Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16840


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Full Text

HMHMMHH
,------'t I -r- -
ANNO'LXVril
DOMINGO 25 DE DEEMBRO BE 1692
NUMERO
W
DIARIO DE
PROPRIEDADE DE MANOEL FIGEIROA DE FARIA FILHGS
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NlO SE PAGA PORTE
Por tres mezes achantados. 6$009
Por tkBs ditos vencidos .....
Por um anno a iiantado ....
dem idem vencido......
241000
281000
SAO NGSSSS AGENTES EXCLUSIVOS DE PUBLICAgES NA FRAN-
gA E lNGLATERhA
Os Srs Amede, Prince & C, residentes em Pars34 rae de
Provence.
PARA OS LOGARES ONDE SE PAGA PORTE
Por seis mezes adianto ios.
Por seis ditos vencidos.
Por um anno adiantado.
dem idem vencido.
3M0
151500
271000
31*000
PARTE OFFICIAl
Actos do Poder Eseculivo
DECRETO N____De 17 de Dez Autora* a fuso do banco da Repblica dos
Estados idos do Brazil com o banco do Brasil
3ob a denominagc de banco da Repablica do
Brazil, prov ao resgate do papel moeda do Es-
tado e da ontras providencias:
O vicepresidente da R publica doa Estados*
Unidos de Brazil.
Considerando que a questo aaaceira exige
promptase ampie 8 medidas e que pe,, encerra-
meoto do coag.essoDacional nao forana por file
decretadas;
Considerando que a fuso dos bancos do Bra-
zil e da Repblica 03 Estados-U ,i !o do Brazil
impe se como urna nece3Sidade de expansao e
forialecimento di riqueza publica no ioter.or e
as relacOas ex'eriorea ao paiz;
Considerando que, pelo retrabiaento tempo-
rario do neio circulante, muito soflVem o com-
mercio t industrias, que off'recem condiges do
vitalidade, cban .'o se al,o; trato- em seu tes-
envolvimenlo ;
Consideren lo que a em'sso de bonus ao por-
tador at a quan'ia de cem mil coritos nao m
porta em emisso de pape! moeda, urna vez que
vencem elles juroe, defendo ser regatados em
curto preso;
Consideran lo q-ia a quantidjde do meio cir-
culante, alao da diversidad?, concorre para a
respectiva depreciarlo, sendo necessaria a rea-
trcelo delle;
Considerando qudele ser dada as emissoes
bancarias urna base segur?., e nenboma outre of
ferece mais segurenga do qua a do Estado, re-
presentado por ttulos de 3>?a divida, decreja :
Art. 1* E' autorieda a fo3o, por majara de
votos nca respectivas assemblas de accieaietss
do ba.ico da Repblica dos Eitados-Unid03 do
Brasil com obano da Brazil, denominano-se o
novo instituto banco da Repblica do Brazil.
Art. 2 o Capital do banco ser de .
190000:OCO, que ticar redazido dentro de seis
mezes a cento e ciacoenta mil contos de ria pe
lo recebimento e araortisago de suaa novaa ac
gSes em pagamento de dividas, para o que tica
autorizado. O sea praso de dorac&o de sessen
ta anoo8, pdenlo ser prorogido.
Art. 3- Fica extinc'.a a faculdade emissora do
b neo da Repablica, ao qual noa termos do art.
V do decreto de 7 de Dezembro de 1890, forana
incorporados os privilegios dos demais bancos
emissores, ficando igualmente extincto o direilo
de emisfo do banco de Crdito Popular, criado
pelo decreto de 23 de D.zembro de 1890.
Arl. 4. E' substituido o lastro metallico em
sui integralidade e o de apolices dos bancos
emissores por apolices de capital de um cont
de ris, ouro, e 2 1/2 /. de juros em ouro, pa-
gos semestralmente.
A substituigo rio ouro pela3 apolices far se-
ba pelo carnoso do dia em que se fizer effecliva
a di:a subtituo.
A:t. 5' As apolices cure sero escripluradas
em nome do banco da R'publica do Braz que
asaami parante os portadores a roapoo3abili-
dade das notas bancariaa em creulaco subor:i-
naado as r. um mesmo typo no preso de doze
m^ze, que poder ser ampliado a juizo do go
ver o.
Art. 6 Os juros das apolices pagos ao banco
da Repablici do Brazil sero escriplaradas em
fOTxdO espertis eoo:oiftio!araiia da eaala-
soe destinado a cobrir a diffarenga entre o
valor dos depsitos e das notas. Coberta a dit-
ferenga, o tbesooro d.ixar de pagar 03 joroa.
O fundo de garanta poder ser, entretanto, em-
pregado naa transaegoes do banco.
Art. 7* O governo se reserva o direito de de-
terminar com aviso previo d:seis mezes ao
banco da Repblica do B azil o resgate das no-
tas em ctrcu'ago, q ier pelo fundo de garana,
qaer pelo deposito existente no tbesooro.
8 Determinado o resgate pelo deposito ex
ist.nte no Ibeiouro, o governo repor a dille
renca entre o va'or das apelices e do ooro depo
sitado pelo3 bancos emisso-c, ao cambio do da
da enlreza das apolices, bem como a differeng-i
entre o valor d stas e o das depositadas pelos
bancos.
2o O valor das apolles, que foram deposi-
tada-; [)-'..3 bancos emisso ei em garanta de
eu s ercissOes, ser apurado pela media da co
tago durarte o mez anterior ao em que tiver lo-
ga? o rescate.
Art. 8* Nociso de l'q-iUacao amigavel ou
tti'-iyl do Banco da Repblica do Brazil, o go
?amo aasomiri a res?on3abllidade das notas
enittid s, lazendo-se represemar como credor
pre.'ereacial sobre todos os demais credorea pelo
fon lo de garanta.
Dala a Itqoilac&o, serio repgatadas mmedia
tamenle os notas em ckealago por notas do
thesouru oa por moeda metallica se neBae tem
po for metallica a eirealaeo nacional at o va-
lor dos depsitos e o reatante pelo que produzr
cundo de garanta. Sendo iosufuoientes oa de
psito? e o fundo de garanta, o governo respon-
der.', pelo resto da emissao.
Art. 9o F.ca autoriado o banco da ttepubiica
doBazit arn d-' occorrer s necessidades das
indus'.nia nacioaaes, que t ohjm condijes de
vitaliiale aemi'tir, a a quaatia de..........
100.000:00)^000 bonus ao portador no valor
daOOJ i 1:000* de 4 /. de joros, pagos se-
me3tralmento e amorti?adoa no prazo de 20 an
nos, a comegar a anortisafio no pnmelro anno
do segundo qoinquennio e por quotaa previa-
mente deteminadas pelo geveroo.
1 Os ao bonus portador serlo rccebiveis
as esta;6es publicas pelo valor nominal.
8 2o O governo approvar o modelo dos bo-
nos, dente e de um director do banco, anm de pode-
rem circular. ,
3 o pagamento do3 juros semestraes sera
leito a apreseitagao do titulo e ser comprovado
por carimbo no dorso do mesmo titulo.
8 4.- O excesso de emisso e qualquer arti-
ncio ou processo empregado p'ra eliminacfio do
carimbo comprobatorio do pagamento semestral
dos juros constituiro o crima de moeda falsa.
Art. 10. Obinco da Repblica do Brasil ter
urna agencia em Londres
Alm dessa, poder estabelecer agencias naa
capitaes da Europa e America e nos Estados da
Repblica do Brasil, logoqua recoobeja a neces-
sidadeou vaniagem da creaco de.las.
E'entretanto, obrigatoria a creago de agen-
cia nos estados em que existiam bancos emis
Art. 11- O b3aco da Repblica do Brasil se
encarregar do servico da divida interna nado-
Dril .
ji.m conta corrente sero recolbidos 03 saldos
do the3ou-o ao banco e far elle ao governo os
adeantame *tos de que tiver necestidade, medi-
ante ettras do thesouro at quaatia determi-
nada por lei como antecipaco de receita, se-
gando aa condicCes que forem ajaatadas.
Art. U A conversibilidade das notss actuii-
meote existentes se far desde que o cambio du
rantc um aunse conserve a 27 d., ou qaan lo
seja decretada a abolico do curso forjado para
o pspel moeda do Estado.
At que possa ser eslabalecida a conversibili-
dade das notas, e no caso de connrovado retra-
bimen o to numerario, vigorar a lei de 29 de
malo de 1875 cujo mximo ser elevado ao du-
plo-
Art- 13- O gowno entrar em accordo com
o bando da Rebablica do Brasil para o resgate
ou subittitaig.o do papel moeda do estado.
O bioco da Repblica do Brasil ter o direito
exclusivo de emisso de notas ao portidor e
vista, na ra>o do duplo do deposito em ouro, e
sero conversiveis eoi moeda metallica.
Art. 14. Fica rescindido iodependentemeote
de indemnsago. o contrato de resgate do pa-
pel-moeda do estado celebrado era o banco da
Repblica dos Estados Unidos do Braail.
Art. 15. Para liqoidag) dos dbitos dos
bancos ao tbesooro nacional, ser-lba-blo conce
didos p-az>". e abatimento de juros.
A't. 16- O novo banco organisar os seus es-
tatutos de accordo com o presente decreto, sub
metteodo oa approvagao do governo-
A sua directora ser composta de nove mem-
bro3, dos quaes o presidente o vice-presidente e
maia um director sero oomeados pelo governo,
e exercero 03 cargos durante o tempo do man-
dato dos demais directores.
An. 17. O preaidente ter o direito de voto
a t)das as d'liberagSes da directora, q ie se re
ferirem aoaarvigo de emis3o e com 03 quaes
nao se conformar.
Deste voto baver recarso para o ministro
da fazenda, que decidir aQnal.
Art. 18. Com 03 lastros depoiitado3 no the-
souroouro e apolicese que sao substituidos
pelas apolices ouro, ser retirada gravativamen-
te da circulado dentro de um anno at a quan-
tia de cem mil cootos de papel-moeda do esta-
do.
O resgate do papel-moeda at a referida quan
tia conegari desde js.
Art. 19- Ser submeltlda approvagao do
congreeso na ion.I em sua primeira sesso a
parte do pre.ente decreto, que excede as facol-
dades do po^r exeeutivo.
Ar!. 20. S5o re)vgidas as dispo3igoes em
cont'ario.
Capital Pdderal, 17 Je Desembro de 1892, 4.'
da Repblica. Floriaoo Peixoto. Sersedello
Corre ia.
Ministerio da Fazenda
Foi declarado aos inspectores das tbesourarias
de fazenda que Mea revogada a circular a. 68 de
17 de Ju-ho de 1887, a qual mandn suspender
a execugao da de n. 42 de 6 de Abril do mesmo
anjo, indicando as especlflcagOes que devem
conter as cartas de guia ou as notas que acoro-
panbam as mercadorlaa estrangeiras j despa-
chadas p-ra consuno; continuando, portaoto,
em inteiro vigor a segunda das ci:adas circu-
lares.
Foi recommendado ao presidente do banco
Emi38or de Pernambuco que d as necessarias
providercias para qoe o mesmo banco estabele-
ga agencia na capital do estado do Rio Grande
do Sol ou em outra qualquer prega do mesmo
Estado, arn de attender as reclamaces dos por-
tadores das euas notas, visto Informar a tbesou
rana de fazecdi do dito Estado nada hiver
aqoelle banco resolvido at essa dala, a tal res
peilo.
Mlnlaterlt do Interior
Poi expedido o seguinte aviso :
Ao Sr. presidente do Estado do Espirito San
toRespondo consulta constante do vosso tele-
gramma de 5 de Agosto ultimo, relativo ao modo
por que devero ser completadas as comir.issoes
mnicipaea a que se refere o art. 23 da lei n. 35
de 25 de Janeiro do corrente aooo, quando del
xarcm de coxparecerem nao t os presidentes
dj= ccmooicsSes seccioaaes, mas tambeoBRus
substitutos legaes, declaro vos que n'o.toreases
poder-se ha recorrer, como se tem feitoem casos
anlogos, fonte electiva cu popular, chamndo-
se na ordem da votago aquelles eleitores de ca-
da secgo que as eltlgoea de que trata o art. 3."
da lei citada tiverem obliJo votos dos membros
do governo municipal.
Se, porm, frustar-se esta diligencia, o mem-
bro ou membros das commssOes municipaes que
forem p-cser,te3nomearo de entre os tleitores
do municipio quom preencha as vagas, applican-
do .se por este modo especio a regra estabele-
cida no art. 8.' 4." Ja mesan lei para os casos
de falta d'essa oatareza as commissfies seccio
naes.
Sade e fraltraidade.- -Fernando Lobo.
Minaterio da Industria e Yiaro
O ministro da Industria, Viago e Obra3 Pu
blicas, dirigi aos governadores dos Estados a
seguinte circular, em data de bontem :
A Coostituigo de 24 de Fevereiro dispe, no
art. 61, que pertencem aos Estados as minas si-
tuadas n;s respectivos territorios, e no art. 72
17 que as minas em terrenos particulares perten-
cs-ao aos propietarios do t'.o, salvas as limita-
ge3 que forem estabelecidas por lei, a bem da
explorago d'este ramo de industria.
Esta lei j foi pedida ao CiDgresso em mensa-
gem presidencial.
Competindo ao Estado o servigo das minas si-
tuadas nos seus territorios, resolveu o governo
da Unio suatar as concessOes r!e runas.
Como sabis, essas conceasfies t n doas pha
ses : a da explorago ou pesquiza e a da lavra
de mina.
Estas constituem um direito, aquellas d5o ape-
nas uxa esperanga de direUo.
As.im a disposigc constitucional nao poda at-
tingir as concessOes da lavra feita antes de vo-
tado o no?so estatuto poltico.
E ras concessOes continuare sob a jorisdiego
do governo federal.
O meamo nao se d com aa concessOes feitas
para explorago, que teja de ser completadas
pela lavra. E, como o governo da aio fallece
competencia para resolver sobre esta materia,
qne flcou sujeita s lela votadas pelo Cong-esso
dos Estados, remeti vos, em nome do vice-pre-
sidente da Repblica para que sobre ella resol-
vac8 como melhor vos parecer, as petigOes em
que os concessionarios de exploragOes solicitam
o direito de lavra; e bem assim aquellas em que
impetram prorogago de preso para concluso
dos trabalhoa da explorago.
Foi autorisado o director da estrada de fer-
ro Central de Pernambuco a prsvidenciar para
serem corrigidos os estudos e projecto para o
prolongamento d'essa estrada, de Bello Jardim a
Peaqueira.
Foi contratado com o engenheiro Florencio
Jos de Freitas Reg e ootro o preparo do leito e
obras d'arte do trecho do prolongamento da es-
trada de ferro Central do Brasil.
Va; ser construida urna eslacoeatre as ci-
dades de S. Jos dos Campos e Cagapava, na es-
trada de ferro Central do Brazil.
Ministerio da Guerra
Foi declarada Bem effelto a traos'erencia man-
dada effecuar, por portara de 6 de Ontabro ul-
timo, do aprendis artfice do Arsenal de Suerra
do Estado de Pernambuco, Antonio Wanderley
Daperson, para a Escola de Ap-endizea Artiluei-
ros. _
mestura policial
SeccSo 2.N. 29 J. Secretara da
Qaestara policial do Estado de Pernam-
buco, 24 de Dezembro de 1892.
CidadSo. Participo-vos qne foram
bontem reoolhidos Cata de Deten$So os
seguintes individuos :
A' minh'' ordem, Tranquilino Candido Ama-
rantho da Silva e Jos Ignacio de Lima, por cri-
me de ferimentos, Jofto Joa Ferreira, por crime
de morte.
A' ordem do subdelegado da fregaetia de Sao*
to Antonio, Hara Amelia Pereira do Niscmento
e Miria Isabel da Eacarnago, por embriagaos e
offeusas a mora! publica.
A' ordem do subdelegado do 1.* districto de S.
Jos, H -arique Dit.vo da Paz, como gatuno.
A' ordem do subdelegado do 2. districto de S.
Joa, Joa tfartios de Barros, por uso de armas
defexa.
Commanicou-me o subdelegado da Boa-
Viagem que bontem, por volta das 11 h.raa do
dia, foi victira i de um incendio a peiueoa casa
de palhi, pertencen'.e a Florencia Pereira dos
Santos, que confeasou ter sido a causa involun
taria d'este accidente, visto ter deitado do lado
de fra da referida casa, urnas brasas, e que in-
do buscar agua em urna cacimba, um pouco dis-
tante, ao voltar, eocontrou tudo reduzldo a da-
zas.
11 ictem fallecen repentinamente no ligar
Gamelleira, do 2.a districto de S. Jos, o iodivi
do de nome Antonio Jos Barbosa-
A autoridde respectiva tomoa conhecimento
do facto e dea as necessarias providencias.
Hontem por vclta das 10 bsras da manb,
um gaabaior, cajo nome se ignora, o qual se
acbava em e Jado de embriagues, na occ isio
em qua ajudava na tus do Apollo a descarga de
assncar de urnas carrogaa, acontecen perder o
equilibrio e cahir, soffrendo diversos ferimentos,
em vista do que foi recolbido ao H spital Pedro II
ahm de ser convenientemente tratado.
Ao Dr. Alezandro Jos Barbosa Lima,
mi digno governador do Estado.
O Questor,
Julio de Mello Filbo.
Commando superior
Quartel do commando superior da guarda
nacional do municipio de R jeife, em 23
de Desembro de 1892.
Ordem do dia n. 4
Pt ra conhecimento da Guarda Nacional
sob meo interino commando, fago publico
que por decretos de 19 de Abril deste
anuo, o Exna, Sr. Mareohal Vice-Presi-
dente da Repblica, nao s cocee lea aa
norras do posto de tenante-coronel da
Guarda Nacional ao major reformado da
meima guarda Hemeterio Maciel da Silva
como tambe na reformoa no posto de ma
jor o capitSo do eztincto l' batalhSo de
infantera deste municipio Domingos Joa
Ferreira,
Oatro-sim a<& publico que em 22 do
corrente mez passou a comuaandar inte-
rinamente o 3- batalhSo de arttlharia p
capitSo da Ia batera Francisco Livino de
Carvalho, visto ter sido reformado no
mesmo posto o major fiscal Ricardo Jos
Uorreia Lima qao commandsva interina-
mente o mesmo batalhSo.
Determino em virtade das ordens do
governo e de conformidade com o aviso
do Ministerio da Justi-i de 5 de Novem-
bro de 1890, no juramento oa promesas
dos cffijiaes da Guarda Nacional, seja
adoptada a seguinte formula :
c Pr ciecto an'i minh* p&lavra, honrar
a Guarda Nacional a que portango, pau-
tando a minha conducta pelos sSos prin
cipios da moral ; cumprir bem e fielmente
os de veres inherentes ao posto que fui
promovido (ou para que fui nomeado);
esforzando me pela manutencSo da ordem
estabiiida ie das instituic/Ses republicanas
e eograndecimsnto da patria, e defendeu
do com sacrificio da propria vida a sua
integridade, os seus b ios e as institui-
gSes polticas vigente.
Como garaniia deste compromisso, ai-
signo o presente documento.
JoSo Jos de Amoris,
Coronel commandante interino.
Tesouro do Estado de Per
nambuco
despachos do dia 24 de dezimbko
dk 1892
A=bociago Commerciil Bfnecente dos Mer-
cietros Volteao Sr. Dr. contador.
South American Cabie Company Limited, Joo
LaetC-.valcante-Informe o Sr. Dr. contador.
Eoedino Goagalves Ferreira da Luz, Silva Bor-
ges e C, Miranda e Souza, Costa Rea e C e ca
pi'o Austri:lino Paea BrraloHija vista o Sr.
Dr. procurado: fiscal.
Candido Alves da Fonseca e outrosRemetti-
do a secgao do Contencioso pare declarar qual o
empregado que assignou a relago a que se refe-
re em sua inclusa informago.
Recebedorla do Estado de
Pernambuco
despachos do dia 24 de dszbmbbo
de 1892
Itinoel Francisco Ribeiro. Def3rldo. em vis
ta da informago para effeito de flear isenta do
pagamento do imposto de decima a casa do pe-
ticionario, nos termos da le n. 1544 de 13 de
Haio de 1881.
.Das Lemos e CA' 1 secgo para fias de-
vidos.
Joo Jos Bezerra Cavalcaote e Benedicto Ro-
mualdo Monteiro da Silva -Informe a Ia secgo.
Paulina Mara do Rosario.Certique-se.
O oorteiro,
Jos L. Macado C, Fdho.
INTERIOR
SL DO BARZIL
Safado do R'o drade do Sal
No dia 15 do corrente chagou o expresso itoi
p, conduzindo o governador Julio de Castilhos.
O partido republicano reeebeu o com foguetes,
msica e fogos de bengala.
Na salado palacio do governo, aps s mam-
festagoes ao Dr. Julio de Castlbos, o preaidente
Dr. Fernando Abbo'.t off ireceu aos manifestantes
urna mesa coberta de doces, vinhos e licores.
O Dr. Fernando Abbott audou ao D-. Jallo de
Castilho3 e eete retrboio-lhe oa comprimeoto.
Foro brindados tambem o chefe de polica
que ordenou a deligencia cont-a o coronel Fa-
cundo Tavare3 e Prederijo Hieasel, e o exerci-
to na pe8soa do lente coronel Menna Brrelo
O brinde de honra foi levantado em phrases
entbusiastlcas pelo Dr. Fernando Abbott ao Sr.
M-irecbal Ploriauo.
Na festa nao se deu nenbum incidente desa-
gradavel.
__Telegrammas da Campanha dizem qoe o
major Prestos Guimar^s transp!, ha das, o
Goyoene entrou em Noaohay, onde fes varia3
pria's e reuni vive-es seguindo depois com
destino a Campos Novos. no Estado de Santa
Ca'tianni, oaie sonata que os emigradas e3tao
reuniado se em grupos com da? hostia ao Esta-
do do R.o Grande do Sul.
Evariato T. do Amaral, fllho do coronel
Evaristo contestando a oarrago do successo
Garcez felta no El dia, diz que o referido Gar-
cez nunca foi preso nem violentado pelo coronel
Evaristo, sen pai; e que a acgo da revolugo
de Juoho digna e tolerante.
Qarcez assascinou, nao vingando off jasas pes-
soaes, e Bim obedecen ao accordo e plano dos
cheles gasparistas, reunindo genle para a revo-
lugo.
Os assissioatos e saque na Cruz Alta es'.o
prov.ido; teodo os cheles gasparistas fgidos logo
at s o assalto e morte de seu pai, da capital; e
assim fueren completar a nefania obra, infa-
mando a memoria de sua victima.
Prximo estago de S. Pedro deu*ne um
incendio em um trem que condnzia um preso.
Etc ticou carbmisado.
D.zem as autoridades policiaes qoe o incendio
foi aleado pelo proprio preso, para fugir da pu-
aigo do delicto de desergo.
Nos das 20 a 21 proceder se b a apura
gao das eleig6es eatadoaes apurados virao para
a capital antes do dia 31 para por sua vez apu-
raren: a eleigo do presidente e dar posse ao
D Julio de Cistilbos.
O Dr. Julio de Castilhos, a em seus discursos,
tem manifestado as suas ideas de paz e da or-
djm.
Balado de s. Paulo
Est em via de reorganisago a secretaria da
instruego publica.
As repartigOes publicas esliveram fecha-
das no dia 1S considerado feriado por fazer um
anno que subi ao poder o actual Governo.
No dia IV depois da passa^em do ultimo trem
la noo, os trabajadores de S. Paulo Raifw.y,
empreados no servigo da Serra, declaram-se
em parede, exgindo augmento de salarlo.
Nao obstante ter a superveniencia pro vi-
den iado, at o anoitecer de 15 os empregado3
nao tiaham voltado ao servigo. Mas afioal che-
garam raio, terminou a parede e foi restab-
lecido o trafego interrumpido por esee motivo.
No dia i inaugurare urna fabrica pare
explorar turfa, propriedade dos Drs. Antonio
Prado e Elias Fausto.
Esta coberta a subicripgao de acgOes do
Banco Crdito Real S. Paulo e Minas.
Operar nos Estados de S Paulo, Minas e
mais tarde Rio de Janeiro.
Capital Federal
A abertura da exposiglo preparatoria foi por
motivo dos incommodos de saude do Sr. Vice-
presidente da Repblica transferida para o dia
10 do corrente.
No que est exposto embora anda nao esteja
ludo em seus lugares e se e perem aiada ob
jectos remettidos de diversos Estados, j ba
muito que apreciar, sendo dejnstiga assigoalar
o grande coajurso que exposigao prestou o
Estado do Cear.
Foi expedido sob n. 1181 o decrto de 9
do corrente dando novo regulamento para o ser-
vigo a careo da Qscalisago das estradas de ferro
de Minas.
A Inspectora geral de estradas de ferro com-
por-se-ha do seguinte pessoal:
E criptorio Central : inspector geral, 15:0O);
ajudante secretario, 8:000*; archivista, 3:60);
5 escripturarios, a 3:600#; porteiro, 1:8001;
continuo, 1:030/000.
Seccao de Eslatistica : chefe, 8.000/ ; auxiliar,
6 OOO--bfcrintnrarlni. a 3:6004000.
Secgo Geographica : chefe, {TOOj ; 3 dse-
nhistas, a 4:200/000.
Fisc lisago las E'tradas: 8 fiscaesjde 1" clas-
ae, a 11:000/ : 20 de 2*, a 10.000/ ; 15 de 3", a
8.-/000*000.
Total da despeza 502:283/003
Haver um servente no Esc;iptorio Central
com a diaria de 2/dOO ao empregado de fa-
zenda que ?crvir em junta apuradora de coatas
das companhlas ser abonada a gralificago, pa-
ra as despezs.3 da viagem, da quantia de 600/,
em duas prestag5es semestraes para cada estra-
da, nao ex~edeado, porm, de 3:6 0/ o mximo
dessa gratnoago, seja qual for o numero de
estradas em que sirva.
0 Sr. Miulstro da Marinba e interino do Ex-
terior, por intermedio de nosso Ministro Pleni-
potenciario, em Montevideo, mandeu agradecer
ao g.veroo do U-ogay, a doago saneciooada
pelo meamo governo, que ao Brazil fez a Juata
Econo Lica e Aiministraliva do departamento
de Bocha, dos lugares onde, no cemtterio de S.
V.cente, foram sepultado3 os naufrag03 do cou-
regado SolimSes*. autorisaodo a declarar que o
Governo Brazileiro aceita com alta estima to
significativa offert eo incumbe de apresentar
suas exprs.-Oes de agradecimento.
Sobre os acontecimen'.os de Nbtaeroy, pu-
blicou o Jornal do Commercro* de 15':
V's 4 horas da tarde grupos de individuos di-
rigirn? se ao Chefe de Polica do Estado d? Ro
de Janeiro, D:. Barcellos, e Ihe exigiram que
pedi3S6 demisso e a do 1* delegado.
O motivo ou o pretexto dessa inlimago fo.
dado pel03 reclamantes na noticia de teren sido
eouaocadas na fazenda Marconies quatro pragaB
do regiment policial para all propositalmente
convidadas.
Da casa do Chefe de Polica seeuirarn oa gru-
pos, a que se reuoiram moitos outros, para o
quartel do regimenta policial e ah foram rece-
tados com acclamago pelas pregas.
O levantamento do reg ment loroou se geral.
Oa soldados arrombaram a arrecodago e to
maram o armamento e muoigO ssem que os offi
ciaes pudessem obstar Ibea os actos.
Multas armas foram distribuidas pelos Iodivi
dos que compuobam os grupos do3 manifes-
tantes.
Em breve o numero de cidados munidos de
armas era grande.
Sollados e povo dirigiram-se depois ao pala-
cio do presidente; dando vivas ao Dr. Francisco
Portella, coronel Machado, Dr. Getulio das Naves
e soberana popular.
Todas as casas de Nitherohy fecharan), as por-
tas e o alarme grande na cidade.
Diaote de taes fados e aem forga3 para oppor
aos amotinados, o Di. Porcluncula veio para esta
Caoital com o capito Eiuardo Silva, atodante
de ordens do Marechal Floriano, que tinba ido a
S. Domingos, onde confereaciaram com o 8r.
Vice-Preaiden'e, voltaodo ambos para Nitberoy,
s 11 horas da nolte, com o 7o bata'.ho de in-
fantaria, sob o commanr'o do coronel Morera
Cesar, que desembarcou em S. Domingos.
Sem ter quena se oppuzease, os revoltados con-
liuuaram em opposigo aggressiva.
Na pon'.e das barcas desta Capital orna prega,
que viera na barca qoe aqu chegou meia noi
tedeclarou que viera buscar metralbadoras.
m cavalheiro, que nao conhecemoo e qoe
veio tambem nesea barca, cujo mestre fora obn
gado a vir de S. Domingos, sem completar a
viagem a Nitbaroy, tomou um tribury e ordenou
ao cebeiro que tocasae a toda a pressa para o
palacio Itamaraty.
Um outro passageiro trazia no bolso nao pa
queoo nnmero de cartuchos que dlsse baverem
em graude quantidade as ras de Nilheroy, on-
de parece q ie os revoltosos concentraram o soc
campo de acgSo.
Un passageiro, falln tambem em grande t-
rotet3. .
Nesta Capital, jun o ponte da3 barcas, havia
urna granda forga de polica a cavado e patra
Ihas cruzavam as rua3 a todo golpe.
A 3' o 5- estagoe3 policiaes foram reforgada?-
-Jfc^fc^ooite parti para Ni heroy ooua diverjo
os J^UUnj^^-. D-. Sampaio Ferrai.
Os Srsiu^^^P 3 do Interior e da Guerra esli-
veram at tarde com o Sr. Viee-presidente da
Repblica.
A' meia uoite o Sr. Dr. ebefe de polica da ca-
pital conferenciou com o Sr. Vice presidente da
Iterublin, seguindo depois para o Arsenal de
Guerra.
A's 2 horas da madrugada eatavam em urna
barca atracada pente desta cidade, para aegoi-
rem para Nilheroy, urna ala do Io de infamarla
e duas metralbadoras.
Nao tendo at bora em que escrevemos vol-
tado o naaso reprter, ouvimos a dons des pon-
eos passageiroa que vieram na barca que aqni
ebegou perlo das duas horas da noite-
Disse nos um que urna parte dos revoltosos,
apoderando-s do palacio de S. Domingos, n'elle
se entrinebeirara e que o 7.a ba'alblo os des-
alojara depois de vivo tiroteio, do qual, segn lo
o infermaote, resultou a morte de doua pai-
sanos. .
Os revoltosos fugiram pelos fundos do pala
co, p:ra o qual entrn depois o Dr. Porciun-
cula.
O mesmo informante disse-nos que a mor par-
te do regiment policial estava entrinebeirada
no respectivo quartel
Outro passageiro referio-nos que muitos gru-
pos andavam por Niclberoy e S. Domingos,
dando tiros e assaltando bonds.
O Sr. ministro da guerra, urna e meia
hora da madrugada, deu ordem para vir uxa
forga de cincoenta pregas de cavallaria do pri-
meiro regiment e duas boceas de fogo do se-
gando regiment de artilbaria para seguirem,
no caso de necessidade.
Acompanhou a ala do primeiro batalh&o de
artiltnria urna carroga com munigo.
A' 7 or.is e 55 minutos da noite o Sr. Dr.
Porc uncula dirigi de Niclberoy ao Sr. ministro
do interior o seguinte telegramma :
Grande massa de povo, excitada po>- adver-
sarios di s tuago, marcha para o quartel do
regiment, em cajas pregas nao confio em gran-
de parte, j tendo algumas se reunido aos sedi-
ciosos. Requisito de V. Exc. o auxilio da forga
federal, atina de restabelecer a ordem e a tren
quillldade do Estado.
Alm dos dous ministros, esliveram em pala
ci di ve-eos clli: ae- do exerci to, *
Sobre es masmos acootecimentos, no dia
3eguiole ac;rescentou o referido jornal
Tendo agora noticia mais completa sobre as
o ocurrencia s que se daram antebontem na cid a
ae de Nictberoy, comegamos, recapitulando os
fados desde a su i origem-
Desligados ba ons quinze das do corpo poli*
cial, quatro pregas, por motivo de insubordina-
go, seguiram ellas para Sapncaia, onde son
be-se depois terem sido maltratadas e consta
mesmo que sevicladas por um fazendeiro dejsa
localidade.
Adversarias da actnal sitoagao do governo do
Estado do Ro de Jioeiro, t>revalecendo-se do
aconle:imeuto, comegaratn a espalbar o boato e
tornaram mesmo publica a noticia porjornaes
desia capital, que algumas pregas d'aquelle re
gimento baviam s do remedidas para o interior,
atina de soff-erem aquella castigo, quando a
verdade que ellas ja nao pe.-t-nciam ao corpo
policial.
Antebontem, as 2 hora3 da tarde, o S\ Dr.
Porciuncula, acompanbado do seu offi:ial de
gabinete, sahiodo da secretaria, onde at essa
hora deu audiencia e despachou o expediente,
sem lbe constar nealuaaa noyidade, veio para a
Onpit.,1 Pjtor-I, ooaoorvmtido aa aqni Ri a* K
horas. Ao reg-essar, porm, encontrn um gru-
po de deputados do Estado, que o aguardavam
na e.-t .gaa do caes Pharoux, communicando lbe
ento que em N.ctheroy, junto ponto das bar
cas, acbavam se agglumeredos paisanos e poli-
ciaes. em grande agitago, parecen 'o que se
tratava do caso das ex pregas off;nJidas em Sa-
pucaia.
Desembarcando em S. Domingos, encontrn o
Sr. Dr. Porciuncuia tudo em boa ordem, acban-
do-ae at na ponte algumas pregas do corpo po
licial. que lbe fizeram as devidas continencias.
Chegando ao palacio foi avisado pelo chefe de
polica, por intermedio do telephooe, que no
quartel do regiment dava se grande movi
ment.
O grupo de paisanos e pregas que se formare
junto da ponte de Nitherohy, dirigiodo-se para
aqu He quartel, dando vi /as e acclamando com-
mandante o capito honorario Francisco Borges
Monteiro, alli foi recebido amigavelmente pelos
soldados, com o tcito consentimento dos offi-
ciaes que nao procuraram acalmar 03 nimos,
mas antes parece at4 que os exercitaram -
Das 6 para s 7 horas da noite, acbaodo me-
sa do jantar o Sr. D. Porcioncola, e vaMos
amiges, entre os quaes alguna deputadoa do Es-
tado, o Sr. capitSo Olavo Saopaio aprssentou-
se dzendo que o regiment se acbava l&teira-
mente s1. be vado, e que debalde tentara pela sua
parte oppd.'-lbe resistencia, concitando a caval-
laria obediencia e ataque aos sediciosos; to
dos se acbavam confraternisados, (ropa e popu-
lares em numero tal vez superior a 600, j se pre-
para vam para atacar o palacio.
Esta mesma noticia nao tardou a ser confir-
mada pelo Sr. Dr. chefe de polica, qne, pelo te
lephooe, a communicou ao Sr. presidente.
P OUrou o Sr. Dr. Porcluacula organisar pela
suh parte a resistencia, mas reconhecendo que
em palacio poucas armas bavia e mais escs
seando a3 munigOes ordenou a expedigo de
um telegramma ao Sr. marechal Floriano Pei-
xoto, pediado o auxilio das torgas federaos ; o
que nao pOle 8d: passado em razo dos revol-
tosos j terem se apossado tanto da estago te-
lugrapbica, como da repartigo da polica, cor-
tando assina as communicages telephonica '
A'vistadest: estado de cousas, instaram os
amigos do Sr. Dr. Porciuncula para que elle
viesse em pessoa conferenciar com o Sr. mare-
chal Floriano Peixoto, a quem previamente ti-
nba sido diri -ido o seguinte cilicio :
> Governo do Estado do Rio de Janeiro, 14 de
Dezembro de 1892.
Illm. Exm. Sr. marechal Floriano Peixoto.
Tendo se manifestado na capital deste Estado
profunda alteragao da ordem, e tornan lo se evi-
dente que a reaegao dos agitadores visou nos
polticos pota apezar de suas promessas nao
eram seguidos os conselhos prudentes partidos
do3 elevados funecionarios do Estado, resolv
reunir a forga policial, afina de dissolver o ajun
tamento da onde j parta gritos sediciosos; o
esquadro de cavallaria em ves de cumprir as
ordens que nessesantilo lbe haviam sido dadas,
deixou o caminbo llvre massa popular que se
eocaminhou para o quartel do regiment e ah Z*Snirk\
\.r,,n4n Q hM.aiaw ra^haoaada foi rece- Jew"J!
chegando, em logar de ser rschassada foi rece-
bida com applausos-
Nesle momento paisanos e militares marcham
sobre o palacio, faltndome todos os meios para
sustentar a Iucta, em tal emergencia dirijo-me a
V. Exc, de quem requisito o auxilio das torgas
feieraes para restabelecer a ordem e a tranquil-
lidade oeste Estado nos termos do art. fr n. 3
da Constituigo.
Sahiodo do palacio do Estado do Rio, o Sr.
Dr. Porciuncula acompaahado de alguna Srs.,
deputados, dirigale para e3ta cidade; e en-
c ntrando se na barca com o Sr. caaito Eduir-
do Augusto di Silva, ajudante de ordens do Sr.
presidente da Repblica, soube quo S. Esc. i
havia providenciado para que a ordem fosse re-
sta'aelecida m juelle Estado.
Ao pasaar pela estago telegraphica, o Sr. Dr.
Poroocula em corapanhia doSr. raplto Eduar-
da Silva, abi encontrn o segt'ate tele-
gramma :
Dr. Porciuncula, presidente.
< Sciente do vosso officio darei p ovidencias,
no sentido de restabelecer a ordem e tranquilli-
did .""o::'ao.
Nao obstante o Sr. Dr. Porciuncula foi ao pa-
lacio de Itamaraty, e ah soube quaes as provi-
dencias qoe baviam sido tomadas; e que consis-
tan] oa ida do 7.* batalbo, commandado pelo
Sr. coronel Morera Cesar, urna ala do 1.* regi-
ment de cavallaria, metralbadoras, pegas de
artilbaria e petrecbos bellicos conforme hontem
noticiamos.
Tendo ficado no palacio da presidencia o aju-
dante de ordens do Sr. Dr. Porciuncula, o Sr.
capito Armando Flnviaoo de Souza e Silva, ca-
pito honorario do exercio Costa Campos, Dr.
Edwijts de Qieiroz, 1. secretario da Cmara, e
varios amigos, das 10 para 11 horas da noite
foram violentamente aggredldos pelos soldados
e populares, com aaaiatencia doSr. coronel Fren-
cBCo^Gomes Machado, que j ento havia sido
acclamado commandante do regiment, mas nao
aceitara.
O ataque foi dado com todas as forgas. paisa
na e militares, balendose nao e quelle pala-
cio, .oo algumas casas contiguas, entre as
quaei mais tiros racabeu a que habitada pelo
1. vice presidente do Estado, Dr. Mrt.ns Tor-
res.
Abanionaado 33 pessoas qae se acbavam em
palacio c logar, os revoltosos invadiram no,
aposando ae do edificio, aclamando pr;sidente
o Sr. D\ Francisco Portella e interinamente o Sr.
Cantidiano da Rosa e chefe de polica o Sr. Dr.
Mallos Lamego.
A' meia noite pouco mais ou menos, desem-
barcaran! em S. Domingos o Sr. Dr. Porcinncula
de regresso, com alguna deputados e seu oficial
de gabinete. As tropas e monigOes que iam na
mesma Ibarca segulram immediatamente para o
palacio, dando-se ah to vigoroso tiroteio que
em meia hora os revoltosos foram completa-
mente batidos e deatrogado3. fugindo pelos fun-
dos de palacio tarto populares como pregas
para dififerentas pontos da cidade e arrabaldes
viziohos.
Ao alvorecer, o 7." d; infantera e a ala da ca-
vallaria dirigiram-se para o quartel do regimen-
t, entregando-se tanto pragis como offi ciaes do
corpo policial sem a menor resistencia fijando
assim restabelecida a ordem.
Acompanbaram o Sr. presiden'e do E lado, em
'odas estas peripecias, alm dos seus secretarios
e altos funecionarios de diversas repartieses o
Sr. deputado federal Dr. Sampaio Ferraz, depu-
tados do Estado Alberto Torres, Barros Franco,
Alcibiades Pegioha, SebaatiSo Barroso, Belisario
Augusto, Eduvige3 de Queiroz, Gomes de Mat-
tos, Santiago, Fonseca, Portella, Fideles Alves,
Pedro Cunt i, Pelix Morera, Soares de Gouva,
Ag03tobo Vi 1.1;, Virgilio Fraokiio apresentan-
do-se pela manb mala os Srs. deputados Ca-
t iolo, Paulino Jnior, Pedro Lniz, Santos Bastos,
Bernardo de Vaaconcellos, Americo Brazileiro e
coronel Sa Carvalho.
Forsm effecluadas numerosas pri;Ces, entre as
quaes fUuram 11 officiaes do corpo policial, e o
coronel Gomes Machado.
Drente o dia de hontem o Sr. Dr. Porciuncula
recebeu telegrammaa de todos os pontos do Es-
tado, assegnrando a solid3riedede das autorida-
des, e animando reinar por toda a parte a mais
perfeita tranquilidade.
Numerosas pessoas desta capital foram a pa-
lacio, notando-se entre ellas o Sr. contra almi-
rante J). Carlos Balthazar da Silveirae.D.-. Fran-
ca Carvalho, ropreseafaato-do Botada oa Cam
Federal.
A' noite esteve tambem em palacio o ollicial de
gabinete do Sr. ministro do interior.
Na Assembla Legislativa foram unnimemen-
te approvadas duas mogOes apreaentadas pelo
Sr. Alberto Torres, com referencia a estea acor.-
:ecimento8. como consta da noticia da respectiva
seaso que vai co logar do costme.
Oj Srs. Mi i'strJ3 da Justiga e da Guerra
estiveram em palacio at s 5 bo-as da manb,
e o Sr. ministro da Marinha na sua secretaria.
A forga de inraataria de polica, de 50 pre-
gas, qu; hoa'.em esteva em servigo na ponte das
barcas, era commanlada pelo alferos Amaro, e o
piquete de cavallaria, tambem t!e 50 pregas, pelo
alteres Lopes.
O piquete de 50 praga? do 1. regiment de
cavallaria eri commandado tpelo alteres Carva-
lho e urna diviso lo 2.* regiment de artilharia
pelo tenente Gamsiro. Eses contingentes se-
guiram s 5 boas da manh.
A's 4 1/2 da larde, embarcou no Arsenal
de Guerra urna forga de 40 homens do 22 bata-
lbo de infantaria, para reforgar a guarnigo da
fo taleza de Sasta Cruz.
No Campo de Sant'Anna foi pre30 hontem,
de manb, um 1. sargento do Regiment Poli-
cial de Nitberoy, que estava armado.
Na ponte Ferry estiveram durante a noite
muitas familias moradoras em Nilheroy, que s
poderam seguir s 4 1/2 horas da manb.
As ordens do Sr. vice preaidente da Rep-
blica para Nilheroy forem transmittidas pelos
seus ajndantes capito E ;uardo Silva e tenente
Ovidio Abrantcs.
Un fiiho do Sr. contraalmirante Coelbo
Netto. chefe do estado maior da armada, moro-
dor em Niiberoy, na occasio em qu> fechav
orna vidraga, foi fjrido no paito por um pedago
de vidro de un lampeo, quebrado por um tiro
de espinga'da.
O Dr. Porciuncula pedio a alguna deputados
que armados seguissem pare a estago de Ma-
rahy para onde foram es Drs Barros Franco,
Santiago, Fonseca Portella, Fidelis Alves e ou-
tro? : na ponte de Nilheroy licaram os Drs. Se-
bastin Barroso, Alfredo Madurelra e outro3 ; na
de S. Donngos, o capito Costa Campos e al-
guns paisanos com o fim de evitar a foga de al-
gn; so'Jados e paisanos envolvidos no motim.
Em Sant'Anna de Maruhy foram presos o Dr.
Minz Varella e Lamego '.pai do delegado accla-
mado que pretendiam tomar a estrada da Leo-
poldina, na ponte de S. Domingos forem presos
algu"3 sollados e paisanos.
Na occasio do tiroteio, o major honorario
Francisca' Xivier Veira da Costa,fiscal da3 lo-
teras da capital, paisano, formou com a tropa
de linba e fez fogo ; a tropa foi auxiliada por
alguna acadmicos.
O D:. Sampaio Ferraz, por o"casio do as-
salto ao quartel, .foi o primeiro que a cavallo
penetren no portb grande, quando anda a tro
pa estava sendo di3posta para o ataque.
Foro encontrados quatro cadveres; mas
natural que se tivesaem dado mais mortes,
porque muitos soldados se atiraro das janellas
do quartel em um mangue que ha no fundo do
Ao meamo Jornal do Commero foram di-
rigidos 03 seguinte? telegremmas, que tem re-
ferencia ai acon'.ecimento :
Barra do Pirahy, 15 de Desembro de
1892.
O povo do municipio de Barra do Pi-
rahy e forga qui estacionada congratu-
tulam se com o Marechal Presidente da
Repblica pelas medidas enrgicas toma
das em beneficio do governo do Estado
do Rio, nico capai de manter a sua au-
tonomis.Mijor Borges, aelegado Figuei
ra, Claudio DiaB, Oliveira Ferra, Manoel
Mus, Toom Figueira.
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Diario de Pernambuco
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*Parahyba do Sal, 15 do Desembro ds
1892.
Acabo de dirigir teagranaa ao Maro
chai Presidente da Repobliea, implorando
medidas urgentes tmNne do raaaieipio,
do pai* e da humanidad, contra- actos
de vandalismo que esto atado tmpii pna-
ticodos por um geapo oapitaoeadoipor Pe-
dro de Araujo, a tf retexto dos acontec'
montos occorrides bontsm em Nitha-
roby.
J foram presos por esse grupo diver-
sos cidadSos inoffensivos iaolusive o advo
gado Crui Saldanha, mea oompanheiro de
eBcriptorio, por ter tido a probidade da
dar, como promotor, denuncia crime con
tra Pedro de Araujo.
Teodo eu ido pessoalmeote reclamar
contra a prisao do Dr. (Jrua Saldanha,
HOOOn Podro de Araujo um punhal e ba-
teado sobre a mesa com o cabo do mesmo
pnaba>, grt4aa^pe>oao taavia poder -a!-
gum que. sal vasse o Dr. Saldanha da pri-
sco ; em seguida tentou arremessar-Be
sobre mim com o mesmo punhal, nao ten-
do conseguido assassioar-me por interpor
se entra tos ama mesa ca aala da Ca-
ma., onde taes fectos se esto dando.
Cmsidera-me na perigo de vida, mas
nSo pego providencias sanio um nome e
Sroveito da populagao.O advogado, J.
[. F. de Mello.
__De S. Joaquim disem, que proce-
dendo no dia 15 o Sr. Francisco Antonio
da Silva Amorim ao sorteio, foi aggredi
do na oasa do cscr.vlo, por nm grupo fe-
minino compoato de maU de 30 senhoras,
dissendo; Nlo queremos esaa lei, e sim o
regulamento.
E aps ra8garam os papis qee exis-
tiam sobre o sorteio.
A assembla municipal do munici-
cipio da Parabyba do Sul terminou a 13
ob seos trabalhos, approvando o regiment
interno, o regulamento das escolas, a apu-
raglo dos impostos, o orcamonto, as pos-
turas e votando congratulases ao presi-
dente do Estado.
O municipio acha-Be, pois, organisada.
De Juii do F.-a consta va, que os
leritoa Borneados pelo juia de direito para
examinar os balanceteB do Banco Territo-
rial e Mercantil de Minas apresentariam
ou dia 15 sea relatorio, do qaal se verifi-
ca que os dividendos e incorporadles da
queile eatabelecimento bsneario, no se
gnndo semestre de 1891, foram ficticios.
O Banca Territorial, entretanto, distn-
buio aos accionistas 90:000$ e incorpora-
poradoras 112:000*.
Este exame foi requerido pelo prorao
tor publico da comarca.
oi nomaado fiscal do goverao
to s companhia do gaz o engenheiro
me Benvolo.
Como j sabamos por noticias
grapbicas por decretos de 17 foram
meados:
Ministro da iudnstria, viacSo e obras
publicas, o engenhoiro Aatonio Paulino
Limpo de Abreu.
Micistro das relacSes exteriores Dr.
Antonio Francisco de Paula e Soasa.
Ministro da faaeada, o Dr. Iunoienco
Seraedello Cerreia.
Foram exonerados dos cargos de mi-
nistro interino das relacSas ext .ores o
contra almirante Custodio Jobo de Mello
e de ministro da industria, viac^o e obras
publicas o Dr. Innocencio Serzedello
Correia.
O supremo tribunal federal conce-
den por uaanimiiade h .beas corpui ao
Dr. Victoriano de Paula Ramos, delegado
da inspectora Jo torras e cj'.onisagJo no
Estado de Santa Ca'harina, e que fiSra
Sreso e deportado pelo repectivo pr-
ente, e ltimamente impedido de de-
sembarcar na cidado do DaBterro^ quan-
do para alli partiu afim de reassumir, de
ordem do gobern federal, o exercicio do
seu cargo.
Na dEcasalo do aceordao, relatado pelo
Sr. ministro Rezende, tomaram parte os
Sra. Barradas, Jos Julio (procurador da
Repblica), Trigo da Loureiro, Andrade
Pintv e Amphilophio, sendo unnimemen
te deferida a ptelo de habe-is-corpus,
votando alguns dos ministros pela respon-
sabilidade do presidente de Santa C.tha-
ria.
i:.i.!o da Batata
Por occa8ilo das eleves municipacs,
o deputado Zana publicou um manifest
concitando o partidarios Insta.
MaMa elciclo cujo proaesso corren re-
gularmente, sabiram victoriosos os can
did;tos do partido nacional.
No dia 16 a tarde nlo tinha a ca
pita! B.hianr. noticias do tSerg'p? que
a 18 sahira em viagem para o sal do Es
tado.
Nassa direccao tem reinado fortes tein-
poraes.
No ul.imo temporal diversas embarca-
(Sos perderam velas, mastros, etc.
A chuva continua-
Por noticias de Aracaj so sabia,
gao fura encerrada no dia 15 a sessSo
extraordinaria da assemble. tendo sido
votadas altera,oes na lei judiciaris que
haviam silo feitas na neisSo ordinaria.
Acaba de correr com regularidada
a grande lotera do Estado.
Coube o premio maior ao n. 4,862 e o
premio immediato ao u. 27,097,
a Daos o que era da Deas, como i
era 4aSaar.
oa- na graca do sempiterno,
Cesar
v
dadej cowosnoaae oeypo u^tm^sc^rtio a
sua ie dMoavolvia, ma.i tambem o eu ornea-
do espirito ia reaolbsnio o maleficios daa
humanos, para por alies responder erm-
te o tribunal da injatta^i tque tinba da
julgal-o.
uto masan consista a altea* de bou
dever.
Sacrifioava-sa para, s elle, salvar os
que, anda todos rauidos, nlo po deriam
remir-se, para com o Cr.ador,^ de ama
aoica das enormes faltas commettidas.
Teve reia pin adoral-o, viadoo de loa-
gea nacas.
Teve estrellas no co para guiar esaes
reis ao logar de sea nanimento. Poda
ter apparecido no mundo sob o tecto do
mis sumotuoso paiacio e envolvido as
mais costosas faixas. Eatava, pocAm, es-
cripto e determinado que Biaceria em
modestissimo lagar, ond i logo reoebess9
a aJoraolo dos pastores.
Insondaveis decretos do Omnipotente !
Saa sabedoria foi to grande quinto
a saa resignadlo.
Deixou-se insultar, quando poda tar
de si arredado os malvolos.
Deixou se flagellar, quando um de aeus
olhares b atara para abater'os bracos di
seus verdugos.
Deixoa-se matar no entlo mais inf -
manto instrumento de supplicio, quando
a nm de seas mais simples acanos rui-
riam por torra as potestades que o con-
demnavam.
D.po's... viram 03 immola loras da
man.ujta victim q-ia nefaiio crima ha-
viam pntioado ; por ellos tambera, expi-
rara na cruz o redamptor da todo o gene-
ro humano !
Abrem no dia de hoja i floras seua
calicis, para eatornar 20 espaco os mais
tresoalantes parf imas.
Gorgeiam .03 3 molodioaamsate asares,
para reunir sea3 cantos ao concert un
verbal da louvores a o fi'ho da Virgos.
E' cada alma da crate um tharibulo
com os aromas dos mais taraos seatman-
tos, para fazel-os sabir at ao sapadanso
do throno de Jess.
Gloria a Daos as a'.turaB e p ,z aoa
homens de boa vontado na trra !
jon
Jay
tele-
no
Vesper
NATAL NA MOSTANH A
(Coelho Nettj)
No co a estrella do Pastor subia o za-
gaes e pastoras contamp'avam em enter-
necida mudez o astro meigo, patrono dos
rebanhos.
A montanha, sombra e taciturna, j
aem gorgeios, extiacta a nota darradeira
da charamela do paBtor tardgrado eaom.i-
deiera de todo e concentrava se.
Os ramos tinham murmurios levos co-
mo de azas que se fechasse a, as aguas
dos finos carregoB iam tambam sem bu-
Iha derivando,
De longe em longe, umi voz de pa-
gureiro forte, solada no silencio, chaman
do o do, chamando a ovelha.
A nevea tenue da noite circalava &
montanha; pouco se via da planicie ese -
ra; raro em raro um carreiro recolhendo,
longe em longe urna choca alumiada e
alv33mo resplandeoendo ao luar que ap
pareca, o rio do baptismo mesaiaaico.
No co a estrella do Pastor sabia.
Juntas, sobre o tapete tenro e aromal
isiomoda re va, aa ovelhas dormiam, o
cSo ved.va.
Crepitavam ramos seceos atetando o ro-
go d?. vigilia, e 03 pastores, em torno do
brazeiro, repetiam as tradiccSes da raga
dos hebreas, qaal mais brilhanta: em le-
tos aguerrido*.
Um de.le.--, velho, morrea e forte, Gri
assim o cb- m .va, dolente como o prophe
ti elegiaco dos thronos, poz-sa a fallar da
eacravidaq, do poro, recordando sentida-
mente o tempo da vida errante, no deser-
to abrasado, quando andavam sag.lindo a
arca qaa Miriam preceda cantando loas
e t.-ngendo aistros.
O \atul
(Manoel Arelo)
Chegou o Natal.
Ha como que urna alegra
todos os semblantesmas urna 1
miar
ngo25de Dezembr de 1892
dis-
passado tem chafado at nj, a
virtuada em taancia.
Qiem tem familia, janta mi alta ;
quemtaotam lembra-se dalla: odia
tamben da saejiado fara Oj fiiaeatque esto longo proauram vir
para jato- dwtanseedos filhos, resac. por eetes em
oraioSas obeias de f c de esperanca;
o da das inri oitas lembranoas.
A poesa da traitcolo glorifica esta dia
que cono urna oonfrateraisaglo univer-
ssl, que como a syathetisaclo de todas
as alegras.
Felizes os que aiada team quem Ihas
d a bengao do Natal, felizes sim, porqua
em caso contrario teriam de verter sen-
tidas, santidisaimas lagrimas.

Os mais novos, submissos e calados,
ouviain com os olhos marejados d'agua a
nenia eterna de Israel captiva, e, para
tazer maior trateza, da quando en quan-
do, urna ovelha balia.
O narrador, no acianto merencoreo,
oonolaio a historia, de Israel, diaendo
cheio de esperanca, com os olhos postos
no estrellado co, a prophacia consolado-
ra : Nascer de urna malhar da tribu de
Jud o Messias, rodemptor dos horneas.
Ditas palavras ties urna las al va, subi-
tnea, inundou a montanhaos olhos fas-
cinados'dos pastorea nada viram u prin-
cipio e todos de fronte baixa, tremiam
suspetaado um castigo de Daus ; por fim,
timidamenta os primeiros olharam e o
mais velho, a tremer, os bragos levanta-
dos para o alto do_dc baixara a luz my-
teriosa, poz se a balbuciar. Vesper Es-
trella branca do pegureiro. .. estrella
branca do pagareiro !.. e as lagrimas
rolttv&m-lna doa olbo3 copiosas e grossas
como a agua que estila dos rochados.
Olharam para o ceuVespar baixava.
Era como nma zagala toda feita da luz
vinha pela Via Lctea, que fizera em
urna eacada rutila, prendando a montanha
do3 pastores ao co formoao das estrellas
nobra e maravilbosamante baila, veatida
de ama neblina fluotuante, es cabellos
soltos, de rastro pelos degrios translci-
do}, no punho um raio guiza de sajado
e em torno ovelhas : estrellas mnimas que
83 haviam transfigarado e que vinham do
alto aprisco trotinando e balindo atr.3 d>
zagala sideral nuncia da Suprema Paz.
Um coro reboou ni monte mudo :
Vesper divina! Vespar patrona dos
zagaes !...
Salve Salv. !
E as ovelbas, de p, attoaitas, bala-
vam.
E lenta c suavemente
forma de zagala, pou*ou
H IM DO IUTAL
vate ci ic ; de lezembro
(por a.)
O ponto de intnseselo do dia de ho -
tem e do de hoje, ao soarem as doze
horas da noite, para a hamanidade de
ama tal estimativa que nlo tem grau na
escala ascendente do sublime.
N.iceu neese momento o aeu redem-
ptor !
Filbo de QeaB, concebido tora do pee
cado, como a o podara ser, cil-o que as
soma no mundo, para cumprir a misslo
mais ardua e edificanta que teia do h>
ver.
Embora a sua divina essencia, huma-
niso se entre 03 mortaes, porque se nlo
disaesse que se dedigaava de viver entra
elles e de compartilhar ob seus soffrimen-
tos.
E bam acerbamente que os compart-
lhou 1
Podendo aer o ente abtolu'o que a
nenhuma lei de trra se aubordinasse,
fez-se a mansidlo e a hnmildade, foi cor
deiro em vez de ser lelo, e minrlou dar
intima cm
legria que
vem d'alma porque pura, ama alegra
sem bypocrisia verdadeiramenfe real, per-
feitamente comprchendida.
Na incommensurabilidade do tempo per-
de-se o uso que tem o povo de festejar
esto dia; nlo com festas aristocrticas,
obrigadas c circunscriptas a um program-
la, mas com a festa intima dos verdadei-
los regosijos, gerados pelas emo^Sas da
alma, essas que se tradueem neasas sor
risos francos e puro3 que pairam em to-
dos os labios.
a estrella, em
sobre a monta
nha e como se urna hsrpa soasse, a sua
bocea fallou :
Bemdita seja a paz entra os sim-
ples !
. Bemdita seja olamaram os monte-
zi.ios e preciptaram-3a parz beijar a fim-
bria da tnica d^-phana.
E sem mais palavras, agitando o cejado
a sorrindo, Vesper acenou aos pastores :
Al-a !... Alai 1 oavi os vagidos da
Misericordia Eterna...
Em baizo, na plaoioe, um estbalo po-
bre, margem da eatrada, rebrhava
todo cercado de astros.
Aim vaga a Suprema Bondade....
tarnou a estrella,
E os pastores sem compreh-?nderem as
sias palavras, olhavam-na admirados :
por ti n o mais valho caindo de joelhos
as mo3 juatas, trmulo como se oolugis-
aa porjf.intou i
Qae boa nova ma trazis, meiga es
ti ella dos simples I
O natal do Perdo, o natal do fes-
sias.
E mostraddo o estabulo com o san ca
jado lumiaoso ecencu saguiaio para que
a acompanh&esem.
Moveram Ee os rebanhos e os pastores
tomaram os bculos grosseiros, gritando
hosana3.
Justamente quando comecavam a des-
ear ofltco da montaaha reboaram co.n
fragor ostru pidas 'anfarras, e no co, em
frente surgi esplendida de claridade a
estrella dos reis magos qua vinha do
Oriente.
Em toda a parte deixa, poa, hoje o po-
vo as preoco..pac5es quttidianas que nos
apertam o paasamanto n'um lago de bron-
ze; por toda a parta a satsfago, o ruido,
e gargalhada franca, qae ech6i com so-
nora suavidade, que penetra at a alma.
Em toda a parta as expa:s538 do pora-
cSo, vi orantes, unisonas, unnimes. L a
onda popular n'um transitar nterraiaave!,
agita se, move se, sorri e diverte.
O fidalgo no seu palacio, rodeado da
fa ilia e dos grandes, pr cura malhor
entreter a noite...
O rusti campanea, por all afora, vai
aati.-failo da vida, no bolso a parca eco-
noma guardada para aquello dia, deafe
rindo melodas na ra it flaata e .. espe-
rando qae (.bogue a hora da missa do
galo.
- Beilo dia o Natal.'
#
A festa do \ al
A arvore do Natal deixa cahir-noa os
Ls Bes, ao que hbilmente, secundada
pelos pedidos do barbero, do entregado:
de jomaos, do carteiro, etc., funcoionarios
que julgam ter feito jas nossa gratidlo
s porque durante o anno nos fizoram a
barba e noa estragaram as cartaa e os
jornaes-
O respeto conservador pelaa tradiocoes
dos noBSos miiores obriga-aos, anda, a
celebrar com certa solemndade esta festa,
ao mesmo tempo do lar e da hamanidade
rata feste que vindo do racoadito do
Cannequenelai economlon da dea
eoberta da America
0 Ilustrado Sr. E. Fouroier de Plaix no
Ecooomisie Francais, de 15 de Oatubro ni
timo, dea a estampa o importante artigo, qae
d; pa?;oas do Jornal do Gimmor3io passa
m.:< pi.a a; nossas, com a devida venia.
E' um esc-ip'.o para o qaal nao podemos dei
xar de solicitar a attencao dos nos303 leltores.
I
A maior parte das nacOes pertenceotes
civiii3acao europea, celebrac nesta semana o
qaarto centenario da descoberta do Novo Mun-
do.
Foi, com i Qdi'o, em 12 Je Outnbro de ioi,
qne Christovao Cclombo, sab do de Palos em 3
de Agosto, aportou iltu Guinibi oa San-Sil-
vador, urna das ilhas Lu'-.y-s.
E' provavel que o centenario facto, o mais imporlante da historia da humani-
Jade, seja festejado pela primera vez com todo
o brilho e sobretodo com urna Gonsciencia Dem
ntida dos heneados, que ilevia proporcionar ao
genero bamano.
Certamer.te, nao podia ser em Oj'.ubro de
1792, no meia das periurbacOes, qae j tinha fai-
te, e das formidavels guerras que la suscitar a
revolucao francesa, que o peasameato das na
063 se voltasse para a descoberla da America.
Poucas iatelligencias, depois de Purgo', e do
cbade Moreilet, se achavao em coadisOes de
i.preciar enio tudo qaanlo 33 Americas reser-
vavo de sorpresas e de recurso3 as velhas ci
vilisacdes da Europa.
Os americanos do norte, apenas emancipados
doj aperl03 da aristocracia ingleza, nao conue
cio o immenso territorio, que erSo chamados a
apropriar as necessidades da huma) dade.
Senbores qoasi exclusivos da Amer.ca Cen-
tral e da America do Sul, os bespanhoes enten-
di de excluir dellas lodosos out-:s povos.
Um dos viajantes mais emiaeotes, qu hajSo
percorri o e contribuyo para tornar conhecldas
asduas Americas, Alexandre da Humboldt, teve
de obter urna permiasao especial para prejncber
a sua missSo sciemifica.
Ambas esta van fechadas, com nm cime in
qu e'.o, curiosidade da ^ciencia, e a especula-
(Oes iivres do ommercio.
Seria f ra 1692, em poca mais prxima, cer-
to, da descoberta, porm, em qae as Americas
e cm aiDla muito meaos conbe idas, c naris
iuimig aj,Oes europa-i lloham urna importancia
inteirameate secundaria, em qae a Hespanha,
n-ifao colonial dominante, atravessava um longo
periodo de decrepule, que a gloriosa lembrao-
ca de Christovao Colombo e de seus andazes
p cursores e successores pre: ccupivam os es-
pirito* ?
Emtodo o caso, essa lembranca era comple-
tamente estranha aos corteifios de Versailles e
aoRei Sol, sobre o qual eslavam assestadas to
das lcelas da Europa.
Em 1092, anda mais duvidoso que o pri-
mairo-centenario tenba sido festeja lo.
"Toivexmsxo fosse aiada desconhecidoo cos-
tana de se congratular em o centesimo aaao de
qaalquer) grande evealo.
En todo o caso, comquinto avnei rites, sob a infljencia da po'derosi corrale de
ideas que caracterisou o seoulo XVI, como (Jo-
dio e Bacon, chegassem a interreKar o fataro a
respetto das Americas. as nocOes exactas e as
hypoiheses deixarao moito a desejar para qae
os povoJ, maito separados por iaieresse*, Be
oceupassem em reconbecar em Christovao Co
lombo um dos precursores encariegados de os
guiar em sua derrota.
IJ
Queremos significar com estas rfbx52s qae
as nacOes europeas chegaro lenta aente a tarde
a consciencia da todo o alcaace da descoberta
di America. *
S depo:s de muito temoo foi que esta cons-
ciencia formou-se bascada sobre ura conreci
ment mais ou menos imperfeito da oroorii
trra. *
Nofimme3mo do secu'oXVII, na obstante
num"rosa3 viagen3, livros e carias que h:j se
cousaltamcom interesse, os uo ae 13 mais escla-
recidos da Inglaterra, da Allemaaha, da I.aip,
da Hispanha, da Fracas posiniam0055^3 im-
psr(dita3 sobre a trra, os diversos cooilneates,
saas formas, saa naturezi e os recarsos qae po
podiam offerecer.
A Iadia, a China eram conbecidas ; a propria
ussia s tinba sido prcorrlda por ulguas mar
cadores.
Todo o noroest: americano, todo o Uaoitoba e
seas prolongamentos, a California, c Texis eram
amia ignorados-
O me^mo succedia com o interior da America
do Sal.
A viagem de La Condamiae em 17 J7, e a e
Humboldl era 1798 tieram o carcter de desco-
berta.
Timban s no scula XVIII foi qae 03 pu'oli
cistas, viajantes, geographos, philosopaoj, histo
riadorea e economistas entra rama fazer reQ;xes
ou antes hypotbe3e3 interassanies sobre as con
sequeociis que advieram para a hamaaiiad- e
em particular para a Europa da descoberta do
novo mundo.
Certameale, qaando L w, nm dos espiriios
mais atilados da primeira parle do scalo XVIII,
lanc/iva ao publico dos especuladores as aeces
do Missisipi, tinha ama especie de vaga in u sao
dos re ursos lo valle, regado pelo rio descobar
to e navegado pelos mis3ionarios caibolico^e os
rquatters franco-canadianos, porm s liaba en-
to Informases muito problemticas sobre os
recarsos reaes dos territorios qua de?iam reem-
bols bor das aventura?, como a maior parle dos fran-
cezea, que pre enderam occupar-si d; colonisar
a America do Norte.
Dos diversos aconteciments que, durante o
secuto XVIII, aflrabiram a attencao dos espiriios
previctenles sobre as consequencias directas da
descocerla do novo mundo, o mais imprtanlo e
mais fecondo foi a gae ra do Independencia, aio
smmte paraos francez s e inglezes qu ne.la
tomaram parle com os americanos, mas ain la
para a makr parte do3 povos Europa ocbi
dental.
A America central e a do sul, ten lo cado de
alguno modo interdictas para tolos os povos, era
oos Estadcs-Uoidos soliente que es europeos
achavam nm acolbimeato cordial e oad-a podiam
adquirir sobre urna parta do novo muaio n/C:'B
sullicienles para adivinbar o futuro e reileciir
na ioflaencia que elte, mais cedo ou mais tarde
exerceria, sobre toda a humanidad?.
Eta Franca, pelo meno3, -Targot e o abbide
Siorellet foram os primeiros qae tra'aram da
quoao ex-professo.
Teriam elles podido abordal a aalcs da guer
ra da Independencia ?
Ser preciso recordar a leviandade e imprevi
deacia com qae Voliaire falloa da parda do Ci
nal?
Hesmo no comego desla secuto o primeiro
cnsul pode vender a Luisiana aos iSstado3 Uui
dos com o coosentimenlo tcito, mas uo<>oime
da nacao.
Bastara dez anuos de revolucc para apagar
da memoria dos francezes toda a obra colon; -i
de seas pais.
Pareca que o novo muodo nao exi3i, que s
Franja na 'a tinba de re.nvinaicar no grande
movimento de descoberta do sculo XVI e que
es francezes nao tinham plantado o seu pavilao
em nenhuma parte do novo contiaente.
De facto, se elles ab. se deixaram expulsar
bater em todi a parte, ahi flcaram rednzidos a
S. Pedro e Hiquelon, Guadelupe e a Martinica.
Na verdade, e com a grande paz da 1815,
com a emancipado da3 colonias hespanbolas,
ram n xtraotJinario deaaavolvimento da nava-
Kago martima, com a grande corrente da im
mtgraco que comecou em 1820, para as duas
Americas, com a puolicagao da graada viagem
d? Humboldt (1825;, foi qae o novo mundo pe-
t.etrou, de algam modo, naj preoc;upis3s da
Europa e qaa fui possivel entrever com alguna
nitidez todas a3 consequencias de sua descober-
ta, porque s na primeira parte do seclo XIX
foi qae o novo mando ficoa inteirameate contie-
cido.
Nao seria justo al tribuir a Chriilovo Colombo
e a s.'us intrpidos companbeiros toda a glor:a
da descoberta. Foi preciso quisi um seculo,
com os navegadores portogueze3 a haspanbes
ao sul e no centro, sobretudo Nuoes de Balboa
e Maftalbes; com os navegadores inglezes e
francezes ao norte, Cabot, Cartiez, e Forbisher,
para delimitar o contiaente; mas qj 11:03 esfor-
Cos, me:mo em nossos das, para os percorrer e
realmente conaecer I
Ter isso n5o ha de qua admirar se de te-
rem sido precisos muitcs anuos s naces da
Europa, em contacto immedialo com o novo
para fazerem idea safficientemente
e perspicaz dos resultados da deseo-
muido,
extensa
barta.
III
Primeiro duas supposiges dominaran.
Ambas se realisaram, a sua influencia foi, e, a
muitos respeitos, ainda muito grande.
A primeira relativa aos metaes precio-
sos, a segunda aos productos coloniaas, s < es
peciarias, para no* servirmos da expresso
antigj.
Foi para a coleita do ouro e das especia-
ras que partiram as caravellas do seculo XV
e XVI, em particular as de Christovao Colombo.
A personagem actual do grande navegador
tornou se qaasi legendaria.
Pintaraa-n'o muito differente do que elle
era.
Elle co.ria. cono todos os aventureiro3, ge-
oovezes, venezlanos e florentiao3 do tempo, stn
busca do ouro, da pimenta e da canalla, ttatt
em vista a fo-'.uoi, a riqueza, maravilhas ioiu
ditas, e a maneira por que elle tratou, com sel
vagem ferocidade, 03 primeiro3 Caraibas que
encoatrou. moslra bam qua inferior a Cortez,
0S0 valia mais que Pizarro e Almagra; smon a
foi-lhe defeso eacontrar e carregar estatuas de
ouro; teve que se contentar com o tabaco. Ai
sim como, procurando as lals e a China, des-
cobrio a America, do mesmo modo cata do ou-
ro eocontroa o tabaco.
Eis, pois, a primeira consecuencia da deseo
berta do novo mundo : os productos c. loaiaes.
o tabaco, o cacao, o algodao, o caf, o miino, a
batata, o assucar. Desses productos, quatro. ta-
baco, milbo, batata, cacio, sao iudigenis; os
outro3, algodSo, caf, assuca-, tomaram em o
no70 muodo um deseovolvimento immenso,
que ainda nao poderam ter em outros conti-
nentes.
E' preciso accrescentar desde j os cereaes
cuja cnltura receben urna tSo grande extensao
em o novo mundo, sobretudo o trigo e a aveia.
O novo mundo poz, portaato, disposicao da
Europa urna grande massa de subsistencias e
ama libra textil de incompnravel utiiidade.
Desses diversos done, a baiata o trigo e o algo-
dio sao os mais precisos.
Sem a batata a Europa nSo poderia onter um
to grande numero de habitantes; sem o algo
do 0S0 os poderia vestir to bem ; sem o trujo
da America a alimentacao europea, mesmo com
a batata, seria precarii: vimol a bem em 1878
era 1879 e mesmt em 1891.
Henos nece -arios, o assucar e o caf, me'ho-
raram singularmente a bygieue allmeatar da Eu
ropa.
Qoanto ao fumo, que recurso Bacal nao tem
olLreci lo a todos os tbesouros dos principes e
das repblicas?
E' verdade qae a America nos enviou o phy-
loxera; mas preciso saber se, cedo oa tarde,
n&o seria necessario renovar no3sas especies vi-
tcolas e se a Europa nao ter ganbo em fazer a
acqo.si :8o das especies vitcolas mais robustas
e mais vivaces da America.
E Ta a opinio do sabio qae prlnairo e melbo f
esiudou esta cariosa questo da pbyloxera, a do
Sr. Plancho n.
E : compaasagio a Anerlsi dotou a hamani-
dade de urna das mais bellas r.cqaisic083 da
sciencia, a quinina.
Qaen j esqoecea a dascrlpclu por Humboldt
das grandes florestas de carnerunas do Equador
e do Alto Paro?
Menos importante, o cacao merece inda aosso
reconhecimeuto.
NSo ob3!anta todo o concorso que os trigos da
America levan actoalmeaie -i alimeatacao eur<
pa, concurso sem o qaal a Europa nao podarla
nutrir seas 360 railbes de haoitantes cm segu
ranea que sa nos permita iasistir particular-
meute soore o algodao, afim i melhar mostrar
tudo o qae a Europa deve .1 Amrica.
O algodao primeiro, o elemento principal
da in iustria na Inglaterra e nos Estados Unidos;
enlre 03 oulro3 povo3 europeu3, a iaduslrii algo
doeira tem igoalnente urna grande importan-
cia.
Em 1830. sobra 4039 milhes de libras de al
Kcdo, os E.lados Unidos foraeceram 3161 mi-
ihes e a prodmcao industrial era avahada para
a Iaglaterra ejx 95 milh33 de Iibra3 esierli
oas.
O 3,-. Krl voa Scliezer avaliava, em 1832, o
consumo medio do algodao para a I g aterra em
77J milhes de marcos, a Allemanba 235 mi-
Ib ;s, a Rasaia 18, a Frang 135, a Italia 136, a
Auuria Ui, aH^paoha t5, a Hollanda 53, a
Suissa e a Dinamarca 25.
A segunda consequencia nao tem menor al-
cance. Os qui procuravam ouro, Cilombo, os ir-
mios Piazoa, seus coaamandilanos e assiciado3,
Cortez, Pizarro, e tolos quaoioa sonhavam com
montanhas de ouro e prata nao se engaaran
Acredilavaai achal as as Indias ou na China,
o aovo continente forneceu-lhes urna quanlidad
quisi inacraditavel; foroec3 ainda pan 5 a 603
milhs por aano, com tal regularidade, tal
abundancia, qua um do3 metaes precisos, a pra^-
ta, p 'rdeu muito da seu valor, a tal ponto que
em 22 de Novembro do ando passada reuoio se
urna conferencia internacional ai hoc, em B u
xlTas, para opinar D03 meios de Ib'o dar, se
1330 fosse possivel fazer.
IV
Nao ha duvida qa^ ainda debaixo d"s'.e ponto
de vista a descoberta do novo mundo aproveiioa
Europa, augmeutando ahi 03 metaes precio-
sos.
Sem ser a substaniia da riqu'za, coma o tri-
go, o milho, o algodao, o caf, o assaear, a qui-
na, o cacto, todos os objectos qae satisfazen d-
rectameate as necessiiaies di humannad', o
ouro e a p.ata facilitam, por urna suf lente
abundancia, a coaservac'o, a irsmmiJiSo e a
distnouigio da riqueza.
Tambem, durante os seculos XVI o XVII, as-
sim como 00 eeculo XIX, a partir d 1848, es
me.aes preciosos das duas Americas for^m um
elemento de acividade e da riqueza para a Eu-
ropa.
Oalri consequen :ia, a navegac*o martima,
coalioa la a: ea!o, no que coaierae Europa,
no il-dit;rran?o, no Balico, no mar do Norte,
na Mancha, as costas do oieano e no mar N;-
gro (a passagem do cabo da B01 gsporanca s
f.i deic iberia seis anuos aa'es da nevo muado)
leve um rtesenvolvim^nta at euto desconheci
do : foi Ch'istovaa Colombo quo tracou a via a
Nuuez de Sale) que, desda 1513, levava suis
naves para o ocano Pacifico, e a Magalh33 que
de-de 1520 o aUravassava.
S ea'.io a huoianidade tomou pos3e da ierra;
ple calcular sia3 dimensea e della sa tormo
seaoora.
A vela e mais tarde o vapor p rmiltiram Ibe
percorrel a e permutar os sem produc'03 em
todos 0.3 sentidos.
S en.o foi credo o grao* ommercio ma-
rtimo, qua reilizou seas mais admiraveis pro-
gressos desde 1820 1 1850, 3to na poca mesmo
em que os povos eu'opeus adquiriram a con
sciencia completa do futuro e da ioflaencia do
ivo mundo.
Q iarta consaquaGcii, um territorio immenso,
com 41 832 213 kilmetros quadrados, s on*
en lo ao norte tribus selv geas e pouco nomo
rosas, no cenlro e ao sol, a:n de tribus da mes-
ma orden), duas naces apenas sem con ilges
pira luctar contra os povos earoo=ui, achou-se
a dispostcSo da Europa, offerecando-le um cli
ma mais apropriado a rag branca que a Asia e
frica ama frtil: Ja le e variedade de solo ad
aira .eis, valles mai3 vastos que os da Europa,
moatanbas mais habitaveis, communicando-se
entre os dous ocanos, habitat incomparavel (i)
para esta raca superior, que Ihe permittir attin
gir ahi a um nivel de civilisaco, pelo menos
igual, se nao fr mais elevado que o da Eu
ropa^
Tarfloem, paito de l milhes de europeos,
70 ao norte e 45 no centro e ao sul, abi se acham
j estabelecidospeileacentes po- tres quintos
raga anglosaxonia, com o inglez por Iiogua,
e dous quintos rsgi latina, como o hespanhoi
por lingui.
Verdade que no meio deses 115 milhes de
braa'03, preciso contar tres milhes de pelles
vermelhas diverso3 e 25 miihos de negros u
mulatos.
O conjuncto do3 De les vesmelhas ao cna
mado a exereer influencia. O futuro dir sobre
02 africanos.
Todsestas consajuenens sao favoraveis lo
daB coueorrem para o desenvolvimento da civi-
Iisaco e para o milhoramanto da condigao ho-
rnija. Ser possivel entrever cons?quencias me
nos vantajo.-as ? Sari preciso preoecupar-ce da
eveotualidade de umi acgo directa qua, gragas
a soi massa, 03 grupos americanos poderiam
exereer sobre a propria Europa ?
V
S diremos poucas palavras di inljiencia po-
ltica.
At agora esta ioflaencia foi limitada ao;Ei-
tados-Uaidos da America d) Norte. M3'.roa-se
mais favoravel ;ue prejudicial.
Eram de primeira ordem 03 elemenloj anglo-
raxuaios, que formaram o fundo das populages
d-)3 Ei.ados Unidos. Saa acgo nao oodia ser
funesta.
Sem duvida esta acc3o contribuio indirecta
mente para a ruina da mooarchia franceza ; mas
esta monarebia, mal avisaa ouvindo Fr. nkdu,
teri:, cera Fr- k!a, vencido soaa dif&culdades
lnternja ?
Sem todas as outm relagea, o espectculo
da grande repblica americana : libardade civil,
liberdade religiosa, r>: g ssso das artes e das
scieocias, vida social, nao pode ser seaSo favo-
ravel 1 Europa.
Qjanto nao se ob'em a ssrleu disto, relendo
b.ll03 trabalbos de Micbel Chevalier, e de
Tocqueville, a obra de Bryce, e os artigos da
Fonlperi ns?
No poato de vista econmico, a diseassao
mtiis viv; objec'a sa que as Ju.s Americas, e
sobretodo n: poca presente, de 930 railnas de
hectrea diz Eitalcs-Uaidos, podem innondar a
Europa de productos e.n qaaatidades cita vez
maii considera veis e por prego3 cada vez
menos elevados; qae ha l um verdadeiro peri-
go, nao lmente para a agricultura, mis para a
i: lutna da Europa, mais lar le para a navega-
gao martima e para o commercio. Accrescenta-
sa que j no seculo XVI a descoberta da Ameri-
ca mod fie-a gravemente as correutes comoier-
ciaes, que coalribuio para a decadencia a lla.ia
(Veaaza e Genova), do Egyp'.o, de Sjria, da Hes-
panha o da Portugal, que este mesmo facto po
der-se ha reproduzr para a Inglaterra, a Hollan-
da, a Blgica e a frang
E' certo que Eiropa, dividida em ter.-il0.-i05
e em nag s quasi irredoctiveis, nao parece offe-
recer, ao priaeiro aspeclo, umi forga de resia-
teacia comparavel poderosa tnflueucia da Ame
rica do Norte, quando contar, o que s exige
mel sculo, una centena de m.ltioes de habi-
tantes, e talvez mesmo da Anerica do Sul, desti
nada iguilmant- a um grande crescimeato de
populagao. Todava, nao preciso exagerar.
Primeirameote, a Eu-opa, hi muito ;=rapo,
n'o parece ter du te preoecupar com ti flu i-
:; .qua a America central e do sul pode m o
bre ella ex:rcer.
Todo ;, XX seculo, e p ova elmeote o XXI
serao aece:sa-io3 a estMOaai oanes do uavo
rontiaeate para se povoarem. S rosta a con-
sidera os Esta 11 U dos d t America do Norte.
A's pessoas e aos ioteresses, que coliocam
esta ifiueacia em primeiro plano, e qae seotem
am certo pnico, opiaio que nao era estranha a
*
Moreilet, at am certo ponto, ntese responder
que com 62 a 68 milhes de bibitantes, os Esta-
dos Unidos estao longe de ter valoriaado: 03 930
milhes de e clares qoe os constitueu, e *ue a
medida que esta valorlsago se effectua, opera-se
um immenso movimento de deslocago.
O centro da acgo ame/icana deixou New-
York e o Ocano Atlntico para se fixar em Chi-
cago, app-oximando-se assim do Ocano Paci-
fico e cada anuo afastaodo-se mais da Europa.
Como couseqaeacia, modIQcam-ee as Condiges
da lula econmica com a Europa.
Na realidade, a Europa, ten 10 cada vez mais
oecessidada do concurso americano para saa
ahmeat.go e sua industria, achar-se-ba cada
vez menos sob a influencia immediata dos asta-
dos Uoidos, que tomar un carcter tanto mais
territorial quinto a a;rop-iaga "do solo fizer
maiores progresso.
Ple -e mesmo, sem ser temerario propheta,
entrever urna poca asss prxima em que o
crescimento da populagao nos Estados Unidos
exceder o dos recursosque o ca3o actual da
Rassia3 em qae a iacerteza dos excedentes-de
subjiatencia oarigar os povos europao?, como
j o fazem. a 33 dirigir alnures.
Qjetn e3qu3ceu as predieg's de Tuiers e e
eus pirttdario3 econmicos sobra a innuiace
de trigos ru3303, e entre auto a Rassia acaba de
atravesaar un fom maito seria?
Insistimos receatemente tobe este Tacto da
ordem superior da desproporcio eutre a exlen-
sio do territorio dos E lados Unidos e a sea po-
pe lacao.
Acoatecer ao3 Esiados Unidos, como Rus-
sia, nao obetaate a incontestavel superioridade
de seo territono e de eeu cllaia, que osexceion-
tes de prodocgJo tornar-se hio cadi vez menos
di3poniveis.
Nao podero innuaiar a Europa com eeui
productos, como a Russia nao est em conces
le o fazer en 18J2, qaareata e tres aonos d ;pois
da3 pro,ihecias de Taiers e de Sainte Bauve,
em-replica a Bssliat.
Os povos da Europa, a menos que sua poprjla-
go decresga ou se torna estacionaria, o que ne-
nbum synptomi parmiite prever, tero, ao con-
trario, de recorrer cada vez mais aos pr doctos
americanos, sem qoe estes Ihas sejam jimais
impostos ; tilvez venha um momento em que,
longe de ter que lastimar a abtm lanc.a, lamen-
tem a sua iamfficieccia.
E' ce-to que, em troca de trigos, tarima,
carne, fumo, algolo, assucar, caf, a Eu opa
deva poder lar seus propnos productos a que,
por ce-ta3 indicage-, parece-ncsraconhecer,
nos Estido: Uildo3, una relrogradago para o
systema mercantil : vender sem comprar, Foi
neste eantido qoe se votou o bil Mac Kinl->y.
Ate agora, as Americas team pedido mala
Europa, sob todas as formas, do qae a Europa
Ibes tem aproveitado.
Fui o capital europeu quo permitlio a coloni-
sago americaoa raar.har iQa depres-a.
Darante um longo espago de lempo, e3te capi-
tal ser anda indis;;ea3avel a America central e
a America meridional.
A Eu-opa es'. certa nao fomente d aVi en-
contrar precio os meios de permuta, mas tam-
bem subsistencia em quantidades ssmpre cre3-
ceates.
Com o concurso da frica do Sul, da Aus-
tralia, da lid 1, a Europa pode achar os ali-
mentos que Ihe po cada ves mais necessarios :
ella nao tem os Estados Unidos como tni.o
fornecedor.
03 reodetros de Far West sabem-no multo
bem e estao mui pouco disp. st03 a privar se
das compras dos ricos clientes da Inglaterra, da
Frang e di Belgic, 03 primeiros do tnunlo.
Agirim elles coQrariamente aos seus inte-
resses, darhm auxilio correte mercinti! ac-
tial nos EstaI03 Unidos, se urna overa expe-
riencia nao Ibes ivesse, cedo, ensioado que a
base do comxercio a troca.
Quem nSo quer comprar nao ?aba venler. ]
Deixemo3 de parte estas hypotheses, mais ou
menos especiosas, elevemos nossos esplritoB
cima da3 competencias ccmmersiaes tratemos
de recoobecer todo o alcance do grande aconte-
cimento, que permittio a human dade lomar po?-
se do dominio a ella destinado pela vontade
superior e ap-opri?l o ao :eu por vir ; vemos oa
descoberta do ivo mundo a prova di accao
desta vontade e o indicio de novos progressos
para a nossa especie, e saudemos a alta inteili-
gencia do poeta que, ba dezenove secubs, assim
a predizse :
Venient annis coecula seris
Qaibus oceanus viccula rerom
El 1 igens pateat teilus
Typbisque novos det-cal orbes
Nec sil terns ultima Thole.
ixet
cuaom di :m\.
(1) '.. 37 229,o00 kilmetros quadrados estao
situados na America, ao norte do equador, e
14 602,715 ao sol; 3 o equador (he-mal, que
de 30 a 31 graos na frica, desee a 26 ou 27 oa
Amrica; 3* os ventos do Atlntico e os do Pa
cirio varrem, em sentidos oppostos, a maior
parle] da America e ahi regulara, a temperatura.
Cbeg ,u analmente a fesia 1
E todo o mundo preparou se, eafitou-3e para
lia, reservn a'gunssampafos (m expresso da
Gazeta) para ir at all ao sympatiiico arrabalde
da Magdalena, pira tomar um sorv e l pelo
elegante caf Ruy, para passeicr n'orn pose ele-
gante pela aristoeratic t ra, do Imperauor, para
ir ao Caxang em carro de primeira classe, mos-
trando acs embabacados transentes a impor-
tancia de sua elegante figura e a solidez deTsu
bclsa.
A festa vive p.is e palpita oestes das cm tu-
do : um tora de extraordinario sent-se uas cou-
sas mais insignificantes, como as cocsas mais
importantes. As mademoiselles que transitam
n'um caminbar elegante e edneado alli pela ra
da Concordia, a rapazeada que fraquenta os ca-
fes e buhares, as livrarias que osteatam em snas
r i'unes os liados en romos e urna Infinidade de
bibelots, propnos me-mo de se offertarem a alga-
sia liada morena, os trer.3 com seus horarios
ext.aordinario8 e a mes na Gazeta di Tarde
com seus artigos pro/un dos e sisudostudo anda
com essa colorido de festa,ia tradicciorul fes-
ta, qua o povo ad.ra entre a satisfagan que Ihe
Inspira a missado gil'.o. At o mea vicinh) da
direita, passoa-mc hontem pela porta n'uxa at-
titude de quem tem dinbeiro, com um chapeo de
polti i novo, urnas bol 13 cuidadosamente encra-
sada*, urna grava'a nova da casa do Rodrigo Car-
valho & C, ama bengala desconbecida a ento
pa-a mim, substituinio a forma b gal por que
sempre me comprimeota, por um movitnrn'.o de
cabega mais elegan'e, muito estudado, mandando
para rem segura um bond, em que tomou lugar
com ar de quem est perfeitamente compenetrado
de sua importancia. Ta nuera a mioia visinba d
defronteurna menina muito elegante, muits
sympathica, scnbora da ons bellos olbos negro-
cb.-ios de poesa, do uas cabellos onie ae ani
nha n mil s mhos bellos, com as oodinlns na
praia como diria mcu irm8o Coimbra, urna
meaiaa li -a :n n! qua tem sempre um sorri30
amavel e delicado par*, saudar-me, quando eu
pa ;o todas as mnnhs para a redaegoe. mi-
nha visioba de def.-inte, ia eu flizendo, nao tem
feito a cousa por meno3. c appareceu me j pela
manha tola tranformada, com os cab?l:os arts-
ticamente pentead '?, mettida n'uma bello vesti-
do azul celeste que to bem coudiz com a delica-
deza de suas formas esculpturaes e dignas do
piocel .. (oral para que dizer de outro?)
do meu pincel nrsmo, que por mu'to inhbil
que seja, sempre m. ajudana uo arrojo do uiea
intento.
A t-ansformigo pipila, pois, em tudo hoje a
por estes das de festa: durante o dia de hon-
tem, por exemplo, aqu da varan J.. da 'edaego,
apreciei o desfilar de urna variedade infinita de
typ)3, uns metidos na aristocrtica carila, ou-
tros vesdos ultima moda, conversando, ges-
ticulando auimadame. te, outros finalmente de
b Isas debaixo do braga prompt03 para tomar o
irem ou bond de qualqaer arrabaide prximo, e
l pinlarem mesmo cousas de arco da velka.
Caixairos -eserta las da casa do patro com enor-
mes lengoa encarnados no biso, ac emicos
com elegantes gravatas braacas, cascabuhos le-
vados n'uma onda de trocistas, cmpuuhanio
g"os8as beagalas, e at miaba ama, ostentando
um vestido cheio de ornas ramagens que se
m de legua e metatudo tem passado aqui
pela freite ia relaccj j'u q vai-vem inteemni-
vel, n'um borou-ioho confuso, n'oma alegra es-
trepitosa de festa.
Pois isso foi qae ao at.-avessar paditiciannte
p la m inh, o Pateo do Tergo, como de cosa-
me, quando me dirijo aqui para a redaeg um
amigo ficoa embasbacado ao ver ma oos meus
modestos trajas quotidianos, exclamando me na
cara, como que estupefacto:
Ola, meu amigo Aro I V. assim hoje I e,
assim vai passar a fasta ? Nao vai por acaso &
musa do galio alli na matriz do Corpa Sanio ?
Pois, em logar de ir passelar vai hoje redac
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Diario de Pernambaco Domingo 25 de Dezembro de 1892
*
filo? Qaall fagagreve! O patrio hoja... adeus
inhol na d*e me ver por om ocolo, se tanto con-
seguir.
E maisadiante, onde ia encontrando conheci-
dos p;3;ojes, aa exclamages partiam acampa
abadas de protestos. Bu, porm, como son es-
cravo do cutnprimento do mea de ver vlm e.....
cumpri.a mioba misaao do da, bem on mal,
porm de accordo com miabas forcea.....
B. qaaato a descripcio de todas as impres-
Oes deixadas pela festa, me esforgarei para dar
um pequeo transumpto na prxima cbronica.
No terreno poltico o que occnpoo geralmente
a attencao do puolico (oram as eleiges do i das
17 e i8 do corrate, en que a nota ridicula, fot
a celebre votagao no cartorio de um tibell ao da
roa do Icoperador. A proposito dessa votagao
3me, dizem, ( maiorque o propnoeleitorado (m-
icif.-avel iaigma I) retiro um pequeo faci que
se dea, e que acbei alias am pouco iaieressaaie.
Ao tomar o bond que ia para Sanio Amaro das
Salinas ouvl casualmente este pedariabo de ouro
de urna con ;erac;o que susteutavam dous paj-
passageiros : < uizeui at, hornera, qae as pes
8oas que esto oa porta do tabellio Moreira,
sao as mesmas que la se acuavam pela manha,
e que la se tem.conservado para flagir grande
numero de protestantes. Medo da lia co t com-
meutei i u com meus b-toes; eotrelaoto abi
vai o incidente por conta de quem o relatou.
M.s voltando vacca (ra. as eleiges foram
esta semana o aconte:imeato culmiaante que
agitou o polticos e q:e (arneceu motivo para
amas ceriss gizetas anida ama vei pesearera em
aguas torvas, lanzando recriminag?s incabidas
e.. lulo quntp contitue para um ceno par
tido republicano expediente de vida.
O qae porm entre oatras coasas evideociou-
se em semelbmtes eleiges foi a popularidade
de que gosa oeste Eitado o Dr. Jjs Mara, que
embora apreseotaado-se sem co :. c. do-, obte-
ve das urnas a mais cabal approvago ao eeu
passaio poltico.
E com esta approvago... o eleitorado coa-
demoju a n>em->ria da juota governativa ese
goerno de odios e represalias que consumi se
um fl g I!o nesle Estado, para todos aquellee,
que .Ctpazes de trasigeaclas vergonbosas, sou-
beram manter com dlgnidade a pureza de soas
convicgoes polticas...
E.. asEim se desmascaram os tyannos!
As fo'.has'que, nesta cidaie, esposam a causa
do pseudn partido republicano, trouxeram a des
cripgo minuciosa, burilada com asmis elegan-
tes ph-ases.da festa queteve lugar na Sociedade
Recreativa Juven'.udefesta es3a qae coisistio
n'am baile olLrecido ao D;. Mirtias Jnior, em
regosijo doanniversario da hecatombe tremenda
de 18 de D zembro do anuo pasjado 1
Ainda uini vez o rubor me cobrio as faces,
diante d3 tao coademaavel procedimento!
Zainbar-se assim das lagrimas de tantas v u
vas, da miseria de tantas orpbas, pO !e ser lulo,
meaos ama acgao di?na e meretoria 1
Acbo todo isto muita triste, multo doloroso
es-:e contraste! Enquanto tantos cboram o an
niversarn d; e^'es que Ibe3 foram charos na
vida, d-irramao lo lagrimas desndales dlaole
des3as sepulturas ainda to recentesoulrcs vo
as vertigens de um baile embriagar se nos pra-
zeres e.. talvez apagar"na ebnedadc do vmho
as camarte'.ladas do remorsoquestntem vibran-
tes na consciencia I
E' tudo isto muiio e muito triste, muito e mul-
to doloroso!
Terminando esta cnrapre-roe desejar bois fe3
tas aos m'.us estinndo3 leitores e delicadas lei
ras, accreacantaodo Ibes que si por acaso quize
rem ma ida: me mais alguma cousa, aim do
respectivo cartao, peco-ihjs (ncarecidament:
que nao tenbam ceremonia.
Manoel Arito.
FINCAS E MjBItlfl
Assucar
Ei3 aqui a ituagao ulticca do" stocks.
Paizts Dattis 4892 1891 1890
Franca ....(toroeti. 80.095 71.489 49.329
Inglaterra.. (29 03t). 90.388 78.702 85.931
Alleminr-a. (lar oct). 21.918 29.0i 23.396
Hambrgo..(26 oct). 10.400 4.170 2.803
Austria.. ..(1er oct). 50.000 3S.UO0 27.000
Hol!anda...H5 oct). 1.657 1.787 1.615
Blgica.....(13 oct). 1.836 1.282 507
Europ?.......... 256.494 14.471 190.578
Em viagem...... 15.213 7.83o 11.254
Total.... 271.707 222.307 201.832
Estados Unido)......116.CO0 70.180 46.241
H.va'ia............. 11.009 60 000 43.0OJ
Total geral.... 398.7C7 3,2.487 231.073
A colheita de beterrabas aa Europa segundo
os calculas de M. Licht foi:
1892-3 1891-2
toas. ton?.
Frnca.............- 625.000 6L0.377
Allemanha.......... 1.200.000 1.198.156
Austria............. 750.000 786.56o
ftussia............. 480.000 560.00)
Blgica............. 200.000 180.377
Hollaada........... 64.000 37.451
Outros paizes....... 80.000 78.000
3.400.000 3.490.927
Havendo as3im este anno um dficit de 90.000
toas.; mas segundo a Prager Iockermarkl, o
dficit sobre 151.010 tons. ou quasi o dobro :
Frnca........... 640.103 640.000
Allemaoha........ 1.160.000 1.194 000
Austria........... 7i0.000 774.100
Russia.......... 426.030 542.000
BHgica........... 175 000 161.000
Hallanda......... 62.O0O 4.030
Outros paUes..... 83.000 83.000
3.286.000 3.437.000
LITTERATURA
Em camlahada...
A' Luiz Al ves
O sol val escondendo a sua face avermelhada
as bramas do o:caso.
Pela estrada abi f*a, lar a e plana, um carai-
nbeiro andava a ec-3. Tem a vi-o dos olho.-
prophetas judaicos e a physionomia reveladora
de urna msica de ideal la:caan e e phantastico.
Do sen rosto poreja o soor puchado do cami
nho andado,e seos olbos escorreitos lilao: a amia
frouxa qae trema debaixo de eeus ps mettido.-
em rusticas alpergatas.
Sempre andando, o viajor resmang^va ama
aria, echoaot-a como um clarim de batalba...
Oepois deste levita ter atravessado a ponto
em pendor. jogou a am lado o eeu basto, segu
ron a mao o seu chapeo de cor comido pelo sol
fastidioso, olbillou a cabega e beb-;u na fonte a
agua que preguigosa ia ao sea termino. Depois
comecoa a andar.
*
Este viajor que nao renega o seu passado,
n m raesmo o sen presente era, ou o \; ha veros
da legenda bibca, ou o P.-omethea do Caucaso
maldit
Deni aben3 o viajor que pasea 1
1892.
Joao de Deus
GUEFILHi KM IPAL
Quipap
taneto
Em quinto cabe a ingrimo sentida
Sobre o rosto tr3toaho e macilento
Da esposa que o despreso e o desalent
VSo pono a pouov lho roubando a vida;
E, em qaaato a amante fementida
Finge tar inda um puro sentimento
E fai de sea amor um juramento
Tendo somonte um' .'::, pulhida ;
Elle o esposo prfido e inconstante
Acredita as phrases de um". amane
Deizando a triste esposa abandonada.
Seguindo fielmente o que Ihe ordena
A malhr qae ataroa mesmo Bem pena
As flores virginaes ao p do nada !
Maria Bezerra.
Com a data de 22 do oorrente noti-
ciam-nos deste municipio :
c A propriedade, honra e vida do ci-
dadSo esto anniqailadas neste muni-
cipio.
NS o basta vam os i asaltos, duigidos em
plena audiencia, a juises, advogados, pro
motor publico e a todos os fanociontrioB
pblicos do municipio, como succedia no
da Io do correte mez, nZo basta vam ai
tacadas e tires dados dentro da villa, como
aaccedaa com Christiaiaao Floreat.no dos
Santos ; nSlo basta van as maniestas in-
fracjSes de postaras municipaea, come
fea Severi.no Jos da Silva, obstraindo o
caminho que desta villa se dirige para
Cachoeira e Act:ngado : restava desap
parecer a segaranga da vida nos trena da
via terrea
Esta saguranca desapparecea na ma
nhS do dia .9 do corrente mes, quando
deixava a esta^So de Agua Branca, deste
municipio, o trem que desjia de Gara-
nbuus, porque o grup> de criminosos,
susteDtado e protegido por um grSo Ee-
nhor da mesma localiiade, disparou as
armas quando o trsm de^zava a estacSo
do mesmo nome, ferindo dous passageiros
um deste gravemente, por quanto ficou
com o olbo furado e em perigo de viia.
O tenente Eduardo de Moraas com
parte da torca do corpo de polica, aqui
destacada, segaio em diligencia para Pao
Ferro e voltando cercou a ^casa de um
d'-i^uclles criminosos, o de nome Manoel
Mituto, o qual ev^dio-3e ; e tomando o
trem com a for$a sob sea commando,
desoeu em Agua Branca ; procurou, ao
ledor da esLacSo alguna criminosos, e n?.o
os encontrando, embarceu, e quando o
trem so movia, os criminosos emb'scadoj
no alto, defronte da estag&o, onde eziste
urna verdadeira f rtaleza, deram urna
descarga de tiros, ferindo os passageiros!!
O tenente Eduardo, militar que sabe
cumprir com 03 sous deveres, e a for9&
que o acompanbou a P) Ferro, n5o poz,
como Be di no Joroal do Recife dd
ante-hontom, em sooresalto os passageiros
do trem, e muito meaos dirigiram insul-
tos a al^uns individuos que se achavam
em Agua Branca !
E' urna noticia cavillosa e bebida em
fonte impura.
Se houve conflicto c:m individuos que
ae achavam na estaoSo de Agu Branca,
e a tropa commandada pelo tenente Eduar-
do, tropa {.rmada a Comblain, como osees
individuos ficaram illeaos, sendo feridos os
pasaageiroa que se cchavam no trem ?
A verdade a segainta : o grupo de
criminosos protegido e alimentado por
aqoelle notavel, n2o tolera quo a forga
p sblioa o incommodo.
Impune pslo assalto ,de CaLhotinho &
deata villa em 18 de Dezembro do anno
passado, levou a mal c cerco da casa de
um seu compenheiro, na noite de 19 do
(jorrante; e sobeado eom certeza que a
forja turnara o trem em Paqucvira, b
kilmetros distante de Agua Branca, ali
se embo3cou, pondo em risco de vida al-
ga mas dozenas d$ passageiros !
E os criminoaos, sempre que forem
pra;as nos wigSas da estrada de ferro,
diro descargas contra o trem, n2o se
imoortendo que morram ob passageiroi 1 !
Isto pura e simples mente horroroso !!
Providencias Esms. cidadSos governr-
dor e Dr. Questoi ; necessario acabar
om aquella Humay assassina, 00 ent2o
interrompa se o transito pela Agua Branca,
pena de ser victima dos bandidos.*
Do mosmo municipio dizem nos em
da'a de 23 deste mez :
c (iragas sabia e esclarecida adminis-
tragSo do Dr. Barbosa Lian, o mauicipio
de Quipap rai em poucos dias organisar-
se, pois que o seu ornamento j foi con-
feccionado, discutido e approvado pelo
Gonce lho Municipal.
Em boa hora o Gongresso do Estado
elegeu o Dr. Barbosa Lima governado:
de Pernambuco.
Enrgico, Ilustrado, nao filiado aos
partidos polticos que dilaceram tentamen-
te a fam Lima vai governando, por b? proprio, o
primeiro e mais importante Estado do
norte ; distribuindo justiga a todos e pro-
vendo as necesBidades mais palpitantes,
quer se trate de gregos, quer de troyan-
oo3; quer se trate do violto, quer de
autonomistas.
E o dovo peraambucano, ezcapgSo fei-
ta de meia duzia de ambiciosos polticos,
de pescadores de aguas tarvas, bemdizem
tao sabia quao grandiosa e benfica ad
ministragao, baseada sement na jutigi
O Conceho Municipal dissolvido n2o
curou dos interesses e necessidades do
municipio, e servio e mente para distri-
buir os dinheiros pblicos com os amigos,
mandando dar ao Prefeito 4CO#000 de
mao be;jada, porque este nSo poda re-
ceber ordenado por so achar com as&ento
no Congres3o do Estado, e desapropriou
em proveito do concelbeiro Floriano da
Silva Gruimarae-, urna casa pertencente ao
tenente Deodato da Costa Torres Palmei-
ra, morador nessa cidade do Recife, pela
quantii de 25^000, sea ao meaos ouvir
o proprietario : e o resto dos rendimentos
do cencelho tora destino clandestino, por
quanto do livro de receita e despeza n2o
se prova a appiicaglo que se diz foi feita
com os rendimentos do Gencelho !
No oryament; approvado ha um impos-
to novoo de matriculados animaes, cus-
tando cada matricula cem mil reis.
A utilidade desta imposto por demais
transceedeate, por que a matricula coas
t *ue titulo de domioio; o cava'lo ou
egua matrioaLda nSo poier ser arrema
tado como bem do evento ou de ausen-
tas,, por qae a matricula fica registrada
em livro proprio ; a cargo do secretario
do coacelho; e no caso de tarto, o pro
prietario do animal furtado, tendo a ma
trcala, fica dispensado de angariar attes
tados, e produair justifijagBes, cujas des
pesas ezcedem sempre de des mil res.
A verba destinada para obras publi-
cas ezcede de seis contos de reis, e va
mos ter pontee e melhorcmantos de es-
tradas, e o Conceho Municipal j man-
dou retirar do rio Quipap a planta aqua-
tica denominadaBaronea, portadora m-
fallivel da febre palastro, nestas para-
PM. '.
flETISTi DIARIA
Acin omciae* -Por actos de 23 do cor-
reate :
Fci removida a professora D. Agostinha Per-
reir do Amaral e Silva, da cadeira de ensioo
mixi de Coloaia Isabel, para a de igual enslao
do Porto Ua Hadeira.
Foi transferida a cadeira de eoslno mixto do
Sitio, sem prejoiso da profesara D. Amella
Prudencia Alves de Lima, para a ra do Bario
de Pirangy, na cidade da Carnar.
Foi nomeada a alumoa mestra tolada pela
Escola Normal, D. Mara Venturina p-ofessora
publica effectiva da cadeira de ensioo mixta de
Coloaia Isabel.
s*ar publicarDa Secretariado Goveroo
remettem-nos :
3a secc&o*Palacio do Goveruo do Estado de
Pe-cambu :o, em i9 de Dezembro de 18)2 Srs.
presidente t demai3 membros da directora da
AssociacAo Cxnmercial B.'neG-ente.
N) officio que me dirigales em 30 de Novem-
bo linda e a qae responlo eocoatram-se duas
ordeai de considerares : em ama discate-sea
iaconstltaclooalidade do imposto de industria
mercantil em face da lei federal, e n'outra tenta-
se arcbilectar doctrina cipeciosa, mas falsa,
acerca da disposigao do art. 12 da Constituigao
do Estado.
Antes le apreciar cada ama dessas qaestOes,
vos me permittireis qae ea me confesse em ex
tremo sarpreso aate o descoabecimenlo qae ma-
oife3taes do verdadero carcter, (nico admis-
sivel), de represe.itacGes da aatareza da de que
trata o vosso t lli io as qoaes nao se compadecam
com a preteagao qae esse documento patntela
de insinuar ao geveroo i aecessidade de urna
convojagio estraordinaria do Congresso Legis
lalivo, laxando, de antemo, Je illegal tudo
qaaato o Poder Execativi hoaver de resolver
soore o as-umpto. Z-loado os interesses da col
lectyidide e nao smente os de orna d?t;rmina
da classe de contribaretps, nao me delxo im-
pressioaar pela ar^umentagao que consiste quasi
qae em lastimar se a sorte do commercio aeria-
mtnle cggravado pela permanencia daquelle im-
posto.
O grvame, que affecta indirecta e promiscua-
mente o conjoncto dos contr bu'Qtes, elevanlo o
prego das mercadorias, nao pie converter-ae
em laxa ou imposto odioso, tendente a prejuli
car excla8ivamen:e a classe dos mercador. 8.
Em vista deasas ponderages evidente que
s ao Conjresso Legis'ativo cber em occasiao
opp:rtnna, pronunciar se sobre a conveniencia e
a legitimidade de cada ama dis fontes de recei-
ta previstas no orgamento, e que ao Poder Exe
cutivo incompetente para ulteral o, no qae quer
que seja. nao 6 licito recusar a ampl.i liberdade
que Ihe aseguram as leis e o trcito iacootesta-
do em cujo goso se acha de con rocar extraordi-
nariamente aquella Aesembla so nr-nte qoando
entender que assi-n^o ex A digna Associago C>mmercial no documento
qu t- .io a honra de analizar, nao se dea ao
t-nbalho de provar que o i nposto de industria
mercantil, qee figura no orgamento estadoal, o
qie o art. 9* 3* da Constitaigao Federal prohi-
be crear.
Alm disso na a co'h i o argumento de que essa
imposigio onera a merca oria que de poitos
eatrangeiros entre para o consumo do Estado.
Provaria demais semelhante allegagao qne veri
ferir de Igual inconstitucionalidade todos os
outros impostos que ao Estado pagasse o com-
mercim'.e, porquanto 6 sempre na e^evagSo do
prejo de suas mercaJoria3 que este procara a
compeusagao para es tribuios que o Ei alo Ihe
exige. E, a?jim. seriam laconstilucionaes os
impostos de renda e de industrias e prolissfies.
NSo deixaria de recordar a i llegagao que
coromnmrnte fazem os que uf'mam qae Canto
esse imposto urna u*nrpagao de direito priva-
iro da Uniao, que o Estado vai arrecadal o as
Alfandegas fed^raes. Ainanilade da objecgo
;a patente desde que ctese o factodelero
governc da Unio accordado com os doi Esa
dos para que taes estagOes arrecadem igualmen-
te o imposto de exporta.5o, que ninguem acoi-
rn; ca de inconstitucional.
De resto, imagine se que o Estado abrisse mo
daquelle imposto; tenba em mente a honra da
Associagao qae nao pequeo numero de recia-
mage3 teem sido feitas contra a elevago da la-
xa de exportago, accrescimo que, segodo os
mteiessados, fere de frente o Commercio Amen
cano de 21 de Fevereiro de 1891; que o org
meato do Estado, privado do imposto de indas-
tria mercantil, forgado a conservar a laxa da ex
portago que existia em 1890, isto quanlo o
Estaao nao se acnava ainda organiaado e por te-
so nSo estavam a sea cargo onas pesadsimos;
considere ainda que o Estado tem de ceder, em
beneficio dos municipio.-, os impostos predial e
re rez abatida para o consamo qae est p'eju
diado no qae diz respeito ao imposto de traus
missao de propriedade pela invasao i"o poder
federal demonstrada pela expedigao de avisos
in?onstitacionaes; a esioa certo de que essa il-
ustre e honra a associagao coi.vira em qae o
orgamento da receita assim reduzido nao pode
ra prover as exigencias do da despeza.
Porven'arao imposto de repartigo, qae fre-
quentemente objecto de reclamacOea dessa As
sociagao. de par com a exportagAo adstricta a
aoliga 'axa e cem os parcos resultados dos im-
pestos de industria e prossao e do sella esta-
doal, pedera bastar para satisfazer aquellas
exigeocis?
Com referencia questo de incompetencia
do poder execalivo para prorog r o orgamento,
srnente pelo mnito qae me merece a benemri-
ta Associagao Commercial, addozirei algamas
coas derag 's a respeito. O art. 12 da Consti
taigo do Estado diapoe:
< As sessfies annnaes (do congre::o) durarao
tres mezes, podendo ser prorogadas por trinta
dias, Modos os qui s, si nao hoaverem sido vo
(adas as leis de orgamento e forga, o governador
do Estado prorogar aa do anno anterior.*
Oro, est claro qne o legislador nao preten
dea dizer parcialmente votadas, mas sim definiti-
vamente votadas. 0 congresso do Estado, ] ao
findar-se a prorosagSo a que se refere aquell
artigo, isto na vespera do dia do encerramen
to de soas sessSes qne enviou sanego o pro-
jecto do orgamento. Ao governador den a Con-
stituigao dez dias para conceder on ne?ar a
san gao, sem a qual o projecto s d lei quando
votado por ous tergos de ambas a3 casas do
congrasso.
N'io Be dir n'esse ca? qae o governador fos
se obrigado a disso'.ver immediatamente aquel!.
proj cto. to tardiameate enviado saacgo :
Nao se dir, tambem, que o direito de eolio
car o governador na contingencia de convocal-o
extrao dnariamente tirando-lbe a liberdade de
o fazer qna:do Ihe apronver, nos termos da con-
stituigao.
Q je orgamento dever, nessas coodigOes, vi-
gorar no prximo exercico, at quo o Congresso
reuna-se em 7 de Abril ? Nao e:l ahi o caso
de prorogago, previso pelo legislador consti-
tainle 1
Fico convicto de qae essa henrada Associagaa
nao o negar.
S n!e e fraternidade.
Alexandre Jos Barbosa Lima,
Elelcao ao Congresio nacional -
Al m do resaltado que j temos publicado, rece-
bemos mais 03 dos collegios de Jaboao, Caoba
tinbo, e&clasive Jupy e Palmeira, Afogados de
Ingazein, Altioho, Floresta, Cimbres, Bello Jar-
'im e Alagoa de Baixo.
Addicioaada a votagc destes dos collegios
j conhecidos, 03 concidadSos contara o numero
de votos seguate:
Secadores
Dr. Jo:qum Pernambuco 10.137
Dr. Artbur Orlando 3 i66
Dr. Joaqulm Pernambuco mais 6.691
M.rechal Simeao 4.916
D-. J ao Barbalho 8.2i6
Dr. Joao Barbalho mais 3.330
Dr. Rosa e Silva 4.031
Dr. Drommond 9 228
Dr. Drummond mais 5.197
Depatados
Dr. Rabello 3.396
Dr. Lonrengo de S 9.686
Dr. Lourengo de S mais 6.290
Ulula Benjamn OunatantDe
tiiuito sentase, certo, am mal estar orgnico
no ensioo secundario deste Estado.
Por entre os seas ligamentos transparecia om
quer qae seja denunciante desse estado, reco-
nbeceado-se qae nelle se nao obedeca ama sys-
tematisacSo apropriada.
D'ahi ninguem escapava a necessidade de ama
reorganisagao nesse servigo, caja importancia
manifesia ; e reorgauisaglo oa reforma qae se
modblasse pehs necessidades qae a nossa trans
formagao creon ; a ellas desse satisrago, e as-
sim podesse corresponder aos intentos daqaelles
que aspiram s diversas carreiras das lettras e
das artes.
Esta expectago realisa-a sem davida o las-
titulo Beoiamln ConsUnt, caja creago traz a
instruego secundaria. do Estado am plano me-
mdico, ama orientacio segara, atienda por
aquelle lypo e que na p/a'ica dar '.os fructos
esperados, coronarios naeessarios da reforma de
que acaba de executar na inst-ucg5o secundarla
o illustrado Sr. Dr. Barbosa Lima por decreto de
22 do corrente, que boatem publicamos.
0 Instituto Beojamio Coastaat em sea plano
de instruego coaim os seguales cursos : or
mal, para os candidatos ao magisterio primario ;
de preparatorios para 03 candidatos matricula
as Academias; de pr ficantes de obras publi-
cas ; e de commercio ; e no mesmo Instituto
fandou-se o GymnasioPeraanbaiaoo, a Escola
Normal com o grande proveito,resultante da un:
d de de jirecgo, mesmo quando nao houvessem
ontras vantageu3 evidentes, para poopar urna
assigaalago deltas.
Com effeito, de lado o curso normal, alias com
grande vantagem memorado ; de parte ainda o
corso de preparatorios, qae iodabitavelmeote
ser proficiente, achamos qae a creago do corso
de praticantes de obras publicas vem satisfazer
urna necessidade, cuja falta se Sbate desde
que foi extincta ama escola pratica demaths-
maticaa qae j tivemos sob a direceo deM-.
Fourol pil, e aprovellou a diversw mo;o3 qae
a f queotavam.
Tambem nao ponto que deve escapar a sua
onsignago a flxago do estado dos estados do
curso normal em 4 anno3. Comprebenle-se
sem maior esforgo que tres annos nao baslavam
para o alumno dar coata da proiiso de mate
ras que constituyo o curso, e disto sempre re-
sal tava ( esta a conclusao fatal) o seo pooco
conbecimento por parle u'aquelles qae se appli-
cavam ao corso; ao que deve obviar o aceres
cimo de mais um anno e a conseqaeate distri-
bulgo das materias de modo mais racional e
susceotivel de serem ellas aproveitalas pelos
alumnos de haje, que amanh sero as mestres,
qae devem saber para poderem enslnar.
Neste asserto, porm. nao vai offensa ; nota-
mos am facto.qaem foi corregido em seus effa-
tcB pela providencia que fr.s.mos.
A3 vantagens do curso commercial qie par-
te do I istituto, foi urna bella inspiragao da do
nosso casino sacundirio; S. Exc. bem com
p ehideu que o nosso commercio era credor
d S33 ensinoprfis.-ional, que Ihe iciba de pro
p rcionar em condigis verdaderamente sci-
uiSecs.
A reforma ainda agita de am gabine'.e de pby
sica, laboratorio de cbimica, e maseu de zoolo
gia, batanica e mineraloga; era por certo o
seu complemento.
Sao estas simples impressOes qne 003 p.-o.Ic
zirao a creago > 11 -ututo Benjamn Constante
Coasigoamol-as este titnlo, parecen lo nos no
entretanto qjo uellaadrira vaatagem ifalivel
instro gao publica do Estado no seu ramo se-
cundario.
O Natal E' naja o dia ae Testa do Natal, o
tradiccional dia, em que o povo deixa as preoc-
cupagis da vida, para recolher-se satjsfei'o as
alegras do lar, que n'est8 da enfeita-se prasea
teiro, ch'io ce urna alegra verdadeira e sadi .
E' o riso em todos os lares; o o prazer em to-
das as partes; a satisfaga) em'tudo que nos ra-
deia.
As303iando-se, pois, a es3as, al-g-ias intima?,
o Diario de Pernambuco, isaudanio afTestuosa-
mente ao3 seus leitores e assignantes, de3eji-
Ihes muto boas feslas.
Expotlco de Pernambaco Iloje,
durante a da, nao se flanquear ao publico a
exposigo, o qoe ser fcito noio. das seis e
meia as nove e meia horas da noite mediante
500 ris por biluete de iogres30.
Tocar dorante a visita ama banda ie msica
militar.
Desi'arte, proporciona a commissSo promo'.ora
da exposigo. orna distrago ul, as pesseas
que Bc?rem na cidade na noite de hoje.
aaaoclaco Commerelal Beneflcen
te Amanh fechar as 3 horas di tarde essa
asiociagfio, encorrando 03 Bancos o sea exped
ente as 2 u^ras da tarde do mesmo dia.
A' mesma associagao foi dirigidoleste telegram-
ma :
Rio de Janeiro 23 Dczmbro 92 -S-. Pros-
dente As-oc!ag*o Commercial.Secife.
Nesta data autoriso thesoureiro a d;clarar a
alfaodega que le deorgimento de 1893 nao se
appllca em Janeiro aos navios que eslivero de
quareutena na Ilha Grsode.
Serzedello
Cinrao AnnexoEis o resoltado dos exa
mes feos honiem :
Portngnez
Hermilio Lydio de Oveira, plenamente ; Jos
Velloso Martina, simplesmeate.
Depois d'axaijb (27) comega a segunda e
ultima chamada de Historia do Brazil
Igreja da SoledadeA confraria de
Nossa Senhora da Soledade da Boa-Vista, cele-
bra a mis-a de natal noje as 8 horas da manb.
Casamento civilFoi boatem lido o se-
gua te proclama de casamento no 3- districto :
1* proclama
Dos menores Antonio Augusto Paes de Lyra
com Antonia Leopoldina de Mendonga Poggi,
solteiros, residentes na fregujzia de S. Jos.
(Por iotervengo da polica).
Exornes de Tlglpl Sob a presidencia
do delegado Iliterario cidado Abilio de Alba-
querqae da Cmara L'ma, procedea-se no dia
1.* do corrente aos exames das alumnos da es
cola publici do sexo feminino de Tigipi, regi
da pela professora D. Anisla Angosta do Amaral
Guimares, servinuo de examinadores o profes-
3or Alberto Pradines e a professora da cadeira,
cbteodo ellas o resaltado seguate :
i. graoVirgioia Geoerosa de Medeiros e
Jo noa Baptista da Foaseca Lima, adiantadas.
2. graoFrancisco dos Santos Jeremas Costa
sRobo Amelia da Silva Fiore3, multo adianta
das.
'mpoalos estaduaeaAmanh .termina
o praso marcado pela Rscebedoria para paga-
!ii nto independente de multa dos impostos se
gaintes :
Taxas da repirtigo, 2300 d'alvarenga, 120
rs. agurdentee bombeiros, relativos, ao 2- se-
mestre do exerclcio corrate, 1S92. _
Evitem a multa os interessados.
(iremlo dos Prufesaorea Primarlos
Procedi'U-se hootem a eleigo do novo coase-
Ihe dessa sociedade, cojo resoltado foi o se-
gointe :
Presidente e viceditoJovioiano Jos SimOes
e D. Francisca Amelia de .Albuquerque Pra-
teres.
Secretarios Iaaocencio Mendes Lopes de
Mendonga e Christovo de Bairo3 Gomes Porto.
OradorAugusto Jos Mauricio Wanderley.
ThesoureiroFrancisco Carlos da Silva Fra-
goso.
Conselheiros-Cyrillo Augusto da Silva Thia-
go, D. Anna Carolina Cesar de Mello e D. Maria
Candida de Figueiredo Santos.
Aggreaao Antetontem, as 10 horas da
noite, ao passar pela roa do Alecrim um mogo
estudante, foi bruscamente aggredido par doas
individuos, ene, armados com cceles, tenta-
ram feril-o, egragas a intervengo de algnmas
p^ssoas. de8istiram, dizendo entSo am d'elles
qie foi a man fado de am tal Joca, morador
m -ma ra.
Lastimamos sinceramente esse fado, pois ia
formara nos ser o aggredido um mogo pacato e
disuado alumno da noss? Facaldade, e de ele-
vada familia. .
lnquallflcAvelChamamos a alteogao da
polica para am malta de desordeiros que se
reunem no Campo Grande, na via-ferrea de
Olinda, e divertindo se com grosseira brinca-
cadeira, atirSo projeciis sobre os passageiros na
occasiSo emqoe o tem passa por all.
Ainda nontem veis a esta redaego qaeixar-se
o Sr. Demetrio de Caldas Brando, de que a sua
senhora por am mero acaso deixou de ser victi-
ma de to estpido e inqualilicavel brinqoedo.
Raclamamos, pois, enrgicas providencias
n'este sentido.
Era Nova Recebemos e agradecemos o
n. 54 desse peridico da impreasa pernamba
cana.
O Municipio -Desse peridico qae se pa
blica na visioha cidade de Olioda, recebemos o
n, 33 qae agradecemos.
Imperial Ins uranre Company -D es
sa compaobia de segaros recebemos am lindo
alm;na:k para o anno de 1893f cuja lembranga
agradecemos penboiado?.
Boyal CompannJa de Megnroi-Tdm-
bem recebemos d'essi compaobia om almaaak
para o prximo anno de 1893.
Somos gratos pela finesa.
Porto de calimbas N'essa localidade,
do municipio de Ipojaca, devido ao zelo do Sr.
capito Francisco de Paulo, realisou se a festivi
dada de Nossa Senhora do Oatelro, constando de
levantamiento de batidcira, novenas, missa, pro
cisso, sendo qae a ultima noite^eateve muito
animada, cantndose a ladainba sob a direcgo
da Exm. Sra. D. Cjrdolioa, 'professora publica,
qae com maestra desempeacoa admiravelmeote
bem a-sua misso.
A referida festa foi feita sob a direcgo de D.
Faol.na Nunes do Rosario, e a ella coacorreram
gran le numero de pessoas qae.foram d'esla ca
pital e de outros pontos vi-inlios.
t/aceclaa Um roceiro smplorio am can-
didato qoe Ihe pede o voto:
Pois nao, meu caro amigo 1 Tenbo volado
em tanta besta, como nao bel de dar-lhe o vo-
to fl
*
a am homem, cuja mocidade nao foi das me-
nos accidentadas, quando ha das, regressava
da igreja, dando magestosamente o brago a sua
noiva, dizia lh3 a re3pectiva sogra, quasi cm se
gredo:
E agora, meu senhor, espero qae es'ejam
terminadas todas as :uas extravagancias e que
ao far mais asoeiras.
Minba cara eogra, respoadeu o uoivo com
firme coovicgo, promelto Ihe que esta ser a
ultima.
#
Entre casado3:
V.t nasceu para ser mulhc: de um idiota.
Pois olba : cumpr a minha 3ina.

Calino approxima-;e de um cjuntamento.
O qae acoateceu ?
Foi am rapaz qae cahio do andaime de
urna casa em conatroego.
Nao me admiro 1 Estes operarios sSo de
urna improlencia... E morrea ?
Sim, sennor !
Entin 1 Deas queira que Ihe aprovei'.e a
ligio.

Annunciaram a Benseroie a morte de urna
v uva. to ridicula quo rica.
Enterraram-na tontera.
E' pena, dase Benserade ; aat3 hontem se
ra um born partido.
*
O Dr. V-, um m:.U:o de aldc-i, que nao est
muito ao par dos novas metilos, examina um
sertanejo :
E' urna dr, Sr. doutar, que me den no p,
drpois veio para o estomaga, agora est no alto
da cabega.
Pois bea, diz o douto". Esp:re ainfa om
pouco : deix-3-a subir ainda mais, e daqui a dias
ella ter desapparecilo f
*
D.scute se, cm ama reunio, a pena de mir-
le.
Alguna opinara pela sua conservar), outros
pela sua suppresso. No numero daquelles est
um medico en'.husiasmado que ex:lama iodig
nado :
O homem. senhores nao tem o direito de
tirar a vida a sea semelhaate I
O Sr. falla issim, responde av. adversario,
emo entanto o Sr. medico !
Hoapllal Porluguez-Ealrou de sema-
na o mordomo Carlos Joaquina Gjngalves.
Ser vico pi>.iciraM:oie faz ronda de
Visita o sr. alferrs Pradencio.
O corpo i'e polica dar as guardas de Palacio,
Deteogo e Thesonro do Estado.
Uniforme n. ..
Inspectora do 9, districto mar I
ti jaa Recife, 23 de Dezcmoro de 1892.
Boletim meteorolgico
doras Term. centi- Barmetro Tensao do Humi
grado (a 0o) vapor dade
6 m. 26,"1 757-,20 19,0o 7J
9 27.M 757-83 19,87 71
12 27,'8 738-,05 19.87 71
3 t. 28,'9 757',65 20,05 70
6 27,2 757-.71 50,02 73
Temperatura mnima 26 00.
Temperatura mxima 29,0O.
E'vaporago em 24 horas ao 6,n:0, a sombra
4m5.
Chuva nulla.
D.recgo do vento e com oior/npcOes de
de ESE de meia noite al 5 h. e 40 m. da ma
nh ; ESE com inlerropgOes de SE e E at meia
noite.
Velocidade media do *eoto 3m,68 por se-
gundo.
Nsbulosidade media 0.62.
Boletim do porto
Pramar ou Das Horas Altara
baixa-mar
B. M. 23 de Dezemb 0-37 da t. 0-j9
P. M. 23 de 7-08 da t.. 2-.0
B. M. 24 de i-24 da m. 0-7
P. H. 24 de 8-03 da m. 2-99
Leu es EtTecuar- .v-iiao as sega: mes:
Terga-feira :
Pelo agente Pinto, s 10 e s 11 horas, no
Caes 22 de Novembro, Ce 4 buhares e seos per-
teaces e toda mobilia propria de estabelecimen
los desta ordem, cava los e vaccas tourinas.
Pelo agente Oliveira, s 11 tiaras, ra do
Imperador n. 39, de casas terreas e am sobra-
dinbo.
Pelo agente Pestaa, s 12 horas, travessa
do Corpo Santo n. 27, de ama proprieaade com
sobrado, oleras, baixa de capim e 2 casas em
frente a capella de Belm.
lasas ranearesSerSo celebradas :
Terga-feira :
A's 7 e 1/2 horas, na matri* da Boa-Vista, pela
alma de D. Maria Tbomazia Azevedo Villarouco ;
s 7 1/2 horas, na matriz de Santo Antonio, pela
alma de D. Candida F. Xa7er dos Reis ; 3 7 e
i/2 horas, na ordem terceira de S. Francisco,
pela alma de D. Francisca da Soledade Bustorff
da Costa.
Passageiros Chegados do sal no vapor
nacional .pinto Santo :
Galdao Loreto, Jos de Soaza Rocha, Jo3 R.
Pinto Ferreira, Dr. Antonio Buarque Lima, Fran-
celiaa P. da Fraaga e 2 menores, Amaro Jjs
Rimo3 Manoel Jos da Silva, Jos M. da Triada-
de, Alvaro Moateiro, Joaquina B. Lima, Lou eogo
Bilembach, Privato M. da Cruz, Manoel B. de Oli-
veira, Joo F. de Assis, Francisco Neves, Joa
quim Ribeiro de Barros, Tiburcio A. da Silva,
Antonio Birboza, Jos Machado, Pedro Machado,
6. lmro Bastos, Joo Oveira, Joo Civalcante,
Mara das Naves, Eduardo H. Silveira, Joo An-
tonio da Silva, Theotonio Jos da Cuaha. Lodovi-
na Roza da Silva, Ernesto Mauricio, Sebastio
Duarte, L) Tito Cezar, soa snbora e 3 albos,
Dr. Pculo Julio de Mello, Dr. Lonrengo de M. F.
Barboza, Annunciada R. Dantas, Isabel Dantas,
Joo Da tas, Simplicio de Lima Cmara, Ar.t>
nio Arests, Agostinbo H. Cavalcante, Alberto V.
ce Carvalbo, Vicente F. Das, Adolphc Mafra,
Bernardo F. d03 Sanos e 1 immigrante.
Caeg-dos do sul no vapor inglez Potos:
Claudio C. Ribeiro, Francisco C. Rib iro, Dr.
Antonio Lopes, Joo C. G. Monieiro, Pedro S. de
Souza, Candido G. do Rao Sarros, Hannah Vc-
tor, Lo'iiz Vctor, Domingos de Oliveira, Manoel
J. da Cost', Mirgarida da Silva, Antonio de S.
Villa Nova, Jean Aumaitre, Adelaide Magalhes
e 1 criada, J. de Oliveira.
HospMcl redro II -O movimenlo desse
stabelecimento de caridade, cargo da Santa
Casa de Misericordia do Recite, do dia 23 de
Dezembro, foi o segainte:
Ex8tiam 651
Entraram 14
-----665
Sabiram 8
Fallecern; 3
Exi8tem 658
----- 669
Foram viiiladas as enermaras p los 3egoin-
tosDrs. :
Moscoso entrou t. 8 1/2 horas da manha e sa-
li s 9.
Barros Sobrinho er.trou s 7 i/4 da manha e
sahio sabio s 8 1/4.
Malaqu'as entroa s9i/4 da manb e sabio s
10 i/2 oraB.
SimOes Barbosa entrou s 10 i/4 da manha e
sahio s 11 1,2
Berardo entroa s 10 da manh e samo as
10 1/4 horas.
Arnobio Ma-ques entrou s 9 da manfla"
e sahio 4s II 1/9.
Lopes Pessoa entrn s 9 boros" da maihi
e sabio s 10 1/4.
Vitira daCanba entrn s 10 da manh e
sahio la II1/2.
Andrade Lima entroa s 10 i/4 da manh e BO-
HO s 11 1/3.
O pharmaceaco enLoa s 8 1/4 da manb e
sahio s 2 da urde.
O ajadante do pharmaceaco entroa s 6
horas da manh e sabio s 5 horas da larde.
Lotera do Estado do Gro-Paro
Por telegramma recebido pela Casa do Ooro, de
Joo Joaquina da Costa Leite, sabemos serem es-
tes 03 nmeros premiados na 7* serie da 56a lo-
tera, extrahida no dia 24 de Dezembro de
1892.
2954 240:000/000
4044 10:000/060
616 6:000*000
3114 2:1100*100
6435 2:000*000
7606 2 000*000
1481 1:000*000
1921 1:000*000
2998 1:000*000
3724 1:OCO*000
4795 1:000*000
6165 f :000*O0O
6674 1:000*000
7456 1:000*010
ApproxmacoVs
2953 1:200000
5955 1:100*000
4043 800*003
4045 800*000
615 400*000
617 400*000
Esto premidos com 300* os soguintes ama-
ros :
2951 2952 2953 2935 2956 2957
2958 2659 2960
Esto premiados com 200* os seguintes Dame-
ros :
4041 4012 4043 4045 4046 4047
4048 4049 4050
Esto premiados com 100* es seguintes nme-
ros :
611 612 613 614 615 617 -
718 619 620
Tjd03 os nmeros terminados em 4 esto pre-
miados corr> 100*.
Todos os nmeros terminados em 5 esto pre-
miados ctm 100*.
A seguinte lotera corre no dia 31 de D z:m-
bro com o plano de 240:000*000.
fioterla do Estado do firo-Par
A 8.* sene da 56.* lotera, deste Estado cajo
premio graaae de 60J:000*000, ser extrahida
no dia.3l de :ez9m'jro (saobada).
Todos 03 bilhetes dessa lotera acbam se
venda na Casa do Ouro, pertencente Joc Joa-
quina da Cosa Leite, ra Baro da Victoria
n. 40.
Cemlterio publico Obituario do dia 23
de Dezembro:
Jo3-Antonio da Sil va Mello, Pernambuco, 32
aanos, solteiro, Grsga, tubrculos pulmonares.
Anna dos Anjos Moreira Satis e Silva, Per-
nambuco, 83 anno', casada, S. Jos, pnaumoaia.
Justioa Mara da Conceigo, Rio Grande do
Norte, 41 anuos, solteira. Grag, luba.culcs pul-
moi ares.
Manoel, Pernambuco, 3 aono3, Graga, saram-
po.
Olympio Fiel da Si:va Braga, Pernambuco, 19
anuos, solteiro, Boa-Vista, febre typbica.
Estevo do Espirito Santo, Pjrnsmbuco, 60
aaaos. solteiro, Boa-Vista, calerire.
Silverio Alves dos Santos Pernambuco, 85 an-
nos. Boa-Vi-ta, enlerite,
Um feto do sexo feminino.
MEMORIAL
Sem contestajo
a
Cbapelaria Raphaei
que maior e mais moderno sorlimento tem de :
CHAPEOS de todas as qualiiades.
CAPOTAS de seda, paiha e flores.
TOUCAS e chapeos pba^asia para criangas.
GRAVATAS, flores, plumas e passaros.
A1GRETES phantasia para penteados.
GASES e veos de toda) as cores,
etc. etc. etc.
2Ra do Baro da Victoria2
INDICACES JJTEIS
Mdicos
Dr. Joo Rangel avisa aos bous clientes
e amigos que mudou a sua residencia para
a ra de Gervasio Pires n. 83 A. conti-
nuando com o consultorio ao Largo do
Jorpo Santo n. 9 Io andar, onde d cons
8ultas todos os dias uteis de 1 as 3 hora
da tarde.
Dr. Arthur Cavalcanti d consaltas
roa do Mrquez de Olicda n. 3 das 10
s 2 da tarde.
Besid icia Ra da Imperatriz n 34.
Telephone (no consultorio) n. 58.
O Dr. Simplicio Mavignier tem o sen
consultorio ra Mrquez de Olinda a.
27, 1. andar.
Especialidades Molestias do apparelho
respiratorio, febre e da pella.
Consultas das 9 as 11 na pharmacia
Minerva, largo do Terco e em sed con-
sultorio das 12 s 3.
ResidenciaRa do Hospicio n. 41.
Chamados a qualquer hora e por es
cripta.
TELEPHONE N. 566.
Dr. S Perttra, ra da Imperatriz n. 6
d consultas medico-cirurgicas todos os dias
das 8 ao meio dia, moaos BOJ ds&uagoa e
iaa santificados.
O Dr. Lobo Moscoso d consulta em
sua casa ra da Gloria n. 39, dos 10
horas da manhS 1 da tardo. Achando-
e tora do servigo publica offerece-so par
acudir a qualquer chamado com proinpti-
tSo para fora da cidade. Especialidades,
operacSes, partes e molestias de senheru
g de meninos.
Dr. Joaquim Loureiro medico partei
ro, consultorio ra do Cabug a. 14,
redeocia ua Casa Forte n. 5, casa de azu-
lejo, defronte da igreja da Campia.
Ulni a de molestias de olSios
ouvidos e nariz
O Dr. Pedro Pontual, ex-chefe de clni-
ca do pruessor Wecker, de volta de sua
viagem a Europa tem seu consultorio
na Nova n. 18, 1. andar.
Consultas de 1 as 4 da tarde.
Telephone n. 539
Occnlistas
Dr. Fareira, com pnM dos princi
paes hospitaes 9 cliaiaa i 2 Pars Lon-,
dres, d consultas todos os dias das 9
horas ao meio-dia. Consultorio o resi-
dencia roa Larga do Rosario n. 20.
Dr. Barreto Sampaio xcalista, d con-
titas de 1 s 4 horas no 1. andar da
casa ra BarSo da Victoria n. 51. Resi-
dencia a ra Seta.-de Setembro n. 34,
entrada pela roa da Saudade n. 25.
Dr. Pereira da Silva chegado de Paria,
com pratica as clnicas de Wecker
Landolt, d consultas de 1 s 4 horas da
tarde ruado Imperador a. 63, l.4 andar.
Telephone n. 588.
RESIDENCIA CAZANGA




*'
'
mymm
.


taf-i

Diario de Pernambuco Domingo 25 de Dezembro de 1892
Advocad*
?Dr. Met, lente cathedratioo de direito
vil da Faould le de Direito, tem ieu
eseriptorio de advo> oia e A ru '5 de No-
vembro (oatr'ora Imper dorN n 4 Te-
lephone n. 499.
Drogaras
Faria Sobrinho & O., droguista! por aU
gado, roa do Marques de Olinda n. 41.
Francisco Manat da Silva & C, deposi-
arios de todas as especialidad e phanaa-
suticaa, tintas, drogas, producto chirrieos
e ourtjs medicamentos nomeepatiaoa, rus
Marques de Olinda n. 23.
PIBLIC40ES APEDIDO
A Os redactores de-se jornal, acabara de
commetter um crime. s proprio de indi
rilaos affeitos a todas as torpezas, como
o publico ver palo que paseo a referir.
Provocado pelo Dr. Thomaz Lias Cal
das Jnior, ex-promotor do Pao dfA'.ho,
no Jornal do Recite* de ante hontera,
acercados tactos relativos a sua exonera
;o, no mesmo da escroyi a respoata, e as
cinco horas da tarde a remetti em carta
fechada e sobrescriptada ao men emigo e
collega Dr. Miguel FigueirSi para ser
publicada co (Diario de Pernambuco, de
hontem.
Ao receber o Diario verifique! a nao
,-ablicacao da micha resposta.
Contrariado com ato, indsguei daquelle
meu amigo a causa dessa nao publicacSo,
2 elle asBegurou-me nSo ter recebido o
artigo.
Tratando de verificar do portador que
ffira encarregado de entregal-a ao
Diario a razSo porque nSo cumprira a
ordem que lhe ffi.-a dada e o que fizera
da carta que recebera, soube que o mes*
aso portador dirigindo se ao Diario e
encontrando fechado o escriptorio, tisera
entrega da carta a urna pesao.i que
sabia a oseada e lhe dissera a faria che
gar as maca do Dr. Miguel Figueiroa.
NSo tendo at as 3 horas da tarde re
eebido o Diario essa carta, e nens cor-
seguido aqaelle portador descobrir a
pessoa a qaem a entregara, z copiar o
artigo, cajo borrSo conservei, e o remetti
de novo para o Diario.
Com a maior sorpresa e indignacSo fui
informado de qne a Gaaeta da Tarde
trasia publicado o mea artigo, acompa-
nbado de notas as quaes seu autor me
diriga os maiores insultos e precedido
das segua tes palavras revelado: as do
Cvnismo dos redactores daquella folha :
MA1S UM DESRESPEITO A LE
Hoje, ao abrirmos o nosso eBcriptorio,
deparamos com um artigo assim intitula-
do, que suppunhamos ser de algam dos
bossos collaboradores, qaando demos com
a assignatora do seu autor o Dr. Miguel
Pernambuco.
O [acto caueou doi Jguma sorpresa, e
comprehende-se bem que hesitasaemos
obre o procedimento a seguir; refljetin-
do, porem, resolvemos, para ser agrada-
reis ao Dr. Pernambuco, publical o com
alfanas notas indispeosaveis a eluoidaoSo
de texto.
COMMERCIO
Despresando os insultos e a intriga
baixa que procuram tecer entre mim e
pessoas cuja amisade aprecio, visto que
os escriptores da Gaseta nao merecem
que com elles um homem serio discuta,
passo a tornar bem patente a mentira
groase ira e o crime pratioado pelos re-
dactores da Gaseta da Tarde para que
o publico fique conbecendo de quanto sSo
elles capases.
Pelos apodes que esse pasquim joga
diariamente contra mim e mea irmSo,
evidente, que eu nao descoria a permittir
e menos a solicitar a publicac&o nelle de
qualqaer artigo meu.
Ainda mais qaando en me podesse n-
velar com os redactores da Gaseta dr.
Tarde, ninguom ac.editara quo ihes
mandes-re atirar por baixo di porta do seu
escriptorio um artigo com a micha a?sig
n-tura sem carta minha e sem a impor-
tancia da su pubiicacSo.
A escapatoria a que recirreram reve'a
a imbecilidade, por elles sempre attribui-
da a seus adversarios e prova apenas que
faltaodo-lhes dignidf.de para confessarem
o crime que ccmmetteram, violentando a
carta por mim dirigida ao Dr. Miguel
Figueiroa, subtrahiram o meu artigo e o
publicaram por nao poderem canter o
prurido de descompor me.
O crime foi praticado da segaiute f*l*
ma :
O meu portador echando fechado o es-
criptorio da redaccjto do Diario enecc-
trou infelizmente algum dop redactores da
Qcueta da Tarde, o qual suppondo ser o
oontedo da carta cousa diversa illudio
aquello portador e della apossou-89.
Abri a vio o quj continha e aesuraindo
com a redaccSo da Oazeta a responsabi-
lidade do crime de violar a minha corres
pendencia particular, publicou nesse jor
nal o meu artigo, precedendo-o de col-
sideracao e addicenapdo-lbe notas que a
nenhum jornal serio licito accreacentar
aos artigos que se incumbem de publi-
car.
NSo estranho o procedimento indigno
deata gente, porque j este anno em Maio
foi por um dvB ntimos do br. Martina J-
nior Bubtrahidss cartas por mim escriptas
em 2 daquelle^mez para a comarca de
Boa-Vista, pois no dia 6 foi me urna dol-
as mostrada tendo [sido riscado o nomo
de mea amigo capitSo Cypriano Jos de
Amorim, a qaem era dirigida.
Todos saben que para chegar urna car-
ta a Boa Vista sao precisoa pelo menos 12
ou 14 das; portanto rquelU carta nSo. po
dia estar eqai de torna-viagem no da 6,
quatro das depois de ter sido posta no
Correio.
Se! qne os escrevinhadores da Gaufa, ac
bertados com o anonymatc, v"o redobrar
de insultos contra mim, mas espero que
nSo perder; pavnela e so empregarei
para contel-os meios legaes, e isto mesmo
se quebrar o proposito em que estoa de
nSo 1er o tal papelucho.
Pego ao publico que me releve s'gjma
expressfio mais enrgica por mim em pre-
gada, pois se assim o fia, foi pela resolu-
clo em que estoa de nSo voltar imprec-
as para rebiter insultos contra mim a ti-
rados.
Reoife, 24 de Desembro de 1892.
Miguel Pernambuco.
siguiente, nios mas numerosos y mas
fuertes.
(Extrado de un articulo del Dr. S. de
1* Dhapelle, publicado en la Revue me-
dosle de Pars.)
A' Memoria de nioba boa n>i
C saria Candida Mre de
Gsmo.
No dia 24 de Dezembro de 1890 pelas
10 horas e 20 minutos da noute fallecea
minha b.i e terna irai Cesara Candida
Nobre de GusmSo, sendo sepultado no
dia 25.
J sao cif camdos 2 annos, que se dea
essa facto luctuoso e entretanto a minha
dor sempre a mesma e a minha tristeza
e melancola cada vez mais augmenta,
porque, o correr do tempo nao pode, nem
poder jamis abafar o impulso do cora-
gao de um filho, que sent a perda de
urna tSo extremosa mSi, que era o seu
thesouro de amor, o seutudoneste
mundo !...
A vida me tem sido pesada o cruel
depois de tao horrvel separacao 1 ..
Mss, sopportando a resigoacSo, que mo
imposta, pela Santa ReligiSo do Calva-
r o, e sea deixar pnssir desapercebi.Io
aeme/hante d;a, curvo-ma reverento sobre
o t-imulo de minha idolatrada pregenitora
e derramo sobre elle, cheio do maior scc-
timento, o pranto da mais acjrba sau
dade MI...
Recifa 24 de Desembro de 1892.
Maximino da Silva Gusmao.
Segando ivermo Completa se
hoje o segundo anniversario do saalido pasea-
meato da respeitavel matrona D. Cesara Candi
da Nobre de Gusmao, estremectd i progen tora
do nesso dedicado amigo Maximino da S Iva
Gosmao.
Psra este aosso amigo, pcis, o dia de boje
de sinceras saudades e jostss- maguas por me
morar-lhe a ernel e eterna separacSo d'aqnella
qne lhe den o ser e qne lhe foi uro exemplo de
inexcediveis virtudes.
Bolsa Coramerclal de Pernam-
buco
OOTiuClS OFFICIAE8 DA JUNTA DOS COR
8KTOSE8
Pra^a do Recife, 24 de Dezembro de 1892.
Nao nouve cotacao.
0 presidente,
Eduardo Dubeux.
O secretario,
Augusto Pinto de Lemos.
Cambio
PKACA DO BECiFE
Os bancos abriram com a taxa de 13 3/8 sobre
Londres a 90 dias, constando algumas transac-
cCes a 13 1/2 tornando a re rahlr se de tarde pa-
T9-13 3/8.
En papel particular houveram algumas trans-
accOes a 13 5/8 e 13 9/1.
PBAgA DO RIO DE JANEIRO
Tedas os bancos com a taxa de 13 3 8. e 13 1/2
Cotaces de gneros
Para o gricuor
ASSUCAR
C.'istalisado......I a 6A200
Usinas por 15 kilos. 64800 a
Branco dem dem .... 54800 a 64400
Smenos, idem idem. 44100 44200
Mascavado dem dem 34000 a 3200
Broto dem dem.....24900 a 3/003
Broto melado......24 500 a 24600
htame dem dem .... 24030 a 24200
Algodo
Foi vendido a 104300 por 15 kilos.
Aleool
Por pipa de 480 lit! o i 1904CO0,
Agurdente
Por pipa de 480 litros a 1104 ;00.
Coaros
Se ?cos salgados na base de 12 kilo.:. ,. 540 r(U
sominal.
Verdes a 00 ris nominal.
Hel
Por pipa de 480Ktro3 704000 nominal.
tjilii das entradas di as8dcak e al-
godZo
Mea de Dezembro
MMiHBMa
Carnauba
Cota-se de 64500 a 124000 por 15 kilos nomi-
aal.
Borracha
Cota-ss a 204000 por 15 lulof.
Eiportaco
BSCiFI, 23 D2 DEZEMBRO fi it'A
0 Vara o exterior
No vapor jnglez Marlner, para Liverpool,
carregaram :
V. Coelho, 1.000 kitoe de cobre velbo.
C. dos Sitos Villaca, 3,030 kilos de cob*e
velho e 118 ditos de bronze velho.
B Williams & C 2,003 fardos com 353,400
kilo3 de algoiSo
Ni barca noruegaense Venerata, para Li-
verpool, carregaram :
Cascao de Barbosa, 600 sacco?. ";om 45,030 kilos
de assncar mascavade.
Na barca oorlnguezo Novo Silencio, para o
Porto, carregaram :
D. J. da Silva Nogueira, 5 barris com 450
litros de gurdente, 1 barrica com 100 kilos de
farioha de mandioca e 1 dita com 93 kilos de
assucar branco.
V. S Iva &C 1 sacco com 60 kilos de caf.
Para o interior
Pastoril inconveniente
Srs. redactores do Diario de Pernambuco--
Pedimos-vos encarecidamente a pablicayj das
lin.has abaixo, na vossa amiga e sempre concei-
toadn fo!ta.
Com o tflu'o de Pastoril Inconveniente
appirecea no Jornal do Recife de 23, umi
especie de misslva na qual algu^m pedia provi
dencias ao Dr. questor sobre um pastoril qne
aqni existe.
Sem nato, .em nenbnmarasSo mesmo, o In-
cgnito mismista faz urna acre cen.-ura a urna
incoante brincadeira, a naici diversao de qne
gasa presentemen'e o poblico Q'esta localidade.
Alem de iojusio. nSo diz a verdade.
Quaes sao as immoralidades qne se temfeKo
aqai d po:s que chegou o pastoril ?
Appellamos pata o publico sensato a'^ste u
gar nao para uns rrissivistas de meia tig- lia, >
que falio, por^ni talvez ainia nio podess^m
gosir do efpec'.LiCtl) depondas nove, tea-
do ernp egado pa-a isio todos os meios 1
Pojlo1 garantir ao Dr. qaestor, que nao sao
verdalei'as as assercSS que calnmniosamen;e
'evinton o pequenioo missivista do Jornal.
E se S S. nSo acreditar, procure informar'
se Q isato a raposeada de que falla a miseivis
tj,'.ulvei o autor te'nha adevida e cabal,resprgta
se quizer descobrir se.
A moclade sempre altiva, e aos vermes,
pisa os, com os l-.n das botas.
Por hoje, basta.
Cabo, Dezembro de 92.
Um VJ3SQ co-religlonario ntigo.
Higiene de la mujer El uso
Jal o-iorol Marye para los cuidados n-
timos, provendr los flores blancos y evi-
tar l.s enfermedades que atormentan
la muj.ir y occas'enan tan menudo la
esterilidad.
Podemos decirlo la vulgarizacin del
Clorol-Marye dar cada pas, en un
Escriplorie Commercai
Ra Duque de Cadas n. 72
ymcio l-Baih c-
Sendo de differente na naiureza os servicos
Jeste escriptorio, a commiss j retribuiva vana,
r segundo o trabalho respousabilidade e impor-
tancia, dep:ndendo na m^i^r parte dos caso3 de
previo ajuste.
Assim flear deivndente das
cima a segninte taDella.
circnnstanui
Porcentagem
3 a 5 0(0
Por travar de hypothecas sobre
bens immoveis.....
Rececebimento dejaros e civi-
dendos....... -Ojo
t tem de pensfcs neste Estado -0|o
dem dem na capital federal. 0|o
dem de alngoc-is de predios. .
Cobranga e liqnldacao de hypo-
thecas, berancase dividas ami-
gaves........ 10
dem idem idem judialmente. C'nvenciooai
Com -ra de cambiaes eremessa3 1|2 0[q
dem e venda de propiedades
immoveis....... 2 a 5 Ojo
Pagamento de impo3tos scaea 5 0|o
Por fazer o eeguro de predios c
pagar o respectivo p;emio. 3 Ojo
Por venda de gneros do jiziz. 3 0|0
Por compra de mercadoriis e fa-
zer rcmeHa para o interior 3 0,n
?or venda L meicadonas nacio-
caes ou estrangeir. 8 cm con-
f ignafiao....... 3 0o
Por trbalbo* de escripia de ca-
sas comrnerSaca ou liquida-
cao. ......Ccnvencionsl
Peltoral de Cambar
A Exma. espo>a do Sr. Joaquim Alves
Oavalcanti, do Cear, foi curada, pelo
Petoral de Cambar, de S. Soares, de
urna terrivel tesso que.resistir a muitos
cutros remedios.
Vend-se as pharmicias e drogaras a
2(51500 o frasco e 24g.00 a duaia.
' agente a Coropanhia de Drogas.
O advogado Dr. Manoel Portella Junio r
contic* com seu escriptorio a r"a do
Commercio c. 44, 1 andar.
'Medico e oculistas
Dr. Berardo oculista do hospital
Pedro II, tem consultorio ra do
om Jess n. 9, I. andar.
Residencia na Magdalena,
Telephone n. 366
Ma*' ematicas elementares e
escripturacao mercantil
Venancio Labatut dedica se a preparar
qualqaer pessoa em escnpturacSo mercan
til, cjm 30 a 35 licSes, conforme contra
oto; continua a leccionar as materias aci
ma ra Duque de Casias n. 72, 1 a?
dar.
rufi lia fabrica Gaxjas
Scientes da offerta de 125:OOOIq00 e
outra de 15O:0O0iJKXX) pelo espolio de
Marcelino Qongalves de Aaevedo ; preve-
nimos aos compradores, vendedores e in-
teressados neste negocio : o mesmo espo-
lio est em litigio com os abaizo assigna
dos,
Recife, 5 do Dezembro de-1892.
Santos & C.
m
Peitoral de Cambar
O Sr. Dr Telasco de Qomensoro, res-
peitavel medico residente no Rio de Janei-
ro, ftteston ter curado pelo Paitsral de
Cambar, de S. Soares, urna pessoa de sua
familia, que soflVia, havia alguns mozee de
urna laryogte acompanhada d; tosse.
Vende-se as pharmacias e dragaras
2|600 o frasco o 240000 a duzia.
E' agente a Companhia de Drogis.
PROQRESSOS DA MEDICINA
A acieocia nos da alegres noves annun
ciando-nos que se tem taito um grande e
mportanto desoobrimento, e que as insidi-
osas amarguras e &cffrimento& causados pe-
las molestias da garganta e dos orgSos da
respiragSo, podem ser stalhados com o im-
mediato uso do Peitoral de Aracahu'ta a
isto com urna certeza e infalbilidade, at
agora descochteida es practica da medici-
na. A baso fundamental d'esse delicioso
e riquissimo sarope consiste do balsmico
sueco estrah'do d'uma ervore Mexicana,
chamada Anac'jbuita, o nico especifico
natural at btje conhecido para as affsC-
c8ea pulmonares. As esquinencias, 09
bronebites e a asthm-, cedem a sua ceso
com urna f&cilidade verdadeiramento at-
aombross.. Fz desapparecer a rouquidito
dentro do ponoea horas, e tomado temp-:
o horas impede a poabilidade da tiiica.
Como gir?.ntia contra r.s fdleiticacS :s,
obaerve-jo' bem qu-J es romes de Lamann
&'K.enip, venhsm estampadas em i'.tras
transpaientcs no papel do livrirlio que ser-
ve de envoltorio a cida garrafa. Acha se
de venda em todas M botijas e erogaras,
Elixir anle-febril Cardoso
SEGUNDO A FORMULA
Manoel Cardoso Jnior
ipprovado em 21 de Marco de 1890 pela inspe-
ctora geral da digna junta de bjgieae do Rio
de Janeiro.
Este Elixir de composico toda vegetal ore-
arado segundo as regras pbarmaceuticaa. acn-
elhadas pelos autores modernos e do recouhe-
".ida capactdade scientifica tanto no paiz como
10 ee'rangeiro.
Es. i Elixir o producto nao so do grande es
udo das accoea physiologicas da3 sobatancis
mo tarabem pathologicas.como tambem o re-
sultado das immenaas appiicacOes nos diverasi
usos de febres de foado palustre.
A applicaco deste Elixir na grande epidemia
e bexigas de 1890 a 1891 mais urna vez de-
nonstron a sna efficacia ; pois no principio dos
irimeiros symptomas a bexiga aborta, e em ca-
sos mais adiactados a besiga pasea a ser orna
ioenga febril vulgar aprcentaniu pequeas to
neatesqua coma continaaco do Elixir de-
apparecem sem todava apresentar receios de
39."lgO.
Oj muio ^ttes-.ados pablicalcs no Diario d
?eraambocc e Gazeta da Tarde pro7am o aae
usemos.
Nos caso: de febre amare'la o eC :to admi
ravel.apreseu'ando pbencaenos to maravbo
M3 qoa nesta cidae do Recife do ttio de
/aneiro penco rece o tc:-a a febre amare!!?,
nesmo estaado o doente com vomito preto *
angalceonestea a!tiai03 periodos entone
M -ario a applieecao em alta dose, dea
i tabella aoaaxa.
Este Extr j conbecldo do pr.L.:"o e de um
de
obar
Peitoral
O pbarmacsutico S:. Francisco Jos d-.
Barcelios, pri r>tro empregado da Pharma-
cia Delgado, do Rio de Janeiro, foi pe!o
Peitorrl de Cambar, ce S. Soares, cura
do de urna tesse paleonar aguda, depois
de ter usaco diversos remedios sem pro
veito,
Vende se cas pbsrmacias o drogaras f
25503 o frasco e 24J000 a duzia.
' agente r. Companhia de Drogas.
tiempo muy prjimo pollas mas robustas
jvenes madres mas valientes, y por con.'
Eniradr.3
Dlai
B cacas 1 a 21
Vaporas......1 a Si
Aimaee.....1 a J3
Eitrada de Ferro Central 1 a J2
liem de 8. Francisco I a 32
Ilem is i a *l
.ama.....|
Algo
d3
Assn-
car
Saceos
1x8147
11170
13168
861/.
o7iOJ" 16323
29S06l' 3048o
Sacca-
1909
4373
4i97
2839
'* i
No vapor nacional Espirito Santo, para Cea-
r. carregaram :
P. Carneiro 4 C 21 barricas com 2,226 kilos
de assncar branco.
Para o Para, carregaram :
I. B. Fur a io, 130 barricas com 12 831 kiloa
de assncar branco.
P. Carneiro &C, 100 barricas com 8,220 kilos
de assncar branco.
C Pere3 4 ",., 300 barricas com 22,400 kilos
de assncar branco.
C C Beltro 4 Irmao, 5 grades com 20 bar-
ricas com assncar refinado pesando 300 kil03.
P- Alves 4 C, 650 barricas com 41,903 kilos
da assncar brando.
M. F. Martina, 300 barricas com 23,918 kilos
de assucar branco.
C. Gaimares Jnnior. 380 barricas com 25,285
koa de assncar branco.
A. Nabuco 4 C, 2J) barricas com 12.208kilo3
de aasacar br-anco.
V. da Silve'.-a & C, 100 barricas com 7,673
kilos de acucar branco.
Para Mani:,, carregon :
U. F. Martina, 30 barricas com 2.140 kiloa de
asaucar branco.
No vapor naci: "1 Maranho. pan Rio de
Janeiro, carregaram :
E. C. Beltro & Irmo, 100 aacers com 7,500
kilos de assucar branco.
P. Alves C. 3,000 sacco: com 180,000 kilos
do asaucar bramo.
VA. Moita, 80 saceos cu'rn 4,800 kilos de
asaucar mar avado e 320 dios com 19,200 dito3
de dito dito branco.
C. F. Martina, 1 caiao coa 60 kiloa de doce.
Ni:oio Foleaea, 12J c&ixi3 com mangas lea-:
ta, 8 ditas com doce e 3 dita) com passaros.
C. Peres 4 C, 184 saceos com 11,040 kilos de
assucar branco.
M, R. Goncilves, 2,300 mangas frusta.
No vapor nacional Agramare, pr5 Santos,
carregoo :
Companhia de Estiva, 2 pipas com 9t0 litros
de agurdente, 20 ditas com 94,000 ditos de al-
cool, 800 saceos com i8,000 kilos de assucar
branco e 500 d03 com 30,000 ditos de dito
mascavado.
No vapor inglex Uersario, para Ro de Ja-
neiro, carrecaram :
S. Golmares C 15 pipas com 9.600 litros
de alcool.
Para Santos, carregaram :
S. Guimara s 4 C 364 saceos com 21,810
kilos de de assucar branco.
NO vapor nacional Meteoro, para R o d;
Janeiro, carregoo :
D F. Porto Bailar, 50 pipas com 21,503 litros
de agurdente.
No vapor argentino Colombia, para Santos,
carregou :
P. deOliveira Maia, 20 pipas com 9,400 litros
de alcoo'.
Na barcaei Itajahy, para Parahvba, care-
kou :
Coelbo Pinto, 95 caixas com 935 litros de ge-
nebra.
No hiate Correio Parahibano, para Natal,
carregoo :
J. T. Pinto Lapa, 1 caixa com 50 kilos de
doce.
Na barcaga Va torta Alagoana, pa a Ma-
cei, carregou :
J. Sooza 100 caixas com 2,300 kilos de sab'.o
Dr. Freltas M. Gnlmaraes
MEDICO,
Tem o seu onsultorio Da raa Duque
de Casias n, 61, 1. andar, onde ser
encontrado de 11 1 hora da tarde e
reside do Cajueiro n. 4.
Telephone a. 292.
Oo dia 1 a 23
dem de 24
1,289 264*445
25:031*1672 "ffl
---------------1,314:3164118
Renda do Estado
Oo dia 1 a 23
dem de 24
35.:240J1G9
23:907*512
Somma toui
378:1474681
1.692.4c3J799
?.rcnte* arUflclaes
S)b preaslo elstica e preasao pneu-
Tiatici yst:mao novissimos ueste ett.do,
pelo oircrgtfo dentista Numa Pompilio,
ra BarSo da Victoria n. 54, 1. andar,
pas 8 horas da raanh* s 3 da ta-.ie.
---------------.juresass-------------
Regalador da Marinha
Coccerta se relogios de algibeira, pen
dulas de torre de igreja chronometros de
raahnha. caixas de msica, apparelhos
flectricos, ocuoa, binculos oculos da al-
cance, joias e todo qualqaer, objecto teu
dentes a arte mechanica.
9Ba Larga do Rosario9
Peitoral de Cambar
O illnstre cavalheiro Sr. Silvino Ribero
digno director do Collegio Santa Cruz, na
Ser Negra (Minas Geraee) declarou que
soffrendo, ha quatro annos de urna grave
toase bronchial, foi curado radicalmente
pelo Peitoral de Cambar, de S. Soares,
que se vende as pharmacias e drogaras
2#5 00 o fraeoo e 240O0 a do
E' agente a Companhia de Drogas.
Segnnda seccao da Alfandega de Pernambuco
24 de Dezembro de 1892.
O chefe daseceo,
Manoel Antonino de C. Aranba.
0 tbesoareiro,
Florencio Dominga da Silva.
Pacsln lis ^Ifaadega
l-IAT.'A OH 26 4 3: DE DEZEMBRO DS {892
Alcool (litro 380
Wgoao em ra&a ikilc) .... 633
Arrox com casca i.;, o) 85
Aasncar retinado (kilo) .... 450
Asaucar branco (kilo) .... 340
Assucar mascavado (kilo) ... 183
Baga3 de mamonas (kilo) ... 100
tJorracba deleite de maf-s'j. (kUo! KiOO
Jachaca........, 180
Souros seccoj espicadoa {kilo) 535
2ouros seceos salgados (kiio) .- 493
loaros verdes (kilo)..... 320
'Jarosos e algodao (kiio) 35
^arrapateira (se mentes) (kilo) 103
cao (kilo)....... 403
:af com (ko)...... :moo
Jal rristolbo (kilo) ...... {000
-af moido (kilo)...... U00b
Jarcauba (cera vegeta!) (kilo) 400
Cera em velaa (*iio)..... 640
^anna (agnardon'e) (litro) 343
Gal (litro)....... io
Farohade aaclio., ,kb) r 50
ienebra tro) ..' 300
Sraxa (seboem rama ou coaJo) (kilo, COO
Foibas medicinaea de qualqaer qaa-
lidade (kilo)...... 200
Meld:'anque (litro) .... 100
Jlilho (ko........ 85
Jcmeate de caraba (kil;; ... 60
ola (meio) .... 44400
Stearina em velas (kilo) .... tOOO
ratama (kilo)...... 40
Taboas de ataareilo em pre:;caoes
(dusia)....." .
Do dia 1 a 23
dem do 24
RECEBEDO.UA DO ESTADO
:23:0904376
2:101*063
Do da 1 a 23
dem de 24
RECIFE DRAINAGE
125.I9U439
2 667140
24JC02
2 69142
>Bealliito
ai: oa DBZBMBTO E
Atfanatga
100.
pufe!l#9ft
'872
lenl geral
aovlmeao do Porto
Navios entrados no dia 2 4
Val-ar.iso e esaala 21 dias, vapor in-
gles Potos de 2515 toneladas, com-
mandante H, W. Hayes, equipagem
98, carga varios gneros, a Wson
Sons & C.
Rio de Janeiro e escala 7 dias, vapor
nacional Espirito Santo de 1999 to-
neladas, commandante Forindo Dias,
equipagom 60, carga varios gneros, a
Poreira Carneiro & C.
Pelotas46 diis; patacho nauional Fran-
coln de 170 toneladas, capitao Jos
Prente Ribeiro, equipagem 9, carga
sarque, a Amorim Irmaos & C.
Santos21 di s, barca nacional Elisa
beth d. 269 toneladas, capitSo N. S.
Paalsen equipagem 9, em lastro, a H.
Lundgren.
Santos e escala8 dias, vapor fra~cea
Campana de 2295 toneladas, ccm.-
m?.ndate J. Herwy, equipagem 40,
carga varios generoa, a Augusto La-
bille.
Navios sahidos no mesmo dia
Liverpool e escalaVapor ingles Po-
toi, commandante Hsyes,. carga varios
generor.
Santos e escalaVapor ingles Mersario
commandante Lacock, c.rga varios g-
neros.
Santof e escala Vapcr argentino Co-
lombia commandante Cichero, carga
varios generoB.
Santos Lugar portugus Temerario
capitSo Robo, to de Frnitas, crga va
ros gneros.
SergipePotaoho nacional Penedo ca-
pitSo "Jos Germano de Andrade, em
lastro.
Rio de Janeiro e escalaVapor nacional
MaranhSo commandante Guilherme
de Castro, carga varios generes.
Mercado Municipal de S. Jos
O m'jv.mtnto ueste mercado no da 23 de
Dezembro foi cseguinle : Entraram.
30 boia pesando 4.105 kilos.
804 kilos de pese a 20 rea 16;G83
9 compart. com marisco? a 100 ra. 900
5 ditas com camardes a 100 rs. 50U
41 lugares a 2G0 rs. 84200
15 suiooa a 200-rs. 34000
5 ditas com feijao a 200 rs. l/OCO
33 cargas de fannha a 2CO rs. 54600
6 cargas de milho secco a 200 rs. 1420)
8 ditas com gerim a 300 rs. 24400
4 ditas com fractas diversa: a 300rs. 14200
2 cassuas com ea'lluhafl a 300 rs. 4600
47 ditos com verduras a 300 rs. 14*100
7 ditas com ocj a 300 rs. 2410}
ditas de banana a 300 re. 4
(lila de cebolinhos a 300 ra. i
4 ditas de laranjas a 300 rs 14200
dita de macacheira a 300 rs. 4
' 8 ditas de melancia a 300 rs. 24400
3 dita de batata a 300 ra. 49J0
ditas da aireniuim a 300 ra. 4
60ditO3 eomlatlnba atfcj 244OC0
7 cargan com galliahas a 500 ri 34500
31 columnas a 600 ra. 184600
6 co-tp^rtimentca com lressure.3
a 60) ra. 34600
47 ditos com (aseada etc. 3 600 ra. 28J2:g
28 ditoa de comidas a 700 ra. 19;600
11 ditos de saraeiroa s 4 11*1000
7 ditO3a7'0 re. 449O0
41 talhos a 24000 S2400C
grande numero de dignoa :n?dicos ., "Pjenta-
10 pura comoaler oa diar atea incoainiiv? to-
dos elles de carcter feh-ii.
Por mnito tempo tivemoa oceasiao de faier s
tppticasao as f.'br-1? ery3ipell03E.; e com tao
jom resultado que Ucamoa admirados de lo al-
oa fcfeiios.
Pela pratica chega.cos a cennecor qse no-
itaqae3 at; (febre eryspellosa oa er-sipelta com..
vuigamco'.e Be dia necejjir'.r o uso de 10 dias
lo Elixir.
Roa grandes Ineommodoa :iaj secboras, mens-
.ruacao, gravidez e nos casos1 de p:rtj cob fe -
ore e de a do moiie certo e seguro e (
icompoaicJo to simples que no'oiFereCi;
io de applicar o Elixir nem mesmo em do38
mperiorea aa indicadas ca iabeila uifra.
Pedimos aos dignissimos meico3 q:ie desei-
em faier uso deste Exir e\a sua chuica nSo's
larem coasi prescripgao, mas aim faaer 1
ipplicacao om La.mocia com os caos qne dsse
aarem combate,-, cortos de que o medicamento i
!e cemposisao inaoceote para o o?gaa?ao po:
i;ai3 frag:l qno seji.
Modo de &S3E*
A's eriancaa at om anno 10 sotas Je 2 em E
oras em ama coi!::.- at 1 caeia rt'agu
Co.
De um anno a tres 15 gottas.
Da 3 a LO annos em diante, 40 gotta3 etc.
Estaa doaca devtm sempre ser applicadas ea
tBt fra.
Depoalloa
Companhia de Drogas e Productos ChimiCOi
Secife. ra do Marque: de Olinda n. 23.
Nacional Pharmacia, :ua Larga do Rosario
!. 35.
Pharmacia Oriental, rna Estrella do Rosa
). 3
Pharmacia Alfredo ..Ferreira, ru' do Bario da
/icloria n. 14.
Pharmacia Martina, ra Duqc2 de Gaxia3 n.
8.
Para qnalqoer inforraacJo ser encontrado o
intor na ra co Roaario Estreita n. 17.
Os no3bos frascoa ao quadradoa e cont? go-
as. N'nm lado teem grvaloElixir ante febril
i no ontroManoel Cardoso -Pernambuco, e to-
lo; oa prospectos sao assignadoa por Manoel
Jardoso iumor, sendo falsos os que nao forem
)33ignados.
N. 139
amigo Sr. Manoel Cirdoso.
Rocie, 7 de Agosto de 1891.
Estimo a ana prezaJa salde.
Paitara com am dos maiores devere; se nao
viesse por meio deata carta ag-adecer lhe o be- ,
nticio que acaba de fazer ir livrando das
arras da raorte o meu Gibo Forismondo, de 12
aonoa de idade, o qaal acbaado se prostr do no
leito da cama, com ama grande febre que d'ello
nao se separava ba mais de quatro dias, j tendo
agotado o que poda fazer em rexedios, tudo
me era balda lo, aguardando uaicamente a hora
prxima da morte ; enUvo I: mbrei me do leu
conceitoado anti-febr'l, que lea aalvado inne-
meras pesseas, e immediatamente lhe eacrevi
pedindo que n e mandasse nma dae, a qnal
velo, e tratei de applicar conforme marca o sen
jeceitnario. Na segunda dic elle i nao va-
riava, na quarta a fb" j diminuir, e a cor
com que elle se arbavu, quasi rxa, apresentava-
ae como indo para orna clara. Na sexta dac
deaappareceu, apreaeutaudo-de nesse mesmo dia
s 8 horas ; lendo-ae Bodado o remedio man 1
novameote buscar e contiouei a applicar-lbe, e
hoje acha-se o Bino restabelecido, devido
aoicamente ao seu Nnefico elixir-
Peco lhe qae aceite de mim e doa meua filhos
oa meus sinceros protestos de estima e conside-
i-aco, pelo beneficio que acaba de fazer me com
o seu elixir, salvando o dito meu Blho.
No mais sou
De Vmc. amigo e criado,
Joaquim Juvencio de Almeida.
Collegio 9 de Janeiro
79-RA VELHA-79
As aulas deste eslabelecimen'o estaro aber-
tas do dia 9 de Janeiro viodooro em diante.
Recebe alumnos internos, me.o pensionistas e
externos.
O director,
Francisco Lameata Los.
Peitoral de Cambar
Urna crianca da casa do Sr. M. Viris-
simo d Costa, cunhedo do Sr. Jo2o Pa-
cific d Coe'ho, negociante do Ibicnby, Rio
Grande do Sul que sa achava gravemente
doente da urna bronchite capillar, foi sal-
va da morte pelo Peitoral de Cambar;
de S. Soarc3. que se ^nde as pharraa-
2i9s e drogaras, a 20500 o frasco e 24S0C0
dazia.
&' agente a Companhia de Dragas.
Si
Rendimesto do dia 1 a 22
257780
i 5923600
3 830380
Presos tic dia:
Gama verde de 400 a 640 1 ca O kiio.
SuiuoE de 640 a 800 ris dem.
Carneiro de 800 a rila idem.
Farinbade 400 a 480 ria idee
Milho ie 500 a 530 ris dem
Faae -'e 14 2 1440!
vfrotas 2 cnriras*
Me de Dezembro
Europa....... Stz Litan......... 23
Sal.......... Beberibe.......... 23
Sul.......... Campana......... 25
Europa ... Las Palma........ 25
25
26
26
27
27
27
Norte........ S. Salvador....
Bul.......... Santelmo......
tiu......... aboatao.......
Sai.......... Hondo........
Norte..... .. Adtance......
Norte........ Una..........
Europa,-.,... Magdalena
Sul.......... Amazonas.....
Norte........ Vigilancia.....
Sul.......... Olinda........
Sul.......... CyoV.........
29
30
30
31
Minha Espera kja
Felicito meu especial aurg'o Antonio
Francisco da Cruz, pola r.ptima acjaitacSo
de sena bono cigarros, denominados
Mi ah Espranos, bam aco.'itos o proou-
rados at em Londres, d'oh e tem visdo
e^commendas por ssus apreciadores.
Mea especia' amigo d-ave estar satisfei-
tissimo com o resultado doa seus esforcos
em acreditar eeu3 bsns cigr^os o tornar
assim conheoilo no eati mgeiro um pro-
dncto da noaaa patria.
arabens pelo resultado obt;.
Manoel Francisco de B-irros liego.
Estupendo
E curar em trea dias gonorrhas chro-
nicas ou recentes, cmo acontece cem o
ramedi-T vegetal que se chama Injocjfos
Anti-blenorrhagic?.s de M. Morato. Cura
garantida em tres dias, saja qual f8r- ana- -
tureza do paciente.
A Injaccao Anti-blenorrhagica de M.
Morato, vende-se em Pernambuco, na
Companhia de Drogas e Productos Chi-
micos.
ha Mrquez d'Oiinda. II






.

*m
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._- -
.. *
v
-
*>


,rS#i-c**rc^
*l*-=a*y.*.**- -

V
'(
Diario de Pernambuco Domingo 25 de Bezembro de 1898
litoral de Cambar
O hbil medico S. Dr. Alfredo Mendos
Ribeiro, altestou ter carado oom o Peito-
ral de Cambar, de S. Soares, a Exma.
Sra. D. Virginia Mara Mendes, residente
na Babia rna S. Miguel n. 46, qea sof-
fr de urna tabercalose incipiente.
Vtz -st as harmadas e drogaras a
24500 o frasco e 240000 a dnzia.
E' agente a companhia de Drogas.
Andr Barity
Declaro qno fui mordido de nma casca
vel, o carei-me sem cessar dorante mais
de 4 annos, iicandome uns baracoa chago
803 nos jis que se Barava nm abria outre
immediatamcste ; ficand~, anda com para-
Jysia cm urna mSo d'esde que fui mordido.
Aconselhado a fazer uso do novo reme
dio o=Elxir M. Morato propagado por
D. Carlos, tome-o bastante tempo e fi
qaei completamente bom. A quem ainda
nSo conheC2 oElixirM. Morato.ende
claro que esto remedio santo, porque
faz milagrea.
Porto Feliz.
Andr Burity
Deposito ein Pernambuco : Companhia
de Drogas e Productos Chmicos.
Hoa jL quii d'Olinda, 25
fmi&^MP Laxativa d,Vichy
Vaceina animal
O D." Bastos de Ovvra recabe cha-
mados ;ara vaccina^o cm Jyaipha ani-
mn\ ero c^sos particulares.
Consaltorio Ra Mrquez da Olinda
n. 18, 1, andar.
Rea' 'eaeii Roa do Dr. Joaquina Na
buce, n. 2 A, Cspangi.
Telefone 365.
rna Estreita do
Pharmacia OrienUl, a
Rosario n. 8.
Pharnacia Alfredo Ferreira, ra d<
BarSo da Victoria n. 14.
Pharmacia Virgilio Lopes, rna Larg
do Rosario n. 31.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, oculista,
ez-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, de volta de sua va-
gem Europa, d consaltas de
1 s 4 horas da tarde, no 1
andar da casa n. 51 roa do
Bario da Victoria, excepto nos
domingos e das santificados.
Telephone 285.
Residencia ra Sato Je Setem-
bro n. 34. Entrada pela ra da
Saudade n. 26.
Telephone 287.
insoripi&o para carta e offioios.
Eacaderna^Ses.
Escarradeiras de agatha.
Espadadores de pennas oo de palha.
Escovaa para limpar mezas.
Fio de cores.
Faradores de ajo.
Gomma arbica liquida.
Dita em ciroco.
Jarras de barro de d>ff rentes tamanhos
Lapis pretos de Faber ns- 1, 2 e 3,
Ditos de duaa cores, azul e encarnada.
Ditos de ama s c6r.
Ditos de borracha, Faber.
Lacre vermelho Maurin.
Livros em branco, numeradla, de pipil Brabante, noveljo;
paatado de differentes qualidades e for- Cadernetaa de papel
matos, coatendo 50 a 500 folbas.
Thesouraria de Fa
zenda
Arligos para o Arsenal
De ordem do Sr. Dr. inspector, fajo
publioo que at as 11 horas do da 31 do
presente mea recabar-je hSo, nesta the-
Boararia, propostas em cartas Holladas e
fechadas pira o contrasto de fornecimento
dos artigos do expediente necessarios ao
Arsenal de Guerra daste estado dorante o
prximo semestre de Janeiro a Junho de
1893, os qaaes sSo :
-OBS22S*- -
E'
o
gan
e depurativo
descoberto dos' indgenas
cujo, tem a propriedade de
curar a svphilis rpidamen-
te, catar o rheuniatismo
como por encanto, e curar a
morpha c-.mo por mila-
gre.
O apreciamento do gran
de remedio o Elixir M.
Moratopropagado por D.
Carlos, o facto mais ex-
traordinario d'este secuto,
taes sao as curas qae dia-
riamente se effectuam.
Agentes em Pernambuco
Companhia de Drogas e
Productos Chin i:os: ra
Mrquez de Olinda a. 23
Peitortl de Cambar
Urna thinha doSr. Jos CarlosCoimbra
de ous-oia, do Rio de Janeiro, ficou cu-
rada de ama forte coqueluche pelo Peito-
ral de Cambar, de S. ocres depois de
ter perdido muito tempo com o aso de
outroo remedios.
Vende-se as pbarmacias e droqariaa a
2*500 o frasco e 24000 a duzia.
E' agente a Companhia de Drogas.
0 Dr*. Barros Carneiro e a fa-
brica a vapor Hinba Espe-
raba.
O Di'. Manoel Clem entino de Barros Cu
neiro, formado em sciencias medicas c
cirurgicas pela faculdade do Rio de Ja
ncire, medico adjunte da clnica de
hosoitil de Santa gueda cto.
&'testo que tenho frito uso dos cigarros
denominadosMmha Esperabae bera
assirc .o fumoHygienico Nacionalda
fabrica do Sr. Antonio Francisco da Cros
reeooheoendo pela analyse chimica a qae
procedi que o referido fumo e cigarros
nSo enc:rrim principio algum nocivo s
foncecs gstricas, sendo perfoitamente
toleravsis aos dyspepticos.
In le medici.
Besife, 12 de Fevereiro de 1892.
Dr. Barros Carneiro.
Pcitoral de Cachar
horrado estanciero-Sr. Belisaro Pe-
rcira c: Athsyio, do Itaquy, Rio Grande
do Si i, cammunieou que
30Fr a asthma baviu
carada pelo Peitoral de
So?.r*cs_ q'ie se vcmdo
drogaras, a 2500 o
duzia
E' agente a Com aobiade Drogas.
Elixir depura-
tivo vegetal
Formula de Angelino Jos
.dos Santos ndrade
Appror?.4) pela Inspectora Geral de Hy
gice Publica do Rio de Janeiro cm 20
de Julho de 1887.
Este depurativo de grande eficacia as m;
lesnas sypbiliticas pe imnreza do sangue: a3sia
como em (odas as molestias das senhoras.
Tem curado radicalmente mnitas pessoas ac-
commettidas da terrive! molestia berifc-eri.
Rbenmatismo syphiltico ou gotozo, dor cia-
ja ericupcSes de pite, cancros, e cancros ve-
nreos, flores brancas, byjterismo, frouxido dt
ervos, rites e outraa inflammacies dos olhos
molestas do flgado, escronhulas, escorbuto
soffriment s de estomago, ulcera?, gommas, fis
telas, empingens, darnros, pannos e manchas,
a pelle, bobas e boboes, sarnas, catarrbo t
quaesquer moldstias da bexiga, entre nutra-:
albuminuria, cerinas deces e sanguinolenta-,
anemia, paralysia, erysipelas, e infiammace
das pernas e ps, nemorrhoidus, astbma, hydro
celles, tumores, nevralgias, e elepbantiaies oc
morpha, as irregularidades da menstraacao
Prova-se com.aqaelle numero de attestados ji
publicados e os que existen: em nosso poder a
eficacia deste elixir as molestias indicadas
Nacional Pharmacia
S5, Rna larga do Rosarlo,
A'rua Baro da Victoria n. 37 se dar toda
qualqner explicasaoque for preciso acerca deste
preparado.
Calado com falalflFacea
.Vio do de
Ditos ile papel de linho, branco ou azul
pautado, de 50 a 300 folhas numeradas
Pencas de sga de diffjrentc3 fabricantes.
Pastas de oleado.
Ditas de conro para condcelo de expe-
diente..
P de ogatha para cisco.
ame pautado com
50, 100 e 1.0 folhas, ama.
Caetas finas, urna.
Ditas entre finas, urna.
Caivetes finos, um.
Enveloppes em timbro para offijio, um.
Ditos timbratfs em, um.
Ditos grandes in folio timbrado iJeni,
um.
Papel rosado pautado de differentes qus-1 Dtoi grandes iden en timbre idem, um.
Comj-anhia
Pernambueana ie
Navega^o
Os ordem da directora, convido aos senbores
possaidores das obrigacOes prefereociaes desta
companhia a comparecerem na sede da mesma,
13 oras da manta d j dia SS do correte,
afim de assistirem ao serteio das qae teem de
ser amoni3ada8.
Escriptorio oo Recife, 11 de Dazembro de
189S.
O gerente,
_____ Antonio Ulysses de Carvalbo,
165 de 17 de Janeiro de 1890 art. 1.
14.
Oaisa de AmortisacSo, 2 de Deiembro
de 1892..
M. A. Galvth.
O secret >rio.
JoSo Gomes da Suva.
MARTIMOS
Banco de Pernani-
bueo
usar
Os adultos toma rao quatro colberes da-: de
sopa pela manb e quatro noite.
As criaucas de i a 4 annos tomaro urna co-
tber pela manbS e oatra a noite e as de 5 a 11
annos tomarao duas colberes pela manh e dna
a noite.
Dr. Silva Lea]
Medico occullsta
Recentemento chegado da Enropa
com pratica nos principaes hospitaes e ol
nicas de molestias de oUios de Pars, d con
saltas todos os das uteis das 11 s 3 ho
ras da tarde em sea consultorio, i. ra
Daqae de Caxias n- 73 Io andar, entrada
pela Praca de 17, n. 73, (antigo Largo d:
Collegio).
Residencia a roa BarSo de S, Borjs i
16. Telephone n. 507.
Chamados por eacripto, em sea cnsul
ri, residencia, e na pharmaciaMa rtina
Dr. Bastos de Olive ira
Medico operador eparteiro
Tem o seu consultorio roa do Marques
de Olinda n. 18,1. andar, onde pode sei
Srocurado todos ob dias uteis de 1 s 8
oras da tarde.
Chamados qaalquer hora, roa de
Dr. Joaquim Nabuco n. 2 A. Capnnga.
Telephone n. 365. a
Dr. Nunes Goimbra
ClnicaMedico -Cirurgica
Especialidades : febres, partos, mole i
tias es senhoras e de creanjas.
Chamados a qaalqaer hora na sua re
idencia, roa da Soledade N. 31 esquine
da roa do talbo.
sua esposa, que
autos annos, foi
Cambar, de S.
r.as phsrmacias e
frasco e 24,5000 a
Cabo
. n Felippe tixen a cns resiuenu
"e;:^ le j dji consollas na pnarmacia
Dnart.:.
t!03 a qailquer aira
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata coas especia-
dade de molestias de senhoras e creanca
Consultorio e residencia ra da imp;
atris n. 18, 1 anda
Consultas de 8 s da manhS
Chamados (por escripto) qualquer b->ra
T^IiEPnONB s. 226
ED1TAES
Secretaria do governo 10 Estado de Per-
nambuco, em 19 de Deiembre de 1892.
1* seceso.
O Sr. governador do-E9tado manda fazer pu-
blico que te acha nesta fecretaria, aBmdesr
entregue ao iiteressado, depois de sa'.lsfeitas as
formalidades legaea, \ patente do governo feds
ral, p'l. qnal nomeado o coronel banrario
Ln'z Aupusio Coelbo Cictra, para o po3to de
commandante superior da rcarda oadoind da
comarca do Reci.'e.
0 secretario,
Joo Augnsto Ferreira Lima.
ilhetes de Festa
indo varl'eaadt receto
A
Livraria Con'^mporanea
sirgada
receben
Dentes
de dentes asar*
i de Manoel Car-
a horivel dor
do o lente preparad
As cartas que Ihs tem sido dirigide
i de maior circu'2So, attos
. jia.
Depsitos
da Francisco Manoel da Si i
ua do Marque* de Olinds
|
t
,)
Phrmsoia Martins, ra Duque de
zias n.
U
51 seccSo.Secretaria do Qjvorno do
Estado de Pernambuco, em 21 de Da-
sembr de 1892.
Por esta escrutarla ez tas publico, de
ordem do Go73rn?dor, que ca abarla,
por esp.jo de sais dias, a contar de hoja,
concurrencia afim de ser'm apr3enadas
propostas, cm carta techada, pera o for
neciniento, durante o anco prximo
Vi a-
declaradoB, ne-
e consamo da
douro, dos artigos tbaixo
cess^rios so expediente
mesma secretaria :
AIcool a 40, garrafa
Bacas do agatha p-ra m&o.
Brabante grosso e fiao.
Colcbetes do metal.
Cepo3 de vidro fino.
Cocos do agatha.
Cesti de vime para p-peis.
Caivetes da differentes qualidades.
Canets?, idem, dem.
Enveloppes brancos de differentes tama-
ngos, formato: e qualidades, com e sem
Consulado de Pi rtugal em
Pernambuco
Pelo presente aviso se faz constar a todos o
subditos portuguezes recem-ebepados a este
Estado que. em enmprimento de disposi56;s le
gaes e para melnor garan ia dos seas direitos,
se devem apresentar nesta repar.i.ao, afim de
se inscreverem no registo geral d03 subditos
portuguezes.
A in8crlo;5o o actos relativos praticad.os den-
tro de trala dias depois da chegada do iadivi
do ?5o gratuitos.
Consoladj de Portugal em Pernambuco, 16
de Dezembro de 1832.
J. Salgado,
Consol.
Loado a & Brazihan
Bank Limited
Aviso
A contar do dia 1 de Janeiro de 1863,
u London & Brazin B >ok, Limited abo-
car juros em conta correte de movi-
mento a rszao de 1 j\0 ao anne, at ze-
gundo aviso.
Recite, 23 do Dcsembro de 1892.
W.H. Bfto.
Gerente.
Cosipanli, de Trilte Brkanes
Heeifc a Olinda 6 BeiiTlbe
du-
ex..'.-, '.'.i
Como de costurae, ferSj expedido
rante a noite co Natal, trena
res, tacando em todas as cs-scSos, do
hora em hora, dss 20 l|2da noite s 4
1|2 da madrugada, resomeeudo as 5 14
do dia 25 o horario ordinario at 10 Ij2
da noite.
N. B. Para os trans exraordinares nao
v;garar2o r asignaturas nem os bilbetes
serie.
Eaoript.rio da rim>anhia23 ds
aembro de 1892..
O gerc:te.
A, Pereirj Simoes
lidades com ou sem ;n3cripco.
Dito branco, dem idem.
Dito almasso piulado, para copia.
Dito Be-1 pauta.
Dito branco pautado, do differentes qua-
lidades, para mappas.
Dito da mesms cor, cartonado, para pa-
tentes.
Dito de linho braceo ou azul, paliado,
com cu sem inscrip^So.
Dito de licho inglez, para ttulos, com ou
sem inscripSo.
Dito blanco, de differentes qualidades,
para oarfa.
Dita pardo ou verde pars envoltorio.
Qaartinbas de barro.^
Kaspndeiras de 890 cem cabo de maifim,
osso ou madeira.
Reguas de bano, chatas, de diffdrenes
tamanhos ou qualidades.
Regadores de Flandres.
SaLoietes finos e extra fices.
Tinta prea e de nfire, de diversas fabri-
cantes.
Tinteiros do differentes qua!idde3.
Tmpanos.
Thesouras de so para cortar papel.
Toalbas felpudas para iraca.
Vassouras smericanas.
O tornecedor, alm das obrigc^Sas es-
tipuladas na legskcio em vigor fica su-
jeito s seguintas :
a)Os pedidos serSo promptamente
aviados.
b) Os artigos de que trata o presenta
edital deverao ser de boa qualidade.
c)S se aceitarlo os objectos que fo-
rem idnticos as amoBtras e pa roes apo-
sentados, os quees ficar3o "archivados nes-
ta secretaria.
d) Organisando se os diversas ramos
de servigo do Estado o fornecimento em
questSo pausar a ser feito as secretarias
de Justica, Iostracgao Publica e Agricul-
tura. O meBmo entender ee-ha com re-
laclo a sacre tari a da s Finanzas, se n'ssc
convier o rospectivo secretario.
O secretario,
Joq Augusto Ferreira Lima.
DECLARARES
Santa Casa de Misericordia
do Recife
Fornecimento de carne verde
A Illa.* Janta administrativa da Santa Casa de
Misericordia drfllecife em eu% sessio do dia 27
do correte, contracta, cem quem melbores van-
tagens efferecer. o forneriaento de carde ver.'e
para o consumo dos estsbelecimectos sea car-
go, durante um trimestre ou um semestre-llc an
no prximo de 1893.
As propostas deverao ser aposentadas na sala
las sessOes da Junta, em carta fechada, devida-
mente sellad s, declarando os prepotentes su
jeitarem se as condigs constantes do termo de
contracto que ser lavrado na secretaria.
Secretarla da Santa Casa de Misericordia do
Recife, SI de Dezembro de 1892.
O escrivo,
Jos Honorio B de Menezes.
100, 150,
100, 150 o
nsca-
risca-
Ditos timbrados para- cartas officiass, cai-
xa.
Dittos sem timbre oara cartas idem, ca-
xa.
Esptula de 0330, ama
Goumarabic& em carojo, kilo,
'ita, frasco.
Lapis preto de Faber, um.
Dito do cores, um.
Ditos de borracha, um.
L-.cr.- encarnado, pao.
Llvios formato Je se com 50,
200 e 250 folhas, um.
Ditos formato Cirro com 5f,
200 folhas, um.
Dito em branco Coroae com 50, 100_ 150
e 203 fclhas um.
Hitos impressos d ta!3o para pedido do
almoxarifadc, um.
Ditos impressos de talao para guias de
pregos, um.
Ditos impressos de ta'ao para galas de sa-
bidas um.
Ditos em branco Ecu com 50, 100, 150 e
200folhaB, um.
Ditos em branco do mesma formato e dos
meamos ns. de folhas, com encaderua-
g5o" inteira, um.
Dito formato Colombier com 200 folhas
lithographadas para mappa com enea
dernac.ao inteira de couro, um.
Dito formato Carro com 150 foiha?
do para receila.
Dito formato Carro com 200 folhas
do para despeza, um.
Ditos em branco riscaios oom 200 folhas
formato Carr para registro de tires,
um.
Livros em branco, papel fame pautado
com 100, 150 o 200 folhas. um.
Obreias grandes para sello, ama.
Papel Hu lauda pautado formato Corone,
Ecu, Carr, Raesin, Jesa e Colombier,
folha.
Dito filme pautado, resma.
Dito dito liso, resma.
Dito ingles rosado sem timbre para offi-
cios, resma.
Dito inglez rosado timbrado para officio,
resma.
Dito inglez branca timbrado para ornaos
resma.
Dito cartSo mata-borrSo, folha
Dito pardo para cmbrulho, cadernc.
Peonas d'ajo Perry, caixa.
Pennas de 890 Mallat, caixa.
Papel beng pautado, cadernc.
Papel timbrado para cartas officiaes, cai-
xa.
Papel sem timbre para cartas offices,
caixa.
Papel imperial, eaderno.
Papel de linho superior, resma.
Prezilhas para papel, caixa.
Pastas de oleado de diversos tamanhos,
ama.
Papel de linho portugus veriadeiro para
minutas, ama.
Regra de ebane com friso de metal, orna.
Raspadeiras com cabo de osso, ama.
Tinta preta para escrever, garrafa.
Tinta ingleza para escrever, boiSo de 1|2
litro.
Tinta carmino, frasco.
Tinta ingleza Sard?ha, boSo.
Folhas lithogtaphadas para pagamento dos
empregados, conforme o modelo, cento.
Os proponentes deverao habilitarle
previamente trovando a sua qualidade ne-
gociantes matriculados e bem sssim apre-
sentar amostras de todos os artigos que
ie propozerem a fornecar, afim de se po-
der avahar as vantageas das propostas em
relajo tambem a qualid.de dos meamos
artigos.
Em 22 de Dezembro de 1892.
O secretario,
J. Gomes da Silva.
A contar do dia 1- de Janeiro de 1893
e Banco de Pernambuco abona juros em
coatj corrate de movimento a razao de
2 [. ao anno, at segundo aviso.
Reife 2 ? de Dezembro de 1892.
Wilam II. WebBter.
Director gerente.
Initi(utol9dcAbril
Ra Visconde Camaragbe (antiga do
Hospicio) n. 53
TLEPHONE N. 104
As aulas d'ete etabelecimento de eJu-
3E.920, reabrem-se no dia 7 de Janeiro
prximo.
Contina a receber alumnos internos,
semi-internes e externos.
Para informales no estabelecimento.
O director.
Ltftf Porto Carreiro.
Companhia
Exportadora d; AIcool e agur-
denle
Terceira chamada
Por deliberagao da directora desta companhia
sao conriiacs os senbores accionistas a real i-
sarem a terceira entrada do capital razao de
rmini MmMm do Hi-
Fernando de Noonha e Rocas
O paquete Jacuhype
Commandante Monteiro
Saguir no da de De-
zembro s 4 boras da tar-
de para os poroa acim
iadicados.
Recebe car^a, encommeodas passagense di
oheiro a frete at & l hora da tarde do dia di
partida.
ESCRIPTORIO
Ao oae$ da Companhia Pernambueana
n. 12
Gompanla Fabrica de Estopa
Os accionistas sao
convidados a fa ser al-
ia 31 deDez:-m-
getirna entrada
zo de 10 por
t
O
bro a
5 0/0 ou oOOD por a cao, at 15 de Janeiro pro
ximo vindooro, das 10 horas da man ti. s 3 da
tarde, na ra nova de Santa Rita n. 57.
Recife, 15 de Dezembro de 1892.
Jos Joaquim da Cosa Maia,
Presidenta
banta Casa
Casas para alagar
Na secretaria da Santa Casa aiugam se as se
uin'.e casas :
dem do Burgos n. 27, idem.
dem do Amorim n. 64, idem.
dem do Burgos n. t, casa terrea.
dem do Dr. Ivo Meque!ino n. 9, prelio de 1'
tndar.
Thesouraria deFa-
zenda
Substiluigao de apolice
De ordem do Sr. Dr. inspector e de cenformi
dade com o art. 108 do regulamento de 14 de
Fevereiro de 1885 fago publico, para oj devidos
Bus, que o Sr. Francisco (klaviano de Arruda
Cmara, tendo-se esiraviado ou perdido a sua
apolice da divida publica n. 181666. do valor
nominal de 1:000*, de jaro de 5 0/0, emtida
em 1869, requeren ao enverno a respectiva saos
tituiio e o 6ea requsnmento vai ter o conve-
niente destino.
Em 2 i de Dezembro de 1892.
O secretario,
J. Gomes da Silva.
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector deste
tbesonro, fac publico qae no dia 29 do corren-
te, perante a junta de fizenda do mesmo tbssoa-
ro, ir praca o fornecimento dos medicamen-
tos e utensilios necesearios enfermara da casa
de deteocad no exercicio prximo vindooro,
servindo de base sobre 03 precoa do formulario
ao abate de 6 por cea o qae foi dado na arrema
tac&o anterior.
Os senbores pretendentes deverSo re aprasea-
tar devidameote babilitados na forma das dispo-
sJcOes regulamentare8.
Thesouro do Estado de Pernambuco, 24 de
D.zembro de 1892.
Servindo de secretario,
J. Lucillo de Siqueira Varejo.

a lu
sobre
cap-
por
de
c nto soDre o
tal ou -O0O0
ac^o no Banco
Pernambuco.
Thoma C Griffith,
Director-secretario..
Tnesouraria de Fa-
zenda
Sabstlni0i) de illas
Da orJem do Sr. Dr. Inspector, faco
lico qac_coulinuara m subatituigSo,
conforme o edital publicado no cDiaro
Officiali de 3 do correnta e o oficio da
Inspectora da Caixa de Amortisacao n.
751 da meam* data, as notas do Tnesouro
td<3 pelo Banco d i Baha, at 30
do iiinho du 1893.
i 15 de Dozembao ds !'~92.
O seoreti
JjSo Gomes da Silva.
Correio geral
Malas a expedir-se hoje
Pelo vapor brasileiro Espirito Santo, esta
adminietracSo expedejmaias para es portos do
norte, recebende impressos e objectos a regis
trar at as 10 horas do dia, cartas ordinarias at
as 11, ou at a entrega das malas com porte
duplo.
administracao do3 Correios do Estado de Per-
ambnco, 2a de Dezembro de 1892.
O ebefe de seccao,
Epiphaoio de Lona Freir.
Companhia
nustriai e Commercio de.
Estiva
Terceira entrada
Os e?nbores acion3ias sao conviiados r. rer-
lisarern a 3 entris de 10 O.'o sobre o valor no-
minal de seas a c5e3 at ao d; 10 de Janeiro
proxiio.
Recife, 24 de Dez?mbro de 1892
A. Fornandes.
Director secrr^io.____
Thesouraria de Fa
zenda
robsltico d notas
Da ordoxo do Sr. Dr. inspector, trac
crevo, para coiihccimeuto do publico, o
edital baiso, publicado do Diario Offi-
cia! z 3 do correte mz.
Caixx de amcrtisic.'o
Fas-:e publico, pira eo heuir.ento de
todos, qae a janta wimioistrativa d'cita
repartido resolvsu em seosaoVasta data,
prorogar at 30 do Jinho de 1893, o pra
so marcedi para o Gubstitaioao das notsa
Tbesonro que ? ":'!ss pelos
sos da Bih;a o E res a Baha,
do Pernambuco e-diN'jite, as quae3 fia
se valor algam, b n2o foreaa opre^
sentadas, as do pnaeiro ao Thesoaro e
Thesouif.rias de Fazenda dos Estados, e
asd:s o'j tros aos respectivos bancos r.
praso i r pforogade, ns ornu da le n.
3403 de 24 de Novcmbrodo 1888, art. 1.
' a 3, .a parte, e des deerdtos ns.
10262 de 6 de Julho de 1889; art. 45 e
Companhia Pernambueana de Sa-
vegafo
PORTOS DO NORTE
farahyba, Natal, Maco, Mossor, Araca-
ty e Cear
O paquete Jaboato
Commacdante Pereira
Seguir para os
portos cima in-
dicado? no dia
t8de Dezembro
Bs 4 boras da tur-
Recebe carga, encommendas, oassagens e di-
nheiros a frete al 1 horada' tarde to dia
18 de Dezembro.
ESCRIPTORIO
Ao Ca'.s da Co'Tnanhia Pernambueana
_______ n. 12
Companhia Pernambueana do Na-
vegado
PORTOS DO SL
aeei, Penodo, raeajn' e Babia
< paquete Una
Commandante Carvalho
Segu no tia SO de De-
zembro s 4 horas da tar-
de.
Recebe carga, encom-
I mendas, passagens e tfi
1 hora da tarde do
nheiros
dia 30.
A) Caes
frete,
ESCRD7TORIO
da Companhia Pernambueana
n. 12
Uta Pemna i i-
Viagem directa -'autos
0 paquete Beberibe
Commandante
1 tenente Fabio Rio
Segu no dia 31 do cor-
rente s i boras da tarde
para o porto cima indi-
cado.
Recebe carga, encommendas, passagens e di-
nheiros frete at 1 hora da tarde do dia da
partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambueana
_________________11^12________________
Companhia Pernambueana
de Navegscao
PORTOS DO SL
Tamandar e Rio Formoso
O paquete Sinimbu'
Commandante Lobato
Segu no dia 31
do correte noi-
e para os portos
cima Indicados.
Recebe carga, ndommend'.s, passageuse di-
nheiros a frete, at s 4 boras da tarde do dia
da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambueana
n. 12
CHARGERS REUNS
Companhia Francesa
DE
Navegado k vapor
inna quinzenal entre o Havre, Lisboa,
Pernambuco, Babia, Ro de Janeiro a
Santos.
O vapor Portena
Commandante Roux
E' esperado da Europa at o
dir. O :te Janeiro, seguindo
depois ta demora necessaria
para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Este vapor entrar no porto
Roga-se ao3 Sr3. importadores ds carga peio?
vapores desta linba, qneira-n apresentar dentro
le 6 das, a contar do da descarga da? alvaren-
gas qualquer reclamacao concernente a volnmes
me porventrjra tenham eegeido para os portos
lo sul, alim de se poderem dar a ter.ipo as pro-
'idencias riecessarias.
Expirado o referido prazo a compaucia c4o
. responsabiliza por extravos.
.ecebe carga, encommendas passageiros,
ara os qaaes tea eicelientes accomtnodacSes
tratar com o
AGENTE
Aiiguste Labille
9EA DO 0MHERCIO8
Fhe U

and Bra
eM. S. S. G.
O VAPOR AMERICANO
Advance
E' epp3.ido de'
N w-Y ;rk st o
dia de De-
zembro.segaindc
depois da deco-
Bjsaria para
Montevideo e Buenos*Ayres

"


-
K
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--- ----
SM--------------'I
jaO.
--' V*T
-~^:;-
non


^^-i^L->ofcjr-K-


6
Diario de Pcrna^bnco Domingo 25 de Dezembro de 1892
Q N. B.O vapor
ente para carga.
Chillian exclusiva-
Pare carga, passagens, eocommendase di-
uheiro a frete trata-se oom os AGENTES.
O yapor Vigilancia
E* esperado do norte al c
dia SO de Dezembro seguindc
rdepois da demora do costn
Bahla^rHo de Janeiro e Santos
Para carga, encommendas, a passagens e di
oheiro a frete trate-8 com os AGENTES
O vapor inglez Hondo
E' esperado dos portos do sol
at o dia d 29 Dezembro se-
miiodo depois da- necessaris
|demor para
_io, Pr, Barbados, S.
Thomaz e New-York
Para carga, passagens, encommendas e di
nbeiro a (rete : trata se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
8Ruado Commercio8
Io andar
Companhia Nacional de Salinas
Mossof-Assu
O vapor nacional
Aguamar
Tendo chegadc
de Santos seeue
depois da demo
ra qne for necea
saa para o
Porto de Santos
Para carga e encommendas trata-se^com o
AGENTE
Joo liarla de Albuquerqne
Oliveira
Ra do Commercio n. 4
Io andar
Lloyd Braseiro
fleeeSo de oaregaco
DA
BMPREZA DE OBRAS PUBLICAS Ni
ERAZIL
PORTOS DO SUL
O poqoete
Espirito-Santo
Cemmandante Florindo F. Dias
E' esperado do
portos do snl ate
o dia i de De
Jzembro segninde
depois da deme
ra necessrria para
Parahyba, Natal, Cear, AmaracSo, Ma-
ranhSo, Para, Objdos e Mincs
PORTOS DO NORTE
O paquete
S. Salvador
Commandante Joao Mara Pessoa
E' esperado dos portos di
corlate o dia de De
zem uro segoindo depois
I demora do costme para
Macei. Bahia, Espirito-Santo e Rio d<
Janeiro
As encommendas sero recebidas at 1 hori
da tarde do da da sabida, no trapiche Barbosa
no largo do Corpo Santo n it.
Aos Srs. carregadores pedimos a ana attencic
ara i clausula 10 dos cenhecimentos, que
o caso de baver aiguma reciamacao contra i
companbia, por avaria en perla, de ve ser feit i
por scripto ao agente respectivo do porto o
descarga, dentro do tres dias depois da final!
sala.
Nao procedendo esta 'ormaIidade a companol;
Uct isenta de toda a responsabilidade.
Pare passagens, fretes e encommendas ti
ta-at coa os
AGENTES
Pereira Carneiro& C.
6^Sua do CommarciammS
1 andar
Companhia de Navegado Ca-
rioca
PORTOS DO SUL
q vapor nacional
Santelmo
E' esperado doe
portos do sul at
o dia Se de De
Izembro regres
eando depois de
pequea demora para
Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pelo
tas e Porto-Alegre
Para carga, passagens, encommendas e di
nheiro a frete trata se com os
AGENTES
Pereira Carneiro & C.
6 RA DO COMMERCIO 6
1* andar
Para Santos e Ilio de-Janeiro Paquete Apore Para frete a tratar rom os CONSIGNATARIOS H. Burle & C. OU COM E. S. Levy > '[la do Con>"..rcio n. 22 *
1 Hoya/ Mal Steam FKbi i
psiy
O VAPOR
Magdalena
O paquete Clyde
E'esperado dos portos do sol at
o da 31 de Dezembro segoindj
depois da demore neceeeara
nara a
Vicente, Lisboa, "Vlgo e Son-
l.iam-'on
Redcelo nos preoos das passagens
ila azt volta
(Lisboa i claese 4 10 4 30
A Southamptoa i* clasa I 4
Camarotes reservados para os passageiros di
?arnambuco.
Pare passagens, fretes, epcommendas, trata-e
Na
AmorimIrmao N.3Roa do Bcm JessN. 3
JBILOES
- Terca feira 27, leilo da casa de bilbar dos
arcos lo caes da regeceraco o. 32.
Em continuac.ao 6 cavailos e 2 vaccas Toori
as.
Qaarta feira 28; leilo de differentes pre-
dios edificados em boas mas, e arrabaldes.
Quinta feira 29, o de bons movis, objectos de
electo pate, espetos, ricos qoadros e maU ob-
jectos existentes no 1* e 3a andar do sobrado da
ra do Commercio Grande Hotel.
Leilo
De cin:o cavallos qoartoa, duas vaccas lourias
g-S,. com crias
Terca -feira, & 1 de Dezembro
Ao meio dia
Em frente a casa de Bilbar dos Arcos, caes
22 de Novembro.
Agente Oliveira
2. leilo definitivo
Da casa terrea com grande sotao e commolos
para familia ra do Ioiperatriz n. 76, casa mo-
derna com p.rtoS altas, coruija, etc., e com e. ta-
belecimento de (azendas, com cosinba. quintal,
etc., servindo de base a ollerra do 1 leilo de
(6:6104000), e mais 2 ditas roa Imperial ns.
5 e 7 proprias para moradia oo negocio.
Terea-felra, 3 do correte
A's 11 horas em ponto
No armszem ra do Imperador n. 39
O agente Oliveira por mandado de autorisa-
cao do Exm. Sr. Dr. joiz competente, e dos de-
iLais conseobores, vender em leilo a impor
tante casa terrea com sotao roa da Imperatriz
o. 76 com os cummedos cima dito, e mais 2
esas terreas ra Imperial de ns. 5 e 7, todas
bem loculisadas, livres e desembarcadas de
qualquer onos.
Os Srs. pretendemos desde ja podero exami-
nar ditos predica. .
Agente Pestaa
Leilo
D3 importante proprieda.e sita em Apirucos,
tendo um cobrado, duas grandes otarias, baixa
de capim. mediad o terreno om kilmetro qua-
drado, terreno mascar, todo cortado celo rio
Gapibarite.
T*rfa-eirg,27 de corrente
A's 12 horas
No armitem a Iravessa do Corpo Santo
n. 27
O agente Pestaa competentemente aotorisado
vender por corita e risco de quem pertencer a
importante propriedade com duas otarias func-
ionando livre e desembarazada, a qoem melbor
lance cfferecer. ________________
Agente Pestaa
Leilo
De doas caeas de pedra e cal com om grande
e importante sitio, bem arborisado, em frente a
capella de Belm.
Ter^a feira 27 do corrente
A's 12 horas em ponto
No artnazem a travesa do Corpo Santo
n. 27
o agente Pestaa, aotorisado. venler por con-
ta e risco de quem pertencer, doas grandes ca
sae com commodos para numerosa familia, sitio
bem arborisado, com diversos olbos d'agoa, no
solo.Laix: para capim, medmdo o terreno 1200
palmes de frente e cerca de 2500 de fondo, em
frente a igreja de Belm passando pela estrada
a viafe rrea de de Olinda.
rente Oliveira
Dois fogoes de ferro, 1 mesa grande, de pe
dra, ditas de madeira e 1 grande trem de co-
sinba.
Quart2-feira, 28 do correte
A's O l|t horas
por seren inultos os Iotas
Roa do Commercio n. 2
3 agente Martina far leilo, competen'eeo-
te aotorisado, dos movis e utensilio existentes
no pavimento terreo e 2- aodar do Grande lio
le, osqua-.s se tornara recommendaveis pelo
gosto e bom estado de cooservaco-
Seguro emprego de capi-
tal
Leilo
De predios bem localisados
Sendl:
Um sobrado de 2 andares e eolSo interno a
ra Larga do Rosario o. 16, terreno fjreiro.
Um dito de 2 andares roa de Marcilio Dias
o. 24, terreno foreiro.
Um dito de 1 andar e sota roa do Rosario
da Boa-Vista, n. 30, terreno foreiro.
Urna casa terrea sita a ra do Coronel Suas
sana n. 230, te-reno foreiro.
Una dita sita roa do Forte n. 10 terreno fo-
reiro.
Urna dita sita roa do Padre Nobrega n. 57
terreno proprio.
Urna dita sita roa de Marcilio Dias n. 80, ter-
reno proprio.
Qaarta feira, 29 do corrente
Ao meio dia em ponto
No armazem ra do Imperador n. 39
O agente Martina far leilo a reqoerimento
do testamenteiro e inventariare dos bens dei-
xados pela tinada D. Engracia Leopoldina Ma-
chado e Silva e por mancado do 1:1a. Sr. Dr.
juiz substituto da provederia, em soa preseoca,
dos predios cima, os quaes teem bom rendi-
mento.
Eom emprego de capital
Leilo
De bons predios, edificado em boas mas,
dando bom rendimento
A SABER :
Um sobrado da roa Marcilio Dias n. 3i edifi-
cado em chao foreiro
Um dito na meama ra D. 88 cbo foreiro.
Urna casa terrea da ra Imperial n. 18 em
cbo fore-ro.
Urna dita na mesma roa n. 167 em cbo fo-
reiro.
Urna dita na ra dos Guararapes n. 81 em chao
proprio.
Um sobrado na roa das trinebeiras n. 36 cbo
proprio.
Urna casi terrea da roa da Viraco n. 5, em
chao proprio.
Ooaria-feira 28 do corrente
As 11 horas
Ru do Bcm Jess n. 45
O agente Pinto levar a leilo a reqoerintento
do testamenteiro inventrriante dos bens deixa-
dos por fallerimento de D. Engracia Leopold na
., a :h 'o t- Silva e por mandado do Illm. Sr. Dr.
juiz substituto da provedoria, os predios cima
mencionados que ae achara em b^m estado de
conservaco.
Lei!
ao
Leilo
m
E'esperado da Eoropa no da
SO de Dezembro segoindo de-
oois da indi3pensavel demora
Rio de Janeiro, Montevideo e Bue-
nos-Ayres
Pare carga, passagens encommendas e di-
nbeiro a frete ; trata-se com os AGENTES.
De importantes casas terreas e de om
sobredicho
Terca feira, 27 do corrente
A's ti horas em ponto
No arme zem a ra do Imperador n. 39
O agente Oliveira competentemente aotorisado
pelo Illm. Sr. capitao Antonio Carlos do Brazil,
levar a leilo a imprtame casa terrea com so-
tao 8ob n. 84, a roa Vidal de Negreiros, cutr'-
ora pateo do terco e vae de roa a roa e com bas
tante commodos para grande familia.
Urna casa terrea com sota sob n. 66 a mes-
ma roa.
Um sobradinbo roa de Frei Henriqoe, outr'o
ra Diqne, sob n. 13 todas na freguezia de S.
Jos e achara se todas em bom estado de con-
serva cao, como vero os Srs. pretenden tes, que
deverao ir examinar os ditos predios.
Da cu.a terrea de azulejo da ra do Hos-
picio n 54 com sotao interno
Metadc da caaa e sitio crande parte morado da
Pedra Mole n. 2, cr;o proprio em Appucoa.
Um sobradinbo no fundo com quintal oo sit o
parte morada.
Quinta feira, 28 do corrente
As 11 i/2 horas
Ra do Bom Jess n. 45.
O agente Pino aotorisado pelo Sr. capito An
tonio Carlos do Brazil levar a leilo os predios
cima mencionado?.
Em continuado
Vender o mearxo agente om grande terreno
com caaa de peora e cal em Campo-Alegre
pouco alm do Hyppodromo com ?00 palmos
de frente, 600 de fundo, om caixo em alicerce
para orna caaa grande, e telhas.
Grande e variado
Leilo
Agente Pinto
Leilo
De qoatro buhares cora seos pertences, bancos
grandes com eccostos, mochos, mesas com
pedras. om titeiro, orna carteir:, qoatro espe-
Ihcs, doas moldura?, cabides e mais objectos
da casa
Bilhar dos Arcos
No caes da Regeneracao n. 32, outr'ora
22 de Novembro
Terca-felra, S 9 do correte
De 10 as 11 boras
Garanie-se a ebave.
Importante
Leilao
Do Grande Hotel
Constando :
De mesas grandes de pedra, ditas menores, 2
lastres de cryst.il, de 3 bicos, 1 grande e rico
espelbo qoe toma qoaei toda largora do salo,
cadeiras de junco, bilco, cabides de ferro, fl-
gora de repocbo, relogio, cofre prova de fogo,
frocle.ras de c.y-tal, copos para agua, clices,
garrafas, galheteiros de metal, ditos de madeira,
orna grande qoantidade de looca para almoco,
dita para jantar, facas com cabo de osso, colbe-
res de metal para sopa, ditas para cb, corxas
para assocar e para sopa, colberes para arroz,
tacas para champagne,
MarqoezSes, to.let, cabides, guarda vestidos,
banqoinbas, colxOes, travesseiros, lavatorios de
ferro com bacas, pentea, escovas, qoadros a
oleo e mnitos ootros obj 'ctos miados qoe ornam
o; seis qaartos do 2' andar.
Dez duzias de facas Anas, de electro pate, 10
ditas de garios, 10 ditas de colberes para sopa
e 10 ditas para cb, toalbaa grandes e pequeas
para mesas e urna grande qoantidade de goar-
danapos.
Diversos barris com superior vinho, cerveia,
cogoa:, champagne e ootras multas bebidas
finas.
De bens movis, ricos qoadros, espelhos.
objectos de electro piste, de bromes,
cbicezeB, porcelanas, cristaes, e vidroa.
A saber:
Sal So do 1. andar do sobra
do da ra do commercio
"Grana* Hottl"
A Haber
Um piano forte de Erard. 1 mobilia a Lniz AV
com 1 sof, 2 danqaerqoes. 2 cadeiras de bragas
e 12 de guarnico, 1 espelbo oval doorado gran-
de, 15 pratos cbinezes para parede, 2 figuras de
pedra, 2 ditas de bronze, 2 ettagers, 1 estante
para msicas, 3 aanefas dooradas para cortina
dos, 1 reposteiros, 4 pares cortinados, 6 vazos
para flores, e lampec-s de cores.
Um rico quadro oleo grande e doorado re-
presentando a Msica 2 ditos Moyss, 1 linda
meza clstica de Nogoeira, 2 ricos guarda pratos,
2 quadros de froctas oleo, apparelbo de electro
pate para cha, 1 orna, frocteiras, bandejas, li-
coreiraa, porta-g!o, galbeteiras, colberes, ta-
Iberes trinchetes. 2 panos para meza, e muitos
outroa objectos de apparado gosto.
Nos qaartos n. 1 a 4 do 1." anns
Camas francezas, loylets, lavatorios, cadeira
de jonco, mesas com gavetas, cortinados, colxas
novas, colxOes, travsaeiro?, marqoezes, espe-
lhos, iences, fronbas. e toalbas, guarni^Oes, es-
carradeiras, escovas, qoartinhas, cabides, cati
aes, camas de lona, lavatorios e cadeiras aval
sas.
Nos quartos n. 11 a 16 do 3.* andar
Muitos e defferentes movis, objectos avolsos,
Iences, tcalba3, colxas novas e muitos ootros
move e.
Qainta-feira 29 do corrente
Agente Pinto
No salo c qoartos do 1. andar, bem como
nos qoartos do 3.* andar.
Os referidos movis esto em bum estado de
conservaco, alguna de aparado f dato.
O leilo principiar as 10 1/2 eras.
A entrega em 24 horas.
. *
^AVISOSDIVERSOS ,
Muga se na -roa da nio n. 31 A, no bair-
ro mais aprasirel desta capital, orna casa com
soto, con todos os commodos para morada de
familia, agua encanada e toJos oaesgotos. En-
derecar-se aa Aso;iac5o Commerclal, oo roa
Marqaez de Olinda o. 34, ao Sr. Candido C. G
Ai forado.
Vende se um ocu'o de alcance e urna por
cao de livros ; na travesea da matriz de Santo
Antn o n. 14.____________
Aluga-83 ama boa cisa calada e pintado de
novo, mu to fresi-a. com agoa, gaz emoitos com-
modoa a ra do Huspital Pedr9 2- ; i tratar all
com J, M. Rea, das 8 s U da manb.
Vende-se
dois carros e quatro bois,
para transporte de merca-
dorias assucar, sendo os
bois feitos e garantidos e ma-
triculados os carros : ra
Vital de Negreiros r. 115,
venda.
Aos serigueiros
Vende-se ama machina para cobrir cordOes e
ootras dlfferentes machinas proprias para a arte
de se: igociro: tractar na roa larga do Rosario
na. 9 e 11, defroote da Santa Casa.
Cosinheiro
Preciaa se de om cosinheiro ; a tratar na loja
iris Estrella: ra Duque de Laxias n. 56.
Cosinheira
Precisa se de orna cosinbei-a( qoe lave aigu-
ma coa-a na roa do Hosp;cioia.n30.
Sabo russo
Aprovado pe'a Ezma. junta de hygiene
publica da Capital Federal
MOSQUITOS -Exitar sar mordido friccionac
do antes de deitar se.
PAR V CASPA e ooiras molestias de cabeca.
PARA BANHOSUrna fricfio geral antes d
enlrat na banbeira, oo a qoarta parte de om vi
dro dentro do banlio, refrigeran e qoe tonific:
o fys'.ema nervoso e conforta como por incanto.
Eocontrx se venda na pbarmacia G. Mrtir.;
& C, ra Doque de Caxias n. 88.
Cosinheiro
Precisase do um bom cosinheiro ; a tratar na
oa do Ccmmercio n. 44, eacriptorio.
Moeda.3 brasileiras
Compra-se de 500 rs., 1 000, 2J000 no centre
da no--;c!a na ra do abug n. 9, loja da Ao
gus'o do Reg.
II

Flora Pern fflbuccsna
FABRIOA
dB
Vinhos de mesa e medicinaes,
Beb'da? espumosas,
Licores, cogi.acs e agurdenles
De fructas, doces, conservas,
Farinbas, etc., etc.
Formlas approvadas pela Junta de
Hygieoe
Sabino, Moora & C.
LIJ.OEIRO
28-RA DO BEMFICA28
Passagem da Magdalena
DEPOSITO PROVISORIO
2 Ra da Imperatriz 2
i. andar
Descont van'ajoao
ERNAMBUCO
aju
Comprase caj em grandes e peqnenjs cuan-
tidades ; na roa do Principe n. 28 G.
Para acabar
Merino preto fino largo a 2000 o co-
rado.
dem, idem a 1(5500 o corado.
Cheviot preto e azul a 3J600 o co-
vado.
Camisas de esmbraia para senhora a
4 000 orna.
Ozfords azulSo cor fina a 440reia o oo
vado.
Zepbiros de core-, duas largaras a 400
e 500 reis o covado.
Brins de cores para homema a 700 800
o covado.
Cambraia auissa a 3(J0CO a peca.
Sttins de cores para forro a 240 rea
o covado.
Casemiras de coros para bomem a
16(J000 o costme.
Casemiras preta para bomem a 30800
o covado.
Lana de quadros a 500 reis o covado.
Como tambera vende perfumaras do
melhor fabricante Lubin ,
LOJA DO POVO
H.....Bna l; de MargoH
A Boa F
Ra da Imperatrii n 78-A
Botinas para senhora a 2/0 0 o par, pa:a
acabar. ______________________^
Em prestimos
Levanta-se emprestimos
de qualquer quant'.a sob
cau^ac .de ouro, prata e
pedras preciosas e tambem
compra-se cautellas do Mon-
te de Soccorro, na ra do
Barao da Victoria n. 53, re-
Hanteiga pura
qneres ter em vossa mesa manteiga in
suspeita de acido brico oa do margarina,
osai nicamente da manteiga Bretel Fro-
res, lates encarnados oa verdes, qne pela
Boa superior quahdaie conta om soccesso
de 16 anuos, e quo sendo a preferida em
todos os mercados, s no Rio de Janeiro
o ccosamo 'esta acreditada manteiga at-
tinge annua]mente a dois milhSes treien
tos mil kilos.
Vende-so em todos armazens de estivas
e casas de retalho, desde 1876.
BOTICA DO ROSARIO
DE
Virgilio Lopes 4" C.
3 Bna Lar?a do Rosario 35
RECIFE
Completo sortimento de drogas, tintaa,
pinceis, fundas, utencilios para pharma
cas, photographias, pinturas, vernizes,
tintaras bomoBopatbioas, mchicas electr.
cas, ligas, meiaa elsticas, etc.,etc.
Telephone H74.
Mara Tbomiila aieiedo Villa-
ronco
Oelliso de Azevedo V:llarcuro. seos Olbos e
filhas, seo pai, irmaos, irma--, tobado i e cooba-
das (aosentes), seos tunhadoa, scrriobos e so-
Cbrinhas (presentes) agradecen a todos tees pa-
rentes e amigos, e,a digna irmunJade das Almas
da Boa Vista, que se dignaran) acempanbar e
carregaram at o cemiterio putl:co o cadver de
eaa eatremosisEima e fempre lembrada esposa,
mai, ora, irrxa, conbada e t a, Mana Tbomasia
Azevedo Villarouco, e ce novo .convidam aos
mesmo a asfiatirem as miseas do stimo da,
3ue pela alma da mesma finada serao celebra-
as terca feira 2/ do corrente, 7 1/2 boras da
manba, na matriz da Bja Vista, e desde ja se
confessam Eternamente gratos por mais etta
prova de conaideracio.__________________
t
A.guas de Bem Sande-
VillaFlor
Fonts Saita
Alcolinas, gazozas, ferruginosas e
lithiCBB
Contra a despepsia e outras enfermidades do
estomago e intestinos, especiaes no tratamento
dos eogorgi'ameotos e canculos do ligado
VENDEM
Cuimaraes 8? Valente
nicos recebedores
4 e 6i.arc.?. lo Corpo Santo4 e B
BomNogocio
Vendem-se os buhares e todos os uten-
cilicsjdo cochecido estabelecmento deno-
minado Bilhar dos Arcos, oa quaes se
acham em maito bcm estado de conserva-
do ; a tratar com Couceiro IrmSos, ru
do Cabug n. 5 A.
M.-Villa
Ex-prmire de Parie
Vestidos para senhoras e creansas pelo:
ltimos figurinos.
Garante elegancia de corte, perfcisSo'e
modicidade de presos.
Ra Barao da Victoria n. 18.
9o andar
Cerveja Pilsen
HAIGA INSUlIKDI
Luiz M. Ribeiro Guimar^es, succesior
de Alheo, Feroaudcs & C', como nico
importador, acaba de r -caber esta bem
conhecida cerveja attestada como a mais
pura, bygiepica e ao mesmo tempo a mais
peitoral ae todas as cervej&s fabricadas
na Allemanba e como tal recommendada
pelas sumidades medicas nos principaes
paizes da Europa, India o Australia.
Kua da Imperatriz 42
Telephone m
Miga pcj fi KSST
Vende-se diversos utensilios, e mac b
nismos, inclusive cerca do meio kilc-m
tro do trilhos DocauvilieRa de Luiz
do Rege n. 14, Santo Amaro.
Aviso ao commercio
O abaizo Resignado faz publico que as
meraadorias pelos vapores rancezes Cam-
pana e Ville de Rosario os qnaes foram
intimados para seguirem para a liba Oran-
de estSo sojeitas a 25 ojo de premio so-
bre o freto ezarado nos respectivos co-
?hecimentos as mercadorias pelo Ville de
Rosario tendo sido baldeadas no Cam
pana, esperado a 24 do correte.
Pernambuco, 23 de Dezembro de 1892
Augusto Labille.
Gravatas
A oltima Dovidade em gravatas cbineiss de
Una seda, sortidas em cores e modellos chics,
recebeu o Bazar da Boa Vista roa da Impera-
triz n. 88.
Varia Thomaala Aievedo villa-
ronco
Manoel Dcmingues da Silva, Francelino Da-
m:ngue8 da Silva, Jos Drmiogues do Carmo e
Silva, suas molberes, filbos. filbaa, oras, netos
e netas profundamente peobjrados, azradecem
aos prenles e amigos que ee digaaram acom-
panbar e carregaram ao cemiterio publico os
restos morlaes de soa inditosa e estremecida ir-
rxa conbada e ta, Marii Thomasia Azevedo
Villarouco, e de oovo coov.dam a todos aeoa
parentes e amigos, pedindo Ibes o c. r.doso ob-
sequio de assilirem aa misaaa do stimo dia,
qoe maidam celebrar pela alma da mesma fina-
ua, terca feira 27 do corrente, s 7 1/2 bores da
manna, na matri: da Boa-Vista, r el j qoe deede
}i confessam ae eternamente grato.
t
/'. Candida F- Xavier dos Bel
7- anoiversario
Ioaqaim Bernaido do3 Rjia, irmacs e sobri-
nbos convidan aos parentes e armges para as-
aistirem a miasa que por alma de ana prezada
esposa, cunbada e ua, D. Candida ?. Xavier dos
Res, manJam ceUbrar na matriz de Santo An-
tonio, pelas 7 1/2 horas da manbS de S7 do cor-
rente, 7 anniverario de au fallecimeoto. e por
er-te acto de caridade e religio agradecem som-
mamonte. "x.
t
Francisca da Sdedade Bu!i ii
da Coata
Maaoel Estanislao i a Costa Jooior e Seos ir-
rraoi convidam os seus parentes e acigos pira
as8istirem as miasas qce por alma de sua idola-
trada mai, D. Francisca da Scledade BusU.ifT da
C-sla, mandara rezar na ordem 3J de S. F.an-
ciaco, pila? 7 1/2 boras da manba do da 27 do
corrente, 1" anriveraano do aeo (a-samento e
confef8am-ae agradecidos a todos aqoelles que
ee rjgnrrem romnarecer.________________
Franclnc J *< una unlu Ho-
norato
tAnna Borges dos Santos, F.ancisco Da-
masio des Sa-.itoa, aua mulber e filhos,
Joo Gervaaio daConba Perr, sua molher
e lilhos emals prente?, m i-dam celebrar
missas na capella c'o cemlterio pablico. no d'a
quarta ftira 28 do crreme, s 8 oras da ma-
nb, stimo dia do falleMmen'.o de seo prezado
marido, pai, sogroeav, Franc;sco Honorato,
pelo que convidara :os amigos e prenles para
assiti'em a esse ac \o de caridade erefn,
confeasando se desde j i grates a iodo3 qoe com-
parecerera.
Juni- l'.iiciiiri) Uol Mntoa
Almeida
tRaymunda Ursulina dos Sanios Al-
meida, seo3 filhos, genros e no*as,
convidam a todos os seos pcren'.is e
ampo? para asssiirem as miases qoe
mndam celebrar na matriz da Boa
Visia quarta feira 28 do correte, pelas 8 ooraa
da ma: b por alma de ECO prezadis?imo 0 bo,
Jos Francisco do3 Santis Almeida, 1- anni ter-
sa rio de seo fallecimento, de cujo acto de cari-
dade confersam gg agrarlecHo?._____________
a VioCoUesoii -o McicJuu, couego Jj.e xi
Iones de Oliveira e D.-. Miguel Castro e soa fa-
milia conviJam seus amigos e pareles para
assistirem a uissa qoe era lugar no dia 28 do
corrente, s 8 horas da manb, no convento de
S. Francisco, 1- aniversario do passamento de
Visconue de Mencejana ; fi :ando de;de j gratos
por este tele de caridade,_________________
Amas
Precisa se de orna pa~a coeinbar e comprar e
ooira para lavar, en^omroar e ootros servijos
domsticos, oa roa V- iba de Santa Rita n. 83.
AMA
Para cosnhar e mais servigos para doas pei-
soas; a tratar na roa Baro da Victoria n. 4,
fabrica.
P a dara
Vende se oa faz ee qualquer negocio com a
bem montada padaria (sntiga) e bem afregoeza-
da, no Caminbo Novo ; a tratar na mesma. O
motivo da venda o dono retirar-sr4-
Gaixeiro
Precisa ee de om com praticade (averna e qne
d coohecimento de soa conducta, na roa do Dr.
Feilosa o. 47.
Caixeiro
Precisa de om com pratlca de molbados, de 1
16 annos, na roa da Florentina n. 32.
Attenco
Aloga aa ama excellente casa e sitio no Sal
gadinbo com moita3 arvores fructferas, deas
importantes viveiros de peize e trem porta ; a
tratar no mesmo, jacto ao panto de parada, si
tio da vluva Torres.
Ama
Precisase de orna ama para cosinbar em casa
de pooca familia ; na roa do Siledade n. 54.
Attenco
Vendan se doas partes do eogenho Tamoatar
Merim e doas do engenbo Coqaeiros, comarca
da Victoria ; a tratar na ra do Imperador n.
14, 1- andar.
Attenco
Vende ae o est-'belecimento de molhados sito
ao Becco Lirgo o. 1 ; a tratar nj mesmo.
Taverna
Vende se a taverna sita prega Maciel Ptnbei-
rs n. 4 ; a tratar na mesma. ^____________
Patacoes
Comnra-se de todas as nacoes ; na rna do Ca-
bug n. 9, loja de Augusto do Reg.
Preeisi se de om ciixeiro com praticade
(averna, e de om criado pa-a mandados; na roa
de Aguas Verdes o. 21, taverna.
AMA. Precisa se de urna
ra daa Trinebeiras n. 28.
para familia ; na
Venaem-se duae quintas panes de cada
orna das casas terreas < s- 14,16,18 e 20, sitas
roa de Santo Elias, no Espi-' eiro, fregoezia
da Gra.a, todas em bom estado, com cacimba
d'agoa potavel. e em solos proprics; a tratar na
roa Marqaez de Olinda n. 23, drogara.
Aluga-se orna boj casa nova, na travesea
do Pombal n 4 ; a tratar na roa larga do Rosa-
rio n. 29. "^
Precisa se de om cosinheiro para casa de
pooca familia, e para ootros servigos de limpe-
ea ; a tratar na roa da Cadeia o. 5>.
lojoaria.
Urgente
Precisa se de um caixeiro com bastante pra-
tica de balco de padaria. que d fiador de soa
conducta : a tratar oa padaria de Mello & Bise
roa larga do Rosario n. 40
A padaria do Pombal moe milbo pira ca
vallo do Prado a 30 rs. por kilo.
Casa em Jaboatao
Aluga-se a casa o. 13 da roa 6 de Marco, an
tiga do Imperador, com commodos para familia:
a tratar na praia do Caldeiro n. 48.
25#000
Aloga-se urna boa caea, na travessa do Princi-
pe : tratar na roa da Moeda n. 21. ___^^
Cimento
Ferreira GuimerSes & C. vendem barato para
'entregar no caes ; roa Duque de Caxias n. 8
urgencia
dos Ferreircs
*_ om
No be:co dos Ferreircs n. 6, precisa-se
om criado que tenha boa conducta.
de
Barcaca
Vende se urna de carga de 280 saceos : tra
tar na roa Direita n. 81, loja.
Caixeiro
Precisa-se de om rapaz qoe tenha pratica de
fazendas e dando altestado de seo bom compor-
ta ment ; a tralar na roa Direita de Afogados
nomero 96._____________________________
Sciencias e artes
Instrumentos proprios para engenbaria, photo-
grapbia, ourivesaria e relojoana. Ocolos, bino-
culos e pencinez. Chapas seccas para phologra-
pbia inglezaa e francezas, dos fabricantes Wrat-
ten e Man khoven's.
Roa larga do Rosario ns. 9 e 11, pateo do Pa
raieo. ___________________- ______
Precisa-se
De um criado e de ama engommadeira ;
tratar na roa do Commercio d. 32.
Taverna
Vecde-se a taverna sita praga Maciel Pinhei-
o n. 6 ; a tratar na mesma.
Cal de Lisboa
BARATA
Vende se em barrk s qoe tonlm tres bar-
ricas, pelo preco de duas, pai a usinas eenge-
nhos: na rna oa Madre de Dcue n. 34, Coimbra
Goimares & Sobrinho.
Hotel venda
Vende se o botel Lisbonensj roa de Sanio
Amaro n. 40, com todos es ut osilioa; trata se
no escriptorio Commercial roa Doqoe de Ca-
xiaa n. 72______________________________
Mov is austficos
Tem chegade ao armaz-m importador, ra
Mrquez de Olinoa o 64, om grnde e bonito
sortimento de movis aust ..eos de todas as
qoali'ades e cores, veodendo ee os meemos por
precos maito razoaveis para liquidar facturas
do tira do anno. Previne ee a todos os fregu-
zes, qoe de Janeiro em diaote tem o augmento
de 30 0/0 nos diieitos adoanelr.?.
Roa Marqaez de Olinda n. 64
^______A. D. Carneiro Vianna_________
O pre$o fixo
21Roa No ja21
Recebeu om pequeo eortimeoto de
instrumentos ciru-gr os, asalm co-
mo fez acquisico de om perito
official de relojoelro.
-

.

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....--:- .,
*L.
^~*

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M
Mario de Pernambuco ~ Domingo "25 de Dezembro de 1895
i
GUERLAIN PARS
***
?JQR,rXJ3Vr-AJRIA. DES X-TJaCO. .llSt CO lfc EaX, 15
***
RTICOS A' MODA ESPECIALMEITE R2C0MMEIDADOI
--------------asa
Agua de Colonia Imperial branca, Alambrenda, AJmlsoarada, pa lenoo. Bapoaati, BaMi t taSBN*V
. Crome aaponaata para a barba. Creme de Morangoa e Crema de Pepinos, pea dar (natura e avaMafa
cutis. StilboidaSir i a Usada e fluida pan dar lastro aos cabelloi e 4 barba. Agua Athenlena Afa* Laaajai ae
oa cuidados de cakeca. Agua de Chypre e Agua de Cedrato para o toucador. Alcool de Pnritilrtfj 4j
Agriao para os cuidados da boca. Perfumea para o lenco : Heliotropio branco. Imperial Ruaao, Primavera; aml
Hespanha, Po-Ross, Perfume da Franca, Jieky, Renascimento Brasilciro. Poda Cyprla paradarataet
i enra.- Agiiade Bolonia imperial RUSSA.Agna Hegemonlenne, Ezcellence, Hrdrad nata I
X
11
CURA SEGURA das MOLESTIAS SECRETAS
Medalht da Prata na Expolelo Universal da Barcelona am 1888
Medalha de Onro, Paria, 1885. Diploma de Bonn, Parla, 1888
eInjecco de
KAVA KAVA
DO DOUTOR FOUBNIER
BLENNORRHAGIA8
SPERMATORRHAS, CYSTITES
URTHRITES, CORRIMIENTOS
Satas enfermidades, recentes ou antigs, curam-se radicalmente em alguns das,
ULtegredo,sen rgimen nem tisanas, e semcancar nem perturbares org'os digestivos.
Hija-i aobra cada pilula, mobr cada caixa, mobr cada rotulo,
a asignatura AW ficfUn,
PARS, 22. Praca da ladoleine, 22, FABZS
i
CHLOROSIS
TaSSSEQT
DEBILIDAOE
tTADA
S LICOR DE LAPRADE*
COM ALBUIHINATO DE FERRO
Empregado era todos os Hospitaes. o melnor ferruginoso
I cura das Molestias da Pobreza do Sangra. NSo enegrece os (lentes.
PAflZ: collin c c, 49, Ru da Maubeuge, e em as pnarmaclas
GRAGEAS
de C-pahiba, Cubaba
Bafann/a e Ferro, Olsmutho \
ileatro, Terebenthina, '
TIN
INJECQAO
l/i/e'sn/ca e Pretervadorj
eem causar
accidente aJgum.
As GRAGEAS FCRTIN, forao as primeiras queobtivoram a approvaco da Academia
de medicina (1830) e que adoptaram-se nos Hospitaes. Curara aa molaatia secreta*,
maie rebeldes eem fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECGAO FORTN sompre recoaamendada como o complemento da medicac&o.
X)or>ogit mmam0^^^mama9tt9t^mamamtm09a99am0tmtmm
SINAPISMO R.GO.LOT
Esfriamentos Dores Congestoes
SXL'A-SE a ASSIGNATURA, cor ENCARNADA, de
aaatntaaasmau

LIRA CERTA
das MOLESTIAS NERVOSAS ,.*.
HENRY MURE
Bom sxto verificado pop 15 annos de experiencias nos Hospitaes de Pars
PELA CURA DE
Epilepsia-Mlgsteria j Con rul siles. Vertigena
Chorea frise* nervosa*
JEaraqiteeas, Tonfeiras
CongestOes eerebracs
Iinsmnia
Sperniatorrltu
Um Follista multa imprtante dirigida gratuitamente l quilquer pessa que o pedir
HENRY MURE, em Pont-Saint-Esprit (Franca
M*ifcMM.MalB
litis fero Kpitepsia
Molestias do Cerebro
e do Espiihafo
i l'ibete assaearado
I
BM KM TOBAS AS PB'CIPABS WaaJUaAOUl E DaoQABIAS.
MOQOdasSENHORAS
ALIMENTO IVAS CRIANCAS E DOS CONVALESCENTES
Para substituir o chocolate, c digestao multas vezes dtrocll, e o cafe com leltecujos eHeitoa debilitante
prejudicatn <"ox extremo a satide ee Selangrcnier, por ser um alimento ere. agradavel e muito substancial; reccltam-no tamben
ejrJancas, ; essoas idosas ou anmicas, mima palavra todas as pessoas que carecem de fortlcanteii
&AMXS, 53. roa Vivimaua. DKP0S1TO3 BM TODar AS PHAKltAClAS DA UliSDO UiTKWO
VERDAOEIRAS PILLAS d. D" BLAUD
Kmpregam-ee com ptimo xito ba mala *m ee >_ jeQj dosFacolUtt-
?o Francexee e Eatrangeiroe para a core da A X* mu., CUob OBM feree pmiliua) e a
Formnetto loe tarnina.
A lnsercao no doyo Codea Franca*, outroalm o tacto de baTer a Jauatk. d'mytfaaM v> I
Teriflcado a ettcacla d'estas Pilla, autorteando-lbes a yenda, eecuaa qualquer encomio.
a. ara.im arraa Hlr a aaa t Ufertar M|a eamei mi arta ptlili m m.
DJSBCONFIEM-SEI CMS IMITA^BB
OTA. Al rardatfairai W/u/t de D' Blaauf ni m nntm aanlo *n fraewt f f>aecil
de ZOO 100 PHalu, mas awie* por miada.
vtto,, moA pATBWKi. Diposrroe ni toha* as phbkhpa peamacoas
G-IS^.G-E^-S
FERRO TROUETTE
Albuminato de Ferro e Manganez
SOLUVEL
CURA RPIDA e CERTA de
y?


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ir.t
"^5
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f+4
#jFS
&
i -.
Venda por ataca jo em Pars: E. TROUETTE. 15, ru de ImmeuUles-IndustPlels.
Depsitos err PERXAJtBVCO r Companhia de Drogas p Productos Chimcos
(
Exposit^^o
Grande exposic'o de reloius de cima de con-
30los, ciagprcs, toilette o para parede. Desper-
tadores. Relrgics de OU'O, prata e nikfl, para
senhoras e homens. Todos do mais ;poradc
goslo c bon? fabr'cantes.
Regalador ca Marinha, ra larga do Rosario
ds. 9 e 11, deronte da Sania Casa.
PAR HIII
DE
LIDGERWO OD
Uechinas a vaper
Portateis e fixee)
avadores
eapolpadorea
Deacascadore?
Ventiladores
alambiques
Bodas d'agua
Turbina"
EDgenho de Serrt
Moendas de Cannt
Moinhoa de Fub
DebulbadoreB
Separadores
^
4
l
o

'A
A TOSSE E
PEITOEAL
ANACAHUITA
PREPARADO POR
LAKMAN E KEMP
mSW YORK
O BALSAMO MAlS EFFICAZ
PR0DU2 CURAS ADWRAVEIS E TE
TRIUMPMADO EM MIJITOS CASOS D
PhTMiiicA RasantuTE,

-
INFALLIYEL
Bruidores, CJonductorea, Cstadores, ^aporadofs a vspo*
de triple effeito, Vacutos, e todos oa machiniamoa per e .es so labnOo
caldeira Mcltitubular para queimar bagar>o ou casca caf. Preiisas Hydrauiicaa c
bombas de todoa oa amanhoa, Carneiros Hydrauhcos para levantar agua, Aradoa de
plantar milho, etc. etc. Engenho completo de fabricar farinha o engenbo complete
para beneficiar arroz.
Correias de sola o de borracha ds qu&lidade superior, Oleo especial para
nachinas, Pertecces ou pegas ava'aas para as machinas,
BSC8PI0R0
95Ba do Ouvidnr95
BEPSITO
134 e 136 Ra da Saude134 e
Lidg"erwood Ml'g G. .imited
136
drogara ba
PROPfflfcTARIOS
a
Pharaiaenticcs
IMPORTAUORES E EXPORTADORES
DE
Drogas, productos chimcos, e especialidades pharmaceotieas
Grande deposito de tintas, leos, yer-
nizes para carruagens, pinceis e artigos
para photographia.
Agentes de todo3 os preparados de ju-
rubeba de Bartholomeu fy C.
YENDAS EM GUOSSO E A Y ARE JO
Fre90S s e id competencia
o 134
RA U
udsrs^o tdsgriphio___,
TELEPH0N1N- 50
Chaniidcs a qualquer hora da noite
pela campa electric
-
O MICROBIO
OA
Blennorrhfifjia
radicalmente! aniquilado ppio empreg lia
EJECCAO CADET
nEPOSITOQKRAL:
Man, Rooteravrd ncrtaln, 7, ABX
Vt a ththla iua serve .'e smbru'ho a
idro da Iujecfde fruir t.
OtaMltoi en itsat M ihiaews Pkanmclu it branl.
agaaaSaaaii V'' mmmmmmmmTrrTn
A verdadeira Cal Virgem
e Cotumguba-para fabrico
e assucar no arroazem da
ra do Duque de Caxias
a. 6.
Mercearia
Vf-nde e a bem localisada mercearia da ra
do Riacbucllo, esquina do Socego r\. ?0; tem
agoa e grandes commodos para familia, a tra-
tar na mesma.
LE QUINA RACOUCY
SOA axcaUentaa raaoltadoa M
am todoa oa oaaoa da MEMM OEBBJDIK
h QUINA RAGOUCV]
AaMM raptamanlt tU BORQAM iaQ
| mam tOISTIPaCio I MMCS t FTMMUK
^eSnea tKAaeaAaa.n, mlaata r liwe, f b
mf M. 4a BO-Ta 9
56
MOSQUlTEIRO> .-IMS
COMMMa^A-') e corda
1WW lili f :OBE 11(08 811 Ife
Loja Jkn\mMm tes Estrile^
e 58 R i a Duque de Caxias 56 e
Telephoce n. 210

perMm'buco
^.d'posi T.&z&L-.
5 BHirVD4*DBE:DE DEUS 5
g?
RA DO VISCONDE DORIO
~> BRANCO J
ANTIGA DA AURORA
111
tu-
O propretario des.e estabelecimento, desean-
do tornar bem conhecido do publico os pro
duelos de pa fabrica extinhidos do caj, geni-
papo, abacaxi e outras fructas nacionaes, cujas
formulas e modo de preparacao foram approva-
Jos pela Inspectora da Hygiene deste Estado,
vem apresentar a lista dos ditos productos, qu
:ada dia v&o sendo confeccionados com mais
perfeico c aceio gracas aos seus esforcos e de
habis fabricantes europeus.
Alm das virtudes mediciones dos preparados
da marca supra, que tem por base o caj e ge-
nipapo, como sejam os vnoos, aperltaes e cog
nac, que sao perfeitamente conbecidos por todo
o mundo, sob esae anda o u-so quotidiano que
delles se faz lembrar por occasiao das refeicOes
diarias, como bebidas de cheiro e sabor agr
i re a qualqc- paladar, provocando ao mes-
rno tempo bom appetite, principalmente as pes-
Boasque soffrem do estomago, anemia, sypbiles
molestias de pelle, etc., etc.
arec< acl. ar ujcilo aalters^ec
do mercado i Para ex por tac 83 o
franco a bordo e IO */ descont
em sroaao.
VINHO DE CAJ,
em caix2 de i duzia de 10
em ancoreta de 22 j
em barril de 40
COGNA liECAJU'
11 caisa de 1 duzia
AP.-- IKGAJD'
x da de i duzia d
lo eoaw naflo
<\< roiulo amarello
VJNGRE DE CAJ* tinto e bnoro
em caixa de i duzia
em bjrrii de 20
em orcta ae 12* a
VJNHO DI NIPAFO
i aixa de i duzia
APERI'; .. DEGENIPAPO
i n caixa de 1 duzia
GOGN.. DE GENIPAPO
cm caixa de 1 duzia
DITO D LARANJA
em caixa de 1 duzia
APE.Ui'AL DE LARANJA
em caixa de 1 duzia
GENEBRA DE LARANJA
em caixa de l dnzia
LICOR DE MANGA
em caixa Je 1 duzia
VINHO DE ABACAXI
em caixa da 1 duzia ii.'OOO
CAJ' EM CALDA em frascos e barrilmhos ce
louca ricamente pintado proprios par.
prezente, etc.
CAJ' CRYSiAli'ZADO, castanha de caj con-
.ciudas, chocolate dr tanhas de caj
composto, laranj crytaiizada, outras
fructas e er .tosem latasornadas, etc
Alguns destes productos que n ti iiitn
contrados as casas de varejo desta cidade, po
rao ser aviados na fabrica ou no deposito
.entalle dos compradores.
arre fas vazlas
ce nesta fabrica garrafa8 vasias de
servia ate de 60 a 100 is cada
MARAVILHA CURATIVA
DO CEL131RF.
Or. Humphreys de Nova York
A Ve.dadera Maravilha do Sec >
AFFBOy frer. Inspcctoi-ia Grral de Ilmieno Uc
Impctio de lrazi'.
A MaTafvlha Cnial.va remedio prometo
jera as Pisaduras, Machucaduras, Coimutot-s, Tor
seduras. Cortaduras, uu I estanca o '-.aiihtue. l parar a i..!amina;o. redut
m. u lnchcQao, t ira o descoramento, e faz surar a f ertti*
como por encan o.
A Maravillan Curativa 6 allivioprompto*
cura rbida para i^ueiiuaduras, escaldaduras,
ueimadura oc Sol. e 6 superior a qualquer outr\
remedio.
A Marnvllhf* CaratlTa .mpagavel par.
odasasIcn.uriiiiiKlits, m ja do^arlz, dasuengt
dos l*ulmoes. do Kf lomado, ou as Hcm<>rrl]
AJmorreimascurnscnii.reo nunca ralba.
VIGOR DO CABELLO
DE AYER
Preparado r:?) basca scientilica-
pliysiolo7: i'j para o flm <
'cneficiar oa cabellos, restan
i c6r, impedir a queda, e projno
ver scu vico e abundante cresd-
mento.
Esta apurada e cxcellentc preparacao
Sem duvKla o melhor remedio ate ho., .
conhecido para os differentes defeitos di
cabelladura, merece a intima attengo de
todas as pessoas qne tem tillo a infelici-
Jadc de perder em parte este mais rico
calamento natural da pbysionomia.
Com o seu emprego intelligente tem-se
onsegnido resultados realmente sorpren-
dentes Em muitos casos, porfim b3
sempre, a propria calvicie tem sido curada
permanentemente.
Renipre se consegue fazer parar a queda
dos cabellos ; eniquauto que para o c nlea-
ac das senhoras, 5 o objecto mais ut e
aais agradavel que se pode empregax.
PKEPARADO TEXO
QR J. a AYER & CA,
Lowell, Mass., Kst.-ruidos.
A' venda as lejas de armarinho e per
RUBarua.
DEPOSITO GERA'
'
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80*000
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5*00
25*00
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12*000
10*000
20*000
18*00
10
Pedr* it Gantaria
A Companhia Explora-
dora de Productos Calca-
est preparada para
reos,
7* DO
12*00
ooo fornecer, hombreras, solei-
ras, cepos e lagedos de can-
tara para edifieacoes e
cal^amentos, bem como pe-
dra britada e alvenaria em
qualquer quantidade.
Amostras e precos no ar-
mazem da Companhia
Caes lo \polla73
A Wnpnvilhn rnrnlivn nnnlllvloprnmpt.-.
pan. l>r de Daataa, de ouvki a 'la Face. uaaagM
uu Face o NcvTafcia.
A (WnrnT?"jn C'iirnliTa orecnrai pn>mi*o
e irecloso paia Dijns rhcuniallcas, Akljuo. DOr*
Rigidez nas Juntas ou Pi-rnas.
A Maie*lhn Caraliva 8o arando rpmedlo
grti EsquIm-iK'ia. Angina, A:,iyKilclaslnchadaaoE
llammadassemp- seguro, sempre etocaz.
A RlarnTilha Cornllvo. de mnJto vate
ujao Injeoco para <> (.tarro, a U-urrrrhea ou 9
Flores lirLocaf, e outros corrinientos debllllanlea.
A Mni-nvIiK C'ornllva 6 lmratravel
onror Ulcera. Chapa osii-iias, 1 ai
r!o. Callos. Frclra.-- .lo-aelescTumorea.
A MnraTilha Cui-nlivaerraiedtopTOTjpw
jara Diarrboa simples, e de Dlarrhea ohroni'.o.
A Marnvillm 'nrntlva t xcrllcnte na*.
Star' rorreiluras, D-jre-
i'lfaii .-as-'-Vim-.i iVs,Laceraf3e.4K.
Especialidades do Dr. Huophreys.
Scmedio F.sppcico-,
ensnenfo Mnravilboso,
iti-niadios :-yliillli<-OH,
Kemedioa Velorlnarlo
t Jlancal do Dr. HumphrejJ MI paginas sobre a*
EnfermldaJ cnratasseaagaat. pae
mi .. i"i ^
ni'MlMIKKVS' MED'CISE CO.,
10C l'ultou Screet, NEW YOBIi.
NIC08 AGENTES
t*ara rendas eat grosso ss V>
nnmhnto
\ Sobrinho I <


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O
Fabrica de gelo
i;i9s e hwEidas gasows i
todas as finalidades
Soda water, glBgaT, ale, HmSo, lannj, OVe
ail aoacaxis granadina, ^rosell >ranb0i*
a, o.abehortel-pimenta etc., etc,
i-ACAES DO GAPIBAR BE-1A
Triumph em revoliifo
Luiz M, Ribeiro GuimarSes, succeasor
de Alheiro, Fornandes & C, convida aos
eeua amigos e freguezes viaitarem o
360 armaaem de molhados, o qnal Beaba
de passar por tima completa reforma e
acha-se sortido dos melhores gneros de
primeira qualidade, tanto nacionAes como
ustrangeiros.
Vende sem competencia :
Vinhos de Pasto, Porto, Figoeira, Col-
ares, MoncSo etc.
LicSres, cognac e cerVejas des mais
acreditadas marcas.
Conservas, manteig^s, queijos 3 outros
artigos do seu commercio.
E' tambem especialista em cha.
Ra da Imperatriz n. 42
Aaa nova e
flor
Para acabar vende-se a
160 reis"o kilo, a tratar
no Ltrgo do Corpo Santo
n. 23, primeiro andar.
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-x. --------_-,-----



i ii'mu '
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8
Diario de Pernambuco Domingo 25 de Dezembro de 1892
AOS FUMANTES
Uesejaes nao ter azia quaodo famaes?
sae por algam tempo os apreciareis cigarros denominados MTNHA. ESPERANZA, qaer picados, qaer desfiados.
caborosotomo desfiado intitulado Hygienico Naeional e os cigarros do mesmo fomo.
Depois is8o dir-vos-hei se foi oa nao atil o conselho.
Compre notar qae os Hvgienicos sao fraqninhos e os ESPERANZAS sao fortes.
A fabrica MINHA ESPERANZA simada na ra Larga do Rosario n.. V. A.
Osa i tambem .o aromi'.i
Um apreciador.
A
i PMDIS DES DIMES
HAITE NOUVEAliT
Sitias de seda Glac.

Blusas de aurah de todas e
corea.

Matines de aurah, nons e
cambrabs ricamente guarne-
cidas.
o
Cintos largos de seda
secbora, alta novidade.
para
i
3ues
e e
Escolha mocumental em le
ventarolas de pencas i
gaze?
Grande variedade em vesti
os para creacgas.__________
Novidades em creps, cache
miras com seda e velludo Rus-
to de todas as cores.
o
Grande variedade em musse
une Bande, linons, organdys e
ev ctines.
ca
Sortim8nto completo enxc-
7aespara baptis&dos, vestidinhoe
a toucas de-seda e aspatinhoa.
o
Bonecas finas, ricamente
vestidas, e que falle m.
c
Faixas para homem.
c
Grande sor ti ment de pende
jques e enfeites para guarne
cer vestidos.
a
Sedas brancas, pretaa e de
cores, capellas fiuaa de cera e
pellica para noivas.

Colxss de seda e de renda,
cortinados de fil de phanta
sia.
c
Ricas capas de seda e ca-
chemira pretaa, guarnecidas de
renda e vidrilhos de todos ot
tamanhoe.
o
Completo sortimento de la
endas para luto. _______
Camisas de aurah para de
aoite e de din de todas as eo
res da linho e saias bordadas.
Camisas bordadas e peitilhos
de poantasia para homem.
i
c
Nova remessa de
He seda a Aid &
Ika.
guarda pos
e sed pa
o
Coetumes de Jersey, casemi-
rssebrins para meninos de 2 a
10 anees. _
A PAR M>1S DES DAMES
Ra BarSo da Victoria c. 83
Ra Sarao da Victoria38
TELEPHONE N,
59
UBREDEl
ESPlil.......____._.
Kerosene lnexplosi vel
Vendeai
Fonw$a Inaio
I!
it p M\
Recebemo? grande Bortimento de obras
de vimes, como sejam :
Oestes de diversos tamanbes
propr
ara campras.
OUPEIROS.
PAFL,Ea'ROS.
LINDAS CADEIRAS.
Vr
9
streiia do os?Hi n.
Pecas Hfiideti i- ;.
Vinho Maluro
Propiia para mes:
Pelo ultimo vapor recebemos urna im-
portante remessa do delicioso vinho Ma-
duro puro da uva o melbor que te m vindo
a este mercado.
S neste estbeleoimento 6 encontra.
M Estreita no Rosario l 9
Pocas WZ&ndes dbC
MEM NOVAS
Hortalic/s e FJores
Ba Esreia do Mosario n. 9
Pocas Alendes i C.
rumo BeR
U.ANPAIERSO
44-RUA BAUO DO TRMPHO- "44
^fachinas a vapor
Moendas
Rodas d'agua
Taixas fudidas e batidas
Taixas batidas sem cravacafo
Arados.
[MERMA!
CASA DE CONFIABA
No intuito de bem servir a quem
nos der preferencia em suas compras,
temos collocado o nosso estabelecimento
o LOUVRE, a par dos de igual nature-
za as principaes pracas da Europa,
maniendo sempre o mais importante e
bem escolhido sortimento de superiores
ifazendas e artigos da ultima moda re-
mensalmente de Paris e Lon-
cebidos
dres.
ra v
G avallo
Vende ea um lindo caval'o castanno para ca
briolet e alguas caaaes de porcoa de rafia ingle
xa : tratar na roa da adre de Dos n. 10.
FOLHETIM
a
GARDOSO a-BMAOS
BuaBarodo rriumpho ns. 100 a 104 e roa
doVisconde de Itapanca nsl ti
i ora sempre em deposito :
MACHINAS a vapor de 4 a 8 cavallos dos melhores fabricantes.
C'ALDEIRAS multit abalares para 4, 5, 6 e 8 cavallos.
MOENDAS as mais solidas e melhores do mercado.
TAIXAS de ierro batido a-avadas caldeadas, fundido de tcdC3 os tmanho
ilCi3AS D'AGUA pera cubos de maaena e todas de ferro.
RODAS DENTADAS de espora e angulares He diversos tamanhoa.
CRTVACOES duplas e boceas de fornalhas para aaseutameatos.
BOMBAS DE REPUCHO sem sola, vlvula de broase.
CHUMACEIRAS parafusos e o mais que se opsa desajar pira 4ag;lb.9l, ***
u de ferro e Obras Publicas.
FAZ KM v^NCERTAM toda e qaalquer peca de machioismo taato de fer-
iiido como batido-
EN 3ARREGAM SE de mandar vir da Europa por encommenda, medate UU-
50mm83So rasoavel, qualquer machiBiamo e CONTRACTAM apparelhoa para Uai
:ae, para fabricar de 100 a 300 saco3 de assuoar em 24 horas.
Obrigam-se a montagem dos meamos e responsabilisamise pelo bom trbale
C que tef am hbil enganheiro :,ngle* maito praticc, alm de dos um dos boom*
bao bemabeiro.
06. MARCO I,
(Antiga do Crespo)
A
TELEPHONE 158
cortes de l,linho, seda
e algodo
Ricamente eafeitados, tem recebida ni-
carnate o
LOVK
Srinaldas, Ieqaes e chapeos
de sel
Do phantasias acabam de chegar para I
LOUYRg
Costumes para creao^as
De todas as idadea encoatra-s* graade
>rtimento no
______Louvre______
Chapeos e capotas
Ultimas aovidades de Pars receban o
Louvre
Esteiras da India
Branca a de fantasa de novos desenhoo
jara forros de soalho, completo sortimenti
ao LOUVRE
Francisco Gnrgel Irmio
Ra 1 de Marco n. 20A
TELEPHONE 158
Sedas brancas, pretas e de
cores
Novos padrSes e para grande escolba,
lando despachadas nestes ltimos diaa.
LOUVRE
Qbjectos de gosto para
presentes
Ha neste artigo graade escolha no
LOVR E
JULIO MARY
AMOS J 00
TERCEIRA PARTE
CASAMENTO M JBNNY
O AMOR MAIS AMARGO QUE
A MORTE
(Continuando)
Nao tenho de que cousaral-o, Loa-
rengo.
EatSo nao couiprehendc.
E' porque nSo reflecte, Lourenca...
Reflectir, disae elle, mas em que ?
Nosso amor tornou se impossivel,
meu amigo, desde que elle aSo pode ser
seguido do casamento... Sua mSi negar-
nos-ha sempre o sen consentimeoto...
a'esse caso nSo s r melhor separamo-aos
j?... Sim, Lourengo, nSo ser melbor
tanto para si como para aiim ?...
Dina isso sorriado.
E Looreaco sapreso pereca ter ouvido
mal.
Mtu Deus 1 ser realmente Mara ?
E tudo isto me da com o sornso nos la-
bios... e sinto a sua mo que procura
desprender-se da minha, pprqne est sem
duvida apreseada e ou abor/ego-a.
E' exacto, Loronlo, eston oom
presea, respondeu ella.
Elle soltu urna risada de insensato.
Maria, porqoe disia anda ba jouc.
m era p*eciso separrmo-no3 e que isso
era melhor para si e para mim?
Para si Lonrenco, porque desse mo-
co reatituia-lhe a liberdade.
A liberdade disse elle com desa-
brimeato.
Lie re, poder contrahir am casa-
mento digio de si, de sen nome... E
sssim concillar sem duvida os anhelos se-
cretos de sua mSi...
Porqm diz isso...
NSo sei, mas aSo fcil pensar, pre
ver que seja assim ?
E ainda qae tosse ? Qae acto de
minha vida deu-lhe o diraito de accredi-
tar que eu podia esquecel a e pensar em
tomar para esposa oatra a a&o ser a se-
ntara ?
Eston prevendo o futuro e s quero
a saa felicidrde.
Singular felicidade, na verdade, Ma-
ra, pois 88 suas fallas torturam-me... E
decidi isso assim, bruscamente, de um
dia para o ontro ?... Tomou semelhaate
e tao grave resolucBo sem reflectir ?
Ao contraro, reflecti madurameate.
EntSo, Mara, devo renuncial a...
Ella appellou prra toda a saa oora-
gem.
E com os olhos cerrados semi marta,
murmor.-n :
Sim.
Mas isto um soaho disse elle.
Adeus, Lourengo, adeus 1
Ella foge.
Fra de si, Loure&co nem procara re-
tel-, ou segail-a.
Eovereda pelas ras vacilaado.
Em que devo acreditar ? Quem
pode muda!- assim ?
Porm por mais qae procure, que re-
vo'va o r-fti'fido, persoratando todas as
rain nada achai
utao 3a qaem est caneada de
amar?
Realmente seria posrivel? Seria o sen
Talismn capas de semelhante olvido T
E por que !
Estar sendo roquestada por um ho-,
mem que teoha Ihe offerecido a mSo, e|
quer acoeitar ease ealace para constituir'
familia e aSo viver numa solidSo que pe-
se-lhe, j que ,nSo espera realizal-o com
o conde de Sonlaimes ?
Pois ella eat&o nSo o amava ?
O que elle sentia era dr e raiva, e
tambem, sem que elle dsse por tal, um
vago desejo defasel-a soffrer por sua ves,
casa moga que aoabava de reaegar tao
alegremente o paseado 1
Ideas de represalia, de vioganca fluctu-
ar am-lhe na oabeca durante todo esse dia.
Porm no immediato tudo diasipara-se 1
S restava o desespero.
Escreveu extensamente a Maria, urna
oarta- rdante, chorosa, chola de supplicas.
E de hora em hora espern a resposta,
A resposta nSo veio.
Escreveu novamente nos outros dias.
Foi em v3o.
Qn tornar a vel-a. A raiva subia no
sea cerebro, por tanta leviandade, por
tanta erueldade.
E foi postar-se na roa Vintimille, s
horts em qae sabia que Mara Rosa era
obrigada a aahir
A menina Velladier est doente ?
NSo sabemos. Porque pergunta ?
Espero-a ha dous dias e nSo a
vejo...
Espera-a, onde T
Na roa.
Pois olhe, podia esperar muito, por-
que a menina Velladier despedio-se da
casa...
NSo mora mais aqui ?
Nao, desde ante-hontem... Nesse
da esta va bem de saude... Qaanto ao
que aconteceu-lhe depois comprehende
que nSo posso saber... Porm o senhor,
que amigo della, admira-me que nSo
tenha sido avisado.
E onde mora agora?
Ah sao eu nSo sei.
NSo deixou o seu novo endereoo ?
~ NSo. Bem que lhe ped, mas nSo
qais declarar... a nSo ser que deixava
Era o ultimo golpe para Lourenoo.
Sanio do cubculo do porteiro sem saber
onde ir sem ideas, vaoillindo, errando ao
acaso, repetindo constantemente as mes-
mas palavras.
Parti l Perdida I para sempre per-
dida para mim 1 1
E sua dr era tanto maior qaanto igne-
rava o motivo desse sbito reviramente da
mofa
Ficou all urna tarde inteira.
Maria nSo appareceu. Esbarrava all, sempre, n'esse mysteno
No dia segainte logo pela manhS voltou. impenetravel.
As horas oram-se saocedendo at j Saa oonfisnea, sea amor. desdenbavam
meio-dia j urna Maria Rosa leviaaa e infiel, capas de
A moca ficou invisirel. !um plano preconcebido... O Talismn
Reoeiou que estivesae doente. nSo tendo vBto n'esse casamento senSo a
Porm urna cousa ainda o admirava, j sathfacSo de seu orgulho, de urna secreta
nSo vira Martiaha. :ambic5o de mulher... nSo, nSo, nem de-
Ficara em casa sem sabir para faacr mora va o espirito n'uma suspeita que jul-
compras ? Maria neoeastaria della ? gava deshonrosa para sua amiga... Ma
Foi indagar do porteiro. tJo que pensar ? Perdia-se.
Era conheoido. Respoaderam logo i Be?tava-lho urna esperaoca.
sua psrgunta : FSra tlves por esqueoimento que a
mofa nSo deixra o endereco na roa Vin
timlle.
Reparara essa falta.
E todoa os dias foi visto no cubliculo
do porteiro.
Ah, porm, nSo encontrn noticia al-
guma.
Ella quera oceultar oa aeua pasaos.
Deaapparecera levando para longe de
LourencoS Deua sabia ondeo aonho
da sua mocidade!
Loureuco encerrou-se em casa e durante
mnitoa diaa aSo sahio.
Gaame foi vel-o.
O pobre rapas eatava tao modado, tSo
paludo, tSo trate, que faa pena ver-ad
O agente aarprendea-ae oom isso.
Oh 1 o que ha entSo ? dase... Ain-
da m noticia ?
Loorenco preciaava desabafar.
E a quem a a entregara na ana an-
gustia ?
Vira a familia repellir Maria Roaa de
seu aeio.
NSo podia ir buscar um pouco de cora-
ge m e esperanca con Miguel ou oom ana
mai...
J nSo tinha amigos desde o incidente
do club, oom excepto, todava, de Ber-
tignollea.
Porm Bertignollea, apeaar da ana bon-
dade, da sua sympathia por Lourenco, no
intimo se regosijaria com o abandono, qne
deixava livre o campo para a filha.
N'aquelle moment Gaume pareceu-lhe jantes e solicitas recommendafes.
o nnico ente no mundo que realmente ia-
teressava-ae por elle.
E chorando abrio-lba a alma.
X
C apas, jersejir s e visitas
Qostoa inteiramentc novos acaba de re*
saber
TK0n)OSi>EPHAK-
TASIA
Sordo 'mpossivel de se deterever a
rzoto variedade de tecidos de diversa]
ualdades proprioa para a eatacSo actual,
,-oga-ae ao publico em geral e principal*
aeate s Exmas. familias a finesa de vi*
tarem o
LOUV1E
ftua 1/ de Marco n. 20 A
Francisco Gnrgel \mk
TELEPHONE N. 158
Libras sterlinas
Veode-ae na loja de jolas de AogaslodoRego
& C. raa do Cabos a. 9.
de Jenny por Lourenco Assistia agora
renuncia de Maria Rosa e isso em con-
fidencias completamente imprevistas. O
caso despertava-lha a curiosidade.
E reflectio:
Est ahi um peqaeaa Jenny que
tem aorte e ae tiveaaem t rabal hado para
isso nSo a teriam melhor servido.
E de repente, essa reflexSo trazendo
outra:
Mas, verdade, essa ruptura bas-
tante extraordinaria. Seguramente inex-
plicavel... NSo teriam n'esse caso aja-
dado nm pouco o acaso ?...
Calava-se. Sea instincto prevenia-o de
um mysterio.
E Lourenco mergalhado aa sua medi-
taoSo, aSo peroebia essa distracgSo e aSo
corita va de interroga 1 o.
- Preciso encontrar Maria RoBa, pea-
sou o agente. *
Porem tinha sem duvida motivos para
nSo fallar dessa resolucSo a Lourenco por
que disse :
Sabe que nSo nos enganavamoa so-
bre o tal Lasaro Beermaoa ?
Como aaaim ?
Foi elle qaem fes a couaa, soa capas
de jurar.
Mas emfim ?
Seu irmSo den-me as iadioaces das
casas de Chicago, Philadslphia e New-
York das qnaea Lasaro apreaentara cartas
de abono de conducta, certificados exoel-
0 BAILE DE MASCARAS
Foi com vivo interesse que Qaume ou-
vio as suas confidencias.
NSo qae as suaa saspeitas tivaasrm des- i
pertado, mas porque adivinhra- o amor'

E eotao ?
- Pois telegrapbei logo a essas casas.
E respoaderam-lhe ?
Maito simplesmeate que Lasaro
Beermaoa era completamente desconhe-
cido.
Isso grave oom effeito."^
(Cmtn6oi
lyp. ao Iactkj, ra l>uque do Oaxtaa u. *1
**
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11
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-5----
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PPiBSBJBBBSS*^i^^S"i^
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-
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...
L


Full Text
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