Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16804

Full Text
CAP FAJL K iAGA^U.* O Al *K PACA PORTE
64000
125000
23,5000
4100
QOITA-FHIRA 12 DE MAIO DE 188?
PARA DESTRO E PORA DA PROVUCIA
Por seis meces adiantados..............
Por nove ditos idem................
Por um anno idem................
Cada numero avulso, de das anteriores..........
13,5500
205000
21fiL00
4100

J)r0pttffrafce %t M&no f\$ack&& te iaria .4 Sos

'
!
Os Sr*. Amedo Prlnse i: C.
de Parla, &* os nonos agentes
exclusivos do ananoclos e pu-
ttllcacesa na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMAS
*
*.<


Z
, f*.


23715c n as-sicu satas
(Especial para o Diari*)
RIO DE JANEIRO, 11 de Maio, s 4
horas e 55 minutos da farde.
general Deodoro foiabsolvido da
-denuncia contra elle dada.
O Senado aiou a lenio de taoje
at amanba a pedido do Sr. Barao
de Cotes;! pe. presidente do conelbo
de ministro.
$Ageuia Havas, filial em Pernambueo,
11 He Maio He l7.
HSTRUCCO POPULAR

ELECTRIC1DADE

(Extrahido)
. DAS ESCOLAS E DA BIBLIOTHECA DO POVO
ELECTBO HltVETICO
( Co n t t um a; So )
CAPITULO XVII
IIaGNETISACO PEL4S COBBEtlTES ELECTBOIM4NS .
CaPAIMUS ELCTRICAS. TgLEQBAPaJS eletbicos-
IqAS OERAES SOBBE 03 UOTOB1S ELECTK J-MAGN'E -
TOS.
A mignetisaca) pelas correares realisa-se in-
troduzm Jo, n'um tubo da vidro oa de madeira, a
barra cu agulha que se pretende migneiiznr, en-
rolando o tubo um fio de cobre ein multas voltas,
e fazendo pasaar a corrente por e3se fio. Se a
barra fr de ferro macio, a magnetiaacae ser
temporaria, (ieto aptnis durar emqusnto esti-
ver passaodo a correndo no fo) ; se for de ac, a
sua magnetisacao ser permanente.
^Nio indifi rente o sentido em que se enrola o
fio conductor em volta do tubo : se o enrolarmos
da esquerda para a direita, por cima, a hlice ser
deztrorsum, e se o enrolarm direita, rx>r baixo, ser sinistrrsum ; no primeiro
caso, o pelo boreal da barra fca na eztremidade
lpor onde entra a corrente ; e no segundo n'aquel-
a por nnde sai.
O tubo de vi'iro ou de madeir'a de que cima
fallamos nao essencial, para que a tnagact'saco
pelas correntes tenha lagar ; obtem-se o mesmo
resultado enrolando o fio directamente sobre a
barra que vai ser magnetisada, mas neste caso
indispensavel que o fio seja coberto de seda, ou de
eutra substancia solador!..
Os imana temporarios (isto as barras de ferro
macio magoetisadaa pela paisagem das correntes)
sao chamados electro imaus. Constara, em geral
de nma barra de ferro macio, curvada em forma de
ferradura, cujas extremidades entrara em carreteis
ou bobinas de fio de cobre coberto de seda. A tor-
ca dos electro imana depende das suas diinensoes,
do numero de voltas do fio e da intensidade da
corrente Teem-se construido electro naos tao
poderosos que ebegam a levantar amitos mil kilo
grammas.
O fio das bobinas dos electro-imans em forma de
ferradura deve ser enrolado em sentido contrario,
em cada bobina, para que as duas extremidades
do electro-iman sejam ple? du nome contrario.
Na construccao dos electro-imans^ guardam-
ee, geralmente, as sguiutea porpocoes : com*
primeato das bobinas duas vezes e meia, a qnatro
vezes, o dimetro da barra de ferro macio afasta-
mento dos ramos do electro-iman vez e meia, a
duas vezi s. o mesmo dimetro ; o comprimento do
fio enrolado, varia, conforme es effeitos que se pre-
tende obter.
Urna das applicacoes mais vulgares dos electro-
imans a construccao dacampainba elctrica, ap-
parelho muito conbecido e cuja utilidade nao ca-
rece de recommendacao. A campainha elctrica
consta de um electro-iman e correspondente arma-
dura, estando esta fiza, por urna das extremida-
des, a urna mola, e terminando, na outra extremi-
dade, por um pequeo martello que percute nm
timbre, convenientemente disposto, a cada oscilla-
cao da armadura. Estas oscillacoes sao produzi-
das, successivamente, pela magnetisacSo e des-
oiagnetisac2a do electro-iman, devidas passa-
gem e nterrupco da corrente no fo das bobinas.
A armadura faz parte do eircuita quaado nao est
attrabida, e interrompe-o logo que sollicitada
pela acfSo do electro imn, torna a fecbal-o imme-
diatamente, etc., produzindo-se deste modo um
movimento vibratorio continuado.
(Continua.)





I

*
-
"

i
IARTE 0FFIC1AL
Governo da Provincia
FALLi que Assembla Legislativa Provincial de Pernambueo
no da de sua lnstallaeo a de Mareo de 189 J, dirigi
o livm. Sr. presidente da provincia, Dr. Pedro Vicente de
Azevedo.
(Continuado)
COMPANHIA FERRO CARRIL
Secundo diz o fiscal do Governo, engenheiro Henrique Augusto Milet, vai
sendo feito regularmente o servije desta companhia. j
No anno de 1886 ostiveram empregadoa no servico diario das linbas 21
carros e 443 animaos muars, fijando em reserva 20 carros e 75 animaes.
Foi de 108,452 o numero de viagens dadas no percurso de 967,776060,m
transportando-se 1.642,131 passageiros, inclusive os gratuitos, quer do governo, quer
da propria companhia.
Em 1885 foi de 108,092 o numero de viagens e o prcurso de 963.823,688a1
transportando 1.612,652 passageiros.
Do relatorio referente ao anno social de 1885
foi de .
Despeza no Recife .
Corte ....
AmortisacJo e reserva
1886 consta que
287:6360740
231:787/1710
39:928^170
4:477,5625
a receita
11:4434235
321:6795750
246:4005960
39:1075840
5:0655127
31:0855823
Ficando o saldo de. .
No de 1884 a 1885 ioi a
Receita. .....
Despeza no Recife ....
D pez* na Corte *
A u.Jitisacao e reserva
Firii o o saldo de.
Na.> iioi", satisfactorio o estado financeiro da empreza; o que admira-
vel, attendendo ; seu percurso e a populacho no caso de se utilisar deste meio de
transporte.
COMPANHIA RECIFE DRAINAGE
O servico desta companhia, dependendo de abundancia d'agua, para a sua
perfeijilo nao c mpleto.
Durante o anno que findou de 1886, foram collocados mais 64 apparelhos,
sendo supprimfdos 16, de modo que presentemente funecionam 9,438 apparelhos,
faltando, portanto 562 para o complemento do numero de 10,000 a que a provincia
est obrigada pelo contracto.
Tendo o commaodo das armas reclamado sobre o facto de negarera-se 03
agentes da companhia a recebar o lixi dos estabelecimentos militares em que ba appa-
relhos, determinei em 6 de Dezembro, que fosse satisfeito esse servido, de conformi-
dade com o art. 13 da innovoslo do contracto de 18 de Dezembro de 1865, como
opinou o tisca! do Governo, Antonio Vctor de S Barreto.
Foram apresentadas ao Thesouro Provincial as conta* relativas aos dous lti-
mos semestres, na importancia de 263:992:5740 sendo do primeiro de 131:4535506 e
do segundo de 132:5365235.
COMPANHIA DO BEBERIBE
Pelas informales que prestou rae o respectivo fiscal, engenheiro Jos Joaquim
de Mello Cab, v-se quejraarcham regularmente os trabalhos para a concluso das
obras de abastecimento d'agua do Recife.
Estilo a terminar a construccao do edificio para a collocajlo das machinas e
ua montagem, devendo a primeira bomba funocionar por todo o corrente mez. ^
Acha-se concluida a obra do reservatorio, o qual j co nejou a eneber-se de
agua, para experiencia.
Tem sido feita a limpeza dos encanamentos velhos e a ligaclo destes cora os
novos, restando apenas a assentar 3 kilmetros de menor dimetro.
Tambem eatao promptas quasi todas as construccao destinadas collocaclo
dos r.'hafarises, e espera a companhia receber brevemente os pavilhes de ferro preci-
sos para aquellas que nZo forem de alvenaria.
Em todos os encanamentos novos e nos velhos, j lropos, tem sido collocados
de cem em cera metros, bydraote para extinecao de incendios.
Conced, em 13 de Janeiro, a prorogaco de seis meses do prazo marcado na
cliusula 18 da innovacio do contracto de 17 de Janeiro de 1881 depois de ter visitado
peBSoalmente as obras e reconhecido que a companhia trabalha com solicitude pelo bom
desempenho dos deveres a seu cargo.
COMPANHIA PERNAMBCANA
Desempenba esta companhia com regularidaue, dispondo de cito vapores, os
seas contractos de 28 de Msio de 1881 e 7 de Agosto de 1884, com o Governo Geral
e com a administracSo da provincia.
Tem a seu cargo a navegajSo costeira do porto do Ricife at os do Cear,
M-iracaj e ao presidio de Fernando de Noronba.
Durante o anno lindo realizou 81 viagens, transportando 5,591 passageiros,
alsa dos gratuitos e 342,850 volumes de mercaduras.
Sus receita, inclusive as subvencSes de 155:600^000 que recebe pelos cofres
geraes e de 24:0005000 que recebe do Thesouro Provincial
Foi de......588:7805329
E a despeza.....362:2775636
Inportando um saldo a favor dos ac-
cionistas de 226:5025693
O contracto provincial termina a 30 de Junbo do corronta anno.
COMPANHIA DE BOMBEEROS
NSo tenho resolvido ainda sobre esta melhoramento, aguardando a resposta
das direjtorias das diversas companhias de seguros martimos e terrestres, com as
quaes o art. 13 da lei n. 1,860 de 11 de Agosto de 1885 autorisou a administracSo
a contractar o servico de extincgSo de incendios n'esta capital, e que foram consulta-
das desde 27 de Novembro do anno passado.
Constou-me que ellas nSo teem-se descuidado do convite, e que a demora na
solucao devida a estarem colhendo informacSes e esclarecimentos exactos sobro o
assumpto.
OBRAS PUBLICAS GERAES
As que estiveram em execucSo durante o anno passado foram as seguintes :
1.a, Ponte Buarque de Macedo ;
2.*, Obras de reparaco no edificio onde funeciona a RepartijSo da Inspecto-
ra da Sade do Porto ;
3.a, Obras complementares do edificio da Academia do Direito do Recife.
Do engenheiro Alfredo LiabSa, a cargo de quem ellas se achan?, obtive os
esclarecimentos de que tracto.
1."A construccSo da ponte Buarque de Maccdo continuou durante o anno
com extrema morosidade.
Achando-se a verba orjamentaria destinada a este servico j exhausta no
1. semestre de 1885 a 1886, consistiam es trabalhos desde Janeiro at 21 de Abril
apenas em completar as fundacovs do concreto do 6. pilar, trabalho este que diz o
engenheiro fra imprudente adiar, a no querer incorrer mais tarde em despezas addi-
dionaes oom a reconstruecao da enseccadeira; foi tambem sustado pela mesma occa-
siao o estabeleciminto da enseccadeira do 7. pilar.
A partir de Julho recomecarara os trabalhos, levantando-ss o 6. pilar, at
cima do preamar das aguas vivas ; mas, em vista da incerteza da verba da affectada
a este servigo no corrente exercicio foi de novo suspenso no fim do mesmo mez.
Durante as interrupcojs do servijo, o pessoal empregado esta va limitado
ao numero indispensavel vigilancia do da e da noite, do recinto da reconstruccSo e
da pente.
Somonte a 15 de Novembro cessou a inactividade, e ao lindar o anno, achou-
se prestes a ser rematado o 6. pilar, e a enseccadeira do 7. prosegua em rpido
andamento.
Pela organisaco dada ao servijo e cora os meios que o orcamento actual-
mente faculta, do esperar que at ao fim do corrente anno estejam terminados o 7.,
8. e 9. pilares, adiantada a construccSo do 10. e em andamento o 11." e ultimo.
As despezas effectuadas durante o anno foram de 38:6405784, sendo:
Pessoal......17:1815580
Material.....21:4595201
Cabendo ao 1 semestre 16.3905815
2.o 22:2495959
* O casto total do vigaroento, tabolero, calcamento e remate da ponte foi or ja-
do em 301:7955920, cabendo 170:5245800 a superstructura metallica.
2."Consistiam as obras de reparac&o do edificio onde funeciona a Reparti-
cSo da Inspectora da Sade do Porto em fazer-se o tapamento das feodas das plati-
bandas nos dous ngulos do sul e embocar e rebocar as mesmas, reparando-se o te-
Ibado e assentando se canos ao longo das paredes externas nos mesmos ngulos.
Foi esta obra oreada em 1165897 e exacutada por OJorico Amancio Con-
cesBO Ferreira.
Correram as despezas por conta do Ministerio do Imperio.
3.As obras complementares no edificio da Academia de D.'reito consisten
na construccao de urna galera coberta o ladrilhada em volta do" pateo principal do
edificio, na abertura de dous portSes em arco e no desentulho e nivelamento do
pateo.
Orjada em 3:9825607 est sendo executada por Constantino Alves da Silva,
que pelo conselheiro director da Faculdade foi contractada em 20 de Novembro pela
quanta de 4:0005000, em vista de alguns accrescimos de obras constantes do respec-
tivo termo, que o contractante obriga se a executar.
sta obra acha-se quasi terminada e correm as despezas por conta do Mi-
nisterio do Imperio.
Durante o anno de 1886 foram organisados os seguintes orcamentos :
Das despezas a fazer-se com as obras
de reparaca o do palacio da presi-
dencia .....
Com o edificio da inspeccSo da, Saude
do Porto. ....
Com a esoola de aprendizes marinhei-
ros. .....
Com as obras de reparacSo do Arsenal
de Marinba ....
Com as obras de reparacSo do Hospital
de Marinba ....
Com a escola de api'pndizes marinbe-
ros. .....
Obras complementares do edificio da
Academia de Direito.
Todos os proprios nacionaes onde funecionam as diversas repart3as conti-
nuam a neceesitar de reparos mais ou menos urgentes, sendo que o Palacio da Presi-
dencia acha-se actualmente reparado, tendo sido este trabalho incumbido pela presi-
dencia da provincia directora das Obras Publicas Proviocaes
REPARTICO DAS OBRAS DE CONSERVAQAO DOS POiTOS DA
PROVINCIA
Contina esta reparticSo sob a dirsccSo do engenheiro Alfredo Lisboa.
Durante o anno qui acaba de fiodar-se deu-ee o seguinte movimento de
ervijos e despezas:
Com a excavajao do porto despendeu so a quantia de 51:3365051, tendo em
resultado a extraejao de 87,875 toneladas mtricas de vaza, vindo a ser o custo me-
dio de cada tonelada de 51:3365051=584 ris.
32:2365580
1165897
8595285
7:714^333
1:3605134
3905324
3:9825607
Esta falta de rendimento de um edificio elegante em urna cidade populosa
em que pJe-se manter, si nb permanentemente, ao menos por mezes, urna companhia
dramtica oa de operetas, facto que couvra ser removido, procurndose meio de
attrabir para este theatro as companhias que funecionam em outros particulares, que
lbe estSo fazendo concurrencia.
Talvez produza bom effeito o arrendamento mediante certas cautellas. En-
tretanto um assumpto para o qual poleis tambem voltar vossas vistas, caso no
queiraes deixar somente a cargo da administracSo, nos limites de sua competencia.
(Contina).
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DU 10 DE
MAIO DE 1887
Augusto Octaviado de Souza.Dou pro-
virnento ao presente recurso, para que seja
cemprehendido no art. 4o do orcamento vigen
te, oestabelecimento commercial do recoren-
te. Cousta das informado ;s e documentos au-
nexos que foram em tempo satisfeitas as exi-
gencias do Regulamento de 7 le Outubro de
1873, so nSo tendoo requerijiento do sen-
tando sido escripto por elle proprio, mas ape
uas assignado, o que fez parecer ao Consula-
do e ao Thesouro falta de observancia do art-
6o do R -gulamento, que diz requeri.nento
escripto e assignado pelo proprio sentado,
etc. Nio procede, porm, este fundamen-
to. O que se exige que haja requeri-
m.nto escripto e assignado, pouco impor-
tando que o escripto seja proprio ou estra-
nho, desvendo a assignatura ser proprio ou
por legitimo procurador. Em nada influe
a lettra, que nSo condico de isenjSo,
nem de prova, como asontece para nlista-
raento eleitoral (Decreto n. 8,213 de 13
de Agosto de 1881) em que se requer es-
cripto do proprio punho e com assignatura,
sendo a letra -reconhecida (arta. 23 e 26
2o) por ser requesito necessario saber ler e
escrever, o que no se da com o indulto
orcamentario do art. 4o que indistinetamen-
te favorece todo o estabelecimento com-
mercial que s tiver caixeiros nacionaes,
sem atttfuco dos respectivos donos, que
poderSo saber ou nSo ler e escrever, com-
tanto que observem as prescrpcSes do ci-
tado Regulamento de 7 de Outubro de
1873.
Antonio Joaquim Rodrigues Pinto J-
nior. Sim, com vencimentos a que tiver
diroito, para sergosada na provincia.
Antonio Botelho Pinto do Mesquita.
Passo portara concedendo a licenca re-
querida.
Alvaro Barbalho Uchoa Cavalcante.
Deferido com officio de hoje ao Sr. ins-
pector da Thezouraria de Fazenda.
Francisco da Fontoura Britto. Rcquei-
ra a autoridade competente.
Bacbarel Gaspar de Drummond.De-
ferido com o officio de hoje ao Sr. inspec-
tor da Thezouraria de Fazenda.
Honorio Pereira de Souza.-Sim, pa-
gando as comedorias.
O mesmo. Requera autorilade com
ptente.
Bacharel Joaquim Pedro da Albuquer-
que Cavalcante. Diga o Sr. juiz de di-
reito da comarca de Pao d'Alho.
Jos Soares do Araaral. Sim satisfetos
os direitos fiscaes e procedidas as deligon-
cias do estylo.
Jos Ferreira da Cruz Vieira.-Informe
paes como Ibes parecer melhor ou mais
acertados, dentro das attribuicoes que a
lei confere as cmaras.
Nos cargos em que so achou a Cmara
Municipal do Recifa, coacta por desordei-
ros que se apoderaram da sala de suas i.es-
sies em attude ameagadora, e perturban
do os trabalhos, era da competencia de seu
presidente requisitar, como fez, forja pu-
blica para garantir a cmara.
Sendo urgentes os negocios a tratar, e
nao querendo os vereadores em minora, pa-
ra evitar serem vencidos, consentir as vo-
tacocs, chegando afinal a se retirarem.
procedeu devidamente o presidente, previ
nindo que, a continuar esse estado nes sos-
soes seguintes, como continuou, chamara
inmediatos, para que a Cmara _n3o dei-
xasso por isso, de funecionar, limitando
e numero dos convidados nicamente a
quanto fossem precisos para baver sessao
(art. 22 4 da lei n. 3029, de 9 de Janei-
ro 1881), c contrario daria em resultado
impor a minora sua vontade maioria,
ou nunca poder funecionar a Cmara, o
que n5o encontra apoio as leis
Quanto pergunta,se pode o com-
misiario de poiicia, por forja do art. 25
do regulamento interno da Cmara (Reso
IujSo provincial n 1,394, de 2 de Maio
do 1879), suspender qualquer empregado
e determinar que nenhum obedeja ao res
pectivo presidente at que a Cmara se
rena ?
Respondo, que as attribuijSes do com-
missario sao as de espediente, ou mais
propriamente, de execujo, e no de deli-
berajSo, que s pert^ncem a Cmara e
nio so entender del ..-galas. Tanto que o
citado artigo do regulamento manda que.
quando revogado3 os actos dos commissa
rios pela Cmara, no se annullam seus
effeitos anteriores, o que torna evidente
que nao se refere quelle artigo a todos os
actos, aceitajo de propostas para contra
tos de obras, autorisajo;s para estas etc.,
que se nao annullassem scus effeitos quan-
do praticados pelos commissarios, dara a
estes prerogativas, nao iguaes, mas supe-
riors as da propria Cmara. O commissa-
rio, pois, nSo podo suspender, quer por
correejao, quer administrativamente ao
empregado.
Devo informar a Cmara do tacto de-
lictuoso por elle prticado, e esta, por sua
vez, dar parto ao govorne ou co.nmuni-
car a autoridade juiieiaria directamente,
conforme a circumstancia. O poder de
suspender os empreg .dos pblicos n&o se
infere ao poder de deraittir. ainda quaudo
este tivessem os commissarios, coaferi-
o Sr. inspector geral da instruejao pu j do sempre por disposijao oxpressa e clara
Djca_ ida lei ou regulamento mesmo quando sim-
Joaquim Galeno Coelho. --Seja o suppli pies pena disciplinar,
cante ouvido. E quanto aos demais assu-nptos do suas
Monte Pi dos Voluntarios da Patria."] consultas, declaro Cmara :
Sim nos termos do Regulamento de 16 de Qie sempre nesta provincia tem se
875875
Comparando este custo com o de 1885, ver-se-ha que bouve diminuijSo de
241 ris por tonelada, devida reducjSo do pessoal feita pela respectiva directora.
Despendeu-se 41:8865262 com a conpervajo do material fluctuante.
Foi vendida em basta publica o cavername da draga n. 3, pera importancia
liquida de 1:0955000, que se acha reeolhida Thesouraria de Fazenda.
Por conveniencia econmica e do servjo foi esta repartijlo mudada para a
ra Nova de Santa Rita, assim como as officinas de carpinteiros, calafetes e armazem
de materiaes para os telbeiros do predio n. 61 da mesma ra.
Foram igualmente arrendados dous armazens pela quantia annual de 1:6005
para nelles serem installadas as officinas de machinas.
Embora nenhuma oceurrencia de nota tenha hr.xido nos caes da cidade, to-
dava, alguns ha que, como informa o director, se acham muito arruinados, em conse-
quencia da pessima construcjSo ou insuficiencia de alicorees, ou, finalmente, por nao
terem a precisa espessura para sustentar o aterro, e estab, por esta razo, desapru-
mados.
Pequeas alteraj3es bouve no fundo do porto ; assim, as Cinco Puntas,
urna extenjlo de 184, a profundidade diminuio em media de 0",153, e defronte do
pharol da barra de 0m,227 soDre urna extensSo de 386 metros.
Foram despendidos 4:9615220 com o rebeco, psmente de reboco e alvena-
ria de peJra nos caes, rampas e dique do Nogueira, e 141:8025'77 com todos os tra-
balhos a cargo-da repartijSo.
THEATRO SANTA ISABEL
E' administrador deste theatro o ommendad >r JoSo Pinto de Lemos.
Em 17 de Janeiro considerei caduca a concessSo feita por acto de 27 de
Julho do auno passado a Thomaz Pasini, para fazer trabalhar urna companhia lyrica,
por no ter elle assignado o respectivo contracto, nem pretender dar-lbe cumprimento.
Em seguinte defer a petijio em que Joaquim Monteiro de Carvalho reque-
ra o theatro para o trabalho de urna corapaahia dramtica, nos termos do regulamento
de 16 de Mar jo de 1885, com a clausula de dar um beneficio em favor do mesmo
theatro.
No decurso do anno de 1886 deram-se 52 espectculo*, 9 dos quaes sem a
contrbuicSo do estylo, do que resultoa o limitado producto de 1:7205000.
O administrador, que" zeloso e conserva em asseio o edificio, fez a acquisi-
j2o de um novo panno de boeca, vindo expressamente de Pars, e realisou o concarto
do estaque do salSo e florSo da entrada, na importancia de 6005000.
Fez tambem a compra de um lustro de 12 bicos por 2405 J95, cm substitui-
jSo do que bavia desabado em consequencia da ruina do estaque.
Mar jo de 1885, e sem a contribuijSo do
estylo.
Mara Petronilla de Jess.Esta presi-
dencia nao dispoa de passagom gratuitas
nos vapores da Companhia Braaileira.
Paulo Caetano de Albuquerque. -Sim,
com os vencimentos a que tiver rtireito.
Ro lrigue8 Carvalho (S C. Informe o
Sr. director do Arsenal de Guerra.
Ricardo Fonceca de Medeiros.Aguar-
do a vaga da cadeira que se refere.
SebastiSo Cyrillo Gomes Peana. Infor-
me o Sr. inspector de Thesouro Provin-
cial
Umbelina da Costa So res. Sim.
Vicente de Moraes Mello. Informe o
Sr. inspector geral da instrucjSo publica.
Secretaria d Presidencia de Pernam
buco, 11 de Maio de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
4a Secj5o.Palacio da Presidencia de
Pernambueo, em 26 de Maio de 1887.
Jamara Municipal do Recife, mas por uns justamente por essa rorm id-:j
s por outros de seus vereadores, separada 'tu-r a sua qualidado.
nente, fiquei inteirado, em parte, do qae| E' consequ.meia da aoeiUci
m occorrido em suas ultimas sessSas, so de quem nSo somenti cu
ao do recur-
cidadao, mas
raao do pai ou de u><1
Tambem nSo votarao
quando jurarem
doassuadas e tendo a privado antes de somen(e ^^ C(sos
funecionar. E porque as divergencias ter;P'_>S^_P J_ _a molhonl.. oll
tunccionar. pJrq. .s u,*BIoui"" e nSo ein outr.s analog .8. semelhantes ou
possam ter sido ocasionadas pelas ques- ^*o nUo jararem.
t3es aue os vereadores trouxeram ao meu ,n B'nu 'o.u > J. .
"", 1 1 ____i E motivo de. consciencu, qu. pode exis-
conhecimento, p sso a tomal-as em cons-!
derajSo, apezar dos ditos offi os nao esta
rere, assigoados pelo cmara, conforme
manda o art. 64 da lei do Io de Oatubro
de 1828
b vereedores vencidos encontrara nr, lei
os meios de se opporera s maiorias, quan-
do Ibes parecer que estas procedem mal ;
podem fazer .que os actos da Cmara, ou
suas consultas, venham a decisSo final do
governo; porm nao impedir que a maio-
ria delibere e resolva os negocios munici-
tir ou iilo, tanto mais em ourportjS-s qu
no exer^em jurisdiejao alguma conten-
ciosa.
Sobre uto expresso o '-rt. 38 da le
de Io de Outubro de 1828.
E, assim respondido a Cmara, esper 1
de seu patriotismo e amor ao municipio
que nao ss reproduzam questScs allieias
s conveniencias publicas e improprias d-:
suas elevadas attribuijS s. /Wr> Vicen-
te de Azevedo.


tentado, de aocordo com o aviso n. 910
de 7 de Agosto de 1875, que a palavra
cidados do art. 73 da lei do Io de Outu-
bro de 1828 compreheode os vereadores,
como exemplo, entre outras, as decisSes
de 12 e 23 do Outubro de 1380, 18 de
1882 e 10 ds Maio d* 1884, dos ex pre-
sidentes con8luciros Franklia America de
Menezes Doria, Fran msco Mara So Ir
Pereira e desembirgador Jos Manoel de
Freitas, acceitando recursos de vereado-
res vencidos pela maioria da Cmara,
como cicladnos aggrawidis por taes deli-
berajoes.
A geaeralidade da doutrioa do Av. n.
4'J de 22 de Fevereiro de 1872, germlte,
entretanto o recurso do art. 45 do Regu-
lamento n. 124 de 5 de Feverero de 1842
para o giverao impeperial, das delibera-
joes dos presidentes da provincias sobre
os >-aso do art. 73 da lei de 1828.
Que, admittido e recurso, n3o fica por
isso o vercador ou vereadores excluidos de
Por oficios de 22, 26, 27, de Abril findo tomar parte na discussao do assumpto e
e 4 do mez corrente, assigaados, nSo pela votar, por sso que venador vencido e
Cmara Municipal do Recife, mas por uns justamente por ossa^forra 1 melhor accen
e
raent
e de que a Cmara, afioal tem conseguido vereador, que concorre para a deLbsrajao
funecionar regularmente, nSo obstante a da Cmara-
dissidencia de alguns de seus membrus, I .
""....., '; Ou". o vereaor so nao pode votar em
aue a desampararam, pretextando nao se, stu.> TBlc^T' f
Muo r r j necociu de 8itt Dirticular ntarasse, ou dos
cntirpm bastante livres com a presenca da negot-i uo K
tmirem numuiB 11 1 K v ascendentes, descendentes, irmaos e
fr>A nnblica reauzitada Dar seu presiden- 9llu'i atouu,-,uoai
torj* puoiita '4U'"W f P cunhados. emquanto durar o cunhadie, *
t nara evitar. OUJ contiauasse a invsaao, i.uuu*uuo, emiju u i
le, para av, H"- n-atn naren'es-o nSo est incluido to, ir
no recinto da Cmara, de um grupo, que, n'-8^JPan^8/^ ,.
indebitamante inter^inha nos debates, dan
Mg*


*>
Diario Repartios* da nriicin
2. 8e-vao.-N.44ar-SeT.tanu de Po-
Kcia de Pernambu ;o, II de Maio d- 1387.
Illm. e Exu. Sr. Participa a V. Exc
que firam hontem rucolhidos Gisa de
Detent-lo os seguintfs in.livi-iuos :
A' niinha ordem Jos Francia .-o Pere
ra, Maooel Jos do Na83ment, couheci-
do por Manoel Da/id, Francisco Aotonio
Gomes, conhecido por Chico Grande, <
Aotjoio Tavares, oomo sentcueiadoe vin-
dos do termo de Pao d'Albo, e Maria
Faastioa da C aneis!) eoruo alienada at
que tenha o conveniente destino.
A' ordem do subdelegado (U tr-gaetia
do Recifo, Michais, por disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Izidio
Elesbao da Silva, Albino Victorino dos
Santos, Manoel Leocadio da Silva, Seve-
riano Jos da Silva, Jos Leandro de Mi-
randa Filho e Dionizia Maria da Coacei-
c2o, por disturbios.
A' ordem do do 2o districto de S. Sot
Mauoel OarreU Carneiro, por disturbios
A' ordem do do Io .'istrbto ".a Ba Vista
Joao Francisco Jos de Sanl'AMM e E'ny-
gdio, ascravo, de gnea Cavalcante de AI
buquerqtie Maranbaode Laeerda, por dis-
turbios.
Partee ipou-roe o delegado do termo do
Brejo da Madre de Dvus, em oB io data-
do do 4, do correte mea, que em compa
nhia do JJr. prom itor pubKoo, do escrivZo
edo respectivo carcereiro, fez a visita da
cadei i alli ex'st.'DtP, e nella encontrou
25 presa isotenciados, sendo 2 processa-
dos e 1 pronunciado.
Netmaora re damacio fixeram ditos pre-
sos di trata-nento que recebiam.
Coramanioau me e subdelegado do dis-
trictn de l-beribs qu--. hontmn pedas 9 ho-
ras da noi'e os ladro-s p-ntranio na cusa
de residencia de Custodio Martina de Al
mt ida, arrombaram a gaveta de urna m-sa
e se apoienirarn da quintil d 85$>000,
em sedulas de 55 e lOjOOO
O ref-rido subi-degado tomou conlie i-
raenti do facto, proceden a comp-teote
vistoria, e dengea-da descubrir o autor ou
aut ires decae facto.
D-us guarde a V. Ex-. -Illm, e Exra.
Sr. Dr. Pedro Vicenta de Asevedo, rouito
diario presidente *a provirjptii.O chafe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DA 11 DKMXIO DE 1887
Mau iel J<-s Dantas, J vniano Irineu Paes Bar-
reto e Bario di- A'acagy. '' rr'n lu'-se.
Cuitas dM 10" serie da 1 iteria 24 dos ingenuos
da CoIsbi Isaoel.Eiaminem-se
Mano 1 Vi.iiiia do Sulla* Barros. -C'.uipra-sc,
registre-s- e Neam-se os ase-ntament m.
tarrada Nativid-dc Perr-ira.Paoam-s > natas da p Tfaiiw de IteonC/i.
Jote de Almei'ia di C-,iih,, Francisco Antonio
Tavares e Paulino VV. Navarro Lio.Informe o
Sr. e-mtad >r.
( ffie s do Dr. jnis d dir ito colli-ctor de Agu.i Preta. II-ja vista o Sr. Dr.
procurador fiscal.
Philadelpha Gertrudes P~reira Osta.A vista
das informaeSes na > ba que d-ferir.
MARIO DE 'EliSP ,uC0
" RECIFE. 12 DE MAIO DE 1887
HtetfciM ta Kiitopa
Pelo vap r ugl- z Mondrgo, que houtem ehcgou
da Europa, recebemos as segointea noticias alea
das qu constara da Cait de D So c rrerpandente
de Lisboa que v* publicada a ib a rubrica Exterior.
Hi>npiii>hu
At au princpiOH >ie M.io ni 8hir pira
Marrocos a emba xa.ia hesp tnb la, que ha de en
trepar ao su't) os presente-,
Aioam-s- parahsadas a< negoeiv- sobre o
tratado de ciramTCio eu'.r.- os Ef:a'ios-Uaidos e a
H'cpoib.t,
Parece qne o mon ipolii do tabio s-ra adjudi-
cad i ao banco de Hesphuha. Essf boatoxeverteu
na subida doi fundos, o que denuncia a boa acei-
tacao Reral da ad)ndicHc4 ai banco.
E-t actualmente a -evilhs o principe Alberto,
filhi do princ-ipe ds Giles. Tem sido curnpri
melado p ir V das as autoridades.
Via 'ou es principaes munuinentoa.
___ Uuj official di ro irinh h spanh la inventou
am novo tysteui'i de nvegaco subotarina.
O planos, siibini'tiJjsa um x une, foram f .v>-
raveinen'e ncoihid.ia.
P >r esta TS'em* > ivio o I" n .ve.r .r tres lilas
segu i a do-.ixi d'agaa con uma vel ici
12 m 1 it p ir h ir..
O ministro oa guerra apresenton differantes pro-
Ject'e de lei sobre reorganisscao do exercito, dos
qun's um eatabelece o s-rvic m como
em Fraof*. Este o j eto eisid'-rado impor-
tente em presenes dns eventualidades.
Dcvia cartir a --'(i ds Madrid par,i Pars a ral
nh* I-iabel.
A r.iinba. que tem passado rnuiti rae inondada
durante ai uitim-is e-manas, fi aeonsflhada pelos
sem nvMeos assiateutes >i ir tomar as agaas da
Allemanha. Dentr.i de mn mes ab ind mar o pi-
lacij de Cantillo, p>ra ir seguir o trat*meal
ihe f i indicado.
0 duquv de Braganca telegraphou ao b'r. Vloret
ssinistro dos negicios i ogeiroj dando-ihe os
psames p li ni le b-o lilhi
O Sr M ret encarreg imoi (i o Sr.
M : i s Vigo, embmxador dt I spinha em Lisboa
de ntaiwfostnr ua gral rincipe, p la d>;
lieada atwaeio qie em elle ti vera.
E' matto provnvel q n prfsen'ar a Al-
lemanai em Madrii o Sr. Si secre-
tare da embaixadi ti letni hib fans. P
o eoa -i lima seri transferido pira pars.
Franca
Mnnifesta-s? em Fr'.nc a mai ir s renidade.
Eoiqiiniit.o a enmara n2 i toma S reunir e o g.v
Tern protegue una suas investigiyes, para co-
nbeccr j il poderio re lisnr s>t a
tran r irno d i -rvic Emquant a e iBtmisei i d
oreas**-) I nao reunir, n&i poder eonbeeer- t onde for-im es esfir? s do gahi'
Reaiiaou-se a 18 de Abril a reonifto d >s conso
lhos municipaes. E' b 'in sabids que, muirs ve
eb, naa sesso s desses eonselho> se pr<
vo'os, que por dizerem resp> ito a HS tko s c .nsiderum legaes, e por isso (eem de
ser aiinullados. .
O Sr. (J.iblet, presiden'e do contelho, fez expe-
dir urna circular por tal motivo, principalmente
por caos* d-t nuestao los snb-prefoiios.
U governo supf que a questao nao dnizir d
apparecer uas sfssoes d s oiv lh s geraeB, e uu
occula qne esja incontesta elinc.iie uma ques-
tio poltica, e, p irtant, oas c-indifSes das que nao
Didein s".r tratadas pjr aquellos corporn^oes ad-
soinT8'rativa8.
Se, em feral, o governo mantem a dtutriua com
respeito aos as-uiDptos poltica, e r'conheca qoe
aquella om aucstai politia, considera-a, com
todo, aouasun ns-ecio especial.
Assio, diz a circular :
. Considero agora a qnestai que nos oc.eupa
mais particularmen'e b je, a questo dos sub-pre
feitos.
Disse qoe ama questo esseocialmente po-
ltica
Iiifrlsm"iite reio que e prtt'iiderdes oppor-
?os diseusso vota^o sobre esta materia ex-
perimentareis, e o governo igualineaie, u.n com-
pleto th'que.
Depois accre8jnta :
i Nestas coudicoei, jul feito, que ser mala hbil por de parte, po' um
ves, adisposico da lei de 10 de Agos'o de 1871,
e permittir a diseusso e vjt cao das mocoes rela-
tivas suppret ib-prefeituras.
Bastar simplesmente declarar que ttiee Jvo-
tos nao sao polticos ; que nao se trata, na reali-
dade, seno de um assumpto de administraco ge-
Observo-vi s, pois, Sr. prefeito, que melhor
deixar aoconselao geral inteira lib.rdade de for-
mnlar um voto, qne toa nSo podis iu,pedir.
Esta circelar nasa pro* de bom senso, por-
que nada mais prejudicial autoridade do que
pretender ella evitar o qne nao pode impedir.
Se a dispoeico legislativa impede certos actos,
preferivel dr a essa disposici uma interpreta-
cito que nao colloque a administraco era urna si
tuaco pwico lisongeir
D mai, n'estes casos tem o governo a iranhar
em p-nnittir a apresentaco de todos os votos e
m o.v, pirque assim se assegura da opinio que
exista a aquellas corpiraces, que, diga-se o que
se assaer, nao se pola segregar da opmiao do
Em presen?a da i eselaeo do governo. uma ae
duas toantoee : ou a o^iuii >j uiamienta tao
uiiau'in- qe nao se podan demorar os actos que
demonstren) ser elU acaUda, oa a divergencia se
presenta d forma qne licito tomar delia nota e
coneideral-a devidamente.
Sob este ponto de vista, aresolucio tomada Delu
governo tem vanUgi*n ineontestaveis, priooipal-
mente por se saber n'aquelle pas qne na-. o go-
verno que inspira as resoluco-s d'aquellas corpo-
rscaes, e priueipilmeute o governo que deseja
inspirar-se n03 votos debas.
A 12 de Maio prximo que deve camecar a
jenda des dimautes di coroa de Franca.
Est chamando a atteneo do mundo scien-
tifico a Conferencia internacional dos astrnomos
nuiiaa om Varis n'este momento S que tem por
fim levant-.r um inappa geral do c> pela pboto
graphia, eoi virtnJe de um sccordo estabclccido
entre todo os observatorio.'.
Consta de um modo pisitivo que muitos paizes
monarchieos se .ibateem de concorrer a exposico
universal do Pari. de 1889.
E' casoaasenteque a Allemanha, a Italia, a Di-
namarca e a Koumania s nao faro representar
na rosta qne a Franca prepara para celebrar o
centenario da su grande rev.ilucio.
Oo jarnaes francez'S narrioi di seguate modo
o facto da priso do cacnmiss-irio ff ancez Sr. Scu-
o ebel, na frunter* frane iza. prisio q-ie COOSti-
tue uno incidente, cuj gravidade intil di33imu
lar.
H* alguus da hnviasido derrubado o poste
com as cures allemes quj marca a fronteira da
Altacia-Lorena, na entrada eutr; Pagny e Xo-
veaut.
O poste era de madeira n acbava-si tollocado
direita da estrada, indo para a frootetra Os
moradores daa eircumvisi.ihan^is lol;s dizem que
o poste cabio por na i estar suficeui engate en-
terrado nj solo.
Ein frente do poste allemii acba-se o pos'efran-
eez que de ferro chumbado n'uxa pedra. Este
nunca foi derrubido.
O commissario de pilicia allemla d'Arssoi-Mo-
relle, um lal Gautash, cscreveu n esta rcspnto a
Mr. Schnoeb I, c mumsano espeeial de polica
em Paiiy-sur-.VIo3elle, eonvidanlo-o a ir ao sitio
onde esta va o piste afim de se enieniorein a res-
peto da 8ua collocaca).
Foi ua aegunfa-feira 18 de Abril que o Sr
Scbnoebcl receben a cart di co oinissario u'Ars
su -Jloselle, e foi imm diatainenie. ai lu^ar apre-
sado, onde nao encontrou niu'ue.c.
Na terca feira tarde, Mr. Scbuoebel leeeb u
uma carta na qual o commiss trio de polica sile-
sia se desculparapor motives de servicoe
tix iva para quarta feira i 1 hora da tarde, outra
coi.terencia.
Mr. Scbnoebl sihio do si-u gabinete, f'iiae rii-
xou os pap"is que tr.itia comsigo, d r_" i ai
n menor desconflauta para o sitio indicada para a
e lloeaoSo do post e nao vi i d ngm m na estrada,
evitando comiuao transpr a fronteira e conser-
vando-s cuidadosamente cm t rr( rio francs.
De repente, euiquanto elle esperava o co
sarin allemao, deviam ser pouco mais ou menos
2 \l' horas.apparc.-cram-ihe subitaue.ite 2 indi-
viduos vestidos de blusas que estavan esc o
as vinhas que ornaui a estrada, asarram-uo, a pe-
zar da sua vilenla resistencia, para a fronteira
atastada cinco ou seis mei
Mr. Schnoebel, bo neui curaj ser ibusto, ape-
z.r de desarmado ojipoz resistencia e eahio ii.
ciio juntamente caiu os seus Hg^resj)res. Atinal,
succuiubio: os dous bomens pozrlaiu-ilie nlgeui is,
depois levap'ando aa b'Uias, (n stramlhe os u n-
fonnes allemaeg.
Durunte a lucta, o commssari i franc z chamou
em seu soccerro oa einpregados do camin-. > <1'.
le.T que estavain trabalhaiido ua linh.i, pr> x m
ri estrada. Elles correrain, mas nao s atreveram
a fatr consa ueuhu'j;a 4 vista dai unif irin t al e
Poda esta scena foi presenciada pr.r um culti-
vad r de Amovida que estava trabailianda n'um
\ ii.Ii i 3 unj quarenta metroa da eatr..da.
- Iiiiora-ae os motivos da prisio de Mr. Sch-
noebel.
Segnndo os bostas que correm, os allemaes qui-
zeram vingar-se do commissario frauce por elle
tur dad i hospitalilade a Mr. Antonn na noitc da
sua ex.iuUo de Me's. ou considera i-ho como
um membro activo da li--a. dos p.tn-it^s.
Um dos grandes atreravos da Allemanha c mtra
Mr S huocbel, o c m nissano francs c .nheeer
a fundo tola a fronteira, estar au faci de al .-
as manobras d s vi-ino >> > n.lo perd T de Yista Os
officiaos da guaruieio de. Metz q e vio a Naucy ou
a Pariz.
Na dovassa qno foi emprebeudida p>r Mr. S.
doul, procurador geral de Naucy, e Gautreau
commaudaate da g-mdarmeria, que toram para
Pagny, apurou-se j que o commissario allemS-i
tautsch, assstio pnsao de Mr. S hnoebcl ; ct
tavam escondido a rinba, c foi que o cprntou aos
agentes que nao o conheciam. Os agentes, se-
rondo se d z, tinbau vinJo um de ticrlnn o
outro de Lsiozig : acbavsm so em MetS havia o.'Co
uias.
- ltimos dias tem 6do en orn; o numero
de trnceles expulsas Je M-tx, que tem entrada a
ra.
Sfereee-se todava a espectativa, de urna solu-
9o p cifica, uo incidente S;huoebel.
A qnesto afilia! nsume-se em verificar se a
iVi.- S.-hnaehei reslia d "in territorio alie
u.io nii-ra territorio francs. E' o que se obt.-r
com o mquerito que se est prooedendo.
Exagor>a-i'e ao principio a Bgaificaco do io
cidente, mas a iraprensa allem e a francesa t mi
revelad i a p ssivcl moderacao,
le perteito aceordo c aneiras u,-
fficiaea sobre o assumpto.
U :. folba de Paris, puadi i jn lie osament | I
l i franc z nao deseja guerra, nem est cou-
vi'inent m 'nt preparad > para 11 a.
Os jomaos ingles s crean q'ie a prisio do Sr.
bel Efectuada neutro do territorio allem
legal, mss recouli eem que se proced u a ella biu-
tiAo acreditam que a AH-maiiha enh
querido fazur a Franca nina olfen=a premedilad ..
sm nicamente 'l.r um serio aviso u s facto-
res de tramas na Alaacia-L-rena ; oupoom qo-
.io ser promp'amente li.ninoin.-aii;
f'azein notar o espirito coueiliador dos dois ge .
el uvain a s renij,iJe da ioipreusa frau-
ceza.
S ja o que fr, M ejeplieacoes, trocadas entre os
faos e.ve.-n si a ni na seria girintia de que u
iBcidenie nio rrai complic (Sea mm pora em ns
co a paz cinq i.
O Sr. Ly.ieu, eniarregado de nogicios da Alie
manila. I vo a leudo um telegramuia do principe de Blimsaik, eoi
que declara a iat"oco de por e.n liberdale o com-
missario francs caso so prove a viola^o do ter
ntorio.
A tntr- viit i realizada ultimamenle entr '. os Srs
Lydeu e rlourens foi a trceiraa respeito da pr-
su do Sr. Schuoebel.
O procesan de inqnerito ..lemo anda nao tiuhi
li eado a Berlim.
A Gazeta da Allemanha do Norte sustenta qu-
a pnsao do Sr. Scbnoeuel fji ffeeluada torio -IIeinao. Os jornaes aemes dizerp t >d is que
o incidente no tem importancia alguina, e que u
governo francs ha de reconhecer certamente a
condece ri ieiiea da Allemauha em negociar com a
Franca a respeito d'um caso que coustitue uma
queatao interna puramente I Lina.
O processo enviado de B rlira coni n duas car-
tas do commi'sano allemo Gauis h, ambas '.ata-
das de Abril, convidando o Sr. Sctmwcb I psra
uma conferencia.
O iaquent aliemo affirnaque o Sr. Scbnoebel
foi preso quaudo a 'diriga ao sitio combinado para
essa conferencia. O Sr. li rbcite coininumcaria ao
Z verno a lemo Os autos do ioqu Tito francs. O
Jornaei do* Debite* ni > ciG que possa baver res
posta da Allemauha sutes de alguna das.
Foi expedido para B rlim o procesa j s pplemon-
tar que con ,n o > fae-simite das duas cartas
do commissario allemo Gaotsch, as quaes c osti-
tuem a prova formal da cdadefeita ao Sr. Schaoe-
bel.
Um telegramma do principe Bismarek para o
conde de Lydeu, telegramma que este c inmunice,u
ao Sr. Flourens, explica a raza j porque o incidente
ni foi tratado desde o comee > pelas vas diplo-
mticas : que o tribunal superior de justica de
Leypsig tornea a iniciativa do proessso e ordenoj
a priso sem avisar a chancellara, e por uso esta
s in'erveio na cao quando o governo francs o
lev iu ao sen conbecimento.
D zem de Pars que a primeira recita do Lohen-
grim no Edn Tneatre, em que tomara parte
Fids Devris, estava marcada para 26 ; comiudo
vari jornaes persistan; em pedir o adiamento,
oom receio de maniftstaeoes tumultuosas.
O Time* er que ser difficil chegar a elucidar
os fisecos occorridoe ca Pagny, e que cada nm
daa partes ficar convicta do seu direi'o, mas a
Allemanha precedera assisadamente se procu-
ratae uma soloco propria para socegar o amor
proprio d< a trancie* oA-ndido.
O Zl'mes ree^nbeee a moderabas do governo da
Prana.
Os jarnaes rnaarai ceasuram unnimes o proce-
dimastto das autoridades altssscs no incidente
Scbnoebel.
Ooerti, porin. qoe o acontecmenlo de Pa-
goy-aor-Mosel e, na pode tardar agora a ter um
desfecbe honroso para ambas as partes, visti que
das av> rigu ii,'oea de um e de ontro lado se decla-
ra deduzir o direito internacional, nico absoluto.
Depende elle destas tres pergnntas, qne mencio-
namos pela sua ordtm de importancia :
A priso foi feita em territorio frunces ou em
territoro al:lemo ?
No segundo caso foi o resultado de uma embos-
cada ?
E' uso entre governos regulares proceler di-
rectamente priso dos funeciinarios um de
outro T
O dous primeiros pontos hao de sem duvida
ser esclerecidos pelo inq'ierito aberto simultnea-
mente pelos dous govcinos.
0 que parece ate aqui que a priso comecada
na Allemanha, ontinuou em Francyt, e coucluio
na Allemanha ; sendo asiim certa a violaco
d > territorio francs, e o governo allemo na i be
sitsr ion fazer o qne indica o direito ntern cio-
nal. qje Boltar Mr. Scbanoebel.
Qnauto emboscada afiirmad i pela malar
pane dos documentos, mas p-ssivil que seja
negada pelos s-us autores ; se contado fr de-
iiie.istn.da, a priio promovida por tal modo nao
pode ser mantida, porque sem ore se entend-u
ein casos seinelhautes, que a p.-ssoa indicada, es-
capa s con3equeucias da previ ncao, da inculpa
cao o d julgamento de que foi objecto, se foi
artrahida ao territorio do giverno que a procura
ou esp-ra p,r astucia ou tiaieilo
Cumpre acerescontar que as i essoas que se
oecupam officialin.'nte deste incidente de ambas
as parte?, estj absolutamente convencidas de
qu" houve violneao de territorio, eimo demonstra
o inqaeri o franc z, o pstnCine de Bismarck f ir
irainediatamente por em iiberdade Mr. S-h .nob-l,
sera fazer mais noiihmna ccnfidera(,:j sob o ponto
le vista i.ilewo.
J foi entregue em Berlim o proeesso do iu-
quento francez; d vendo contar par menos
com dous uiaspiia fjzra compar.ieo entre os
docum>nt08 franceses e illemlea era de supp.ir
que antee do fm do inez estivesse resolvido este
coufliet i, e de molo satisfactorio para todas na
boas retacos iiitornacionaes.
Delelca
A se8cc:aco calbolica do aistricto de And cor-
de propde c n Id ito s cortes um seu correligiona-
rio que o tribunal d- Gmd coudemnra.
sfa candi la tura considerada erm' n:n pro
i em :a o loer judicial, e por isso o u nutro
ia justica, Devaldcr, apr sentn a sua dems-
-
llalla
Apr. s. nt u-s" a Cmara d is Depotad is no din
8 de Abril o novo ministerio italiano. O Sr. De-
pretis deelarou que era incito amigo da paz < que
projecta lar t do o d"r>Tivislvmento possivel aos
aiui .ui nt f do rc-no. En frica, nao se deixar*
rrastar a imp.ez-is irrtflictidas; mis esfii resol
vdo n tirar vinganca do morticinio dos sida i
italianos cabidos sob os golpes traic. iros dos abe-
xn-.
Para atlcnder s d-spisas necessarias a estes
dols fins e para acabar a constru \-r. i d i e le dos
caminb is de ierro, aera pr ciso acudir a recursos
buppiem- litares, que o governo inten'.a procurar,
m.iiitendo os decunis al licionaeado imposto sobre
a propriedade rustica c elevaud os direitoB sobre
a importado de cereaes. O ministro da fazendu
Marques um liaba que fosse entroncar ao sal
com a rS-ie das vias-ferreas do Cabo.
Entretanto, a opino publica parece qne all,
em grande maioria, adversa a tal ubatituicao de
onde se de loa que esta nao vira a realisar-se.
Falla-se tambera do projecto do eonstracco de
nm canal que baja de ligar a fronteira do Trans-
waaf ao perto de Lourenca Marques, stravesian-
do aisira, em toda a BHa largura, o nesso terri-
torio.
Parti f.nto-hontem de Lisboa para a Hes-
paoha o Sr. Conde de Salbom. O Ilustre diplo-
mata acompanhado de sui espesa o filha e vai
reassnmir o seu posto na embaixada porto jueza
em Paria. Orando numero de peasoas d i p: iioei-
ra sociedade lisbonense, iucluindo q iasi todos oe
ministros e suas esposas, foram 4 qart de Santa
Apo.oma deapedar-se dos nobres viajautos.
As noticias de que ltimamente so tem ag-
ravado os padeciraeutos de 8. M. o rop'.radir d
Brasil, transmitidas peio telegrapho, tem casalo
aqui profunda sensaco, na 6 ua respeitavel co-
lonia brasileira, tnas em geral; porquanto a gran-
de il!u8traco, as virtudes civic is e a superiorida-
do do carcter de S. M. imperial, sao justamente
apreciadas ueste psiz, que o augusto soberano
tem v sitado por mais de uma vez. Nioguem ba,
pois, que deize de fazer em Portugal sinceros vo-
tos pela proloDgaco de nms existencia to pre-
ciosa, e de cuja du segundo geralmenfe se pensa, o futuro poltico
desse hospitaletro pais.
As mf irsaaeoes communicadas bontera de tarde
pelo digna ebefe da legsco brazilera nesta crie,
o Sr. Viecoude deCarvalho Birg-s, reiaejo de
urna folba da noite, sao de que, infelizmente eon-
tinuava gravissimo o estado do 8r D. Pedro II.
Ha das, quando ebegaram a Lisboa os primei-
ros telrgrammas reftrindo o estado mrbido de S.
M. I, interpellado na cmara dos deputidos o ;n
verno para de.'I irur o que sabia de oositivo a iil
respeito, o 8r. Barros Gomes, ministro do* neg
cioa estrangeiros communicou cmara que erara
mais satisfactarias as n iticas da augusto enterra l
p pir essa occaaio profera 8. Etc. pilavras de
multo affecto que bem traduzem a espei'o-a -ym-
pathia d'esta .i>"co e da familia real portognesa
pelo Bi-berano venerando aue o Braeil se utiuade
ter tido por to dilatados aunas frente do3 seas
gloriosos destinos.
Entenda se de uma vez pa serapre, que. a mld
obscura que trar;. i esta linhas e assira presta a
imoarciaossiraa himeoag->m do seu respeito ao
p.-imeiro magistrado d > Brasil, jamis tomou a
p'iina para Ihn s.ippcar u-n* graQ* ou mere
nem pira Ih'a gradeetr, o que tambem pd 1-; dizer
em relaco aos soberanos que no seu paiz lera rei
nado desde que tem nao de raza i.
A lisoiej* servil nao est nos s-"us hab tas a co-
mo n> d-ve favores do e*peeie alguma tanto >
uns cooio a ou'ros maior dir.ito aiula I he a-iste
de expr acerca d) tao altas pera loogeoa a insus-
p-ita apreciaeXo qu-? ao seu mod'stissmo criterio
merecen, 03 actos da sua vida publica e o seu en
rao'er pessoel
Os que ah me leem desde 1851 aero inlulgn-
trS de certa para este paren'h as, t Ivea inp-
p irtun 1 mas em t>id 1 o caso indispensavel.
J verum de Dilly proraenores di mort- do
m .logrado i'overnador de rimar, Alfredo Maii.
Esses promenores n> s> ai o da nffieiaei, mas
merepem tolo o ereti'o. A c>:r;a que 03 refere
de 4 de .Viarc, que foi o da a-guite a> do or
bar-i al tentado.
A horrvei tragedia passou-ss aasi'n, 3'cund > o
t-sremiinho da parocho de Dilly, quo prea mei iu
tuda ou qnaai fudo.
Cerca das Ilhiraa da manhi, o g iverivi !->r
Maia Jingla se de Lahane para Dil'y. n'um pe-
q'ieno carro, quando, ao chegar aa po3ta d 13 mi-
radores, s. entrada di c dade, crea de duzentis
individuos que al!i estavam reunidas Ihe dirigi-
r m rlgu as chufas na passagvm.
O governad ir apei iu-sh e muito colrico, en'ro 1
no rooito e pedio explieaces d'aquelle proc 1 -.
Red-brirain as chufas e as ainiaQis de mil
que o Sr. Mala, perdendia cb ci. pu-bou da un
revilver e disparen caotra ell-s, mas a aiini na
fez fago.
Dusen-.os br.- cis armadas se ergueram sobr o
infeliz que, vendo-se f e desarmado, ua m'io
d'aque la turba enfurecida ; quiz fugir paia a ci-
dade ; mas sobre olle correa toda aquella chuaraa,
npresentou logo projectos de lei attinentes a rual- ar-emessando-lbe p-dras, paos aza^a 18, de ina
sar este desidertum, p a C-iraara ndmittio a urgen- ; neira que eem pasaos andados o infeliz governa-
cii pedid.1. Emret-nti no deixar deoecupar s* dor cahia desfallecido n'nma valeta da estrada e
Je dieeisas interpellaco.'s 1111 re a poltica eccle- all foi barbara e cavardeinente assassinado
gabi-
siastiea, colonial e, internacianal do acta
11 fe.
N.-io faltar assumpto com que exercitar-be a
Ioqu- Ha dr>s diseursidores parlamentares.
Um despriihi de Mosaouah para a Tribuna de
Rima eoutirina que Kss-Alula est completando o
s-u txernte. Os italianos tem prendido rauitjs
esj> 0-8 abexius.
J ebegnu a Massonuh o genera! Saleta, vai
Bubstitnir o general C-nu como commandnnte em
c-ii-1-- da fi elir/Jo italitna.
0 general Saleta pedio pelo telegrapho, ao mi-
nistro da guerra que Ihe mande mais dos b.ta-
ino s de infantera e ura certo numero de canhoes
R ceben cinco grandes e hnrriveis ferimentos.
dous as costas um dos quaes Ihe alcancou o co-
r(,-o ; outro no pcacoca, o quarto ni co ?a e o
quinto no queixo, quand" squella borda le asaas-
sino3 procurou corte.r-lhe a cab-fa. j que nao
c-onsegii'ram porque ^ esse terapo muita genti
corra j para o lugar do crime, e que os obrigou
a fugir.
E' impossivel descrever o pnico que iato cau-
sou em Dilly. Os estabelecimentos f-ebaram-s o
pnvo corra espavorido e lonco em todas as direc
o5es, a tropa da primeira liaba, recjlhm a quar-
teis, a artilberi-t era eollocada as embocaduras
dns ras, tud alarido, tudo Confuafio at que um
de 7 e 9. Tuda Ibe seria expedido nos pr'mesres l nico pensamento oecorrea todosrmarem-se.
das de Maio.
Santa M
Dize n de Roma au Joma' dos Debates que sao
quasi 'fliciaes as n uicr.t,-s dos nuucioa:Ga-
limb-rti, era Vi'enna; B telli, em Paris; Pietro,
em Madrid ; e Ruf remit Munich
Pipa b'Sita cutre os Srs. R mpallae Vannu-
tull para ccrethrio de Estado,
,6.
Correspontlcucia lo Uiario de
Peroambiico
PORTUGAL -Lisboa, 29 de Abril
Ha li je recepeco en grande gala no puco da
Ajuda p ir ser oaunivt-rsario aa cuthorga da carta
cmiatituciooal.
SS. AA. o Duque e Duquesa de Montpensier
sahirain do L'sb- boio expreaan para Madrid.
O Sr. Conde C oi'lesaa de Pars e seus filh s
tamben partiram para aquella capital no da 22.
U'eniie es hospedes da familia real que vieram
r bsp'sado do principe da Beira, t es-
to anda '-ni P- rtugal c>S. AA o prineipe L-o-
p ild 1 de Bohenxollern e sua consorte a princesa
D Auto na. irm d c-l re D. Luiz. Parece que
oou-o lempo hus ae d. morara ntrenos.
Affirma se que SS. A A. reaes v Duque e Du
.,u --:: do Braganea deixaio Lisboa n.is primeiros
na- de Jouba, indo h Inglaterra visitar os Srs.
Condes s Paria, c.m quem ficaro algumos bc-
naoil.
-. Boa viagein, todava, tem por fim assistir s
t'J^tas do jubueu da rumba Victoria, onde S. A. o
principe r;e.l D. Carlos representar sen augusto
,iai.
Na eesBaO da Cmara dos Deputados de 23
destB mei. o Sr. conselbeuo U-'iirique de Macedo,
ministre da marinhi e nltrame.r, annunciou que a
cauhoneira L>ouro havia ch gado na veapera a
Mozambique, trazeu.lo astieiaa de Tungue.
tataa uaticias sao muito sati factoras. A
riaiiquillidade era completa naqu-lia baha, 8 n-
lo inieir uneute destituidas de ion lamento ns n- -
(iciai iladae pelo Temps, de Pariz, referind* se a
-..ina suipivza du lorie p> las tropas do suliiio de
Zumbir e a um mornciuio Ja guarnicao portu-
ueza pe >s s.mzbariBtas. A corveta Affonso de
Albuque-que ficav de estuca 1 temp .rariau.ent-,
na bi lia de Tangue, e a vapor Kilwa, que. fra
apreesado, tinha largado da baha, seguindo em
ductor* Mozambique.
Hi poucos das sabio de L'sb ia o Sr Gui'herme
-!e tirita amp-lio, co vero-, de Portu-al para r -alisar aa negociaCoeo ves de uma victima a lamentar, baver.a duas po
c m o sulto de Z-msib.r. 0 ilmstre expl rador ?"" 3r- Mal* ," e,88Br"'u,eut'' "* cruzara o
1 .u n paquete Havarden Castle, pelo Cabo da
Boa Esj.cianea.
T-n.lo o Sr Iyens pedido a sua exoneraco de
residente em Ztnzbar, foi nomead para aquelle
imoutautc p ato consular, conio juigo ter lh s
diio, o Sr. Visconde de Cistilho, eoui-ervador da
Uiblioibeca Nacional e amigo governad >r civil da
districto da florta. S. Exc. tamo m pattio no
raesinu paquete, afim de ir tomar conta do seu lu-
gar.
Uma f Iba de Lisboa envo que se fasem actual-
mente grandes eoforpos para resolver certas diffi-
culdades que encontra a pro>ongaci do caminbo
do ferro sal africana para alera do territorio por-
tugus de LiOurenQO Maiqnei, e a cansti uc;o da
li da sobre o territorio do Trauswa il at Pretoria.
O goveruo da TrausWial e asamblea nacional
d-uuella repblica, a guada se dis, sao ardente
n nte solicitados pela colonia inglesa do Cabo de
Boa E-perauci, atin de substituir ao caminho de
farro para o territorio portugus de Loorenco
Voaram ao maternl de guerra e ahi o cunmau-
dante das corapanhias maudou distribuir espingar-
das e revolveres a quautos 08 pediam e u.spira-
vatr. e ntiuiKja.
Dentro ex pauco, cada funecionario poli! e
c--.il.- popular era um soldada.
Oa duzeutos bomens da segunda linha, que ba-
viam morto o governad r, cortaram aa sahidas da
cid-.de c om o fim de baverem s mos o secre-
tario do governo, o alteres Francisca Ferreira,
ercatora detestada por todos oa tim ires, e nico
causa lar desta enorme desgrava.
A nomeagi do alteres, na ausencia do Sr. Joa 1
Dnarfe da Silva, foi mal vista por toda a gente de
Ti mor.
Eis as causas imrnediatas doattentado :
No da 1 de Marv 1 o regulo de Montare', Lu
cas Martina, born m muito prn-lente e b^ndo-o,
dirigi se secretara do governo a fim de solici-
tar a soltura de dous individuos do seu reino que
se achavam presos. O alferea Ferreira rtc- beu o
brutalmente, como tem por eostnme tratar todos,
de mannira que o regulo irtmiifestou o teu pezar.
sendo 10 seguida posto ) a da secretaria pela
Ferreira que Ihe lancou as mos ao pese 50.
O regulo seguio muito prud ntem- nte para o
seu eme. Mais tarde era o m sino a-feres pro-
curado por um official de m radores, parece que
para o meomo fim, e, como o reculo foi aspi ra-
mentp trat..do, chegando o Perreira a agg'edil-o
com u:n soceo, puxado com tal forja, qu ibe par-
ti a caneca.
Os moradores trataram de desaffr- ritar o seu
official, e para iseo renniram-se ene I-a mnit'-s
outros, e prjcuram o governador pari| quo Ibes
tiz-sse Justina ; infelizmente o hr Mnia n is
aticndiu e r-prehendeu-os speramente, chegando
t, segundn uizem, a aggredir com um pauta p
o official que o Fe reir insultara, e que leVhutoO
um piuco a voz e ura tanto inc. oveiiiontome t .
O iue verdade que de nao le era tido atten-
didos pelo g-vt-rnador, resulto! a marte hffron-
t- sa deste brioso official da nossa armada e. dis-
tincta escrJptor.
Comtudo o moradores nunca pensaram era ma-
tar o governador, mas siin o aifen-s Ferreira.
Foi a fataltdade que victmou o infeliz Maia.
Na da da sua morte pe manb cedo, j* se na-
tava grande borbonuho no posto dos moradoies e
o ajuntamento era grande, mas era Dicly ignora-
vh se isto, e s quem se diriga para Lahone
observava 1 sfa eircum.-rancia. No cmtauto as
pe8soa8 que lam para c-sa do go ern dor h-va-
vara Ihe ssa noticia, mas o Sr. Maia, nao Ibe
tigavu importaueia a ponto de qu'rer vir t para
a cidade quando ja o alteres Ferreira se dispu.li-.
a acompaiih --I-".
Foi anda assim urna felcidade, porque boje em
superior da nisso que impunha silencio a to-
dos.
0 alteres Ferreira segua para Msco, a bordo
do paquete da mala holln i -zi.
O funeral do infeliz governador realisou-se no
dia 4 de Marco s 11 horas da maxha, depois de
ser resada uma misas por sua alma, a qne assis-
tiram todas os tunccionarios, trujando rigoroso
luto e algumas senharas das suas familias igual-
mente enlutadas.
O prestito foi muito concorrido, e dorante a
mssa c o trajecto para o ce niterio as lagrimas
brlbavam no rosto de muita gente.
A mem ira do Sr. Mu mereca-as, perqu ja-
mis Timor ter frent^ da sua admoistracao
nm individuo maia intelligete, valente e brioso.
Por ora os trabalhoa parLmenti.res nao
tecas offerecido grande interesa-. Vais algumas
c mmissoes teem sido eleitas. A oleica de Alij
foi o assumpto de algumas sesses, terminando
pnr ser annullada em virtude de Ilegalidades m-
8anaveia
E' e-rto que um mes vai ja decorrido e anda
as duas casas do parlamenta nao deram par con
cluida a verificaco de poderes de aeus mem-
bros.
E' de crer que. as prmairas diseuasdes poticoa,
que se bao de effsetuar na cmara d ia deputadoe
com mais vivacidade, ter de ar a do parecer da
eoramiseo respectiva sob-e o bil de indemnidad
pedido pelo governo para os actas dictatoiiaea, e
a da resposta falla do throno.
Jnlgo que Ihes meneionei na minha de 23
quaes sao os deputad-a eleitos por accumulacao
de votos.
'ertencem tolos seis ao partido regenerador.
O partido republicana t--m apenas dous repre
sentantes na cmara o.ipular.
Um das seas caudiltios que se propizora por
accumulajo, ficiuna apuramento final com mui-
ta nferiordade de vot ia cm rela^aa aos primeiros
seis c.-iodidatos.
Falla-se era qne houve chapellada* do votos de-
terminados para e.icluir do parlamento aquelle
candidato republicana e que eesas chopeladas fo-
ram futas de aceirdo cim 03 regenert-d ires pelas
autoridad s administrativas dos diversos dis'ric-
tos.
E' passivel... entretanto quem onssr alfir
mal-o sena 1 oa org-is dos queixesas !
O ficto que > i.Ermam.
As diversas secedes di conrnissao da fasenda
da cantara do depurad ib, psaminam n-ste mo-
ment, segundo 1. distrbu'co quej. Ih=s cooinu-
mquei, as differentea prnpostas finaneeiras apre
sentadas pilo governo, de que tamiiera opoorta
u'im*nte Ib -s lei c nh -c m -n".
Aig'.iraas dellas teem s-ff 1 lo tilteraco'? nots-
veis, en hirmini 1 com as j ipiniSo, taes eiini a disp -si^-io que torna va os se
oh tos regpinsaveia p -i i p -.,-.ro -nt 1 aolhisium
publico dos impaar 9 locativos e su-npMianos, de-
vidoa oelo s-us ni ] uliu is.
L'vant i'jia cintra este vexv
iu", prepiravain-se ls'is -! nssigia u-.a r-'cl.i-
muid 1 e n mata cintra umi ineiol 1 de que
aultar-i o i-nrara 03 a nho iu a renla d is
is om o m atante dos nn osl I ne
tado os tornan r-spinuiv fijandio mquiino
s b e rarregad eom o angaie .t < i rea 1,, nn -.
em to i 1 o ca) e nao ei ni r va ele d--bifo ao the
a mi' 1 n--1 19 ime i-t -i que Ihe t >?S i" lanc id -
O certa q'ie o;ir>j-"-ra f,i innd'fic IPI.-- de ce i 1 -:: o mtn ito da fas
N lingnagem urban^meate p ''; la 11 ^-?a
ropr-usa partidaria, cllama-so e sto cnguHr surs
su -itr-i-i.-- q'i t ina reeans I -ruco -< n mr .111 a
qupai t'-m a im-i: ra -;e fuzel--is paril
attrief 11 ex asa 1 :s.
T.-l-.nb -l 81 ff ei: m -.iXi 'HCaO O pr '' t ; '. i n .
pinta daa \Kaiidegis, sabr --i 1 1 ni quu -I z ree-
p ufo as taxas pr postas 3 >or* o assucrea,
E' de presn nir que anda ps -' pr
por nais nlgiunas maliicac-.'s i r ia-> qu- as ]
militas reclamucSes dara me ir militas das dis-
1 sigo-a c !'' Ua no pi -i oto da nova pauta.
. Queira-se g" in nte im-i-eo 1 ivers-t -i-
tuaud 1 de seicra poupados de augmento do imoia-
t 1 quasi t-)i 1? o artigoa de lux>, e nao f ist 1,
mas -.t m'sm-i bn'ficiadoa con diminn c a, 011
cim a livre entra-ia, ai mesm 1 psao quo ai
m*readoriase gneros de primeira necessida.e
fiin s !..- rregados de novo- e maia elevados -li-
reit ia.
11 aoe almira paren -3 que ns folhas regenera
dar-M f.e.in fa'1- lastimas q au lo ao que parece,
1 actUil ministro di f.iz-uda nao fez mais do ou-
sprjv-itar, segundo se diz, es trabaihaa prepara-
dos p--l 1 sen antecessor o Sr. Hmtz Rib -iro.
Foi ja votada, quasi sem diacesao na cmara
dos deputadoa uma I-i deerstando desde j a ap
plicoci das d'reitos da nova pauta a todas as
m-Tca-iorias, cujas taxis acto es sai augmenta-
das pela nova pauta.
A propasic de lei pissou para a cmara alta,
on le brevemente sor disentida.
A questo dachefiaou chefatura do ptrtidn
regenerador ticoj a iido, pelo expediente que os
m guates do partido t.nnarain de nanear uma
eommiss) le 1 in-o memoras que pros-gnir din
gindaos trabalbos polticos daquelu partido.
Coquclin, o priin^ iro actor da Comedia
r'ranjiise esta gora a representar no Porto de-
pois de ter dnio era Lisboa a eeis r ritas da as-
signatura.
Depiia anda regrosar a L'sboa pra nos de-
leitar com mais ouatra representa^oes.
L.
da 2 cadeira de Govaona requerendo consigna-
co da quot-i de 12 1OO de seda vencmentos de
Setmbro de 1S74, c mo professor le 8 un Jnrdim,
di ai de Abril a 22 de SMo de 1876, eomo pro-
fessor de Anglicas.A' rommiss.io de otcamento
provincial.
Outra de Joa de Souza Ramos e Joaquim da
oliva Carvalho, proprietartos de casis e meias-
!S "S 'I"*?** d0 OMMtr, requerendo a
collocacao de dous lampeSes alliA1 commisso
de orcameoto provincial.
Outra de J ,o da Costa Kibeiro Souza, pro-
pnetar.o, agricultor e morador no engenho Babv-
lo.ua da comarca de Nasareth, reclamando contra
o ira pisto p.r cab c* de gdo de solta.A' cora-
misso de orcamento provincial.
Outra de Jos Elenterio de Azevedo, contrac-
tante das obras a servico do matadouro da Ca-
banga, requerendo approvaco da prorogaco da
seu contracto per mais tres annos com a Cmara
Municipal do Reifc.A' commisso de orcamento
municipal,
Outra do tenente Manoel Birnario Gomes Sil-
veno, escrivo do crime de Lmoeiro, requerendo
conaignaQio da quota de 19295() para, de pre-
ferencia, Ihe serem pagas aa custas judiciaes que
Ibe deve a Cmara Municipal d'alii A' commisso
de ore im-nto municipal.
Outra de Mara Albrtina de Oliveira Costa.
pn.f- ss"ra publica do povoado de Barro Verm-lho'
requerendo pagamento de 1:366jr21 de s un ven-
cmentos de 1 de Des-mbro de 1682 a 1 de Julho
de 1883 e de 10 de Marco a 20 de Se.embro de
1885.A' eo nuissii 1 de orcaraento provincial.
Outra d Mauoel Alexandnno da Kicha, arre
matante dos mooitos mumcipaes de Barreiroa,
requerendo o abatimento de 3'l7O(K) -na arr
tayo.A' eommiss 1 de orcamento municipal.
Outra da (,'amara Municipal de Palmares por
seu procurador, raquerendo eonsignaco da vei ba
de 1:9625500 para pagamento do aluguei da -asa
que ssrve all de cidria e quartel.a' comunssaa
de nrvameto pj ivioei ;.
Outra de Wells H -od, superintendente da es-
trada de ferro do R-cit -, S. Francisco, r-*qae-
rendo c nsignacu ia verba de 5:838il8) par
cutas de transportes rie exereicios tindos.A'
e mraiss > de -irca n ; ivi icial.
Outra de Manoel Go calves de Siqumra pseri
va 1 d, jury de S, 'ente, requerendo a cre cao de
lugar de tsbelli i do jury do mesmo termo.A'
eommiss 1 dj ufva civil e criinia .'
S i 1 li los, a imprimir oa Begnintes proj.ctos, sendo 1. ;> -i.-.a-
il 1- de impres*ao em avulao vj de ns. 59,
liuiento du Sr. Regueira Cost., 1- 60 c 61,a reque-
r m inii do Sr. li. de Drummoud :
N. .58. A. A-seni'ili Legislativa Provincial de
!'erii-.ni lineo resolv-' :
Ait. n-ii :o. l.) 1 : q ;.. : ab ira t>* se-
er- tari.i do riles un Proviieiil, aasaai i n .eras
v anr-ig-os e cath gon de 2 eseriptni ario do mes-
1111 Tli. -o ir 1.
Re .Meani se ai m c ntrario.
Em 111 d Abril de- -7. -I) J .io de S.
N. ")'.l. A A nb 1.
e Peni iinb r 9 ve :
Art. 1" ea 1 -. ito da p-ovinc!a ut.nri-
ailn a jubila, de -.e -. : e ni o art ; 33 n. 11.


I.'i \ ;
D. S -,.' ia U n lierm .
he Vi r
.
:. N
V i > : -
i'ii'r-i-
.
PERKAMBGC
bracaaa se aggredis^em o seu secretario na sua
presenta.
A fatalidade est nicamente em o Sr. Maia
querer vir ahaix i uaquelle da, quando multas
v- zes se di .-xa va ficar em Lab ne e s o accreta-
no vii h. pura a secr- taria, justamente nest dia
foi elle que veio e o aten ti.no que ficou.
Ni emtJiuto. o alteres Ferreira estara morte a
estas htras se nao se n fugasse na casa da mia-
so, onde os padres lh deram asylo seguro e b-m
segur i, porque os timo es respeitam immencaraeu-
te o uiiaaioiiirioa.
No dia segumtes foi para bordo da Dery e
veio acuno -libado onicamente pelo Rvm. supe-
rior da mi-cao i Sr. D. Joo Gomes Ferreira. boje
bispo alerta de Cocbim, t pelo coronel dos leaes
moi adores.
Entre eslea dous individuos paasou o a!f- r-a
Ferreira pela frente daquelles que na vespera
havam aesas nido o Sr. Maia, sem ouvir o mais
pequeo insulto. Era a respeitabilidade lo sen
Asseaibli Provincial
2 SESSO E\l 20 DE ABRIL D2 1S87
PRKSIDESCIA DO EX.M. SK. DK. JOS MANOEL DE BARROS
\v l.v EBLKV
SrMiiARio :Chamad-i e abortara da sess i.Lei-
tura e approvaco das actas da sesso
de 18 e da reuuio de 19.Expediente.
Diseusso d requerimeuto do S.-. Jos
\1 ina sobii negici-is de Beacribe.
I) -curso do Si. Ferreira Jacobina.
Votacaa p rejeica do in-srao requer-
me to.Apr. se itscS i c diseusso de
um novo requerim-nfo de iufirmacoca
des .Srs. Prxedes Pitaiiga e Joa Maria.
Diacurao do Sr. Prxedes PifanijA. -
1. parte da ord-ra do da.Coitin.
em diseusso o pr. jecto i. 1 deste auno
L-itura e ap-iaueiir i de emendas.
Requer menta de encerramenta da dis-
eusso do Sr. Gonc ilves Ferreira
ObaervuQoes pela ordem do Sr Jos
Mar a fot co s de emendas 2a parte
r!a ordem do da.Eucerra-sa a discus-
do art. 2* ; or jecto u. 22 leste
auno e a'! a se a do art. 3".Eucerra-
incnt.i da SCSI
Ao meio da leiti a chamada e verifican io- = "
esrarem presentes O Srs. liatis e Silva, Vise inde
i'..biting-i, Herculaoa Bandeira, JeSo de ai,
R idriguea f rtt, L -urenfl i de S, Antoni i Vctor,
liaru de Itapissuma, Barros Wmderl-y, Rmae
Silva, Gooealaea Ferreira, Augusto Franku.
Coelbo de ,V1 raes. Amara!, Barros hurref o Ju-
ui >r, Audr D.as, Lniz de An irada, Uomiugues
la Si-Va, S--plir -ni-i P.rtella, Constantino de Al
buquerque, (jjines Pareut Costa Gjraes, Rogo-
berio, Aff iiiso Luatosa, Costa Rioeiro, Soiir--s de
A i-oiim, Jos Maria, Druramond, Ferreira Jaco-
oiua, J11 venci Mariz, Jia de Oliveira, Reg Bar
ros e Reguuiia Costa, o Sr. presidente declara
aberta a sesso.
Couiparecem depois oa Sr8. Julio de Barros,
Prnieoea Bitanga e Baro de Calara.
Faiiam oa ora. Ferreira Velioso, Joo Alves e
Sdoifio do Me do.
Sao lidaa e sem debate appr. v idas as actas da
sesso de 18 e da r uaiao de 19.
O Sr. 1 secretario procede leitura do se-
guate
EXPEDIBSTE
Um olficio do secretario do governo trsnsnait-
tiudo outro do regedor interino do Gymnaeio Per-
u..mlinean i .-erca de algumas das dispj&icoes da
emenda n. 187. A' commisso de orcamento pro-
vincial.
Outro do secretario do governo da pravncia do
Espirito Santo ecusaedo o recebimento dos Au-
ueg desta Aasembia de 1887.Iaceirada.
Urna petico da Associaco dos Funccionarios
r*rovnciaes de Pcroambuco requerendo qne por
occaeio de accesso, remoco, aposeutavio, jubila-
5o e reforma do empregado provincial se faf;a co-
branza de todos os emolumentos sobre o titulo,
durante um anuo; e que no caso do fallecimento
do erapregado, as familias deste tenbam direito
graiifieaco do lugar, nos termos da art. 43 da lei
u. 1886 quer seja este preenchido, quer extneto.
A' commisso de orcamento provincial.
Oatra de Manael Marinhe Cavalcante de Albu-
qnerqut-, professor pub ico de iustruccio primaria
lo6 S I" lo lo reo ni ,i
.: I-S..
- f
.1 I .
A t : t> vi iv :.- :
il t. 51 lo i :. le i
r -. p -
.i .--;:.:!
A '. :; -
. : I '
N. 6fi. A Ai i I i i. :.
Peruain Ivo:
A:f. Io r a auti rif mta i dm
va la Santa Casti il '' i I i' I n-
r :-. le li in .- ; i is va nci-
ii en! .. .,..... :'... |h ikomi ; ., Pedro
lll -', lili ll fl : til
d fr da p iVllCla.
Art. 2 Ficam rev -- las as em
c arlan i
S>la i:; r ;i. \ i i de 1837 Gs
..m le >. iiiiiinon I.
N. CI A A se nb '. ;-' ,i va P ,
Pernambue i rea i ve :
Art. iini o. Os ene I -. ii de que -:
s es tituios dos i fina piol illl i a (or
uumeracA), acceas i, rem cao, api sriitxco, i i
ca i e reforma, s ra i deeeon'ado mena Inieute dos
venc icen tos dos mesm- B e uprega durante um
anuo.
Revocadas as disposc --. Pin conirario.
Sal. das sesso-s. em 20 de Abril de l-37.=Gi3
par de Drumm nd.
N. 62. A Aasembi-i Legislativa Provincial le
Pernamiliico reSoJve :
Art. 1 Fica creada u:::a escola de instrueco
primaria na iihaoo Jardim, om Rarreiv a
Art. 2." Ficam revocadas as diapoai^oes un
contrario.
Sala das sescoe?, 13 de Abril de l.v-7. J :! -
de Oliveira.
O Hr. Jos Marn (pela ordem)Sr. pres
dente, eu picoa V fcxc. que consulte i casa tim
de terse erra consente qoe sejam disp :-
poblicaco i ;n avulso os pr'j -ctos que de !i
dia-ite fir-i.i presentados, porque Hf
iconomia do teinpo e de trabalbo.
Consulta oa a casa, r gritado o reqiierim
ontiea em diseusso o reqneriminto d Sr
Jur Mana, pedudu uformar^oja ao presidente da
provincia subre a nomoaco de una aul iri 1 id
militar para Beb rib '.
O *ir. Ferreira Jacohint) Sr. presiden-
te, na < tendo tido u pras-'r il-i uuvir a ui aignac
ao reqa rimento qu oa toi pos i .-a di.-cuse .
apenas limitar-m--hei a fizei ; repar s, at-
iento o lesumo dessa mesma inip-og ia?:! i p blica
isda nos joruaes desta cidade pelos rep ri rs qu
aqui tem entrada, pelo qual Vi riliou- i une ua c -
marc de Olmda, limitroph; d ala cid
lombjs ie eacrav-.-o 'iiriioa o grup.s-e ,- d -
e salteadores, oque pjr certo uie surpreh
S,h V. Ex:-, ea casa que Beberbe limita-sa
p-lo alo tul c leste c m esta cidade p-. la frcuue-
zia Ja Graca e do P- co comp] ti ule habitado,
aem mattaa, uem m sin i a que vufgarincntc se
chama cap miras. Pelo lado do nae w-se
com a freL'uezii de S. Pedro de llm io
que ao n il-i pela ir guezia de Mar inga i
nte tambora comarca de Oi ...
que comceam aa sima mal olios
Fragoso, Paulista, Jar Um, neo il r i parte
do oest! as mattas do engenho Don .'
auto bem se v que multo t ?queau a J circum-
Bcripc i.
Sab'V. Jixc. e a (-asa qne quiii m
eomo os jrrupoa de ml foit re ilt 9 s.'.
d 1.0 'Ciad is nao ; pela uare .,
tas particulares di E,
Sr presidente, nao aa autoridades ti-
vessem cummunicado a seus Bnperiores a exis-
tencia desses matfeitores em qualquer ponto per-
tenceate a Beneribe, cumpre, po-, que nao seja-
mas illudidoB, oda a bypotbc.-c d existeuc
aes grupos de assassiooa o 111 -it itor s, -:.i nejes
surio qae por qualquer mi :o etses Criminosos se
manfeatassem. No entretanto V. Exc. e a casa
a.bem que nao houve "anda uu.a vos, quer por
Cartas, quer p-la imprema, qm r im communica-
ca 1 ttieial, que demoastrasse. .1 existencia de se-
melhante facto. i?' 1 a existencia de grup 'S de
assaasinos e esc avos fgidos 0*8 martas que b'mi-
tara-se com a povoa?.ao de B-beribe.
E, Sr. presid nte, com 1 b-m estraohavel que
isso succela,em si'encio porque um dos proprieta-
ros dos eugennos da fregueziade Olioda, un daa
dignos repreaeutautes d ista casa, o Sr. O. J .- de
S. 8. Exc. perianto, admitida a hypothese d*
existencia do facto deveria ser o primelro a recla-
mar cora toda a instancia providencia uo sentido
de se garantir a si e sua familia que a que fica
mais isolala e a que maia taeilmante poderla sof-
frer aa consequencas dessa invas&O.
Entretanto S. Etc. nada dissa faz, uem se quer
denunciar a exist ncio do facto ; nao ha a menor
noticia delle.
C rao pois s pr3tende justificar a noraeaco de
uraa autoridade militar paia aq-i--lle lugar afim de
remover um facto que nao existe ?
Para que essa transgreaao ia vrlide no re-
cinto desta caaa ? Me paree Sr. presidente, que,
preciso acabar se de uma vez com essas c -usas :
nao se Iluda s publico, pretendendo-ae nos illadir,
porque nos nao ad.uttimos que asa seja serio.
Agora quer V. Exe. saber o motivo porque a
nomoaco se operou ? E' porque no correr Joa lem-
pos os bomens polticos paasam p ir certas phases,
tornaudo se at iocompativeis com os seas proprios
correligionarios. D'ahi as injusticia e os de.-goatos
profundos.
V Exc. sabe perfeitamente qae n'aqnellas pa-
rageas existem c-ooservadores de muitj boa tempe-
ra, verdade, mas que nem por isso inspirara a
meQH confanca que iuspiravam nos lempas idas,
w


fli


^__^M___M_M_MM
de F^ruambnwiHuiota-lcira 12 de Maio de 1887
3

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e sendo assira
aos modernos
5?T
esto


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^
*
r
'
esto obngado* a dar lugar
cavaloairos, lugar a aquelies que
^ZS^ ZJ&t um .ubdelegad, de
noliei" Pr fleberihe, serve pira demonstrar que
od rao ** An-aue, delegado da aquella leca-
Udade. nio c enr, congr* i pe. partid ., do odo que p *W
um amigo para o lugar da subdelegado. E a ni-
ca eoaelusifci que posso tirar de todo isso.
ist nais aeil de t r um i expl.cacao pir cau-
sa e entidades que tao batojadas pelo Sr. Barai
de Tacaruna. B\ p >ia, delle qua vera todos os ra.os
que t.-era lo fulminar alguus eonaervaduies ; mas
nao se diga que aa inattas de BobariOa estojara in-
pestadas do crnanosos ; e se assim M me pa-
rece que o go'pa teria de ser mais profundo, e qui
o digno Sr. Autu.ies devia ser dera.ttido cuno
delegado que por nao se ter .pressada ao menos
a dar a noticia d > facto.
O Sr. Joo de- SSe o fa.:to nao nata.
0 Sr. hniH Jac-biua-Foi aqu adosittido
como verdadeiro, e N p ois V. tile, que cuiapre
liq.idir esse negicio, e u parece qoe n exis-
tiod j por aaa inesrao que externo minh Opiniao;
e se ni i fosse l fora o eff ito que produz orna
discusso colloeada m-ste terreno em que ee ettn-
bue dentro da ciuade do Recite, porque Bebenbe
est dentro da ci :ade, grupos de salteadores arma-
dos, all naidmdo, certamenta eu nao tena vmdo
traaor miaba pedra para destruir este modo de
justificar i.o.neaees contra a boa tama, e conceito
que deve gosar a provincia.
Portantoeu creio cota i o nobre deputado pelo
3 districro que ama cre-icio da imagioaco do
nobre deputado, que e opp&e ao rt-qoerimento.
Era outraa pocas estas nomeacoas de uffiea-is
militares para a polica das localidades, foi muito
combatida; mis h-je acha que a cansa mulo
simples, mas nao deem o motivo que ffseta a m>
ralidade da provincia que torna smenos o carc-
ter merecido de urna populad-ai inteira,cr.iando-8e,
digo, um fac o imaginario, um facto que nunca
existi, e era mismo nao eccarreu ao espirito de
seu autor so usa como um recurso de occasio no
reeiuto desta cosa.
Portanto, couhecedor como son dopessoal daquel-
la freguezia, nutro relaccs d : araisade, j nao digo
cora incus c .rreligiouanoa. mas at cora adversa-
rios, fazendo juatica ao carcter sempre brando,
at certo pouto justo, do delegado o Sr. major An-
tunes, cu nie pissi dixar de dizer que esse moti-
va apresentado, na juatitieavel, nao serio, nem
trina acceitavel, porquo alo perteucia, durante o
anno que M segua, ae. exercicio da cadeira a
gratifica^ respetiva e se alo nertonsia a
ella, nao mdia ser suppnmida com lia ; per en-
ei a nm tereeiro, segundo a determinado clara
c expreaaa da lei. .... j
P.rtaoto, ereio que nio foi bem resolvida a
queat. desde qu< tbram as duas viuv.is esbulba-
das do goo do direito que urna le Ibes cou-
ferio. .. i r i A
O Sr. Gora-s PrenteMas qual fai o funda-
manto do desp^ch) da presidenaia ?
O Sr. Prxedes Pitanga-O facto de haverem
sido snpprimidas as cadfiras que erajji regidas
pelos mandos das peticionarias.
Mas, digo eu, falaa, nao ligitima, nao se
firma era texto algura de le a dou'riua sustenta-
da pelo actual administraJor da provincia.
A lei eogitou do valor da qaieira. Dix e|la :
logo que fallecer um protestor. a gratificacao de
antiguidade e troz mezes de seus vencim ratos se
rao abonados s viuvas e filb >3...
0 Sr. Gaspar de Drumuund Est revogado
isto.
O Sr. Prxedes Pitanga -O nitimo reglamen-
to de 1884. Nao m* consta que o art. 117 destJ
regnlamento tenba sido revogado por lei alguma.
O Sr. Ga: par de Drumuiond Asseguro que
est
O Sr. Prxedes Pitsn a Nao de boa juris-
prudencia o acto S. Exc. O valor, a importancia
das referidas cadeiras conatava s do ordenado, e
aquelies que as exercessem, t paderiam ter direito
ao pagamento do ordenado e nao da gratincacao
Oqiino art. 43 da lei d 180 revogou, toi a
concedi dos tres mezes de ordnalo e nao da
gratifiacio p>r um auno.
O Sr. Gomes Prente Mas que nao houve
substituto para esse professor.
O Sr. Prax-d-s PitangaIso nao embarga.
Osarts. 117 e 118 do regulamento ..
O Sr. Gaspar de Drummond Eao revog ados
O Sr. Joo de OiiveiraE.le nao era o compa-
tente para interpreta!-os.
O Sr. Gaspar de DrummondQiem era eutao ?
O Sr. Jo) de OiiveiraEramos ni.
O 8r. Gaspar de DrummondOra !
O Sr. Praxeles Pitanga O arti. 117 e 118
do regulamento garantiam s viuvas dos profes-
sores o gozo da gratificacao por um anno.
Portanto, nem asseuta em boa jurisprudencia,
nem se firma ua imuuguacij do illustre depu
tado.
Niose firma em boa jurisprudencia, pirque ha
nao assenta na impug-
aeria o
Portanto o que vimos posteriormente esw no-: dispos.coes em contrario ; nao assenta n;
meaVoe ao exerc.eio desae fuuceionario, que um naci apresentala por S. Exc PW
facto bem g av., maito serio e altamente depon, n- mesmo que d.zer que o Sr. pr,. dente da provn
te, deu-se n:i prepria pwoacao de B.beribe, e foi | ca, .gnorando a le que revogou esta "t*
o irrombarn-nto de urna casa e a violen da empre- toraou como motivo apenas estar suppr.ra.da a ca-
gada contra a peas .a de urna oiulher maior de 70 deira. ,Btlo
Looa, c ,jo :1cto t hoje reio, nao se procrea a Ei. pois, este o pr.me.ro ponto do meu quast. o -
menor dilig-ueia. Anda mais : no propr.o povaa-| nano. .._.* na nna,Anj o
Nao empregindo pilavroea, ue.n queretiti ot
fender o Sr. presidente da provincia u insltalo,
como diz a correspoudducia do Diario de Pernam-
buoo, mas tendo apeuaa em vista a eiucae'i de
um facto que, me parece, d2o assenta em lei, de-
sejo sab'r em que foi que S. Exc. se firinou para
negar a eatas viuvas a direito do gozo do ordena-
do e 8uu3~ nnineJiago na vemos que os ladtths
empregam violencias contra cusas e pessoas e nao
consta que a auto. dade tenba feto o menor ca-^o
para deseobrir os ladro-s. oa nutores deases cri-
mes.
Portanto, ve V. Em., se o motivo da nomeaca
este, pjr outro Udo o estado da freguezia nao
Tem mlhorodo, e ao contrario tactos graves se do do quo se tem dado a outras em idnticas Circum-
sem que a menor providencia tenha sido tomtds. | stanc.aa. ._..# m
O que na preciso inventar motiv .., empres- O Sr. Costa Ribe.ro-0 med.e argura.Mta m -
r a povoaeao de B.-beribe qualdadea que nao Ibor do que um formado em dire.to.
le csrarera reunidos grupos de salteadores O Sr. Prxedes Puanga-0 segundo quest.ona-
tar
tem,
rio o seguinte
Urna disposicao leg.el.itiva determnou qn- na
disribuicab das qootaa que se tivessera dos be
neficios das loteras bonvesse um i que fiase divi-
dida cutre os diversos emp.-egados do Thesouro
que se encarregassem da tornada d; contas.
Talvez esteja revogada ; talv.z o illuatre dipu-
tado tenha tambera couhicimeuto de alguma lei
as matas e mu to menos quilombos de escravos.
Teubo concluido.
Encerrada a diacusaao e posto a votas, 6 rejei-
tdo o requerimeuto.
V'tm meso, lidj, apoiado e entra em discus-
aao o seguinte requerimeuto:
Rcqueremos que te obteuba do Sr. presidente da
provincia respoata aos se2Unt->8 ilens :
1 Era qi- a-. firmiu'S. Exe. para iodeferir a que revogou esta disposicao
peticio de duas viuvas de profesaores fallecidos
que pediam pagaraeuto das gratificayo^s concedi-
das por lei.
2o Qje r tota tem S Etz. para privar 03 em-
pregaaos do Thesouro das qu tas concedidas para
a tmala das contas d a loteras.
3 Qoe vautagens visou S. Exc. para auspender
a commissaa nomeada pe Thesouro para liquida-
{iio das cjntas (o calcamenta
Exc. a seu arbitrio d> terraioou ao inspector
do Thesouro que estas gratn-tcoaa ou quotas
fossem empregadaa e reunidas ^0 ojnefic.o da lo-
tera.
O Sr. Gomes PrenteQoe o servio fosse feito
na hora do expedieute.
O Sr. Prxedes Pitanga Esta a tereeira
ques*> de que tratarei d pa3.
Mas procuremos verificar se o Sr. presidente
m o bom aen-
1" O que motiven S. Exc. a suspender a grati- da provincia proeedeu de accordo com o bam ae
c exercicio no magisterio pu- so, e ae firm.u-ae em alguma disposica de le.
ticafao d- 15 aun os do exerciciu uo tua
blico, mandando posteriormente restituir.
S. R.Dr Pitanga.Jos Mara.
O Sr. Prase'dPN PilansaNao venho,
Sr. preaideute, responder a um artigo au mymo pu-
blicado no Diario de Pernambuco, orgia orBcial
do governo, ein que se procura, paludamente em-
bora, defender a adraiuistraao de S. Exc. o Sr.
Dr. P-fdro Viceote. ..
O Sr. Jos ManaE S. Exe. mesmo detende-se
pallidameuro.
O Sr- Prax-des Pitanga ... fazendo recahir
sobre eati Aaserabla accuaacojs injustas, qual a
de nao entrar ella na aprcciaci das actos le S.
Exc. -e consumir o t' rapo iuutilmeute, com pala-
vroes e insultos ao .llustraiio magistrado.
Nao vcuno reapinder a este artigo, que, se nao
incontestavel qu; o iuteresse dcsenvalve
actividade. que o estimulo pr iduz um bom resul-
tada na acquiaicia do tribalha. (Apoiadoa.)
Portanto, esta Assembla imp.iuJa Toeaoura-
ria de Fazeuda o accrescimo de trabalh e tra-
balho minucioso e responsavel qual o da timada
de contas das loteras mensalmeute, de que pode
provir grande detrimento contra aquelies que
desse trabalbo se encarregassem, urna vez quo uo
houvesse da sua parte a devda attenco, enten-
deu e ensendeu muito bem que se devia eonceder
a cada um dos individuos en^arregadas deate tra
balho urna quota deduzida do neuefi^io da lo-
tera.
Essa quota que a principia 83 deatribuia por um
certo e determinado numero de empregados sof-
grunde divida parante o Thesouro, quasi imposn-
vel te ser arrecadada.
S asas eircumstaneaa o inspector do Thesouro
levauda ao conhecimenfo da adraiuistracji, eae
fac'o, declarcu qae o modo mais regular 10 so po-
d r causaguir reunir nao s o arrolamenta da quo-
ta, com 1 a sua arreoadacji), era encarregar a uraa
c nu-.niasio do oceuptr-se dessa materia em hjra
que nao fasse de serrico em sua rojart.^31.
Pijou o uspactor do Thesouro encarregalo de
noraear urna eommisso de seu aeio que fosee ca-
paz de des mpen-.ar esa 1 mias 1, dan la-lhe 1G p ir
sent de gratifi^acia do que fosaa arreeadaJo de-
viJH'iiente repart ios entre os eaearregados.
Sr. Gomes carente V. Exc. me pode dizer
de quando era a divida?
O Sr. PraxsivS PitangaPodere. dizer oque m
arrulou.
O Sr. Gomes PareuteNao seria de 800:0JO ?
O Sr. Prxedes PitangaSao aoi ao certo. Mas
essa coraraiaao eu.-arreati la se d -ase servio. >,
procurou estaOelecer um inappa em que demons-
tra va as calcadas que se acbavam fcitas, para de
contormidale com o hvro de lan^araentas verificar
as que eram agas e as qua falta vara arrecadar-ae.
A eommisso ebegou a arrolar al 52: OJO j e des-
tes 52:00 ># teve o Thesouro a felicidad de razer
entrar para os seas cofres 22 ou 23:000j. V,
portiuta, o nobre deputado, que essa divida qu
stava quasi perdida, forneeeu no Thesouro essa
quautia, tirando apeaas o abite do 10 % que de-
via sar repartida psla commissaa. Mas S. Exc. o
precenle da provincia entendenjio que essa gra-
ffica^aa nao devia ser dada, maudau que o ins-
p-ctor do Inesouro a retirasse, determinando que
o servico toase feito na hora do expedieute. Quau
do nenhuma objeccao eu tivesse de prompto para
apreseurar a. S. Exc, pergu.it or a : esses erapre-
gados nao cram necessarioa no Thesouro? A sua
presenta nao ae fazia uecessaria no seio da repar-
ticio? Ou era ou nio era. Se era necessaria, elles
nao p ijuin abandonar a sua repartidlo para se
eotr'gar a servido estranho. Se nao era necessaria
S. Exc. couservava no Thesouro empregadaa com-
pletameute disp 'nsaveis. Log;, admictida a pri-
m. ira hypotbeae, a caminisaao nao podia exercer,
sem pr-juizo do serviea do Thesouro, a miesao de
qi'e lora eucarregada, porque esse servico n3o po-
da ser feito senao na centro da cidade. E fui em
conaequeueia disto que se determinou que o serv
60 fosse feito fra da hora do expediente ordi-
nario.
O Sr. PresidentePrevino ao nobre deputado
que a hora est dada.
O Sr. Praxedei PitangaJirei mais duas pa-
lavras e conclqirei.
O Sr. Preaideute V. Exe. p lo fallar outra
vez.
O Sr. Prxedes Pitanga S quo posso fallar
outra vez, mas fie nido prejudicad* a ultima parte
do meu discurso. Eonfim eu conclao, rcfjrindj-m^
ligeirameute ao ultima pinto.
S Exc apreaentou ori ra ao Thesouro para que
dispensasae o pagameuto das gratificares do 15
anooa da exercicio da magisterio publico. Mas,
S. Exc. uullifieando o regulamiuto da 1884, man-
lm vigiraro outra de 1871. O* prejudicadoa pu-
rera, camecaram a reclamar da S. Ex;, e elle res-
pon iia : ni se enteude com o senhir, o responda
assiw sempre aos q e eatavam na mesmas condi-
coes, de mod) uuo ticou S. Exc. obng.la a mandar
vigorar o regulamento qua tinha raaudado sus-
peuder.
Ditas estas palavras, Sr. preaideute, conclua,
aguardando me para outra occasio.
^Fica a Jiscusso adiada pela hora.
Pasaa-se
1.a PABTB DA OBOEM Uo DA
Posto a votos, rejeitado um re^uerim -uto da
Sr. Jas Mario, pe lindo o adiamanta la diacuasao
do projcto u. 1 deatn anno, por 48 horas.
Cantiui em discusso o projecto u. 1 desto
amo.
O Mr. GoncalveN Ferreirn (pela ordem)
requer o eucurramento da diacusai por votatf'io
nominal.
Veera mesa, sao lidas, apoiadas e entrara con-
junctameate em discusso as seguiutes emendas :
N. 20t. Suo-emenda emenda n. 103. Oa d -z
IH. dem idem para as obras da matriz de San-
t'Ama em Bam Jardim.
19. I lera ideao para a casa de caiiiada da ci-
dadi de Beserroa.
20. Iiom idera para as obras da matrs de Mu-
r i beca
21. dem dem para as obras da matriz do Rio
amasa.
22. dem idem pira as obras da igreja de S.
Sebast.a do Bonita.
23. dem idem para as obras da igreja deS.
Jo di Pedra Tapada em Liuioeiro.
24. dem dem para as obras da matriz do Bj.n
Conselbo u. Papaeaca.
25. dem idem para as obras da recolhimenlo
da Gloria.
26. dem idem para a3 obras da matriz de Ca-
brab
27. dem dem para as obras da igreja de S.
Prancisso era Serinhicin.
28. dem idem para as obras da matriz de Ala-
goa de Baixo.
29 lleta idem pira as obras da igreja de N. S.
do Rosario em Pao d'Alho.
29. Iiem idem para as obras da Matriz de N.
S. da Luz.
30. Iiem idem para as obras da matriz de
I tamb-
31. Iiem idem para as obras da matriz de Nos-
sa Senh ira da Couceicaa de Nazaieth.
32. dem idem para as obras da igreja do Li-
vrara.'uta do Reeife.
33. Iiem dem para as obras da igreja de S.
Pedro dos Clrigos do Ricife.
34. dem idem para as obras da Iraparal U'a-
pella de Nossa Heabora da Estancia.
35. llera idem para as obras da igreja de S.
Benedicto, no termo de Panellas.
36. dem idem para as obras da Casa de Cri-
dade de Caruaru'.
37. dem idem para as obras da ign-ja de Nos-
sa Seuhara do Rosario da Bo-Vista.
33. dem idem para as obras da matriz de Pes-
queira.
39. dem idem pira as obras da capaila de Ma
re ti em Iguaraasu'.
4). Iiem idom para as obras da igreja do Li-
vrameuto da Varzea.
41. dem idem para as obras da capella da Casa
Porte.
42. dem idem para as obras da matriz de
Itamb.
43. dem idem para as obras de Sossa Senbora
do Rosario de Tracunhem.
44. llera idem para as obras da igreja de S.
Jos- da Baa-Esperan^a da Escada.
45. dem idem para as obras da matriz d; San-
O Sr. Jos MaraVedaram-me a discusso,
t.-iu'j iram-rae a tribuna, rolhsrum o orearaento
antrs de conceder-se-me a palavra !
(Cim tarca) Eu qoe ou>d?i & aseas nao emen-
da, tenho nscessidade de explical-a, de mostrar
que V. Exe. est em opposicao lei interna desta
Atsembia, que V. Exc. arbitrario, violont 1,
feriudo, apunlialando maia urna vea o nosso regi-
ment 1 Eatou em meo p! id direito, usando de
urna faculdade que nem V. Exe., nem ninguem
peder caasar, porque ella veio do povo deata pro-
vincia cojos interesses, hoje, como sempre, defen-
derei em que pesa a V. Eae. e em que pese a gran-
de masaa de mudos da bancada adversa
A butra emenda tamben Sr. presidenta, per-
feitamente aceitavel...
O Sr. PresidenteO nobre deputado nao tem a
palavra ; nao pode continuar ua tribuna.
O Sr. Joa MaraElla diz espeito a oaeatso
de loteras.
E* esta a praxe admittida, seguida de lan^'i
data...
O Sr. PresidenteConvido o nabre deputado a
tentar aa
O Sr. Jos MaraRepito : conserva-mc na
tribuna em desempeuha de um dever impres-
criptivei pjrque para mira ha deveres usando
de direito incontestavel. Mande V. Exe. exp>-IIir-
me deste recinto pe. s esbirros da pul.cia, parque
eu di claro a V. Exc, alto e bom som que uo dol-
iera a tribuna seuo miando quizei, julgar termi-
nada a miaaa j !
O Sr. PresidenteEst levantada a sesso.
(Protestou ; tumulto)
O Sr. Jos Mara E' o maia que V. Exc. pade
fazer. S tem o direito de arredar-me d'aqui o
povo que elegeu me: t elle pade cassar-ine o
mandato. V. Exc. nao pode fazel o, V. Exe.,
pode empregar toaos os subterfugios, usar de
todas as violencias, pratiear tada sorte de arbi-
trariedades, sor erafim o mais fiel interprete deasa
poltica reaccionaria e brutal que tena esmagar os
bros da povo peruambucana; umi consa, porni,
afirma, jamis poier conseguir : tra.-ar as raas
dentro das quaes deve agir o humilde :epreseotau-
do 2o districto !
(Ap)iados e nao apoiads applausos ras gale-
ras).
(Suspensa a sesso, reaberta cinco minutos
depoia).
O Sr. Perreira Jacobinapeco a palavra pela
ordem.
O Sr. presidentePara tallar s;bre este reque-
rimeuto ?
O Sr. Perreira JacobinaSim, senh)'.'.
O Sr. presidenteNao possivel.
O Sr. Perreira JacobinaNeste caso vou fal-
Auguste de
t'Anna em Bom-Jardim. j lando sem obter a palavra.
4G. dem idem rara as obras da matriz de Pal 1 (Procede se i voUco nominal do requerimeuto
mares 1 de encerram"uto, que approvada, levantando-so
durante a votaco um grande susurro e tumulto
que intercortado por pedidas da palavra pela
ord-in .
A votaco dio seguinte resultado :
Vntam a favor: os Srs. Urumrooud, Gonvalves
Perreira, J-go Barios, Araaral. Joo ae S, Julio
de Barros. Soar.s de Amorira. Uerculano Bandei-
ra, Kogoberto, Costa Gomes, oningues da Silv
uto que se deduzem da arrecada^o la divi-
tiva,' sera distribuidos p:lo seguate molo :
da lavra de o. Eic, di algum seu particular freu depois alteracao ueata aasemb'ea estenden-
recommendado, que oceultou o nome ; enao o taco, do-se a outros empregadoa, que anteriormente a
nao porque nia tenha razos a invocar contra a
actual administrado, parque fai S. Exe. mesmo
quem, ao sentar-se ao lado de V. Exc., por occa-
sio da ab.-rtura da Assembla, procurou molestar
nao percebiam, porque estes tambem assumiam a
responsabilidade do exame.
Eate facto se manteve muitos anuos tomando
mais ou menos desenvolviuicnto eem que preju-
ui
a deputaca provincial, atinando nos tapetes desw diessae a tereeiro.
casa o seu relatorio em que diz que rep-eaeota Mas eis senao quando S. Exc. o Sr. preaideute
Dava brioso e heroico, mas acoatumado ao ; es provincia no deaeja de moatrar-se zeloso pela
adininistraca a seu cargo, procurando por tada a
buao do 1 forma dar ideas de economista, manda suspender
estas gratificacoes, reuue-as ao beneficio e conti-
nua o trabalha extraordinario a ser feito como t-
rela.
Ora pergunto eu : S. Exe. podia alterar urna
dlsposica de lei desta assembla que autorisou a
concesso da pereepeo destas quotas quelles que
se oceupasaem deste traoalha que foi considerado
extraordinaria ?
De certo que nao.
Eu creio, portsnto, que esta investigarlo nao
se reduz a palavroes e airn tas dirigidas &8.
Exc, nao ; o exame Jo sea procedimento, o
desejo de conaeeer em que lei se firmou .Exc
para esUbelecer esta alrtrncao de urna lei desta
assembla, queconoedia taes favores.
E' bem de crer que S. Exc. encontr revogar;lo
para esta lei, talvez em alguma data, de que nao
tenha canhecime .to anda : nem seria de estra-
nhar que eu ignore a legislacao da paiz, porqua -
to nao tendo estudado a jurisprudencia sendo ape-
nas mero curioso...
O Sr. Costa Rib iro e outros Srs.Nao apoia-
do.
O Sr. Prxedes Pitanga--------uo posse cauhe-
cer toda a legislacao, e muito menos ter de cor a
sua applicagko.
Aguardo, portanto, que S. Exc. nao tomando
como inculta, nem encontrando as minhas pala-
vras despeito deferencia a S. Exc. co no velho e
amestrado administrador, nos diga em que se fir-
mou para fazer esta alter&fo, e se ella pode pro-
seguir.
O tereeiro quisito que apresento, saber quaes
as vantagens que encoutrou a presidencia em sus-
pen er o exereicio de urna eommisso que por or-
dem dos antecessores de S. E. fra uomeada pe-
lo muito diguo e Ilustrado inspector di Thesouro
Provincial para encarregar se da liquidaco das
coutas do cale amento desta cidade.
Agora que tem applicacaa o que o nobre de
putado dase ha pouco sobre o fazer se este servi-
co i.as horas do expediente.
O Sr. Gomes PrenteTamhem com relaeo
tomada de contas das Thescurarias a razo i
mesma.
O Sr. Prxedes PitangaEsta que a appli-
caco.
S. Exc. sabe perfeiUmente que por forca de lei
era o calcaraento da cidade arrematado por um
tereeiro que o fazia.
O Sr. Gdmes PrenteE' difficil a V. Exc. jus-
tificar esta parte.
O Sr. Prxedes PitangaSe V. Exc. iver um
pouquinho de paciencia e me deixar discutir va-
garosamente, visto como trato sempre das ques-
tdea de direito com dilfieuldade ; se consentir que
en prepare o meu ramo convenientemente para
apreseutal-o mais ou menos capaz, por um modo
regular e sem necessidade dos palavroes, mostra
re que o procedimento de S. Exc. injusto.
O Sr. Presi lentePrevmo ao nobre deputado
que eat a findar a h ira.
O Sr. Prxedes PitangaProcurarei ser o mais
breve ptwsivel para obadecer a V. Exc
O Sr. Presidente-V. Exc. obedece ao regimen-
t.
O Sr. Prxedes PangaDizia eu que o cala-
mento da cidade era arrematado por um tereeiro
o que a Thesouraria mandava arrecadar dos pro-
prstanos as quotas a que eatavam obrtados por
terna da lei.
laso 00 correr de inultos annoa den lugar a que
a rebelda dos proprietarios occasionasse urna
mas um
abuso...
O Sr. Jos MariaNao eaqueca :
usa...
O Sr. Prax;des Pitanga. .. da usa da faca de
ponta. Isto quer dzer que nos representamos um
povo turbulento, porque uo pode ser um povo
brioso aquelle que. contra as leis do paiz, usa de
armas prohibidas, S. Exc, portanto, quiz enunciar
que nos representavamas um povo que nao obser-
va, que nao respe.ta as lea do paiz, e que, em con-
sequencia, na pode aspirar os foros de brioso.
Mas na tenho em ment malestar a S. Exc. por
este lado.
Subind 1 tribuna, meu iatuito perguntar a
S. Exc. o Sr. presidente da provincia ; 1*, por-
que, contra le expressa, indeferra a petico ae
duas viuvas de professares que requereram a S.
Exc. o pagamento das gratificacoes que Ibes sao
conferidas por le, daudo como motivo o nao pro-
vimento das cadeiras...
O Sr. Jos MariaIsto um abuso do nso da
autondade... (Riso).
O Sr. Prxedes Pitanga... que eram exercidas
por aqnelles cuja perda as faz representar na so-
ciedade o papel de viuvas.
Seuhores, o regulameuta de 1884, quereudo ga-
rantir a subsistencia das viuvas e filhos dos pro-
fesaores que fallecessem no txercicio do magiste-
rio, determinou que se ihes dsse direito nao s
percepclo de tres me.'es de ordenado, que depois
foi rev-igadocomo ao goso, durante um anno, da
gratificajo a qua estes porventura tivessem di
reito.
A lei. portanto, nem eogitou do preenchimento
dessas cadeiras, nem de sua suppresso, e a fa-
xenda nao tinha direito economa senao daiuella
parte que fosse relativa ao ordeuado perceptivel
por aquelle que bou/esse de substituir o professor
fallecido.
A lei. pas, j havia cogitado que, quando mes
mo a fazenla tiveasse de proceder a economas,
supprim.udo cadeiras, nao podia tocar na parcelia
destinada viuva do fallecida, isto na gratn
caca-que este percebia, ficando, porm, aos eu
buslitatoa exclusivamente o direito de perceoereai
o ordenado.
E'a jurisprudencia firmada pelos arta. 117 e
118 do ciudo regulamento da Iustrueco Publi
cade 1884..
Canseguintemente, qur a cadeira fosse preen-
ehida, quer fosse. supprimada, a fasenia nao pe-
dera nutrir a pretenso de economisar seno o
ordenad i que devia caber a quem tivesse deexer
cer o lugar do magisterio.
Mas S. Exe. negou viuva do professor Rodri-
gues e a do da Csa Amarella o direito de peree-
berera e.-sai gratificado s, dizendo : taes gratifi
cacoes, nao p ideado ser concedidas, par terem
sido su.ipprimidas aa cadeiras
Esta theoria parece nao firmar-se em bom di-
reito. Se a lei tiuha desde logo cogitado de que
a cadeira em taes coodieoes valessi apenas a im-
portancia do ordenado, porquanto havia separado
para subsidio da viuva, durante um anno, a gra-
tificacao que percebia oeu fallecido marid*, pa-
rece eoncludente qu ;, supprimida a cadeira, s
devia aer eliminaba a verba destinada aquella que
a tivesse de exercer.
Mas S. Exc, ao contrario disto, indeferio a pe-
tico dessus aenboras, allegando como motivo o
facto de nao terem sido preenchidas. de tercia
sido suppri midas as cadeiras dos pr.fessores qne
acubnvara de fallecer.
Creio, ortanto, qne S. Exc. nao obesa ceas jas-
tifa, nao se firmou na lei ; nao abra$oa urna qou-
por ce
da acti
Para o juiz 2 par cento
Para o procurador dos feitas 2 par cento.
Para o procurador fiscal 1 por cento.
Para os cecrives 1 1/2 par cento.
Para os solicitadores l 1/2 por cento.
Para o contador e distribuidor 1/2 par cento.
Para 03 ifiiciaes de Justina priva:ivoa 1 1/2 por
cento.
Os 6 por cento qua se deduzem d arrecadacao
f-jita nesta capital do imposto de hcran$a e lgalo
para os empregados do j .izo do inventario, sero
divididos em 15 quotas. distribuidas pelo modo
seguinte :
Para o juiz 5.
Para o curador dos teitos 5.
Para o escrivi 2.
Para o solicitador 2.
Para os partidores 1.
Nao havenio partilba e sim calculo a quota dos
partidores peitencer ao contador. Gonyalves
Perreira.G. Prente.Coelho de Maraes.
N. 207. Na disposicao do art. Io 47, na se
comprehendo o corpa de polica.Rodrigues Por-
to. Gomes Prente.
N. 208. Onde cauber : Marque-se verba para
pagameuto da quaatia de 3'J*.' 0 J qua se deve a
Joo Baptista Eateves de Souza de servicia pres-
tadas camo 3- eacripturario da Consulado Pro-
vincial uo auno de 180. latia e Silva.
N. 209 Marque se verba para pagar a quantia
de 384*000, pela lei n. 1,860, 8-, ar:. 1-, a
Auna Carolina de Alencar, profesaora interina
de Alagoa dos Cavallos, pelo exereicio que teve
ua referida cadeira le 1 de Outubro ae 1883 a 2
de Maio de 1881.Ratis e Silva.
N. 210. Ao i 3- do art. I- Em lugar de 8 %
diga-so 5 %Bara de Itapissuma.
N. 211. Ao 8 do art. 1. Em lugar de 100
rs. por aacco, oiga-se 300 rs. Bara de Itapis-
suma.
N. 212. Odde couber : Os offieiaes nomeados
para a Guarda Nacional da provincia, alera dos
impostes a que esto sugeitos baje, o seguinte : de
capitcs 150', tenentes 100$, alferes 50*.Baro
Ue Itapissuma.
N. 213. Se paasar a emenda que autoras a re-
forma das repa'ticoes : seudo conservada a pa-
gadora das Obras Publicas com seus actuaes em-
pregados.Jos Maria.
N. 214. Accreaceu'.e-se no quadro da divida
paasiva da provincia : o que se est a dever a
Manoel Apolmario de Santiago pelo aluguel de
sua casa que serve de cadea em Pedra Tapada,
a contar de 10 de Marga a 30 de Junho de 1885,
na importancia de 44*000.Jos Maria.
N. 215. Oonde convier : 40 rs. par kilogramma
de cal importada de procedencia eatrangeira.
Aral
. 216. Onde couber. 3:500* para a construc-
co de um acode no paveado Surubim da comarca
de Bom-Jardim. Rogoberto. uerculano Ba-
il u ira.
N. 217. Additivo. Das loteras qua tiverem de
correr uo exrfreicia da presente lei, 45 pertence-
ro aos estabelecimentes pies da Santa Casa de
Misericordia do Reeife a beneficio das quaes
correro as doze primeiras e as mais atentada-
mente com as seguales, caufarma a ordem se-
guinte :
1. Urna parto para as obras da matriz de
Itamb.
2. dem idem para as obras da matriz de N. a.
da Graca.
3. dem idem pura as obras da.matnz da (orlo-
ra de Goit.
4. dem idem para as obra3 da igreja de S.
Jos da Pedra Tapada em Lunoeiro.
5. dem idem para as obras da matriz de Vi-
cencia em Naaareth.
6. Iiem idem para as obras da ordem tereeira
do Carmo do Recite.
7. dem dem par* as obras da igreja doLivra-
mento em Jaboato.
8. dem idem para as obras da matriz de Agua
Preta.
9. dem idem para aa obras da capella do ce-
miterio do Bonito.
U dem idem para as obras da matriz do SS.
SS. da Boa-Vista.
11. dem id.m para as obras da matriz de
Aguas Bellas.
12. Iiem idem para as obras da matriz do Ss.
SS. do Corpo Santo.
13. dem idem paro as obras da matriz de Bel-
raone. .
14. dem idem para as obraa da matriz do Se-
nnbem.
18. dem idem para as obras da igreja de S.
Pantaleo do Monteiro.
16. Iiem idea para as obras do recolhimento dt>
Iguarass. .
17. dem dem para as obras da igreja dos Mar-1
trnos.
47. Iiem dem para as obras da capella do
Jupy.
48. dem dem para s obras da capella da
Barra de Serinhem.
49. dem idem para as obras da matriz de T .-
q uaretinga.
50. dem iiem para as obras da matriz de S.
Jiado Egypta. _
51. Iiem idem para as obras da matriz de Al- | Ratis o Silva, Barros Barretta Jnior, Cielha de
tinha. Maraes, Luiz de Andrada, Rodrigues Porta, Rosa
52. Idaaa idera para as obras da matriz da Sal-' c $j|vaj Constantino de Albuquerque, Sophruuio
Port-.Ua, Augusto Prauklin, Gomes Prente e Re-
gueira Costa, (22) ; e coutra o Sr. Visconde da Ta-
batinga, (1).
Absteera se de votar es Srs. Costa Ribeiro.
Loronos de S, Jos Maria, Joo de Oiiveira.
Baro de Itapissuma, Baro de Caiar, Audr
U s, Perr.-ira Jacobina, Prxedes Pianga, Aftauso
Lustosa e Juveneio Maris, (11).
Continua o susurro e o tumulto que augmenta
gueiro.
53. dem idem para as obras da igreja de S.
Pantaleo do Mauteiro
54. Uraa parte p.rfa as obras da convenio da
Soledade, em Goyanna.
55. dem idem para s obras da igreja de Jata-
b de Tacaratu'.
56. Iiem idem para as obras da capella de An-
glicas em Nazareth.
57. dem dem para decoracao do altar do Sa- I em grande escala),
grada Coraco '.e Jess ua convento da Gloria. Posto a votoa o projecto do ornamento provincial
58. dem dem para as obras da irmandade de approvado. (Susurra).
Sant'Auaa, em Santa Cruz do Recite. Procede-se votar> das emeudas. ( ^ootiua
53. Idera dem para as obras a cargo da irman- 0 susurro. Diversos Srs. deputados reclaman
dade de Nossa Scuhora da Conccifio dos milita- i porque uo oavem o que eat se votando. O S.-.
res. I presi ente pede silcucio para que a v~otac>o possa
60. Iiem id.:m para as obras da igreja de Qu- correr regularmente).
devendo de caitas ao bacharel Julio
Luna Freir.Jos Maria.
S. 59. A cmara municipal do Reeife fica au-
torisada a pagar a Til nniz Perreira Maciel Pi-
uheiro o que loe dever de cuitas ju liciaes.Dr.
Pit^n^a.
N. 60. Oude couber. F.ca autorisada a cma-
ra inuuiipul d Muribeca a fiscalisar e admiuis-
trai o cemitcrio da mesma vtlla.Lonrenjo de
S.
N. 61. Ariigo adlitiva s disposi(es geraes.
Fica a cmara municipal de Nazareth aat irisada
a entrar em accordo com Manoel Gimes dos San-
toa acerca do pagamento da execuca quo contra
elle promo/e, levauiu em canta a iuipottaucia dos
mandados que :he deve e dividiudo o restante d*
exeeuf^o em quatro prestsco-'S annuaes, coma
clausula de proseguir a xecucao em falta de pa-
gameuto das prestacoes. Reg Barros.Asa-
ra!.
N. i 2. O^guardado cemitorio passar a ter
a denomiuaco de fiscal e ter aa mesmaa vau-
tagens e cathegoria do amanuense.Jos Ma-
ria.
Pica a discusso adiada pela hora.
O Sr. Presidente levauta a sesso designando a
segninte ordem do dia :
1* Parte : discuaso das emendas ofFerecidas em
2a ao projecto n. 1 deste anuo; 2* parte: conti-
uuacao da antecedente.
PROJECTO N. 80
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco csolve :
Art. 1- Fica isouta da imposto de ex por ac)
o aesuenr fabricado p das usinas u engenbos cen-
traea montad :s p ir particulares ou emprezas sem
garanta de juro, no3 quaes s empregarem tra-
baihadores livres.
Art. 2- Gosar da mesma isenco decretada no
artigo antecedente o assucar de qualquer enge-
nho em que s se einpregueiu trabalhad res livres
e cojo proprietario, reudeira ou moradores nio
p ssuam escravos.
Art. 3" Pcrante as c .llectorias provnciaes dos
muuicipics onde estiverem situados es engenl.os,
fabricas e usinas de que tratara os artigos ante-
cedentes far-se-ha os d'S,'chosde sabida em
trez vias, eapecincand i se nos mesraoa o uoraa da
usina, fabrica ou eogenho, do proprietario o ren-
deiro o numero d i saecus, pos-- e qualidade do as-
sucar fijaulo a priineira via archivada na r s-
pectiva collectoria ; a secunda, sendo por ella ex-
ped la aa Theaouro Provincial, ea tereeira en-
tregue ao expedicionario que a recolher repar-
tica i tiicl no acto de fszer-se o despacho de ex-
portacu, s>.m o que nao hcar o assucar isento
do pagara- uto do imposta.
Art. i. Pica o presidente da provincia autori-
sado a expedir regulameuta para a boa e fiel exe-
cucao da presente le.
Art. 5. R:vag'im-se as ;iapoai?oes em con-
trario.
Reeife, 11 de Maio de 1SS7 Antonio Jas da
Cista Ribeiro.
pap.
61. llera idera para as abras da igreja da po-
voado Riacho Ooco de Carapata.
62. Id-ni dem para aa obras a cargo da irman-
dade de Nossa Senbora da Luz, erecta no con-
vento do Carmo.
63. dem idem para as obras da capella de Car-
uciro em Buique.
64. dem idem para as obras da capella do S.
J,s da Praia de S. Francisco em Olinda.
65. Uraa parte pira as obras da igreja de S.
Francisco de Ipjica.
66. Urna parte para ai. ebras da matriz de San-
tissimo Sacrametto de S. Frei Pedro Goucalves
da Recite.
67. Urna parte para a3 obras da igreja de S.
Miguel de Afogadoa.
68. Uraa p%rte para as obras da igr.ja de Jato-
b do Breja.
Urna parte p*ra as obras da matriz de Nos-
Silo approvadas as seguintes emendas offereci-
das em 2a e 3 discusso aa emendas de nmeros
81, 82, 83, 84. 85, 86. 83, 89, 90. 92, 93, 95, 96,
101, 102, 103, 104, 105 106, 107, 108. 109, 110
111, 112, 11-1, 132, 133, li4 135, 14", 141, 142,
143, 144, 14% 146. 147, 148, 149, 150, 151, 157,
158, 159, 160. 161, 162, 163, 16>, 166, 167, 163,
169, 170, 171, 172, 173. 174, 175, 176, 177, 178,
179, 180, 181, 182, 183, 134, 185, 187, 188, 189,
190, 191, 192. 196 197, 19S, 199, 300, 201. 203,
205, 2 6, 207. 214, 16, 227; regeitadas aadens
I 81. 91, 94, 97,93,10', 113, 115, 116, 117, 118, 119,
120, 121, 122. 123, 124, 125, 126, .27, 128, 129,
130, 131, 136, 137, 138, 139, 152, 153, 154, 155,
156, 164, 186, 193, 194, 19>. 20J, 204, 208, 209,
210, 211, 2.2, 213, 215, 218. 219, 220, 221, 222,
2.'3, 224, 225, 226, -27, 228, 229, 230 e 231 ; e
retirada a de u. 99 a requerimeuto de seu autor o
'Sr. Prxedes Pitanga.
O Sr. Jas MariaPer;o a palavra pela ordem
69.
sa Smhora do Rosario da Varzea. presidente-Tein"a pa'lsvra o abre depu-
70. Urna parte para a irmandade do Sant.ss.mo ^ > RP3tabtleee.ae 0 8len^io).
bacrsmento de Atogados. (
71. Uraa parte para as obras da igreja de Nos- o Sr. Joa MariaSr. presidente, v V.
8* Senbora do Bom Parto em Oiinda. = r juc>lves ; Exc. que, detde que procede as raias do regi-
Ferreira.Ceiba de Moraes. intrato, a opposicao se mantem as raias da de-
N. 218. Ao 'i 5o Subatitua-se. Uraa parte ; cencia.
para a igreja de Itamarac.Baro de Itapissu- o Sr. Audr DiasCom se manteve sempre
n.a-' durante esses dous annes.
N. 219. Ao 13. Substitua-se. Uraa parte \ O Sr. PresidenteMas o que que deseja V.
para as obraa d Nos3a Snhora da Conceioo de l Exc?
Itainarac.Baro de Itapissuma. | O Sr. Jos MariaPeca a V. Exc. que consulte
N. 220. Ao 12. Substitua-se. Uraa parte j a assembla se concede que seja narrinal a vota-
para a igreja "do Rosario dos hamens pretos de i ^j gobre esta emenda.
Isuarassu'. Baro de Itapissu na. Eu fui um dos que p -di
Iguarass'. Baro de Itapi
N. 221. Comprehenda-se no quadro das lota-
terias na. 8 e 9 Uraa parte em favor da gn-ja
do Guadalupe e outra em favor da igreja do Ro
sario da villa de Itauiara$. Cost Ribeiro.
N. 222. Ao 11. Substitua-se. Uraa parte | procedimento.
que p Mliatn a palavra pela ordem,
e desde que V. Exc. nao mi coucedeu arbitraria-
mente, estava eu no meu direito de tornar lumul-
traria a aeasa ; e todas as vezes que V. Exc.
proceder arbitrariamente eu hei de ter o mesmo
para as obras da igreja da Cha do Estevo da
comarca de Iguai assu'.
N. 223*. Ao 4. Substitua-se. Urna parte
para as obras da igreja de Nossa Senhora do Ro-
sario de Olinda. Baro de Itapissuma.
N. 224. Ao 6." Subatitua-se. Urna parte
para a igreja de Nossa Senhora da Conceiaao das
Milagrea em Maranguapa.Baro de Itapissu-
ma.
N. 225. Ao 3. Substitua-se. Urna parte
para a igreja da Baa-Hora em Olinda.Baro de
Itapissumae
N. 226. Ao | 7. Subatitua-se. Uraa parte
para a igreja de Tres Ladeiras, em Iguarass',
Baro de Itapissuma.
N. 227. No quadro das loteras entre 12 e 14.
Urna parte Dar beneficio das matrizes de Pes-
queira, Cimbres, Alag de Baxo, Flores, Tri-
umpho e S. Jus de VertentesDr. Pitanga.
N. 228. Ao10. Substitua-ae. Urna parte
pata as obras da igreja do poveada de Maneota,
na comarca de Iguarass'. Baro de Ij.pissu-
ma.
N. 229. No quadro das lotera* entre 15 e 16,
com prebende-se. Urna oarte nm beneficio da
matriz de Afogados de Ingazoira, S. Jos do
Egypto.Dr. Pitanga.
N. 230. Ao 9. Substitua-ae. Urna parte
para as obras da Ordem 3.' da S. Francisco de
Olinda. Baro de Itapissuma.
N. 231. Ao 8. Substitua-se. Urna parte
para as obras da igreja do Amparo, em Olinda.
Bara de Itaaissuma.
O Sr. Jun Maria (pela ordem)-V. Exc.
Sr. presidente, um inuovador ; na opinio de V.
Exc. todas'os outros que o antecederam nessa ca-
deira nao cumprram o regiment.
Eutretanto V. Exe. nao quem nao o tem cum
prido. Fique V. Exc. sabendo que essa disposi-
cao que encerra a m.uha emenda disposicao co-
uda no regiment.
O Sr. PresidenteV. Exc. est discutindo, e ou
nao posso discutir.
O Sr. Jos MariaEu estou demonstrando que
V. Exc. nao proceden bem ; V. Eic. na est nos
raios do regiment ; V Exc. deve modificar a sua
opinio.
Eu vou mostrar que no orvQmento actual e ante-
riores, est encerrad* essa disposicao. Diz o art.
8". ( )
A nimba emenda est perfeitamente de accordo
com o regimeot ; o abale que prohibe o regimen-
t, outro, diverso deste. A Assembla pode fazer
esta concesso, mesmo em beneficio da fazenda pu-
blica, concorreudo assira para que os devedores
tenhara.iuteresse de pagar seus dbitos, o que nao
socceder se elles nao tiverem algumas vantagens
O que regimeutu prohibe o favor passoal, o
abate feito ao debito d* certas e deteminadas pea-
soas, mas nao urna medida geral, urna concesso
feita populaco inteira, todos aquelies que devem
fazeuda provincial, mesmo porque, na hypotbe-
se de pasaar a minha emenda, quem lucrar aera
o Thesouro
O Sr. PresidenteV. Exc. nao pode discutir a
emenda : contra o regiment.
Se houve a anarchia na assembla, ella foi pro-
vocada por V. Exc. que anarebisau a sesso.
O Sr. PresidenteOs seuhores que approvam o
requsriraento doSr. Jos Mana queirara levantar-
se (pausa)...
E' rege.tado.
O Sr. Jos ManaEsto no seu direito regei-
tando-o; mas V, Exe. qu: nao tem o direito de
negar-me a palavra.
Passa-sa
2a PABTK DA ORDEM DO OA
E' regeitadd um requerimeuto do Sr. Jos Maria
pedindo o adiamanto da 2* discusso da art. 2 da
projecto n. 22 deste anno.
Continuando a discusso e ninguem mais pediu-
do a palavra, encerrado e approvado o art. 2,
deixando de sereno votadas as emendas por falta
de numero.
O 8i. Jos Msria (pela ordem) faz ligeira*
consideraoas e termina pedindo ao Sr. presidente
que fasa observar o regiment.
Entra em discusso o art. 3o do masmo pro-
jecto.
Vem mesa sao lidas, apoiadas e eutram con-
junctamente rom o artigo as seguintes emendas :
N. 52. Artigo additivo. Fica a cmara munici-
pal de Caruar autorisada a contratar a construc-
ca de urna casa de mercado mediante as seguin-
tes condicoes : .. .
T.j 1- O cueto da edificio nao ser inferior a-----
10:000*.
8 2- A o contratante pertencerao dois tercos de
tod is os impostos cobrados no mesma mercada,
pelo tempo mximo de 15 annos, e quando entre-
gar o edificio, em parteito estado de conaervaco,
ter a indemuisago nunca, superior a metade de
aeu valor.
8 3- A execuco do contrato que se nzer em
virtude d preseute autorisaco, fiear dependen-
t da approvaco do presidente da provincia ou
da bss mbla.Reg Barros Rodrigues Porto.
N. 53. A cmara municipal de Gamelleira, fi-
ca aotormaia a maudar pagar o que eat;ver a de-
ver do custas aos escrives Joao Bsptista da Ro-
cha Baixa Lina e Hrculano Theatonio da Silva
Guimar-s.Reg Barros.
N. 54. Oude couber. Pica em vigor o art. <8
da lei n. 1 882.Hereulauo Bandeira.
N. 55 fica em vigor o a-t. 83 da lei n. 1,882
que prohibe a abertura de estabelecimentos mer-
cantis ou casas de negocios nos domingos e das
santificados, ficando coinprrheadidos em o n. 11
a-casas debarbeiio, cabelleireiro, refineras, da-
pasitos de assucar e caf e tahacanas. -R-go
Barros.G. de Druujraoud.
N. 56. A Joo Ferreira Domingues Carueiro,
a quantia de 60*. que Ihe deve de custas a cma-
ra municipal da Po-d'Alho.Vigano Augusto
Frankliu. .
N. 57. Fica autorisada a cmara municipal do
Recif i a despe ider at a quantia de 4:000/S com
a coBstruccao de um neeroteno no ceraiteno pu
blico de Sauto Amaro, para o que se marcar a
devida verba.Jos Maria.
N. 58. Fica autorisada a cmara municipal de
Tirabauba a pagar de prererencia o que estiver
Aftwi'ioiilt'a Provincial Funecionou
bintem sob a presidencia do Exo.. Sr. Dr. Jos
Mauocl de. Barros Wauderley, tendo comparecido
28 Srs. deputadus.
Fi>ram i las e approvadas sem debate as actas
da s.'asa de 9 e da reunio de 10.
O Sr. Io secretaria proeedeu leitura do s:-
guinto exp di- ote :
Um uflicio do Btcretario do governo, deval vendo
ufoimaia a petico de Jos de Azevedo Maia e
Siiva.A quera fea a requisicao.
Outio do mesmo, devulvendo um exemplar da
resolucao sauccionada sob e. 1,888.A' archivar.
Uraa p-tieo do Tibiirtino Jos Rodrigues, ar-
rematante de impostos municiones Os Barreiro3,
laucado sobro balsas, requerendo o abate de 10J
ni valor da airematnco. A' commias&o da peti-
coes.
Outra de Antonio Alves de. Carvalho Oavaleante
Conceic requerendo pagamento de aluguel de
sua casa que serve de cadeia e qeartel na Peira.
do Buique. A' c.mmisao de urcameuto provin-
cial.
Outra de C rdoliua Amelia da Pax, pr.fe.sora
publica, requerendo pigamento des vencimeutos
relativos de Agosto a Dexembro de 1886, terapo
em que esteva fra de sua cadeira por ser remo-
vida para outra. A' eommisso de orcamento
provincial.
Approvou-se sem debate dous pareceres da eom-
misso de redaeco sobre os pmjectos na. 41 e 16
leste anuo.
Foi imprimir uo jornal da casa e em avnlsos,
a requerimeuto Uo Sr. Cista Riaeiro, um pr..jeeto
aub n. 8 zido pelas fabricas centraos montadas per parti-
CUlareb, sjm gar.iutia de juroa, as quaes s se
empreguem trabalhadores livres.
Orai-am p-^la urdem os Srs. Perreira Jacobina
e Prxedes Pitanga, sobre u appreheuso de jor-
naes em S. Loureinio da Matta ao redactor Fortu-
nato Pinheiro, enviando m.sarequ' rimentos que
nella fieaiam afim de strem opportunamente ap;i-
dos e discutidos.
Adiou-se pela hora a discusso do roquerm uto
do Sr. Jos Maria sobre a p.iso de escravos na
ra do Imperador, orando o Sr. Drummond, sendo
por 20 minutos e sem prrjuizo da ordem do dia,
Jrorogada a hora a requeiomento de urgencia do
i-. Barros Barreta Jnior, requerimeuto que foi
rotado par partes a pedido do Sr. Jos Mana, que
orou duas vezes pela ordem.
'iissuu-se Ia parte da ordem do dia.
Eucerrou-se depcis de orarein os Srs. Jos Ma-
ria, pela ordem e Perreira Jacobina, a 3 diacua-
so da projecto n. 23 deste auno (crditos supple-
raentares), sendo apoiada urna emenda sob n. 3 e
um requeran nta da Sr. Liurenco de r^ de adia-
meuta da discusso por 24 h.ras, nao se votando
por falta de numero.
Passou-se 2a parte da ordem do dia.
Adiou-se de n ivo a votaco do requermento de
adiamento por 48 hiras da 2' discusso da projec-
to n. 36 desta anno.
A ordem do dia : 1 e 2a partes, continuaco
da antecedente. ... .
Foi pilbadoO udividuo Caetano Luiz da
Silva, gatuno conhecido e que tem torno na Casa de
Deieoco, uo dia 9 do correte s 3 horas da tar-
d- foi ao primeiro andar do sobrado onde mora o
Sr! Francisco Iglezias Lapes, a ra de Pedro Alfon-
so, e aproveitando-se d.. occasio em que este esta-
ba' jantauda teudo deixado a porta da escala ber-
ta entrn, foi a sala da fren:e e furtou um palctot
da'caaemira que estava no encost de urna cadeira
e no qual contiuha ura relogio de ouro, ingles, re-
raontoir, cam urna crrante, a carteira na qualcon-
tinha paoeis e urna letra de 400^00 sacada pelo
mesmo senhor o tratou de eacapu ir-se..., mas
sendo visto toi persegu lo e preso pelo tenente
Manoel Ro Irigues da Silva Flho, na ra do Vis-
conde Inhauma, que o agarrou, sendo nessa occa-
sio agredido pelo mearao individuo que armado
de ura'graud- Ierro de ponta t-ntou i -nr o mesmo
tenente, que nao foi victima do gatuuo por ter al-
gumas pessoaa acudida a tempa de imDedir que
foasc offendida.
Preso o gatuno, foi este levado -\ presenca do
subdelegado de S. Antonio, que, fazendo lavrar a
fligrancia fez recalhrl-o a Casa de Deteneia,
abi-iudo inquerita sobre o facto.
Iglezias L'pea, receben seu paletot carao relo-
gia, letra e carteira.
>i *t< aprovelloa Hontem, pela ma-
nha, tendo os Srs. Si.uza Bastos, A norim & C.
mandado ordem ao trapiche alfandegado de Joa
Luz de Sauza para entregar a um vendelhe urna
pipa de vinho Figueira, foi eata entregue e aeguio
ao seu destino.
Uraa hira .lepis apresentou-sa no mesmo tra-
piche c im urna ordem igual, Francisco Jo quim
Larapreia, de cerca de 18 annoa de idade, branco,
exig nd i entrega de urna outra pipa, na que fai
inmediatamente satiafeito.
O empregado do trapiche, procurando o pri-
meiro bilhete de ordem, uo o ene ratrou e, des-
confiando tar sida asegunda pipi entregue me-
diante o mesmo bilhete, foi ter com os >ra. Souza
liaatos. Amorim & C. e certificu-se de que estes
somente haviam ordenado a entrega de urna pipa.
Inmediatamente procurou o Sr Saoto Ncves,
que pir meia de acertadas providencias, consc-
i'uio deseobrir a segunda pipa u'uin- trave.-sa da
Companhia Pernunbucana, onde adcixiu na ra
o carroceiro que a conduio.
Reconheeida a pipa, foi reoondazida ao trapulia
e nao se conseguio deseobrir o Larapreia, por mais I
ostorcas que fizeese o subdelegada.
Previnam se, portanto, os Srs. trapicheiros,
pois nem sempre o activo subdelgalo pader inu-
tiliaar a-i vasas das gatunos.
Nov* felraTendo a cmara municipal de
Jaboato attendido a prei.n;o dos habitantes do


^i
Diario de PernambucoQuinta-feir 12 de Maio de
^^tfi^BHBHBi
1
ser*
povcado de Tigipi, perinittinlo que hjuve:ae na
quelle povoado urna feirii aoa domingoa, princi-
piar esta a funcciouar no domingo prjimo.
(asetlnha Publieou-se o a. 4.deate pe-
ridico cujos escriptoa eontraatam em graodexa
com o mu pequeo frmalo, queremos diaer que a
Gtuetinha apexar de pequeaina contm eecriptoa
que multo merecen eer lidoa.
Agradecidos pelo preaente de um cxemplar.
Reunate uslaesHa hoje a seguin-
tea :
Doa accionibtaa da estrada de ferro de Ribcirio
ao Bonito, all horaa da maohi, no 1- andar do
Dredio n. 73 da praca de Pedro II.
Do Inatitato Archeologico e Geographico Per-
nambucano, a 1 hora da tarde, em aessao ordi-
naria.
Do Recreio lotantil Nove de Agoato, no reapec
tiva ade (Inatitato Acadmico) as horas do cos-
tme.
Da Congregado dos profeasorea do Lyceu de
Artes e oficios, hora do costume.
licencia Recebemos em data de 3 o se-
gu n te :
< Ha muit > que esta localidade nao figura na
apreciavel Revuta Diaria e agora apparece prin
cipiando por urna noticia triste, qual a de haver
ltimamente chegado ao couhecimento da popu-
lacio daqai, que acaba de fallecer aeasa capital
onde se ochava em tratamento a joven e distmcta
eapoa do i.lustre professor publico Amenco Pe
reir Branlio.
De accordo ccm a espectativa dos constantes
e labarioaoa agricultores tem chovido bastante
esperndose urna safra, cujos productos darao
urna bem avantajada co'.heita e no caso de haver
um i alta nos precos, entilo bem compensados se-
rio as bagaa de suor derramadas pelos laborio-
sos agricultores que formam a guarda avancada
garantidora do commercio e d'arte.
Na noite de 30 da passado comecaram os
exercicios Marianos, ao troar de inultos foguetes ;
a nossa msica gracas A forca de vontade de aeu
hbil e constante austro reappareeeu e vai indo
bem: tambem gracas aoe caprichos de tres mar-
chantes a populacio vai se maniendo com carne
verde comprada a 320 e 360 ris o kilo.
Muito apressadamcnte vai augmentando a
edificacio, alm das mais ras j temos a da Li-
berdade em cujos vacuos continua, quem tem um
cobrinho, a levantar casan, era desaccordo com as
posturas mas com solide e viatosaa; a reepeito
disto eoipregr& todo seu cuidado o novo fiscal
que o Sr. Joio Raphael, a quem deaejamoa toda
ordem de felicidades, mesmo porque nao inio
camarada. Sobre o professorado publico muito
minuciosamente trataremos mais tarde.
Por ora basta.
VictoriaDessa cidade recebemos os dous
primeiros nmeros do jornal Flor da Victoria, que
eo diz orgao da juveutude victorienso o dous nu-
meroa do F.cho da Victoria qu; nada trazem dig-
no Je mencao.
Mala da EuropaRecebemos o n. 152 do
jornal Le Brestl que se publica em Paris, tres ve
zea por mea. e a Revue de March, do Havre, do
Sr. Albert Leblond
Agradecidos pelo prese ote.
Paquete Ingles Mondeso-Dos pirtos
da Europa chegou hontem este paquete e houtera
m< silo seguio para o sul.
L.aur6e* Ante-hjntem, As 9 horaa Ja ma-
nh. os lalroea penetraram na caea de reaiJeucia
de Custodio Martina de Almeid, a.rombaram a
gaveta de urna mesa e se ap-iderarara da quautia
de 85/ em aedulas de 5/ e de 10/.
O respectivo subdelegado diligencia descobnr
oa autores desse facto.
Acto huaroioOSr. Antonio da Silva Fa-
ria acaba de restituir a liberdade a seus eacravi-
sados Beato, Francisca, Joaepha, Leonardo, Auto -
nio e Theodora.
Noaaoe emboraa ao Sr. Fariaa e oxal que on-
troa muitos o emitiera.
Proclamas de calamentoNa ma-
tria de Afogados foram lidos no dia 8 do corren-
te os Brguintes :
Loaren co Jos Justiniano com Maria Damiana
da Conceicao. .
Antonio Rodrigues do Nascimento eom Mura
Domiciana da S Iva.
Clodoaldo Cato Camello Pessoa com Jocunda
Leonilla de Oliveira Amaral.
Jer nymo Caetano da Silva com Tbereza Maria
de Jess.
tirandexa de PenambaeaDamos em seguida o mappa demonstrativo do rendimento
da Alfandega de Pernambuco, durante o mea de Abril de 1887, comparado com o de Igual mea do
anuo de 1886.
DENOMINACAO DAS BESDAS
Importacdo
Direitos de consumo .
Addiccionaes de 50 '/o.
Augmento de 60%.
Expediente de 5%. -
Armazenagem.....
Capatazia.......
Imposto de 40 % sobre fumo.
Despacho martimo
Imposto de pharoes.
Dito de dcas .
Exportaco
Direitos de 9%.
dem de 7 /,>. .
dem de 5 <>/,. .
Interior
Sello por verbas.....
Dito adhesivo.....
Imposto de transmissio de 5 %
Extraordinaria
Multas.......
Fundo de emancipadlo. .
Deposito
Deposito de diversas origens.
Contribuicao de caridade
Sorama.....
1887
380:663/596
190:276/231'
38:065/246
3:900/5721
6:590Z905|
2:238/615:
21/632
3:660/000
1:528/320
766/5921
2568b
58:067/749
25/000
/
460/000
509/778
31:405/425
5:246/052
2:676/903
726:095/303
1886
384:727/769
192:232/925
38:446/586
2:838/15(1
6:256/692
2:296/148
203/360
3:120/000
1:383/100
4:071/166
5/474
10:348/179
DIFFERDSCAS
Para
109/000
321/00U
1/590
592/164
/
710/4C7
2:332/262
649:995/882
I
/
/
1:062/422
334/213
I
/
540/000
145/220
t
47:719/580
/
458/500
31:405/425
4:535/644
344/641
86:545/636
Parameo
4:064/173
1:956/695
391/340
/
/
57/533
181/728
/
3:304/574
2/786
/
84/000
321ZCOO
/
82/386

Exc. Rvma. o cbriema a mais da 600 petaoas, ce-
lebrKudo os conegos Fabricio e Simio para maia
de 50 caasmentcs e maior numero de baptisados.
No dia 10, aoDnncUda a partida de 8. Exc.
Rvma. todo aqnelle mmenso concnrao de senho-
ras, cavalheiroB e pesaoss do povo, em que at
aquello momento transbordavam de alegra, nota-
va se a tristeza de que se haviam apoderado pelas
saudades que Ihes inspirava a ausencia do vir-
tuoso pastor.
Effectivamente todoa eneorporadoa a S. Exe.
Rvma., acompanharam-no at a estacio de Ipo-
juca, onde depoia das despedidas tocantes, lanjou
S. Exe. Rvma. sobre aquella parte de seu amado
rebanbo, a sua bencao pastoral, e tomando o trem
com aua comitiva pelas 4 horas da tarde de hon-
tem.
Directora das obra de conserva
cao doa porto*Boletim meteorolgico do
dia 10 de Mhio de 1887 -
-o
o a >o
Horas gss
o eo
*
6 m. 24- 1
9 26'4
12 27 5
3 t. 273
6 26'6
Barmetro a Ttaso
0* do Tapoi
76068 19,35
761">43 18,12
76l-31 18,88
<60>07 18,11
760m38 18,57
a
d
o
87
70
68
66
71
Temperatura mxima;9,U.
Dita mnima22,25.
Evaporacio em 24 huras ao sol: 5,"-6 ; eom
bra: 3,-2
Chuval,01!. Chuviscis s 6 huras e 30 itinutoa
da manhii.
Direceao do vento : ?' de meia noite at 3 horas
e 12 minutos da manh ; SSE, SE e ESE temi-
dos at 11 horas e 45 minutos da manh; SSE e
SE, com interrupcio de 1 hora e 34 minutos ESE,
at meia noite.
Velocidadc media do vento : 2m,40 por segundo.
Nebulosidade media: 0.71.
Boletim do porto
10:446/215
RECAPITULAQAO
COMERCIO
Bolsa <> imiten lal
C'OTA(,"OE8 OFF1CIAES DA JONTA DOS COR-
RECTORES
flect/e, 11 de Maio de 1881
Jambio sobre Londres. 90 d|V. 22 1|4 d. por 1/,
do banco, hontem.
Dito sobre dito, 90 d/v. 22 1[2 d. por 1/000, do
banco, boje.
Dito sobre dito, vista, 22 1/4 d. por 1/000, do
banco, h O president-,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario.
Eduardo Duheux.
REVISTA COnnERCIAL
Da semana de a de Malo de
I8S*
Cambio sobre o Rio de Jaueiro5 /v com 1/2
o de descont e 30 a com 1 /, e 3 d/ ao par.
Cambio sobre a Bahia Nio conatuu official-
uente ter-sc feito.
Cambio sobre Santos Nao cunstou ofiicialmeote
ter-se feito.
Cambio sobru u Rio Grande do SulNao cous-
ou omcialmente ter-se feito.
Cambio sobre Porto AlegreNada constou offi-
cialoten'e.
Cambio sobre Londres a 90 d/v a 22 d/ do
Banco oficialmente.
Cambio sobr? Paris90 d/v 130 rs. o franco of-
ficialmente.
Cambio sobre Hamburgo Nada constou.
Cambio sobre Portugal r LisboaNada constou.
Cambio Sjbre PortoNada constou.
Cambio sobre MontevideoNada constou.
Cambio sobr- Buenos AyresNada constou.
Ap'licP8 da divida publica de 6 /0Sera tran-
sacc oficial cotamos 990/000 por apolicede
1:0005000.
Apolicea da divida provincial 7 0Sera tran-
aacco oficialcontinuamos a cotar ao par.
Companhia de Seguros IndemnisadoraConti-
nuamos a cotar a 335/000 por accio de 200/000.
Companhia Fienix Coutinuamos a cotar a 320/
poraecode 200/000.
C mpanhia Seguro AmphitriteContiauamjs a
cotar a 150/ p ;r aeco de 200/.
Comoanhia Pernambucana Continuamos a co-
lar a 60/ par accSo de 200/.
Companhia de Fiacilo e tecidosAo par.
Companhia do Beberibe Mantem a sua cota-
vio de 150/ por accao de 100/.
Companhia Siu'aTheiezaMantem u aua cc-
tacilo de 40/.
C mpanhia de Olinda e BebpribeCoiinuamu
a cotar por 210* a eso de 200/.
Companhia de EdificicaoValor de 100/000 a
65/ urna.
Lettras hypothecarias do Banco de Crdito
Real 1 serie oe 100/ por 96/500, 2* dita de
100/ por 93/.
Descont delttrasCitamos de 9 a 10 >/,.
(Seeros nacionaes
AgurdenteAs vendas foram de 50/ apipa.
Alcool dem idem de ICO/ a pipa.
Assucar ntraram 18:808Vendas sera alte-
rscao, branco de 2/100 a 2/700, smenos de
1/501 a 1/600, raascavj de 1/00 a 1/300, bru-
to de 1/160 a 1/240, reta AlgodoButraram3,105 saccas As cota-
;-ea nominulmente sao de 5/700 a 6/800.
Arroz em cascaPequea existencia, a ultima
venda foi de 3/8 0.
Caf^Entrarara 600 sac?oaContina o reta -
Iho de 10/, 13/ por 15 kilos.
Ceblas do Rio Grande do Sul Sem chegada,
nem existencia.
Cera de CarnaubaAs vendas em lotea tem re
guiado de 3/800 a 6/ os 15 k loa.
Couro salgados secos Sem alteracio con ti-
no vendas a 560 rs. o kilo.
C^rveja nacional S'm nlteracao continua o
-ctalho de 6/ a d j. de 1/2 e 5/ a duzia de 1/1
era barr cada.
Farmha de mundioca Continua ainda desat-
reudido para hs farinhss importadas, a a provin-
cia tem abtido 2/500 o saco.
Fnmo O deposito grande e as vendas tem
fgolado de 6/ a 15/.
DENOMINAgAO DAS SENDAS
Importa^io.....
Despachos martimos
Exportaco.....
Interior......
Extraordinaria ....
Depsitos......
Total ....
621:746/7%
5:188/320
58:837/029
485/001
31:915/203'
7.-922/9,
726:095/303
627:001/630
4:503/100
14:424/819
431/O
592/164
3:012/669
649:995/882
I
685/220
44:412/210
53/500
31:323/039
4:880/286
81:354/255
5:254/834
/
4
5:254/834
2 seccao da Alfandega le Pernambueo, 9 de Maio de 1887.-
A. Luna.O escripturario, Odilon Coelho da Silva.
-Servindo de chete, Antonio R. de
Bcnciio de cupella -K-mettem-nos o se-
guinte :
O abstalo agricultor, o Sr. Antonio Joaqun)
Civalcante de Albuquerque, dando expanse aoa
sentimeuto8 religiosos, qu- o caraterisa, levaatou
a suas expensas, no seu engenbo Pantorra, da
treguezia do Cabo, um pequeuo, raas elegante
templo a Nossa Senhora d Paz, para cuja b-.je j
convidara o nosso ilustrado e pregado diocesano,
que accedendo aos desejos d'aquelle seu amigo,
iartira no trem das 8 1/2 horaa da manbil que
argara da estaco das Craco Puntas, apendose
com sua comitiva na de Ipojuca, onde era espera-
do por crescilo numero de cavalheirox, que o
acoinpanbarain a aquelle engenbo, no qiial novo e
mais numeroso coneurso de amigos e isinti.n do
digno proprietario sahiram a ree.-li r 8. Exc
Rvma. e eus respeitaveis compauhcir.>8, sendo
ahi levantados cnthusiasticos vivas ao som da mn-
sica e a troar de innmeras gyraudolas de fo-
gnetea.
Iostallados todos na grande e bem preparada
casa de vivrnd onde mais affavel acolbiracnto
do benemrito iazendeiro e de sua Exma. e virtuo-
sa consorte, prenda a todos; psssou-se aquelle
dia era ruidosa alegra, que augmentara a pro-
porco que ia crescendo o numero dos visitantes
com as chegadas de novos amigos que comparti-
Ihavara do regosijo de to prestante cavalbeiro.
Raiou aiinal o dia 8.
A hora marcada dirigio-se S. Exc. Rvma.
acouipanbado dos Sra. conegos Fabricio Pedrnsa
e Simao de Azevedo C-unp-w, e \mr* mais de 200
p--s jas onde se distinguiam icutos cavalheiros da
lite de nossa sociedade, no templo, que aehava-se
ornado cora a elegancia dcsejavel e procedeu S.
Exc. Rvma. a bencao, rinda a qual celebrou inia-
aa resada e em seguidaentrou a fest'i que foi can-
ta.la pelo Rvm. conego Simao, e subiudoao pe-
pito o Exm. bispo. que com o seu verbo inspira-
do, admirou e coinraoveu a t.dos, que o ouviam no
raais profundo silencio.
Finda a festa regressaram todos a cafa de vi-
venda on le urna lauta mesa s achava preparada
o para mais de 50 cavalheiros e eenhoias nella to-
maram assento, sendo-lhes servido um opparo al-
ukc) em que diversos brindes foram levantidos a
religiS) e a patria, uistinguinde-se kjs occasio
os i^ue foram ding'doa por parte do illust/e Sr.
C-tValcante a S. Exc. Kvma. e o de S. Exc. a
aqn. lie nosso amigo.
Durante todo o dia e no seguate
Pra mar
oa
baia mar
B. M.
P. vi.
P. M.
P. M.
Dia
lOdeMaic

11 de Maio
lloras
1227 tarde
659 .
1 5 manba
7 8
Altura
0,m34
2,'31
0,">56
2,-33
inistroii S.
G o rain a de mandioca E' a cotacao para reta'
Iho de 1/900 por 15 kilos.
Graxa do Rio Grande do SulNao chegou, as
ultimas venda anda ettao cm reserva.
G rdura do Re da PrataSem chegada. Cota-
mos nominaimente 4/8u0 por 15 kilos.
G-ncbra nacionalOs prunos teem regulad i de
de 3/8JI a 9/500 conforme a qualidade.
MelSem alteracao, cutamos nominalmente h
45/ a pipa.
MilboAs entradis pequeasos posauidores
de pequ'noa lotes tem vendido a 50 rs- o kilo u
retalho de 48 a 50 ra. o kilo.
Pelles corti.lasOa pr'$os s5o de 50/ a 80/
conforme a qualidade.
dem em cabello-108/ o cento.
Saldo Ass e. MossorSem entradas, o reta
Iho de 1/ por alqueire.
Sebo cuadoSem chegadas, cotamos nominal-
mente a 5/800 os 15 kilo?.
TapiocaSem chegadas, as vendas foram de
3/ 3/200 por 15 kilos liquido.
Velas btexrinas do 4ioRetalba-se a 310 rs. o
mar-so cero 10 /,.
dem idem da provinciaRetalha-se a 280 ra.
o raass) liquido.
Vinagre do RioO retalho de S / a 100/ a
pipa.
Vi ribo do Riobranco O retalho de 110/a
120/ a pipa.
Xarque do Rio Grande do Sul Deposito
66,000 arrobas vende-se de 6/600 a 7/200.
Seeros etranareiros
AlfazemaO retalho de 8/ a 8/500 os 15 kilos.
Arroz da IndiaPequeas entradas, os precos
ae feo formado no retalbo em 2/750 a 2/850.
AlpiataO retalho de 4/700 os 15 kilos.
Azeite de oliveira em barra O retalho de
3/400 o galao com 10 o/o-
Dito de dita em latasO retalho de 15/200
a 15/500 por lata.
BacalhoDeposito 16,000 barricas, o retalho
19/ a 19/500 a barrica.
Bauha de porcoCaegarara 660 barra para oa
retalbadorea que o fazem de 380 a 400 ra. a libra.
Batatas portuguezasOs possuidorea estao pe
dindo pela nova 7/ e 7/200, ainda nao abrirum o
retalbo que ser de 7/800 a 8/.
BreuContinuamos a cotar de '..' j a !_' i bar-
rica.
Carvo de pedraSem alteracao, o retalho de
11/ a 16/ a tonelada.
CaadlaRetalha-se e 15/ os 15 kilhos.
CeblasOs possuidoie* eato exigindo 16/ por
caixa, os retalbadorea ainda nio k nram pelas do
uitimo vapor, retalha-se a 17/ com 10 *>/..
Cervtjaa O retlho de 6/ a 10/ conforme a
qualidade c procedencia.
CementeContinuamos 8 cofar yalo.- de 5/5C0
a 8/ conforme os fabrica Couiinhos') retalho de 17/ a 1750O os 15
kilo*.
Cravo da IndiaRetalha-se a 2/S0O os 15 kilos.
Fariiiha de trigo Deposito 9,000 barricas, o
retalho por barrica de 17/ a 18/ americaua, c
21/ a 24/ Triestre.
Fe i j JoO mr^ado,- supprido cotamos de 6/a
10/ confirij a qualidade e proj dencia.
Garraloes vasiosNio ha alterago, vende-se
por 1/ de 5 galoea e 450 rs. de 1 galio.
Docea cm caldaO retalbo de 700 a 750 ra. a
lata.
Farello do Rio da PrataO deposito muito re-
duzido, os retalbadorea cutio firmes em 4/5(0 por
aaccos.
Dito de Lisboa Sem deposito, chegaram 400
saceos que se venden por lote a 4/300 o aacco.
Genebra-O retalho 6 de 3/200 a 10/nacio-
nal e 3/200 a 14/500 estiangeira.
Hervi doce O retalho de 17/500 a 13/ os
15 kilos.
KeroeneDeposito 20,000 cuixaa vende-se por
poreoea a 3/200 e pequeos lotea a 3/300 a lata.
Ijouca ingleza ordinariaO retalho de80/ a
120/ o gigo.
Masaa de tomite O retalho de 750 a 800 a
libra.
''anteigaera barrisApenas o Ville de Macei
trouxe 160 birria q e firm.u < preco, oa retalha
doies esto exigindo 760 a velba e 800 rs. a nova.
Dita era latasNio chegou, oa retalbadorea fir-
mes 1/300 a 1/350 a libra.
Massaa italianas Sera alteracao, couti-.ua a
eolacio de 5/ a 7/5' 0 a caixa.
Oleo de linbac/.O retalho de 1/600 o galio' j
Paseas communaNio ha no mercado.
iritis finasHa falta, retalha-te a 11/ a caixa.!
Papel de rabriilboMercado supprido o retaj
Iho de 500 a 1/500 conforme o tainanko e pro
cedencia.
Piraeuta da InliaO retalbo de 1/450 a ....
1/500 o kilo.
Plvora inglezaSem alteradlo, o retalho de
20/ a 21/ por btrnl.
QueijoaMercado absoluto, retalha-se o 2/800.
SalNao chojou nem ha existencia.
SardiuhasO retalho de 3J.I a 320 ra. por 1/4.
Toucicho de LisboaReulhi se a 10/.
Dito americanoRetalha-se a 10/5C0.
Velas ateanuas O retalh .i de 300 a 900 rs
confirme a quilidade.
Vinagre de Lisbja 150/ a 170/ conforme a
qualidade e marcas.
Vinho de Lsbja220/ a 230/ i pipa-
Dito francezNao ba de.posito c uera procura,
sabida f.-ac pr< c frouxos.
Dito Figueira 235/ a 245/ p>r pipa.
Xarque do Rio da PrataSem existencia.
Hollnenlo bancarlo
BECirE, 11 DE MAIO DE 18S7
Os baes tenlo estabelecido hoje pela tnaobi a
taxi de 22 1/4 d. sobre Ljudres, depois de 1 hora
da tarde adoptou a de 22 1/2 d, fechando firme.
As taxas officiaes, portauto, foram estas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/2 e vista 22 1/4.
Sobre Paria, 90 d/v 422 e viata 426.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 523 e A viata 528.
Sobre Portugal, 90 d/v 236 e vista 238.
S bre Italia, viata 426.
8 .bre New-York, vista 2/250,
Do Ewjlish Bank :
.-obre Londres, 90 d/v 22 1/2 e viata 22 1/4.
Sobre Paris, 90 d/v 422 e viata 426.
Sobre Italia, i vista 426.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 23 e viata 528.
Sobre New-Yotk, vista 2/250.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 236 e vista 238.
Sobre as principaea cidades de Portugal, vista
243.
Sobre liba dos Acores, vista 246.
Sobre liba da Madeira, vista 243.
Mercado de assucar e algodo
BECIFE, 11 DE MAIO DE 1887
Assucar
Regularan) os precos aoa alga; ismos seguiatea :
3.* ha no, por 15 kilos, de 2/00 a 2/100.
3. regular, por 15 kilos, da 2/100 a 2/200.
3. boa, por 15 kilos, de 2/200, 2/300 e 2/400.
3.' superior, por 15 kilos, de 2/500 a 9/600.
Uranco turbina pulverisado, por lo kilos, de 2/300
a 2/400.
Smenos, por 15 kilos, de 1/600 a 1/700.
Mascavado, por 15 kilos, a 1/200 a 1/300.
Bruto, por 15 kilos, de 1/100 a 1/200.
Relames, por 10 kilos, de 840 a 1/000.
O mximo ou mnimo doa piecoa sao obtidns
conforme o sortimento.
Algud&o
Nio ae cfictuatam hr-je vendas deste artigo,
cojo mercado fechou sem cotacao, devida a subi-
da do camb3-
L,ellAaEttectuar-se-hao :
Boje :
Pelo agente Pinto, As 11 horas, ra do Mar-
ques de Olinda n. 35, de um piano, movis, bi-
lbar e jogoa.
Pelo agente Brito. s 10 1/2 horas, ra larga
do Rosario n. 33, de movis e utencilios do esta-
belecimento ah sito.
Hissas fnebres.Serio celebradas:
Hoje :
A's 8 horaa, na ignja do Espirito Santc, pela
alma de Bernardino Campos.
Amanba :
A'a 7 1/2 boras, na igreja da Peuha. p^la al-
ma d j major Miguel Antjuio de Mello Tamborn),
Sabbado:
A's 8 1/2 boras, na matriz da Boa-Vista, pela
alma de Domingos de Amorim Leaj ; a 8 horas,
na matriz de Santo Antonio, pela alma d.: Beujo
de Freitas Gu: maraes Jnior.
PassasrelrosChegadca da Europa no va-
por inglcz Mondego :
Francieco Gomes Verac, Cele.ino B. Vilannio,
Manoel Prutero Garcas, Miguel Rodrigues Fer-
nandez, Mauoel Juan Outerro, Jos Gomes de
Araujo, Aurelio *. Huguero, Jos Maria de Aae-
vcd.i, Manoel Jos de Azevedo.
Sabidos para o ul no mesreo vapor:
lzr.ias Gama Nevee, Jos Marina Lsitio, Al-
fredo Dnarfe Ribeiro.
Casa de DelencoMovimeoto dos pre-
sas da Casa de Deteucao do ltecife no dia 10 do
correte :
Existiam 430 ; entraran) 17; sahiram 20Exis
tem 426.
A saber :
Nacionaes 376 ; ranlberes 9 ; estraogeiros 16 ;
Entradas de assucar e algodao
MEZ DE MAIO
ESTRADAS
Barcacaa.....
Vaporas.....
Estrada de ferro de Ca
ruar .....
Animaea.....
Estrada de ferro de S.
Francisco .
Estrada de trro de Li-
raoeiro '.
3 1 1
4 5 o 3L 3
t,
1 7 11.363
1 9 . .
1 10 1.881
1 i 11 1.280
l A 9 13.919
1 A 9 627
29.070

280
4U0
14
2.185
933
318
Fre lamento
Foi fech.ido o do !gar nortieguense Stubil, para
carregar aqu, com destino a Montevideo, assucar
a 8 realce.
Banco de Crdito Real
At o dia 15 do crrente raez, devem os ac-
cionistas do Banco deCrelito Real de Pernam-
buco realizar a terceira entrad i do valer no-
minal de sua8 aecra, na razio de 10 0/0, levan-
do-a A aie do banco, na ra, do Commercio n.
34.
Este banco est pagando o seu primeiro divi-
dendo A razio de 4/000 por accio ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento faz-se na sede do banco, das 10
horas da inanha As 4 horaa da larde doa das
uteis.
Mubatituicao de notas
As notas do Thesouro de 2/000 da 5.a estampa,
5/000 da 7.* e 10/000 da 8.a, serio substituidas
na The-ouraria de Fazenda at o fim do mes de
Junho a m o descont de 2 O/0, o qual serA eleva-
do a 4 0/0 a contar do 1." de Juluo a 30 de Se-
tembro an crrente r.uno.
Notas do Thesouro dilaceradas
O recolhimento de notas dilaceradas est sendo
feito na Tbesouraria do Fazenda, as terfus e
sextaa-feiraa, das 10 Aa 12 horaa da manh.
Pauta da Alfandega
SUMAS A U8 9 A 14 DE MAIS DB 1837
Asi'ucar branco (kilo) 144
Assucar mascavado (kilo) 068
Alcool (litro) 218
Arruz com casca (kilo) 65
Algodao (kilo) 400
Assucar refinado (kilo) 171
Borracha (kilo) 1/26
Couros seceos salgados (kilo) 500
Couroa verdea (kilo) 275
CacAo (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf boro (kilo) 460
Cafrestolho (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Carocoa de alrodio (kilo) 014
Carvio de pedra de Cardifi (toa.) 16/000
Couros seceos et pichados (kilo) 585
Farinha de mandioca (litro) 50
Fumo reatolho em rolo (kilo) 4U0
Fumo restolho em lata (kilo) y 5H0
Fuun bom (kilo) 720
Genebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milho (kilo) 040
Tahua Jos de amarello (duzla) 100/00
eacravoa sentenciados 6 ; idem processados 2 :
idem de correccio 17.Total 4*6.
Arracoados 379.
Bona 354 ; doentes 25 --Total 379.
Movimeoto da enfermara.
Teve baixa .-
Senhonoha Capitulioa Machado Revoredo.
Tiveram alta :
Antonio dos Santos Bandeira.
Hercuiano Lino Florencio.
Hospital PortugusO movimeoto das
enfermaras deste hospital oa semana fiada foi o
seguinte :
EiUtiam em tratamento...... 17
* Entrou durante a semana..... 1
18
Sahio curado............... 1
Fallecen.................... i
Ficam em tratamento...... 16
18
Contina da semana o Sr. mordomo Manoel de
Souza Azevedo Pires.
Lotera do ParanPor telegraioma re-
cebido pela Caaa da Fortuna, sabe-aa que foram
e3tea oa nmeros premiados da lotera do Paran
extrahida em 10 do c.rreute:
8.358 15:000/000
1-611 3:000/000
2.423 1:000/000
6.065 500/000
7.240 500/000
Premios de SOOft
139 1.266 3.712 4.347 6.556
Lotera da provincia Amanha, 13
do crrente, s 2 horas da tarde, se extrabiri a
17 parte da 3* lotera, em b-neficio da Santa
Casa de Misericordia do Recife, ou consistorio do
igreja de Nossa Senhora da Conccicao dos Milita-
res, onde estarlo ex pistas as urnas e as espheras
a apreciacio do publico.
Lotera da edrteA 204 lotera da cor-
te, pelo novo ulano, cajo premio grande de____
30:OiX>000 ser extrahida no da .. do Mar-
(o.
Os bilhetea acharn-se A venda oa praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambero acbam-se A venda na Ca3a da For-
tina ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiuza & C.
Lotera do Grao-ParaA lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000/000, acrA extrahida no dia 14 do cor-
rente.
Bilhetes A venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Joio Joaquim da Costa
Le te
Tambem achain-se venda oa Casa da For-
tuna A ra Primeiro da M-irco u. 23, de Martins
Fiuza& C.
Lotera da provincia do Paran
A 13 lotera desta provincia,pelo novo plano, cu
jo premio grande de 15:000/000, se extrahir
no dia 17 de Maio.
Itilhotes a vonda na Casa da Fortnns, A ruu
Primeiro de Margo n. 23. -le Martina Piusa & C
l.olerin da Paran y liaEsja lotera cajo
premio grande de 20:01*0/000 ser extrahida bu-
je 12 do crreme s 3 boras da tarde.
Oa bilhetes acbam-ae A venda na Casa do Ouro
4 ra do Bario da Victoria n- 40 de Joio Joa-
qnin da Costa Leite.
I.olera de tlitgun*A 16 parte d-sta
lot- 'ia. pelo nuvu plano, cuja premie grande
de 15:0j0/(XO, sei extrahida du dia .. du cor-
rente.
Os bilhet-8 acharo-8 venda na Casa Feliz A
praca -:a Independeuca ns. 37 e 39.
Tambem achara-se A veuda na Casa da Fortu
na A ra Primeiro lie Marcu ud 23, de Martin;
Fiuza 1 C.
Lotera dn proindaA 17 parte da
3* lotera cin beneficio da Santa Cisa de Miseri-
cordia do li'cif'-. serA extrahida sexta feira 13
do correle, s 2 horas da tarde.
Oa bilher.a garantidos acham-se A venda na
Caaa Feliz na (ji-ca da InlepeuJeuea os. 37
e 39.
Tambem acham se. A venda na Casa da Fortuna
A na Primeiro de MarC/O n. 23, de Martius Fiu-
za & C.
Ce na I ferio PublicoObituario do da 1
de Maio :
Josepha, Pernambuco, 2 boisi, Boa-Vista; den-
ticio.
Josepha Maria Francisca da Cooceicio, Per-
namboco, 39 annoa, viuva, Boa-Visto ; tubrculos
pulmonarea.
Manoel Florentino Bsaerra, Pernambuco, 40 an-
noa, viuvo, Boa-Viata; diarrha.
M*ria Franciaca do Espirito-Santo, Pernambu-
co, 20 anoo, solteira, Boa-Vista; anemia pa-
lustre.
Houoria, Pe mamoneo, 1 anoo, S. Jos ; den-
ticao.
Hcoriqueta Federatina Monteiro, Pernambuco,
60 anuos, aolteira, Santo-Antonio : gastro ente-
rite.
Cypriano Lopes Qalvio, Rio-Grande do Norte,
79 annos, casado, Recie ; catarrho vsical.
Capitulino Jacintho Pavio, Pernambuco, 31 aa.
nos, solteira, S. Joa; febre typhoide.
Alexandrina Noronha dos Prazeres, Pernambu-
co, 38 aouos, solteira, S. Jos; diarrha.
Porfirio, Pernambuco, 30 dia8, Boa Vista;
dtirrha.
0
PLBLiC40ES A PEDIDO
4.130
luiportaco
Vapor inglez Mondtgo, entrado doa cortos da
Europa cm 11 do crrente c consignado a Adam-
son Hivre & C, manifestou :
Carga de Soutbamptoo
Amostrr.s 35 volumes a diversos.
Aricas 5 caixas a Paente Vianna & C.
Chi 1 volume a Sbor Shor.
Calcado 1 caixio a Tbomaz de Carvalho & C.
Ferragena 7 volumes a Ferreira Ouimaries &
Cimpunia.
Materiaea para encanamentoa d'agoa 13 volu-
mes a Companhia de Beberibe.
Maoteiga 15 barra e 20 meios ditos a Goncal-
ves, Rosa & Fernandos, 50 e 50 a Paiva Valente
& C-, 30 e 40 a Soasa Baato Amorim & C, 10 e
15 a Augusto Labille, 45 e 80 ordem.
Mercadoriaa diversas 10 volumes a G. Gatis, 1
Antonio Pereira da Cuoha, 4 a Tavarea Martins
4 C, 2 a Machado & Pereira, 1 a W. Halliday et
C, 1 a Francisco Larjf ia & C, 1 A ordem.
Objectos para telephone 1 caixa a A. do Carmo
Almeida, 1 ao cnsul dos Estados Cuidos.
Papel 11 fardos a Rodrigues de Faria & C, 1
A ordem.
Queijoa 24 caixas a J. B. de Carvalho, 9 a
Alheiro Oliveira. 4 C, 20 a Aotonio Joa So&re8
4 C, 6 a Guraaies Bocha A C, 10 a Fernn lea
da Cesta & C.
'-oupa 1 caixa a J. L. dos Santos, 1 a A. W.
S. Bird.
Salitre lO barricas a Ferreira Guimariea x.
Companhia.
Tecidos diversos 89 volumes ord- m, 8 a A.
Vieira & C. 4 a Al ves de liri'o c C-, 5 a An-
drade Maia C, 41 a Machado & P--r^ira, 7 a
Guerri & Fernaudes, 12 a Juaquira Agostinho, 2
a Luis Antonio Squeira, 4 a A. L Guimaraes. 2
a Goncalvea Irmao C, l a Monhard Huber fe
Companhia.
Tapetes 1 volume A ordem.
Velas 3 volume A ordem.
Carga de Lisboa
Batatas 15 1/2 caixaa a Abrantes & C, 20 a
M. J. Carlos CarJozu, 30 a J. B. de Carvalho, 20
a r-iqueira Ferrar & C, 30 a Paiva Valeote J C.
Ceblas 5J caixas aos mismos, 50 a Ferreira
Bodrigues & C.
Livros 1 caixaa G. Laport & C.
.- apatus 1 cairio a Paiva Oliveira & C.
Exportaco
KKIFB 10 OE UAIO DE 1887
Para o exterior
No vapor inglez Baekena Bay, carregou :
Para Liverpool, M. J. da Bocha 195 saceos coin
14,625 kilos de aasucar mascavado.
Para o interior
No lugar norueguense Han Tode, carrega-
rara :
Para Uruguayana, J. S. Loyo & Filho 600 bar-
ricaa com 63,128 kilos de assucar branco.
Na escuna nacual Eoora, cirregaram :
Para o Rio Grande do Sal, Maia & Rezendd 53
pipaa com 25,440 litros de agurdente.
Navios a carica
Barca norueguensj Glitner, Hall.
Lugar noruegoense Stabil, Montevideo.
Lugar noruegueose Han Tode, Montevideo.
Patacho inglez Kathleen, Estados-Unidos.
Patacho allemis Calo, Rio Grande do Sal.
Vapor nacional '. Francisco, por tos do sul.
Navios a descarga
Barca nacional Mimosa, xarque.
Barca ooruegoenoe or, varios gneros.
Escuna oaciooal Kvora, varios geueros.
Lugar nacional Marinlia VII, xarque.
Lugar iugles Stella, bacalho.
Patacho nacional aoven Correia, xarque.
Patacho nacional Rival, xarque.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Vapor inglez Frutera, carvio.
Ileudiuientos publfcos
Ao publico
T. nio aido publicado ueste Diario o lelatorio
acerca do inquerito a que procedeu o Sr. Dr. de-
legado do 1," dstrieto desta capit il sobre o estel-
lionato praticado por um dos empregadas da caaa
dos Srs. Sulzer K .i.tl'nanu & O. cummerciintes
neafa cidad ulgtit;i de meu dever fazrr pjnde-
racoes a reapeito de algumus proposicoes que ae
encentrara u'aquelle relatorio e as quaes eslava
envolvido o meu nr;me, como um dos que infeliz-
mente tiveram transaeces com aquella casa, pro-
po8(,53S qae sem faltar om o respeito havido
autoridade, attribui a declan.co.-s d'aquelles se-
nhores, certameote interessados em attenuar os
efleitos da fraude do seu empregado, arredando de
si a responsabilidade de certos actos para tazer
recahir o prejuizo sobre terceiros.
Nao tive por fim provocar uina polmica para a
quil me_f-.,'tain tempo e outros meios. Mus hoje
sua obrigado a voltar ao assumpfo ante o artigo
que acabo de 1er no Diario, assigoado por aquel-
es senhores, que, apartandu-se da norma parque
costumam proceder cavalheiros, ousain deixar es-
cap ir insina 10 -s contra a lisura do meu prscei-
ra-nto, de.-'pedendo para isso motejoa e piiberias
imoroprias de gente que 6e preza.
Direi ao publico o que h. uve entre mim e a
casa corornercial dos Srs. Su'zer Tauffraanu 6: C.
Estes aenhores, segundo declararam perante o
Sr. Dr. delegado, haviam constituido o seu empre-
gado Vicente Silvnrio de Souza o eucarregado das
vendas dos genero.! por elles importados ou a eiles
corara3sionados. A isso pode dar testcmunho a
praca, espacialinente aqueiles que compraran) g-
neros aos ditos senhores.
Ea mesmo tive cura elles diversas trauasccoes
liquidadas sem reclainaQo, alm das duas ultimas
sobre que depois, do deaappareciaiento do tropra-
gado ae levantara duvidas, acerca de urna, para
nao se me entregar a mercadoria vendida e paga,
e a rospeito da oliera, cuja mercadoria fui por mim
comprada, recebida e paga, para se fazer raspon-
savel pelo preco a que o empregado infiel nao deu
entrada a meu distincto amigo o Sr. Dr. Goncal-
v^8 Pinto, con quem o Sr. Sulzer, nem o Sr. Kauf-
finann, nem o empregado Vicente Silverio, nem
qualquer outro, troeou urna palavra a respeito
de tal tranca, rilo.
Antes, uole o respeitavel publico foi em virtude
de couveraa havida entre ditos coinin-rciaiites e o
Sr. Dr. Pinto cm encontr casual, e no mesmo dia
em que mais tarde veio toruar-se sabido o deaap-
pareciratut>, que os meninos souberam nio ibes de-
ver o mencionado doutor, quautia algiiraa como
esti figurando em sua escripturagao, grabas
gentileza do empregado desappaareeiQo, e inme-
diatamente passau Jo elles a indagar de mim acer-
ca da frausacciu relativa A partida de cimeuto
p la qual fi.urava o Sr. Dr. Pinto como responsa-
vel, inostrei-lhes a conta com o recibo relativa-
mente a essa partida, e a relativa a outra de 1353
meias b*rrieas que compre a ebegar cuntas e re-
cibos as mesmas condi(dea de outras referentes a
transacvoes idnticas que durante inn periodo nio
5 taboleiros a 200 ria 1/000
14 Sumos a 200 ria 2/800
Foram oceupados :
i cuiuiauaa a 600 ria 14/400
22 compartimentos do farinha a
500 ria. 11/000
22 ditos de comida a 500 res IlOOO
821/2 ditoa de legumes a 400 ris 32/800
17 ditos de auino a 700 ria 11/90
11 ditos de fresauras a 600 ria 6/600
10 talhos a 2/ 20/000
8 ditos al/ 8/000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1/ 54/000
Jcve t.er sido arrecadada nec'e dia
a quautia de 206/600
Rendimento doa das 1 a 10 1:996/300
Benda geral :
De 2 a 10
dem ce 11
MBS DB MAIO
Alfandega
238:638/027
14:415*579
Renda proviucial :
De 2 a 10 27:7541258
dem de 11
De 2 a 10
dem e 11
Do 2 a 10
Idam i ti
le 2 a 10
Iden o^ 11
1:059/840
Recebedoria
Consulado L'.uuinda
Recite Drainage
253.083/605
28.814/098
281-897/703
11:737/451
2:182831
13:920282
6.461/392
10 528/143
16:989/535
1:823/826
164/168
1:987/994
Mercado Municipal de lose
O movimeoto deate Mercado no dia 11 de Maio
foi o aeguinte:
Entrarais :
36 boia pesando 5,362 kilos, sendo de Olivei-
ra Castro, 24 ditoa de 1 qualidade e 12 di-
tos particulares.
750 kiloa de pene a 20 ris 15/980
76 cargaB de farinha a 200 ria 15/200
9 ditas de fructas diversas a 300 rs. 2/700
Foi arrecadado liquido at boje 2:202/900
Precos do dia :
Carne verde de 320 a 400 ris o kilo.
Cameiro de 720 a 800 ria idem.
Suidos de 560 a 040 ria idem.
Karinba de 200 a 28) ria a cuia.
Milho de 240 a 280 ris idem.
Feijo de 640 a 1/000 idem.
Matadouro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 95
rezes para o consumo do dia 12 de Maio.
Sendo : 68 rezes pertcncente a Oliveira Castro,
& C, e 27 a diveraoa.
Vapores e navios esperados
VAPOBBS
Guld Halldo sul boje.
Bokma Baydo sul boje.
Szchuyide Fame hoje.
Pernambucodo norte amanha.
Mariuerde Liverpool amanha.
Trentdo sul a 14-
Principe do Grao-Parada Bahia a 14.
Argentinade Hamburgo a 16.
Espirito Santodo sul a 17.
Nileda Europa a 17.
Lissabonde Hamburgo a 17.
Ville de Maraubiodo sul a 18.
Bkamenyde Trieste a 18.
Financedo sul a 21.
CearAdo norte a 23.
Taguada Europa a 24.
Alliancade Ntw-Pcrt-News a 24.
Therezinade New-York a 24.
ManAosd<; sul a 27.
NAVIOS
Amandade Hamburgo.
Apotbeker Dirseade Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albannde Cardiff.
Aone Catbarineda Babia.
Anne Charlottedo Rio Grande do Sol.
Bernardoa Godelewu8 do Rio Grande do Sul.
Carolinado Bio Grande do Sul.
Diadado Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Elysado Porto.
Fa vori tetf^fctfos.
Guadiaoa-JsVLisboa.
Jolantbede Santoa.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Katalinale Terra Nova.
Marco Polodo Ro de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Marendo Rj Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
noviuicuto do porto
Navio entrado no dia 11
Southampton e eacala8 16 das, vapor ingle.
Mndelo, de 1,464 toneladas, coramandante G.
M. Hfcks, equipasen? 73, carga var.ua gene-
ros ; a Adamson Howis & L.
Navios sahidos no mesmo ata
Buenos-Ayres e eacalas- Vapor inglez Mondego,
commandante G. M. Hycka, carga vanoa gc-
RioQrande do NorteHiato nacional Bom Jess,
meatre Clementino Joa de Macedo, carga va-
rioa gneros.
*
y

4


Diario de PernambucoQnnta-feira 12 de Maio de 1887

i

A

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t
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.-
*
V
yf.
pequen tve com um o Sr. SuUer
Vicente bilveno
Kauffmann
_ C., por iucermedio do mesino Vicei
de Sousa sem que jamis bouveaso duvida alguma
a respeiw.
O Sr. Sulaer mostrju-se sorpreso e voIUndo
com o Sr. Kuffmaun, mostraram pelo que disse-
ram dsposieoes a uo f.i'r ntrega do cimento
que eu comprara em 18 de Dexembro.
Cemprebendi logo que os ditos senhorea que-
*iam taaer-me partilhar ais prejaitoa.de que fo-
ram victimas pela iufdilidade do seu empregado
e tratei de chamal-os a juizo. Ao rneuno ttmpo
eia eu couvidaio a depor ao ioquerito a qua ae
procedeu a requarimento d'aquelles aenhorea con-
tra o dito empregado, e nao me recuse i a eompa-
rsjr ao chimado do Sr. Dr. delegado p*ra dar-
Ihe todos trausaccOes havidaa offerecer as contas e recibos pra que a autonoa
ii ou oa Sra. Suls. r, Kauffinana & C, as vissem,
txamioassem e at tirasaem copias .
O publico avalie se aque les senhores tem raaao
pira faaerem contra mim insiuuaeoea malvolas.
Passando ao assumpto do seu artigo, direi que
ao relatarlo do ioquerito dia o Sr. De. delegado
no- a> tempj da ultima empra que fia de cimen-
to, este genera se venda no mercado pelo dobro
do' preco; eontestei e contesto isso affitmindo que
tenbo documenta que pruva quo a ease tempo o
joesmo genero veudeu-se pelo mesmo preca appro-
xiitadamente, poique o cimprei.
Ora aquelles seuh res ou quem por elles escre-
vew o unigo, descobrirsm achar-se essa miuha
contestacao em opposico com o que dissa na in-
lento, isto nao haver jamis comprado aquel-
la genero por tal preco! O pubco ajuiae se
qu-ui argumenta assim est de boa t.
Quaut* a partida de 2,716 meias barricas, oque
est.l di;o u> relatoii- que tinham sido vendidas
a0 Sr D.'. Pinto, aut 'i do o serem a mim ; mas na
jmj'ossibilidada de se privar aquella sonhada
vaasaecSo, e antes as cautas c recibas que tenbo
em mea pader, spresentam tambem com grande
eicab-rta a o'dem para ser a merendona enfra-
nje quede senhor depois de comprada e paja por
inm, a quem alias Coi entregue e na aquelle dou-
.ar, o.-dem que neabum de nos vio e que fei mais
uD ardil da emprega>io dos Srs. Sulzer, Kiutf-
m iu:i & C esereveuao-a ou lazeodo a escrever de
i .r:ninii com o lancam^nta falso.
Disse e repito: oa 8rs. Su!zcr, Kauffm&nn &
C prepararan! eise ioquerito para aesociar a >s
prejoiaos de sua casa os que jimais tinham de ser
>c.as nos seus lucros. Elles esto bein certos de
que quando venham a encontrar o empregado in-
fiel, esfe nao ter oin que indemnisal-os. Que-
r-m indemni8ar-se a miaba custa e ds ontros ;
.vez o consigan) vista do tom com que faliam,
L *> 1_ ________.* .____ ... ^B>il >.iaii,n..r(A
O Drivlleslo em beneficio da fa- Antonio Lins da Costa WanderUy.
brlea de
flacao
Magdalena.
Dv. rsos artigos sobre variados pseudonymos
t-m sido publicados nest- Diario com o intuito
de chimar a odio3idade publica sobre a fabrica
da Magdalena.
No ultimo artigo eatranha o articulista o silea-
eio da directora da fabrica sobre factos que des-
figuram a 'u bello praaer para chegar a fins que
nao conhecemos.
' assim que o articulista toma isoladamente a
fabricacao da auno passada sem inquenr o depo-
sito que tinha a fabrica no auno anterior, ussim
romo o que existia em poder dos armazenarios de
isjucar, e nao satisfaito anda ezclue quantidade
de panno que da srr consumido na provincia,
quanda publico e notorio ser tolo o paoao ven-
dido aos armaaenarioe !
O articulista denuncia terse dado contrabando
o que ser fcil ao fisco a verificacao, pelos livros
da compaubia, que estamos certos nao se eximir
a directora foruccel-os & qualqaer commisso fia
cal norneada para verificar o tal contrabando afim
de ser regularmente cobrado aua importancia em
bem dos cofres provinciaes.
O panno da fabrica da M igdalcna bem conhe-
cido, e nos parece ser fcil a verficaca por parce
d'aquelles que eaco incumbidos de zelar a arre-
caducas provincial.
1):iculpj o articulista a defeza qae tomamos
pela uuici indui.-.i fabril que existe nesta cida-
de e Ihe pedimos se d ao trabalbo de verificar,
se favores idnticos ou semelhantes sao ou foram
dispensados mesma industria oua outras provin-
cias.
Um accionista da fabrica la Magdalena.
e tecidos da|Afonso Moreira Temporal.
Consistorio da greja !e S. Pantaleao
do Monteiro, actual matriz do Poyo da Pa-
nella, lo de Maio de 1887.
(Aaaignado.) O vigario, JotLu Rodrigues
da Costa.
Externat
Ao publico
Co:i9tando-me que o Kvdm. Sr. padre Manoel
Lobato Carneiro da Cunh i prelende comprar urna
escriptura de pe.ihor, pela qual o Sr. Monoel Alves
Vianoa. acautellando seus interessrs, procura pre-
ju licar na daquelles que comsigo tiveram transa-
ccoes, cumprema protestar contra tal negociacSo,
declarando que estou disposto a fazer valer os
direitos, que estou incumbido de zelar contra
quem quer que seja ; e para que ninguem depois
p^8a allegar ignorancia, publicamos o presente
protesto.
Recife, 11 de Mala de 1887.
Jastiano Cavalcante de A Dell.
AgradecEmentn
Retiraado-me cam minhi familia, cumpre-me
do alto da impren9a agradecer o modo distincto
as ha de permittir que eu nao aceite resignado I p,.!o ((ll>i| f.,,,,'.,, tratado pe Dr. Malaquias na
operacaa que praticau em miaba filha, a qial
o pap I de Victima de aua incuria, confiaodo-se
nb.iolutnmente a um empregado infiel e astu :ioso.
Quanto s palavras sangra em saie J o
burato aahe caro assum un a respousablilade
da asseveracao que ellas parecem couter : espero
joder mostrar-Ibes que ha entre nos lea que pu-
liera os calumniadores e magistrados qae as sa-
sem ipp.i -ir
Recite, 10 de Maio de 1887.
Jos Joaquim da Costa Main.
Gyninasto Hernambucano
Temos por vezes visitado eate impartaute esta-
Wlecimcnto, e tnnito agradavel foi a impreasao que
uos ficou dessas ultimas visitas.
Notamos maior aceio e a melhor oriem em to-
das aa salas deste vasto edificio, quer ii'aquel!a9
Os io deetimdas ao eatudo dos ..luu:iu, quer
ii i9 que sertem de dormitorio, de enfermara, de
.Mipari* e de refeitoro, contiguo ao qual eat a
eosinha, compartimento papacos", clara e arejado,
prvido de um graod'3 fago do ferro, o qual bain
sotay todos os utencilias culinarios rivalisavum urc
aceio, o que den>-.tava zelo vigilancia do illustre
cavalheiro, HCtual cnefe da c stabeleciment, o Sr.
Dr. Feroaudes Qjuitella, que, diia-ae deade jii,
attendeada sem duvida que a direcca de um in-
teruata objecto digua da maior salicitode, em
maito pouc tempo de adiniiiistracl'1, ha rcalisado
fraudes raelhoramenfos, teudo conseguida resta-
elecer a ordem, a disciplina e a verdaieira e bem
enteudida ecouomia, que p .rec.ain banidos do esta-
beleciinentos nesus ltimos te:npas.
O Sr. Dr. Fernandes Q'iintea, folgamis de de-
clarar, vai mnirg bem dirigindo o niernato, com
vaeaco especial, tacto fino, actividadn indefessa ;
nelle il scortioamos um mixto de rigor e brandara,
de severidade e indulgencia, de energa e tole-
rancia.
Pereorremos igualmente o jardim, as banheiras,
o pateo onde se recrciam os alumnos, a cipella, a
sala de recepeo e o salo de honra onde se cele-
brain as coogregaes dos entes e as fastas do es-
:abelecimento.
E'iocsntestavelinente um elifici > magnfica, si-
tuado em um dos pautas maia ellos e api azi veis da
eidade ; dotado, como se acha, de um c>>rpo docente
recoube;ido, habilitad i, acin i, ass.dao u mora'i-
sado; fornecendo, com. aab'd>, por preca |2o
baratoque se poderi quaai dizer gratuiton
struc^ao aos alumuof, e nio recelando Dem per-
mittiodo mesmo a competcicia de quaesquer esta-
be'ecimenta de enaino, publico ou particular.
Mis, pirque com tantos elem-jntos de foroa c vi-
alidadc, temol-o vistoaotadameute uos dous au-
n-s que findaramsenao dtfinhar, pelo menos uo
progredir, nao irescer ?
O que obsta a que o (Jyoinasio, que j gozou de
alta Horneada e se manteve em um plano bastante
elevado, nao continu a irradiar brilbo igual ao
que por tempos toi-lhe resplandeute aureola ?
D'entre as divers .b couaas que tcem concorrido
3ra faz'-r empallidecer a luz desae astro qua to
/lgido ee osentava no firmamento do eusmo pu-
blico, a primordial deve ser attribuida a escolba
de certos regedores, alguns dos quaemanda a
jastica que digamoseram homens da talento e
jtsma de fimtda reputacao litteraria, porm des-
tituid is daquella vocacSo, paciente zelo e activi-
dada nioteasa, qae duvem concorrer na pessoa do
-.lefe de um estiblecimenta do molde do (Jym
r.asio.
N;lo eab a qualqaer a penosa incumbencia da
r,o. direccio de um intrnalo. miss< muito
delicada, euperinr a forca dos paujos que della
qu^rcm encarregar-se e pesadissima para os raros
ijijp poderiam cxercel-a com proficuidade.
Entrega-ee a sorte do Gymaaaio a bomena sem
roor a prosperidad.' e ao renome do estabelcci-
mentopsem vocacao provada, sem habilitacoes
especiaes ; e depois clama-se que mao o seu es
lado que se lispende muito diuhciro; que o re-
sultado nao compensa a enormidade do sacrificio ;
que os cifres pblicos esti exhaustos ; que fiaal
cente acabe-se com o Gymnasiogritam os que
nada podendo construir se comprazem em de-
raal.r Acabe-se com as instituiccs scicotifi-
cas e litteraras, porque estas, do mesmo modo qoe
o organismo humano, esli sujeitas caducidade,
ao desapparecimento, raorte emfim. Outra
sansa do declinio do Gymnasio nos a divisamos na
acUidade,ou antesseja-nos ; erdaada a dureza
da exoressao ni pouco criterio com que a Assem-
Ua Provincial, ha muitjs anuos esta parte, tem
procedido, facultando a admissao, em grandes le-
vas, de pensionistas por conta da provincia, trans
: iraiaudo-se asaim de anno a anno, o estabrleci-
mento em aaylo da infancia desvalida.
Coxo era natural, medida que augmentava o
numero dos que eram mantidos por conta da pro
vmcia, diminua o dos contribuintes.
A especulacao, dotada do faro prodigioso, explo-
rava largamente o favor legislativa, que longe de
aprovetar ios desprotegides da fortuna, so con-
verta em monopolio dos que nao queriam pagar.
Fecbe-se pois a porta aos abusos, que volver a
ordem e com ella todos os seus benficos tjkuoj,
lis
acha-ae restablecida, augmsutondo a banda le du
nada aceitar. E como na temos outro meio de
patentear a n.i3ji gratida a tao distincto athleta
da scieuca, fazemos por este meio pedindo des-
culpa ao ofi'endeuios a sua eonhecida modestia.
Nao p<.dems deixir da agradecer aos Srs. Col-
Iteo ^t Irmio e a tadoa de sua Exma. familia o
tratamento e affahilidade que nos dispensaram, e
especialmente a sua digna e virtuosa irin a Exma.
Sra. D. Antonia que foi incausavel em dispeusar-
nis beneficios.
A todos pirem a nossa eterna gratidao
Recite. 11 de Maio de 1887.
Francisco de Siqneira Passos.
Clorreio da Victoria
Smente no intuito de evitar suspeitas acerca
da entrega fiel dos jornaes remetidos a esta agen-
cia faca pubco qu nesta ci i id s nio recebem
o Diario as pesssoas a que a empresa uo o remet -
te.
Agir quem quizer que en'enda.
Victoria, 9 de Maia d* 1.887,
A agenta do correio,
Mara da D)res Oiveira Mac'.el.
lo usen sincero amigo
O [ilm. Sr. Cap.ii Fabio Temporal
Compriincatiiida-o pelo seu felix anniveriario na-
talicio, des-j a seu dedicado amigo
encheutea de felicidades
Recife, Ude Maio de 1887.
Pedro da Cria Paict.
Alagoa* nova pomada
Lendo sob eaaa epigraphe a mofina de
um senhor indiguado, publicada no Diario
de Pernambuco de 27 e 28 do prximo
passado contra a lotera da proviajia, em
que eoa tasado de m fe o ardiloso, sou
forjado a vir impransa em attenjao ao
publico.
a 16* lotera da de premios 60 i e
no ha razar para eatranhar attento ao
que passo a ozpor.
Pago de imposto geral e beneficio 25 r0,
afora o imposto provincial, sello, etc. ; a
lotera da Parahyba paga sobre as 2 ru-
bricas pimeiras apenas 11,33 "[, desde
quo do imposto geral retira 7 (0 para au-
xilio das despeza8, entrando assim apenas
8 0[0, e quanto ao beneficio paga 36:000$
por anno, para extrahir nesse espago de
tempo 6 loteras de 200:000)5, com a emis-
sao total de 1.200:000$, pelo que d de
porcentagem 3.33 [0 que cora aquelles
8 [0 pretaz os preditoa 11,33 "[.
J ve, pois, o publico onde est a dif-
fereoga que taa incomraodou o senhor
indignado para seus tos.
Poderia deixar essa misso para o mo.
fineiro, que, se tivesso alguns sentimentos
nobres nao atirava padras a telhados
alhe.;s, quando tem os seus de vidro t3o
fino.
Nao colhe tambem a invencao sobre a
granie lotiria desta provincia, cujo plano
foi approvndo devidamente por acto do
poder legislativo onde ficou estipulado o be-
neficio, e essi lei nao foi ainda derogada.
Nio ser feita a 2' extraccao no dia 7
de Maio, como j mandei annunciar e pre-
venir roeus gentes, porem o sei em bro
ve, e para o que oppjrtunumente annun-
ciaret o dia certo.
Tambem n3o exacto que eu man'le
vender bilhetes por mais do seu valor.
Quan.o s domis bellezas em que sou
chamado de mentiroso; homem de m fe e
tuti quanti de maligno fermentou no cere-
bro do motinista, sao mimosas e aromad
cas dores, proprias tao somonte do jardim
que as produzio, e para onde as devolvo
com toda a sua fidalguia.
Macei, Io de Maio de 1887.
Manoel Jos de Pinho
Fraileis Anglai*
19 Rita do Hospicio 19
L'enseigneui'-nt comprend ;
Le portugiis, la lecture, la calligraphie,
l'arithmetique, l'histoire Sainte, la geogra-
phie, l'histoire, tous les travaax d'aiguille,
le franjis et Tangais theorique et prati-
que.
Legons particulieres de franjis et d'an-
glais. On recoit das 12 ponsiounaires.
lula particular
Curso completo de primeiraa lettras para ambos
os sexos (em salas separadas), comprebeodendo
trabslbos de agulba para o sexo feminino, e os
preparatorios do novo pragramma para o mascu-
lino ; na ra do Visconde de Albaquerque nu-
mero 26.
THEATRO
SANTA ISABEL
i j&uo
gilardeando-se somente na pessoa do filboHis bn
servicos prestados pelo pai causa publica. '
E' isto um tempo recompensa do trabalbo de
alguna, e incentivo para o estoica de muitos.
Urge, portante, sabir deste estado de inquieta-
cio e penvel desconfianja ; venha a reforma que
i projecta fffectuar ; e tasemos votos para que o
digno administrador da provincia, que j mu rele-
vante sei vico prestou, inspiraodo-se no verdadero
patriotismo, que deve ser a bussola dos horneas
polticos, dete o Gymnasi-i coro melboramentos
reaes e estavris, e de todo o ponto capases de re-
rroel o altura de sua importancia.
liecife, 11 de Maio de 1887.
Um amante da initiluieao.
Ao imparcial
So conhecedor como diz das qualidades
'limpiares que ornam o prefessor cantractado de
S. Bened'cto sirva-se responder concisa e ca-
thegoricainente a cinco perguntas a elle feitas
a Provincia de 10 do corrente.
Certo de que, se iato do fizer, nada provou e
e jiisa alguma dase em favor delle. Apreciamos
factos. Nos pravuremos e o imparcial provar ?
Clamorosa injustica e faltas emprestadas >
:', conj o imparcial.
Os dous Ennonymos.
Eleico
D .s aizas que ten de festejar o Mez de
Mara na igreja de S. Pantaleao do
Monteiro, actual matriz do Pogo no anno
de 1887.
Juizas perpetuas
As Exmas. Sras. :
Esposa do IUra. Sr. majar Jalo (iielano
de Abreu.
Esposa do Illra. Sr. commendador Albino
J i-c da Silva.
Esposa do Illm. Sr. tenonte-coronel Manoel
Merlina Fiuza.
Esposa do Iilm. Sr. Dr. Moraos e Silva.
Esposa do Iui Sr. Dr. Joaquim Lou-
reiro-
Esposa do Illm. Sr. Dr. Jos Bernardo
Galvo Aleoforado.
Esposa do Illm. Sr. Joao Concalves dos
Santos Jnior.
Esposa do Illm. Sr. Andr Rampks.
Esposa do Illm. Sr. tenente Joaquim Ma-
xim i a i o Pestaua.
Esposa do Illm. Sr. Francisco Gurgel do
Amaral.
Esposa do Illm. Sr. Aflfinso M reira Tem-
poral.
Esposa do Iilm. Sr. Francisco Jos Que-
des do Laceria.
Esposa do Illm. t. eommeodador Fran
cisco Ribeiro Pinto Quimares.
Esposa do Illm. Sr. Ganlido Quedes Al
coforado.
Esposa do Illm. Sr. Joaquim Pires da
Silva.
Esposa do Illm. Sr. Manoel Jos Carneiro.
Esposa do Illm. Sr. Thomaz Lins Caldas.
Esposa do Illm. Sr. Jos Rufino de Al-
raeida.
Esposa do 111 ii. Sr. Alfredo Jos A atunes
Guiraarles.
Esposa do Illm. Sr. Miguel Francisco de
Souza Reg.
Esposa do Illm. Sr. Modesto do Reg?
Esposa do Illm. Sr. Jos Paulo Botelbo.
Esposa do Illm. Sr. Celerino do Reg Ba-
ptista.
Esposa do Illm. Sr. Podro do* Santos
Coste.
As Exrats. Sras. :
D. Francisca Msrgarila da Cunha Reg.
D Amarina Ferreita Baltsr.
D. Carlota do Reg Barros.
D. Argemira Amelia Temporal.
Viuva do commendador Antonio Jos Ro-
drigues de Souza.
Juizas z Virgem
Filha do Illm. Sr. Candido Guedes Aleo-
forado.
Filba do Illm. Sr. Felippe Needham.
Filha do Illm. Sr. tenente-coronel Manoel
Martina Fiuza.
Filha do Illm. Sr. Alfredo Jos Antunes
Quimaraes.
Filba do I'lm. Sr- Thomaz Lins Caldas.
Filha do Illm. Sr. commendador Francisco
Ribeiro Pinto Quimaraes.
Filba do Illm. Sr. Dr. Felix Licuticr.
Filha do Illm. Sr. Joaquim de Souza No-
ves.
Irma do Illm. Sr. Mioervino Fiuza.
Commissai encarregada dos festejos
Dr. Joaquim Loureiro.
Joio Goncalves dos SantoB Jnior.
Candido Guelcs Aljofarado.
Andr Rampks.
Tuda* as iiiiri o.s oa demoras n6o
periffoaaw
435
Quando a enfermdade ataca os orgaos da res-
piracao, a sua marcha progressiva terrivel e r-
pida e o doente nao deve perder urna s hora em
lae*- mao do Peitoral de Anacahuita, quando a
tosse. as sufficacoes, o catarrbo, e a difficuldade
de respirar annuuciam que a enfermdade come-
Ciu a desenvolverse a coutaminar as delicadas
a rubianas e tecilos cellulares dos orgos da rca-
pira^o. Urna s dse tomada em tempo evitar
inuitas dores e soffrimentos. Porm por mais fr-
midaveis que sajan os aymptamaa, por mais arrai-
gada e inveterada que se ache a molestia, ncm por
isso deveis desesperar. Os casos reputados como
incuraveis pelos mdicos os mais experimentados
e exp;riuuts, sa alliviados e curados diariamen-
te meJiante o uso deste admiravel e maravilhoso
balsamo pulmonar. Nio deixeis, pois, de acudir
elle inmediatamente que se apresent- a approxi-
maco da enf nni ladi*, porquanto existe um pe-
riodo as affece^a pulmonares, em que preciso,
infelizmente, perderse toda a esperau;a. NM > ar-
risquis, pois, vossa vida par meio de mal cabidas
dilacdta e inuteis demaras.
Cono garanta contra as falsificacoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & Kemp venham
estampados em I tiras transparentes no papel do
livrnho que serve de envoltorio a cada garrafa.
Ene ntra se venda em todas as pharmacas e
drogaras.
Agentes em P rnambuco, Henry Porster & C,
ra ao Commercio n. 8.
Fabrica Amor
Loriga A C sncce88ores de Joao Gon-
calves o Hespanhol, estabelecido com fa
brica de cigarros ra Larga do RoZario
a. 8, chamam a attencao do respeitavel
publico e especialmente dos seus treguezes
para as seguintes marcas de cigarros de
sua fabrica : Paulo e Virginia, Amor, D.
Emilio Castellar, Especiaes, s'amorado8 fi-
nos, ditos grossos, Goyaz desliados, Tres
Coras, ditos desfiados barrigudos, Linbo
e Goyaz aromticos.
Os cigarros cojas marcas acabamos de ci-
tar sao fabricados com os melhores furaos
Goyaz e Rio Novo e por isso, como tam-
bem pelo esmero e cuidado da manipula
o tornam-se sem conpetencia nesta pro-
vincia.
O crdito que pela excellencia dos seus
productos ha sempre a Fabrica Amor
itia do Hespanhol, gozado entre os Srs.
consumidores de tabacos a mais solida ga-
ranta da justa fa-i,a dos cigarros de nossa
fabrica.
Esperamos, pois, dos Srs. consumidores
urna visita ao nosso citado estabeleci-
mento.
Rerife, 10 de Maio de 1887.
Telephone n. 453
\lii()!is-iiovii pomada
Est venda entre nos mais urna lotera das
Alagoas, ao preyo de 500 res cada dcimo : ora,
quem hava de dizer que para chegar a seus fins o
r. tbesuureiro Manoel Jote de Piuho se lembraria
de tal; tal prec> c tacs bilbetrs s e t tem por
fim lanc-ir urna Je cujas umlhas apertadissimas
colherao grande numero de incautos, e ebegamos
esta concluso, porquanto muitos sem tazerem re-
paro darao naturalmente no mnimo por cada um
14000, peca que smeote descobriro quando por
acaso teuiam de receber o chamado mesmo di-
nheiro 500 ris. Sirva isto de prevenco a lodos,
e vejam que quando muito nao deem mais de G00
ris por cada d< ciino, tendo ainda em vista os
compradores, que custanao ca bilhetes todos.....
80:000 smente do em prrmios 48:0001 o que
d para beneficio e despezas a enorme cifra de
40 0/o muito peior que todas as outras loteras, que
quaai todas do em premio!. 70 % como o Para, a
l'arabyba e o Parau, a corte, o Rio de Janeiro,
sendo ella portanto, multo inferior a da nossa pro-
vincia.
Outro abuso, estilo se igualmente vendendo aqui
de urna grande das Alagoas qae nnnea correr
por uao estar de ac jordo com o aviso de 7 de Fe-
vereiro, j por tio dar o imposto e o beneficio es-
tipulados sello, etc., que vao a ecrca de 30 |0
quando ella smeote descanta 25, cousa por tanto
impossivel e contrarias lei e anda principalmen-
te porque nao sao os bilhetes inteiroa ou frac-
ces relativas a formar inteirua, visto quo 5 vig-
simos smente um quarto, dia ter o theaoureiro
licenca onde essa heunca ou autorisa^o do tir.
ministro da fazenda ; pura invencao, por quanto
j toi instado para apreseutar essa excepeo e
nada de novo.
Cuidado, uinzuem os compre que isso e espe
miar com a boa t dos nutras ; mais boa f Sr.
t-soureiro ; e oa vendedores u'aqui seraaleigos ?
O indignado.
Correio geral.
Exame para o provlmenio de qaa-
tro ln;aren de piaticanlea
Paco publico que at o da 16 de Maio prximo
futura acha se ub rta nesta administracio a ins
cripeo para o exime doa candidatos quatro va-
gas de pratcantes, devendo o exame comecar no
dia 18 do dito mez, s 11 horas da manh.
As materias, sobre .s quaes versar o exame,
sao : ejercicio de caligrapbia e orthographa, ari-
tbmetiaa elimectar, eomprehendendo o uso do sys-
tema mtrico e nocea geraes de geographk.
O corJecimento das linguas estrangeiras dar
direito a preferencia,
Para serem admitti ios inscripco, devero os
pretendentes provar com certido qun n5o tem
menos de 18 nem mais de 30 annos de dad*1, e
apresentar certificado medico de boa sade e
quaesquer outros documentos que os abonero.
Administraban dos correios de Pernambuco, 22
de Abril de 1887.
O administrador,
Affooso do Reg Barros.
Thesouraria de Fa-
zenda
Substituicao de notas
Para conhecmento do publico se declara que as
notas do Tlvaour de 2i(K)0 da 5a estampa, bf
da 7 e 10 '-a 6a scro substituidas nesta repar-
tida at o fim do mez de Junho vindonro com o
descont de 2 0/0, o qual ser elevado a 4 0/0, a
contar do 1" de Julho a 30 de Setembro do cor-
rente anuo, na forma do disposto no art. 13 da
lei n. 3313 de. 1S86.
Thesouraria de Fazenda de Ptrnainbuco. 5 de
Maio de 1887 =-') seererario.
Luiz Emygdio P. da Cmara
Gremio Recreativo Fa-
miliar
Pelo presente convido a todos os socios a com-
pareceris em nossa sede ra da Morcilio fine
n. 21, ^^ andsr, na quarta-f^ira 11 do corrente, s
7 horas da tarde, afim de reunidos em numero le-
gal de asaembla geral, traannos de assumptos
importantes e augmentar alguns artigos nos esta-
tutos. Outrosim, scientfico a todos os socios, que
do da 14 do curreute em diante a nova sede so-
cial ser na ra do Imperador n. 19, 1- andar, em
virtud de adiar se em condiecoes vantajosas <-
referido predio.
Secretaria do Gremio Recreativo Familiar, 9 de
Maio de 1887.=0 l secretario,
Antonio Raphael Al ves da Costa.
11I1 Impcralriz
Em virtude de haverem sido susp osas as lote-
ras da Colonia Isabel, resolveu este club emittir
novas ac(,-o s em subatitui'.'o as que hava passado
em beneticio dos festejos carnavalescos que corre-
ro com a nona lotera do Grao-Para. Koga por-
tanto aquelles que as aceitaran; e psgaram, de
vir ra da Imperatriz n. 42, afim de trocal-as.
O tbesoureiro,
Antonio Jos de Azeveda Maia.
Capltauia do porto
De ordem do Exm. Sr. capito do porto, fs^a
publico, para os devid's fins, que ncha-se depo-
sitada nadca J'esto Arsenal, urna lancha que foi
aprehendida na fortaleza do lirum
O respectivo proprietaro ceri praso de 8 dias,
cootados da presente data, para justificar o seu
direito de propriedade, e nao o fazendo ser a res-
pectiva lancha desmanchada.
Capitana do porto de Pernambuco, 5 de Maio
de 1887. O secretario, An'onio da Silva Aze-
vedo. __
Club Concordia-
Ausserordentlicbe Hauptversammlung
Dounerstag den 12. Mai 1887.
Beschlussfahig mit jeder anzahl Mitgliedcr
Traktanden w:c per 7. A. avisirt.
Das direcorium.
pela 1.a vez neste Theatro a tra-
diploroata brasileiro o Exm. Dr.
I
SOJLBSS BE WEB]
Oiiiiitii-lei.a de Maio de 1887
I* P.ECUTaf.
Da companhia dramtica de que faz parte a primeira actriz ingenua brasilera
Honrada com a presen?a de S. Exc. o Sr. Presidente da Provincia
Logo que a orchestra dirigida pelo hbil professor Antonio Martins tiver exe-
cutado urna escolhida ouvertura, ser representada
gedia em 5 actos do imroortal poeta, escriptor e
D. jr. CSont^alves de Magalhes, intitulada:
opiTin
O difficil papel de Antonio Jos, o protogonista ser deserapenhado pelo artista
SOARES DE MEDEIROS e o de Marianna pela actriz D. ISOLINA MONOLAR.
Acha-se encarregado do papel de Fre Gil o actor Mximo Coelho, de conde
de Ericeira, o actor Alfonso de Oiveira; do de criado, o actor Borges e do criada a
actriz Amelia da Silva.
Termina o espectculo com o chistoso entre acto ornado do msica: fSOIRE
DU CARNAVAL)
114 \0ITE M IIWYU
Cantado pela distincta actriz D. ISOI.I\ YIOVCLAIt e pelo actor Martins
Ramos.
Camarotes de 1.' e de 2.a ordem
Ditos de 3." dita.
Ditos de 4.a dita. .
Cad-'iraa de 1.a classe .
Ditas de 2.' .....
Galeras.....
Plateas .....
Paraizos .
X- B.Haver b inds para Afogados,
trem ate Apipucos.
Principiar a hora do cosime.
SABBADO, 14" DE MAIO DE 1887
Urna nica r^presentscSo do drama
PAULO E VIRGINIA
Brevemente a peca de grande espectculo
Fa
rna
100000
60000
30000
30000
20000
20000
10000
0500
ndes Vieira e Magdalena e
Contraria de S. Jos 'Agona,
erecta no convento do
Carino
De ordem da mesa regedora, convido pela se-
gunda vez a todos os nossos irmSos a compare-
cerem em nosso consistorio domingo 15 do corren-
te, pelas 10 horas da manhil afim de reunidos em
numero legal, procederm a ek-icao dos tunecio-
narios que teent de administrar esta contraria no
anno compromissal de 1887 a 1888 conforme de-
termina o com|iromis80 que nos rege.
Consistorio da confraria de 8. Jof d'Agona,
rm 11 de Maio de 1817.
O secretario interino.
Antonio Alves Vilella.
SAHii
AVISO
Pelo presente eo convidados os Srs. accionis-
tas desta companhia para receberem na estaco
de Cinco Pontas o 47 diviJendo, relativo ao se-
mestre fndo em 31 d Dexembro do anno passado
Escriptoro da superintendencia, Caba 10 de
Maio de 1887.
Wells Hood,
Superintendente.
tnnMcaro Commerclal 4r
Pernambuco
De ordem do Illm. Sr. presidente, convido aos
se inores associados a coropsrecerem na respecriva
sede no dia 15 do corrente, s 10 horas da ma-
nhS, para em sessao de assfmbla eeial tratar-se
de interess s Bocines. Recife, 10 de Maio pe 1887.
Antonio Ai tliur Moreira de Mendonca,
1 secretario.
Na secretaria da Sauta Casa arrendam se os
seguintes predioa :
Ra do Bam Jess n. 12, leja e 1 andar.
dem dem n. 13, 2- e 3- andares.
dem do Vigaiio Thenorio n. 22. 1- andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24, 1 andar.
dem da Madre de Deas n. 20.
dem dem n 10.
dem da Moda n. 45.
dem dem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da Lingoeta n. 14, 1 andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
dem das Boiaa n. 18, sobrado de dous andares
e.lojs.
Kua da Aurora d. 37. 2- andar.
dem da Dettncao (dentro do quairo) deas
CRSas.
Assembla geral extraordinaria
A diiectoria da estrada de ferro de Ribeirao ao
B. nito codvida aoa Srs. accionistas, se rennirem
em asaembla geral extraordinaria, no da 12 de
Maio prosimo, s 11 horas da manh, na l* andar
do predio n. 73 pracn de Pedro II, para o fim
de deliberares) sobre a parte do augmento do ca-
p'tal qne est realisado e resolver acerca de mo-
dificado dos estatutos.
Recife, 26 de Abril de 1887.
O secretario,
Jos" Bellarminc Pcreira de Mello.
COMPANHIA PEIIX M Ht'C \t
DE
.\:ucs;uo eos le r a por vapor
r-ORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 12 d
Maio, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 9.
Encammemlas, passagens e dinbeiros frete ate
as 3 horas da tarde do dia 10.
ESCRDTTORIO
Ao Caes da Companhia Perrambucana
________________ n. 12____________________
lOHPt\lllt PKR.IAMMIC *,V
DE
VaTegacSo Costelra por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqu
Comandan te Lobo
^"""""--~~Trf-^'v Segu no dia 14 de
Maio, pelas 12 ho-
ras da manhS.
Recebe carga at o
Idia 13.
Passag^.iS at aa 10 Loras da manhS do dia da
partida.
ESCF?TORIO
raes da Companhia Peraamfeu
cana n. 12
80Y.4L IAIL STEAI 1'AChlT
COMPANV
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
esrrente seguindo
depois da demora
necessaria para
*. Tcente, Lisboa, vigoe Son
thampton
Vapor Nile
Espera-se da Europa no dia
17 on 18 do corrente seguin-
depois da demora necessaria
para
Baha e Rio de Janeiro
Reduc^ao de passaqens
Ida Ida e volta
A Southampton 1* classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se o u? oa
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
. 3- RA DO COMMERCIO N. 3
DO
1-
COMMERCIO
andar
Boyal MailStai Pact Gipf
Vapor extraordinario
O vapor Nile
De 3,039 fondadas de registro
;|9H8
Cumpa-:- -'a
liras ileira de .\ave-
vaco a Vapor
PORTOS DO NORTf,
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Marta. Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at o da 16 de Maio, e
seguir depois da demora in-
' dispensavel, para os porto*
do norte at Manos.
Para carga, passagens encoromendaa e valores
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambuco
Comman'inteo capttdio de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos ~rtos do
norte at o dia 13 de Maio
e depois da demora indis-
pensavel, seguir paraos
pr-t/vg do sul.
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio rande da
Sul, frete modic .
Para carga, passgens, encommeudaa e valores
tr&ta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN 9.
Sahir do porto do Rio
de Janeiro no dia 1 de
Junbo prximo com es-
cala para Bahia e Per-
nambuco, seguindo depois de pouca demo
ra com malas e passageiros para
LISBOA E SOUTHAMPTON
Desde j recebe-se encomraendas par
camarotes na
AGENCIA
Ra do commercio n. 3
Jo andar
A damson Howie fe C.
; mied SUts Brasil i SU G
0
Espera-se de Hw-'-ct?-
News, at o da 24 o qual i eguira jopvs da
demora necasiariH p Baha, Rio de *aneiro e Mantos
Para carga, passagens, e encooimendas tracta-
te com oa
O paquete Finalice
E' esperado dos portos u
sul at o dia 21 de aia
depois da demora necessaria
seguir para
Tlaranho, Para, Barbados, .
Thomaz e \ew-Vork
Para carga, passagens, eac uim.i: .u ; di nhe.rn
frets, tracta-se com os
AGENTES
Henry orster 4 C.
N 8 RA DO COMMERCIO 8
/ anda



-___
^^IB
IB^^B^HBK
6
3=
Bahia, Rio e Santos
0 Faoor austrmci
E' aperado de Fame at o
da 10 de Maio, aogiiado de-
poii da demora necesaaria
pura 03 partos cima.
Recebe carga e encomineudas a frete mdico
tractar com os
CONSIGNATARIOS
JOHNST^N PATER & C
RA DO COMMERCIO Ji. 16
Rio de Janeiro e Santos
DanipfschiflTahrts-teselIschaA
vapor Lissabon
Esperase de HAMBURGO,
por LISBOA, at o da 17 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Para passaeeims e carga afrete trata-se cornos
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. S
V andar
Quinta-feira, 12, cftVctua o agente Pinto o
leilao de movis e vidref, bem como um jogo de
L&wn Tennis, um dito de croquet e um buhar,
oo armazem da ra do Mrquez de Oliuda o. 35.
Leilao
i:m contimiiieo
Na ra Priman de Margo n. 12
Xo lia 8 2 do corrate
A'8 11 horas
1)3 cadeiras de junco, uiiudezas, cln.pi" -s para
aenhor, Camas de ferro, 1 anheiro, quadros, jar-
ros e lazt nda?.
Btl
2leiIo
Dos movis, lotiza e todos os utencilins d >
Hotel Cioeo Nacoes, sito ra Larga do
Ros, rio n. 33.
O agento Britto a mandado do Illm. e Eim.
Sr. Dr. juiz de direito do commercio, e a requeri-
mento de Jis Ferreira da Costa, levar a leilao
os movis e todos os utencilios do Hotel Cinco Na-
coes cima referidos em um lote ou retalbada-
mente.
QUINTA FEIRA, 1-' DO CORRENTE
A's 10 e l/2 horas
Leiif) de litros
Quinta feira 13 do corrate
A' 1 hora da tarde
Agente Pinto
Ra do Mrquez de Olinds n. 35
Por occasiao do leilao de movis e calcados
variados
Agentes llurlaniiiqui e lusmo
Leilao
Quinta feira. 18 do corrate
A's 11 1/2 horas
No armazem da ra do Imperador n. 30
De assucar, agurdente o mel
Os agentes cima por mandado e assistenci* do
Illm. Sr. Dr. juii te direito especial do Commercio,
a requerimento do Visconde de Campo Alegre e
outro?, veuderao em leilao o que su segu, pelas
amostras e a entrega na estaclo ais Cinco Pont-.s :
10,800 kilos de assucar de Ia, 320 de 2a, mais 15
toneladas de assucar de 1*, 09 ditas de 2a, 4148
litros de agurdente, 20,0^)0 de mel tudo do enge-
nho central-Santo Iguaci >,no Cabo; mais 38
toneladas de assucar bruto, grande quantidade de
assncar re'ame em 5 tanques, litros de mel em
2 1/2 tanques, 227 saccoi com assucar, e cerca de
81 pipas de agurdente do engenbo central
Bom Gostoem Palronres; mas 13 depsitos com
asBuear, 466 saceos c m xssuear de 50 kilos cada
um, 52 di tus de KO kilos, 15,000 kilos de assucar,
litros de mel em 2 tanques, ditos de agurdente
em 4 cubos grandrs. no engenbo centrelCuyam-
buca,e finaloi'Bte 250 saces de assucar. 180
ditos de mascavado, cerca de 50 barris de agur-
dente, 1,000 litros de mel de 1, e 10,000 de 2a, no
engenbo central Firmeza, na Eecada, cujas
amostras desde j podem ser examinadas pelos
Srs pretendentes no armazem ra do Imperador
n. 30
Leilao
De 1 piano, 1 mobilia de Jacaranda com 1 sof,
2 consolos com pedir, 2 cadeiras de bracos e 12
de gnarnicao, mi-san redondas, i candieiro de
suspensao, 1 mesa da advogado, 1 estante enver-
nisada, 1 espr^guicadeira, cadeiras de balanc > e
1 mobilia de pao carga.
Um divn e 2 cadeiras est iradas, 12 cadeiras
de junco, 2 cnbides, 1 p de madeira para cofre.
Urna mesa eastica, 1 guarda luuc. 2 aparado-
res 1 dito com armario, eopus, clices, garrafas e
um trem de c siuha.
Un> cama de moarno, 1 marquezao, 1 guarda-
vestido, 1 commoda, 6 cadeiras de junco e mu tos
outros rrcVfi.
Quinta ftira t do corrente
Agente Pinto
A'o armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 35
Em continiiac,o
Vender o mesmo agente : 1 balco, 2 fiteiros,
1 armacao ingieza, 1 mesa para fazeudas 1 ban-
co para burra e 1 earteira.
Leilao
De um jogo de croquet, um dito de L.wn
Tennis, ambos novos, com urna rede, 2
duzias de bulas e 4 rachetos, 1 buhar
com setis perten-us.
tuinia feira. 19 do corrente
Ao meio da
Ruado Mrquez de Olinda n. 35
Por occasSo do leilao de movis e touito outros
novis.
A gente Pinto
Diario e PerDawliui'oquinta-feira ]2 de Malo
Prcciaa-ae de ama coainb^ira para casa da
familia, qu durma ata caa ; a tratar na ra do
Bario da Victoria n. 39, loja._______________
Precisa-se de ama ama para cosinhar ; a
iratar na roa das Trincbeiras n. 17, loja.
Aluga-O urna escrava pref <,#que engomma
perteitamente, c. ae a cosiuua ; na roa Vmte
Quatro dr Maio '.i 24.
Precisa-a* Se n* "a pir tjdo servico de
ama familia de dua j- *. ; ua roa do Kangel
numero 53.________________________
Precita-se de um au>a para urna pessea ;
na ra do Padre Floriano n. tQ.^ andar. ___
AMA
Precisa-se de urna ama par e, mprar e cosi-
nhar ; na roa de Riachuello v. 13.____________
Arrematav'o
Sabbado 14 do corrente, finda a audiencia do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do civel, ir praca
por venda urna typagraphia cora seus accessonos,
avaliada com o abatimento da quarta parte por
i.-00f(<00, por execucio de Joaquim Manoel Fer-
reira de Sousa contra a viuva Muhlort & C es-
crivo Cunha, como tado consta do escripto que
se acha tta mo do porteiro.______________
Pede-se pelo amor de Deus e Maria Santissima
que quem coinprou nos fins do anno do 1880 e
prineipio de 1881 oa movis que se chavara no
1 andar da na do Brtim, eaj i predio pertence
aos berdeiroe do Exm. Bario de Morenos, e cuj os
moris peit os quaes componbam-se de urna mobilia que pa-
reca aer de Jacaranda, um piano que fui propne-
dade do commendador Jote Pedro da Silva que
deu na occasiio do seu casamento, urna cama de
casal, um toilet da inesma madeira, um guarda-
louca, urna mesa elstica e outros movis que or-
navam a casa, venha ra dos Martyrio3 u. 148
2 o andar, declarar tao somente, pn stando nisso
um acto de caridade e ura servico feto a Deua
' i mam
\.s ::lWIIS IIIIO
BILHETES
16-1
GARANTIDOS
16
Achtt-se venda os seus venturosos bi
Ihetes garantidos da 17 part'; da 3a tateria da
provincia que ser extraMda na sexta-feira
13 do corrente.
Precos
Um inteiro 00O
Um terco 1-5000
Em por cao de oo^OOOpara
cima
Um inteiro 20700
Um terco 900
Joaqwm Pires da Silva,
t
Dr. AiioiiIo Francisco Coreia
de Araujo
Um amigo do Or. Antonio Francisco Correia de
Araujo manda resar missas por sua alma de s
81/2 hora da manh2 do da 14 do corrente, Io an-
njvcrsario de seu passamento, na matriz da B> Vista, d'esta cidade, e convida a todos os parentes
e amigos do Ilustre finad-) a assistirem a esse acto
d-- relieiSo e earidadr.
t
3No dia 13 do correte, S. Exc. o Sr. general
commandandante das armas manda resar na igre-
fa da Santa Cruz urna missa pelo repous do bri-
gsdeiro Justininno Sabino da Koeh, fallecido na
provincia do Rio rande do Sul, no d'a 5 do cor-
rente. Esse acto ser revestido de todas assolem-
nidadss militares, no qual < mnr purte urna bri-
gada quo sob o commaodo do Illm Sr.'coronel Jo-
s Tbomaz Goncalves. dar as descargas do es-
tyjo^________________________________
Or. tntoDio l-'rnnrioco Corrfta de
Araujo
Manoel Goncalves Pereira Lima manda rezar
urna missa, no dia 16 do corrente, s i horas da
inauhi na matriz da Boa-Vista, por alma de seu
sempre chorado amig o Dr. Antonio Francisco
Correia de Aranjo, econviJi os seus amigos eos do
fallecido para assistirem a esse acto de religio e
enridade.
f
liento de Preifnw t.uimaraes
luolor
Bento de Freitas Oaimares r saa familia con-
vidam aos seas parea tes e pessoas de sua amizade
para assistirem a misaa, que por alma de sea
presado e pranteado filbo Bento de Freitas Guina-
rSea Jnior, mandam celebrar na matriz de Santo
Antonio, s 8 horas da manh de sabbado 14 do
correte, trigsimo dia de seu pa?samento, e des-
de j antecipam san eratida-i.
Major Miajuel Antonio de Mello
Tamborn!
Maria Anglica Tambcnm, Emiliano Ernesto
de Mello Tamborim, suu mulher e filbos, Henri-
que Ewbank de Mello Tamborim, serio gratos
aos seus paren tes e amigos que se dignaiam de
as-sistir as missas que man iam resnr na igreja de
N. S. da Penba, s 7 112 horas da manh de 13
do corrente, pelo repouso eterno de seu irmo,
cimbado e tio, Miguel Antonio de Mello Tambo-
rim, fallecido na cd'te a 28 de Abril n'timi.
^^
^m
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OPEITOSALbsCEESJA
Do Dr. Ayer.
Ai .iilirn.id.iil. s mais dolorosas e lata&i ila :ir
il-s pulmoes, .lescnv. em-
ito p-ir principio \,::eiiaeiia. tujim
-lu ,i Biceia il enrar se prtnnpta-
. :.:...i com oreni *llocouvi nieuie. I'ureru
: -. i i. c : demora fatal.
,j ^ i i ': ..c^ fio reclproenrnentft o
.! .' ;it-'.' i-, latinan, Bronehltla,
. ir" Pulmn, .. Tlnlra.
:n ter
" Peitors! de Cereja do Dr. Ayer
. ai i eaao .!o ni ees
perila .i.- am .-.'. .-j. pode eui morto canoa accarre-
tai serias c n "eqn elaa. PC* tanto nao se deve
.,. .,:,.,- : | experimentando remedios
.... emqnanto qm n enferrni-
.-:. ;a <:-. !.; riKi i m- arraiga profaiula-
.; : i eaaeinatanta,
.' e este
< > 111 dlivitia ..' ;..!. ; 1'ilOKAt. DE
lu.
Tricofero de Barry
Garite-M qne faz nas-
oer ecrescer o cabello anda
aoa mais calvos, cura a
cinta e a caspa e removo
todas as impurezas do cas-
co da cabeea. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou do embranquo-
rer, e infallivelmente o
rna espesso, niacio, lus-
ii jso e abundante.
WJUW
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E* o nico perfume no mun-
do qne tem a approvacSo officin". d.l
nra Govorno. Tem dnas vezes
mais fragraneinqns qnalquer outra
e dura o dobro do tempo. E' cuito
mais rica, suave o deliciosa. B"
muito mais fina e delicada. E'
mais pertinente e agradavel no
I lenco. _i i u.a --zn3 mais refres-
canto no banjo u 'naite do
doente. E' espeein;c contra a
I frouxidao e debilidade. Cura as
I dores do cabeea, os cansacos e os
I denmaios.
Xarope te 7ia Je Benter No. I
rem
i \K.\ln I'Kl.i
Dl. I. C. AYER k CA.,
Lowell, Mass., E. V. A.
\' renda as principad pharmacias e drogaras,
MTTES DE USAL-O. DEPOIS DE USAL-O.
Cura positiva e radical de todas as formaede
riecrofnlas, Syphiiis, Feridas Escrofulosas,
AfieccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
lado com perda do Cabello, e do todas aa do-
ancas de Spngne, Figado, e Eins. Garante-sa
que parifica, enriquece e vitalisa o Sangua
a restaura e reno va o systema inteiro. w .
Sabao Curativo de Reuter
PHARMACIA FAMA
FERREIRA IRMAO tt C.
s-m ds nulo da tmiu-s '
N'este estabelecimento bem eonhecido,
eacontrar o respeita\el publico, um com-
pleto sortimento de medicamentos, drogas,
productos chimicos, especialidades pharma-
ceuticas nacionaes e estrangeiras, leos, ver-
nizes, pinceis, artigos proprios para photo-
graphia, pjrotechnia, etc., etc., tudo recebido
directamente dos mais acreditados fabrican-
tes da Europa e America.
Garante-se a qualidade de tudo que fr
comprado n'este estabelecimento, quer em
grosso, quer em retalho, aim de bem ser-
vir aos que lbe dispensarem sua confianca,
25 ra do Bardo da Vid orla25
~% Medalha de Ouro na Exposi;3o universal 1878 "
- J. FAU ;
-# BORDCOS rFRANCA) W-
-a) Deposites em Mis as tends de Comestibles. #
PrevenQo
Constando-me que alcuem se Dculca,
por mc-io de cartas para com as Exmas. fa-
milias, que me honram com suas ordens,
ser cortadora do roeu atelier, ecla-ro ser
falso, pois at hoje nSo confer titno
este a pessoa alguma ; assim como previ
no as mesraas Exmas familias, que du-
rante a mioha pequea ausencia na Euro-
pa, onde vou me prevenir de objectos len
(lentes a minha arte, nao deixo ninguem,
me subetituiodo.
Aproveito a occasio para fazer constar
que a Sra. Maria Duarte deixou de fazer
parte do numero de miohas costureiras.
Pemambuco, 30 de Abril de 18&7.
Ra do Imperador n. 50 Io andar.
Mu. Fanny Silva.
Caixeiro
Prd isa-se de um caixeiro com pratica de mo-
Ibados, de 10 a 12 aanos de idade, abonando au-
conducta ; na ra de Pedro Ivo n. 22.
triado
Precisa-se de um rapas ; na travessa do Corpo
Santo n. 27.
Criado
Precisa-se de um criado ; na ra do Bom Jess
n. 45, 2- an lar.
ELIXIR
Para o Banho, Toilette, Crian,
cas e para a cura das moles-
tias da pella de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados e autorisadds pela inspeclo
ria gerul de hygienne do Rio de Janeiro.
Deposito em Pemambuco casa ds
Francisco Manoel da Silva & C.
\o commercio
i\
Os a aixo assignad' s jarticipam a commercio
e a quem interessar p.i-sn, que desle o dia 4 do
corrente dissolveram ami^aveimente e de commum
accordo a socied. de que ririhiin na t iverna ra
de Pedro lvo n. 10, sob a 6rma commercial de
Fernandes BrHga .m Ferreira, ficaad o socio
Lourenco Fernandes Braga na p ss" do activo e
respjnsavel pelo passivo da mesrna rinn;!, retran-
do-se o socio Jos Ferreira da Silv-> pago e witis-
feito de seu capital e Iuco. [iere de teda e
qualqner respiosibilidad- i i-in.i irma.
Recite, 9 de Vlaio de 1887.
Lourenco Fernandos Braca.
Jos Ferreira da Silva.
(IHgestivo <.(* Pepsina, Diautnie. Chlorurttoa alcalinas)
CONTI.M AS
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
W snnos ds successo demonstrjrlo a supericridade deste majicamento pan excitar o jpetiie s 'azer digerir. COM
DYSPEPSIA i VMITOS t DYSSNTERIA
CLICAS T ACIDEZ r?o ESTOMAGO T DIARRHEA
J i 't> ut'llior i-ri-.'i~.liiiintf tartt 11 h t't'SHtHis vnt'rati:tvi-iitiis. i^-
raaZ, Ph", 9, ra Le Peleticr.
I>rfl5i:rin^ rm Pflr--i
FRAN- M. da SILVA & f*.
$&Ut*;i e llgW pifie O g^BI
ESTOMASO, FIGADO e INTESTI
VMH0 E XAROPE DE JURUBEB;
s
BARTHOLOMEC & G"
PHakM. pbhnambuco
nicos preparados de Jnrcbeba apvrocadcn pela : leraia
recommendaos pelos Mdicos contra as Molestias do Estomago, Perda do Api .. .
ti:e, DigeatSes difflceis. Oyspepsla o todas as Molestias do lgaua. p^:;c,|
[ na Diarrhea ciironica, na Hydrooesia, etc.
CTJIDAXO COM -A.S 2,JA.3L31P'IC-A-CS3.'
Peiloral de Cambar (3)
Descoberta e preparacio de Alvares de S.
Soares, de Pelotas
Approvado pela Exma Junta Central de Hygie-
ne Publica,auctorisado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalbas de ouro da Academia Na-
cional de Paria e Exposicao Brasiieira-Allema de
1881, e rodeado do valiosos attestados mdicos e
de muitos outres do pessoas caradas de : tosses
simples, bronchites, asthma, rouquido, tsica pul-
onar, coq ueluebe, escarros de sangue, etc.
Precos as agencias : Frasee 2/500, meia
dusia 13/000 e dusia 24/000.
Precos as sub-agencias :Frasco 2/800, meia
dusia 15/(X/0 e dnsii 28/000.
Agentes e depositarios geraes o esta provincia
FRANCISCO MANOEL A SILVA & C,
ra Mrquez de O.inda n. 32
Vendc-se noeserip-
torio da Empreza do
Gaz latas com tres
caadas de Tar (al-
catro) a ]|600 rs.,
promptas e soldadas.
Faz se grande re-
duc^o no preco do
mesmo para as en-
commendas de quan-
tidades maiores, a
tratar ra do Im-
perador n. 29.
Vende-se ahi tam-
be ni coke (carvo) em
saceos avulsos.
38^ua ('!) Imperador38
Tendo passado por urna completa reforma acha-se montada a satisfazer
prorrptidao as indicaci5es medicas, tendo para esse fim medicamentos de primeira
idade e especialidades pbarmaceuticas dos primeirus fabricantes.
com
qua-
Precisa-se de um caixeiro de 12 ann^s de ida-
Fregueiia do Recife \ G3X8iF0
Alluga-sc pjr pre^v muito couinoio, a un #e-
1 quena familia urna sota toda dep.indHnte d> Io
.mi-ir ii ,o ~ u..._j j r. fio "'i com pratica 1e jtcrns e que re fiador de sua
andar, da ra do visconde le Itapanc* n. bJ. an- j r ,P .^ .,.,
,;., a. n__ii. conducta : na ra 1is trincheras n. Jo.
tiga do Apollo, no mes uo precisa se de urna preta i .
de meia idade que si-ja fiel, par* vender na ra !
dasse bom ordenado.
Aviso
\V\\ //////^/////i
VISOS DIVERSOS
A pessoa quo quiter admntar a quanlia de
68S00O para a alforria d urna racrava que sabe
lavar, engommar e cosuliar para a escrava Iht-
pagar com ama tervfua, dirija-ae a ra do Mr-
quez do Herval n. 23, loja.
Na i'assagoin da Magdalena, entrada para
o Kemedio, aluira ae pelo temo; que ae conven-
ciouar, um sitio com boa e*s. maitas frueteiras,
yiveiro, baixa de cpiro, etc. : a tratar na ru do
Imperador n. K, 1 ndar.
Precisa se de vendedores de Uboleiro ; na
ra da Matriz da Boa-Vista n. 3-
Aluga-se caaaa a 8/000 no becco dos Coe
Iboe, junto de S. Goncailo : a tratar na roa d
ImperatriE n. 56.
BomlDfos dr A mor m l.i'ii
Manoel de Amorim -LeSo, km irmos, e Clau-
dio Dubeux, aeradecem a todas se peesoss que
acompanharam os restos mirtaei de seu ir Jto e
cuiihado Domingos de Aroori.-n LeSo, ao cemiterio
publico ; e de novo eonvidam aos seas parentes e
amigos a assistirem as missas de set mo dia, que
por sua alma mandam regar na mirris da Boa-
Vista, s 8 1|2 hori,8 da ma> ha do dia 14 do cor-
ronlc ; pg'p qne <' p oo-f.B'm prntna
Bernardlno uniie Campo*
A vuvm, irmos e cunhados de Bernardino Du-
arte Campos, cou idam aos seus parentes e ami-
gos, b<-m corno aos d.i f.illecido; para assUtirem
as missas que mandam celebrar na igreja do Di-
vino Espirito Santo, p-las 8 horas do dia 13 do
corrente mor, Io anniv>rsnrio de seu fallecimento.
e riparfe i4 Hn'PCips n sineernti "tf-oloeirnentos.
NOVO
TERMMETRO MEDICO
de Lon BLOGH
[pKIVlLEOIiDoJ
^ Sysffinti extra-tten8vel
Qu nao experimenta variaoa.o algasia
de vid a a oontraocSo do vidro.
Adoptado pela Aoatieiria de Medicina da Parii
t 22 de septembro de 1885.
Tsti n m HrMtti truui ^-f n/>r .
nlnfia issignaura: <^si^^J>
Acha-ae as prncipaes Cnsas da Inst ruinen tos
de Cirnrgia,
VsDdi ea Grosso: 18, roa Albooj, em PARIZ
------*------ N
Deposito em Pernubi : N
FRAN- M. da SILVA & O
o as principaes Pharmaolas. B
Ama e criado
Precisa-se de urna i:ma para cosinhar, e de um
criado pira :om:>rar ; na ra da Imperatriz n.
86, '2- andar, Cisa de familia d^ duas p-'ssoas.
Siivraraento & .
vendem cimento port'and, marca Robins, de l1
qualidade ; no enes do Apollo n. 45.
\luita-se
de vsnda em seu nome E para que nin-uem pos- a ,oja d} predi) da rjll d, Mquei do Herval
!L..Le^r 'S"oranc,a deste fact0 faz Presente trayesSa do Pocioho ... 33, propria para acaugue
ou outro qualquer est..belecimeuto commercial,
por ser de esquina ; a tratar no largo do Corpo
San'0 n. 4, 1- andxr.
Marciano da Silva Albuquerque previas pelo
presente que Miaguen) faQa compra, ou transaccao
alguma cum Candida Maria da Conceic), referen-
te a urna casa de taipa cobertm de telbas, que
comprou a Caetanode td. sita em terreno do tinado
Valdivino, poie a dita Gandida Maria da Concei-
cao, abusando de sua conGanca coo:e portadora
do prego da referida casa, muadou passar o titulo
annuncio.
Alugi -se
urna casa com sotao, edificada a moderna, cot
accommoda(,ao psra familia, sitio pequ-no, entre
as duas estacoes Jaqueira e Tarnanneira.
C'OTRA
Urna casa nova em frente do Sr. Thom, propria
para pequea familia, entre Jaqueira Tamari-
neira ; a tratar na ra Primeiro de Marco n. 25,
loja de joias.
POr 209000
Criada
Precisa-Ee de urna criada que saiba engommiir
e eneabear bem, dando fiador de suu conducta ; a
tratar na ra do Pro^resso n. 7, na Soled*de.
rolerram trigina* Aluga-se saia com alcjva do 1- andar do pre-
dio n 85 da ru:i Uuque de Caxiiis, propria par
escriptorio, acha-se ceu-pletamente limpo ; a tra-
tar na lija do uieino.
Semeoles k carrapato
Compra-se grandes e pequeas quantdades :
na drogara de Francisco M- da Silva 6t C, ra
do Mrquez d.- Oiinla n 23.
folegm (rgnci
FRANGIPANNI
Opoponaz <> Psldlum
Caris si m z o Ccradia
Vende-sf en todas
^ eDngaritu 0V
^d StreeiT'
rz -sSc""
S ?. o *

Manoeltnrduoo 4jre
Os filhos e irmaos de Manoel Carioso Ayres,
convidam oa parentes e amigos, assiao como os do
fallecido, para assistirem aa misaia que mandam
resar na igreja da Madre de Deas, no sbbdr,
14 do correte, s 1 1/2 horas da manh3, 30* dia
do seu passamento; antecipadamecte egradecem
a todo que se dignarem comparecer a este asto
de reliiin.
Dr. Antonio kVrnnclaco Crrela
de Araujo
Pedro Bezerra Cavleante Maciel manda cele-
brar urna missa pela alma de si a preaado atoi^o
Dr. Antonio Francisco Correia de Arauj >, no dia
14 do toirente, p oanto Antonio ; c nvuin u-s parentes e amigos
seus e do finado para cempsrecer, e muito agra-
dcela.
licenciado pela Inspectora Gei u de Eygine do Imperio do Brasil,
PREMIO NACIONAL
de 16,600 ir.
Grande Medalha de OURO
Padre neroniano D. Jnaooa Victoria de Bntu e Cunba e Vicente
Jos de Brito (ausentes), tem filboa e sobrinhos
iigradecem cordialmenie a seus parentes, amigos
e a veneravcl ordem eanneliraua o caridoso obse
qio de terem acompanbado ao cemiterio de Santo
Amaro oa restos mornea do seu pnaado irmo e
tio, o reverendo pudre Herculano Jxs de Brito e
pedem para assialir as missas que, em sunTregio
de sua alma, mn im r> sur no dia 13 do corrate,
p^-laa 8 h ras da macb, no convento do Careno
depta cidade
Encerrando todos os principios das 3 quinas
APERITIVO, TNICO e FEBRFUGO
Agradabilissimo e de superioridade pro-
Tada sobre todos os preparados de quina,
contra a Depresso de Forcas, as Af-
FEcgEs del Estomago, as Febres Re-
beldes, etc.

Pars, 22, na Droaot, e as principaes Pharmacias do Mnnde.
i

'

0mesmo FERRUGINOSO
Recommendado eaalra o DEPAUPERAMENTO
do SANGUE. a CHLORO ANEMIA, e 33
CONSEQUENCIAS DO PARTO, etc.
nfiTiH


I
!


**
t
*
Pernainlmni (Juin la- feir 12
Alusra-se
grande familia,
ora casa eom comandos par
sitio arbori.ado ; naPonte de Uchoa n. 10.
Ama
Alagase barato
Boa Viscoade de Itoparica d. 4^, armazem.
na Coronel Suassuna n. 141, quarto.
Irau-sc na ra do Coinmercio n. 5, I" andar
icriptorio de Silva (iuimaraes C.______^_
offleisl de cabelletrelro e bar
bero
S O salao acadmico precisa de nm, e paga bem.
Alug-a-sc
duas casss na ra do Tuily (antiga da Lapa) ao.
10 e 12 ; para ver at chaves e tratar na ra da
Madre de Dona n. 8. _______^__________
Precisa-te de urna ama que ccsinbe e engomme
coro perfVi^a) ; na roa do Marque do Herval
numero l.______ _^_____-
Ama
Precisase de urna ama para cosinbar e qoe
durma em casa : no largo do Corpo Santo n. 19
segundo andar.
Amas
Precisa-se de urna cosinbeira e de urna mulher
de idade, para tratar de dous meninos de 2 e 4
annoa ; na ra da Un i o n. 55, par tras do Gym-
nasio.
Ama
Advog-ado
O bacharel Antonio Rtbeiro de Albuquerque
Maranhao tem sua banca de advocccia na prai
de Pedro 2o d. 7o, no caesmo escriptono
Maroel Nrtto Baudeira. ___^_
doDr.
Viiiiiu da
roprio para mesa
JoSo Ferreiru da Costa, ra do Amonm n.
64, acaba de rec.bsr urna part.da d vinhes em
caicos eicessivam^e grandes, e como dse,
ornar bem conheeida < sta superior qualidade, que
se faz recommendado pela sua pureza e bom pa-
ladar, resal ve vender esta remessa no seu esta-
belecimento em barris de quinto e de dcimo, por
piveos muito rasoaveis. para o que cbamam a
attiucao dos senhores apreciadores, assim como
aos donos de hoteis.
Em retalbo veude se em casa dos Srs. Justo
Teiieira te C. Suecessoree r'-a ia P< nha n. 8
Precisa se de urna ama na fabrica Pbenix roa
de Joao do Reg n. 15 ; a tratar na mesma.
Amas
Precisa-se de duas amas, urna para coinhar,
lavar e comprar, outra para engommar e andar
com crianzas, dundo flanea de anas conductas, e
qne dur.ram em casa ; a tratar no pateo da santa
Cruz u. 18.
Ama
Tiiari iifliH
PARATINGIRA
barba e os cabellos
ta tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, daudo-lhes uina bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRAN'CEZA E DRO-
GARA de R.cqui'yrol Freres, siicceseorea de A.
CAORS, roa do om-Jesus ,'aotiga da Qmt
n. 9>,
Precisa-sc de urna ama para o servica de urna
caaa de pouca familia ; na ra Nova n. 14, se-
gundo andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de peqaena
familia : a tra:ar na ra do Paysand n. 19, P, s-
sagem da Magdalena.
Ama
Precisa-se de urna ama para lavar e engommar;
na ra Primeiro de Marco n. 16,
VbB X 5aw JHl .. VWk
Precisa-se de urna ama para engommar : na
ra da Aurora n. 23.
AVISO
Concertam so machinas de costura do
qualqu-r fabricante, bombas e toda e qual-
quer qualidade de machinas movidas a va-
por, ou gz, etc.
PRESOS SEM COMPETENCIA
39-Sna flo ijom-Jesns-39
Aos Srs. propicanos e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada olarip de Bnto dos
Santos Ram"8, ra de Vizconde de Albuquerquc
(outr'ora da Gloria) n. 85, encontraran os Srs.
propietarios e edificadores, os aeguintes objec-
tos :
Tijolos de alvenaria batida.
Ditos quadrados de diversos tamanhos.
Ditos para forno de padaria.
Ditos de tapami-nto.
Ditos para cacimba.
Telhas.
O proprietario di-ssa conceituada olaria scienti-
fica aes interessadi s que todos os seas productos
sao manufacturados com o excedente barro d'agua
doce, do lugar Taquary, truando-ae por eonse-
guiote recommendaveis nao b para a sade, por
nao ser hmido, como o sao b a'agua salgada,
mas tamnem pela durac&o. Outrosim, scientifica
igualmente, que a forma de suas telhas maior do
que qualquer outra, sendo estas, ao mesa o tempo,
mais leves por uo receberem durante o invern
grande quantidade d'agua, como succede com as
de barro d'agua salgada. Presos mdicos. 87,
roa do Viscoude de Albuquerque, outr'ora da Glo-
ria, 87. Entrada pelo lado do caes, defronte do
piBSadieo.
Viulio de Collares
Legitimo, superior, e em barris de quinto e d-
cimo, ba para vender no armazem de Francisco
Ribeiro Pinto Guinares & C, ra do Baro
do Triumph > n. 96.
Tamaiicos do porto
para hornero e senhora. o quo se pode desejar de
mais aperfeicoado.
Semcntes muito novas
de hortalizas e flores
Selias
Amores perfeitos
Pocas Mendes & C.
Run pstieita do Rosario n. 9. junto a igreja.
_EHDAS_
Cimento
Fonseca irisaos & C. vendem cimento inglez,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
WHISKY
ROTAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Esceese r ..erm
*o cognac ou agurdenle de cauna, para fortifica
i corpo.
Vende-so a retalho nos tu lhores armasen
oolhados.
Pede ROY AL BLEND mares VTADOcujoB,
oe e emblema sao registrados para todo o Brasi.
BROWNS te C, agentes
.*HlMS DORESorftfc
^^ tA P*^ 'O lO DO SKFBIOO DO ^^^teJW^fc.
jfcP Elixir, Pe Pasta dentifricios *Jtfc
RR. PP. BENEDICTINOS
da ABBADIA de SOXJ3L.A.C (Gironde)
DOM MAGUELONNE, Prior
9 Metlalhatt de O tiro : Bruxellas 1880 Londres 1884
A8 MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
INVENTADO AA*|A Pelo Prior
o asno | 9 m w Fierre BOmtSAVS
O uso quotidiano do Elixir Dentiiricio
dos RR PP. Benedictinos, com dose do
alguiuas jroti.-is com agita, prevom e cura a cario
dos doutes, eDibnUMpsoeooa, iVirtuleoendo o tor-
nando as renjrivns pereitaiuonte sadts.
Prestamos ajp vardadeiro sorvico, assigna-
lnndo aos nossos leitores esto antigo e utilis-
simo preparado, o melhor curativo o o nico
preservativo contra as Affeccoes den-
tarias. "
US1D1 FtrSDiriA n ltt; CITi^lllM Xae Buguerle, 3
Agente Geral: SKUUIIl BOROEAUX
Acha-ce am todas as beas Perfumeras, Pharmaeias e Drogara!.
Vende-se
Ama
Cosinicira
Prccisa-se de urna bea cosinhoira : na ra da
Aurora n. 81, prinifiri andar. ,
Lembranca
Prccisa-se de urna ama para todo o scrvic de
casa e ra ; na ra das Cruzes n. 26, 2 andar.
Ama
Prei'isa-se de urna ama para fazer todo servico
de casa de duae prssoas ; a tratar tm Santo
Amaro das Salinas, na taverna de Bento Jos Fer-
reira, na linba da estrada do Lmoeiro.
Ama deleite
Precisa-ee de uuia ama de leite ; na roa Direi-
ta i! 10, 1- audar.
Alu_'i.-fe o 2- andar do sobrado d. 129, ra
Direita ; crata-se na ll.nJ'ii do Carmo n. 2.
o de assucar
Os annoncios pnlilicados no Jornal do Rrc.ife. e
Diario de i'ernambi'co, chamando um Palflauha
para pagamento de dividas, nao se entende com o
abaix > a-sigiado, rmpretrado na secretaria da
presid w.:.,.
Jos Saldanha.
O Sr. Antonio lom AtveM i'a
l'unm'rn
paesag^iro que aq ;i chegou do sul no vapor Cear,
6 ropj.do a vir ra do Commercio n. 44, uuia
ves qoe nao se sai*- onde est rri lindo.
Aluga se o l- e 2- andaras ra do Imperador, caiado e pintado de novo, feudo
bons oommodos e agua ; a tratar na rila Duque
de Caiias n. 47.
i riado
Prccisa-se do um criado : a tratar na roa do
Paysand n 19. Passagrm da Magdalena.
Ciiaio
Na ra Imperial n. 17, precisa-se de um cria-
do de 14 a lti anima.
Criado
Precisa-se de um criado
Primeiro de Margo n. IB.
para copeiro ; na ra
Boa casa
S" c
S se*
DOCTOS ustiLUMt
1 p;<
a ULTSS ROY, cm pctr^n ',?-,:
msPROUST, Sus**' & Senr-i
Aluga-se o sobrado n. 67 ra do Bartholomeu,
confronte a estacao d Ciruar, com bastantes
commodos e baa vista ; a tratar na ra larga (
Rosario n. 34, pbarmaeia.
o..i negocio
Por incimmodos de saude e por mudsnca para
fra da provincia, vende-se, nesta capital, urna
I ja datazendas.com pequeo capital, bem loca-
lisada e bem afreguezada ; por favor informa-se
na ra do Rangel n. 50. loja de barbeiro
Aviso
- ."rlaine enaulloo aos Vichas es^eci
deWtoc.................otiSOtrsKw
C ri-coici>*3enci*iHCo5na'< lOOfnsoo
", k'(irrun:esperaio^osIJoor< j 100 fruora
% .CsBeiiciadeKhtimon(l7'a*itt.oifr*30
aec-fc
50C
SOOo
bOPW
Ucposlt "^<&x.'Z.*ort "M. 1 SIX.VA J*- <**
!0 abnizo aesipnado scientifica a tedos os seun
credores e devedon s que temporariamente rctira-
. se para Biba, deixando aqu por seus bastantes
procuradores Drs. Duar'u Estevo de Oiiveira e
Antonio Estevao de Oliveira, e na cidade de Pes-
quera ao Sr. Augusto Magalbaes da Sil /a Porto,
os quaes teem plenos poderes para liquidar todos
| os seu9 direitos, accSes e obrigseotis. Recife, 10
de Um, de 1887.
Jos Martina Leitao.
\
y
PUBLICO
Lorega A G estbil tci4< eom t^bn a da igarros ra Larga do Rosario n.
8, avisara ao respoiUvel publico o^u i sin propietarios da marca industrial AMOR -
Cuna pattropid., a qua est! registrada na Meretissima Junta Commerciai do Re-
cife, snb o n. 202.
Ron aa penas de qu'i tratara os arta 6 e 7 do Decr. n. 2,682, de 23
Oatubro de 1875, stSo pun los k falsificadorjs ou miradores de dita marea
riecif-, 9 de Maio de 1887.
Apparelhoa econmicos para o cozimen-
ta e cura. Propino para engenhos peque-
os, sendo mdico ent pre^o e ef-
fc-iivo ein operai^o
t'odese ajuntar aos engenhos existentes
do systerna velho, melhorando muito a
quariadc do assucar e augmentando a
qur>tidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grande8 ou engenhos centraes,
majhinisrao p'rfeiyoadd, fjratoflM moder-
no. Plantas completas ou machinisrao
separado.
Especifica^oes e infnnnacSs com
Bl'OWOs \
5RA DO COMMERGIO5
0 Amara! e l'ompanhia
tem csteira com pequea avaria, para forro d^
casas, a l/iOO a jarda ; sproVi-item, a qualidxde
superior : na ra Primeiro de Marco n. 20, junto
do Louvre.
Tinta prela
INALTERAVEL
COMIIl-XIC-tTIV
PHARMACIA CENTRAL
38 Ra do Imperador 38
Pernnmburo
Serve p.ra escripturacao mercantil e d 3 ou 4
copias de urna vez.
por metade de seu valor um aparador cmoda,
peca importante ; thmbem vend. -se urna porcao
de alcatifa com pou-o uso, para forro da sala :
quera pretender dirija se ra Direita n. 107.
Vende-se
um sobrad* com bastante i commodos ra de S.
Jorge n. 13, cutn grando armazem no fundo com a
frente para a ra do Pharol ; vende-se tambem
urna casa 'errea na mesma ra n. 33, com o fundo
para s mesma roa do Pharol ; a tratar na roa do
liara > da Victoria n. 65.
Cabriolis
Vende-se dous cabriolots, sendo um descobert-
e outro coberto, em perfeito estado, para um ou
dous cavallos; tratar roa Duque de Caziat
n. 47.
ios 1.000:000^000
200:000^000
100:000$000


/
V Florida
Jalropti
Manipoeira
Esse medicaminto de urna efiieacia r no beriberi e outras molt-anas em que predomina a
bydropesia, acha-se mortifictdo em sua pivpara-
cao, .-raean a urna no\ n formula de um distincto
medico desta cidade, s ,:n que somente o abaixo
assignado est habilitado para prrpaial-c de modo
a invlhoiar lbe o goato e chairo, sem todava alte
rar-lbe as propri<-dad-a m -ilioiio-ntosas, que se
conservara com a mesma actividade, se nao maior
em vista do mfJo por que elle tolerado pelo
es t-mago.
(Jateo iseposiio
Na pharmacia Conc ici>, ra do Mrquez de
Olindii n 61.
Hezerra fe Helio
Enfermldades Secretas
BLENORRHAGIAS
GONORRHEAS
FLORES BRA.1CAS
CORRIKENTOS
recentes ou antigos so curados em I
poucos das em segredo, sem rgi-
men nem tisanas, sem cncer nem
molestar os orgaos digestivos, pelas|
e injecgo de
KAVA
DO D0UT0R FOU^NIER
Cada Piluia tem aravaAo fe ffmnmm,
nuiLAS. 5 ni. Bscelo, 4 fr.
PA ttJS, 82, Place de ia Maulelei.
Ir*e-]a!b3 de ODS0. Pars J 8851
Una Duque de Casias a. lo*
Chama se a attencao ("hs Exmas. familias par
oa procos seguintes :
Cintos a l/OOO.
Luvas do pellica por 23500.
Luvas de seda cor granada a 24, '500 e Si
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. i
metro.
Albuns de 14500, 22, 34, at 84.
Raines de flores finas a 14500.
Luvas de Escossia pi.ra menina, lis-.is e borda
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 rv, 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. uto.
Anquinhas de 24, 245CO e 34 urna.
Plisss de 2 a 3 ord-ns a 400, 6(K) e 600 rs
Espartilho Boa Figura a 44500.
Ide... La Figurine a 54000.
Pentes para coe com iuscripco.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 124000
1 caixa de papel e 100 euvelopes por 800 ri
Cap-lia o veus para noivas
Suspencorios amoricanos a 24500
La para bordar a 2800 a libra
Mao de pipel de cores a 200 ris
Eslojos para crochel a .$000 rs
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 34000, 44000 e 54000 a peca
Laques transparentes a 34000
I i- in preto a 24000
Lindos Broxes a 34000 I4O.1O e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Liona para machina a 800 ris a duza, (CBRj
Bordadus com dois dedos de largura 60t) ris
3 dedos 800 ris, 4 dedos 14-'00.
Garrafa i'agua Florida 800 rs.
Leqnes com borlota a 800 rs.
Bic is branc 8 pura s-linra, cretonc e chita pa-
ra correr bibados a 14000, a 1450.) a peca com
10 varas, barato.!
Mhiins de chagrero, veludo e verbotina para
50 e 60 retratos a 64, 74.e 8.000.
Meias de Escossia para senhoras, a 7 4500 o par.
Lenco* de linho em lindas caisas,
Bico das libas muito finj proprio para toalbas
e saius.
dem japonez proprio para alvas e requ/.ts e
toa!lias de altar.
dem branens cura 5 dedos de largura, a 34000
a pi ca com 10 varas.
('anas com surtes de jogo de mgica proprios
para saino, a 54000.
Sabonetes de diversas qualiaades.
Bolsas de courc para m> urna de escola.
Oollarinho de liohoa H0 ris um.
Cirandf periiincna em eispartilbON
de linbo a 3&000. um.
BARBOSA & HAONTS
Era favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNUBUCO
m ExraccG a U as Mi Se 1837
0 thcsouK'iroFrancisco Gon-?ilves Torres
Cimento patente t'ortiami, marea
Hobms ftH>ntlon A Xurllifeenl
eut
jVendem Livramen'.o te C no caes do Apollo
numero 45.
^ 30TTAS RGESsROORS
do Doutor SAMUEL "iHOrrlPSON
As Cura* mais inesperadas s5) denlas a esf PRECIOSO MEDI-
CAMENTO, repar.-.dor por eieePenria de todas a perda* eipTimeotadas
peh organismo consequents a EXGE5SOS de PBAZERE3.
Sataa Oottiis do vigor aos orgaos exues dos dons scios : curao infalli.elmenle todas as adoseSes
4eaoaiiaada< ESGOTAMENTO. Ues como Impotencia, Espermatorrha, Perdas seminae, te.
O Fiasco : 8 Francos (em Franca.) yO .. .
T*4 fruto que nao tronar k tarca de Fabrica registrada a asifnafurat_^-/^,"'e0 F""9Mnt
deve ser riporoaamenta recusado. /^J> oejtt
ASIS, Pharmacia CEXIBJ, ra Soctaactaonart, S8. ^/ tntotk.
Depofharios em Pernambuco : KRAN" M. da SILVA A C'.
I
^^^ijf^^^^"fc,J^^^^^^^^J^^^^^'3>,^-J"-v-;
.^.^JK..-,
^~>-->-^ "-^^^^y-o
se expostos venda os bilhetes da
lotera das Alabas
Sorte grande
15:000*000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
as casas da Fortuna, ra 1, de Marc,o
n.
23.

00
PASTILHAS
De AN6ELW & MENTRUZ
de
0 mate Stmfjiea. o .
IWXBJBa9-S.A.-*rXD.T. *x> ^^
USADO NO BWNftC
A flrriT RIGOZ.LOT peda aoa Sni... ~.
Ettoat dos REPULSIVOS
~a.S aoa VTLA.J
>TKIRO
compradores qne
TBB
VERDADEIO PaP, K'GOLLOT
|W tm cada aix*
* tm cada folha,
tnn tscrtpta
em TlnU lacamad*
Finm;
ttaaatWlkt^kwmtmm^kmmktammi

*s

v
i
SS
9i
Eugenlie
e
O Remedio mais efftca e
Oeguro que te tem deecobrrto ate
ho/e pora expe /ir as Ion trigas. a*"
ROOIAIKOL rilHIFS
(locieira venda
Vemlt-sii Mu o clieira bem lo^alissda e afre
enezhii.-i, tu dmil- --' uin Bocio que intre c m
-pitaI e tpxf poata h minrairiil-a, fni-se qualquer
negot-ii r.as cofidi^Ses iX|jnflag, 'm rto de o
dono prpeisnr t*zet ama vingeu ; b tratar na ra
Duque de Cszias d. 47.
Vende-se o engruhu Soledade, no termo de Ipn-
Juch, mida legia distante da > Bta^ao da Escada,
lem vapor, casa de vvenla, etc., etc., < scha se
livre Oe qualquer onus. Vende-se Cxmbem o jrsdo
p satra a c lher ; a tratar can Luis Gon^alves da
Silva & Pialo, no largo da Compsnhia Pernain
bucana n. 6, sobrado.
NOVIADES
\\ loja das Listras Azues
A' ra Doqoe de Caxias n. Gl
' Telephone 211
LAS de quadriubos fazenda escura lindas cores
a 3b'i rs.
.^ETINETaS de litras e quadriubos de cores
a 320 rs..
FIISTAO branca a 3t>0 c 400 rs.
CBTES de vestidos breneoa tasenda de qua
drii.h-s comn ortrandy a 5(0:>.
CAMBRAIA de salpico bordada a 800 rs., em
pee* 6|00.
3ETI ^ETA japoneza fazenda de listras larga?
ejm lindas c-es a 4li0 rs.
VI \DAPOLAO americuno igual ao camiseiro a
64U00.
BKAMANTE de quatro lart'urss a 900 rs.
CUITAS finas percales cor. s segaras a 240 rs.
CKEI'ONES fr-ncezes ultima rwvidadi' cores
sepur-s a 320e360is.
SARGEI.1M trncez quslqnnr MEKINOS enfes'ados tod8 as tr.s n SO'Jrs.
RENDA hi-HDanh-la preta urna guarnicao para
vestido a 3*000 e 4*000.
rilC'X) de LUVAS le eda pretas e de tudas as cores a
*?10 0 e 2*500.
LKQUtS de setim e j.h .ntasia de 500 rs.
ESPARIILUOS cciuraca a 4*000, 5030
6*< >00.
LENCOS brancos finos a 1*500 e 2*000 a du-
ZlH.
BORDADOS e cntrempirs tapados, trauparm-
les. de tustSo, todo o preco.
MEIAS para senbora, para horoem e meninos,
ti dn o pr<'ec.
FIC'HUS de seda cor de creme e pretos a
2*500.
MASTILHAS hespanbolas ultima novidade a
U0 t
E i. u tras multas fatends novas quo as Exmas.
Srar. poderao ver'na loja ou mandar ver as amus-
tias que se do sem peuhor na-Luja dan
LUIraia Aue-de
Jos Augusto Das
Casa Feliz, pra^a da Independencia
ns. 37 e 39 e na na larga do Rosario
q. 24 A.
O dia da extracto ser brevemente
annunciado.
M*ki*ii0vim0i*k*$w*0i*w***>^^
BRONCHITES, TOS8ES, Catarros Pulmonares,
DFFLUXOS, Mlestias do Peito, TSICA, Asmas
OUI4 RAPIDa. QERTA. PELUS
Gottas LiYoniennes
TROUETTE -PE3RET
com CREOSOTE fe PATA, AICATBAO de NO&MA I BALSAMO de TOLU
Este preparado, nftllivel pa curar radicalmente todas as Molestias das Vas
respiratorias, recommendado pelas Notabilidades medicas como o nico cfflcax.
" n nico medicamento que olera de nao fs':gar o estomsg), o fortifica, roconstiiue e desperta
o ap ponte : dos ottot pela ma* 'Sea tarde bastam para triumphar aos casos mais rebeldes.
DEVE-eX BXIOrE i SELLO DE GARANTA BO OOVERNO FRANCS
Deposito principal: TROFrlTTE-PERRET, 264, bonler'Voltaire, PARS
Decata e- tVrnnmhuc*; rBASK. da snVA 0*,eiaf princlpsss PharmKia
pmpoMmmptw^mMIMytkmM
Lotera da Provincia
^Sexta-feira, 13 de Maio, s 2 horas se
extra!iir.i i 7 parte da 2.a lotera em beoeflcio
da San tu Casa de Misericordia do Recife, no
consistorio da i^eja de Nossa Senhora da
Concrfyo dos Militares, onde se acharao ex-
postas as urnas c as espheras arrumadas em
ordem numrica apreciado do publico.
RESSAti
TOHI
UTAtUWCtta*!

I^^JWianf *mjt 9
ht
1.1
ftJUl&JAS
h'um citis Esru
viplra-Maf-ja"-nepeselra no peno ujalmao kyinptoma aeroo,lacUa
expectoracao e arortaa aa funecoe. dos orgts resptr.orlos.
tw^cwali t-mtmmm a> Mmmunottm r-*, rMV W. tlm tllVA Ba^aHalM





[^i
Diario de JPernanibco-Quir*ta--eira
^H
aio de I8S7


LlTTERATUiV
OSEGREDO DE DANIEL
POR
JULES DEGASTYNE
-()-
Secunda parte
X
'_ Continuaqao)
Voltou-se para o irmlo :
__Nlo devemos entregar esse homem
mstiga, disse ella, esto horneo) esta inne-
cente e aconteeer-lhe-ha a maior das des
grabas.
O mancebo sorno irnicamente.
Foi isso que elle te disso ?
__ Foi e nao mente, affirmn-te. meu ir-
mlo !
Est vendo, patite! raurmurou o
doutor.
__Nao um piafe, a sua voz cramo
veu.me. E' um homem honrado, e d'isso
eu tinhB presntimento. H de expli
car-nos tudo mais tarde, quando poder,
mas a sua prislo acarretar a dor o a ver-
gonha nossa casa.
__ A' delle, principalmente, respondeu
Carlos no mesoio tom de escarneo.
Supplico-te, meu irraln, proseguio
moga, deixe-me fazer o que quero. Nao
divulguen! o que aconteceu, nlo o denun-
ciem, Eu tratarei delle, hei de slvalo
e, se for criminoso, se as suas explicagBes
nao forem claras, sempre tempo de e
entregar; nlo se commetteu nenhum
crime.
E o assslto? e os curaplices ?
Elle nos dir tuio. Foi um grito que
nos salvou e foi elle quem o deu.
Cahindo, talveZ involuntariamente.
O medico voltou se para a moja.
__Nlo se deixe, minha senhora, levar
pelo seu bem coraglo. Esta gente tem sem-
pre promptos rail ardis. .. e este bandido
introduzio-se alca noite era sua casa, nlo
merece d nena compaixo, crea-me E,
se eu estivesse no lugar do Sr. de Serves,
j tinha agentes de polica em todas as
portas do meu palacio.
teja tranquillo, doutor, antes de
urna hora, ella estar na a raaos da justiga.
O ferido, que tinha ouvido estas pala-
vras, levantou-se de um salto na cama,
com ae titease sido itnpellido por urna
mola.
Tioba a f ce lvida, suava de terror.
Nao, nao, exclamo! ; nao fagam
isso... Era nome de Daniel de Serves,
seu pai, que desappareaeu, nao entreguen!
um desgracado A just9a de Deu3 cahi-
ria sobre esta casa.
O mancebo laneou sobro o velho um
olhar desvairado.
Aquella voz tinba-lhe feito vibrar todas
as fibras do coraglo.
Quem era aquella homem ? Que queria
elle dizer ? Como sabia a historia do das-
apparecimento de seu pai 'i
Voltou se muita coraraovido para o rae
dice e para os criados :
Ninguem diga urna palovra do que
se passou aqui, diese elle. Respondo por
este homem.
Apenas tinha elle pronunciado estas pa-
lavras, auando um mavimento so operou
para os lados da porta da entrada.
Ouvia-se os passoa de rauitos homens ;
urna criada entrou assustada :
O coraraissario e os seus agentes.
Olharam uns para os outros, assusta-
dos, e urna anciedade pungente cahio so-
bre todas as pessoas presantes.
XI
vindo
em toda a
O comn.iiss.irio apressutou-se. Vinlia
ac npanhado por um dos criador da casa,
que tinha querido mostrar muito zelo e
correr a chamar a poli i i.
O i:om nissario langou um olhar pelo
aposento, tirou o chapeo e perguntou :
O Sr. Cirios de Serves ?
O mancebo adiantou-se.
Sou ea, senhor
O funecionario curapriraentou-o outra
vez.
-- Fui prevenido, disae elle, de que j
um crime, ou antes urna teutativa de cri-
me foi conraettida esta noita em sua oasa.
Foi mal informado, senhor, respon-
deu Carlos.
Entr. t >n'o, este homem. -
O commissirio desigaou o criado, que
abria os olhos assustado.
Este homam foi ao meu eseriptorio
acordar-me.
Este homem procadeu 3em minha
ordem.
Entretanto, diese o funecionario, deu-
me detalhes exactos... quatro homens ti-
nham escalado o muro.. um delles de-
ver masan fr silo ferido.
O funecionario langm um olliar pira o
lado da cama.
Durante este colloquio, tola a gente es-
tava calada, inmovel. Clara conservava-ae
do p diante do velh >, como para prote-
gel-a.
Este, que tinha conservado a razia, nao
ousa.a fazer um mavimento com a pelle
arripiada pelo ruedo.
As palavras pronunciadas por Carlo3 ti-
nham-n'o entretanto tranquillsadu, ms
como ia aquello interrogatorio acabar ?
Se lhe perguntassera o seu nomo e pe-
dissera os papis, estava perdido.
Os que possuia, com que tinha
para Franja, podia mostral-os
parte menos naquella casa.
Se o revstassera, o encoutrassem ?
Un suor corria-lhe pela fronte e pelas
costas.
O medico e 03 criados, qua tinham pre-
senciado a scna anterior, conservavara-se
nos seus lugares sera se mexer, com a
physionoiuia apalermada das pessoas qno
nao comprehendera o qua se passa.
Receiavam, por urna palavra, por um
gesto, desagradar a Carlos de Serves.
O dono da casa tinha as suaa r->zoes
para fallar corno fazia.
Que llies importara ?
Mas a sua curiosidade estava vivamente
excitada.
Perguntr.vam a si mesmos como iria
aquillo acabar c estavam espera.
Carlos rospond-ju suecamente
m8sario, designando o criado
dor.
Esta homem enganou-ae. Nos tam-
bem a principio acreditamos...
Entretanto, proseguio o homem da
lei, vpjo alliuuia cama armada, um homem
ferido.
Clara fez um movimento para o velho,
como que, para o defender.
Este homem joi victima de urna acci-
denta, respondeu Carlos.
E' algara dos seus criados ?
O mancebo inelinou a cabega.
Sabe o seu nome ?
Carlos naa respondeu.
Houve um momento de terrivel
dade.
O silencio era to graude que se ouvia
bater a pondul 1 do relogio da sala dejan-
tar.
O commijsaria esteva perplexo.
Far-java algum! causa e ar suas sus-
pcit-.s augmenravara de momento a mo
monto.
Nao comprehendia, por exo-zplo, que
inter-sse poda nr Carlos em salvar um
bandido.
Ciara oravamantalmanta.
O Vrtlbo, ouvindo as perguatas do com-
missario qu*si soltou um grito de angus-
tia.
O funecionario
um pouco irnico
proseguio com um ar
ao com-
donuncia-
ancie-
FOLHETII
JOSLARONZA
Talvez nlo se lembre deste uomi. ..
O senhor tem tantos cri idos. .
Effrctivaraeote esqueci-m'.
Consinta ao m?nos que lh'o per-
gunte.
Faca o que quizer.
O magistrado dea um pa33) pira a
carnt.
Clara precipiton Bd para elle.
Vai matar esse hornera, senhor... o
medico prohibio-o de fallar.
Ao raesrao tempo a moga diriga ao me
dico um olhar de supplica
E' exacto, disse o medico, un inter-
rogatorio neste momento, podia ser-lhe
muito perigoso.
O funecionario laneou em torna de si
um olbar desconfiado.
Pareciara estar todos d accordo para
enganal-o.
Por que ?
Com que fim ?
Entretanto, balbu'iiou elle, embara-
zado, preciso cumprir o meu dever.
Carlos dis8e com digoidade :
Este homem est om mioha casa,
debaixo da minha salvaguarda.
Tenho o direito de saber o seu no-
me.
Perguntar lh'o hemos quando o po
dermos interrogar sem perigo.
Mas algum dos seus companheirds
deve conheeel-o.
E passeiou um olhar em torno de si
Todos os rostos ficaram impassiveis.
Este homem, disse Carlos, s hoje
entrou para minha casa, ninguem sabe
quem elle .
O commissario senta a colera apoderar-
se delle.
Mas, afinal, disse elle, comegando a
impacientar-se, tenho o direito de saber
quem este homem, de saber o que se
passou aqui esta noite. Se escarnecern]
de mira, indo contarme um crime inagi-
nario, ou se querem escarnecer da justiga,
procurando esconder, nao si porque mo-
tivo, um crime real; urna vez que nao
querem responder me, vou retirar-me ;
mas o meu ioquerito nao fica aqui, e hei
de saber o que se passou aqui.
E o funecionario, pondo o cbapu, ia re-
tirar se.
Carlos dirigiu-se a elle.
Ninguem, senhor, se lembrou de es-
carnecer de si ou da justija. E' exacto
que foraos accordados esta noite por um
grito terrivel dado juto da nossa casa. E
exacto que decamos todos, acreditanio em
um crime, que encontramos esto hornera
ferido, sem que at agora possaraos expli-
car a sua presenca no nosso jardira a esta
hora ; mas elle prometteu-nos a este res-
peito explicajSes que devem satisfazer
nos.. e minha irma que o tratoa, a quem
ell-i fallou em voz baixa, pediu-me que o
conservasse em nossa casa e que a dei
xasse salval-o.
Em todo o caso, na* pode ser parigoso,
emquanto estiver de caraa e prohibido do
mexer so e de fallar. Logo que for pos-
sivel iaterrogal o, mandarei prevenir o Sr.
commissario, quo poder euto dedicar-e
cc-id resaltado a um inquerito.
Se nos enganou, apenas lucrar ser tra-
tado aqui em vez de ser no hospital. Em
todo cuso, desde boje pertence-lhe, e res
pondo por elle I
Estar aqui tao bem guardado como eia
urna prisSo. As poucas palavras que pro-
nunciju, causaram-me sorpreza... Parece
baver na vida deste infeliz um mysterio,
que, tanto como o senhor, mais do que o
senhor, talvez, tenho interesse em escla-
recer .
Darante todo o tirapo que o mancebo
falllou, o velho na<.> des'ioa delle os olhos,
e o su olhar pareca animar-ee eom urna
profunda alegra.
O commissario pareceu rrhctir um mo-
mento.
Puis soja tssira, respondeu elle.
Depois, tomando outra resolucSo :
Deve trazar papis camsigo, e, se
um ho;nm do bem, nlo deve ter modo de
os mostrar.
O d^scoohecido fez um sigaal a Clara,
que se approxiraou dalle.
Disse me elle, Sr. commissario, ob-
servan a moja, que tom papois, mas que
s ao senhor os paie mostrar.
E a irml de Carlos, procurando no casa-
co do ferido, tirou urna carteira.
O funecionario apadereu-sa d'elli per-
correu attentamente alguns do jumentos em
pap':! sellada e carmbalo, e depois entre-
gou-os outra vez.
Estes papis eatao era regra, decla-
rou elle, e nao vejo nenhum icjonvc.niente
em deixar eBte homem aqui, sob condicao
de o entregar-me primeira requisicao.
Comprometto-me a isso, disse Carlos.
- E logo que elle puder falUr virei in-
terrogal-o.
A minha casa sempre lhe estar
aberta-
Emquaato espera, vou com os maus
agentes, 89 me d lieenja, examinar os ves-
tigios do assaho, os quaes devem existir
no jardim.
Faca o qua entender, disse o Sr. de
Serves.
O commissario cumpricnentou as pessoas
presentes e retirou-se.
No quarto reinou par alguns minutos um
silencio solemne.
Carlos pareca entregue s suas refla-
x3as.
Por que razao aquello homem tinha que-
rido mostrar os seus papis nicamente ao
commissario ?
Porque oceultava o seu noma a ello e a
sua irma ?
Que havia elle dito a Clara, para a mo-
ca tomar tanto calor na sua defesa?
O medico veio neste momento despe-
dir se.
Daus quaira, disse elle ao mancebo,
que naa se arrependa da sua bandado, e
que nao psteja tratando cam um retinado
tratante !
Carlos naa respondeu...
Os criados aahiara tambem um a um.
O velho tinha fechado os olhos e pare-
ca dormir.
O Sr. de Sarves appreximou-se de sua
irma. :
Quem este bomem ?
NSo sei, mas est innocente, sinto-o,
juro-o, e quero salval-o.
Por que se esconde de nos ? Parque
o encontramos sempre no nosso caminho,
coma se quziesse velar Babre nos?
Nao sei, respondeu Clara, mas o co-
rajao bate-ma quando me approxirao delle,
quando lhe toco com a mo...
E' singular, murmurou Carlas, e ac-
crescentou, afastando-se :
Hei de saber quem hei de saber.
XII
POR
JAGQUKS DC FLOT E PEDKO M\EL
TFItfKIBt PARTE
O B11HO
( Continuado da n. 107)
I
E eis que do repente ella descobre em
Rouval certos indicios, certo jogo de phy-
siooomia que lhe pareciam outros tantos tu-
dicias desfavoraveis.
Nlo ha nada como um espirito despre-
venido para justificar preferencias ou ani-
mosidades. A Sra. Francs estava nessas
circum8tancias. As palavras de Renata a
tinham convencido. Ella senta urna aver-
so invencivel pelo riquissimo tiaanceiro.
Entretanto, preciso esclarecer estas
duvidas, dizia ella de si para si, sem repa-
rar que falla va em voz alta e qua uraates-
ten.uuha, que ella nao tinha visto, estava a
ouvindo.
Que duvidas sao essas, minba ta ?
A viuva e8treemeceu e recuou instncti-
ramente.
Depois, voltando do susto devido c sor-
preza foi, de mos estendidas nara o re
jem-chegado.
Ah I s tu, Juliano '< que susto me
pregaste, rapaz !
Juliano Dermailly, o sobrinbo da Sra.
Francc, que tinha en tao vinte e dous an-
uos de idade, era um rapaz alto, loura, de
rosta fino e intelligente, mas cujas olbos vi-
vos toaiav-.m urna expressao do grande
undade cora o seu sorriso alegre e tranco.
Juliano nao tinha fortuna e metteu-3e a
aia^r Bertha.
U no extrema delicadeza, a viuva tinha
c feito comprebender qne elle nao devia,
por emquanto pretender o coracao e a ma >
ca menina Arbani.
O 01090 aceitou o conselho, mas nao i'-~
\o aliar a sua pretenco, po3 nao re-
cuacou esperanza.
Nessa poca, Juliano tinha-se doutorado
em direito.
Havia dous anuos tinha-se inscripto co
no praticaote as trihunaes de Pariz, e j
tiuii defendido algi^mas causas insignifi
cantes, naa sem atirahir atten;So : Olhe,
dizia file maitas vez-s Sra. Francs,
na magistratura que eu hei de conquistar
um lugar. Tenho tudo quanto preciso
para fassor um expeliente juiz de instruc-
c5o.
- Diziarao3, ento, minha tia, que a
sanhora tinha auvidas a es.darecer.
A viuvrt sorrio e bateu-lhe com o leque
na rosto.
Toras tu b pre:encao de as esclare-
cer ?
Par que nSo? Isbo depende das cir-
cumstan^ias, e a profissSo a que raa des-
tino dedicase inteira aos esclarecimentos.
Quero acreditar-te. E's capaz de fi-
car serio ?
Juliano impertigou-se. arranjeu a grava-
ta, assuou-se ruiiosamente, tosBio, fezduas
ou tres vezas : 1 Huro I hum! e pondo-se
direito e serio em frente Sra. Francs .
E assim que c preciso ser para me
acharem seria ?
Nao gracjeraos, respondeu ella. A
cousa grave. Tratase da nossa querida
Bertha.
A expressao do rosto do moco mudou s-
bitamente.
Por qua nao disse logo, minha tia ?
Quando se trata de servir a menina Ar-
banb, sab* que tudo quanto tenho da for-
cas vivas est sua disposic&o.
A bella vinva pensou um instante. De-
pois, em voz baixa :
Juliano, preciso de urna informayao,
de urna iuarmaco muito exacta, muito
completa, e accrescento : muito delicada.
A respeitode que ou de queinV Quei-
ra dizer-me, minha tia.
A respeito de nm homem, que eu te-
nho toda a razao de suppdr que um ca-
velheiro, e sobre o qua!, entretanto, con-
fesso que planam algunas suspeitas des-
agradaveis.
Basta. O nomo desse homem ?
Ella hesitou e a sua voz trameu.
O nome desse homem cercado de
con8der';aa. E' o 6r. Rouval.
Juliano nao pode deixar de estremecer.
Elle odiava esse Rouval. Comprehendia
que era um competidor pela mo de Ber-
t'ia.
Um praz.-r ofaMoao enaheu-lhe o cora-
dlo.
Pensou que essa era & oucasilo propicia
para arred..r o mais feliz dos concurrentes,
o uaica que o incoromodava.
Estou prompto, minha tia, respondeu
elle. Mas faita-mo saber que especie de
informaclo deeeja que eu obtenba.
embarazada, e
qua
coustrangimanto
foi cam
murmu-
Ella sentio-se
verdadeiro
rou :
-- Eu desejaria saber qual o valor....
moral -comprehendes bem ? moral do Sr.
Stepban.
tr Comprehendo bem : moral, no senti-
do restricto da palavra, nlo verdade ?
Nada da sua probidade ?
Oh I... disse ella, levantando os bra-
cos em signal de denegaclo.
H
para mostrar que ti-
Dapois cam um sor-
Juliano inclinou-se
nha comprebendido.
riso :
Minha querida tia, a senhora est
me inve3tindo dos attributas de um agente
secreto. Aceito.
E' um preludio da minha carreira de ma-
gistrado. Pode fijar tranquilla, a senhora
ser informada. E' o seu sobrinbo Julia-
no Darmailly, quem toma esse compromis-
80.
E, beijando-lne as mos, sem mesmo pro
curar ver Bertha, o moco despedio se da
Sra. Francs.
Tinham decorrido alguna das.
O Sr. d'Isaac, que quasi nunca estava
em casa, quando apparecia era sombro e
preoecupado. Era fcil de ver que um cui-
dado absarvente preoecupava esse homem,
antes to alegra e descuidado.
Renata nlo perdeu urna nica das alte-
racoes da physionomia do pai.
- Urna manhl, pelas dez horas, quando o
burlo tioha-sa fachado no seu gabinete, o
criado entregou-lha um cartlo, cuja leitura
flo franzir a testa.
Nesse pedaco de cartlo, liam-se estes
dous nomes hespanhes : Clanos y Pa
checa.
Era, com effaito, o procurador da casa
Stephan Rouval C, que ia conversar cora
o-velho bario, jogador e mundano.
Mande entrar, disse este ao criado.
Clanos entrou, correcto e a Afectado.
Cumprimentoa o bario com certa arro-
gancia.
Os hidalgos em toda a parte tm o mes
mo ar. Damais, o Sr. Clanos nlo era
qualquer cousa, mesmo quanto afortuna.
Rouval tinha-lhe dado urna posiclo expel-
iente, interessando-o na sua casa. Elle
dispunha de um rendimento de sessenta a
oitenta mil francos e nlo fazia mysterio
disso.
O Sr. d'Isaac recebeu-o cam alguma al-
tivez.
O senhor vem da parta da meu ami-
go Stephan ?
E' urna visita ou vem a negocio ?
A negocio, r. bario. -
Jorge de Fresn eres sahiu do Vaudevel-
le em um estado de excitado mais fcil de
comprehender-a do que de doscrevor-se.
Nada se oppunha agora .sua ventura.
Era amado por Clara aceito pelo ir-
mlo, tornara sa noivo offil por assim di-
zer. Quasi nao prestava attenjlo aos olha-
res raaus, raneorosos, que Andr Roustan
Iha lngara, quando o viu preferido a si.
O mancebo habkava um modesto apo-
sento situado as visinhanjas do tribunal,
perto do seu e3criptorio, na ra da Mon-
naie. Para l se dirigiu a p, quando o es-
pectculo acaban, quando dirigiu um der-
radeiro suspiro a Clara e a acompanhou
at carruagem. Andava de vagar, pelas
ras j quasi s escuras, com os olbos fi-
tos no ceo, como para agradeaer-lha pala
seu triumpho.
Muito bem, estou sua diapasiclo.
fJ, mostrando urna cad. ira Sua visita,
Sr. d'Isaac deu-lha o exemplo, sentndo-
se priraeiro- Celanoa imitou-o e tirando
do bolso um maco da papis, folireou-os
com cuidado antes de os entregar ao seu
Interlocutor.
Como o Sr. Boa val deve voltar bre-
vemente Franca, disse ella, ordeuou me
por carta, datada do raez pasado, quo lhe
entregasse a conta dos adiantamentos que
lhe temos feito.
O bario corren distrahidamente 03 olhos
pelos papis que estivam em cima da sua
secretaria.
Com sua licenga, examinarei eases
papis e lhe avisar ai.
Muito bem. Nlo ha pressa. As or
dens do Sr. Rouval nlo alera do qua acabo
de lhe communicar.
O bario continuou no mesmo tom :
E, sem ndiscriglo, Sr. Clanos, pos-
so perguntar a quanto montara eases adan
tomentos ?
Nada mais fcil do que responder. O
total dos emprestimoa monta, em dous an-
uos, a cento e oitenta e cinco mii fran
008.
Elle empregou a palavra eraprestimos
muits de proposito.
O bario estremeceu.
Cento e oitenta e cinco mil francos,
respondeu elle com ar risonho. Entilo o
meu crdito nlo est esgotado ?
Eu nlo disse isso, Sr. birlo.
E, continuou e Sr. d'Isaac, tenho
ainda urna raargem de quinze mil fran-
cos ?
Clanos hesitou um pouco, depois cora
um sorriso constrangido :
Com effaito, essa devia ser a mar-
gem. Entretanto. ..
O senbor disse : Entretanto ?
Si ir.. A casa Rouval nlo faz a con-
ta dos juros. Estes no priraeiro anno mon-
taran] a nove mil francos, incluida a com-
misslo e neste a seis mil.
O bario rio-se.
Slo quinze mil francos, ne: mais
ora meno*. E' como se fosse de propo-
sito.
Que quer dizer o senhor ?
Oh simplasmenta isto: a casa Rau-
val poder mand&r reaeber a importancia
dos seas adiantamentos no meu cofre, quan-
do ella quizer.
Caanos fas um gesto de denegaclo :
EstoU-lhe dizendo, senhor, que nlo
ha pressa. Nos mandamos sempre as nos-
sas contas tres mazos antes do seu ven ai-
ment. Accrescento que antes de lindos
os tres mezas, o Sr. Rmval estar da vol-
ta. Eu na fago mais do que cumprir um
Nunca sa sentir ta lave, com o cora-
gao to satiafeita e to tranquillo.
Urna grande quietaglo tinha substituido
as angustias que o tarturavam havia tanto
tempo, quando perguntava a si mesmo se
o seu amor era aceito, so nlo encontrara
algum obstculo ao seu casamento. Um
olhar, urna palavra, faziam-lhe passir tran-
ses horriveis.
Quando va Andr Raustan todo o san
gue refluia-lhe ao coragla* Tinha o visto
naquella naite, e todo o sea odio se havia
evaporado, desfaito, ag ira que j nlo o
temia.
Sentia-se disposto a estender Iha a silo,
a supportal-o, a estiraal-o quasi.
Senta 6e al n disso inundado de un
tal alegra, qua parecia-lhe que tinha amor,
reconhaciraento para toda a gente.
Era capaz de abragar o universo em
paso, e sorria para as pessoas que encon-
trara.
Estava longo de suspeitar que naquella
mesraa hora as nuvens se amontoavam so-
bre a aua cabega, como sa o cu, sempre
ironiao, tivesso querido lembrar-lBa que a
felicidada completa nlo existe neste mun-
do, e fazar-lha p^gar muito caro as horas
de extase que acabava da paasar.
Era exactamente no momento em que
estava to feliz, qua Roustan meditava o
infame plano qua devia deapedagar-lhe a
alma, que os bandidos esperavam as tro-
vas a ciiegada d'aquella a quem amava.
Adorraeceu sem nenhum presentimento,
embalado por sonho3 radiantes.
Jorge de Fresnirea, como j diaaemos,
era advogado. Havia dous annos apenas
que tinha pronunciado a sua pri.neira do
fesa, e os clientes affliiam j ao seu es-
eriptorio ; mas elle nlo esperara fazer a
sua carreira no foro.
As suas aspiragoes iara maia longe.
A sua eloquencia pareca feita p ira as
alturas da tribuna.
Espirito liberal, senta o cerebra cheia
da verdades, que queria dizer aos homens,
espalhal-as por um recinto mais vasto o
mais sonoro que o do tribunal.
Sonhava ser deputado, e tinha j um
grupo de amigos que haviam promettido
apoial-o, sustental-o, fazer-lhe obter um
dos districtos importantes de provincia.
Trabalbava muito, canstantement?, 00-
cupando-se principalmente com as questoes
econmicas e sociaes, que deveriara ser
em todos os tempos a preoecupagao dos
homens polticos.
Tinha um grande coragla, e compade-
cia-sa da todas as miserias. Desejava a
felicidada universal. Quando via desgraga-
dos pdas ras, quando lu nos jornaes a
narragao destes dramas horriveis da fome,
que silo tao frequentes, a sima coofrangia-
se lhe. .. o espirito comogava a meditar
com um novo andor. Nlo comprehendia
que, no raeio dos nossos progressos cons-
tantes, o nosso estado social fosse ainda
tao imperfait), to atrazado, quo seme-
lhantei factos se produzissem. Acbava que
a lei protega damais os ricos, aquelles que
nlo tinham necessidade dalla, e desprez i-
va muito os pobres, os fracos, os que ti-
nham direito sobre tu lo a ser defendidos
por ella.
Tal era a espirita de Jorge de Fresni-
res.
O mancebo fiaou realmente contristado,
quando soube qual era a posiglo de fortu-
na daquella a quam amava.
Prefera qoe nlo tivesse nada, que toa-
se urna moga abandonada como elle, mas
amiva-a j: amava-a com um destes amo-
res ardentes, exclusivos das gfabJes al-
mas, que as encuera, e s sa extinguen!
cora a vida.
A riquiza s lhe servira para fazer
maisgsnte feliz, para reparar mais iojus-
tigas.
E' to agradavel ser rico, quanlo sa tem
prazer em fazer bem !
Da ordinario, Jargs de Fresniras tri
balhava parte da noite, mas naquella tinha
o pens ;m mto muito cheio com a iraagem
de Clara, pra poder pensar em outra
cousa.
Daitou-sa sem 1er nom escrever.
No da eeguinte, se ouvisse nicamente
o ccraglo, teria corrido ao palacio de Ser-
ves ; mas tinha os seus deveres a cum-
prir.
Das novo horas at "ao almogo summa-
rio, que toraava antes de ir para tribu-
nal, ouvia os seus clientes.
Naquella manhl, urna senhora estava
espera na pequea sala contigua ao gabi-
nete.
Quando o viu apparecer, levantou-se
com vivacidade :
Ah I senhor, exclamou ella, com que
impaciencia o esperava!
O manceb] parou admirado.
A mira, minha senhora?
Sim, senhor ; fizeram-me grandes
elogios do seu raaravilhoso talento, e s o
senhor me pode salvar 1 .
O advogrado abriu a porta do gabinete,
mostranda-se entretanto um pou^o admira-
do com aquelle facto.
Entre, minha senhora.
A moga adiantou-se.
Estava maravilhosamente bella, vestida
com grande luxo, apezar de simples.
Passando por diante do advogado, lan-
gou-lhe um olhar que o teria feito estre-
mecerse nlo tivesse o coragaa cheio cora
a iraagem de Clara.
Jorga entrou aps a sua cliente, fechon
a porta e affereceu-lhe urna cadeira.
Tanha a bandade de sentar-se, mi-
nha senhora, e de explicar-me em que
pos80 ser-lhe til.
E sentou-se dianta da sua secretaria.
A desconhecida chegou a cadeira para
perto da delle, tao perto que lhe senta o
balito, um hlito ardente, perfumado, e
comegou a fallar cam volubilidade.
Sau de origem estrangeira, senhor.
Chamo-me a condassa Oeorgetta de Crc-
raona. Tive urna fortuna consideravel.
que meu marido est em vias de esbanjar
ao jogo.
Emquanto fallava, a moga naa des'iava
os olhos do seu interlocut r... e Jorge
de Frcsnires sentia-se pouca vootade.
sam que so ibesse porque, sob aquella chu
va de olhares intfl tramados.
Disse com frieza:
Quer fazer processo ?
Desejava.
Separaglo de ben3 ?
D; corpo e de bens, snhor.
Onde se casaran) ?
N) castello de meu marido, no An-
jou.
Ha muito tempo reside em Franja *
Ha .quinze annos. Foi em Franga
que meu marida me conheceu, que nos ca
saraos.
Sau marido nao francoz ?
Naturalisou-se para casar. Foi urna
das coudigoas que impuz para o nosso ca-
samento.
- E' rico ?
Toda a fortuna minha.
O seu casamento foi um ca3amentc
da amor ?
Pelo meu lado foi... adorava-o...
E' com a mo trmula, pagau no braga
do advogado.
Sa saubesse coma foraos felizes nos
primeiros tirapos... achava-o bello, va-
lente. .. Nlo poda vivar um momento
sam elle.. tinha ura coragla apaixonado.
ardente... Dai aquella homem todas as
forgas do meu coragSo.
A moga approxiraou-sa insensivelmente
do mancebo. Fallava-lbe quasi de bocea 3
bocea, exaltada.
>>
dever, Sr. bario. Sau simplesmente ura
empregado. Elle o patrio.
Sim, disse o bario, nlo duvdo que
na opinilo delle, sem mesmo reorrer sua
amizade, o meu crdito v alen desseadu
zontos mil francos.
E interrompeu-se, tocando tambor com
as ponas dos dedos na beirada da sua pol-
trona; levantou-se, fai sua secretaria, to-
mn urna folha de papal cora o carimbo da
thesouraria geral era que escreveu quatio
linhas e assignou :
Vale a quantia da duzentas mil fran-
cos, pagaveis do da 20 ao dia 30. ... de
188....
1 D'Isaac.
Sem voltar-se, deu esse cheque 8ngular
a Clanos.
O liespmhol, desconfiado, olhou muito
tempo para o papel.
O senhor apressou-se, Sr. barao ; nlo
lhe pago semelhante cusa.
O senhor aceitar por consideraglo a
mim, disse o outro, rindo.
E' que... tornou o representante da
casa Rouval.
E' que...?
E' que isto talvez nlo seja muito re-
gular.
O bario cerrou os eobr'olhos.
Na verdade, senhor, um fiscal nlo se-
ria mais zelaso I O senhor nlo ignara que
s a firma do ministra vale mais do qua a
minha.
Clanos tinba dobrado o papel e metteu
na sua carteira.
Pego-lhe perdi, Sr. bario. Deve
desculpar o rotinairo velho como eu. Nlo
mo habitu fcilmente s innovagoes.
Lavantou-se, fez um cumplimento muito
cortez ao bario e sabio com a meama arro
gancia com qua tinha entrado, dizendo de
ai para si :
O bario nlo tem mais recursos. Nlo
assignou um vale, nlo aceitou urna letra,
como poderia fazer um simples negociante.
O seu documento nlo pode sor protestado,
mus cousa muito grava. Sa Rouval qui-
zer agora apartar os cordSas da bolaa, tem
o noaso homem da ps e mos atados.
E tinlia razio.
O Sr. dTsaic tuha comnettido um des-
8es actos, que sam serera quiJificados de
deshonestos bastara para perder a reputa
glo de ura tunecionario publico. Imputa-
ra thesouraria da departamento o paga-
menta de urna divida particular. E' ver-
dade qua ainda tinha tres mezes para li-
quiUr a sua posiclo.
Lago qua Clanos sahiu, o bario aaa-
brunhado deixou se cthir na sua cadeira.
Um gemido sabio-Ihe do peito.
(Continua)
>.
Estou perdido, murmurou elle. Fai-
tam quatro dias para o fim do trimestre e
su devo fazer o inventario com o meu se-
cretario geral. Tenho de entrar com odi-
nbeiro. Os impostos j deram tudo e eu
? ao posso contar com entradas antecipa-
das. Ora, Rouval, nlo me ha de adiantar
mais dinheiro antes do vencmento do pra-
zo que marquei e no meu cofre ha um des-
falque de setenta e cinco mil francos. On-
de ir buscal-os *?
E ficou immovel, de olbos fixos, repe-
tindo machinalmeate :
Setenta e cinco mil francos I Onda ir
buscal-os ?
Cevantou-se bruscamente e comegou 1
passeiar pelo gabinete.
Vejamos. Retirai essa quantia da
caixa em tres parcelLs. Os meus venci-
mectaa representara apenas a quarta parte
dessa soraraa. Com o rendimento de Re-
nata e da Alice, pos30 chegar a cincoenta
mil francos. Faltara vinte e ciuco rail fran-
cos. Preciso desses vinta e cinco mil fran-
cos a todo o cuato 1.
O seu olbar desvairado passou do chao
para o tecto, interrogan io as paredes cora
essa expressao de desespero qua a loucura
segu de perto.
Ah que vida abominavel rosnou
ello. Eis a qua me reduziram as cartas.
E com a'raiva do jogador que teima,
accrescentou :
Ainda se eu podesse arriscar alguna
luizes, ap.inhar a felicidade !
Depois veio Iha o ramorso.
Tres mezas slo decorridos, tres me-
zes I Nessea tres mezes, appareci no meu
posto dez vezas. Devem desconfiar. Es-
tou certa qua descoofiam- Hontem, o mi-
nistro que encantrei foi irnico : Sampre
pariziense, meu caro bario ? E eu bai-
buciei alguma coas ; nlo sei o que foi.
Perd a cabga.
Torceu a mo e passou-as febrilmente
pela testa.
O esses vinte e cinco mil francos 1
esses vinta e cinco mil francos !
Tornou a cahir na cadeira e comegou a
salugar.
Meu pai! murmurou atrs drlle ma
voz raeiga e grave.
Lavantou-s* e vio a filha.
-Renat*.' exclamou elle, admirado,
em voz suffacada.
(Continuar-se-h.-y )J


r
f
Typ. du Diario ra Du^u* e Gaxiis _42.