Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16805


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Full Text
\

ASNO LII KOMEfiO i09
PARA A CAPITAL E LIG1BK* OIDE SAO E PICA PORTE
Por tres mezea adantados. #.............. ,f^
Por aeia ditos dem. ..'.....- ...... ^
Por ata auno idem........r........ jSno
Cada numero ayulao, do meaoio d&............. ^1U
U-MEA 13 BE MAIO DE 1887
PARA DESTRO H FORA DA PROVINCIA
Por seis mezea adiantados............ -t
Por nove ditos idem................
Por um anno idem...............
'Cada numero avulso, de das anteriores..........
130500
200000
270LOO
0100

J)r0prieirai>e te Jttatwel Jijjudra fct Jara & -fuljas
.>
TELEGRAMMAS
i-
ara :askcula3 do siasio


/
s


''
-
RIO DE JANEIRO, 12 de Maio, s 2
horas e 28 niatos da tarde. (itecebido
a 4 horas e 10 minutos, pelo cabo subma-
rino) .
Fallecen o Conde de Baependy.
preNidente do Senado e aenador pelo
provincia do Rio de Janeiro.
O Senado mnapenden a seas&o de
boje ein conttequencla do fallec -
monto do en prealdenle. o enrulo r.
Conde de BaepenrJy. depota de vota-
da nnanlmementp nma mocao para
*e inserir na acia um voto de pro-
fundo pesar e de ser nomeada ama
rommino de cenadores para re-
presentar o senado no funeral.
ACamara dos Deputados teve igual
proced men to.
O ministerio, em consecuencia do
fallec ment do presidente do Sena-
do. *< amanb se apreseatarft pe-
rante at enmaras.
PARAHYBA, 12 de Maio, s 3 horas e
35 minutos da tarde. (Racebido s 4 ho-
ras e 15 minutos, pela linha terrestre).
Chetos noje e nenie a tarde para
este porto o vapor nacional PERNAM-
BUOO.
feita un sigaaes couv naionaes (pontos e traaos)
de que se f irmara as lettras, os algarlimos, etc. ;
n'outres cono no do Hughes, o despacha sai im-
presso em c-tracterea typographicos ordinarios.
Telegraphos autographicos sao os que reprodu-
zem o despacho, tazenio-o apparecer, na estadio
a qne se destina, com a propria lettra do expedi-
dor. Por estes telegraphos pode ser transmittide
qualquer desenho, anda o mais minucioso.
Tt.'-graphoa fallantes sao os que transmitiera os
despachos produzinio sons e nao sgnaes visiveis
na estacio destinataria. Os telephonos sao,
actualmente, es telegraphos filiantes por excellen-
cia apezar de apresentarem alguna inconvenientes
para o servido das administra ,5 '3 telegraphicas.
Outra applica-jlo importante "ios electro-roans
consiste em aproveitar a sua f orea attractiva como
forea motriz.
O motor electro magnetiee de Froment um dos
mais conhecidos. Comnoe-se de quatro electro
imana fizos a um suoporte de ferro. Sobre ama
roda transversal esto dispostas oito armaduras
de ferro macio. A corrate entra no apparelho
pelo pressor dirige-se para m arco metailico, que,
por ama disposico particular, faz passar a cor-
rente, successivamente em cada electro man, e
sai finalmente pelo outro pressor. As armaduras
sendo uttrahidas sucesivamente, produzem um
rpido movimento de rotaco na roda a que se
acham fizas, nsovimento qne, por meio de nm car-
rete e de uta* correa seta fim, transmittido
machina a que ee applica este autor.
(Continua.)
(Sipjoial pira o Diario)
PARS, 12 de Maio.
O governo apresentau 6 Cantara
dos Deputados um projecto de le
conrernente a nma experiencia de
moblllsaeo completa do exerclto
francs.
A proposta fol mandada ao eiaae
da comntisso do orcantento.
BERLIM, 12 do Maio.
O Beicbstag comecou a discnsss
do projecto de le sobre o monopo-
lio dos lquidos enplrltuosos.
RIO DE JANEIRO, 12 de Maio, s 5
horas e 40 minutos da tarde.
A sade Je S. M. o Imperador me-
Ibora rpidamente. S. u. deu boje
nm paxseio em redor de Ttjnca.
Fallecen o Conde de Baependy.
presidente do Senado.
Ambas as casas do Parlamento sus-
pendern! suas sessftes.
O Senado tontn lnto por olto das.
PARS, 12 de Maio.
Recela-s<> qu una crlse ministe-
rial tnmi.i< ii o- >ior cansa de diver-
gencia* do soverno com a rnubl
sao do orrameiio,
LONDRES, 12 de Maio.
O se veruo de S. M bri tan nica reco-
sa-*e de tomar parte otnelalmente
na Exposlco l nivorsal de Parla em
188.
Agenda Havas, filial en Pernambooo,
12 de Maio da 1887.
NSTRCCO POPULAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahido)
PAS ESCOLAS E OA BIBLIOTHECA DO POTO
BLBCTBO HtOXETICA*
( Cont mu ae&o)
CAPITULO XVII
MagxbtisicIo pelas corbntes ElictbOimans .
ClMPAIlCHAS ELSCTBICAS. TzLEGB APHOS EtBTBICOS
Ideas okr\f.s sobbb os motob'.s electro magn-
ticos.
OatrS applicaco dos electro-imans o telegra-
pfco elctrico, maravilhosa invenco, qne, por si s
basturia para assignaar as historia das grandes
d^scooertas nma epoebs netavel.
0 fim dos telegraphos, en geral a transmisso
de palavras a grande diotaucia. Os telegraphos
dizem-se elctricos, quando para essa tr ana asista o
se emprega a electricidad^
Telegraphos de m strador a2o nquelles em que
os apparelhos receptor e transmissnr teem a forma
de nm mostrador de relogio, em cija cirenmferen-
eia esta.) digpogtaa as lettras lo alphabeto, oa al-
gariamos. os signaos de pontoaco, etc. Um pon-
terre, com movimento no centro do mostrador, in-
dica, no receptor, o signal transmittido; orna ma-
n vella, com igual morimeoto, no transmissor, per-
mitte s traasmissaode todos rs signars. Este sys-
Uma nao deis vestigios dos signaes trsnsmittidos
ou receftidos, e por isso se nao pr.sta verificado
oo csiiferencii dos despachas.
Telegraphos escreventea sio aqu-'llesque impri-
mem, n'uina fita de papel, todo o despacho trans-
mittido, no que muito se a/antajam aos preceden
tes. Em algnns, como no de Mora?, a nspressao
?ARTE OFFICIIl
Soverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 11 DE
MAIO DE 1887
Francisco Avila de Mendonca.Informe
a Cmara Municipal do Recife.
Flornda Maria Dias Feij. Deferido
como officio desta data ao Thesouro Pro-
vincial.
Felippe Duarte Pereira.Informe o Sr.
inspector do Thesouro Provincial.
Irinandade de S. Pedro dos Clerigcs
desta cidade. Informe o Sr. inspector do
Thesouro Provincial.
Jos da Croz Santos.Requeira ao Mi-
nisterio da Guerra.
Joaquina Laura Pesaos. Informe s Sr.
brigadeiro commandante das armas.
Bacharel Manoel Ferreira Escobar
Junte procuradlo.
Manoel Salustiane dos Santos.Provi-
denciado.
Ricardo Caduff.Naturalise-se.
Bacharel Salviano Correia de Oliveira
Andrade.Deferido com o officio desta da-
ta Thesonraria de Fazen^a.
Tiburoio de Oliveira e Souza. -Requeira
Thesouraria de Fazenda para liquidar o
debito, a que te refere, visto ter sido ap-
provado por aviso do Ministerio da Justi-
Ck, d! 31 de Maio de 1986, a liceoca con-
cedida provisoriamente e sem vencimentos
ao funecionario a quem o supplioante sub-
stiuio.
Secretaria da Presidencia de Pernam
buoo, 12 de Maio de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
RepartieSo da Pollela
2.a secc3o.N. 446Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 12 da Maio de 1887.
Illtn. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
DetencSo os seguintes individuos :
A' ininha ordem Serafim Gomes Fer-
reira, remettido pelo subdelegado do 1B
districto de S. Jos como alienado at que
tenha o conveniente destino.
A' ordem do subdelegado do 2o distric-
to da Boa Vista, JoJo Francisco Rom2o,
por disturbios.
A' ordem do subdelegado do Recife, An-
tonio Domingos da Silva, a requesicao de
delegado do termo do Rio Formoso e Cae-
tana Jos de Sant'Anna, como vagabundo
e turbulento.
A' ordem do do Io de S. Jos JoSo Ma-
noel Ribeiro do Nascimento, por distur-
bios
A' ordem do do 2 districto da Boa-Vis-
ta, Joaquim Severino Alves da Silva, por
disturbios.
A' ordem do do Peres, Manoel Rozando
da Cruz, por crime de furto.
Participou-me o delegado do termo de
Limoeiro em officio de 9 do corrente que
naquella datapr^nieu ao individuo de no-
me JoUo Cputrano da Costa Gomes, pro-
nunciado no referido termo como incurso
as penas do art. 169 do codig) criminal,
a requisicilo do Dr. juiz municipal.
Communicou-me o delegado do termo
do Bonito ter em data de 6 desta mez,
em companhia do Dr. promotor publico e
do respectivo carcareiro, feito a visita da
cadeia all existente, onde encontraram 14
presos, sendo 8 sentenciados, 3 pronuncia-
dos e 3 processados em diversos crimes, os
qaaes nenhuma reclamaclo fizeram.
Dca-me scicncia o subdelegado do dis-
triecto de Canhotinho em officio de 5 do
corrente mez, ter naquella data feito re-
messa ao Dr. juiz municipal respectivo, do
inquerito policial procedido contra Luiz de
Azevedo Portella da Cunha, por ter assas-
sinado com duas tacadas a Francisco An-
tonio dos Santos, facto esto que teve lngar
ao dia 2 do corrente naquella districto.
Commuuicou me tambem o subdelegado
do 1* districto do S. Jos, ter hontem feito
remesas ao Dr. juiz de direito do 3* districto
criminiil do inquerito policial prosedido con-
tra Severino do Espirito Santo, conhecido
por Bio, por ter assassinado a Oicilij Bar-
boza da Silva, facto ocesrrido na Praca da
Penha do mesmo districto na noite de 3 do
corrente.
Tambem commuuicou-me o delegado do
termo de Palmares, ter em data de 7 do
cerrante caez, feito remeasa ao Dr. promo
tor publico da comarca dos nqueritoa polici-
aca pr cedidos contra Macoel de Lima, co I
nbecido por Manoel Mercurio! e Jos Bispo'
como iucurso as penas dos artigos 201 e
202 do cdigo criminal.
Deus guarde a V. Exc.Illm, e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicenta de Azevado, muito
digno presidente da provincia.O chofe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
Inquerito sobre os acontecimientos
do dia 3 de Deiembro em Fer-
nando de \iirunha.
Deste inquerito se evidencia que devido a in-
disciplina e a imprudencia originaram-se os fac-
as delictuosos no da 3 de Oezembro ao presidio
de Fernando de Xoronha, factos que alariiaram
a populado desta capital e obrigaram ao governo
geral a expedir in continenti um vapor com au-
xilios militares e a tomar outus providencias!
onerando se os cofres pblicos.
Dos depoimentos das testetnuohas e autos de
pnrguntas consta que essa icena de sangue se
paseara pela seguate forma :
^ c Un soldado de nome Candido Rodrigues se
dirigir a casa do sentrnci ado Francisco Atilio
Simraoaett; para comprar fiado urna sacca de ta-
rinha a ah encostrara o sentenciado Antonio Jo-
s do Nascimento, vulgo Parnahyba, que dissera
a aquelle qua nao vendesse a fariaha fiado, por-
que o comprador era mo pagador oa velhaco, a
vista desta informadlo deixou-se de effdctuar a
venda, o que transtornou o soldado e fel-o zan-
gar-se bastante, e de parceria eom um outro ca-
marada espancaram de um modo brbaro a Par-
nahyba, a queso prenderam; e de facto, este fra
recolhido ao xsdrez, bem como os ditcs soldados.
Os outros soldados que estavam na fortaleza
descrain armados de ccete e faci e se dirigi-
ram para o mercado, no lugar denominado Palh)
ca ; ahi travaran renhida luta, da qaal resultou
a morte de dous soldados e feimentos de diver
sos sentenciados.
Nao contentes com esses actos de selvageria,
foram ao almoxarifade, arrombaraa e tiraracn a
munico, e de novo regressaram a Palhoca, in-
cendiaram seis casas, espancanm a torto e a di-
reito, assassinaram a dous sentenciados.
Todas as testemunhas disseram que o autor das
mortes dos dous saldados fra o sentenciado Ma-
noel Pedro dos Santas, conhecido por Manoel
Doia, e este por sua vez fls. 70, confessou a
existencia do delicto, narrando minuciosamente
tudo qua A i se passra.
A Es. 76 duites autos consta o officio por copia
do general commandante das armas ao Exm. Sr.
pres dente da provincia, em cujo officio participa
qne foram sujeitos a conselho o furriel Joo Ca-
mello Pesaos da Silveira e os 2 cadetes Antonio
Vicente da Silva Cavalcante e Virginio Bredero-
des, e punidos disciplinarmentc a diversas pracaa
que tomaram parte no alludido conflicto.
A fls. 104 106 acham-se os autos de eorpo de
delicto.
Os fficiaes e inferiores que depozeram, com ex-
cepcao do conego capello Martina, attribaem a
origem do conflicto e como consequencia das mor-
tes, imprudencia do tenente ajudante Ribeiro
Roma, que nao s ameacra prender os soldados
civelmente e espancal-os, como fra um piuco des-
atteocioso para ceta o capito Pedro Velho ; os
sentenciados, porm, conjanctamente com outras
testemunhas defendem o ajudante, attribuindo ex-
clusivamente ao dito capito Pedro Velho e alferes
Oourado, o primeiro por nao ter a precisa energa
para reprimir os seus subordinados, e o segando
por ter animado e excitado a estes que matas-
sem os sentenciados.
0 qu-', porm, certo e salta aos olhos de quem
lr este volumoso inquerito. e que tanta tul ja tem
o xjudsate do director do presidio, tenente Rima,
como o capito Pedro Velho, commandante do des-
tacamento, os qnaes, podando evitar essa conflic-
to sangaiiijleuto, por sel o mal entendido, nao o
fizeran a t mpo.
Indico como testemunhas as mesmas que depo-
zeram no inquerito, e mando se transmita estes
autos ao juiz competente para f.-.zel-o chegar ao
1 Dr. promotor publico.
Este inquerito foi por mim iniciad no mez pr-
ximo passado, por determinado do Dr. chefe de
polica.
Reeife, 9 de Maio de 1887.Francisco Izidoro
Rodrifuet da Costa.
Thesouro Vrovinfial
DESPACHOS DO DIA 12 DE MAIO DE 1887
Dr. Jeronymo Thom da Silva, Bernar-
dino Pereira limos e Felippe Duarte Pe-
reira. -Informe o Sr. contador.
Porto Santiago.Indefendo a vista
das informacSes.
Adolpho Rocha.Curopra-se, registre-se
e facain-ss os assentamentos.
Mirandolina Mara do Espirito Santo.
Deferido, declarando-se que a irresponsa-
bildade concedida pelo julgado de 17 de
Fevereiro prozimo passado, casa n. 29
a ra do Motocolombo" refere-se aos exer-
cicios de 1882 1883 at o corrente de
1886 1887.
Offi-io de Dr. procurador dos feitos.
Informe o Contencioso.
Con tas do vigario de I tamb, da procu
radoria dos feitos, das 1* e 2* partes das
loteras d Santa Casa.Approvadas.
Antonio Gonyalves de Azevedo. -Entre-
gue-se pela Porta.
Miguel Francisco do Reg, Josepha Ma.
ra de Abreu e Jos Rodrigues dos San-
tos.Deferido, cando irrespoosavel pelo
debito anterior o novo inquilino qua esta-
belecer-se as casas n. 20 ra do Mar-
cilio Dias e na. 126 e 46 estrada do
Oiqui JaboatSo, cuja desoecupaco se
prova.
H. Burla & C. Reatitua-se.
Padre Francisco Viriasimo Bandeira.
Deferido, senio-ihe conced io o prazo re-
guerido.
Manoel Jeronymo da Costa Maduro. -
Deferido, sendo approvado o calculo da
pensSo de nactividade procedido pela Con-
tadoria.
Dr. procurador dos feitos e Olintho Jar-
dim & C.Informe o Sr. Dr. administra
dor do Consulado.
Manoel Claudino de Mello.Haja vista
o Dr. procurador fiscal:
f nspectoria geral da Instrueco
ublica
DESPACHOS DO DIA 11 DE MAIO DB 1887.
Antonia Josephina de Araujo Wander
ley.Deferido com officio destn data ao
Dr. inspector do Thesouro.
Joviniano Jos SimSes, professor publi-
co.Jnstifico as faltas dadas pelo suppli-
cante de 16 a 23 de Abril finio.
Jo3o Sesino dos Santos Bezerra, profes-
sor publico. Abano as faltas dadas pelo
suppcan'e de 17 a 21 iio Janeiro, por
motivo de seu casamento.
- 12 -
Francisca Alves de Azevedo, professo-
ra contratada.A' 4* seceso, relator o re-
gedor do Gymnasio Dr Celso Quintella.
Josepha Augusta de Castro Fonseca,
professora publica.Vanha por iutermedio
do delegado litterario que declarar si a
supplicanto j d-ixou e em que data o
esercicio de sua cadeira.
Secretaria da instruego publica da Per-
nmbttco, 12 de Maio de 1887.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
DIARIO DE PERHASECD
RECIFE, 13 DE MAIO DE 1887
Noticias da Europa
Inglaterra
Prosegue a questo irlandeza absorveado as at
tooyoes de toda a gente.
Nao pasear sem grandes difficuldades e gran-
dissima opposico parlamentar a le de coerci
para a irlanda. Mas, se por um lado os liberaes
trabalham em agitar a opiniao exterior, nao dei-
xam de proceder de igual modo os partidarios do
governo.
O Mrquez de Hartington raanifestou a sua re-
solu^o de aeompanbar o gabinete conservador e
dclarou que ara pouco de esperar por agora a re-
constrectao do partido liberal, sem comtudo dei-
xar de alimentar a esperanza de que, rsolvida a
questao iranieza, de um ou de outro modo, venha
a reunir se outra vez esse grande partido, que
tantos servicos tem prestado Inglaterre.
ltimamente a publicaca no Times de um* car-
ta, at.tribuida aj Sr. Parnell, tem sido objecto das
mais longas contestacss, considerando uns a car-
ta como verdadeira, e outros como apocripha, e
debatendo por que modo se ha de chegar a conbe-
cer a verdade : ge querellando daquelle jornal, ge
ptocedendo de outro modo.
Com a publicado da carta, o que pretendem os
conservadores apresentar oa parnellistas como
cumpliera dos assassinos, e, p.r este modo julgam
poder affastar a opiuio do pender favoravel em
que elles vo. com respeito questao irlandeza.
Nao sao novos estes expedientes usados para
pretender desacreditar oa Jefe mores de urna cau-
sa, quaudo bem evideute que a attitude cor-
recta mantida por Parnell durante a crise qua se
vai atravessando, de va levar a todos a conviejao
de que elle s desej i a ralis telo dos seus princi-
pios pela conquista da opiuio.
Sao os partidarios da coer^ao da Iran la os que
mais teem diligenciad i perturbar aorlem, accen-
der ag inimisades e excitar os odios, e, comtado, o
partido liberal pelo seu conselho, e Parnell p"la
sua grande confianca nos aforeos desse partido
dirigido por GHadstone, tem evitado grandes des-
astres e mostrado urna paciencia e urna resigna-
cao a toda a prova.
Nem por isa, os conservadores, para nao falta-
ren] sua misso de serena os maiores desordeiros,
principalmujte quando mais desejaia atfirmar o
seu principio conservador, n;m por aso deixam
os conservadores de laucar mo de todos os ex se-
dientes para fazer cabir o deaf.vor sobre os pro
pujadores da >i bardada da Irlanda.
os Estados-Unidos a causa da Irlanda encon-
tra as maiores sy.npithias. Grandes meetings em
diversos pontos se manifestam em favor da poli-
litica de Parnell e de Gladstone, e taes manifesta-
e5e repetem-sc, cada vez mais impjnentes, na
grande repblica americana.
Affirmam algumas folhas inglesas que Gladsto-
ne s desejar a dis30lufo do parlamento sa a
Escocia e o paiz de Galles se oppozerem ao pro-
jeet) de le coercitiva acerca da Irlanda ; mas que
o chefe do partido liberal acooselha os eleitores a
reagirem contra o projecto do governo. Mas vol-
tando questo da carta attribuida ao Sr. Par-
nell e publicada pelo Times, noticias da Londres
dizem-nos que Parnell desmentira formalmente n>
parlamento aquella j.rnal. A carta publieada
pelo Times nao foi nunca escripia por sua ordem,
nem assignada por elle, disse o corajoso campeo da
Irlanda. Julga mesmo saber por quem foi ella'
eacrip'.j ; mas antes de proceder, precisa de es-
clarecer as auaa duvidas.
O Times voliou carga no dia seguinte. decla-
rando possuir muitos autographos reconhecido
como do Sr. Parnell, e cuja assigoatora absolu-
tamente igual da carta da vespera. Nao basta,
diz elle, ufSrmar que a carta falsa; preciso
proval-o. O Tim'-s deseja evidentemente que o
Sr. Parnell intente um proce.-go por diff*ma?o.
Lord Hartington ditse quasi a inesma cousa na
cmara dos communs : quera que Parnell afEr-
masse sob juramento que a carta nao era delle.
O liorning-Post da m.'sma opinio e o Daily
Telegraph a favor do processo. O Standard re -
conhece que o Sr. Parnell fallou, ao menos desta
ves, sem equvocos, a declara qae de ver do Times
tornar conhecidas de publico as razoes que Ihe fa-
zem snppor que a carta publicada authentica.
E' evidente para todos a quem a paixono cega
que o Times de ve f .mecer ao publico a prova de
que turma. Afirmativa p-r affirmativa a pala-
vra do Sr. Parnell vale a do Times e, at se pro
var o contrario, deve presumir-se que o Times foi
victix.a de urna mystificacao.
A cmara dos lords approvou, ltimamente,
em segunda L-itura, e bil relativo transmissao
de propriedade predial, abolindo o direito de p-i-
mogenitura e de substituido.
A cmara dos communs approvou co pri-
meira le i tura o ore un-uto dis receitas.
Est decidido, segundo dizem os j irnaes ingle
sea, o casamento do principa Alberto, filho mais
velho do principe de Galles, com a princeza Cle-
mentina, filha do rei da Blgica.
Os espongaes sers otficiatmeate annuociados
para 20 de Junho, dia anni^ersario da subida ao
tbrono da rainha Victoria.
O ministro da fazeuda, Sr. Goscbeo, apreaentqu
na cmara dos communs, em sssido dia 21; as
bases dos or(ameutos bntanaicos para o anno pr-
ximo. Calcula as receitas euj 91.155.000 libras,
e asdespezas em90.18'J:000 libras. Os orcameot>s
saldar-se-hj, portanto, com um excedente de 175
mil libras sterliuas. Oemais disso, o ministro pro
cura chegar a um convenio com o- possaidores da
divida, o qual proluzir pasa o tbeaturo um bae
ficto d 1.670:000 libras sterlinas.
Este convenio tem por base aggravar o juro
com o imposto de um punce por libra. Emquautu
ao tabaco, redoz o imposto actual, que de tres
schilliugs e seis pences, a tres scueiiings a dous
pences. Estas duas propostas foram enrgica-
mente impugnadas pela oppjsii.-i j e por lord Chur
chill
Na ca ara dos communs houve na sesso noc-
turna de 27 um incidente muito acalorado entre o
Sr. WilliamH aiy Smich, leader da maioria, e os
deputados irlandezes, os quas intimaram o Sr.'
Smiih a explic.r as exoreises coutidas cm duas
cartas suas, onde sao taxados de criminosos a ini-
migos da Inglaterra og deputados que atacam a
poltica irlandesa do governo. O Sr. Eobert Ters-
hie Reid. deputad escossez gladgfoniano, comba-
tsu a terceira luitura do bil coercivo, que foi de-
tendido pelo Sr. Arthur James Balfour, chefe se-
cretorio da Irlanda.
Ailemanba
O incidente que acaba do darse na fronteira
franoo-aliem perteoce ao numero daquelles sobre
que noa devenios abster de fazer um juiso provi-
sorio ate que os fictos teohatn sido explicados com
absoluta exactido. A impresto causada por
aquella noticia inesperada f j enorme, como nao
poiia deixar de ser, as circumstaniias em que ha
t -mpos se encontra a Europa. Mas, n'um assump -
to desta ordem, pouco todo o soseg, teda a re-
flexo. Nao haver ninguem que nao comprehenda
ato.
O governo francez quiz antes de tudo proceder
a nm icquerito. E' evtente que era este o pro-
cedimiento que tinba a seguir. S o resultado
d'csse inquerito permittir avaliar conveniente-
mente a gravidade do acto (ffectuado, e qual o
grao de responsabilidade que d'elle resulta.
O que infelizmente sobresae com a maior cla-
reza d'este incidente, gpjam quaeg forem as auas
congequencias, o estado precario das rsla^oes
entre a Franca e a Allemanha, per maiores dili-
gencias, que todos empregem, pricipiando pela m-
pr"ii= i franceza, para o oceultar. A campanha
anti-franceza sustentada pela imprensa allem
durante a discusso da lei militar e principalmente
por occasio das eleico.'s na Alsacia-Lorena, fi-
zeram levar at exasperadlo sentimentog que se
julgavam adormecidos. Por isso de um dia para
outro pode rebentar um conflicto mais ou menos
grave, que ser necessario apreciar e julgar com
todo o sangue trio.
O encarregado dos negocios da Allemauha, em
Pariz, na ausencia do onde de Munster, procurou
espontneamente o Sr. Foureus, dizendo-lhe qua o
governo allemo quera examinar minuciosamente
esta questo de accordo com o governo francez,
mas que a prisao de Mr. Schnaebcl fra feita em
virtude de um mandado da juatiei.
E urna fortuna acharem-se fechidas agora as
cmaras francesas, porque seria muito para re-
ceiar sebre tal assumpto um debate parlamentar.
Diz a Libert que a chancella.-ia de Sjrlim es-
tava ha algum lempo informada de qua Mr. Sch-
naebcl era suspeito de espionagem, e que haviam
sido dadas ordeng para que ge apoderagsem d'elle
assim que pozessem os ps em territorio allemo.
A Gazeta Nacional de Berlim, fallando a'este
assumpto diz o seguinte :
Continuamos a julgar que nao ha motivo para
nquietaces, porque estamos parsuadidos de que o
fioverno allemo nao ordenou nem approvar nada
que sija iocompativel orno direito internacional
O governo allemo, tem j proerssado, como se
sabe, muitos espioes francezes; logo, inveros-
mil como pretendem os jornaes francezes que tenha
attrahido Mr. Schnaebel a urna emboscada, no ter-
ritorio allemo, para se apoderarem da sua pea-
goa >
O Segtblatt de Berlim diz que as autoridades
allemes na Alsacia-Loreos, ha muito que suspei-
tam que Mr. Schnaebel toma parte em urna peri -
gosa conspiradlo cem os alsacios-lorenos sujeitos
Allemanna. Foi esta a razo porque tomaram
as suas medidas para lhe lancarem a mo assim
que penetrasse em territorio allemo.
Nao se poude anda saber exactamente se Mr.
Schnaebel penetrou ahi pela mirgem direitado
M .s lie, entre Pagny e Noveaut, ou se realmente
cahiu n'um laco, como pretendem os jornaes fran-
cezes; mas este o ponto mais importante a es-
clarecer.
E' possivel que nao dure muito tempo a priso
da Mr. Sohoab' Bastar talvez um curto prazo
para qne se consiga descobrir alguog fios das coas-
piracoes que dizem existir na Isacia Lsrena.
O facto que este cso deve servir de aviso se-
rio aos elementos anti-allemea da Alaacia-Lorena.
Ou estes se hao de restringir no territorio quem
da fronteira franceza, ou absterem-se de jogo to
perigoso.
Discutiu se muito no dia 21 de Abril na c-
mara dos deputados da Prussia o projecto de lei
pslitico-ecclesiastico.
Mr. fiieter protestju coutra a ingerencia do
papa as eleito -s lo parlamento allemo.
O principe de Bismarek tomou a palavra.
Na primeira parte disse :
E' possivel que estejamos expostos a rudes
provas, a 1 ictas no exterior e no interior contra
oartidos subversivos de diffrente cathegorias.
Em presenta d'uma tal situa^o, aou de parecer
que todos nos devenios esforzar para por fim a estas
dissenges interiores matis. Ora cu creio que po-
demos muito bm prescindir de disputas eccles-
asticas, se Ih pdennos por termo com o projecto.
cuja adopeo vos recommendo.
No fim do seu discurso, o chancellar disasn de
novo :
a Em presenta das graves provas qu: uos es-
peram em iuctas externas e internas, esforce-uie
por por fim a todas as disputas interiores e fazer
cessar luctag a propiaito de coisas qne nao tem
para o Estado urna importancia de maior. Ora eu
entendo que o Estado pide muito bem deixar de
ter urna lucta com a Egreja cathnlica.
Segundo dizem de Berlim, o jornal Vorki Zei-
twng tentou precessar o principa de Bismarck em
virtude dos ataques que o chanceller lhe dirigiu
em um dos discursos proferidos ltimamente n o
Reicbstig.
O tribunal, pora, declarou se incompetente para
tomar couhciuaeuto do assumpto, porque, seodo o
priucipe do Bismarck general de exercito, s os
tnbunaes militares teem jurisdieco para proceder
coutra elle.
Na cmara dos deputados da Prussia foi ap
provada na sesso de 27 de Abril, em terceira lei-
tura, a le poltica e ecelesiastica. por 213 votos
contra 100 a 42 abstengoes.
Oriente
Diz o Nove de Agosto, jornal blgaro, que todas
as sentencas de morte pronunciadas pilos tribu-
naes marciaes, nao sao execitadas seno depois da
apr->vaco do principe de Battenberg. Depois de
cada veredictum, a regencia dirige-ae pelo telegra-
pbo ao ex-principe, a s depois da resposta deste
que se executa ou commuta a pena pronunciada
pelo tribunal.
A questo da Bulgaria nao tem avancado. Ora
se supp03 que a Russia pretende tomar uma'posi-
co mais activa, ora se lhe attribue o proposito de
conservar-ge regervada.
Quanto mais parece que se entrega Russia
a soluco da questo, mais embarazado se apre
aenta o czar. Se pretendem emOra$al-o nos
seos projectos, nao deixa de mostrar-se disposto
a reslisal-os, logo que at certo ponto lhe dim
certa liberdade de ac^ao, menos inclinado se mostr
rila a pat.-utear que tem ou preteude nsar desta
liberdade.
A Bussia assim em busca continuada da oppo-
sico que julga prefenvel, por ser mais preponde-
rante, conserva se em um estado de abstenco
que parece systematica. Emquanto ge conservar
n'essa situars, todas as supposicfS sao licitas,
e talves isso lhe cenvenha.
A Allemanha nao tari da certo muito empenho
em arredal-a a'essa intenco, porque nao sendo
urna posico hoatil e podenao considerar-ee duvi-
dosa, nao be ser difcil interpretar a duvida em
seu favor.
Por sua parte a Austria se tem de seguir com
attencao todos os movimentoa da Russia, nao teria
motivo para justos rec-ios emquanto o imperio
moscovita propender mais para observar os acon-
tecimentos, do que para Ibes imprimir urna direc-
cl i conforme as suas aspiracas.
O ministro da taxeuda, na Servia, pedio a de-
misso, em virtude das ditficuldades qua guscitou
moiitcacao no monopolio do tabaco.
Entre os res da Servia surgiram serios desgos-
tos, que faro inevitavel nma ruptura.
A raiuba Natalia, fi'ha de eoroael Busso Kea-
chsno est decidida a s-parar-se do seu regio es-
poso, por causa de profan das divergenciag politi-
cag e domesticas que existem entre ambos os con-
juges.
A rainha decidi partir immediatamente para
a Russia.
B*ypto
Torna a fallarse na bem fundada esperanca de
que a Inglaterra e a Franca cheguem a euten-
der-se.
ArKlianistou
Dizem de Allahabad ao Daily Neus que Maho
med Sahah (que og Ghilzais, segundo dizem, ac&-
bam de proclamar omir) est reunindo em torno
de si todog os refugiados da ludia. Na fronteira
circulam uns boatos vagos relativamente a urna
grande coaliao de Ghilzais, mas nao se sabe na-
da ao certo a este respeito.
O vice-rei e a general Koberts devem ter-se en
contrado no dia 25 em Simia.
Nao exacto que as tropas britannicas tenham
recebido ordem de inaichar para Gandabar.
Inforuiacoes de S. Petersburgo, desmentindo o
boato de complicagcs no Afghanistan, do como
certo que o emir Abdurramau pedio ao czar au-
toras $o para enviar urna embaixada especala
S. Petersburgo.
China
O novo imperador chegou maieridade legal
e tomou conta do governo, na presenta do ex-re-
gente, doa principes, altos dignatarios e damas da
corte.
E simios I nid
Um violento cyclone devastou a 23 de abril os
Estados do Missouri, do Kausas, do Arkausas e
do Texas, dcstroinao a cidade de Prescott, no
Kausas, e matando grande numero de p-ssoas.
Manife9tou-se a epidemia do cholera em
GuHymase Mazatlau.
O governo russo acaba de communicar s
outras potencias contratantes que os Estados-
[ nidos da America adheriram convncelo inter-
nacional para a protec^o da propriadade indus-
trial. E' importante, porque a repblica norte-
americana tinha-se.recusado at agora a subscre-
ver as estipulncoes internacionaes, tanto no re
lativo propriedade artstica como industrial.
Resta obter agora do governo de Washington
reconhecimento da propiiedade litteraria e arts-
tica.
PERNAMBUCO
Assembli Provincial
2ri SESSO EM 21 DE ABRIL DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. 88. DB. JOS 9UXOEL DE BARBOS
WAXDEB1 EY.
Summario : Chamada e abeitura da sesso.
Leitura e discusso da acta.Discursos
dos Srs. Jos Maria, Barros Barreto J-
nior, Ferreira Jajobina e Rosa e Silva.
Adia-se a discusso pela hora.
Apresentaclo e rejtigo de um requeri-
mento de urgencia dos Srs. Jos Maria
e Jo> Ai ves. Primeira parte da or-
dem do dia. Discusso das emendas
apresentadas ao pn jecto n. 1 deste anuo.
Discursos dos Srs. Bario de Itapissuma,
Costa Ribeiro e Jos Mar.Apresen-
tai;! > e rejeiclo de um requ rimento de
urgencia de Sr. Jos Mi ra.Segunda
parto da ordem do dia. YotacSo das
emendas cfferecidas ao art. 2. do pro-
jecto n. 22 deste auno e discusso do
art. 3..Discureo do Sr. Jos Maria.
L.'itura e apoiameoto de emendas.En-
cerramento da discusso e votarlo das
emendasDiscusso do projecto n. 41
deste anno.Discurso do Sr. Jos Ma-
ria e requerimento do mesmo.Encer-
rameuto da discusso e adiarnento da
do projecto n. 2.=Levanta-se a sesso.
Ao meio dia, feita a chamada e verificndose
estarem presentes os Srs. Ratis e Silva, Constan-
tino de Albuquerque, Antonio Vctor, Barros
Wanderley, Sopbronio Portella, Domingues da
Silva, Costa Ribeiro, Luiz de Andrada, Goncal-
ves Ferreira, Augusto Franklin, Herculano Ban-
deira, Rosa e Silva, Reg Barros, Barros Barreto
Jnior. Ferreira Velloso, Cesta Gomes, Rogober-
(o, Alfonso Lastosi, Rodrigues Porto, Amaral,
C*.lho de Moracs, Gomes Prente, Prxedes Pi-
tanga e Jos Maria, o Sr. presidente declar i aber-
ta a sesso.
Comparecer depjis os Srs. Viscondo de Tabi-
tinga, L.-ur.'uc i de S, Baro de Itapissuma, An-
dr Dias, Drummond, Joo Alves, Ferreira Jaco-
bina, Julio de Barros, Regueira Costa, Soares de
Amorim, Barao de Caiar, Joo de S, Juvencio
Mariz e Joo de Oliveira.
Falta o Sr. Solomo du Mello.
E' lida e entra em discusso a acta da aessj
antecedente.
O Sr. cretario tove boje a delicadeza de lr em voz clara
e intelligivel a acta da sesso de hontem.
Pela muha parte grdelo a S. Exc. essa deli-
cadeza impropria dos temp:s actuaes, porquo se
uo fra o descalabro em que vai todo esta mun-
do, ella seria apena o cumprimento de um dever.
Nao pretendo mandar mesa emeuda no senti-
do dr restabeiecer a ver.lade do que se passou na
sesso de hontem, e que est adulterada na acta
que acaba de ser lida, porque ella seria rejetada.
Corr-me, entretanto, o dever de inteirar a As-
sembla, para que rijue nos Annaes -, que hon-
tem 11 Srs. deputados nao se abstiveram de votar
no reqsermento apresentado pelo nob:e leader
da maioria, a quem aproveito a opportunidade
para felicitar por ter vultado a esta casa com a
froute erguida depois do tremendo cheque que ihe
foi infligido pelos seus correligionanos, que se
rebellaram entra o poder autoritario de S. Exc ,
roas que atna che^aram ao bou caminbo, de-
monstrando assim que o cavdl de pao que pene-
trou na Troya das grandes dissen^oes intestinas
nao abrigava desta vez em seu b.jo iuimigos, mas
sim a bandeira da paz.
O Sr. Costa Ribeiro Foi tempestada de copo
d'.i O Sr. Jos MaraPerfeitamente.
Mas, como dizia, uo verdade que 11 >rs.
deputados se tivessem abstido de votar : o que
succeden foi que V. Exc, Sr. presidente, tendo
centra o regiment, arbitraria e violentamente,
como se s-inpre tazc r, negado a palavra ao meu
Ilustre a k mrado amigo deputado p-lo 9. dis-
tricto, o Sr. Dr. Jacobina, um dos homena mis
respeitaveis desta casa (apoiados), esre acto de
Y. Exc. revoltuu a nos outros, que outro remedio
nao tivemoa seno levantar justa censura ao prc-
cedimento de V- Exc.
Y. Exc, uo attendeudo s reclamaco^s parti-
das desta bancada, e insslindo em auboielter
votarlo o ri-querimento do nobre deputeda, hoje
uaanimemente considerado chele pelos seis ami-
gos, deu nos o direito de levantar pr-testos con-
tra esse proordimento de V. Exc, os quae Cae-
rn com que nao fosse possivel manifestar cada
deputado o seu voto desta nem d'aquella ban-
cada.
Fetaa estas consider. ?o-'3 m sentido de resta-
blecer a verdade do que ccorreu, pode a m>bre
maiuria approvar a acta, certa de que no futuro
se nos ha de dar justa e pie ia raso.
(Mnito bom da i ppo-ico )
O Mr. Barro Brrelo Jnior (Nao
devolveu o se>i discurso.
O Sr.JuaHarla-Sr. prosid n!e, veuhs
declarar a V. Exc, e a asscmbli que nao respon-
d ao nobre Sr. 2' s crctario, pirque S. Exc. n\
regpjsta que me deu uo teve a deiicaiezn de fa'-
lar de molo que eu o ouvisse.
O Sr. Barros 3 .rreto Jnior Eu resumo cas
duas palavraa.
O Sr. Jog MariaNao ouvi o di.curao de S
Exc. e por isso nao posso responder-lhe.
r-le ser defeito meu, ma3 eatou sadefeito, por-
que nao sou o nico, visto como ha outros aqni
que ai .da ouvtm menos do que eu.


2
>iarw 4b feraambiicoSexta-leira
le Maio de 1887
ala
a-
O Sr. Ferreira Jacobina 8r. prest
dente, fclismeute o da de boje paree* qne raipii
melhor para esta ca* do que a tarde de hou-
tem- r
Embora blis nwn passada foese mais bn-
lhante para o Ilustre leader da bancada conser-
vadora, que sahio victoriof, nao havis porm ne-
ceseidade de fazer os cus eollegas martyres, era
tio pouco havia necessidade do faaer se urna re
viravolta no reginento d.'Bia casa.
Que S. Exc. vinha ua sessio de bosta* victo-
rioso, j eu o sabia antea de entrar aqu, par ua
dos nobres deputados carrelupwanria de 4. Esc.
Mas que o nobre depaado vitase e#m a raaolu
eio to firme de nos eaerifiear, era coa ae eu
nio contava.
Que tenho eu. porSm, que ver cea as oeeassna-
jes, cora ss derrotas de um da e as peanenas
victorias de outro, una i ne asonio pode iu-
teressar de modo algosa ao pbiico ene mieos da-
les da provincia ?
O Sr. Gaspar de DrummondJa vejo que o no
bre deputado tcve pesar pela victoria.
O Sr Ferreira Jacobina -T.ve pesar pelas con-
sequencias da victoria alcancada pelo llustre ene-
fe da bancada conservadora.
Se o nobre deputao que me honra com osen
aparte, explica o faeto do m-smo modo que en,
esse pesar tanto est ein mi, como no pen-mmeo-
10 de S. Exc.
Mas preciso fazer sentir, ir. presidente, que
eu ni cont con o auxilio dos nobres deputados
para cousa nenhuma, e conseguintemente nio po
deria ter prazer ou pezar em relaco aos mttres-
sea do meu partido para esse tacto.
S parm elle fo.se objecto de prazer, eu dina
que o experiutentava, porque realmente ver os ad-
versarios que se ati-asalham, que se dividem, que
se fraccionara, nao cous* par* mim de dea,"
to.
Diao e repito : a tramoia entrou par esta casa
de um modo de-p.tico o tio desptico que ua as-
nal que fomos as victimas immoladas e levadas
ao alta* do saeiificio pela victoria dos nobres do-
putados. ,
E' este justamente o ponto que eu chego e
que servir Je resposta ao Sr. '2 secretario quao-
do dase que o pro i lente negou a palavra p
ordem, porque j se Lodo requerido o encerr
ment da diseuseio por votaco nominal, nio b
va maia hypotbeae de se fallar pela ordem.
O Sr. Bonos Barreto JniorCertament<-.
O Sr. Ferreira Jacobina Ora, V. Exc. sa
be perfeitamente que isto o que nao ee encou-
tra no regiment desta csh.
O Sr. Barros Barreto Jnior O regiment e
expresa no artigo 136.
O nobre deputado teuha a bondude de 1er
O -Sr. Frrreira JacobinaV. Exc. lera por mira
e eu sentme oara ouvil->. (Sentase.)
O Sr. Barres Barreto JuuiorO artigo 13b ai
o seguinte (!j :
0 Sr. Ferreira JacobinaEis aqu o ponto.
Aonde est ahi que someute para votaco no-
minal que se pie dar a palavra pela ordem i
V. Exc. quer ver a anarchia ?
Nds boje discutimos a acta, c o nobre deputado
pelo 2o districto pedio a palavra pela ordem e
V. Exc. consentio que elle tratasae de materia ea-
tranhs.
Um Sr. DeputadoUso cousa diversa.
O Sr. Ferreira Jac binaIsso serve para naos
trar que a predisposico oa mesa vana conforme
3 dia.
DidjIo qu-fic-i asieuUilo que na) se pOJe
fallar p sao seno para pedir-se vo'acj nomina .
M*s o regiiaenio nao deturmiui aemelhantc
cousa.
O Sr. Barros Barn to Jnior O regiment e
at bem claro.
O Sr. Ferreira JacobinaMas V. Exc. nao pre-
tende obeeurecel-o.
O S. presidente da casa, quando eu pedi a pa-
lavra pela oidem, nao poda entrar no meu pen-
sameaio para sab^r u que ia dizer.
Ast.in nao p idia u>;ar-me a pa'.avia pela or-
dem, s>.lvo ee nos estamos inhibidos aqu de ma
aiestar o njeaj penesmi-ntu.
Or, do modo por que o Sr. 2o secretario redi-
gio a acta, rere-se cono as suas proprias palavras.
Un Sr. DeputadoA mesa nao aceita a respon-
sabilidade io que fizer im bontem os nobres depu-
tados.
O Sr. Ferreira JacobinaEntao i.o pJe fazer
declaracii ni nuss.' neme Nos dissemos muito
elarrnfo'c q ie era iinpossivel no meio d'aquella
balburdia votar e os nobres deputados ditem que
se prcced..u a vor^^o njcninal, .ibstendo-se u'tlla
a oppocvo. Ora, Sr. presidente, ebta nao a ver-
dade, porque o tumulto chegou a um panto que
nada se poda ouvil. App;llo para todos que as-
sistiram a eessio de hontem.
O ir. Costa iibeiroEu pelo menos naia pude
ouvir, e aiua mrsmo quaado oavissi nao sou
obrigado a votar no meio ds tumultos.
Uui Sr. D^put.doNj ouvimos perfeitam'-nt'.-
O Sr. Vieconde de Tabatin^i respondernao.
O .^r. Ferreira JucibinA acta nSo t<-m razio
ao que diz. porque i.s nao n s abstivemos de vo-
t*r. Qualquer deputado t se piie absterge votar
quanao faz ess- dicl.'.iaea). O icais illegal, e a
acta contui Una lil. :;:i.unde.
O &r. Jo^ Mari:-.Apoiado.
O Sr. Barros Brreto JniorA acta conlm o
tacto eo'U) elie te deu.
O or. Ferr> iia Jac ibina- Mas, d'oude V. Exc.
poud-: eoocluir a hbsd ucio, quaudo esta s pao
ser atantfatada por m.io da palavra?
Ora. ce o : bre denutalo i|iie tH^eupa a cadeira
de secretan conf ssa qu; na d&o pedemos ab-
8ter-ii' de vo*a'\ se uo bouve tal abstenco, lo-
go a conclublo qo'1 a acta coutm um enxertj,
., acta c-nins orna ilieijalidade.
O Sr. Koa:i e. rilva Mas qul era o meio que
*.inh' a mesa de faaer co:n que os nobres deputa-
dos f~l'asoem? A ineja naa {Je obrigar o depu-
tado a re8DO''dvrsin i :i uau.
O Sr. Ferreira J.c bina Eu c inhec i que a po-
litiea Ci-.paz de tudo. (Apari
Ner.bum dos nobres deputados pie aseverar
eom seriedade, que u > id<-a.. d'aqn tumoito =i
podia ouvir a'guin co isa. Este que o facto.
O aeereUrio poda eserever o que qj'zer, p r^ue
qu'in tem maioria queta dirige a caa Estn
vi;rdaJe, mas o qoe nao p. sso deixn- de lawrar
m u protesto, porque a pa.'avra pela crem oaUl me
poaia ser negada.
O Sr. Barr.s tarreto Jun oEm face do regi-
mentj polla.
O Sr. Ferr.ir: Jaco'oiua N-sta csa nao hi re-
ejiuv. Agora ueamo V. Exc. confeasa que es-
creveu um Ulegalidade.
O Sr. Barros Barreta Ju iiorNio ha tal : eu
disse que os nobres deputaos n-j quizeram res-
ponder voucaa.
O Sr. Ferreira JacobuaQls iuipjrta isto ?
Meu poiit .utro]
Estava eoc rraiia a iliscusso, e podala depois
do ericenamemo da diiCtuaio serem lijas emendas
que ua> estavam IJks, apji -Jas e sujeitas vc-
tacajV Ea comprebeud-' que o regiment (atore
qae o nobre preai lente deita easa seja prodigo,
que a maioria constantemente vote enc-;rrjuueut i
da dwcussao, isas d'aquillo que se u;9 leu t diseu-
tio mas easas emendas foram hdas depoia e en
cerrada a discussa >.
ade est no regiment da casa autorisanio lei
turas 6 eonh cimentoa de emendas depois de en-
cerrada na discussao '? Toda a emenda que
aooiada e posta em discusso entra coujunctamen-
t eom a materia. Como p;is, que o entrar no
recintj ja estava encerrada a discusso e nao ti-
nha'QU'r presentado o quadrodas lottrias? Era
este o ponto que ^. Exc. devia eLClarecer.
O Sr. Barros Barreto Jnior V.Eic. iea o de-
creto de 20 de Junho.
O Sr. Ferreira JacobinaJ c'outro dia fiz meu
protesto e desejo muito qu- se firme esse principio
porque esta caaa mto se reduzr a urna feto-
ria. (L).
O que comprthendo que em qu ilquer que seja
a materia, dous diaa de discusso autonsa o re-
querimiento de encerramento. Scjamos antos de
tndo lgicos ; esta casa tem por fim resolver sem
discutir?
O ^r. Gaspar de DrunmondV. Exc. pergunte
aos autores de decreto.
O Sr. Ferreira JacobinaFoi V. Exc.
O Sr. Gaspar de DrummondV. Exc. que o
autor.
O Sr. Ferreira JacobinaV. Exc. quer dar a
paternidade dos scus fi.hos a mim? Eu nao aceito.
O Sr. Gaspar de DrummondE reciprocamente
O Sr. Ftrreira Jacobina Ora, o umeo ponto
3ue vemos o seguate : discutida a materia em
uas sessoea, pode qualquer deputado requerer en-
cerramento. Eu creio que este o ponto capital.
mas nio, se agglomeram emendas ao projecto em
discussio, qne alterara completamente a discusso
do projecto. Pergunto eu: na mesma seasio se
de ve re querer encerramento ?
O Sr. Boea e SilvaNio se de ve, mas pode se.
O Sr. Ferreira JacobinaSe se pa.te. e nio se
dee, pauo poltica.
(Troeam-se apartes), .
Me pareee que nao pode ter esta applicacio, e e
por isto que os nobres deputados diaem que nio
deve-se, ajas pde-ae.
(Apa.-tee). .
Portacto,era o piato que eu qaeria bem eluci-
dar e agora vej que V. Exc. tem opiniio, de qual-
qjer que seja a materia, teodo decorndo dois das
ele discuaao embora aawrtiai lura se praeatem
tmieiu e et* 6qu awceirada.
STv-ia*. nie>frova qu-s eeadiacasso
erraeaaata* lguaM, mas eotaotanto, V.
lve Ntsa e atssolae muito Jaem ara sea
:;
EiBauto, V- Ex*. rescsWe asa* e raaolve bees
Borqae sto de aasaoibias an^inciaes eousa a
Vb vale a pena peestar-ae eacj 0 "">oo
meaos ejueai teaa aaa*ria m /"* H avnaoni
madad-Ta face das coasas, e nio estar mais sujei-
to s mesraas decisoes. _
Eu deaejj que ellas veuham e que sejam de V .
Exc. oa precedentes de violencias.
Tenho concluido.
O r. Roiae iiwa(Nao devolveu o seo
diaeorao).
Fie a discusso adiada p--l hora.
Veai a saeaa e rejeitado am peaido -ie urgen-
cia por 5 mitiHoa dos Sr. Jo* Mari e Jcao l-
veo para a apreaentavio e justificacio de um re-
querimento. propoudo que se consigne na acta quo
a Asembla rememora com profundo pesar a dat.
de 21 de Abril de 1769 em que teve lugar o mar-
tyrologio de Jos Jjaquim da Silva Xavier, o li-
radeates.
Pasea-e a 1' parte da
ORDEM OO DA
En'ram em diseusio as emendas apreaentadas
em 3 discusso ao projecto u. 1 deste anuo (orea-
ment provincial).
O Mr. Carao le Itai**iaSr. presi-
dente, eu pretenda n* 2* discusso do projecto de
orcamento provincial, discutir a materia e, espe-
cialmente, xpend'-r aigumas leflesea sobro D im-
posto de exportava'.
Mas,o meu iliustre amigo depu.-ado pelo lldis-
tricto teve a deUcadesa de aprestar o enoerrainen-
to da discusso quando eu me achava iuscripto
para fallar, obstando asbim, a qu u meu pensaoiento sobre o projecto, sujei; ora ao
debate.
Na 3 discusso, V. Exc. foi testemunlin de que
apeuas me fui permettido maular algumws emen-
das que por bondade de V. Exc. foram recebidas
pela mesa, quando a rolha ja tiuh* sido propoata.
Aproveito-me porUute dse uccasiao, qu ee
rae escapass-, nao DOdtfia mais proferir algaaaa
palavras em justificac i das emeridns por inun
apresentadas.
Nao Sr. presidente que eu t-nha a esperuica
de ver approvada blgumadas minbaa emeudae,
qoe reputo de manifeata utilidade y>ublia ; pois a
intolerancia da honrmla maioria, seu obsvcaJ) es-
pirito pirtidario, ostentado diariamente ueste re-
cinto, exelue toda possibilidade de s-r acceita
qnalque- medida oferecida pela mincria, anda
a d mais evidente vautagem para a provincia,
que alias todos n=, maioria e minara represen-
tamos.
Mas Sr. presidente, que, presentndo as
emendas, ti ve no vistu cumprir um dever de ver
sagmdo ae uo deixar passar sem censura, a de-
sidia com que sao tratados os neg cios pblicos, e
a irrtieaio e a leviandade com qae se organiaa
um orc.imento em que b i d s .tr--uJid 8 oa saeii-
fiendos os mais elevados intereasea des-, i provin-
cia.
As minh.is emendas versuro priucipalmotite
acerca do imposto que se projecta liaicar sobre o
assucar.
Todos conliecem m que oVplocavel estado se
ach a agricultura Uesta pratrineia, c, eeudo e3ta
casa comprsfa em grande nuuvro de Kgricultura,
nao devem Sa. Ex.-.-, ignorar qae o impasto lauca-
do sobre o assuear eiiorm ', velatorio, intok'Ea-
vcl- ...
Desejando ao menos mii^r -r, p*-l-i (iwni iu e*o,
tai gravoso.imposto muudei uuia emenda, restrin-
gindo-o l 1/2 por ceuto.
Essa emeaiit foi regeitada. Os meas amigos
d tata bancada, maiuaram ouas outras emendas
modificando o impesto e easas meamos foram re
gibtradas
B-s!gnei-me com isto, fieaudo certa & comtaiseao
de orgtmentu .d" que o que eu pretenda era, ae nj
alliviar a agricultura de pesa :usimpostoi,ao menos
n> approvar os nales, que a oppninero.
Ku, como j ditse su que uiui p laetvel otrter
da casa o menor beneficio para a.agricu ur.-;. qoa
est coudemnad i a carregnr com todas as des-
pezas publicas ; mas quero que os mcus cullegas
airricultcres, e a provincia saibaro, que nunca tul
nem sou indiferente a esta classe sempre del it-
tendida, em suas mais justas reclamado s, aempre
despresadas por aquelles meamos que a ella per-
tencem.
Em que pese a maioria, Sr. presdeme, compre
timar "salien:e a sua manifeata incoherencia.
A nobre maioria qu; umostrara intensa aqual-
qn-r augmento de desposa e procurara justificar os
impostos p-la neceaatdade de pagar ai dividas,
que oneram os cofres provineiaea, ipprova entre-
tanto. emeuJas apn s oit-idas por alguna de sena
meinbros qu elevim a lieapcsa ha mais de du-
z-ntos sontos !!
Se os nobres deputados tivessem na comidera-
{o, que sem duvida merece a asph'.xiada classe
d agricultura, em logar do despender to grande
siinmicom desneaas de utilidade pr blematica, ou
a i menos d urgencia duvidosa precarariam mi-
ii' rr o rx-igerado imposto sobrs o assucar, :ujo
depfeciamento vai sendo urna calamidade pub'iea.
O Sr. Gaspur de DrummondAs desp*aas de
qoe traten as emendas, nao eer.-klissro.
O Sr. Baro de ltapis-uin<4Este aparto do no-
bre deputado vem justificar x eensra que lti-
mamente tem ctTerrcido esta assaembla,le pou-
co seria era suas deliber-icoPs.
De fact". se a maioria aec ton as emendas
.7, ::' alguna Je seus m.mbros na
supo sica i, on por promessa de que taes despesas
uo a-. reaii.aram, eoto a maioria nio sincera
para ora asignatarios das emendas, e se estes
tai ni a m sir.a eonvicej do nobre deputado, que
me (ronrn eom o s u aparte, enio nj ha serie-
dadw na mai na; as emendas aorovalas nao p is-
politicagem, d- um recurso pouco daoente
por engatopar eleitores, ou ir.f! leucias ioeaes qoe,
em ana de lo cao, sio as vezr-s bem exigeures.
Se a raso allegada p'?io n.bre deputado, nj
por honra ua maioria, urna rosio allegave'j se oa
uobrea deputados nio proeuratn ana eu?asopar oa
outros, de crerque as emea loa alljdidua foram
approvadaB para que sejam executadas.
E as^im proced a censura em ju morreo) o
nobres depntwrloale an^meotnr as despesas pe >
menos adiavera em vez de dun.uuir impostos e\
cossivos.
V. Ex3. sabe, Sr. presidente,coma se "ch^ tri-
butido o nos> assucar ; V. Exc. snbe que o as-
sucar paga 5 por sent, a mala 5 adlietMi-.es de
dir.-.t irorae ; .: 3 o ir c-uit) provinciaes, alem
de 10 I rs. por saco de assucar.
O.a, pagava-sj isto em 83 87, quaudo este
genero se venda aqui no inreaJ. por mais do
duplo actual: e assi.n h }< qna o assucar eat
por um pre?., 'o baxo, to insi-
gnificante, eomo querem conservar o incsino im-
posto sobre elle? (Apartes).
Eu c-reio que os nobres deputados sao injustas :
fize.-iui todas as coic-.sso-s a^s seus amigos, en-
bora pr jadeuse^i a agricultura qaj est agoni-
aando.
Pergunto eu : quando a agricultura suecum-
bir, isto quando esa* desanimo que principia
a lavrar, produzir todo o efleito esperado, onde
iio os nobres deputados buc-r dinheiro para re-
partir com 8eus amigos ?
I'ois, na; e a agricultura seoo a juica, a prin-
cipal fonte da receita ? Nio della que ae tira
dinheiro para construcci) de cad-uas, estabeleci-
meutos pblicos, etc. ?
Um br. Deputido Ma3 nos nj augmentamos
o imposto.
O Sr. Bario de Itapissum i Vr. Exea., prin-
cipalmente oa membr is da commissio, em quem
olgo de recoufaecer muito talento, permita que
Ibes diga, nio aio fiaanceiros.
be o anno psssado o orcam^nto feito por esta
casa, fsi considerado urna monstruoiidade, a ponto
do presidente uo sanecional o, e mandou que fi-
caese em vigor o orcamento de 86, que era um or-
camento feito pelos adversarios de Vv. Exes.,
como qu-, Vv. Excs., quo ceuauravam aquelle
orQameuto de 86 por excesso de impostos sobre a
agricultura, nio qniz"ram no p.ojeeto em discus-
so abater ao rreuoa ; modificar um punco o im-
posto que recabe sobra a mesma agricultura, e
creiam verbas de despesas, caja urgencia nio de-
monstrad), no valor de 200 e tantos contos, com
prejuizo dessa mesma agricultura ? (Apoiados).
Vt. Exea, sempre solicito* em censurar os orca-
ineutos tlberaes, qae qualificaram de gravosos aos
iuleresses pblicos h je, quando as precarias con-
dicoet de agricultura peoraram, deviam, para ao
tenos parecer serios era suas censaras, deminue
os impostos que tanto oeasuraram.
O Sr. Gaspar de Drummond Ha dous anuos
que o preco dj assucar baixou consideAvelmente.
(Ha outros apartes.)
O Sr Bario de Ii.-.pi suma Dizia ea que Vv.
Excs., em quetn aliAs reconheco muita illustraco,
uao tiahaaj iuc inacio pira as financas ; e, para
asta Va I o, muetr miss >, que tw^:, weio, tem apenas differenca
taute rado uejo l"i*)4s*rit.To, eaeus collegas nio po-
|->Hr couUceio if MI pr. jetjj.0 viavei de orCa-
saMo, pois o qae a^raseutaram nio mereceu a
aaM*||o dotwesiijknVe vlis aasigo correligiona-
ria maitwia Hesa Aatsjsjihla, continuando a
vigjsnr o Esa 9oustaiaso apastar i* recebar aisara *a-
gue novo, apezar dos recursos de V. Exc. diri-
giudo-ae ao i.-. Goucalves Ferreira), pihtico dia-
tincto, himein affeito a luctaa parlameut < res, que
devia trazer novo alent aos seus Ilustres cumpa-
oheiros de trabalho, vem confessar, cauando ex-
rrauheza. pelo orgao de um de seus meinbros, que
0 projecto oraiHo nio era do qe copia
do orcamento passado.
Mas em que coud9cs a eommisso plagiou 0
orcunento que nind vigora ?
V. Exc. sabe que todas as couaas tem a :iia
opportanidade e se fazein i aea lempo. E as n"-
cesaidades de 18151836 nio sao .as mesoaas que
as de 18871888. Nioguem o alarmar.
A crise, qu3 boje atravessa a provincia uo col-
laca suaa fiuaueaa om condicio iuferior ade 1885
1886 ? As condicoea tio anif**tamente di-
versas.
O a>8ucsr que em 1886 encontrava no uosao
mercado pjeco auperio* a 2, hoje vendido a 1/j
e a ni -nos. E como q icrem oj nobres deputados
conservar sobro cate genero o uieaino im joste, que
j conaideraroin to gravoso ?
Entretanto, isto materia vencida, a Assemblea
j se prouuociou sobre ella eu dosejava apenas
ac-'ntuar a uiinha opiuij sobre o assumpto.
Mas, se Sf. Etca. se mostraran d-jshum m >s
para com a agricultura, nao Iforam elegidos pela
trihte aeceesidada de obser dinhpiro para satiefa-
aer despezas argeates, iuadiavois nao fora pjr
ain ir provincia, porque, se este 8"iitiuueiito os
tnspirasse, nio ao- itariam essa alluvio de emen-
das, que veem ouerar a provincia em indis de. 200
c mtia, deitiuados s-.rvicos por sua naturezu
aliavvis, taes como cadeias, abados, illuminac),
ete., etc.
A ni lio.-ia, pois, n"o devia recusar-se aeru/jaea-
ta dos inlavesaas da provincia, aceeitar essa im-
ineiisiiade de emendas, elevando aasim a des-
p za, devia antea cor cortad.) ein lauitas verbas ;
mas aasi n nao proceden.
Fica, p lia, patuute qa>'ar.imei a Vv. E*OS. o
prop sit> de Kggravar ea l- vez nanw i soito ua
gricnllora para attendsr a iateresses inconfesa>-
vois.
Sr. prerideuie, a macir parladas emeudas, a qu
ai ri uro, coiisagia augm.-nte de despesa ; e, na*-
tas eoodicxMB. ea qoe, ap-v-U" de advera^rio d*
actual aituac i politiea, eaejo que a provincia
ina-iteuha oaeotoredito que pospero inc'ssaute-
mente, que aa suaa fioao^u reorgams-. in-ae, e as-
sim uo poaso deixar -ie votar contra ToJas aquel-
lasque oneifem os cofres pblicos, assim como coa
ta aquella que concede autonaici) nao direi
ampia, pirque Vv. Excs. nio deram ansoriaaeio
mpla, (sem duvija por f'.i;a de coufiauca plena)
ao presidente da prov acia.
Declaro u Va. Exas. qas teoha mel deanti-
riiscee.
E-itretanto ji tenho oonfesaado nes'.a casa, qu:
anda uaaira-inc al^uuta eou6anca o udmiuislra-
1 i ua proviuea.
O Sr. Jos MartaV. Exc. esti bem servido
Admiro a iugenui.lade de V. Ex.. .
O S- Bario de ItapissnaaaAlguna actos da
dmimstracio da provincia l-Vam-me a crer, que
capaz S. Exc. de levar a cffeito aigumas econo- J-
miaa.
Mas. pergunto : pirque nao iegisla a maioria
sobre ubjecto da autonsaeio e prefere dar urna
d-legayo ao prtbidente V Parque cao realisa-
ram Ss. Excs mesmos a medida que julgam de
utilidade publica ?
i:', depoia, supponb'iiEoa que o actual presidente
uo possa prolongar a sua administiaco por
qualquer crcumstuncia imprevista : Va. Excs. se
responsabiiisam pelos aet-.-s de seu succeasor f
J pesaram todas as consecuencias do seu pro
cedimento ?
Nao poder vir algui-m que use da autorisaco
em detrimento da provincia?
Asaim, repito : nio votarei por ella, sabretulo
por temer que nao seja o actual administrador
tem execote a medida indica :u na emenda re-
ferida, mas alguiu Vice-presideute partidati ,
como t aqudlu qne antecedeu ao actual admi-
nistrador.
O Sr. Jos MamElles nao calculam que ueate
uit-r.m na poiemis subir.
O Sr. Bar-i de Isapisanaon T,lavia, a Aasein-
bla ainda pJe reconsiderar o seu acto e emendar
a mo. Para este fim chamo sobre o assumpto a
attencio dos honrados mtmOios da maioria An
lea ce cimos exclusivamente partidarios, sejam s
um poUSO patriotas.
Sr. presidente, julgo ter externado a miiihtopi-
nii) aobie as emendas sujeitus ao debate. Deixo
"le referir me a cada urna de per ai, porque
aobaui-B tods publicadas, e eumo se evidencia
sao todas do mesma geaero.
Va. Exea., r. fl xiouauda sobre o assiisapto, fa-
oilmenta se apsrceberio de quio prejuiioiai ser
a ceta provincia a ap rcvaeu te todas ellas, mui-
tas das quaes foram apresentadas em satisfaoo
de mteresses pessoas, h amigos, em beneficio dos
quaes tacriiiea-ae impirtan"ea intereases da agri-
cultura.
Proferidas estas palavras, tornad) claro o mea
o msamento, nada maia me cumpre accrescentar.
Termino faaendo vo 08 para que uos illus'res
membr d da commissio de orcameuto, alias muito
dignos Je fazerem parte de outra qu Iquer eom-
misso, jamis sejam cjufidos oa destinos finan-
eeiros da provincia, porque Sa. Excs. deinonstra-
ram que sao melhores amigos do que fiaanceiras,
que u.lo sympathiaam com a eciencia das fimin-
c ia, que uo 6 "-ata a sciencia da predecco dos
nobies deputados.
Tenho concluido. (Muito bem !)
O Sr. Goncalvos ferreira\gradec i a fineza
de V. Exc.
O Sr. Cunta RlbetroSr. presidente, nao
podeiei disentir as e.neudas qa-- foram apreoeota-
daa em 3a discusso, como deveriam ser discuti-
das.
ce-rre para isso utna razia obV)a, e que t-
mente C4ta manh qua.iio totam publicadas, pude
laucar a vista sobre ellaj, que sao em grande nn-
mnro, tendo sid) mnitas apreseutadas e approva-
das ultima hora.
GonfesjM meamo a V. Exc, que heaitei se deve-
ria de qualquer modo opprme a essa grande
cauda que val levar o orcamento.
O Sr. presidente da provincia, quand-- aqu: e
nos apreseatou pela prnneira vez, inculcou se-n,.s
orno um himein modelo em relacio jostica e
"economa.
Easas palavras de S. Exc, depois do que havia
oceorrido preeedentemnte neeta Asaembla, pare-
ceram-m': urea c-n ura honrada maioria.
Pois bem, aenhores ; eu que nao tomei ao serio
easa declaracio de S. Exc, deveria desi jar que c
orcamento sais d'aqui com essa granie cauda,
porque smente assim poseo pdr em pro va a sin-
ceridade das palavras de S. Exc.
Estou cert), porm. de que, como j tem acon-
tecido, os actos do Sr. presidente da provincia nio
ha > de correaponder s suas affirmativas.
Entretanto, venc a hesitacio que tinha, porque
caten lo que o mea primeiro dever, enllocado eom j
me acho nesta bancada, t uar em muito consi-
d raco a lei do crcatneuto.
Como j disse, ella abrange em si todos os ra-
mos da admin8traco publica, e tem por fim fixir
a despesa e orear a recwita. i'or conseguinte a
lei que mais vivamente intersea popnlaco da
provincia.
Por isso animo-me a fazer ligaras obaervacoes
que me occorrem de monento em relami a aliru-
raas emendas pelo rpido oame que dellas pude
fazer.
A emenda n. 82 determina qae d'on em diente
o anno financeiro passe a coincidir com o anno
civil.
De modo qae a lei que estamos formulando, de
vendo vigorar al Junho de 18S8, vigorar at
Dezembro desse anno.
Isto ama innovacio e urna iuuovaco impor-
tante, porque pelo menos vem alterar todos os h-
bitos, usos e costantes j conhecidos as diversas
repartieres da provincia, vem tamben) trazer a
necssidade de alterar-se a escriptursci > e eu nio
vejo utilidade algama que justifique esta inno-
vacio.
Em relacio provincia nio conhecia esta idea,
mas aei qae nio nova, em relacio ao Estado e
qae ja est adoptada no ultimo orcamento ge-
ral.
Portento, 6 ceta a nica razio que so me pode
ofiFerecer; mas esta mera razio de imitaco
vamoi fazer isto porque o governo geral fez,
para mim nao procedente.
E at devo dizer se s por este Dativo, voto
contra, porque me parece que mesino a reapeito de
medida coaao*sta, que alias nao te/i graude al-
cance, nao devemo? consentir que g ggv- i no geral
se intro.mstta i i'iuillo que nio da ana c >iupe-
tenoia.
Sei qne o governo geral dirija -ama cv-eular
1 embraado aos presidentes a ""t-"MnJfirr"'" de es-
fabeleceraj tta innovacio naa aja fimtueeiras
das provjcias, maa o que tem oam a 1-' d ur ini'ato prorineial o Sr. misUtj-o dftwvcend. ?U
que tem elle que ver com isto ?
Dir-ae -ha. qu a cousa nio tem grande alcance.
E' verdade. Mas anda mesmo uas cousas pe-
queas devemoa -ir oppoudo resisteucia para que
o governo geral sob o pretexta de dar conselhos,
na i v abaorveado o poder provincial at a apa-
ar-Hte os vestiglos, deixem-i.os ao menos a som-
bra que nos resta-
O Sr. Goucalvca FerreiraSe nos uo achaa-
aemos conveniente uii o fari-tmoa.
O Sr. Coata KibeiroTi ve ja oscasiau de me
proiniuciar aqui contra a emenda n. 109.
Votoi contra ella e continuarei a vottr no mes-
mo aen'ido.
a outra ves que fallei dase que bastava ser
urna autorsacio para uio ter meu voto, desdo
qoe o Sr. presidente da provincia uio perteuce
poltica qoe eu aigo.
Maa agora accrescento : anda mesmo que cu
! os-m: conservad or, tena escrpulo em votar por
easa aut i-isay.i nos termos en que se acha for-
mulada, pirque a Asuib i tira tudo de si para
dar ao presidente da provincia. (Apoiados da
oppoaicio).
A uobre mdioria, que tem coufitnean > presiden
te da pr.rinci.a est ao seu direil i diudo-ihi urna
autorisaco embora ioooortaata maa ni) d:V > chi-
gar ao poat' de tirar provincia tela a autono-
ma para duar : o prasideate da pro.'incia refu-
me ta e taca r.-partiCes, taca tudo quinto en
tender.
O Sr. 'ruXkd-s Pi.iag.i Juata oonte.
O ir. Can Bbur.iP-ismdo-se aun aaslyse
denta autonaacA-o, v-s i que aqui nao ha Ivnittcl
emcjoaa nensuima, a limitacVj qu: h: k apura-
te siin nanio qoe ha s a noli'ud -lo aioristcii
i i io. j aos del tibes.
SI 1 ttU'.OS Jl icalh M ( 1- :l"'aal ic contis
ceslricfij que a jai eaci6souj.it-! pira lugle
ver.
'.i.nio sa iiz sein aitemaij luiliri'Utii d.
L-:paraae qu i a a ib eaai n siS i j ii :\ !< a1-
gu.ua restricc) ; mas nao iia til, pirque pissm-
a-i a miii.-i ni absarve-n toda 0 peiisimento q-i i M>4 COinpf :h a
der a lei, tolo a servio bj .-c" i la refo-.e..
Por ex ver pr;f .-aO-es. den 11 la c nnp et >-:-b t.i, quinto
a molhor ciassifioao) e coliocacio lis escolas,
inod i d i proviui-nio, diriijs e gratifictc-ia, re
giin -, d -is eu-s -s primarios e ascua tartos, p .leu-
da .-.inii snpprimr empregos, aidie ou un a
outraa repartifloes oa funcciooarios, cajos emprejj <
lora.n sipprimidoa e pudendo tauoir. aposentar
ou i os que contaren) tem ..o para isso !
Nao demals autorisar o preeidenti a remiver
protessaraa que peta lei vigente tem o seas dir-i-
tos gar.uti los V Eu cao quo uio devem is eh 'gar
ar- ahi, is o a prafear injusticia centra tereetl'O.
Os nobres debutados auconseui o s-u amigo a
fe.zer ni rm s, ais nio queiram chgar ao ponto
de sarrfiear aa attribaic\>*s desta instituico e
menos niuil'i os dir.it s adquiridos de terceiroa
S- ionisto nsta couaideiHco, pirque este o
meu dever e ainda creio quo na^uelK bancada
existen) horneas que.tem s utinieot-ia de Justina.
O Sr. Jos Maria- V. Exc. anda acredita
niaso ? .'
(j Sr. C sta Bibeiro A outra em'nd-i, Sr. pre-
sidente, a que diz reapeito ao servico de ex-
tiuceo de inceudios.
A emenda n 15 diz o seguinte (le) :
Vejo que a nobre commiasHO autorisa a percep-
ca desse imposto, mas de que icodo ae vai reali-
sar a creaeao dessa companhia de bomb-im.- '
Parece que a lei autorisa o governo a encarreirar
dessa tarcf i as coropaubias de seguros existentes
neeta cidade.
Declaro a Asemb!a que repoifo muito a clas-
se commercial, respeito muito a easas companhas
de s-guros, maa pelo meu voto isso nao passar.
Enteii.io que tun servico publico, que intereaaa
toda a pjpulac', nao pode fiear, eomvum servi-
no particular, a cargo de urna ou duas compa-
nhias. Eaae srrvico de ve ter o'caracter publico e
por isso deve estar debaixo da fiscalisucao imme-
iiata do governo.
Eu 'i no jornal de hoje urnas bases para essa
ereacio e vejo urna que diz qae as companhias
poderi) contrastar com a Cmara Mnnicipal a
eaecucio de outros ser vicos. Parece que d'ahi
posao concluir que estes senhores preteudem tus r
utna exploragio especulative. Mas isso nao pode
aer obj-cto de urna exploraci) desta ord m Se
nece8sario crear urna eompauhia que ae eiic-ar-
regue do servico da extinecio de incendios. <-sce
deve ser execatado de modo que sejam garan'idos
oa intereases de todos. Eu perguoto : se a com
panhia de bombeiros tem por fim somente garan-
tir as casas seguras nessas companhias, cu se
proteger difeuder tambem contra os incendios
todas as outraa em qae e abriga a populacio
desta cidaie ?
O Sr. Rosa e Silva C'ertamente que todas.
O Sr. Casta Kibeiro Por isso este servico por
ana natareza iio pode ser entregue s compa-
nhas de segaros. Se foaae um servico limitado,
eu nada dira. Mas aio assim, um servico,
que tem carcter publico, que como o corpa po-
lio' lI, como a guarria cvica e isso nao pjder ser
teito por meio de um contracto.
A.dio que urna neceasidade a companhiu, de
bomoeirrs, tuna ella de.ve ser creada de outro
modo.
O governo que se encarregue da amcadacio
detse imposto, que estou persuadido que elle ba de
dar para as despesas.
O Sr. Risa e SilvaNio d ; este o modo
mais econmico.
O Sr. Costa KibeiroEotio pensa V. Ete. que
as companhas de seguros ho de ter nma cornpa-
nha de bomborroa para garantir nao s as caas
Kguras, como aquellts que ni) esto ?
11 nobre deputado sabe que grand numero de
caaas aqu nestu cidade, sondo reside a populaco
pobre, nio eatio uo saguro e estas tem tanto di-
reto a ser defendidas, como os palaci'.s, Como os
edificioa importantes.
O Sr. Kosa e SiivaAs objecco-s do nedve -
putado procedem, mas porque S. Exc. considera
que companhi* nio servir para todas as partes
.la ; idiido. Mas no contracto ha do ser pufeita-
mtnte acautela 1o i?s>.
O Sr. Costa RibeiroMas o qu- vejo as bases
que tudo fio* aujeito aa companhas de seguros
al a scolna de pisa -1, a nomeacio de commau-
dante ou director e aens auxilian se ainda maia ae
diM que na occatiio doiocdndioa tropa de linha on
de polica que acudir em auxilio ser dirigida pelos
a .'entes da eompauhia. Eu pela muira parte nio
posan aceeitar seminante cousa. Como ji dase,
reepeito muito o ecmmcrcio, mas nio coreen oom
o meu vofo para isso.
O Sr. Rosa e SilvaV. Exc. nio tem razio, a
experiencia lbe ha de mostrar o eontr i io
( Sr. Costa BibeiroAquillo quo interessa
todos, nio deve ser feito por urna e classe.
J aqui *. quiz firmar oostume da l< i do orca-
mento ser feita sob as vistas da Aasociacio Com-
mercial e estii, ae b-m m lembro, em om dos an-
uos pnssados, j ee julgoa com o direi to de impr-
nos a sua vontade. Mas a lei feita pura toda a
provincia, dis r speito a muitas outraa classes e
sendo assim nio aeve r feita debaixo das vistHS
a inspiracoes de urna s.
O Sr. Goncalves Ferreira Neati ponto eston
de accordo com V. Exc
O Sr Costa BibeiroEu pens assim e de ha
nuito lempo. Fique pois consignado o mea vetoe
o neu modo de entender.
J quando se tratou de estabelecer a Compa-
nhia Draynage, isso ha mais de vinte annos, cu
era depotado entio, e tive occaisio de me pro-
nunciar contra a le que approvou o contractoexia-
tentj, nio porque deaconhecesae a neceasidade do
servico, mas, porque entenda qae concediaic-se a
compachia favores exagerados, privilegios dema-
siados. E d faci a experiencia raostrou que eu e
os qae me acompaaharam nessa oppoaicio tiveram
raao quaudo assim penaavam.
Essa companhia tem levantado rauitos clamores
e ainda hoje ella tem comojsea caixeiro o Thesouro
Provincial, porque tira aajcontaa o fimdossemes-
"^
tres, recebe ao nrompto do tbesoareiro e este nio
recebo com a mesma promptidio dos contriboiotes,
de eorteque jiha um alcance de mais de 600.000,
alcance este, Sr. presidente, que todos os annos
est augmentando, proveniente de nio ser ajarreca-
dacio que tas o Thesouro Provincial tio prompta,
como prompto o pagamento que do Thesouro
recebe o gerente.
Por consequeucia, fallo assim, porque quero que
uo futuro reconbecam como votei. Eu encontr
aqui a emenda n. 207 que daa(l):
lito quer dizer que o (Joroo de Polieia, nio fi-
ar suscito ao imposto de 5 /, sobre seus venc
Ment*.
Qial a razio desta iumvacio? A) menos o
o.vo:uinandante e officiaes u i ae equiparara aos
doiaiii funeeionarioe da provincia? At hoje nio
paRiram esse imposto sem reelassaces.
Asaim, voto conten a etmenda, pois, nio vejo
raso para essa exeepoio odiosa.
Sr presidente, limito-me ao que tenho dato
(Cwafina).
DISCURSO DO SB. DEPUTADO' JOS MARIi,
PROFERIDO NA SESSAO DE 17 DE MAR9O
O Sr. rio, Sr. presidente, ao qne vera de man.testar o no-
bre deaoutado, nao porque nao ma reguaij-', como
todos os bn tileii-as, p>r ter S. M. o imp-.a ior ea-
e -ip ni o, felizmente, da molestia de que foi uc -
commettido Ao contrario, eu j agradec as uii-
nh'soraco;s ao Todo Poderoso a grande mere
que nos fez, livrando Sua Magestade de descer
sepultura, por isso meamo porque teaho ideas
adia.itadas, por isso mesmo que eu sou de cora-
cao repblica 10.
Compreheude V. Exc que se nos t:ves3inos a
desdita de perder o iinp'rador, quo tem ao menos
a qualidade de sor brazdeiro, ni 1 se polenio con-
tar actualmente eom a regeni>n*oao da paria por
meio la repblica, teriamos do s-r gov-ruad.s por
um rei estrangeiro, ia Basa de rieaus, e de mais
a ralis vinagre. V. Exc. deixo piasar a phraae
que bastante conhe ia.
O Sr. Viacoadc de Tabatingatas quem
eat- ?
O Sr. J is MaraO Sr. Cmde d'Eu.
O Sr. Viaconde de Tabatiuga\laa e le uo
rei.
Sr. Jos .VariaA menos que a casa do Sr.
conde seja uin?i cas* de G ncalo, a r per fas ou
per nefas, 1 S". C de de Orl--*n*, o francs, o im-
p^raJor do Brasil, a-; uao d-' direii ao mellos de
tacto.
Eu sin como a vclhrt de Siracusa, isto estou
tnuitu satifeit) com u governo do imperador ac-
111 vi. nio posqae o-t j 1 co.vencido 'le qae Sus
ALagstide idieii-i este pas, mas oorque Be pts-
eiuvis mal cun elle, prior necessariain -uta sera
com o seu susceasor.
Emitrida aaai n a mi o ha ot.iuia-. C.lvez idmir -
si v. Eii\ 1: a casa le qae ppunhu an req e
rimentodi m;u ilustre ct-liega p-do l-'i' distneta
Ms, Sr. or -. 1 -ate, e dos rerttenta-los; prefir o cita fro 1 refervid)
Si 1 '1-ic; ojtj if. ju to a '. a -a 1 10 ii^a-l li.
muito se cbi u> eonvalesc-s*n}a.
Smeare ligara 1 qu," os aobies d puta ios da
nai ria souocriin do resta beleeiin>*ni uo impera-
l-r, otra felicitar-ein-u 1 n>. ene fuer qiiao I -
.s mblts das d-iuaia pro vi n >ih*, qu 1 -t.i ; 1 ic-
innn id i, ji nviaratn -u Safc ttg -'> 1 uta
co i per iste f-lia rest ibe >. 1
II j ', qu-i a c 11-a pisaou. hoj ii':.Io ba
mais cauto do itnoeri.i era que nio : s 10 1 -iu
in mt S VI o Sr. 0 Pe Ir 1 d'Alca ... m
m.:- quatorza noinaa, aciii-ae res e! e lo; li -
j queja ui'igiem ioih se IcmO.-i ... -: >', da
p -i ir, lo profu 1J 1 Benti aeut do ab 1I0. d 1 gran
-I ou)moci', qtie esas o -. notici 1 1 -. iiil 'sti 1 de
qae oi acenmmettido Sua -1 --.-. : h'je, qu
as couaas -'utraram em sene eix j, qu a >n ick -
bomba on'rou no trilho, qu".n diz-r, mi: n Baude
j v I'.11 1 a l o ie Su* Me; a: ele ; j teu lo
S-< ; iid irr. t 1 u v>, j i o cald ten i 1 estra lo,
ni 1 vem m .is a p' ipisito es'a felicrtaci que se-
ria ex'emporiin a
laso se chama um mu ti 1 de MStopa tin tecid.i
lo seda, isso t prodaz uui resultado: Sut
Mngestade acreditar queou Pernambocoeat mu
to diatante 1 lrt". lo i r-perio e nii se auna li-
gado 1 ella pelo fi > tel -grantico, ou os depul .lu-
de Pitraambaco aio i:ui osjoruacs, u.io acampa-
nham o que vai pelo pair.
O Sr. Jacobina-Tambem amia ha ama outra
hypothcse.
l> -r. Jos Maris -ua Magostado uo ter noti-
cia de qu^ a Assembla de Pernumbuco asta reu-
nida desde o l.de Marco, e somente agora se lein-
bu de tclicttal-o, fir ueccssarum'in'i; mo jo.iz
a Hoeso reapeito. Dir qne nos som ia verdadeiros
macacoa, pois que 0 h -j -, muito tempo depo3 do
en rcstabelecimeiit 1, fasemoa aquillo que j tem
aido fi-ito esp utaneameote por muitas outraa oro-
vincias, onde traba hnn as respeet vas Aasem-
blas, e qu? s p>r espirito de imitaji) Iha eovia
moa essa reltcitac^io, de que anteriormente nio
eofritiimos. /
Votando contri o requerimer.to do nobre depu-
tado, direi que o restabeleciraento de Sua Mages-
tade, com quem ainda nio tive a dita de trocar
urna palavra, eom quem nao tenho relaeoes de
amizade, MIDO BConteceeom ornen Ilustre aun
io, dputiio' pelo 4" districto, me cauaou um
prazer mdizivel, urna satisfagan immens 1, porque
assim nio seremos to de presan governados por
um francs. (Riso.)
A) m-uos viva Sua Mageatade ma3 algn tem-
po at que o seu augusto neto cheguc idade da
e.saumir a alta admiuistracii d; governo, pois
nessa poca eu, liberal adiautad (quem sabe ?)
talv z taca propaganda no sen'ido de nina rev.i-
lui;o, nio cora o fi.n de tornar esta piina livre,
como d s-ji que sej 1, maa par que srcela a
Sua Mageatade o seu augusto neto e nao o fran-
cs que para aqui veio com urna ntftJ atraz e ou-
tra adiante, e que hj eat rico, porque d -no de
t ido3 03 corifos da capital di imperio. (Ruadas.)
/ Sr. PresideuteSua Altezi o Sr. Conde d'Eu
uio est em discuasao.
O Sr. Bario de Itapissum 19 Sr. Conde d'Eu
nao urna pessoa inviolavcl n stgrada.
Sr. Joo de UliveiraE' um cidadio eomo
outro qualquer.
D Sr. PresideuteMas nio est em discusso.
Nem tem ligacao urna cousa com a outra.
O Sr. Jos vlaria-Vou mostrar a V. Exc. que
t-cm.
Eu estou dando a razio porque desejo que Su
Magestade viva por dilatados anuos, e esta razio
nio termos de ser governados por Sua Alteza o
Sr. conde dos corrios.
Como V. Exc. sabe, a Cmara Mu-ticipil da
corte tem urna pistura que prohibe a existencia de
cortijos, entretanto Sua Alteza monopolisa este
ramo de negocio. Hoje Saa Alteza s que pode
ter corneos. (Riso.)
Ora, ae Sua Alt'za antes do ser imperador j
trausgride aasiin a3 lea couseivando como pro
priedade su. eortteos, qu- constituem o principal
loco de iifeccio da corte, e que concorrem poiero-
sam.-nt-' para o deseuvolvimentj das epidemias,
principalmente da teore araarella no Rio de Ja-
neiro, aaaumindo na redeas da gjvernaco do Ea-
tadb com certeza desrespeitar todas es nosaaa
leie; e um bello dia, quanuo acordarmo, estare
mos vendidos Inglaterra cu Franca. (Siaidis
no recintu e as galeras.)
O Sr. PresidenteAttencio !
O Sr. Jos MariaV. poia, V. Exc. quaiita aa-
tisfaco tu devia ter experimentado ao rece be r a
noticia do restabelecimento de Sua Mageatade ;
ar-parci-me mesmo pira fazer coro com aquello
Sr. deputado que da baooada opposta s-j levautasse
para apreaentar neste sentido nmi mocio.
O Sr. Joio de OiiveiraNos espiramos isto du-
rante muito tempo.
O Sr. Jos MariaEsperamos, e aqkji raesmr.
conversamos a respeito ; porm, desde que nenbum
d.s nobres deputados se lembrou disto em occasiio
opportana, me parece que hoje nio vem mais a
proposito, preferivel que passe o tacto desaper-
cibidamente, e assim voto contra o requenmento
do nebre deputado.
{Apoiados d opposicio.)
HtviSTA DIARIA
Aisembla Provincial Nio houvo
htntem sesaio por terem comparecido apenas 17
Srs. deputados.
A reanio foi presidida pelo Exm. e Rvm. Sr.
vigario Augusto Pranklin Storeira da Silva.
O Sr. 1 secretario procedeu i leitura do se-
guinte exp'dente :
Um officio do secretario do gov 'rno devolvendo
oito ejemplares das resclucoeS saneciooadas sob
na. 1,889 a 1,896.A' archivar.
Em seguida diasolveu se a teaniio.
O conde de BependyPelo telegrsm-
ma, que na seccao competentb puWicanoS, soabe-
moa qae fallecer bon^mna corte, na iladede
cerca de 70 annoa, o conde de Baependy, Dr. Brax
Carneiro Noguira da Costa e Gama, senador pela
provincia do Rio de Janeiro e presidente;da cma-
ra vitalicia.
O fallecido, membro prestigioso do partido con-
serva dar, era um cidadio virtuoao e dos mais con
siderados do paiz. O governo imperial o bavia con-
decorado com a grande dignitaria da ordem da
Rosa e o de Su. Magfestade Fidelissima com a
graneros da de Nosso Senhor Jess Cbristo.
Presidio diversas provincias entre as [quaes a
nosaa e sonbe aempie deaempenhar-ae bem das
altaa funceoea de que e achara iuveatido nestas
commiatoaa.
A aua rao/te causa profunda e sensivel impres-
sio no paiz.
Autoridades poli cate*- Por portara da
Praaidnncia % Provincia de 9 e proposta do Dr.
cbefo de polica de 6 do correte foi uomeado :
2. supplente do subdelegado do districto de Be-
lm Antonio Ferreira da Costa Pinto.
Por portara da Presidencia da Provincia de
10 o proposta do Dr. chefe de polica de 9 do cor-
rente, foi nomeado :
l. supplente do subdelegado do Loreto, 2." dis-
tricto de Muribeca, Jos Joaqoim de Souza Lima.
Embarque lom destino a Jatob nova
s le da comarca de Tacara! seguio hontem no
vapor S. Francisco Ua Coinpanbia Pernambucana
o Dr. Jos Novaea de Souza Carvalho, juiz de
direito dessa comarca, ucempanbaoo de S. Exma.
familia.
Desejamos ao nosso amigo e sua Exma. familia
boa viagem.
feMi-tia de Bibelr&o a BonitoA
nuuio da aaaembia geral doe acoiouista desta
empresa, aununiada para houteu, deixou de rea-
Usar-se por nio terem comparecido accionistas que
rjprcscutasseai um numero suflicieut de accoes
para a Couattnicio da ass.-mbla i,-,r il, p.-lo que
a respectiva directora fez nova cinvocacio para
0 dia 18 do corrente aj meio dia.
ciul Republicano Acadmico -Em
e'jsso de uoiitein resalveo esto Club que a se-
gunda conferencia fosan realisada uo douiiut;) pn-
ximo, s 4 horas da tai de no Toeatro Melpumeoe
Miiidense, sendo oraderea Cassiauo Lapes e Alci-
b a es Pocaiilii.
Ueniouslraco militar Por occasi 1
da missa quo manda resar h-.je ai 8 1/J b ras 11 .
igr j 1 da Santa Cruz S. Exc. o general cemman-
daute daa armas pelo rep-mso do bripaieiro Jua-
iuihuo Sabmo da Rocha, fallecido no Rio Grande
di Sul, haver demou-tracio por p-.rte di guar-
laicio cara I das aa soleumdades militares, to-
man io parte nesso acto ama brigada que sob o
comaiaulo do cor ucl Jos Thom i Goncalves
dar as acscargas do esfylo.
Cin neto de cu. ida de F. i o qae p.-uti-
.-ou o-nieui o Sr. te e ate Santos Naves com nina
pobre velha d 62 anuos de i iade, que a_.norrer
te fojt'i e quasi exhausta jazia abandenada em um
sota 1-1 e si u. .11 :.. ra de Dom ugoa Ji s
, quasi uu.i sobeo asaoalbd e apeuas co-
-1 .1 I'":. i, volv adose a custo
-.i uv;i de asqil r..-.-1 un aun lieiaereepira-id urna
; h r -. teti la e ii^upportavel.
r.tndn o .- r. Santoa N-veB notcii' d iniseravtl
1 dessa rauiher, apresaou-si co v. rifi mi- pef.
ra i.t-i 1 xai-t-.'. d.i qa c uvent-end
- .1 >r obseivcio propria, pr videnciou de 1
1 a r vestida a pobre v-lh. e remettida para o
hiapital h'e!ro II, onde foi eurar-se de en rtn a-
1 r i- .:. -. ..-i 1 star s Sri-n i .
L-n 1 I n id! tli ima i 1 .
do Sr. .'<:o ^ i vea a ;- id s
h MI .......'1.1-..:. : ni ; ;
... : :i 1 i -. -a 1 i :: i! qj
uar- a i-o ir mulh-r
A fclcova da Prlnceza t:iinbtM
- \ h erara i) ira /. 1 1 gi e t 11 : inha Ma-
ruiiii u 1, acaba de receber um volume, i :
tula oCima, era qu' Bu tr dus raiuia Marii
Sro.r', '.,'arolins de 11 -uiuwi .. r intn d-? 1 igla-
t-rri, '-i irgarida Mara 1 M li.-ia, A n; u'Aus-
tra, Isaocl de B'-V'cral rai-iba ny 1 i 1 ...
lina, rainha das Duas Siciias.
Esta obra adornada com qu-i'ro estampa
-. ni is a olf -i-r q 1 n ,-s fiscrain ura
llar.
C;tft<-IIJl>in>i' 1 .t. Ferr ir 1 .
C'U-noS boutem urna aova qualidade di b
olas, qu .si iguaea i.i lezi s <> issc^uro
une no fabrico las m-.-smis empr _-. psp.-yal mas
'.-r: 1 prima e q e na e-ratn con ilgurpa que
seja prejudicial a aau ie e aos que p ra .- Stia fe-
tem o angadas dieta.
.ai aoricadas na padaria da tu-a Ja Flore.tti-
na ti. 1 c deuominama- Sacan'lies f Artistas.
Obi-igados pelo presente.
Varna rectificar Se. -Pedi Sr. An-
tonio da Silva baria que dec'arassemos rem .-i i 1
ao--naa > os escravisados que liber'ara a u (5 imo
por engao nos informaram pus quo a cravisa-
di de nome Theo lora foi alfirnada por urna irm
do mesmo e isto j a algum tempo.
VictorinDessa cidade recetcm s o 11. 4 do
Meteoro quo uoticki o fallocimento do t-neute J 1-
lio Goocalves Lima ura ciso de vnrn ian
do e a abertura d.- urna aula particular par. nc-
niaas par 1) Isabel Gaivio.
OEtraxM no eatranseiroTio pouc is
v.-zes temos a satiafacio de encontrar 'i-'icace
juizo, que a respeito do nosso ;>;:z los no-sos
negocios emitte-seno esfrangeiro, que nio quiza-
mos perder a opportaniiade .1 reg trar as in
formacoea que assemb- g'ral d sionistas
doLmdu)nnd Brazilian li n-kdeu > resp :ti
vo praaidenie, Mr. John White Cater, que o diri-
ge a S5 anuos, acerca daa condicoes a.i Brasil
nos negocios financeiros :
Os accionistas do -Lon 1 an li 1; iliau Bauk,
r. o .i i -s n conh-cimen'o do relatorio e coutaa apres atados
pela respectiva directora, "virara do carado
Mr. Uater a exposicio do ioa negocios e
transacto-s io bar.c 1 d : Uncas -. adop-
tar, rclativim-'n'e ai fundo de reserva li\i-
dendo.
Par 1 fundamentar r. n y.r posta rcfcr: presidente do baaoo ao Brbz 11 uoa termo i os mais
lisongeiros.
Asscgurouqu: nii tiaha m?iv 1 para duvidar
de que e augmento das Lraosaccocs mercanfis e
piosperldade do Br.zil tosaem contiaaameate prc-
gredn I 1.
< O Brasil, disse elle, ima das r rioes mais
productivas do mund -, e t;isa de ura clima varia-
do, segundo as dlv r 1 latitudes i .- -i -xi.nso
t -rrir rio .
o A sua mainr necs Hade t-ra commu
cutre o littnral o interi ir p >r carainli > d ferro ;
em 18t2 nao tinhi o Brazil mais de 200 railbas
deesas estradas hojepjssu cerca de 5000 .
E" i c usa iracao moito importante e de-
monstra a previdencia e Babeloria 10 Imperador
que auiraou e xppressou as cmpres-i" par
le fim, que deu era resultado aograeul ir a rodoc-
cio do H.-ac.il e eofrtegutrit-mertce a sua importa-
- xportsgio .
* iL-1-ti .-am-no financas do paij, disss o
orador, que a divida total era ae 64:0>0:000 ,t-.-r-
hdoseqae esta divida representava, um pouco
insis de i 5 pdr b-abit-uit- -.
Para desfaser a impressio de que se achara do-
minados os qu.-. p.-nsara qu muito pesada ai
Brazil a despez que f'. c on a garanta de juros
ao capital levanta lo pi ra a construeva-o de estra-
das de ferro, lembrou o oraSor a circunstancia, de
tirar o governo brasileiro urna renda consideravel
dos caininh-s de ferro; o que concorria muito pa-
ra redasir esaa respoiisabi!id-.de.
Mr. T. Youle. qtie fazia paite da reanio, apre-
cian lo devidameata as palavras do presideute, re-
lativas ao Braz.l, asse^urou que ellas despertariam
entre os brazileiros sentiraentos de bonda-ie e re-
cirahecimento para com 03 directores Jo B.nc 1 e
produziriam b-nehci s elfeitos .
Estas informacoes foram extrahidas do jorusl
The Financial News, obseqniosam'-nfe forneedo
peloSr. P. Pinto, a quem agradecemos.
pVaafrasrts do ItaUa Pelo Sr. Dr. juiz
do commercio foi, hontem, julgada por sentenca a
ratificacio do protesto feito pelo commandante de
vapor Firapama da Companhia Pernarobuctna.
Wociedade Pbllouiatica Punccionou
hont- m sob a presidencia do Sr. Dr. Olintho Vc-
tor.
^Foi ida e approvada a acta da sesso antece-
dente. ,
Em seguida foi disentido o jury histrico sobre
o persongem Aou.bal, senil-.; P^ Sr. Ma-
B-I de A'aoj-) e advogado o sr. Franklm Gameiro
sendo o reo absolv*, unnimemente. ^^
Foi sorteado chromata o Sr. Franklin Gmae-o
e para dissertar a bre a these : Ua um dir.ltOde
r..priedade? o Sr. Jos de Castro.
Deve ser at tendido Remetteu-nos 1 m
nosso assignante o seguinte :
Rogamos a V. o especial favor de chamar pe^
la Revista Diiria a attencio de qaem compe_
tir, para ama sucia de individuos, que por falt

-,
',
.
HlEBlVEl
1


mhmb^BBB
Diario de PcraambucoSexta-teira 13 de Mai de 1887

"
'


v
de oceunaco, divertem-se "tt rapoau e m-
vadeen os litios albeios, em P.rn.merim, Jaqoe.
rae Aflictos, arrombaada mi oo saltando ai
mesmau, para acompatAaem o. cae, como fi*3-
ram na qaarta-feira ultima.
. Parece-me qae ha prohibico para semelhan-
tea divertiuoento, principalmente dentro dos Bi-
tios alboioe, porquanto oa seos donoa nao devem
sujeitar-se a ver grupos armados de espingardas,
a daiem tiros a asmo, os quaes alm de ainedron-
tsrem, poico acertar cm nlguma pessoa que v
passando, e teuhimos que lamentar alguma dea-
graca, pertanto inelnor s:r prevenir dj que
punir .
O fiscal da fregoesla qtte cumpra o sen devor,
fazeado respetar as posturas, que prohibem case
divertiinento.
rrlcae O delegado de termo de Limoeiro
prend- u no dia 9 do corrale a JooCapistraoo da
Costa Gomes, all pronunciada como injurao as
penas do artigo 169 do cdigo criminal.
O respectivo juiz municipal foi qaeic requisi-
tou a priso.
Club Or. Borboaa Xune Agrcola
Em gesaSo de hontem sob a presidencia do &r. J 10
Boaventura, resojvea este club eleger -ais as se-
guin^s commisboes:
De estatutos
Os acadmicos Sales Barbosa, Fructuoso B a
ventura e Calo u Vianna.
De contal
Os neademicos L:mos, Antonio Barbosa e Pi-
nieutel-
De festejo
Os acadmico* Miguel Vianna, Sales Barbosa e
F. Baavfutura.
Gazuia le Soyann* A de i do corren-
te, que recebemos traz as seguiotes noticias :
Est construido o novo matadouro.
__TJma das diligencias que sahira quinta-feira
desta eidaie para a capital, precipitou-se n'uina
gruta na altan do lugar TapyrusE.
Felizmente todos os passageiros pudoram saltar
antes que o carro cahisse ua gruta.
Pedimos aos Srs boleeiros que sejam mais cui-
dadosos, e a s Srs donos de diligencias que mu-
dis de horario afim de que o trajecto seja feito
durante o dia para evitar tactos dessa ordem.
m soldado do destacamento desta cidad
espancoi, pira as bmdas do lugar Quintas,
a urna muiher.
O subdelegado deu as devidas providencias
prendendo-o.
B' assim que devem proceder sempre as autori-
dades policiaes.
Falleeeu na endeia desta tiiade o preso de
nome Antonio Thomaz, que fra accommettido de
tebre palustre
Admira queja nao t .'uham morrido todos os pre-
sos ; porque o estado de immuudicia da casa
amarella indefiuivel.
Ao lado da prora ;tona publica est o dever de
pedir providencias acerca do mo estado hygieni-
co da pcbtilenta cadeia de Giyanna.
Falle eu no dia 3 do mei findo, a estimavel
e virtuosa esposa do mu honrado cidado Silves-
tre Ferreira das Dores
Paquete da Real Mala -Telegrama*
receb Jo da agencia di Bmia coininunici a sihida
do vapor Trent hautem 12 a 1 hora da carde, pelo
que d ve chegur fin nosso p irto no sabbado 14
pela maijh.
Orarlo inauguralRecebemos a que pe-
rante S. xc, lt/ma. o Sr. bispo diocesano, diver
sos sacerdot -s e bom numero de familias das miis
respeitaveis desta cmiial no sali de honra do .r-
phauato do coracj eucharistieo de jess, por oc-
caso da ahi abrir-se um concurso de instrucuo
religiosa para as mjca3, promovido pelas Exmas.
Sras. direet ras do mencionado cstabeleeimento,
na Urde do dia 23 de Abril do corrente auno, pro-
ferio o conego Ananias Correia do Amara!.
Agradecemos.
Caraar -Em 6 do correute escreveu nos o
nosso Corre.-poudente :
Est designado o dia 23 do mez uente para
ter logar a 2a Besso jadieiaria desta cidade^ ha-
rn io p-ucos procesaos a julgar, apesar de nao se
ter reunido a 1 sesao, em virude de estar em con-
cert a cadeia e de terem sido removidos os presos
para a Detencao dessa capitil. Em poucas cida-
des da importancia desta sao to iarua os crimes.
E' que a sua populacie distinguo-se pelo trabalho
e o trabalho a luz que atugeuta os crimes para
os antios da oeiosidade.
Aecrescente-se ao escudo do trabalho o da
inatraccao e mais e miis se restringir a esphera
do crime.
A ignorancia, essa escravido do espirito, o
factor mais poderoso do atrazo das nacoes, dos cri
mes que devastam sociedade e da miseria que
com tentacjlos de polvo abarca grande nu-nero de
infelizes.
E'ieerrou-je a matricula procedida em vir-
tude da 11 da le n. 3270 de 28 de Siembro de
1885 caen a inscripcao de 811 escravisados, nao
bavendo nem um arrolado. Iaformam-nos que o
numero de eser_vo3 da matricula de 1872 de
cerca de 1,300, en Jo portanto mnito menor o nu-
mero da act.ial.
Este facto gera!, tem-se dado em todos os
municipics e em todas as provincias.
u E' a escravido que se ra...
A questo da libert*c>o los escravos prapa-
gada, agitada na imprensa, nos comicios popula-
res, ganhou todos 06 partidos, toda. as hierarchias
sociaes, nao pode mais ser retardada Rio que
Tai se avoluman Jo em seu percurso e que desa-
guara uo ocano da liberdade, que attrahe a todos
os espirites, como a luz do pharol attrahe aos na-
vios em noite de tempestade,
A cmaucipac,ao dos escravos, como j disse-
mos em outro lugar, alm de ser um acto de jos-
tica de vantagens ecouomicas para o paiz, por-
que a produeyo agricala tcm augmentado e tenJe
a augmentar, a despeito da diminuicao sempre
crescente do elemento escravo, oao se devendo at-
tribuir ao movimento emancipador a crise que atra-
vessa a lavonra, crise accidental, resaltante da
grande lei que rege o mundo das trocas, a lei da
concurrencia.
A baixa dos productos agricolos, devida a lei
da concurrencia, um mal passageiro e resolve-se
em beneficio social, porquanto a barateza dos pro-
ductos, alargando a esphera consumidora, torna-as
accessiveis as classes pobres, e a sciencia appli-
cada s artes mecnicas, aperfeicoando os instru-
mentos de trabalho, garante lncro ao productor, di-
minuindo as despicas da prodaccao ou augmentan-
do a mesma produeco.
A emancipaclo dos escravos deve ser levada
a effeito, ainda mesmo que custe abalos econmi-
cos : A transformacao da larva em borboleta
tambem custa dores.
m Acaba de nos chegar s mios o numero em
que a Provincia resigna as insignias de orgo do
partido liberal.
Era casa esperada depois que o Jornal do
Recife pasaou a ser dirigido pelos Srs. Drs. U.
Vianna e S. Goncalves. Fa'ta agora a sagracao
do Jornal como orgo do partido liberal, o que nao
tardar muito.
A Provincia entretanto contina na arena
jornalistica, combatendo pelas duas ideas que con
substancian o seu actual programmaabali(o
dos escravosefederaci das provincias.
Segonda-fera:
A's 8 horas, na igreja de S. Frac.soo, por al-
ma de Luia Carlos Persira de Aratrjo.
raananelra*Sabidos para o sil no vapor
nac nal 5. Frafeitf: j
Joaquim Alonso e .> familia Julo Morena da
Silva Lin.a, Manoel l>5o Jos F. da Cunda Son-
to Maior e ana senhora, Niclo Jos de Sant An-
ua Dr. Jos Paul.no de Bnto Araujo, Dr. Joa
Nvaes da Sonta Carvalbo e sua familia.
Directora das otoraw e eoaaerva
rao doi poirloaBoletira mateorologic do
Sll de Malo de 1887:
6 m. J4-7
9 26'i
12 288
3 t. 28*7
6 26'8
760 "69
761">88
76138
?60>12
76')"44
TessSo
do vapor
19,04
19,53
19,25
17,82
18,12
a
s
33
83
75
66
61
70
i emperatura mximaJ9,75.
Dita mnima24*,70.
Evaporacao em 24 horas ao sol: 6,"1 s-om
bra: 3,-4
Cbuva1,""3.
Direccao do vento : S e SE, com pequeas in-
ten upcoes de SE de meia noite al 7 horas e 22
minutos da manb ; 8SK e S alternados at 9 ho-
ras e 5 minutos ; SSW at 9 horas e 55 minutos
da manhS ; SSE e SE at 10 horas a 52 niatos
da manh ; S, SSE e SE seguidamente, com inter-
rupc5o de 1 hora e 20 minu'os ESE at meia
noite.
Velocidade media do vento : 2',71 por segundo.
ebulosidaae media: 0.64.
Boletim do porto
Pra mar
ou
baixa mar
li. H.
P. .
B. M.
P. M.
Dia
UdeMaio
12 ie -M ji
Hjras
1 9 da tarde
734 .
2 6 manha
756
Altura
0,">49
2,'" 17
0,m77
2,16
Dr. Gama Lobo madico operador e par-
teiro, fetidencia raa do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 1 horas da manh s 2 da
tarde. Especalidade: mlostias e opera-
res dos org3os genito-urinarios do hornero
e da muiher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e partero
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1.-
andir, de 12 s 2 da tarde ; resiienoia no
Monteiro.
Dr. Manoel Argollo. R^sidenoia e con-
sultorio ra Duque de Casias n. 86, 1
andar. Consultas das 11 horas s 2 da
tarde nos lias uteis. Telephono n. 283.
Consultorio Homosopatlco
O Dr Miguel Themudo, medico ho-
mceipitico, tem o seu consultorio ra do
Bario da Victoria n. 1\ 1." andar, londe
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras. Chaados por escripto a qualquer
hora do dia ou u noite.
O Dr. Barroa Galmareg
Po.le ser procurado no esj'iptoro deste
Diario das 11 horas da manb.3 s 5 da
tarde, todos os dias.
Promotor publico
O 1." promotor publico. Dr Freitas
Henriques, mudou-se da ra da Aurora
para a da Uniao n. 5
sido comprado e pago por elle, e nSo pelo Dr. Pin-1 bem as provincias viainhss, onde hi livre con-
t, e apreteatou um recibo pascado por Vicente [ correncia I bto por demJt injusto, iniqu > !
r| Moureje a Provincia com toda a energa, com
toda a sinceri iade digna de urna cansa justa, pela
emancipado dos escravos, e ter a sen lado todos
os bomens de corac'.o aberto s ideas humanita-
rias, sem distinefo de cor poltica. A idea eman-
cipadora representa, se assim nos podemos expri-
mir, urna questo social e exclue o patriotismo po-
ltico.
A' margem, porin, a federaco quet poder
trazer prejaizos ao paiz, quebrando a ana unidade
administrativa e poltica. Mas nao afirmamos que
soja dosnecessana urna reforma no sentido de urna
descentralisacSo, lorm, simplesmente administra-
tiva.
o Debaixo deste ponto de vista, deve-se alargar
as franquas proviuciaes e munieipaes.
< Diga-se a verdade, o governo geral est so-
brecarregado de encargos qua nao pode bem des-
empenhar, e qau devero ser incumbidos aos gover-
nos provineises.
< Tal a reforma de que precisamos, deven-
do ser condemnada a idea de federaco qae a
Provincia pretende agitar e defender em suas co
lumnas. *
A,ellAeaF.ftectoar-se-hio:
oje :
Pelo agente Br\to, s 10 1/1 horas, ra larga
do Rosario o. 33, do hotel cinco naedes.
Maaaa fnebre*.Serio celebradas :
Hoje :
A's 7 1/2 horas, na igreja da Penha, pela al-
ma do major Miguel Antonio de Mello Tamborim.
Amanh. :
A'a 8 4/2 horas, na matriz da Boa-Vista, frea
alara de Domingos de Amorim Leo ; s 8 oras,
, oa matriz de Santo Antonio, pela alma da Bento
de Freitas Ou maraes Jnior.
Lotera ta are.byltaUis os nmeros
da Ia lotera da Parahyba em beneficio da Igreja
matriz e Santa Craa da Misericordia extrahida
em 12 de Vlaio.
3278 2u:0000C0
4301 2:000000
1292 l:00000
Esto premiados com 50)t :
3097 77(2
Esto premiados com 200 :
2214 4772 5972 6559
Esto pri-miad-'s com 100 :
494 1025 2476 2715 4723 5087 5109 5189 5718
7185 7465 7529
Ejto premiados com ."> I o :
55 1056 2868 3099 3166 3373 4066 4155 4293
4G65 4757 4863 4871 5802 6015 6873
7006 8640 93ol 9395
Approximacoes
3277 1251000
3279 125*000
431) ) 100*000
4302 lOOOOO
1291 40o;.o
1293 40*0JO
Oj nmeros de 3201 a 330J esto premia loa
com 15* excepto o da sorte grande.
Os nmeros de 4301 a 4100 esto premiados
com 10* exdepto o .da 2:000*.
Todos os nmeros terminados em 8 esto pre
miados com 5* excepto o da sorte grande.
Aseguinte lotera ser ex-rahlda no dia 2'J
de Maio.
I.lerla da provincia HOJE, 13
do corrente, s 2 horas da tarde, se extrahir a
17' parte da 3' lotera, em beneficio da Santa
Casa de Misericordia do Becifa, no consistorio do
igieja de Nossa Seubora da Couccigo dos Milita-
rea, onde estarlo expostas as urnas e as eapheras
a apnciaco do publico.
(.olera da rdrteA 204' lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:00000 ser extrahida no dia .. do cor-
rente.
Us bilhe:;s acharn-se veuda na pray da In-
dependencia na .37 e 39.
Tambem acham-se venia na Casa da For-
tana ra Prmeiro de Marco n. 23, de Martins
Fmza & C.
I provincia, pelo novo plano, cujo pramio grande
40:000*000, ser extrahida no dia 14 do cor-
rente.
Bilhetcs venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 ds Joao Joaquim da Costa
Leitc
Tambem ack.m-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco u. 23, de Martina
Fiuza& C.
Lotera da provincia to Paran
A 131 lotera desta provincia,pelo novo plano, cu
jo premio grande de 15:000*000, bo extrahir
no dia 17 de Maio.
B:lh*ted a vonda na Casa da Fortuna, ra
Primeiro de Marco n. 23, de Msrtins Fiuza & C.
Lotera e alagonsA 16 parte desta
lotera, pelo novo plano, cujo premie grande
de 15:000*000, ser extrahida do dia do cor-
rente.
Os bilhates acham-se venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortu
oa raa Primeiro de Marco nd 23, de Martin
PiuzaaC.
Lotera da provinciaA 17 parte da
3' lotera em beneficio da Santa Casa de Misen
cordia do Recife. ser extrahida sexta feira 13
do corrente, s 2 horas da tarde.
Os blhetes garantidos acham-sa yenda na
Casa Felis na prca da Independencia us. 37
a 39.
Tambem acham se venda na Casa da Fortuna
roa Primeiro de Marco n. 23, de Martins Fili-
za & C.
Ceotjlterlo PublicoObituario do dia 11
de Maio :
Jos, Pernambuco, 2 mezes, S. Jos; convul-
soes.
Oliodina, Pernambuco, 2 annos, Santo Antonio ;
diarrba.
Mara AmbroBna da Coneeicao Martins, Per-
nambuco, 16 annos, solteira, S. Jos ; myelite.
Affonao de Albuquerque Maranhi -, Rio-Grande
do Norte, 26 annos. casado, Graca ; cachrxia pa-
lustre.
Mara Josepha, Pernambuco, 20 annos, casada,
Graca : epilepsia.
Luiz Carlos Pereira de Araujo, Pernambuco, 45
annos, casado, Boa-Vista; desinteria.
L.uiza da Silva Ramos, Pernambuco, 39 annos,
solteira, Boa-Vista ; scirro.
Paalo da Costa Baltar, frica, 56 annos, soltei-
ro, S. Jos ; leso cardiaca.
Pedro, Pernambuco, 60 dias, Santo Antonio ;
eclampsia.
Augusto Castiliano de Lacerda, Pernambuco,
55 annos, viuvo, S. Jos ; desinteria.
Joao Chim, Chioa, 58 annos, s'.lteiro, Boa-Vis-
ta ; febre typhica.
Mariana, Pernambuco, 80 annos, solteira, Boa-
Vista ; cyrrhose do figado.
Anna Polvcarpa de Sonza Pinto, Peinambueo,
70 annos, solteira, Boa-Vista ; ulcera gangre-
nosa.
Manoel Joaquim de Menezes Amorim, Pernam-
buco, 52 annos, viuvo, 8. Jos ; carcenoma.
Severino,Pernambuco, Graca; remettido pala
polica.
O Dr. Milet mudou seu esiriptorio de
advocaeia para ra do Duque de Casias
n. 50, 1. andar.
;;ru-aria
Francisco Manoel da iiiva & C., dapo*
taos de todas as especialidades pharms
couticas, tintas, drogas, productos chimics
e medicataeutos homceopaticos, ra do Mr-
quez do Olinda n 23.
Drogara
Faria Sobrinko'& Q. droguista por atta-
cado, ra Mrquez de Olinda n. 40.
Herrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina ds carapina
de Francisco dos Santos Macado, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, uompra-se e vendse madeiras
de todas as qualiclades, aerra-se madeiras
de conta alheia, assim como se preparan)
obrusde carapina por machinas e por pre
co sem competencia Pernambuco.
Sil ven o,
Ji v o 8r. Maia que 3o fomos ui que o pr :-
curamos ; e stm o Dr. Pinto que o apresentou co-
mo oomprador de tal demento, o quo era por ns
absolutamente ignorado.
Para que pois pro3ara 8. S. aventar Inutil-
nienH propo3c5es inexactas, e deenoontre as pro
prias daclaracoes de sea ex-patrio ?
Srramos no ainda qae eattmis ag^tando ou
creando pretextos pata fug' rsponsabilidade
qae nos cabe ?
Finalmente anda lo-xacro que o Sr. Maia nos
tivesse chamado a jaiti para pagr-lh am ouSra
partida de cemento, alias comprada por um prec
muito ragulr (2*200 cida Bel* barrica) a
Vicente Silverio, anres ou ao m^smo tampo em
qua foi chamado a depor perante o Dr. delegado,
vista com') sbente tres dias depois do em que
eateve na delegada, toi quj t'.moa citados pira a
conc'liucio relativamente a esse negocio.
Ha portanto trez proposices evid'-o'emente ine-
xactas no artigo assiguadi pelo Sr. Maia o com
que pretende justir-se parante o publico.
Agora, outros tpicos do a.-tigo do Sr. Maia.
Nao pretendemos, nem nuaca havemos pretendido
que outrem que n) nosso socio nos hicros, o
seja nos prejuizos, como insina o Sr. Maia.
Se porm nao temos essa preteiiQ:ii>, temos i n-
tretantooutra mais rasoavel e justa, que a se-
guate :
NSo consentimos e nem consentiremos que ou-
trem ae locuplete nossa custa, comprando legti-
mamente por trez a um nosso euopregado, o
que nos custou cioeo principalmente nao po-
dendo esse <- outrem ignorar a impossibilidade
do preoo, pelo qual Ihe era ofierecila a merca-
doria.
E a proposito de proco, pedimos instantemente
ao Sr. Maia que publique essa to fallada > cer-
tido, que diz possuir; pois c.:nhecemos perfeta-
mente a historia d'esse cemento de 4*600 a barri-
ca e quer.inos mostrar ao publico o valor de tao
preconisa io documento
Finalmente campre-nos diser ao Sr. Maia que,
quem procede, como temos procedido, nao teme as
leis, nem os magistrados, e que nao sabemos a que
vem o senhor dizer, asaumam a responsabilidade
da asseveracilo etc.
A responsabilidade de tulo o que escrevemos em
nosso artigo anterior est ussuuida por us, desde
que firmamos o menino artigo.
Qner, porm, o senhor saber s que significam as
expressoes sangra em sande, .> e o barato
sahe caro ?
Quem par que deeUmamos trate de Tarificar
esses factos com eeus proprios olho vendo e con-
versan lo con ditos omoiaes e apreadixes. Visite
a fabrica e dir se j vio alguma to porca e com
offieinea e aprendiera tjo rotos e trapilhos e quem
saba se esfocoeados !
Ouvimos qje ha pouco tempo anda va um tece-
13o desta fabrica mendigando o pao quotidiauo,
pofqaj a fabrica nSo tiuha fio para os tsares, e
elle nao sabeodo outro ofileio, nem tendo m -ios
de transportar-38 para ootra provincia, via-se
obrigado a esperar que aqai houvesse servido.
Por todas estas o outraa razo -s a ._ ,n-i i, r i^'j.-
que a ia'ellgincia do leitor supprir, \-ae que a
proro sao injustas e illegaes, e nao tem razao de ser,
seui para augmentar os lucros dos accioniatas e
afugeotar a pacficos h uteis industriaes que de-
eejam montar oatras grandes fabricas nesta pro-
vincia.
Para animil-os, bom soria que a lei que eoafe-
rio a prorogaco fosse quanto antea revogada.
Da companbia aefml habituada a esbinjamen-
tos, erros e a inanej os. qae deixamo3 de qualificar.
nada mais ha que esperar, senao que v d<" mal
peor.
Recit-, 11 da Maia de 1887.
F.
P. S. D -pois de escripto o precedente artigo,
vimng o qae foi publicado D3a Ilustrada redaeco
do Jornal do Recife era 7 do corrente sob a epi -
graph 5 Privilegios Provinciaes.
All se v muito judieosa e jurdicamente de-
monstrado e prvido que o poder geral umeo com-
petente par conferir privilegios, p. pode fazel-o
aos inventores.
D; accordo : apenas convindo declarar que eao
paiz novo, inculto como no Brasil, na falta de in-
ventores, devem ser a estes e juip iradjs os in-
troductores.
O inaparcial ao Sr. auouyeu
A missao do denunciaute ou aecusador
ao to aimphs, coaio suppoo os Srs.
anony.uos, portanto dispara a capa qua os
encobre e o professor de S. Bjneeto,
nao precisando do defendentes, por si se
jutiijar. Se o qua disse o Iinparciai,
firmado em valiosos documentos, o exis
tentes na reparticao da Instrucgao Publica,
nada vale, muito menos valerao os artigos
Francisco Antonio de A!bu ju:-rque Mello.
Emygdio Ricardo dos Santos.
Jos Agostinho Angelo.
Joa Luiz Peres de Carvalho.
MnoeI Mondes da P>z.
Jo& Qjncalves da S.l.a.
Joao Francisco Aires de Almeida.
Jos Felismino d'j Audrade.
Manoel Marcelino do Sicramento.
Andr Martins da Costa.
Manool Guilberme do Nascimento.
Dionisio Jus Dias.
Luiz M*n>el de Franga.
Manoel Canuto de Sint'Aana.
Adolphe Jos de Souza,
Pedro Evaristo das Chagas Moura.
Ildefonso de Torres Pereira.
Manoel Esrjjeraldino Bandeara.
Antonio Duarte Correia.
Jo2o Fran isco de Almeida Lima.
Jos Nogu ira da Silva.
Mor Jomas
As Ex'uas. Sras.:
D. Hypolita Cassiana dos Santos.
D. Caciliana Dias da Gama.
D. Anna de Santa Rosa
D. Theophila Mari a de Amorim Lima.
D. Martinianx Maria do Espirito Santo.
D. Olympia Maria Cesar de Mello.
D. Maria Luiza do Espirito Santo.
Esposa do professor Antonio Pinto de Mo-
raes Tartaruga.
'orciun-
PBLH14C0ES A PEDIDO
Ad publico
INDICARES OTIS
Medico
O Dr. Lobo Moscoso, de volte de sua
viagera ao Rio de Janeiro, conntia no
oxercicio de sua profissao. Consltuas das
10 s 12 horas da manha. Especialdades
eperacSes, parto e molestias de arnhoras e
meninos. Raa da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1." andar da casa
a ra lo Baraoda Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Seto de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade o. 25.
O Dr. Castro Janu tem o sea consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
soDrado.
Voltou no Diario de hoje o Sr. Jos Joaquim
da Costa Maia, sob a epigraphe cima, a disentir
de novo os tpicos da recapitulacao do iuquerito
procedido contra ujssj ex-caix iro, Vicente Sil-
verio ie Souza, que Ihe sao relativos.
J modifieou o Sr. Maia a sua hngnagem em
relaco ao mesmo iuquerito, pois que, tendo dito
arrugautemente em Beu primairo artigo que erara
inteiramante inexacta*' as proposi(3es do Dr.
delegado relativas uo pre^o do comeoto e a ler
sido o mesmo cemento vendido ao Dr. Gou^alves
Pinto, agora diz ter feito smeute ponderaciocs
a acerca de algumas propoaices que se encontrara
naquelle relatorio e as quaes estava envolv-
do o seu nome, proposices que sem faltar com o
respeita havido (?) a autoridade, attribue a de-
claracoes nossaa, etc.
l'. oiuignau.lo essa modificaco de lii^uagem do
Sr. Maia, devemos de novo dizer-lhe (j i que
S. S. fez-3e esquecido, do conaelbo que Ihe demos
em nosso artigo anterior) qjj o Dr. aelegido nao
firmou-se, nem poda Mrinar-se em declara^oes
nossaa, e sim em muitas e diversas provas que
que constam dos autos do inquerito, e que i r.ui
devidameate a'tendidas pela mesma auturidade,
quando teve de apreciar o mesmo inquerito pira
remettel-o autoridade judiciaria.
Para que est pois o Sr. Maia a repetir propo
sires cavilosas, e a attribuir nos o desejo de ta
z.-r recahir o nosso prejuiso sobre torceiros ?
Nao sabe S. S. que o Dr. delegado ao se dri-
zara levar comento pelo que Ihe dissessemoa,
e aim procurara descobrir qual a verdade do
fado ?
Ou julgar o Sr. Maia quo In de justificar-se
peraote o publico e j cominercio com a allega^o
repetida deas i balta, em qae ninguem acredita ?
S -b jui o publico e o commercio, e consta da
recapituladlo do inquerito que foi publicada, que
o nossa ex-caxero recebeu contas,e aprepriou-se
de dnheros qua n38 pertencam, pagos por di-
versas casas commerciaes desta pra^a, com que
tinhamos transaccoes. .
Entretanto neuhum "destes commerciantes foi
por nos incommodado, a a todos fizamos ver que,
leudo elles pago em boa f, o prejuizo seria exclu-
sivamente nosso.
E preciso notar que esse prejuizo reunido sobe
a alguna coutos de rea.
Como pois pretendemos assocar outros a nosso
pn-juizo ?
A questo outra muito differente, e justa-
mente por isso que o Sr. Maia tem feito gemer os
prelos.
Com S S. no se deram as mesmas circunstan-
cias que com os negociantes, com que tinhamos
transaccoes ; e das averiguado s orocedidas pelo
Dr. delegado ficaram evidentemente provados os
sgaintes factos, alguns dos quaes a mesma luto-
ridade apoatou em seu relatorio :
1'. Qae o Sr. Maia dis ter comprado a Vicjnte
Silveno urna partida de 2,716 meias barricas de
cemento, marcaElephaate, a razio de 2i6500
cada meia barrica, entretanto que ento (a ainda
hoje ap-'zar da grande quantidade que abarrota
o mercado) o cemento daquella marca era ven-
dido a razao de 40JO cada meia barrica.
2-. Que dito cemento fra vendido por nos e
por 'intermedio de Vicente ao Dr. Goocalves
Pinto, de quem S. S. era ento simples emprega-
do, a razio de 34800 cada meia bairica, como foi
escripto pelo proprio Vicente em nosso livro de
vendis.
3-, Que nessa cooformidade, mandamos a or-
dem para o trapiche entregar o cemento ao mes-
mo Dr. QuilrilM Pinto, nico propretario do
mesmo que conheciamos.
4-. Que esse comento foi efectivamente en-
tregue pelo trapiche a um empregado do mesmo
Dr. Gonealves Pinto, que adirmoa pertencer a
este a dita mercadoria.
Estes sao os factos que esto exuberantemente
provados no inquerito, e de cuja verdade nao se
quer mostrar convencido o Sr. Maia, que preten-
de cobriro sol com a mo oppondo emente a
sua atfirmaco ao depoiinento jurado de testera i-
obas insuspeitas, e maiores de toda a excepeo.
Alm disto, campre-uos destruir algumas pro
poeicoes menos exactas do artigo do Sr. Maia.
E' falso que tivessemos tido transaccSo algu-
ma e em tempo alguno com o Sr. Maia, a quem
smeute conheciamos de nome e como empregado
do Dr. Pinto, tanto assim que de nossos livros
nao coala o aome do mesmo senhor, nem jamis
nos constoa ser o mesmo commerciante.
Be o Sr. Maia fez algumas vezes transaccoes
com o nosso ex-caixeir, o fez cortamente, pelo
meaos para nos, sob o nome do Dr. GonC/alves
Pinto, nico com quem temos tido transaccoes e
em cujo asme temos dado todas as ordens para o
trapiche taser a eutrega de mercadonas, .como
declarou em seu depoimento o proprio empregado
do mesmo Dr. Pinto.
E' tambem falso que, como diz o Sr. Meia,
n nos tivessemos dirigido a S. S. para indagar
o acerca da transaeco relativa partida de ce-
ment pela qual figurava o Dr. Pinto como res-
i ponsavel >, visto como nunca nos passeu pela
idea qae S. S. como simples guarda-livros de
urna casa, cestamasse fazer transaccoes superio-
res a dez contos de ris, e isto por sua propria
onta particular.
O qae efectivamente succedeu e coasta do au-
to de perguntas a qae responden o Dr. Goncalves
Pinto, foi o aeguinte :
Tendo o socio Sulzer se encontrado com o dito
Dr. t'iuto em am hotel na Lingueta no da 12 do
mea paasado, e fallan io-lhe sobre o pagamento da
referida partida de cemento, este disse-Ihe que-
nada Ihe devia, e ooavidou o a ir a seu escripto-
rio para verificaren] tal negocio. Ahi chegando,
o Dr. Pinto chamou o Sr. Maia, qae era seu em-
pregado, e ento este disse qae o cemento havia
Sangra em saude significa o acto de al-' e perguntas dos Srs. anonymos, a quem
guem, que temeodo urna responsabilidade futura, nao mais responderemos, porque nSo gos-
procura defender-so e jnstificar-se, antes que al- tamos das raasCi-ras.
gera o aecuse
E o barato sabe caro significa que multas
vezes julgtinos realiaar boas negocios, e nao pro-
curamos olhir pira a boa ou ra f que preside ao
mesmo, e poateriormente vemo-nos obrigado3 a
andar pela polica e pelos tribuns.es, e at a re-
correr imprensa para provarraos que procedemos
com lisura, gastando assim em urna e ou'.ra cousa
0 lucro que auferiinos do mesrao negocio.
E isto o que succedeu ao Sr. Maia, que hoje por
todos os meios procura justificar-se da boi compra
que fez, chegando at a chamar-nos calumnia-
dores o (injuria que lh devolvemos intacta! e
aineaQar-nos com as leis e tribnica do paiz, como
se urnas c outras exstissem para desabito de seus
desaeitos.
Fique curto o Sr. Maia de que nao c stura mos
recuar em cousa alguma, o que as suas bra-
vatas nao n s intimidar o, e manos nos d-rao-
vero do proposito em que estamos de fazer valer
os nossos direitos.
Defenda se como quizer e puder, mas ha de en-
coutrar-ucs na estacada, tola a vez que empres
Recife, 12 de Maio de 1887.
A *. Exc. o Sr, presidente da provin-
cia e ao Dr. in*peclor geral da in
Ntrucro publica (
Descubrmosnos !
Insiste o professor eontractalo d S.
Benedicto, julgirse defendido, quando
ate hoje, reu ooafesso do tolos os absur-
dos denunciados.
Si ha documentos ni Instrucyo Publi-
ca, a sr.u favor, n,\da valera ; pirqua de-
vem ser do delegado litterario, que seu
proprio pai, ou de seu substituto, qua mora
em PanelLs e qua s graciosamente p>-
der-me-ha dar taes documantos.
E co.uo provoca a contar a historia do
que chama sua famia, com
alguma re-
tarnos cavilosamente intencois qia nao temos, ou pugnan ;ii tal o hei, etabora na tanha gei-
aventar pr.posicoes inexacta?, como f-z era seu ,0 para rovoiyer Ua,a
artigo de h ij
Kicite, 12 de Maio de 1887.
Sulzer Kiuffmann & C.
O privilegio ciii beaellcio di
c-oiiip inhSu de i !<'Sn c tec*ido3
de Pcrnambiicii.
III
Indevidamente prorogado disscn os era no 330 Siqueira.
Precisando porem, para um histrico
des absurdos de S. Benedicto, de docu-
mentos e nforma^o.s exactas, peco ao res-
peitavel publico, um praso para ir buscar
' a verdade e trazer-lhe.
Entilo provarei que : nao pode oceupar
, a cadeira de S. Benedicto, o Sr. professor
procedente artigo.
Vamo sustentar o que ento avanzamos, espe-
rando convencer a nossos leitores a at aos ac-io-
ii'sf 13 mais'honestos, como esta provocaco in-
justa c immsrec.da, prejudicial provincia e
industria textil, especialmente a classe operara,
Nao ple aer delegado litterario o seu
piopri-j pai ;
Nao precisa destacamento em S. Bene-
dicto j
12 tiaalmeu'.e q ie a bem do servigo pu-
a favor aos quais anda n-.nguetn se loinbro'i de u; c _;l:.\J-. i-in A d
, ,. 6 i buco, a familia poderosa (!) de b. B^ne-
elevar a voz n esta questo. i ..
A Asserabia Provincial de Pernambuco to ; lct0 d_^ve 8er redusida a SUas legitimas
cautelosa e restricta se raostr^u no biennio de proporco ;s.
1870-71 que autorisando a presidencia da pro Quanto ao elogio do imparcial, vale tan-
vmcia que eatj era o Exm. Sr. couseiheiro Por- _.___.__e .. j .
. ,, i -j ,n t0 quanto se loase mesmo assign.ido pelo
tella, a coatractar o privilegio requerido por 10
annos t nente, exigi concurrencia e contracto, proprio or. protessor.
para ser adjudicado a quem melhores vantigens 12 para qu o Exn. presidente da pro-
offerecesse. E foi d'esta sirte que o eaprflzario vincia nao pense que queseo de anonv-
realson o contracto de 5 de Fevereiro de 1872, -_ :. u. j. u j- .
j j r,,. o mos, assieraar-rae-hei de hora emdiante,
peraute a presideucia ejuata do ThcsiuroPro ,.' uu.ui=,
vincial. pedindo providencias contra os absurdos e
Ao contraro Jesta restiiccjio a mesma Assem escndalos de S. Benedicto, acobertados
bla no biennio de 1881-82 revivando o program- j pela politicagem.
ma de favor aos amigos, nao a decretou pela lei r- i j o j
n. 1,596. de 21 de Junho de 1881, a proroga9ao do Joso hJnac dos antos-
referido privilegio, j4 enlo em ralos de tere, iros ; """
como era a ultima peticionaria successora da ao j ['lO'P'lA
eiedade commanditfria, a qual o emprezario havia : HlvIJilWP
transferido o primitivo privilegio e contracto, co- D03 devotos que t.n de festejar o Senhor
rao tem desde ento subvencionado esta fabrica, n,_ t,,. i, "U.^ :_; j
___..,,..;...___.________;___... i__' lom Jess das Lhaeas na Igrea de
posto que indirectamente com um imposto sobre o
pauuo por outras produzido.
SubTenco que a principio foi calculada em 15
a 20 contos da res annuaes ; mas que actualmen-
te se acha abmivamsnto elevada a 37:O'Jj pelo
contrabando que o articulista X denuncicu pelo
Diario de 24 de Abril, sem que a prodcelo ti-
vesse augmentado.
Isto escandaloso !
O-a, podeao as Assem blas conferir prorogaco
de privilegios ?
Nao : porque se duvidoso que ellas teuham
competencia para os conferir aos introductores de
novas industrias ; tanto assim que ainda no anno
precedente vimos o presidente da provincia negar
saneco com muito bons fundamentos diversas
resolucoes que os conferam e a acual As embica
conformar se com a conveniencia e jostic* deste
acto ; como adraittir-se qae ellas possam ter com-
petencia para conceder prorogaco de privilegio
para exploraco de urna industria j conhecida
e explorada ni provincia?
Aiuda mais : em favor de terceiroa qae nao fo-
rano d'ella inventores, nem introductores, e com
prejuizo da industria do paiz e de seas operarios .'!
Fizeram-o, esqueeendo-se de quanto prejudi-
cam provincia, especialmente aos ltimos, que
tanto carecein de proteceo. Mas foi um atten-
tado contra o livre exercicio de urna industria li-
cita j conhecida no paiz, a explnracio da qual to-
dos tem iguaes direitos : nao tmente os accio-
nistas da companhis, como tambem outros capi-
talistas e mdustriaes, e especialmente 03 pobres
op-rarius, oflieiaes e aprendzes.
Pzeram-o, portanto, injusta e illegalmente e
por S30 nenhum valor tem a concesaao quando os
pn-judcados pretendam montar idntica fabric e
rec.amera o sea direito.
O goveroo imperial tem por diversas vezes de-
clarado que asassembias proviuciaes sao incom-
petentes para conferir privilegios de invenco ou
introdcelo de industria nova, sendo nao obstaute
tolerados, quando nao ofFendem direitos adqui-
ridos .
Igualmente o conselhe de estado, que sempre
den pro vi ment s reelamacoes, declarando nullos
alguns privilegios.
Como preparo para opportuoa reclamaco, cons-
ta-nos que o primitivo eoncessionario e introduc-
tor desta industria na provincia, fizera em tempo
o compete ote protesto, para garanta de seas di-
reitos.
Se este protesto existe, nao nos admiraremos se
a actual companhia ou seos successores forem al-
gum dia obrigados nao a a renunciar a proroga-
co do privilegio, cerno ainda a pagar aos preju-
dicados as percas o damnos que forem devidos e
seiam ajustados.
Dissemns que a prorogaco do privilegio ottan-
dia nao a os direitos do introductor e outros in-
dustria-s, como at o dos officiaes e aprendizes.
Vamos agora advogar a causa, destes ltimos,
como de interesse geral, e mais careoedores de
proteceo.
Pois am operario que d tres ou qaatro annos
de aprendizagem percebendo apenas no pnmeiro
e segnndo 20) a 4j0 rs. diarios para comedorias
e 600 e 800 rs. uo terceiro e quarto e 1 no quio-
te, deve ser cnstrangido a permanecer nesta ni-
ca fabrica privilegiada para ionpr to mesquinbo
salario aue mal chega para matar a fome e eobrir
rnaaez?qa,doaJrecemo|duplo, como perce- Scvenno Nonoso de Barros.
gas na igrej
Nossa Senhora do Paraso, no dia 3 de
Julho do corrente anno.
Provedores por eleiclo
Os Esms. Srs. :
D Jos Pereira da Silva Barros.
Dr. Pedro Vicente de Azevedo.
Brigadeiro Jos Carindo de Queiroz.
Revoo. vigario Bazilio Goncalves da Luz.
Provedores por devocao
Os Illms Srs.:
Major Joiquim Ignacio Gongalvesda Luz.
Vigario Aoierico Novaes de Mello Avol-
liny.
Jos Soares Neves.
Tenente-coronel Manoel Pereira Lima.
Provedoras por eleico
As Exmas. Sras. :
D. Joaquina Machado Ramos.
D. Thereza de Jess Machado Pai va.
D. Rioarda Olympia Ferreira Cezar.
O. Mara Amelia de Qouveia.
Provedoras por davogao
As xmas Sras. :
D. Joaquina Portella de Souza Leo.
Esposa do Sr. tenente Christjvo Gongal-
ves Guerra.
D. Marianna Pereira do Carmo da Suva
Pinto.
D. Carolina Pinto de Magalh2e3.
EscrivXes por elaijlo
Os Illai3. Srs.:
Or. Amonio Jos da Costa Ribeiro.
Jos Ferreira Dourado.
Irmo Manoel Jos VieirB.
Professor JoSo Lindelino Dornellas C-
mara.
EscrivSes por devogao
Os rilms. Srs.:
Dr. Jos Domingues da Costa.
Antonio Pinto de Magalhaes.
Carolino Jos da Cruz.
Joao Domingues Pinto de A. GuimarSas.
Escrivas por eleicSo
As Exmas. Sras. :
D. Julia Maria da Silva Tavares.
D. Joanca Baptistada Puricac3o.
D. Maria Candida de Barros Reg.
D. Antonia Bazilia Baudoux.
Escrivas por devojSo
As Exmas. Sras. :
D. Maria Francisca Xavier de Oliveira,
D. Paulina Annanias dos Santos.
D. Eufrozina Rosa da Silva Reis.
D. Maria Francisca de Barros.
Mordomos
Os 111 ma. Srs. :
Esposa do professor Manoel da
cula Ferreira.
Espasa do professor Maa el Bnto de Arau-
jo Novaes.
Espesa do professor e nosso irmao Manoel
Fernaades da Paixo.
Esposa do professor e nossn irmao Anto-
nio Martins Via:.na.
Esposa do professor Jos Francisco das
Ch.igas Ribeiro.
Esposa do professor Cnlido Jas Rodri-
gues de Lima.
D. Luiza. tilha do rojor Emygiio Francis-
co de S. Magalhaes.
D. Rosa Mcrenciaua de Souza.
D. Rosa Maria do Espirito Santo.
Esposa do Sr. Joa Ferreira Lopes.
D. Maria do Carmo, tilda do irroSo Sau-
tinu.
D. Maria Carolina Ramos.
Provedores protectores
Os Iilms. Srs.:
Coramendador vigario Manoel Moreira da
Gama.
Profe.sscr Sabino Ramio de Luna Freir.
Capitao Teolindo Augusto do Reg.
Capit'o JoSo Francisco IIimetorio Por-
tella.
Padre Julio Maria do R-go Barros.
Francisco Figu ^iro i de Faria.
Neg :i*nte Joaquim da Silva Salguairal.
Negociante Carlos Bot^lho de Arruda.
Antonio Heriniuio de Senna.
Professor Marcelino Clcto Ribeiro.
Dr Augusto Carlos Vaz de Oliveira.
N'.'gociaute Jos de Barros Filho.
Negociante Domingas Fernandes Brag>i.
Negociante Manoel Gleuacntino Ribeiro.
Negociante Jos das Ncves Pedrosa.
Manuel Joaquim do Carvalbo.
Provedoras protectoras
As Exmas Sras. :
D. Maria do Carmo da Annunciayao.
Professora D. Maria da Coneeicao Aze-
vedo.
D. Maria Barbosa da Paixao.
D Maria da Purific cao e Silva.
D. Maria do (armo Rodrigues da Silva.
Esposa do Sr. director do Arsenal de
Guerra.
Esposa do-Sr. mijar Antinio Villela de
Castro Tavares.
Esposa do Sr. Manoel Joaquim Ribeiro.
D. Auna, filha do irmao exprovedor e
bemeitor Joao Policarpo Soares Rasas.
D. Marianna Emeteria de S.
O. Amelia Rodrigues Guimaraes Leite.
D. Chrittiana Augusta Duarti Radrigues.
D. Maria da Concei.ao, mai da nos30 ir-
mao Manoel Victor de Mello.
Esposa do Sr. Tobas de Santa Rosa P.
de Barcellos.
Irma Thereza.
Tlieodoro da Silva Campello,
Secretario.
Commendador Manoel Moreira da Gama,
Vigario da freguezia.
e
atiento ao
Alagoas nova pomada ^^^
Lendo sob essa epigraphe a raofina de
um senhor indignado, publicada no Diario
de Pernambuco de 27 e 28 do prximo
passalo contra a lotera da provincia, em
que sou taxado de m f e ardiloso, sou
forcado a vir iinprcnsa em attengao ao
publico.
A 16* loteria da de premios
no ha razio para estranhar
que passo a expor.
Pao'o de impasto geral e beneficio 2o i0,
afora o impasto provincial, sello, etc. ; a
lotera da Parabyba paga sobre as 2 ru-
bricas pimeiras apenas 11,33 [0, desde
que do imposto geral retira 7 [0 para au-
xilio das despezas, entrando assim apenas
8 o. e quanto ao beneficio paga 36:000;>
poranno, para extrahir nesse espaco de
tempo 6 loteras de 200:000,5, com a emis-
sio total de 1.200:000$, pelo que d de
porcentagem 3 33 % que com aquelles
8 io pretaz os preditos 11,-33 (0-
J v, pois, o publico onde est a dit-
ferena que ta.) incommodou o senhor
indignado para seus fins.
Poderia deixar essa missao para a mo.
finara, que, se tivesso alguns sentimentos
nobres nao atirava pedras a telhados
alheios, quando tem os seus de vidro tao
fino.
Nao colhe tambera a nvenjao sobre a
grande loteria desta provincia, cujo plano
foi approvado devidamente por acto do
poder legislativo oudo ficou estipulado o be-
neficio, e essa lei nao foi anda derogada.
NSo ser feita a 2' extrac?ao no da 7
de Maio, como j mandei annunciar e pre-
venir meus gentes, perem o sei em bre-
ve, e para o que opportunamente annun-
ciarci o dia certa.
Tambem nao exacto que eu mande
vender bilhetes por mais de seu valor.
Quan.o s demais bellezas em que sou
chamado de mentiroso; homem de m f e
tuti quanti de maligno fermentou no cere-
bro do motinista, sao mimosas e aromati
cas flores, proprias tao somente do jardim
que as produzio, e para onde as devolvo
com t>da a sua fidalguia.
Maeei, Io de Maio de 1887.
Manoel Jos de Pinho


te
Diario de PcrnambaeoSexta-feira 13 de Maio de
i
1SS7
AaaeaknlM peioral
350
s
Por meio da poderosa accio deste remedio irre-
sistivel, RS enfermidsdes d garganta e dos pul-
ules se dissipam e se desvanecem como por en-
cantementj. ., .
Aouelles que padecem de asthma, e se acharem
auaai que privados de guardar urna posicio hon-
sonUl, dorante annos iuteiros, principian res-
pirar coro facilidade e dorme tranquilamente le-
pis de haverena tomado algumas dejas deste deh-
cioso e admiravel zarape.
A tosse angustiosa e violenta, as fortes consti-
pacoes, o sangue dos pulmds, a roquidio e perda
da vos e todas as molestias do peito e da tracha,
que tem urna tendencia fysica, se curam promp-
ta e radicalmente, mediante o uso d'este remedio
suavisador.
Fortifica e vigonsa os orgaos da respiracio e os
torna invulneraveis is mudancaa repentinas da
temperatura atmaspherica; e como na sua elabo-
rada compoaicio nao entra nem existe outra cousa
mus do que blsamos saudaveis, pdese por sao
mesmo applicar com toda a seguranca at mesmo
s mais tenras e delicadas creaturas.
Como qaeahtia contra as falsificares. obsrve-
se bm que os nomes de Lanman & Kemp veoham
estampadas em lateras transparentes no papel do
livrinbo que serve de envoltorio a cada garrafa.
Encontra se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henrv Forster & C,
ra do Commercio n. 8.
Le se na Tribune Medicle :
Apesar dos procesaos de purificado mais
ape-feicoados, o oleo de figado de bacalho ficou
um medicamento prohibido muitos dientes, cuj >
estomago nao p le suppjrtar as substancias gra-
xai. Era por tanto necessario procurar um meio de
mudar radicalmente a forma conservando todos os
eus principios activos to preciosos: este resul-
tado foi obtido pela compoaicao do Tlobo de
eitracio de ligado de bacalbao. de
Cbevrle**, preparado segundo urna formula ap-
provada pela Academia de Medicina.
Recommendamos aos nossos leitores este ez-
cellente producto quo contm ves todos os ele-
mentos efficazes do olea de figtdo de bacalho, e
possue as propriedadea therapeuticas dos prepa -
rados alcoolicos. >
Fabrica Amor
Lorega d C, successores de Joio Gon-
calves o Hespanbol, estabelecido cora l',i
brica de cigarros ra Lirga do Rozario
n. 8, chamara a attencao do respeitavel
publijo e especialmente dos seas fregaezes
para as seguiates marcas do cigarros de
sua fabrica : Paulo e Virginia, Amor, D.
Emilio Castellar, Especiaos, Vamorados fi-
nos, ditos grossos, Goysz desfiados, Tros
Coras, ditos desliados birrigudos, Linho
e Goyaz aromticos.
Os cigarros cujas marcas acabamos de ci-
tar sao fabricados com os melhores fumo?
Goyaz e Rio Novo e por isso, como tam-
bera polo esmero e cuidado da manipula-
dos tornam-se sera coDpetencia nesta pro-
vincia.
O crdito que pula cxcellencia, dos seus
productos ba sempre a Fabrica Amor
mitiga do Hespanbol, gozado entre os Srs.
consumidores de tabacos a mais solida ga-
ranta da justa fama dos cigarros de nossa
fabrica.
Esperamos, pois, dos Srs. consumidores
urna visita ao dosso citado estabeleci-
mento.
Recife, 10 de Maio de 1887.
Telepnone n. 453
Alagoasnova pomada
Est venda entre nos mais ama lotera das
Alagoas, ao preoo de 500 ris cada dcimo : ora,
quem havia de dizer que para chegar aseos fins o
He. thesoureiro Manoel Jos de Pinbo te lembraria
de tal; tal preco e taes bi I be tes s e s tem por
fim lancar urna rede cujas malbas apertadissimas
colhero grande numero de incautos, e chegamos
esta concluso, porquanto muitos sem taierem re-
paro darao naturalmente no minimo por cada um
1*000, peca que smente descobririo quando por
acaso tonham de receber o chamado mesmo di-
nheiro 500 ris. Sirva isto de prevenci.; a todos,
e vejam que quando muito nao deera mais de 600
ris por cda doeimo, tendo anda em vista os
compradores, que cuitando os bilhetes todos.....
80:000* smente dio em premios 48:000* o que
da para beneficio e despesas a enorme cifra de
40 % muito peior que todas as outras loteras, que
quasi todas dio em premiot. 70 ]0 como o Para, a
Parahyba e o Paran, a edete, o Ro de Janeiro,
senda ella portanto, muito inferior a da nossa pro-
vincia.
Outro aboso, estilo se igualmente rendendo aqui
de urna grande das AUgoas que nnnea correr
por nao estar de sc-sordo com o aviso de 7/de Fe-
vereiro, j por nio dar o imposto e o beneficio es-
tipulados sello, e'c, que vio a cerca de 00 |0
quando ella smente descoma 25, cousa por tanto
impossivel e contraria a lei e anda principalmen-
te porque nao sao os bilhetes inteiros ou frac-
ces relativas a formar inteiros, visto que 5 vig-
simos smente um quarto, diz ter o thesoureiro
licenca onde essa licooca ou autorisscao do 8r.
ministro da fazenda ; pura iovencio, por quanto
j toi instado para apreseutar essa ezcepcio e
nada de novo.
Cuidado, niuzucm oa compre qije isso espe-
cular com a ba t dos outros; mais boa f 8r.
thesoureiro ; e os vendedores d'aqui seroleigos ?
O indignado.
t
de
Ao publico
Tenente -coronel AUMtriclioo
Castro s Brrelo
(CIRCULAR)
Palmares, 25 de Abril de 1887
lUm. Sr.
O partido conservador de Palustres^ querendo
dar um testemunho de saudade, religiao e amsa-
de ao seu sempre lembrado chofe o teneute-coro-
nel Austriclno de Castro S Burreto, que Foi tio
grande em suas dedicacoes, quanto infeliz era sua
carreira de homem poltico, resolvou fazer o seu
funeral, que ter lugar no da 24 de Maio, 30 da
de seu passaueoto, na matriz desta cidsdo, e para
isto notoeou em commssia os abaixo aseignados,
que se dirigindo a V. S., pedem, nao s o seu com-
parecimento como amigo que foi do finado, como
ainda um obulo para ajud*l-os na realisacao des-
ta obra de carilindo, icligiao, saudade e amisade.
Os abano asignados, sao com o devido resp-i-
to de V. S. amigos attencLsoB, veneradores e cria
do*.
Fiel de Torres Grangeiro.
Jonquim Lopes da Silveira.
Joao Feliz Pereira.
Urcino Teixeira de Barros.
Adolpho Firmo de Oliveira.
Jos Prente Oliveira Firmo.
Joaquim Autrostn Xavier da Min.
Di. GoelUo Lei
Medico, aartelro e operador
Riudencia ra Barda da Victoria n. 15,1 andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da manhS a 2 da
tarde.
Atiende para os chamado* a qualquer hcr.
telephone n. 449.
Dr.
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Tem o seu escrptorio ra Duque de Caxias
a. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia ra da Santa
Cruz n. 1.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian -
cas.Tolephone i. 326.
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3E
Dr. Ferrara da Silva, consaltas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Cliaicainedico-clrurca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EipciaUdfS3artos, m>lestias de seauora* e
ariancas.
Residencia Roa da Imperutriz n.J4, segundo
andar.
Consultorio medico-
cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 annoe
ia escrupulosa observajao, reabre consultorio nes-
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Crui
n. 23, i.o andar.
Horas de consultas
Do dia : das 11 s 2 da tarde.
Do. noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado nc
to travessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
to esquerda, alm !o porco do Dr. Cosme.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, mdico ocu-
litta, ez-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de recio dia s
3 horas da tarde, no 1. andar da caea
n. 51 ra do Barao da Victoria, ex-
cepto nos domingos e das santificados.
Residencia ra Sote de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.

i
Externat
Constando-me que o Rvdm. Sr. padrr. Manoel
Lobato Carneiro da Cunha pretende comprar urna
escriptura dcpe-ihor, pela qual o Sr. Monoel Alvos
Vianna. acautellando scus tuteressrs, procura pre-
juiiicarcs daquelles que comsigo tiVeram transa-
ccoes, cumpre-m* protestar contra tal negociacao,
declarando que estou disposto a fazer valer os
direitos, que estou incumbido de z lar contra
qnem quer que soj i; e para que ninguem dopois
pasa allegar ignorancia, publicamos o presente
proteste.
Recife, 11 de Maio de 1887.
Jitsiano Cavalcanle de A Bell
A Imprenta e o peitoral de Cam-
bar (4)
D'entre as muitas apreciares que este impor-
tante meiioam uto tem continuamente merecido
do j< rualismo de quasi todo o imperio, offereemoe
agora ao publico a opiuio insispeit de um illus
trado orgo qae v a luz da publicid&de na cida-
de do Rio-Gr nde do Sul.
Lil-a:
Sabemos de um astbmatico, diz o ArtUt -, que
regularmente, urna vez p ir mes, era accommettido
de ataques que o inutilisavam por alguna diaa.
EotroUnt'i, no espi?.! de oiro mozes que tem usa-
d-1 do Peioral de Cambar do Sr. Jos Alvares
de Sonsa Soar.-s, o seu estado de sale nn tem
continuado a sofi'rer os rudes golpes duquelln iu-
".nimcdativa en'ermidade.
Escrevendo estas liabas, o fazomos na crenca
dora.
Apontamos-lhe o Peioral de Cambar, que
nao contendo na sua preparaco cousa alguma no-
civa, tem produzido curas admiraveis.
Francals AuglaK
19 Ra do Hospicio 19
L'enseignement comprend :
Le portug s, la lecture, la calligraphie,
l'arithmetique, l'histoire Sai rite, la geogra-
phie, l'histoire, tous les travaux d'aiguille,
le franjis et Tangais tbeorique et prati
que.
Lecons partiaulieres de franjis et d'an-
glais. On recoit des ]i'2 pensionnaires.
lula particular
Cursi completo de primeiras lettras parr ambos
os sexos (em salas separadas), comprebendendo
trabalbos de agulba para o soxi feminino, e os
preparatorios do novt) programo) para o mascu-
lino ; na ra do Viscoude de Albuqnorque nu-
mero 26.
dvogado
O bacharel Julio de Mello Filho tem o
seu escriptorio de advocada ra Primei-
1 ro de Marco n. 4, Io annar, onde pode
\ ser encontrado drs 10 horas da manha
3 da Urde.
___^
Escola mixta particular
Urna senbora competentemente hnbilitada tem
aberto um curso primario ra da Concordia n.
163. Eiuitte como o mclbor dos attestados o apro
veitamento immediato dos sous discpulos.
Ple ser procurada a qualquer hora na mesm
ra.
:*
I
I
(
Dr. Joo Paulo
EDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras e
de enancas, com pratica as principaes enterni-
dndes e hospitaes de Paris e de Vieona d'Austria,
faz todas as operacoes obsttricas e cirurgicas
concernentes as suas especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Baro da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1- andar.
Consultas das 12 s 3 horas ds Urde.
Telephone n. 467.
Leonor Porto
Ra do Imperador a. 4&
Primeiro andar
Contina a executar os mais dif&ceis
figurinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicaode costura, em bre-
vidade, modicidade em precob e fino
g osto.
Professora
_Uroa senbora competentemente habilitada, pro-
poe-s > a leccionar em cellegios c casas particula-
res, as seguiutes materias : portugus, francez,
msica e piano ; a tratar na ra do Mrquez do
Herval n. 10.
EDITAES
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Ballhazar da Silveira
COMERCIO
Medico
\l
Especialidadesfebres, molestias das
eriancas, dos orgos rospiratonos e das
enboras.
Presta-se a qualqncr chamado
ora da capital.
para
II
AVISO
Dr. Silva Forreira, de volta de sua viagem
Europa, com pratica nos bospitaes de Paris, Vi-
iiia e Londres, onde dedicou-se a estulne de
pnrtos, molestias de senhoras e da pello, corece '
os secs servidos mdicos ao resptitavrl publico!
desta capital e ora d'ella, pod< ndo ser procurado : 3___.
no seu consultoriora da Cadeia u. 53, de 1 As '
3 horas da tarde, ou em sua residencia tempjra-
ria Pinte d'Ucha 55.
Todos oa chamadas devem ser dirig- (
dos pharraacia do Dr. Sabino, ra da j
Barao da Victoria n. 43, oude se udicar 1
su* residencia. j |
$1
B la -Miuuirretal
.'OTAgOKS OFFICIAE8 DA JUNTA DOS COR-
REO TOBES
Recife, 12 de Miio de 18S7
Vftras hjpothecarias do banco d" crodito real de
Pernambuco da 2* serie, do valor de 100*000 a
'.'3*000 cada orna.
'.-..iu:iiu sobre Uouires. 9J djv. 22 38 d. por 1,
particular, hontem.
Dito sobre dito, 90 d/v. 22 3(4 d. por 11000, do
banco, boje.
Dito sobre dito, vista, 22 1/2 d. por IJ000, do
banco, ti- j;.
Jainaio sobre ParU, vista, 4^1 rs. a franco, do
banco, hoja.
Cambio sobre amburgo, vista 525 rs. o R. M.,
do banco, hoje.
Sa hora da bolsa
Venriiram-so :
108 letras ypothecariaa da 2 serie.
O presiuento,
Antonio Lcosurdo Rodrigues.
O seor.*tar Kduard.i Dubeuz.
Huiimeulu llamarlo
BXC1FE, 12 DK MAIO DE 1887
Os bancos estabeleseram boje a Uxa de 22 5/8
d. sobre LoDdris, confirme, as tabellas seguiiit:s :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 5/8 u visU 22 3/8.
obre Pars, 90 d/v 420 e vista 424.
Sobre Hamburg, 90 d/v 520 e vista 525.
Sobre Portugal, 90 d/v 235 o vista 237.
Sobn Italia, vista 424
obM New-York, vista 2*230.
Do EnglUh Bank :
Sobra Londres, 90 d/v 22 5/8 e vita 2 i 3/8.
Sobre Paris, 90 d/v 420 e vista 424.
Sobre Italia, vista 424. ,
Sobre Hamburg, 90 d/v .720 e vista 625
b bre New York, vista 2*230.
Sobre Lisb-ja e Porto, 90 d/v 235 e vista 237.
re as principaes cidades de r/ortozal. vist".
242. *
.oro liba dos Acores, visto. 245
Sobra lina da Madeira, viaU 242.
Mercado ilt* asnacar e algudo
atciFE, 12 de mo ot 1887
Astacar
Foi cotado eos algarismos seguiutes :
jaixo, por 15 kiKs, de 2*0(10 a 2sf 100.
3. regular, por 15 kilos, do 2*100 a 2*2.)0.
ja, por 15 kilos, de 2*200, 2*300 e 2*400.
3.' superior, por 15 k;.s, de 2*500 a 2*000.
Advogado e professor de linguas
O bacharel Eduardo Alfredo de Oliveira tem
aborto o seu esoriptoriu de advogado ra 1 de
Marco n. 4, onde tambem pode eer procurado para
leccionar o ingles, francez e alleino, pratica e
tbeoricamente, dos collogios e casas de familia.
. Tambem para a ccmmcdidade dos estudautes
empregados do commercio, resolveu abrir um
curso nocturno das ditas linguas. A tratar no
escriptorio cima referido.
Braoco turbina pulveiisado, por 15 kilos, de 2/300
a 2*400.
Smenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700
Masca vado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
to-ames, por 15 kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos royo sao obtidos
conforme o surt mcuto.
Alaodo
Ai oda hoje nao se effectuaram venias deste pro-
ducto que continua sem coUcao.
Entrada de asnmear e atgodo
MIZ DE MAIO
<5
Advogado
(Foro civil e ecclesiastieo/
Bacharel Antonio d Lsls e jonza
Pont< s.
Ruado Imperador n. 37 1.- andar.
ATVVOGVDO
DR. CLODOALDO LOPES
RA ESTREITA DO ROSARIO N. 4
gecretaria da Presidencia de Pernambuco,
em 9 de Maio de 1887. 2. Secco. Por esta
SecreUria se faz publico, de cenformidade com o
art. 157 do regnlameoto annexo ao decreto n.
9,420, de 28 de Abril de lc85, o edital abaxe
transcripto.pondo em concurso, com e prazo de 60
das, es oficies de escrivo de orpboa e annexos
do termo do Broju.
O secretario,
Pedro Francisco Correa de Oliveira.
EDITAL
O Dr. Eutropio Goncalves Je Albuquerque Silva,
juiz municipal e de orphos do termo do B'tjo
da Madre de Deus, por Sua Magestado Imperial
e Constitucional, que Deus guarde, etc.
Faco saber a todos a quem intcrtesar possa, que
fica aberto o concurso, por espaco de 6) das, a
contar desta data, para provimeuto do ofEcio de
escrivo de orphos deste termo, ao quul estao an-
nexos o de escrivo de Batate*, Capailas e resi-
duo?, creado pelo decreto de 30 d Janeiro de 18 A
e privativo, conforme a lei provincial n. 617, de 9
de Maio de 1865, vago pelo fallecimento do ser-
ventuano vitalicio Mathias Soares de Almeida,
oeveudo dentro deste prazo os pretondentos ao
mencionado ofEcio apresentar seus requerimentos
de exame de suficiencia, folha corrida, certidao de
exorne de portugus e ariihmctica, cert.da. de ida-
de, httesthdo medico de capacidade physica e mais
documentos que os mesmos pretendentes julgarem
necessarios, tudo devidameute sallado, e conforme
os arta. 164 e 210 do decreto de 28 de Abril do
1885.
E para que chegue ao conhecimento do todof,
mandei passar o presente edital, e qual ser affi-
xado a pona da casa das audiencias deste juizo e
lugar co costnme.
Cidade do Brojo da Madre de Deus, 29 de Abril
de 1887.
Eu, Elias Francisco Bastos, escrivo do civel o
escrevi.
Eutropio Goncalves de Albuquerque Silva.
E inias se uo eontinha em dito edital, que del-
inate copci do proprio original, ao qual me re-
porto e dou J, nesta cidade do Broio da Madre de
Deus, 29 de Abril de J887.
Eu, Elias Francisco Bastos, escrivo do cvel o
escrevi e assiguei. Em f de verdade.O escrivo
do civel, Elias Frauciscu Basto.
Certifico qua nesta data foi affixado o edital,
que vai por copia pelo porteiro interino do audi-
torio Antonio Paulo dob Santos, oa porta da casa
da Can ura Municipal e audieucia do Dr. juiz de
orphos, abrindo o concurso para provimeuto dj
oficio de escrivo de erphos e mais unnexos d-sto
termo. O referido verdade.
Cidade do Br. j > da Madre de Deus, 29 de Abril
de I8a7. u escrivo do civel, Elias Francisco
Bastos.
dem idem, 1 pacote n. 6, idem, dem, idera,
contendo 21 kilos, peso nos envoltorios de livros
impressos com capas de papelo.
Letreiro Browus & C, 1 caixa sem numero,
idem no vapor ingle Delumbre, idem em 21 de
Julho idem, contendo8 kilos, peso liquido de qua
dros, cariases annuncios de mais de urna cor, e
8 kiios, peso liquido de obras de fo'bas deaaodres
pintadas.
Armazem n. 7
Maeea JB, 15 gradeo n. 741. idem do Havre no
vapor francez Ville de Macelo, idem em 21 de
Maio idem, consignadas a Francisco Manoel da
Silva < C, contendo cada urna 50 garrafas nom
agua mineral, artificiul, pasando liquido legal 70
kilos.
Marca AJ&L e contramarca PARA, 1 barrica
contendo farinha de trigo, p:sando liquido 86
kilos.
26 vergas e tres atados de ferro, pesando liqui-
do 678 k.los.
Marca MM, I cana n. 25, idem do Havre no
vapor francez Vilie de Pernambuco, idem em 21
de Juuhj idem, idem a Torres Irmos, coa".endo
azulejos, pesando liquido 68 kilos.
Marca AIFCR e contramarca OS, 6 caixas sem
numero, vinlas na barca portuguesa Vasco da
Oamt, i lem em 14 dem dem, idem ordom,
contendo garrafas com agua mineral, pesando
liquido legal 81 kilos.
Marca FABIA, 10 barricas ns 523 a 53), idem
de Liverpool no vapor ingles Scotlar, iddm de 3.
de Julho 2 de Agosto idem idem, contendo al-
vaiade de chombo, pesando liquido legtl 907
kilos.
Ter jera secco di Alfandega de Pernambuco,
em 12 de Maio de 1887.O chefe,
Cicero B. de M-llo.
3a pra^a
boras da manh
uteis.
s 4 horas da tarde dos das
tuliiiitiiia de notaa
As notas do Thesouro de 2*000 da 5. estampa,
5*000 da 7.' e 10*000 da 6, serio substituidas
na Thetonraria de Fazenda at o fim do mes de
Junho com o descont de 2 0/0, o qual ser eleva-
do a 4 0/0 a contar do 1. de Julho a 30 do Se-
tembro do corrente f.nno.
Vota do Thesouro dilacerada
O rocolbimento de notas dilaceradas est s-ndo
frito na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
-eitKS-feiras, das 10 s 12 horas da manh.
Barcacas.....
Vapores.....
Estrada de ferro de Ca
ruar.....
Animaos.....
Estrada de ferro de S.
Francisco .
Estra '.& de ferro de Li-
mo"iro .
I 11
1 a 11
l 11
1 12
1 11
1 11
I i "*3 X 1 ? i!
14.988 280 400
2.10:) 1.456 40 2.185
16.259 1.113
867 314
25.6S9 4.361
Vapor d:*pactiado
Vapor nacional S. Francuco, seguio hentom
para Macei e esctla levando a carga seguiut-.- :
Pura Macei :
360 fardos com xirque.
20 caixas com sabo.
10 ditas rom sabonete.
12 vassouras de piassava.
Para Penedo :
10 fardos com xarque.
Para Aracaju :
120 fardos com xarque.
Para Baha :
200 barricas com sebo*
Car.-fgaram diversos.
Banca de Crdito tteal
At o da 15 do carrete m-.r, devem os ac-
cionistas do Banco de G>3 lito Real de Pernam-
buco realizar a tere -ira entrada do valer no-
minal de suas accocs, na razio de 10 0/0, levau-
do-a sede do banco, na ra do Commercio n.
34.
Etc banco est pagando o seu primeiro divi-
dendo razio de 4*000 par aeco ou 10 0/0 do
va!.:r realizado de cada urna.
O pagamento faz-se na siej do bunes, das 10
Pauta ui. A.ifandea
SKHAKA na 9 A 14 DE MAIO DK 1887
Astuear braoco (kilo)
Assucar mascavado (kilo)
Alcool (litro)
Arroz com casca (kilo)
Algodo (kilo)
Assucar refinado (kilo)
Borracha (kilo)
Coaraa seceos salgados (kilo)
Couros verdes (kilo)
Cacao (kilo)
Cachaca (litro)
Caf bom (kilo)
Cafrcstolho (kilo)
Carnauba (kilo)
Caracos de alrodo (kilo)
Carvio de pedra de Cardifi (to ..)
Couros seceos erpiebados (kilo)
Farinha de mandioca (litro)
Fumo restolh-i cm rolo (kiiol
Fumo restolho em lata (kilo)
Fum* bpai -{kilo)
Ocnebra (litro)
Mel (litro)
Milho (kilo)
Taboados de am-irello (dusia)
144
068
218
65
400
171
l*26
500
275
OO
077
460
lQ
366
014
li000
585
('50
400
j,0
720
200
040
040
100*000
De ordom do Illm. br. inspector se faz publico'
que as 11 horas do dia 16 do corrente mes, serio
vendidas em pra(a, nu trapii he Conceicao, as
mercaduras seguintes :
Armazem n. 1
Marca B \SL, 1 caixa n. 823, viuda de Ham-
ourgo no vapor allemo Faranagu. entiarto em
19 de Abril de 1886, consignado a ordem, conten-
do quadros annuncios de mais de urna t., pesan-
do liquido 27 kilos.
dem idem, 1 caixa ti. 829, idem, idem, ideo,
contendo annuncios impiassos em urna (dr, posan-
do lquido 24 kilos.
Marca DARS c contramarca TH, 1 caixa n .
4,859, idem, idem, dem, coutendo caixiuhas pe-
quenas de papel, pesando nos envoltorios 28 kilos.
Marca DaP, 1 caixa n. 206, dem, id ;m, no
vapor allemo Daten o, dem em 25 de Maio dem,
iJem, contendo 5 kilos de rtulos de diversas co-
tes e 9 kilos de estampas nao classificudas.
Armazem n 2
Ltrero P. Walker, 1 caixa n. 7, dem de Li-
verpool no vapor ingles Orator, dem em 26 de
Abril dem, idem, couteodo livros impressos cem
capas forradas de pape.o, pesando Iiquid < legal
65 kilos.
Para Muri, F. Rocha & C. 2 barricas com 120
kilos de asquear branco.
Navios carita
Barca noruegueusc Glner, Hall.
Lugar noruegoense Stabil, Montevideo.
Lugar norueguense Han Tode, Montevideo.
I'atachj ioglez Kalhleen, Estados Unidos.
Patacho alloma Calo, Ro Grande do Sul.
Nailon deacarga
Parca nacional Mimosa, xarque.
Barca noruegoense A'or, varios gneros.
Escuna nacional Kvota, varios gneros.
Lugar nacional Marinho Vil, xarque.
Lugar ingles Stella, bacalho.
Patacho nacional joven Crrela, xarque.
Patacho nacional Rival, xarque.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Vapor iuglcz Frutera, carvo.
0 Oinbelro
O vapor nacional 6'. ranc'ico levou para :
Macei............. 400*000
Aracaj............. 6.150*610
Hendise 3tos pblicos
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife da
provincia de Pernambuco, poi Sua Ma-
gestade o Imperador, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
ou doli noticia tiverem que depois de 20 dias de
pregao e 3 de pra;a, na audiencia de 14 de Maio
do correte auno, ser arrematado por quem mais
der e maior iance < l'jrocer, o bem seguiute, pe-
nh irado na oxocuco que movem Fernandos da
Costa As C. a Antonio Jos Pereira e seu filho me-
nor de igual nome:
Um sobrado de 2 andar"?, sotio edificado em ter-
reno que presumem ser toreiro, na ra da Moeda
n. 23 da freguoza de S. Fre Pedro Goncalves
com 4 morros e 45 centmetros de largura e 3 me-
tros 80 centmetros do cumprimento, compoudo-se
o audar t-rreo que tem 3 portas de frente, sendo
urna de ent-ala para os andares superiores, ti: um
graude salo, oceupado per urna venda, com quin
tal pequeo, cerca-'.o de madeira ; co:npjndo-s o
Io andar quo tem anas portas de fronte com va-
randa de trro, deduxs salas, 1 quarto e cosinba
interna; coir.p.u-io-te o 2o andar que tem 2 ja-
nellas de frente, de 2 salas, 2 quartos ; ompon-
do-se o soto que em aborto do um salao para
cosinha e sala de jantar, cm o/So cetado do con-
servHcao, avallado em 2:5t'O*O0O.
E assiti ser dito bem arrematado por quem
mais dor e mai r lance itY-recer.
Dado e passado nc-ta cidade do R-cife 8s 16 de
Marc> de 1887.
Subscrovo e assig'io cu escrivo Thomaz Ferreira
Maciel Piuhoiro.
Josquim da Costa Ribeiro.
Edital n. 13*
0 administrador do Consulado Provincial, dan-
to cuiiprimento ao que dispoc a lei u. 1860, faz
I Mico a qirin interessar possa, que uo espafi
improro'avel le trinta das uteis, contados uc 2
de Maio prximo, dar-so-ha principio neta re-
partiyo a eobranca, livre de inulta, dos iinoostos
ai-suintcs. relativamente as 2- semestre do txer-
cicio Corrente do 1886-87.
3 0/0 a-Lie u gyro de casas comuieroiaes a re-
reta I lio.
10 0,0 sobre eftaboleciinonto-' fra da cidade.
12 0|O sobre escriptorios de a-.ivog;Jos, solicita-
dores, car tonos e consultorios medios.
iO 0|0 sobre estabclocimv'ntos da cidad:.
2ll0 P'>r escrip'orios He descontoa de letras.
l:i..|) por casa de garantir biloetes.
1:(X)0* p>r casa de veiiiier bilhutca de outras
provincias.
25.rKiO p ir tonelada de alvarengas, canoas, etc.
20(1* por oscravo empregado em servico me
chanico.
200 rs. pul baralh da cirtas de jo Imposto de repartidloc>mpreheode.n lo :
Parte 1
1 Casas de comrissoea de consgnacoes e de
cominisso :S e consgnacoes.
2 Ditas ou dep itiUt de vender em grosso car-
vo de pedra em terrc. ou sobre agua.
Parte 2*
3 Lojas de veuder joias smente, ou joias e re-
iogios.
4 Ditas de vci'der relogios smente.
5 Ditas de vender pianos, msicas e instru-
mentos musicaes.
Parte 3
6 Fabrica de rap Muuron.
7 Ditas de sabo, iuduiivo a que se acba na
fregiiezia de Afogados.
8 Ditas de cerveja, vinagre, viuhos, genebra,
licores e limonadas gazozas.
9 Ditas de gaz.
10 Ditas agencias C depsitos de gas.
Parte 4a
11 Empiezas anonymas ou sgeneas destas.
1 Compauhia de Boboribo.
13 Bancos, agencias filiaos e representantes dos
mesmos e casas b-.uc.nas.
14 Companhias, agencias ou casas de seguro ou
qualquer possoa que no ca actor de agente de
companhias de seguro fiser contrato desta natu-
reza ou promovelos, com exeepcio dos que teem
sede nesta provincia e contratarem o servico es-
pejial do art. 13 desta lei.
15 Armaseus alfandegados, de depsitos ou de
recolher.
16 Casas de jogo de bilhar.
Consulado Provincial de Pernambuco, 20 de
Abril de 1887.
F. A. de Carvalho Moura.
DECLARARES
O procurador dos Feitos da Fasenda
Provinci-il, teDdo recebido do Tbesouro
Provincial a relayo abaizo transcripta dos
uontribuiotes dos impostos de 10 por cen-
to sobre cstabeleeimentos, 2)5500 por to-
neladas de alvarengas e canoas, 20$ por
esaravos empregados no servico de maga-
refe ; 1:000/J por casa de garantir e ven-
der bilhetjs de loteria, e 200 rs. por bara-
lho de cartas de jogar (o exercicio de 85
a 1886, que dcix iram da pagar os mes-
mos impostos n lempo competente, decla-
ra aos mesmos contribuintes que Ibes fua
marcado o prsso de 30 dias, a contar da
publieajao ci presente edital, para recolhe-
rem a importauoia de seus" dbitos o Con-
sulado Provincial crtos de que, findo o
referido praaOj se proceder a cobrnc ju-
dicialmeete.
R-cife, 22 de Abril de 1887.
Miguel Jos do Almeida Pemambu20.
Relacio dos devedores, dos impostos, de 10 por
cont sobre estabelecimentos tora das cinco fre-
guesias da cidade do Recife 2*5(0 por toneladas
de alvarenga e canoas, 20*000 por escrav >s e-n-
pregad-s em servido mechanico de magaraf, por
casa de garantir bilhetes da provincia, l.OOO pjr
cr.sa de vjnder bilhetes de Jott-ria de fra da pro-
vincia, 20J rs. p->r baralhos de cartas de jugar, ao
crercicio de 1885 a 1886 que deixaram de pagar
no tempo competente.
Ra Direita, u. 52. Antonio Chrysos-
tomo de Albuquerque 1S144
Dita n. 94. Augusto Montenegro 15*120
Mitocoiomb* n. 6. Augusto Fran-
cisco do Couto
Dita n. 40. Antonio Ferreira de Aze-
vodo
S. Miguel n. 115. Antonio Ribeiro da
Silva
Largo d->s Rprredios n. 56. Antonio
Menelio de Cordeiro de Gusuio
Estrada Nova n. 2B. Antonio Mara
Carneiro de L-o
S. Frauciseo de Paulo n. 37. 0 inos-
Kend-t geral
:.) 2a 11
cm de 12
euda proviujial
De 2 a 11
dem de 12
MKZ DB MAIO
Alfaniega
23:083i605
35;61578l
28;84lo98
6:155287
288.69Df386
34.969*385
Export.fo
RV.CIFH 11 DE MAIO DS 1887
Para o exterior
Sao houve despacho.
Para o interior
No lugar noruegujae Hans Tode, carrega-
ram :
Pura U.uguayana, J. 8. L070 & Filho 681 bar-
ricas com 65,860 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Pernambuco, carrega-
ram :
Para Pelotas, Maia & Rezen Je 10) barricas com
10,548 kilos de assucar brinco.
Para o Rio Grande do Sul, Maia & Rezcnde
90 barricas c jm 8,898 kilos de assucar branco e
10 ditas com 1,071 ditos de dito mascavado.
Na barcdca Aarora 2', carregaram :
e2 11
luem re 12
)e 2 a 11
d-m 12
1
[da
2 a 11
.. 12
lleufbedoria
Jonsuladi, c. ;j\ndai
Recife Drainage
323-668/771
13:920,282
7341393
14:6541675
16:987*883
1.276; 034
Entraran! :
37 boia pesando 5,493 kilos, sendo de Olivei-
ra Castro, 26 ditos de Ia qualidade e 11 di-
tos particulares.
447 kilos de peixe a 20 ris 8*940
69 cargas de fariuha a 200 ris 13*800
10 ditas de fructas diversas a 3O0 rs. 3*000
7 taboleiros a 200 res 1*400
14 Sumos a 200 res 2*800
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris 14*400
22 compartimentos do farinha a
500 ris. 11*00'
22 ditos de comida a 500 ris 11*000
82 ditos de legumes a 400 ris 32*800
17 ditos de suino a 700 is 11*900
11 ditos de tressaras e 600 ris 6*6JO
10 tainos a 2* 20*000
10 ditos al* 10*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos al*
Oove ter sido arrecadada oeste dia
a quantia de
54*000
201*640
2:202*900
Estrada N va n. 14. Augusto Duar-
te Leal
Giqui a Jabatao n. 126. Antonio
Gomes Grangeiro
D^ta n. 132. Antonio L'us de Oiive-
is Pigueiredo
Dita n. 133. Antonio Joaquim da
Silva
Oita n. 143A. Antonio G. de Lima
Travossa da Casa Forte n. 10. An-
tonio Moreira da Silva
Casa Forte n. 3 Andr Busscn
U. n. I7A. Agapito Alvos Lou-
renjo
Oous Irmais n. 4. Andr Vidal Al-
ves
Estrada Nova n. 176. Antonio Fran-
cisco dos Prazeres
S. Francisco do Pniilo n. 22. Anto-
nio Jos da Silva Braga
S. Joao n. 20. Antonio Leoncio da
Costa
SI n. 21. Amaucio C. rrei. da
Silva
Estrada Nova Antonio Francisco dos
Santos
S. Joao. Alfredo da Costa Machado
Bjn Gosto 11. 4. Bonjamn Tor-
reao
Estrada Nova n. 109 B. Bernard)
Vieira
B iruiras n. 3, Bernab Lins Caldas
Direita 11. 96. Campos \ Modesto
Dita n. 1. Camello Baptista de Mo-
no?, a
Taquary Cjmpinbia de Edificaca
ietnbal n. 2. Clanndo do R. Leite
Partido do Ouron. 1. Ciaudioo Ro-
drigues Campello
Qjizanga. Candida Mara da Con-
ceicao
Estrada do Arraial n. 66. Domingos
Gomes C irreia.
Sant'Anna n. 11. Dias dos Rcis
liba Bemfica n. 20. Evaristo Mendes
ds Azevedo
Estrada Nova n. 20. Enedino Gon-
calves Ferreira
Dita n. 23 A. Elias de Almeida Lins
Barrciros n. 37. Est.ua 1 Jos Fer-
reira
Dita n. 49. Estevio Borges
Largo da Matriz Emigdio Antonio
da Rocha
Sio Miguel n. 18 A. Francisco Mi-
guel Martins
Bemfica n. 27. Francisco do Livra-
vramento Gomes & C.
Largo dos Remedios n. 32. Francisco
Gomes de Si Leitio
2- becco dos R -medios n. 9. Francis-
15*120
8*467
37*808
18*9.0
15*120
18*900
9*072
9*072
9*072
12*
6*300
10*080
7*560
7*560
10*080
12*600
37*800
9*072
9*072
7*560
6*300
31 500
10*030
15*120
2U163
15*120
5 i*4 0
15*120
9*072
3*780
12*600
15*120
15*120
15*120
15*120
7*560
7*560
15*120
15*120
12*600
18*144
2:401*540
71
18.263*937
1:889*646
68*823
1:958*169
aereado Huntclpal le > 4o*
O movimento deste Mercado no dia 12 de Maio
foi o se guite:
I1EGVE1
Rendimento dos dias 1 a 11
Foi arrecadado liquido >.tc hoje
Precos do dia :
Carne verde de 280 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560 a 640 ris idem.
'arinha de 200 a 240 ris a cuia
Milho de 240 a 280 ris idem.
Peijio de 640 a 1*000 idem.
Satadouro Publico
Foram abatidas ut Matadouro da Cabanga
rezes para o consumo do dia 13 de Maio.
gjpenao: 5) rezos pertencentea Oliveira Castro,
4r. C., e21 a diversos.
Vaporea e natos esperados
VAPOEBS
Gold Halldo sul hoje.
Szchoyide Fiume boje.
Pernambuco do norte haje.
Trentdo sulamauha.
Principe do Grio-Parda Baha amanha.
Argentinade Hamburg a 16.
Espirito Santodo sul a 17.
Nileda Europa a 17.
Lissabonde Hamburg a 17.
Ville de Maranhodo sul a 18.
BkameuydeTiieste a 18.
Fimncedo sul a 21.
Ceardo norte a 23.
Tagua da Europa a 24.
Alliancade New-Port-News a 24.
Therezinade New-Yoik a 24.
Maniosdo sul a 27.
HAVIOS .
Amandade Hamburg.
Apotheker Dirsende Santos.
/
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Carditf.
Anne Catbarineda Babia.
Anne Charlottedo Rio Grande do Sul.
Bernardus Godolewus do Rio Grande do Sul.
Carolinado Rio Grande do Sul.
Diudado Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburg.
Elysado Porto.
Favoritode Santos.
Guadianade Lisboa.
Jelanthe de Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Katalinale Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburg.
Malpotie Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Marendo Rb Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nautiiusdo Rio do Janeiro.
Hovimento do porto
Navios entrados no dia 12
Liverpool e escala -- 21 dias, vapor inglez
Marinner, de 917 toneladas, comman-
dante John Black, equipagem 27, carga
varios gneros ; a Samuel Johnston
& C.
Macei- 1 dia, vapor mglezBoskenna Bay,
de 1,499 toneladas, commandanto Wil-
liam L-gg, equipagem 30, carga varios
gneros ; a John H. Boxweel & C.
S. Vicente8 dias, vapor iDglez Neto, de
1 009 toneladas, coromandante John Cha-
dok equipagem 19, etn lastro ordea.
Rio Grande do Norte8 dias, hiate nacio-
nal Oiriquity 2o, de 45 toneladas, mes-
tre Joaquiui Honorio da Silveira, equi-
pagem 5, carga varios g?nero3 ; a Ma-
noel Joaqniui Pessoa.
Rio Grande do Norte13 dias, hiate nacio-
nal Correio do Natal, de 40 toneladas,
mestre J0S0 Guedes de Moura, equipa-
gem 5, carga assucar ; a Fraga fr^ba
Rio de Janeiro-14 das, barca portegueu
Allianca, de 548 toneladas, capitao Fran-
cuco G. Cardia, equipagem 12, carga
varios gneros ; a L070 *""<.
Navio sahido no mesmo dia
Bahia e escala-Vapor nacional S. Fren-
cisco, conmandaote Joaquim da Silva
Pereira, carga vt>rios genjros.

v


.
f
'




Diario de PernambncoSexta-feira 13 Se Maio de 1887
i
ce Octavn no de-S na
Travesa do Lucas d. 20. Francisco
M>nteiro Goocatves da Luz
Oinceico d. 2. Freitas ft C.
Estrada Novan. 126. Francisco Pri-
mo do C >'Jto
DiU n. 140. Francisco Manoel de
Oliveira'
Giqui Jabwtao n. 141 Ferreira
& Silva
Dita Francisco Luiz de Franca
Casa fo:t n. 48 Francisco Jos do
Andrade & C.
Poeira n. 2. Ferreira & C.
Largo de Apipucoa n. 51. Frmcisco
Jos Das
Estrada Nova n. 178 A. Firmino do
'eo Barros
Dita n. 184. Francisco Piuto LeSo
Caxang n. ... Frauciac da Cesta
GueJea
Porta a'Agua n. Felippe Nery da
.Silva
S. Miguel n 161. Goncalves & C.
Casanga n. 13. Us meamos
Sant'Anna n: 37. Hypolito Martina
Gomes Pinto
Sol a. 17. Egydia Ucbja Carneiro
Liio
M-tocolorob n. 56 A. Jeaquim
S iaet Ribeiro
P^z o. 34- Joaquim Mauricio Wan-
derley
Travena d >s Remedios n. 4G. Jos
Tavares Nunes
Lirg dos Remedios n. 10. Jose-les-
bAu Borges Uch-a Fhd
Dir u. 41. Jca Baptiuta de Mi-
Rio n. 18. Jos L ns G >ncslv?s
Bjui Gjstj u. 21, Joo Lopes de Me-
nesc
Estrada Nova n. 56 A- Joao Tellea
Dlf. ii. 84. Joaquim Rolrigues Fer-
reira
Dita ii. 112. Jote Manoel da Cruz
Dita n 146. Joao Maeiul da Richa
Dita n. 61. Joao Francisco Alves
Dita n. 61 A. O inesrno
Di! u. 57 Jo vi Miranda da Cista
D:ra n. 'JJ e 101 Joaquim Ferreira
Lima
C 'rdeiro n 4 Joo Gomes da Cisfa
Estrada de(iqiii a J.iboato n. 178
Jcs Lopes de Oiiv'-ira
Dta n. 35. Jos Pedro da Farias
Dda n. 101. Jote Telles de Metieses
Dita n. 13. Jos Francisco Borges
Dita n. 151. Jos Ignacio
tatrada do Arraial n. 256. Joaquim
Machado Brandao
Eoeanamento n. 12 Joao Prosopio
Dita n. 22. Jos Fdippe de II. Caval-
esnto
Estrada do Monteire n. 2. Joi Leles
Purestes
I'ravessa do C -st.a n. 25. Joaquim
Rodrigues da Silva
Estrada do Bn jo n. 17. Joaquim Jos
de Almeida
Estrada de ferro do Limceiro n. 7. Jof
Casado de II. R'go
Estrada pira o eugenho n. 2. Joa-
Suim Ferreira Alves
'ita n. 25. Jos Rodrigues
D us Irroaos n. 2. Joio Baptista Pi-
res Peres.
Esrrada Nova n. 109 A. J.o Jo
Goncalves Tota
Dita n. 123. Jo> Francisco do Couto
Casanga Q. 'I- Becellar de liv. ira
Dita ii. 11. Jote Flix des Santos
j. Jio n. 15. Joaquim Jos de Oli-
veirii
B;.rblbo n. 10. Jos Pires
B.rr^;ras n. 14. Jos Gcralds Cm-
pello
Estrada Nova n. Joao Ferreira de
Aloraes
Timby. Joaquim Francisco de Oli-
veira
Murib.-c-t n. 8 H. Joao Basilio de
S usa
S. Joao. Jcs Maria de Jess
Torre u. 55 A. L-opoldo Carneiro
lioirigups Campello
Estrada Niva n. 79. Luz S. de
Franca
Estrada leJaboatoo. 115 F. Luiz
de Menezes
Estrada Nova n. 109. Leoncio Perei-
ra de Souza
Rosario. Luiz de Franca
Motocolomb u. 56 A. Mcndes Ri-
beiro (S C.
> Miguel n. 40 Mouteiro Jorgo & C
si. Miguel n. 127. Mana Camarina
Fjrreira da 0 >sta
Quiabo n. 20 A. Manoel Joauu.in
de S mza T.
2- becco dos Remedios n. 7. Muujel
Antonio de Jess
Trav.ssi do Lucas n. 2. M. Leonor
Judit
Entrada Giqui a Jaboatito n. 70 C.
Manoel j >a de Souzt
Dita n. 115 E. Manoel Jos d Al-
meTda
iita n. 123. Mircellino Jos da
Pal xio
Dita n. 147. Manoel An'onio do Es-
pirito Santo
Parte da ra da Boa Viagem. Maooel
Eduardo & C.
Gamelleira n. 26. Marttaa Maria da
Conceicao
Agua Fra u. 15 A. Minervmo Ave-
liuo Fiuza Lima
Casa Forte n. 42. O m>>smo
Estrada do Mouteiro n. 17. > mesmo
Dita n. 75. O meemj
Adi pucos n. 4H. O mesrno
Estrada do Arraial n. 27. Marianno
Jacintho dus Santos
Eocauuaincuto n. 34. Maucel Fer-
reira da Motta
Saut'Amia n. 9. Maaoel Alves de
Carvalho
Estrala do Mouteiro n. 2 A- Manoel
Evaristo Floro de Mjllo
Dita u. 16. Manuel Domingos Ri-
beiro da Silva
Pedra Molle n. 2 A.Manoel Simpli-
cio Torres
Caxang n. 5. Manoel Cyi-iaco de
Albuquerque Heurique
Barreirus n. 9. Marcolino Neves de
Farias
Estrada Nova n. 2. Miguel Archunjo
da Silva
Dita. M-inoel C .rreia de Araujo
Quisaoga. Marcelina Maria da Con-
ce i gao
Largo da Matriz. Ped. Carneiro
E-:t:adi Nova n. 2 A. Blese Prospo
Hsxfiea n. 3. Sil vino Juveneio
Travissa do Lucas n. 22. Salles de
BMMtM & C.
Travesea do Acude n. 1. Sabiua
.Mana da Conceiclo
BarrKiros n. 15. Sabino Dourado Ca-
valcate
Dita n. 6. O mesmo
Ca-.;-.i-. tSebastio Antonio Paes Bar-
rr-tto
Quiauo n. 18. Thomnz Domingos
Tavares
Giqui a Jaboatao n. 343. Thcmas
de Aquiuo
Sant'Anna n. 14. Tbom a.drignes
da Cunba
Casa Forte a. 17. Tbelemaco & C.
Estrada do Monleiro n. 4 A. Tbur-
tio Vicur M. Santos
Ra Direita dp Alegados. V. de J.
Alves & C.
Iiha n. 2. Plessimana
S. Jorge u. 2. Antonio Henrique
Mafra
Cnde da Bos-Vista. Bernardino
da Costa Campos
Rc.taurscio n. 6. Bellarmino Alves
An.iha
Baro do Triumpbo n. 1. Fonseca,
limao & C,
S. Jrge u. 3. Jos B^m da SiKa
Oliveira
Lomas Valentinas n. 1. Jos da Silva
Lu
Marqnes do Herval n. 1. Jos de
Alaeida Rabello
Viseonde de 1'aparica n. 1. Martins
Cordeiro & C.
2. Manoel
12*600
15*120
12il.H
1?*0%
15*120
7*560
20*160
25*200
18144
25*200
7*560
15*12'
3*7PO
9*072
18*144!
'Maria Mo-
6*800
12*%
15^120
15*120
37*800 j Estreita do R sri: n
Aut>nio de Oliv ira
Lar?o do Carino n. 1.
reua Pinto
Pedro Aflmso n. 2- Manoel Martins
de A mor m
Marcilio Dias n. 1. Veronieo do Re-
g Monteiro
Barao da Victoria n. 40. Jlo Joa-
quim da Costo Le i te
Cabug n 16. Joaquim Pires da
Silva
Primeiro de Marco n. 23. Manoel
Martins Fiuza (! semestre)
Largo do Rosario n. 36. Bernardiao
Lopes Alheiro
Cabug n. 16. Joaquim Pires da
Silva
Ditan. 26. Mello & C
Primeiro de Marji n. 23. Manoel
Martina Fiuza
Marcilio Dias n. 49. Antonio Lopes
Peieira de Mello
Imperatriz d. 80. Angel Raphael &
Irru.-io
I Barao da Victoria n. 50. Bernardo
A gusto S Leite
Dita u. 11. Bento Machado & C.
Aurora n. 113. Carneiro & Irmao
Conde da ji<>a-Vista n. 79. Car-
neiro Martins & C.
Marques de 01 inda n. 11. Domin-
gos Manoel Martins
Larga do Rosario n. 33' Damiao
L Imperatriz d. 6. Domingos Launa
Barao da Victoria n. 17. Emilio
Roberto
Duque de Caxias n 66. Figaeirtdo
Souzt & C
Imperatriz n. 72. Francisco Petro-
eele & Irmao
Duque do Caxias, n. 6# B, Guima-
raes Fonseca & C.
Io de Margo n. 9, Joo Walfreido de
Medeiros
Duque de Caxias n 61, Joaquim Lius
Tvxeira & C.
Dita n. 77, J;ao Bezerra & C.
Dita n. 107, Joo Fracisco de Alai-i-
da
Praea da Independencia ns. 14 e 16,
Jeaquim Jos Alves Guiuiares &
ty
Ra d_- Marcilio Dias n. 86, Jco
Alves Ferreira Gama
Imperatriz n. 74, Joaquim Francisco
das Chag&s Silva
Dita n 78A, Joo Luiz de Paula
Dita n.3, Jacintho Pacheco Pontes
ospicio n. 57, Jos Rodrigues de
Lima
Io de Margo n. 7A, Medeiros& C.
Duque de Caxias n. 91, Maia Silva
& C.
Praga da Inlepr-ndencia ns. 27 e
29, Manoel Colago C.
Roa ao Livramcuto n. 25, Miguel
Isabel*
Marcio Dias n. 32, Manoel Cie-
rne tino Rioeiru
Estrada Velhi Ja Passagem n. o,
Manoel Gongalves Leilo
Ra do Viseonde de Inhauna 33.
Pachoal Jacelle
Barao da Victoria n. 23, Ribeiro &
Almeida
Rosara n. 11, Souza Ribeiro it C.-
Gervasio Pires ii. 54, Valongueiro
4C.
50*400
25*200
50*400
25*200
1:260*000
1:260*000
630*000
630*000
15*120
25*200
15*120
12*096
12*036
9*)72
9*072
125096
25*200
7*560
18*144
25*200
7*560
7*560
6*048
15*120
7*560
10*080
6*300
12*600
12J600
10*080
15*120
15*120
15*120
12*0'.-6!
10*584
630*000
1:260*000
630*000
5C*400
25*2*3
25*200
25*20;/
7*560
12*600
50*4C0
50*403
12*600
25*200
50*400
25*200
50*400
50*400
50*40
50*400
50*400
50*400
12*600
IxRorlnro dos funcrionarlo* pro-]
vlnriacN de Pernnmbnru
De ordem do Illm. Sr. presidente desta associa-
gio, convido a todos os senhores que fazem parte
da mesrna, a comparecerem na sede social no dia
10 do correte, pelas 5 1(2 da tarde, afim de as-
sistirem a sesso da assembla geral do corrente
mes, na qual se ter de tratar de negocios de iu-
teresse para o funecionalismo. Recife, 12 de Maio
de 1887.O 1- secretario,
Alfredo R. dos Anjos.
Correio geral
Exame para o provlmenio de qua-
iro lugares de pratlcantea
Fago publico que at o dia 16 de Maio prximo
futuro acha se abe.rta neata admioistrago a ins
er pea i p..ra o exame dos candidatos quatri a-
gas de praticautes, devendo o exame comegar no
dia 18 do dito mez, s 11 h iras da manha.
As materias, sobre as qnaes versar o exame
sao : ejercicio de <--aligrapbia e ortbographia, ari-
thmetica elimentar, comprehendendo o nso dosys-
tema mtrico e nogoes geraes de geographia.
O conhecimento das linguas estrangeiras .-'ara
direito a preferencia,
Para serem admittidos inscripgo, devero os
preteadentes piovar eom certido que nao tem
menos de 18 uem mais de 30 aonos de idade, e
apreseutar certificado' medico do boa snde e
',uaesquer outros documentos que o" abonem.
Administragn dos correios de Pernambuco, 22
de Abril de 1887.
O administrador.
Alfonso do Reg Barros.
Thesouraria de Fa-
zenda
Substituigo de notas
Para couhecimento do publico se declara que as
notas do Thesouro de 2*000 da 5* estampa, 5*
da 7 e_10 da 6> sero substituidas nesta repar-
tigao at o fim do mez de Junho vindouro com o
descont de 2 0/0, o qual ser elevado a 4 0/0, a
contar do 1" de Juibo a 30 dj Setcmbro do cor-
rente anoo, na trma do disposto no art. 13 da
Iei n. 3313 de 1886.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco. 5 de
Maio de '887 '* secretario,
Luiz Emygdio P. da Cmara
18*!'00
9*u72
7560
7*560
3*780
3*789
6*300
50*400
10*584
9*07
10*584
7*560
7*560
18*144
6*0 8
9*072
H*9<>0
30*240
3*780
9*072
2*961
12*196
15*120
9*072
15*120
15*120
15* 12 i
12*196
18*H00
12*600
7*560
12*09G
6*300
15*120
12*00
9*072
7*560
7*560
7*560
3*780
7*560
25J200
9/072
15*120
7*6
15*120
7*560
3*780
12*0%
9*082
15*120
11*340
25/200
30*240
b0400
50*400
50*400
151*000
25*200
25*203
25J200
25*200
25*200
12*600
12*600
i5*:0l)
7*560
50*400
l0*400
50*100
50*400
50*400
7*560
50*400
25*200
7*560
7*560
Secgo do contecioso do Thesouro Provincial,
22 de Abril de 1887.
Alanotl do Nascimento Silva Bostot.
1 < (ricial
~ IRMANDADE
DO
Div no Espirito Santo do Recife
Asneinbla geral
Eleigo
le ordem do nisso irmao juiz, convido a tedos
os nossos carisiimo8 irm^s a se reuninm era o
nosso consistorio domingo lodo correte, pelas 11
h ras do dia, afim de, em Hssembla geral, r.'eger-
ioos os novos funccionarios que devero adminis-
trar a nossa irmaudade durante o anno compro
missal de 1887 88
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, aos 12 d- Miio de 1887.
O escrivo,
Julio Ferreira da Costa Porto.
.l l'rrniniliuro
De r em do lllm. Sr. presidente, convido aos
se ibores associados a comparecerem na resperiva
sede no dia 15 do corrente, s 10 horas da ma-
uh, para em sesso de assrmbla peral tratar-se
de interess s sociaes. Recife, 10 de Maio pe 1887.
Aut .ni j Arthor Moreira de Meodonga,
1 secretario.
Coufrarla de S. fos d"Agona,
erecta no convento do
Carmo
De ordem da meiu regedora, convido pela se-
gunda vez a todos os nossos irmos a corop .re-
uerem em nosso consistorio domingo 15 do correo-
te, pelas 10 horas da maub, afim de reunidos em
numero legal, proeedermis a eleigo dos funecio-
narios que teets de admiuistrar esta contraria no
anno compromiseal de 1887 a 1888 conforme de-
termina o comjiromifso que nos reg.
Consistorio da confraria de S. Jos d'Agona,
em 11 de Maio de 1817.
O secretario interino,
Antonio Alves Vuelta.
Culi Imperatriz
THEATRO
SANTA ISABEL
MUZ. E DIU DO MISTA
Sabbdo, 14 de Maio de 1887
" RBOITA
Da companhia oramatica de que faz parte a primeira actriz ingenua brasileira
2.1 RECITA 2 RECITA
Alta novidade Grande snccesso
Pela primeira e nica vez, n'esta epocha, ter lugar a exhibisSo |do espectacu-
loso drama em 4 actos e 5 quadros, ornado de canjSes, tangos, habaneras, extrahido
da conhecida novella ds B Af Saint Fierre, intitulado :
PAULO E VIRGINIA
li:\Oill\ IC %<> DOS CUADROS
1.a P.-rdidos na floresta 3. O embarque de Virginia
2 A riqueza fatal 4. O temporal repentino.
5. Naufragio
A acclo passa-se na liba de Franja.
------):o:(-------
O 5. quadro tenio por aasump*o o niufragio do BRIGUE
CONTRA FOGO
fhe Liverpool i London k (lote
INSURANCE COMNY
H*.
Mbiaviil CBifraria Ii Sita Eila
ilii Gaisia
ELEI^lO
De nrdem do cnnselho aamimstrativo desta con-
fraria, couvido pela terceira ve aos nossos earis-
simos uni'S para reunidos em collegio represen-
tativo, no dia 15 do corrente, s 10 horas da ma-
utia, proceder se a ele/'gao do conselho administra-
tivo que tem de reger esta ocufrana no anno eom-
promissal de 1887-1888.
Consistorio da veneravel confraria de Santa Ri-
4a de C-isaia, 12 de Maio de 1887.
O secretario interino,
Manoel Bandeira Filho.
Em vii tu Je il. haverem sido supp'nsas as lote-
ras da Colonia Isabel, resolveu este club emittir
novas acgors em substituigo as que havia passado
em beneficio dos festejos carnavalesco
rilo cora a nona lotera do Grao-Para,
tanto quelles que as aceitaran, e pigaram, de
vir a ra da imperatrix n. 42, afim de trocal-as.
O thesoureiro,
Antonio Jos de Azevedo Maia.
<'apitaula do porto
Oe ordem do Es n. Sr. capito do porto, fbco
publico, para oj devidos fins, que acba-se depo-
sitada nadca J'este Arsensl, uma lancha que foi
aprehendida na fortalusa do Bi urn.
O respectivo propriot'irio ter 1 praso de 8 dias,
cootados da presente data, para justificar o seu
direito de propriedade, e nao o fazeudo ser a res-
pectiva lancha d'smanchxda.
Capitana do porto de PeniKinb'ieo. 5 de Vlaio
de 1887. O secretario, Antonio da Silva Aze-
vedo.
Arremataco
Sabbado 14 do corrente, rinda a audiencia do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do civel, ir praga
por venda urna typographia com seus accessorios,
avahada com o abatimento da quarta parte por
i.2004000, por execugao de Joaquim Manoel Fer-
reira de Souza contra a viuva Muhlert & ('. es-
crivo Cunba, como tudo consta do esenpto que
se acha em uio do porteiro.
Confraria do Neabor it.tm J.-su da
Via Sacra
na iKr*Ja ile Snnia Crn
De ordem da mesa regedora de novo se convida
a todos os n ssos confrades a comparecerem em
nosso consistorio na tegunda-teira 16 do corrente
s 6 horas da tarde, atim de reunidos em : omero
legal de mesa geral, proceder oe a eleigo, em
vista de nao ter-se effectuado no sabbado 30 do
mez pioximo passado, para os novos funciona-
rios que tem de reger esta cenfraria no anno
compromissal de 1887 a 1888.
Consistorio, em 12 de Mio de 1887.
Francisco Antonio da Silva Inris
Escrivo nterin...
de um effeito deslumbrante e horrivel ao memo tempo.
Tcdo o ecenario apr >priado e completamente nova a scenographia do Brigue
que sossobra a vista do publico, cuja belleza de arte devido ao engenbo scenogra-
phico do talentoso artista pint r
CHRISPIM DO AMARAL
A msica foi composta de aecrdo com os costumes do drama, pelo conceituado
que corre- i maestro portuguez
ROBERTO DE 1VVU1VOS
a queio a empreza- en^arregou de escrever n
TEMPESTARE
do ultimo acto, grande peja de msica, que tanto se recommenda aprecic2o do
respeitavel publico.
O pape! de protegonista Vir^ina ser desempenliado mais uina vez pela atriz
D. IM>I>I\ i HO.\CL.t%, quo consegua lazer d'elle urna criacao importante.
O papel de Zavi, escravo, est confiado ao artista Moars de MederOS-
Toma parte toda Companhia.
A pega posta em acea a capricho pelo artista
SOABHS BE MKB3EEOS
Este importante drama tem conseguido s^rapre os rohiores e mais enthusiasticos
applausos ':m todos os theatros onde tem sido r-presentado. **
------):o:(
Xa secretaria da Santa Casa arrendara se os
seguintes predios :
Ra do Bom Jess n. 12, loja e J andar.
dem dem n. 13, 2- e 3- andares.
dem do Vigai o Theuorio n. 22, 1 andar.
Id-na do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24, 1- andar.
dem da Madre de Deus n. 20.
dem dem n. 10.
dem da Moda n. 45.
dem dem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da Lingoeta n. 14, 1 andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
eloja.
Kua da Aurora n. 37. 2- andar. ,
dem d-i Detengo (dentro do quairo) duas
casas.
i.1

Estrada de ferro do Rib
ei-
rao Bonito
Nao ti ndo se reunido numero suficiente de ac-
goes pira a constituiglo da assembla geral para
hoje convecada, convido, de ordem da directora e
nos termos do art. 63 do Reg, n 8,821, de 30 de
Dezembro de 1882, os Srs. accionistas se reun-
rem no dii 18 do corrente, ao meio dia, na sede
da empreza Praga do Pedro II n. 73, primeiro
andar.
Recife, 12 de Maio de 1887.
O secretario,
Jos I) lUrmino Pereira de Mello.
'^353fr
ao
S. Francisco
AVISO
Pelo presente sao convidados os Srs. accionis-
tas desta ermpmhia para receberem na esragao
de Cinco Pontas o 47 d vilendo, relativo ao se
m> srre findo era 31 di Dezembro do anno passado
Escriptorio da superintendencia, Cabj 10 de
Maio de 1887.
WtU Hood,
. Superintendente.
COMPANHIA DE EDlFlGAgXO
Ocscrtptorio d'esta
companhia a c h a s e
uticcionando no largo
de Pedro II, n. 77, V
anda .
Imciinibe-se median-
te contrato v a paga-
mento em prestares,
de construcfdes e re-
construcfocs te pre-
dios, enjosprojectos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No cscriptorio se cn-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica a vapor
do Taquary, tcndi sem-
pre venda; fijlas
massi^os de al venara,
ditos para ladrilhos,
difersos formatos, tc-
lhas romanas, franco
zas, de capote com en-
caixe, de crista; canos
c curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos filia-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
comendas, no,escripto-
rio central.
A empreza tem a honra de prevenir ao respeitavel publico, que sendo pequea
a demora que poder ter n'esta provincia, nao repetir os dramas, que pretende fazer
representar n'esta i idade.
As encomenda8 s poderao ser respeitadas t a 1 hora da tarde do dia das
recitas.
Os espectculos principiarlo s 8 1 hora* da noilc
DOMINGO, 15~DE MAIO DE 1887
Representar-se ha o grande drama de prop ganda abolicionista.
O ESCRAVO FIEL
-----):o:(-----
Brevementea peca de grande espectculo
III11S0RDM10 UTO IIIII
tOHPI\)lll PER.1allBrr.iI4
DE
avega^ao Costeira por vap^-
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Comandante Lobo
Segu no dia 14 de
Maio, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
'da 13.
Passag^.is at as 10 : oras da manha do dia da
partida.
ESCEiTORIO
(sea da Companhia Peraan&o
cana n. 1 a
Comps^isia Brasileira de Xave
;;*.co a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Marta Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 de Maio, e
seguir depois da demora in-
dispensHvcl, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagr.ns encouoinendas e valore?
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambuco
Commandante o capito de fragata Ped o
Hyppolito Duarte
E' esperado dos ortos do
norte at o dia 13 de Maio
e depois da demora indis-
pensavel, seguir para os
po-tns do sul.
Recebe tambern carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande do
Sul, frete modic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN 9.
EMPREZA DO GAZ
Pede-se aos Senho
res consumraidores que
queiram fazer qualquer
comunicaco ou recla-
maclo, seja esta feita no
escriptorio desta empre-
za ra do mperador n
29, oiide tambern se re-
cebera qualquer cont
que queiram pagar
SEGUROS
VIARITIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenix Per-
nanibucana
Ruado Commercio u. 8
Os nicos cobrad jr.es
externos sao os Senhores
(Iermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli
veira, e pando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
lias Carvalho.
Todos os recibos
desta empreza devero
ser passado em tales
carimbados c firmados
pelo gerente sem o que
nao tero valor algum.
George Windsor,
Gerente
pOMPANHIA %$ffl AI P E RIA i
a
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RUA DO BOM JESS-N. 7
Segaron martimos lerrentrea
Nestes ltimos a umea companhia nesta praea
que concede sds Srs. scguradis isempcao de paga-
mento de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
ftvor dos segurados.
COIPMA db sesobos
coxtra foo
JioHl! Brilish & Mercanliie
CAPITAL
C:OOO.OOo de libras sterllna*
A O EN 1 ES
Adorason Howie & C.
(OMPiMIIA Dt~~ECTrOSI
\0BTHEII\
de LondreM e 4berdeeu
PomIco DoAncelra (Dezembro s*S)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
ReeeKa annual i
Da premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juror- 132,000
O AGENTE,
John H- BoxkcU
RliUO CtHHKt'IO K. *! '
ROYAL MAIL STEAM PACKET
COMPANY
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
cerrente seguin lo
depois da demora
para
necessaria
. Vicente, Lisboa, Vigoe Son
thampton
Vapor Nile
Espera-se da Europa no dia
17 on 18 do corrente segum-
depois da demora necessaria
para
Baha e Rio de Janeiro
Reducgao de passaqens
Ida Ida e vol'.a
A Southampton 1 classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Cara passagens, fretes, etc., tracta-se ce m os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
I
DE
m:;irk contua fo
EST: 1803
Eilifieios e mercadorias
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuitot
CAPITAL
Ks. 16,000:00000()
Agentes
BROWNS L.
N. ry--aa do CammerciaUll. i
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em t 55
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
.re JJ le dezembro de tS$-A
laritimos..... .,HO:000000
erreslrti. 316:000^000
4-1 K?:a do Commerelo
(LnndOi^ A BSraslIIan Bank
K,lmlted
Ra Jo Commerci-) a. 32
anees por todos os vapores sobre as ca-
sas do mesmo banco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n. 7. Vo
Porto, ra dos Ingleses.
S. 3- RA
DO COMMERCIO -N.
I* andar
m MU
Vapor extraordinario
O vapor Nile
De 3,039 toneladas de registro
Rio
1 de
Sahir do porto do
de Janeiro no dia
Junho prximo com es-
cal* para Babia e Per-
nambuoo, segualo depois d* pouca demo
ra com malas e passageiros para
LISBOA E SOUTHAMPTOxN
Desde j recebe-se encommendas par?
camarotes na
AGENCIA
Una do commerelo n. 3
1 andar
A damson Howie *% C.
AGENTES
Bahia, Rio
flFaMuflstri
e Santos
E' esperado de Fiume at ;>
dia 10 ie M ai o, se,t indo de-
pois da demora necessaria
para os portos cima.
"H
Recebe carga e encommendas a frete mdico
tractar com os
CONSIGNATARIOS
JOHNSTON PATER &Ce
RA DO COMMERCIO )i. 16
Rio de Janeiro e Santos


mmamaVmkWaVaa^aWaW


ti
Diario > ttvwmlniM Seita-feira 13 de Maio de 1887
HamliiPg-SH8fiamei1aflsc!iB
DapipfschiflTahrts-GeselIschan
O vaoor Lissabon
vapor
Espera-se de HAMBRGO.
por LISBOA, at o dia 17 do
correte, seguindo depois da
demora necessaria para
Para passageiros e carga a frete trata-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCO N. S
/ andar
toaed Slaies k Brasil S 8. S. C
0
Espera-3e de -'"
News, at o dia 24
o qual i eguir lepo'a
demora necesjar- < p ra
c*t
Maio
da
Baha, Rio de Janeiro e autos
Para carga, passagens, e encommendaa tracta-
e com os
0 paquete Finalice
E' esperado dos portos do
sul at o dia 21 de Maio
depois da demora necessaria
seguir para
Harantao, Para. Barbados, *
Thomaz e Xew-York
Para carga, passagens,o ic uimendaa dinheir
frete, tracia-se com o
AGENTES
Henrv httJtt & C.
N. 8 RA
<) uOMMERCIO
1 anda
Companhia Bahlana de navega-
ba a Vapor
Macei, Villa Nova, I-enedo, Aracaj,
Estancia e Bahis
O VAPOR
Principe do Gro-Par
Commandante J. F. Teixeira
E' esperado dos norrop aci
magat o dia It de Maio,
'e regres3ar para os mes-
imos, depois da demora docos-
tnme.
Para carga, passagens, encommendas e dinbei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7iua do Vigario7
Domingos Alves Mathens
CHARUEIRS REIMS
4 ouipanhia Francc/a de navega
c a Vapor
Linha quinzenal entro o Hvre, Lis
boa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
Commandante Brant
Espera-se dos Dorto do
sul at o dia 18 de Maio,
1 seguindo depois da indis
i penaavel demora para o Ha
irre
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo pasSa-
dio.
As passagens pdenlo ser tomadas de antema '
Recebe carga encommendas e parsageiros par
os quaes tem excellentes accommodacoes.
O vapor Vie de Cear
Commandante Simontt
E' esperado da Europa
at o dia 21 de Maio, se-
guindo depois da indispen-
' savel demora para a Ka-
, uta. Rio de Janeiro
e Sanio*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p ios
vapores desta Iinha,qucirain apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarenga
quer reclamacao concernente a volumes, quj po-
VPntua tenham seguido para os portos do bu),afn
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhi&oa n e?
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e dinheira
a frete: trata-se com o
AGENTE
Augusta Labile
9- RA DO COMMERCIO-9
LEiLOES
Leilo
Do vapor Baha e seu carregamento, no
estado e lugar era que se acha
Qalnta-felra 30 de Innho
A's 11 horas
No sal3o da Asaociagao Commercial Bene-
ficente
O agente Gusmo, autonsado por mandado do
Exm. Sr. Dr. jaiz de direito especial do commer-
cio, e a requerimeoto do Dr. curador de ausentes,
no processo de ratificado de protesto meritimo e
abandono do vapor Buhia, per parta da compa
nhia de paquetes brazileiros a vaper, far leilo
com assistencia do mesmo juiz, do referido vapo r
e geu carregamento no lugar em que se acba.
Precisa-se de ama ama para todo Bervco d '
ama familia de duas peasoas ; ua na do RangeJ
numero 53. ___'
Precita se de urna an,a para urna peasca ;
na ra do Padre Floriau n. 10, 2- andar.
- Compra.ae ua
uf do Herval n. 162-
Iiirii : na ra do Mar
Ignorando-te a inorada d> a m-abares abaixo
declarados a lbes-rca de ireni j largo da Al-
fandega n. 7, armasen, negocios de mena inte-
resses :
Andr Avelino Pereira de Mello.
Jos Tavares Carneiro.
Leodegario de Souz Burboaa.
Manoel Rodrigues de M-titos. ^__^
AM
Precisase de urna ama para comprar ecosi-
ohar : na ra de Riachupo n. 13.
Joo Baplista Ferrelra
0 honrado leiloeiro Fraoeisco Ignacio Pinto.
afaba de nos dar um anoatarnento de un espelho
deurado, vendido em 1861, por ordem do Sr. Joao
Baptista Ferreira, e comprado pelt Sr. Antonio
oncalves Oliveira pela importancia de 264000
laucados nos seus iivros ; pedimos as comprador
a bondad-' de dizer a suh moradia para pdennos
procural-o on queira dirigirse ra dos Marty-
rios n. 148 2- andar. ___________
Acides entre amigos
As de um piano e un suntuario correm impre-
terivelmeute com a ultima lotera ordinaria da
provincia, neste mez, qaal f oram ltimamente
adoptadas, urna vez que de modo imprevisto, se
acha paralysada a extiaccao das loteras da Co-
lonia Icabel.
Recife,_12de Maio de 1887.________
Attenco
Francisca Joaquina de Jesaa, declara em tem-
po, que as casas sitas ra do Socego ns. 15 e
17 sao de sua propriedade, aseim como o solo da
casa de taboas, n. 17 A pertencente a Jos Soares
de Oliveira ; j v que, quem comprar t compra
as taboas.
TII
Aos MOOSOOO
O Vigor
do
Cabello
do
Dr. Ayer.
Preparado Sob
Basos Scientiflcas
E Physioiogicas,
ara o
BILHETES
16-!
GARANTIDOS
16
Acha-8e venda os seus venturosos bi
lhetes garantidos da 17 parte da 3a lotera da
provincia que ser extrahida na sexta-feira
13 do corrente.
Precos
Um inteiro 3000
Um tere* 1*5000
Em poreo de lOOdooopara
cima
Um inteiro 2700
Um terco 900
Joaquim Pites Ja Silva.
Ao comnercio
Os a aixo assgaados participam a i c.mrncrcio
e a quem interessar poesa, que desde o dia 4 do
corrente dissolveram amigavelmente e de commutn
accordo a sociedsde que tinham na tuverna ra
de Pedro lvo n. 10, sob a firma commercial de
Fernandes Braga iit Ferreira, ficando o socio
Lourenco Fernandes Braga na possa do activo e
respansavel'plo passivoda mesma firma, retiran-
do-se o socio Jo* Ferreira- da Silva pago e satis-
feito da su capital e lucros, e livre de teda e
qualquer respoosabilidade mesma firma.
Recite, 9 de Maio de 1887.
Lourenco Fernandes Braga-
Jos Ferreira da Silva.
Toucador.
0 Vigor do Cabello
Do Dr. Ayer.
TV*-<-.lv*\ forn o brtDl < fregara !:> juTntnde, ao
raliell* fftlMdho OU braneo urna rica oor natu-
: : istanl.....i preto, como te desoja, rolo seu
r -.o HiMn claro <>n roXO '-I1 dar-.- "na cOr
ua.u.., ni to cabello Uno, einqaaiito que
frwfiunteinoiecint.ac3lvich;, porem nem senipre.
Iiapede a qnada <* <-tbello, eetiiunlando o dbil e
enfermo a en wer llorosamente, lteprime o pro-
ZF6W>e i tiultji caspa.curandoqnasl todasaa
iVo L^erieraneo. Como Cosraeti-
co | o cabelle) ilae BenhonM o
\ i v i. !o < it -ti azeiteoo tintaal-
fpattat vnn o .-hUIi suave, brilbante e smIoso na
api a Ibe um i>erfuiue delicado,
agr'I i\e! r mnn** .
!t:K)'ARAI)0 PELO
Di;, i. C. AYER k CA.,
E^owell, 3IassM K. U. A.
A* venda as prlncipaes pliarmacias e drogariae.
Prevenco
Gonstnnc-me que alguem se inculca,
por meio de (tartas para con; as Kxmas. fa-
milias, que ru bonnan com suas ordens,
ser cortadora do meu atelier, decla-ro ser
falso, pois at hoje nao confer titnio
este a pessoa alguma ; assiiu como previ
no as roesmas Exraas familias, que du-
rante a micha pequea auscn.ia na Euro-
pa, on'e vou me prevenir de objectos len
dentes a mlnh i arto, nao (ieixj ninguem,
me substituiod.
Aproveito a occasiSo para fazer corstar
que a Sra. Mara Duarte deixou de fazer
parte do numero de mihas costureiras.
Pernambuco, 30 de Abril de 1837.
Ra do Imperador n. 50 Io andar.
Mrne. Fanr.v Silva.
Tricofero de Barry
Oarante-se que taz nas-
ceTeerescer o cabello anda
aos ruis calvos, cura a
tinba e a caspa e reme ve
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impeiie o cabello
de cabir ou de embranquo-
rer, e iniallivelmento o
nrna espesso, macio, lus-
i oso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
182!). E' o nico perfnme no mun-
do que tem a approvaySo ofBcial d i
um Governo. Tem dos vezes
ruis frncrancia que qualquer outra
eduraodobrodotempo. E'uauito
mais rica, suave o deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E1
mais persgnente e agrailavel no
lenco. S1 8 -^ rezas mais refres-
cante no banjo a ao cuarto do
doente. E' especifico contra h
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
denmaios.
larope Je Vifla Je Renter No. .
IECTION CADET
Sura certa em 3 das m outro medicamento
F4XLIS V. Poidevar* .Dmmaim. 9 <- MfJLBMM
ORIZA LACTE CREME ORIZA ORIZA VELQUTE
aos Consummidores
PERFUMARA
ORIZA
OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.LEGRANQ^2
1* Ao cuidado escrupuloso com qua { 2 A sua irnaldad* InalteraTrt i
sm fabricados. } :oavidadi do sen prrlnmi.
HAS SE IMITA OS PRODUCTOS DA PERFUMARA OR
eem atunglr ao seu grau de delicadeza e perleicflo.
A apparencta exterior desles imitsroes sendo idntica aos Verta*
ik dviroii ProtlMvtoa Oriza, os cousummulores meme se
]. precaver contra este commrctis illicilo e considerar como
Urv coittrafacodo'gualguer proiicto de qualidade inferior
^pk- vendido por casas pouco honradas.
Hemessa do Catalogo i!lustr.\do pedido franjueado.
Ola DE USAL-O. DEPOIS db CS-U^
Cura positiva e radical de todas as formas de
tserofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affec(,oes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
afas do Sangue, Figado, e Kins. Garante-sa
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e recova o systema inteiro. 9 i
Sabao Curativo de Reuter
PHARMACIA CENTRAL
38~Kua (' Imperador38
Tendo passado por urna ''ompleta reforma acha-se montada a satisfazer con:
promptidao as indicagSes medicas, tendo para esse ti.n medicamentos de primeira qua-
lidade e especialidades pbarmaceuticas dos primeiros fabricantes.
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
uas da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados <* autorisados pela inspecto
ria geral de hygienne do Rio de Janeiro.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & (J.
rt*'ft<*A*i ees
POS DE ARROZ SinfQg
Saboneta Creme Simn
preparados com plycorina, par;', a toilelti ,'; ra, contra
as influencias perniciosas da ;itn S] ra r rmraUar ao
rostro : Frescura, Mocidade e .-"lacieza-
FRUSTRLAS 'UITACO'o. 'Eft
J. SIMN, 36, Ru de Provence, PARS -!
PRINCIPAES FHARMACIAS, PERFUMERAS T LCJA3 Zi CA8ALLEREIR0S. *33
manan
Dr.
t
C^sinbeira
Precisa-se de urna boa cnsiubeira
Aarora n. 81, primeiro andar.
11a ra da
ista
I Vde-se pelo amor de Deus e Muria Santissima
que. quem comprou nos fins do anno de 1880 e
principio de 1881 os movis que se sebavaro no
1 andar da ra do Bruro, cijo predio pertence
aos herdiros do Exm. Barao de Moreno?, e cuj os
movis peituclatn ao Sr. Joao Kaptista Ferreira,
os quaes compunbam-se de urna mobilia que pa-
reca ser de Jacaranda, um piano que fui proprie-
dade do commeodador Jos Pedro da Silva que
deu na occasio do seu casamento, urna cama de
casal, um toilet di mesma madeira, um guarda-
luuc, urna mesa elstica e outros movis que or-
navsm a casa, venba ra dos Martyrios n. 148
2- andar, declarar to somente, prestando nisso
um acto de caridade e um servico feito a Deus
au
no m AIS,
P Vende-se em tooa a Darte
Tciide-sc
3 Leilo
Dos movis e uteneilios do Hotel Cinco Na-
5068, sito ra Larga do Rosrrio n. 33.
O agente Britto a mandsdo do Exm. Sr. Or. juiz
de direito do eommcrcio e a requerimento de Jote
Ferreira da Cotta levar a lei/o os referidos mo-
vis. Servindo de b^s a cfferta de 1500(0,
de J0S0 Pacheco de Medciros.
Sexta fcira. 13 de corrente
A's 10 o 1/2 horas
o deposito de secco e molhado da
Prata, antigo beceo do Marisco n. 7
meemo.
travessa do
a tratar no
Quinina dePelletier
ou das trez armas
O Sulfato de QuiniOk Pelletier
preferido por todos os mdicos, por
ser inteiramente piro, contra as
Enxaquecas, as Nevralgias, os
Accessos de f ebre.contraasf ebres
intermittentes e paludosas, a
gota e rheumatismo.e os auores
nocturnos. Cada capsula, da gros-
sura de urna ervilha,contera 10 centi-
graornas de su"to, e nella le-se
PELLETIER. Esta;apsulas tem -"v
aecao mais prompta e maisfmirnri
segura do que as pirulas ey/
confeitos, e engolea-se mais fcil-
mente do que as hostias.
Deposito em PARS, 8,Rea Vivienne
e nas crinolpaea Pharmaciat a Dro3rias
tnoufo Praacisco Crrela
de Araujo
Um amigo do Dr. Antonio Francisco Correia de
Araujo manda resar mis-as por ua :.lma de s
81/2 horas da manha do dia 1-1 do corrente, Io an-
niversariu de seu pi-ssamenn, na matriz da Boa-
Vista, d'i'sta cidade, e convida a todos es parantes
e amigos do Ilustre tinado a as islirein a esse acto
de religiSo e earidadr.
^v.aR,J2^233Sr_ acor.-
COLLARES EGYEE
ftro- K ana tic jm
DHot "1 iltlt IMdfBOf t iiti^" CMtt.-
' p.'sj mua i anrr^ie ias "Os COLLARES Bf*aUaafaaadu ka mais
I de 25 annoa, s&u oa nicos que nr.-.-i-r vo
I reil menta ai creanp ''.ao CCT^VUCSEn
'ajuimndo mo memo ttmpo i.: ietwoo.
Para CTttwr a Falslcr>-*?-c ou c;3->5--..i.
flbj,,.-. ,.,,. r.
i
No clia 13 do correm-', S. Es?, o Sr. general
commandanilante das arma manda r*er na igre-
fa da Sonta Cruz urna miaa pelo repouso do bri-
gadeiro Justininno Sabino da Kocbi, tiliecido na
provincia do Rio L rande do Sul, ni d;a 5 do cor-
rente. EsdO acto s- r: revestid i de todas s folem-
nidaOS militares, no qnal temar parte urna bri-
gada qn sob o commanio do Illm. Sr. coronel Jo-
s Thomaz Gh>nc tylo.
MWWMII II lili II I
Dr.
Antonio Frnnrliiro
A rail jo
Crrela de
.
Man v I Qcnva.ves Pi-r< ira Lima manda rezar
urna n-.issH, no dia 16 do corrente, s ~i horas da
mauh na matriz da Boa-Vista, par almH de seu
i sempre chorado amigo o Dr. Antonio Francisco
j Coneia de Araujo, e convida os srus amigos e i s do
fallecido para assistirem a es su acto de religiao e I
i caridade.
Pilulas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas | ulas. cuji |.iepai'acao puramente ve
ctul, teem sid> por uiaia >i;- ^Uannoe aproreitadat
eom os melhores esultadus as seguintes moles-
tias : affec^oes da pelle e do tigado, syphilis, bou
boes, escrfulas, ehagss inveteradas, ery si pelas .
gonerrhas.
lloilo e uBl-an
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, ; e
Bendo-se aps cada dse um pouco d'agua adoca
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar
Estas pilulas, de invencao dos pharmaceutic >t
Almeida Andrade Je Filhos, teem veridictum dus
Srs. mdicos para sua melbor garanta, tornande-
je mais reecmmendaveis, por serein um seguro
purgativo e de pouca dicta, pelo que podern ser
asadas em vintrem.
ACHAM-SE A' VENDA
*a drogara de Varia Kobriaano v
l KCA DO MRQUEZ DE OLIN'DA 41
GllA FOBTNA
Aos 5:000SOOO
l'riso do venlre
A cura dessa moleti que lautos iuommodo3
cansa, obtem-se muitj siinpl<>smente tomaudo-se
por alguma noitee um ou duas pilulas andi-dis-
peptieas e r^guladi r-is do ventre, preiiaradas por
Bar iiolomcu ,V C Suecei'orcN
31Hua larga do Rosario31
Perii-imbuco.
Tonloras de cabeja u-encha-
quecas
Esc terrivel soffrimeu'o curase fazenlo-sc
uso diariamente, ao deitar-89, de urna a duas pi-
lulis anti dysp-'pticas e reguladoras do ventre,
preparadas per
Barlbolomeo A V. Muci-ciaoreai
34 Kua l.ii-g-i lo Rosario 3t
Pernambnco
ao
Vende-se
o deposito sito ra do Coronel Saassuna n. 180,
com poueos fundos
Terreno
Vende-se um terreno no lugar Agua-Fria da
estrada nova de Beberibe, tendo 175 palmos de
frente, pertencente a Jco Francisco de Paulo : a
tratar na ra larga do Rosario n 5.
Peitoral de Cambar (3)
Descoberta e preparafo de Alvares de S.
Soares, de Pelotas
Approvado pela Ezma Junta Central de Hygie-
ne Pubea,auctorisado pelo governo imperial, pre-
miado ccn as medalhas de ouro da Academia Na-
cional de Pars e Exposico Brasileira-Allema de
1881, e rodeado de valiosos attestados mdicos e
de muitos outres do pessoas curadas de : tosses
simples, bronchites, asthma, rcuquidao, tsica pul-
onar, coq ueluche, escarros de sangue, etc.
Precos as agencias : Frasee 2^500, meia
dusia 131000 e dusia 24000.
Precos as sub-agencias :Frasco 2^800, meia
dusia 153000 e dusii 28*000.
Agentes e depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA & C,
ra Mrquez de Olinda n. 32
>~
lenlo de rreiinw ColmaraeN
Jnior
Bitito de Freitas Quimares'- sua familia con-
vidam aos seus parentes e pessoas de sua amizade
para ,-essist rom a imssa, que por ulma de seu
presado e pranteado filho Bento de Freitas Guima-
res Jnior, uhndam celebrar na matriz de Santa
Antonio, s 8 horas da manha de sabbado 11 do
correte, trigsimo dia de s'.u pafsamcnlo, e des-
de ja ant-ecipam sua eratidSn._____ ____________
Bi.hetes garanlidos
23 RA PRIMEIRO DE MARgO 2?.
Da 16a parte dB 2a lotera da provincia
venderam Martins Fiuza & C. os seguin-
tes premios garantidos :
1267
Injor
d Mello
AVISOS DIVERSOS
A pessoa quo quizer adantar a quantia de
G3&Q00 para a alforria de urna escrava que sabe
lavar, engorrrmar e cosinbar. para a escrava Ihe
pagar com sens ser vicos, dirija-se a ra do Mr-
quez do Herval n. 23, loja.
Na Pas8agem da Magdalena, entrada para
o_Remedio, aluga se pelo temno que se conven-
cionar, nm sitio com boa casa, maitas fructeiras,
viveiro, baixa de espiro, etc. : a tratar na roa do
Imperador n. 14, 1* andar.
Atug-se casas a 3!JO0 no beceo dos Coe
Ihos, junto de S. ijoccallo : a tratar na ra d
Imperatriz n. 56.
Prcisa-ae de urna cesioheira para casa de
familia, qui durma am casa ; a tratar na ra do
" loja.
Joao Ferreira da Silva
Antonio Ferreira da Silva, sua mulher Maria I.
Ribeiro da Silva e Jos Ferreira da Silva e sua
mulher (ausentes), tendo recebido a infausta no-
ticia do fallecimento em Portugal de seu presado
pai e sogro, convidam tos s u parentes e peseoas
de sua amizade, para ateistir> m as missas que
mandam celebrar pelo seu etorno repouso, na
igrtja do Espirito Santc, na terca-feira 17 do
corrente, pelas 7 1|2 horas da manha, pelo que
desde ja anticipara o sea recni-her-imento.
Baio da Victoria n. 39,
Precisa-se de urna araa para cosinhar
tratar ns roa das Trincheirs n. 17, loja.
Joaquina da Fonseca Pinho, Francisca Pereira
de Araujo, Mam Pereira de Araujo, Antonia Ta-
vares Gomes de Araujo, Jos Tavares Dornellas
de Araujo e Francisco G:mes de Araujo, agrade-
cen do intimo d'alina a todas as pessoas que se
dignaran) acompanh-.r at ao cemiterio es restes
mortaes de seu muito presado marido, pai e sobri-
nbo, Jjuiz Carlos Pereira de Araujo, e pedem de
novo o caridoso obsequio dos meamos parentes e
amigos, de assistirem as missas que, na segunda-
reir 16 do corrente, pelss 8 horas da manha, ge-
timo da lie seu passamento, mandam rosar no
convento de 8. Francisco dessa cidade, em Igua-
rasa e Cha do Estevao, pelo que muito gratos
Ibes serao.
Oernitrdiuo uarle Campo*
A viuva, irmaos e cunbados de Bernardino Du-
arte Campos, cou^ idam aos seus parentes e ami-
gos, bera como aes do fallecido, para assutircm
as m8a8 que maudam celebrar na igreja do Di-
vino Espirito Santo, p-.laa 8 horas do dia 13 do
corrente mez, Io anniv:-rsario de seu fallecimento,
e desde ja antecipa n sinceros gradecimentos.
ii.-111-l Antonio
Tamborlm
Maria Anglica Tamborn, Emiliano Ernesto
de Mello Tamboril, tua mulher e filhos, Henri-
que Ewbank de Mello Tamborim, serio gratos
os si us paientes e amigos que so dignaram de
assisiir as inissao que mandam reaar na igreja de
N. S. da Peona, As 7 112 horas da manha de 13
do corrrnte, pelo r.-pouso eterno de seu irinao,
ciinhudo e li", Miguel Antoni > de Mello Tambo-
riin, fallecido na trte a 28 de Abril ultimo.
Ir. \nlonio Franriro frrela
de Araujo
Pedro Bezerra avalcante Maciel manda cele-
brar urna missa pela alma de s< u presado amigo
Dr. Antonio Francisco Correia de Araujo, no dia
14 do t-oirente, pelas 8 lj2 boris, na matriz de
Santo Antonio ; cenvida as parentes e amigos
seus e do finado para comparecer, e muito agra-
decer.
TriniTiiiiiiii........mmiiHMmmmmMatwmnmxpiLmjiMu,-,
Padre Berrolano Josi de BrKo
D. Joaooa Victoria de Brito e Cunba e Vicente
Jos de Brito Rusentes), teus filhos e sobrinhos
agradecer cordialmente a seus parentes, amigos
e a veneravel ordem carmelitana o caridoso obse
quio de terem acompanhado ao cemiterio de Santo
Amaro os restos mortsea de seu presado irmao e
tio, o reverendo padre Hercalano Js de Brito e
pedem para assisiir as missas que, em sufifragio
de sua alma, mandam resar no dia 13 do corrente,
pelas 8 horas da manh, no convento do Carmo
delta cidade
524!)
tG2
3457
6344
516
6248
6425
7685
538
920
1206
3116
4135
4602
5527"
7244
Acham-se venda os
lhetes garantidos da 17a parte da
ia que se extrahir sexta-fera
corrente.
PRESOS
1 inteiro 3S' 00
1 ter5o 1000
K poreo de OO^OOO para
cima
1 inteiro 2^700
1 tergo 900
1:0000
100*
ioo5
}00rj
50*
m
50,5
50
30d
30*
30*
30*
30*
30*
30
30*
afortunados bi-
3 lote-
13 do
Aluga-se o loja n. 24 ra da Imperatriz, com
commodos para familia o grande orticina ; a tra-
t r na ra do Coronel Suassuna n. 204.
Terreno
Vende-te um terreno confronte a estaeo do
Principe, estrada de Joao de Bitros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e om alieerces
para 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30
moiro andar.
HBHBO08 1U Cttffl!
Scm dicta esem modifi-
cafoes de costumes
Laboratorio central, ra do Viconde
dv
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Reqente
Janeiro
.Rio de
Domingos de Imorin Lrun
Manoel de Amorim Leao, fers irmats, e Clau-
dio Dubeux, cradecem a toiius as pessoas que
acompanharam os restos mortaes de seu ir-' ao e
cunhado Domingos de Amorim Leao, ao cemiterio
publico ; e d-_- novo convidara aos seus parentes e
amigos a assistirem as missas de stimo dia, que
por sua alma mandam rtsar na matrie da Boa-
Vista, s 8 1|2 horaa da maaha do dia 14 do cr-
lente ; pelp qpe iesde A Fe cgnfessam gratos
&>
m?y

Uanocl Cardono Arre*
Os filhos e irmaos de Manoel Car,I oso Ayree,
cenvidam os parentes e smigos, assim como os do
fallecido, rara assistirem as mitsas que mandam
rrsar na igreja da Madre de Deus, no sabbado,
14 lo corrente, s 7 1/2 horas da manha, 30 dia
do sen passamento; antecipadamecte egradecem
a todos que se dignarein comparecer a este acto
de relicio.
ISA II
1 Aos 3:000$000
i^ra^a da independe n
cia ns. 37 e 39
Acham-se venda os felizes bilhet-e
garantidos da 3 a beneficio da Santa
Casa de Misericordia do Recife que s"
extrahir na sexta-feira 13 do corrente.
^PREQOS
Em porjSo
, Especiflcos preparados pelo phar
I Diaceulico Eugenio Marqnes
I de Hollanda
Approvados pelas juntas de bygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeeeoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, debulla a hjpoemia
intertropical, recoiistituc os hydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e matamba
Muito rccommi ndado na bronchite, na hemop-
Sse e as tosses agudas ou ehronicaa.
leo do testudus ferruginoso e cascas da
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Pilulas ante-periodicas, preparadas oom
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambera fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efticazes as iiflainmayoes do figado e baos
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de cnpilaria e quina
Applieado as convalesceneas das parturiente!
retico antefebril.
Francisco Manoel da Silva & C.
RA MRQUEZ DE OLINDA-
Inteiro
Inteiro
A retalho
2*700
3<5000
Antonio Augusto do Sanw Port'.
VERMIFUGECOLMET
CHOCOLATE oom SANTN SNA
HflUITEL lira destruir u LOMBBIfiAS
bu Vermlforo e rKommenddo pe*
|sW5ikorgruTeleenserrioiiddiiil. ,
Exitir < ataignaturt : (J Vf Mam J
I mijyCQUIET-'AA8E.tifimi>iie.r8i**W.it>BLTtH>
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'


Mario de fernau*Bco- Sexta-feira 13 de Maio de 1887
Aluja-se
casa com commodos par grande familia,
riti arbongado^naPopte de Ucboa n. 10.
Aluga-se barate
Rna Viiconde de Itaparica n. 43, armaren.
Ku Coronel Saassnna n. 141, qnarto.
rrath-ae na rut do Comiaorcio n. 6, 1* andar
criptorio de Silva (uimarti & C.
Ama
Precita-se de urna ama para cosinhar
1 durma era eaaa : do largo do Corpa Santo
segundo andar. ______________________
e qne
o. 19
Aluga -se
urna caaa cura eoSo, edificada a mod acconjmodato pri familia, sitio pequ;no, entre
as duas estacoes Jaqueira e Tamanneira.
OUTRA
Urna caea nova em freote do Sr. Tbom, propria
para pfquena familia, entre Jaqueira e Tamari
oeira ; a tratar na ra
Ioja de joias.
Amas
Precisa-te de ama ooaioheira e de urna mulher
de idade, para tratar de dona meninos de 2 e 4
annos ; na ra da Unio n. 55, pjr tras do Gym-
oasio.
Ama
Preciea-se de ama ama na fabrica Pheniz roa
de Joo do Reg n. 15 ; a tratar na mesma.
Ama
Primeiro de Marco n. >b, [ g"ndo andar.
Preciea-se de nma ama para o servido de urna
casa de piuca familia ; na ra Nova n. 14, te-
Alnsra-se
a loja dj predi da raa do M*ique Uo Herval
travessa do Pocinho n. 33, propria para acougue
ou outro qualquer estabelecimento commercial,
por ser de esquifa ; a tratar no largo do Uorpo
Santo n. 4, 1 andar.
OfilcI>l de eabelleireiro e bar-
beiro
O salo acadmico precisa de um, e paga bein.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de peqaena
familia ; a tra:ar na rna do P-ysaud n. 19, Pae-
SHgi-m da Magdalena.
AVISO
Concertara se machinas de costura de
qualquer fabricante, bombas e toda e qual-
quer qualidade de machinas movidas a va-
por, ou gaz, etc.
PREgOS SEM COMPETENCIA
39-Eb la Bom-Jess-39
Livramento <& .
vendem cimento port'and, marca Robins,
qnalidade ; no oas do Apollo n. 45.
de 1
Seneites k carrapato
Compra-se grandes e pequeas quantidades
na drogara de Francisco M da Silva & C, roa
do Marques de Olinda n. 23.
Ama
Prccisa-se de urna ama para lavar e engommar;
na ra Primeiro de Marco n. 16.
Advocado
O bacbarel Antonio Ribeiro de Albuquerque
Maranbao tem sua banca de advocr.cia na prxca
de Pedro 2o u. 7o, no mesmo escriptorio do Dr.
Macoel Setto Baudeira.____________________
\inliii da Mourisca
Proprio para mesa
Jcao Ferreira da Casta, rna do Amorimn.
64, Hcaba da recibsr uina partida d^ vmhis em
casera exressiv.imente grandes, e como deseja
tornar bem conhecida sta superior qualidade, que
se faz recomandulj pola sua pureza e bam pa-
ladar, resjlv.'v.'iiQtr c>ta reronsea no eeu esta-|
oelecimeutc em barris de quinto e de dcimo, por
preces muito raaoaveis, para oque cbamam a'
atteneiu dos a-1.buree apreciadores, assim como j
a3s douos de botis.
Em retalbo veudese em casa dos Srs. Justo'
Teixeira Se C. Succeesores rv Ja Ponha n. 8
I
Precifa-se de urna
rna da Aurora n. 23.
ama para engommar : na
Aro a
Preciea-se de urna ama para todo o servico de
casa e ra ; na ra das Cruzes n. 26, 2- andar.
Ama
Preciea-se de urna ama para fazer todo servico
de casa de duas peasoas ; a tratar em Santo
Amaro das Salinas, na taverna de Bento Jos Fer-
reira, na linha da estrada do Limoeiro.
Ama deleite
Precisa-ge de urna ama de leite ; na ra Dirfi-
ta n. I O. I andar.
triado
Precina-se de um criado : a tratar na ra do
Paysand n, 19, Fassag m da Magdalena.
Aos Srs. propietarios e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada otaria de B-~nto dos
Santos Ramns, ru do Vis conde de Albuquerque
(outr'ora da Gloria) o. 65, encontrarlo os Srs.
propietarios e edificadores, os seguate obje-
tos:
Tijolos de alvenaria batida.
Ditos quadrados de diversos tamanhos.
Ditos para forno de padaria.
Diios de tapamento.
Ditos para cacimba.
Telhas.
O proprietario d'-ssa conceituada olaria scienti-
6ca aos interessados que todos os seus productos
sao manufacturados com o excedente barro d'agua
doce, do lugar Taquary, tornando-se por conse-
guinti- recommend*veis nao so para a sade, por
nao ser hmido, como o sao os d'agua salgada,
mas tambem pela duracS>. Outrosim, scientifca
igualmente, que a forma de suas telhas maior do
que qualquer outra, sendo estas, ao meso, o tempo,
raais leves por nao receberem durante o invern
grande quantidade d'agua, como succede com as
de barro d'agua salgada. Precos mdicos. 87,
ra do Visconde de Albuquerque, outr'ora da Glo-
ria, 87. Entrada pelo lado do caes, defronte do
passadico.
Viiilio de Collares
Legitimo, superior, e em barris de quinto e d-
cimo, ha para vender no armazem de Francisco
Ribeiro Pinto Gnimares A C, rna do Baro
do Triuuipho n. 96.
VENDAS
Cimento
Tintar i Mana
P A R A TI X G I R A
barba e os cabelles
GHiio
Na ra Imperial n. 17, preciea-se
do de 14 a 16 anuos.
de um cna-
I ------
Criada
Esta tintura tinge a barba e os cabelles ins-
tantneamente, dando Ibes nma bonita cor
e natura), inofensivo o siu uso simples e
rpido.
Vende se na BOTICA FRANCEZA E AHO-
GARA de ttcuqueyrol Fre- CAORS, run do Bom-Jesua antiga !.; Cru
n. 8f
Ama i'
cria
do
Preeisa-se de urna tata para ersinbar, e d um
criado para oui^rnr ; na ra da Imperairiz o.
6, 2" andar. c Prfcisa-se de 'ima criada qne saiba engommar
e en-nb .-ar bein, dando fiador de sua conducta ; a
tratar n ra do Pro^resso n. 7. na Solcdade.
.J Precisu-se r]
Santo n. 27.
triado
na tr.i\cssa do Coroo
um rapaz
Criado
Preeisa-se de um ciado ; na ra do Isom Jess
4.
n. i.t, i- an ar
Akigi-ae o 1- e 2- andares d predio n "i
ra do Imperador, caiado pintada de novo, t-do
bons commodoac agu t
de Caxi:i3 n. 47.
:. tratar .. i u Du ue

Preciaa-se de um taixeiro de 1 .' aaO':s de id-*
de, con-, pratica lie tivern e que G id ir
coaduea ; n:i roa d;is Triucheiras n. -.'A.
Caixciro
Pre. isa-se de uui caixeiro com |>i itic
lbadas, de 10 a 12 annos de ida i-, abonando \t
conducta ; na rna de fViro Iv> n. 2.
casa
Aluga-se i sobrado n. 67 ra do Burtholomeu,
confronte a estacao de Ciruar, cem bastantes
' Oit.iro i.is e boa vista ; i tratar na ra larga do
| Rosario n. 31, pbarmac-ia.
! Bo,.i negocio
Por i i: t- fra da provincia, vendc-se, nesta capital, urna
i ja da fazen Ua coro "-queuo cupital, bem loca-
I8ad* c bem afreguezada ; por favor informa-se
na iu:i do Bangel n. 50, loja df barbeiro
Fregnezia do Recife
Aoga-se por preQO muito commodo, a urna pe-
quea lamina urna sota toda dependente do Io
andar, da ra do Visconde Je Iiaparica n. 63, an-
tiga do Apollo, no uies precisn-ee de urna preta
de ineia dada qu-j s 1 dassa bom ordenado.

AlugH-se o 2- andar do sobrado n. 129, roa
Direita ; trata-se na Camb i do Carmo n. 2.
Fabrico de assucar
Apparelhos econmicos para o coziinen-
t e cura. Proprio para engenlios peque-
nos, sendo modic em preco e ef-
leetlvo em opcraoo
Fode-se ajuntur aos engenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
qualidado do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma^binismo apprfeiyoaio, systema moder-
no. Plantas completas ou raachinismo
separado. \
Especificad-oes e informayo^s com
flfil'OWOS c.
5-RUA DO COMMERCIO-5
0 Amaral e tompanhia
tem esteira com pequeiia avaria, para forro d-;
casas, a 1.200 a jarda ; aproveitem, a qualidade
superior: aa ra Primeiro de Marco n. 20, junto
do Louvre.
Fonseca irmSos & C. vendem cimento ingle,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
WHISKY
KOYAL BLEND marca V1AOU
Este escolente Whisky Eacoesn , 10 cognac ou aguardeni de cauna, para mortifica
j corpo.
Vende-se a retalho nos tu lheres armasens
olhados.
Pede ROY AL BLEND marca V1ADO aojo n
ne e emblema sao registrados para todo BrasL
__________BROWNS & C, agentes
Vende-se
um sobrada com bastantes commodos ra de S.
Jorge d. 13, cum grande armasem no fundo cem a
frente para a ra do Pharol ; vende-se tambem
urna casa terrea na mesma ra n. 33. cem o fnndo
para s mesma ra do Pharol ; a tratar na ra do
Barao da Victoria n. 65.
Cabriolis
Vende se cous cabriolet3, sendo um descoberu
e entro coberto, em perfeito estado, para um ou
DU8 cavallos; a tratar ra Duque de Caxiat
n. 47
:'* ~
>K-
A LA REINE DES FLE'JRS
Ramaitietes Hoyos
LT.PIVERem PARS
I Mascotte
PERFUMr PORTE-BONHEUR


Extracto de Corjlopsis do Japo|
PERFUMES EXQUISITOS :
Eouquet Zamora -~ Anona du Bengale
Cydonia de Chine
Stephania d'Australie
HelSotrope blanc Gardenia
Bouqaet de l'Amit.JtWhite Rose of Kezanlik Polytlor oriental
Briso de Nice Eoutfuet e Reine des Prs, etc.
ESSENCIAS COfCENADAS (^'A0") QUALIDADE EXTRA
3flpiitoi as principaes Perlumarias, Pharmaeias o Cahellereiros o


, Tinla preta
INALTERAVEL

(OHHLWICITIVI
PIURMACIA CENTRAL
38 Ra do Imperador 38
Pernambnro
-
Serve para escripturaco mercantil e d 3 ou 4
copias de urna ver.
Jatroph
Manipoeira
Esse medicamento de uroa efficacia r no beriberi e outras mnUsiias em que predomina a
bydropesia, acha-se moditiesdo em sua prepara-
cao, rracas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidarfe, sendo quo somente o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a melhorar lhe o gosto e eh-iro, sem todava alte-
rar-lbe ao propriednd .a medie icnentosas, que se
conservan) coa a mesma actividaue, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
es t-mago.
I neo depotiilu
Na pharuacia Concei(o, ra do Mrquez de
Oli-idu n 61.
Bi'ferra de Helio

VINHO"JURUBEBa
BARTHOLOMEO a Ca
Phariii. i'eriiaritbuco
L'nlcos preparados de JURUBEBA rc-
commendados pelos Mdicos contra as
Soeacas do Estomago, Fijado Baeo
e Intestinos, Perda do Appetit,.;tc.
i 5 Annos de bom xito!
EXIGIR A ASSIGNATTJR/..
A' Florida
Rna Duque de fax I as a. f o*
Chama te a attencao das Extnas. familiaa par
os precos seguintes :
Ciatos a 1/000.
Luvas de peliiea por 2/500.
Luvas de seda cor granada a 2 o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, a. 5 a 400 re. c
metro. \
Albuns de 1/500, 2fi, 3/, at 8/
Ramea de flores finas a 1/500.
Luvas de Escosaia pt.ra menina, lise.s e borda
das, a 800 e 1/ o par.
Porta-retrato a 500 rv, 1/, 1/500 e 2/.
Pontea de oikel a 600 rs., 700 e 800 rs. ou.
Anquinhas de 2/, 2/500 o 3/ urna.
Plises de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 re
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Pentes para coco com inscripcJo.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 1 i/000
1 caixa de papel e 100 envelopea por 800 ri
Capelia e veus para uoivas
Suspensorios americanes a 2/5!K)
La para bordar a 25800 a libra
Mo de papel de cores a '200 ris
Estojos para crochel a $000 rs
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3/000, 4/000 e 5/000 a peca
Lequee transparente? a SjOOO
dem [.reto a 2/000
Lindos Broxes a 3/000 1/00 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Licha para machina a 8U0 ris a duza, (CBK;
Bordados com dois ded -s de largura 6J ris.
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1/200
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Leques com borlla a 800 i.-.
Bieos brancos para s;tintu, cretone e chita pa-
ra correr babados a 1/000, a 1/50) a peca com
10 varas, barato.!
Albuns de chagrem, veludo e verbotina para
50 e 60 retratos a 6/, 7/ o 8000.
Meias de Escossia para senboras, a 3/500 o par.
Lencos de liuh'i em lindas caixas,
Bico das libas muito fino proprio para toalbas
e saias.
dem japonez proprio para al vas e roqueta e
roalbas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 3/000
a peca com 10 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica proprios
para salo, a 5/000.
Sabonetes de deversas qualidades.
Bolsas de courc para menina de escola.
Collarinho de linhoa 300 ris um.
Grande pectaincha em enpardlhoN
de lilil a a-SO BARBOSA & SA0NT8
4os 1.000:000$000
200:000*000
100:000*000
LOTERA
GRANDE
DE 3
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PR0VINC1 \ DE PERNAMBUGO
Hitnccu- 8 H de li i 1831
0 th^sonreiro Francisco Conc-alves Trrcs
Cimeaio patente lkortland. marca
Bobina l.omlaii di \orllif. ,-i il
ent
Vendem Livramento Ce C no caes do Apollo
oumeio 45.
Eiigenio
AO PUlLi
ga C
(st:bp!-.i- los
;. > iesp:it..vei BUbliea qu
upada, a aval est r'fiatr
8, avisara
acimn tst:
oifa, tob o ti. 202.
Com as penas de (on :
Chtubro de 1875, serio puuilo .- i
iiV. 9 de M:.io .le KST.
.111 U.T > < cigarros ra Larga do Rosario n.
i prtprifltori.* a mmm iadubtrial AVKJR-
Junta Cmirier>:iai 'lo Re-
m Heretiaai na
-rt- 6
7 o 1
i'uitadurea
v 2,(J82, de 23
die dita marca.
de
Oleo de Figado de Bacalhau
do I>r 30XJOOTJ3B:
loao-Ferrusmo&o e Quina e Casca dB Laranja amarga
Este medicamento fcil de tomar, nao provoca nnuseas,
e de cheiro agradavel. Pela sua composicao, possue todas as
quahdades que lhe pcrtnittem combater :
a ANEMIA, a CHLOROSE, ?3 AFFECCES do PEITO
a BRON CHITE, os CATARRHOS', a TYSICA
a DIATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc.
Em vista do seu emprego fac], da sua accao multplice e
I segura, da economa para os doentss, os mdicos receitam-n'o
de preferencia qualquer outro medicamento similar.
DEPOSITO GtKWA-X i
PARS, 209, ra Saint-Denis, 209, PARS
TENDEM-Seni T0D4S AS PKLNCIP^ES PUAJIMACIAS DO UNIVERSO
DESCONFIAR DAS FALSIFICAgES E IMITACOES
TamaHcos do porto
para homem e aenhiira. o que se pode desejnr de
mais aperfeicoado.
Semcntes milito oovas
de hortalicas e flores
Skm
perteitos
SIRB
Amorps
Pmh Usar & C.
Ruu stieit Jo Rosario n. 9, jnuto a igreja
EXPOSITIO; ^^ UNIVU1878
Midiilli d'On^CroiideCheTalier
O Pim HAUTES RECOMPENSES
0LE0..QH
E.COUDRAY
EaKaULHEITEPntPARADOPARAFORMOSUVDOCAKUO
Recommendamos este pro lucio,
considerado pelas celebridades medicas,
pelos seos pniici; :os de quina,
coas o ms poderoso reg.ntiix quesseonbece.
ARTIGOS RECOlMtNDAOOS
PERFUMARA de lacteina

Iiiwiii GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
AGUA DIVINA diu agua de stads.
ESTES ARTtaOS ACHAM-SE HA FABRICA
pars 13, re d'Eig..ei, 13 pars
Depsitos so todas as Perfsmarias, Pbarmacias
Cabellereiros da America.
Vende-se o engooho Soledade, no termo de Ipo-
juca, meia iegoa atete da estafo da Eacada,
tem vapor, casa de vivi-n ia. etc., etc., e acba se
livre de qualquer onus. Vende-se tambem o gado
e aatra a colher ; a tratar com Luiz Gcncalves da
Silva & Piuco, no largo da Companhia Pernato-
bucana u. 6, sobrado.
N0VIUADES
\a ioja das Lislras Ames
A* ra Diiqnede Cavias n. 61
Telepkone 211
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segums a 320 e 360 rs. ,
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- RENDA hespxnhula preta nma guamicSo para
vestido a 3/000 e 4/000.
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tes, e de histao, todo o preyo.
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todo o prci\
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MANTILHAS hcspacbolas ultima novidade a
4/0'K)
E outras muitas t'azendcs nov*s qne as Exmas.
Srue. podero ver na loja ou mandar ver aa amos-
tras que se do sem penhor na-Loja dan
Listras Ainea-de
Jos Augusto Oas
Cochura venda
Vende-Be urna eocheira bem localisada e afre-
guezada, ou admitte-se um socio qoe totre oom
capital e que possa admioistral-a, fac-se qualquer
negocio uaa condicoes expostas, em rato de o
dono precisar tazer orna visgeir ; a tratar na ra
Duque de Caxias n. 47,
PHARMACIA FARMEZA
BE
FERREIRA IRMO t C.
B-BUi DI Uin DI ICTORII25
N'este estabelecimento bem conheeido,
encontrar o respeita\el publico, um com-
pleto sortiment de medcamenos, drog-as,
productos chimicos, especialidades pharma-
ceuticas nacionaes e estrang*eiras, leos, ver-
nizes, pinceis, artigos proprios para photo-
graphia. pyrotechnia, etc., etc, tudo recebido
directamente dos mais acreditados fabrican-
tes da Europa e America.
Garante-se a qualidade de tudo que fr
comprado n'este estabelecimento, quer em
grosso, quer em realho, afim de bem ser-
vir aos que lhe dispensarem sua confianca.
25ra do Bardo da Victoria25
PILULAS
PILLAS c^ncu, do
GUILLIE
Molestias
do Figado
z (o Esomauo
PURGATIVAS
do O'
fU& 'poico Bti-Catarrhal do flr GUILLI
PAUL. GAGE
Pbar-de 1* clase, Drem Medicina de la Facultide de Psris
UBICO PROPMETARIO D'ESTE MEDICAMENTO
PARS, 9, rus de Grenello-SI-Garmai.:. PARS
Estas Plalas roni.-rn d .ano de na, pequeo relume tspropne-
dc* tooi-pur::a' 11V dal)xir Guilli. o quil remedio coabecido,
Wa mais uacsafola aun'-, poi .er um dos miis econonucos.cumo
Purgante t Depurativo
DESCOHFUR '.: riXSIFICACOES, exigir s LEGITIMAS PUCLAS GDILLI pr-paradas por PAUL GAGE.
llepesitiii'ios ani Pernwn tico : FRAN' M. da SILVA e C*.
Febres
Epidmicas
Fluxss do peito
molestias
das Nutrieres
e das Cr;ancas
Lotera da Provincia
Sexta-feira, 13 de Maio, as 2 horas se
extrahir a i 7 parte da 2.a lotera em beneficio
da Santa Cas* de Misericordia do Recife, no
consistorio da igreja de Xossa Senhora da
Coneei^o dos Militares, onde se aeharo ex-
postas as urnas e as espheras arrumadas em
ordem numrica apreeia^i do publico.
Gotta, Eheumatismo, Dores j
Solugo do Doutor Clin
o
Laureado da Faouldad de Medicina de Pars. Premio Montyon.
----------
A Verdadeira Solugo CLIN ao Salicylato ds Soua eniprega-se para curar:
As Affeccdes RheumatismatMi agudas e chronieas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soflnmentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solacio CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
un Umi explicacio detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solocao deCUN & Ge, de PARS, que tnontra
^ posa dos Droguistas e PharmaceuHeot._________.
i em I

IIIBVEI


IMB^^^H
^1
8
Diario de reman
*
a--lcira 13 de Maio de 1 ;7


HTTERATbft
P A.
0 SEGREDO DE DANIEL
POR
JULES DEGASTYiNE
Scgtiad-i parte
xin
\Conttnua$/lo)
Pareeia-se ura piuco con o aenhor,
prospgaio ella, tiuha rneguce dos seus
dboa, se bem que o porte e o rosto fos
setn meaos distinatos. Nos pr neiros tera-
poa, tamben) elle pareca amar rae, mas
era breve vi que era nicamente a mina*
fortuna que coblgava Era u na palavra,
desde alguns annoa tornou se to horna-
da, quer no mor-l, como no pliysico, que
o detesto tanto quanto o araava.
A' proporgio que approximava a ca-
deira, Jorg reeuava a su..
O mincibo tomou un ar glacial, quasi
off andido com os rao ios daquella ex'.raor-
diaaria cliente, inaom modado con a fixi-
dez daqudle olhar qui na) sa desviara
delle.
Para atentar processo, perguntou
elle, tem alguma cousa da quo se queixar 1
Oh I senh,r, se tenbo alguma cousa
de que me queixar ? Todas as quaixas
que urna iiiulher podo ter do marido. O
raeu um roonstro. E' jogador, dissoluto,
o nieu pobre dinheieo derreta-se as suas
raaos. Seell) tivesse p'tf? dous annos aio-
de a gesto da minha forto^a, eu fi.-.aria
sem ter que comer.
E apertou com mais torga o brago de
Jorge.
S o sanhoi" pode salvar-me. Sup-
plico-lbe que nao me abandone !
E cora os olhos iraplorava o mancebo.
Os labios dirgiam-sc para elle, chamando
um beijo.
Estava tilo formosa assim, cora o rosto
Iluminado pelo r<--xo do3 olhos, que o
advagado estremec u sem querer.
Recuou aiada mais.
Epoda provar tolas essas quaixas,
miubasenhora ? perguntou elle.
Se as posso provar ?
Sob que rgimen est casada ?
Georgetta olhou para o mancebo com
um eerto erobarago.
Jorga pnaeguo :
Sob o rgimen dotal, ou sob o rgi-
men da coraunbsto ?
A amante de Andr Roastan perdeu
um pouco do saudeserabarago com aquella
pergnnta.
Nao sabia bem o que o seu interlocutor
quera dizer.
Ella refleetio um momento, e depois res-
pondeu ao acaso.
*Sob o rgimen da comunho.
A separagao mais diffie.il.
- Com o seu talento!
Jio o talento do advogado, sup-
pondo mesmo que elle tenha talento, que
influe neste gemro de processo; silo os
tactos.
A! n diaso, pravaval que seu marido
se defenda.
A moca cxolamou com rracidade
Desafio-o a que o faga 1
Oa maridos acbam seropre meios de
se defender, respoodeu Jorga de Fre3ni-
res sorrindo.. Nao devemos intentar o
proce*so sem esUrmos armados dos ps
cabeca. Articule as suas queixas l Rea
namos as provas. .. Examinarei tudo e
depois lhe direi se posso encarregar-ine
da sua causa.
Jorge levantou-se.
A moca tevantou se tambara e quasi se
se lhe agarrou ao peacogo.
Oh! sim ha de eacarr-gar-se ; nao
me abandone.
O mancebo deaviuu se.
"Nao lhe prometto nada por or.'Pre-
ciso fixar-me sobre a natureza da causa.
Peca o que quizar. Ainda son rja.
Nao obodec a urna qu;stSo <^t) di-
nheiro.
Comprimentou profundara-n te o condu-
zio a condessa at porta do sea gabi-
nete.
Quanlo poder ai val o outra vez?
Todas manhJis, das nove s des, e
todas as tardes, das craso s sate.
Voltarei.
GeorgetU inr-linou a ca'oega e sabio om
dignidade. la furiosa.
Que ursol exela/pou ella quando
chegou ra.
Roustan esperava-a em casa, com im-
paciencia.
EntSo, exclatcou ajle, ven loa. Deste
o primeiro passo ?
Dei, para traz.
E contou aeutrcviata com g stos furio-
sos.
J se vio um tol assim Po3 ella era
bastante formosa par. ser notad i para fa-
zcr impresso,
Roustan aorrio com aquella explosao.
Nao te desespires, havemos de l
chegar.
liso no impede que seja um gran-
de idiota.
E com raiva atirou o chap a- pelos aros.
Oa ad/ogados estila tilo acosturaad-oa a
receber visitas excntricas, principalmente
de raulherea, que a da supposta Georgetta
de Cremona pouco ou Dada preoceupou
Jorge de Fresniere.
Ao cabo de meia hora, depois de ter
ouvido a narracSo de outros infortunios
conjugaes ou fiaanceiros, n2o pensava mais
nella.
Estava persuadido, de resto, que n5o a
tornara a var Julgava que ella partencia
categoria daquallas clientes qua s^ intro-
duzam em casa dos mdicos ou dos advo-
gados, sob nm pretexto qualquer, para
passir urna hora, para fazer um novo co-
nhecimento: mas tinha reetbido to mal
aquella aventureiro, que esperara n3o tor
nar mais a vel-a. A sua sorpresa fui, por-
tanto, grande quando, ao voltar do tribu-
nal, a eucontrou em casa.
A' sua entrada, ella lavantou-se n, mos-
mayo
da
p pe
que
tirou do
FOLHETIM
JOSLARONZA
POR
MCQES D FLOT E PEDUO M\EL

T K C K I R PABTE
O IBVSHO
(Cratinuaylo d > n. 108)
II
Eu mesma, meu pai; n3o me espa-
reva ?
Nao por certo, o que queres ?
A voz da menina trimia.
O que quero, meu pai ? Tentar con-
sol al o.
Elle a cncarou com um olhar desvair-
do.
Tu, minha flha, tu. me consolares ?
Mas quem te disse que eu estava triste ?
Ella aorrio tristemente e poz a mao no
i,raco do barao :
Porque dissimular, meu pai ? Esse
hornera que sabio daqui, esse representante
do 6r. Rouval, veio reclamar dinheiro.
E accresaentju, nSo querendo dar-lhe
lampo para mentir :
Eu ouvi ludo. Eu estava all.
Mustrou a porta qui tinha ficado impsr
tivelmente entreabirta.
Ento esputaras a nossa conversa ?
Renata corou, mas respondeu resoluta
mente :
Sim, escuta va. Eu querii saber o
i havia.
Elle deixou cahir a cabeca com desani-
reo.
- Poia bem Agora sabes. Que polos
to i'azer para onsolir me ?
Renata hesitou nra momento ; depois,
i mais firmeza na voz do qna tinha ti-
r'j at ento :
Meu pai, disse ella, o senhor precisa
.inte e cinco mil franco?. O senhor o
s lia pouco. As nossaa joias represen
laru o dobro dessa somma e sendo n?cas
bario o senhor pode uispor das de nossa
Trate do quo mis urgente. Re<-
trnd um
seio, disse :
Aqui esto os documentos, senhor.
Jorge coraprimentoua li^eiramente e
pedia-lhe que eotrasse para o gibinete.
Georgetta tinha mu lado de roupa, que
lhe ftzia sobr^sahir ainda mais o brilho
da pella e a elegancia do porte.
Tinha a physionomia maii cal na, mais
tranquilla.
J nao tinha exaltacSo de gastos, nem
no olhar, como na aua visita precedente.
Tinha ares de urna dalga, desta vez.
A primeira tctica nao tando dado resul
tados mudoa para outra.
Tinha o rosto altivo, um pouco soberao.
Jorge Fresnieres estava ternorteado.
Ter-se-hia engr.nado ? Estava realmen-
te tratando cora urna fidalga ? O processo
seria serio ? Im-lioou-se mais profunda-
mente do que ntrala, quando ella pas-
sou pela sua frente pira penetrar no g bi-
no!;.
Offerecea lhe coa solicitado ama das
melhores poltrona.
Eli i sorriu mali..'rasamente por debaixo
do v'i e estpnlendo-lbe o rolo de papis,
que elle desmanchan e percorreu rpida
menta com a vista.
H ivia 0 contracto de casamento da con-
dessa, porque Georgetta fra realmente
casada antas da sar amante de Raustan.
Tinha casado com o conde da Cramona,
um aventurero, cujo titulo era mais ou
menos authentiao, vivendo do fogo e da
gtunice, e que dasippareceu de repente
da circulacao sam que ningaem aoubosse
qu! fim havia lacado -
A'quella primeiro doau.neato esavnm
--------------'-----!-----------S------- V-.'
liza o valor d'SS's ajaremos inuteis. Alice
a eu nao dimos a essas bugigangas seno
a importancia que ellas mwicem. O es-
sp!'' ;ial salval-o.
O Sr. d'Isaac, com a cabeca entre as
uios, chorava como urna crianca.
Renata, minha Renata, ser possivel
que. sHas tu que me fallas assim ? E eu te
causo a dr atroz de vires soccorrer o tau
infeliz pai. S: me ouviste, sabes tudo :
a causa desta frq;jeza, a origem desta mi-
seria.
Nao querenda vl-8, no ousava levan-
tar a cabeca.
Foi ella que se abaixou e abracando o,
murmurot ao oavido com meiguice :
Nao te aecuses, paizinho. Os filhos
nSo lera que julgar os pas. Mas promet-
ta que s vezes has de chamar-me em teu
auxilio e vers que havemos de vencer a
efise e que brevemente has de pagar a
esse misaravel Rouval.
Oh sim, brevemente, murmurou o
barao com coler*. E apertando a filha nos
bracos com transporte, disse-lhe em meia
voz:
Tu s meu bom anjo, minha Renata.
Perdas-me? Tu odeias esse hornera, eu o
sei. ^So o negues. Todas as tuas pala-
vras revelam a repulsSo que elle te inspira.
Tenbo o direito de te perguntar os motivos
dessa averso.
Foi com a mais absoluta sinceridade que
a menina respondas :
Os motivos f SU mesmo os ignoro.
Talvez Dio tenham tandamento. E' ape-
nas um presentimento, como a apprehen
s3o da urna desgraca suspensa sobre as
nossas cabera, amaa;a qua vem desse ho
mera. Mas para explicar e desculpal-o,
basta-me saber q.a ella o f*z soffrer, que
humilhante para o senhor dever-lhe algu-
ma cojsa. Tacho tanta pressa como o se
nhor em pagar essa divida pesada que na-
da tem de ejmuiiix aom a gratidSo.
A explicacao era piausivel. Leviane e
esquecido, o Sr. d'Isaao nlo exigi mais
nada. Abra.;o: i. vba coro ama espeeie
de alegra.
Sim, teas raz3->, minha querida. E'
preciso acabar o mais cedo possivel com
esse RouVal. No talvez um miscravel
como ta dizi<>3, mat sempre um credor.
Havemos de ve: um meio de nos libertar
roo o mais cedo oossivei. Vou tratar do
mais urgente.
"J mais urgente era achar os vinte e cin-
co mil irinaos, or aocseqaencia vender as
joias.
Ora, ssj alo t. 300M f*cl. Aquillo
Sue para um borneo: qualquer n2o passaria
e a;n empeshamento ou venda com pre-
juntos att^stalos, oert'.dSes, queixu fornc-
cidfla ou fabricada* por Andr, dos quaes
resultava qua o conde bata na rnulher, en-
gaara a, devorava-lhe a fortuna em de-
vassi I3.-S de tolo o genero. A pohr* ma
lh' r apparecia depois da ieitdra daquella
roiuraca como urna vctima dignada mi-
soricor lia e compaixlo. As torturas por
que havia j passilo tinham deixado ves-
tigios no cerebro, comprometida a utolli-
gancia. Era d'ahi qae viuhn a sua exal
t:.:;3 >, a su-i febi'a continuada, os seus mo-
los um pouco oxaentricos.
En um relaneear (e olhos, Jorge tinha
comprchenlido bem o caso, molifiado as
imprasoSS que tirara p>-la man ha.
A .noca pareca esperar a sua decisao,
com a anaiedade com que esperara asjen
tenga de um juiz.
Levantou para elle os olhos supplices,
ara pouco hmidos.
Nlo exacto, senhor, bolbuciou ella
qia horrivel T
Este hornera un raonstro 1 decla-
rou o advogaoo.
Oh defaada-me, supplicou ella, pa-
trocina a minha causa... S no senhor te-
nbo eap /ranga.
E, m vez d agarrar no braco de Jor-
ge como pala manha, es'endeu para ella
as naos como sa implorasse urna di vi a
dado.
Dos olhos cahiara-lha lagrimas vardadsi-
ras, que brilhavam como diamantes.
EiK estava mais bella ainda, mais appe-
titosa, mas Jorga nom mesmo va, n5o pen
sava na sua balleza, atten iendo apenas ao
seu infortunio.
Nunca recusei o meu apara, disse
elle, s peasoas verdadeiramento dignas de
interesse... Reside em Pariz, minha senho-
ra?
Em Parz apaas tenbo um comrna-
do... O meu verdadairo domicilio no
Castalio de Cremona, perto de S. Gobaia ;
ah qua residimos.
Seu marido mora com a senhora ?
Vai l tao poucas vezas e alero disso
as suas visitas rae sao tito pouco agrada-
veis, qua prefiro quo elle me prive d'el-
las.
Comprehendo.
Ella proseguiu :
Meu marido de origem hespanho-
amercana. Nasceu na America do Sul.
Fui educado nos rudes trabalhos dsquel-
las regii5 8 simi sel^agena, cagando bfa-
los, doman 'o cavallos, queiraado pl) si
e pelos alcools... Falla mal franeez, apezar
da sua longa residencia em Franga.
E' brutal, forte em todas as armas, mui
to perigoso... Viaja muito, vai de Parz ao
Mxico quasi iocessantemente S o vejo
quando precisa de dinheiro.
Vem entilo extorquir-me por ameagas as
ultimas migalhas da minha fortuna. S
me resta o castello de que lhe fallo e as
poucas trras qua o rodeiam.
Sou muito infeliz, senhor, muito infe
liz!
A aonlessa langou ao advogado um
olli ir supplicante e levantou-se.
- Eat) ea.-arr'ga-se da minha causa,
senhor ? perguntou Georgetta.
Com a melhor vontade, minha senho-
ra. Vou estu'ar mais attentamente os do
cujenlos que se dignou contiar-me ; de-
pois marcaremos o dia em que devemos
apresentar o requerimento.
Jorgo levantou se tambara para scompa-
Dhr a visita, e conservava-se curvado, sor-
rindo.
Volto pira o caste'.lo de Creroom,
iiase a coniessa; mas, aun recado seu,
volto immedatamente.
Dau a direcgSo exacta da propriedada,
depois inclioou-33 e sahiu.
Na porta, um larapejo de trumpho bri-
lhou lhe no olhar.
Desta vez, murmurou ella, Roust n
ha de ficar satisfeito commigo ; te.nhoo se-
guro I
Dasde aquella dta, Jorga de Fr-snres
comegou fffactivanantj- a estudar o pro-
cesso com ardor, uao se esquecendo com-
tudo das suas visitas amorosas ao palacio
de Serves.
O sea amor por Clara, que elle julgava
ter chegado aoa ultimo8 limites, augroen
tava entretanto de dia para da.
Na la tinha sabido do incidente que se
passara em.casa de Carlos, e que por sua
causa 8a consarvou em segrado.
Tratramos nuis tarde das cansaquen
cias qua devia produzir, mas vamos antes
contir 03 aconteciraantos quo deviam re-
sultar das relag3a8 da 4org de Fr-snirea
com a aventureira que o sea rival lhe ha-
via enviado.
O joven alvogado, j o dissomos, enga-
ado pdis mameira8 da uoadessa, pela
narragao qua ella llie fez dos s-sus infor-
tunios, e das suppostas queixas qua tinha
do marido, havia tomado grande internase
pela causa.
Tinha j todo o arrazoalo preparado,
qumdo escreveu condessa, dizsrado-lba
que precisava ter com ella urna ultima
entrevista, e padindo-Iha qua o preaurasse
O mais cedo possivel.
Georgetta respondan que estava muito
incommodada para viajar, qua se via, a
seu pezar, obrigada a demorar o processo,
se ella no pudesse dispSr de um dia p?ra
ir vl-a.
Jorga iou muito contrariado com esta
resposta. Estava muito aborrecido por 3r
obr gado a sabir de Pariz, mesmo por um
dia, e passar uro dij. sem ver aquella a
quem araava. Mas deciliu-so entretanto a
partir... O dever antes de tudo 1 Estu
dou o itinerario d .s estradas de ferro e veri-
ficou que, p r lindo cedo, podia estarde
volta a horas de ir lazar a sui visita ao
policio de Serves.
Prevaniu condessa de qua iria sua
casa no domingo seguate.
Partiu effactivamenta no dia designado.
Na estagSo viu R)ustan, era traje de
caga, e aquella vista, Jorge nao souba por
que, faz-lne m tnprassao, pareceu-lhe de
mo agouro.
Paraceu-lhe quo o seu antigo rival o
olhava de un mo lo singular. Atirou para
longa esta preoecupago.
O joven baaqu^iro nunc mais tinha vol
tado ao pala-io de Servas. .. Carlos mes-
mo j nao o via. E' provavel quo tivesse
esquecido Clara e procurado consolag5as
em outro smor.
Alera disso, Roustan afastou-se delle,
fingi do que nao o via. .
Jorga fez o mesmo, e foi comprar o seu
bilbete.
Havia poucos viajantes naqualle trera
(Latutino, e as vastas salas da estag&o do
nort estavara quasi vasias e sombras, il-
luminadas apenas por urna teneaclaridade.
Jorge passou para a sala de espera.
R Mistan l estava, sentado a um canto,
eom a espingarda atravessada sobre as
pernas, e nem mes no desviou o rosto,
quando o mancebo entrou, e pareca uSo
lhe prestar attengao.
Tinha-se engaado.
Andr talvez j nem psnsassa nos seus
antigos projectos de casamento. A porta
abriu-se. Chamaram os passageiros. Jorge
passon para a plataforma. Viu Roustan em
um compartimento e tomou lugar em outro.
U n silvo estridente ochoou sob o teato
do vidro, o trera moveu se e poz-sa a ca-
minho.
Jorge de Fresnieres parta para onde o
aeu destino o ahamava.
XIV
Roustan apiiou-se em Chiuny .. Jorga
de Frasniras continuou a viagem at Fre,
e abi tomou urna carrusgem que o condu-
ziu a Cremona. O castello era situado
por traz de urna pequea aldoia chamada
Bertancourt, na entrada da fl resta de
juizo, para o bar2o, thesoureiro pagador
geral, vinhaa ser urna confissSo, quasi urna
denuneia da sua posigao precaria. Nesses
casos, a confissao equivale ruina. E' o
credjto que desapparace, a suspeita que
de8perta.
Jira preciso a todo o casto evitar esse re-
sultado.
OSr. d'Isaac estava, pois, muito per-
plexo, sem saber o que fazer, por que meio
resolver o dilemma duplo que se lhe impu
nha.
Alguem o vigiara, e ha a muito regs-
trava os seus expedientes e os seus recur-
sos.
Esse alguem era Clanos, qua o tinba
deixado havia pouco.
O hespanhol tinha recebido ordem de
Rouval de n2o perder de vista a aua vic-
tima.
Quera cercal-o por todos os lados com
a sua rede de modo que o jogador impru
dente nao podesse desenvencilbar-se.
Entre as joias que as til has do baro
herdaram da mu, havia em um aderego de
brilhantes, de gasto maravilhoso, um par
de brincos que os joalheiros parizienses ti-
nham avali: do em cem mil francos. Cons-
tavara de una rosa de diamantes de oito
milmetros de dimetro, em urna cercadura
da coral, o engaste era feito de duas folhas
de ouro cinzelado, em cada urna das quaes
um diamanta simulava ama gotta de orva-
Iho.
O ourires que inventan essa obra prima,
a havia dado como testemunho de gratido
mai da Sra. Isaac, condessa russa, que o
tinha salvado das minas da Siheria.
Seria a joia que Rouval cobigava ? Ou
seria antes a creatura esplendida qae ella
devia ornar algura dia?
Clanos, pois, sabia approximadamente
o dia do desfecbo dos loucuraa do barao
Ora, emquanto este torturav* o espirito pa-
ra aahar um pretexto honroso para desfa-
zer-sa d'S suas joias, o representante da
casa Rouval tinha preparado tudo para que
os dessa fortuna consideravtl fossem, um
aps outro dar costa, emquanto o dono
nao tinha o mesmo destino.
Aconteceu que o barSo, nao sabendo a
que meio recorrer appellou para os consa-
luos de Renata.
C un o coragSo cheio de lagrimas, "a me-
nina respoudeu em voz tremult :
- S vejo urna pessoa a quero posso
me dirigir.
Eaaa pessoa ?...'
A Sra. Fr.ncs.
E' justo 1 oxolamou o funcionario,
esfregando as raaos ; e eu que nlo me lera-
brei delh !
Saint Gabain, no meio daquella rica regio
cortada de fabriaas, onde verdeja n os cam-
pos de beterra'oas ao lado das extensas
plairas douradas de trigo maduro. O nos-
so amigo havia aeguido o itinerario que a
sua cliente Iba tinha minuciosamente indi-
cado. Por Chaunr, Andr dirigu se a
Saint Gobaia, depois ao castalio, onde che-
gou carca de tras quartoa de hora antes
do seu rival. Georgetta, envolvida ero
urna grande capa branca, cobarta com urna
espesaa carnada du p de arroz qua a f.
zia pallda, com os labios descorados, aera
carmira, pareca estar realmente raut> in
coramodada. Lerantou-se cdo, e e-raerava
com uro a impaciencia fabril. Odia qu >
acabava der surgir, devia effaetivameata
oacupar um lugar muito saliente na sua
existencia, s alguma omplicagSo nlo vi-
essa destruir os projectos do amanto que a
dominara. Era a primeira vez que se as-
sociava a urna infamia, c senta era todos
os membros aquella fri) qne preceda os
Crimea, e do qual ol polem defender se
oem mesmo os saelarados mais empedern
dos.
J santia arrependimento, remoraos
quasi, mas era muito tarda para recuar.
Roustan tinha o sea destino as su .s
mos, pois que tinha promettido matal a,
e matarse em seguida, sa por fraqueza
ou m contado fizesse mallograr a sua
combin-.gSo. S nos vastos aposentos do
castello, pois que apaas tinha comsigp
dous criados dedi-.-ados ao amo, senta pe-
sar horrivelmenta sobre si o olhar fri e
crual do seu amante. I inba raado e es-
tremeca ao menor ruido. Cada vulto que
apparecia atravez da folhig:m, gelava-lhe
o sangue as veas. A ra rab estava tris-
te, brumosa.
Com o rosto encostado vidraga, por
onde corriam gottas d'agua, como lagri-
mas, Georgetta olhava, com a alma triste,
esperando ainda, esparando que aquillo
que ella rageiava nao se realisasse.
Mas da repente um sobresalto bruS:o a
arrancou da sua raeditag).
Era urna earruagora descoberta, tocada
a trota, tinha visto o rosto paludo, de olbos
brilhantes e sinistros do seu dominador.
Um criado abri o porteo.
O tram estava no pateo.
Roustan saltn para o chao, atirou as
redaaa e o chinte ao criado, disse-lbe al-
guno, is pd.vras, e o hornera v ltou cora o
vehieulo.
Alguns segundos depois Georg:tta ouvia
os passos do seu amante resoaram nos de-
gros da escada.
O coracS) batau-lhs com violencia.
A porta do gabinete abro-so e Andr
entrou
Palas suas primeiras p.lavras, a moga
soube que pouao tinha que esperar.
Est a uaminho, dis3e elle, segue-
rae. Est tudo jjrorapto ?
Jos dove tar prepralo tudo, meu
amigo.
Roustan cerlifiaou-se de qua as euas or-
dena tinham sido pontual oente exenta-
das.
Dapois vio qna horas eram.
Temos aiada tras quartos da hora
diante do r.s.
Notou o estremecimento de Georgetta.
Mas que tens tu ? perguntou elle.
Estars realmente doente ?
Ella repondeu con urna evasiva.
Roustan titou nella o sau olhar pene-
trante.
Nao me atraigoes I
A moga respondeu meigamente :
N5-J ta atraigoaroi. meu amigj.
Mas sa tremes assim, sa tens ess>
ar de inissa de stimo dia, vais co npro-
Resolveram, pois, que Renata iria sem
damura, confiar o segredo e as joias dis-
crigSo da bella viuva.
Foi urna scena de solugos scena cruel.
A Sra Francs offareceu por disposigSo
da Renata usa dezena de mil francos. Era
tudo quanto poda fazer. A menina recu-
sou enrgicamente.
NSo, diaae ella, o noaso desastre
completo. Nao quero que outros soffrara
por isso.
- Mas isto apaas um embarago tem-
porario. Seu pai nao continuar assim.
Ha de reerguer-se e recuperar a sua posi-
gaio.
Este argumento foi infructfero.
Renata inaiatio para que ae levantasse
um emprestimo sobre as joias, ou que se
vendessam, na falta de outra solugao.
Vou tentar, suapirou a Sra. ^Fran-
cs.
Ella, porm, nSo estava menos ambara*
gada do que a menina d'Isaac ? Como iria
ella, por sua vez, tentar tirar partido das
joias ?
Lembrou-se, de repente, do seu sobri-
nho Juliano. Resolveu fallar lhe. Era um
rapaz fino, intelligente, que lbe havia de
8uggerir alguma idea pratica.
E' isso, disse ella de si para si; hei
de fallar nisso a Juliano.
Por seu conselho, Renata retirou do es-
crinio os brincos.
Era intil desfazeram se j de um valor
tSo subido.
E' quasi urna consolago na desgraga
poder salvar-se da ruina alguma cousa.
Alero do seu valor pecuniario, essas joias
representavam para as duas meninas tantas
record a^oes pungentes, q le ti ral-as, seria
*rrancar-lhes metade da alma.
Renata, pois, retirou ae com o coragao
menos aportado. Conservava urna parcella
de esp -ranga.
Lt>go que ella sabio, entrou outra vi-
sita.
Era Juliano Darmailly.
Ah chegas muito a proposito I ex-
olamou a Sra. Francs, bsijando o mogo
com effusSo.
Eis u n acolhimento, minha tia, res-
pondeu o bom rapaz, qna me prende s
suas ordens.
HI
Quando Caanos sabio da casa do Sr.
i'Isaac, quiz por em ordem os papis que
tinha tirado do bolso com a celebre nota
dos adiantaments feitos pela casa Rou-
val. /
Ora, Clanos tinha um habito. Elle nun-
ca trazia carteira, pois julgava que era o
voltou para
ar satsfeito.
metter tudo Querers recuar, agora
ultima hora ?
Georgetta murmurou :
Tunho medo !
O amante encolheu os hombros.

Mel E du que? E*s midha aman-
t". Sou tea amante. Surpreheado um
amante em tua i;asa,-tenho o diraito de
fazer juatiga.
N.to um amanta, bem sabes..
Qjara o sabe, aloro de nos doii3 ?
Pegou-lha as mos, e proseguio :
Vanos, Gmrgata, daixi ta de criau-
cia's, suppliao-te. Sabas o papal que-, de-
vei rapraaantar. Nio 6 iiffi;il La.nhra te
qua sa trata de mira, da aj ambos, que-
depende disso a njssa fortuna, a nossa
vida, parque nao sobreviverei miaba
ruini. Fui cu que te fiz o qua s. Nao.ti-
nhas n da. Marras de misara, quando
tau marido te deixou. Eras urna das tre-
zentas rail mulheres sem recursos; per-
dias-to em Paria. Dascobri-te.. Dei-te a
fortuna o at o lux-... Eagastei em ouro
as parolas dos teus dentis, os diamantes
dos teus olhos- E's agora urna das rapa-
rigas mais invej idas e festejadas. Esta
existencia ser seinpra a tua, e sers livre.
Nada ta p ara>r, se j o te resta no coraglo ne-
nhum affacto por man.
Estava quasi de joelhos dian'.e dalla.
A moga levntouo. Tinha os olhos bu
midos de lagrimas.
Bam sabes qua ta amo, disse ella J
qua ta amarei serapre l
Roust.ui faz ura g^sto da alegra, raovi-
mmto da ave da rapia, qua sent entre
as garras o contacta sedoao e meci d'.s
peanas do sua victima.
- Coragem entlo cxjaraou elle, nld
tremas I S forte.
Julgando-a assim anmala, deu lbe as
suas ultimas instru -coes.
Tinha apenas terminado, quando se
ouvio o rodor da urna carruagam, segjiJo
io quasi immediatamente de un to \ de
campanhia.
Correu janella, olhou, e
junto de Gmrgetta, com um
E' ella '
E desapparaceu.
Georga da Fresnieres acabara eff.-c'.i-
uaraente de apaiar-sa pirta do castalio.
O cocheiro nlo a coobacia. Apenas ti-
nha ouvido fallar nella. Sbia que moraba
era Paria. Quanto propriedada, tinha es-
tado milito terop dashabitada, e tinba
sido comprada ltimamente pr uro sanhor
que se fazia chamar o conde da Crama-
na.
Ninguem o tinha ainda visto naquallas
piragens.
Os cralos, a quem tinham interrogado,
diziara que estava viajando.
Julgava-se que era um estrangeiro.
Chegando porta, Jorge pagou ao co-
cheiro, a depois tocou a campanbia.
Apresentou ss ura criado.
A Sra. Condessa de Cremona ? per-
guntou o advogado.
A Sra. condessa est muito iaaom-
raodada. Nao receba ninguem.
Ha de re eber-me. Est minha
espera.
O porteiro olhou para o recem chegado.
E' o advogado aue vem de Pariz '(
Sou.
Naste caso tenbo ordem de o deixar
entrar. Quaira seguirme.
E o criado dirigi se para a habitagao.
A casa pareeeu demasiadamente triste
a Jorge de Fresnieres.
O pateo nao estava ainda completamen-
te lirapo das hervas dam.eihas que o ti-
nham invadido.
As persianas da maor parto das janella
estavara anda fechadas.
A casa tinha ares de urna casa abando-
nada.
Um sinistro presentimento apoderou-se
do mancebo.
Mas o criado tinha j chegado ao topo
da esaada do vestbulo, e abra a porta,
convidando-o a scgui-Io.
(Continna)
sorrio e estendeu lhe a
melhor instrumento para fazer um hone n
de negocio esquecer os papis de impor-
tancia de quo podia precisar. Mas os seus
bolsos, como os de Colime, as Scenas da
vida de bohemio, tinham todos o seu desti-
no especial.
Quando urna carta ou um documento
qualquer alli eotrava, o facttum conhecia
o sea lugar. Bastavam-lhe os dedos para
coohecer, pelo tacto, o par el de que care-
ca e que tirava, sem se engaar d'entre
os outros.
Naquella occasiSo o bolso foi rebelde, o
forro nao 3e amoldou, talvez, o facto que
o hespanhol, impacientado depois de slgu-
raas tentativas, tirou do bolso o mago to-
do, mago enorme, aura de verifiear se nao
faltava alguma cousa ; e na sua precipita
gao nao reparn que dous papis caniram e
impellidos pelo vento, l se oram pela ra,
ent:Xo deserta.
S>guio o seu caminho, k persuadido que
tudo estava em ordem.
A vinte passos de distancia, ao voltar urna
PBquin i da ra, esbarrou em um mogo,
que parecia apress*do. Clanos resmun-
gou.
__, Oh! o Sr. Pacheco, disse urna ?oz
alegre, a de Juliano Darmailly. Descul-
pe, nao foi por querer
O hespanhol
mao.
NSo ha que desculpar, Sr. Dar-
mailly.
Juliano era sobrinho da Sra. Francj, e,
por causa de B.-rtha, eia preciso ter atten-
c5gs para com elle. Domis, Clanos no
tinha nenhuma queixa do aspirante ma-
gistratura.
Separaram-se.
*Que tratante disie Juliano entre
dent-s. Esse aujeito nSo tem cara de ho-
rnero honesto I Deus, que me concedeu
perspicacia, quer que eu tire partido della.
iu nSo vejo as cousas como os outros ho-
rneas, ou antes, vejo melhor e mais longe
do que o* outros homens.
Dizendo isso, continuou o seu camiaho
por onde tinha viodo o procurador da caaa
Rouval.
Os dous papis cabidos no asphalto cba-
maram a sua attengao.
- H -.ira 1 disse elle de si para s, que
isto Ura juiz de instruegao, assim como
um policial, uSi deve negligeneiar nada.
Parece que sao duas cartas. Nao podara
ter cahido senao do bolso dessa hidalgo.
Por aqui nlo passara dez pessos por hora.
Seria o acaso ou a Providencii que quiz.
Como ando pesquisando, devo aproveitar
ludo.
Abiixou-se e apanhou o papis.
Ah nao ma enganei. Eis a morada
do meu homem : Sr. Clanos y Pacheco,
representante da ca3a Rouval A C, ave-
nida de... n... Aqui ns ha escrpu-
los. Ah 1 ah I a outra direcgo em hes-
panhol. Felizmente conbego assa lingua
dos deuses. As duas cartas sao pela mes-
ma letra.
De repente parou e ficou admirado.
__ Heim 1 isto serio. Urna destas car-
tas vem da India, a outra da America,
late e oeste. E' verdade Por Bam-
baim, Suez e Maraelha. Eis aqui o ca-
rimbo i Wa8t India postage. A outra
datada de Nova-York: Por Soutbamp-
ton. Nao ha que duvidar, o mesmo ho-
rnera escreveu as duas cartas. Oh I oh .'
aqu ha um myaterio Vamos, Juliano,
avante, procura ; trata-se da felicidade da
Bartha.
Tirou do envelippe roto a missi^a doa
Estados Unidos. Constara apenas da cin-
coenta linhas e estara assignada : Ste-
phan Rouval. <
Leamos, disse Darmailly de si para
si :
E leu com attengo e sem escrpulo :
c Meu caro Clanos. Agradego-lhe o
cuidado com que liquidou o nosso ulti-
mo negocio. A renda foi boa. Nao ma
consta que pelles tiressem jamis alcanga-
do prego maia clorado. E' uro total do
oento e vinta e cinco mil francos de lucro.
Na sua resposta nSo esqueja de me dzer
aimpressil que causau aoa negociantes de
palles de Pariz.
Em.breve receber aviso de remessaa
de caf. Ninguem teve a menor suspeita.
E o que melhor qie ser de qualidade
superior. Pelo que no casta... Emfim,
nSo riamos. E' mais um negocio excel-
lente.
a Deixo correr que a nossa casa urna
especia de entreposto de toda a qualidada
de mercadoria. Mantenba essa crenga, mas
tenio o cuidado de dizer que, em geral, o
nosso negocio de commissSes. Ha tem-
pos que andam muito desconfiados auanto
origem do contrabando.
Juliano interrompeu-se rindo:
_ Ah I ah I apanhei-te. Eu bem des-
confiara de alguma cousa. A grande casa
Rouval & C nao pasta de um centro da
contrabando !
jConinuar-w.-A.' )


*
Typ. do Diario ra Duque de Caxfei n._4.


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