Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16800


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Full Text

AOO LIIH IOIBiO 104
PARA A CAPITAL E LUfiABI:'i OJDK *.* .MJB PACA PORTK
Por tres mezes adiantados............... -SS5X
Por seis ditos dem. ,............. gJjW
Por um anno ideui...... ........ AUK)
Cada numero avutao, do ojssnoo dia............ *1V-
1
SABBADO 1 DE MAIO DE 1881
PARA DENTRO E PORA DA PROTIXCIA
Por seis meses adiantados............... 13)5500
Por nove dito's idem................. 200000
Por um anno idem................. 27(5COO
Cada numero avulso, de dias anteriores........... 0100
pruprielrabe t*t JRatwA fxgftkfa >t -tarta JUijo*

TELEGRAMAS
""



szs?::: "imcuiis i: habi
RIO DE JANEIRO, 6 de Maio, s 3
horas e 30 minutos da tarde, (rtecebido
s 5 horas e 45 minutos, pelo cabo sub-
marino).
Foram nomeadoi:
Desembargado!* da Helara de
Cayana o Dr. Lula de Alboqnerque
anlns Perelra.
Procurador da corda, fasenda e
soberana nacional da Belaco de
Peroambnco.odetemlwrsador Joa-
quina Piren onealvea da Silva i
Juir de dlrelto da comarca de Tra-
tilrj no Hin Grande do Norte, o ba-
ebarel Ferrelra Chave*.
Jaixes munlclpaes: do .fermoN
reunidos de Santa auna de Maltn e
Analco*, da provincia do alo Grande
do Norte, o bacbarel Miguel Bocha :
e dos de Apody e Carabnbas. da men-
ina provincia, o bacbarel Cmel de
Olivelra. sendo exonerado o actual.
Foram remo* ido on juizen ntnni
cipaen don termos de Santa Anua de
Mallos e Analco* para o de Annu. e o
late para o da capital da provin-
cia da Parabyba.
Fol nomeado Inspector da ande
do porlo de Alagda*. o Dr. Lopes Fer-
relra. nendo exonerado e actual.
Fol aposentado o empreado Bar-
roa, nomeado cbefe de necea o Mol
ler e 1. ofBclal Bueno.
5EST155 BA A5EICU UW
(Especial para o Diario)
RIO DE JANEIRO, 6 de Maio, tarde.
O estado de naude de S. M. o Impe-
rador contina a melborar.
S. PETERSBURGO, 6 de Maio.
A retirada do Sr. de lera, cban-
ceiler do Imperio parece decidida.
K' provavel que o general Scbou-
| valor o substituir.
Agencia Ha vas, filial em Pernambuco,
,6 de Maio de 1887.
IHSTRCCiO POPULAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahido)
DAS K8COLA8 E DA BIBLIOTHECA DO POVO
BIECTBICIPADE BVMHICt
( Contmua<;ao)
CAPITULO XIV
EfFEITOS CKimCOS DAS COBBESTEI ELECTB1C4S. De-
coiro8igIo da agua. Elbctbolvse. Voltame-
tbo. Galvanoplstica ; idea oebal sobre a sua
importancia industrial e artstica.
Os effeitcs chimieos das pilhaa sao a decomposi-
cao da agua, dos oxydos metlicos, dos saes, e, em
geral, de todos os corpos compoatos. O apparelbo
o que se emprega para obter a decompoaico da
agua por meio das correutea, ou electro'yse.
Consta de um vaso cnico de vidro, ebeio de
agua levemente acidulada, em que mergulham duaa
campnulas, tambem de vidro, destinadas a rece-
ber o bydrogenio e o oxygenio que se desenvolve-
rem na decompoaic to Estas campnulas tambem
se enefaem de'agua. Oa electrodoa da pilha ecm-
municam com o interior das campnulas.
Loga que passa a correte, a agua decompoe-se
em bydrogenio, e oxygenio, que se accumulam, o
primeiro na campnula negativa, e o segando na
positiva. D se a este apparulbo o nome de vol-
tmetro, porque pode ser apphcado a medir a in-
tensidade das correntee, tomsndo-se par base o
principio de Farady : A quantidade, em pezo,
dos elementos separados, proporcional quanti-
dade de electricidade que passa na correnle.
A galvanoplstica urna importante applicacao
da electrolyse ou deccmposco dos saes pe* pilha
da qual resulta a precipitaco do metal sobre o ele-
ctrodo negativo. Pelos procesaos galvanoptasticos
obteem-ae depsitos metallicos mais ou menos es-
pesaos, taes como a douradura e prateadura gal-
vnicas, e a reproduccao ae medalhas e altos re-
levos ; estes depsitos podem ser ieitos sobre sub-
atancias boas conductoras, ou sobre substancias
ms conductoras previamente uletellisadas ou co-
berta com plombagina.
A reproduccao de urna medalha, or exemplo, faz
se preparando o molde, que pode ser metellico ou
de cera meUIliaada, etc., e suspendendo-o, pelo
electrodo negativo de um elemento de Bunsen,
n'uma diasolucao concentrada re sulphato de co-
bre. Em frente do molde, e pouco distante de lie,
suspndese, na mesma suluco, orna cbapa de co-
bre da tamanho do objecto que queremos reprodu
zir; esta cbapa po '-ae em commuuicacao coto o ele-
ctrodo positivo. Passadas algumas horas, ter-se-
ha formado sobre o melde um deposito de cobre,
solido e resistente.
A galvanoplstica tem importantes applicaeoea
iodustriaes, que se reunem no seguinte : Ia depo-
sito sobre um metal inferior de urna carnada de
metal mais rico, mais resistente, menos oxydavel e
de melbor apparencia : 2 reproduccao escrupulo-
samente exacta de qualquer objecto, a qual depois
de separada do molde, aprsente solidez suficiente
para constituir orna nova edicao desse objecto : 3
dar a solidez metallica a objecsaa que nao teem
consistencia, taes como flores, frustos etc., conser-
vando-Ibes as formas e dimensoes primitivas.
(Continua.)
.



)
ARTE 0FFIC1AI
C.OVBRWO DA PllOVl.Viii
LE N. 1881
Pedro Vicente de Azevedo, doutor em direito pela Faeoldade de
8. Pau'o, commendador da Imperial Ordemda Rosa e da K-;al Ordem
Militar Portugu e presidente da provincia de Pernambuca :
Faco a id t a lodos os seus habitantes que a Assembla Legis-
lativa Provincial decretou e eu saacc'ooei a lei seguinte :
Artigo 1.' A receita para o exercicio de 188 i a 1888, oreada
do seguinte modo :
1" Tres por ceuto sobre o assucar exportado.
2" Dous por ceato sobre o algolo idoin.
i 3 Dous por cento sobre agurdente, alcool e genebra, idem.
| 4 Vate por cento sobre couros verdes idetn.
51 Sete por oento sobre couros secaos, espichados e salgados,
idem.
6o Tres por ceato sobre sola c couros idem.
7 Seis por ceuto sobre couros verdes ou espichados, sola e
courinbos exportados para outras provincias pela* collectorias litni-
trophes.
8" 100 res por saccoda assacar em fasenda nao faoncada na
provincia e era barrica de madeira estraugera, que for despachida
oa desembaraeada no Consulado Provincial, sendo 50 ris em meia
bsrrica e proporcionalmeate as tubdivisoes desta.
| 9o 80 ris por litro de agurdente ou alcool, qner puro quer
transformado em licor, que for retalhado em qualquer parte d pro-
vincia.
10. 23 por cabec* de gado vaceum, cavallar e muar que for
importado das provincias limitrophes, salvo se perteneer a criadores
desta provincia.
11. 100 ris par couro procedente de outras provincias e que
for reembircado.
12. 4 por carga de algodo que, pelo interior, for exportado
pelas provincias vismhas.
13. 10 por carga de fazendas importadas das provincias vi-
sinhas pelo interior.
14 5 por carga de miudezas importadas das provincias vi-
sinhas pelo interior.
| 15. .'i por carga de quaesquer outras mercadoriaa. importa-
das das provincias visiunas pelo interior.
1G 50 ris por alqueire de sal, pagos ao sahir do navio.
17 3^500 por cada rez abaiid* n>s maoicipios da provincia,
ex-x-pto Iciinoqos pagar 2^000.
ls. ><0 ieis por kilo de fumo de qualquer qualidade e seus
preparados >|a- for importado para a provincia, 800 ris por cento de
charuto e l-> I re s por eeuco de cigarros igualmente importados.
l'J l .ioi,( de gyro, nos termos dos j 12 a 15 do art. 8 da
lei n. 1S > i. a ii lo elevado a "/ quaado ae tratar das seguintes
mercadorias : :iicad#, roupa feta, collarinhis, ruahos e peitos de
camisa, cern*-, chapeos, obras de aelleiro e m*rcioeiro, velaa staa-
rinas, sab i, m i.o, vinhos fiis, cerveja e outras bobidas alcoolicas
ou srsieatvl*, joias de ouro, prata oa mitaclo, armas de togo e
plvora. qu*i.]iicr que sej* a procedeacia.
2U Viute por cento sobre o valor loc*tivo dos predios, onde
se exereerem na cidade do Kecife quaesquer inJustrias ou prohaso-'S
nao eompr.heudas na disposicSo do paragrapho anterior.
21. Dez por cento sobre as c*sas de coinmersio, industrias ou
probado -s, fr* da cidade cu em eeua arrabaldea.
g 22. l:."> l) po- joalheiro qm miscatoar na provincia, anda
que pague o imposto por estabelecimento ou casa de vender joias.
23. 200* por pessoa que empregai capitaes em descont de
letras, exceptuados os commerciaotes eatabelecidos.
| 24. 1:0< 101000 por casa de garanta de bilhetes de loteras ou
fraccoes desta*.
| 25. 5:000*000 por casa que vender bilhetea de outras pr:-
vincias, aind que pague o imposto do paragraph" anterior, nao po-
deudo dividir oa bilhetes p*r outras casas, sob pena de pagar cala
ama tambem 5:000 ; 200* por vendedores ambulantes de loteras
de outras provincias
Qualquer deates impoetos s ser cobrado nao sendo prohibida
a venda dos bilhetes de loteras de outras provincias.
26. Doze por ceoto sobre escriptorio de advogado, solicitador,
eartorio e consultorio m'dieo na cidade do Recite, e oito por cento
fra da referida cidade.
8 27. Imposto da repartic5o,?conforme a tabella aonexa.
| 28. Cineo por cento sobre os premios superiores a 203| de
todas as loteras da provincia. .
S 29. Sello de beraocas e legados de todos os herdeiros ab w-
tetato ou testamentarios, inclusive os filhos espurios, regulado do
modo seguinte : qumze pir cento at o terceiro grao inclusive,
vinte por cento d'ahi por diante, inclusive os estraohos.
A taxa vigor se cobra sobre o valor dado nos inventarios aos bens legados
em usufructo, pastar a ser de cinco por ceoto, cobrada do mesmo
modo se for vitalicio ; quando, porm, tr temporario, a me.ni taxa
ser cobrada de ama s vez sobre o valor do rendimeuto de um
anno dos bens, multiplicado por tantos annos qaantos forem os do
o su tracto.
30. Dez por cento sobre doacoes de qualquer especie, excep-
tuadas as feitaa em liaba ascendente ou descendente, que pagarao
meio por cento as menores de 2001 e os legados e doacoes destina-
dos emancipacao dos escravos ; sendo que as escnpmras dotaes
serio reguladas pela legislaco geral appiicavel especie. Os
sellos das doacoes mortit causa poderlo ser pagos por occasiao da
transfe enca da propnedade doada e os das outras na occagio do
contracto, sob pe a de malta para o tabelliao que o lavrar, sem
contar o respecti/o pagamento.
% 31. Meio por cento sobre herancas e legados, mesmo consis-
tentes em usufructo, eotre herdeiros necessarios.
g 32. Dona por cento sobre o valor dos predios rsticos ou nr-
bsaos, cuja alienscao se verificar por quaesquer meios, pagos antes
de lavrar-se o respectivo titulo de do oini.
g 33. Um por cento sobre o producto de qualquer Ieilao part
calar de movis e immoveis, com excepeo dos predios rustico .ou
arbanos, quando pagarem o imposto do paragrapho antecedente.
34. 601 por venda de escravo e 751 quando ella for teita
por procuraco.
35. Un por cento sobre o valor das vendas de aceces de
companhias e dous pjr cento pelas transferencias ou vendas de qual-
quer contracto com o governo da provincia.
36. 2150) por tonelada de alvarenga, canoa de carga ou
descarga, conforme a ar ueac-io oa matricula.
37. 25 por cento sobre a renda dos bens de raiz das corpo-
raco-js d momorta, que u> mintiverem estabelecimentos pos.
38. Dcima urbana, ficando d'ella isento o Lyceu de Artes e
Officios.
39. 200 res por tonelada de todos os vapores, navios mer-
cantes e embarcacoes de caberte enxuta, nacionaes ou estrangeiras,
que descarregarem no porto do Eecife, na conformidade da le n.
1,872 de 1886.
40. 10 por cento de novos e velbos direitos dos em pregados
provinciaes por nomeacao, aposentedoria, remocao on accesso, sendo
neste caso feita a cobranca sobra o excesso dos vencimentos, des-
contado em todo o caso durante o anno.
41. 101000 par escravo recolarlo Cisa de Detenca > a re-
querimento de seu senhor oa por deposito at um mez, e d'ahi por
diante 6*00) menaaes.
42 Pedagio de pontea e estradas.
f 43. Emolumentos das repartiedes provinciaes, cobrados com
o aceres -iui i de 30 por cento sobre a tabella.
g 44. Imposto sobre o calcamento de que tratam as leis ns.
350 e 5%.
45. Dizmo do gado vaceum, cavallar e muar, cobrado por
arrematacao noi respectivos campos de criaoSo.
g 46. 2 por cento sobre a poicentagem dos thesoareires das
loteras extrahidas na provincia.
47. Contribuico das ernpi-isasFerro Carril o Locomotora.
g 48. Producto dos emolumeatos das patentes da guarda na-
cional e do imposto p'ssoal por o#ucesso do governo geral.
49. 5 por cento de contribuico dos empregados provinciaes
que forem titulados, raao de 5 p ,r cento sobre os respectivos ven-
cimentos, comprehendidos os aposentados, jubilados e reformados,
bem como os membros da Aasembla Provincial po que percebe-
rem de subsidio, e os fiscaes das companhias, empresas anonymas
e os empregados geraes que receberem porcentagem pela arrecada-
cai da divida activa do sello de herane*, exceptuado o corpo de po-
lica.
g 50. 100 ris diarios dos sidos das pracas do corpo de polica
e guarda cvica, como iodemnisaco de fardamente
g 51, Auiilios dos cofres geraes.
g 52. Saldo do exercicio anterior.
g 53. Multis por nfraccao.
g 54 Juros de 9 >/. pela indevida retenco da renda.
g 55. Bens do evento.
g 56. Beneficios e premios de biibetes de lotera qae prescre-
verem no dominio desta lei, restituicoes, reposicea e outras quaes-
quer indomnisacoes provenientes do processo judicial.
57. Renda e veoda dos propnes provinciaes.
58. Divida activa proveniente dos impostos provinciaes.
g 59. 6 o/, addiconaes a todas as imposiedet, cajo producto
ser entregue junta administrativa da Santa G*sa de Misericordia
para auxilio des estabelecimentos cargo da mesma, guardada a
disposico do art. 10 da le n. 1860.
Tabella a que se refere o g 20 do art. 2o
Casas de commissoes, consignaces, e de com-
misses e consignacoes
Ditas ou deposito d vender em groes o carvao_de
pedra em trra ou sobre agua.
L-jas de vender joias smente ou joias e relogos.
Dita de vender relogos smente.
Ditas de vender pianos, musjeas c istrumentos
musicaes ......
Fabrica de rap Meuron. -
Ditas de sable, inclusive a que se acha na fre-
buezia do Atogados.
Ditas de cerveja, vioagre, vinhoa, genebra lico-
res eliminadas gazozas. ,'
Ditas de gaz ...
Ditss agenciase depsitos de rap.
Empresas anonymas ou agencias destas, incla-
sive'a Companhia de Beberibe. .
Bancos, agencias filiaes e representantes dos
meamos e casas bacarias. .-.-..-
Companhias, agencias, ou casa de seguro] oa
qualquer pessoa que no carcter de agente de com-
panhias de seguro fiser contracto desta natureza oa
promovel os, com excepcao das que tem sede n'esta inimim,
pro'incia....... 10:O1UU
rmaseos alfandegados, de deposito ou de re-
colber.........5:000*OU
4:00010011
10:000*000
3:000/000
7:0001000
7OO#000
1:0001000
3001000
6:0001000
4.-0001000
2:0001000
5:0001000
2:000*000
6:0-J01000
Casas de jogo de buhar.
o mesmo exercicio de 1887 a 1888
Art. 2*. A despeza para
fixada em 3,577:870195b.
Assembla Provincial
g 1. Subsidio e ajada de cuato doa deputados .
g 2. Empregados......
g 3. Expediente e asseio da casa
g 4. Apinhamento ejpuolicaco dos debates
Secretaria do Gverno
5. EmDregados, inclusive a gratifieacao do
official de gabinete. ...
6. Expeliente e asseio da casa
Instruccao Publica
7. Empregados.....
j 8. Expediente e asseio da casa. .
Gymnatio Pernambucano
g 9. Professercs, inclusive o adJido emprega-
dos, de accordo com es arta. 51, 113 e 122 do regu-
lamento de 6 de Pevereiro de 1885. .
| 10. Exp.'diente e asseio d* casa.
Escola Normal
i II. Professores e errpregados.
g 12. Expediente, asseio da casa e compra de
ama mobilia para o sali annexado ao corso.
| 13. Aluguel da casa.....
Bibliotficca Provincial
g 14. Empregados
36:9381660
37:90 1000
2:5001000
22:3421000
74:203*000
4:5001000
17:0601000
1:200*000
76:9201000
50010'JO
37:0001000
2:2001000
2:316*800
10:00*000
| 15. Expediente e aseeio da casa, rementa e
compra de livros. ......
Instrucc&o Secundaria
g 16. Aula de latim e trances na cidade de
Tesqueira ........
17. Aluguel da cas* p expediente
Instruccao Primaria
g 18 Pr-.fessorr-s. .....
g 19. Alagad da casa para escolas, expediente
diurno e nocturno ......
g 20. Fornecmento de movis e compra de li-
vros para os alumnos pobres, sondo 5001000 para
as escolas publicas da cidade de Nazareth .
Auxilios diversos
| 21. Subvencao ao Instituto Archoologico .
| 22. dem Sociedade dos Artistas Mcham-
eos e Liberaes .......
23. dem Companhia Pernambucana
g 24 dem ao Laboratorio Chmico Histolgico
inclusive as desp- zas fetas com o mesmo no exerci-
cto de 1884 1885.......
25. dem no Gabinete de Leitura de Ooyanna
26. dem ao vigario de Bom Jaidim para
custeio da escola por elle creada.
g 27. Auxilio ao recolhimonto de Bom Conse-
ibo .........
g 28. Iiem Casa de Beneficencia de Bezer-
ros, inclusive a escola annexa ....
g 29. dem Casa de Caridade de Gravat .
| 30. dem aos religiosos capuchinbos do Re-
31. dem ao Becolhimento da Gloria .
I 32. dem Casa de Caridade de Caruar .
g 33. dem ao Recclho nto de Iguarass
34. dem Casa de Beneficencia do jTrium-
cife
pho
g 35. dem ao Recib ment de Olinda .
36. dem, idem de Goyanna
g 37. dem ao Hospital de Misericordia de
Goyanna .....
g 38. dem determmac) no art. 1. da lei n.
1,665 de 10 de Jnnho de 1882 ....
39. Pagamento das anouidades devidas pelo
ser vico da Recite Drainage, nos termos das leis ns.
1,543 e 1,594 de 1881, inclusive 6001 para o de
iguaes annuidades relativas aos predios do patrimo-
nio do convento da Gloria ...
10. Alimento e curativo dos presos pobres .
Obras Publicas
41. Empregados inclusive o administrador
do theatro Santa Izabel e gnardas dos jardins pu-
blicas. ........
g 42 Expedienteo asseio da casa.
43. Reparos e conservaco de obras inclu-
sive 7:0001000 para os jirdins 127:0001000, ficando
o presidente antorisado a despender mais : 1:0001
com a construccao de um acude no povoado de An-
glicas na comarca de Nazareth ; 3:0001000 pira
os reparos da estrada que segu na cidade de Bom
Jardim serra do J^io Congo, podendo essa impor-
tancia ser entregue cmara municipal d'aquela
cidade, a cujo cargo e fiscaliaacao sero confidos os
trabalhos da estrada ; 1:0001 como auxilio a obra da
capella do povoado Carpina da comarca de laza-
reto; 15:000/ para cootinuacio das obras do edificio
dos alienados j em construc?o adiantada; 2:000/
para os concerios de que necessita o acude publico
na cidade de Caruar ; 8:0001 par os concertos de
que necessita a cadeia da cidade do Brejo da Madre
de Deas; 10:000/ para a construccao de urna poute
no Rio Doce, freguezia de Maranguape; 6:0001000
com urna compra de urna casa na cidade de Bezerroe
para a cadeia da mesma cidade; 1:00..>/000 para os
concertos das matrizes de Pesqueira e Cimbres;
1:000/ com a compra de urna casa que sirva de ca-
deia da cidado de B a Jardim ; 3:000* para a cons-
truccao de um acude na villa de Flores; 4:000/000
para as obraa da matriz de Itarcb ; 5:0 JO para ama
ponte sobre o riacho Freixeiras na estrada de Pal-
mares C >lonia Soceorro ; 4:0005 para as obras da
matriz da B*-Vista; 6:000* para execacao da le
n. 1642: 1:200* para construccao de ain chafariz
na fonte d'agua potavel exiateute na villa de Pa-
nellas; 15:000/ para a ponte da J-queira, no rio
Pirapama; 8:000/ com a construccao deso poute
ne rio Pirapama, no lugar Pirapama; 6:0001 para
construccao de um caes no Varadouro em Olinda ;
12.-O00/0O0 para construccao de una ponte sobre o
rio Ipojuca do Salgado, e o que for uecassario para
compra de urna casa que sirva de cadeia em Jaboa-
to, e para conservaco do edificio provincial sito
em Agua Branca do termo de Q upap di comarca
de Pauellas ; 3:090/ p*ra auxiliar a concluso das
obras da matriz de Bom Jardim; 2:000/ para oa-
Ihoramento da foate da cidade de Nazareth, conhe-
cida pelo nome de Bombo; 20:000/ para as cadeias
de Timbabi e Itauob; 10:000/ (jara a construccao
ou compra de urna casa para cadeia em Plmales;
500/ para as obras da igceja de S. Miguel de Ato-
gados ; 1:5001 para a construccao d- urna ponte de
madeira no riacho Carrapcho do povoado Pedra Ta-
pada; 1:500/ para os concertos urgentes de que ne-
cessita a igreja de Pedra Tapada; 15:000/000 para
construccao de urna ponte no rio Ipojuca, na cidade
de Caruar; 6:000/ para construccao de um acude
na povoacao do Lagedo, no termo de S. Bento. e
concertos dos caldeiroes destinado* ao ahasiecimento
d'agua potavel; 4:000/000 para couatruccao de urna
ponte de madeira sobre o ro Ipjjuca, que corta a
cidade de Gravat ; 1:000/ pafa o uielb ramento da
estrada que segu da estacao ao povoado de S. Be-
nedicto, no termo de Panellas ; 1:200/ para a cons-
truyelo de urna ponte sobre o riacho que passa pela
villa do Bonito; 4:000/ para um acude da Pedra do
Buique ; 3:000/ para compra de um* casa que sirva
de cadeia na Pedra do Buique; 3:500/ 'ara a cona-
troccao de nm acude no povoado denominado Suru-
bm, na comarcado Bom Jardim
seguranca publica^
g 44. E-npregados da Casa de Dctcnco.
g 45. Expediente, asseio, illuminacao e fornec-
mento d'agua da mesma casa.
g 46. Aluguel de caaaa para cadiias e quarteis,
incloMvc os da guarda cvica.
47. Sold dos officia a c prac-s do corpo de
nolicia, idelusive ajuda de custo e gratifieacao de que
trata o art. 4. das le ns. 98.'e 1802 .
g 48. dem, idem da guarda cvica.
49. Expediente e livr03 para u corpo d-3 poli-
ca, da guarda cvica, inclusive '.'01/ para o expe-
diente da Casa da Ordem
g 59 ardamento, armamento e equipamento
do corpo de polica e guarda cvica
01. Agua e luz para os quarteis da polica e
guarda cvica
IUuminacao publica^
g 52. Cidade do Recite e mais 6 lampeoes para
ponte no lugar denominado Porto do Lasserre a
aeoutrar a estrada da Torre, 4 na travesaa de Joao
de Barroa que d para o hospital de Santa gueda,
12 psra a estrada do Encanamento em Parnameinm
a comecar da eatacio, 3 para o becco do Quiabo, d
par o do Maxixe, 2 para o do Jasintho na Lapunga
g 53. Difierenca de cambio .
54. Vencimentos dos guardas .
t$ 55. Cidade de Olinda.....
1 56. Villa de I K 57. Cdade de Gyanna, cem mais 30 lam-
peos
58. Dita de Caruar.
ij 59 Fica o presidente da provincia autorisado
diapnder a quantia de 1:825/ para a eolochc2o
_j 25 lampti a na cidade de Nazaretb, l:0O01UOW
para a iilumiuaco da cid.de de Garanhuus, 1:500/
para a illuminacio da cidade de J abuato, ficaudo o go-
verno obngad. eolloeacao de postes e lampeoes,
750/ p.raaoollocaco de 0 laiopio.-s na cidade de
Peaqueirs, 50 na cidad- da Victoria, a quantia ne
cesaara para a collocacao de 30 lampeoes na cidade
de Itamb, 1:5001 para a do Limoeiio, 25 em Be-
zerros e 20 em Timbaba .
Culto publico
g 60. Congruas aos coadjuctorea .
ARBZCADACAO B FISCALISAgO DAS BRIDAS
TAesowro
g 61. Empregados, na forma do do art. 10
a
enco
a
de 25
1:8001000
1:6001000
200/000
655:360/000
67:777/000
7:000/000
2:00/0000
4:000/030
24:000/000
1:500/000
500/000
503/000
6:000/000
4:000*000
2:000/000
2:000/000
2:000/000
1:000/000
1:500/000
2:000/000
1:000/008
1;200/000
1:000/000
1:200/000
1:800/000
98.-000/JOO
60:003/000
900/000
318:400/000
39:920/000
4:800/000
7:923/000
469.958/000
74:215/000
550/000
105;000/000
8:000*000
123:000/0
30:000/000
10:000/000
29:8101000
2:9201000
7:884/000
903/000
/
10:000/00
da lei n. 1,713.......117:573/000
| 62. Expediente, asseio di casa e annuneios 4:500/000
63. Aluguel da casa.....3:000/000
g 64. Despezas judiemos e porcentagem de co- sal
branca ........29:190/300
65. Empregados u Consulado e da Alfande-
ga, sendo a p ircentagem razio de 1 1/2 pet cesto
sobre a arrecadacao distribuida de conformidade com
a tabella geral quo regula a gratifieacao dos meamos
empregados .... ... 106:060/000
66. Expediente, asseio da casa e annuneios 2:800/000
| 67. Empregados das collectorias, inclusive ex-
pediente e livros.......77:983/720
68. Aluguel de casa para barreiras 144/000
Pessoal inactivo
g 69. Aposentados e jubilados 130:821/700
Publiea^des e impresscs
g 70. Publicado.-s e impresaoes das repartic/s 17:385/000
Divida provincial
g 71. Juro das apolices.....533:899/220
' 72. Divida de exercicios findos 9:254/139,
conforme o quadro fornecido pelo Thesouro Proviu-
eial, e mais a quantia de 12:894/100 Companhia
Pernambucana de Navegaco pelo transporte de pre-
sos e pracas par a i.ba de Fernando ; a de 2:634/ a
Medeiros 4i C, pelo fdrnecimento de objectos secre-
taria da Assembla e Escola Normal; a de 240/300,
para pagamento aoempreiteiro das ebras da cadeia de
Agua Preta; de 40/ a Hvnario Hermeto de Oli-
veira, pelo aluguel de sua casa para.'quartel em Qui-
pap ; a de 45/, a M .uoel Vianna de Barros, pelo
aluguel de sua casa para quarlel em Gravat ; a de
120/ a Josino Jos das Chagas, pe i aluguel de sua
casa para cadeia em Bonito; a de 879/830, a Ismael
Clementino Bezerra, pelo fornecmento ao destaca-
mento de iguarass ; a de 476/800 a Laurindo Mar-
ques de Souza, pelo sustento dos presos pobres da
cadeia de Flores ; a de 1:148/691, para pagamento
do que se deve ao coronel Manoel do Nascimento Vi-
eira da Cunha; a de 32/, a Cosme Jos Guedes,
pelo aluguel de sua casa para quartei em S. Lou-
renco da Malta ; a de 40/ a Manoel Cavalcante V, e-
lho, pelo aluguel de sua casa para quartei na fregue-
zia da Graca ; a de 170/, a Gaspar Cavaleante Pe-
rea Campello, pelo aluguel de sua casa para quartei
em Serinhem ; o que se eativer a dever a Jos Ger-
mano de Lyra, proveniente do alugael de sua casa
para quartei em liiacho do Matto ; o que se estiver
a dever a Vctor Marques Santiago ex-praca do cor-
po de polica ; o que se estiver a dever a Eduardo
Carneiro Lcao de aluguel de aua casa para quartei
em Muribeca; o que se estiver a dever a Jos
Fiuza de Oliveira, contractante da ponte de Gravat
em A;ua Preta por accressim de trahalho ; e 86/
que se est a dever a Antonio Pereira do M>ote do
aluguel de sua casa para quartei do Cabo ; 8/390 a
Tertuliano de Mcndonca Nunes Baodeira; a Alfonso
de S e Albuquerque a quantia de 64/ importancia
que lbe devida pelo aluguel de 8 meses vencidos da
casa que serve de quartei ao destacamento na povoa-
cao de Bizarra ; a os herdeiros de Manoel Caetano
Spndola, o que lhe fieou a dever a fazenda do exer-
cicio de professor do Gymnasio e que j foi proces-
sado; o ^ue se estiver a d.wr pelos alugu casas que serviram de cadeia em Barra rie Jangada,
Canhotinho e Bonito ; 36/ para pagamento do alu-
guel da osa de Joo de S Araujo, que s.'rvio do
quartei n* villa de Cabrob, relativamente aos mezes
de Marco a Junbo de 1885; 378/365 a Jos da Cruz
Freitas como administrador de sua mulher, nos ter-
mos da lei u. 181C de 184, art. 71 g 71; o que se
estiver a dever de seus ordenados ao Dr. Joo Feli-
ciano da Motta e Albuquerque professor do Gymnasio,
a contar de 8 dd Novembro de 1879 a Janeiro de
1880 razo de 166/966 m nsaes ; 200/ para pa-
gar-se o subsidio do deputado Herculano Bandeira ;
o que se eativer a dever ao Rvm. padre Manoel Pe-
reira da Cruz, coadjutor do Cabo; 106/422, que se
deve aos herdeiros do padre Jos de Souza Maga-
Ihes na qualidade de protess r jubilado de gramma-
tica latina oa villa de Fiores ; o que se estiver a de-
ver prefessora publ ci Taciana Alexandrina Mon-
teiro Lipes ; o que se estiver a dever ao capitao
Rufino Demetrio da Paixo Silva, do aluguel de sua
casa que servio de quartei em Carrapats ; ao pro-
fessor publico da Casa de Detenco Joo Fernandes
Vianna, o que se lhe estiver a dever de seus venci-
mentos relativos ao exercicio de 1881 a 1885; o qu
se est a dever a Mouuel Apoliuario Santiago pelo
aluguel de sua casa que serve de cadeia em Pedra
Tapada, a contar de lO de Marco a 30 do Juaho de
1885 na importancia de 41/.....29:251/65
Evenluaes
g 73. E.eutuaes ...:.. 5:178/0*0
Disposicoes geraes
Art. 3o Continuam em vigor os arts. 13, 14, 15, 24, 38 e 40 da
lei n. 1810 de 1884, os arts. 27 e 28 da lei a. 1713 da 1882, o nrt.
4 da lei n. 1860 de 1885 e o art. 8 da le n. 1597 de 1881.
Art. 4C O anno fioanceiro da provincia passar a coincidir com
o anno civil, pelo que o presente orcamento ser prorogado do 1 de
Julho do 1888 at 3 de Dezembro do mesmo anno.
Art. 5o As arrematacoes de reparos e obras publicas sero an-
nanciadas com 15 das de antecedencia polo meuoa.
Art. 6" Contina em vigor o art. 13 da le n. 1860 de 1885.
g nico. O imposto sobre estabelee.m-uto commercial ou indus-
trial, existente as ein.'O f.eguezias da cidade do Recife, para o
aervico da extinecao de incendios, s 8"r4 cobrado depois que se or-
ganiaar a companhia do bombeiros, ficaudo regulado da seguinte
forma : 5/000 por eatabclecimento cojimercial ou industrial cojo
alueuel nao exceder de 800/000, annuaee, 10/000 de mais de 800/
at 1:800/000 ; 20/000 de mais de l:800/'JO0.
Art. 7o Oa dez por cento que se deduzem da arrecadacao da
divida activa sero distribuidos pelo seguinte modo :
Para o juiz 2 '/.
Pira o procurador dos feitos 2 %.
Para o procurador fiscal 1 /0.
Para os scrives 1 1/2 /<,
Para os solicitadores 1 1/2 "/o-
Para o contador e distribuidor 1/2 <>/
Para os ofiieiaes de justica privativo 1 1/2 /.
Os 6 "/o que ae deduzeo da arrecadacao t'eita nesta capitel do
imposto de heraoca e legado para os empregados do juizo do inven-
tario, sero divididos em 15 quetas, distriouidas pelo modo se-
guinte :
Para o juiz 5.
Para o curador dos feitos 5.
Para o escrvo 2.
Para o solicitador 2.
Para ca partidores 1.
Nao havendo partiiha e eiin calculo, a quota dos partidores per-
tencer ao concador.
Art. 8 O que sobra.-da verba '''atinada ao pagamento das
congruas doa coadjutores ser applic....* ao Seminario de Olinda.
Art. 9 O presidente da provincia fica autorisado :
Io A reformar, pondo desde loo em execnco :
I. A reparticao geral daa obras publicas, aupprimindo a the-
iouraria o dimiouiudo o numero dos engenheiros, tanto da districtoB,
como conductores.
II. O Cousulado Provincial, dsptnsandi o funcionalismo que
se encarregava da arrecad*sau de impostos, presentemente a cargo
da Alfandega. .
III. A secretara da presidencia, para o fim de equiparar os
vencimentos doa terceiros eecriptunnos aos do Thesouro Provincial,
sem preiuizo destea funeciouarios. ,
IV O reguUmento da Clmia Orphanolog.ca Isabel, pondo-o
de accordo com as exigencias actuaos do servco e fazendo as moc-
ficaces cuja necessidade a experiencia teoua demonstrado
8 2 A reorauisr a ostrucca. publiea ramos, reslabelecendo o casino religioso uas escolas, fazendo as mo-
* difieaces que eutender convenientes nos regulamentos, sem alteracao
fundamental daa lei.-, mas somente de detalbes, como me hor clasai
ficacao e collocacao das oscilas, modo de provimento, direitosle grati-
ficacS-s, resirneu doa cursos primarios e s.-cuudanos, podendo trans-
ferir eadeiraa e remover os respectivos professores; devendo o gym-
nasio Provincial coutmuar a dar educacfw e astrucco gratuita a
10 alumnos p-bres, internos, sendo preteridos; Io os filhos dos vo-
luntarios da patria : 2" os dos outros servidores da provincia e do
Estado ; 3" os que se h.uverem distinguido pela sua excepcional
intelligeucia, couducta e appl.Cacv as au'as, aendo obsarv adasas
condicoes do art. 65 do regulamento de la de Abril de 18bb ,
nio podendo exceder de 25/O00 a meosalidade dos alumnos in-
ternos. .
| 3." Em todas estas delegacoes o presidente da provincia ca-
r astricto s verbas do orcamento, de modo a nao excdelas u
caso algum, podendo nestes termos addir a qualquer repartido e
nBivi


Diario de Pernambuco-Sabbado 7 de Maio de 1887
pregadoe cuj-u lugares s-jam arippriiiaDS, dando Ibes mrrwobTiga-
coes, bem como aposentar o que por tp^d sarvieo houvorem ad-
quirido direito .._ .,
Art 10. Na e-aaicao da lei n. 1,597 art. 8, o preaidente reve-
r o contracto no intnato de melboraroaervico da compiahia e man-
ter a obrigac de ama viagem por mea ao porto de Tamandar e
Barra do Rj Praaeo; nao podendo o preco da paasagem exceder
de 3#000 e devaado o vapor demorar ae neste ultimo porto p?lo me-
nos seis horas.
Art. 11. Das loteras que tiverem de correr no exercicio da pre-
sente le 45 pertencero aos estabeUeimeutoa pos da Sant Caca
de Misericordia do Recito a beraafieio dos quaes correrio aa doae
primeiras e as maia-alternadamente, coanorine a ordeca segu-nte:
1. Urna parte para aa obris da man de Itambi
2.* dem idem para as obras da matis da Noss*. Senhora da
(iraca.
3." dem dem para aa obras da matriz-da Gloria de Goita.
4. dem idem para as-obras da igrejavde Jos de Pedray.Ta-
pada em Limoeiro. _
5.' dem idempara aar.obrass da nvatm da Vicenet em Naaa-
reth. a
6.o dem idem par aa obras da Ordera 3* do Ca-mo do Re-
e'fe. i
7.o dem idem para as obras da igreja do Livramento em Ja-
eoatio. .
8. dem idem para as obras da matriz de Agua Preta.
9.o dem idem para as obras da capella do cemteno do Bo-
nita.
LO. Ideas idem para as obras da matriz do Santissimo Sacra-
n>entard*Ba-Vsta.
. Idea idem para as obras da matris de Agnas-Bellas.
12. dem idem para aa obras da matris do Santissimo Saers-
meotocdo Cobbb Santo.
13. dem idem para as obras da roatria de Belmonte.
14. dem idem para as obras da matris de Serinhem.
15. dem dem para as obras da igreja de S. Pantaleao do
Monteiro.
16. dem dem para as obras do Recolhimento de Iguarassu.
13.. dem dem para as obras da igreja dos Martynos em
Soy anna. _
lh. Idcavidem para as obras da matriz de Sant Anna em Bom
J ardas..
19. dem dem para a Casa de Caridad da cidade de Be-
sen ai .,..-.
20. dem idem Dar a obras da matris de Munbeca.
21. dem idem "para as obras da matris do Rio Formoso.
22. dem idem para as obras da igreja de S. Sebastio do Bo-
23. dem idem para, as obras da igreja 5e S. Jos de Pedra
Tapada em Limeeiro.
24. dem idem para as obras da matris de Bom Consolno em
Papacaca.
25. dem idem para aa obras do Reolhimento da Gloria.
26. IJem idem para aa o .rasda matriz de Cabrob.
27. I leen idem para aa obras da igreja de 8. Francisco em Se-
rinhem. .
28. dem dem para as obras da mstru de Alagoa de Baixo.
29. dem idem para as obras da igreja de Nossa Senbora do
Rosario de Pao a'Alho. '
30. dem idem para as obra da matriz de Nossa Senbora da
Lus.
31. Idtm idem para as obras da matriz de Itamb.
32. dem idem para as obrss da matriz de Nossa Senhora da
Cono ica.> de Nazaretb.
33. dem idem para as obras da igreja do Livramento do Re-
cife.
34. dem dem para as obras da igreja de S. Pedro dos C'eri-
gos do Recite.
35. dem idem para as obras da Imperial Capella de Nossa bc-
nhora da Estancia
36. dem idem para as obras da igreja de S. Benedicto no ter-
mo de Pane I las-
37. Iiem dem para as obras da casa de caridade de Caruaru.
38. dem idem para as obras da igreja de Nossa Senbora do
Rosario da Boa-Vista.
39. 'dem idem para as obras da matriz de Pesqneira.
40. Iiem idem uara as obr*a d* capella de Miricota de Igua-
41. dem idem para as obras da igreja do Livramento da Var-
zca.
42. dem idem para as obras da capella da Casa Forte.
43. Iiem idem para as obras da matriz de Itamb.
44. dem idem para as obras da igrt-j* de Nossa Senhora do
Rosario da Tracuubem.
45. Iiem id>m para as obras da igreja de S. Jos da Boa-
Esperanca da Escada.
46. dem idem para as obras da matriz de Sant'Anna em Bom
Jardim .
47. H.m idem para as obras da matriz de Palmares.
48. I iem idem para as obras da capella de Jupy
49. dem idem para as obras da capella da Barra de Seri-
nhem.
50. dem idem para as obras da matriz de Taqaaretinga.
51. dem idem para as obras da matriz de 8. Jos do Egypto.
52. dem idem para as obras da matriz de Altinho.
53. dem idem para as obras da matriz de Salgueiro.
54. dem idem para as obras da igreja de 8. Pantaleao do Mon-
teiro
Goyan
55. Tdem idem para as obras do convento da Soledade de
56. dem idem para as obras da igreja de Jatobi de Taca-
37. dem idem para as obras da capella de Anglicas e Naza-
rat.
58. Iiem idem para a decoraclo do altar do S*grado Horacio
do Jesas no convento da Gloria.
59. dem idem para as obras da manda ie de Sant'Anna em
Santa Cruz do Recife.
60. Idea idem para as obras a cargo da irmandade de Nossa
Senbora da Conceicao dos Mi, i tares.
61. dem idem pan as obras da igreja de Quipap.
62. lateen idem par as obras da igreja do povoado do Riacho
da Carapato.
68. dem idem paca aa obras a cargo, da irmandade de Nossa
Senhora da Luz erees* no-convento do Gana*
64. dem idea par..aaobras da cpela de Carneioro em Bui-
qse.
66. lisa idenapara aanobras da ipentvrie 8*. Jos da praia da
a.Biaaliie i Oliana.
66'. dem idem para as obras da igreja de S. Francisco de Ipo-
juca.
67. dem idem para as obras da matriz Jo Santissimo Sacra-
mento de S. Fre Pedro Goncalves do Recife.
68. dem idem para as obras da igreja de S. Miguel de Afoga-
dos.
69. I-teta-idees para as obraw da igreja de Jatob do Brcjsv
70. dem idem para as obras da matriz de Noasa Sentan, do
Rosario df-Varzea.
71. dem idem para a irmandade do Santissimo Sacramento
de Afogado*.
72. Liem idem para as obras da igreja de Nossa Senhora do
BoavParto em Olinda.
Art. 11. Ficam revogadas as dispesicors em contrario.
Mando, portante, a todas as autoridades, a qutmo conhecimento
e execuco da presente rosolucao pertencer, que a cumpram e facam
cumprir to inteiramente como nella se contm.
O secretario da presidencia desta provincia a faca imprimir,
publicar e correr.
Palacio da presideucia de Pernambuco, 30 de Abril de 1887,
66.' da independencia e do imperio.
L. S-.. Pbdbo Vicbstb de Ais vedo.
Sellada c publicada a presente reaolucao nesta secretaria da
presidencia de Pernambuco aos 30 de Abril de 1887.
O secretario,
Pedro Francisco Corroa de Oliveira.
LEI N. 1885
Perlro Vicente de Azevedo, doutor em direito pela Fxculdade de
de 8. Paulo, commendador da Imperial Ordem da Rosa e da Real
Ordem Militar Portuguesa de Nossa Senhora da Conceicao de Villa
Vicosa e presidente da provincia de Pernambuco :
Fae saber a todes os seos habitantes, quo a Assembla Lgis-
lativa Provincial decretoa e eu eanceionei a r solugo heguinte :
Artig nico. Fica elevada a villa a povoacao de Jatob e para
ella transferida a sede do municipio de Taoarat.
Ficam revogadas as disposicoes em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conheci-
mento e exococao da presente reaolucao pertencer, que a cumpram*
fguro cumprir to inteiramente com> nella se contm.
O secretario da presideencia desta provincia a faca imprimir,
publicar e correi.
Palacio da Presidencia de Pernambuco, Io de Maio de 1887,
66 da< Independencia do Imperio.
PEDBO Vl-ENTE DE AZEVKDO.
L. S.
Sellada.e publicada a presents resr-lncSo ns^a Secretaria da
P residencia de Pernambnco, ao 1 de Maio de 1887.
O secretario.
Pedro Frane'mo Correia de Oliveira.
LEI N. 1886
P.dro Vicente de Azcvedo, doutor em direito pela Faculdade
de S. Panlo, commendador da Imperial Ordem d* Rosa e da Real
Ordem Militar Portugueza de Nossa Senhora da C nceicao de Villa
Vicosa e presidente da provincia de Pernambuco :
Faco saber a todo os seus habitantes, que a Assembla Legis-
lativa Provincial decretoa e eu sanecionei a resolucSo seguinte :
Artigo nico. Fica isenta do imposto de industria, inclusive o
que se refere ao corrente exercicio, a 7tna denominada Timbo,
assim cerno todos os demais engenhos centraos existentes nesta
provincia e as que se fundarem daqui por diante sem auxilio algom
dos c>-fres pblicos.
Ficam revogadas as disposices em contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades, a quem o conheci-
mento e execucao da prsenle resolucao, p rtencer que a cumpram e
facam cumprir tao inteiramente como nella se contm.
O secretario da presidencia desta provincia a faca imprimir,
publicar e correr.
Palacio di Presidencia de Pernambuco, em 3 de Maio de 1887,
66 da Independencia do Imperio.
Pedbo Vicekte de Azevedo
L. 8.
Sellada e publicada a presente reeoluca nesta Secretaria da
Provincia de Pernambuco, aos 3 de M-iio de 1887.
O 8cretario,
Ped-i Francisco Correia de Olivara.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA O DK
MAIO DE 1887
Abaixo assignados, empregados do The
aouro Provincial.Deferido com o officio
desta data ao inspector do Thesouro Pro-
tin.-ial.
Augusto Seixas.Encaminhe se, deven-
do ser pago o porta na reparticSo dos cor-
leios.
Agostinho Jos de Souza.O sappli-
eanto j foi attendido por despacho de 4
de Junho de 1835, nSo havendo mais que
deferir segu.ido a nformas~o prestada pelo
Thesouro Provincial.
Antonio Buarqun de Barros Correia.
Deferido coro offi-io de hoja ao brigadeiro
com mandante das armas.
Anna Joaqun* de J-sus.Prove o que
allega.
Antonio Laurencio Carneiro.Prodea-
eiado.
Cosme Augusto Pereira da Luz. Sim,
coro roetada de ordenado.
Francelina Mstrla da Silva Albuquer
que.O complemento do prazo, a que se
refere o $rt. 117 do regulamento de G de
Fevcreiro d6 1885, conta-se do dia em que
a gratificado conferida por acto do Go
verno, dependendo de um processo de ha
bilitacSo. No caso presente, o acto de
23 de Saterobro da 1885.
Fieldem Brothers.Informe o Sr. ins-
psetor do Thesouro Provincial.
Jos da Fonseca e Silva.Deferido com
offi-io desta data Tnesouraria de Fe-
zenda.
Jos Theophilo Marcelino Soares Fer
reir. Deferido com ofiL-io de hoje The-
souraria d Ludgero Francisco de Souza Pinto.
Informe o Sr. juiz de direito da comarca
de Bezerros.
CapitSo Manoel Thi.maz de Villa-Nova
e Augusto Xavier Carneiro da Cunha.
Informe o 'Sr. juiz de direito da comarca
de Jaboatao.
Manoel Francisco de Sant'Anna. Op-
portunarnent" ser attendido.
Silva Fernandos C Informe o Si.
inspector da Thesouraria de Fazenda.
Seraphim Bezerra dos Santos. Informe
o Sr. juiz de direito da comarca do Li-
moeiro.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
Iraco, & de Miio de 1887.
Pelo porteiro,
Arthur Machado Freir Pereira da Silva.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 6 DE MAIO DE 1887
Epbygenia M. de.A'meidii Gomes, Joo Fernan-
es Marques, P. trouitla Aurora de Mello e Maria
Tbeodora.da Aasumpco Ferreira. Ao Si. tbesou-
reiro para attender opportunamente.
Senborinha Tiburtina de Lima. Entiegne-se
pela porta
Manoel Clementiuo Correia de Mello e Compa-
sla Santa Tu r. za.=luforme o 8r. contador.
Jeronymo Lina de Albnqucrqne Vasccncellos.
Ao Consolado para attender.
Dr. Joio Sevenano Carneiro da Cunba Certi-
ique s.
Dr. Manoel Goncales Soares de Amonm, Porto
& Santiago, Manoel Jeronymo da Costa, Francis-
co Cyprino de S-.nza Sautos, H. Borle 4 C. e
padre Veriaaimo Bsndeira.Haja vista o Sr. pro-
urador fiscal.
FALLA que Assembla Legislativa Provincial de Pernambuco
no da de sua Inslallaco a de Mareo le 18, dirigi
o i:\iu. ir. presidente da provincia. r. Pedro Vicente de
Azevedo.
(Continua c3o)
ESTRADA DE FERRO DO RECITE AO S. FRANCISCO
Contina como fiscal desta estrada de ferro o engenheiro Manoel Martins
Fiusa Jnior
Todo o servigo da consrvaselo correu em ordem, sendo que o material em-
pregado na renovacSo do material fixo inutilisado constou de 5.459 dormentes de pinho
ere sotado, 7,209 dormentes de madeira do paiz, 402 trilhos, 3.59? coxins, 46.900 cu-
nhas, 12.611 cavilhas, 800 tilas de junejao, 6.228 parafusos e 3.260 metroe cbicos
de lastro.
Foram durante o anno reparadas, caiadas e pintadas algumas das estajSes da
linha, bem como as casas de operarios e as officinas do Barbalho.
Comejou-se a reconttruccSo da ponte de Jaboato e fizeram-se ligeiros repa-
ros em algumas das demais obras d'arte.
O estado das buhas telegraphicas e apparelhos contina a ser satisfactorio,
sendo qu-?, durante o anno, a conservasao exigi a substituifao de 100 postes tele-
grapuicc8.
Foram expedos, em igual periodo, 9.094 teleg ammas.
Nao entrou em servigo material rodante novo, pelo que contina a ser o mes-
mo do anno passado, isto : 19 locomotivas, 10 carroB de 1.* classe, 6 de 2.a, 11 de
3.*, 6 de bagagem, 200 wagSes cobertcs, 25 ditos abertos, 62 carrosas, 7 wag53S para
animaes, 16 de freio e 20 estrados para madeira.
Em aervico de traegao, tanto do trafego como do lastro, percorreratn as loco-
motivas no anno findo : 238.147,2 kilmetros.
O mesmo total de combustivel e lubrificantes as locomotivas foi o seguinte :
Carvao......3.058.871,3 kils.
Oleo....... 3.291 litros
Sebo....... 3.001 kils.
Foram executados as officinas do Barbalho todos os concertos e reparos de
que necessitou o material rodante, notando-se que foram ahi reconstruidos 13 w.igons
de mercadoiias, qu* se achavam muito estragados.
numero e percurso dos trens a servijo do trafego foi o seguinte :
2.080 trens de passsageiros
1.995 cargas .
4 excursao
4 especiaes de passageiros
O movimento do trafego foi:
20.324 1/2 passageiros de 1.* classe.
2,'
3."
23.417
148.750 1/2
24 bilhetes de periodo
4 tren* especiaes .
43.946 voluntes de
745.775
Mercadorias da capital para o interior:
bagagam pesando
191.587,0 kilom.
112.175,0
126,0
159,2
48:2280550
45:5030750
129-5580130
3800400
3330500
33:9660840
738.002 kilog.
Artigos de plantara
Sal.....
Vinhos e especiaras
Gneros deprimeir* mcessidade
Materiaes para vas frreas
Machinismos para engenhos
Machinismos para construeco.
Carros e carrocas.
Diversas ...
Mercadorias do interior para a capital:
Asaucar, 581.093 saceos, 44.816.324 kilog.
Algodlo, 18.090 fardos .
Caf ....
Fumo ....
Agurdente .
Farinha e crcaos .
Couros.
Madeira .
Mel .
Lecha ....
Diversas
Mercadorias em trafego intermedio :
Diversas 6 048 713 kilog.
Cavallos e ces 3.271
Diversas .... 925
Arroazeuagem .
Transporte por conta do governo:
1.808.(173
1.668.774
8.966.641
431.253
974.139
519.000
70.000
4.821.068
i 419.97'.
800
18 195
2 120.296
1.689.843
143.125
3.705.500
146.989
2.494.000
2.008.244


*
i
*

27:3120760
4:7710360
43:2880580
93:6850640
3:8460460
4:303440
1:0480140
2010480
14:9060620
399:2720100
20:3280780
110540
2610980
17:4l6a800
18:5060600
1:7630620
14:5580820
4080120
2:4480700
12:2710480
11:6540660
6:3350900
1:0080780
1:8550240
Passageiros de 1.a classe.
2. .
3. .
Bagagem, 2.309 volumes,
Mercadorias ....
Animaes ....
Transporte por conta da empreza
Passageiros de 3.a classe
Mercadorias .
Receta total do trafego em 1886
1885
1.894
414
1.001
25.196 kilog.
2.358.627
20
do Prolongamento:
23
911.295 kilog.
1:8420320
2050120
2780450
5400920
8:1250740
560160
460000
2:2270640
972:9700520
964:7710310
Differenca para maia 9:1990210
O movimento do trafego com cprolongamento, jfcacimav incluido, foi
Btocadorias da oaajital.para o PmloBgaento 3.162.886 kilog.
Do Prolongamento, panw ai capital 7.885.899
Em trafego intermedio .... 864.498
Foi recolhida Thesouroria de Fazenda a
importancia do imposto sobre passa-
gens no valor de 21-1710845.
A receita total arrecadada durante o anno foi a seguate:
Receita do trafego..... 972:9700520
Renda do trafego..... 6:4820700
Venda do material inutilisado 1:9060518
Juros de saldo em deposito 5740210
Renda nao claBsificada .... 2150480
Receita eventual..... 4:1720324
Total em 1886 986:3210752
1885 977:1160134
Despendeu esta estrada as seguintes importancias:
Conservasao...... 148:6730649
Traccao...... 146:0910631
Reparos de carros e wagons 34:0670962
Trafego...... 114:8590731
Administrasao..... 13:6650627
Telegrapho...... 16:4240257
Despezas sanitarias .... 5090780
Passagens e ajudas de custo 322(5178
Despezas extraordinarias :
Differensas de cambio .... 112:5600160
Renovasao da ponte de Jaboato 20:2550105
> Pirapama 3320594
Quota de conU em suspenso 26:6660007
Total em 1886 634:4290407
1885 Til2:5220713
Dfferensa para menos. 71:0930306
Foi verificado durante o ann um saldo de 351:8920345 a favor da garan-
ta de juros.
Essa garanta a que os cofres geral e provincial foram obrigados, conforme
as liquidases feitas nesta provincia foi a constante da deraonstrasao seguinte :
1." semestre
Importancia dos juros do 7 /0 K |nno so-
br* capital primitivo do 1.200.000. 373:3330334
Importancia dos juros de 5 c/0 ao anno so-
bre o capital addicional de 4S5.660 107:9240444
Juros garantidos no semestre 481:2570778
Abatido o saldo do pmestre 152:6870747
Sendo :
5 /0 do Governo Geral sobre os captaes
primitivo e addicional
2 /o do governo provincial sobre o capital
primitivo somente ....
2.a semestre
Juros garantidos conforme a demonstraso
cima. .....
Abatido o saldo de semestre
Sendo:
5 /0 do Governo Geral sobre os capitaes
primitivo e addicional
2 /o do Governo Provincial sobre o capital
primitivo somente ....
Gorantia total em 1886.
Abatida a importancia dos juros de 7 % ao
anno sobre o emprestmo de 400.000
feito pelo Governo do Brasil com-
panhia ......
Sallo devido companhia
328:5700031
265:5280435
63:0410596
328:5700031
481:2570778
199:2040598
282:0535180
232:3020112
49:7510068
282:0530180
610:6230211
248:8880888
361:7340323
(Contina).
ProRramma para os examen (eraeii
de preparatorio* ena 1** ortant-
ado de conformldade con a din-
poNleCe* do decreto 1.; 11 de S
de Ouiuiiro de I8SO e do avino n.
994 de IV de Marco de iss.
(Continuaqao)
Historia geral
Para o exame de historia geral o candidato de-
veri f xhibir certido de se achar habilitado em
portugus.
Prava escripia
Desenvolvimcnto da parte, escolhida pelos exa-
minadores, do ponto designado p la sore d'entre
os abaixo indicados.'
Prova oral
Consistir as respostus sobre um ponto sortea
do d'entre os abaixo indicados e sobre as genera-
lidades que lhe forem relativas.
Historia auriga
I.Nocoes preliminares. Tempes primitivos.
Os povos orientis : Iaraelistss, gypcios, AsBy-
rios e Babylonios, Mdos e Persas, Phenicios.
2.A Grecia antiga. Tempos primitivos e he
roicos. Colonias gregas.
3.Spaita e Athenas. Legislacito de Lyeurgo
e de Soln. Guerras com a Messenia. Pisistrato e
seus filbos. Archuntado de Clistenes.
4.Primeiro e segundo perijdos das guerras
medicas. Paz de Cimon.
5.Piepanderancia de Athenas. Pericles e a
guerra do Peloponeso. Preponderancia de Sparta:
expedico dos des mil. Guerra entre Sparta e a
Persia, tratado Ue Antaleidas.
6.Grandexa de Tbebas. Pelopidas e Epami-
nondas. Seiencias, lettrss e artes na Grecia.
7.Felippe de H&eedonia e Alexandre Magno.
D '-mombraraento do imperio de Alexandre. Rei-
nos da Thracia, do Egypto, da Syria e da Mnce
donia.
8.A Italia antiga. Fundaco de Roma e sua
historia no periodo dos rcis. Iostituicao da rep-
blica.
9.Latas intestinas entre os plebeus e os pa-
tricios. Primeiras guerras. Invaso dos gnulezes.
10.Conquistas de Roma na Italia. Colonias e
municip os romanos.
11.Guerras pnicas. Destrucao de C'irthago.
12.Conquista de Roma fra da Italia. Os
Graccbos. Guerra Jugurthina. Cimbros e Ten-
toes.
13.Guerra social. Mario e Sylla. Conjuvaco
de Catalina. Cicero.
14.Primeiro e segundo triumviratos.
15.Augusto e os imperadores de sua familia.
16.Origem do christianismo.
28. De8membraraento do imperio franco-roma-
no. IiiVasoes do IX e X eeculoa. ltimos Car-
lovingios e primeiros Cpetos.
29. Feudalismo.
30. Historia da igreja at ao secu'o XI. Or-
vallara. Lettras, artes e sciencias nos seculos
IX, X e XI.
31. Imperio rcmano-allemao e sua luta com o
saceriocio.
32 Crnzadas.
33. Progressos da civilisacao nos seculos XII e
XIII. Sciencias, lettras e artes. Ordena men
dicantes.
34. Franca. Os capetoe de 1108 at 1328.
35. Inglat rra. Invaso dinamarqueza. Os
Normandos e o Plantagenets at 1327.
36. Franca e Inglaterra. Guerra dos cem an-
uos.
37. Kbalitado de Cordova e Estados christos
da Hespanha.
38. Portugal-Dynaatias da Borgotha e de A-
viz.
39. Repblicas italiana* e reino das duas Sic:-
lias.
40 Allemanha desde o grandi interregno at
1453.
41. Scandinavos. Slavos, monges e turcos ot-
tomanos.
42. Tomada de Constantinopla por Mahsmet
43. Grande schisma do Occidente, concilios de
Pisa, Constanca e Basila. Progrcseo da civ-ili-
sacao no ultimo periodo da idade media.
Histeria moderna
44 Oiviso da histoiia moderna em .ep ic-is.
Estado poltico da Eurupa no meiado do secuto
XV.
45. Franca. Fim do reinado de Carbs Vil,
Luiz XI e Jarlos VIII at 1491.
46. Inglaterra. Guerra das duas resss. Hen-
rique VII
47. Hespanha e Portugal. Fernando o Catho-
lico. D. Joao II.
48. Allemanha de 1453 at 1519.
49. Italia de 1453 at 1494.
50. Toreos ottjmaoos at 1520. Estados acan-
dinavos. Cbristiano II e Gustavo Vasa.
51. Primeiro periodo das guerras da Italia.
..52. Segundo periodo das guerras da Italia. R-
validade das casas d'Austria e de Franca.
53. Descobrimento dos europeus. Reinado de
D. Manoel o Venturoso.
54. Lettras, artes e sciencias no seculo XVI.
55. Reforma protestante. Papas do seculo XVII.
Concilio da Trento. Urdens religiosas.
56. Uespanha. Phelipje II. Portugal, de 1521
67. Independencia dos Estados Unidos.
68. Hespanba e Pjrtugal no seculo XVIII.
69. Lettras, artes e sciencias no seculo XVIII.
- ,lDCa> Luil XVI, assembla constituinte,
assembla legislativa e convenco nacional. Di-
rectorio, Consulado e Imperio at 1515.
Hittoria contempornea
u-: greM0 de v'enna- Reacco absolutista.
Movimento. revolucionarios no sal da Europa :
emancip^cao das colonias. C .ogresso de Troppau
e de Verona. Fundatao do Reino da Grecia
72 Progresso das ideas liberaes em Inglaterra.
Revolucode Jnlho em Franca. Movimef toaapo-
lticos o revolucionarlos na Europa
I 73. Reformas do snlto Mabmud na Turqua
Or?en^.entre qUa 6 Eg7pt- Q^sto do
74. Rsinado de Luiz Phelippe e revolucao de
JJevereiro em Franca. Repercnsaao da revolucao
de Kevereiro em diversos paizes da Europa.
75. Restabelecimento em Franca do rgimen mo
narchieo. Guerra da Crimea, Fnndacao do Rei-
no da Italia.
76. Guerra do Mxico. Guerra civil nos Est-
dos- Unidos .
Choroarapkia e historia do Brasil
Para o exame de chorographia e historia do
Brasil o candidato devora exhibir certidao de se
achar habilitado em portugus.
Prova escripia
Desenvlvimento da parte, escolhida pelos exa-
minadores, dos pontos designados pela sorte den-
tre os abaixo indicados em chorographia e his-
toria do Brasil
Prova oral
Consistir as respostas sobre os pantos sortea-
dos dentre o< abaixo indicados em chorographia e
historia do Brasil, e sobre as generalidades que
lhes forera relativas.
Chorographia do Brasil
1. Limites do Brasil e sua posicao astronmica.
2. Ethnographia e clima do Brasil.
3. Ilhus, estreitos e cabos principaes do Brasil.
4. Bahas e portos do Brasil.
5 Systema orographico brasileiro.
6. Systema bydrogrephico biasileiro.
7. Prodceles naturaes do Brasil.
8. Industria, agricultura, commercio e pro-
gresso material do p uz.
9. Systema do governo e administraco lo Es-
tado (militar, judiciario e ecclesius.ico).
10 Instituicoxs e estaistica.
11. Syaopse da Constituicao Poltica do Im-
perio e do Cdigo Criminal.
12. Col.uicHcao e catechese.
13. Provincia do Aicazonas.
14. Provincia do Grao Para.
15. Provincia do Maranho.
16. Provincia do Piauby.
17. Provincia do Cear.
18. Provincia do Rio Grande do or e.
19. Provincia da Pur.-byba.
2U. Provincia de Pernambuco.
21. Provincia de Alagas.
22. Provincia de Sergipe.
23. Proviuuia d Baha.
24. Provincia do Espirito Santo.
25. Provincia do Rio de Janeiro.
26. ''unicipio Neutro.
27. Provincia de S. Paulo.
Provincia do Parau.
Provincia de Santa Ca'harina'
Provincia de S. Pedro do Rio Grande do
28.
2'J.
30.
Si!.
31.
32.
83.
17.Snocessorea de ero. Os Flavina e os An- at^ \*&}'
57. Inglaterra e Escocia. Isabel e Maria Stuart.
toninos.
18. Imperadores syrios. Anarchia militar. Im-
peradores illyrios. D -ocleciano e tetrarebia. Pro-
gressos do christianismo. Persegnicoes.
19. Constantiio e sena successores. Partilha
definitiva do imperio.)
Historia da idade media
^20. O imperio romano e o rauado brbaro no fim
do IV seculo.
21. Primeiro periodo das invases. Alarico,
Radagazio, Genserico e Attila.
2. Segundo periodo das invases. Aoglo-sa-
xonios, Francos, Ostrogodos e L-nubardos.
23. Queda do imperio do Occidente. Impirio
do Oriente e sua civilidncij.
24 Principaes instituicoes dos estados-barba-
ros. Apogeo e decadencia dos Merovingios.
25. Os Wisigodoa na Galliaje Uespanha.
26. Mab'imet e seus sucressorea. Oesmembra-
mento dokbalifado. Civilisaoao rabe.
27. Dynastia dos Carlovingias. Carlos Magno
e o imperio franco-romano.
58. Franca. Guerras de religiao. Henrique
IV.
59. Inglaterra, James I e Cirios I. Revolucao.
Cromwell. Franca e Allemanha, Luis XIII e
Richlieu. Guerra dos 30 aun.>s ; pas Wes-
pthalia.
60 Hespanha, Portugal elUlia no seculo XVII.
Franca e Inglaterra. Mazarino e Luiz XVI. Res-
tauracao dos Stuarts. Guilherm) III.
61. Lettras, artes e scieucias no seculo XVII.
62. Suecia e Russia. Carlos XII e Pedro o
Grande.
63 Creacio do reino da Prusaia. Frederico II
e Maria Thereza. Guerra da successao da Austria
e dos se te aonos.
64 Franca. Regencia do Duque de Orleans.
Luiz XV.
65. Russia. Cath*rina II. Polonia at ao sen
desmembramento. Guerras com a Turqua.
66. Inglaterra, de 1702 at 1783. Conquista
as ludias.
Provincia de Minas Geraes.
Provincia de Goyaz.
Provincia d-i Maito Grosso.
Historia do Brasil
1. Viagens e deseobrimentos martimos dos por-
tuguezes. Descobrimento da America por Chris-
tovao Cjlombo. Vasco da Gama.
2. Descobrimento do Brasil. Seus primeiros
exploradores.
3. Povos que hubituvam o Brasil na poca de
scu descobrimento. Eihnographia, lingua e pe-
riodo de civilisacao dos indios; taba9 ou ald.s;
uaos, armas e eostumes dos indios ; religia), firma
de governo, guerras e matanca de prisioneiros.
4. Syitema de colouisaco do Brasil, empreado
por D. Joao III. Capitanas hereditarias.
5. stabelecimcnto de um governo geral. Tho-
m de r^ouza e Dnarte da Costa.
6. Mem de S, terciro givernador geral.
7. Di visito do Brasil em dous goveinos e sub-
tequente reunio em um e. I) minio na Hespa-
nba. Estado em que se acbava o Brazil em...
1581.
y. Governo interino da prinv ira junta governa-
tiva, 1581 a 1583. Manoel Telles Birreta, 1583 a
1587. Governo interino de urna segunda junta,
15S7 a 1591.
9. D. Francisco de Souza, 1591 a lb'02, Diogo
Botelho, 160J a 1607.
10. D. Diogo do Meneiea. Nova divisao do
Brazil em dous goveruos > subsequente reu-
niao em um s, 1617. Os francezes no Mara-
nho
11. Primeira invaso dos hillandez-.'S. Perda
e restauraba.) da cidade do Salvidor.
12. Segunda iuvasao holiandeza; perda de
Oiinda e do Recife ; histrico da guerra at a
retirada de Mathias de Albuquerque 1630 a 1635.
13. Segundo periodo da gueira holiandeza,
desdo a retirada de Mathias de Albuquerque at
acclamacao de D. Joo IV no Brazil, 1635 a
1641.
14. Esta Je do Maranho e das capitanas da
Baha para o su!, al 1641.
15. Guerra holiandeza no B asil des le a accla-
uiaco de D. Joo IV at ao rompimento da inaar-
rei^o Pernambucana.
16. Ultimo periodo di guerra hillandezn, des-
de que rompeu a insurr.-icao pernambucaua at a
capitulacao da Catapina do Taborda.
17. Paz de Portugal com a Hollan 'a. Causa
da ruin i do governo hollaodes no Brasil e do
triumpbo obtido pelos p^rnambucanos. Rebultado
da guerra.
18. Eiros administrativos no Brasil. Lutas
entre os jesutas e os cjIouos. Beckman, 1052 .
1685.
19. Destrucao dos Palmares. Guerras civis
dos Macates e dos Emboabas.
20. Effeitos no Brasil da guerra da tuccesso
da Hespanha. Luta com os Hespanh's ao sol.
Hostilidade de Diclerc, Duguay Troum no Rio
de Janeiro. Tratados de Utrecht c de Madrid,
1688 a 1750.
21. Desenvolvimcnto e progresjo do Brasil no
reinado de D. Juo V.
22. Reinado de D. Jos I. Questo.-s e lutas
ao sui do Brasil. Jesutas e sua ezpuisSo. O
Mrquez de Pombal.
23. Primeiras ideas de independencia do Bra-
zil. Coiitpirac" mallograda em Minas. O Tira-
Den tes.
24 Transmigaco da familia real de Braganca
para o Bras:l. Sede da monarchia portugueza no
Kio de Jaueiro, 1807 a 1815.
25'. Guerra con os h?spanhs ao sul e com os
francezes ao norte do Brasil. Revolucao republi-
cana de pernambuco em 1817.
26. Rivolucao dr. Portugal em 1820 : seus ef-
feitos no Brasil. Regresso da corte portugueza
para Lisboa.
27. Piimeiros mezes da regencia de D. Pedro
no Brazil.
28. D.sdc o dia do Fico at ao do Ypiranga .*
9 de Janeiro a 7 de Setembro de 1822.
29. iiT. ^m-iyi'j e coroaco do primeiro impe-
rador. Guerra da Independencia.
30 Assembla Constituinte. Juramento da
Coustituic i d i Imp ?rio. Revolucao de Pernam-
buco em 1824 Lord Cochrane no Marauhaa.
Motins na Babia, licconhecimento da Indepen-
dencia do Brasil por Portugal. Guerra do Rio da
31. Tratados de cammercio. Medidas legisla
vas. Revolta de tropas estrangeiras. Almirante
Ranasin. Tumultos em Pernambuco e na Baha,
D. Maria II. A mperatriz D. Amelia. Abdica
cao : 7 de Abril de 1834.
32. Goveruos regenciaes. Primeira parta. R-
gencias proviso, ias e permanente trina.
33. G vernos regenciaes. Segunda parte. Re-
gencia do senador padre Diogo Antonio Feij e
do senador Pedro de Araujo Lima. Declaruco
da maioridade de Sua Magestade o Sr. D. Pedro
34. Primeiro ministerio depois da maioridade.
Wovinvntas em Minas Geraes a em S. Paulo,
1842. Pac.fi.acao da provincia do Rio Grande do
Sul, 1845. Revolucao Praieira em Pernambuco,
1848 Guerra no Rio da Prata contra Oribe e Ro-

en Vi
do Brasil-
35. Guerra contri a Repblica do Uruguay,
1864 e 1865. Iatervencio indeb ta do dictador
Francisco Solano Lpez. Guerra contra o Para-
guay, 1864 a 1870.


Diario de P^rnambocoSftbbadt 7 de Mao de 1887

-
.


<
i
Os examinadores pjderio etigir que os exami-
nantes desenhem no quadro preio a parte do map-
pa a que se referi o pinto da arguicio.
Physiea e chimtoa
Para o eisae de pbysica e chimica e candidato
dever exoibir certides do se achar habilitado
m portugus, em ati'hmetica, em algebra, em
geometra e trignometria.
Prova escripia
Deienvolvimento d* parte, escolhida pelos exa-
minadores, dos pontos designados pela sorte den-
tro os abaixo indicados, em pbysica e em chi-
mica.
Prova oral
Consistir as respestas sobre os pontos sortea-
dos dentre o abaixo indicados em pbysica e em
chinaca e sobre as generalidades que Ihes fortn
relativas.
Hovera tamb por terapa nunca excedente de cinco minutos para
cada examinador, mostrar o examinando oa ob-
jectos cujo recouhecimento lhe for exigido, res-
pandendo s questdes que lhe forein feitas seme-
ibante respeita.
Pbysica
1. Pbysica em geral. Materia. Corpo. Pbe-
nomeuo. bse vacuo. Experiencia. Lei phrsica.
Theona. Syt tena. Hypothese. Physiea propna-
meut! dita. eu lugar na escala das ciencias.
2. Diversos es'ados dos corpos. Forca attrac-
tiva. Forca reoulsiva. Caracteres de cada esta-
do. Propriedades geraes dos corpos. Proprieda-
des essenciaes da materia. Extenso. Impeue-
trabilidade. Divisibilidad?. tomo. Molcula.
Compressibilidade. ElasticiJade. Dilatabilidade.
Porosidad.'. Volume real e volume apparente dos
corpos.
3. Mobilidade. Repousa. Movimento. Principio
de inercia. Principio de independencia dos movi-
mentus. Principio de igualdade de reaeco. Mo-
vimento di: tra:.alacio e de rotacao. Movimento
uniforme e aua velocidade. Movimento variado e
sua velocidrde. Movimento uniformemente va-
riado. Aceeleraifo.
4. Forca Dyuaraometros. Caracteres e repte-
seutaeo de uma forca. Forcas concurrentes.
Forcas parallelas. Resultante, l'arallelogramo j
das forcas. Composico e aecomposico do for-
cas.
5. Atrraccao universal. L;i de Newton. Gra-
vidade. Sua direceo. Pruma. Veitical. Ho-
risontal. Centro de gravidade. Equilibrio dos
corpos. Leis da queda dos corpos. Plano incli-
nado. Machina de Alw.od. Machina de Morin.
Peso absoluto. Pesa relativo.
6. Medida da intensidade da gravidade. Pn-
dulo simples e composto. C iraprimsoto do pn-
dulo simples e do pndulo coinposto. Leis do
movimento do pndulo.
7. Causas que modificara, a intensidade da gra-
vidade. Forca centrifuga. Machinas. Al
vaneas. Bataneas Condicoi-s de justeza e de
sensibilidad^ das balaucas. Pesadas.
8. Hydrostatica. Caracteres geraes das lqui-
dos. Principio de Pascal. Pretsoes desenvol-
vidas nos lquidos pela gravidade. Presso de
cima para baxo. Presso da baixo para cima.
A presso independente di forma do vasu.
freeso sobre as paredes lateraes. Torniquete
hydraulico. Paradoxo bydrostatco. Equilibrio
de um liquido em um s vaso e em vasos comuiu-
nicantes. Equilibrio de lquidos diferentes era
um s vaso e em vasos ceraraunieantes. Pitn-
sa hydranlic. .Nivel de agua. Nivel de bolha
de ar. Pocos artesianos.
9. Principio do Arehimedes e sua deino/istra-
cao experimental. Equilibrio dos corpos fluctan -
tes. Metace tro. Applicaci's do principio de
Arcbimedes. Dcnsidade absoluta e relativa. Pe-
sos especficos. Determnaeo dos pesos esp c-
ficos dos solidos e dos lquidos. Aremetros.
10. Forcas moleculan8. Cohetito. Adhcso.
Phenomenos de capill-iridade e leis expermen aes.
Dffuso. Uamse. Dialyse. Absorpco. lm-
hibico.
11. Caracteres geraes dos gazes. Priucipios
de Pascal de Archimedes applicados aos gazes.
Atmosphera e presso por ella exercida. Medida
dessa presaio. Baroin. tros. Baroraeiru fixo. Ba-
rmetro de Fortin. Barmetro de Gay-Lussae.
Barmetro de quadraute. Barmetro metallico.
Usos do barmetro. Correcccs.
12. Le de B>yle ou de Mariotte. Mauountros
Manmetro de ar livre. Manmetro do ar com-
primido. Manom tro metallica. Aercstatos e
sua invenci. Foi\a ascencoaal. Correccdes
das pesadas feitas no ar.
13. Macbmas^pneumaticas. Machina de dous
corpos de bomba. Machiua de um s corpo de
bamba. Machina de Blanchi. Machina de mer-
curio. Machina e bomba de compresso. Bom-
bas. Bombas aspirante, CiL-ante, aspirante-cal-
cante e de iucendio.
14. Fontede Hroo. Fonte intermitiente. Sy-
pbo. Vaso de Mariote. Caracteres particula-
res dos solidos. Ciyatasaca. Duetibilidade.
FlexibiliJade. Dureza. Fragilidad'-.. Tempe-
ra.
15. Acstica. O que o som. O corpo que
produz o som est em \ibracao. O som nao se
propaga no vacuo. Modo le propagars do som
em um tubo cylinirico. Ondas sonoras. Modo
de propagacio do som em um msio indefinido.
Transmisso do som p los diversos m ios ponde-
ra veis.
16. O som nao se propaga instantneamente
Velocidade do som nos solides, nos lquidos e nos
gazes com especialidade no ar. Reluci entre o
comprimento da onda e a velocidade do som. Dis-
tinccio entre som e ruido. Altura e i.Uensidade do
som. Tubos acsticos.
17. del;di do numero de vibraedes. Sereia
acstica. Rada dentada de ^avart. Vibroscopa.
Phonautographo. Methodo ptico de Lissajoux.
Chammas manometricas de Kong.
18.Rcflexo da som. Eehos. Resonancia. Re-
fraeco. Interferencias. Leis das vibraedes trans-
versaes das cordas. Sonometro. Vibracdea long-
tudinaes. Tubos sonoros. Harmnicos. Na e ven-
tres. Timbre.
1.9.Theoria physija da msica. Analyse e
tynthese do som. Palavra. Descnpco do ouvido.
Audico.
20. Calor e fri. Hyp theses sobre sua natu-
rea. Theona moderna. Temperatura. Dilataco
pelo calor. Thermometros. Escalas thermometri-
cas. lct rmn -cao dos poutos zero e cem. Ther-
mometros diversos. Deslocainento do zero.
21.Dilatacao das solidos. Di'ataeao los l-
quidos. Mximo de densidade da agua. Fuso e
suas leis. Influencia da prescSo, Dissoluco. Mis-
turas frigorficas. Calor de fuso. Solidificacao e
suas leis. For$a expansiva do gelo. Regelaco.
Plasticidade do celo. Sobrefi'.so. Vaporisacio.
Evapora^o e suas leis. Ebulico e suas leis. Cau-
sas que iufluem sobre a temperatura da ebulico.
Producco de vaporea em vasos fechados. Cale-
faccao.
22.Hygrometria. Hygroscopos. Hygrometros.
Calorimetra. Umdade de calor. Calor erpefiao.
Experiencias de Tyudall.
23.Irradiaco do calor. Lis de re.-friamento.
Consequencias desta tei. R flexo do calor e suas
leis. Espelhos ardentes. Poder nfl:ctor. Refrac-
co do calor. Poder omissivo. Poder absorveute.
Igaaldade destes dous poderes. Poder d'atber-
mano.
24.Conductibilidade dos solidos. Apparelbo
de Ingenhousz. Cou iuctibilidude dos lquidos e
dos gazes. Convecco. Fontcs de calor. Nocoea
gerai.o s sobre a theona mecnica do calor.
25.Luz. Hypotdeses sobre sua n.tnreza. De-
finicoes. Prup'i^.c) la luz em um mei > homog-
neo. Sombras. Imagens atra.'s de pequeas aber-
turas. Velocidade da luz. Intensidaie da luz.
Photometros.
26- ttcfl-ixao da luz e suas leis. Diversas es-
eces de espeihos. Imagens nos espe.hos plauos.
magens mltiplas nos espeihos de vidro. Ima-
gens em d^us espeihos planos inclinados. Ima-
gens em dous esp-dbos parallelos. Imagens em es-
peihos e?phericos, cncavos e convexa. Caustica
de reflexo. Aberracio de f sphericidade.
27.Eefraccao da lu. Las da refraeco sim-
ples. Indico de refnCQao. ngulo limite e rtfle-
xo total. Marcha do rio luminoso em meioa ter-
minados por faces parallelas. Refraccao da luz
atravs dos prismas Lentes. Propriedades das
lentes espumeas. Foco principal das lentes con
vergentes. Caustica da refraeco. Aberracao de
esphencidade. Imagens formadas pelas lentes con-
vergentes. Lentes divergentes. Focos e imagens.
28. Dispersa] da luz. A lux branca com-
posta. Espectro solar. As cores do espectro sao
simples e det-i^ualinente refrangiveis. Recomposi*
fo da luz brauea. Aberracao da refrang.buida-
de. Achromatiamo. Cores complementares. Co-
res dos corpos. Propriedades calorficas, chimicas
e luminosas do espetro. Fluorescencia, lipec-
ttOBCOpO.
29. Structura do olho. Visao. Stereoscopo. In-
strumentos de ptica e ana classifieayo. Linter-
na mgica. Csimara photographica. Microscopio
pimples. Microscopio comp sto. Luneta astron-
mica. Luaeta terrestre. Laneta de Gallerj. Bi-
nculo. Telescopio.
30. Nocees maito elementares sobre dupla r*-
frmecao. Ioterfer-ncias, diffrac^o e polarisaco
da loa.
31. Phenoarenos fundaanentaes da electnciaa-
de. A-.traccoes e repaladas. Electricidade positi-
va e negativa.. Conductores e isoladores. Elec-
trisaco pelo attrito. Distribnico da electricida-
de sobre os corpos conductores. Propriedades das
pontas e das areatas vivas.
32. Iduccio elctrica. Communicacaa eom a
trra. Electropboro. Machina de Samsdem. Ma-
china de Holtz.
33. Carga elctrica. Denaidade elctrica. Ener-
ga elctrica. Potencial elctrico. Pontos, linhas
e superficies equipotenciaes. Lianas da forca.
31. Electrmetros de Carendish, de Lae, de
folhas de ouro. Condensacao elctrica. Conden-
sador de Oepinas. Botelha de Lieyde. Capacida-
de dos condensadores.
35. Magnetismo. Imana naturaes eartificiaes.
Polos e linha neutra. Inseparabilidade dos polos.
Accao reciproca dos polos. Igual intensidade dos
polos. Campo magntico. Linhas de forc.
36. Inducco magntica. Procesaos de imn
tacao. Feixes magnticos. Armaduras. Imana
Jamin. Imans circulares eellypticos. Par. Mo-
mento. Accao da trra sobre os imans. Bussola.
37. Lei da forfa magntica. Batanea de ter-
cio. Equador magntico. Declinadlo e inclina-
cio. Intensidade da forca magntica. Variacoea
da agulha. Theoria moderna do m-ignetismo.
Explicacao da accao da trra sobre os imans.
38. Electricidade dynamica. Trabalhoa de
Galvini edeVolta. Pilha de Volta. Theoi-a
de Volta. Forja elecUo-motriz. Objeccoas a
iheoria de Volta. Electricidade por contacto.
Electricidade pelas acedes chimicas. A corrente
elctrica a differenfa de potencial.
39. Pilhas a um o a d.us liquido3- Zincos
amalgamados. Resistencia 'nterna das pilhaj. Po-
larisaco. Grupamento dos elementos de uma pi-
lha. Quantidade. Resistencia. Leis de Ohm. Leis
de Kischcd?. Resistencia de um conductor. Re-
sistencia dos circuitos deiivados.
40. Efteitos ehimicas das correntes. Electro-
[ lyse. Leis de Faraday. Theoria de Grothus e Fa-
raday. Acedes secundarias. Efeitos calorficos.
Lea do Joule. Trabalho calorfico produzido por
uma corrente. Effeitoa luminosos. Efeitos pby-
aolcgicos.
41 Pilhas seccas. Theona das pilhas termo-
elctricas. Inverso da corrente pela elevaco
da temperatura. Ponto neutro. Poder tbermo
elctrico de diversos. Pilhas de Clamoad e de
No.
42. Rectrc-magaetismo. Accao das correntes
soore os imans. Experiencia de Oersted. Accao
dos imans sobre as correntes. Leis de Ampre.
Acco das corrente* sobre as correales. Leis de
Ampre. Solenoides. Theoria de Ami ere sobre
e magnetismo. Imantaco pelas correntes. Elec-
tro-imans. Magnetismo remanente.
43. Correntes de nduccao. Lei de Lenz. Ex-
tra-corrente. Corrtutes induzidao deordem supe-
rior. Leis das correntes induzidas. Commutado-
res. Correntes alternativas e continuas.
44. Unidades absolutas do systema C. G. S.
Unidades elctricas praticas : volt, ohm. ampre,
farad, volt-ampre.Unidade de trabalho. Rela-
cio entre o volt-ampre e o kilogrmetro Watt.
45. Machinas magneto e dynamo-elctricas.
Theoria d'essas machinas. Annel e coilector
Grteme. Diversos meios de excitar ns machinas
elctricas. Machinas mu ti polares. Machinas de
correntes continuas e de correntes alternativas.
Lea da aecjio das machinas elctricas. Influen-
cia da velocidade. Reudi i ento. Perda de ener-
ga. Comparaco entre aa pilhas e as machinas
elctricas.
46. Correntes se:undarias. Accumuladores.
Carga e descarga. Formaco. Accumuladores:
Plaot, FaureSellon, Vo'ckmar, Kabath. Ren-
dimento. Capacidade. Applicavdes.
47. Luz elctrica, de arco e de incandescen-
cia.
48. Telepbonia. Telephoncs de Bell e de Ader.
Microphonos de Hughes, do Ader e de ii! k->.
Dis'ancia da transmisso. Pbenomenoa de induj-
co. Systema Vau Rysselberg. Noces maito
elemsote.res sobre telegraphia elctrica
49. Meteorologa. Ventos. Trombas. Nuvens
t.'huva. Nevoeiros. Orvalho. Sereno. Geada.
Nev. Graaao. Rgelo. Saraiva.
50. Electricidade atmoapberfca. Relmpago.
Trovo. Raio. Efeitos de raio. Choque d--i re-
torno. Auroras polares. Arco-iris. Halos. Pathe-
lios. Anthelios.
Jhimica
1. Caracreres do pheaomeno chmico. U-tioi-
jo d* chimica. Analyue e eynthese. Corpos
simples e compistos. Cjmbinafo e mistura. Me
taes e m^talloides. Leis das combinaedes chimi-
cas. Equivalentes. Theoria atmica. Le3 de
Gay-Lussac sobre as combinajdes gazozas. Le s
de Dulon;.' e Pett sobre os calores especficos
Lus de Mittscherlich sobre o iaomorphiamo.
2. Peso atmico e molecular. Notac9 dos
corpos simples. Estabeteciment da formula pela
composico centesimal e peso m.l xular. Deter-
muiajao da composico centeain al pela formula.
Equacdes chimicas. Passagem das formulas at-
micas para equivalentes, e vice-versa. Nomencla-
tura d"S compostos binarios, ternarios e quarter-
narios.
3. Reaecdes chimicas. Combioajoes simples.
Decompssicio simples. Modificacao por substi-
tuico. Dupla decomposicio. Leis de Berthollet.
Transformacio isomrica.
4. At-micidade. Radicaos. Atomicdade dos
radicaes. Typos mollecularea. Typos simples,
con icnsaJoa e mixtos. Structura molecular. Iso-
mera.
5. cidos, bases e saes. Costituico desses cor-
pos. Saes neutros, cidos, bsicos e duplos. Mo-
dos de formaco e propriedades des cidos. Mo-
do de formaco e propriedades das bases. Leia
ile Richter. Modos de formajo e propriedades
dos saes. Atfindade e causas que a nodificain.
6. N'-cdes de therapeutica. Principio dos traba-
lhoa moleculares. Principio da equivalencia ca-
lorfica das transformadora chimicas Principio
do trabalho mximo. Trabalho preliminar e tra-
balho chmico as combinares. Combiaacdas ex-
othermicas e endothermicas. Decomposicdes en-
dotbermicas e exothermicas. Equilibrio chmico
Precipitadas.
7. C'ystalisaco. Polymorphismo e isomorphis
no. Clsasificaco dos corpos simpl s em familias,
segundo a atomicdade.
8. Hydrogeuo. Cloro. Bromo. Iodo. Fluor.
9. Oxygeno. Agua. Enxofre. Seleni). Telluro.
10. Azoto. Ar atbmospherico.
11. Ph -phoro. Arsnico. Antimonio. Bolo.
12. Carbono. Silicio.
13. Compostos do chloro, do bromo, do idodo o
do flor eom hydrogeno e com o oxygeno.
14. Compostos do enxofre com o oxygeno e coa
o bydrogeno.
15. Ammoniaco. Commpostos oxygenados do azo-
to e phoephoro.
16. Hydrogeno arsnica!". Anhydrido arsenio
so. Ojydo de carbeno. Anbydrido carbnico.
17. Caracteres genricos dos chloiuretos, bro-
muretos, ioduietoe, uoruretoa byporhloritos chlo-
ratos, perchoratos, snlphuretoa, sulfitos, sulfatas,
azotitos, azotat98, arsenitos, arseniatos, bypopboa-
phitos, phosphitos, phospbatos, boratos, carbonatos
d silicatos.
Zoologa
2. Sua definioao, objecto e importancia.
3. Estudo histrico da oellula animal e de eeu
papel no orgaaisma ; tecidos que della eonatam on
se derivara.
4. Estudo dos orgias e das fuaecdcs de nutri-
cio, de relacio e de reproduca) no reino animal,
particularmente na hornera.
5. Clasaificaco e deacripea das ordena de ani-
maes e. com particularidade, das especies mais
uteis e nocivas ao homem.
Botnica
6. Sua denicao, ebjecto e importancia.
7. Estado histolgico da cellula vegetal: suas
funecoas e tecidos que dellas se compoem ou se
diriva o.
8. Estudo dos orgos e fancedes de nutrijo e
reproduece.
9. Ctassificacao e descripeao das especies vege -
taes mais communs e atis ao hamem.
Geologa
10. Sua definioao, objecto e importancia.
11. Formaco da structura do globo, consistindo
no estudo das principaes theorias cosnogooieas e
dos materiaes que fazem parte da crusta da trra.
12. Accao dos agentes usturaes na poca actnal
e nes tempos geolgicos.
13. Classifieayo dos tet renos e estudo do desen-
volvimiento dos seres organisados era suas ca-
rnadas.
Mineraloga
14. Sua definico, objecto e importancia.
15. Caracteres mineralgicos. Classificace e
descripc) das especies mineraes mais otis ao
homem.
Hygiene
16. Sua defiaicao, objecto e importancia.
17. Estado dos modificadores hygieoicos, de-
monstrando sua accao physiologica e pathologica
sobre o homem.
18. N tedia hygienieas relativas aos meios acon-
selhados para salvaguardar a saude do homem.
Rttkorica e Potica
Para o exama de reth>rica e potica o candi-
dato deveri exhibir certiddes de se achar habili
tado as linguas.
Prova escripia
Desenvolvimiento da parte, escolhida pelos exa-
minadores, do ponto deaignado pela sorte dentre
oa abaixo indicados.
Prova oral
Consistir as ruspostas sobre um ponto sor-
teado dentre os abaixo indicados, e sobre as gene-
ralidades que lhe forem relativas.
Fa.- tambera parte do exame a analyse lute-
rana de um trecha sorteado as seguintes obras :
CarneesLuziadas.
Latino Coelhi;Biographias de Jos Bonitacio
e Humboldt.
No lugar rrigautro, do l distrteco da Viceaeia
do trras d* Naiareth, no dia 19 do mez paasado
Antonio Francweo Ramos, ferio gravemente coso
uma tacad* a Jos Francisco d* Paiva, e foi pre-
N* aoiteda24 daqueUe mez oa pavoacJo da
AUianca, do mesno termo, o individuo de nome
FWiaea Flix ferio cora um* facaia a Maaoel
relix, sendo preso em (lignnts.
Anda na meamo da ai, JuaS Pereira, trabalha-
dor da estrada de ferro de Nazareth que aeguia
em uma das machinas, aeonteceu cahir a aer apa-
nhado por uma das rodas da mesaia machina de
qae resultou-lbe o esuiagimea:o de ama das per-
ma
43 e da lei, sejam estes autos remettidos ao Dr.
promotor publico por iaterm;Jio da Dr. juiz de
direito do Io districto criminal.
Indico cono testemunbas, tolas as do inqoerito
e mais as constantes dos documeotos de fla. 5
o 16.
Reeifo, 3 de Maio de 1837.Francisco hidoro
Rodrigues da Costa.
K
Era trras do eagonho Varzea Grande tambera
do dito termo, o menor Jos, estando a limpar uma
espingarda acontecen dispararse ella casualmen-
te e empregar-sc toda a carga em outro menor
de nome Vicente, que por infefeidade passava
pela estrada naquelu occaaio resultaaio disso.fi-
car elle gravemente fendo.
Sobre estes quatro factos o delegado respectivo
tomoa couhecimento e proceden nos termos da lei.
.Tendo denuncia o delegado do termo de Pao
d'Alho de que nsa Cisa3 de Henrique de tal e Jo-
s Francisco, residente na lagar Varzea Orando
do 2") districto daquelle termo, .-xistiam alguna cri-
minosos, para all se dirigi aoo npanhado d e
pracas de polica cercando ambas as casas, conae
guio depoia da renhida luta a priao dos crimiuo-
sos Joo Franciaco da Saat'Anna, Jos Francisco
co de Olivera, Jos Francisco de Barros Jos
Joaquim de Saat'Anna. Joa R)drigaea d Silva,
Manoel Jeronymo Baptista, Caraillo de Olivera
Joo Francisco Barbosa e Antoaio Jos de Santa'
Anna e a appreheuao de 12 cavallos tres dos
qaaes forano entregues a seu dono.
Na luta foi terido em u-n braco o soldado de p>.
licia Jos Vicente, por um tiro destechado por um
des criminosos.
Jommunicou-me o subdelegado do districto de
Canhotiuh', eoi otfico de 2 do corrente que no
dia 30 da mez prximo lindo, pelas 7 horas da noi
te, Luiz de Azevedo Portella da Silva assassinou
com duas facadas a Francisco Antonio dos San
toa sendo preso em flagrante.
O referido subdelegado tomou conhecimento do
facto, mandou proceder a visioria e abri o com-
petente nquerito.
Participou-me o delegado de Palmares, em of-
fieio de hontem ter nquella data em companhia
do Dr. promotor publica da comarca, do escrivo
e do respectivo earcereiro, feita a visita da cadeia
onde encontroa 11 presos, sendo 9 pronunciados
em diversos crimes e 2 sentenciados, os quaea ne-
nhuma reclamaco fizeram.
Deu-me acieucia o cidado Ttiomaz Mauricio d
Ahreu em ofScio de houtem ter n-iquel.'a data as-
, sumido o exercicio do cargo da subdelegado d..
1 disrrlcto de Bclcn na qualidsde de 3o suppeate.
O Dr. delegado do 1 diatrcto da capital par-
ticipeu-me ter uesca data feito remesaa ao Dr.
juiz de direito do 2 districto criminal de inque-
Rhetorica
Generalidades. Regras esseneiaes dos diversos
gneros de oratoria e dos diferentes gneros de
prosa. Eatylo; seus gneros e exemplos. Prin-
cipios de esthetica litteraria; exercicio de compo-
sico proprla ; declamavo e recta prouuncia : dis-I rito policial proced lo sobre a morte do guarda
cursos de diversoo gneros proferidos pelos alum- | cvico Rufiuo CavH.'cant3 de Albuquerque.
nos com estudo ou de improviso. Deus guarde a V. Exj. -IIIti e Exm
1. Eloquencia em geral seus caracteres pro- g D p y Azavedo. muiti
pnos. ReLcoes da eloquencia com a poe3ia. Qua-,. ., ^ naoitwu, muiu
ridades do arador. Diviso da eloquencia. Rhe- aigrio prosidente da provincia. O chelo de
lories; seu objecto. Diferenca entre a rhetorica polica, Antonio Domingos Pinto.
moderna e a antiga. Importancia do estudo da j
rhetorica; diviso da rhetorica; nvenci; dis-
posifo ; clocuco. Cjinposico em prosa.
2. Invenco; seu objecto. Argumentos; pai-
xdes; costumes. Regras da iuvenci.
3. Disposico. Partes do discurso: exordio;!
narracao ; confirmaco; pororaco; suas subdi-, Iniciado o requerimento de Sulr.er KaufFmann
vioOes. Regras de cada parte do discurso. & C. e ordera do Dr. chefe de polica, o preaeute
4. Elocuco ; estylo. Qualidadea geraes do es- iuqueito resulta das provaa colhidas existencia
tylo. Harmona do estylo ; regras.
5. Figuras. Origem e natureza do estylo fi-
gurado. Diviso das figuras ; figuras de pensa-
mento e figuras de palavras. Figuras de peusa-
me..to ; suas especies ; regras.
6. Figuras de palavra: tropos. Suas especies ;
regras.
7. I) ferentes especies de estylo. Qualdades
particulares da estylo; regras; modelos.
8. Composico em prosa. Prosa ; seus carac-
Inquerito sobre estelliouato
praticado por Vk-eue Silverlo
de Mouza
de um crirue de estelliouato, praticado por Vicen-
te Silverio de Souza.
Est verificado que Sulzer Kauffmann & I'.,
negociantes importadores ra do Mrquez de
Olinda n. 36, admittiram como seu empregado, s-
to como caixero agenciader de vendaa das mer
cadoriaa grosso, a Vicente Silverio de Souza,
solteiro, branco, idade 30 anuos, aatural de P. r-
nambuco, em quem depositava Ilimitada confian-
ca, a qual, infelizmente nao foi correspondida, e
teres geraes. Enuireraco dos gneros de prosa, este levado ou pela amhico de riquezas, ou domi-
Diviso de g:;nero oratorio; eloquencia poltica ; j nado pelo v.cio do jogo, nao obataute o bom orde-
forense; sagrada e acadmica, incluiudo a do ma- j nado queperetbia, desceu a pratica de um acto de
gisterio. j lictoso, apropriando-se com fraude, de parte da
9. Eioquencia poltica: seu carcter; diseur-1 fortuna de seas patrdes, isto do valor de.....
sos que comprebende ; regras ; uoedes do d-^acn-
volvimento histrico da eloquencia poltica : aua-
lyse crtica de modelos.
10. Eloquencia judiciaria: seus carac'eres;
discursos perteaceures eloquencia forena;; re-
gras; nocoea do desenvolv ment histrico da elo-
quencia forense ; analyse critica de modelos.
11. Eloquencia sagrada: seu carcter. Espe-
cie de discnrsos sagrados; regras Nocdes do
18:0005000.
lista provado, pelo exame de lis. 19 a 23, v.,
autos de pergantas e mais documentos juntos aos
presentes autos de nquerito, que Viceute Silverio
de Souza usou de diferentes artificios d.dosos para
pratica desse crime ; assim que no principio do
mez de Abril do corrente tono, apropriou-se, ou
mull r subtrahia diferentes facturas impressas,
qie se aehavam em um armario, no estabelecimen-
ISQiJEKITO SOBBB O ASSASsISATO D> (JAU
DA CI rlCO S. 7. BF1MO CAVALGAIITE DE
ALBOEKQDE.
Do presente nquerito [resulta a evidencia pelas
innmeras pravas colhidas, qua Miguel Torres
Galliado, de parceria cam seua irmos Antonio
Torres Gallnio, cenhecido por Bico da Oaro, Ma-
noel T >rres Galliado (Meco), Bernirdiao de tal,
e Jo= Vicente de Saat'Anna Cabor vulgo Jos
Matuto, asaassinaram por mal vadosa ao guarda c-
vico n. 7, Rufino Cavalcanta de Albuquerque, que
na noito da 13 da Fevereiro prximo ptasado rtn-
dava as ras Sella, S Franciaco e Roda.
O facto delictuoso pataoa-se ds seguate forma :
Achava-se na porta da casa de residencia da
meretriz Mara Castello Branca, ra da Roda.
conversando um empregado do commercio, quando
sahe do h'tel contiguo a es3a casa um grupo de
udividous dasardeiros, os qaaes ficar^m em p,
altercando uns com os outros, de repeateum delles
destacou-so e dirigio-sa ao moca que perto cao-
versava, o o insulta ; sendo esse individua repel-
lido pela neretriz que reebeu uma bongtllada, ou-
vindo gritos o civico n. 7 Rufino Cavalcante diri -
gio-se ao local, e ordeuou ao grupa que se diip-r-
sasse, no que nao foi attendido, ionvilando Mi-
guel Torres Galliado aos companheiros para aca-
bar com o morcego do civieo ; e de facto cercado o
mfehz guarda por Miguel T.rres Gallindo, seus
irmos Antonio e Manoel e mas por Bernardmo de
tal, Cabor, vulgo Jas Mututo, foi assissnado,
fallecendo immediatamente, quando receben a fa-
cada descripta minuciosamente no auto de corno
de delicto de fls. 3.
Aps o crme esses individuos fugiram e se oc-
cultaram em casa d'uin seu protector segua lo no
fin de alguns das para Agua Preta, tomando cada
um por sua vez, em diferentes dias, o trem em
Boa Viagcm.
Tendo noticia o subJelegado do Seresinho.
que elles se aehavam em seu districto policial e
sobre que recahia suapeita do furto de um cavallo,
dingio-se ao local com uma eaco'ta desoldados de
polica e paisanos ptra prendel-oa, oque couae-
guio aps tenaz ieaateucia, sendo ferido mo'tal-
mente o pauano Manoel Ferreira do Nascimento
Doa autos consta que Jos Mituto voluntaria-
mente aarrou o eritne e os seus autores, declaran-
do que foram es es individuos, c bem assim que
Miguel Galliudo, a v6ta dessa declaracao tambein
contessou o crmn, allegando, porm, que assim
fizera, porque o guarda civico pretender espan-
car o seu irmo Antonio, accresceutando que Jos
Matuto era seu cuinplice,
Cum;.re-me notar que Miguel Gallindo mo
horai m, porm respondeu ao jury por crme de
morte, sendo absolvido, bem como seu irmo
(vulgo Ncoj 33 acha pronunciado por ferimentos
graves.
Transmita-so este nquerito ao Dr. juiz da di-
reito do 2." districto criminal para os davidos
fina.
Apresento como testemuuhas as mesmas do in
querto.
O motivo da demora do presente nquerito
justificada por (fluencia de servico e a uecessida-
de que ti ve de bem pesquisar o facto e sua autora
Recife, 5 de Mao de 1887.
O delegado de polica, Francisco Izidoro Rodri-
gues da Costa.
UnViSTA DIARIA
dtsenvolvmento histrico da eloquencia sagrada; t0, extrahio coutas de mercadorias vendidas em
Fevereiro e Marco aos seguintes negociantes e de-
vedores: Joe Fernandas Lima & C., Vieira &
Silva, Ferreira dos Santos & C., viuva Ruy, Jos
Bernardo dos Res, Silva Barbosa, Jos Cesar,
eusino; r?gras. Aualyse critica de j Silva Marques & C, viuva Caroli, H. Lundgren
& C. Alberto Rodrigues Branco, Zsferiuo Valen-
te *. C., Esnaty Rodrigues & C.; somando tudo,
3:4804000, de cujas quantias se aproprira e uo
fizera entrega a aeu patro. Os recibos paseados
nessas contas, sao do proprio punho de Vicente
Silverio, que teve neCeaaidade de emendar o pre-
analy&e critica de modelos.
12. Eloquencia acadmica; seu carcter; dis-
curso de que trata a eloquencia acadmica ; dis-
cursos acadmicos propriamente ditoa: discursos
proprios do
modeles.
13. v-enero histo-ico ou narrativo: cea car-
cter ; obras comprehendidas no genero histrico ;
regras. Nocdes do desenvolvimeuto das composi-
edes relativas ao genero histrico. Analyse cri-
Exercicioa db composico, de
tica de modeloa. Exercicos db composico,
nsrracS '8, retratos e psrallelos histricos. Co de uma conta de cem caixas de velas de sper-
14. Romonce, con'o, novella, seus caracteres ; | mcete, vendidas a Joo Fernandes de Almeida.
regras. Nocdes do deseovolvimento histrico do I Um outro meio doloso de que se-servio esse
romance. Analyse critica de modelos. Exerc- empregado infiel, coasiste em ter retirado da Al-
ci-'S de composico de oarraedes, descripedea e
letri.tos, adequados ao romance, ao cont e no-
vella. Genera epistolar : seu carcter ; regras.
Nocdes do de3envolvimento histrico do genero
epistolar Analyse critica de modelos. Exerci-
cos de comp'.-sico.
15. Genero didctico : eu carcter, escriptos
reapectivoa ; regraa geraes do genero didctico.
fandega vinte mil cortes de esldp*, que venden ao
negociante Ferreira Casco & O., recebeudo loga
a importancia, passando o competente recibo na
conta que exhibi; entretanto, que com sua pro-
pna letra, nos livros deu sabida dessa eslpa
pela seguiute lrma :
G. Gomes & Maia, quatro mil
Estudos
18. Propriedades geraes dos metaes.
das ligas. xidos e hydratos.
19 Estudo das propriedades do pota sai o, sodio,
prata, calcio, chumbo, magnesio, ouro, ferro, ma-
ganes, estanho e platina. Estudo e reconbecimen-
to dos respectivos saes.
20. Compostos orgnicos. Oistiaccio entre subs-
tancias orgnica e organisada.
21 Series. Pincipios immediatcs. Classficaco
dos corpos orgnicos. Fnnccdes orgnicas e pro-
priedades de cada uma.
Hiitoria Natural
Para o exame de historia natural o candidato
dever exhibir certido de se achar habilitado em
portuguez, em arithmeticH, em algebra, em geo-
motria e trigonometra, em pbysica e chimica.
Prova escripta
Deseavolviinento da parte, escolhida pelos exa-
minadores, do ponto designado pela sorte dentre os
abaixo indicados.
Prova oral
Consistir as respostas sobre urr> ponto sortea
do dentre os abaixo indicados e sobre jas gauera-
lidades que lhe forem relativas.
Haver taoJoem uma prova pratica, na qual, por
tempo nanea excedente cinco minutos para cada
examinador, mostrar o examinando os objectos
cujo reconhecimento lha for exigido, respondendo
as questes qae lhe forera feitas a aemelhante res-
peito.
Historia natural
1. Sua definico, objecto e importancia.Divi-
di dos reines na natureza e seus caracteres dis-
tioctivot.
Analyse critica de modelos. Regras eepeciaes de
composico de escriptosjphilosophicos ; regras es-
peciaea de critica litteraria. Exercicios do com-
posico de aasumptos philosophicos e luteranos.
16. Declamaco oratoria : voz, pronnuciaco,
acgaa ; regras. Diferenca entre a declamaca
moderna e a antiga.
17. Resumo da historia da eloquencia profana e
sagrada. Resumo da historia da rhetorica.
Potica
Generalidades. Regrssessenciaes de verifica-
co e dos diferentes gneros de poesa ; recitaca,
de cor, de poesas patriticas e religiosas.
IR. Da poesa em geral : seus caracteres es-
senciaes. Differenca entre a linguagem e estylo
da poesae da prosa. Origem da poesa. Da
potica ; sua utilidade.
19. Versificado em geral : origem e meca-
nismo do verso, systemas de versifieaco, antigo
e moderno. Diferenca entre a contagem das
das syllabcs grammaticaes e poticas. Especies
de verso atadas na versficncao portuguesa e suas
regras. Licencaa poticas.
20. Gneros de poesa : principaes e hccesao-
rios : seus caracteres. Gneros principaes da
poesa : lyrico, pico e dramtico. Genero lyrico ;
seu carcter ; classes a que se podem reduzir as
poesas desta genero ; especies deste genero ;
nocoea de sua origem.
21. Genero pico; seu carcter. Epopa :
suas dualidades earactersticas ; regras. Ana
lyse critica de modelos. Poema hero- cmico :
com carcter distinctivo.
22. Genero dramtico: seu earactar;_ suas
especies ; tragedia ; comedia ; drama ; nocdes de
sua origem. Analyse critica de modelos.
23. Generoa acceasorios de poesa; poesa di-
dctica : seu carcter. Analyse critica de mofe-
los. Satyras e epstolas. Genero epigrammatico ;
epigramina, soneto, dcima e madrigal; regras.
Analyse critice de modelos.
24. Poesa elegiaca : seu carcter e regras.
Poesa pastoril : sen carcter e regras. Poesa
descriptiva : seus caracteres e regras. Analyse
crtica de modelos.
25. Da manifestaba do sublime e do bailo
as composiedes poticas. Noyes da poesa clas-
sica, romntica e realista ; seus caracteres e dif
ferencas.
(Contina)
RepartlcSo da polica
2- aeccSo.Secretaria da provincia de
Pernambueo, 6 de Maio de 18S7. -N. 426
Mira, e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que tbraiu recolhidoa hontem na ("asa de
DetencSo os seguintes individuos :
A' ordera do subdelegado de Santo Antonio, An-
tonio Goncalves Torres, Joo de Lima, Pedro Au-
gusto Monteiro da Silva, Hermenegildo Jos An-
tonio do Sacramento, Mana Vitalias da Concei-
cao, Bellarmina Mara Francisca e Rosalina Ma-
ra da Conceicao, conhecida por Tabica, por dis-
turbios.
cortes de estopa a 250 res
1:000,5000
Augusto Octaviano de Souza,
quatro mil cortes de estopa a .50
ris 1:030,1000
Jos Francisco Martina & C,
quatro mil ditos, dem 1:000/000
Amoriin & Cardoso, quai.ro mil
ditos, idem 1:000000
a Martina Cordero & C, quatro
mil ditos, idem l:000j030
No acto de faxer esses lancamentos. esse astu
to empregado declarou que a estopa tinha sido
vendida a estes c.ucoituados negociantes, que me-
reciam bastante crdito para seu patro e sao
bem conhecidoa nesta praca, podendo assim com
facilidade claquear a boa f deste. quo estrangei-
ro e homem probo, nao podara desconfiar que es
se seu empregado, to mogo, se despenhasse im
um tal abysmo.
C-invein notar que o valor real da estopa a ilu-
dida de 5: .0, e foram pagos na A fandga os
reipectivos direitos por Sulzer, cerca de 2:0d0 ;
entretanto, Vicente Silverio vendeu essa mesma
men-adoria por menos de seu valor, isto por
3:003*000!!
Alm destes faltos delictuosos consta dos autot,
que vndenlo Sulzer Kauffmann db C. ao Dr.
Goncalves Pinto 2,617 uieias barricas de cimento,
no valor de lU:3208oO, fomeeendo ao seu caixei-
ro Vieeute Silverio uma autoriaacao para levar
ao comprador (essa mercadoria eslava depositada
no trapiche de Jos Luiz de touza) anta de reti -
ral-as quando quizesse, em lugar de assim fa-
zel-o, Vicente procurou Jos Joaquim da Coata
Maia e lhe vendeu criminosam<'nte essa mesma
mercadoria pela diminuta e ridicula quantia de
6:794000, embolsando-seimmediaramen'e do seu
valor, volta ao estabeleoimento e debita com sua
propria letra ao mtsmo Dr. Goncalves P uto (por
lerjsahido a mercadoria) em 10:320ci0.
Devo observar aqu que na poca da venda o
cimento regulava na praca de -1 a'45)0 cad i
meta barrica; entretanto, Costa Maia comprou
por 250j! quando, com prejuizo, os possuidores
d asa mercadoria s podena vendel-a por 3400,
como se prova destes antes, das declaracoes do
despachante Neves e de outros negociantes im-
portadores.
Na faina de augmentar fortnni, oa de adquirir
dinheiropara o jogo, dirgio-se anda Vicente Sil-
verio Jos Joaquim da Costa Maia e fez vend .
de 1,358 meias barricas de ciineuto, ehegar em
um navio, enjo nome moenou, apo leroa-se por es
se meio astucioso da quantia de 2:937600.
Deacoberto um desees factes, antea que Sulzer
ou seu socio inquersse e exigase explcaedee, Vi-
cente Silverio de Souza, na maan do dia 12 de
Abril, sahndo do estabelecimento para cumprir
uma ordem oa recado do seu patro, ausentou se
para lugar nao sabido.
Todos esses faetcs delictuosos esto provads-
simoa com o exame de fls. 19 a 23 e depoixeutos
de fls. a fls.
Tractando-se de um crimo publico, classificado
nos arts. 264 4 e 265 2' parte do cdigo crimi-
nal, combinado com o art. 21 da reforma judcia
ra, e vista do qae me foi requerido a fls. 42 e
Assemnla Provincial Funcciouou
hontem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecido
31 Srs. deputados.
y Foi lid i e approvada sem debate a acta da ses-
sao antecedente.
Approvou-se, depois de orar oSr. Alfonso Lus-
tosa, o requerimento deste Sr deputado e do Sr.
Ferreira Jacobina, sobre a estrada de ferro do
Raeife Caruar, bem como a emenda do Sr. So.
phonio Portella.
Rejeiiou se o requerimento do Sr. Prxedes Pi-
tanga sobre a elecao de um vereador para a C-
mara Municipal do Racife, tenio orado os Srs.
Jos Mara e Drummond,
Passou-se a 1 parte ia ordem do dia :
Encerrou-se a 3* discusso do projecto n. 41
deste anuo (fixac;o de for$* policial) tendo orado
o Sr. Joa Mara, que emiou mesa um requeri-
mento de adiamanto por 24 horas, nao se votando
por falta de numero.
Adiou-se a 3 discusso do pnjecto n. 23 deste
anuo.
A ordem do dia c : 1* parta : coutinuaco da
antecedente e 1 disousso do projecto u. 78 des-
te anno ; 2' parte ; continuar) da antecedente.
Trlbuual lo Jury do ReeifeHontem
foi julgado o reo Joaquim Estevo, que no dia 12
de Fevereiro deste anno, no lugar Catuc, fregue-
guezia de Afogados, por ama hora da tarde, pou
co oais ou menos, matou a Tertuliano Riachuelo
Tavares, conhecido por Tico.
Trouxe como seu defensor o Sr. De. Henrique
Millet.
Compoz-se o jury de srnteuca do3 seguintes
Srs. juizes de facto :
Joo Cavalcaute "oreira Campas.
Jea d'Azevedo Maia Silva Jncior.
Dr. Christovo Brekenteld Vieira da Silva.
Aureliano Augusto do Olivera.
Antonio Gomes Leal.
Francisco Amancio P. Barreta.
ManoelClemeotino Ribeiro.
Joo Moreira Araujo do Livrameato.
Dr. Augusto Coelho Leite.
Jos Luiz de Franca Caldas.
Adolpho Coelho Piuheiro.
Caetano Mara de F. Nevos.
,Senda pelo jury de sentenca prestada o jura-
mento da lei foi oreo interrogado, e respoudeu
chamar-se Joaquim Estevo, natural do Rio Gran-
de do Norte, de 21 annos de idade. solteiro, e
morador no Afogados, onde reside ha dous annos,
aer agricultor, analphabeto, que tabia o motivo
poique estava preso, que se achava em Catuc
quando foi motto Tico, que nao couhece as teste
muuhas do procetso, c que nada tcm oppor s
mesmas, que nao tem motivo particular a que at-
triba a accusa;o, e finalmente, que se ferio a
Tico foi por elle aggredido, e que em sua defeza
repellira o ataque, que aquelle lhe fizera,
Fez-se a leitura do processo, e finda ella a pro
motoria publica obt- u Ij a palavra apresentou a
aceusaco, que se b iseou no corpo de delieto, e
nos depementos das test-imunbas, que presencia-
ram o tacto, das qua o soub-r m por cuvir. Fin-
dou-se a accHaaeo por pedir ao jury a condem-
n:.c:io do reo.
A defeza foi deaenvolvida tenda cm vista jus-
tificar o crme como tendo sido feito em defeza
propria.
Houve replica e treplica.
Depois de feito o resumo dos debates pelo Sr.
Dr. presidente do tribunal recolheu-se o conseiho
sala secreta, donde voltou, passados 30 minutos,
trazendo a absulvico do reo por terem recoubeci-
do por 10 votos a legitima defeza.
Entrara hoje em julgameato Alfredo Bezer-
ra de Magalhes e Libania Jos de Sant'Anua,
ambos pronunciados no art. 201 do cdigo crimi-
nal.
Comapanbia do Beberlbe Foram
t m-idaa tolas as 3,0d0 acedes cuja subscripeo
achava-se aberta no eseriptorio dessa companhia
para completar o respectivo capital social.
Arsenal de MarianaAchando-se hon
tem o Exm. Sr. desembargador Henrique Pereira
de Luceoa m ase estabelecimento, onde foi despe-
dir-se do Exm. Sr, chefe de diviso Picaneo da
Cota, encontrou opportunidade de percorrer as
divorsas dependencias do mesmo, ac'ompanhado
do inspector, que mostrou a m iior solicitude em
conseguir do Ilustre visitaute, qae se esforcasse
para alcin^ar do governo os melhoramentos de
q e maito precisa aquelle importante estabeleci-
mento.
S. Exc. piometteu pletaiar parante o governo a
justa prctenca do digno inspector.
Maresrapbo A directora das obras do
porto mandou construir oa caaa d Henrique Pa-
zos, da Rio da Janeiro, um apparelbo registrador
da amplitude da onda da mar, denominadoMa-
regrapho. Este app-.relho funeciona actualmente
em ama pequea casa de madeira no caes da Ar-
senal de Marinha junto escila de mares.
O registrador indica com a mxima preciaao os
pastos mximos e miaimos da onda maro em al-
tura mtrica e bem assim. a hora da-nma^eo
dos referidos pontos no Arsenal. *
O zero da escala do maregrapha corresponde
baixa-mar d-. aguas vivaa de equinocio eveso ai
tuada a 139 abatxo dooiv,! msdio qoe^wrve de
panto de referencia pira o nivelam?irto i c-
dade.
Publicando diariamente ta nltas de baixa,-inar
e prea-mardo registrador, espera a dimotoria das
obras do porto contribuir para o conhe.-ian0t0
exacto da profuudidade do canal de entrada' da
Baira Grande.
Assim ae verifica que a altura d'agaa oo infe-
rido canal fica determinada aatiafaetorameate.
toda a vez qua ae juoUr attitade do prea maV
e baixi-mar a quaotidado 4, (quatro metras o
quarents ceutimetros).
Conhecidas que sejam a marcha regalar da on
da mar e su* amplitude, por me0 ae UMa gere
de observaedas miaaciosas, atsim como! a rea .
media da ooda; conhe.-idos ficaro osjelementoi
para e determinar cora antecedencia de 24 horas
a baixa-raar e prea-mar prava veis e deste moda
modo dar a conheeer de ante mo a hora ou horas
mais couvenientes para a entrada e sabida dos
vapores e navios pela canal que atravessa a Bir-
ra-Grande.
Este nUimo trabalho, porm, como dep?nde de
ubservaedes continuada-, s poder ser eftctua-
do para o futuro.
As obse.-vaco>8 do mareraph> foram enceta-
das ante hontem e boje a directiria das obras do
porto publica o primara boletim ceujuucta-nente
com as observavdes meteorolgicas.
EspectculoRealisa-se hej.i no theato
Santa Isabel o espectculo era Oeneieio da actriz
Apolonia Silva com a representacao do drama Li-
orna e do 2o acto do drama os Nufragos do
Balda.
Foi distribuida hontem o programar* dessa fas-
ta, trazendo os retratos do commandante e iui-
mediato do vapor Baha e duas gravaras reprc-
s-ntando o naufragio.
OefeaaRecebemos unrfdheto de 20 pagi-
nas, couteudo a defeza do ex-segundo escrip-ura
rio da alfandega da Parabyba, Antonio da T. Se-
cuudino de Olivera, acerca de negocios da mesma
alfandega.
Agradecemos.
Ferimento leveAnte-hontem s 7 hora?
da uoite e no ca3s do Kamos foi ferido na coxa
esquerda, o ferreiro Narciso Antonio Pereira des
Santos por'ura iulividuo trabalhador de um doe
armazens, que all existen), e que se evadi.
A polica 'om.iu conhecimento dojfacto.
-lNNanetiiialoNo dia 3 > do mez fiado, pelas
7 hori:t da noite, segundo cotnrr.uuicou de Cnnho-
tiuho o respectivo subdel-gado ao Sr. Dr. chefe de
polica, Luiz de Azevedo Portella da Silva, assas-
sinou com duas facadas a Franciaco Antonio dos
Santos, senio preso em fligrante.
Acha-se aberto o competente nquerito.
AccidenteEm a n-dtc de 24 do mez fiado
Jos Pereirs, trabalhador da estrada de ferro de
Xazaretb, seguindo em uma locomotiva, cabio e
foi apiubado por uma das rodas della, e.fieou com
urna das pernus esmngada.
Em trras do engeuho Varzea Grande, do
termo de Nazaretb, estando o menor Jos a lim-
par uma espingarda, esta d.sparou casualmente,
indo empregar-sc toda a carga no menor Vicente,
que ent-i passava pc'a estrada, ficaudo grave-
mente feride.
O delegado respectivo tomou conhecimento destes
factos e procede nos termos da lei.
Ferimento grave No lugar Trigueiro de
1'districto da Viceucia de termo de Nazareth, e
uo da l'J do mez prximo findo, Antonio Francisco
Ramos, ferio gravemente com tima tacada a Jos
Francisco da Paiva, sendo preso.
A respectiva autoridade policial procedea contra
o erminoso nrs termos da lei.
FacadaNa povoa^io de Allianca da termo
cima e em a noite de 24 tambera do raez passade.
Francisco F lx ferio com uma facada a Manoel
Fclix, que foi preso em dragante delicto.
TamOem a respectiva autoridade procedeu contra
o doliqnente iomo lhe competa.
FallecinientoPontiin telleceu e deposi-
ttu-se no cemiterio punlico o empregado do
Engliah Ba:k, Joo Jet Hardngna idade de i'.
annos.
UeclamacoMoradores da ra de S. Fran-
cisco e mmedafies da |falta de limpeza de um;i
refinaco ni Pateo do Pai..iso, don Je so despr.nde
um mo ebeiro insupportHve'je pn judicial a saude.
Ao Dr. inspector de hygiene e ao fiscal da fre
guezia compete providenciar, depois de verifica-
rcm a exactido do que allegara esses meradoies.
Reunioesi -m'tHa hoje a seguinte
Do Cluo Littemrio Ayres Gama, era sua sJo e
s horas do costume, para discutir a segrale
questo: Qual das duaa legislacdea ser maia
conveniente, a de Lycurgo ou a da Soln?
Amanb :
Do Instituto Litterario Ondeuse, s 10 hora:
da msnh, sesso do conseiho.
Da irmandade do Espirito Sauto do Recife, i
11 horas, do conseiho fiscal.
Da coufraria de Santa Rita de Cassia, s 9 ho-
ras, para elecao do conseiho administrativo.
Da contraria ue S. Joa d'Agonia, s 10 horas,
para elecao.
Club de InMtrnccao e Hecreio Be-
zerrenaeEis seu moviracut durante o mez
de Abril findo :
Frequentaram 5S socics e 14 visitantes.
Sahirain para leitura dos socios 29 obras em
37 volumes.
As aulas do mesmo lub foram frequeutadas por
28 alumnos durante o mez.
No da 24 houve s^sso pratica forense sob a
presilencia do Dr. Vieira de Mello, ocoupando a
cad'-ra da promotoria o ^r. Jos M uides B. de
A. Barros e da defeza o Dr Antonio Cesario Ri-
beiro, tratanio-se do crme no art. 191 e 195 do
cdigo criminal, sendo o leo absolvido.
Obras offerecidas :
Plo socio Luiz Felippe dos Santos Porto as se-
guintes :
La Roba por C. F., 1 Volurae ; Une Vocation
por C. F., 1 dito ; L"s Savants Celebres 1 dito :
Una Nobocur por Mine Tiva, 1 dita ; La Vie
d'Um Matelot 1 di:o ; Rei de Fra :ca par G. 3
lise, 1 dito.
Pelo Sr. Jos Antonio Cavalcante :
Culpa e Arrependraento, drama, 1 volume :
Amor e Honra, 1 dito.
Pela Extna. Sra. D. Cordohna Amelia da Paz
professora de Vicencia :
Alguns nmeros da Evoluco e Rebate, e
i'elas respectiya3 r<-d acedes :
A Proviiicia, Evoluco, Alvorada, Lidador,
Federalista e Rebata desta provincia. O Me-
teoro > do Maranbo. O Manguaba de Ala-
goas e O Larangerense de Sergipe.
Foram propostos pira socios .afectivos : Carlos
Groni.ke, Arthur Barbota, Praucisco Gregorio de
Momea, e honorarios alteres Joaquim Q. Villarinj
e a Exma. -'-ra. L Cordolina Amelia da Paz.
Este mesmo Club man loii rezar tres missas pe-
las aira, s de todos aquelles que pereceram no nau-
fragio do vapor Baha.
CanhollnboCscreveu-nis o nosso corres-
pondente o segunte em daw de MD do passado :
Q-pois do mea coramunieado a easa Ilustre
redacv'o, que, se bem me lercbro foi em 15 de
.Marco prximo tnde, nao tem havido casos dig-
nes de piiblicidade.
Hoje, porm, ji me atrevo a dar lhe algumae
noticias, as quaes, segundo me parece davem ver
a luz do dia.
Neste momento (aio 8 horas) toda esta loeali-
dade acha-se no maior alvorote, e povo forma
grupos em vano? lugares.
Estava tado o pessnal em grande sscgo e
tranquididade quando, de rep.nte algumae pes-
soas correndo para as ultimas casas do povoado
gritando :Um assassinato !
A' estes gritos e alaridos precipitam se todos
para fra, acompauhando os policiaes e perseguera
com aniuiaco o ussassino.
O pobre diabo estando um pouco ebrio ligau
poaca importancia ao que fizera.
Depois da ter ferido raortalmente sua victima
caminhou em direceo a uma casa, onde travou
uma peqnena conversa com a mulher.
Vendo depois que algurm segua suas pegadas,
caminhou apressadameute pela linha-ferrea. Mas
ia lhe uo encalco Antonio Dias, um morador deste
povoado, que com dous corapanhoiros perseguan!
corajosameate o miseravel.
Ao principia quiz elle resistir e amedrontar seu
perseguidores com a faca que anda braadia na
mo, mrmeute qaando um dos companheiros da
Ant nio Dias atirando-he um golpe de ccete
erra-o, indo cacetada cjrteira a pama do Dias,
porm felizmente nao o fez esmorecer, comqnantn
lhe causasse grande contuso e effusao de san-
gue.
Ao ver o desgranado uma massa compacta ao
perseguidores e ,os soldados que cher;avani at si.
jogou para o matto a faca e nao fes a -
menor
BMBBOTH
iBBBiawpaBi^^
Basa^HH


IHH
__^^__^___^^^^___

!
Diario de PernambucoSabbado 7 de Maio de 1SS
questio em entregar-se aos seos farores, tal era
o estado de embriague em que se chaya.
Tempo teve elle de por-se ao abrigo da perBe-
euicoea porm tal idea nao lhe acudir.
De um salte poda elle entrar na matto, que ae-
tualmeate eom es seus fronlos abriga a qualquer
pessoa, tanto mais que ja era noite e a atmosphe-
ra moa'trava indicios de chava.
Poi perseguido por tres homens na distancia de
um kilmetro, at que ebegou a turba e o cap-
turou.
Foi preso s 7 1(2, rendo perpetrado o crime
O mivel do c.iin; naj se saoe.
O que se sabe que o deliuquente estava cho-
rando e o assassiuaJo h diser-lhe que so conso-
lasse. E, como ostiv .sse a dizer palavras immo-
raeB o rapas fez-lito ver que estava entre familia.
A estas palavras o desgrasado avanca para o
rapas com o firme proposito de feril-o, mas nao o
conseguio da primeira vez, porm na segunda
crava ihi a faca no peito,' causando-lbe utorte
instantnea. ,
Alm desta puohlada, que um pouco abano
do peito esquerdo, aprsenla tambem o braco es-
querdo traspassado por outra.
Dizem Iguanas pessoas que foi = urna puoha-
lada que causn os dous ferimentos, porm dizem
outras que a do braco foi elle que aparou o golp
primeiro. E' o que paro'ie maia exaeto.
assassino chaina-se Luiz de Asevedo, e acha-
se preso.
morto chama-s.' Francisco Antonio, p,r al
eunha Santos. Era oinpregado no treai e gozava
Je boa reputac&o entre os seus collegas.
Sua familia, segundo dizem, reside em Cateode,
suppoe-se que ser para l conduzido amano i.
__ Jos tres dias antecedentes temos tiJo copio-
sas chuvas. J estivam o* agricultores, lamen-
tando amargamente sua ueceaaidaie ; pois que,
as lavouras em mu tos lugares neceasitavam d^
bumidade, pr neipalmente o feijio que achava se
em principio de flores.
__ As reirs continuam abundantes, havondo
grande consumpe) no que para aqui i expor-
tado.
Temos tido alguna casos de febres e a'guns
bitos de tUicos que para aqui veem procurar le-
nitivos aos seus soffriineutos.
Ate outra vez.
Biblioiticcn de Goyanna' > mov men-
t dessa bib iotheca ao mez de Abril prximo Ma-
sado foi o seguinte :
Prequentaram na 225 socios 23 visitantes c
sahiram para leitura dos socio.- 1 v 1-iin > de
obras.
Houveram as seguiuts offertas :
Pelo Sr. Elpidio Moierada CostaManual B-
blico, 1 vol. ene.
Palas respectivas redascojs :
Diario de Pernambuco, Jornal do R-icife,
Provincia, Diario das Alagas, Iopri.ua t Evan-
glica e Ga*eta de G jyauna.
Directora das obras de conserv a-
cio do portoBoletim mutecirolo^ico do
di* 5 d>* Maio de 1387 :__________________________
Horas O S o no Barmetro a 0
6 m. 9 12 3 t. 6 250-3 274 283 281 27'3 76 -I0 761*03 76074 75yt8 759>0
Tt asao o es 73
do vapor a
a
20.30 19,39 19,4'i 17 65 8i 70 67 62
20.33 77
Temperatura mxima,lit.
Dita mnima24.75.
Evaporaco em 2i horas ao sol: 8^"4 ', som
bra: 3,"8.
Chuva-08.
Direcco do vento : SE e ESE demeia noite at
4 horas e 51 minutos da ramilla ; SSE, SE e ESE
seguidamente, com interrupeo do 20 minutos E,
at meia n>ite.
Velocidade media do vento : 5^,08 p >r segundo,
sendo 7.'"'JO das 4 horas da inauha s 3 horas da
tarde.
Sebulosidade media: 0.78.
Boletim do porto
Pra mar oa baia mar Horas 264 da manh 8-51 256 tarde 911 . Altura
P. M. B. *. P. M. B. M. 2,'"12 <,">30 2,-51 0,"12
i.t-i-.KUoctuar-se-nao.
boje :
Pelo agente Modesto Baptsita, as 11 horas, roa ;
1.0 de Marco n. 12 de perfumaras e miudezas.
Pelo agente Alfredo Guimares, as 11 horas, uo ;
largo do Corpo Santo, de 100 saceos com amen-
doim.
Pelo agente Martin, a* 11 horas, na roa Dn-
qae de Cavias n. 66, da srmaco envidracada e
mais utensilios ah existentes,
Segunda-feira :
Pelo oyente Martin, s 11 horas, na ra da
Unio n. 8, de movis antigos e modernos.
Pelo agente Modetto Bapttta, s 10 l[2.horas na
ra Io de Marco n. 2, do espolio do finado Manoel
de Mo ura Eeteve*.
Hlarnaa fnebres.-Serao celebradas:
Hoje :
A's 8 h*ns na igr^ja da Madre Deas, e na do
Corpo Santo, pela alma do cmraendador Jos
Pedro d>.s Neves.
Segunda-feira :
A's 8 horas, na matris da Boa-Vista, pela alma
de D. Maria da Peona de Siqueira Cavalcante ;
s 7 1/2 horas, na matris da Boa-Vista, pela
alma de Antonio de Hollanda Cavalcante; s
7 horas na igreja da Madre de Deus.por alma
de D. Alexan^rina Amelia Neivas; s 7 1|2
horas na Ordem 3." do Carmo pela alma de Joo
Mana dos Saat -s Almeida; s 7 1|2 horas oa igre-
ja do Espirito Santo pela alma de Jos Perreira
da Cutiba Sobnnho ; s 7 1(2 horas na igrrja da
Gloria, pela alma de D. Eulalia A. do Miranda.
Terca- feira :
A's 8 horas na matriz da Boa-Vista, pela alma
de Joo D.wsley Jnior; s 7 horas na igreja
do Espirito Santo, pela alma de D. Carolina Theard
Lop-b Lemo3 ; s 8 horas na Casa dos Expoatoa,
pela alma de Elias Baptista da Silva.
PaMNat;elre>*i=Sahidos p&ra 0 UCrte no va-
por nacional Ipojuca* :
Padre Mauo-.l Jos Pereira de Albuquerque e 3
criados, Ur. Assis Bocha, Aogelo C. Rodrigues
Franca, Dr. D. Pernambuco, Dr. Hennque D. da
Silva, sua senhora 1 cunhada, Joaquim Lopes
Machado, Caetauo H. da Silva. Jos Silvorio P.
de Albuquerque, Areu Cat, Amaro Barreto, sua
senhora, 2 hlbos e criado, padre Jos Uomin-
gues Alvar.s, Miguel Goncalvos, Joo Gjnc*l-
ves, Antonio Estevo, coronel Jos E. Barb.isa,
Constantino Duarta. Benjamim Antunes, Jos
Pesso, Dr. Francisco de Paula Salles e ecmmcn-
dador UmbeHuo de Mello. ^
Chegados do sul no vapor nacional Gua-
hy :
Capitai) M>moel Botelho, Gertrudes Leo, Joa-
quim Leao, Franklin Andrude Phij, Manoel
Antonio S. Barros, Mari Capador, Rosa Mar^a-
rid* C*Cador, Sima) do Silva Rei, J. Porcina Ca-
cudor c Joo ('c.dor Goncalves.
Sabidos para Camossim na escuua pertngue
za Joaquina :
Joaquim Miruoda de Paula Pessoa, Alfredo
Pag. J. Mirauda Pessoa, Alberto Maguo da Bo-
cha, Waldeicir o Cavalcante e 1 criado.
Chegados Portos do norte no vapor ameri-
cano Fioanee :
Dr. Manoel Jos .Mendes Bastos, Dr. Joi de
Brido Moraes e Ur. Antonio R. G. Freir.
Casa de DeiencMovimcnto dos pro
sos da Casa do Detencjlo do Uecife no di 5 do
crrante :
Eiisti.-.m -;3 ; entraram 8; sahiram 16.Exis
tcm 456.
A saber :
Nacionaes 331 ; mulbereB 12 : estrangeiros 15 ;
escravos sentenciados 6 ; idem procesados 2 ;
idem de correco 39.Total 455.
Arra^oiidos 385.
Boas 357 ; doeutes 28.Total 385
Moviineato da eufermaria.
Teve alta :
Mauo-1 Rufino de Carvalho.
Lotera da corteA 204 lotoris. da coi -
te, pelo novo plano, cujo premio grande oj....
30:O>J.O00 er extrahida no da .. de Mar-
go.
Os bilhetes acha'O-se veuda na prafi da !ti
deoendeucia ns. 37 39.
Tambem acbam-ae venia na Cas da Foi -
tuna rna Primeiro de Margo n. 23, de olartins
Fiuza 4 C.
liOteria do tiro-ParaA lotera desta
provincia, pelo n-)V0 pUno. cujo premio grande
40:000^000, ser extrahida no dia 11 do cor-
rente.
Bilhetes venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Vicua u. 40 de Joio Jouquim da Costh
Leite
Tambem acham-se venda na Cas da For-
tuna ra i'rimeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiuza & C-
Lotera da provincia do Paran
A 12 lotera desta provincia,p^ln novo plano, cu
jo premio grande de 15:000L)00, se extrahir i
uo dia 10 de Miio.
Bilhotes a fonda na Casa da Fortuna, ruu
Primeiro de Mareo n. 23, de Martins Fiuea fc C
Lotera da ParabybaEst* lotera cajo
premio grande de O.O ;0 ser extrabida no
dia 12 do correte.
Os bilhetes acham-se venda na Casa do Ouro
ra do Baro da Victoria n- 40 de Joo Jua
qnim oa Costa Leite.
Lolerla de .tlagoa*A 16 parte desta
loteria, pelo novo plano, cujo premie grande
de 15K)0O0O, serextrahida do dia .. do cor-
rete.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortu
oa ra Primeiro de Margo nd 23, de Martiu
Fiuza 4 C.
Lotera da provinciaA 16 parte da
2* loteria em beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Becife ser extrahida segunda-feira 9
do correte, s 2 horas da tarde.
Os bilhet'B acham-se venda na Casa Felit na
>r..ca da hi icMcndericia ns. 37 e 39.
Tiimb-;in aehaui ee venda na Casa da Fortuua
raa Prfiim de Margo n. 23, de Martins Fin-
za & C.
CHRONICA JUDICIARIi
coiiEacio
B l-*a comoicrclat
COTA^OES OFFICIAES DA JONTA DOS C08-
KECTOUES
Recife 6 de Maio de 1887
'ombio sobre o Rio de Janeiro, 3 d/v. so par, do
banco.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
Moilznento baucarlo
SECUTE, 6 DE UAIO DE 1S87
Os bancos abriram boje o mirlado de cambio
cem a taxa de 22 d. sobre Loudres, estabeleeendo
depo>s de mej dia a de 22 1/8 d., confirme as ta-
bellas seguiutes :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Pars, 90 d/v 130 e vista 434.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 533 e vista 538.
Sobre Portugal, 90 d/v 241 e vista 244.
Sobre Italia, vista 434.
Sobre New-York, vista 2*290.
I)o Englih Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 1/8 e vista 21 7/8.
Sobre Paria, 90 d/v 430 e vist,. 434.
Sobre Italia, vista 434.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 33 e vista 538.
Sobre New-York, vista 2290.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 242 e vista 44.
Sobre as principaes cidades de Portugal, vista
249.
Sobre liba dos Acores, vista 252.
Sobre liba da Madeira, vista 249.
aereado de ainucar e algodo
UECIFE, 6 DE UAIO DE 1887
Assucar
Os precos, pagos ao agricultor, foram estes :
3. baixo, por 15 kiUs, de 2/000 a 24100.
3. regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*2j0.
3. boa, por 15 kilos, de 2*200, 2*300 e 2*400.
3. superior, por 15 kil.s, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
St/menos, per 15 kilos, de i600 a 1*700.
Maacivad.', por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilos, de l i 100 a 1*206.
Retomes, por 10 kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos piecos sao obtidns
esnforme o sortimeuto.
Alqodao
O mercado de aigodo continuou frouxd, cotan-
3o se o de Pernambuco e boas procedencias, em
trra, a 6*700 por 15 kilos.
Banco de Crdito Real
At o dia 15 do carrete mei, devem oe ac-
cionistas do Banco de CreJito Real de Pernam-
buco ri-alisar a terccira entrada do valer no-
minal do u i> aecce, na razo de 10 0/0, lcvao-
io-a 6Je do banco, na ra do Commercio n.
34.
Este ba-:co c t pagando o seu primeiro divi-
dendo raxo de 4*000 pr aeco ou 10 0/0 do
.'alor realizado de cada orna.
O pagamento faz-se na sedo do banco, das 10
ooras da mauh s i horas da tarde dos das
otei*.
Entrada de suturar e algotlau
MEZ DE MAIO
Barc. i; .8.....
Vapores.....
Estrada do ferro de Cu
ruar .....
Animaes.....
Estrada de ierro de S.
Francisco .
Estrala de ferro de Li-
moeiro.....
*
1 5
1 5
1 4 5
1 6
1 4
1 4
mj ja
6.335
1.207
836
6.24t
299
14.923
9
i s
1 X
200
245
14
-'o
383
304
Tribuaal da ilela^o
s^SSO ORDINARIA EM 6 DE MAIO
DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. SU. C0K8ELHEIRO
QOINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coellio
A's horas do costume, presentes os Srs. deaem -
bargadores em nnme -o legal, foi aberta a sesso,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos pascados OS feitos deram-se os
seguiutes
JL'LGA MENTOS
Recursos eleitorae
Do TeixeiraRecorrente Francisco Pereira de
Arruda, recorrido o juizo. Relator o ^r. conse-
I: eiro Queiroz Barros. Nrgov) se provimento,
uuanimemeate.
De TimbabaRecorrente o jobo, recorrido
Graciano di Silva Cavalcante. Relator o Sr. d-o
embargador Bu>.rque Lima. Negou-se provimen-
to, uuanimemente.
Da EscadaRecorrcnte Dr- Jos Eup^nio da
Silva Ramos, recorrido Possidouio Jos Carduna.
Relator o Sr. destniba.-gador Buarqne Lima.
Deu-se provimento, unnimemente.
Do logaRecrrante Domingos Triguciro Css-
tello Bianco, recorrido Joo Antonio de Souz e
Silva. Relator o Sr. desembargador Toscano
Barreto..>eu-se provimento, uuanimemente.
Do Teixeira Recorrente Joo Bernardo Fet-
reir queira. Relator o Sr. desembargador Toooaoo
Barreto.Dcu- ee provimento, unnimemente, e
di cretou-se a respojsubilidade de eecrivo Nieo-
demo que passou a certido f-.lsa, e o reoorrente
que .i.-ilu se utilisou, contra o voto do relator.
Dj TeixeiraRecurrente Joo Pires de Almei-
d, recorrido o juizo. Relator o Sr. desembarga-
dor Oliveira alacie!. Negoa-se provimento, un-
nime nente.
Do TeixeiraRecoriente Aristides de Amujo
Guerra, recorrido Jos Alves Pereira. Etalutar o
Sr. desembargador Pires Goncalves. Deu-se
provimento, uuanimemente.
Do Pedras de FogoRfeorrene o juizo, recor-
ridos Alexandre Ro.irigues dos Anjos e outros.
R-lator o Sr. desembargador 'irea Gougalves.
E a diligencia.
Dj Teixdra Seoorrente Arisd-s de Armijo
Guerra, recorrido Manoel Dia de Medeiros. R-:-
lator a Sr. desembargader Tavares de Vasconcel-
los.Deu-se provimento, un.uimemente, e decre-
tou-se a respousabilidade do escrivao Nieodemo e
do recorrente.
Do TeixeiraRecorrent" Agostinho Pereira da
Silva, recorrido o juizo. Relator o Sr. descinbir-
gad,..r Tavares de Vasconceil.s Xgoo-se pro-
vimento, unaui mmente.
Recursos crimes.
De PAo d'Alho-- Recorrente o juizo, recorrido
PeJro de Araojo Pinheiro. Relator o Sr. desem-
bargador Oliveir Maciel. .- eioliargadures Alvcs Ribeiro e Baarque Lima.
Dea 3e provimento par* s: miniar prender o le-
corrdo, unnime neute.
De B-joi JardimRecorrente o juizo, recorrido
-lote Severino Frang. Relator o Sr desenibar-
gaior Oliveira Maeiel. A jauto-os Srs. desem-
hargadorea Tavares de Vascoticollos e Baarque
Lima.Ne.;i u-se provun.nto, unnimemente.
Ag^ravo da instrumento
De Bananeiras A agravante Luxia, cscravu,
por seu curador, agravado o juizo. Relator i)
Sr. c:>oselheiru Queiroz Barros. Adjuntos os --'rs
desembargadores ToECano Barreto e Oliveira Ma-
ciel.D.-u-se provim 'nto, unnimemente.
Aggravo de pctieio
Do commarcio do ReeifeAagravant-s L"-pes
Reis & C aggravada a massa faliida do Moura
&C. Rlator o Sr. eonselheiro Qneiroz Barios.
\3juntos os Srs. desembarira-lores Di-ltin > Ca-
vuleaut.ee Buar^ue Lima. Deu-se provimento,
onnnJoieiuente.
Do R-cifeAggravantfs Antonio Jos da Ga-
ma e ouro, Hggravado o juizo da provedorla. Re-
1.172
Fretamento
Eflectuou-te hontem o do lugar ioglez Ulsler,
para carregar no Rio Grande do N irte, com des-
tino a Liverpool, assucar a 15/ e ulgodo a 3/8 e
5 0/0.
.Xota* do TbeMoa.ro dilaceradas
O recolhiatento de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
sextas-feiras, das 10 s 12 horas da rnauh-i.
Pauta da Alfandesa
SEMINA DB 2 A 7 OE MAIO DE-18 J7
Aicool (litro) 21
Arroz com casca (kilo) 65
Aigodo (kilo) OU
Aauoar refinado (kilo) 171
Borracha (kilo) l*-26
Cacao (kilo) 400
Caehacji (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Caf restolho (kilo) 0
Carnauba (kilo) 366
Carocos de al/od.io (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardifi (toi.) 16000
Couros seceos e^pichados (kilo) 585
Dito brue.) (kilo) 144
Dito mascavado <'kilu) U68
Ditos salgados (kilo) 500
nitos verdes (kilol 275
Farinha de mandioca (litro) 50
Fumo restolho em rolo (kilo) 400
Fumo restolho em lata (kilo) 5s0
Fum-i bom (kilo) 720
Gcnebra (litro) 200
Mel (iitro) 040
Miiho (kiio) 040
Taboados de am.-.relo (dusia) 100*00
Iiaport$o
Vapor frasee* Vulie de Macii, entrado do
Havre CM 4 co corrente e coasignado a Augusto
Labille, manifestuu :
Carga do Havre
Agua romeral 3 caixis a Frauciseo de AsevcJo
dt U.
Ammoniac 2 caixas a A. Foo.j'.ieaux.
amostras 8 voiumej ordvm.
Batatas 103 gigas a Paulino ./O iv.'ira Maia.
Cartas para jugar e alfinete 3 aixas u Nuce
Fonseca 6 C.
Chocolate J caixa a Paulo Jos Alves 4 C, 2
ordem.
ChampmhaHl cestas ordem.
Cabos 1 fardo a C. C. da Co.-ta Moreira & C.
Cachimbjs 1 caizs a Sulzei Kaefitnan 4e C.
Calyados 1 csixo a D. A. Qoa Reis, 2 a Gomes
de Matiot Irmio, 3 a albino Cruz & C. Ditos e
cacbimboa 4 caixas a Nenes Fonseca & C.
Couros 1 eaixo a Bruira & S, 1 a Ferreira
Barbosi & C, 2 a \V liiain Hilliday & C.
Drogas 2 volu.nes a II ames de Sonzi. Pereira
&C, 36 a Francisco Manoel da Silva & C, 2 a
A. M. Vi ras, 8 a Faria Sobrinho 4t C._
Fitas 1 caixa Antauio los M'ia r\- C.
F.rragi'ns 3 v. luiies a Vianna G 'Stro & C, 1 a
Samuel P. Johoustou & G-, 6 a Antouio Duurte
Cameiro Viauua, 2 a Albina Silva &. C.
Genebra 30 caixis a J. Krause & C.
Lavas 1 caixa a A J- Mocta Guunaies.
Livros 1 eaixo a J. W. de .M deuos, 1 a G.
L.port&C.
Louea 3 barricas a Manoel Joaquim Pereira.
Maoteiga 20 barra e 3 j mejos ao consignatario,
40 e 51 a Souza Basto, Amonio & C-, 25 e 50 a
Soares do Amaral Irma- s.
M .teriaca para cugeobo '0 vciames ao consig-
natario.
Massas alimenticias 4 caixas a Sulzer Kauff-
mann & C.
Machinas 1 caixa a A. Fouqueaux.
Mercadorius diversas 3 voluntes a Gomes de
Mallos Irmos, 3 a Eugenio G. Casco, 5 a Gui-
mares Cardoso Az C, 3 a Arfnor Desiderio, 1
a Manoel Joaquim Ribeiro iC.,4a R. do Drnzi-
na & C. 5 a H. Nuosch 4 2 a Mauoel Collaco
& C 5 a Netto, Campos & C 3 a Prente Vian-
na 4 C-. 3 a Oliveira Bas'o -t G, 3 a Guimures
Irmos & C, 5 a Aogelo Raphael & O., 3 a Maia
Sobrinho t C, la Joo Rjzerra lC.,6 Ma-
chado A Pereira, 8 a Antonio Jos Maia G 5
ord.'in, 3 a F. Petrocellc Irmos, 7 a Antonio D.
Caru-iro Vsoaa
Objectos para itiojoeiro 1 caixa a Antonio J >D
da Costa Braga, 1 a A. Labmty a C, 1 a D.vid
4 Bedel, 1 a Joo de Olveira.
Perfumaras 2 voluntes a Ferreira Martins 4 C.
Papel e tinta 3 caixas a Man el Cardoso Ayres.
Pregas 2 caixas a VV. H illilay ce C
Pspd 2 caixss a omes de Mattos Irmos, 21
ordem.
Qaeijos 12 caixas a Guncves Rosa & Fernn-
deB, 10 a Souze. Basto Amorim & C, 20 a Auto
uio Jos Scares 4 C, lia Domingos Ferreira da
Silva a C, 8 a Fernandos & Irmos, 85 ordem,
20 e 5 fardos a The^doro Chr.stansen, 1 tina
ordem, 1 a Ci'Valbo Roupa 3 eaixu a D P. Wnd & C.
Teeidos diversos 3 viumes ordem, 5 a Luiz
Autonio Sequeira, 3 a D- P WH ot C, 5 a Ro_
drignes Lima 4 C, 2 a Gonct'vis Irmios 4 G, 5
a Bernel cisco G. do Amoral & C, 2 a Francisco de acera-
do dt G, 2 a Guimares limaos 4 G, 6 a Machado
i P reir. 2 a Narciso Maia 4 C.
Vinho 0 caxas a R. de Droaiui i 1^.
Vellas 7 fardos a Deiniagos Ferreira da Sil-
va & C.
Vidro8 2 Tolumea a Scruuruiuj Daarte C^m
pes & C.
Carga Aseita d Oliveira f.O e ..xas a S.uza Basto
Ainorim 4 C.
Bagas 1 caixa a Preir P ato Si G.
Batatu 100 caixua ao oiisigiiaMii", 20 a J.
F. rj Costa, 25 a Carvalho c G, 10 a M. J. C.
Card,so, 10 a Siqueira Ferr* tt G, 20 a Esna-y
Rodrigues 4 0, 25 a Jote Fereand.s Lima C,
100 a P.iiva Valeate ft C, 150 Silva Guimaraea
os C, 90 a Domingos Fe.ncira da Suva & C, 50 a
Joo Fernandea do Aimaida, 75 a Ferr-ira Ro-
drigues i G.
Carvo .anima 15 barrios* >. laqmm -a Silva
Salgneira!.
Ceb,Ias 14 c.iixag a I. F. da Costa, 20 a J. B
de Carvalho, 50 a Paiva Vidente & C. 25 a M. J
Carlo3 Cardoso, 25 a Siqoolra Ferraz 4 C, 20 a
Goncalve Rosa 4 Feraaoftc*, _' a Guimaie^ Valeute, 26 a D.-mingos Ferreira*. da Silva & C,
100 a Silva Guimares & C 10'J a Ferreia Ro-
drigues 4 C.
lator o Sr. desembargador Buarqne Lima. Ad-
juntos os Srs. desembargadores lveo Ribeiro e
Monteiro de Andrade.Den se provimento, un-
nimemente.
PA8SAGEN8
Do Sr. eonselheiro Queiro* Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
AppellacSo crime
De Bom Conelho-Appellante o juizo, appel-
lado Antonio Leite de Siqueira Cavalcante.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargador Delfioo Cavalcante :
Appellacoes crimes
De S. JooAppellante o jui*o, appelladoi
Benjamim Baptista dos Sanies e outros.
Do CaboAppallante o juizo, appellado Fel-x
Anto.
Do Sr. desembargador Del6no Cnvalcanta ao
Sr. dstembargador Oliveira .Maeirl :
Appelaco eivel
Do ReeifeAupeilante Jute G^efauu de Madei-
roB, ppeilados a Vscondeesa do Livramento e
outros.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Appelaco crime
De Palmares\ppellaute o promotor publico,
appellado 5 rgio de Siqueira Campos.
O Sr. desembargado!' Delfino Cavalcante como
promotor da justica :.d hc deu parecer oa
Appelaco crime
De JaboatoAppellr.nte o juixo, appellado
Herculano Pereira Dia8.
Do Sr. desembargador Mor.teiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalvea :
Appellagoes civeis
Do Recile Appellante Lu ovico Gomes da
Silva, appellado Jo*quim ."Mcolo Ferreira.
Do Reeife Appellante Eduardo Alexand'e
Burle, appellados Jos Antonio Pinto e outio*.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeirj :
Appelaco commercial
Do Recife Appellante Dr. Amaro Carneiro
Bezerra Cavalcante, appellados os herdeir. s do
comaendador Francieco Accioli de GouveiaLins.
Do Sr. desembargador Pires Gonea-vcs ao Sr
desembargador Alv.s Ribeiro:
Appelaco crime
De OlindaAypellante F.ancisco Nery P.re
ra. appcllada a ju-tica.
O Sr. desembargador Pires Goncalves como pro-
curador da corda e promutor da justica interino
deu parecer nos seguinte sfeitos :
'Appellacoes crimes
D Ouricury--Appellante o promotor puiieo,
appellado Joo Alexandre de Oliveira e outros.
Do Pombal Appellante o juizo, appellado
Francisco Jos Barbosa.
Do Sr. desemburgador Tavares de Vascoucellos
ao Sr. eonselheiro Quiroz Barros :
Appellacoes crimes
Di Atalaia--Appellante o juizo, appelladj Jo-
s Plccido di Costa.
De GarauhunsAppellante o mizo, appella io
BszilioJo8 Teixeira.
De BanaueirasAppelliiUte o juizo, apprllHiln
Manoel Verissimo Mendes da Costa.
De Taquaretinga--Appellante o juiz", appella
do Jce Jouquim Ferreira Jauior.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. cesemoargaJor procui-ador
da ewda e promotor da justifa interina os seguiu-
tes feitoe :
Appellace.o crime
A| p>-llant-.; o juizo, appellado Jouquim perei-
ra da Silva.
Mandou-se devolver o juizo a qu em diligen-
cia a
Appellaeio crime
De Palmeira dos ludios-- Appellante Mauoel
Limeira du Silva, uppellada a justica.
Com vista s partes :
Appelaco civel
Da ParabybaAppelaute Joe Flix do Reg
Barros, appellado Dr. Jo: Elias de Avila L Apjjt-llago commercial
Da ;Pari.byba Appellante Paulino Aug)-lo
Rodrigue Vianna, appellado o c-orouel ClauliUj
do Reg Barros.
DISTRIBCICOES
Recursos crimes
Ao Sr. desembargiidur Monteiro de Andrade :
De BezerrosRecurrente o juizo, recorrido Jo-
s li -i-:;.i da Silva.
A) Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Villa B-dlaRecurrente o juizo, recorridas
Joanna Mana da Coueeico e Antonia Mari, das
Dores.
-o Sr desembargador Tavares de Vas^oncellos:
De Bom JardimRecorrente ojuixo, reeornuo
Joo Gri8piano de Souza.
Ao Sr. couselbeiro Qaeiroz Barros :
Da IndependenciaRecrreme o juio, recor-
rido Antonio Gomes dt Lima.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Da Indep.-ii.l. i.e...Recorrent" o Juizo, reeui-
rido Manoel Luiz Ferreira da Silva.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Da IndependenciaRecorrente o juizo, recorri-
dos Horteucio Jos de Oliveira e outros.
Ao Sr. desembargador Delfino Cavalcante :
De BezerrosReeorrente o juizo, recorrido Joo
Raymundo da Costa.
Aggravo de petico
Ao Sr. desembargador Delfino Cavalcante :
Do RecifeAggravante Joo Gualberto de An-
drade Lima, aggravado Joo Goncalves du Souza
Bototo.
Appella^des crinaes
Ao Sr. desembargad. De Gravat-Appellante Manoel Magdalena da
Costa, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Da Escada Appellante o juizo, appellado
Flonaoo Jos dos Santos.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Da Pao de AssucarAppellante o juuo, e.p-
pellado Clementino P reir da Silva.
Appelaco civel
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel:
De PalmaresAppellante Miguel Alfonso Fer-
reira, appellado Jos Abilio de Barros.
Eocerrou se a sesso s 2 e meia horas da
tarde.
E23
PliLliJiCOS A PEDIDO
Joaqun* Uastus &. v.
Os Srs. J. Bastos 4 (\, qual outr.i ceg da e=-
eriptura, procurara nao enehergar a verdade na
po:( mica a que desastradamente arrustoa-me.
A teimosia de Ss. S3. obriza me a sahir do meu
proposito do nao voltar imprenta sobre a questo
que, para bem sen, nao devera Ss. Si. tor procu-
rado.
O Sr. J. Bastos uo qnis ver harmona em meu
deprim-oto ; tomando as phrasus soladas, e nao
urnas como consequ >ncius e explieaQoas de outras,
vi-as fomente, a geito seu, conlraiictorias.
Rtflicta um pouco o Sr. J. Bastos e ver que
!'! io i disae ter-me S. S. procurado para descin-
tos de letras euppuz ser de seu aceite por nao me
ter indicad-' outra firma e garauti*.
S. S. sabe, saVui todos os camuierciantes, sabe
qocm qaer que tenlia um pouoo de b>ra seuso pra-
tieo. que (liando 1 aprest'ntant; do urna letra ex-
hibe a b deeonto, a prianra neceasidad- para a
trausaeco indiear a firma do aceite ou sea ga-
rante : mas que quando simplemente mostra a
letra e faz a iropostn, sem aqu-dla iudicaco, tor-
na-se claro qn^ o proprio portador o seu acei-
tante oa garauti lor.
Neste caso estev para commigo o Sr. J. Bastos:
upresentHarlo-me letras, sem indin-ar me as fir-
mas, me levou a en r serem de aeu proprio aceite.
No mesmo modo est a questo do Sr. J. Bastos.
entre os term< svikviraacredita par
seu nico proveto, que elles tralo uo depounenti
atinpre eom s atesmm significayao.
.Sem iostrucc) ap rf 15 iada, todos que m" eom-
uiunicam ai.b-jm qa a minia lingoagem a vul-
gar do paiz.
Q'lein m- ourir 11 1'depoimeat) b n> for o Sr.
J. lias: -s, me co oprciiea' 'r p -rfeifaineute a tra-
ducir meu peiMiin ;iitoisto que vi as le-
tras mas nao vi oa li na firmas nullas
contidas, e orine:palmeutu porqn seria demasiada
gr.Mseriii de ininha part.-. nao aceitando o de*tra-
to, sen o o Sr. J Ua-tos pirtador das letra!1, que
pelo silencio d 8 tirnms 111-i f'azi* acreditar do seu
ac ice, com ludo examinal-a* detidamente.
Seria ios > i'xeeaso da euriosidade que mereeoria
urna justa repulsa do Sr. J, Bastos.
Urna i-nrrii cireufisUocia, com o silencio do Sr.
.!. B.r-ios, me f.iz a srer do seu aceite as letras
quo me 1 presentou. e ti- queda) teoteinunlio as
ouas cartas arjaix e qoe 1* aoutr.sforam apre
sentadatt letras do aceite de S. S. p>ira descont.
Comorehendo que o Sr. J. Bastos u-o fa:ia i-ssa
qm-st) de.apreseuti.c'io e aceitede leras se
ella nao implieaase embarazos onrr'or je S.
em s u couiu' rcio.
Outiiis fmtiv .|"sta certeza tenho e i:\lnbil as-
hia tf imuha re-p ti nao e^ti ,'esse presa a man-
ti-r e defender a ver lade do depoimeuto que tanto
lu.ommodoii ao .Sr. J. Basts.
O Sr. J. Basto, ha do permittir- ne lembrr-ihe
que tanto a estas com aquellas fon tes de convie-
rjo que tenlio e a que me refiro. e ha uina refu-
tiico seria, a uao seren os trbunaes que evita,
i taivez ule o expuctro de uuia exhibifo judicial
de escrip'.a : a exhibicl) de coutas crrenles
para com S. S. das cusas dos Srs. Bernet 4 G,
Orainer Frey 4 C. e Francisco de A*'Vedo 4 G- e
outras ci"iae.oquer com as quaes S. S. tenha tido
traaaaccues, ao timpo a que aliudi em meu depoi-
ment.
S isso Sr. J. Bastes, que alias est uo aeu pro-
gramma de s tomar-me coutas pela iinpreusa e
peraute opimo publica, e i&so, digo, Sr. Jos
Bastos, fal-o-bia altaneiro.
E' de acredita.-, porm, que S. S. bem avisado
nao aceitar o alvitrc qne iembro.
No entretanto,, ahi fica o repto.
Insiste o Sr. J. Bastos a afirmar qne jamis eu
tivera conTersaco a sen respeito com ss casa*
cima indicadas : insiste apesar da demonstraco
que fiz entre as cartas dirigidas por S. S. e as rea-
postas que lhe foram dadas,demonstraco pela
qual pasaou o Sr. J. Bastos, como o gato pela
brazas.
Pois b^m : Sr. J. Bastos lea a carta infra dos
honrados commerciantes Francisco de Azevedo
4 C. e vej* se S. S. anda ter termos para retor-
quir-me ; ms atienda para o que disse em meo
depoimeuto e em meu communicado:eu disse
que aljuma e nao toda aquellas casas me inter-
rogaram sobre S. S.
Como a dos Srs. Francisco de Azevedo 4 C. en
poderia xhibir outra resposta, mas infelizmente a
pessoa que dal-a-hia, idntica, acha-se fra. Um
pedido ao Sr. J. Bastos para terminar: S. S. nao
pautare trocar o sentido gfnuino das palavraa__
assumpto reservado segundo os estytos do commer-
eiode que eu a o Srs. Azevedo 4 C. fallamos:
alteada a discnsso.
Acredito qua 8. S. n est no caso de s coaa-
prehender que s falla em gai-apa, quem escreve
mel com itrua.
Recife, 6 de Maio '.e 18S7.
Joaquim da Silva Carvalho.
N. 1
I..1.1. S. Manoel Villar Ferreira Pinto.Roio a
V. S. o favor de responderme ao p d'esta facul-
tan. :..-me o uso de sua resposta se certa ou nao
que ao t^inpo e n que V. S. foi meu empregado no
estabelecimento commercial que tive na praca da
Iodependencia presencou procirar-ine por mais
de urna vez os Srs. J. Bastos 6c. C. para deacontos
de ttulos de seu ou de outro aceite.
Sou de V. S. iecife, 4 de Maio de 1SS7.Joa-
quim da Silva Crva ho.
Illm. Sr. Joaquim da Silva Carvalho,K_-p.11-
dendendo carta de V. S. mim dirigida, tenho a
diserque, por maia de urna vez na ininha presenta,
foi V. S. procurado pelos Sra. J. Bastos 4 C, para
descontar Ibes letras; ignorando, porem, se taea
letras erum de sea aceite ou de outrem.
E' tudo quanto tenho a responder, podendo
V. S. desta uiiiiba resposta tazer uso qae Ibe
api.uver.
S.m de V S. Recife. i. de Maio d3 1487.Ma-
noel Villar Ferreira Pinto.
N\ 2
IlUo. ?r. Leoncio Ribeiro de Campos V. Fiho.
Rogo a V. S. o favor de responder-me ao p
.;,-)--. iacultaudo-me o uso de sna resposta se
certo ou uo que ao tempo eu> que V. S. foi mea
embregado no estabelecimento commercial que
tive 4 praca da Independencia presenciou precu-
rar-iue. normis de urna vez o.-; Srs. J. Bastos 4
V. para descintos de ttulos do seu ou da outro
aceite.
Son de V. S. Recife, 3 de Maio de 18:17.
Joaquim da Silva Carvalho.
Ilim. Sr. JoHq'iiin da Silva Carvalho. Em
resposta carta de V. S leuho dizer que,
quando empregado da casa com uercial, sita a
praca da Independencia, da qual era V. S. chefe,
preseueiei, por diversas vezes, ser V. S. procurado
pelos Sra. J. a. Bastos 4 C. para descontar titu-
las, ignorand", entretanto, se eeaes tituloseram de
aconte seu ou de tutro.
Pode V. S. fazer de miuha resposta o uao que
lhe apmuver.
D^: V. S. attento venerador obrizado e c.-iado.
Recife, 4de Maio du 1887.Loando Ribeiro Cam-
pos de Vaseoucelioa Fiio.
N. 3
I-lm. Sr. Mauoel -ius Paes Barretto. Rogo a
V. S- o favor de r*spooder-me ao p de=ti, facul-
taudo-me o u.-o de sua resposta, se certo ou nao
ter V. S. visto ou ouvido dizer que os Srs. J. Bas-
tos *c C. procuraram-me paia deseontos de ttu-
los de seu ou de nutro acceit.
Son de V. S. attento venerador o'origado e cra-
do. Recite, 4 de Maio de 1887. Joaquim da
Silva Carvalho.
Illm. Sr. Joaquim da Silva Carvalho.En res-
pista a carta que me iirigio V. S. a 4do correte
tenho a dizer-lhe que, por mais de urna vez ouvi
os Sr-. L oucio Campos Filho e Manuel Vilar Fer-
reir.. Pinto dizerem que, os Srs. J. Bastos 4 C.
por diversas veses pr-curaram V. S. para descon-
toa de letras. E' o que sei, podendo fazer de mi-
nha resposta o ua> que lh- eonvier.
De V. S. attento venerador e obrigado. Re-
cife, 4 de Maio de 1887,-Manoei Lins Paea Bar-
reto.
N. 4
Iilm. Sr. Jote Alves Rodrigues.Rogo a V. S.
o favor de responder-me ao p d'esta se certo
ou nao que por seu intermedio me foi apresen'ada
Coininhos 18 saceos a Silva Guimaiaca & C, 1
a Joaquim Felippe 4 Asmar.
Cal 50 barricas a Tavares de Mello Geuro
Si c.
Cabos 7 volumes a Jos Alves da Silva Saut06.
Gevada 15 barricas a Costa Lima & C.
Erva-doce 15 saceos a Silva Guimares 4 C, 1
a Joaquim Felippe 4 Aguiar.
Estatua de pedra L a Companhia de Bebe-
ribo.
Farelo 200 saceos a Souza Basto Amorim &
C, 200 a Paiva Valeate 4 C.
Livros 1 caixa a G. Laport 4t C, 1 a A 1 r
Santos-
Papel 3 caixas 1 r iem.
Passas 2 cuimj-.-s a Ferreira Rodrigues & C
Qaadros 1 csixa a Serafina Maia.
Rolhas 5 meios saceos a Joaquim Fcppe &
Atruiar.
Sardiubas 20 caixas a J-o Fernandcs de Al-
meida.
Tottcnho 5 barricas a Ferreira Rodrigues 4
C, 5 a Jos Fernn lea Laura 4 C.
Vinagre 2 pipas e 10(5 a Alheiro Oiiveiri .t
C-, 4 e 20|5 a Souza Basto Amorim C, 10 cai-
xas h Domingos Giuz 4 C.
Vinho 6 pipas e :0|5 a Joaquio da Silva Gir-
neiru, 2 e e 6,6 e IOjIO -i Antonio de Ohvira
Maia, 5 15|5 e 16|8 a Maia 4 Rodrigues ( 111
transito para Macei), 40(5 e 30il0 a S mza BaIo
Amorim 4 C, 30|5 a Francisco Ribeiio tinto
Guimares t C., 510 a Joaquim da Silva Sul-
gueiral, 60 barris a Fernandes da Costa & G 10
a Joaquim Felippe & Aguiar, 20|5, 0|10 a 20 eui-
x as a Domingos Alves Matheus, 5,5 a Mauoel J.
A. Ribeiro & C, a0 caixas a Domingos Cruz 4
O., 40 ditas a Silva Guimaics 4 G.
Exportaco
BECIPE 5 DE ABRIL DB 1887
Para o exterior
Nao houve despacho.
Para o interior
So patacho nacional Ta6ora, carregnu :
Para Pelotas, A. Baha 10 pipas eom 4,800 lit.-os
de agurdente.
Na patacho nacional Padre Cacique, carre-
garam :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro & C. 6 caixas
com vinho de caj.
= No vapor nacional Aymor, carregaram :
Para Porto Alegre, P. arneiro & C 100 caceos
com 7.503 kilos de assucar branco e 250 dicos com
18,750 ditos de dito mascavado.
Para o Rio Grande do Sul, Burle : lites com 3,750 ditos de dito mascavado.
So vapor americano inance, carregou :
Para o Rio de Janeiro, y da Silveira 1,500
saceos com 10,000 kilos de assucar mascavado.
= ro vapor frunce* Ville de Macei, carrega
ram :
Para Santos, S. Guimares 4 C. 50 accis com
3,474 kilos de aigodo.
- No vapor nacional Para, carregou :
Para Manos, H Oliveira 40 barris com 3,840
litros de agurdente e 50 saceos com 3,750 kilos
de assucar branco.
No vapor uacional Ipojuca, carregou :
Para Aracaty, J. M- Das 1 eaixo com341[2
kilos de rap.
= Na barcaca Phcnix, carregou :
Para Parabyba, F. da Silva Braga 1 barril com
98 litros de agurdente.
Navio* carca
Barca noruegueuse Qlitner, Rull.
Lugar norueguense Han Tode, Montevideo.
Lugar ingles May, Hull.
Patacho allomas Cato, Ra Grande do Sal.
Patacho naeional Padre Cacique, Rio Grande
do Sul.
Vapor nacional 5. Francisco, portos do su!.
>avtus u uewcarga
Barca nacioual Mimosa, xarque.
Barca norueguense or, vanos gneros.
Lgur ingles Stella, bacalho.
Lar imrlez Ulsler, bacalho.
Patacho ioglez Calillen, bacalho.
Patacho nacioual joven Crrela, xarque.
Patacho naeional Rival, xarqne.
Patacho nacional Andaban, xarque.
Vapor france* Ville de MaeeU, varios gneros.
Vapor nacional Guahy, varios gneros.
Vapor ingles Frutera, carvo.
Ulnhelro
O va per nacional Ivojuca levoa para :
Natal 684*480
Mossoi 38:000*000
O vapor nacional Guahy trouxe :
De Mucei para :
Francisco J. Pereira da Costa 400*000
Martins Fiuza 4 C. 2eO000
D Peueio para :
J. A. Jacome 50O50O0
De Araeaj para :
Maia 4 Resende 1:0j0j00
Da Estancia para :
Dr. M. Araujo 600*000
10 talhos a 22
5 ditos a 1*
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos al*
Ocve ter sido arrecadada neste dia
a quautia de
Rendimento dos dias 1 a 5
Foi arrecadado lquido et hoje
Procos do dia :
Carue verde a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 res idem.
Sainos de 560 a 640 ris idem.
farinha de 200 a 240 'is a cuia.
Milho de 240 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1*000 idem.
20*000
5*000
54*000
205*440
1:000*020
1:205*460
Rend meatos pblicos
MKZ DB ABRIL
Alfandega
Renda eral :
Oe 2 a 5
dem e 6
131:301*230
22:30U087
Renda provincial :
De 2 a 5 13:34H719
dem de 6
Oe 2 a 5
dem oe 6
Oe 2 a 5
Idi^m do 6
"e 2 a 5
Ide cat 6
6.01U1G1
Recebedoria
'intua-do t.'joxnsiai
Recite Draiitage
156;602317
19.352*880
175-955*197
8:283*485
1:214*535
9:49802
2.581*475
589703
3:091*178
482*430
154*395
636*825
Hercado Municipal de <
O movimeuto deste Mercado no dia 6
foi o seguinte:
Entraram :
28 bois pesando 5,143 kos, sendo de
ra Castro, 22 ditos de 1 qualidado
tos particulares.
1012 kilos de pene a 20 ris
66 -nrgas de farinha a 200 ris
10 uitas de fructas diversas a 300 rs.
7 taboleiros 200 ris
12 Sainos u 200 ris
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris
22 compartimeutos de farinha a
500 r:s.
22 ditos de comida a 500 ris
80 ditos de legantes a 400 ris
16 ditos de suino a 700 ris
11 ditos de fresBuras a 600 ris
de Maio
Olivei-
e 6 di-
20*240
13*200
3*000
1*400
2*400
14*400
11*000
11*000
38*000
11*200'
6*600'
Haiadooro Publico
Foram abatidas uo Matadouro da Cabanga 85
rezes para o cousumo do dia 5 de Maio.
Sendo: 69 rezes pertencentea Oliveira Castro,
S C, e 16 a diversos.
Vapore* e navio* esperados
VAPORES
Parado sal hoje.
Gold Halldo sul amanh.
Cotopaxida Europa amanh.
Szchnyide Fiume a 10.
Mondegodu Europa a 11.
Pernambucodo norte a 13.
Marinerde Liverpool a 13
Trcntda Europa a 14.
Argentinade Hamburgo a 16.
Espirito Santodo sul a 17.
Nileda Europa 17.
Lissabonde Hnmburgo a 17.
Ville de Maranhodo sul & 18.
Bkarreuyde Trieste a 18.
CearJo norte a 23.
Tagu3da Europa a 24.
Alliancado norte a 24.
TVrezinade New-York a 24.
Manosdo sul a 27.
NAVIOS
Amandade Hamburgo.
Apotbeker Dirs&nde Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardiff.
Anne Catharineda Baha.
Anue Charlottedo Rio Grandevo Sul.
Bernardus Godl6Wus do Rio Grande do SuL
Carolina do Rio Grande do Sul.
Diudado Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio rande do Sal.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sul.
Elysado Porto.
Favoritade Santos.
Guadianade Lisboa.
Jolanthede Santos.
Hoviinento do porto
Navio entrado no dia 6
New-Yoik e escola19 lj2 das, vapor
americano Finance. de 1919 toneladas,
commandante E. C. Bakir, equipagem
61, carga varios gneros; a Henry tors-
ter' & C.
Observagao
Suspendeu do Lamerlo para West In-
dios a barca iogleza Wliam Qordon. ca-
pito E. Crooby, em lastro.
Procedente do Rio Grande do Sul, fnn-
deou no LamarSo o brigue nacional Pho*
rao, o qual nao commanicou com a trra.

'


Diario de PernarabueoSabbado 7 de Maio de 1887
S



i <
k

para descont uma lettra do accete da J. Bastos j
& C. e i8so h que tempo.
Pe^ permisso par ufar de sua /^fP^ti.
Sou do V. 8. Recita 3 da Maio del387.Joa
quim da Suva Carvalho.
Illm. Sr. Joaqaim da Silva Carvalho.E n reg-
posta carta aupra da V, S. tobo a dizer-ihe
qae verdade tcf sido posnuidor d'moa letra ac-
ceite da i. Batios c C. acc*d por Alfredo Ro
driguea C, em Marc-o de 1881. Nj me record
porein se alguina vez ih'a otlureci a descont, o
que i bem possivel.
Pode V. S. utilisar-se da miaba respoola ca
lbe aprouver.
De V. S. altento criado e inulto venerador. Re-
cife, 4 de Maio de 1887.Jos Alves Rodrigues.
N.
U.'ins. era. Francisco de Azev.io & C.Peco
Vv. Ss. o avor J i resoooder-m ao p desta se
tive ou uio oceusio de ser p.-rguntado por Vv,
Ss. s^breoestadi comnercial do J. liaatos O. <
em assumpto reservado, nos estyhs do commercio,
pennittin io-me Vv. Sa. uso conveniente de sua
resposta. .__
Soa do Vv. Ss. Reeifa, i da Maio de 1837.
Joaqaim da Silva Carvalho.
Illm. Sr. Joaquiui 3a Sv* C.r .-albo.Cumpl-
aos o dever de responder perguota feita ein sua
carta silera pela affirm.liva, podendo V. S. fazer
uso desta como pede.
Somos de V. S. migos attoutos e criados. Ke-
cife, 4 do Maio de 18S7.Francisco do Asevedo
& C
(Estavam rceonhecidaa todas ai firmas )
Faciildade de Direito
Acha-se funouiouaudo deaJs o principio da cor-
rete uji-z, en urna das salas o* penso do Dr.
Asstnco Maseareahaa, ra da Impcratria n. 15,
segumio andar, uiediaute a mdica rcribuico de
8f(X)J Dteuaaee, um curso das disciplinad da 1 e-
rie jurdica, sob a direeca o 3 anui&U de direi-
to, Jos Mai-hudo do Oliveira, cajas habilitaco s
sao provudas pelos nttescados secuintes, que ob-
teve de seus resoectivos lente* :
I
Atiesto que o auppcante uji estudante de
superior inteligencia e de applic :co exemplar, e
que milito tu piovei'ado de bous assiduos 6tu-
dos. "ifi>, 6 de Abril de 1=87.Dr. Joao
Silveira de Scura.
II
Atiesto que o BUppcuute tvi un dos estuiantcs
mais dit'.tuctos do Io huuo, eotno se venfieou pelo
resultado do respectivo acto; pelo que o julpo as
condi{oes e oom .- habiUcSe necessarins para o
que prupde.Recite, 26 de Abril de 1887.-
Dr. Joo Jos Piulo Jo..i >r.
III
Atteato que 0 aup;>lieaute um do mocos mais
habilitados que coubeco e um de.s mais distinctoe
alumnos da FculdaUe; pe.o que reputo-o muito
capaz de dar cabal desenvolTiineuto s materias
que oonstituem a Ia serie jurdica. Recife, 29 de
Abril de 1887.r. J. J. eabra.
IV
Atteato que o supplicante teo habilitad-oes com-
pletas para o fim que 8" propo-. Recite, 27 de
Abril do 18b7.I?r. A G. Meira de Vaseoncrllos.
Compaahla do Beberlbc
Couimunua-se ao3Srs. subscriptores das
novas ac5e8 torem silo tomadas todas as
3,000 acjSee, pelo quo vai-se procoder ao
emopri-Deno das lbnualida tes legaba para
que em tempo opportuao Ibes seja:o entre-
gues os novos ttulos.
' fe-Hrife, 6 re M-io de 1887.
Jos Eustaquio Ferreir Jacobina,
Diroctor seerotario.
Cabera* formasas e elesanieNi
se?
Ujia rioa e rcsplandecente C/tbelladura pde-se
enm toda a raza) ihamsr formosa ; pois poacae
obras da natureza pjssuem to t;r.inde poder itt-
tr^fivo e tncaucoe.
Xo entanro oa lustrosi bigode retrocido ou
urnas bingttiiichs suiciu, nao deis ;m de inuitas ve
zes sercm irresistiveis; porm urna elegante e
formosa eabec* de mulher cor ida de abundantes
e magnificas iraucis um dos eueantos mais exquisitos que i)eus de-
paren hj.n.iaid-ido.
Para eonaeiTat esti b lUza quando existe c ob-
tel-a quando falta; a mclbor de tudas 88 pr p.ira-
reo-3 em u-o h-je em da, por sem duvida Igu-
m i o Tnico Oriental. A ba extraer/Jo enorm; ao
par do eeu continuado e pregressivo augmento de
anuo em anuo, prova p .'sitiv.i, quu o mundo
peusa d-^<4ta mesma rma.
Ene ntra se venda em todas as pbarmncias e
drogara.
Agentes ein P.rnambaoo, Henry Forster & C,
ra jo Oom-T.ercip n, 8.
Agradec ment
Os ahaixo sesignpdos, g'. nro e filba da Huada
D. Cnroiiua Theaxd Loik-s oe Seaua, fallecida an-
te bootom, netta capital, voein sumuiamente pe-
Dboranos agradecer s pessoas que dignirc^-se
visita!-a no decurso <;m que uguardou ella o leito,
usiim como nos cavalbeiros qoa dignaram-ae
acompanbal a ao seu enterro.
A Codos o seu reeoahoeiincuto.
Recife, de Mato di 1387.
Antonio Soares Feruundes de Oliveira.
Corloliua Lsane Sonrcs de Oliveira.
(asKsoa&saaas:
A' H. Exc o *'. Proaldenle Ja Pro
iiuna c Dr. Inupeciur ta luntru
cw Publica.
Quando V. Bsc envi ta todos os estor-
bos pra ecooomisar os dinheiros da pro-
vincia, nao deve de forma alguma conti-
nuar o tul' rar que em S. Benedicto func-
cione uma cadc.ira do 3'xo masculino regi-
da tu nomine por Manoel de Siqueir
Pussos Sobriah, qu^ nSo cuida da suas
obriga<,"0.:8, a ponto de pussar o tempo
que devia estar ensinaudo nu escola, a jo-
"r no balco de sua loia na casa de sua
resideucia quo li^a fronteira casa da es-
cola, que nos dias de maior froqueocia
poder contar cinoo ou seis alumnos !
Parce; incrvel, que a pou'ja distancia
da capital so d o abusos deatee Mas,
como nao ha de ser assim, 66 o delegado
litterario o seu proprio pai Francisc de
Siqueira Pssos, e o substituto legal do
promotor do Paucllas; irora a sei leguas
do local do, escola !
Sao arrarijos, masque nao deisatn de
ser abusos !
Aiuda agora o Sr. professor acba-se aqui
passeiaado, com ahandono e prejuizo do
ensino, o que d-so constantemente, pois
vive aqui, passeiando.
O que j deueria ter denunciado.
S'adre Amaro los de Oliada
llarcellos
Oia 11 de Malo de I 88?
Secundo aimniversario do seo paesamento.
Ore por soa nlirt,
ao menos u!g-.m levita que foi seu amigo.
Colbram se missas na S, S. Pedro Martyr,
.til. s, S. Praneiaeo, Seminarioe S. Beato, to-
M
l.ia as G b ras da maubil do indcndo oia.
Saudade de seus pais.
t
t
\cn.a
A MEMORIA no )LLM. SR. COMMESDADOR
JOS PEDRO DAS HEVES, SO 7o DU DO
SEU INFAUSTO FALLECIMKNTO
Pungente condic2o da humanidade !...
Sempre suj-ita dura contingencia
Da acerba lei fatal '. .
Nascer A vida passa como um snnho I...
Morrer Desfaz-3e a nuvem seductora
Do mgico ideal l
Eib roeio de risonbas esperancas
J doe placidos sonbos da ventura
Que me vera alentar,
Vem sfinpre surprenJer-oos, impiedosa
Esta sombra implacavel dos sepulohros
Nossos das fiudar !. ..
Que vale, pois, lutcr pelo trabalho ?.. .
O que valem as glorias do talento,
E os planos d'ambicao?...
A purpurea dos reis e os andrajos
De misero plebeu... tudo se iguala
Aqni, no inesina chao I. ..
DedicacSes, affeetos, sympathias,
Os desvelos de um pai, temos cariobos.
De maternal amor,
Extremos de aroisade, os ineus sagrados
Leos u'almi, por m, tudo, n- campa
Recluz se a pranto e uGr!...
NSo ha da em que as lagrimas saudosas
De parentea e amigos, no deslisem,
Regando os mausoleos !.. .
Dura pouco o sorriso da ventura
E o manto seductor da t'HcHade
Se tro.-a em negros veos !...
Tombaste, emfim, tambem, amigo e pagas
O lgubre tributo a que sujeitos
Estamos todos nos!
A saudade ncss'alma dilcer,
E o pranto, que dorido n>s sutfoca
Embarga-nos a voz!...
Dorrae cm paz, lutadorl... Immensa perda
Foi p-ra a eociedade e p ra quantcs
Sabiam teu valor!...
A certeza, porem, de que recebes
De D;us o premio, em meio a sua Gloria,
Mitiga nos a dor I...
V.
ll UUU1UU JJWil'
ttedlco. parfelro e operador
Rdudencia ra Bardo da Victoria n. 15, 1- anda?
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
Da consultas das 11 horas de, m*nba s 2 di-
tara?.
Atiendo para ?s chamados a qualqner hori
telephone n. 449.
Tenente-coronel tuatrlclisio de
Cantro S Barrel
(CIRCULAR)
Palmares, 25 do Abril de 1887
Illm Sr
0 partido conservador de Palinires. quereudo
dar nin testemunho de saudade, r^giao e amisa-
de o sen semore Irmh.-ado ch fe o tenentc-eoro-
uel Aostrielino de Castro 8 Birreto, que foi tao
grande ein suas dedienves, quanto infeliz era sua
carreim de homem poltico, reeolveu fazer o seu
fnnenil, que lera lugar ao oia 24 de M*io, iO0 dia
de eeu p;iosa:nent, na matria deesa cidade, e para
istu nofiieou en commissd os abaixo astignados,
que Be dirigindo a V. S., pedem, nao s.e seu com-
pirecim.-iito como amigo que foi do finado, como
ainda um obulo para ajud-il-os na realisucSo des-
ti "bra de caridde, leligiio, saudade e amisade.
Os abaixo assignados, sao com o devido respei-
to de V. S. amigos attenci eos, veneradores e cria-
dor.
Fiel de Torres Grnngeiro.
Joaquim Lop? da Siveira.
Joo Flix Pereira.
Urcino Teixeira de Barros.
Adolpho Firmo de Oliveira.
Jos Prente Oliveira Firmo.
Jonquim Augusto Xavier da Maia.
Instituto UMerarlo Ollndense
Domingo, 8 do corrate, s 10 horas da inaoha,
baver sesso de Conselho.
Secretaria do Instituto Litterario Olindense, 5
de Maio do 1887.O Io secretario, Samuel de
Lama Botelho.
Corroo geral
Eiame para o provlmento de qaa-
Iro lugares de pratioanle
Foco publico que at o dia 16 de Maio prximo
fotura acha se abirta nests admioistriico a us
cnpco para o exame dos candidatos quatro va-
gas de praticautes, devendo o exime com-car no
dia 18 do dito mes, s 11 horas da manh.
As materias, sobre ua qnaea versar o exame,
sao : exercicio de ealigrapba e orthograpbia, ari-
thmetioa elimectar, comprebendendoo uso dosys-
teraa mtrico e uocoes geraes de geographit.
O eonhecimento das linguas cstrangeirns cara
direito a preferencia,
Para aerem aimittiJos inecripcao, devero 68
pieteudcntes provar com certido que nao tem
menos de 18 nem mais de 30 annos de idad-, e
presentar certificado medico do boa sado e
qu-.esquer outros documentis que o abonera.
Administracao dos correios de Peroambuco, 22
de Abril de 1887.
O administrador,
A Sonso do Reg Barros.
0 London & Bra-
zilian Bank Limited,
avisa ao respcitavcl
publico e torpe com-
m^rcial d'esta pra^a,
que o Sr. Pedro Xolas-
co Saraiva, do dia 1.
do corrale em fiante,
deixa de ser empre-
gado do referido esta-
bdecimento.
Redfe,.delHaiode{887-
W. A. Bilion,
Gerente
Conferencias abolicionistas
AJterCfrrR- confpreuc'4 ra reahsada no thea-
tro das Variedades no domingo 8 do correte ao
meio dia, oceupando a tribuna o Sr. ac-demico
Nilo Pessanha.
Seguir-se-ha uma parte reereativa confiada a
diatinetos aitistas que graciesamento se cncarre-
gam de preenchel-a.
Essa conferencia dedicada aos abolicionistas
da corporacao acadmica e a Scciedude Peruam
bocana Contra a Eacruvidao conta com o concurso
d'ossa Ilustrada classe.
As eommisses do costume estaro as entradas
exteriores para arreoadar os de nativos que sejam
fetos em beneficio doe esoravos.
O 1. secretario,
_________ B. Cttmeiro.
Venerave confraria de Santali-
ta de Cassia
Elelcao
Nao tendo-se rcalisado uo dia I do correte a
eleicao do consrlho administrativo para o anno
compromissal de 1887-1S88, po.- motivos impre-
vistos, de ordem do conseibo administrativo con-
vido a todos os nossos carissimos irmos para
assislirem a missa votiva, pelas 9 horas da manha
de domingo 8 do corrente, e em seguida proceder-
so a i'leicao do dita conselho administrativo, eomo
determina o nosso compromisso.
Consistorio da venerave confraria de Santa
Rita de Cassia, 4 de Maio de 1887.
O secretario interino,
Maooel Bandeira Filho.
Estrada de ferro do Ribeiro ao
De ordem da directora sao chamad w os Si s.
accionistas desta empresa, para no prxzo de 60
das, a contarde hoje, recolherem ao London &
Brasiliau Bank, a 5> entrada de 10 00 de suas
accOes, nos ter nos do rt. 9 2o dos estatutos.
Recife, 9 de Marco de 1887
O secretario,
_________ Jos Bellarmino Pereira de Mello
HEATRCT
Nauta Casa de Iliserieordia do
Recife
A Illma. junta administrativa da Santa Gasa
de Misericordia do Recife, convida aos prente e
amigos d* fallecido commendsdor Elias Baptista
la Silva, bemfeitor da ic-HDa san'a casa, para
assistirem a missa de rquiem, cantada pelas edu-
candas aa casa dos expostos, que pelas 8 horas
da manh do dia 10 do correiite, 4o anniversario
do i asamento daquelle bemfeitor, manda cele-
brar na igreja do Paraso.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 7 de Maio de 1887.
O escrivo,
_____________Pedro Rodrigues de Souza.
DA
FESTA ARTSTICA
ACTRIZ PKKSAMBCCANA
0111 SI
Honrado com a preaenya do Exin. rr. pre-
sidente da provincia
Sabbado, 7 do crreme
Depois que a orch stra executar nma linda ou-
vertura, subir scena, pela primeira vez, o ex-
cellente drama laureado dramatrrgo brasciro J. C. da Silveira
Carvalho, intitulado :

EoyalMailSlaiPacMCemaiiF
Vapor oxtraerdinario
O vapor Nile
De 3,039 toneladas de registro
Subir do porto do Rio
de Janeiro no dia 1 de
Junho prximo com es-
cal para Baha e Per-
nambuco, seguiodo depois de pouaa demo
ra com malas e pa&Si.geiros para
LISBOA E SOUTHAMPTON
Desde j recebe-se encommendas part,
camarotes na
AGENCIA
Ra do oininereio u. 3
1 andar
Adamson Howie 4 C.
AGENTES
C01PAM
0 paquete Mondego
Asseiabla geral extraordinaria
A diiectoria da estrada de ferro de Ribeiro ho
Bonito codvida aos Srs. accionistas, se reunirem
em asseoobla geral extraordinaria, no dia 12 de
Muio prximo, s 11 horas da manha, n> 1- and ir
do predio n. 73 praca de Pedro II, par.i o fim
de deliberaren! aobre a parte do augmento do ca-
p tal que est realisado e resslver acerca do mo-
dificaco dos estatutos.
Recife, 26 de Abril de 1887.
O secretario,
Jos' Bellarminc Pereira de Mello.
Estra de Ferro ni FhhiIiico
ilo Becifo ao S. Francisco
Club Concordia
ES
Aosserordentliche Hauptvcrsammluog
Samsthg den 7 Mai 1887.
Traktanden :
Aufnahme neuer MitgliodT.
Wahleines Vice-Praesidenteu.
Das directorium.
Capitauia do porto
Da ordem do Exm. Sr. capito do porto, fi,eo
publico, para o< devidos fins, que acha-se depo-
sitada uadca J'este Arsenal, urna laucha que foi
aprehendida na fortaleea do Brum.
O respectivo proprietario ter o praso de 8 dias,
contados da presente data, para justificar o seu
direito de propriedade, e nao o fnzendo ser a res-
pectiva lancha desmanchada.
Cipit'.uia do porto de Pernarabueo. 5 de Maio
de 1887. O secretario, Antonio da Silva Aze-
vedo.
" IRMASDADE
Declarado
A dirrcto'ia da Associaco Ccmmercial Bene-
ficente previne a quem ititoreesar posas, que em
a sitia' sesoao celebrada no edificio da Asso-
emeo Cominereial, foi aporovado a segninte pro-
posta aprese.i tada pelo socio Sr. commendador
Manoel Jos da Silva Guimarea :
Que fique a directora da Assoc.acao Comnier-
cial Beneficente antoriaida a fnser a ob--a que o
predio necessita, brodo uma conta especial e
permanente no li\ros da Associaco.
Qae seja tirado da receita ordinaria a impor-
tancia preema para a referida obra, e caso nao
chegue linear mo do tundo de beneficencia da
Asscciace. Para eonhecimento de todos 03 in-
ter-ssados feita a preeeote rleclarar;So .
Eieife, 26 de Abril de 1887.
Jos Mara de Andrade,
V-ce-presidente.
Joaquim Alves da Fon=eca,
Secretario.
Medico
Dr. Silva Ferreir, de volta de sua viag,m
Eurep., ecm pratica nos hospitacs de Paris, Vi-
eona e Londres, onde dedicou-se a estudos de
partos, molestias de senboras e ds pelle, i.ftereee
ua si'cs servicos mdicos ao respcitavel publico
desta capital e ora d'ella, pod no seu consultoriora da Cadeia n. 53, de 1 s
3 horas da tarde, ou em sua residencia tmpora-
ri aPon te d'Uc-La 55.
EDITES
O r. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Rzcije e
sen termo, capital da provincia de Per
nambuco, por S, M. imperial e constitu-
cional, o Sr. D. Pedro II, a quem Deus
guarde, etc.
i'aco ssb-r aos que o presente edital virem, po
deile notlciH tiverem, que na audl ncia deste ju;zo
do da 7 de Maio do correte auno ir praca
por venda, a qaein mais der e raa ecr, o bem constaste da avaliacSo, do theor se-
guinte :
Um sobrado de nm andar e sota. si-'o roa do Leo
Cordado n. 6, na freguezia da Hoa Vista, mediado
de frente 5 metros e 45 centmetros e de compri-
mento 15 metros e 85 centmetros, com dms por-
tas e uma janulli no audar terreo, servind > uma
das portas de entrada para o andar superior, con-
reado dite andar terreo duas salas, tres quartos,
coz.nha fra, quintal murado, quarto par bauhos
c galinheiro de pedra e cal com grade de ferro e
diversos aleg'eteg para flores ; no andar superior
tres portas de frente e varanda de ferro, duas a-
Ia6, dous q,nxi't' grande salao e um quarto, avallado em 7:C00j.
E assim ser o bem supra descripto ariemata-
do por venda a quem mais der e maior lance offe-
recer, para pagamento d principal, juros e cus-
tas da execucilo de sentenca cive de ac^ao hj po-
thecaria que promove o Bario d > Lioioeiro contra
Vicente de Paula O'ivera Villas Boas.
E nao havendo Locador que cubra o preco da
avaaco, ser o dito bem adjudicado na torma
da le.
E para que chegue a noticia a toio, mandei
pr ssar o presente edital, que ser aflixido no lu-
gir do costumo e publicado pela impreusa.
Dudo e pastado acota cidade do recife, aos 26
das do mez de Marco de 1887.
El, Feiicisairno de Azevedo Mello, escrivo, fiz
cscrever e etibscrevo.
Joi.quim da Costa Ribeiro.
M^^BHBMI
D vino Espirito Santo do Recife
Coanellio Oacal
Consulta
De conformidade com o art. 68 da noeso com-
promisso, convido aos carissimos irmos ex-juizes
c bemfeitores comparecerem em o nosso consis-
torio, domingo 8 do corrente, oelas 11 boras do
dia, afim de reunidos, dure, o cumprunento (ao
disposto na 2 parte do art. 83 do mesmo compro-
misso
Consistorio da irmnndade do Divino Espirito
Santo do Recite, aos 5 de Maio de 1887.
O procurador geral,
Paulo Jos Alves.
Thesouraria de Fa-
zenda
Substitaicao de notas
Para eonhecimento do publico se declara que as
notas do Thesouro de 24000 da 5a estampa, ~>(
da 7* e 10 da 6* serio substituidas nesta repar-
ticao at o fim do mez de Junbo vindouro com o
descont de 2 0/0, o quil ser elevado a 4 0/0, a
contar do 1 de Julho a 30 (! Set r-nte xnoo, na forma do disposto no art. 13 da
lei n. 3313 de 1886.
Thesouraria de Fazenda de Pcrnambuco. 5 de
Maio de 1887 O secrecario,
Luiz Emygdio P. da Camnrs,
S, Gonzalo dAmaranlhe em San-
to Amaro das Salinas
A commiseao encarregada da festa de S Gon-
e-ilo d'Amaranthe, que se venera na capella de
Santo Amaro das Salinas, previne ao3 fiis que
se dignaram aceitar cartas para a dita testa, que
uo domingo H do corrente, sshir a receber as
esportulus, afim de fazerem a festa com a maior
broviiade poseivel. -O 1* secretario,
Pedro Antunes Ferreira.
Arsenal de Hariuha
De ordem do Exm. Sr. ehete de diviso Jos
Maaoel Picaneo da Costa, inspector deste arseBal
e capito do porto desta provincia, convido aos
senbores abaixo mencionados, para no praso de
tres dias, contados da presente dita, comparece-
rem na secretaria desta inspeceo, afim de assig-
nurem os contratos do conselho de compras das
sessoes de 25 e 98 de Abril prximo findo :
Jos dos Santos O.veira.
Joaquim Alves da Silva Santo?.
Beltro & Costa.
Francisco Maneel di Silva & C.
Antonio Duarte do Figueircdo.
Santos Lopes & C,
Joo Rodrigues de Moura.
Manoel Joaquim Alves da Costa.
Maia e Silva & C.
Jos Rufino Climaco da Silva.
Joanna Puna Porto Machado.
Secretaria da inspoccSo do Arsenal de Mnriaha
de Ptrnambuco, 6 de Maio de 1887.
O secretario,
Antonio da i?ilva Azevedo.
Correio geral
Malas a expedir-te hoje
Pelo vapor fm.ncez Vil'e de Macei. esta admi-
nistraco expede malas para os porros da Babia
e Kio de Janeiro, recebendo impressos e objectos
a registrar at 12 horas do dia, e cartas ordinarias
at hora da tai de, ou 1 1/2 com porte dnplo .
Administraco dos correios de Peraambu X-, 7
Je Maio de 1837.-0 administrador,
Alfonso do Reg Barre*.
Propost* para fonn < inn-nio de 3600
lonelodas de carvo de pedra
Esta companhia receb-o propottas para o forne-
cimento de 3600 toneladas de carvo de pedra por
tempo de um anuo, mediaute as seguintes condi
coes :
1 O carvilo dever ser de algumn das esoecies
conhccid.s por Cory Aberdate M rtbyr, Penri-
kib r, Nixons Navigation, Ooeao Merthyr r.u In
soles Mertbyr Smoketess S'eam Coal, primeira
qualidade e doable screenod, provada com certifi-
cado da mina, o qual em cada curga do navio de-
ver ser apresentado ao superintendente da com-
panhia.
2 A despesa de descsrregir o carvao do navio
e todas ts outras da alfandega etc., serao por conta
do contactante at a entrega no caes da com-
panhia, onde o oarvo ser tirado das alvareugas
pela companhia e pesado ne trapiche em Cinco
Pontas, facilitando-se ao contactante todos os
meioa de por si ou possoa de sua confiaoca inspec-
cionar e couferir o peso, o qunl ser aceito como
defiuitivo p>r ambas as partes, nao sendo depois
atlendida pela companhi reclamaco alguma.
3a 300 toneladas de carvao pelo meuos sero
mensalmente entregues em Cinco Pontai ; mus se
por conveniencia propria qmzer o cootractante en-
tregar maior quantilade, a companhia snjeira-se a
re'iebel-a, comtanto que uo seja upresentida para
pugamento uma conta mensal de mais de 300 tone-
ladas durante o tempo do contracto.
4a O contractantu dever obrig.ir-sc ao pag-
meuto de uma multa de l.OOOj por todo e qual-
qner mez em que deixar de foruecer a quautidade
estipulada de 300 toueladas, assim como se tr rr-
conhecido que o carreg^mento cu parte delle nao
de algumi das qualidudes mencionadas na Ia
deseas condicocs.
6a As pr -posto para este contracto dever i es
tipnlar o preco da tonelada de carvao em dinbeiro
sterlino, o qual para realisar-se o pagamento de
c-ida conta mensal ser redundo a lJ/.XXlao cam-
bio da cotaco das transaceoes do 1! .oeo o tempo
da partida do paquete da Real Mala, que passar
para a Inglaterra a 29 mais ou meaos do mesmo
mez da coota.
6* O coutraeto entrar em vigor no 1 de Sc-
tembro prximo vindouro e o primeiro supprimento
dever ser feito puro o referido uicz.
7a Ser lavrado um termo de contracto baseado
uas condicocs cima estipuladas, o qual ser as-
signado por atiib'.B as partes.
8a As piopostas devero ser lacradas e remetti-
das ao superintendente da companhia no Cabo
antes io dia 31 de Julho prximo futuro, no qual
tero de ser ellas ab-rtas no escriptoro do mesmo.
A companhia declara quo de modo algum fica
por este motivo obrigada a aceitar a proposta mais
barata ou qualquer das que lhe forero aposen-
tadas.
Escriptorio da superintendencia, Cabo 6 de
Maio de 1887.
Wells Hood,
Su pe intendente.
escripto especialmente para a beneficiada e a ella
gentil e generosamente iedicado, no quU tomam
parte : a Beneficiada e a distincta actriz Edelvira
Lima e os aetores Coimbra Jnior, Lyra, Ma-
nhonca, Teixeira e, por especial obsequio, a gentil
amadora Flora Silva, outrus artistas e hubeis ama-
dores.
Pura terminar o espectculo, subir seena pela
primeira vez o segundo acto do drama martimo de
grande espectculo, escripto pelo mesmo drama-
turgo Silveira aivalho, com a ccllaboraco deum
persouagem pernambueano, a proposito da horri-
vel catastropbe de 24 de Maio, intitulado :
TfiABALHO E DEDIGQO
ouos
NUFRAGOS DO BAHA
no qual si deixa ver ao espectador o convz do
vapor Balda, em viugem, seu comrrandante, in-
mediato, pratico Marianuo de Souz*. Cacaceoo,
Joaquim, padre Jos Bernardo, cga e passagei
ros, a terrivel occasio do choque com o Pirapa-
ma, seu aaufrigio por su'omerso, nufragos em
luta as nndi.3.
A Beneficiada recitar a poesia do festejado
poeta Belisario Pernambuco, eacripta expressa-
meufe para a oceasiio, intitulada :
Naufragio do vapor Baha
A scenograpbia do convz do vapor Baha o do
mar, especial favor do distincto scenographo
peruarabucano Dr. Carneiro Villela.
Ao terminar o drama e emquanto se prepara a
scena do naufragio, a Beneficiada ir aos camaro-
tes cumpri.neniar e agradecer aoa sous convida-
dos, podendo as pessoas que aeeitarem os demais
convites deixar suas esportulas em enveloppes,
com os respectivos noines, na bilheteria do the..-
tro, pelo que antecipa desde ji seu reconheci-
mento.
A Beneficiada cordialmente agradece aos seas
collegas e aos Ilustres amadores a graciosidade
cera que ae pr3tam a concerrer para o brilhautis-
mo da festa.
Espera dos convidados quo aceifaram bilhites,
nao os devolveren), antecipando por mais este ob-
sequio os eeus agradecimeutos.
O resto dos bilhetes encontrar-se-ha na bilhe-
teria do theatro.
Bonds para todas as liabas.
A'a 8 1 > hora*.
Macelo*.
E' esperado da Europa no di
11 -iu corrente, seguiuds
depois da demora iece33aa
ria para
Babia, Rio de Janeiro
e Santos
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
cerrente seguinlo
lepois da demora
necessaria para
. Vicente, Lisboa, Vigoe Son
tbampton
Vapor Nile
Espcra-se da Europa no dia
17 en 18 do corrente seguin-
depois da demora necessaiia
para
Baha e lio de Janeiro
Reduccao de passaqens
Ida Ida e volta
A Southompton 1 classe 28 42
Camaroteb reservados para os passageiros He
Pernambuco.
t*ara pa3sagens, freteB, etc., tracca-se os
CONSIGNATARIOS
8. 3- RA
DO
1-
>W1C
OOMoAfEIiCIO N. 3
andar
martimos
SOCIED4DE
Beneficente AI liaiu;a
Sesso de finsneas
De ordem superior, convido a todos os socios
que se teharem de accordo com a lei, a compare-
c rem na sede social, segiinda-foira 9 do corren-
te, s 7 horas da tard.:, afim de ter lugar uma
sesso de financas.
Secretaria, 5 de Maio de 1887.
Jos J. D. Reg Jnior.
C'ub Ioiperatriz
Em virtude de haverem sido suspensas as lote-
ras da Colonia Isabel, re- ,|v n este club emittir
novas aec-. s em substituicao as que bavia passado
em beneficio dos festejos carnaval; sco^ que corre-
ro com a nona lotera do Grao- far. Uoga por-
ta nto quelles que as aceitaran, e pigaram, de
vir ra da Imperatriz n. 4, afim de trocal-as.
O tbesoureiro,
Antonio Jos de Azevedo Maia.
Confraria de S. los d'Agonla,
erecta no convento do
Carmo
De ordsm da mesa regedera, convido a todos os
nossos irmoa a comparecerem em nosso consisto-
rio, domingo 8 do corrente, pelas 10 horas do dia,
afim de reunidos em mesa geral, procedermos'; a
eleicao dos funcionarios que teem de administrar
esta confraria no anuo compromissal de 1887-88,
conforme determina o compromisso que aos rege.
Consistorio da contraria de S. Jos d'Agonia, 5
de Maio de 1887.=0 secretario interino,
Antonio Alves Vilella.
English Bank cf Kio de Janeiro
Limited
A direceo resolveu rccnromend.ir na prxima
reunio dos eccioniatas em Londres, no dia 23 do
corrente mez, um dividendo de 8 sbilluigs e um
oaus de 4 shillmgs por aecao, pflgave, livres de
imposto, no dia 1 do Junbo prosiiuo futuro ; pre-
fazendo com o dividendo interiuo pago em Dez-m-
bro prximo passado. 20 abillings par accSo.ou 10
por cento sobre o capital realisado para o auno
financeiro prximo passado.
Taubem recommendar-ae ba transferir aoFuudo
de Reserva 10000 elevando o total do mesmo
fundo 200.000 e dortate um saldo de 14 000
ao crdito da eonta nova ao de lucros e percha.
Pernambuco, 5 de Maio de 1887.
Hmry K. rorgorj,
Gdrtl.
Pacific Sieai \avigation Companv
STRAITS OP MAGELLAN LINE
Paquete Ootopaxi
E' esperado da Euro
pa at o dia 8 de
Maio, e seguir de-
pois da demora do cos-
tume para Valparai-o
om escala por
Babia, Rio de Janeiro e Maate
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
beiro a frote tracta-se com os
Vilson Sons *fc t.. Limited
N. 14 RA DOCOMMERCIO-N. 14
CompaaSMa Brasileira de Xa ve
gacoa Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Pernambuco
Commandanteo capitdo de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos u^rtos do
norte at o dia 12 de Maio
e depois da demora indis-
pensavel, seguir para os
pr,-t/>s do sul.
Recebe tambem enrga para Santos, Santa Ca-
tharina. Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande d)
Sul, frete modic .
Para carga, pasegens, encommendas e valores
trata-ae na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN 9.
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do sul
at o dia 7 de Maio, e
seguir depois da demora a-
dispensare), para os portos
i do norte at Mauos.
Para carga, passagens encommendas e valoree
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
Babia, Rio
o-
Santos
i
E' esperado de Fiume at o
dia lu de Maio, segoindo de-
pois da demora necessaria
para os partos cima.
Recebe carga e encommendas a frete mdico
tractar com 03
CONSIGNATARIOS
JOHNST^N PATER
RUADO r.OVMERCIO 3,16
OOMPAXIII* PK!ntlIlC4 .A
DE
%avegaco Costeira por Vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
andan te Lobo
Segu no dia 10 de
Maio, polas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
dia 9.
Passag,..is at as 10 oras da manh do dia da
partida.
ESCRIPTORIO
caes da Companhia ParaaieSn
cana n. SS
llBiled Slales i Brasil i- S. 8. C
0
DarapfschiflTahrts-Geselischaft
O vapor Lissabon
Eepera-se de HAMBRGO.
por LISBOA, at o dia 17 do
corrente, eeguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
ara passageiros e carga a frete trata-se con
. CONSIGNATARIOS
Borstelmann*& C.
RA DO COlIMERCiO N. 3
V andar
E' esperado dos portos do
norte at o dia 24 de Maio
depois da demora necessaria
seguir para
Baha, Rio de faneiroe Manto*
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
AGESTE*
Henry ftrster k C.
N. 8 RA";,O :.,OMMERCIO -- 8
/. andat
COMP.4VIII1 PEKXtH8iC*X*
DE
Xavegaco costeira por vapor
fORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Arncaju' e Baha
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
Segu no dia 10 Je
Maio, s 0 horas da
rarcle.
Recebo carga at o
dia 9.
Encommendas, passagens e dinbeiros frete at
s 3 horas da tarde do dia 10.
E8CRD7TURIO
Ao Caes da Compankin Pernambucana
n. 2

Companhia Bahiana de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, teriedo, Aracaj,
Estancia e Bnhia
O vapor Guahy
Commandante Martina
Segu impreterivel-
i/ieiite para os portos
cima no dia 8 de
Maio, as 2 horas da
farde. Recebe carg-.
nicamente at s
horas da tarde do dia do dia 7.
Para carga, passagens, encommendas e inhei-
ro a frete, trata-se na
^ AGENCIA
7Jxua do Viaafio~ Z
bomingos Alves lalhens
r
llffilVfl
1




.
naaaBaBBBBMBaMI

Diario <-c Peruafirtmeo
~&ADDai
d 7 de Maio de 1887
LELEs
Lciliio
L>e miudezas, perfumaras, camisas e calcas pa-
ra homens, meias para senhoras e para ho-
rneas, lencos, eoDertores, cobertas, rede, cor-
tea de fusto para eoletteB, colchas bordadas,
bordados, albuns para retratos, candietroa para
koresene, jarros de diversos tamaitos, figuras
para toilette, clices de diversos tamanboe, co-
pos, quadroa, alamares, briuquidcs para meni-
no, talherea. colheres, bandejas, linha para cro-
chet, faxas para meninos, cabos de osso para
crochet, enfiadoros para espartilhos, froco para
bordar, cartoes com fl>res e plumas, sapatos de
charlte, chapeos, doceiras de vidro, Inuca avul-
sa, eadeiraa novas de junco branco o preto, 1
marquesa, toilettes, porta-charutos e ontroa
muitos artigos que s torna enfandonho men-
cionar.
Sabbado 9 do corrate
A's 11 horas
Na ra Primeiro do Mareo n. 12, loja
O agente Modesto Baptista, autorisado, far lei-
13o, ao correr do martello, do que cima se de-
clara.
Leilo
De 100 saceos com amenduin
SABBADO, 7 DO CORRENTE
POR INTERVENQO DO AGENTE
Alfredo Guimares
No Trapiche Baltar (Largo do Corpo Sant o
Quuinlo e ultimo
Na loja da ra Duque de Caxias n. 6G
Constando da armaco de amareilo envidraca-
da, fiteiros, gaz, carteira, i.ncacao inglesa, fran-
jas, biecs de vidriibos, babadas, ntremelos, nudas
para homens e senhoras, botoes de seda, ditos de
madreperola e muitas outeas miudezas de lei.
Ao correr co martello
POR INTERVENGO DO AGENTE
M rtins
2 leilo
Terca-feira 10 de Maio de 1886
A's 10 o Ij2 horas
Na ra Primeiro de Marco n. 12
O agente Medesto Baptista, por mandado do
Ezm. S:. Dr. juiz de orphios e ausentes e a reque-
rimento do testameuti no e inveiirariante do espo-
lio do nado Muo 1 de Maura Esteves, far ieiiae
de um terreno co Arraial, no correr da linha fr-
rea, urna casa (ie taipa na rravtssa do Moura, a
margeni da linha frrea, urna dita dita na inesma
travesea sob n. 2 e mais dous terrenoe ua mesma
travessa.
Para qualquer iuformacilo o mesmo agente as
dar.
Leilo
De importantes movis antigos e modernos
Constando .De urna mobilia completa tendo
meza redonda com pedra e os cons dios grandes
espelhus, uuu dita tambem coto consollos de pedra
escura e esp1 lbos grandes e meza redonda de
mogno, 4 jardineiras de trro para Alores, 1 tran-
de espelho com moldura dourada, urna impo. i .ite
secretaria de mogno, 4 serpentinas douradus o 1
candelabro, 1 rabeca, 1 cadeira de brac> iini-
tando cana, 2 etiwers, 2 figuras de gesso, 4 ban-
cas de Jacaranda para jogo, 3 bancas com pes
torneados, 1 cadeira para cr icio, 1 guarda roupa
d,e amareilo, 8 mangas de vidro, 1 porta msicas
de Jacaranda e 1 estante alta pira msica.
Urna importante meza elstica de 8 pe, trndo
5 taboas, 3 grandes aparadores de armario de
amareilo, 2 dito, decolumna,2 mezas meias laran-
jas, 1 guarda comida de rame, 1 porta garrafas
de ferro, 8 eadeiraa antigs, 2 bancas, 1 grand<-
banco de amareilo, 1 pharot com vidros de cores, 2
camas de ferre, 2 marquezes, 1 marqueza, 1 ca-
bide de columna, 1 sorveteirs, 1 machina de costura,
4 mangas para lanteruas, 2 globos para rndelas,
1 dito para candieiro, 1 ov za grande de amareilo
para cosinha, 2 jarroes e outros movis antigos.
Terca-feira lo do correte, as
11 horas
Na ra da Uniao casa trra n 8
O gente Martins competentemente autorisa do
far leilo dos bons e antigos movis existentes
em dita casa es quaes serao vendidos a quera mais
der.
Entrega e recebimento rm acto continuo.
Grande leilo
De bons movis, p'ano, buhar, crystaes
electro-pate, vacea com cria, garrotes
da trra, { garrote inglez, diversas qua-
lidades de plantas e 6 grandes resfriado-
res novos para saboaria.
Qnarta feirn 11 do correte
A's 10 12 horas
Na casa terrea sita ra da Aurora n. 137.
CONSTANDO
Sala de \ imita
Cma linda mobilia de j'ineo medalho completa-
mente nova cem 12 cadeiras de Ruarnicao, 4 ditas
de bracos, 1 sof, e4 consolos com timpo de p dra,
1 excellente piano forte do fabricante Pleyel n. 4, 1
linda estante para msica, 1 cadeira para piano, 1
estrado para dito, 1 espelho oval sidro bissot, 6
almofidas bordadas para sof e cadeira?, 1 lustre
de cryetal, para gaz carbnico, 3 pares de jarros
de faiance, 4 ditos de porcelana, i lindo relogio
com termmetro e barmetro, lindos quadros com
molduras dourada bordad' s em alto relevo 4 lindos
jarres grandes domados com palmeiras, 2 escarra-
deiras, 1 tapete novo para sof, 1 dito para piano,
8 ditos para portas, ditos de coco, 4 pares de lau-
ternas, diversas capas de biim para cobrir mobi-
lias, ditas de oilopara piano o consolos.
mala de btlbar
Um rico bilbar novo e todos seus pertences, 1
guarda roupa de mogno com espelho, 1 eetante e
secretaria, 1 toillet, 1 caixa com tentos de marfim
para voltarete, 5 mappas munoi, 4 quadros, 1 relo-
gio, 2 porta cartoes, 1 mesa de jogo, 1 bacquinha
de dito, 1 carteira de arnarello, 1 oculo de alcance,
livros e instrumentos de nutico e 1 torro de ta-
peto de coco.
Primeiro {liarlo
Urna cama para casal, 1 guarda vestidos de ama-
relio, 1 lavatorio cim pedra, 1 temo de bancas ebi-
nezas, 1 banquinha de charao, 1 bidet, 1 cabide,
meia commoda, 1 espilho, 2 pares de jarros e 1
guarmeao p-ra toilet < 1 forra de eateira.
Segundo litarlo
Um marque;io, 1 guraa vestidos, 1 lavatorio
1 cabide, 1 santuario, 2 eaiieiras para oracoes, 1
espelho, 2 jarros, 2 lanternas. 2 quadres, 1 linda
cestureua, 1 estante de Irnos, 1 guarnico para
lavatorio, 1 machina elctrica para choques e 1
forro de tapete.
Sala de ja.itar
Um guarda luuca, 1 mesa elstica, 2 ditas om
gavetas e ps torneados, 2 aparadores com pedra.
2 ditos torneados, 1 machina Je costura coir, caixa,
1 sof, 12 eadein-p, 2 ditas d>- bracos. 2 ditas deba-
lanco, 2 canslos, 5 quadros, 4 etagers, 4 jarros,
1 relogio, 2 espreguicdeiras, 1 tbear, 1 porta-tot.>
lhas, 1 quartinhi-ir ,' 2 lanternas, 1 candieiro, 1
lustre com 3 bicos, 1 rico apparelbo de porcelana
dourada pera almoco, 1 dito branco para cha, 1
dito de faiance, 1 dito para jantar, c ecos para
af, garrafas pura vinhn, iop;B, clices, campo
teiras. porta queij,., g:ilbeteiroa, facas e garios, de
electro pate, colheres de dito, licoreiros de dito, 1
apparelbo de dito para almoea, salvas de dito,
porta carios ie ditos e outros cbj.'ctos ds electro
pUte e 1 torro de tapete.
Saleta
Um guarda comidas de rame, 12 eadeiraa, r
bancas, 1 marqueza, 1 mesa redonda, mallas,
bsb, ) espingarda, 1 pistola, diversos objectos a
plantas em vazos.
CoHlHtia
Duas mesas, 2 jarras, 2 taboas de engommado
com cavaletes, trem de cosinha, 1 banheiro de o-
lba e gaiolas para pastaros.
Corredor
fjm banco de ferro 12 cadeirai, 1 mesa de ferro,
1 linda jarra oom torneira, 2 jarros grandes com
palmeiras e araodellas para gas.
Terraco
Um importante iveiro cosa passaros, 1 dito eom
rolas 4 palmeiras em barria e diversas plantas.
dardlaa
Dous bancos de ferro, crotons palmeiras, tiorons,
acalifas, craveiros e muitas outras plantas e di-
versas vasiibas de barros.
anbeiro
Um apparelbo completo de banho de duchas, 1
dito de chuvisco, 1 lastro de madeira e 2 bancos.
O agento Guarni autorisado por nma familia
que mndou-se para lora da cidade, far leilo dos
objectos cima mencionados, os quaes se tornam
recommendaveis por acharem-se em bom estado
de ce ueer vacio.
A's 10 horas e 10 minutos partir om bond que
dar passagem gratis aos conourrentes.
AVISOS DIVERSOS
Alaga-se casas a 80G0 no becco dos Coe
ihoe, junto de a. Gu:k.-u1o : a tratar na ra d
Imperatris n. 5o.
AMA Precisa-sj de urna, de boa conducta
para cosinhar e lavar para pouca familia ; na ra
da Matriz da Boa-Vista n. 3.__________________
A pessoa que quiaer adiantar a quantia de
088000 para a aiforria de orna escrava que sabe
lavslr, engommar e cosinhar. para a escrava Ihe
pagar com sens ser vicos, dirija-se a ra do Mr-
quez do llerval n. 23, loja.
k Preeisa-se tallar cem o Sr. Loureu^o Jus-
tiniano da Rocha Ferreira ou com alguma pessoa
de sua familia ; no escriptorio de Gomes de Mat-
tos Irmos, ra do Mrquez de Olmda n, 25,
primeiro andar. _________________
Na Passagem da Magdalena, entrada para
o Remedio, aluga se pelo temo? que se conven-
cionar, um sitio com boa casa, muitas irueteiras,
viveiro, baixa e capim, etc. : a tratar na roa do
Imperador n. 14, 1* andar.
= Quem precisar de urna protessora para en-
ainar tm casas particulares primeiras lettras,
doutrina, msica e piano, dirija-sc ao Cammho
Novo n. 128 Na mesma casa se indicar tam-
bem urna pessoa, que aceita para algum engenho
perto da linha fema, o mesmo contrato.
Aluga-se urna sala com gabinete e quartj a
alguma pessoa estrangeira, que seja pessoa id-
nea, de ciioecimenti, que queira pernoitar frs
da cidade, im lugar junto a estaco do trem. Na
mesma casa tem quem se incumba de tratar de
roupa, preparar o caf no caso de o mesmo hospe-
de precisar : Camioho Novo n. 128.
Lava-oe e eiigomrna-se com perfeicao e por
preco commodo ; nu ra o B:irao da Victoria n.
55, entrada pela ra das Flores.
= Pede-ce ao Sr. Or. Maximiano Francisco
Duarte que declare sua morada ou mando dizer
na travessa do Raposo n. 51.
Oabaixo assignado participa ao respeituvel
eorpo commereial dcsta praQH, e u quem mais
possa interessar, que nesta data fez venda de seu
estabeleeimento de molhados, sito ra do Vis-
conde ie Itaparica a. 47, ao Sr. Abilio Rodrigues
de Almeida, a quem por acto da referida venda,
ficou pertencendo todas as dividas activas e pas-
sivas referentes ao referido estabelecimentc.
O mesmo abaixo assignado, julga nada dever a
esta prapa, cem referencia ao sopra-dito estabe-
leeimento ; S6 porm ilguem Si julgar credor,
queira apresentar seus ti culos no prasi de tres
das posteriores pub!ica$ao deste para serem
pagos ; Sudes os quaas nao se resporisabilisa por
mais debito algum. Recite, 30 de Abril de 1887.
Aniceto Augusto da Silva.
n vi si veis grandes
Recebfu a Exposicao Central, ra larga do
Rosario n. 38.
Perdeu-se
no dominfjo prximo passado ura cachorrinbo as
immediacSes da igreja da Pcnha, com os signaes
seguiotes : preto, quatro olhos, orelbas cortadas,
urna maior de que outra, foeinho comprido, arras-
tando urna corda ; quem o achar leve ra do
Nogueira n. 29, que ser recompensado.
Caixeiro
Pr-cisa so de um men;no com pratica de taver-
na ; a tratar na ma da Palma n. 71.
triado
Precisa-se de um criado
Primeiro de Margo n. 16.
para epeira ; na ra
\
!J
BILHETES
lfi-
GARANTIDOS
-16
O abaixo assignado vendeu nos seus
venturosos bilhetes garantidos, da Ia lotera
da provincia os seguintes premios : o n.
2514 com a sorte de 1:0003000, n. 1583,
2972 e 2488 com 30 cada um.
O mesmo abaixo assignado convida aos
possuidores a virem receber sem descont
algum.
Acba-se venda os seus venturosos bi
Ihetes garantidos da 2 lotera da proviaci?
que ser extrahida na dia 9 do corrente.
Precos
Ura cteiro StJOOO
Um terco 15000
Em potco de fOOto,Opara
cima
Um infeiro 20700
Um teryo 900
Joaquim Pires da Silva.
Compras por atacado
O PeKoraa de Cambar
tem precos especiae'i para ainees que eompra-
rero grandes pareSM. Distribu m se imcressos
qui bi os pedir, contendo as condi\-oes de vrnda :
na rua do Marque.; df Olinda .^3 drogara dos
nicos pgentrs e depoiitarios g' rs3
Fraui iso M. da Silva & C-
mmtk
maut
r*f* ^LsfflY Vende-s m toda i mrt
Tnico
Oriental.
i.is.1 nwi
Aos ;:000S000
SULHETEM ARiXTIOOs
Jra^a da Independen
cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado vendeu da Ia lote-
ra extrahida boje, 4 do corrente os seguin-
tes premios :
4959 200,5000
2734 506000
6905 30^000
2249 300000
Approxima^Sas 5032 e 1020 e mais 11
bilhetes da centena da sorte grande com
150000 a cada um.
Tem dxpost a venda os seus felizes
bilhetes garantidos da 2* lotera que ser
extrahida segunda-feira 9 do corrente, s
2 bcras da tarde.
PREgOS
Em pi)r$3o
Intero 20700
A retalho
Intero 30000
A-ntnnio Augusto dos San'o' Porto.
Aos 5:000|000
Bi.hetes garantidos
23-RA PRIMEIRO DE MARQO-23
Da 15 parte da Ia lotera da provincia
venderam Martina Fiuza & C. os seguin-
tes premios garantidos :
5031 5:0000
6157 1000
5347 500
6332 500
74-14 500
1406 500
2249 300
2776 300
3025 300
4156 300
4739 300
A -ham-se a venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 16a parte da 2a lote-
ra que se extrahir segunda-fera 9 do
carrente.
PRECOS
1 inteiro 30fOO
1 teryo 10000
Ka porco de 100#000 para
cima
1 inteiro 20700
1 terso 900

PASTILHAS
De NGELIM & MENTRZ
Ff Grande
QfQ
yz
i^
n
!>S
O Remedio mais efficaz e
eguro que se tem efesceberto ate
boje poro expe.'f/r as Lun trigas.
ROOIAVKOL HIERES
ar
i.
i
B
5b-
EXPOSITION
Medal d'Or
UNlVta1878
'CroixdsCheTalier
LES PLUS HUTES /COMPENSES
SA6UA DIVINA
E.COUDRAY
DITA AGUA DE SAUDE
Preconisida para o toucador, como conservando
constant- mente as cores da mocidade,
e preservando da peste e do cholera morbis.
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PERFUMARA DE LACTEIN
fCoaraJad palas <' GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
0I.E0C01IE para a belleza des cabellos.
ESTES ARTIGOS ACHAM-SE NA FABRICA
pars 13, rae d'Enghien, 13 pars
I Depsitos em todas as Perf'imarias, Pharmacia*
e Cabellereiros da America.
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cante no banco e ac cuarto do
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Xarope le Tiia fle Renter No. I
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escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosa!,
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enc;as do Sangue, Figacio, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e renova o systema inteiro. 0 .
Sabao Curativo de Reuer
Lotera da Provincia
Segunda-feira, 9 de Maio, s 2 horas se
extrahir a i 6 parte da 2.a lotera em beneficio
da Santa Ca a de Misericordia do Recife, no
consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Concefo dos Militares, onde se acharo cx-
postas as urnas e as espheras arrumadas em
orden, numrica apreciadlo do publico.
VINHO MARIANI
_____ DE COCA DO PER
O VI1IEO MMMn que fol experimentado nos hospltaes de Parlz,
prescripto diariamente com xito para coiubater a Anemia, c.iiorose,
Sljestoes ms, Molestias das vas respiratorias c Enfraquecl-
mento do orgao vocal.
Qt Mdicos recommendam-no s Pezsoasfmca* e delicadas, exhaustas pela MGUetia.
\ aos Vclkos e Criancas.
E' o Reparador da? Perturbares digestivas
O O FORTIFICANTE por EXCELLENCA
O VINHO MARIANI 9E EWCONTRA BM CASA DK
Sur. MAWAIfl, Ph" Parlz, 41, toulewd lausnun; New-York, 19, !i3t, Pimt.
Em Pernambuco : Francisco M. da srxVA. i. c'.
r>vvyv>^ywvv^M^^N
Para o Banho, Toilette, Criaru
Sas e para a cura das moles-
as da pella de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados e autorisados pela inspecto.
ria geral de hygienne do Rio de Janeiro.
Deposito ero Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Cosinheira
Precisa-se de urna bea e.iginbeira
Aurora n. 81, primeiro aodar.
na ra ia
Boj
negocio
Por incDmmoilos de siude e por rondanja para
fra da provincia, vende-ee, n.asta capital, urna
loja de fazendas, com pequpno capital, bem loca
ligada e bem arregu^zaia ; per favor iuforina-se
na ra do Rangel n. 50, loja de barbeiro.
Prevenco
Constando-me que alguem se inculca,
por uieio de cartas para eos as Exmas. fa-
milias, que me honram com suas ordens,
ser cortadora do meu at^lier, decla-ro 6er
falso, pois i.t hije nao confer titnio
este a pessoa alguma ; assim como previ
no as mesmas Exmas familias, que du-
rante a minha pequea ausencia na Euro-
pa, onde vou me prevenir de objectos (en
dentes a minha arte, nao deixj ninguem,
roo substituindo.
Aproveito a occnsiao pira fazer constar
que a Sra. Alaria Duarte deixou de fazer
parte do numero de minhas costuraras.
Pernambuco, 30 de Abril de 187.
Ra do Imperador n. 50 Io andar.
Mme. Finoy Silva.
ORIZA .LflCTE CREME ORIZA RIZA VELOUTE
aos Consummidores
PERFUMARA oriza
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.LE'GRANO -
1 is cuidado escrupaloso com que i 2 A sua (nalidade ioalteravel i
Sao fabricados. < i .-uavidade do sen perfume.
MAS SE IMITA OS PRODUCTOS 0A PERFUMA 3IA ORIZA
sem attingir ao seu gran de delicadez e perfeisao.
v A apparencia exterior destas imitaeSes sendo idntica oes Venia- i
Im. diiioH f rotlnetos Oriza, os consummidores d tverO se Jk
99*. precaver contra este eommercio Mtcito e considerar como ^m
vfs_ contrafacedo qualquer producto de gwtlidade inferior JjLylr
^^^ vendido por casas poveo honradas. y^
SAV-ON-OREA* VELOUTE
Kemexia do Catalogo illuetrade a pedido tranqueado.
\o publico
Eu abaixo assignado, temi contratado vender
0 deposito de cigarros, so ra da Impera riz
n. 81, ao Sr. Jtia Ploriano de A. Gutd s. pelo
presente veubo declarar s p.'ssoas q.ie se ji gar
com Hireito ao di*o estabeleeimento, apresentar
stus documentos i'om praso .le tros lias, a con-
tur dcsta data. Recito, 'de Maio de 1887.
Augusto Jos Ro risa .-.
Joo Haria do Sanio* Alineada
Leopoldina dos Santo3 Almeidn, Adelaide Zul-
mira da Fcnseca Magalhaes, A1 fredo dos Santos
Almeidn, laueente) Jos Lmz da Fonseca Maga-
lbaes, Julieta Pinto Ferreira da Silva, Zilia da
Fonseca Magalhaes, Judi daFonseea Miigalbaes e
Abelardo dos Sautos Almeida, agradecen! do in-
timo d'alraa a todas as pessoas que ee dignaram
acompanbar ao Geu iterio Publico os restos mor-
taes de stu queridj marido, pa, sogro ea\oe
pedem a todos es stua amigos e do fiuado o obse-
quio de aesistirem as inissas que, pola alma do | pjP
raesmo, mandam celebrar na Ordem Terceira do '
Carmo, seguncia-feiri, 'J do crrante, peina 7 1/2
horas da inaohi, por cujo neto de abuega^ao se
corifesaam etprnarnent gratos.
20S
Aluga se o 2- andar di s ibrado ra d; (uia
n. t>i, cora 2 na'as, 5 quartos, criado ^' pintado :
a tratar na I ja.
Tfcisa-se
cotiDrsr o compendio de Direito das Geafe.', pelo
Sr. Pedro ^e Autrao ; ouni tivere quizer vender
I v..r ra i i lu;p rador u. 31, ar!n.izenj
to gaz.
Ama de leitc
1 ',(, Th
Joaquim Ferreira daCunha *<>
brlDBO
Thomaz Ferreira da Cunha, Thcmaz Ferreira
da Gunba Janior, (ausente), Emilia Ferreira da
Cunha S .brinha, Joaquim Ferreira da Cunha :
Emilia Ferrtira da Cunha, pai, irmos, to e tia,
agradecem a todas as pessuas que te digDaiam
acempanhar cemiterio os restos mortaes de seu
prezado filho, irmao e sobriubo, Joaquim Ferreira
da Cunha Sobrinbo e de novo as eonvidam par;,
assistirem nt, missas que pelo eterno de.icanco d.'
sua alma mandam i. zar na igreja do Espirno-
Santo s 7 1/2 heras da manha, segunia-fetra, 11
do earrente, 7o dia do seu passamento, e desde j
se crrjf-'sau) summiraente eradeoid'S.
Preeisa-se de urna ama de leite ; na ra de
Mrquez de Olinda u. 11, armaz^m.
Pequeo armazea
Un* fia lrn|>eratrix > '-
VINHO DO GANHE
Chegon ni^ta remesan deste vioho e i
oliveira,
latas.
eit; de
superior : wudc-sa engarrafado e a
Commendador Joi Pedro
Neei
lian
Affonso Frrreira Baltar e sua esposa D. Ade-
laide Nevea Biltar, convidam a todos os seus
amigos e do finado, para i stietircm as roissi'.a que
maodam celebrar oa igreja do Corpo danto, no
no dia 7 do ccr/eotn, s 8 horas da manha, pelo
eterno deseando d'alraa do seu presado sogro e
pai, commendador Jos Podro des Neves, pelo
que desde j se coi:feeaaoi suinmamente gratos
pela 3sin''uc'a deste acto de rcligiSo ______
mmmoMmmmammmsMmsm
D. Carolina Tbeard Lopen de
Sena
Antonio Soares Fcrnandes ie Oliveira, sua mu
iher e filhos convidam aos seus prenles c pessoas
de amizude, para asstirem as missas que pelo
eterno repouso de sua presada sogra, mai c av,
D. Carolina Th-ard Lopes de Sena, mandam re-
sar na igreja do Espirito Santo, s 7 horas do dia
terca-ieira 10 de Maio, set mo de seu p^ssameoto,
pelo que desde j antecipain s tos.
Commendador Jone Pedro
c te?e
Antonio Pedro das Neves e Fernando Pedro
das Neves, Haria Kita da Cruz Neves, Ignacio
Pedro das Neves e Joo Pedro da Cruz Neves,
mandam celebrar missas por alma de seu idolatra-
do pai, filbo e irmao, o commendador Jos Pedro
das Seves, s 8 hcrnsda manha de eabhad, 7 do
corrente, na igieja da Madre de Deus. Convidam
para nssistil-ns ao3 seus patentes e amigos e aos
do finado.
Juan ownley Jnior
Emilia Dowsley e suas ilbas agradecem do
fundo d'alroa todas ss pessoas que acompanba-
ram ao cemiterio o ?eu presado esposo e pai, Joao
Dcwsley Jnior, e convidam aos prenles e ami-
gos para assistiiem as missas de stimo dia, que
mandam resar por sua alma oa matriz da B..>a-
Yista, terca-feira 10 do corrente, s 8 horas da
manba.
Engenho
Arrenda-se o engenbo ( yabeira, raeia legoa
distante da cidad<- de Jaboato, bom d'agua,
moente e corrente, com terraB e matas para sa-
rc-jar at 2,00 paes de astucup ; a tratar com as
proprietaria8 na ra da lm; erafriz n. 49, segundo
andar.
0 An.ar.il e Compunbia
tem esteira com pequea avaria, para forro di
casas, a l. 200 ajard-i ; spruveitcm, a qoalidade
superior : na ra Pnmeiio de Marco n. 80, jonto
do Louvre.
rotesto
Constando que nIguim pretende etnfratarper
hypotheca, com o Banco Real, o eug nho Olinda,
f sito no termo do Cabo, desde j protesta por
qualquer transaocao feita om o do engenho,
visto aer eu coneenbor do oosme. Recife, 4 de
Maio de 1887.
Mtinoel Bruno Alvrg de Couto Jnior.
Antonio de Hollaitda Cavlcanle
Amcu de Holanda Cavr.leante de Albnquerque,
Leopoldina de Hollania (-'avalcante, Anna Leonor
de Lacerda Cavalcanle, filfa >b e ora do fallecido
Antonio de Hollanda Cavalcante, c- nvidaii es
seus parentes e as pessoas de sua amizade para
assistiiem a tima inissa que m:ndam resar no dia
9 do corn nte, s 7 1(2 boras da manha, na matriz
da Boa-Vista, 5o auniversario de seu presamente,
e desde jd se coutessam eternamente agrade-
cidos.
Jeao l>i.imlev Jnnior
Os empregados da compauhia Recife Drainage,
quereDdo dar um ttstemuuho de saudade, religio
e amizade ao reu spiupre 1- mbrado chefe ger nte,
Joao Dcwsley Jnior, que foi tao ranfie em suas
dedickCo<8, quanto infeliz pelo seu inesperado pas-
samento, mandam celebrar algumaa mis?as pela
sua alma, s 8 horas da manh do dia 10 do cor-
rente, na matriz da Boa-Vista. Convidam para
assistil-ae aos sens prente s e amigos.
t
Mari
da Pentta. de Miqneira
Cavalranie
Delmira Idelina de Siqueira Cavalcante manda
resar urna miss nu matriz, da Boa-Vista pelo re-
pouso terno de sua idalatrada e sempre lembrada
filba Mara da Penba de Siqueira Cavalcante, s
8 horas da manha de segunda-feira 9 do correte,
1 anniverjario do sen passam uto. Para esse
acto de caridade 2 religio, convida aos seus ca-
rentes e pessoas de aua amizade, confessando-se
desd*- j agradecida a quem comparecer.________
D. Kulalia Aurelia de Miranda
O Dr Joaquim Jos de Miranda e 3-uirmo
Jos Joaquim de Miranda agradecem r.ordial-
menfe a todas as pessoas que se dignaram acom-
panbar o cadver de sua prezada e bondosa irina
D. Eulalia Amelia de Miranda at ser sepultada
no tmulo d > sua familia, e convidam aos sens
parenteu e amigos para assisf'rem misfa do s-
timo dia, que ser celebrada na igreja de Nosaa
Senhoia da Gloria no dia 9 do corrente s eete e
meia horas, e ainda se confessam gratos aos que
aisi8tirem a este acto de religio e caridade.
Alejandrina Amella \ena
Bernardino Aivcs Neiva e sua muiher Alejan-
drina Amelia Neiva, mandam celebrar missas no
dia 9 do corrente por alma da sua nunca esqueoi-
da filha, Alejandrina Amelia Neiva, trigsimo dia
de 8(u passamento, as 7 horas da manha, na igre-
ja da Madre de Deus, pe* que convidara os seus
amigos psra assistirein a este a;to de religio e
caridade, antecipando desde j os seus sinceros
agradecimenfo-. _______^_^
Sem dieta esem modifi-
cap oes de costumes
Laboratorio central, ra do Viconde di
Rio-Branco n. 14
Esquina da na do Regente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
Diacculico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Rcstabelece es dyspepticos, facilita as digea-
toes e promove as ejeccoes diflicies.
Vinho de ananoz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, debella a hjpocmia
intertropical, rrconstitue os hydropicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor rio arueira e mutamba
Muito recorran* ndado na bronchite, na hemop-
tyse e as toases agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Pilulas ante-perio iicas, preparadas ora
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as fiebres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e ta.nbem fer-
ruginust, pr'-parados etn vinho de caj
Efficazes uas laflamma^oes do ligado e baos
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as couvalesoencas das parturiente
retico antofebril. '
Francisco Manuel da Silva & C.
RA MRQUEZ DE OLINDA

SUSPt&SOnO MILLERET
Elstico, ssm lijaduras delialxo d:s r.u
Para evitaras fateiflcaoie*,
sigirafirma doinventor, eetan.pada
em cada suspensorio.
M01srK.. FUHDAS DE TOBOS OS- SISTEMAS
MEIAS PARA VABlZCS
BUEBET. l.E10inDEC. snr:?s^or.P.ris. 49. r. i.-J. I


.
<
\


>

i
le Pernambnco Sabbado 7 de Malo de 1887
V
BRAVAIS
combate
COM
_ ANEMIA, CHLOROSIS CORES PALUDAS
________________ imprimida ?.mollUL- Deposito na mor parte das Phlrmacias
L Tomase
BBAVAIS,
Alugi-se
ama casa com comra idos par grande familia, a
sitio arborisado ; na Ponte de Ucha n. 10.____
Aluga-se barato
4ua dos Guararapes n. 96.
Ra Visconde de Itaparica n. 43, armarem.
Ra do Visconde de Goyauna n. 163; com igna
e gas.
Largo do Mercado n. 17, loja com agua
Ra Visconde Goyanna n. 167, com agua e gas
Ra Coronel Suaesuna n. 141, quarto.
frata-se na ra do Commercio n. 5, Io andar
Hriptorio de Silva Guimaraes & C. ^^^^
AMAS
Precisa-se de urna para cosinbar e mais servi-
ps de casa, e de outra pan menino ; na ra da
Unton. 31 A.
AMA
Precisa-ae de urna ama para comprar e cosi-
nbar : na ra de Riachuello n. 13.
Ama
Ahgi -se
Precisa-se de urna ama que cesinhe e engomme
com perfeicio ; na ra do Marque do Herval
numero 10.
AVISO
Concertam se machinas de costura de
qualquer fabricante, bombas e tor'a e qual-
quer qualidade de machinas movi;-- a va-
por, on gaz, etc.
PREQOS SEM COMPETENCIA
39-Sna Ao Boid-Jbss-39
ama casa na povoaelo de Cuyambuca, com quatro
portas de frente e armacao propria para fazendas
e molhados, no largo da feira, o aluguel muito
commodo ; os pretendentes dirijam-se mesma, a
ti atar com Miguel Corris de Miranda.________
Ama
Alug-a-sc
duas catas na rna do Tuity (antiga da Lapa) nu.
10 e 12 ; para ver ae chaves e tratar na ra da
Madre de Deas n. 8.
Advocado
O bacbarel Antonio Rtbeiro de Albuquerque
Maranhao tem sua banca de advocacia na praca
de Pedro 2 n. 75, no asesino eecriptorio do Dr.
Manoel Netto Baudeira.________________^^
Viiiliit da Mourisca
Proprio para mesa
Joo Ferreira da Costa, ra do Amorim n.
64i acabada receber urna partida dt viohes em
cascos excessivamente grandes, e como deseja
tornar bem eonhecida se faz recommendado pela sua pureza e bom pa-
ladar, resal ve vender esta, remessa no sen esta-
belecimentc em barris de quinto e de dcimo, por
precos muito razoaveis, para o que cbamam a
attencao dos senboree apreciadores, assim como
aos danos de botis.
Em retalho vende-se enreasa dos Srs. Jnsto
Teixeira 4t C. Successores r>> ja Penha n. 8
Precisa-se de urna ama para cosinbar
darma em casa : no largo do Corpo Santo
segundo andar.
e que
n.19
Ama
K Precisa-se de urna ama que saiba cosinbar, de
de meia idado ; na ra Duque de Cazias n. 2.
% m i
Precisa-se de urna ama para cosinbar ; a tratar
na ra do Bario da Victoria n. 54, loja de mo-
vis.
Amas
Precisa-se de urna cosinbeira e de urna mulher
de idade, para tratar de dous meninos de 2 e 4
annos ; na ra da Unio n. 55, por tras do Gym-
nasio.
la i indiana
PARATINGIR A
barba e os cabellos
Ama
Precisa-se de ama sma na fabrica Pheniz roa
de Joilo do Reg n. 15 ; a tratar na mesma.
Ama
Precisa-se de urna criada para engommar roupa
lisa e outros servicos em casa de familia ; na loja
de fazendas ra Duque de Cazias n. 44.
Amas
Aos Srs. propietarios e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada olaria de Bpnto dos
Santos Ramos, roa de Visconde de Albuquerque
(outr'ora da Gloria) n. 85, encoutraro os Srs.
propietarios e edificadores, os seguintcs objee-
tos:
Tijolos de alvenaria batida.
Ditos quadrados de diversos tamanho*.
Ditos para forno de padaria.
Ditos de tapamento.
Ditos para cacimba.
Telbas.
O proprietario desea conceitaada olaria scienti-
fica aes interessados que todos os seus productos
sao manufacturados com o excellente barro d'agua
doce, do logar Taquary, toraando-se por conse-
guiof e recommendaveis nao s para a sade, por
nao ser hmido, como o sao na d'agua salgada,
mas tambera pela duracao. Outrosim, scientifica
igualmente, que a forma de suas telbas maior do
que qualquer outra, sendo estas, ao mesmo tempo,
mais leves por nio reeeberem dorante o invern
grande quantidade d'agua, como suecede com as
de barro d'agua salgada. Precoe mdicos. 87,
roa do Visconde de Albuquerque, outr'ora da Glo-
ria, 87. Entrada pelo lado do caes, defronte do
passadico.
Jatropb
Manipoeira
Esse medicamento de urna eficacia reconhecida
no beriberi e outras molestias em que predomina a
bydropesia, acha-se modificado em sua prepara-
cio, orracas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que tmente o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a melhorar lhe o gesto e cheiro, sem todava alte
rar-lhe aa propriedades medicamentosas, que se
conservan) com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
estomago.
Talco deposito
Na pbarmacia Conceico, roa do Marques de
Olinda n. 61.
Becerra de Mello
Tinta prta
INALTERAVEL
K
COHHI \ICATIVI
PHARMACIA CENTRAL
38 Ra do Imperador 38
Pernambaco
PO"
'"'""ROG
PODRE PRGATIVE DE ROG
APPROVAQA DA ACADEMIA DE MEDICINA DB PARS
**J$I?*. P"rg?!ivo tem eosto too agradan! nem produt
efieito mais certo. Numerosas observantes nos hospitSes de Parts
demonstraram tque os seos effeitos sao constantes
Com o PO DE ROG qualquer pessa
pode preparar urna bebida purgativa,
laxante e refrigerante. Conservase e trans-
portase fcilmente.
O P DE ROG nico e authentico
vendido em vidros envolvidos em papel c/
de laranja tra\ a assignatara ^^TD-s^,
e o sitete do inventor em frente : Q^^fS
Serve para escripturacSo mercantil e
copias de nma vez.

d 3 ou 4
Virio de Coliares
Legitimo, superior, e em barris de quinto e d-
cimo, ba para vender no armazem de Francisco
Ribeiro Pinto Guimaraes & C, roa do Baio
do Trimopho n. 96.
sta tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, 'lami- lhes urna bonita cor
c natural, inofensivo o scu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Freres, successores de A.
CAORS, ra do Bom-Jesus (antiga da Cruz
n. 2?.
Obras de vime e vinho
da Monrisca
Justo Teiieira & C. Successores, 4 ra da Fi-
nba n. 8, reoeberam de Lisboa pelo ultimo vapor
os costumadus cestos, balaios e roupem s de vime,
eliegantemenfe acabados, qne vendem por pro,os
muito razoaveis e ao alcance dos senhores pieten-
dentes, pelo qoe cbamam a attencao; como bem,
tem exposto venda o excellente vinho da Mi u-
risca, o melbor vinho de pasto, actualmente neste
mercado, e que pir sua pureza e superior quali-
dade. anto tem agradado; nao preciso recom-
mendal-o, elle preprio se recommenda.
Precisa-se de duas amas, urna para cosinbar,
lavar e comprar, outra para engommar e andar
com criancas, dando flanea de suas conductas, e
qne durmam em casa ; a tratar no pateo da Santa
Cruz n. 18.
Ama de leite
Precisa-ee de urna
roa do Arago n. 35.
ama de leite : a tratar na
Ama de leiie
Precia-se de nma ama de leite
Marcilio Uias n. 31, armazem.
na roa de
Attencao
Precisa-se de urna pessoa de boa conducta, sa-
beudo lavar e engommar; na ra do Mrquez do
Herval n. 126.
de botica ; na ra
Prceisa-se de um servente
larga do Rosario n. 34.
Tamancos do porto
para homem e senhora. o que se pode deseiar de
mais aperfeicoado.
Semcntcs muito novas
de hortalizas e flores
Sellas
Amores perteitos
Pocas Mendes & C.
Ruh estieita do Rosario n. 9, junto a igreja.
Boa casa
Aluga-se urna casa por preoo commodo, na es-
trada nova do Caxang, ficando entre as estacos
4o /umbi e a dos binds ; a tratar no sitio da
viuva do Sr. Va'enca, ou no eecriptorio deste
Diario.
Orilem do dia 11. 65
Grande rovolucao
.{Em bi- as de todas as qnalidades, cores e lar-
garas, desde 5 centmetros at 1 metro e 20, e
quem vende por precos mais resumidos o Pedro
Antunes & C ser bom verem I Bonitas fitas
de borracha para ligas, artigo de omita necessida-
de para nao deixarem correr as meias,que se torna
muito feio, vende-se o metro pelo menor oreco ;
tranca medalh'era para fazer crochet, parda e
branca ; fios de l e seda para o mesmo fim ; no-
vos leques pretos diaphanos. enfeitadoa com len-
tijoulas, proprios para luto, tambera bonitas vol- j
tas e braceletes. Alem des tes artigos, mu tos
ontros, que sr conveniente verem, na casa de | Fonseca irraaos & C. vendem cimento inglez,
confmnca de Pedro Antunes 4 C ra Duque de marca pyraraide, e cimento hamburgus, por me-
' nos preco que em outra qualquer parte.

VENDAS
Cimento
Criado
Precisa-se de um criado
n. 45, 2- andar.
na ra do Bom Jess
Gotta, Rheumatismo, Dores
Solco do Doutor Clin
Laureado da Faculdad d Medicina de Pars. Premio Uontyon,
A Verdadeira Solugao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Affecces Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soflrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solu$ao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
H23 Urna expHcaeao detalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeira Soluco de CLIN & Cie, de PARS, que se eneontra em
. casa dos Droguista e Pharmaceutieot. ___________ ^
Cazias n. 63, Nova Esp -raue-i,
Massa fallida de J. C.
Leyy & C.
Ernesto & Leopoldo, cesaioaarios da massa fal-
lida de J. C. Levy & C, coavidam aos devedores
dita massa, conforme os respectivos livros, a
comparecerem no sen escriptorio, ra larga do
Rosario n. 22, 1 andar, das 10 horas da manha
s 2 da tarde du qualquer dia til, at 11) de Maio
do corrente anno, depoia do que serao chamados
a juizc. Recite, 29 de Abril de 1887,
Ernesto & Leopoldo.
Por 16$000
Ala^a-se a loja do cobrado A roa de Lomas Va-
lentinas n. 50, eaiada e pintada de novo ; a tra-
tar na livraria Parisiense ra Primeiro de Mar-
co n. 7-A.
Aluga-se o 1- e 2- andares co predio n. 27
roa do Imperador, caiado e pintado de novo, tendo
bons eommodoH e agua ; a tratar na ra Duque
de Caxias n. 47.
Attencao
SUSPENSORIO MILLERET
Elstico, sem Gorddoa
Para evitar as contratando*
Exigir a marta do Inrrnlor imprimida
rm cada suspensorio.
yiriat* para Varixen
depuse Tecidot elsticos algodio e seda.
MIL.LERE T,
FUNDAS MILLERET
A Cua BClUeret rrammtnda ai
oi Fundan anatmicas
iwu funda inrisiveie, j->
corttr as hernias e quebraduras as wia
disnctu. _____
nHTCRAS Pili 1 BilRIGi E 0 0MB1G0.
ZJE GOTTZDEC, Successor. 4B, ros J.-J. Rousseau, PARS
DEPSITOS EM TODAS AS PRINCIPABS PIIARMACIAS
, Umne expostos venla os bilhetes da
lotera itos Ateas
Sorte grande
15:000*000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
as casas da Fortuna, ra 1, de Mar^o
pra^a da Independencia
na ra larg*a do Rosario
No dia 3 do correte chamei ao Sr. Jos Del-
fino da Silva Carvalbo para ir travessa do Prin-
cipe n.l-C, afim de tratar de negocio sen, nao
appareceu ; passando maia quatro das chamei
por um bilbete postal, nao me respondeu ; dahi a
dous dias chamei por outro, dizendo a este senhor
que viesse pagar-me, nada ; depois mandei urna
carta com o sob eseripto ao Sr. Dr. administra-
dor, e devo estar certo que este senhor est
sciente desta carta, nao me resp ndeu ; por tanto
chamo diariamente, at que me pague.
Recite, 23 de Abrii de 1887.
Antonio'da Silva Gusmo.
de assucar
WHISKY
ROYAL BLEND marca ViADO
Este excellente Whisky Esees ser r .orive
to cognac on aguarden.* de canoa, para > corpo.
Vende-se a retalho nos iu Iberes armazem
xtolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cajo no-
ae e emblema sao registrados para todo o Brasil
_______ BROWNS & C.,_agentes__________
Vende-se
um sobrade com bastante* commodos ra de S.
Jorge n. 13, com grande armasem no fundo com a
frente para a ra do Pharol ; vende-se tambem
urna casa terrea na mesma ra n. 33, com o fundo
para a mesma ra do Pharol ; a tratar na roa do
Baro da Victoria n. 65.
Cabriolis
Vende-se dous cabnolet3, sendo um descoberu
e outro coberto, em perfeito estado, para nm od
dous cavalloa; tratar ra Duque de Caxiat
4 A' Florida
Aos 1.000:000^000
200:000$000
100:0001)000
LOTERA
Era favor dos ingenuos da Colonia Ornhanoloinca Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBCO
Brscdl a 14 3e Maio le 1887
0 thesoureiroFrancisco (Jonca I ves Torres
&>
. mMS dores d* fi
^& pk. poe uno do empueoo dos ^^^^J|^
Elixir, P e Pasta deatifricios ^^6^ ,
RRs P?; BENEDICTINOS
d.a ABBADIA de SOULAC (Gironde)
DOM MAGUELONNE, Prior
3 Metlalhaa de Oftro : Bruxellas 1880 Londres 1884
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS

INVENTADO
NO ANNO

Pelo Prior
Plerre BOITRSAUS
O uso quotidiano do Elixir Dentifricio
dos RR PP. Benedictinos, com dose du
al^umas ^ottas com afrua, prevem o cnr;i ;i cario
dos dentes, emblanqueceos, fortalecendo e tor-
nando a* gongivns |ierfeitamente sadias.
Prestamos um verdadeiro servido, assipna-
lando aos uossos leitores este mtifro e utilis-
simopreparado, o melhor curativo e o nico
preservativo contra as Affecces den-
tarias.
CASADA FCMlAiA U 1(07
Agente Geral :
SEGUINBBoSex3
Achare em todas as beas Perfumeras, Pharmacias e Drogaras.
Apparelhos econmicos para o cozimen-
ta e cura. Propro para eDgenhos peque-
os, sendo mdico en preco e ef-
i'ecivo em operaco.
fone-se ajuntar aos eDgenhos existentes
do sistema velho, melhorando muito a
qualidade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
majhinismo aperfeicoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especificares e informadles com
Browns C
5RA DO COMMERCIO-5
i'iir -mm
gSAluga-se sala e alcova do 1' andar do predio n.
85 da ra Duque de Cazias, propro para es.rip-
torio, acha se completamente limpo ; 8 tratar na
loja do mffmo.
------------?.
Casa
Feliz,
39 e
ns. 37 e
24 A.
O dia da
annunciado.
n.
extracto ser brevemente
aHua
ADMIMSTRACAO :
PAR? 8,BoulevrdMontmrtt,PARIZ
FxSTrLHas DIOESTTVA3 fabricadas en.
Vichy com oe Sa's exc rahidos as For.tli. Sao
degusto agradavelea*ffi accao carta con-
! tra a Azia e as DtoestGa difliceit.
[SAES K VKNi PARA BUHOS. Um rolo para um Vanho. para as pessoas que nao podemlraYIohy.
Mrw evitmr as mUoqm esvigr em todos os productos
I>A. OOtVIPi du VIOHY
1 ffttmctn Kirr vhtMa tm <
t suueh a hoccm' s-i. e, udmCnu.
OODfGRRGHIIiL
XAROPE $
D" HTP0PH0SPHTT0 DE CA.|
Empregailos com tanto oii'o ,-" ca.r a;
p!.-hsica e as molestia tubercal ,'venilem*a imicamente cm francos quiln-,
Idos com onomedo doutor ;hlboi."x uotraj
rllfe
80b a lafluer-cia dos HjTwpMapriiioa l
Itosse diminu, o apr-etit augmenta, e fo>i
*8as torniloa vr, os uor>-s nocturnos cexsao.f
*e o !o< n*e goza de um bem estar desosado..
Cs kf3Spkosphilos qnr leto a marca!
de 'abrica. da. ptizrmzria SWAlfS,
2, ru Caftiyltane. Pariz, sao os unt-j
tos raconheci-U)* c resommeridatlo pelo\
O' CHTJRCIi'lLX.. au/o'- du detcoberta:
Preot; : 4 francos por fi isoo a a rf^ca. I
VsmSm-n o prvuMM Pnor uncs*.
Una I o que de Caxias n. I os
Chamase a attencao das Exmas. familias par
os prucos segnintes :
Ciatos a 1*000.
Luvas de pellica por 2*500.
Lnvas de seda cor granada a 2 0' par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. c
metro.
Ubuns de 1*500, 21, 3*, at 8*.
Ramas de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia pura menina, lisas e bord
das, a 800 el* o par.
Porta-retrato a 500 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rn., 700 e 800 rs. nm.
Anquinhaa de 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs
Eapartilho Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inacripeo.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12*000
1 caixa de papel e 100 envclopes por 800 ri
Capelia e veus para noivas
Suspensorios americanos a 2*500
L para bordar a 2*800 a libra
Mo de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Leques transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broxes a 3*000 1*0,10 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 ris a duzia, (CB K)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris.
3 dedos 80 ris, 4 dedos 1*200.
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs.
Bicos brancas pira s-tineta, cretone e chita pa-
a correr babados a 1 *000, a 1*50) a peca com
10 varas, barato..'
Albuns de chagrem, veiudo e verbotina para
50 e 60 retratos a 6*, 7* e 8*000.
Meia s de Escossia para sen horas, a 1*500 o par.
Lencos de linho em lidas caixas,
Bico das libas muito fino propro para toalbas
e saiafl.
dem japonez propro para alvas e roqueta e
toalbas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 3*000
a peca com 10 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica proprios
para sali, a 5*000.
Sabonetes de deversas qualidades.
Bolsas de couro para menina de eaeola.
Collariobo de linho a 3dO ris um.
Grande pechinetta esn eaparltlbo*
de linho a 3*ooo. um.
BARBOSA & SAOSTS
lu bom negocio
Vende-se a posse le kiosque da ra Nova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
lmenlo patente i'orllaad. marca
Rubn* London dk Xorllifceid
Kenl
Vendem Livramento o C, no caes do Apollo
numeio 45.
REVOLUCAQ
0 48 ra Duque de Caxias
Chama a attengao dss Exmas. familias para um explendido sortim-nto di la-
zendas que vende por pregos sera competencia.
' bora ver-se para acreditar-se
Etamine de 13 com palmas de seda, 10#000, a pe^n.
Cambraia bordada com 10 jardas, 5#500, a> dita.
Guarns5es de veludilho bordadas a vidrilho, 7000, ama.
Lindas cachemiras broche, ljjfOO, o eovado.
Cachemiras de cores, 800 rs., 13000 e 1(5200, o dito.
Damass de seda, 1^400, o dito.
Setim Macau, 800 rs., 1^000 e 15200, o dito.
Dito preto, 10200 e 1^400, 2,5000, o dito.
GorgurinaB de listrinhas, 320 rs., o dito.
Setim damass, 320 rs o dito.
Lindas las de quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas a seda, 320 rs., o dito.
Las com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas com bolinhas, (500 rs., o dito.
Fustao branco, fino, a 400, 440, 500 e 600 rs. o dt?.
Cortes de cachemira para vestido, 203000, um.
Cretones escuros e claros, 240, 280, 320, 360 e 400, o eovado.
Algodao de duas larguras, 800 rs., o metro.
Bramante de quatro larguras, ljJ200, o dito.
Dito trancado de duas larguras, 1^200, o metro.
Madapolao gema de ovo, 65500, a pega.
Cortioados bordados, 60500, 70000, 80000 e 90000, o par.
Colchas bordadas, 50000, 60000 e 70000, urna.
Ditas de crochet, 80000, urna.
GrinaHas com ricoi voa, 100000, urna,
Leques de pao, pretos e de cores, 500 rs., urn.
Ditos de papel, novidade; 700 r3. e 10000, um.
Artigos para honiens
Cortes de casemira de efir para costumes, 250000 um.
J_ Ditos de fasta* pan caate, 10000, 10800 c 20500, um.
Ditos de 1S e seda para eolete, 60000, um.
Casemiras de cOres para 10600. 30000, 30500 e 40000, o eovado.
Dita diagonal e alcochoada, 20500, 40000, 50000 e 60000, o dito.
Dita SedSo, 20800, o eovado.
Cheviots azul e preto, 10200 e 30800, o eovado;
Grande sortimento em brins brancos e de co es, casinetas moleskins, meias,
^avatas, .lencos e outros artigos que se lembrarao na preeenca dos frogu zes.
Heurique da Silva Morara.


De novo vai ser r> produzido a walsa com este
?itulo, e o publico encontrar na livraria fran-
cesa.
Vende-se
um deposito de cigarros n travessa da ra Bella
n. 8 : a tratar no mesmo.
PH0SPHAT0 de CAL GELATINOSO
de E. LER0T, Phariacenlco de 1" Classe, 2, ma Dannon, PARS
OSTBOGEXEO tm e Bsiavolvlmsito > > Bootifat iu Criupi, costra e Racmtiuoo t > MtMtu M as.
Recommedamos este xarope aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de assnl-
laeo fcil e m veze-, superior a todos os xaropes de laclo-phospliaio inventados pela especu-
laMo. Todos sao cidos ao posso que o Phosohato de Cal Gelatinoso uao o ......
O Sor Procssor BOUCIIUT. Mi-dieo Bo Hofpltal das Crianzas. (Gdzettt t-ts Hopltaus, 1 de aitw M 1871.
VINHO PHOSPHATADO DE LEROV RepaS^ien.
Anemia, Consumpco, Brorchlte chronica,Tisicn, Fraquet orgnica, Convalescencaa di
D>'P'ii'.iros em Pernainbuco : FRAN' M. .i SILVA <: C*.

I1EG.VE1


Diario dfo l^fnmihmi Sabbado 7 de Maio de 1887
LITTllATb



OSEGREDU DE DANIEL
POB
JULES DEGASTYNE
-W-
Prlmelra parte
'Continuadlo)
XX
__ Eu sou ura antigo servidor da fami-
lia.-. O* filhos de Mu. de Serves, an-
tas de partirera para Franga ; recararaen-
daram-me que nSo d.ixsesj murehar as
flores do tmulo de sua mai, o corno e3t
jtt*o| nlo f-Ito a esse de ver.
Daniel ouvia aquella voz, observava a-
quelle rosto, aqueles olbos.
Depois, de rapante, suecumbinlo sua
emogSo, murmurou :
Jacques !
O veliio criaao te ve aio sobresalto brus-
co.
Os vasos que trazia nes mSos cshiram e
rolaran pelo chSo.
O sorn d'aqualla vez tambera o havia
ijapressionado.
Arrgala v* os olhos cora ura ar de pas-
mo e quasi de terror.
Conheces-rae ? balbuciou elle.
__ E tu, Jacques nao me reconhaces ?
exclamou Daniel, nao podendo por mais
tempa reprimirse, tSa satisfeito estar por
encontrar urna alraa fiel 3 quem pudesse
fallar dos seus, em cajo seio pudesse de-
positar as suas coafiden das e as suas do-
res.
Jacques es'ava atordoado sea respon-
der.
Olhava para o desconhecido.
Nao ousava pronunciarse
Quera fallar, a raoslo embargava-lhe
a vi*.
__ Sou o teu antigo amo, dis3e o nosso
hroe, Daniel de Serves.
Jacques deu um pul > para traz.
O 3r. de Serves!
__NSo tenhas raedo, disse tristemente
Daniel, nSo venho para azer-te.
__ Mas Daniel de Serves morreu, ex
clamou Jacques...
_ E' verdade, toda a gente o julga
morto... mas est vivo, tSo vivo, que est
aqui.
Jacques pareca agora reconbecer o n-
dalgo.
Quanto mais o exarninava, mais as suas
feig5es o impressonavnm.
__Sim, sim, murmurou elle, reaonhe-
co-o agora... como eeus filbos vSo ficar
contentes !
Meus filhas nun.-a saberlo que estou
vivo disse Daniel, nunca o saberlo.
E por que f perguntra Jacques.
A sua felicidade depende disso
ra a sociedade sou um horaom
um homem maldito.
Jacques fez um gesto assusaio.
Donde vera, que fez?
des. E pe-
adorara a sua vi Ja, quando todos os mo-
numentas^resplandecem luz do sol.
Ha em todos os cantos, na embocadura
de todas as ras, principalmente nos bair-
ros novos, onde, djntre os rchelos, se er-
guem mpitas de verdura, pia'.os da vista
admirareis, que se destacan sobre ura fun-
do kZul brilhanta, quasi lirapido.
Era torno do bosque de Bvlanha, na-
quellas avenidas sombras que parecam o
pralongaoieuto das ras do bosque, e que
se povoam de dia para dia, nlo ha neces-
sidade de ir longe procurar o ar puro fres
co. As casas esl3o literalraeute enterra-
das na fdhagera, e das janellas vm-se
hs masas verdes do bosque, que se agi-
tam delciosaraenta impedidas pela brisa.
Ah desfrutase do conforto da cidade, re-
unido aos prazeres do campo, sem contar o
goso de parque, como nao ha outro, e por
onie 83 pode passeiar de carro mais de
ua> hora, sera esgotar as sorpresas.
E' neste lugar encantador, verdadeiro
edn pariziens?. que Carlos de Serves,
depois de sabir do Mxico, corao j disso-
mos, veio cora sua irini Clara^fixar resi-
dencia. *
Coraprou ura palacete que acabava de
ser construid, e cuj) gradd do langas
domadas era separado do bosque nica-
mente pela estrada e pelo fos30 das f irti-
fi e.igd'es, a muito pequ-na distancia de urna
das estradas. Por detraz da casa esten-
dia so um_ vasto jardim, plantados de gran-
des arvoras, qm escaparara do arrassmen-
to do parqua de Neuiliy.
All viviain ambas, cercados de verdu-
ra, cora asj^.neas guarnecidas de trepa
deiras, urna estufa ohea de plantas do M-
xico, que deviam reeor"ar-lhe, no meio das
suas alegrias, aqu-lle paiz onde tinhara ti
do tantas horas do d-.sgracas, onde tinhara
deixado os ossos de sua mai, e onde ti-
nhara sabido do desapparecimanto myste-
ibso de seu pai. Clara pensava constan-
temente cm fado sto.
NSo poda inclinar se sobre a h\>r ver-
melha de ura cactus, passar a mao pola
folha assetinada de usa palmeira, sem qua
o seu espirito voasse inmediatamente para
aquello passado de tristezas, sem que urna
lagrima lhe viesse balougar nos cilios.
Clan tinha completado 18 annos Era
urna 11105a alta e forraosa, de olhos meigos,
ura pouco tristes, de estatura cima da
mia, esbelta, graciosa. Tinha na pby
8onoraia todo o encanto de sua mSi, en-
canto que as sms maguas tinhara augmen-
tado ainda. A sua belleza era urna destas
bellezas tranquillas, que tem a graga das
flores de cr'3 desmandas.
N'ella, nao havia banalidades, exterio-
ridades. No era f,ceira, era vaidosa. A
riqueza nao nudou os seus gostos simples.
Nem se embrava que era rica. Nlo des-
prezava.ninguem. Era boa para toda a
gente, e 08 seu3 errados adoravani-u'a.
miseravel, Nunca se tinha lembrado de que ura pou-
co de ouro a punha cima do resto da hu-
manidad-'. Ls robra va-Be apenas que a ri-
queza lhe permttia apenas alargar os seus
beneficios. O seu temperamento tranquillo
gos. Muito correcto-no vestuario, calca-
do e penteado a-ultima moda, tomn o ar
grave inglesado, que anV-Um .08 rapaz?
da moda, e s vigilias j lhe havam feito
perder as cores. Eptre os seus novos ami-
gos, entre aquelles que tinham contribuido
para o lanzar no turbilhSo, figurava, no
primeiro plano, Aqdr Raustau, filho do
binqueiro Roustan, que Daniel de Serves
havia matado, as oiraumstancias que co-
nocemos. Os dous rapazes estavara bem
ionge de imaginar que entre elles havia
urna nodoa de sangue, que devia separal-o
para sempre, vito ^que o crime que i-
nh posto fim a existencia do banqueiro do
boulevari Sebastopol, nunca fora elucida-
do.
A-i Ir Roustan, alto, magro, de feices
angulosas, nariz adunco, olbos j sem bri
Iho, gestos bruscas, quasi autora i ticos, da va
o tom moda. Tinha entrada em casa de
tod s as horsoat.e8 de alta e baixa cat-J-
goria. Tinha gloria em ha.er contribuido
para a voga de algumas dellas... Mis
sentia-se cansado, mollerSo... na poca
era quj estamos, e aspirara a ter um bora
fira. Dizia se alera disso que os conside-
raveis haveres que so deixara, estavam
muito dizimados ; mas a sua maneira de
viver, desmenta aquelles boatos. ErTecti-
vamente, e em vez de diminuir as suas
eespezas. elle aug.-iientava-as de anoo para
anno. As suas estribaras possuiam os
mais formosos cavallos de sellg e aro, que
erara vistos galopar as alamedas do bos-
que.
Jogava grosso, e ssmpre a dinheiro
vista. Ainda ltimamente tinha comprado
parte de urna agencia de cambio, e pagou
vista. E verdade que o dinheiro tinha
sido fornecido tinha sido foruecido por Car-
los de Serves, a quem tomou para socio.
Os dous novos amigos nunca se separa-
vara. Aodr ia muitas vezes ao palacio
da avenida ds Madrid buscar o seu amigo,
e te ve o.'cisao apresentar .8 sua3 horaenagens a Clara, e
pareca muito impressionado cora a sua
belleza. Mas nao tinha produzido o raes-
roo eifeito na moga. Quando Carlos a in-
terrogou sobro o seu amigo, ella poz-se
rir.
1' do dous cavaflos j est
O cou
porta.
Ciar desee os degros pelo braro do
rmo, com o rosto envolvido em urna nu-
vem de r'.nlas.
Os tons claros do seu veslmrio pare-
cem illurainr a escurido.
Apoia-se ao brago do irm), dessuidosa
e fl xivel.
O (-riado correu para abrir a portinhola.
Ella sobe, emquanto Carlos d > suas
ordena ao cocheiro.
O mancebo entra tambera para a car-
ruagem. e os cavallos dao volta no piteo
e partera.
No momento em qua iam a transpor o
portSo, o cocheiro para de repente a pare-
Iha, gritando.
- Foge I
E f.y. um desvio, para nao esraagar um
velho que all estiva paradj, com os olho3
fitos no portao, como se nao tivesse visto
nem ouvido os cavallos.
C .ros e Clara inclinaram-se instinctiva-
mente.
O primeiro encolheu os hombros com
ar aborrecido:
Sempre esto mendigo !
Ciar:-, tambera reeonhecou o velho...
que ha poucos das nao sabe doa arredo-
res da casa.
Notou que olhava para ella de ummodo
singular. .. como se no seu olhar houves-
se ternura.. Impressionou-se a primeira
vez, e depois nao o pode tornar a ver,
sem sentir urna impresso extraordinaria
Estava tad trmula.
NSo um mendigo, disse ella. J
lhe quiz dar esraola. Kecusou. Mas nao
sahe daqui. Todas as vezes que app ireco
no jardim, p3e se a olhar para mim.
Algum gatuno, que procura occasiao
de fazer alguma.
aprossadamente,
ni i
Estaraos enten-
P^-l
Assassinei e venho de gales,
cando na mo do s.-u antigo criado, Da- traciparecia em todos os seus movimentos.
niel de Serves levou-o para fra do cenii- Mal se ouv^ a sua voz no palacio. Par?-
teri >. I0'* I11- d^Biava pelas salas como se tives-
__ Anda, disse ello, tenho confianza is; azas... e s as azis lhe faltavara para
em ti... ser u'n arjj-
Estava mnitas vezes s. Passava entao
horas iateiras na estufa, diante das ores
exticas, pensando nos ausentes queridos.
Carlos nao tinha o genio tmido e soco-
gado da irro. Logo que chegou a Pariz, o
seu no me, a sua riqueza, abnram-lhe as por-
fa dos clubs e dos toucsdores da moda ;
elle atirou-s! iraraediatamente no que se
chama a grande vida talvez por sereno
rauito baixas as paixoes que a encuera.
Tinha que consumir todo o fogo aecumu-
lado curante uraa raocidade tranquilla
forca.
Era ura bsllo rap2Z, corado, de olhar
vivo, de urna alegra um pouco ruidosa a
FIM DA PKIMEIRA PAETE
Segunda parte
I
N'estes ltimos tempos, o numero de fa-
milias que no verao saliera de Pariz tem
augmentado coasideraveliiente.
Durante o* mezes dejulho, agosto e
seterabro, os boulevards, oa bairros reos,
as avenidas que irradiara do arco do Tri-
uropbofiVam quasi dosertos. A moda es
tende-se at ao commercio, grande in-
dustria. Toda a gente sent necessidade
de tomar ar, de sa distrahir um piuco, de
ir respirar a brisa do mar ; e, entretanto,
V "* oLjtm a knnim 'principio, mas que se foi poueo a pouco
ustainente no verao que Pariz bonito, t e 'i k r
. j j.:.. ;,;., mo lican lo, corao conneto nos seus arai-
no verao que os verdadeiros panzienses
FOLHETII
JOSLARONZA
';'
POS
IAGOES I)U FLOT E PEDRO MIEL
lEfiCNVA P 4 R T E
O PIRATA
(Contiouacao do n. 100)
VI
O brahmane, acordado de sobresalto le-
vantou se :
Que ?
E reconhecendo o inglez :
Ah! disse elle com bora humor, o
senhor ? Seja bera vindo. Porque grita ?
Laronza mestrou a cinta da qual a co-
bra desenvencilhava-se lentamente.
Olhe, disse elle.
O brahmane sorrio.
Vi* hniu senhor das suas creatu-
ras, sahib. O senhor assnstou-se sem mo-
tivo.
Sem motivo ?
Sim, esse animal me conhece. Vai
ver.
Jubb recuou prudentemente.
mm Oh oh pundit, o senhor tem co-
nhecimentos singulares I mas a mira ella
nao conhece.
NSo tem nada a recear, replicou o
padre. .
E em voz fanhosa e fraca, come^ou a
cantar urna melopea montona.
A serpente ebegou e a elle, euroscou se
as suas pernas, depois nos brajos e no
pesclo, cim as prezas tem veis voltadas
para o lado do europeu.
Est vendo, diese o brahmane, sor-
rindo.
A sua calma pareca zorabaria.
Jubb, embarazado, confuso, comprehen-
dia qunnto era ridicula a sua posiclo.
Ramou Sa teve d delle.
Qual o motivo que o troaxe aqui,
safcib T
O pirata respondeu sem hesitar :
Dfsembarquei hontero, soube da mor-
!te de mea amigo Jahar Sing e quiz per-
; guntar-lhe algumas parti-ularidades desse
i kcootecimento doloroso.
O brahmane respondeu gravemente :
O nababo ames de morrer lerabrou-se
I dos seas araigis velhos e fiis.
Eu aei, replicou o bandido, cujo olhar
cabio invo'uota.-i-imente sobre o manus-
cripto que anda estava no chao.
Rama Sa sorpreadeu o olbar.
- A prov cu sua amizade est nesse
papel, que me entrega toda a saa fortuna.
Mas Jar>ar Siog esqaeceu que os homons
da niinha casta e d* (ciaba coadijao fa
zera voto de pobreza. Nao posso, pois,
aceitar o seu legado.
Entretanto, intetrompeu Jubb.
O padre continaou :
Nao s*i se a vontade do
Eu
no3so aa:igo
recuso aceitar
tomou oatra frmala
68911 dadiva.
- Ah disse Jibb, que estremecen.
Sim, essa a miaba resolucSo irre-
vogavei. O senhor nSo ignora que a lei
imjioe aos teftameotoa dos principes urna
demora de oito (fias antes da abertura e
depo3 da convocado de to-ios os berdei
ros.
io adoptado pela admi-
Sim, o mo
nistracSo ingleza.
Pois bem, ontinuou Rimou Sa, le-
galmente Jah r Sing nSo tem seuao um
herdeirc, uro soorinho, menino de quinze
annos, tilhj de -iraa irma do nababo.
S esse menino?
Destinase ao culto de Brahma n sou
eu quem o educa. Ora, eu nao quero que
o attractivo de ama fortuna possa desviar
esse moco ssato da vocajao celeste que o
chama.
Cmprebendo/ ilustre pundit. Nao
dir nad-. ao menino, da heranfa nspera
da que lhe chega ?
Nada ; e para afasia r toda a tentarlo
do mea espiriro, roa Jesruir e3seB papis
seductores.
Dizendo igso, o padre apanhou do ch5o
o manusjripto em Iiagoa i.lia ; e approxi-
mando-se ae urna ca.oila :
Perece con? unido pelas chammas da
renuncia, objeeto -orruptor, enj vi8ta per-
turba o- meu olhar e a mioha vontade.
Dsixou O t93*'t:cento
fumado.
Uraa ehamma rpida larabeu as paguaa,
emquanto com ama varioha de prata, o
velho brabraane avivava o fogo do sacri-
ficio.
Laronza senta o carajSo bater nom for-
ja duplicada. Acompanhava, commovido,
no brazairo per
E' muito exquisito, respondeu ella
Parece feito de pao.
Carlos nao insis'o.
Domis n2o tinha nenhuma razio para
casar Clara com Roustan. NSo quera em
Dada influir na escolha de sua irma, ape-
zar de lhe ser fcil apertar ainda mais por
uraa alanj 1 os lagos que j o prendiam
ao seu amigo.
^ndr tinha lirapado os humores, corao
feralmente se diz ; poda dar ura bora ma-
rido. Era todo casa, era de alta sociedade,
e um bom partido para Ciara.
Veremos mais tarde que a moj* tinha
outro3 projeetos.
Tal era a situacSo dos no^sos porsona-
gens, no momento em que rogamos aos
nosso8 leitores que nos acompanhem ao
palacio da avenida de Madrid.
Havia rauitos annos j, que Carlos e
Clara resi liara era Paris e viviain da ma-
neira que acabamos de indicar.
Apezar de seu gosto pelos praaeres,
Carlos, que respeitava e estiraava sua ir-
mi. guardava com todo o cuidado as appa-
rencias. Almopava e jantava quasi sem-
pre cora ella, e, se ceiava cora outros, mui-
tas vezes levava-a ao theatro.
Naquella dia precisamente tinham irraao
e irma feito projecto de ir ao Vaudeville.
Estaraos era outubro. Todos oa theatros
acabara de apresentar as suas novidades.
O Paria elegante volta de todos o pon-
tos do horisonte, meos os caladores, que
ainda se demorara.
A melancola cahe sobre os bosque,
cujas iolhas rolara pela avenida, levadas
pelo vento. O cume do bosque est cheio
de tons como uraa aquarslla. Ha liuha
que forma com co pirdacento veios os-
curos ou paludos, como em ura marraore.
as crepitacSes do fogo na filagrana de arroz
do documento.
Quando nao restava mais do que ura
monte de cinzas, elle soltou ura suspiro de
all vio.
Afinal 1 murmurou elle.
O seu inimigo acabava de prestar-lhe
um servico, fazendo desapparecer o docu-
mento fatal que euibaracava o seu plano
temerario.
Nesso momento Lewis Jubb de boa von-
tade teria dado um abraco em Ramou Sa.
Jul-ou de ver fazer algumas perguntas.
Como morreu o nababo ?
D uraa morte singular, sahib. Pare-
ca ter bebido o veneno da eupborbia.
O padre proauociou essas palavras cora
a sereaidade mais perfeita.
Laronza poda bem pensar que elle nao
o suspeitava.
E, tomou a perguntar, foi o senhor
que o tratou ?
Nao, sahib. A voatade de Brahma,
trouae ao leito do nababo ura eatrangeiro,
u ai mogo, medico trancez de passagem em
Ponia de Galles.
Como se chama esse medico?
O Dr. Arband, creb eu.
Disse que elle estava de passagem
aqui ?
Sim ; am desastre acontecido ao pa-
quete Hindou8tant obrigou o a esperar aqui
a chegada de outro vapor.
E tomou a partir ?
Creio quo sim.
Jubb respirou.
Decididamente o brahmane nao sabia
nada.
Entretanto, insisti.
Foi a Sngapoore, afim de l tomar
passagem para a Australia.
. Dessa vez nSo havia mais duvida. Ma-
ximliano mesmo, nada tinha visto, nada
suspeitava, porque 9m vez de o esperar em
CeylSo para dar-lhe batalba, tinha ido pro-
curai-o em Melbourne.
Obtidas essas informagSes, o pirata des
peJio-se do velho e voltou para a casa de
Attab.
Carmen o espera va l.
Pelo seu ar alegre a moga compreheadeu
que o seu amante tinao motivos para estar
satisfeito.
Espero, dase ella com ar zombetei
ro, que nao chegou a extremos.
NSo, replicou Laronza. Nao foi ne-
cessario. O velho ni} paasa de ura imb-
cil.
De modo que partimos ?...
Ao oahir da noite.
E vamos ?...
E a carruagem parte puxada pelos ca
vallos.
O velho voltou se e seguio-a com o olhar
at ella desapparecer n> escuridSo.
Aos albos veio-lhe uraa lagrima de amor,
de enterneciraento e quasi de orgulbo.
Sao bellos, ao ricos, aSo falizes !
murmurou elle, e affastou-se para o lado
opposto.
II
O ca vallo andava de vagar, cora o p as-
so arrastado. Era impossivel dizer a sua
verdadeira dada. Tinha um destes rostos
abatidos, corao se v nos hospitae, onde a
dr cavou rugas mas profuo las do que os
annos. A face macilenta, queimada, rugo-
sa, faza sobresahir ainda mais a alvura
da barba que o emmoldurava.
Era impossivel a quera o tivesse visto
ra^co reconhecel-o agora, porque via-se
que as feiySes tinham sido alteradas e como
que laminadas pela fadiga e pelas desgra-
918. S o olhar vivia e tinha uraa exprs-
silo syrapathica o meiga Pareciam-se cora
um myosotes azul, emergindo cheio de
vida de um solo lodoso.
O vestuario do individuo acabava de o
designar por ara destes vencidos da vida,
que to grande numero 83 arrastam pelas
ras de Pariz... esse vasto campo de ba
talha, onde tanta existencia se abate e ac
ba. Vesta um casaco de paono preto,
velho pelo uso, avermelhado as costuras,
urna caiga igualmente escura, cujas barahas
esflapadas e cheias de p cahiam sobre os
sapatos cambados. A camisa, estava lim-
pa. Na cabeca trazia ura chapee molla,
desbota io, deformado pelas formas.
O hornera seguio por um instante pela
avenida de Madrid, depois voltou es-
querda, e vendo Iluminada a leja de ara
negociante de vinhos. A primeira sala
estava oc rapada por uns dez cocheiros dos
arredores, de collete amarello e listas ver-
melhas, beben io diante do balcao. Aquel-
la criadagem estava alegre, satisfeita, por
se ver afiaal longe das vistas dos patrSas.
O velho- p*830
receber lguas eneontr5'S, p*ra. chegir
sala do3 fuios, nlo araz da vidra^a via
luzes, e onde esperava estar estranquilla.
Empurrou a porta. Vio quatro horneas sen
fados a um canto, p iracondo conversar ora
voz baixa e eora aniraaeSo, e que fizerara
um gesto de irapaciencia e de rao humor,
vendo-o. Ainla assira ella ontrou.
Ura dos quatms homen3, o que pareca
ser o chefe, disse em volta alta bastante
para ser ouvido :
Silencio, a^ora.
didos,
Ura dos companheiro3 encolheu os h >ra-
bros.
Ora 1 um velho bebado !
O nosso horaioi foi collocar-se era um
banco ao lado.
Bateu na masa, pedi queijo e vinho ;
depois poz-se a observar os seus viziohos,
quo bera mereca ra prender a attengao, e
que gracejavam agora em voz alta, pare-
cendo nao se inquietar com a sua pre-
senga.
O primeiro dos quatr^s individuos, o
quo tinha fallado e estava no raeio dos ou-
tros, cara os punhos negros, que pareciara
to passaios e tSo duros como urna clava,
era ura hornera de trinta a quarenta an-
nos, do cabellos encarapitados, physiono
raia bestial, olbos pardos, com reflexos es-
vermelbalos. Tinha pella de mulato, mas
esbranquigaia ora ulguas lugares, como
urna toalha j muito servida, urna pelle
sobre a qual destacavam-se os dontes al-
vos, e cujo riso era feroz. Tinha vestido
um jaleco amarello, por debaixo do qual
se via urna camisa de flanella verraelha,
rota, sera gravata, apresentando era
plena luz o pescoco robusto, onde as veias
e 03 msculos se destacavam.
Dous dos acolytos do mulato traziam
uraa bluza desbotada, que lhe caba sobra
os horabros; e na cbega uas chapeos de
seda, achatados sobre o crneo e cabidos
sobre a orclha. Duas phisionoraias insig-
nifioantes, muito mogas, sera barba, palu-
das, quasi lvidas, com os olhos sera bri-
Ibo, meio fechados cora o peso das liba-
g5es.
O q tarto personagem pareca um gato
pingado p delgado era, mettido em uraa sobrecasaca
de panno russo, abotoada at o queixo,
com um chapeo alto na cabega, que faza
illuso quanto sua vetustez, to bem es-
covado estava, se o pella das abas e da co-
pa nlo estivesse sata io, gasto, corao se ti-
vesse sido ruido pelos ratos. Deveria ser
o tabellio da assaciagao. Oas mangas
aportadas do cisaco sahiam-lhe as mos
corapridas, afiladas, muito brancas ; mas
em toda a sua pessoa nao se via ura pe la-
go de camisa, ura ponto branco.
Os tres individuos n5o desvavara o olhar
de cima do mulato, cujas palavras pare-
ciara beber, cheios de adrairagao e de
respeito pela sua forga, que devia ser for-
midavel.
O nosso amigo coma de vagar.
A sua attengo nao poda desviar-se da-
quelles horneas, sem que elle soubesse
porque.
Algumas palavras ouvdas diraita e a
esquerda, tinham-lhe feito adivinhar qual
era a sua profissao. Tiaha diaata de si
aquelles p^rigosos vagabuados, que sSo
o fligello dos arrabildos de Pariz, que sa-
queiara noite as casas abandonadas,
quando nao ae iotroduzara, de rewolver
em punho, aos aposentos ainda oceupados,
quo.vivem da rapia e do roubo, e que
nao vacillara diante do assassinado, quan-
do sao sarprendidos.
Tinha acabado a sua parca refeigao, e
dspunha-se a abandonar aquellos pergo-
808 vizinhos, quando a ebegada de um
novo personagem o fez cahir mraovel do
seu lugar.
Daniel reconhejeu do racem-chegada ura
dos criados, que tinha visto as estreba
rias do palacio de Serves.
Para Singapoor, se nao lhe aborre-
cer isso, disse eiie rindo.
Os olhos da hespanhola lang*ram chis-
pas.
A sua belleza radiante, nesse momento,
tomou urna expressSo singular de meigui-
ce, qae nao lhe era habitual.
O bandido a encarou serio.
Carmen, voc bella, dissti elle. NSo
conhego mulher mais bella do que voc.
Entretanto a esse estafermo que consagra
as suas melhores lagrimas.
Ella voltou-se, feroz:
. Voc nao tem o direito de o insultar.
Se elle nao me ama, porque ama a ou
tra. Afinal de coatas, elle tem razo. Eu
oada fiz para merecer semelhante felicidade
na vida.
Jubb encolheu os hombros.
Sa voc aecusa-se a si mesraa, n2o
a mira que compete defendel a. Em sura-
raa, eu nao lbe desojo sent bem, em-
quanto formes amigos.
Eu nao esquego nada, replicou ella
com altivez. Tenha voc tao boa memo-
ria como eu.
A'8 no7e horas da noite, o yacht ligeiro
e faceiro, levaotou ferro, e, dirigido por
Attah, paasou a linha de rochedos. Jubb
levantaodo o punho para o co, excla-
mou :
Agora nos dous, Maximiliano Ar-
band.
Essa Jos Laronza tinha um imperio.
Do cabo Camorim at o cabo do Sul,
das Lacadivas Nova Zdaodia, esquadras
e qua .rilhas obedeca.n s suas ordens.
Quera poderia dizer onde cessava o seu
poder ?
Elle tinha reconstituido, s e por urna
vontade iraplacavel, os prodigios da grande
piratara.
A Chiaa era a sua tributaria, assim tam-
bera o Annira, o Japao, Borneo, OS Malu-
cas, os Celebs, a Australia e a Nova Gui-
.
Ora, era nessa ultima ilha, do tamanho
da Hespanha e da Frang que elle tinha
estabelecido a s le da saa omnipotencia.
A trra dos Papuas com certeza, urna
trra ignorada.
Depois dos portugueses Abreu e Serra-
no, muito poucos viajantes europeus abor-
daran! essas costas esplendidas e temiveis
Se as aves do paraizo frequantara as suas
florestas maravilhoaas, estas tambera abri-
gara o tigre, as serpentea e os cannibaes.
O ho nem branco all suecumbe s fe-
brea paludosas e os selvagens devorara os
seus restos.
Pela sombra encantada das arvores a
Que ptdia esse hornera ter de coramum
com aquelles bandi ios ?
Quiz sibel o e ficou; mas, para nao
despertar a atiene!, deitou-se em cima
da mesa e finga que dorma.
Com a chegada do criado, que pareca
ter vinte annos apenas, operon. se um
grande mnvmento entra os bandidos.
Ah at que afiaal! murmurou o
mulato.
Esta valante Cao de Fila disse o
patife da sobrepasaba.
Todos so voltaram e estenderara a mSo
ao recem-ebegado.
Atastarara-8e para f,>z:r lug ir no centro
da goeidade.
Chegasto muito a pr (psito, mea ca-
ro, disse o hornera cor de aztona.
Noo pule vir mais cedo.
E como vo as cousas ?
Antes de r.-spaniar, o rapaz langau ura
olhar era torno do si pira certiScaree de
que nenhum ouvido suspeito poda ou-
vil-o...
Vio o velho e mostrou-o.
Nao ha reeeio... Est coziohando
.s liba(;0.'.3 do dia.
Efectivaraente o na3so homem pareca
ja do-'inir profundamente.
Viam-se lhe as costellas levaatar-sa re-
gularaeute e ura resomnar sonoro sahia-lhe
dos labios.
Comtudo o criado aproximou se mais,
para estar raais parto des seu3 companb9-
r08.
Pie ser faita esta noita, sa quize-
rera, murmurou elle.
Um ca'afrio percorreu o corpa dos qua-
tro horaens.
Esta noite ? exclamou o mulato.
Sim !... Nao estilo promptos ?
Estaraos sempre.
Tera as gazis?
Ura dos horaens de blusa bateu n03 bol-
sos.
E muito bom feitas, :turneo.
Nunca mais, proseguiu o criado,
encontrara urna oacasiao como esta que
neste momento ha muito diaheiro em
casa. Meu amo eahiu cora a irmS. Fo-
rara ao theatro. S voltam tarde. Urna
hora depois esto a dormir a sorano solt.
Tam a planta da casa, chaves quo funecio-
aam bera. Sabeado fazer a cousa com gei-
fe, podam esvasiar a secretara sem des-
pertar, ninguem.
E, sa se lembrassera do accordar,
dissa o mulato, cora ura brlho selvagem
no olhar, tenho um meio de os fazer dormir
para sempre.
E mostrou os dois pulsas.
Nao digo o contraro, proseguiu o
criado, mas era raelhor chegirraas ao nos-
so fim por outros meios... ^o sou pela
effuso do sangue.
. era eu I disse o homem de sobre
casaca.
C por mira... disse ura dos de
blusa cora ura ar indiftereate.
Faz-se o que se pode, disse o ha-
raem cor de azaitona.
A secretaria e3t no gabinete do pri-
meiro andar, eontnuou o criado: meus
araos dormera no segundo. Poda-se muito
bem limpal-a sem os accordar.
__ Com certeza. disse o patifa de so-
brecasaca. E entreguem-me o negocio, que
respondo por ella.
E o porteiro ? perguntou o mnlato.
Loga que a minha gente volta, poe-
se a dormir conso u n porco. Da mais, nao
pssara parto do seu cubculo... Entrara
pelos fundos, pelo jardim.
Estamos entendidos.
Portant, nenhuo> perigo... se tive-
rem habilidade...
Trabalbaremos esta aoite, disse o
mulato, tomando urna resolucaa.
A qu3 horas?
A's duas sa hauver novidade, se
acontecer algum transtorno, coohecem a
signal ?
(Contina)

morte passeia sob toos es aspectos de f-
ras, e o antropophago o mais cruel des-
sas tera i.
Entretanto, o pirata nilo hasitou. No
fundo do golpha de Astrolabo, ao qual
uraa matanga deu o none, ella tnba collo-
cade os seus vigas. Ai velas quo passa-
vam no horizonte nSo podiam iaquietal-os.
Bem sabiam com que terror oa brancas
evitavam essas plagas inhspitas ; 6 se as
vezes ura navio mercante, compellido pela
tempestado a procurar abrigo era alguma
enseada, ancorava entre os rochedo3, esta-
va perdido. Nenhum passageiro, nenhum
homem da equipagem revia jamis outras
trras. Os que consentiara era servir no
esercito do pirata insaciavel, erara per loa-
dos e com isso lacra vara. Quaato aos ou-
tros, os saqaeadores entregavam-os logo acs
corapaaheiros ?apuas, e era por meio des-
ses presentes de carne humana que os ban-
didos de cara branca entretinhara relagoas
amistosas com os seus congneres da Aus-
tralia.
A'guns desses piratas tinhara sido pre-
sos. Tinhara sido enforcados logo, segan-
do urna justiga expeditiva e sumraaria.
Todos tohara guardado segredo. Talvez a
justiga fosse precipitada. Afguns, sem le-
var mais longo as suas confidencias, e de-
sejando irapressionar os marinheiros tinham
feito brilhar aos olhos destes, reflexos de
uro, de voluptuosidades incriveis. Tinham
fallado era portas singulares nesses mares
mysterioso3, em retiros oecultos onde os
bandidos amontoavam os seus thesouros e
escos liara os seus barens. Disseram o
nome de uraa cidade, cidade desconhecida,
capital desse povo sera baudeira e sem na-
cionalidade, Ora Linga ; cidade cujo non?,
meio indio, meio hespanhol, pareca indicar
urna morada fabulosa, criagao da imagioa-
gla sensual do Oriente. Alguns expiran
do, tinham jurado que ella existia, oceulta
pelas arvores colossass das flirestas tropi-
caes na margara de algum rio, cujas aguas
corriam par ura leito de palhetas.de ouro.
Oa tigres, as cobras, 03 abutres aguarda-
vara. Era preciso ser iniciado pera conhe-
cer os caraiubus que l iam ter- As suas
portas tinham um oSasame, abre-te, dig-
no da sua populagSo de la Iroes.
Onde existia ella 7 Na trra dos Dayaks
ou dos M ioris ? Nao. Ella sem duvida er
guia-se nessa raesma ilha Papua, ao p do
monte Aird, flanqueada pelas tontas sulfu-
rosas ou velada pelo pennacho de fumo es-
caro dos volco* es.
Era all que Jos Lironza esquecta os
remoraos e apascentava-se de orgulho na
sua revolta contra a sociedade. Monarcha
sem embaxadores, tinha confidentes noa
quatro pontos cardeaes.
A velha Europa o tiaha recebido corao
comraerciante honrado nos seuspirtos. Ti-
nha parcarrido todas as capitaes do mundo
civilisado. Era Nova-York, Ldvts Jubb
negociava em algodo e cereaes. Em
Oiessa comprava trigo e na Inglaterra car-
vao de padra e ferro.
A Franga offerecia-lhe os gozas da sua
Pariz maravilhosa, que elle sem duvida per-
correu corao nababo, distribuindo ouro s
maneheias E quem poderia por um mo-
mento desconfiar desse grande actor que
jalgou dever cobr*r ura tributa de todo o
mundo e converter em ouro massigo essa
coroa de ostentagSo que mSos de mulheres
eolio :avara lhe cora carinos, na fronte.
Quando o yacht sabio de CeylSo, quando
o navio pirata descobrio no horizoate o pa-
quete, Jos Laronza, entao certo de que a
sua preza nSo lhe escapara mais, foi sen-
tarse popa, onde Carmen j se achava
deitada em ama maca que a embalava ao
sopro da brisa.
Por sua ordom, Ned H >bson tinba feito
retirar tudo quanto poda dar ao navio urna
apparencia duvidosa ou araesgadora. Os
canhas tinha>n desapparecido e a bandeira
ingleza fluctuava orgulhosa na carangueja
do bergantim.
O bandido approximou-se da sua baila
companheira.
Est satisfeita cora esta viagam, Car
men ?
__ Estou encantada, meu caro senhor.
Eato nSo est mais zangada com-
migo ?
Nuaca estive zangada.
Vamos l, disse elle cora gravidade.
Voltearas s condigSes do contracto. Ea
entrego-lho Maximiliano vivo, nSo as-
sim ; e voc encarrega-se de se fazer amar
por elle ?
E' isso mesmo.
Em compenaagSo, como eu nSo tenho
projeetos senSo sobre a fortuaa desse mo-
go, entrego-lbe a sua alma e o sea corpo,
cora urna nica coodigSo : voc ha de au-
xiliar-me nos meus designios.
Porfaitaraente. Qaaes sSo esses de-
signios? ,
Ella hesitou um momento, depois, to-
mando urna resolugSo sbita :
O que *e vou dizar, Carmen, de
urna gravidade excepcional.
E to grave que eu nSo hesitarla em en-
terrar-lhe este estylete na garganta ae, de-
pois de ouvir-me, voc recasasse servir-
me. IContinvmr-M-hs-)
"Typ. do Diario ra taque de Caxiai n. t.

?
H -
f usmi <


Full Text
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