Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16803


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Full Text
AHiG 'IX/ NDMfiBfl 107
PARA A CAPITAL E LUGARES OWDE SAO E PAA PORTE
Por tres mexes adiantados'......,......... S55
Por seie ditos dem................ t/J^Z
Por um anno dem................. 100
Cada numero avulso, do mesmo dia............ *1W
DIARIO DE
_--_

QQABTA--PEIHA 11 DE MAIO DE 11
PARA DESTRO E PORA DA PROVESCIA
Por seis mezes adiantados. ,_.....J........ 13^500
Por nove ditos idem................. 20#000
Por um anno idem................. 270COO
Cada numero avulso, de das anteriores........... 100
RNAMBUCO

Pr0prieirai>e te JHatwel Jtfitrira te iaria 4 JUIps
TELEGRAMMAS
O ministro dos negocios eatrangel-
rot fol nomeado ministro da marl-
nba e colonias interinamente.
SSS7IS2 FASTISLAS 20 SIABIO Londres, 10 de iwo.


i
!


t


f

RIO DE JANEIRO, 10 de Maio, s 8
horas e 50 minutos da noite. (Recebido
s 9 horas e 40 minutos, pela linha terres-
tre).
Foram nomeado uoje t.
Ministro da guerra o conselnelre
Joaquim Delpbino Bibelro da l.w i
Ministro da justira o conselbelro
Samuel Wallaee Mac-Dowel i
Ministro da agricultura, commer-
cle e obras publicas o Dr. Bodrlgo
Augusto da Silvas
Ministro da marlnba o Dr. Carlos
Frederico Castrioto.
Fol. exonerado do cargo de minis-
tro da agricultura commerclo e
obras publicas o conselbelro Anto-
nio da Silva Prado.
3S37X5Q 11 3-230:. SAVAS
(Especial para o Diario)
PARS, 10 de Maio.
As novas elelcftes municlpaes de
Pars nao modiflcaram senslvel-
mente a composlc&o do novo conse-
Ibo.
LISBOA, 10 de Maio.
' > a Cmara dos Deputados fol en-
dereraila urna interpellaco ao go-
verno sobre sua poltica Interna.
A dlscnsso da interpellaco ter-
minou pela rejeleo de urna moco
de conflanca ao ministerio.
As negoclacoes diplomticas enta-
boladas entre a Inglaterra a Tur-
qua relativamente 6 evacuaco do
Egypto pelas tropas inglesas, vo
se demorando por tal forma que ae
pensa que nao cbegaro a um accor
do.
RIO DE JANEIRO, 10 de Maio, s 5
horas e 20 minutos da tarde.
Acabam dedar-se modiflcacoes mi
nlsteriaes, tirando o ministerio re-
constituido pelo segulnte modo t
Fol nomeado ministro da marlnba
o Sr. Dr. Carlos Frederlco Castrioto.
deputado pela provincia do Mo de
Janeiro.
Foram substituidos:
O ministro da agricultura, com-
merclo e obras publicas Sr. conse-
lbelro Antonio da Silva Prado pelo
r. Dr. Bodrlgo Augusto da Silva de-
putado pela provincia de S. Paulo :
O ministro da justlca. Sr. conse-
lbelro Joaquim Delpbino Bibelro da
Luz pelo Sr. conselbelro Samuel
\* aliare Mar-Doxvei. deputado pela
provincia do Para.
Para a pasta da guerra fol nomea-
do o Sr. conselbelro Jimquim Del-
pbino Bibelro da Luz.
Agencia Hars, filial exn Pernambuco,
10 de Maio de 1887.
NOTA DA AGENCIA
No telegramma datado de Lisboa hon-
tem tarde, deve ler-se: O Exm. Sr.
conselheiro Macedo, ministro da marinha,
foi esbofeteado por um deputado, pedio de-
missao de suas funecoes.
JARTE 0FF1C1AI*

>

Governo da Provincia
FALL% que Assembla Legislativa Provincial de Pernambuco
no dia de sua instaUaeo a de .narco de 1889, dirigi
o Exm. Sr. presidente da provincia, Dr. Pedro Vicente de
Azevedo.
(Continuado)
PROLONGAMENTO DA ESTRADA DE FERRO DORECIFE AO S. FRANCISCO
A construecao do prolongamento da estrada de ferro do Recife ao S. Fran-
cisco fo. determinada pela lei n. 1,953, de 17 de Julho de 1871, celebrando o Governo
Imperial, a 19 de Junho de 1876, um contracto com Francisco Justimano de Castro
Rabello para a construecao da l.1 seccSo, de Palmares a Aguas-Bellas, na extensao de
256 kilmetros. m .nn ., i *
Acha-se aberta ao trafego urna extensao de 103 kilmetros com as estacSes
de Una, Boa Sorte (parada), Catende, Jaqueira, Colonia (parada), Manya!, Barra de
Jaogandas, S. Benedicto, Quipap Agua-Branca e Canhotinho, e em construecao
adiantada os 42 kilmetros at Garanhs.
Lo<*o depois de transpor o no Una, a 2 kilmetros de Palmares, a linha
desenvolve se pelo vaUe do rio Pirangy, sempre subindo, com curvas, cuj o raio mni-
mo de 150,ra23 e rampas com a declividade n2o excedente de 0,m18 por metro, ate
o kilmetro 7-?, onde passa para o valle do rio Canhoto.
A bifolia c de um metro, sendo os trilhos empregadoa do typo Vignole, de
ferro e do peso de 25 kil. por metro corrente, assentes sobre dormentes de madeira
Exist^ra no treoho em trafego, 2 pontea de arco e 18 pontOas com supers-
tructuras metallicn. sendo a mais importante a que transpoe o rio Una.
Alm d< atas pontes, ha no kilmetro 49, o tunnel do Mayaral que tem 100
metros de extensao, sendo urna parte revestida de alvenaria de apparelho e de PilSes
com 200 metros.
Serve esta linha aos municipios de Palmares e traranhus, sendo os princ-
paes productos da zona o assucar, o algodSo e o fumo.
ESTRADA DE FERRO DO RECIFE A CARUAR
O decreto n. 7,055, de 26 de Outubro de 1878, autorisando a alteracSo do
contracto de 19 de Junho de 1876, e a lei n. 2,940, de 31 de Outubro de 1879, de-
terminando a construecao, por conta do Estado, desta estrada de ferro, fot celebrado
um accordo com o empreiteiro do prolongamento de Garanfmns a Aguas-Bellas, por
extensao igual na estrada do ferro de Caruar.
A extensao total da linha de 111 kilmetros, dos quaes estSo em trafego
7(5 kilmetros, e em construecao 35 kilmetros.
A estrada comeca junto casa de DetencSo do Recife, sobre a margem di-
reita do braco norte do rio Capibaribs, na cota 2,m400 cima do nivel do mar ; no
kilmetro 1,300 a linha atravessa no lugar Fernandinho um largo canal formado pelo
Capibaribe; no kilmetro 2,600 transP5e o braco Mu do mesmo rio, em Afogados;
passa 300,ra0 alm, por sobre a estrada dos Remedio, e depois de um aterro de 4 ki-
lmetros de extensSo transpBe, no kilmetro 6,0-o rio Giquia, entrando pouco adian-
te no valle do rio Tigipi, o qual atravessado no kilmetro 8.
Pouco depois de transpor o riacho Jan?adinha, a linha passa no kilmetro
12, para o valle do rio Jaboato que deixa no kilmetro 34, depo.s ae cortar os af-
fluentes d'aquelle: Mucabyba, Manass, Duas Unas, BulhSas, Cachito e Catende.
No kilmetro 34, a linha passa para o valle de rio Tapacur, o qual e trans-
posto 700 metros a quem da estacao da Victoria, tendo cortado 3 kilmetros antes o
seu afluente Bento Velho, e toca na cidade da Victoria, ondo attinge a altura de
146,m0.
D'ahi a linha marga o rio Tapacur, o qual transposto no kilmetro 54, e
vae subindo pelo mesmo valle at o povoado de S. Joo dos Pombos.
Depois de percorrer 13 kilmetros, a linha abandona o valle do Tapacur
(que toma o nome de Itapissiri-ja) afim de evitar fortes declividades ; atravessa as gar-
gantas da Fareda Funda e do Cascavel, e do kilmetro 77 em diante vai cortando os
contra-fortes da serra das Ruasas at transpor a garganta da Cabera de Boi, no kilo-
metro, 84, onde se dividem as aguas do Capibaribe e Ipojuca.
Da garganta da Cabeca de Boi a linha desee para a cidade da Gravat e
transpSe o rio Ipojuca, cujas margena soba at a cidade de Bezerros no kilmetro 111.
A linha corta seis vezes- a estrada de rodagem, sendo cinco do nivol e urna
interiormente.
Na'estrada de Caruar como prolongintento, o raio mnimo das curvas de
150,m23 e a mxima declividade 0,"018 por metro.
O principal producto da zona servida pela linha o assucar.
A 9 de Janeiro de 1886 inaugurou se a estac&o da Victoria, a 8 de Maio a
de Pombos e a 2 de Dezembro a de Cascavel, termino da linha em trafego.
Nessea 25 kilmetros de linha^abertos ao trafego durante o anno, veneeu-se
urna differenca de nivel de 220 metros, ficando a estacao terminal a 336 metros cima
do nivel do mar.
Encontram-se cortes de grande altura, principalmente do kilmetro 70 em
diante, onde quasi todos foram abertos em rocha.
Existem obras d'arte importantes, taes como as pontes sobre os rios
Tapacur, Boieiro, Itapissirica e Mocos, com Buprestructura metalli-ja e encontros de
alvenaria.
Atravessa tambem a linha 3 tunneis abertos em rocha, tendo o maior 91,m80
de comprimento.
At Cascavel ha as seguintes eatac3es alm da do Recife :
Tigipi no kilmetro .. 8,k794
Jaboatao .... 16,k426
Morenos .... 27,k353
Tapera 38,k265
Victoria .... 50,k955
S. Joao dos Pombos no kilmetro 64,k075
Cascavel no kilmetro. 76,k400
Sao estas as informales fornecidas pelo engenheiro ebefe desta estrada,
Aristides Galvao de Queiroz, que tambem do prolongamento da de S. Francisco, as
quaes pude em parte por mim mesmo verificar na visita que fz aos trabalhos por
accasiao da inaugurado a que assisti, da estacao de Cascavel, na serra das Russas.
ESTRADA DE FERRO DE PAPACAgA
Dentro do prazo legal, terminado em 30 de Janeiro ultimo, foi apresentada
urna nica proposta feita por Severino Saraiva de Andrade, tenente-coronel Francisco
Pereira da Carvalho e Luiz Lach, para a construecao de urna estrada de ferro de
bitola estreita, que, partindo de urna das estacSes (Canhotinho ou Pojo do Coelho) do
prolongamento da estrada de ferro do Recife ao S. Francisco, v terminar na villa de
Papacara, passando pelos povoados de Palmaira de Garanhuns, villa de Correntes e
Laga do Emygdio ou suas immediacoss, conforme a lei n. 1871 de 31 de Maio de
1886.
Pende de decisao a proposta, visto ter sido remettida ao engenheiro chefe do
prolongamento para emittir parecer.
ESTRADA DE FERRO DO RECIFE A CAXANGA'
O servijo desta via frrea tem sido feito sob a fiscalisajao de engenhero
Paulo Jos de Oliveira.
Foi concluida dentro do prazo concedido pelo acto do mcu antecessor de 20
de Setembro, a estacao do termino do ramal da Varzea.
Possue a companhia 13 locomotivas, das quaes 6 se acham em servico cons-
tante, 1 em reserva, 4 em reparos e 2 vSo ser retiradas do servijo.
Ha 23 carros para passageiros de 1.a classe, 20 de 2. e 21 para carga
e lastro.
No anno de 1886 a receita foi de. 268:524^980
E a despeza .... 195:107^210
Em 1885:
Receita
Despeza
Saldo
Saldo
73:417,51770
256:645,5790
179:2330924
77:411^866
ESTRADA DE FERRO DO RECIFE A OLINDA E BEBERIBE
Do rolatorio apresentado pelo engenheiro fiscal Felippe de Figueiroa Faria,
v se que prospero o estado financeiro desta eompanhia, tendo sido regularmente
feito o servico de conservacao e trafego.
Fez-se dous dividendos no decurso do anno, a razio de 8 %, estando as
aceftes cima do par.
Em Novembro de 1885, o governo cogitou no accordo autorisado pela lei
n. 1850, de 21 Julho, relativo redcelo conveniente dos pregos de transporte, dando
em compenssgao empreza espacamento do privilegio e das concessSes do art. 2.
da lei n. 1,182 de 12 de Julho de 1875.
Nao tendo uido possivel, entilo, remetti ltimamente, a 3 de Fevereiro,
todos os papis, relativos ao assumpto, ao engenheiro fiscal, para que, conferenciando
com o gerente, visse se era realisavel hojo a autorisago contida n'aquella lei, offere-
cendo-me n'esse caso, as baseo da innovagSo do contracto, devendo compilar todas as
disposic3es exparsas que fazem reguladoras das relagBsa entre a companhia e o
governo.
(Contina).
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 9 DK
MAIO DE 1887
Abaixo as&ignados da directora provisoria da
as80ciacio dos bombeiros voluntarios do Recife.
A sociedade orgaoisada pelas supplicantes nao
precisa de aatorisaco do governo para funceio-
nar sem carcter efflcial, apresentando se poli-
ca e della reeebcndo ordena, todas as ve zea que
qaizer prestar aervicoa e ee offereca opportunida-
de. Neste sentido, portante, devem modificar
seas estatatos de accordo com os pareceres dos
Drs. chefe de polica e procurador fiscal provin-
cial.
Abaixo assignados proprietarios e moradores no
povoado Campo Grande, 2 districto da freguezia
daGraci. Segundo a nformacSc na camba a
que alludem os supplicantes e prximo do povoado
Campo Graade, ha grandes coras, d'onde po-
dem tazer extrahir a areia de que carecem. En-
tretanto em das determinados a repartigJo com
ptente expedir algumaa eanas da vasa at o
lugar possivel.
Gandido Thiago da Costa Mello. Informe o
Sr. inspector da Thesooraria Ue Fazenda.
Canato Eadrigues da Coata.Nao ha que defe-
rir em vista da intarmaco.
Francisco Jos Tavares.Esta presidencia n5o
dipoe de passagens gratuitas na estrada de fer-
ro do Recifd ao Limoeiro.
Francisco Avila de Mendonca. Informe o Sr.
engenheiro chefe da ReparticSo das Obras Publi-
cas.
Teneate-eoronel Francisco Goncalves Torres.
Informe o Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Bacharel Francisco Correia Lima Sobrinho.
Informe o Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Ismael Clementino Bezerra. Informe o Sr.
commandan'e superior da guarda nacional das
comarcas de Olinda e Iguarass.
Joaquim Pinto de Almeida Jnior.Sim.
Bacharel Laurino de Moraes Pinheiro. Iutor-
me o Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Manoel Goncalves Garipo. Informe o Sr.
inspector da Thesouraria de Fazenda.
Maria Candida Goncalves.Informe o Sr. ina- j
pector da Thesouraria de Fazenda.
Sebastie Cyrillo Gomes Penna. Aguarde o
novo exercicio financeiro.
Secretaria da Presidencia de Pernam
buco, 10 de Maio de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
N. 434.Ia scelo.-Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, em 9 de Maio de
1887.
Illm. e Exm. Sr.-Em additamento ao
meu officio datado de 30 de Abril ultimo
sob n. 416, transmiti a V. Ere a n-
formacSo junta par copia ministrada
pelo delegado de S. Lourenco da Matta,
sobre o insulto e ameaca que diz ter saf-
frido o redactor do peridico Rebate For-
tunato Pinheiro.
Deas guarde a V. Exo.Illm. o Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, presi-
dente da provincia.O chele de polica,
Antonio Domingos Pinto.
Delagacia de polica de S. Lourenjo da
Matta, 2 de Maio de 1887.
Illm. e Exm. Sr.Informando o officio
de V. S. sob n. 2098 de 30 de Abril ul-
timo, cumpre-me dizer, que a accusa$So
feita na Assembla Provincial, pelo depu-
tado Dr. Jacobina, de ter eu insultado e
ameacado o redaetor de urna gazeta com
o titulo Rebate, completamente destitui-
da do cunho da verdade,, s poderia ser
teito ou por essa deputado mal informado,
ou por falta de materia para opposicao.
O faoto passou-se do segumte modo : de
passagem para Limoeiro no dia 27 do mez
prximo passado, saltou neste povoado o
Sr. Fortunato Pinheiro, e espalhou diver-
sas gszetas, as quans vioham os maiores
insultos e desaforos dirigidos as primeiras
autoridades da provincia, bem assira a di
versas pessoas da n03sa sociedade; nessa
eccasiao acbando-se elle junto a mim, ex-
probrei o por esse procedimeuto reprovado,
porm, em termos convenientes, 3em que
lhe dirigisse urna s palavra insultuosa ou
offensiva, o muito menos qualquer ameaca,
para o que invoco os teatemunhos do te-
nente-corenel Pedro Osorio de Cerqueira,
o capitao Justino Pereira de Brito, o cida-
dao Antonio dos Santos Bessoni, que se
achavam presentes ua occasiao.Deus
guarde a V. S.Iilm. Sr. Dr. Antonio
Domingos Pinto, muito digno chefe ie
polica. Theodomiro Thoinaz Cavalcante
Pessoa, Tenente.
Secretaria da Polica de Pernambuco, 9
de Marjo de 1887.
Confosme.Pelo secretario, Francisco
G. da Suva Barroso.
Repartido da polica
2- seccSo. Secretaria da polica de
Pernambuco, 10 de Maio de 1887. -N. 438
Illlm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
qae foram hontem recolhidos na Casa de
DetencSo es seguintes individuos :
A'ordom do Dr. delegado do 1.' dis-
tricto da capital Bento Jos de Lima, por
disturbios.
A' ordem do subdelegado da freguezia
do Recife, Alexandre Aristides Epaminon-
das, como alienado a minha disposisao
at ter destino conveniente, Maria Soares
das Neves, por disturbios e offensas a mo-
ral publica.
A' ordom do de S. Antonio Caetano
Luiz da Silva, preso era flagrante por cri-
me de furto.
A' ordem do do !. districto de S. Jos,
Manoel Joaquim Flor e Joao Fornandes
Neves, por embriaguez e disturbios.
A' ordem do 1.' districto da Graca,
Francelina Mara da Costa, por embria-
gues e disturbios.
A' ordem do da Torre, Pedro Jos da
Rocha Oliveira, e Candido de Oliveira, por
crime de furto-
Participou-me o subdelegado do 1.' dis-
tricto da Graya que fez hontem recolher
ro Hospital Pedro II o individuo de nome
Jos Eleuterio de Oliveira, pardo de 22
annos de idade, afim de ser tratado do fe-
rimento que rec6bera em urna perna, por
um tiro de plvora secca, desfechado pelo
menor Luiz Jos de Franca.
O respectivo subdelega lo enterrogou ao
oflendido e este declarou que o facto foi
toda casual.
Em trras do engenho Sausinho do 2.-
districto da freguezia de Una do termo
do Rio formoso, foi Jos Antonio do Car-
rao, ferido traicoeiramente com urna facada
por Apolinario Pereira da Silva.
O delinquente evadiu-se logo depois do
crime, e o subdelegado respectivo tomou
conhecimento do facto mandou proceder a
vistoria declarando os peritos ser grave o
ferimento.
Sobre o facto abrio-se inquerito que j
foi remettido ao Dr. promotor publico da
comarca.
No sitio Pavao do termo do Triumpho, o
menor Manoel Ribsiro da Silva, assassinou
com tres facadas a Manoel de Souza Fer-
raz e ferio levemente a Jos de Souza
Ferraz.
O criminoso foi preso e sendo aberto o
competente inquerito sobre o facto j teva
elle o conveniente destino.
Commonicou-me o delegado de Palma-
res que pelas 3 horas da tarde do dia 2
do corrente e no districto da Colonia Isa-
bel, o trem expresso que regressava par
aquella cidade fracturou a perna esqurda
de Jos Fructuoso da Silva, na occasiao
em que este procurava aiugentar dos tri-
lhos urnas cabras.
O subdelegado respectivo tomou conhe-
cimento do facto e abri o competente
inquerito que j teve o conveniente des-
tino.
Deu-me sciencia o delegado do termo de
Ouricury, em officio de 16 do mez passa lo
que apresentou-3e para ser recolhido a
cadeia publica, Raymundo Pimentel Rodo-
valho. como pronunciado naquello termo,
no artigo 205, do cdigo criminal.
Commonicou-me o Dr. delegado do 1."
districto da capital, tsr nesta data feito re-
messa ao Dr. juiz de direito do 1.* distric-
to criminal o inquerito policial que procedeu
sobre o conflicto havido em Fernando de
Noronha, no dia 3 d e Dezembro prximo
findo, dos quaes resultou morte de dous
sentenciados e ferimentos em outros tam-
bem sentenciados, e a morte de dous sol
dados do destacamento do mesmo presidio,
ficando provado que o autor da mortes
dos referidos soldados fra e sentenciado
Antonio Pedro dos Santos, conhecido por
Manoel Doia.
Participou-me o cidadao Sebasiiao Jos
de Magalbae8 Lopita, em offieo de 19 do
mez de Abril prximo findo, ter naquella
data reassumido o exercicio do cargo de
delegado do termo da Villa Bella.
Deus guarde a V. Exi.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pairo Vicente de Azevedo, muito
digno prosidenta da provincia. O chefo de
polica, Antonio Domingos Pinto.
Cmara Municipal
ACTA DA SESSAO EXTRAORDINARIA I>A C-
MARA MUNICIPAL DA CIDADE DO RECIFE,
EM 27 DE ABRIL DE 1887.
Presidencia do Sr. Dr. Barros de Lacerda
As 27 das do mez de Abril de 1887, ao mrio
dia no paco da Cimara Municipal desta cidade,
pre8etes os Srs. Vereadores Dr. Barros de l\-
cerda tenente-toronel Ferreira Costa, capillo Al-
ves da Fonseca, Tito Livio, tenente-coronel Lou-
renco de S, capitio Deodato Torres, capito Cli-
maco da Silva, Castello Brano dw Rocha, major
Aotunes, Agostmho Bezerra, Neves Cardoso, c i-
pit5o Lonreiro, Dr. S Peteira e Joao Amorim,
faltando cem cau^a os mais senhores.
O Sr. Dr. Barros de Lacerda atsumindo a ca-
deira da presideucia aa qualidide de msis votado
declarou aberta a sess5o.
Lida a acta da anterior e posta em discuasao
o Sr. vereador Joo Amorim pedio a palavra e
disse que a acto que sa acaba va de 1er era integ-
ramente extranha ao que se passou na ultima
sesso' ; que nao referia os factos principaes, oc-
cultando pelo contrario toda a verdade pelo que
vinha offerecer a Cmara um substitutivo para
ser logo transcripto no livro competente ; pois
era a fiel narracao do que se passara, devendo
ser, a que se acabou de ler, cancellada, o qae
tambem requera ; e concluio leudo o substitutivo
que estava assignado pelo mesmo Sr. vereador,
Dr. S Pereira Nev Cardoso, Samico e A.osti-
nho Bezerra, e mandou para a mes.
O Sr. presidente disse que ia por em discussao
a substituicao da acta, que acabava de ser apre-
sentada pelo Sr. vereador Joao Amorim, e quo
approvada esta seria a entra cancellada na forma
requerida pelo mesmo Sr. vereador.
O Sr. vereador capito Alves da Fonsec, coa-
missario de poli?ia, pedio a palavri e disse que ti-
nha que discutir a acta que acabava de apresen-
tar o Sr Jco Amorim, mas que nao padia fazer
em vista da (orea publica que se aehava as ga
lerias, como para intimidar os Srs. vereadores-;
que s julgava por isso cjacto, e requera ao Sr.
presidente, que mandasse retirar a forca, sem o
que elle nao podip discutir, e concluio enviando
mesa o seguinte requerimento :
Reqaeiro que, para tomar parte na discussao
da acta de hoje seja retirada a forca publica quo
se acha presente na aala das aessoes, afim de que
a liberdade dos senhores nao sej* coacta, e pela
dignidade e decoro da propria Cmara.
Em27 de Abril de 1887. Alves da Fonseea. .
Em seguida o Sr. capitn Cmaco da Silva, pe
dio a palavra, e comecou dizendo que, o que mais
le admirava era a memoria e reminicencia do
Sr. vereador Joo de Amorim em fazr urna acta
com tanta minuciosidade ; que a acta que foi es-
cripta pelo seretario interino era a Jael, pois mu-
guen podia dizer que se tivesse resolvido couaa
alguma no meio do tumulto em que terminou a
setao paseada ; que elle sustentou e sustenta a
competencia do commissario de polica pora im-
pot a pena de suspenso ao proprio secretario da
Cmara' entretanto nada do que dissera fra ou-
vido pelo Sr. vereador Joo Amorim ; que no pen-
sar do Sr. presidente o commissario e um sim-
ples vereador, que, por si nada ple rasolver, o
que nao conforme a lei ; reterindo-se a perma-
nencia de forca as galeras, disse que nunca te-
meu a polica, apenas respeita ; pelo que nao se
julgava coacto e declarava que votara contra a
acta adrede preparada pelo Sr. Amorim, por ser
contrario a lei, pois as actas s podiam ser feitas
pelo secretario da Cmara nico com Otate, e fez
muitas outras consideracoes, e concluio pediudo
ao Sr. presidente para por em votaco o requeri-
mento do Sr. Alves da Fonseca.
O Sr. Joo Amorim disse em apartes que se o
Sr. vereador Climaco, notasse alguma inesactido
na acta, que elle apresentou dissesse para ser
emendada ; e desde que nao indican a era porque
nao havia ; a verdade era urna s.
O Sr. presidente declarou que nao submettia a
dseusso o requerimento do Sr. Alves da Foeseca
pedindo a retirada da forc i publica, a elle compe-
ta regular a ordem dos trabalhos e manter a or-
dem ; que foi elle que requisitou a forca em vista
do procedimento da galera na ultima sesso ; e
que ella nao coarctava a liberdade de nenhum Sr.
vereador pelo sontrario era a garanta da ordem
pela qual como j dissera, era elle responsavel
neste recinto ; que na ultima sesso encontrou-se
at bainha de faca dentro do recinto, e que foi in-
vadido por pessoas estranhaa, inclusive o fiscal do
Poco.
Nesta occasiao o Sr. vereador Alves da Fonseca,
disse ser isto verdade, tanto que davla a sua vida
a aquelle fiscal que veio em seu auxilio, livrandoo
de ser assassinado.
O Sr. presidente continuando disse que na oc-
casiao do tumulto o Sr. capito Alves da Fon .eca
correr para a meza onde elle se aehava e lhe pe-
dir garanta.
O Sr. vereador major Antunes disse em um
aparte, que a bancada que lhe era opposta nenhum
perigo soffreu, pois os aggressores eram todos bem
cenhecidos.
O Sr. capito Alves da Fonseca pedio a palavra
e disse que em tempj declarava que mandara o
seu proteste escripto con'.ra a acta feita pelo Sr.
vereador Joo Amorim, e insistindo para que o
Sr. presidente pozesse a votos o seu requerimento
sobre a retirada da forc* publica e nao sendo at-
tendido, declarou que se retirava, e maudou
meza o seguinte protesto :
Os abaixo assignados vera protestar solemni-
mente contra o acto arbitrario e precipitado do
presidente desta cmara, requisitando forca pu-
blica para atemorisar o povo que se acha calmo e
9ocegado as galeras. Recife, 27 de Abril de
1887.Joaquim Alves da Fonseca, Deodato Tor-
res, Manoel Concalves Ferreira Costa, Tito Livio
Soares, Lourenco de Si e Albuquerque, Jos Ru-
fino Climaco da Silva, Luiz Bernardo Castello
Branco da Rocha, os quaes tambem se retiraran:.
Em seguida transcrevo o proteato a que se re-
ferio o Sr. commissario de polica, e o seguinte:
Protesto.Os vereadores abaixo assignado, nao
podendo consentir quo sem ter havido perturbaco
da ordem puolica, e era requisico da Cmara,
esteja oceupado de tropa o paco municipal, e o re-
cinto das sessoes, porque este facto constitue nao
s urna provocaco, como tambem a maior oflensa
que se pode fazer a dignidade e autonoma desta
illustre corpora9o, que por certo, pela primeira
vez to violentamente aggredida ; e porque o seu
pro-presidente acaba de declarar estar no firm?
proposito de manter no referido lugar a tropa, nj
obstante o requerimento do vereador Alves da
Fonseca, pedindo a sua retirada, por confiar van
tajosamente na elevada autoridade das funcfoes
que aqu exerce, o que sobejamente serve de ga-
ranta ao respeto, e coasideracao a que tem jus
todos os vereadores, protestam solemnemente con-
tra este acto de prepotencia com e qual os ve-
readores se acham inteiramente constrangldos e
coactos em sua liberdade.
Protestam tambem contra o cancellamento, re-
querida pelo vereador Juo Amorim, da acta de
19 deste mez, perfeitameute escripta no respectivo
livro pele sjcretario, e que a expresso verda-
deira das occurencias que se deram prjvocadas
pelo pro-presidente desta Cmara, que capricho-
samente pretendeu negar a piiavra a diversos
vereadores liberaes, contra o que dispoe os arts.
33 e 34 da lei de 1 de Outubro de 1828.
Protestam finalmente contra o facto nunca vis-
to de ter um vereador forgicado eui sua casa urna
acta exprimindo o contrario do que se passou na
referida sesso, exercendo assim o papel de se-
cretario que nao lhe cabe, e mais nuda que se
tinba mandado riscar linha por linha o livro das
actas na parte em que estava Iavrada a referida
acta, cjmo se isio tosse caneellar urna acta, sub-
stitmndo-a pela que o vereador Joo Amorim
trouxe em sua algibera.
Por todo isso e para quo factoa to reprovados
nao 8ancciona)o?, retirando se da sesso, protes-
tando em todo o tempo nulhficar tudas as delibe-
rares tomadas em urna sesso na qual a Cma-
ra fuuccionou sob a presso di forja publica, e
illegalmente pjr nao poderem tomar asseuto es
im'nediat03 e aos quaes foi dada posse.
Paco da Cmara Municipal, 27 de Abril dfl
1887.Joaquim Alves da Fonsaca, Liurenco de
S e Albuquerq ie, Manoel Goncalves Ferreira da
Coata, Luiz Bercardo ChUIIo Branco da Rocha.
Tito Livio Soares, Deoiato Goncalves Torres,
Jos Rufino Climaco da Silva.
O Sr. presidenta depois de maular pelo conti-
nuo saber se os Srs, vereadores queriam voltar
sesso e sendo a re3puata de terem ja se retirado
Ja casa, disse -jue a Cmara nao poda deizar da
concluir oa seus trabalhos e nem devia se sujeitar
a capricho da minora pelo que em bsm dos inte-
resses do municipio, elle ia mandar convidar oa
supplentes precisos, que se achavam na ante-sala,
o que feito, e compareeeodo os supplentes Srs.
Demetrio de Gusmo Coelho e Antonio Arthar
Mjreira de Mendonca, prestaram o devido jura-
mento e tcmaram aasento ficando asaim a Cmara
com numero legal para continuar a trabalhar.
O Sr presidente disse que quando se retiraran
os Srs. vereadores tinba posto a votos o substi
tutivo acta que fra feita pelo Sr. secretario
interino, mas se alguna Srs. vereadores quzessera
dizer alguma cousa podiam fazel o pedindo a
palavra, o que nao tendo sido feito par nenhum,
poz a votos o referido substitutivo conjuntamen-
te com o requerimento do mesraa Sr. vereador
Amorim, maniaudo caneellar a que fra lida, e
foi approvado tanto um como eutro por unanimi-
dade.
O Sr. vereador Dr. S Pereira pedio a palavra
e aisse que Km.-ntava que os seus collegas da
bancada oppjata se tivessem retirado sem um mo-
tivo justo, qu-a presenca da forca publica que
tanto os mcommndou longe de traz.r a coaeco,
pelo contrario era urna garanta para todos, e
tallando sobre a perturbacao da ultima sess-,
ap rova a permanencia da forca nagol?ria.
Passando a outra ordzm de consideracoes disse
o mesmo Sr. vereador que os direitos dos esmmii-
saries isto suas attribuices e competencias nao
estavam bem discriminadas fauto que era o pro-
prio Sr. presidente que entendeu nao U-rem aquel
les vereadores competencia para suspander oa <>'.-
pregadoa, senta divergir de to aut.irisada opiuiao
porm para se assenar em alguma causa que fir-
masso regra apresenta o seguinte requiirnBento.
Requeiro que se nomeie urna eomia'ssai de
trea membros para na primeira sesso vindoura,
tratar-se a teguinte queatSo : podem os com-
missarios admoestar por orfi.-io ou suspsnder o
empregados cu>oa servicoe lhe sao conuaaos
HB
m


MBM^HHi
2^
>
por quanto tempo? Km 27 de Abril de 188T.
r.Sa Pereira.
Sondo posto votes o reqaerimeoto tai PP.
rado e o Sr. preaideot iieaneou para a referida
aoBBiesn os Sra. casAto Alve da Fonseca, te-
neate coronel Ferrire Caata e eaptao Cumaco da
O Sr. vereador major Cntunea na quaiidade de
aaaasaissario dos cemi'erios da cidade, apreaentou
eatappa daa mbumaces feitas do cemUerio de
Santo Amaro, e bem asaim a arreeadaeS tea de
caitos de cadveres e fcas-ea de /"'I"'8
sa espella, relativo aos asases <* Janano 4 asiarco
i torrente anuo.Mie*a-a*BachiWBro3 rapec
Jiros documentos.
O Sr. Dr. S Pereira pedia a palavra abase
pe eomquanto nao eativesee Mre o pafete a
jeticao do Sr. administrador do Matadouro, toda-
va nao era isto razo pata a Cmara deixa de
solver sobre o que requeaj aquella f uueeioaa-
aarie; que a retirada do pe tido de demia joaaa muito natural e que aedava at naa wltas re-
pees, os proprios ministros de estado teem retira -
i o pedido de demiaso ; por isso apresentava
S aesriute indicarlo :
Pio a V. Exc. que consulto a Cmara se con-
ente cu uao na retirada do officio em que o ad-
iniatrador do Mitadenre Ignaek Pedro das Ne-
res pedir demiaso.Dr. S Pereira.
Em diacaaeao e a votos a iudicaco foi resolv-
so pela avcoativa, isto que foaae retirado o
dito cfneio, por u oaiiimidade de voto.
Depeia do que o Sr. presidente leu o seguinte
tipedi'nle :
Um oficio do Exm. Sr. presidente da provincia
acensando oatro desta Cmara que pedia garanta
tsat'a ca deaordeires das galeras, dizendo te
sravidenciado, oficiando a respeito ao Dr. chufe
le polica.Inteirada
Oufro da engenh -iro ch. fe da reparticia das
abraa publicas, mandada informar p la mesma
presidencia rektiaameote ao nova encanam?uta
que projecta constrair para esgoto a Compaobia
Dij lasr-.K .'apanda-ae ouvindo o Sr. Dr. com -
sabatino de anud -.
Outro ia mesma presidencia autonsaoda a Ca-
, i roaudar exeoutar, secundo o orc*menta os
rtos de que precias a aicca de carnes ver
cs na mercado da. Baa Vuta Maudou-s^ que
aeaSixaasa ediUr s couvidaado cancurreutes na
aarmada le.
Oatro da mesma procedencia communicando ter
jequisitado ao Dr. cb fe de polica a guarda para
3 mercado de S. Jos.I iteirado
Ostro anda da mesma pr sidencia remetiendo a
Cmara copa da pertaria rela;iva a fiscahsaeo
da iilumiuacao publica desta cidddee da de O.i o
a.iatoirado.
Outro do mesmo Sr. presidente da provincia
aaavtndo a at trocan da Cmara para a portara
Balante do irapressoque remita declarando qu-;
as cartas de naturalisuca esto isentai do paga
esto de qua'quer imposto provincial e munici-
pal.Iteirado.
Outro da Dr. secretario da presidencia remet-
iendo por ordem da mesmi a copia relativamente
aoeonfl eto de aftribuicoes quanta ao contracto
aanul a^o que a Cmara celebrara com Silva \
ZInteirado.
Btro da presidencia da provincia r?commeu-
iaado a Cmara que fori,eca um mappa da num-
7oderezes abatidas uo municipio desta capital de
jrae se cobrou impoetos muuicipaes c .mprehen-
iendo os diz ltimos exercicioa c os mezes necorri-
ios do actual.Dse ai formaca pedida onviu-
aVfe a contadoria.
Outro do Io S'cretirio d i Aseombia Pr 'Vincial,
andado infirma.* pelo presidente da provincia,
Sobre a petic,o de J^j Afinsa de Albuqncrqu .
Infjrme a Secretari i.
Oatro do mesma Sr. Dr. Io secretario da Assem
lea Provincial, mandado inf.rmar pela Preriden
m da Provnola sobre urna peticao de D. Isabel
m da Silva.Ioforme o Dr. advoi-do da Ca-
a*ra.
Outro anda do meBmo pncedencia relativo a
jetiaa- da Sociedade Uni i Commercial lenefi--
fat:; de M-'rcieiris dcsta capital.Informe a Se-
cretaria de contormidnfe con as pisturas.
Usaa pet\io de Antonio Miguel Felicio da Sil-
-7a mandada iotormar a Cmara pela Presidencia
ida Pr vinca,Litorme a secretaria
Outra do guarda aposentado Joo P.tt* Viraes
peiindo pagamento de seus vencitnentos. A'
5J*tadoria p ira informar.
Un ufit'io di cngeab-jlro da Cunara remettaudo
or^fm'iito para pintura do Mercado de S. Jos.
Ao Sr. commissario dos mercados.
Ostro d i mesmo informando sobre a pr-ticlo d!
J.i^uim Mano^l Ferreira de Sousa.Ao Sr. coin-
-assano de edificaces.
Outro anda do mesmo eng?nbeiro informando
jebreaari do dominio publico occupido p>?lo
predio n. 38 da rna do Torres, pi-rtenccnte a H--n-
'-508 B^rnardea de Oliveira,Ao Dr. advocado
Ttara informar.
Oa:ro do psocurad,r d;t Cmara infirmando so-
Ttre a pvticio de Custodio Adriano da Costa, que
-yt pagiment'i d-s um mndalo de custas na im-
-xsrtaacia de 5050.-A' Sr. c:mmissano de p>-
tia.
Outro anda do mesmo procurador informando
SBtra petteao di toesin> Adriano, sobre.o paga-
-sent do outro maudaSoTeve o wesmo des-
tino.
Outro da escrivaj do juizo de paz da freguezia
da Bj-Viata sobre arremataco Je animaos appre-
iendidos.Ao procurador.
Oitro do eogenheirj d* Cmara infirman lo so-
ir e officio do representante da campanhia da
estrada de forro de Limoeiro. Ao Sr. commis-
sario de liujpezt.
Outro do varead r L lis Bernarda C to a K'cb-t eommunisando nao poder aceitar o
cargo de cutnocissario de pleito, por motivo de
itia.
O Sr. presidente uomeon para o substituir o Sr.
rcresdoc eapitd 1 Doodato Torrea
T.ea cfficios-da p.ocurador da Cmara, sendo
VD rtmeltendo o balancete da receita e desp-'z 1
do roes d.: Marr;a qna fe mandou ao Sr. COmmis-
jaro de p.licia, ii us communicando ter tetto
Tepolbimt-nto a o?"- commcreial Pereira Carneira
i -l. na qualidade de p -.-.curadores do Banco di
3ra-il o reudim- nta liquido do Mercado de S. Jos
relat.vos aos m z s do Pevereiro e ^urc ultim >,
sa eoaformidade do arf. 54 da lei 11. 1791.In-
U-ir ..la
Outro do Exm. Sr. presidents da provincia,
spprovando os contractos feitos para a limp-si da
Hade, Icmbrando, porm, :; Cmara a c..nvin-n
ta *i s 1- nefando no coa tracto novas obn^acoes.
A Cmara resolveu oficiar anda ao mesmo Sr.
MCSdnH*. sobre o for eciment 1 de aii para o
cabrimento do lixo nos difl rentee pintos da ci-
ladc
Outra do proeuralor da Camal 1 infonn inda sa-
lte a neticio de Francisco G n; .: ire Bodricoas
SSruiiVa, BK p I >aru alugar a caaa n. 32 da Pra-
a da ladepasdencia, cfereceodo 14 measaea.
ACarr. .ra reaolveu onmii.r por edital concurren-
tes para o alugu 1 de tadaa as que 1 stivessem por-
Tentt'ra desuecupadas; sen la o mesmo par 15 iiai.
Urna peticao de Antonia Jo- Vieira, pr ponda-
se arrendar o sitio Lacate. Mandou-se adixar
adiUl chamando enacurrentes, and. o meem 1 por
15 dias.
Uma replica de Vicente Ferreira de S-mt'Anna.
30bre o mdeferimento da licenca qne pedio pra
roacertar a sot casa de taipa na Capunga. In-
d.:ferido.
Oatra de Ignaci) de Mello Civ&leante, sobre o
iodrienmento da licenca que pedio para levantai
uaa casa de taipa por detraz da igrej do Caxan-
j.Conei-deu-se.
Uuia peticao de Antonio do Sauz a O.ivera, re-
clamando con'ra a r.-m cao para deposito de mtte-
iiea seus. -Indefenda.
Oatra de Amonm Irmaos (Si C, pedindo a ne-
sjtsaaria licen^a para mandar cortar a psrede de
jos casa n. 20 ru 1 uo Jjrouel Suassuna, para
aabstitnir os canos que estiverem estragados.
Deferido.
O Sr. vereador Joo de Amorim dec!arou-se im-
pedido por faz-r parte da firma requerente.
Ontra de Jos Antonio Vieira da Cuaba, arre-
matante di eonstrncc 1 do muro da lado do sul do
Seaiterio de Santi Amaro, pedinda o pagamento
da 2 pnsta^o na importancia de 1:441009.
Pague se em vista das informacoea.
Outra de Jos Rodrigues dos Santos, proprirta-
jio da casa n. 44 E, contigua a um telh iro que
serve de raneda na logar Areias, r -clamando con-
tra a cobraoca d impostos que nao deve, poia
annea teve casa de rancho.Mandoa-se eliminar
da collecta, em vista daa informaco s.
Outra de Ernesto >eo.etrio da Costa Amorim,
reqnerendo para tornar goteiras em suas casas ns.
6 7 e 11 no larga do Carpo-Santo.Deferida.
'o Sr. vereador Joo de Amorim se declarou im-
pedido em face do art 38 da lei do Io de Ontnbro
de 1828.
Outra de Manael Pedro Alvares, guarda muni-
tipsl, p'dmdo 3U dias i licenea com todos os
Motas, por motfvo di molestia.Ceocedju-
ae na irma da loi.
Oatra do Joip Rodrigues B-irao, pedmdo para
ser feta a anelo de seas p-sas e medid ada-
pendente de multa, visto ter caroparecido a esta-
cao competente dentro do prazo legal Iudeferida
em vista das informaco sa.
Outra de Francisca Avila de Mandoncu. re=1"
mando coitr a neg>cio da licenc* pra ser edifi-
cada urna casa de taipa em seu terreno, sob o pre-
taxto da ta* de pusaar ao massao. ami ra.Ioie-
avda
Outmds Joait JoSaxfe Anaarim, aediad cenc
para aa*atitur a colawta do- ama casa a l -rior
daseotaiaio-D-foidav ...
O !fc Joao nela raaab ja afagaia.
Outra da FiWsca Jas Laa* O, reeiamando
eontra ind^arim-ato da sa* priaseira. peticaa,
em qua m.trva sal ser naiiaaiv* pelaa incan-
naaintr- do caao da 0* (fae peas ymo da
sen estabelecimento, pelo qa- ni. pidia ser mul-
tado. -Indeferida. ____
Outro de Manoel Pinto de Catro, rjeUmando
por nSi lhe ter sido relevada a malta qne llw tora
injostafcente imposta.Indefrido.
Qu sendo ama do Or. Luir. E*y'lia Rodrigue
Vianna e outra de Felicrasima de Aaevedo Mello,
outra de Tb.maa Ferreira Matad PinUeirj e ou-
tra do Dr. J >-> Joaquim de Fruitas H^nriques. -
.Vlandou-se passar mandado.
Outra da irmandade de S Pairo dos Clrigos,
pedndo licenc* para collocar grades na frente da
igrija.Fai deferida.
Ootra de Antonio Simaao das Merced P.-oto,
podind a collocacao di um oa don? fmdes de pe-
dra na entrada do oito de aua cas, que fiea na
traveasa do Pal cao.Lodeferida.
Outra da irmandai : de Niasa Senbara di Paz
e do Santissiaio Sacramento da froguasia do Afo
irados, pedndo a reogacao d > acta de 11 de Ju
h> de 18^3, pelo qual a cmara pnhibio os en-
terramentos no cemit;rio da PaaA Sr. Dr. com-
miesirio de saule.
Ontra de Antonia Ferreira de Aibuquerqa*, pro-
pondi se a arrematar o servico da linpsaa da
freguezia da Boa-Vate.Fsejadieadov
S'udoja bar* b^EUnte aliant.da o Sr. pre-
sidente d-clarouque levantava a sessau
Eu, Franeisco de Aasia Pereira R 'fha, se.'rcta-
rio, subacrevi.
De conformidade om a delib raca. da cmara
transcrevo o segninte requer ment ou proteato :
Requciro que seja transcrip a na acta que
acaba de ser lida a seguinte declarac&o, que 11-11
fi na acta de que trete o proresto em eua ca3a :
Na quarta-f ira. 21) do m--z tindo, deixaodo
'e havr seesao p r falta de numer legal, exam-
uaado eu, c->m cutroa oo'legas, a acta da sassao
de 19, e que de.via Sr lida 11 iqaeUu da ao casi
de haver s-ssao, vi e comnigo meus dito-i calle
gis, que era a mesma coinpletanii'n'e omiasa e
infiel, peloqoe cnlenii, aqoi mes') din ra e
naqo'lle dia, formular cota o* ditoa colleg .3 u u
substitutivo A aquella acta, fim de apreseutar,
como fizqaaiida huuvesse aesij, pelo qu; p:
qnell protesto
E-tava, como qualqaer oatro seabor verondar,
ao ineu direito, apreseal in lo aquella aabstittrtiv 1,
vioci 'ucrar muito mais com elle da que com a
probiaicao dis bhetes. (Apoiados).
(aeremos prohibir as loteras das proviaaias?
Lancemos sobre ellas um imposto bem alto (apaisa-
dos), comtanio qoe v.nha esta pequeo renda
cancorrer com as outras para augmentar os co -
fres d provincia.
Ea ni> qu to que o imposto seja prohibitivo,
asaim como tamb -m nao quero que cssa multa
que se phantasiou no projecto seja exagerada, por
que na 1 ter asja*BJfj|t (ipoiadas), o que quero
bbsj esta Aaaewbiia. vafe uui iinp>sto que esteja
sai aniiiirii m asir easjrado___
Or. P.aaide P^agnApdado.
O Sr. Lui a de Aalrata .. -e que a fraude e o
esa Basta->n lo mia aaihwO'm a aaa banieira estar
rapaste s iccr da eofrsa da psavineia aquillo que
alte, peale recejase.
Caaaastas passaras anadi) jaasifi.'aaVa ligeiram-;n-
te a aasah 1 aaraada, aniaiaitada |t AsaasateaSa
o/aal a aninha nateasia-
Nia hiuve da miaba parte o propisito de facr
a menor censura aos nobres signatarios da proje
cto, nem tSo piuco exprimir urna opiniaa extrava-
gante. E' a piaiai que tenho.
O Sr. Prxedes PitangaE' a opiniao correnfe.
O Sr. Luz de AndradaSo os nobres deputa-
doa nS- aeeeitm o imaoe-co- oaie se aeb* m mi-
nha emendav indiquern outro menor ou maior, coas-
tanto qae na venba a prohibifao eslab-lecr ae
ni) um nwaapolia, pelo mono urna grande fraude
e fazer com q-i na cerceemis o livre exereicio
de urna industria que ja existe e qae concorre
para os cofres pub-ios com algosa reada
(Ap-iiados).
Partioto, Sr. presideute, apressntanlo a miuii
em nia e justificando-a deste modo, ni quero
que a Ajsembla sa deixe levar p^na miohas pi
lavras, nao; os nobres diputados deixem-sc le-
var pelo que fo ui lia juato, pir aqaillo que fr
mais patritico, por aquiila, fiaalmente que paie
trazer algum beneficio a te provincia, e n> s>-
m-'nte por quilla que podo redundar en 01 gran-
de mil, qu prohibir tn vez do extinguir o j >go
lotrico. Muito bem Muito bam
0*1 I . anfy.>e d 1 proj cto, que prometa ser breve, per-
mita a A^semb'i qu eu diga algumas palavras
em susientaca-o da urna emenda que mandsi
toes-i, a qual foi honrada om a asaignatura de
grande numera de deputados qa sa sen'.im neata
bancada.
V. Ex:., cou> a c.a=a, no ignoram que a3 lo-
teras co.acedidaa em fav ir do fon lo d' fmanci-
pacaa pnduziram um bam resultido; cllaa t--m
coneirrid para a libertaria d-; gran le numero de
eaeravisadas.
E' asaim tamb 'm, Sr. presidente, qua as loteri s
concedidas para a Colonia I-abel, Musa prohibido
mais de 50.0"fii qaa se a'-ham no Theseare ana
sao deatinodos a-a engi-andecimeuta dequella Co
lonia.
0 r. V.sconde de T.bUinga Que 50:000
ES I e:tes ?
O Sr. Jo' MariaDiga eu qu" 8 loterias nara
a Colonia Izabel teu produsido cerca de 50:0034
que s-ria Bpp1 cadas qu-lla institui(I) que tanta
honra faz pro incia e ha de sr sein duvida o
eust^ntcoJo di noasa ag-ioul'ura.
A caa sabe que t-i annuticiada e posta em
afim de que a todo tempe canstasse oa factos circnlaoaa urna graiie latra d 4.00):0003 ;
aqui praticados; praeedi tambem tbearia de s j sab- que esaa lot-ri 1 que teve a principio grande
poder ser feira a acia p -I i Mercurio desde que j aeceitaca >, eah o dep >a em d-'crdito, d-v'd* --aa
ella pide ser apar.vala eu ni) pela cmara, que ; gnera de nwrte feta por intereue poltico ai
pprovandi a pode subs'ituil-a em tod) ou eur I tkeoar-iro dessaa I iterias. N: sibemas que le-
parte ; e esta fi-m sido sempre a praxe qas nio po- j legrronlas faram expedid-oa para todas a< part s.
de ser contestada. uao s do Brizil mis d> mundo intetro ; n-i sa-
do ..
Sala das sesso s, 4 de Maio do 1887.Joio
Amorim.
Eu, Francisca de Assis Pereira R icha, secreta-
rio, eecrevi.F.aacisco do Bo Barros do L-
cerdH, pro-presidente.Jo-a Jos de Amorim
Dr. S Pereira A itanio Samico de Lyra Sltllo.
Gabriel IIIijiibo das Nev-s Card-iso. Joai
Clodoaldo Muiteiro L;pes Airoatinbo B zena
1 avalcante.Joao Francisc AntanesAntonio
Arthur Moreira de Meadonca.
Theoi:'o Provincial
DESPACHOS DO DIA 10 DIC MUO DE 1887
ffi;io do Dr. pro:uralar dos Foitoe.-
be.n ia que notas diplomiticis faram tnc-idasa
respeito deesa lo'^ria, indagando at o mioisCru
olenipoteuc .ri i da Snissa do goverao brasileiro
se estas loteras estavim garantidas p-do govern >
ou s-' > rain umi esp?calaci) particular, e iss > d-
vida a<)a iirtigas publicados na imprenea da corte
e da Europa contra cssi mesma lotera.
Eat i 11 1 d miioi) doata caaa, asa'm o un i catS ni
dominio di publioj, a guerra de mirto que se (em
movida ao thesauroiio das loteras pira o fon !o
do emaicipic), tanto asai n que anda nao ln
muitos dia este ve elU> reeolhidj a forUlesa daa
Cinco Po.itaa, pro iun:iado p ir crime de estel ma-
to, da qual foi. pjr uaanim'ladi* da votos, despro-
unciado pelo Tribuna1 da R lacio, poriu mta era
A) Contenciosa para satutazT a recjuiai- jessa pronuncia a mai extravagante de qu ntis
evada contaaoria a" boje haviam appireci lo naqaelle tribunal, na
Dr. siadaate ci procurador dos F itoa j ** da uin d 8<--"f a-nrados m-mbr0..
1 En apreciare a : azao qu' det-innin iu a pronun-
en. J^boato. -Oertihjue ac. cia d thesoareiro das loter aa. Eate cidada d-u
Bacbarel Francisco Corraia Linna Sobn- rin fiuica divoraaa predios seus iacluaiva um de n
nho, J. J. Alves do A'b iquerqu: e J0S0 i 15 d. ra da Vlalhada, ni V.rze*.
. j n.,t \i ,.,,, r ir ir- Pa^.'enarm'ote foi dada urna denuncia polo Sr.
xic^u uuvvu Dr Vanee., ae L.ci i 1 do Rga Barros, cr.eio
me o Sr. contadur.
Jaao Piuentel Pereira. Ao consulado
para attender.
quu o nom" este, de que ti ih 1 silo dad-i com)
li ini;a umi casa que nai exista, ou qu; na a par-
tencia no individuo que arrojava-ie ser o proarie-
tario. Dmana'.rau seeata p>r urna vistoria taita,
para a qual faram envidadas os reoreseotant"s
da fasenda, e oa representante da justica publica,
I quu a casa exiatda na :nm na lo:a.i 11 ie. que tinhi
' as mesmas dimenfoes e que era seu propri*tar > o
! m"9m) individuo, com a dilier?nca nica que tend
I ti lo no Consulado esta casa o 11. 15, p istorior Ben-
SESS EM lfi DE ABRIL DE 1887 I te eete n. 15 p830U a ser 8. Demonstrou ae ain la
paESioEtcii do exm. su. dr. jos K.isoEi. de Bva- que ua fi 'no : prestada pila c irauei Franeisco (i ros wasdebleV. Qalv'es Tot.'S, tbcaoureiro das loteras, nio tinha
(Cttnclaao) sido dala a casa n. 8, donde sa caneduio qu-; essa
O Ur. L.1111 do AndradaSr. presidenta, 1 cas era justamente a mesmi qu> tinha antenor-
parew, primeira viata, que. a minha insiat-neia mente o n. 15.
va pedir a palavra para dis.'utir ate projeeto, | Cinaeguintitiente o que hivia era qaeumacas 1
traz um penaamento re r.rval 1. (Nao ap aa-d ia.) qu ao tempe da fi 1:1c tinha tido o n. 15, pasuv t
Assetubii Provincial
Teodo eu ja pedida a palavra, e, ou parque a
meaa na ouvisse, ou porque outr >s cjllegas se
antecipassem, crea que ua. era motiva pira ficar
urejudicada (apoiadot-), para djixar de mauifej-
tar-iu? sobre u'na qnealo de que a Ass'inbii .
oceupa, mxime tend ea aprcaentada um* emen-
da a este pr j ooto. ( Lpoiados.)
Creio, portanto que a raiuha p'sicao n\ tribua
multa justificada.
Eu nii 1 protcoiia, S". presidente, discutir o pro-
jaito n. 7 ; mas veud 1 que es s-'us nobres signa-
tarias qtierem prohibir aqui a em-ud de bi-
Ihetei da lateras di outras previa -i.13, esta
boiec>'nda multas e at pmis pira oa infraetarea,
entend qno os na'ar s deputados uo ineditaram
baatauie, permittaiu mo a franqueza, as c
qaencius da seu acto.
Se o jogo Lotrico um bem ou nra mal, ques-
lio esta em que uao eutrarci, porque essa Jogo
asta iatrod'jzi lo em qoaai 10 loa aa provinciaa e
i-galisado; e por unaiores que aej im o aeni iui-
isig s, anda nao Iva ive um o qne f,:ven=e a ccra-
_ 11 d' exriaguil-o. (\paiadas.)
E' urna industria este bastante explorada, da
qu.t! aa provioci-. co h-m ni 1 p-qieu^ renda
para os seus cfr<6, e por isso os poderea pu
teem nocess'dade de mantel-af e faset aa caati-
anar, emquanti nao vier o golpe fatal1 exriuc-
ca>. (Apilados, muitab.'m)
Ora, sendo assim, nao e .11 111 pu-
den'e mesma que eata Assembla ap arove un ^r 1-
j cto que va cerchar o ix 'rciCio de urna 111 iuatria
garantida pr le.
Se c jo.ro mi'. teubama> a eoragcaa de ex-
tiii^-n.I o (aparados) ; e nao aao, se o diabo
nao to teto cama o piatam, p.-rmitta-se-m
expr -oe.-'-o, para que pr .lb r aqui a venda de bi-
lbetes d loteras do outras provincias ? Q
bea*fiM que para 114 ha d rafWlteg desta medi
da r Eaaa multa e apenas para ingles ver (aplia-
dos), nunca eutrar para os cofres pblicos.
U Sr. Visc;nde de TabitingaMuito bem.
O Sr. Luiz de AndradaOa beneficios para 03
estibelecimeutoa pos, para as instituico a de ca
ri lade, para a instruofo publica e outros na i
ha 1 de augmeutar eaui a prohibica das loteri aa
das outras provincias, coma disse o nobre deputa-
do rielo 10.- distncta ; parque p-ecsa qa ge
saiba qne os bilhetes das loteras da nossa pro-
vincia n) podem competir com os dus outras por
causa da giraotia, que urna extravagancia, e
que nao se v em uenuma lotera das outras pro-
vincias. (Apaiados.)
O argumeuto apres ;ntado pelo Ilustrado depu-
rado pelo 10" distnctj de qne os grandes planos,
os planos pomposos levavam o pagador dess ts lo-
teras, priucipiiioaate o poore a sacrificar tolas
as suas ecoaumias, esse argumento nao pro.-eie
nem ba razao para se laucar mo de I le.
Ptrguuto eu: o jogo loteno obligatorio ?
NSo. Porventora s os b'lhetes de outras pro
vincias enganam ae j igador degte bilbetes, ou a
illuso vem do jogo? (Apoiados).
Parece me que o mal vem do j >go, e nao da
venda dos bilbetes de outras loteras. Loga, o
renedio na a probibucao, mas sim a exnucc.li.
(Apoiados).
O Sr. Barros Barretto Juaior -E' o caso de
apresentar-se urna emenda extinguindo csmpleta-
mente este jago.
O Sr. Luis de AndradaPortanto, 8r. presi-
dente, pensando por esta forma entend que pres-
tara melbor s-rviea nossa provincia converten-
ter o n. 8, t-dv-'z propasitalmente, cam o fi-.n d
fat r-se o que eff-.ctiva'umte se tez.
P.r es'. e por outras razi 'a f ji-se tornand i ca-la
ves mais di di i. a venda dos bUbatas, de sorteque
com muito e^tor^i, offreconio vantagena aos ven-
de lores desses b'lhetes, peder essa lotera tec ex
I aecao E' necessario notar qu- dado esse abate
que se ped \ ficar a Coljaia Iaab.:l anda com o
beneficia de 3 ) cantos e a pr>viueia e. im a verba
de 40 ooatos, e preterival, aeotiorea, aaer-so esta
i'O ie s-io di qual resultar tantas vantagena qner
para a Colonia, q er in' ter se de resolher a lotera p extraced >.
tJaccedendo isto, pelas rasiWa qne venho de dar,
o reau lado s?r, al:n H ama accS> que n ees9a-
riatentd intentar o thesoireiro outra a provin-
cia pdc3 prejaizis soif.il it, devid > iato s exclu-
sivamente ao giverno, perder a C iloaia Isabel )S
JiJ: J) l'l '.
P08 u:io estia os a7ersario3 do thisaareiro di
latera satiaf toa cam a gaerra ciaa qai moveram
a e-- hiirali ciadai. avrastaodo-o pr.sao,
prooaneiada por eriioe de estelionato, pronuncia
qne c p r 1 d--. n-'ralisir o juiz inepto que o
prononcau? (Com firga).
Q ie qaerein mais oa nibres dupu'adoi ? que
qnerem maib esea eoerguman a coatsa o e>toa I
i'.re- '
Eu acreii-i qu a h inrada maioria, nostn qne*-
tii, que nao qaeatao polirlca, nao ae entregar
aos caprichos d ase individua peqneno, vil, mise-
ravel!
Eu a I ni'ta que a palitie-i leve o homem a e>m-
metter exeeasos,; mas nf devenios ter dignidaii'
para nos r be'.iar eontra Batea exigencias pcqjie-
aioa, miseravis.
A rnenla fi.mad* par mim e pelo meu callega'
eu COOtO, ser aporovada, j parque Sa. Excs. sa-
bein qu cen iato cancorrerao para um grand: be
nefioio provincia e priacipalmaute Colonia I.a-
oel, e ji parque, faca justica aos ollegaa. p >r
certo, u) se deixarao subordinar por esta forma.
Eu estava diaposto a nao tomar calor na dis-
cusaa, mas era preciso na ter as faces dejoura
das, era precisa a-r u:n cadver, para nao rcvol-
tir me ante o faeto desconmunal como este, que
revoltaria a qu 'oa quer que fow, quanto rtais a
qu un conhece do perlo aquello honrado cilado,
que tem sido perseguido com urna tenar-ida i de
hyena, cami ningnem anda foi neata prov.noi 1.
Era mais digno, mais honros) pira esse indivi-
du 1 era assim persegue o coronel Torres, se se
aehava off.-odida, se tinha recebida algnma grave
ofienst, qu-; tomasse um deafar$> pessoal, q'ie o
apunh-.lasae na ra, mis nao proeedesse como um
cao, que a procedimento que tem tido.
Fcita8 estas considerado -s que sao filhas da
alm-a revolta.da de um h imem que perfeitament
comprehende essa persegui^o infre.ue, en passa-
rei a oceupar me do projecto.
Diz o artigo I" do projecto. (L) :
Opponho-me a este projeoto, Sr. presidente.
Entre outras razoes eu vejo que nei prohibe que
aeja n annunciadas aa lateras de outras previo -
eias nos jarnaea desta capital. Como j multo
bem disse o m -u amigo, deputado pelo 1' district),
iato urna restriccia liberdade da iropreusa, que
excede nossa alfada.
O nosso cdigo, determinan os cas:3 em que se
punem os editores dos orgos de publicidade. S
se polo chamar responsabilidad!' em certoa e
lumuii contra quem quer que seja, o annuneiar-se
venda de bilhatea de loteras.
Pergunto ea ac isa : He o proprietario de urna
dessas casas de bilbetes levar para a folha de qu*
bou redactor um annuncio, e eu n publicar, o que
sueeede? f h
Quem mo vai s maas ?
O promotor chamar-me-ha para eu exhibir o
autographo ? Eu irci audiencia, e direi : nio
cncerra injuria, pem calumnia esse annunci 1 A
lei determina oa casos em que se p chamar a
juizo o redactor do um folha ; o caso de q e se
trata nao est previsto no nosso oodig que o
que metala a tav.t :ria e eu na sent 1 qaas dar
aataeJaj
qan*l ser resultado '
DesmoraKaant a le, e desmaraliaar a ajaemblea
qu promulga orna lei que na pie ter axecucaia.
Eu eatou faalando peraute letraaaaB. ET ea
asi vcrrteaV a que venho do- diaer t J v, por-
teaito a ca oa ser essa lei uaasplrtaasuute bur-
lad*.
Alm disso ser difficil punir-se ao vendedor
de bilbot-a. Como se prova, coma se dem marra
que o individuo est vendendo bilhetes ? En-
centra por exemplo a autoridade policial 00 as
pesaoas eucarre^radaa de dar execucio lei, um
cimbia'a manido de bilhetes, e apprehende-as,
mu ta e prende o vendedor. Ease individuo pro
pe nma aeco e prnvar que naa tinba aquelles
bilhetes para vend'r, mas, ao contrario, os ha vi a
alindado bascar porque gis'av* de jogar.
Diz anda o projecto ( ) :
Vi V. Kxc. que os propnos auctores do projecto
duvidam da sua ex --aqui bili dade. A palavra exeqni
bilidade para mim difficil de pronunciar, princi-
palmente estando eu sena a mioln dentadura.
V. Exc, partanto, Sr. presi lente, p'rmiuirque
eu 6a pie do b>lci os meus dentos e os eo*loqne ua
bocea para bem- p>der exprimir-me
Diz'a eu que oa propnos autor '3 do p.'OJejto,
ao confeccionarem o 8 Direcem duvidar de
sua exequibilidade, (v V. Ex-r. cuino agora pn -
nuncia b:m ?) tanto que detarm nam o S'guiu-
te (l) :
Para que, Sr. presdante, vamos n de^refar
ama lei q i nao traz vantegaoa alguma, e ao
contrario, dead t o seu inicie ter de ser burlad 1 ?
Entretanto, acertivel a em'nl 1 apresentada
pelo nobre dep ufado pela 8' district', qu lanc
um impi-t 1 sobre venda do bi'hetes d loteriaa
de provneiaa estranbas, um imaosto pesada, como
i O p-apnsfo p'rS Ex-.. Jahi ha urna pratec-
C Xa, em favor s loteras da piviacia, jieoqua!
eu voto, porque sau proteccionista ; j nesaa
oienia di nobre depuado ha a proteesa em fa-
vo- d ia loteriaa da pr iviucia, attend mi) sa a qu 1
as loteriaa daa outraa provincias fi ario mais si-
bre -arreg las
E' ia iiicontoatav d qi* nraterivel a em'nda
ao p-'jecto ; e uen se poier diz r qu-- dest'arte
pr )teem-s as loteriasd fr a em d'trimeinto das
aoaaaa, p r isso que a emeu 1 eoll-aea estas em
a 1 i ico.;-, superiores aquellas.
')>:. Costa BiheisoDeatais, o projrcto in-
c.mpleto, poia refeiiudo- s^ a outras pravioeias,
nS exelu H< Inferios da c.to.
O Sr. J is M .raS .1*1 duvi 1* ; e na cmt, mt;
na sabeoius que as I ;t '.-las da c lo fazeia g-au-
c mcurrenci a de Per > imbuco.
NI) diz o projecto so citiS > ou u3 > prohibidos oa
bilhet.es das loteriaa di < te.
A COrCe, Sr. presiden! tracta 11 O "8te pr 'j -
'0 cam mai-i cariub) do que as provincias da i.n
perio. E porque e.ta distineci.o' Parveatura os
habitantes dis provincias na. sia tai braz
coma os habitantes da core?
E 1 nio poseo cansei n ti >sam 1 rte d ir o raeu v >
to en fivor d-ste proj acta.
Ora, veja V. Exc caao elle eat r disido. Co-
m::.'i aas'm : Art. umci.
' ostutne entre na seren 03 projecto re.ligi-
dos i", r artig-s para se tornar m lis clira a iia-
cuaao.
0;copando-ao o orador exclusivamente do urna
materii resumida, limitada, em ra iitopiu3i tempo
pide oerf itan'U" elucidil a, o que nia aconte-
c', abrangend > a diacuaiio muif as e diversos ma-
terias, cora 1 ae da coa este proj icto.
" Fien, diz o art. uuica : (!)
Nia psii ab-iliram nre oomprahender pela
forma pir que eat redimido o projecto, a que si
qi'T dizer.
Eu nio sou f .re na lingua verncula, mas me
parece que o proj cto nao est redigido de mal
conveniente. Ansim ni) poa30 comprebeuder esta
phraae : (i,i
Sr. president', eu sou o primeire a confeasar a
miaba ignorancia; ea nSo sou cuno a gra ht que
qui'. -iroamentir-a- com aa penoas do pivti. Cou-
feasa que sou u-n ignarau'e do primeira palavra,
mas em C)inpea3acio tenho a virtuie de coahe
cor mi.
V. Exc. nia ver j aaia urna emenda,.um reque-
rimento, a caus mais s:aaa!es confeccionada p)r
mim, que 'oi teuha estas duas letrasS Ksal-
va a re laeciia.
Assim rae permitt.ir o nobre depatada p"Io Io
listricto, honrado eh ee da bascada canaervado.-a,
o Sr. Dr. (xancalves Ferreira, depurado g3r d, o
qu; quer diz-r que deve possuir um certa som-
de conhecimentos, deputado provincial, poltico
proemmeute, membra da commisso deoecamento, Vigario Augusto Frank'io.
li na.m de lluatracao, permittir, dig), que eu, po Regu-ira C-'Sta.
br- igaor inte, faca esta c nnura. Daade que S.
Exc. nao deitou n seu projectosalva a re !ac-
eSoa que quer dizer qu 1 confia uo qua ese
veu, na temos o dire.it) de anaayaai-o tal co n 1
eat eeeripto. Votar por um projecco redigido p lo
modo porque est este, demonstrar que denco-
abeen bs regras ruis comeziuhis da minha lin-
gua, e eu u quero levar esta p cha, nao par min,
a n com honra dos meus mostrea.
Faitea estas conaideracoos, Sr. presidente, eu
vou miniar mesa um reqnerimeuto pedndo o
adiamanto da discusso. Antes, porm, de fa-
zel o, penoittii a assembla que eu diga ainda
algumas palavras sobre a mulla de cinco contoa
de ris para aquellos que iotl agirem a orohibi-
Olo.
Eu qaiaara qua me dissesaem qual o meio de se
canseguir ato.
Eu na> sei o meio que se pode encontrar para
tornar i-tf;ctivi essa diaposicai. Saio eu desta
Aaaembla, par ex'.oplo, e uaturalm.'ute, orno
raeoede todos os dias cam o estomago a pedir jan-
tur, e icaotro com um desees vendedores de bilhe-
tes e elle me pede algons para comprar. Noate
nteriai chega o agente fiacil e apprehende os bi-
lhetes ; elle com todo o singue fro diz : eu esteva
mostranla estes bilhetes ao Dr. Jos Mara, mas
ni 1 os esteva vendando. Ea oia condoendo dol-
a afiiuno qae efoctivam-ute assim era; qoe ea
estava examinando a perfeic/io do trabilbo artis
tica. V" V. Exc. Sr. presidente, que fica burlada
a disposico.
Fritas estas consideracoes eu caucluo, nao man-
dando n-ii? o reqnerunento de adiauonto. To-
ya-i agora eata rebjlu.ao.
RENIAO EM 19 DE ABRIL DE 1887
FRESIDBNCIA DO SXM. SR. DB JOS HABOBL DE BARBOS
WAaDKBLST
Ao meio dia feita a chamada e verificando -se
eaarem presentes apenas os Srs. Drummond, Ro-
go Barros, Amaral, Joo de S, Visconde de Ta-
batinga, Soares de Amarim, Herculano Bander,
Ra/ iberto, Costa Goms, Damingues da Silva,
Ruis Silva, Barros Wanderley, Barros Birreta
Juaior, Coelho de Moraea, Rodriguas Porto, Rosa
e S va, Augusto Fraokrim e Gomes Prente, o Sr.
presidente declara ni) haver sessi- par falta de
in r*ltrfm os Srs. Coeta Ribeiro, Gncil7es For-
1 Jaa Maria, Perreira Vadoso, Baro d) Ita-
na, Julio de Barros, Aadr Diaa, Loarenco
d S, Joa de Olivaira, Luis de Andrada, Reguei-
ra.Costa, Ferreira Jaeobina, Alfana L-latosa, Ju-
aasaio Maris, Coasteeatna de AlhwfoerijBe, So-
pkeosuo Portella, Antonio Vietor, Praxada Pftaa-
e>, Joio Aives, Bario da Caiar e Solooia de
Mello.
Nao havendo expediente, o Sr. presidente diaaal-
ve a reunan.
24 SESSO EM irfi ABRIL DE 1887
PRESlDItaClA DO axa. sa. DB. JOS IAOBL m babbos
WAMOER EV.
Sommart).Chamada e abertura da sesso.Lei-
tora a aporovaci da acta.Expedien-
teCmtioa a di sea saio d requori-
meato d) Sr. Jos Mira, 8)bre nugo-
cos de B-.boriboDiscorsos d>s Srs.
Gomes Parante, Costa Ribeiro o Jos
Maria. \dia-s8 a discusso.__'. parte
da ordea do diaCnrtinu*cS> d.i 3
discusso do projecto n. 1 deste auno.__
Litura e apoiamenta de emendas.__
Requeriment-a do Sr. Jos alara, pedn-
do o adiaraeut > da discusso a encerra-
m-nto da mesma.L'vauta se a sesso
Aa m^io dia, feita a chamada e ver6:ando a;
estarem preneatea 03 Sr. Ruis e Silva, Luiz de
Andrada, Antoni) Vctor, Saares de Amorim, Si-
phronio Portella, R.-drigues Porto, Lair'aQod'
S4, Birros Wmier!-y, Viacoale Ja TaOatinga,
Cinatantmo d a.1 mquerqu, H-rculano Baadeira,
Augusta Prankn G unes Pa.---nta, Daawagse; da
-ilvo, Casia G m'8, Ferreira Valioso, Risa e Sil-
va, Bago B irros, Birroa Barreta Joo ir J fina de
.Vf-raes, Barb do I-ipiasumi, Aitmsa Lastosa,
Julio-aj*Burros, D'jiom ni, R-guaira Costa, Ju
veaeo Mara, Jos Mana. Costa Ribeiro 9 Aud
Das, o Sr. presdante d-. ciar, ab rta a sessao.
Cimpir-rem depaia os Srs. Buia de Caiar,
P.ai'lws Pitanza e Jaa de Oliveira.
Faltam os Sra. 3 lonoo de Mallo, Ama's!. .1 lie
Aves, >e d -. S i. R r; b -r S me ilvej Ferr -1-
i-1 Ferreira -Jacobina
E' liia e 30 n debate appcavada a acta da saa-
sio un c dente.
0 Sr. necr?cario proa le a leitoxa di ae-
gijiote:
expeds* rg
U n/ifa ri a da secretario 1 giverna, devolvendi
int-inn-idas m perico < i: P.iilemeii'i ii vmui-i-i
Sanea i; L 01 -i -- I" 1 -1 )o-'j.. ,; v o -.'...-.
S .11 'a. A quem fez a roqais .- i 1.
IJ n p-ei 1 da Sacie 1 a i Uo i 1 0'OJ-rn ni '
113 Morcieir r una lo co itr.i o im
8'J ria par !it > de garlente iu alona1, quer p 1
ro, quer tran-f n-na l-> em icor. V' ;-o, ::;_.
orjatne o 1 pr iv< ici v..
v'-e.r. n:es, si'.' li lia e appr iva las os --.: lin-
t- 3 p ireeer a :
A. co .-. n --'.i 1 d iiir.rne;Ie pabl e -, tead) 'i-
d 1 e uaiiia i 1 a f mt im lata a p ;.lo 01
sir stibstuu de geagraphia no aiitij > Ly eu i --
ta cid id-, I) Foi o >'-ry Cj!Ijc>, deix-i dar
pareoer sibro ella deoliniudj pira 11 co 1101 9
de I-gal ici > p ir ser a comp t*,iie pira iu'erpre-
ta" a I 'i C )-oa pe i 1 petic ni iri >.
. S-.la da eim'oiso a em 10 le Abril i 1-7
V;gino A igual i Frankin. R'gi Birroa.
rj _: ; ira C tata
1 A cointniaai) de intruc;.Io publica a quera
foi pr aento o abiix > a-si/u^ ios d 13 morad r-a da
freguezia de Nassu Seahara da Luz em i'.
Albo, para dar parecer, precisa qu arespeit 1 sej >
uovido o Dr. iuspector g-r.il dalustrucci Pu-
blict.
n Sala das commiss;8 ero 18 de Ab.-il de I8S7.
Vigario Au^us'o Frauk'in. Rig> Barros.
Regair C ata
A coinmiaso da instroec) publica a quem
fii prea-nte o reqoeriuient 1 de Ja) Soar-a de
Azev.Tta, precia para dar p ireeer, que seja owvij
dasob-e o mesmo reqneriineato o Dr. inspector
g 'ral da iDStrueCio Puolic*.
Sa;a dae co-mmssoo em 1S do Abril de 1S87.
Vi ario Aug-isto Frank iu. Rigo Birros.
R'gU"ira Costa
A camraisii do in3ti"uecia publica a quem
fii presente o requer meato de C'ciliaio Jas Ri-
beiro de Vascaticellos, professar em Alagoa Socca
J N" iZHneth, no qual pede q -o lhe seja concedid-i
a grat ficaajia a qae se diz com diveit;, conside-
rando qu-; pelas leis vigentes est regulado a pra-
teniji) do peticionario, e que ao poder administra
tivo camp'te attendel-o nos termas da mesma lei,
do parecer que seja indeferido.
.Sala das comiDisaoes em 18 de Abril do 1887.
Reg Birr s.
do esaa malta qne Be exige na primeira parte do determinados casos ; quando se d injuria ou ca
projecto em na imposte (apoiados), porque a pro- lumnia. Nio me cenata que aeja injuria ou ca
Veem mesa, sao lides e fi.:am adiados por ha-
ver pedido apilavra o Sr. Jote Mara, as 3Cgaia-
tes pareceres :
A commisso de iastrucci-' publica a quem
foi presente o requerimeato de D. Julia Mora de
A'buqaerque. no qual pede ser nomoaia profeas 1-
ra tfec'.iva, considerando qu- t;s leis vigentes ro-
o o provimeuto das cad. iras publicas, de
par.-cor qae seja indeferido.
Sala das sesaoe', 18 de A'a:il d-' 1887.Viga-
rio Augusta r'rank in.R'gi Barros. Regueira
Costa.
JJk A commisso de instruc-ia pub'ica, quero
f .i presente o requerimeuto de Jaaquiai Pedro da
R.cha Pereira, na qual prie dispensa da idade,
afioa de que seu filho Jerauymo Euzebio da R .cha
Pereira, se passa matricular na escola narmai ;
conaid-rando -iuo a matricula naqnelia referida
escala regulada pelas leis vigentes, de pire-
eer que s j 1 o mesmo iudi;forido.
'ala daa aes-o-s, 18 de Abril de 1887.Viga-
lio Augusto Frauk'in, R:go Barras, Regueira
Caita.
A commisso de instrueco pablici, quem
foi prea-nte o requ'rimento de D Thercza de Je-
ss B irrss Lima, profe-sora cautractada do po-
voido tente Ciara, da freguezia do Buique, no
qual pede ser considerada profe33ora efl
conaidora->do que as leis vigentes regulam o prc-
vimenca d'3 cadtiras publicis, de parecer que
seja o mesmo indeferido.
. Sala das sesseu, 18 de Abril de 1887 Reg
Birros, Ragneira Costa.
E' lido, jaigidi obj -cto de dKbera^ao e vi a
imprimir o projecto n 57.
Contina em discusso o requerimeato do Sr.
,1 Marte) pedia o iotormaodea sobre a aos
cito de um subdelegada militar para Bberibe.
O Sr. Cianieo Prente Se. presidente,
a uio aa appello da uobre deputado p!o 2o dis-
tricto, apezar de me adiar iue -nvaadada ; masdi-
^oiramc ite paasarci a dar ao nobre deputado as
inf >rma(o.;a qa- pede esse sea requerim-ute.
O uobre depurado deaeja saber qua-s as raio'3
de ordera publici, que dcterminiram a d--m-tsa
do subdelegada do B b'rib e no eou discurso
ponderoD que esta nava aut iridade tiuha sida
acampinhada de 30 ,>r;if;as do corpo de paiicia e
qne aquella pacifica localidade estava anarc-hiaa-
d.
O r. Jos M'-na Eu disse o contrario.
O Sr. G unes ParateEu afirmo casa, quo
em toda a comarca de Guinda, exstem apenas ib'
prac.s, senda repartidas por Oiuda, iieberibo e
Marauguape.
Consegointament, a inf irmacao que deram ao
nobre deputado pelo 2* districro do exiatirrm em
Beberibe 30 pravas, uo exacta.
Quanto a deinisso infirma ao nobre deputado
que o 1 auppleute do subdelegado de Bebenbe
Aatomo Joaquim de Alm foi exonerado a seu pe-
dido e eu passarei a I -r casa o officio dessa au-
toridad :
Alvaro Joaquim do Alm, 2o aapplente do
subdelegado do f diatrieta de Bebenb-, na po-
deudo cootinuar em dito cargo, por iaeommodos
meiade de urna cargaR-gi de saude, vera reapeitosamente pedir a V. S. que
ae digne exoueral-o de dito cargo.
Ette omcio foi dirigido ao Dr. chete de pali
oh.
O Sr. Jar Mara -Em que data ?
O Sr. Gomes Prente-29 da alargo deste anno.
Oa sablelegados do l' e 2' district ja, nao se
achavam em exercicio : ha muito tempo elles pe-
diam verbalmeote as suas demissoes ao chele da
poicia, allegando um molestia, e, o outro que es-
tava empregrado coma gu*rda-livroa em urna easa
neata cidade, tendo necesaidade de aqui estar
muito celo e s voltava para Beberibe noite.
Assim estavatn em exercicio daa duaa subdcle-
OSr. Uarri'ua Oarreto Janiar -(Nio
devolvi'U o seu discurso).
Fica a disciuai 1 adiada pela hora.
O Sr. fe.-reira aiouliiaa (p'la ordem)
obaerva qae at-ba-ae a abro a mes uina emeud,
que deve a-er lida.
O Sr. Rosa e SilvaSer iida na 1 occasio.
Pase a-se
2* PARTE DA OI'.DEM DO DIA
Entra em 2' discusso o art. 2 do projecto n. 22
deste anno.
Veem meaa, sai lidia, apoiadas e entra n em
diacusso conjuuctamento coiu o projecto as segua-
te* emendas :
N. 49. Ao 74. Em lugar de 40 ris par
cada p de coqueiro, diga-se 80 ris.Jos
Maria.
N. 50- Ao 7o do art. 2. Por mscate de
fazendas, miudezas e objectos do folha ou cob-e
00 municipio do Recite, sendo estrangeiro 1005000
e nacional 20OJO ; nos demais municipios, s uida
estraogeiro V)0 JO e nacional 101000.Rogo
Barros.
N. 51. Ai 36 do art. 2. Substitua-ae pelo
seguate: 50Or:r por carga de agurdente, 320
rea por carga de carne secca, linguicas, queijos,
raspaduras, bacalba e outros peixes expostoa
veada nos mercados e foiras, sendo a iu-tade
do imposto quaudo oa geaeros firem em me'ade
ou em meaoa de
Barros.
Vem a meaa, lido e apoia io, deixaodo de vo-
tar-se por falla de numero, o a.guinte requer-
ment:
Requeiro o adi im-nta da discusso por 48
horas.Jos Maria.
Procedendo-ae k chamada e verfieando-se nao
haver numero, fica encerrada a discusso o adiada
a do art. 3, na forma do regiment.
Q Sr. piesidente levanta a seaao deaignania
a seguinte ordem do da : 1' parte : continuayo
da autecedente; 2* disenssio do projecto n. 51
deste anno e contiuuaco dk autecedente.
gaci ta oa aapplentea doa qnaea um, o Sr. Alm,
pedio exoneraco.
Neataa circumstanciaa havendo difiiculdade em
encontrar oa localidade peaaoa idnea que quizes-
aa exercer o carga, par iaao que aa peasoaa all re-
sidentes, quas acm excepeo, tem anas oceupa-
coea neaU cidade, e constando ao Dr. chefe de
polica de que naquellea iugarea se hamisiavam
crimiaoaaa ai ladroea de cavallosc ratoneiros que
aaaaitara oa.qaintaea, entendeu que, para melhor
garanta da ordem, devia supprimir um doa difl*
trictos da aabdelegacia, icduzl-os a um s man-
daudo p.ra all um aabdeegado qne se occupas3e
exclusivamente com o servico da polica.
EdectiT asente assim o fox e as causan em Be-
beribe vio caminhando mais regularmente, tendo
ama antoridakde policial qua sempre encostrada,
sem diatrair-ae com oatro qualqaer aervico.
J v o nobra depotado que nao axistera em
Beberibe 30 pracas qnaado em tola a comarca o
numero dellas de 16; n"m houve demisso alga-
ma de autoiidade.policial par isso que o Sr. Am
pedio sua exoneracio.
Sao estas as informacoostque julguei convenien-
te dar.
O Sr. Coala RibeiroSr presidente, to-
mando parte na discusso, nao sou levado pelo de-
sejo de produzir argumentos que teadam de-
monstrar a Deeeaaida-de da approvaca dorequeri-
meno Nao s o seu autor j o juatifioou pereiu-
meate bem, com) a experiencia me tem ensinado
que a approvacio aqui dos requ-Tment. pende da cireumstanea de serem elles mais ou
menos justificadas.
Torai parte no debate, pirque a questao para
mira eavolve uro ponto de doutrina. Na to sim-
ples a questo com parecen a> nobre depurado
qae me precedeu aa tribuna. Mas antes de tratar
d ella, considerare! o que disse S Exc. S. Exc.
disae que o numero de pracis actua'm-'nte em Be-
b-ribe, nao era tai granie cama as.-everou o mea
auiiza autor do r.-qu -rimento, sega ido as infor-
macoea qua iho haviam dada. S. Exc. d3S" mais,
que um dos aapplentea d'aqu-lla localidade foi de-
mittida t pedido, e que se os dous districtos enta
extioctos, faram convertidos em un -. denso isto
p iriu i ch.egau ao conh-eimear i da po'icia qu por
a arredorea bavia eacravoa fagido?.
Sr. Btrii ie I'iiiissumiS raalf itores.
O Sr. Gimes Par-enteMo foi s eat-i a razl 1:
eat uina d'ellaa.
O Sr. Costa RibeiroEata nfarmaco-'s que
nos na n nobre depotad c'rtam 'nte nio si) si-
tial ici ir as. Pjucj irap -rta saber se o n ..1 1 : -
pravas, ae e do 1G ou d-.' 20, cuna disse o amor da
requer asento.
A qoitii sabor se f) ou nii augm mta i o
numero de pragia di d ata -ain-nto, o ae ilin
0 cirou aatancia. nameon-sa en na> pira a ; um
1 galo militar. lato na real lade fai lie infiar.
lain preaamir que 1 piticia teve receia le a'gun
mettl ', de a'gnmi -i ia r.i m e ent 1 1 raa
ri- iepu" lo m -i c ra b
cu r and 1 ob'.-T ns infarm-ic-s que pe e;n ir
|-i-"i u 1. O que i 1 -1 1 .
. 1 e! I -i" l'Sl.ri .rio (eah 1 al -'_' n
la d' hive '.: ro ;' o -.;. para U'I ': a pn-
v:den-'"a de se reduzr .a d .-ua iistrici
1 'i 11 P I I-" ji. -i--- c :.- faC'ri i-ra I
: :.':.' l o irr .i
I
N o.'r la 1 ]o u! api i-. 1 tc:n 1 1
- qua 1! -.o 1 c un ira i;:!
s is, ser v 1 casa de -- r:, ivo trida
o liare;ir nia redaz r o se1? num'ra. fi -
ia 1 d- 1 dnz'r, n 13 de n a.-eu- mai ir mime -
1/0 ca para qu sil 1 11 .-i s'j-i m i;s r- > :
O; : OO' .. -. ;
u Sr. Giaa-s ''.r .:- V < era s '1 razia,
I lb rn '. ir li l i i ll .Y T .
: iri I'. I poliei II -;-rri n 'o' '.
0 Sr. C sta li ''ir. M 18 6C esse .cto d. -ti-
iniu-iv:-. 11 ncci'ssi '; e de i;:.ia autoridade m
tainb'm devia aconselhar que os district s canti-
ouaasem i-om 1 cstavam e que peia ni'-n s se dei-
n'inuar ua dois diatrictoa p ili
i', n : Caso, as egpeaco -s do nobre d ;
nao aa satisfactorias, mesmo dcbaixo de outro
i) mto d viet 1.
O supplicante f i ttendido pedido. Beberibe
eatava a ncacado de aaaalt 1 r parte dess a nc-
g.-is fgidos ou m .feiroreg.
Pergunto ac nobre depata lo seos amigos do
presidente da provincia, se o partido govetnista
s'itquclla licalidade ti>m ou nao pessonl i Ir. o
habilitad) para exercr a cargos policiaee?
O ^r. G^mes ParateTem pessnal idneo,
nem tolos qnerem '.'X'rc-r esaes cargos.
O -Sr. Coat l.:b iroV. E\x. divi-. principal-
mente responder aos commentarioB f. it- s pelo au-
tor do reqnrriaiente.
N'a verdaie, Sr. presidenta, redozir o nnraro
dos diatrictoa de polica, qu-mdo spgunilo .: r-
inatOes do nobre deputado pelo 13 distrio; >
havia para aiargal-o, e concentrada toda a policia
em nra a nomear para a n-calidade um oiicial de
p ileia ou de linha, denotae os nobrea depnta-
dos nao paderio c nfrstal-oque o presidente e
ehcfe d dade pessoal capaz de exercer estes cargos.
A coasoquencia rigorosamente lgica : V ".-.
na pode arredar-se disto.
O Sr. G-mes Prente Nio denota iaao. En
todos os teu.pos assim s? tem procedido, quando
as convenid cas do servico o exig-m.
O Sr. (>isi 1 RibeiroQ ie o chete de policia oe
encontreu entre seus amigos pess- ercer ceses cargos, nao lia duvida; pelo m:ios, o
facto a que alludo o demonstra, conieatem-n
com r quizerem o; nobres deputados.
Se all h 1 conservadores, mais qne idneos, e
a sei que os ha, por que eonheco alguna ::.iiiti.
lignoa forcosa reconhecer que o Sr. Dr. chefe
de pilicia julgou es:e3 homeaa excluidos dos re-
quisitos moraea necesaarioa no eontrario do cen-
c it 1 e.-n que os tenho en nenbum nclies lhe mere-
ce canfinca por qualqaer con-id iranio -.; 11.
poltico que des-onbeci-
O nobre deputado terminou as suas observ
deelarande que podia asgoverar que baje Beberibe
estava em p-i.
Eu pergunto ao nobre deputado ae antes disto
ia mal
O Sr. Gjmes PrenteNo iaeu conceito, vai
m-lh ir.
O Sr. Costa RibtiroMae, Sr. presidente, po-
nbam.ia de parte tudo isso.
l'ar.i mim nesta questo ha um ponto ce dou-
trina, a respeito do qual quero pronnaci.ir-ra-.
Sabemos que temos le regulando a nomeaco
autori ladea policiaes ; sempre > tivemos. Outro-
ra a palicia das localidades era teita p los juizes
d- por. eleitoa aos differentes district a peo.- seus
concidados.
Elies tinham em seu faver urna pr.'.-umpco de
>n iral'dade, e, em todo o caso quando m-sa.o nio
fasa'm h;meus bona, o veto pipnlar p lo menos
significav que em suas localidades gsaevjm da
c mfi >aea, do aa io dos seus concida ;T ,-- r
reanltava qae a polica '.ra feita em mait 1 inelho
r 1 n lit -a do que boje.
E*te ro a organiaacao d'eodig' da ) ices^o,
d)s lib raes que fiseram a noasa independencia
doa Uberaes de 1881. Mas iato nao durou muito,
porqas veio o partido dos nobrea deputados, que
tem sido constantemente umembaracoaa procres-
s) deste paiz (apoiados da opposicao),e substitui-
iam essu crgaoisacao por urna outra inteiramen-
te diversa.
A polica estad passeu a ser exereMa por agen-
tes de excu'sivn eonfianea e de nomtaco do go-
verao; maia ainda a lei reaccionaria lo 3 de D-'-
zembro do 1811 nao deixeo arbitrio pleoo e abso-
lato aa presidente da provincia.
A mesma lei e s-'u regulumento estabelcceram
COndieyea para as referidas nomearjoos; a mn-
danr;a ou a substituica foi to ponea rasoavel, fai
to poueo justificada, quando, 8e oa nobres depu-
tados lerem o art. 27 do reguiamento dado a essa
lei bao de eacontrar que, ao estnb:lecer condico3s
diz: os aubdeleg.adas e delegados acro noraeadoa
dentre os juizes de paz.
A le reaccionaria quiz ainda prestar urna ho-
menagem ao systema que olla vinha modificar.
E accrescenta : d'eutre os hachareis formad s e
dentre outr s quaesquer cidados, cODtanto que
tenham residencia na localidade onde devem ser-
vir.
Assim, a residencia no iogaronde a policia deve
it es rci.a urna daa condiccoee para a nomea-
co.
O 8r. Gaspar de DrummondPortanto, V. Exc.
inaurge-ae contra a nameaco-s da militares.
O Sr. Costa RibeiroSera duvida: da le.
Aaaira v o nobre deputado que no faeta^de que
se trata ha urna iliegalidada : a nomeaco nao
est nos termos da lei, que foi por essa forma in-
friogida. ...
O eoveroo, procedendo assim, tnlha um cami-
nha ainda maia reaccionario do que o daquelles
qai promulgaram a le de 3 de Deaembro.
O Sr. Gomes PrentePoia esaa infraccio ^vem
de muito tempo.
,J
'

r lEtffii >




Diario c Porawnbacol(ttarta-(etra 11 de Maio de 1887

t




'


O Sr. Gaspar de DrootmoadEut asuita adop-
ta Sr. Costa RibeiroE' o qae Vv. Esos, podem
diaer mas nao podem oppor uada miuha argu-
menta'fo, que procedente, fundada nos rticos
da le. ... ,
K' verdade que em noaso patz a le aune* e
cumprida, os precedentes sao numerosos, o abu-
sos sao constantes. Confessa-se a afracco da le
e i ee tein a allegar qae ella ves du muito longo!
E' nina b-Ha Jefes : !
Mas eu ligo ao uobre depu a jo que muitas ve-
ces aquellos que ten infringido a le, teui pelo
m-uos dadi am motivo, urna razio de alta conve-
niencia publica, que maia ou incnos alteoa
falta.
Coinpreheado qu: n'uma comarca ou districto
remoto, onde se d uui facto giave urna desordeui,
crimes uotavcis que a vesei compro>ttem as
peas as rauda importantes que all residen, o go-
verno se veja em diffieuldades pira achar um ho-
rnera da iocaiidade capaz de exercer o cargo, e
cutio lance ssfta de pesaoa cxtrauha; nesse caso
o seu proe dimeuto, embra illega!, tem mais ou
menos una attenuant-'.
Mas, so caso eom que nes oceupamas, deo-se na
localidade algura fac'o notavel, alguin oceurrea
ca ave. que chamasaa para all a attenco do
Sr. chefe'de polica e do Sr. presidente da pro-
vincia?
O Sr. Gomes ParateLu j explique! isto.
O cir. Coaia RibeiroNao ssrave sbselstoaeeat
O qae 6, pois, que justifica nste caso a viola-
cao de urna d?poiyae clara e expressa da le
Este fuco t pJe ter explieafaa no p,uco es-
crpulo, bo pooao re-pe to que os correligionarios
do nobre deputado, es governos da su poltica
estio habituados a prestar lei. (AMiados da
oppojicio).
O Sr. Gomes Paren?:Nao epatado.
O Sr. Costa Ribeiro As pequea conveaiea-
cias ests cima niencias sao to estreitas que vio at prjudica: o
bom oome, a b in conh> cida reputacio dos ;;ropnoa
amg>, como no caso presente.
O Sr. Bario de (tapuenmaApoiado.
O Sr. Custa RibeiroEb, portadlo, que desde
que entrei em poltica pronuucici-rae sempre ja
fra d'aqji, quando para a imprensa tve de ts-
ciever alguna cousa, contra este precedente, con-
tra esta pratiea m e abusiva de se nomearem
autri jatea policiaes ufficlaes de liaba ou dos cor-
pee de polica, pesa-as extranhas quasi sempre iu-
caubiias de oppriuir :.lo de velar pelos dirt-it"
de todos s localidad! s, nao iuiz deixar passar
mais esta i c tas Jo sem fazer o meu protesto.
Fiqu- m ssbendo os que uia ouvem o os que ir
lerem, s-ja _u nao approvalo o requerimeuta, que
o Sr. presi ate da provincia proceden neste caso
contra a dispoaicio expressa da lei, e que uio ha
rsutZoalgama de conveniencia j nao digo que jus-
tifique, mis ao meuoj que utteiiiie ou desculpe o
s.eu acto.
(Muito b?m di opposcSo).
O Sr. lo*e HaraO meu Ilustre amigo
que acaba de sentar-se responden cabalmente as
coiisideracQ s feitaa pelo nobre deputada pelo 13
districto, aspira ote a r-'piesentar o 3, de q ic faz
parte a povoncio de Beberibe.
(Jumprc-me, entretanto, voitar a tribuna para
corroborar os acertos j meu Ilustre amigo, que
muit i hoaroU'ice touunio parte na discussio deste
requenmeato.
E p> nr.ittir-me-ba o nobre deputado pelo 13"
districto que, embra sem a experiencia neces-
sariu, diga qi;e *aal coineca S. xc. preparando
aquelle districto ; porquanto. loage de harmonisar
arregim ntanJoo sc-u partido, S. Exe. apenas pro-
cura soprar o fogo da dissencao que ah vai la-
vrando.
O Sr. Gaspar de Drummond ~E que V. Ere.
desi-ja apagar Isto muito inferessante.
O Sr. Jos MiriaEu desejana, por bem do no-
bre deputado, que o paitiio conservador estivesse
all arregimeuta i o, j porque nao gosto de tirar
partido da ieabarmonia do adversario, j pjrque a
minha satisfayio de liberal est cm dar bataiba
vencen do nao a um partido fraccionado, mas a um
partido disciplinado e unido.
O Sr. Bario de ItapissumaApoiado.
O Sr. Gaspar de Druinmon 1 Os factos tem pro-
vado o contrario.
O Sr. Bario de Itapissuina- Os fact:e ten pro-
vado o que diz o nobre deputa "lo pelo 2o distnetc.
O Sr. Jos UariaDesde que nao haja reacio
desabrida por parte do governo e corrupcio em
Ion .-a escala, como acontecen na ultima eleco
geral, o triumpho ser indubitavelmente do partido
liberal.
O Sr. Gaspar de DrummondHa quatro ou
cinco legislaturas que oenhum liberal representa
O distrie: >.
O Sr. Bario de ItapiasumaV. Exc. nao diz
isto sriam-n'e.
O Sr. Jos MaraV. Exc. sabe que no domi-
nio liberal oenhum candidato conservador trium-
phou com os votos dos seus errreligionaros, mas
aim auxiliado sempre pelos votos libertes no tempo
em que iufelizmente o part'do liberal esteve frac-
cionado, dividid", o que muilo agradou ais nobres
diputados, porque Ihcs den grande proveito.
O Sr. L.ure: co de SApoiado.
O Sr. Gaspar de DrummouiUomo se esc-re?''
a historia !
O Sr. Jos MaraIncoatestavelm-ute esta a
verdade, que nao pode ser seriamente contestada
pelo nobie dopntado.
O Sr. Audr DiasE uem elle o est dixendo
seria mente.
O Sr. Jos MaraEu desejaria que os aobres
deputa03 procurassem hirmonisar os seus ami-
gos.. .
O Sr. Lourcnco de SiIsso que verdade.
O Sr. J.s Maria .. que eatio desunidos cu
prestes a aso.
Porm, como dizia, o n bre deputado comecou
mal a sua carreira a'aquelle districto, insuflando
a dvisio, fomentando a mesmo des le que defende
nm grupo acensando outro.
Dase o nobre deputado que a conveniencia que
encherffon o presidente da provincia em reunir
em um s os dos districto do Beberibe, levan-
do-o a demittir um subdelt gado e nomear para all
um otcial militar, fi i prender os escravos fgidos
e os criminosos que e^tavam homsiados em diver-
sas partes J aquella localidade.
Eu quzcra, Sr presidente, que o nobre depu-
tado me apreaentasse a estatistica dos criminosos
presos pela actual autondade, e bem saim o nu-
mero do escravos cafados.
Eu trnho por costme lr todas aa manhis a
Parte da Polica e nao me lembra de ter encon-
trado partcipacio do chefe de polica ao fres
dente de que honvaeem sido oreaos criminoaoa
homsiados em Beberibe, e muito menos o recolhi-
ment Casa de Detencao de escravos foragidoa
que houvesaem sido cacados pelos capites de mallo
que dirg< m a polica d'aquella localidade.
E' necessario que se torne saliente que fo
mesmo o nobre d< putado quem diese que o motivo
pelo qual havia sido nomeado um subdelegado mi-
litar, era a existencia de esclavos que alli estavam
homsiados c que precisavam ser cacados. De
nodo que, Sr. presidente, j se nomeiam autori
dades policiaca, aptas para a cacada humana. Fi-
que consignado nos aiiii-.ea deata Assembla que
um deputado provincial externou esta op-.niio,
boje, quando todos os espirito, at me.-mo os me-
nos altruistas procurara fazer desapparecer a es-
cravidio da face da nessa trra. Mas se f es'e
0 motivo, se as eousas tem mtlhorudo, conforme
affirmou o n.bre deputado, porque motivo S. Exe.
nao capaz de apresentar a estatistica dos ciiu.i-
nosos capturad, s e eos escravos Cafados?
Se <>s cousas melboraiara, desapparecerao da-
quella localidade us crimino os e os escravos, isto
, se as toram presos e es outros cafados, porque
razio nao se me apreaenta a estatistica ?
Ms que tado que ua parte policial nio sPMta que houves-
aem sido presos rsses criminosos e cafados esses
escravos, ^apartes).
(Sendo asm, entio nada melhoron, pirque o
mal nio devia estar ua permanencia desses cri-
minosos em Beberibe, mas na existencia dellee,
em qualquer localidade e ae ellea nio foram pre-
sos, se nio estio mais em Beberibe, estarao de
certo em -utra parte, e eso outra localidade ha
de sofirer do mesmo mal que estave soffrendo Be-
beribe.
Sr. Gaspar de ummondO nobre deputa-
o sube perfeitamente que rauitaa vezea basta a
preseof a da autoridade militar para fazer afugeu-
tar os criminosas.
O Sr. Jcs Mara R sponda-aie o nobre de
putado o mal eslava na existencia desees escra-
vos e critiiiuusoa naque'la localidade ?
O Sr. Gaapar de DrummondCertamente.
O Sr. Jote MaraMas elles nio foram capau-
radoa devem estar infallivelmente em outro la-
gar.
0 Sr. Gaspar de DrummondV. Exc esii.de-
rivaodo.
O 8r. Joe MariaNao eaton derivando ; eatoul grnde d.-fferenfa entre o procedimento dos libe
argumentando com as propras palavras do nobt-e raes e dos conservadores^ Aqoi nomeiam-se u
i___...-i, t_:_ <<:> an os criminosos nao
deputado. Assm digo eu: se os criminosos na
foram preaes, ae os eseravaa nio foram cacados
pelo capitiea de matto, quero diaer, pela poicia
incumbida desae tnister, devem catar em alguaa
lugar. ., ,
Nastas circnmetancia cnntpre ao preaidente da
provincia, hoje.que a uriataj da aatoridade poli
cial dar cafa ao3 escravos, cumpre ao presiden
te digo, remover de prompto o destajamento de
B-beroe e mndalo pira o lugar onde e3tivereu>
hoje os escravos e criminosos, porque, me parece
S. Exc. nio se eneommoda fcente pelo tacto de
cxrstireaa esaea eteravos e enmiaoaos em Beberi-
be, maa aim (*elo tacto de ae acnarem foragid u,
em qu>lquer lugar que 8eja.
(; juseguintem^nte se elles oj permanecem em
Beberibe, ji nao mais necessaria a cxisteieia
atoas* autoridad-- ua localidade, mas ao contrario,
ella deve vir de pro>upto paa o lugar onde se
acbarem eaaea criminosos e escravos. Eu nao in-
sistirei mais neste ponto pava pascar a ama outra
ordem de considerauoes. A couc'.usio qae se pode
tirar desae argumento do nobre deputado, nao
outra se nao qae as autoridades anteri.res de Be
beribe eram conviveutes nesses abasop.
O Sr. Gaspar de Drumm mdEsta urna con
clusio toda particular da V. Exc.
O Sr. Jos Maras? ama coneluaao lgica.
O Sr. Gaspar de DrammonJParticular de V.
Exe.
O Sr. Jos MariaSe o que deiriovea S. Exc.
a nomear urna autondade militar e mandar para
Beberibe um groaao destacamento, foi a existen-
cia de criminosos e escravos fgidos que se acha-
vam homsiados n'aqu lia localidade, sem duvida
alguma na opiniodo Sr. Pedro Vicente as auto-
ridades que alli existiam nio cumpriam o seu de
ver, eram conniventes com esses criminosos e es-
cravos fugid .s, em sum nao cumpriam o seu
dever.
O Sr. Gaspar de DrummondPois V. Exc.
uio sabe que nesta cidade mesmo quasi sempre a
autoridade militar imprime mais respeito ? O no-
bre deputado nao imagina o terror que eu tnba
das autoridades de V. Exc.
O Sr. Jos Maria -Pois justamente o que me
succede agora neata situaco. (\partes).
V. Exc. sabe que foi sempre muito acatado,
muito considerado por todas as autoridades, quan-
do por outro motivo nao foaae, pela raza) de que
el.as sabiam perfeitamente que nao podiam c-
tr com o nosso ap >o, se outro prowdimeato ti-
ve-aem, pois que V. Exc. merec^u a mpre e jus-
tara ufe, todas as imssas attenco.-s.
O Sr. Gaspar de DrummondPor bondade de
V. Exc.
(Ha outrua apartes).
O Sr. Jos MartaSr. presidente, na capital
da provincia de Pernarabueo, na freguezia da
Graf a, onde eu r< aidia, estand i no poder o meu
partido, por muitos annos exerceu o cargo de sub-
delegado o Sr. Fox. V o nobre deputado portan-
to at onde chegava a nossa tolerancia, conser-
vndole adversarios como autoridades policiaes,
j nao digo no interi ir, mas aqui mesmo na ca
pital da provincia de PeruainbjC3.
Na freguesia de minha residencia o subdelegado
era um conservador.
O Sr. Gaspar de DrumiecndActualmente libe-
raos exerc.-m cargos de autoridades policiaes.
O Sr. Jos MariaPenoitta o nobre deputado
que eu lhe diga que duvido.
O Sr. Prcsidi-nteEat finda a hora.
O Sr. Joc MariaV V. Exe., S;\ presidente,
que eu nem tive tempo de responder aos argum'u-
tos frageis, apresentados pe; nobre deputado pelo
13. districto.
V. Exc. aununcia qua a hora est terminada,
quando, entretanto, permita que lhe diga, ella nio
o est.
Passavam 18 minuta de meo dia, quando eu
penetrei no recinto u'esta Asseui'iia, e, verifican-
do que a hora estava muito imitada e que se
conservavam ainda na ante-sna V. Exc, o Sr.
vice-presidente e os dois secretarles, sem ae lem-
brarem de que o relogio, apesar de atrasado, j
marcava mais do um quarto depois de meo dia,
ia me dirigmdo para a cadeira di presidencia afira
de occupal-a na qualidade de segundo supplente
dos secretarios, e convidar os Srs. deputades para
arr aberta a s->ssio, o que nij fia p >rque n-ssa cc-
ca9io V. Exc. entrn id recnt ; voitandj <. u a
minha cadeira e deixando V. Exc. abrir a sea-
elo.
Eram j pasaados 18 minutos ; V. Exc. esteve
seutadu em sua cadeira inaia de cinco minuto, es-
perando que m us amigos entrassem para o recinto,
porque V. Exc. o sabe, elles primeiro fumam o s<-u
cigarrinbo e nao gostam de deitar fra a pontinha.
Temos, pirtanto, .18 minutos, com maisj, 23. Poi
a essa hora qae V. Exc. abri a s> ssio. Faltam
por consequeocia 8 minutos. Eu appello para a
id m i ia de V. Exc.
Se me permitte eu contino, do contrario sen-
to-me can pezar, verdade, pois quero anda dar
mis urna mis de cinzento (nao).
DiaEe o nobre deputado que o 1." supplente pe-
dio demissio e que o outro ex-rcia o lugar de
gaarda-vros aqui na cidade, que vi;.ha cedo e
voltava tarde, e que a vista dase, o preaidente ne-
me u ama autondade policial de fra.
Entio, em Beberibe nio ha um s<5 hompm qae
esteja na altura de exercer o cargo de subdelega-
do e que exerf a tambera alli o aeu raen de vida ?
Pois o Sr. capitao Mello nio conservador e chefe
da 'ocalidade ?
O Sr. Bario de ItapiasumaApoiado.
) Sr. Jos MariaE esae cidadio all nio re-
side, nio vive alli com sea negocio e nio um
homem que rara vez vem ao liecife ?
O Sr. Cesta RibeiroTulvea nio se quizesse
constituir cipit&o do matto.
) Sr. Jos ManaSe os nobres debutados uo-
ffHaram urna autondade militar por falta de gen-
te, entio o Sr. capito Mello bicho. (Riso).
O Sr. Gaspar de DrummcndV. Exc. quem
diz sso.
O Sr. Jos Maria -Eu nio ; quem dase foi o
nobre deputado pelo 13." districto, o Sr. Gomes
Prente, nobre deputado disse, : nao havendo
na localidade pessa que podesse exercer o lugar,
oomeou-se urna autondade de fra. Logo o Capi-
tio Mello fui cualifcalo am quadrupede.
O Sr. Gaspar de Drummond capitio Mello
um homem considerado por todos nos.
O Sr. Lourenfo de S Se o consderam uio
parece.
O Sr. Jos MaraE Vv. Exea, querem que eu
Ibes diga c m franqueza ? O capitio Mello est
muito magoado, muito sentido.
O Sr. Bario de ItapiasumaEu nio sci se esta
magoado, mas deve estar.
O Sr. Jos ManaEst e muite, sem duvida
alguma.
Tendo ouvido dizer qae a polica actual muito
peior do qne a anterior ; que os soldados nio ap-
parecem na povoafio, senao par cnndazir para a
casa do subdi legado o Sr. Jalic Mara de Oliveira,
e para lvalo amoein noite a sua casa, qae os
sol lados vivem armados de pistolas dentro da po-
voaci ', araeaf indo Deus e o mundo.. .
O Sr. L uronco de SEssa que a polica
da actaaldade.
tsrdades policiaes com 'iffsnsa ao amor prspne
dos seus e irreligin arios e sem qne hajam partido
reclamafojs dos liberaei; atli aomeavain-si au-
toridades policiaes militaros para attender, pode
se diaer, exclusivaneute as exigencias dos couser-
vadorea.
De tudo quanto tenho dito, Sr. presidente, evi-
dencia-ae que nenhuma nafa de ordem publica
actaou no animo do presidente da provincia para
suppnmir am district) pilicial, pira demittir um
subdelegado, para nomear urna autondade militar,
et rn duvida com o nico fim ds machuear, U if-
fen 1 r, de iuc tnmidar o chefe da localidade o Sr
Mello, que, segando diz ae nio eat muito corren-
te c.nn o outf. chefe o honrado Sr. Bario de Ti-
caruna.
O .^r. PresidenteLembro de ano dspntado
que a hora est fiada.
O Sr. Jos MaraVou concluir, Sr. praai-
dente.
E nem preciso, aenbores, grande argacia para
d'isto convencer-rae ; as metas palavras hoatem
ditas nesta casa pelo nobre deputado pelo 3 dis
tricto, o Sr. Joeo de S, demonstrara cabal e evi-
dentemente a verdade deata minha aaserfio.
Lavra a desordem, a deshaiminia no seio do
partido conservador do 3- districto, e, por mais
que procure occultal-a, por mais prudente que
procure ser o n.bre deputado, o Sr. Joo da S,
uio pode fugir hontetn a urna meias cocfisses,
que vai corro 3orar o mea acert.
Cumpre, portauto, o eu desta tribuna presto
um oervifo ao nubre deputado, uspiraate um i
cadrira nes'a casa pelo 3" districtooumpre a.'-.
Exc, longe de coacorrer de qualquer forma para
os lafoa da disciplina cada Ve* mais se affco'ixem,
esforfar se para que, ao contrario, se restaba lega
a harmona no seio dos conaervadorea daqu-lla
cireumsc.-ipfio, porque eu quero ter a grata sa-
tisfcelo du ver o partido liberal, no primeiro plei
to, dar trabaho e vencer o adversario unido.
A discuisio fica adiada pela hora.
Passa-se i
l3 PARTE DA ORDEM DO DU
Continca a 3a discussio do projeeto n. 1 deste
anno.
Veem mesa, sao hdas, apoadas e entratn em
discussio eonjuactameute com o projeeto as se-
guimos omeiiias :
N. 196. 8ub3ttna-se aa emendas na. 81 e 119,
pela seguate : ao 57 em vez de 5, dga-se 6 0
e o mais como est.Dr. Pitangi. Luz de Au-
drada.
N. 197. Ao rt 2 : l:O) para illuminafio
da cdda de Garauhuns.Siphrouio Portella.
N. 198. Ao art. 2" : 4:0\J# para um afude na
Pedra do Buique.Sophroni Portella.
N. 199. Ao art. 2o : em vez de 4:0J0# como au-
xilio no recolhimcnto de Born Cousetho, diga-se :
ti:0OO.Sophronio Portella.
N. 200. Ao art. 2o : 3:003. para compra de
urna casa que sirva de cadeia na Pedra de Buique.
Sophronio Portella.
N. 201. Subemenda emenda n. 187.
2 A raensalidad.; dos alumnos internos do
Gymnasio nao exceder de 25.Itogueira Costa.
Viga; io Augusto Prat'klin.
N. 202. Onde couber. 5O0O9 por cada um do3
escravos residentes no permetro das diversas ci-
dade e villas.Jos Mara.
N 203. Ao art. Io 36. Augmeute-ce a l'umi
naci publica da cidade de Goyauna, com mais 3
laropeoes.Julio de Barros.
N LOt. Os empregados pblicos que p>r torea
Ja emeuda que os manda aposentar o forera, serio
cora vencimentos integraes desde que tenham mais
de 25 mu s deservifo.Jos Mana.
N. '.05. Ao 40 do art. 2- E.n vez de l:153,
diga-se : 2:920 como est no orf amento vigen-
te. Em 18 de Abril d3 1837,Gaspar de Drum-
mond.
Vm mesa, lido e apoiado, deixando de vo-
tar-ae por falta de umero, o seguinte requer-
ment :
Requeiro o adiamento da discuifio par 48
horas, emqdanto se imprimem aa emendas hoje
apresentadas.Joa Maria.
E' encerraJa a 3 discussio do projeeto e adia-
da a 3" do de n 3 deste anno.
O Sr. Preaidente lovauta a aessio, deaignando a
seguinte ordem do dia : 1 parte cont uu -.fio d->
anti cadente ; 2 parte : contiauafio da antece-
dente o mais 1" discussio dos projectos ns I i, 27
e 44, 2a d3 de n. 21, todos deste anno e 218 de
1882.
dulcina foi ao hotel e quaud) vottara, acompa-
nbada do jantar, o panuro h*v;a desapoaretsido,
Ideando dous anaeia de oaro e am* meiinhi de
orara, tmeastoada em ostro.
Gricou e um individuo que vira passar o melro
nm ptico aprestado, promett.a iqaelkdir cont
delle.
Infelieoiente para ocrioalo, qae *e chama Jos
Augusto, foi deaoueado boa tem aas gaardas cvi-
cos us. 31 e 32, que estavam de ronda no forte
do Matto e que o agarrar.in para ser presante
ao subdelegado.
* Par* a adosisaao i matricili n> 1." atja
cursa gfni necesjarii que o c indi dato apr-
sente certidoea de approvafi) era prtugaez, fran-
ce<:, i-tgl'z oa ailemS, e historia e ge''gr*pua,
vlidos pira a raalricula ujj satrsos su.ienorca do
imperio.
Serio dis masados doj pr 'pir*f.,-i? a qae
se refero o artig auteeeieate os iadiviijn jn-
provaram hibitita.-oja qsjieateam, a jsitoii
c;>ngreg*fio, mjjiaut; dwin'',: SMSavfa or es-
cola, faeui dad o iiui/ers; 11 le estr ingeira.
Os aluoaao approvadu noj laiun u.-s d >
Interrogado par este, negju o fact j, mas ten 1 > 3." anaj as carao istosiaor rec iberio o ltpl i n i I
aotrajectJ tirado do Solaa am ambfUfha e o ati I eognh-dlro de minas; sellida c > as ar.n .3 m .e
rado rna, foi este apauhado pac am loa guardas rae. e asiigaada pelo amistro 1 inoori, j p30
queoentregoa ao subdelegiJo, e aberioo em
brulh-: encontrsa este os referidos objectos.
Chamada a dona, reconheceu esta os objectos,
que lhe foram eutregu.'s e tambera reeooheceu a
i ientidado de Jos Angosto, que era face da sua
dulci'ia nao pouds mais fajrtar-M a coaurmar o
acto repravada, qae com taat* ingratidaa pn-
ticara.
No ra-'smo embrulho foi eneaatrada urna figa de
celluloide encastoada ean ouro, que lio u em poder
do Sr. tenente Santos Neves para ser entregue a
quem justificar ser o dona.
Foi mais am bou servifo qae presta a polica
da freguezia do S. Prei Pedro Ga ifalves.
Vapor TrentIalo.-raa a respectiva agen-
cia, que "ate vapar sabio do iiio di Janeiro aato-
hontem i 3 horas da tarde e portaata dsve aqui
ch^gar a 14 Jo corrate.
Como solemnlaon -O Rvm. vigaro da
freguezia da Gl .ra do Gaita, o bondosa sacerdo-
te, Joo da Beata Bezerra Carvaiho, solemnisou o
dia 4 do c rreute, aaaiveserio ds sua collafia, e
da Invenfia da S inta Cruz, restituinda a liber-
dade aoseu esciavisado Mitioel, de 21 aunas de
idade, anieo que possuia.
Tornando publico esse acto de geoeroaidade te-
mos certeza de contrariar a subida mad.-stia do
ejemplar sacerdote; elle qa > nos releve e agr-
defa nos anda o aio tomrteos cauhocidas os
seus sentimeatos de caridade dem.nstraios em
muios outros actas e que o fazem muito estimado
pelos seas parochuuos.
Utmiv Piu los Voluntarlos da Pa-
triaEsta sojiedade pretande lest-j ir o 21 an-
iversario da hatalha de Tuyuty eara um espect-
culo na theatro Santa Isabel na nauta de 24 do
corr-mte.
A' tardo dessa dia o Moate Pi precedido de
algumas bandas de rausiea ir buscar ai Iastituto
Arch -olugico Pernarabucano oa estandartes doa
batsihSss voluntarias Peraambucaaoa 11-, 30 e
53- (!, 2-, e 3- de Prnainbu> >), fim de te!-03
era expoeifio no sali da tbeatro durante o es-
pectculo.
A esforfos dos distiuctos merabros do c^rpa
scenico da siciedade Cangresaa Dramtico, subir
soeaa o drama militar e de grande aparato da-
n minadoO Tributo de Sangueeaeripta ex-
pre.-samenti) pora tal fira peio Sr. Dr. Corte-
Real, autor d Voluntan > da Patria e Cabo Ce-
sar,que foram bem reeebidas pelo no33a pu-
blico.
O jardn! de palacio e be a assim a reate d >
theatro estaro illumnadoa.
FcrimentoNAnte hoatem na freguesia da
director da EaSila, e infirma a m i lad > loa u sob
a. 3, e tambera gozulo das dice.lis c regalas dos
cogenh-iras ctvis.
' O s.unaa di g.-aa I ap:i II) eraaith'eida
pobreza padari ubtor do governa umi poacia para
trequentar a Escola.
Deutte os alumias brizileiros que co.naie-
tarera o carao superi t o gavtra> poJeri mandar
os mais distiuetis, at o Manera de tros, e3tu lar
custa da Estado, era ara dtstnet; raia ira U* Ano-
rica da Norte ou daEarapa. ,
O alurauo qoe tr eseolhili recebar da di-
rector da Escola, ouvida a coogregifii, ins'.ruc-
fes para o deseraaenh) da ca.aoiiss.ii, 8, aa re-
>-r, -presoatar ao raiaiscrj doimperi. u;n
relatjno s3 qae tiver fono, para,
segundo o valar doate, pale aer empregada pelo
gaverna.
O iptoraa d; en^euhi-j oanfarida pela Ea-
cola habilita para o eoacarsa aa provi.nento dis
eadeiras da Escola Po!yt-.'caaica, cuja cusan uio
tver raaior desenvalvimeuta.
t'ara mais ampias nformafoes indicamos os de-
cretos us 9,433. de 27 de Jaoha de 1335, e n.
9,693 do l. de Maio de 1880.
si. Kelix caant'iiialio i .utte a-.;u >
seguinte :
A 18do contenta se canpletar a trisenteaa-
rio de S. Pelix, u;na das ;;l>rii3 di baaemerita
ordem doa capaohiohos, verdadeira fi ha do Sa-
raphi.-o Pranniaej de Aasa, cujas virtudes soabe
imitar e retratar era aua alma almiravel!
Sima a cidade eterna a ra-tropa'a da C'nrtstia-
nisma admirau durante a uavida partioularmea-
te a3 virtaies da bmplicdiie, n.atistia em-
d stia aasoeiadas a sublimo scieacia da sauos,
que na phrase insprala de S. Pulla cifra-so no
couhecimenti de Jess tJhriss', verb de Deus,
redemptor e raodel o das pred atinados.
Nesta scienca Pelix de C vucalice, sob os aus
pifias da Virgo-n Sautiasima a quera consagrou
affectuosae profunda veuerafia e amor, fez tasa
prozressos que nerecea a araisade intima dos
grandes S. Carlos IJjr romea e S. Pelippa do Nery
que pediam-lhe c cios.
Ainda em vida ouvio que lhe qaal.'ficavam de
santo, protector dos meribuados e justicaudo es-
te caueoito alcanfiu, dipois de passar deatc val
de lagrimas a celeste Jerialu-ra, a mita honrosa
e gloriosa sancoia de suas virtu los 8 railagrea
cora a canonisafaa e direito ao cuita Vunerafia
publica que ihe conferencioa a succossar de S.
Pedro Clemente XI, a 22 de Maio ie 1712.
Pe mente entro u3 a devjfio S. Flix
Grafa o menor Luiz Jos de Franfa, desparou ca- j est asss conhecida, e era nossas doeucas nia es-
sualmente um tiro de polvera sesea em Jos Eleu- quecemas de implorar o sea valimeuti; por isto
terio, parda de 22 annos, produzindo-iho ferimen- \ temas eoavcfio de que rauiti concorridas aerio
t s era urna perna. as testas cora que os virtuosos captichinehos vio
O subdelegada verificoa a casuali lado da faato e solemaisar o tareoiro ce .teaario ie seu rjioroso
oandau ree.lher o offendido ao hospital Pedro II, irra.
para curir-se -s ferimentos. Eu retanto julgamos atl aos fiis o eapecial-
Facada Era trras do engenho Sauzinho do mente aos devotos da Pelix noticiar que o ain-
2." districto da freguesia de Una do termo do Rio ta padre Leo XIII, pjr decreto da Santa Joa-
Formoao fui Jos Antonio do Garmo ferdo traL- gregafii da iudu
A commisaao de ridacfio de parecer que o
projocto n. 16 d'eate anuo fiqu3 asaira redtgido :
A Asaembla Legislativa Provincial de Peruam-
buco resol ve :
Art. 1 Fica o presidente da provincia autorisa-
do a contractar com Bdaardo de Moraes Gomes
Ferreira ou com quera mclhorea vantagens offere-
eet a tuudafio e citacio de um moiuha a vapur ou
com qualquer outro motor destiaadi a maer gria
de trigo e preparar a farnha, com capacidade de
maer diariaraeute pelo menos 7,500 kilogrammaa.
1. Para explorafio e nao da udustna da que
trata o art. V conceder-se ha privilegio por 10
annos.
2. Dentro de doua annos o contractante
obngado a montar os .stabclociraratoj precisos e
a dar principio aos trabaldos da fabrica, em cujo
aervifo ser obrigado a adraittir at 15 orphios
para lhe ministrar o ensino da industria, atimen-
taudo-os, e dous annos deoais dando-lh.-s salario
equivalente aos que trab.. harem.
Art. 2- Revogadas as disposifes em contraro
Sala das cummissoes, 9 d< Maia de 1837. G.
de Drummaud.Barras Barreto Jnior.
ilgeacias, ae dgnou de conceder
especiaos indulgencias, nos das em que a ordeaa
seruphica dos capuchinhas testejarem neste auno
o fausta centenario de S. Flix e para us estes
dias seria os 16, 17 h 18 docorrente; e nos quaes
os religios 3 da Penha comraemorio este santo
anniversario.
N03 diaa 16 e 17 palas 7 har-.s e uve i a da
maoha so celebrar na esplendida igreja de Nossa
Suhirada I'1 tiii a missa cantada a orcieatra,
de S. Flix u cnticos espirituaes, e pslas 6 haraa
da tarde, se expora o Santissimo Sacramento, se
cantar a orebestra Ladainba, o hyrano do santo e
a tudo pora termo a beacio do Santissimo Sacra-
mento.
A 18, dia da festa haver s 7 horas da ma-
n. 83, agentes da empreza edctora Woites rointn- \ ubi a missa para a csraraunhi >, s 8 horas a in s-
iicas, acaba de che,-ar oa dous prraeiros fascicuLs sa solemne cant .da a orch.'Stra ; s 6 horas da
foeirameate cora urna facada por Apolinario Pe-
reira da Silva, que tvadio-8e logo depois do ciim.
A autoridade local tomou couheciraent.i do facto
e pela vistura a que mandou proceder veridcou
ser grave o fenmeato.
Abri o respeativo iuquerito e fez rcraesaa.aa
Dr. promotor publico.
A<..:> tsi.uWoNa sitio Pava do termo de
Triumpho o menor Manool Ribeiro da Silva assas-
sinou com tres faca das a Manoel de Souza Perras
e ferio h-veraente a J io de Souza Ferraz.
O deli-iqueute foi preso, fez-se o competente in-
querito que teve o en veniente deatiuo.
Iltelorla de Viclor llago -Para a casa
dos Srs. Allredo Lopes & C. ra da Imperatriz
la importante obra de Christobal Liitrau, intitula-
da Historia de Vctor Hago.
Acham-se venda all, onda se recebem assigna-
turas, bem como as demais livrarias
Lan lerna SIastcaDtstribuio-sc hontem
o u. 188 deste peridico litterario c humors-
tico.
tarde o panegyiico do santo, expasifia e benfio
do Sacramento, cnticos e bencao cora as sagra-
das reliquias de S. Flix.
Todas as passoaa que nesses dias assistirom
a estes actas religiosos na igrej i da Pentia, ou a
visitaren! devotamente, ao minos, de caraflo ga-
ubario indulgencias e aete atinas e os que cou-
Carece de limpeaaNa praf* do Cam- fessados receberem a sagrada cammuuhao, gauha-
mercie, era fronte da Associafo Cummercial o i raa indulgencia plenaria, orando por algura tera-
catio de esgto est exhalando um tetido iusuppor- po.seeuudo a inter.fi i da santo padre Leo
tavel e aendo alli panto de reuniio de muitas pes- XIII.
sas e mesmo que nao l'i.-se. urgente que mande
limpar o inesrao cano quem desta obrigafio esti-
ver encarregado.
Serio uiuitos os qu tra de agradecer esse bc-
uefieia.
O Sr. Jos Maria... que a povoafio de Bebe-
ribe, at eolio pacifica, onde nao se davam cri-
mes, depois do pouco tempo que est t esse cru-
cial com easas piafas de polica, tom sido theatro
de muitos ci mes, entre utros, um ronbo em um
estabelecimento commercial, e at um facto estu-
pendo ie que o jornaea deram noticia.
O Sr. Lourenfo de SPacto horroroso.
O Sr. Jcg Maria- Facto compungate: o des-
respeto a urna seuhora viuva de 74 annos de
de idade.
E como ditte o nobre deputado pelo 3o districto,
qae as cousas vio bem, quando se dio factos des-
ta natureza?
Disse kms o nobre deputado pelo 13 districto,
aspirante urna cadeira pelo 3, qae am facto
autigo a nomeufio de mi tares para autoridades
policiaes de diversas localidades.
E' urna verdade que no dominio liberal fez-se
disso, mas sabe V Exc. porqne se fazia? Quan-
do o partido conservador reclamara entra a per-
manencia de ama autoridade liberal, cm attenfo
a essas rociara cues, muitas vesea iujnstas, o par
tido liberal, para impelir que se continuasse a
fallar que o orgio conservador, qne os conservado-
re desta casa continuassem a tallar, attendendo
aos reclamos fetoa pela opposic >, porque o par-
tido liberal viveu d'iBto, accedeudo innita vezes
a exigencias deearrasoadas, oriundas do partido
advera, roaodava autoridade militares, alheias
a localidade.
Proc dia assm por esta razio, maa nio porque
julgasse qne ete am systema permittido, e tem"
porque prucurasae deamoralisar oa aens correligio-
narios das localidadi s para onde mandava esoas
autendades.
V, portante, o nobre depntado, representante^
do 13* districto, qee retirou-se da casa para nio
ouvir a contestadlo ao see dueurso, que ha urna
A commiasao da redafao de parecer qae o
prrjecti n. 41 deste auno a-ja redigido da ae-
guntd forma :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. 1- Fica fizado em 1,104 o uumero de pra-
f as da forf a policial para o ex -rcieio de 1837 a
1838, sendo 954 para o Corpa de Polica, que
passa a ter augmentado com mais urna compa-
nliia de 104 praf as e maia nm capito um tenente
e dous alfeies, e sendo 150 da guarda cvica lo-
cal, que ser angmeutada com mais 30 praeas.
1- O Corpo de Polica ser dividid* em sete
es .npanhias.
2' Fica reduzida 1140 .a diaria da praca
do.Corpo de Polica e 1/zOO a da Guarda C-
vica
Arf. 8* O ppesidente da provincia poder re-
ver o regulamento da forf a policial, no intuito de
melhorar a disciplina e iustruefio, de reorganisar
a Guarda Cvica local 3 de regular o servifo dos
mdicos da polica.
Art. 3 Revogadas as disposifoes em contra-
a actriz Apolonia Silva, no Theatro Santa Izabel
realisou-se com urna eachente total, inclusive os
24 camarotes por ella offerecidos a Santa Casa do
Misericordia e para a libertafio dos escravos do
municipio do Recife.
A' beneficiada tarara ofterecidos altn de alguna
Mocicdade PllomalicaReuni se na
da 7 esta eociedade, sob a presdenoia do Dr.
Olintha Vctor.
Foi lida e approvada a aot t da sessio anterior.
Em seguida foi apresentada urna p.-oposta traaa-
Fenta artsticaA que foiaanuciada para ferindo as sesses dos sabbados para os das de
ouotee, um cartio de ouro cravej do de brilhan-1 tes :
qunta-leira s 10 horas da n mha, sendo discu-
tida e aaprovado.
Fui adiado o jury de Pedro I, devendo ter lugar
na prxima ae3s o jary.de Anuibal, theseae ebro-
nica semanal.
Beanles sociaeUa hoje a seguin-
tejeora a seguinte inscripfio :
^arabeu a acirz Apolonia Silva, J. C. da
Siiveira Carvaiho, 5 do 5' de 87, dirigindo neasa
no.
Sala das eommsses, 9 de Maio de 1887. G.
de Drummond.Barios Barreto Jnior.
KtviSTA DIARIA
Asaembla Provincial Nio bouvo
h intem sessio por terem comparecido ap. mis 13
Sra. deputados.
A reunio foi presidida pelo Exm. ir. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley.
Acbando se sobre a mesa foram a imprimir dous
pareceres da connaiasao de redaefio sobre oa pro-
jectos ns. 16 e 41 deste auno.
Em seguida dssolven-se a reunio.
I m >uir,o inupoiloCm nosso compro-
vinciano reai.ente na provincia de S. Paulo, diri-
gindo-se nesta capital a um amigo, assim se ex-
prime a respeto do Exm. Sr. Dr. Pedro Vicente
de Azevedo, digno preadnte da provincia, em um
dos trschas de sua carta :
Oom satisfaca lhe assegnro qae a nossa pro-
vincia est complettmente servida de presidente,
psrquants o Exm. Dr. Pedro Vicente de Asevi do
um cavalheiro diatincto, ilustrado, justiceiro e
sincero.
Sabe apreciar devidamente o mrito de quem I
quer que seja, nao se afasta das regraa do direito
e sob este principio estada os negocios e resolve
de accordo com o mesmo direito.
Eu t tenho que cungratular-me com V. e com
a nossa provincia por se achar confiada e sua
frente um administrador zeloso e vigilante, capaz
de esforcar-se pelo seu eugrandecimento.
Aqui goza elle de elevado conceito e suoida con-
siderucao, conhec do como homem sizuda, Ilus-
trado e de carcter firme. *
Amor por sjaluolceEm das da semana
passada nm crioulo apreseutoa-se a urna dulc.lea
da ra de Lomas Valentinas, qae eslava p >rta
de sua casa e penetrando oesta, depoi de ariguma
conversa, manifestara dea-jos de jantar e pedir a
dona da easa que foase a nm hotel prximo escc-
Iber as iguarias que a aicbos deviam servir de
repato.
Para obsequiar to obsequiador cavalheiro a
occ-i8iaa o Sr. Belizario Peraambuco, algamaj
palavras de animafio festejada artista.
Club Internacional de Besrala*
Anta-bontem os membros do corpo de remadores
deste Club tiz rain peio 2' anniversario de eua
iustallitfio urna brbante manifestafo ao aeu
presidente, ?'r. commeadador Antonio Joo de
Amorim em aua residencia.
A'a 9 horas da noite partiram da sede do Club
varios escaleres, que alem da tripulafio acha-
vam-se repleto de enhoras, e foram rio cima at
residencia d'aquelle cavalheiro que obsequiosa-
mente receben os manifestantes.
Durante o percurao queimaram-se grande por-
fo de fogos do ar, e de bengala.
A's 10 horas ebegaram casa do Sr. commen-
dader Amorim d'onde se rotiraram a 2 da madru-
gada reinando sempre entre todos a paz e a ale-
gra.
FracturaAs 3 horas da tarde do dia 2 do
correte e no districto Colonia Izabel, o trem ex-
preaso, que regressava para aquella cidade, faetu-
rou a perna esquerda de Jos Fructuoso da Silva
na occaso era que esta procurava afugentar
dos trilhos urnas cabras.
A autorida tomou conhecimento do facto e abri
o iuquorito que teve destino.
saecolbea e Raymuodo Pimentel Redo-
valho, pronunciado no art. 205 do cdigo criminal
aprc-aeutou-se ao delegado de Ouneoury no mez
passado para recolher-se a prisio.
ItihcurioAcaba de ser publicado nesta
cidade |o discurso, improviso, que na cidade do
Porto pronuncilo inspirado auctor da Morte de
D. Joao, o poeta Guerra Junqneiro, na xpotheose
que a imprensa d'alli fizera a Vctor Hago.
Em toda as livrarias se encontr esse primoroso
diseorflo,
cigarros da Fabrica morOa Sra.
Lorega & C. estabeleeidos coro jfabrica'de cigar-
ro ra Larga do iosario n. 8. obaeqaiaram-nos
hontem com alguna mafos de cigarros, do varias
qualidadt-s e marcas e de fumo picado e desfiado.
Todoa sao preparados de excelente fumo, chei-
rosa e saboroso, de modo que o fumante nao po-
der exigir melhores1
Agradecemos aos Sr. Lorega & C, o delicado
mo o que nos envin.
Trabaho JurdicoAcaba de ser publi-
cado e distribuido um importante trabaho do Dr.
Joaquim Cona de Araujo, acerca do confl cto ad
iBinistrativo judiciario, que foi levantado a pro-
posito da arr cadnfio de espolio do commerciante
An'onio Corita de Vascoucellos.
E' digno de ser lido.
Fieamos reconhecidos pelo obsequio da remessa
de um < xemplar.
Escola de taina* de Ouro Prelo
Sendo pouco eouhecidos nesta provincia a organi-
safo e fin dea Escola, e bem asaim as vanta-
gens dos diplomas por ella conferidos, damas pu-
blicidade a alguna dos artigo do respectivo re-
gulamento e chamamos a atteaco para o cdital
em outra scela publicado, satiafarzendo asaim o
justo pedido qne nos foi feito pelo seu eeforfado
director.
Os cursos sao gratuitos e feitos durante tres
anuos, sondo o anno lectivo contado de 15 de
Agosto a 15 de Jssihe, inclnsive a poca de exa-
mes que cemef a em 15 de Maio. >
D) Club de Regatas Peruambucaao, o 7 h iras
da noit na sede do menina Club.
Da Gremio Recreativo Familiar, a 7 hars da
noite, em sua rede, ra de Marcilio Dias n. 21.
Do Gremio Litterario da cidade do Cabo, s 7
horas da noite, em sua sede, ua raes na cidade.
Amauh :
Dos accionistas da estrada da forro de Riboirio
ao Bonito, sll horas di maahi, no 1- andar do
predio n. 73 da praf a de Pedro II.
Da Institato Archeologco e Geographica Per-
nambucaao, 1 hora da tarde, era sessio ordi-
naria.
Da Rccreio Infantil Nove de Agosto, no respec-
tiva ede (Instituto Acadmico) s hars do cos-
tume.
Vapor CilqulPor ordem superior ficou
transferida para o dia 14 a sahida deste vapor
para Fernando de Noronha.
VasarethEscreveu-nos o nosso coirespon-
dente em data de hontem :
No dia 7 ultima parti da estaeio da Brura da
via-ferrea da Li.n.eira s 7 1/2 horas da maabi,
em trem especial, S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia com sua Exm i. familia para a cidade de
Nazareth, sendo acorapanhada por cerca deseasen-
ta cavalheiros, noasos distinctos amigos, entre os
qnaes mencionamos o Sr. general coraraandante
das armas, Dr. chefe de polica, presidente da As-
sembla Provincial, commandauts da corpo de po-
lica, diversos deputadoa proviuciaes, alguas mem-
ores da magistratura e outros fuaccionarios pu-
blico.
Com aExma. consort deS. Eic. segairam para
alli algumas familias da lite da nossa sociedade.
S. Exc. eom sua Ilustra comitiva chegou es-
taeio de Nazareth 3 10 horas da manhi, sendo
recebi io pelo digno jais de direito da comarca o
Sr. Dr. Carlos Augusto Vaz de Oliveira, autorida-
des lcaos, Bario de Tiacunhaera, mijar Domin-
gos Braga, muitos proprietarios, agricultores entre
estes os Sra. Plinio Cavalcante, Manoel Caetano
Pereira de Queiroz, AntoniojTavares, Agripin9 di
Reg Barros, Luiz Ignacio Pessoa de M-llo, Ma
noel Estellta, Manoel Thoraaa, advegada M-noel
de Macedo e muitas outras pessoas.
S. Exe. foi hospedar se eom a sui comitiva na
casa da reideocia do Dr. joia de direito que com
a sua digna consorte esmerou se no acjlhimcnto
que gentilmente dispensaram aoa illustrea hospe-
des.
Pereorrendo a cidade, S. Exc. visitn a casa da
Cmara Municipal, a Oadeia Publica, a Bibliothe-
cado Centro Nazareno a Collectoria Geral e reco-
Iheudo-se ca'aa da sua hospadag m, foi-lho alli
offerecido ura delicado e prufuso lunch, durante o
qa! se levautaram diversos brindes dos quaes ia-
dicamos os seguimos :
Do Dr. juiz de direito a S. Exe. o Sr. presiden-
te da provincia por si e par muitos d.'s aeus amigos
residentes na comarca manifestando o sincero jubi
lojde que se achavam possuidos pela honrosa visi-
ta de S. Exc. e o apoio decidido que todos preata-
vam admiuistrafo da S. Exc. aceeutuaudo com
phrase correcta e amena o seio patritico e intel-
igente eropenho eom que S. Exc. se oceupava das
financ aua Ilustrada admiaitra;i>.
De S. Exc. o Sr. presidente da provincia ao
Em linguigam animada e cinqaeoteS. Ere. r-
lembra aeu-rgia patritica, oa feitos gloriosos qae
illustram a hiatoria da provincia, e ias>:nde nota:
que aa graudes progressos uio so ona'gue* t-
mante pela accSo dos poderes puolic t mas prioet-
paiiment! p-la iniciativa iudiv'da ;l como est
asauteeeudo om a provincia de .3. Taal ', aua ter-
:a natal, tinha f que o pavo parnambacano, cujas:
autepassadoss nobitarsin as grand s luetasp;la
defeaa dos instituto pitriaa, deseavoivessetada
a sua forfa de animo, o seu provado patriosia?
noa cmbales pacficos do trabaho pela con (uoista
ie todas oa progfassos cabenJo-Ihe unieameate
uxilial-o iiesj-i granJ -sa amb fao.
Di Sr. desembargador Alves Ribeiro a laraa-
ra da provincia representada ua p?33ai do t ma-
te-coronel Mareionitlo La*, lauraado que o fl>-
resciravnto daqnolla epeadia graaderasnto Ja
extoiifi) d, captiveiro e cautava qae a lavaar
uio faria resistenciaa soufli moderada (besas
importante e nobre prb esse social.
O Sr. toneato-cor -nel Marciouillo agradC3ails
i brinde e par sua vez sandaudo ao Ex.a. Sr.
desembarga dar Alves ltibeiro, dase que a lavaii-
ra nio era ofensa ai mavimeuto e nancipador doa
esaravos, que nao poda oraponhar as axpaasSes
exageradas de multas ab diciouistas e as propa-
gandas das praf as pabiica..
D> Sr. deaembsrgador Alvos Ribeiro ao Sr. Dr.
Carlos V .z, juiz de direito da ornarse, ma psi
intelligencia e iategridade de todos recooh eidas,
tem sabido hinrar o cargo que dignamente xza-
pa, felicitando por iss. a comarca.
Di r. Dr. Carlos Va*, ao Sr. d -se .Vi i.;tiot
Alves Ribeiro, a quera s canf.-asou _
pela benevolencia ora que ao ra sm > sa diri attribuiudo-lhe mareeimeaos qas distiaguia a ae
magistrado que ara d>s oruaraoutos da magis-
tratura superior da provincia.
Que a lav ara eompreheode bem a utilidvla e
necessidade da emancipafio, qae tambara aaibi-
cionava, dos ie que oir.i isto se atteudess; aos
coaselhos pacficos e sensatos quo a erise fisms
ceira e econmica di Uvaura ialicava; o capera-
va que que o Exm. Sr. desembargadat Aires
R beiro, como diga, merabro da magistratura su-
perior seria -d exacutor da lei cora referencia a
este importante assuinpto.
Da Eira, biiao ie Tiacunliaein ao Exm. Sr
presi lente da ppovineia louvando-o pela sua ad-
ministrafio.
Do Sr. capito Affonsa Marauhab ao Ex n. Sr-
general cora nind. uto d^a armas pe i -.i
forf o que tem empega i o cm prol ho dscpat.
militar das forfa3 do se ; eoraraando.
De S. Exc. o Sr. general ao patritico povo par-
narabacaao d; qu 'ra se contessa penhorada peiac
maitas provaa da cortesa e conaiderafio que Ik-
ha dispcuaado.
Da Exm. Sr. Dr. Herculano Bandeira ai Exei.
Sr. Dr. Francisca d Lacerda, um dos cidadacx
que a comarca de Nazare'li muito considera pea
dedicaclo e s rvifoa com qae praptigaa pal >s .
resses geraes do municipio, pelo que se orgah>.r
era oonaideral-o no numero dos a-.-us mais presi-
raoso3 Mnigos.
Dj Exm. Sr. )r. Fran :sc i Lacerda aos aetif
d;gn.s o loa->s amigos de Nazareth, dos quaes tea
recebi Jo iuautneras provas de apref a que nuaca
Sel io o -! i -i i .-.
Do Sr. Miuoel de Macedo ao or. majar Dautin-
gos Braga, coma distiuctissiino fu:iccit.nario publi-
co e cida lio gerilraente estimado e considerad*
nesta comarca pelos seus recouhacidos merecim.a-
tos.
Do Dr Jote Salasar, promotor publico, ao Ex*.
Sr. Dr. Herculano como muito diatincto represen-
tante da 5o distriota e pela solicitu le -om que
deserapouha o mandato dignemcute ".aufiado a S.
Exc.
Do Sr. capitio Pereira de Queiroz ao Eira. Sr.
Ragoberto Barbosa da Silva, seu presado amigo -:
digno repreaeutaute da provincia na Assemolt
Provincial.
Do Sr. Manoel Cavalcante ao Sr. Dr. chefe a\*
polica pelos aeus Servifos importantes prestados
3?guraiifa publica e indivi lual.
Do Sr. Dr. Carlos Vaz, juiz de direito dacoaiar-
ca, aa Exm. Sr. Bario de Sennhiem, pondo eos
relevo o sea alto prestigio e servifos causa pu-
blica.
Da Exm. Sr. Dr. Francisco de Lacerda a t3-t
aa Exmas. senhoras que tionravam e abrilbants
vara esa* festa ie tantos e to distitict03 amigos.
Fiud-i a r fefia o Esm. Sr. presideut i da pro-
vincia, acoinpauhado do Sr. Rigby, digna gerente
da via forrea da Limaeiro, do engenh iro (sea!
desaa empresa e de divesos cavalheiro, parear
ea a linriu do prolongamento era etnstracfa par
Timbauba o r^gressou estafio da cidade, oai
o e3perava toda comitiva e alii tomaram o trem o
oresso s 5 horas da tarde faz nio aa despedidas
c aendo Bandados por todos I g) que o trem paz s
em rajvi.me.it o.
Durante a estada de S. Exc. fenderam aos are
algumas girndolas de foguetes e ouvia ;e esco-
lhidas e b an "secutadas pecas da msica do carp
policial.
Substituidlo de notas A Th-?soura-
ra de Faz'uda est substituiudo as mtas daThe-
souro de 2'.) 0 da 5a estampa, 300i) da 7* e
1000 da 6a at o fim de Juraba proxma cora c
descouio ti', 2 "o, que ser elevada a 4 / a can-
tar do 1- de Juina a "0 de Setembro do correnta
auna de accord) cara o di.posto aa art. 13 da lsi
n. 3,313 de 1836.
Os passuicores dus referidas notas dtivem leva!
aa a Thesouraria para nao terem prejuizo esm &
demora na substituifio.
Pralicanies do Crrelo No dia 16 da
corrente eucerr.i-se na repartifio do Gorreio Ge-
ral a inscripfio para o exam dos candidatos i
quatro vagas de pratteautos.
O exame coraef ara no dia 18 e versar sibre
exercicios de calligrap'iia e orthographia, arithme
tica e ementar, cumpreheudeudo o uso do systema
mtrico, e sobro nofoea geraes de geographia-
dando direito preferencia o conhecimento Jai
linguas estrangeiras.
Para ser- ir adraittidos inscripfio, deveria os
pretendeutes provar cora certidio que nio tem
menos de 18 nem mais de 30 auuo3 de idade, e
apresentar certificado medico da boa saude e
quaesquer outros documentos qae os abonem.
Gloria de Goil Escrevea-nos o nosse
correspondente eai 6 do corrente :
Nos descubrimos para pdennos entrar ne
graude hall da imprensa, como se diz na nevoeo-
ta Albioa, entre os jaruilistas da high-lift.
E, sa tistcitas as pragmticas adoptadas nof
povos que na coexistencia social se germanam i
luz d03 sentimentaa de urbauidade, reatemos a
nossa correspondencia, neste conceitaado jornal,
j ba tempoj interompida.
i, Estamos era vesporas de ama abundancia
enorme. As alegras innocentes nos corafoes dor
caraponios, em tfiervescencia pollulam tio vehe-
mentes, como de quando em quande na alma jo-
vera e tempestuosa da virgem que vai ser noiva.
O invern chegoa nos muito ;tempo, e tem
sido regalar : muito uniforme e muita maderada;
e n3 nunca nos engmamas cora os seus proaua-
Iciami-ntos ao eatalido do primeiro trovo.
Vai tudo muito bom.
O past) tem creocida com um vico descom-
raunal, a ramalhafi exbera ; no plstico dcada
arbusto, na caule de cada vegetal,Jado forfa e
vitalidade; a peifuraaute aarifieafia dos campos
, aos be jos de sol, tio forraosa e tanta, que em
constante sorriso se esproguifa a cataroza ; rodos
os nossos af udes esto quasi ebeos. e o periodo da
f uctificafia as lavrus brevemente vira cama
sempre nste ubrrimo salo.
J agora nao mais se dir, como quando 0
invern tardava, qae para estas paragens havia
Attila eomefado a au jornada infinita, ateiaado o
facho do incendio corao ua trra combusta do
propheta.
< Tuda est content".
<. E isso acontece, porque quando as maceas
do Azul se escat.'dem ua ponurabra do astro, por
detraz das cataratas ; parque quando o ceo era
obumbraraeutos debuiha o aeu fecundo pranto por
sobre a face adusta do planeta, advem um aaotive
justissimo para que todos os seres vivos quem era
festa ; at o mar, o ra rastrueso mar, cora os sous
solufi's h mercos e rugidos do leo, acorcunda o
dorso, oariea a sua juba de vagas em enormes tar-
bilho-.f, e ptroce querer saltar-se das correutes
para a lacta de que vwe sedeuto !
A autoridade policial cora o povo aciba de
fazer um ptima servif i no afude chamado -da
Mi de Deus que demora naa adjacencias da
cidade : tiroujhe s innuraersa ilhaa iactuautes,
de junco, que bstruhun Ihs a baca, e a esta hora
elle a reunio de exeelleuto agua pctavel. E o
maior dos que perto temas, "o mais importante, o
mais til.
Entretanto, o povo nao qu ra prestar o seu
poaaante braffo para taa grande mlharam
Felizmente, porcm, como em casos como este,
altivo e nobre povo pernambueano, representado j em" t0M 'reoouhecem fundo de justioa bo acte
na pessoa da honrado e muito digno juiz de d-1^ ogtsr0 j0.pj.jer, :abe racionalmente a a-
reito da comarca de Nasareta. I
1
:
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nuffiti


t rida
pBBBBBBJpBJpBBJ
4
Diario de Pernam

toridado o ejercicio do selfgovernemenl, porquo
tudoo justifica, o trabalho effeciuou-se.
Foi designado pelo presidente da provin-
cia de um vereador noasa edilidade, no vaga aberta
pelo Sr. Jos Pereira Araujo, que optara por u
outro logar 5 e oa polticos da trra eatao prepa-
rando-se para esea incruenta pugna.
Os belligerantes vio pedir as suaa torcas
pelo numero de suas adhesoes.
Deus inspire ao eleitorado para urna boa esco-
lha porque, por desdita ncssa, neste paix, quan-
do 'e trata de urna eorporaclo to importante,
como a Cmara Municipal, pira eleger-se seus
membroa, muito antecipadamente se sabe qui.es
os que hao de occupar as curu, e iato principal-
mente as aldeifcs !
a a orgulhosa patria de Washington, para a
formacao do corpo municipal, qiie l denominara
tambera =Administracao da cidade os seltctmen
(vereadores) sao escolbidos d'entre as pessoas de
serv'coa provados e que muitu te recommendam ao
povo, aociedade, por ttulos da benemerencia. E
aqui nos dominios immensos do nobre pai da fu-
tura imperatriz Isabel.
A' poltica que cabe dar a resposta...
A evolaco entre nos tem andado a p, e to
cedo nao tora postilhao...
No Brasil a cuidam dos interessesde persona-
lidades ; o bem da collectividade s recommen-
dado nos discursos, na retborica sedica, estafada.
Talentos nao nos faltam ; do que muito precisamos
de almas altruistas, dotadas de intuitos alevan-
tados, de amor trra, ao berso...
O vigario desta fregueaia, Rvd. padre Carva-
lho, tem com esmero aformoseado a matriz da pa-
rocbia. A este templo faltam muito sensivelmante
corredores e torres, e eremos que remedio a isso
nao teremos ge o governo nao der-lae algumas lo-
teras ; poia que no melhoromento j feito o dito
parocho repoz de seu mais de 200*000.
O digno sacerdote concedeu ante-hontem car-
ta de plena liberdade ao seu escravisado Manoel,
de 21 aunos de idade, por ser aquelle dia a data
do anniversario de sua collacao, e o da inyencSo
do instrumento que na tragedia do Calvario ser-
vio atroxmente para o derradeiro martyrio do Fi-
ho do Deus Vivo,-a Sinta Cruz.
Hais um lo que se prende cadeia luminosa
dos actjs boas de sua vida.
< O Sr. Alvaro Uohoa, agricultor e propnetario
pobre, ha poneos das restituio tambem liberda-
de seis nicos c ptivcs que possuia, e contractou
com elles servico polo praso de tres annos.
Que bonito exemplo.
As nossas noites hao sido ltimamente muito
fras, e em Junho, Julhoe Agosto o fri ser inten-
sissimo.
Estamos a 8* da linha do Equador, e no em
tanto, neste tempo j comeca em nossa zonae em
maits maior escala no planalto de Garanhunsas
influencias climatolgicas de S. Paulo e Micas.
De certos dias para c tem havido aqu mor
talidade de creancas, proveniente de febres pa-
lustres. Dizem os entendidos da trra, e com
um certo tom dogmtico, que aso resultante dos
miasmas evaporados dos olheiros ptridos que
existem nos caminhoa transitados na rea do termo.
Esta localidale digna de melhor sorte.
Quandoos candidatos avisitam pedindo o seu
concurso para a obtencito de um fautenil na
Assembla, promettem Ihe estradas, via-ferrea...
:udo ; e depois, nem patavina !
E' immensamente rica de condieoes agrcolas ;
mas aempre esteve e estar desprezada como a
arvore intil que se estiola no escuro da fl .resta ;
permanecer aempre esquecida, sem progresso-
em lutas, em cainiaho da decadencia, visto CJino
mourja des proteg da ej desesperaacada...
Oa poderes pblicos nao a couh cem ; ell 1
um poot 1 microscpico que expungiram do mappa
da provincia, como tambem urna folha borrada
que o vento despregou do livro de notas dos
prominente...
No da determinado pelo decreto n., 9517 de
14 de Novembro de 1885 foi encerrada neste mu -
nicipio a matricula dos escravos, e verifican se
ter-se dado mesma o namero de 449. afora 6 de
arrolamento.
Alguna senhores deixaram propositalmente
de matricular escravos seus, para deste modo li-
bertal-oe. Bom !
A 25 do mez passado hoove juiy, e apenas
um reo respondeu julgamento, s;ndo condemna-
o no medio do art 269 do cdigo criminal.
Seropre um castigo.
O juiz municipal deste termo, Dr. Letao
Rangel, tem estado doente, mas, d'aqui, nao Ihe
ha faltado mdicos; tanto assim que se ucba quasi
restabelecido.
Em todas as partes os temos.
Antes de terminar :
Quem teve a fineza de fornecer gratuitamente
parte do taboado para o forro da matriz foram o
feriente Sotero Marques de Araujj Pnh;iro e
Manoel Joaquim do Reg
Sao dous cavalheiros !
E basta por boje.
*ellMEectuar-se-ho:
Boje :
Pelo agente Gusmao, as 11 horas, na ra da
Aurora n. 137, de movis, piano, vaccas de crias
e muitos outroa objectos.
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, ru* do Vi-
gario n 12, de predios.
Pelo agente Brtlo, s 10 1/1 horas, ra de Pedro
Aftonso n. 43, de movis, cavallos e muitos outroa
artigc-8.
Amanha :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, ra do Mr-
quez de Olinda n. 35, de um piano, movis, bi-
Ihar e jogos.
Pelo dgenU Brito. s 10 1/2 hora, na larga
do Rosario n. 33, de movis e utencilios do eita-
belocimento ah sito.
! fnebre*.Sero celebrada* :
Hoje:
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, pela alma
de John Joseph Harding; s 8 horas, na igreja da
Conceicao dos Militares pela alma do brigadeiro
Juatiniano Sabino da Rocha.
Sexta-feira :
A's 8 horas, na greja do Espirito Santo, pela
alma de Bemardino S. Campos.
Directora das obras de comen
cao dos porto*Boletim meteorolgico do
i i 9 d-Maio de 1887:
Horas I 3 0 g S 2 0 O JO Barmetro a 0 Tensao do vapor 0 0 1 -a 1 a
6 m. 3-8 759=>75 17,99 81
9 26i 76105 18,57 71
12 283 760>81 19,40 67
3 t. 28'2 Z59>48 19,4') 67
6 261 76O03 18,58 74
temperatura mxima.29,5U.
Dita mnima22*,75.
Evaporaco em 24 horas ao sol: 6,">3 ; som-
bra: 2,-6.
Chuvanulla.
Direcelo do vento : SSE e SE, com interrupeo
de 40 minutos ESE, durante todo o da.
Velocidade media do vento : 2m,40 por segundo.
Nebulosidade media: 0.67.
Boletim do porto
Pra mar oa baixa mar Dia Horas Altura
P. M. B. M. P. M. B. M. F. M. 9 de Maio m m 10 de Maio 550 da manha 1211 616 tarde 12 1 noite 635 msnha 2,"'61 0,m27 2,-52 0,"38 2,mi4
COMMERGIO
Bolsa ominerclal
COTAgSES OFFICIAES DA JUNTA DOS COR-
RECTORES
Red fe. 10 de Maio de 1887
AccSes da companhia do Beberibe do valor de
100 a 150* cada urna
Accoes do banco de crdito real de Pernambuco
do valor realizado de 600J0 a 70*000
cada urna.
Cambie sobre Para, 15 d/v. cora 1 /2 0/0 de des-
canto.
Jambio sobre Londres. 9J d;v. 22 1(4 d. por li,
do banco, hontem.
Cambio sobre Hamburgo, vista 538 rs. o R. M.,
do banco, hontem.
Cambio sobre Lisboa, 90 d/t. 136 0/0 de premio,
particular, hontem..
*a hora da bolsa
Vendt ram-se :
17 accoes da Companbia do Beberibe.
15 accoes do banco de crdito real de Per-
nambuco.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux-
Fra da bolsa foram vendidas mais 25 acces
da Comoanbia de Beberibe do valor de 100*001
a 150*000.
Hovixnento banrarlo
BECIFE, 10 DE MAIO DE 1887
O mercado de cambio conaervou-se boje na mes-
ma posicSo, maniendo os bancos a taxa de 22 1/8
d. sobre Londres e as relativas sobre as ou'.rus
pracaa.
Ambos os bancos fizeram tran?accos de quan-
tas regulares a 22 1/4 d.
As taxas que vigoraram ofiicialmente foram e-
tas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Pans, 90 d/v 430 e vista 434.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 533 e 4 vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 241 e vista 244.
Sobre Italia, vista 434.
Sobre New-York, vista 2*290.
Do Englith Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
-obre Paria, 90 d/v 430 e vista 434.
Sobre Italia, vista 434.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 33 e vista 538.
Sobre New-York, vista 2*290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 242 e vista 241.
Sobre as principaes cidadea de fortugal, vista
24.
Sobro liba dos Acores, k vista 252.
liba da Madeira, vista 249.
Uercado de aisucar e algodo
aECITE, 10 DE MAIO DE 1887
Assucar
Foi cotado este artigo acs algarigmoe segua-
Casa de Oeieaco.viovimeuto doa pre-
sas da Casa de Dctencao do Recife no dia 9 do
corrente :
Existiam 411 ; entraram 9; sahiram 20Exis
tem 430.
A saber :
Nacionaes 371 ; mulheres 10 ; estrangeiros 15 ;
escravos sentenciados 6 ; idem processados 2 ;
dem de correcelo 26.Total 430.
Arraeoados 379.
Bons 358 ; doentes 21.Total 379.
Movimeoto da enfermara.
Tiveram baixa :
Hercolano Simio Florencio (escravo). -
Jos Jlo Baptista.
Braz J.>s da Silva.
Miga.'l Domingis dos Santos.
Lotera da provincia Sexta-feira, 13
do corrente, s 2 horas d* tarde, se extrahir a
17 parte da 3' lotera, em beneficio da Saut
Caaa de Misericordia do Recife, no consistorio do
igreja de Nossa Seubora da Coaccico dos Milita-
res, onde estarlo expostas as urnas e as espheras
a aprcciucl) do publico.
ljoteria da cdneA 204 lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de------
30:000*000 ser extrahida no dia .. de Mar-
co.
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acbam-se venda na Casa da For-
tana ra Primeiro de Marco n. 23, de Martioe
Fiuza & C.
Ijoteria dotJro-ParftA lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000*000, ser extrahida no da 14 do cor-
rente.
Bilhetes venda n Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Jlo Joaquim da Costa
Le te
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Maryo n. 23, de Martins
Fiuza& C -
Lotera da provincia do Paran-
A 12 lotera desta provincia.pelo novo plano, cu
jo premio grande de 15:000*000, se extrahir
no dia .. de M tio.
B!lhtes a vonda na Casa da Fortuna, ruu
Primeiro de Marco n. 23, de Martina B'iusa &, C.
Lotera da Paraujba-Esj* lotera cujo
premio grande de 20:000*000 ser extrahida no
dia 12 do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa do Ojto
ruado Bario da Victoria n- 40 de Joio Joa-
qnim da Costa Leite.
Lotera de AlagoasA 16 parte d-st*
lotera, pelo novo plano, cujo premie grande
de 15:000*000, ser extrabida do dia .. do cor-
rente.
S^Ok bilhetes acham-se venda na Casa Feliz
praca da Iadependeucia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortn
na ra Primeiro de Mari,') od 23, de Martin.-
Fiuza & C.
Lotera da provinciaA 17 parte da
3' lotera em beneficio da Santa Cisa de Uiseri
cordia do Recife. ser extrahida sexta feira 13
do corrente, s 2 horas da tarde.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
3.* baixo, por 15 kiles, de 2*000 a 2*100.
3. regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*i)0.
3. boa, por 15 kilos, de 2*200, 2*300 e 2*400.
3.a superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Smenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Muscavado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
Retames, por 15 kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos piecos sao obtidos
conforme o sortimento.
Algod&j
O de Pernambuco e boas procedencias, em tr-
ra, foi cotado a 6*800 por 15 kilss.
Entradas de assucar e algodo
MEZ DE MUO
ENTRADAS
5
i
1
Barcadas .....
Vapores .....
Estrada de ferro de Ca
ruar.....11
Animaes.....
Estrada de ferro de S.
Francisco ....
Estrada de ferro de Li-
moeiro.....
1 10
l 7
1 6
8 g
o
1
11.363
1.699
1.172
12.086
458
26-778
1 :
280
245
14
2.183
658
304
Casa Feliz na praca da Independencia ns. 37
e 39.-
Tambem acham-se venda na Casa da Fortuna
ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins Fiu-
za & C.
Ceaalterlo PublicoObituario do dia 9
de Maio:
Domingos de Amorim Lelo, Macei<5, 26 annos,
aelteiro, Boa-Vista; laryngite.
Joanna, Pernambuco, 4 meses, Santo Antonio ;
gastro-interite.
Annnnciado Candido de Souza Freir, Pernam-
buco, 44 annos, viuvo, S. Jos ; dyarrha.
Mara Joaquina da Conceicao, Pernambuco, 60
annos, aolteiro, Boa-Vista ; cancro.
Julia Mara da Conceicao, Pernambuco, 18 an-
nos, solteira, Boa-Vista ; beriberi.
Alexandriua Flores de Carvalho, Pernambuco,
19 anuos, viuva, Boa-Vista ; beriberi.
Justico Ferreira de Lima, Pernambuco, 20 an-
n.'s, aolteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Francisca Maria da Conceiclo, Pernambuco,
26 anuos, solteira, Boa Vista; tubrculos pulmo-
nures.
Josepha Maria da Conceiclo, Pernambuco, 60
annos, solteira, Boa-Vista ; dyarrha.
Joaquim Lucas Evaogeliata, Pernambuco, 40
annos, viuvo, Recife ; febre typhode.
Ouilbermina Lins Cavalcante de Albuquerque
Mello, Pernambuco, 72 annes, casada, S. Jos;
tubrculos pulmonares.
Margarida Maria da Conceiclo, Pernambuco, 28,
annos, casada, Graca ; tysica pulmonar.
Mara, Pernambuco, 6 mezes. Boa-Vista; con-
vulsoes.
Maria, Pernambuco, hora, Afogado; fraqueza
congenita.
Aurcra, Pernambuco, 5 meses, S. Jes ; den-
t'clo.
Rosalina Bezerra de Mello, Pernambuce, 60
annos, solteira, S. Jos; tubrculos pulmonares.
CHROHICA J0D1CIAR1A
Tribunal da Rela^o
SESSiO ORDINARIA EM 10 DE MAIO
DE 1887
PRESIDEXCIB INTERINA DO EXM. SR. C3N-
SELHEIRO QUEIROZ BARROS
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costume, presentes os Srs. desem-
bargadores em nume.-o legal, foi aberta a sesao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os feitos deram-ee os
seguintes
JLGAMENTOS
Recursos eleitoraea
Do TeixeiraRecorrente Aristides de Araujo
Guerra, recorrido Manoel Adolino de Medeiros.
Relator o Sr. deaembargador Buarque Lima.
Deu-se provimento, unnimemente, mandando-sa
respoosabilisar o escrivo Nicodemo e o recorrido.
Do Tex':ira R corrente Manoel Dantas Cor-
reia de G.'s Jnior, recorrido o juizo. Relator o
o Sr. deaembargador Buarquo Lima.Negou se
provimento, unnimemente.
Do TeixeiraRecorrente Aristides de Araujo
Guerra, recorrido Agostinho Santos de Araujo.
Relator o Sr. deaembargador Toscano Barreto.
Deu-se provimento, unnimemente.
Do TeixeiraR corrente Aristides de Araujo
Guerra, recor-ido Pedro Paulo do Amaral. Rela-
tor o Sr. desembargador Delfino Cavalcante.
Deu se provimento, unnimemente.
Do TeixeiraRecorrente Leoncio Pereira Moa-
teiro Wanderley, recorrido o juizo. Relator o
Sr. desembargador Delfino Cavalcante.Negou
se provimento, unnimemente.
D> Te xeira Ricorreute LiaJolp'u Dantas
Coi re i de Goes, recorrido o juizo R^lat )r o Sr.
desembargador Pires Ferreira.Negou-so provi-
mento, unnimemente.
Dj Ti ixeiraRecorrente Aristides de Araujo
Guerra, recorrid Deoclecio Bezerra da Nobrega.
Rlator o Sr. desembargador Pires Ferreira.
Nao sa tomou conhesimento, contra os votos dos
are. desembargidorcs Delfiu) Cavalcaute e Tos-
cano 'Jarreto *
Dj TeixeiraRecorrente Aristides de Araujo
Guerra, recorrido Jj-iquim Jcronymo Baptista.
Relator e Sr. desembarga ler Mooteiro de Andra-
de. Deu se provimento, mandando responsabi-
sar o recorrido com urna advertencia ao juiz de
direito.
Dj TeixsiraR'corrcnto Aristides de Araujo
Guerra, recorrido Jlo Serafina o Sr. desembirgador Tavares de Vasconcellos.=
Nao re tomou co ibecimento, contra ib votos Jos
Srs. desembargadores relator, Delfino Cavalcante
e Tjscano Barreto.
Le logazeiraRicorreate o pronotoe publico,
recorrido Isidoro Ferreira de Mouezes. Relator o
Sr. desembargador Pires Gongalves. Negoo-se
provimento, unnimemente.
Recursos crimes
Da I-idepenlenciaRecorrente o juizo, recor-
ridos Hortfncio Jos de Oliveira e outro. Rela-
tor o Sr. desembargador Toscano Barreto. Ad-
juntas os Srs. desuibargadorea Buarque Lima e
D-liu Cavalcante. Neou-se provimento, un-
nimemente.
De Villa BellaRecorrido o juizo, recorridos
Joanna Maria da C>ocei(lo e outroa. Relator o
Sr. desembargador Alves Ribeiro. Adjuntos os
Srs. desembargadores Monteiro de Audrade e
Pires Ferreira.Negou-se provimento, uuaoime
mente.
3.684
Fretamento
Foi fechado hontem o do patacho inglez Kath-
leen, para carregar aqui, com destino aos Estados-
Unidos, assucar a 19/.
Vapores e navios despachados
Vapor nacional Guahy, sahio antehontem para
os portos do sul, levando a carga seguinte :
Para Macei :
20 caixas com sabSo.
50 ditas com saboneta.
100 fardos com xarque.
Para Penedo :
30 caixas com sabio.
1 dita com calcado nacional.
87 fardos com xarqae.
Para Aracaj :
223 fardos com xarque.
Para Estancia :
85 fardos com xarque.
Para Babia :
150 barricas com assucar branco.
22 saceos com cera de carnauba.
Carregaram diversos.
Vapor nacional Aymor, seguo antehontem para
Porto Alegre, com a carga seguinte :
2,805 taceos com assucar branco.
1,133 oarricas com dito dito.
52/2 ditas com dito dito.
100/4 ditas cen dito dito.
1,000 saceos com dito mascavado.
400 barricas com dito dito.
Car.egaraio diversos.
Patacho nacional Taborda, sabio antehontem,
conduzindo a carga seguinte :
Para Rio Grande do Snl :
300 saceos com assucar branco.
200 barricas com dito dito.
35 saceos com dito mascavado.
20 barricas com dito dito.
80 pipas com agurdente.
Para Pelotas :
95 pipas com agurdente.
100/5 ditas com dita.
Car.-egaram diversos.
Banco de Crdito Real
At o dia 15 do corrente mez, devem os ac-
cionistas do Banco de Crdito Real de Pernam-
buco realizar a terceira entrada do valer no-
minal de suas acces, na razio de 10 0/0, levan-
do.a sede do banco, na ra do Commercio n.
34.
Este banco est pagando o seu primeiro div -
dendo razio de 4*000 por aeco ou 10 0/0 do
valor realizado de cada ama.
O pagamento faz-se na sede do banco, das 10
horas da manhl s 4 horas da tarde dos das
uteie.
\otaw do Thesouro dilaceradas
O recolhimeuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesouraria do Fazenda, uas tercas e
Ecxtas-feiras, das 10 s 12 horas da rnanh.
Pauta da Alfandega
SEMAHA DE 9 A 14 DE MAIS DE 1887
Asfucar branco (kilo) 144
Assucar mascavado (kilo) 068
ajobo) (litro) 218
Arroz com casca (kilo) 65
Algodlo (kilo) 400
Assucar refinado (kilo) 171
Borracba (kilo) 126'J
Couros seceos salgados (kic) 500
Couros verdes (kilo) 275
Cacao (kilo) 400
Cachaba (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Cafrestolho (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Careos de al-odio (kilo) 014
Carvlo de pedra de Cardifi (toa.) 16*000
Conros seceos et pichados (kilo) 585
Farinha de mandioca (litro) 050
Fumo restolho em rolo (kilo) 400
Fumo restolho em lata (kilo) 5*>0 |
Fum-i bom (kilo) 720
Genebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milho (iilo) 040
Taboauos de amarello (dusla) 100*00
Iiaporta$o
Hiate nacional Camelia, entrado de Ma-
co em 10 do corrente e consignado a Ma-
noel Joaquim Pessoa, manifestou :
Algodao 142 saccas a Gomaa de Mattos
IrmSosj 13 arder.
Aggravo de peticlo
Do Ilec feAggravante Joao Gualberto de Au-
drade Lima, aggravado Jlo Goncalves Beirio.
Relator o 8r. desembargador Delfino Cavalcante.
Adjuntos os Srs. desembargadores Buarque Lima
e Toscano Barreto.Deu se provimento ao ag-
gravo, unnimemente.
Appellacoes civeis
Do RecifeAppellaute Mathias Lopes da Costa
Maia, appellado Antonio Casemiro de Gouveia.
Relator o Sr. desembargador Pires Fnrrera. Re-
visores os Srs. desembargadores Monteiro de An-
drade e Pires Goncalves.Confirmou-se a sen-
tenca appellada e recebeu-se os embargos infrin-
gentes de fls. 407.
De Panellas Appeliantes Flix Pestaa da
Cesta Jnior e outros, appellado Carlos Livido Jo-
s da Silva. Relator o Sr. desembargador Mon-
teiro de Andrade. Revisores os Srs. desembar-
gadores Pires Goncalves e Alves Ribeiro.Deu-
se provimento a pppcllacao, unnimemente.
PASSAOENS
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andrade :
Appcllaeao crme
Da Pao d'Alho Appellante Ignacio Leopoldo
de Albuquerque Maranho, appellada a justica.
O Sr. desembargador Pires Ferreira como pro-
motor da Justina ad hoc deu parecer na aeguinte
Appellaclo crime
Do Bonito Appellante o juizo, appellados
Manoel Ribeiro da Silva e outros.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Appellacoes crimes
De Porto CalvoAppellante o juizo, appellado
Antonio Francisco de Lyra.
De S. JloAppellante o juizo, appellado Au
fio Procopio do Nascimento.
De Goyanna Appellante o juizo, appellado
Manoel Damazio dos Santos.
De TacaratAppellante o [juizo, appellado
Jos Mansinho do Nascimento.
O Sr. desembargador Pires Goncalves como pro-
curador da corda e promotor da justica interino
deu parecer nos seguintes feitos :
Appellacoes crimes
De MaceiAppellantes Manoel Ferreira de
Albuquerque e Manoel Nunes Cjarana, appella-
da a justiya.
De Iguarass Appellante o juizo, appellado
Marcolino Joa Cotinbo.
De Alaga d MonteiroAppellante o juizo,
appellado Antonio da Silva Campos.
Do CaboAppallante o juizo, appellado Anto-
nio Lourenco cenhecido por Carroco.
De OlindaAppellante Manoel Goncalves da
Silva conhecido por Manoel Severino, appellada
a justica..
Appellaclo civel
De Porto CalvoAppellante o juizo, appella
do Constantino Gomes Ferreira, senhor do escravo
Antonio.
O Sr. desembargador Pires Goncalves mandou
a mesa para ser nomeado promotor da justica ad
hoc a
Appellaclo crime
De JaboatloAppellantes o promotor publico e
o tenentc-coronel Jeronymo de Souza Leo, ap-
pellado Flix Jos da Silva Gomes.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Embargos infriogentes
Do RecifeEmbargantes Dr. Amaro Bezerra
e sua mulher, embargados os herdeiros do cura
mendadur Francisco Accioli de Gouveia Lins.
.\o Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos:
Appelacio civel
Appellantes Ernesto Arcelino de Barros Fran-
co o sua mulher, appellados Dr. Pedro Affouso
Ferreira e sua mulher.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. deeembarzador promotor da
justica
Appellacoes crimes
Do Rio Formse\ppellante Francisco Jos
do Nascimento, appellada a justlQa.
De Bezerros Appellante o juizo, appellado
Joe Alves Barbosa.
Com vista s partes :
Appellaclo civel
Do Recife Appellantes oa herdeiros do com
me ndador Vicente de Paula O.iveira Villas Bis,
appellados A11',uso Augusto de Brito Taborda e
outros.
DiSTRiBuigOEa
Aggravo de peticSo
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Dj RecifeAggravante Miaael da Costa Lyra,
aggravado o juizo de orphos.
Denuncia
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do promotor publico da comarca de Porto Calvo
coutra o bacbarel JoSo Baptista Guim ules Cyr-
ne juiz de direito da mesma comarca.
Queixa
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Idalino Cavalcante de Albuquerque contra o
bacbarel Feliciano Henrlque Hardmaun, juiz de
direito da comarca do Inga.
Encerrou-ae a seaso ale meia hora da
tarde.
PUBL1GAC0ES A PEDIDO
Teas annos!
(Ao lllm. Sr. Fahio Temporal, no dia do
seu anniversario natalicio) hoje 11 di
Maio de 188Z,
Mais tm auno, que se esgota
No eyelo da tua vida,
A todos nos to preciosa,
De todos as to querida !
Cercam-te amigos de aflictos
b filhos da sympathia ;
Cheios de jubilo arden te
Vn saudar-t neste dial...
Entre os extremos carinhos
De tua familia amada,
Vae tua vida escoando,
Como um riso d'alvorada !
Oh 1 se feliz! que s nisto
Que se reduz a ventura |
Ama a teus filhos, e adora
De tua esposa a ternura !
Sao elles, que em teu caminho
Se meia m risos o flores ;
Sao elles, sim I de teu ueito
Oa mais sagrados, penhores ..
Beatriz, Clarice, e a meiga
Evangelist*, innocentes,
Cercam-te a vida de encantos,
Com seas sorrisos contentes I...
Prolongue-te a Providencia
Muitos mais annos assim 1
No seio dos qua te adorara,
Dos que ta araam ; por fim,
Conserve-te entre os amigos
Que te estremec2m, tirabem !
Aceita no dia de hoje
Meu sincero Parabem !
Olinda, 11 de Maio de 1887.
B.
Cera de carnauba 43 saceos a Cunha
Irmlos & C, 69 a Gomes de Mattos Ir-
ruios, 8 a Francibca Manoel da Silva & C.
Esteiras 1 volume ordem.
Sola 1 volume ordem.
Sal 150 alqueires ao consignatario.
Velas 2 caixas ordem.
Lugre nacional Marinho VII, entrado
d o Rio Grande do Sul na mesma data e
consignado a Baltar Olveira & C-, mani-
festou :
Grasa 100 pipas.
Sebo 500 barricas.
Xarque 123,000 kilos aos consignata-
rios.
Emortaco
RkCIFB 9 DE ABRIL DE 1887
Para o exterior
Ns vapor nacional Mondego, carregou :
Para Montevideo, L. A. da Costa 5,000 cocos,
fructa.
Para o interior
__ No hiate nacional Bom Jess, carregaiam :
Pasa o Natal, P. Alves & C. 30 barricas com
l,807kilos de assucar branco.
Na barcaca Adelina, carregou :
Para P. de Alagoas, M. A. Cameiro de Araujo
1 barril com 95 litros de aloool.
__ Na barcaca Loquinha, carregaram :
-Fara Maco, P. Csrneiro & O 600 saceos com
fannba de mandioca.
Na barcaca Aurora, carregaram :
Para Maco, F. da Costa & C. ICO saceos com
farinha de mandioca.
Navio a. carga
Barca norueguense Glitner, Hall.
Lugar norueguense Hans Tode, Montevideo.
Patacho allemla Cato, Rio Grande do Sul.
Vapor nacional S. Francisco, portos do sul.
Navios a descarga
Parca nacional Mimosa, xarque.
Barca norueguense or, varios gneros.
Escuna nacional Xvora, varios gneros.
Lugar ingles Stella, bacalho.
Patacho ingles Kalhlen, bacalho.
Patacho nacional Joven Correia, xarque.
Patacho nacional Rival, xarque.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Vapor ingles Frutera, carvlo.
Dinbelro
O vapor nacional Para levou para :
Par*hyba 450*000
Cear 26:696*380
Para 1:000*000
O vspor nacional Guahy levou para :
Macei 30:408*000
-------esees
Ao publico
Havendo sido publicado no Diario de
sabbado ultimo, a reeapitulago do inque
rito aborto pelo Dr. di-hgado do 1- dia-
trcto da capital, sobre o desfalque da ca-
sa coinm^rcial qm g/ra sob a firma soci-il
Sulzjr Kauff uano <& O., vcnlio pedir ao
publico que suspenda o seu juizo, at que
meu iruio, Vicenta Sil veri o de Souza, que-
considerado autor daquelle desfalque, ve-
nba, depi3 de restabaleaido de incommo-
doa que o accorometteram, deteader-se da
aecusayao iufuudada que sobre ello pesa.
No tribunal competente e na imprensa,
meu iiiu.in ha de provar exuberantemente,
e com os proprios livros commeroiaes de
Sulzer KaufT.nann & C, que elle no
um estellionatario, conforme se diz na re-
capitulaco daquelLi inquerito.
Revifd, l ue Ittaio de 1887.
Joaquim Siloerio de Souza.
Alagoas nova pamada
L-udo sob essa epigrapue a inotiaa de
um senhor indignado, publicada no Diario
de Pernambuco de 27 e 23 do prximo
passado contra a lotera da previa :a, em
que sou t ixai.l) do m fe e ardiloso, sou
forjado a vir imprensa em atteucao ao
publico.
a 16* loteria da de premios <30[8, e
nao ha razao para estranhar attento ao
que passo a expor.
Pago de imposto geral e beneficio 25 t0,
afora o imposto provincial, sello, etc. ; a
lotera da Parahyba paga sobre as 2 ru-
bricas pimeira8 apenas 11,33'[ desde
quedo imposto geral retira 7 [, para au-
xilio das despezas, entrando assim apeaas
8 [0, e quanto ao beneficio paga 33:000$
por anuo, para extrahir nessa espado de
tempo 6 loteras de 2X):000;J, com a 3mis-
sSo total de 1.200:000$, pelo que d de
porcentagem 3 33 0 que com aquelles
8 [o pretaz os preditos 11,33 "j,-
J v, pois, o publico onde est a dif-
Rendinientos pblicos
Renda geral :
[>; -1 a '<
dem de 10
HEZ DB ABH1L
Al/aniega
196:658/303
41:979*719
Renda provincial :
De 2 a 9 24:517 i251
dem de 10
De 2 a 9
dem de 10
Oe 2a9
Id-Jn Ub 10
Oo 2 a 9
Iden de 10
3:236*407
Recebedoria
Consulado f.ootnsiai
Recife Drainage
238.638*027
27.753*658
266-391*685
11:348/881
388*570
11:739*451
5:809*896
651496
6.461*392
1:394*524
429*302
1:853*82G
ferenca que t&ato incommodou o senhor
indignado para seus fins.
Poderia deixar essa missao para e mo.
fineiro, que, se tivesse alguna aentimentos
nobres nao atirava pedras a telhados
alheios, quando tem os seus de vidro t2o
fino.
N5o colhe tambem a invngalo sobre a
grande lotera desta provincia, cujo plano
foi approvado devidamente por acto do
poder legislativo onde ficou estipulado o be-
neficio, e ess lei nao foi anda derogada.
N2o ser feita a 2' extracgSo no dia 7
de Maio, como j mandei annunciar e pre-
venir meas agentes porem o sei em bre-
ve, e para o que opportunaraente annun-
ciarei o dia certo.
Tambem nao exacto que eu mande
vender bilhetes por mais de seu valor.
Quan'.o s demais bellezas em que sou
chamado de mentiroso; homem de m f e
tuti quanti de maligno fermenou no cere-
bro do motinista, sSo mimosas e aromti-
cas flores, proprias tao somente do jardim
que as produzio, e para onde as devolvo
com toda a sua tidal guia.
Macei, Io de Maio de 1887.
Manoel Jos de Pinho
0 professor de S. Benedicto
so podendo entreter polmica pela im-
prensa com o anonymo que contina a in-
sultar me.
Nada mais accrescentarei a minha de-
feza, firmada em documentos, que exis-
tem na Secretara da Instruecao Publica.
Ha porm um tpico oo artigo no artigo
publicado no Diario de boje, que nSo pos-
so deixar passar sem protesto, e o se-
guinte : -E poderemos mais contar toda a
historia do que o Sr. professor chama sua
familia. P-is bem, provoco solemnemen-
te o anonymo para que tire a mascara e ve-
nha contar essa historia.
Preso a miaba familia como devo, e ella
nao t?im actos que me possa envergonhar.
Nao sci se outros poderao dizer o me3mo,
e bom n3o me obrigarem a retaliagoss,
certo de que nao responderei a ansny-
mos.
Recife, 10 de Maio de 1887.
Manoel de Siqueira Passos Sobrinho.
Coahecedor, como somos, da maoeira
porque oxerce as funecoes do magisterio
publico, o digno professor da cadeira de
S. Benedicto, Manoel de Siqueira Passos
Sobrinho, j pela sua d-jdieagao e assidui-
dade, comprovada no largo espago de nove
ann.;s no exarjicio do emprego o j pelo
sau comportamento exerapUr, sobre modo
lamentamos elle tenba elle incorrido no
desagrado doj anonymos, qu^ so preva-
lecen! da sombra para injustamente aecu-
sal-o perante as autoridades supirio-33.
N> ito proprio de cavalheiro3 dis-
tinctos ; assim por nossa vez afirmamos
que o Sr. profess Pessos digno de toda
con8deragao e qi urna clamarosa injus-
tiga as faltas que 1 emprestam os Srs.
anonymos.
Rjcif:, 10 de Mai de 1887.
O .nparcial.
Elei^o dos devotos que tem de
festejar o Seohor Bom Jesus
dos Perseguidos existente na
sacrista do Senhor Bom Je
sus das Chagas, no dia 7 de n
Iho de 1889.
Provedore3 por devo^ao
Oa Rvds. Sra. :
Alleluia Valerianc Correia.
Leonardo Joao Grego.
Couego Manoel Joie Martins de Carvalho.
Conego Teleaphoro de Paula Santos.
Agostinho de Lima Cavalcante de Lacerda.
Oa lllms. Srs. :
Capitao Jos Rufino Clmaco da Silva.
Teneute Jos Autonio de Souza.
Autonio Macario de Assis.
Provedora8 por devo^ao
As Exmas. Sras. :
Espesa do Sr. Gomes Augusto Gaio de Miranda.
D. Elvira Aristides da Gama.
D. Josepbina Maria Cesar de Mello.
D. Oliidina do Espirito Santo, esposa do Sr. Ama-
ro Joaquim do Espirito Santo.
Herrado Municipal de S. Jos
O movimento deste Mercado no dia 10 de Maio
foi o seguinte:
Entraram :
39 bois pesando 5,342 kilos, sendo de Olivei-
ra Castro, 24 ditos de Ia qualidade e 15 di-
tos particulares.
299 kilos de peixe a 20 res 5*980
75 cargas de farinha a 200 ris 15*000
10 ditas de fructas diversas a 300 ra. 3*000
10 taboleiros a 200 ris 2*000
13 Sainos a 200 ris 2*600
Foram ocenpados :
24 columnas a 600 ris 14*400
23 compartimentos de farinha a
500 ris. 11*500
21 ditos de comida a 500 ris 10*500
82 ditos de legumes a 400 ris 32*800
17 ditos de suino a 700 res 11*900
11 ditos de tressuras a 600 ris 6*600
10 talbos a 2* 20*000
11 ditos a 1* 11*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1* 54*000
Oeve ter sido arrecadada nes'e dia
a quantiade 201*280
Rendimento dos dias 1 a 9
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde de 280 a 400 ris o kilo.
Cameiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560 a 640 ris idem.
farinha de 200 a 240 ris a cuia.
Milho de 240 a 280 ris idem.
Feijo de 640 a 1*000 idem.
1:794*820
1:996*160
aiadouro Pudiico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 87
reres para o consumo do dia 11 de Maio.
Sendo: 63 rezes pertencente a Oliveira Castro,
t C, e 24 a diversos.
Vapores e navios esperados
VAPORES
Gold Halldo sul boje.
Szchnyide Fiume hoje.
Mondegodi Europa hoje.
Pernambucodo norte a 13.
Marinerde Liverpool a 13.
Trentdo sul a 14.
Argentinade Hamburgo a 16.
Espirito Santodo sul a 17.
Nileda Europa a 17.
L'.ssabonde Himburgo a 17.
Ville de Maranhaodo sul a 18.
Bkamenyde Trieste a 18.
Financedo sul a 21.
Ceardo norte a 23.
Taguada Europa a 24.
Alliancade New-Pcrt-News a 24.
Thereziuade New-York a 24.
Manosdo sul a 27.
NAVIOS
Amandade Hambnrgo.
Apotbeker Oirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardiff.
Anne Catharineda Babia.
Anne Charlottedo Rio Grande do Sul.
Bernardas Godelewus do Rio Grande do Sul.
Carolinado Rio Grande do Sul.
Diudado Rio Grande do Snl.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Elysado Porto.
Favoritede Santos.
Guadianade Lisboa.
Jolanthede Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Katalinaie Terra -Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Bruaswick.
Maggiede Terra Nova.
Mareoio Ri) Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nantilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Positivodo Rio Grande do Sul.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Rabbido Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Hovimento do .*<
Navios entrados no dia 10
Pelotas 27 dias, lugar nacional Marinho Vil,
de 235 toneladas, capitao Augusto Francisco da
Cunha, equipagem 10, carga xarque ; a Ley
& Filhos. ,. c
Maco 11 dias, hiate nacional Camelia, de bo
toneladas, mestre Manoel Antonio da Silva,
equipagem 5, carga varios gneros ; a Manoel
Joaquim Pessos.
Observaccto
Nao houve ah das.



Diario de PernambucoQnarta-feira II de Maio de 1887
.-
!





P


i
i

D. Clara Mari* de Miranda Castro.
D. Domingas de Guarni Tixeira.
Mardomos por devoco
Oa Illms. Srs. :
Jos da Silva Maraes. i
Manoel Fernandas da Paixao.
Santino Alvos Pinto.
Jos da Silva Nune.
Angelo Custodio da Silva.
Manoel J. de Josas Amrieo.
Mariano Jess da Saot'Anna.
Antonio Joaquim Moreira.
Antonio Manoel do Nuscimento.
Djmiugoa Gonfalves da Silva.
Joaj Al ves da Silva Benjamn,
erilho Jo= da Cunha.
Joo Chresostimo Pereira Soares.
Mathias Alexandrino Alves.
Francisco das Cbagas Monteiro.
Joo Alejandrino Baptista de Salles.
Mordomas por devocao
As Ei'nas. Sras. :
D. Maria Rosalina do Patrocinio Araujo.
D Maria, filha do Sr. Joo Cirreiro C.'iar de
Mello.
1). Maria Amilia.
D. Edeltrudee, esposa do profcssor Marcelino Cleto
Ribeiro.
D. Francisca V. de Souza Peixe.
D Clara do Bom Fim.
D. Umbi-lna Mara de Carvalho Lessa.
D. Maria Numeriano dos Praxeres.
D. Amara Antonia da Motta.
D. Felicidade Maria Mendes.
D Maria Leopoldina da Penha.
Provedores protectores
Os lllms, Srs. :
Joaquim t ernandes da R isa.
Juaqmm Francisco Colares.
Antonio Teixein L>ma.
Ex-provedor Joo Po'ycarpo Soares Sosa.
Ex-provedor e bemfeitor Simplicio da Silva Bar-
bosa.
Ex-provedor Jovino de Men^onea Ribeiro.
Ex provedor Joo Bernardo do Espirito Santo.
Lydio Porpurario de hvcira.
Geraldo de Paula M--deiros.
Joo Gaalberto da SiJva.
Major Akxandrs Aicerico de Caldas Padilha.
T.nente Antonio Pedro Dionisio.
Jaeiuth Heliodoro do Sacramento.
Jlo Felismino de Andrade.
Ignacio Troyano de Jess Bandeira.
Ex-provedor e bemfeitor Tueodoro de Jeius
Borge?.
Major Jos Elias de Oiiveira.
Manoel Ferreira.
Thomai Martina Fgujira.
Miguel Arehanjo Midello.
Luiz Antonio Pereira.
Ex-provedor e bemfeitor Ludgero Lopes Lima.
Manoel de Miranda Castro.
Justino Francisco de Assis.
Jos Maria da Conceicao
O vigario da freguezia de Santo Antonio do
Recife, commeadador Manoel Moreira da Gama.
C'cmpanhfa do Beherlbe
Coramnnica-89 aos Srs. subscriptores da
aovas acc<5es teretn sido tomadas todas as
3,000 acc5?s, pelo quo vai-se proceder ao
camprimeBo das formalidades lpgaes para
que em tempo opportuno Ibes sejam entre-
gues os novos ttulos.
R-cife, 6 de Maio de 1887.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
a Director secretario.
aso
O seoso commum aoe adverte e ensina,
que, quando o crneo produs emente cabellos ra-
los e imperfeitos, requor e exige urna applicacao
que vigore e nao relaxe. Eite requisito acba se
admiravelmente reunido no Tnico Oriental, eujo?
ingredientes sao por condicao e uatureza fjrtale-
centes e vigorantes, e como todos ellea sao escru-
pulosamente escolhidos no reino vegetal, nao po-
dem, como essas preparacoes compostas de mine-
raes, fazer damno algum construeco do cabello,
nem to penco sde, nem envenenar a cutis.
Multas dellas ha qui prrtendem posauir certas
propriedades obscurecentes, e sao prejudiciaes
sade, e mui frequentemente o resultado do seu
uo torna-se bastante pengoto e at fatal.
Nenhuma preparacao do dia, d ou outorga tan-
to brilbo, elasticidae, oa riqueza de vista aos ca-
bellos como o Tnico Oriental.
Ene otra se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster c C,
ra do Oomaiercio n. 8.
15 Armaseus alfandegados, de depsitos oa de
recolber.
16 Casas de jogo de bilbar.
Consulado Provincial de Pernambuco, 30 de
Abril de 1857.
F. A. de Carvalho Moura.
DECLARACOES
tula particular
Curso completo de primeiras lettras para ambos
os sexos (em salas separadas), comprehendendo
trabalbos de agulha para o sexo feminino, e os
preparatorios do novo programan para o mascu-
lino ; na ra do Visconde de Albuqurrque nu-
mero 26.
EDITAES
Fabrica Amor
Lor-ga & O successores de Joao Gon
calves o Hespanhol, estabelecido com ,fa
briea de cigarros ra L'irg* do RoZario
a. 8, cbamam a attencao do respeitavel
publico e especialmente dos seus freguzes
para as seguintes marcas de cigarros de
sua fabrica : Paulo e Virginia, Amor, D.
Emilio Castellar, Especiaes, .^amorados fi-
nos, ditos grossos, Goyaz desfiados, Tros
OorOas, ditos desfiados barrigudos, Linbo
e Goyaz aromatici.s.
Os cigarros cujas marcas acabamos de ci
ar sao fabricados com os melhores fumos
. .Gcyaz e Rio Novo e por isso, como tm-
bete pelo esmero e cuidado da manipula-
o tornam-se sem competencia nesta pro-
vincia.
O crdito que pela cxcellencia dos seus
productos ha seropre a Fabrica Amor
litiga do Hespanhol, gozado entre os Srs.
conjumidores de tabacos a mais solida ga-
ranta da justa faica dos cigarros de nossa
fabrica.
Esperamos, pois, dos Srs. consumidores
urna visita ao nosso citado estabeleci-
mento.
Recife, 10 de Maio de 1887.
Externat
Franeais -Anglais
19 Ra do Hospicio 10
L'eoseigoement comprend :
Le portug^is, la lecture, la calligrapbie,
raritbmetique, l'bistoire Sainte, la geogra-
phie, l'bistoire, tous les travaux d'aiguille,
le franjis et :angla3 theorique et prati
que.
Letona particulieres de franjis et d'an-
glais. Ou recoit des J|2 pensionnaires.
Importante declaracao (3)
As virtudes do PEITORAL DE CAMBARA'
de J. Alvares de S. Soares, de Pelotes (Rio Gran-
de do Sul) vantajosamente empregado em todas
as molestias do apparelho respiratorio, na sao
boje postas em duvida por muitos Ilustres filhos
da sciencia.
O hbil medico Sr. Dr. Carlos Marchand, de S.
Gabriel, escreven ha ponco o seguinte ao antor
do preparado :
O ee-a xarope peitobal de cambaba' tem-me
eito multa falta, porque quasi nunca o encontr
no seu deposito d'aqui. Tenho-a aconselhado na
minha clnica e com elle tenho tirado resultados
importantes no tratamento das molestias bronco-
pidmonarts.
Outras declaracoes importan ti ssimas de mui-
tos distintos mdicos, comprovam valiuaamente as
virtudes de tao precioso medicamento.
O leitor poder aprecial-as no opsculo que
acompanha cada frasco e que vndese na agen-
cia a cargo dos Srs. Francitco Manoel da Silva
& (." ra Mrquez de Olinda n. 23.
Frasco 23500, meia dnzia 13*000 e duzia 24*
A agencia envia a quem pedir condicoes im-
pressas para as vendas por atacado.
Escola de Minas de Ouro Preto
De ordem do Sr. Dr. director da Escola
de Minas d Ouro Preto, fajo constar que
at o dia 15 do Agosto futuro, estar aber-
ta nesta si-cretiria, a matricula do 2 anno
de Curso geral desta Escola.
Para a admissao esta matricula, ne-
cessario que o candidato aprsente certidao
de approvaclo em portuguez, francez, in-
glez ou allemao, historia e geograpbia, va-
lidos para a matricula nos cursos superiores
do Imperio.
Serio dispensados dests preparatorios
os individuos que provarera habilitacSs
equivalentes, a juizo da congregarlo, me-
diante documento passado por escola, fa-
culdade ou univer=idade estrangeira.
Secretaria da Escola de Minas de Ouro
Preto, 26 de Abril de 1887.
O secretario,
Joao Vctor de Magalhaes Gomes.
Alageasnova pomada
Est venda entre nos mais urna lotera das
Alagoas, ao preco de 500 ris cada dcimo : ora,
quem havia de dizer que para ebegar aseusfins o
S-. thesonrcro Manoel Jos de Piuho se lembrara
de tal; tal preco c taes bilhetes e e s tem por
fim lancar urna rede cujas malhas apertedissimas
colherao grande numero de incautos, e chegaraos
esta conclusao, porquanto muitcs sem tazerem re-
paro daro naturalmente no mnimo por cada una
14000, peca que fomente descobrirao quando por
acaso tenham de reeeber o chamado mesmo di-
nbeiro 500 ris. Sirva isto de prevenco a todos,
c wjam que quando muito nao deem mais de 600
ris por cada dcimo, tendo anda em vista os
.-ompradores, que custanao os bilhetes todos.....
S0:0O0 smente dio em pr.-mios 48:000/ o que
d para beneficio e despezas a enorme cifra de
40 / muito peior que todas as ontras loteras, que
quasi todas do em premios. 70 "/<, como o Para, a
Parahyb 1 e o Paran, a corte, o Rio de Janairo,
sendo ella portento, muito inf--ror a da nussa pro-
vincia.
Oatro abaso, esto se igualmente vendendo aqu
de ama grande das Alagoas que nnnea correr
por nao estar de acardo com o aviso de 7 de Fe-
verero, j por nao dar o imposto e o beneficio es-
tipulados sello, etc., que vao a cerca de 30 V
quando ella smente desconta 25, cousa por tanto
nnpossivel e contraria a le e anda principalmen-
te porque nao sao os bilhetes inteiros cu frac-
ees relativas a formar inteiroi, visto que 5 vig-
simos tornate um quarto, dis ter o thesoureiro
lieen^a onde essa liceoea ou autorisaco do Sr.
ministro da fazenda ; pura invenc&o, por quanto
}': ioi instado para apresentar essa excepeo e
nada de novo.
Cuidado, ninzuem os compre que isso espe-
cular com a boa t dos outros ; mais boa f Sr
thesoureiro ; e <
O indignado.
Secretaria da Presidencia de Pernambuco,
em 9 de Maio de 1887. 2.* Seccao. Por esta
Secretaria se faz publico, de ccnfurinidade com o
art. 157 do regnlamento annexo ao decreto n.
9,420, d-; 28 de Abril de lo85, o editel abaixo
transcripto.pondo em concurso, coui e prazo de 60
das, os oflLi'.s de escrivo de orpliaos e annexos
do termo do Brejo.
O secretario,
Pedro Francisco Correa de Oiiveira.
EDITA L
O Dr. Eutropio Goncalves Je Albuquerque Silva,
juiz muuiuipal e de orphos do termo do Brejo
da Madre de Deus, por Su* Mat;estade Imperial
6 Constitucional, que Deas guarde, etc.
Fuco saber a todos a quem intereesar possa, que
fica aberto o concurso, por espaco de 6 das, a
contar desta data, para provimeuto do cilicio de
escriva) le orphos deste termo, ao qual esto an-
nexos o de escrivo de ausentes, capellas e resi-
ducp, creada pelo decreto de 30 de Janeiro de 1834
e privativo, conforme a le provincial n. 617, de 9
de Maio de 1(565, vago pelo f.llecimeuto do ser-
veutuario vitalicio Mathias Soares de Almeida,
deveodo dentro deste prazo os pretendentes ao
mencionado oBeio apreseutar seus requerimeutos
de examc de sufilciencia, folha corrida, certidao de
exime de portuguezcaritbmetica, certidao de ida-
de, attestado medico de capacidade physiea e mais
documentos que os mesmos pretendentes julgarem
necessarios, tudo devidamente sellado, e conforme
os arts. 164 e 210 do decreto de 28 de Abril do
1885.
E para que ebegue ao conhscimento do todo;,
mandei passar o presente edital, o qual ser afil-
iado a porta da easa das audiencias deste juizo e
lugar do costme.
Cidade do Brej > da Madre de Deus, 29 de Abril
de 1887.
Eu, Elias Francisco Bastos, escrivo do civel o
es;revi.
Eutropio Goncalves de Albuquerque Silva.
E mas se nao continha em dito edital, que fiel-
mate copiei do proprio original, ao qual me re-
porto e dou t. nesta cidade do Brejo da Madre de
Deus, 29 de Abril de 1887.
Eu, Eias Francisco Bastos, escrivo do civel o
escrevi e assignei. Em f de verdade. escrivo
do civel, Elias Francisco Bastos.
Certifico qua nesta data foi afiliado o edital,
que "ai pr.r copia pelo porteiro interino do audi-
torio Antonio Paulo dos Santos, na porta da casa
da Cao ara Municipal e audiencia do Dr. juiz de
nrphos, abrindo o concurso para provimeuto do
officio de escrivo de orphos e mais annexos deste
termo. O referido verdade.
Cidade do Brejo da Madre de Deus, 29 de Abril
de 1887. escrivo do civel, Elias Francisco
Bastos.
Correio geral
E xa me para o provlmealo de qua-
tro I usare de praticantea
Faco publico que at o dia 16 de Maio prximo
futura acha se aberta nesta admiaistraco a ins
cripeo p<>ra o exame dos candidatos quatro va-
gas de praticantes, devendo o exame comecar no
dia 18 do dito mez, as 11 h^ras da manh.
As materias, sobre as quaes versar o exame,
sao : ejercicio de caligrapnia e orthographia, ari-
tbmetica elimectar, comprehendendo o uso do sys -
tema mtrico e nocoes geraes de geographk.
O conhecimento das linguas estrangeiras dar
drcito a preferencia,
Para serem admittidos inscripco, devero es
preteudentos provar eom certidao que nao tem
meaos de 18 nem mais de 30 aonos de idade, e
apresentir certificado medico da boa sade e
quaesqaer outros documentos que 01 abonero.
Administracao dos correios de Pernambuco, 22
de Abril de 1887.
O administrador,
Alfonso do Reg Barros.
Club de Regatas Pcr-
nambueano
Sao convidados todos os socios deste club para
se reunirera em assembla geral, que se realisar
no dia li do corrente, s 7 horas da noite, na
Bde do mesmo cluh. Prevnose que a assembla
geral se reunir com o numero de socios, que com-
parecer.
Secretaria do Club de Regatas Pemambucano
em 9 de Maio de 1887.O V secretario,
Os'ar C. Mo teiro.
Thesouraria de Fa-
zenda
Substituico de notas
Para conhecimento do publico se declara que as
notas do Thesouro de 2000 da 5a estampa, 5/
da 7 e 10 da 6 sero substituidas nesta repar-
ticao at o fim do mez de Junho vindoaro com o
descont de 2 0/0, o qual ser elevado a 4 0/0, a
contar do Io de Julho a 30 d; Setembro do cor-
rete anno, na forma do disposto no art. 13 da
lei n. 3313 de 1886.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, 5 de
Maio de 1887 =-0 secretario.
Luiz Emygdio P. da Cmara
Club Concordia
Tanz-aberra
THEATRO
SANTA ISABEL
1
Oiiinla-lei ;i
1
j
12 de Maio de 1887
R90XTA
Da companhia dramtica de que faz parte a primeira actriz ingenua brasileira
xx xsax^xoNrjk. xyxa3NrGx,j^3.
Logo que a orchestra dirigida pelo hbil professor Antonio Martina tiver exe-
cutado urna escolhida ouvertura, ser representada pela 1.a vez nesta Theatro a tra-
gedia em 5 actos do imroortal poeta, escriptor e diplomata brasileira o Exm. Dr.
D. .1 .om-ilves de Hagalhes, intitulada:
O leilo de livros annunciado por interven-
cao do agente Pinto, deve ter lujnr quinta-feira
12docorrente por occasie de iiio de movis
louca e calcados avariados, e vidros na ra do
Mrquez de Olinda n. 35.
Leilo
O difficil papel de Antonio Jos, o protogonista ser desempenhado pelo artista
SOARES DE MEDEIR03 e o de Marianna pela actriz D. ISOLINA MONOLAR.
Acba-se encarregado do papel de Fre Gil o actor Mximo Coelbo, de conde
de Ericeira, o actor Affonso de Oiiveira; do de criado, o actor Borges e de criada a
actriz Amelia da Silva.
Termina o espectculo com o chistoso entre-acto ornado de msica
DU CARNAVAL)
114 NOITE DE C4RWV4L
(-somE
Cantado pela distincta actriz
Ramos.
D. l*OI.I\i nOVll.AR enelo actor Marti
Di
Mittwjch 11. Mai
Eioladungen gestattet.
Das directorium.
Edital n. 13
0 administrador do Consulado Provincial, dan-
do cu-nprimento ao que dispoe a lei n. 1860, faz
publico a quem interessar possa, que no espaco
improro^avel de trinta das uteis, contados de 2
de Maio prximo, dar-se-ha principio nesta re-
partico a cobranca, livre de multa, dos impostes
segaintea, reln'.ivamente a 2* semestre do exer-
cicio corrente de 1886-87.
3 0/0 sobre o gyro de casas commerciaes a re-
re tal ho.
10 0|0 sobre estebelecimento* fra da cidade.
12 0|0 sobre escriptonos de advogados, solicita-
dores, cartorios e consultorios mdicos.
20 0(0 sobre estabelecimentos da cidade
200 por escriptoros c'e descontos de letras.
1:0'J0 por casa de gnrantir bilnetes.
1:000 j por casa de vender bilhetes de outras
provincias.
24500 p.r tonelada de alvarengas, canss, etc.
20o por escravo empregado em servico me-
chanicc.
200 rs. por baralho de cartas de jo^ar.
Imposto de reparticocomprehendendo:
Parte i*
1 Casas de contraisso& de consignacoes e de
commisses e consigna^es.
2 Ditas ou depositoj de vender em grosso car-
vo de pedra em terrw ou sobre agua.
Parte -'
3 Lojas de vender joias somente, ou joias e re-
logios.
4 Ditas de vender relogios somente.
5 Ditas de vender pianos, msicas e instru-
mentos musicaes.
Parte 3
6 Fabrica de rap Muuron.
7 Ditas de sabo, iuclujive
freguezia de Afogado0.
_ 8 Ditas de cerveja, vinagre,
licores e limonadas gazozas.
i Ditas de gaz.
1,0 Ditas agencias e depsitos de gaz.
Parte 4
11 Empiezas anonymas ou agencias destas.
12 Companhia de Bebcrbe.
13 Bancos, agencias filiaes e representantes dos
mesmos e casis bancariss.
14 Companhias, agencias oa casas de seguro ou
qualquer pessoa que no carcter de agente de
companhias de seguro fizer contrato deste ntu-
, reza ou promovclos, com exeepeo dos que teem ,
e os vendedores aaqni sero leigos ? \ sde ne8W pr0ViDeia e intrataren! o servico es-
pecial do art. 13 desta lei. 1
a que se acha na
vinhos, genebra,
Gremio Recreativo Fa-
miliar
Pelo presente convido a todos os socios a com-
parecerem em nossa sde ra de Morcillo Oias
n. 21, 1- andar, na quarta-feira 11 do corrente, s
7 horas da tarde, afim de reunidos em numero le-
gal de assembla geral, trtennos de assumptos
importantes e augmentar alguna artigos nos esta-
tutos. Outrosim, scientifico a todos os socios, que
do dia 14 do corrente em diante a nova sde so-
cial ser na ra do Imperador n. 19, 1- andar, em
virtnde de achar-se em condiccoes vantajosas v
referido predio.
Secretaria do Gremio Recreativo Familiar, 9 de
Maio de 1887.=0 1- secretario,
Antonio Rsphael Alves da Costa.
C'nli lmperairiz
Em virtude de haverem sido suspensas as lote-
ras da Colonia Isabel, resolveu este clab emittir
novas acciJts em substituico as que havia passado
em beneficio dos festejos carnavalescos que corre-
rao com a nona lotera do Grao-Para. Roga por-
tento quelles que as aceitaran; e pigaram, de
vir ra da Imperatriz n. 42, afim de trocal-as.
O thesoureiro,
Antonio Jos de Azevedo Maia.
Capifaula do porto
De ordem do Exm. Sr. capito do porto, faco
publico, para 03 devidas fins, qae acbs-se depo-
sitada nadca J'este Arsenal, urna laucha que foi
aprehendida na fortaleza do Brum.
O respectivo proprietario ter o praso de 8 dias,
contados da presente date, para justificar o seu
direito de propriedade, e nao o fazendo ser a res-
pectiva lancha desmaneas da.
Capitenia do porto de Pernambuco, 5 de Maio
de 1887. O secretario, Antonio da Silva Aze-
vedo.
Clab Concordia
Au sserordentliche Haaptversammlung
Donnersteg den 12. Mai 18*87.
Beschlussfahig mit jeder anzahl Mitglieder
Traktanden wi per 7. A. avisirt.
Das directorium.
Principiar a horado cosame,
SABBADO, DEMAIO DE 1887
Urna nica repre3entacao do drama
PAULO E VIRGINIA
Brevemente a peca de grande espectculo
III1DHDM10 ALTO IIIII
issuriarao Commerclal Agrcola d
Pema tabaco
De ordem do lllm. Sr. presidente, convido aos
seohores assocados a comparecerein na respecriva
sde no dia 15 do corrente, s 10 horas da ma-
nh, para em sesso de assembla peral tratar-se
de interesses sociaes. Recife, 10 de Maio pe 1887.
Antonio Arthur Moreira do Mendonca,
1 secretario.
Companhia das Minas
de Assurn
Sao convocados os senhores accionistas da com-
panhia das minas do Assuru para, no dia 10 de
Maio, s 12 horas, no escriptorio da companhia,
ra do Mercado n. 6, 1 andar, se reunirem em
assembla geral extraordinaria, para o fim de to-
marem conhecimento dos actos da gerencia, e re-
sol verem o qae convier. Rio, 26 de Abril de 1887.
J. F. de Alencar Lima,
Presidente.
Vapor Nile
ti
AVISO
Pelo presente sao coaviBados os Srs. accionis-
tas deste companhia para receberem na estacao
de Cinco Pontos o 47" d;videndo, relativo ao se-
mestre findo em 31 d Dezerobro do anno passado
Escriptorio da superintendencia, Cabo 10 de
Maio de 1887.
Wells Hood,
Superintendente.
Di
On the 5 th instent John Joseph Harding sged
26 Years eldest son ot Thomas J Harding, and
of Fracces hiswife. May he rest in peace.______
SaatCile MiiicoeUialo
Na secretaria da Santa Casa arrendam se os
seguintes predios :
Ra do Bom Jess n. 12, loja e 1 andar.
dem dem n. 13, 2- e 3- andares.
dem do Vigario Tnenorio n. 22, 1* andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24, 1 andar.
dem da Madre de Deus n. 20.
dem idem n. 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da Lingoeta n. 14, 1- andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2- aadar.
dem das Boas n. 18, sobrado de dous andares
e loja.
Rna da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da Detenco (dentro do quadro) duas
casas. _______^^^
Assembla geral extraordinaria
A diiectoria da estrada de ferro de Ribeirao ao
Benito ecdvida aos Srs. accionistas, se reunirem
em assembla geral extraordinaria, no dia J2 de
Maio prximo, s 11 horas da manh, no 1- andar
do predio n. 73 praca de Pedro II, para o fim
de deliberaren! sobre a parte do augmento do ca-
p tal qae est realisado e resolver acerca de mo-
rlificacji'j dos estatutos.
Recife, 26 de Abril de 1887.
O secretario.
Jos' Btllarminc Pereira de Mello.
(MI'tMIlA l'KH.X tHHl(.t>4
DE
Mavegaeao costelra por vapor
fORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 12 de
Maio, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
>dia 9.
Encommendas, passagens e dinbeiros fete at
is 3 horas da tarde do dia 10.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Pemambucana
__________________n. 12__________________
C'OMPAXUIA MCa.5ljMMt.-CA *%A
DE
fVavegaeSo Costelra por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Comandan te Lobo
Segu no dia 14 de
Maio, pelas 12 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
Ida 13.
Passagt,.rS at as 10 horas da manh do dia da
partida.
ESCRIPTORIO
caes da Companhia FernaniSin
cana n. 12
Comp&&Ja lirasIlelra de Nave
gaeoa Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambuco
Espera-se da Europa no dia
17 on 18 do corrente seguin-
depois da demora necessaria
para
Baha e Rio de Janeiro
Reducqao de passaqens
Ida Ida e volla
A Southampton 1" classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretes, etc., tracta-se ciinoi
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
N. 3- RA
DO
1-
COMMERC10 -N.
andar
3
F
1 Mal SI a MU
Yapor extraordinario
O vapor Nile
De 3,039 toneladas de registro
Sahir do porto do Rio
de Janeiro no dia 1 de
Junho prozimo com es-
cala para Babia e Per-
nambuco, seguindo depois de pouca demo
ra com malas e passageiros para
LISBOA E SOUTHAMPTON
Desde j recebe-se encommendas pare
camarotes na
AGENCIA
Ra do commereio n. 3
1 andar
Adamson Howie & C.
AGENTES
nued Slates & Brasil 1- S.S- C
0 nw Alnca
Espera-se de N'.-w-r-w--
News, at o dia 24 e Maio
o qual i eguir .icpra d.
demora necesaria p^ra
Btala, Rio de fanelro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracte-
le com os
0 paquete Finance
E' esperado dos portos de
sul at o dia 21 de Maio
depois da demora necessaria
seguir para
De um cavallo alaio, andader, 2 buhares, 1
lustre de vidro e 3 de bronze, gai csrbonic mo-
bilias de junco e mogno, guarda loucas, secreta-
rias, sofs de amarello, bercos, camas francezas,
marquezoes, marquesas, cadeiras avulsaa, tollet,
mesas grandes e pequeas, 1 balanca nova, qua-
dros, jarros, candieir.is para k-;roene, CDpos, c-
lices, loucas, 1 relogio grande, 1 dita de onro para
algibeira, ladcracocem brilhante, fazendas, miu-
dezas e outros artigos, no armaiem ra Pedrc-
Affunso n. 43, ao correr do martello.
Agente Brito
___________As 10 1[2 horas
Leilo
De calcados avariados
Constando de sapstos de charlte, sapat3es
para bomens e botinas para senhoras e
meninas.
Quarta feira 1S do eorrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 3b
O agente Pinto levar leilo por conta e risco
de quem pertencer, urna caixa com calcados eom
avaria d'agua do mar, isto por occasio do leilo
de livros, movis e mais objectos, no armazem da
ra do Mrquez de Olinda n. 35.
Grande leilo
De bons movis, piano, bilbar, crystaes,
electro-pate, vacca com cria, garrotes
da trra, 1 garrote Dglez, diversas qua-
lidades de plantas e 6 grandes resfriado-
res novos para saboaria.
Quarta-feira 11 do corrente
A's 10 lj2 horas
Na casa terrea sita ra da Aurora n. 137.
CONSTANDO
Sala de vinita
Jma linda mobilia de junco medalho completa-
mente nova com 12 cadeiras de guarnico, 4 ditas
de bracos, 1 sof, e 4 consolos com tempo de p dra.
1 excellente piano forte do fabricante Pleyel n. 4, 1
linda estante para msica, 1 cadinra para piano, 1
estrado para dito, 1 espelho oval vidro bissot, 6
almofadas bordadas para sof e cadeiras, 1 lusjre
de erystal, para gaz carbnico, o pares de jdfc.-
de faiance, 4 ditos de porcellana, 1 lindo rS^io
com termmetro e barmetro, lindos quadres com
molduras dourada bordados em alto relevo 4 lindes
jarros grandes domados com palmeiras, 2 escarra-
deiras, 1 tapete novo para sof, 1 dito para piano.
8 ditos para portas, ditos de coco, 4 pares de lan-
ternas, diversas capas de brim para cobrir mobi-
lias, ditas de oilo para piano o consolos.
tala de bilbar
Um rico bilbar novo e todos seus pertences, 1
guarda roupa de mogno com espelho, 1 estante e
secretaria, 1 toillet, 1 caixa com tontos de marfim
para voltarete, 5 mappas mundi, 4 quadros, 1 relo-
gio, 2 porta cartoes, 1 mesa de jogo, 1 banquinha
de dito, 1 carteira de amarello, 1 ocuo de alcance,
livros e instrumentos de nutico e 1 forro de ta-
pte de coco.
Primeiru quarlo
Urna cama para casal, 1 guarda vestidos de ama-
rillo, 1 lavatorio cem pedra, 1 terno de bancas ch-
nezas, 1 banquinha de charo, 1 bidet, 1 cabide,
meia commeda, 1 espelho, 2 pares de jarrse 1
guarnico para toilet e 1 forro de esteira.
Segando quarto
Um marqueso, 1 guarda vestidos, 1 lavatorio
1 cabide, 1 santuario, 2 cadeiras para oracoes, 1
espelho, 2 jarros, 2 lanternas, 2 quadros, 1 linda
costureira, 1 estante de livros, 1 guarnico para
lavatorio, 1 machina elctrica para choques e 1
forro de tapete.
Sala de jamar
Um guarda louca, 1 mesa elstica, 2 ditas coc
gavetas e ps torneados, 2 aparadores com pedra.
2 ditos torneados, 1 machina de costura com ca xa.
1 sof, 12 cadeiras, 2 ditas de bracos, 2 ditas de ba-
taneo, 2 consolos, 5 quadros, 4 etagers, 4 jarros.
1 relogio, 2 espreguicadeiras, 1 hear, 1 porta-toa-
Ihas, 1 quartinheira, 2 lanternas, 1 candieiro, 1
lustre eom 3 bicos, 1 rico apparelho de porcelana
dourada pra almoco, 1 dito branco para cha, 1
dito de faiance, 1 dito para jantar, canecos para
eafe, garrafas para vinho, copos, clices, campo-
teiras. porta qneijo, galheteiroa, facas e garios, de
electro plato, colheres de dito, licoreiros de dito, 1
apparelho de dito para almoco, salvas de dito.
porta cartoes de ditos e outros objectos de electro
piste e 1 forro de tapete.
Saleta
Um guarda comidas de rame, 12 cadeiras,
bancas, 1 marquesa, 1 mesa redonda, mallas,
bah, J espingarda, 1 pistola, diversos objectos ?
plantes em vazos.
Costaba
Duas mesas, 2 jarras, 2 taboas de engommade
com cavaletes, trem de cosinha, 1 banheiro de fo-
lha e gaiolas para passaros.
Corredor
Um banco de ferro 12 cadeiras, 1 mesa de ferre.
1 linda jarra com torneira, 2 jarros grandes com
palmeiras e arandellas para gaz.
Terraco
^Um importante viveiro com passaros, 1 dito cora
rolas 4 palmeiras em barris e diversas plantas.
fardlm
Dous bancos de ferro, cretona palmeiras, tiorons.
acalifas, craveiros e muitas outras plantas e di-
versas vasilhss de barros.
Banbelro
_ Um apparelho completo de banho de duchas, 1
dito de chuviseo, 1 lastro de madeira e 2 bancos.
O agento Gusmo autorisado por urna famiiia
que mudou-se para fra da cidade, far leilo do:
objectos cima mencionados, os quacs se tornam
recommendaveis por acharem-se em bom estad.
de couservaeo.
A's 10 horas e 10 minutos partir nm bond qu<.
dar passagem gratis aos concurrentes.
Commandante o capxto de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos .. >rtos do
norte at o dia 12 de Aaio
e depois da demora indis-
pcnsavel, seguir para os
i p'tos do sul.
Recebe tambera carga para Santos, Santa
Maranho, Para. Barbados, 8
Thomaz e \ew York
Para carga, passagens,ene mji -nJas ;d-.nhcir>
a freto, tracta-se com o
AGENTES
Henrv forster 4 C.
&.K. 8 RUA"l>0 COMMERCIO 8
tbarinit, Pelotes, Fort. Alegro e Rio firande d);
.Sul, frete modic .
Para carga, passgens, encommendas e valores !
trata-se na agencia
PRAflA DO CORPO SANTN 9.
ROYALMAILSTEAM PACKET
COBPANY
0 paquete Mondego
E' esperado da Europa no di
11 do corrente, seguindo
depois da demora necessua
ria para
* Macai, Babia, Rio de Janeiro, Santos.
Montevideo e Buenos-Ayres.
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
corrente seguinio
depois da demora
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, Vlgoe Son
thampton
an
dai
DampfschilTfahrts-GeselIschalt
O vapor Lissabon
Esperase de HAMBURGO,
por LISBOA, at o dia 17 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
'ara passageiros e carga a frete trata-se con
CONSIGNATARIOS
Borstelmatm & C.
RA DO COMMERCIO N. S
1* andar
LEUDES
Quinta-feira, 12, effeetna o agente Pinto o
leilo de movis e vidros, bem como um jogo de
Lawn Teouis, am dito de enquet e am bilbar,
no armazem da ra do Mrquez de Olinda n. 35.
Agente Pestaa
Leilo
.).
Da casa terrea sita ra da Palma n.
QUARTA-FEIRA, 31 DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazem da agencia de leioes rus
do Vigario n. 12
O agente Pestaa vender por mandudo do Exm.
Sr. Dr. juis de orphos, a quem mais der, a casa
terrea sita ra ora Palma n, 75, pertcncente ac
inventario de Francisco Alves Mascarenhas, core
assistencia do Eim. Sr. Dr. juiz de orphos.
Leilo
Em continuaco
Na ra Prirneiro de Margo n. 12
\o dia I do corrente
A's 11 horas
Ds cadeiras de junco, miudezas, chapees para
senhors, camas de ferro, 1 banheiro, quadros, jar-
ros e fazendus.
i*
2 leilo
Dos movis, louca e todos os utencilios d ?
Hotel Cinco Naco.-s, sito ra Larga de
Rosario n. 33.
O agento Britto a mandado do lllm. e Exin.
Sr. Dr. juiz de direito do commereio, e a requeri-
mento de Jos Ferreira da Costa, levar a leil.
os movis e todos os ntencilios do Hotel Cinco :s.
ces cima referidos em um i lote ou retalhada.-
mente.
QUINTA FEIRA, 12 DO CORRENTE
A's 10 e 1/2 horas

r UttH
i


MMHMM


6
Diario e Peraaainico-- Qiarta--feira 11 de Maio de 18S7
- a
Leilo de livros
Quinta feira 19 te <#rreoie
A' 1 hora da tarde
Agente Pinto
Ra do Mrquez do Olinda n. 35
Por occasio do leilo de movis e calcados
variados
Agentes Itarlaniaqui e (usio
Leilo
luiuta feira. 1* de corrate
A's 11 1/2 borai
No armazem da ra do Imperador n. 30
De as9ucar, agurdente e niel
Os agentes cima por mandado e asistencia do
Illm. Sr. De. juir e diieitoespecial do ccminercio,
a requerimeuto do Viscoode do Campo Alegre e
outros, venderio em IpISo o que se segu, pelas
amostras e a entrega na eetxce das Cinco Poutas :
10,800 kilos de assucar de Ia, 320 de 2a, mais 15
toneladas de assucar de 1', i)9 ditas de 2a, 4148
litros de agurdente, 20,000 de mel tudo do enge-
nto centralSauts Ignacio,do Cabo; mais 38
toneladas de assucar brato, grande quantidade de
assucar rtame em*5 tanques, litros de mel em
2 1/2 tanques, 227 saccoj cem assucar, e ecrca de
SI pipas de agurdente do eugenho central
Botn Gostcem Palmares; mas 13 depsitos com
assucar, 46t saceos com assucar de 50 kilos cada
um. 52 ditos de 80 kilos, 15,000 kilos de assucar,
litros de mel eia 2 tanques, ditos de aguardante
em 4 cubos gran-les, no engenha centrelCuyam-
buca,e finaW ate 250 saces de assucar. 180
ditos de mascavado, cerca (te 50 barris de agur-
dente, 1,000 litros de mel de Ia, a 10,000 de 2>, no
engenbo central Firmeza, M Escada, cujas
amostras desde j podom ser laminadas pelos
Sra. pretendentes no htvaazesa ra do Imperador
n. 30
1
De 1 pian i, 1 mobilia de jieirandi eoin 1 sof,
i cousolos com peJr- s, 2 cadeiras de bracas e 12
ae guarnicuo, i mesas redondas, 1 caadieiro de
suspensao, I mesa de advogado, 1 estante euver-
nisada, 1 eapreguirjadeira, cadeiras de balan;} e
1 mobilia de pao caiga.
Um divn e 2 cadeiras estilada?, 12 cadeiras
e junco, 2 cabides, 1 p de madeira par-, cofre.
Urna mesa elstica, 1 guarda lunf i. 2 aparado-
res 1 dito com armario, copos, Clices, garrafas e
um t.iu ce cssinba.
Lima cama de inocuo, 1 marquesita, 1 guarda-
vestido, 1 eommoda, 6 cadeiras de juuco e muitos
outros movis.
Quinta ftira 18 do corrate
Agente Pinto
No armazem da rita do Mrquez de Olinda
n. 25
Em continuac,o
Vendara o mesmo agente : 1 balcao, 2 fiteiros,
1 urmae,ao ingieza, 1 mesa para fazendas 1 ban-
co para burra e 1 carteira.
Leilo
De um jogo de croquet, um dito de Lwri
Tennis, ambes uovos, com urna rede, 2
duzias de bulas e 4 nohetu, 1 bilhar
com seus perten-es:
Quinta felra. 12 to crrenle
Ao meio dia
Ruado Mrquez de Olinda n. 35
Por occasio do leilo de movis e muitos outius
aovis.
Agente Pinto
AVISOS DIVERSOS
A pessoa que quizer adiantar a quantia oe
O8S000 para a alforria de urna escrava que sabe
lavar, engommar e cosinbar. para a escrava Ib-
pagar cem sens servicos. dirija-se a ra do Mai -
quez do Herval n. 23, leja.
= Precisa-se tallar ccui o Sr. Louren^o Jhs-
tiniano da Rocha Ferreira ou com alguma pessoa
de sua familia ; no escriptorio de Gomes de Mxt
tes Irmaos, ra do Mrquez de Olinda n, '5,
primeiro andar.
Na Passagein da Magdalena, entrada p-ra
o Remedio, !u?a se pelo femoi que se conven-
cionar, um sirio com boa casa, intiitaa fructeiras,
viveiro, baixa de eapim, etc. : a tratar na ra de;
Imperador n. 14, 1* andar.
Precisa-se de vendedores de taboleiro ; na
ra da Matriz da Boa-Vista n. 3-
Aluga-se casas a 8 000 no becco dos Cce
Ikos, junto de S. Goocallo : a tratar na ra dt
Imperarriz n. 56.
Lava-se e engomma-se com perfeicaa e por
preco commodo ; na ra do liaia da Victoria n.
55, entrada pela ra das Flcres.
Precisa-se de urna cosinheira para casa da
familia, que durma am casa ; a tratar na ra do
Baio da Victoria n. 39, leja.
Precisa-se de urna ama para cosinbar ; a
.ratar na rua das Trincheiras D. 17, loja.
Aluga-te urna escrava preta, qou eng mma
perteitamente, cese e cnsiuha ; na rua Vinte
Quatro de Maio n. 24.
Precisa-se de urna ama para todo servico de
urna familia, de duas pessous ; ua rua do Rangel
numero 53.
Precisa se de urna aiea para urna pessea ;
na rua do Padre Floriano n. 10. 2a andar.
AMA
Precisa-se de urna ama para comprar e casi-
cbar ; na rua de Riachuallo n. 13.
Ama
Precisa-se de urna ama para fazer todo servieo
de casa de duas pessoas ; a tratar Amaro das Salinas, na taverna de Bento Jos Fer-
reira, na linha da estrada do L moeiro.
J^.

Precifa-se de urna
roa da Aurora n. 23.

an a para engemmar : na
Ama
Precisa-se de urna ama para todo o servic/i de
casa e rua ; na rua das Cruzes n. 26, 2- andar.
fflcll de cabcllelrelrc e bar-
>ero
O salo acadmico'precsa de um, e paga beai.
ira venda
Vende-so urna c. cheira bem localisada e atre-
guezada, ou admitte-se um socio que capital e 'ue possa administra!-a, faz-se qualqucr
negocio i as condicSe* expostas, em razao de o
dono precisar tazer um i viagea- ; a tratar na rua
Duqne de Cazias o. 47. ;-...

nr Antonio Frn claco Crrela
de tmujo
Pedro Bezerra Cavalcante -Vlaciel manda cele-
brar urna missa pela alma do siu pesado amigo
Dr. Antonio Francisco Correia de Arauj), no dia
14 do loirente, palas 8 12 bor-is, na matri de
Santo Antonio ; convida a-s parentes e amigos
en* e do finado para ccmnreoer, e muito agra-
decer.
Pequeo armazem
Bou da Imperatrli '-'<-
VINHO DO GANCHt
Chegou nova remeasa deste vinho e ateite de
oliveira, superior ; vende-se engarrafado e em
;at;s.___________^________________ |
Prevengo
Constando-me que alguem se inculca,
por tneio de cartas para co=; as Exoias. fa-
milias, que me honram com suas ordens,
ser cortadora do mea atener, declaro ser
falso, po3 at hije nao couferi titnio
este a pessoa alguma ; assim como previ
no as mesmas Exmas familias, que du-
rante a minba pequea ausencia na Euro-
pa, onde vou me prevenir de objectos ten
dentes a minha arte, nao deixo ninguem,
me substituindo.
Aproveito a occasiao para fazer constar
que a Sra. Mara Duarte deixou de fazer
parte do numero de minhas costureiras.
Pernambuco, 30 de Abril de 187.
Rua do Imperador n. 50 Io andar.
Mu. Fanny Silva.
Compras por atacado
O Peiloral de Cambar
tero presos especiaes para aiuelles que compra-
ren] grandes poreoes. Distribnem-se impressos a
qnt m os pedir, oontendo as condicocs de vendas :
na r a do Mrquez de Olinda j:-V.'A drogara dos
nicos gentes e depositarios g-.-raes
Francisco M. da Silva & C.
Brlgadeiro dallnino *r.!iino da
Roen a
O capitao Joao Justinlano da Rocha e sua mu-
lher U. Emilia Racha, e D<-. Pedro de Figueiredo
Rocha, tendo recebido a infausta noticia do pas-
samtnto de seu presado pai, s^gro e to, o briga-
deiro Justiniano Sabino da l cha, na cidade do
Rio Grande do Sol, no dia 5 do corrente, convi-
dan] aos seus amibos e compinht iros d,arma do
finado as3stirem as missas de stimo dia, que
mandam celebrar na igrrja de N. S. da Cuneeico
dos Militaros, em 11 do correte, as 8 horas da
maaha, confessando-se desdo j gratos aos que
se dfgoarem comparecer a esse acto de rel'giao e
caridade.
t
(.eneral
Juolinlano Gatuno da
Rocha
O cnente Jas Carnriro Maciel da Si iva e es
alferes Leobaldo Augusto de M.^race, Man- el Fe-
liciano Ladislao dos Santos e Rodolpho Cavalcan-
te da Silva Pessoa, mandam resar urna un sa por
alma do bravo general Justini"iio Sabino da Ro-
cha, na igreja de N. S. da Coticeioao dos Milita-
res, as 8 hor<.s da manb do aia 11 do coeren'e,
seliioo do s< u pas-am-nto, e para assistil-as :on-
vidi'ji aos seus amigos e companheiri s o'arma do
finado, aos quaes se an'ecipam agradecidos.
Rernardino (ruarle Campos
A viuva, irmaos o cuchados de Bernardino Du-
arte Campe, convidam aos seus parentes e ami-
gos, bem como acs do fallecido, para assistirem
as missas que mandam celebrar na igreja do Di-
vino Espirito Santo, pelas 8 horas do dia 13 do
cerrente mez, Io anniversario de Beu fallecimento,
e desde j antecipan sinceros eradecimentos.
John JoMi'pli Dardlax
Thjinaz J. Harding, sua mulher e fi bes agra-
dtcim a todas as pessoas que acompanharam os
restos mortaes de seu filho e irroao, Jobn J. Har-
ding, ao cemiterio publico ; e de novo convidam
aos seuB parantes t amigos a aseistirem as missas
do stimo dia, que por sua alma mandam resar na
matriz da Boa-Vista, s 8 horas da manba do dia
11 do "orrente, pelo que desde j se eonfesta-n
eternamente gratos.
Carolina Basclia Gnrgcan liega
Joo Martina Viegas, Alfredo Martina Viegas,
Alexandre Martina Viegas, Isabel Gurgear, Lu-
za Clementina Gurgcsn. jotofina Gurgean (pre-
sentes). Aona da Cruz Viegas, Mara de Jess
Virgag lauseutet-i, agraJecca a todas as pessoas
que se dignaram acompanhar ao temiterio publico
os restos mortaes de sua querida esposa, ni, en-
teada. irma, cunhada e ora, D. Carolina Hadilia
Gurgean Viegas, e de novo as convidara paia
aesistirem as missat qne pelo temo desea:.cj de
su* alma mandam resar na igreja do convento de
S. Francisco, s 7 1/2 horas da mauh, e quarta-
feira 11 do corrente, stimo dia do scu pasjamen
to. e desde j se confesaam summHmente agrade-
cidos.
t
Antalo Percira da Canoa
Mara Amelia da Cu:iha, agradeoe cordialmen-
te a todas as pessoas ue se aignaram acompa-
ahar e sseistirao eoUrramento dos restos tuertees
de seu estrem- (ido marido ntonio Pereira da
Cunba, e pede ana seus parentes e amgoa e aos
do finado o carideso obsequio de assittiren as
missas que por alma do mesmo manda celebrar
na matriz da Boa-Vista e na capella do povoado
de Beberibe, &s 8 har* db da 11 do corrente,
pelo que se conf-aaa reconocida.
Tricofero de Barry .
Garntese qne faz nas-
r ecreeeer ocabeltoainda
M mais calves, enra a
nha e a caspa e remove
Indas as impureza do cas-
co da cab#9a. Positiva-
mente impede o cabello
de cabii on do embranquo-
rer, e infallivelmento o
*>irna espesso, macio, lus-
. oao e ahondante.
Agua Florida de Barry
Preparada segnnda a frmala
original usada pelo inventor em
1829. E* o nico perfHmo no mun-
do que tem a approva^-ao oficial d >
r.m_ Govemo. Tem duas veces
mais fragrancia que- quolqner outrn
eiiuraodobrodotcmpo. E'rr.nito
mais rica, sunvo o deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais pennaneate e agradavel na
engo. loas r^zas mais rafros-
canto no banno doente. E' egpecinoo contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de eabeca, oe cansacos e os
dar.maios.
Xarope ie Tiia Se Reiter lo. 2.
t0t*~
tJTTBS DE U8AL-O. DBTOIS DB SAU,
Cura positiva e radical de todas as formas de
iscrofulas, Syphiiis, Feridas Escrofulosas
Affecedes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
sncas do Singue,. Fi gado, e Rins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. 0 tj
Sabao Curativo de Renter
Para o Banho, Toilette, Crian
oas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
a m todos os periodo.
Approvsdos o autorisados pela irispecto
ria geral de hygienne do Rio de Janeiro.
Deposito m Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Progrcdior
Fabrica de liqnilis espirituosos
RKCIFE
PUBLICO
Lorega & C, esUbelecidos com fabrica de cigarros rua Larga do Rosario n.
o, aviaum ao respjit^vel publico quo sSo proprietario9 da marca industrial AMOR -
cima estampada, a qua eai registrada na Meretissima Junta Commercial do Re-
cife, seb o n. 202.
Com as pepes de que tratara os arts. 6 e 7 do Decr. n. 2,632, de 23
Outubro ce 1875, serSo punidos es fabricadores ou imitadores de dita marca
Recife, 9 de Maio de 1887.
de
III i i
de Marco n. 6.
JM '
Neste bem montado estabelecimento pr-param-
se todas as qualidadej de gen-bras e licores, as-
sim como vinagre braneo e tinto, garaniiodo-se a
i8en5ao de ingredientes nocivos u saadr, como
t; m sido verificado pela illostrada juura Ue hy-
giene.
Josquim Duarte S:m5.'a & C.
Largo i!a AMeaMaa. S.nuis
Furie o SSalloM. Rccifc
Muianca de i lima
Cura iirovniel
Est recouh- ti io por urna gr.i ide parte do m-
dicos e pelos tactos provad q o clima de Cba
do Carpna o mais hygienicj u s.ltibre ,m toda
a eirewtTiBnbanca o Kecife, e p:tautq o mais
conveniente aos doe.itea i:.- u-cessitem de mu-
danca de clima, onde se pode respirar livre e puro
ar, por s r esti! agradavel. povoa io situado
grade elevacao cima e Pao d'Alho, Lisnceiro e
Nazaretb.
Em virtude dos maravi'.hosos resulta !js obtidos,
salvando vidas do multas p 33 a conh->cidas que
anda em lempo teein viudo para aqu, resolv
preparar commodos tm una das tn<-u res casas,
onde auxiliado por miuha muiher, poeso receber
ulguris Ooentes nao de cama nem contstriosos, e
compr,metto me bem servir cum b;-a e Badil ali-
mentacSo por mdica penso ; quem prtesar deve
por aqui fazer ura patseio, que apenas eusta 2 1|2
hor:,s de caminho de forro, e i,it' rinar-se .easoal-
mente. Carpnn, 7 de Maio de 1887.
Jo; Joaquim di
Caixciro
Pre. isa-fe de um caixeiro cora pratica de mi
Ihados, de 10 a 12 hqios de idade, abonando sua
conducta ; na rua de Pedro Ivo n. 22.
Partk-ipam ao rcspeitavi-l publico qu^, tendo sugracntado seu
estabelecimento de JOIAS com mais urna secsao, no pavimento terreo,
com especialidades era artigos de ELECTRO-PLATE, convidam as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde eco ontrarao utn riquissimo sortimento de joias de curo o
prata, perelas, bri!h&nte3 e outras pedras preciosas, e relogios de ouro.
prata e nikel.
Os artigos que recebera directamente por todos os vapor sao
3xecutados pelos mais afiaaios especialistas e fabricantes da Europa e
Sstads-Unidos.
A par das joias do subido valor acbarSo urna grande variedade
le objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
.asamentos, bsptisados e : nniversarios.
Nem em relacao ao preco, e nem qualidade, os objectos cima
mencionados, encontrarao concurrencia n'esta praga.
6EBAL
Da I/ parte da 2.a lotera nt ba$fi Hismcordia do Eodfo
EXTRAHIDA EM 9 DE MAIO DE 1887
PREMIOS
785
5:000*000
iM71:
5249
662
3457
5648
6344
510
1074
1874
6248
6425
200$
100$
ioo
100|
1001
50$i
>0i
7o-
501
50$
50|
538
920
1146
1206
2013
3116
4135
4602
4952
5527
7244
30$
30$
30$
30$
30$
30$
30$
30$
30$
30$
CADET
CURA
em TRES DAS
lDenai7]
PA R I S
Depsitos as principaes Pharmacia^.
Em Pernambuco :
FRANco m. da SILVA e O.

as
o"
S3
PASTILHAS
De ANGELIM & HENTRUZ
?*J
O Remedio mais efficz e
eguro que se tem descoberto ate
hoje pora expe'lir as en trigas.
EOQIAYROL FRESES

Telt-;::ai adqufriu uua rcpiilaco mais inerlcld*
Jo que a i!.i J'asta t do Aarooe de Saf de
Deluttgrenier.
Sua toja uitireraal,/itn 1o Sobre Bita uperloridade c poderosa eficacia
v orilleadas polos Ucdi os 'lo todos os Uospiaeg
JeParUe mcmDros i!a Aca-iem'a '.<, medicina de
Frar a CDliB us Deuxos, Sroncnltcs, XtTir
tafSi do Peit.-" e du Crpanla.
2O SuaoomposicS.o,C!ij.i base o fruclo do Nati
^a Arabia rlibscus eseulentus de Linn]
quo relaraoalguma tero cornos outros peltoraes.
3o Sohre as analyaea dos Srs Babruel *
Cottebeau. chlnilcos da Facuidade de Pars,
que demonslrao nao comer nem opio, nem Mor*
fhuhi. nem CoJeina pelo que pudeni ser dados V
crlanqas com xito e se'uranca quando atacadd
de Tvise o Toase convulsa*.
tri A no so c. 1 xiJJO mendo a fasta e o JCirope de
Saf confianra dos mdicos e do publico, tiuloe
qiie nunca forao concedldos peitoral algum antige
ou moderno.
DKI.ASURKSiER, 53, na Virenne, PABIM
luiu m rri''ciic r'auauiu t Fortoaal i i Brasil.
Aviso
.Y
O abhixo R?sif;nado ecientifica a tcdrs os seus
credons e dt-vedorts que ti-mpur.'irnininte retira-
se para 8..h:':i. dexando aqui p r seos bastantes
procuradores Drs. Doartu EstevSo de Oliveira
Antnnio Esteva) de Olivpira, e na cidade de Pes-
queira ao Sr. Angosto Ma^albaes da Si)?a Porto,
os quaes leeir, plenos pjderes paia liquidar todos
os seus direitos. aecoe e obrigacoes. Kecife, 1#
de Maio de 1887.
Jos Vfartios Leitao.

Os nmeros -le 7101 a 7200 (excepto o da sorte grande) esto
p-remiados com 15$000.
Todos os nmeros acabados em 85 esto premiados com
6#00O.
Todos os nmeros terminados em 5 esto premiados com
3$000.
N. B. A extracpo da 17.a parte da 3.a lotera, em beneficio da
mesma Santa Casa, ser na sexta feira 13 do corrente.
0 Thesourciro,Jos Candido de Moraes.
Aluia-te o 2- andar do sobrado n. 129, rua
Direita ; Crais-se na Camha do Carmo n. 2.
Ao eommercio
Os a aixo assignadr<8 jarticipam a> ecmnjercio
e a quem interesan porsa, que desde o da 4 da
corrente dissi Ivernm i;mi;avelmpnte e de communt
acenrdo a sociedvde que tinb.m na t'ivern-t roa
de Pedro lvo n. 10, sob a firma cr.ramercial ds
t'ernandes Braga "e Perreira, 6cand.> o socio
Lcurcnr;o Fernaudes Braga na p-ss do activo e
re&ponsavel pido passivo da mesina firma, retiran-
do-se o socio J s Ferrrira da Silva pago e iatis-
feito de seu capital e lucos, e livre de toda
qualquer reapiosabili lade i mesuia i.ma.
Rec fe, 9 de Vlaio de 1887.
Loa*nco Pernanies Braga,
J^t F.rreira da Silva.__________
Padre Herrulan Joc fl* Brlto
D. JnanoH Victoria de Brifo p Cunlia e Vicente
' Jos"de Brifo (nst'nfes). eeus filbos e sobrinhos
agradeceni co.-dialmence a aeus parentp, amigos
e a veneravel ordem carmelitana o endoso obse-
oio de ter' m aoropanhado ao oemierra de Santa
Amsro os restos mortaes de seu prpead-i irroao e
to, o reverendo padre Herculano Ji-.se de Brito, e
peder parasesialir a? missas qua. i-m snffragit)
de sua alma, mandam r.-ear no dia lo do crranle,
prlaa 8 h> ras da murha, no convento do Carme
degta cidade. v
' imvE
-


Diario de PeraainboeoQnarla-fcira 1! de Maio de 1887
Alusa-se
ama casa com comm .dos par* grande fraili*, V
titio arbarisado ; ni Ponte de Uch* n. 10.
Alugase barato
na dos Guararapes n. 96.
Rna Viconde de Itapiria n. 4?, armaren.
Ra do Viscoudo de Goyanna n. 163, com agu4
Largo do Marcado n. 17, loja com agua
Ba Viaconi>! G^y^noa n. 167, com agna e gas
Ra Coronel Soasuna n. 141, quarto.
1Vtk-se na run do Coihoutco n. 5, 1* *ndr
Mcriptorio de Silva (inimaraes & C.
~~ Alg-a-sc
dns casas na ra do Tuity (solig* da Lapa) o*.
10 e 12 ; para ver at chaves e tratar na ra da
Madre de Deus a. 8-_________________
Ama
Precisa-M de'urna ama qpe q/ahihe e eojromnre
com perfVigii ; na ra A> Marqaw do Herval
Damero 10. -
Ama
Precisa-1e de ama ama para cosinbar
darma em casa : no largo do Corpa Santo
segando andar.
e que
n. 19
>
Advocado



O bachirel Antonio R.beiro de Albuqnerque
Maranhio t.m su banca de advocrcia na pr?a
de Pedro 2o 75, no tcesmo cscriptorio do Ut.
Uaroel N-tto Baudeia.____________________________
ViDtio da Mourisca
Proprio para mesa
JoSo Ferreira da Costa, ra do Amorim n.
64, acaba de recib?.- urna partida d vinos em
cascos e-ccsivam-n-e grandes, e como deseja
tornar bem conhecida -st* superior qualidade, qne
se fas recommendado pela sua panza e bom pa-
ladar, resjlve v.mder esta remesan, no seu esta-
belecimento em b:irrs de quiuto e de. dcimo, por
precos muito razoaveis. para o que cbamam a
attencan di s senhoret apreciadores, assim como
aos danos de notis.
Em retalbo veude se em casa dos Srs. Jnsto
Teweira &: C SurceesorPs rwa 3a Penha n. 8
Amas
AVISO
Concertara se machinas de costara de
qualquT fabricante, bombas e toda e qual-
qner qualidade de machinas movidas a va-
por, on gaz, etc.
PRECOS SEM COMPETENCIA
39-Ena ia Mn-39
Precisa-se de urna cosfnbeira e de ama mnlher
de idade, para tratar de dous meninos de 2 e 4
annos ; na ra da Uniao n. 55, por traz do Gym-
nasio.
Ama
Precisase de urna ama na fabrica Pbenix roa
de Joao do Reg n. 15 ; a tratar Da mesma.
lian liana
PARA TINGIRA
barba e os cabelles
Precisa se de dnas amas, orna para cosinbar,
lavar e comprar, ontra para engommar e andar
com enancas, dando nanea de suas coodactas, e
qne dur.ram em casa ; a tratar no pateo da Santa
Cruz n. 18.
Ama
Precisa-se de ama ama de meia idade para o
servico de um casal sem filhoa, e que d Sanca de
conducta, pagn-se 20|090 mensaes ; a tratar na
ra Vidal de Negreiros n. 129.
Ama
Precisa-se de urna ama para o servido de urna
casa 4e pouca familia ; oa ru Nova n. 11, se-
gundo andar.
Ama



i
Esta tintura tinge a barbn e es cabellos ins-
tantaneirrii'i'. dando ibes uma benita cor
e natural, inofensivo o sea uso s:mplcs o
rpido
Vende se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GAKIA de Rooqlteyrol Fre-es, sneessorea de A
CAOR8, ra do oin-Jesus (aotiga da Crut
t^f"_______________________________
Obras de vime e vinlio
da Mourisca
Justo Teixeira & C. Kaccessores, 4 ra da "?-
nba n. S, receberam fie Lisb.>a pe.) ultimo va or
08 nsfomados cestes, balaios e rop1 >r,-s de vime,
eleganteme-ite acabados, que veaden pir pre.os
muit-> raznaveia e ao alcance d.~>s rei.hores pieten-
dentes, pelo qwe chaman a atteDcSo; como hem,
tem czpoeto venda o excel lente viuho di: \h u-
risea. o melhor vinh i de pasto, acta lmente ueste
mercad o que p r sua pureza e superior quali-
dad>. auto tem agradada; nao 6 preciso r.coin-
mr-nrla.'-o, elle proprio se reo o n 11 id .
ATK..S0N
PERFUMARA INGLEZA
afamada ha ma da un s 'ralo: exced* todas
as ouir.s pelo-en perfume delicado 6
1 :. Mi ; vihs hi ui i.n
VARI/. I87K. CALCUTTA i-"l
pe- sxtra-fim tvcelleoeia iesmqu.ilio'ade.
- '1^ AtkDson
FAGR.H 4 CYMBDICM
to '< un ra i a per il tr p*rlatn+t. leikloaido
ngiMr id mermadio
do* Invon'-ros oo s-us A'-nles.
LOCAO Dl QUIHIIO DE ATKISSW
emrivr.liKiruf.-r-.1 r*>l -cabello
(jar intida ii i
AGCA FLORIDA DE ATKINSOS
perfume nal para o lenco; distillado
-<"lha.
bcrtra-ueBdu ds todoi \>pornites e Fibricantes
. & E ATK1NSON
24. Od Bond Street, Londres.
fc Marca de FahhcaUma'* R'>sa branca"
sobre orna Lyra de Ooro.
Precisa-e do uma ama para casa de p^q^f-na
familia ; a tracar na roa do P.jsad n. 19, P< e-
s-igi-in da Magdalena.
Ama
Pncisa-se de uma urna para lavar e CDg.^mmar;
na ra Frimeiro de Marco n. 16.
4ma deleite
Preeisa-se de uma ama de leite ; na ra Direi-
tii n. ID, 1- audar.
Ama de lcite
Precisa-se de uma ama de leite ; na rae do
Mrquez de Olinda n. 41, arm.izem.
(riado
Pnc:a-se de mn criado : a tratar na ra do
Paysand n_ 19, Passagem da Magdalena.
Ciiaio
Na roa Imperial n. 17, precisa-se de um cria-
do de 14 a lo aunos.
>iado
Aos Srs. propietarios e educa-
dores
Na antiga e bem acreditada olaria de B-nto dos
Santos Ramss, i roa de Vizconde de Albuqaerque
(oatr'ora da Gloria) n. 85, encontrarao o Srs.
proprietarios e edificadores, os segaintes objec-
tos:
Tijolos de al venara batida.
Ditos qaadrados de diversos tamanhos.
Ditos para forno de padaria.
Diios de tapamento.
Ditos para cacimba.
Tenas.
O proprietario deesa coneeituada olaria scienti-
fica aos interessades qne todos os seas productos
sao manufacturados com o excedente barro d'agaa
doce, do logar Taquary, tornando-se por conse-
guinte reeommendaveis nao s para a sade, por
nao ser hmido, como o sao as d'agua salgada,
mas tambero, pela doraco. Outrosim, scientifica
igualmente, que a forma de suas telhas maior do
que qualquer oatra, sendo estas, ao mesa o tempo,
raais leves por n;lo receberem durante o invern
grande quantidade d'agua, como succede con as
de barro d'agua salgada. Precos mdicos. 87,
ra do Visconde de Albuquerque, oatr'ora da Glo-
ria, 87. Entrada pelo lado do caes, defronte do
p->68difO.
Viuho de Collares
Legitimo, superior, e etn barris de quinto e d-
cimo, ha para vender no armazem de Francisco
Ribeiro Pinto GuimarSes &. C, ra do Baio
i do Triuuipho n. 96.
i niem do da d. 63
Grande roolaco
I -..Em bi- os de todas as qualidades, cores e lar-
guras, desde 5 centmetros at 1 metro e 20, e
quem vende por precos mais resumidos o Pedro
Antunes & C, ser bom verem | Bonitas fitas
de borracha para ligas, artigo de muita necessida-
de pira nSo deizarem correr as meias,qae se torna
muito feo, vende-8e o metro pelo menor oreco ;
tranca medalh'era para fazer crochet, parda e
branca ; fios de la e seda para o meemo fim ; no-
vos lequ-s pretos diaphanos, enfeitado3 com lan-
tijoulas, proprios para lato, tambem bonitas vol-
tas e braceletes. Alem destes artigos, muitoe
catres, que snr conveniente verem, na casa de
c nli .iifn de Pedro Antunes & C ra Duque de
Calas : '3. Nova Esp"ranca,
Taraancos do porlo
para bomem e senhora. o que se pode desejar de
mais aperfeicoado,
Scmentes muito novas
de hortalicas e Sores
Selias
Amores perfeitos
Pocas Mendes & C.
Roa eslicita do Rosario n. 9. junto a igreja.

VENDAS
urr^
Cimento
Fonseea irmSos A C. vendem cimento inglez,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me-
nos preoo qac em outra qualquer parte.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escaseas fi ..jrivt
o cognac oa aguardenje ae canna, para ortfle
i corpo.
Vende -se a retalho nea tu Inores armasens
oolhados.
Pe* ROYAL BLEND rnarc VIADOcajono
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
_______ BBOWN8 ce C, agentes
W0t>evO "^ M*TTtf^f
As Dores de Estomago
IHgestes diffteeU, Constipa^oes, Acide
SXO BAWDAMEN-TB CUADAS COM O E1W1BQO DO
C AR VAO, D" BELLOC
Quer em PASTILHAS, quer em P.
tVpprovado pela Academia de Medicina d* :
OOSE e A 1 1 PASTILHAS POR DA
Sj----
*e entfem etw todas a Pharmaeta*.
FABRICACtO
Em PARI2 em Casa de L FRERE
' *00.O DE PASTlU***"
Vende-se
^or 16|000
Precisa-se de um criado
Priaterro de Mar^o n. 1 >.
para copeiro ; na ra
triado
Precisa-se de um rapaz ; na travessa do Corpo
Santo n. 27.
Criado
Precisa-se de um ciado
n. 4.\ "i- an :ar
na ra do Bom Jess
Bo*ii \w\
goeio
Por ioc fra da provincia, vende-se, nesta capital, urna
l ja de tazendas. coro pequeo capital, bem loca
usada e bem afreguezada ; per favor inforoiB-se
na ma do Rangel n. 50, loja de barbeiro.
Cosinheira
Precisa-se de uma bea cosinheira : na ra da
Auron r.. 8i, primeir.i andar.
Lembranca
Os annuncios pulilicados no Jornal do Recife e
IHario de Fernomlco, chioiHn.Jo um aldaoha
par.A pagameuio de ilividns, nj se eutende com o
abis i assig indo, >;mpreg:idj na secretaria da
presidencia
Jote S-iKl :; h:.
IVf* tn

O Mr. Antonio Io A
Fonera
passageiro que aqii chegou do su! no vapor Cear,
erosr>.d-> a vir ra% Jo Conmereio n. 44, uma
vez qoe n3 s sao- onde t rrsi lindo.
Boa casa
Aluga-se c sobrado n. 67 rui do Bartholomrn,
confronte a esta^ao do Ciruar. com bnstantes
eommodos e boa vista ; a tratar na ra larga do
Rosario n. 34, pbarmaeia.
NICA TNICA
Dl FIL.LIOL l
JMBTANTANEA pira s barss. j HOSADApir
14 ns idro. Mm preparle I braocos
n impa ) sna COr primiMva
liMiiU t'il ea Pars | rZXiX.ZOZh 47, ra Tir.ase, Pial
1 Ptmaob ce : FBAM M 4a fslLV*. o-
Dt FlLLIOf-
aOBAOA pin dmr soi clMIlr
Cosinheira
Precisa-se de nina cosinheira
miiia, que seja de boa conducta
perador n. 73, 3 andar.
para casa de fa-
; na rna do Iin-

TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHO^torJOHANNO
DO
'DOUTORI
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito

Secornmendo-no nos casos que necessitao tnicos para reconstituir e re;enerar
O organismo arruinado por molestias, excessos. natureza do clima, Anemia, Chlorosls.
Ansenorrbea, Cacbexia, l*luxo branco, que tanto arruino a saudc das mulheres.
Pobreza de Sangue, Fraqneza peral, DeblUdade, etc.
E. VIVTE1T, Droguista, 50, Boulevard de Strasbooxg, em PARS
)000000000000000000000000000000000<
[i
SAUDE PARA TODOS.
UNCUENTO H OLL0WAY
1

O Ungento de Kolloway um remedio infallivel paia or, males d pemas e do peito tambem otra
i as feridas antigs chagas e ulceras. E lamoso para a gota e o rheumatismo e para todcs as enfermi-
dades de pefco na se reconhece egual
Para os males d3 garganta, bronchites resfrlamentos e osses.
| Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nSo teem semelhante e para os membros I
contrahidos e pincturas recias, obra -orno por encanto.
Sssas medicinas sao preparadas smente no Estabelecimeiuo do Professor Hollwav,
78, KEW OXFOED STEEET (antes 933, Oxford Street), LORIES,
E vendemse em todas as phannacirs do univerf 3. r
| tT Os compradores 580 convidados respeitosaoMQte. a examinar os rtulos de cada caixa e Pote, se nao teem 3 I
direegao, 533. Oxford Street, go BabKaQoes. S
,1
GRAGEAS
de Copahlba, CuOeoa
Batanhi* e Ferro. Bisvutho |
rtjctrio, lerebtnthir.a. 4"
rORTIN
INJECGAO
Hygteirfca e i'rest rvaatsra
sem causar
accidente algum.
As CS^flAGCAtl *OPr|,i rorlo as primeiras queobtiveram a approvaclo daAcodtmim
dt tnad*ottc\ (18j ... j.taram-e nos Hospitaes. Curan aa molestias secretan,
mais rebelde *-> raiigar os estmagos mala delicados.
A INJECC^ '..> F3KTIM sempre recommendada como o complemento da medicacao.
?>s rn+'.am mm perKt*sn6M*x : PltAN* M. da SOLTA C*. nsa prinotpaaa Psscrmst'aas).
l%g*VSB> OsGRAilULOS
ANTIMONIO-
FERROSOS
oDPAPILLAUD
i, rVws
<^>nstiy S*vraeaoo DA',, su/nmidades medios* oom lito h mt1
j SO ANNOf>
CoKtrm 4>teMi f'.^TOWO FAVORAVCL POR PARTE OA ACADEMIA DE EDICIBA DE PASOS
fiija-st sobre cid* frasco o dome de *.'. Mouunier t 1Papillaud.
Dswsno srAj. : Piarmai tita, GIGOJV, 25, ma Coa*illi*ra, PARIZ
Km Pcrtumiwfi, ; FRANco M. da SILVA A C
Ala?a-se a !oja do sobrado ra de Lomas Va-
lentinas 11. 50, eaiada e pintada de novo ; a tra-
tar na livraria Parisiense roa Primciro de Mar-
co n. 7-A.
Aluga-se o 1' e 2- andares do predio n. 27
ra do Imperador, caiado e pintado de novo, tendo
bons commodos e agua ; a tratar na rna Duqoe
de Caziaa n. 47.
de assucar
Apparelhos econmicos para o cozimen-
t e cura. Proprio para engenhos peque-
nos, sendo niodit'H em preco < ef-
fcc.vo em operaco.
i^odc-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velbo, melhorando muito a
quadado do assucar e augmentando a
quartidade.
OPERA9AO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
rnajbinisrno aperfeijoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especificares e informajo.is com t
Browas C.
5RA DO COMMERCIO5
.20$
Aluga se o 2- andar do sobrado roa da Guia
n. 62, com 2 salas, 3 quartos, caiado e pintado :
a tratar na loja.
0 Amara) e Companhia
tem C3teira com pequea avaria, para forro de
caBas, a 1200 a jarda ; aproveitem, a qualidade
superior : na ra Pnmeiro de Marrjo n. 20, junto
do Louvre.
s
Tinta preta
INALTRAVEL
1
COlilllAICtTIVt
PHARMACIA CESTRAL
38 Ra do Imperador 38
Per nam buco
f.
Serve para escriptara(;o mercantil e d 3 on 4
copias de uma vez.
por metade de seu valor nm aparador cmoda,
peca importante ; tambera vende-se ama porcio
de alcatifa com pomo uso, para forro da ssla :
qnem pretender dirija-se ra Direha n. 107.
Vende-se
um sobrad* com bastante* commodos ra de 8.
Jorge n. 13, com grande armazem no fundo oom a
frente para a ra do Pharol ; vende-se tambem
unta casa terrea na mesma roa n. 33, com o fundo
para a mesma ra do Pharol ; a tratar na rna do
Barao da Victoria n. 65.
Cabriolets
Vende se dous cabriolct3, sendo nm descobert.
e outro coberto, em perfeito estado, para um OB
Jos cavallos; tratar ra Duque de Caxiar
TTTordl"
Rna Baque de Caxlas n. IOS
Chama se a attenclo c'.as Esmas. familias par
os procos segaintes :
Cintos a U000.
Luvas de pellica por 2*500.
Lavas de seda cor granada a 2i, 2^500 e Si
o par.
fitas de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. c
metro.
Albuns de 1*500, 2f, 3J, at S
Ramos de flores fina3 a 1500.
Luvas de Escossia pera menina, Iis>8 e borda
das, a 800 e 1/ o par.
Porta-retrato a 500 r,, 1J, 1/500 e 2f.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 6\K) rs. nm
Anquinhas de 2*, 2*500 e 3 uma
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs
Espartilho Boa Figura a 4*500.
Ide:: La Figuriue a 5*000.
Pentes para coco com inscripcao.
Enchovaes pnra batisados a 8, 9, e 1S*000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 r;
Capelia e veas para noivas
Suspensorios americanos a 2*500
La para bordar a 2*800 a libra
Mao de pipel de cores a 200 ris
Eslojos para crochet a .$000 rs
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largara a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Leqoes transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broxes a 3*000 1*000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linh* para machina a 800 ris a duza, (CBK;
liordari-.s com dois dedos de largura 600 ris.
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1 *->00
Garrafa d'agaa Florida 800 rs.
Leones com borlota a 800 rs.
Bicos branc.'s pura s^tinca, cretone e chita pa-
ra correr b ibados a 1*000, a 1*500 a peca com
10 varas, barato.!
Albuns de chagrero, veludo c verbotina para
50 e 60 retratos a 6*, 7* e 8*000.
Meias de Escossia para senhoraa, a 7*500 o par.
Lencos de linli i em lindas caixns,
Bico das libas muito fino proprio para toalhas
e saias.
dem japonez proprio para alvas e requets e
toalhas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 3*000
a pec,a com 10 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica proprios
para salao, a 5*000.
Sabonetes de deversas qualidades.
Bolsas de courc para menina de escola.
Collarioho de linho a 300 ris um.
Cranti> pecfitnclia fin empartllboft
de linho a 3SOOO. usn.
BARBOSA & SAOSTS
Cimento patente Portland* marra
tiitin* I.uii'lon <& Xoilti r.-cKI
Kent
-5Vendem Livramento ii C, no caes do Apollo
numero 45.
4os 1.000:0009000
200:000|>000
100:000^)000


Em favor dos ingenuos da Colonia Orplianologica Isabel
DA
PROVINO! k DE PERNAMBUGO
EltfflCdli 814 ll Mat S61887
i> thcsonreirFrancisco GMicalvcs Torres
BOGG, Pharmnccutico, *, me Castiglione, FAHIS
OLEOFIGADO BACALHAO H0GG
Sem cheiro nem gosto dos leos de Fijado deBacalhao ordinarios.
Este Oleo natural e puro e de uma eCQcacldadc certa, contra as Molestias do Peito.l
a Tsica, Bronchltls, Constlpacoes, Tosses cbrnlcas, Tumores Blandulartos; |
tamben efllcaz para forttflcar as Crianzas tracas o delicadas.
Deve-se exigir o nome de HOOG, e de mais o certificado do Sr LESUEOR. Chefe Sos I
Trabamos Chimcos da Faculdade de Medicina de Pariz, que val tmpresso no rotulo co'.ado |
cm Cadra vidro triangular. O OLIO e H0G6 vende-se em todas as princlpaes Phartnaclas.
AVISO. Exija-se no rotulo o sello azul do Governo Francs.
GONSTIPAgOES e MOLESTIAS c
ANTIPHLOGISTICO
DE
PARS, Pharmacia BRIANT, 150. ra de Rivoli, PARS.
XAR0PE
IANT
As celebridades medicas de Paris rccomincndo lia mais Je 50 anuos o
| XAROPE BRIANT como o medicamento peltoral <(' gosto mais cui-
de efficacia mais certa contra os Deluxos, Constipaces. Catharros, ele.
TstcXarope nunca fermenta.Deve-se exigir a Brochara em ni ive Unguasj
:om a asignatura Iiem lisivel do inventor :
DEPSITOS BM TODAS AS PRINCIPA ES !'1!\!M\C!A3
Eiigenlio
Jalropli
Manipoeira
Esse rr,!'dicam!-nto de uma eficacia r conhe-.ida
no beriberi e outras molesias em que predomina a
bydropesia, acha-sc modificido em sua prepara-
cao. ;racas a urna nova formula de um distincto
meaico desta cidade, sonrio que someute o abaixo
assignado est habilitado pira prepaial-G de modo
* rtielaorar Ihe o gosto e chairo, em tolavia alte
rar-lhu as propriedad ,s medicamentosas, que se
conservara ci'in a mesmi aetividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
es t-mago.
Inte lepoMifo
Na pharmaeia ConcicS, ra do Mrquez de
Olioda n. 61.
Heterra le Helio
EXPOSITION V^ NIV* 1878
[Mdaiile d'Or'^^'CroixdeCheTalitT
LU nOt HiVFS RCOHPHSet
fM*
PERFUMARA
de
ESPECIAL
LACTEINA
B. COXJ1D3EI.A.1?'
PrscoDiud pelai Celhridad *(U TOMS 1$ ECESSICHOESDO T0UCA00I
PRODUCTOS ESPECIAES
fUl9> AtRM de UCTEW para branouear a pene.
S1B6 de UCTEINA para o toacador.
CIEU e P e SABAO de LACTEINA para a barba.
PIAA de lACmiA para a b-llei<-. dos cabellos.
ACD. de UCTEiNA par o toncador.
0' E* de UCTEIIA pa> a embeHrzar o cabellos.
ESSEICA de LACTEINA cara lencos.
ti e AGUA DENTiFRlCIOS de LACTEl.
CREK UCTEIIA chimada selim da pell*.
UXTUIIIA par. branquear a pelle.
lTEI ASTNOt c"m-SE NA FAMICs
PARS 13. rae d'Eagben 13 PARS;
**~ > UilM u Periumariu, PbaraM'
Cabellersimn 1a America.
3
Vcnde-se o engenho Scledade, no termo de Ipo-
juca, meia legoa distante da estacao da Escada,
tem vapor, casa de vvenla, etc., etc., e acba se
livre de qualquer onus. Vende-se tambem o gado
e safra a o lher ; a tratar com Luiz Gon^alves da
Silva & Pinto, no largo da Compr.ubia Pernam
bacana n. 6, sobrado.
N0VIDADES
Na foja das Listras izues
A' rna nnqneae Caitas n. ftf
Ttlephone 211
LAS de quadriubos fazenda escura lindas cores
a 36 rs.
sETINETaS de listras e quadrinhos de cores
a 320 r.
FUSTAO branco a 360 e 400 rs.
COSTES de vestidos brancos fazenda de qua-
driuh rom i organdy a 5000.
CAMBRAIA de salpico u bord-ida a 800 rs., em
pee 6iKX).
BBTI -ETA japoneza tazenda de listras largas
C3B9 lindas i'ep a 4i 0 rs.
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BttAMANTK de qoatro largurus a 900 rs.
CU IT \S 'n,s percales cr^-s seguras a 240 rs.
CRETONES fr.ncezes ultima n;vidade coree
segurs a 320 e 360 is.
SAltGKI.lM frasees qualquer cor a 240 rs.^
MERINOS entesiafos todB 8 c6r"S a SOOrs.
RENDA he^p^nb U preta uma guarnicSo par^
vestid.) a 3*000 e 4,50)0.
BlCt'O ae cores e matizad s a 4500 a peca.
LUVAS de -eda pretns e de todas as c-es a
9*0 0 e 2*500.
LtQUrS de se'im e |.h,ntasia de 500 rs.
ESPARl'ILHOS cuurafa a 4*CO0, 50X>
LENQOS brancos finos a 1*500 e 2*000 a du-
Z1H.
BORDADOS e entremeics tapados, trasparen-
tes, e de tustao, todo o preco.
MEI AS para senbora, para bnmem e meninos,
ti.dn o pf; C'-.
FICHU8 de seda cor de creme e pretos a
2*500.
MANT1LHAS hespanholas ultima novidade a
40 0
E utras muit is fazend. s oovns que as Exmas.
Sitas, pider" ver na loja ou mandar ver as amos-
tras que se dito sem peuhor na I-o Ja da*
Llatras ABtiesi de
Jos Aogasle Oas
4cham-e exposos venda os bilieles da
lotera das\irt-"oas
NOTO DPX^J^^a
Sorte grande
15:000^000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
as casas da Fortuna, ra I, de Margo
n. 23.
Independencia
do Rosario
Feli
39
Casa
ns. 37 e
a. 24 A.
O dia da
annuneiado.
iz,
e
praca
na rna
da
1
rg*a
extrac^BO ser brevemente
apsVs>>vM#*jV****>^wvwvwwvvwvvv^*i>*^
MAH1ANI
DE COCA DO PER
O VTWHO MASIAHI que foi experimentado nos liospitaes de Pariz,
proscripto diariamente com xito para combater a Anemia, Clilorose,
X>i;estSes man, Molestias das vas respiratorias c Enfraquecl-
iento do orgo vocal.
O Medico* recommendam-no as Patoai fracat e delicadas, exhaustas pela molestia.
aos Yclhos e Criancas.
E' o Reparador dai Perturbaffie. diiestlvaa
O O FORTIFICANTE por EXCELLEPJCIA
J VINHO MARIANI SE EffCONTKA EM CASA DE
Sor. MAXtAin, P.i" Variz, 41, touleran) Biusmn; STew-Tork, 19, last, >I", Street.
Ein Pernati'b'ico : rrandsco M. da SII.V_ dk C".
Lotera da Provincia
Sexte-feira, 13 de Maio, as 2 horas se
extrahir a 17 parte da 2.a lotcHa em beneficio
da Santa Caa de Misericordia do Recife, no
consistorio da ii*cja de Nossa Senhora da
Conccf o dos Militares, onde se achanto ex-
postas as urnas e as espheras arrumadas cm
ordem numrica apreciado do publico.
.
SJedama^ma
CAPSULAS TAETZp^,
BRF.TKTES PATEITTADAS) S. O. D. O.
OffcreotdM debata ds forma de Doces eu Conteitos de (metas,
jvrmittirHio asalm aos doeatea os mais delieailos e s crianas de
taar aem enjeo todo e qnalqner medicamenfo.
DEPOSITOGERAt, EM PAHIS,3a-M**> *m Vorr^rie
Prtl PerMmKorn tnk*-* M. ds SILVA C-. ______
ExposicSode rerpoofl
MTUADO

UM
naH


ra 11 de Maiode ifc&7


LITTERATuR
la cm cima,
o velho que
Nao te-
S
OSEGREDO DE DANIEL
BOE
JULES DEGASTYNE
-()-
Secunda parte
VIII
{Continuado)
Eram pelo menos quatro, senhor,
declarou o honseo que julgava ter visto os
vultos.
Nao preciso tambern prevenir a
justija ? disse ura delles.
__ Basta ir quando amanhacer.
Dous eriados abaxaram-se para agarrar
o ferido pelos ps o pela cabeja e trans
portarem-o para c-sa.
__ Nos, disseram dous outros, vamos
revistar o jardim. Tal vez encontremos
mais alguu3 e veremos por onde passa-
ram.
IJm destacou-se para correr casa de
un medico.
Foi neste momento que Clara, comuna
vela na raao, pallida, appareeeu no vest-
bulo.
Carlos voltou-se para elia.
Qae vens fazer aqui ?
Morria de inquietado
Os olhos cahiram lha sobre
era levado em bracos.
Clara vio sangue.^
Ah 1 mcu Daus" !
Carlos collocara-se na frente dos carraga-
dores e procurava afastal a.
Volta para o teu quarto.
nhas medo.
Elle, porra, nada ouvia.
Qua homem este ? Um accidente?
Diga antes um crime, minha senho-
ra disse urna das criadas.
Clara soltou um grito de terror.
Um crime ?
Os lalroes introdusiram se no jar-
dim... E foi um delles que se agarrou.
Mataram o ?
Est apenas ferido.
Clara deu um paaso para diante apa-
zar de seu irmao.
Os homans tinham ehegado ao alto da
escada.
O rosto do velho appareca em plena luz.
Clara soltou um grito.
E este homem ?
__ E' o mendigo de hontem noite, dis-
se Carlos.. Que te disse eu ?
A mofa approximou-se vivamente e in-
pellida por um seutimento ideando, excla-
mou immediatamente :
Esto homem nao um criminoso !
Carlos disse, em tom de gracejo.
Foi naturalmente para nos trazer di-
nbeiro que elle escalou o muro ?
Clara respondeu coua urna convicjao
crescenta :
__ Este homem nao tem cara de ladr;.o,
e quanio poder fallar...
Carlos replicou tranquillainente com um
ar de irona :
Po3 esperemos que falle ? E se pu-
der dar-nos boas razos...
Nao morre, nao verdade exela-
mou a nioja com angustia.
Assioi o espero, respondeu o iranio.
Pois nao ha um Deus p*ra os patifes ?
Cltra fez um raovimeato de r.
__ Pego te Carlos, nao falles assim !
O mancebo encolbeu os hombros compa-
decido daquella sentimentalismo de me-
nina.
Efectivamente a culpabilidade do ferido
nao deixaVa a menor duvida.
Havia rauitos aias qua aquelle homem
rondava o palaciu, ruminava o seu crime.
Depois, julgindo o momento favoravel,
tinha trazido os seus cu rapuces,
dado as indicajoes que colheu,
que falhou, em coosequentaa nao
de que accidente.
fOLHETlH
JOSLARONZA
POR
JACOES DI* FLOT E PEDRO MAEL
TERCEIR.l PARTE
O ABVS.HO
(Gontinuajao do n. 10 3)
I
Se eu lhe disser que restam nica-
mente duzentos mil francos do capital, o
que d dez mil francos de renda ; que o
emprego de meu pai d lbe cento e vinte
mil francos e que gastamos na razo de
duzentos mil francos por anno, a senbora
acreditar? \
Oh exclamou a Sra. Francs, as-
snstada.
E nao i isso. Meu pai deve quasi
cem mil francos ao Sr. Rouval. O minis-
tro mandou-o chamar o outro dia e expro-
brou lhe rom alguraa dureza viverelle sem-
pre em Puriz longo do seu emprego em
Niza. Meu pai desculpou-se com os nos-
sos gostos, a necessidade de no3 casar, de
nos apr asentar na sociedade. A senbora
sabe que a voz publica d-nos um dote de
qu^trocentos mil francos a cada urna.
Infelizmente, se Joao de Treguern nao
fosse rico corno se nao amasse a Alice,
com todas as suas forjas, pensa que se
realisaria esse casamento tao desejado por
minha irma ? Ora, como quer que em
present desse pesadello incessante eu pos
sa t"r urna idea feliz?
Deaatoa em pranto.
A Sra. Francs apertou a menina nos
bracos.
Nada de fraqueza, Renata. Voc
urna menina corajosa ; preciso lutar e
vencer, com a ajuda de Deus, e arrancar
sau pai do abysmo.
Ella respondeu com tristeza
Entretanto, os criados haviam levado o
velho para um quarto, prximo cozinha,
e arranjarain urna cama s preasas em ci-
ma de um camap.
Era Clare quem d.iva estas ordens, ape-
lar dos gestos dos criados e das criadas,
que achavam que se tinha muito trabalho,
que se tomavam muitas pre-au^os por
um ptife que nao valia a corda que o de-
via enf.,reir. A moja nao lhas prestava
altenjo.
Nao desviava os olhos do desconhecido.
Agora que alli estava dctado, installa-
do, Clara debrujava-se sobre elle, esprei-
tando um raoviraento que lhe indica .63 que
a tomar a si, que rtcuperava os aenti
dos.
Achava que o seu rosto nao tinha per-
dido o seu aspecto honrado e bom. Com
os olhos fachados, o costo calmo, pareca
dormir.
Oh 1 nao, dSo tinha nada daquella phy-
sionomia convulsionada p^la terror, que
denota os criminosos-
Ciara sentia ao contraplal-o um doce
eulevo, cuja causa nao coraprehcndia.
Era ella que o ratava, que lavava-lhe
o rosto, molbava-lhe as ontes com urna
toalha embebida de vinagre.
Carlos doixava, para que contrarial-a ?
Em toda a mulher ha um pouco de ir-
mo de caridade.
Sua ria quera desempenhar aquelle
papel, elle nao era homem para oppSr-se.
De mais, prefera que salvassem o velho
para poder interrgalo, para saber slguma
cousa.
O palacio estava em silencio. Apenas
sa ouviam es passos abafados dos criados,
que iam, por ordem de Clara, a procura
da certos objectos, frascos, saes, de que a
moga precisava.
Os criados que nao tinham que fizer,
coeservavam-se no quarto, a olhar succas-
sivamente para o ferido e para Clara, cuja
8olicituie e dedicajao ad-uiravam, sem ap-
provar.
Neste meo terapo chegaram os dous
criados que tinham ido revistar jardim.
Nao encontraram ninguem, mas tinham
visto os vestigios do assalto. Os ladrees
eram pelo menos quatro.
Contavam cora emphase as voltas qua
tinham dado para ver se agarravam um.
Segundo clles, a cousa toma/a urna itn
portancia enorme. Todo o pessoal do cas-
tello tinha escapado do um perigo formi-
davel. Era um assalto premeditado ha
muito tempo. Os assaltantes deviam co-
nbecer todos os habitantes da casa. Ti-
nham tido a precaujo de entrar pelo lu
gar maisfseuro, mais afastado do cubculo
do porteiro, para nao dpertarem a atten-
8So.
Ctrlos olhou para sua irmo.
Entao, e o teu homem de bem ? Es-
ts convencida agora ?
E'.la respondeu inmediatamente com a
mesraa f :
Es;e homem nSo um assassino 1. .
Na mesmo instante, o ferido abriu os
oaos e fez um movimento de terror.
Assassino, eu... e aqui. ..
E tornou a cahir, exhausto, com o corpo
abalado por um tremor horrivel.
em
IX
tinha-lhes
mas o ata-
83 sabia
Anlr Ruust.n s*hiu do Vandeviile em
um estado de raiva, impossivel de descre-
ver.
Quera o (asamento com a irmS de Car
los de Serves por mais de urna razac. Em
primeiro lugar, amava-a... o que pode
parecer rnuito extraordinario com o carac
ter que lhe. rei-onhecemos ; em segundo lu-
gar, contivs, e era por isso o que mais
lhe iuteress-tva contava como dote, que
de va ser consideravel, para consolidar os
82U5 negocias, que, apezar de suas appa-
rencias de lux>, estavam em urna triste si-
ta cao.
Andr Roustan j nao tinha dinheiro.
Em poucos annes tioha tudo devorado.
Mantinha-se anda, grajas avultada som-
raa que o seu amigo tinha depositado
sua casa
Mas eomo era principalmente no jago e
na Bolsa que tinha coasumido parte do seu
capital, ninguem conhecia ao certo a sua
posicao. Continua va a vi ver com grande-
za, o nao esteva muito endividado, se a
caixa estava vasia. Tinha contado com a
sua unio com Clara para a encher. Jul-
gava possuir j a fortun* da moja. Era
ne?ta esperanga que vivia ha mais de um
anno, e n?sta esperanza fazia esforjos so-
brehumanos para sustentarse, para nao
sossobrar antes da victoria. E agora l
se- i i tud.1, por ter encontrado no seu ca-
minho na advngadosinho sem iiinheiro e
sem causas. Era tempo de separar-se de
Carlas, porque nao poda contar a colara
que o suffocava.
Sahiu do Vaudeville a passo3 rpidos,
nao querendo ver neuj ser visto, e correu
pura o baulevard, onde poude, ao ar livre,
dar cur3o ao seu desespera.
la e vinha do canto da ra Sariba ra
Meyerbeer, a passos largos, febril, sem
prestar attencao aos transentes com que
esbarravj, desvairado, louco.
Sa tvesse ouvido apenas o seu primeiro
movimento da furor, teria corrido ao en-
cantro de Jorge de Fresnieres, para esbo-
fdteal o, matal-o, aniquilal-o.
Era impossivel qua o seu casamento nao
se zesse, que deixaase de casar com
Cara.
O rompimento daquella uniao cobijada,
esperada, era a ruina para elle, mais que
a ruina, a morte.
Que ira fazer para reatar os iacos que-
brados ?
Um duello com o seu rival nao lhe ser-
via de nada.
Mesmo que fosse vencedor, Clara nao
havia nunca de querer casar com o homem
que tivesse ferido ou morto aquelle a quem
amava.
Era preciso descobrir outra causa.
Que?
Pensou durante muito tempa, andando
com agitagao pelos passeios.
Depois bateu na testa, parou brusca
mente, e fez signal a um carro que passa
va vasio.
Ra Perre-Charron, 47.
O carro partiu a galope.
Durante o trajecto, um pouco calmo pela
brisa que lha refrescava o cerebro em fo-
go, amadureceu o seu plano. Combinou
todos os detalhes e tinha sem duvida en-
contrado muitas esperanzas de bon xito,
parque paracia muito satisfeito, quando se
apeou diante da casa indicada.
Tirou do bolso urna moeda do cinco sol
dos e deu ao cocheiri, que comejou a re-
volver os bolsos procura de troco.
O freguez fez um gesto de desdem.
E' intil.
O automedante teve um pequeo cala-
fro de prazer ; depois, para paBsar a emo-
gao, fustigou o cavallo e desappareceu.
Andr puchou pelo cordSo da campai-
nia.
Passando pala porteira perguntou :
A senhora est em casa ?
Est, siro, meu senhor.
Subiu a esc ida, urna escada larga, Ilu-
minada por grandes candelabros em forma
de estatuas, atapetada e guarnecida de ar-
bustos em ampios vasos delouja.
Gh'gando ao primeiro andar tirou urna
pequea chavo do bolso, abriu urna porta,
e deixau o sobretude e o chapu na ante-
sala. Estava em sua casa.
Ouvindo rumor, urna criada apresentou
se immediatamente.
Fieou estupefacta, sorprendida.
O senhor I.. -
Roustan perguntou:
Tua ama est ahi ?
Est, 8m, senhor, no salo.
E a criada desappareceu pela porta da
sala de jantar, emquanto elle abria a do
aalao. Com a sua presenja, urna moja de
grande belleza levantou se do canap em
que estava deitada e onde lia.
De pasmo deixou cahir o livro.
Estava vestida coat uro roupao braceo*
coborto de fitas e de rendas, que fazia sO-
bresahir a alvura d sua pella.
E's tu ?
Sou eu.
A esta hora? Julgava-te no Vaude-
ville.
Venho de l.
Por que nao ficaste ?
A poja abarrecia-me.
O processo Veauradieux ?
Sim.
Pois eu ri-me a mais nao poder a
ultima vez que o vi.
Isso prova qua nao estavamo3 as
mesmas condieoes de. espirito.
A mofja levantou os olhos para elle.
E' verdade, pareces contrariado. Que
te aconteceu ? Conta-me isso.
Elle nao responda. Pareca eu_baracado.
O qua tinha a dizerdhe era diffi:il, e
nao achava pretexto para encetar a con-
versa.
Para apparentar, pgou na mao de Ge-
orgetaera o nome di moja e cobriu-a
de beijos.
Depois fez-lhe camprimentos, achava a
de dia para da mais bonita os seus olhos
tinham um brilho celestial, a sua cabel-
leira loura coroava-a como um diadema de
fogo.
A moja olhava p.ra elle muito admira-
da, pouco habituada a essas ternuras da
parte delle. Mas estava lisongeada e dei-
xava-so acariciar o beijar com um senti-
mento de volupia por aquelle homem que
era de ordinario reservado e fri como gelo.
A rapariga nao poda deixar de expri
mir a admirajo que aquillo lhe cauaava.
Jantaste bem, meu amor ?
Por que ?
Porque ests todo amavel, esta noite.
Roustan pegou-lhe outra vez na mao, e
pueba-a para si.
Ouve-me. Georgeta.
Sou toda ouvidos, com geralmenta
se diz.
Vou pedir-te esta .noite a maior pro-
va de confianja e de amor qne um homem
pode reclamar de urna mulher.
A moja olhou para elle admirada.
Falla.
Eis do que se trata.
E explicou Iba com mil circunloquios o
que esperava della... Quera que ella ti-
vesse a habilidade de Iludir um rapaz
chamado Jorge de Fresnirjs, um bailo
rapaz, de resto : para o fazer apaixonar
eu f posso dizer senhora. A senhora
saba, esse Rouval...
Sim, entao ?
Pois bem i elle me raette medo. Na-
da pode dar urna idea da impertinencia
cam qne esse homem me olha. Eu o odeio
e elle encha-me de comprioientos odiosos e
de cobija sinistra. Eu nao sou mais urna
eranja, minha querida amiga, eu compro-
hendo. Ora, o que eu comprehendo ater-
ra-ine. O raiseravel lanjou as garras so-
bre meu pai. Um dia destes. ..
Que ? Que receia ?
Eu nao creio, eu presinto. Um dia
destes eu, sim, eu, est ouvindo, minha se-
nhora, terei de discutir com esse homem
algum contracto odioso, infame.
A Sra. Francs, impressionada, cobrio-
Ihe a bocea com a mao.
Renata Renata I minha pobre me-
nina, a o'r a desvair. Na* diga issa. O Sr.
Rouval um homem honrado. Digo mais,
elle j pedio a mao de Bertha Arband.
Eu disse que elle quera fazer de mim
a sua esposa ?
Ella parou.
A estupefaejo sabstituio o espanto as
feiyoas da Sra. Francs.
Renata exclamou ella, sabe que o
que est dizendo medonho ? Ssbe que
est aecusando um cavalheiro, emprestan-
do-Ihe ideas infames ?
A menina empertigou-se agitada :
E a senhora nao pensa que para che-
gar a fallar assim, eu, moja, devo ter sof-
frido rauitos assaltos, muitas revelajSes ?
Realmente, minha pobre menina, tu-
do isso parece incrivel.
tudo isso verdade, minha boa
amiga. O Sr. Rouval ha muito que me
persegue com a sua presenja odiosa, com
as suas assiduidades repugnantes. Ora, es-
se homem sabe a nossa posijao ; sabe que
nao temis fortuna. NSo pode, portanto,
querer casar commigo.
A Sra. Francs abaixen os olhos; nao
respondeu.
Que faria em meu lugar? parguntou
Rmatij
A viava estremeceu.
Em seu lagar ? Nada mais do qne
V0c tem feito al agora, repellir como rae-
recem essas tentativas int mes, inflingir
nesse miseravei a vergonha dos seus pro-
jectos, obrigal-o ao respeito.
Renata marmurou em voz surda :
Sin, abysmo; essa a palavra. Olbe, q8 homens como o Sr. Rouval nao
disse ella, apertando, febrilmente, as taos I CODhecem o que o respeito. Ha muito
da excellente senhora, ha urna cousa 3ueJpazeraB, n,argem 03 escrpulos. A po
breza nao urna garanta contra elles. Pe-
lo contrario, pode at, em certos casos, pa-
recer-Ibes um auxiliar.
Nesse caso, diga tudo a seu pai.
P?ra que ? Eu nao tenho senao ap-
prebens5es, fundadas, sem duvida, mas
que nao vo alm da factos facis de des-
naturar. Avisar a meu pai, lanjal-o n'u-
ma crise de violencias, fazel-o encolerisar-
se, talvez muito importunamente, contra um
homem que, se nao tem as mitos a sua vi-
da, tem a sua fortuna. Ora, eu conhejo
meu pai. A sua colera seria tu terrivel
quanto intil.
A Sra. Francs abrajau-a affectuosa-
mente.
Tem razo, minha filha. Nada de
exploso38 intempestivas. A' perfidia op-
ponhamos a constancia. Sou sua amiga de
velha data. Agradejo ter-me confiado as
suas maguas. E' preciso, por emquanto
que todos ignorem. Mas nos duas pode
mos lutar. Lutaremos.
A essas boas palavras, Renata respondeu
smente com lagrimas.
Venha visitar me, venha muitas ve-
zes, centinuou a Sra. Francs. Se as suas
suapeita8 sao fundadas, e eu anda espero
que se assusta sem motivo, juntas tratare-
mos de tazer face a esse perigo. Somos
mulheres, verdade, mas Deus nos deu
prudencia. E' urna qualidade que suppre
todas as outras.
E accrescentou com um suspiro profun-
do :
Ah se tivessemos um homem cora-
nosco, um amigo seguro e fiel I Se Maxi-
miliano estivesse aqu I
Renata abanou tristemente a cabeja.
O Sr. Arband est bem longe. E de-
pois, que poderia elle fazer ? Tambem,
disse ella com um vislumbre de amargor,
elle quereria auxiliar -me? Elle mesmo nao
ee deixaria arriscar por um seutimento di-
verso daquella que cumpriria mostrar nes
tas circumstaucias ? Tenbo motivos para
auppdr isso.
A viuva interrompeu-a admirada.
Que quer dizer ? Voc mal conhece
Maximiliano.
Ella sorrio dolorosamente.
Sem duvida; mas, comquanto eu o
conheja pouco, j sei que elle sent por
mim alguma cousa que nao amizade.
Nao a comprehendo ; explique-se.
Renata tirou do bolso urna elegante car
taira e dessa carteira urna carta, que en-
tregou Sra. Francs.
Eu vi muito pouco o Sr. Arband
por ella, compromettel-o.. A sua belleza
fazia girar todas as cabejas.
A moja escutava, de boaca aberta, com
urna admira jilo fcil de comprehender.
Quando Roustan acabou, ella soltou urna
gargalhada franca.
E' a isso que chamas urna prova de
amor, Beb ?
O mancebo fez um gesto desorientado-
E'.
Ella continuou a rir.
Tinha razo, quando disse que esta-
vas meo torto esta noite. v
Elle, atrapalhado, perguntou:
Entao, recusas ?
Nao digo isso, ma3 dize-me qual o
fin dessa comedia ?
Elle explicou-lhe entao o sou negocio.
Era para elle urna questao de vida ou da
morte... Prestava-lhe o maior servijo.. .
E a sua fortuna estava feita, e promet-
tia-Ihe...
Demais, lhe dara a marcha a seguir,
lhe dira o qua da va fazer- .. s tinha
que deixar-sa guiar por elle. Primeire
que tuio, era preciso *no dizar quo tinha
sido sua amante. Dapois elogiou as qu-di-
dades pbysicas de Jorga. Era um excel-
lente rapaz, que ganhava muito dinheiro,
e nao se havia de mostrar ingrato.
Ella ouvn-o atteotamente, com muito
interesse, muito divertida, e, quando elle
acabou, disse-lhe :
Farei tudo que quizere3, p.les con-
tar commigo.
Roustan atirou se-lhe, no3 brajos :
E' a vida quo me salvas.
X
Voltetnos ao velho* qu*.d*ixmos meo.
morto eu8, Ao grito dado por elle, Clara correo do
minada por urna grandeemojao.
Aquelle grito de protesto ia-lha- direi-
to ao corajao. Quo quera dizer aquel-
le desgrajado? Quem era? donde vinha?
Por quo razao, a idi de ser aecusado de
um assassinoto. lbe pareca mais horrivel
naquelja-casa do-que em outra qualquer?
A moj estava .muito intrigada. la pe-
dir ao ferido explica jo aaf quando viu que
elle de novo havia perdido os sentidos. 3-
nhuma das outras pessoas presentes tinha
ouvido a palavra pronunciada pelo desco-
nh?cido, ou notado a entonajo com que
foi dita. i
Clara poz-sa outra vez a friccionar o fe-
rido.
Dava a respirar ao desgrajado os saes
mais violentos que tinha sua disposjo,
enxugando-lhe com urna toalha fina as got-
tas da saogue qua anda lhe'sahiam dos
cabellos.
Carlos e os criados, immoveis, observa-
vam-a.
O rmao nao quera abandonal-a e alli
se conservava, um pouco impaciente com
o tempe qua aquellos cuidados tomavam.
Teria preterido sabir para o seu quarto,
deitarsa e dormir, sgora que o susto estava
passado.
O erii-.do que tinha ido ehamrr o medi-
co, cb^gou com um doutor.
Isto serviu da versio.
Houve troca de comprimentos; depois o
merabro da faculdade, um bomaua de meia
idade, grave, methodico, aborrecido p)r ter
nterrompidj o seu sorono, approximou-se
do ferido, depois de padir desculpa a Cla-
ra por tal a incommodado.
Pegn na mao do infeiz, tomou-lhe o
pulso, virou e revirou a cabeja, para exa-
minar o ferimento, depois levantou-se, e
deixau cahir estas palavras :
Desmao prolongado, causado pela
perda de sangue, Fractura muito grave
da caixa ossea...
Clara perguntou vivamente :
E salva-o, deutor ?
Assim o esperamos, minha senhora.
Oh obrigada l
Nunca se diz de um doento, que o
bavemos de salvar, disse sentenciosamente
o homem da arte ; porque nunca se sabe
as complicajoes que se podom dar. Tem
ahi ataduras, fias ?
Aqui estao, doutor.
Vou proceer ao curativo.
E elle vai recuperar os sentidos ?
Ha razao para esperar que sim, mi-
nha senhora. Se assim nao fosse, nao
responda por ello.
m sorriso se desenhou no rosta irnico
de Carlos de Sarves.
O medico nao lhe prestoa attenjao e
comejou a trabalhar.
Ern poucos minutos estava tudo conclui-
do com muita destreza.
A moja havia ajudade o melhor que
pole.
Agora, disse o medico enxugando as
maos a urna toalha que ara criado lhe
apresentava, vamos tentar chamar a vida
este pobre homem.
Voltou-se para Carlos.
E' seu prente ?
Nao, senhor.
Algum dos seus criados ?
Tambem nao.
No rosto do medico notou se urna gran-
de admirajo, mas receiou ser indiscreto
e nao continuou as suas perguntas.
Dirigio-so a Clara:
Tem saes ahi; minha senhora r
Aqui estao, Sr. doutor.
O boraem da faculdade fez um gesto de
satiafajao.
Bem v, minha senhora, que nSo
devemos desesperar da scieneia. Agora
nao o cancera, deixera-no repousar...
principalmente nao o deixem tallar.


w
qf **.
e que'
-
Entretanto eis o que elle julgou-se com di-
reto de escrever-me. E' muito respeitoso
na forma, canfesso. S o acto que
pouco respeitoso. Mas, lea a senhora
mesma.
A Sra. Francs leu a missiva, e depois,
restituindo-a a Ranaca :
Realmente nao vejo ah senao a ex-
pre3so, um pouco viva talvez, um pouco
precipitad)', de urna affeijo sincera e de-
dicada, porque eu conhejo bastante o ho
mem, para saber que elle nao engaado,
pelo corajao.
A menina amarrotou a carta com carta
impaciencia.
Pois bem!
sim, tam razao- Mas olbe,
o que me assusta nisso que o que o Sr.
Arband me offereca o amjr, isto e, o im-
pulso de urna alma apaisanada, romntica,
susceptivel de fazer loucuras, incapaz des-
sa dedicajao grande e genorosa que obra
sem fallar e que d a sua medida nos ac-
tos mais ordinarios da vida, sempre igual e
sempre dngela.
A Sra. Francs protestou com vivacda-
de.
Desta vez, minha querida menina,
permita que lha diga que passa os limites.
A desconfianja a torna injusta a respeito
de um homem que nao se pode defender.
Demais, elle nao pede nada. Quando lhe
dirigi elle essa carta ? Na occasiao em que
parta para urna vagam looga e perigosa,
cujo resultado, a despeito das buis espe-
ranjas, pode ser-lhe funesto. Se esse amor
como voc dizia ha pouco, susceptivel de
tazer loucuras, ba de confe3sar que ella
escolheu mal a occasiao para o revelar 1
Entao, tornou a menina, elle nao
romntico.
Bem mas, pelo menos desinte-
ressado.
Renata ficou um momento pensativa.
Talvez o seu pensamento tivesse tomado o
caminho dessa Australia por onde Maximi-
liano errava naquelle momento I Talvez
ella pe exprobraase esse impato de mo hu-
mor em que deixou transparecer o seu
amargor, tlho da sua experiencia precoce
e cruel da humandade.
A Sra. Francs deixou a entregue s
suas reflexSes.
Renata foi a primeira que rompen o si-
lencio.
Perde, minha querida amiga, ter fal-
lado com tanta leviandade de um homem
que mal canhejo, mas que a senhora co-
nhece bem, que irmSo dessa encantadora
menina que amo de todo o corajao e ao
~ Estoja tranquillo', doutor, encarrego-
nie.dis80.
O medico Iavou as maos muito satis-
fho' com o seu trumpho.
Approximu-se de C r!o3.
Ver, senhor. que tudo ha de ir (
bem.
-O fidalgo encolhu os hombros com in-
diffarenja.
Pelo cufaado que isso me d !
.M.qf-'.Bo mesmo instante, voltando a
cara p3ra o desconbecido, vio o com os
olhos fitos ne'le, com urna grande expres-
sao de ddr.
Abaixou os olhos, perturbado, a seu pe-
zar.
O medico, um pouco 'magoado com a ,
resposta que lhe tinham dado, com o pou- ,
co caso qua faziam dos 3eus servijos, pou-
co casa que faziam dos seu.s servijos, per-
guntou :
Mas quem este hornera ? Que ge-
nero de acci lente ?
Nilo sabemos.
Como ?
E' sem duvida algum ladrao
introduzio no castello para roubar,
cabio...
O douor fez outra careta.
E foi para isto ?
la dizer; toi para isto que me ncom-
modaram ? Mas conteve-se ; a sua exela-
majao entretanto nao escapou a Carlos."
Tg Esteja tranquillo, senhor, disse este,
ser pago como sa eese homem fos3a um
dos no8sos amigos ou dos nossos criados.
O'medico sorrio. '
Nao duvido, senhor, e nao era isse
qua eu quna dizer. Admirava me -cp'-
nas da solicitude com que tratavam Y. u:
bandido, que sem duvida penetrou em qua
casa para assassinal-o
. O olhar do velho fixou-sa no medico-
Flammejava.
Ao mesmo terapo a bocea do infeliz
abri se, mas nenhum sora perceptivel po-
de sabir. O velho agitava-se de um modo
extraordinario na cama. Clafa examina-.
va-o com urna sorprza crescente.
Carlos respondeu ao medico:
Desejavamos consrvalo era nosso.
poder, quando mais nao fosse para saber
o nome dos seus cumpliera. ^
Tens razo... Mandou prevenir o
commissaro ?
Ainda nao.
Deve mandar avisal-o quanto ante8^ii(
O ferido ser transportado para o hospi-
tal, onde ser vigiado e tratado at qu
o seu estado permita transferil-0 para Ma-
zas. D'aqui at l poder dar algumas '
indicajocs, para fazer prender os seus .
cumpces.
__ No dia em que se levantar, disse
Carlos, mandarei prevenir o commissaro.
A angustia do vlho, ouvindo aquella
conversa, feita entretanto a meia voz, tof*
nou-se horrivel, iuexpriraivel.
Cora a mao procurava arrancar da gar-
ganta as palavras que naa podiam sahir.
Clara contemplava-o com urna especie .
de horror.
O medico e Carlo3 voltaram-se para
elle.
__ Que ha ? perguntou o ultimo.
Quer fallar... tem medo... ouvio
talvez o que dissamos, respondeu o me-
dico.
Depois dirigio-se ao homem :
Vamos, acalme-se, meu amigo. Evi-
te as emojoas.
O ferido voltou os olhos para Clara,
como para chamar, dizor-lhe que era a elle
que queria fallar.
A moja approximou-se e debrujou-se
ao ouvido.
Pass ara rase alguns seguudos de um
profundo silencio.
A moja levanlou-so, sob a aejao de
urna eraojao que nao poda dominar.
(Contina)
i

*

qual, conf-sso, estimo mais do que ao res-
to dos homens.
A bella viuva rise.
Est pardoida, minha boa R anata. E
j que Maximiliano a ama, quero crer que
voc ha de corresponder ao sea amor con
alguma cousa mais do qua essa estima va-
ga de que se mostra to parcimoniosa para
com todo o sexo forte.
A menina, partilhando a alegra da sua
companbeira, respondeu :
Oh mais de vagar I Supponha mes
mo que o Sr. Arband ma ann, quem nos
garante que esse bailo fogo, como se diz
as tragedias, ha de sobreviver a essa va-
gam longuinqua que elle emprehendeu? O
Sr. Arband dotado de todas aa qualida-
des possiveis ; entretanto, minha querida
amiga, ha urna que as mulheras collocam
cima de todas as outras : a felicidade.
Bem 1 mas justamente, porque so-
mos mulheres que podemos, melhor qua
ninguem, discernir tudo quanto procede do
corajao. Vamos, Renata, s-janos since-
ras urna para com a outra. Tudo quanto
voc me dissa ha pouco indica profundo co-
nhecimento de si e da sociedade em que
vive. E isso porqne tem consciencia da
sua sup rioridade, do seu imperio. A sua
belleza daquellas qua nao se pia igno-
rar e, se inspira a um miseravei desej'03
odiosos, por que nao ha de produzir na al-
ma da u a homam honrado urna dessas im-
pressuas, que nem o tempo, nem os acon-
tecimentos, mesmo os mais dissolventes,
padem apagar ?
Renata abaixou a cabeja, e corando,
disse baixinho a amiga :
Nao v conhecer eu me conhejo. Talvez eu nao passe de
urna orgulhoBa. A senhora ralhe commigo
e corrija me.
Calaram se.
Nesse momento, Alice e Bertha, abraja-
das, voltavam do seu passeio. Estavam
ambas radiantes.
Sabem, exclamou Bertha, estiveraos
tirando a sorta com folhas de acacia, para
saber se brevemente tornaramos a ver os
nossos amigos ausentes. As folhas sempre
respond mi : Sim.
A Sra. Francs respendeu, gracejando :
Oh 1 ahi houve muita complacencia.
Da parte de voces ou da acacia ?
Alice protestou.
Nao, senhora. Asseguro lhe que nao.
Tiramos com toda a lisura.
E, disse Renata, como acreditamos
tudo quanto desojamos, com certeza vocea
arranjaram as respostas quanio eram du-
vidosas.
Nao, senhora. As folha3 sampre no3
foram avoraveis.
Mas disse a viuva, esqueceram urna
cousa. Deviam ter pedido urna data exac-
ta.
Oh a senhora est zombando.
A conversa generalisou-se.
Poco a pouco, com a tagarelice harmo-
niosa, Renata reaobrou a sua calma.
O dia tocava ao seu fim, quando ana.ua-
ciaram o Sr. d'Isaac. la buscar as fi-
Ihas.
Estava pensativo.
Renat vio logo a nuvem qua velava a
irona do pai.
Um olhar desolada deu a conhecar
Sra. Francs que a pobre menina previa
novas angustias.
Depois de algumas phrases trocada3, o
Sr. d'Isaac despedio-se da viuva.
Volti breve, nao assim ? disse esta
a Renala, lanjando-lhe um olhar signiaa-
ivo.
Quando fiaaram sos, a Sra. Francs
aeixou Bartha entregue sua alegra exu.
berante, e entregou-sa ella masma s miis
serias raflex3:s.
Tinha sabido seguidamente qua Maximi-
liano amava a Renata, o qua a tinha en-
chido de algiia, que Raaata nao amava a
Maximiliano, o qua a tinha coatristado ;
finalmente, que essa mesma Ranata era o
objecto dos mais odiosos desejos de um ho-
mem qua, at entao, ella, a Sra. Francj,
tinha motivos para suppor serio e digno de
estima
Esse homem at tinha tido a habilidade
de parecer absolutamente desinteresaado.
Colossalmenfe rico, tinha lanjado os olhos
sobre Bertha, a menina do seu corajaov <
orpha pela qual o rmao, o modelo d/3s ir-
maos, tinha emprehendido urna' viagem
longa e emeircumstancis myateriosas, que
nao deixavam de ser ameajauoras. E' ver-
dade que esse desiuteressa tinha urna atte-
nuajao consideravel na parspectivn
guns milhSas que a heranga
devia garantir a Bertha. j
Agora que tila reflactia, a Sra. *ran:a
le w brava-se da avarsSo da sua punga, a
ntipalhia secreta que o joven doator traba
enaido to d:ftiailmentev

\
i
7 de ai-
Australia
CContin
inuaf-sefa*
)l
Typ, do Diario ra Duque de CaxiM n. ,42.
r
JQE
'IHAlHI


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