,
A 8.5, 10.5.
Os Srs. passageiros do ramal de Caxang, qu>r
aa ida quer na volta baldeiam para outro trem no
Xstroncameato. menos os. do trem de12.45do
Bfcrie.
K. B.S pode se vender dentro dos trena bi-
Ibctes para .cada s.ccao, por isto os Srs. passa-
geiros que quizerem se aproveitar dos bilhetes es
paciaes de ida e volta, por precos mais moderados
derem procural os as estaewa.
*criptorio da Companhia, 30 de Janeiro de
SBS.
W. W. Ostler, Gerente.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, taco pu-
bo que ainaah paga-se a classe da 3a eatran-
Mlai professoras, relativo ao mez de outu)ro
prximo passado-
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
aaeo. 3 de fevereiro de 86.
O ajudante do escrivo d roceita,
Silvino A. Rodrigues.
lndemnisadora
rta companhia est pagando a quarta distri-
cBcio da liquidacao do 3 deceanio, na razao de
3JO00 por accao. Recife, 3 de fevereiro de b6
COMERCIO
Salsa commerclal de Pernam
buco
Recife, 3 de fevereiro de 1886
As tres horas da tarde
Cotacbes ojjiciaes
^d/v com
3/4
CbbJmo sobre o Rio de Janeiro,
O/U de descont.
9Sto sobie dito, 90 d/v. com 1 3/4 0[0 de descont,
(utbio sobre Para, 60 d v. com 1 1,4 0/0 de des-
cont.
3ftt> sobre dito, 30 d/v com 6/8 0/0 de des-
cont.
P. J. Pinto,
Presidente.
Candido C. L. Alcofnado,
Secretario.
AENDIMENTOS PBLICOS
A socia?o Comniercial Agrcola
de Pemambco
Tendo diversos Srs. associados requerido a di-
rectora desta Associaco urna reuniao da assem-
bla geral (extraordinaria), autorisado pelo art.
18 das estatutos, de ordem do Sr. presidente con-
voco para o dia 8 de FlVereiro prximo s 11 ho-
ras do dia, os Srs. associados para se reunirem
em assembla geral afim de resolverem sobre o
objecto do requermento que motiva a mesma reu-
niao. Secretaria da Asscciaca3 Commercial Agr-
cola de Pemambco, aos 30 de Janeiro de 1886.
I. de Barros Barrete,
______________________Secretario.
Arsenal de guerra
De ordem do Illm. Sr. majar director, distr-
bue-se costuras nos dias 1, 3 e 4 do mez prximo
vindouro s costureiras de ns. 101 150.
Previne-se que sorer a multa de 5 0/0 toda e
qualquer costureira que exceder do prazo do 15
dias com suas osturas, salvo se aprceutar docu-
mentos que justifique esfaa falta.
Previne ge mais que s se entregar costuras
s proprias costureiras, ou salvo porin, autor-
sando por escripio peesoa de sua confianza.
SeceSo de costuras do arsenal de guerra de Per-
nam buco, 30 de ianeiro de 1886.
Flix Antonio do Alcntara,
Alfares adjunto.
Santa Casa de Misericordia d<:
Recife
Na secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife arrendam-se por espaco de um i tres an-
uos, as casas abahro declaradas :
Ra da Moeda n. 45, 240*000
dem -dern n. 49 240000
Ra do 15 un Jess n. 13, 1 andar 3 00OO
I lem dem n 14, pavimente terreo e 1*
andar 600*000
dem idem n. 29, 1- andar 240< 0<
Ra dos Burgos n. 27 216/000
Ra do Vigario n. 22, 2- andar 240*000
dem dem n. 22, 3a andar 240*000
Ra da Madre de Deas n. 10-A 200*000
Caes da Alfandeca armazem n. 1 1:600*600
Beceo do Abren n. 3 ioja 48J000
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1 e 2 andar, por 1:600*000
Ra do Coronel Suassuna n. 94, Ioja 150*000
Ra da Detenco n. 3 (dentro do quadro)
me'agua 84*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 15 de Janeiro de 1886.
O escrivJo,
Pedro Rodrigue de Sonta
SOCIEDADE~
Auxiliadora da agricul-
tura de Pernam buco
ASSEMBLA GERAL
De ordem do Illm Sr. vice-gerente, Dr. Paulo
de Amorim Salgado, ficam convdalos todos os
scnbores socios effeetivos,, para no dia quarta-
feira 10 do corrente, reunidos em assembla geral,
s 12 horas do da, na sede social roa estreita
do Rosario n 29, procederem a eleicao dos mem
bros Jo conselho administrativo e mais fuucciona-
rios electivos da sociedade.
No caso de nao comparecrcm at 1 hora da tar-
de socios effewtivos em uumero suffieicnte para
constituir-se a assembla geral, funecicnar o
c nselho administrativo com o membros presen-
tes, na forma prevista pelo art. 30 dos estatutos,
para continuar com a diseusso o votacao das
propostas apresentad as em 27 de outubro e 4 de
n vembro prximo passado pelo Sr. secretario ge-
ral acerca da colonisacao e p.'lo Sr. gerente a pro-
posito da promulgelo da lei de 28 de aetembro
de 1885. Recife, 1 de fevereiro d 86.
Henrique Augusto Milet,
Secretario geraj.
Companhia Santa Tlie-
> reza
Dividendo
Paga-se o 14" dividendo da companhia, razao
de 6 0/0 ao anno, na roa do Imperador n. 73, 2o
andar, e das 8 horas ao meio dia, a comecar no
dia 8 at o da 14, e dah em diante em qualquer
dia til, das 8 horas s 10 da manh. Recife. 3
de fevereiro de 1886.
O gerente,
A. Pereira Smoes.
Tlieatro de Variedades
no v
NA
COIP.41HIUV1ICO-C01ICO-DI41.4TICA
DIRIGIDA PELO ARTISTA
Quinta-feira, 4 flo FeFereiro fie 1886
PELA PRIBEIKA VEZ N'ESTA EPOCHA
Hubir scena a OPERA conic.l em 3 actos, mnlca do
maestro OFFEMBAC :
A BELLA HELEW
Helena, rainha de Sparta
Pande fiilio do r<; Priano
Orate, filho do r<-i Agamenn
Euclides, dama de comp.inhia
de Helena
Leaa
Partenope
Agaraenoo R; dos K
PER30NAGENS
Springer | Mcnelo, re de Sparta
Bellegrandi j Calcante, grande augure de
Durand
A aec3o passa-se
estacSo de banhos.
Fioravanzo
Oiympia
Da Silva
Doruinici
Gaarda, escravos,
em Sparta no 1. e
Jo ve
Aehille, re de Tiotida
Aja.ce, 1. rei de Salamine
Ajace, 2. re dos Lorienn^
Filomeno, criado do Cal .-ante
Eu':litkk", ferreiro
pnvo, pagens.
2 acto e no 3 om Nauplia
Milone
Repossi
( omoletti
Orlandini
Fritz.
Tirelli
Mulim
durante a
A
6 enana a
i
r>r. b.
DepolM do eupectsicalo hatera trem para Apipacos
e itomis dan liabas Pernandes Vielra e AfogadOM
Oa bonds no largo do Palacio. O bon I da Magdalena n Hatera iiian
do o empertaculo acabar depoln do borario do ilii.no bond da rompa
bia. que pansa na ra Nova s i i > fi mnalos.
C OMPAMHIE DEM XENWACiE
RE MARITERES
LINHA MENSAL
aquete Orenoque
mmandante JHortemard
Espera-se da Eu-
ropa no dia 5 de
Fevereiro, seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Bucnos-Ay-
res, tocando na
Rahla. Rio de Janeiro e Monte-
te video
Lcmbra-se sos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos senhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamacoes por fal-
tas nos volumes que forem reconhscidas na occa-
siao da descaiga.
Nogueira u. 2, rendendo 126J ; idem ra do Co-
ronel buassuua n. 143, rendendo 168J ; idem
ra de Dias Cardoso n. 1, rendendo 2401; idem
& ra do Nogueira n. 9, rendendo 270 j idem
ra do Coronel Suassuna n. 141, rendendo 300J
idem travessa do, Caldeireiro n. 6, rendendo....
240$ ; idem ra do Gervasio Pires n. !2, ren-
dendo 222/ ; idem ra da Ponte Velb n. 22,
rendendo 264 ; idem ra de Santa Thereza
n. 27, rendendo 222f ; dem i ra da Palma n.
9 ; duas meias aguas rendendo 144$; idem idem
n. 11, rendendo 264J ; dem idem no becco do
Tambi n. 20, rendendo 240$.
3. Leilao
\h se transiere o espectculo anda mesmo que chova
PRINCIPIARA' S 8 1/2 HORAS.
MARTIMOS
administracao dos CORREIOS DE PER-
NAMBUCO, 4 DE PEVEREIRO DE 1866
Malas a expedirse hqje
Pelo vapor nac.onal Aanos, para os portos do
sul, es*a administraco recebe impresa, s e objec-
' s registrar at 1 hora da tarde, e cartas ordi-
narias at 3 horas, ou 3 1/2 com porte duplo,
O administrador,
Ajforuo do Reg Barro.
Mes de fevereiro de 1866
ARnt-QADe 1
dem de 3
BlCXBEUOBUD."
idem de 3
26;004355
33:236,196
59:240.~551
449/146
2:672,8315
3:121/461
xtSUUDO faovisci.De 1 dem de 3 2r869il32 13:319I48
__ 16:188/280
ben DRirsAOBDe. 1 dem de 3 373!210 601.330
0.4.'540
DESPACHOS DE IMPORTACAO
f Tpor inglez Maranherue entrado de New York
ao dia 3 de Fevereiro e consignado a J. Pater &
C. manifestou :
Bren 340 barricas a Pereira Carneiro & C, 50
S F. Manoel da Silva & C.
Banh.i 350 barns s ordem, 150 a Souza Bastos,
Asaorim & C, 50 a Praga Rocha A C, 50 a Joao
Fernandes de Almeida, 50 a Soares do Amaral
fcmios, 25 a Guimaraes Rocha & C., 150 e 15
moaa a Paiva Va lente 4 C.
Drogas 8 volumes a Francisco Manoel da Silva
SB> C
Fogos da China 30 amarrados a Fernandes da
^osts. & C-,;40 a Paiva Valente 4 C. 10 a Esnatv
&>driguea, + C *
Farinha de trigo 1,335 barricas a Machado Lo-
jpes C, 668 a Lopes Irmao C, 700 a Pereir i
Carneiro & C, 2:0 ordem, 290 a Paiva Va'.ente
C, ICO a Julio & Irmao.
Graxa 12 volumes a A. D. Carneiro Vianna, 5
a Fernandes & IrinSo, 2 a Guimaraes Rocha & C.
Maizena 115 caizas a Paiva Valente & C., 50 a
Soares do Amaral Irmaes, 50 a Joo Fernandes
de Almeida, 40 a Esnafy Rodrigues & C, 25.
ordem.
Mereadorias diversas 2 volumes ordem, 7 a
itcna Castro c C.
Ps de ferro 30 feixes a Gomes de Mattes Ir-
mos.
Relogioa 41 volumes ordem.
Tecidos de algodo 4 volumes a Narciso Maia
iC.
Toucinh j 20 barricas ordem, 10 a Antonio
Jos >oar?s & C, 25 a Joo Fernandes de Almei-
da, 45 a Fraga Rocha & C, 20 a Paiva Valente
4 C, 12 a Domingos Ferreira da Silva 4 C, 30
a Souza Basto Amorim 4 C, 15 a Soares do Ama-
ral Irmao.
Vidros 14 volumes a B. D. Campos & C, 50 a
William Hallidav 4 C, 17 a H. Stolzemback
4 C.
Vapor nacional Mano entrado dos portos do
norte no dia 3 de fe 'ereiro e consignado & Bernar-
dino Pontual, manifestou :
Borracha 3 caiiS"S a Miguel Jos Alves.
Cat 1 caiza ordem.
Fumo 8 encapados a F. A. Moreira Cnaves.
Panno 15 fardos a L A. Siqueira.
Vapor inglez Valparaizo, entrado do Rio da
Prata no dia 1 de Fevereirj e consignado a Wil-
son Son i C-, manifestoc :
Xarque 550 fardos a Amorim Irmos 4 C.
Vapor nacional tlarinho VUconde entrado da
Babia e escalas no dia 3 de Fevereiro e consig-
nado a Domingos Alves Matheus, manifestou :
Sola 170 meios e 2 fardos em pedacos "a Diogo
A. Vi eir.
DESPACHOS DEEXPORTACAO
Em 1 de fevereiro de 1886
Para o exterior
No patacho inglez Loyaslitt, carregou :
Para New-York, H. Forster & C. 5/100 saceos
com 375,000 kilos de aasuear mascavado ; M. J.
da Rocha 674 ditos com 50,550 ditos de dito.
No patacho inglez Libbie, carregon :
Para New York, H. Forster 4 C. 2,000 saceos
com 150,000 kilos de assncar maseavade.
No patacho americano Ned While, carre-
gou :
Para New-York, H. Forater 4 C. 5,000 saceos
com 37:>,0O0 kilos de aasuear mascavado.
Na barca portugueza Pereira Borget, carre -
gou : **
Para L:sboa, S. Ga:mares < C. 300 saceos
com 22,500 kil -a de assucar mascavado ; Moreira
4 Braga 66 fardos com 4,318 kilos de la barre-
guda.
Na barca portugueza Lope Ditarte, carre-
gou :
Para Lisboi, Amorim Ir.nos & C. 400sa'Ci.=
con 29.758 kilos de alg i ...
Ni barca portuguesa A'ouo Silencio, carre
gou :
Para Lisboa, B. Oliveira 4 C. 210 couros espi-
chad s com 1,470 kilos.
No lugar noruegucn9e Thora, carregou :
Para Hull, C. P. de Lemos 80 saceos com 3.4C0
kilos de curocos de algodSo.
COMPANHIA PER\AHBICA^1
DE
\ a vesana o coste! r a por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor S. Francisco
Segu no dia 6 do
corrente, pelas 11 ho-
ras da manb.
Recebe carga at o
dia 5, e passagens at
's 11 horas do dia di
sabida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambivsiia n. 12
COMPAXllIA PERNAMBICANA
DE
.\avegac5o Costeira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara
, caty e Cear
0 vapor Ipojuca
^^Xsw^5^ Segu no dia 6 de
Fevereiro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 5.
Companhia Ura llelra de Navc-
gaco a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante o 1 tenente Carlos An-
tonio Gome*
E' esperado dos portos do sul
at o dia 6 de Fevereiro, e
seguir depois da demora in
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encomroendits e valores
tracta-se na agencia
46Ra do Coramercio46
N. 46 RA DO COMMERCIO N4
Companhia Ualiiaaa de navcgi-
Ca a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Araeaj,
Estancia n Bahia
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
^i^ Segu impr.'erivel-
\ ~-t4^ rirntc para Os porto;
cima no dia 7 do cor
rente, s 2 hora9 da
arde. Recebe sarga
'at ao meio dia do dia
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o agente
ligaste Laille
9 RA DO COMMERCIO 9
Roya. Mail Sleam Packel
Gompany
Reducido de passagens
Bilhetes especiaos of
fercccitdt facilidades
aos senhores viajantes
para visitar a expsi-
to colonial ero Lon-
dres, de 1886.
Ida c volta de Per-
nambuco a Southamp-
ton, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
15, a_____________
Barcaca
Vende-so urna bar tfa
de Caxas u. 63.
a tratar na ra Duque
KIII lili
le-sc Dina barcada de 3")' saceos ; a tratur
11 ra Direit i u. '_', loj i.
Cear
con brevidade para o porto aciin-i o
lii.itc Deus l/t Guarde, recebe enrg
dicoS ; a tratar na ra 'i M
u uo esea (lo Liyo, a bur.! i.
'-".i
a Gretas no-
Deus n. 8.
de sabbado 6.
Par, carga, passagens, cncommendat. c dinl. i:o
Encommendas passagens e dinheiros afrete at a fret<- racta-se na agencia
s 3 horas da taide do dia da sahida. 7____ua do Vt^arifl 7
ESCRIPTORIO I-------
Citm da Companhia Peraai
cana n. i*
ibn
Porto e Lisboa
:;,
8egue com brevidade para os portos cima o
brigue por ugnez Tito ; pura o resto da carga e
passageiros, trata-se com os consignatarios Jos
da Suva Loyo k Filho.
Para o Natal, P. Galvo 16 saceos com farinha
de mandioca.
No vapor nacional Manos, carregon :
Para o Rio de Janeiro, F. A. de Azevedo 497
saceos com 36,450 kilos de assucar branco e 50
ditos om 3,000 ditos de dito mascavado ; F. de
Macedo 300 ditos co > 18,000 ditos de dito bran
es e 500 ditos com 30.000 ditos de dito masca-
vado ; A B. Correia 30 cairas cajurubeba ; M. [
N. A. de Almeida 4,400 cocos fructa.
= No hiate nacional />. Julia, carregon :
Para Aracaty, P. Alves & U. 34 barricas com
SI
Companhia Franetza
cao a Vapor
Linha quinzenal antro s Havre, Lis
ooa, Pemambco, Baha, RiodeJceJ
Santos
stemer Ville e Cear
E' esperado dn Euro-
pa at > dia 9 di Fe -
v>'reiro, seguindo de
P'iie da in.ispcB8ave'
di'inr>ra pare a fa
fe:;:. Iflr ( rfn
iEttOI!
- II<], 4, deve ter lu.rir e leilao d'uma mobi-
!ia. u;n fee lio, maefaas < l costuras, o out os mo-
vci.s e qnadsos na ra do Bom Ji-sns n. 43.
Ic'o
fa
p.ira ll re-.
k.' conlSniaco
D.' grande qoantidade iit- miud>-zas
paiha pan s nh-r.i, 24 jarros fin as
extractos, diversas barricas com prerjos avana'S,
1 machiua para rolhur garratas, 1 dita para apre-
guear, lindos qoadros, mobiliae, movis avulsos,
pianos, chapeos de sel para homens e seuheras, c
rnoitos DOtroa artjroa que se ternam enfadonho
mi ih'miwI-.jS, ex! I ll \
No armazem da riM do Mrquez de Olinda
n 13
Quinta fcira, -4 do corrccc
As 11 horas
POR INTERV.vNQAO 1)0 AGENTE
Giisinao
O agente Britto levar a leilSo : 1 casa terrea
com soto grande sitio murado e arbonaado, .
Entrada de Joao de Barros deiront; da eatacao
do Principe, um terreno ao lado com 900 palmos
de frente c alicerces para 3 casas, um terreno nj
fundo com 3 nieias-aguas que rendem 36,; 2
casas terreas a ra do Riachuelo ns. 0 e 52 que
rendem 408 ; orna casa terrea a ra do Visconde
de Guyanna n. 5 i que re-.ide 300 ; 1 sobrado de
um andar a ra de Vidal de Negreiros n. 156 que
rende 608*000.
S'-aa-feira 5 de Fevereiro as 11 horas
______ BA DO IMPERADOR N. 24
Leilao
De duas armacocj e baleo, sendo 1 de volta,
movis c 1 mostrador.
0 agente Britto
levr.r a leilao as referidas armacoes, 1 mo-
bilia di: jacari.nd, 1 meaa elstica 4 taboas,
1 commoda, 2 saarqneses, I eadeira de espreguie
r;ar, 3 candieiriis de kerosene, um par du botas
novas, 2 mesas de toara, 2 bmquinhas, e diversos
obj ctos, tudo ao corror do martWlo.
SEXTA FEIRA 5 DE FEVEREIRO
As 11 horas em pnnto
Rua do Imperador n. 94
Leudo
!' um sobrado de 1 andar e tres casas
terreas
Mabbado, G do corrente
No armazem da ra do Imperador n. 22
A'S 11 HORAS
O preposto Stepple legalmente autorisado levar
a leilao o segniote :
Ura sobrado de 1 andar ra Nova de Santa
Rita n. 56.
Urna asa terrea, idem n 58.
Urna dita, idem n. 60.
Urna dita, ra dos Patos n. 3.
Todas em bom estado de conservaco e em ter
reno proprio menos a de n. 60, cujas casas sao de-
fronte da fabrica de 3abao, i endeudo a 1. 34*500,
a 2." 22*000, a 3. Ig000, a 4. 12000. Ospre-
tendentt-s desde j podem examinar os predios, e
qualquer inLrmac) o mesmo agente dar.
Leilao
Da casa terrea ra do Senhor Bom Je-
ss das Creoulas n. 30, em solo pro-
prio.
Sabnao, J do corrente
A'S 11 HORAS
Na ra do Imperador n. 22
O prepo-to Stepple legalmente autorisado Ie-
viri u leilao a casa ti-rrea n. 30 ra do Senhor
Bom Jesus das CreouUs, em solo proprio. Os
pretendentes desde j poderao examinar a dita
casi, e para qualquer mformayao o mesmo agen-
te dar.
Leilao
De urna caa terrea n. G5 ra do Am-
paro em Ooda
Sabbado 8 do corrente
As 11 horas
No armazem da ra do Imperador n. 22
O preposto Stepple levar a leili per mandado
e assistencia do Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz especial
do commertio, do Dr. curador fiscal da massa fal-
lida de Antonio Fr ncisco Corga.
Os Srs. pretendentes desdo j poderao ir exa-
minar a referida casa.
Em Goyanna
Re
1,777 kilos de assucar branco.
Na barcaca Cecilia, carregou :
Par* P. de Alagoas, Maia & Rczende
litros de sal.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 2
Roga-se aos Srs. importadores de carga u 'los
vapores desta linha,queiram apri-.sentar dentro de 6
I dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamacSe concernente a volumes, quo por
20,000 ventura tenham seguido para os portos do sul.afir
de se poderem dar a tempo as providencias n
sarias.
Expirado o referido praso a ecnpraka no se
responsabilsa por extravos.
Recebe carga, encommendas o pasongeiroa, pan.
oa quaes tem excellentes accomv.acoca.
Para o Interior
No patacho dinamarqnez Argus, carregou :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro & C. 300 sac-
eos com 22,500 kilos de assucar branco e 200 dit>s
com 15,000 ditos de dito mascavado.
No patacho noruegnense Ores, carregou :
Para o Kio Grande'do Sul, M. F. Marques & C.
800 barricas com 79,721 kilos de assncar branco.
No lugar noruegnense Yferldutt, carregon '
New-York e escalas 30 dias, vapor inglex Ma-
ranhense, de 96C tonelados, commandante F. B.
Fregarth, equipagem 31, carga varios gneros ;
a Jobnston Pater & C.
Havana (Cuba)57 dias, brigue hespauhol Bar-
cel, de 152 toneladas, capito Jacintho Fanro-
dura, equipagem 12, em lastro; ordem.
Babia e escalas 7 dias, vapor nacional Marinho
Visconde, de 414 toneladas, commandante Jos
J. Coelho, equipagem 27, carga varios gneros;
a Domingos Alves Matheus.
Rio Grande do Norte 2 das, hiate nacional San-
ta Rila, capito Madoel Joaquim Silveira equi-
pagem 4, carga assucar; a Antonio da Silva
Campos.
Obsenyrcao
Nao houve sahidas.
Navios entrados no dia 3
Manos e escalas14 dias, vapor nacional Ma-
ndo, de 1,999 toneladas, commandante Guilher-
me Waddigton, equipagem 61, carga varios g-
neros; a Bernardino Pontual.
Cabo da Boa-Esperanca 23 dias, barca norue-
guense Vega, de 559 toneladas, capito Joseph
O8em, equipagem 15, em lastro ; a Hermann
Lundgren & C.
New -York e escalas 19 dias, vapor americano
Adeance, de 1,902 toneladas, commandante J.
R Beers, equipagem 52, carga varios gneros;
a Hcnry Forst.-r k C
Navios sahidos no mesmo dia
Rio d" Janeiro -Vapor nacional Itamaraty, com -
mandan'e Wiiliam Brawns, em lastro.
Macei I ataebo inglez Artos, capito A Rob.-rt-
son, em lastro.
Mcii -Eacuna nacional Leonor, capito Joaquim
da Silva Jorge, em lastre.
Steamere VJI Sais
VAPORES ESPERADOS
Delamber
Orenoque
Ville de Santos
Para
Ville de Cear
Tamur
Actor
Pemambco
Mondego
Cear
Desterro
Espirito Santo
Tag-is
Senegal
Baha
de Liverpool
da Europa
do sul
do sul
da Europa
da Europa
de Liverpool
do norte
do sul
do sul
de Hamburgo
do norte
da Europa
do sul
do sol
amanh
amanha
a 6
a 6
a 9
a 10
a 12
a 13
a 14
a 16
a 20
a 22
a 24
a 26
a 26
Esper.i-se dos portoB
do su i at o dia 6 de
Fevereiro, seguinde
depo.'> da indisponsa-
ved ;aparacHj
?re.
Os vapores desta companhia entran no porte
ancorando em frente ao caes da praca do Coramer
co ". sendo muito incommodo o embarque dos pas-
sageiros no fundeadouro das paquetes transatln-
ticos, no Lamaro e demais devendo todos aportar
ao Havre, qne o porto mais visinho de Pars,
fra de duvida que ha grande vantagem para qnem
quizer ir Europa em aproveitar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, alm de serem os precos
das passagens mais mdicos, as despezas do embar-
que aqui e as de transporto do Havre a Paria, sao
muito menores do que as que demandam as viagens
nos paquetes das outras linhas.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rapid-
e offerecem excellentes commodos e ptimo passaa
dio.
As passagens poderao ser tomadas de- autezuo.
Recebe encemmendas e pas3ageiros para as
quaes tem excellentes accommodar;oe3.
Augusto F. de Oiiveira & C.
ACiK.VTEft
42 -RA DO OOMMEROIO-42
Leilao
Agente Silveira
De movis, fazilas. ioteas e
ls
QUINTA-FEIRA, 4 DO CORRENTE
A's O i| horas
No arinazeiti sito :i ra do Bo.n Jess
n 16
O agente Silveira, por mandado e cora assi.-tni-
cia do Exm. Sr. Dr. juiz do direit > d orpbaos e
ausi-ntes e a requerimento da mventarante de
Joaquim Martins Gomes,, levar a leilao o se-
guinte:
Urna marqneza, 1 mesa, 3 mochos, 3 camas de
vento, 1 barrica com assucar m.scavado, 1 sacco
com gomma, 1 barrie.i com cimento, barricas va-
sias, fazendas, miudezas, loucas, generes, folhas
de mdres, e mais objectos patentes no acto do
leilito.
LEILAO
\; easa rna do Padre
naldo n. 11
Segunda-feira 8 do corrente '
Dos predios perten.-entes a massa fallida de
Antooio Francisco Corga
Ao meio dia
O preposto Stepple levar a leilao por mandado
do Sr. Dr. juiz de direito especial d" commercio
com assirtedcia do Dr. curador fiscal da mesma
massa as segiiiutes casas : /"
Urna casa teire i n. 11 rna do Padre Reinaldo
teudo a mesma urna armaeao e mam utencilios
para taverna.
Urna dita ra do Rio, sem numero.
Urna dita ra do Imperador n. 31.
Em Mimanguape
Urna dita ra de S. Pedro n. 1.
Urna dita ra da Ponte n. 16.'
Urna dita ra da Pedro.
Urna dita ra do Rosario n. %, com utencilios
na mesma casa.
Urna dita dita.
Uma dita dita n. 5.
Urna dita dita n. 7.
Uma dito dita n. 9.
Um ngenbo denominado Barra Leite Merim.
Uma propriodade denominada Preguica.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
as ditas casas e para qtilqaer informadlo o mes-
mo dar em Goya:ina.
de movis, quadros e vidros
Co n stando
de 1 piano forte, 1 mobilia de Jacaranda com 1
sof, 2 conaolos com pedra, 2 cadeiras de bra-
50 e 12 de guarnicao, 2 de balanco, jarros para
flores, quadns dourados, mesas, cadeiras, mar-
quezal e outros movis de casa de familia.
Qiiinta-felra. I do corrate
A'S 11 HORAS
Agente Pinto
andar do sobrado da ra do Bom
Jesus n. 43
No 1
COMr-4.\IIH. PKHMMBl C 1A
DE
XaTegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Araeaj, Estancia
0 vapor Mandahu
Segu no dia 4 de
Fevereiro, s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at o
'da 3.
Encommendas, passagens e dinheiro a frete at
s 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCMPTORIO
Ao Caes da Companhia Psmambucana
n. 12
Agente Festina
ptimo empreo de capital
QUINTA FEIRA, 4 DE FEVEREIRO
A 11 1| horas
No armazem da ra do Vigario Thenono n. 12
O agente Pestaa, legalmente autorisado pelo
proprietario don predios abixo mencionados, ven-
der em leilao publico no dia e hora cima men-
cionado, as casas abaixo declaradas, livres e des-
mbaracadas de todo e qualquer onus, as quaes se
tornam recommendaveis nao s pelo seu bom esta'
do de conservaran, como pelos bons rendimentos
que podem usofruii os pretendentes s mesmas.
As referidas casas sero vendidas sem reserva de
precos, como acontecen com o leilao passado.
Casa terrea ra de Lomas Valentinas n. 7,
rndenlo 2404 annnaes ; idem rna do Mrquez
do Herval n. 139, r. ndendo 300$ : idem ra d
Monte de Soccorro
Pemambco
Leilao de joias
de
O conselho fiscal attendendo nao s ao pedido
para ser transferido, de 5 do corrente para 5 de
Fevereiro vina uro, o annunciado leilao como por
haver grana1 namero de cautelas em ser, e nao
convir aos interesses do estabelecimento e dos
mutuarios submettel-as venda, faz agora publico
que no referido dia 5 de Fevereiro se effectur
impreterivelmente o leilao s 11 da manh.
Estarao exposicao tres dias diantes.
9.768 2 pu'seiras, 1 tranceln e 1 par de rosetas
de ouro.
10.038 1 annel de ouro com brilhantes.
10.032 2 bules, 1 assucareiro, 1 mantegueira, I
leiteira, 1 salva, 1 coador, 2 colheres e 1
jarro e bacia de prata.
10.037 1 salva e 2 colheres para tirar sopa e ar-
roz, prata de lei.
10.038 2 betoes de ouro com 2 brilhantes.
10.041 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.048 1 cordo e 1 cruz, ouro de 16 quilates.
10.052 1 pul eir, 1 medalho e 1 par de brincos,
ouro de lei, 2 salvas, prata de lei.
10.053 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.055 15 colheres para cha, 12 ditas para sopa
18 para creme, 3 ditas grandes, prata
baixa.
10 .056 1 moda de ouro (z) com lacoe 1 ann
pequeo.
10.057 1 puisera, 1 par de botes, ouro de lei.
10.058 1 par de rosetas de ouro com brilhantes.
10.059 1 salva, 1 paliteiro, 2 colheres para sopa e
assucar, e 17 ditas para cha, de prata.
10.060 1 relogio de onro.
10.069 1 par de rosetas de onro com 2 brilhantes,
1 broche, 2 pulseiras, ouro de lei, 1 coca
prata baixa,
0.070 1 salva e 3 colheres, prata de lei.
j
5
J


1 iltGIVti


Diario de PernambucoQuinta feira 4 de Feverciro de 1886
10.067 19 eolhere* de prata.
10.088 1 relogio, oiiro 10.091 1 crreme cora tinete, para relogio, ouro
de le. .,,
10.092 2 aunis de ouro eom Drilhantes.
10.096 1 t ancelin, ouro de le.
10.101 1 pulseira, 1 medalha, 1 rolta de trance-
ln, e um relogio pequeo, ouro de le.
10 1U 1 tranceln, ouro de le.
10.119 1 pnlseira, 1 broche e uin par de rosetas,
ouro de lei.
10.128 1 par de botoes e 3 anneis, ouro de le.
10.136 1 par de rosetaa de ouro com 2 bnlhantes.
10.137 1 annel de ouro com 1 brilhante.
10.141 1 corrente com medalha para relogio, ouro
dl
10-144 1 relogio, ouro de le.
10.143 1 vclta de.tranceln, 3 paies de roseta,
2 inodiuhas de ouro e 1 teteia, curo i e le
10!l46 1 crai d?. ouro com brilhantes.
1C. i tmtUu. |**S f^.ofeiu, i w^tLe, 1 T>'1
de tranceln, 1 cnlz, 1 anvl,. 1 par de
rosetas. 1 dedal o 1 relogio, ouro de le.
10el48 1 relogio, ouro de lei..
10.152 1 corrente e medalha para relogio, ouro de
lei.
10.159 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de K'i.
10.182 2 botoes de ouro com brilhantes.
10.198 1 relogio, ouro de I i.
10.200 1 relogio, ouro de lei.
10.202 1 par de rozetas de ouro com brilhantes.
10.207 1 pulceira e 1 tranceln), ouro de lei.
10.218 1 traucelim, 1 ncedalh i e 1 torrente para
10.467 1 pulceira, dous tranceln*, urna volta de
dito, mn cordo, urna medalha, urna moe-
dinh.-i, um par de brincos c um dedal, cu-
ro de lei.
10.470 2 cruzes era vejadas de brilhantes, 3 pares
de rosetas cim ditos o seis aunis com di-
to;.
10.473 1 pulceira, ouro de lei.
10 475 2 pares de rosetas de ouro co
tes, dous anneis com ditos, duas pulceiras
e urna corrente para relogio, ouro de lei.
10.476 1 corrente e mcdulhi para relogio, ouro
de la.
10.481 1 braoelete de ouro com coraes e requifi
fes, um eonifi". quatro pecas para cinte-
ro, um dedal, um par de rosetas e duas
pecas de brinco, ooro bixo.
10.483 1 corrent: e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.502 2 anneis curo de lei, um n- irij
ouro baixa, d >ze co!h r : ,>ari eh i, pr.i
baixa.
10.503 1 par de brincos c um eordo, oure de lei.
10.504 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.505 1 volta de trancelim, um broxe, um par de
rosetas, dous botoes, ouro de lei, um par
de botoes para punhus uro baix>.
10.519 2 corrent s e duas medulbfs para ie' 'gio
e um relogio. ouro da lei.
10.520 1 relogio pequeo, ouro de lei.
10.521 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.528 1 par di brincia de ouro e urna mcdalh
ouro de lei.
10.529 1 corrente e um (elogio, curo de lei.
10.531 1 corrente e medalha pira relogio c um
relogio, our-> de le.
10.539 1 tranc- lim, urna medalha e 4 anneis, ou-
ro de le.
10.540 1 par de brinco*, ouro de le1.
10.541 2 prea de rostaa de ouro eom brilhantes.
0.512 1 Brrente e medalha para relogio, ouro
de lei
10.543 1 corrente um broxe com
pequens brilhantes.
10.562 1 annel de ouro eom hrilhante.
10.568 1 chapa de condecoraba >, ouro baixo.
10.570 2 salvas de prata de lei.
10.572 1 pulseira, urna corrente, urna moeda, um
tranceln, dous broxes, umdito para man-
ta, dois pares de brincos, dous pares de
botoes, um annel e nm relogio, ouro de lei.
10.574 1 trancelim de ouro de lei.
10.577 1 relogio, ouro de lei.
10.578 2 anneis e dous botoes de ouro or. bri-
lhantes, um fio de perolaa, quatro broxes,
tree pares de brincos, um dito de ros
tas, dous anneis, duas pecas para cintei-
ro, ouro de lei, um par de botoes e urna
medalha, onro baixo, urna salva e um pa-
liteiro, prata baixa.
10.579 18 colheres para sopa, 26 ditas para cha
c urna conega de prata.
10.582 1 annel de ouro com brilhante, urna volta
de ouro com urna medalha, oun de lei.
10.5^4 g"castigaes e 1 paliteiro. prata de !,-i.
10.591 1 pulseira, 1 par de rosetas, 1 p be de
ouro.
10.604 1 salva, prata de lei, 1 castical, prata
baixa.
10.611 1 corrente para relogio, e 1 relogio, ouro
de lei.
10.614 1 relogio de ouro, de lei.
10.617 1 corrente e medalha, para relogio, ouro
de lei.
10.620 1 cruz de ouro com brilhantes.
10.623 2 pulseiras, ouro de lei.
10.624 3 broches, 2 pares de rosetas e 1 annel,
ouro baixo.
10.627 1 trancelim, 2 medalhas, 1 par de brincos
e 1 broche, onro de le.
10.630 1 corrente e medalha para relogio, ouro
de lei.
10.638 1 gargantilba, 1 pulseira, nm trancelim, 1
medalha. 1 broche, ouro de lei.
10 643 1 p-ir de brincos de onro com brilhantes e
1 brocho, euro de le.
10.648 1 par de rosetas de onro com rubina e
brilbantea, 1 ditocon brilhantec, 4 ann iJ
cur- d;t*)S t b:ilh*Ttes peouoios, sob
papel.
10.663 16 colheres para sopa e 11 ditas para cha,
prata baixa.
10.667 1 par de brincos, 3 ditos de rosetas, 1
broche e 1 annel, onro de lei.
10.668 1 trancelim, 1 medalha, 1 broche e 1 par
de rosetas, ouro de lei.
10,688 1 relogio, onro de lei.
10.702 2 casticaes e 1 assucareiro, prata de lei.
10.703 3 anneis de ouro com brilhantes e rubins.
1 volta de trancelim, 1 crux, 2 botoes, 1
figa com coral, ourv de lei.
10.711 1 relogio, ouro d lei.
10.715 l corrento com sinete e chave, para re-
logio, ouro de lei.
10.730 1 corrente para relogio, ouro de lei.
10.733 1 par de brincos. 1 fita de ouro e 1 psr de
rosetas, ouro de lei, 1 broche e 1 annel
cravejado de diamantes.
10.740 1 cruz de ouro com brilhantes. c 1 salva,
prata de lei.
10.744 1 par de brincos de ouro, e 1 cruz crave-
jada de brilhantes, e 1 par de botoes, ouro
de^ lei.
10.745 1 volta de trancelim, 1 ponteiro, 1 par de
brincos, 2 ditos de rosetas, 2 e meio pares
de botoes, 3 figas, 2 anneis, 1 erabi-una de
S. Joo e 1 castor, ouro de lei.
10.752 1 relogio de ouro. para senbora.
10.753 1 assucareiro e 1 mantegueir:, prata de
lei.
10.757 1 crrante dupla com medalha, onro e pla-
tina.
10.758 1 relogio, ouro de le.
10.773 1 pulseira e 1 par de argolloea, e 1 relo-
r'o, ourc de lei.
pares de brincos, ouro de lei.
10.777 2 pulseiras, 1 broche, 1 par de brincos
cravejados de Brilhantes, mais 1 annel
com rubira e brilhantes.
10.781 1 broche, 1 par de rosetas c 1 cruz, ouro
de le.
relogio, ouro de lei e 1 pulceira, ouro
baixo.
10.224 1 corrente c medalha para relogio, ouro e
platina e 1 relogia, ouro de le.
10.225 1 relogio. onro de lei.
10.232 1 boto de ouro com brilhantesc 1 c.iixa
para rap, ouro de lei.
10.234 1 par de roletas de ouro com brilhantes.
10.235 1 pulceira, 1 broche, 1 par de rozetas de
ouro eontendo brilhante,, 1 pulceira, e
broche el par de roses, ouro de lei.
10.245 1 pulceira, 1 broch, 1 volta de ouro com
laco, 1 medalha. 1 par de brincos, uro*
de le.
10.259 1 pulceira, ouro de lei.
10.260 I eferivannia, prata de lei.
10.280 1 corrente e 2 medalhas para relogio e 1
annel com pequeo brilhante.
10.284 1 annel de onro com 1 brilhante.
10.295 1 salva, prata de lei.
10.301 1 medalha e 2 parea de rozetas, ouro dt
lei.
10.314 1 pulceira, 1 broche e 4 ttelas, ouro de
le.
10.315 1 broche, 1 par de brincos e 1 crux, ouro
de lei, 1 volta de cordao, 1 annel e 1
ponteiro, onro baixo.
10.323 1 corrente e moialb para relogia e 2 re-
logios, ouro de lei.
10.38 1 annel de ouro com pequeo brilhante.
10.352 1 pulceira, 1 trancelim, 1 par de rosetas,
1 annel de ouro o 1 annel com dia-
mante.
10.353 1 cordao (collar) ouro baixe.
10.358 1 broche, ouro de le.
10.364 1 relogio, ouro do lei.
10.368 1 pulceira, 1 par de rozetas, 1 volta de
trancelim, ouro do lei, 1 par de botoes,
ouro baixo.
10.374 1 trai>celin, 1 moeda de puro com laco e
1 relogio, ouro de lei.
10.380 1 annel de onro com 1 brilhante.
10.382 1 corrente e medalha para re lo rio 2 e
anneis, onro de lei.
10.390 1 par de brincos, 1 medalha, 1 cordo,
medalha incompleta e 1 laco, ouro de lei.
10.394 2 anneis de ouro com brilhantes.
10.401 1 trancelim e 1 moeda de ouro com laco,
ouro de lei.
10 402 1 relog;o, ouro de lei.
10.434 1 par de rosetas de ou"-o com diamantes
-e urna crus-perolas.
10.438 1 volta de ouro e *im annel, ouro de ei.
10.445 1 par de rosetas cte otiro com dous bri-
lhantes.
10.456 1 relogio de ouro de lei.
10.460 1 emblema do Espirito Santo, um cora-
co ein ouro nm dedal e cinco botSes, ou-
ro de lei.
10.464 1 pulceira, um par de brincos, um aitouc
rosetas c tres anneis, ouro de lei.
10.466 1 corrente e medalha para re!o o, ouro
de lei.
10.784 2 salvas, prata de lei, 25 colheres, 12 gar
fos, 12 cabos para facas e 1 paliteiro,
prata baixa.
10.786 1 s Iva e 2 colheres, prata de lei.
10.789 1 cruz de ouro com brilhante1, 3 pares de
rosetas com ditos, urna volta de ouro, 6
correntes para /elogios, 1 medalha, 1
corrento fino, 4 trancelias, 4 vsltas ile
dito, 1 cruz, 1 broche, 1 par de brincos e
4 relogios de ouro, ouro de le.
10.790 1 pulseira, quebrada, ouro de lei.
10.791 1 trancelim e 2 pares de brincos, ouro de
lei.
10.799 3 cruzes de ouro com brilhantes, 2 anneis,
1 par de argolloes, 1 par de rosetas, 1
peca grande, 2 pulseiras, tudo cravejado
de diamantes era^ados em prata ; 1 volta
de ouro, 1 cruz, 1 fivella,4 pecas de ouro
para ciateiro, onro de lei, fios de perolaa.
10.800 1 corrente para relogio, 1 volta de trance-
lim, 1 cruz, 1 broche, 1 par de brincos,
ouro de lei.
10.802 1 corrente e relogio, ouro de lei.
Recife 4 de Janeiro de 1886.
Pelo gerente,
Felino D. Ferreira Coelho.
TELEGRAMMA
ftotio jrri tea &% afortuna
DA 2.a SERIE DA 1. LOTERA DO CEAR
EXTRAHIDA EM 3 DE FEVEREIRO
>i m nos
RUMIO*
20479
25369
19619
250:000$
40:000$
20:000$
MI'MEIOM
PREMION
13600
37218
5:000$
5:000$
20478-4:
1
Estao mull MtlJltiraass meros
TINTURARA
OTTO SCHNEIDER
SCCESSOR
Minias de AUuiquerque n. 2,">
(AMIliAIII i DAS FLORES)
Tinge e limpa com a maior perfeicao toda a qualidade de estofo, e faz^aaas
em pecas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; n4o o
trabalbo feito por meio de machinismo aperfeicoado, at boje conhecido.
Tintura preta as tercas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
5235
14547
35730
-i
I
15810
28107
2929(1
30147
34668
36369
36897
37726
__AVISOS DIVERSOS
Urna pessoa habilitada offerece-se para caixeiro
de algum engenh j perto da cidade, e tambem pro-
poe-se a ensinar primeiras letras a meninos,
quem precisar pode deixar carta fechada nesta
'ypogruphia com as iniciae?, T. V. P.
Na ra -streit do Rosario n. 10, tem para
n iider mobilia de Jacaranda ede po-cnsga, por
preco3 cou modos, assim como diversas pecis
a valsas.
Precisa-se de urna ama para coainhar, para
casa de pouc jamilia ; na ra do Baria da Vic-
toria n. 57.
17437
26579
1.000$
30436
30601
30629
31225
Osnamcrosde 20401 a 20500 excepto oda sorlegrande, estao
premiados com 100$.
Os nmeros de 25501 a 234100 excepto o premio de 40:000$
oslan premiados com 50$.
Todos os nmeros que terminara em-9 e 0-eslo premiados
com 20$000.
A lotera seguirte se extrahir no dia 9 Fevereiro.
Bilhetes venda na Casa da Fortuna, ra Primeiro de Margo n. 23.
t$
^GAPHIA Alim
Precisa-so fallar : na ra do Coronel tiuassuna
n. 201, 1 andar, ou quem dclle poder noticiar.
Advogados
Manocl Netto e Bevenuto Lib i ; ra Duqnc de
Caxias n. 75, entrada pelo pateo do Collegio.
Aluga-se urna casa com soten, na Cruz das
Almas, frente de sitio do fallecido Tasso, par.
Emilia pequea ; a tratar na ra Pnmciro de
Marco n. 2\ loja dsjoias.
Precisa-se de duas mulheres de idade, que
tcuham bom comportamento, pa>a fazerem com-
panbia a duas ceuhoras casadas, dando se tude
que preeiwem ; a tratar na ra dos Quarteis nu-
mero 0.
Aluga-se o 2- andar da casa n. 1 do pateo
do Terco, o 3- da de n. 3 ra da Penha, o 1-
da de n. 19 mesma ra, o 1* da de n. 18 ra
Oireita. o 1 da de n. 66 mesma na, o 1 da
l.i n 35 travessa de S. Jos, o 1 da de n. 34
ra estreita do Rosario ; as terreas de ns. 41
* ra do R >ngel, 26 ra Duque de Caxias, 1 do
pateo do Terco, 27 ra de Lemas Valentinas,
21 a ra di. Aragao, e a casa de n 35 ra da
V'iracjio ; a tratar na rna do Hospicio n. 3.
Aliig:i-se a casa com sota, toda catada e
pintada de novo, sita ra da Fundico n. 8, em
Santo Amaro ; a tratar na ra do Mrquez de
Olinda ii. 8, lithographia.
Aluga-se o armazcm da ra do Mrquez de
Olinda n. 18 ; a tratar com Par'nte Vianna &
Companhia
Piano
Aluga-ee casas a bUOn, no becco dos Coe
.hos, junto de S. Gcncalo: a tratar na ra da Im
peratriz n. 56.
= Os hachareis Antonio Justino de Sonsa e
Pedro Affonso de Mello mudaram o seu escripto-
rio para a ra Duque de Caxias n. 54, Io andar
onde continuam a exercrr a sua proBssao de ad-
vogados.
AIng-se a loja do sobrado n. 187 ra do
Coronel Suassuna, com 5 quartos. 2 salas, cosinha
(ora e quintal, por preco razoavel ; a tratar na
ra larga do Rjsario n. 44.
Precisase de urna ama ; na praca do Con-
de d'Eu n. 15, 2- andar, para cosinha.
Eu, abaixo assignado declaro qne vendi a minha
taverna sita ra Imperial n. 151, ao Sr. Joo
Bcnto Rodrigues, livre e desembarazada at 31 de
Janeiro.
Joaquim Francco Querido.
Precisa se de um socio com pequeo capital,
para um estsbelccimento d; molhad js ; tambem
se faz negocio com a armario e ma>s pertencas, a
qual est prompta para receber mercadoria ; a
tratar na ra do Cabug n. 1-C.
= Aluga-se on vende-se um pequeo sitio no
Encanamento ; a tratar em Tigipi n. 70, defron-
te do quartel.
propria para principiante : vende-se um milito
barato ; na ra Duque de Caxias n. 56, terceirs
andar________________________________________
Ao commercio
J. C. Levy & C. e Ernesto ce Leopoldo declaram
ao commcrcio em geral que continuam na socieda-
de que tinham na Pharmacia Franceza sita ra
do Bardo da Victoria n. 25, s-mdo os primiros so-
cios solidarios e es segundos commanditarios, de
confurmidade com o contrato registrado na mesma
j'.nta commercial.
Recife, 30 de Janeiro de 1886.
J. C. Levy & C.
Ernesto & Leopoldc.
= Preeisa-so de um cosinheiro
Msrquez de Olinda n. 40.
na ra do
Qn'-m precisar do um criado copeiro m uit
oom c fiel, e que tambem trabalha em sitio, diri
ja se ao Camiuho-xsovo n. 26.
Vende-se a mel or taverna da estrena nova
dn Agua-Fra, cora poneos fundos, propria para
principiante, e tem cummoJos para familia ; a
tratar na mesma n. 7.
Aluga si: a cas* terrea da ra do Nogueira
n. 43, com 3 quartos c quintal grande ; a tratar
eom o Pinheiro, rna Deque de Caxias n. 66,
1 ja de miud-zas.
Alugu se o 2o andar d > predio ra do Bom
Jess n. l*i, freputzi.i do Kecife, limpa e forrada
a papel ; i tratar com o Pinheiro, ra Duque
de Caxias n. 66, loja de miudezas. _______
Farinha de trigo nova e de
superior qualidade
Retalha-se em lotes
vontade do compra-
dores o carregamen*
de farinha de trigfoem
saceos chegado do Rio
da Prata pelo paque-
te inglez Latine //.
a tratar no armazem,
ra do CommerciJ
n. 4.
PaiacOes
Compram-se na
11, esquina da rna
rna Mariz e Barros n.
do Amorimarmazem.
Este remedio precioso tem gozado da acceita-
eo publica durante cincoenta e sele annos, com-
esando-se a sua manufactura e venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca for.o lio exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prova da sua effcacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nao tem desado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creansas quer em adukos, que se acharao aflic-
tos destes inimigos da vida humana.
N.'io deixamos de receber constantemente
attestaces de mdicos em favor da sua efficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificaces, de
sorte que deve o comprador ter muito cudado.
examinando o nome inteiro, que devia ser
Vermifiac de B. A. FAHNESTQCE1
Apolices geraes
Compram-se duas
d cont de ris; no 1.
andar d esta typogra-
phia se indicar quem
compra.
Declarado
Ficain transferidas para correr com a ultima
lotera de fevereiro as accoes entre amigos que
corriam eom a primeira lotera do mesmo mez, a
qual comprebende os objectos sezuiat;s : urna
machina de costura, um relogio, um annel e tres
quartos das de cem.
Na cidade AiEscada
ra do Commereio n. 19, paga-se por bom pre90
ouro e prata velhos.
:,*;,:5s'
Declara fo
Costa Pcreira Irmaos declaram ao commereio
desta praca e a ^uem ir.teressar possa, qne desde
31 de dezembro deizou de fazer parte de oita fir-
ma o Sr, Jos da Costa Pereira, ficando o activo
psssivo a cargo dj socio Joo da Costa Pereira,
continuando com a mesma firma. Recife 1 de
fevereiro de 86.
Joao da CjsU Pereira.
Jos da Costa Pereira.
I KMANDADE
Das
Almas da matriz da Boa-Vista
A mesa regedora desta irmandade tendo resolv
do mandar resar urna missa com assistencia da
mesma irmandade, por alma de seu irmo ei-pro-
curador Adolpho Domingues da Silva, no dia 4 do
fevereiro prximo futuro, trigsimo do seu falle-
cimento ; convida a todos os seus irmaos, paren-
tes e amigos do finado para assistrcm a esse acto
de caridade, que ter lugar na mesma matriz pe-
las 8 horas do referido dia. Consistorio, 30 de
Janeiro de 1886.
Servindo de escrivo,
M. A. Lardoso.
ALBERTO HENSCHEL & C.
52--RU4 DO B4R40 Di VICT0RIA--52
O aba'xo assignado tem a honra de participar ao respeitavel publico d'eata
capital e do interior, que reassumio a gerencia d'este grande e bem conceituado eeta-
belaci ao ento, onde j por longos annos tem oceupado o mesmo lugar.
As Exmas. familias e pessoas que desejarem honral-o com suas encommendaa
encontrarlo alli os mais modernos e
photographica e modicidade nos precoi.
aperfei;oados trabalhos concernentes a art
C. Barza,
Gerente.

Antonio Harqnew do >u*oicn:>l<>
Candida Rabeo da Silv Marques e suas fi-
ll>as mandara retar urna missa na matriz da Boa-
Vista, no da6, :'u 8 horas da manhl.pela alma do
seu presado filh > e irmo, A itonio Marques do Ha -
cimento, tricsimo din do seu passamento, o para
cajo acto religioso, couvidam os seus parentes e
amig>9, bem como aoi seus, protestando desde j
fiearem eternaa ente trr tos.
Francisca Cavalcanle Paes
Bnrrelo Rnngel
Joo de Souza Ring-I Junior agradece a seus
parentes e amigos que aeompiiharam ao cemite
rio publica os restos mortaes de sua presada mu-
Iher Francisca Gavalcaute Paes Barreto Ran;el,
e convida a todos para assistirem as mssas de
stimo dia, que man r na isreja de S. S.
da Penha desta cidade. s 6 heras da manhS do
da 6 d> corrent, e por mais este acto de religio
cunfess.i-se. d'-ade j eternamente grato.
loaquim Aukumio ferreira
Jarohlna
Mara B. Mascarenhas Jacobina, sens filhos,
netos, bisnetos e Carlos P. de L^mos arradeccm
do intimo d'alma s pessoas qne se d/guaram
aeompanhar sepultura os restos mortaes de seu
filho, irmo, pai, av e sogro, Joaquim Augi'sto
Ferreira Jacobina ; e de novo os convida m para
as missas ue mandam celebrar na matriz da Boa-
Vista e da Oraca, sabbado 6 do corrente, s 8
horas da manhi.
Candida Mara comea de Car
valho
Bernardino Gomes de Carvalho, Delfino Correia
Braga, Maris Leobioa Braga Loyo Manoel da
Silva Leal Loyc, eoposo, filhos e genro de Candi-
da Mara Gomes de Caivalho, mandam resar mis-
sas por alma desta, no dia 5 do corrente, Io an-
nversorio do seu passamento, na igreja matriz da
Boa Vitta, s 8 horas da manh ; e para ouvil-as
convidam as pessoas de sua amizade e parentes,
p*lo que Ihes sero summamente leeonhecidos.
c
JOSEPH KRADSE a c.
Acabam de augmentar o sen j bem conhecido
importante estabelecimento rna Io
de marf o n. 6 com mais
nm salao no Io andar lujosamente pepar- *
rado e prvido de urna exposi- ^*
tei?m de prata d Porte elftr-plfe Q
dos mais afamados fabricaaes do
mundo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos efreguezes a visitarem
o seu estabelecimento, aflu de *T
apreciarem a grandeza e bom gosto com que f
nao obstante a grande ^
despeza, o adornaram, em honra Pf
desta provincia.
ACIA-SE ABERTO DAS 1 A'S 8 DA DTE
Grande o bem mentada oHicina de alfaiale

DE
Domingos da* NeveN Teixeira
BasitoH
Constnca Janucna Monteiro Bastos, Domingos
das Neves Teixeira Bastos, Thomas Teixeira Bas
tos. JoSo Jos d-' Miranda e Mara Rosa Bastos
de Miranda agiaderej cordialmcnte todos os
parentes c amigos que se dignaram aeompanhar
ao cemiteno publico os restos mortaes de seu pre-
sado esposo, pai, irmo e cuubado ; e de novo es
convidam para assistirem as m-ts is de stimo dia,
que mandam celebrar na igreja da ordem terceira
do Carmo, s 7 1/2 horas da manh do dia 5 do
corrente ; e por mais este acto de religio se con-
fessam desde j eternamente gratos.
41.1----
VENERAVEL IKMANDADE
Gloriosa Senliora Sant'Atina,
Santa Cruz
la givja
da
PEDROZA&C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN 41
Ncste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lido e variado sor-
imento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
* udo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; e para bem
servirem aos seus amigos e reguezes, os proprietarios deste grande estabelecimento
tm na direccSo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espajo de 24
horas, preparam um temo de roupa de qualquer fazenda.

Ra do
Baro da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)
Adolpio Domliiiiei da Nilva
Tendo a mesa regedora desta irmandade resol
vido mandar celebrar urna missa por alma de seu
ciro irmo ex secretario Adolpho Domingues da
Silva, no dia 5 d > corrente, as 7 1/2 horas da ma-
nh, trigsima dia de seu passamento ; e para
assistir este acto de religio e caridade, sao con-
l vidados os nossos irmaos e bem assim os parentes
i e amigos do finado, pelo que a mesma se confessa
eternamente grata todos aquelles qni compa'e-
j cerem. Consistorio da mesma na cidade do Reci-
I fe, em 2 de fevereiro de 86.O secretario,
__________Manoel Jns ce Sant'Anna Aranjn.
loe ao .\aclment .luuquer
qae
Sua esposa D. Antonia Mara dos Santos e Al-
buquerque, seus filhoi e fi.has convidam sens pa-
rentes e amigos para assistirem a missa qne cele-
bra-se no dia 5, na matriz de Santo Antonio, s
6 horas da manb. pelo que ser gratos.
Os proprietarioa do muito conhecido estabelecimento denominado
MSE DE MAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitavel PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
ontra qualquer parte.
MIGUL WOLPP & C.
N. 4RA DO CABUG----N, 4
Compra-se ouro e prata velha.
1LE611
[
i
I





6
Diario te Pernambuco---Quinta-fcira 4 de Fevereiro de 1886
loga-se barato
) 1/ e 2.* andar 4 O-aveaia do Campello n. 1
O armaiem da ra do Bom Jesu o. 17.
O 1.* andar da trareasa .do Cara* n. 10.
4 loja da roa do Galabotreo n. 4.
4 caa da ra da Palma n. 11.
\ rnmriri r de Santa Thereza n. 19.
A cata da roa da Poate Velha n, 22.
A eaaa da Baixa Verde n. 1 B Capunga
A tratar no Largo do Corpo Santo n. 19,1* an-
dar.
Aluga-se
o aagundo andar da na da Imperatr'z n. 24 ; a
tratar na agencia progressiva, praca de D. Pe-
dro II n. 73.
Aluga-se
segundo andar da casa ra Imperial n. 19,
tem muitos commodos e agua ; a tratar na ra
Duque de Caxias n. 92.
Ama
Precisa-Be de urna ama qne taiba lavar e en-
gommar ; na ra do Viaconde de Goyanna nume-
ro 139.________________
%* %
Precisa-se de urna para cozinha, pom que
durma em casa; a tratar ra do Mrquez de
Winda n. 6.
Anas
Precisa-se de urna ama para engommar semen-
t e outra para servidos internos de casa de fa-
milia ; a tratar na ra dj Bram n. 68.
Ama
Precisa-se de urna ama para coainhar e cu
durma em casa do emprego; na ra da Cfenif50
a. 4, 1 andar. -,**~
tamiha^rTuT^v^ls!^ ^
"-.:--:
Ama
- -*rcisa-se de urna ama para tarar e engommar ;
na ra da Unio n. 47.
Ama
Precisa-se de orna ama que saiba cosinher ; na
ra de Pedro Aftonso n. 9.
Borracha para limas
Beceberam Rodrigues de Fara & C, e teem
para Tender em seu armazem ra de Mariz e
Barros n. 11, esquina da ra do Amorim.
Tasa no Encmente
Aluga-sc urna casa perto da estacSo de Pirna-
aeijm, nova, tem 2 quartos, 2 sal s, cosinha
tora,; a chave para ver. na taverna do Sr. Adria-
no no mesmo lagar, elle indicar;! com quem se
deve tratar, o aluguel barato.
Cosinheiro
Precisa-se de um cosinheiro ; a tratar na ra
de Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena), ou
ra do Commercio n. 44.
Cosinheira
P.-ecisa-se de urna cosinheira que engomme
bem e ensaboe, e que nao durma fra, para casa
de pouca familia ; na praca do Coude d'Eu n. 30,
terceiro andar.
Cosinheiro
Na ra do Vicario n. 17, se precisa de um co
sinheiro.
Aviso
A sociedade dos refinadores avisa a seus tre-
guezes, que a contar do Io de feve.eiro em diante
os precos doassucar refinado cao os seguintes :
Primeira 0*000
Segunda 4*200
Terceira 3#8 0
Quem pretender urna boa casa bem collocada
pode tratar no escriptorio de Bastos & C. ao
sabir da Companhia Pernnmbucana.
\lleni;io
Pica sem effeito a procuracao que paasei ao Sr.
Francisco Augusto de Miranda, para promover
minha cobranca, desde 20 do corrente. Recife,
30 de Janeiro de 86.
Damiao Aderito F. Lama.
Mine. Niquelina
I
ffl iiriilD orliniiito li tlnieili-
Ha ile iais iota, encerrega-se
a
Roa Primelro de Mareo n. 17
Junto a Botina a*a vi Ihesa
Prata
Comprase pataeoes velhos hespanhow e porta-
E' impossivel
Saver gravaras de m.-.is gosto do que as que
receberam Pedroza & G, ra do Barao da Vic-
toria n. 41.
Sao esplendidas
Aa casemiras que receberam Pedroza & O.
ra do Barao da Victoria n. 41.
J'nao maioria absoluta e unnime pois todos
diaem que as.gravatas que receberam Pedroza &
C. sao as mais bonitas que tem viudo ao mercado:
roa do Barao da Victoria n. 41.
Realmente sao bonitas
As casemiras de cores que receberam Pedroza
4 C, rna do Barao da Victoria n. 41.
Nao se deve ir
A testa da Saudesem se comprar urna das lin-
das gravatinhas que receberam Pedroza A C, rna
do Bario da Victoria n. 41.
Assucar refinado
Os refinadores scientificam aos scus freguezes
que toreados pelos precos do genero em rama cs-
tabelecem a eegninte ubella para o assucar refi-
nado no nroxim > mez.
1 sorte 5*120 os 15 k.
'' dita 4*480 os 15 k
> dita 3*840o8 15 k.
Recite, 30 de Janeiro de 1886.
Na., -
O 8r. Jio Cavalcante Mauricio Wanderley
lino do Exm. Sr. Baro de Trambam, qoein
ir ou mandar 4 rna Duque de Canas 73, con
luir o negocio que nao ignora.
Luvas
Fabrica se por metidas, em 2 horas, perfejclo
precos mdicos, elegancia, 'material, de straerfsr
qualidade : ra de Cabug n. 7, 1* andar.
Liiz.brilhaiLte,m Fumo
OLEOlATICO
Hygienico .c Econmico
PARA LAMPARLAS
Pernaanbneo
NUMERO TELEPHONICO N 33
"Diario de Pernambuco"
de de jane]
ai
uiipra-sc no arma-
zem de moldados ra
da Ponte-Velha n, 54.
Ao publico
Urna senhora habilitada se offerece lecciona r
primeiras lectras e trabalhos de agulha em colle-
gios ou um oasas particulares ; quem de seus
prestimos precisar, pode dirigirse ra do Co-
ronel Suassuna n. 72.
Escola par ciliar
De inatruec primaria para o
sexo masculino
34 EMA DA MATRIZ DA BOA-VISCA 34
O abaixo assignado participa ao Ilustrado pu-
blico desta capital, que abri sua escola particular
de instruccao primaria para o sexo masculino,
ra da Matriz da Boa-Vista n. 34, onde esmerada-
mente se dedica ao ensinu de seus alumnos.
O grao da escola consta: 1er, escrever e contar,
desenlio linear, historia patria e nocoes de trances.
Garante um rpido adiantamento em seus alum-
nos, pelo seu systema de ensine, o qual urna pa-
ciencia Ilimitada, um amor inviolavel e urna es-
merada d-dicacSo ao ensino, fazendo com que os
seus decjpulos abracem e amem de coraco as le-
tras, nos livros, e ao estudo, guiando-os no cami-
nho da intelligencia, da honra e da dignidade,
anm de que venbam a ser o futuro sustentculo
da patria, da religio, e da lei, e um verdadeiro
cidad" brasileiro.
Espera, pois, merecer a confianca e a proteccao
do distincto povo pemambucane, e em particular
tem f robusta em todos os pais e tutores de me-
ninos que queiram aproveitar um rpido adianta-
mento de seus filhos e tutelados.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que os seus incansaveis esiorcos, e os seus
puros desejos, sejam coroados com a feliz appro-
vacao de todos os filhoe do Impe.-io da Santa Cruz.
Mensalidade2*000 ptgos adiantados, no acto
da matricula.
Horariodas 9 horas da manh s 2 da tarde.
Recebe meninos internos e meis-pensionistas por
mensalidsdes razoaveis e lecciona por casas parti-
culares a ambos os sexos.
Julio Moars de Azevedo
34-BA DA MATRIZ DA BOA-VISTA 34
Casas para alugar-se
Aluga-se um sitio na Torre, com boa casa para
morada, multas fructeiras, baixa para capim, e a
casa terrea da ra do Coronel Suassuna n. 240,
com bons commodos ; a trata; na ra Primeiro de
Marco n. 17, andar. ___________________
Cura rptete e certa pete
ARSENIATO OURO
do X3ontpr- Aj&XzL..
da Cnlorose, Anaojs, oiu u atoltotlas do Sysuma narvoao, aatsmo u
au x*ms, atolastias chronicas doa PulmSea, etc., ato.
Aj maloras Ulotejr medlcu Ikn aitastado o podar omattTo deata medicamento a
**-^ o primeiro e o mais enrgico dos rcconstitutntes.
,- 9T>RAS>CO : O FRANCOS |IOI V-UAXTgut.) Jj
\fra*u> que nio trouxer a Marea de Fabrica registrada e a auigntttura^-z^ '00 fibrloente
deve ser rigorosamente recusado. Ss^~~\~^ dette
Producto
t-n'o :
VAaUS, Pharmacia 03X.Ijr, roa Kochecnoaart, 38.
Deposito em Pernambuco : FRAN' M. da SIL.VA A
ECaaC
c.
:
Este id-.portante estabeleeimento de relojoaria,
fundado em 1860, est funecionando agora ra
larga do Rosario n. 9.
O seu proprietark), enaar-,gdo do reguiamen-
to dos relogies do arsenal de marinha, da compa-
nhia dos tnlhos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da do Recife Caxang, da estrada de
ferro de Caruanj, da eotepaahia ferro-carril de
Pernambuco, da aasociacJo commercial beneficen-
te-s da estrada de ferro do Limoeito, cercado de
intelligeotas e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira,
de parede, de torrea degreja, chroaometros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas de msica, ap
parelhos elctricos telephonicos.
Contina a excreer a soa prefissao com elo e
iDterease de que sempre deu provas ao respei-
tavel, publico e aos seus collegas, e vende forne-
cimeuto de qualquer qualidade.
Em frente de seu estabeleeimento se acha col
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
ilero ser vistos pelos passageiros da ferro-carril,
tendosempre aHORA MEDIA DESTA CTDADE,
determinadas pelas suas observaces astronorai-
oas. Ra larga do Rosario n. 9.
Antonio Jos da Costa Araujo.
Aos Sps. de engenho
Um moco habilitado offerece-se para leccionar
primeiras lettras, principios de francez e msica
em algum enteun: : quem precisar dirija-se
ra da Imperatriz n. 78, loja, que achara com
quem tratar.
Ensino mystico
Offerece-se urna profes'sora para ensinar em
casas particulares, prime i ras lettras, francez, flo-
res de panno, msica, principios de msica e
piado ; a tratar no Camiobo Novo n. 128. Mesmo
ra^ cidade, nes arrabaldes, por prego mdico.
Aviso
Achando-se j impresas as poesas que deixon
o finado Luiz Carlos de Aranjo Pereira Palma,
logo aos sajjhores assignantes deesa obra o faver
de mandaren) procurar e*n minha residencia, &
ra de Motocolomb n. 26 (Aogados) os exempla
res que ibes pertencem ; ou deem suas ordena
para la'os remetter pelo eorreio.
Padre Pedros*.
Aula mixta particular
DE IN8TRC OO PRIMABIA
W de Vidal de Wegrtnro* n. 21
ill PerraHaav ata Silva.
\
la Ptrmmliuco:
r.M.itSIlTlfcC'*
bate MUICAHZNTO de um gusto agradavel, adoptado com grande xito lia
mais de 20 annoa pelos mclhorcs Mdicos de Pariz, cura os L)eluxot, Gripe, Tost,
tures de Garganta. Catarro pulmonar, trritu^es do vetto, das Vas urinarias e da Bexiga.
VINHOgilbertSEGUIN
FEBRFUGO FORTIFICANTE approvado pela Academia de Medicina de Pars
Sessenta annos de Experiencia
e de bom xito tem demonstrado a eficacia incontestavel deste VXBTKO, qur como anti-
peridico para cortar as Febres e evitar o seu reapparecimento, qur como fortificante as
Convaleacencaa, Debilidad* do Bang-oe, Falta de Kenatrnaoo, Inappetenela, Stcea-
t5ea difflcela, Bnfermldadea nervosas, Sebtlidade causada pela edade ou por excessos.
Este VinhOj que contm mais principios acf/ros do que os preparados similares, rende-se por proco um
pouco mala elevado.NSo te den objectar contra o proco em vista da reconhecida encada do medicamento.
Pharmacia G-. SEGTJUV, 378. ra Saint-Honord, PARS
Depositarios em PermmLuco : FRAN" M. da SILVA e C\
"..IIW lJtJ II -~
sto asa ,kkt todos os I'erta^istaa e Cabellaireiv^a
4c Prtiao *> lo itr*cgelra
1*E
I
*% i $5*& ^nwyett.
aft.Ti3:g. &. 'sAvxJaX .-O la. X?Sar O, W.
PH0^FHAT0 de CAL GELATINOSO
de E. LER0Y, Pharmaceutico de i" Classe, 2, ma Daunou, PARS
OBTEOUESBO para Statanliiaiuto e a DwtifM tu enaltas, costra t Racbitiao e a M.leitu i
< Recommendamos este Xau-ope a is Mdicos e aos Doentes de um sabor agradavel, de assimi-
lacao fcil e mil vezes superior a todos os xaropesde lacto-pliosphato inventados pela especu-
laco. Todos sao cidos ao posso que o Fhoaptaato de Cal Oelatlnoso nao o
O Sor. Proleasor Bouchut, Medico no Hospital da* Caaayyu. (Qaititc dea HSpItaux, 19 de maio da 187a.)
VINHO PHOSPHATADO DE LEROY neDaS^ofSencia
Anemia, Consumpcio, Bronchite chronica,Tsica, Fraqueza orgnica, Convalescencas difflceis.
lJeposilai'ios em Pemam neo : FRAK M. da SILVA e C". .
^OLEO TRIGEIROCLARO
de FIGADO de BACALHAO
DE ONGH
OAVALHEIRO DA OROEM DE LEOPOLDO DA BLGICA,
_v;."LHEinO DA LEGlXo DE HONRA DE FRANCA,
OOMMENDAUv..~ 1A ORDEM DE CHRISTO DE PORTUGAL.
Beoonhecido pelas primeiras autoridades medicas como
lncontestavelmente o mais puro, o de goslo mais agradavel,
e o mais efilcaz de todos
Contra a TSICA e as MOLESTIAS de PEIT0,
a DEBILIDADE GERAL, o EMMAGRF.CIMENTO das CRIANCAS.
a RACH1TIS e todas as AFFECLES ESCROFULOSAS.
I^T" Vends-se somente em garrafas que levSo na capsula o
sello e a assignatura do D' DE JONGH e a assignatura de
NSAR, HARFORD k C. Cautela com as Imaces.
nicas Consiptsrios, arsaR. HARFORD t C, 21G, Higb Holborn, Lsnm.
Vinde-se em todas as principies Pharmacias do Mundo.
I
XAROPdeBUCHU
d DPRADEL
CONT* TOOM AaV
MOLESTIAS m VAS URINARIAS
ispi&AUfsaH
Catarro chrontco ta bsxga,
iftavSe do canal tc urjtra,
Molestias tc orostatc,
Incontinencia ta Urina,
Arela na urina, etc.
, Pharmaceutico-Chimlco.
i>A.?,I3, NCA CSTIGU0, 11, PARS
SWANN,
1 llTlf Tltil T T I I T lil
MORSONs PEPSINA
PARA COMIATTLK A ,
INDIGESTAO
Sob a forma de
raseos, fs
a ax.OBtrx.os.
VEMO-Sk-noHUHDO INTEUtO.
PREPARADOS DE
Pcpalna Moraene
Huito racommendadts
psloi principesa Hedios.
ORION SON
batBSSJSta 1U, Russ*ll-Sijure
LO N DON
m
DAY& MARTIN
FornecBdons de Sua Majesttde a Raintia tfa Inglaterra,
do Exercito e da Marinha britainica.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRAIXAe pastaUNCTUOSA
OLEO para AEEEIOS
E tudo o que necessario paraaminu'engiodo cairo
sob todas as formas.
DEPOSITO GERAL KM LONDRES
09, Hiah Holborn, 99
touabaco: niIC" I. U SUTA k C".
IDoaltirioieaPBfnam6ooo :rrSK" 11 bSILVA &c>

^S&srqjw
st^J
OEROCQUE
DEROCQUE
iDEROCQUE
15, Rui de Poittra. 13
PA RIS
OLEO
FIGADO deBACALHA
Natural
Ferruginoso e Creosotada
Iks niias'iA'irs Piaatriu
IEIBB3 'laUlMiM
NICA TNICA
Dt FILLIOl
IKSTANTANEA pan a barbft.
M um to-, tem propanr;i e
tm !Tagem.
Dt FILLIOL
ROSADA dar otftaOt
6/incoa
sua Cor primitiva
epofitagtril em Pars: Z'IX.I.XOX., 17, ra Tirienne, P1BJI
la ptrnam6..co i FRAN* M da SILVA e C\
EXPOSICO DE PARS I87t
roa* DE COECVEaO
IcrASMA
' pelo FO do
tnde-se tm todas tu P/tarmacUu.
NA EXPOSICAO UNIVERSAIi
VINHO de CATILLON
ds OLTCERINA e QUINA
0 mal- poderoso tnico reconslituinta proscripto
nos eaiosd Dores d'oatomago. Langor, Anemia
Dtabetis. Goniumpco, Fabrea,
Convaleaoenpa, Resultados dos partos, etc.
0 mesmo rioho com ferro. VINHO FERRUGINOSO DE
I CATILLON regenerador por eicelleaeia do saoiue pebre
I descorado. Este rinho fas tolerar o ferro por todos
estomago e nao ocauiona prisio de reotre,
23. ra Saint V.ncente-Paul. Em Perneo* buco
inc"M.da8UasC',na.priacipMi Paaisillll

Quem tem ?
Oara e prala : compra se ouro, prata e
pedras preciosas, por maior preco que em outra
qualquer parte ; no 1 anclar n. 22 a ra larga do
Sosario, antiga dos Quarteis, das 10 horas aa 2 da
tarde, das uteis.
Leonor Porto
Rna do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima emperfi'ico de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
s 111 curara!
Sem dieta escn modifl'
eafoes de eostumes
b
c
-o
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ifafe

d

m
89
s-a
^
5 o
'l
rl
W
o
Espec.lic maceutico Eugenio r i:
de Hollanda
Approvados pelas juntas de bygiene da Corte,
! Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, debella a hj poemia
intertropical, reconstitue os hydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mu tamba
Muito recommt ndado na bronchite, na hemop-
tvse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
_ E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer-
ruginosa preparados em vinho de caj
EfEcazes as inflammacoes do ligado e ba$o
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de ca pilara e quina
Applicado as coavalescencas das parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
Gi ande propriedade na
Estancia
A luga se, ou arrenda-sc a grande propriedade
da Estancia conhecida pelo Sitio Girao pettencen-
aos herdeiros dos finados Manoel Goncalves da
Silva e D. Clemeutina Theodora da Silva.
Esta importante propriedade cujo fortellissiir o
solo proprio, medindo urna enorme rea de trra,
circundada por muro, excepto a frente que mar-
gina o rio Capibaribe guardada por um extenso
caes com duas tscadas para o rio.
Um grande portao de ferro, d pela Estancia
entrada para o sitie o qual contin : innmeras
aivores fructferas tacs comomaugueiras, ca-
juriros, jaqueiras, fructa-pilo, sapotiseiros, cequei-
ros, pitombeiras, goiabeiras, e ouras muitas de va-
riadas especies; dous grandes viveiros de apa-
nhar peixes, com alpendre coberto para assistir-se
pesca ; duas grandes baixas proprias para plan-
tacao de capim ; dous explendidos jardins orna-
dos de figuras mythologicas ; diversas cacimbas
de agua p^tavel, urna dellas bastante funda, a boc-
ea de dimetro enorme; urna casa com tanque
para banho e lavagem de roupa, urna casa com
grande deposito d'agua do Prata, e tanque para
baoho, com torneiras, duchas, etc.
Urna nascente d'agua.
Urna casa para banho no rio Capibaribe, e outra
para latrina, construidas sjbre o caes.
Grande casa para creados, com cocheira, roupa
ris, estribara, etc.
Casa para vaccas, carneiros, aves, etc.
A casa de vivenda edificada margem do rio
Capibaribe, um magestoso sobrado de um andar
e mirante, tendo de frente nove tanella com varan-
das de ferro, e cinco em cada oitao.
As vastas accommodacoes desta casa sao pro-
prias para numerosa familia, penso ou hotel.
Perfeitamente localisada, perto da linha de
bonds, esta magnifica casa, fresca e confortavel, of-
ferece de suas janellas bello e va:iadissimo pano-
rama insaciavel vista.
O pavimento terreo, alm de urna grande dis-
pensa, e diversas dependencias de segunda ordem,
conta 4 quartos e urna sala com dous gabinetes
independentes todos com janellas.
No sobrado contam-se trez grandes salas de
frente, sala de juntar, trez saletas, dous quartos.
A parte anterior formada por largo avaraudado
de tres faces guarnecidas de columnas. ,
O mirante tem tr?z janellas de frente, um salao,
um quarto, alm de pequeas dependencias de so
menos importancias.
Faz tambem parte da prodriedade Girao um
pequeo sitio apenas separa lo por urna cerca de
pitangueiras, tendo fructeiras, caes, cacimba, es-
tribara cocheira, tanque, galinheiro, e casa ter-
rea para vivenda com terraco na frente, 3 salas,
nma saleta c sotao com um quarto.
Fazendo esta ligeira descripeo da propriedade
Girao para dar aos que lerem este annuncio urna
simples noticia do que ella tao convidados a vi-
sital-a os que a pretenderen!.
A' tratar com Jos Antonio Pinto ra da Com-
panhia Pernambucana n. 6, sobrado.
'^ A*
$
4 V. O

>'


(Ayo.-'s CherryPecora!)
P.\M AaSA DE CDNSTIMfCS,
Ibssn.AsTHMA Bronchite.
Coqueluche ouTosse Convulsiva
Tsica ePulmonar.
?i":.i?j t o D. JCYEBaClAio.L*MUr.!lci
\
Cautelas do Monte de Soccorro
Compram-se na ra estreita do Rosario n. 2.
Precisa-se de um caixeiro de 14 16 annos,
com pratica de srecos e uiolhados, que de fiador
sua conducta ; a tratar no pateo de S. Pedro
numero 2.
Grande sorlimento
de petos c nietlida* para mcccon e
liquido*
Vende-se por precio razoavel ; na '.oja do Sju-
za, ra do Bario da Victori n. 61.
OS ESPECFICOS veterinarios
H0ME0PATHIC0S^=
^=DE HUMPHREY.
* Para a cura de todas as doen^as de
l'arallos. Gado, Carneiros, Caes, Por-
ros, Ares.
Tem sido usado com feliz resultado por
Fazendelros, Criadores de gado, Car-
ros-ferris, etc., etc.
' rtifleado e usado pelo Governo dos
Estados Unidos.
CF" Envia-se Folhetos e Cartes gratis.
HOMPHREY'S MEDICINE CO.
109 Fulton St. New-York.
Especifico Homeopathico de
HumphreyNo.28.
Usado ha 30 annos. O nico remedio efficaz para
Debilidade Nervosa, Fraqueza Vital
e prostrafo, por excessi vo trabalho ou outras causas.
$ 1 por garraa, ou cinco garrafas e 1 gairaJao de pi,
$5.00, ouro americano. *
, A'venda por todos os Droccistas. Tambem
envia-se pelo correo pelo preco do costume.
- Dirija-se a Humphrey'a IImeopathic
Medicine Co." 109 Fulton SU New-York.
QUILL BUTTOM-HOLE TWIST.- -
(Retroz de Seda para Casear.)
Julgando ser de grande utilida.de dos negociantes da
America do Su!, terem fios de seda e retror prepara-
dos em material mais leve do que sejam carreteis de
pao, estamos promptos a foroecer para exportaco
nos de seda, retroz de seda e seda de bordar, de
todas as qualidades, preparadas em lancedetras de
papel ou de pennas como cima representado.
Temos todos os lmannos de fio preto c mais de
quinhentos cores.
Dirija-se 5 Brainerd *fc Armstrong Co."
6a* Market Street, 469 Broadway,
Philaddphia, S. A. New-Yorfc, U. S. A.,
Ob abaixo aaflignados, tendo adoptado e regis-
trado a marca industrial como do desenho jcima
ve cocformidHde com as prescripcoes das leis em
eigor declarara ao publico e particulirmente aos
tens numerosos freguezes, que d'ora em diante
odos os productos qse ahirem de saa botica le-
varo a dita marca como garanfa de sua origem
e legitima procedencia.
GoiF Mh
Este collegio acha ae aberto ra Velha n. 40,
e recebe alumnos internos, sena internos e exter-
na* O direetor,
Ovilio Airea Manara. '
Rio Braco Hgort Bier
Da afamada fabrica
de ceneja de Bremen,
denominad S. Pau-
loacaba de chegar
pe. ultimo vapor de
Hamburgo urna parti-
da desta exeellente
cervejacujo rotulo traz
o retrato do grande e
immortal patriota Vis-
conde do Rio Branco.
Sao nicos agentes
desta marca em Per-
nambuco, os' Srs. Gui-
mares &Perman.
Esta primeira partida
se acha venda na No-
va riamburgo e no ar-
mazem deSoares de
AmraI limaos,ra da
Madre de Deus n. 22,
Ppraad togado
A'uga-se a sala da frente do Io andar da casa
i ra Duque de Caxias n. 61 ; a -ratar namesma.
Cosinheiro ou cosinheira
Pre usa -se de um bom cosinheiro ou unta
cosinheira ; a tratar n.. rna do Apollo n. 30,
andar, das 10 boraa da manha s 4 da tarde.
*recisa-se
de um socio para una casa de molhadoe, que te-
nba babilitacito necessaria e que entre com algum
capital ; trata-se no largo do Mercado n. 11,
Viva a pandega
Fica transferida para a primeira lotera do mes
de Marco as acoes que deviam correr com a pri-
meira do mea de Fevereiro, visto seren diminuta
aa acoes paseadas.
Olinda, 31 de Janeiro de 1886.
1
riii
i

i
,




Diario de PernambncoQ^inta-feira 4 de Fevereiro de 1886
*
-
>
VENDAS
__ /ende-se a innaco da fabrica de cigarros
Africana ou todo o estaovlecimaito : a tratar ns
mesma ra do Cabag n. 1 C. __________
Gibrioiel c victoria
Vende-se um cabriolet e urna victoria em pe>
fito estado : a tratar na roa Duque de Cas
Damero 47.
Vende-se
por bir&tissimo preco 3 12 duzias de earrinhos
de mo, o mais bem aperfeicoado e forte, como nao
ha em parte alguma, o que s<5 avista pode justifi-
car o que fie* dito ; para ver e tratar na ra do
Sol, armazeng na. 7 e 13.
250H000
Vende-se por 250J tedos os utensilios neceasa-
nos para urna padaria, inclusive um bom cylindro
americano, tdo em perfeito estado de conserva-
do ; a tratar na ra da Imperatriz n. 14, loja.
WfflSKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este ezcellente Whisky Escessea preferiv
ao cognac ou agurdente de carina, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a retalho nos melheres armaze ns c
Bolhados.
Pede KOYAL BLEND marca VIADO cujo m-
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
BROWNS de C, agentes
Liqudalo
em contlnuaco na ra larga do
Rosarlo n.
Damiao Lima 4 C, nao p dendo acabar o seu
grande sortimento de mindezas, em consequeneia
da cryse perqu passamos, continam por aaais al-
gum tempo a liquidar suas mercaduras, pelo que
de novo convidam ao publico e especialmente
Exmas. familias, a quem pedem toda proteccSo.
Admirem 1
Punhoe e colarinhos bordados para se-
ntaras 2*200
Ditos lisos 1*800
Ditos de ceres 1*500
Lavas de seda de corea 2*500
Agua florida, 700 R. e 1*600
Bordados de 300 rs. a 2*000
Bonitos lacos a 2JO0
Leques de 400 rs., 6C0 e 1*000
Meias para homem 3*000
Ditas idem 3*000
Ditas de cores 4*000
Um par de fronhaa de labyrintho 1*5*0
Urna toalha de labyrintho 25J e 30*000
Envesiveis, rs. 320
Fitas, bicos. lencos, grr.vatas e outros muitos
artigos que esto ezposicao.
Bu* larca do Basarlo n. 3H
DarniSo Lima & C-
Fustoes de setineta a SOO rs, o
eovado
Alheiro & C. ra da Imporatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de fustoes braneos pelo
baratinbo preco de 400 e 500 rs. o eovado, assim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
eovado ; na loja da esquina do beceo dos Fer-
reiros.
3t
AO
3Ba da Imperairlz
Ijoja de Pereira da Silva
Ne&te estabeecimento vende-se as roupss abai
zo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitota pretos de gorgorao diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados 7*C00
Ditos de casemira preta, de cordao, muito
betn feitos e forrados 10*000
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12*000
Ditos de flanella azul, sendo ingleza ver-
dadera, e forrados 12*000
Calcas de gorgorao preto, colchoado,
send" fazenda muito encornada 6*900
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas 6*500
Ditas de flunella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 8*000
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*000
Oeroulas de greguellaa para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e lt>00
Colletinhos de greguella muito bem feitos 1*000
Assim como um bom sortimento de lencos de
linbo e de algodo, meias eruas c collarinhes, etc.
lato na loja aa ra da Imperatriz n. 32
It i sea dos largos
a OO rs. o eovado
Na loja da ra da Impe*::triz n. 32, vendem se
riscadinhos proprios para roupas de meninos e
vestidos, pelo barato proco de 200 rs. o eovado,
tendo quasi largura de chita franceza, e as8>m
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o cova
do, e ditas eecuras a 240 rs., pecbincha : na
loja'o Pereira da Silva.
Fnftt*e. nettneta* e larlnha a 500
r. o eovado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustoes braneos a 500
rs. o eovado, lzinhas lavradas de furta-cores,
f zonda bonita para vestidos a 500 r. o cavado,
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas as
cores, a 500 rs. > eovado. pecbincha : na luj
do Pereira da Silva.
McrinN preion a IOO e I*fiOO
Vende-se merinos pretos de duas 1-rguras para
vestidos e roupas para meninos a 1*200 e 1*600
o eovado, e suoerior setim preto para enfeites a
1*500. a>sim coao chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures braneos, de 240 a* 320 rs.; na nova
loja de fereir da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
%iu a OOO.. llel*o
Na loja da ra da Imporatric n. 32, vende-se
superiores algodaozinhos franceses com 8, 9 e 10
palmos de largura, proprios para lencoes de um
s panno, pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 o
metro, e dito trancado pa a toalhaa a 1*280, as
sim como superior bramante du quatro larguras
para lencoes, a 1 *500 o metro, barato
do Pereira da Silva.
SAO AS SEGUINTES PARA, ACABAR
59- Rna Duqe de Caxias-59
Toaile de nice, lindas cores, lfl, 1*400 o eo-
vado.
Damac de seda bordada a 1* o dito.
Sedas bordadas, finas, a 1*800 e 26 o dito.
Setim Maco de todas as cores, a 1* e 1*400 o
dito.
Dito dito preto, a 1*200, 1*500 e 2* o dito.
Cachemiras para vestidos, al* e 1*400 o dito.
Gorgurin&s matizadas de todas as cores, a 400
e 500 rs. o dito.
Setinetas lavradas e lisas de todas as cores, a
500 e 560 rs. o dito.
Faile com lindas ceres, a 460 e 640 rs. o dito.
Mirins pretos al*, 1*200, 1*400 e 2* o dito.
La de quadrinhos, cores lindas a 700 rs. o dito.
Dita de todas as cores, a 400 e 560 rs. o dito.
Popelinas de seda a 300 e 320 rs. o dito.
Alpids lisas, finas, a 360 e 400 rs. o dito.
Fustao de cores para menino, a 320 e 3>'0 rs. o
dito.
Casemiras pretas a 2* e 2*200 o dito.
Ditas de cores a 1*500 e 2* o dito.
Dits ditas finas, inglezas, a 3*500 e 4* o dito.
Cortes de casemiras com toque de mofo, a 2*800
e 3*400.
Ditos de dita perfeitos, finas, a 6*500, 7*500 e
10*.
Damasco de la com 8 palmos de largura, a 2*
o eovado.
Dito de algodo a 600 rs. o dito.
Dito branco bordado a 1*500 o metro.
Atoalhado de liuho fino, a 1 o dito.
Cortes de cazeneta a 1*400, 1*800 e 2*.
Fechs de pellucia, 6* e 7* um.
Ditos arrendados, a 2*500, 3*500 c 4*500.
Ditos de seda, lindas cores, a 3* e 3*500.
Chales de casemira, a 3*500. 5*500 e 7*.
Ditos de algodo, a 1*, e 1*800.
Colchas de cores a 1*500 e 2*
Ditas porteguezas (muito grandes) a 125 e 14*
Ditas de crochet a 10*, 12 e 15*.
Capillas com veo (para noivas) a 10* e t6*.
Enzovaes para batizado, a 10* e 14*.
Camisas para senhora, a 3*500 e 5*.
Saias idem idem, bordadas, a 4* e 5*500.
Toninas de laberintho ricas (para baptizado) a
60* e 80.
Cretones ara vestidos, lindos padroes, a 280,
360 e 440 rs. o eovado.
Chitas claras, finas, a 240 e 280 rs. o dito.
A' roa Duque de Casia* n. 59
DAS
CORRE NO DA 9 DE FEVEREIRO
!
O portador taue possuir um vigsimo desta importan-
te lotera est habilitado a tirar 10:006*000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 9 de Fevereiro de 1886, sem falta.
Coireias
de sola nglezi, de I na e de borracha, de diver-
sas larguras e grossuras ; vende-se barato na
undicao Villacs, ra do brum n. 54.
Bodn (lias
Klendonca Primo & C.
Vendem por preeos sem
competencia
Las escocezas, padroes modernos a 400 reis o
eovado.
Ditas mescladas e lavradas a 500 reis o dito.
Velbutinas de todas as cores, lisas e lavradas a
na loja ; W200 o dit..
I-ustt-8 braneos com lindos desenhos a 400 e
Roupa para meninos
A l*>. iSr.OO e <&
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um variado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de patosinho e calci-
nita curta, feitos de brim pardo, a 4*000, ditos
de moleequim a 43500 e ditos de gorgorao preto,
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; na
loja do Pereira d* Silva.
Fazendas brancas
SO' AO NUMEiO
o rna da Imperatriz = -lo
i/oja dos barataros
Alheiro & C, a ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bouito sortimento de todas estss fazendas
abaizo mencionadas, sem competencia de preeos,
A SABER:
AlgodoPecas de algodozinho com 20
jardas, pe'os baratos preeos de 3*800,
4f, 4*5 O, 4*9(0, 5$, 5*500 e 6J500
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at 12*000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toallias e
coroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem feitas.
a 1*200 e 1*500
Colletinhos r'a mesma 800
Bramante francez de algodo, muito cn-
corpario com 10 palmas de largura,
m.'tro 1*280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 20800
Atoalha'o adamascado para to alnas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista. 0 que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Tolas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro &C., esquina do becco
dos r'erreiros
Algodo entestado pa-
ra lencoes
A OOo r*. e AOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-V-^ta
algodo pira lencoes de um s panno, com 9 pal-
mos de largura a 900 rs., e dito com 10 palmos a
15000 o metro, assim com* dito trancado para
toalhas de mesa, com 9 palmos ue largura a 1*200
o metro. Isto na. leja de Alheiro & C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, l*6t<0, l800 e 2* o eovado
Alheiro & C, roa da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco aeima
dito. E' pechineha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
Espartilhos
A 5#0W
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
500 reis otiito.
Lencoes de bramante a 1*800.
Callarinhos modernos para homens a 500 reis.
Setir.s de todas as cores, por preeos baratissi-
mos.
Merinos pretos e de cores para \ istido.
Mantilhas pretas.
Ficbs do diversas qualidades.
Cortes de, cauemira para, sznhora, bordados de
.seda, atoalhado-, espartilhos, tapetes avelludados.
I panos de crochet, punhus para homem e senhora,
meias de todas as qnalidades para homem e se-
I nhera e outros muitos artigos de moda.
Rna Dupue de Caiias n. Hi
Fazendas linas e modas
* A, Ra do (abusa t B
f Bastos A C.
(TELEPHONE 359)
Avisam as Exmas. fami'ias que receberam de
Pariz:
Lindissimos cortes para vestidos com tecidos da
mais 1 alpitante novidade como sejam: Etamine
com bordado a retroz, seda crua bordada a capri-
cho, Cicb mire com enfeites bordados a fil.
Modp. 1886
Va'entionne en ecorce d'arbre.
Pi imoroia escolha em vestidos "m 20 metros de
l ligeira, tecido ainda nao conhecido aqui.
Cores e desenhos novissimas n..s segnintes fa-
zendas de seda, l e algodo. Etamine, Surah, Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alsace, Cachemires.
Explendido sortimento
Em leques, luvas, espartilhos, lacos, lavalires.
meias, lancees e muitos outros artigos que se ven-
dem por precie sem competencia.
Tainhas
Vendem se em barris e em quartolas, e mais
baratas do que em ou'ra qualquer parte ; na ra
de Pedro Alfonso ns. 5 e 11.
Pechinchas
Na loja das listas aznes
Kua Duque de Cazias n. 61
Benda da China, fazenda branca, aberta,
para vestidos a 240 rs.
Leqnen a Joaaia. representando a'guns
actos da linda opereta a I *000.
Yah chlaesa* com fios de seds, com qua-
drinhos e lindas cores a 330 rs.
Cretones francezes, miudinbos. a 240 rs.
Oliln (elta novidade) fabricadas em 8. Pau-
lo, cores finas e sentirs a 240 rs.
Merlas infestados, de todas as cores, a
800 rs.
Lencos branros muito finos a 2*000 a
duzia.
Cottertore* encarna don com pequeo
1 a 3*000.
Toalha* aeolcboadaN a 2*800 a duzia
Dsnxro de l intistado, para coberta e
repootriros a 1*200 o eovado.
Hela* de urna s cor, para senboras e meni-
nas a 500 rs.
Rna Duque de Caitas a. 1
L ja das lia'ras azues
OTE
DO
EXTRACTO NO DA 9 DE FEVEREIRO
INTRANSFERIVEL
O portador que possuir dous vigsimos desta importante
lotera est habilitado a tirar25:ooo$ooo.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da Fortuna ra
Primeiro de Marco n. 23.
CORKE 9 DE EEVEREffiO DE 1886, SEM FALTA.
y
VSVDIrOTRO
ios 4:000S000
BILHETEC frAlAMTI908
Ra do BarSo da Victoria n- %
e casas do costme
O abaixo assignado acaba de vender
e n seas felizes bilhetes quatro quartos de
n. 1298 com a sorte 4:000)5000 e di/ersos
premios de 32,5000, 16^000 o 3,5000
O mesmo abaixo assignado convida oe
possuidores virem receber na conforini-
daie do costume, sem descont algum.
Acham-se venda os felizes bilhet s
garantidos da 7. parte das loteras
Maeficio da matriz de Rio Foriuozo (35*)
que se eztrahir quinta feira, 4 de Feve
reiro.
G:
SfiLIZ
As4:000S000
3ra(ja da Independen
cia ns. 37e 39
O abaixo assignado venden entre os seus
t'-lizes bilhetes garantidos da 34a lotera
i sorte de 100$ em 4 quartos n. 1384
Jera de outras muitas de 32,5,16)5 e 8|J.
Convida os possuidores a virem recebe:
sem descont algum.
Acham-se a venda os fezes bilhetes
garantidoBda 35a, parte da lotera a beneficii
da matriz do Rio Formoso, que se eztra-
hir no dia 4de Ferereiro.
A0S 4:00000
3IL2IB5 liumm
m Primeiro de Marco n. 25
O abaixo assignado tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 3514 com a sorta de 1003000,
aim de outras sortes de 32^, 16^5 e 8,5, di.
otera (34.*), que se acabou de extrahir.
canvida aos possuidores a virem recebe:
na conformidade do costume sem descontr
-

Preeos Inteiro 4r000 Meio 2^000 Quarto 1J000 poreo de lOO^OOO par cima Inteiro 3500 Meio 1^750 Quarto (5875 JoQo Joaqun da Cotta Leife. Preeos Bilhete inteiro 4/1000 Meio 20000 Quarto 1^000 San poreo de 1005000 pa claaa Bilhete iuteiro 30500 Meio 10750 Quarto 0875 Autonto Augusto do* Santrt Porto.
i mu 1
a (gura.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 7.a parte das loteras
beneficio da matriz de Rio FormrAo
(35.), que se extrahir quinta feira, 4 de
Fevereiro.
PltECOS
V.l
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
quantidade alor de KM*
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manod Martins Finia.
os 4:0001000
i:000f00
BILHETES GABANTIDOS
16-Rua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos biihe
tes gar. ntidos da lotera n.'35a em beneficio
da matriz do Rio Formoso que se extrahi-
r na quinta feira 4 de fevereiro.
correte.
Preeos
Integro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Sendo quantidade superior
a 1j 0:000
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
__ Joaquim Pires da Silva
Grande liquidado
de pHnmn
17 Roa io Bara da Yicturia 17
Exposico universal


8
Diario de PernambucoQuintafeira 4 de Pevereiro de 1886









SCIEXCIAS
Astronoma
SATELLITES DE VENUS
Quando em 1610, Kepler recebeu a no-
ticia da descoberta tos satellites de Jpi-
ter, Bcreveu a seu amigo Wacbenfels:
Estou tao longe de por em duvida a
existencia dos quatro planetas de Jpiter
que espero urna luaeta para antecipar-vos
Portanto, salvo urna observajio, em 150
annos nao se tornoa a ver esse satellite
problemtico.
A segunda objecjao, que anda parece
rnais concludente, confirma tambem na sua
opiniao aquelles que rejeitam absolutamen
ta a hypothese de um satellite.
Por occasio das passagens de Venus
si fr possivel, na descoberJa de doua sa- [ 80bre o disco solar, observadas desde 1761.
tellites em torno de Marte, seis ou oito em|nao 8e pode descobrir outro satellite Ve-
torno do Mercurio e de Venus. nug.
A exactido de Uto engenhosa predicjao I Nao se acbando provada a possibilidado
perto de Venus, um pequeo astro, que i passagem de um planeta intra-mercurial
pareca formado de um ncleo cercado de sobre o disco de Venus, elle demonstra
urna nebutosidade tenuissiraa e na qual jul-
gou ver o companheiro de Venus,
faz pasmar. Nessa poca, notemos, nao se
conheciam os satellites de Saturno, e, en-
tretanto, descobriram-se oito; demais, os
dous satellites de Marte re lentamente des-
cobertos pelo Sr. Asap Hall vieram confir-
mar plenamente a opiniao de Kepler.
O planeta Venus foi scmpre considerado
dosprovido de satellit?.
Se raciocinarmos nicamente sobre as
analogas que apresenta o systema solar,
somos levados seguinte hypothese :
Quando a nebulosa, de cujo ncleo sa-
himos, gerou no seu movimento de con-
densacSo, esses corpos enormes que grvi-
da existencia de un companbeiro de Ve-
nus, tentou-se explicar as apparijSes ob-
servadas pelas passagens de UraauT,- ainda
desconhecirfo nessa poca.
O Dr^- Koch, de Uantzig, provou at
que a observacao de Roedkicer, de 4 de
Marco de 1764, concorda com a posijo
de Uranus, que nao distava do Venus io-
nio 16.
O Sr. Bertrn! propunha verificar si al
gum dos pequeos planetas nao se podcria
acbar neste caso, o que resolvera a ques-
tao.
Em 1757, o padre Hell, astrnomo ha-
tam nos limites de nosso systema, produ bil, julgou perceber perto de Venus, u u
zio-se na sua densiiade, e talvez at na j ponto bnlhante, mas desjobro logo que
sua composijo, inudanja notavel. A urna j essa imag-'m era produzida pela luz reflec-
srie de grandes planetas succederam-se tida no seu orgao visual e reenviada pela
planetas menores e mais densos. Marte pa-1 ocular do instrumento. Foi, pois, mera
rece ter sido formado neste periodo de soli- illusao de ptica.
dificajSo. O seu pequeo dimetro (a me-
ado do da trra) constitue um corpo aparte.
Segue-se a Terra, mais densa, mais vo-
lumosa e, finalmente, Venus e Mercurio
cujas proporjoes tambem augmentam.
Comquanto este raciocinio pouco satis-
Parece diffieil que astrnomos do valor
de Cassini e da pericia de Schort se illu-
dissim com esta aberrajao.
A passagem de Venus pelo disco solar
em .76', no tendo deixado perceber o
astro que se procura va, o padre Hell ten-
faja os espiritos mathematicos, convm no- j tou demonstrar que todas as observajfles
tar que Venus e a Terra tm urna densi- eram produzidas pelo phenomeno que elle
dade sensivelmente idntica, um dimetro
igual, e um volume tambem quasi igual
Quasi que tem-se o direito, por analoga,
de conceder um satellite a venus.
Vejamos no que se pde basear esta hy-
pothese.
Colheram-se sete series de observaces | modar se hypothese pliysica
deste satellite. lndicamol-o na quadro se- Hell.
gninte:
observara.
Era lhe tanto mais fcil assim todas as
apparijes verificadas, quanto, em quasi
todas as circumstancias, o astro estudado
apresentava as mesmas phases do planeta
o
que < em todas as circumstancias em que
julgou-se ver, perto de Venus, urna peque-
a estrella acompanbadora, com phase
idntica 'da estrella maior, esses astros
estavam affasudos do, sol a urna distancia
que um corpo contido na rbita de Mercu-
rio ne pde attingir. >
De parte esta proposijilo, cumpre notar
a singular coincidencia que se deduz do
quadro seguinte em que as pocas da visi
bilidade do satellite estilo indicadas e gru-
padas em serie.
E' curioso observar que esse periodo de
2,96 annos, acha-se sensivelmente mlti-
plo dos intervallos de tempo decorridos
entre as observaos. O 3r. llouseau con-
clue disso a existencia de um corpo que,
afastando se da rbita de Venus, se lhe reu-
nira em intervallos determinados por esse
periodo.
Numero das
obseruagdes
1
2
3
4
5
6
Intervallo
total...
O 8,
Datas t 1 S
--------- 4 Annos 5
1645.87 1672.07 1886.65 1740.81 1761.34 1764.24 26.20 14.58 54.16 20.53 2.90 9 5 18 I
""" ^~ 118.37 '40


Annos
2.91
2.92
3.02
2.97
2.07
2.96
As observajSes feitas levaramrao a pen
sar que a rbita Venus e a de seu compa-
nbeiro sao concntricas e de um\raiodimi
utamente differente.
O Sr. Houzeau propoz, demak
de Neith, para desigar o satellit
us.
Disto como em todos os 2,96 ai
principal, e, por conseguinte, podia accom- nus e Neith acha.n se om conjuncel
vimento doste ultimo ou c superu
ferior ao de Venus.
do padre
w
O! K -
5" r
Recentemente, o Sr. Denning quasi que
o notne
de Ve-
8, Ve-
o mo-
ou in-
Uma singularidade malhematica, nao
menos curiosa*, levara o Sr. Zenger a re-
sultados absurdos.
Este resumir, segundo os cathalogos de
Maoller, os cometas observados desde 1877;
depois transformado as datas de passagem
no perihelio em unidades comparaveis, for-
mara as dieffrenjas dessas pocas e obti-
vera urna duracao media de 12 dias 56.
Ora, este periodo corresponda ao teropo
de meia rotaj2o do sol.
Achava, demais, que o tempo de revolu-
cao dos cometas peridicos devia ser ml-
tiplo dessa ineia rotacao.
Para avahar o grao do confianja que se
deve ter nessa theoria, observaremos que
varios periodos satifazem a questao, o que
importa dizer que nao existe periodo. Com-
prehende-se, de mais que quanto raencr
fr o tempo desse periodo, menos proba-
bilidade naver para; a exactidao.
O Sr. Seeliger fizera notar que esses
mesmos cometas peridicos apresentavam
tambem um periodo de 17 dias.
Chega-se a um resultado idntico se se
escolherem, 2 ou 46 dias, como se pode-
r verificar.

o
a
a.
o
CD
S"
o.
o
5"
3
.
1


o
3
93
05CJS-^clClOlO'U'C;>os^
......
Wao*.05CnOiOO'*-t>33
i 5-
p'
o
Pica assim demonstrado que o novo pla-
foi victima domesmo erro. Em 30'de n?taJde^a,.tcr urna duracio de revola-
marco de 1881, notou a observacao seguin- Sa de
te (estudava entao o planeta Venus):
0,844, sendo a da trra ao sol.
1
. 1 C4
. ' 1 *
-4. -- > co es O ^ 1
=. a. s g B i O a sr a i 99 i. 5 2. 3 o B i B 1 1 1
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O 5 o B> ^^ 1 s S o" 3 o CE B es < .1~*-
1551 O o -1-a-a i o* 3 Cu i-* \ 1 1 1 1 1 c. r s a
O" o " i *& o
i- i 1
-i -j
2^ 1
Os astrnomos dos quaes emanam estas
observajoes silo todos dignos de confianca,
e tornaram-se conhecidos por trabalhos in-
teressantes. Parece, pois, que o satellite
qxiste realmente.
Infelizmente, duas difficuldades, que pa-
recem invenciveis, vm complicar o pro-
blema.
Vimos que a ultima observaso data de
Durante a observaao de hoje, dous
crescentes eram visiveis no campo da lu-
neta : ura, largo e pallido, quasi no cen-
tro do campo ; o outro, pequeo e brilhan-
te, um pouco ao Este do primeiro ; este
ultimo era a verdadera imagem do pla-
neta. As observagSes de um satellite
de Venus, mencionadas em alguns trata-
dos de astronoma, ajudirara-me logo
mente ; mas era evidente que eu fosse vip
tima de urna simples illusilo ptica. /
i Era asss curioso que os douyi cres-
centes cstivessem voltados n^ra'o mesmo
lado, sendo idntica a nJv^Se : um pareca
a reprodcelo exacto do outro. Avaliei
que o dimetro/" si a sextan^rte do dimetro do outro. Fiz
gy^aifa ocular, sem reduzir nenhuma des-
locacao na posicSo relativa s duas ima-
gens. etc.
Em 1769, poca em que prevaleca a
opinilo do padre Hell, Lambert, partindo
das observad-oes de 1764, calculou a rbi-
ta do companbeiro de Venus com urna pre-
cisao tal que ninguem duvidou mais da
existencia do satellite; o imperador Fre-
derico propoz at dar-lke o nome de Alem-
Ibert. "
Adata de 1 de Janeiro de 1777 tora fixa-
da pelo calculo para urna passagem do sa-
tellite pelo disco solar, mas a observacao
no correspondeu expectativa geral.
A questao pareca definitivamente re-
solvida, e em todos os tratados de astrono
mia, nao se mencionava o satellite de Ve-
nus sino para premunir os observadores
contra urna illusilo de ptica s do padre
1764: desde essa poca nunca mais appa
recen'esse satellite, quando, a 3 deW He a do Sr. Denmng .uando appareceu
vereiro de 1884, o Sr. Struyvaert deseo- o Cid et Ierre um artigo do Sr. Houzeau
brio um ponto brilhante sobre o disco de q propunha urna theoria satisfactoria do
Venus (apresentando o aspecto dos satel- astro problemtico.
lites de Jpiter, quando passam diante Vamos, segundo elle, desenvolver esta
deste planeta), depois de algunsldias, a 12 ; hypothese.
do mesmo mez, o Sr. Niesten observou, Comecando por estudarapossibilidade da
FOLHETIH
MATHIAS SNDORF
POR
julio nui
((I l\TA PARTE
(Continuaco do n. 25)
H
A reata dai Cegonha
Quando se deu o tiro de peca, essa
chusma de nmadas estava tomando a re-
feicSo da tarde. Aqu o earneiro assado, o
pifu de gallinha para os Turcos ou os que
quriam parecel-o ; all, o couscoussou para
os rabes .".bastados; mais longe urna sim-
ples bazina, especie de papa de farinha
de cevada e azeite, pura a multidao desses
pbbres diabos cujos bolsos continham mais
mahboubs de cobre do que mictals de ou-
ro; e por toda a parto, ondas de lagby,
esse sueco da tamareira, que, quando no
estado de cerveja alcoolica, pde levar aos
ltimos excessos da embriaguez.
Alguns minutos depois do tiro de pega,
homens, mulheres, crianjas, Turcos, ra-
bes, negros, nao estavam mais era, si. Era
preoieo que os instrumentos dessas orches-
tras barbaras tivessem urna sonorid.de me-
donha para se fazerem ouvir no meio de
tal alarido humano. Aqu e alli, (avaliei-
rot em disparada descarregando as suas es-
pingardas compridas e pistolas de coldre,
emquanto os fogos de artificio detonavam
como boceas de fogo, no meio de um tu-
jnulto impossivel de descrever.
Aqui, a luz de archotes, ao crepitar dos
Si esse periodo de 283 dias for adopta-
do pode-se ootar immediatamente que qua-
tro revoluc^es de Neith equivalem dura-
9&0 de .cinco revolutos de Venus, como
tica demonstrado no quadro seguinte:
N. de revo-
luyoes De Venus De Neith
t 225 dias 2S3 dias
-2 450 566
3 675 849
4 900 > 1.132
5 1.155 1.132
As observagoes dos Srs. Struyvaert e
Niesten, que j assignalaraos, pareceram
confirmar a hypothese do Sr. Houzeau.
Realmente, si essas observares sao ver-
daderamente as de Neith, intoressa notar
que 40 ou 41 periodos de 296 annos tra-
zara poca actual 1.
Todava, justo dizer que a incerteza
do periodo deixa o campo livre a todas
as supposicSes.
Esta theoria tilo engenhosa que tem-
se pezar em nao poder aceital-a ; infeliz-
mente duas observares vem corabater a
hypothese.
A prmeira tirada das proprias conclu-
ses da analyse do Sr. Houseau.
Vimos que a distancia media de Neith
era 0,844. Ora Venus eat a 0,72 (es-
tando a Terra a 1), o que quer dizer que
Neith est mais prximo de nos do que
Venus.
Esta observago destre a condicao im-
posta pelo autor de que os daus planetas
gravitara em rbitas concntricas e muito
approximadas.
Por outra parte, o processo empregado
para determinar a duracSo da revolucSo
de Neit, entra nos raethodos empricos, e
si bem que o Sr. Houseau convenba que
seria um acaso si esses valores fossem o
cffsito de coincidencia fortuita/ esse acaso
pode existir.
tambores de madeira, melopea de um
canto montono, um chefe negro, phantas-
tasticamente vestido, com urna cinta de os-
sos pequeos, rostos oc cultos por urna mas-
cara diablica, excitava dansa uns trinta
companheiros no centro de um circulo de
mulheres convulsionadas, que batiam pal-
mas.
Alli, Aissassouas selvagens, no ultimo
grao de exaltacSo religiosa e de embria-
guez alcoolica, de rosto coberto de espuma,
olhos fra das rbitas, quebrando paos, mas-
tigando ferro, cortando a pelle, brincando
com brazas, enroscados pelas suas cobras
compridas, que ihes mordiam os punhos,
as faces, os labios e s quaes pagavam na
mesma moeda, segurando-lhes as caudas
ensanguentadas.
Mas a chusma dirigio-se precipitadamen-
te para a casa de Sidi Hazam, como se al-
gum novo espectculo a cbamasse para esse
lado.
Alli estavam dous homens, um enorme,
o outro delgado, deus acrbatas, cujos
oxercicios curiosos de forya e de destreza
no centro de um renque quadruplo de es-
pectadores provocavsm os mais ruidosos
applausos que podiam sahir de boceas tri-
politanas.
Eram Ponta Pescada e Cabo Matifou.
Tinhara eseolhido o theatro dos seus feitos
a poucos paasos da casa de Sidi Hazam.
Ambos, para essa occasio, tinham vol-
tado ao seu antigo offico de artistas am-
bulantes.
Vestidos de ouropeis que tinham raetti-
Jo em fazendas rabes, procuravam novos
triumpbos.
Nao estars muito enferrajado ? per-
guntou com antecedencia Ponta Pescada a
Cabo Matifou.
Nao, Ponta Pescada.
E nao recuars ante nenhum exerci
ci para entbusiasmar esses imbecis ?
Ea !... recuar I...
Ainda quando fosse preciso quebrar
pedras com os dentes e eogolir serpen-
tea ?
Cozidas?... perguntou Cabo Mati-
fou.
Nio... cruas !
Cruas ?
E vivas !
Qabo Matifou fez urna careta ; mas, se

fosse preciso, estava resolvdo a comer co-
bra, como ura simples Aissassou.
O doutor, Pedro e Luigi, envolvidos na
turbamulta, nilo perdiam de vista os seus
doas companheiros.
Nao Cabo Matifou nao estava enferra-
jado. N3o tinha perdido nada da sua torca
prodigiosa.
Logo no principio, cinco ou seis .rabes
dis mais robustos, que tinham-se arris-
cado a lutar com elle tinham cabido de cos-
tas.
Depois foram as peloticas que raaravilha-
ramos rabes, especialmente quando ar-
chotes accesos eram lanzados pelas raaos de
Ponta Pescada as de Cabo Matifou, cru-
zan lo os seus zig-zagues de fogo.
Entratanto esse publico tiiha o direito
de ser exigente, Havia alli bom numero
desses admiradores dos Touaregs, meio
selvagens t cuja agilidade igual dos
animaos mais temidos dessas lattitudes,
segundo annuncia o espantoso programma
dessa celebre companbia de Braceo.
Esses apreciadores j tinham admirado
o intrpido Mustapha, o Sanaao do deser-
to, o hornera canbo, ao qual a rainha
do Inglaterra tinha mandado dizer pelo seu
criado particular que no continuasse o seu
trabalho, porque receiavaalgum desastre.
Mas, Cabo Maifou era incomparavel,
quanto forja, e podia desafiar a todos os
seus rivaes.
Afinal, um ultimo exercicio levou ao cu-
mulo o enthusiasmo da chusma cosmopoli-
ta que rodeava os artistas eurrpeus. Co-
nhecido nos circos da Eurupa, parece que
ainda nao o era dos basbaques da Tripoli-
tania.
Por isso os espectadores acotovcllavam-
se para ver de mais perto os dous acrba-
tas, que trabalhavam luz dos archo-
tes.
Cabo Matifou tomou urna percha de vn-
te e cinco a trinta ps de corapriraento, se-
gurou-as com as duas raaos encostadas ao
peito. Na extremidade dessa percha, pela
qual tinha subido cora a agilidade de um
macaco, Ponta Pescada b ilancavase em po-
sic3es extremamente arrojadas imprimindo-
lhe urna curvatura p9rigosa.
Cabo Matifou, purera, estava inabalavel,
rao vendo se vagarosamente, afira do con-
servar o equilibrio.
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5"
Concebe-se -a inanidade de semelhantes
meios de pesquizas quando ellas devem
servir de base a urna opiniao scientifica.
Seria extremamente curioso que a revolu-
oao deste planeta supplemcntar explicasse
as perturbares de Mercurio.
Parece que seria mais sensato por em-
quanto {imitar a discutir as proposites,
njeitar completamente todas hypotheses
que teadessem a dar-nos testemunbo des-
sas mysteriosas appariyoes de Neith.
Urna das explicajSes seguintes poder
talvez mais tarde satisfazer as observa-
c3es.
Estar VTenus rodeada como Mercurio,
de um annel de asterpides cujos corpscu-
los mais volumosos puderam serpercebidos
em dilTerentes oecasioes ?
Esta supposiciio parecera apoiar-se so-
bre o facto de que, para explicar as per-
turbajoes de Mercurio, Le Verrier fra
obrigado a recorrer a um planeta especial
(Vulcano). A observacao provou que esse
Vulcano n2o podia existir, e s se vio que
um annel de asteroides, circulando em tor-
no do planeta, podia explicar as manchas
que se perceberam sobre o disco solar.
Por acaso esse satellite teria existido e
cabido sobre o planeta ? A hypothese no
impossivel, porque verosmil que a r-
bita de Veuus, como a de Mercurio, tives-
se de ser sobrecarregada de urna massa de
corpsculos, cahindo constantemente sobre
o planeta, como se v sobre a nossa trra
as ebuvas peridicas de estrellas cadentes,
em Agosto e em Novembro. Esses corps-
culos, estorvando a marcha do satellite,
terao modificado a rbita que, contrahindo-
se pjuco a pouco, teria cahilo sobre o
planeta em um movimento helicoidal, que
tornara a queda menos rpida.
Diver-se-ha suppor que esse companhei-
ro existe, mas que a sua exiguidade o te-
nha furtado s pesquizas, demais, pouco
i.ctivas do sceulo ultimo ? Custa a crer,
porque o objecto observado era igual
terca parte de Veuus.
Ter-se-h o direito de attribuir essas
passagens presenca de planetas entao
desconhecidos. Esto facto poder servir de
norma a certas observa3es, porque, j
dissemos, Uranus achava-se na proximida-
de de Venus, era 1764. Talvez que algum
dos pequeos planetas se pudesse acbar no
mesmo caso. E' um longo trabalho procu
rar as posicSes de mais de 200 astros, e
esta pesquiza seria provavelraente muito
intil.
Resta a explicacXo forneeida pelo padre
Hell, que tendera a iazer admittir que to-
das as observares do satellito nao foram
seno illus3es de ptica, Infelizmente para
os partidarios da hypothese do satellite, as
observares mais seguras prestam-se noti-
velmente a esta interpretacao.
Newcomb, na sua astronoma, refera que
um dos objectivos do telescopio de Was-
hington mostra um bello pequeo satellito
de Urano ou de Neptuno, quando a ima-
gem do planeta est quasi exactamente no
centro do microraetro, mas que dcsappare-
ce logo que o instrumento agitado. O
Sr. Newcomb enganou-se duas vezes com
essas apparencias.
A observacao do Sr. Denning, que
j nos referimos, confirma plenamente esta
assercilo.
Ora, as priraeiras observayoes que fo-
ram feitas, quando os telescopios ainda
eram grosseiros, nao poderara ficar ao abr
go do erros deste genero.
Em 1672 e era 1686, Cassini, comquan-
to um observador, foi certamente victima
de idntico equivoco
Vio, perto de Venus, um bejio objecto
brilhante, que tinha corea de ura terco do
dimetro desta e que apresentava a mes-
ma phase. Em 1686, vio um astro do
mesmo diamotro o collocado a urna dis-
tancia de cerca de tres quintas partes do
dimetro de Venus.
A observago de Schort, de 3 de No-
vembro de 1740, apresenta um objecto
brilhante com um diamotro igual terca
parte do de Venus, apresentando a mes-
ma phase.
Nao se pde attribuir a causa deste s
erros falta de cuidado dos astrnomo? ;
essas imagen8 podem provir de tres cau-
sas. O raio, reflectido pelo globo do olho,
dardejalo na oceular, que, sorvindo de
espelho, o reenva ao olho, ou entilo um
ajustamento defeituoso das lenticulas pde
produzir essas aberrarles ; o jogo dos
raios luminosos no propno instrumento p-
de explieal as.
A conclusao de todas estas observares
tende a fazer abandonar a idea de um sa-
tlite ; nao se segu, porm, que algum da
possamos juntar Neith lista dos nossos
planetas ; mas, como dizia Bailly, na sua
historia da astronoma, no sa possue
aquillo que nilo se pde achar.
Q. Dallet
''uando chegou perto da casa de Sidi
Hazam teve forja bastante para erguer a
percha de brajos ostendidos, emquanto
Ponta Pescada tomava a posicilo de um
Renomrao qu?. mandava beijos ao pu-
blico.
A chusma de rabes e negros entu-
siasmada, soltava gritos, bata palmas e
sapateava. Nao, nunca o Sansao do deser-
to, o intrpido Mustapha, o mais arrojado
dos Touaregs, tinha-se erguido a tal al-
tura!
Nesse momento parti um tiro de peca
do terrapleno da fortaleza de Trpoli. A
esse signal, as centenas de cegonhas, s-
bitamente livres das redes immensas que
as prendiam, s ubi rara ao ar, e urna sarai-
va de pedras fingidas comecou a cahir na
planicie, no meio de um concert ensurde-
ceior de gritos areos, ao qual responda
cora nao menos violencia o concert tor-
re tre.
Foi o paroxismo da festa. Pareca que
todos os hospicios de loucos do velho conti-
nente tinham-se esva3ado no Soung Ettela-
te da Tripolitania.
Entretanto, como se fosse surda e muda,
a residencia do mogadden tinha ficado obs-
tinadamente fechada durante essas horas de
regosijo publico, e nenhum dos partidarios
de Sidi Hazam tinha apparecido era por-
ta, nem nos terrajos.
Mas, prodigio no momento em que
os archotes apagaram se, depois do vo
das cegonhas, Ponta Pescada desappareceu
de repente, como se tambem tives3e voado
para as alturas do co com as fiis aves do
propheta Suleyman.
Que tira levaria ?
Cabo Matifou nao pareceu inquietarse
com esse desapparecimento. Depois de ad-
rar a perchi para o ar, aparou-a destr-
mente pela outra ponta e fl-a rodar como
um tarabor-mr teria feito com o sen bas
tao gigantesco. A escamoteoco de Ponta
Pescada pareceu lhe ser a cousa mais na-
tural do mundo.
Entretanto, a sorpreza dos espectadores
chegou ao cumulo, e o seu enthusiasmo re-
velou-se em um immenso kurrah, que de-
ve ter sido ouvido alm do oasis.
Nenhum delles duvidou de que o sea
gil acrbata tivesse partido atrava do es-
pao para o reino das cegonhas.
UTTRATlliV
OS FILHOS
DO
BANDIDO
POR
2. CAPEH3U
TSHCSIEA PAHT3
O Baro de Grandair
( Continuagao do n. %5)
VII
AS BUINAS DO GONVENTO DOS AGOSTINHOS
Emquanto os tres filhos de la Chesnaye
conferenjiavam no palacio do embaixador,
combinando apressadamente os meios de
levarem a cabo os seus infames projectos
do rapto, roubo e assassinio, e procurando
meio de nao deixarem em Paris o terrivel
inimigo, que Reinold suppuzera na pessoa
do egypcio; emquanto Grraud vigiando
com attenjao os p..ssos daquelle que des-
confi. va, sendo elle proprio vigiado pelo
velho sargento Ricardo, um dos mais de-
dicados prote.-tores da quadrilha, que asso-
lava Paris ; emquanto Ricardo, do accordo
com Camaleilo, se oppunha habilraanta a
que a polica de Rouen segusse o supposto
condo de Bernac sala azul, apoderndo-
se da sua pessoa com a liberdade e som
ceremonia, que autorisa um baile de mas-
caras, um claro abrazando o co, indica-
va que no centro da capital acaba va de re-
bentar algum incendio violento, na mar-
gem direita do Sena.
ntreos convidados de D. Pe 1ro ne-
nhum tinha noticia do sinistro, e entretan-
to as chammas elevavam se devoradoras e
furiosas, e o sino da parochia de S. Eusta-
chio tocava com forja a fogo.
Era a casa da ra das Estufas Velhas,
que abrazada sbitamente, desde os ali-
cerces, ameajava levar o elomento devora-
dor s casas vizinhas.
Como dissera Humberto, Mercurio tinha
lanjado fogo casa.
Tinha o feito em conformidade com as
ordens de Reynold, que anniquilando a re-
sidencia do mestre Eudes e as suas mys-
teriosas dependencias, tinha querido tirar
a Van Helmont toda a pro va material, no
no caso que -elle se lembrasse de recorrer
justija.
A casa de certo estava deshabitada, por
que nao sahia grito algum daquelles sitios
onde levrava o incendio.
Cidadaos, guardas,-soldados da polica,
todos tinham corrido ao primeiro signal
para o lugar do sinistro, e tinhara rennido
osVseus esforjos para impedirem oj pro-
gressos do fogo, mas grajas s precaujSes
tomadas por Mercurio, em que elle tinha
fallado a Humberto, grajas aos producto
ohimieos espalhados com profus2o, as cham-
mas tinhara-se elevado mais ameajadoras
meimo sob a aejao da agua, que lanjava
a torrentes a multidao apressada.
Que pena c nSo estar Van Helmont
no brazeiro I tinha dito Humberto depois
de ter onvido a curta narrajo do Mer-
curio .
Era um pezar que manifestara o filho
de La Chesnaye, mas este pezar mudar-
se-hia era grito de alegria se elle podesse
ter adivinhado o que succedia.
No momento em que Mercurio lanjava
fogo casa e dava ao elemento destruidor
os elementos mais proprios para lhe aug-
mentar o furor, Van Helmont ainda esta
va as ruinas do convento dos Agostinhos.
Immovel, louco, estupefacto pela dor e
pelo desespero, o sabio tinha ficado abati-
do pelo peso da sua magoa em um dos es-
curos corredores da abbadia, depois^dc
ter fgido da officina de Reynold.
Estava ali como un corpo privado da
alma.
Oh I poi que se o seu corpo tinha es-
capado s raaos homicidas de La Chesnaye
e de seus filhos, elle tinha deixado a alma
no poder dos seus iniraigos ; se, obedecen-
do ao instincto da conservajao, se tinha
subtraido morte suspensa, sobre a sua ca-
beja ; so tinba fgido, grajas ao seu co-
nhecimento dos segredos da mysteriosa
residencia, tinha deixado mere de Rey-
nold e de seus irmSos essa Aldah que
amava como um pae ama sua filha, pela
qual senta essa adorajao do sabio pela
sciencia, do avaro pelo seu thesouro, do
ambicioso pelo tim de suas penas e dores,
e sabendo que Aldah estava em poder de
mestre Eudes e dos sus filhos, este pae
tambem sabia qua nao podia proteger a fi-
lha contra as amorosas tentativas de Rey-
i od, mas via escapar-lhe o precioso se-
gredo da sua importante descoberta e toda
a forja-lhe era tirada.
Fazendo jogar a mola sob a aejao da
qual se abra a parede, e tendo se posto
tora do alcance dos seus inimigos, Van
Helmont tinha corrido pelo meio das rui-
nas desertas do convento.
O que mais encanta as multidoes o que
ellas nao podem explicar.
m
A cana de siii Hazam
Eram quasi nove horas da noite. Mos-
quetaria, msica, gritos, tudo havia cessa-
do sbitamente. A chusma comejava a dis-
sipar-se a pouco e pouco, uns entrando em
Trpoli, outros voltando ao oasis de Men-
chie e s villas prximas da provincia.
Em menos de urna hora, a planicie de
Soung Etcelate e ficaria silenciosa e de-
serta.
Tendas dobradas, acampamentos levan-
tados, negros e Berberes j tinham tomado
o caminho dos diversos paizes da Tripoli-
tania, emquanto os Senousistas dirigiam-se
para a Cyrenaica o principalmente para o
vilayete de Ben Ghazi, afimde alli concen-
trar todas as forjas do califa.
S o Dr. Antkirtt, Pedro e Luigi de-
viam ficar alli toda a noite. Promptos pa-
ra o que houvesse depois do desappareci-
mento de Ponta Pescada, cada um um del-
les tinha eseolhido o seu posto de observa-
cao mesmo na base das muralhas da casa
de Sidi Hazam.
Entretanto Ponta Pescada, tendo dado
um salto prodigioso, no momento em que
Cabo Matifou segurava a percha de brajos
estendidos, tinha cabido no parapeito de
um dos terrajos, ao p do mirante que do
minava os diversos pateos da habitajao.
Nessa noite es;ura nioguem pode vl-o,
nem de fra era do dentro nem mesmo
da skifa, situada no fundo do segundo pa-
teo, onde havia ceno numero de Khouans,
uns dormindo, outros velando, por ordem
do raogaddem.
E' claro que Pon'a Pese ida no podia
ter formado ura plano definitivo que tan-
tas circumstancias iraprevietas podiam, tal-
vez, .modificar.
A distribuijao interior da casa do Siii
Hazara nao lhe era conhecida e estava s
ou guardada vista, se nilo lhe faltara a
forja physica para fugir. Dahi a necossi-
dade de proceder um pouco ao Deus da-
r. Todava eis o que d3sera de si pa-
ra si : .
Antes de tudo, preciso que em falle
{Continuar sha)
com Sava Sandorf, por torja ou por ardil.
Se eHa nao pde acompanhar-me, immedia-
tamente, se eu nao conseguir arrebat"l-a esfa
noite mesmo, preciso, ao menos, que ella
saiba que Pedro Bathory est vivo e que
est ahi do outro lado dos muros, que o
Dr. Antkirtt e os seus companheiros esto
promptos para soccorrel-a, finalmente, que
se a sua evasao tiver alguma demora, ella
nao deve ceder a nenhuma ameaja !....
E' verdade que eu posso ser sorpr^ hendido
antes de chegar a ella !... Mas entao ser
tempo de pensar no que devo fazer !
Depois de passar por cima do parapeito,
o primeiro cuidado de Ponta Pescada foi
desenrolar urna corda com nos, que tinba
escondido em baixo da sua roupa de down
e amrrala a urna' das ameias de canto,
de modo que ella ficasse pendente pelo lado
de fra at o solo.
Isso nSo passava de urna medida even-
tual de precaujao e de prudencia. Feito
isso, Ponta Pescada antes de aventurar-se
mais longft, deitou-se de brujos ao longo
do parapeito. Ne3sa posijao, que a pru-
dencia aconsclhava, esperou algum tempo
sem mover-se.
Se elle tinha sido visto, o terrajo sera
logo invadido pela gente de Sidi Hazam e
nesse caso s lhe restara utilisar-se por
sua conta da corda dp que esperava fazer
o meio de salvajao de Sava Sandorf.
Reinava silencio absoluto na habitaja
de Sidi Hazam. Cerno nem este, nem
Sarcany, nem a sua gente tinhara tomado
parte na festa das cegonhas, a porta do
Zaouiya nao se tinha aborto desde o nascer
d sol.
Depois de alguns minutos de espera,
Ponta Pescada avanjou arrastando-se at
o ponto em que se ergua o minarete.
A escada que servia a parte superior
desso minarete devia evidentemente conti-
nuar at o solo do primeiro pateo. Com
efeito, por urna porta que dava para o
terrajo podia-se descer at os pateos inte-
riores.
Essa porta estava fechada por dentro,
nao chave, com um ferrolho impossivel
de abrir por fr/ sem fazer um buraco na
porta.
(Conhnuar-se-ha.)
Typ. do Diario ra Duque de Carias n. 43.


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