Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16801


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Full Text
HMBiaiH
lu Lnii-'-pasro
PAR* 4 CAPITAL E IX.**'* *>>Jsfe ^ *<>~ ** PAA POHTK
Por fres roees, adantaos............... ^|r
Por sais ditos idem. *............... mS5
Por am anno ide-n.............. AH)
Cada numero avulso, do mes'no dte......,...... 0RU
affip e be. mo n- un.
PABLA DENTRO E FORA HA PnOTESCL*
Por sais mezes adiantados. .....'........
Per nove ditos idem. ........-.
Por ura anno idem.................
Cada numero avulso, da das anteriores....... "
13,5500
200000
27^00
1100

I
|
\
Propriefca&e fce JRaiMel ftgatitia &e Jara & Sfyos



0 Sr. Amel Prlnse k C.
de Par!*, *I os nansas agentes
exclusivos de annanolas e pu-
bliea^des n 'Vanya e Ingla-
terra

TELEGRAMMAS
.
i

)
\
*-

vm mwsii so biasid
KIO E JANEIRO, 7 de Maio, as~2
horas e 10 minutos da tarde. (Kecebido
s 4 horas e \4, pelo cabo submarino).
Hoje nao Home omu em mbi
as c&aaa do parla m.-n o.
Honiem no Senado o conaelhelro
Franclneo Octavlano de Almelda Ho-
la dirigi nma inierpellsco a S.
Ese. o Baro tie Coteglpe. presiden-
te do iiiisilho de mlnlatroa.
A Interpellacao kt.iuu acerca do
motivo* qne determinaran! a rell-
rar-mc do ."uuinliiierio o eonaelnelro
Alfredo Rodrigue* Fernando Cha
vea. ministro raa&ea de acbar ae alada Incomple-
to o gabinete.
V Eic. o Baro do Coteglpe reapon
den incoxtihenti, declarando que a reti-
rada do conselnelro Alfredo Chavea
fia motivada por divergencia* a
pr.-psito daa tnedldaa tomadaa re-
lativamente a quealdo militar e qne
o gabinete brevemente ae completa-
rla.
Fol removido para o termo de Pi-
coa, naprovlnciado Harannao.o Juta
municipal e de orpbaoa baebarel Hy-
glno Cunba. fleando aem effelto a no
meacao anteriormente felta para o
dito termo.
Foram nomeades Julaea naunici-
paea e de orpbaoa :
Oo termo do Bonito da provincia
de Perbambuco o baebarel Ildefon-
so Barro*;
Do termo de Panellaa na meama
provincia o baebarel Bellarmlno
Ouedea Crrela Gondlm.
'Especial para o Diario)
PARS, 7 de Maio.
As negociarle diplomtica enta-
boladas entre a Franca e m Inglater-
ra'a reapelio da fadagasear acabaa
de cnegar a concluso de ana arran-
Jo que aobretudo favoravel aoa tu -
Oreases da primelra d'estas duas
ac4>ea O conaul geral da Inglater-
ra pedir o exequtur por Intermedio
do repreaenlante da repblica frau-
ceau.
RIO DE JANEIRO, 7 de Maio, tarde.
aloje i o bouve aeaaao ua Cmara
dos Ueputu oa.
E* prora.tr i fjueaeja nomeado mi-
alstro da nrr o Sr. Caatrlota.
Agencia Havas, filial am Pernuixibac,
7 de Maio da 1 '87.
UEOTIFICACO
O ultimo pe i, id do telegramma hontem
publicado, no fui bem interpretado, pelo
qu? aqai o publicamos de novo:
Fci aposentado o airecter da 3* scelo
da secretaria do estado dos negocios da
Jufliica Antonio Jos Victorioo de Barro* ;
aen-.lo promov los o Ia offi :ial Jora Fre-
derico Moller no referido lagar e de 2
official a Io Ben -dieta Antonio Baano.
aeota : Io a corrente passa por baixo da agulha.
do norte para o sal, e o polo boreal da agulha
desviado para leste ; 2 a corrate passa por
dan, na mesma direejo, e o polo boreal da agu-
lha d.'sviado para leste ; 3o a corrate passa por
baixo da agulha, do sal para o norte, e o bjlo bo-
real disvia-se para leste ; 4o a corrento passi por
cima, na mesma direeclo, e o polo boreal desvia-
se para oeste.
Estes diTerentes desvio] da agulha na expe-
rieacie de Uersted, foram resumidas p.r Amparo
na segninte lei : imaghiando am observador dei-
tado DO fio, vo.tado para a agulha, de maneira qae
a corrente, entrando pelos pea, sabia pela cabeca o
polo boreal caopre desviado para a sua esqaerda.
Galvanmetro, multiplicador ou rheome'ro am
apparelho muito'sensivel, destiaado a medir as in-
tensidades das correntes, por effeito des desvos
qae estas produiem as agulhas magnticas.
Consta este apparelhs de am carretel de metal
ou de madeira em que e: t enrolado, em multas
voltas, am fio de cobre coberto de seda ; por cima
do carretel ha am circulo horisontal, graduado,
cujo zero corresponde a um doa extremos do di-
metro parallelo a dreccSo do fio de cobre, tendo
apsim daas graduocSes, orna direita e nutra
esquerda do sero, ambas de 90 i de um fio de seda
pende um eviterna asttico, formando p*> duas
agulh.is de coser, um i das quaes fica por cima do
circulo graduado, e a Mitra dentro do carretel.
Oous pe3sores, convenientemente collocados, fazem
communicar os electrodos com a extremidades do
fio de cobre do galvanmetro.
(Coniniw.)
toveroo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO* DA 6 DB
MAIO DE 1887
Affonso Grondret. '"Remettido ao Sr. in-
spector de sade do porto para certific r,
querendo.
Club Dramtico Familiar. Sim, sem
prejuizo do contracto autorisudo para o
mea corrente.
Francolina Mura de Souza. Ioforuce o
Sr. inspector do Thcsouro provincial.
Jote Nicodemos de Pontos. -Informo o
Sr. commandante superior da guarda na-
cional da comarca de Jabodtao.
Baebarel Manoel Antonio dos Pasaos e
Silva.Informe o Sr. inspector da Thesou-
rara de Fazenda.
Mara Jos Ramos de Freitas. Informe
o Sr. biigadcro commandante das armas.
Manoel Francisco Botelbo. Sm.
Sebastiao Cyrillo Goaies Penna. -- In-
forme o Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Secretaria d Presidencia de Pernam
buco, / de Maia de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.

*
'
INSTRCCIO POPULAR
'
ELECTRIC1DADB
(Extrahido)
DAS ESCOLAS E DA BIBLIOTHECA DO POVO
ELECTRO IteKKI'ICO
( Cont muasio )
CAPITULO XV
EfTBrros haonbticos das corbbbtbs ; xnuriHCiA
ds 08tmd; lbi db Aaraaa. Galvabometro.
L'oaSEKTBS THBBMO KLECTSICA. PlLBA DK NoBItl.
Electro magnetismo a parte da electricidade
qae trata da accao das correales sobre os imam,
e vice-versa.
Deve-sea Oersted, phrsieo dioamsrqaex, a des-
coberta da accio directris exereida por urna enr -
rente fixa sobro ama agulha o-agnetica, novel. A
experiencia de Oersted consiste em faser pastar
orna corrente por am fio de cobre disposto paralla-
lameot', no meridiano magnetice, ao eixo de u.n
agalba migni'tisada, movtl sobra um fulero verti
cal : em presenca da correte, a agalba desvia-te
e tenle tanto mais a formar am angato de 9U* com
o fio de cobre, qae, quaato oaait i atea for a cor-
rente aoe n'elle te propaga. O sentido do desvio
depende da posico relativa do fio de cobre, em
qae passa a eorrente, respeita da agulha.
bao quatro os caaos qu atta expetieoc apre-
?ARTE OFFICIAL
ninisterlo do Imperio
Foram agraciados com o officialato da
oidera da Rosa os Condes Arthur do Rex
e Raphael do Viel Castel.
Mlolstcrlo da Justlc:!
Por portaras de 26 de Abril:
Confedera > be dous mezes de lic^nji,
com o ordenado a que ti ver direito, ao de-
aembargador da Relag'o de Belem Gastilo
Ferreira do Couveia Piraentel Belleza, para
tratar de sua sauie.
Foi prorogada p r mais 90 da, cim o
ordenado a que ti/er direito, a liceny ul
timiment cjncedida ao hachar.-1 Eutbiquio
Carlos de Carvalho Gama, juz de direito
da comarea do Pilar, na provincia das
Alagas, para tratar de sua saude.
Ministerio da Fazenda
Por deeretos de 29 de Abril foram no
meados :
Segundo escripturario da Th;sourria
de Fazenda da provincia do Rio Grande
do Sul, o conferente da Cuixa da Amorti-
zado Francisco Cordeiro Torres Alvim.
Conferente da Caixa da Amortizacao,
Marcos Evangelista Negreiros Sayao Lo-
bato.
Por portara de 28 do corrente foram
concedidos 90 dias de licenj, com venci-
mento, na forma da le, ao 3o escriptura-
rio da Alfandega do Rio de Janeiro Adria-
no Curcino de Almeida Sampaio, para
tratar de sua sade onde Ihe convier.
Per outrt do igual data foi prorogada
por tres roeze3, as mesraas ondiySes e
para fim idntico, a licenca em cujo gozo
ae actia o official de descarga da do E*pi
rito Santo Francisco Arthur de Azambuja
Meirelles.
Por portara da 25 do meomo mez foi
prorogada por m<>is tres mezes, com venci-
mento, n forma da le, a licenca em cujo
gozo se aeha o praticaate da II cebe loria
do Rio de Janeiro, Antonio Wenceslau de
Lima Coutinho, para tratar de sua aauda
onde lhe convier.
Ministerio da M trluhu
Por titulo de 27 de Abril foi nomeado
Viriato Gomes Ribeiro cacrevoote da Di-
rectora das Obras Civis e Militares do
Arsenal de Marinha da Corte.
Por portara da mesma data foi proro-
gada por tres mezes, cora o ordenado na
forma da lei, a licenya, concedida ao 2o to
nente honorario Jos Antmio de Mattos
Martina, palro-mr das galeotas imperaes,
para tratar de sua Scde.
Ministerio da Agricultura
Por portara de 22 de Abril concede
ram se dous mezes de licenca com venci-
mentos na forma da lei, ao adjunto da Re-
partilo Geral dos Telegraphjs, JoSo Licio
Vieira, para tratar de sua eaude onle lhe
convier.
Por portara de 23 do tnearao iaez, fui j
declarada sem effato de 25 nomeanlo o i
engenheiro Francisco de Paula Guimaraes
para o logar do chefe do trafego da loco-
mocao da estrada de ferro do Sobral.
Por portara desta data, foi declarada
sem effeito a da 25 que deaiittu o engen-
heiro Fraacis-jo Marques .de 8ouza do car-
go de chef do trafego c da luoomocao da
estrada de ferro do Sobral.
Por decreto da 16 do mcamo mez con
cedeu se a patento da,n. 464 a Morris N.
Kohn, americano, engenheiro mecnico,
residente nesta cidade, para a a Cadeira
Engrasador de sua invena?, destinada
ao servico de engraxadores.
Por poitaria le 22 concederam se dous
mezes de licenca, cpm vencimentos na
forma da lei, ao inspector de 3* classo da
Repartilo Geral Jos Telegraphos Henri-
que Jacqu s Sshotel, para tratar de sua
saude onde lhe convier.
Por portara de 27 concederam-se t.es
mezes de licenca, com o v aciment na
[Trma da lei, a Joaquira Fr?ncis:o Corroa,
telegraphista da estrada de ferro D- Pedro
II, para tratar de sua saude onde lhe
convier.
Por Outra da'mestba data Concederam-se
tres mezes de licenca, com o- vencimento
da lei, a Jos Augusto de Barres, agente
de 2a classo da estrada do ferro D. Pedro
II, para tratar de sna saude onde lhe con-
vier?
lepartieo da folela
2.a scelo.. 430 Secretara de Po-
lica de Pernambuco, 7 dj Maio de 1887.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. |xc.
que foram hontem recolhidos Casa de
Detencjto os seguintes individuos :
A' minha ordem, Senhorioha Capitana
de R-jveredo, remettida pelo sublelegado
do 2o districto da freguezia de S. Jos,
como alienada at qu > tenha conveniente
destino.
A' ordem do Dr. delegado do Io distri:-
t) da capit 1, Manoel Jos dos Santos, por
disturbios.
A' ordem do subdelegado da freguezia
da Santo Autonio, Mara Amelia do Rosa-
rio, por disturbios.
Communicou-ms o delegado do teimo de
S. Bento, que no da 25 do mez prximo
udo e na estrada que seguo para Canbo-
tinho, foi encontrado morto com seis fa:a
das o escravisado Antonio, pertencente ao
capitao Vietalino, tambem residente no
mes rao termo.
O respectivo delegado tendo s -iencia do
facto para all se dirigi, fez proceder a
competente vistoria e exame cadavrico.
Abri inquerito afira de descobrir o au-
tor ou hutorea de tao brbaro crime.
Pelas 6 horas da manba do da 4 do
correte no caes da Companhia Pcrnambu-
cana da freguezia do Recite, o individuo
de nome Jcronymo Leopoldo de Souza, foi
ferido com 3 facadas, nao conheesndo o
seu offensor, conforme declarou ao subdele-
gado da freguezia, que o interrogou a res-
paito.
Da vistoria procedida pelo Dr. Costa
Gome?, reconheceu-sa sorem leves os feri-
mentos.
No lugar Agua Fri?, do destreto de Be-
beribe, hontem pelas 7 horas da noitq, Fe
lix Ferreira da Silva, escrivao daquella
sublelegacia, ao sabir de sua casa para
fazer urna visita, foi traicoeramente aggre-
diJo por dous individuos com o fim de o
assassinar.
Depois de urna rcenhida luto, que durcu
alguna momentos, fugram os criminosos,
ficando a victima gravemente ferda com
ituta facada.
O respectivo subdelegado tendo conheci-
meoto do facto Be dirigi ao lugar do cri-
me, fez proceder o corpo de delioto no
offendido, o qual aendo interrgalo decla-
rou nXo ter nmigo, a excepc&o de Miguel
Bonifacio Alves da Fonseca e Antonio Jos
do Mello, genro e filho deste qae ha tem-
pes protestAram viogar-se do offenitdo por
ter este como escrivao funecionado no pro-
cesso do criminoso Francisco Bonifacio
Alves f'errcirr, filho e uunhado dos ditos
individuos
O offendido reenheceu um dos crimino-
sos que conhecido por Manoel M.atre.
Abrio-so o competente inquerito Bobre o
facto e prosegue-se oos termes da le.
Deus guarde a V. Exc.Illm, e Exm
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevj(l0 muito
digno presidente la provincia.O chefe
do policia, Antonio Domingo Pinto.
iovemo do Blsipado
PASTORAL
D. Jos Pebira. da Silva Barbos, por
mrrc de Dos e da Santa S Apos-
tlica, Bispo de Olisda, do Conselho
db S. M. o-Imperador, etc-
A todo o Clero e Fiis da diccese Olinda,
saude, paz e bencelo em Jess Christo
Nosso Senhor.
i ;zer vos, Irmaos o Filho dilectiseimos, qae no
ultimo da do preseute aon", o Grande Poutifie
Leio XIII, Papa gloriosamente reiuaiite na Igre-
ja de Deus, celebrar o quinquagesimo aoniver-
3 irio de sua primeira Mitsa, anouncisr vos um
facto, do qual spgurnuifnte j tendea conhecimen-
t'j ; por quaato, nao ha lugar oo mundo carblico,
onde uo echotsse aiada o tetit prenuncio de to
jublelo acontcciment.i.
Na verdade, o orbe, dominado pela animadora
esperanca de ver qae continuar sentado nc Thro-
no excelso dos Poutificet, ao slvorec:r do ultima
da de Dezembro desta nemoravel anno. Aquel
le que Deas teparou entre seua eleitos, para svr
lucido e ciagestoso astro, no ei de tua Igreja,
todo ae alvoroca e se prepara, do Orient* o Oc-
M -ate, do Septentrio ao Meio da, afim de r-a
litar alegr fastas expandidas e inagniti .i.nt s, em
tao grato e astigaaladn anniversario.
Sem pdeos deixar de ser grandeu este alvors-
90 e preparativas do povo christo;
Porque o Vigario de Jesut Cbritto tem um tbro-
no elevado e bem firme nos corac -t dot urentes,
oude ha de reinar seinprc ;
Porque o tuccessor de Pedro, desenove seculos
depois continua a ser olhad > de to los os^ lados e
horisoates, qual las erguida aa vastido do etpa-
cj, retplandecendo na gr-ja de Den?, como o sol
que refulge 00 firmamento :
Q/tasi trl TtfuLgtns sic Ule rffulsit in templo Dei:
(Eccleti 50-7);
Porqoe emente a um cjnrtituio Jesui Christo
como o fundamento e centro da sociedadd ehriata,
entregando-lhe especialmente as chaves, isto o
poder de ensinar, reger, governar e confi m-.r na
crenca aos cooperadores e aos povoi todos, em or-
dem salvaci eterna. (Lie. 3222 )
Sim, IrmSos e Filho3 dilectisaimos, faz dez. nove
scalos qne a Igrj Cathohca tem um chefe vi-
sivel que se mostra ao mun lo e s geraedes que
passam, no correr dos tempos, cooao urna eatidade
de existencia providencial e s >bce harnaa, como
am poder qae nio vem nem depsade da voatade
dos hjmeDs; um viver que nao haces con o indi-
viduo, e, por entre singulares sueeessoc3, sobro-
puja as dyo9tias ; urna autoridaiie suprema que
edifica e nao destro*, domioa e nao opprime, rege,
mas 11 ai erra, prigrile mis nSo desfaz o passado,
caminha sem desfallecer aunca. E porque todo
assim 8nceede send-: porque o Divino Fundador da
Igreja < st seuipre com ella ? Ecce ego vobiscnm
sum usque ad coosummatiouem foe:uli. (Matb.
2820). E' um facto que se impoe, e jamis ser
negado sem repudio da verdadu histrica.
Desde a portentosa sabida do Cenculo, tem o
mundo todo poi todas as epochas ot olhot fitoa
nesea euttdade apparentemente fracs, mas real-
mente forte qae annulla a prepotencia dos fyran-
oos, a cineld-.de dos d-spotas, a maldade de todos
os mais- perversos ioimiges e o poder do proprio
inferno.
Presentemente o Grande Pontfice, que succede
oa vida pontifical e reina na Igreja de Deus, se
tem tornad 4 admirado das Nacoea e dos Rcis, nao
s como Ghefd do poder espiritual, mas tamb n
como sahio e poltico sao o incarruptivel, de
torte que suavemente attrahe a attenco do mundo
inteiro, sem exceptuar os proprios inimigos do Ca-
thicis.Tio.
Nao ha pois qae admirar nos preoarativoz qu
por t ;d 1 a parte se fazem para eh-g \rem ao Va-
ticano esplendorosas mauifestacoe*, no da com
memorativo de um dos mais faustoi anoiversuriis
do Pontfice Leio XIII. Inomprehensivel porm
seria, Irmaos e Filhos dilectissmos, o indisren-
titmo de que por ventura se deixasse apoderar al-
gum daquelles que se presum do nome cathulio.
Em presenca desee afn, com que os povis se
preparara para, desde as mais remotas reg'.es da
trra, irem Rima offerecer ao Soberano Pontfice
suaa dadivas e preciosos mioios, manifestar adlie
sao e amor filial, o todos juntamente admiraci) e
reconbecimento, nao poseivel que o Brasil, opu-
lenta Sacio da MagiMtade America, na3Cido uo
regado da Igreja Catholica, nutrido desde ento
dot thrsouros de suaa riquezas espin'uaej, aeout-
panhado cm tea rpido progredir das bencS is e
solicitudes dos magnnimos 1 uccessores de Pedro,
detminta, am instante aeqner, os nobrea sentimen-
tot de seu reconbecimento tao justo quanto oppir-
tuoo, e, immerso no ingrato simiu do esquec-
mento, deixe de atsociar-se s manifestacoes que
de toda a parte se annnnciam.
Ni Metropole ji se fez ouvr a palavra autori-
tada do Venerando Arcebispo.
Este exemplo do chefe do episcopado Brasileiro,
o qual nao obstante a tenaz euforjjJade que o
oppnmc, tomou forcaa e ae ergueu p-ra sabir ao
encontr dot fiis, 4 um feliz incitamento a:--
8uffraraneot>, afim de que nSo deixem ficar s"m
provas o amor qae os filhos deste Imperio devem
ao Supremo Chefe da Igreja.
Pe'a n-ssa parte julgar-nos hem:s fe'iz semre
que tomar nos para santelmo, em nossas veredas,
os exeraplos de nosso muito amalad Metropolita,
e por S80 fazemos nossas as suas patuvrus, con-
vencido, rinV 8 e Pdhos dilectissmos, que e:las
tero aos vossos onvidos echo mus fort de quanto
vos podermos diaer. .
is o que eserovea o Exm. Sr. D. Luiz Aa onio
dot Santos aos Diocesanos da Baha:
Quanto mais recrudece a guerra em toruo
cadeira do Vigario de Jess Christo, mais coache-
gara-se a ella os caiholicos que se conservam fir-
mes na doutrina do Divino Mestr -.
As demonstrares de uailo sito tanto mais
necessarias oo rebanho, quanto a sizanii espa-
Ibada a inaoa largas por toda parte, e sob ?~ m-.is
seductoras formas.
A poltica, a scienciu, as art<*a, o progres&o
daa n-.roes, tudo emprega ae para metamorphosear
o erro e tornal-o mais aceitavel aoa pavos, e
U'est'arte desval-os no centro d* v>rJaie.
Fclisment porm apparecem no firmamento da
Igr'j* estrellas, que aoa povoi e s nacces trans-
miltem com todo seu brilho os raios d'aqnella laz,
que iMumina a todo o bcraem que vem a esta
mundo, de medo que sempre combatida e nunca
vencida, mootrando-ae mais radiante em seu ful-
gor quanto mais trabalham as trevas do erro para
envolverein-u', a verdad1* vai atravetsando os
seculos m toda sua puresa, vendo cabirein uns
aps outroa "s c-rros que se Iba an'olhaui qui e alli,
e guiaudo como facho lumipono o hoasecn no cami-
uho da 8alvH<;Si>. *
> Lo XIII livrando a scieneia da herpes do
erro, entinando aos homens a venia ieira poltica,
animando os povos que pareciam arrefecer na jor-
nada sniita da salvacao, tert-se mostrado o foco
da verdadeira luz no secuto que se diz la; luz-s
attrahindo a s os povos, oa maij infransigentea
ebefes d'Estado, os mais eminentes vultos da poli-
tica e das letras.
A religio parece rejuvenesc-T. Onve-se por
toda paite entre os rumores da luta um brado ani-
mador, que uos dizcorajem !
A barca do pescador da Galilea, no navega
fm calmara, nem tamb m bal.uc da pela b -nanea
do terap-; mat t nte se o bn.c t.-rte do t'moneiro
dar-lho samo certo, e a confiauca anima a toda a
gente.
A Uiiiio completa o quadro che:o de vida -jue
a Ir>ja nns, oftereeo aos olhr; mas n asa feliz
comb-uaco de factos, de pertonagens ; ness har-
mona de cores to vvas, em que a I uta com o
erro toma as mais gigantescas lrnlaa, neces-
gario qu 1 casa unio sobres lia a todo, appareca
em toda sua furja, n cada momeuto, e'maia com-
pacta junto cadeira da ver 11 Je.
Eia porque preteudem oa catholicos aprove.tar
o enaej > da Jubil u Sacerdotal do emiuente Pon-
tfice, que reali8ar-se ha a 31 do Dezembro do
corrente anno, para darein aoa pavoa e ao mundo
mais um tettemuaho toleran? de saa un'So qaelle
a quem diBO o Divino Mostr : apjsceot meu
rebaub), upaacenta miuhas ovelbas.
Para esse fim cotzfcm-se pobres e ricos para
offertarem ao Papa, que vive eibulbado dos seus
dominios, a tsmola do Santo Sacrificio da Missa,
que nesse lia sem duvida ser cff'recjda ao Al-
tissimo pur squelles que f;ram dades ao seu'Di
vino Filho.
Para^i aso fim organisam-se por toda oarte ro-
marias ao tmulo dot Santcs Apostcl-s na Cidade
Eterna.
E coma por estas occasioes a piedade filial
nao se faz es aerar, surgi, er Rom* a idea de
urna xp'isicio no Vaticano dos object.s qae nesse
dia forem fT.rrtadot pelot fiis.
* Esta idea repercutindp em toda a trra foi
calorosamente applaudda, e da B-lgic parti lego
m seguida o projecto de urna exp sicSo locaiantes
da reinessa de tes objectos para a ex: uaicSo do
Vaticano. .
Innmeras Dioceses adhenram s suis irmas
da Beii:i,ca. E tal o conceita que de nossa re-
ligioaidade lli se fax. que j os j rnaes nonaeiam
o Brasil entre aa uacfcs que adoptaram logo este
plano, agora j quasfeniveraalmente recebiao
A Metropole do Uratvil certam--nte u5odetmeu-
tir a conaideraoo^ltT merece auat iruja.
Olinda, lrmios e Filhos dilectisaimos, urna dat
maitautigat Diocetesdo Brasil, notavel por inul-
tos ttulos e benemrita pela fidelidade creuca
cath lica, nao pode ter ndifferente ao movimeato
geral que 'j ene-.minha a saa lar Viuelle, que
Dous collaeou no Throno excelso de Pedro, qae re-
vivo em seus succeasores.
Como vosa > Bipo, anda que mu-tisiima indigno,
temos o aagrado dover, lrmios c Filhos dilectia-
simos, de alear a Vi.s para congregar 03 vosaoa,
estorbos, dirigir a vesaa boa vontade, que n 8 ros-
aira a mais segura esperanca, de vos anima ra dar
nesta occasiito o mais solemne tcstemunho de vos-
ea dedc39to Igreja, da qual somos filb a.
Nos contamos ueste d'toso ensej -i, nao s em o
zelo do cidro Diocesano, mas tambem com oaes-
forcos dos catholieos em geral, afim de que anoa-
aa Dioceae O la Jeme nio se veja collocada era
lugir smenos, na apparatosa soiemnidade da -ni!
vai ser^oeciaiao o jubil-u sacerdotal do Santo Pa-
dre Leao XIII, o vulto intia proemuieuto hoja na
mundo inteiro, e con razSa acclamado a:na em
vida e pela voz do pavo : Doctor, ptimo Eecle-
sia Saoctae 1 .mea
N'csae auap.eioao dia, ultimo deate anno, e quo
ha do ser para eemprc memoravel ues factoa da
Igr- ja Uuivea i1, 03 catholieos estaro ana na
Roma, tomando p rte na faustosa maufeatacao
christ,leatroa longo, bem-lange, e quic em
regioes inhspitas, cercados de pengoa, mas c >m
certeza uoi'i )> to 113, pelos vinculoi dos m smos
sentimentos de amir filial, auimadoa doa meamos
desejoa, daa meamas von'adea e crenca:.
Estacaos iisloug*... Mas o que importa? Mesma
de longe podemos e llevemos tomar parte u&s ma-
ufeatafoes {ue se prepsram, coma de longe p-r-
tecipamos das grabas e eaamameutos, d'Aquel'e,
cuja voz nao se perde naa collioaa daa cidad a dos
Pontfices, ma3 traaspondo os espieos echo 1 at
as extremidad 3 da trra.
Vamos p>ia, g-a'rosoa habitantes da Dioceee de
Olinda, vamos tedoa em unio com es noasos
irrnaoa p la f, que habitara outraa Dioceses, de-
positar juuto ao Tormo do Vigario ie Jeaua Chris-
to, em primeira lu^ar, oa doaj precioai-iaimus de
oracoea e supplicas, e deoaia, aa 11 ii va> e presen-
tea que o nosso amor fili 1 noa inspirar e noasas
forcas permittirem, como o signal exterior doa
altos aentimentca que a a animam para com a ve
nerauda p'saoi do magnnimo Pj.itific, uosso
Ghete e P.ii, na faustoso anniveraario de aoa pri-
meira Miasa.
0 Santo Padre, Irma^a e Fhoa dilectisaimos,
depois do lougo p-.rcurao de m 10 seeulo, ebeio de
trabalbor c e gl esfcrcjs e caosoiaQes, de laborea apoatolicas u lar-
ga ia -se, vai subir anda urna vez ao altar para
offerecer o mesma sacrificio, de morit.s infini'os
que ha uiacoenta annes, pela voz primeira, iffire-
ceu, cheio de doces emoco-.'s, que s a f, a esperan-
ca e a caridade neaaes momentos a.abem inapirar c
imprimir fortes n'alma. Agora, porx cfferec*,
nao como a cincoenta i'.nnos, com oa olhos ritos
=-j n-'nte no eso e o peuaameuto presa em Dous,
poim com aa vistas alongadas sabr o mundo ter-
restre tambem, e com o peusa ucnto a recoiher os
catholieos e acatholicos, oa fiis e os inflis, sup-
p! e 111 Jo : por ana, para que firmes, na f trilhem
intemuratoa os caonuhos doa lh09 da Igreja, por
cutroa, para que, canaados de viver tora do iar
materna, voltem ao regaco da mi carinboaa que
oa c nvida sem cesaar, a vrein deacanaar doa la-
borea da descrenca ; por outr. s, finaiin:nt'. -pas
que abortos os olhos vejan es claro 3 da doutrina
santa de Jess Christo.
Que grandioso e inefFivel.vai ser esse anniver-
sario !...
Quem, irmaos e filhos dil'ctiafiiinos, quem, sem
ter obliterado todos ot acntimentoa nabrea do e-o-
r-n;ao humano o poder ver inditf -ren'e at' ao
ponto de nao desej.ir tomar parto par algumt tor
ma, neaae auccesso ?...
Poia b ra : podemos toJoa cao-participar da
Grande Acedoj nuiuda-nua ao Santo Paire cm
oraces, supplicas e acr;o'S da grabas, j servin-
io-uos desaa occasio solemne para offerecer au-
xilios em favor da Santa Igreja.
D.vemos orar e sapplicar peU igreja catholica
ex-.-mplo das priuieiroa ehriatoi, por jue embira
aeja verdade que ella uo aera nunca venc ia uem
aniquilada, comtuda a iasttuico participa da
ip.iaso do instituidor, e Je ve com Elle soffrer ten
taco a, calumnias, falsos testemunhos, persegu
cos, injusticas, (.-xpoiiacoes, cruezas; na le ter o
Pretorio, a Cruz, o Calvario ; inaa tambe n ter
dias de hosanna e de eiultt.
A vida de Chriato foi msitu ; asaim di ve ser
a vita da igreja. >
Unamo-nos pois aos noasoa irm.ija pela t que
era jasco esto no meara o penaameuta, e tolos
juncos c in a mesma Chefe auppliquetnos com ins-
tancia e fervor, cora asaiJuidid- e constancia, p--
ra que, abreviados ot di.s do soff.imentos, vev
r.ham logo os da alegra promettida para depoia
daa tristezas: Quia plorabicis el debitia vo,
mundua autem gaadebit, \os antem coutristabi-
mini, sed tristitia veatra convertetur in gandan)
(Jo-n l10).
.Visa depois dos dons mysticoa de nossas era
co-s e supplicas dirigidas ao cea, devera 13 la-
nos de qu* a igrija vive no tempo e sua mis do.
no mundo, precisa de re corsos mat 'naca tambem
para attingir aos seus fi a esprituaea.
Vos alo ignoraea, irruios e filhoa dilectniin)3,-
quo ingratos fi hos expaliaram a igreja e a r-du -
z.ram a viver de esmolas.
Violencia atroz! Nos tempaa Ladiruoa ella
teiia feito baquear o thruno pontificio, com) era a
mira diablica dea demolidcrej, ae nao estiveseo
elle aasen' ado sobre base inabal.avel, posta polo
braca orna potente Je Dous, que sua igreja deu
por tempo oa seculos, p r eap $> o anivers >, pr
misslo o -niin), p-r privilegio a inerrancia, por
deatino a victoria, sempre a victoiia sem nenhu-
ma depsn leiv.-ia da vontade doa hom-ni, que, ae
levantam barreirss, sement para tornal-a cada
vez mais gloriosa : Quo nia n n n in multitu-
dine exercitus victoria belli, sed d coelo f>r*tu-
doest Mseh. 3- 19.J
Sim, irmaos e filhoa dilectiaaim >a, a igrja ''e
Deua nlo depende da humana vontade ; ha de ne
ceasiamente subsistir at a cor.saminacia do3 se-
culos, queram ou nao queiram oa saus perseguido-
res.
Sos, porm, somos que della precisamos para
guia oos caminhos da salvacto, neao podem >a,
sem iagratido, adormecer indifferentea e esaur-
cidos dos innmeros ben-fic'03 recebidos desde o
m' men'o de nosso baptiamo.
S hoave coracoes bistaote ingratos at a co-
ragem impa de redosir o Chefe da Igreja ao es-
tado de priaianeiro,' na propria residencia q:;e a
liberalidade domando chrstSo levantan nacida
de dos PoarifiVs, cumpre qae filhos dedicados
proclamem de to l.a os lados do universo, e pr..-
clamem bem al' que eaae prs^neira do Vatica-
no reconh cido, amado, venerado e ubedicido
como o auccess r .e Pedro, n vigario de Cbritto,
e, que mesmo rortuziJo a viver de esmolas, sem-
pre o Pni coiuuiurn dos catholieos, em cujas inos
achara seapre na meios materiaca necesaiinoa
sua misto, em todot 03 teoopaa e principalmente
n a da adveraidade.
Desse dever nos deram expleniidos ex mploa
as primeiroa filhoa da esposa da Jeaus-Christo.
que, desprendidos oteirameu'.e das ambi^oea ter-
r. nat, e bem attentos a neceasidaies da eurila
naaceote igreja, chegaram ao herosmos de ppli-
car todos oa seus bens, em favor da miaao pji
tolca: Quatqnot eaim posaesocram ngrorum,
aut domoraui erant vndenles, on*-T eorum et poaebant ante paaee Apoatolorum. (Act.
484.e 35). 1
Imitemos ao menos em parte esse taeraiamo.
Astim coms no lar domestico, Irmaos e Filboa
dilecssimos, as dstas memoraveis dos chefes de
fa-.nilia j imai sao esqneci Ja, mas an 1 .-
Iada3 per mauifeatacea do apreco >:r o
presente! esramemofativos, assim tamuviu Uj .au
de recinto da fami ia catho'.ca, os annvermriot
memora veis de seu Chefe n5o p>d-in Joixar de ser
ooessifto de eatreines alegras, esplendidas festas,
bubidts manifeaucoja, ric^s presentes, preciosas
memorias e duradouroa tituLa, que tittestem oa
votos sioceros do amor filial, com que hons fi-
lhoa se sabem appr xira-.r do pai oouitu n. do.
Sao ha poia que adin rar si oa cutujiio, ae ms-
vem cm feliz alvoroc, enehem ae de santo enthu-
aiabino e so disputara a primazia, eui >repi-ativoa
de f -atejos, 111 i-solha doa presentes, ua flcela
d 13 mun a t dous, com que subiram aa V!c-ino,
paia corara morar o Jabileu Sic-.-r Joal do sauto
Padre.
Tuia ato ju3t), louvavel, mas uo mora
vilha.
O qae porm vai constituir um acouteenneato
aduiirave e interam-ute u.,va acuda myatcrio3a
nos fastis da Igreja, a potheoa do.Papi por
squelles que .ia aceitara a sua autoridade erpir-
lual, uem adiuittem 03 seus enaioos religiosos !
E ua ver di Je, 00 lia aasigualado o mundo ha
do \r os M .uarch-is e as nacoeia acatbolicas c in
fiis reunidos aos Monarcaas e s Sacoe3 cUholi-
cas, prestan l-i juntamente preitos de homeosg-m
ao Sob^raua Poutifi;e, a pro-iamando assim que o
Papa reina no universo, a^berano e mi p%e sc-r
sabJita da re albura na trra.
A -ab duia umn.p-teute de D tus, IrinSos e Fi-
lhoa dilectssiuon*, con luz a Igreja brt.nda e
suuvem--ute pelas veredas de sua raisso perpe-
tua Sobre a trra, de tai a-rte que deixa ella apre-
s ntur a .m.-iir :r da fraqueza, do abandono, da
pobreza, para offereeel-a logo d poia coma o nico
poder verdaderamente torte e aoberano.
DtV;is estar bem lembradoa do quo ap3 o g.,1-
po que uimigos odientoa desfecbaram coutra a
Igreja, desp;j inda-a de aeud recursos temporaea.
reduzudo o Papa a ura prisionero, nao faltou
quera se -ss .u!i isse era bradar que o catholicismo
ertava marta; entretanto, para apresaar a decom-
posicio do cadver, investirn) os d- mol Jorca con-
tra a milicia sagrada, violaram seus domicilios,
saquearan) 3 -ua bens, a.raa^ram muitas de suaa
resitencias; diapersaram expatriaran), priacipal-
meute, aquellas eongregacaa que se dedica vara
ao enauo da m>ci.idc; rnetterarn mao sacrilega
nos bens da PropagauJa, aera attenca nem res-
pcito ao meuoa origem e tina geraea de tacs
ben3; pratiear.ira, erario), to-Ji a casta de violan-
cias coutra as pessjas o cousas consagradas Ke-
ligio.
Depjii, subatitnij-ae o euaino cath 1 ico pelo
atbeu, alitu de preparar a nova geraedo de modo
a uo lexar reour^ir aquel-.- cadaoer.
Eapaihar.m aa railharca Je livr03 e jornae3 in-
curabidoa de uocular p.r entre todoa oa povoa 03
principios racionalistas, atheus; o odia mortal con-
tra o casino religioso.
Expen.rain e ex dtarara tudas aa paixaa ruina,
Jetuiparaia tolo3 01 fias Banda Ja Ijreja, inven-
t-in-.m aieivea contra oa ministros aagraJoa, e fize-
rau) que foasem julgndoa toJoi, P^pa, Hispas, pa-
drea a fraJes, como fementidos Lypocritas e para-
sii s, dignos Jo sereu) ptra ainpre cortadoa do
meio d > ..>..!.:.
A iinprenaa. esaa poderosa machina da bem, in-
felizmente app.icada a Jwstruica 1, e man. jaia pelo
oravo poJeroso Ja uipieJiie, desempouhou-aa ga-
Ihardumeute Je sua miaao pervertida.
S-3.0 bouve erro que ella uo eapalhaaae, nem
verdade que respeitasse, uem mentira qee uo lhe
merecesse ampio curso (com contina a succeder)
Dea juati* que lhe vaieose respeito; por quanto,
aua trate miaao era desacreditar a R.ligiiio Ca-
tholica e seus ministros.
Ei a a Ja de um plauo gerado, urdido e combi-
nad) ruta trevas, mil CoiiJo, muito tempo, es-
pera da upportudiia Ja, e quo veio execucio bem
ordenado, hbilmente airigiJ) e alentada pela dia-
blica eap-rauca Jb demolir, deata vez para aem-
pr, a Irej 1 Catholiea e seu cali dhritt&o,
para levaut-.r sobro suaa ruinas o culto exclusi-
vo da uaturesa.
J em u'.ras ep .chas a aipiedada cm va eacre-
veu .10 uiiirraore s u canto de triumpho sabr o
Kttineto uome dos cbiiatoa... As repetidas de-
cepcoes aiuda u 1 bataram para o comfl-'ti des-
eugau j d 3 que macbiuam contra Curial > o aua
Igr j !
Sim, Irmtioa e Filhoa dilectisaimoa, para quem
nao v a mi de Deus sust--nt ind a Igreja, que
permanece sempre firme, iuabalavel, intemerata,
uoraeio daa p raeguices qui. h tai acoiupauhado
era tolos os tempos, seria reaimeute par suppor
iiue o resultado de ura plano preparado c-m tanta
malicia qu m:o eaiorco, produzaoC aa suspiradas
conaequneias ; e por i so, 03 impos chammejando
de ira, cada vt-z mais incendiaria contra o Papado,
eantaram nova, mas ep'aemera, victoria, tripa
diaram 31.be aquello imaginado cadver, j p-
trido, 'j decompondo se em desateras cxhalaeies,
a caiholiL-isuio.
Lele a historia da 'ejnja iosteuip-s que cor
Muj, Irmioa e Filhoa dieefisaiino3, e veris, que a
synthese que fazemos d\ peissejui^aa hoiierna,
ir.ei.wjlvida contra a tt-ligiio Catholica, e um
e5a 90 apeuaa do gr-uJe qatdro do maldades que
fj.-.m postas cm pratie.a c-m md sivel ranejr.
Poi CUO.
NSo obstante a astucia Jo plano e a torca de
sua -x-icuc..', 03 acintecii) eiito se incumbiram de
raos:nir o,ue a iniquid: de menta em sao proprio
dan.*" (P. ii' W)
E a vai dataran) 03 dtmodores sena sonhados
Inumplioa ; porquauto, nem o catb ilieiaui) cedea
um p uto de terreas os m.nigis; nem abrs es-
p-.C) i pretend i 1 ecienii sera Ueus ; nem nal-
ueu:. toruon ascadactr!
V ie : .
0 Cbefe d Igreja 1 j um t-nsioneiro qae
penas tem pura morada 03 mbitos, do Vati-
cauo.
Mas ah mecn) EUs arbitro entre nacoea po-
deros ia, juz era delicadas qnestoea internacioaaes,
e fas, pela foro-i moral d: aua jistca. resp-itados
oa seus jaitas, aceitoa os seus arbitrameuws, evi-
tando efiwazm mte a gu rr* e consolidan lo a paz.
Do fundo J 11 priso irrompe sua palavra de
postolo e de mesero, dirige-se aoa aabioa do inundo
e ao3 cultores da ac en:ia, marca-lhea as seguras
sendas por on le cb'-garo iueo'umes ao te i.plo da
aboJoria, e acautell.a es inexperieutes para que ae
.'uarJein Jos filaos doutores que descaabecem o ao-
brenatural e fasem pr.fisaia de someute erer na
morera, (Eic. .33' rni).
Falla aos Mon.rbas c aoa povoc, traoanda oom
sabedoria as regras da govermcao pubh'c, se-
gundo o chriatiaiiiaco, deacrevendo -a raas do po-
der quo goverua sem oppn-sa da obediencia que
sabiii'ti -se sem avlt .manto; e sua palavra er-
Cta universal aimii.cii. c respeit (Ene. lin-
io jrtale Dei.) .,
Ergoe a vas e desierta 03 p-vos apontando-lhes
para os pciig03 que surgem das treva3 e o cercam
ie todos o lados, e, par toda a paite, vai en_:on-
rraudo crentea que o oavein agradecidos. (Eac
H im. G.-nus )
L'iaini em tace esses mismos p-risos, > sua vos
tranSfOi os espigo!', d.-sperta o SEU POVO, o
chama s arm .s, 3 tueainas armas com que <>s pri-
m-ir.u a'u-tsta-i c Mnbsteram e veuceramA ORA-
QO ajBie. Sapremi Ap)stolatus)
D) fundo ie aua prisao m.ve o mundo mais que
todos as seus esforea-Jos inmngoa juntos, e chaina
tabre 31 o reap-ito e a veueraco doa Res* c das
S'ii.s, a admiraco de todo orbe.
- D i 1-me :
Ha acaso ao mai.d o inteiro, bojo, um poder mais
extenso, maia universal, raaia respeiUdo,, mais
completo, mais soberano que o do Romano fouu-
fice?. .
r
I
1


*
Diario de fernambncoDuniingo 8 de Maio de 1887

Oa fuetea que sa desdobram debaixo de
olhos rospoudem que ..5o, e que em vio- i*"
as tievas, labuUm ob impos, geaw a imprenta e
secscancararuasp-rtaado yerno; perquaut,. o
peder Pontificio i alarga e distend a proporcio
q\je os deraolidorae o opprim.m, comprime e
'^dUultiino do correte auno dar mais utn
solemne testemunho desta verdade.
Nao B.jamoe nos, Irmioa e Filhos dilectissimos,
oa ultimoa em tomar parte nos preparativos para
para eaaa grandiosa e providencial auifeaucao.
A neregrinscao cidade doa Poutific s antro
meio indicado para manifestar ao Santo Padro a
adbeso do mando universo 4 causa do easfcoli-
cismo,
Oa bous filhoa, va o sabis, procuram o tecto
paterno, *m dias meinoraveis para oa paia ; e, ecr-
te, aera de grande cooaolaco ao paternal coravio
do Augasto Pontfice ver oe filhoa que va* de l*n
ge e selevanlam de todas as portes para levaren
pessoalmente aeua dona ao Pai commum dos ca-
tholicoa, asegurando assim que pelo inundo uni
verso esto eepalbadcs muitoa filbos de benco,
que nao temeui a travtssia dos mares, oa traba-
dos das distancias, o ptrigo das jomadas para
inm casa paterna.
Quem nao desijar de ter afelicidade de aehar
se em R' ma na grande festa ?.. .
Para o n eso coracao seria de indizivel jubilo
ir ?jpeJtuumo-nos aos pea do Cbefe da Igrej* Uni-
versal para offrecar as oossas e as voseas home-
nagens. Iranios e Filhos dilectissimos, e assegu-
rar a fidelidad) dista Dioc se Olindeuse Santa
S.
Infelizmente nao pdenos ter essa felicidade,
obstado por motives poderoses e nenhun d'eliea
alheio aoa proprios inters sea desta Diocese ; po-
rra, d'aqui mesmo desta teira uiuito amada tau-
daremos jubiloso a aurora do memora\el dia,
quinquagesimo annivorsario da primeira Missa do
Santo Paire Leao XIII, e, wando m pensainen-
to, estareino8 bem junto de seu Throno, para de
positar a 3tus pea tod s as seguranzas reiteradas
de nossa dedicacao, adhesao, submisso e obedi. n-
cia, para affirmar que esta leal Diocese de O inda
aupp lie* aos cos que sejara abreviados para a
SauU IgM* o dlaa de gun'4B venliam apree-
sadea ee de triumpho e glorificacio.
Entretanto quelles de uoesos dioecsanon, que
mars fdliies do que na poderem assistir, em Roma,
a eaaa memoravel o siguificativa festividade, na
os eucotajamifl e abeoeoamoa em to generosos
intentos, alegraudo-nos summaineute que nao fi-
que tata dioceee sera uin fiho ao menos que a re-
presente entre a inuitida) inmensa que ha de
acercar-!* do Vaticano, residencia esplendida dos
Romanos Pontfices, hoje priso augusta do Viga
rio de Jesoa-Christo.
J nao dor e a magnificencia dos preciosos presentes de
feita qae bao de ser tSeriados ao Santo Padre
em o seu to memoravol aunivirsurio sacerdotal.
Para satisfazer, portn, justa curiosidade pu-
blica, e aiuda mais para deixar que sejam inn-
meras :.s testemunhaa da dedicacao do inundo ca
tholico a si-u Chele, foi res Jvido que em cada
Dioc.se ae fizesse txposicao local de todos os ob
jectoa offertaios e depois fossera expottos uo Va
ticauo vista publica.
Para esse fim j foi designado lugar adequ .do,
cujo repace acha se dividido pelas naques e catas
pelas Diocesea.
No espaco dcatinado para o Brasil a Diocese de
Olinda eccupa o tereeiro lugar.
Nesta emergencia, cuaipre-nos, Irrnos e Filhos
dectiasimos, nao deixar em claro o lugar de non
ra que noe foi concedida.
Nessa ixposicao, cumceiteza, h) dj figurar
riqueza, preciosidades, valores, idos de todas as
regioes ; o>s porque nao t.mos riqueza, preci
aidades e valorea, nem pjr isso devemos dejxar
de juntar as oficrendaj valiosas de ni saos rmos,
noaas offertas embjra pobres, bem cortos de que
aeri sempre graciosas aos ulhos d'Aqu^llc que
tem c;ra^ao para todus os filhos.
Entretanto eumpie nao olv darmos qje si o mo-
tivo, que nos d< ve inspirar ardor e zelo, nesta con
junciura, santo e religioso, nao dfixa de str
tambem patritico ; por isso mesu o nao deven- a
permlttir que a nossa patria oceupe lugar Bome-
nos nesta excepcional exposico.
Fallando-vos, Irniaos e Filhos dilectissimos, do
dever que temos todas, como c^tbolicoa, de exal
?ar eom esplendidas manifestacoes e piedoaas ac-
coes de gracas o mem ravel quinquageeimo a:iui-
veisa.ij dapriuieiri Mista do grande Poatifi.ce,
hoje Cbefe da Igr.ja universal, nao podemos,
Bem devemoa deixar, como ebristao, hispo e bra-
silero, ddvos Iembrar qae ser, eom certeza,
muito agradavel ao cori-o mnguaniroo e carido
so do Sacto Padre eabtr ;[ue nesre remoto Inpe u
Anfricano, o seu jubiloso anniversario foi occa-
aiao ''a redempao d..- muit. s captivos.
Va bem aabe3 que a Igrej* Catb.liea tem la
bufado seinpre, e tem cauaar, pila desterrar da
socidiudrt a violencia, quer desea dosgov^rn-s
pelo depotisn'O. quer tuba do p vo pela? rcvolcco f,
quer se manife'sta entro as UHCoes p^las gu'rras,
qu.;r emfim se anir.be ire os niaividuos pelas
oppreaeoB dos oi:ea c-.utra os fracos. Su mii-
so 6 diffunlir os principias sa03 de justica, p .ra
rspalbar pjr t>da a trra a gualdade e fraterni-
dadtf, r-ao s: gundo a philantropia utopista dos
ihiloaophos, porm, s. gundo a caridade evangeli-
ce, a qual,paciente, benigna, sem iuvcj i uein
soberba, j ae alegra eom a njustica, maa exul-
ta e 'ui a erdadf ; ensina o amor ao uroxuno como
a iru.4?, s j elle grande ou pequeo, neo ou po-
bre, sabio ou ignorante, digno on indigno, servo
r.u senbor, poique o Seuhor de todos est nos
Ceja rnao bapira Elle accepcao de pessoas :
Charitatc fraiernitatis iuvicem diligentea, h^norc
invicem p: ce venientes... scientes (domini) quia
el i larm (herv^rurrl et vester Djminus est n
c, te s 'st peraouu:. -. accep;o nou est apud eum
(fom XU-10 Eph.sVI 9)
E' a igualdade relativ.>, 3>aa justa, de todos ca
dir.itos entre os lumias qnj ensina ai greja, sera
reav&lar no c-'Uimiiniait.o nom aduiittir aa vi l*n-
C!as- i
Ljvadoa peios principios do ver udeiro am>;r J
rr;xlmo por amor de Dcus, oa rom-moa pontfices,
que nuuca di r..m o b.-.C) ao forf coalla o fraco,
condcmnaramuitas ve a e coui mximo rig r
uefaodo crime de reduzir e.cnividao g^nte livra,
declarando i Ti : de t do direito, prejudicial-*
eterna salvado, e :e>m > vergonhoao e improbo
p rao non* chris-ao, c torp oiem rcio d'aqaiel-
leo qu-', cbaecadoa lela c bea de eirdidj lucro,
nao trepi !( de ir buscar negros, arrancando-es
4 Eua patria (elles,! p ra os conduzircm em ma-
nadas como vis auimaea oosv.nder-m, troca-
rpm, darom, separando os cruelm nte de tu s mu-
lhere.-. e filh;s, submettendo os emfim dura es-
cravni", suj-itando-os a durissimi.a trabalboa e
co is castigos, setu direit. = n;m u cs.no do pudor e da vida.
Depois de Pi II, Paiib III, L.-bao VIII, Be-
nrdiet- XIV e Pi VII que condemaaram em ge-
ral o uttuntade deshumano de escravisar peasoaa
livres e em partLul..r reprovaram, profligararn e
pi-.hbiiauo trafico de negros, Gregorio XVI,
vendo cojB granic pesar de sen enrscao que, nao
obstante as formaes coudemnacoes de seus ante-
cessores, o nefando commerciu continala e tomava
incremeuto, em 1839, de uvo coudemnou e prohi-
bi aemdhante neg-.cio como llicito, f eecaminoso,
ver/viilioso me=mo para o nome christo, declaran-
t'.ibem incu sos ms mermas condemnacoes to-
._ ot.^qui para tal fim dessem couaelho, auxilio,
faioor oujaervico, sob qualquer pretexte, prolii-
iado at dizer, pregar, cu fErinar em publi-
co -n en partieular qae semelhaute commercio era
por qaalquu modo licito. (Const. In supremo).
Nao ooio intento, ncm cabe aqui examinar a
graviabima quealio tb o! gica si em consciencia se
>deaa r^ter como escravos os descendentes das
timas desee trafico degradante que tantos e in
comnunsuraveis males causan e est causando
uossa patria, nem ainda toear na tnoinentosa ques-
to econmica que se prende ao faeto da escravi-
dao txist nte, e que gera na pratica dfficuldades
publicas e particulares para a extinccilo do elemen-
to servil.
Para o noa-Ojm, basta-nos poderjfiirmar, e nao
haver negar, que todos ca escravos existentes nd
Brasil, ou sao a pr .priaa victimas, ou oe descen-
cendeotes daa victimas drsae trafego tantas vezea
condemnado, repr j .de, pn. bibido e deplorade pelos
aommoa pontifi.-.-f. e mo illicito, pixciminoa ', no
.v^, vergo hoso e iuoigno.
mus aiula, est escripto naa
ttito i,oca Apsstolicas dos Komancs Pontfices,
e de modo grandemeute htnroso para a igreja ca-
tho ica.
Como poif, irinaoa e filbos dilectissimos, deixa-
ria de er inmensamente grato aovSanto padre, o
Papa L 3.0 XIII, ver hoje multas das victimas ou
descendentes das victimas, em cujo favor labuta-
ram e bradaram enrgicamente o seus antfcesto-
ver,
a
fairi
biu'
CQ-
por
Naw.
graviae
podes
victima
comm. i
Trw, regtittrhiBi t Irberd* em homenagem ao rtfc-
ceasor d'uqnellea Vcnerandoa e santo pontifica?
Nic ; o que teu-brames 4 voasa benevolencia e
piedade, IrmSc e Filhos dilectissimos, naj aem
fundamento, nem extemporneo, porm inuito ra-
zoavel para oes quanto digno de voseo lonvavel
icolhi ment. t _
Deixamos de parte a qoeatio de voseos direitos
sobre a peasa ou aervigoa de voeaos escravos,
para appellar somonte para o voseo coraso chris-
tio e catholico a favor d'eliea, pedinflo-vos que
desoerreis a ouTidca voa da egreja, e atteeteis
x> elaal Pomiifice afete no Brasil ha maito cora-
^ i eeui H caritativo, magnnimo, para c< lc-
fbrar- jubilosaannrteraario que se.approxima.coo
grateHoa actos de ca/idade, < remindo muito
captivos. *
Si aa motivos allegados nao bastaasem par* ju-
tifica o pedido que vos dirigimos, rmaos e
Filbos dilet-tissitn-s, poderiamoe invocar aqu urna
raslo ds oppnrtsujismste, que eo par acs> diz qu
nao devemee, no dia de jubilen do" Santo Padre,
eequecer-nos d'aquclles qu- em nossa patria viveml
aiuda sob a jugo da eseravidSo.
Admiravel coincidencia !
Trata-se, em Roma, de cencluit o pr-cesso ca-
nnico afim de ser proclamdo SAUCTO, no dia
inesmo da jubilosa fe^fa anniversaria, o B-mavcn
turado Pedro Claver AFOSTOLO DOS NE-
GROS.
E sabeia va limaos e Filboa, porque assim o
cogoominaram ?
Nos vos diremos :
Pedro Claver, foi enviado America om outroa
misaionarios, em 1610, para pregar a f chriati.
Chegando 4 Columbia passuio se de to grande
commiseriico pelos negros arrancados frica e
reduzidos eseravidSo, que durante quarenta jan-
dos nao cesa u Je trabalhar eempra e eom grande
zelo em favor dos meemos.
Ni, tmenle ensiuava a elles a doutrina chris-
ta, maa tambem vesta os os, aiioeeatava os fa-
mintos, curava os enfermes, sem fugir doa mais
nauseabuodos e esqoalidos negros, no intento in-
fatigivel de mitigar a dura sorte d'aquellea infj-
lizcs qu-, transportados em trra eatrangeir. cuja
lingua desconheciaio, nao encoutravam seuo hr-
ridas desgracas, atrozea aoftrimentos, que na bem
pode mes aquilatar, porque as plagis de noasa pa-
tria toram tambem test- inunbas da d.solacio das
victimas do nefando trafico.
A dedicacao heroica que durante tanto) annos
descnvolveu sem descansar o missianario Pedro
Claver para enxugar ae lagrimaa d s miseroj ue-
gros eseraviaados, e derramar n'aquelles coragoei
desolados o balsamo de alguma cmeolacao, va;
entre outras justaB causas servir, mais de dous
aecubs depois, parunte a Igreja de Je^us Christo,
nSoj, pira eecrever-se ao >re o tumulj do apos-
tlo dos negros um epitapliio honrobo, porm par* o
collocar mesmo Sjbre os altares do Dees vivo,
hfim de qne receba o cultj de veneru^aa publica
uuiversal como snelo exaltado na pratica .da ca-
ri dade.
Como pois voa p)deri.imos fallar da grandiosa
festa annivers'iria esqueeendo os captivos ?
Nao, eil'ss nao devera ser eaqueeidoa.
Portanto, rmaos e Filhoa dileetiasimoa, ouvi a
uosaa voz, acced i ao uoss > convite, e h.nnai o
jubileu sacerdotal do Gran-ie Poatice eom tantas
IibertacoJs quantaa forem empativeis comas vos-
sae circnmstanciaa.
Na nao duvidamoa do bom acolhiineuto que vai
ene; ntrar tiu vc80s corado, s generosos cale pe-
dido que vos dirigimos, porque bem sabemos que,
si motivos de or iem muito elevada 'i > obstaxsem
aos v.iasoa deeejoe, nesta diocese, j nao txi.tina
mais um s escravo.
Quunto a va, IrmSos i m Jess Cbriato, nos sa-
bemos que bem pouces de catre vi tem a infeli
ciiade de poastur escravo : mas a eses poucae
uoa pedimos, porque nilo pjdemos mandar, parm
pedimos cjin todo o esfryo de nossa vo.itade, c un
toda a energa de noasoa ac. jos e eom todo o em -
craces piedosas, sempre em uoiio eom os seos
irmos na f; assim que em to aesignalado dia,
se possa diser desta Diocese Olindaose: Persv
veravam todos unnimemente em oracio. Hi
omnea erant perseverantes unanimiter in oratione
(Aet. 114).
3* Cada familia ou pessoa catdica deve entre-
gar ao een respectivo Parodio ou ao nosso secre-
tario a esmola pela Mitsa que o Santo Padre ha
de celebrar no dia ultimo deste anns.
Os Reverendos Parochse tomaro ao stu zelo e
cuidado o recebimento desse bolo, sem recusar
off. ra alguma por mais insignificante que seja ,
asKaio o noine da fumilia ou peeaoa off .-rante, e
al fim de Agosto finio rcasssa 4 Cmara Eccle-
siasticu, dos nomefsfcs offertantee e das camelas
ree. bidas.
4.a As coessBStnislsjVs rehgiosas, es aesociacea
pias, es estateaseimeatos o stlegios de instrucc&o,
sciestsaas, artas) a oeati. a, os artistas, as fauilia
cadneMas, sis eonsidaoa a off f ecer bjectos qne
poseam figurar na exposicSo vaticana, no lugar
designado para esta Diocese.
Cada objecto deve trazer onome de quera o offe-
reee.
Tudo deve ser entregue negta residencia da So
ledade at o ultimo de Sctembro.
E' eeas*do diser qae os ebjeetes oftereerdos
de vea aet de fcil transporte para Roma.
Todos os objectos r fnettidos p- rtenaerilo ao
Santo Padre, como presentes de seu annlwr
asirlo.
Na esperamos, rmaos o Filbos dilectssimcs,
que as noss s palavras vibrarlo forttm 'ute aos
voseos ouvidos, e exetaro em vosaoa nimos ar-
deutes den-jos de manifestar o voseo amor pela re
ligiao que profesaamos.
Nesta Keligij, va sabis, rmaos e Filhos di-
lectissimos, nao ha mais de um ohrfe supremo no
mundo todo ; a Elle todoe oe calh .lieos dev. in ser
aubmissos por convieco sincera ; pois que Elle
confirma na f aos seus rmaos, apasceuta as
ov> Ihas e os ordei os, os cooperadores o os po-
voa ; con..titue o vinculo entre todos os ar. ntes, o
p julo (1* uniae entre todas as vontadea, o centro
doude se irradia todo o ensino; de modo que soin
esse cbefe deixarw U existir o que chamamos
Rellgltto ralholic*. ou urna s crenga
religiosa universal- *
.-apresar ao Chele desprezar a R.-ligio, a
Jess Cnri- to, a D.ua ; aaaim eujina o E vaugclho:
Q'ti vos apcruit, toe spernit, qui uateoa me aper-
mt, spernit eum qtw misit me Luc 11 l1'
Oucamoa e amemos a Nosso S nbor Jcaua Cliris
to, ouvindo e amando a Igrej em seu Cheleo
Papa.
E' O DEVER DE TODOS NOS CATHOLl-
CO. .
gast/o intestinal notel estado sabarral da liogu*,
pre^uica iotastinal e aoorexia.
As fuoccoss do systema nrvoso excreem-se
normalmente. Ha algum depauperamento de for-
eas e sub-ietericia
*tP* ^'Btor'* 4119 msjfoi feita dos antecedentes
mrbidos de 8aa Magestade e do resultado do
meu exame, pens que elle soffre de um* entcn-
cace paludosa eom acecsaos febris irregulares,
dando em resulta-to as lcjoea encontradas ms
visceras do ventre.
Com
R.'commeudainos instantemente aos Rivercndos
Parochoa, nossos charol cooperadores, que ins-
truam aos seus parocbanon nos deverea d.; catbo-
licos para com a Igreja e seu Cbefe, de modo que
todos coraDreheiidatn bem que :iingdinm poie pro-
lesaar o cathoiiciemo e. quec-'ndo e d ispresando o
Santo Padre ; que todos temos o dever de o amar,
venerar,.defender e ssecorrer nio s co:n os auxi-
lios eapirituaes das oraco'S o accoes pas, mas
tambem eom os auxilios teinporaes, m e -saarloa a
grande e universal misao deevange.lisar o mundo.
Desun o UcVereudos P^rocboJ procurar que
uo dia ultimo do anuo corrente acua parochianos
freijuentem o templo durante o dia, de tortc que o
Sai.tiasiino Sacramento exposto tc.ih i, eom in; r-
rupcao em todas aa horas, muitos fiis cu adora-
ch-, im orae* s cjiniouns, em constantes auppli-
cas ; porque assim que devem fazer os ?erda-
deiros crentes
I'nsaado esse dia aos dorao n.ticia de quanto
tiver occorii'.io ua parochia ; nao sa esquec-ndo de
nos inteirar da coadjuva^ao que de outros aaocr-
dot-a houverem recebido.
Sei4 esta lida Estacso da Misaa Parochial, no
prmero din esutificado, depois_de recebida, re
peoho de noasa for^a moral, que libeitc-u, seminis t> ti .i ti essa leitura aa primeir* D .minga de De
detenga, a todos oa escravos que aiuda poaauem,
em hoineuHgcm ao jubileu Beeerdotal do Saota Pa-
dre I. iw XIII.
Nao voleemos os olhos para o paasado em uuvci
de ex'ioploa pira justificar es p.drcs na poste e
domiuio de escravos, mas filemos anuiente o futu-
ro qne nos aconselba a ambicilo de pleitear para a
claseo sacerdotal a honra e gloria de proclamar
que Si enere os poucos sacerdotes quo posauem es-
clavos houver algum que soja oOatado peloa com-
piomiesos, que en ma hora eontrahio, dedicndo-
se a laborea extranbou ao sagrado ministerio, (de
que smeute sedevia ter oceupado), d-: sorte que
ni., possa ajera abrir tao do br:co eesjrM, ^em
prjuizode terceir", *o men- s conceda a lber ra-
je sob a sndico de prestaejo de servicoa peu>
menor tempo possive). Sim, pr Dcub, Lmios
em Jess Chiisto maito amados, arrancai com a
v i-s-i rnao sagrada da face dos vossos servos o es-
tigma da eecravido e nos permitti aesiu a feli-
cidade i'e poder, lo dia do Jubileu do Santo Pa-
dre o Papa Leo XIII, depositar junto ao 8* u
throno esta dacl-iraeao :
O CLERO 0L1NDENSE NAO POSUE ES-
CRAVOS.
Resumindo o que temos dito, vele, rmaos e Fi-
lhos dilectissimos, que por occasiao do celebrar c
Sunto Pudre Leao XIII o anniversario quiuqua-
leaimo de : u primeira Missa, cumpre-nos, OMM
i; th.ihc'B que somos :
PRIME1R0Uoirmo-no aos nossos irraoa
pela f em ferv.roaae aupplicaa, implorando e ro-
g.n.lo Nissi Sanhr.r Jess bristn, Chefo invisl-
vel da Igrej i, p-lo Ch^fe vmvoIo Papa : ut
conserve
zeinbro para ioteiro coubeeimeuto d s fic3 etruo
seripta no livro do Tombo da Matriz.
Dada no Palacio da Soledade do Recife, em 25
de streo. dia da Anuunciacio de Nossa Senhora,
em 13S7.
t Jos bspo ie Olinda.
i liesouro Provincial
OESPACHOS DO DIA 7 DE M4I0 DE 1887
Jos de Almeida Rabello. Entregue-se pela
porta,
Dr. Manoel Juvcnal Rodrigues da Silva.Ao
contencioso para es devid. s fins.
Mirandolina Msriu do Espirito Santo. H.ja
vista no Sr, Dr. procura lor fiscal.
Fielden Brothera, Fraucelina AlveB do Souz.i,
Dr, Manoel Juvenal Rodrigues da Silva, officio
do Dr. procurador dos feius e provedor da Santa
Caea.Infoime o 'r contador.
Jos Eleuterio de Azevedo e Antonio Jos da
Gama. C'rtifique-se.
JJiARiO DE PEBiiAab-CD
RECIFE, 7 DE MAIO DE 1887
Pelo paquete nacional Para e a ut-ricauo Finan
ce. este chegaio ante-houtem do norte e aquelle
bontera do sul, livemos as segumtes noticias,
ai n das que constam da corta d- noasc corres-
pondente da corte e que vai publicada sob a ru-
brica Interior.
FdCiflt'O c Bio da l'ratti
Datas do Pacifico at 7 de Abril, de BuenCs -
eum, vivificet en n, et beatuin faciat Ay. es at 21 e de de Montevideo at 22.
eura in trra et non tiadaf .um in ai.imam ni- '
micorum ejus; imploraudo para o Vigario d<>
Ko a vida, a paz, o livramento, as victoiias,
br\iniilo assim as in-smaa armas, com qae oa pri-
men os christos livraram a Pedro da mo do
Uto i s, hp-zar de estar guardado ua pnso cui-
Jadi simenf. (Act. 12 5 e 11.
SEGUNDOCon-orrer cada um coro son bolo
c'o.o esmola da Miusa que o Snn'o Padre ha de
e"lerrar, no dia de seu jubileu sacerdjtal, cffire-
eida pe'o miindo univers.
Cada um dai o que pudor e quizer, sejam vinte
riis: mas, i'cvemos coucorrer tidns que nos presa-
mos do nom d" catb ilicos. nio s para dar sgual
de nessa gratidao, mas timbero para most.ar que
mai ;r a generosidade dos filbos de bencSor, do
(io a iniqui.lade d>s filhos nirra'ns
TERCEIROOfferecer presentes, como penh.r
de ir ss i alegra pelo faustoso anniversario, tilo
cheio de doc-a e santas recordacoes para Aquelle,
que Deus nos deu aGm de uoa guiar pelo c ini.h)
da verdade e da s .'.v i fio, como nesio Chufo e I'ai.
segundo a graca.
QUARTOIr, sendo possivel, a R mu, nao sim-
plesmente a paaseio, porm afim de orar junto ao
tmulo de S. Pedre, dando aaeiin t jtcinimho de
dedicacao e amor Saua Igreja ; c participar das
heneaos e favores que serio c mcedidos pelo Sant-
Padfe, n'ssa eccasie, aos infieis preientes a to
leinnidades.
QUINTOLibertar o m'ainr aumero possivel
de captivos, c u.o accao carilo.a agradav-I ao
Ciiefe da Itrija, s raerifiria a^s olhos dj Deus
Rcdemptor di bumanidaae.
Nao duvidamos um instaot', Irmsos e Fiihos
dilectissimos, qu; ouvido o nosso eonvite, pres-
eurosos e dominados pe s aentimentos nobres de
vosso coracao catlnlieo, viris ao nosso eucontro
desejando concorrer generes, mente para rc-.ic >r a
f-ita do jubi.eu sacerdotal do Santo Padre.
N'este pensamento eremos que vos serio atis e
vos serviro de guia as seguintos:
IStSTIDCfOES
1.a Os excrcicioa doa mezes do Mana, do Cora-
',-o de Jess e do .{osario devem ser ieitos e cele-
brados este anoo com especial devoco. com mui-
tis e fervorosas cummunhojs a pieslosas snppiicas,
pela preciosa vida o sade do Santo Padre, pelo
triumpho e exa.it.cao da Santa Igreja.
2 No dia ultimo deste anuo, ao alvorecer, os
sinos da Cathcdnsl e de t,ias a3 Irejis e ca-
pellas desta Diocese, dar sigua! de t :sta solem-
nissima. s>
Na Cathedra! e eoi todas as raatrizea haver
ccmmuobao geral; u'ellas e as igrejaa que con-
servsrem perennemente o Santissimo Sacramento
haver expjsicio do mesmo Santissimo Sacra-
mento, desde 6 horas da manha at s 6 da tarde,
u;eer,r*indo-se com o Te-Dettm, sendo possivel, e
com s bencio.
Tanto neste dia, como nos que, o precederem,
todos os sacerdotes, c?m ou sem cura d'almas,
devem "prest.srse com verdadeiro zelo ao eenfes-
sionaro, de sorte que^nenhum fiel s ja privado da
conrnenhio por faifa de confessor.
Todos o. sacerdotes que distnbuirsm nesse dia
a Sagrada Communbo nos enviario noticia do
numero das p.issoas qu^ comoiungarem.
As familias ou pessoas 'que nesse dia nao po-
derem ir s rejas, devem rezar, em suss casas, J apparulhos circulatorio e respiratorio ; presenta
coas os seos dotnestiecs, om sos, o terco\ a Ladai- alguma congesto no lobo direito do ligado e no
nha de Nossa Senhora. a Saraos Rainha oa entras baco, havendo splenalgia stnsiveU No apparolho
03 diarios chilenob nada de importante adian-
tam s n iticias que tinhamos das repblicas do
Pacifico.
Em Buanos-Ayres foi espigrieado o soldada
que matn o alfercs Soravi.
Era indicado o Dr. Gil para substituir o Dr.
Pardo n presidencia do couse.ho de byg;. n<\
No dia 19 eff j:;tad: procisso cvica do partido cohrado. (Jal-
culava-se em cinc a seis mi o numero das pee-
aoas que, em quinze clubs, formavam a procis.So.
Bro de Janeiro
Datas at 30 de Abril.
L se no Jornal do Co\ mercio de 30 : -
S. M. o Impera lor passou bem a noite de ante-
liontcm e o dia de boatam t. u.io recibido, at s
2 hiras da tardo, as peMoasj que o* f.irmn compri
mentar.
Ni livro dos visitantes eatavam assignados no-
mes de mais de trexentas pessoas.
Su.i Migestaic eahir de palacio boje, s l
horas da maulla, em carro at a ra de S. Chris-1
tovii, onde entrar n'urn bonJ especial, que o
couduzr at raiz a Sstra. D'alli eeguir4 em
earro at ao palacete da Sra. Condensa de Itama-
raly, oade se hospedar.
A'-n de S. M. a I aper.itire, acompanham S.
\f. o Imperador os seus me Jicos aaiistcntes e se-
manarios.
A comitiva te Sia Mageslad-; se hospedar na
casa frontetra ao palacete, oftereeida pelo Sr. Joo
Autonio Mont'iro.
Nao houve boletim medio.
S A. a Sra. Princesa Imperial com o acu au-
gua-.o esp so e lliho, conta embarcar em B.rdos
a 20 do' Mai<, de regresso para o Brazil
N Je'J :
Sua Magestade passou bem a noite de ante-
hont meo dia de hontem. A' tarde compareceu
no p-.co da Boa-Vista o Sr. conaclheiro Torrea
H :;n :iu, quo havia sido convidado para examinar
Sua ilageatade, earaudo presentes os mdicos as-
sistentes.
aa 5 s 6 Ii2 horas da tarde Sua Magestade
receben as pessoas que o foram visitar.
Durante a mauh foram ao pa'aco os Srs. his-
po diocesano e seu secretario, conselheiro Alfredo
Chavea, senadores Avila e Diogo Velho, D.s. Me-
nezes Vieira, N tto Machado pai e filho, Ladislao
Nett-i, 'commendador Bellegarde, "". Tavora, Hi-
lario de Gouva, Saturnino Dinis, Baro de 8.
Domingos e outras pessoas, sendo recebidoe pele
Sr. camarista Visconde de Paraaagu.
Dos.mcdicos assistentes lecebmos a segum-
te carta o o parecer que a acomp.mha :
O nosso c. llega o Sr. eonscllioiio Joio Vi-
cente Torres Homem examiuou h >ntem a nosso
coa\ it> Su i Magestade o Imperador e nos confiou
sua opiuiao, qne pedimos seja publicada na seu
Jornal.
m Palacio de S. Christovio, em 28 de Abril de
1887, s 7 horas da noite.(Asignados) Conse-
iheiro Albino de Alvarenga. B trio da Motta
Main.
(iinvidado por mous collegas f)rs. conselheiro
Albiuo de Alvarenga o Bario da Motta M.ia
para examinar Sda Magestade# Imperador, boje,
s 4 horas da tarde, do mea xarae ebegoei ao
seguinte resultado : -
O Augusto E-jfermo nada tem de anormal nos
a continuacio de meios therapeuticos
que estilo sendo empregados; com a remoco de
Sua Magestade para a Ti juca, como me foi pro-
posto, bes osuno medanlo tima medeac.5o direc
tamente dirtejida contra as desordene do appar.'-
Iho hepato-bitiar, de esperar que o Ilustre Ea-
fermo consiga restabelecer-se coaspletaincnts.
Louvevow absolutamente no diagsjBsiiooy pro-
gnostico e tratainento ansaoaiiaenM estaoato-
eidos.
Palacio de S. Cbristovio, 28 ds Abril de 1S87,
s 7 horas da noite. (Assignado) Torres Hs-
mem.
A Sua Magestade o I operador fii offerecdo
pela Sra. Condesa* do Itamaraty o seu palacete,
na Tijuea, psra ah couvalesccr-3-i.
No renado a 9 de Abril
O Sr. P.vaidentj declarou que aehavam-se
promptos Sr. senadores em numero legal para
a abertura da sessao da Assembla Geral Legis-
tiva, e que neste sentido ia olficiar-so Cmara
dos Diputados e ao governo.
Dsclarou tambem que ia offiear-se ao governo,
pelo Ministerio do Imperio, pediudo o da, h ira e
lugar em que Sua Magestade o Imperador se dig-
nar ds receber a deputacio que por parte do 3e-
nado tem de ir rospeitosamente pedir ao mesmo
Augusto Scnhor a deaignacao do dia e hora para
celebradlo da miaaa do Espirito Santo ua Capaila
Imperial, e da hora e lugar para a seseao impe-
nal de abertura da Assembla Geral Legislativa.
Na Cmara, no mesmo dia, nao h ivia aiuda
numero legal de Srs deputadoa.
Victima de urna i.ffeec,ao cardiaca fall-'ceu
hontem nestu corte, s 3 horas la tard-, o m^j^r
Miguel Aotonio de Mello Tamborim, que esta va
esercendo o cargo de instructor de 2* clasae da
escola militar.
O finado lomo.) pirta activa na (ampiaba con-
tra o Paraguay, oni-i adquiri oa ger.n.! >s d* mo-
lestia a quo suecumbiu e que h t dous-mezes o
mantnha no leito.
Assx'iitaodo prac> em 1S de Maio- de 1^6), foi
promovido a alterca' em 17 de M .re i 3u 1865, a
tenente graduad) em 14 de Abril de 1871, a ette-
etivo em 13 de Setembro do mesmo anno, a capi-
to em 14 de Maio de 1881 e a mijor em 1886.
Era cavalheiro das ordena de S. Rento de Aviz
e de Christo, oficial da Roaa, e fiuha aa uiclalbis
das campanhas de Uruguay e Paragmy, combite
naval de Riachuelo, de Corrientes, e de m-'rito, e
milil 13 oi>tras distioecas.
O major Tamborim. por seo espirita recto u du-
cipliiiH'ior, g)sava"tic gcrcs gy.npitbias o tem
merecida estini.
Pal ecen hiutem neat c.te, de urna aflec
5S/1 cisJi-ica, o Sr. Jj? Luis Cirios.) di Safe?'
Bario do Irapu, natural da povinuii d? Minas.
O Bario du Irapu residi p ir muitos anua na
provincia do Rio Grande do Sul, onde era impor-
tante estancieiro.
Foi um doa fundad tres do Rano d) Rio-Grande
e da comp inhia hy.lrauhca qua i'u.nt ; a'agua a
eidade de Poito-Alegre e a diversos es'.ube'eci-
mantos pioB da provincia, fez muitos e importan-
te donativos pecuniarios.
Aqui oa corto fez na seguiates donativos ; ao
asylo de mendigos 2:' 0)1 o pira a natruocio ua
fregnezia da Lago 1 12:0005 ; pira a Santa Casa
(}> Misericordia da cidade de C^mpanha otTcrtoa
4 apolices de cont de ris cada urna, e era teste-
rnuoho do gratidio 4 mesa administrativa desse
establecimeoto mtndou eo.locar um sen retrato u
oleo no salo dos beucm.-ritos.
Um dos ltimos actos de libara'idade que pra-
ticov foi a libertadlo sem con.lcas de mais de 40
eseraves que lli-? restavam.
O Imperial Observatorio piojecta compartir
dos trabalhos do levautun uto da carta celest-
pela app'ioac.i.) da photographia, sogunii o me-
thodo experimentado em Paris, com sesultado at
sorprendente, p.'Us irruios II ni y. Havia tempo
-i" S. M. o Imperador autorisra, por conta d>
aeo bols pho, a acquisico dos apparelbos oeceesa-
rios aquello fi.n, quanio por iniciativa do Sr. Mou-
cher, emin'nte director d 1 observatorio de Pris,
foi aaoordado quo se ruuuiri* al urna ecufereocia
destinada a adoptar pira us> de todoe os obser-
vatorios iippareltijs de typ> lea'cu e a i-.r re-
^ras uniformes para a observacio. De vendo ser
m.aior o custo destes instrum n' s do que o daqu '1
les cuja acqu6ico estav resolvida, dignou se S.
M. o Imperador de utorisar, aiuda por sua cuta
o aecrescimo de despega que se fizar neceasaria
ao cabal deserapnuho daquelle progranma.
A Academia Fran?.za acaba de ter uotic'a da
c-3-participaco do 0bserv.1t .'.i do Rio de Janeiro
naquellea trabalhos, tendo rec-.-bido ao m '.-..no
t-jmpo o 3. tomo do Anuuario deste nosso impir-
o
I83i
Nasti ultima data havia b tizado o alga
rismo a 13,762 por effiico dos ooitns o alforrias
registrada* desde 1873.
Mostrara, piis, os dados da nova matricula as
segoiutes dilFerencas para mema : di 12,299 in-
dividuos, comparando os mearais dados totali
dade da populaoio eecrava outr'ora matriculada e
avorbada na provincia ; e de 6,380, feita a eom-
paraco com os elameotos estatisticos coiligidos a
30 de Jnoh > de 1885
_ Lovaodo em outa aa imperfeico ia da estatis-
tica o.calculando com oa bitos a alforrias verifi-
cadas ap) aquella datt, ple asse^urar-se que
uio mema de 4.0K) eacrros ptasaran eondieis
da libsrtos por nio h iverem siio inscriptos na ma-
tricula ha pouco encerrada.
Todos os dados parciaes, at gira conheoidos,
aistram que a pipulae.ao escrava foi itrajidina-
riameote reduzida p>r effiito da mesmo. snatri-
eeU.
A ultima estatistica offi ti, uleancando a 30 de
Janho de 1885, dava por existentes 1.133,228 es-
cravos, sem contar os dd 4') municipios de onde
nio havia noticia. P demos ter pir certo que a
populacho rematricnlada nio attingir 650000 in-
dividuos. s
_ Se muitas omis?o is sio para imputar ignoran-
cia e 4 incuria, apezar do largo pra;o p>'.lo qual
ae acbou aborta a matricula, o m-nor numero re-
presenta incoatestavelmeota a intensidad* da ten-
dencia emencipidora que tio aitmiravvis resulta-
dos tem o reducido oa Brazil.
Bahka
Datas ate 3 de Maio.
Na lugar danoininadj V"*rzaha, ter-
rno do Capioi-Grosso, em um dos ltimos
dias do mea pissa la, deu-se umi seaa de
sangae, qua denotara muita per^ersidade,
sa della nao tivess.) sido motor un violen-
to ac^sso de l.oucur.i.
Um mulher de bDM M.ximiaoa Mara
da Conceig&o, qu ja por v.-zs dera indi
oos de ter perturbadas ;.s fialladea :>oa-
taes, possmda de furioso mmm assasinou
cruelmente tr's inf-liz^a ere.in^a-i que jun-
to a ella por desgrana 33 acliav.im.
A desventurada loue, log apz (So he-
diondo criine, f'ji presa e recoiila a ca-
deia do lugar.
Na tarde do 29 i pass..do, entre as
estados lio Mapelli-j o 4ga Compriia, uVs
estrada de fono -la BaliU ao S. Fraacieeo,
utrera pjssou por sobre Bra individuo de
nomo Kipliatl, qus s? achava dobruja lo
sobro os trilhis.
O corpa >i oovtado pelo ineio, da na la
valen lo 03 eaforcos erapregtios pelo ma
ciiiaiita, para faaor parar .1 macla.i.
Consta que em vi ..geni d.t villa do
Urub' para 3. Sd/aicr fi a :comiBof.: lo
do urna cougestaa cerebral o Sr. Dr. P.-
tii C .ratiro da Silva, digno acontado g;-
ral p-.lo 13 distrito desta provincia.
O --5r.
vapor
Di" C
rn"iro
qu o cUiviv
:omar parte
vinba esp-ynr aqu
tr riipo.'Ur a oo.'te,
p .ra
nos trhb-.illiOi
llO;75S)S06
29:68(}157
89i:!iOJt96

onle ia
mentares.
Pidleceu a 24 da passado, a Sra. U
Guilbermiaa Autonia de Oliveira, esposa
do Sr Luiz AUes Guim .r-:s de Oveira.
No mez udo renl-ra n
A recub- loria geral
A provincial
A alanaga
Alago %n
Datas at 6 do Mato.
Continuavam os trab'.liui da Assetn-
bli Pro vi acial.
Foi o seguinte o ren.limento da alfando-
ga de Miaei:
Dj dia 1 a 4 8:10031328
Do dia 5 ::788;>69l
Jxbalou o ultimo suspiro ao dia
do raez prximo fi.ido, no engeulia Castro,
n comarca do Cara ragibe, Francisco
Manoel de Albuquerquo Lima, fillio do co-
ronel Francisco Mauo4 do OKveira Lima.
Pianhy
Datis at 21 do oiez tindo.
Fallecerara 03 coronas Joo Ignacio
do Almeida e B^rnardiao Jos da S.lva,
membros do partido liberal de Joromonha
c Amaruit.
Paria
Datas at 30 do Abril tiodo.
tante estabeleciment'. O ultimo fascculo da lie Diversas sociedades nesta provincia pro-
visla do Observatorio publicou a cst! respeito as mo7ara subscripySjs em prol (ios nufragos
segiiintes palavras de Faye: 4. 0..1.:..
phar-
ginntes palavras de Fay
S. M. o Imperador, nosso ilustre consocio,
communica-nos que o BrazH compirtiri do l-van-
i ;r. in' > Sa carta do co p'jla phitoprrapbn. bem
como que era ore've partirA pira a Europa I ra-
olor do obj'.Tvatona d 1 Uio para coiresp. uti-r 5
convite Ja Ae .demia e do ni nirant- Moucher-
E' era nom-i de Hua Mageatad'1 qne teohi a
honra de apreailtat a Academia o 3 tomo do
Aunuario Brazilairi para o cirrente auno. C)in
parado aos anteriores m .stra cate tomo progresso
n-it.vel. Muitos dados sao no vos e dispostos em
boa ordem. Sao para notar um quadio p'.'cioso
das temperaturas medias e extremis de grand.-
num-.to de pontos importantes do globo ; ezeel-
I iit.is tabellas de nivelamentos baroraetricos; co
ordenadas ge.'graphicas de 770 pontos da costa e
do Imperio do Br..zil ; a poifio de todos os pha-
i- ; dados relativos 4 lile das estradas de ferro
ete. Esra publiea^So. pifeitamentft projectada e
muito til, boura ^obremaneira o observatorio o
Rio e seii Ilustrado director .
A. coordenadas, a que ae refere o professor
Faye, foram detenniuadas por E. Moucher, actual
director do observatorio de Paria, Vital de Oli-
veira, 6uado eapilao de fragata, Uoata Azevedo
Haril) do btd.irio), Norie, Bowditch, Burilo de
VUe, Carlos Krauaa e almirante Limara. Ueube
a Moueber e a Vital de O i vena a maior parte
desta tarefa.
T-.es nio sao, entretanto, todas as coordenadas
que pissuimos,, dignas de f. Ara articao dos
telegraphoae differeutes comruissois ispLra Joras
do estralas de ferro poderlo contribuir, principal-
mente a primeira, para organisacio de quadro
muito mais numeroso.
- Na sem .na viadoura vai ser anunujiaia a
inscripta) dos candidatos ao concurso para preen-
eber a vaga de instructor adjunto de- escola do
tiro de Campo Grau3e.
O praso para iuscripcao de 3 meses
do Babia.
Falleeeu na cidade de Santarem o
macoutico Joao Biptista de Mattos.
Pela manhi de ib na igreja de Sar.t'An-
ua, p ir o;casi3o da celebra95o da missa
por alma das victimas do naufragio do va-
p r Bakia, de una das pyra* qu* orna-
vaui o c.tataL'O derriraou-se alcool, qu-
eom uuicon faga as vestes de urna smhora.
Promptamente acudida, n2o passou aquil
lo de um ligiiro incid-nte, tendo se mos
irado mui sol ico j Sr. craselbairo prosi-
dente aa provincia, un dos priraeiros qne
partiram a abafar as cbammus.
Constava ter fallecido no Maranbao o
desembargador apos.mtado Francisco da
Serra Carneiro.
Fluctuando as i nniediacSes do arsenal
de marinlia, foi encontrado o oadaver de
u.a lioem, j4 ni adiantado estado de
ptitrefaccSo.
Presmese ser de urna das victimas do
naufragio do bote de oiineiros, que se
atravessara e sossobrara na proa da ca-
nboneira Quarauy.
Corresponden ia do Diarlo de
Peraamnaco
UIO DE JANEIRO Corte, 29 de Abril
de 1887
O tSr. sjuiLinte general da armiyla noraeou arai I Shmaiuo O regress? d. imperador para S. Chris-
c-m:ni9sj cornposta dos foro. "cptJes-tenenres j
Jcs Vicror Da Laman*, Joaquim Marques Bap-
tssta de L ;u e o 1 tcueute Manoel"Ignacio Bel-
turt Vieira para dar parecer sobre o trabalho para
rcgulnmi'nto interno das escolas de aprendizc3
mariiibeiros preparado pelo capifio-teaeute" Ma-
noel Pereira Pinto Bravo, cominondau/e da escola
do Ucar.
Ktolrito Sanio
Datas at 2% de Abril.
A 26 do paisaoo, 4s 8 horas da noite, ua po '
vea vio do Alegre, foi asaassinade coai um tiro de
garrucha Joaquim Jos Ribairo por fado Cata-
guazee.
Segundo consta, o crirae fo: commettido por nao
querer Ribeiro pagar quatrooentos e tantos mil
ria que devia a Cataguazes.
O assassiuo evadio-ae.
So dia 17 do crrente, uo lugar B.ixa Po-
merauia, foi moro a cacetadas o atlsmSo Frede-
rieo Holz.
" 0 enme foi praticado por Gotiblie Tiro, eom
quem rivera o asaaasinado urna altercacao.
Falleceram : na capital, .Vfanjel Autonio do
NascimenCo Citle, Henrique Ottcu, o 2- annista
la Faculdade da M >dicina do Rio de Janeiro C oinato Francisco Layla do Nascimento, Trajano
Freir dd Andrade e Qoncaio Moreira (iuimaraea ;
eui Beoev- ote, Gaspar Liberato de Sonsa ; e.n
Cachoeiro de Iiapemirim, o fazendero Francisco
de Sonsa Montairo.
E' conhecido o seguinte resultado t 'tal da
nova matricula dos escravos o do arrolamento dos
libertos sexagenarios deesa provincia :
Escravos matriculados 13,382
Libertos arrolados 361
Na amiga matricula haviam sido inscriptos ..
82,284 sscravos, elevando sa a popula ;io ascrava
da provincia a 'h 681 individuas em razio do rao-
vimento da entrada e sahida at 30 Je Jeaho de
tuvfto Irapressu agradav. 1 causada
pela sua preaenc 1Boatos atterradores
que corriam ni vesperaA viagcrn de
Aguas-Claras a Corte Ura dito do
imperad .r PronuucHment da im-
prensa para que fos3em consultadas ou-
troa mdicosParecer do cuslbciro
Torres HorneraProbabilidade da da
de Sua Magestade para TijueaNe-
gocios de VlinasO Sr. Ccsi.rio Alvim
mantera a sua candidaturaOa libe-
raes de S. ."aula unidosO Sr. Dr.
Pitaiigi a o erresponicuto do Diario
de PernambucoProtesto lavrado por
este Rectificaeao a ura dis.-urso d'a-
quelle.
Ante hontem, pouco depois de 2 horas da tardo,
recolheu-se o imperador a-< palacio de S. Cbriato
vio, da regreaso de Aguas-Claras, de onde parti
em trein especial 4s i) horas da manh.
A chegada de Sua Magestade veio alliviar a po-
palaco desta capital da oppressiva irapresso
sob que ella se achava, quer pelos aterradores
boatos que haviam corrido na vesperi, quer polo
que constava dos telegrammas encontrados e pu-
blicados nos joroaes do dia. Segando quelles o
impeador estava moribundo, e essa foi a nocia
tiansmittida para S. Paulo e que allicauaougrau
de abalo, o qual s foi desfeito pelos telegrammas
passadoa.log.) 4 ebegada de Sua Magestade, au-
nunciando que o a u estado era satisfatorio.
Sabia-se que na dia 25 o augusto 'enfermo ha-
via sido accommettido de novo accesso febril, que
os boletins officiaes diziam ter sido fraco, tendo
cntr-tanto, Sua Magestade nesse mesmo dia reCo-
bids varias pi-ssoaa que foram visital-o. Telegram-
mas particulares diziam, uns que o accesso tiuha
sido acompanhaio de vmitos e calairios, que se
prolongaram inesmo dep lis do desapparecimento
da febre, outros, que esta bavia sido acorapanha-
da ds forte delirio, equa o imperador continuava
malta abatid* e excitado; em vista do que tiuha
sido res olvido o regresso para a imperial quinta
de a. Chriatovi >.
Dava am certo tora ie verdad* a essas noticias
o fajto de nao ter o imperador tomudo conheci-
manto n aquello dia da redaeco da falla do thro-
no e dos depach s que d'aqui levara ni os Srs.
presidenta do coaselho e ministro da jastica e in-
terino da guerra, os quaes foram receb.dos nos
aposentos particulares e por p ucoa minutos, sem
trataren de negocias. Mas ato ficoa depois expli-
cado: tendo o imperador de dcscer para a corte
n- da seguinte, eseusaio era despacharen! Aguas-
Caras.
O correspon lente do Pata em Metrpolis, no te-
legraawia em qae mticiava qua SS. MM. re-
gressariam, disia :
" Sahiro 4a 9 horas da manbi da fazenla de
Ajuaa-Clatias, e o trea atravessar4 Petropolis, s
parando no Alto da Serra pira nuiar a machina,
desceudo immediatamente a Mau. Abi, Suas Ma-
gestades embarcaro na galeota imperial, na qual
foi armado um leito de repouso para o augusto
enfermo.
o Sua Mag-'stade a Iraperatriz nao tem deixa-
do um_ t instante o seu espaso, e nioccultaa
affliceio que Ilie inspira o eeu estado.
Acompanham Suas Mag. stades corte Sua
Alteza o principe D. Pedro, o Sr. bars de' No-
gueira da Gama, os semanarios e cfficiaej da ca-
ea. imperial que se acham em servico nesta ci-
dade.
Suas Magcstades desembarcarao no caes La- "
joux.
Quasi todo opovo desta cidade e hospedes da
corte se preparara para assistir a passagirn do il-
lustre enfermo no Alto da Serra.
Sao geracaas manifest.coea de sentimento .
Nesse mesmo dia o Jornal do Commereto. s?m-
pre grave, comraediJo e criterios), juigou dever,
einarttg) editorial, tonar a palavra, para oonde-
rar que dizeodo ba tauto tempo os mdicos da
inpenal cmara todos oe dias que o imperador
passava bem e ossa estado era satisfactorio, sem
que o vissemos vol'arj aos seus htbitos de vida,
eomevava o pt.vo, para quera preciosa a saude
do s-u s.berano, a desconQar que nem Sua Ma-
gestade passava bem, nem o s.-u estado era satis-
factorio: < d'ahi pela ordem natural das cousas,
se tuili un i'ngenJrado boatos que, embira sera
fandameufos como sin-.-eramente elle j irnal deee-
java, traziara a ui.cao sobresaltada .
Por 83i, e sendo possivel qae o estado mrbido
di S. M .g.stada aj entr.tiao por alguma coasa
qde teuha escapado a03 mdicos da imperial ca-
raira, tinhi n publico o direito do desojar que fd3-
sem ouvidos tambera ourrjs mdicos.
A familia do imperador, observou o Jornal,
uio a eompoj alante os qu a elle est) ligados
odia laces do sangae ; 11 sua familia sl todos os
I.ira6leir>.a, e esta tem direits de reclamar una
Conferencia mdica. Jalgara>a ser orgio dos sen-
ira-utoa .a loaldarfe o nffaicSi .le todos, pediudo
qua sej un cividis as suramidades da scienci, 03
Ifl !cji cni os mais eminentes e geralmeute re-
putalos. O que ura 11.0 v lo pateutear se a
oatr\ e, cinbicida a oausa, devem encoutrar-se
na scieucia recursoa para reioovcl-.a.
Seria ricali asati casj fallar de etiqueta do
paco. Ja nao sil para isso 03 nossos terapos,
ni i, ainla (|iiii) fcsoas 11.. tai forreaba cono na
antiga corte bispanbia, facilmeate s; conciliR-
ri.iin as ex'^eueijs .la tal etiqueta \ bastara fazer
nalieos honorarios da imperial caraira os que ti-
vesaura de ser craeu'tido3.
Dcsejimis qua bem nos enteuinn. Nada
e ixer,' ira >.'. '. ii!a sabemos, uacti creraoi existir
que possa par agota por eia risco oa lias do impe-
ra ior, t.i. preciuaos para i. tolas ; uns algum
ni ti latente ple estar-lh-; minandj a saude, o este
re-.-i )-l>a)ta para que MDlo deapreze ncnbum re-
surso i'i'ii .no a tempo, emquauto o remedio
fcil.
Terminoa o Nstor da no:sa impreusa, .zenio
qu-1, da: 1 tfue ui-nhu.u mal oecaltO exista 1- quo o
.raiainento dos mlicos do paco teubi sido ac r-
ttdissimo, elles afiTastiriain de si tremenda resp.11-
s^biiidade se fossem ouvidos os mais ablusados
d ia nossos mdicos, o povo fiearia mais sarihf.ito,
e nenhum dezar Ih.-s resultara disso.
X-dtela de Noticias, por r.u 1 vez abundon as
mesraas ideas em es.iradti artigo, iudo atao pan-
to de o exrranhar que se confiasse ao3 ixclusivus
cuidados d.~ um operador 60 Sr. Dr. Motta
Maia ainda qua em rito era la especialidad?,
um diente .ff-ctado de urna mobs'.ia cl.ssificala
11 > grapa das que pertencem ao domraio nico da
clnica iii.iica.
Ora, tudo isto aqnittava e muito o espirito ; 11-
b'ico, chegando a ser opima) quasi geral que o
impend r estava periido, desgrac esta ainda
mais lamentavel pela esencia da princesa impe-
rial. Comprebende-se, qual devia sera satisfa-
ga do publico, ao 1er n* ra do Ouviior o seguin-
te bo'ttim que as 4 hoias da tarde foi iffixaeo no
escrii.tori do 'aiz :
Suas Magestades ebegaram ao c.;es 1-ajoux,
em S. Cbristovc, s 2 horas.
< Havia as immedinc5cs do destii.barquegran-
de numero de peasoaa eua espera.
Suas Magestades eeguiram logo para a quin-
ta imperial, onde chegaram s 2 horas e 23 m:-
nutoa.
Sua Magestade o imperador veio mais anima-
do. Durante a viagera da barca leu e conversn.
Sao qmz utiliear-se da oama que estava prepa-
rad* ua galeota. Hi muir gente na quinta.
Fui u:n dos que concorteram praia de S
Christovuo, onde est o caes Ljoux, nome que !he
vem di ura francs que fondn a grande fabrica .
de vcll 18 que ahi existe. Ea quera, por meus
p;oprio3 o:ho3 verificar o que de red e exacto ha-
via naa notici-.s que corriam ; e deve dizer que
mu diversa da que eu espera va, foi a mpresso
que recebi.
A galeota imperial 4 vapor parou, como de eos-
turne, cerca de 500 cetros da praia, que raza.
Ah desc"mm'Saas Magestades e sua comitiva
para 11 galeota remas, e lego que esta fti se
aproximando c poude-se distinguir o imperador,
que assentsdo ao fundo, .ie chapeo alto, .-.estaca-
va se de todos, houve um rumor na multido que
estava na trra, um como que estrena c:uo aleeri.i, e de todos .j.s lados ouvi .:n se Cotas vozes :
elle, l est (lie '. Nao era as:ira que eiritavam
vjI-o.
S. Magestade sabia a peque.ia rscada do .':>',
ntravesso por eutre a inultiiao eum passo firme,
correspondend-o con? a amabilidade habi.ual aos
campamentos que Ihe erara dirigidos e entrou no
seu carro, sera auxilio de ninguem. Ah teve de
esperar que ch^gasse a imperatriz, a qii--m o povo
embarga va o passo, na Suffreguidio de saudal-a.
Kram as mulheres do povo, principalmente, que
se Ib) atiravara aoa p3 tomando-Ihe is ma:s que
beijavam, expressandj na sna linguagcm tosca,
mas do corceo, os votos que fatiam pelo resta-
belecimento do imperado:. Foi preciso a nter-
venvao de alguiuas pessoas para que n imperatriz
tivcsss) o caminbo tronco.
O imperador e.-ta bastante deofei'o do corpo, o
que vis vel pelo rosto e pela largueza.da roupa;
mas, pesar da palid z ecteriCH{muto pronunciada,
a sna pbiaionoraja era anvmai|a ; nio estava abati-
.i.i e in 1 diriam.
U iit. ume umi da^p ssoas Ja emitir qu^j.
uprdtTraai-BS de trra a galeota, sia magestauc,
vendo a mam de pivo que ahi havia, dissera
nado : tola aquella gente penga que voa Jcsera-
barer om Je.
Cnfesso que cu era mu d s qjie a;aim pensava.
Chegado ao pico da imperial quin'a, o impera-
apeou-se do cairo, tambera sem auxilio de ninguem,
J u o braco a imperatriz, agradeceu cora, o chapeo
iue Ibes foram dirigidas e ao entrar


gUas e ao entrar
sinto-mc melhcr e
na sauda^oes qi
aiise aos que o rodeavam
muito melbor.
Era seguida recolhau-se ac3 scuj aposentos par-
ticulares para repoosar, Pouco depa sabiu para
a s .la immediata e mand* chamar o Sr. Parana-
gu4, camarista de Btmaua, para fazer Ihe a leitura
dos joruaea do dia cusa que elie nao. dispensa.
Desde l'igi coireu que seriara considerados
alguna dos clnicos mais afamados desta ca.oita!,
gara exarainarem sua magestade e darem seu pa-
rtee rg
Efteetivam-nte hontem s i horas da tarde, a
convite dos insistentes, compareciu ao paco o Dr.
Torres Homem, lente de clnica medica da facul-
dade de Medicina, cuja capacidade na materia
reconbecida e proclamada de todas.
Eis o seu perecer, que os joroaes de hoje publi-
care, a pedidos dos assisteut s :
O augusto enfermo nada tem da anormal uoa
apparelbos circulatorios ; a presenta alguma coa-
gesto na lobo dir.-ito do figado e uo bayo, havendo
splenagia s-nsitel. No apparelhogastro-intestinal
notei 1 atado saburra! da 1 nigua, preguict intesti-
nal e anorxia. As funecoes do, svstema nervoso
exercem-se normalmente. Ha algum, dopaupara-
mento de forcas e sub-ictericia. Da histeria qqe
me foi feita dos antecedentes mrbidos de sua ma-
rifflH


1
WM
Diario de P^rnamhwMiftiMinugo 8 de Maio de IHH1
.





gestade e do resultado do bu ae, penao que esta, como par qoe aenao sappouha oue, nutro
preteucao de guiar a asamblea provrli
611b acffns de amo eutoxcaclo paluJesaeoua acoes
lo* feb.:is irregulares, dan lo em resaltado as leao.-a
encontradas ua vise, r s do veotre.
m Coma continuacio d i>s teraputicos
que estilo arndo empegados ; com a reaaoea o de
ua mag*atade para a Tijoca, como me foi propos-
to beia couu uvdian'e urna mediacao directa
mente dirigida contra as desordena do aaparelho
hcjiato-ilia; de esperar que o Ilustro enfermo
cjnsig* rotabolecer-ae completamente. L uvo-
me abjolutatn uie oo diagnostico, proguostio e
tratomento anteriormente eatabelecidos.
Palacio de S. Ch iatovao, 28 de Abril de 1887,
3 7 horas da uoit.'. (asignad*)) Torres Ho
mem.
Co3tn que por estes doua dias sua magesUae se
transportar para o alto de T.juca, onde Cuides-
a de Itamaiy poz i su* diaposicao o palccete que
alli teuv
Passemoj a outroi assumptoa para os quaes
alias, i me ebegatn o tempo e o espac> detta.
O Sr. CezaroAivin, era artigo publicado nos
iornaes des'.a cipital matem a sua cadidatura,
appellando da deliberadlo dos senadores mineiros
pan o .. L'tjraJo.da provincia.
O 8r. .Uatta Machado, em estylo pesado, um
tauto desen-. x >, fastidioso, Vftio tainbem a impresa
justificar a sua recusa a chapa dos cinco sena-
dores.
Do expoata e que se oncluc que, nao por
amor ao Sr. Cizario Alvim. mas em olio ao Sr.
Fclico dos Santos que Ifco despertou a eleicio e o
dorrotou quaudo elle fazia p*rte do goveruo no
gabinete Dantas, que elle nao aceita, e reeom-
iniuJa aos sms eleitorea do 12 disfricto que nao
eeitam tal chapa, e eim a do directorio de Ouro
reto.
Si em Muas tsto as e-usas assim 3Qi tanto
baralbado, mesmo porque de diverso* pontos da
provincia tem chafado adheso.s a candidatur i do
Sr. Alvin, em 8. Paulo, por coinpensaco, vai-se
operando a harmouia dos Iibaraes, segundo dzejo
oa joruaes, aponto que o Sr. G-avio Pelxoto concor-
dou em fazer parte da directora com o Sr. More-
ra de Barros, tea lo tic ido asseutxloquo o partido,
ua questao servil, ge informara com o que fosse
reaolvido pslo directorio da orto.
A?ora ao n gocio que me diz respeito,
NaAsscmbli Provincial d-.-ss provincia, ni
sesfa de 25 do passado, tratodo-ae do novo
contracto pira a illuiEna?ao gaz teve por cou-
veutente o r. D:. Pit-iuga atirar a tela do d'bale
o nome correspondeute do Diario de Pernambuco.
311o o fez com m iutenyao, cu o reconbeco ;
mas nem por iss.. fica justificado o seu proced -
diinento.
Qncia que sujo a errespondent-', desde que ello
e obliga a, anony-nato, nao pira melnor cffender
ou injuriar a alguem, ueui para prestar se a res-
ponsibilidude que possi advir-lho pelo que esere-
ve, mas p?r raotivo3 outros de que e elle 4 o j
juz, c;nguem tem o diroto de devassarosse abri- '
ge a q1! i ree.Iliam aquolles que por acanhamento.
temiiez ou mesuo m .d:stia subrr.h m a -s o'.tios
do pub ico os leus n:mes no que egcrevem,
O esvript r estas cartas nao taris duvida em
firmal as, selbe alo assastem o reooio de qu o seu
ame pr.j lucira o seu trabilbo j p.r domis
estropeados p-ljg compositores.
Isto dito, pisso adiante, deixando lavrado o meu
protesto, para q'ie nao fique como regra o qu: de-
ve ser vedado, ao meaos pjr melindre.
S que, n i chroniea
aqu se da
uj) dessa importante uaasilo, a que ella, com
razio tem applieado aeus cailados.
Talves mesmo en deixa taes explieacSes para
depiis da voUcSo do projncto e de suas emendas
cm 3* discussao.
PERNAMBUCO
Assembli Provincial
A com'n'ssJo de rdaselo a que foi presente o
substitutiri a. 2 do projecto a. 34 de 1886, appro-
vado cora diversas emendas de parecer qus seja
o mosiai rndigido da s guinte forma :
A Assemblt Lgislativi Pro7ncial de Per-
nambuco reaolve :
Art. 1. Fica o presidente da provincia aatori-
sado a coatractar a illuminac i) publica da cidadn
do Reeife e seus suburbios, observando o segua-
te :
1.a Dentro de seis mezes a contar da data
dfsta lei, far-se-ha a avaliac) de indemuisaco
das obras la actual empreza do gaz, n is termos
da clausula 13 do contracto de 26 de Abril de
1856, aoiseando o presidente da provincia para
as- riin pessois qua estejam as condicoes de eo-
nhi.'ccr nio s o pr'jo do material e npregado, co-
mo tambem da m> de obra de trabalhos simi-
lares.
A avaliaclo sera deta hada c especificada para
que so possa conhecer qualquer di-ninuic) de
valor entro a poca da avaliacao e a da entrega,
attendendo se deterioraclo do material e obraa
durante o prazo do contracto.
2." Fiada a avaliacao do que trata o aute-
cedeute, miadara abrir concirreneia por eapuco
de seis mesea nnnuu.-iad i por editaea nesta cida-
d", na corte do imperio, Nova York e priacipaes
cpitass da Europ ficando o presidente da pn-
viucin autorisado a abrir o crdito necesaario para
socerrer as r spectivaa de>p zas, polendo proro-
gar o prazo se fr necesaario.
3. Nenhuina proposta aera r eebida aem que
o proponente cora ella aprsente documento de
haverfeitoni Theaouro Provincial deposito da
quantia de 25:00'> em dinheiro ou apolices da
divida publica para garantir a aceiUcao do con-
tracto, uu caso de ser preferida a sua propos'a.
4." O deposito a que se refere o anteceden-
te nao ser retirado pelo contractaute se nao fin-
do o contracto e servir de caucao para os paga-
mentos de multa e fiel cumpriraento das clausulas,
que forem estipuladas no mesmo.
5. O coitracto s podirser fcito com quem
melhores vantagens offerecer ua concurrenjia.
6 o A nlo aer oo caso do antecedente a
actual empreza nao ter pref jreuei i a qualquer
outro proponente
7. O novo contraetante aera origado a in-
i JeinnJsicaoa que a provincia enjeita por forca
I da e'tmtala 13 do contracto em vigor, devendo a
rl-'innisaca ter lugar de a ce ordo com a clausu
I; 13 do contracto actual ; fieando o material e
obras da empreza bypHhcados provincia at
l'.i estoja realisada a iademnaaclo ou, p:lo me-
nos, depiaitsda a reapectiva importancia.
8 O prazi d> contracto nao poder exceder
a trinta aonoa.
9." U prego da iilumiaaca )uer pub :ca, qner
particular, nao poiera exceder de 260 rs. o metro
mo, a annuidade reap-ietiva ao tempo qua deoorre
desde a data do contracto at a fim do semestre
em que o mesmo contracto se fier, compense sow
mutuarios os juros de 7 ao auno, desse mesmo
tempo a decorrer, urna vea qne pelos arts. 24 e 45
4a dos estatutos do Bjuj i. ns^mprestimoa a lon-
gos prasoa alo feitos em letras hypjtbecanas ao
par e rataa s veueem jaros a partir do semestre
seguinte quolle em qu: se tiver feito a emis-
elo.
g 2.* Scmpre qoe facultar para os emprestimos
a long>s prazos o tempo de 10 a 30 aunas, mni-
mo e maxim i fioidoa pela lei n. 1,237 de 24 de Se-
rembro de 1861, decreto o. 3,471 de 3 do Junho de
1865 e peloa estatutos do mesmo Banco, art 25.
Art. 6. Ficam revogadas as dispoicoes con
trario.
Sala das commiasd s, 4 de Maie de 1887.Bar-
ros Barreto Jnior.Gaspar de Druinmond.
HtviSTA DIARIA
na cnroniou ds acoutecimontos quo cubico de gaz, fazendo-se urna redcelo de inaia
e possam lateressar ao leitor de pro- ; da 30 0, 0J ea^b.L.cimPntos de oaiidade e
ru>C!n, idtciraA0(e deseabido establecer urna 1 beneficencia e repartic-ia pub-.ca..
que pode paree-r c ntroversia piaaoal,: g 1Q Q 3y,t^ ^,,,0. se fr raais
discujsao
sobre un negocu que escapa a inisslo de qua es-
tou enoarregado.
Mas C'ino tracta-se de materia importante em
qie su cao incidentes a que nlo posso ser indiffe-
rente, s'j 1 in; permittilo, ji que, talves hiesaai
deradam nte, avcn'urei me a tractar dessa ques
to, dar ulgmu eaclarecimentos sobre uui tpico
do diieurao do Sr. Dr. P.tanga, que merece urna
rectineaco.
Justifican lo ) intento cm qu? formulara o pro-
jecto n. 31 e o substitutivo uuj depots apieseutou,
obseivou o Sr. P.tau^i : ..... mal nao conten-
te com isto, pr.curei ainparar-iac com a opiuiio
de um iliustre ex-depntado gura! o provincial, que
liiv. 1 concorrido com saaa luz'3 para a confecelo
do contracto que boje rege a materia. Dirig-me
por carta, ere., etc., (aqui foi citado o nome do
correspndeare) redrojo que m auxiliasse eom
6Uis lazas, que dieoseo o que entenda respeito
da materia, qu: emittiase sua opiniio com fran-
queza, liil; nao se fez demorar, 1 epond u in oon-
tinen'.i, que seudo a materia complexa nao pdia
ser discutida por carta, mas que tomara o encir
ico, t:; tor ma:s couve-
nieots, hdoptadopira a medicio do gaz.
li A luz ser clara, unlianre e isempta de
. subataocias estraahaa que poasam p.ejudictr a
; iiluiniuacXo e a hygiene publica.
l A iuteusidade mnima la luz ser equi-
valente de 10 velai de esp.'rtnaceto uas que
que queimam 7 grammas e 80 centigrammaa por
hora, correspondentes a 12 1 grlos ingleses.
13. Aa horas da llu.nioacao publica serio fi
xadas p"lo presidente da provincia no principio
de cada use, nao podendo ser em numero menor
de seis un. maior de d z ; deveuio jeste caso ba-
V:i- una redcelo no preco do gas corresuonJente
ao accrescimo de horas.
14. contractaute ser obrigado a ter na
provincia um representante com plenos e illim
tados poderes para tratar e definitivamente resol-
ver as quesTos que se snsctturem, quer eom o
goveruo, quer com os particulares, fijando sujei-
t.-s todos os aeus actoa a leis e rogulamntoa e a
juris jiccao dos tribunaea jaliciarioa ou adminis-
trativos do paiz.
15. O contraetante ser obrigado a enllocar
go de dirigir em sua misuva id.a que podeaaeinj e ,..JUruir a 8Ua cujU uin cu maia gazametros,
aproveitar a m .ten ., e creio que por esta razao 6e h)uver Ilete3dade n08 ,Ke9 que 0 presi-
tomoa a deho.-raelo de dir.g.r-se eia_rate misil- deBta a< pruviucia designar e a introlut.r todos
vas de 8 e 1 de Marco ao Diario de Pernambuco,
eaiittiuita sua pimo e eb: rvaudo os pontos que
julgava i 1 dispensa,veis ao projeco apresentado.
Peoi-llie miis que me f .-mocease o contracto
efectuado no Rio d: Jauero, para que de suaa
bases poiesse eu tirar na vantag:ii: n-eessarias
para eatab'-locer hs con Jieoea, etc..... Su.a Jxc.
C) respondeu p la casta que poseas e nlo duyido
apreseu'.ar assem'ila que, sendo o c ntracto
enorms, era dif-i! tirar urna copia, m.is 1 > uis
mesmas missivas feririios pontos qn:jj'gse
convenientes.
Do que ah fici, paree;que, s me resolv alo-
volver-me 111 queitao levntala a proposito de no-
vo contracto de iluminacl 1 u z .i desea eiiiade,
os melhorameDtoa de f ibriuo, mediclo e Ilumina
co que durante 3 prazo do contracto se forcto
dtscobrindo, umt vez adjptados na corte do im-
( peno ou em alguina eapital da Europa
1 i O pagamento c i partieuiar ser feito , tencao & oaciliarlo do cambio.
17. O conUaclante pj i- r orgauiaar co.npa
, nbia, a qnal ficar suorogada em tjdos os direi-
! toa o obrigacoes do cunlr>iCto.
18. Para as despezaa com a fiacilisaclo do
serv:;.' de i.luiniuoc.ij o eontiactauLi: Ooocorrer
anuaalmeate eom a qaaot a il: 3:0005 qu: serlo
reeolbidos ;.o Theaeuro Provincial.
19. O presidente da provincia eatabelecr
foiForter-me a isso provocado o Sr. Dr. Pitauga,' a3 mu|.a3 mai3 wm(|joj,fr1l0 lntui;0 de garaut.r
e fambe.n qu p>r duas vezes dirigi si lia mU ^ eMeaeltfda eesrtrMto quar com rebeao a
: i'lumiuacao publica, quer com a particular.
" revogadas as diaposi^oas cm
tafi.
era urna, nem outra cousa.
Publicada 110 Diario de i! de D:zembro a
primeara carta em que tract i da materia, cacre-
vcu-me n.quell 1 mesma data o ~'r. Dr. Pitanga,
comejaudo por estas palavras, qu; peco permisslo
para trau3crever :
Muito me agradou o iuteresse qu: moa pelo
projecto de illuminaclo gaz que de ve substituir
o que actualmente 'xiate.
Beferialo a marcha que o projecto havia segui-
do, e manifestando os desrjoa quetiuhi d:chegar
ae a urna so".uijlo conveoieute, accreaceatava o Sr.
Dr. Pitanga :
Em um psqueuo discurso que fiz respeito,
fizseutr que era incompleto (o projecto), e remou-
tei-me aoa trabalbis bavidos na cortepir occaso
de projecto igual, o pe limos audiencia di eage-
nheiro das obras pu'olic: s aira que-isso tenha lu-
gar regularmente, e portanto nlo podamos pensar
que o pr.'ject) pasaasse como estav, e ao contra-
rio tinhamos em mi-ate combinar sobre a duracio,
que a nlo poder serde lOhorseomo conviuha pelo
augmeutrrde despezaa, deve ao mea s ser do mes-
mo prazo no invern, quando a cidade fica noa
tempos de la sera claridade, o que j um beoe-
ficio. >
Esse trecho da carta refere-as ao que ea havia
dito respeito das bis s contidasno sabatitutvo
dos Srs Pitanga e Jacobina; isto : que o easu
substitutivo fo se appi'Ovada tal qual fra pre-
sntalo, muito embir.-icila se acharia a admi-
nistradlo para realisar o contracto.
Depoia de mauif.'star o desojo de ont-r copia de
contra t> da e.t-! para dsle tirar o que fosse
applicavel noaaa provincia, onelao o Sr. Dr
Pitanga: __^
Contando cm a aua boa voctale, espero qu"
noa dar sua opinilo respeito, peiiudo pfjHsis-
alo para moJifical-a no que fr razosvel e ds iu-
teresse para esta provincia.
A'na des'sa carta, datida Je 21 de D sembr,
como fica dito, ncnhuiBa entra rt-cebi. Nlo me re
crio beta dos termas da nrnha~ resputa, dada se-
gando a inspiradlo do momento, ao correr da pen-
na, quand) achava-m: atarefado de outroa traba-
lhos. Cre 1, porm, ni > ter promettido tractar da
materia as mis*toas;parece me que a que eu dis
se foique, seud 1 naquella occasilo precario o
meu eatado de aale, uio poiia eu por isao f.izer
um catudo dem rado Ja aaeatlo. Era poatvel,
eutretanto, que ai ella h.-asse adiada pira ser
tractada na sessSo ordinaria de Marto, eu anda
tractasse do aaaumpte.
Nio afE-:nei se dara nvnba opiuiio em miss:
vas, ou directameate em cavia ao Sr. 1. Pitanga,
crin 1 teria feito se nlo tivr-sse de condemnar o
aeu trabalh > nos term der. todava, desm reeel-o; e isto t^ou patente
p la saafaco que Ihe dei e ao Sr. Dr. Jacobina
ao presentar outras bases para o cootract 1.
Ua u'essa discurso do Sr. Dr. Pitanga referen-
ao 8ervico da actu.J illaminacl", qu: aovol
vom indirectamenre censuras ao pasando, que re-
cia mam de miuha parte explic&ces, que adiare
para outra ocoaailo, tanto pira nao alongar mais
(') E' de pura bondade e favor este trataioen-
to, que alias nao poaso aceitar, mus ugrai>co.
Nlp teaho, i.em nunca tive exceHeneia ; e, c na
clasae a que psrtcnco nlo permittfdo eceber ou
da tratamento quo nio devido por lei. Sensoria,
acaitarei.
Art. 2. Ficain
contraru/.
Sala das comin;s:0.-3 2 de
ros Barreto Junio/. (i. do
Maio de 1887. Bar
Druuimoud.
A commisaao de reJaccao de parecer que o
pr j cto u. 21 deste anno seja com as rospsctivas
emendas redigido do inado aeguiate :
A Assembla L 'gisiativa Provincial de Pec-
^nlmbueo, resol ve :
Art. nico. Fica abcrt ao 81 do art. 1 da
le u. 1860 de 1883 o aredfa de 71:276^678 para
occorrer uos pagamentos Jes dividas de exerciciua
nudos conbtanr.es do quairo t'orn cijo no anno
pasaado pelo Theaeuro Provincial, e maia o que ae
estiver a dever a fenrique Dias de Parias, do
tempo em que fo: empre/ado na Casa de Deten-
elu ; a professora de instruc^io primaria do aexo
femenino na villa de C*brob, o que ae estiver a
duver de tena veocimentoa no mez de Fever. iro ;
e a Gaspa- Antonio doi Rea o que ae estiver a
dever de f .-rnecimeato pira expediente e luz na
escola publica de Alliauca.
Revoga:-3o aa dispjtn^oes em contrario.
Sila das eominiasoes 4 do Miio di 1887.Bar-
roa B'rreto Jnior.Gaspar de DrummonJ.
A commissao deredaccio de parecer que a
emenda u. 1, apresentida ao .projecto n. 24 de
1487, e que foi approvada, seja redimida do se-
guinte modo:
A Asa mbl-a Legislativa Provincial de Per-
nambuco reavive:
Art. nico. Fe 1 o presidente d* provincia au-
toriaado a expedir re_-jamento para a cobran'; t
do imposto de gyro, deveudo a taxa filada na le
do oreaiueno ser calculada proporcional neute, a
razio pela qaal.as differeutee mercaderas pagam
oa direitoa de importaui >.
R-ivogalas as iisposicoes em contrario
ala das com uissoes, 4 de Maio de 1887.Bar
rje Barreto Jnior.Gaspar de Drustinoid.
A com nisaio de redaccao de parecer qoe o
prdj cto n. 3 deste anno fiqi|) om as emeudao
respectivas redigidas do seguate modo:
A Assembla L^islativa Provincial doPeraam-
buco reavive:
Art 1 O B .neo de Crdito Real de Pernam-
buco fica aento do pagam mto Je qualquer impos-
to provincial ou municipal.
Art.-2 o As heraoQis, legados e doaces quan-
do consistentes, no todo ou tai paite, em letraa
bypothccarias do Banco, fieam quanto a estes va-
lores se-atas d resp etivo imposto.
Art. 3.* As letraa bypotbecariaa do Banco s?rio
aeaitaa com garantas de fi ancas, prestadas nos
contractas com a proviucia, eendo obrigado o con-
traetante a reforear pr porcionalinaute ditas flan-
eas se p r ventura as letras eoffrerem diminuica .
do valor porque foram recebiJs.
Art. 4. Os ftvores da prraeate lei alo serio
considerados um privilegio, na j prej odicarlo oa
que f.ram garantidos pela loi n. 1,789 e respecti
vas instrueces do 27 de utubro de 1883, e du-
rarlo lmente pelo espaco da 10 annos, podendo,
comtudo. a assemoia prrogar dito prazo, se M-
aim entender conveniente.
Art. 5- O Banco gosar deatea favorea :
l.o Scmpre que eaa virtude do art. 29 g nico
dos sena ratatutos, recebendo do mutuario oa de-
duzinao do capital mutuado, no acto do epresti-
AsjaesnDIa ProvincialNio hou*-e hon-
tem aeeoio p^r terem comparecido apenaa 12 Sra.
deputadoa.
A reuuiio fui presidida pelo Exm. e Revin. Sr.
vigaro Auguato Frankn Morera da Silva.
O Jr 1. aeeretario procede i leitura do seguiu-
te expediente :
Wm effioo do secretario do goveroo, devolveado
informada a petclo de Joio Alfonso de Albn-
querque. \ quem fez a reijuisiclo.
utro do mesmo, dem, idam a Sociedade Uaiao
Cummtreial Benefeente dos Merciciros.A quem
fez a requisicio.
utro do mesmo, remetiendo um officio do in-
spector do Thesouro Provincial com urna demns-
trelo da insuficiencia do crdito vota lo no 37
do art. I. da lei n. 1,860 em prorogacao, afim de
que se delibere sobre a eoucessio do augmento
que se faz preciso na importancia de 8:917*M7.
A' commissao de ercamento provincial.
Outre do mesmo, de rol vendo um exemplar da
resoluclo aauceioaada aob n. 1,887.A archivar.
Outro do mt-smo, devolveudo informadas aa
petices de Joio Gomes Jardim, Jos Joaqaim
Al vea C. 8 D. abbade do Moateiro de S. Bento.
A quem fez a requisicio.
Outro do raeamo, tranamittindo o balanco e
mais documentos da receita e despera do ejerci-
cio de 1885 a 1886 da Cmara Municipal de Pe-
trolina.A' commissao do ore amento municipal.
Urna peticao de Cuntid; H'rmeto Linf, ser-
ventuario vitalicio de um dos oficios de justica de
tabeiliio e eacrivio do termo do Cabo, requerendo
quo os ofiieos de justica d'alli continuem a ser :
o de 1." tabeliiio, escrivao privativo da provedo-
na, residuos e tudo o maia por distribnica) ; o 2
tabelliao, eecrio privativo de orphios e ausen-
tes e tudo o mais tambera por diatribuicio. A'
commissao de justica civil e criminal.
AchanJj-sQ sobre a mesa foram a imprimir
quatro |.ar cer-a da commissao de redaccio sobre
ua projectoa us 3, e 24 deate anuo, emenda n. 1 a
este ultimo projecto e piojecto n. 31 de 1S86.
Em aeguida disaolveu-ae a leuniao.
Tribunal do jury do Recita -II ntcm
foi julgado neste tribunal o reo Alfio^o Bezerra de
Vlenezes, que u > dia 2 de Maio do auno passado
tez diversos fenaieutua eia Manoel Muniz do Ama-
ral
Teve como compauhero Job* Antonio do Oli-
ve i a.
Veio acomp.libado do seu defensor o Sr. Dr. Al-
tino.
O jury de aentenca c'ompoz-ae dos rs. ju'zes
de f icio aeguintos :
Dr. Alberto de Oiiveira C elho.
Teoeute Maooel Jos de Sant'Anna71.raujo.
ydrouo Silvano Nunes Sette.
Antonio Fernandes da Silveira Ctrvalh).
Sebaatlo Joa Gomes Penna.
Amaro Alfonso d< Amorim.
Theod'.miru C. Ociarte Ribeiro.
Cpitio Ernesto Ai ves Pacheco.
Francisco Urcicino de C. Paes Barreto.
Joo Lu z de Franca Caldas
Caetano Pereir-i de Bro.
J*, Mara Ferreira Franca.
Suji'ito o reo ao interrogatorio respouleu eha-
raar-se Alfredo Bezerra de Menezes, naturei des
ta prcvmcia do 20 annos de idade, casado, mora-
dor na ra da Penha, onde reside- ha um nnno,
cigmrreiio, analpbeto, qua sabia porquese aaskMTa
preai, que nioconhece as testemuuhas ijao d iu-
zeram no procesa 1, nada tendo a allegar dutra
ellas e que em aua defeza declara na 1 ser o autor
dos feriineutoa de que aecueado.
A promotoria suataatou o Mbello e com 1 nao
foaae no libello articulada circunstancia alguma
aggravaate pedia a coudemuaQao do reo as oe-
nus do medio do artig) 201.
A defeza negou a autora do fact >, oper acci-
dens demonatrou tambera a nao exiatencia dant-
os,
aahir ferido com urna brecha no sobPolho direito
o ultimo deetei^ eendo Maroelins, o ofensor, per-
seguido pal* clamor pubMeo e pe'o offendido, a
quem alie ainda procurava eapaaear, foi afial
preso na roa da Marcilio Diaa.
A autori lade competente tomou eonhecimento
do fasta.
Kwmolas Do 8r. Joa Antonio Morera re-
eebenoa bontem a quantia de 150 para distribuir
por cinco navas pobres.
Demos o seguate destiai referida quantia :
D. Florinda Mara, moradora cm Pao
Amarello
O. Alejandrina Mara da Concoiclo, ra
das Trineheiras n 48
D. Januaria da Cmara Vaseoacello
ra da Assumpcio n. 61
D. oaquina Donilha da Silva Colho,
ra de Santa Cecilia n. 7
D. Miquelina 8. de Albuquerque Vidal,
ra do Nogueira n. 12 3*000
tiltil Jlvatan 'ji, i/r ,ri t q ,.l2.
si de Soares Quiatas & C. fomoa obaequiadoa
con um exemplar da grande edicio popular das
viagena niaravilhoeaa do Jalio Verme.
O exemplar agora publicado tem por titulo-Oa
Nufragos do Ar, prmeira parte da Ilha Myste
riosa.
Agradecemos.
RomanceRecebemos tres fascculos do ro-
mance que est aeu io publicado sob o titulo
Naufragio do Bahaexposto venda as Livra-
ras Franoeza e Parisiense.
Agradecido.
Oneraees clrssrfticatiForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 7 do corrate, as
seguintes:
Pela Dr. Berardo:
Extracclo de catarata senil dura pelo processo
de Grofe, a relam per fenco.
Pelo Dr. Pontual :
Urethrotomia interma pelo proeesao de Miisou-
neuve indicada por eatreitamento da urethra.
BeanlocM *:*^lae Ua ihojo a aeguin-
tes :
Do I iati'u'0 Litteraro Olindense, a 10 hora a
da manbi, seaslo do cona.lho.
Da irmaudade do Espirito Santo do Reeife, a
11 horas, do conselhi fiscal.
Daconfraria de Santa Rita de Cassia, s 9 ho-
ras, para eleicio do cotiselho administrativo.
D* confraria de S. Jos d'Agonia, s 10 horas,
para eleicio.
Matricula de estera vos. Eia o reaulta-
do, agora correcto, da matricula de escravoa do
municipio de Ipojuca.
Deade o dia 30 de Marco"de 1886 at 30 de Mar-
co de 1887, foram matriculados J,651 escravoa,
aaber :
Sexos :
Masculino 873
Peraiuino 778
Faustm- Gongolea, Maria do Obrmo, Heorique e
Alfredo Pinentel e Alel lo Osear Pinto.
iHreeisna daa ohras le conserva
cao don porloaBeletim metaoreJogico de
da 6 d- Maio de 1887 ;

temperatura mxima30,U.
Dita mnima23,25.
Evaporadlo em 24 horaa ao aol: 4,>2 : aom
bra:'3,-0. -
Chava1,0.
Direecio do veuto : SE demea noiteat 4 horas
e 19 minutos da manhi ; SSE, com interrupeo de
1 hora e 19 minutos SE, at 11 horas e 8 minutos
da manhi; SSfc.e SS seguidamente at 10 horaa e
23 minutos da tarde ; dE at maia n >ite.
Veloeidade media do vento : 2%71 por aeguud 1.
Nebuloaidade meda: 0.71.
Boletim
1.651
714
433
327
102
75
Sotnma 1.651
Valorea Gxidos, acompaubando as srica da ta-
bella :
Summa
I Jadea:
Menores de 30 annos
Maiorea de 30 a 40 anaoa
* de 40 a 50
de 50 a 55 >
de 55 a 60
granis.
e>io sendo o ;e 1 coustitui.ite o autor dos feri-
tnentos pedio a sua absolvilo.
Foi o reo absolvido por unaairaidade de vo-
tos.
Entram smanha em julgamcnto os ria Libanio
Jos d^i Sant'Aana e Canudo Jos da Silva, pro-
nunciados no artig) 20 'do cdigo criminal.
Morrea a fiordo No paquete nacional
I'ard tomou p iseagcm Ua corte com destino ao
Piauhy o desembargador aposentado Dr. Candido
Gd Casleilo-Brouco, traienao coraaigo urna filha
e urna aobrinha.
C oegando Ba'oia Jcsembarcou e depois de
pereoirer aluus lugares dessa cilade recolheu-ae
i birdo aem sentir o mais ligeJro incommodo.
Una h ira antes da partida do paquete, acha-
va te sentado no conva, quanJo de repente aee-
u,u fi:ha que so apprcxinasse e cata aeu'lindo
ao cha nado, eu.-iiitrou o pii j cadver.
O vapor dem jou-se maia duas horas para ter
lugar o desembarque do finarlo.
Tmha 65 annos de idade era natural da pro-
vincia do Piauhy e f3ra um dos depurados as-
sembla geral ua cmara u tima ne ite diasolvida.
Encontrado morroNo termo de 3. Ben-
to e na estrada que segu para Canhotinho foi
encontrado mirto no dia 25 do passado e con
seis facadas o escravisalo Antonio, perteucentc
uo capillo Victorino, resideute no rae amo 4 rm >.
O delegado tomou conheeraento do tacto, pro-
eedeu competente viatori* e abri inqnerito.
K<*cnpou de morrer No lugar Ajua
Fra do districto de Beberibe, ante-honiem,
pelas 7 horas da noite, Flix Ferreira da Siiva,
escrivio da subdelegada, ao aahir do casa foi
traicoeiramente iig;redido por doua individuos
com o tira de aasasainal-o.
Houve Iota, resultando fiear gravemente ferida
a victima, e fugndoos cnuiinoaoa.
O aubdelegado abri o inquerito.
Conferencia aboliclonlata -Hjo a 5
horas da tarde haver em Oljnda a segunda eoa-
f ;enci ab jliciouiat ocoupando a tribuna o aca-
dmico Nilo Pecauha.
Africano lis re -E eato o titulo de um
mimoso trabalhodo Dr. Elpidio de Meaquita, acer-
ca dos afrL-iiti s importados depoia de 1831.
A brochuia, que contera um trabaiho de 32
paginas, uitidamente i npreaaa na typographia
dos Dous M'ii I-h, da Baha.
Agradecemos o exemplar.
Menores de 30 anuos 567:20 l00C
Maiorea de 30 a 40 auuos 304:300SJ0
> de 40 a 50 * 114:950*000
de 50 a 55 0 36:100* 'DO
de 55 a 60 o-.n : i 13:300^000
1,035:850UOO
Estados :
Solteiroa 1.569
Caaado8 66
Viuvoa 16
Soaim 1 1.651
Profiasocs:'
Agricultor, s 1.581
Artistas 70
orara 1 1.661
Domicilios :
Jrbauo 22
Kural 1 1.629

Total
1.651
Observacao.Pertencam os 1.6'A eacravisadoa a
330 senhores
Matriculados em 1872 e 1873:
Masculino 1.849
Feminino 1.5i9
Somma
Para maia da niva matricula
Masculino
Femiuine
Total
3.398
976
771
1.747
Trc conferencianDa corte remetten-
nos o Sr. Dr. .yro de Azevido um filheto de 64
pagina, de pequeo formato, conteudo ;x'raetos
de conferencias por elle fetoa em Campi ias e S.
Pauloe precedidos de uuri introdcelo" acerca da
repblica ero 8. Paulo.
Agradecemos.
Eacola de mina* ileOur HreioEra
outra scelo damos publicidade a um edital desta
Escola, annuuciando, achar se aborta a inacripcao
da matricula do 1 auno do curso geral e aa con-
digdes de admiasio.
Brevemente daremos noticia circumatauciada
deatu Esc ila.:
A ArenaCom este titulo appateceu em Be
lm do Para um peridico sceutiiieo, litteraro e
rtiftico, que publica-sa.aos domingoa.
Sio seus redactores Paulino de Brito, Heliodoro
de Bato e Marques de Carvalho.
E' beu esenpto a avaliarosos pelos doua pri-
meiros nmeros com qu fimos obsequiaos.
Agrad 'cemos.
A KtlacoRecebemos o n. 8 deate jornal
de modas parisienses e tras lindas gravaras de
odas e delicados trabalhis de aeubora.
Agradecemos.
tinarda cvica T>-ixou ante-hont- m o
exeretcio do cargo de commauiaute geral intetiuo
da guarda eivica o Sr alferes Luis Jojs Autunes,
por ter reassumido o exercicio o Si. capillo Ca-
Ir.l.
CaceladaHputem, as 2 horas da tarde e
no pateo do Mercado de S. Jos, achavam se os
individuos Joai Marcelino em companhia de um
outo e Flix Jos dos 8antos, 03 quaes, travando-
se de rases, passaram s cadetadas, resultando
Eataliatlica Horiuarla No Cemiterio
Publico do Santo Amaro foram sepultados em
Abril :
De 1887 303 eorpos
De 1886 267
Da 1885 302
De 1884 281
De 1883 262
A media diaria dos sopultamentos em Abiil lindo
foi de 10,80 eorpos.
telUe- Ettectuar-se-hao:
Amaohi :
Pelo ayente Martins, s 11 horaa, n ra da
Uaiio n. 8, de movis antigoa e midernos.
Pelo agente Modesto Baptsta, s 10 1|2 horas na
ra 1 de Marco n. 2, do espolio do finado Maaoel
de Maura Esteves.
Pelo ageate Pestaa, s 11 horas, na ra do
Vigario Tenorio n. 12, de duas meias-Hguas.
Peio agente Britto, s 10 1/ horaa, aa ra Larga
do Rosario n. 33, de movis e utencilks do hotel
Cinco Naco s.
Visoas fnuehren.Serio celebradas:
Amanh :
A's8 horas, na matriz da Boa-Vista, pela alma
de D. Maria da Penha de Siqueira Cavalcante ;
a 7 1/2 horaa, na matriz da Boa-Vista, pela
alra.de Antonio de Hollatida C'tvalcante ; a
7 horaa na igreja di Madre de De'H, por alma
de D. Alexauirina Amelia "Neivas ; s 7 1|2
horas na Ordem 3.* do Carino pela alma de Joio
Mana dos SantosAimeida; s 7 I2 horas na gre
ja do Espirito Santo pela alma de Jos'Ferreira
da Cuuha Sobrinho : s 7 1(2 horaa na igreja da
Gloria, pela alma de D. Eulalia A. de Miranda.
Terca-feira :
A'a 8 horas na matriz da B a-Vista, pela alma
de Joo Dowaley Jnior; 9 7 horas na igreja
do E-pinto Santo, pela alma de D. Carolina Theurd
Lope L- moa j s 8 horas na Casa do3 Expoatos,
pela alma de Elias Baptista da Silva; s 7 if
horas na matriz de Santo Antonio por alma de D.
Jaro.na Thcreza Lopes Leinoa.
Pa9*aKCirott=Chegad?a doa porto3 do eul
ni vapor nacional Pard :
Luduvico Francisco, Jeronymo Francisco, Mar-
colino Rodrigues da Costa Jnior, Efrain de Bar-
ros Barreto, Gabriel Pinto Ribeiro, Dr. Francisco
Correia Lima Sobrinho. A lehno Osear Pinto, ca-
dete Ladiilo 1. Peixote, dito Scbaatiio Cavalcante
Pedro J. N. Pereira da Cuaba, Dr. A. de Oiivei-
ra Cerdoso Guimaries, sua seuhora e 2 filhos, J.
M irques Ferreira, D. Amelia C. C. Gnimari^s,
O. Amelia II. Riani, D.^Livia S. Eran, D. Leo-
nidia E. Erani, Jlo Jote Erani, Emygdo Fran-
cisco Eran, Auna, Marcelino, Francisco Antonio,
Jos o Manoel (criados), Jlo Gomes de Araujo e
sua senhora, Manoel Freifas, padre Paulo Bento
Rodrigues, Jos Gama Vieiri Mello, Eduardj da
Silveira, Joseph II .thiti. Antonio Al ves de Fre-
tas, Maria Felicia Josepha, P. Barreto, Franeiseo
Mendes da Fonaeea, Alfredo Marques, Santos
Falcao, D. Bellarmina Mara de Mello. D. Anna
Mara de Mello, Luiz Laveoere Wanderley, coro-
nel Antonio Pereira, Fausto de Barros, Teixeira
Bistos, Alvaro Machado, 21 pt>30l8 da ernipa-
nbia dramticaSoare3 de Mcdciros, Pedro Au-f
rellano dos Santos, Aitonio Maria de Mello, Tho-
matia da Coata, Manoel Jooquim Goncilvea, Ca-
millo M. do Rosario, Robert Wilson, Flix Ma-
rianuo Waasalos, Dr. Jae P. de Brito Araujo e
Mantel Antonio da Silva.
Sahidos para o sul 113 vapif fraucez Ville
de Macei:
Auguso Saam e Mareolino Poppe.
Sabidos para o sul no vapor americano Fi-
nalice :
Engenheiro Dr. Jalo Cari ? Gutiere, sua se-
nhora, 4 filho e 2 eriad'f, Ab rt C. Bnttan.des
embargador Henrique rVreirajdeJLueena, Arnobio
Marques, De. Alfredo Correia de Oiiveira, sua se-
nhora, 1 filho e 2 criados, Dr. Joio Baptista Cor-
reia da Oiiveira, Joa Joaquim M .reirar e 2 filaos,
Casa de Ie3co--Movimento dos pie
sos da Casa de Detenco do Reeife no dia 6 do
corrente :
Eristiam455; entraran) 3; aahram 18.Exis
tem 410.
A saber :
Nacionaea372 ; raulheresUO ; estraDgeiroa 15 ;
e8eravos sentenciados 6 ; idem proceaados 2 ;
dem de correlo 35.Toial 440.
Arrav'oadoa 382.
Bous 355 ; doentea 27.Totai 382
Movimeato da eufer.oaria.
Teve alta :
Bellarmno Joa das Santos.
dolera da corteA 204 io-erii. da cor-
te, pelo novo plano, cajo premio grande do____
30:0000,000 aera extrahida no dia .. de Mar-
eo.
08 bilhetes acham-ae venda ua prac da In-
dependencia na. 37 o 39.
Tamb-e-m acharase venda na Casi da F...--
tuna na Primeiro de Mareo n. 23, de Martins
Fiuza 4 C.
Lotera do Grao-ParaA lotera desta
provincia, pelo novo pUno, cojo premio grande
40:000^000, ser extrahida no dia 11 do cor-
rente.
Pilhctca venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria u. 40 de Joio Joaquim da Costa
Leite.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tii.i-.j roa Pritneiro de MLrco n. 23, de Martins
Piuza& C.
Lotera da proviucia do Paran
A 12 lotera des'a provincia,pelo novo plan >, cu
jo premio grande de 15:000^000, so extrahir
no dia 10 de Maio.
ii:lhtea a von la na Casa da Fortuna, run
Prmeira de Marco n. 23, de Mirtina Fiuza & C
Lotera da ParahybaEaja lotera cojo
pr.-mio grande de 20':000000 ser extrahiJa u
din 12 do corrente.
Oa billietes acham-se venda na Caga do Ouro
i rondo Bario da Victoria n- 40 de Jlo Joa-
qaim da Costa Leite.
Loleria de ilagonxA 16 parte desta
lotera, pelo novo plano, cajo premie grande 6
de 15:000J0, ser extrahida do dia .. do cor-
rente.
Oa bilhetes acham-se venda na Cas Feliz i
praea da Independencia ns. 37 e 39.
Tambera acham-se venda na Casa da Forfu
na ra Primeiro- de Maro) nd 23, de Martin-
finza 4 C.
Lotera da protinclaA 16 part3 da
2' loteria em beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Reeife. 3er extrahida segunda feira 9
do cotrente, s 2 horas da Tarde.
Os bilhet-a achira s venda ua Casa Feliz na
pr..?a da Iudepeudeucia ns. 37 e 39.
Tambera aehaai te i venda na Casa da Fortuu 1
rua Primeiro de Marco n. 23, de Martina Fiu-
sa & 0.
Cemiterio PublicoObituario do da 5
de Maio :
Carolina Theard Lipes de Senna, Frauda,
60 annos, vuvi, Santo Antonia ; careen tno do
tero.
Joio Dowales Juuior, Pernambuco, 52 ann-js,
casado, Boa-Vista ; febre typhoide.
Maria, 5 mezes, S. J-.:s ; bron.hite.
GalJiuo Muniz Cibra!, Portugal, 30 anaoa, so!-
teir S. Jos ; febre typhoide.
Jos, Pernambuco, 6 das, Boa-Vista ; ttano
doa recem-naacidos.
Manoel Rufino de Carvalho, P.rahyoa, 41 au-
no?, casado, S. Antonio ; cachexia paludosa.
eperasocs,-parto e molestias do s-nhoras e
meniaoa. Ria da Gloria n. 39.
Dr. Barato ampaio d conaultaa de
ieio-'a a 3 horas no I. andar daocs-i
a raa > Bario da Vi ton.., n. 51. Rsi-
d -11.'.a rua Sota do Setembro n. 34, en-
trada pela rua da Saudai8 r>. 25.
O Dr. Castro Jess tero o seu consul-
torio me lico, rua do Bom-J3Us n. 23,
suOrado.
Dr. Gama Lobo juediaa oaerador e uir-
teiro, residencia rua do Hoapioio n. 20.
Consultorio: run Larga .io Rosario n. 24 A.
Consultas das \ l horas da maba a. 2 da
tarde. Especialidad : moloatiae e oper,-
^oes dos orglos geiito-urinsioa do hooip :<
e da mulher
Dr. Joaqaim Lmmuro mo o p Consultorio na rua do Cabuga n. 14, 1-
and-u-, rl': 12 s 2 da t.r'.c ; residencia no
Montero.
Dr. Manoel Argollo. R-sidencia e con-
sultorio rua Duqu de CjiTas u. S, Io
andar. Consultas das 11 horas s 2 di
tarde nos dias otis. TVlephone n. 283.
( (MiMiltiirio Uoniffiaiatic
O Dr Miguel 'Dientudo, m,.di :o Lo-
mo3opitii'.o, ten o seu consultorio rua do
Barau da Victoria n. 7,, 1 andar, ond-j
d consultas diariimen-e dis 12 s 3 h?
ras. Cha nados por eeeripto a qualqu 1
hora do di ou -ta noite.
O Dr. Barros Ciuiniaraew
Po !u s?r procurado no es : iptoro dnSto
Diario da? 11 horas da manha s 5 da
tarde, todos os dias.
Pionalor publico
O l.o promotor publico, Dr
Henriqus, mudou-se da rua da
pora ., da Uniao n. 5

Freit,.s
Aurora
O Dr. Mi/et
advoefteia para
n. f,0, 1." andar.
nr;arl
tnuiou s. u es:riptorio de
rua do Dtipj.9 de C^xias
',
la 1 : .,.. { o-
ntiii do todas ..: esp _--s phar.r...
Jeut'Aa, tintas, tro is, prbcfnetoj dhimicii
i, rdfl W0 :V -
'i tr.a Olinda n :
l>ros; Hat
aria Sobrinho & Q. droguista por ata-
cado, rua Mrquez de OliucU n. 40.
Herrarla a Vaar
Serrara a vapor e ojficina de carapina
de Francisca dos Santos Maoodo, caes
de Capibaribe n. 23. N'eat^ grande cst-
belecinicnto, o primeiro da provincia nestfl
genero; compra-se e venase u;..deir.-.s
da todas as qualidadea, serra-so madeiras
de conta .dh. ia, assi.u como so prepanuu
obrsde campia por m .chinas e por pro-
Sosero competencia Pern-imbaco.
pbulaco^ a mnm)
~\:\uv:\]o (lo v >!!: BahJ.l
N'io devendo escapar aatteacao do publico
desta cidado. losar primeiro onde ecoou a no
ticia do ladientavel sinistro do vapor Bahia,
Uni quanto e em qualquer parle Ibr escripto
con o cunho do criterio, da iraparcialidade eda
justica, em relacao ao mesmo sinistro, fazemoe
iranscrevor 03 seguintes arligo ussignado por
nuem tem iocoatestavel competencia, e publica-
dos na Paeotilha, jornal de S. Luiz, provincia do
Maranhiio.
Attentem para elles os
Eil-os :
espiritos recios.
I
Depois dos extensos artigos que se tem pnlili
ca lo sobre o triste aconlecimetito da noite de i
de Marro prximo passado, conliece-se que a
opinio publica, scmpre apaixonatla por forra
da sympatla <|ue inspira o mar infortunio.
condemna o commandadtc do vapor Pirapama.
como o nico culpa lo da calastrophc que rou-
bou Dossa socicdatlc dezeoas de vidas precio-
zas.
E sem cogitar as razos apresentadas pelo
dito commandante e seus passageiros, nem es-
tudar as preclarissimas insirucces que regem a
navi^arao injeroqcional. apontam-o como o ty
po de malor pervcrsidaiic.
No entretanto, um simples c aticncioso olliar
laucado aos protastos apresentadas pulo 1. pi-
llo do vapor Baha* e pelo commandante do
vapor Ptrapamtr, deixa rouliccer-se que um
daquellc ollinaes occuita a verdade.
E como um uesses documeotos fosse prepara
do a bordo sol a impresso tcrrivcl do abalroa-
mciito c o outro em trra, no dia 28 quando a
-Clmu que naturalmente sobrovem as granues
Theodora Joaquina dos Smtos, Pernambaoo,' ^dsgiaras j tirilla afogado o espirito perspicaz
43 annofl, solteira, Boa-Vista ; infeecao ptrida.
Um feto, Pern-.mbuc, Bia-Vista.
Miria, P,:inambuc), horaa ; iavabililade.
Josepba Rifa da ConccifS), Mics, 25 anns,
solteira, S. Joa ; en'.erite.
Auna Shmidt, Ingiat ,-rta. -.0 aano3 viuva, B;a-
Yista ; pyoemia.
Rufina Maria da Coneeica, Pernambuco 21
aunoi, solteira, Boa-Y ata ; tubrculo pulmonar.
Francisco Pedro da Silva, 35 annos, solteira
Boa-Vista; ascite.
alioucliua Laura da Costa Miranda, 70 annoa;
70 aunos, viuva, rica ; hemorrhagia celebral.
Rjsa, Peruambuo, 2 ms8, S. Jos; bronchite
capilar.
Severiua, P-a-uambueo, 2 annos, Qraca; remetti
da pelo sub lelegado.
Amar Pr.uambucj, 2 mezes, Boa-Vista ; fe-
bre.
Antotiio Pereira da Caoba, Pernambuco, ;
aunos, casado, Boa-Vista ; aneurisma.
Padre Iiereulano Joa de Britto, Pjrnam^uco,
56 ann a, ao'teiro, Boa-Vista ; febre typho.
Joel, Pernambueo, 3 mezes Boa-Vista ; ente-
rite.
Maria Amelia Alvea Lima, Pernambuco, 17
anuos, solteira, S. J os ; bronchite.
Mauoel Vicente do Nascimento, Parahyba, 20
anuos, s:iteiro, Bo.a-Vtst. ; tubrculo pulmonar.
Joa, Pernambuco, 2 horas, Boa-Vista ; coi-
valaS a.
Francelina Maria da Conceicjo, 46 annes, B a-
Vis'a ; tubrculo pulmonar. ,
Mara Magdalena da CiuceicSo, Pernambuco,
60 anuos, solteira, Boa-Vista ; dyarrbi.
Francisca Rodngueo Cardo30 Ramos, Pernao-
buco. 68 anuos, viuva, B ai-Viata ; tubrculo p d-
monar-
Augusto Modesto Fer.-eira Ramos, Pernambuco,
28 annos, solteiro, Boa-Vista ; tubrculo pa
Bar.
Canudo Mancel Pires, Pernambueo, 43 anno?,
solteiro, Boa Vista ; dyarrha.
Manoel Joaquim da P.ixao, Pernambueo, 39
annos, vuvo, Boa-Vista ; tubrculo pulmonar.
C irolia B. Gr Yiegas, 34 annos, casada, Boa
Vista ; csxemonia do tero.
Claudino Joao Pdpe, Pernambaco, 33 annos,
casado, B>a Vista ; edema do ligado.
Luisa Maria da Parificacao, 90 annos, solteira,
Boa-Vista ; cachexia senil.
Manoel de Almeida, Portugal, 25 annos, soltci-
teiro, Varaea ; tubrculo pulmonar.
J^JaJoE HarJing. Inglaterra, 25 annos, sol-
teiro, Poco; tnberculo pulmonar.
Adelia Espinla, P.rna :,buco, 35 aunes, casa-
da, S Jos ; dysm onorrhea.
Maria Francisca da C'nceicio, 30 annos, soltei-
ra, Boa-Viata ; tsica pulmanaar.
Maria, 3 mezes, B.oa-YisU ; espasmo
Francisca Baptista do Garmo, 40 no
eir, S Jos ; tubrculo pulmonar.
sel-'
INDICARES OTIS
Medico
O Dr. Lobo Moscoso, de volte. de sua
viagern ao Rio de Janeiro, countia 1.0
axercicia de sua prossao. Coneituas das
10 s 12 horas da'manha. Eapeciald des
do Sr. i.j pillo, que antevi 11a proli.xidade
do seu protesto u na futura nomear.io de com-
mandante, fcilmente se conhec de que lado
esl o crime.
Felizmente, para o commaedante do vapor
Pirapama, a sua justilicaco, se bem que dit-
licil, nao impossivel. porque as rnuitas carias
publicadas nos jomaos de lodo o norte do pan
pelos parantes dos passageires salvos, provam
alea evidencia que elle "esta sendo vienma de
urna perseuigao injusta.
E quando o conteudo dessas cartas nao fosse
bastante para espancar as trevas que Crrcom-
dam esta desastrada questio, bastava qae se
lesse com cuidado o luminoso parecer do il-
luslre capilo-tcncnlc K. A. de Paiva Bueno
Brando, para nao haver tanta leviandade em
formularaecusares sem 1er accumulado as pro/
vas precisas para e condemnago do^Verdadeiro
culpado.
Depois do choque que motivou a perda do
vajior Bahia e as grandes avadas que solFreu
o Pirajiamu. u'io lia commandante, por mais
sangue fro qu;; tenha, que possu organisar um
protesto minucioso ; mxime, quando o clamor
lerriv dos passageiros e o estado pengoso do
seu navio impe-llie urna arribada, para acau-
telaros ipteresses da cohipanhia que serve e
as vidas entregues sua guarda*
No meio, prra, de todj este a'ropello, onde
a dsordem assenta seus ttricos arraiaes, urna
so cousa permanece irroc a verdade, esstrque
como um fanal lia ae guiar a justiga atravez das
dilBculdades. se ellas sao porventura .maliciosa-
mente preparadas por aquellos que nao,se pejam
de abracar cgameute a causa do mais fbrtc,
embora hitando contra sua propria consciencia.
Conhego tanto o commandante do vapor P ro-
mnr.i como couliecia o infeliz commandante
Isaac : e, a fallar a verdade, nao sei mesmo se
esses senhores dignarain-sc baixar. alguma vez.
suas vistas, at a minba humilde pessoa ; mas
como s tenho em mente concorrer para resta-
belecer a verdade, perneo se me d do juuo mais
ou menos lisongeiro de mim tenham feito, urna
ves que nao aspiro a recompensa pelo servico
que me propoulio prestar.
Conhecenuo a minha incompetencia em mate-
ria de praticagcm da cosa, tifio procuro eslabe-
lecer comparago entre as habilitaces dos dous
comraandantes; mas lendo.os elogios feitos pela
IVo'-iif Vt de Pernambuco ao comuiandante do
Bata, sou forcado a declarar que nao a idade
a melnor quali'.'ade do marinheiro, se oq que o
diga o capito-tcncnte Castro Menezes, cujo na-
vio perdeu-se nos baixios das Preguigas, se o
seu prtico nao era .0 mais antigo da costa op
norte.
Se Isaac era um perfeito commandante, era
taiabcm vclho e por isso mais chegado ao des-
cango e mais conliantc nos seus oflieiaes. Car-
valho, porm, cuja idade nao Ihe permilta, tai-
vez dispr de tantos conhecimentos mogo po-
bre, e lgicamente possuido do desejo da subir
cusa de seus proprios esforgos, vigilante.
activoe incausavcl, tanto que a companhia per-
nambucana nao trepidou em dar-lhe o com
mando de um de s^us bous navios.
Nao pretendo de forma alguma innoecntaj
completamente o comniaudanle do vapor "Pira-
pama" nao I
Eu quero que cada um agente com as suas
culpas, para que a minha iraparcialidade fique
exuberantemente provada.
( IKMt I


iario do Pemanibuco--Deoingo 8 de Maio de I!
O Baha* foi o culpado do sioistro; e o Pi-
rapama que 6 considerado um covarde por ter,
na precipitado de sua arribada, esquecido os
principios de caridade a que todo inarinheiro e
suieito tornou-se na opiniao da fronnea uro as-
sassino porque impedio a aalvaco dos nufragos.
- E corno principio reconliccido por todos
os povos cultos, que aos nufragos devein ser
nrestados todos os soccorros, atacam furiosos
a reputaco do pobre coramandante sem procu
rar 1er o que diz o di.cito martimo no cap. 18.
Que se recol'iam a bord os n>.iurnigos e s*. Mes ai
aqasalhoat opo'lo maitprox'mo, se nao houver
inconreniente pura <(. coimn sso que executa.
Esta nica Talla commettida pelo eomman-
dante do Pirapama., d sapparecc ante os pare-
ceres osuspeitos dos Srs. capito tenenle F. A.
P. Bueno BrandQo e 1 teuente Leopoldo Ban
dira, que declara' poder aquelie vapor conti
nuar a navegar, sendo bo:n tempo
Esta coudico especial cm que podia o vapor
Pjrapan" continuar a navegar, a prova mais
palpitante da necessidade que teve o comman-
dante de arribar para Pernambuco, sem procu-
rar ajudar a salvar os infelizes passageiros do
Babia, que entregues a voragem das ondas
erderam na arribada do Pirapama^ a sua mais
jueira esperanza.
Todos sabera que atravessamos a quadra ter-
rivel da invern que n ossa costa tem urna
grande in egularidade ; por tanto, o boni tempo
que fazia ua occasifio do abalroamento nao podia
garantir ao commandanle Carvalho, conhecedor
das insconstancias atmosphericas, a salvacao do
seu navio, si por ventura tentasse licar no lugar
do sinistro ateo romper do da.
Um simples a ;uaceiro que fosse, acompa-
nhado de vento fresco, bastara para agitar o mar;
e eiito, comeramlo o rombo do Pirapama de
90 centmetros cima do lume dagua que cn-
trasse por elle seria bastante para em breve le-
var dous navios a pique em lugar de um.
Quem conhecer a costa entre a Parabyba e
P daquelles dois vapores no momento em que se
avistaran!; posicao confirmada pela carta do Dr.
Ewerton Pinto em favor do Pirapama.
E por essa carta, que eu reputo da mxima
importancia nesta questo, sabe-se que as 11
horas e 15 minutos da noite de 24 de margo
ultimo, isto 2") a 30 minutos antes do abalroa-
mento, fra visto o vapor Pirapama que nave-
gava por trra do Babia a urna distancia apro-
ximadamente de 3 millias.
NVssa occasiao tazia um a proa de N 4 N E e
o outro a de sul. Querendo, porm o odicial de
quarto do Baha, provar que conhecia bem a
costa, orcou duas quartas, andando ao SSO e
cortando por conseguinte a proa do Pirapama,
que vagaroso prosegua o seu cammlio, seo", se
lembrar da desgraca que o esperava.
Com o rumo de SSO. diz o illustre capito-te-
nente Joaquim Gongalves Martins, que o vapor
Baha n5o podia montar os baixos deOIinda;
logo, a sua navegago era errnea, ao passo
que o outro considerava-sc to bem navegado
que permanecu no seu rumo esperando que o
capricho de latuos navegadores, nao os cegasse
a ponto de pretender obrigal-o a arredar se do
mu caminho.
Quem se lemlirar que o vapor B.ha foi abal-
roado por BB. perto da proa; c que o Pirapama
soffreu as avarias do lado BE, fcilmente com-
prehender a insistencia d'aquelle navio em que-
rer passar pela proa deste, abusando da supe-
riondade de sua marcha.
E sem se lembrar que o direito martimo diz :
os navios em alto mar e cm aguas territoriaes
tm o dever de evitar por todos os meios pos-
siveis os abalroamcntos e outrr.s causas de si-
nistros martimos, mandou, naturalmente o
official de quarto andar a toda forca, julgando
conseguir com csse acto de imprudencia passar
por trra do Pirapama quando o hora senso,
senfio as regias de navegaco Me ordenavam
que diminuisse de forca, parasse e ciasse a r,
para evitar o choque.
Nada disto se fez a bordo do Baha nada !...
E como querem a todo transe culpar o pobre
pernambucano?
25 de Abril de 1887.
M. S SOIMERCO

TELGGRIHM.i^l
Scvirn di Ajcncii Hivus
LIVERPOOL, 6 ;lc M*io.
ASSOCAB:Calmo, precow em va
riacuo.
O de IVrnuuiliiicj n. 9. vende f a
11 BcUIIIngM O ii. por (|uia(l.
ALGODO:Trammcceti recalare*,
prero Orme.
O FAIB de Pernambuco vende se
a 5 ll.'ie d. pur libra.
TeadM do da 10:000 fardo*.
NEW-YORK, 6 de Maio.
ASSUCAB:Calmo, preeos Inaltcra.
do*.
O FAIB BEFIN1NG de Pernambuco
vende no 11/t cen, por libra...-
(ios re.*).
Agencia II.vas filial eui Pernambuuo,
6 de M*io de 1837.
U .,,| '-'.tii'tierciat
. OTA,UtS 'iFFICIASS DA JUNTA DOS COR-
UECTORK3
Aki/; 7 de mo de 1887
'_,houve eutayo.
o pnntMtb,
Antonio Leonardo Kodrigues.
U Eeer.-tano,
Ldaardo Dubux.
i! .i iiiicnio baacarto
KEC.FK, 7 DE MAIO DE 1887
0 bancos mmtiveram h ije no tica o a taxa a
l 1/8 d. fo ire Londres.
Vigoraran!, portento, ulfi i-lnente si tabellas
ntea :
Do London Dar.l: :
i. bre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
obre Pars, 90 d/v 130 e visto 434
Scbi; Hauib,.r-. 30 d/v 533 e vista 53$.
Subre PortUj.'^.,. 3J J/v 211 e viati 44.
fj.ibrc Itaa. .. viola 431.
fc bre New-Y-ik, ,i visu L'ji^yO.
i)o En/jliih liank :
sobre L.^i1.ire3, 90 d/v 22 1/8 e 4 viata 21 7/8.
-.ore Paiid, 90 d/v 433 a vista 434
b bre Italia, i. vif.a 434.
obre Hamburgo, 9 d/v 33 e k vista 538.
S^uie Niw-Y-jik, vista 293.
Sobr. Li.ba c ?.rt, 90 d/v 242 e vista 241.
Sjbre as principies cidades de t'urlugal, i vista
24i.
[iba d.i Ae >res, visla 252.
-a, x vista 24'J.
i.ero .> do implicar e algodo
BCC.rE, 7 DE II4IO DE 1887
Asmcar
Este Mfigo foi cotaao nos alg.risniS seguin-
tes :
^J d*"s de 20()0 a '100.
r, a-: ,: idos, dj2*100 a 2il'J.
.. 1 k io.-, de S00, 233)0 e 2400.
1 '> kil..s, de 2500 a 2600.
.i-ado, por 15 kilos, de 2*300
m, do 1G0U u 1*700.
UaM i 15 kilos, a 1*200 a l*i00.
de 1*100 a 1*.
es, p.r lJkftoi, de 840 a 1*0
Para o* Gidm. >r*. desembargado-
re* lerem e apreclarem o cyoiamo
do Jala municipal do Triumpbo
Srs. redactores.-Nao pretenda oceupar as co
lumnas do sea conceituado jornal, nem a atteoco
do pub'ico com um individui do carcter do ba
charel Frsncisco Jos Meira Sobrinho, jais muni-
cipal da infeliz cidade da Triumph'-, se nao fosse
a issa iinpeludo para refu'ar as banal -.des e in-
verdades contidas em so defeat na dnuncia que
dei contra elle perante o Tribunal da Relacao,
provada com documentes do seu pioprio punh?.
Die na coli bre defeza que apreseotou, quy me
aebo procossado por erim* do calumnias e (ajar! is
asacadas a sua pessoa n'jmas ra5'S que as=ig-
nei, por ter suspendido o mou advogado, coja de-
cisao pende do iuis de direito, faltando com toda
o cyuicn a verdad ; pois teuda .espjn i i a til
proceso, provei exhub rantem nte com tesfeitu-
nbas e documentos, dous dos quies de sua pr>
pria firma, quo era advogado d- J.ao Beierra
Leite as questo s que este move perantc elle, que
era prevaricador e q>;e cobriva, e islas exceasivas,
como aconteceu com os orphSoe, flbos de D. Bar
b ira de tal, os qua^s, possuiudo umi duzia de re-
aes, tirou para as castas de f restaoilo d contal,
duas vaecas paridas, e non tatafeito, exigi mais
dos pobres .orphos um garrote pira pugtmento
do portador, que tiuha de trazer ditas vaecas, cu-
jo girrote n) tiuha eutrado ni cilculo das cus-
tas, ifto pir n:n bilketi assigeado p.'lo sea proqrio
puulio, o qual d cu neuto out-r-s muitos das g- n-
tiluias dessu desalmado juiz, ajuutei u um memo-
rial que passei s mos de S. M. o imperador,
quando fui A (rte, deit rAo o deuuncado do de-
clarar que fji jalgada improcedente, cuja senten-
ca abaixo transcripta, pira mira unvi gloria e
honra ao juis que a den, a q ia! foi cuufirinida
pelo muito digno juir de direito di comarca, que
sempre tem pautado es lena actoi eom a ju.'ti.a
que o caraeteris i, deixo de pnblical a p.r nao
ter me chegid > s ir,l s.
Para que se eoufir.ne o que t. m dit < ese ba-
cbarel chichanista de que nao se importa eom do-
nuucia, porque os seus collcga-t orne o tem do jul-
gar, nao o bao condemnar, vem allegando qiu as
testemunbas da denuncia t? subs rvienti'f, ui -
nivel'as, que nao podem ser te^temaabas por sof-
frereui defeitos, que Ibes dstr.em o cradito, cjidj
folta de boa fama, parcialidad; e suborno, e quo
as de nomo Mauoel Pennu es dos Sant s L Jos''andido de Sousa Perras u'gtciam naqii'ila
cidade com abouo mea, c que a primeira me d ve
mais de cinco c utos de rata.
Santo Deus .'.' at onde p.Je chgar o cy.iismo
de um homem togado? parece que q'ier acbar o
mando com mentiras e calumnias!!!
Manoel Fernandej dos Santos Lima irru do
virtuoso vigario daquel.a cidade, ba pou i falle-
cido, um cidadi probo e de urna conducta iili-
bada, pelo que tem merecido o sufragio popular
para juiz de paz e ltimamente para veread.tr,
exercea o lugar de d-. Ieg:.r!oc compra msta praya
por sua conta, en, provam os documentos abal-
lo, e nao me deve, o que jure, os cinco coates de
ris, do que falla este v,l infamante da probidad''
albeia, e do rnesm} molo a testemuuhi Jos Cau-
dido de Souz i Kerraz, qu? juiz do pas e t -neute
da guarda naei mal, e compra tarabem por sua
conta, como se v dos mesuios documentos, todos
de negociantes conceptuados, cujos caracteres niio
se confuudem com o do juir-, i.m escrpulo
A testemanh i tenente Lciuio l'orcinio Nostrea
de Andrade, bomem septuagecario, laborioso e
honrado pai de familia, um.ci teve aegocio com-
migo e n ida me deve, e e lisae a'gumas pilh -
ras ao desabusado juiz foi cm reprczaiia a outras
ditas por este contra elle, por t;r denunciado ver-
balmcnte ao integro juin de direito, qua este juiz
municipal era escandaloso protector di reo, que faz
objecto da denuncia, isto antes do jolgamnto,' o
que depois realisou-se ; e no mesmo caso estao a^
outras testemunhas, que vivem do sea t.-abalho, e
n) tem commigo rela^oes amistosas.
Aiuda maie para cumulo de toda sua mea
tiragem, chau.a a questo pira o odioso terreno
poltico, quando nella ni) In o me.h;r germem
p)litic, porgue este ii.cba-el uuuca v>itou, nao 6
eonsti v.dor na localidadedr, nem tido como tai
pelos que dirigem alli a p'.liiica, e-a rrova disto
e um carta escripia por eile a anterilade de Fio-
Mi, implorando a inlervnciio desta a favor de um
liberal, piia que este nao fosse desacatado pela
forr;H do 14 bata ho, pois era fillio do unieo ami-
go que tinht no Triuuipl o, i qual liberal, o ap-
pello para o testemanho do" Ilustre Or. Francisco
Domingaes Rib.'iro Vianna, que' ae acha nesto
cidade; "e sabido naquella comares, e as
visinhas, que a poltica deste hroe, 4 o dinbeiro,
e por isso emprega todos os meios lcitos, e lu-
cilos para havl-o cobrando caitas com exeesso,
exigindo 54000 por assignaturas de licenca paia
advogar, mandando contar custaa de licenca,
como C'nata des autos de embargos, que esto
a Afectos a este Egregio Tribunal, prohibindo que
. s partes pagassera acs .esenves as custaa,
para elle receber c fazer o dividendo, contra a
expresas disposieo da lei, nao continnando a
iisstn proceder pela sensura e impagnaco do
escriv i A 3,;ni'i, e a'gumas pirtes : e para moa-
tr r d quanto capas mandou seqaestrsr as li
beatas Antonia e Joanna, notneoa deposi'urio, e
part boa-as, no obstante a formal declarar;!> di
iavcotoria*te|D. Fbiladclpha, de que ditas mulh res
ern livreg, por carta quo ibes tinha passado,
eoncede'l efFoctnado, e recibidas a cadeia, requereram ellai
o iitegerrimo juiz de direitobubeas corpas,
sendo coucedida em vista das cartas que exbi-
ram, acham -se boje em plena liberdad-, e final-
mente quer esbulhar-me de minba ,propriedade
para loeupletxr-ae com a prolttaria malta que o
eerca.io que. jamis conseguir pela justica qu
me assite, e espero encontrar nos tribunaes
superiores.
Porque" bacbarel Veira Sobrinh) eom q linse
anuos de pratica como juiz municipal nao cita em
sua defeza as leis que n?s regen-, e e argumenta
cem .ccordos ?
Ser para eonfundir aos Ilustres e provectos
desembargadores, que o tem do iulgar, como ji
fez comoutros juiz s de inferior instancia? O
denunciado q iz topar c sol com o joelbo, ajan-
taudo urna certiio do escriv.) de Flores, do orB-
co que capcou a 'uia para aquella villf, manda
do por elle denunciado, datado com data de SO de
N.ivi mbro fiado, nao so lembrando de qu3 dito
escriVo dora em 10 de Dezembre do dito anno
orna certido negativa, que se acba por copia jun-
ta a denuncia, dexando de juntar certido da
g'.ia que remetteu, porque sendo ella aprc entada
k i jn i municipal em exercicii poz ntii > o seu
cumpra-se com d ita de Janeiro deste anuo, donde
se v claramente a ui f com que procede o de-
nunciado, para encobrir o seu act > criminoso, e
exi'nir-se da p n.ilidade. Em duas palavras v u
'rutar dos fictos que tiveram Ingar em 1858 e
1869, e que este euerguinn> juiz traz para tela de
sua defeza, juagando quo me oese nceiti peraute
a opinio publica.
Entrando alta noite do meu quintal, que mu -
rado, um indiuiduo, com fin* illicitos, as miabas
escravas, com ordem de minba mulber, der.iin Ih:
algumas relhadas, pelo que o subdelegado veio
em malia casa no da sigaiate para prendel-as,
dando-mc ni-ssa accasio voz de prUo. allegando
ser eu responsavel peles actos aoi meus escravos,
ao que resist; mas tendo elle ss retralo, a pe-
dido ue alguns amigos, fui muito depois acompa-
nbado por estes para a sala do antigo convento,
que alli exista, que servia de casa da (Jamara,
sem guarda, vindo depois almfar em casa, e no
mermo da requer habeascorpus aojaia de direi-
to, que m'a concedeu, e aos meus escravos, con
demnando o subdelegado as custas em tres d >-
bro, o qual log) dep)is foi demittido pelo presi-
d aquella localidaie, e que sabio da Eneruzilhada
o liio .Grande do eul trote, p.r os s.ua jara-
diccio*ados nao poder mais eupportal-j ? Opa
blieo que nos julge.
Voa terminar, pedindo aos leitorea dispensa de
phrases menos catiiveis de qie usci, e ter oceupa-
do a sua attencio cem um bomem do carcter do
bacbarel Francisco-Jos Meira Sobrinho, e espero
que o Egregio Tribunal, lendo com htteocao a
ftil defeza do desabasado juiz, e confrontando
com os documentos que juntei d' nuncio, encon-
trar a falsidadee inverdadea que venho de trac
tar, e o punir com as penas da lei, afiui de que a
magistratura, nao contando com a proteceo dos
tribunaes superiores, entre na r*ia q ie ibo traciu
a lei.
Recite, 7 de Maio de 1887
Jeronym Theotonio da Silca Lcurciro.
Oacomeato n. 1
Seotv'uca.Vistos e eiamina loa estes autss di-
mes etc. etc.
A AL 3 denunciou a promotoria contra o Sr. Je-
rony.Do Theotonio da Silva Lourtiro, p>r crime de
calumnias e injurias dirigidas ao juiz municipal
deste termo, Dr. Francisco J >e Meira Sobrinh), e
jantou copia de urnas raz-'s que se diz conter as
injurias e caluimiias eo:no docoracnto, a Qi. 26, 27,
28 e 29 dt p-Tzc'rain cinco testemunhas qee se re-
feriram as pbra3es da pifada razio, e que pelo de-
nunciado foram oontestadas. A fl. 31 na primeira
audieueia juotou o denunciado suas raroes da de-
feza acoropanhada de documentes a fl,. 37, 39, 40
e 41, e produiio o d. nunciado e n sna defeza q a-
tro testeniuahas orno se v de fl 56, 57, 58 e 59,
ludo conforme se v, arguindo anda a promotoria
a qacsto de corrt r o p- esente eummario por vas
commuui.
(, npi '-'ruado que os crimes de calumnias e n
jurias nao sao coirinuas, m is especialissimos e
como bem se v na reforma judiciariu decreto
n. 4824 arte. 47 e 4H, 5, Regl n. 120 Cod. do
Froc, Mieselanea Jurdica do Dr. oncalvcs L;ma
g 39, e ainda mais claramente demoD^tra Cordeiro,
consultor criminal na parte da manha de tal proc<~sao, julgo improcedente a
questo do premotoria, quinto a materia crme.
Considerando qu as cinco testemunhas da pro-
motoria foram accordia em i.fiirmar que o deoua
ciado em saas ni.i juntas ao embargo de ter-
ceiro, que move contra Joo B zorra Leite, assa-
cou termos njuriuses contra o Dr. Francisco Jos
Meira Sobrinho, juiz municipal, como seja jaia
arbitrario, violento mac-biavelico, pitrono, e aivo-
gado incubado.
C-nsid.-i-.-.ndc tambem que o denunciad 1 cem o
documento n. 1 provou que o Dr. juiz municipal
deste termo Francirco Jos Meira S ibrinho nsi-
nuou e forneccu ao escrivo do termo da Concei
c) da provincia da t'srabyba, Lino R drigu.s de
Figueiredo copia dos trrmos, que devia faz.'r
aquelie escrivo, bem como coia dos despachos
que bavia de dar o juiz d'aquelle termo, sem sab-r
o que bavia de requerer a (.arte.
Considerando que pelo documento n. 2, provo.i
o denuociado que o citado juiz municipal deete
termo rxcedeu-so de suas tttril u'c.-s im deres
peito ao novo regiment de distas, cbranlo cus
tas excessivas e alm d'- lias nrdeaou q e a parte
entregasse mais aro garrote para paga do porta
dor ; o que nao se pode per em dnvida porque o
dente da provincia, com o quo dei p>r reparada a : citado docominto aesignado pelo proprio j nz, e
vi .i' 1.ca q e SjfFri, e o mais quo allega este cor
rapto Jola, deixa de apreciar, e d- fazer *xp si-
ca 1 do facto, porque a outro Je igual j iez, j con-
est reconbecida a letra, sendo tal acto eihumoso
em face do art. 199 do citado regur.biito de custas.
Considerando quo pelo docuineuto 11. 4, que.
testei no anno de 1873, por urna publicacao quo | uu)s certidao do recrivo du jury, v s'c u-em
fiz ueste jornal, e que mandare! levar ao mentir.) | oppoB(iru a8 ,esp3Sta8 do conaelh) .le senteiiei no
so juiz, log 1 qu.' chegue miuha residencia, n
ro.produziudo agora esta narradlo, por ser de m lia
enfidonha, e por o publico ji es'ar de tudo intei-
raJo, sendo ella inteirameate invertida por este
detratr.
Ser com allegacSes de taetoa violento e cobar-
dea, que o prevaricad ir juiz qiier encobrir a allu-
processo d Manoel f'ereir L't-, c inhetfi'lo por
Lato, dit> j'iiz applicou-lhe pena me:: r a que e
dito reo fst incurso, leudo passaiio u caso em j li-
gado, sendo tal acto qualific .do criminoso, e c .pi
taneado no art. 19, 1 e 2 do C d. Cran. do ti-
tulo que se escreve crimes de prevar-acoee.
Considerando que quatro testemunhas ucontes-
Considerando que provando o denunciado seren
verdadetras as proporco s que avaucou em saas
rato 's, .nao commetteu crime, e ciesmo se crime
fosse se acha sent da peualidade por ter prova-
do ser verdadu o que disse, escreveu e assignou ;
por isso e pelo msis dos autes ju'gandoprovadas as
asser(oos do denunciado jalgo improcedente o pre-
nte aummario contra o denunciado Jeronymo
Tneotouio da Silva Loureiro, promovido ex officio
pa.-as as castas pela manicipalidade, e ordeno
promotoria publica que em visto dos documentos
as. 2 e 4, denaucie ao citado juiz pi I03 crimes ca-
pitaneados no srt. 129 do Cod. Crim. 1, 2e8, e
pelo crime previsto ni art. 199 do Regiment de
castas, o escrivo pause alvar de soltura a favor
do denunciado ss por al nao estiver preso.
Triumpbo, 3 de Janeiro de 1887. (Assignado).
Joo Martins Vieira.
begue-se abaixoda assi'gnatura no processo an-
da o segointe despa.-hi do mesmo iota municipal
1 supplente capito Joo Martins Vieira, da forma
e theor seguinte : Publique se u cartono. (Ru-
bricado) Martina Vieira.
Sr. Delfn Lopes da Cruz.I'ara beB da ver-
dade necessito que Vmc. responda-me ao p des-
ta, te os seuj fregueses Manoel Fer.ir.ud 's dos
Santos Efma e JosCandid de Souza Petm, M
gocantes na cidade deTriumobo compruta n Vmc.
por conta dellcs, cu pir a'jono mea : permittiado
que eu faca o uso qoe m convier de du 1 leep sta.
Sou em estima e te,;, i: j. De Vine, ami-
a'tento e criad) o^rigadisaim .
Jeronymo Th xtonio da Silva L -ureiro.
Recite, 3j de Abril de 1887.
111.a. Sr. JerODyui) Theotonio da Silva Lourei
ro.Em re&p jato a curta supra cumpre-mos dizer-
Ihe que os Srs. Minoel Fernaides dis Smtos
Lima e Jos Candido de Souza Ferraz moradores
na cidade do Tritimpho desta provincia sao nossos
tregu zes e compraram a ni, molbados com sens
proprios crditos, sem aboao de V. S. e nem de
pe:s a sL'iiim, s sendo o Sr. Jos Cmdido de
Souza Ferraz apresentado em nossa casa por V.
S. coma pessoa de bons caVura-s, o que .ffirma-
m s em abono da verdade.
Pode p Ttant > V. S. fazer desta nossa resposta
o uz- que lh-! convier.
ri mes com estima de V. S. Afrente e criado.
1) :li 10 L |V-s d t Cruz & C.
Recife, 3 de Maio de 1887.
O mximo oa miuiui<
e*nforme o sortimout).
liUtt p.eeos SO OOtldoi
Al-yodo
Manteve se ainda fio .no, e tsnd'-se o de Per-
nambuco e boas procedencia', em ierra, a 6*800
por 15 kilo*.
Entrada* de nnucar e aUtudo
HEZ DE M.V10
A^)ra p.rgiuto eu a este desabusado juis, qual
estar mus desm iralis ido. eu, 01 o juiz que pr-
tcou na villa de S. Ja; da i'.iahybi actos, pelos
quaes nao sotfveu a p Ma iiuo Ihe era devi la por
ter implorado cobardemente a valiosa proteceo
do ch fe liberal D.. tiiaa, i :ll lencia legitima
rando mais ditas t;-.-ti irmaha.-, qu>! djto juiz se
respasabilis 10 ao escrivo e of&cial de justica da
villa da PriBceza, da provincia ila Paranyba, pe
las castas da precvioria ixpedida a requ.-rimento
do dito Jio Hezerra, commette.n.lo asim o citado
juiz o crime previsto no art. 129 do C > I. Crim 3.
i-.MBA^AS
tiarcacas .....
Vapores .....
Estrada de ferro de Ca
ruar .....
Animaes.....
Estrada de ferro de S.
Francisco .
Estraia de ferro de L-
moeiro.....
5
1 6
l 6
1 6
1 7
l 5
1 4

o
1
7.582
1.483
1.024
8.415
299
18.808

200
245
14
2.183
429
3)4
3.375
Vapore* e naviu* depacbadoa
Sahram hontcm os seguintej :
Vapor francez Vie de Ma.ci levou :
Para Babia :
973 fardos com xtrque.
Pa-a Rio de Jaue>ro :
1,000 eaccaa com algod).
Para Santos :
1,330 saceos com assucar branco.
50/2 barricas cjm dito dito.
2,470 saceos com dito mascuvado.
50 ditos com algodo
20 pipas com aguardante.
75 barris de quinto com dit t.
Car.-vgaraoi diversos.
Vapor americano Pinanc* 'evj:!
Para Babia :
5 caixas com qaeijos.
Para Rio de Janeiro :
4,950 saceos com assucir.
100 pipas com agurdente.
17 fardos com meios de soia.
2 ditos com folbas de jiborau y,
10 meios de sola.
1 caixa com panno de alaado.
1 dita com espanadores.
Car.'egaram di-. 11 s e.
Pa'acbo aaciona! Padre Caciqae* levou :
PaTa Kio Grande do Sul :
1,124 barricas com MatMar brauco.
300/2 ditaa com dito din.
15(1/4 ditas ci n. dito dito.
48 ditas com dito masc>vado.
Para Porto Alegre :
6 esixas com viabo de c-j.
Csrrrgaiam diversos.
Banco de Cndlio Real
At o dia 15 do nrtesUe m-'z, devem os ac-
cionistas do Banco de Crdito Real de Pernam-
buco realizar a terceira entrada do valer no-
minal de suas acc de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na rui do Commercio n.
34.
Eate banco eat p'iganio a t, u primeira divi-
dendo razio de 4*0J0 p r acale oa 10 0/0 do
valor realizado de cada um 1.
O pagamento fas-se na sle do banco, das 10
horas da manh s 4 b r.,a da tarde dos das
Uteis.
Nota* do Thcauuiv ilaceradas
rccolhiiaeute.de notas iii.ceradis est sendo
feito na Tbcaoararia u Puzenda, as tercas e
sextas-feirai, daa 10 a 12 horas da manh.
Pauta da .tirnndega
SaMAHA DB 9 A 14 OS MAIO DI 1887
Aleool (litroj 218
Arroa co casca (k i 65
Algodo (kilo; 400
Assucar retinado (kilo) 171
Borracha, (kilo) 1*26
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf botn (kilo) 460
Caf restolho (kilo) 30
Carnauba (kilo; 366
Cancos de alrodo (kilol 014
Carvo de pe ira de Cardift (to 1.) 16000
loaros seceos erpichados (kilo) 585
Dito braneo (kilo) 144
Dito mascavado (kilo) 068
Ditos salgados (k'.lc) 600
^itos verde* (kilo) 27S
r'ai-iah 1 de mandioca (litro) >50
Fumo restolh) ein rolo (kilo) 4(10
Fumo restolh) em lata (kil 1) 6 0
Fum- bon (kilo) 720
Uunebra (litio) 200
Me! (litro) 040
Sl.ib, (kilo) 010
Taboados de amsrello (du^'a) 100*00
Car-
Fer
Import vfio
Vapor nacional Pard, entrado dos portos do sul
em 7 do correte e consigna tu ao Viaconde de Ita-
qui do N^rte, mauifeatoa :
Carga do Rio de Janeiro
Amendoim 50 saceos a Cirios Lourenc Ganes
4C.
Bacalho 200 tinas a Mea-es Lino ft C.
Caf 88 saceos a Manoel dea Santos Araujo, 60
a Ferreira Rodrigues & C 50 a Joaquim Duarte
Sunoes & C, 90 ordem, 61a Justo Teixeira &
C, 36 a Jos Joaquim Al ves A C, 54 a Paiva. Va-
ea'e i C, 56 a Fernaiides da Costa & C, 50 a
Joaqaim Ferreira de Can albo i C, 60 a J0S0 R.
Nunes da Silva.
Calcado 1 eaixi crdem.
Couroa 1 volume ordem.
Fumo 24 voiumes ordem, 4 a J. dos Santos,
3 a Almeida Machado & C,
Livros 5 caixas Presidencia, 1 Thesou-
raria.
Maaaasalimenticias 11 caix'.s a Antonio Jos
Soares & C.
Mercadorias diversas 1 volume a Manoel da
'".1 ib 1, 8 a Jlindee P.ereira, 9 Presidencia.
Hi-niio de igodo 1 f..i i> a Andrade Lopes &
C, 71 a Maebnii. & i'creia, 13 a Ferreira & I -
mo, 25 ordem.
Sola 1 volume ordem, 1 a Manoel dos Santos
Villaca, l a F. S. Aibuquerque.
Vinagre 10 bnrris a Joo Mrreira & C, 10 a
Paiva Valente C.
Vinho 20 barris e 14 caix .a A ordem.
Xarque 960 malas ordem, 322 a Jos da Silva
Loyo S Filho.
Carga da Babia
Charutos 5 caixo -a a J t Antonio dos Santos, 1
a Almeida Machado & C, 1 u Costa Lima < J.
Chapis 3 caixes a Antonio Pinto da Silva.
Fumo em f .Ib 30J fardos a Joo Francisco
L 'ite, 205 a Ksnaly Bank 3 barricas a Meuron
& C.
Machinas de costura 2 roame* i ordem.
Panno de algod 1 10 fard.a a Narciso Maia &
C., 15 a Andrade Lipes & C 5 Goacalvcs Irmo
4 C, 5 a Lur ro Ma'. u -., S a Souza Basto,
Amorim i C, 12 o.-d in
Piasswa 50 inolij! o.- Issa.
Vapor americano Financc entrado de N-W
York e escala em 7 do eorrento o consiguado a
Ilenry Forsler C, manifestou :
Carga do N w York
Aguaraz 25 caixas a Francisco Manoel da Silva
& C, 20 a Feria Sobrinho & C.
Arcos para barrica 300 faixts a viuv* de Ma-
noel Francisco Marques & Filiio.
Baaba 25 bairicaa Guiuiira's Rocha & C, 50 a
Fraga Rocha 4c C, 50 a Gonc ilves Rsa s Fcr-
ntndes, 0 a Cata Medero, 30 a C. Alvus liar-
boaa, 25 a Gomes Maia & (..', 1 a Esnaty Rodri -
gues ct C, 25 oArauj 1 Gactre & C, 103 a Paiva
Valente & C, 100 a Fern.mes & Irmoj, 50 a
Feraaa es da Costa & C, 15 a Joaquim Felippe &
Aguiar, 50 a Joaquim 1 erreii.i de Carvalbo & C,
50 a Joo Fernaudea de Aimc Ji, O a Dimingoa
Cruz & C, 3 barricas a Manoel Martins Rib ir
Breu l5 barricas a Gom.-a Miia k C.
Catulogis 1 caixaa Faiii Sobiiuho ttC
Candieiros 2 caixas a W H dliday & C.
Drogas 13 voiumes a Ka i a Sobrinho t C, 3 a
Francisco Manoel da Pi:-* 1 : C.
Fogos da China 20 araados a Paiva Vlente
&. C, 50 a Domingos Cruz ., 25 a ordem.
Fu o 4 caixas ordem.
Ferrageus 25 volume^ a Ferreira Gaimarae3 it
C, 3 A onlem, 5 a Albino Silv Familia de trigo 450 barricas a i'enira
ueiro & C, 100 a Julio & Irma s.
Graxa l barriea a Gonrj-.lves Riza &
nandes.
Joias falsas S vo'um 's a Sulzer & C.
Kerosene 2 caixas aos consig liios.
Maiitciga 7 Caixas aos iri-mn
Maiaena 100 caixia a Goncalves R>za & Fer-
nandea, 25 a Guimirea R)cha cV C, 10 ) a Paiva
Valente a- C :,0 a J B. d- Car'alho, 5) oriem,
100 a Joo Fernandea de Alma la.
Machinas da costura 2 caixoes a Jo: II pp-d
4 C, 5 a Albino Silva.
Mercaderas diversas 26 voiumes a A. D. Car -
neiro Vianna.
Pregos 12 barricas a J. B. de Cnula*, 100 ios
consiguatarioa, 20 a Viuva Marques i F:lao.
Tecidos 2 voiumes a A. Vieira & C.
T. uciah) 10 barricas a Goccilves Roza & Fer
nandes, 15 a Antonio Joa Soi-s aj C-, 10 a
Araujo Castro & C, 40 a Paiva V.lente C, 10
a J. B. dt Carvalbo, 10 a Joaoata Felippe &
Aguiar, i'O a Domingos Ciuz 4 C, 10 ordem.
Velocipedes 1 caixa a Ferreir* Guimaies i C.
Vidios 1 caixa o.-dem.
Carga do Mamaba*
CiUriuhoi 4 fardoi a Braga 4 C.
S.-lla 10 amarrados aos roctm Do Para
Caf 5 taceos ao= consgnbtanas.
Kxuort.ico
RtCIPE 5 DE ABRIL DB IS87
Para o exterior
No vapor ingles Cotopaxi, carregaram :
Para Montevideo, Amorim Irmos 4 C. 1,825
barricas eom 187,909 k;ios de assucar branco.
Para o interior
Srs. Ridriguea Lima 4 C.Para bem da ver-
dade necessito que Vrnea. respondam-me ao p
desta, se os sues fregueses Manoel Fernindea I03
Santos Lima, e Jos Canudo de Souza Ferraz,
negociantes na ci lade de Triumpho compram 11
Vinos, fazenda por cinta d. lies, ou por abono
m-n ; pero-ietlin te que eu fac o uso que me en
vier de sua r aposta.
Sou com estiir.a e respeitoD^ Vuics. amigo
atteoto c erial > obrigadissim).
Jeronymo Theotonio da Silva Loureiro.
Ilim. Sr. Jeronymo Tncotoiio d> Silva Lmrei-
re. Em resp-is'.a a carta supra, cmnpre-n s di
zer-lhe que oa Srs. M.n e F,rnandca -oa Santos
Lima < Jos Candido de S .nzn Ferraz, miradores
na cidda do TrlumpSo deata provincia, sao
iiosscs fregueze-, teeui e i.nprado e C'>mprain-nns
tizendaa com aeus proprioa crditos, sem abonos
de V S. nevo de pflasoa algiima, o que af&rmt
mas em abono da verdaie.
Pie V. S. fazer desta lussa rcsp:sta o uz 1 qn"
h' bem convier.
Somos con estima e censi terac-o.De V. S.
amibos e criados.
idrigues Lima 4 C.
Sr. Miiuil Joaquim Rib-ir 4 C. Para b'm
daverlide necessito que Vincs. respondam-in
10p desf, se os sena fr.-'il-'Z's M in e! Fernn-
des 03 Sautos Lana e Joi Cmdido Je Souza
Ferraz, negociantes na cidade do Triumph 1 Min-
orara a Voics. miuiczis por sua conta ou p ir abo-
ao meu ; permitUado que eu ,fac- o aso q 1- me
eonvier d- eu i r.-aoosta.ou com estima e res-
peit de Vmcs amig venerador e criado obiiga-
dissmo,-r my 11 1 Theotonio da Silva Loareiro.
Itecife, 3tj ele Abril de 1887.
Ilim. Sr. J<-roaymo Toeotonio da Suva L mrei-
ro.Os Srs. Manuel Fernn les dos "-'autos Lana
e Jos GanJiJo de -^ouza Ferraz de que V. S. na
Patacho al-m'i, Cato, Ro Grande do Sul.
Vapor nacional S. Francisco, portos do sul.
Navio* deNcarga
Pare* nacional Mimosa, xarque.
Barca tioru-guense or, varios gneros.
Lujar inglez SteUa, bacalho.
Patacho inglez KatUen, bacalho.
Patacho nacional joven Crrela, xarque.
Patacho UAeioual liival, xarque.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Vapor nacional Guahy, varios geueros.
Vapor ingles Frutera, carvo.
Dlsriielro
O vapor nacional Para > trouxe par 1 :
Martins Fiuza 4 C 2:000*000
Francino Gouealvea Torres 2:000*000
Ilenttiuaeatos pblicos
MKZ DE ABRIL
Alfaniega
Renda geral
D 2a6
dem de 7
Reada provfual
Ue 2 a li
dem de 7
156:602*317
21:464;616
19.352 880
2.80i519
178.066933
----------------- 22.15'J*399
=- No vapor nacional 'Aymori, carregaram :
Para Porto Alegre, P. Oarneiro C. 1,2 V) bar-
ricas com 92,960 kilos de aaauear branco e 500
ditas com 38,920 ditos de dito mascavado.
Para o Rio Grande do Sul, P. Alves 4 C. 40
latas com 600 kilos de assucar n fin ido.
Po patacho nacional Taborda, carregou :
Para o Rio Grande do Su', Affmso Taborda
133 saceos com 9,975 kilos de assucar branco e
102 ditos com 7,650 ditos de dito mascavado.
' No vapor americano i'nonce, carregou :
Para o Rio de Janeiro, r. T. Combra 1.450
saceos com 87,030 kilos de assucar branco e 350
ditos com 21,000 ditos de dito mascavado ; S. G.
Bnt) 1,000 saceos com 75,000 kilos da assucar
branco ; A. F. dos Santos 1 caixa com vich- de
jurubeba.
a No vapor nacional Guahy, curregoa :
Para Babia, F. A de Azevedo 150 voiumes com
12,525 kilos de assncar branco.
== No vapor francs ViUe de Mace 6, carrega-
ram :
Para Santos, Maia Resenle b pipas'com
2,400 litros de agurdente, 100 (lie os com 6.000
kilos de assucar branco e 1,250 dit.s com 75,000
ditos de dito mascavado ; Amonio Irmos 4 C.
220 saceos com 13,i0 kilos de a sacar branco e
20 ditos com 13,203 ditos de dito mascavado ;
F. A. de Azevedo 800 saceos com 48,0, 0 kilos de
'assucar branco e 900 ditos com 01,000 ditos de
dito mascavado ; P. Alves 4 C. 260 voiumes com
15,600 kilos de assucar branco e 10) sa :cos com
6,000 ditos de dito mascavado ; P. Pinto 4 C. 15
.pipas e 75 barris rom 14,400 litros de agurdente.
Para o Rio de Janeiro, H Hurle & C. 1,000
eaccas com 77,889 kilos de algodo.
No vapor nacional Para, careegaram :
Para Manos, P. Pinto & C. 46 birria com 4,416
litros de agurdente ; F. A. de Azevedo 30 voiu-
mes com 1,025 kilos de assucar branco.
Para o Para, F. A de Azevedo 500 barricas
com 20,525 kilos deassn^r braacs; M A. Sena &
C. 36 barricas eom 2,358 kilos de assucar refinado;
P. Pinto 4 C, 10 pipas com 4,800 litros di agur-
dente.
Na biircaca Aurora 2*, carregaram :
Para Maeo, F. da C >sta & C. 1 0 saceos com
farinha de mandioca.
Navio* (A carca
Barca noruegucuse Qlitner, liul!.
Lugar norueguense Han Tode, Mmterideo.
Lugar ingles May, HulL
Fe 2 a 6
dem te 7
De 2a 6
Id'.a de 7
- 2 a 6
[de o de 7
A'ecOdon'a
Consulado r.veinda
200-226i332
9:498020
1:293*986
jSectVe Drainage
Mercado Municipal de
10.7921906
3:101*320
1:296*827
4.401*147
636825
39*068
662*778
8. Joa
O movimento deste Mercado no dia 7 de Maio
foi o seguinte :
Eutraram :
34 boia pesando 5,763 kilos, sendo de Oiivei-
ra Castro, 26 ditos de 1* qualidade e 8 di-
toa particulares.
578 kilos de peixe a 20 ris 11*560
102 cargas de farinha a 200 ris 20*400
11 ditos de fruetas diversas a 300 rs. 3*300
6 taboleiroa a 200 ris 1*200
25 Sumos a 200 ris 5*000
Foram ocenpados :
24 columnas a 600 ris 14*400
22 compartimentos de farinha a
500 ris. 11*000
21 ditos de omida a 500 ris 10*500
81 ditos de legumes a 400 ria 32*400
17 ditos de auino a 700 ris 11*9 Jt
11 ditos de fresa-aras a 600 ris 6*600
10 talhoa a 2* 20*000
7 ditos a 1* 7*030
A Oliveira Castro 4 C.:
- 54 talhos al*. 641000
Deve ter sido recadada neste di
a quantia de 209*260
Rendimento dos dias 1 a 5 1:205*460
c.rta cima seoecupa compram em nosso estabe-
lecmento sob sua nica responsabilidad?, sem ser
preciso abono de V. S.
E estar a verdade de que p .te faser nso como
Ihe canvierScmoa de V. S. amigos attentos e
criado*-Manoel Joaqaim Ribeiro 4 C.
(Esto ss firmas reconhecidas e aeladas.)
oqneriiu obre o eaielllonaio pra-
tlcado por Vicente ilverio de
Soasa
L'ndo no Diario do boje o inquerito ci-
ma meuionado, no posso deixar de vir
imprensa para fuzer acerca do mesmo al-
gu uas observar,^ 8, nao tanto no intuito
de. apartar do miro qualquer juizo temera-
rio, pjis qu?, cotifL) no conc-ito dos que
no coahecem, Aomo p ra no deixar cres-
cer qualquer pretexto, que se esteja crean-
do, afiro do einbaracar a accao que contra
os Srs. Sulzer Kufnaun & C, movo pelo
juizo do uoinroercio desta cidade, desde
qn 1 baveudo os ditos senhores rollocada em
sua casa uro empreg.ido infi-1 a quen alias
lr>siim constituido agenciador de vendas
de inercadori.is a grosso, segundo confes-
sam, no podein ter a prct^njiio do atirar
sobro tereeiros os prejuizos resultantes do
qualquer abuso pratieado pelo seu eropre-
gado.
E' inteiramsafe inexacto que as 2,716
meias barricas de cimento quo comprei e
p >guei aos ditos senhores, pot intermedio
do seu empregado, houvcssem sido ante-
riormente vendidas pelos mesmos senhores
directamente ou por intermedio de qualquer
pissoa de sua casa ao Dr. Goncalves
Pinto.
E' tambero inexacto quo na poca da re-
ten i a trau8.-,cr,-S'j o preco do cimento regu-
lusse na praca Je4 a 4)5500 cada meia
barrica, pois que tjnho e n meu poder cer-
t iao do corrector da pnc>, attestando a
venda, naquella po.-a, da nv'rcidoria de
quo 83 trata, pelo preco de 4tJ00 a barri-
ca iuteira de cimento inglez, j despachado
e entregue no caes ao comprador.
N2) me Borpreheodem as declaracoiS
qua leio no inquerito feito reqaerimento
dos Srs. SuIzt Kanffmann & C, que o
acoropinliararo at o firo, fcssistidos d.e seu
advogado, quando j sabiam quo nao roe
a tliavn eu disposto a partilhar dos prejui-
zo8 que possam ter soffrido, provenientes do
astucia do sen eopregado 110 exer/i.io da
autorisayo quo Ihe conf;riram.
Rit-ife, 7 de maio de J877.
Jos Joaquim da Costa Maia.
Despedida
Seguiado hoje para a Curte, na vapor
Finara, e nao tendo podida deppedir-me
pessu .diucate de torios os meus amigos,
pecoIbes deseulpa a'essa f.lta o offirejo
liies alli meus servigos.
Recif-, 7 de Maio de 1887.
Henrique Per eir de Lucena.
O professor de v Benedicto
ao publico
Acabo de ser atrozmente aggredido por
um anonyroo, as columnas desto impor-
tante orgo da impreusa, e entregara ao
de8preso e.Rsa miseria, porque condece a
uiao que me ferc pir motivos inconfessa-
aaa*argaa*aBM*iMS*a*aa*a*a*aBaisaaMsa*a*a*M
No mcmo estabelecmento foram tambam
abatidas para o consumo do dia 8 do corrate 112
revs.
Sendo : 84 pertenuentes a Olvei a Castro & C,
e 28 a diversos.
Vapore* e navio* esperado
VAPORES
Parado sul h-je.
Gold H .11do sul boje.
Cotopaxida Europa hoje.
Szehnyide Fiume a 10.
Mondegoda Europa a 11.
Peroambuco do norte a 13.
Marinerde Liverpool a 13.
Trentda Europa a 14.
Argentinade Hauburgo a 16.
Espirito Santodo sul a 17.
Nileda Europa a 17.
Liasaboode H imburgo a 17.
Ville de Haranbodo sal s 18.
Bkaae.iyde Ti este a 18.
Ceardo norte a 23.
Tagua da Europa a 24.
Alliaocado norte a 24.
Thereiinade New-York a 24.
Manosdi. sul a 27.
NAVIOS
Amandade Hambnrgo.
Apotheker Diraende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade CarditF.
Aune Catharineda Baha.
Auue Charlottedo Rio Grande do Sul.
Bernardas Goddlewua do Rio Grande do Sul.
Carolina do Rio Grande do Sul.
Diudado Kio Grande do Sul.
Enjettado Rio rande do Sal.
ratedo Hambargo.
Evorado Rio Grande do Sol.
Elysado Porto.
Favoritode Santos.
Guadianade Lieboa.
Jolantbede Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Katelina le Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hambargo.
MalpoJe Bruuswick.
Maggiede Terra Nova.
Marinho VIIdo Rio Grande do Sul.
Marenio Rio Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Naatilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Avres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Positivodo Ro Grande do Sul.
Rosa HUdo Rio Grande do Sul.
Kabbido Rio Grande do Sul. 1
Sparkde Terra Nova.
Withelminede Hamburgo.




.

' .
Foi arrecadado liquido at hoje 1:414*720
Precoe Jo dia :
Garu v "-de de 40J a 480 ris o kilo.
Carneii> de 720 a 800 ris idem.
Sainos de 560"a 640 ris dem,
Farinha de 160 a 24'J ris a cuia.
Milho de 240 a 28) ris idem.
Feijo de 640 a 1*000 idem.
Maladonro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 80
rezes para o consumo do dia 7 de Maio.
Sendo : 63 rezes pevtencente a Oliveira Castro,
tC, ei7a diversos.
HoTiiucno do porto
Navio entrado no dia 7
Rio de Janeiro e escala 7 das, vapor na-
^cional Para de 1999 toneladas, com-
mandante interino Antonio Pereira da
UJSilva, equipagem 60, carga varios g-
neros; ao Viscondo de Itaqui do Norte.
Navios sahidos no mesmo dia
Santos e escala-vapor francas Villa de
Macci, commandante E. Panchevre,
carga varios gneros.
Rio de Janeiro e escala-vapor americano
Finance, commandante E. C. Bak-T,
ctrga varios gneros. ^
Rio Grande do Sul-patacho nacional Pa-
dre Cacique, capital Jos Domingues
Guerreiro, carga assucar.
Ohservaq&o
Suspenden do laroario para Macu o
brigue nacional Phara.


Diario de PcrnarabucoDomingo de Maio de 1887





i

v
V?1S
se nSo fosse o reapeito que* devo ao
publico, nos meus superiores e a roim pro-
prio.
Desvie o anno de 1872 que exerco o car-
ga do proesaor publico, cm diversos-luga-
res desta provincia, e teuho tido a felici-
dale de ser geral nenio "rvsp itado e esti-
mado, al pelos Adversario, inclusive S.
Benedicto, trra do mea n linimento, onde
teobo numerosa uuiia.
l'osso appell.r sera receio para os piis
de tamilia e bomens de bem de a loeaii-
dade, cerio de que me ser lisonjeiro o i<\-
voravel o testemuuho dos mcsmss. Djmea-
Franrisco Antn! .> de Albuquorqne U lio.
C*rl;s Antonia de Araujo.
Jo icjuim LourencJ dos Rea Ferreira.
Consistorio da irmania-le de Santo Amaro da i
Saln, em sna grej', 6 do Fe.vereiro de 1887.'
O eserrao, M D. da Silva.O vigario, Augusto
Prankhn Moreira da Silva.
Freguezia da Boa-Vsh
Multas
Tcndo os Srs. Lyra t X, p'romettido ao publi-
co xplicar os motivos da multas que par miro
forafii imputas em Ferereiro ao seu empregndo
everiao Lyro, e n5o a tcndo feito al boje, pro-
v e i o pira que o f.-.cnm na praso de oito das
conhecid >s os inesrnos

afim de que possam
mo modo pirque cu iipro os meus deveres, ; motivos e nao outinue cada um a dir a intrpre
exstera na SocreSaria da Instruyelo Pu-
blica documentos que roe abocara, pdenlo
igual nente appelUr pura o lloarado e dis-
tincto director g. ral da I-istruecao Publi-
ca. Esta va reservado ao- qu j deveria
ter denunciado -attribairme vicios o de-
feitos tilo as^u roso.-, qua no deseo da in-
nba .lignidade para oceupar-me delles, dei-
xtndo-os na lama era quo se chafurda o
anonymo.
E p.ra ver at que ponto falta ello a
verdade, basta o quo refere sobro a fre-
quennia de mnha aula, que diz ser de 5
ou 6 alumnos, qutndo eff-ctivamento de
mais de vinte, como coasta dos mappas que
sou obrigado a apresentnr.
Achj iu-: i-q li tiesta lidado des e o dia
2 do correte, nao s por motivos de mo-
lestia, cauto para cumprir Din dever sagra-
do, aiorrpanhando ininha ira-a, que se
achava gravemente duente, e foi operada
pelo D:'. M laquias.
Consta de documento offiuihl a nioba au
sencia.
Beaif, 7 de Maio de 1887.
Manoel de Siqueira Pussos Sobrinho.
Cratuer Frey Jk C.
Protesto
Zeferino Paes de Souza Gama, a bem
da verdade, protesta contra a noticia falsa
qne este Diario deu hontem era sna Re-
vista Diaria, acere i de Urna importante
diligencia policial. Diz a Revista : que o
S3pateiro Thoa Jos Pt.r:ira, interrogado
pelo subdelegado eerca do furto do tazen-
das da casa Cramer, eonfessou tela recibi-
do em pagamento por dous pares do sapa-
tos, que Ihe encommen 'ara Zeferino Paes
de Souzs. Diz mais a Revisti, que eu
confronta lo cora o sapateiro e cedendo aos
esforcos do int^rrogant" (subdelegado)
disse que era verdade ter Justino, meu com-
padre, me dado pnr vanas vetes fazendas
para vender e que as do que se tratava t-
nbam si-Jo vendidas a ura italiano de neme
Joao CilUti.
E' completamente falsa a confissao, que
disaa este Diario ter eu feito ao subdele-
Jegado, porquanto nao recebi de Thom
fazenda r.lguma, e essa falsidade ainda
mais palpitante se torna quindo s alludida
follia diz ser eu compadre de Thom!
Este op rario, que s o conheco por ter
ihe encomm "ndado um par de sapatos, no
dia era que fui buscar a encomrBeuda, of-
fereceu-me fazendas para comprar ; eu re-
jeitei as, roas, elle pedio-me que procuras-
se comprador para s mesmas, enviei-lhe
o italiano Joao L'alloti que, tratando com
Thom, effectuou a compra das fazendas e
da qual 60 tive conhecimento quando fui
tato que Ib coovier.
R-cfe, 7 de Malo de 1887.
iirando Cavalcante.
lodanga
O col lejrio denominadoNossa Senhora da Pe
nha, inudc-;e do predio n. 19, di ra da Auro-
ra, para o de n. 37, esquina da ra Formosa.
Convite
Hermea'g-Mo A.maral do L^mos annua-
cia ao rcspeitav 1 pubco, aos seus paren-,
tes e amigos que so sc'ia estabelecido, aob
a firma H. A. Lomos & C, ra do V.
de Iohama (aatiga do Rang->1) n. 10,
onde encontrara) nao s um regular sorti-
mento de fazend. s, ma nio.ii.:idado de
presos e toda a sioceridade.
Declaraco neccssarla
No inquerito boje publicado neste Diario
sobre o (.'Btellionato praticado por Vicente
Sil veri) d-, Souzn, em pregado que foi na
casa com marcial de Sulzer Knflfna-m &
C.a encontrase o seguinte trecho :
t Alem desfes fastos delictuosos consta
dos autos que vendendo Sulzer Kauff.nann
& C* ao Dr. Goncalvcs Pinto 2,617 meias
barr jas de cimento no valor de 10:320/J800
fornecendo ao seu caiseiro Vicenta Silve-
rio urna autorisa^ao para l^r ao com-
prador afim de retiral-as quindo qtizesse
e(c :
Declaro que nem cmi os Srs. Sulzer
Kauffnann pregado de sua cisa contractei a compra de
2,617 meias barricas de cimento de que
trata o inquerito, coja t-ffirmacao nesto
parto me surprehende depois das declara-
c3o8 que tive occasiaa de fazer penante o
Sr. Dr. del-'ga o, contra as quaes nao
acredito que se apreseotera a affirmagao
de qualquer nem mesmo Sulz' r K-tuif nann & C. qunlqner que seja
o seu erapenli) em attenuar o prejuizo que
Ihes esusou o seu empregado.
lrcife, 7 de Maio de 1887.
J. Gongilves Pinto.
Oa poeta* em oJa* a Idada dedi-
caram eletjnntes ettrophes glqria da mnlhcr
seua lindo v form'8 eabeilos. A ealvic- <-ra tjda
como urna granle macula uoj ti-olpoe autigOi, e
e un inuito mu r ratao o dever ser neste tem-
p-oa m>derne, quando o meio de o evitar, acba-se,
par a-sim dixer, quasi ao alcance de toctos; por-
tanto nSo demasiado dizer que o uso frequente
do fragrant vigorador vegeta! o Tnico Oriental,
conserva o cabello em pleno vigor durante a vida,
restitus-o e o faz reg^n^rar, quando por motivos
de enfermidade ou deleixi prin; fia a seccar-se e
cihi-, e Ino d, se est secco on *sp:ro, uu gr-i
de brilo e flexibilidade que neuhuma eutra pre-
paracao oapaz de pro luzir ou imitar.
Euc ntra se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Prnambuco, Houry Fortter ce C,
ra Jo Commercio n. 8.

presenca do subdelegado, a quem, com
toda a franqueza, refer a verdade do que
se passou eutre mira e Thom.
E' esta a verdade que deixo aprecia-
cao do publico que, olhando airares da
irriparcialidi.de, saber fZ.r.me a devida
justica.
Zeferino Paes de Souza Gama.
Recifr, 7 de Maio de 1887.
l.letfo
d8 mpsa regedora da irmandade de Santo. Am- ro
das Salinas, que t>m de reger a meama irmau-
dade no anno compromitaal de 18o7 a 1888.
Jos
O irmao cx-tbesoureiro oianoel Jos da Cunha
Porto.
*t- Ecrivio
O irir.So Henriquc Magalhaes da Silva.
Thesoureiro
O irmo Proeuradorts
O Irmo Joo Francisco de Oliveira.
Bernardino Antonio Perfcira de Bnto.
Definidores
O ex-Juiz Francisco Botelbo de Andrade.
O ex-joiz Manoel Goocalvc- Agr.
0* irmos :
Joaquina Ficrii.no Correia de Brito.
/eftrinj Loureoco Martina.
Hclcodoro Jos da Silva.
Lydio de Olivera.
Francisco Jos Baptista.
Carlos Migalbaes da Silva.
Cordolino Manoel de Ssuza.
Olympio Francisco de Mello e Silva.
Antonio Baibosa de Oliveira.
Antonio Josquim de Sant'Anna.
Juiza por elei^a-i
A Eima. Sra. O. Benemrita de Barros Lias, es-
Eisa do Il'm. Sr. Dr. Je So Augusto do Reg
arres.
[*- Juizas protectoras
As Exmas. Sras.:
D. Francisca Lima Cunba Porto.
t). Antonia Julia Lonrenco.
D. Leonor Bastos dos Santos Pcrto.
D. Bita Fiuza de Reg.
D. Ursulina Amalia de Carvalho Vianna.
D. Mara da Conceic&o Veiga
D. Maria da Conceicao Vianna e Silva.
D. Maria da Conceicao Ttiieira Lopes.
D. Lenidas Pires Alve Ferreira Coelhn.
D. Maria Amelia Queiros Sodr da Motta.
D. Francisca Xavier Antunes de Carvalho.
D. Joaquina Bal bina Fialbo Ft rraz.
D. Rita M. Mendonca Figueiredo.
D. Anna E. de Souza Ribeir >.
D. Joaquina d'Aquino Barroso e Melle.
D. Amelia Ferreira Bartholo.
D. Brasilia Amalia da Coata Carvalho.
D. Zulmira Fernaudcs Soarrs.
D. Eivira Moreira Cardoso.
D. Maria Carolina da Costa e Suva.
D. Anna Barbosa de Oliveira Alves Lopes.
D Isabel Sjaiea Rodrigues da Silva.
D. Rosa Maria de Souza Vianna.
D. Mana do Cirmo Gondim Tavares.
Juizes protectores
Os Rvms. Srs.:
Dr. JerQnymo Thom da Silva.
Dr. Jos Afivoso ds Lima e S.
Conego Antonio Eustaquio Alves da Silva.
Commendador vigario Manoel Moreira da Gama.
./ Juizes protectores
*'Os IHie. Srs.j
Dr. Alfredo Sirzoes Barbosa.
Dr. Miguel de Figueiioa Paria.
Coronel Manoel do Nascimento Azevedo.
Coronel Sebastio Alves da Silva.
Coronel Manoel Goncalves Pereira Lima.
Maj'-r Luiz Augusto Coelbo Cintra
Commendador Manoel Jos Machado.
Commpndador Albino da Silva Leal.
Jos Raymundo da Natividade Saldauha.
Hcnriqu:- Saraiva de Araujo Mello.
Carlos de Paula L -ies.
Mano.I Jos Bastos Mello.
Joaquirn Jos Goncalves Bjltrao Jnior.
Manoel Csrdoao Jnior.
Vicente Alves Machado.
Firmino Candido de Figueiredo.
Jos Antonio Moreira.
JcSo Dcrmngues da Silva Pinto Almeida Gui-
msrei.
Companhla do Beberlbe
Coramunica se aosSrs. subscriptores das
novas acc5's torera sido tomadas todas as
3,000 acc5 -s, pelo quo vai so proceder ao
cumprimento das formalidades legaes para
que em tempo opportuno Ihes sejarn entre-
gues os novos ttulos.
R-uife, 6 de'Maio de 1887.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Agradec meato
Os abado assignpdos, genro e filba da finada
D. Carolina Theard Lopes de Senna, fallecida an-
te houtem, ursta capital, veem summameute pe-
nhorados agradecer s pessoas que digna ram-se
vistala no decurso em que agoardou ella o leito,
assim como aos cavalleiros que dignaram-se
acompanhal-a aa seu enterro.
A todos o seu reconhecimento.
Recife, 5 de Maio de 1887.
Antonio Soares Fernandez de Oliveira.
CVr jolina Lasne Soares de Oliveira.
mmmsmmmmmmmmmmmmmmmmmtm
Urna lagrima sobre campa de meu
querido pal i.uii tames da Silva
Fu ja a materia por um momenti
E nao fique a rtalidade no esquecimento !
Eternamente desapparreestes, deixando Untos
corscoes em te.nn.s maguas .. Ah I Tudo que
se apresenta deante n, e qne nos cansa admira-
cao, se tor d materia, nao mais que um pasea-
tempo 1... Somc-ae e nao mais appsrece, porque
ti'- veio rir de nos !... Nao nos deviumos engaar
nem tambem ser tanto engaado !... Mas, qnal!
Sempre somos obrigados, porque nosei... A
cada u.omento recebemos o calix de amargura !...
E a tudo nos fazemos cegos .. Porque iud i ou
sainos sonhar com a felicidade I ? !.. Dcsappare-
ce para sempre o meu querido pai. Faia&.m
pe!... Nem mais nina esperanza.. Quando
julgavao tSo necessario para consolo de miiihs
vida... Nao tardei reconhecei a fatalidade !...
Desde i ntao tudo para inim so metarmophosiou
com o veo da tristeza !!!... Oh inundo Tena
t a nos offertar aqnillo que se define em urna s
palavraa illu-o ?... E inda ha quenisejal-
gue melhor que o nada ? !...
Maio7 de 1887.
J ,a > Gomes Mattos da Silva.
Padre Amaro Jos de Olinda
Barcellos
- Da II de Malo de 1SS
Segundo snoniversario do seu passamento.
Ore por sua alms,
ao menos algam levita que foi seu amigo.
Celebram se missas na S, S. Pedro Martyr,
Milagrea, S. Francisco, Seminario e S. Bent i, to-
das s 6 b-,ras da manhi do indicado dia.
Saudade de seus pais
Roa do Baro
na
da Victoria
u.
11, 9 andar
A proprietsria deste estabelecimento, j bastan
te conhecido pelo trsbalbos all ejecutados com
mestria e bom gosto, como tambem pela lbaneza e
cavalbeirismo qae costums-se dispensar aquellos
que dignam-ce de honral-o com a sua visita e
confianca, previne ao publico que, com a acquisi-
cao que fez de machinas as mais aperfeicoadas,
est o mesmo estabelecimento em cendices de
tirar retratos inalteraveit por precos inferiores
aos dos que leem ltimamente viudos dos Esta-
dof-Unicks, e assim que um retrato de meio ta-
msnho natural tira-se pelo custo de 15KX).
O atelier, modificado e reformado como acaba
de ser, tornou-ab o mais perfeito possivel para dis-
tribuicSo de los, de modo que pdese trabalbar
sempre, com bom eu mo tempo, de 9 horas da
munha s 6 da tarde.
A essas circum tecbnico habilitadissimo e delle fazer psrte o pho-
tographo hespunliol D. Joaquirn Canelas de Cas-
tro qt,e trabalhon nes melhores estabelecimentos,
desse genero, cm diferentes paixes da Europa, e
a respeito de quem j os diversos jornaes desta
provincia trataran).
Do que fica dito v se que est o referido esta-
belecimento em condcoes de executar com pericia
quaesquer trabamos de photographia.
All encontrar-se-ha sempre expostas venda
grande numero de vistas de alguna edificios
pblicos, praeas, ras desta cidade e eus arra-
bales.
Um erro Fatal na America
No peridico (Cleveland, publicado em
Obio, nos Estados-Unidos do Norte, lemos
a des^rpjao de urna oporaao cirurgi-ia,
cujo8 funestos resultados sobresaltaram pro-
fundamente todo3 os facultativos da Repu
blica Anglo-Saxonoa. No entender do ci-
rurgio rniis endiente de Cleveland, o Dr.
Tnayer, semellinte operajao fi quasi ura
iTme !
ILivio muitos annos que urna senhora
chamada King padeca, de urna enferraida-
de de estomag), e nenhuin dos p.ystemas
do trataraento empr>-gados por varios me
di ;os puderara altviar lite os soflfriraentos.
i doenca tinha principiado eom mu leve
lesarranjo dos orgaos digestivos, de mis-
tura cora um grande fastio. A estes symp-
to:nR8 seguio-8e ura malestar indescrptivel
no estomago (malestar que foi tomado por
una sons.icSo do vasioiuteror) accuraulan-
do-se em torno dos dentes urna materia
pegajosa, acorapanhada de um gosto des-
agradavel, especialmente de manha. Lon-
go de fazer desapparecer a sensacao do
vazio, o alimento p-i-u'i, <.-.1g:uoiii;al-a. En-
tre outros syraptomi.8, notava-se a cor araa-
rellcuta dos .olhos. Pouco depois, as ruaos
e os ps esfrarem e tornaram-s pegajo-
sos, cobrindo-8o de um tuor fro. A enfer-
ma padeca de um cansaco constint-o, s?n-
tin l'j-s-o nervosa, irritada e clnia de ne-
gros presen t mentos
Ao levantarse de repente, a pobre se-
nhora senta urnas tonturas. Com o tempo,
oa intestinos chegarain a estar estreidos
at o ponto de tornar se necessario empre-
gar quasi todos os das algum medicamen-
to catrtico, nao tardando a enferma a sen-
tir nauseas e Lineando fura os alimentos
pouco depois de tel-os engulido, algumas
-ezes era um estado de azedume e de fer-
mentaco.
D'estcs desarranjos proveo urna palpi-
tado de coragao tao violenta que a infeliz
quasi que nao poda respirar. Finalmente,
en -ontrou-se na impossiblidade de reter os
aliraent)s, atormentando a sem cessar do-
res de ventro atrozes.
Attendendo ao facto de que todos os re-
medios at entilo empregados nao haviatn
produzido resultado algum satisfactorio,
reunise urna junta medica, cujo parecer
foi que a Sra. King padeca de ura cancro
no estomago, tornando se necessaria urna
operaco.
Era resultado d'esta-decsae, no dia 22
de Janeiro de 1882 fez o Dr. Vanee a
operacao em presenca dos Drs. Tucker-
mann, Perier, Arms, Gordon, Lupier e
Lallvfdll.
A operacao consisti em abrir cavila-
do do abdomen at descobrir o estomago,
os intestinos, o fgado e o pncreas. Ve-
rificado isto, os mdicos examnaram os
ditos orgaos, e, cheios de assombro e de
horro., viram que nao existia cancro al-
guno. Cerraram e fizeram o possivel para cu-
rar a ferida que haviarn feito; mas a pobre
senhora morrea dentro de poucas horas
Qiio triste a sorte do viuvo que sabe que
a esposa pareceu por causa de urna opera-
cao errada Se a Sra. King tivesse em-
pregado o verdadeiro remedio contra a dis-
p'-psia (sendo este o nomo da doenca) esta-
ia hoje em sua casa viva em lugar de es-
tar na cova.
Por meio do uso do Xaropa Curativo de
Seigel, remedio propro para a dispepsia e
para a indi_jestao, omitas pessoas se resta-
beleceram depois de torera ensaiado outros
remedios sem proveito. As provas d'este
facto s2o to numerosas que nao nos pos-
sivel reproduzl-as aqu, mas os que leram
os certificados publicados em favor d'este
grande remedie considera m-os como irre-
futaveis e convincentes.
A venda do remedio Ilimitada.
O Xarope de Seigel vende-se em todas
as pharmacia a do mundo, aasim como no es-
tabele -imento dos propietarios, A. J. Whi-
te, (Limited) 3, Farringdon Road, Lon-
dres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu
co: Bartholomeu & C, J. C. Levy & C-,
Francisco M. da Silva C, Antonio Mar-
tiniano Veras & C Rouquayrol & IrraSos
e Faria Sobrinho & C. ; era Bello-Jardim,
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco-Ver-
do e Manoel Cordeiro dos Santos Filho :
era Independencia, Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares, Antonio Car-
doso de Aguar; e em Tacaratt, Jos Lou-
renco da Silva.
Cormo geral
Exame para o provlsneaio de iiua
ro lasaren le pratlcantcM
-Fac publ.co qne at o dia 16 de Maio prximo
futuro ach se ab rta acata administracio a cnpcao pra o exime djs candidatos quatro va-
gas de praticautes, devendo o exime comecar no
dia 18 do dito tnez, s 11 bras da mauhii.
As maten as, sobre us quaes versar o exame,
sao : ejercicio de ealigraphia e orthographia, ari-
thmetija elimentar, eomprehendendo o uso dosys-
tema mtrico e noepes geraes de geographu.
_ O conhecimento das linguas estrangeiras rara
direito a preferencia,
Para serem admittitfos inscripco, deverlo es
pretendentes provar eom certidao que nao tem
menos de 18 nem mais d; 30 annos de idadp, e
apresentir certificado medico da boa s-tde e
quaesquer outros documentos que o abonera.
Administracao dos esrreios do l'ernaiabuco, 22
de Abril de 1887.
O administrador,
Affouso do Reg Barres.
Assembla geral extraordinaria
A_ directora da estrada de ferro de Ribeirio ao
Bonito codvida aos Srs. accionistas, se reunirem
em assembla geral extraordinaria, no dia 12 de
Maio prximo, a 11 horas da manha. uo 1- andar
do predio n. 73 prac de Pedro II, para o fim
di del i bem rem sobre a parte do augmento do ca-
p tal que est realsado e resslver acerca da mo-
dificacaj dos estatutos.
Recife, 26 de Abril de 1837.
O secretario.
Jote Bellarminc Poreira de MtUo.
Capitaula do porto
De ordem do Ex'u. Sr. capito do porto, fc>
publico, para o< devidos fins, que acha-se depo-
sitada nadca d'est.: Arsenal, urna lancha que foi
aprehendida n fjrtaleza do Bruin.
O respectivo propriet irio ter o iraso de 8 das,
contados da presente nata, para justificar o seu
diieito do propriedade, e nao o fazendo ser a res-
pectiva lancha desin&ncruda.
Capitana do porto de Pernambuco, 5 de Maio
de 1887. O secretario, Antonio da Silva Are-
vedo.
~ IRMANDADE
no
D vino Espirito Santo do Recito
( onsellio flcal
Consulta
De conformidade com o art. 68 ds nosso com-
promisso, convido ao? carissimos irmaos cx-juizes
e bemfeitores comparec rem em o nosso consis-
torio, domingo 8 do corrente, oelus 11 horas do
dia, afim de reunidas dure n cumprimentj {ao
dispjstn na 2a parte do art. 83 do mesmo compro-
misso
Consistorio da irmandade do Divino Espirita
Santo do Recite, aos 5 de Mai) de 1887.
O procurador geral,
Paulo Jos Alves.
Conferencias abolicionistas
A terceira conferencia ser realisad no thea-
tro das Variedades na domingo 8 d> correte o
meio dia, oecupaudo a tribuna o Sr. endmico
Nilo Pessanha.
Seguir-se-ha urna pnrtp recreativa confiada a
distinctos aitistas que graciosamente se eucine-
gam de preencbel-a.
Essa conferencia dedicada aos ab dieicnistas
da eorporar;3o acadmica e a S.'ciedade Pernam-
bucana Contra a Eacravido conta c:m o concurso
d'essa Ilustrada classe.
As eommissdes do costuma estar-; n;:s entradas
exteriores para arreoadar os de nativos que sejam
feitos em beneficio dos escravos.
O 1." secretario,
B. Cernciro.
Companhia das Minas
de Assuru
Sao couvocalos os senhores accionistas da com-
panbia das minas do Assuru p-iia, uo dia 10 de
Mai), i 12 lior :-. no escriptorm da compaubia
ra do Mercado n. 6, 1- andar, se reunirem un
assembla geral cxtriordiniria, para o fim de to-
maren) conhecimento dos setos da gerenc'a, e re-
solveren! o que convier. Rio, 26 de Abril de 1887.
J. F. de Alenear Lima,
Presidente.
Gormo g$ral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Far, esta administracao
expede malas para os portos d i noi te, recbenlo
impresios e objecfos a registrar at 1 hora da
tai de, e cartas ominaras at 2 horas ou 2 1/2
com porte duplo
Administracao dos eorrcios de Pernambu ;o, 8
de Maio de 1887.O administrader,
_^_____________Alfonso do Reg Barra.
1
Thesouraria de Fa-
zenda
Sub8tituieao de notas
Para conhecimento do publico se declara que as
notas do Thesouro de 2000 da 5> estampa, 5*
da 7 e 10 da 6 sero substituidas nesta repar-
tic,ao at o fim do mez de Junbo viadouro com o
descont de 2 0/0, o qual ser elevado a 4 0/d, a
contar do 1* de Juiho a 30 di Setembro do cor-
rente anno, na forma do disposto no art. 13 da
lei n. 3313 de 1886.
Thesouraria do Fazenda de Pernambuco. 5 de
Maio de 1887.O secretario.
Luis Emygdio P. da Cmara,
S, Gonzalo d'Amaranthc em San-
to Amaro das Sil as
A coinmisso encarregada da festa de S Gon-
Calo d'Amarautbe, que se venera na capella de
Santo Amaro das Salinas, previne aos fiis que
se digiinram aceitar cartas para a dita feata, que
no domingo 8 do corrsnte, sahir a receber as
esportulxs, afim de fazerem a festa eom a maior
brevidade possivel. -O 1* secretario,
Pedro Antunes Ferreira.
Arsenal de Marinha
De ordem do Exm. Sr. ebete de divisao Jos
Santa Casa de Misericordia do
He el fe
A Illm*. junta administrativa da Santa Casa
do Misericordia do Recife, conviia aos pareutes e
amigos (1-. fallecido commendador Elias Baptista
4a Silva, bemfeitor da m- sma santa casa, para
assistirern a missa de rquiem, cantada pelas edu-
candas da casa dos expostos, qne pelas 8 horas
da manha dj dia 10 do corrente, 4o anniversario
do : at.amento daquelle bemietor, manda cele-
brar ua igrej* do Paraizo.
Secretara da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 7 de Maio de 1887.
O escrivao,
______________Pedro Rodrigues di Souza.
Recebe carga, e epcommendas a frete mdico i
tractar com os
CONSIGNATARIOS
JOHNS r*N PATER & C,
RA DO COMMEBCQ N, 16
" 1 Hall st am Paclcet
Vapor extraordinario
O vapor Ni/e
De 3,039 toneladas de registro
Sahir rio porto do Rio
de Janeiro no- dia 1 de
Junio prximo -com es-
cal i para Babia e Per-
nambuco, Beguiodo depois de'pouca demo
ra com ralas e pasa geiros pitra
LISBOA E SOTHAMPTON
Desde j recebe-se enjomrnendas parf.
camarotes na
AGENCIA
II na do t omnierclo n. 3
1 andar
A damson Howie t C.
AGESTES

EDITAES
Imh de Minas de Onro Prcto
De ordem do Sr. Dr. director da Escola
de. Minas de Ouro Prcto, fajo constar que
at o dia 15 do Agosto futuro, estar aber-
ta nesta secretaria, a matricula do 2o anno
de Curso geral desta Escola.
Para a admissSo e6ta matricula, ne-
cessario quo o candidato apresenta certidao
do opprovacSo em portuguez, franeez, in-
gl.-z ou allemo, historia e geograpbia, va-
lidos para a matricula nos cursos superior .'8
do Imperio.
Sero dispensados destss preparatorios
os individuos qua provarem habilitaeojs
equivalentes, a juizo da congregacao, rae-
diante documento passado par escola, fa-
culdade ou uoiversidade estrangeira.
Secretaria da Escola de Minas de Oaro
Pret, 2G de Abril de 1887.
O secretario,
Joo Vctor de MagalMes Gomes.
DELAbACES
Instituto Lltterarlo Ollndcnse
Domingo, 8 do corrente, as 10 horas da manha,
baver sesto de Conselbo.
Secretaria do Instituto Litterario Olindense, 5
de Maio de 1887.O Io secretario, Samuel de
Lima Bottlho.
Manoel Pican? > da C >s'a, uspector deste arsenal
c capito do pirto desta provincia, convido aos
senhores abano mencionados, para no praso de
tres dias, cjutadw da presente dita, cjmparece-
rem na secretaria delta inspecco, afim de assig-
narem os contratos d conselho de compras das
sesses de 25 e 28 de Abril prximo fin-Jo :
Jos dos Santos O iveira.
Joaquirn Alves da Slv- Santos.
Bcltrao & Costa.
Francisco VI inoel da Silva & C.
A-iouio Duarte de Figueiredo.
Santos Lopes & C.
Joao Rodrigues de Moura.
Manoel Joaqam Alves da Costa.
Maia e Silva & C.
Jos Rufiuo Climaco d* Silva.
Joanna Paula Porto Machado.
Secretaria da inap..>cc) do Arsenal de Marinha
de Ptrnambuco, 6 de Maio de 1887.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
Proposta pa'a fiara*'rmenlo de 3000
tonelada*! de carvo de pedra
Esta eoinpanhia recebe proponas para o forn
cimento de 3600 toneladas de carvo de pedra por
tempo de um anno, madiaute as seguintes co idi
ees:
1* O carvo deveri ser de alguma das especies
conhecid.s por Cory Abordare Mtrthyr, Penri-
kib-r, Nixons Xavigatiou, Ocean Merthyr (u In
eo'.es Merthyr Smoketes^ Ste.mi Coal, primeira
quulidade e double screened, prevada com certifi-
cado da mina, o qual em cada carga do navio de-
ver ser apresentudo ao superintendente da c m
panhia.
2a A despesa de descarregar o carvo do navio
e tedas as outras da alfandega etc., sero por conta
do contnctante at a eutrega uo caes da c -m-
panbia, onde o carvo ser tirado das alvarengas
pela companbia e pesado ne trapiche em Cinco
Pautas, facilitaudo-se ao contractante todos os
meios de por si ou p;s3oa de sua confianca inspec-
cionar e eouterr o peso, o qual ser aceito como
definitivo por ambas as partes, nao sendo depois
attendida pela companbia reclama(,-ao alguma.
3* 300 toneladas de carvo pelo meuos sero
mensalmente entregues em Cinco Pouta? ; mas se
por conveniencia propri i qHizer o contractante en-
tregar maior quantidade, a companhia sujeita-se a
reeebel-a, comtanto que nao seja apreentadu para
HOYALMAILSTEAI PACHKt
COIPANV
0 paquete Mondego
E' esperado da Europa no di
11 do corrente, seguinds
depois da demora nc-cesssa
ria para
Macei, Babi, Rio de Janeiro, Santos.
Montevideo e Buenos-Ayres.
0 paquete Trent
esperado
do erjl no dia 14 de
carrate seguindo
depois da demora
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, Vigo e Son-
thampton
Vapor Nile
Espera-se da Europa no dia
17 en 18 do corrente seguin-
depois da demora necessaria
para
Baha e Rio de Janeiro
Reduceto de passaqens
Ida
A Southampton 1* clssee 28
Camarote reservados para os
Pernambuco.
^ara passagens, fretee, etc., tracra-se
CONSIGNATARIOS
Adamsoit Howie tf: C.
S. 3 RA DO COMMERCIO N. 3
Ida e volta
43
passageiros de
ir os
DO
1-
COMMERCIO
andar
Buiaiem
anipfschinTahrts-Geselischan
O vapor Lissabon
Estrada de ferro do Ribeiro ao
Boniio
De ordem da directora sao chamados os Srs.
accionistas desta empresa, para no prnzo de 60
dias, a coutar de hoje, recotherem ao London &
Brasilian Bank, a 5* entrada de 10 0,0 de suas
accfjes, nos temos do srt. 9 2o dos estatutos.
Recife, 9 de Marco de 1887
O secretarie,
Jos Bellarmino Pereira de Mello
CM Concordia
Tans-abrnJ
Mitttvocb 11. Mai
Einladungen gestattet.
Das directorium.
Recife Draiiiage
A companhia faz publico, para conhecimento
dos interessados, que collocou no mez de Abril
prjimo findo. os apparelhos abaixo declarados :
Recife
Ra do Visconde de Itaparica n. 25, apparelbo
n. 8,03f>, 3 andar.
Ra do Visario Thenorio n. 3, apparelho n.
8.036, 1-andar.
Santo Aut mi
Ra do Livramento n. lo, apparelbo d. 5,684,
i- andar.
Travessa do Livramento n. 4, apparelho n.
5,685, loja.
Boa-Vista
Ra da Aarora n. 3, apparelho n. 10,948, pri-
meiro andar. .
Idtm ilem n. 57, appirelho n 10,919, loja.
Recife, 6 de Maio de 1887.
E. Brotherhood,
Serente interino.
Veneravei confraria de Santa Hi-
la de Cassia
Elf Irao
Nao tendo-se realisado uo dia 1 do corrente a
elei^S-o do conselho adninstrativt para o anno
compromiseal de 1887-1888, po. motivos impre-
vistos, de ordem do conseibo administrativo con-
vido a todos os noesos carissimos irmos para
assistirern a missa votiva, pelas 9 horas da manb
de domingo 8 do corrente, e em seguida proeeder-
e a eleico d> dits conselho administrativo, eimo
determina o nosso eompromisso.
Coneit. ro d* veneravA' confraria de Santa
Rita de Cassia, 4 de Maio de 1887.
O secretario interino,
Maaoul Bandcira Filho.
pagamento nma conta mensal de mais de .'iO ) tone-
ladas durante o t.-mp do contracto.
4 O contractante dever obrigar-se ao paga-
mento de urna multa de l.OOOf por todo e qual-
quer mes em que deixar de fornecer a quantidade
estipulada de 300 toneladas, assim como se fr re-
conhecido que o curregxinento cu parte delle nao
de alguma das quididades mencionadas na Ia
destas condi(5es. _-
O* As prnp08tas para este contracto de ve es
tipalar o preco da tonelada de carvo em dinheiro
sterlino, o qual para raalisar-se o pagamento de
cada conta mensal ser reduzdo a 1 jOOO ao cam-
bio da cotaco das trausacces do Bauco ao tempo
da partida do paquete da Real Mala, que passar
para a Inglaterra a 29 mais ou menos do mesmo
mea da conta.
6* O contracto entrar em vigor no ls de Se-
tembro prximo vindouro e o primeiro aupprimeuto
dever ser feito para o referido mez.
7* Ser lavrado um termo de contracto bascado
as ceudicocs cima estipuladas, o qual ser as-
signado por ambas as partes.
8 As piopp8tas devero ser lacradas c remedi-
das ao superintendente da companhi-i uo C-.'u-j
antes do dia 31 de Juiho prximo futuro, uo qual
tero de ser ellas abertas no C6criptorio do mesmo.
A companhia declara que de modo algum fu-a
por este motivo obrigada a aceitar a proposta mais
barata ou qualquer das que Ihe forem apresen-
tadas.
Escriptorio da superintendencia, Cibo 6 de
Maio de 1887.
Wells Hood,
Superintendente.
Esperase de HAMBRGO,
por LISBOA, at o dia 17 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
ara passageiros e carga a frete trata-se con
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
SOC1ED&DE
BencfiecRte Al liaiif!
Sesso de finanzas
De ordem superior, convido a todos os eocirs
que sa aeharem de accordo com a lei, a compare-
cerero na sede social, segunda- feira 9 do corren-
te, s 7 horas da tarde, afim de ter lugar urna
seesao de finanzas.
Secretaria, 5 de Maio de 1887.
Jos J. D. Reg Jnior.
C'ub Imperatriz
Em virtude de baverom sido suppnsas ns lote-
ras da Colonia Isabel, res-dven este, club cmittir
nnvaa ac^es em substitui^o as que havia passado
em beneficio dos festejos carnavalesco? que torre-
rao com a nona lotera do Grao-Para, lioga ror-
tanto quelles que as aceitaran, epigaram, de
vir ra da Imperatriz n. 4i, afim de tracal-as.
O thesoureiro,
Antonio Jos de Azevedo Maia.
Contraria de S. fos erecta no convento do
Car na o
De ordem da mesa regedora, convido a todos os
doss.'8 irmos a comparecerem em nosso consisto-
rio, domingo 8 do corrente, pelas 10 liorna do dia,
afim de reunidos em mesa geral, pracedermos": a
eleico dos funecionarios que teem de administrar
esta confraria no anno eompromissal de J887-83,
conforme determina o compromisso que nos rege.
Consistorio da contraria de S. Jos d'Agonia, 5
de Maio de 1887.=0 secretaria interino,
Antonio Alves Vilella.
n
l
Babia, Rio e
fl yanor
Santos
i
RA DO COMMERCIO N. 3
t* andar
COHPAKDIA PEBNAHll*>t
DE
.VaTegaco costeira por vapor
r-ORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Babia
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 10 de
Maio, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 9.
Enommendas, passagens e dinheros frete at
4a 3 horas da tarde do dia 10.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pemambucana
n. 12
Companhia Bahiana de navega-
cao a Vapor
Maci, Villa Nova, Peuedo, Aracaj,
Estancia e Baha
O vapor Guahy
Commandante Martina
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 8 de
Maio, as 2 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at s 3
horas da tarde do dia do dia 7.
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7 tiua do Vigario 7
Domingi s Alves Mathens
lifliied Sutes & Brasil ft S. C
0
Espera-se de NW-'ort-
News, ata o dia 24 :e Maio
o qual i eguiri ::prs da
demora neceas ti-a pjra
Baha, Ro de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
j com os
AGEiitS
0 paquete Finalice
. /^ E' esperado dos portos do
** sul at o dia 21 de Maio
depois da demora necessaria
seguir para
Haranhao, Para. Barbados, S-
Thomaz e .\cw-Vork
Para carga, passagens.eac mm -n las ; dinheiro
E' esperado de Piume at o
dia 10 d Maio, seguindo de
pois da demora necessaria
para osp~it.>a cima.
'-.. l
M. 8
tracta-so com o
AGENTES
Henry hnhx & C.
- RIJA DO COMMERCIO 8
/ andat
rfiBiH




Diario *:* FeriHustfmc<>-- Dom.Dgo 8 de Maio de 1887
Pacific Stcam Navigalion Gonpany
STRAITS OF MAGEL1AN LfflE
Paquete Cotopaxi
' esperado da Euro-
a at o dia 8 de
laio, e seguir de-
|poif da demora do coa-
tome para Valparaso
om escala por
Batfla. Re de Jaueir TI a le
video
Para carga, passagens, encommendas e dio-
beiro a frete tracta se cora os
\% llsou Sons 4 t., Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-K. 14
Conipasshla llra ileira de M*ve
gaciioa Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambuco
Commandante o capitao de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos ; ortos do
norte at o dia 12 de Maio
e depois da demora indis-
pensavel, seguir paraos
p Recebe tambeui carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande d i
Sul, frete moche .
Para carga, pa3S'5'ens, cncommendas e valores
trata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN 9.
COHPAKBU PKftAMBlC*i*A
DE
Xavegaco Coste!ra por Vapo*
Fernando de Noronha
0 vapor Griqui
Comandante Lobo
Segu no dia 10 de
Maio, pelas 12- ho-
ras da manba.
Recebe carga at o
dia 9.
aras da maiiha do dia da
Passagv ib at as 10
partida.
EflCLuTORIO
Caes da ConE^aohia Ver&a
cana a. 12
rita
IMIA
Quiuta-feira, 12, effecta o agente Pinto o
leilao de movis e vidroe, bem ccidj uai jogo de
Liivu Tennis, uai dito 'ie cruqaet e om bilhar,
no arreazem da ra do Marqnes de (Jliula n. 35.
2leilo
{jarros grandes domados com palmeiras, 2 escarra-
deirM, 1 tapete novo para oa, 1 dito para piaoo,
8 ditos para portas, ditos de coco, 4 pares de lau-
ternas, diversas capas de brim psra cobrir mobi-
lias, ditas de ot'opar* piano e consolos.
sala de btiiiar
m rico bilhar novo e todos eos pertencis, 1
guarda renpa de mogno com espelho, 1 estante e
secretaria, 1 toillet, 1 caixa com tentos de marfim
para voltarote, 5 mappas mundi, 4 quadros, 1 reJo-
gio, 2 psrta cartoes, 1 uiea de jog-1, 1 banquinha
de dito, 1 carteira de amarello, 1 oculo de alcance,
livros e instrumentos do nutico e 1 forro de ta-
peto de coco.
Primelro qnarlo
Urna cama para csal, 1 guarda vestidos d ama-
relio, 1 lavatorio cem pedra, 1 terno de bancas chi-
nelas, 1 banquiuha de t ha rao, 1 bidet, 1 cabide,
meia cotnmeda, 1 espelbo, 2 pares de jarros e 1
guamic > para toilet e 1 f rr j de esteira.
Segando qnarlo
Ura msrquetao, 1 guarda vestidos, 1 lavatorio
i cabide, 1 santuario, eadeiras para oracoes, 1
espelho, 2 jarros, 2 lanternas, 2 qnadr s, 1 linda
costureira, 1 estante de livros, 1 guarnic&o para
lavatorio, 1 machina el-frica para chcqaes e 1
forro de tapet".
Sala de Jantar
Um guarda Icuca, 1 mesa elstica, 2 ditas c:m
gavetas e pi torneados, 2 aparadores com pedra,
2 ditos torneados, 1 machina de costura com caixa,
1 sof, 12 cadeiras, 2 ditas d<- bracos, 2 ditas do ba-
lando, 2 consolos, 5 quadro?, 4 etagers, 4 jsrroe,
1 relogio, 2 espreguieadeiras, 1 thear, i porta-toa -
Ibas, 1 qaartinbeira, 2 iaat.rnas, 1 eandieiro, 1
lustre com 3 bicos, 1 rieo appirelhide porcelana
dourada psra almcci, 1 dito braaco para cha, 1
dito de faiance, 1 dito para jantar. c ecos para
esf, garrafas para vinho, copes, clices, campo -
teiras. porta queilo, galbefeiroa, fcas e garios, de
electro pate, cieres de dito, licoreiros de dito, 1
spparelbo de dito para almccc, salvas de dito,
porta cartoes Je ditos e ontros cbjectoa de electro
piste e 1 forro de tapete.
Saleta
Um guarda ermidas de rame, 12 cadeiras, g
bancas, i marquesa, 1 mesa redonda, mallas,
bah, 1 espingarda, 1 pistola, diversos objectos a
plantas em vasos
Coalnba
Daas mesas, 2 jarras, 2 tabeas de engoxroado
com cavaletes, trem de cosinha, 1 banheiro de fo-
Iba e gaiolas para passaros.
Corredor
Uro banco de ferro 12 cadeirns, 1 mesa de ferro,
1 linda jarra com torneira, 2 jarros grandes com
palmeires e arandellas para gaz.
Te;raro
Um importante viveiro com passaros, 1 dito eom
rolas 4 palmeiras em barris e diversas plantas.
Jardn
D jos bancos da ferro, crotn palmeiras, tiorons,
acalifa?, craveiros o muitas ontr;;s plantas e di
versas vasilbas de barros.
Banheiro
Um appareibo completo de banho de duchas, 1
dito de chuviieo, 1 lastro de madeira e 2 bancos.
O agenta Guarni autoriaado p;r urna famiiia
que mudou-se para fra di cidade, far leilao dos
objectos cima m ocionad-.f, os qnaes se tornara
recommendaveis por aeh.rem-oo em bom estado
de ci nservacao.
A's 10 horas e 10 minutos partir nm bond que
da- psasagem 'gratis aos concurrentes.
Tersa-feira 10 do Maio do 1886
A's 10 e Ij2 horas
Na ra Prim ir de Marco n. 12
O agente Modesto .iptista, per mandado do
Exm. S:. Dr. juiz de orphaos e ausentes e a requ, -
rimento do testarcentc-iro a iuvunrariaote do espo-
lio do finado Manoel de Monra Estoves, far Isilo
de nm terreno no Arraial, no correr da linha ter-
rea, orna casa de taipa na travessa do Maura, a
margem da liuha frrea, urna dita dita na r-icsma
travesea sob n. 2 c mais dous terrenoe na ir\:ma
travessa.
Para qualquer iuformacao oroesmo ag-nte :is
dar.
Agente Pestaa
Loilio
57
-
De importautes movis antigs e modernos
Constando De uina mob'.lia completa tendo
meza redonda com pedra e os eoos los grandes
espelho?, urna dita tambem com consollos de pedia
escura e esp' lhos grandes e meza redonda de
mogno, 4 j&rdineiras de ferro para tiiores, 1 gran-
de espelho com moldura deurada, urna importante
secretaria de megno, 4 serpentinas douradas c 1
candelabro, 1 rabeca, 1 cadeira de braco imi-
tando cana, 2 eta. ers, 2 figuras de gesso, 4 hin-
cas de Jacaranda para ) torneados, 1 cadeira para cfac&o, 1 guarda roupa
de amarello, 8 mangas de vio.ro, 1 porta msicas
de Jacaranda e 1 estante alta pira msica.
Uoia importaute meza elstica de 8 peie, tendo
5 taboas, S grandes aparadores de armario de
amareliO, 2 dito decolumna.2 mezas meias tan ri-
jas, 1 guarda comida de rame, 1 porta garrafas
de ferro, 8 cadeiras antigs, 2 bancas, 1 grande
banco de amarello, 1 pharol com vidros de cores, 2
camas de ferro, 2 maiqoeV.es, 1 marquisa, 1 ca-
bide de colunioa, 1 sorstteira, 1 machina de costura,
4 mangas para lanternas, 2 glob s para areede.'ae,
1 dito para candieire, 1 m- za grande de amarello
para eoeinha, 2 jarroes e outres movis antigos.
Terca f el ra lo do eorrentc, as
11 horas
Na rus da Unio casa trra n 8
O agente Martina competentemente autorisado
far leilao dos bons e antige movis existentes
em dita casa os quaes serao vendidas aqueta mais
der.
Entrega e recebimento rm acto continuo.
Leilao
Dos movis e utencilios do hotel Cinco Na-
<5es, sito ra largt do Rosario n. 33
O agente Brito, a mandado do IUm. e Exm. Sr.
Ir. juiz de direito do c< mmercio e a reqoerimen-
to de Jos Ferreira da Costa, levar a leilao, os
movis, loucas, quadros e todos os utensilios exis
tentes no referido hotel, ao correr do martello.
Terja-feira 10 do corrente
As 10 li2 horas
Agente Brito
Da casa terrea sita ra da P^loia
QUARTA-PEIKA, U DO CORRENTE
A's 11 horas
No armazem da agencia de leilSeg ru?
do Vigario a. 12
O agente P. Una veederi por mandado do Exm.
Sr. Dr. juis de orphaos, a quem mais der, a casa
terrea sita ra da Palma n, 75, pertencente ao
inventario dr Franciseo Alves Mascarenhas, com
assistencia do E;m. Sr. D.-. juis de orphaos.
blfl
Da 1 piano, 1 mobilia de Jacaranda com 1 sof,
2 consolog com pedras, 2 cadeiras de bcaen o 12
da guarni^ao. mesas redon Ja, 1 cauiieiro de
snspenjau, 1 mesa de advogad 1 estante enver-
nisade, 1 esprfguicadeira, cadeiras do balan?) e
1 mobilia de pao carga.
Um divane 2 cadeiras estiladas, 12 cadeiras
de junco, 2 cubides, 1 n de ndira para cofre.
Urna mesa e:stics, 1 guarda luuc.. 2 aparado-
ras 1 d''o c-;m rsoario, ci.p *, calios, garrafas e-
um trem de c sinba.
Uu!. cuma d,e o>02no, 1 miic^u .ulo, 1 guarda
vestido, 1 conv.i. -i, 6 cadeiras uu junco e nimios
outres moveis.
tluluta i va 13 do eorrente
Agiente Pinto
n. 36
Em continua cao
Vender o (neamo agente : 1 bH'c-1-5, 2 i'eirs,
1 armacao iDg'eza, 1 mesa para fazendas 1 ban-
co para burra 1 earteira.
Ag-.nte Pestaa
Leilao
iC!lo
De daaa meia aguas na ra Imherial no lu-
gar denominado Coqaeiroe, sob n. 167
B, pertencente ao espolio do Joao
Adriano de Mello Dutra.
O agente Pestaa sutoriaado pelo Exm. Sr. Dr.
juiz de orphaos vendar is duas meias-aguas
cima mencinalas.
Te rea feira IO to corrnte
A's 11 horas
No armazem ra do Vigario lenorio
n. 12
Em coiitinuac.o
Vender o iccsmo om sobrado de um andar
sito em Olinda A ra do Comnerjio u. 17 com
pertao para a ra Ja Misericordia, eervindo de
base a oferta nao apparrci-ndo quem mais d,
Grande leilao
De bou movis, p;ano, bilhar, crysta'es,
electro-plate, vacca com cria, garrotes
d trra, 1 garrote inglez, diversas qua-
lidades do plantas e 6 grandes resfriado-
rea no vos pnra saboaria.
Quarta feira 11 do eorrente
A's 10 12 horas
Na caaa terrea si'a ra di f.
CONSTANDO
Sala de vimia
em linda mobilia de jineo ni. dalbib completa-
mente ava cr m 12 cadeiras do gu3rnico, 4 ditas
de bracos, 1 sof, e4 consoles com tampo de p dra,
1 excellente piano forte do fabricante Pleyel n. 4, 1
linda estante para msica, 1 cadeira para piane, 1
estrado para dito, 1 eepeiho ovni vidro biteot, 6
almofidas berdadss para aof e cadeiras, 1 lustre
de erystal, para giiz carbnico, 3 pares de jarros
de faiance, 4 ditos de porcelana, 1 lindo relogio
com termmetro t barmetro, lindos quadros com
molduras dourada bordados em alto relevo 4 lindos
De um jogo de croquet, um dito de L-.wn
Tennis, ambos novos, com urna rede, 2
duzias de bolas e 4 rachetoa, 1 bilhar
com seus perico. ;cs.
Iiilma r.-i.a. I! do carrate
Ao meto dia
Ruado Mrquez de Oinla n. 35
P*r occaeiSo do leilao du movis e muitos outros
movis.
Agente Pinto
Leilao
Em
eontinuaco
Na ra Io de llardo n. 12
De cadeiras de junco, camas de ferro para mo-
nino?, loacar. jarros, candieiro?. fazendas, miudo -
zas, ferragens, chapis c chapeilinas para senbora
e 1 banheiro.
to
VISOS DIVERSOS
A pessoa que quier adiantar a quantia de
68J0Q0 psra a aitorria de um i escmva que sabe
lavar, engommar e cosinbar. para a cscrava lhj
pagar com ser eervicos, dirija-se a ra do Mar-
ques do Hervai n. 3, ;oja.
= Precisa-se filr.r com o Sr. Loureoej Jue-
tiniano da R>caa Ferreira ou eoin alguion pocin
de soa familia ; no escriptorio de Gomes de Mat-
tos IrmSos, ra do Mrquez de Ofift ia n, -b,
primeiro andar.
Na Passagem da Magd-.!-n ., entrada para
o Remedio, alaga se pelo tema i que bu o:i\en
cionar, um sitio com boa casa, maitas frueeiras,
viveiro, baixa te OHpiu>, etc. : a tratar na ra do
Imperad.r o. 14, andar.
Aluga-se casas a 8/000 no becco dos Coe
hos, junto dt i-, floncatlo : a tratar na ra d
[mperatns i
Lava-se e eugomma-ae com perfeicae a por
preco sommodo ; na roa do Bario da Victoria a.
55, entrada pela ra das t lores.
GASA
Aos o:000$000
^raija da Independen
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado vendeu da Ia lote-
ra extrabiia boje, 4 do corrente os seguin-
tes premios :
4959
2731
6905
- 224)
Approxirnac3<8 5032 e 1020 e mais 11
bilhetea da centena da sorte grande com
15#000 a cada um.
Tem dxposto a venda ob seus felizes
bilhete8 garantidos da 2" loteria que ser
extrahida segunda -feira 9 do corrente, s
2 horas da tarde.
PREgOS
Em porcSo
Inteiro 2,5700
A retalho
lnteiro 3)J00O
Antonio AuciHstn rf-is kii#' Port .
200,JO0O
50^000
30^000
30^000
Ama de Icite
Tricofero de Barry
Oarante-se qnfaz as
cer ecreacer o cabello ainda
aos mais calvos, cura a
linha e a caspa o remoro
?odaa as impurezas do cas-
co da cabero. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e infallivelmento o
virna esposso, niacio, lus
ti oso e abundante.
A^ua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E'o nnico perfume no mun-
do que tem a approvaco offieia'. do
ura Governo. Tos dos vezea
ruis fragrancia que qualquer ontra
e dura o dobro do tempo. E'inuito
mais rica, suave t) deliciosa, E'
, muito mais fina e delicada. E'
mais pencanente e agradavel no
lenco. '1 -!.!a,srazi8 mais refres-
I cante no banjo e no suaito do
I lente. E' especificc contra a
rouxidilo e debilidade. Cora as
dores de cabeca, os cansacos e os
I deamaios.
Xarope ie Vifla ie Reiter Jo. I
icrta de bal-o. oirois de csai^o.
Cura positiva e radical de todas as formas de
rscrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affec5es, Cntaneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
enoaa do Hangue, Figado, e Bins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
s restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabao Curativo de Reuter
CPPI.ESSAO
ft:oi trUMI EHl
(jrJBMEOIal
asplra-se a fun-j? que penetra no pealo acalma o syniptuaia jecoau, facilita
4 expectoracafi t mvorlsa as funccM dos orgaOs respiratorios.
* MHC IW,iss CLiuiu-e, esa Parta
*m *1 L VA C% _
**.
VEP.DADEIROS GRAOSqeS&UDE do DTKANCK
* LICENCIADOS PKLA INSPECTORA OERAL DE RYGIENB DO IMPERIO DO BRAZO.
I* Apartantes, Estomachlcos, Purgativos, Depurativo*
I* ;oiltra a Falta de appetlte, a Obstruccao, a Bnzaqueca, a Vertpems,
as Contrestdes, etc. Dou ordinaria : 1. t 3 gr&oi.
, Desconfiar as falsiflcacoes Kxgir o rotulo junto imprimido em francs
e com letras do 4 oOres. sendo f '
cada urna letra de urna cor differente e
Em VASra, Pharmacta LEBOV SesMiUs ib Uduat rmciui Plurmaciai
Lotera da Provincia
Segunda-feira, 9 de Maio, s -2 horas se
extrhir a 16 parte da 2.a lotera em beneficio
da Santa ah de Misericordia do Rccife, no
coiisstono da igreja de Nossa Scnhura da
Concefo dos Militares, onde se acharao ex-
postas as nrnas e as espiraras arrumadas em
ordem numrica apreciadlo do publico.
WI*rrr\r\r>r\rTrWMrWrWVVyiV^^
C
POS DE ARROZ SSft.Offtg
Sabonete Cremo Simn
preparados com glycerina, para a toilette diaria, contra
as influencias perniciosas ila atmosphera c para dar ao
rostro: Frescura, Mocidade e Macieza.
FRUSTRI.L AS NUMEROSAS UJITAQOlS. "Cft
J. SIMN, 36, Eue de Provenre, PARS >S
PRINCIPAES PHARMACIA?, PERFUMERAS ET LOJAS DE O'BALLEREIROS. tX&
1.......***>*1*'*'**,rsr'^Vi'r^V>WVlAM*JIJ
Precisa-se de ntua sm de leite
Marques de Olinda n. 41, armasem.
na rnc do
Pequeo armazei
Bu* la Inipcialrl/ n. St
VINHO DO GANCHf
Chegou nova remessa deste vinho e aceite de
olive-ira, superior ; vend-se engarrafado e em
;&tas.
'ti.
cmbranQtt
Pede-se ao Sr. Saldanba o favor de pagar 64,
importancia de, siui letra, e se nao o fizer ateo
dia 11 do corrente, ver sen BOme por eztenso
nesta folba. -
Declaraf
Os abaixo ainignados communicam a esta praca
quo dissolveram a sociedado que sob a firma Gon
calves Pinto ,Sr C, liaviam constituido para eze-
c:c3o das empreitadas dns estradas de ferro do
Recifo- Garuai e. da 3" sec^ao do prolonf; imento
do Keeift s. fVancaco, iassanda ao t. Fran-
cisco Justiniano de Castro RebeTlo o debito e cr-
dito dos seus siib-empreiteiros, c-sssando aasim
todas as sues transacco s. Recife, 12 de Abril
de 1887.
Jos Ooncalvrs Pinto.
Candido Gaffre por si e P. p. de Jos Pinto de
Olivcira e de Edaardo P. Guinle.
Hypolito Velloso Pederneiras.
Invisicis grandes
Keceb'U a Expisico Central, ra larga de
Rosario n 33.
(Jaixeiro
Pncisa se de um men'no com pratica de laver
na ; a tratar na ua da Palma n. 71.
Engcnho

Arrenda-se o engcnbo G yr.b distante da oidadi. de Jaboato, uom d'ugua,
moente o corrente, eom trras e matas para sa-
n jar at 2,U0t pas de ssupaF ; a tratar com as
proprietarias na rna da lp6tri u. 49, segundo
andar.

DA
Aos 5:000|000
Bl hetes garanfi5os
23-RA PRIMEIRO Di MAR90 -23
Da 15 parte de Ia !.,!-ri 1 r!a provincia
.
vonderam Martina Fiuza
tes premi ib gsr>Dtidos ;
5031
6157
5347
6332
7444
1406
2249
2776
3025
4156
4739
Acham-ec Wrts
& (J. os se guin-
5:000 Para o Banho, Toilette, Crian
Sas e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Approvsdos o autorisados pela inspecto.
ria geral de hygienne do Rio de JaDeiro.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Em casa de tocios os Perfumistas e Cabelleireiros
da Franca e do Extrangeirc
na A -D-rcs ca ^
PARS, 9,
>fis de PREPARADO COM BISMUTHQ
CU. FA."V, Perfumista
Se-na de la. Paix, X- AJKS
Pedido justo
loa J^us in Iom Sanios .%liueiln
Leopjldiii'i 'os Saufos Almcdo; Adelaide Zul-
mira da Fi Mectt Wagall'Sef, Alfndo dos Santos
Almeida, (ausente) Jos Lua d Fonseca Maga
lliiie, Julieta Pinto Ferreira da Svs, Ziliada
Fonseca Magalhes, Judi da Fonscea Magalbaes e
Abelardo dos Santos Al.neida, agrideeem do in-
timo d'alma a todas as pssoas cne se dign'aram
aoompanhar ao Qt* iterio Publico os restos mor-
taes de scu querido marido, ja', sogro e av e
pedetn a todos.os seus amigis e do fiando o obse-
quio de afsistireui ss tnissas que, p< la alma do
nssmo, mundam oelebr#t na Ordein Terteira do
Careno, seguuda-f-'ira, 9 do corrente, pelas 7 1/2
horas da manba, un- cujo seto de abuegaco se
COcfesaam eternarni'Mte gratos.
t
loaiiuit; Ferrete da Cimba So-
Iirinbo
Thomaz Ferreira da Cuhha. Thc'maz Ferreira
da Cunfes Junic*, (alsente), Emilia Ferreira da
Cunba Sobrio ha, Jonqn;ui F Emilia Ferreira da Cimba, pai, iroios, to e -tis,
agradecen: a 1 das te uessoas que ie ignsiant
accmpaiihar ai eemitiTio presado fllbo, irn.S') e si briiiho, Joaquim Ferreira
du Cunba Sobrinlio e |n O' vo as convidam para
assittirei as idis s que pelo eterno descanco de
sua alma mauda'ti r /.ir a a jM'ja do Espirito-
f'anto s 7 1/2 heres da insnha, segunda-fetra, 9
do c Trente, 7o da do- smt pitseamenfo, e desde j
se eisf.'fliim summum'''.te asradeeidos.


.-i
Pede-so a un morador do becco da fabrica de
tecidos, na Magdalena, que prend o seu innocen-
te cacborriuho, o qual ae rutret'-m. tm atacir aos
transentes So attender ao nOsso pedide, .t-a le
j lhe ricairmos gratis.
Um perse ruido.
taOBSsVVBHHsBBHBaBT
.-'
D. Carolina ToearJ Lopctt de
Sena
Antonio Soares F.rtjsnes de Oliveirp, sua mu-
Iher e filbos convidam eos seus pireutes e peeSoas
de amizude, para assistirem as miseas qu pelo
eterno repouso de sua presada sogra, mai e av,
D. Carolina Th ard Lopes sar na igreja do Espirito g-.nto, s 7 boras do iia
terea-teira 10 de Maio, Bet mo de seu paesainento,
pelo que desde j anteeipam s'us sgradi.ciu;eu-
tos.

-
Nndaoc-a de ciima
Cura provoveJ
Est reconb"cido p dicos e pelos tactos provados, q'ie o c'iwi d Cha
d> Carpina o m-iis hyg'enie) e salubre om toda
a ciraanvisinhanca ro HecitV, e po:tanto o mais
conveniente aos dientes q'.to n-'cpssitetn de mu-
danca de clima, onle sp ple rcspia:- Kvra e puro
ar, por s-r este agralavel, poroado situado i
grande elevacao cima de Pao d'Albo, Liinoeiro e
azaretb.
Em Vrtue dos toaravilbo-'os resultad 13 obtidos,
salvando vidas de muitas pessoas conhccidas qne
anda em tempo teem viudo pira aqu, reolvi
preparar commo osear urna das melh-res ca3as,
onde auxiliado p>r miulia mulb'r, p">sso receber
alguna doentes nc de cama nem contagiosos, e
comprometi me bem servir com boa c sadia ali-
raentacio por mdica penso ; quem pr. cisar deve
por aqui fazor ura passeio, que apenas custa 2 1[2
horas de caminhi de forro, e infirmar-so pessoal-
ments. Carpna", 7 de Maio d 1887.
Jo. Jbaquim de Moraes.
Boa casa
Ahjga-se o sobrtlo n. 67 rus Jo Bartln.lomeu,
confronte a estacio d; Ciruar, crin bistantes
i'oma?odos e b;a vista ; Irat-.r na ra larga do
Rosario n. 31, pharmsei*.

Aulonln de Oollanda favlcaiile
Arnou de Hollanda Cavalcante de Albnquerquc,
Leopoldina de Lacerda Cavalc-'.n'e, filbos e ora do fallecido
Antonio de Ilolland.i Cavalcante, convidaTl C8
geus parcnti'S a as p- asnas Je su amizade para
assistirem a ama miss'.i q m nJ&in reaar no dia
9 do orrente, s 7 1|2 boras da raanha, na matriz
da Boa-Vis:a, 5o aiiuiveesatio de scu pissitaentc,
e desde jd se conks:am eternamente agrade-
cidos.
.
i--
1004
Bfl
506
30^
306
306
;x>6
0O6
os h fortunados

Joao RiiWDli ilnntor
EmiHa owslt-y e anas tiihas agradosem do
fundo d' .I;-h todas as pessr.a.i qai; ncompanh
ram ao cciniteno o eu prende esposo e pui, Jcao
Dowsley Jnior, e. convidara aos prenles e ami-
gos para assistirem ns missxs do stimo 'dia, que
mandan: resi r p< r sua alma na matriz da Boa-
Vst;i, tero-i-feia 10 do com-nte, s 8 horas da
menta,.
t

O abaixo -signado ptitu-ip-. ao icsaeitavel
eorp commerelat deefa prai; i| mais
possa inttressar, que nea:a daia ln yenda de seu
, '. tn- eat&belecimenio de itr.lhMdos, sitj roa do Via-
LjUrCT* D- 13' conde de 47, Sr- AWio ttodrigues
do Almeid a q-j w por acto ria referida venda,
ficou perteDcen-lu todas as diviks activas > pas-
sivas rferen*es ao referido estab^leeiment .
O mesmo abaixo esignado, julga nada dever a
esta praca, com nfe.-encia ao sopra-dito estibe
lecimento ; afc p&rm ilguem s; jular credor
queira aprsenla.- seus timkia no prss > de tres
das posteriores p^blicico deste para serem
pagos ; findoe es quass n5o ee reapousabiliaa per
msis debito hI^ubs. Recife, 30 de Abril de 1887.
Anieo Augusto d B,.
Ibetes garantidos loa pwtc da i
.ia que se extrabir aeguuda-fera
corrente.
PRE90S
1 int iro 36'00
1 tergo 16000
Ess porco de loo^ooo
cima
1 inteiro 26700
1 tergo 900
b-
a l.ot<-
9 do
para
rotesto
r*re?ita e
roa da Matriz d
de vendedores re tatoleiro
Boa-Vista b, 3.
na
Coostaado que alguem pretendi centratar per
bypotheca, com o Banco Real, o eng uho Olinda,
sito co termo do Cabo, desde j protesta por
qualquer trsnsaeco feita oom o di:o engenbo,
visto ser eu conseuhor do mesmo. Recife, 4 de
Maio de 1887.
Manoel Bruno Alv Cosinlieira
Prcciaa-se de ama boa eoainheira : na ra da
Aurora n. ti, primeiro andar.
D. Unlaa Aurelia de Miranda
O Dr Joaqo:ui Jais lie Miranda e s. n irmo
Josa Joaqpiin de Miranda agradectm cordial-
mente a todas as pestoas que se dignarsm con--
p.mb.-.i- o cadver de sna pie? na o bondosa irma
Eulalia Amelia de Mirandi at ser sepultada
rro tumnlo d sua familia, e c.nvidam acs seus
parenieu eamigos, para nssieiirem A misa do se-
1 imo dia, que ser tvl- iir.nla na igrejn de Nosea
Senho.a da Gloria im da meia horas, e ahija ic- coutejamn gratos aos cjue
atistirem u et/le seto de rellgISo c csridade.
its>isrsat)_
5

Carolina Bntsilia fcnrgean Viesa*
Joao Martias Viegas, Alfredo Martina Vi<"gJs,
Alejandre Martina Vieg.s, I;,bel Gurgean, Loi-
za Cietnentina GurgTBn. .w-efini Gargeau (pre-
sentes), Anna da Cruz Viegas, Maria de Jess
Viegas (ausente: 1, szia. u> m a todas as pessoas
que se dignaram arompnubar ao cemiterio publico j
os restos mortae* de su querida esposa, mii, en-
teada, irroa, cunhad.t e nors, O. Carolina lia.ilie.
(urgeaa Viegas, e de uovo as convidam r 1 .1
assistirem as missar que pelo ter; o deBeanco de '
sua alma mandam resar na igreja do convento de j
S. Francisco, s 7 12 koras da niaulia, e quarta-
reir 11 do corrente, solio dia do scu p-tssamen ;
to. e desde su confeasam summamento agrade-
cidos.
km
Precisa-se de uina arar, de rr.eia i-tade para o
servico de um casal se-m fi'hos, e que uQ fianoa de
conducta, pa2n-se 20/OTO mensaes ; a tratar na
ra Vidal de Negreiros n. 129.
Ama
Precisa-se de nma ama para o servico de ama
casa 4e puca f-tmia ; aa rui Nova n. 1-1, se-
gundo andar.
Progredior
Fabrica de liquidas espirituosos
IH-IFJ
sas.;^
t
Nesfe bem montado estab?!e se todas as qaalidadc de gen^bras e licores-, ai-
I sim cmo vinagre branco e tinto, garaniindo-se a
I isenco de ingredientes nocivos a saude, como
tem sido verificado pela Ilustrada junta de by-
giene.
Joaqnim Duarte Sano a & C.
tiiirsii i'a Anscmlila n. 9. amigo
Forte do Hnltoot. Reeifc
Maria da Penda de Kiqucira
Cavalt-nnie -
Delmira Idalina de Siquciru Cavalcante manda
resar um misa., na matriz da. B01-Vista pelo re-
pius'i 1 temo d-' ana id*'atr4a e .-cinare lembroda
filba Mu ia da Proba de Siqueira Cavalcaute, s
8 horas da manbS de teg'.tf^u-fuira ) o correte,
1 anniverario do scu pussam r.t>. Para esse
acto de caridad L-religio, eom ida aos seus ca-
rentes e pessoas de sua misarle, confessnndo-sa
defd'- j4 pradecida a quem jeomparecer.
Anloaio i cicia da Cunba
Maria Amelia da CafiAa, figmdeeo cordialmen-
te a todas as ,eas as que ae dignaram acoir.pa_-
nbsr ejasistir o etrrrir:ento dos reatos morte.es
do sf u (.stremecidj marido utonio Pereira da
Cunhii, e pede a>s seus pareutes c ara gos e aos
do finado o caridesj oo'stquio de assistirem as
missas que por alma do mesmo munla celebrar
na matriz a Boa-Vista e na eapella do povoado
de Beb ribe, o 8 luras do dia 11 do corrente,
pelo que p.e confesa reconh -pida. _____________
. 'H^>
de
Perd
en-se
no domingo prximo passsdo um cacborrinbo n*e
immediacoes da igreja da Penha, com os signaes
seguintes : preto, qoa(ro olbos, orelhas cortadas,
nma maior de que oufra, focinho comprido, arras-
tando urna corda; quem o acbsr leve ra do
-Sogutira n. 29, que ser recompensado.
Joo lii wnley Jr.rsior
Os empregades da companhia lecife Drainsge,
querendo dar um t< stcmuiiho de exudado, religao
e amizade ao rcu siiupre I mbrndo chefe ger nte,
Joao Dnwslty Junior, que foi to syande em snus
dedietco e, quant> infefia pelo eeu inesperado pas-
samento, maDriam celebrar algumas missas pela
sea alma, s 8 horas d 1 manba do dia 10 do cor-
rente, na iratris da Boa-Viitn. Convidam pira
sesitlil-a. a-s eeus purentt? e amigos.
BssWssMsVsBHaHHMHMeaQsW9sflBBBai i
D. Carolina Titeard Loi>cm
Menua
Carlos Lisac e Tiistor Lhsno (ausentes), Jos
Luiz de Melle e sens fiihos, convidam aos seus
paren tes e as pessoas do sua amisa-1', p .ra a-
sittircm a urna missa quo mandam resar ca m>-
rnz de Santo Antonio, setnn: dia de seu fallec-
ireuto, terci-leira 10 po corrente. i 7 1[2 horas
da manba, por alma de f:ua presada mii, sjgra e
av, D. Carolina Thear.-! Lop?s de Senaa, con-
fess ndo-se grttjs todos por esso acto dereli-
g'to ___ -
Alcxaudrlna Amelia Ketia
nernardino Alves Neiva e sua moHret Alexen-
drina Amelia N iv.i, 'mandam ce'ebr^ir missas no
da 9 do corrente por alma da sna nanea esqoeci-
da filba, A!ex-:u Irina Amelia Neiva, trigsimo dis
de b ja da Madre de Deas, palo qne convidara os sent
am;gos pra aBsisMrrm a esta ajfo de religioe
c-iriJade, antecipando d'sde j es seos .inceros
agrndecimentof. ______
Vendc-se noeserip-
torio da Empreza do
Gaz latas com tres
caadas de Tar
catro) a 1^600
promptas e soldadas.
Faz-se grande re-
duego no prec
mesmo para as
(al-
rs.,
do

en
commendas de quan-
tidades
tratar :i
perador
a

maio res,
ra do I
n. 29.
Vende se alii tam-
bem coke(carvo) em
saceos avulsos.
i um >
/


0



i
..-,
Diario de PernainbncoDoniiuso 8 de Maio de 1887
Aluga-se
ama cas com crameos Par* grande familia,
itinarhnrjsadoj_na Poote de Ucboa n. 10.
A luga se barato
/la dos Guararapes n. 96.
Raa Viscondc de Itapariea n. 41, arraarem.
Ra do Viseondc de Goyanoa n. 163, eom agua
Largo do Mrcado n. 17, luja com agua
Ra Visconde G yanna u. 167, com agua e gas
Ra Cormel Suassuna n."141, quarto.
rraU-8i na ra do Couimerciu n. !>, Ia andar
tizriptorio de Silva GuimarScs & G.
Atusa -se
ama casa na povoacio de Cuyambuca, com quatro
portas de frente e armaco propria para f aseadas
e molhados, no largo da feira, o aluguel muito
comraodo ; os pretendentea dirijam-se meama, a
tiatar com Miguel Crrela de Miranda. ______
Tlug-a-se
doas casta na ra do Tuity (antiga da Lapa) n*.
10 e 12 ; para ver at chaves e tratar na ra da
Madre de Deus n. 8.
AMA
Precita-se de urna ama para comprar e cos
nhar : ua ra de Riachuello n. 18.
Ama
Precisa-ae de urna ama que cesiuhe e en enrame
com perffijai ; na na do Marqaei do Herval
numero 10.___________________'
Ama
Precisa-se de urna ama para eotiohar
durma em casa : no larg < do Corpa Santo
segundo andar.____________________
e qne
n, 19
Ama
6 Precien-se de urna ama %ue saiba cosinhar, de
de meia idade ; na rna Duque de Carias n. 2.
Advog-ado
O bacharel Antonio Ribeiro de Albuquerqut
Maranbio tem sua b*nea de aivoce.cia na praca
de Pedro S n. 75, no mesmo escnptorio do Dr.
Macoel Netto Baudeira._________________________
Vinlio da Mourisca
Proprlo para mesa
Jeito Ferreira da Costa, ra doAntHnn.
64, acaba de reciber urna partida d. vioucs cm
cascos exccssivamcn-c grandes, e como deseja
tornar bem conhecida < Bta superior qaahdade, que
te fas recommmdadt. pela sua pureza e bom pa-
ladar, resjlve vender este remrssa do sen
belecimeuto era narria de quiuto e de dcimo,
precos muifo rasoaveis, para o que chamara a
attencao QV'S sonhores apreciadores, assim como
aoe donos de botis.
Ebs retalho vende, se em casa dos brs. Jnsto
Teixeira & C. Succcssores raa Ja Penha n. 8
Precisa se de urna ama para eosinbar ; a tratar
na rna do Bario da Victoria n. 54, loja de mo-
vis.
Amas
Precisa-se de nma cosinheira e de ama ninlher
de idade, para tratar de dous meninos de 2 e 4
annos ; na ra da Unio n. 55, par traz do Gym-
nasio.
Ama
Precisa se de urna urna na fabrica Pheuiz ra
de Joao do Reg n. 15 ; a tratar na mesma.
Amas
Precisa se de duas amas, urna para cotinhar.
lavar e eomprar, outra para engommar e andar
eom crianzas, dando fbnca de suaa conductas, e
qne durmam em casa ; a tratar no pateo da Santa
esta- Croa n. 18.
pur
11311 Hi
PARA TINGIR A
barba c os cabellos
Ama de leite
Precisa-ie de nma an.a
ra do Aragao n. 35.
de leite ; a tratar na i
Precisase de um ciado
o. 45, 2- an ar.
Criado
na rna do Boin Jetus
ista tintura tinge a barba e os cabelles ins-
tantneamente, daudo Ibes nina bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GAKIA de i! uqneyrol Freree, successoree de A.
CAORS, ra do Bjm-JcsU9 ,'a'itiga da Crut
n. 2?.
Obras, *Sc vime e vinho
da Mourisca
Justo Teixeira & C. Kueceesores, ra da i'e-
iiha n. i, receberam de Lisboa pelo ultimo vapor
os costumados cestos, ba!aios c rouprirvs de vime,
ellegantemente acabado?, que vendara por prc.os
muito rez.'aveis e a<> flcan'c d^s eenhorea pieten-
dentes, pelo que chamara a attencao; como bem,
fem exposto A venda o exeeliente vinho da Mi u-
risca, o melbor vinho de pasto, actualmente neste
mercado, e que p r sua purera e superior quali-
dade. 'aoto (em gradado; mo preciso recoin-
menda!-o, ello pr. prio se recommeoda.
CONTRA
Peflu->3 Gripne, Brcnchltoe,
InitaffdeadoPeito.oXAROPEcaPASTi ,
de IfAF de D EL AN GRENIER -a- de nma eficacia certa J
Tarificad por M^nibio^ 'la Academia de Mr ticina da Franca. 1
Sem Opio, Uorphina era Cofaina t-oe sem recelo 0 |
criancas affectadas de Toase ou Coqueluche.
M'AItls, ra Vivienne, 5, PAR 9
TODAS AS PHAKMi
DO HUNDO.
Pr* cisa-se
AVIBO
Concertam se machn: do eogtara df
qualquer fabriennte, bombas toda e qual-
quer qualidade de machinas movidas a va-
por, ou gas, cto.
PRESOS SEM COMPETENCIA
39-Hna ij JBom-Jesns-39
Aos Srs. propietarios e edilica-
dores
Na antiga e bem acreditada olaria de Bmto dos
Santos liin!, A rna do Vieconde de Albuquerquc
(outr'ora da Gloria) n. 85, encontraran os Srs.
proprietarios e edificadores, oa seguintes objec-
tos:
Tijolus de alvenaria batida.
Ditos quadrados de diversos tamanhos.
Ditos para torno de padaria.
Ditos de tapamento.
Ditos para cacimba.
Telbas.
O propriet&rio dtssa conceituada olaria cient-
fica aos interessades que todos os seus productos
sao manufacturados com o exeeliente barro d'agna
doce, do Ingar Taquary, tornando-se por conse-
guinte recorouiendaveis nao s para a sade, por
nio ser hmido, como o sao .s d'agua salgada,
maa tambera p--l i duracao. Outrosim, scientifica
igualmente, que a forma de suas telbas maior do
que qualquer outra, sendo estas, ao meso.o lempo,
mais leves por nao receberem dorante o invern
grande quantidade d'agua, como succede com as
de barro d'agua salgada. Precos modiooa. 87,
ra do Viscoude dn Albuquerqae, outr'ora da Glo-
ria, 87. Entrada pelo lado do caes, defronte do
passadico.
Vuho de Collares
Legitimo, superior, e em barra de quinto e de-
eimo, ha para vender no armasem de Francisco
Ribeiro Piulo Guimaraes & C, ra do Baio
do Triuuipho n. 96.
Ordem do dia i. 63
Grande rovoluco
-; m bi' j3 de todas as qualidades, cores e lar-
garas, desde 5 centmetros at 1 metro e 20, e
quem vende por pn-coa mais resumidos o Pedro
An tuina & C, ser bom verem Bonitas fitas
de borracha para ligas, artigo de muita necessida-
de para uo drixareni correr as meias.que se torna
muito f'io, ven.i'.-te o metro p< lo menor oreco ;
tranca medalh'era para faaer crochet, parda e
branca ; fios de la e seda para o mesmo fim ; no-
ves leques pretos diapbanos, eufeitados com Un
tijoulss, proprios para luto, tambem bonitas vol-
las e braceletes. Alem destes artigos, muitos
or.trie, que'ser conveniente wreui, na casa de
confianza de Pedro Aotunes 4 C, ra Duque de
Caxias n. (3, Nova Esp ranea,
Massa fallida de J. C.
Jafropb
Manipoeira
Esae medicamento de nina cfricacia r ucubcida
no beriberi e outras molestias era que predomlua a
hidropesa, acba-se modificado em ana prepara-
cao, ;racaa a urna nova formula de nm distincto
medico desta cidade, sendo que somante o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a melhorar lhe o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lbe as propriedad-s medicamentosas, qne se
oonservam com a mesma actividade, se nio maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
eattmago.
nico deposito
Na pharmacia Conceicao, rna do Marques de
Oliada n. 61.
Beierra de Helio
Tinta preta
INALTERAVEL

rOMMIAK't'riVt
PHARMACIA CENTRAL
38 Roa do Imperador 38
Peronmbnca
8erve para eserptoracSo
copias de orna ves.
mercantil e d 3 ou 4
Tainancos do porto
para hornero e senhora. o quo se pode desejar de
mais aperfeicoado.
Scmciites muito novas
de hortalizas e flores
Selias
perteito8
A MELHOR PERFUMARA IWGLEZA
TREMIADA COM SETE MEDALHAS
TAMQLEWTOOD, MATHIOLA WHITE ROSE. OPOPONAX,
WHITE-HLIOTBOPE, En. BOUQUET,
CBAB- APPLE BLOSSOMS. o mais novo Perfume.
Estes Perfumes sao os melhore que existi, e to tendidos
em vidros com tapa patentada.
finest english, eau de COLOOME. a mais refrigerante em
vldros de 2,4 e 8 oneas.
AOUA OE FLORIDA. Para o banlio, qualidade extra."
OPALINE P DE TOILETTE. Inocua einvisivel.
cheba y tooth paste (Pasta para os denles}. conserva os dentes
e torna-os perfeitamente brancos.
O MELHOR SADO IN3LEZ TRANSPARENTE. Sem sor perfumado.
ou com delicioso perfume, em lagcas, bolas ou po para a barba.
O MELHOR sabao INOLEZ. Com alfazema ouopala, cmpSo.
OPALINA SO A P Sabio para a '.';: o a cor do rosto.
COAL TAR SOAP. Sabao de alcatrao. Carbolie Soap, sabftss
superiores para a toilette. Uclicisameiite perfumados, quali-
dade non plus-ultra. Od Brown Wmdsor, Honey, Eider Fiower,
Rose, Glycerina o Amendao. Escovas de dentes afamadas da
Corta.
Todos os artlgos cima levao a nossa marca de fabrica aqu junta,
e podem ser procurados a casa dos principacs negociantes da
America do Sul e da America central, e tambem pelo Intermedio
de qualquer negociante Inglez.
O Catlogo alustrado enviase gratuitamtnU quem pedir

panno o fkjcishos- di oss,
POK A TAPA 0A OOROi.
nico sgente para o Br. zil:
The CROWN PERFMERY C
177, Xrir-ntmrt Street. 177 LOXDRE8
F. M. Br.mrlon no Rio de Janeiro.
Selias
Amores
Pocas Mendes & C.
Ruu eatieita do Rosario n. 9, junto a igreja.
Boa casa
comprar o compendio de Direito das Gentes, pelo
jr. Pedro de Autrau ; quera fiver e quizer vender
pode levar ra do Imperador n. SI, armazem
do gs.
8o.ii nrgocio
Por inemnnodos de stude e por mndanca para
fra da provincia, vende-;e, nesta capital, urna
leja da faaeudas com pequpito capital, bem loca>
Usada o bem afreguezadn ; per favor informa-se
na ra do Rangel n. 50. I ji de baibeiro.
Levy C.
Aluga-se urna casa por preco commodo, na es-
trada nova do Casanga, ficando entre as estafos
io Zumb e a dos bouds ; a tratar no sitio da
viuva do Sr. Va'enc, cu no escriptorio deste
Diario.
o publico
Eu abaixo assignado, tendo contratado vender
o deposito de cigarros, sito rna da Impera riz
n. 84, ao Sr. Joao Fiuriano de A. Guedes, pelo
presente venbo declarar s peseoas que se julgar
com direito ao dito estabolecimento, apresentar
seus documentos com v praso de tres das, a con-
tar desta data. Reeife, 6 de Maio de 1887.
Augusto Jos Rodrigues.
B
do
Tnico Atiti-Catarrhal e Anti-Bilioso
Preparada por PAUL GAGE, piarmaceistlco te Masse. rjomor em medicina
VERDADEIRO
DR GUBLL1EI
Mi FAC l.t>All-: HE I-AHIM
umeo mopniETAHio ddeste medicamento
PAH1S, i, na de Greucle-Saiat-Cermia, i, PARS
Afms de sesatni i anuo* lacoulcvtavel ,1o Elixir de Guilll ; este medicaroenlo o miil
econmico c o mais onimodo pan Mr eopregad qitr como Pur-
gante ou Depurativo.
/< runfiar an fnlsifaeTH
iiipr l'fitii Eli>lr-ei SnOie m i ira Pili 6GE
Cada Qnrrafa rfcvc rr accoinf rilATADO fiOBUK A DUIGIH DO 0AT4BMO (TITCITAJ
ttm.un itmPernambuco:TrmnAitlJlkt'. I
FEBRES
COHTUGlOSiS
F/rxoes
DO PEITO
mOLESTItS
das Mulheret
e das Criancas


*e e-UMitf
da
.....j
venda os blhetes
lotera dsAiaas
^sfO-VO DPX.J^aA.0
Sorte grande
15:000*000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
as casas da Fortuna, ra l, de Mar^o
n.|23.
Casa Feliz, pra^a da Independencia
ns. 37 e 39 e na rna larga do Rosario
n.24A.
O dia da extracto ser brevemente
annunciado.
Ernesto & Leopoldo, cessioaarios da maesa fal-
lida de J. O. Levy 4 C., convi tara aos devedores
dita massa, conforme os respectivos livrps, a
compareccreni no seu iseriptorio, ra larga do
Rosario n. 22, 1 andar, dss 10 horas da raanha
s 2 da tarde dv qualquer d til, at 10 de Maio
do corrente Hiin>, depois do qne serao chamados
a juizo. Recite, 29 de Abril de 188T.
Ernesto Leopoldo.
"Por 16$000
Alo^a-se a loja do (obrado ra de Lomas Va-
lentinas n. 50, eaiadu e pintada de novo ; a tra-
tar na livraria Parisiense ra Primciro de Mar-
co n. 7-A.
Aluga-ee o 1* e tf* andares do.pr.edio n. 27
ra do Imperador, caiado e pintado de novo, tendo
bjna commodcs e agua ; a tratar na na Duque
de Casias n. 47.
tten$io
No dia 3 do corrente chamei ao Sr. Jo6 Del-
fino da Silva Carvalho para ir travesea do Prin-
cipe n. 1C, aim de tratar de negocio seu, nao
sppareceu ; paasando mais quatro dias chamei
por um bilbete postal, nao me espondeu ? dahi a
dous dias cbamei por ontro, dizendo a este senhor
que viesac pag>ir-mr, nada ; depois m odei urna
carta com o son cacripto ao Sr. Dr. administra-
dor, e devo estar certo que este senhor est
sciente desta corta, nSo me resp ndeu ; portanto
chamo diariamentt, at qne me pague.
Reeife, 23 de Abril de 1887.
Antanio.da Silva GusmSo.
ue assucar
Apparelhos economicoa para o coaJmen-
te e cura. Proprio para eDgenho peque-
os, sendo mdico em preco e ef-
fcclivo em operaco.
Pdese ajuntar aos engenhoa existentes
do systema velho, rnclhorundo muito a
quadado do assucar e augmentando a
quar.tidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma:hnismo nperfeignu to, systema moder-
no. Plantas completas ou' machm8io
separado.
Egpecificii0>B e inforror.93os com
Browns *"
5-RUA DO COMMERCIO-5
FOr 238000
*' Aluga-se sala e alcova do 1 andar do predio n.
85 da ra Duque de Caxias, proprio para es;rip-
torio, acha se completamente limpe ; a tratar na
loja do mesmo.
________VEHDAS._______
Cimento
Fonseca irraaos & C. vendem cimento ingles,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
WHISKY
ROYAL BLEND maroa VIADO
Este exeeliente Whisky Escosset < -env;
o cognac ou aguarden* de canna, para ortifice
i corpo.
Vende-so a rctalho nos n, lhores armasens
oolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujon
me e emblema sao registrados oara todo o BraaL
_______BROWNS & C, gr-ntos _______
Vende-se
um sobrada com bastantes corara idos ra de S.
Jorge n. 13, com grande nrmatcm no fundo com a
frente para a ra de Phand ; vende-se tambem
urna casa terrea na mesma ra n. 33, cem o fundo
para a mesma ra do Pharol ; a tratar na rna do
Bario da Victeria n. 65.
ios 1.000:000*000
200:000*000
100:000*000
nii
DE 3
m favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVJNGA DE PRRX \MBUC0
Mm a 14 i6 Maio fie 1837
i) thftsoiifeirFrancisco Ooncalves Torres

Cabriolets
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pilulas puriflcao o Sangue, eorrigem todas as desordems de Estomago &
dos intestinos.
FcrtaJecem a laude das constituooes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermldades 1
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para es meninos as. im como tambera para as
pessoas de idade avocada a sua efcacia e incontestaveL
Risos medicinas slo preparadas smente no Eslabetecimento do Professor Hollowav,
78, NEW 0XF0HD 8TBEET fante S33, Oxford Itrest), L05DEE8,
E vendeoue em todas as pharmacias do universo.
Os compradores sao convidados respetosamente a examinar os r. Julos de cada caiza e Pote se oto tsem
direccao. 533, Oxford Street, sao falsincaaoefc.
.1

w
licenciado pela Inspectora Oeral a Hygne do Imperio io Braxil.
es do Estmago, Dyspe.psUu
Anemia, Fehres,
de 16,600 ir. *"*^H I WT^ de CUSO
emLAROCHE PharmaceuticotU*-"*^ PARS, VIENNE, NICE: etc.
O Quina-Laroche nao um qualquer preparado, porm 0 resultado de irabalba quo
frangearo ao su vtor as mais altas recompensas dt> Estadn. O mesmo fervttglnamo.
tmrfi nti, raa Dreaot. aaa Pharmadaat.
Compras por atacado
o Peiloral de tambar
tem precos especiaes para aiuelles que compra-
rem grandes porcoes. Distriborm se impressos a
qui m os pedir, contendo as condicoes de vendas :
na ra do'Marques de Olinda .'^3 drogara dos
nnicos gentes e depositarios g' raes
Frannsao M. da Silva & C.
Vende se dous cabriolets, sendo um descoberu
e outro coberto, em perteito estado, para nm ou
dous cavallos; tratar rna Duque de Caxiar
" A' Florida-
lina Duque de Caxias o. lo
Chama 10 a uttencao ('.as Exmas. familias par
98 procos seguintes :
Ciatos a UOOO.
Luvas de pelljca por 2500.
Luvas de seda cor granada a 24, 24500 e Bf
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 re. c
metro.
Albuns de 1*500, 2f, 34, at 8.
Ramos de flores finas a 14500.
Luvas de Escossia pura menina, lisas e borda
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 rv, 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
A nqiiinhiis de 24, 24510 e 34 nma.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs
Espartilho Boa Figura a 44500.
dem La Fignrine a 54000.
Pontea para coco com inaeripcSo.
Enchovaes para balizados a 8, 9, e 124000
1 eaixa de papel e 100 envelopes par 860 ri
Capclla e veus para noivas
SuspenCAirios americanos a 24500
L para bordar a 24800 a libra
Mo de pipel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a 18000 rs
Bico de cores 2, 3, e \ dedos
de largura a' 34<00, 44000 e 54000 a peca
Leques transparentes a 34000
dem preto a 24000
Lindos Broxes a 34000 14O;:0 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 ris a dusia, (C15 K,
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dlos 809 ris, 4 dedna 1^200.
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
' Leques com borlota a 800 rs.
Bicus branc s para a -i era, eretone e chita pa-
a correr babados a 14000, a 14500 a peca com
10 varas, barato.!
Albuu8 de ehagreui, velo lo e verbotina para
50 e 60 retratos a 64, 7 e 8*000.
Meias de Escossia para senhoras, a 14500 o par.
Lencos de linhj em lindas caixas,
Bicc das libas muito fiu; proprio para toalhas
e saias. '
dem japones proprio para alvas e requets e
toalhas de altar.
dem branoos com 5 dedos de largura, a 34000
a peca com 10 varas.
Caixas com hurtes de jogo de mgica proprios
para salao, a 54000.
Sabonetes de diversas qualiaadea.
Bolsas de courc para menina de eseola.
Oollariuho de linhoa 31 Oris um.
Grande pec-ttincba em cpanilii de linlio a 3$O0O, tim.
BAltBOSA & SAONT8
ELIXIR & VINHO
Digestivos
TROUETTE-PERRET
de PAPAINA (Pepsina vegetal)
sSo os mais poderosos digestivos conhecidos at agora, para combater as
AFFECQESDO ESTOMAGO: GASTRITES. GASTRALGIAS
DIARREA, VMITOS, PFSO NO ESTOMAGO, M DIGESTAO, ETC., ETC.
UM CAUCE LOGO DEPOIS DA COMIDA BASTA PARA CUBAR OS CASOS MAIS REBELDES
venda as principaes Pharmacias e Drogaras.
Venda em grosso em Pars ; TROUETTE-PERRET, bouletard Volt aire, i6i
Bevt se eiigir o Sello da UlfAO dos FABRICAHTES sobre os Frascos para evitar as Filsiliciejei.
% Depsitos i'ni Pernamtuco : FRAN M. da SILVA e C* e as principaes pharmacias.
A R&VQLU6A0
0 48 ra Duque de Caxias
Chama a attencao das Exmas. familias para um explendido sortim?nto de fa
zendas que vende por presos sera competenciu.
E' boro ver-se para acredilar-sc
Etaiuine de lit com palmas de seda, 10000, a per^a,
Cambraia bordada com 10 jardas, 5#500, a dita.
QuarnicSes de veludilho bordadas a vidrilho, 7000, urna.
Lindas cachemiras broche, i($500, o eovado.
Cactemiras de cores, 800 rs., 1^000 e 16200, o dita.
Damasf do seda, 1^400, o dito.
Sai.o Macau, 800 rs-, lrOOO e 1-3200, o dito.
Dito preto, 1^200 e 1,5400, 26000, o dito.
Gorgurinas de listrinhas, 320 rs., o dito.
Setim damass, 320 rs o dito.
Lindas las de quadrinhes, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavrad^s a seda, 320 rs., o dito.
L&s uin listriuhas do seda, 560 rs., o dito.
Ditas con buUnhas, HOO rs., o dito.
Fustuo brauco, fino, a 400, 440, 500 e 600 rs. o dita.
Cortes de ctchemira para vestido, 20^000, um.
Cretones escuros e claros, 240, 280, 320, 360 e 400, o eovado.
Algodao de duas larguras, 800 rs., o metro.
Bramante de quatro larguras, 15200, o dito.
Dito trancado de duas largaras, i3200, o metro.
Madapolao gema de ovo, 65500, a peca.
Cortioados bordados, 60500, 7^000, 80000 e 90000, o par.
Colchas bordadas, 50000, 60000 e 70000, urna.
Dita8 de crochet, 80000, ums-
Grmaldas com ricos veos, 100000, utna,
Leques de pao, pretos e de cores, 500 rs., um.
Ditcs de papel, novHade; 700 rs. e 10000, ura.
rticos para Itoiueiis
Cortes de casimira do ir para costumes, 250000 um.
ijit03 de dito do i*6r para ealca, 50, 60, 70, 80500, um.
Ditos d^fuatao paw oohto, 10000, 10800 o 20500, um.
Dit-a di la e s ;ia para edete, 60000, um.
Casemiras de cores para 10600. 30000, 30500 e 40000, o eovado.
Dita diagonal e nkochoaJ, 20500, 40000, 50000 e,60000, o dito.
Dita SedSo, 20800, o eovado.
Cheviots azul e preto, 10200 e 3J8C0, o eovado.
Grande sortimento em brins brancos e de io es, casinetas moleskins, meias,
g^avatas, lencos o outros artigos quo se lembrarao na preeenja dos fregu zes.
Heorique da Silva Moreira.



mroW9*^***
A luga se o 2- andar do s>brado rna da Guia
n. 62, eom 2 salas, 3 quartos, eaiado e pintado I
a tratar na 1.-j i.
0 AinaDl 8 Companbia ,
tem esteira cr.m pequea avara, para forro di
casas, a 1/200 a jarda ; aproveitem, a qnalidnde
superior : na rna Primeiro de Marco n. 20, junto
do Louvre.
negocio
Vende-se a poese ie kiosque da ra Nova zo
p da pon'.e da Boa'-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Cimento patente Puriinmf, marea
Bobins LonelUD *V >>rllireelcl
Uenl
Vfndem Livramento t C, no caes do Apollo
numero 45.
Vende-se
um deposito de cigarros nt travessa da rna Bella
n. 8 ; a tratar no mesmo.
-M
VINHG e GRAGEAS mm VIVIES
do
DOUTOR
Extracto natural de Fijado de Bacallao

pela. A.cfc*d.eiaa.ia. XTa.ciozxa.1
Ordenados nos Hospitaes de Franfa, America, Inglaterra, Rnssia, etc., etc.
Administrar so1- forma mui facilo agradavel todos os elementos curativos do oleo evitando
assim o cheiro .. sabor nauseosos o/este; alera d'isso esta preciosa preparagao tem urna
superiorldade incontestavel sobre o oteo porque pode ser usada durante os grandes calores
em ciu.into o uso daquelle impossivel, tal e o eminente servico prestado pelo Soutor
viviajri a experiencia tem confirmado o bom xito d'estc producto.
Exigir a firma do inventor B. VlVlHJsT em duas cOres ao redor do garglo de cada
garrafa com o Sello oa nlao dos Fabricantes.
P.1BI8 SO, Boulevar* de StrueboHry. SO ~ PARS



^^fl

h
Ui de l^rnaiitaie k
I
.-55
LITTERATixl



0 SEGREDO DE-DANIEL
POK
JULES DEGASTYiNE
Segunda ptre
II
^Continuadlo)
Urna vela na ja nella.
-- Est dito.
E agora fllerao3 de outra cousa. To-
mas um Ciipito?
Pois cao !
Is30 noa dar cora ge id.
O chefe voltou-sa para os seu3 aeolytos.
EstSo b'em deciiidos todo? E' pira
esta uoite '!
Pois seja esta noite !
O mulato, a qur ni a aproxiuaagad do un
bom negocio pareca dar en'.liubiasroo, ba-
teu na mesa repetidas vezs.
Um criado entreabr a porta.
Uoia garrafa de cognac, o do forte!
N'esta momento o velho, que dorraia,
levantou-se, estregando os olhos.
So tinba perdido urna palavra da con-
versa.
As pomas tremiam-lb<". -
Levantava-se para so retirar, quando a
maogformidavel do mulato lhe cahiu no
hombro e pregou o, assustado no seu lugar.
Uroa palavra, meu velb !
IU
O velho, que tinha cahi 'o mais ai orto
que vivo na sua cadeira, lancou sobre o
seu aggressor u-u olhar de terror.
Pode apenas murmurar :
Que me quer ?
Ouviste tu Jo, trovejou o mulato. Es-
tou a ver-te na cara. Ha dez minutos que
finges dormir. E levantas te aora para ir
dar o signsl.
O velho trema.
Eu ? balbutiou elle, nao comproban-
do nada.
Os outros bandidos tambero se haviam
levantado.
Com os olhos a frasear, olhavam pa ra o
homaro de b irb is branca.
Uro grande terror invaliu o pobre ho-
me'u.
Safossa preso ? Se o n3o deixassem sa-
bir ? Se nao padesse ir prevenil-os ?
Tentou conservar um pouco de sangua-
frio.
Asseguro-lhe qua est engaado.
Nao o conhego. Nao sei o qua me quer di-
zer !
E procurou outra vez levantar se e paJ-
sar.
Mas os cinco marotos puzeram sa na
sua frente.
Bom vs, rugiu o mulato, que per-
tences a rusta. E' para nos deuunciar que
queres sahir. Mas, se das uro. passo, se
fazes uui raovirecnto, so tentas dar iiiu gri-
to, pstrangulo te inmediatamente !
E o bandido cor de azeitona abnu as
maos, cujas msculos rangiam.
Um murmurio ameagador des outros
baados aeoropanhou aquellas palavrav
O velho beotia. o medo geUr-lho os os-
803, tao por elle, mas por aquellas cuja
morte nao poda talvez impedir.
Neste momento a porta abriu-se e o
criado entrou, trazando o cognac.
O nosso nn'go debtea-e.
Um grito sabia Iba da garganta :
Soccrro I Quena me tcods !
O criado estondeu o pescogo para olbir.
. Poa ah a garrafa e raspa-te, disse o
mulato em um tom qua nSo admittia re-
plica. Temos com esto senbot urna ex
plicagao, que 5o da conta de ningu?n.
O cralo, que seiu duvida conhecia a
rcgu e retirou sa ae n mais observagSes.
Pelas janellas via sa t co muito escuro
e na esaurido da avenida as arvores a ba-
lougarera bj como grandes phantus.aas.
O velho santio se perdido.
V4, disse o mulato, que estamos aqui
em nossa casa o que, so ta fazes fino, fi-
cas sem a pella.
Que queres de mim? perguntou o
d.sgragado... E com qua direito me re-
tem aqui ?
O mulat> poz si a rir.
Com o direito do mais forte em pri-
meiro lugar, e era segundo com o direito
que temos de nos defeuler. E basta de
conversas. Nao tauho rxplicagSis a dar-
te. Ou i da russa cu nSo s. Sa a,
dizo irnmediitaraente. Veramoo o quo te-
mos a fazer. Se nao s, tens um meio
muito simples de o provar, e nao te fare-
mas mal. Es?
Nao sei o qua quer dizer I
A russa a polica, ser praciso en-
siuar-te T Mandara u te aqui para nos es-
piar ? Quara s ? quo fazes ?
Sou um pobra homem inoffeosivo.
Entroi aqui para comer um bocado.
E Crthisto mal ? o que acontece algu-
inas vezas. Agora tira-te da embrulbaia
o melhor qua poderes. Mas, se nlo s da
russa, porqueta deitasto em cima da mesa?
Porque fiugias qua dormas para ouvires o
qua estavainos dizando ?
Nao fiogi qua dorma.
O mulato co n um gesto violento enaos-
tou llia ao nariz o puho negro e duro como
urna bala.
Mentes, patife 1 montos 1
velho deu um salto para traz, as3us-
tado.
Jognas a cabega esta noite, prose-
guio o hornera cor de bronz1, e nio a que-
remos jog;r com cartas marcadas. J 3a-
baa de mais agora. S tens un meio de
te aalar: vir coma >3Co, e fszer-te nosso
curaplice.
O homem de barbas brancas fez um gas
to de terror.
Eu!
Tu! tens medo da te compromattar
na nossa companhia ? Se formos agarrados,
sel-o-has comnosco. Se escaparmos, tam-
bem eaaapars.
O velho fechouos albos, lvido de horror.
Prefiro moirer. .. marmurou elle.
- Como quizeros Rasa ent2o, sa sa-
bes resar. N5o passars aquella porta vivo,
e previno to que com o icn r gesto que
fizerea para attrahir a attangRo, s fars
adiantar a hora do castigo.
Os outros bandidos r.pprovaram orno
geoto, e volfram para os seas logares,
seto mais se oceupar eoan o velho.
Perto da meia-noite o criatlo deixou-os,
depois de r.'nov. r as suas recommenda
joes, em voz alta agn, sem se incommo-
dar, como sa o ouvinta involuntario da
3ua conspiragao j nSo existissa para os
bandidos.
O nosso amiga fiaau aniqui'lado no sau
Fecha a porta,
gntou o
mulato, e
que ninguem n<'S
venha incommodar.
Ouvio so o rangor da feahadura da porta
envidrajaia.
Um profun lo silencio reinava no est*-
beleemento.
Pareca que todos o con3Uioidores da
nrimeira sala se haviam retirado, e a sala
estava qu-si s escuras.
Fra o berborinho dasapparecia. Ape-
nas se ouvia o rotar do alguraa carrua-
gam.
J ninguam passava pela ra, agora
deserta.
logar.
Nao era o mdo de raorrer qua o domi
nava. Ponsava nos p'rigos que hiara cor-
rer aquelles por quera ve Uva.
Que hava ra os salvar ?
Texia sen hesitar dado todo o seu sau-
gu-3 por elles, mas a sua morte nao atasta-
va o perigo que os ameacava
Quanto mais se aproximava a hora, mais
aleatorias se toraavam as probabilidades.
Fra urna sulidiio sluistra. .
No estabelecimenta, completa indiflfe-
renga.
S havia ;:gora lu2 na sala onde ellas
estavam.
Tioha ouviJo fechar as partas e correr
os ferrolbos.
Estava como que em urna aula. Era
evidente que o dono da casa nao valia
milis que 03 bandidos que o tinha u preso
Queria sem duvida conservar a sua fregu
za de ladr3'5 e ass.issinas. O infeliz na
levia esperar della nenhum auxilio, na-
nhum 80ccorr>. A!m d'isso os stus per-
seguidores pareeiam nio ter presia da sa-
hir. Iam, sem duvida, esperar all o rao-
aje.;ti de agir, a hora tixada, a bora...
Oom esta rua o coragaa deixou de bater-
ine, as lagrimas vieram Ibe aos olhos.
dar vida mas dal a por
JOSLARONZA
POR
JACOl."KS D PLOt V. PEDRO \iiEL
E C V \ U %. P4RTB
O PIRATA
(UjiiiinuaySo do n. lOi1
VI
Ella -tiucolhim os hombros.
Muito bam, Vo.e j rae disse aso, ou
p;lo menos cousa anloga. Mtta, portan-
to, essa teta ra sua bainha.
E coul um piparote fez eahir-lhe no eol-
io um punhal qua o bandido tinha tirado
de um estojo elegante da pao sndalo
Jos estremecen.
esgragada exclamou elle viva-
menta.
Que tem, meu caro?
Sobe que sa essa arma tivessa atra-
vessado o tecido do seu vestido e penetra-
do na apidarroc, vo^ estava perdida I
Ah rfiaso ella tambem eatremeaendo
de terror.
Ella acrestjeutou calma c meditativa ;
Est envenenada, nSo assim ?
Est, responieu Laronza em voz sur
da, e eu nao conhego o contraveneno.
Entao, tornou desdenhoaamente a mo
ja, laucc-a fra, porqur un perigo. Ei
Oh !
ellas!...
Da repente o olhar iluminou-se-lbe.
Urna alegra immensa- apoderou-sa delle
Tinha aabado. lmpaderia ao menos
qua Ibes rizassem mal. L^vauton-sa o di-
rigindo-se ao mulato :
Ouga, disse elle, rrflec. Nao que-
ro que me tornera pelo qua nao sou...
Serei dos seos 1
Lavantawtm se a -clnmagSes ruidoss.8.
Bravo I viva o velho 1
Apresentaram-Iha u n copo do aguar-'
dente.
A saude dos siga gritn o homem
cor de bronze.
Elle repeto com un entbusiasmo for-
cado :
A saude dos Zigs !
Depois molhou os beigas no copo e dai
xou se cabir outra vaz no su biaao. D--s-
fallea Efa a morto daquail-s qaa que-
ra salvar, qua tinha bebido I
O homem da sc.breeasaca notou a sua at-
ttude, o, inclinando.so ao ouvido do mu-
lato :
O velho nao me parece muito chris
to... Sa depois no3 entregasse ?
O hrcules lancaa lhe uro olhar signifi-
cativo.
Sjcega To aarei as rainlias me-
didas /
O homem, da prcto, CJ.mprehjniu e
L)oz-so a beber, muito tranquillo.
IV
Emquanto sa tramava o assalto, a qua
nos referimos Carlos e Clara assistam
tranquillamenta no Vauloville a repra-
s^ntago do Processo Veaudrieux. Du-
ranta o trajelo, Carlos fallou irmJ a
reapeito de Raustan, das magnifioas opa-
ragSas que faaiam era comroum, da intel-
ligencia financeira do seu amigo, das suas
qualidades, da sua fortuna. Era uro par
tido soberbo, e a mulber qua o escolhesse,
havia certamonte do ser urna das mais in
vejadas e das mais festejadas de Pariz.
Clara dxon o fallar sern lhe responder.
Nao contesta va as qualiiades do Sr. Rous-
tan ; poueo sa preoecupava com ellas ; a
Carlos, tomando o seu silencio por urna
approvagao, tinha continuado. Aproxi-
mou-se mais do tim quo visava. Enumu-
rou as vant igens que a ambos trazia una
unio coro o joven agente de cambio. An-
dr Roustan era muito coasiderado em Pa-
riz. O 3e:i nomo figura va em todos os
grandes negocios, as suas decis3as fa-
ziam autoridad^. Para elles recem-cb^ga-
dos, era urna verJadeira tortuna contal o
entre os seus in:imr8. E Cirios enunrrou
s servigos que o Sr. Roustan lhe tinha j
prestado. Concluio diz indo que vera coro
grande prazer Clara fazer melhor acolhi-
mento ao joven tiuanceiro. Havia muito
que elle a amava. Tinha-lh'o dito, mas
nao so tinha anda animado a confessal o
a ella, porque o frieza quo ella porecia
testemuubar-lha a havia seropre deanor
teudo Pedia-lho que se mostrasse mais
a nave!. Tintu grande empenho em nao
sa zangar com elle. Por outro lado ella
comegava a estar na idade de casar a.
Precisava pensar em mudar de estado.
A moga sorrio.
Embartfo te, entao ? disse ella ?
Carlos protestou vivamente.
Que dizes ?
Tena tanto empenho ero casar-ma !
Tomas tanto calor.
E' para teu bem.
Nao duvido.
Tens alguma razio para uao gostar
do Sr. Roustan ?
Como nao tenho para gastar.
Desagrada-te ?
Seria dizer muito. E'-me indilfe-
rento.
Carlos fez um gesto contrariado e nao
dssio. .
A carruagem entrava na ra Royale.
Aps cinco, minutos do silencio o man-
cebo, a quero a leinbranga do seu amigo
persegua, continuou.
E' provavtl qua o vejamos eata noite
no Vaudeville.
Quem ? perguntou Clara qua j pen-
sava em outra cousa.
O Sr. Roustan.
Ah dissa elle simplosmeute.
Sa soubesses como ella te ama, pro-
segua Carlos. O pobre rapaz anda ver-
daderamente triste.
Que Iba posso fazar ?
Da Iba ao menos alguma esperanga.
Elle dissa com um toro firme.
Nunca me casarai com o Sr. Raus-
tan.
Por que ?
Porque nunca o amarai.
(Jarlos tez uro gesto de despeito.
Bem, nao te fallo mU n'isso.
Ds-raa grande prazar.
Depois a moga, notando a cara triste
do seu irmao, langou-se lhe nos Dragos.
Nao te zangues Carlos, pego. E'
contra a minha vontade que te desg03to.

PeJoma todos os sacrificios. Estou prom-
pta a'fazjl-03 por ti, para ta poupar
dagosto... Mas ate estara cima das
roiahas forjas. N3j com o Sr. "Rjustan.
Nunca o aroarei, siuto-o. E serei infeltz
tola a tninba vida.
Sa^urava oom as duaa roaos na oabeca
do irmJo. Baijava-o ardentemante, aca-
riJiiva-o, meiga, coro as lagrimas nos
olhos
Carlos solt >-se deVrg ir
Aroas outro ?
Ella inchnou a cabe;a.
Sim...
Quem ?
) Sr. da Fra3niras...
Nunca o suspeittria...
ah; urna laauna na eu i dcbilidali. Um ho-
maro nao deve adtsittir a monor falha uo
s:-u jago. Tola faba uroa occasio.
O bandido taro bam sorrio coro altivez.
Pir qu'. (ieafser no disto ? J rae
servio. E depois, qua n saba I Alguro dia
talvez seja o meu ultimo recurso. Pretiro
essa irorta eovJa. Ora, ou j estive bem
perto desta
Sim, di9sa Crmen. Esse commau
d^nto da Treguan: "6ta7a muito a ; ropo-
Bito a bordo do aviso francez.
Nao graej-, Carmen. Esse o ni-
co hornero <>: quam tenho mel. E sabe
por que ? porque o respeito. A lembran-
ga de meu pai ligada do della, faz me
o effeito d* um otsadello. E' urna verda-
deira obaesso.
De repeate da que tinha dado em Ceylo.
A g*nte s bs t livre da bsessao
pela morte daquees qne a proo;am. Nao
creio em Dms, nao tenho medo do di.tbo.
Se for necessario li-i a matar o teuente
Joo de Treguem.
E interrorapeu-ss D.-Jsc.amente.
A proposito, sj.be que esse Treguem
e noivo e de urna menina muito bonita, ir-
Bal de outra aiti a mais bonita? A noiva
chama se Alice d'isaao.
Carmen bo.-.-jou sem ceremonia.
- Eis asi minudonoias bem inutais a
proposita de un 'india!. Que tenho eu
com tuda 'sso, eu Carmen Clanos Pacheco.
O pirata beijorj-lbe ro2o com galante-
ra.
Tem razio. :uina bella. Voltemos
ao assumpto que OO* interessa.
Siw, aos sena :>.-ojastos com rdago
aos bens de .Maximi^ ano.
Ella insisti na palavra btns. .
Elle sorrio.
Oh ob Vosa disse esse noma pro
prio com tal ternura, qua eu terei em eon-
ta do maior dos imbsois, se elle ugir.
Carmen responden apenas estas pala-
vras
Ah que ni nos esaon Iciuis bem.
- Ha iiuito teropo ?
Quasi desde que estaos em Pariz ..
Nunca dsta por isso ?
Nunca... M<1 o vamos...
Est isto combinado entre nos. Nao
sa pronunciar einquinti u5o ti ver urna
bea posigo. t aJvogado. Taro mui-
to ti rboto.
Assim o czorn.
Para o auno qua van, espera ser eleito
deputado... depois sar ministro... Nao
um futuro tfto brilhanto como o qua me
Roustan podo offarecer o Sr...
Nao digo qua nJo.
A carruagem tinha parado, detida pelo
atravancamanto do boulevard.
Clara encostou da no/o a cabega ao
hombro do seu irmao.
E demais, amo-o Sa soubess^scomo
o amo.
E cu que o ignorava dase Carlos.
Nao to zanga3, nao ? Pardo a roo nao
te ter dito. Mas tinha mado. Recaiava nao
sei que.
Qui bei da ou responder a Roustan ?
dissa o mancebo. Davias ter-roa avisado
ha roaia teropo. Teria logo tira lo toda
a esperanga a Andr. No o ter deixado
nutrir aquella amor...
O Sr. Roustan paniar ero outra. Nao
pensei que fosso muito seria a corte qua
me fazia.
Fizeste mal.
O Sr. de Fresoieras tambam ha de
estar no Vaudeville.
Sabe que van. os l ?
Sabe.
Como ?
Fui eu qua lhe disse.
Escreves-lhe ento ?
Temos un moio de nos coromunicar.
Vo l se fiamas mogas I murmurou
o irmao contristado.
A carruagem segua a passo, atravez da
larga ra estrellada do lanternas raultioo-
res.
Carlos da Serves estava pensativo. Aquel-
la contisao, que estava longa de esporar,
desrotnchava-lho todos os planos, deixa-
va-o desamparado .. Tinha ido mais lon-
ga para com o seu amigo, de qua havia
dito a sua irui\ Que havia agora de dizer-
lhe?
Sa o amor de Roustan por Clan era
realmente to violento como o mancebo o
manifestara, pro via mais de uroa coropli-
cago... Por outro 1 ido nao poa mostar-se
rouit) gavero ... Cora qua direito havia
da obrigar sua ir m a um casamento que
lhe repugnava? Era senhora do seu cora
g3o, e uroa vez que havia feito uroa esco-
Iha. -. O Sr. do Fresniare era sob todos
os pontos uro bom partido. Se o preten-
dento nSo tinha a fortuna do Sr. de Rous
tan, o seu talento j conhocido, apregoado,
garanta lhe um brilbante futuro... Carlos
adorava Clara, e por nada neste mundo
quena fazer a sua desgraga...
Taes sao os pensaroentos que o agita
vam... Mas estava anda assim vivamen-
te contrariado co n a desooberta que aca-
bava de fazer. J nao fallava, e oom o
olhar segua roacbinalroente as aarruagens
qua passavam pela portinhola, enn as suas
lanternas saroelbantes a meteoros.
Estavam quasi a chegar...
Tinhatn apaas que atravessar a praga
da Opera e o coup parava diaute do Vau
devilla.
Clara, com as delicadas maos, puchou o
iruiJo p.ira si.
Estas zangado ?
No ; reflicto.
Ero que ?
No que hei de responder a Roustan.
Diae-lho que nao me quero casar. ..
Isso lhe ser menos doloroso.
Nao mo acreditar.
Queivs que eu masma lhe diga ?
Nao, nao... essa cuidado perteu-.e-
i me. -
A .rruagf.m tinba pind.
Carlos pre'ipitou-se para ser o primeiro
a apear se.
Mas a portinhola j esta va ab rta.
Com uro empurro, afastou o homem
que tinha vindo langar-so-lhe sobre as pr-
na3, e uflfereccu o brago ir n.
A moga r.peou se.
Atravcssaram de Vagar O passeio, j
apinbalo do gente.
No momento ero que iam a entrar no
vestbulo, ella inolinou sj-lhe, ao ouvido
disje-lhe com meiguica :
Nao lhe fagas m cara...
A quam ?
- Ao Sr. do Freenires.
N;Io tanho motivos para isso. E' um
exje.lenta rapaz o estina-o muito.
Ella agradeceu-lhe coro um olba expres-
sivo e murmurou baixinho :
E's bam, Carlos, a quero ts muito !
Elle disse a rir :
Um pou:o inenoi que ao Sr. do Fre-
nires.
Menos na >, mas tanto...
Entraran.
V
Vamos aos negocios, mau caro Lswia,
aos negocios.
Prompto. Arband vai Australia
receber a bagateila de doze milh3es de
francos, que lhe toaam, por morte de seu
pai, da h"ranc* de um prente longe.
J sei. Por voc e por elle.
O umco prente que Arband tem
urna irraS.
Compr -hondo o plano. Morto elle, a
irm a nica herdeira.
Exactamente, minha querida.
E voc cassr coro a irmS, depois de
fazer desapparecer o irmSo ?
E' isso mosroo. O plano muito sim-
ples. Mas voi comprehenle que nao se-
rei eu quam ha de casar com a menina 1
Ento quem ?
Alguem, cujo noma n3o est to com-
proroettido coroo o meu,uro.... amig)
meu, meu alter ego, homem pratico e de
bom senso.
Eate homem chama se ?
Ahj voc pergunta demais, Carmen.
Eu lhe farei coabecer essa pessoa mais
tarde.
Muito bem. At aqui tudo vai per.
feitroante. Ha apenas um inconveniente ;
mas esse grave. Como concilia a morte
de Maximiliano, com a pronessa, que me
fez, de nao tentar contra a sua vida?
- Por isso iroaginei segundo plano para
ser-iho agradavel.
Vejamos esse plano ?
Eu me chamo Lewis Jubb j sou cra-
dor da h raaga do defunto.. Proponho a
Arband uroa demanda interrainavel. Ssba
que sao as leis inglazas.. {la ultima hora
offerego ao mogo urna coroposigo ; desisto
mediante dous roilbSes. Elle aceita. Des
sa data em diante ticamos quites. Note
qua os meuB crditos ao do pura inven-
glo.
E se ella aceita, voc o deixa tran-
quillo ?
Jubb deu uroa gargalhada.
Oh I mais de vagar. Sem duvida
Jorga do Fre3nire3 tinha vinto o oito
annos. 'oroo havia^dito Clara a seu ir-
mao, era advagado, t.-ve' urna brilhanta
estra .
Passava por uro dos modernos oradores
de mais^esperangas.
No possuia urna grande fortuna, mas
era homem pira alquirir por si s una
elevada posigilo, e eoriquocor pelo S3U ta-
lento o o seu t.-ab: lho. S conheceu sua
ini, que tinha morrido havia muitos an
nos e to tinha uns parantes muito afasta-
dos, que moravam na provincia e que ra-
remente via. O isolamento ero que viva,
tioha-lha feito sentisr anda mais a naces-
sidade de uroa afeigao seria, e logo qua a
sua estrella o collocou ero preaenga de
Clara de Serves, sentio por ella uro amor
violento. E a diffieulJade,coai que a via,
redobrou o sau ardor. EJectivamenta, t-
mido e delicado como era, ficou assustado,
quando souba do estado de riqueza, sobre
quem tinha langado os olhos. Atirou-se ao
trabalho coro inaudita coragero, para pro-
curar approximar-8e della o mais possivel.
Riceiava qua o aecusassem da especular
com o seu dotj, e foi antes ao irmio,
mais que irm, qua a principio fez a
corte, nlo querendo deixar ver os seu3
sentimentos. mas pode alguem escondes
o amor aos olhos de urna moga, anda mair
innocente? Clara uo le.ou muito tompo
a perceber que, quando Jorga fallava a
seu irmao, era para ella quo olhava, era
nella qua pensava, e muitas vezes tinha
tido, conversando com Carlos, distraegoes
de que dle se ria s escondidas.
Jorge de Fresnires, sem ser urna bel-
leza, tinha uroa physionomia muito agra-
davel, olhar franco e leal, bocea fina e pe-
quea. Delgado do corpo, de estatura ai
ma da media, muito elegante, usava ama-
sas, extraordinariamenta finas e sedosas.
Mas o que dava brilho aquella phyaiono-
roia, sobra tudo para Clara, era a paixaa
qua se lia uella, qna illuroinava. A roogv
no levou muito teropo a iufl.iromr se
com o contacto daquella charoma, e uro
dia que ficararo ios alguna minutos, o
seu segredo escapou-lhes, fez explos^o, in-
conscientoroente quasi.
Foi no jardim do palacio da a/anila do
Madrid Carlos tinha convidado diversos
amigos para alroogar. D.;pois da refeigo,
sahiram para dar um passeio, fumar um
charuto. Oa oonvidados tinhara lo visitar
uroa sala do tiro qua Carlos mani&ra con-
struir na extremidade do parque Jorge
ficou um pouco atraz para offarecer o bra-
go a Clara, retida na sala de jantar por
alguma8 orden3 que tinha a dar Caroi-
nhavam vagarosameute pelas alamedas,
cuja areia estalava-lhes debaixo dos ps,
sera fallar, muito commovidos a'nbos. Da
lempos a tempos a moga abaixava-se uro
pouco, sob o pretexto da admirar urna
fi\r, nas na roalidade para esconder o ru
bor, para dissimular as pancadas do cora
gao que a snlf oavaro. J as detonagd'-s
resoavi.m, f sar. Os tiros faziam-lha medo.
NSo comprehendo, disse ella, como
os hotcens goatam do manejar armas peri-
gosas... Nlo comprebendo coico so ba-
tam em duello, como arriscara a vida.
Quanlo por aquella a quera
ama auspirou Jorge.
Ella olhou para o mancebo.
Eotlo tambem era capaz da se ba-
ter, Sr. Ja Fresnires, o sanhor que eu
tomava pir um horoem serio?
Jorge responieu com um calor, que
augmenta va de palavra pora palavra.
Dara cero vezes a vida, derramara
todo o seu saogue, gotta a gotta. ..
O brago da moga eo.negava a tremer no
seu.
Clara levantou outra vez os olhos 6 os
s.iis olhares encontraram-sa.
Por aqu 11 a .juam amo... concluio
o advogado... pela senhora.
,\ moga reiirou o brago. Uroa onda da
sa.gua subio-lbe ao rosto, faz?ndo-a ver-
melha. E ia a afastar se.
O mancebo seguio-lha os passos :
Oh I minha senhora, miaba senhora,
exclamou elle, so a cafeudi, perde me.
Nunca amor mais puro, mais santo...
Ella voltou sa sorrindo, e o sea sorriso
divino acabou da o enebriar.
Nada tenho qua perdoar-lhe disse
ella.
Elle fez um gesto de alegra sobr. hu-
mana.
D^ixa-me urna esperanga ? Conseute
qua a ame ?
A moga respondeu, abaixaudo os olhos:
Falla a meu irmao. ..
Ella deu-lhe novamente o brago e che-
gou-a para si,
Ouga-me, murmurou elle, somos
muito mogos anda. A senhora muito
rica. Quanto a mim, uaj tenho ainda urna
posigio. Receio, pronunciando-me j, que
me aecusein de especular coro o 'seu dote.
Tinha a firme inteugHo denunaa lhe fallar
de naia, do a amar em silencio, at o
dia em que puJ-sse pedir abertanente a
sua mao a seu irmao. Mas o mea amor
foi mais forte qua a minha resoluglo. Nao
pude eseonJel-o por mais teropo, guardo-0
coromigo, para mim s,
Eila sorrio.
Mas nunca o guardou para o sanhor
s.
Como assim ?
A apostar ero coroo sei o dia. a hora,
era que comagou a amar-roa ?
Jorga ti toa nella os olhos admirados.
eu o deixo tranquillo... emquanto durar o
nosso contracto. E estiroarei que dure mu
to, o teropo necessario para qua o outro eu
poss casar com a joven irma. Por con-
aequanci>>, cinco millio ;s da um lado, dous
do outro, total, sete milhSss dos doze. Os
outros cinco hao de vir mds tarde, no rao-
monto opportuno.
i Mas... entao nao conta coro o noi-
vo ? I", i ha da reclamar a sua commis-
sSa. O negocio vale a pena.
O baniido deu nova risada.
Oh esse n3o ma incoromoda. Faz
tudo quanto eu quero. O mau pensamen-
to e o delle, os roeus desejos e os delle con-
fundero-se absolutamante.
- Nesse caso, estiroarei que seja felisi
meu caro. Mas parece-me intil seguir a
nossa prez at a Australia.
Yo o muito innocente, s vezas, Car-
men. Nessa trra, rin de squatters, ajus-
tiga as vezes muito aummaria. Eu devo
estar presante. Conhego todos os disfarces
do mundo. E depois preciso fazar desap-
parecer tfi uldates a cada passo. Euse
rei parta, testemunha e juiz, se for pre-
ciso !
Esse um jogo perigoso, Jos I
A parada de sete roilb3:s, mi-
nha querida: Nao esquegamos que a for-
tuna ajuda aos audazea. Captei a heran-
ga do nababo Jahar Sing. Por que nSo
conseguirei desse medico, que nSo tero ma-
licia, o que obtive de um indio astuto, cer-
cado dos conselheiros mais anulosos ?
Boro, disse Carmen ; mas em tudo
isto nao vojo qu al o meu quinhSo.
O seu quinhao ? E' o amor do bello
francez, nao entra em conta ?
Ella fez uro gesto sigaifioativo.
B-llo privilegio na veriado, uro amor
sobre o qual o seu estylete ha de estar
seropre suspenso coroo urna ameaga sero-
pre presente. Quero mais do que isso.
Ella encarou-o com profunda estupefae-
gSo.
Que mais quer ? Un roilhSo ? Eu
Ih'o dou.
O olhar de Corroen peaelrou ateo fundo
da alma do bandido.
B sta-lhe que Maximiliano desappa-
rega, nao assim, ou, pelo menos, que a
sua fortuna passe para as suas intos Poia
bom, ouga. Os aeas roarioheiros f liara de
retiros maravil osos, que voc soube pre
parar para a sua gente. E' preciso que
roe entregue o mogo !. Eu encarrego-roe
de prendel o to bam, qua elle ha do es-
quecer a sociedade e aquillo que ella pie
offerecer da gozos calmos e puros sua na-
tureza de hornero honrado. Eu serei a fa-
milia e o -aor.
Laronza, eoto, chegando-sa a ella e pas-
aando-lhe o braga pela cintura :
Sabes, Carmen disse ella em meia
voz, que vou ter cromes ? Porque, a des
peito de tudo, en te amo, filha da Hespa-
nha, que s a nica craatura cujo olhar e
voz tero alguro imperio sobre a alma de
Jos Laronza. N3o importa I Anudo ao
teu desejo. Dar-te-hei a mais bella das
minhas cidades, a minha cidade perola, a
minha cidade de ouro e de voluptuosidade,
Ora Linga, aquella qua murmura cantos da
amor sab as palmeiras do monto Aird. Ta-
ras uro povo de esc.ravos Os roeus mais
valentes corsarios ts trarloos vinhos finos,
as pe iras e os estofas preciosos, aa bailas
filhas do Caucnso e da Russia. O teu cap-
tivo fraejez, bero Has da embrigalo
com os vinhos da Franga o com as caricias
do Oriente. E sa o teu capricho acabar,
se o teu amor nao tiver. devorado a tua
preza, se elle descangar, abatido e repleto,
tu ma entregars o que restar desse ho-
rnero, e eu o lingarei alguraa no mor, que
nao reatituo os cadveres que lbe s3o coa-
fiados.
Isto dizia ella em voz maiga e cantante,
a ella adormecau com a cabega no seu
hombro, embalada pela msica deesas pro-
messas siniatras, toda entregue ao sonbo da
sua paixao, nao tando mais pudor em pre-
Nunca disse u .da a ninguem. Nunca
o seu nomo.. .
Sa a sua bocea uao fallou, o seu
o'har trahio-o.
Ero que ?
Adivinhei todo, des la o primeiro dia.
Comegou no baile aro que valsarojs juntos
ero casa de Mne. Lambertier.
O mancebo balbuciou, estupefacto :
E' verd-dade.
Baro v.
E continuou a car- no, a nao me
tratar com rigar ?
O mau amor, nlo lbe era entao odioso ?
Para evitar responder, a moga lovou um
dedo aos labios.
ero mais urna paLvra Abi vn
aquelles senhor :s.
Etfectivamenta, os mancebos sahiram da
sala do tiro.
Mas para Jorge aquella silencio era urna
confissad.
Nao o rop-lla, nao o expulsava... Tal-
vez o amasse.
Sahio do palacio, inundado da mais in-
tensa alegra, como nunca tinha sentido.
Pelas ras nao anda va, voava.
E a sua iroagem nao o deixava. .. O
seu rosto meigo sorria dianta della, lu-
roinando-lbe o caminbo.
A partir deate momento, houve entre os
dous jovens urna espocie da ligagSo secre-
ta. Coroprehendiam-sa om se fallar. Os
seus coragd'ss batiam juntos. Ella tinba
aceitado aa suas razocs, dictadas por ama
delicadeza extrema, e estava convencido
que ella esperara quo s mais tarde O -
mancebo se declarasse. Eram perfeita-
mente felizes. Uao olhar, uro aperto da
mi, enchia Ibes o coragSo de alegra por
uroa semana inteira. Era coro esta reser-
va que viviara. O seu amor era t3o discre-
to que o irm.t), como j vinos, nao o ti-
nha percebido, por isso ficou sorprendido
com a declaragao de sua irma.
A moga n3o tari a ainda fallado, pois
que o momento n3o tiuha chegado, e nio
tivessa instinotivamoutj o seu aroor amea-
gado... Desdo alguro taropo, a nova li-
gag5o, o cada vez uoais intima, de seu ir-
mao cora Andr Roustan inquietava-a sem
que soubasse por qu?.
(Continna)
senga do seu cumplice odioso, sentiado o
remorso apagar-se a pouco e pouco no sea
coragao.
Para acabar de convencel- Lironza
fallou-lhe das suas riqu-zas, dos saus pa-
raizos pagaos, qua elle roesmo tinhi creado
e qua tinha entregue guarda dos seu
toneotes mais ferozes.
Dascraveu lhe as suas cilades, os seas
palacios, os saus thasouros de toda a es-
pecie.
Relatava coro prazar os saus altos faitos
e as suas sorprezas, e a iniciava nos sagra-
dos desse imperio singular, feito de reta-
Ihos, citando lhe os nimes dos saus mara-
jos, dos saus navios, a origaro e a nacio-
naldada dos milhares da homens e roulhe-
ras que tinha reunido debaixo da sua le-
Ella tinha adormecido. Elle a contero-
plou alguna segundos com urna expressSo
vaga do ciume cruel e desafio manifest.
Depois, abaixando se, imprimi-lhe um bei-
jo na testa.
Nesse momento, o immediato approxi-
roou-se raspaitosaroento :
Espero as ordens, disse ella.
L.rjnzi d*8oeu com elle
ua cmara.
Esse yacht era uroa especie d palacio
iiuctuante. Nunca o laxo da bordo foi
mais bem comprahandido e procurado com
mais cuidado.
Esse navio nlo era o nico que o pirata
tinha reservado para si.
A sua esquadra conta va mais vinto.
FIM DA SEGNUDA PARTE.
(Contnuar-6 -&-)j 4}
Typ. do Diario ra Duque- de Caxias n. t. ~J




r UEGlVEL


Full Text
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