Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16799


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AUNO LIIII IMEiO 103
r
"






\

m
PARA A CAPITAL E LIGiRKH OWDE WA SE PACA PORTE
Por tres mores adiantados............... 60000
Por seis ditos idem.......... ...... i/pOOO
Por lio anno idem"................. 230000
Cada numero avulso, do meamo dia............ ^1^0
SEITA--PEIB 6 DE MilO DE II
PARA DESTRO EORA DA PROTISCIA
Por seis meses adiantados. .0.........
Por nove ditos idem................
Por no anno idem....."..........
Cada numero avulao, de diaa anteriores..........
130500
200000
270COO
0100
DE
NAMBUGO
Praprietatie ht JRaiwel Jifliirira He Jara i Lijos
O Sr*. Anaode Prin.ee t G.
de Parla, i o amaos agentes
exclusivo* de ann;uic5os e pu-
bltcacoea na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMAS
::?-;;: pasticulis so habi
RIO DE JANEIRO, 5 de Maio, s 3
horas e 10 minutos da tarde. (Recebido
s 5 horas, polo cabo submarino).
O projecle honlem apreaentade a
Cmara don Reputado* pelo Sr. f
rouao CelNo Jnior, obre o elemen-
to mti ii. nao fol boje Juagado obje-
clo de dellberacao manlfeataado-ae
a favor 33 e contra 41 deputadon.
A referida Cmara nomeou para
a commlaao de reupoNta a falla do
i ti runo ao *>rs. conselbelroN Joo
Maooel Pereira da Silva. Manoel
Antonio Duarte de Aaevedo e Joii-
FernandeM da tos tu Pereira J-
nior.
I\'e Senado rorana boje reconbe-
cldOM om pederea don Sr. cimaeihH-
roa Candido bule Harta de Oliveira,
Francisco Bellmano Soarea de Sou-
ia e Antonio da Silva Prado.
.-OTI(0 DA a&SSCIa SA7AS
(Especial para o Diario)
CALCUTA', 4 de Maio.
Om insurgente* alTglianN bateram
conapletamente aa tropa* do Km Ir.
e ameacam a ctdade de Kandabar.
FLORENCA, 5 de Maio.
Aa lazan de BoMsini forana cunda -
xldan ena triunapbo para a igreja de
Santa Croce.
S. PETERSBURGO, 5 de Maio.
O emprentinao do governo rasso
annunclado ultinaanaente fol caber-
lo dlveraaa veaea naa prlnelpaea
pracat eurepa.
RIO DE JANEIRO, 5 de Maio, tarde,
k
Na Cantara do* Deputadoa fui re-
ponido pela analorla o projecto de
le aobre o elemento aervll apresen -
tado pelo deputatfo AaTonae Celae
Jnior.
Agencia Haas, dlial am Pernambuoo,
5 de Maio de 1887.
LHSTRDCqO PQPDLAR
ELEC TRIC1DADE
(Extrahido)
DAS ESCOLAS E DA BIBLIOTHECA DO POVO
EliECTRICIOAOE IlMHIlt
capitulo xni
PlLHAS DE DOUS lquidos ; SUAS VANTAGES5. Dbs-
CBIPCAO DAS 1'II.HAS db Da.mkll, de Misotto, DE
BuMSBN, DE (JbO"E E DE LbCLAKCHE. BaTEBIA
qalvaxicv. Modos de combinas os blbhbhtjs
COHPOBMB OS EPPEIT03 QUE SK PRKTEHDBM Ef-
feitos puy3ioi.oqic03 b calobificos das cobbbhtbs.
Effbitus luminosos. Abco voltaico. Teams
porte da materia pondebavbl pblo arco voltaico ;
LAMPADAS BLECTRICA9. KeOULADOBBS. VbLA CAB-
BOMCA DB ABLOCHKOFF. pROPRIBDADBS IBTB5-
SIDADE DA LUZ ELCTRICA. APPLICACOEd IHDUS-
TBIAES DA LUZ ELCTRICA. A LUZ ELBCTBICA COMO
MB10 D8 ILLUMINACO PUBLICA.
( Cont i nuaf o )
Os effeitos das correntes das pilhas sobre os
animaes dizem-se physiologicos : coasistem em
coininocoes e contraccoes musuulas, tanto mus for-
tes, quanto msis enrgicas forein as pilhas. Estes
effeitui sao anlogos aos das bateras de Leyde, e
duram emqaanto estiver techado o encuito.
;Os effeitos calorficos das correntes voltaicas
tambern sao anlogos nos da batera de L-yda : o
fio em que a correte se propaga aqaece, torna-se
incandescente, funde-se ou volatilisa-se, conforme
0 teu eomprimento e o seu dimetro sao maiores
ou menores ; anda aquelles metaes que resistem
aeco do fogo nais intenso, como a platida e o
iridio, sao fundidos rtor urna corrente enrgica. E
nao so os metaes : com ezcepco do ca vio, todos
OS corpos teem sido fundidos pela pilha ; pro-
prio diamante j foi por ella redasido a grapbite.
Estes maravilbosos effeitos sao devidos 4 resis-
tencia que a corrente encontra no conductor que
une os doas polos.
Os effeitos luminosos da pilha manifestam-se por
faiscas oo pela incandescencia das substancias
interpostes aos dous polos : as faiscas obteem se
approximando as extremidades livres dos dous ele-
ctrodos quasi ao contacto, e snecedem-se com in-
tervalloa to curtos, que poden chegar a produsir
los continua ; a incandescencia obtem-se ligando
os doas polos por ara fio delgada, de ferro ou de
platina, ou fazendo comnunicar os electrodos com
dous tones de carvo calcinado, que tornando-se
incandescentes ao eoutecto, dio origen, qaando
afaatados om do outro alguns milim itroa, aos as
parecimento, entre os seus vrtices, de ana arco
laminoso de extraordinario brilbo. E' este o areo
voltaico.
Com urna pilha ds 600 elementos pode cbter-se
om arco de 7 centimetros de comprimento, se os
carvoes estiverem dispostos verticalmente e o po-
sitivo na parte superior; o arca ser menor su o
carvao de cima fr o negativo : a disposico hori-
sontal d resaltados pouco satisfactorios. Qianto
maior fr a resistencia entre os dous polos, tanto
menor ser o arco voltaico ; assim, a distancia
ntre os dous carvoes pode ser consideravelmente
augmentada no vacuo.
0 carvo positivo diminue medida que a expe-
riencia se prolonga, o que aevido ao transporte
das molleculas levadas pela corrente para o carvo
negativo.
A mais cur03a applicaco dos effeitos lumino-
sos das correntes voltaicas sem duvida, a con-
strueco das lampadas elctricas, em que a luz te-
nha intensidade constante, condico a que ditBcil
satisfazerem, pelo augmento progressivo da dis-
tancia entre os carvoes em resultido do desgaste
que scffre o positivo. Para obviar a este incon-
veniente teem-se inventado difierentes apparelbos
reguladores, destinados a manterem constante-
mente esaa aisla ueia. O mesmo resultado se obtem
sem o emprego de regulador, na vela carbnica de
Jablocbkoff. pela dispoaico particular dos c>rvoea
de que comp-sta ; sao estes collocados um a par
do outro, separados por um diaphragma de gesso ;
a corrente passa ao carvo positivo para o negati-
vo, subindo pelo primeiro e descendo pelo seguudo
e produzindo um arco entre as extremidades dos
dous carvoes, que ardem com o gesso. Para que
o desgaste seja igual em ambos os csrvoes, al-
ternada a direceo da corrente com extrema rapi-
dez.
A luz elctrica tem as propriedades da luz solar
sendo decomposa pelos prismas e dando um espe-
ctro semelbante. A s'ia intensidade pode compa-
rar-se com a da luz solar, representando esta por
1000 e por 235 a produzida por 46 elementos de
Bunsen.
Sao diversas as applicaces industriaes da luz
elctrica ; citaremos, entre outras, o sea emprego
na photogiapbia, a illuminacao Has fabricas e offi-
cinas, etc. mas, de todas a mais importante a
illuminacao publica, problema que anda nao
teve urna soluco perteitamente pratica apezar dos
estados de bomens emineatissimos oesta especiali
dade, taes como Edison, Brockie, Eawitt, Swaa e
tantea outros.
(Continua.)
JARTE OFFIClAl
overuo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 4 DE
MAIO DE 1887
Horacio Barbato Accyoli -Declare o
supplicante a data do sea julgamento.
SebastiaoCyrillo Gomes Penna. Aguar-
de o cornejo do novo exercicio como in-
fonca a Thesouro Provincial.
Vicente de Moraes Mello. Justifico as
faltas. Depois de notado, remetta-se este
requer ment ao Sr. director da Escola Nor-
mal para os fins convenientes.
Bacharel Vicente Pereira do Reg.
com officio de boje a Tbesouraria de fa-
zenda, devendo, de futuro, em caso seme-
lbante, o supplicante recorrer ao juiz de
direito da comarca.
Secretaria d Presidencia de Pernam
buoo, 4 de Maia de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Prograamma para os eiamei ajeraea
de preparatorio* em ISS* orsranl-
ado de eonformldade com aa dla-
ponirftem do decreto n- 9.CI1 de S
de Ontubro de ISSS e do aviso n.
9U_de I* de Sarco ,de 1SSV.
Os professores e directoras de estabelecinento
particulares podero adoptar quaesqaer compen-
dios e methodos que nao forem expressamentr
prohibidos. (Art. 106 do regulamento annexo ao
decreto n. 1,331 A de 17 de Pevereiro de 1854).
Portugua
O vame de pjrtuguez preceder a qualqaer
oatro.
Prova escripia
A prova cscripta consistir em urna composi-
cao livre sobre assumpto que a sorte designar
dentre os pontos orgamsados diariamente pela
commisso julgadora.
Prova oral
A prova oral constar : Io, de analyse pboneti-
ca, etymologica e syntexiea de um trecho de ex-
tenaio rasoavel escolhido pela commisso jalgado
ra em ama pagina sorteada, na forma do regula-
mento vigente, de am dos livros abaixo indica-
dos ; 2, da exposico de um dos pontos gramma-
ticaes segaintes, tambem sorteado ua forma das
disposicoes regulamentares
c bortear-sc-ha em cada dia nui des livroc
marcados no programma, bem como a centena de
paginas da qoal se sortear tambem a pagina em
que cada alumno dever ser examinado escolhen-
do nella os examinadores o trecho para esse fim.
Artigo 39 do decreto n. 6,130 de 1 de Marco de
1876.
Livros de exame :
CamdesLoriadas, scalo XVI.
Lacena Historia do padre Francisco Xavier,
idem.
Fre Lu de Souza A vida do Arcebispo, s-
calo XVII.
Gabriel de Castro A L'lyss i, idem.
Santa Rita Darao O Ciratnaru', scalo
XVIII.
Padre Tbeodoro de AlmeidaO Felis Indepen-
te, idem.
Joao Francisco LisboaVida do pidre Auto-
tooio Vieira, seculo XIX.
Bario de Paranapiacaba- -A Camoneana, idem.
Iodicacao.Por occasio da analyse, o exami-
nando dever sai argido sobre o sentido preciso
de cala palavra do trecho sor eado e sobre o sen-
tido geral do mesmo trecho. Um dos examinado-
res se oceupar desta parte do exam e o outro
das theoriasgrammaticaes.
Pontos o raes
1. Observaces geraes sobre o que se envende
por grammatica geral, por giammatica histrica
ou comparativa e por grammatica descriptiva oo
expositiva.
Objecto da grammatica portuguesa e diviso do
sea estado. Phooologia : os sns e as lettras ;
classificaco dos sona e das lettras ; vogae ; gru-
pos vocslieos; cmsoaotes; grupos consonantes;
syliaba; grupos syllabicos ; vocabulos; notacoes
lxicas.
2 Da accentuaco e da quantidade.
3 Origem das lettrss portuguesas; leis que pre-
sidem a permuta das lettras ; importancia deataa
traniformacous phonicas no proceeso de derivadlo
das palavra*.
4 Dos metaplasmas.
& Dos systemas de orthographia e das causas
de sus irregulandade.
6 Morphologia : estructura da palavra : rais ;
tbema ; cerminaeo; afiisos Do sentido das ja-
lavras dedusido dos elementos morphicos que as
constituea; deseuvolvimento de sentidos novos
as palavras.
7 Da classificaco das palavras. Do substan-
tivo e soas especies.
8 Da classificaco das palavras. Do adjectivo
ansa especies.
9 Classificaco das palavras. Do pronom-3 e
suas especies.
10 Classificue io das palavras. Do verb) e suas
especies.
11 Classificaco das palavras. Das palavras
invariaveis.
12 Agrupamento do palavras por familia e por
associaco de ideas. Dos syoonym03, homonymos
e parononymos.
13 Flexo dos nomes : genero; numero; caso.
Noyes de declinaco latina. Desapparecimento
do neutro latino em portugus; vestigios da neu-
tro em portugiez; vestigios da declinaco em
portugus. Origem do g do plural.
. 14 Flexo dos nomes : graa do sabstativo e do
adjectivo; comparativos e superlativos syntheti-
cos ; comparativos e superlativos analyticos.
15 Flexo dos nomos : flixo do pronome ; de-
clinaco dos pronomes.
16 Flexo do verbo : esnj Jgaco ; formas de
conjugaco.
17 Formaco das palavras em geral; compo-
sico por prefixo o por juxtaposici>. Estudo dos
prefixos.
18 Formaco das palavras em geral : deriva-
co propria (por surfiosi ; derivaco impropiia
(sem sufnxos). Etudo- dos suffixos.
19 Das palavras variaveis formadas no proprio
seio da lingua portuguesa.
20 Das palavras invariaveis formadas no pro-
prio seio da lingua portuguesa.
21 Etymologia portugueza ; principios em que
se baseia a etymologia. Leis que preeidiram
formaco do lxico portuguez.
22 Da conscitaico do lxico portuguez. Lin-
guas que maior contingente iorneceram ao voca-
bulario portuguez.
23 Carcter differencial entre os vocabulos de
origem popular e os de formaclo erudita; duplas
on formas divergentes.
24 Da creaco de palabras novas. Hybridis-
BOS.
25 Etymologia do substantivo e do adjectivo.
Influencia dos casos na ety.nolo.-ia dos nomos.
26 Etymologia do artigo e do pronome.
27 Etymologia das formas verbaes ; compara-
cao da conjugaco latina com a portuguesa.
28 Etymologia das palavras invariaveis.'
29 Da syntaxe em geral. Breves nocoes sobre
a estructura oracional do latino popular e do la-
tim culto. Typos syotaxicos divergentes na lin-
gua portugueza.
30 Syntaxe da proposico simples. Especies
de proposico simples quanto formaco e sig-
nificaco. Dos membros da proposico simples.
31 Syntaxe da proposico composta ou do pe-
riodo composto. Coordenaco. Subordinaco.
Classificaco das proposices.
32 R-;gras de syntaxe relativas a cada um dos
termos eu membro- da proposico.
33 Regras de syntaxe relativas a o substantive
ao adjectivo.
34 Regras de syntax'> relatixas ao pronome.
35. Regras de syntaxe relativas ao verbo. Do
emprego dos modoa e tempos. Correspondencia
dos tempos dos verbos as proposices coordena-
das e as proposices subordinadas.
36. Kegras de syntaxe relativas s formas no -
minaes do verbo.
37. Regras de syntaxe relativas s palavras in-
variaveis.
38. Syntaxe do verbo haver e do pronome se.
39. Da construecs: ordem das palavras na
proposico simples e das proposices simples no
periodo composto.
40. Da collocaelo dos pronomes pessoaes.
41. Das notacoes syntexicas : pontuaco ; em -
pregos de lettras maiusculas.
42. Figuras de sy arase. Partculas de realce.
43. D i8 vicios de linguagem.
44. Das anomalas grammaticaes ; idiotismos;
provincialismos ; brazileirismos; dialecto.
45. Dis alteracdes lxicas e syutexicas; ar-
chaisiuo e neologismo.
46. A syntaxe e o estylo.
Francez
Para o exame de francs o candidato dever ex -
hibir certido de .-e acbar habilitado em portu-
gus.
Prova escripia
ComposicSo livre segundo o processo indicado
para o exame de portuguez.
Prova oral
A prova oral de fraucez constar : 1, de lei-
tura, traduecio e analyso phonetica, etymologica
e syntaxica de um trecho de extenso razoavel es-
colhido pelos examinadores n'uma pagina sortea-
da, na forma do regulamento vigente, de am dos
livros abaixoindicados; 2o, da exposioo ds am
des pontos grammaticaes seguimos, tambem sor-
teado na forma das disposicoes regulamentares
em vigor.
Livros de exame :
RegaierTheatro classico.
ChateaubriandGenio do Cbristianismo.
VillemainDiscursos e miscelneas Ilitera-
rias.
Pontos oraes
1. Objecto da grammatica francesa e diviso
do seu estudo. Phonologia : os sons e as lettras ;
combinaco dos sons; sylaba; vocabulo; accen-
tuaco e quantidade.
2. Das notacoes lexicolgicas; dos metaplas-
mas.
3. Morphologia: raz; thema ; terminacho;
afExo. Da classifico das palavras.
4. Do substantivo e anas especies. Flexo;
g'-nero, numero e grao.
6. Dj adjectivo qualificativo. Flexo do gene-
ro, nnm'ri e grao.
6. Do artigo e dos outros adjectivos determi-
nativos. Flexo do genero e numero.
7. Do pronome e suas especies. Flexo do pro-
nome ; declinars dos pronomes pessoaes.
8. Do verbo e anas especies. Flexo verbal ;
conjugaco ; formas de conjugaco.
9. Das palavras invariaveis; vestigio de fia
xo no adverbio.
10. Da foio-scao da palavras em geral. Estudo
dos prefixos.
11. Da tormacao das palavras em geral. Esta-
do dos suffisos.
12. Formaco das palavras variaveis.
13. Formaco das palavras invariaveis.
14. Agrupamento de palavras por familia. Dos
synooymos, homonymos e paronymos.
16. Da syntaxe em geral, Comparacio da es-
tructura oracional francesa com a estructura ora-
cional portuguesa.
16. Da proposico simples ; especies de propo-
sico simples. Dos termos da proposico.
17. Da proposico composta ; especies de pro-
posico composta. Coordenaco. Subordina(o.
18. Syntaxe de cada um dos termos da propo-
sico simples.
19. Syataze do substantivo e do artigo.
20 Syntaxe do adjectivo.
21. Syntaxe do pronome.
22. Syntaxe do verbo. Emprego jos modos e dos
tempos dos verbos.
23. Syntaxe das formas nominaos do verbo.
4. Syutaxe do adverbio. Das ne .acoes.^
25. ayntaie da preposico, da conjaneco e da
interjeicio.
26. Da construccc Figuras de syntaxe.
27. Das notas synlaxicas : pontaaco; emprego
da lettra maiuscula; das abreviacoes.
8. Das aonabas grammaticaes; idiotismos ;
vicios de linguagdm.
29. Breves noces sobre a origem, formaco e
deoenvolvimento da lingua francesa.
Ingle*
Para o exame de ingles o candidato dever ex-
bib.r certido de se achar habilitado em portu-
gus.
Prova escripta
Composico livre segundo o processo indicado
para o exame de portuguez.
Prova oral
A prova oral de ingles consistir : 1", de leitara
traduce,So e analyse phouetica, etymologica e syn-
taxica de am trecho de enteuso razoavel escolhido
pelos examina lores em ums pagina sorteada, na
forma do regulanento vigente, de um dos livros
abaixes indicados ; 2, da exposico de um dos
pontos grammaticaes seguintes, tambrm sorteado,
na forma das disposicoes regulamentares em vi-
gor.
Livros de exame:
LongfellowrObras poticas.
MaCaulayEnsato*.
Pontos oraes
1. Objecto da grammatica iogleza e diviso do
seu estudo. Pronunciaco e orthographia, do vo-
calismo, do consonantismo, da syllaba, do vocabulo,
da aceotuaco e da quantidade. Dos metaplasmas.
2. Estructura da palavra. iiaiz ; thema ; desi-
nencia ; affixo. Da classificaco das palavras.
3. Da declinaco em inglez. Flexo dos nomes,
gneros, numero, grau, caso.
4. Da flexo verbal : tbeoria da conjugaco.
5. Especies de palavras invariaveis ; vestigios
de flexo no adverbio.
6. Formaco das palavras em geral Estudos dos
prefixos.
7. Formaco das palavras em geral. Estudo dos
suffixos.
8. Formaco das palavras variaveis.
9. Formaco das palavra iuvariaveis.
10. Syntaxe eoi geral. C >mparaco da phrase
iogleza com a estructura oracional portugueza.
11. Syntaxe da proposicio simples. Dos ter-
mos da proposico simples.
12. Syntaxe da proposico composta. Coorde-
naco ; sabordinaco.
13 Syntaxe particular de cada um dos termos
da proposic i simples.
14. Syutaxe do substantivo o do artigo.
15. Syntaxe do adjectivo.
16. Syutaxe do pronome.
17. Syatexe do verbo. Emprego dos modos e
dos tempos.
18. Syntaxe das formas nominaos do verbo.
19. Syntaxe do adverbio; das negacOes.
20. Syntaxe das preposicoes e das conjunecoes.
Da interjeico.
21. Da ordem das palavras c das proposi-
ces.
22. Notacoes syntaxicas ; pontuafo ; da lettra
maiuscala e das abreviacoes.
23. Figuras de syntaxe e vicios de lingaagem.
24. Das anomalas grammaticaes ; dos idiotis-
mos.
25. Breves nocoes sobre a origem, formaco e
desenvolvimiento da lingua inglesa.
Allemao
Para o exame de alleno o candidato dever
exhibir o certido de se achar habilitado em por-
tuguez.
Prova escripia
Composico livre segundo oprocesBO indicado
para o exame de portuguez.
Piova oral
A prova oral de allemo constar ; 1 de leitu-
ra, tradueco e analyse phonet'ca, etymologica e
syntaxica de um trecho de extenso razoavelJesco-
ldido pelos examinadores em ama pigina sorteada
na forma do regulamento vigente, de um dos li-
vros abaixo indicados; 2, da exposico de um dos
pontos grammaticaes seguintos, tambem sortea-
do na forma das disposicoes regulamentares em
vigor.
Livres de exame :
Livros de exame :
SchillerMaria Stuart.
GoatheTorquato Taeso.
Pontos oraes
1. Objecto da grammatica allem e diviso do
seu estudo. Pronnnciace e orthographia; vocalis-
mo; consonantismo; syllaba; vocabulo; accen-
tuaco e quantidade.
2. Morphologia: rais; thema; desinencia; affi-
xo. Classificaco das palavras.
3. Tbeoria da declinaco allem em geral.
4. Flexo dos nomes, genero, numero, caso,
grau.
5. Flexo verbal, tbeoria da conjugaco.
6. Das palavras invariaveis. Formaco das pa-
lavras invariaveiv.
7. Eormaco das palavras variaveis.
8 Syntaxe em geral. Comparsco da phrase
allem com a estructura oracioual portugueza.
9. Syntaxe da proposico simples. Dos termos
da proposico simples.
10 Syntaxe da proposico compesta. Coorde-
naco; Buoordiuaco.
11. Syntaxe p*rticular de cada um dos termos
da proposico simples.
12. .Syntaxe do substantivo e do artigo.
13. Syntaxe do adjectivo.
14. Syntaxe do pronome
15. Syntaxe do verbo. Emprego dos modos e
dos tempos.
16. Syntaxe dos formas nominaes do verbo.
17. Syntaxe das palavras invariaveis.
18. Da construeco. Pontuaco e emprego da
lettra maiuscula.
19. Figuras de syutaxe : vicios de linguagem.
20 Das anortabas gramu.aticaes; dos idiotis-
mos.
21. Bievesncfoes sobre a origem formaco e
deseuvolvimento da lingua allem.
Latim
Para o exame de latim o candidato dever ex -
hibir certido de se achar habilitado em portu-
guez.
Prova esenpte
Consistir ua tradueco de am trecho escolhido
em um dos livros abtixo indicados, trecho sortea-
do do modo seguate :
A sorte designar em cada dia um livro den-
tre o marcados para esse fim no programma, bem
como a centena de paginas donde sahir, tambem
sorte, a pagina sobre que se efectuar a prova,
escolbeudo os examinadores um trecho de extenso
razoavel. Art. 36 do decreto n. 6130 de 1 de
Marco de 1876.
Prova oral
A prova oral de latim constar : Io, de leitura,
tradueco e analysd phoactica, etymologica o
syntaxica de am trecho de exteoso razoavel, es-
colhido pelos examinadores em urna pagina sor-
teada, na forma do regulamento vigente, de am
dos livros abaixo indicados ; 2o, da exposico de
am des pontos grammaticaes seguintes, tambem
serteados, na forma das disposicoes regalameota-
res em vigor; 3*, da medico dos versos.
Livros de exame para as provas escripta e
oral :
Horacio Odes.
VirgilioGergicas.
TcitoVida de Agrcola.
fontos oraes
1. Objecto da grammatica latina e diviso do
seu estudo. Pronunciaco e orthographia ; do
vocalismo ; do consonantismo ; da syllaba ; do vo-
cabulo ; da accentuaco e da quantidade. Dos
metaplasmas.
2. Prosod a : metrificaco.
3. Morphologia : rais ; thema; desineocia ; af-
fixo. Da classificaco das palavras. Comparaco
das categoras grammaticaes latinas com as cate-
goras grammaticaes portuguesas.
4. Tneoria da decliuaco em geral.
5. Flexo do substautivo, do adjectivo e do
prouome.
6. Flexo verbal ; tbeoria da conjuga$o.
7. Das palavras iuvariaveis ; vestigio de flexo
no adverbio.
8 Formaco das palavras em geral. Estudo
dos prefixos.
9. Formaco das palavras em geral Estado
dos suffixos.
10. Formaco das palavras variaveis. Raizes
e themas nominaes e verbaes.
11. Formaco das palavras invariaveis.
12. Agrupamento de palavras por familia. Dos
synonymos, homonymos e paronymos.
13 Syntaxe em geral. Carcter do latim clas-
sico e do latim popular. Cimparaco da phrase
latina com a estructura oracioual portugueza.
14. Syutaxe da proposico simples. Dos termos
da proposico simples.
15. Syntaxe da proposico composta. Coorde-
naco ; subordinafo.
16. r-yntaxe de cada um dos termo3 da propo-
sico simples.
17. Regras syntaxica relativas ao substantivo.
18. Regras syntaxicas relativas ao adjectivo.
19. Regras syutexicas relativas ao pronome.
20. Regras syntaxicas relativas ao verbo.
21. Emprego dos modos e dos tempo] do verbo.
22. Syntaxe das formas nominaes do verbo.
23. Syntaxe do adverbio ; das negacoes.
24. Syutaxe das preposicoes.
25. Syntaxe das conjuncycs.
26 Da interjeico. Figuras de syatexe.
27. Da ordem das palavras e das proposices.
28.Das notas syntaxicas ; pontuacao ; em-
prego da lettra maiuscula ; das abreviacoes.
29.D,is anomalas grammaticaes : dos idiotis-
mos e dos vicios de linguagem.
30.B:eves noces sobre a origem ; formaco e
desenvolvimento da lingua latina.
Arithmttica
Para o exame de arithinetica o candidato de-
ver exhibir certido de se achar habilitado em
portuguez.
Prova escripta
Desenvolvimento da parte escolhida p--los exa-
minadores, do ponto designado pela sorte d'entre
os abaixo indicados.
Prova oral
Consistir as respostas sobre um ponto sortea-
do d'entre us abaixo indicados, e sobre as genera-
ralidades que lhc forem relativas.
1 Quantidade, numero e nameraco.
2 Estudo das operaces undamentees.
3 Patencias e raizea dos 2. e 3." graos.
4 Operaces sobre as fraeces.
5 Principaes propriedades dos nmeros.
6 Noces sobre fraceeg decimaes, peridicas e
continuas
7 Metrologa.
8 Proporces.
9 Progresse8.
10 Logarithmos.
11 Regra de tres, de juro de descont, de com-
panhia e de annaiiade.
Problemas e clculos praticos.
Algebra
Para o exame de algebra o candidato dever
exhibir certido de se acbar habilitado em portu-
guez e arithmetica.
Prova escripta
Desenvolvimento da parte escolhida pelos exa-
minadores, do ponto designado pela sorte d'entre
os abaixo indicados.
Prova oral
Consistir as respostas sobre um ponto sortea-
do d'entre os abaixo indicados, e sobre as genera-
lidades que lhe forem relativas.
1 Emprego dos signaes algbricos e suas con-
sequencias principaes.
2 E-studo comparativo das operares fundamen-
taes e bem assim daa poteoc.as e raizes que se
referem ao 2. grao.
3 Propriedades geraes dos nmeros.
4 Equaces do l. e t' grao a urna incg-
nita.
5 Da eliminacao das equaces do 1.' grao a
multas incgnitas.
6. Analyse indeterminada do 1 gran entre duas
variaveis.
7. Discussodos problemas e equaces doi'e
2 graa a urna incgnita.
Probleu.as. Exercicios sobre calculo algbri-
co.
Oemmetria
Para o exame de geometra o candidato dever
exhibir certido de so acbar habilitado em portu-
gus e em arithmeiica.
Prova escripta
Desenvolvimento da parte, escolhida pelos exa-
minadores, do ponto designado por sorte dentre os
abaixo indicados. ,
Prova oral
Consistir as respostas sobre um ponto sortea-
do dentre os abaixo indicados, e aobre as genera-
lidades que Ibe forem relativas.
1. Idea do corpo, da superficie, da liuha e do
ponto geomtrico.
2. Posico das retas entre s e em retacas cir-
cumferencia
3. Dos pilygouoa planos e do circulo.
4. Da medida commum das rectaa e dos arcos e
da medida dos ngulos.
5. Das rectas proporcin&es entre si e conside-
radas tambem no circulo.
6 Medidas dos lados dos polygonoa, de suas
reas, da circumfereocia e da rea do eirculo.
7. Posico da recta eu relaco ao plano e dos
planos entre si.
8. Principaes propriedades dos ngulos polye-
dros e igualdade dos triedros.
9. Geraco, diviso, propriedades, igualdade e
scmelhanca dos polyedros e medida de seus volu-
mes.
'y. Geraco, principaes propriedades e deter-
minaco dos volumes dos 3 c.rpos redondos : cy-
lindro, cone e esphera.
Problemas e exercicios meram-nte praticos.
Triotnometria Rtctilinta
Para o exame de trigonometra rectilnea o can-
didato dever exhibir certido de se achar habil-
telo em portugus, em aritbmetica, em algebra e
em geometra.
Prova escripta
Desenvolvimento da parte, escolhida pelos exa-
minadoses, do ponto designado pela sorte dentre
os abaixo indicados.
Prova oral
Consistir as respostas sobre um ponto sortea
do dentre os obaixo indicados e sobre as genera-
lidades que Ibe forem relativas.
1. Estudo das linhas trigonomtricas; dedueco
de suas formulas, suas vanaces e limites de seus
valores.
2. Construeco e emprego das taboaa trigooo-
metricas.
3. Resoluco dos tringulos rectngulos e dos
tringulos obliquangulos.
Problemas e exercicios praticos.
Geggrapkia e Coimographia
Para o exame de geographia e cosmographia
o candidato dever exhibir certido de se achar
habilitado em portuguez e em geometra.
I rova escripta
Desenvolvimento da parte escolhida pelos exa-
minadores, do ponto designado pela sorte dentre
oa bailo indicados.
Prova oral
Consistir Bas respostas sobre am ponto sortea-
do dentre oa abaixo indicados e sobre as generali-
dades que lhe forem relativas.
Far tambem parte do exame o que diz respeito
aos mappas e problemas, s viagens e eapheras,
seguodo a notac o feita em seguid aos pon-
toa.
G.ographia
1. Terra, ana superficie, aeui movimentos, prin-
cipaes circuios que nella se tracam para localisar
as trras e determinar as zonas thermaes.
2. Divieo das trras e do ocano.
3. Clima e sua influencia sobre a diatribuico
dos vegetaea e animaes pela superficie da trra.
Das cinco grandes divises da trra :
4. Mares, golpbos, estreitoa, seus accidentes
phy8cos.
5. Unas, seus accidentes physicos.
6. Lagos, ros, lagunas, seus limites, suas di-
menses e posices.
7 Popnlaco absoluta e relativa. Goveruo e
suas principaes formas. Coufederaco. Estados
soberanos e meio soberanos.
8. Diviso dos povos segundo seu desenvolvi-
mento moral e suas racas.
Dos principaes paizes do globo :
9. Posico, limites, superficie.
10. Populaco, governo, religio.
11. Diviso, aspecto e clima-
12. Prodcelo, commercio e industria ; impor
tancia poltica
13. Cidades principaes.
Dar se-ha mais desenvolvimento ao que diaaer
respeito America e principalini ute Meridional.
Exame intuitivo de mappas muraes ; desenho no
quadro preto dos promenores gengraphicos que
abranger cada ponto ; viagens simuladas para dii-
ferentes partes, em que os examinandos ndiquem
os accideutes pbysicos que podem encontrar e as
curiosos dades na tur.es ou artsticas nota veis.
Cosmographia
1. Universo, astros, sua diviso e agglomeracc
em grandes grupos ou nebulosas.
2. Estrellas, planetas, cometes, estrellas caden
tes, boliJ ib e aerolithos.
3. Systema de Ptolomeu e de Copernico.
4. Lea de Kepler.
5. Attraccao e repulsao.
6. Figura, rotaco e revoluco da trra.
7. Circuios da esphera.
8. Estafes.
9. Posices da esphera e dias.
10. La.
11. Eclipses.
Uso das eapheras, problemas.
(Contnta).
Repartifo da Polica
2.a seceo.N. 424Secretaria de Po-
lica do Pernambuoo, 5 de Maio de 1387.
Illm. e Exi. Sr.Participo a V. Exc.
que foram honteo recolhidos Casa de
Detengao os seguintes individuos :
'A minha ordem, Braz Jos da Silva,
viado da comarca da Victoria, como cri-
minoso de morte e;n Sergipe ; e Antonio
Francisco de Souza, por disturbios.
A' ordem do subdelegado da freguezia
do Rieife, Jos Equitino, por offinsas
moral publica.
Deu-me sciencia o Dr. delegado do 1'
districto da cipital, d>* ter em data de hon-
tem feito remessa ao Dr. juiz de direito do
Io districto criminal, dos inqueritos poli-
ciaes procedidos contra Vicente Silverio
de Souzi, pelo crime previsto nos arts.
264 4 e 265, 2* part do cdigo crimi
nal, combinado com o art. 21, da reforma
judiciaria, por ter, por difierentes meios
fraudulentos se apropriado de parte da for-
tuna de seus patroes, Sulzer lv lUlT^ana &
C, na valor de 18:0005, em dinbeiro e
mercadorias, e sobre o incendio do estabe-
lecimento de Jos Antonio dos Santos,
ra do Mrquez de Olila n. 15, facto que
teve lugar na manhJ de 3 de Abril prxi-
mo fiodo.
Coraraunicou-me o delegado do termo de
S. B.'nto, em offijio de 29 do mez passa-
do, ter em data de 26 do mesrau mez, tei-
to remessa ao Dr. juiz municipal do res-
pectivo termo, do inquarito policial proce-
dido contra Cecilia Maria do Amor Divino,
autora dos ferimentos gra~es praticados em
Caetano Alves de Arauj), no dia 22 do re-
ferido mez.
Communicou-me o delgado do termo de
Floresta, ter em data de 17 do mez passa-
do, em companhia do Dr. promotor publi-
co e do respectivo carcereiro, feito a visita
na cadeia publica, e encootrou quatro pre-
sos pronunciados em.di versos crimes ; ne-
uhuma reclamago fizeram ditos presos do
tratamiento que recebiaru.
Partieipou-rae o administrador da Casa
de Detengao, em ofla;io desta data, de ter
fallecido na enfermara daquelle estabele-
cimento o sentenciado Manoel Rufino de
Carvalho, de cachixia paludosa.
Tendo denuncia o subdelegado da tre-
guezie de SantojAntonio, de que se acbava
homisiado no 3o andar do predio n. 44, da
ra do I operador, um grupo de iadrSes,
para alli ss dirigi, encontrando diversos
indivi luos que declararam sr escravos f-
gidos ; os qnaes armados de faca de pon-
ta, caivetes e navalbas, tentaran) abrir
luta, sendo iodos presos e recolhidos a Ca-
sa de Detengao e as armas recolhidas
esta repartigo.
Deus guarde a V. Exo.Illm, e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente 'ia provincia.O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 4 DE MAIO DE 1887
Baltar Oliveira & C Adolpho Jos de
Oveira, officio do Dr. juiz de direito da
Tacaratu', Jos Elias de Oliveira e Jos
Francisco de Paula Oavalcant* de Albu-
querque. -Informe o Sr. contador.
Dr. Mvnoel Gomes Viegas. Ao conten-
cioso para attender.
Mauoel CUmentino Correia de Mello. -
Certifiqese.
Bernardino Pereira Ramos e offijio do
Dr. procurador dos feitos. Informe o Sr.
Dr. administrador do Consulado.
Francisco Jos de Souza, Ricardo Soa-
res de Freitas e Alexanlre Gomes de
Arauj o Frazo. R-gistre-ss e fagim-se as
notas.
Officio do Dr. procurador dos feitos.
Informe o contencioso.
Cuntas do oolUotor do Gloria de Goita e
Rodrigo C*raltio d 0.H.ja vista o Dr.
procurador fiscal.
-


2
Diario At Pernambuco---Sexta-feir 6 de Maio de 1887
Maria Luiza de Almeida. -Ao Consula-
do para attender.
Pontos do Gyaooaaio e da escola or
mal. Ao pagador pura os devidos fins.
Ribeiro do Alineidla A C -Nega se pro-
virneoto, visto que segundo informa o Con-
sulado, no bouve no prazo legal recU-
mscao da collecta de que se trate- e cuja
laDCment foi publico paca o domaos ^
effeitos na parte offihwi a da 30 dnsDe
zembro prximo paado.
Florentino Cavalcaato d-Albuquonrae.
Indeferido, falta de fundament > legal
no que requer.
Alfredo Santos. Haja vima. o Sr. Dr.
procurador fiscal.
Viuva de Seraphim de Senua Jorge.
Deferido, ficando isenta da contribuieo da
dcima a casa n. 11 sita no Chacn, visto
resultar das informacSes do Consulado
achar-se as condc,3e,8 da lei n. 1,544.
Manoel Clico & CInforme o Sr.
Dr: admmistrador do Consulado
Jlo Pinto da Silva Cumpra-se a por
tari. de licenya.
J*3toda Fonaeoa.-Deferido, ficando ir-
responsavel o supplicante pelo debito an
terior do estabelecimento n. 22 ra Es-
treita do Rosario, visto provar n2o suc-
der o- rnesmo estabelecimento.
Collectrr de Agua Preta e Dr. procura
dor dos feito. Informe Sr. contador.
Alfredo dos S ntos.-Archive se pelo
contencin).
Contas do hesoureiro das Obras Publi-
cas, da 5* serie da lotera n. 24 dos inge-
nuos da colonia Isabel e dos collectores de
Agua Pret, Seriohiem, Aguas Bellas,
Ipi juca, BezTros, Gloria de Goit, Igua-
rass e Panillas. Approvadas.
Maria Therez i Cavaluante de Albu-
q u rqno. Certifique -se.
Antonio Gonsalves de Azevedo e Jos
Munis Riheiro.Deferido, ficando irres-
pouaavt-1 pelo debito anterior o novo in-
quilino que estabelecer-se no pavimento
terreo do predio n. 146 ra do Mrquez
do Herval e urna casa n. 115 F estrada
do GiquiA Jaboatao, caja desoccupaeio
se prova.
Rd drigo CarvaHio & C. e Joao Ro !ri-
gues de Moura Deferido, podendo lici-
tar.
fracturou um brafjo na queda fez urna
profunda brecha-* cabeca.
Recolhido caridoaamente por um viziuho
do Sr. Antonio Luiz, cujo nome com pezar
omittimos por ignorarmos, r-cebeu os pn-
meiros soccorros do Sr. Dr. Romano, que
con ti i'i a tratal o com solicitude e profi-
ciencia que costuma dispensar a todos os
anas olientes.
Ffbswacia-TaisM, cojo estado inspira
rio cuidao, tu* > do Sr. Gabriel Tei-
Miraado. OlMrira,, rasidente emoCajapava..
- A Porta. AJagfe chegou en 14 du
oorrouta a notia Li go. dos Pato o pataeho 5. Benedicta,
peocedante do-Rio de Jasar., cotoucarrs-
g amento de aaaocar.
No dia 17 do passado dirigia-se pan
a Costa o Sr. tenente coronel Junius BVu
tus Cassio Almeida, em companbia do Sr.
Joao Antonio da Costa, quando na estrada
pouco alm do pontilhao existente no ar-
roio do Pepino, o carro qua oonduzia estes
cavalheiros ahio a um atoleiro ou vallo,
ti-ando o bolieiro bastante nultratado e
com o corpo contundido.
Aos Srs. Bratus Almeida e Costa, nada
felizmente aconteceu.
Assembla para p rguntar a S. Exe. que destino
dera A quantia de 1:0004, que do 5.* seclo, se-
run lo diste o nobre depuudo pelo 2." diatricto, jboiavam obre aa asuas ooToram anvfados"s
fora ntndad for.iecer u um Ilustre medico, ea- praiai.
[ regado deesa despeas, que a adminis'raco enten-
I deu tasar para enterrar os inortos, cujoa reatas
PERNAMBCC
Assembli Provincial
Coagulado provincial
DE8PACHO8 DO DIA 3 DE MAIO DE 1887
Alexandre Amtrico de Pablas Gadilba.
*' 1" seccSo para attender.
Machado Lopes & C. Declaren, os
supplic m.es que sao consenhorea do pre-
dio a que alludera e em que proporcao,
afim de serem attendidos.
Santa Casa de Misericordia do Recife.
A' Ia seccSo pora attender.
Dr.' Manoel Juvenal Rodrigues da Sil
va. Certifiqese.
Maria de Sinto Amaro Correia. Infor
me a 1* seccSo.
S >uU Casa de Misericordia do Recife
A' 1" socco para os devidos dns.
- 4 -
J-Ao Frrncisco da Costa Lima e Per-
reirra Irmaos & C. -A' 1* seccXo para os
devidos fins.
- 5 -
Raymundo Barnardo Licerre. Certifique-
so o que constar
da Paixao. -Deferido
Semestre, em vista das
Maraelino Jos
com relacao ao 2o
informa^Ses.
Maria Joaquina
hcrdeiros de Miguel de Paula
A' seecio para inf'oimar.
Marta Joaquina das Dores,
de accordo ccm as informacSes.
Manoel Joaquim da Costa Carvalho.
D ferido com relacao ao exercicio corren
te, en*'vista das informaeSes.
D Rita de Tavora. Deferido de ac
cerdo com os informacSes.
de Medirc8 Rangel e
Rungel -
Deferido
m
5R10 BE PERSASiCO
\oia-us do Mil dn Imperio
O vapor nacional Aym-r chegado hoo-
tem do sul fot portador das a-guintes noti-
cias :
tlagoaM
(Data* at 4 da Maio)
Continuvam os trabalhos da Assem-
bla Proviocial
A Alfaniega d- Macei rendsu no
mez findo 79:23'^741.
Falleaeu de congestSo no dia 30 do
mez passado, em sua propriedade no ter
mo de S. Miguel, o Ex n. corooel Arist.des
Bezerra Cansansao, 2o vicepresidente da
provincia
S<*rgipe
(D tas at 27 do mez fiado.)
Continuavam os trabalhos da Assem-
bla Provincial.
L se na Qazeta de Aracaju' de 27
A's 4 horas da tarde d > dia 22 do
undante, no rio da Jabotiana, foi salva por
um individuo cujo nome nao chagou ainia
ao nosso conbeci ment urna mulher, de
nome Margarida de Jess, que por impru
dencia estava a affogar-se.
t Consta-nos que esse pobre homrm j
do aiesmo modo tem retirado cinco vidas
das garras da mortc, talvez a mais crul.
A ser acto um hroe e muito lhe de-
ve a humanidad".
Chamamos a attenco do ^overno para
esse uriseravelextraordinario.
< Miaeravel elle o ; pois que vive na
mais extrema e dolorosa penuria ; extraor-
dinario tambem, porque a fome n" lbe
apaga os lamp*jos da virtude.
lila
Os jomaos desta provincia nada adian-
tam as noticias trazidas pelo ultimo vapor.
lio fe Janeiro
Nfto rebebemos jornaes desta provincia.
Rio rande do Sal
(Datas at 18 do passado)
L-se na Patria, de 14 do mez pas-
sado :
Na tarde de hoatem, o Sr. Florencio
Teixeira de Oliveira natural de Cagapava,
depois de ter feito entrega da tropa qu
conduzio para esta cidade, segua a caval-
lo o caminho da Tablada quando foi victi-
ma do lamentavel desastre, que vamos re
ferir, e que o prostrou em perigo de vida.
Ao passar, junto a um terreno aramado,
que existe no prolongamento da ra de S
Miguel, em frente aula publica regida
pelo Sr. Antonio Luiz, o animal que mon-
tava, emnaranhando-se nos aratnes do di-
to terreno, que se acbavam partidos e
atravessados na estrada, atirou o cavallei-
fo com tal violencia e infelicidade que este
21.' SESSO EM 14 DE ABRFL DE 1887
PBBSIDENCIA DO EXM. SR. DB. JOS MASOEL DE BABEOS
WAXDEBLF.7
Smmm.4rio : Chamada a abertura da asaaia
Leitura e approvacao da acta.Exp-:-
dieate.Contina em discudsao o re-
quenmentu adiado do Sr. Jos M irm.
Discursos doa Srs. Prxedes Pitanga
e Ferreira Jacobina.Encerramento
Ha discnsso e requTimeiito de vota-
v-ao nomina) do Sr. Prxedes Pitanga
e obaervaco -a pela ordem do Sr. Jus
Mana 1* parte da oriiera do dia^-2'
diaenseao do art. 1 do projecto a. 22
(leste anna.Apresentacao de eojen-
das.Discursos cija Srs. Bats c Silva
e Prxedes PitaogaAdinmento da
discusaao.2* parte da ordem do di.c
Eegeicao de um requerin>eoto de
adiamento do Sr. Joe Maria. Conti-
na a 3* discuas.i do pr.ijscto n. 1
deste auno.Leitura r apoiauaeuto ai
emendas.Dibcursoa dos Sra. Costa
K.bi'ir e Gouclvoa Ferreira.Alia-
se a dicussao pola hora.Eooerra-
mcutu da sesso.
Ao meio da, fuita a chimada, e vurific mlj se
estarem preseutes os Srs. Luiz de Audrada, U.'i-
e Silva, Soarea de Aoiorim, Barros Wanderl-y,
Jo de S, Louccuco de S, Viscande de Taba-
tinga, Domingues de S, Cioncalvos Ferreira, Ctia-
ta Gomes, Reg Barros, Ceibo de Moraes, Cons-
tantino de Alouquorque, Jos Ma.ia, Barros Bar-
reto Junicr, Antonio Vctor, 'Prxedes Pitanga,
Sophr.nio Portella, Jl rcuL-.no U.iudc-ira, viernes
Prente, Augutto Franku, Itegueira Cost, Ju-
lio de Barroa, Costa Ribeiro, Rjgoberto, Ferreira
Vello.-o, Affjbo Lustoaa, Rosa e Silva, Bario de
Caiar, Joao de Oliveira, Drummond e Rodrigues
Pjrto, o Sr. prisideutc declara aberta a sessj.
Comparecem depois os Sra. Juveneio Mariz,
Andr Di^s e Ferreira Jacbiua.
Faltam os Srs. B ira, de Itapissuma, Solonio de
Mullo, Auiar.il e Joj Alves.
' lida e sein debate approvada a acta da ses-
so antecedi-ute.
O Sr. 1" secretario procede leitura do se
guiute
EXPEDIENTE
Um officio di secretario do governo, trantmit-
tindo o balanco e orcamento da Cmara munici-
pal de Ouricury, bem cmtij copia de um officio da
mesma Cmara, em que pede approvacao d.) codi-
g > de posturas, enviado esta Assembla em 1886
e a cicacao dus lugares de a-Jvogado e porteiro.
A' commissao de orcamento municipal e de exa-
mes de posturas.
Outro do mesmo, declarando serem de nrgeutc
oecessidade os rep .ros da poot sobre o rio Pira-
pama no engenbo Junqueira, orcado-i em 8:250.
A' commissao de orcamento proviocial.
Urna peticao de Jos da Cruz Freitas, como ad-
ministrador de sua inuluer D. Maria Gertrudes de
O.iveira, requerendo a restituicao de 3873Gj, que
demaia pagou na quahdade de herdeira do roma-
nee, ute da finada D. Genoveva Rosa da Silva.
A' com nissao de ornamento provincial.
Outra de Julio Soarea de Azevedo, profesor
particular nesta capital, requerendo urna subven-
cao pelo ensino gratuito prestado a 25meninos or-
pbaos desvalidos.A'.commissao de instruccao pu-
blica.
Outra do Antonio de Borba CVutinbo, negocian-
te n'-sta capital, requ- rend) um privilegio por 25
annjs, para explorar o caiot} de algodo, obri-
gando-se a que metido dos obreiros aej'.m or-
phos d-svalidos.A' cjmaiibaaa de cousiituic-io
e poderes.
' lido, julgado objecto de deliberaclo e vai a
imprimir o seguate projecto :
N. 45. A A35<-inbla Legislativa Provincial de
Pernambuco, resoive :
Art. nico. Ficam perteuceudo ao Io districto
da comarca do Cabo, os terrenos do eogeuho No-
vo que actualmente p -rtencem ao 2 districto.
Revegadas as dispoaicocs em contrario.
Sala das SCSS3S, 14 de Abril de 1867.Lou-
renco de S.
C tatiaa em discuasao o requ-Tiraento do Sr.
Jos Maria, sobre a abertura do crdito de l:i-O,
destinado s despezus com o enterrainento dos ca-
dveres dos nufragos do vapor Baha.
O Sr. Prxedes PilangaNao venho,
Sr. preaideute, combaler o requerimeuti, a que
presto o mea apjio, por c nter materia que uj
pode offender a admiuistr.igao.
Pens, e uein pode deixar de ter esta a miaba
conviccao, que esta assembla tamb-in prestar o
seu apoio ao requerimeuu sujeito ao debate. A
materia uao de natureza daquellas que ponan
p r vntura offender ao individuo, a quem b.i en
earregou da despez i a fazcr-6e.
Estou certo, estou convencido de que o llustre
facultativo a quem fra ease dinheiro ter ou gas
tara a quantia dada e prestar as devidas eoutas,
ou nao gastara, e ter remettido ao Theaouro pela
mesma forma porque a recebera.
Estou convencido de que o mea Ilustre amigo
e colk-ga nao procurarla desenea uinhar, dando
outrs destino quantia que recebera da adminis-
tracao para empregodo naufragio do vapor Baha
Mas veuho, Sr. presidente, pergunlar a esta as-
sembla se ella tem ou nao competencia para in-
vestigar do procedimento d't administraba da
emiesao de anas ordena, visto como, tratan-i i-sede
despza geral, esta llustre assembla esrabeleo--
disrinecao. 0 meu nobre amigo, deputado pelo 1
diatricto, subindo tribuna p^ra defender a ad-
mimstracio, disse que n*o era da cornpet-ncia da
Assembla Provincial tomar cuntas presidencia
d.i provincia, parque a despeza teita por aquella
administracao estava 3*jeita neute critica do
governo geial por intermedio do miniatro da fa-
zeoda.
O Sr. Jos Maria Esta qu-1 muito boa.
O Sr. Prxedes Pitanga Mas acaso a presi-
dencia da provincia, dando ordena Theaonraria
Geral, deixar por isso de suppor irregularidades,
quaudo os acta de sua administracao nao forem
consentaneoa com a justica, nao forem de aceor-
do com o direito, e nao estar por esse facto su
jeito censura d.sta Assembla, que tem at'ri-
buico para perguntar a S. Exc. porque assim
prucedeu ? Porventura a Assembla Provincial
nao tea o direito de investigar se os actos da ad-
ministracao sao ou nao justos ?
Sr. presidente, o requ rimento apreseatado em
urna das sessoes pastad*.a e anida sujeito iia-
cuaso, desejando obter da presidencia da provin-
cia as informacea acerca do desti o que tivera o
dinheiro que mandara entregar ao Ilustre facul-
tativo, a quem encarregara da missao do aaer
sepultar os cadveres d'aqucl'es que pTeeeram
no naufragio do vapor Baha, ter por fim off der administracao ou a esse Ilustre medien a
quem me retiro ? Ju'go que na. Ao contrario,
estou certo que S. Exc, como muito b m disse o
autor do reqaerimeato, agradecer a esta Assem-
bla o pedido daa informacea, porque ter ooca-
sio de manifestar que o acto por elle pratica-lo
fora justo e legal.
Onde, poia, senhores, a incompetencia desta
carregado da saude do porto, para dirigir-se ao
lugar do naufragio e all fazer recolher os cad-
veres e tomar as medidas necessarias para a des-
intereso e enterramento dos meamos cadveres ?
Acaso oo isto um acto administrativo, e os ae-
tns da administrar;;!i nao cahem debaixo da ceu-
inn da Aswmbia Provincial ?
O Sr. Jos MariaDe certo que sim.
0*Sf. Praxodea PitangaCreio, Sr. presidente,
na* a apresan*acio- deste requerimento nao im -
ijutm, de rnado algm, n ihuaaa cffeosa ao medico
riuatn for> eatragnaeaBa quantia. Tal o iuizo
i-Mwvel qn* eit faisvr deste Ilustre el.nico, que
euusaVro incasna da. ter dado destino diff rente
a <'aa* uuaotia, qiie raaeba para um fim espa-
cial.
Panaat. Sr. pai-iieata, que esta requeritaeaio
na poVfe ser effmsiro nem sua honra, nem ao
modo p ir que desempenbra a missao de que fra
encarroado, recebenilo a quantia di 1:0004 para
mil ter determinado, que veio tardamente, qua ido
as iras da p^p'ilae&o estavam exaltadas, quando o
juico do povo era contra a administracao por aua
taoK .pcavidencia, dando logar a-qua-aa dia-
sease ....
O Sr. Goncalves FerreiraEsse jaizo do povo
era o juizo de V Exc. ?
O Sr. Prxedes PitangaPor ,S90 que S. Exc.
i:So faz parte do povo, a couclusao que devo ti-
rar, porque te fuesse parte do povo como eu, o
s a jniso tambem fazia parte do que o povo faz.
Quaudo a populacao procurava avidam'nto sa-
ber qnaes aa medidas to-uadas pela administra
to, soube que S. Exc. havia aborto um crdito
para o eitterrauento dos cadveres, tal era a ex a
cerbacao de que se ach va pisauidu a populacao,
que enfeuden que era um presente de greg .s q-ie
se fazia a esse funccionario a quem se encarregou
o si rviQo e a qu a, alias, rendo hom oagi-ra, em
qu*'iri ri-couheco um carcter distiacto. O meu
imigo cucarregado de prpagar as noticias que
.-urgan), comoum dos encarregados de um orgao
que tem grande circular>, receiando entrar ua
turma que fez propalar a idea de que tora pre-
sente de gregos, vem Assembla n> carcter de
representante da provir.ei i, pergnuta a S. Exc. ;
e 6 verdade que mandara dar ao encarregado da
saade do porto a quantia de 1:0005 para fim de-
terminado ?
Se verdad* que esaefuiccioDario recebera essa
quantia, ou antes se a -r certo que esse dinfceiro,
teuha voltado para os cofres, visto como senda
dad. tardamente, nao poude ter applieacao '! Me
par.ee, seuhores, que isto um facto tao regular,
que parte do represt litante da provincia, a quem
tooa o direito de fiscala ir a acc&o da admiuistra-
cao ou ella jogue com iutereases geraes, ou jogue
com interessea proviuciaes, e sro nada tex de of-
f osivo,a menos 11 a nao seja o habito em qu '.est
a maiuria da Assemb'a em regeir&r inlimine qual-
quer requerimento desde que parte da miuona.
O Sr. Goncalves FerreiraD um aparte, di
zendo S. Exc. negou a informar?
O Sr. Prxedes Pitanga Eu respondera eooi al-
tivez de que aou dotado, de que S. Exc. tinha fal
r.i i com as rearas da civilidade, porque a qual-
qu- r cavalheiro, nao deve faltar as rearas de civi-
lidade, quinto maia um administrad r de provin-
cia que tem o de ver, a obrigacs i 1 r c Assembla de todos os s"u actos ou digam rea-
peitos a negocios g mies, ou a provinciaes.
Portanto, era como respauderia, se S. Exc. to-
mase essa ousadia.
Portanto, Sr. presidente, nuundo mesmo S.
Exc. nio correase a obrigac/io dn dar satisfaga a
A-semla pelo seu procedmento, smeute porque
tinha por fim moviment a geraes, eu dizia que S.
Exc. faiti.va as regras commisinhaa de educaoao.
Portanto, senhores, se se nega a approvacao do
requerimento, nio porque elle continha materia
cffensiva nem a administracao, nem ao cavalheiro.
a quem foi entregue o valor, porque asignado
p r um membro da minora, do contrario seria ap
provado.
Um Sr. eputadoNao regular.
O Sr. Praxetea PitangaDiz V. Exc. que nao
regular, e eu dig qtis
O Sr. Goncalves FerreiraNa nao podemoBfis-
calisar despezas geraes.
O Sr. Prxedes PitangaPortanto, votando eu
pelo requerimento, que me parece nao deve ser re-
geitalo, a menos que nao seja por satisfacao de
um capricho da maicria, e eu espero que elle a'
guir aeu turno, e que a nforuiacao chegar a
eta Aisembla.
O Mr. Ferreira Jacobina Sr. presi-
dente, poocas palavras acerca da materia do re
querimeuto terei de dizer ; e, se nao fora o a >do
porque 83 cojcou a questao, ea (icaria silencioso,
certa de qu: a raaioria desta casa o arirarao ea-
iiurciinento, como o digno presidente da provincia
deixou os iif.-lizea nufragos do dia 25.
O Sr. Jos MariaApilado.
O Si. Ferreira Jacobiua Mis, desde que se re-
jeita o requerimento ora em discusaa > pelo supposto
motivo de incompetencia d'esta Assembla para
apr ciar,censurar eeu direi mesmoat denun-
cier o presidente da provincia, quando criminoso
pela intraccAo das lea geraes, cortamente eu na>
posso deixar de levaatar o mu proteat?.
Pois sao os dignos filhos da provincia, represen-
tantes, nesta Assembla, dos seus interesses, que
se oiifessam incompetentes para pedir informacea
ao presdeut-., e formar oseo juizo acerca dos act s
da administracao, d-aconheceudo alias que t ;n o
direito de censara ? !
E' nota ve: isto, Sr. presidente I Pois esta As
a -mbla crusa os bracos, deve emmudecer, quando
se trata de actos da alm.nistraca.i, que emb ia
relativos u lea geraes, se pi-endem a intereaaes
provicciaes ? Como, poia, barn.onis.tr a disposicao
do acto addicioiial, art. 11 9 que d s Assem-
blas provinciaes o direito de fiscaliaar a adminis-
tracao proviucial.ua ex.-cuelo daa leis geraese na
guarda da constituico e directamente apreciar
administra cao que se prende dos interesses geraes
do paz txiatentes na cireuinseripcao da provnola?
Como os nebres deputados explicam a disposicao
t ruin tute e expressa do acto aidicoaal, Com a
renuncia de fiscalisar p -la incompetencia, como
querem no caso vertente?
Eu nio posso compreh;nder e3ta nova prat'.ca
que esta casa vai constituiudo, no terreuo de urna
ab.-t. neto completa de exame dos actos da admi-
nistracao, levada sempre pela poltica. Vejo que
ella renuucia as atiribnices quo o legislador lhe
conferio, excluiudo se assim da apraciaco dos
er a ds delegados da adminisira9*o geral, que.
sito mandados para as provincias
Ora, senh es. para que, pois, esta caa se
rcuue, com que fin? Devomos cruzar os bracos
ou telar p-la boa marcha da administracao pu-
oca ? So nao esta a iiojj t ra.ssii i, preferi-
vel que couiessemos a nossa falta ds patriotismo e
saiamos d'essa casa. ,
O Sr. Goncalves Ferreira Isto-yl suppor auti -
nomiaentre a administrar) e a Assembla Nao
h i motivo para tanta exalttcao...
O Sr. Ferreira Jacobina O nobro deputado
deve compre hender que eaae reproche que agora
me atira de exaltado cabe mais aoa nobres depu-
ta ios, porqae tentam eneobrir as noasas minifes-
tacoea, eamagar-nos, sob o peso da forc num-
rica, e querem que, silenciosos, cruzamos os bra-
5jS, inertes, an^e a sut maioria.
Teuha, pois, paciencia ; e se levanto um pouco
o diapato da voz n'este momento nao seno
porque sinto-me ferido, como representante deata
pr ivineit, negando-se-a>e o direito de fiscalizar
oa act s da admin stracao.
O Sr. Goncalves Ferreira Nao deixo de reco-
uhecer o direito de critica : do acto addiiconal.
qu: na) rbConbcco o direito de fiscaliaar o
dispendio dos diuhoiros pertencentes aos cfres
geraes.
O Sr. Ferreira Jacobina Alm da razao ad-
duzida do facto de coneorrermos para a reeeta
geral de impario, principio ioconcusso do direito
administrativo, disposicao consagrada expressa-
mente em lei o nosso direito de fiscalisaco aoa
actos do poder executivo provincial, de analquer
ordem que sejam e.les, e foi do exercicio legitimo
desse direito que surgi o requerimento contra o
qual tanta impugnarlo levantam os nobres depu-
tados.
Mas, Sr. presidente, disem os nobres deputados :
nao desconhecemos as dispoaicea do acto adli-
cional. Lo o, a competencia est clara, incon-
testavel que nos asaiate o direito de censura.
O que se pede no requerimento ? Pedem-se
apenas informacoes a S. Exc. E citn que fim ?
Para verificarse a veraeidade do facto qne os jor-
naes denunciara : 1", se d; facto bouve um cont
de res para despezas de enterramento dos cad-
veres dos nufragos, que appareceram sobre as
aguas ; 2, a queco foi entregue eaae dinheiro ;
3*, que applieacao te ve.
Nao sedisa que me record orna palavra con-
tra o administrador da provincia, nem se lavan-
toa uins insinuaco terina ao digno medico enear-
Portanto, comprehende V. Exc, 8r. presidente,
qu se nos temos o direito de caasarar, se somos
guardas, atalaias vigilantes do modo porque a
administracao execnta e d applieacao aos artigo
da eonatituico e das "-.leis geraes, as perguntaa
tinham apenas por objectivo autorisar-nos a for-
mar juizo sobre o assumpto, depois d> que pode-
ra vir a censura e at a denuncia do presidente
da provincia, on louval-o.
Pon ser civel q.ie oa nobrea deputados sajaxn
frioa qaanda, d -aconhecendo alias ao n tasas at-
tnbuivoas, eawaiem que nos nao duremos pras -
crutar, indagar como correa eseo-neguj, qojj o
de .tino d'-ss verba de despean? '
Senhores, uctao muito ddf jrcvn do outra:
entre o daa qaitaco da despwa, foia o qsa nio
da nosssvasnsaetencia, bem coa* a dacr--tvfia
da responsabilidade pecuniaria dessa m isma d- s-
p -za, e apreciar ou criticar o modo por que foi
f.'itt, ha urna ditnsenca muito grande.
Aquella cabe ao Thesouro; a nos oatros, a
apreciaco moral, a censara.
Assim, psnso que a maioria deve conter sua
verts* pditicic ; e seria melhor que fizesse ama
exc-pgilj ao seu proced n-.nto o, para honra da
adminiatracao de Pernambuco, deasem lugar a
que 8. Exe. viesse diaer-aos o qne toi feita dessa
quantia que tirou das arcas do Thesouro, embora
a approvacao do acto depanda l do goveruo ge-
ral, a deixar pai.ar sobre ama negativa de infor-
macea desta ordem o crediti, talvsz a rupatttcao
de .]u 'in quer que seja.
Mais aviados andaramos 'amigos da adminis-
tracao aceitan lo este requerimento, do que levan-
tando a questao da incompetencia desta asseaibla
para prescrutar o acto-do Sr. presidente da pro-
vincia.
O nobre deputado disse : mas S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia pdia dizer a et* assemb.
nao t.enho que lhe dar coatas.
Ei respond-I he em aparte : todo o presidente
de provincia tem que dar contas e informaces a
una asfembii provincial.
O Sr. Goncalves FerreiraMas n-m eu me ex
primir nesses termos absolutos.
O Sr. Ferr.ira J-icibi it Sr. prasidente, V.
Exc. comprehead-s qn.i o meu estado d-t saude nao
me permit entrar ein debate de especie algu-
ina.
Se em outraa occasies mal posso manifestar o
meu pensamento (nao apoiados), no catado em
qu me acho, en o reconheco, nao o posso fazer
ea&a com desvantagem para a causa, (nao apila-
dos), haveadu do raen lado talentos e illustracoea
que bem poderi.m sopprir a mmh i falta.
Has nao ha remedio ; aesde que comecei quero
ir at o fim
O Sr. Prxedes PitangaEmbora caneado c sem
resultaao.
O Sr. Ferreira JacobinaCrea V. Exc Sr.
presidente, que eu faco mais justica aos sentimien-
tos do digno administrador da provincia ; e no
caso dos nobres deputados havia de fazer com que
o fun.'cion,.rio por cujas maos pissaram estes co-
bres tivesse occasao de manifestar de urna ma-
neira clara e precisa que elles na? foram gast-oo
como muitae outras quantas que por ah se es
ciaraui s escond las, e nao se diga distribuidas
era ambulancias que uao se e>mprarara, ou em al-
queires de cal que nao se levara-.n a bordo do va-
por,
Era na miuha op'ni> pref-rivel que S. Kxc. ti-
vesse occtsiao de manifea'ar a esta ss-mbi,
como ha de fazel o mais tardo quando tiver de
juntar as con-as para retnetn?!-as ao Thesouro, o
modo por que se esvaio esta quantia.
Os nobres-deputados, porra, entender qua as-
sim n> dev? ser, porque S. Exc. nao tem que dar
a i'i -t'ae;s a esta casa.
O Sr. Prxedes PitangaN 'ata materia...
O Sr. Ferreira JacobinaEu direi que em to-
das as outraa ; porque com que direito us cen-
sramos e responsabilisamos a administracao pelo
augmento e i.-npunidade do3 criines, pela negli-
gencia do cumplimento de de veres de repartices
publicas geraes e provinciaes se S. Exc. nao tem
que dar satistac-g a esta casa, se ella nao tem
competencia para apreciar nada disto ? !
J se \, portanto, que se attribue ao Sr. presi-
dente da provincia urna qaalidade qne nao lhe
pua admittir -a grosseria !
Pois pas8ivel que S. Exc coja administra.
?So em parte dependente do auxilio que lhe d
a assembla provincial pretenda, a nao aer um
estonte ido estabelecer urna lucta com esta assem
bltt se rcapondess-- de urna man-ira to grosseira
como seria dizernao tenho que lhe dar coutas ;
o meu superior legitimo o throno? !
Eu nao acredito...
O Sr. Prxedes PitangaEu tambem nao.
O Sr. r'erreira Jacobina.. que S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, homem Ilustrado, tran-
cas8o as suas intormaooes, enchasse-se de suscep-
tibilidades a ponto tal de u'uma qnesto desta or-
dem pretender levantar am conflicto com cata as-
sembla.
O Sr. Goncalves Ferreira Eu nao digo que o
faca, mas digo qu estava no sea direito de fa-
zel-o nesta questao.
O Sr. Ferreira Jacobina E eu digo que S.
Exc nao tem o direito de fazel-o ne?ta ou em ou-
tra qaalquer questao ; e nio ter a coragem de
fazcl-o o nobre d-potado se um lia fr presidente
de provincia.
O Sr. Prxedes PitaugaPorque nao ha de que
re- expor-se ao resultado que d'ah lbe pode pro-
vr.
OBDEM DO DA
Continua em 2 discnsso o art V> do projecto
n. 22 deste anuo.
Vem mesa, sao lidas, apoiadas e entram em
discasso conjuntamente com o projeoto as se-
guirte emendas:
N. 18. Substitutivo ao 55 do art. 1." :
Ordenado do secretario 600^000
dem do advogado defensor des
presos pobres 400#000
dem de um fiscal das obras do
nercado, que se est construindo,
m obrigacio da zelar os edificios
maoicpaes 400000
dem do portein 200JO
dem de um coatjui, sendo obri-
gado a solar e limpar as salas da C-
mara Municipal e audienciaa, acom-
paabar o fiscal, q lando em correico
l.ivrar os termos deinfraego ie pos-
tutas; conduzir os officioe dentro da
cidade e auxiliar os empregados,
quaudo for mis ter
Porcentagein ao procurador a ra-
zio de 6 o/, e mais 30 pelo traba-
loo da arrecadaco fra da cidade
dem do fiscal
Poreetageaj de 10% ao aferidor
Expediente eawiguatura do Diario
Juiy e eleiees
Cusas judiciaes
Agaa e luz para a caleta
Eveatuaea
Limpeza d*s rnns e, acougues
Limpeza do p .eo muuicipal e co i-
aSlto dos movis
Ooras publicts txunicipaes, sen-
do 40J.i para conatrneco de urna
ponte de inadeira sobre o riacho
Carra picho, no povoado Pedr Ta-
pida e continuacao dos trabalhos do
nercido 2:OCO000
2004000
I
350*000
P
120*000
140^000
200*000
150*000
150*000
3OC*030
2a*ooo
6:1005000
Rogo Barros.Rodrigues Porto.
N. 19. Ao 54 da art. 10 :
Ao ii. 10. Em vez de 100#. diga-se 1505- Ao
n. 12, diga-se obras municipios inclusive 150*000
para un ponte de madeira w> lugir denomina lo
Piaca, riacho de Tabocas; J5-\4 para os reparos
da ladeira Pr"guica deste distrieto e com prefe-
rencia; 40i)* p-.ra construccao de mais 10 lam-
pes e rn inutencao doa meamos que j se acbam
collocados na cidade, e 1:305* para comeco da
casa de mercado no lugar pateo da groja de N'03-
aa Seiiiiura io B.in Oonaelho 2:005*.
Ao n. 13, em vez de 605*. diga se 150*.R-g.
Barros. S-iirisues Parto.
N. 20. A> 28 do art. 1, accrescente-se: u. 15,
ordenado do advojado 100; n. 10, em lugar de
400*, diga-se 1<0*.Reg Barres
O Sr. Prxedes PitangaEsta conclnso lor-
iada ; nem pode ser lgica ah nao ha contra-
diccao.
O Sr. Ratis e SilvaSe por economa qne
elle desea aquella redcelo, devia acceitar esta
suppresso.
Dito isto, Sr. presidente, com relacao s ama-
bilidades com que me mimoseou o Sr. vereador
w/i ec"' ea- 8e" af'go, e que intactas
lhe devolvo, eu passarei a eccapar-me da justifi-
"dtsfenr^ ^ ffi8nde -
A primeira emenda que propuz ao art. 1." e
que leve o n. 1, fi con. relaeo ao cemiterio do
Recife, determioand* para veuciuientos do admi-
mstrador 3:200*.
O Sr. Prxedes PtaiigaV. Exc. devia cote-
jar as suas emendas- com a proposta da Cmara e
nao con o orcamento em vigor.
O Sr. Bats e Silva-^No ; o que peco que
sejam restituidos aos empregados es vencimientos
que esta lei ibes di.
O Sr. Gomes PrenteMas devenios attender
ao orcamento da cmara.
O Sr. Ratis e SilvaQ lero attender lei vi-
gente.
Nao eeceitei a redneco proposa pela (-arcara.
e por Uso mandei a emenda, restitnindo os 3:200*
que tinha o administrador do cemiterio, sendo.,...
2:500* de ordenado e 700* de gratifieacSo.
Nio vejo rasao para essa reducto a nobre eom-
miaso d apenas para o administrador do cemi-
terio 3:0 0*, sendo 2:090* de ordenado e l:0CO*
de giatificacao.
Nuda encontr, repito, que autorise esta reduc-
$o de 200*, e sem urna raso sufficiene nao se
pode com justica fazel-a,
O Sr. Gomes PrenteMas o pr jecto da com-
missao nao est de accordo com a proposta da c-
mara ?
O Sr. Ratis e Silva-
O Sr. Ferreira JacobinaPorque nao ha abso-
lutamenti administrador algum que se pretenda
collocar cima a Assembla Provincial, reconhe-
C3n1o-lbe o direito que ella tem de censura, e
quando ella agora pide a S. Exc. cae a informe
dos factos para conhecel-os e aprecial-os. e poder
depois dar lhe at um voto de lonvor.
Como, pois, ne:tas condices se pode admittir
que o digno presidente da provincia, homem pro-
vecto na administracao, podesse pensar em devol-
ver a esta As embla o reqaerimeato em que se
pedem informaces, ou dizer qui ella nao tem eom-
peteacia para apreciar o seu acto? !
O Sr. G ncalvea Ferreira d um aparte.
O Sr. Ferreira Jacobina A Assembla tem o
direito (1 : apreciar a conta, e que nao tem o di-
reito de dar a quitacao, o que pertenca ao The-
souro. Nos temos o direito de saber quantos mil
alqueires de cal foram no bjo do vapor para en-
terrar os mortos, e temos tambem o direito de cen-
sura.
E bem pide ser que nao tenhamos esse direito,
porque emfim talvez baja alguma sublimidade
scientifica de adrainistracAo, que a minha inteli-
gencia nao pode alcuucar ; mas ea estou certo de
que >8 administradores que nao se elevarem ci-
ma daa assemblas provinciaes, qce nao sejam
urnas sublimidades desconhecidas inteligencia
coinmam, nao se ho de ree is-ir a dar informaces
quando ellas sao pedidas pira formar um juizo
em materia desta ordem.
A-aim, pois, Sr. presidente, parecendo-me que
o requerimento ter a surte que tem tido todos 03
outros...
O Sr. Prxedes Pitangalaso nao importa.
O Sr. Feneira Jacobina ... vou sentar-me
declarando que me levou a vencer as difficulda-
des em que estou collocado foi a conviccao qne
aaggeriram de que cada vez mais te quer acabru-
nhar esj Assembla, negando-se-nos o dir-'ito
de p"r,'unttrmos a S. Exc. o Sr. presidente da
provincia o que feito do dinheiro tirado do the-
souro geral,'que urna parte daquillo com quo nos
concorremos para as urgencias do Estado, e quaes
as verbas em que esso dinheiro se esgotoa.
(Muito bem ; muite bem da opposicao).
Ningiie-n mais p ."diodo a palavra encerrada a
diacussao.
O Sr. Prxedes Pitanga (pela ordem)
Sr. presidente, devendo ficar bem firmado o voto
de cada um Sr. deputado acerca da materia deste
requerimento, ea peco a V. Exc. que consulte a
Assembli se permute que a votacio seja nomi-
nal.
Posto a votos o requerimento, o Sr. presidente
dealara-o rejjitado.
Sr* Situ Mara (pela ordem) requer a
verifieaco da votag&o.
O Sr. Presidente Eu j verifiqnei a votaco
duas -;ezes
O Sr. Jos Maria fas sentir que necessano
attender-se para a declaracao do nobre deputado
pelo 4o diatricto qne affirinsu estar disposto a vo-
t ir pelo requerimento de votacae uominai.
O Sr. PresidenteO Sr. vigano Ainorim disse
apenas que nio tomava parte na votacao.
O S.\ Jos Maria protesta e appella para o Sr.
deputado Amorim.
O Sr. Saares de Amorim Declaro que voto a
favor do reqaerimeato de votaco nominal.
Verificada a votacao, fica o requerimento empa-
tado e adiado, na forma do regiment.
Passa-se 1* parte da
N 21. Ao 48 do ar:. 1:
Augmente-se verb destinada 11 pigtmento de
costas jediciaes com a quantia de 44*8;K), sen lo
77*51)0 pira pagtinento so capital Miguel Ar-
chanjo da Silva liraga e 337*39t) para pagam n-
to ao ea >ito J.iSa Evangelista de Soasa, deduci-
da eat.i qaautia d) u. 10 d > m aaie p iragraph 1.
Keg,> (Jarros.
N. 22. Ao S 32 do a-t. 1": 200* para sanea-
ui iro da cidade, de accordo com as requisic-s
do delegado da bygiene.Hercalano Bandeira.
N. 23. Subiitua-3" o u. 4 do 5 '..'. sob a rubri-
ca'Jeuiireno d 1 Recife, pelo segunte : idein do
guarda ou daca', sendo 1:300* de ordenado e 700
de gratificaeiio, 2:lK)D*.Vigario Auguro Fraufc-
lin. Jo.io Alves.
N. 21. Ao % 31 n. 1, diga-se 6 '0, tirando-ac
150* do n. 14. -Dr Joao di S.
N. 25. Ao art. 1 51. Supp,-ima-sR o n. l.
Suppnina-se no n. 0 as palavrase um do de G v-
anainha o reloza-se a verba a 450*. Rsgo Bar-
roa
N 26 Ao art. 1 4l. Cmara de Cimbres n.
3: em lugar de 200*, diga-se 250* ; n. 14, ac-
cr seente-se, send > 200* pira coucerto da lade>ra
do S.-rrinht, uae.-.:...ja de Pesqueirapara Cimbrus
Reg Barros.
ti. -1. Ao art. 1" 1. Cmara do Recite. On le
sal: ordenado de iiscaes, substitua-se pela dis-
posicao da lei vigente..Luz de Anirad*.
N. 28. 10 do art. n. 4, custas judeme*, inclu-
sive o qne se est a dever a Podio Ferrao de Al-
buquerque320*.Reg Barrus.
N. 29. Ao 10 do art. 1", accrescente-se: or-
dt-uado do fiscal de 1 ojuea 100*. Loureur;> de
S.
N. 30. Ao 44 do art. 1". Accresceuto-se: or-
denado do fiscal da Ponte doa Carvalhos 120*.
Lourenco de S.
N. 31. Onde couber : A Cunara Municipal de
Muribiica fica autonsada coutrahir um cuopres-
Nao sei se eBt, demais
cada teuho com a roposta da cmara.
O Sr. Gomes PrenteMao dtvemos ter: deve-
mos attender tambem proposta da cmara.
O Sr. Ratis e Silva-Eu trato, sement de con-
frontar o projeeto de orcamento municipal com a
le vigente; quero restablecer o queesses empre-
gados tin pela lei vigente.
E' nesta parte que nao esneordo com o projecto
do orcameuto.
A emenda n. 2 ao mesmo artigo Io cem refe
reacia ao Mercado de S. Jos.
Diz a lei vigente: (i).
A mesma emenda re3tabelece o logar de aju-
daote, dando o mesmo ordenado que estipula a lei
vigente.
O Sr. Kego BarrosFoi en^wo.
O Sr. Ratis e Silva.Quero restabelecsr o lu-
gar, dando ao respectivo funccicnarin os aiesmos
vencimeotos que lhe da a lei orcarntatnria que vi-
itora.
ao a 1110, at a importancia de 4:000* e do valor
de .r>0*, 00* e 200* para construir ou comprar
um edideio que possa servir nao b para nelle ef-
tectuir as suas sesses, mais aiada para jury e
eleicSea.Lourenco de S.
N. 32. Ao II. Suppnma-se o n. 3 e accres-
oente-se os seguiotes num ros :
Ordenado do fiscal do 1 distrieto 300*. dem
dem do 2 distrieto 150*.Lourenco de S.
N. 33. Ao 10 do art. 1. Em vez deidem do
fiscal da villa61*, diga-se 120*.Liureiici de
S.
N. 34. Ao 11 d. 4. -Em logar de 6 /o ao pro-
curad >r, diga-sa 12 /g.Lour-nce de S.
N. 35. A Cmara Municipal do Recite fica au-
tornada pagar a Tnomaz Ferreira Maciel Pi-
uheiro o que lhe dever de custas juiiciaes. Dr
Pitanga.
N. 36. Ao 74. Em lugar de 40 rs. por cada
p de coqueiro, diga-se 80 ra.Jos Maria.
O Sr. lia ti* e Silva Sou forjado, Sr.
presid-ute, a oceupar a tribuna por alguna mo-
mentos para justiiicar as emeudas que mand i ao
orcamento em discassao, e post) que me azhe io-
cammodado, pelo que oo poderei oceupar-me laui
to, todava me eatorcarei para jnstifical as, mas
antes disto campre-me dizer algumas palavras,
com referencia a u a estirado artigo, que sahio
publicado hontem na Provinc'a e no Jornal do
Hecije, assignado pelo Sr. Joaquim Aivea da
Fonseca, vereador da Cmara Municipal, o qual
todo p.-et-Micios 1, cntendendo que podia represen-
tar a Cmara Municipal nesta assembla, por ser
commis8ario de polica, oceupou-se de meu humil-
de nome para dirigir me censuras graves e ama-
bilidades proprias de si, entendendo que eu pedia
augmento nos vencimentos dos empregados mu-.ii-
c.paes, n .s emendas que oft'-ireci ao ornamento.
Eu, Sr. presidente, nao descerei a responder
ao Ilustre vereador, pela imprensa, perqu, depu-
tado provincial como bou, nao tenho que dar sa-
tisfaces ao Sr. vereador Fonseca nem a ninguem ;
nao tenbo que dar-lhe contas, porqae ninguem
tem qae ver com as opiniis que emitto nesta as-
sembla. Esta assembla, e smente esta assem-
bla a camptente para aprecal as approvando
oa reprovando-aa, como entender.
Portanto, guarde esse senho- vereador os seus
conaelb.'S para si ou para quem 03 pedir.
O Sr. Prxedes PitangaEa devo dizer ao col-
lega que am Ilustre cidado.
O Sr. Ratis e Silva -Nao contesto que sejt nui
llustre cidado ; estou mu defenieado das aecu-
sac-s gratuitas e graves que elle me atirou. Por-
tanto, digo que guarde para si os seus congelaos
ou para quem os p dir, guarle a sua experiencia,
guarde os eeus profundos coubecimentos, que pre-
sume ter dos negocios muuicipacs adqueridos na
louga pratica de 3 raezes da aua veriauca, porque
nao preciso delles e devolvo-lhe intacto tudo
quanto elle disse nesse seu aranzel, que me possa
offender. Mas, dir-lhe-hsi sempre que se enga
nou Dcfeitamente, porque eu as minhas emendas,
nao pedi augmento de erdenados para empregados
muoicipaes, s Uve o intuito de conservar oa orde-
nados que eilea tinham pelo ornamento vigente.
Este foi o meu pensameato, esta foi a minha in-
tenco, que ficava claram nte manifestada desde
que se confrontasse o pedido as emendas com a
lei do orcamento municipal, que vigora, sendo qui-
s por engao meu houve um pequeo accressimo
em duas das atludidas emendas.
Portanto, repito, Sr. presidente, que o llustre
vereador eoganou-se absolutamente quando enten-
deu que das rr.inh-.a emendas resaltava a intencio
le augmentar os ordenados dos empregados mu-
nicipaes. O meu intento foi ao neute conservar os
ordenados que actualmente elles recebera, em vir-
tude da k vigente.
Outro proposito, outra intencSo nio ti ve.
Mas, se o nobre vereador, qne se mostra poa-
suido de s'ntimento de economa teve-a em vista
quando disse em seu artigo qae os empregados
tuuuicipaes deviam soffrer em seos vencimentos
urna reduecao de 25 / i S. S. ea direi que se
acha em cootradieco comsigo mesmo, porque
mais adianto manifesta a sua reprovaco sup
presso dos doas lugares de laucadores, do qae,
resultando economa para a Cmara, devia ser
acceita por S. S. ossa suppresso que foi pedido
pela n bre commissao de orcamento manieipil.
se fuud-;u para fazer
lugar desnecessa-
por
E insto que o nobre deputado declara que, por
-ngan-j teu foi ommittido o lugar de ajudaule do
administrador, nada miiia direi a respailo.
A emenda sob n. 3 refere-se aes empregados ex-
lernes : (l)
A lei vigente d ao engenhejro 2:S0), e ao seu
auxiliar 1:200*, sendo 80'jp de ordenado e 400*
le gratifiuucio.
A cemmira.io supprimlo taiTibsm este logar.
A commissao eut-ndeu timbera que devia eap-
pnmir o lugar do eugcnhero da cmara munici-
pal.
Nito sei i'ai que que ella
Bta BUpi reasil 1.
O Sr. Rogo BarresEate
rio.
<) Sr. G-uocs PrenteIntcirameute desneees-
3.1 rio.
O Sr. Ratis c SilvaDigam os nobres debuta-
dos que cs"e lugar desne.es-ario, e eu digo pelo
coutr rio que necessario, e muito necessario.
O Sr. R-go BariosVamos ouvir.
O Sr. Ratis e SilvaA cmara municipal do
Recife tem sempre muito que f.izer relativamonte
a edificaco s, reediticaes et^-.
O Sr. Gomes PrenteIsso por conta dos
prticulares.
O Sr. Ratis e Silv-.Nao, senhor.
O Sr. Gomes PrentePor ce ata Ja cmara ?
O Sr. Ratis e SilvaPor conta da cmara,
sim.
O Sr. Reg Barros A cinara nao tem obra
oenhuma.
O Sr. Ratis e 'IvaMas tem que mandar veri-
ficar ee ha infraccao da lei naquellas que se fa-
sem.
O Sr. R go RorrosPara isso tem o mestre do
obras.
O Sr. Ratis o SilvaO meatre de obras deve-se
ocouper em outras cousas.
O Sr. Ratis e Silva em que ?
O Sr. Ratis e SilvaNaquidlo de que cmara
nrces8ite com reli O Sr. Reg BarresA commissao municipal e
t-ra 800* para gastar em obras para que enge-
nheiro a xiliar ?
O Sr. Ratis e SilvaElla precisa ter alguem
que o auxilie ; o engenheiro pode adoecer e n'este
caso quem poder fazer as suas vezea ?
O Sr. Gomes PrenteNesse caso elle entrar
no goso de urna licenca, e ser substituido
quem a commiss > nomear.
O Sr. Ratis e Silva Por que supprimir este
lugar que :. cmara municipal sempre teve?
O Sr. Reg BarroaNao" apoiado. E' de ha 3
aunes tara e.
O Sr. Ratis e SilvaNao emprego novo.
O Sr. Gomes PrenteMas ama sinecura.
E' despender dinheiro quando a commisao nao
ple.
O Sr. Ratis e Silva Eu entendo que o lugar
necessario, c por aso mandei a emeuda restabe-
lecendo-o. Seos nobrea deputados eutendemque
nao voteiu contra.
O Sr. Gimes PrenteE^e qae o nosso
mal : despender os dinbeiros por este modo.
O Sr. Ratis e Silva A emenda n. 4 diz (l) :
Determina o projecto de orcamento (i) :
Por conceguinte a corr.misso fez iqu urna re-
duecao de 300*, que par.-i mim tsrabem nao tem
explica cao.
S>- a lei vigente d ao director da afericao
2:800*000, nao vejo razo para se fazer esta re-
duccSi), entretanto que se conservare es vencimen-
tos d<* tutroa empregados.
A le deve aer igual par-i todos, e a nobre com-
missao deve ser justa. Se reduz os vencimentos
de um empregado deve reduzii os de todos os ou-
tros ; nao vejo razo para se fazer urna seleccao
deste ou daqnrile. Ou deve-se fazer urna econo-
ma rigoresu que determine urna reduecao geral,
ou eutio nao se faca esta eelc-c{ao reduzindo-se
os vencimentos de bona empregados, e deixando-
se os de oatros intactos.
O Sr. Reg Barros O commisaario de polica
opina pela reduecao geral.
O Sr. Gomes Prente V. Exc. concarda com
IS30 ?
O Sr. Ratis e SilvaAntes isto.
O Sr. Reg Btrr. s Entilo vamos fazel-\
O Sr. Gomes Prente Vamos attender Ga>
mar, ella diz que tem difficuldades.
O Sr. Ratis e Silva Agora nio, porqae o pro-
jecto j-i est apresentado.
O Sr. Reg Barroe Podemos emendal-o.
O Sr. Ritis e Silva De que modo ?
O Sr, Reg Barros Fazendo urna reduecao de
25 % como pede o commisaario do polica.
O Sr. Ratis e Silva Eu nao sou obrigado a
seguir a sua opiniao.
0 Sr. Guies Prente Era urna reduecao que
nio tinha lugar, mas poda-a- fazer urna reduecao
re solar.
O Sr. Ratis e Silva Aceita de 5 / ?
O Sr. Gomes Prente Eu aceitara.
O Sr. Satis e Silva Bem.
Aasim, Sr, presidente, nao vejo raiSo para a
reduccio dos vencimentos do administrador da re-
partico das axerigSea.
A emenda n. 5 ao art. Io com relacio con-
tad >ri a.
Por esta emenda restabeleco os dous lancadores
que tem a Cmara Municipal, a cada um dos
qunea d a lei vigente 1.-700*000 de ordenado e
700* de gratificacao.
Sr. presidente, se acho que toi injusta a sup-
presto do ajudante do engenheiro, injustissima
a snppre'si dos doas lancadores.
E' preciso nao oonheor o mecanismo la Cmara
Municipal, nio saber o trabalho gne tem a contas
doria para se propor.esta suppresso.
A seccao da conudoria por assim disera alma
da reparticio municipal ; a secretaria da Cmara
nao pede dar am paeso sem a cootadoria. Esta
o cadinho por onde passam todos os negocios ten-
dentes arreoadacio e despeza da Cmara Mu-
nicipal ; o eeu trabalho de tal ordem, accumdla-
30 de maneira que nanea se pode vencer ; e ft
por isso que ha muito tempo a Cmara Municipal
conserva um guarda para auxiliaros dous ama-
nuenses.
O Sr R-go Barros Nio por isso, porque
i^Bizn


Diario de FernambucoScita-feira 6 de Mato de 188?
:

\


)


<*
-

Al
11 horas e meio
oa empregados 6 entram l
0*8r. Ratis e Silva- Est engaado o oobre
deputado. ._
O Sr Reg Barros Nao ton.
O 8r Ralis e Silva N Cmara Municipal
nSoauceedeisto. Ha ;um ou outro empregado
que chega mais tarde, mas nao eata a regra,
todos chegam a tempo e ahora da regulamento.
Mas como diiia, a scelo da eoatadoria est
sempre Hccumulada de traHalhi, porque por ella
transitis todos oa papis que se referera recei-
ta e 4 despez i Cambra, nin i Camar t Municipal
da importancia da do Recife tem sempre muitog
negocios, o por isso na contadura ha trabalho
que nanea se vence.
Por este motivo a Cmara reconheeeu a necessi-
dade de none&r um guarda para auxiliar oa dous
amanuenses, porque os dous s nao podTiam ven-
cer tanto trabalho.
Se assitn, como que a nobre commissao pro-
poe a euppreasa das lancadores ? Quera ( que
ha de tazer a collecta ?
O Sr. R*gi Barros Os fiscaes.
O Sr. Ratis e Silva Nao poJem------
O Sr. R-go Barros Sempre o fizeram.
O Sr. Ratis e Silva____porque bb distrah-m
dos seus deveres, e nao tem es3* attnbuico ; a
lei na Ibes incumb o servico da collecta.
Do que anno data a creaco do lagar de lunfa -
dores ? ,
O Sr. BgO Barros E' causa de quatro ou
cinco annos apenas.
O Sr. Ratis e SilvaMas o>obre deputado nao
v que a Cmara Municipal do Recite, nao est
estacionaria ? .
O Sr. Reg BarrosNao "8t estacionaria, esta
retrogadando.
O Sr. Ratis e SilvaO oobre deputado est
engaado.
O Sr. Reg BarrosSomente ha dividas.
O Sr. Ritis e SilvaNao ha Ul. O seu movi-
mento 6 seinr.ri crescente.
A Cmara Municipal do Recife de 5 ou 6 annos
passados nao 6 a mestna que a actual.
O Sr. Reg BarrosEs' retrogadando, veja os
Oreamentos.
O Sr. Ratis e SilvaMas o movimento cresce.
O Sr. liego BarrosNao cresce de modo nen-
"oSr. Ratis e SilvaIsto negar a verdade
'V Sr'. Reg BarrosOh Senh or Como so pode
apreciar o movimento de urna Cunar* Municipal
scno pelo seu orcamento e bataneo ?...
O Sr. Ratis e SilvaMas os nobres depatados
nao sabeo que muitos negocios passam pela C-
mara Municipal que nao entram no bataneo?
O Sr. R >go BarrosConstara do relatono.
O Sr. Ratis e Sdva-Requer-se Cmara Mu-
nicipal muita cousa e ella nao informa ; no deli- ;
bera, nao providencia?
E estas cousas, e outras de menor importancia
entram nos relatnos, e nos balances ?
Eu estou mostrando a necessidade da existencia
dos Lncadorea, pirque os dous amanuenses nao
cnrgam para vencer o servido da contaderia.
Se assim; elles nao podera ter tempo para
fazer a collecta qua um servico externo e de
muito trabalho.
O smauuenae nao peder certameo'e deixar o
trabaiho que tem na contadoria para ir tratar da
collecta.
Note a nobre commiss.'o que a coiletta um
servico externo e note ainda "jue a enfadara
vive sempre com servifo accnmulado e nao pode
dispeosar os seus empregad'S para encarrcga!-aa i tenho sob minhas vistas, uem proviessem do in-
de trabalho estranho c externo. tereste em bem do mnnteip'O, pois que ellas nao
Ja se <, portante, Sr. presidente, a necessidade | foram justificadas,
que ha da conservavo dos lanzadores da Cama-a Como todos nos sabemos, Ss projectoa municipaes
Municipal. I sao sujeitos Arserabl* Pruvincia! por forca da
E demaia, senhores, alm de fazer-se um mal di*poaic,ode leique rege a materia, afira de que se-
ao servico muuicipal, taz-se anda u:na cruel jade jam submettidosauma lgeira fiscalisacao e tenbam
a eases individuos que os serve. o cunti da approvucao para qne possam vigorar.
Um delles at tem 24 annos de servico e se ha Em .onsequencia da dispnaico da Acto Addicio-
de mandar para a ra um homem uestas con- nal, corre s cmaras municipaes a obrigica de
dicoes ? ... preparar os seas orf amentos, de justifica! os e vir
Nao vhlem rs eeus ireitoa adquiridos no s< rvico pedir As-embla a sua approvaco.
de tantos annos ? D'ahi se deve concluir qu", sen do as cmaras 03
O Sr. Reg BarrosBem; por este lado V. Exc. I corpos competentes para c nhecerera de suas ne-
tem razao. ^ : cessidades, da prccislo de suas despesas, do recur-
O r. Bata e Silva-Mas nao por este lado | aa de sua receita, devem offereeer consideracao
e que eu sustento a emenda; eu digo que tenho ; da Assembli um trab.lho que mereca appruv.i-
maior razao pelo la4o ia necessidade do servico j>. Mas assim nao acontece, como nao acontece
municipal. com ore itnent.i algum.
O Sr. Reg Barros V. 12xc. aeccita urna emen- E' quasi desueceasaria a existencia deosa obri-
da mandando tupprimirum desses lugares no caso ( gaco por parte de te3 corpjracSi's ; porque, qual
de vaga ? quer que seja o trubalho cfi'recido considerado
O Sr. Rit's e SilvaSe por ventura vagar j^sta 'Assetnbla, elle Bempre mutilado, alter..
algum delles, podera ficar supprlmido um, porque das sms cifras ora para mais, ora para menos, de
este 4ue ficar far o servico, mas ambos nao, por- : maneira a iuverter-se completamente o pensamen-
quanto a necesgidade dos lancadores na Cmara I to d'easas orpora^o s.
Municipal incontestavel. A Cmara Municipal, depoia de preceder .i um
Eu jadisse, Sr. presidente, que o servico da tstudo longo e aturado, depoia de haver dtirante
contadoria, muito extrairdinario, vive sempre maia de urna seaso discutido o modo de orgauisar
accumulado, alo se pode vencer, e tanto assim 0 seu trabalho, de maneira a poder c m elle sat3-
que a cambra teve ne.cesiidade de chamar o guar- fHzer as anas necessidades, e desembaracar-se de
da para ajndar os amanuenses. \ eeua compromissos, sojuital-o cansidera;ao desta
Se por ventura os amanuensis podem faser o j A'taerobla, v que esse trabalho por tal forma
gervi?o, para quemis esse guarda? i modifictdo, que tomar se ha desnecessari >, iautil,
L 'go, porque o servico de tal ordem, viye | por nao poder produzir o ffTaito csp.'rado
aecumulalo de modo que os dousamanaen8d8 nao Portete, se bem que as assemb as provinciaes
sao ufiicientes para fazel-9 ; lugo sao neceesanos ; tenham o direito de, modificanJo os, dar a sua ap-
os lanzadores, visto que os amanuenses nao podem provaca i acs trabalhus da cmara, parece me que
ser deatrihidos para fazer a collecta que um no isra a verdadeirs interpretaco que se d^ve
servido externo. | dar diiposico do Act> Addicional, que man-
Um Sr. DeputadoMas ease servico poderla ser i da que as cmaras remettam os seus trabalhos
futo pelos fiscaes. I j,ara ser BDJeitsa approvaco da Ass'-mbla, des-
0 Sr. Ratis e SilvaNao popsivel; oa fiscaes je que o Acto Addicional diz que o trabalho dat
Sr. Bego BarrosNio havia raio para qae
so dous fiscaes fossem melhor remuncraos ; a
commisgao eqaiparea.
O Sr. Ratis e SilvaE'prqne o fiscal da Boa
Vista tem a seu cargo ribeira.
O-fir. Reg BarrosTem os guardas.
O Sr. Ratis e Silva O guarda so serve para
cumprir as orden? do fiscal.
Acbei que .rade teda a justici 'gaalar o orde-
nado dos fijeaes, elevar todos a 2:0005300.
O Sr K"g Barros O commissario de polica
tioha rasa qaando dissa que V. Exc. tinha aug-
mentado os ordenados.
O Sr. Ratis e SilvaElle dise que havia aug-
mentado os ordenados de todos os empregados,
o que nao verdado.
A commissio d a este empregao li600, a le
vigente dava 2:000, e a emenda, conf orinando-Be
com a lci vigente, regula os mesraos venci-
mentes.
Sendo o fim qne tive com estas emendas ree'a-
belecer aos empregados raanicipaea aquillo que
Ibes foi deduzdo pelo prejecto de oroamento, pas-
sarei a justificar outras emendas.
Urna das emendas que mandei mesa, 8r. pre-
sidente, foi restabelecendo os vencimentos dos
serventes do Cemiterio.
lela !ei vigente os serventes do C'smiterio do
Recia teem urna diaria de l->0 ) ; entretanto, a
nobre coramissao redozio a 1000. Se houve m-
justica n i redueco que se tez aos serventes do
Mercado, maior injustica sem duvida alguma,
a reduccao que se propoe diaria d;s serventes
do Cemiterio.'
Os serventes do Cemiterio. V. Exc. sabe e sabe
a casa, alm de um sr-rvico rigoroso e pesadissimo
que fazera, estaa sujeitos .a um trabalho perigoso :
uem de coaduzir corpos de individuos que mor-
rem de epidemias, de colricos, quando es houve
ou pssa haver, e isto por si s constitne um ser-
vico extraordinario, om servijo que deve ser bem
remunerado. Por esta razia eu quiz que riles
continuassem a ter a mesma diaria que loes d a
lei vigente.
Assim tambara o pedreira do Cemiterio sempre
teve ii Dar dia ; a nobre cammisso reduza essa
diana a 35000.
O Sr. Reg Barro, Os salarias teem baixado
muito.
O Sr. Ratis e Silva Mas nao ha razio para
baixar-se aquello salario.
O Sr. Reg B O Sr. Ratis e SilvaE' que ao pobre operario
tudo serve, comante qne teuha meios de viver.
Houve, portante, injustica da parte da nobre
comm6!ao na reduccao do salario do pedreiio do
Cemiterio.
Creio que foram essas as duas emendas que
mandei boje, e, entendendo que as tenho justifi-
cad", sento-me, mesmo porque estou um ponco in-
cemmodado, esperando que mertcim ellas a ap -
provacao da Ilustre As3embla.
O Sr. PraxedeN PilongaEu poda, S.r
presidente, deixar de tomar parte na presente dis-
cussao, porque, conformando me com as emendas
apreseotad-s pela Ilustre coinmiss?, eu me dara
por satisfeito, se ellas tivessem de ser approvadus
por esta casa. Mas, correndo-mc a cbrigu;ao de
nao deixar passar inc. lunes as alteracoea fetas
no orramento niunicipal pela Ilustre commusao,
urna vez que ella nao tomou a iniciativa de juati
ficar o seu rrubalho e sendo correte o nteretse
que tomo p loa negocios a mea Cargo, nao uevj
deixar de m'sfrar-me um pouco admirada das a-
terago s feitas, s.-m que fsta3 vieseem nvm fia
proposta i florec la p Ih C ti ira Municipal e que
Diversas cante*
Caia
PAlttit :>
Capital
Fundo de reserva
Lucros suspenses
Easisso de letras bypothHcirias
Garantas de hypjthcaa
Letras hypothecaxias orteadas
Dividen los
Juros de letras bypothecarias
Diversas con tas
nobre depotado que a reada tem augmentado e
nio pauca, nao s porque o servico divkiia-se, e,
dividida muito niaii perfeite e muito mais com-
pleto, coma porque desse processo nasce a faaili-
dads da arrecadsclo.
O Sr. Ratis e SilvaApokdo.
O 8r. Prxedes PitongaPortante a cmara,
reconbeciia a necessidade da ereacSo desses lu-
firari's, naimpntsibilidade de p>d-r prooeder seve-
ramente ttsatra os fiacaes, qua da elles eram tam-
bem encarregados de faser a collec'a, entendeu de-
ver pedir a eata Aasembla, jutificado-a moti- | Cancao d'adminijtmc.1 > e.^-ereacia
vadauente a creabas desses lugares, e a Assem- j Ttulos em caucaa
bla atteniendo a essa conveniencia creon 09 lu- Depositantes
gares que faram prvidos posteriormente.
Portanto a commissao propondo a suppressao
desses lugares nSo veio tribuna provar a ana
inutilidad*.
Alm de proceder Bem andamento fasendo tea-
sar a existencia de lagares ereadaa por f-arca de
requisico daquella reparf?aa, e cuja aupproesa
nSo fdra pri'-pjata, ommette ama iniquidade nao
dando destiuo a dous empregados q*e por forca
do tempo de servico trnliara nSos direito a apo-
sentadoria, como em cansequencis do eacrcicio de
suas funecoes devum ser mantidos nos lugares
que oceupavam.
Da o nobre deputado e diz com certo funda-
mento, qae sendo os empregados da cmara mu-
nicipal qnatrieunaes na forma da lei do 1 de Ou-
tubro de 1828, nao tem direito de reclamar, por-
que nao bo vitalicios.
r"ara responder a este argumento judicioso op-
poroi o procedimento desta assembla consideran
do oa con direito aposentadoria, e portanto vi-
talicios, sem o que nao poderiam eer aposen-
tados.
J4 se v, p iia que a nobre commissao nao vindo
a esta assembla motjvar o que deu lugar sup -
presso de *oaa lugares alias muito importan-
tes...
O Sr. Ratis c SilvaE necessarioa.
O Sr. Prxedes Pitanga .. indiapensaveis,
necessarioa, como diz o Ilustre deputado, nao pro-
cedeu bem no modo de se haver na approvacao
que quic dar proposa de orcamente que Ihe fra
fiureeida pela Cmara Municipal.
Coma porm estou certo de que S. Exc. nao re-
jeitar a emenda qae fra ufF'recida pelo meu ao
bre amigo, dei tambem a miaba palavra de aceitar
a possibiiidade de supprimir-se algans des jes lu
gares quando vag'irem, aceitando assim nma
emenda offerecida pela nobre com-nissao que me
fra particularmente apresentada na ante-aalia.
A commissao que no periodo da vida actual,
visa, coma o administrador di provincia, economa
por tolos oa lados, assim proceden e i-u nao me
opponho.
Nao de va, prrm, tambem votar contra o pro
j dos de algans empregados, parque tenho a obriga-
go do manter a proposta offerecida considera-
ca da Assembla pela Cmara Municipal de que
tico porte, d: que son presidente, porque sao se-
ria votar contra aquillo que aceitei quando aLi
easotti o m u juizo.
Esp"ro pois que a proposta da Cmara seja man
t:da p>r esta Assembla e volte para all afim de
ter execucao.
Peitas estis ligeiras obervace9, Sr. presidente,
cu nao du/id v>tar em 2 discuasao o pr. jecto de
reamento mnnicipul, marnente na parte relativa
i Cmara Municipal do Reeife, de que fac> paite,' .
deixando que cada um dos nobres deputados re- Oapital do Banco
34:0265401
35:1205936
B.1. 3,748:4365330
500:03050- 0
1:2705.01
1:4345541
989:5005 J00
2.205:6005000
16:000*000
9:70(15000
10:9005000
900500U
1:38050 X)
2695500
11:4315 785
Rs. 3,748:4365330
8. E. e O ======
'Vmambuco, 5 de Maio de 1887.
Os administrad oros,
Manoel Joao de Amorim.
Jote da Silva Layo uniac.
Luiz Uuprat.
O gerente,
7oao Fernandes Lopes.
i:nlsil Bank of Rio de Janeiro
(Limited)
Capital do Banco em 50,000
accoes de 20 cada urna 1.000,000
Capital realisado...... 500,000
Fundo de reserva...... 190,000
BALANDO DA CAIXA FILIAL EM PERXAMBUCO,
EM 30 DE ABBIL DE 1887
Activo
Letras descontadas....... 107:326|770
Emprestimos e contas caucio-
nadas.............. 13:443,$34J
Letras a receber......... 283:330,J980
Garantas r> valoras Honnc.it iH,.t: 208:6505730
2:490/1990
1,608:797JB40
591:033^270
Sesse livro o autor aprecia na-diversas phases
da legislaba) eleitoroi bradileira desde.a promul-
ga*3o da noasa'Constituic,i at as ultimas dispo-
sicoa legisKtivdB asbrer essa /materia, posteriores
a.l-i de 1881.
Esse trabalho foi publicado em Fevereiao -io
crrante anuo na BalieUrt de la SmitU de L'.jii
lation comparie, e agora im bochariv d-: qo /al-
iamos.
Correspandenda ao obsoquioxla autor vamosler
o seu trabalho e a se.ii tenpo diremos a iinpreaaao
qua nos causou.
Agradecemos.
Irouoaeao. No expediente do Ministeri
da Justina publicado ao Diario Ofiol de 25
Garantas e valores depositados
Mobilia, etc. do banco
Diversas contas ....
Caixa..........
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
flxo com aviso
e por letras .
Rs. 2,805:0735970
Passivo
366:6225190
1,777:4775340
-----------------2,144:0993530
Letras a pagar......... 9413030
Ttulos em caucSo e deposito 203:65:)3730
Diversas contas......... 451:3823580
Rs. 2,805:0735970
S. E. & O.
P^rnambuco, 5 de Maio de 1887.
Henry K. Gregory, manager.
/. K. Eddowes, pro accountant.
London A
presentantes dos diversos districtos da provincia
veaha reclamar pelas alteraco '8 feitas no projecto
apreaeotado para as diversus camara3, porque
a ellas compete melhor conhecer a adopea ou in-
conveniencia da proposta offerecila.
i "resumo, Sr. presidente, que o 12 distrcta nao
oiV.-n alteracaa a'guma.
O Sr. Reg BarrosNao, senhor.
O Sr. Prxedes PitangaPelo menos nao vi que
no projeote offerecido pela Ilustre commissao se
tratasse de alterac/io tendente ao 12* districto.
Tambem n5a pndenda aspirar a que vejam
aceitas emendas ijue tenham por fim melhornr um
pouo os ornamentas das diveras cmaras que
eompos aquelle districto, me aatisfaco com o que
est, porque estou convencido d que as cmara*
loaos como sao nos seus interesae8, terio off-re-
cido considprHcao da Assembla um projecto d-.
orcamento salva-gu irdando o interesan muni-
cipal.
Ki-azulan Baok Li-
mited
1.000:000
500:000
300:000
do pago
Fundo de reserva
BALANQO DA CAIXA FILIAL EM f ERNAMUUCOj
EM 30 DE ABKIL DE 13S7
Activo
Letras descontadas
Letras a receber
Emprestimos, contas correntes
outras
Garaatias por contas correntes
diversos valores 1,454:1465950
Caixa em moeda corrente 723:3105260
301:255^430
778:9145430
2,64657725080
5,504:5995150
Passivo
Depsitos :
i Em conta corrente 709:0325320
| Fixo e por aviso 1,925:1685110 2,634:2605930
Garantas por contas correntes e
Nestas condicoea eu me don por satisfeito e diverS03 ^iorei
aguardire que a nobre cummisso venha tribu- i)v-er3as contas
na justificar ou aceitar as emendas cfferecidas. e i jjCtras a pao.ar
ento voltarei ainda a tribuna, se par ventura en-'
tender que Ss. Exea, levarao a mal as obaervacoes
por mira feitas.
Fica a diacusso adiada pela hora.
Passa-se
2. PARTE DA ORDEM
1 deste
DO DIA
Contina a 3 diacusso do projecto n.
anno (ornamento provincial), Inven I o sido rejei-
tado ura requerimento do Sr. Jos Maris, pedin lo
o adiamento da discnssa por 24 horas.
Sao lilas, apoiadas e entram em diacusso
conjunctamente cora o projecto as seguintes emen-
das :
N. 177. Ao23. Em lugar da 1:0005 diga-
S. E. & O.
Pernambuco,
1,989:6605080
l,274r992110
5:9865030
5,904:3995150
5 de Maio de 1887.
W. H. Bilton, manager.
Wm. Hil, accountant.
i Abril, 16 se
Ao presidente de Pernambuco para informar,
ou vindo o jais accus&da, a representoslo docu-
mentada di advogado Dr. Vicunte Perrer de
Barras Wauderley Araujo contra o juii do com
mercio da copical damesraa provincia, bacharei
o Thotnaz Gircez Paranboa Montenegro.
Tribunal do JaryHoatem foi submetti
do julgam -n'.a o rao Ludgero lUncia da Anuun-
ciaco, que na mito le 2 de Abril do auna pasa: -
do no biceodo Camara, na 3o-Vista, aasassinou
a Vctor Alvej do Masciminto. Foram advga-
dos da defjsa os Oa. Cladoaldo Lapes e II ira :i
Costa.
Farra m se o cana-iho daa Srj. juize3 defacto
seguintes :
Anaro Affonsa de Olivnira.
Antonio Leauarda de Meneies Amorim.
Christovo lirtk -ufoid Veira da Silva.
Aareliaua Augusta de 0:iv>-ia.
Jos de Azeveda Maia d,i Silva Jnior.
Sebastio Jos Gomes Penaa.
Manoel Clemeotmo Ribeiro.
Djco Augusto Rolriguea da Silva,
Jol) C.jvalcante M ireira Cirapoa.
Ad ilpho Coelho Piuheiro.
Agaello II na -ri i Bezerra de Men-zes.
Joaquim A. Mor-a'ra Ja ii ir.
Sundo o reo submetti da ao interrogatorio res-
ponden chamar-88 Ludgero Ilencio da Annuncia-
clo, nitural das Aligoas, de 28 annus de i Ude,
sal'eiro, moraaor na Boa-Vista, onde reside h
om auno, ngricultor, ana'phabeto. sabe do que e
aecusado, que conhece a3 teatemunhas qnJ contra
el o depuzeram, noda tendo oppar a meemas,
que em sai defeza tem a allegar, que foi provo-
cad) a commetter a tacto de que aecusadn.
Finda a leitura do processo o Sr. Dr. Es?arel
leseuvolveu a aecusteo.
Coraejou provando com o corpa de delicto, que
houve ura crime, e cora os depoim*ntos daa teste
inunhts, que o autor desse crime foi o rea, e que
se acbava incurso as penas da artigo 193 do c-
digo criminal grao mxima por ter se dado a cir-
cunstancia aggravante da noite, pelo que pedia a
8ua condi mnacao na pena de gales perpetuas.
O Sr. Dr. Costa desenvolveu a defez'i procu
rando provar que o reo eommetteu o crime em
sua de reza, e que fra provocada por urna bofeta-
da, que Ihe dera Vctor.
Em vista do que expenJisu p?dio a a'^aalvico
do 8"u coostituiute
H 'uve rep'ica, e treplica occapando nesta a
tribuna o Sr. Dr. Cladoaldo que depois de apre-
sentur ura eatudo ao pracesso c n;luia pedindo,
que o tribunal fiz -ase jusii?a ao seu constituinte.
Depoia de ser feto p-'la preaidento do tribunal
o resumo doa debates reeolheu-se a sala secreta o
jury de eentenca.
Pagsada meia hora voltou Ib traz-'ai0 a c-n
deran.ico do reo gales perpetuas.
O advogad j do reo protestou por novo jury.
Os reas J. o Mendes e Coralana requereram
adiamento de jolgiracnto pelo qu i na araui hon-
tem julgados.
Entram hoje em juigain ntoos reas Alfredo Be-
zerra de Magalhias pronunciado no artigo 201 do
edigo criraiual e Jjaquim Eat-'Vao pronunciado
no artigo 193 da mesma cdigo.
Dj primc-iro udvogado o Sr. Dr. Altino.
PafcatamentoHontem a 10 horas do dia
falleceu na entrada de Joao de Barros, onde resi
da, proprietario da Fabrica Apollo, Antonio Pe-
reir da Cunha, ua idade de 53 annos.
Succumbio ruptura de um aneurisma na aorta.
Era negociante matriculado, iudustrial adian-
tado e emprehendedor ; dotado de far^a de van-
tade indomavel conaeguio por meio de esforcado
trabalho montar um vasto estabelecime-uto, nico
tal vez uo seu genero nasta provine, o que a im-
prensa desta cidade couai-lerou j, como o primeiro
do Brasil.
Esse e8tabeleeime .te a Fabrica Apollo, a prin-
cipia destinada a manipuladlo da fuma e mais
tarde enriquecida cora orficinas typographica, ly-
thographic.a, e de fabrico d-s leos vegetaea, alm
compadre, Ihe dado por varias Vves vntaenda
para vender e qe as de quo aa tr^tav.i tiokam
sido vendi.ias a um italiano de nome Joao Cal-
lot, que com outros mora na rsa da (Ponte
Velh*.
Mindou o Sr. Sa-ites Neveabascar um.carro e
nellr metteu se c m oumpateiro, o rerreiro e oeu
ordenanc guio para a Boa-Vista, odaie-
pois de coufereuciar enn a respectiva autoridade
dirigi ae a casa dos italiano'.
Ao entrar nesta deseobria logo na sala urna
caixa com diversas pecas da chita furtada e de-
poia de interrogar aos italianos, ssobe qae Joa
Cdlot bvia comprado aquellas fazendas pjr
2 05000.
Para nao ficarem os italianos sujeitos a accao
que contra elles intentara a casa Cramr, obri-
garam-se a pagar mesma caaa a quantia de
1:2865000, mportaueia das fazenlas furtadaa.
Voltea aa Ricife o tente Sautoa ^'evescom
um dos italianas, que immeliatamontj psgou aos
Sra Cramer Frey C. aquella importancia, pedio
muit..s desculpas e prometteu qua de uutra vez
uo se deixana Iludir por maia verdadero qu
fosae o man quo Ihe offsreecsiem.
Ao activa e trabdhsdor subelegada, teoeute
Sautea Nevea son be -m pmrtilha a aatisfacao ds
t r cumarido o sou dow, os parabeua doa que
sabiam ach ir-se elle emp-uhtdo newa JlH^llH i
e os agradecimentos da casa, a que restituio os
obj'Ctos lart.i Lis.
lucautestavelmentu n> se deve regatear el..-
gios a quem lo cjrrectaininte sabo eumpair ..-
SUB8 obrigaces.
Can de di relieK:n urna idus salus do
edificio da Faculdade de Direito e com permisti,
da respectiva cougregavo, o Sr. Dr. Juo E'yo
de Castro Fonse.ca abre hoje 43 5 h las di tarde
o aeu curao de direito natural e romano, oont-.u-
do j nelle matriculadas div-raos alumnos do 1-
auno acadmico.
As lieces comecam ab 5 hirus e tenniaam aa 7
da uuie.
Sociedade Philomatlea Tve lagar
no dia 30 do m?z pasaado a reuuiaa desta sacie-
dale.
Foi lida e upprovada a acta da sesso antece-
dente. Em seguiaa hmve a discust > do jury
de Isabel de Inglaterra, aenJo eondcmaada.
Haver na aesso segaints dUcussa de th.-se,
chronica semanal e jury histrico de Podro I,
sendo promotor e advogado os Sra : M,iu iei Psi-
x >to de Aleucar e Athydrt Mn-rins Ribeiro
:Carldade Pra ser entregue a Sra. Laura
de Sauza, viuva do typograpbo Joao Vctor ue
Sou;a recebemos hontem a quautia de 25, atom-
pauhada de um bilhete em que se pedia resisse
ella por alma de Beuto de Freitas Gurmares J-
nior.
Hontem mesmo satiafizemos o pediJo.
Reviitta IllusilrailaDt corte onde pu-
blicada recebemos o n. 455 desta Revista, que Iras
iutereas^ntea e chistosas llustracaa.
Agradecemoa.
HemoDiIracao de en ilmento;
pe arios da Companhia Recife Droynage
tace .5
suecos
ternados pela infausto passamento do seu ohefe,
Joao D,wsly deliberirun vestirse de lucio du
rante quinas das.
Entrada*! de uoiik ,ir e aledao
Vieram por mar e torra para o mercado do Recife
no mez de Abril :
Algodao
De 1887 3"). 789
1886 8.042
185 8.693
1884 9.742
1883 12.275
Assucar
De 1887 J23.952
1886 60.653
1885 75.316
1884 103.015
1883 80.478 .
Kngllh Bank of Rio de Janeiro,
limiledNa aesso competente rublicamoa um
aviso, firmal-; pe o Sr. Heury K. Grgory, geren-
te da caixa filial deste banco, em aossa praga, re-
lativo a dividendos.
Jlorle de enlencladoN-. Cisn 0
tenglo falttceu hontem de caches; i pa i .
sent'uciado Manoel Rufino de Carv.ilho.
Foram prewon-O delegado de polica do
ter ..o de :'a d'Albo, te:id.' denuncia d' acht-
rem-se acautelas (adidas de cavalloa n
Varzea Grande Jo 2.a disiricfo pslieiil, p ,: sil
airigio-se no d:a 3 do corrente, pela madrugada,
acompnuhado do ;!e3tcaiEcnto. e cobSgu:
turar 9 ladros.
Asnemhln Provincial Funccionia
hontem-sob a preadencia do Exm. e Rvm. Sr.
vigario Augusto Franlclin Moreirs da Silva, t.'.a
nao podem tomar a sen cargo esae servijo, perqu
nao teem tempo de bem cumprir com os seus de-
veres, nao podem bem cumpril-os ; para isto aeria
necessario haver um fiscal em cada ra, por assim
dizer.
O Sr. Gomes PrenteE os mpestes laucados
sao mu tos ?
O Sr. lia t i a e SilvaSao muitos sin, senhor.
Alm d'isto os fiscaes nao teem essa attribuija ;
a lei do Io de Outubro de 1828 nio lhes concede
essa attribuio. Portanto, Sr. presidente, d5o
podendo os amanuenses fazer a collecta pelas ra-
zcb que j expend, e porque nao bao de deixar a
reparli^o phra faser un servigo externo, eu en-
tendo que de necessidade a conaervaco dot
lanzadores e foi por issa que mandei a tmenda
n. 5.
A emenda n. 6 refere-se aos cena i ter ios da Ar-
rala!, Varzea o S Lourenco. Vejamos o que diz
a le vigente, ( ).
Jase v que a commissao leduzio oa vencimen-
tos do administrador do cemiterio do Arraial na
importancia de 2205- Pela le vigente o admi-
nistrador do cemiterio d Varzea tem 5005. A
nobre commissao conservju os ineaun s vencimen-
tos, nao reduzio ah. O de S. Lourenco tambem
tem 5005- A nobre commissao conservou o mes-
mo ordenado. En, porm, estabeleco 6005 para
cada um, igualando os vencimentos, attendendo
qae a nobre commissao reduzio o ordenado do ad -
ministrador do cemiterio do Arraial a 5005, quan-
do elle tem pela lei vigente 7205. Eu estabeieci
por seo 6005 para cada um. J se \0 que nao
augmente i a verba; o que fiz foi igualar os ven-
cimentos de todos elles.
O Sr. Reg Barros Augmentou 10'5 para a
Cmara.
O Sr. Ratis e SilvaMas igaalei os vencimen-
tes de todos, sem prejudicar a verba, proposta no
projecto aclual.
A emenda n. 7 referente ao Mercuda Pu-
blico.
O Sr. Reg BarrosAh o nobre deputado nao
tem razo-ab.-elutamente.
O Cr. Ratis e SilvaA lei vigen'e d 1:5.05 e
c nobro deputado deduzio desta verba 5005.
O Sr. Gomes PrenteE ha de baver muitos
qne queiram fazer o servico por esse preco.
O Sr. R^tis e SilvaMas para roubar o que l
encontrarem.
O Sr. Gomes PrenteNao rouba, nao.
O Sr. Ratis e Silva8r. presidente, com mul-
ta injustica quo se faz essa reduccao ao pobre ser-
vante do Mercado.
O Sr. Reg BarrosE o nobre depntado nao
organisou o prejecto de torca policial dando 15
cada eold do ?
O Sr. Ratis e SilvaO soldado de polica nao
tem o servico to penoso coma o serveute do Mer-
I 'I).
O Sr. Bego BarrosOra, pelo amor de Deas.
O soldado de polica nao expoe as vezes at a pro-
pria vida ?
O Sr. Ratis e SilvaO empregado de que se
trata, Sr. presidente, vai para all s 6 horas da
mauh e trabalha at s 10 da noite, em servicos
pesados e grosstiros, sendo alm d'isto abrigado
a perneitar no estabelecimento, e p irtanto fra de
sua familia e dos seus commodos. E acba a no-
bre commissao que ato pouco? Que sao bem
pagos esees servicos ocm 15000 ?
Paaso ar ra emenda n. 8, (14).
Da vigilancia deese empregado que depende
a boa arrecadacao. Como, pois, querem bons fia -
caes, sem justa retribuicao?
cmaras ser preparado e off'recido considera-
dos da Assembla, parece indicar que as cmaras,
es'udando minuciosamente o modo de aquirir ton-
tea de recita e de satisfazer s despesas indi--
pena>>ves, devem pedir Aaserbla a approva-
yai a'aquella proposta, par isaa que, como na sa-
bemos, ellaa nao ten a autonsaco para pedir a
contri aui<;:lo ou fazer desplana, alm de urna quau-
tia determnala, segundo a sua cathegoiia.
Foi n'esse intuito, pens quo o acto addicional
impoz a obrigaco a cmaras de apreseatar a
sua propoats orcamentaria e d aa aasemb'as a
attribui^'o de s approvar.
laso, porm, nao ee observa, como nao se obser-
va nos ornamentos provinc'aes.
Os oreamentos alo organisodos nesta Assem-
bla a v ntad das representantes dos diversos
districtos, e a comraissa por sua paite altera-as a
seu modo de pe qaando Ihe parece que taes on
taes despesas podem ser diminuidas, e que taes
ou taes tontea de receita podem desapparecer.
E' assim que nos vemos que nao s<5 a co-nmis
sao alterou profundamente o projecto apreseutado
pela cam> ra municipal, Coma elle ainda foi alte-
rado pelo uieu i!lustre amigo e collega que, tendo
j sido empregado -xi sita cathogoria daquella re-
particSo, e sendo um conhecedor ameatrado da
rgimen destas corparafo-s, entendeu tambem ae-
ver pedir urna pequea alteraco contra o que
r'ispo' o acta addicional.
S. Exc. julgou que o pedido da cmara que re-
duza os ordenados doa e npregados nao tioha
fundamento, porque tende elles estado j no goza
desse direito contavam com esta tate de receita,
e que eta Assembla nao aoprovaria a proposta
da cmara, que pareca ferir um direito adqui-
rido.
O Sr. Reg Barros -A proposta da cmara nao
deduzi nada de ura s empregado.
O Sr. Prxedes PitangaTanto houve altera-
co que o Ilustre depu'ado acaba de pedir o res
restabelecimento dos empregados pela tabella em
vigor.
O Sr. Reg Barres Mas o nobre deputado re-
fere-se ae trabalho da commissao ? Eu nao te-
nho conhecimento do projecto da cmara.
O Sr. Prixedes PitangaO projecto da cmara
municipal parece que traz dimiuuico nos lanca-
dores. Ees, por exemplo, ganbam 2:4005, o pro-
jecto d 2:2005.
Portanto parece que (as alteracoes feitas pela
nobre commissao na suppressao de lugares e re-
dcelo de ordenados Dao 8o fundam em boas ra
zoes ; porquanto como na sabemos os logare?
desias reparticoes sao creados em vrtnde das ne-
cesaidades reconhecidas pelas proprias corpora-
yaes.
O Sr. Reg BarrosDeva ser assim.
O Sr. Prxedes PitangaV. Exc. nao tem ra
zo de dizer qua devia ser assim, desde que ne
prova a inutilidad? dos lugares.
O Sr. Reg BarrosVamos ver.
O Sr. Prxedes PitangaComo eos sabemos,
eram auiigamente os fiscaes os encarregados da
collecta ; maa pergonto eu : quanto se arracada-
va na poca em que estes empregados se encarre-
gavam deste servico ? A renda era to inferior
que se arrecada de presente que est por de-
ntis justificada a creacio destes logares.
O Sr. Reg Barros raz favor de dizer-me de
que anno data a creacio dease lagar de lancador ?
O Sr. Prxedes PitangaDe 5 oa 6 annos.
O Sr. Reg BarrosPoi a renda nao augmen-
tou nem am ceitil.
O Br. Prxedes Pitanga Pobso asseverar ao
se 5:00 J5, nao podendo dividir os bilhetes por ou do comparecido 30 Srs. deputados.
-r^r\Vena d" Pa?ar Cada ama Umbe,w Foi lid* e approvada sem debate a acta da sos-
o:(X)005 ; 2005 por vendedores ambulantes de lo- | 8j0 antecedente
teriaa de outras provmciaee 0 Sr. lu 8ecreta:io proceden leitura do se-
tste imposto to ser cobrado se nao realisar-ae KUInte expediente
a prohibido da venda dos bilhetes de loteras de Um offieio do 8ecretaro da gaverno, dovol ende
outras provmcias.-Gancalves Ferreira.- Gomes treg exeaipi&reB da8 ReaolucOea aancc.onadaa sob
1884 a 1886A archivar.
Prente.Coelho de Maraes.
N. 178 Onde couber : 1:0005 para melhora-
ineuto da estrada que segu da estaca) ao po-
voado de S. Benedicto, no termo de Panellas.
Regueira Costa.
N. 179. Ao adtiva n. 109, no final do 2,
primeiro periodo, accrescente-se : restabelecendo
por eata occaBia o ensino religioso as escolas
publicas Vicario Augusto Frauklin.Soares de
Amorim.Julio da Barros.Pedro Rata.Go-
mes Prente.
N. 180. Onde couber : E o que se estiver a
deveraoRvm. padre .Manoel Pereira da Cruz,
coadjutor do Cabo. Herculano Bandeira.
N. 181. Ao art. 2o. Onde couber: 1065422
que se deve aos herdeiros do padre Jos de Sou-
za Magalhes na qualidade de professor jubilado
de grammatica latina da villa de FloresGon
calves Ferrer. Gomes Prente. Coelho de
Moraes.
N. 182. Aoart. 2. Onde ecuber: O que se
estiver a Je ver professora publica Taciana Ale
xandrinn Mouteiro Lopes. Coelho de Moraes.
G i! i val v-s Ferreira.Gomes Prente.
N. 183. Ao 20 do art. 2o. Em lugar de
5:00i'5 diga-88 7:0005 Gomes Prente.Ro-
drigues Porto.
N". 184. Art. 2.o 41 seja applcado aoSi-
minario dt> Olinda o que ficar da verba destinada
ao pagamento de coadjuctores.Julio do Barros.
Vig.rio Augusto Frackliu.Pedro Ratis.Ba-
ro de CaiarGaspar de Drummond. Soares
de Amooim.=Sophronio Portella.Coelho de Mo-
res.
N. 185. Ao qnadro de exercicios lindos ac-
crescente-se : Oque estiver a dever so cap to
Rufino Demetrio da Paixo e Silva, do aluguel de
sua casa que servio de quartcl em Baraaats. |
Rodrigues Parto.
N. 186. -e lor approvada a emenda n. 109,1
creacente-se a seguate :
Qualquer alteracio feita pela admnistraco
em consequencia da presente aatorisaco, ni ao
tornar effectiva depoia de approvada par esta as-
sembla. Jos Mara.Lourenco de S .
(Contina.)
1887Projecto n. 78
A Asaemb'a Legislativa Provincial de Per-
nauTbuco reaolve :
Art. 1. Fica creada no termo de Panellas urna
freguezia sob a iovacaco de Nosaa Senhora da
Conccicao de Alag* de Gates.
Art. 2.' Os limites deasa freguezia sero os ac-
tnaes do districto policial de Alaga de Gatos.
Art 3." Ficam revogadaa as dispasivoes em
contrario.
";Paco da Assembl* Provincial, 5 de Maio de
1887. Regueira Costa.
Banco de Crdito Real de Per-
ABHIL DZ 1837
Active
Accionistas 356:6005000
Emprestimos hypathecarios 989:5005008
Valores hypotbecados 2,205:6005000
Letras hypothecarias tf5:7005000
Deposito d'adrainistraco e gerencia 16:0005000
Letras a receber 23:5005000
Valorea caucionados 9:7005000
Letras hypothecarias depositadas 10:9005000
Movis e utensilios 1:7885990
Outro do mesmo, idein, iaformada s peticao de
Alheiro Uliveira. A quem fez a requisico.
Outro do mesmo, aecusando o rt^cebimento du
cffi -io n. 50, relativo a eleiva de algans membroa
da meza deala Assembla.luteirada.
Urna petivo do Dr. P-dro da Cuuha Sauto-
Maior, requerendo ura anuo de cenca, para tratar
de sua saude fra da provincia, co-r, o ordenada
que llu compete cama lente de italiano no Gym-
nasio Pernambueano. *' commias'o de petivj.
Foi dispensado da pubcsvo em avulsas indi
imprimir no jornal da caaa, a requerim rnto do Sr.
Regueua Costa, um projecto n. 78, creando no
termo de Panellas urna fr?guezia aob a invocavo
de Nosaa Senhora da Conceica de Atagoa doa
Gatos.
Adicu-ae de novo pela hora, que oi prorogada
par 30 minntoa a pedido do Sr. Sophromo Portella,
a discusBo do requerimento de informa^o sobre
a estrada de ferro de Caruar, tendo orado os Srs
Prxedes Pitanga, Saphroaia Portella e Ferreira
Jacobina.
Passau se Ia parte da ordem do dia.
Continuando a 2 diacusso da p. ojecto n. 41
deste anno (fixaca da for$a pol Mal) art. Io, ora-
rain os Srs. Suaras de Amorim, e pela ordem oa
Srs. Jos Mara e Drummond, requerend.i o Sr.
Joa Mara, mas sendo-lhe negado o encerramcute
da discus&o.
Em seguida encerrou-se sem debate o referido
art. Io que foi approvado, sndo rejeitadua as
emendas sob os. 1 e 2 e tendo orada pela ordem
os sra. Viaconde de Tabatiuga e Prxedes Pi-
tanga.
Foi approvadoo art 2o depoia de orarem os Srs.
Drumcind e Juvenci Matriz, s-ndo lejeitada
ama emenda sob n. 3, approvado o art. 3' e dis-
pensado o projecto de intersticio a requerimento
dos Sra Ferreira Jacobina e Drummond.
Approvou-ae em Ia diacusso, sendo dispensado
do intersticio a requerimento do Sr. Sophronio Por-
tella, o projecto n. 42 deste anno (posturas da
Cmara .Muuicipal da Pedra de Buiqae.)
Encerrau-ee 1 diacusso do pr jecto n. 44
deste anno (aposentadoria do Joaquim Gouveia
Cordeiro) sendo apoiada urna emenda do Sr. Jos
Mara de adiamento da diacusso pr 24 horas,
na 88 votando por taita de numera, tendo oradoJ
pela ordem o Sr. Barros Barreto Jnior.
Passou-ae 4 2a parte da ordem do dia.
Eneerrou-se 2 diacusao do projecto n. 51
deste auno (aposentadoria do ex-collector de Pao
d'Alhi) sendo apoiadas quatro emendas e na se
votando por falta da numero, um requerimento do
Sr. Joo de Oliveira para ser nominal a vo-
taco.
Adiou-se a 1* diacusso da projecto n. 65 deste
anno.
A ordem do dia : 1 parte : 3* discusso dos
projectos ns. 41 e 23 ambos doste anuo ; 2* parte :
2* diacusso do projecto n. 42 deste auno e conti-
nuar; 5o da antecedente.
Aulorldade policiaei.Por portara
da presidencia da provincia, de 3 e propista do
Dr. chefe de polica, de 2 da corrente foram no-
meados :
2- e 3- supplentes da sublelegtdo da districto
de S. Joa doa Poiubis, do termo de Santo A -
to, Joaquim Tenorio da Silva e Flix Baptista
dos Santos, na ordem em que vo collocadas.
Iiejtlalacfio eleltoral nrawtlelra
Obsequou-nos o conselheiro Baro de Ourra com
urna broebura recente por elle escripia e que tem
por tituloEtude tur la Representationproporc'e-
neV.t au Bretil
Houve resistencia, oa adiea fizeram foge, do
que reeultou sabir levemente terido no braco es-
das de ferreiro e outras necessanas ao envoluc.a- querdo o saldado do nomo Joa Vicente.
uieuto loa seua productos, e tuda isto por machi- Dous dc.a ladres
nismea os mais modernos e aperfeicoados.
Da cora vo larg), gen-raso e cardoso eslava
sempre prompto animar e auxiliar aos que c
procuravam e priucipalm-nte sea] parentea
muitos dos quaca fornecia os meios de subsisten-
cia.
Cerno negociante conservou sempre illeso o seu
crdito apezar da crise que pesa sobre as nossas
industrias.
A sua fortuna calculada em cerca de trez- ntos
cintos, aujeita a liquilava das tranaaeces mer-
cantis de su casa.
D.ixa dez filhos manares, teada o mais velha
apenas 13 annos do idade.
O s-.u cadver f.ii hontem tarJe depositado no
Cemiterio de Santo Amaro, onde hoja s 8 horas
da uiaob ter lugar o enterro.
Paz a sua alma.
FalleclmenloSuccumbio ante-hontem
noite, no pavoada da Torre, victima de ams tebre
tiphoide iflauinatoria o Sr. Joa D, wsly Jnior,
ge.-eutfi da conpanhia inglesa Recife Droynage.
Era uiiior de 50 annos e geralmente eatimado.
O seu enterro uvo lugar hontem s 10 horas da
raanh no Cemiterio de Santo Amara.
lima importante diligencia poli-
cialEra dias da aemaaa ultima os Srs. Cra-
mer. Frey & C. commuuiearain ao Sr. teen te San-
tos Neves, subdelegado da freguezia do Recife,
que do um dos rmaseos de depsitos de fazendaa,
que tem ra de Dininfis J .s Mirtina, nos
fundo* da casi cera rwreial -jos masillas, qua fica
ra do Bom Jess, haviam de3pparecido 120 pe
jas de chita tiradas de duaa caixas, que ficaram
vaaiaa-
Inf jrmaram maia ao subdelegado que deases ar-
mazeus cr.im vigias, e arrumado es, dous creadla,
sendo um delles de nome Justino, e que as chi'as
t.nh un a marea verJadeiro man >.
Inmediatamente o activo subdelegado passou a
examinar o referido armazem e nao eucautrou nem
no tecto, n:m na3 pirtaa e feehaduia3 o minar
vestigio, o tnen.ir sgaal da Violaneia e arronba-
menlo.
D'ahi ooiligio logo o iatelligente Sr. Santos Ne-
vos, que os dous creados eram 03 autorea ou dcIo
menos eum dices do turto das pe;.u de chita, e
maudou chamal-as a sua presenta para interrgal-
os e ver se asa m coiseguia dscobrir algum in-
dicio.
Interrogados, ambos negarara ter coparticipa-
conheeeu logo o subdelegado, qus Justino era o
ladriio e que o seu empauheiro eatava innocente.
Convm acjrescentar, qua Justina servia na
caaa Cramer, desde 6 mezes, e o outro, desde 11
annos.
Nao conaeguindo de Justino indicavo aJguma,
p r ter-se elle acastellado em formal negativa,
mas convencida da culpabilidade do mesma, ditee
a casa Cramer que a deapedisse por ser o ladro,
e efectivamente foi este pago e despedido.
Exigi a zelosa autoridade urna amostra das fa-
zendaa furtadas e sendo satiateito, com coa as
suas investigavoes e recommcndou ao subdelegado
da Boa-Vista, que mandasse syndicar de una ita-
lianos d'aquella freguezia se vendam fazenda
igual a amostra, isto por saber j por experiencia,
que eases italianos costumam comprar fazendaa
fuadas.
Sempre vigiando oa pasaos de Justino, descobro
que este frequentava a caaa de um sapateiro a ra
de Domingos Joa Martina e inopinadamente pe-
netrou na mesma hontem as 8 horas da manh e
logo vio sobre alguns movis pedavos de f izenda
igual a da amostra, j cortados e deatinadoa a ves-
tidos.
Interrogado o sspateiro, que se chama Thom
Jos Pereira. disse ter comprado a fazenda em
nma loja, mas s?ndo ene' gicamente contundido ralo
aubdelegndo, que Ihe apresentou a amostra, recc-
bida da casa Cramer, e disse sabjr, que e'a fur-
tada aquella fazenda, confessou tel-a recebido em
pa.amento por 2 pares de sapitos, que Ihe en-
coinmendara o ferreiro Zeferino Paes de Sonsa,
morador m S. Jo.
Chamado este a presenca do Sr. Santos Neves,
negou o facto confeesado por Tbom, mas confron-
tado com o aapatairo e cedendo aos estelos do in-,
terrogante, dase que era verdade ter Justino, seu
chamados Jote Fraueisco de
Arruda, coahecido por Andr, e Jos Rodrigues,
conhecido par Joa Rasa, acharase pronunciados
por crime de roubo e ferimentos no Brejo da Ma-
dre Deas e Camping Grande, provincia da Para-
hybi.
Laocba apprebendiaaNo Arsenal de
Mariuha acha-se depositada una lancha, app
hendida em frente da fortaleza do Bruan.
(juem (r o dono v reclamal-a.
Ferimenio leveAnte-hontern, s 6 hars
da manh e no caes ds Companhia Poraambuca-
na, f rio Leopoldo de Souzh, por ura individuo que elle
n> couhece e nem sabe a razio.
A autoridade c inapetente sabenda do facto
maud.u chamar sua presenv* Janmro, que Ihe
narrou o oceorrdo.
Opcracdes cirnrgieawForam pratica-
dae no hospital Pedro II, no dia 5 do corrate, as
seguiutes:
Pela Dr. Berardo:
Tres pupllas articiaes indicadas por sene-
chiS posteriores e s;aphiloma insipiente.
Amputavo de staphilomi total pe!i processo
Weckar, modificado.
Reuna -"M'hI lia hoje a segumte :
Do Comit Litteraro Acadmico, s 3 e 1/2
horas da tarde, no lugar da coaturae.
Directora das obras de tonserva-
cao do porlosBoletim meteorolgico do
dia 4 d- Maio de 1887 :
l s
tloras i S '5 o i ans Barmetro a Tenao do vapor -o s -o
0 i
Ja ' .3
H *" a
6 m 22'6 76i"S3j 18,31 89
9 25"-7; 76im50| 19,04 76
12 27111 761"26 20,48 7*
3 t. 278; 759'nl 20,70 71
6 264 760"34| 19,2(1 74
temperatura mxima23,5U.
Dita mnima22,25.
Evaporaco em 24 hora ac o! : 5,ra3 ; som-
bra : 2,5
Chuva28,">7.
Direcco do venta : SE e ESE alternados, pre-
dominando SE de meia noite at 3 horas e 4o mi-
nutos da tarde ; SE e SSE at 7 horas e 49 minu-
tos da farde ; SE at meia niite.
Velocidade media de vento : Sm,37 por secunde,
sendo 4."'06 das 10 boras di manh 3 6 horas
da tarde.
Nebulosidade meda: 0.77.
fceilfieaEBectnar-se-hao :
hoje :
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, na ra do
Vigario Tenorio n. 12.
Peto agente Marlins, s 11 horas, na ra Du-
qu? de Caiiaa n. 66, de urna importante aruaaco
ae amarela e maia utenclias ahi existentes.
Sabbado :
Pelo agente Modesto Baptsita, a 11 horas, ra
1. de Marco n. 12 de perfumaras e miudezas.
Pelo agente Alfredo Guimaraes, .3 11 horas, no
largo do Corp Santo, de 100 sacos com amen-
doim.
Miwa% fnebre.Sero celebradas :
Hoje :
A's 6 horas, na igreja do Terco, pela alma de
D. Mara Benedicta da Carmo.
Amanh :
A's 8 horas na igreja da Madre Deus, e na do
Corpo Santo, pela alma do cjmmendador Joa
Pedro d-.s N---ves.
Segnnda-feira :
A's 8 horas, na matriz da Boa Vista, pjla alma
de D. Mariajda Penha de Siqueira Cavalcante ;
s 7 1/2 horas, na matriz da Boa-Vista, pela al-
an de Antonio de Hollanda Cavalcante.
Casa de DetencoMovimento dos pre-
sos da Casa de Detenco do Recife na dia 4 do
corrente ; _^
Existiam454 ; entraram 30; sahiram 21 Ex;a-
tem 463.
A saber :
Nacionaea 382 ; mulherrs 12 ; eatraogeiros 15 ;
iMiB^H^BBMB^HBBMHBl
ILEGVEL
Mi


i
____________
1





Diario de PernambacoSexta--feira 6 de Maio de
6 ; idem prooe*ado8 2
-Total 463.
escravos sentenciados
idem de correlo 46.-
Arracoados 385. .
Boas 356 ; doente. .-Total 385.
Movitneoto da enfermara.
Tiveram baixa i
Vicente Ferreita de Araujo.
Antonio de Sonsa Almeida.
Tiveram alta :
Heredan Pereira Das.
Soher Henrique de Miranda.
Falleceram :
Manoel Rufino de Carva.no.
Antonio Bibeiro Bnto Gaimarae, conhecido par
Marnhere.
botera da corleA 204 loter da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande do------
30:000*000 ser extrahida no dia .. de Mar-
co*
Os bilhetes achara-se 4 venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Caa da For-
tuna roa Primeirode Marco n. 23, de Martina
Finia & C.
Lotera dofirao-ParaA lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000*000, aera eitrahida no da 11 do cor-
Bilhete venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Costa
ke,tc- r, a
Tambem acham-se a venda na Casa da r or-
tuna 4 ra Primeiro de Marco n. 23, kde Martina
Fiusa&C .
Lotera da provincia do Paran
A 12* lotera desta provincia.pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 15:000*000, se extrahir4
no dia 10 de Maio-
Bilhotes a vonda na Casa da Fortuna, 4 ruu
Primeiro de Marco n. 23, de Martins Fiuaa & C
Lotera da ParabybaEsja lotera cujo
premio grande de 20:000.1000 ser4 extrahida no
dia 12do correte.
Os bilhetes acbam-se 4 venda na Casa do Ouro
ra do Bario da Victoria n- 40 de Joio Joa-
qnim da Costa Le te.
Lotera para o fundo de emanci-
para*A 22 parte desta lotera cujo premie
grande de 6:000*000 er4 extrahida no da ..
de Abril, 4s 2 horas da tarde.
Os bilhetes acham-e 4 venda aa Roda da For
una 4 ra Larga do Rosario n. 36.
Lolerla de AlagoaaA 16 parte desta
lotera, pelo novo plano, cojo premie grande
de 15:000x000, ser4 extrahida do dia .. do cor-
rente. .
Os bilhetes acham-se venda na Cas telir 4
praca da Independeucia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortu
na 4 ra Primeiro de Marca nd 23, de Martina
Fiuxa 4 C.
Lotera da provinciaA 16' parte da
2' lotera em beneficio da Santa Casa de Misen
cordia do Recife. ser4 extrahida segunda feira 9
do corrente, 4s 2 horas da urde.
Os bilhetes acham-se 4 venda na Casa Felii na
pr.ca da Independencia us. 37 e 39.
Tambem acbaiu se venda na Casa da Fortuna
4 ra Primeiro de Marco n. 23, de Martina Fio-
za &C.
Cenaiterlo PublicoObituario do dia 4
de Maio :
Joaquim Pacheco de S4, Pernambuco, 77 annos,
solteiro. Boa-Vista ; cancro do estomago.
Eoclides, Pernainbucoo, 30 dias, Boa-Vista;
convulees.
Antonio Benicio Vercosa, Alagas, 42 aiinos,
solteiro, S. Jos; derramameuto cerebral.
Mara da Conceici', Pernambucc, 45 annos,
viuva, Ba-VisU ; tubrculos pulmonares.
Mara Januana da Conceicio, Parabyba, 31
annos, solteira. Vanea ; insuficiencia mitral.l
Manoel Martiniano Ferreira Chagas, Parahyba,
25 annos, solteiro, Boa-Vista: hemoptyse.
Jos Cardoso dos Santos, Sergipe, 22 annoe,
solteiro, Boa-Vista ; bronchite.
COMERCIO
II -i .a otntner-lai
COTAV'ES OFFIC1AES DA JXTA DOS COK-
KECTOBES
Recife 5 de Maio de 1887
"ambio sobre o Rio de Janeiro, 30 d/v. com 1 0(0
de descont.
i .-resident*-.
Autonio Leonardo Kodrigues.
U secretario.
Eduardo Dubeux.
Hiiiuncnu. bancarla
aECIFE, 5 D maio db 1887
Os bancos mantiveram boje no balcao a taxa de
22 d. sobre Loudies, offerecendo, porin, saccar a
22 5/8, diuheiro promoto.
As tabellas, portante, que vigorarain oficial-
mente foram esta :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 e 4 vista 21 3/4.
Sobre Pars, 90 d/v 432 e 4 vista 436.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 536 e 4 vista 541.
Sobre Portugal, 90 d/v 243 e 4 vista 245.
Sobre Italia, 4 vista 436.
Sobre New-York, 4 vista 2*300.
Do Englith Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 22 e 4 viste 21 3/4.
Sobre Paria, 90 d/v 431 e 4 vista 435.
Sobre Italia, 4 vista 435.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 35 e 4 vista 540.
Sobre New-York, 4 vista 2*300.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 242 e 4 vista 244.
Sobre as principaes cidades de Portugal, 4 vista
249.
Sobre liba dos Acores, 4 vista 252.
Sobre liba da Madeira, 4 vista 249.
Mercado de assncar c algodo
BECIFE, 5 DE MAIO DB 1887
Astucar
Continuou a ser catado aos algaliamos seguin
tes :
3. baixo, por 15 kiks, de 2*000 a 2*100.
3.> regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*200.
3. boa. por 15 kilos, de 2*00, 2*300 e 2*400.
3.* superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Smenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Masca vado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Broto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
.tatemes, por lo kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos piecos sao obtidns
.-informe O surtiincoto.
Algodo
O mercado de algodo maoteve-sc aiuda frouxo,
cotando-se nominal a 6*800 por 15 kiks, o de
Pernambuco e boas procedencias.
Entrada de aanucar e alsoao
HEZ DB ABRIL
Senhorinha Delfina do Espirito Santo, Pernam-
buco, 50 annos, vio va, Boa-Vista ; dyarrha.
Manoel Antonio Teixeira, Pernambaco, 78 an-
nos, viuvo, Boa-Vista ; hemonbsgia cerebral.
Pedro Borges de Cerqueir, Pernambuco, 81 au-
no, solteiro, Roa-Vista ; perencephalite difusa.
Merenciana des Santo, Pernambuco, 97 annos,
viuva, Santo Antonio; senilidade.
Joio Ferreira da Motta, Pernambuco, 38 annos,
solteiro, Santo Antonio; gastro intente,
Antonio Rodrigues de Brito Qoimarie, Porta-
gal, 23 annos, solteiro, Santo Antonio; tubrcu-
los pulmonares.
Quintino, Pernambaco, 6 mezes, Boa-Vista;
eonvul&Oes.
Manoel, Pernambuco, S. Jos ; ao nascer.
Mara Josepba da Conceicio, Pernambuco, ca-
sada, Oraca ; dysentena.
Pedro, Pernambuco, 3 dias, Oraca ; inviabili-
dade.
Floriano Bernardo de Crva.ho, Pernambuco,
88 annos, solteiro, B6a- Vista ; tubrculos pulmo-
nrres.
Antonia Tberea dos Santos, Pernambuco, 38
annos, viuva, Boa-Visto; tubrculos pulmonares.
P1JBLICAC0ES A PEDIDO
Despedida
Seguindo amanbS para a Corte, e nao
tendo podido dejipedir-me dos amigos, pe
(o-lhes des culpa d'esaa falta involuntaria,
e all a todos offereco meu diminuto pres
timo.
Recife, 3 de Maio de 1887.
Dr. F. A. Rosa e Silva.
k S. Exe. o Sr. presidente da
provincia
A Santa Casa de Misericordia do Recife t-m
justo e contratado a permuta do sitioliba do
Nogueirapor vinte e cinco contos de rea em
apolces geraee ou provinciaes.
Segundo ouvimoa diser o negocio acha se affecto
a presidencia da provincia, para approvar o acto
da junta da Santa Casa.
Ligeiras reflexoes temos a fazer a proposito
dessa veuda :
Em o anno de 1821 esta propriedade foi avalla-
da para partilhas em um inventario, no preco de
trinta e um contos de r:s.
era acredita ve] que esta propriedade tenha-se
depreciado, a ponto de t valer hoje o preco de
vinte e cinco contos de ris ?...
Pode e deve a junta da Santa Casa de Miseri-
cordia, alienar um bem da ordem d'aquelle de que
se trata, sem que fose annunciado por meio de
praca a sua venda ?
Nao existiro prttendentes a dita propriedade ?
Cremos que sim e amitos...
O governo geral foi consultado a respeito da
venda ? Nao er4 da conveniencia do goverao
comprar esta propriedade, mesmo por mais de
trinta contos de ris ?
Cremos que sim.
Nesga venda, nao livtr:i dente de coelbo ?
Crerai s que sim.
E a prova t a pod. remos dar mais tarde,
quando o governo tiver necessidado de compral-a
por duzentos ou trezeutos contos de ris, para do
cas, armazens alfandi gados, lazareto ou para ou
tro qualquer mister, como se tem dado no Rio de
Janeiro, com prpriedades iguaes.
Em ludo parece que seria medida do grande
alcance, a suata cao da venda feita pela junta da
Santa Casa, e o chamamento de concuireates pa
ra urna praca previameute annunciada ; casa o
governo geral nao queira comprar a propriedade
para mais tarde se utilisar della em bem geral.
Um prevenido.
ENTRAD 1S 2 1 1
Q a O) |
X r> ^ X
1 4 30 40.289 2.621
1 4 30 3.149 8.910
Estrada de ferro de Ca
1 430 8.152 285
1 4 30 5.044 11.376
Estrada de ferro de S.
Francisco .... l 4 30 64.346 5.026
Estrada de trro de Li-
1 4 30 2.992 2.571
123.972 30.789
Meamo meztm 1886. . 60.652 8.042
U ff. renca para mais 63.320 22.747
Para o Cear4 :
94 fardos com xarque.
1 barril de quinto com agurdente.
Carregarain diveisas.
I.uiinr portnsuez Temerario
Sahio hontem para o Porto, coaduzindo a se-
guinte carga :
2,000 saceos com asquear.
1,146 saccas com algodo.
Carregaram Anunm Irmos i O.
Ao publico
Pra ca do corno de polica, ha cerca de 8 annos
tem a menor mancha e sem ter soffrdo ama s
priso, pr falta commettida, e, quando meachava
tranquillo em micha coosciencia, no destacamento
de Naiareth, fui, com verdadeira sorpresa, cha-
mado ao quartel, e, ah chegando, foi preso, e im-
mediatamente exclnido do corpo, em virtude de
urna reqaisicao do juizo municipal de Oaranhuns,
que, por ser eu criminoso de morte pronunciado,
pedia a minba prieao.
Remettido para Oaranhuns, com as tribulaces
do' espirito, naturaes a quem, em consciencia, se
julga innocente, reconheci que era victima de um
fatal engao, a que nenhum bomem pode esca-
par-se.
Ha cerca de 2 annos, achava-me eu destacado
em Qaranbnns, e, precisamente nessa epocba, deu
se no Brcjo a morte de Antonio Flix Soares,
que, sendo cercado como criminoso, resisti a pri-
so, sen do nessa occasiio morto, em consequencia
do conflicto, que abri com a forca.
Faaia parte deasa forca um individuo, paisano
morador no sitio Genipapo. e cojo nomeJos
Francisco dos Santos infelis e fatalmente coin-
cida com o men.
Cbegado que fui 4 cadeia de Oaranhuns, procu-
rei justificar-me, perante o digno Dr. juiz munici-
pal, daquelle fatal engao, requerendo urna justi-
ficacao, que pele mesmo foi admittida ; e, ento,
plenamente provada a minha innocencia, como a
reconheceram o digno e ilustrado Dr. promotor
publico, e o nao menos digno e Ilustrado Or. juis
municipal, pela promecao e despacho abaixo pu-
blicados, foi posto immediatamente em liberdade,
e eis-me restituido ao goso de minha tranquilli-
dade, perturbada por alguns dias por aquelle fatal
engao.
Tenho principalmente por fim, com a presente
publicacao, justificar-me perante os que se toma-
rain de surpresa com a imputacao de criminoso
que pesou sobre mim, e especialmente perante o
meu digno eommandante, de quem espero justa re-
paracao de minha excluso do corpo de scu digno
commando, para onde deseco entrar de novo, con-
tinuando a prestar os meas eervicos pelo modo
porque sempre fiz, e n encecdo a estima e o con-
ceita dos ineus superiores.
Eis s promocSo:
Pelo despacho de fl, 55 v, foram pronunciados
diversos individuos c rao autores da morte do
Antonio Flix Soares, occorrida no sitio Quedes,
deste termo, na noite de 27 de Maio de 1885, e
entre estes o foi um de nome Jos Francisco dos
Santos.
D' auto de perguntasa fl. 15 v, e d depoimento
de fl. 46, se v que esse Jos Francisco dos San-
tos um individuo maior de 40 annos, morador no
sitio Genipapo, do districto do BrejSo, e agricul-
tor, o qoal, como paisano, fez parta da'forca. que,
cercando a casa de Antonio F de 27 de Maio de 1885, o assassioou.
Essa quahdade de paisano, do individuo pro-
nunciado com o nome de Jote Francisco dos San-
tos, acha-se exuberantemente eomprovada, j4 pelo
anto de fl. 10 v., j4 pela recapituladlo do inquerito
feita a fl. 27 v., e j4, e finalmente, porque, fazendo
parte da forca as pn.cas de polica de uoines
Fr*ncisco Xavier de Lima, Francisco Antonio de
Oliveira, cabo Manoel Tiburtino de Barros Leite
(eommandante da mesma forca,) as quaesse acha-
vam destacadas no Brejao, e mais as de ooiues
Agostinho Jos de Saut'Anna e Antonio Rico, do
destacamento desta cidade, oenhuma havia com o
nome de Jos Francinro dos Santos.
O peticionario de fl. 59, cujo nome idntico ao
do individuo pronuncalo, de que a juna ee trata,
era praca do corpo de polica, e estava, a esse
tempo, destacado nesta cidade ; mas, nao s nao
tomou elle parte no acontec ment, o que eviden-
temente esta demonstrado, desde que as pracas
de polica, que fiseram parte da torca, uenhuma
bouve com tal nome, como achava-se elle de guar
da no quartel, d"nde na sahio, precisamente no
dia do mesmo acontectmeut", sendo que se acba-
va no mesmo quartel, quando, das 8 para 9 horas
da manha, do dta 28, chegou 4 esta eidade o cada-
ver de Antonio Flix, rondnsido, em urna lie,
por paisanos, e ac.mpanhad. pelas pracas, que fi-
zeram parte da forca, as qoaes nao se compre-
hendia o mesmo peticionario, e que eram aa mes-
mas de que tratam o referido auto de fl. 10 v. e
recapitulacao de fl. 27 v.
Tudo isto se acha claramente provado pelas pe-
cas do processo, que eetaode perfeito accordocom
os depoimentos das testemunhas de fl. 61 a fl. 65
y., produzidas pelo peticionario de fl. 59, com*
justificaco do allegado em sua peticio 4 mesma
fl. 59.
Accresce, que a 3 testemunha da justificaco,
a qual depos a fl. 64, sendo praca do destacamento
dtata cidade, ha cerca de 5 annos, af&rma que o
peticionario se acbava de guarda, com ella, na ca-
deia, de ende nao sshiram, no dia em que teve
lugar o aecntt cimento, no Brejao, distante desta
cidade cerca de 6 leguas, e precisn mente indica os
nomes das pracas Agostinho e Antonio Rico, ni-
cas do destacamento, que seguiram a tomar parte
na diligencia em que se deu a morte de Antonio
Flix, o que se combina exactamente, nao t com
igual deciarscao, que fas a 2* testemunha de fl.
63, como com a indicacao, feita no anto de fl. 10
y., e recapitulacao de fl. 27 v., das pracas de po-
licis, que fizeram parte da forca, em diligencia.
Ora, manifest, em face do expendido, que o
pe ticionario de fl. 59, alies preso em virtude de
requisico desse juizo, e por torca de pronuncia
dada contra um individuo de igual neme, victima
de um engao, que o fas estar soffrendo urna pri-
so injusta, urna ves que nao elle o criminoso,
de neme Jos Francisco dos Santos, pronunciado
pelos despachos de fls. 55 v. e 57.
Prcee-me, pois, que deve ser elle posto inme-
diatamente em liberdade, si por al nao estiver
preso.
Cabe, entretanto, ao digno Dr. juiz municipal
proceder, uo caso, como Ihe parecer de justica.
Oaranhuns, 28 de Abril de 188/.
O promotor publico,
Lydio Mariano de Albuquerque.
Despacho:
Julgo por sentenca a drdusido na prtico de fl.
59, tm vista dos depoimentos contestes das teste-
munbas de fl 61 a 65 v,, e deixo de condemnar o
peticionario as cusas, por ser elle pobre; e, de
coniormidade com a promoco do Ilustrado orgo
da Justina publica, exarada de fl. 67 v. a 68 v.
mando que se pasee alvar de soltura a favor do
peticionario, si por al nao estiver preso. Outro-
sim, determino ao esciivo que passe mandado de
priso contra o reo Jos Francisco dos Santos,
maior de 40 annos, morador no sitio Genipapo, do
districto de Bnjo, e agricultor, que o indivi-
duo mencionado no despacho de pronuncia a fl. 55
v., e que, feito isso, faca-me os antos conclusos.
Oaranhuns, 28 de Abril de lfc87.
Bernardina Maranhao.
Para que se nao d ontro engae, que me venha
prejudicar, urna vez que haoutros individuos de
nome igual ao meu, declaro que, d'ora em diante,
cbamar-me heiJos Francisco Cal isto dos San
tos.
A logo de Jos Francisco dos Sancos
Manoel Correia de Mello-
a Pohlman C.
a Gruimaraes Ro-
Edcuna porluRnea
Sabio h n'ein paia Cainoesito,
bar \ Carregaram diversos.
levando 205/4 d<
Vapor nacional Ipojoca
Sahio hontem, levando a carga seguinte :
Pira Natal :
6 caixas com velas.
Para Mac4o :
40 eaixas com saba''.
Para Mossor :
10 pranchdes de amarello.
Viipur nacional Maneo*
Sahio anteboutera para o portos do sul, cem a
carga seguiute :
Para Baha :
200 sacos cun assucar branco.
1,500 fardos com xarque.
5 barricas om queijj do serto.
2'. 0 ditas com sebo.
Para Rio de Janeiro :
2,55'J saceos com assucar branco.
50 latas cim oleo de ricino.
16 caixas com vinbo de jurubeba.
1 dita com doce.
8,000 cocos (fructa).
5,500 chapeos de palha de carnsbs.
Para Rio Graude do Sul :
310 saceos com assucar branco.
1,865 barricas com dito dito.
490/2 ditas com dito dito.
450/4 ditas con, dito dito.
100 ditas com dito mascavado.
Para Pelotas :
50 caixas com oleo de ricino.
Para Porto Alegre:
100 saceos com assucar branco.
Carregaram diversos.
Banco de Crdito Beal
At o dia 15 do cerrente mez, devein os ac-
cionistas do Banco de Crdito Real de Pernam-
buco realizar a terceira entrada do valer no-
minal de ans acc do-a 4 sede do banco, na ra do Coinmercio n.
34.
Este banco e.ta pagaudo o seu primeiro divi-
dendo a razo de 44000 por aeco ou 10 0/0 do
valor realizado de cada nma.
O pagamento taz-se na aJe do banco, das 1(1
horas da manhl as 1 horas da tarde dos das
uteis.
Mota do i'iii'siiuro dilacerada)
O recolbimeoto de notas dilaceradas est4 sendo
feito na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
sextas-feiras, das 10 4s 12 horas da manh.
Pauta da Alfandea;a
SfcMXNA DB 2 A 7 DE HAIO DB 1887
Alcool (litro) 21
Arroz com casca (kilo) 65
Algodo (kilo) 400
Assucar retinado (kilo) 171
Borracha (kilo) 1J26
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Cafrestolho lkiio 320
Carnauba (ko) 366
Caracos de alro^lo (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardifi (toa.) 16^000
Couros seceos e?pichados (kilo) 585
Dito branco (kilo) 144
Dito mascavado (kilo) 068
Ditos salgados (kilo) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Farioha de mauJioca (litro) 50
Fumo restolho em rolo (km ) 400
Fumo restolho em lata (kilo) 5B0
Fum* bom (kilo) 720
Genebra (litio) 200
Me! (litro) 040
Milho (kilo) 040
Tabeados de amarillo (duzia) 100UO
liaportaeo
Vapor n-i'ional Guahy, entrado da Ba-
bia e r.scals, 'm do do corrente e con-
signado a L'oitnugos Alves Matheus, ma-
nifestnu :
Arroz de casca 100 saceos
tario.
AlgodSo 245 ea eos a Pereira Carneiro
Albos 25 canastras a Guirmraes Rocha
& C.
Borracha 11 voluntes
Conservas 11 caixas
cha & C.
Couros seceos silgados 110 a Pereira
Caroeiro & (*., 55 a Maia A Rezende.
Mobilia 35 volumes a Jn'w Carador.
Pannos de AlgodSo 10 fardos a Luiz A.
de Si queira.
Pelles 86 fardos a H. S'.olzenbacb
& C.
Tamanco8 12 finios a Soares d'\maral
Irruios, 2 a H. Nuesch & C, la Manoel
J. Ramos.
osigaado
Vapor inglez Frutera, entrado de New-
Orleans em 5 'io corren'.o, e
J. Lidatoo", mauifestou:
Carvao de pudra 824 toneladas a Wi-
son Soos & U.
Patacho inglez Kathleen, entrado de Ter-
ra Nova, e Sauodres Brothers iC, inanifestou :
Bacalhu 2,906 barricas e 750 meias
aos consignatarios
Kxportaco;
BBCVB 4 DB ABRIL DB 1837
Para o exterior
5 Na barca noruegoense Han Tode. carrega-
ram :
Para Montevideo, F. M. da Silva & C. 100 cai-
xas com 3.000 kilos de oleo de ricino.
Para o interior
= No vapor uacional Mandos, carregou :
Para o Rio de Jaueiro, J. M. Dias 510 saceos
com 30,000 kilos de assncar branco.
No vapor americano Finance, caneeou :
Para o Rio de Janeiro, t" de Moraes 100 cas-
jos com 4,700 litros de agurdente.
- No vapor nacional Para, carregou :
Para Mansos, F. de Moraes 30 cascos com 4,600
litros de agurdente.
No vapor nacional Ipojoca, carregou :
Para o Ci-ar, F. de Moraes 1 barril com 90
litros de > gurdente.
Na escuna portuguesa Joaquina, carrega-
ram :
Para Paraabyba. P. Alves & C. 60 barricas
com 1,903 kilos de asnear branca.
Navloa a carga
Burea norueguense Glilner, Hull.
Lugar norueguense Han Tode, Montevideo.
Lugar inglez May, Hull.
Patacho allema Cato, Rio Grande do Sul.
Patacho nacional Padre Cacique, Rio Grande
do Sul.
Vapor nacional 5. Francisco, portos do sul.
>!... a desicarsa
Parca nacional Mimosa, xarque.
Barca norueguense or, varios gneros.
Lugar ingles Stella, bacalh4o.
Lugar injjlez Ulster, bacalh4o.
Patacho ingiez Kathlen, bacalhao.
Patacho nacional joven Correia, xarque.
Patacho nacional Hival, xarque.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Vapor franctz Ville de Macei, varios generes.
Vapor nacional Guahy, varios gneros.
Vapor ingles 'riUera, carvlo.
Dlnbelro
O vapor francs Senegal levou para :
Bahia 7:300/000
O vapor nacional Mando levou para :
Macei 35:901/000
Rio de Janeiro 30:000*000
iteiMiiineuto pblicos
*KZ DB ABRIL
Aljandega
Catende, 1 de Halo de 1*8 3
11 mis. brs. Redactores do Diario.Escre-
vendo bije ao Diario de Pernambuco, crite-
rioso orgo da imprensa pernambucana, esta
carta, cuja publicacao p"co em suas columnas,
comecaremus por acompanbar o partido conserva-
dor da proviucia e mxime desta comarca no
transe amargo porque pasea, com o senaibilisador
e prematuro desapparecimento do tenente-coronei
Austriclinio de Castro fcit Barreto, quo deixa no
scenario poltico em que viveu um luga' que ser
dificultosamente oceupado por predecessor de
iguaes mritos.
Sim. O tenente-coronei Austriclinio foi nm ho-
rnera coja vontade de ac alliciava adeptos de par
em par, visto com aquelle carcter nobre nao
i e 2 a 4
dem oe 5
He 2 a 4
Iil-u. u 5
1 < 2 a 4
[de x. uc 5
Keeebedoria
nnsula/io ir. ujvr.~.M
iecite Drnimge
(>:7l6/573
1:550*9] 2
8:28345
2:19iH8
o39*76S
2.63U886
218/453
313*563
532/01G
ercaii Municipal de done
U ujovimento deste Mercado uo dia 5 de Maio
foi o se juinle. :
Bn'raram :
35 bois pesando 5,143 ku'os, sendo de Olivei-
ra Castro, 26 ditos de 1* quaiidade e 9 di-
tos part aulares.
317 kilos de pene a 20 ris 6*340
85 cargas de farinha a -.liO ris 170J0
10 ditas de fructa diversas a 300 rs. 34000
10 taboleiros a 200 res 2/000
15 Sumos a 200 ris 3000
Foram oc.cu jados :
24 columnas a 600 ris 14/400
22 compartimentos de farinha a
500 ris. 11/000
22 ditos de comida a 500 ris 11/000
82 dito de leguuies a 400 ris 32/800
17 ditos de saino a 700 ris 11490b
11 ditos de tressuras a 600 ris 6J600
10 tainos a i 20/000
7 ditos a 1/ 7/700
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos al/
Deve ter sido arrecadada ueste dia
a quantia de
Rendimento dos dias 1 a 4
Foi arrecadado liquido at buje
Precos do Ola :
Carne verde de 320 a 480 rea o kilo.
Carneiro de 70 a 800 lis idem.
Sainos de 56(1 a 640 ris dem,
ranuha de 200 a 280 ris a euia.
Milho de 260 a 320 ris idm.
Feijo de 640 a 1/000 idem.
54/000
200/GiO
799/980
1:000/020
Renda geral
Le 2a 4
dem oe 5
tanda ptovlu.-ial
ao consigna- De 2 a 4
dem de 5
108:013/906
26:287/324
10:586*319
2:755*400
134:301/230
13:341/719
147-642/949
Maiadouro Publico
Foram abatidas no Matadonro da Cabanga 85
rezes para o consumo do dia 5 de Maio.
Sendo: 69 reses pertencentea Oliveira Castro,
tz C, e 16 a diversos.
Vapore) e navios esperados
VAPOKES
Financede New-Port-News hoje.
Parado sul ainanha.
Gold Halldo snl a &
Cotopaxida Europa a 8.
Szcbnvide Finme a 10.
Mondegoda Europa a 11.
Pernambucodo norte a 13.
Marinerde Liverpool a 13
Trentda Enrona a 14.
Argentinade Hamburgo a 16.
Espirito Santodo sul a 17.
Nileda Europa a 17.
Ville de Maranhaodo sul & 18. .
Bkameoyde Trieste a 18.
Ceardo norte a 23.
Tagus da Europa a 24.
Tberesiuade New-Yoik a 24.
Manaosdo sul a 27.
avos
Amandade Hambargo.
Apotheker Dirsende Santo.
Ameliado Rio Grande o bal.
Albanade Cardiff.
Aune Catharineda Babia.
Anue Charlottedo Ro Graudedo Snl.
Bernardua Godelewn do Rio Grande do Snl.
Carolinado Rio Grande do Sul.
Diudado Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio rande do Snl.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Si L
Elysado Porto.
Favoritoda Santos.
Guadianade Lisboa.
Jolanthede Santos.
Julietado Rio Grande do Sal.
J. B. D.de Liverpool.
KatalinaJe Terra Nova.
sabia retroceder quando empennava o primeiro
passp.
Valeo-lhe isso nma tal cu qual dessffeicao de
alguns que deveriam ser dos primeires em correr
prestes a secundar-Ihe os esforcos E' esta quasi
sempre a sorte dos hsmens polticos que tm a al-
tivez meritoria de se nao prestarem a mocos de
recados e de colloberarem as agitaces sem o
placel de algn emprdados que tndo querem
tintim por tintim. Descnlpem-nos, Srs. Redacto
res, esta linguagem appreximadamente franca sem
pretenco.
E foi elle para o tmulo precedido da gratido
da familia e dos nao poucos amigos, ap itbese
digna e altamente louvavel, porque nem sempre a
morte deixa atrs de si as heneaos dos que ficam,
inspiradas as elevadas qualidades do que vai.
Os parentes e amigos do finado mandaram ce-
lebrar hontem, 7o dia do passamento, na matriz
de Palmares nma missa de rquiem, com acompa-
nhamento, destacando-se no centro da igr>ja urna
eca preparada com esmero, comparecendo a esse
acto grande numero de pessoas de ambas as poli-
ticas.
D o Creador a paz celeste a alma do mort j.
Tem cbovido por aqui regularmente e as la-
vouras tem-se desenvolvido do modo que coa-
jecturavel abundante, m4o grado os preces de nos-
sos productos da tetra.
~ j *.V0C8m08' Srs- Redactores, seu prestigio e
sua d-sdieaco pelo bem publico para que nos seja
mandado por 8. Exc. o Sr. presidente da provincia
um destacamento para este lugar, j4 bastante
promettedor e onde necessario que o principio
da auloridade se conserve em sua iategridade, pu-
ntado os culpados e prevenindo os delictos. Ac-
cresce que os cidados boje raramente se prestam
a portadores de officios e nao sao obrigados, como
se diz, a conduzir presos.
Quem, pois, desempenhar eeses misteres ?
Quem suxiliar4 a autondade na garanta de
nossos bens e tranquillidade ?
Naturalmente o destacamento o mais apto e
dahi claro fica que nosso appello ao digno admi-
nistrador da provincia d todo ponto is zoavel.
Dir-noa bao tal vez que houve nao ha muito aqui
um destacamento que sahio, ha mais de 3 mezes,
por pequeas questoes intestinas. Bem o sabe-
mos. Mas que inconvenientemente retiradas e
nao substituidas, contra o que presuaiam todos.
essas 3 ou 4 pracas, foi isso f.nente em satisfa-
co aos desejos de algum egosta, que ptssa por
conservador dissidente, mus remunerado pelos co- j
fres do g.iverno.
Nos pedimos daqui a interferencia do Sr. com- 8upp0sto ; porque a vista pedida nao fui
mandante do corpo de polica, a quem pedimos ve- r j-j
denegada, como se cisse, e sim concedida
em tempo ; e quanto a av<.liacao, sobre
annnllados seus actos, e Farias devia consegua
temente estar destituido.
Hoave em seguida varias cirennutancias nas-
cidas da duvids de quem seria o presideoto eleito
no seio da Cmara, circunstancias que tendo
desapparecido realmente, parece que continan
entretanto, fazendo com que sejam paralysado o
regular funecionamento dessa corporaco.
Com autorisacao nao se sabe de quem o escri-
vao Parias contina a servir com o juis de paz,
passando proenracoes e escripturas publicas, e
fazendo, como nos consta, citaces e embargos de
arranjos, at em distrietos alheios com annuencia
e sem duvida daquelle juiz.
O aviso do ministerio da justica, exarado em
seu'conceituado Diario de 5 do corrente, parece
ter toda r. laco com o juizado de paz deste dis-
tricto.
Da leitura desse aviso parece qne resulta a cer-
teza de que ,oa actos desse escrivo apocrypho
esto todos nullos, visto como tal funecionario,
nao rene as qualidades legaes para scl-o, nao
era nem escrivo da subdelegada, e, que nos
conste, o juiz de direito nao poda autorisil-o, na
deficiencia de diversas circumstancias, como tudo
se deprehende do aviso.
Assim, pois, nos esperamos que o espirito In-
cido de S. Exc, cuja administraco tem -se salien-
tado por actos de justica e criterio, resolva esta
questo, porque nao podemos estar 4 merc de
cmlungas investidos de leis que nao sabemos de
onde emanaram.
Se. por ser um pouco extensa nao for possivel
publicacao de toda esta, como desejamos, pedi-
mos a essa llustrc redaco que faca ao menos um
resumo dos puntos capitaes e os publique.
D-sde j4 empenbxmos nosso agradecimento ao
Diaria, cuja reaaccao comprimentamos.
Tribunal da Relaco
Hoje, provavelvmante, se julgar o ag-
gravo interposto nos autos do inventario
dos bens de Gonzalo Jos da Gama.
Os aggravante8 estSo illegalmente re-
presentados, porque a asignatura, do vice-
cnsul brasileiro em Portugal nao foi re-
conhecida pela ministerio de estrangeiros,
no Rio de Janeiro, como em Novembro de
de 188(3 determinou o governo geral.
Alm disto, o aggravo basea-se em falso
olla tallou o legitimo repr-sentante dos
j herduiros ausentes, como se \ dos pro-
| prios autos. E deinais, d> despacho que
delibera a partilha, ha recurso de erubar-
1 go o sppellajao. s depois da sentenca
que juiga a partilha, como tem sido sem-
nia para ponderar que nio menosprese os luteres-
ses de toda urna popnlac.lo do districto pela vel-
locidade de um ou alguns pretenciosos de impor
tancia 4a pressas.
Em Canhotiubo foi hontem aseassioado um
moco, coohecido por Santos, guarda-freios do trem
do Prolongamento. Nao sao couhecidos ao certo
os detalhes do selvagem assassicato do infeliz
mancebo ; mas consta que fra autor um mis ro
fratcarioque pretenda ludibrial-o na pessoa de p"re decidido pelo Egregio Tribunal,
urna mulber com que conviva ha teir.p s c pri-
meiro, no que tinha bido impedido, sendo o mil-
vado preso incontinenti.
Precisamos aiuda da attencao do Esm. pre-
sidente da provincia, em quem vemos um espirito
esclarecido para remediar-nos.
Creado cora as deviias formalidades o districto
de paz de Catend- e cleit-is os respectivos juizes,
mamfesta a necessidade de escrivo que com
elles sirva.
Na primeira sesso da Cmara Municipal desta
comarca no corrente anno toi aprr.sentado para
aquell lugar pelo 2o juiz de paz Paulino Paes de i
Luna, que se diz tambem conservador dissidente,
auxiliado pelos vereadores liberaes, um tal J..ao
Manoel de Farias, um pobre b.mem quai anal-
pbabeto, reconhecidainente pouc.f ^yinpatluco por
aqu, manhoso que o qual f i nomeado. Pos- i
teriorinente r> -conhuern 'ose que a Jamara nao I
fuucciouou regularmente torain pela presidencia '
.Hassa fallida de i C. Lev y &: C.
Oa cessionarios da massa fallida de J. C. Levy
it C respondem ao annuncio relativo a mesma
massa, assignado por um credor, d:zendo que
obrigaram-se pelo pagamente dos respectivos cre-
dites nos pieciscs termos da proposta de concor-
data, isto logo que fossem verificados definitiva-
mente os mesmos crditos, a cujo trabilho cstao
procedendo com um auxiliar guarda-lvros.
O credor apressa o que fez a pergunta pela im-
preosa, nao outro senao aquelle, que sendo
directamente devedor 4 uiassa, quer receber um
crdito por letra nao acceta de um individuo
que na Ihe deu procuradlo, sem iiJuu solver
sua obrigacao.
Recife, 2 de Maio de 1887.
Ernesto e Leopoldi.
Marco Poloio Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Mariuho VIIdo Rio Grande do Sul.
Mareulo Rj Grande do Sul.
Nordsoen Nautilusrdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Positivo do Rio Grande do Sul.
Rosa Hilldo Ro Graude do Sul.
lloviuieiito do porto
Navios entrados no dia 5
Babia e escala9 dia?, vapor nacional Guahy,
de 300 toneladas, commandanie Joaquim Mar-
tina dos Santos, equip'agem 26, carga vsrios
gneros; a Domingos Alves vtatbeus.
Terra Nova41 dias, patacho inglez Kathlen,
de 212 toneladas, capito John G. Uoik, cqui-
pxgem 8, carga r-acalbo ; ordem.
Cardiff8 das, vapor inglez Frutera, de 677
toneladas, cimmandante William I. Simone,
equipagem 16, carea carvo de pedra; a Lids-
tone i C.
Havre e escala18 das, vapor trancez Ville de
Macei, de 1,775 toneladas, eommandante E.
Panchavre, equipagem 42, carga varios gene-
ros; 4 Augusto Labille.
Porto Elizabethib dias, lugar norueguense Sta-
b'e, de 249 toneladas, capito >'. H. Linstbnes,
equipagem 8, ein lastro de pedra e areia ; a H.
Lundgreu & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Porto Lugar portuguez Temerario, capito
Jos Ooncalves Casaca, carga varios gneros.
Par4 pelo CearEscuna portugueza Joaquina,
capito Joaquim Francisco dos Santos, carga
varios gneros.
Camossim e escalaVapor nacional Ipojuca,
commandxnte Francisco Alves da Costa, carga
Varios gneros
TJ-0
2 5
o T3
a

8
o
X
M I
SI
OO oa
io
;i
B
fl
|f
ti
fl
s
n
a
a
Q
9
O
s-
e
a
e


a
a
io I
-I
- cg> -* $iz
|1?............... II
*.............3' II
- r.............t. |
II
..................... I!
..................... i
..........
..........
SOMM tO
IC 3> M '> *' CO U
a f ? o 5 o-j Q soco- co.....o- eco- O II
s
*
s
s
X
I1
03 -
Ki-isco
-i-iyC-J
S-

*. c-. *
k; c: co
U< OC -4
O!
i i
00 os c o
C !B Si 30
osooo osos
a ^ ic r. u
issss.
OS-
c-. 03 oc
te -i
ceicc-i
IS OC C M
c-.av
00 C> ^-
O Si
O ** Si
o?
00 -J
ss.
i
i*
z
=
n
9
-.
9
2
s
9
i
Si
S9
s
K
>
'j:
g
3 -1 C C <
oc-5 c<

s. S
Oi I ?-*
~ T~. -' CJ O -J co o ts os o; -i 715 te os
cae toes co S8SS8- i o > t O- . 500 250
*

s
a

n
5
i
n
9
2
O
1
OS
-1
-
s>

i"
00 I
bl
SI
os

I l- l.
I-* -o <
coene
SSI
-I
I-
c
s"
-
jr o -9
OC 00 V
O
a

o
>to<
K) O I
w i
O
c
=
5
<
u
I
2.9
os

<3>
3..
>
o
c
o
-
se
a
i S
0
a
9
&
e
9
s
a
:
o
X
o
'X
m
9

3
a
H
9
9
*
9
t

9
*
-
5"

D
9
5
s
N
-

a.
9

i


MI
Diario de PcrnambncoSexta-feira 6 de Maio de 1887

**


..
.*
'

i
'
Ae superior Tribual da Re
laco
Pende de hoie um *ggravo iotcrposto pelos herdeiroe de
Goncalo Jos da Gama, de despacho do honrado
Dr. iuis da provederia, pelo qual ae Ihes negou
visto pan dizerem sobre a descripcao e avaliaco
de bens e dividas, e nio do despacho, que del i be -
ron a partilha, cerno por equivoco s ippz e disse
o honrado jais em sua contra-miDuta ao aggravo.
E' po'8 para essa differenca de motivos, que
muito respeitosameiite ae pede a attenco de V.
M. I. Recife, 5 de Maio de 1887.
*
Fellcltaco
Por telegarmma da Baha, o Illm. Sr. coronal
Joaquim Jos Silveira teve noticia de baver sido
conferido o grao de d >utor em sciencias medicas
seu distiucto e estn-mecido filho Eduardo Augusto
Silveira, que tomuu paaaagcm uj va jor Para, de-
vendo aportar esta cidade na manh de 7.
' mais um batalhador pela humanidade, que
vem eofileirar-se ni plein.de dos que aesta cidade
dispensara, em proveito de quaatos soffrem toda
actividade, trasendo ja u inteligencia alentada
pels spplicacao criterios; e robustecida na pratica
adquerida un hospitaes da capital do imperio.
Acompanhamos aos dignos pais do Dr. Eduardo
Augusto Siiveira < m o jubilo, que Ibes transborda
os coracoes, pelo tena,- do percurso acadmico de
seu digno e estimavel filho, quem atiguimos
um futuro de felicidades as lutas da sciencia,
para as quaes elle est superiormente habilitado.
Recife, 5 de Maio de 1887.
Amicus.
Agradec ni e nto
Os abaixo assignpdos, gt-nru e fillia da finada
D. Carolina Theard Lopes de Senna, fallecida an-
te hontein, nesta capital, vcem summamente pe-
nborados agradecer s pessoas que dlgnaram-se
vistala n.i decurso < m que aguardou ella o leito,
assim como aos cavalbeiros que dignarara-se
acompaubal-a a seu enterro.
A todos o seu reeonkeciroeiito.
Recife, 5 de Maio de 1887.
Antomo Soares Fernandes de Oliveirs.
C rioliu LaoUe Soares de Uliveira.
lo r.
fiscal do 1. dlstrcto de
8. los
DeeiHiamus ao Si. fiaeal do 1. districto de S
Jos que nao tornos os autores da ncrguuta feita a
Illma. Cmara Muuicipal, publicada nos Diarios
de 3 e 4 do corrente. N"u sabemos a quem attri-
buir semelhante falso. digo.) tmente de quem nao
tem coragem para assignar suas correspondencias.
Avisamos tiioib'ui ao autor de que esta praticando
am crime, que se coiiseguirmns descobril-o cha-
mal-o-bemos a respousabilidade.
Recife, 4 de Maio de 1387.
Souza Travassos & C.
Padre Amaro fos de Oliml.i
Barceiles
Ola II de Malo Segundo annniversario do seu passamento.
Ore por sua alma,
ao menos algam levita que fui sea amigo.
Celebrara se missas na S, 8. Pedro Martyr,
Milagree, S. Francioco, Seminarioe S. BeutJ, to-
das s 6 b'ras da maohi do indicado dia.
Saudade de seus pais.
i
lenle riironel t n si riel iIO de
Can tro Na Brrela
(CIRCULAR)
Palmares, 25 de Abril de 1887
Illm Sr
O partido conservador de Palmares, querendo
dar um testemunho de saudade, religiao e rnica-
de ao seu semore lembrado chefe o teiierite-coro-
nel Austriclino de Castro S B^rreto, que foi tilo
grande em suas dedica^oet, quanto infeliz era sua
carreira de homem poltico, resulveu fnzer o seu
funeral, que lera lugar no dia 24 de Main, 30* dia
de seu passaiiicuto, na raatric desla cidade, e para
isto nomeou em cominiss i os abaizo asignados,
que se dirigindo a V. S., pedem. nao i b seu com-
parecimento tomo amigo que fol do nuado, como
ainda um obulo para ajudaUuS na realisacaa des-
?a obra de caridade, icgio, saudade e ainisade.
Os abaizo ussignados, sao com o devido respai-
lo de V. S. amigos atteucius06, veneradores c cria-
do.
Fiel de Torres Grangeiro.
Joaquim Lopes da tilveira.
Joao Feliz Pereira.
Uiciuo Teixeira de Barros.
Adolpho Firmo de Oliveira.
Jos Prente Oliveira Firmo.
Jonquim Augusto Xavier da Maia.
effeitoe, que sa acha vago o offioio de 1.
tabellio do publico, judicial e notas, ao
qual est annexo o de escrivao do jury e
execuyoes criroinaas do termo do Limoeiro,
em virtude da le deata provincia n. 602
de 13 de Maio de 1864, qua no artigo 1.
dispoe : O officio de primeiro tabellio de
notas do termo do Limeeiro e que era an-
nexo ao de escrivao de orphaos fcar an-
nexado ao de escrivSo do jury e execu
c3es criminaes do roesmo termo, s
Tendo o serventuario Hermino DeBno
do Nasciroento Lima, prvido por decreto
de 27 da Fevereiro daquelle anno, na es-
crivania do jury e exenu^les criminaes,
renunciado, em vista do que decide o avi-
so n. 230, de 18 de Junho de 1877,
essa merc vitalicia, por ter aceitado, de-
pois do concurso, a que se apresentou, a
merc da serventia dos offijios de escrivao
de orphaos, ausentes, provedoria de capel-
las e residuos do mesmo termo, por de-
creto de 8 de Junbo de 1878, era substi-
tuigSo de Jos Policarpo de Freitas, que
fez desistencia e foi aceita por portara da
presidencia de 17 de Outubro de 1877, de
conformidade com o disposto no artigo 4.
do decreto n. 4668, de 5 de Janeiro de
1871 ; e estando, por isso vagos os citados
oficios de 1 tabellio e escrivSo do jury,
a presidencia, em 17 de Noveuibro de
1885, determinou ao actual juiz de direi-
to da omarca do Limoeiro que procedes
se ao respectivo concurso.
A pezar de ter sido reiterada essa or
dem por diversas vezes, o juiz de direito
nao attendeo-a, por entender, conforme
disse em sua correspondencia official, nao
se acbarem vagos ditos officios.
E como quer que aioda desobedecesse a
ordem legal, depois de so Ibe baver mar-
cado, em 16 de Abril fndo, o prazo de
quioze das para cumpril-a, procurando por
esta forma privar que produz* seus legti-
mos > ffeilos urna lei provincial; o mesmo
Exm. Sr- resolveo, por portara de hoje,
para que oo seja por raais tempo embara-
zado o servido d? justija do termo do Li-
moeiro, fazer affixar, por esta secretaria,
edital aonunciando a vaga dos citados offi
cios de 1. tabellio e escrivao do jury e
execucSes criminaes, convidando os pre-
tendentes a apresentarem seus requer-
mentos no prazo e com as demais formali-
dades regulamentares.
Annuncio, por tanto, a vaga dos referi-
dos of :ios c convido os pretendentes a
apresentarem seus requerimentos, instrui-
dos de conformidade com o decreto n.
9420, de 28 de Abril de 1885, no prazo
de caserita dias, a cootar da ;.ixai;iio do
presente edit-tl pelo portero d'esta 6-nre
taria
O secretario,
Pedro Francisco Correr de Qliveira.
Certifico que affixei e publique o edital
supra, boje, 4dex\laode 1887 Pelopor-
teiro.
Arthur Machado Freir Pereira da Suva.
Jiiizo dos Feilos da Fazenda
EscrlTSo Torres Bandelra
dia 13 de Maio prximo iro i. praca, por
\ lilntorla ilos cabellon < mu
cariosa :
Lst9 adorno natural da pessea ha sido tao mal-
tratado durante os tetnpjs passados, que quasi
um milagre que a raca humana nio se tenha tor-
nado hereditariamente calva.
Nestes nossos dias de hoje as senhoras enten-
dem que urna preparacio vegetal eminen'emente
salutar qual o mui celebre o afamado Tnico Orien-
tal, qoe conserva os poros do crneo e os vasos
capillares em um estado viporos) e ao mesmo tero-
p preserva o cabello roaciu e resplandecente, o
melhor genero que ellas podem usar. Nao admira
pjis. que esta famosa e riquissima preparacio boje
em dia esteja pjndo em derrotu e faxendo des-
apparecer de son a face da trra todas essas vis e
perniciosas couiposices de oleus e pomadas e
presentemente tornou-se em urna verdadeira ne-
cessidade para todo o temedor urgauisado no mun-
do eccidental.
2no utra se venda em todas as pharmaciaa e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C.,
ra do Commercio n. 8.
A directora da Associacao Ccmmercial Beoe-
ficente previne a quem interessar possa, que em
a ultima sessao celebrada no edificio da Asso-
ciacao Commercial, foi approvado a seguinte pro-
posta apresentada pelo socio Sr. commendador
Manoel Jos da Silva Guimaraes :
* Que fique a directora da Assocacao Commer-
cial Beneficeote sutorisida a fazer a obra que o
predio necessifa, abrindo urna conta especial e
permar.ente noj livros da Associaco.
Que seja tirado da receita ordinaria a impor-
tancia precisa para a referid* obra, e caso nao
chegue hincar m> ao undo de beneficencia da
Associacae. Para couhecimeuto de todos 03 n-
ter asados feita a presente declaracao .
Recife, 26 de Abril de 1837.
Jos Marta de Andrade,
Vce presidente.
Joaquim Alvet da Fonieca,
Seeretarto.
Medico
^ Dr. Silva Ferreira, de volta de sua viagem
Europa, com pratica nos hoapitacs de Paris Vi-
enna e Londres, onde dedicou-se a estudos de
partof, molestias de senhoras e da pelle, offereee
os seu ervicos mdicos ao respeitavel publico
desta capital era d'ella, p.d.udo ser procurado
no seu i-uusu.'toriora da Cade'a ir. 53, del As
3 horssda .rde, ou em sua residencia tmpora
risPon te n'L'cha 55.
EDITAES
2.a aeceo. Secreta' a da presidencia
de Pernarobuco em 3 de Maio de 1887.
De ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia fajo publico, para os devidos
Edital n. 13
O administrador du Consulado Provincial, dan-
do cumprimento ao que dispoe a lei n. 1860, faz
pihlico a quem interessar posta, que no espaco
improio^avel de trinta dias uteis, contados ae 2
de Maio prozimo, dar-se-ba principio nesta re-
particao a eobranca, livre de multa, dos impostos
seguintes, relativamente ac 2- semestre do ejer-
cicio corrente de. 1886-87.
3 0/0 sobre o gyro de casas commerciaes a re-
retalho.
10 0|0 sobre estabelecimeuto fra da cidade.
12 0|0 sobre escriptonos de advogados, solicita-
dores, cartonos e consultorios mdicos.
5:0 0(0 sobre estabelccimeutos da cidade.
200* por escriptorios de descontos de letras.
1:0*.'0 por casa de garantir bilnetes.
1:000*; por casa de vender bilhetes de outras
provincias.
2|5 20' por escravo empregado em servico me-
chanico.
^00 rs. pal baraih i de cartas de ioi^ar.
Imposto de reparticocomprebeaden io :
Parte i
1 Casas de com iisoes de eousiguacoes e de
commioe-S e consitrnaces.
2 Ditas ou dep isltoj de vender em grosso car-
vo de pedra em Ierra ou sobre agua.
Parte 2"
3 Lojas de vender joias somante, ou joias e re-
logios.
4 Ditas de vender relogios somente.
5 Ditas de vender pianos, msicas e instru-
mentos musicaes.
Parte 3
6 Fabrica de rap Muuron.
7 Ditas de sabo, inclmive
freguezia de Afogados.
8 Ditas de cervej, vinagre,
licores e limonadas gazozas.
it Ditas de gaz.
10 Ditas agencias e depsitos de gaz.
Parte 4
11 Empiezas anonymas ou agencias destas.
1 Companhia de Bebcribe>
13 Bancos, agencias filiaes e representantes dos
meimos e casas hincaras.
14 Compauhias, agencias ou casas de seguro ou
qualquer pessoa que no carcter de agente de
companhias de seguro fizer contrato desta natu-
reza ou promovel os, com exeepeo dos que tcera
sede nesta provincia e contrataren o servio es-
pecial do are. 13 desta lei.
15 Armazeus alfandegados, de depsitos ou de
recolher.
16 Casas de jogo de buhar.
Consulado Provincial de Pemambuco, 20 de
Abril de 1887.
F. A. de Car val ho Moura.
No
venda a quem mais der, os predios abaixo deca
rades, penhorados por execuco da Fazenda Pro-
vincial :
Recife
Sobrado de 2 andares ra de Domingos Joa
Martina n. 36, com 6 metros e 60 centmetros de
largura, 17 metros e 40 centmetros de fundo ; o
Io andar com 3 janellas e varanda de ferro, 2 salas,
5 quartos, cozinha interna ; o 2" andar com os
meamos commodos e sota com 2 quartos e cozi-
nha, por 2:800/000 j feito o abate da le, perten-
ceute aos herdeiros de Joanna Mara da Trindade.
Casa ra do Areial n. 6, com 3 metros e 80
centmetros de frente, 15 metros e 50 centmetros
de fundo, 2 salas, 1 qnarto, cozinha fra, avallada
em 400*1000, pertenceate a Antonio GoDyalves
Ferreira Cascao.
Casa ra do Areial do Forte n. 4, com 6 me-
tros e 40 centmetros de largura, 6 -netros e 5 cen-
tmetros de fundo, 1 sala, 1 quarto, cozinha inter-
na, por 3201000, j teito o abate da lei, perten-
cente a Joao de Souza Pereira.
Santo Antonio
A quinta parte do sobrade de 2 andares ra
das Larangeirus n. 12, o qual tem 6 metros e 30
centmetros de largura e 13 metr a e 40 centme-
tros de fundo, o 1* andar rom varanda de ferro, 3
portas de frente, 2 salas, 2 quartos, o 2o andar
com varanda de pao, 3 oortas de frente, 2 salas, 3
quartos, coiinha externa e sota, a loja com 2 sa-
las, quint.l, avallada a dita quinta parte em 6004
pertencente aos filhos de Manoel Jos da Costa
Pereira.
S. Jos
Casa ra do Padre Floriano o. 66, com porta
e janella, 4 metros e 26 centmetros de vao, 12
metros e 50 centmetros de fundo, 2 salas, 2 quar-
tos, cozinha fra, quintal e cacimba, avallada em
700(1000 pertencente a Antonio Jos da Cista.
Boa-Vista
Casa mei'agua ra do Socego o. 17 A, com 2
portas e 2 jan Has de frente, lo metros e 50 cen-
timetios de comprim"nto, 5 metros e 30 centme-
tros de largura, 2 salas, 2 quartjs, cacimba, ava-
hada em 400-5 pertenuente a Jcs Soares de Oli-
veira.
Casa mei'agua travessa da ra do Prncipe n.
16, com 4 metros e 60 centmetros de vSo, 7 me-
tros e 30 centmetros de fundo, l sala, 1 quarto,
quintal, avaliada em 303, pertencente- a Joaquim
Martina Monteiro.
A terca parte do sobrado de um andar ra de
Luiz do Reg n. 11, com 8 metros e 25 centmetros i
de vS, e 10 metros e 55 centmetros de fundo, o
1 andar com 2 portas de frente e copiar, 10 ja-
nellas em cada oito, 2 salas, 6 quartos, cozinha
fra, o andar terreo com 1 porta e 3 janellas no
oitao, repartido nu 3 lojas, tendo cada nma 2
quartos, cocheira, sitio murado na trente com por-
to de ferro e viveiro, avaliada dita ten,** parte
em 1.-400-S, pertencente a Joaquim Rodrigues de
Amoro).
Boa-Visgem .
Casa ra da Gamelleira n. 11, com 7 metros
e 5*5 centmetros de frente, 13 metros e 30 cent-
metros de comprimento, 2 portas e 2 janellas de
frente, 2 salas, 2 quartos, cozinha, 1 quarto exter-
no, quintal cm aberto, por 80!)i j feito o abate da
lei, pertencente a Joao Manoel Pontual.
Giqu
Casas a estrada do Giqu a Jaboato n. 271 e
269, com porta e janella, 2 salas, 1 quarte, cozi-
nha externa, aquella avaliada cm 400 e esta cm
70, perteucentes a Guilh-rmiua Jesuina Freir.
Caxang
Cas i u. 2, em solo proprio, com 13 metro? e 40
centmetros de vao, 8 metros e 10 centmetros de
tundo, divididos em 2 tendas sera repartimento,
oceupada aom padaria, e outra com 2 janellas e 1
por'a de frente, 4 janellas e 2 portas no oitao, 2
Balas, 3 quartos, cozinha e 2 quartos externos,
quintal em aberto com cacimba, avaliada em
300 e pertencent-i a Mara Bacellar de Oliveira,
Recife, 26 de Abril de 1S87.
Caplfaula do porto
De ordem do Exm. Sr. capitio do porto, faco
publico, para os devidos fins, que acba-se depo-
sitada na dca J'este Arsenal, urna lancha que foi
aprehendida na fortaleza do Brura.
O respectivo proprietario ter o praso de 8 dias,
contados da presente data, para justificar o seu
direito de propriedade, e nao o fazendo ser a res-
pectiva lancha desmanchada.
Capitana do porto de Pemambuco. 5 de Maio
de 1887. O secretario, Antonio da Silva Aze-
vedo.
IRMANDADE
Ovino Espirito Santo do Recife
Coaaelho flaca!
Consulta
De conformidade com o art. 68 de nosso com-
promis80, convido aos carissimos irmos ex-juizes
e bemfeitore8 comparecer* em o nosso consis-
torio, domingo 8 do corrente, pelas 11 horas do
dia, afirn de reunidos. dare diaposto na 2* parte do art. 83 do mesmo compro-
m8so
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, aos 5 de Maio de 1887.
O procurador geral,
___________________ Paulo Jos Alvea.
Thesouraria de Fa-
zenda
Substituido de notas
Para conhecimento do publico se declara que as
notes do Thesouro de 2000 da 5 estampa, 5/
da 7 e 10 da 6 serSo substituidas nesta repar-
tico at o fim do mez de Junho vindouro cem o
descont de 2 0/0, o qual ser elevado a 4 0/0, a
contar do 1 de Julho a 30 de Setvmbro do cor-
rente anno, na forma do disposto no art. 13 da
lei o. 3313 de 1886.
Thesouraria de Fazenda de Pemambuco. 5 de
Maio de l887.=0 secretario,
____ Luz Emygdio P. da Cmara,
S, Gonzalo d Amaranthe em San-
to Amaro das Salinas
A commisso encarregada da festa de S. Gon-
calo d'Amaranthe, que se venen na capella de
Santo Amaro das Salinas, previne aos fiis que
se dignaran aceitar cartas para a dita festa, que
no domingo 8 do corrente, sahir a receber as
esportulas, afim de fazerem a festa com a maior
brevidade possivel. -.O 1* secretario,
Pedro Antunes Ferreira.
Venerave confraria de Santa Hi-
ta de Cassia
Elelcao
Nao tendo-se realisado no da 1 do corrente a
eleico do conselho administrativo para o anno
compromissal de 1887-1888, por motivos impre-
vistos, de ordem do conseibo administrativo con-
vido a todos os nossos carissimos irmos para
assistrem a missa votiva, pelas 9 horas da manh
de domingo 8 do corrente, e em seguida proceder-
s a eleico do dte conselho administrativo, enmo
determina o nosso compromisso.
Consistorio da veneravel confraria de Santa
Rita de Cassia, 4 de Maio de 1887.
O secretario interino,
Manoel Bandeira Filh.
SOCIEDADE
Beneflcente Allianga
Sessao de financas
De ordem superior, convido a todos os socios
que se acbarem de accordo com a lei, a compare-
cerem na sede social, segunda-feira 9 do corren-
te, s 7 horas da tarde, afim de ter lugar ama
sessao de financas.
Secretaria, 5 de Maio de 1887.
Jos J. D. Reg Jnior.
C'nl) Imperalriz
Em virtude de baverem sido suspensas as lote-
ras da Colonia Isabel, resolveu este club emittir
novas accots em substitoico as que havia passado
em beneficio dos festejos carnavalescos que corre-
r com a nona lotera do Grao-Para. Koga por-
tento quelles que as aceitaran: e pagaram, de
vir ra da Imperatriz n. 42, afim de trocal-as.
O thesoureiro,
___________Antonio Jos de Azevedo Maia.
sin cu. a hm no
Na secretaria da Santa Casa arreudam se os
seguintes predios :
Ra do Bom Jess n. 12, loja e J andar.
dem dem n. 13, 2- e 3- andares.
dem do Vigario Tnenorio n. 22, 1- andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do apollo n. 24, 1 andar.
dem da Madre de Deus n. 20.
dem dem n 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da Lingoete n. 14, 1- andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
dem das Boias n. 18, sabrsdo de dous andares
eMoja.
Ra da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da Detenco (dentro do qnairo) duas
casas.
THEATRO
FEST4 ARTSTICA
i
DA ACTRIZ
n t n i)
DECLARACOES
a que se acha na
vinhis, genebra,
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife e
seu termo, capital da provincia de Per-
nambuco, por S, M. imperial e constitu-
cional, o ir. D. Pedro II, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital viren, ru
delle noticia tiverem, que na audi ncia deste ju zo
do dia 7 de Maio do correte anno ir praca
por venda, a qaem mais der e maior lance cffere-
eer, o bem constaste da avaliaco, do theor se-
guinte :
Um s jbradode um andar soto si "o ra do Leo
Cordado n. 6, na fregnezia da Boa Vista, medindo
de frente 5 metros e 45 centmetros e de compri-
mento 15 metros e 85 centmetros, com duas por-
tas e urna janell i no andar terreo, servindo urna
das portas de entrada para o andar superior, con-
tendo dte andar terreo duas sala3, tres quartos,
cozinha fra, quintal murado, quarto para baihoa
e g8linheiro de pedra e cal cora grade de ferro e
diversos alrgretes para flores ; no andar superior
tres portas de frente e varanda de ferro, duas sa-
las, dous qu iitos e um gabinete, e o soto enm um
grande sao e um quarto, avaliadj em 7:000a'.
E aesim ser o bem supra descripto arremata-
do por venda a quem mais der e maior lance offe-
reccr, para pagamento d principal, juros e cus-
tas da execufo de sentenca cive de accao hjpo-
thecariaque promove o Barao do Limoeiro contra
Vicente de Paula Oliveira Villas Boas.
E nao baveudo L.ucaJor que cubra o precio da
avaliaco, ser o dito bem adjudicado na forma
da lei.
E para qoe chegue a noticia a todos, mandei
prasar o presente edital, qoe ser sffixado no lo-
gar do costme e publicado pela impreusa.
Dado e passado nesta cidade do recife, aos 26
das do mez de Marco de 1887.
Eu, Felicissimo de Azevedo Mello, escrivao, fiz
escrever e subscrevo.
Joaquim da Costa Ribeiro
instituto Lltterarlo Olfndense
Domingo, 8 do corrente, s 10 horas da manba,
haver sessao de Conselho.
Secretaria do Instituto Litterarlo Olindense, 5
de Maio de 1887.O Io secretario, Samuel de
Lima Botelho.
Correio geral
Exame para o pro intento de qua-
(ro lugares de pratlcancen
Faco publico queatodiu 16 de Maio prximo
futuro acha se aberta nesta administra cao a ins
cr'pco pra o exxine dos candidatos quatro va-
gas de praticantes, devendo o exame comecar no
dia 18 do dito mez, s 11 h ras da manh.
As materias, sobre us quaes versar o exame,
sao : ejercicio de r-aligrapnia e orthographia, ari-
thmetiea elmectar, comprehendendo o uso do sys-
terna mtrico e nocoes geraes de geographte.
O conhecimento das linguas estrangeiras -"ara
direito a preferencia,
Para serem admittidoe inscripco, devero es
preteudentes provar eom certido que nao tem
menos de 18 nem mais de 30 anuos de idade, e
apresentar certificado medico de boa aade e
i,uaesqu--r outros documentos que o? abonen.
AdrainUtracn dos correios de Pemambuco, 22
de Abril de 1887.
O administrador,
Alfonso do Reg Barros.
0 London & Bra-
zilian Bank Limited,
avisa ao respeitavel
publico e corpo com-
mercial d'esta pra$a,
que o Sr. Pedro Xolas
co Saraiva, do dia 1.
do corrente em liante,
deixa de ser empre-
gado do referido esta-
belccimento.
Recife,!de Maio de 1887.
W. A. Bilton,
(renle
Sociedade Auxiliadora da Agricul-
tura em Pemambuco
Assembla geral
De ordem do Illm. Sr. gerente Dr. Ignacio de
Barros Barrete, timbo a honra de levar ao conhe-
cimento de todos os senhores socios, que se acha
marcada para o dia quarta-feira 11 do corrente
mez de Maio, urna reunio extraordinaria de as-
sembla geral, com o fim especial de proceder, na
forma determinada peles estatutos, a renovayo
dos membros do conselho administrativo e mais
fuoccionaros electivos da sociedade. Verficar-
se-ha a leunio na sede social, ra eatreita do
Rosario n. 29, s 2 e 30 minutos da tarde do ci-
ma citad i da.
Recife, 3 de Maio de 1887.
llenriq.i Augusto Milet,
Secretario geral.
Assenbla geral extraordinaria
A diiectoria da estrada de ferro de Ribeiro ao
Benito codvida aos Sis. accionistas, se rennirem
em assembla geral extraordinaria, no dia 12 de
Maio prximo, s 11 horas da manh, 03 1' andar
do predio n. 73 praca de Pedro II, para o fim
A-t deliberaren sobre a parte do augmento do ca-
p tal que est realisado e resolver acerca de mo-
dificaco dos estatutos.
Recife, 26 de Abril de 1887.
O secretario.
Jase1 BeUarmino Pereira de Mello.
Estrada de ferro do Ribeiro ao
Bonito
De ordem da directora sao chamados os Srs.
accionistas desta empreza, para no prazo de 60
dias, a contar de boje, recolherem ao London &
Brasilia! Bank, a 5a entrada de 10 0,0 de suas
acc5es, nos temos do art. 9 2 dos estatutos.
Recife, 9 de Marco de 1887
O secretaris,
Jos BeUarmino Pereira de Mello
PEHNAMBUCANA
1 $!!___
Honrado com a presenya do Exm. ir. pre
sidente da provincia
Siliaiio. 7 do corrente
Depois que a orebestra executar urna linda ou-
vertura, subir scena, pela primeira vez, o ex-
cellente drama em 5 actor,, produceo original do
laureado dramatergo brasilero J. C. da Silveira
Carvalbo, intitulad :
/
escripto especialmente para a beneficiada e a ella
gentil e generosamente dedicado, no qual tomam
parte : a Beneficiada e a distincte actriz Edelvira
Lima e os aetoresCjimbra Jnior, Lyra, Ma-
nbonca, Teixeira e, por especial obsequio, a gentil
amadora Flora Silva,outros artistas e habis ama-
dores.
Pura terminar o rspectaculo, subir scena pela
primeara vez o segundo aero do drama martimo de
grande espectculo, escripto pelo mesmo drama-
turgo Silveira f'arvalho, com a collaboraco de um
personugem pernarabucano, a proposito da horr-
vel catastropbe de 24 de Maio, intitulado :
OUOS
Tendo de se emittir 3000 tres mil acedes desta
Companhia para completar o capital -ocial aug-
mentado por deliberar da assembla geral em
18 do corrente mez, convida-se a aquellos que
quizerem subscrever para a dita e-nisso a viren
inscrever seus uomes no competente livro, neste
eacriptorio, do dia 2 a 6 de Maio prximo vindou-
ro, das 10 horas da manh as 2 da tarde.
A einiisao feita as seguintes condcoes :
1.
Por subscripeo publica e franca a preco de
cento e cincoenla mil res actual cotaco da praca.
2
O pagamento da emisso ser devidido em tres
prestacoes. 1." dez por cento no acto da injerip-
co i u subscripeo. 2.' de cincoenta por cento
durante trinta dias subseqaeut- s da subscrico,
c 3. de quarenta por cento no correr de noventa
das contado do da da subscripeo perdendo o
subscriptor o direito as entradas realisadas se
por ventura nao iffectuar o pagamento integral
nos prasos determinados.
3.
O possuidor das novas ncces ter direito ao
devidendo contado do primeiro de Maio do cor-
rente.
A cada um dos subscriptores bc fornecer um
exemplar da proposta justificativa do augmento
do capital social, com e parecer da commisso
fiscal.
Recife 26 de Abril de 1587.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina
Director secretario.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Assembla geral e posse da nova directora
De ordem do nosso irmo director, convido pelo
presente a todos os irmos desta aseociac > a com-
parecerem em nossa sede no dia 6 do corrente,
pelas 6 horas da tarde, afim de ter lug.r a *.s
semblen geral correspondente ao mez findo, e de
ser impossada a nova directora.
Secretaria da Imperial SocieJad djs Artistas
Mecbanicos e Liberaes do Pemambuco, em 5 de
Maio de 1V87. O 1- secretario,
Jos Castor.
Confraria de *. Pos d'.4gonia,
erecta no convento do
Carmo
De ordem da mesa regedora, convido a todos os
nossos irmos a eomparecerem em nosso consisto-
rio, domingo 8 do crreme, pelas 10 horas do dia,
afim de reunidos em mesa geral, procedermosj a
eleico dos funecionarios que teem de administrar
esta confraria no anuo compromissal de )887-88,
conforme determina o compromisso que nos rege.
Consistorio da contraria de S. Jos d'Agonia, 5
de Maio de 1887.=0 secretario interino,
Antonio Alves Vilella.
English Bank of Rio de Janeiro
Limited
A direccu resolveu recommendar na prxima
reunio dos eceiouisfaa em Londreu, no dia 23 do
corrente mez, um dividendo de 8 rbiilmgs e um
1 onus de 4 shillrags por accao, pagaveis, livres de
imposto, no dia 1 de Junbo prximo futuro ; pre-
fazendo com o dividendo interino pago em Desem-
bro prximo passado. 20 sbilliogs par aeco ou 10
por cento sobre o capital realisado para o anno
financeiro prximo passado.
Tambera recomircndni-se ha transferir no Fundo
de Reserva 10000 elevando o total do mesmo
fundo 200.000 e durante um saldo de 14.000
ao crdito da conta nova ao de lucros e perdis.
Pemambuco, 5 de Maio de 1887.
Henry K. 3regory,
Gerente.
E DEDI
NAFEAGOSDBAHA
no qual se deixa ver ao espectador o convz do
vapor Baha, em viagem, seu comrcandante, im-
mediato, pratico Marianno de Souza, Cacaceao,
Joaqun, padre Jos Bernarde, cga e passagei
ros, a terrvel occasio do choque c m o Pirapa-
ma, seu naufragio por submerso, i.aufragos em
luta as ondas.
A Beneficiada recitar a poesa do festejado
poeta Belisario Pemambuco, escripia expressa-
mente para a occasio, intitulada :
Naufragio do vapor Baha
A scenographa do convz do vapor liahia c do
mar, especial favor do dstincro scenographo
pernarabucano Dr. Carneiro Villela.
Ao terminar o drama e emquanto se prepara a
scena do naufragio, a Beneficiada ir aos camaro-
tes cumprimenWr e agradecer aos seus convida-
dos, podendo as pessoas que aceitarem os demais
convites deixar suas esportulas em enveloppes,
com os respectivos nomes, na bilbeteria do tbe..-
tro, pelo que antecipa desde j seu reconheci-
mento.
A Beneficiada cordialmente agradece aos seus
collegas e aos Ilustres amadores a graciosidade
cem que se prestara a concorrer para o brilhantis-
mo da fes'H.
Espera dos convidados quo aceiterau bilhttes
nao os devolveren, aotecipando por mais este ob-
sequio os seus agradecimentoe.
O resto dos bilhetes encootrar-se-ha na bilhe-
teria do theatro.
Bonds para todas as linhas.
fs 8 1/9 oras.
fioyal liil Shen Met CnviiHr
Vapor extraordinario
O vapor Nile
De 3,039 toneladas de registro
Sabir do porto do Rio
de Janeiro do dia 1 de
Junho prximo eom es-
cala para Babia e Per-
nambuco, seguindo depois de pouca demo-
ra com calas e passageiros para
LISBOA E SOUTHAMPTON
Desde j recebe-se encoramendss par*
camarotes na
AGENCIA
Roa do Commercio n. 3
1 andar
AdamsonHowie *4C,
AGENTES
KOYALMAILSTEAM PAGKET
GOHPANV
O paquete Btondego
E' esperado da Europa no di
11 do corrente, segurada
depois da demora necessaa
ria para
Macelo', Dahia, Rio de Janeiro
e Mantos
0 paquete Trent
E esperado
do sul no dia 14 de
cerrente seguindo
depois da demora
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, Vigo e Son
thampton
Vapor Nile
Espera-se da Europa no dia
17 on 18 do corrente seguin-
depois da demora necessaria
para
Baha e Rio de Janeiro
Reducido de passaqens
Ida Ida e volta
A Southnmpton 1* classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pemambuco.
fara passagens, fretes, etc., traca-se os
CONSIGNATARIOS
AdamsonHowie &C.
5. 3 RA
DO
1-
COMMERCIO-N. 3
andar
liahia, Rio e
o
Santos
i
E' esperado de Fiume at o
dia 10 de Maio, seguindo de-
pois da demora necessaria
para os portes cima.
Recebe carga e cncommeudas a frete mdico
tractar com os
CONSIGNATARIOS
JOHNSr->N PATER & C,
RUADO COMMERCIO N. 16
COHP,\IIM PERlAHrllCl %A
DE
%ave:tv.w Costelra por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqu
Coman dan te Lobo
Segu no dia 10 de
Maio, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga ate o
dia 9.
oras da manha do dia da
is at as 10
CHAMEIRS REl\v
Companhia Franceza de Xa vega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o H>vre, Lis-
boa, Pemambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
0 yapor Filis k Macelo
Coinmapdante Panchvre
E' esperado da Eui-opa
at o dia 6 de Mais, se-
giundo'depois da indispen
savel demora para a Rsv
iiia. Rio e Santn.
Roga-se aos Srs. importadores -ie carga p %los
vapores desta Iiuha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das ava*enga q^ni-
quer reclmenlo conenrnenfe a volumes, que po-
yentu a tenham seguido para os portos do sui,afin.
de se poderem dar a tempo as providencias necee-
sarias.
Expirado o referido praM a companiiioa n se
responsabiiiea por extravos.
Para-carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frtte: trata-se com o
Aoguste Labiiie
9 RA DO COMMERCIO ?
Passag
partida.
ESCku'TORIO
Caes da Companhia Peraambn
cana n. t'
United Sutes & Brasil FTTc
0
E' esperado dos portos do
norte at o dia 24 de Maio
depois da demora necessaria
seguir para
Bahia, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas traeta-
jc com os
0 paquete Finanee
PadOc Steam Navigation Company
STRAITS OF MAGrELLAN LINE
Paquete Cotopazi
E' esperado da Euro-
pa at o dia 8 de
Maio, e seguir de-
pois da demora do cos-
tume para Valparaso
om escala por
Bahia, Rio de Janeiro e Monte
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-se com os
VHIson Sons A C, Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO- N. 14
Espera-sede N'.'.v- 'ir',
News, at o dia 6 e Maio
o qual i eguira -ep- dt
demora necessan o a
Baha e Rio de -.aner/*
Paracarga, passagens, e i* ;:i iinUs .J-nherj
a frete, tracta-se com o
AGENTES
Henry rsler i C.
8 RA -A)
N.
.OMMERCIO -
andat
Companhia stra.* ileira de HTare-
seo a Vapo**
PORTOS DO SUL
O vapor Pemambuco
Commandanteo capitao de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos ,..,rtos do
uoirc at o dia 12 de Maio
e depois da demora indis-
pensavel, seguir para os
i pr-tos do sul.
Recebe tamben carga para Santos. Santa G.-
tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grrande j
8ui, frete modic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-se na agencia
PRAGA DO CORPO SANTN 9.
PORTOS DO NORTE
. 0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do sul
at o dia 7 de Maio, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Man.os.
Para carga, passagens encouuncndtu e valares
tracta-se na agencia
PRA$A DO CORPO SANTO N. 9
I
r
HfBlVfl
i


^B
BM^HHaMHMMH|
i


6
Diario de Peruambac-
^^BIB^l^i^B
^^^^B
--feira 6 de Maio de 18S7
^__I
Caaphia Itahlana de navega
a Vapr
i Villa Nova, 1-eiMdo, Aracaj,
Cstaacia 6 Bahia
O vapor Guahy
Commandante Mariins
egne impreterivel -
mente para os portea
cima no da 8 de
'Maio, m 2 horas da
arde. Recebe carga
uicaneate at s &
horra da tarde do diado dia 7.
Pura carga, passageiis, encommeudas a dinhei-
ro'a rrete, trata-ae na
AGENCIA
7Ra do Viyario7
Dominas Ahes Malheus
com* .>m.* i'as.mn.'c* %" *
DE
SaTesaoSo costelra por vapor
fORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
0 vapor S. Francisco
Commandante Pereira
1]""^=*^ Seg1ie M dia 10 *
Maio, s 5 horas da
-tarde.
Recebe carga at o
Idia 9.
Encommendas, passagens e dinheiros frete at
ai 3 horas da tarde do dia 10.
ESCBIPTORIO
Ao Cae da Companhia Pernambucana
n. 12
m* f^wm
LELUf
Leao
De movis, lou^a, vidros, sofs de ferro
para ji>rdiu), quadros, jarras e objectoa
de electro pate.
A SABER :
Um piano, 1 mobilia da Jacaranda, com 1 sof,
2 consolos, 2 cadeiras de braco e 10 de guarnicao,
1 mesa redonda, 2 cadeiras de bataneo, 1 jardi-
neira, 2 cadeiras de braco, 12 cadeiras de janeo e
4 jarros para floree.
Urna mobilia de junco, 1 dita de palha com 1
sof, 1 divn, 2 jardineiras e 12 cadeiras de bra-
co, 1 mesa redonda de Jacaranda, 1 secretaria e
estante, 1 mesa de abrir e 1 carteira.
Um guarda roup* de amarello, 1 commoda, 1
cama franceza, 1 dita com balaustres, 1 sof. 1
cama de mogno, 1 banco para barra e urna mar-
quesa.
Um mesa elstica com 8 taboas, 1 guarda lou-
ca, 2 aparadores eom armari, 1 sof, 12 cadeiras
de junco, copos, clices, garrafas, Cfrnpofeirn9, 1
mesa com cavaletes, e muitos outros movis de
casa de familia, existentes no sobrado da
Ra do Mrquez di Oliiida o. 35.
Agente Pinto
Sexta-feira G de Maio de 1886
Em continua^o
Um bilbar e seua pertences
Agente Pestaa

Lei
Da excellenle carta terrea a raa Vi
dal de Negreiros n. 25. em aolo
proprio
O agente Pestaa aurorisado p >r mandado do
xm. Sr. r. juis de oiphcs verder em leilo
a casa cima mencionada, per:encent ao inven-
tario de D. Maria Magdalena de Si-uza,
Sexta feira 6 do crvente
A's lf horas
No armazem da agencia de leilSes ru
do Vigario n. 12
i LIQUIDADO
QWrlo
Ao correr co martello
De urna imputante armco de amarello, fitei-
ros, carteira, lusecs de gi;>, meias, bicos, ntre-
melos, babados, linha de novello, dita de carretel,
collerinbos de Itabo, b .toes, missangas, leques e
muitas outras miudez ,s de lei.
SEXTA-FELA 6 DO (JRRENTE
A's 11 horas
Na loja da ra Duque de Caxias n. G6
POR INTERVENfO DO AGENTE
I rtins
Leilio
De miudezas, perfumarias, caminas e calcas pa-
ra homens, meias pira aenhoraa e para ho-
mens, lencos, cobertores, cobertas, redes, cor-
tes de fusto para colectes, colchas bordadas,
bordados, albuns para retrates, candieiros para
koresene, jarios de diversos tummihos, figuras
para toilette, calle- a de diversos amanhos, co-
pos, quadros, alamares, brinqnt 'dos para meni-
no, talheres. colheres, bandejas, linha para cro-
chet, faxas p crochet, enfiad-.ios para espartilhos, froco para
bordar, candes com fines e plumas, sapatos de
charlte, chapeos, doceiras de vidro, lenca avul-
sa, cadeiras novas de junco branco e preto, 1
marquesa, toilettes, porta-charutos e ontres
muitos artigos que se torna enfandonho men-
cionar.
Sabbado 9 do correte
A's 11 horas
Na ra Primeiro do Margo n. 12, loja
O agente Modeato Baptista, autorisado, far lei-
lo, ao correr do martello, do qu- cima te de-
clara.
Leilo
Do 100 saceos Com nmenduin
SABBADO, 7 DO CORRENTE
A's 11 horas
POR INTERVESQO DO AGENTE
Alfredo uimaraes
No Trapiche Baltar [Largo do CorpoSanto
5
De bons movis, panu, bilbar, crystaes,
electro-pate, vaco com cria, garrotea
da trra, 1 garrote inglez, diversas qua-
lidades de plantas e 6 grandes resfriado-
res noves pra saboaria.
Quarta-feJra lf do corrate
A's 10 12 horas
Nacasa terrea bita ra da Aurora n. 137.
CONSTANDO
ala de laila
(Jma linda inobili de jine-i medalbao completa-
mente nova e.rn 12 cadeiras de guarnilo, 4 ditas
de bracos, 1 sof, e4 e. usol-s com l'>mpo de p dra,
1 excellente piano forte do fabricante Pleyel n. 4, 1
linda estante parmmsica, 1 -.<.. rra para piano, 1
estrado par dito, 1 etpelho almofadas bordadas para sjf e cadeiras, 1 lustre
de crystal, para gaz carbnico, 3 pares de jarros
de faiance, 4 ditos de porcelana, 1 lindo relogio
com termmetro e barmetro, lindos quadros com
moldaras deurada bordadi em alt j relevo 4 lindos
jarros grandes dourados com paiuieiras, 2 eicarra-
deiras. 1 tapete novo para sof.4,1 dito para piano,
8 ditol para portas, ditos de coco, 4 pares de lan-
ternas, diversas capas de biim para cobrir mobi-
lias, ditas de oilo para piano o contlos.
sala de bilbar
Um rico biliar novo e toda* seus pertenees, 1
guarda roapa de mogno com espelho, 1 eslante e
secretada, 1 toillet, 1 carra com tontos de aariim
para voltarete, 5 mappas mundi, 4 quadros, 1 relo-
gio, 2 porta cartoes, 1 mesa de jogo, 1 banqoinha
de dito, 1 carteira de amarello, 1 oculo de alcance,
livros e instrumentos de nutico e 1 forro de ta-
peto de efico.
Primeiro qnario
Urna cama para casal, l guarda vestidos de ama-
rello, 1 lavatorio eom podra, 1 temo de bancas chi-
nelas, 1 banqoinha de charlo, 1 bidet, 1 cabide,
me i* commoda, 1 espelho, 2 pares de jarros e 1
guarnicao par toilet e 1 forro de eateira.
Segando quarto
Um marquesa, 1 guarda vestidos, 1 lavatorio
1 cabide, 1 santuario, 2 cadeiras para oraeoes, 1
espelho, 2 jarros, 2 lanternas, 2 quadros, 1 linda
costureira. 1 estante de livros, 1 guarniera para
lavatorio, 1 machina elctrica para choques e 1
forro de tapete.
Sala de Jantar
Um guarda tonca, 1 mesa elstica, 2 ditas cam
gavetas e pes torneados. 2 aparadores com pedra,
2 ditos torneados, 1 machina de costura com caixa,
1 sof, 12 cadeiras, 2 ditas de brafos, 2 ditas deba-
lanco, 2 coosolos, 5 quadros, i etagers, 4 jarros,
1 relogio, 2 espreguicadeiras, 1 thear, 1 porta-toa-
Ibas, 1 quartinbeira, 2 lanternas, 1 candieiro, 1
lastre com 3 bicos, 1 rico apparelho de porcelana
dourada pt-ra almoco, 1 dito branco para che, 1
dito de faiance, 1 dito para jantar, c .ecos para
caf, garrafas para vinho, copos, clices, campo-
teiras, porta qneijo, galheteiroa, facas e garios, de
electro pate, colheres de dito, licoreiros de dito, 1
apparelho de dito para almoco, salvas de dito,
porta candes Je ditos e outros objectoa de electro
pate e 1 forro de tapete.
Saleta
Um guarda c midas de arain \ 12 cadeiras, g
bancas, 1 in^rqiieza, 1 mesa redonda, mallas,
bah, J if-pigarda, 1 pistola, diversos objeetos a
plantas em naos
Cosinha
Duasa-bas, 2 j .rras, 2 tabns f e .ominado
com cavfcli'c;. treta de cosinha, i banheiro de fo-
Iha e gaiolas paia pasearos.
Corredor
Um banco ie ferro 12 cadeiras, 1 mesa de ferro,
1 Boda jara com torueira, 2 jarros grandes com
palui.iaa c arauUellas para gaz.
Terraca
Um imrjor'ane vtveiro eom passaro.i, 1 d>fo com
rola 4 pnlioeiras em barris e diversaa plantas.
dardlm
D n Hincos ie ferro, crotons palraeirns. tinrons,
acal : ii ir s e muitas ouiri;s ptauCn e di-
vereas vasbas ue narros.
Banheiro
Um appar-"-) nmobto de banh > fie duchas, 1
dito de cii'J' ij- 1 -a'tro de madeira e 2 bancos.
O age .r ^i-mai autoriado p.>r mna familia
que muden -e par-i tora objeetos u- uaa in r.cionad-.'S, ue quai .-> se tornam
recottnNudav-1.- por eh--irem-3- e:n bom estado
de ecuservaco.
A's 10 burae e 10 minutos p^rcir mu bood que
da passagem gratis aos concurrentes.
AVISOS DEVERSPS
Alnga-ae casas a 8#0G0 no becco dos Cc
ihos, junto de S. Ooncallo : a tratar na ra d*
Imperatriz n. 56.
AMA Precisa-so de urna, de boa conducta
para cosinbar e lavar para pouca familia ; na ra
da Matriz da Boa-Vista n. 3.
Aluga se a casa da ra da Conceicao n. 2-A
do po roado da Toire ; o 1* andar t a loja da ra
do Padre Floriano n. 69, e a loja da travessa da
Bomba n. 4 ; na ra do Apollo n. 4.
A pesaoa que quicer adiantar a quantia de
688000 para a alforria de urna escrava que sabe
lavar, engommar e cosinbar. para a escrava Ihe
pagar com sena aervicos, dirija-se a ra do Mar-
ques do Herval n. 23, loja.
= Prccisa-se fallar com o Sr. Lcurenr;o Jus-
tiniano da R^cha Ferreira ou com alguma pessoa
de ana familia ; no escriptorio de Gomes de Mat
tos Irmlos, ra do Mrquez de Olinda n, 25,
primeiro andar.
= Aluga se a casa terrea com espacoaa sjti
no puteo do Ter;o n. 82, est limpa : a tratar na
rus do Pilar n. 56, taverna.____________
Na Passagem da Magdalena, entrada para
o Remedio, alucia se pelo temo" que se esuven
tionar, um sitio com boa casa, muitas fructeira;,
viveiro,-baixa de capim, etc. : a tratar na ra do
Imperador n. 14, 1* andar.
= Precisa-ge de urna ama pain lavar e engem-
mar ; a tratar na ra do Atalho u. 3.
= Quem precisar de orna protessora para en-
sinar em casas particulares primeiras lettras,
doutrina, msica e piano, dirija-se ao Cammho
Novo n. 128 Na mesan casa se indicar tam-
bera urna pessoa, que aceita para algum engenho
perto da linha frrea, o mesmo contrato.
Aluga-se orna sala com gabinete e quarto a
algn.a pessoa estrangeira, que s>ja pessoa id-
nea, de conbecimento, que queira pernoitar fra
da cidade, em lugar junto a estaco do trem. Na
mema casa tem quem se incumba de tratar de
ruupa, preparar o caf no caso de o mesmo nospe
de precisar : Camioho Novo n. 128.
Lava-se e engomiaa-se com perfeicae e per
preco commodo ; na ra do Barj da Victoria n.
55. entrada pela roa das Flores.
= Pede-se ao Br. Dr. Maximiauo Francisco
Duarte que declare saa morada cu mande dizer
na travessa do Raposo n. 51.
Invisiveis grandes
Recibu a Extiosicao Central, ra Krga do
Rosario c. 38.
Alnga-s
duaa casas na ra do Tuity (antiga da Lapa) na.
10 e 12 ; para ver as chaves e tratar na ra da
Madre de Deus n. 8.
Amas
Precisa se de duas amas, nma para cosinbar,
lavar e comprar, ontra para engommar e andar
com crianzas, dando flanea de suas conductas, e
qne dur > am em casa ; a tratar no pateo da Santa
Cruz n. 18.
Perd
eu-se
no domingo prximo passado um cachorrinho naa
mmediacoes da igreja da Penba, com os signaes
seguintes : preto, quatro rjlhos, orelhas cortadas,
urna maicr de queoatra, focinbo comprido, arres-
tando urna corda ; quem o achar leve ra do
Nogueira n. 29, que aera recompensado.
Caixeiro
Precisa se de am menino com pratica de taver
na ; a tratar na ra da Palma n. 71.
Criado
Precisa-se de um ciado ; na ra do Bom J-.-au
n. 45, 2- an -ar.
_ De novo vai ser reprodosido a walsa com pste
titulo, e o publico encontrar na livraria fran-
ceza.
Vende-se
nm deposito dn ciararros n-travessa da roa Bella
n. 8 ; a tratar no mesmo.
Cimento patate Portlasad. marca
ItobiiiM Lonsen A \urtb ff d
eot
Vendem Livramento ot C no caes do Apolle
numero 45.
Protesto
Cbegando ao mea conbecimento qae fra lti-
mamente matriculado nm escravo de nomt Mar-
ciano, como de minha propnedade. apresso me
em protestar, para oa devidos effeito contra se-
melbante acto- Recite, 3 de Maio de 1887.
Manoel Joaqnim de Souza Morta.
^ -X*
o
v
'//
$
&
r &
0^ / rfr
;<>* #
^
y
&
E-ui nm
Aos :i:000S000
ILHETK4 t % W i OO.
Jra cia ns. 37 e 39
O abaixo assignado venden da 1* lote-
ra extrabida boje, 4 docorrente os seguin-
tes premios :
4959 2000000
2734 506000
6905 30^000
2249 305000
Approximajoas 5032 a 1020 e mais 11
bilbetcs da centena da sorte grande com
150000 a eada um.
Tem dxpost) a venda os seus felizes
bilhetes garantidos da 2* loteria que ser
extrahida segunda-feira 9 do corrente, s
2 horas da tarde.
PREgOS
Em porjao
Inteiro 20700
A retalho
Inteiro 30000
Antordo Augusto dr>t Santo- Porto.
Ao publico
Declaro que comprei ao Sr. Manoel da Costa
Bamos, livre e desembarazada de qualquer onus,
sua loja de barbeiro ra larga do Rosario nu-
mero 11. Recite, 3 de Maio de 1887.
Leonardo Carneiro de Albuquerque.
GUSA DA FORTUNA
Aos 5:000$000
Biihetes garantidos
23-RUA PRIMKIRO DE MARQ 23
Da 15 parte de Ia lotera da provincia
venderam Martina fc'iuza & C. os seguin-
tes premios garantidos :
5031 5:0000
6157 1000
5347 500
6332 500
7444 500
1406 500
2249 300
2776 300
3025 300
-i 156 300
4739 300
Acham-se i vrndd os .fortunados bi-
lhetes garantidos da 16* p^rte da 2* lote-
.ia que se estrbica sguna--fera 9 do
corrente.
PREgOS
1 inteiro 30COO
1 terco 10000
:-. porco le OO^OOO para
cfma
1 in'eiro 20700
1 terco 900
i<*
PASTILHAS
De AKGELIN & MENTRUZ
so

ff
T2
ea
S9
S

CSk
O Remedio mora efflcoz e
Seguro que se tem descoberto ate
hoje para expeir as Lon trigas.
ROOMAYOL FUERES
a;
a
i
B
es
a?
MOLESTIAS
CORACAO
Asma, Catarro
COM O KHPRCOO DO
(Granulos Mimoaiaes
DPAPUAUD
Rslittrt tartrartl da Ac=jemia di Medicina dt Part.
AfsnraaM acia Jsata dt Higiene dt trazfl.
Od/0-se exigir sobre cada. Fratco os nomos do
S. MOS^TIEP, Se L. PAPILLAVD
ito ).;:hai.
Pharmacia GIGOH, 25, re Ctijoillre. PiKB
Sm Pemambuco : rBll~ H. di SILTi
EDgcnho
Arrenda-se o enpenbo Q yrhh... meia legoa
distante da cidadn de JabMo, bom d'.-gna,
moenie e corrente, e.in Leir.is e matas para sa-
ri-jar at 2,0U0 pes de ssswmr ; a rrtar com as
prepretHrua na ra da lm:eratriz u. 49. serunoo
andar.
0 Amaral e Oompanhia
tem esteira com pequea avurin, pura forro d^
casas, a 1/200 a jarda ; aprov.-item, h qualidade
superior : na ra Primeiro de Maryu n. 20, junto
do Locvre.
rotesto
Constando que hlgnfra pretend ciufratarpor
hypotheca, com o Banco lieai. o eng nbo Olioda,
sito co terme do Cabo, desde jA protesta por
qualquer traosaccao feita "am o diio engenho,
visto ser eu coEienhor do oiesmo. Recife, 4 de
Maio de 1887.
Manoel Bmno Aires de Couto Jnior.
Tricofero de Barry
Garante-s que faz as-
oerecrescero cabello anda
aoa tcais cairos, cura a
tinha e a caspa e remore
todas as impurezas do cas-
co dp. cabeya. Positiva-
mente impee o tabello
de cabirou de embranquo-
eer, e infallivehnente o
l^>rna espesso, macio, lns-
tioso e abundante.
V/jIUI-
Agua Florida de Barry
Preparada aegnnda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' ounicoperfiunenowun-
do que tem a approvacio officia} de
um Govemo. Tem duas rezes
mais fragrancia qne qualquer outru
edura odobro do tempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais pertinente e agradavel no
lenco, i i -lao r^zas mais refres-
cante no banco t> nc onarto do
doente. E' especifico contra a
fronxidao e debilidade. Cora as
dores de cabeca, os cansacos e os
I deamaios.
Xarope fle 7iJa e Reiter No. 2.
ijrrssDBSir-o. detois de tsal -o.
Cura positiva e radical de todas as formas de
iscrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffecySes, Cutneas e as do Conro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas aa do-
ancas do tiangue,. Figado, e Bins. Garante-sa
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
a restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabao Curativo de Reoter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sas e para a cura das moles-
as da pelle'de todas as especies
em todos os periodos.
Approvnd<'8 e aotornadee pela inspecto.
ra geral do hygionne rio Ro de Janeiro.
Deposito mu Pernafribueo a de'
Fran.?iin> M.no*i da Silva X 0.
Cosinheira
Precisa-se de urna hca c. sinheia
Aurora n. 81. primeir andar.
na ra da
J. C. Levy 1C.
Dizem os Sr?. Ernesto & Leopoldo que nao
pugam srm urna vcTifics^ao definitiva, auxiliada
por guarda-livrcs, .to denota falta de confinnca
na escriptur: cJo ; r eata mesma raza) ti.uibem
nao podi-m rec b-r antes de faterein ontra veri-
ficacao difinitiva nos devedores, onde consta ha-
ver muita ficca-, si'ii!o certo que em vista de tal
escripturi'.co nenhum deveior de ser eompelli-
do a fazer judicialmenle.
O eredor cpressadi.
Boj negocio
Por ine;mmo'ios de saude e por madanQa para
fra da provincia, veude-se, nesta capital, urna
loja da fazendas, coro pequooo capital, bem loca
lijada e bem afregui'zalH ; or favor informa-se
na ra do Kin; 1 n. 50. loja do barbeiro.
Preven cao
Gonstando-me que alguem se inculca,
por ineio de cartas para coa; as Exoias. fa-
milia?, que me bonram com euns ordens,
Sfr cortadora do meu at lier, decla-ro ser
falso, pni* it li je nao oonferi titnio
este a peasoa algum ; assm como previ
no as uu'swaa Lzuisa tamilias, que du-
rante a roinha pequea ausencia na Euro-
pa, onile voii me prevenir de objeitos len
dentes a minha arte, nao deixo ninguem,
me subf-'liii'iii.i.
Aproveito a occasiao para fazer constar
que a Sra. 'Mari-i Duarte deisnn parte do numero de minhas costuri-iras.
Perniiubuco, 30 ie Abril de 1887.
Ra fio Imperador n. 50 Io andar.
Mu e. Fanny Silva.
IUIU
De todas as fazendas existentes na antip casa de
Os seguintes arligos comprovaut a realidade em via dos seos presos
Corte de fustao pr-.ra ooletes, a ltfOOO, 1I200 e 1^800!
dem de casemira de cores, a 2,5000, 2^500 e 3$(IO0 !
Casemiras pretas e flanellas, a 800 rs-, 1^000 e 1,5200 o covado, urna largura
dem diagones, a 2^000, 2^200 o dito duas larguras.
Brina de puro linho, de cores, a 800 rs. e 1,5000 metro I
dem dem, branco n. 6, a 1,5500 o dito I
Las de todas as qualidades para vestidos, a 200 e 240 rs. o covado em
Iho para acabar.
Cachemiras doro, a 400 e 500 rs., o dito !
Setin8 de cores, a 600 e 800 rs. o dito !
Fust8e8 branco e de cores, a 250 e 320 rs. o dito I
Meias alvas para meninas, a 2,5500 a duzia I
Camisas Dglezas, tnae, a 3tK)90 a dita !
dem franceza, bianca e de cores, a 24,5000 a dita!
Guardanapr. grandes e de linho, a 3,5500 a dita I
Ceroulas bordadas, de 20,5000 (para acabar) a 12,5000 e 15000 a dita t
Espartilhos, de 8,5000 e 1O0OCO (vende se) a 45000 e 5#000 I
Madapolao americano, a 6,5000, peas de 20 jardas I
EsguiSes para casacos, & 4W00 a dita de ditas I
Cambraias brancas bordadas, a 50000 e 5&50G a p<^ca !
Grande sortimecto de chapeos para senhora, a 4^000 e 56000 I para liquidar
Ficbs e capas de 12, a 2,5000, 40000 um !
Bramantes de iioho puro, de 30000 (para acabar) a 20000 o metro I
Setnetas, a 280 rs de toda as cores.
Pannos para mesas, atoalhados brancos, algudSes, e finalmente liquidam-sa
odas as fazendas por menos 40 /0 dd seu valor as que istiverem bertas as pecas.
Antiga casa
DE
MKNEIRO M CINHA
59Kua Duque de Caxias59
Commendawr Jone Pedro dan
Seie*
Affunso Frrreira Baltar e sua e.-posa D. Ade-
laide Nev.-.-t Baltar, convidara a t-idos os sens
amigos e do final;-. pa<-a Kssistirnn as missas que
mandam celebrar na igreja do Corpo Santo, no
no dia 7 lo corrente, s 8 oras da manha, pelo
eterno descanso d'alioa do seu presado sogro e
pai, eommendador Jos P^dro das Noves, pelo
awdetde j\" nt etmftmnni iiiiim-imaute gratos
pela ajsisH-ncia deste oto dp roligiao
BILHETES GARANTIDOS
16--Raa e Gaag16
O abaixo assignalo vendeu no'j scus
venturosos bilhetes garantidos, da Ia loteria
da provincia es seguintes premios: o n.
2514 com a sort.-. de 1:0000000, n. 1583.
2972 e 2488 com 300 esda um.
O mesmo abaixo assignado convida aos
possuidores a virem receber sem descont
al_ u.
Achn-s-i venda 09 seus venturosos bi
lhdcs r. rantidoB da 2a loteria da provim-
q" sei xlral'uia n> dia 9 do comnt--.
Pl*GCOS
Um iuteiro B0OOO
Um t-rco 1 OOO
Ktn por^So de GOO#4rspara
cima
Uai inteiro 2700
Um terco 900
Joaquim Pires da Silva.
Lotera da Provincia
Segunda-feira, 9 de Maio, s 2 horas se
xtrahira 16 parte da 2.a lotena ii beneficio
da Santa Casa de Misericordia do ecife, no
consistorio da igreja de Xossa Senhora da
Concefo dos Militares, onde se acbaro ex-
postas as urnas e as csplieras arrumadas era
ordeni numrica apreciadlo do publico.
Grrtls rattaegao le Brego
Vendc-se no escrip-
torio da .Empreza do
Gaz latas eom tres
caadas de Tar (al-
^atrao) a l.$600 rs.,
promptas e soldadas.
Faz se grande re-
due^o no prego do
mesmo para as en-
commendas de quan-
tidades maiores, a
tratar rna do Im-
perador n. 29.
Vende-se ahi tam-
bera coke (carvao) em
saceos avulsos.
triado
Precisa-se Je um cnado para cpeiro ; ua ra
Primeiro de Marco :-. 16.
t
Padre llerculano Jun de Brillo
D. Joaenn Victoria de Bnrto Cuoha, Vicente
JosdeBritro (i asea tes) b--ui ti'h a o ubriohos,
rogaiu a s--ua ninigoj o c*riljs> ob-* iuio ..c
acompanbarem h.ije, u 9 hir.is di manha, o en-
trro do seu presado irnjJo e to, < K-vii. pdiL'
Herculano Jos de Britto. d> n ispital Pirtuguez
ao Cemiterio Publico do Santo Amaro. Od cmius
partiro da ra dn Imperador i S 1/2 h-iras.
Joi don Refn tome
A' familia do tallecid:> Joe dos Res Gom>s,
agradece a todas as pessoas que neompanharam
os restas mortaes do merino ao eemiteiio publico,
e de iiov.' es convida para aasi&tiiem a missa do
si-tino di, na igreja de S. Goncaio, no dia 5 do
coirente, s 7 horas da manha, pelo que desde ja
se tornam gratos por esse acto de religilo e ca-
ridade.
Ctiti"> M Antonio Prdro <*m* .N e Pi-rnund"' Pedro
das Neves. M R C,-:t. Nevea, Ignacio
Pedro das N* es So PeJr.. i Cruz Neves,
mm.Jiin e. i rur reisiss \i r alma da seu idolatra-
do pai, fiii..> : irmao, o p-~mmndador Jos Pedro
das >iv s, h 9 i m r.nli (te asblixd 7 do
eorreu'i, u ..: ej h He Deus Convidan)
para nEsistil s -j f u-. p reu..s o amigos e aos
fio fina-! .
alaria -a Penba de Miqueira
Cavalcanie
Delmira Idalina de Siqueira Cavalcante manda
resar urna mis<. na matriz da Bo-Viata pelo re-
pouso rernu de sua idolatrada e aempre lembrada
filba Maria da Pr-nha de Siqueira Cavalcante, s
8 horas da manha le seiruuda-feira 9 do corrente,
1 anniversario do seu passam.-nto. Para esas
acto de earidade a religiao, convida aos seus pa-
rentes e pessoas do sua amizado, cjnfessando-se
desde j agradecida a quem comparecer.
Anlonio de Hollantia Caviranle
Arnou de Hollanda Cavalcante de Albnqucrque,
Leopoldina do II ,11 .n la Cavalcante, Anna Le:nur
de Lacerda Cavalcante, filh-s e ora do fallecido
Antonio de Hollanda Cavalcante, convidan es
seua parentes e as pessoas de sua amuade : -r i
assistirem a ama missa qup m-ndam resar no di.-i
9 do i- rr- nt.-, s 7 1|2 horas da manha, na matriz
da Boa-Vista, 5o anniver9ario de seu pissaaionto,
e desde jd se cjjntesjara eternamente agrade-
cidos.
Hara licu ie do Casmo
Jos Vicente Go linho cordealmente agradece
I s prssoas que se dignaran) ace-mpanhur os restos
! mortaes de sua prezula puma > coamadre, Mara
j Benedicta do Carmo ao cemiterio publico; e de
I novo Ibes ro^'i o earidoao obseqnio de assistirem
misna do 7o dia, a 6 horas da manha de 6 do cor-
rente, na igr-j de Nossa Senhora do Terco ; aa-
sim como convida sena amigos e p rentes id fina-
da, pelo que desde j s conf-so-i jra'o.
AliOATRAO BE GT
GODEON DE GUYOT
O Aleatro de Gnyot serve para "preparar urna ag6a de alcatra, muito efficaz e agradavel aos
mais delicados estmagos. Purifica o sang;ue, augmenta o apetite, levanta as forcas e efficaz em todas as
doencasdos pulmos, calarrhos da bexjgoa e affeccos das mucosas.
O Alcatro de <>nyt foi experimentado com vantagem real, nos principies hospitaes de Frauca,
da Blgica e Espanha. .
Durante os calores e em tempo epidmico urna bebida hygienica e preservadora. L'm so vidro nasta
para preparar doze litros d'uma bebida salutarissima.
O Alcatro de Gnyot AUTBIEITICO vendido em vidros trazendo
no rotulo e com trez cores a assignatura :
Venda a varejo na mar parte daa Pharmacia. Fabrica ea
atacado: tua I.. 111 i;r e
1, me Jac* a, Parta.
rBiKi
V


.1







I
Diario de PernaiubucoSeita-Ieira 6 de Maio de 1.887
0 FERRO
BRAVAIS
Am peasaa anmica a en-
raquecidaa por un empobre-
cimento do aangue. a quem o
mdico acontlo* o emprego
do Ierro, supportMo aam caa-
aacoalgumas GOTTAS CONCENTRADAS
d FERRO BRAVAIS. da
preferencia a qnaeequer ou-
trom preparados /en ugmosoa.
0 FERRO
BRAVAIS
nao prodtiz caimbru, nem
cananco no estomago,nem diar-
rbea, nena conatipacAo. Nao
teniaabor algom, nem chairo,
e nao commnnica chairo nam-
bum agua,nemaovinho,nem
a qualquer liquido com que
pode aer tomado. NUNCA.
ENNEGRECEOS DENTES.
0 FERRO
BRAVAIS
_A tire* pmlUOau, affaiaio
tSo comman entre a* tnoOMano
momento da formacto, a Ane-
mia, a Oslrosla, annuocia-
dorem da mor parte daa affai-
coaa chrnicaa,a&ocombatidaa
com a maior efcacia palo
emprego regular do FERRO
BRAVAIS*
0 FERRO
BRAVAIS
/eatitite no sant/tir coloradito que. /irriten
pela molestia.
NUMEROSAS r.-|TACGES
Exigir a Arma
Imprimida verme!lia
Deposito ii mtr parte das Pb'u.
4lu ama casa com comandos par* erando familia, e
litio arborisado ; na Ponte de Ucba n. 10.
Aluga se barato
ftua doa Guararapes n. 96.
Rut Viaconde de Ifarmrica n. 4 >, armazem.
Boa do Vieooudc de Goyauua n. 163, com igaa
e gax.
Larga do Mercado n. 17, loja eom agua
Roa Viscouie Guyanna a. 167, com agua e gaz
Ra 'Coronel Suasauoa u. 141, quarto.
IVata-se Dri ra do Coaun tco n. .'>, 1 andar
seriptorio de Silva (iimnriV" & C.
AMAS
Precisa-se de nma para cosiabar e mais serv
coi de casa, e de outra para menino ; na ra da
Unisn. 31-A.
AMA
Precisase de urna ama para comprar ecosi-
nhar : na ra de Biachuello n. 13.
4Iuga -se
urna casa na povoaco de Cuyambuea, com quatro
portas de frente e armacao propria para faxendas
e molhados, no largo da feira, o aluguel imito
commodo ; os pretendentes dinjam-sc mestaa, a
tratar com M.guel Correia do Miranda.
Advocado
0 baeharel Antonio Ribeiro de Albuquerque
MarauhSo tem sua banca de aIvocccia na praca
de Pedro 2o n. 75, no mesmo escriptorio do Dr.
Manoel Nttto Baudeira.
Yinii da Mourisca
Proprio para mesa
Joao Feneira da Costa, ra do AmoHm n.
64, acaba d<' recebar urna partida d viuhes em
cascos excessivameu- grande*, e como deseja
tornar bem conhecida tsta superior qualidade, que
se faz recoinnitudado pela sea pureza e boui pa-
ladar, resjlve vender esta remessa no seu esta-
belecimento em b'irris de quinto e de dcimo, por
precos muito razoaveis. para o que cbamam a
attenco dos scnborec apreciadores, assim como
aos denos de botis.
Em retalbo vndese em casa dos Srs. Justo
Teiieira 4c C. Suocesaores 4 rwa ia Penha n. 8
Ama
Precisa-se de urna ama que cesinhe e engomme
com perf.-ij ; na raa do Marques do Hcrval
numero 10.
Vina
Precisase de urna ama para cosinbar
dsrma em casa : no largo do Corpo Santo
segundo andar.
e qne
n. 19
Ama
Precisa-sa de ama ama para cosinhar, que dnr-
ma em casa do emprego e que d fiador saa
conducta ; na roa da ConceifJo n. 4, 1" andar
Ama
Precisa-te de urna ama que saiba cosinhar, de
de meia idade ; na ra Duque de Caxias n. 2.
Han isii
PARA TI X GIRA
barba e os cabellos
tintura tingp a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando Ihes urna bonita cor
e natura), inofensivo o seu uso simple e
rpido.
Vende se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqtit-yrol Fre-eg, suucessorea de A-
CAOBS, ra do Bom-Jess (antiga da Cruz
n. 2^
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; a tratar
na ruu do Buro da Victoria n. 54, loja de mo-
vis.
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba cosinbar, para
a fabrica de cerveja Pbenix ; a tratar na ra oe
S. Francisco n. 10, sobrado.
Amas
Obras de vime c vinho
da Mourisca
Justo Teixeira & C. .Successores, ra da Pe-
nha n. 8, receberuin de Lisboa pelo ultimo vapor
os costumados cestos, balaios e roupeires de vime,
elegantemente acabado?, que vendem par prc,os
muito raz.aveia e ao alcance dos ten horca pieteu-
dentes, pelo que chamam a attoneo; como bem,
tem exposto venda o excelleute vinho daMm-
risca, o melhor vinho de past>>, actualmente oeste
mercado, e que p r ana punza e sup-Tior quali-
dade, anto tem agradado; nao preciso recom-
menda!-o, elle proprio se recnmmenda
Precisa-se de urna oosinheira e de urna malher
de idade, para tratar de dous meninos de 2 e 4
annos ; na ra da Unio n. 55, por traz do Gym-
nssio.
AVISO
Concertara se machinas de costura de
qualquer fabricante, bombas e toda e qual-
quer qualidade de machinas movidas a va-
por, oo gas, etc.
PRECOS SEM COMPETENCIA
39-Bna ilo Bom-JBsns-39
Aos Srs. propietarios e educa-
dores
Na antiga e bem acreditada olari de Bento dos
Santos Ramas, roa do Vieconde de Albnquerque
(oatr'ora da Gloria) n. 85, encontraro os Srs.
proprietarios e edificadores, os seguintes objec-
tos:
Tijolos de alvenaria batida.
Ditos quadrados de diversos tamanhos.
Ditos para forno de padaria.
Ditos de tapamento.
Ditos para cacimba.
Telbas.
0 proprietario desea conceituada olaria ecienti-
fica aos interessados que todos os seus productos
sao manufacturados com o excellente barro d'agua
doce, do lugar Taquary. tornando-se por conse-
gninte recommendaveis nao e para a sade, por
nao ser hmido, como o sao as a'agua salgada,
mas tambem pela duracao. Outrosim, scientifica
igualmente, que a forma de suas telbas maior do
que qualquer outra, sendo estas, ao uicsco tempo,
mais leves por nao reecberem durante o invern
grande qnantidade d'agua, como succede com as
de barro d'agua salgada. Preco mdicos. 87,
roa do Viscoude d Albuquerque, outr'ora da Glo-
ria, 87. Entrada pelo lado do caes, defronte do
passadico.
Vinho de Collares
Legitimo, superior, e em barris de quinto e d-
cimo, ha para vender no armazem de Francisco
Ribeiro Pinto Guimaraes & C, ra do Baro
do Triuuipho n. 96.
Ordem do dia n. 03
Ama
Precisa-se de urna moi na fabrica Phenix ra
de Joao do Reg n. 15 ; a tratar na mesma.
Ama
Prccita-se de urna criada para engommar roupa
lisa e curros eervieos em cusa de familia ; na loja
de fasendas ra Duque de Carias n. 44.
Ama de leite
Precisa-se de nma
ra do Arago u. 35.
ama de leite
Bolita
Prceisa-se de um servpnte
larga do R sano n. 34.
de botica : nn ra
Ama de leite
Precisa-se de urna, que teaba leite botn novo :
a tratar na rua do Imperador n 52, 2- andar.
Ama deleite
Grande rovolacSo
m bi- >s de todas as qualidades, cores e lar-
garas, desde 5 centmetros at 1 metro e 20, e
quem vende por precos mais resumidos o Pedro
Antunes & C ser bom verem .' Bonitas fitas
de borracha para ligas, artigo de omita necessida-
de para nSo deixareni correr as meias,que se torna
muito feio, vende-se o metro pelo menor oreco ;
tranca medalh'era para fazer crochet, parda e
branca ; fios de la e seda para o mesmo fim : no-
vos leques pretos diapbanos, enfeitados com len-
tijoulas, proprios para luto, tambem bonitas vol-
tas e braceletes. Alem destes artiges, muitos
nutn g, que s-r conveniente verem, na casa de
a tratar na confianca de Pedro Autuues & C, rua Duque de
1 Caxias d. C3, Nova Esp* ranea,
Jatroph
Manipoeira
Esse medica r.tn de nma efficacia reconheuida
no beriberi e outros molestias em que predomina a
hidropesa, acha-se modificido em sua prepara-
cao, grecas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que somente o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c demodo
a melhorar Ibe o gosto e chairo, sem todava alte-
rar-lhe as propriedads medicamentosas, que se
conservam com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
estsmago.
I'nieo depolio
Na pharmacia Conccicao, rua do Mrquez de
OH ii da n. 6L
Bezerra de Mello
Tinta pret
INALTERAVEL
i
tOHHIMCITIH
PHARMACIA CENTRAL
38 Rua do Imperador 38
Pernamboeo
Serve para escripturacSo mercantil e d 3 ou 4
copias de urna vez,
Tamaiicos do porto
para homem e senhora. o que se pode deseiar de
mais aperfeicoado.
Scmciites muito novas
de hortalizas e flores
Seas
Amores perfeitos
Pocas Mendes & C.
Ruu estieita do Rosario n. 9, junto a igreja.
MSMUUCI
i ttUmB (UM CMMClW UCrOfHOSPHATE 0 CHAUX
"tBflgiW>TITBtPLtCaReirORAIIGfSAIIFBFS
EXPORTATII
MARCA DE FABRICA
_-?f-qf ^^*r %# i iy u *
& Catanes
KINAnCABANES
O vinho do B' Cabanea, subraettldo i
approva;o da Academia de Medicina de
Parts, fol reconhecido como um tnico
enerj-ioo(iior encerrar os principios consti-
tutivos do Sanyue e da Carite), que d ao
sangue forca, vigor e energa.
os Snr ly Trouasoan, Oorard e Vel
peau. professorus de Pars, o receitam todos os das com o
melhor xito s mulkeres enloquecidas por
excessos de toda especie, trabalho, prazeres,
meitruacdo. eade crtica e amamenCaco
prolongada. K extremamente ellicaz contra
o Fastio. Ms digestoes, Dgspepsias, Gastritis,
Toaturas e Vertigen.
i&SSSS mm*!!0Z* Uus CM08 ao -''-. Chlonse, Pauperismo do sangue Estn-
Udade das mulneres Hores\brancas, Perdas seminatt, Impotencia prematura, Emmagrecimento
geral Tsica pulmonar, Pebres terca, Intermitientes, Palustres, Endmicas e
apiaetmea*.
Jfj".1'1' Cabanea, pela energa de sua accao cordial, desenvolveos torcas, activa a
Crculacao do sangue e e multo rccommendavel para as convalesceneas.
Fazcessar os vmitos Uo ftequentes durante a gravidez, augmenta a secreco do lcltc nos
nutrizes e da extraordinario vigor as crianclnhas de mama; gracas a Influencia dos se.is prin-
cipios tnicos, e soberano nos casos de Mteles, AITeccao da medulla, Hvsteria, Epilepsia
Bachitismo e em gcral, em todos os casos em que e preciso recorrer um tnico poderouaSi
d vigor e restaure as forras dos doentes. merata, que
Como aperitivo subsUtue com grande vantagem os lquidos perniciosos como absintho
vermoutb etc. Fum preservativo apreciado pelos viajantes e marinhclros, como anU^oWe^
mico e antidoto da febre amarella. Vomito e outras Molestiaa tropicaea. anu"Pa:e-
Deposito geral: TROUETTE-PERRET, 264. boolevard Voltaire. PARS
Depsitos em Pemambuco : fran.^ m. da sdlva e c e as prlnclpaes pharmacias.

NOTA. Pan er/tsr u contri faetn, s se den
tcceitar as garrafas qui tiverem incrustadas no tidro
as palavras : Vinho do D' C.ibanes. Paris, e
sobre os rtulos, tiras til papel que enroliem o
gargalo e a marca de fabrica, S\m.
a assign.-.tira do D' Ca- .jH-1*-'
baese o sello de garantia^^' *
da UniSo dos Fabricantes.

Boa casa
Aluga-se urna casa por preco commodo, na es-
trada nova do CaxsVga, ficando entre as estacos
lo 7umbi e a dos bonds ; a tratar no sitio da
viuva do Sr. Va'enc, ou no escriptorio deste
Diario.
POP 2$000
WAIuga-se sala e alcova do Io andar do predio n.
85 da rua Duque de Caxias, proprio para es;rip-
torio, acba-se completamente limpo ; a tratar na
loja do mesmo.
Precita se de urna ama de leite ;
Marcilio Das n. 31, aruiaz in.
na rua de
Atten^o
Preeisa-se He urna pestoa de boa conducta, sa
beodo lavar e eugommar ; na rua do Mrquez do
Herval n. 126.
Massa fallida de J. C.
Levy&C.
PHARMACIA CENTRAL
38ui i* Imperador38
Tenrlo papsarln p^r uts "o^plta reforma ;
prorr.jitid.) as iudicaro-s n--c.v:S) **n\n p.ra p8S<. fi^ tr-p''-a'nfntos de primeira
lidade e .spjcialidadta plia.u^e.-iuioi.s cos piiiuciioB f^bricauica.
"ha-sc mr'nta'Ia a satisfazer roa
qua-
HOGt, I'harmaeeutieo, ru Caatiglione, PARS
OLEO FIGADO BACALHAO H0GGI
Sem eheiro nem gosto dos leos deFg&do deBacalbao ordinarios.
Este Oleo natural e puro e de urna efllcacidade certa, contra as Molestias do Pelto, I
a Tsica, BronchltU, Constlpacoes, Toases obrnloas, Tumores glandnlario; I
tamben efflcaz para rortlflcar as Orlancas fraeas e deUcadas.
Deve-se exigir o nome de HO60, e de mais o certificado do 8r lesuetjr, chefe dos
Trabalhos Chimicos ia Faculdaie de Medicina de Pariz, que vai impresso no rotulo colado |
em Cadra vldro triangular. O OLEO H HOfiS vende-se em todas as prlnclpaes Pbarmaclas.
A VISO. Ejcija-ie no rotulo o sello amul to lievemo france*.
kuHt expostos venda os bilhele^ da
lotera das Alabas
3NTO-VO TPXsJ^J^a
-Sorte grande
15:000*000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
as casas da Fortuna, rua 1, de Martjo
Ernesto & Leopoldo, cesaioaarios da massa fal-
lida de J. C Levy ft C., convi iam aos devedores
dita massa, conforme os respectivos livros, a
comparecrem no Beu escriptorio, rua larga do
Rosario n. 22, 1 andar, das 10 horas da manh
s 2 da tarde de qualquer da til, at I de Maio
do corrent.' anno, depois do qu serao chamados
a juixo. Raerle, 29 de Abril de 1887.
Ernesto 6 Leopoldo.
ptscoBim
nomisl_
P** OLERY
VENDAS
Cimento
Fonseca irruios & C. vendem cimento inglez,
marca pyramide, e cimento hamburguez, por me-
nos preo que em outra qualquer parte.
i
n. 2.3.
Casa
ns. 37 e
n. 24 A.
O dia da extraccao
aununciado.
Feliz,
39 e
praca da Independencia
na rua larga do Rosario
ser brevemente
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade da Medicina da Ptrit. Premio Uontyen
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregio-se
as Molestias, as de Cerebro e cnica as affeccoes seguintes:
Asthma, Iosomnia, Palpita$des do Coracao, Epilepsia, Hallucinaco
Tonteiras Hemicrania, Alecgoes das vas urinarias et para calmar toda
especie de excitaco.
um Urna atol/ ci datalhada acompanha cada Fruoo,
Exigir us Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN C".
. de PARS, que te encontro em cuta do Droguistas et Pharmaceuticoa.
Vende-se em teda a parte
Por" 16$000
Alu?a-se a loja do sobrado ru de Lomas Va-
lentinas n. 50, eaiada e p'n'adt de novo ; a tra-
tar na livraria Paiisn'nse rua Prmeiro de Mar-
co n. 7-A.
CA S %
Aluga-se o 1- e 2- andares do predio n. 27
roa do Imperador, caiado e pintado de novo, teudo
bons commodos e agua ; a tratar na rua Duque
de Caxias n. 47.
ttencao
No dia 3 do corrente chsmei ao Sr. Jos Del-
fino da Silva Carvalfao para ir travessa do Prin-
cipe n.l-C, afim de tratar de negocio seu, nao
appareceu ; passando mais quatro (Mas chamei
por um b Ihtte postal, nao me respondeu ; dahi a
dous dias chamei por ontro, dizendo a este senhor
que viesse pagar-me, nada ; depois mandei urna
carta eom o sob escripto ao Sr. Dr. administra-
dor, e devo star certo que este senhor est
sciente desta carta, nao me resp ndeu ; portanto
chamo diariamente, at qoe me pague.
Recife, 23 de Abril de 1887.
Antmio'da Silva Gusmao.
o e assuear
Apparellma econmicos para o cozimen-
ts e cura. Proprio para engenhos peque-
nos, s-ndo mdico em preco o ef-
fct-llvo em operaco.
Pdese ajuntar aos engenhos existentes
do systerr:?. velho, melhorando muito a
quadaiic da assucar e augMentando a
qaap.tidade.
OPERAgAO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraea,
ma binisroo aperfeigoado, systema moder-
no. Plantas completas ou macbinismo
separado.
Especificagoes e informajdes com
Browos Cr
5RUA DO COMMERCIO-5
Ao eommercto
Gsrada
Por eeutenca dolllm. Sr. Dr. juiz de direito da
Escada, ds 2 de Maio crrente, e a requericcento
do cur*dur g*ra?, fd dcclarx^o interdicto o corn-
mercianie Manoel Liureocodos SintoH, sendo na
forma da !ei somajida curadora do mesmo, sua
mulber I). Anna Is AS >
Enfermidades Secretas
BLENORRHAGIAS
GONORRHEAS
FLORES BRANCAS
CORRIMENTOS
recentes ou antigos sao curados em I
poucos dias em segredo, sem rgi-
men nem tisanas, sem cncer nem
molestar os orgaos digestivos, pelas|
PILULAS
e injecgo de______
KAVA
DO DOUTOR F0U8NIER
Cada Pihua tem gravado Kfnm,ffwmua,
PIULAS, 5 TK. UECflO, 4 m.
PARS, ae, flaca de ia Madeleine
iMedafaa de ODRO. Parii 18851
WHISKY
KOYAL BLEND marca VlAD
Este excellente Whisky Escesaes < -env
so cognac ou agurdenle di canna, para rartifiex-
> corpo.
Vendese a rctalho n<-^ i, ihoren trmazens
aiolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cajo n
ne e emblema sio r.'gisxados para todc o Brati
BROWNS &. C, agentes
Vende-se
um sobrada-eom bastao'ci commodos a rua de S.
Jorge n. 13, com grande armasem no fondo com a
frente para a rua do Pbarol ; vende-se tambem
urna casa terrea na mesma rua n. 33, com o fundo
para a mesma rua do Pharol ; a tratar na rua do
Baro da Victoria n. 65.
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo um descobert.
e outro coberto, em perfeito estado, para um oo
dous cavallos; tratar rua Duque de Caxias
'" A' Florida
una Duque de Caxias n toa.
Chama-te a ttencao das Ezmas. familias par
os prucos seguintes :
Cintos a 1*000.
Lavas de pellica por 2*500.
Luvas de seda cor granada a 2, 2*500 e 34
o par.
Fitas de velludo u. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. e
metro.
Albuns de 1*500, 2*, 3*, ate 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia pt-ra menina, lisas e bord
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rs 1*, 1*500 e 2*.
f'entes de nikel a 600 rs., 700 c 800 rs. um.
Aoquinhas de 2, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs
Espartilbo Boa Figura h 4*500.
Ideo. La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inscripcSo.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12*000
1 caixa de papel e 100 envelopes por 800 ri
Capt'lia e veus para noivas
Suspensorios americanos a 2*500
La para bordar a 2*800 a libra
Mao de p 'pul de cores a 200 res
Estojos para crochet a l$000 rs
Bico de cores 2, l, e 4 dedos
de largura a 3*000. 4*000 e 5*000 a peca
Leques transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broxes a 3*000 1*000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linba para machina a 800 ris a duzia, (CB K
Bordados com dois d.-d.-s de largura 600 ris
3 dedos 8014 ris, 4 dedos 1*200
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs.
r Bicos branc 8 pira sttinta, cretone e chita pa-
a correr babados a 1*000, a 1*50) a peca com
10 varas, barato.!
Albuns de chagrein, veludo e verbo tina para
50 e 60 retratos a 6*, 7* e 8*000.
Meias de Escossia para senhoras, a 1*500 o par.
Lencos de linh > em lindas caixas,
Bico das Ilhas muito fino proprio para toalhas
e saias.
dem japonez proprio para alvas e roqueta e
toalhas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 3*000
a peca com 10 varas.
(la i xas com sortes de jogo de mgica proprios
parasalo, a 5*000.
Sabonetes de d- versas qualidades.
Bolsas de courc para menina de eseola.
Collarinho de linbo a 300 ris um.
Unndr p' em empartlltaoM
de linbu a SAOOO. um.
BARBOSA &SAOSTS
los 1.000:000^000
200:000*000
100:0001.000
iiiiniii
DE 3
Coi favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extracgao a M e Maio u 1887
0 thesoureiroFrancisco Gon^alves Torres
negocio
Vende-se a posse '. kioeque da rus Nova ao
p da ponte da H .-i-Vcfa ; a tratar no mesmo.
i ofrec jarra
Vende-se um cofre inglez c urna jarra vidrada
na rua Formosa a. 31.
AREV0LU6A0
0 48 rua Duque de Caxias
Chama a attenclo das Exmas. familias para um expleudido aortimeno de fa-
zendas que vende por precoa sem competencia.
E' bom ver-se para acreditar-se
El iiiine de la com palmas de seda, 103000, a pe9a.
Oarabraia bordada com 10 jardas, 5#500, a dita.
Guamiooes de veiudilbo bordadas a vidrilho, 7(5000, urna.
Lindas cachemiras broche, 1^501), o eovado.
Cachemiras de corea, 800 rs., 1000 e 13200, o dita.
aiuass de seda, 13400, o dito.
Sctioj Macau, 800 ra., 13000 e 13200, o dito.
Dito preto, 13200 e 13400, 23000, o dito.
Gorgurinas de listrnhas, 320 ra., o dito.
Setiro damaaa, 320 rs o dito.
Lindas las de quadrinhos, 400 rs.. o dito.
i'.as alpacas lavrad^s a seda, 320 rs., o dito.
La3 oom listrinhaB de seda, 560 rs., o dito.
Ditas com bolinhas, tiOO ra., o dito.
Euato brauco, fino, a 400, 440, 500 e 600 rs. o diti.
i' .'.: fie c.-.c.ei.ira para vestido, 203000, um.
Cirtius esculos e daros, 240, 280, 320, 360 e 400, o eovado.
Algodao de usa larguras, 800 rs., o metro.
Brai;.\r,te da quatro larguras, 13200, o dito.
Dito traslado de duas lirgiras, t3200, o metro.
MatL t; -lito ^ema de ovo, 63500, a peya.
(J.rtioad ,s borlados, 63500, 73000, 83000 e 93000. o pt.
Coi lias bordada*, 53000, 63000 e 73000, urna
Dit.:s de crochet, 83000, urna.
GrinaHaa cem ricoi veos, 103000, u,r;a,
L-qu^s Je pao, pretos e de cores, 500 ra., um.
itpa de papel, novidade; 700 rs. e 13000, um.
Artigas para homens
Cort-s do casemira de cor para coatumea, 253000 uui.
iro: de dito de uftr para caiga, 53, 63, 73, 83500, um.
Ditos do faeto pura col-te, 13000, 13800 e 23500, um.
Ditos do la e Bflda para colete, 63000, uo.
Casomiraa de edrea para 13600. 53000, 33500 e 4000, 0 eovado.
Dita diagonal e alcochoada, 2|50O, 43000, 53000 e 63000, o dito.
Dita Sedio, 23800, o eovado.
Cbeviota azul e preto, 10200 e 33800, o eovado.
Grande sortimento em brins brancos e de i es, caaipetas moleakins, meias,
gravatas, 'enjos e outro artigoa que se lcmbrarlo na preeenca dos fregit 'zes.
Henrique da Silva oreira.

- *
UfGlVfl


H|^BB__
l
_^^^^m^HHI^^_
Diario de PernanibocoSexta-fcira 6 de Maio de, 8S7


MTERATUR
laslilul > Arekeologlc e CSe
graphico Peroanibacaiio
iConclitsSo)
SBCCaSO DO BACHA8EL T1HQIN.0 IUBQBJ CAUHM
eIo, ORADOS DA COWIISfUO DO COB8ELHO DIBBC
TOB DA SOCIEDAD* PBOPAOADOBA DA INSTBOCCAO
PDBUCA DA PABOCUIA DA BOA-VISTA, A 8M8AO
MAOHA AMITBBSABIA DO IMSTITOTO ABCHEOLOSICO
E aEOOBAPHICO PBBNAMBUCANO A 27 DE JASBIBO
DE 1887.
Senhores do Instituto Archeologico.O
Conselbo Director da Sociedade Propaga-
dora da Iostrucgao Publica na parochia da
Boa Vista, n umbio-ine de, no dia do boje,
em que comraemorais o vigsimo quinto
anniveraario de vossa benemrita e patrio-
tica associagSo, comprimeotar vos pelo modo
porque interpretis os sentimentos do povo
pernambucano ou antes do povo brasileiro.
Sim, senbores do Sociedade Archeolo-
gica, do poro brasileiro I A festa que boje
soleinnisais, nao pertence exclusivamente ao
povo pernambucano; ella vae alora, porque
tem encontrado abrigo em todos os cora-
chas brasileiros.
27 de Janeiro de 1654 urna estrella,
cujos raios attiogem a todos os que, domi-
nados de sentimentos elevados e generosos,
So podem ser indiferentes s grandes
causas, como incontestavelraente sSo as dos
feitos patrios.
27 de Janeiro de 1654 urna data bri-
lhante em que se reflecten! os sarvicos pres
tados por urna pleiade gigante de homens,
que entenderam dever anniquillar o grande
valor que a Hollanda ostentava no Brasil.
27 de Janeiro de 1654 urna data que
merece os vossos festejos, porque lembra
os esforgos empregados por um povo as-
cente para conseguir o seu mais sagrado
direito o direito de lberdade, que, hayia
tempo, jazia opprimido palo jugo desptico
d'uma companhia a que a Hallanda dava
forja e importancia; urna data que me-
rece o nosso respeito, porque symbalisa
urna victoria, obtida a custo, por um povo
fraco, mas altamente bros i.
O Conseibo Director da Sociedade Pro-
pagadora da IostruccSo Publica, na paro-
cha da Bi-Vista, e o corpa docente da
Escola Normal a cargo da mesina Socie-
dad*?, curvam se reverentes ante memo-
ria u'aquelles beres que tilo grandes ser-
vicos prestaram r eitauragSo de Pernam-
bujo e felicitara ao Instituto Archeologico
pelo modo brilhante porque solemnisa o
seu vigsimo quinto anniversario.
Recife, 27 de Janeiro de 1887.
Virginio Margues Leao.
mos a Escola Normal da Sociedade Propa-
gadora da IustrucgSo na BvVista ; mas
urnas admiradoras enthusiast.s de tudo que
grande, nobre o generoso, reunma nos na
as3so?iac2> Iliteraria a que demos o noaae
de cPinto Jnior como reconheciraenta do
muito que esse cidadSo nspeitavel tem
feito a bem da instrucgSa e alli discutimos
oom toda tensSo das masas fraeas forcas,
pontos d* historia do Brazil e espacialraen-
te d- Pernimbuco.
Por ahi j vedes que nSo desconbeceraos
os grandes servigos qua haveis prestado
ao nosso paiz e pirtiiularmente nossa
provincia, dos quaes anda ha bem pouco
tempo datea eloquente prova, mandando
um dos vossos mais Ilustres membros co-
Iher nos archivos de Haya documentos re-
lativos ocaupacSo do Brazil pelos Hollan
dezes. Permitti, pois senhores, que no
da de hoje, data memoravel que faz lera-
brar a restauragSo desta provincia do po-
tr dos hollaniezes, em nome do Club
t Pinto Jnior en faca os maisardentes vo-
tos pelo vosso engrandecioicnto e prospen
dade, que sSo o engrandeciraento e pras-
peridade da nossa provincia e da nacSo
brazileira.
Em 27 de Janeiro de 1887.
Anna Isabel de Oliveira.
sur-
bumanidade
DISOCRSO DO ACADMICO E EMPREGADO
PUBLICO PROVINCIAL, SR. LINDOLPHO
CAMPELLO, ORADOR DA COMMISSlO DA
SOCHSDADE DOS EMPREGADOS PBLI-
COS DA PROVINCIAES E DO CORPO ACAD-
MICO, NA SE3SAO MAGNA ANNIVERSITARIA
DO INSTITUTO ARCHEOLOGICO E GEO
GRAPHICO PERNAMBCCANO, EM 27 DE
JANEIRO DE 1887
Exmas. senhoras, Exms. senhores. -
E' na verdade e nos erros das gerac8es
que desapparecem na eternidade dos sacu-
los, que aprendem as garag3es que
gam ; no grande livro da
se educa a raesma hununidade.
Os mortos bSo os rnestres dos vivos...
E' na historia que o homem vai ver a
quanto se pode elevar ea quanto secle
degradar.
NSo tomando os factos slidamente
que se avalia do grao de evolucSo parque
ha passado a humanidade ; estudando-os
luz da philosophia, procurando o meio
em que elles se manifestaran!, o 63tado
mental da sociedade que os produzio, que
se pode con justioa aprecial-os.
Sem attencSo a essas circumstancias, a
Grecia antiga educando seus filhos na pi
os
que
DISCURSO DA EXMA. SRA. D. ANNA ISABEL
DE OLIVEIRA, ORADORA DA COMMI8SAO
DO CLUB LITTERARIO PINTO JNIOR NA
SESSAO MAGNA ANNIVERSITARIA DO IN-
STITUTO ARCHEOLOGICO E GEOGRAPHICO
PERNAMBUCANO, A 27 DE JANEIRO DE
1887.
Senhores do Instituto Archeologico e Geo-
graphico Pernambucano. O Club Lite-
rario Pinto Jnior a que vo* dignastes
convidar para vossa festa, manda agrade-
cer o vosso convite e significar bem alto a
consideraciio em que vos tem como guar-
das fiis, que sois, das glorias, monu en-
tos e tradiccoes de nossa cara e heroica
provincia.
Apezar de recoahecer-me pobre de ta-
lentos e aotes oratorios, julgo-me todava
rica de sinoeridade t> conviccSo, por sso
aceitei a tarefa de que mo incumbiram, por-
que tanto basta para servir de interprete
aos sentimentos d'aquella modesta associa-
$ao.
Sim, meus senhores, dizendo-vos que nos,
do Club Pinto Jnior, estamos acostu-
madas a reeonhecer-voicomo naturezas su-
periores a quem a historia gloriosa de Per-
nambuco muito devo, fallamos com toda
convicgSo e declarando que o nosso eathu
siasmo por v? crepita-nos no corado co-
mo as liva de um vulcSo, fazemol-o com
toda a sinceridade. Nos, urnas desprote-
gidas dos bens da fortuna, que frequenta-
Ihagem e Rama matando atrozmente
seus escravos, seriaui hoje apresentadas ao
grande tribunal das ideas novas e dos
sentimentos humanitarios, como dous po-
vos, onde o coracSo do hjmem nSc esti-
vea8e ainda frmalo ; no entretanto, pelo
eatudo dos factos e das coadic5es vitae3
de ento, nj reconhecemos que aquellas
najSes, que derain, por assim dizer, as
leis ao mundo, obadeciam a um pheno-
meno sociolgico, porquanto ellas passa-
vam pelas primeiras phases da activi'ade
socialo militarismo.
A actividade huaiiaa pissa por tres
phases: a militar de conquista, a militar
de deleza e a phase de industria. Ora,
aquellas naco)? estando nessas primeiras
phases, se alimentando, portanto, da guor-
ra, nSo podiam deixar de preparar seus
filhos nos exercicios phisicos para assun
Ihesalijuirir a agilidade o a estrategia ne-
essarias s batilhas e empedernecer-
lhes os coracSes por meio das aceas de
sangue nos combates dos amphitheatros.
^A sociedade teo suas leis: e o homem
por mais poderoso nSo pode impedir a ma-
nifeatacao de seus effeitos. E, assim como,
diz Mignet, o passado se nao refaz, assim
tambera o futuro ha de ser a expressSo
exacta do material de civilisajSo conduzi-
do palos povos atravez doe aeculos e do
espago.
E' verdade que possivel accelerar ou
retardar a marcha dos pavos; mas, nunca
iapedir definitivamente a manifestasen dos
phenomenos.
Sam se procurar scientificamente a cor-
relacao dos phenomenos sociaes, as muta-
c3es que o tempa com a sua mSo firme
tem feito no immenso scenario da bumani-
dada, a historia nSo passar de um inson-
dave abysmn, onde a vista intellectual do
homem vae perder-so na densidade das
trevas, sem encontrar expcacSa para esse
amontoado de fuctos que se nos apreseotam
inuitas vez*s contradictorios e sam realida-
de objectiva.
A bussola trouxs pasae do mundo ci-
vilisado trras entao ignoradas, quando
p^nsava-se mesmo que o noiso planeta es
tava de t<> io conbecido; a historia de
mSos dadas com a scieocia transpaz o ho-
mem biblico e recouheu pela paleontologa
que a idade da trra estende-se a urna
epca immemoravel e que a humanidade
tem a sur. orgem na noite dos tompos.
A historia, pois, fonte segura de co-
nhecimentos indispansareis para felicidade
do um povo.
Assim, o Instituto Archeologico Geogra-
phica Pernambucana tem missSo elevadis-
sima no r.osso meio social.
A nava gerajSo pernambucana a vossos
esforcos j tem o seotimento vivo da sua
solidariedade cam o passado desta pro-
vincia.
Lnmortalisar, divinisar mesmo, os .gran-
des ho.nens, que desappareceram de entre
nos cobertos da gloria, accender no co-
racSo da geracSo que passa a foga sagrado
do amor da patria.
Convencida desta verdade, nSo s pela
AssociasSo dos Funccionarios Provinciaes
de Pernambuco, como tambem pela Cor-
poraQSo Academici a que me honro de
pertencer, congratulme comvosco pelo
faustoso dia 27 de Janeiro.
E' impoj8vel ser Pernambucana, e, nao
sentir-se o corajo palpitar lha de urna
forma desconhecida ao contemplar-se tan-
ta abnegaySo, tanta valenta personifica-
das nos quatro hroes que coastituem a pa-
gina mais gloriosa de nossa historia.
E' verdade que a lucta a mi armada,
o derramamiento de sangue humano, nSo
se compadecen! mais como espirito moder-
no ; mas a humaoidade no seu vag iroso
caminhar na estrada da civilisajao, atnda
nSo ple substituir inteiramante a espada
pela palavra. A guerra ainda a conse-
quenca toreada na8 altas questSes sociaes.
E ainda guando o aperfeigoamento das re-
lacSes sociaes j nSo fosse um do3 objectivo3
da philosophia rao lerna, ainda assim essas
individualidades excepcioaaes, que se encon-
tram nos annaes de nossa historia, dovem
ser por n3 coatemplados com orgulho,
porque ellas constituem a grande
cadeia
um ele-
das tradiccoas histricas e foram
ment de civilisacSo.
O homam actual, no pensar de Pascal,
representa a sequencia do homens durante
o caminhar do tempo ; de sorte que si os
primeiro3 homens ainda hoje vivessem nao
estariam mais adiantados do que a gera-
cSo presente.
E', portanto, concludente que a nossa
civilisacio, que a nossa liberdade assen-
tam nos materiaes accumulados pelas ge-
raco;s que se succedem ; e como se ex-
plica as diversas formas que revestam a
historia de um povo.
Assim, nos devenios reverentes curvar
a nossa fronte dunte dos hroes que por
seus feitos em 1654 nos abriram caminho
conquista de novas liberdadea.
27 de Janeiro de 1887.
LlNDOLFO AMPELL J
O SEGREDODE DANIEL
POR
F0LHET1M
JSLARONZA
POR
JAGQUES DU.FLOT E PEDRO MIEL
MEt;*DA P4KTE
O PIRATA
(Cuutinuaco da n.
VI
98)
JULES DEGASTYNE
-(*)-
Prlmelra parte
{Continuacao)
XX
J l nSo esto, a propriedade foi ven-
dida, passon a outras mSos.
Naquelle memento o sol poente espalha
sobre aquillo tudo urna luz deapotheose.
Todos os detalhes se destacam e se avi-
vam naquella claridade.
As construccSes parecem augmentar e
multiplicar se.
Os terrenos estc cercados por um muro,
acompanhado por urna fileira de aloes que
serpentea de collina em collina.
Aquillo tem un ar immenso...
E' impossivel que aquillo pertenca ac
seus.
E, dominado por urna terrivel angustia.
Daniel saltou abaixo da cavalgadura.
Na estrada, a pouca distancia delle, ap-
parece um mexicano.
Daniel corre a elle.
A quem partence esta bella proprie-
dade ? pergunta elle com a voz estrangu-
lada.
O homem olha para elle, admirado de
que lhe facam aqu da pergunta.
Ao Sr. Car va los.
Ao Sr. Carvalos ? repete o nosso h-
roe, sentindo-se desfallecer.
Sim, responde o mexicano, sorpren-
dido com a sua emocSo.
Depois, vendo-o cambalear, ap^roximou
se para amparal-o.
Mas que tem ?
Nada, nada. .. responde Daniel, pro-
curando manter-se firme. E' o calor, a
fadiga.
Vem de longo ?
De Acapulco.
E nSo conhece o paiz ?
Ha dez annos que nSo venho ca.
E est mudado, nSo verdade ?
Sim, muito mudado, e n2o recanhego
nada. H* dez annos esta propriedade
pertencia a um francez.
- O Sr. de Serves... disse o mexioa-
no, conheci-o.
Daniel estava trmulo... ia saber!
Mas verificou um facto, que lhe causou
prazer. Estava mudado, ninguem o co-
nhecia. O seu interlocutor nem ao menos
olhava para elle, na tivera urna suspeita.
E que fim le/ou o Sr. de Serves ?
perguntou elle, com ar que procura va tor-
nar indifferenta.
Ah I o pobre homem nSo foi feliz...
Que lhe aconteceu ?
Morreu ns mar, durante umi viagem
para a Franca.
Daniel ca la vaz trema mais.
E os filhos ? perguntou elle com urna
voz quasi imperceptivel.
Oh l os filhos, respondeu o mexicano,
esses podem dizer que nasceram sob urna
boa estrella.
Como assim ?
Quando estavam na maior
quanda j nSo tinham qua comer,
operarios cahem sobre urna mina
mants...
Urna mina de diamantes I exclamou
Daniel.
O mexicano estendeu o braco, mostran-
do os monticulos de trra vermelha, que
tinha despertado a attencSo do nosso h-
roe.
Eil-a... Est em plena explora-
cSo.
Nesse caso, disse o Sr. de Serves
que nSo polia por mais tempo repremir
os sentimentoa que o agitavam, estSo ri-
cos?
Vinte, trinta vezes millionarios, nao
se sabe ao carto.
Daniel enoostou-se, a tremer, ao seu
animal.
Mas, preseguio elle, disse-me ha
pouca, que tudo isto pertencia ao Sr. Car-
valos.
Sim; foi elle quem cemprou o cas-
tello, a mina, toda a propriedade, por sotu-
rnas consideraveis.
NSo moram mais aqui os filhos do
Sr. de Serves ?
Voltar >m para a Franga.
Ha muito tempo ?
Perto de tres annos...
E aqui ?
Nao possuem mais nada... vende-
rn) tudo.
- NSo os tornarei a ver, murmnrou em
voz baiza Daniel desfallecendo. Os meus
presentiaientos nSo me baviam engaado !
Mas estSo rios, felizes.
O mexicano enrola va um cigarro, e ia
retirar-se.
Urna palavra ainda, murmurou o
nosso hroe.
Falle, senhor.
S me faltou dous filhos... E Mme
de Serves, que fira levou ?
Oh a pobre senhora nSo fai mais
feliz que o marido. Djus raezes depois
do naufragio do esposo, enterravam-n'a.
Daniel, que tinha feito, violentos esfor-
goa para conter-se, nSo pdde mais.
Soltou um grito, abri os bragas e ca-
hio de costas.
O mexicano, assombrado, correu para
soccorrel-a.
Quanlo Daniel de Serves voltou a si,
era completamente noite.
Estava deitado na estrada e o mexica-
no esfregava-lhe as tmporas. Olhou em
torno de si.
O castello, a mina, tudo tinha desappa-
recido, envolvido as trevas. Foi como
urna visSa que em breve se destez. Daniel
procurava na imaginagSo, apalnava-se para
ver se estava acordado, se nSo tinha so-
nhado.
Em poneos minutas tinha sabido oousas
tSo fabulosas Ser possivel que alguns
annos operem taes mudangas na existen-
cia humana 1 A sua vida tinha sido tSo
uniforma, tSo montona, depois da condem-
nagSo!
Todos o diss o sol nascente encontra-
va-o no mesaio lugar, tSo desgragado..
A raorte de sua mulher sobretudo anniqui-
lava-o.
Estava acabado NSo a tornaria a ver.
Edtavam separados para sempre. Ella ti-
nha morrido sem duvida de ddr, de priva-
g5es, de inquietagoes de todos os gneros.
Deixau a trra, desesperada, com aquella
d6r immen8a, que devia ter augmentado
o desgosto dos seus ltimos das, deixar
seus filhos na miseria.
O mexicano tinha visto Daniel abrir os
olhos.
EntSo ? perguntou elle.
Vou melhor, obrigado! respondeu o
nosso bere.
NSo vai passar a noite aqui... Pode
levantar se, andar um pouco'?
Daniel tentou pr-sa de pe 1
-- Vou acompanhal-o at aldeia....
miseria,
os seus
de dia-
Treguern'?
Sim, Treguern, isso, contou-lba tu-
do. V que nada tenbo com isso.
O pirata pareceu mais calmo.
Bem 1 disse, quero crer em tudo is-
so. Mas, por minha alma, vendida ao dia-
bo, este o ultimo acto da desobediencia
que ha de praticr.
Ora Est vendo o caso que fago
das suas ameagas. Voc tam outro meio
de garantir a miaba fidelidade e a minha
diacrigSo.
Ah qual ?
Serei tranca. NSo lhe disse eu qm
amava ao Sr. Arbaad ?
Elle rio se.
__ Esta a terceira vez que o repete.
E' verdade que antes me inha affirm*.do o
contrario dus vezes.
E' questSo de ocaaaiSo, sir Lewia,
disse ella. Neste momento que eu fallo
a verdade. Ora, se faz empenho na mi-
nha discrigSo absoluta ?
EntSo ?
e mediante isso serai muda como o tmu-
lo e voc pader dispur dos meus fracoa
servigos.
Laronza beijan-lhe a mSo com galante-
TVJ"
__ Ah est encantadora, minha queri-
da Carmen, disse elle com o seu sarcasmo
' eterno. De boi vontade subscrev* esse tra-
tado da allianga. Portanto, pouparei o seu
amante, emquanto a sua presenga nSo con-
trariar o< meus projectos.
Ella fitou-o.
Emquanto nSo rae coavier entregal-o,
est ouvindo ?
O bandido cumprimentou cortezmente.
Parque nSo ? bella dama, sou seu
servidor obediente.
Apertaram as mSos.
Muito bem, disse Carmen. Talvez
acabemos por nos entender. EntSo, Sr.
Lawis Jubb, quando fazemos viagem. Es-
tou oom nostalgia do mar.
Ob I disse elle, nunca pensei que ti-
vesse essa propenso para a vida do mar I
S poseo louval a. Entretanto, s partiremos
amanhS, com sua lieenga, porque ainda te-
nbo alguna negaciozinhos a terminar esta
noite.
Sim 1 Qaa especie de negocios ?
Pouca cousa. Urna pequea heranga
a receber.
Oa! oh! Herd* de alguem? Acaso o
diabo, seu pai, j morreu, para voc aspi-
rar a aucceiel o :
E ell* rindo :
A seoliora tem ooas lembrangas 1
Pois a miuba herang > vem de um indio ri
co, mea amigo, o nababo Jahar Siog, que
morreu homem.
Hontera! estavatnos vista de trra.
Ai-aso o aenbor goza o privilegio do mo
olhado T
Laronza ficou serio.
N&o gracejemos, a cousa grave.
Tenbo no balso copia de um testamento
olograp.'io do uabaoo, que me lega cinco
Depois, se tiver algum negocio por aqu,
volte amanhS pela amanhS... Urna boa
noite o restabeece.
Ao mesmo tempo o desconhecido, que
tiaha ido buscar o macho que pastava a
poneos pasaos, ajudou Daniel a subir para
o animal.
O nosso here nSo se oppunha, estava
npalermado.
As noticias que tinha sabido havam-lhe
quebrado os bragos e as pernas.
J nSo tinha a percepgSo clara das cou-
sas. .. parcia-lhe que tudo sedesmorona-
va em torno delle, que acabava de cahir
era um buraco escuro. Sa a felicidade de
seus filhos era para elle urna satisfagSo,
dizia comsigo que nunca mais poderia tor-
nar o vel-os, agora que viviam em Fran-
ga. Era preciso renunciar esperanga de
os contemplar, mesmo de longe. Parecia-
Ihe que a sua fortuna inesperada augmen-
tava ainda a distancia que os separava
delle. Como un maltrapilho, um mendigo
quasi, poderia chegar at elles ? Depois o
que domiaava todas as outras dores, era a
perda irremediavel de Anna de Serves,
sua mulher.
Ha de deixar-rae amar a Mximilia- milhoes do franets. Ora, o original que faz
no e fazer cora que elle me ame.
Nao Ih'o nrohibo.
- Nao hasta isso. E' preciso ajudar-
me a conseguir esse tira. O Sr. Arbanl
ama outra mulher. Essa mulher dave ser
joven e bella. E' *sim que voc<*- as pre-
fere, n3o r Lewis ..
Um sorriso edioudo passou pelos labias
do pirata.
__ Oom eff :ito, geralraente esae o meu
__Nesse caso nada mais tenbo a dizer-
lhe. Kocarrego o de desfaaer-me da rival,
t, segundo a le iuglsz., est as mSos
de um tratante velho, am rahmana cha-
mado Ramou Sa
Muito bem! E roc jier rehav-o ?
Com effeito, es^.. a minha inten-
jSo -
Goato d'sau pradeea. Esse brab-
mane aaa vaHgii '
Nao, nSo .
Eolio,, ellt nZ. .c'o entregar.
E' pf9avel.
Fz uuMt? de u conseguir ?
AbsaluUmon".i;.
A moga pareceu muito contente.
Isso natural. E.se brabmane deve
ser muito velho.
Porque diz isso ?
- Por nada. Parece-me que um ho-
mem que est pruales a raorrer.
Laronza esfregou as mSos :
Voc urna mulher de truz, Car-
men, e eu me felicito por ter sido o pri-
meiro a conbeoel-a. Sabe que deve ir
longe T-rabem hei de ajudal-a a cami-
nhar !
Os dous mediram-se mutuamente com
olhar de desafio.
Sim, continuou Jubb. decididamente
voc urna mulher que tem cabega. Eu
a admiro. E' alguna cousa provocar a mi-
nha admiraaSo. Eu nSo a concedo a to-
do o mundo.
Carmen replicou no mesmo tom:
Sinto-me muito lisonjeada, meu caro
Sr. Jubb. A proposito, o senhor lord,
barooete ou simplesmente esquire ?
Elle ancelheu os hombros.
Para que esse sarcasmo, Carmen ?
: indigno de ambos nos. Tratemo-nos co-
mo gente que se comprehenlo.
E' o que eu quero, comtanto que vo-
c nSo esquega as clausulas do nossa con
tracto.
NSo esquecerai.
Nesse caso, disse Carmen seriamente,
pode contar com a minha dedicagSo e oom
a minha discrigSo.
Tomo nota, respondeu Laronza.
EntSo, nessa bella noite, brilhante de
estrellas, os dous cumplices, que tanto se
odiavam, pass6aram alegremente conver-
sando sobre mil assumptos. Cada um dellea
interiormente meditava algum projecto ter-
rivel ou temo. Carmen pensava em Ar-
banl e suspiros que nSo procurava repri
mir sahiam-lhe d peito ; Laronza dizia de
si para si que era preciso vigiar sua terri-
vel compinheira. Mas, como homem ha-
bituado a superar obstculos, contava bre
vemente vencer os escrpulos e amor de
Carmen.
Caminhavam ao lado um do outro em
silencio.
De repente o pirata, como respondendo
a um pensomento da amasia, disse-lhe com
indifFerenga :
AmanhS levantaremos ferro, minba
querida : se Uso nao for de seu desagrado.
Ella bateu palmas.
Acaso adivinhou o meu pensamento,
Joj?
I E como nSo seria assim so a amo,
Carmen, disse elle com galantera hypo-
crita.
E para onde iremos ?
Para Singapoor se lhe convm.
Ah sim, em Singapoor que devo
parar o vapor que leva o Sr. Arband e a
sua fortuna, accrescentau ella rindo laso
convm-me muito, muito, meu caro Jos.
Ser-me ha pbrmittido vl-o ?
Tanto quanto quizer e for do agrado
delle.
Isso quer dizer que voc nSo ha de
intervir ?
__Se nSo quizer. Alm disso, devo re-
ver o Sr. Arband.
Sim, sei, na Australia, nSe as-
sim ?
Na Au3tralia ou em outra parte. Na
companhia desse mog sempre se lucra al-
guau cousa.
Milhoes !
E ella entregou-sc a urna hilaridade tSo
franca e contagiosa que Jubb fez coro.
Os dous voltaram para a humilde caba-
na do piloto.
No dia seguinte, logo que amanheceu,
Laronza vestido com toda a simplicidade
opulenta de um gentleman farmer, o rosto
emmoldurado em bastas soigas ruivas, foi
Ponta de Galles alugar um boggy tirado
por um bom tratador.
Depois, percorreu a cidade, distribuindo
apertos de mSo aos amigos e conhecidos,
conversando sobre commercio e agricultu-
ra, annunciando a prxima passagem de
urna das suaa galeras carregada de teca.
Tomada esta precaugao entrou no carrioho
e o sais que lhe servia de cocheiro soltou a
redea ao cavallo.
Urna hora depois, o inglez improvisado
derrama va as lagrimas do seu desespero
sobre o turnlo do infeliz Jahar Sing. Com
muito interesse pedio noticias do velho Ra-
mou Sa.
_ O brahmane est, como sempre, no
pagode de Bowhance, responderam.
Lws Jubb para l dirigi os pasaos.
Cercava-o um silencio tumular. Entrou
em urna especie de corredor, que seguia o
primeiro perystilo e achou-ae logo no pateo
das ablugoas.
Par esse pateo dava o retiro escuro em
que Ramsu Sa enltegava-se aos seus estu
dos profundos de naturalista. Foi ahi que
o velbo teve com Maximiliano a longa con-
versa que relatamos.
Quando o falso inglez entrou, nem um
som fez cs aos seus pasaos
Bateu oom os tacSss no mosaico, tossio, pe.
Entregue a eates pensamentos, Daniel
esquecia-se de fustigar o animal que, aDa-
tido pela fadiga de amitos das de viagem,
dormia andando, tropicando das pedras.
O mexicano caminbava calado, nSo ten-
do recebido respoata a duaa ou tres per-
guntas que dirigiu ao seu companheiro.
elevou a vez; depais, parando, como res-
petando o slo desse sancturio ;
O pundit brahmane est em casa e
pode receber um amigo velbo ?
Ninguem respondeu pergunta.
Laronza animou-se.
Levantou a cortina de esteira que enco-
bria a entrada da gruta em que o velho
abrigava a sua scieocia.
No meio de um monte de manuscriptos e
Iivi08 sagrados, entre retortas e fornos, o
brabmane, trsjando o seu manto de algo-
uSo branco, dormia pacificamente deitado
sobre um tecido fino de Cashmira. A seu
lado estava um outro manuscripto aberto,
cujos sellos de lacre inglez fizeram a visita
estremecer.
A vista exercitada de Lewis Jubb per-
correu as primeiras linhas.
Elle rio-se.
Ah 1 disse elle, nao terei muito que
procurar. O testamentSo ahi est ao meu
alcance.
Todava, por excesso de precaugao tor-
nou a perguntar :
Pundit brahmane, quer receber-me ?
O dormente nao se moveu.
Bem observou elle, o bom homem
nao ha de resistir. E tambem nSo ha ne
cessidade de matal-o.
E entrou.
Do lugar onde estava podia 1er.
De repente a colera contrahio lhe as fei-
g3es
__ Ah I o miseravel enganou-me.
Com effeita, o novo testamento institua,
em tres linhas, o brahmane herdeiro uni-
versal do fallecido, com a nica condigSo
de ajudar o sobrinbo a reoecupar o princi-
pado.
Laronza metteu a m3o no bolso. Apal-
pou o primeiro documento pelo qual o in-
dio ueixava lhe os ben3 que possuia em
P^nta de Galles e Colombo.
Emfim ? disse elle, como preci-
so !...
E com promptdo frroz tirou da sua
bainha de madeira m xestylete de lamina
invisivel em cuja ranhura via-se urna man
cha eabranquigada. Alli estava o veneno
da eupberbia.
O pirata den urna ultima risada.
O pobre homem nunca pensou que o
seu veneno servira para elle mesmo.
E avangou agachado, com a mSo es-
querda estendida para o documento pre-
cioso e bnandindo o estylete.
De repente o dormeuti fez um movi-
mentu que o poz de oerto modo sobre o pa-
Afinal as primeiras casas da aldeia ap-
pareceram.
O homem indicou ao nosso here urna
estalagem situada a mSo direita.
Entre ah, disse elle ; ficar bam nes-
ta casa I
Daniel agradeceu o seu serrical oonduc-
tor e baten na porta
Quanda abriram, pedio um lugar para o
animal e urna cama para elle.
- NSo quer jantar ? perguntou o e3-
talajadeiro.
NSo, obrigado, estou incommodado.
E o nosso here, para evitar perguntas
apressou-se em ir para o seu quarto.
Ahi, sem testemuuhas, deu livre curso
sua dur.
Atirou-3s para cima da cama, e soluga-
va chorando a companheira que nSo tor-
naria a ver.
Parecia-lhe que tinha o corsgSo deape-
dagado, tSo doloroso lheharia sido aquelle
golpe inesperado.
De terapos a te rapos exclama va por
entre as lagrimas :
Queri la mulher querida mulher !
Que tempo chorou assim ? Nao se sabe,
mas a fadiga acibou por vencer a dor, e
Daniel adormeceu, caneado abatido.
No dia seguinte, quando acord.i, olhou
em torno de si com um ar admirado.
Nao se lembrava de nada.
Atravez da janella, resplandecente de
sol, vio os campos onde se erguiam as
palmeiras de folbas orgulhosas, coberto de
cactos, matisados de flores vivas. Lem-
biou-se...
Estava no Mxico, na sua segunda pa-
tria.
Todas as torturas da vespera lhe vieram
de sbito memoria como urna vaga que o
vento atira sobre o rochedo.
Saltau para fora da cama e abri a ja-
janella.
Defronte, quasi por baixo da hospeda-
ra, vio um quadro de trra, cheio de cru-
zes, coberto de pedras com inscripgSes,
plantado de choroes e de cyprestes. Era
o cemterio. Era alli que devia repousar
sua mulher.
Vestio-se s pressas e desceu.
O cemterio era pequeo, porque a al-
deia tinha apenas cinco ou seis mil habi-
tantes.
Alm disso, logo que transpoz o portSo,
um monumento, que pela sua amplidSo e
pela sua riqueza se destacava dos outro3,
um monumento que a principio tomara por
urna cape lia, chamou a sua attengSo.
Um presentimento disae-lhe que era alli.
Nao se havia engaado,
A inscripgSo disse-lhe que sob aquella
lousa repousava Anna Elisabeth de Serves.
Cabio de joelhoa, com os olhos hume-
decidos, e rezou.
Ao redor do tmulo havia um canteiro
tratado com o maior cuidado.
Aquella vista fez bem a Daniel.
Seus filhos nSo se hviam esquecido de
sua mSi.
Ficou muito tempo no mesmo lugar, en-
tregue sua dr.
O sol dardejava-lhe sobre a cabega os
seus raios ardentes.
Daniel nada senta.
Era capaz de alli ficar todo o dia, se
nSo lhe tocassem no hombro.
Levantou a cabega surprendido.
Diante delle estava um homem de se3-
senta annoo, trazendo flores
Conheccu Mme de Serves ? pergun-
tou-lhe o homem com ar admirado.
Daniel levantou-se.
Conheci.
E encarou o seu interlocutor.
Pareceu-lhe qua aquelle rosto, apezar
de ter envelhecido, nSo lhe era completa-
mente desconhecido.
E o senhor? perguntou elle.
(Contina)
Jubb recuou.
Na poaigSo em que eatava o velho brah-
mane offerecia-lhe a nuca coberta apenas
por alguna fioa de caballos brancos.
O momento era propicio. Com um re-
guinte de perversidade Laronza deleitou-se
com o espectculo.
Nunca matei um homem tao bem!
pensou elle.
E poz se a andar de rastos.
Um slvo fl-o voltar a cabega.
O que vio inspirou-lhe sentimentos mu
to diversos.
A tres pasaos delle, mesmo aos ps do
brahmane adormecido, urna especie de ces-
to de vime coberto tinha-se entreaberto.
Urna cabega chata, hedionda, de olhos ver-
melhos e lingua bifida que se projectava
para a frente, tinha levantado a coberta ;
e ao meamo tempo, um corpo flexivel, de
um pardo amarellado, coberto de eacamas,
aahio do ceato.
Comquanto corajoso, Lew3 Jubb recuou
de cabellos erigados.
A cobra I resmuogou elle entre den-
tes.
E, lembrando-se que para a sua defeza
s tinha o seu estylete, recuou prudente-
mente.
A cobra de capello tin'tia sabido tada do
ninho.
Era um animal soberbo de quaai tres
metros de comprimento.
Depoia de estender todos os anneis, ella
soltou um slvo agudo e com urna fore.%
muscular iacrivel que caracterisa a sua es-
pecie, poz-se erecta como um mastro, de
pescogo inchado e boca aberta, prestes a
saltar.
O brahmane contmuava a dormir.
Pareca que a serpente despresando o
velho, s tinha colara e odio para o intru-
so que tinha perturbado o seu repouso.
Laronza era valente ; alm disso o tes-
tamento fatal alli estava, sua vista, re-
animando a sua cebiga. Perder essa occa-
iSo seria aniquilar de urna vez o fruct
do seu ardil, das suas machinacSes.
Tirou rpidamente a sua cinta, reeuou
at porta e. bruscamente, oom a destre-
za de um gaucho que .tira o lago Iangoa
o tedio d.Sll cabega do monstro, que
cabio envolvido as dobras.
Eotfo Jubb, por um movimento rpido
atirou para um canto da pega o corpo da
cobra embaracado na cinta.
Depois gritn:
Padre I padre (Continua).
T/p. do Diario roa Duque de Uaas .o. .

.
'
lltGVEl
~i


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EX5UZ445L_37W9GI INGEST_TIME 2014-05-28T01:28:44Z PACKAGE AA00011611_16799
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES