Diario de Pernambuco

curajo. .
As sociedades anonymas, ou corporajoes, seras
representadas por um dos seua mandatarios, as
firmas sociaes por um des socios, as mulheres ca-
sadas por seas maridos, os menores, os fallidos e
os interdictos por qualquer motivo, por seas tuto-
res e representantes legaea, deven Jo os docamen-

I MtJTRABO <
*


Diario de P^rnambucoCuarta
.
de Maio de 1887
i






i

toa comprobatorios do mandato ou repreeentaeio
ser apreaentados no Banco cem 3 das as antece-
dencia ao da reuniio.
Paragrapbo anteo
Os aiiionitaa que tiverem transferido aas ae-
coea ein cauca, conservara o direito de represeu-
tacao na asseuiblae geraes, assim cjod o de re-
ceberem os dividendos, salvo, quinto a estes, esti-
puladlo em contrario, qu' dever ser commanica-
d ao Banca pelos iotereasados.
Artigo 12
Para se constituir a assembla geral necesa-
rio que estrjam representadas, dj minino >, a quar-
ta parte das accoes einitt'.das.
Se no dia e har aprasaia nao comparecerera
accionistas em numero suficiente para constituir
assembla geral, ser, por anuunciis n >s jornaes,
convocada nova euniao, e esta deliberar valida-
mente qnalqaer que seja a slwnt de capital re-
presentada.
Tratando a.', poim, da reforma dos estatutos,
augmeuti de cap til en liquidayo dj Binoo, ob-
servarae-ha oque dispoe o artig) 65 d> regula-
meaco promulgado pelo decreto n. 8,821 de 3o de
Dezembro de 1882
Artiga 13.
Haver auaualinente urna assembla gtral or-
dinaria que ever tffactuar-se njs m-zes da Fe-
vereiro ou Marco, e as extraordinarias que a di-
rectora ou o caaaelho fiscal julgar neceisaria,
ou forem requisitadaa directora pjr sete ou inais
accionistas, qu represnteos no mnimo umi quin-
ta parte do capit ti dJ Banco, e expouham os mo-
tivos da requisica.
Artigo 14
As assemblas geraes sero presididas por um
accionista acclam do na oecasio, eervindo de se-
cretarios dous aecio listas que.ello indicar e to
rem approvados pea assembla.
Se tres ou mais accionistas o reclamarem, a
mesa ser formada por eleico, e neste caso ser-
vir por todo o tetcpo que faltar para completar o
annj social.
Os trabalhos preliminares da assambla at
constituir-se a mesa, serlo dirigidos pelo presi-
dente do B ..i' i.
Artigo 15
as reuaies ordinarias ser} apresentados ao
exame e de:ib racao da assem'ola os relatnos e
contas da aJmiiiistruf.o e o parecer do couaeihi
fiscal.
Depois de jal'adas as coatas seguir-ae-ha a
eleico do conselho fiscal, quo ser sempre anaual,
e a de directores, quania ueeessaria.
as tssemblas extraordin iri is smente se tra-
tar do assumpto especial, que tiver oecaaianado
a eonvoeaco.
Artigo 16
Os directores e os fiscaes nao podren tomar
part as vota;o'8 referentes s cintas ou actos
administrativos, nem poden, na quadade de man-
datarios representar outros accionistas.
Artigo 17
As v atacos as ass-rnbias geraes sero con-
tadas, pira lolis os efi'.-iros, nt razio de um voto
por 20 aceta js.
Qaanlo se proceder s elecSes, a vataco ser
sempre p r eserutimo secreto e quando se tratar
de reforma de estatutos, augmento de capital ou
liquidacl o do Banco, ser o r accoes, stlvo voto
una lime da ajsemo!'m To.as as outrts vota-
c/ies s;rIo symbolieas, sa'va rcso!u?o eai coma
rio da assembla geral o reclamaco de tres ac-
cionistas p issuidores, cada um.de 100 ou mais
accoes.
Ai ligo 18
Os acci mistas, qu i p issuirem menos de 20 ac-
coes, rilo tem dtre to de votar uem concorremptra
a tormaclo da assemblt geral; mas podem as-
sistir s reunioes, discutir e propor o que eat-m-
derem conveniente.
Artigo 19
A coovocac'io da aasmbla geral ordinaria S3
fari por mnuncios nos joruaes, com antecedencia
de 15 das aoqoe for marcado para a reunii, e
a das extraordinarias, com anteeipac i nao infe-
rior a 5 dias.
A trauafereuc a das accoes ser suspensa al
guas dias antes daquelle qu i for finio para a
rejnia i da assembLa g 'ia diudo-se dis:0 noti-
cia por auuuacio nos j 'rases.
Artigo 20
as attribuicoes da assembla geral se compre-
heade o dir.ito de :
Reformar os estatutos ;
Augmentir ou rvduzir o capit.il social ;
Julgir as coutas annuaes, e dar ou negar qui-
taco aos mandatarios ;
Elegcr os directores e marcar-lhes os venci-
mentos;
Eieger o ccnsplho fiscal;
Alterar as quitas destinadas ao fundo di reser-
va;
E fin ilmonfe. tom ir couheeimeuto e resolver
sobre todos os internases do Banco
Artigo 21
A approvaclo pela as>emb a geral das contas
anauies e ac".os administrativos .extingue comple-
tamente a respousabi id ide dos man latan js, em
relacii ao periodo das mesmas contas, salvo as
ypotkjS'.'s previstas no3 artigos 74 e 75 do decre-
to n. 8,821.
TITULO IV
Da admimstraqao do Banco
Artigo 22
A administracao geral do Banco ser cora pos-
ta de seis directores, os quaes designarlo, entre
si, os que devem extreer os cargos d; presidente,
vicepresidente e secretario.
Artigo 23
Os di-ectores sero elcitos pela assembla ge
ral p:r escrutiuio secreto e maioria absoluta de
votos.
Se, no primeiro escrutinio, se der o caso de nao
haver maioria absoluta, pr>;ceder-se-ha a segu lo
entre os nomes mais votados em numero duplo dos
que tiverem de ser eieitos, e oeste caso, bastar a
maioria relativa d votos.
Uaveodo empate, decidir a sorte.
Artigo 24
Para exercer os cargos da administracao ne-
cessario ser accionista, e qne o director presiden-
te depDsito n) Binco os ttulos de 200 accoes e os
outros directores os de 100 cada um Estas ac-
cej sero escripturadas como cauflo e garanta
dos actos administrativos, nao podendo ser aliena-
das emquanto nao firem approvadas pela assem-
bla g ral as coatas dos que tiverem exercido o
maniato.
Artigo 25
Nao polero exercer coajunefamente o cargo de
directores, accionistas que forem sogro e georo, os
cuabados durante o cunbadio, os parentes por coa-
saaguidade at o 2" grao, e os bojos de firmas
commerciaea ; assim como n) poderlo ser eiei-
tos os impedidos de uegociar, de accordo com as
disposicoea do cdigo cmmt-rcial,
Artigo 26
Qoando a esc >l lia da assembla geral ti ver re-
cabido em pessoas que estejam impedidas pelas
disposicas da Ia parte da artigo precedeote, ae-
ro declarados nullos os votos que tiver obtido
o meaos votado a proceder-Be-ha, em acto succes-
sivo, nova eleico.
Artigo 27
Alm dos mandatarios directos da aasembla
geral, o Banco ter nesta corte am ou mais ge-
reates, podendo ser nomeado para exercer esse
cargo um dos directores. Quando se verificar es
ta bjpothese, poder o aomeado exercer simult-
neamente os dous cargos; oo tendo, porm, o di-
reito de votar as delibe:aces da directora,
quando se i radar exclusivamente de conferir-lbe
attribuicoes, ou julgar dos aeus actos.
Artiga 28
Quando, por motivo de fellecimento, impedimen-
to legal ou resignaco do carga, ae verificar al-
guma vaga de director, a directora poder proen-
cbel a, nomeando um accionista que rena as con-
dicoes de elegibilidade. O mandato do nomeado
durar coicamente at primeira reunio da as-
sembla geral ordinaria.
Artigo 29
Se algum director deix*r de exercer as fuaccSjs
do seu carg* por lempo excedente a 4 mezes en-
tende-se que resignou o lugar, podendo este aer
preenchidj conf rme o diaposto no artigo prece-
dente, ou peli. assembla geral.
Artigo 3'J
Os directores sao respemaveis pelo eus actos
de m ndatarios, no3 termoa d lei n. 3,150 de 4 de
Novembro de 1882.
Artigo 31
Sao attribuicoes o deverea da directora :
1. Organiaar o cadastro, o qual dever rever
em periodos qne nao excedam de nm trimostre, e
fazer-lhe as alteracoes, qu-' iorem necesaanaa.
'Ifi Etesolver sebre a fundacao das caixas fiaes
e agencias por cuota do Banco, determinando a
natureza e os limites das oparacoes, que os res-
pectivos delegados poderlo fazer.
Para ser reaolvida a creaco de caixas fiaes e
agencias necesaario que haja 4 votos concordes.
3.* Nomear e demittir os gerentes do Banco e
das caixas filiaes, assim como oa deaaais empre -
gados, marcando, a todos, o aeus vencimentoa e
tasendo com elles os contratos, que forem necessa-
rios.
4.' Nomear destituir ros agente i do Banco e
contratar com elles as respectivas commisaoes.
5.o Tomar conheeimento das transacooes, exa-
minar os balaocos mensaea e semeatraer, e proce-
der aqaalquer averigoaco qie julguar neceasa-
na. ...
6. Fixar o dividendo que dove ser distribuido
sema;-1 ral mente.
7. Eieger o presidente, o vice-presidente e o
secretario.
Artigo 32
O vice presidente saostituiri o presidente em
seua impedimentos temporarios e o aecrtraio,
ter a seu cargo o livro das actas da directora
assim como aaaigoar eom o presidente os ttulos
representativos das accoes.
O secretario ser substituido em seus impedi-
me.i os pelo director que o presidente designar
'.rtigo 33
As reunioes ordinarias da directora tero lu-
gar semanalmente, e aa extraordinarias quaado o
presi lente as c.uvocar.
Artigo 34
A directora faneciona e resolve val lamente
quando estiverem presentes, pelo menos, tres di-
rectores alm do presidente. As deliberacoes ae-
ra j tomadas por maioria dos votos presentes, de-
cidindo o presidente em casa de empate.
De todas as sessocs se lavrar a respetiva acta
em livro especial, sen io as actas assignadas pelo
presidente e pelo secretario.
Artigo 35
O mandato d*. directora pleno, dentr* dos
limites dos Estatutos e da Lei, e nells se inclue o
direito de transigir e autorisar resolver amiga
v.lmente as questoca entre o Btoco e os seus de-
vedores, oa terceiros, e o de demaadar e aer de-
mandado.
Artigo 36
Durar 6 annos o mandato conferido aos direc-
tores, e e p rmittida a sua reeleicao.
Artigo 37
O presidente e os directores sero remunerados
com veucimentos fixis, e com urna porcentagem
sobre os dividendos, marcados pela assembla ge-
ral em sua primeira reunio.
Artigo 38
Sao attribuicoes e deveres do presidente :
l.s Eexecutar e fazer executar os Estatutos, as
deliberacoes da directora e da assemble geral,
e tomar conhecimento diario das operacoea do
Banco.
2. li-presentar ofiicalmente o Banco em to-
das as euas reLc.'B, e em juizo, seudo-lhe facul-
tado, pira esse lia, constituir mandatarios.
3. Assignar os contractos que tiverem sido au-
torisados, o assignar con o secretario os ttulos
representativos das accoes.
4 Assignar com o gerente os ttulos de res-
ponjabilidaie do Banco, aeus siques, letras eo-
dosses e crditos que o Banco abrir ou conceder,
e os b ilanv js.
5.o Coavocar e presidir semanalmente as ses-
socs ordinarias da directora, e as extraordinarias
que julgar convenientes, ou Ibe forem requisitadaa
por um dos directores.
6. Determinar, de accordo com a gerencia, as
coudicO'.'S 8 as talas dos descantos e das outras
operacoea diarias do Banco.
7. Orgau8ar e apregantar assembla geral
dos accionistas, as reunioes ordinarias, o relato
no annual das operacoea do Banco, depjis de p-
provado pela directori.
Artigo 33
O presidente, de accordo c ;m a directora, re-
gularlsar o modo pratico c. administracao do
Banco.
TITULO V
Do fundo de reserva e dos dividendos
Artigo 40
O fundo de reserva destinado exclusivamen'e
a reparar as perdaa que possam verificar-je no
capital do Banco, e 8 dos lucros lquidos verifcalos semestralmente.
Quando os lucros o permittirem e a directora o
julgar conveniente, poder ser augineutada a q'io-
ta destinada ao fundo He rvserva.
Artigo 41
Dos lucros lquidos provenientes de operacoea
effectivamente concluidas, no respectivo semestre,
e depois de feitas as deduccoes determinadas e
autorisadas pelos Estatutos, ser tirada a somma
que fr filada pira divideaio aos accionistas,
passando o saldo que bouver pira a conta de lu-
cros suspensos.
Artigo 42
Nenhum dividendo sera distribuid, guando por
ventura se tenham verificado perdas que desfal-
quen), o capital social, e este nao tiver sido inte-
gralmente restaurado.
titulo vi
Do cotuelho fiscal
Artigo 43
O c>nselbo fiscal sera composto de tres mem-
bros eff ctivos, e de tres supplenres eieitos annu
almente pela assembla geral ordinaria, e por es-
crutinio secreto, observadas as disposico:3 dos
arls 23, 25 e 26.
O mandato dos fiacacs poder aer reaova la por
eleico.
Artigo 44
Os membroa effoctivos do conselho fiscal sero,
nos casos de renuncia ou vaga por qualquer moti-
vo, substituidos pelos supplentes.
A ordem da substituico acra regulada pela vo-
taco, preferindo os qus tiverem sido eieitos p ir
maior numero de votos, e, no caso de ignaldade
na votaco, preferirs os que possurem maior
numero do ac{oes.
Artigo 45
Incumbe ao conselbo fiscal, examinar nos tres
mezes que precederem o encerramento do balanco
do segundo semestre, os livros e documentos do
Banco, e verificar o estado da caixa, afim de for-
mular o aeu parecer, o qnal dever ser entregue
directora, para ser publicado e anoexado ao re
latorio annual.
Artigo 46
Tem mais o direito de cousu'tar com a directora
sempre que o entender oecessano, e o de reclamar
a convocacao da assembla dos accionistas, quan-
do baja motivos graves e urgentes, podendo fazer
directameote a convocacao, se a directora se re-
cusar a isso.
TrTBLO vil
Dispcsicoes geraes e transitorias
Artigo 47
O Banco poder comprar, arrendar ou construir
os edificios necossarios ao aervic >.
Artigo 43
O anno social termina em 31 de Dezembro.
Artigo 49
Os accionistas reconhecem e accetam a reapon-
sabilidade que Ibes attribuida pela lei. aceitam
e approvam estes Estatutos; e, usando da facul-
dade que Ibes d o 3." do art. 26 do decreto n.
8,821, nomeiam para o cargo de directores do
Banco, durante os primeiros seis annos os funda-
dores :
Visconde de Figueiredo.
Manoel Salgado 'Aenha.
Pedro Gracia.
Manoel Moreira da Fonseca.
WMiam H. Holman.
Edward Herdman.
Rio de Janeiro, 25 de Novembro de 1886.
declaron aberta a aessao, que, por taita da numero
ao pudea realisar-se nem no dia 13 e nem de
dia 21 do mez prximo findo.
Fui lida e apprevada seto debate a acta da ses
sao de 27 de Novembro do asno prximo passado.
O Eira. Sr. Presidente declarou que, sendo a
assembla geral convoc&da pela terceira vea,
funeciooava legalmeute com o camero dos Srs.
Accionistas presentes, explicando nlj a os moti-
vos porque havia sido convocada como ttmbem o
que dera causa a annunciar-ae que a terceira con-
vocacao fiuava sein effeito.
Dada a palavra ao Sr. Director Gerente, fez este
urna longa exposico relativamente ao assumpto
do accordo da cempanhia com a p-esideacia da
provjocia, leudo vanos ofScios que sobre dito as-
sumpto dirigir ao Exm. Sr. L)r. Presidente da
provincia, e cujas copias existem no archivo data
couopanhia.
Eis o resumo da exposico teita pelo meara a Sr.
Director Gerente :
Que a directora havia insietido na convoca-
cao da presente assembla geral, aoesar de S.
Exc. o Sr. Dr. Presidente da provincia j ter of
ficiado Asaembla LegiaUtiva Provincial, de-
clarando nao haver ebegado a um accordo aobre
a innovaco dos contractos di compaahia, par-
que isso, que na se havia realisado, poderia so-
brevir em face da inamfestaco dos Srs Accionis-
tas em tal sentido, visto sereno, elles os juizes
mais competentes para resolver:m i questo, de-
p-;is da exposico que a directora ia ter o prazer
do lhes fazer. E por esta circumstancia fez ver
que muito lastimava que o presente reuna i nao
tosse to completa como se esforcara por toroal-a,
attendendo gravidade do assumpto.
Antes de entrar, porm, em scmelhante expo-
sico era de seu dever fazer notar aos Srs. Accio-
nistas que, findando-se o actual contracto da com
panbia em prazo ainia dictante, e nao havendo
na prorogaco do privilegio, j por natureza per-
fetameate firmado, essas to gr indes vantageas
que nos incitem a disputal-a, anda cusca de sa-
crificios suficientes para aniquilar a pro^peridade
da companha, a tanto custo obtida, em todo o
caso via na lei, que autorisava a innovaco do
contracto, um favor, qual o de isentar a compa-
nha, durante o privilegio prolongado, de todos os
impoatos proviociaes e municipaes, que muito no-
tavel se poderia tornar no futuro ; e tambem va
que muito para aproveitar era a circunstancia de,
para esse accordo, que nao pedimos, surmaa pelo
governo espontneamente convidados.
Fazendo o histrico dos trabalhos da directora
n'este sentido o Sr. gerente concluio por demons -
trar que a divergencia capital emana toda do
modo pelo qual a outra parte contractaute inter-
pretara a lei n. 185), nao admittindo accordo se-
no mediante a coudic,o de serem reduzidos os
procos de todas as passagens, embra baja no ar-
tigo da lei a restricrco convenientemente e tivesse
elle tido occasiao de afiirmar com dados eatatia-
ticos, nao contestados, que a conveniencia, quer
para o governo, quer pan a Companha, esta va
toda em ampliar as vantagens dos assigaantes e
paiageros constantes da linha, s^ndo que, para
serem essas attendidas na justa medida, conve-
nilnte seria a conservadlo das actuaei passagens
avalo .;, que alia sao multas vez s inferiores s
que se pagam em qualquer outra especie de trans-
portes em uso na provincia. Allundindo a esse
ponto fez ver que o facto de S. Exc. dirigir-se
Assembla Legislativa Provincial, bem poderia
deixar prever urna tentativa no sentido de ser in-
terpretada por ella a lei; pois consta-lh-c que ao
oflicio de S. Exc. acempanhou urna copia da todos
os documentos, que acabava de ler aos Srs. accio-
nistas.
Por semelhautes documentos se v que a di-
rectora resolvia o problema criando series limi-
tadas de bilhetes e assiguaturas especiaes e de
uuvo typo, com sensiveis abates no caso de serem
tomados por trimestre, semestre, ou anno ; sendo
mautidos os actuaes precos ds passagens avul-
sas que alias j sao interiores aos da tabella legal,
e que, como claro s aos passageiros adventicios
podem servir. Ao passo que o Illm. Sr. enge-
ubeiro, por torca da interpretadlo dada a lei, pro-
punha que voltassem os precos avulsos a sor os do
contracto primitivo, j urna vez innovad', p>r as
sim o exigirem as circunstancias de tr 'O e cir
culaco de ditos bilhetes no caso de abate, e que
as passagens de asaignatara actuaes fjssem d
maior pre;o do que o i ropos ti pela directora.
los stin-do no pensamento que ti vera pedind->
a convocacao da assembla dos Srs. acciouista",
fez ver o Sr. gerente que era exclusivamente d-
selo da directora quo fossem pesados os pros e
contias, afim de que, bem determinada a responsa
bilidade da solnco a tomar, nc f osse ella jamis
imputada iaoiadameate a um acto da directora.
Approvados os actos da directora, teudo sido o
assumpto posto em discusso, fallaran sobre elle
os Srs. acciooistas Candido Pereira, Dr. Joo de
liveira, Silva Carvalh, Aurelio Coimbra, com-
mendador Albino L?al, J ii Torrea e Or. Aimeda
Cunha, levantando estes dous ltimos a idea da
serem abatidos era qualquer caso os precos das
assiguaturas, como pareca ser opinio da disBc-
toria, segando a dedcelo que faziam doa docu-
mentos lidos e submettidos apreciaco da assem-
bla.
Tendo se retirado nesta occasiao o Exm. Sr. Dr
presidente da assemtila geral, oecupcu a sua ca-
deira o respectivo secretario, qne convidou pira
exercer este cargo interinameate a* abaixo assig-
nado.
Pedindo entio a palavra o Sr. commendador
Albino Leal propoz, que fosse deixada a direc-
tora completa liberdade sobre o assumpto da re
daceo d > preco das assiguaturas, renovando-se-
Ihe a delegaco que lhe fra confiada na assera
bla geial de Oatubro de 1885, aob proposta do
Sr. accionista F. F. Borges, para entrar ou nao
em accordo com o governo, conforme julgasse mais
convir aos cred toa da Companha.
Submetiida a vutos esta proposta fci apprevada
par unanimdade de votos.
Nada mais hauendo a tratar o Sr. presidente
levantou a sesso aos 45 minutes depois de meio
dia.
E eu, Joo de liveira, secretario interino da
assembla geral da Companha de Trilhoa Urba-
u .s do Recife a Olinda e Beberibe fiz a presente
acta aos 2 de Maio de 1887 a qual, nos termoa do
art. 11 dos nosaos estatutos, vai ser registrada no
livro respectivo e publicada pela imprensa.
Joo de liveira.
real valor a offerta, mandn qua fosse aignificado
o seu reconheciment.
Que na segunda foram apreaentadoa pareceres
da comntiaso de syndicancia acerea da balacete
do tbesourciro relativo s operaco-s eeonrao ao-
ciaes doa mezes de Novembro e D.zeo>bro prximo
passado; sobre a petico do auxilio social pela
Sra. D. Caetan Simpeia de Barros Leite, viuva
do eonaoeio Francisco Antonio da Barros Laite ;
e a requerimento de propoata para socio, sendo ap-
provados os dous primeiramente indicados para
serem aubmettidos deliberaclo desta ssemb-a,
e votado o terceiro, foi proclamado aocio o Sr. Dr!
Rodolpho d'Albuqnerquc A-aojo, teodo-ae manda-
do consignar na acta, sobre proposta do Sr. Dr.
Antonio Pernarabuco urna manifestaco de pesar
ao 1 aecretaro Alfredo Rodrigues doa Aojos pelo
passamento de seu respeitavel tio coronel Fran-
cisco O-amello Pesaoa.
Que na terceira cifram-ae 03 trabalhos no aim-
ples expediente ordinario.
Que na quarta foi apresentada e remattda
commisso de syudicancia urna petici de aux.li >
social pelo coasocio Marcolino Ferreira da Luz ;
bem como leu-ee ama proposta dos coasoeios major
Hemeterio Maciel da Silva e Dr. Horacio Costa no
sentido de que fossem admittidos a fazer parte da
tssociaco os empreados da Santa Casa, e aber-
ta a discusso, em que tomara n parte os autores
Afioal eato segaros por algum
Termina-
portaato,
hoje as segjin-
da proposta e 03 Srs. Lindolpho Campello, Pelippe
Menna, Lucillo Varejo, Siivino e Dr. Aatoaio
Pernambaco, sobre o dever se cousid-ral-a oa co-
mo simples consulta, ou como ratorm* do3 estatu-
tos, para o'aquslle caso trazel-a deliberarlo da
assembla gerai, e n'este ieixar de tazei-o p >r cao
estar de accordo com o disposto no l art 3 das
estatutos, fu resolvdo importar eFectivameate a
iadictcao um* reformae por conseguate s pide-
ra ser a mesma submattida duliberaco, ira a
vez formulada nos termos do diapoato no art. 2d
do acto da reforma dos estatutoa.
Em concluso declara o mssa o Sr. presidente,
que a repres nta?o dirigida ao corp legislativo,
fora pela respectiva commisso entregue, tendo-ae
e'la enteadido com o tocio haairano Exm. Sr. Dr.
Gaspar de D.-am.noal, afi n de pal o a par do as
sumpto da raesma representaco, a qml aenhuma
aolayo teve, que Ih-j conste. E antis da concluir
o seu relatarlo, fez algumaa eous leraccs sobre a
conveoieucia do Banco Umo dos empreg'dos p-
blicos, a presentan lo a liata desubsenpeao, qua foi
assgnada por grande numero de socios presentes.
Eatrando-se na ordem do3 trabilhis, foram li-
dos e approvados os pireeeres di com:nissi de
syndicancia sobre o b lncete do tbesoureiro, re-
lativo ao m ovi ne.nto da receita despeza nos me-
zes de Novembro e Dezembro prximo passado, e
aobre a coneesso do auxilio social a D. Caetana
Simplicia de Birros L te.
Em seguidao Sr. majar Hi.oitaro reproluzio a
sua consulta apresentada em susslo do conselho
de 12 do correte, e depiis de discutida pelos Srs.
Drs. Antonio Pernambuco e Pergeutin Saraiva,
Silva Fragoso e Felippe Menna, foi reaolvida que
"S empregados da Santa Casa sarai comprehendi-
dos na generaliiade da tettra do l ai t. 3 dos
estatutos.
E nada mais havendo a tratar, levanta a aes-
sao.
!\va TlialiikSsta socielale dramitiea
realisou ao domingo 15 di correute em seu thea-
triuho no Caea do Capibarioe, o seu aspoctaculo
raeusal levando scnu.a o drama Luiz ou a Cruz
do Juramento e a cjmedia Santinha de Carne c \
Osso.
O drama, comquauto j muito conbeciJo do nos
natureza!
tempo.
Cmita-nisque no mez de Junbo vindouro ter
lugar 3 seaao do jury deate termo, nao sabe-
mos o da, parque nao vim ib o edita!.
Nestes ltimos dias nio tea caovido; parece
que atravessamos o verio e a agricultura eoiaeca
desde j a sentir a falta d'agui.
A ordem publica vai sem alteracii.
ram-se as uotas do uosso canhenho..
at outra vez.
Iteunie* noeiae lia
tes:
Dj Comit i-itteraru Acadmico, s 4 horas da
tarde, para discusso dos estatutos.
Dos accionisias da estrada de ferrro de Riboi-
roa Bonito.
Araanb:
Dj Centre Republicano, ai moio du, ru do
Imperador n. 77, 1* andar, para deliberaren, so
bre negocios urgentes.
Mal desnaturada.O tribuoal criminal
do departameatos doa altos Pyreneos acaba de
sentenciar pena de gales perpeuas ama mulher,
cuja perversdade e estupidez lhe aconBelhivam o
criine mais horroroso e inepto que se poaaa con-
ceber.
Victo.-ine Mounic o nome do tal monstro__era
criada de servir e tinha tido un* filhiaba que
com grande custo e difliculdade conseguir man-
dar criar em casa alheia. Veio um dia em que,
faltaado-lhj diah-iio, restituiran-lbo a p ibre me-
nina, de 4 oo. 5 anuas de idade, eom a qual j nao
sabia ella oque fazer.
P.otestou que ia leval-a para umi casa de edu
caudas emumacidade visinba; parti pela estrada
de ferro, pirou a pouea disUucia, e fii piaseiar
n>s campos at que, encontrando nio loage d'um
moioho, um lugar qm lhe pireeiu favoravel para
o peu designio, deapio a crianca, atirou-a ao rio e
a afogou. Voltou depois para a casa de s:u3 amos,
a quem coatoa que conseguir fazer admittir a ti
Iba na aupradita casa deeJucaalas. Comtulo des-
coafiaram os visiuhoi de alguna cousa e en breve
rosnou-se que Victorias matar a filh i.
Indignadas os seus am is ordenaran lh i que
fosse mnediatameiite pira a casa das elucanlas
buscar attestado de l catar a sua filha, arajican-
d >, caso uo trouxesae o dito attestado, deoancial-a
ao promotor publico.
Victorias pirtio. Fal para a casa di educa olas
etentiu obter un attestiii quilquer que nato
raimante lhe foi negada. E al. desespera!
curou um meio do sabir do embaraco.
Deparou-lhe o aeiso urna criaueiaba da mcsmi
idade da sua fi:aa, que eatava brincan lo ai rui,
oft^receu-lhe rem jaitas conpa da-, o que
acoitou de bom g.ado a pibre minian, e ti wlma-
te, levando consig > aquella criauca roubada, foi-
8e para urna localidade algum taiti remita onic
moravam uns tios. d'ella misma. Con.iu Ibes que
era a sua propria fiih* que fdra bascar na casada
educandas por estar a menina doiute de angina
diphterica e em grave p.-rigo de m.rrar e pedio
Ihi agasilbo que se apresairam a lbc dar.
Deitou-s; ao lado da pibre martyr, meio m irta,
com effeito, pois parece q i j i Ih dera venen i, e
logo que estevesiinha atogiu a sui vctima.
Podia entio obter o qu < qu -na. umi certidlo
da marte e enterra de sua filha. Felizmente nao
sai to simples as t >rm ilid lies. A autoridad) ni
quiz passar certda sem qu- un medica tivesse
visitado a finada e tu lo 39 deseibno.
Por uoa lado o mileiro tirara d'agut o cadver
da pri neira crianc e a polica estiva a pr mura
do autor do asiasiinato ; os piis da segn ia ti-
Caam de Oeteit^aMovimesto dos pie-
88s da Casa de Detencao do Recife no dia l do
corrente :
Exiatam 356; entraram 11: sahiram 9Exb
tem 358.
A saber :
Nacionaes 320 ; mulheres 8 ; estrangeiros 12:
eaeravos aenteaciado8 4 ; idem processados ;
dem de correceo 12.Totai 358.
Arraloa>ios 316.
Baa 296 ; doentes 20Tata! 316
Moviroento da enfermara.
Tiveram baixa .*
Antonio de Souza Almeida.
Antonio Alexandre Alves de 8oua.
Emilio da Casta Mello.
operarei clrurglcastForam pratioa-
das no hospiUl Pedro II, no dia 17 do correte, as
seguiutes :
Pelo Dr. Berardo :
Tarsorrhaphia e excislo ovalar da psils d* pnl-
pebra reclamada por trichiaais.
Pelo Dr. Estevo :
Exciso a therm i cauterio de vegetacoea sypbi-
litieis da vulva.
II<>Miitul PortuguezO movmento das
enfermaras deate hospital na semana fioda foi o
seguate :
Existam em tratamento...... 16
Entraram durante a semana.. 6
22
Sahiram curados............ 2
Ficam em tratamento........ 20

iD)rdjn j
22
Do'a
Au-
pro-
na praya da In-
so publico, agradou aos espectadores, sendo algun3 nna,n do quexir-se a polica do rouba da su i fi-
Iilm. S. Commndador Presidente da Junta
Commercial.Edw co Internacional do Brasil, precisa que V. S. se
digne mandar certificar o da, mez e auno em que
foram registrados oesta meritisaima Junta os Es-
tatutos do mesmo Banco.
Pede a V. S deferroeoto-^E. R. M. Recife.
17 de Maio de 1887.Edward Herdman.
Certifique ae. Recite, 17 de Maio de 1887.
No impedimento do presidente, O deputado,
Olinto Bastos.
Cumpriodo o despacho eupra, certifico que foi
archivado, boje, na turma da le, os Estatutos Jo
Banco internacional do Brasil, com o fim de esta
belecer urna ci'i'xa filial nesta praca. Eacrevt e
aasigno nesta secretaria da Jante Commercial do
Recife, aos 17 de Maio de 1887.
Kaa t de verdade.O secretario, Julio Augusto
da Gunlux Guimardes,
ta da seaaao extraordinaria da
asaembla (eral da lompantala
de Trilla oa Urbanos do Re-nrv a
Oiln.in e Beberllse, em de Halo
de 188*.
ttviSTA DIARIA
PRESIDENCIA OO XXM. SR. DR. PBAXEDKS GOMES DB
30CBA PirAMQi
A'a 11 horas da mauha do dia 2 da corrente
mez, na sala das sesses estaco da roa da Au-
rora, varificando-se eatarem presentea pelo livro
de assiguaturas de freqnencia 16 Sra. Accionis-
tas, representando 464 acedes, o 8r. Prndente
Jubilaro,Per portara de 13 do corrente
foi jubilado, nos termoa doa arta. 153 n. III, 156
g 3o e 157 do Reg. de 6 de Fevereiro do 1885, o
profeasor da aula pratica annexa Escola or
mal, Vicente de Moraes Mello, por contar mais de
25 annos de exercicio effectivo e provar imposaibi-
dade, por moleatia, de continuar no magisterio
.loria do WoltSo da 12 do correte
procedeu-se all a eleico para preenchimeoto da
vaga le um vereador e foram votados Manoel Sim-
plicio de S e Albuquerque (C) com 55 votos, Al-
varo Ucba Vielra Brasil (L) com 34 votos, Joo
G. da Cosa Figueiroa eom 3 votos e Domingos
Borges da Fonseca (R) com 2.
Appareceram duaa rdalas em branco.
Foi eleito o caodidate conservador.
Vapor loarle*Procedente da Europa che-
i >-.i hootem o vapor Nile da compaabia da Real
vala e hontem mesmo seguio para os portos do
ul.
dulao do eommereio. A audiencia
deste juizo tem lugar hoje 18, por ser amacha da
santificado.
Culto aoa morln.Com este titulo aca-
ba o Sr. Jos ljeao Ferreira Souto, filbo do Rio
Grande do Norte e empregado geral em S. Paulo,
de publicar no Rio ae Janeiro um nter .-osante li-
vioho com o titulo cima, conteni diversas poe
aiaa de sua lavra, algumaa das quaes muito bem
eecriptas.
Agradecemos-lhe o mimo que nos fes de um
exemplar.
Aaaoclacao dos Paneeloaarloa Hro-
vinriai'i de Pernambuc.Punccionon
eu seaao ordinaria a assembla geral deasa As-
sociHcio oo da 16 do corrente, aob a presidencia
do Sr. Dr. Witruvio Pinto B.ndeira.
Lida e approvada a acta da seaao anterior, tez
o Sr. presidente o relatorio doa trabalhos do mes
fiado, durante o qual o conselho trabalhara em
aessoes econmicas nos diaa 21 e 28 de Abril ulti-
mo e 5 e 12 de Maio corrente.
Declara o Sr.roreaidente que na primeira 'aquel-
las seseosa forano recebidos e mandados arcbivarSl
volumes dos Annaes da ooasa Asiembla Provin-
cial, comprehensivos dos trabalhos legislativo* de
1861 a 1882. encaminbados pelo consocio De Al
meida Cunha, digno director da secretaria d'a-
quella Assembla, de ordem e por graciosa offerta
do Eim. Dr. 1* secretario da mesma a bibliotheca
da Associaco ; e o conselho apreciando em aeu
ppela bem interpetrados, mereceuio applausos e
comparecimeoto scena alguna amadores
O Luiz, tcvi o desempenho que sempre sabe dar .
o babil amador Joaqaim L ipes aos papeia de que |
Be encarroa.
O Sr. Lins foi um Ujarte de Mira-es, na altu-
ra do fidalgo sem preeonceit.s e despido do orgu-
Iha que de ordinario se reveste a nobreza einpa-
ves a i.
O Sr. Silveira Carvalho, comquanto, tivesse ape-
BU 48 hars para estudar o papel do Baltbazir !
uo desfez o concert formado a seu respeito como
amador provecto da arte de Taima.
A > decauo dos amadores dramtico o Sr. Laccr-
da, coube o papel do Margado do Valliudo que
elevon-se ao apogju da fiialguia altiva e cosa da
sua linhagem.
Teve o cabo Joaquim, por interpetre, o Sr Fur-
tado, que, embora d esperanzas de um futuro bai-
xa cmico anda tem oecessidade de muito estudo
e inelhor interpetraco.
D. Rasa Manhooca, anda urna vez recammea-
dou-se. revelando, na Eliza seua dotes de actriz
consummada.
A comedia tambem agr lou,
Fui urna noite agradavel que oa senhorea da
Nova Tualia deapensaram aos seu aeus coa vi da-
dos que naa regatearam lbe os applausos merec-
doa.
Eocola Econmica HaalcalEsta es-
cola ha poucos dias tem a sua sede na travesa da
iua das Florea n. 3 e 8o seus airectores os Srs. P.
Qomes Ferraz, Gervasio de Castro e Brazilides j
Silva.
Asua dentlfriciaO bem conbeci lo den- j
tista, Sr. Thomaz Espiuca, acabe de preparar urna
excellcnte agua dcntifrcia, que vende em peque-
nos vidros.
Agradecemos-Iba a amostra que nos maudou.
O SaltlmbaneoV comoanhia dramtica (
que actaalmeate i.rabalha n i Theatro Santa Isa-
bel, levar hoje sceoa o dramaSaltimbaaco o
moguetsalor -. E' de esperar que o desempeaho
seja satisfactorio pela grande parte que na re-
presentaco tomara oa artistas Soares de Medeiros
e Isol.ua Mondar.
Pao d'Albo Commuuicam-nos em dita de
15 do corrente, o seguate :
No da 30 de Abril findo, s 7 horas da noite,
na igreja de Nossa Senhora do Rosario dest* ci-
dade, teve lugar, com a devida solemnidade, a
abertura da devoco do mez Marianno, cujos exer-
cicios teem sido celebrados o ios os diaa, a 4 ho-
raa da madrugada, pelo director da mearr.a devo-
co, Revdm. vigario conego Augusto de Kuaevret
ter, que celebra depois a sacro-santo sacrificio do
Calvario.
A abertura foi muito concorrda, ficando o tem-
pla litteralmente cheio; e tocou a baada de muai-
ea < Philarmooica Pao d'Albense.
No dia 31 do corrente haver festa e|procis3ao,
como de costume em todos os anuos.
Desde o mez prximo fiada, exerce o cargo de
promotor publico ioteriuo deata comarca, por ao
meaco lo resp-ctivo jmz de direito, e toue ite Jo-
s Francisco Paes Barreto, no impedimento do
promotor publico ettectivo, que deu parte de
doente.
Acha-se em exercicio do cargo de delegado Ili-
terario deate districto, na qualidade de 2o auost-
turo. o Io aupplcnte do juizo municipal, major Jo-
s Francisco do Reg.
Aa escolas publ ca acham-se funecionand > re
gularmente, excepto a do sexo temiuino de Cha de
Capoeira8, cuja professora est licenciada, segun-
do ooa informam.
O delegado de polica deste termo, 1 supplente
em exercicio, cidado Jos Francisco Pmheiro Ra-
mas, fez u na importante diligencia. Avisado de
lha, e o telcgrapbi fuiceion ira.
Nio houve remedio senlo fazer iuteira caafisslo
de hirrorosis quo matis atteataios.
T^l era a indlgaacli do pava, que cusfou pro-
teger contra as violencias di multid a miseravel
Victoriue, o aummi irritaclo provacou o vendcti
dos jurad,s adraitcioda circumstancias attenuaa
tes. *
Foi o Sr. Liuerte qu:m d.feadeu a h irrivel
m^gera .
Itlrectorla da* obra* de cnaerva
cao doa portoBaletim meteorolgica da
lia 16 de Maio de 1887 :
U t a o 9 T3
doras o S -n Barmetro a TtBso do vapor
i. ^ fc-. X O S
r-3 a s
H 19,04 a
6 m. 25"-7 760m62 76
9 28'0 761.47 19.71 70
12 289 761>0 19,59 66
3 t. 284 59'i75 18,93 65
6 26'-9 760"i28 18.42 70
Temperatura raaxna 29,75.
Dita mnima25,50.
Evaporaco em 24 horas ao sol : nao funeci >-
nou ; asombra: 3,",<>
Chuval,n'l.
Dreccio do vento : SE todo o dia, com nter-
rupeo de 23 minutos.
Velocidade media do vento : 2m,83 por segando
Nebulosidade media: 0.57.
Boletim do porto
Entrau de semana o Sr
gusto do3 Reis.
i. ui-via da provincia HOJE, 18
da corrate, a 2 horas da tarde, se .-xtrahir a
18 parte da 4' lotera, em beneficio da Santa
Casa de Misericordia do Ricif', no consistorio do
igreja de Nossa Senhora da Co.iee.ieaa das Milita-
res, onde estarlo expastas as urnas c as espberas
a apreciac) da publica.
Uoierla da corleA 204' lotera da cor-
to, pelo n iva plano, cajo premio grande de....
30:000*000 ser extrahida na dia .. do car-
reate.
O3 bilhe"es aeham-se venda
deaendeacia 113. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martina
Fiuza & C.
botera do Grao-ParaA lotera desta
proviucia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000^000, aera extrahida no da 21 do cor-
rente.
Bilhetes venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
ria da Victoria 11. 40 de Jalo Joaquim da Costa
Leite
Tamben ac im-se venda na Casa da For-
tma ra Primeiro de Marco 11. 23, de Martine
Fiusa & C.
liOleria da provinciaA 18" parta da
4" lotera em beneficio da Sauta Casa de Miseri-
cordia do Recife. ser extrahida quarta feira l
do corrente, s 2 horas da tarde.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa Feliz oa pr-.ca da Independencia us. 37
e 39.
Tambem acham c. i ven la na Ca3a da Fortuna
ra Primsiro de Marco n. 23 de Mariis F.u-
za& C.
I.olera ilaParahybaEsjalotera cujo
premio grande de 20:0 X)fr)J) ser extrahida no
da2Jdo corrate 's 3 horas da tarde.
O3 bilhetes ach ;m-se venia na O isa do Ouro
ruado Bario da Victoria n- 40 de Joo Joa-
qnim da Co3ta Lete.
Lotera do Espl rito Santo-Esta lote-
ra cujo pre nio granio 60:00030)0, ser extra-
hida n > da 21 do crrente.
Os bilhetes acham-se venda oa Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 3S.
Tombem achan-se veuda oa Casa Feliz na
prar,* di I-idep 'ndem a ng. 37 e 3).
Lotera ta provincia do Paran
A 13J lotera desta provinea,pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 15:0003000, se extrahir
no diajl7 de Maio.
liilhetea a voada na Casa da Fortuna, ra
'rimeiro de Marco n. 21, de Martina Fiuaa & C.
Eioleria de 4lagoaA l'o parte desta
lotera, pelo novo plano, cuj 1 premie grande
de i5:0J0t).*j, ser extrahida do dia .. do cor-
rente.
Os bilhetes acham se venda na Casa Feliz
praca da Indepeudeucia ns. 37 e 39.
Tambem acbam-se venda hh Casa da Fortu
ua ra Primeiro de Marco nd 23, de Martins
Fiuza & C.
Pra mar
au
baixa mar
P. M.
I. M.
P. M.
l. M.
Dia
16 de Maio
o
17 de 51 no
lloras
1210 da Urda
625
1 7 m inli.1
712
Altura
l.">97
0'"3H
l,m'l.
0,">39
LellAenEtiectuar-se-ho :
Boje :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra
do Imperador n. 22, de predios.
Pelo ajenie Brito, s 11 1/2 horas, ra de
Pddro Aff-mso n.43, de urna obngaclo de 6:0J0/.
Pelo agente Guamas a 11 hiras, na ra da
Aurora n. 109, de movis, vidro3 e plantas.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas,
ra Io de Marco n. 12, da fazendas, miuiezaa,
chapeos e m o bil as.
Sexla-fera:
Pelo agen'e Pestaa, s 10 horas, ra do Vi-
gario Tenorio n. 12, de predios.
Iaaa fnebre. Sero celebradas .
Sexta-feira :
A'a 8 horas, na matriz da Boa-Vista, par alma
de Julio Porto Carrei-o ; s 6 1/2 horas, na igreja
do Terco, por alma de Capi-uloo Jaciotho Pavo ;
s 6 horas, oa igreja da Soledade. po: alma de
llypohto Xavie." Coatioho ; s 1 1/2, na matriz
de ,S. Jos, por alma de D. Francisca Prea de
Magalhea Breves; s 7 horas na igreja da Penha,.
por alma de D. Leopoldin. Sancha de Oliveira
Coragem; 3 7 horas, na matriz da Boa Vista,
par alma de D. Joaquina Berna/da Severiaaa
Quinteiro; s 7 horas na igreja do Carmo, por
alma de D. Amelia Domingues.
Sabbado:
A'a 7 horas, oa Ordem Terceira de S. Francisco,
que um grupo de ladrees aa achava bomiaiado | poi alma do Viaconde de Monte-So.
em easa de Joan Henrique, vulgo Henrique Plan-
e, morador em Varzea Grande, do 2o districto
deste termo, para ah dirigio-se, acampanhado da
foi5a publica, inclusive dez pracaa que requiaitou
do 'llm. Sr. Or. chef 1 de polica para esse fim, e
cercando diversos aposentos que eram habitados
pelos ladrdes, consegua preuder aova e appre-
heoder doze cavalloi, quatro dos quaes foram en-
tregues aos aeus verja eiros don js. Henrique
Piauc e mais dous individuos canseguiram eva-
dir-se, depais que o primeiro fez foga na torga,
ahiodo levemeote feridoo soldado Jos Vicente.
Foi nm importante aervico prestado pela polica
em prol da bumaoidade ; porqaanto coasta serem
crimiuoios de marte, em outras comarcas, dous eu
tres doe ref ridos cavalheiros, que se acham deti-
dos oa cadeia publica desta cidade.
Hoje, s 4 horas da madrugada, no lugar Taba-
rema, deste termo, foram presos em fligrante
pelo respectiva inspector de quarteiro, es iodivi
dos Jos Izaatio da Silva e Joo Teixeira de
Oliveira, por hiveram furtado quatorze cannas
e muit a mandiocaa, em trras doeugdubo S. Ber-
cardo, cujo furto am con uziudo.
Apreseataioa ao delegada de polica, confessa-
ram o crime, accrescentaado terem praticado oa-
tros crimes de igual uatmeza, como s jan, furto
de porcos, galinbaa, etc; pelo que, maudou o
mesmo delegado lavr.tr o competente termo de in-
t irmay) do crime e depois recolher ditos indivi-
duos cadeia publica, abriudo em seguida inqne-
rito policial a ex-officio, que jemetteu hoje mesmo
ao juizo competente.
Admira ementeo cyoiemo dos cojos, que, alm
de coafessarem o crime, pelo qual foram presos,
allegaram mais terem praticado outros de igual
d,>
Pa^iaitelron Sabidos para oa partos
norte oo vapor nacional Espirito Santo:
Aotonio Miriuho, Antonip Marques da Fonsoca,
Dr. T. de Viremont, D. Mana Meira e 1 criada,
Misael da C >sta I.yra, Dr. Jos Joo de Mattos e
I criada, 4 pracas de polica e 2 criminlos, Anto-
nio Djmiugos Correia Luonel, Aotonio Augusto
de Carvalh 1, Frauklin Gomes Veras, Antonio Oi-
niz, D. Mara Mendonca Barros C irreia, D. Rita
Meadooca Barras Corroa, Neiva Jnior, Emite
Gard, Celestino D. Vllannho, Miguel Rodrigues
Fernaodes, Manoel Pietro Garca, Maooel Jos d 1
Outeiri, Antonia Francisca doa Santoa, Auna S ta
do Livramento, Pedro Amador Cvale .ote, Joa
Manoel de Castilhi Cabral, Antonio Joaquim de
Medeiros Sla e I criado, Joa Antonio da Silva
Guimares. Miguel Jas da >ilva, Antonio Sim-
plicio da P.z, Jos Antonio Lopes, Joo Luiz
Vianna. Alfredo Jorreia Lima, Francisco Petro-
celi.
Sabidos para o sal no vapor iogles Nile :
Frederir-o ItamiG e 1 criado, Jos Jacinto da
Silva Nati/idade, Fraucis-0 ilarbalho U.z.-ira,
Antonio Vieira de Miranda, Viceote Estoper e
Liureuco Estoper.
Proclamas de caiamentonForam
lidos na mitra da Boa-Vista, ao da 15 do cor-
rete, os seguiites :
Maniel Fraacisco Joaqaim com Mara Iereira
da Jess.
Quintn Antonio da Silva com Mara Pontes
de Souza.
Manoel Waldoaldo Soares com Mara Carneiro
de Albuquerque.
Maooel Bainino das Cbagas com Antonia Ma-
ris da Anuunciaco.
P18LICAC0ESA TEDIDO
O Dr. T. I*. .Hoatenegro
No Diario Oficial de 19 de Abril ultimo l-se:
< Transmitido se ao presidente de Pcrnambu-
co pira informar, ouvindo o juiz aecusado, a
representaco documentada do advar/ado Dr. Vi-
centc Ferrer de Barros Araujo contra o bacbarel
Thomaz Garcez Parauhos Moctenegro, juiz do
eommereio do Recifi.
A representaco coasiste no seguate oficio di-
rigido ao Ministro do Imperio :
Illm. e Exm. Sr.Rogo a V. Exc. qae se dg-
ne entregar naa augustas mos de S. M. o Im-
< perador os documeotos annexos que provam o
modo pouco edificante con que procede o juiz
especial do eommereio d'eata cidade Dr. Tho-
o maz Garcez Paranhos Montenegro. Recife, 21
de Marco de 18a7.Deu3 guarde a V. Exc
Illm. e Exm. Sr. couselheiro Baro de Mamar,
< muito dgao ministro c secretario de estado dos
> ne^o dos d imperu. O advogado Dr. Vicente
Ferrer de Barros W. Araujo. >
Os dn:\ime dos alo dous irapressos, contundo os
embargos razoes finaes e sustentando de embargos,
assiguados pelo propria Dr. Fcrr r, como advo-
gado de A. de C e Almeida oa aeco contra o
mesmo iuteuUda pelo Dr. J. de A. Barros Gui-
marles, cm que, como juiz substituto reciproco do
civel profer sontenca em favor d'este a qual pas-
sou em julgalo p>r uo ter aquelle frito seguir a
sua appeliaco.
Recife, 17 de Maio de 1887.
T. G. P. Montenegro.
%~aufrazie si
Baha
vapor
IV
Tres mil annos antes de Jess Clristo 09 Egyp-
eios e oa Phenicios fizeram os primeiros ensaios de
navegaco; e logo depois os gregos costruiram
barcos que primeiro empregaram em descobertas e
eommereio e mais tarde as guerras e as con-
quistas.
O gosto pelos navios foi augmeutando de tal
modo, qne na expedico dos Argonautas, 1200
annoa antes de Jess Ciristo, jexistiam milhares
del lea.
Bello tempo era esao cm que una pedra, prezi a
um cabo, servia de ancora aos u-ivi s que fundea-
vam ; e que o piloto diriga a navegaco da popa
da einbatcaco, ouie'peruoaoecia aasentado duran-
te a viagen.
Depoia que o engeuh-i humano, progrediado,
se npr -. ehegou a dominar aa furias do ocano com
o auxilio da bussoln, da astronoma, dos mappaa e
roteir.,8, tomou a navegaco o seu verdadeirodesen-
volvimeoto.
As deseobertas da Madeira, Acores, Costa de
Gui e a do Cabo da- Tormentas, estmuaram de
tal modo o genivez Chrstovo C ilomb que em
149, guiado pelas lucidaa instrucejes do piloto
AffoiiBO Sanchis qui fallecer em aua casa, con-
aegniu aportar a S. Salvador
Nert.' tempo outro navegador dobrava o Cabo
da Boa Lsperanca; e em 15'.K) P.dro Alvares
Cabral acossado por urna horrivel tempestade,
deseobrio o Brasil, onde, icguodo as opinies re-
p it 1 veio, j tinham cota !o,os irmos Pinsona, dons
annoa antes.
O que, porem, mudon s. sorte da navegaco, e
tomo 1 o marinoeiro a {verdadeira expresso da
activdade,|fo ajsublime applicaco que fes o ame-
ricano Faltn, do vapor a propulso dosjnavio,
fszendo del le o principal agente da losomoco, e
1 MOIHAN I


i
ta-fcira 18 de Maio de 13

permittindo nos triumphar do capricho dos ele-
mentos. ... .
O grosseiro barcjdos tempoi primitivos, suosti-
tuido pelas galeras e caravellas desappareceram
de tal modo quo poneos hoje couhecem a sna
construocio; e o vapor cooi a veloeidade e com-
modos qus tem tsmou nos nossos das a perfeicao
dessiada. .
No entretanto, o telegrapho electrice, esse in-
vento nio menos sublime, a apparecea em 1791,
devido aos estudos de M. Cbappe. comecando a
aperfeicoar-se em 1811, quando Soemmenng se
dediooa a esse trabalho.
Em 1820 Ampre fez-lhe um melborameoto ; e
em 1837 Steinheil e Wheatstone construirn] em
Londres os primeros telegraphos de sua invenco,
que foram modificados com as descobertas de
Morse e adoptados nem s na America do Norte
como em toda a Europa.
Mas este melhoramento, que s ha poucos annos
teve ingresso entre us, em nada altern a segu
ranea da navegacao, porque ella assenta em bases
completamente independentes.
Nao pela regularidade da noticias telegra
phicas, qae os navios em sito mar e em aguas ter
ritoriaes se vram dos mil perigis que o cercara
j ue ii to poaco pelo conhecimento apparente
das correntes d'agua, polo escudo superficialmente
theorico da t.pjgraphia da costo, nem pela ftil
e redicula costeaco de milhas, que se pode dizer
mathematicamente a hora que se deve encontrar
este ou aqnelle navi ique busca o porto quedeixa-
mos. Nao!
Os accidentes que perseguem a navegacao a
vapor, o estrago dos tubos das caldeiras, a m
qualidade do earvi, a pouc* ou nenhuma habih-
raco dos foguistas, o descuido, seno impericia
do machioista de quarto, e tantos outros que nao
me convem indicar, sao as causas que inpedem
constantemente a exactido dos nossos caculos.
Encontrar se dous navios.roda a roda, s porque
uavegam em rumos diametralmcnteoppostos ; r
exigir-Be ainds que esse encontr seja a hora de-
terminada, querer dar navegacao o cunho de
txactido a que ella anda nao attingiu.
A variaco das agu has, que como tedos sibem.
nao uniorme, as guiadas produzidas pelo
descuido do homem do leme, a irregulandnde da
preso as caldeiras, o erro da barquinha, a maior
ou menor cautella dos praticos, as sahi las das
barras, tudo nos arraata a um estado constante de
probabilidades que exige do marinheiro a mxima
prudencia.
Quando, porem, quem dirige a navegacao esque-
je a enorme responsablidade que tem para en-
tregarse jocoso a palestrados paesageiros; quando
o ofBcial do quarto fumando um cachimbo sarrento
a revessa das sanefas que circulam a bitacula, nao
se lembra que representa a pess >a do proprio eom-
mandante, a cuja guarda estao entregue- vidas e
capitaes,tudo vae mal, js navegacao por mais
simples que seja torna se perigosa pelo abando-o
em que segu.
E por isso, nicamente por Jso, que se dao a
maior porte dos dessstres, e nunca pela exigi-
dad" das aiticios, porque todo commaadante tem
Dor dever EVITAK o mais possivel as causas de
einstro martimo. .
Issto do cdigo ; e sendo o cdigo niais velho
entre los do que o telegrapho, de justica que
seja tambem mais respeitado.
Depois de um me*, quando os perseguidores do
Pirapama j tinhum esgota-b 03 recursos Jo urna
argumentaco illsgica, agarram-se quasi desani-
mados a urna nova taboa desalvacaoa.m quali-
dade das luzes para ver se conseguem justificar o
seu erro. .
Mas, dando crdito ao que diz A Provincia, de
Pernambuco, sabe-se-que o Pirapama tinhao san
pharcl do tope a 30 ps cima do nivel do mar, e
os dos lados a 20.ps, e portanto, nao pode aqu.lle
vapor ser censurado, urna ves que suas luzes es-
tavam de accordo com o regulameuto da nave
gacio.
E se nao estavam, poique nao cumpr'a a capi-
tana do porto o seu dever?
Discutir a bo ou m qualidaJedos vi iros, a
piuca ou muita lmpeza dos pbaroes, a maior ou
menor irradiacao da lux, por muita ou pouca fu
rases, sao outras tantas futilidades que nada
sproveitam na pratica da navegacao.
E se a Provincia admitte que a m qualidade
des pbaroes concorreu para o siuistro, cofessa
exactamente que foi o Bahin o culpado, ror nao
ter visto a tempo as Iuze3 do Pirapama.
Esta deelaracao aproveitada pelo advogado da
Companhia Pernambucana, importara no gauho
da causa, mas, eu nao me conformo com ella porque
urna cotradiccao ao depoimento dos pasaageiros,
de que nao me quero aflastar.
Todos saben que algons paggageiros do vapor
tfhia, viram pelo LADO DA TERRA n'uma
distancia aproximadamente de 5milhas aaluies e
o esseo do Pirapama; e como que o official do
quarto, o nico que tinha obrigaco de vel-a, e
que demsis a mais esta va a 5 ou 6 metros cima
no logar em que estavam os ditos pasaageiros, nao
.as VIO ?
Nao qualifico como devo esta argumentacao da
Provincia, porque sendo generoso nao quero incora-
inodar a um escriptor que reconheco nao discutir
com a convicclo da profisaionalidade,
Nesta questo a mioba idea nabalavel; e quanto
mais Icio a defeza do Baha mais me convenc que
toi elle s que causou o abaroamento.
E tanto isto verdade, que a principio diziam
ter visto a la encarnada e n? a verde; e hoje,
sem vergonha de um publico, que tem lido com
attencD todos os documentos relativos a questo,
disem que nao viram as luses seno a menos de 2
milhas porque os vidros estavam enfumacados.
E'muito, meus senhorea .'...... Tenham ao
menos a coragem de reconhecer "o castigo urna
v z qae nao souberam evitar crime.
20 de Abril de 1887.
M. Nascimento.
Attenda-se
PRA^A PUBLCA DO SO -BADO N. 12 a' BA
DE DOMINGOS THEOTONIO
Apezar de pnnunciada essa proca por
editaes publicados na Provincia, jornal nao
official e da limitada cireulacSo; a derpeito
do nao se publicar hoje, vespera, como
devora, todava nao me passou desaperce-
bida como tal vez esperassem.
Annuneiaic-na para auianh" psr forca
de urna simulada execueSo pelo juizo do
commercio, de Lauriano Rodrigues da Coa
ta contra Francisco Pacheco Gomes, ou-
tr'ora proprieta: io do dito predio.
Este me pertence por compra, que &z, a
Pacheco Gomes, que recebeu seu prego, e
para fazer valer raeu- contrato movo aegito
pelo juizo civel, escrivao Cunha, e perante
o juizo do commercio farei valer o roen di
reito, e desde j protesto contra o er. bulbo
judicial, que se me quer fazer.
As bixas nao pegar*m orno nao p'ga
ram as anteriores......
A pra^s-, se venricar-se ser radicalmen-
te nulla, se nao aqui, inlubitavelmente
alli.
Prevnam-se, portanto, os pretendente3.
Recite, 17 de Maio de 1887,
Francisco Gaspar de Pinho.
O Sr- Jos Mara : -Onde est a in-
triga ?
O Sr. Gaspar de Drummond :Que
acho iemais os empregados pblicos, que
os quero perseguir.
Em segundo lugar, trata-se hoje de ou-
tra admDistrago que inspira-me maior
confianza.
Em vez de j pega intriga deve lr-
se no pega a intriga.
Mais a liante onde se me attribue este
aparte :
Em segundo lugar trata-se hoje de outra
administrando, que inspira-me mais con-
fianza, deve ler seEm segundo lugar tra-
ta-se hoje de outra administracSo, com
quem estou de perfeito accirdo.
Estou certo, que o revisor do discurso
nao alterou as notas tachigrapbicas e, por
isso, o engao foi da quem apanhou o
aparte.
O pensamento alli contido, verdade,
foi manifestado em aparte por um outro
deputado. Talvez dsse isto lugar ao equi-
voco. N:Io terei duyida em declinar Ihe
o nome, pois estou autorisado tazel-o se
porventura contestaren) me.
S estive em desaecrdo de vista <^om o
Exm. Dr. Ignacio Joaquim quanto s re-
formas que S. Exc. projectava, nao obs-
tante elle sempre nspirou me con nanga,
como ainda hoje.
Isto mesmo tive oc:asio de declarar na
Assembla, ao discutir o prajecto de xa-
gao de forga policial nessa ultima sessilo.
O que tiia rs-tifiaaJo nlo envolve retra-
';-.(11, mas apenas o restabelecimento da
verdade, aSin de evitar explorarles por
parte de espirito malicioso.
Rfcife, 16 de Maio de 1887.
O. da Drummond.
cimentes de mais utilidade e dever co-
lonia, pois us nio, porque em oSo sendo
cousa de fazer vista, isto aquillo que
pode repercurtir na santa terrinha nem
nada, quando o A. Pedro, o J. Gil, que
s3o de J-dentro vem siml. a causa
outra, agora quando portuguez de-c como
Seares de Medeiros, moita.
Quem Ihe mandou Sr. Medeiros ser por-
tuguez do Brasil e nSo portuguez de Por
tugal ? 1 O bairrismo dos patricios s se
manifesta aos que podem influir pura eora-
mendadoreB, despensa da cvica, ete. O
senhor alm de seus males nSo sai cur-
var-se aos mai.doos de c, mette-se no tra-
balho dia e noite em vez de prosar e con-
tar historias de porta em porta, nSo tm
centos de cartas de apresentagSes, traz seu
trabalho, txpoe ao publico, 8ta ao 2-
povo que o applaude frenticamente, e os
patricios quedam se em casa, no dulce
farniente, e foi um dia arte dramtica.
D. Fernando
-
It ti-.;! otutuerclal
t OTA^OES OFEICIAE8 DA JUNTA DOS COB-
RECTOBES
Reaft 17 de Maio de 1887 |
Ac^es da companhia do Beberibe do valor de
100 a 150 cada urna.
'J^mbic BoOre Para, 30 d/v. com 1 0/0 de des-
culto.
Cambio so ore Santos, 60 d/v. com 2 0(C de dee-
cont.
Cambio sobre o Kio Grande do Sal, 90 d|V. com
3 0(0 de descont.
Sa liura da uol&a
Vend ram-se:
55 accoes da Companhia do Beberibe.
Offereceram-se vender;
115 accoes da Companhia do Beberibe a 155 j.
O presiaente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
W seuretano,
Eduaido Dubeux.
itvlmento banearlo _";
BEC1PE, 17 DE MAIO DE ISOi
r Os banco* abriram buje u mercado de cambio
com a taxa de 22 d. sobre Londres, a qaal foi de-
pois de meio dia substituida pela de 22 1/1 d., fe
cbando firme.
As tabellas so estas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/1 e vista 22.
obre Pars, 90 d/v 427 e vista 431.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 529 e 4 vista 534.
Sobre Portugal, 90 d/v 240 e vista 242.
Sobre Italia, vista 431.
Sobre New-York, vista 27G.
Do Enylish Bank:
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/4 e vista 22.
Sobre Pars, 90 d/v 428 e vista 432.
Sobre Italia, vista 432.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 29 e vista 534.
Sobre New-Yoik, vista 270.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 240 e vista l'42.
Subre as priucipaes cidades de i'oriug&i, vista
247.
Sobro liba dos Acores, vista 250.
Sobre Ilha da Madeira, vista 247.
aereado de annear c alsodo
BECIFB, 17 DE MAIO DE 1SS7
Asnear
Foi estado aos algariEtnos segnintes :
3. baixo, por 15 kiks, de 20(i a 2^100.
3.' regular, por 15 kilos, de -J100 a 23200.
3. boa, por 15 kilos de 2/200, 2/300 e 2/400.
1 superior, por 15 kilos, de 2/500 a 2/600.
Branco turbina pulve isado, por 15 kilos, de 2/300
a 2/400.
Somcnos, por 15 kilos, de 1/600 a 1/700.
Mascavado, por 15 kilos, a 1/200 a 1/200.
Bruto, por 15 kilos, de 1/100 a 1/200.
Rtame s, por 15 kilos, de 840 a 1/000.
O mximo ou mnimo dos pre;as sao obtidos
e informe o S'jrtiinonto.
Alqodao
Comquanto nao se fizesse hoje negocio, em vista
da pisicao firme do cambio cota-se cominal a
6/7O0 por 15 kilos, o de Pernambuco e boas pro-
cedencias, em trra.
Vapor dcapacbatlo
Vapor nacional Espirito Santo, sabio liocfcm
para os portos do norte com a cursa ?es;iiute :
Para o Cear :
. rdos com xarqoe.
Para Ma'anbo :
1 caixa com calcado nacional.
Para o Para :
5 barricas com assucar branco.
1,285/2 ditas com dito dito.
49/3 ditas com dte dito.
631/4 ditas en, dito dito.
_'00 barriqniuhas com dito dito.
Retifleafo
No Diario de Pernambuco de 14 do cor-
rente, em que vem publicado o discurso,
em sessode 22' de Abril lo -jrrente ao
no, pronunciado na Ass-.rabi* Provincial
pele Sr. deputado Dr. Jos Maria de Al
buquerque Mello, i se ni pagina 3* co-
lumna 0', o seguinte
O Sr. Gaspar de
que cheguei a tempo.
O Sr. Jos Maria :Agr.ide(;o V.
Exc. o ter entrado neate momento no re-
cinto para qua eu possi repetir aquillo que
venho de externar.
Dizia eu que senta, que lamentava pro-
fundamente que V. Exo. que o anno pas
sado fui o defensor mais exagerada dos coi-
pregados pblicos, que oppoz se tenazmen-
te a urna autorisaco ao presidente da pro
vincia para reformar as repartido -s publi-
cas, votasse boje por est* emenda que en-
cerra urna autirispco ainda mais ampia,
e ainda mais, que S Exc, segundo vem
de affirmar o meu Ilustra smig, Sr. Joo
de Oliveira, houvesse declara lo qae temos
empregados detoais.
0 Sr- Gaspar de Drummond : Em pri-
raeiro lugar j peg3 a intriga.
Emisso com premio
Causou sorpreza a alguna espiritos retar
dtanos o tacto da Companhia do lieb-ri
be fazer emissSo de aO$8tt com premio, co-
mo um caso nunca visto.
Deixaudo de lado as raz3es justificati-
vas do facto, sua conveniencia, o que at
hoje tem sido incontestavel, vamos citar
um exemplo recente em idnticas circuios-
Uncas.
O London & Brasilian Bank tendo alon-
gado suas rela$3es resolveu augmentar seu
capital, e quando a 18 de Abril desto an
no a Oompanliia do Beberibe autorisava
fazer emisso de accoes com o premio <'e
50 por cento, a directora daquelle banco
pr'punha a 20 mesmo mez e anno, que
Drummond : Creio emisso de suas aci,3;s fosse com o pre-
mio de 50 por cento tambem.
T-'mos pois um frisante exemplo identi
co, em pocas muito prximas, desappa-
recendo assim a 3ausa do espanto.
No entretanto o fucto agora citado da
um importante e antigo eatabeleciraento
.que muito se tem distinguido pelo seu alto
bon senso pratiuo e criterio.
Frequentes liB sido as emisses com
aba'imento, o governo d constantes exem-
plos, o desde que um facto natural o
abati-uento, naturAssimo o com premio,
se o credito assegura o bom xito.
Um accionista.
50/4 barricas com dito refinado.
190 saceos com milho.
20 pipas com agurdente.
lliO barra de quinto com dita.
25 fardos com xarque.
450 meios de sola.
30 latas com oleo de ricino.
6 ditas com elixir caVca de nfgro.
2 caixas com calcado uacional.
Para Manaus :
101/2 barricas com assucar branco.
145/4 ditas com dito dito.
75 latas com dito dito.
10/4 Barricas com dito rrfiuado.
2 pipas com agurdente.
182 barril de quiuto com dita.
Car.-rgarain diversos.
Entrada* de annacar e
HEZ DE MAIO
iluttilac
Colunia Portugueza
Cuta admiraco o des'-jo de certes
typos quererem liquidar os dous estabele-
Barcacas.....
Vapores.....
Estrada de Trro de C
ruar .....
Animaes ....'.
Estrada de trro de S.
Praneiscj ....
Estrada de trro de Li-
moeiro
a
1 16
1 4 16
1 16
1 17
I 16
1 A 13
P s 1 *
3 f S c'
S o 2 4*
s - _2 ed
20.365 1.502
1.707
2.769 40
2.008 4.103
25.129 1.666
1.362 680
51.633 9.6'jS
tllvldendoa
Estao sendo pagos os seguintes :
^-,0 Io dO BANCO DI CBEDITO BKAL, ai" de 1
por accao ou 10 0/0 do valor realizado de cada
urna.
O pagamento fax-se na sede do bsneo, das 10
horas da manha s 4 horas da tarde dos das
uteis.
O 78." da companhia do bebebibe, na propjrcb
df 5/000 por accao n 10 0/0.
Os iuteressados devem ir aoescnptoiio da com-
panhia, das 10 horas da msnha 1 da larde, dia-
riamente al o ultimo do corrate mez e ao de-
pois aos sabbados
Hemorlnl
A COMPANHIA DE BDIPICACO CSt I.iZOIlJo O re-
colhimento da 7 prestac> de seu capital social.
na razio de 10 0/0 do valor das respectivas ac-
ves, o qual dever rcalicar-se at o di 14 do mez
viodouro.
E' hoje, ao meio din, que devem se reunir no
Io andar do predio n. 73 da praca de l'edro II, os
accionistas da companhia estrada de fekbo do
bibcibo i bonito, afim de, i m assembla geral,
resolverem negocios tend> nt.-s mesma compa-
ahia.
Oepo-s de amanha, 20, rennem-se em assem-
b i geral, na respectiva sede, os associados da
associaco commebcial AamooLA, para tratarem de
assumptos que se referem aos interestes sociaes.
O recolhimeuto de notas dilacfradas do Thc-
souro, faz-se a a thcsocbabia db pazenda, as ter-
cas e sextas-feira, das 10 s 12 horas da manh.
As notas dj Thesouro de 2000 da 5.J estampa,
5/000 da 7.' e 10/000 da 6., seraa substituidas
na thssoubabia de kazenda at o fim do mes de
Junbo cem o descont de 2 0,0, o qual ser eleva-
do a 4 0/0 a contar do 1. de Julbo a 30 de Se-
tembro co corrente .qoo.
Pauta da .aifandeza
iu-Kj de 16 a 21 de maio ue Ibbl
Assucar branco (kilo)
Assucar mascavado '.kilo)
i -_'*;
066
Alcool (litro) 218
Arroz com casca (kilo) 65
Aiguuo (kilo) 360
Assucar refinado (kilo) 145
Borracha (kilo) 1/264
Coujps seceos salgados (kilo) 500
Uouros verdes (kilo) 270
Cacao (kilo) 400
Ca>-h>iCH (litro) 077
Cat ouin (kilo) 460
Caf restolho (kilo; 30
Carnauba (kilo) 366
O-r-cua de alfodo (kilo) 0(4
Carvo de pedra de Cardift (toa.) 16/OO
Couros seceos et pichados (kilo) 585
Parinha de mandioca (litro) 50
Fumo restolho em rolo (kilo) 400
Fumo restolho em lata (kilo) 5^0
Fum- bom (kilo) 70
tiene bra (litro) 200
Me! (litro) 040
Milho (kilo) 040
Taboados de amarello (duiia) 100/000
liuportav
Lugar ingles Dora, ebegado de Terra Nova em
14 do crtente e consignado a Sauuders Brothers
t C mauifestou :
Bacalbo 2,657 barricas e 1,460 cneias aos con-
signatarios.
Lugar ingles Hel-n Isabel, entrado de Terra
Nova em 14 do correte e consignado a J. Paier
& C, n-anif- stoii:
Bacalbo 2,850 barricas e 1,025 meias ordem.
Vapor nhcional Espirito-Santo, entrado dos por-
tos do sul em 16 do corrente e consignado ao Vis-
conde de Itaqui do Norte, mar.iti-stou:
Carga- do Rio de Janeiro
Alpiste 1 sacco a Borstelman & C.
Couros 1 volme a Mendet & Pereira.
Oi?.is 1 e*ii3> a Ad.ilpko Ht Ferro, l a Af-
iouoo nveiia o C 1 Augusto Prrnandes & C.
Calcados 1 caixo a Mu noel de Barros Caval-
cante.
Caf 209 saceos ordem, 50 a Gomes & Pereira,
35 a Antonio Duarte de Figueredo, 68 a Pereira
de Carvalho & C, 120 a Paiva Valente 6t C, 163
a Manoel dos Santos Araujo, 69 a Btltar Oliveira
& C, 107 a Soarea do Amaril Irmoa.
Fumo 10 vulumes a Costa Lima 4 C, 42 a Ven-
tura Pereira Penna, 28 a Joac. V. Alvos Matheus
4 C, 10 a Paiva Valente S C, 20 a Antonio Pe-
reira da Cuuba.
Ferragens 1 volume a Meudis 4 Pereira.
Faxendas 1 caxa a Luiz Autouio Sequera, 4
ordem.
Fogoes de ferro e pertences 17 vclumes a Mi-
randa t Souza.
Livros 2caixoes a Vicente F. B. de Araujo.
Machinas do c -ttura 4 vulumes a Prente Viai-
ua 4 C.
Mercadoriis diversas 47 volumes a Presidencia,
l a Capitana.
Malas 2 engradados a J. .Mendes (Juimares.
Panno de algodo 10 tardos a A. Vieira t C, 9
a Joia Rodrigues de Moura, 25 a Luiz Antonio
Sequera, 25 a Rodriguen Lima 4 C., 10 a GJon-
calvea Irmios 4 C, 24 a Julio 4 Irmaos, 25 or-
dem, 2 a Machado fc Pereira, 1 a Ferr- ira 4 Ir-
ino, 1 a Quimaraes Irmios & C, a Agostinbo
Stntos,
Sola 1 volme a Costa Campos 4 C,
Salsa carob 10 caixas a Francisco Manoel da
Silva C.
Vinho 1 pipt e II barris ordem, 20 a Joo
V. AI ves Maibeus 4 C.
Carga da Babia
Aseite birrsa J. A'ves da .iilva Santos.
Charutos 2 caixes a Joaquim Bernardo dos
Res 4 C, 8 ordem, 1 a Antonio Jos Sosree
& C. 2 a Sulzer Kauffmam *C.
Cbapos'6 caixoes a Autonio P. Oarncro d
Silva.
Fumo u f'olba 300 fardos a" Joo Franeisco
Le te.
Farinha d.; mandioca 11 saceos a Vanna Cas-
tro & C.
Fio de algodo 18 saceos a Francisco Guims-
rvs 4 C 11 a Jos Fraocisco Leite.
Qaal o motivo porqoesoffreist
M
Vos outros que padecis de ysica, astbma, ca-
tarrho, bronchites e tosse chronica, respondei
esta pt-rgunta.
Na admirav< I e maraviibosa compoBico da
Anacahuita Peiloralse vos offerece um remedio
quasi infallivel, rpido e inteiramente inttfensivo.
A sua pr< patac&o couiposia dos suecos balcni-
cos e nutritivos d'uma arvore mexicana chamada
Anacahuita, admiravel antidoto este gratuitamen-
te offerecido pela natureza, para a cura ae todas
as enfermidades pulmonares. O mundo nao encer-
ra em si, cousa que com ella de leve se posea com-
parar.
Os proprios mdicos testificam, que, quando as
suas m'.'lhores e mais poderosas medicinas cnega-
ram provar a sua inutilidade e im rficacia na di
minnicao e curativo da tosse ou para allviar a
rouquido e iuflammacao tracheal; este excedente
remedio, to xgradavel como efficaz, com frequen-
cia restabelece os pulmoes os bronchios e a larya-
' ge ao seu primitivo estado natural.
\ Como garanta contra as falsificacoes. obsrve-
se b- m que os nomes de Lanman & Kemp venham
estampados em I. tiras transparentes no papel do
livrinho que serve de envoltorio a cada garrafa.
Enc.ntra se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 8.
Gloria do Goit
Constando-nos que o Sr. Manoel de Sou
za Leal, morador na Gloria do Goit,
pretende vender um vapor que nos cora-
prou em 29 de Dezembro do anno prxi-
mo pasando, protestamos, bem como o
garante do mesmo vapor pela dcsta ven-
da, eraquanto dSo tiver quita cao nossa ou
do gsraute, visto se aehar vencida urna
das suas lettras.
Recife, 14 Maio de 1887.
Reis & Santos.
Em honienageni verdade
Acontecimentos se do na vida humana quu
comquanto relativos a um t individuo, inters-
sam, todava a todos, em geral.
Nesta ordem de fnct-.s, est indubitavelmenti'
adeiricto o da const rva^ao da vida, isto da vida
cem s.-.ude.
Ha quem diga, de si para si, que a nica con
viccao firme aquella que se funda as provas
que cada um adquire prssoalmeute e nao aquella
que se trausmitte ao individuo por fact-is que so
do com outrem. Ma enea asscrco, sobre nao
ser mais do que um paradoxo iuacceitavci, mais
do que isso, pois significa a expresso mais anti-
p..tbica do egosmo.
Pois justo e admlssivel que t acreditemos
em us meninos? Pois nao haver, n'aquelles
que nos roleiam, pessoas que roerecain tanta coo-
Pasaava 200 molhos a Jos Alves da Silva
Santos.
Panno de algodo 17 fardos a Rodrigues Lima
4 C, 30 a Luiz Antonio Sequera, 10 a Souza
Basto Amoriii 4 C, 5 a Goms de Matros Irmo,
16 a Sernet 4 C, 25 a Albino Amorim te C 11 a
Olinto Jardim & C, 18 a Fcrreira Irmos, 11 a A
Yielra 4 C, 9 a Joaquim Agostinbo, 26 a M-
chalo te Pereira, 10 a Savenuo 4 Irmos.
Vapor nacional Principe do Grao Para, che-
gado da Baha e escala em 16 do correute e con-
signado a Domingos Alves Matheus, mauifestou :
Algodo 48 saccas ordem. 5 a Jos de S L i-
to.
Aseite 6 barricas aos meamos.
Barrici.s 196 voluraes a viova Marques 4 Filho.
Charutos 1 cilio a Almeda Machado te C
Couros seceos toteado* 203 ordem, J, a Pe
leira J-trneiro te C, 180 a Domingos Alves Ma
ihus, 148 a H. Nuesch 4 C, 67 a stolzeubalch
Massa de lmate 3 caixas a Nunes Fous-'ca 4 C,
5 a 11. Lundgren 4 C.
Piassava 50 molho a Beltro te Costa.
Panno de algodo 20 fardos a Domingos Alves
Matheus, 50 a Silva Guimares 4 C.
Sola 45 rolos a Ferreira rlodrigues 4 C., 4 a
Nunes Fonseca C, 174 meios a H. Nuesch tfc C.
Tamancos 10 a tardos Almeida Alachado te C.
4 a Fcrreira Rodrigues 4 C.
Barca irjgleza J. B. D. etrada de Car-
diff em 15 do corrente e coosignada a J.
Pater vt C manifestou :
GarvSo du peJra 602 toneladas ordem.
BMira 16 de maio os 1887
Para o exterior
No vapor ingle Nelo, carregaram :
Para o Bltico, Borstelmann & C. 800 fardos
com 97,024 kilos de algodo.
No vapor ingles Pructera, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 1,0)0 saccas com
74 285 kilos de algodo.
No vapor iuglea Baskena Bay, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 600 saccas com
44.763 kilos de algodo.
No vapor ingles Thenzisia. carregaram :
Para Liverpool, J. Pstr < C. 373 taccas com
34,028 kilos de algodo e 109 saceos com 53,175 Pe 2 a 16
kilos de assucar mascavado.
Para o interior
= No lugar norueguense Stabtl, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, S. G. Brito 1,000
barricas com 94.000 kilos de assucar branco
__ Wh escuna nacional Evora, carregaram :
Para o Ro Grande do Sul, A. J. Ribeiro 2,00.)
cocos, fructa.
Para Porto Alegre, Maia 4 Kezcnd 425 volu-
mes com 8,578 kilos de a3ucar bn.no e 50 ditos
com 5,562 ditos de dito mascavado,
__ No patai ho nacional Andaluza, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, A J. Ribeiro 2,000
cocos, fructa.
No vapor austraco Szechnye, carrega-
ram :
Para Santos, C Burle 230 saceos com 13,800
kilos de assucar mascavado : P. Alves 4 C- 30
barrricas com 1,800 kilos de assucar refinado; E.
C. Beltro te Irmo 50 barricas c=m 3,002 kilos
de assucar refinado.
Para o Rio de Janeiro, H. Burle te C 1,000
saccas con 76,928 kilos de algodo e 1,000 saceos
com 60,000 kilos de aso-car branco ; P. Carneiro
& C. 371 saccas com 23,479 kilos de algodo.
No vapor alltmo Lissabon, carreganim :
Para Santos, S. Guimares te C. 0 pip^s com
14,400 litro de agurdente.
= No vapor nacional Eepirilo Santo, carrega-
ram :
Para Manos, P Pinto A n. 90 barris com 8,640
litros de agurdente ; H. Oliveira 40 barra com
3,840 litros de agurdente ; Amirim Irmaos &
C. 40 barris com 3,810 litros de agurdente ; A.
F. dos Santos 2 barris com 192 litros de agur-
dente ; t. de Moraes 2 pipas e 10 barris com
1,840 litros de aguardeute, 15 latas com 225 kiloa
de assucar refinado e '36 barricas com 1,760 ditos
flanea como 8 que temos no que experimentamos
ou no qua presenciamos i
Aquclles que lerem estas lnbs, far nos-ho a
justica de crer na sinceridade d'ellas ; nao as-
sim ?
Pois ahi est a respo.-ta mais lgica aos argu-
mentos capciosos dos que nao crem nos i loquen-
tes attestadoR paasados enj favor dos prodigiosos
effeit08 do Peitoral de Cambar, preparadlo cujas
materias comp mentes nao'sao, em nada, -.locivas
sade e, ataj disso, permttem que esse reme-
dio Beja o preferido pelas seuhoras, creancis e
pessoas de paladar delicada.
Em homenagem verdade, pois, rigoroso dever
de quem, como nos, sabe das innmeras coras
produzidas pelo Peitoral de Cambar, apressar-se
a faser publicas esaas mesmas curas, afim de, c -m
>sso, prestar relevante ervic a hnmanidad".
A voz da verdade.
Recife, 11 de Abril de 1887.
Fabrica Amor
Lomga & C successores de JoSo Gon-
gaitci o Hespanhol, estabelecido cora fa
brica de cigarros ra Larga do HoZarin
Q. 8, chamara a atteDcSo do respeitavel
publico e especialmentn dos sus tregu-z^s
para as segumtes marcas de cigarros de
sua fabrica : Paulo e Virginia, Amor, D.
Eroili'j Castellar, Especiaes, s'amorados ti-
nos, ditos grossos, Goyaz desados, Tres
CoiOas, ditos desdados barrigudos, Linho
e Goyaz aromatices.
Oa cigi.rros cujas marcas acabamos de ci-
tar sao fabricados com os melhores fu moa
Goyaz e Rio Novo o por isso, como tam-
bera pelo esmero e cuidado ta manipula-
dos tornam-se sem competencia nesta pro-
vincia.
O credito que pula cxcellencia dos seus
productos ha sempre a Fabrica lAraon
aiiti^a do Hespanhol, gozado entre os Srs.
consumidores de tabacos a mais scliJa ga-
ranta da justa fama dos cigarros de aossa
{abra*.
Esperamos, pois, dos Srs. consumidores
urna visita ao nosso citado estabeleci-
mento.
Recife, 10 de Maio de 1887.
Teleptione n. 453
Alagoas nova pomada
Lendo sob essa epigraphe a moiioa de
um senhor indignado, publicada no Diario
de Pernambuco da 27 e 28 do prximo
passado contra a lotera da provincia, era
que bou taxado de m fe e ardloso, sou
foryado a vir imprensa em attencSo ao
publico.
a Id* lotera da d< premios >0jo, <
nao ha razio pra estranliar attento ao
que passo a expor.
Pago de imposto geral e beneficio 2b *f0,
afora o imposto provincial, sello, eti. ; a
lotera da Parahyba paga sobre as 2 ru-
bricas pimeiraa apenas 11,33'[ des le
quedo imposto g*ral retira 7 [0 para au-
xilio dis despezas, entrando assim apecias
foi approvado dc-vidamente por acto do
poder legislativo onde ficou estipulado o be-
neficio, e essa lei nao foi ainda derogada.
NSo ser feita a 2* extracclo no dia 7
de Mnio, como j mandei annunciar e pre-
venir meus agentes porem o sei em bre-
ve, e para o que opportunmente anoun-
cmrei o dia certo.
Tambem nao exacto que eu mande
vender bilhetes por mais de seu valor.
Quan.o s dema8 bellezas era que sou
chamado de mentiroso; homem de m J e
tuti quanti de maligno fermontou no cere-
bro do motinista, sao mimosas e aromti-
cas flores, proprias to sement do jardim
que as produzio, e para onde as devolvo
com toda a sua dalguia.
Macei, 1 de Maio de 1887.
Manoel Jos de Pinho
8 [0, e quanto ao b'.netic'o pga 36:000$
por anno, para extrahir nessa espago de
tempo 6 loteras de 200:0005, com a -mis-
sito total de 1 200:000$, pelo que u' de
porcentagem 3.3o [ que com aqu-dles
3 [o pretaz os preditos 11,-33'[,.
J t, psis, n publico on le est a dif
ferenca 'pie Uj incoramoduu o seuhor
indignado para seus ns.
Pd-ria deixar essa missao para a mo.
fineiro, que, se tivesse alguna sentimentos
nobres nu atirava pndras a telhados
alheios, quanco tem os seus de vidro to
fino.
NSo colhe tambe ni a invengo sobre a
granie lotera desta provincia, cuj j plino
de dito branco ; V. T. Coimbra 50 volumes com
3,307 [ [2 kilos de assucar branco ; T A. de Aze-
vedo 115 valames com 7,125 kilos de assucar
branco e 10 barricas com 415 ditos de dito refi-
nado ; P. Alves A C. 80 volumes com 2,100 kdos
de assucar refinado.
\ai ion A rnrica
Barca norueguense Glitner, Hull.
Escuna nacioual Kvora, Rio Graude do Sul.
Lugar norueguense Stab, Montevideo.
Patacho nacional Maria Augusta, Montevideo.
Patacho iiigiez Cotilleen, Eatadjs-Unidos.
Patacho allem-i Calo, Rio Grande do Sul.
Vapor austraco Szacheny. Santos e escala.
Vapor uglcz Frutera, Bltico.
Vapor ingles Neto, Bltico.
Vapor ingles Baskena Bay, Liverpool.
Istiwt a ueacarica
Barca inglesa HeUne Isabel, bacalbo.
Barca ingleza J. B. D., carvo.
Pari-a uacional Mimosa, xarque.
Barca norueguense or, vanos generes.
Lugar inglez iaggie, bacalbo.
Lugar nacional Marinho VII, xarque.
Patacho nacional joven Crrela, xarque.
Patacho nacional Rival, xarque.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Vapor nacional Principe do Grao Para, varios
genems.
Ilmlielro
O vapor nacional Espirito Santo, levoit para :
Parabyba 15:000000
Para 1:000*000
Rendlincatos piiblfcos
MEZ DB MAIO
Alfandtga
Kiia do Barao da Victoria u.
11. t andar
A pi-'prietara deste estabolecimento, j bastan-
te conh'cido pelos trslalhos alli erecutados com
mestria e bom gosto, corno tambem pela lbaneza e
cavalheirismo que costuma-se dispensar qnelles
que dignam-te de hooral-o com a sua visita e
confiaren, provine ao publico qup, com acquisi-
go que fez de machinas as mus aperfeitfoadas,
est o mesmo estabelncimento em condicoes de
tirar retratos inaHeraveis por precos inferiores
aos dos que t-em ultimameuts vindos dos Esta-
dos-Unidas, c assim quo um retrato de meio ta-
munho natural tra-sn pelo custo de 15*000.
O atolier, modificado e reformado como acaba
de ser, tornou-se o mais perfeito possivel para dis-
tribuico de luz, de modo que pde-se trabalhar
sempre, com bom ou mo tempo, de 9 horas da
manh s 6 da tarde.
A essas circumitaacias acerases ser o pessoal
ttchnico babilitadissimo e delle fazer pirte o pho-
tographo becpanfiol D. Joaquim Celas de Cas-
tro que trabalhou nos meihores estabeleciraentos,
desse genero, em differentes paires da Europa, e
a respeito de quem j os diversos jornaes desta
provincia trataram.
Do que fica dt" v-sa que est o referido esta-
belecimento em condisoes de executar com pericia
quaesquer trabalhos de photographa.
Alli encontrar-sc-ha sempre expostas venda
grande numero de vistas do alguns eflfkios
pblicos, pracas, ras desta cdade e seus arra-
baldes.
Dr. Mello Gomes
Par tetro
Una de Paulino Cmara (antig da Camoda do
Cirmo) n 36, Io andar.
Onda pode ter procurado a r]iia!quer hora do
dia e da noite.
Especialidades ; Pebres, molestias das senho-
ras e do pul-nao, syphilis e siffrimentos da ure-
: lo-:. .
Acode tambem a qualquer chamado para fura
da capital.
\HYOGi\DO
DR. CLODOALDO LOPES
RA ESTEEITA DO ROSARIO H. 4
Dr. Joo Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras e
de enancas, com pratica as principaes enterni-
dades e hospitaes de Paiis e de Vicua d'Austria,
faz todas as operares obsttricas e cirurgicas
concernentes as su&s especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Baro da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1- andar.
Consultas das 12 s 3 horas Ib tarde.
Telepbone n. 467.
Renda era!
De 2 a 16
dem de 17
Renda provincial
De 2 a IB
dem de 17
380:720263
25:437*778
46:388 4929
3.0174153
406:158011
49.406152
De 2 a 16
dem de 17
<>fl 2 a 16
[de a d 17
liecebudoria
Consulado f.ooinciai
Recife Drainage
455-56493
18:664*223
1:163/881
19:828*104
24:221*936
3.291*899
27:513*835
3:567*515
130*929
3:698442
lierradi) llunlilpal de Jos
O movimento deste Mercado no dia 17 ds Maio
foi o serate :
Entraram : .
41 bois pesando 6,493 kilos, sendo de Oiivei-
ra Castro, 30 ditos de 1 qualidade e 11 di-
tos particulares.
278 kl"' de peixe a 20 ris 5*560
138 carcas de farinha a 200 ris 27*600
13 ditas de fruetas diversas a 300 rs. 3*900
7 taboleros a 200 ris 1*400
12 Sumos a 200 ris 2*400
Poram oceupados :
21 columnas a 600 ris 14*400
22 compartimientos de farinha a
500 ris. 11*000
21 ditos de comida a 500 ris 10*500
84 ditos de legumes a 400 ris 33*600
16 ditos de suino a 700 ris 11*200
10 ditos de tressuras a 600 ris ,;*0^
10 talhos a 2* 20*000
9 ditos a 1* .'0*090
A Oliveira Castro C:
54 talhos a 1* 54*000
Deve ter sido arrecadada nes'fs diss
a quantia de 210*560
Rendimento dos das 1 a 16 3:221*860
Poi arrecadado liquido at hoje 3:432*420
Precos do dia :
Carne verde de 280 a 400 res o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560 a 640 ris idem.
farinha de 200 a 240 ris a cu a.
Milho de 280 a 320 ris idem.
Peijo de 640 a 1*000 idem.
Maiadour Publico
Foram batidas no Matadouro da Cabanga 87
rezos para o consumo do dia 18 de Maio.
Sendo: 63 rezes pevtencentea Oliveira C-stro,
fc C, e 24 a diversos.
Vaporen e navios enperadoa
VAPORES
Gold Halldo sul hoje.
Argentinade Hamburgo hoje.
Ville de Maranhodo sul hoje.
Bkamenyde Trieste hoje.
Financedo sul a 21.
Ville do Ceardo Havre a 21
Merchant-de Liverpool a 23.
Ceardo norte a 23.
Tagua da Europa a 23.
Alliancade New-Pcrt-News a 24.
Manosdo sul a 27.
Arliudodo Rio Grande do Sul a 27.
Junbo
Campiasdo sul a 2.
Ville de Maceido sul a 2.
Nile-do sul a 6.
KAV10S
Amandade Hamburgo.
Apotbeker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardiff.
Anne Catharineda Baha.
Anne Charlottedo Rio Grande de Sul.
Bernardus Godelewus do Rio Grande do Sul.
Carolina -do Rio Grande do Sul.
Diudado Rio Grande do Sul.
Enjcttado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Elysa co Porto.
Fa vori tede Santos.
Guadianade Lisboa.
Joiaiithede Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
Katalinale Terra Nova.
Marco Polodo Ro de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
MarenJo Rio Grande do Sul.
ordsea-iide Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Bu.-nos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Movi:ueao do porto
Navio entrado no dia 17
Southampton e eseala. 11 das Vapor ing'ez Ni-
le de 1889 toneladas, commaudante J. Brander.
equipagein 92, carga vanos generes; a Adamson
H-wic & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Manos e escala-Vapor nacional Espirito-
Santo, comandante Joo Mara Pessoa, carga
varios gneros.
Liverpool e escala-Vapor inglez Tbr.na
commandante J. Kempibor.e. carga vanos ge



eros.
MaranboVapor inglez
dante W. Lcy, carga
Norsemann, comman-
appsrelhos te'egra-
K^de0JaneiroeescaJo_yaP.r_in,le
J. Brandtr, carga
Nle,
virios ge-
commandante
eros.
Ooseruacto
Procedente de Hamburgo fandeou no LaowraV,
s 5 1/2 horas da tarde, o vapor allemao Liiss
bob o qual nio communicou cera a trra.
I NUTIMII) '


flHHH^MH
MMBH


?
I


r>

'I
de Pernambucoqnarta-feira 18 de Maio de 1887
"
Medico
Dr. Silva Ferreira, de volU de sua viagem
Europa, com pratica nos hospitaes de Pars, Vi-
enna e Londres, onde dedicou-se a estudos de
partos, molestias de senhoras e da pelle, ofierece
oa secs servicos mdicos ao respeitavd publico
desta capital e ora a'ella, podmdo ser procarado
no seu consultoriora da Cadeia n. 53, de 1 As
3 horas da tarde, ou em sua residencia tempora-
ria Pinte d'Ucba 55.
DO
BRASIL
Capital
dem real! i 1
90,000:0000
,000:0000
Celestial Goufrara Ha Santissma
Advogadu
(Foro civil e eccleslastleo)
Bacharel Antonio d LjIIs e Sonza
Pontea.
Ruado Imperador n. o7 1.' andar.
Este Banco, establecido ra da Alfandega
n. 22, sacca, a vista ou a prazo, contra os seguir. -
tes correspondentes no cstrangeiro :
Londres......... /N. M. Rothschil & Sjub.
EDITES
O Dr. Joaquina Correa do Oliveira Andra
de, juiz de dir-ito da orphaos e ausentes
da comarca do Rs.-.-ife e seu termo, em Per
nHmbuco, por 3. AI. o Imperador o Sr.
D. Pedro II.
Faco saber que tendo so arrecadado por este
juiso o espolio do fina 10 liberta Ignacio Luis de
Mcura, por nao ter deixado testamento nem her-
deiros coobecidos presentes: sao chamados os le-
gitimes aoccefsores beranca para se habilitarem
aa fjrma da lei.
E pra que chegue ao conhecimeato dos inte-
ressados, mauJei passar este eJital que ser pu-
b iesdo pela imprensa e alfixado no lugar do eos-
turne.
Dado e passado neH cidade di Rjcife aos 10
de Maio de 1887.
Eu Francisco de S'qajira Cava'cane, escrivo
o abscrevi.
Jraquim Corres- de Oliveira Andraie.
Concursu para o protlmenio deca
ili-iras de enwlno primario
De ordem do inspector geral da iustruero pu-
blico se faz saber a quem eonvicr que em virtud*
de ''etenninacao do presdeute da provincia de t
de D ze-ebro do anno passadj, e para exeeucu
do disposto nos artigas 70 e seguintcs do regula-
raeno orgmieo da instruceo publica, acha-se
posto era Concurso o proviwento das cadeiras
jonstsnt s da retco aba xd publicada, e das que
vieren a va^ir atea terminacho do concurso.
Para isso acha-se aberta nesta secretaria a
nseripco des Candidatos a este prorimento, com
o praso de 40 dias a contar do i' do corrente, ob-
servada as seguintes disposicoes do regiment
dos concursos :
Art. i Os pretende.ites ao magisterio, que nao
tiverea as sentos do regulamento orgnico da
ins'rucclo publica, devero submetter se a ezame
de habilitado para prova de capacidade prufissio-
nal, nos t'rmij do presante regirneuto
Art. 2o A inser pcSo para iste cxaine, dentro
do praso annunciudo por editnl, r< querer-se-ha
ao inspector g- ral, instruida >. peticjlo cote ri do-
cumentos comprobatorios dos requisitos legaes, a
s-.ber :
S 1" Maioridade legal.
2" .Ylorxlidade, e
3o 8' ni;ao de cul/,a
\rt. Oa rc<|uesitos do artigo antecedeute de
vero ser provados :
O do 1 por certido de b.ipfismo.
O do ^ 2' por attestad > do parocho ou de quacs-
quer autoridades do lujar onde res-'dir o concur-
rente.
O do 3" pela exhibilo de fe ha corrila.
Art. 4o t>o dispensados :
Ia Ue exhibir cerlidao de idadeos candida-
t is que forem ou houverem 8Jo fuuccionarios pu
blicos e os que presentaren) alguin t.tulo ou di-
ploma que nao obte.-iam sem a maioridade le^al.
| 2 De aprsente foha corridaos que exhi-
oirein attestados de prncedimento civil e moral,
Dassadoa pelas cmaras municipaes, autoridades
jdiciar;as e policiaes das l.calidaaesem que bo i-
verem residido nos dous ultimes annos; os que
se ach.nd.i no tiercu-i j de empreo publico, exhi-
b rein ai testados do respectivo ehete ; e as edu-
can 3" De exaoic de habili'aco es candidatos qoe
exbibirem :
I. Diploma conferido pela Escola Normal da
provincia ou de qualqucr outro curso norn al pri-
mario do imperio.
IL Tituios em graos scieutificos pelas facu'da-
des do imperio.
III. Diploma c. nferido pelo Gymnasio Pcrnam-
bueano ou pelo imperial collegio Pedro II.
Art. 5 O inspector geral, se o candidato satis-
fizer aa exigencias iegaes, ordenara pjr despacho
a inscripcao, a qual se effecfuar pela assignatura
do candidato en livro competente.
Art G' Findo o praso da inscripcao o inspector
geral remetiera a lista dis inscriptos ao director
da E/cola Normal, afirn de all rcalisar-se o exame
de habilitaco.
Secretaria da Iostruccao Publica de Pcrnam-
buco, 1 de Maio de 1887.
O secretario,
Pergentino S..raiva de Arauj] Galvo.
BELAfO A QUE SE BEFEBE O ED1TAL SUPBA
Comarcas Localidades
Masculino
Cabrob Betblm.
Brejo Couro d'Anta.
Flor, s Carn-. byba.
Buique Pedra de Buique.
Garanhuns Br.jao de Santa Cruz.
Buique Sunto Antonio.
I'anelias S. Benedicto.
Hom Conselho Campo Alegre.
Pxnellas Queimads.
Cimbres Oibo d'Agna dos Bredos.
Ouricury Serra Branca.
Cabrob Cabrob.
Becerros Mimoso.
Ouricuiy Santa Cruz de Sitios Novos.
Brejo S. Vicente da Serra do Vento.
I iem Rio ">oce.
Pi-tr, lii.a Cachocira do Roberto.
Cimbres Nossa Senbora das Dores de Pocao.
Tacarat Volta.
Fi minino
Buique Pedra do Buique.
Brejo Santa Cruz.
Iogazeira Alagados de Ingazeira.
Pancllas Agua Branca.
Ouricury Serra Branca.
Garanhuns Brejao de Santa Cruz.
Iogazeira Cha do Estevo.
Cimbres Alag i:.ha;.
Onncmy Ex.
Timbauba Pindobx.
Mixta
Caruar Lagdo.
Br^jo Riachi Doce.
Rom Cinselbo Cavalb' in.
Boique Santa Craz.
racarat Tacaic.
Cimbres PSo de Assjcar.
Caruar Calcado.
Tacara! Jatob.
Secretaria da Instruccio Publica de Pernum-
buco, 1 de Maio de 1887.
O secretario,
Pergentino Saraiva de Arajjo Galvas.
Paris..........
H-tmburgo.......
Berlina..........
Bremente........
Frankfurt s/ Main !
Antuerpia.......
Roma...........
Genova........
aples.........
Miio e mais 340
cidades de lta
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cdiz...........
Malaga.........f
Tarragonp.....
Valencia e outrac
cidades da Hes- I
panha e ilbas j
Canarias....../
Lisboa.........\
Porto e mais ei-f
dades de Por-/
tugnl e ilbas. .. )
Buenos-Ayres___)
Montevideo......)
Nova York......
De Rorhschild Frrts.
Deutsche Bauk.
Banque d'Anvers.
Banst Genrale
agencias.
e suas
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
nco de
suas agencias.
Portugal
Engl8h Bauk of thc Ri-
ver Pate. Limited.
G. Ainsirk & C.
Compra saques sobre qualqucr praca estran-
geira.
Concede cartas de crdito a fv:>i de vijante3
e contra exportafaoou importr;ao de mercadorias.
Acei'a consignaces de caf e mais mercadorias
para o estrangeiro, incumbiudo-se da venda e fa-
zendo o adiaiitmento que fr ajustado.
Adianta diuheiru sobre c if <: outr>is mercado-
ras, de accordo com as disposicS^s dus seus esta
tUt08.
Deseonta letras da praca e outros turnios com
merciaes ou de bancos, bilhetes do tbesouro geral
e tituios que represntela divida do Estado.
Empresta sobre penh >r de tituios da divida ge
ral e provinciaos, ac^Oes de bancos, acyoes e
obrigacoa de compuahias e ttulos coininer-
ciaes.
Incumbe-se a compra e venda de titulas da
divida publica, letras bypoth.carias, aecues, etc.
Abre coutas correntes garantidas por ti'ulos
commerciues e outros.
Recebe dinbeiro em conta cerrente de movi-
mento e por letras a prazo.
lora e
Cu
COX81LTA
De couformidade com o art. 55 do nosso Cim-
prjmisso e de ordem do nosso charissimo irmao
provedor, convido ais rx juizes, ex-th soureiro e
ex-secretario. a comparecerem em nosso consis-
torio, pelas 10 horas da maiiha do dia 19 do cor-
rete, afim de cscolbermos ra fanecionarics que
teem de reper a mesa do anno coropromissal de
1887 a 1888.
Cousistorio da CUstial C<>nfrara da Santissima
Trindade, 16 da Maio de 18S7.
(J secretario,
Joao J Guedes de Loeerdi.
Companhia do Beberibe
Couvida-se aos Srs. accionistas a virem receber
o 78 livideudo na proporco de 5000 por accao
ou 10 por cea'.o cujo pagamento se tlfectuai n'es-
te escriprorio das 10 horas da manba a 1 hora da
tarde, diariamente at o ultimo d'este mez, e ao
depois aos sabbados.
Escriptorio da Cimpnhia do Beberibe, 14 de
Maio de 1887.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Consulado de la Bepabllca Oriental
del fraguar en Pernambnco
Par conocimiento de los interesados trancribr
la iotn que S E. el S ior Ministre Plenipoten-
ciario de la Repblica dirijio al Consulado Ge-
neral :
. Petropos, 2 Marzos 1837. S; r Cnsul Ge-
neral.El Gobierno de la Repblica ha dispuesto
con techa 28 de Enero ultimo que todos los indivi-
duos que han desertado del Ejercito que dan dadas
las bajas pudiendo tegressar a la Repblica cuando
lo juzguen conveniente en la seguridad de que no
sern molestados de manera ulguma. Lo que
comunico a V. S. para sen conocimiento e dems
efectos, debeado V. S. trasmitir la referida dispo-
sicin a todos los Agentes Consulares de su depen-
dencia y recomendarla especialmente a los Cn-
sules y V. Cnsules de las provincias de Rio
Grande de Sur y Santa Catalina, para que le den
publicidad en sus respectivas localidades. Saludo
a V. S. atentamente.Vasques Sapastume.
A. S. S. el ?< i >r D. Erico A. Pi i*, Consol Ge-
neral de la R< publica Oriental del Uruguay en el
Brazil. Dios guarde a V. S. m. sos.
Consulado d- la Repblica Oriental del l'ni
guny en Ptrnainbuco, lo" Mayo 1587.
Jos1'; da Silva layo Junior,
Cnsul.
COMPANHIA
31R.7II05
ave* v a
Vapor
;;
wmmauk
DE
Vive-aro Costclra oor
PORTOS DO NORTE
Parahj/ba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camomtn
vapor Jaguaribe
Commandante Baptiata
Segu no dia 21 do
Maio, s 5 horas
da tarde. Receb<
carga at o dia 20.
V*&L^i=a3SaV
Encommendas passagens e diubeiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamucana
n. 12
HainDorg-SneflamBrtaiilsce
Dampfschirnahrts-Gesellschat
O vapor Campias
iSOYAL MAIL STE4M PACKET
GOIPART
O paquete Tagns
E' esperado dos por-
tos do sul at o dia 2
de Junho e seguir de
pois da demora neces
sara para
Lisboa e Hambnrgo
Para pasagens, tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCO N. S
/ andar
E' esperado da Europa no di
23 do corrente, seguinds
depois da demora necessaa
apara
Baha, Rio
vdeo c
de Janeiro Honte-
llueiios %yres
Para passagens, fretes,, etc. tracta-se com os
Consignatarios
Adamson Howic & C.
'. 3 RA DO COMMERCO N. 3
1* andar
l'mied Siates & Brasil % S. 8. C
O Bjar Allaiga
companhia Uahiana ile navega-
cao a Vapor
M&cei, Villa Nova, I-enedo, Arac^j,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Principe do Gro-Par
Commandante J. F. Teixeira
Segu impreterivel -
mente para os portos
cima no dia 19 de
Maio, as 2 horas da
tarde. Recebe cargi
_ 'nicamente at ao Ii2
da do dia 18.
Para caiga, passagens, encommendas e dihueiro
a frete f raeta-se na agencia
7Ra do Vigario7
Domingos Alves flatheus
Qaarlo
Urna commoda guarda ruup, 2 lavatorios com
pedras, 2 guarda vestidos, 2 cabides, 1 cama
tranceza, 1 marquezao, 1 comuicda com tampo de
pedra, 2 cadeirss de balando e 2 machinas de cos-
tura.
Bala de Jamar
Um* mesa elstica, guardalouca envidraca-
do, 2 paradores com tampos de pedra, 2 eta-
gers, 1 quartinheira, 1 guarda-comida, 1 lavatorio,
1 sof, 12 cadeiras, 3 quadros, 2 relogios, appa-
relhos de porcelana para cha e jantar, copos, cau-
ces, garrafas, compoteiras, fruteira, talberea, co-
lberes e quartinhas.
Um fogo de ferro, trena de cosinhas, mesas,
cadeiras, bacas e vasos para flores.
.. Soio
Urna mesa elastisa redonda, 1 guardalouca
aparadores torneados, 2 mesas de abrir, 12 ca-i
deiras e 2 consolos.
Urna cama francesa, 1 rrarquezSo, 1 cama de
'erro, 1 bid. 1 commoda com pedra, camas de
vento e multes outros movis de casa de familia-
existentes ua casa da ra da Unio n. 15.
Sexta felra o do corrente
O Dr. Tristao Henrique C >sta, tendo de fazer
urna viagem cem sua familia, levar leilo por
intervenco do agento Pinto, os movis e mais
objectos da casa de sua reaidencii, ra da
Uuiao n 15.
O leilao principiar s 10 horas.
A entrega effectuar-se-ha findo o acto da ar
mataeo j em 24 horas.
Agente Pestaa
irrc-
Leilao
ro
Arsenal de Guerra
O conselho economice daaeompanhias de apren-
dizes artfices e operarios militares, precisa con-
tractar os artigos seguiate:
Brim de linho escuro t.racc;ido (m-tros)
Brim de linbo, braoco (idem).
Zuarte tidfw).
Espera-se de n.- ir
News, at o dia 24 .e Maio
o qual eguir ^epDs d>
demora necessar' pim
Segu para o porto cima o hiate nacional D-
Antonio, recebe carga ; a tratar na ra da Madre
\ d Deus n 8, ou no caes do Loyo a bordo.
lElLUES
Sabbado, 21 do orrente, hora do cestume, I Chita para cobertas (idem).
haver sessao extraordinaria. j Madapolao para forro das mesonic (id^m)
Secretaria do Instituto Archeologico e Geogra- Lencos pequeos de chita
phico Pernambucano, 17 de Maio de 1887.
Baptista Re^ueira,
1" secretario.
Santa Gass de Msericoeda do
Na secretaria da Santa Casa ar'enlam se oa
seguintes predios :
Ra do Bom Jess n. 12, loja e J andar,
dem idem n. 13, 2- e 3- andares,
dem do Vigaiio Tbenorio n. 22, 1 andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24, 1- andar,
dem da Madre de Oeus n. 20.
dem idem n 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
100
20
64
263
48
100
Meias (pares) 100
S podi r concorrer ao fornecimento annuncia-
do pelo conseibo quem habilitarse previamente,
exhibindo um requerimento dirigido ao mesmo
conselho, documento que piove haver pago, como
negociante estabclecido, o imposto da casa com-
mercial, relativo ao ultimo semestre vencido.
Os proponentes devero npres postas, o' ota secretaria, ate as 11 horas da manba
do dia 20 do coi rente, seudn ellas em duplicata e
em cartas fachadas com declar'aco expressa de su-
geitar-e as seguinteg condiees :
i* No caso de nao assegurarem o contracto, pa-
guem o multa de 10 por ceoto.
2 Sendo recusados pela commisso os artigos
contractados, mandar-se-ba comprar pelo preco
do merci'do, ficando u coutractante obngado a in-
' demnisar, isto at 3 mezea, depois jo que ficar
1 restendido o contracto, pagaudo o coutractante
a multa de OOj'JO.
Todos os artigos devero ser de primeira qua-
Bahla, IMlo de Vaneiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
O paquete Finance
E' esperado dos portos d<
sul at o dia 21 de Maio
depois da demora necessaria
aeguir para
Haranho. Rara. Barbados, **
Thouiaz e Xcw-York
Para carga, passagens,eac luroenaad d:nheir>
* frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry hnter & C.
N. 8 RU.A ,0 LOxMMERCIO -
/ anda1)
11.AO
4gen(a Br-llo
De urna obrigafSo da quantia ds 6:000:),
assignada por Manoel do Nascimento
Vieira da Cunha, e pertencente ao espo-
lio de Maria do Carro o Vieira da Cu-
nha.
'.O agente ncima, a i:i .udado do IHm. eE?m.
Sr. Dr.juiz de direito de crphos e ausentes e a
requerimento do Illra. Dr. curador geral de au-
sentes, em sua prese nca, lerar a leilao a referi-
da obrigaco de divida.
Ra de Pedro Alteo n. \l
Quarta-feira, 18 do corrente
A's 11 horas
Do sobrado sito ra do Rosario n. 5
ota frente Santa Casa de Misericordia e
a casa terrea sita ra de S. Jorge n. 32
em Fora de Portas, e editcados em terre-
nos proprios, pertencentes ao inventario do
finado Antonio Alves Ferreira.
Sexta feira, O do corrente
A's 11 horas era ponto
Com resistencia do Exm. Sr. juiz de orpbaos.
No armazem ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa autorisado por mandado do
Exm. Sr. juiz de orrhos, far leil'to do sobrado
sito ra Larga do Rosario n. 5 servindo de
base a oflerta de 4:0>,0) e da casa terrea aita
ra do S. Jorge n. 32, em Fra de Portas, ser-
vindo de^base a offerta de I:250jS por cujas quan-
tias serao entregues os referidos predica, nao
coroparscendo quem d melhor ifferta.
3 leilao
Leilao
am Paciel
Yapor extraordinario
O vapor Nile
De 3,039 'oneladas de registro
Id- ni idem ii. 49.
dem das Boias n. 18, sjbrado de dous andares lidade.
e;ioja. I Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernambu
Ra da Aurora n. 37. 2- andar. co, 16 de Maio de 1887.
dem da etenco (dentro do quairo) duas [ O secretario,
casas. J. F Ribeiro Macbado
THETRO "
SANTA ISABEL
EMPREZA DfiECGAO 00 ARTISTA
Ouaria-eiw. 18 de IHao de 1887
S.* P.B0IT4
Da companhia oramatica de que z parte a primeira actriz ingenua brasileira
&SSTSE .A::HTfic:mia iseaieal !
Pela segunda vez n'esta provincia ser representado o drama de formidavel
apparato, do autor dj grande drama Fstrangllladnres de ^ari, em um pro-
log e 5 actos ( 7 quadros), que em Franja conta mais de 800 repres- ntacSes :
O SALTIMBANCO
MAGNETISADOR
l>l \ DOS QIADROS
4. Juiz e reo.
Rio
1 de
Sahir do porto do
de Janeiro no dia
Junho prximo cora es-
cala para Bahia e Per-
. nambuco, seguindo depois de pouc demo
ra com malas e passageiros para
LISBOA E SOUTHA3IPTON
Desde j recebe-se encommendas pan
camarotes na
AGENCIA
Roa do < oiuincrcin n. 3
1 andar
! A damson Howie AGENTES
De dividas na importancia de 13:659G0O,
sendo 8:767^760 em letras e 4:891S40
em conta de livro, espolio do coronel Jo-
s Antao de Souza Mag tlhSes.
Quarta feira i do corrente
A's 11 horas
No armazem a ra do Imperador n. 16
O agente Martins, autorisado por alvar do
Exm. Sr. Dr.juiz de direito Jo civel, far leilao
com assistencia do mesmo juiz, das dividas acti-
vas do espolio do coronel Jos Autao de Souza
Magalbaes.
Podem ser examinadas as letras e a reiacilo das
dividas em poder do mesmo ageute.
Mabbado 31 do correte
A's 11 horas
Na ra de Marqo n. 12
O agente Modesto Baptista por mandado e cora
assistencia do Exm. Sr. Dr.juiz de orphos e au-
sentes, a requerimento do testament eiro e inven-
tariante do espolio do finado Manoel de Moura
Estoves, far leilao de tres terrenos, i casas, sitas
na estra do Arraial, pertencentes ao mesmo es-
polio.
O mesmo agente dar as informacoes, preci-
sas.
Leilao
1. O assr.ssino
2.-0 grilheta.
3.O ninho das curujas
DECLRALES
Companhia de edificado
C mmunk-a se aos Sr. accionistas, que por de-
I'beraclo da directora, f>i resolvido o recolhimentn
da 7 prestifo, do capital social na rszao de 10
por cent'i do valor dus respectivas aecot-g, a qual
dever realisar-se at o dia 14 de Junho prximo
futuro n sdr da cemp india ao largo de Pedro II
u. 77.
Rpcife 14 de Maio de 1887.
Gustavo Antunes,
Director secretario.
5.Urna sessao de magnetismo.
6.A t verna negra
7.O ajuste de cantas
O papel de R'ymundo Gilbert ser desempenhado pelo aotor nO.lRES DE
EDKIROS e o de Murtba pela actriz D. 1*01.IVA HO.Vt I.AIt
Torra parte toda companhia.
MISEENSCENE DO ACTOR SOARES DE MEDEIROS
Este drama, que se basea n'urn facto verdadeiro, cujos personagens ainda
existem, recommenda-so pelo int- resse que inspira desde a primeira sceoa. E' quali-
ficado primeiro no seu genero por toda .i imprensa franc^za e outros paizej civilisados
o .de tem sido representado.
O papel de Raymundo. o magnetisador, mcreceu ao artista SOARES DE
MEDEIROS grandiosas ova5f3cs na corte do Imperio, ondo esto drama subi scena
sempre coroado do applauso.
--------):o:(--------
CHARGELRS P.ELMS
Companhia Franceza de 3avega
ci a Vapor
Linha quinzenal entre o Hvre, Lia-
boa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
O yapr yule fie Man
Commandante Panchvre
Espei'nse dos portos do sul
at o dia 2 de Junho sega in-
do depois de indispensavel
d'mora oHlVRE, tocando
em I.llto havendo nu-
mer; sufficii nte de passa.ei
ros de 1 classe.
O VAPOR ENTRARA' DENTRO DO
PORTO
Conduz medico a bordo, de marcha rpida e
ofierece excellentes'"commodos e ptimo passadio.
As passagens podero ser tomadas de antemo.
Recebe carga, enccmmeudas e passageiros p ra
os qaaes tem excellentesaccommodacoes.
Para carga, pusagtns, encommendas e dinhi iro
a frete : trata se com o
O
Commandante Brant
De movis, piano, loucas. vidros, electro-
pate, plantas e viveiros com passaros
QUARTA-FEIRA 18 DO CORRENTE
A's- II horas
Na casa terrea sita ra da Aurora n.
109 O
CONSTANDO
Dn 1 importante mobilia de junco com tampo de
pedra, 1 plano de Blond, 1 cadeira para dito, 1 es-
trado para dito, 1 lustre de gaz, 4 quadros, 2 pa-
res de jarros, 1 candieiro para gsz, 1 espelho
oval, 2 forros de qua:to, 1 cama franceza, 1 guar-
da-vestido, 1 toil'tte, meia con.moJa, 1 lavatoiio.
1 marquezao, 1 cabide, 1 cama para menino, 1
dita para casal, 1 cabide de parede, 1 cadeira
' furada, 1 mobilia de junco, 1 mesa elstica de 4
taboas, 1 guarda pratos, 2 upparaderes, 1 machi-
na de costura, 4 quadros, 2 pan-a de jarros, 1
candieiro de gaz, 1 gm.rda com i .-. 1 mesa com
ps torneados, 1 dita com tamro de pedra, 1 la-
vatorio, louca para almoco e jantar, copes, cli-
ces, garrafas, colheres, talberes, salvas, appare-
Ihos, coihrres, facas, gilheteiros, litniros, tudo
de electro-plate, 1 lustre, 1 grande viveiro com
passaros, 1 dito com rolas e diversas qualidades
de plantas.
O agente Gusmo, autorisado por urna familia
3ue retira-se para fra da provincia, far leilao
os objectos cima mencionados.
As 10 horas e 40 minutos partir um boud que
dar passagem grates, aos concurrentes ao leilao.
Agente BurJamaqui
Leilao
De urna casa terrea so n. 97 ra Im-
perial, freguezia de Jos
Qnarila-fe Fa i 8 do corrente
A's 11 horas
No armazem d ra do Imperador n. 22
O agente cima por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr juie de direito do civel, far leilao
da casa cima menciouada pertenceite aos her
deiros da finada Tbereza Antonia Ferreira dos
Santo*.
Os 6rs. pretendentes desde j podero ir exa-
minar a referida casa aci na eclarada.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-sc casas a 80C0 no becco dos Ge-
ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Na Passagem da Magdalena, entrada para
o Remedio, alugB se pelo temno que se conven-
cionar, um sitio com boa casa, militas fructeiras,
viveiro, baixa de capin, etc. : a tratar na ra do
Imperador n. 14, 1* andar.
Precisa-se de urna cosinheira para casa do
familia, que durma om casa ; a tratar na ra do
Baio da Victoria n. 39, loja.
Iguorando-se a morada dos senhores abaixo
declarados se Ibes roga de irem ao largo da Al-
fandega o. 7, armazem, negocios de seus ate-
resses :
Andr Avelino Pereira de Mello.
Jos Tavares Carneiro.
Leodegario de Souza Barbosa.
Manoel Rodrigues de Mattos.
Prcisa-se de urna engomiuarf- ira. s para
roupa de mu.her ; na ra da Matnz da Boa-Vista
numero 9.
Precisa-se de criados para vender taboleiro ;
na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3.
Precisa-se de urna cosinheira ptra casa de
familia, que seja de boa conducta ; na ra do
Imperador n. 73, 3- andar.
= Quem precisar de urna piofessora para en-
sinar primeiras lettras, francez, msica, placo e
Aires, dirija-se ao Caminho Njvo n. 128.
Aluga-se urna sala, um gabinete e um quar-
fo em lugar muito ameDO, Caminho Novo n. 128,
pessoa que se estime, solteiro, sem familia. Na
mesma casa tem qurm se enesrregue de mandar
faser o caf, lavar e engoamar a roupa da pessoa
que ah quizer morar.
Pn cisa-se de urna ama para urna pessoa ;
na ra do Padre Flonano n. 40, 2 andar.
= Precisa-se de urna ama para o servieo de
urna s pessoa ; a tratar na travesea do Duque
de Caxias n. 9, entrada pea ra larga do Rosario,
segundo andar.
Vende-se um prelo com todas as pertencas
para urna typograpma, e bastantes typos de di-
versos nmeros ; a tratar na ra Direita n. 40.
primeiro sndar.
Vende-se um piano forte, de tres cordas, em
muito born estado ; a tratar na ra da Impera-
triz, casa do Sr. Tresse n. 79, ou ra Direita nu-
mero 40.
AMA
Brevemente a pega de grande espectculo
Assodafo commerciaf agrcola
de ernanibnco
Sao tendo comparecido os Srs. Associados, de
aovo e por ordem dolllm Sr. Presidente, os eom-
vido a comparecerem na respectiva sede no dia
. i c rrnte s 10 horas da manha, para em
sesi-j de assembla geral tratar se de interesses
.es.
Recife, 16 de Maio de 1887.
lnonio Arthur Moreira de Mrndonca,
1- secretario.
DPDaDegas
Camarotes de l.'e de 2.a ordem lOf&OOO
Ditos de 3.' dita........ 60000
Ditos de 4.a dita....... 30000
Cadeiras de 1.a classe .... 30000
Ditas de 2.' ... 20000
Galeras.......... L\)000
Plateas..... .... 10000
Paraizos ....... 0500
Principiar har do costume.
-----):o:(-
X- B. Haver bonds para Afogados, Enmarides Vieira e Magdalena c
trem tte Apipucos.
Espera-se dos Dortos do
sul at o dia 18 de Maio.
seguindo depois da indis
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentes eoinmodos e ptimo passa-
dio.
As pascagens pdenlo ser tomadas de autemao
Recebe carga encommendas e passageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
O vapor Ville de Cear
Commandante Simonct
E' esperado da Europa
at o dia 21 de Maia, se-
guindo depois da indispen
savel demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
e Manto.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p-'lot
vapores desta linha,quciram apresentar dentro ce 6
dias a contar do da descarga dus alvareng ?, ::-
quer reclamacio concernente a volumes, que po-
vpntci i- tenham seguido para os portos do sul..lia
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sariaa.
Expirado o referido praso & coinpaahi&oa a ae
responsabilisa por extravos.
Para carga, paEsagens, encominnadas e dinheiro
a frete: trata-se com o
AGENTE
ngiisif! Labilie
9 RA DO COM M EJ iCI O x
Leilao
brajos* o diversas arandelas e glo-
De bans movis, crystaes, porcelana, qua-
dros, objectoi de electro-plate, plaDtas
e candieiros a gaz carbnico, entre os
quaes um de cristal com 6 bicos, outro
re 3
bos.
A Saber :
Sala de vinita
Um piano de Blondel & Wignes, 1 cadeira
pura o mesmo, 1 mobilia de jacaraod com 1 sof,
2 consolos, 2 cadeiras de bracos e 12 de guarni-
jio, 2 cadeiras de balanco, quadros, 2 serpenti-
nas, 4 casticaes e mangas, 4 jarros para flores,
4 figuras, 2escarrad'irns. 1 lustre de crystal com
I 3 bicos a gaz carbnico, i snelas e 1 tapete para
\ forro de sala.
Gabinete
Urna burra prova de fogo, de Milaer, 1 sof,
i 2 cadeiras de palha, 1 secretaria, 1 divn estufa-
do, 12 cadeiras, de junco preto, 1 mesa de abrir,
Segu para e porto cima o hiate Deus te Salve, 2 mesas com gavefts, 1 estante envidracada, 1 ea-
recebe carga ; a tratar na ra da Madre de Deus deira de braco, 1 etager, 2 candieiros gas.
n 8 ou no caes do Loyo, a bordo, 1 machima e pertences para tirar retratos.
Em continnacio
Na ra Piimeiro de Margo n- 12
ttuarta-feira, 18 do corrente
A's 11 hora8
De fazeodas, miuiezas, chapeos e chapelinas
para senhoras, cadeiras de junco, quadros, jarros,
candieiros, lamparinas, l machina de c atura. 1
manequim, biqueiraa para sapatos e outros mu-
tos artigos.
Agente Modesto Baptista
Leilao
Precisa-se de urna ama para lavar e en-
gommar em casa de familia : na ra do
Riachuelo n. 13 se dir.
i^Attendite
Jos Samuel B.telbo, o bem conhecido fabri-
cante de bouquets para casamentos e outros actos,
e capellas raortuariss de peipetuas, tanto de rie-
res naturaes camo artificiaes. cfferece-se ao res-
pfitavel publico para ser procurado na ra Nova,
loja de miudezas n. 20, e na ra da Cadeia do
Recife, loja de selleiro n. 43, promettendo todo o
asseio e promptidao no seu t.-abalhe.
Escola i conoiiiieo-inii-
sical
Na travessa da ra das Plores n. 3, acha-se
aberta urna aula de msica com o titulo cima,
constando de rudimentos musicaes e instrumentos
de qualquer natureza ; trata-se na mesma aula,
das 4 s 9 da nsite. Tambem no mesmo estabe-
lecimento cnsina-se a 1er, escrever e contar ; por
tuguez, latim, francez, gi'ographia e rhetonca :
trata-se s mesmas horas cima.
Atiendo
Precisa-se eom urgencia, de vendodores de doce
e rcbucalbo ; no largo do mercado de S. Joi n.
17. Paga-se bem, po:m drndo eonheciminto de
sua conducta.
Ama
Precisa-ee de urna ama para cosinhar e com-
prar : no pateo do Carmo n. 2, 1" andar.
Animal furtado
Furtaram do cercado do engeuho Santa Lusia
ou Contra-acude, termo de Gamelleira, estacao
de Rib?irao, urna goa mellada, seos forro, boa de
p-.sso e baixeira, est prenbc o anda a leite,
puis deixou a cria ; quem a apprehender e leval-a
ou der noticias cerras no rei-rido engenhc, ser
bem recompensado. O furto deu-se na noite de
11 para 12 do corrente. Eogcnho Santa Luzia,
14 de Maio de 1887.


T
MUTILADO
i


s
^^^^i^B
Diario de feruaiutouco-- ~ He
Vendc-se no eserip -
torio da Empreza do
Gaz latas com tres
caadas de Tar (al-
catro) a 1$600 rs.,
promptas e soldadas.
Faz-se grande re-
duc^o no prego do
mesmo para as en-
commendas de quan-
tidades maiores, a
tratar ra do Im-
perador n. 29.
Vende-se ahi tam-
bem coke (carvo) em
saceos avulsos.
Phar acia central
Ra do Imperador n. 3S
Jos Francisco Bittencourt, enligo pnarmaceu
tico da phsrinaeia francesa ra do Barao da
Victoria a. 25, avisa a seus amigos c freguezes,
que se acba ua pharmacia cima, onde espera
continuar a merecer a confian? que felizmente
depositaran] em seus trabalh >8 prolessionaes.
Fabrico Apparelhrs econmicos para o cozirnen-
te e cura. Proprio para engenhos peque-
nos, sendo modic* em preco o e-
feeiivo ein operaco.
Pdese ajuntar aos engenhos existentes
do sjstema velho, mclhorando muito a
quadade do assucar e augmentando a
quarttidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma^hinisrao aperfeijoaio, systema moder-
no. Plantas completas ou macliinisno
sepp.rado.
Especilici^o-'s e tforma^oss cora
lll'OWU* C.
5RA DO COMMERCIO-5
L. Lack & Correia
Participara aos seus amigos e freguezes e ao
publico em geral que, leudo transferido seu esta-
beleciment > eommercial e onVina de alfaiataria
parao predi > n. 45( m ioc ... tiu Bario da Vic-
toria) abi se achniii cun un expleiiio bortiznento
prompto a rxecutar qualquer trabulho ndente a
sua arte com toda a perfeic'o, pontualidade e
raodicidade nos precoz.
Recife, 16 de Maio de 1887.
Vinho da Nourisea
Proprio para mesa
i" roa de Pedro Ivo n. 22
Romano & C.

/

*

#
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casa
Aloga-se o sobrado n. 67 ra do Bartholomeu,
confronte a estacao de Ci ruar, com bastantes
comn-odos e ba vista ; a tratar na ra larga do
Rosario n. 34, pbarmaeia.
Criada
Precisa-ee de urna criada qoe saiba engommar
e ensabsar bem, dando fiador de ana conducta ; a
tratar na ra do Pro,resso n. 7. n Solcdkde.

Amella Doaningue
O Dr. Misael Domingues convida aos seus pon-
eos amigos e conbecidos uesta cidade a asaistirem
no da 10 do corrente, na igr j* do Carmo, pelas
7 horas da macha, a missa do stimo dia de sua
sempre lembrad* irma, Amelia omingues. falle
cida na capital de Alago s. Agradece quelles
que accederera a este convite.
Francisca PlreM de Magalbae*
Breve*
Urna possoa a quero muito grata a memoria
(Je D. Fraucisca Pires de Majaih.-s Breves, man-
da celebrar urna missa as 7 1|2 horas da manba,
na matriz de S. Jos, na s?xta-f,-iia 20 do cor-
ren Y, trig< simo da de seu allecimento. Convi-
da a todos rs prenles e amigos da finada para
e o ni parecen m, e desde j autecipa seus agrade-
cimentos.
O PEITORAL de CERE JA
Do Dr. Ayer.
As enfcrmdadrs maio olorosas e fataes da gar-
ganta e s pulniGes, <'nUn:m:iuienU> desenvolv*ru-
te, leudo por principio bases pequena, citJob
remite-las mo sao dUfleeis de curar se proa )t -.-
mente se tratfo eoaa o renado eonfonieata,
0 progreeH) pode ^er engaa-nno o u denota fatal.
1 KcatrtadM e as Toases dio reciproca
resultado de LariiiRiti. lltlllll. liroiiihiti?,
AH'eccSo l'ulmonar e a Tsica.
Todas a* familias que ttu eriancas deveni ter
0 Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
era casa para o usar em caso de necessidade. A
perda de un dia. pode em inultos casos, accarre-
tar serias couseqneiiciM. Por Unto nao se deve
perder tempo precioso, experimeutando remedios
de efScacia dnvi.losa, emquanto que a enfermi-
lade se apodera ilo sy.tema e c ariaiga profunda-
mente, entaoqucse uei-.-sii.i lomar nesse instante,
o remedio mais certo e activo eu seu eileito, e este
remedio sem duvida alguina o PlilTORAL. DB
Cereja do Da. Ayrk.
PBETAMDO PELO
DR. J. C. AYER e CA
Lowell, Mass., E. U. A.
A' renda as principacs pharmacias e drogaras.
AVISO
Con-jertam se machinas de costura de
qualquer fabricante, bombas e toda e qual-
quer quadade de machinas movidas a va-
por, ou gaz, etc.
PREQ'OS SEM COMPETENCIA
39-P.ua ilo m-Jku-39
Leopoldina Sancha de Oliwelra Co-
ra gem
Bernardino eOliveira Coragem, e sua mulher
Antonio Caetano de Oliveira Corag'm c sua mu-
lhes, Hehodoro Cyrino de Oliveira Coragem e sua
mulher, irma", s orinhrs cunbada, e sohrinbas de
Leopoldina Sancha de Oliveira Coragem, agrade-
cen! cordiaimente a todos que se dignaran) accm
panbal a ao cemiterio publico, e de novo convidara
todos os prente? e amigos para asaistirem a missa
que per alma da mesma manaam rezar na igreja
da fenha as 7 boras do dia 20 do corrente e pelo
que desdi' j se confessam gratos.
Prevenco
Constando-me que alguem se inculca,
por ineio de cartas para co=; as Exmas. fa-
milias, que me bonram com suas ordens,
ser cortadora do meu atelier, declaro ser
falso, pois at boje no confer titnio
este a pessor. alguma ; assim como previ
no as mesmas Exmas familias, que du-
rante a minba pequena ausencia na Euro-
pa, onde vou me prevenir de objectos len
dentes a minha arto, nao deixo ninguem,
me substituindo.
Aproveito a ocuasiSo para fazer constar
que a Sra. Maria Duarte deixou de fazer
parte do numero de minbas costureiras.
Pernambuco, 30 de Abril de 1887.
Ra do Iiuprrador n. 50 1 andar.
Mme. Fanoy Silva.
TendeH (OMtie ou *ofl*reN do pello 4
Usai o melhor remedio, que o PEITORAL DE
CAMBARA', e veris como vosso scffrimento des-
apparece. Vende-se na drogara dos nicos agen-
tes e depositarios geraes na provincia, Francisco
Manoel da Silva C, ra do Mrquez de Olinda
n 23.
J PLlIs do D' CRONl
de I0DUKT0 de HM s de J TRINTA fcKNOSdboni xito teni demoart vio
a eScacia u contentare d'estas Pula, qmnevaa
U^WNflnWNprecisr*para ~*yett'~*p'u> i* tutjfec
Pelas suas proprleda'iee tnica/ imvsratUu,
OIODVCETO l VSMMSi t l qVZXn/A
9 mMicameni/. das motivo ooaua as
Mrt te l/stoirigo fiiorow* trem
Parda d ppe/te
Gatssc*tmp ibre*im ifacfst. eti;-cfulota, eU
BtSMite 5erjJ: 9, ra ue O-sDCflie-Saiat-fleraaB. IXSJ
Progrcdior
Fabrica de liquides espirituosos
RFCIFE
WOLFF
N. 4--BA DO
Ueste muito onhecido estabelpcituen-
to encontr r o repeitav< 1 'publico o mais
variado conspleto sortimento de J01A9
reeeFidas sempre directamente dos EBelho-
res rubricantes da fCuropa, e qu primam
pelo apurado goeto do luuud elegante,
Ricos aderecos completos, IihIhi pulsei-
ras, allinetes, voltas de ouro craveja-ia co-s
brilhontcs, ou perolas, armis, eacoletas,
botdes e ontros inultos artigos proprios
ste genero.
ESPECIALIDADE
Km relogios de uro, pratu e nickelados
para hornees, senhoras e meninos dos mai
aereJitadoM fab cantes da Enropa e Ame-
rica.
I*ara todos os rtigos desta casa g-. ran-
te>sc a boa qut!idade, assim como a modici-
dade nos preces que afto sem competencia.
,1 esta casa tamben, concerta-se qual-
quer obra de ouro ou prata e tambem r-rlo-
gios de qualquer quadade que seja.
4--Riia do daIiug4
Ncste bem montado estabt'lecirnento preparam-
se todas as qualidades de gen-braa e licores, as-
sim como vinagre branco e tiuto, pirnmind aa a
isencao de iugrudi>ntes nocivos a saude, como
tem sido verificado pea illustrada junta de by-
giene.
Joaquim Duarte Simo-s Ai C.
Largo da A Forte do 5<<(<>n, Beeife
Grandes Pccliirchas
Cazacos berdades finissimos para se-
^ nhoras a j500
r.Hmisas bordadas para senhoras a 450#
Saias bordadas o que ha de bom a 40500
Lans finas para vestidos modernas a .60 ris
j o cevado na ra do Duque de Casias n. 49.
Loja do Trinirir
Bastos & C
5
t
U>polilo Xavier C'onllnbo
M. A. Rodrigues hinbeiro e mi mulber mandam
resar missas na igreja da Soledade, s 6 horas da
inanha do dia 20 do cjrrente, trigsimo do falle-
cimento de seu presad > sepro r psi, Hypolito Xa-
vier O'Utinho. e convidam para nssistir a este
acto, as pessoas de sua amizade, pelo que se con-
feosam desde j agradecidos.
Aluga-se a casa n. G ra do Riachuello, li-
tiga do Destino, na Boa-Vista ; a chave acha-se
junto n. E, e trata-se ua ra da Guia n. 62, Re-
cife.
Vinho da Comisca
A delicia da paca
Acaba de ebegar uova remessa deste ezcellente
vinho de mesa, que Be torna rtcommeidavel por
ser com sante a vide o deu ; vendem Justo Tei-
xeira Se C. Successores, ra da Penba n. 8.
Engenhr iimis Irnios
A companbia do Beberibe arrenda a parte
agrcola do engenbo Doua Irmaos, por praso de
seis anuos, sob as coudtcoes para essj fim esta-
belecida, e que os pretenden tes pidem examinar
nesto escriptorio.
As prepostas sarao .presentadas em carta fe-
chada ne dia 30 ao meio dia, c abertas na presen-
ca dos pretendentes, em s>gila ao receiimeato
das mesmas.
Recife, 17 de Maio do 1887.
Jos Eustaquio Perreira Jacobina,
Secretario.
It< -*)
i Uenrique Le te Pexeira Jardim convida aos seus
amibos pare assistirem a urna missa que manda
eelebrar na Ordem Tereeira de S. Francisco, sab-
bado, 21 do corrente as 8 boras da manila, trig-
simo dia do pit-iimeutj de seu presado pai o Vis-
conde Monte Sao..
Agr ii ce desde j as pessoas qne concorrerem
a esse seto de caridade e religiao.
XXOMOMOf
Molestias ?
PaLPESHAS
Pomada Anti-Opktimica
da Viuva FARN3ES

l>t POMADA. -
q : i
1 i|" l*ari-, i aul
especiil tu 1307.
i':., serulo d >e\per "
BPH3 / l'liri.VIl
C IfphltUmtit wut.v Hilituf. O
bom oph .-,.,..,...
Dere-si
aAssignati 2
en frente '
Deposi'o gcr.il .- :i THIVIERS
em isa ?
Em Ptfnamtuc Frr.n r;. ";
E 5AS PR'M IPAI'O
'.), Franga, A
Suva & O A
m .: "M'hG4Q>iQm
' lA(u>vab-fc .k>^->*>*1C*- i*>"*-/iy>^
Jatroph
Manipoeira
Fundcao de sinos bronze
DE

as
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
ce
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as
A.
B
e
-i
ai
a;
a
Mara Leopoldina de Paria*
Joe Pereira de Farias agradece do ntimo de
sua alma todas as pessoas qne se dignaram
acempanbar a sua presadiseima esposa D. Maria
Leopoldina de Farias sua ultima morada; e as-
sim tambem convida a todos os prente e amigos
para assitirem as missas que tem de mandar re-
er na igreja de S. Jos de Riba Mar no dia 20
do corrente as 5 borae da manha.
Antonio Pereira da runfia
Joo Vctor AI ves Matheus, ferido peia irrepa-
ravel perda de seu presado amigo Antonio Pereira
da Cimba, manda no dia 18 do corrente, 15 dia
de seu passamento resar 1 versas missas na ma
triz da Boa Vista, s 8 horas da manba e para
assistir a este acto, convida a seus a igos e aos
prenles e amigos do fiuado, agradecendo desde
j aos qne comparecerem.
Esse midicaminto de urna eicacia r no beriberi e outras molestias era que predomiua a
hydropesia, acha-se modi6cado em sua prepara-
fo, rracas a lima nova formula de um distincto
medico desta eidade, s^ndo que comente o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a u Jh ,:ar lhe o gosto e cheiro, iem todava alte-
rar-lhe as propriedad-s medicamentosas, que se
conservan) com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo porque elle tolerado peb
est-mago.
I "co depoMilo
Na pharmacia Conceicio, ra do Mrquez de
Olindu n. 61.
Hexerra de Mello
Terreno no Arraya*
Tendo sido aununciada a \enda de um terreno
ra da Harmona, no Arr yal, pertencento a
Rufino Cruz Couceiro, previne se a quem intereg-
sar que a cerca ltimamente feita nos fundos do
mesmo terreno invadi os dos vizmh >..
Contabilidade mer-
cantil
Um moco bastante hbi itado na materia cima,
propde-se a entinar por preco mdico, empregando
um metbodo fcil e abreviado, applicado ao com-
merco nacional e egtrangeiro ; a tratar com o
mesmo, ra das Irincheirai u. 19, 2- andar
das 8 horas s 10 da manha, e das 2 s 6 da
tarde.
Cosinheiro
Preciss-8e de um bom ajudnnte para cosinbei-
ro ; no Caiainho Novo, htel n. 118 C.
LUIZ
66-
DA
?!
T
Alimentaco racional
das MAES, CBIANCAS, AMAS & CONVALESCENTK
Por uso K.i PHOSPH i T1XA Fallares,
PARl^, t, Aveaue Victoria. 6, PARIZ.
OejosiUrios em Per-.imbuco r -.:: M. da SILVA Jp.
Caixeiro
Na i na da Palma n. 37. precsase de um cai-
xeiro com pratica de molhados e que d fiador
sua conducta.
a.
v
O Remedio mais efficoe e
cguro que se tem descoberto ete
hoje para expe /ir as Ion trigas-
BOOmiiOL FKFRES
Candida Rosa Barroso
1. ANKIVEBSABIO
Francisco Barroso, su mulber e filba mandam
celebrar urna mista no dia 18 do crrente, s 7 J/2
boras da manba, na matrix da Boa-Vista, por
alma de tua irmJ, cunhada e lia, e para assisti-
rem a esse acto convidara as pestas de sua ami-
sade e aquellas de seus prenles que anda guar-
dara urna saudcsa U-mbranca da fallecida.
Recife, \j de \.-Jr, de 1)^7.
CAPSULAS de GRMAL i C"
MATICO
liprorada pel Juu cti'.nl i IrfWM
publica do Braiil
Combinac&n da Etstncia d Jfuis
com o Belsamt dt Copakita
Remedio infallivel para cura a
Gonorrbea. sem embarazar o
estomago, nem provocar repu-
Iuancia, etleito que sempre pro-
uzem todas as capsulas de co-
patilba liquida.
Dpoaito m PARS :
Ph- 6B11ALT C-, I. ru Tirwiie
e M> pnnolpau Pharmtciai a Oro/ir/ii.
O abano astignsto aind celebrar urna missa
na matriz da Bea- Vista, s 7 horas da manb de
sexta ieira 21 do ; renle. pela alma de sua res-
peitavel e veneranda Ua, D. Joaquina Bernarda
Severiana Quinteiro, trigsimo dia de sen passa-
mento, pela pres'Jmoeidade de seu p.trao e
Revm.Sr. Dr parir- J-rorymo Tbom da Silva,
epara esse acto m ob pmentes da mesma e
p-ssoas da amitad- dalla e bem assim aos seus ;
esperando quo r< .-s:em a comparecer, por
quanto urna pi .. de :-*ridade e religio, 6can-
oo por ieso eteraaraen-e grato. Recife, 17 de
Maio de 1887.
Manoel } araamhnegne Qninteiro.
ESPERANQA PARA OS SURDOS
< tira />rtos Tynipano* Artificiaett
(Privilegiados, de 7.-ZX. NICHOLSON
A surdes em todos os teun degraiu causada por : catarrho,
febre escarlatina ou cratra, sa-
rampo, Toihice, banhos de mar,
mudea, perforavao oa endnrecl-
monto do tympano, os casos mais
ilifllceis tecm sido curados. Syg-
tema privilegiado o efflcaz em
todn os paixes cirilijados do
mundo. Os Tympanos artificiaos
sOofornccidoa exclusivamente pelo
inrentor. cujo enderecodamos em baixo, por querer elle fazer
especialmente cada pur de Tympanos paraos casos a que f*o
destinados. Offerecemos as rantagens seguintes s pessoas
que moram lonj?e e que nos dessem um pedido imme.iiato
Voltamos sempre immediaUmente o dlnhelro quamlo vemos
pelas inormaoOes que se nos communicam que o caso incu-
rTel e que os nossos tympanos nao podum mais oflerecer
vantagens.
Prc\o: Tympanos dourados, para liomens, A3 fr. 40; para
senhoras, joveus e meninos, 47 fr. 05. Faaendo o podido dar
a circamft'rcncia da rabera medida na altura das orcinas,
com as circunstancias a causa da surdez. Betos Tympanos se
adaptan) no interior das orcinas e nao sao risivHs. De mu
uso fcil, se Introduzem na orelha sem auxilio dos mdicos;
nao podem prjudicar de man eir ajguma aos orgas audi-
tivos por seren de irnmm.i transparente montado* aobre
tubo* dourados de urna construecto elegante. a realidade ato
telepbonos em miniatura adaptados as orelhas. A qualquer
yo* Qe desejasse 1er urna descripcao detalbada d'ostcs
Tj-mpanif? tao cfficazes mandaremos contra remessa de 3
sellos-correio urna brochura illnstrada de 80 paginas na lin-
gua que se quixer, oontendo um tratado sobre a tuirdez. ama
reproduccao dos Tympanos, coplas dos privilegios, cartas de
mdicos, advogados, editores e ontros homens eminentes qne
teem sido curadot por estes celebres tympanos c qoe
dignatn-sc rcconrmendal-os. Urna immensa pagina de
cartas autographas, de recommendacoos em todas as linguas
e de todos os paizes sera enviada juncto com a brochara.
___ Dirigir-se ao inrentor r
J.-H. MXCUOTMOM, *. ru Srouot, ViUUCS
CRUZ
Ra do Barao doTriumpho66
(Antip do Braoi)
Neste est*l>elecimento encontraro os
Srs. agricultores e seus correspondentes
todos os objectos tendentes a agricultura, _
como sejam :
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e rastillar, alambiques do antig-o e'no-
vo systema com esquenta garapa, serpenti-
nas e carapu^as, tachas, tachos, bombas de
bronze, de cobre, de ferro, de aspirante e
de rcpuxo, paraagua e niel e garapa, tor-
neiras de bronze, de madeira e de todos
os tamanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimenses, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
ro galvanisado, rmelas e lenc,es de co-
bie, bombas con*inuas, sinos de l libra at
110 arrobas, sola ing'eza e do Rio, cadi-
nhos patentes e de lapis.
Fazem-se concertos de todas as qualida-
des ecom toda presteza eperfei^o apresos
mdicos
Vendem-se a prazo ou a dinheiro com
descanto.
PILULAS
Ferruginosas
JURUBEBA1
BAflTKOLOMEO a C
Pharm. Ptrnjmbuco.
Curo a Anemia, Flores brancas,
Falta ile IVXeristruaco,
s Debilidades t Pobreza de sangmejl
Eacigir a assigna-tiira t
rofesso
Ein um engenho perto da esfaso Tiuib-ass
precisa-ec de urna pcgsoa que eaiha cosioar por-
tuguez e franez, preferindj-sc a queoc souber
tambrm eo9uar msica e piano ; a tr.ttar na ra
do Hospicio n. 47.
Seoienies e currapulo
C< mpra-se na fabrica Apollo ra do Hospicio
numero 79.
Xarope de cambar guaco c bal-
samo (to Toli
Preparado pelo phancaci-iitico J"-- Francisco
Bitleocoort
E' uro poderoso preparado para todas ss affec-
coes dos orgaos n-.-pi.af uios, coino catarrho pul-
monar, astbma, coqu< luche, bronchite, pieumo-
nia, tsica, etc., etc.
Cada frasco 1OO0
Deposito na Pbarmaeia Central, ra do Impera-
dor n. 38. Pernambuco.
Tnico de imilaia
Composlo coni quina c jlyee-
ria
COSTRA Ai CASPAS
22 = Ra Larga do Rosario = 22
Attengo
Perdeu-se da Arraial ao Mcuteiro at a estrada
do Lsmaro, do rr^m das 5 liaras e 18 minutos
da tarde de bnntera, 15 do corre ite mez, urna
volta Com cacoleta de o- ro d>- Ir: ; quetn a achou
e ^uerendo restituil-a, far o obsequio de levar ao
Arraial, estadio da Mangubcira du Cima, em casa
de Francisco Jos Guedes de Lacerds, ou na Al-
fandega, que ser generosamente r.-cuipensado.
Ama de leitc
Piecisa-se de urna r.ina de
Alecrim n. 63.
cite : na ra da
Caixeiro
Precisa-te de um caixeiro de 14 a 16 anne,
com pr.tica de teccoa e molbados : na ra de
Marciho Das n. 26.
Caixeiro
Precisa ee de um caixeiro d 12 16 anuos, com
pratica de molbud. s e de conducta amaneada ; a
I tratar na ra de Paviaod a. 28.
Tf '
APPRVACAO DA ACADEMIA
O qi'.inium Labarracjue um V'tah emine;itn,i--:i;e tnico ct febrfugo destinado
ontru prepara^oes de quina.
O quiniurn Labarraqie contcm todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium 1.abarraque prescripto com Yaotat^m aos convalcscentes de doengas graves, as parturientes
a todas as pessoas fracas cu debilitadas por urna febre lenta.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Valla, sao rpidos efieitos que produz nos casos de chlorose,
mia, cores paludas.
Em razao da efcecia do Quinium Labarraque, preferivel ..
tamal o em copo de licor, no fim da refeico e as pilulas de Vallet antes. ^J&y&f
Vende-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura : f
4IU-
Fabricago e atacado : Casa L. FRERE
10, ru Jacob, Paria.
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MUTILADO
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1


I





Mari de PcrnainbncoQuarta-fcira 18 de Maio de 1887
Alagase barato
Bu Visconda de Itapariea *' armaa.
' Su Coronel Saasauna n. 141, quarto.
IraU-se na ra do Cotnmercio n. O, 1 andar
MCriptorio de Silva ftnimaraea & C.____________
Aluga -se
nma casa com soto, edificada a moderna, com
inuniitminrit- p*ri familia, sitio pequjno, entre
a* doas estacoea Jaqueira e Tamanneira.
OL'TRA
Uma casa nova en> i reate do Sr. Thom, propria
para pequma familia, entre Jaqueira e Tamari-
neira ; a tratar na roa Primeiro de Marco n. 25,
toja ik joias. __________________-
Amas
Precisa-se de ama ooainheira e de ama mulher
de idade, para tratar de doua meninos de 2 e 4
naos ; na roa da L'niio n. 55, por tra do Gym-
nasio. ______
Ama
Precisa se da ama ama na f.briea Phenix roa
de JoSo do Reg n. 15 ; a tratar na meama.
Ama
\luf^a-sc
a loja do predi* da raa di M*ique do Hervml
traveisa do Pocinho n. 33, propria para acaugue
m outro qualquer estabeWcimento commercial,
por ser de esquina ; a tratar no largo do Corpo
San'o n. 4, 1 andxr.
Advocado
Precisa-se de nma ama para o ser vico de nma
casa de pouca familia ; ua raa Nova n. 14, se-
gundo sudar.
Ama
Precisa-se de nma ama para casa de peqaena
familia ; a tratar na raa do Paysand n. 19, Pas-
sagem da Magdalena.
Ama
Precisa-se de ama ama para lavar e eugommar;
na ra Primeiro de Marco n. 16,
O bacbarel Antonio Ribeiro de Albuquerque
Maranbao tem sua banca de advocacia na praca
de Pedro 2o n. 75, no mesmo escriptorio do Dr.
Maooel N< tto Baudeira.
Ama
n
TJm rapaz que tem pratica de fazendas, offere-
ct-ae para caixeiro, para dentro on tora da pro-
vincia, d, conbecimento do sua conducta ; quem
precisar deixe carta nrsta typcgraphia com as
miciacs P. L.
Precisa-se de um cosinheira para casa de fa-
milia e que sfja de boa conducta ; na ra do Ir_-
rador n. 73, 3- andar. ___________________
Manhiga iflglcza
Tem para pender em latas com meio kilo cada
groa i 7' Ore. A .trni) Dnarfe, rt:a da UmSo
n. 64 r Arthur ( DCalves Mnca>8, ra da Au-
rora u. 85, conrnntaudo-ge com a estacSo de
Olinda.
Precisa-se de uma ama para cos'nhar,
e mais aigum cervico de casa de ta ilia
nova de Santa F'' n. 47.
c roprar
na raa
Ama
Precisa-se de uma ama para cosinbar e enea-
boar ; na ra Ja Ponte Velha n. 16.
AMA
Tricofero de Barry
Gaxante-aa que faz as
eerecrescer o cabe lio anda
aos mais calvos, cora a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cabiron de embranquo-
rer, e infallivelmente o
~>rna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacfto officin'. da
um Govemo. Tem duas vezes
mais fragrancia que qualquer outra
eduraodobrodotempo. E'mnito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais pertinente e agradavel no
lenco, i? auas vezas mais refres-
cante no banno 9 _c qnarta do
doente. E" especifico contra a
frouxidSo e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desmaios.
larope e Vida Je Renter Jo.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este eicellente Whisky Esceases *r ..eriv
so cognac ou agurdenle de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-te a retalho nos a> Ibores armasen*
taolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VTADO cujo k
me e emblema sao registrados para todo o Braal
BROWNS ir. C, agentes
Precisa-se de nma auia para todo servico de
uma familia de duas pessoas ; na ra do Rangt 1
numero 53.
Ama para cosinhar
Precisa-se de uma ama ; na ra da Imperatriz
n. 23, I andai.
(liado
Precla-se de um criado : a--,atar na ma d
Paysand n. 19, Passagim da Magdalena.
PHARMACIA FARNCEZA
FERREIRA IRMO tt C.
2S-HA DO BiJiO Di IIMI1-2S
IVeste estahelecimento bem conheeido,
encontrar o respeita\el publico, um com-
pleto sortimento de medcamenos drogas,
productos chimicos, especialidades pharma-
ceuticas nacionaes e estrangeiras, leos, ver-
nizes, pinceis, artigos proprios para photo-
graphia, pyrotechnia, etc., etc., tudo recebido
directamente dos mais acreditados fabrican-
tes da Europa e America.
Garante-se a qualidade de tudo que fr
comprado n'este estabelecimento, quer em
grosso, quer em reialho, afim de bem ser-
vir aos que Ihe dispensarem sua confianza.
25rw* do Bardo da Victoria25
ARTES D_ SAL-O. BBPOIS DE TJS-L-d.
Cura positiva e radical de todas as formas de
tscrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
enoas do Bengue, Figado, e Bina. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangra
e restaura e reno va o systemu inteiro. 0 *
Sabao Curativo de Renter
00000000000000000000000000

DB
MELISSA dos CARMELITAS
BOYER
TJnico Successor
dos Carmelitas
- 14, Rtia de 1'A.bbaye, 14 -
CONTRA :
Apoplexia Flatos
Cholera Clicas
Enjo do mar | IndigestSes
Febre amarella, etc.
Ler o protpecto na qual val envoltido
cada ridro.
Dovc-so exigir o letreiro branco e preto,
em todos os vulto*.
se ja q'ial lor o tamanho.
I'EI'OSITOS EM TOPAS AS PHAEMACIA
DO t'llit i-1-so.
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sas e para a cura das moles-
as da pe le de todas as especies
em todos os periodos.
Approv.ulns e nutoriaadoa pe aspecto
ria geril de hygienne (o Rio do Janeiro.
Deposito em Pernambueo casa de
Francisco Mnrjoel da Silva & C.
Tinla prela
INALTERAVEL
H
(HHl.\IC*TIV
PH\RMAC1A CEXTRAL
38 Ku* do Imperador 38
Vrnnmbiiro
ir--
Serve para eecripturacilo mercaut e d:i 3 ou 4
copias dt- uma vei.
Cabriolis
Vende-se dous cabriolets, sendo um descobert,
e cut.ro coberto, em perfeito estado, para nm ou
ioiiB cavallos; tratar ra Duque de Caxia
d. 47.
A' Florida
Roa Duque de C asas n lo
Chama-se a attenco das Exmas. familias par
os procos segointes :
Ciatos a /000.
Luvas de pellica por 2 J500.
Lavas de seda cor granada a 24, 2*600 e 34
o par.
Pitas de velluo n. 9 a 609 rs., n. 5 a 400 ra, t
metro.
Albuns de 1 500, 2f, 3f, ate 8*.
Ramos de flores finas a 1J500.
Luvas de Escossia pera menina, lisas e borda
das, a800e 1 o par.
Porta-retrato a 500 rv, 14, 1/500 e 2,1.
Pentes de ntkel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinhas de 2f, 2/500 e 3/ uma.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Pentes para coco com inscripcSo.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12/000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 ri
Capelia e veus para noivas
Suspencorios americanos a 2/500
L para bordar a 2/800 a libra
Mo de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs
Bieo de cores 2, 3, e \ dedos
de largura a 3/000, 4/000 e 5/000 a peca
Lequea transparentes a 3/000
dem preto a 2/000
Lindos Broxes a 3/000 1/000 e 500 ris
Lequea para menina a 200 ris.
Licha para machina a 800 ris a dusia, (Cli K
Bordados com dois dedos de largura 6U ris.
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1/200.
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Lequea com borlota a 800 rs.
Bicos brancos pura s ra correr babados a 1/000, a 1/500 a peca com
10 varas, barato.!
Albuns de chagrera, veludo e verbotina para
50 e 60 retratos a 6/, 7/ e 8*000.
Meias de Escoesia para sen horas, a 1/500 o par.
Lencos de linho em lindas caixns,
Bico das libas muito fino proprio para toalbas
e saias.
dem japones proprio para si vas e roquets e
toalhas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 3/000
a peca com 10 varas.
Caixas com sirtes de jogj de mgica proprios
para sali, a 5/000.
Sabonetes de diversas qualidades.
Bolsas de couro para menina de escola.
Oollsrinbo de linhoa 31-0 ris um.
Grande perhincha eos enpartilbom
de linli.. a 3SOOO. um.
BARBOtiA & SAOS'TS
^JWlea de honra
t k'JD CVRIER
4 4-MlDfoDUdo pe/o Alcatro,
ubntC9 btlumtco, o cus muito
lugmuita t< prcprltdides
0 OLEO de FIGADO
E MCAUO FERRUGINDS0
i a nica ortuancio nm ptrmittt
atmmittrtr o ferro atm pro-
duir Priso de Veatra, nv
ImcommoJo
tlNSITO fenl tu PAUS
21, M h Fiii'-IutaurtR. 21
, CBBANCd^tOlRO
EiERRUGJNO'sO]
**fi
yac.
"<.+
'-rgilt di Ho*"
'^^'
DIPLOMA DB B01M]
aiaaiTaWo roa toda* as
Celebridades ledicaa |
DArS*SC*EAltB0M
MOLESTIAS DO PEITO,
' AFFECgES ESCROFULOSAS
CHLOROSIS,
ANEMIA, DEBILIDADE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES, RACHITISM0
Vinho de Coca
LICENCIADOS PELA INSPECTORA DE IIYGIKNE DO IMI'EHIO DO BRAZIL.
De todas as fazendas existentes na antiga casa de
Os seguintes artigos comprovam a realidade em vista dos seus precos
Cortes de fuatao para coletes, a 16000, 10200 e 1#800!
dem de casemira de cores, a 2^000, 2)5500 e 35000 !
Casemiras pretas e flanellas, a 800 rs-, 1,5000 e 1,5200 o covado, uma largara
dem diagones, a 25000, 2,5200 o dito! duas larguras.
Brino de puro linho, de cores, a 800 rs. e 10000 metro I
dem idem, branco n. 6, a L>500 o dito !
Laa de todas as quadades para vestidos, a 200 e 240 rs. o covado em z
Ibo para acabar.
Cachemiras dora, a 400 e 500 rs., o dito !
Setis de cores, a 600 e 800 rs. o dito !
Fust3es branco e de cores, a 250 e 320 rs. o dito I
Meias alvas para meninas, a 20500 a duzia I
Camisas Dglezas, finas, a 360090 a dita!
dem francezas, branca e de cores, a 240000 a dita!
Guardanapoa grandes e de linho, a 30500 a dita !
Ceroulas bordadas, de 200000 (para acabar) a 120000 e 150000 a dita !
Espartilhos, de 80000 e 1O01KX) (vende-se a 4000 e 50000 !
Madapoln americano, a Gr)000, pijas da 20 j;.rd;.s 1
EsguiSes para casacos, a 40UOO a dita de ditas I
Cambraias braicas bordadas, a 50000 e 50500 a pera !
Grande soitimento do chapeos para senhora, a 4r>000 e 50000 1 para liquidar
Fichs e c;ipas de li, a 25000, 40000 um !
Bramantes de linho puro, de 30000 (para acabar) a 20000 o metro !
Setinetas, a 280 rs de todas as cores.
Pannos para mesas, atoalhados brancos, algudoVs, e finalmente liquidam-se
odas as fazendas por menos 40 -/0 d.i seu v..l..r as que tstiverem abertas as pejas.
Antiga casa
CMNEffiOM CINHA
59Bya finque k Casias89
TO
ICO
VINHO
)00000000000000000000000<
febrfugo regenerador
JOHANNO
Cimento nsiienie Porllantl. maree
tiiiiiiis i.oikioii A > Kenl
Vendem Livramento t C, no caes do Apollo
namero 45.
VENDAS
Desconfiar
falsificaqOes
Exigir
6OO0OOOO0000O0O0000O0O00OOO0O0
= Vende-s* dous apparelbus c^mpieteg de ba-
nhos Ducas e ohovisco ; a tratar e vel-og na ra
da Aurora n. 137, das 9 horas da manha s 4 da
tarde.
Vendp-se dous lidos viveiros eom passaros
erlas ; a trufar e 7el-os, 'na ra da Aurora n.
137, das 9 horas da manh s 4 da tarde.
Tamancos do porto
para bornem e senhora. o que se pode desciar de
mais apcrfi-ic 'io.
Semcntcs muito novas
de hortalic3 e flores
Si-lias
Amores pereitos
Puqss ^fendes & C.
Ruu rslieita .lo Uossrio n. 9, junto a igreja
Livramento & .
vendem cimento port'and, marra Robins, de Ia
qualidade ; no caos do Apollo 11. 45.
Eu^enlio
Vende-se
a armacao da taverna da ra de S. Joo n. 17.
com es gneros ou sem e'ies, para ficar ou sabir
da casa, como co;iTer ao comprador ; a tratar na
mestna.
re-
CAJURUBEBA
PREPARADO VIM10S0 DEPIRATIVO
APPE0VA00 PELi JONTA DE YGiBNH PUBLICA DA METE
Aolorsado por decreto imperial de 20 de Junho de 1885
Coioposciift de Fumino Candido de Figueiredo
EMPREGADO COM A MAIOB EFP1CACIA NO RHECMAT1SMO
DE QUALQUER TATUREZA, EM TODA AS MOLESTIAS DA PELLE, AS
LEUCORBHEAS OU FI.'BES BRANCAS, NA ASTHMA
bbonchites (molestias da* yUh roKpIratorlas). sos soffbimemtos
OCCASIONADOS PELA IMPUREZA DO SANOUE E FINALMENTE
MAS DIFFERENTES FOKMaS DA STPHILIS
PropagadorA. P da Cunha
luSSA importantes curas, que eate importante medicamento tem produzido, attes-
todas por pesBoas de elevada posiclo social, fazem com que de toda parte seja elle
procurado, como o melbor e mais enrgico depurativo do ssngue.
Deparar o saague, como cndilo de uma circulagllo benfica e eficaz, eis em
qae consiste principalmente o meio mais sgur de conservar a sade e d* curar as
nlestias que a impureza do sangue occasioaa.
O Cajrubba, pela sua acc3o tnica e enrgicamente depurativa, > medica
meato que actualmente pd* conseguir esse resulu lo sem prejudicar nena alterar as
fittecoes do estoinago e dos intestioos, porque nao contera substancias nocivas, apesar
d vigor depurativo dos productos que consiituem a base priocip-1 d'este medicamento.
Ab murtas curas que tem feito, esto comprovadas pelo teateraunho dos dis-
aWtos e conhecidoa cavalleiros que tirman os attestados, qae este jornal tem publica-
ai* em ?na avero ineditorial.
Deposito central, Fabrica Apollo, ra Hospicio 79
DPEX^XsTAJRflCBTjrGa
A' venda essa ntulia* pkarnaelr do Brasl e lo eairanfelro
Vende-se na ph^irr.acia do Dr. Sabino, ra do
Baro da Victoria n. 43.
Cofres de fe ro
Carlos Sinden
ceben, em conMgna-
o, cofres de ferro
provadefogo. Assim
como cha preto de su-
perior qualidade, e
vende por presos mais
barato que outro qual-
quer.
48-RuadoBaiodaVetor48
sorlimenlo
DE
Ftigos e sortes
para os festejos dB noites de
JoSo e 8. Pelro.
Si uto Antonio, S.
lt w irifluoB
Vende-sp por pr> C"S muito rasoaveis e fas-se
grande drVrerica em poican.
Bl.i.ua.i.. Baro da Victoria
Lja do Souza
Vende-se
o deposito de s eco e molbado da
Prata, sutigo becco do Harisco n. 7 ;
mesmo.
travessa do
a tratar no
l i
Receben i ExpoaeSo
Rosario n. 38.
Central, a raa larga do
Vende-se o engenho Soledade, no termo de Ipo-
jaca, meia legoa distante da estaco da Escada,
tem vapor, casa de vivenda, etc., etc., e acha se
livre de qualquer onus. Vende-se tatnbem o gado
e safra a c Iher ; a tratar com Luiz QoDcalves da
Silva &, Pinto, no largo da Companhia Pcrnam -
bucana n. 6, sobrado.
N0VIDADES
Na ioja das Lislras 4/ues
A' rna Duque de Cavias n. 61
Telephone 211
LAS de quadrinbos fazenda escura liadas cores
a 36<) rs.
SETINETaS de listras e quadrinbos de cores
a 320 rs.
Fl J8TO branco a 360 e 400 rs.
CORTES de vestidos brancos razenda de qua-
drinh' s como organdy a 5UO0.
CAMBRAIA de salpico e bordada a 800 rs., era
peca 6*000.
ETI.NETA japonesa fazen.ia de listras largas
com liadas cores a 41)0 rs.
MADAPOLAO americano igual ao camisciro a
6*000.
BKAMANTE de quatro larguras a 900 rs.
CHITAS finas percales cores seguras a 240 rs.
CRETONES frnnceze8 ultima novidade cores
eegums a 320 e 360 rs.
8AROELIM tmncez qualquer cor a 240 rs.1
MERINOS entestados todas as cores a 800 rs.
RENDA hespnnb'ila preta uma guaruicao para
vestido a 3*000 e 4*000.
blCCO de cores c matizados a 4*500 a peca.
LUVAS de -edi pretas e. de todas as cores a
2*0 0 e 2*500.
LbQUhS de setim e pbantasia de 500 rs.
ESPARIILBOS couraca a 4*'.;00, 5* 0(0
6*000.
LENQOS brancos finos a 1*500 e 2*000 a du-
zia.
BORDADOS e entremnics tapados, tranparen-
tes, 6 de fustio, todo o prc<;o.
MEIAS para senbora, para homem e meninos,
todo o precr.
FICHUS de seda ccr de ceme e pretos a
2*500.
MANTILUAS sespaobolas ultima novidade a
4*0 i()
E nutras muitas ftzend> s nov>-3 que as Exmas.
8ras. pjderao ver na loja ou anudar ver as amos-
tras que se do sem penhor na l.ojn das
l.isiiis ixues de
l se Augusto litis
Cocheira venda
Vende-se uma eocbeira iiera localis ida e afre
guezada, cu admitte-se um socio que entre Com
capital e que posas administral-a, faz-se qualquer
negocio lias condicoes expostas, em razo de o
dono precisar tazer umn viageu ; a tratar na ra
Duque de Caxias n. 47.
Vende-se
oo
MOTOR!
Quina, Coca, Extracto de Carne a Hypophosphito
Xecommendo-no nos casos que neccssilo tnicos para reconstituir t> regenerar
o organismo arruinado por molestias, excessos, natureza do clima, Anemia, Chlorosls.
Amenorrnea, Cacnexia, rimo branco, que tant'j arruina i d saudc das mulheres,
Pobrea de Sangne, rraquea geral, Debilidade, etc.
B. Viva!, Droguista, 50, Boulevard de Strasbourg, em PAEIS

ooooooooooooo
Lotera da Provincia
Quarta-feira. hoje 18 de Maio, s 4 horas se
txtrabir a da 4.a lotera cm beneficio da
Santa Casa de Misericordia do Rccife, no
consistorio da ig^eja de Xossa Senhora da
Concefo dos Militares, onde se acharolo ex-
postas as urnas c as espheras arrumadas ero
ordem numerie apreciaban do publico.
r
SAUDE PARA TODOS.
UNCUENTO H0LLOWAY
O Ungento de Kolloway um remedio infallivel pai os males le pernos e do peito tambem pura
as feridas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumalismo e para todis as enfermi-
dades de peito ni se reconhece egual
Para os males da garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra orno por encanto.
Casas medicinas sto preparadas smente no Esiabeie(.meno do Professor HoLLeWAY,
78, NEW OXF0ED STKEET (antes 633, ffxford Streat, LONLitES,
E vendemsc em todas as pharmac s do univer- j.
tST Qs compradores slo convidados respeitosameole a eiuuniBar os rtulos de cada caixa e Pote, se nao teem a
direcsao, 533. Oxford Stmt sil /alaficaooes.
o deposito sito rqa do Coronel
com poneos fundos'
Snassana n. 180,
Terreno
Vende-se um terreno confronte a estacao do
Principe, estrada de Joo de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e cjm aheerces
para 3 casas; tratar na roa d'Apollo n. 30, pri
ciw andar.
Semen les le carrapate
Cosspra-se grandes e pequeas qoantidades :
na drogara de Pn neisco M. da Silva O C rna
do Marques de Olinla n. 23.
Fregaezia do Recite
Alluga-se por preco muito commodo, a uma pe-
quea familia uma sota toda dependente do 1
andar, da'rna do Visconde deltaparica n. 63, an-
tiga do Apollo, no mes 1,0 precisa se de uma preta
de meia idade qae seja fiel, para vender na raa
dassebom ordenado.
60:000^000
Em beneficio da nstruccao Publica da provincia
Esta lotera dividida em 5 partes
Exlraccio da V parle da V lotera
Sabbado, 21 do corrente
Bilhetes venda na Casa Feliz praca da
Independencia ns. 36 e 37; Casa da Fortuna,
ra 1. de Marco n. 23; Boda da Fortuna, ra
Larga do cosario n. 36.
CAPSULAS
Mathey-Caylus
Preparadas pelo DOTJTOR CLIN Premio Montyon
-------. a-al.a -------
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigio nunca
o estomago e sao recomraendadas pelos Professores das Faculdades de Mdecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-Ycrfc, para a cura rpida dos :
Corrimentos amigos ou recentes, a Oonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
dn Collo. o Catarrho as Molestia da Bexigas e dos orgaos genito wrinarit.
I1 0/ni 8xp/iccJo dattlhada acornean4a udi Fraieo.
XWftV m Verdaderas Capsulas Mathay-Oayltis de CLIN A O, de PARM,

MUTILADO
"1
m


mmm
ASSEMBLEA GERAL

SEXADO
SESSO EM 9 DE MAIO DE 187
PBKS1DESCU DO ,SB. CRUZ MACHGDO (2.
VICE PRESIDENTA
O Sr. TaHUay apresenta urna repre-
sentagSo da Sociedade Central do Im-rigra-
g2o, lembrando e pedinio a decretado de
medidas indispensavis ao progresso Ja ira-
migrago, e portante ner-essarias gran-
deza e prosperidade do Brasil. A socie-
dade trata de diversas medidas de tama
nho alcance, que bastar enumer&l-as para
que o Seuado julgue da conveniencia de
adoptal a.* : o casamento civil, e registro
civil, a secularisag2o dos ceraiterios, e na-
ciorcalisagSo, o imposto territorial, a trans
miss2u da propriedade por endosso (le
Torrens), a le i do home stsad, a ravogigSo
da lei de locago de servias e outras pro-
videncias a estas ligadas.
Na opiniao do ora'.or, leis que atondara
a estas necessidades h2o de- garantir o fu-
turo do Br.-.sil, qu*r seja roonanhia ou re
publi:a, quer urn paiz da oentralisagao ou
um federacJto: venba o que vier, dotada
de taes lea, o Brasil caminhar pela estra-
da larga do progresso e chegar maior
grandeza e p isperidade.
Nao podendo, parra, serera todas estas
medidas consideradas e decretadas de
prorapto, a sociedade limita se a pedir que.
na presente ses2o seja promulgad a lei
sobre o casamento civil. Para este fino
orador v*i roandr mesa um proj acto.
A questo n2o sa prende a sentimentes
religiosos; trata-se siinplesraente de ama
medida tomada pelo Estado para que a fa-
milia brasileira firme melhor que at agora
os esteios de sui coustituigao.
Sabe que do sio do gabinete nao hao
da partir serias resistencias a esta med
da : isto lhe garantido pelas ideas que o
nobre presidente do con elho manifestou
em projectos que offereceu em 1847 e 1848,
e que se tivessem entilo passado, tariam
collocalo o Brasil no segundo lugar entre
as nacocs que adoptram o casamento ci-
vil. S. Exc, pois, n2o ple hoje levantar
barreira contra providencias que tao avisa-
damente CBtlo ioici'U
Tambem acredita que entro outros ineni-
bros do gabinete ha acedrdo sobre a con-
veniencia de serem adoptadas essas pro-
videncia*. Estranhou, por isso, qu* na
falla do. tbrononem urna palabra se con-
signasse a respeito de tao importante as-
sumpto.
Termina lendo o seu proje;to e fez no-
tar ao Senado que o art. 2. copiado
ipsis v3rbis do que o Sr. presidenta do
conselho propoz em 1847.
V ;m mesa o seguinte :
misso O nobra ministro dci em eou-
fiang ao orador as informales em que se
baseou ; mas o orador nSo pie dal-a
mar se o precedente. A discuss2o anda nao
coinegou, porque o adiamento a que se re-
fere o Sr presidente foi approvado logo
publ cidade, e necessario que o publico que se anoumiou o debata sobre a fixag2o
saiba qua as sSo essas informado -s.
Assim, roque? que ao goveroo se pega
copia das informacoes prestadas pelo ins-
pector da Alfandega da Fortaleza, sobre
actos contrariop disciplina estabeleeida
n'aquelL repartigio, e qua o dito inspector
entended que foram praticados pelo ex-the-
souieiro.
V -m mesa o seguinte
PROJECTO DE LEI
i A Assemble*. Geral resolva :
Art. 1. Fica estabelecido no Brasil
o casamento civd obrigatorio.
Art. 2. O governo dar um regla-
mento marcando o modo pratco dv eecrip-
turagao dos livros, como tambem provi-
cenoiar para que se possa ter pleno co
nhecimento dos registros de naseimen'os,
e casamentos sem dependencia da autor;
dade ecclesiastica.
Art. S." Ffeam ravogidas as disposi-
goes em contraria
Sala das sessoes, 9 de M-io da 1887.
Escragnolle Taunoy
O Sr. Presidente declara que a repre-
sentago vai s commissSes de. legisiagao
e orgamento, e que o projecto fica sobre a
mesa.
O Sr. Virlato de Medelros diz
que no naufragi > do paquete Baha, mor-
reu seu irraSo, o ex-thesoureiro da Alfan-
deg* da Fortaleza, que vinha corte re-
clamar contra a demUso, que lie havia
sido dda, d'aqnelle emprego.
Dirigie-80 entSo o orador ao Sr. minis-
tro da fezenda, por carta, pedindo lhe a
declarado dos motivos da dcraisa2o d'a-
melle horrado funecionario, cm cujas con
tas nenham desfalque foi encontrado. O
nobre ministre respond-eu, declarando que
aquella damisBo absolutamente nao fOra
originada por improbidade do ex thesou
reirc. E-^t; importante ponto, pois, ficou
estabelecdo e fura de toda duvida.
Ha, poro n, outro ponto que precisa ser
elucidado; istj quaes as razo-s da de-
FOLHETII
JOSLARONZA
POR
JACQUES Dl FLOT E PEDRO M IEL
TCRCKIKt PARTE
((ntinuaco do n. 112)
1
O hespanhol respondeu, pesando as pa
lavras :
Com toda a sinceridade, miaba se
nhor, devo dizer-lhe que o documento em
questao nao dos que geralmente se cha-
mara papis commereiacs. E' simplesmen-
te um titalo de boa f. A honorabilidade
de Sr. dTsaac, a sua solvabilidade, a alta
e brilbante posicao que oceupa, dao a esse
titulo, pelo menos na nossa opiniao, todas
as garantas desejaveis, posto que na for-
ma seja um pouco irregular.
Tudo isso foi dito cora a maior calma.
Clanos dizia de si para si que Renata por
si diminuii a percorrer entre ella e Rou-
val.
A menina nao perdeu nenhuma das pa-
iavras do representante de Ronval. Muito
commovida, perganton :
De qne modo a liquidacSo desse ne-
gocio depende, segundo o senbor acaba de
dizer, da honorabilidode e solvabilidade de
meu pai V
(]om effeito, minba senbota, repito,
isso apenas um valor de boa f.
Ella aniojon-se e arriscod de um folego :
Pois bem, senhor, venbo padir-lbe
Bequerimento
Requeiro que pelo Ministerio d Fa-
zend* s^jam remettidas ao Si-nado copias
das informa^S.-s dadas pelo actual inspector
da Alfandega da cidade da Fortaleza, na
provincia do Cear, sobro actos contrarios
disciplina estabal-cida e seguida n'a
quella reparticSo publica, que, o mencio-
nado inspector allega, foram prati;ados
pelo ex thesoureiro da reterida Alfandaga.
1 Pajo do Senado, em 9 de Maio de
1887. Viriato dt Altdeiros.
E' apoiado e posto em discuis2o.
Nao havendj qu;m pedisse a palavra,
encerra se a dis-'ussao
Posto a votos, approvadc.
O Sr. Lima Duarte queixando-se
de que alguna actos do nobre ministro da
agricultura tm manifestado a indisposicao
de S. Ex'. con- a provincia de Minas (re-
mes, e tomando o corapromisso de discutir
opp >rtunamcnte essei actos, que tanto des
toam de todcs aquellcs em quo o nobre mi-
nistro teni coociutrado a acglo do governo
na absorpjo da verba destinada immi-
gracSo em beneficio exclusivo da provincia
de S. Paulo, requer aopii do aviso ao di-
rector da estrada de ferro D. Pedro II, re-
lativo a terrenos offereciloi pe* munie.ipa-
lidade de Barbcma para ncleos colo-
nias.
Vem mesa o teguinte.
RtHjuerintento
(i Requ .ro que por intermedio do gover-
no so pega ao ministerio da agricultura co-
pia do aviso expedido a directora da ostra-
da de ferro D. elro II, relativo a terre-
nos off-.rejidos pala muoicipalidade de Bar-
ba.ena para nu-leos coloniaes. S. R-
Lima Duate. o
E apoiado e posto em dismssao.
No haven lo mais quem p?diase a pa-
lavra, eucerra se a discussao.
Posto a votos, approvado o requer
ment.
ORDEM DO DA
Continua a i1 discuaso, adiada, do art.
1.* da proposta do podar executivo, emen
dada pela cmara dos deputados, fixundo
as fergas de trra pira o anno fiaanceiro
de 1887-1888.
O Sr Dautas diz que a importancia
desta proposta Cal que o sanado nao ca-
rece que se lhe dig qual a conveniencia
da presimca do ministerio e especialmente
do ministro da guerra. Est presente o no
bre ministro interino j mas, sendo certo que
o gmete tom de recompGr se, de espe-
rar que cesse esta interinidade.
Abrirse a dis:ussao, nestas coudijots,
no parece proveitoso ao servido, nem ao
gabinete. E: urna lei de confianza, e que
iuteressa grandemente o exercito ; ha mui
tas qu'Sto-s graves a ventilar neste deba-
te. Farsea, pois, de bom conselho o adia-
mento desta discussao at que o ministe-
rio s complete, o que n2o poda tardar,
desde que o n>br presidente do conselho
j afinnoa que dentro de pou-os dias a
cris: estara rL'Solvida.
Assim, se o senado conoria, o orador
propor o adiamento ; tanto mais que pa-
rece-lbe que o nobre presidente do conse
lho, ha de ach<.r razoaVfl este requerimen-
to. A recoraposicao do gabinete um acto
poltico, que pio augmentar ou diminuir
a confianja que e ministerio inspira a seus
orreligionarios.
Tido isto paree>-l(e que justifiga o adia-
mento.
O Sr. Presidente l o art. 131 do regi-
ment :
Nao permitti io roproduzr na mes-
coa discusso os aliammtos propostos, ain-
di que em termos ou para fira difirante s.
A' vista disto nao pie admittir o re
qnprimento do nobre sealar, porque no
in^is do que a reprodcelo do adiamen-
to que f.i approvado aa sesslo de sexta-
('ira.
O Sr. Dantas acba que vale a pena fir-
de forjas. Ora, antes de comee, .r a dis-
cu8s2o, parece que o senado p le adoptar
providencias ptra que o debate se enca-
mine melhor. Entretanto, se o honrado
presidente nao aceita o requer ment do
adiamento, nao o mandar mesa.
O Sr. presidente declara qu-< o requer-
ment do nobra sonador nao admissivel,
e que continua a discussito da proposta
O Sr- Visconde de Pelotas diz
que, dscutindo-se a fixagao do foro^s de
trra, tem o dver do oauupar-se com a
administracSo do ex ministro da guerra do
gabinete da 20 de Agosto. S. Exc. prati
cou tantos desacertos e injustii;,s, qua nao
pode deixar de censural-o.
Dcu motivo questao militar ter o no-
bre ex-ministro maulado reprehen ler, em
orderu do dia do exarcito ao teaente-ooro-
nel Madureira, por haver este official res-
pondido pela imprensa ao qua contra elle
disseram alguus representantes da n-yo.
Gran le numero da offiaes do exercito
manifestaran! seu sentimento em vista de
semelhante procedimento do nobra ex-mi-
nistro. Vio S. Exc. qm produzira muito
m iinpressSo o seu acto, e mandou ouvir
o conselho supremo militar. Os velhos e
respeitaveis membros daqu -lia tribunal res-
pondern) que aos fficiaes cabia incontes-
tavalmante o diraito, que a constituiso
coufere a todo cidadao, de discutir pela
mpran8a, sujeitos a responder, na forma
da lei, pelos abusos que eommettessem.
Tendo o governo se conformado com este
parecer, claro que o nobra ex-ministro da
guerra devia mandar trancar as notas con
tra as quaes reclamaram aquelles fficiaes;
mas assim nSc aconteceu. Palo contrario,
o nobre ex-rninistro intolerante como sera
pre se mostrou, continuou no caminho que
trilba va.
Damittio o distincto coronel Jos Sime3o
de Oliveira do commando da escola militar
de Porto-Alegra, sem que elle dsso moti-
vo para isso, a nao ser que esse acto s
fosse inspirado pelo propositada substituil-o
pelo official da gabinete de S- Exc. E,
cerno este, praticou outros rictos. O nobre
ministro interino nao quiz ficar aquem do
seu ex ollega} tem foito njustificaves
traosferjicias ue commandantes e fficiaes
de uns corpos para outros estacionados em
provincias distantes ; substituio um coro
nel com mandante de um regiment de ar
iilharia a eavallo por un major de infar-
tara, praticando outros aotos que nlo fo-
ram determinadas por nenhuma exigencia
do servido publico.
Esta estado da a 1 ministradlo da guerra
desanimador e obrga o orador a dizer
que o maior mal que sotfre o exarcito a
ineapacidade de alg-ms dos ministros des
ti repartig^o.
Na questSo militar nao se tem visto se
nao a prevengao e a m vontade do go-
verno contra o exercito. (Vivas reelama-
c3es do Sr. presidente do conselho e do
Sr. ministro da guerra.) As demissoas
sera motivo justificado, as transferencias
de offidaes de urnas para outras provin
cas, causando-Ihes grandes transtornos e
sacrificios, nao indicara outra cousa.
Como o nobr; ministro da guerra j pa
dio a palavra, aguarda as explicajoas de
S. Exc, para continuar a d3cutireste as-
sumpto, ou talvez se reservar para a dis-
cussao da nova fixaco de torcas de trra.
O Sr. Ribeiro da Luz (ministro
da guerra) observa quo o nobre senador
disse, que o nobre ex-ministro da guerra
fez se notavel por injusticas que praticou
e perseguicSas com que offendeu a fficiaes
do exercito ; e para comprovar esta asser
580, citando as reprehensSes ao tenento co-
ronel Madureira e ao coronel Cunha Matos,
censurou o nobre ex ministro por nao ter
mandado trancar essas notas, depois da
consulta do conselho supremo nrlitar.
En que disposirco de lei se fdudou o
nobre senador para sustentar que essisno
tas deviam ser trancadas ? Era o que
eurapri* averiguar. Disse que o governo
nao recorrer a um arbitramento: uao exac-
to; o governo nao procurou arbitros; tez urna
consulta ; havemdo duvidas sobre a intel-
ligenci das disposicBas regulamentarcs,
pedia esclareciraentos a quera tem toda
competencia para dalos. Isto no re
correr a arbitramento.
O nobre sanador conhoco os artigos de
guerra ; sabe qde o 8o prohibe disputas en-
tre offici.es. E.n 1875 fei dado o regula-
raento disciplinar, contra o qul nunca se
raclamou, nem por parta dos fficiaes, nem
por parte das cmaras.
O coroael Cunha Mattos em artigo, qne
pubUeou pela imprcusa, praticoa urna falta
disciplinar contra disposicSo desse regula-
manto ; o nobra ev-ministro mandou re-
prehndela. Dapois o tenente-coronel
Madureira praticou tambem outra trans-
gressao desse g maro ; o nobra ex-ministro
ordenou qda fessa igual menta reprehen
dido. Havia para isto fundamento legal ?
Qual a legsL.cSo e ciisposigScs vigentes
sobra e te assuupto?
L o orador o aviso de 4 de Outubro de
1859 e mostra que mais alm foi o expe-
dido pelo Sr. conselbriro Candido do Oli-
veira Comm-ntando as disposijo^s de
um e odtro, fez ver qua nao fez o governo
senao cingir se 3 disposigSes vigentes.
Nao vardade que o ex-ministro da
guerra deix.sse ni feso o coronel Cnnha
Mittos. Na sessao em que elle soffreu as
accusaQo>.-8 por parta de um Sr. deputado
pelo Piauhy, o cobre ex-ministro p- dio a
palavra e tera defendido o militar aggre
dido, se a discussao all o2i se terminas-e.
Com relagao a quenrem os ofii i-.es ser
subn ttidos a conselho -le guerra, faz ver
qua a doutriua correcta e dniformementa
aceita pelo supremo tribunal militar qne
as transgrassSes disciplinaros t a sed foro
qda faga pelo Sr. d'Isaac o que faria por
um credor ordinario, no mesmo caso.
Nao comprehendo, minba senhora.
Creio que sempra depende de nm
credor conceder a um devedor urna refor-
ma do prazo.
Eotao o Sr. d'I^aac desejaria urna
reforma ?
Com effeito, elle estimara essa refor-
ma.
Os olbos de Clanos brilbaram. Eis que
essa negocio, que at abi elle, pessoalmen
te, tinha considerado como duvidoso, to-
mara nm geito favoravel. Era preciso qde
o funecionario ?9ti'*sse muito reduzido pa-
ra pedir um prolongamento de prazo. O
hespanhol supppunha qne o barao podia
dispor dos fundos do seu cofre. Por mais
singular que lhe parecesse esse processo,
serapre pensou que o barao nSD teria re-
corrido a elle se nao soubesse que usava
de un direito. Tar% o Sr. d'Isaac real-
mente nltrapassado o sed direito ? Nesse
caso, qde lbe coovinha fazer ? Conviria
aproveitar a sua imprudencia ? Isso seria
abat-T o hornera de urna vez, mas era ao
mesmo tempo libertal-o do seu compromis-
so, deixar escapar a preza ha tanto tatnpo
cobicada. Se obrigassera o cofre a pagar
irregularmente, era evidente qne o b a rito
perdera o eraprego, mas tambem era evi-
dente qne, gracas ao sacrificio da sua fian-
ga, sua honra ficaria salva. Clanos nao
besiton mais. Era preciso prolongar essa
Bitdag2o perigosa para 6 funecionario e a
tod s os respeitos favoravel aos projectos
de Ronval. Smente, e nisso o hespanhol
res-elou-se tratante refinado, era precis
que urna reforma fosse urna novagko que
equivalessa sdbstituigo de um titulo pu-
ramente particular e que s desse direito
es boas do Sr. d'Isaac por um titulo es-
sencialmente p-rigoso e que podia oompro-
metter a posigio e o nome do bar2o.
Clanos, pois, responden a Renata :
Minba senhora, nao se quaes serao
as inteng3es do Sr. Ronval, mas creio po-
der affirmar que o desejo do Sr. d'Isaac se-
r Cumprido. Mas, e isso a senhora deve
comprehender, preciso oonsaltar o meu che-
parte. Tratava-s- de transgrrcssS'8 dis-
ciplinares, e nao era portante, caso para
conselho de gu-rra. Aicresce que sub-
metter a questao, n tuaos, a um conselho de guerra, seria de
certo modo fazer julgar o minitro, o orador
n2o commetter esse erro.
Relativamente exonarago do c >ronel
Candido Jos da Costa do commando do
Io regiment de artilbaria, pondera, em
primeiro lugar, qua o ministro estava era
seu inteiro direito; e ontrosim qua seme-
lhante exonerag2o exigida pelas con ve
niencias da disciplina. Para proval o l
um artigo da Federar ao, cm que se d
conta de manifestagoas hostis ao governo,
as quaes toraou parta aquella official. Rj-
uni elle a sua ofiicialiiade e dirigi lbe
fallas em que dava o Imperador como un
co poder poltico do paiz.
Como conservar no commando um mili-
tar que desta arte proceda ?
Tendo assim explicado o procedimento
do governo acredita haver satisfeito ao
hnralo senador pelo Rio Grande do Sul.
O Sr. Viriato de Medelros de
opiniao que pie o militar defender-so na
imprensa, porque h'o permitte a consti-
tuigao.
As rastriegoesirapostas pelas leis militares
devem ser entendidas em termos habis, e
nao derrogaado a constituigao, como fez o
art. Io do decreto n. 5,764 de 8 de Margo
de 1875.
E' legitimo O pedido de conselho da
gnerra dos militares reprehendidos em or-
den) di da ; e o ministro deveria dar din
despacho qnalqder, anda que fosse para
declarar que o caso n2o era para conselho
de guerra.
Os ministros l n abusado do direito do
reprehender publicamente os offi i es, com
qne os desmoralisam Parta da responsa-
bilidade dessa inconveniente pnblicidade
recabe sobra o Sr. ajddante general do ex-
ercito, cujos servigos no desconhece, mas
quo dever aecrescentar Ihes mais ura : o
de pedir exonerago por cauaa da sna ex-
trema velhice.
O Sr. Visconde de Pelotas : E it raa,s
forte do que eu.
O Sr. Ribeiro da Luz (ministro da guer
ra) : E de que o nobra sanador do
Cear.
O 3r. Viriato ds Meieiros trata en se-
guida da legitimidad* das reunioes milita
res, mostrando que na m dor parta dos
casos n2o d*ve:n e nSo podem ser prohibi-
das. Foi miltir, e da sua subordinado
tara documento no seu habito de Aiz ;
mas nilo compraban le qua se pretenda hu-
milhar aquella forga que, se n2o crea o
direito, pelo meuos a que effi:azmente o
sustenta.
Q Sr. Franco de S deseja ouvir
o presidente do conselho e o nobre minis-
tro da guerra interino.
Ao primeiro pergunta quaes as razSes
que, determinando divergencias entre S.
fe, nada posso fazer sem o seu consenti-
mento. Queira, portanto dizer ao senhor
seu pai, que nos dirija elle mesrao seu pa
dido, por ser isso mais regular. Eu, por
raed lado, vou telegraphar ao Sr. Roval,
qde est presentemente em Liverpool, e
nestes tres dias lhe enviarei a sna respos-
ta. Cora certeza ser conforme os seus de-
sejos.
E levanton-se, dando assim a entender
menina qne nesse dia ella n2o devia es-
perar outra solug2o do negocio. Renata,
portanto, despedio-se do hespanhol meio
tranquilizada, sem desconfiar, pobre meni-
na, da nova armadilha qne lhe prepara-
vam.
Ella passod tres das prezo de certa an-
ciedade, a deapeito da quasi promesa de
Clanos. Este, muito pontual, comranni-
con menina que tinha recebido resposta
favoravel. Era preciso deix ir passar mais
vinte e qnatro horas. Esse tempo bastn
para consummar a perfidia. Avisado por
sua filba, o Sr. d'Isaac tinha escripto a Oe-
1 .nos. D'ahi em diante, a clemencia de
Ronval cingia o infeliz funecionario como
nra gdilbo do qual nao poderia mais li-
bertar-se,
A victima estava bem preza.
Depois de passada a metade desse quar-
to dia esperado, Caanos em pessoa foi vi-
sitar Renata.
Apresentou-se obsequioso e com o sor-
riso noB labios.
Minba senhora, disse ella, quiz vir
en mesmo em pessoa tranqoillisal-a sobre o
seu pedido. O Sr. RodVal responden-me
qne conceda o prazo pedido- Por conse-
quen ia e como s temos em mo, como j
tive a honra de lhe dizer, um titulo de boa
f, contentamo-nos com juntar a esse titu-
lo a carta do Sr. d'Isaac, com urna nota
indicativa da prorogagao do vencimento por
mais tres mazes.
Mais tres mezes 1 Renata respirou. Seu
pai podia ser salvo.
Agradecen ao Sr. Clanos a sua boa
vontade e a bandado que tere de levar lhe
a grata nova.
Se o seu pesimismo habita*! tivesse
Exj. e o Sr. Alfredo Chaves, motivaram
a retrala do ultimo.
f O governo, no iutervallo das se3s5es
parlamentares mandn eacrevor longos en-
trelineados ; maa, langa de esclarecer a
qnestSo, s consegua irritar os nimos.
Falln o goveroo at saciedade, de in-
sub ir iuagao e indisciplina; mas nao as
puni. Foi altamente comtradictorb. Achou
legacs as reuni es a qfuo pre si li 1 no Rio
Grande do Sul o marechal Dcodoro, e, en-
tretanto, exraerou este m.irocbal do cargo
da quartel mas're general, quando iguaes
factos sa produziram aqu na corte.
E sabido qua o nobre presidente do
conselho mantava tola a solidariedade com
o nobra ex-mir-istro da guerra e at mes-
mo 8ubstidio-o a S. Exc. assum ndo a di-
recgSo dos negocios militaras e at certo
ponto dcixando na sombra o seu colfega
N2a so entend, portanto, a divergencia
que motivou a retirada do ex-ministro e o
parlamento tem o direito de nao ignoral a.
Quanto parte doutrin-.l da questlo,
conven que o nobre ministro da guerra
interino declare se aoha ou nao apolicavel
aos factos em questao a doutriaa aceita
pelo governo, quando se contormou com a
consulta do conselho supremo militar.
Nlo quer o orador discutir a excellencia
dessa doutrina ; o que saba que o gover-
no aceitou-a e que por ella deve confor-
mar os sens actos. E n2o prevalece o ar-
gnmento de qne n2o sa trancara as notas
dos militares reprehendidos, s porque ellas
ainda o nao requereram. Irrisorio seria
que, tendo o governo r-hegado ao ponto de
subordinar sua opiniao k le urna corpora-
gao qu lhe sujeita, pasease agora o sen
ponto de honra no preenchiraento de nraa
forraalidade sem a menor importancia.
Taes s2o os pontos sobra que deseja ou
vir os nobr--3 presidentes do conselho e
ministro da guerra interino.
Fica a discussao adiada pela hora.
---------------'8Q9S'
CtMIRl D9S DEPL'T.IOOS
SESSO EM 6 DE MAIO DE 1837
PRESIDENCIA DO SR. RODRIGO SILVA
E' lido, apoia o, entra em discussao e
fica adiado por tar pedido a palavra o Sr.
Alfredo Chaves, o seguinte raquarimento :
Requeiro qu: por intermedio do mi-
uisterio da guerra se solicite do governo
putado geral Dr. Candido Gil Castello
Branco.Matta Machado.
O Sr. Alfonso Celso Ju-.ilor
observa que na sess2o de 6 de Maio de
1884, h* tet8 annos justamente, na hora
lo expdient-*, levantou-ss das bancas da
opposio2o o Sr. Paulino Jos Soares de
Souza e proferio un discurso, que o ora-
dor l, cujas pa'avras faz agara proprias.
com ligeiras modificag5'3, entre a3 qua.s
sobralava a vehemencia da phrase que aca-
ba de ler, co Dparando o oceorrido em 1884
o oceorrido era 1887.
Pergunta qud o motivo ia demiss2o do
nobre deputado o Sr. Alfrsdo Chaves de
ministro da guerra ; se fei sobre a quest2o
railiUr, esta ooatint
a ax stir ; o nico ac-
cpia da petigao qua lhe tem dirigido o
tenente-coronel An:onio de Sena Madnre-
ra pedindo para ser sdbmettido a conselho
de guerra, b-m como dos despachos e in-
formagSes.Affonso Celso Jnior.
E' igualmente lido, apoiado, entra em
discussao e fica adiado por terem pedido
a palavra os Srs. Alfredo Chaves e Tar-|ga ao nobr
to de energa qne o Sr. ex-miuistro da
guerra praticou fei a demiss2o da quartel-
mestre-general dada ao Sr. mareehal de
campo Deodoro da Fonseca ; mas co : este
acto coneordou tolo o gabinete.
Porque, pois, retirou-se do gabinete o
Sr. Alfredo Chaves, dexando nello os seus
collegas, que at vespera foram solida-
ros cora S. Exc. ?
Eiit'^uda qoe a cmara tem n -cessidades
de ileclarago?3 francas e positivas (apoia-
dos da minora) ; poriue, ou o gabinete
esteve de acerio cora os actos do seu
collega da guerra a nao podia despresti-
gial-o, ou raeonheceu que essej actos fo-
ram injustos e devi i reformal-os ; em
qualquer das hypotheses a consciencia
publica quem reclama que ao mesmo golpe
destechado ao Sr. ex-ministro da guerra
devia sdecumbir todo o gabinete. (Apoca-
dos da opposigSo.)
O Sr. Alfredo Chaves cita a cons-
tante praxe observada na cmara, quando
se trata da explicar as alteragoes dadas
em um gabinete, do failar o ministro de-
missionario depois da cmara ter ouvido as
explicag5-cs do giverno ; recordando que
assim se procedeu em 1879, viudo o Ilus-
tre senador Sinimb, entao presidenta d
conselho, communicar as razocs das alte-
ragoes por que passara o gabinete de ;.
da Janeiro.
Acredita, portanto, que o actual minis-
terio ha de prestar cmara, quando jul-
gar opportuno, a boraenagem devida em
tal conjnnctura.
Vozes da Minora':J o devia ter
feito.
O Sr. Alfredo Chaves julga que o Sr.
presidenta do conseibo espera que se com-
plete o gabinete para dar cmara todas
as explicagoes, ou que a cmara coaclua
as elcigoes de sdas commisaocs.
Como qder qde seja, porem, pede licen-
deputado por Minas-Geraes
quii a de Souza, o seguinte requer ment :
o R.quiro qua por intermedio do minis-
terio da marinha se solcita do governo co-
pia da consulta do conselho Daval relativa
coustruegao do encouragado Almirante
Jamzndar Alfonso Celso Janior.
E' tambem lido, apoiado, entra em dis-
cussao e fica ad2da por ter pedido a pa-
lavra o Sr. Ciiristiano Luz, o seguate re-
qnerimento :
Reqneiro que por interandio do mi-
nisterio da justiga so solicita do presidente
de Minas-Geraes copia das Vmreaeotagoas
e documentos dirigidos ao mesmo contra o
baaharel Joo Correa de Moraes, juiz mu-
nieipal do termo de Bagagim, e as infor-
mag5'3 sobre as providencias tomadas em
virtuda das mesmas rapresantagoes. Man-
tandon.
O Sr. Hatta Hachado diz que,
por telegramma da Babia sabe-se que aca-
ba de fallecer naquclla cidade o ex depd-
tado geral deserabargador Candido Gil Cas-
tello Branco; dnas vezes eleito represen-
tante da nagao, tendo deixado na cam ira
as mais gratas racordago s (apoiados), ma-
gistrado digno de todo o co.iceito, pela re-
ctid2o com que sempre soube administrar
justiga Cap nados) ; o seu falleeimento nao
pode deix ir de ser sentido pela cmara e
pelo paiz. (Muitos apoiados.)
Acredito, pas, interpretar os sentimen-
tos da cmara, enviando mesa ura reque-
riracnto pediado que seja exarado na acta
da se8s2o de hoje um voto de profundo po-
zar por aquelle pensamen^o. (Muitos apoia-
dos.)
Vem mesa, lido, apoia lo e sera de-
bate approvado unnimemente, o seguinte
requerimento :
Requeiro que se insira na acta um
voto de pezar palo felleeimanto do ex-de-
raeoi-
afim
prevalecido, talvez tivesse comprahendido
melhor a partida de que, sem o saber, era
ella a parada. Mas, naquella oecaaiSo, ella
n2o vio, nao podia ver sen2o a moratoria
salvadora.
O hespanhol leu o prazer qne expanda,
colorindo o bello rosto da pobre menina.
Davia terse felicitado interiormente pelo
succasso da'sua raaciiin-igTo.
Na occasiao de retirarse, tornou-se ain-
da mais lisonjeiro, mais obsequioso.
Minba senhora, disse elle, o Sr. Ro-
val eocarregou-me de urna mensagem para
a senhora a senbora. Aqni est urna car-
ta qde mandn me para entregar em mao
propria
A mira ? exclamon Renata, mnito
commovida e mnito perturbada.
Pareced-lhe, oom eFaito, qne nessa mo-
mento ella descobria o motivo interesseiro
da grandeza d alma do Sr. Caanos.
A senhora, responden o representan-
te, entregando menina nma carta metti-
da em um enveloppe de papel assetnado,
do qual desprandia-so nra perfume sdbtil,
qde denunciava o homem de boa socieda-
de.
Renata tomn a carta, mas nao sem car-
ta repulsao, e s ento o hospanhol disse
com nm sorriso :
Essa carta retere-se, minba senhora,
se me n2o engao, aos acoate-oimentos de
hoje. O Sr. Roa val, segando as apoaren-
cias, deve enviar-lbe alguns conselhos a
raspeito da sua conducta futura relativa-
mente a este negocio. Queira tomar nota,
e se julgar necessario, estarei s su as or-
dens. Agora, aocrescantoa elle, o negot'o
est regularisado.
O representante preounciou essas pala-
vras cora visivel complacencia. Depois
despedio-se de Renata, que elle deixou
cheu dessa pertdrbaglo vag qde caracta-
risa os presentimentos sinistros.
A menina resolved esclarecer logo as
sdas ddvidas, afira de dissipar, se tosse
possival, os roceios que, por emquanto, na-
da pareca motivar.
Ella notou logo qne o sobrescripto no
envaloppe, que tinha carimbos oglezes, in-Uha os pontos escabrosos deste negocio,
dicava dods dias de data : mas a mesroa
carta tinha nra como carcter de ?ntigui-
dade.
A menina teria jnrado que essa epstola
fra escripia tres mezes antes. Nao alld-
tava da reforma do titulo, tao benevolamen
te concedida ao Sr. d'Isaac.
Ella ent2o comegon a pesar todos os ter
mos della.
A carta dizia :
A seuhora ha da pardoar-me os tor-
mentos que infijo ao seu coraco, em con
siderag2o do desejo que tenho de lhe ser,
antes de tudo, til. Como poderia a se-
nhora obviar urna posig2o desagradavel, se
n2o estivessa informada das minudencias
dessa posigo ? O Sr. d'Isaac, sen pai,
coutrahio, para com a nossa casa, urna di-
vida con8deravel. Pelas confidencias com
que elle quiz honrar-me comprehendi que
os emolumentos do seu emprego, nao lhe
permittiam libertar se rpidamente. Feliz-
mente eu son ainia mais amigo do Sr. de
Isaac do que sen credor* O amigo imp3e
ao credor urna benevolencia sem limites, a
pento qne eu nao hesitara, em certas con-
digoss, em entregar senhora todos os
mens direitos. Pego-lhe, pois, que refliota
sobro isto. A senbora nao urna mulher
vuig.r, e eu ousei contar com a sua intel-
ligencia. Depende da senhora esquecer
mos todos essa nuvem ligeira e muito pas-
sageira que actualmente escureee as nossas
relagoas. Com muito pezar insisto sobre
esse ponto : a posig2o do Sr. d'Isaac pare
ce me muito comprsraettida. O emprego
que elle oceupa fea com qua a mnima su-
peita lhe seja fatal. Diffieilmente se con-
cebe que nm alto funecionario retribuido
com emolumentos consideraveis possa re-
correr interveng2o de tarceiro, quando
Iba t2o fcil acbar uo cofre do seu de-
partamento* as sommas de que possa pre-
cisar momentneamente. Veja, pois, mi
nha cara seniora, quo essas interpreU-
g5es desagradareis nao apparegam a propo-
sito de um facto em si bem simples e bem
innocente. Tomo a libardade de expor-
era quem reconhece o insigne leader da
opposigjti (concsUg2o do Sr. Affonso Cel-
so Jnior), para declinar de qualquer ex-
plicag2o neste negocio, porque n2o deve
fallar senao depois da palavra do governo.
Vozes:Tem razao.
O Sr. Alfredo Chaves couclue que n2o
faltar occasiao para esclarecer este ponto
relativo questo militar, quo s tora ser-
vido de arma de combate opposigSo.
(Apoiados da maioria.)
O Sr. Alfonso Celso Jnior
nao impugna a declaragao do nobre depu-
tado, de nao poder dar explicagoas em-
quanto nao ouvir a palavra do governo a
respeito, mas entende qu; qualquer
oro do gabinete pid'a comparecer,
du explicar o faeto ; portanto as palavras
do nobre deputado, longe de constituirem
urna defeza do gobern, encerrara a mais
completo censura ao gabinete de que faz
parte. (Contestagoes do Sr. Alfredo Cha-
ves.)
Se o gabinete nao se'acha anda com-
pleto, tem entretanto uraa maioria tao de-
dicada, que o orador n2o sabe porque nao
tenha quem o defenda nasta emergencia.
O Sr. J. Penido : O nico ministro de-
putado, esse mesmo acha-se ausente I
O Sr. Affonso Celso Jnior termina,
para que o debate deste assumpto seja lar-
go, remetiendo mesa um requera: en to,
afira de que se designe dia e hora para o
Sr. preside uta do conselho de ministros
responder seguinte interpellago : Quaes
forara as causas da crise ministerial que
foi resol*ida pela retirada do Sr. ex-mi-
nistro da guerra.
Vozes : Esse o meio regular.
(Contiaa)
oratauto que as suas faculdades ele-
elevadas, o grande amor que tem a seu
pai bao de perraittir-Hie, nessas cirenms-
tancias, os passos a dar e as medidas a to-
mar para evitar dina desgraga, que seria
irreparavel.
Renata nao pode deixar de sentir um
terror profundo ao ler essas linbas, cada
urna das quaes pareca dictada pela inten-
g2o maniesta do qua dizia. Estas pala-
vras : quando lhe t2o fcil achar no co-
fre do seu departamento, etc., pareceram-
lhe escriptas de proposito. Veio-lhe ento
a revelaglo, de repente, e sem transigao,
de certas apprehensoes inexolicaveis do ba-
rao.
Lembronse que ella tinha-lhe fallado,
estreraecendo. dos vinte e cinco mil fran-
cos que lhe faltaram da pri^eira vez. E
ella comprahendeu que isso quo Rouval at-
tribuia maligoidade das ntengoes do vul-
go, podia bem ser, devia mesmo ser, urna
realidade medonha. O Sr. d'Isaac devia
ao cofre. A qua somma montara essa di-
vida ?
^Depois nqnirio de si mesma a razo
por que o banqneiro lhe commdnicava to-
das estas cousas, por qua appellava para a
sua intelligencia, para o seu amor filial.
Como pderia ella prestar um servigo qual-
quer a sed pai? Veio-lhe primeramente a
idea que Rouval cobigava os diamantes.
Entretanto, no fundo do seu pensaraento,
ama voz, dessas sobre cuja significago a
mulher n2o se engaa, a adverta de que
se eDganava, de qne s a sna belleza, essa
belleza soberba e fatal, devia ser o objec-
tivo dos deseaos incomfeasaveis do banquei-
ro* *
R-nata tinha soffrido demais para nao
comprehender todas as infamias soeiaes.
Damais, sabia pela Sra. Francs, qne Ste-
phan pretenda a mo de Bertha Arband.
N2o importa 1 pela necessidade invenci-
vel de ter urna esperanga, ella convenced-
se de qde Rouval s quera os diamantes
a sobre isso baseou o seu plano.
(Connuar-seh> )
Tjp. do Diario roa Duque de Caries n. 42.

(
V

*i
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MUTILADO
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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16809


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Full Text
/
IBBi^H
11J J O M E B O 113
PARA A CAPITAL E LIGARES O*DE MA SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantados............... 6(5000
Por seis ditos idem........i ...... i'JqOOO
Por um anno idem........(......... zoftQvQ
Cada numero avulso, do mesmo dia. ......... 100
mba 13 de maio de
PARA DESTRO E PORA DA PROVIMCIA
Por seis mezea adiantados..............
Por nove ditos dem.................
Por um anno idem.............\ .
Cada numero avulso, de das anteriores..........
130500
20^000
270GOO
010o
.'

*.


Proptiebafce *t Mano gudra i>e Jara i Sfyos
TELEGRAMMAS
KSVIC3 FUTICHAS
22 2IABI0
RIO DE JANEIRO, 1G de Maio, s 8
horas da noite. (Recebido hontem 1 hora
e 55 minutos da tarde, pelo Telegrapho Ter-
restre^
Bectlflco o lelegrimma tiste boje
exped, pela forma Neguinte: qaeui
oroa no Senado fol o Exm. Sr. Kara o
de Cotegipe. preoldente do conne-
Ifco. ()
PARAHYBA, 17 de Maio, s 4 horas
da tarde. (Racebiio as 4 horas e 20 mi-
nutos, pala liaba terrestre).
Foi preso administrativamente o
thenonrelro do Crrelo denla cldade.
.asas m
zssu sava:
(Especial para o Diario)
PARS, 16 de Maio.
AcommlMo da Cmara do* Depu-
ladoM encarregada do exime do pro
Jeccodo orcamento psra OSO apre-
wenton eu relalorio que conclue
pela rejeicao.
LONDRES, 16 de Maio.
An negoclac&ea diplomticas entre
a Inglaterra e a Turqua a reapelto
do Kgjpto eslo agora em bom ca-
mlnho.
Enpera-se um accordo prximo.
BERNA, 16 de Maio.
Acaba de ter lugar em toda coaTe-
deraco Helvtica um voto popular
que adopta para o govarno mono-
polio do fabrico e venda do aireoi.
Agracia flavas, filial em Pernambuoo,
17 de Maio de 1887.
(*) A este telegramma acompanhava a
nota seguinte da R'partcjto Geral dos Te-
legraphos :
Devido a mau ser vico hontem s po-
de ser recebiio hoje.Nilo.
1NSTRUCC0 POPULAR
Em cada bobina que passa entre os magoetea
pr jduz-se um* corrate induziia, que instant-
nea, como sobemos ; m is, com as bibinas se suc-
cedem rpidamente, as eorreutes succedem se com
igual rapidez, e o effeito total praticamente, a
producco de urna correte continua. A3 corren-
tes parciacs sao recolhidas, medida que se dea -
envolvem, por um apparelh o chmalo commuta-
dor.
Amachina deClark; consta de umfeixe de mag-
netca em forma de ferradura, collocado sobre um
scco de madeira. Defronte dos polos deate feixe
ba duaa bobinaa, e que tcem movimento em torno
de nm eixo horisontal. U n commutador di8poato
na eztremidade deste eixo, opposta aquella por
onde recebe o movimento, recolha as correntes
produzidas c converte-as, de alternadas que sao,
en correntes de mesmo sentido.
Os magoetes permanentes sao substituidos com
vantagem, as machinas magneto elctricas, por
electro iraans ; torna-se indiipensavel, neste caso,
urna corrente elctrica, para circular as suag bo-
binas e cons Tval-os magnetisadoa. Esta corren-
te pode ser derivada das bobinas da propria ma-
machina.
A machina de Gramme urna notavel applica
ci dos principios que deixamos indicados. Consta
de doui poderososelectro-imans, ntreos polos dos
quaea gira urna armadura formada por urna serie
de bobinaa, a que da movimento rotatorio urna ma-
china de vapor. As correntes que 83 geram naa
bobinas sao reunidas p ir dous coliectores quo as
transformam em corrente continua.
A applicaco,principal deatas machinas a pro-
ducco da luz elctrica. Os seua effrtos sao idn-
ticos aos das pilhas, posto que extraordinariamente
augmentados.
Continua.)
?ARTE OFFICiAl
l.ovcruo da rovinel;
DESPACHOS DA PBESIDESCIA DO DIA 16 DE
MAIO DE 1887
Tenante Antonio Ovidio de Souza Ramos
Informe o Sr. commandante superior da
guarda nacional da comarca de P3 d'A-
lho.
Frederico Augusto Neiva Jnior.Con-
cedo.
Tenente-coronel Jos da Silva Cysoeiro
Guimares.Informe o Sr. inspector da
Th^soarara'de Fas-adi.
CapitSo Jos Correia da Cunha Ribeiro.
Informe o Sr. commandante superior da
guarda nacional da comarca de Jaboato.
Jos da Cruz Santos. Eotregue-se, me-
diante recibo.
Joaquina Laura Pessoa. Informa o Sr.
brigadeiro commandante das armas.
Jo&o Lourenco de Gees e Vascoacellos.
Informe o Sr. commandante do corpo de
policia.
Leonardo Eustaquio Antonio do Sacra-
mento.Deferido com o offijio de boj i ao
Sr. brigadeiro commandante das armas.
Manoel da Silva Gamelleira Providen-
ciado.
Nicas da Silva Gusmao. -Indeferido,
vista dainformaclo da repartidlo das Obras
Publicas.
Vctor. Recorra o supplicante autori-
dade judiciaria.
Secretaria da Presidencia de Pernam
buco, 17 de Maio de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
ELECTRIC1PADE
(Extrahido)
DAS ESCOLAS E DA BD3LIOTHECA DO POVO
ELECTRO MMNETICO
CAP.TULO xvni
IsDUCQAO ELECTRO -!)VSVMIA E BLECTBO -SI.VGHETI C A.
BOBIHA DE KOHXKOKPF ; EXFEBIEHCUS MAIS OTA-
VEIS E PaiSCIPAES APrLICACVES DESTE APPAB8LH0 .
( Coninua cao)
y nudo nos tuboo de Geissler se introduiem di-
verso gazes, os ravel belleza : e v.r i im conforme ansiareis do vi-
dro, as dimens 3 forma dos tubos, o grao de ra-
refaceo dos gazea ou vaporas, etc.
Urna da* applicacoes mais importantes da luz
produzida pula bobina de Eubmkorff a illumina-
r\o das minas de carvo de pedra, onde sao fre-
qncntes as explosoes devidas inflammaco do
gas proto carboneto de hydrogenio. As lampadas
de seguran?* de Dumas e Kenoit sao muito asa-
das para este fim, porque a luz produzida fra e
os tubos sao hermticamente fechados.
Oa effeitos mecbanicos da*bobina sao extraordi-
nariamente enrgicos : com ama bobina de 65
centmetros de comprimento (grande modelo) tura-
se, instantneamente, urna chapa de vidro de 5
centmetros de espessura, collocando-a entre duaa
pcSitas metallicas, correspondentes aos dona polos
do fio induzido, e fazendo funecionar a bobina. Para
ge eftictuar esta experieucia, com seguranca, em-
prega-se um apparelh) especial se a resistencia
da chapa de vidra fr tal que a faisca nao possa
atravesaar o vidro, evidente que a descarga se
prodazir no interior da bobina, damnificando on
mesmo inutilisando esta ; mas se ao mermo tempo
que ligamos os polos do fio induzida a pootas uie-
taUicas de que cima fallamos, os fiaermos tambem
commanicar com as duaa bastes metallicas hori-
zontaea clara que, se a resistencia do vidro im
pedir que a descarga se taca atravez da chapa, ella
se far entre as referidas bastes ficando a bobina
intacta*
CAPITULO XIX
Idka oekal sobre as machinas magneto-elctricas
Machina di Clabke. Machina dbGkamme.
A* machinas magneto elctricas sao apparethoa
de induccao fondados sobre a nMgnetisaeio tem-
poraria do ferro.
Todas as machinas megneto elctricas, qualquer
que gpja a aua dispogico, sao baseadaa na grande
descoberta de Faraday, isto no deseavalvimento
de ama corrente elctrica n'nm circuito metallico
que se muve n'um meio .magntico. O meio mag-
ntico nestas machinas o eapaco comprehendido
entre es polos de dous poderosos magnetes, espaco
que atravessado por bobinas de fio de cobre so-
lado, em que se manifestam as correntes induci-
das.
Quanto mais enrgicos sao os maenetes, mais
coraprido o fio das bobinas, e mais rpido o sea
aovimento, tanto mais fortes sao as correntea de
induccao Por isso, na constrnecio dcstas machi-
nas, empregam-se grandes magnetes grandes bo-
binas, as qnaes se fasem girar por meio de nm eizo
a que transmittido o movimento de ama machina
de vapor, ea outra qualqaer especie motor.
Secretaria de Policia de Pernambueo, em 12
de Maio de 18S7.Illm. e Exm. Sr.Para cum-
prir o que V. Exc. me determinou eui officio de 9
do corrente, sobre o que oecorrera no Tneatro de
Santa Isabel entre o estadante do 3. anno de
direito Joao Pacheco de Queiroga e o guarda c-
vico n. 31, tendo aquelle se queixado pessoalmente
a V. Exc. allegando haver sido sem causa ofijn-
dido por palavras injuriosas contra si e saa classe
pelo referido guarda, mandei ouvir a tal respeito
o delegado do 1 districto da capital que eatava
encarregado da inspeccao do espectculo em a
noite que se deu o facto, e em original transmiti
a V. Exc a nformacio que me foi prestada pela
referida autoridade e os documentos que a ins-
traem.
ConvA accrescentar que acabo de ordenar q'ie
a fjrca que fizer a guarda do Tneatro em nortes
de espectculos nao intervenha em questoes rela-
tivas a lugares de espectadores, sem que para isao
receba ordem da autoridade policial que eativer
enearregada da inspeccao "do mesmo Tbeatro.
Dea guarde a V. Exc. Illm. e Exm Sr. Or. Pe-
dro Vicente de Azrvedo, presidente da provincia.
O chefi- de policia, Antonio Domingos Pinto.
Delegada de pilicia do 1 districto da capital,
ao 3 11 de Maio de 1887.Cumprindo a ordem de
V' S. que pede nformaclo sobre o que occorreu
no Tneatro de Santa Isabel entro o estudante
Joao Pacheco de Queiroga e o guarda cvico n. 31,
pasao minuciosamente a expr o facto.
Na noite de sabbado, 7 do corrente, me achava
no Tneatro Santa Iabel inspeccionando, como me
competa o espectculo dramtico e devido ao pro-
ceder irregular de alguns espectadores que oceu-
pavam o paraizo ou 4 ordem, faziam grande ala-
rido, valandn as pesaoas que oceupavam as ca
deias, ordenei que alguns guariaa cvicos se
collocsjsaem n'aquelle local par* manter a orlem
e silencio necesaario.
Essa providencia que antiga* contribu.) para
nSo continaacao das vaias, quasi sempre prejudi-
ciaea a ordem, a mjral e a lei e improprias para
nm theatro, frequentado pelas principa?* familias
da sociedade, peruambucana e pir estrangeiroa.
Ncnham iacidente desagr? davel, %ouve cesae
espectculo, com excepeo do acto imprudente de
um moco desconbecido, que comprando um bilhete
de paraizo, penetrou a forca no camarote o. 67,
oceupado pelo Sr. Joaquim Jos de Meira Lima,
guarda da A'fandtga e seos companbeiros e ami-
gos JoS) francisco de Almeila, Francisco Mar
tina da Rosa, Antonio Martins da Rosa e um em-
prrg do do cominercio, conhecido nesta capital.
Dos documentos juntos e declaracSo feita na
imprensa diana, Jornal e Diario (no dia 10) e
autos de pergantas aos que oceupavam o alladido
camarote, ver V. 8. cono se passoa o facto, que
por demais insignificante.
No camarote n. 67 estavam 03 alladi Jos cava-
lheiros assistindo o espectculo, qoando no 2 acto
entra asi moco desconhccda, toma urna das ca-
deiras do mesmo camarote e sf ita-se, no con-
vindo, porm, ao Sr. Meira Lima aos sem com-
panbeiros a pe-manencia dess- intruso e deseo-
nhecido, pelos motivos allegados em sena depoi-
mentos, pddem-lbe em bons termos para se retirar.
Eate pediial alias justo, nao foi attendido, decla-
rando que nio sahiria. pois, eatava a teu commodo.
A vista dessa recusa e para evitar conflictos, o
Sr. Meira Lia, chamou o guarda cvico n. 31
(que estava pert 1 afim de ver se esse intruso se
resolva s4bie do camarote.
O policial, que urna daa boas prucas da guarda
cvica, (como V. S. ver pelos documentos ns. 1
e 2), 1 m termos brando, observa ao desconbe-
cido, que elle nao poda all continuar, pois, o seu
lugar era n paraso.
Essa simples advertencia foi recebida de mo
humor pAo dito moco, que insultou ao soldado, que
proc.-d u c:in Calma e miis prudencia do que era
dn espirar. ,
Dirigndo-mo para o paraizo eneontrei em cami-
nho com eaae moco, que declaroa ser estudaate e
vir queixar-se do guarda n. 31, que o fizera aahir
grosaeiramente da um camarote.
Eu qne ouvra previamente o policial, ao Sr.
Hsira Luna e a um .mpregado do commercio rea-
pondi nos seguintes termos: o ssnhor proceden
mal, inva lindo e p-rmanecendo em camarote
<< alheio, cujo dono exigi a sua retirada, violou
exp-essa disp)sicao do regulameuto do Tneatro ;
o guarda procedeu bem, evitando rixas entre oa
espectadores, e admra-me bastante, que sendo
estudante assim proceda.
Easa a pura expressao da verdade do facto de
que so trata, que nenhum valor tem, como con-
fessa pelo Jornal do Rtcife, de hoje, o proprio es-
tudante Du.iroga.
Nenhums offensa ou palavra injuriosa fra diri-
gida pelo guarda cvico ou por mm a classe aca-
dmica, que nao poda nem poder ser responsavel
pelas fltas, delictos e desvarios de um ou outro
dos seua companheiros.
Achavam se presentes no acto do queixume desse
estudante, o Sr. Rigueira Costa, deputado provin-
cial e o Sr. Murca, guarda livroa, e estes ouvi-
ram qual foi a minha respost i.
Deus guarde a V. S. Illm. Sr. Dr. chefe de pili
cia.O delegado, Francisco Isidoro R idngucs da
Costa.
Sublelegucia da freguezia do Rcife, 11 de
Main de 1887.Illm. Sr.Eji rjsposta ao officio
de V. 8., de boje datado, relativamente ao guarda
cvico a. 31, Arthur Machado dos Santos, tenho a
informar a V. S. que o referido tem bom compor-
tament > e cumpridor de seus deveres, no me
constando couaa alguma em seu desabono.
Deus guarde a V. S.Illm. Sr. Dr. Francisco
Indoro Rodrigues da Costa, muito digno delegado
dolo districto.O subdelegado, Jos P. dos San-
tos Noves.
N. 167. Comisando geral da guarda civica de
Pernambueo, 11 de Maio de 1887.Illm. Sr.'tes-
pondendo o officio de V. S, datado de hoje, em
que pede informasoes acerca da conducta do guar-
da cvico n. 31, Arthur Machado dos Santos, te-
nho a dizer que,'desde que o referido guarda aerve
nesta corporacao, tem procedido regularmente;
nao tendo at esta data soffrido prisa) ou outra
qualquer pena por faltas que houvesse commettido.
fica asaim respondido o citado offijio.
Deua guarde a V. S.Illm. Sr. Dr. Francisco
Izidoro Rodrigues da Costa, muito digno delegado
de polica do Io districto.Joio Baptisa Caoral,
commandante geral.
Auto de perguntaa a Francisco Martins da Rosa
Na inesma data retro declarada, compareceu
tambem Francisca Martins da Rosa, com 32annos
de idade, solteiro, natural de Pernambueo, mora-
dor |rua do Coronel Suassuna n. 195, guarda da
Alfandega, sabe 1er e^escrever, que sendo inter-
rogado disse que inda ao espectculo na noite de
7 do corrente, em companbia de seu collega Meira
Lima, de seu irmo Antonio Martins da Rosa, ae
Joao Francisco de Almeidu a de nm outro, toma-
ram o camarote n. 67, de 4' ordem, qaando esta-
vam no 2' acto entrou na camarote alladido um
moco desconhecido e seutoa-se, ponlerando lhe
ueasa occasiao Meira Limaqu. elle nao poda estar
alli e que sahsae porque o camarote estava com-
pleto, ao qu nanhama importancia liguu o referido
moco, retiran io-se Meira Lima.'voltou poaco depois
com o guarda cvico n. 31,o qual pedir ao desco-
nhecido que se retrasse para o paraso, lugar que
lhe competa pelo bilhete que tinha ;
Q le nao vio o guarda civico maltratar com pa-
lavras otfensivas ao al ludido moco, nem tio pouco
ameacir com reflaa, comportando-seo soldado per-
feitameute bem, que delle conhecido e nao lhe
consta que tenba por costume provocar desordens ;
Que ninguem conhecia o moco desconhecido que
asaim proceder, ignorando todos se elle era ou
nao estudante.
Nada maia dase e nem lhe f u pergantrdo e lido
asaignam.
Eu, "Joao Gjm*s dos Santos Filho. o escrevi.
Francisco Izdoro Rodrigues da Costa.Fraacisco
Antonio Martins Rosa.
Adro deperguntas a Antonio Martins da Rosa
Na mesma data e logo em seguida presente An-
tonio Martins da Rosa que declarou ter 28 annos
de idade, solteiro, natural de Pernambueo, mora-
dar ;'. rua do C>r.>ncl Suassuna a. 195, guarda da
casa de DstencJ). sabe 1er e escrever e sendo in-
terrogado disse que assistio ao espectculo na
noite de 7 do corrente, no theatro de Santa Isabel,
em companhia de seu irmo Francisco Martins da
Rosa, Meira Lima e oatros;
Q ie no 2* acto entrou no camarote de onde elle
e seus companbeiros assistiam o espectculo, um
me 1 para elle desconhe:ido, e que fez com que
Meira L:ma pedisae ao moco que se retirasse urna
vez que o camarote estava completo e elle ser des-
conhecido, a este pedido nada respondeu o referido
moco, pelo que Meira Lima se levantando sanio e
voltanij piuco depois, e entao appareceu no ca-
marote a praca n. 31, da guarda civica, de nome
Arthur de tal e pedio ao referido moco que se re-
tirasse, pirque daquelle camarote elle nao poda
aasistir o espectculo etc., o que den lagar ao mo(o
dirigir algumas palavras ao referido guarda cvi-
co, o qual nao proferio palavras ofiensivas e diri-
gidas ao dito moco e pelo contrario se houve at
com prudencia e delicadeza ;
Que o guarda nSs ameacou espancar o mo?) e
nem fallou em corpo acadmico;
Que conbflce o guarda, que bem comportado,
nunca ouvo m soub > de qualquer desacato por
lie foifo a pessot algoma.
Nada mais disse e nem lhe foi perguntado e li Jo
aasignam.
Eu, Joo Gomes dos Santos, Filho, o escrevi.
Francisco Isidoro Rodrigues da Costa.Antonio
Martins Rosas.
Auto d peguntas a Joaquim Jos de Meira
jQLima
Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jess
Cbristo de 18S7, aos 11 das do mes de Maio, nesta
eidade do Rjcife, pernote o delegado do 1' districto
Dr. Francisco Izidoro Rodrigues da Costa, compa-
recen Joaquim Jos de Meira Lima, que declarou
ter 39 annos de idade. solteiro, natural de Pernam-
bueo, morador a rua de Santa Cecilia, n. 41, em-
pregado publico, sab 11er e escrever, o qual sendo
interrogadodisse que j na imprensa narrara o
facto que se dera entre o Guarda Cvico n. 31, e
um moco estudante, na noite de 7 do corrente, no
theatro Santa Isabel, narracao que se acha no Dia-
rio de Pernambueo e no Jornal de 10 do corrente e
qae de novo p issa a explicar o que se dera, repor-
tando-se ao que se acha publicado nos alladidos
jornaes.
Que o Guarda Civico, v. 31,b5o maltratara com
palavras injuriosas ao moco que dizia-se estudante
e que se intrometteu no camarote d elle res.
poodente, pelo contrario proceder com pru-
dencia, ouvindo as pilherias e insultos desse
moc-o, que'a se retirou de seu' camarote quando
bem quiz ; que nexato ter a praca maltratado
com qualquer palavra offensiva a ebse moco ou
classe acadmica pois nem ella respondente conhe-
cia o nem seas companbeiros, e qual a classe, de
quem proceda tio krpgular; que o facto nao se
piss/u de outra forma, seno da qae fiea exposta
e foi presenciado por seas cempanheiros de cama
rete e outras pe as jas, nao ba vendo mais do ae
trocas de palavras ;que coahec: o Guarda Ci-
vico n. 31, qne um bom moco, bem comportado
e incapaz de offeiiJei a quem quer que seja, prin-
cipalmente, no cumprimento de seus deveres de
soldado.
Nada mais disse nem lhe foi perguntado e li-io
assignam do que don f.
Ea Joao Gomes dos Santos Filho o escrevi.
Francisco Isidoro Rodrigues da Costa.Joaquim
Joa de Meira Lima.
Auto de perguntas aJoo Francisco Alves de
Almeida
Na mesma data retro declarada, compareceu pe-
rante o mesmo Dr. delegado, Joo Francisco AI-
ves de Atmeida, com idade de 26 annos. casado,
natural de Pernambueo, morador na rua do Conse-
lheiro Peretti, empregalo no commercio. sabe ler
e escrever,que, sendo interrogadodisse que
achaado-se no espectculo d > Theatro de Santa
Isabel, na naite de 7 do corrate, em um camarote
da 4' ordem assistindo o eapectaculo em compa-
uliia de Meira Lima eoutros, quando no segundo
acto entrou um moco no mesmo camarote, deseo
nhecido, e sentou-se; e nao convinio a sua per-
manencia no camarote que estava oceupado pelo
numero certo de cadeiras, Meira Lima simples-
mente pedir que se retirasse, visto elle declarar
que havia comprado bilhete de Paraizo e o cama-
rute nao comportar maia alguem; nao querendo
attender esse justo pedido, continuou no camarote,
indo Meira Lima pedir ao guarda n. 31, que se
acha va prximo para fazer com que sahisae o re-
ferido desconhecido do camarote, e chegaodo o mes-
mo guarda pedir que se retirasse de dentro do
camarote urna vez que o proprietario nao consenta
e elle tinha um bilhete para outro lugar;que em
vez do mesmo moco atteoder, maltratara o guarda
e s aahira quando bem quiz, admirando-se elle
respondente que o guarda tivessu tanta prudencia
para ouvir de um estrauho eases insultos, que elle
respondente nao ouvira o guarda alludido dirigir
palavras injuriosas esae moc ou classe acad-
mica, principalmente porque ninguem poda sup-
psr qne foise estudante, o que souberam quando
eaae retirou s", por gritar que ia fazer queixa do
guarda e quo era estudante ;que conhece o guar-
da civico de n. 31, que moderado e jamis pode-
rla maltratar a este moco ou a outro qualquer,e
que, de modo algum elle respondente consenteria
que fosse desacatado a quem quer que seja dentro
do camarote;que o espectculo do dia 7 nao po-
da ser ouvido pelo grande barulho que aquellos
que se achavam no Paraizo faziam, vaiando a di-
versos, quer dos camarotes, quer das cadeiras ;
que nao conhece o moco de que se trata, porm
admirou-se quando elle dissra ser estucante;
que o que acaba de referir fol a pura expressao da
verdade do que aconteceu
Nada mais disse e nem lhe foi perguntado e li Jo
assignam.
Eu, Joo Gomes dos Santos Filho o escrevi.
Francisco Isidoro Rodrigues da Costa. Joo
Francisco Alves de Almeida.
Auto de perguntas a Arthur Machado dos San-
tos, guarda cvico n. 31
Anno do Nascimento de Nosao Senhor Jess
Cbristo de 1837, aos 11 de Maio do di:o anno, pe-
rante o Dr. delegado do l* districto, Francisco
Isidoro Rodrigues da Costa, empareceu o guarda
civico n. 31 Arthur Machado dos Santos, com 24
annos de idade, casado, natural de Pernambueo,
morador no pateo de S. P-dro n. 5, sabe ler e es-
crever, que sendo interrogadodisse que fazendo
parto da guarda do theatro S*ata Isabel, na noite
de 7 do corrente, acliava-se no gallinheiro de
ponto da observaco por causa das grandes pa-
teadas que estavam dando diversos individuos
nos espectadora das cadeitas e camarotes, quan-
do o dono do camarote n. 6/, empregado da Al-
fandega, oprocurou para fazer retirar de seu ca
murte um moco que quera oelle permanecer a
forca, e, elle respondente ponderou a esse moco,
que ign>rava ser on nao estudante, para retirar-
se, visto ser o seu bilhete de paraso, obaervacao
que nao foi acceita, insultando a elle respondente
que por prudencia retirou-se deixando-o ticar no
camarote que elle sanio qaando bem quiz, que
nenhuma palavra oflensiva dirigir a esse moco,
ou a classe acadmica, nao s porque nao sabia
com quem fallava, como tambem jamis costuma
empregar palavras ofiensivas ou injuriosas contra
quem quer qne seja, o que pode- ser attestado
pelos seus superiores :
Que no espectculo do dia 7 es espectadores do
gallinheiro, estudantea ou ni, fizeram muito ba-
rulho, vaiando a torto e a direito, sendo necessa-
rio qae o Dr. delegado subiese e os cbamassem a
ordem, que elle respondente tem sido designado
para fazer a guarda do theatro e 8t esta data
nao consta que elle offendsse ou maltratasse a
qualquer espectador, quer do paraizo quer de ou-
tros lugares ;
Que esse moco permanecendo no camarote pro-
ceda irregularmente e deveria ter sahido logo
que elle fizera a observaco e em lugar disto
aconteceu el'e continuar maltratando a elle res-
pondente, como foi presenciado por todos que se
achavam no camarote e por perto, sendo alguem
de opinio que esse mojo devia sabir do cama-
rote, limitanio-se elle respondente, a fazer adver-
tencia para evitar qualquer desacato a sua pes-
soa.
Nada mais disse nem lhe foi perguntado, e lido
assignam.
En,- Joo Gomes dos S intos Filho, o eacrevi.
Francia:o Isidoro Rodrigues da Costa. Arthur
Machado dos S intos.
Auto de perguntas ao sargento da guarda civica
Laurindo Pereira de Brito
Anno do Nascimento de Nosao Snhor Jess
Christo de 1887, aos 11 de Maio, perante o Dr.
delegado do 1 districto, Francisco Izidoro Rodri-
gues da Costa, comparecen Laurindo Pereira de
Brito, sargento da guarda civica, com 34 annos
de idade, solteiro, natural de Pernambueo, saben-
do ler e escrever. que sendo interrogadodisse
que na noite de 7 do corrente, achava-se elle ne
tbeatro Sinta Isabel, commandando a gnarda do
espectculo e seubc que um moc 1 estudante, en-
trara em um camarote da 4a ordem, que se acha-
va oceupado por um empregado da Alfandega^ de
nome Meira Lima e outros mocos do commercio e
nao querendo sabir, apezar dos pedidos e instan-
cias do proprietario do camarote ; sendo obrigado
este (Meira Lima) chamar a praca n. 31, que
estava de ponto as iinmediacoea do mesmo ca-
marote, a qual chegsndo observara em termos
convenientes que se retirasse do camarote, visto
ter elle comprado bilhete de paraizo, nao queren-
do de modo algum esse moco sahir do camarote,
maltratando a praca e s retirndose depois do
2* acto, vindo queixar-so sem fundamento do Dr.
delegado dessa praca.
Que elle respondente como s"perior inqnerira
das pessoas que se acbavam ao camarote e perto
delle e todos lhe affirmaram qae a praca n. 31
nao maltratara a esse moco estadante, pelo con-
trario proceder de modo prudente, que o guarda
n. 31 de usaa conducta exesaplar e sempre qne
ba espectculo faz parte da respectiva guarda e
nao lhe consta que tivesse qualquer Mtercaco
com pessoa alguma.
- Que e inexacto ter-se dado esse facto com o
estudante Queiroga e sim com um moco estudante
de nome Santa Roaa, que fra quem o procurara
para se queixar do referido guarda n. 31.
Nada mais disse e nem lhe foi perguntado, e
lido assignam, do que don f.
Eu. Joao Gomes dos Santos Fi|ho, o escrevi.
Francisco Izidoro Rodrigues da Costa.Laurindo
Pereira de Brito.
Artigo publicado no Jornal do Recift de 10 de
Maio.
AO PUBLICO
Doaejando assiatir o espectculo de Sinta Isa-
bel, no dia 7 do corrente, beneficio da actriz D.
Apolonia, compre o camarote n. 67, e em com-
panbia de meus amigos Ca-dos \ Martins da Ro-
sa, Joo P.menta e um guarda da Detencao, nos
dirigimos para e6te camarote ; e quando no 2-
acto entrou um moco desconbecido, que dizenio
aer eatudante o que nao pareca", aeutou-ae e
nio quiz sahir e como nao m conviesse a sua per-
manencia no meu camarote, oque custou meu di-
nheiro, padi que elle so retirasse, o que nao an-
nuio e tornou-se impertinente, pelo que fui obri-
gado a chamar o guarda civico n. 31 para o fazer
retirar.
Esse guarda em bons termos, ponderou que
tendo elle comprado um bilhete de paraizo nao po-
da eatar ah, d"ade que eu nao consenta ; esse
moc i em termos grosaeiroa maltratou a prafa,
ameacando-a esbofetear e s retirou-ae quando
bem quiz, contrariando-me bastanta esse seu pro-
ceder.
A praca portou-se perfectamente bem, c com
muta prudencia, e nenhuma palavra offensiva
proferio a esse moco ou classe acadmica mes-
mo porque ignorava se era ou nao estudante.
Cis a pura expressao da verdide do que se
passou.
Convm notar que neste espectculo, diveraos
individuos, estudantes ou nao, que estavam no
paraizo perturbaram o espectculo, vaiando aquel-
las pessoas que se ach.viin nos camarotes e as
cadeiras, sendo obrigado o Dr. delegado a cha-
mal-os a ordem, o que fez com prudencia o crite-
rio que o distinguen!.
Recife, 9 de Maio de 1887.
Joaquim Jos de Meira Lima .
(.'verno do Rispado
CIRCULAR AO CLERO DIOCESANO
Palacio da Soledade, 13 de Maio de 1887.
Illm. e Rvin. Sr.Considerando que a immobili-
dade dos parochos de lei geral da Igreja ;
Considerando que, embora por excepcao possam
as parochias ser providas licita e canonie&mente
de parochos amoviveis, havends justas eausas,
convm sempre que fr pos si ve!, cumprir a regra
geral;
Considerando que ha nesta dioces neceasidade
e utilidade no provimeuto definitivo de diversas
parochias ;
Temos resolvido proceder a concurso para esse
fim, o que commuaicatnos a V. Rvm,J para seu
previo conhecimento.
Aoa parochos sao necessarias muitas qualidades
que na resumimos em dua8costumea illibados e
sciencia su luciente.
A quem faltar a primeira qualidade, nao admit-
iremos ao concurso, indefenndo logo a petico
inicial para evitar trabalhoa e despezas qnein
decididamente nao collanamos em parochiato al-
gum.
Quanto segunda, ser provada em exame jul-
gado com rigorosa justi$a, aem ple alguem espe-
rar qualquer especie de condescendencia sobre
esta piova de capacidade.
Eutre as provas documentaes, alm d'aquellaa
at agora exigidas por lei ou costume, exigiremos
dos candidatos que forem ou tiverem sid > paro-
chos pruva de terem feito com toda regularidade
os aasentanentos paroebiaes de casamentos, bapti-
sados e bitos, como de rigoroso dever, e sobre o
qual nao admittimos nenhuma attenuante.
Opportunamente sero publicados editaes, de-
pois dos quaes os parochos que houverem de con-
eorrer so consideraro dispensados, p'ovidencian-
do sobre o servio,) parochial.
Oa exames uo tero lugar antes de 30 dias, de-
pois de findb os 60 dos editaes.
f Jos, Bispo Dioce ano.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DIA 17 DE MAIO DE 1887
Vahncio Soares Vilell. Cumpra se,
registre-so e facam-se os assentamentos.
Mara Amelia de Souza CatSo.Infor-
me o Sr. Dr. administrador do Consulado.
Gomes de Mattos & Irmo, Jos da
Anuociajo Carvalho, Manoel Jos Perei-
ra, regador do G/umasio e coatas do cor
po de pliza e das 3a, 5* 11* partes da
lotera da Santa Casa. -Haja vista o Dr.
procurador fiscal.
Anua Joaquina de Mello Dutra e Ma-
noel de Azevedo Pontes. -Certifique se.
Jos Fraacisco do Mello R'go. Entre-
gue-se pela porta.
Coronel Luiz Cesario do R 'gs e Joa-
quim d'Azevedo Hamos. Informe o Sr.
ceatador.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 16 DE MAIO DE 1887
Gregorio Thaumaturgo de S L itao-
Olinto Jardim C e Jos Joiquim Sa-
marcos.Informe a 1* seccSo.
Sabino Olegario Ludgero Pinho. A' Ia
secc2o para os devidos fias.
Vuva e herdeiros de Sorafim de Senna
Jorge Cumpra-se.
Josepha Francisca de Souza Lima, Ma-
ra Josquiaa de Medeiros Rangel e outra,
Mara Barral da Fonsaca e outro e Henr-
queta Ferreira Lopes da Silva. Deferido,
de accordo com as iaformacJS-
Jolo Rodrigues da Silva Duarte.Cer-
tifique se.
Do procurador des feitos, o mesmo, o
meBmo, o mesmo e JoSj Aatonio de Al
meida, -Iaforme a 1* aecj&o..
- 17
Antonio Soares Pinto e Angelo Ri-
phael & C Informe a 1* secs^o.
Manoel Jos Bezerra e Mauoel Emygdio
Cavalcante. Informe a Ia scelo.
Tibnrcio de Oliveira & C. -Informe a
la aecgao.
Francisco Al^es Lourenco. ~A' Io sec-
5o para os devidos fina.
DIARIO DE PERHJabCO
RECIFE, 18 DE MAIO DE 1887
A agricultura e o commercio
Nenhum outro assumpto deve oceupar actual-
mente com mais solicitude e affinco aa cogitacoes
de todos que se inter6ssam pela prosperidade des-
11 provincia, do que o estado precario e assustador
em qae se debatem as nossas priocipaes industrias
a agricultura e o commercio.
Fontes, seno exclusivas, pelo menos as mais
abundantes da fortuna publica e privada, exigem
e despertam toda nossa preoecupaco.
A' ninguem e muito menos imprensa, licito
ernsar os bracos e mostrar-seexpectador silencioso
e impassvel ante o aniquilamento, que ameaca
aeriamenteas torcas productoras desta provincia.
1) -minados por este penaamento, que nos inspira
o cumprimento do dever, seria criminoso o nosao
procedimento, se nao fos3einos ao encootro das
difficuldades, que tendera aesgotar os j fracosre
cursos da nossa agricultura e commercio, ao me-
nos para d.'nuncial-ss e ehairar sobre ella a atten
cao d'aque.'les a quem m .s efficazmentj cumpre
ea tu Jal-as e prevenir a prosresso dos seua eatra-
gos.
Ha alguna anuos j que a experiencia e os f a -
ctos demonstrara que a nossa industria agrcola
nao se desenvolve, nem progride na proporco doa
recursos naturaes de quediapoe.
A es3es recursos naturaes juntara se hoj; uma
ja extenaa rede de eatradaa de ferro, corarauui -a-
CC8 maritimaa em maior numere, que outr'ora, fa-
cis e rpidas, deaenvolvimento das industrias
por maio de machiuiamoa aperfeic/oadoa, estabele-
cimeutos de crdito e outras facilidades ; o que
deveria constituir penhor seguro do progresso c
prosperidade d'aquellaa induatrias.
Entretanto, o que se pa9sa actualmente ?
A receita publica decresce, e consequentemente
os compromssos do The90uro Provincial aecumu-
lam-se de exercicio em exercicio.
O commercio restringe se, deminuindo as trans-
acc.'S e desapparecen Jo pouco a pouco casas eom-
merciaea, que liquidara extenuadas e sem recursos.
A agricultura, em geral, nao fornoce, nem mes
mo, a subsistencia imprescindivel manuntencao
da vida dos cultivadores, de modo que estes necea-
sitam implorar ao capitalista o dinheiro preciso
compra do pao de cada dia.
O capital retrahe-ee e occulta-se. desconfiado
dos que charram e invocam o seu auxilio.
Um mal estar, uma nquietacao geral reina eutre
os iDSsoa agricultores e commerciantes ; todoa,
em fim experimentare a desagradavel senaacao
que cauaa o imprevisto, que nos espera.
A ruina, a miseria, o aniquilamento afinal amea-
i; ira esta rica, nobre e patritica provincia.
Sao mltiplas e variadas as causas da situaco
em que no3 acharaos e se quiz-'ssemes, ou antea
s podeasemos nos estreitoa limitea deste artigo
apreciul-aa todoa, seria neceesario partir da poca
em que, coiucidindo o deaenvolvimento das trans-
accooa commerciaes das provincias, que nos ficam
mais prximas, com oa gravames que as leis orea
mentaras cemecaram a imp.- a mercadoriaa im
portadas aqui do estrangeiro, foi esta provincia
deixanJo pouco a pouco de ser o emporio do com-
mercio da maior parte do norte.
Nao devemos, ner podemos remontar-nos a to
remota poca.
A causa principal da decadencia, a que parece
condemnada esta provincia, o desequilibrio entre
a sua consideravel produejo e o consumo nacio-
nal e estrangeiro.
Accresce anda, que os objectos deaaa produc-
c-Io nem sao os mais aperfeicoados nem oa que
menos gastos exigem, de modo que os nossoa pro-
ductos principaee encontram nos m?rcado3 consu-
midores uma concurrencia contra a qual rapos
sivel a lucta.
Oa nossos cultivadores da cania e tabricintes
de aasucar tem tido prejuizos censideraveis em
vista dos precoa que desde rauito dominara, o mer-
cado.
Os apparelhos aperfeicoados para o fabrico do
assucar ainda nao s' generalisaram nesta provin-
cia, e d'ahi o desperdicio da materia pima e o
dispendio no custo da produeco, que chega ao
mercado j onerada com cerca de 20 a 3(^.0/. de
pr julzo entre os presos do mercado e a despeza
do planto e fabrico.
Era t .es condicoes iaipossivel a susteutaeo
de uma lucta pela concurrencia.
Addcionem-ae agora as imposicoea geraes e
provincipes, as porcentagena mereantis de 3 % aoa
correspondentes pelo valor do que compram e ven-
dem por conta do agricultor, 80 ris de corretagem
e 60 ria de balanca por cada eacco de aa;ucar,
as despezas de transporte, ainda muito elevadas, e
por outro lado os mpostos quasi prohibitivos a quo
as pracas eatrangeiras eat aujeito o nosso aasu-
cai, sem contarmos com a grande differenca, qu?
a situaco actual do cambio produz no valor doa
nossos productos, e tire se a concluao.
Nao pode ser outra que a qu? deixaraos estabe-
lecida ; a lucta impossivel.
Que importa, que seja j extensa a nosaa viaco
frrea, se as tarifas de transporte sao ainda to
altas, que dio lugar a concurrencia do transpor-
te em coatas de animaos ?
Temos, certo, alguns estabelecimento destina-
dos ao fabrico do assucar, que possuem apparelhos
to completos e aperfeicoados. qu apezar de todaa
nquellaa diffienldades conseguem rivalisar com as
mais aperfoicjadas fabricas estrangeiras e retirar
lucros da produeco, mas isto nao passa por ora
de rari ir, vasto...
Strvem, por n, estas excepces para bem de-
monstrar e accentuar a neceaaidaia urgente de
abandonarem oa noaaoa agricultorea e systema ro-
tineiro e dotarom suaa fabricas de apparelhos com-
pletos.
Eat nisto a salvaco da nossa principal indus-
tria agrcola.
Mas onde o capital ou pelo menos o crdito para
a acquisicao e moutagem destes apparelhos ?
Os estabeleciraentos de crdito,"que temos, n
sao suBcientes neui se aventuram em operacoes
tendentes a satisfaco desse desidertum sem for-
malidades e garantas, as veres to dispendiosas
e morosas que quasi impossiblitam ao agricultor
utilisar-se do seu concurso.
Alm deste meio de memorar a condico da nos-
sa agricultura, outros ha e julgamos interpretar
bem as aspiraces e esperanzas dos nossos agri-
| cultores apontando como necessarias certas me-
1 MDTUhM i


^^H
2
I
didaa das quaes dependo posbilidade da con-
tinuajo e manutenjo da industria agrcola.
Modificacoe na tarifa* de traosporte das estra-
das de ferro derta proviucia, deminuijo, send
extincjo do imposta de exportajio sobre o asau-
oar e algodo, tratados de commercio com as na-
coes em cdjos mercados e=tes nossos productos en-
eontram maior consumo, e no caso de recusa eaa
satis faserem s reeksaaooes do aoeao fovenso
sobre as contribuijoee impostas aoa nossos produ-
ctos, proceder-se porfiadas represalias,adoptndo-
se tarifas e onerosas sobre as productos eetrangei-
ros, que vieram competir cosa w similares do pais ;
favores aos esCabelecianantos de crdito que se pro-
puserem auxiliar laroara por adan t amento de
Capital ou por conceaaao de eredito no estrangeiro
Para compra de material, regularisajodo traba-
lho livre, sendo suffici^ntes por ora as leis existen-
tes sobre este assumptc e que nao sao cumpridas
pelas autoridades a quem compete a sua execujo'
eis o que solicitara e de que precisan) os nossos
agricultores.
Pela nossa parte estamos convencidos de que
^tim a nossa industria agrcola melhorar e lias
de properidades voltario ao aosso commercio.
------------sapee-
Noticias da Europa
O paquete inglez Nile, cbegado bontem da Eu-
ropa, trcuxe-nos folhaa de Lisboa, al6 de Maio.
Nao n-cebemos cartas do nosao correspondente
daquella cidade, pirmdos referidos jornaes tran-
screvemos os seguintes telegrammas :
Pars, 28 de Abril, tarde.
O conde Herberto de Bismarck, secrefario de
estado dos negocios estrangciroa do imperio alle-
mo, informou hontem o Sr. Herbetre, cmbaixa-
dor da repblica franela em Berlim, de que o go-
verno imperial decidir mandar soltar immediata-
mente o Sr. -ehnaebel, se Ibe tor demonstrada a
anthenticidade das cartas do roramisaaro allemo
Gautach ; porque aemtlbanfe convocajo dirigida
ao commissano francez para negocio administra-
tivo equivale a um salv ouducto. O governo
germnico reserva-se nicamente at esta tarde
para verificar a authenticidade das cartas.
Argel, '8, tarde.
Os ministros Millaud e Oran t em'arearam
boje ao meio dia em Pbi'ippeville no vapor Ville
ile Naples, que devia conduzil-os a Franja; mas
no momento da partida foi alterado o itinerario
em uonsequencia di? um despacho vindo de Fran-
ca, e o vapor parti para Bone e Tunia.
Belgrado, 28, tarde.
Sao prematuroa og boatos eapalhados acerca da
demieso do Sr. Garatbanine; se esta porra se
rcalisar ser per motivos de saude, e nao porque
se trate deumaapprox'.majo intima com a Russia.
N. w-Yoik, 28, tarde.
O coDgresso da repblica de Nicaragua ractifi
cou o contracto feito pelo governo para a construc-
eo do canal inter-oceanico.
Pars, 23, de manb.
O despacho que o governo esperara hontem
noite do Sr. Herbette relativamente ordem de ser
solt o Sr. Scbnaebe nao tinha cbegado at
meia cite : comtudo telegrammas de. ri< rlim para
diversos jornaes aDouneinm que o Sr. Sehnaebel
deve ser iu je posto em berdade.
Ao Soleil consta que a Allemanha p. deque o Sr.
Sehnaebel seja aposentado. A metma folha d
noticia de um grave incidente occ >rndo na fron-
teira da Silesia : urna aentinella ruasa une pie-
tendia impedir um all mo de trauspora fronteira,
foi desaunada por varios compatriotas do delin-
qumte.
L"ndres, 29, de manh.
A enmura d s communs apprnvu esta noite,
erm escrutinio, urna prnpnsta para se pasear
discusso dos artigoa do b H coercivo da 'rland-.
Um despacho do Cairo para o > laudar annun-
cia ter havido um reubido combate im Sarasa,
perto de Uady-Halfa, entre forjas egypciat c i 8
rebeldes do Soldo. os quaes foram batidos, per-
dendo 2i (I homens.
Os egypcioa perderam 50 soldados.
Noticias de Perth, Australia occidental, dizem
que em 22 deate m z, na costa do nordeste, se des-
encadeou itnp- tuoso turaco sobre urna esquadri
Iba de pescador s de perolaa ; faltara 40 barcos :
os mais delhs foram mettidos a piq e e os outros
arrebatados pela violencia do vento para o mar
largo. Calculara se que pereceram ueste sinistro
550 pt'ssoas.
Paria, 29, ao raeio dia.
O -espacho recebido cata noite do Sr. Herbette
annuncia que remettu o inquerito completo com-
municad > p lo governo allemo, e que tem razies
para crer que o Sr. Sehnaebel ser mandado sol-
tar boje ou amanh.
Pars, 29, tarde.
O ministro des negocios cstrangeiros recebeu
um despacho do Sr. Herbette annunciando Ibe ter
sido informado pelo conde de Herberto de Bis-
marck de que, em eonformidade das ordena do im-
perador Guilherra, foram expedidas instrucjes
para ser Losto em lber Jade o Sr. Schnaeoel.
Correo boato de terem sido di Trotados os ita-
lianos em Massuah.
A rainha da Inglaterra cxbarcou esta msnbol
em Ch-rburgo de r-greaso para Lwdres.
Os S-a. rjr.uet e Miloud ohegaram hoja de ma-
nh a Tune. O bey fez-.hes um acolhinaento
muito cordial.
S. Petershurgo, 29. tarde.
A Gazetade Moscow arge e principe de Bis-
otarrk dd ter apoiadj :-.s intrigas inglesas nos
Balkans.
A Gaztta de S. Petersburgo :ivaliaem dous mil
miltoes de rublos o total da subacripcao para o
ovo empresr.rno.
Berlim, 29. torde.
A Gaztta Nacional er saber que o governo al-
Irmaj pansa v.n ostabelecer ^ estado de si'io na
AlsHia L ">'. para d> paz contra as
traijoes.
X ce, 29 de Abril, ti rde.
O conde c a coodesaa .'.: .);rtirum h para Aix les Bains.
Paria, 30, de manh.
O Sr. Sehnaebel foi posto em berdade ho:itcm
noite, e pariio para i'-Aday ra ia noite. Os
jornaes parisienses cougratolim-se pelo termo
honrtso que > ve o incidente ; louvam a Cordura
efirmisado Sr. Flourens ; e (oncluem que os
franeezea devi m redobror -e vigilancia afim de
evitarem toda e qui-.iquer surpi-zi.
Aa folhss iuglfZHs confim-m ter havido novo
combate entre os tniiaooa e os abi xins, com re-
sultado dqvidus i ; e accrescentam que a I'alia
vai i nvtar ao generul Sa'ctta maia tres bataihdes
de reforjo.
Londres, 30, de mai.lri.
O Standard nrruiu nunstar-lhe que Sir Heniy
Drummuud VVolff propos ao giverdo egypcio fixar
0 praso mximo de cinco ann-js pira as tropas in-
glez-.s se retirarem de todo do Egypto ; accres-
centa que esta noticie vai causar profunda sur-
preza em Inglaterra ; nao acredita que Sir H.
Drummond Wo ff -steja autoriaado a fater sim
lbante prvposU ; e ddclara que nao se pode rixar
menhum praso.
Pars, 30, tarde.
O-r. Schnaeb'l continuou a sua viagem di-
rectamente sobre P.ris, < ndf ebegou esta mnh,
sem que no trajelo occ .rresse qualquer incidente.
Um despacho de A h.-nas annuncia terem re-
bentado de-ordena em Canda.
Madrid, 30, noite.
O ministro da gu> rra leo boje cmara dos de-
potados um despacho que d ni ticia de orna vi-
ctoria das tropas hespanholas sobre os reb-ld< s do
archipelago de Jol, p rio das r-hilippinus ; os re
beldes toram completamente derrotados, perdendo
tola a tua artilbaria. A cmara votou unni-
memente felieitaiSes ao exercito.
Pars, 30 de Abril, noite.
O Sr. Sihnaebei foi recebido pelo Sr. Goblet
logo que chegou a Piris.
A Franee publiccu h je a pritseira lista da
subscripeo abr'a para :er i ft< recida ao Sr.
Sehnaebel urna cruz de brilbanies. A qnsntia
subscripta por cada peasoa nao pode exceder de
um franco. Onze mi reros de fsmilia Gautacb fi-
guram a frente da subteri) cao.
A legajo mexicana aesmente a noticia de ter
apparecido o chotera no territorio do Mxico.
A legajio do Brasil reo beu melhores noticias
da nade do imperador Ptdro.
Albenaa, 30, tarde.
Em coHieqaencia desngrenlos coc fictos occor-
ridos em Canea ; na ilba de Creta, entre chrif-
tSot e musulmanos, regrestaram inmediatamente
pera all cnsules da* potencias que estavam
ausentes com licenja. A fragata Kiotoriense par-
ti j pera Creta.
Os cfficiaes condemnados pelo conseibo de guer-
ra como roa do errme de deeereSo recorrern) de
sentenca para o tribunal superior, foMm presos
varios cfficisee inferiores implicadcs no mesmo
processo.
Londres, 1, de manhi.
Despachos de Ncw-Yoik desmentem a noticia
de se ter manifestado o cholera na America Cen-
tral. ,
As ultimas noticias de Creta affirmam que vao
pasiguando os animas.
Paria, 1, a Urda.
O empreelimo de 40 miJboes de franecs para a
caaan mmheipal de Palie eeaitlido fcontem t
subscripto 29 veaee.
O Sr. Schnsebe est deede bontem noite em
Poete Moaeeen.
Robm, 1, tarde.
O re e a reinna de Italia inauguraran! hrie em
V'eaeee a estatua de Vctor Maaaei, arado muito
aeclamadoa per toda a populaca rrneataaa.
O general f-aletta declarou o bloqueio da costa
do mar Vermelho as proximidades de Mas-
aoab
Belgrado, I. tarde.
A rainha Natalia e o principe real Alexandrc
irSo brevemente pasear alguna meses na Cri-
mea.
Alhenas, 1, i tarde
Vai alastrando a excitajo em Greta. Xas ulti-
mas desordens ficaram mertos muitos christaos e
muliumanos.
Londres, 2, de manh.
O deputado irlands O'Brien foi ao Canad para
expor all i m assemblas populares como sao tra-
tados na Irlanda es rendeiros das herdades do
marques de LanadeWoe, vice-rei do Canad.
Os despachos dos jornaes ingleses asseguram
qoe augmentam os molins em ("reta ; mas os des-
tras folhas norm disem que os nimos se rio
apaziguando.
Paria, 3, meia noite. Foi esta noite a pri-
meira representajo do Lohengrin.
Logo ao anoitecer estar m reunidos defronte do
Eden-Tbeatre uns 150 individuos dos quaes une
assobiavam ou gritavam : < Abaixo Wagner 1
sbaixo Lamcuroux riva a Franca vira o exer-
cito a e outros cantsvsm a Marselheza; mas a
manifestacio cao tinha mais importancia.
Pelas 10 h, ras a multidSo pareca augmentar,
ao obstante a chura, e ouriam-se muitos asso-
bios.
Na sala, pc-rm, alo baria nenhum incidente, e
o Sr, Lameuronx e os artistas, principalmente Fi-
dee Devrie e Van-Ditk, e a msica, estao sendo
applaudidse.
O tbeatro est ebeio de espectadores.
Paria, 4, de madrugada Depois dea 10 bone
a polica fes evacuar as proximidades de Eden-
Tbeatre, preattendo tres ou quairo peesoaa.
Os manifestantes dirigem-se para junto da Ope-
ra espera da sabida dos espectadores.
O numero d^s manifestantes nao chega a cem,
e os mais dilles sao garotos.
Apesar de cahir chuva forte bavia alli uns 300
curiosos.
Dentro da sala o publico, pr;nci palmeare cooi-
posto de wagoeristas, acelsmou o director Limou-
roux e os coros, que sao realmente incompara-
veis.
A mterpretacao da opera excelleate.
Todos os cantores foram chamados acea.
A' sabida do tbeatro, pela 1 hora, ,no houve
nenhum incidente.
Londres, 4, de manha.Cmara dos communs.
Sir James Ferguasoo, secretario pjlitico dos ne-
gocios estungeiros, resp ndendo ao Sr. Jobn Dil-
lun, deputado nacn nalista, diz que nada podcconi-
pachos de Athenas affirmam, pelo contrario, ha ver muniear anda cmara aobie a misado de j-ir
Hcnry Drummond Wo ff. porque as negociajea
com a Sublime Porta continuara ; mas intor-nar
apaziguamento
Em Be!fast oceorreram sabbado novaa dessr-
dens ; a polica frs fogo sebre a multioao, ferindo
varias pessoas.
Um despacho de S. Petersburgo para o Times
annuncia que dos 15 roa implicados no ultimo at-
tentado contra a vida do czar 7 foram condenna-
doa merte e os 8 resta .tes a deportscao para a
Siberia.
Pars, 2, de manha.
O Sr. Calvmhac, candidato radical, fei elcito de-
putado de Toulouee por 55,(00 votoa contra o Sr.
Uuboul. conservador, que teve 53,00tl.
A Justica ci saber que o governo francez res-
pendeu communicncao alloma publicada bontem
pela Gazeta da Allemanha do Norte, com urna nota
curta f.xendo aa suaa reservas.
Suakim, 1, tarde.
Os desertores do Sel'io annunciam que estes
foram completamente desali jados de Kassal pelas
tribus hadendowas, as quaes fixeram priaioneiro
Oaman Dgma.
Sofia, 2, de ma: ba.
Aasegura-se que est para muito breve a re-
unio da asecmbla blgara.
L radres, 2, a farde.
Um d-spacho directo de Athenas apresenta a
situadlo de Creta como sendo muito critica. Os
eeforjoa empregados para se couaeguir o apazi-
guamento teim sido inuteis a' agora. Os chris-
taos de toda a i I ha cornm s arma?.
Londres, 3 e maio, de manha.
(Jamara dos commar.s :O Sr. Mauricio Healy,
dsputado nacionalista, de Cork, propiz na casa
desta noite urna emenda a > art. Io di bil co-rcivo
a reepeito do incjuen o preliminar tobre a offrns.
O Sr. Gladstene apoiou a emenda; mas o Sr.
Smttb requ reu o encerramento da discnasao, qoe
foi logo apprcvado por 257 votes contra 130. Em
s-guidu fui a emenda rejeitada por 2-il votos con-
tra 119.
Cmara dos lords :Oa cond.-s de Harr, wby,
de Carnavcn e Granrille interrocaram o governo
acerca da questao das Novas H bridas. O mir-
quez de Salisbury lerabrou que a Franja declarou
j por vezea que nao tenciona tornar d. finitiva a
sua occupjio ; e acereacentou que o governo bri-
tannico e.-pera inda esta semana receber urna
communici.jo da franja a eote pr. psito.
Paria, noite.
Begressou a Paris o ministro de Portugal junto
do presidente da repblica fra-iceza.
A Franee, accedendo ao pedido do Sr. Sehme-
bel para nao dar aeguimeoto subscripjao aberta
com o fim de Ihe ser i fferecida u:na cruz de bi -
Ihau'.ea, declara encerrada a aubacripjo e annun-
cia que a? quintiaa j euhscriptae vo ser entre
gnes sociedade de soecorros mutuos da A sacia
Lorena.
O embaixador da Allemanha deve regressir
amanh a P-ris.
O Sr. Herbette cjnferenciou hontem com o Sr.
Flourens. e teve boje larga conferencia com oa Sra.
Grvy e Goblet. Voltura para Berlim dentro de
15 das.
Hegundo inform'ijoes enviadas de Berl'm ao
Jornal dos Drhates, a approvajao unnime dos
crditos militarea supplementarea pela comm'ssao
do orjamento lli muito commen^ada, e asaegu-
ra-se que aa communicajes confidenciaes do mi-
niatro da guerra pr iduziram funda impicssX c
que ja muito conaideruvel o numero das peasoaa
implieaJas na consnirajlo da Aljacia.
Nao tem fundamento o boato que se eapalhou de
ter s-ffrido ura ataque apopltico o principe Ni-
poleo.
Athenas, 2, tarde.
Sup e-se que a girajao Ji Creta fomentada
pe'o conaiil inglez, que desoja proporcionar ao
seu enverno um preter.to para tomar p na ilba.
A Grecia desoja a manuteojo do statu quo.
Roma, 2, 4 tarde.
O ministro da guerra apresentou hoj; cmara
loa deput-.d)3 "3 pi-.ojeets relativos 4 medificaj/)
Ja organisaeio militar as credito5'?x?raordina-
rios para compr. 3 de cavalos e roupas ; pedio
que os pi j ctoa sejam enviados imraediatamente
respectiva e mmissio e d clarados urgentes, e
cooju ou a c nninissao a nao p rder tempo, d'ahi
poienam resultar con3-quencias de que elle decli
naria a responsabiiilade. As propostas ao mi
nisir i f iran logo peroradas.
Ch gari.m esta tarde a Florenj* as cinzaa de
Roaaini, que for*in recebil.s com profunda emo-
jao pe'o povo flireafino. Scrao amanh trasla-
dadas para a igreja de Smta Croe.
Atbenas, 2, o
Sao me iiiie'a as ultimas noticias de Creta.
Hoje n> foi alterada a ord^tn em Candeia. As
eleijoea eomplemcDtarej foram favor iveis ao mi-
nisterio-
R Oa projectos militares apresentados hontem
cmara pelo ministro da guerra veem a resunir-
nist-i : tormajo de 24 regimeotos ,de arti liana
de campanba com os '2 aetu ej, ten lo cada um
*dqui em dennte 8 bat rias 0> 6 pejas ; creajo
de 8 novaa companb.ias de arti heria de f irtaleza
e de cott ; formajo de um regiment d- 9 bate-
riss de -nuntanha ; augmento de duas novas com-
panhias nua regimjntos de engenhana ; creajo
ue 2 regnn- nt- a d<- cava.laria ; instituiji em Ce-
serta de una escola de > fficiaes infenorea e aapi-
runtes i otficiaes ; e creajo de urna escola cen-
tral de tiro e de artilhana. O ministro pede um
crdito extraordinario de 12 milhes de libras
para roup-is e 21 mili os para eavallos.
O Monitor de Roma di ament os boatos de
reconcihajo entre o Quir. ale o Vaticano.
Lomlr s, 3, tarde.
Partiram bontem de Malta dois courajades in-
gleses com destino a Creta.
Dis em dea aeho de 9. Petersburgo para o
i Daiiy Ni ws > que ha completo desaccordo en-
re os ni mbres iuzl< ses e mssos da commisso
incumbid de proceder delimnajao da fmnteira
do Atghanistan, o que pro va ve I que a commis-
t-i tija diasolvida antes de puasados quinse
diasn.
Atbenas, 3. de manb.
Os despachos de Creta vanifestam esperanja
de prompto restabelecimento da ordem em toda a
ilba.
as eleijes sopplementares ficaram eleitos oa
candidatos miniateriaes.
Sentiram-se bontem violentes hbaloi de tremor
de trra em varios pontos do PWopeneso e na
G produtirMi. granae pnico.
Pars, S de Maio, tarde.Os jornaes minia-
teriaes desmentem a noticia de que o Sr. Dauphin
ministro da fazenda, tee ione propor um imposto
sobre as operajdes da bol.-a a praso.
Tamben) detmeutem que o papa tenba enriado
ao governo um memoorndum sobre a le orgnica
mi nar, dsendo que a considera urna violceo da
concordata.
A perf. itura da polica tomou as necesserias
medidas de ordtm para o caso de ha ver esta noi-
te maaifesUjoes por occasiio da primeira repre-
stntajo do LobeugriD.
Sao eoatradicioii*s aa noticias de Creta.
Segundo o Jornal d Dbttet esto sublevados
2,000 carietaee aa pronneia de Apoeeroma ; ou-
a cmara do carcter e do resoltado destas neg
ciajoes, logo que seja isso compativel com os in-
teresses pblicos.
Em seguida levantou se um caloroso incidente
a proposito do novo artigo do Times intitulado
Parnelismo o crimeaecusando o Sr. Jobn Dil-
lon de m ntira.
O Sr. Thoms Lewis, deputado gladstoniano-
propoe urna mojo declarando que o artigo do
TiuieE urna violajo dos privilegios da :ami-
ra.
O Sr. John Dillon tacha o director do Times
de vil e covaide mentiroso.
Applausos plir-neticos dos paroellistss.
U Sr. Smith, leader, na maioria, propoe o adia-
mento da -liscuaso pra dar tempo r-fl-xao.
Oa iran ies-s rejeitam o adiamanto e requferem
que o director do Timee seja intimado para com-
parecer perante a tmara, e que urna commiasi
d- inquerito da (aman examine ai mentiras do
Times.
A enmara appnvcu por 213 votos contra 174 a
proposta ce ademento da mojo Lwia e inurcou
a diacuaao para hoje.
Diz um despacho de Pekim para o Times que a
China decidi que tod geiros devem apre^Cntar- .e munido de pasaa
purtes pa88Hdos pelos s- us respectivos governoa
e em que se designe a sua nae-ionalidade.
O juiy c. n ;cniri ,u o editor Rid-gi way a pagar
ao Sr. Bromon 500 libras de perdas e damoos p ir
causa da ublicajo de um folhetoeora acensajoes
nao provadas acerca da cumplicidade do Sr. Bre-
raon c m es dmamitistaa irlandezao.
IJ mbaim, 3, noite.
Oa reb IJes afgbans victoriosos araeajam Can-
dh-ir e oceopam o desfiladetro de Khyber. Agen-
tes russos excram a popuUjo.
Parie, 4 de Maio, tardo
Qu'iai todos os jornaes parisienses censurara a
manifeatajo contra o Lohengrin, e declarara ab-
surdo contundir urna queato da art1? cora o pa-
triotismo.
New York, 4, ;!e raaDh.
O bolerim meteoro'ogico do New York Herald
aanuncia te npes'ades as costas da Iuglaterru
eutrt os diao 4 e li de Maio cerrente.
Hontem s-'ntiram-se varios nbalos de tremor de
trra em El Paso e Albuquerque, Novo Mxico, e
u' utras localidad)a do sudoeate dos E:talos Uui
dos, baveudo por isso grande pnico.
Londres, 4, tarde.
O Sr Parnell, que e3t seriamente) indispoato
de 8bde, nao poder aaaistir e=ta semana s sea-
toes da cmara Jos comuiuns ; mas nao pense de
limi algum. em abandonar a direcjo do parti-
do nacionalista.
Conata ao limes que a Sublime Porta desisti
de enviar ka potenciaa urna circular sobre a quea-
to blgara.
Um despacho officia! de Constantinopla ass"-
gura que aa deaordens de Creta nao ptasaraui de
simples risas entre christaos e muaulmanoa -m
dnas aldeias viainbas de Canea, e que ficou logo
r stabelecida a ordem.
Os circuios diplomticos nao acreditara que a
Inglaterra queira fazer proclamar a independen-
cia de Creta sob o protectorado britanoico.
A polica de Liverpool viga activamente os
pasaos de varos indiviau>3 suapeitos que se cor-
reapondem cora os dynamif.istas americanos. Es-
peram-ae prisoes importantea. Aa autoridadea
hdiiau> iras esto tambem excrcendo a maia vigo-
rosa v;g:iaiieia.
A cmara dos communs prosegue na riis^usso
da proposta do -r. Liwis declarando que o artigo
do Times viola os privilegios da cmara. A sala
est chsia e muito abitada. O Sr. William Hen-
ry Smith dec'ara que o governo rejeita a moco.
Os deputados ;rlanieses protestan). O Sr. Carlos
Tanuer, di putado nacionalista de Cork apoda os
ministros do canalhis, aeudo por isto chamado
ordem. Sir Euw^rd (ieorge Claike, procurador
g ral. propoe e-in w me do governo urna emenda
d.-clarando que o artigo do Times uo viola os pri-
vilegios da cmara. O Sr. Gladstone deelara
que, se e3ta emenda fi approvada pela cmara,
I pr p ir u.aa outra emeudi para se aoinear
urna c.-mmisco de inquerito sobre a aecusajlo
d mentir so frita pelo Times contra o Sr. Jobn
Dillon, d- putado de Mayo.
i' ,na, 5, de ma iba.
lo i'- in noite voltaram a reunir se defronte
do E leu l'batre alguna grupos, pouco numero-
sos, gritando e assoviaudo ; mas a polica diaper-
aou-os iminediatamente e sem dilfiaulfaJe.
Lmdres, 5, de manh.
Um deapaebo de Victoria. Colombia ngleza,
Mnnuncia t- r havido urna exploao de gris na
I.-/U1-. de Nanaims. ilba de Vane-ouvcr, iicando se-
pultados na baleria 1L0 mineiros, que nao ha es-
peranja do salvar, pur que toda a mina est a
ard-r.
Um despacho de Moscow affirma est ^nalmerv
te decidida e para muito breve a exonerajo do
Sr. de Giers, ao qual succeder o conde de Chu-
raloff.
A commiaso anglo russa para a deliminaji
Ja fruuteira afghan celebiou bontem a 8ua pri-
meira o sao em S P- tersburgo, mas nao tomou
ue-ciaii a'guma. Voltar a rtuuir-se oa prxima
t'rja-f-ira, E' pyim preVaV'1 que Seja dissol-
vida depois da segunda aesso.
Paria, 5, ao meio da.
Em coiisi queucia dos ltimos incidentes o di
r.ctor do Eieu Tbatre oecidio suspender as re
orr-M-u'avOtfs do Ijohengrin.
E' mi-lh >r a situajo de Creta.
Zenzioar, 5 de mmh.
O ebefe da upedijo organisada pela Royal
Geographical S ciety em 18e5 para a regido do
equador na frica orienta', cbegado aqui, diz que
o explorador portugus Augusto Cardos conae-
guio persuadir os ch< fes de Kw-.r>ii, no terr-
ton.i situado na c sta orii n'al do lago Nyassa
entre o paz doa Macanjira e Coitesis, a conoca-
rem os aeus territorios seb a proteejao de Portu-
gal. Em outros pontos, dis o ebefe. que o explo-
rador Cardoso nao conseguir o mamo resultado.
Londres, >, farde.
Despachos recebidos dos Estados-Unidos con-
firmara que os dynamitietaa irlandeses preparara
nova campanba contra a Inglaterra.
Nautrag u prximo da Terra N -va o vapor iu
gles John Kuox, perden o-se tudo, tripolajo, na-
vio e carga. Ji fon-m recolhidos 15 cadveres,
mas tupp-ae que faltara aiuda dose.
PERNAMBCO
Asseoibli frovincial
SESSO EM 23 DE ABRIL DE 1887
PaBSIDBaTCIA DO BXK. SB. DB. JOS MaOXOBX, DB BAR-
BOS WABDBBLBT.
{Continudf&G)
a Sr. lotoberle-Sr. presidente, eu nio
pretenda tomar a patarra...
O Sr. Joio de OliveiraPrepare- se V. Exc. para
a deserjo da bancada conservadora.
O Sr. Gaspar de Drummond-Acha o nobre de-
putado que ha desercio ?
O nobre deputado tem boa vista.
O 8r. Regueira Costa (para o Sr. Joo de Oli-
veira)Fique convencido o nobre deputado que a
bancada conservadora presta toda considerajo ao
nobre deputado pelo 5 districto.
O Sr. RogobertoEu nao pretenda, Sr. presi-
dente, tomar a pt la ra para tractar do requer
ment que V. Exc. vem da dar para discusso,
mesmo porque nclle supponho, nao terei a calma
procisa para exprimir-me cem a modera jo de que
son dotado.
O *. Regueira CostaDeve ter e ter.
O Sr. RofobertoEsta eituajio de mea espiri-
to devida aos continuados ma-tynos por que te-
nho paiaado e a tenaz perseguiea fue alguem rae
more na aararca de Bom Jar Jim.
O Sr. Hereelano BaudeirsV. Ese. injusto.
O Sr. Kogcberto Entretanto, en rista do re-
qnerimento do nobre deputado pelo 2 districto e
do appello que me fas, eu nao tenho outro reme-
dio sen io scceder a esse appello e diser o que pen-
s e sei sobre es factos que se deram alli e quo fo-
rara por S. Exc. trazidos discusso.
^ Toda esta provincia conhece a poltica excep-
cioaat que sppronre ao grande e poderoso Sr
Francisco de Lacerda estabeleeer em Bom Jar-
dim, poltica que .-rnente representa o odio pe
soal que me tem aquelle senbor, tendo tido com
ella em vista collocar-me cm posijo falsa e me-
lindrosa e crear-me assim urna situajo impossi-
vel com^ a qual me podesse aniqaillar e perder,
como meio de conquistar o terreeo que lhe foi
doado.
O Sr. Herculano Bandeira Tado isto suppo
sijo do nobre deputado.
O Sr. RogobertoEssa poltica tem sid man-
tida, apezar doa continuados reclamos bavidos na
imprensa, na tribuna desta Assembla, e al mea-
no, pesar de ter j chalo em ambas as caaaa d>
parlamento brasileiro um brado do indignajo
contri, os desmandos alli ccmmettidos; mas, tudo
isto nao tem sido bastante para acalmar o furor do
ryraoo quo se considera senhsr aqu-'lls pira-
geus.
O Sr. Herculano BandeiraNao protesto outra
vez porque nao ha nezessidade.
O Sr. RogobertoE' porque V. Exc. nao pod?
contestar a verdade.
S. S. sa julga oriundo de urna familia privile-
giada.
O Sr. Costa GomesNao conhejo detlns no
Brasil.
O Sr. RogobertoEntenda qus eata orig^m lh->
dii direit.i a tudo avasaa'ar.
S. S. olha para oa habitantes de Bom Jarditn
como so fo8sem escravoa, e entende qm deve cas-
tigar severamente todos quantoa nao su querem
curvar ao s-^u mando desptico. Eu, que prestei
no mcu partido em todas aa p maia ditficea qae elle atraveaa-.u naqaella comir
ca servijos que ao couh-cidos de t idos 03 meua
amioa, e que por cau?a deiles merec certo
ci qus uo Je3couiieciJo, cheguei triste lesiliu-
aio de qu; taea servieoa nao me garantan) na
quadra calamitosa qii" me tem asaoberba io. Tu-
do seesqueceu; e apezar de ter procurado aa sa-
lieucias do mea partido e frico ver a peraegnijio
atroz dn que tenho sido victima, todos lamentara
essa situajo desagrdate!, mas nenhum ge j ilgs
com forc-i de por lhe um ponto tiro. il.
Vez sEatin o governo o responsavel.
O Sr R .gobortoTendo rae revolcado coofra o
mani absoluto do Sr. Lacerda e acorrido ui sen
desHgrado, hei sido severamente punida e encon-
trado diffiouldades que nunca suppuz que fossem
por elle credas, no sentido de prejadicar-me, por-
que enteadia que S. S. era c^valheiro e nao aej-
eia tanto na escala da vinganja.
Doten i margein escs o nsi'lerajSes, naa
quaea entre para nao ser ser taxado do incohe-
rente pelo nobre di puta lo pelo 2* districto com
reiajo so modo porque pretendo dar o meu voto
ao seu requerimento, cecupar me-hei agora das
oCL-urrcucias que se tem dado ltimamente em
B.m Jardim e a que elle se refere.
Comej por aaseverar casa que a polica est
intervmdo do um modo desbragado na eleijo mu-
nicipal que se vai proceder e qu>i pretende ella,
desta vez, exceder se noa abusos que teoo tido por
cost-ume commetter em pocas eleitoraes.
E para corroborar o que venbo de dizer, oppor-
tunameatu lerei urna carta, pela qual se v que, a
mandudo do Io anpplente de delegado em exerci-
cio ce p erendeu cliibatear um mojo considerado
e de familia respeitavel, pelo graoda crime de ter
elle ido, a mandado de um amigo meu, chamar um
eleitor para tractar de assumptos eleitraes.
O Sr. Herculano Bandeira Eu nejo licenja
a V. Exc. para diser que isto nao verdade.
O r KogobertoKu nao coatumo inventar la-
ctoa ; aou iacapas d'iato.
Nos vimoa que na eleijo geral a que se proce-
d- 11 na aacenjo do partido conservador, a polica
de Bo o Jardim pratic m eecanaaloa que nunca f 1-
ram presenciados em pirte alguma.
Ella cercou casas de eleitorea, po tou piquetes
as estradas para impedir a passagem dos opposi-
cioniataa que vinham dar o sea roto n'easa eleijo:
mandou furtar por seua inspectores de quarteiro
oa eavallos dos que moravam longe para que le
prorapto nao podeasem elles comparecer no pleito
eleitoral ; mandou cercer a casa de muit03 para o
mesmo fim, conservando-os debaixo de cerco at
eoncluirem-se oa trabalhoa eleitoraea; compareceu
de sabr era punho no pr>prio edificio oode a-- era-
rara o pleito, tendo a sua frente o 1. suppleute
de delegado em exercicio que obngou a mesa, sob
a presso do terror, a aceitar votos de eleitores,
caja identidade nao era reconhecida pela meama
mesa, introduzindo-se, afina!, para cumulo de es-
cndalos, quarenta e cinco cdulas na urna, genti-
leza esta que foi executada pelo proprio fiscal do
candidato, o que importa dizerpor deterininajo
do mesmo candidato. (Apartes).
S m, meus senborea, todos estes escanda!o3 foram
executados aob as iuspirajo *s e por ordem do il-
luslre fidalgo, senhor feudal de Bom Jardim, que
foi testemuuha mnda e irapassivel d'easas acenaa e
ranitaa outras que tiveram lugar por occasio da
elaijo a que j me refer. (Apartes).
Tambem na eleijo municipal qa teve lugar o
anuo p sa-ido, vio-se que a polica commetteu os
meara.i-i desmandes para iautilisar a livre tnani-
featajo do uceo, fazrnio oatentajo de forja e
empregando todos os incUs inconfeesaveis para
vencer.
E cerno tudo isto ainda nao fosse bastante para
dar-lhe o triumpho, que obtivemos com inmensa
vautagem, procurou e conseguio inntilisar essa
eleijo demorando propoaitalmente a mesa de una
daa secjoes os trabalhos at depois da hora legal,
e tomando em a outra seejo de asaalto mesa
constituida para impedir que ella funcionasae.
Ora, Sr. presidente, se tudo se fez n'aqnelle
tempo em presenja e por ordem do p tentado que
tudo dirigia e encampava, o que se nao deve espe-
rar hoje d'elle quando a sua polica j to auies-
trada com ex rcicio que fes na eleijo municipal
de que tal le, procura agora com tanta anteceden'
ca intervir de um modo deaoragado na eleijo
municipal que ae vai proceder, e prepara desabu-
aadamente o Caininli), para a victoria d'aquclle
grande fidalgo, tanto deaejada e nunca conse-
guida?
Um Sr. DeputadoEnto pretende derramar
singue ?
O Sr. RogbartoPresumo que isso posea acoa-
tecer ante os factos que vo occorrendo todos os
das em Hora Jarditu.
O Sr. Joo e OliveiraOh eu nao tenho o
Dr. Laierda como homem perverso.
O Sr. RogobertoVoa dar os motivos em que
me fundo para assim pronunear-me.
Na ep 'cha a que j me refer, embora se tratas
se na orimeira d'cllas de urna eleijo geral a que
S. S. Iig..va o maior interesse, guardaram-se todos
oa abusos o violencias para serem praticadoa na
semana prxima a eleijo.
Agora, porm, quando ainda falta um mez e
tanto para o pleito eleitoral, a polica j vai de-
sen volvendo urna cabala tremenda, levando a cora-
gem ao ponto de nao consentir que os liberara
trabalhem no pleito e que meus amigos se enten
dam com eleitorea no sentido de obter-lbes o voto,
o que uo se pode e deve esperar de bomens que
esto habituados a pratica de taes inmoralidades,
e que, domis mais, aentem-se encorajados pela
mpunidade ?
O Sr. Costa RibeiroE o presidente quem au-
toriaa isso ?
O Sr. RogobertoNao, senhor; o presidente nao
utborisa semelnantas desmandos ; tajo jastija a
S. Exc.
O Sr. Herculano BandeiraDeria iazei-a tam-
bem ao Dr. Lacerda. (Apartes).
O Sr. presidenteObservo ao nohre deputado
qu> a hora est fiada.
O 8r. Jos MaraV. Ese. reqaeira proroga-
9o.
O Sr. Ferreira JacobinaS admiro que V. Ex c cumpria faser ?,
nao acense o director de tudo iato, o Sr. Pedro
Vieeate.
O 8r. RogobertoEu darei em tempo as rasoes
porque assim nao procedo.
Vem a mega, Iido, apoiado'e, sem debate ap-
provade o seguate requerim neo, cem urna emen-
da do Sr. Jos Mana, pedindo/ que a prorogajlo
seja sem prejuiso da l' parto da ordem do dia:
Requeiro prorogajao da hora por 20 minutos
afim de continuar a discusso.Rogoberto.
O 8r. RogeberCo (continuando) Sr. presidente,
agradece a benevolencia dos Ilustrados collegas,
ooncedendo-me esta prorogajao de hora, e proca-
rare ser o mais resumido posaivel para diser o que
me resta dentro do praso que me foi concedido.
Como disia, Sr. presidente, tendo os agentes da
polica na eleijo passada praticado os desatinos de
quo esta assembla tem eonnecimento, perturban-
de e a nar c bisando a eleijo municipal, em que
obtivemos um triumpho esplendido, quaes os meio
de que agora nao lanevrio mi, urna res que se
diz que nao consentem que nesta eleijo cabalen)
quer liberaea quer conservadores?
E para que V. Exc. nao pense que estol decla-
mando, lembrarei ainda que o major Leito. um
dos chefes do partido liboral, cidado pacifico, e
peasoa de muito concito na comarca, acaba do ser
procurado par um inspector de quarteiro que as-
segura nio permettir qae eile saia a cabalar 110
prximo pleito, andando para ease. fim a procara
d'.quelle major, crusaodo as estradas com o baca-
marte ao hombro, bravura esta que promettem re-
eo-np nsar elevando-o a 3o supplente de subdele-
gado.
"ejo tambem a assembla permisso para 1er
urna carta que recebi de peasoa qualitieada e aeria
daquella localidade, conhecida do meu nobre ami-
go, Sr. Dr. Herculano Bandeira, que nao pode dei-
xar de dar o seu testemunho a favor della.
O Sr. Costa GomesFaja fuvor de diser o ne-
me ?
O Sr. RogobertoManotl J.oiqui.) Pereira Li-
ma.
O Sr. Herculano BandeiraReccnbejo sim, ae-
nhor ; maa muio iu'eressada pela parcialidade
do nobre deputado.
O Sr. RogobertoInteasada pela minha parcia-
iidade ? Assim tudo ae justifica e tudo a- con
traria.
Como diaia; pej-o a assembla permisso para
ler a e-arta.
Voses Lea, 'Si.
O Sr. Rogoberto leu.
V se dos termos desta carta que o primeiro
supplente de delegado mandou um soldado iosul
tar um raejo di- familia considerada, ameacande-o
de leval-o a chinata pilo simples tacto ie ter elle
ido chamar um e;leitor p-dido do meu amigo
que quera com elle euteuner-se sobre a eleijo.
O Sr. Joiio de OliveiraV. Exc. mande essa
carta ao Sr. presidente da provincia.
Com esta carta, cu oespe:o, S. Exc. demittir
essa autoridade.
(CrU8o-8C diversos apartes).
O Sr. RogobertoAlera desta, recebi hoje
carta, cojo original, segundo rae conata, do Di
Francisco Lacerda e tm per elle daqui rem ti, Jj
O Sr. Costa GomosV. Exc. tem certeza dist ?
O Sr. ItogcbertoMaodtram-me diser.
O S. Herculano BandeiraE tainformajo uj
lleve Ser exaiTa.
O Sr. li igiberto Est aqui a carta, cuja assig-
natura do Io sunplente de delegado.
(M stra a car: 1).
(Trocam-ee rauuot apartes qoe interrompein o
orador).
O Sr Barao de ItapiasumaV. Exc. vai limite
lo 1 n, contine ; o qii" cllea qu. rom uterrom-
pel -o.
(C ntinuam 1 s apartes).
O Sr. R igoberfo (para o Sr. Costa Gomes) 0
nobc d-'put^do tmiha a bondade de pedir a pala
vra, e euto conti-sie, se pode, a exactldo de mi-
nhas alfirmativi.s, porque dfste molo, senda infer-
rorapido c..nsi:iiiteinente con 8CU3 apartes, eu nao
poderei aproveicar op uco tempo quo me resta.
Eu nao estar preparado para esta discusso.
O nobre deputado Sr. Ji s Mara apresentou e
fundaraentou um requerimento, e en iinmeduta-
mente lerantei-me para fazer i-lgumaa cbservajo 'a
que na- posso concluir com o tempo limitado que
me reata, se continuaren) os apartes cjdi que p.o-
curam desviar-me do asaumpto.
P r isso digo ao nobre deputado, que, se quer
contestar-me, pe ja a palavra. .
O Sr. Coata, Go nesSim, >enhor pejo a pala-
vra.
O Sr. Rogoberto... c mostr euto onde eu
sou inexacto, porque eu estou prempto a acotnpa-
nhal-o.
O Sr. Gaspar de DrummondApoiado. Do con-
trario fazer um discurso sonta 10, privilegio de
que V. Ex;, nao gosa presentemente.
O Sr. R-gueira CoataBera. Elle j pedio a pa-
lavra, vejamos como se desempeoha deste compro-
misso.
O Sr. Ro^-cbrtoMas, como dizia, recebi boje
outra curta, que me foi remettida por pessoa qua-
llfieada, era que se me mandava dizer que o ori-
ginal d'ellu era do Dr. Francisco Lacerda e foi
por elle mesmo reraettido para I ra-Jaf lira.
Esta carta est aaaignada pelo 1' supplente de
delegado, um hornera quasi aualpbabeto e que c
incapaz de redigir duas pbrases,
E p r : -so as cartaa, circulares e outros papis
que assigua, desde que l nao eat-i a peasoa que
o dirige, sao sempre redigidns e reraettidas pra o
Bom-Jardim pelo Dr. Fraucisco Lacerda, : rao
.'oz publica.
O Sr. Hercu ano BaddeiraPosao ase\ erar a
V. Exc. que o illudirara.
O Sr. RogobertoPor cooarquencia quem falla
nesta carta o Dr. Lacerda pela bocea do Sr. Ni-
colao.
(Riso).
Vozes=Li, lea.
0 Sr. Kog.bertoVi jam os n brea deputados o
odio que nella transpira contra mira. Comopreten
do tr-naerevel a era meu discurso, aerei fiel na
leitura acompanhai'.'io a redaej e (Le).
Bom-Jardim 14 de Abril de 1887Meu charo
amigo. Apprexima-se o dia 22 de Maio desiguado
por S. txc. o Sr. presidente da provincia para ter
lugar a eleijo municipal desta comarca.
eiem sabe que o nosao grande partido lata com
grandea difficuldades eleitoraea pelo malentendido
capricho, se-uo vergonbosa especulajo de certoa
typoa que se disero cenaervadorea, quando deviam
tomar o apellido de especuladores; aasim, poia,
cumpre aos leaea e iotransigentea conservadores
se agruparen) em torno da bandeira do eeu
part lo para que uo a ja ella o ludibrio dos ad-
versaros, o que importa dizer que nao devemoa
faltar um a.para unidos combater os inimigos po-
lticos, e v> nerrraos, pois, da unio nasce a f roa
Nao vou pc.soalineute cea versal-o por grande
atropello sobre negocies poltico mesmo.
Espe.-o que omeu amigo comparecer no dia a
cima dito para auxiliar-me oa defeza da nossa
causa ; pelo que sempre me achara prompto para
o seu servijo. Pode dispor do de V. S. amigo
Correligionario e criado =NieJ.. Antonio Di
arte.
O Sr. Rogoberto (contiauando) Ao nobre de-
putado Sr. Joo Alve8 que j teve algum tempo
entra ua 1 m Bein- Jardim e d*)ve conhecer a firma
do 1- suppleute de delegado, que 4 aemore qu-m
eat em exercicio porqua o effectivo nunca o assu-
mio, peco que diga se ella ou nao do proprio pu-
nho deaaa autoridade.
O Sr. Joo Al vesA firma do delegado Ni-
colao Antonio Dua>-te, us, a redaejo nao do
Dr. Francisco de Lacerda, porque, tanto a redae-
jo como a ortagtapbia esto muito abaixo da re-
putar inti llectuil de S. S.
O -r. Ju ManaV. Exc. conhece a redaejo
e orcographia d'elle ?
O Sr. Joo Al vesMas conhejo a reputa jo ia-
tellectu.il de aue elle gosa.
O Sr. Jos MaraA tedaccao do Sr. Lacerda
regula aom a da carta que t .i lida.
O Sr. Rog b-rtoO que eu posso afirmar a V.
Exc. que pessoa seria me assegura que foi esta
carta copiada da propria leltra do Dr Lacerda.
O Sr. Alveslato de algum rbula de I i.
O Sr. RogobertoA carta me foi remettida de
Bom Jardim.
Em vista destas cartas e de outras noticias que
eatou diariamente recebendo, nao posso deixar de
aoneluir, qae na eleijo a qae se vai proceder, ae-
rao praticados os maiores desatinos, urna ves que
considero o Dr. Lacerda como homem capaz de
todas as coragens, reoonbeco o odio que me vota,
e sei que procura aproveitar um cnsejo farorave
para armar me um I ajo do qual nao me possa des-
viar.
Caeio, Sr. presidente, destas apprehensoes, jul-
guei acertado conferenciar com S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, para commuoicar-lhe to-
das as ocenrreneias a que venbo de referir e soli-
citar as necessariaa previdencias.
O Sr. Jos ManaV. Exc. cabio nesta f
O Sr. RogobertoPorque nao? O a>oe me
O 8r. Jos MarisD'ahi que vem todo o
mal.
O 8r. RogobertoS. Exc. se dignen ouvir-me
com a sua coatumada benevolencia, pelo que me
confesso grato, assegurando-me que seriam dadas
as providencias que o caso exigiese.
O Sr. Jos MariaV. Exc. acreditou nessas
palavras ?
O Sr. RogobertoAcredite!, nao s pela idea
elevada que formo do criterio e justica do digno
administrador desta provincia, como tambem pela
aympatbia qae os actos de seu geverno me tem
inspirado.
0 Sr. los Maria d um aparte.
O Sr. Rogoberto-Tendo S. Exc. me assegurado
que dara as providencias necesarias, nao devo
precipitar jmzos antecipados e confiando, como de-
clare), no er teno de S. En, entendo que devo es-
tar saliefeito, por contar que teio a devida puni-
jao aqnelles qae transgredirem as suas ordens.
Uitas estas palavras, e tendo j V. Exc. me ad-
vertido que a hora est terminada, eu concluo di-
zendo que voto contra o requerimento do nobre
deputado, esperando qae aaaim o fazendo, nao se-
ja qualincado de incoherente no meu modo de pro-
ceder nesta queato, nem que se me negu a Tus
tica e se desconheja a dedicajao com que tenho
servido e continuare a servir quelles amigos que
sempre me teem a mpanhado as quadras diffi-
ceis que temos atravesaado na comarca de Bom
Jardim.
(Muito bem ; muito bem)!
Pica a discusso adiada pela hora.
Passa-se
1.a PASTE DA OBDB1C DO DIA
Contina a diecusao daa emendas offerecidas
em 3 dseesso ao projecto n. 1 dente anno.
O Sr. fconcaiven Ferreira (pela ordem)
requer e a casa concede, o encerramento da dis-
cusso.
Submettidas votajo, sao approvadas tolas as
emendas, eom excepjio daa de na. 81, 10j e 110
que sao consideradas prejudicadas.
O Sr. Ferreira Jacobina requer e lhe
roen -.1 :a, votajio nominal para a emenda n. 109.
Em seguida enviado o prejecto com aa emen-
das commias) de redaejo.
Vcem mesa as seguales emendas de declara-
jocs de voto :
Declaro que in abative de tomar parte na vo-
taco da emeuda n. 149. Herculano Bandeira.
c Deilaro que vo'ei e-entra a emenda u. 177.
SOares de Amorim.
Declaro que votei contra 3 emendas ns, 150
e 190, que elevam o imposto de gyro.__Barros
Barrero Jnior.
Eutra em 3> discusso o projoeto u. 22 deate an-
uo (01 ja ment municipal).
(Continuar-se-ha).
Estatutos do Budco Iuteraa<*io-
nal 1 ISfasil
FUNDADO B..V1 1880
TITULO I
Un Banco, sita sede, praso de dar, capital
.Artigo 1."
O Banco Internacional J. Brasil, fuu lado nesta
praj:, urna sociedade bancar.t que se r;i*crA
01. es 6 estatutos, e pida legislajo especial cia3
sociedudee auonymas, na parte que lhe I r appli-
cavel.
Artigo 2.o
A ^,^e, o foro jurdico o a gera|
Jo Banco, sero, para codos os itt'jitos legses nea-
t.a cun.n .
Artigo 3."
O praso estipulad para a daraj) o Banco
de 50 annos cou-adoa da sua fundacao,
e nao poder eutrar im iqu ou ser disad-
vido antes de expirar esse praso, sem que ec veri-
fique algum* das bypotheaca previstas na leis-
1 o era viger.
O capital do Banco de S->.000:0 K)-5 (vinco mil
conloa de rn.) dividido em 00.0 U ( -, m mil) ac-
joes de 10 t cada um 1, po lendo 3er eleva io por
d. lib- rajo da asaemb a geral dos accinuistas!
Artigf 5.o
O capital ser rea!isado em prca tajo *, sendo a
primeira de 10 % no acto da assignatura dos es-
tatutos ; a seguudu tambem de 10 /0 depois de
e d 'ifuidoo Banco, e as restantes cora interral
los nanea menores de GO diaa e nao excedent a a
15 o/i cada uina
Artigo 6.
Os accionistas, que na) effeetnarem o paga-
mento nos prazoa fixa los peia direct^rii e o reali-
sarem dentro de 30 di-as subsequeotcs, incorrem
na multa do 1 o/0 SoDri. a presta jo retardada. 3
que excederem cate praso perdero em beneficio do
Banco o capital que tivirem pago, c os suas ac-
joia sero di claradas em commisso, salvo ciso de
forja maior devidamente justificado perante a di-
rectora. O Banco peder reemittir asaeces cahir-m em commiss >, eo seu producto ser leva-
do ao fundo de reserva.
Artigo 7.
O Banco poder estabelccer caisas filaes ou
coGSfitutr agencias, as prajas do mpeno e as
do estrangetro.
titulo 11
Des ftns e operaedes do Barco
Artigo 8
O Banco destinado a auxiliar e desenvolver o
crdito indivi/uil e col lectivo dopaiz, e sua-, ope-
rajea abiangero todos 03 ramos da actividade
commercial e industrial, qae offerejun solidas
gara itius, podendo :
Io Descontar e redescontsr lettras do cambio,
da praja e outroa fitulo3 commcrciaea ordem
com praao fixo, bilheles do Ttesouro Geral e das
Tbea urariai Provinciaes, cau'eilaa da casa da
mocJa c outroa ttulos quo representen) uvida do
E a tado.
2 o Emprestar sobre peni;..- 1: metaca precio-
sos, amoe lados ou nio, tirulos da divida publica
geral e provinciaes, acj a d; banco-', icjes b
obrigajoes de cimpunbiaa acreditadas e ttulos
commerciaes.
'). Subscrever, comp r e vender por eonta
proprio ou de terceiroa t ulos tia divida publica
geral ou eroviocial, Ieitra3 bypotbecarias, acjes e
obrigajS '8 (deb ntures) de empresas commerciaes
ou industriaes oe crdito firmado, p idead > tambera
comprar e vender metuea por coata pr.pria ou
pir commiaso.
i. Negociar, dentro ou ra do imperio, a
locajao de emprestiaics do gorerno geral, dos pr 1-
vinciaes e das municipalidades, a sai 1 como de
inatituijo-a financeiraa ou industriaes, e promo-
ver ou contrata operajoes financeiraa.
5 ffectuar de conta propria o-i de terceiroa,
operajoea de cambio, movimento di fundos, c con-
ceder cartas de crdito com garanta idnea.
6 Adiantar dinheiro obre caf o outras mci-
cadorias que nao sejam de taeil aeteriorajo ar-
niazenadas na alfandega, trapiches alfandegadoa
ou nao, era annaseiia e era viag-m cintra conhe-
cime-utoa, qu .ndo taes operajoea offerejem mteira
aeguranja de reerabilso em curto praso e sejam
cercadas de garantas effectivaa.
"i Abi ir cintas correnies garantidas com o?
peuborea a qae se refere o paragrapho antece-
dente ; com ttulos commerciaes, cartas de crdi-
to, u valorea eftetivos, a juizo da directora.
8* Keeeber, em conta corr>nte de movimento,
dinheiro de particulares, do quaesqu-r emprezas
ou estab'-leciuientos pblicos ; tomar dinheiro a
premio cm conta correte, e por lettraa a p-aso.
Artigo 9."
Alera das oporajea bancadas c commerciaes
poder o Banco, mediante aa commiaioea que es-
tipular :
Encarrcgar-se de auxiliar a rgansajo de em-
presas de utililadu publica reconhecila ;
Receber em lepoaito quaeaquer valores, acei-
tar mandato para cobranca de rendimentos, para
arrecadar herunjaa e liquidar op. raj-:s ;
Servir de intermediario aos co i.merciantes e
s iaduaCrias em reajo aos outros bancos e capi-
talistas.
Artigo 10
O Banco nao poder t'azer emprestimes directos
sobre hypotbecas de prooriedades immov -ia ; po-
rm, caso lhe aeja oecessrrio gai autir se por di-
vida anterior, poder validamente aceita! as.
TITULO DI
Da assembla geral
Artigo 11
A assembla geral a rennio ds todos os ac-
cionistas possuidores de 2aoa maia acedes, ins-
criptas no registro do Banco coa antecedencia
uo interior a 4 meses.
Para todos os effetos podem os accionistas fa-
s
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