Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16797


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Full Text
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A1I0 LH--NlMOfl 101
i
1


'



Q0ABA4EI8A 4 DE MAIO DE 188?
PARA A CAPITAL E LUGAHJ* MOE SAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adianlados............... 6)J000
Por seis ditos idem.......... ...... 2\5000
Por Din anno idem................ 23(5000
Cada numero avulso, do mesmo dis............ 100
PARA ESTRO E FORA DA PROVISCIA
Por seis mezes adiantados...........
Por nove ditos idem. .....
Por nm anno idem..........
Cada numero avulso, de das anteriores.
130500
200000
270COO
0100
PrrtpricZrafor ir* JJtatwel it^urtra He Jar i S\]08
9w Sra. Ameiie arioso C.
le Parla, ** os noso. agentes
exclusivos de nnanclos e pa-
M i caed es na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMAS
sssn;: pasticlas do subi
RIO DE JANEIRO, 3 de Maio, s 3
horas e 12 minutos da tarde, (Recebdo
s 5 horas e 33 minutos, pelo cabo subma-
rino).
s. M. o Imperador, que e acba na
Tij ara. leve lionlem novo acre-no
febril, porm. melboroa.
Foi boje aberla com as formalida-
des do --i vio a Aembla Ceral Le-
*-llatlva.
mu"
tu.
2 :-:.:::^ mu
(Especial par:, o Diario)
ROMA, 3 de Maio.
O major Salella cummandanie em
ebefe da expedlco Italiana no Mar
Vermellio. uolilli > o bloqueio da
costa de Maswouab-
Agencia Havas, filial oa. Pernambaoo,
3 de Maio de 1887.
de Alagoa'de Baixo o eidado Dnarte
Santos.Communicou-se ao Dr. chefi
INSTRCCO POPULAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahid)
DAS ESCOLAS E UA BIBLIOTHECA DO POVO
EIiECTRICIDADE lV\IMK l
CAPITULO XIII
PlLBAS DE DOUS LQUIDOS J SUAS VASTAOEXS. DeS-
CXXPcIo DAS IML1IA3 DB ANIKLL, DE MlNuTTO, DE
BCKSBS, DE lili >" DE LsCLANCBE. BaTEBIA
altahica. Modos de cjmbisa os blesbbtos
COKFOBUE OS EFPEITOS QUE SE PBETENDRM Ef-
fbitos f1iysiologic03 e calorficos das cobbentb8.
Eteitos luminosos. Arco voltaico. Trars
porte da mateb1a ponderavel pelo arco voltaico;
LAMPADAS ELCTRICAS. EeOCLADORES. VeLA CAB-
BOKICA DB JaBLOCHKOFT. PbOPRIEDADES B IHTEH-
StDADE DA LCZ ELCTRICA. ApPLICACoES ISDUS-
TB1AES DA LUZ ELCTRICA. A LCZ ELCTRICA COMO
MEIO DE ILLMINAcIo PUBLICA.
( Contxnuaco)
A pilha de Minotto apenas una modificaclo
da ptlba de Daniel!, em que o vaso poroso sub-
stituido por ama carnada de areia. Consta de um
vaso de vidro em que so iutroduzem 250 a 300
gTammas de aulpbato de cobra pulverisado ; sobre
a aulpbato assenta um disco de cobn, que tena sol-
dada ama baste do mesmo meui, que excede as
bordas do vaso a coberta por qualquer vernix
isolador ; tobre o cobre dispon se urna carnada de
areia fina, previamente lavada u'uma diss jlucao
de 100 partes d'agua para 0 e acido sulphurico,
e colloca-se, finalmente, eoore a areia, um disco de
lineo de bastaute espessura, que tem diversos foros
para apresentar maior superficie agua, de que
se anche o vaso quasi a' s bordas. A carnada
de areia de ve ter uns 2 ceuti metros de espessura.
Esta pilba muito econmica e conserva-se por
maito Camp.. A sua disposico interior tem diffo-
rentes variant- c, urna dan quites encentrar o leitor
m paz- 11 da TrJegrnpkia Elctrica, vol. XX da
Bibliotheca do Pao das Escolas.
A pilba de Buiu n a mais enrgica ; compoe-
se de nm v>.s> de i >ru eonte.)do agua acidulada
com asido sulphur i, i in que uiergulha um cylin-
dro, de zinco arn .'.. in>M !o ; dentro deste, ha um
vaso de barro piros i com acido az nico ordinario em
que entra um cyliri !ro de carvo.
A aeco ehimtca da pilba di) Bunsen comeca
quaodo i>e techa o circuito : o acido sulphurico
ataca o nuco, formaudo se snlph.to de xinco ; a
agua decomp-sta ; o zineo toma a electricidale
negativa, tornando-se polo negativo ; a agua ele-
etrisa-se positivamente e o fluid i positivo passa,
atravez di vaso poroso, para o ncido azotico, e
deste para o carvo, que tica sendo o pulo positivo.
Ohydrogenio devido decomposico da agua, le-
vado, no sentido da correut? interior, para o acido
axotico, qne decompoe, formando se agua e acido
hvpoaxotico. N>-sia pilba nao se forma deposito
aiguin sobre o carvo, dj que resulta conservar-se
muito enrgica a sua corrente.
A pilba de Grrove diff re da de Bunsea em
ser substituido o cylindro de carvo por urna lami-
na de platina. O levado piece deste metal altn
de ontros incoa venientes, a causa de ser mui limi-
tado o emprego desta pilba.
A pilba de Leclancb de que eos pareceu conve-
niente fazer mrico neste lussr, apezar de ser de
um s liquido, consta de um vasode vidro contendo
urna dissolucao saturada de chlorhydrato de am-
ntooiaco ; nesta dissoluco mergulha urna haste
cylindrica de zinco amalgamado (polo negativo),
1 e om vaso poroso, contendo ama mistura de pero-
xydo de maoganez e de carvo em p. Dentro do
vaso porcBo, e em contacto com a mistura n'elle
contida, dispoe-se um prisma de carvo de coke
^polo positivo) terminado na parte superior, por um
btto de cobre. O vas poroso fechado por um
indocto especial, em que na um furo, para a sahi-
4a dos gazes que se desenvolv ni no interior do
vasa,
A pilba de Leclancb tem soffrido algumas mo-
difieaces catre as quaes citaremos, por mais im-
portantes, a Leclancb Silvrrt wti e a Leclanch
Bahmkorff.
IGontUua.)
JARTE iFFIfiiii
OoTerno da rovlncht
BXTBDIEITE DO DA 2 CB ABBIL DB 1887
Actos:
O presidente da provincia resol ve nomear o
hachare 1 Antonio Miuervico de Monra 8oares,
promotor publico da comarca de Panellas.Com-
atumeoo se a Thtsouraria de Fazeuda e ao Dr,
jais de direito da comarca de Pauellas.
O presidente da provincia de couformidade
com a proposta do Dr. ebefe de polica eal utficio
a. 316 de asntem datado, resolve exonerar, pe-
dido do cargo de l0sipplente do delegado do termo
Francisco dos
chefe de polica.
O presidente da provincia, atendendo ao qu
requereu Antonio Witravio de Medeiros, 3o es-
cripturerio da Tbesocrana de Fazeuda, e teado epo
vista a informacao do respectivo inspector de 3^'do
Mirco ultimo, n. 199, resolve conceder ao accio-
nario noventa dias de licenca com os vgfjjujy't'bs
a que tiver direito, afim de tratar de sua saude
dentro da provincia.
O presidente da provincia attendendo que,
nao obstante o qoe allegam o Dr. Jos Ventura
dos Santos Res Jnior e sua mulher na petica >
que acompanbou o officio du desembargador juiz
dos Feitos da Fazenda de 22 do Marco fiodo, con-
tinuam a prevalecer os motivos que teve para
considerar improcedentes ai razoes em que esta
autoridade firmou sua jorisdieco sobre o objecto
da questo relativa do modo de applicaco do
imposto do taza de herancas e legados, cojos mo-
tivos coostam do oficio desta presidencia da 7 do
citado mez, dirigidos ao mesmo juiz, resolve, na
cooformidade do art. 26 do regulamento n. 124 de
5 de Fevereiro de 1842, declarar, provisoria-
mente, administrativo o referido objecto e mandar
que com todos os papsis a repeito iaclusivo copia
dos artigos da le e regolamentos provinciaes cita-
dos pela administraco e pelos interesados, seja
este acto 'reir.ettido s Secretaila de Estado Jos
Negocios da Justina.Remetteu-se copia ao deaem-
bargador juiz des Feitos da Fazenda.
O presidente da provincia attendendo ao que
requereu Bononio Rosa de Lima Leal professor
de ensino primario em Catende, e tendo em vista
a informacao n. 112, de 31 de Margo udo, do
inspector gera I dalastrucco Publica, resolve con-
ceder-!he tres mezes de licenca com ordenado para
tratar de sua saude.
Cfficioa :
Ao Bario de Hogueira da Gama, Mordomo
da Casa Imperial.Tendo por intermedio do Ezm.
presidente da provincia da Babia recebido tele-
gramma de que sua magestade o imperador sub-
screvera 500000 em favor dos nufragos do pa-
quete Bahia assim o fiz constar respectiva Com-
misso de Soccorros nesta capital.O que com-
munico a V. Ex:, a quem tenbo a boora de reno-
var os meus protestos de estima e consideraco.
Ai inspector da Tbeseuraria de Fazenda.
A vista da informacao de V. S. em oficio de 30
de Marco ultimo, sob n. 197, sirva-se V. S. de,
com urgencia, designar pessoa idnea para pro-
mover o arbitramento dos valorea dos escravos,
que tem de ser libertados por couta da 7* quota
do fundo do emancipaco no municipio de Taca-
rat visto ter-se ausentado o respectivo collector.
Commuoicoo-se ao juis municipal ds Tacarat.
" Ao rasuj'j.Sirva-se V. S. da providenciar
afim de serem despachados livres do pagamento de
imposto de gyro os ebjectos constantes da relaco
janta embarcados em Liverpool no vapor Plato,
cota destino ao servico da Companbia Recife
Draynage nos termos da clausula 30 do contracto
de 18 de Desembro de 1865.Commuoicou-se ao
Thesouro Provincial e ao fiscal da Cpmpanhia Re-
cife Drrynage.
Ao mesmo.Nos termos da sua informacao
de hontem, u. 204, mande V. S. supprir o almoxa-
rifado do presidio ^e Fernando de Njronha com a
quanlia d 5:099518, de que trata a demonstra-
do e orcamento juntos, afim de occorrer ao paga-
mento das despezas do mesms presidio, concernen-
tes ao mez de Marco ultimo.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Nos
termos da ordem desta presidencia, de 8 de No-
vembro do amo passado e da informacao desse
Thesouro de 24 de Marco ultimo, n. 522, mande
Vine, entregar, independent. de flanea, ao prefei-
to do hospicio de Nossa Senhora da Penba, fre
Caetano de Messina, as subvences consignadas
no are. 1 57 e 60 da le n. 1860 do orcamento
em vigor, em auxilio do RecolhimenU de Bom
Conselho e dos religiosos capuebinhos desta ci
dade.
Ao mesmo.Defenndo o requerimento a que
se refere a informacao desse Tbesouro de 14 de
Marco ultim?, n. 491, recommendo a Vmc. que, de
couformidade com o disposto no art 4" e are. 5
2 das instruccoes, expedidas a 17 de Janeiro do
corrente anuo, para execoco dos arts. 42 e 43 da
lei n. 1860 de 11 de Agosto de 1885, mande pagar
a Apolinaria C e solteira > continuo da Assembla Provincial,
Antonio Frauc^sco de Barros Leite, fallecido a 20
do citado mez de Janeiro, a gratificar> do lugar
qoe por elle era exercido Remetto os documen-
tos exhibidos pela peticionaria.
Ao commandante do eorpo de polica.Re
metto a Vmc. o incluso telegramma do subdelega-
do do 1 districto do Cabo, com relaco a doas da-
tas de sold ainia nao recebidas pelas pracas alli
destacadas, afim de que me informe a respeito,
devolvendo-me o mencionado telegramma.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronha.Faca Vmc. regressar para esta capital o
sentenciado Amaro Jos Trajano, visto estar a
concluir a respectiva seuteuca.
Ao mesmo.Faca Vmc. regressar para esta
capital os sentenciados e pessoas das familias des-
tes, de que tracta a relaco anoexa ao seu officio
n. 164 de 22 de Marco findo, devendo na mesma
occasio remetter eoia das guias dos mesmos.
Communieou se ao Dr. jais de direito do 2* dis-
tricto criminal do Recife.
Portaras:
Declaro Cmara Municipal de Ouricury,
resposta ao seu oficio de 5 de Marco findo, que
em 10 de Fevereiro adiei p ra 15 do corrente mes
a eleico para vereadores c juizes de paz desse
municipio; nao sendo possivel a pretenco de con-
tinuar no exercicio tambem por este qoatrieoaio,
iudependente de nova eleico, por se oppor a isso
o art. 191 do decreto n. 8,213 de 13 de Agosto de
1811.
Outrosim, declaro mesma Cmara que a iou-
tilisaco da eleico sujeitar os responsaveis s
penas do art.-32 do citado decreto, e outros que
possam iucorter.
Para resclver sobre o assompto do oficio de 22
de Fcvereire'Utimo, compre que a Cmara Muni-
cipal de Buiqoe me informe se o cemiterio, a que
se refere, publico, da matriz ou ds algutn ir-
mandade, declarando tambem se os empregos, que
pretende prover esto creados por lei.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco, sirva-se de providenci-
ar para qoe teuha transporte de ida e volt a em
carro de 1.* classe, entre as estacoes das Cinco
Pontas e Una quaodo se apresentar, o Dr. Joa-
qun) Cordeiro Coelbi Cintra por conta das gra-
tuitas a que o goveruo tem direito.
U Sr. soperinlendente da estrada de ferro do
Recife a S. Francisco, sirva-se de mandar trans-
portar gratuitamente em carro de 1.* classe, da
estaco de Cinco Pontas de Uua a Joaquim de
S Cavalcante *de Albuquerque, providenciando
igualmente sobre a volta do mesmo para esta ca-
pital.
O 8r. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco, sirva-se de inindar
eooceder passa dos Santos por conta das gratuitas a que o go
vern tem direito da estaco de Cinco Pontas a
de Una. ,
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco, sirva-se de mandar
tranjpnitar gratuitamente boje em carro de 3.*
classe da estaco Jas Cines Pontas 4 de Una a
Sebastio Paes Barreto.
EXPBDISaiTB DO DB. SECRETARIO
Oficios:
Ao 1.* secretario da Assembla Provincial-
De ordem de S 'Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, commuuieo a V. Exc. que do oficio de hontem,
n. 9b, a que veio aonexo o ponto dos empreados
da secretaria deesa Asitnbii e dos tacbyrrsphos,
relativo ao mez de Marco ultimo, foi proferido o
despacho Seguinte : remettido ao Sr. inspector
do Tn -sauro Provincial para os de vi dos fius.
Ao mesmo.De ordem de S. Exc o Sr. pre-
Bidejrfe da provincia, remetto a V. Exc. a informa-
cao do inspector do Thesouro Provincial de 23 de
Mlarco ultimo, n. 526, e de mais papis annexos
referentes a diversas paa.'ageos concedidas nos
vaporea da companbia Bahiana em Outubro do
anno prximo passado por-conta da provincia, afim
de que a Assembla Legislativa Provincial se di-
gne de resolver sobre a consignaco de quota para
occorrer ao pagamento da importancia de 3055000
proveniente de taes p-.saageus.
Ao mesmo.De ordem de S. Ere o Sr. pre-
sidente da provincia, transmiti a V. Exc. afim
de que se digne de dar devido destino ao reque-
rimento junto, h-.je despachado, que ao mesmo
tixm. Sr. dirigiram os professores do Gymoaaio
Pernambucano pedindo pata nao ser-ibes appli-
cado o artigo 24 da le n. 1,810 de 27 de Junbo
de 1884.
Ao mesmo.De ordem de 8. Exe. o Sr. pre-
sidente da provincia, transmiti a V. Exc. para
os fias convenientes, o bataneo da receita e des-
peza do exercicio de 1885 a 1886 da Cmara Mu-
nicipal de Con entes e o orcamento para o de
1887 a 1888 da referida cmara e da de Seri-
nhaem.
Odtroaim remetto a V. Exc. o incluso cdigo
de posturas enviado pela Cmara de Correntes,
afim de ser submettido consideraco desaa As-
sembla.
Ao iopector do Thesouro Provincial.O
Exm. Sr. presidente da provincia inunda comma-
nicar a V. S., para os fina convenientes, que na
petico de recurso de Bernet & C. sobre que
versa a informacao desse thesouro n 444, de 17
de Fevereiru findo, proferio-se o seguinte despa-
cho :
Nao ha que deferir, visto estar a deciso do
Thesouro de accordo com a lei o. 1860 de 1885,
art. 2 |i 12 a 15 e com o oficio deata preaidencia
de 5 de Outubro do anno passado.
As notas de despachos, a que se referiam as In-
struccoes de 19 de Agosto de 1885, nao eram se
nao um dos mcios de se coubecer o movimento
commercial do contribuinte sujeito ao imposto.
Nada tem com o caso a diacusso sobie endoaaoa
sobre as cessoes, responsabilidade das endosssntes,
dos cedeotes, o seus ee i tas jurdicos.
Estes assumptis, na bypotbese, sao alheios aos
agentes fiscaes, aos quaes s cumpre collectar o
gyro mercantil e na os despachos, servndo-ae <'e
quaesquer dos modos legaes de verificar o volume
das transaccoes dos contribuiutes, que sobre que
asseuta o imposto de gyro.
Ao commandante do c Exm. Sr. presidente da provincia manda commo-
nicar a V. S. que nesta data profera o seguinte
despacho no seu oficio n. 4055 de 29 do mez findo,
relativo a aj'ida de costas do alferes Joaquim Ser-
vulo Vieira da Paz, qu1 destaca para Bjberibe,
de onde foi nomeado subdelegado :
Remettido ao Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial para attender, na forma da lei e instruccoes
a respeito.
A' junta classificadora de esclavos do munici-
pio do Recife.Dd ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia aecuso o recebimeoto do oficio de 31
de Marco ultimo no qual Vv. Ss. communicam se
renniram para continnarem os trabalhos desaa
junta interrompidos desde 25 de Fevereiro ultimo,
por molestia e fallecmentu do empregado de fa-
zenda Flavio Goncalves Lima, qoe foi substituido
pelo lancador Manoel Jos Soares de Avellar.
Ao engenheiro chefe da Repartico das Obras
Publicas.De ordem do Exm. Sr. presidente ds
provincia, aecuso o recebimento do oficio n. 75,
no qual V. S. participa ter fallecido a 30 de Marco
ultimo o servente deesa repartico Gervasio Pinto
de.Pava.
Ao gerente da Companbia Pernambacana
de Navegaco a Vapor.De ordem do Eim. Sr.
presidente da provincia aecuso o recebimento do
oficio de 30 de Marco ultimo, no qual V. S. parti-
cipa que essa companhia expedir para os pirtos
do norte, at o de Camossim, o vapor Ipojaca, no
da 6 do correte, s 5 horas da tarde.
Ao engenheiro fiscal dos Trilhos Urbanos de
Caxang.De ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia commonico a V. S. que segundo informou
o Dr. chefe de polica forana enviados essa em
preza em 31 de Marco ultimo 238 passes impres
sos, para pagamento de igual numero das passa-
geos concedidas, pelas autoridades polieises nessa
estrada de fero, durante o mez de Janeiro, con-
forme sua requisico em oficio de 22 do referid)
mez de Margo.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 2 DS
MAIO DE 1887
Major Emygdio Francisco de Souza Mj,-
galhaes. Fornec>-se, _^
Epaminondas Seraphim de* Mello.J
est providenciado pelo juiz de direito.
Faustino. Maria da Conceigio.Informe
o Sr. Dr. juiz de direito do 2. distrito
criminal do Recife.
Oenesio Ltbanio de Albuquerque Mon-
teiro. Habilite-se, opportunamente, per-
ante a inspectora geral da instruyo pu-
blica .
Major Justino Rodrigues da Silveira.=
Forneca-se.
Major Justino Rodrigues da Silveira.
Forneja-se.
Dr. Joao Maria Sevo. Concedo exone-
raclo, o 8upplicante j gouzou seis mezes
de licenga, nova prorogaj&o n2o s-sria dada
com venta lientos e o lugar acaba de ser
extiacto pela Aasembli Provincial.
Bacharel Joaquim Kodriguea Villares.
Informe o Sr. inspector da Tnesouraria do
Fazenda.
Jos Vicente Ferreira 3.-Providen-
ciado.
Joio Pedro do Assuujpgao.Diga o Sr.
brio-adeiro commandante das armas.
Manoel Felippe dos Santos. Opportu
mente ser attendido.
Nicas da Silva Gusroao.Iaforrne o
Sr. engenheiro nhefa da Repartigao das
Obras Publicas.
Secretaria d Presidencia de Pernam
bu>, 3 de Maia de 1887.
Pelo porteiro,
Arthur Machado Freir Pereira da Siloa.
N. 420 1.a secjao. Secretaria d po-
lica de Pdrnambuco em 2 de Maio de
18?7. 111ro. Exm. Sr. Havendo o jor-
nal Provincia de z7 do mez findo em
um artigo sob a epigraphe Novo crme na
comarca de Pao d'Alho, denuociado ter sido
assasaioado na povoacao da Luz um indi-
viduo morador no eogonho Collegio e nao
terem as autoridades tornad > oonbecimer.to
do facto, refuta o delegado de polica se
iselbsote aaseryao no ot&cio junto por co-
pia, de hoatem datado, do qual se v ser
inexacto um tal acontecimento, porquanto
nem o nome do asaasaindo foi menciona-
do na referida publicac&o. Deus guarde
a V. ExcIllm. Exm. Sr. Dr. Pedro Vi-
cente de Azevedo presidente da provincia.
O chefe de polica, Antonio Damingos
Pinto.
Copia. Deleaca de polica do termo
de Pao d'Alho cidade do Espirito Santo Io
de Maio de 1887, Illm. Exc. Sr. Ten-
do a Provincia n. 94 de 29 do mez hoa-
tem lindo, em um dos seus artigos, sob a
epigraphe Hovo crims na comarca de Pao
d'Alho e firmado com o pseudonymo O vi
gilante denunciando ter sido assasainado
ha quinze dias, na 'povoacao da Luz, um
individuo morador no engenho Collegio, e
nao tsrem as autoridades respectivas to-
mado conhecimento ds facto, n-quella raes-
Iha, com o qual havendo numero legal para
funecionar a Cmara, declarou o Sr. pre-
sidente aberta a sessao.
Lida e approvada a acta da anteceden-
te, e teudo comparecido os Jemais verea-
dores, tenente oorouol Costa, Tito Livio,
apitao Climaco da Silva, tenente-coronel
Lourenjo de S e Luiz Rocha, daclarou o
Sr. presidente que, no poiendo conti-
nuar a funecionar o 1 supplente o Sr. Pa-
diina, visto haverem comparecido verea-
dores em numero legal, o convidava a re-
tirar-se, no qua n&o foi obedecido p lo
mesmo supplente, sob o fundamento de
que, tendo prestado juramento se cooside-
rava vereador, e que por tanto continuara
a tomar part nos trabalhos ; e por mais
ma data officiei ao subdelegado daquella que o Sr. presidente o admoestasse pn
povoaQAo syndicando da verdade, obtendo
de.lle a resposta, que por copia submetto
apreeingo de V. Exc. eviden :iando-se
della, que nao se dera tal assaasinato. Est
provado pois, que o referido signatario do
artigo faltou a verdade, denunciando um
facto imaginario, tendo s em mente des-
moralisaras autoridade) policiaes deste ter-
mo. Aguardo as ordens de V. Exe. a
quem Deus guarde. Illm. Exm. Sr. Dr.
Antonio Domingos Pinto Dignissimo
chefe de polica de Pernambuco. O dele-
gado de polica em exercicio = Jos Fran-
cisco Pinheiru Ramos. Secretaria de po-
lica de Pernambuco 2 de Maio de 1887.
Conforme pelo secretario Francisco O.
da Silva Barroso
Copia. Subdelegacia da freguezia de
N. S. da Luz, 30 de Abril de 1887. -Illm
Sr. Respondendo o officio de V. S. de
hontem datado, tenho a dizer-lhe que nao
exacta a noticia que deu a Provincia de
hontem, sobre um assaasinato que dissa
ter havido ha quinze dias na povoacao da
Luz, e pertanto ple V. S. provocar o
ne i:iador, para que declare os nomes do
as3assino e assasainado. Deu3 guarde a
V. S. Illm. Sr. capitao Jos Francisco
Pinbeiro Ramos. M. D. delegado de polica
do termo de Pao d'Albo.= O subdelegado,
Jos Geminiano da Araujo Pinheiro.
Conormo o original. Pinheiro Ramos. -
Secretaria de polica de Pernambuco 2 de
Maio de 1887. Conforma pelo secretario
Francisco O. da Silva Borroso.
Repartico da Polica
2.a aecjio. N. 421 Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 3 da Maio de 1387.
Illm. e Extn. Sr.Participo a V. Exc.
qu foram hontem recolhidos Casa de
etencao os seguintes individuos :
A' minba ordem Autanio Luiz de Luce-
na e Joo (longalves Pereira, viudos da
Gloria de Goit, como sentenciados; Jos
Francisco Ramos e Silvano Gomes da Sil
va por disturbios; Auna de tal, como alie
nada at que tenha conveniente destino;
Manoel B.-ruardino e Joaquim Grande,
este como sentenciado e aquille como pro-
nunciado, remettidos pelo delegado de
Goyanna.
A' ordem do Dr. delegado do 1.a dis-
tricto da capital Izidio Elesbo da Silva,
Silvestre Ferreira, Liuriano Francisco de
Albuquerque, Manoel Ferreira da Costa,
Marcolino Pereira Lipes, Joaquim Marti-
niano da Silva Cabral e Firmino Pereira,
por disturbios e oifensas a moral publica.
A' ordem do subdelegado da Magdalena,
Josepha Maria da Conceda >, como aliena-
da at ter o conveniente destino.
A' ordem do do 1. districto aa Graga,
Jovina de tal, por disturbios e offcosas
moral publica.
A' ordem do da Torre, ViiUoo Mo-
reir do Nascimento, Bartbuloneu Bispo
de Paulo e Valdivino Manoel Joaquim do
Nasetmento, Como vagabundos e turbu-
lentos.
Communieou in3 o delegado do ter.no de
Flores em officio de 5 do mez prximo
fiado, que em companbia do Dr. promotor
publico da comarca da Escada e do res-
pe-tiv carcereiro fizera a visita na cadeia
publica onde encontraiam 37 prosos, sendo
21 sentenciados e 16 pronunciados em di-
versos crime3, os quaes neuhuma recia
mayao fizeram.
Partieipou-rae o Dr. delegado do 2.
districto da capital em oficio desta data tir
feito remesaa ao Dr. juiz de direito do 4.
distreto criif-inal, dos inqu ritos policiaca
procedidos contra as pravas de polica Joao
Gomes da Silva e Jos Germano Dias, por
crime ae fuga de presos.
Dsu-me siiercia o ciladi Manoel An-
tonio Gomes, em cilicio datada de 30 do
mez prximo findo da ter n'aquolla data
assumido o exercicio do carg) da delegado
do termo de Gamelle;ra, na qaalidada d-;
3." supplent?.
Deus guarde a V. Ex. Illm, e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia.O
de polica, Antonio Domingos Pinto.
che-fe
Cmara Municipal
acta da sesao extraordinaria da c-
mara municipal do recifs, km 19 de
abrk.de 1887
Presidencia do Sr. Dr. Barros de Lioerda
Aos 19 dias do mez de Abril de 138!,
no Pago da Cmara Municipd do Recife,
hora legal, presentes os Sis, vereadores
Dr. Fraucisco do Reg Barros de Lacer-
da, Dr. S Pereira, major Antu-ies, capi-
tlo Sauico, Agostnho Bezerra, Neves
Cardoso, Joo Amorim e capitn Al ves da
Fonseea, deixando de compar*cer os do-
mis v readores, a coovita do Dr. Barros
de Lacerda, que presidia a sessilo, tomou
varias vezas durante a sessao e pela Ule*
galidade e inconveniencia de seu procedi-
mento iosistiudo ello em nao deixar o Iu
gar que oceupava, o Sr. presidente de-
clarou que nao consentira que elle toraas-
se parte em discusso ou deliberarlo, e
que espera va que o Sr. supplente reflje-
tiudo melhor cumpriria o seu dever nao
continuando a desobedecer a lei, evitando
assim a necessidade de empregar outros
meios legaes.
Nesta occasio, intervindo diversos es-
pectadores e nao attendendo estes as ad-
moesta533 do Sr. presidente, offloueste
a S. Exc. o Sr. presidente da provinia
pedindo providencias para que a Cmara
pudesae funecionar regularmente.
E passando-so ao objecto da convoca-
go, deekrou o Sr. presidente qui convo
cara os Sra. vereadores para Ibes exp or
em sessao o estado de anarehia a que o
Sr. vereador, Joaquim Al ves da Fonseea,
eommissario de policia, tinha levado a se-
cretaria, e o seu prodedimeuto illegal, co-
minaudo penas aos empregados, ordenan-
do-lhes que nao obsdecessem a elU presi-
dente, intervindo indebitamente na repar-
tigo de aferic3es, e fioalmenti suspenden
dendo o Dr. secretario.
Disse que tendo a Cmara na ultima
sesao deliberado que todos os emprega-
dos removidos voltassem para seus lugares,
e ordenando elle ao secretario que em
curaprimento dessa deliberago offi :ias3a a
cada um delles naquelle sentido, foi infor-
mado pelo mesmo secretario que o Sr. Com-
missario do Polica, finda a sesso, dirigi-
se a ello e ordenara-lhe que ni> cumpris-
se a deliberayo da Cmara, em relago ao
administrador do matudouro, sob pena de
suspenso e de demisso, bgo que para
isso tivesse maioria ; enfedenlo, por o,
elle presidente, que o Sr. Commissario de
Policia commettia urna exhorbitancia, e
cumprindo-lhe fazer executar a delibera-
gao da Cmara, ordenou ao secretario <\\i-
procedesse de accordo com o que a Cma-
ra deliberara, oficiando a todos.
Tendo assim procedido o secretario, ex
pedi-lhe o Sr. Commissario de Policia
no dia seguinte (14) urna portara suspen
dendo-o por outro pretexto, qual o desap
parecimento de um offi;io em qua o admi-
nistrador do Matadouro havia podido a sua
demisso; cenvencido nao s de que ao
Sr. Commissario faltara competencia para
suspender o secretario, como da tutilida-
do do motivo da su.penso, como confes-
sou o mesmo Sr. Commissario em sua por
taria, officiou ao secretario mandando ]ue
elle contiouasse no exercicio de suia func-
Sr. Commissario, o qual nao s lho res-
pondeu que sustentava o seu acto, e na
quella data li mandava que o amanuense
Leoncio Quintiuo de Castro Leao, sob pe-
na de suspnso, eutrasse no exercicio
das funegojs de secretario ; como taraba a
expodio tres portara, na primeira orde-
nando ao Dr. secretario que passasae o
exercicio quelle amanuense, na s-guudo
que todos os empregados negassem obe-
diencia ao secretario por elle suspenso, e
na terceira que o'ainanumse L-on io as-
sumindo as fuucgo.-ia de secretario nao
obedecesso a elle presiieute, ludo sob pe-
na da suspnso.
Traaendo o Dr. secretario todos es3es
fastos ao seu conheciment exp-dio urna
portaria aos empregados, ordenando Iht:s
que obedecesssm ao secretaria e convocou
aos -ra. vereadores para Ihas relatar o o-
corrido e propor-lbes, nao a approvago de
seu a:to, visto como considera va tora de
duvida sua competencia para annullar as
por tari.8 de suspensa) do Sr. Commissa-
rio, mas para propor duas questoes.
O Sr. Commissario de Polica pedio a
palavra para explicar o seu proca amento
o )r. Presidente negou Ib'a, o S-". Com-
missario de Policia iastou pela palavra em
giitosracoiopanbaio por varios espectado-
res, o Sr. Presideute chamou-os ordem,
e dissi ao Sr. Commissario que om occa-
sio opportuaa lhe concedera a palavra.
O Sr. Presidente levou ao conhecimen-
to da Cmara as duas queat5cs de que ci-
ma ae tratou ; sendo a primeira ae o Dr.
secretario deva coutiauar a exercer as
suas funcg3;!s; segando se a Cmara appr
va o acto do Sr. Commissario, ordenando
ao amanuense Ljoqco e demais emprega-
dos que nao obelegam ao Sr. Presiden-
te.
Lidas pela Sr. Presidente todas as pe-
gas oifi;iaes a qua sa referi, postas em
discusso a primeira questo, fallarau. lar-
gamente sobre eili os Srs. vereadores ca-
pitao Avea da Fouseca, Tito Livio a ca-
pitao Climaco da iWa, qus polio a pala-
vra par* urna expHoaga, na lhe sendo
dada, iastou por lia, queixando se de que
M
aMen"toi~depow "de juramentado, 0 Io sup- o Sr. Presidente quera impsdir a .discus
pleute Alexandre Amarice de Callas Padi-Mo; o Sr. Presidente disse que para d!9

cutir a questo lhe concedera a palavra,
mas que para explicar-se, nao ; no que
concordando o Sr. Climaco falln longo
tempo; defendendo todo o procedimento
do primeiro como Commissario de Policia.
0 Sr. Luiz Rocha pedio a palavra que
lhe foi negada, dizendo o Sr. Presidente
que a questo j estava bastante discu-
tida.
Posta a votos a proposta, declarando o
Sr. Presidente que nao seria contado o vo-
to do Io supplent'-, o Sr. Padilha; e vota-
ram pela sua approvagao os Srs. vereado-
res capito Saraico, Dr. S Pereira, major
Antunes, Agostnho Bezerra, Neves Car-
dosa e Joo Amorim, e Dr. Lacerda (se-
tene contra: Os Srs. Luiz Racha, ca-
pito Cliinaco, capito Torrea, tenente-co-
ronel Lourengo de S, Tito Livio, capito
Alves da Fonseea e tenente coronel Fer
reir Costa (tambem sete), desempatando
o Sr. Presidente com o seu voto de qua-
lidade a favor aa proposta.
Ao annunciar o Sr. Presidente o resul-
tado da votago, lovantaram se os Srs.
vereadores que votarara contra a proposta
e com elles o supplente Padilha, e pro
rompendo os vereadores capito Alves da
Fonseea Luiz Rocha e o supplente Padi-
lha em altas vozes, principalmente o pri-
meira qu9 procedeu de tal forma que o
Sr. Presidente depois de chmalo or-
dem por diversas vezes e de o mandar
callar e sentar se, nao sendo attendido n
raandou sabir da sala e nao querendo o
rn-srao Sr. vereador a isso sujeiar-se,
dando logar o seu procedimento a ser in-
vadido o recinto das sesaoes por diversos
espectadores que era desobediencia a lei a
as admoestagoos do Sr. Presidente, pre-
tendiam por palavraa e ameagas apoiar a
mesan vereador que a isto oa inctava os-
tensivamente, o Sr. Presidente suspendes"
a sesso, nos termos do art. 32 da lei do
1 de Outubro de 1882.
De orlem da Illma Cmara eu Francis-
co do Asss Pereira Rocha, ser-retario su-
bserevi a presente; ora sessilo de 27 de
Abril da 1887.
Francisco do Rejo Birros de Lacerda,
pro-presidente.Gabriel I. da3 Neves.
Cardoso.Joao Jos de Amorim.Dr.
Cosme tde S Pereira.Antonio Samico
de Lyra e Mello.Agostnho Bezerra da
Silva Cavalcante. Demetrio de Gusino
Casino. Joo Francisco Antunes. An-
tonio Artbur Moreira de Mendoaga.
Consulado Provincial
DE3PACHOS DO DIA 2 DE MAIO DE 1887
Benedicto Jos de Mello, Jos do Amara! Mu-
niz, Mauoel Joaquim da Costa Carvalho, Mauoel
Soares Pinheiro, Mello t Vanna, Manoel a Silva
Nogueira, do procurador dua feitos, Jos de Al-
meida 4e G. Informe a 1. seceo.
Victor Joaquim de Mello, Joo Soares da Bicha
e outro e Eugenia Mara da Conceico.Deferido
de acc-rdo com as inforuiacocs.
Mauoel Joaquim Alves da Costa.Sm.
Joo Domingues da Silva Piuto de Almtida
Guimares.Em vista das infuruiacoes nada ha
que deferir con reacojao corrente exercicio.
Vasconjello. Filhos. Jume conbecimeato de
quitaedo do imposto atiui de poder ajr atten-
dido.
Jos Augusto Dias, Joiquim da Bocha e Albu-
querque < Iiinl,-a,A" 1.a seceo para os devidoa
fias.
DIARIO DE rERBAHBiiGO
noticias do .\oric e do Sul
Procedente dos portes do norte che^ou hontem
o paquete nacional Mandos e d'ia portos do sul
o vapor allemo Valparaso. Foram portadores
das seguintes noticias :
Amazona*
Ditas at 21 de Abril :
C'iegou do alto Purj u^a canoa, conduzin-
do dous individuos, s-nlo um que recebaa um
tiro do lado e o que o Hf-'rou.
Instaou-ae em Manis um club denomi-
nado Club Uniao Commercial.
O a.-u fim esta)elccer um gab nete de leitura
e dar partidas mensaes.
Le se no Amazonas:
Na bocea do lugo Mina, districto de Codajz.
municipio desta capital, t'.i assassinado um indi-
viduo, cjo cume nosso inforuiaute igoora, por
um cearease de nime Forte.
Este facto deu-se m mez le Dezen>bro do auno
passado e at boje nao coasta que o inquerto co-
mecado, a fim do couhecor-se a veracidade da im-
putac feta a Forte.
O movel do crime, diz:n, foi o roub), par iaso
que trazia o assassinaio do serinffal em que tra-
oaihuva aiguma borracha para vender na villa.
Conven, portan o, que a aitoridadd competente
lance suas vistas para aqul!e tacto criminoso,
tomanao as providencias exiguas pelo caso.
ara
D-tas at 26 de Abril:
Sob o titulo Naufragio .5 na Provincia do Para
de 24 :
Couforme hontem' noticiami3, ni noita da
quinta-feiri ultima foi a pique um bote de mnei-
ro8, que se atraversar* na proa da canhoaeira
Ouarany. (
Verifica-so que a tripulacSo d'esaa crabarcacSo
compunha-su de 15 pessis, 8 das quaes, devids
aos promptos joccorr.s Ca luesma canhoneira, fo-
ram s-alvaa em eseaierea, sendo recolhidas 4
bordo.
Sao permittiu a escuridi da uoite chavos* que
fos3ein avistados 5 dos uaufrag.s, que a nado
aportiram as urneiicois do arseual de ma-
rinea.
Corre coao certo qui douijdos nufragos, in-
clusive ama mulher, accuu.bran v.'cmas d'essa
catastro^be.
A embarcaco deixara o nosso porto s 7 horas
Ja aoite, c>m aettino ao de Boa-Vista, na pro-
vincia de Geyaz.
A' falta da eorrespondeacia Joaqaim Pires da Co.-ta, mndi.u R.ymundo Mar-
tins Ferreira, pruprietaiio da emb ireacao, que a
mesma s"guiasa v.agem, d^ixaud. -c ficar em
trra para seguir no da seguinte em um outro
bote de sua propriedadt..
Parte dos nufragos salvos resolveram seguir
outro mej de vida.
Pela manh do dia seguinte ao da catastrophe,
diversas embarcac*:s pequeaas craz*vm o litto-
ral, recbenlo por essa oecasi) de tritio da Qua-
rany os 8 nufragos salvos.
Calcula-se em 3:0i)J10J<* os prejuizos.
' D> inestao jornal:
O paquete nacional Eipirito-San o, em visgem
r
\ vm.
-s
____;



|MBMMHHH|
1
aVHBaiai
KtfBBBSlBB
^M
Diario de crnambucoQ,uarta--feira 4 de Maio de 1887
*/.
de BlanAoi para este porto, oorren imnrraente meo
de ser mettido pique pelo vspor Obtdot, qu s -
zui rio cima. .,
Era noite quaada,.dB bardo do EtpxrxU)-Santo,
B'alturadopharolers-ds ^7> *<>' **d<>
Obidos. ...
Na forma das ioafroccoes em vigor para a boa
navegado do rio, o commandante d paquete fea
dirigir immediatameate o seu navio para.borette,
offerecendo o pharol encarnado ao Ooidot. que,
ou Dio tiuha governo, ou eetava eate no propon
de reproduair a cataitrophe do flo**
Por muito tempo, nao abtante os silvos que
eram soltados pelo apito a vapar do Stfinto-
Sanio, os gritos quo partiam de bordo-e entro
signaes para faaer o Obidot tomar o rana, que
devia, eate apresentou sempre ao paqueteo* tres pbarea, prova evidente de que navegava
eom proa direita ao Espirito Santo.
Chegou a haver desespere bordo do Etpirtto*
Santo, nao obstante a conducta enrgica ei ani-
madora do respectivo comm*ndante, que, final-
mente, conaeguiu evitar a grande desgraca de que
e achava auieacado o scu navio.
E' aobremaneira condemnavel a. conducta do
commandante e pratico do Obidts
Ou vimos que o honrado Si. capito de- porto,
tendo acwncia do oceorrido, providenciara bootem
a respeto, nao obstante, em rigor, escapar o tacto
ana jariadiccio.
Dorante a ausencia do befe conservador,
qua seguio para a corte do imperio ficou encarre-
gadadadireccao dos negocios politicoa a com
miaaao composta pelos Srs:
Dr. Jlo L. Paes de Soasa:
Teneat-eorooel Jos Manoel Rodrigwes-:
Corounador Antonio Beato Das de Mel.o:
Mjor Bernaidino de S. Lameira :
Major Frederico Augusto da Gama e Costa :
Capito Antonio Braule Fieire da Silva: e
Nicolao Martn.--.
Foi mrocado promotor publico de Santarem o
bacbarel Turiano Los Meira de Vascoucellos.
Haranliao
Datas at 28 de Abril :
Fallecen o commendador Themistocles da BiWa'
Maufci Aranba, secretario do governa da provin-
cia.
Le se do Pait :
Eai urna das salas do grande estabelecimento da
CosQptahiaCunstructora, antiga casa Robe I roaos,
instaUnu-se, ltimamente urna ass ociaeo coa O
titulonC/u Industrial a qual tem por fim explora*
inventes, isto associar-se aos inventores para
por em pratica as suas descobertas.
A> directora que tem de dirigir esta aeaocaco,
por dous aun .a, j se acba eleita e compe-se de
una oreaidente, tres vice-preaideutea quatro secre-
tarios, e um thesoureiro.
Os estatutos j foram discutidos, approvados e
impreaecsv A instituiclb, aleo da jpia de 10/ e
204 de anuuidade de cada socio, ter mais um
capital de 20:0004, dividido mi mil achoca de 20/
Cada ;i:n i.
Houre j urna reuoio dos socios que j se
achala inscriptos, tazendu-se nessa occasio varios
cffereeimeutos nascente iustituico.
Ceara
Datas at 30 do Abril :
No dia 20 do correte falleceu na villa do
Qaixad, onde achava-ae a temp > em proeura de
albvio a seua padecimentoa, o Ilustre Sr. Dr. An-
tonio Rodrigues da Silva Souza, digno juiz de di-
rtito da comarca de Livras.
Falleceu em Uamocim o Sr. Dr. Luix Mana
Gnxaga de Lacerda, director da estrada de ferro
de Sobral
Rio Urande o ^itirle
Datas at 1 de Maio :
Aa noticias dessa provincia conatam da carta de
noseo corresponte.
paralaba
D' taa at 2 de Maio :
O invern no serto continua forte e muitofirte.
Em alguns lugares tem cessado fazendo enormes
beneficioss em outros porin tem sido extraordina-
rio, a ponto de causar grandes prejuizoa.
L su no Diario da Parahyba de 30 de Abril :
Ante-hantera, nesta capital, urna mocinha filha
dj Dr. Benjamin Franklu de Oliveira e Mello, j
fallecido, ingerio, dizem -nos, urna -lose de strych-
nns, viudo a fallecer hontem pela mauba, nao
Obstaate oa esforjoa empregadoe pela familia para
sal val-a.
Ignoramos o motivo que a levou a pratica
dcaemelbanto acto.
Babia
Dalas at 3-J de Abril:
A socledude Recreativa Dramativa d breve-
mente um brilhante espectculo em favor dos
naufragas do vapor Baha.
Transcrevemns do Jornal de Noticia* da Babia,
de 26 do correte :
.. A grande cataatropia qua encheu de dor e
coosternaco o povo brazileiro, o uantragio do va-
pot nacional Bahia tem em todas aa provincias do
imperio vibrado a corda do sentimento em qnem
quer qu-: poasua coraco seosivel aoa aoffnmenreB
albeios.
E podemos dizer que sao todos, esses con-
doidos por acontecimento tio trgico.
Aioi tem-se pateot ado, coma sempre, o hu-
manismo dos nosacs comprovincianos, provado naa
subaeripcoes a que ten concorndo eada qual eom
sen obulo, e agr mesmj raais um vez proyada
pelo acto que praticaram o d stincto Club Caixei-
ral e a redaccfio do seu orgao o Vinte Um de
Maio.
Desse peridico acabi de ser publicada urna
edicJo especial impresaa em papel ros e lettras
doura'las, edicaj que ser vendida em favor dos
naufrig')a sobreviventes do paquete Bahia.
Vardadeira ediciio de luxo realcada com ar-
tstica viuhet.'.a. eate numero do Viute e U.n
de Maio collaborado pel.is segnintes Srs. :
R. Bizarra. Alexandre Fernamles, Eduardo
De-Vcccoi. Dr. Frederico Lisbja, Xavier Mar-
ques, Eduardo Porteila, Cyridiao Durval, Cincin-
nato Melchiadea, Lllis Piedade, Virgilio de Le-
moa, Baptista de Oliveira, Caldas Brito, Pamphi-
lo da Santa Cruz, Dr. Aloysio Santos, Dr. Segun-
do Wanderli y, Mello Mattoa, Teixeira Barros,
Baptista Ms-: Emilia Barbosa Nunes, D. Amalia Wanderley,
Torquatu Babia, Dr. Barbosa Nunes, M. Rosen-
tino, J. A. Nciva, A V. de Azc-redo, De. Silva
Castro, Silio Boecanera, Silio Bi.cs.era Juaior,
Henriques de Casaes e -YUria da Rocha.
Passando na noite de 27 pela ra de Santa The-
reza urna tenbora respeitavel e idosa, sahio-lhc ao
encontr um cachorro feroz, que mordeu-lhe o Cjr-
po, fazeudo lhe granle ferida uo qoadril esquerdo
e r.icundo lhe as rcupas.
A' Tbesourari* desta provincia ceneedeu se o
crdito de 18:27/46 para desperas da verba-
Auxilio forca policial -no correufe exercicio.
Na cidade do Penedo fallecen a 12 do corrente
O mnjor Jjuas Moreira.
Rio de Janeiro
Datas at 27 de Abril :
Le-ae no Jornai do Commertio:
O Sr. ministro do imperio j tem prompto 1 pro-
jecto de reforma de administraco provincial para
apreaental-o approvacao da assembla geral.
S Pait o si'gMinte telegramma :
O itinerario mercado para a viagem do re-
gre^so de Seas Mageatados corte o seguinte.
Sabirio s 9 horas da manb da fasenda de
Aguas-Claras, e o trem atravessar Petropolis, s
parando no Alto da Serra para mudar a machina
descer immediatamente a Man.
Ahi Suas Magestades embarcario na galeota
imperial, na qual foi armado um leito de repouso
para o augusto enfermo.
Sua Mages'ade a imperatriz nao tem deixado
nm e instante o son esposo, e nSo occulta a affii-
cao que lhe inspira o seu estado.
Acompanham Suas Magestades corte Sua Al-
tezao principo D. Pedro, o Sr. Barode Nogueira
da Gama, os semanarioa e ofBciaes da casa impe-
perial que se acham em servico neata cidade.
Suas Magestades desembarcaro no caes La-
joux.
Quasi todo o psvo desta cidade e hospedes da
corte ae preparara para asistir a paaaagem do il-
lustre enfermo no Alto da Serra.
Sao geraea as manifestacots de sentimento.
O boletim official a esae respeito foi o beguiute:
Petropolis, 2 de Abril, s 6 horas e 45 minutos
da tarde.
Sna Magebtade o imperador tem paaaado bem
at esta hora.
Segu amaDh s 9 horas para S. Christovb
por aecordo nosso com os collegas Bario de La-
vradio, Baro de Ibituruna, conselheiro Ribeiro
de Almeida e Visconde dj Sonza Ponte. Asaim
combininoa.
Palacio de Aguas-Claiaa, 26 de Abril do 1687.
Baro da Mott-. Maia. Cmaelheiro Albino de
Alvareoga.
Sob o a titulo QuaJrilba de Ladroea dis o Pait
qnadrifba de iadroea que rreatea nltfmoa das tem
traaidoem aobreaalto o eapirito publico, diaate doa
succeasivoa roubos praticados con inaudita auda-
' O Sr. Adriao da Coata Pereira aubdelegado
do 1* districto da fregueaia de Sant'Anna, tendo
denuncia de que prejectava-se um aaanlto a casa de
commercio doa Sra. Perraa & Viinna, ra do
Senador Euzebio, esforcou-ae por conhecer da ver
dade em todos oa seus pormenores, chegando
evidencia de que o faeto crimioao se reabaana na.
madrugada de honttaa,
, No intaito de-aa>beai anccedida, aquella au>
toridade fea rondar aa immediaces da-casa, cea-
canaW-aa pn.ia80.de toda aa preca Co ffeMo, a 3 boraa da maaAa^aproximai-
ram-ae-os crifninoaae que stribniram vigas in-
cumbidos de Ibes dac aviao ao menor raor.
Isto frito, coinceouo arrombaanento, que mo-
inentoa de pota foi brntcamete intarroaapido, por
ter um dos fapiSea dado p aigaet da (ios-araos ob-
servados.
A polica acommetteu oa ento trayando ae enr-
gica luta entre aa pracas e os ladi-s, que dili-
genciavam fugir, atirando golpes com aa armas de
que eatavam muuidos. _
Dapois de muito esforco por parte da polica,
forar presos : Joio Joe da Silva, conbeeido por
Branquinho : Luiz Jos Joaqun Piuaa, por alcu-
nha Jockey; Jos M.Das, oo Ligeiro; e Joaquina
Gomes da Silva, vulgo C .moca.
Conaeguiram fugir dona dos audaaes gatunos
oonhecidos por Manduca-vagabundo e Bate-esta-
cas.
Nesta importante diligencia tomaram parte,
alera das pracas de aote-mSo dispos'as para iaao
oa Srs. subdelegados Adriano, tenente Vieira, es-
crivao Rodrigo Ramo*, os inspectores de q artei-
ro Henrique Mello e Euzebio de Moura e o cida-
do Emilio Cardo;o.
A aotoridade policial fez lavrar immediata-
mente o auto de agrante por tentativa de rou-
as proximidadades da casa que os bandidos
buscaran) assaltar foi encontrado o seguinte: duas
chaves de parafusos, nma talbadera, om formo
com cabo, um punhal e urna navalha de barba.
O criminosas foram recomidos casa de de-
tengan.
Da lucta sabio ligeiramente ferido no dedo
anoular da mao direita o inspector de quarteirSo
Henrique Mello.
As demais notijias sao j conhecidas peloe nos
S03 teltgrammas.
S. falli
Ditas at 29 do ranz paseado :
Por occasio de um temporal, em fina do
S. Ez. se hospedou e a urna hora da
tarde do menino dia, segaio para sua co-
marca, que fica a 40 kilmetros deata ca-
pital.
Acaba tamben de ebegar no vapor
< osteiro Jaguaribe, o Dr. Augusto Mximo
Baptista Jnior, engenheiro fiscal da es
trada de ferro de Natal a Nova Cruz, que
hontem preatou juramento e entrou em ex
ercicio da honrosa commissSo, que lhe foi
confiada4
Temo de S. 8, as maia liaongeiras no-
4aMas e sabe reo aque f*m desempanhado
j, d2u pouca caaimissSes de importaacia
1 saaim da espjsrsr que, saiba correspon-
der a entune* 4o gotarno.
Hontem, trifiao dis do laments-
vel siniatro do paquete Babia, o honrado
agente da cumpanhia, o Sr. dilon Grarcis,
mandou rezar missas, na igreja do S.nhor
Bom Josuf, pelo repouso eterno, dos que
ialleceram naquelle oaufragio-
EativerBm presentes a este acto de cari
dade, o Exiu. presidente da .provincia e
outras louttaa pessoas gradas desta cidade.
No paquete Eapirito -Santo, quod'aqui
pp.rtio a 21, seguio com destino a corte, o
xm. padro Jo2o Manoel de Carvalho,
que foi acompanhado at o caes, por nu-
meroso concurso de amigos, que asaim
quizeram dar mais esta prova, de estin>a e
consideracSo ao distiacto Rio-Grandense.
So tao frequentea e repetidos, os
naufragios na barra de Maco, qua n3o se
pode deixar-de convir, quo ha nisso, urna
t'jute do espocula^o, que convem fazer
ix-ssar-
Consta-nos que a tal respeito o illustra
do Ur. Pereira de C'arvalho, sempre z-lo-
so e activo, nao se tem descuidado, di cha-
mar a attencJlo do honrado capitSo do por-
to, para providenciar no sentido de fisca-
lizar e punir com o rigor da 1-^i, aquem for
culpado. Ainda em dias do mez passa io,
encalhou um Lugar Nruegaense ao sahir
sendo pratico, o cidadao
25 de Abril:
Jaquelle porto,
raez pasaado, cibiouma faisca elctrica, na. 1 asen Antonio Baptista Silveira
da Nova Siberia, de D. Francisca terraz de bou-1 t;r,.. tnmanA
za Barros, em Piraeicaba, deixando sem sentidoa, I
nnr i..n.n dp al(rnmnn h:iraa. dous eSCraVOB que 1*C
/.;ia e m f, da parte do pratijo, suspea-
leu-o do exareicio por 30 dias e fazendo
disso communicajS'j ao capito do porto,
este rt-solveu deraittir o referido pratico.
K' opiuiao gerI, quo os repetidos naufra-
gios, que ssdao na barra de Maco, sao de-
vi los pela uQiior parte, a insinuacSes par-
ticulares, de que alguns tirara, proveitosos
lucros dos leilSes de navios, qua constitueui
urna especie de mmancial, ai paca o re
gimento de cust.-s I '
Felizmente com a escolba do pratico-
mr, em cuja nomeacSo, andou \sra avi-
sado o capito do porto, e com a chegada
do actual juiz de direito daquella comar-
ca, temos f que, h3o de cessar taes abu-
sos, desde que, parece quo tudo depende,
da rooralidade do foro e da nraticagem da
barra.
Damos em seguida, o numero dos
escravds matriculado, nos diversos ruuoi
cipios da proviujis segundo a nova lei.
Natal
S. Jos de Mipibu'
S. Anna de Mattos
Jardim
Prin.'ipe
Touros
Macah yb
Papary e Ares
Trahiry
Penha
Goiauinba
Cear-mirim
143
337
64
101
150
82
140
190
62
142
278
457
2155
O pratico-mr, tomando conhecimentodo
porespaco de algumas horas, dous eacravos quetacto e recunbecendo, ter havido negligen-
estavam no cafeaal.
Foi preso em Araraquara o crimino*) de
morte Jos Dutra Sosrrs, qu ha vinte e tres
annos se evadi da cadeia de Caconde.
No buirro do Capim-Fmo, en S- Pedro
(Piracicaba), f>i encentrado o eaSaver de Domin-
gos Jos de Moraes, que se recaaheceu ter sido
Hssassmado, com arma de fog>, por seu cunbato
Beuto de tal.
Fallecen, em Ub, provincia de Mioas-Gd-
raes, o coaceituado e caritativo medico Dr. Braz-
Valentim Dias.
Fui exonerado, a pedido, o bacharel Joio
Galeo Carvalhal do cargo de promotor publico d'
Santos; sendo n ornead o o baiharel J..a> Nepo-
muceno Freir Jnior.
Qiteixeu se imprensa de Campias o preto
Joao, liberto, maior de 60 annoi, que, indosexi-
feira santa fuzcoda de Joaquim Paulino Barbo-
sa Aranha visitar antigos parceiros, f:a alli cas-
tigado coa cinco dczias db BOLos, a pretexto |de
ser eapiao dos abolicionistas.
As mos do pobre velho estavam com efl.'itc
muito infl tmm-idaa.
Fallecen hootim o Sr. Joo Saloctano da
Campos, gerente do onneo Mercantil de Santos.
Em Piratm!m, no Rio Grande do Sul, falle-
ceu, na ava'icada edade de M annos, D. Thereza
Pererra de Mattus.
Deixou os seguintes deseendentea: l filhoa,
K) netos, 175 bisnetos e 61 tataranctos. A-
todo, 340.
s acadmicos Szeram urna manifestaco na
capital ao conselheiro L?oncio de Carvalho no dia
anniveraario da poblicaco do decreto de 19 d.-
Abril, que .usiituio a liserdaae de trequencia as
aulas.
Ulna Cieraea
Nao recebemos jornaes dessa provincia.
Rio Grande do Sal
Datas at 17 de Abril:
Perante a cmara municipal prestou juramento
de cargo de 2* vico-presidente o Dr. Rodrigo de
Azambuja Villa-Nuva.
Da um jornal do Livramento que na linha Total
divisoria foram apprehendi Jos dous contrabandos,
sendo um de gado do Sr. Gaudencio Correia, que
fci solt immediatamente, e ooutro de couros cur-
tidos, que foi cocduzido para a mesa de rendas
geraes.
O Correio Mercantil, de PelotaB, publica
s,b o titulo Via frrea, o seguinte :
Contina a concurrencia franca de carretas
com a via-terrea que estamos annuaciaodo desde
Outubro prximo patsado.
Calculamos em numero superior a 1,700 car-
retas entradas e sabidas coro carga deade aquelia
dta equivalente a 1,500 ou 2,600 toneladas de
peso.
O commercio do interior prefere as carretas
puchadas a bois nao e p r melhor conveniencia
do frete e mais garantido o direito d. reclaniaca ,
como porque algumas vezes tem recebido raais
breve as raereadonas do que se fossem remettidas
na via-ferrea.
A receita da estrada de ferro de Porto Ale-
gre a Uruguayanua, trm crescido todos os anuos.
Em 1883, 10 mezes de trafego, foi do.......
69:426*978.
Em 1884, subi a 228:787*507.
Em 1885, a 287:284*657.
E finalmente em 1886, a 438:12.7*316.
Oa dficits *:n ido diminniodo nesta prop -
Em 1883 media mensal 20:327*340
1884 14:270*780
* 1885 8:726*378
1886 5:874*556
Em Sant'Anna do Livramento foi ferido nae
costas por urna bala o negociante Eugenio Gon
zalea, que declar u ter sido aggressor Migue! C
ere, deapach inte geral da a esa das rendas .
Em Bag tu assassinado com um tiro de
rovolver, cujo proje^til lhe penetrou na garganta,
o jovem Jc3o Limos de Bittencourt Netto.
O autor do crime, Q'jiriuo Pereira, emprezaria
de diligencias, evadio-ae apa a perpetracao do
delicio.
Na cidade da Cruz Alta, saicidou-se n dia
29 do paaaado. destechando um tiro de pis'ola no
ouvido, o ex-escrivo das collectorias geral e pro-
vincial daquelle municipio, Manoel N-;tto de
Mattos.
Fallecern) : na capital, Simplicio Ignacio
Jacquea, Ignacio Gomes de Auitude, D. Mara
Antonia de Oliveira e D. Bibiana da Conceiclo
ue Alraeida; em Pelotas, o serventuario del."
cartorio de orpboa Francisco de Paula Rodrigues
Barcellos, Caetano Cari^llo, D. Lucia Ounqu
Cerdoso e D. Miqueliua Pinto ^ampaio ; em Ita-
qui, D. Mara Eulalia Marques, e na Cruz Alta,
D. Francisca Pereira de Almeida.
As noticias dao outras provincias carecen de
interesse.
INTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
Pernambuco
RIO GRANDE DO NORTE-Natal, 26
de Abril de 1887
Vrnos em cumprimento do dever que
nos imposemos, noticiar o potico que tem
oceorrido nesta boa trra, depoia de nossa
ultima, e i) 11 do co rente.
No dia 20, pelo paquete Pernambu'
eo, aqu chegou o Exm. Dr. Alvaro An-
tonio da Coata, 1. vice-presidente da pro-
vincia e juiz de direito da comarca de S.
Jos de Mipibu', que a tempos, ae achava
no goao de li enea na provincia da Bahia,
tratando de sua saude. S. Ezc. que g.isa
neata provincia, do prestigio e muit&s sym-
pathiai, oi recebido ao desembarcar, por
grande numero de amigos, que o foram
abracar, acompanhanJo-o at a casa de re-
30 ae ADru : --,,---, -----r__-------_ -----------
A polica descbiofinalmente aats parte dalsidenoia do capitSo Jos Gervasio, ondo
Falta-nos conhecer, de poucos munici-
pios do serUlo, onde ha pequeo numero
de escravos.
Nos municipios de Mossor, Assa' e
Carau'ba? nao existe um s escravo!
Como se v, muito pequeo, o numero
de es.ravos que temos na provincia.
Pretendemos obter dados, a respeito da
matricula effectuada em 1871, para com-
parada com a actual, mostrar a difloreuca,
e oppartunamente daremos conta deste tra
balho-
Por agora podemos spenas dar a respei-
to desta cidade, onde em 1871 foram ma-
triculadas 941, ao passo que agora apenas
attiDgc a 143 I
Seja isso dito, em honra de nossos sen-
timeutos buxnanitarios. E' crenga nqssa,
em poucos annos, teremos feito desappare-
cer completamente no paiz, este grande
cancro social, quo nos avilta, face do
mundo civilisado.
Orneas ao zelo, intelligencia e activi-
dade do honrado Dr. Celso de Souza, pro-
curador fiscal da fazenda provincial, cons-
ta-nos que tem sido arrecadada, urna boa
parte da divida activa da provincia. Con-
tinuando a cobranza com a maior activi-
a le, como somos informados, ter S. S.
presiado um grande servigo provincia.
Tendo fallecido a 16 do corrate, o
amanuense interino da Secretaria da Poli
cia Antonio Fernn es Marinbo, foi no-
meado em data de 21, para o referido lu-
gar, o cidadSo Joaquim de Amorim Gor-
da.
Est em vias de conclusao, a reedi-
hcacao do quartel de linha, grabas inve-
javel actividade do Ilustrado presidente
da provincia, o Exm. Dr. Pereira de Car-
valho, qu) iucancivel e Zeloso como ,
contina a empreg^r seus esforcos para
dotar a provincia com este importante ser-
Tico.
Por iniciativa, tambem do Exm. Sr.
Dr. Pereira de Carvalho, acaba de ser le-
vautada a carta chorographica da provin-
cia, pelo D. J. Morant, superintendente
da estrada de ferro.
E' um importante servico, qu9 S. Exc.
presta provincia, pois, segundo somos
informados, o trabalho ds Dr. Morant,
se nao perfeito, pelo meaos, o mais
completo e exacto que se conhece, princi-
palmente na parte que o intelligente enge
nbeiro teve de percorrer, em excursao que
fez ha tempoa pela provincia.
Em 30 de Abril haviamos escripto a
presente para seguir pelo Ipojuca, que to-
cou neate porto a 26, mas tendo concluido
antes de meio-dia, fomos surprendidos,
com a noticia de que aquello vapor j bavia
partido, e por isso remetemos por este pa-
quete, accrescentando o mais que nos oc-
corre depois daquelle data.
Parece estar organisada nessa pro-
vincia, com raraificacSes tal vez, ama in-
dustriosa companhia, e antes qoe crie ella
maiores raizes, con v m chamar a attencao
das autoridades competentes.
E' o caso, que alguns negociantes da-
qui ten remettido em suas cartas saques
a seas correspondentes, para serem ahi
pagos por diversas firmas e pelo English
Bank of Rio de Janeiro, e sgora sao sur-
prendtdoa une com a noticia de que foi
recebida a carta, sem o cheque que men-
ciona, e outros, que nSo receberam, nem
carta e nem saque 1 j
Como se v, o facto bastante grave, e
tem impreasiooado a alguns, que trataos
da verifica por meio de avisos telegraphi-
eos, fim d se acautellarem. E' aataral
qua nSo osoape iso vigilancia dasdirer
sas autoridad^ s das praviscia e aim
pnasa, er tempo, ser dascoberta a *ria, qajnaavece existir,, a sereai exactas
as informa^ ;s que colhemos.
Deu-se hontem um feclo lamentavijl,
na viagem regular fi treiDxda nossa e^-
trada de ferro. \
O machiuku de noma Jos diucas, d
nocasta em que passava.o trem na esta-
(jo da S. Jos Alto, debrucou-ss para fora
da macliiua, par fallar com alguem\ qoe
ostava na plataforma, e t2o desastrada-
mente o fez, que cabio sobre os trilhos,
stndo instantneamente eemaga 'o e victi-
ma de sua imprudencia.
Aa autoridades locaes procederam ao
-xame e mais investigagSis precisas, sen-
do o corpo do infeliz macbiniata dado
sepultara.
PERNAMBUCO
Assembli Provincial
SESSAO EM 15 DE ABRIL DE 1887
PRGSIOEMCU DO EXM. 8R. DB. JOS MANOEL DE a&BBOS
WAMDKBLKT
(Condueo)
O Sr* Jun HaraSr. presidente, des-
ni'i-essar o dizer que eu nao tenho a mioima espe-
rnca-di' que o uieu r.'queriuiento seja approvado.
N) ha mei) algum de conseguir, de arrancara
npprovacao de um requerimento por iniui a presen-
tado, por mais justo, por uiais razoavel que sej a
materm que elle encerr.
V. Exe. acaba de ver, aera duvida, com pasmo
cu l'.e.) j'istio'i a V. Exc,V. Exe. deve ter fiea-
do pasmo de ver que um requerimen*o pjr mim
apreseatado, pediudo o levaatamento da sessa>,
como prova de pesar, pela morte de um cidado
diHtinetoV. Exc acaba d-i ver que um requer-
aietilo desea natureaa seria regeitado, se eu do
tivesse turnado a providencia de solicitar a sua re-
tirada.
Nao maateuho, portaoto, a mnima espelunca
de que eate reqnerimento seja approvado. Eutre-
tauto. aresentanio--, tenbo por unieo fim j'iali
ficar, dar os motivos que me levarain a euvial-o
mesa, afim de que se saiba que eu cumpri o
m ni dever.
Aioda nao estiva p-rfeitamente discutido o re-
querimento, que fui Inn.aio com o encerram "ito,
requerido pelo nobre deputado pelo 13* dtricto,
o Sr. Gomes Prente; eu bavia pedido a palavra,
e preleudia .-.inda adduair varias cousideracoea
em .resposta a impuguaco, que bavia soflndo.
p>r parte do tneu honrado adversario que se in-
cumbir de d'fander o presidente; vi me, entre-
tanto, impossibilitado de fazo)-o, devido ao euc-r-
ramento toreado, e qu-e teve o nnico resultado de
demonstrar, que a Ilustre maioria, reeeiava aeou-
tiiiaacao da discusao, porquanto cada palavra,
partida desta bancada, por isto que contijha a
verdade, era um ferro era brasa, que ia abrir urna
chaga no corpo de S. Ere. o Sr. presidente da pro
vincia. Felistneute, tactos posteriores; vieram
ainda demon^tr^r que assitia-nos toda a razao.
que S. Exc. sobre ser um presidente mepo, 6 um
presidente perverso.
Acensado por desidioso e falto de bumanidade
pela maneira porque proc.'deu per oeeasifto do
naufragio do vap-.r Baha, Drocaravaoi juatifi.'al-a,
ditendo-se, que s muito tarde tinha ebegado ao
conbecimente de S. Exc. a noticia do desastre.
Picou. entretanto, demonstrad), em vista doa
Jo:;um -ntos offiiaes, qa* ao contrario, muito cedo
lbe tdr communicado o facto, e qua teve delle io-
teiro conbecimento. Deminstrei ainda cabalmente
que muitaa eulras providencias, poderia ter S
Exc. tomado e deveria ter tomado, ainda mesm >
acordando tarde, senao no intuito d; salvar os
nufragos, que j baviam fallecido, mas de enter-
rar os mortoa e salvar a carga e bagagem qu i
con tinha em seu bojo, o vapor Bahia.
Sa. Excs. estacaran), nao tiveiam mais urna pa-
lavra de defesa, e por esta razao, rolharam meu
requerimtmto. Apresentando novo, eu tenho por
fin perguntar a S. Exc a sores, que provincias foram dadas por S Exc,, no
sentido de salvar a carea de qm era conductor o
Bahia, os grande* valores de qu3 era prtador, a
bagagem doa passageiros e as malas do correio?
Puig os jornaes Do esto dando quotidianamente
noticia de qoe appareceram no Loreto, Catuana,
(oyanna e at na Parahyba, malas conduziii'lo
correspondeneia, cartas, Iivros de diversas pro-
vincias ? Os pescadores nao teem encontrado
babus, calxo's e malas, alguns conduzindo valores
importiufes ? E o que ha feito 8. Exc. no sen-
tido de apanhar esses objectos, de pescal-os ?
Porventura 8. Ex. ao ter conbecimento de que
oo Loreto foram encontrados cartas e Aonaes da
assembla do Amazonas e Parabyba, expedio
d'aqui algiim vapor, para, procurando pelas pro-
ximi ta'lea do local do naufragio, apaihar o que
lhe fusse pissi vel ?
O que res pondero os nobres deputados a esta
ccn8deracSo?
Urna cbalaca partida do meu amigo, deputado
pelo 1 districto, que tem o espiriti sempre pro-
penso para o bom humor. Seria prcferivel. dia
S. Exc, urna viagem em torno do g'obo. Para
que faz V. Exc. esta injustija ao presidente da
provincia? Eu n3o posso admittir que S. Exc,
por mais curto de intelligencia qua seja, imagine
que esses objectos trazidos pelo vapor Bahia, pos-
sam aadar pelos mares do mundo inteiro, eu nao
admitto isto ; acredito qne S. Exe. comprehende
que bastara mandar procurar pelos lugares pro
limos ao ponto do sinistro.
Nao preciso mais do qoe percorrer do porto
desta capital ao da Parabyba; nao precisara era-
prehender viagem to longa ; bastara mandar o
cruzador Mtduza fazer o trajecto d'esta capital a
da Parahyba, percorrendo diversos logares e de
certo aeriam encontradoa oa ohjrctos que esto ap-
parecendo na praia, alguna dos quxes tem sido en-
tregues por haverem sido aprehendidos por pes-
soas serias, por bomens honestos ; mas os qne ca-
birem em mitos menos escrupulosas, nao appare-
rero.
Se esses objectos foram apanhados por quem por
acaso os encontravam, com maioria de rasao o se*
riam encontrados por um barco a vapor se por
ventura S. Exc. livesse d'aqui mandado com este
fim.
Faltar-nos-ha, porventura, tambem competencia
para perguntar a S. Exc. porque assim nao pro-
ceden, ou est 8. Exc. iaento de prestar-nos con-
tas, como acontece com relacSo ao cont da ris
que deu para o enterro dos mortoa pela razao ni-
ca de que csse dinheiro nao sabio do thesouro pro-
vincial mas sim do thesouro geral?
Nao pode S-. Exc. o Sr. presidente da provincia
fugir pecha de inepto e desidioso.
Inepto, porque nSo lhe occorren u cumprimento
de um dever, o que se nao pode admittir em um
homem qne est collocado na altura de presidente
da provincia.
O Sr. Gaspar de Drnmmor 1V. Exc quer gal-
vaniaar ama queatao j marta.
O Sr. Jos Mara.. .desidioso porque nao cum-
prio o su dever nem mesmo depois qne os jornaes
noticiaran) que a carga e a bagagem traaids pelo
vap r Bah'a nao tinbam em sna totalidade se
afuudado no mar, mas que andavam boiando
murc daa ondas.
Eu nao auero tal sralvaniaar ama questao mor-
ta; o nobie deputado, sim, eeforca-se por galva-
nisar um cadver mora I, como S. Exc o Sr.
presidenta da provincia.
O Sr. Gaspar de DrummondNa opiniae de V.
Exc.
O Sr. Jos MaraEngaoa-ae o-nobre depata-
do; por maia esforcos que empregne, por melhor
cbimico que seja, 8. Exc. nao conseguir de certo
dar eiqqer o menor movimento ao Sr. (Pedro F-
cente, que j nao um oadaver fresco, mas que
na cadver em patrefaccao.
O 8r. Aotonio VctorO que noto qoe que S.
Exc. tem amargas qneixaa doSr. presidente da
provincia.
O Sr. Jos Mara Eogana-ie o nobre depnta-
do mea Ilustre amigo.
O nobre deputado vive sempre engaado (riao);
tu nunca recebi de S. Exe. a menor otfensa pea-
soal, e ao contrario aa veaea que o procurei, nao
para pedir-lbe o menor favor, maa para reclamar
jostica para os mena amigos victimas da tppres-
ao do seu governo, foi por S. Exc. muito bem re-
cebido.
O Sr. Bario de ItapiasumaE attendido ? (r-
O Sr. Jos MarisNio, aenhor. (Riao) .
Efectivamente tive a pricipio a Dgenuidade da
acreditar naa palavras de 8. Exc, que, aeja dito
de paaaagem, urna verdadeira sereia (riso) ; mas
em muito pouco tempo convenci-me de qoe S. Exc.
era um homem coma todos os outros qu* o tina*m
mfcteceddo na presidencia neata fatal situacao.
Mas oem por ter sido recebido di vern veaea
pelo Sr. preeidente da proviocia do modo por que
acabo de declarar, devo eeguir outra norma de
conducta que nao aquella que tenho mentido n'ea-
ta casa em relaco a S. Exc.; e ae assim nao
prtcedesse cao cumpriria bem o meu dever de re
presentante da provincia, e aman ha poderia ser
fortemente acensado por aquelles qne investiram
me do mandato de sen representante de ter-lhes
Irahdo a confianca.
O Sr. Antonio VctorMas V. Exc. muito dig-
namente tem representado o sea districto.
O Sr. Jos MarisAgradeco a V. Exc. o sea
conceito, e sgrsdeco o Unto maia quanto disto es-
tol, convspeido, pois que a minha conseiencia m'o
diz bsa alt*'
0.8r. Loarenco de S e outros Srs. Deputados
Muito bem !
O >'r. Jos MaraE' bem possivel que nSo vol-
te a esta eaaa,nao o affirmo desde j porque, ho-
mem poltico, oo tenho o costume de diser : des-
te po nao comere, desta agua nSo beberei,mas
creio que, ao^ menos no dominio da situacao con-
servadora, nao me apresentarei mais candidato.
NSo desajo e nao pretendo voltar ; mas ao sahir
levarei a conseiencia tranquilla, a fronte erguida,
podendo dizer aos eletores do 2 districto: -tives-
tes na nssembla provincial um representante que
vos honron, porque segnio os vossos exeraplos,
inspirou-seno civismo, no patriotismo do que sois
dotados.
Agradece, pois, Jao nobre deputado a opinio
que a meu n speito externa, devendo accrescenthr
que mereco esse juizo de todos os meus amig;s e
adversarios.
(Apoiados).
O Sr. Antonio VctorE' o conceito que formo
do carcter V. Exc e creio que o conceito de
toda a provincia.
O Sr. Jos MaraVoltando Sr. presidente
materia sujeita ao debate, eu declaro que nao pos-
so comprehender como qu mantem-se anda na
adminstraca i de urna provincia da ord. m tiesta
um administralor que n'esta importante questao
tem ido de desastre em desastre, de precipicio ero
precipicio...
O Sr. Autono VctorNao apciado.
Nao tenho a honra de couh cr o Sr. presidente
da provincia, mas creio que V. Exc. filia um pou-
co prevenido contra elle.
O Sr. Jjs Mara... ao ponto de se mostrar
um homem incap iz d- s-r at inspector de qu .r-
t'-irSo, porque n> teriade certo o tiniqae ae exi-
ge para um lugr desta oatureza. (Riso.)
E no ciitautj um hom mu des'a ord.-m, que tem
a c >ragem d > insensat >, do mentecapto, daqu dle
que obra sem ter conseiencia de si, u homem
desta ordem a qu?m os nobres deputados preten
dem dar, e daro necessaramente, na le d.o or-
c ment, aut irisagao ampia para fizer desta pro-
vincia a quem bem lhe approuver !
Mas se Ss. Etcs. te n o intuito de reformar to-
das as nossas repirtijes pirque o nao fazem por
si inesmos ?
O Sr. Bar > de ItapiasumaApoiado. Era o
mais naturai.
O Sr. Jos Mara Porque>^ao entregar esta
arma as mane do um presideat corresponder prova de confianrja de que Sa.
Excs. o vao investir T
O Sr. Antonio VctorIsso ahi tem o seu con-
forme.
O Sr. Jos MaraV. Exe. ha de permittir que
eu nao eonte com esta esperanza que V. Exe. raa-
nifeata.
8^ V. Exc nao ae deixa dominar e est sempre
disposto a votar de aceordo cora a sua conseien-
cia, nao me obrigar de certo a jnlgar do mesmo
modo a todos o seus eollegas, que segundo a elas-
sificago fcita por um co-religionario dos nobres
deputados mesmo, em sua maioria sao inconscien-
tes, verdadeiras machinas automticas.
Pois eu nao vejo que os nobres deputados obe-
deeem cegamento a voz de mando do chete?
O S-. Aufonio VctorNa apoiado ; V. Exc.
nao tem razao.
O Sr. Jo MaraPor ventura j Ss. Exo3. se
insurgiram, votando contra a ordem daquelle qu'
est investido da missao de dirigir a maiuria des-
ta casa ?
E se emtanto a experiencia de cerca de 2 me-
zea em que hei visto a maioria da assembla pro-
vincial .de Pernambaeo obedecer cegamente a voz
Jo chefe, que por sua vez recebe ordeus do pre
sidente da provincia, Do posso acreditar que'Sa.
Exea, coosigam votar separadamente sobre esta ou
aquella materia.
Se porventura os nobres deputados tivessem li-
berl.ide ; se os nobres deputados podessem agir
c informe os seus scntim'nfos e impulsos, de certo
que procederiam como o anno passado, rebellan-
do-se contra a commisso de orcamento.
Mas Ss. Excs. nao o fazem, a despeito de canter
o orcamento de boje as mesmas idts extrava-
gantes do orcamento passado e que deu lugar
pequea, mas valente opposicao conservadora.
O Sr. Presidente Pe?o ao nobre deputado que
resuma o seu discurso porque a hora est a fin-
dar.
O Sr. Joao de OliveiraMas hentem fal!ou-se
aqu at 20 minutos d-'pois da hora.
O Sr. Jos Mara Que tempo falta para Andar
a hora ?
O Sr. Presidente3 minutos
O Sr. Jos MaraEu vou terminar e em tres
minutos direi o qoe pretendo.
V. Exc. sabe que conta com a minha obedien-
cia, desde que nao se oppuzer verdade.
Se V. Exc. porventura ne dissesseque j tiuha
passado da hora, eu reageria, porque de V. Exc.
s quero justica.
O meu requerimento, senhores, tem e intuito de
demonstrar, de tornar publico que 20 dias depois
do fatal acantee ment que eulutou a alma brasi-
leira, o inepto administrador da provincia de Per-
nainbnco, que em m hora foi incumbido de diri-
gir os negocios desta provincia tendo crusado os
bracos ante aconteeimento tao _lamentavel, ao ter
noticia do que os objectos do que era portador
aquelle navio boiavam a .tona d'agna naa imme-
diaces desta capital, objectos que eram apanba-
dos pelos pescadores, nem sequer mandou por des-
encargo de conseiencia o cruzador Meduza dar um
ligeiro passeio para aoanhar alguna desses objec-
tos, abandonando assim afortuna publica e par-
ticular que deviam me:ecer da parte de S. Exc.
toda a conaideracao.
6. Exc, portanto, nao tem sabido cumprir o seu
dever e, ao contrario, tem trahdo esses mesmos
de veres.
Tenho concluido.
Passa-se
1.* FABTS DA ORDEM DO DA
Contina a discuaso do projecto n. 22 deate au-
no.
Sao lidas, apoiadas e entrara em discusso con
juoctameutc com o project) as seguintes emendas:
N. 38. Ao n. 10 do 1", art. 1 Ceraiteno
do ReciteDiaria de um servente a 1600.....
2:920Ratis e Silva.
N. 39. Ao art. IoCmara do Reciteonde
se lcuatas judoiaeaaccreacente-se : inclusive
132 J9J0 u Francisco Teixeira de Almeida Cruz, e
6214000 ao contador do crime desta cidade, Jos
Joaquim Pereira de Oliveira.Reg Barros.
N. 40. Art. 1" 32Cmara Municipal de Na-
zarethAo n. 13 accreaceate-se : inclusive 3605
deduzidoa do n. 16, ao escrivao do jury, sem direi-
to reclamaco, elevando-se a verba a 96O0OO.
Reg Barros.
N. 41. dem ao n. 12Eu lugar de 100 d-
ga-se 2004.Kego Barros.
N. 42. Ao art. 1 12 Substitua-se o n. 4
pelo seguinte : dem do procurador alm da por-
centagem de 6 0/0.Gaspar de Drummond.
N. 42 A. Aoart. 1 12 n. 9 Eleve-se a
verba a 4004, sendo 2004 para o escrivao Eusta-
quio Valacacer de custas, sem direito reclama-
cao alguma. Gaspar de Drummond. Barros
Barrete Jnior.
N. 43. Ao n. 5 do 6Cavara Municipal da
cidade da Victoria, administrador do Cemiterio
Eui logar de 5004 diga-ae 6034.Ratis e Silva.
a le vi-
os venci-
que perce-
N. 44. Ao n. 11 do % 42 Em lugar de 1004
diga-se 2004Reg Barros.
(w t" 8u0titoa-ae a emenda n. 2diga-ae :
1:0004 de ordenado e 5004 de gratificaco. como
"NT yi8ente-kgo Barroa.
N. 46. Ao art. Io 53 n. 9-Reatebeleoa-se o
aisposto no orcamento vigente, na parte que ae
refere ao procurador pelo trabalho da affericio.-
Juvencio Maris.
.J?" 4?" Ao41 n-l'A accresceote.se : sendo
5004 para pagamento-do que ae deve ao escrivSo
do jurv, come> est ns prepoata enviada pela C-
mara.Jos Mana.
N. 48. AoJ52 13 accrescente.se : que ae
deve ao escrivao do jury, da eaataa judiciaea.-^
Jacobina.Luetosa.
O "r. Ben Barro* Sr. preaidente, co-
mecare juatficando o projecto que a commisso
d orcamento municipal teve a honra de apresen-
tsr eonsiderafao desta casa. Depois analyaa-
rei algumas esendas cfFerecidas e tomarei na de-
vida conaideracao as cbservacocs presentadas
pelos meua distinctoa collegas pelos 6o e 129 dis-
trictos.
A commisso de que faco parte, Sr. presidente,
paia se justificar basta refenr-se ao officio que a
Cmara Municipal do Recite remetteu a esta As-
sembla.
Nesse officio, apar de muitaa exigencias como
foi especial, nova lei para as cmaras, e outras
medidas que nao sao de nossa competencia, pede
a Cmara : Io o equilibrio do orcamento, 20 re-
duccao dos vencimentos dos seus empregados, 3o a
nao continuaco das aposentadoras aos mesmos
com o que j se despende para mais de 14 contos
de ris.
A commso nao podendo aceitar urna reduc-
co geral, porque aeria por demais injusta, enten-
deu reduzr ordenados de alguns empregados e ao
mesmo' tempo suppnmir lugares que lhe parece-
ram desnecessaros.
Vozea=Todos liberaes.
O Sr. Reg Bstros Eu nao se se todos libe-
raes
O Sr. Andr DasA maioria c:nservadora.
O Sr. Reg Barroa Nao sei os empregados o
que sao, mas o que assegure ao nobre deputado
que ao mesmo tempo que a Cmara Municipal no
seu projecto pede reduccao de ordenados, eleva a
despeza eom mais 14 contos de ris, pedindo 40
guardas rauoicipaes tm lugar de 26 que exstem
actualmente.
Antea que pisse adiante, rectificar, i um enga-
o do meu c alega, deputado pela 12 districto.
8. Exc. hontem atfirmou mais Je urna vez, que o
orcament presentado casa, era inferior na ver-
ba ordenados a lei vigente. Nao duvido que isso
fosao decidido em aeaaao. u- S. Exc. enganou-se
ou ento sua boa f foi laqueada. O que garan-
to a S. Exe. que o orcamento tal qual a lei
gente, augmentando se a despeza c<-m
m.'iitua de H guardas municipios.
A commisso oor consequencia tiuha dous lucios;
reduzr orientaos, ou augmentar impostes, mas
desde que na proposta foram couserv.dos os mea-
mos ordenad.* sem se diminuir um s, a eominis-
eo enteudeu qae uo devia augmentar imposto
algum.
A reduccao propoata em pessao, creio que foi
de 20 ou 2."> 0/0. Tenho aqu a ac:a da Cmara
Municipal em que se tratou disso. Bata reduccao,
pTruiita o nobre deputado que diga, era por de-
mais cruel, porque fbrcosQ oenfeasar, se ha em-
pregados bem remunerados, ha- outros que recc-
oein ninh nas, e reduzr aseim era deix-ir uus em
pegHimas condi^Oes e outros pouca ou nenhuma
diflereiicafaca, peloa bjns ordenados
bem.
N'eatas condiyocs, attendenio, a que impossi-
val augmentar imp.stos, porque posso amrmar,
que municipio algum de que tenho conhecimento
to sobrecarregado como o do Recfe.
A Cmara Municipal da Bahia, tem receita de
190:000*000, a do Recfe tera de 30D:O;)0. e ao
paas j que a de l s gasta 70 contos com o pes-
soal. us aqu despendemos 180:0003.
O Sr. V8cond|e deTabatingbVirgcm Mria .'..
O Sr. Reg B irrosCreio que este municipio
nai mais rico do que oda Baha e o nobro depu-
ta lo que d'quella provioeia, p le muito b.m
avaliar.
Nos despeodemos aqu dois tercos da ienda,coin
o pessoal na Buhia despende-se cm tere 1 e na
Corte 8mente a 4a parte.
Sr. Prxedes PitangaA da Corte rende
4 0O):OJ0, mas tem o encargo de receber as d-
cimas.
O Sr. Reg Barros O queasseguro que a c-
mara da Corte, rende 1.600:0004, e agora mesmo,
segundo se v, do seu ornamento, publicado no
Jornal do Commercio sendo a renda oreada em
1.706:000, s despende a parte com ordenados.
Na Corte se fazem multas despesas exageradas, a
cargo da cmara municipal, e aqu nao s-i faz
beneficio algum populacho, nao se alargam ras,
uo h urna s escola municipal, rara a desap-
propriacao e nada se faz, a Do ser o acceio da ci-
dade, e esse mesmo mal feito.
0 que devia fazer a commisso ? Augmentar
impostes ? Isto crivel, o municipio asha-se de-
mais onerado.
Diminuir ordenados ? Podia, mas como ? A c-
mara em sua prop -ta queixou dos ordenados ex-
cessivos que paga, u,as quaes sao as diminuices
proposlas ?
Nenhuma ; os vereadores qua devem conhecer
melh t Hquelle servico, nao acharara um lugar qne
podea8a ser supprmido ?
Um Sr. DeputadoO commiasario de polica
insta.
O Sr. Ke dimiuua, mas diminuir onde?
O mesmo Sr. DeputadoA A=scmbla com-
petente.
O Sr. Reg BarrosA cmara quem devia
indicar, e demais, hontem o nobre deputado disse
qne eata Assebla nao de ra ser seno urna chan-
cellara das cmaras raunieipaes. Se assim acon-
tecesse, dos ento ce vamos acceitar a proposta
cumo ver.', isto 6, com t. dos os onus para o muni-
cipio transtormal-a inmediatamente em lei.
(Apartes), mas S. Exe. quaedo assim se expres-
sava, acreditava que a cmara, tivesse feito redc-
eles nos ordenados dos empregados, por isso eu
digo que a b.a f de 8. Exc. foi laqueada.
O Sr. commissario de polica, a quem nao co-
nhe?o, at nos jornaes lembrou-se de dirigir-se a
Assembla e especialmente commisso de que.
fac/i parte.
O Sr. Prxedes Pitanga-E' muito zeloso.
O Sr. Reg BarrosNao duvido ; mas digo que
esse vereador, suppoe que a proposta da cmara,
fez algum alguma reduccao de ordenados quando
mrstrei hontem ao nobre deputado pelo 12 dis-
tricto que existe alteracoes para mais nos impostes :
as alteracoes feram profundas e houve mesmo ex-
cepcoes injnstifieaveis.
O Sr. Gomes PrenteConvnha publicar esle
ifcio, para ver-se que o orcameato da cmara est
em contradceo com elle.
O Sr. Reg BarrosSim, est em contradceo
manitesta e como prova basta attender aos seguin-
tes trechos desse officio (Id).
Bem melindroso o actual estado financerc
deste cmara, para o que muito tem concorrido os
desastrosos cantractos celebrados srm o menor es-
tudo e rtfiexao ; resultando d'ahi serios emboreos
na exeeu;ao dadas, qui( premiditadamente plaue-
jados, pelo que os contractantea procurara resciu-
dil-os.
Escusado dizer que taes recisoea te.n sido
sempre julgados pelos tribunaes contra a cmara,
que eoudeinnada tem indi mnisado cerca de 200
contos em dinheiro e em apo.'ices com o juro de
7 por cento.
A par destas calamidades que s espirites ob-
secados podem produzr, a circumstancie de sua
enorme divida paasiva no valor de 450 contos de
ris muito concorre para que se aggrave o estado
fiuaoceiro desta cmara.
Coata dizel-o, Exm. Sr., mas urna verdade,
que o que ella contrahio com o Banco do Brasil
para 1; factura do Mercado de S. Jos, sendo pri-
mitivamente de 300 contos de ris, eleva-se em 30
de Setembro a 343 contos, nao obstante ter j
pago esta cmara 280 contos.
E' forcoso tambem reconhecer, Exm. Sr. que
exceasiva a somma que esta Cmara paga aos
aeus empregados, pois como V. Ex. ver da inclusa
proposta, ella de 174:0004000 sobre urna esti-
mativa do 355:0004000, sujeita ainda a 181:0004
para despeaaa geraea que ella obr gada a fazer,
sendo que muitaa verba alli consignadas alo an-
nualmente diminutas, taes cerno entre ellas a de
desapropriacao, custas judoiaea e criminaes, abras
doa predios municipaes e obras dos cemiterios,
havendo no de Santo Amaro a inadiavel necessi-
dade de ae tazar um ainda que simples necroterio,
aiim de que nao continu o reprovado costume
de se praticar authopsias reclamadas pela paliis
em cadveres j sepultados a doua ou maia da
no campo sob um sol ardente e a vata de curio-
eos que nem ao menos se previnem contra exha-
r


4 de Maio de 1887
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lacoes putrefacta: nio perowtsiudo portante, a
receita da Cmara qu moHas de oas divida
passivas aejam pagas por falta de meio* !
Pede e,ta Cunara a V. Etc. providencia
neate sentido e maia anda para que nao coot-
naeai aa posentadorias a empreados municipaes,
pois como V. Exc. ver da preposta, j soba o
que e degpende com eaU verb a 13:000*000 ;
e a ulgar-se pela escala progreasiva, que se tero,
desenvolvido nestes ltimos ano a tal reepeito,
breve tara a Cunara urna lista dupla de empre-
gados, o que cmvm evitar, dignaod-se V- Exc
recommendar este assuuipto ao zelo e patriotismo
da Ai6embla Prjviudal, em quem muito coat i
esta Cmara.
Compreheade V. Eic. que se os oicamentoa
deata Cmara da3em o resultado previsto na su
confecco, nai tinha ella motivo para recommen-
dar aemelhante rcstricc >, mas infelizmente nun-
ca arrecadou-ge o que Coi orzada, e para nao can-
car muito o espiritj de V. Exc, offerece-lhe ella
o resultado do quinquenio pasiado, por onde V.
Exc. por si mes.no poder verificar que de 1881 a
1882 foi oreado (L*i n. 1607) 353:651*000, arre-
cadou-sa 274:1615000 resultando a differeuea da
79:490*000. O de 1882 a 1833 foi oreado (Le n.
1717) em 331:748*000 e foi arrecadado 298:576*
havendo a d flereaca de 36:176*000.
O de 1883 a 1884 foi orzado (Le n. 1791)
em 312:220*000 e arrecadado 302:060*003 dando
urna diffarcnva de 10:158*000. O de 1884 a 1885
foi oreado (Le n. 1831, em 339:064*0:10 e arru-
cadou-ae 321:840*000 existindo urna differeuea de
07:224*0T>. O de 1885 a 1886 oreado (Ln n.
1882) em 333:245*000 e arrendado 298.751*000
deu urna differenca de 44:494*000.
O mesmo suceeder com o que vai inluso
cuja receitaj oreada em 355:000*000, sendo p ira
crer at qua i. differenca seja enorme pelo canhe-
cido deerescimento das rend&s publicas e particu-
lares em virtude da estado anormal a todos pa-
tente e oocusiooado pela trise que tem aniquilad j
o coinmercio, a agricultura e a industria.
Pela proposta ver aiada V. Exc. que esta
Cmara eievou o numero de suardas de 20 que
eram pa:a 40, :erta de que V. Exc. rcconbeeer a
necessidade de ter ella assim pratcado, porqua
ha vendo 12 fiaeslisacoes no municipio, o servici
externo nio pode ser feto satisfactoriamente,
coma pra desejar, com aqu-lle pequeuj nume-
ro de guardas, tobando a media de 2 guardas
para cada freguezia, quando s as 5 frefruezias
da cidade nao podem deixar de ter pelo menos 4
guardas cada urna, principalmente a da Boa-Vista
que tcm um mercado, e onde portanto se faz ar-
recadaco, que devi-ra ter pelo menos nos seus
dous districtos e neste mercado 10 gu rdas.
Nao coa esta verba que a Cmara deve
eeonomisur e aim com outras que a sabedoria da
Assembla attingir, o que es'.a Cmara acceitar
de boamente, paie est certa de que sero inspi-
rados pelo perleito [eouhecimento das suas neces-
sidades .
O que me parece que essa proposta nao a
que foi votada, nao est de accordo com o vencido
porque, -ju r atteadenda-se o que dios.' o nobre
deputado, quer attendendo-se publicacao que
tez o commissara de poliei, pirece-me que am
bos os seuhores laboran u'uin engao, ambos
auppo ni que a pr posta reduz ordenados ; mas
nao ha tal, e por isso esse commissario de pjhcia
mostrou-se to acceso em ira contra o mcu vi-lho
amigo, deputado pelo 6." dialriuio, as sen a
menor razio nabre diputado apenas por equi-
voco eievou o ordenado de um tnopregado, que o
ajudante do morcado; todos os mais ordenados
conse.-vo-oa taes como esto na le vigente.
Poifant, digo, essa ropost nao est de ac
cordo com o vencido : aqu ha cousa... nao sei o
que .
O Si-. Prxedes Pitanga V. Eic. sabe que
eu uuo eslava na Cmara quanda se confeccin u
a propast.i, apenas asaiati a diBCus.-ao.
Peco-lhe qua leia os nemes do3 vereadores que
assiguaram fal pioposta.
O Sr. Jos MariaDemiis, V. Exc. poderia ter
assignaio como vencido.
O Sr. Prxedes PitangaMas do aisigce; nao
estava preseate.
O Sr. R-:go Barros Proferidas estsa palavras,
Sr. presidente, irei responder ao que dase o no
bre deputa lo relativamente aos lan^idores, luga-
res que a commisso suoprimio, o qae ao nobre
deputado pelo 6 distncto parecen grande oruel-
dade. porque bavia al'-, um fuaccooario com vinte
e tantos aunas de aervico. Nao o coubeco 'apar-
tes).
Mas o nobre deputado tanto recanheae a des-
necessidade desses lugares que affirmou, em apar-
te, que, caso algum vagasse, nao tena duvida em
votar pela sua suppresso.
A crecao dessea lugares de laneador data de
1883. No orcameuto de 1884 a 1S85 foi que ci-
mecaram a funecionar eases empregados. Autes
disso oo bavia tacs lugares, c se at euto ell.-s
nao existiam e a renda de entao para c nao tem
augmentado e, ao contrario, diminuido e ba de
diminuir fiircosamente, salve o caso de derrama-
ment grande de impostas ; para que esses lanca-
dores ?
Quando a renda subi um poueo, < sses lugares
ni) eram indspensaveis, boje com maioria de ra
zao, porque, como sabem os cobres deputadas, ha
maiar numero de fiscaes e guardas, e os Uuca-
mentos que fazem esses laceadores s5o anlogos
aos que se fazem nqa repartieoes provioeiaes : os
lancamentos provinciaes servan de base aos mu-
nicipies.
O Sr. Prxedes PitangaNa) ha til.
O Sr. liego BarrasPcifaitamente.
O Sr. Prxedes P.tanga Sai causas muito di-
versas.
O Sr. Reg BarrosSao idnticas-
Ora, o maior servico d-s lanzadores o "jue se
refere ao imposto de 2 % subre o valor locativo
dos predios.
O Sr. Joao de. Olivoira Sao tugares muito tra-
balho80S.
O Sr. Kego Barros E, depais, atienda o nabre
deputado ao aeguinte : a arrecadacio d* renda da
Cmara Municipal de R tile nao aopoe a neces-
sidade de lanzadores; porque, vt jamos : o merca-
do, que rende 70 contos, coustitue urna reparticao
aparte, tem o seu administrador, ajudante, portei-
ro, guardas, serventes, etc., etc., emfim, um ma-
re magnum de funeciooarios... Alli o laucad o r
n&da tcm que ver.
Temos anda o aluguel de predios; mas essa
verba tiende de 12 a 14 con ".os. Porventura teem
os lanca.r'ores que ver com ieso ? Nada absoluta-
mente. Tenas a verba preveniente do cemiterio,
que rende 8 contos...
O Sr. Prxedes PitangaV. Exc. faz-me o fa-
vor de dizur em que esto cecupados esses pre-
dios?
O Sr. Reg Barros Esto alagados.
O Sr. Prxedes PitangaA' excepcSo dos da
liba do Monte:ro, esto todos ocenpados por csta-
belecirnentos coaimerciues, o que impos ao knca-
dor a obrigaco 'de eacrever o nome do locatario,
o lugar, a qualidade do negocio, etc.
O Sr. Reg BarVosE' por isso que digo que o
lancamento provincial facilita de certa forma esse
gervico. Mas o lanca'ior nada tem que ver com o
aluguel do predio; cb elle quem o percebe e
sim o procurador. V
No matadouro e logradouro tem a Cmara a eua
maior receita ; d'ahi eila aufre de 85 a 90 contos,
porque a renda variavel. Perguut > anda : tm
os lanzadores que ver com isto1*? Nem se impor-
tara, eom semelhante servico.
O Sr. Ratis e SilvaEutao para que se col-
lecta ? S
O Sr. Rega BarrasNo logradouro a Cmara
tem apeaas um empregada; e o nbbre deputado
attenda a que, se dimiuuirmos o impasto que pa-
ga o gado no matadouro, nio sei a que fiear re-
duzida a renda da Cmara Municipal.
Temos anda outros impestoa: (l) 300 ru pa-
gos no matadouro da Cabanga, etc., 500 riaidem,
etc.
Estes impostos rendem perto de 30 contos, e em
que concorrem para ana arrecadacio os lanzado-
res ?
Ora, tommand) eaaaa parcllas, temos quau-
tia de 210 cantos de renda, e orzando o total da
receita da I amara em cerca de 270 eontog), p3r-
gunto : que b oeficio trazem tdiHdade os lacea-
dores ? i
O Sr. Prxedes PitangaPode V. Exc. diz'wr.
me quantas casas de negocio ba neste muniai-
Pi0? S
i ,0 Sr. Rgo BarrosNao o oei.
O Sr. Prxedes PitangaNao sabe V? Pois eui
posso asseverar-ihe que ba perto de 5.000 casas1.
A respeito de cada urna, deve o laceador escrever
o nome do proprietario, designar o genero de ne-
goeio, declarar que temos de pesos tem, etc.
Agora, se a cmara urna casa de eommercio,
nao precisa genio de um cobrador ; mas em tal
caao nao prestar um aervico mera! sociedade.
O Sr. Reg Barros Pergunto por miaba vez
ao nobre deputado : o numero de casas de nego-
cio augmenten de 1883 para c ?
O Sr. Prxedes Pitanga-Porgante antes te
fiscal, alm das fooccojs qae lb8 iucnmbem, pode
relatar e discriminar as d.ffe-reutes especies de
negocio.
O Sr. Reg BarreaSempre o tea at 1884.
O Sr. Prxedes PitangaPez muito mal, pes-
simamente.
O Sr. Reg BarrosO numero de casas com-
merciaes, longe de augmentar, tem diminuido con-
sideravelm^nte ; e se outr'cra a colleata era feita
pelos fiacaes smen:e, boje que o numero de casas
comraerciaes tem decrescido e o dos fiseaea e
guardas augmentado.. .
O Sr. Prxedes PitangaSempre fizeram muito
mal esse servi'zo-
O Sr. Reg Barros ... nao ha necessidade
desses lugares ; creio que nao ha.
Passaudo agora a considerar algamag emendas
que ao projecto em liscnsslo cffereceu o illustre
representante do 6 distncto :
a emenda n. 6, o nobre deputado equiparou os
vencimentoa de todos os administradores de cemi-
terios.
O Sr. Ratig e Silva Restabeleceu os venci-
mentoa.
O Sr. Reg BarrosSao restabe!e:ea tal, aug-
menten.
O Sr. Ratis e SilvaTenha a bondade de di-
zer-mequenti d a lei vigente? Tres contos e
duzentos.
O Sr. Reg BarrosNao trate do administra-
dor do Cemiterio do Recife.
Mas pela lei vigente os administradores de fra
da cidade, tinbam, o da Varzea e 8. Loureuzo
500*, eodi Arr.ial 720*000.
A cummigso, reconheceodo pelo quadro que
aqui tenho, que no Cemiterio do Arraial o emprc-
gado tinha menos que fazer e era melhor retri-
buido, equiparou os seus Vfocimentos aos da ad-
ministradores doa Cemiterios da Varzea e S. Lou-
renzo da Matta.
Paasemos agora ao Cemiterio do Recife.
A commisso eutendeu que este lugar era muito
bsm retribuido.
O Sr. Ratis e SilvaNao ha tal.
O Sr. Reg Barros Tres contcs e duzentos
mil ris o ordenado de um juiz de direto.
O Sr. Ratig e SilvaNS" v por ah.
O Sr. Reg Barros E' um ordenado muito
bom.
E depcis, nis temos aqui aieiino um projecio
pe diz que nenbnin empregado poder ter mais
de 10* ou 9*000 diarios.
Ora, eu creio que para se ser administrador de
cemiterio nao preciso ter grandes cjnheci-
mentos.
O Sr. Perreira JacobinaE' preciso, pelo me-
nos, coragem.
O Sr. I-'go Barros Isto nao falta, at para
ser coveiro, e nao ha lugar mais iocommodativo
d > que o de coveiro de ceoiterio.
Ora. no Cemiterio do Recife, se euterram 8, 9,
10 cadveres por da. A media de 8 ou 9 en-
terramentoa diarios.
O Sr. Ratis e Silva -Hnj*.
O Sr. Reg Barros E' & media de umitas
aanos
Pareceu, portanto, commisso que este orde-
nado era exceasivo, porque o trbala) muito li-
mitado. ..
O Sr. Rit3 e S-lva Tem um trabilho muito
a fanos o.
O Sr. Reg Barros... e por isso reduzio o
ordenado, tanto "maia quaWo como o nobre depu-
tado sabe, ha poucoa snnoa este empregado gi-
nhava apents 2:400*. e augmentoj se Ihe logo
maia a quantia de 800* 0 ).
O Sr. Ratis e SilvaE o n lire deputado acha
que elle est bem retribuido ?
O Sr. Reg BarrasEu cbo qua bastante.
Paasemos agora reparlo de afcrzoes.
Eata repartizo, se nao fosse creada por lei ce-
ral, n3 deviamoa extinguil-a, porque antea d'ella
uao havia deficita nesse servico. (Aoartes.)
Nao sou de opinio que se extinga aquella re-
partzao, nao ; acho que deve existir, mas nao
cem to grande numero de empre;ados, oque re-
dunda somante em prejuiza da municipio.
Eativu ua repartiea de af n'zoes da Rio de Ja-
neiro, e vi como o trabaiho l era feito, nao tendo
o pessial que nj aqu temoa. (Apartes.) Alli
ga8tam-se 20:000* com o pessoal, mas em com-
p^nse-zlo proiuz a renda de 130:00)*. (Apar-
tes.) Aqui gastam-se 15.000*, e a Cmara Mu-
nicipal aufere apenas 18:000*000.
O Sr. Prxedes PitangaAqui gaata-se menos
do que l.
O 3r. R"go BarrosGastam-ao menas 5:000*,
mas em compoosazo rende dez vezas menos. E
o servici do empregado aqui nao jaa graude
como l.
Eatre os lugares que a commisslo julgou de
bjm alvitre suppriniir, acha-se o de auxiliar do en-
genheiro, porque do orcameufo apresentado v-se
apenas qui se gastou a quantia de 500* com obras
e o resto da verba foi todo applicado oa limpeaa
e aceio da cidade.
O Sr. Prxedes PitangaE qauntas casas se
constru:am. e se demora-n acerca das quaea o en-
genheiro teve de dar opinio. E' precisa que o
nobre deputado attenda para isto.
O Sr. Reg BarrosMuito poucas. A edifica-
cao nao tem augmentado assim, basta o euge&bei-
ro e o meatre de obias para dar couta d'esae ssr-
vizo.
0 Sr. Prxedes PitangaFique o nobre depu-
tado sabendo que o servizo muito.
O Sr. Reg BarrosDepois, a Cmara nao tem
apresentado planos, nao tem aberto ras, nao sei
rastino o que faz a Cmara Municipal para passur
um engeuli iro e um ajudante.
O Sr. Prxedes PitangaEuto as casas podem
ser feitas sem a opinio do eugenheiro. J vejo
que V. Exc. pensa como o general Ojorio quo ds-
pensava tudo, comanlo que houvessem solda-
dos.
O Sr. Reg BarroaO que eu digo e que o sar-
vizo nao tal que necessite de dois eogechei-
ros.
O Sr. Prxedes PitangaAffirmo a V. Exc. o
contrario.
O Sr. Rago BarrosEotao vam ->a logo nomear
tres cu quatro eug?i.heiros para dar veucimunto a
esae trabilho, que segundo pmsa o nebre deputa-
do peio 12.' diztrcto, excessivo.
O Sr. Prxedes PitaugaV. Exs. procu'e exa-
minar o archiva da Camra.
O Sr. Reg BarrosJ vi, e por isso mesmo
cooveoci-me da dcaneceasidade do lugar de auxi-
liar do engenheiro.
O Sr. Prxedes PitangOa lhe faltarais a
verdade ou entao V. Exc. nao procurou ver. '
O Sr. Reg Barros-V. Exc. nao pode dizer
que ea nao procure! ver.
Pens, seuhores, que prestei atteneo a todas as
emendas presentadas pelo nobre deputado pelo 6.
districto.
Passarei agora, Sr. presidente, a dizer algumas
palavras sobre as contas da Cmara Municipal do
Recifa que nos forano, apresentadas e sobre o qua-
dro da divida patsiva.
A commisso, Sr. presidente, anda nao tere lem-
po de examinar todas as contas da Cmara Muni-
cipal do Recife. Sao tantas e de tal ordem que
necesaario|muita paciencia; um verdadeiro laby
rietho. Mas o que posso afnrmar que as pre-
acripcoea legislativas, a respeito das verbas de
despeza, nao foram attendidas, de sorte que todas
as verbas ou quafi todas se nao forain alteradas,
foram desviadas sem auto.istelo do poder compe-
tente.
A Bifferenc] at quadro da vid apresen-
teda na esaao pastada e o pteaaajado este anne
de perto de cem contos poig de 367 contos paasuu
a 450.
Continuando nesta proporco, eom oa joros ca-
pitalisados da divida no Banco do Brasil dentro de
quatro on cinco annos, este municipio dever mil
cantos Muitas aividas ha que nao esli no quadro e
outras in.lemnisaoes vio appareoendo
Ha p meuto de u.n proprietario na estrada da Torre
padindo a os coutos de indemnsaz'>, allegan io
sentenca paasada em julgado.
Nem ai menos os recursos juJiciaea sao pela
Cmara da Recite.empregadoa contia aquellea que
a todo o tusto qaerem indemnisajja exagera-
das.
A nm contractante a Cmara considera credor
de quarenta eontog de ris, importancia superior
a qae elle exige e anda dependente de aecordo.
Os impastos especiaes decretados excluaivamen
te para fim corto e determinado tiverom applica-
co di verga.
O Sr. Prxedes PitangaEu assevero que du-
raate minha estada na Cmara, tiveram boa appU-
caco.
O Sr. Reg BarrosAcredito e at louvo o zelo
que V. Exc. toma pelos negocios mauicipaes.
A divida da Cmara do Recife para com o Ban-
co do Brasil deve merecer a mxima a:ten;a > de
nossa parte.
O mercado de S. Jos den de renda liquida... .
50:0oO*, e nao obstante "disposicio cxpreaaa de 1 i
f-penaa 20:000* foram pagos ao Banco.
Aquelle edificio j custou 287:000* ao municipio
e anda se deve mais de 320:000*, quantia supe-
rior au emprestimo.
E' o nica beneficio de vulto que >s contribuin
Luatosa, Joiode Oiiveira, Costa Rineiro, Perreira
Jacobina, Jwvencio Maris, Bario d Caiar e Ra-
gueira Coste,
Paltam os Srg. B. de Itapisauma, Amara!, Solo-
mo de Mallo, Joo de S, Jo'.io de Barros e Joo
Alvcs.
E' lida e sem debate apprarada a acta da scgsao
antecedente.
O Sr. 1* 8eoretario procede leitura do seguin-
te
EXP8D1KHTE
Uji offi-io do aee.retario .la goverua aubmett -
do cousideraza daata A-einb.i u.n offleio da
Cmara Mu .ieipal de M ir.beca relativo a auxilio
qua pele para compra de urna casa para as guai
sea.-oes e que sirva para cadeia.A' commisso
de oroamsneo provincial.
Oulro do mesmo, transmitido o balan?! da re-
ceita c despeza do exercicio de 184 a 1886 e o
or;amanto para o de 1887 a 1888 da Cmara Mu-
nicipal de (riyanua.A' cmmissi) de oro-imn-
to municipal.
Um abaixo assignada de morad orea na fregue-
zia de Noasa Sanhora da Luz, pedlndo a creacao
alli de urna cadeira de inatrueco primaria do
sexo inasoalno.A'commisso de inatrueco pu-
blica .
Outro dos membros d commisso da barbeiros
e cabelleireiros desta cidade, pedindo o techa-
ment das portas do seu estabelecimentos nos
domingos e das santificados do meio dia em dian-
te.A' commisso de petzoes.
Urna petizo de Harmino Delfino do Nascimen -
to Lima, escrivo interina do jury de Limoeiro,
requerendo can dgnazo da quota de 273*790 de
eustas judiciaes que ihe deve a Cmara Municipal
d'alli, V commisso de orzamento municipal.
Outra de Alfonso de S e Albuquerque reque-
rendo pagamente de 64* de aluguel de aus casa
A Assembla Legislativa Provincial dePernam
buco resol ve :
Art._ T. A tregn'saia de Viaencia se cempor
de 3 districtog de pas com as denominazoea de Vi-
cencia, Trigueiro e Angeeaa.
| 1- 0 1- diotricro de v'iceuc. ter por limi-
tes as fregnesias de Naiareth e Tracuiihaem at
o eBgenho Cavalcanti e dabi seguir r.ela estrada
de Mulatas atoa estrada do engenho de Antonio
Jos Coelho, o em frente doste engenho em dree
,Co a Varzea do Ouro at a casa de Antonio Go-
mes e dahi pela estrada a casa de Joaquim Qon-
Zalves da Silva R imeiro e seguindo pela estrada
do Pozo Comprido passando pela Cha do Sap a
encontrar oa limites das freguesias de Bom-Jardim
e Timbaba a diviao do engenho Jandi com
Peitanduba at a estrada que segu para o enge-
nho Jundi a encontrar os limites do engenho Ca-
navieira com Peitanduba, vai ao riacho dcste
oome e segu pelos limites de Onavieira a estra-
da do engenho Paraizo e por eata estrada aos li
mites da freuesia de Naiareth, engenho Ma-
tary limites do aatigo districto.
2- O districto de Tngueiro comprehender
alm do autigo districto toda a parte do districto
de Allianca que foi tirada da fregaezia de Naza
reth e hoje pertence a mesma freguezia da Vi
cenca.
3
tes munieipaes devem a Cmara do Recife ; mas, que serve de quartel na povoacao de Bizarra de
caro lhes tem cuitado e ha de custar com a capi- Bom-Jardim.A' commisso da orzamento mu-
talsazao dea juros. ncipal.
O Sr. Prxedes PitangaEpero que durante o Ontra de Jos Mari 8eve, requerendo perdo
quatrieniuo fiquemos devendo apeuas 20:000*. J lo pagamente de 2: 00* que est a dever de de-
0 districto de Anglicas comprehender
todo o domis territorio da freguezia.
Art. 2- Ao actual 2- diatricrode paz de A'aga
do Carro, pertencer teda a parte do autigo d'ia-
tricto de Bueno8-Ayres, que fioou pertencendo
freguezia de Tracuuhem.
Art. 3. Picam revogidas as disposieoes em
coutrario.
Sala das comm gsas, 2 de Maio de 1887.(i.
de rummond. Barroa Barreta Jnior.
HviSTA DIARIA
O Sr. Reg BarroaConfio muito em V. Exe.
Peitsg estas coosideraces, Sr. preaidente, creio
que razo de sobra teria a commisso se tivesse
aupprimido maior numero de lugares na parto re-
lativa a Cmara do Recife, e tenao soflrido ira-
pugoszo smente o Io do projecto, sen'-o-me,
assegurando a casa que fiz quaato em mim couba
para equilibrar o orcaneuto da Cmara desta ci-
dade.
A passarem as emendas apresentadas, o dficit
no exercicio futuro ser maiar, e onerar maia o
contribuate ser o recurso. Eata medida foi que
procurei evitar e para augmenta de um real de
imposto nao concorreiei.
O Sr. Bolricoes PortoSr. presidente,
j tendo-se discutido largament: o art 1 do pro-
jecto de orzamento municipal, requeiro o encarra-
mento da discusao.
Posto a votos o requeriinento da en perramente,
approvado.
Encerrada a discusso e poata a votoa o art I,
approvado, aaaim como as emendas de ns. 1, 4,
5, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16. 17, 18, 19, 20, 21,
22, 24, 25, 26, -7, 28, 37, 39, 43, 41, 42, 43, 44,
45 e 48.
Rejeitadas aa de ns. 2, 3, 6, 7, 8, 29, 30, 31, 32,
33, 34, 33, 46 o 47.
Prejudicada a de n. 23.
Deslocadns aa de ns. 35 e 36.
Passe-ae
2a PBTE OA 0R0EM DO DIA
Entra em 3a discuaso o projecto n. 1 deste
auno.
Veem mesa, cao idas, apoiadas e eitram em
discuaso coujunctamentc com o projecto aa se-
guiutes emudas :
N. 187. Ao 2o da additivo n. 109:
1. O G-ymuaaio Provincial contiuuar a dar
cimas e annuidaiea da suas casas ns. 3, 23 e 25
ra de Garvai>io Pires na freguezia da Boa-Vista
e n. 4 tr.vessa dos Expoatos na freguezia de
Santo Antonio.A'commisso de orcamento pro-
vincial .
Outra de C^ciliano Jos Ribeiro de Vasconcel-
os, professor publico de Alag i Secca de Naza-
re'.h, requerendo pagamento da 280* ie sua gra-
tificacSo de 15 aunas de effactiva exercicio.=A'
commisso da instrueco publica.
Outra de Tertuliano do Meo louoa Nuces Ban-
deiro, ex-profeagar interino da povaazo do Cedro
requereuda pagameuto de 84330 de 5 dias que
eateve e:n exercicio em Agosto da 1835.A' com-
misso de orzamento provincial.
Sao sem debite approvados os seguiutea pare-
ceres :
N. 23. A commisso 1 inatrncz9 de publica
precisa para dar parecer a resputo lo requer-
mente de D. Tnereza Joscphiua da Cunha Salles,
praesaora publica da freguezia de Sinte.Autono,
qua seja o vid) o Dr. iaspactor gt-ral da Instruc-
j el i pu lica.
Sala das commissoaa. 13 de Abril de 1887. -
Vigario Augusto Prankiiu.=Rego Barros .
< N. 24. A commisa) de ina'rucc) publica
j precisa para dar parecer sobre o requerimaute do
: profeaaor publico d> lug.r Santa Cruz da Breja,
Philomeno Riymund) Nuaes da L raa, qua sja
ouvido o Dr. inspector geral da Iustru.-cao Pu
blica.
Sala das csminiaoes, em 13 de Abril de 1887.
Vigario Augusta Pranklin.Reg Barroa .
Sao lidos, julga'ioa.objectos de deliberazo e vo
a imprimir oa seguiates projectoa :
N. 42 A Aascmbli Legislativa Proviucial de
, Pernambuao reolve :
Art. l.o Pica filada em 1,101 o numero de
educaoo e iustrucjlo gratuita 10 alumnos, po- praca3 da terca polica
brea, internos, senda preferidos : 1 os filhes dos I a 1888, sendo 934 para o corpo da polica, que
voluntarios da patria ; 2 os dos outros servidores I pas9a a ser augmentado com mais urna eompanhia
da provincia e do Estado; 3o os que se houverem I do 101 pra^aa e maia um capto um tcente e
distinguido pela sua excepcional intellgecca, con- dais alteres, e secdo 150 de guarda civica local,
iucta e applieazo cas aulas, senda observadas I que ser augmentada com miis 30 prazaa.
Falla do TbronoPela rcpartizSo cen -
tral dos telegraphas famas obsequiados cam a se-
guinte copia da Palla com qua S. M. o I operada r
mandou abrir hontem a 2 sesso da 20" legisla-
tura da Aasembia Geral Legislativa :
uguitoi e dignissimos Srs. representantes d a
rocoSinte verme privada, por incommado de
saude, da satiafaza de pessoalmeote abrir a pre-
sente sessao legislativa. Oa testemunhoa de vivo
intereaae, quo tenha recebido de todos os brasile-
ros, ponhoram profundamante a minha gratido.
A epidemia da cholera-morbus, que infeliz-
mente se maaifestou em alguna eatados sul-
amerieauoa, invadi a cidada de Corumb, d'onde
e8teudej-se a outros pontos da provincia da Mat-
o-rasao com pau ca intensidade e durazo. As
madidas tmalas pelo gavsrno para prevenir a
nvasji do fltgallo, por via martima e pala fron-
teira da provincia de S. Pedro do Rio Grande do
Sul, tem produzido o dea jado effeito.
O estado sanitario na capital da imperio e cas
provincias contina a ser lisongeira.
S:r-vas-h) presentes oa estadas, que decretas-
tea para eaneamento desta cidade, afim de que
paaaais reaolver, coma couvm sobre to impor-
tante assumpto.
Raconhecida a necessidade darefouna do en-
siao em seus diversos eraos, eaaero oue tomis
cretario o 2, Sr. Dr. Ign*eio de Barros Barrete
Jndior e para o lugar de 2 o 8r. Dr. Sophronio
Eutichiniano da Paz PortelU.
Pizeram obaervavots pela ordem no senfWo preeneberem aa vagsg ubertas as commis88eB, os
Srs. Job Mara, tres vezes, Drummond, Lourenzo
de Sa e Sophronio PortelU, que pedio e obteve
dispensa da commisso de Ie?islaco, nomeando o
Sr. presideote para substituil-o o 8r. Affonso Los-
tosa.
Pataoo-ae Ia parte da ordem do dia.
Approvcu-se em a discusslo com nma emenda
ao art. 1 o projecto n. 23 deste auno (crditos
aupplem ntare-) teudo orado os Srs. Perreira Ja-
cobina duas veses, Gomes Prente, Costa Ribeiro
e Coelho de Moraes.
Em 3a digcuaso, sendo approvadae as emendas,
ro approvado e remettido a commiaao de redas-
<&o o projecto n. 24 deste anno (dividas de fexer-
ciciog findos) pedindo e obtendo o Sr. Gomes Pa-
ren'e que fasse redigida separadamente a ementia
n. 1.
Adiou-se por 24 horas, a requerimento do 8r
Regueira Costa, a 2a discuaso do projecto n. 41
deste anno (fixaio da forza policial) tendo otado
o Sr. Visconde de Tabatinga e pela ordem o Sr.
Jos Maria, que requsreu, sendc-lhe negado, o en-
ceriamento da discusso, bem como que fosse no-
minal a vataco.
Passou-se 2a parte da ordem do dia.
Appr-jvou-sc em Ia discusso, sendo dispensado
do intersticio a requerimento do Sr. Julio de Bar-
ros, o pr.iiecte n. 54 deato anno (imposto de b|o
morta da itmandade das almas do lorpo Santa.)
Encerrou se a Ia diaeossi do projecto n. 51
deste anuo (apoaeutadora do ex-collector de t'o
a'Alho), nao se votando par falta de numero.
Adiou-se a Ia diseuaaao do projecto o. 32 deste
anno.
A ordem do dia : 1" parte : conticuazlo da
antecedeote ; 2a parte : coctmuazo da auteee-
dente e mais : Ia discusso dos projeetos us. 43,
2 c 73 todos dcste anno.
Autoridade policial Por portara da
presidencia da provincia de 29 e propista do Dr.
ehefe de polica de 16 de Abril ultimo, foi nomea-
do delegado do termo de B ira C mselh i, o alfares
Manoel Jos Ferrera da Costa.
Tribunal do JuryHantem nao hiuve
sessao neste tribunal por falta de numero legal de
juizes He facto Proceden-se a sorteio e foram
desigoi doa pela sorte oa leguititea senhores juizes
de facto :
Freguezia do Recife
Carloa Barboaa Primo.
aa eandic 's do art. 65 do regulamento da 19 de
Abr.l de 1886.
i 2.o A mtnsilidude para C3 demaia alumnos
aera de 20*.G. de DrummondReguaira Caa-
ta.Gonzalves Ferrera. -Gomes Parate.S>-
pbronio Portella. Rairigues Porto.- Julio de
Barros.Dr. Joo de S.Luis de Andrada.Dr
Perreira Velloso. Vigario Augusto Franca
Ragoberto.
N. 188. Ondecouber. Pica o presiden da
provincia autorisado despender ata a quantia de
1:200* para a construezo de urna ponte sobre o
riacho que pe.ssa pela villa do Bonito.Regueira
Costa.
N. 189. Ao art. 2 8. Em vez de ljOOO*, di-
ga-se : 1:200*.Gomes Prente.
N. 190. A" emenda n. 150, entre as paLvras
chapeos e obras de selleiro, accrescente-se : velas
stear u&8, sabo e mlho ; e oo final da palavra
plvora, accrescente-se : qualquer qua seja a pro-
cedencia d'onde venham.Gomes Prente.
N. 191. Ao additivo n. 109. No final do n. 3 do
Io, accrescente-se : sem prejuiso destes fuuccio-
narioa.Luiz de Andrada.
N. .192. Onde couber : fica o presidente da pro-
vincia autorisado mandar pagar ao piofessor
publico da Casa de Deteocao, Joao Fernandes
Vianna, o que sa lhe eativer a daver de seus ven- '
c:mentos relativos ao exercicio de 1884 a 1885.
Regueira Costa. |
N. 193. Bibliotheca Provincial. Aecreseente-se:
2:0lX)* para compra e encadernazo de livros. i
Jola de Oiiveira.
1. O carpa de pil'cia ser dividido em seto
ompanbias.
2." Pica reduzida UUO a diana da praza
do corpo de polica e 1*J a da guarda civica.
Art. 2. O presidente da provincia poder rever ',
o regulamento da fo-ca policial, no intuito de
melhorar a disciplina e instrueza, da reorgani-
zar a guarda civica local e de regular o servido
d;s medicas da corpo policial, tornaulo-os medi-
cas da polica.
Art 3.* Revocadas as disposieoes em contrario.
Sala das s.'ssoes 11 de Abril de 1887. G. de
Drummond.- Pedro Ratia.Luiz de Andrada.
N. 42. A commisso da exame de posturas, a :.
quem foram presentes os artg.3 additivas do c-
digo de postunis da Cmara Municipai da villa
da Pedra do Buiqus, datados de 19 de Abril da
1836, tendo-os examinado atteutamen'e, de pa-
recer que seja adoptado o aeguinte projecta de
lei:
r
graos, espero que
o da 1837 | em caaaiderazo o pro,ecto queja vea foi apreaeu-
tado sobre o easino primario e secundario ; bem
assim a proposta que V03 ser submettida ap
provando os estatutos da3 faculdades da dircito.
L?mbro-v^s iguaimeote a reforma jndiciaria.
cuja discusso aehi-ae adiantada, o o que vos foi
recommeudado na ultima seaso em referencia ao
exercito, armada e reforma muuicipal.
A matricula dos escravos encerran-se no pra-
za marcado.
Pelas ''ados cooh -cidos anda nao possivel
determoar o numero dos matriculados ; podc-se,
porm, hffirmar que o dos escravos existentes no
imperio muito inferior aquello em quo era geral
mente calculado, grazas s medidas legislativas
que tm aido lealmente executadas e aos sentimen-
tos humanitarios dos braaleiros.
O governo oat.ia a prestar especial alten
! zo immi^razo e confia nos resultados das me-
A Assembla Legislativa Provineial de Per- I didas adoptadas para dar-lhe maior desenvolvi-
namb'ico, resolve, aob proposta da Jamara Muni- i ,
cipal da villa da Pedra do Buique :
Artigo nico. Picam approvados oa arli'os ad- i A coloni-.aclo nacional tambem assumpto de
ditivos ao cdigo de posturas da Cmara Munici- I qe se oceupa para conseguir o povoamento e cul-
pal da villa da Pedra do Bo'qae, datadas de 19 ,
do Abril de 1886. tura das terras dvolut* estado.
Revogam-se as disposi'zoss em contraro.
Em 13 de Abril de 1887.Cselho de Maraes.-
Rodrigues Porto. Soares de Amorim.
Artigog additivos :
Art. 1." E' prohibido o uso de piaflas, baca-
lUtras armis de fogo,
marte e outras armis de logo, ass-m cana o uso
N. 1H4. Emenda addtva a emenda sob n 109,! de faca de poeta, punhal e qualquer iustrumeota
o. Fica prohibido o preenchimento das vagas, | cortante, perfurante ou contundente ; sao, porm, j
as bengalas que cao forem de pu-
O Sr. Prxedes PitangaMas a commisBo est
no seu direto nao appravando as coutas.
O Sr. Rago Barros A verba que se refere a
limpeza da cidade, um mare-magnum ; por ah
se esca tudo qnanto nao sa paga aos empregados
Assim nao ba d.uheiro que cheguc.
Um Sr. DeputadoE a cidade cada vez mais
suja.
O Sr. Reg BarrosImagine V. Exc. que gas-
tou se no exercicio paeaado perto de 130* diarios,
s com eate servico.
O nobre deputado deve ter id de um imposto
creado para pagar se urna divida rc-lativa ao ne-
grcio do Sr. Casta e S. Pea bem; apenas do
qne rendeu eate imposte, pagou-se 720*. Tuda o
mais foi abaorvido
O Sr. Prxedes Pitanga da um aparte.
O Sr. Rega BarrosNessas condizoes, um
horror. S de aluguel de cadeiraa e mesas para o
servizo eleitoral, gaatou-se mais de um cont de
rii. De papel e expediente 6:000*. A quota de-
signada de 3:000* e a lei manda que se faca u
y fornecimento par trimestre. Entretanto gastou-se
|\oduplo.
O Sr. Prxedes Pitanga E o nobre deputado
'sabe quantas cleizoas se fizeram !
I O Sr. Reg Barros Fossem quantas fosseao
era muito mais barato comprar. Uom o que se
gfeatoo comprava-se muitas oadeiras.
\I\o fallo j de dividas pequeas, pirque Cem-
panhia de Biberibe a Cmara deve dois convog e
tcitos; deve maia de um cont a Companhia do
Gal e a Companhia Draynage mais de 4 coutos.
\
que se derem naa repartizoaa publicaa : Secreta-! permitdns
na da Preaidencia, Theaouro, Consulado, Gym- nbaea.
naao, Escola Normal e Secretaria da Instrnczo, Art. 2 As
v>r motivo de apoaeatadoria, morte, renuncia, sal-
vo se aa vagas f.irem dos chafes ou thezoureiros
das mesmas repartieoesLustosa.Jacobina.
Baro de Caiar.Bro da Itapisauma. Juven-
cio Mariz. Joo de Oiiveira. Andr Dias.
Jos Mara.
N. 195. Se nao for approvada a emenda n...,
diga-se depais das palavrasrespectivos profes-
aorea, o aeguinte : respailando a ordem das en-
trancia?, de sorte que nao sejam prtjudicados os
mesmas professores, passando de entraacia supe-
rior inferior.Liurenzo de S.
O Sr. Iionrenco de Sa(Nao devalveu o
seu discurso).
Fica a discuaso adada pela hora.
O Sr. Son Mara (pola ordem) requer que
na forma do regiment se mande proceder a cha-
mada, afim de gaber-se quaes os deputados qua se
auaentarain.
Peita a chamada c verificando se nao baver uu-
mero, o Sr. presidente levanta a sessao, designan-
do a aeguinte ordem do dia : Ia partecontinua-
Zao da antecedente e mais 3* discusso do projec-
to n. 1 deste anno ; 2a parte2a discusso do pre-
jecto n. 22 deste anno e mais 1' dos de ns. 29 o 41
tambem deste anuo.
2> SESSAO EM 13 DE ABRIL DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DB. JOS IIANOBL DE BARBOS
WAMEBLBY
Sumiabio :Chanada e abertura da aesso.
Leitura o approvaeo da acta.Expe-
diente.Continua em discusso o reque-
rimento de infbrmazoes do Sr. Costa
Ribeiro. Discurso do Sr. Jos Maria.
Votazo e regeico do requerimento.
Apreseuazo do requerimento de nfor-
maz destinada ao enterramente doa nufragos
do vapor Baha e discursos do mesmo Sr.
Deputado e do Sr Ginzal ves Perreira.
Novo discurso do Sr. Jote Mana1" parte
da ordem do dia.Ia discusso do projecto
n, 4 deste anno.Discursos dos Srs. V.
de Tabatnga, Ratis e Silva e Jos Maria.
2* parte da ordem do dia.Votazo e
regeico do requerimento de adiamanto
da discusso do projecto n. 1 deste anno
econtinuazojda mesma.Leitura eapoia-
mento de emendas.Apresentaca de nm
novo requerimento de adiamento da dia-
cusaaoDiscurso do Sr. P. Pitanga.
Encerramento da discusso do projecto.
Adia-se a Ia discusso do projecto n. 100
Encerramento da ses o.
Ao meio dia, feita a chamada e verificando-se
estarem preaeniea os Srs. Luiz de Andrada, An-
tonio Vctor, Ratis e Silva, ConsUntido Albuquer-
que, Soares de Amorim, Gonzalves Ferrera, Au-
gusto Praiiklio, Rogoberte, Barroa Barrete Junicr,
Rejjo Barroe, Jos Maria, V. de Tabatinga, P.
Pitanga, Ferrera Velloso, Gomes Prente, Hercu-
lano Bandeira, Costa Gomes, Domingus da Silva.
Sophronio Portella, Drummond, B. Wanderiey,
Lonrenzo de S, Rosa e Silva, Rodrigue Porto e
Coelho ds Maraes, oSr. presidente declara aberta a
si aso.
Comparecen; depois os Sra. Andr Das, Afonso
autoridades poliches s podero
permitir espingardas de cazr, pistolas e facoes.
Art. 3." Aa licencas para uao da taes armas s
scra concedida's s peaaoas estabelecidas no paiz,
com honesto genero de vida, declarando o impe-
trante sua nacionalidade, idade, emprego e resi-
dencia.
Ait. 4.* O uso de pistolas s se conceder dan-
do o impetrante justificazo de capacidade por
pessoas conceituadas.
Art 5. Para uudar armado dentro da villa e
povoazes, s sa dar licenza a cidados estabele-
cidos e de recoahecida probidade, que justifica-
rem achar-se a sua vida ameaeada, dando fiada-
res que se obrigarem pela quantia de 1:0003 no
caso do impetrante abusar das armas e cao a r
logo capturado pe) crime que praticar.
Art. 6.o Oa otficiaea mechanicos, es agri.-nito-
rea, operarios e outros semelhautes podero con-
duzr para suas occapazes a ferramenta o:i ins-
trumentos indispecsaveis para eeu servizo.
Art. 7." O U3o de qualqur arma (ffensiva ser
punido na f^rraa da art. 297 do cdigo criminal,
combinado com o art. 3a da lei de 26 de Outubro
de 1831.
P*50 da Cmara Municipal, em sessao ordina-
ria, em 19 de Abril da 1886.Antonio Alves de
Carvalho Cavalcante Cinceizo, presidente.Ma-
noel Marques da Cunha Cavalcante.Antonio
Vctor de Araujo.Joo Alves de Albuquerque
Cavalcante.
N. -13.---A commisso de negocioa ecciesiasti-
cos, a quem foi presente o compromisso da irmao-
dade de S. Joa de Riba-mar, erecta na igreja
deesa icvocazo, ca freguezia de S. Jote deata ci-
dade, e j approvada ca parte ccclesiastica pelo
Exm. e Revm. Sr. bispo diocesano ; considerando
que no referido compromisso na se encentra dis-
pogico que v de encontr s Icis vgenteg, de
parecer que se adopte a aeguinte projecto :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. l.o Fica approvado ca parte civil o com-
promisso erganiaado pela irmaedade de S. Jos
de Riba-mar erecta na igreja aob essa invoca zo,
na freguezia de S. Jos desta cidade.
Art. 2." Revogam-seas dispaeizes em contra-
ro.
Saladas commiasoes, 13 de Abril de 1887..
Vigario Augusto Franklia.Soareg do Amorim.
N. 44.A Assembla Legislativa Provincial
de Pernambuco resolve :
Art. nico. Fica o presilente da provincia au-
torisado a aposentar Joaquim Gouva Cordeiro
no lufjar de amanuense, que exerce na couta lo-
ria da Cmara Municipal desta cidade do Recife,
com todo o ordenado, que perceber actualmente
ficando par este facto extinto o referido lugar de
conformidade com o art. 26 da lei n. 1862.
Sala das sessoes da Assembla Legislativa
Provincial, 13 de Abril de 1887- -Vigario Augus-
to Pranklin.Pedro Ratis.
Contina em discusso o r iquerimento de infor-
maces sobre negocio de S. Lourenco da Matta.
(Contina).
Para facilitar a execuzo das ideas do governo
j sobre estes importantes ramos de servico publico
< necessaria a adopzo do projecto de reforma da
, lei de terras votado pela Cmara dos Deputados
que pende dadeciso do Senado.
Aa rendas publicaa que no exercicio de 18S4
1835 ha vi .:n soffrido notavel decresci ment re-
assumiraio marcha ascendente no exercicio seguiu-
te, e no actual offereeem aspecto satisfatono.
Com o augmento qua tem de provir dos im-
postes ltimamente votados, e ai persevera rdes no
proposito qae tendea revelado de nao aggravar as
despezas publicas, devemos esperar que se regu-
larisem as finanzas de Estado.
A ordem e traaquillidade pub lica nao ten. si
do alteradas.
Cmtinuamos a manter aa relazoes de amisa-
de que cultivamos com as outras nuzoes.
Foram encetados os trabalhos da commisso
mixta para o reconhecimento dos ros Pagerigu:;a-
s e Santo Antonio, Chapec e Chopine, e do ter
ritorio que os separa e est em ltligio eutre o
Imperio e a Repblica Argentina.
Augustos e dignsimos Srs. represcutantes
da naco
Eatou certo de que na prosecuzaa dos vostos
trabalhos continuareis a corresponder aos votos e
confianza que a najlo deposita em vo3so zelo e
patriotismo.
Est aberta a segunda sessao da vigsima le-
gislatura.
D Pedbo II, Imperador Constitucional c De-
fensor Perpetuo do Brazil.
Assembla Provincial Funecianou
hantem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderiey, tendo comparecido
34 Srs. deputados.
Foi lida e approvada sem debate a acta da ses-
sao antecedente.
O Sr. Io secretario procedeu leitura do ae-
guinte expediente :
Um oflicio do gecretaro do governo devclvendo
informada a petico da The North Brasian Su-
gar Factories Limited.A quem fez a reque-
sizo.
A commisso de redaejao de parecer que a
emenda n. 3 apreaentada ao projecto n. 103 de
1886 teja redigida do modo seguate :
Urna petico de Felisbina Constancia de Ase-
vedo, professora publica da 2a cadeira de Ciruai,
requerendo tres mezes de lieeuca com todos os
vencimentos para tratar de sua saude, onde lhe
convier.A' commisso de petiyoeg,
Foi a imprimir sob n. 75 um pvojieto mandando
pertencer freguezia de Santo Auto a proprie-
dade denominada Lagoa de Anta.
Foram approvadoa sem debate cito pareceres da
commisso de redaezo relativamente aos projecto
na. 105 de 1886, emendas ns. 2, 4, 6, 10 e 12 ao
mesmo projecto, e projectoa ca. 8 e 22 deste anno,
sendo o ultimo eom urna emenda.
Os Srs. Rosa e Silva e Gonzalves Ferreira, pela
ordem, pedram dispensa dog cargas de Io secre-
tario e 1* vice-presidento, em razio de terein de
ansentar-se.
Procedeu-se eleizo dando o seguinto resul-
tado:
1* viee-presidente o.2o, Rvdm. vigario Augusto
Pranklin Morera da Silva e para o lugar de 2 o
at. Dr. Pedro Gaudianode Ratis e Silva; Io se- l
J.o Janu'srio Pi:ito de Asevedo.
Freguezia de Santo Antonio
Jua Baptisia de Maraes.
Dr. Jc da Costa Mala.
Jos de Sauza Monteiro.
Freguezia da Doa Vista
Antonio da Suva Azcvedo.
Fernando Arl'-uso da Miran la Leal.
MajorTos Eieuteria de Azevedo.
Theodomiio Augusto do Rega.
Freguezia do Poco
Jos Roberto Vieira de Mello.
Freguez a de S. Jos
Capito Ernesto Al /es Pacheco.
Freguezia de Afoqados
Joo Luii e Pranza Caldns.
Eutram hoje em julg .ment os eo reos Mancel
Francisco de Oiiveira Cavalcauti, Manoel j <) i-
veira Mcll Conrado Francisco de Oiiveira e Ag-
ndlo da Cunha Sonto M ior, pronunciados no
art. 269 do c.digo eiimiiul pelo roubo praticado
no anno passado na freguezia do Recife. Sao ad-
vogados da deteza -s Srs Dr. i'.rtella Filho, Dr.
Materno e Dr. Luiz Drumm n i.
Paquete* para suilDeve s-guir |>ara
os portos do sul hoje o paquete nacional Manos.
que hontem ehegou do norte, e o paquete S'.negal.
!"j 1 esperado da Europa.
HinlNterlo doa: Xo escripturano da Alfandega de Macaos, o
Io escripturario da Thesouraria do Cear, Igna-
cio Pinheiro Teixeira ; 2o dito da Thesouraria do
Amazonas, o ,3o da Alfandega do Para Francisco
J-mquim Mnrtin* Jnior; 3o dito da Alfandega do
Recife, o praticante Manlrcdo Barata de Aln.eld ;
pratcaute da iceama Alfaudega. Jlo A'frcdo
Martina Ribei/o ; praticante da Kecebedoria de
P' rnembuo, Jos d'AriiD.tha C:sta Pouti 3 e
Leovigildo Samuel da Suva Costa.
F ruin li merma dula demittidos: Ant nio
Leite Rib iro, do lug.r de 2o escriturario da AI-
fandi ga de Man-as, a Domingoa Francisco Soan s
do de praticante da Thesouraria do Amazonas.
faatilaaseiii.Diversos morad res na fre-
gacsia do Recife notav-i.m o desapparecimento da
objectos de ouro, am que podess-m descobrir
quem se encarregava dease trabaiho.
\a terza-feira da semana ultima a moradora
na 2.0 andar, n. 24 da ra Mrquez ie Oliuda ce o
pela falta de um collar, d urna cazoleta, e de
dous aunis, tudo de muito bom curo e mais de
un a sedula de 500 res.
Depois de muito xcgitar lembrou-se que
tiuha estado em sua casa um veudedor de bolos
de nome Misael da Focseca Diuiz e que tmente
este podia ser o autor da escamoteaza.
Incontinente communicou o oecorrido ao te-
neute Santos Neves, subdelegado da freguezia e
ea3a attoridada zelosa, como sempre no cumpri
ment dos seua deveres, mandou immediatamente
chamar a sua preeenza o indigitado eacamoteador.
Este useiro e viseiro cessas fazanhas, empregou,
para imnocentar-se, o meio cammnm de que para
esse fim laneaui mao es laripios : negou e simu-
loc-se insultado, mas a zelosa autoridade, j
muito par dessas tricas, nao desaoiinau e depois
de interrogal-o e fazer sediente algumas confra-
diezoea, f illou com eoergia, e final cooae^uua
c iifisso da autora do furta e declarazo do '0-
gir onde estavam 03 objecto iurtados, que foram
t- ios entregues a sua dona.
Eapalhando-se a noticia desse facte, apreaec-
t.u-seao tcnente Santas Nevea a moradora na
travesea do Corpa Santo n. 1, 2. andar, quexan-
dc-3e de haverem lhe furtado alguna objectos e o
mesmo gatuno confessou tel-os furtado e resti-
tuio-ee.
Lambrando-se o activo subdelegado de ter j
urna vez prendido :o mesmo individuo o pjr
iguae3 geutilezas, descoufiou, de que elle fosse o
autor de diveraoa furtos praticados em diversas
caaaa do Recife e ecio do busca no bab de
Diniz e encontrn os s -guintes objectos: um
'r-in ciim de ouro com medalba, um outro meoor
com urna figa enciatoada, um altinete de ouro,
cinco brceos de our>, um annel com pedra ordi-
naria, um relogio da prata descoucertado e um
relogio do ouro.
Fic&r^m esaes objectos em poder do digco sub-
delegado para serein entregues a quem justificar
ser o dono.
Iacansavel e enrgico, como o Sr. tenente
Santos Nevcs, foi afugeutar de sua freguesia oa
larapios evadios, pelo que merece louvores.
Procetlimenlo Incoo venieateMo-
radores ua ra da I'r. aaratriz queixam-se coctra
nos aoozo3 academices, que moram em um 3" an-
dar da mesma ra, os quaes com esqueeimento da
boa educaco, que sem duvida receberam de seus
pais, e com menospreco da prcpria posiyo, proce-
dem de modo a ncommodar na familias suas visi-
nhase principalmente aos moradores dos andares
ioferiotes.
Esperamos que ee cohibirlo de to reprebensi-
vel procedimeuto 3em ser necessario a iuterven-
Zo da autoridade policial, para quem og recla-
mantes pediram oue appellaaaemos.
Quem o dono t.Na subdelegaocia de
S. Fre fedro Gonzalves acham-se oa aeguintes
ohjeetOS, deixados em abandono por um individuo
embriag ido : urna bandeija, um prato urna tolha e
nma faca de mesa.
Quem for o dono v busca]- s.
Cmara Municipal.Na parte tfficial
publicamos a acta da sessao extraordinaria dessa
corporzao que teve lugar em 19 do passado, sen-
do-nos remettida da secretaria da mesma Cmara
para case fim.
Curas de Inutrurco Com acsietencia
do Exm. Sr. bispo diocesano e de um exp!ead.do
concurso de acerdotes e familias das mais respei-
taveis desta capital, inauguraran! aa Exm. Sras.
ditectoras do Orphanato do Carabao Eucta utico
da Jess, na tarde de 23 do corrente, um cu-so de
mstrucelo religiosa exclusivamente desiiuado aa
mozas que j tiuham feita a piimeira commanh:
e par isso adquirida as primeiraa nozoea da dou-
trina christ.
Oxal aijam os seis csfarfoi corondos do maia
auspicioso successo.
Hoje publicamos na 8a pagina deste Diario o
discurso inicial com que inauguroa o mesmo cur-
so o Rvm. conego Acnias Correia do Amaral, in-
terprete daquellas dignas seuhoras.
Fallecimiento-Na freguezia da Luz, onde
era vigario collado, fallecen a 27 do passado o pa-
dre Ignacio A'ves Souto Maior, na Jade de 62
annos.


' iimuH 1


mam
BH

!
Diario de Pernambtteo(toarte-feira 4 de Maio de 1S^7
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|
Regia a toa fregaena desde I M 8 era nella
ramente estimado palo cu paroebiaue que
eneontravam nelle um coaselheiro bondoso e um
amigo deainteressado. '
Assistio aos ultimo momento o pro-parocho de
Jaboatio, que adminUtrou lhe o ultimo aacra-
ment. ,
A' ua familia, compoata de dna irmSej e ao-
brinha lega implemente a pob.esa e a honra-
dez de eu carcter.
BevlstaaR cebemos e agradecemos as se
zuintes pubicacoe ; .
s/3 de Fainia, n. 4 a 7, jornal scieutifijo e
litterario, que tem por principal objecto a educa-
cao da infancia e a bygienj da familia. Publca-
le na cite-
A IUuttracio, n. 5, revista de Poitugal e do
Brasil.
0 Brasil Ilustraio, n 7, revista de bella ar-
tes, historia, litteratura, gcieucia, agricultura,
typos e catumes.
arnalo Recreativo Familiar-Ama-
nh, 4 do corrente, as 7 horas da tarde, haver
sesso ordinaria da assembla geral ero sua sede,
rna do Mireilio Dia n. 91, 1- andar, afim de
eleger-ae um presidente e uro thesoureiro, visto
terem-se recusado o* eleito a oceupar esae car
gos sociaes.
Hez Harlanao na madre de Af*-
gadoaA 30 do mez fiodo tiveram eomeco, com
a devida pompa e magnificencia, os pos exercicios
do aanto mea de Mara.
Cintiuuam durante o corrente mez as 6 horas
da tarde.
Chambaril.No Para toi absolvido pelo
jury o individuo de nome Joaquim Gumarae- da
Silva, all preso por crime de furto, ficando ainda
na cadeia por ter de seguir para esta provincia,
onde se acba pronunciado por igual crime.
Aqui tem elle o nome de Joaquim Teixeira Go-
me da Silva, conbecido por chambaril e est
pronunciado pelo juiz do 4. diatrieto criminal
por crime de furto.
Ncm ao meaos a mudanca para tao longe tava-
eceu-o para escapar a aefio da Justina.
Comit Litterario AcadmicoFuuc-
eionon no dia 29 do passado sob a presidencia do
Sr. Panlino de Mello.
Lida e approvada a acta da sssslo anterior foi
acceito para socio effectivo o Sr. C cero de Vas
concellos Cesar.
Foram u-.nn-'adas duas ommiaao-s, urna coro-
posta dos Srs. Paulo de Mello (relator), Bacellar e
Victorino para representar o C)mitno C'ub
Ayres Gama, e outra composta dos Sr. Julio
Pire (relator). Tbiago c Alveg Maia para orga-
niaar o programma e tratar do anniversario so-
cial que tendo de realisar-e em 8 do pasado foi
adiado para o orrente mez em virtude do aiuia-
tro de que foi victima o consocio Cerveira.
Discutirn) theae o Srs. Victorino, Thiago,
Ricardo Medeiros e Julio P.res, sendo sorteados
para a prxima sesso os Srs. Luia_Bacellar,
Gmcalvea M-llo e i'aulino, contiuuand^n8cripto
o Sr. Miguel Tinoco.
Poram escoihidos para a prxima aessJ) as se
guintes theae :
!Existe urna seiencia cimprehenaiva de to-
dos os phenomenos sociaes r
2.Quaes a difieren?* entre phenomeno phy-
aologcoa, psychcoa ?
3=0 Dueeto um producto de cultura hn-
maua ?
4- O que tentativa 'i
5-Cabe ao Imperador a ao Senado intervir
oas nossas reformas constituesonaes ?
6-__A nossa moaarebia unitaria e democr-
tica ?
Oepois de amanh, sexta teira 6, haver
sesso ordinaria, s horas e no lugar do costume.
Club liltterararlo Ayre* ama.
Rea'iiou-se no domingo ultimo a 3 conferencia
da serie mantida por esae C ub
Durante urna hora o Sr. Thiago da Fongeca,
estudante do 3- anno de nossa Faculdade de Di-
reito, oceupou a tribuua dissertaudo sobre a these
astronmica -A Ierra e a la.
Na letura da expoaico do seu consciencioso
trabalho mostrou ae coobccedjr da materia.
Ao terminar a sua conferencia o S.". Tbiago foi
muito applandido.
{Acrao generosa -Commuuicam-noa o se-
guate :
A distincta actriz Ap>lonii Silva, nosa com-
provincia na, que promove uro extraordinario es-
pectculo como JA annuueiamos para Sbbbadn, 7
do corrate, ne tbeatro Santa Iirbel com duas
prodceos nova do Sr. Silveira Carvirlbo o dra-
ma Licinia em 5 actos e o 2 acto dos nau'ragos
do Baha offjreceu dos seus bilhetes 21 cama-
rotes, 12 para auxilio das n* cessidades da San-a
Casa de Miaericordia, atientas as actuae emer-
gencia em que ella ae acha. e 12 para auxiliar a
hbertaco dos eacravo da u -soa provincia e es-
pecialmente do municipio do R- co.
A' junta administrativa da Santa Casa e da
directora da AoaocaeJio Pernambicana contra a
L^cravido et confiada a diatribuico do res-
pectivos bilhetes que to g uirosa e desntereasa-
damente ffercceu digna actriz, enjo auxilie em
soeeorro dos necessitadoa nao pode aer poato em
duvida, pois, nao esta o primeira vez que os
auxilia.
LutoOj proffcssorea publico da freguezia
de S. Fre Pedro Goncalvea do Rjcife resolveram
COMERCIO
II frisa eotumerolal
TOTALES OFFICIAES DA JUSTA DOS COR-
RECTORES
Recife 3 de Mato de 1887
Letras hypothecariaa do banco de crdito real de
Pernambuco da Ia 8erie. do valor de 100*000 a
%500 cada urna.
Ditas ditae da 2a serie, a 93 cada urna.
Jatabio sobre Lundiea, 90 d|V. 22 d. por 14, par-
ticular, hontem.
\'a hora da 'uolaa
Vend: ratn-se :
12 letra hypothecarias da Ia erie.
33 dita de 2a aerie.
(i prendan! -,
Antonio Leonardo Rodrigue.
U scererano,
Eduardo Dubeux.
Movimento banrarle
EECIFE, 3 DE MAIO DE 1387
O London Bank manteve beje ni balcao a taxa
de 21 3/4 d. sobre Londres, laxa que tambero por
eaa vea adoptou o Engsh Biuk.
Houve poucia tnotaecoea, (airea por aer dia de
mala, indicando entretanto ambos os banco aac-
car a 22 d. e bonveaaen) offertas de quantiaa re-
gnlares.
Vigoraran), portanto, officialroeote aa tabtllaa
&eguinte8 :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/4 c viata 21 1/2.
obre Pars, 90 d/v 43*? e vista 410.
Safare Hambargo, 90 d/v 541 e >i v.sta 546.
Sobre Portugal, 90 d/v 245 e viata 247.
S-.-bre Italia, vista 440.
Sobre New-York, vista 2/320.
Oo Bnglith Bank :
>,obre Londres, 90 d/v 21 3/4 e vita 211/2.
SabM Paria, 90 d/v 436 e viaU 410.
- bre Italia, vista 440.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 41 e vista 546.
S bre New-York, viata 2*320.
- bre Liaboa e Porto, 90 d/v 245 e viata 247.
--.ore aa principaea cidadea de r'ortugal, viata
252.
9 -bre Ilha dos Acorea, v8t 255.
- '.re liba da Madeira, viata 252.
Mercado de awnrar e algodo
MCITE, 3 DE MAIO DE 1887
Astuear
0 precos de6te preducto comiscaran a aer ea
i .- :
iaixo, por 15 kilca. de 2J0O0 -'100.
jular, por 15 kilos, de2*100 a 2*2u0.
o, por 15 kilos, de 20, 2A3UU >! 2*400.
perior, por 15 kilo, de 2*500 a 2*600.
teo turbina pulveiaacJo, poi lo kilo, de 2*300
, 2*400.
no, por 15 kilo, de 1*600 a 1*700.
o, por 15 kilos, a l*20 a l*d00.
:, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
naa, por 16 kilos, de 840 a 1*000.
mximo oa mnimo do peco pao obtidns
irme o srtiinento.
tomar luto por oito dia, pe o infausto paaaamento
do sen mmto dig >o delegado litterario, o Sr. com-
mendador Joa Pedro di Nev.
Eanaolaa Receberoo hontero do Sr. P. L.
a quantia de 20*030 para distribuir metade para
o eollegio do padre Ibiapina, a que opportnnamen-
te daremo o conveniente destino, e o reato a viu-
va necessitadas.
Distribuimos assim as esmola :
D. Mara Joanna da Silva, rna do Alecrim
D. Miqnelina S. de Albuquerque, rna Vi-
dal de Negro i ros
D. Marianoa Pire de Sousa, ra das Car-
roca
D. Laura, viuva do rypographo Vctor
Operacao elrarilea-Poi praticada no
hospital Pedro II, no dia 3 do corrente, a ae-
gumte:
Pelo Dr. Malaquas;
Amputacao do peni pelo procoaso de Goyon, e
extraccao de ganglio ioguinae necrosado, pelo
thermo canterio.
Directora da obra de conserva
Co doa portoBoletim meteorolgico do
di* 2 d Maio de 1887 :
3*000
3*000
2*000
2*000
Horas
6 m.
9
12
3 t.
6
-
a- o
O O T3
gS2
v o ka
^ a
H
234
J7-l
276
273
262
Barmetro a
0
76094
76199
76156
760'33
Ttaso
do vapor
19,81
21,04
20,86
2J.67
21.32
as
3
'I
9
a
94
74
75
77
80
Temperatura mxima29",50.
Dita mnima23*,25.
Evaporacio em 2i horas ao gol: 4,"1! ; aom-
bra: 2,"2.
Chnva4,l.
Direcco do rento: SSW de meiajnoite at 3
hora e 47 minutos da manb : S at 10 horas e
33 minuto dm manh ; SSE e SE alternados (coro
interrupeo de 30 minutoa ESE) at 8 horaa da
tarde ; SE e SSE (com interrupeo de 40 ranutoe
de E) at meia niite.
Velocidade media do vento : 2n,46 por aegnnlo,
tendo de 5_m01 das 12 horas a 6 horaa da tarde.
Nebnloaidade media: 0.71.
L,eil Ettectuar-ae-hao:
Boje :
Peto agente Martin, a 11 horaa, na ra Du-
que de Caxioa n. 66, de urna importante armaco
etc.
Amanh :
Peto agente Ousmo, a 11 horaa, no salo ia
Associacao Commercial, do vapor Baha* esu
carregamento, no estado e lugar em que ae acha.
Peto agente Martin, s 11 horas, na traveaaa
do Paraso,' de novis, loucas e vidrua.
Peto agente Brito, a 11 horaa, na ra de
Pedro Affoaao n, 43, de m >biliaa, vidroa e louca8
Peto agente Modesto Baptista, a 11 horas na
ra Eatreita do Rosario a. 21, de terrenos e pre-
dios.
la-a fnebre*!.Serao celebradas :
Hoje:
A'a 5 horaa, na igreja da Peona, por alma dr
Joa de Vasconcellos Filho; s 7 horas, na matriz
da B a-Vista, por alma de Agripino de Abrou
Fialbo.
Amanh :
A's 7 horas, na igreja du S. Goafalo, pela alma
deJosdis Res Gomes.
PaMaageirus Cbegados dos portos do norte
no vapor nacional Mani :
H. Antbnes sua aenbora e 1 ennhada, Antonio
Marquea da Fonaeca. Grescencio Gomes de livel-
ra, Antonio Pereira Jurobeba, Arou Can, alteies
Bellarmins A. de Atbayde e 1 criad j, Dr. Auscl-
rao de Azevedo Santiago, D.-. D. Laz da Silveira,
lizunl da CVta Lyra, Carlos Garca, Dr. Au,-ii-
to O. Vieira de Castro, Oiympio de Araujo Souza,
Antonio criado, R.y.nuudo Rodrigues, Dr. A:fr>'-
do Ferrefra, L mren^o E'toquel e Vicente E:toguel
Vicente Ferreira Maia, Francia Bridg*. Bloaeban,
Maneel A. Purciuncula, Lino L. Rigolo Biaga,
Rj|uc Palorme, Autono le Souza Martina e An-
tonio M. Barbosa,
Chegado do aul no vapor alleroio Vaparaizo :
,'oaquiin Maia.
Sahidoa para a Europa no m?anv> vap t :
Manoel Franciaco dos Santos Pinto, Jos6 Fran-
ciaco doa Santoa Pinto Filho, Manoel de Mello
Lindo, Jos Ferreira Costinh-, Antonio Joaquim
Pereira, Manoel Ferreira, Antonio Ferreira lor-
ges, Antonio Francisco Loureiro e sua familia,
Joaquim Goncalves, Conrado Wachsman e aua fa
milia, Dr. Nunea Tavare (:outul portuguez)
Sabidos pira o Havre no vapor fraucez Vil
le de Santos :
Brocbeton e Routo.
Casa de Detenc&nMovimento dos pre
sas da Casa de Detenco do Recife no dia 2 do
corrente :
Eristiam436; entraram 19; aabiram 9 Exis-
ten) 446.
A sabir :
Nacionaea 401 ; mulher?a 14 ; estrangeiro 15 ;
escravoa sentenciado 6 ; dem procesados 2 ;
dem de correc&o 8.Total 416.
AlQodao
Foi cotado nominal a 6*800 por 15 kilo o de
Pernambuco e boas procedencias, em trra.
Entrada* de asaucar e aliodo
MEZ DE ABRIL
ENIKADAS
Barcuca.....
Vapores.....
Estrada de ferro de Ca
ruar.....
Animae.....
Estrada de trro de S.
Francisco .
Estrada do trro de Li*
mociro.....
.o
5
t-

1 30
1 30
l 30
1 30
l 28
1 29
40.289
3.149
8.152
5.014
58.872
2.992
118.498
I
2.621
8.910
285
11.376
4.769
2.363
30.324
Fretamento
Confirmou-se boje o do patacho americano Osseo,
para carregar, em Natal, asaucar com destino aos
Eatadoa Uaidoa, a 20/ e 5 0/0.
Barca norueguenae aforre
S; hoje para o Bltico, levando 1,601 fardos
de algodo.
Carregaram Boratelmann & C.
Banco de Crdito Keal
At o dia 15 do csrrente mez, devem os ac-
eioniuias do Banco de Craiito Real de Pernam-
buco realizar a terceira entrada do vakr no-
minal de sua acede, na razio de 10 0/0, levan-
do-a ade do banco, na ru* do Commercio n.
34.
Este banco est pagando a aeu priineiro divi-
dendo razo de 4*000 por accao ou 10 0/0 da
valor realizado de cada urna.
O pagamento faz-se na ade do banco, das 10
horas da manh s 1 horas da tarde doa das
uteia.
>ola do ThcMouro dilacerada
O recolbimeuto de nota dilacerada est sendo
f<-ito na Tbeaouraria de Fasenda, na tercas e
sextaa-feiras, daa 10 a 12 horaa da manh.
Pauta da aifandesa
SfcMOA DE 2 A 7 DE MAIO DE 1887
Alcool (litro) 21
Arroz com caaca (kilo) 65
Algodo (kilo) 400
Aaauear refinado (kilo) 171
Borracha (kilo) 1*26*5
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) m 077
Caf bom (kilo) 460
Cafrestolho (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Carocoa de alrodo (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardifi (toa.) 16*000
Cenroa aecco espichado (kilo) 585
Arracoado* 380.
Bon 350 ; doentes 30. Total 380.
Movimento da enfermara.
Tiveram alta :
Jos Joaquim Nogueira.'
Manoel Perreira de Mello.
Proclama*Foram lido na matriz da Boa
Viata, nos das 24 de Abril e Io de Maio, o se-
gu ntes :
Justino Jos de Moura com Panlina Mara d
Conceico.
Franciaco Soriano de Araujo com Antonia Ma-
ra de Olveira.
Manoel Joaquim dos Santos com Anna Mara da
Conce Antonio Lias Ferreira Loureiro com Rita de
Cuasia Monteiro da Franca.
Foram lidos na matriz de Afogadoa, no dia 1
do correte, oa aeguinte :
Francisco Pereira Ramalho com Calorina Me-
na do Nascimento.
Manoel do Nascimento Roces Leal com Mara
Amelia de Panla Rocha.
Lotera da corteA 204* lotera da cor-
te, pelo novo plano, cojo premio grande de....
30:000*000 lera extrahida no dia .. de Mar-
co.
Os bilhetes acbam-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambero acbam-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeirode Marco n. 23, de Martina
Fiuza & C.
liOterla do tro Para-A lotera deata
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000*000, ser extrahida no dia 11 do cor-
rence.
Bilhetos venda na Casa do Ouro, rna do Ba-
ro da Victoria n. 40 de Joo Joaqnim da Costa
Leite.
Tarobem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Priineiro de M&ryo n. 23, ,de Martina
Fiuza & C.
Lotera da provincia do Paran
A 12a lotera desta provincia,pelo novo plano, cu
jo premio grande de 15:000*000, se extrahir
no dia .. de Maio.
li.lli-tes a vooda na Casa da Fortuna, ruu
Primeiro de Marco n. 23, de Martina Fiuza & C
Lotera da ParabybaEaja lotera cujo
premio grande de 20:000*000 ser extrahida no
dia 12 do corrente.
Oa bilbetea acham-se venda na Casa do Ouro
ra do Baro da Victoria n- 40 de Joo Joa-
qnim da Costa Leite.
Lolerla de tlagoa-A 16a parte desta
lotera, pelo novo plano, cujo premio grande
de 15:OJ0*O0O, ser extrahida do dia .. do cor-
rente.
Os bilhetes acham-aa venda na Caaa Feliz
praca da Independencia na. 37 e 39.
Tambero acharase venda na Caaa da Fortu
na ra Primeiro de Marco nd 23, do Martina
Fiuza & C.
Lotera da provincia A 15a parte da
1" lotera em beneficio da Santa Casa de_Miseri-
cordia do Recife. aera extrahida quarta-fera 4 de
corrente, s 2 horas da tarde.
Oa bilhetes acham-se venda na Casa Feliz na
pr.ca da Independencia ua. 37 e 39.
Tambera adan, ee venda na Casa da Fortuna
ra Primeiro de Marco n. 23, de Martina Fiu-
za & C.
Cemiterlo PublicoObituario do dia 2
de Maio :
Joa Maria doa Santos Alroeida, Porta ja I, 53
aunos, casado, Santo Antouio; aeyrrhose do fia-
gdo-
Ademar, Pernambuco, 3 mezea, Santo Antonio;
apierno.
AJ:lino Americo Alves da Silva, Pernambuco,
20 nuoa, aolteiro, Boa-Vista; tubeiculos pulon-
nareg.
Jcqueg Cyriac Italia, 34 anno, casado, Boa
Vista; eama^amento.
Amonio Natividade Alvcs da Coate. Pernambu-
co, 27 anuo, aolteiro, Boa-Viata; tuberculoa pul-
monarea.
Manoel Joo da Liz,' Pernambuco, 40 annos,
aolteiro, Boa-Vista; bronchite.
Felicia Thomazia da Silva, Parabyba, 30 annos,
soltiira, Boa-Vista; tuberculoa pulmouarea.
Alelino de Atevedo Mello, Pernambueo, 54 an-
noa, solteiro, Boa-Viata; diarrli...
Manoel, Peruambuc), 2 mez8, Boa-Vista ; gaa-
tro enterite.
Anton;a Maria de Olivera, Pernambuco, 25 an-
annoa, caaada, Boa-Vista ; tubercu'ose.
Elvira, Pornambuco, 2 horas, Santo Aitonio ;
eaiarrbo suffoeante.
J>.a Pedro daB Neves, Pernambuco, 56 annoa,
viuvo, Varaba; eaterio acleroae.
Luiz, Pernambuco, 43 dina, Graca; enterite.
Antonio, Pernambuco, 3 mezea, Var*ea ; ente-
rite.
Pedro, Pernambuco, 1 auno, Graca; tubrculos
ou ira mares.
R .na, Pernambuco, 1 anno, S. Jos ; denti-
ci.
Severaa, Parnambuco, 2 meze. Graca; con-
vulso *a
Mara, Pernambuco, 2 a meia hora, Boa Vista ;
eonvuises.
Dito branco (kilo)
Dito inascavudo (kilo)
Ditos salgados (kilo)
i tos verdea (kilol
Farinha de mandioca (litro)
Fumo reatolho em rolo (kilo)
Fumo reatolhc em lata (kilo)
Fum< bom (kilo)
Genebra (litro)
Mel (litro)
Milbo (kilo)
Taboado de amarello (dnzia)
141
068
500
275
50
400
5i0
720
200
040
040
100*00
Iinportaco
Vapor nacional Mano, 'ntrado do porto do
norte om 3 de Maio e consignado ao Viaconde de
Itaqui do Norte, manifeatou :
Barra vaaioa 100 a Amorim Irmo & C
Pipa vaa 32 a Pereira Carnero C, 20 a
Joo Jos de Carvalho Morae, 50 a Jlo do Re-
g Lima.
Qaeijo 3 caixas a V. A. Marques da Fr-nseca.
Tapioca 20 paneiro a a Comes Soares & C.
Lugte inglez Stella, entrado do Terra Nova em
3 de maio e consignado a Saunder Brether &
C manifestou :
Bacalho 2,740 barrica e 968 meia aos con-
signaianos.
CaP0riat;o
axcira 2 de abril de 1887
Pora o exterior
= No vapor francs Vtlle Ae Santo, carrega-
ram :
Para o Havre, A. Labilie 8 saceos com 575
kilos de borracha.
Para Pars, J. Fueratenberg 3,000 grao de
ouro e 10.0.'.) ditos de prata.
No lugar portuguez Temerario, carrega-
ram :
Para o Porto, Amorim Irmos & C. 30 aaccoB
com 1,200 kilos de farinha de mandioca.
Para o interior
No lugar nacional Jaotnal, carregaram :
Para Porto Alegre, P. Carneiro & C. 103 saccoa
com 7,500 kiioa de aaauear brinco, )0 ditos com
3,750 ditoa de dito maacavado e 10 aaecus com
688 dito de algodo.
No patacho nacional Taborda, carregoa :
Para Pelotas, Alfonso Tatwrda 5 pipa coro
2,400 litros de agurdente.
Na patacho nacional Padre Cacique, carre
garam :
Para o Rio Grande do Sal, E. Bamoaa 27o bar-
ricas com 24,991 kilos de asaucar branco ; F. A.
de Azevedo 400 velumes com 39,70 kilos de
asaucar branco.
Na eecuna portugneza Joaquina, carregou :
Para o Para, A. A. de Souza 10 barra coro
960 litros de agurdente.
= No vapor nauional Manos, carregaram :
Para o Kio Grande do Sul, T. de Azlvedo Sou-
za 150 barricas com 16,020 kilos de assuear bran-
co ; V. da Silveira 160 saces com 12,000 kilos de
assuear mascavado e 5'jO barricas com 60,8.'3 ditos
de dito branco ; Baltar Irmoa & C. 100 barricas
com 11,005 kilos de asaucar maacavado e 1,410
ditas com 111,806 ditoa de dito branco.
Pafa o Rio de Janeiro, J. V. Campello 5,500
chapeos de carnauba ; L A. da Coata 8,000 cooa,
fructa; T. de Azevedo Souza 410 saceos com
24,000 kilo de asnear branca ; J. M. Da 1.000
volumea com 83,103 kilos de asaucar brancos.
Para Babia, V. de Itaqui do Norte 20) acco
com 15,000 kilos de assuear branco.
CHRQN1CA JUDICIAR1A
Tribunal da Rela?o
SsSSlO ORDINARIA EM 3 DE MAIO
DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. SE. CONSELHEIBO
QINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costume, presentes os Srs. desem
cargadores em numero legal, foi aberta a sessio,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuido e pastado os feitos deram-se oa
segnintes
JLOA'MENTOS
Habeas corpus
Paciento i
Domingos Sorrentini em favo' de uro sea filho
menor.Concedeu-se a ordem, para se mandar
ouvir o delegado e o juiz municipal de Goyauna
por intermedio do respectivo juiz de direito contra
os votos dos Srs. deaembargadores conselbeiro
preaidente, Tvarea de Vasconcelba, Olivera
Maciel e Delfino Cavalcante.
Recursos eleitoraea
Do TeixeiraRecorrente Aristide de Araujo
Guerra, recorrido Serafim Dia de Araujo. Rela-
tor o Sr. conaelbeiro Queroz Barros.Nao se to-
mou couhecimento do recurso, contra os votos Hos
Srs. conselheiro relator e desembargadores D Ifino
Cavalcante e Tavares de Vasconcellas.
De Pedrus de FogoRecrrante A'exandre Ro-
drigues doa Aojo, recorrido Antouio Galdno Al-
vea da Silva. Relator o Sr. conael i.eiro Queiro
Barroa.Deu-ae proviraento, unnimemente.
De Paulo AflonaoRecorrente Manoel de Jeaua
Pinto, recorrido o juizo Relator o Sr. desembar-
gador Delfino Cavalcante.Em diligencia.
Do Inga Recorrente Domingo Trigueiro C s-
tello Branco, recorrido Manoel Faustino da Silva
Relator o Sr. deaembargador Delfino Cavalcante
Negou e provimento, contra oa votoa dos Sra.
deaembargadorea Prea Goncalvea, Monteiro de
Andrade e Oliveira Maciel.
De S. JooRecorrente o juizo, recorrido Jos
Ribeiro Pimentel. Relator o Sr. desembargador
Oliveira Maciel. Negou-se provimento, unni-
memente.
Do IngaRecorrente Domingo Trigueiro Ca
tello Branco, recorrido Joo Panlo da Silva Filho.
Relator o Sr. deaembargador Oliveira Maciel.
L)eu-se provimento, unnimemente.
Do TeixeiraRecorrente Aristdea de Aranj o
Guerra, recorrido Manoel de Souza Silva Juoior.
Relator o Sr. desembargador Oliveira Maciel.
Nao se tomn conhecimento, unnimemente.
Do TeixeiraRecorrente Francisco Firmiuo
Monteiro, recorrido o juizo. Relator o Sr. desem-
bargador Monteiro de Andrade. Negou-se pro-
vimento, nnanimemente.
Do IngaRecorrente Domingo Trigueiro Cas-
tillo Branco, recorrido Francisco Antonio Gabral
de Vasconcelloi'. Redator o Sr. desembargador
Monteiro de Audrade.Deu-se provimento, un-
nimemente.
Do TeixeiraRecorrente Braz Alves Pereira,
recorrido o juizo. Relator o Sr. desembargador
Alves Ribeiro.Negiu-se provimento, nnanime-
mente.
Da EscadaRecorrente Jos Eugaaio da Silva
Ramos, recorrido Joo da Rocha Filho. Relator
o Sr. deaembirgador Alves Ribeiro. D.-u-se
provimento, nnanimemente
Recuraos crimes
De Campia GrandeRecorrente o ju:zo. re-
corrido Vicente Marcolino dos Santos. Relator o
Sr. conselheiro Queiro* Barros, adjuntos os Srs.
desembargadores Oliveira Maciel e Alves Ribeiro.
Ne.iou-8 provimento, unaniraeaieute.
D OlindaRecorrente o juizo, recorrido Ant>
nio Joa da Paixo. Relator o Sr. desembargador
Buarque Lima. Adju itOS oa -^s. deaeinbargado
r-s Delfino Cavalcante c conselheiro Queroz
Barros.Negou-se provimento, unnimemente.
Do Reci-:Recorrente Lenidas Tito Loureiro,
recorrida Maria Xavier de Mendoaea. Relator o
Sr. deaembargador Prea Ferr/ira. Aljuntoa o*
Sra. deaembargadorea Tavares de Vasconcellos *
Monteiro de Andrade.Nao acs toroou conheci-
mento do recarao, unnimemente.
Aggravo de peti^o
Do commercio tral Sugar Factorie, aggravado o Visconde de
Campo Alegre Relator o Sr. desembargador
Monteiro de Andiade. Adjuntos oa *rs. deaein-
brgadorea Buarque Lima e Alves Ribeiro. Ne-
ou-se provimento, unnimemente.
Prorogacao de inventario
Inventanante D. Mara Amelia Cavalcante Li-
pa.C incedeu-se o prazo pedido.
PAS8AQENS
Do Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellacoes crimea
DeGaranhuii8Vppellante o juizo, appellado
Salyro Gomea da Silva.
De TaqnarttngaAppellante o juizo, appella-
do Amaio Joa do Carino.
Do Sr. deaembargador Prea Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andrade :
Appellaco commercial
Do Recife -Appellante Ludovico Gomea da Sil-
va, appelladoa Joaquim Nicolao Ferreira e outros.
= Na barca ca rancitea Octavia, carregou :
Para P. de Alagoas, M. J dos Santos 5,000
litros de sal.
Navio a carita
Barca noruegueusc Glitner, Ruil.
Lugar portugaex Temerario, Porto.
L&fsjf norueguense fan* Tode, Montevideo.
L-..r norueguense Alrana, Hull.
Lugar inglez May, Hull.
Patacho nacional Taborda, Rio grande do Sul.
Patacho allemo Calo, Rio Graude do Sul.
Patacho nacional Padre Cacique, Ro Grande
do Sul.
Vapor nacional S. Francisco, portos do aul.
NarloM dencarga
Barca nacional Mimosa, xarque.
Barca noruegnenoe or, varios gneros.
Lugar inglez Stella, bacalho.
Lugar inglez Dunure, bacalho.
Lugar inglez Ulster, bacalho.
Patacho nacional oven Crrela, xarque.
Patacho naeonal Rival, xarque.
I'atacbo nacional Andaluza, xarque.
Vapor nacional Ipojuca, varios gneros.
Dlnbelro
O vapor nacional Man'.os trouxe dos portos do
norte para :
Machado Lope & C. 5:400*000
Aeostinho Santo & C. 2:431*700
Bernet fc O. 1:793*700
Cramer Frey & C 1:700*000
Fonaeca Irmo C. 1:612*700
Antonio R da Costa 1:160*000
Joo Joaqnim da Coata Leite 1:000*000
Franciaco Goncalvea Torrea 500*000
Rendiineatos pblicos
HEZ DB ABRIL
Alfandega
Do Sr. deaembargador Moateiro de Andrade ao
Sr. deaembargador Pire Goncalvea :
Appellaco crime
De OndaAppellante Franciaco Nery Perei-
ra, apnellada a jastica.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Appellaco crime
Do IngaAppellante o jaiio, appellado Gaidi-
no, escravo.
O Sr. desembargador Pires Goncalves como pro-
curador da corda e promotor da justica interino
den parecer nos seguintes feitos :
Appellacoes crime
Da Palmeira do ludio Appellante Manoel
Lioieira da Silva, appellada a justica.
De Jaboato Appellante o juizo, appellado
Jos Toco, tecravo.
De TacaratAppellante o jnizo, appellado
Jos Marinho do Nascimento.
Da NazarethAppellautes Bernardno de Ar-
ruda Senna Filho e outro, appellada a Justina.
De BarreirosAppellante o juizo, appellado
Antonio Marianno da Silva.
De PalmaresAppellante o juizo, appellado
Arminio Joaquim da Paz.
De Bom GinselhoAppellante Aurelianj de
Souza Barros, appellada a justica.
D Palmeira dos Indios Appellante Candido
Jas da Silva, sppallada a justica
Dj AtalaiaAppellante o juizo, appellado Ma-
neel, escravo.
De P) d'AlboAppellante Adelino Candido
da Cunha, appellada a justica.
Dj Bom JardmAppellante Valentm Fran-
ciaco I) jarte, appellada a justica.
Da Palmeira doj Ti losAppellaoto o juizo,
appellado Joo Bernardo Correia.
Appellacoes civeia
Do ReciteAppellaute o procurador fiscal dos
feitos .la faze^da nacional, appelladoa os herdeiros
de Antouio do Nascimeuto Das Moreira.
De AreaAppellante o juizo. appellado lia-
noel Vicente, escravo.
Appellaco commercial
De MamanguapeAppellantes Joo Fernandea
Ferreira & C, appellada D. Mara Gomea da Sil
veira.
Do Sr. deaemb xrgador Al vea Ribeiro ao Sr.
desembargador favarea de Vaacoacellos :
Appellaco crime
Do BrejoApoeilaute .Joo Marinho de Bar-
ros, appellada a Justina.
Appellaco civel
Do RecifeAppellante Jos Antonio Piuto, ap-
pellado Eduardo Alexaudre Burle.
Do Sr. desembarcad jt Tavares de Vasconcelloe
ao Sr. conaelbeiro Queiroz Barros :
Appellaco crime
Dj Bom Jarpitn App.-llaute o juo, appellados
Antonio Leite de Siqueira e Venancio, eacravo.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. deaem cargador procurador
da cotT e promotor da justifa interino oa seguin-
tes fet ir :
Appellacoes crimes
De IguaraseAppellante o juizo, appeilado
Marcolino Jos Cjutinho.
De Jaboato A^peilautcs o promotor e Jero-
nyroideSouzi Leo, appeilado Flix Jos da
Silva orocs.
Appelioco civel
De Goyanna tppeilaute o collector das rendas
gera-s.npp-.lauo A-Maro Gimea da Cunha RaDel-
io, aeahor da escrava wituma.
Cun vista Aa paites :
Appellaco civel
Di ParaliyhaApp"Uanre Joa Ruino de Sou-
za Rangel, appellada D. Florencia Coutiaho de
Azevtdo-
DISTRIBI9UES
Ag^ravo d instrumento
Ao Sr. conselheiro Qieiroz Btrros :
De !( man iras Aggravante Luzia Josepba da
Couecvo, aggravado o juizo.
App llavo.'s crimes
Ao Sr. desemb irgador Alves Ribeiro :
De Correares Appellante Ludgero Antonio
Aazilio, a.i., i-ma .. jistica.
.0 8r.deriobirga lor Tavaris de Vas^ouc-llos:
Do PilarAp...-...m:e Ait.-nij da Rocha Lima,
appellada a justici.
Ao Sr. conselheiro Qieiroz Barrjs :
De S. Joo Apo.-ante Manoel Guelea ua
Silva, Hppi-lifida a justica.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Da Iadepeudencia-- Appellaute o juizo, appalla-
do Valdev.no Joa de Barros.
Ao Sr. desembargador Toseauo Barreto :
De IguarassAppellaute Vicente Ferreira de
Araujo, app liada u justica.
Ao Sr. desembargador Delfiuo Cava cante :
Do Rio FormosoAppellante r promotor pu-
blico, apptllado Joo Luiz da Silva.
Appellacoes cveis
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
De Agua Preta-Appellantes Leocadio Antonio
e outrn, appellado o juizo.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barroa :
Dj Recife--Appellante o juizo dos feitos da fa-
zenda nacional, appellados Cramer Frey 4 L'.
Ao Sr. deaembargador Buarque Lima :
Do Recife Appellante Felizarda Maria da
Conceico, appellada Maria Rita da Conceico.
Renda geral :
U 2
dem e 3
41:1244558
41:442*098
82:566*098
Renda provincial :
De 2 4:3701938
Mero de 3 403U526
90-969*120
De 2 dem ee 3 3;810*6a7
Pe 2 td-ra l 3 'JtmtNcVzdo Provincial 236*393 1:313*501
a 1.549*894
. 2 di. 11 .Ir 3 Recife Drnage . 71*350 63*434
Entraram :
127 boia pesando 17,088 kilos, sendo de Olive-
ra Castro, S.- dito de. 1' qualidade, 4 ditoa
de 2 dita, 34 ditos de partieulares.
567 kilo de peixe a -O ri 11*340
I'J8 carga de farinha a 200 ri 36*600
22 dita de fructaa di veres a 300 rs. 6*600
24 taboleiro a 200 ri 4*800
45 Sumo a 200 ri 9*000
Foram oceupado :
72 columna a 600 ri 43*200
66 compartimentos de farinha a
500 ris. 33*000
61 ditos de comida a 5iK) ris 30*500
253 ditos de lgame a 400 ri 101*200
54 ditos de suino a 700 ris 37*S0(:
33 ditos de tresauras a 600 ris 19*800
3) tainos a 2* 60*000
27 ditos a 1* 27*700
A Oliveira Castro 4 C.:
162 talhoB a 1* 162*000
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de 215*240
Rendimento dos das 1 a 28 6:056*003
Foi arrecadado liquido at hoje 585*840
Precos do dia :
Carne verde de 300 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sainos de 560 a 640 ria idem.
rarinba de 200 a 280 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1*000 idem.
Matadouro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 79
razes para o eonanmo do dia 4 de Maio.
Sendo : 63 rezes pertencente a ^Oliveira Castro,
i C, el6adiveraoa.
131*781
Mercado Municipal de Joa
O movimento deste Mercado nes dias 1, 2
e 3 de Maio fci o seguate :
Vapores e navios eaperadoa
VAPOBES
Guabydo sul hoje.
Senegalda Europa hoje.
Aymordo snl amanh.
Financede New-Port-News a 6.
Ville de Maeei do Havre a 6.
Parado snl a 7.
Cotopaxida Europa a 8.
Mondegodi. Europa a 10.
Szchoyide Fame a 10.
Pernambuco do norte a 13.
Marnerde Liverpool a 13
Tamardo sal a 14.
Argentinade Hamburgo a 16.
Eapirito Santodo ul a 17.
Ville de Maranhodo sal s 18.
Ceardo norte a 23.
Taguada Europa a 24.
Therezinade New-York a 24.
Manosdo sul a 27.
HAVIOb
Amandade Hamburgo.
Apotheker Dirsende Santo.
Ameliado Rio Grande do Sal.
Albanade Cardiff.
Anne Catharineda Bahia.
Anne Charlottedo Rio Grande do Sul.
Bernardus Godelewu do Rio Grande do Sul
Carolinado Rio Grande do SuL
Diudado Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio rande do Sal.
ratede Hambargo.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do Recite Appellante o procuiador fiscal da
fasenda provincial, appellados Rodrigues Lima
* C.
Appellaco commercial
Ao Sr. desembargador Delfino Cavalcante :
Do RecifeAppellante Francisco Manoel de
Siqueira Cavalcante, appellados Tavares de Mello
Genro & C.
Eneerrou se a sesso s 2 hora da tarde.
f unta Commercial da ciclade do
Becife
ACTA DA SESSO EM 28 DE ABRIL DE
1887
PBBS DESC A DO VL\M. 8B. COME*DADOH STOSIO OO-
MKS DE MIBANDA LK.lL
Secretario, Dr. Julio Guimares
A'a 10 horas da manh declarou-ae aberta a
sesso estaudo presentes os Srs. depntados Olinto
Bastos, commendador Lopes Machado, Beltro
Jnior e Hermino Figueirede.
Lida, foi approvada a acta da sesso anterior a
fez-ae a leitura do aeguinte:
EXPEDIENTE
Officio :
De 23 do corrente, da Junta do3 Gorretarea
drata praca, enviando o boletim das cotacoes of-
ficiaea de 18 a 23 do preJute mez.Para o ar-
chivo.
Diarioa oiLiaes de ns. 98 a 107. Archi-
vem-se.
Foram distribuido rubrica os seguintes
livros :
Diario de Souza P.oheiro & C, dito de Baltar
Irmoa & C. e copiador do Manoei Dias da Silva
GutmsrSea, dito de Piuto Loup, dito d Cnmpa-
nhia de U -beribe, dito de Domingos Alves Ma-
tbeus.
O Sr. commendador presidente deu scieccia
Junta e esta ficou inteirada do despicho que pro-
ferir a 2 do eorrente na petico de D. Constan-
za jiiu'iari.i de M'-deiros Lii-jOS, pir seu procu-
rador, ordenando o regis'ro do crdito martimo
firmado no Aracaiy, coro a expreasa renuncia do
toro do domicilio.
DE8PACUO8
Petices :
Da Joaquim Felippe da Costa, solicitando o re-
gistro da procuraci que lhe passara Aitonio Al-
berto de Siuza Aguiar para tratar de seus nego-
cios particulares, despachar na Alfandega, etc.
Registre-te, depoia de aatisfeito o parecer.
De Manoel Doiningu"s e Manoel Marques da
Silva, para que se archive o contracto de soeeda-
de ero nome col lectivo que eelebiara aob a firma
ie Ferreira & C. successores, com o capiial de
25:921*456 para a c intinuacao do commercio de
Compra ie fazendas para fabrico de roupas nesta
praca, i ra do Baro da Victoria n. Archi-
ve-ae.
D; Pmto & Loup, para que a registre o cen-
trado de sub tuipr-itada da coneluao dos traba-
Ihos da ctrada de ferro do Recife a Caraar e da
3.a see^o do prolongam-roto da do Reeife a 8.
Franciaco, por contraeto celebrado com o era-
preiteiro Francisco Jusciniano de Castro Rabello,
Puto, engenbeiro, e o negociante Olympo Fredo-
nco Louj, coin o capital de 260:000*.Nao sen-
do mi-reantil a suoiedid, vista do art. 19 do
do regulamentu n. 737 de 25 de Novembro de
180, regiatrese o Contracto no livi) avulao.
De Henriq-ie Goilherme Stepple, para que ae
registre o couhecimento do imposto de interprete
do cororoercio desta ornea.Seja registrado.
De Modeato do Reg B iptista, deu) de agenta
de leiloia desta ptaca.Registre-se.
De Jote de Oliveira Basto, para que s-fja ar-
chivado o distracto de sociedade da firma Oliveira
Baato 4 C. da qual eram aoeoa o aupplicante,
domingos Teixeira B isto e Jos Aitonio Teixeira
Basto, fieando Domiugja Teixeira B ietu e Jos de
Oliveira Basto de posse do estabelteimeuto sito
ra do Mrquez de liada n. 17, e do ac-
tivo e obrigados pelo passivo da extiucta socie-
dade. Archive-se, na forma da le.
De Duningos Teixeira B isto, commanditario, e
Jos d Oliveira Basto, solidario, para que se ar-
chive o contract"1 de aoeiedade em comroandita
que celebraran) sob a firma de O iveira B isto &
C. coro o capital de 1(0 OJ3*86, sendo o fundo
m commandita de 50:090* para a contiouaco
do commercio de importaco em grosso de merca-
doriua eatrangeiras c nacionaea de qtialquer na-
tureza, miudezaa e fe.rragens nesta praca, ra
do Mrquez de Onda n.Archive-se, na forma
da le.
De David Ferreira Porto Baltar, para que se
regatre a procuraco que Ibe pasaara e a outr.03
Candido Alb-rto Sodr da Motta Jnior, como so-
cio aolidario da* tirinas com-nerciaes Sodio da
Vlotta Filho 4 C. e Sodi da Motta 4 Fbo para
tomarem conra do activo e passivo das referidas
firmas e liquidal-as dispondo dos respectivos bens,
cobrar dividas activas, pagando as pissva.
Seja registrada.
A'a le meia horaa da manh oi encerrada a
sesso.
Evorado Rio Grande do Sal.
Elyaado Porto.
Favoritede Santos.
Guadianade Lisboa.
Jolanthede Santoa.
Julietado Ro Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Katalinale Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Mariuho VIIdo Rio Grande do Sul.
Marendo Ro Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenoa-Ayrea.
Premierdo Rio de Janeiro.
Poaitivodo Rio Grande do Sul.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sal.
Rabbido Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Withelminede Hamburgo.
Movimento do porto
Navios entrados no dja 3
Manos e escala 27 dias vapor nacional
Manos, de 1999 toneladas, comman-
dante Guilberme Waddington, equipa-
gem 60, carga varios gneros ; ao Vis-
conde de Itaqui do Norte.
Santos e escala 7 dias vapor francez
Ville de Santos, de 1,008 toneladas,
oocomandante J. Henry, equipagem 36,
carga varios g eros ; a augusto La-
bille.
Terra Nova 37 dias, lugar inglez Stella,
capitao Robert Nisbel. equipagem 11,
carga bacalho; a Saunders Brothers
& C.
Terra Not4 36 dias, lugar inglez Dunu-
re, de 186 toneladas, capito Men-
zies, equipagem 8, carga bacalho ;
ordetn
SuntoB 4 escala9 dias, vapor allemao
Valparaso, de 1,543 toneladas, com-
mandante S. Riedel, equipagem 49, car-
ga varios gneros ; a Borstelmann & C.
Port Esabetk-24 dias, barca americana
Jnttme H. Ingersoll, de 477 toneladas,
capito H. Petersen, equipagem 9, em
lastro; a Henry For3ter & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Havre e escala-Vapor francez Vlede
Santos, commandante J. Henry, carga
varios generes.
Hamburgo e escala -Vapor allemo Val-
paraso, commandan'.e S. Riedel, oarga
varios gneros.
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f MHTHAN !


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PliBLICiCOES A-PEDIDO
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A' Assembia Provincial
Acha-se em discussao a lei do ornamento para
o exercicio de 188788, e ama commissao por
parte da Associaco Comm Sr. presidente da provincia molificacao e deroga-
cao de alguna impostoa novamente creados, atien-
ta a horrorosa crise cooiinercial deat capital. A
!ei n. 590, de 9 de Maio de 1864, de carcter per-
manente, concede iseiiclo do pagamento do impoi
to ao estabelecimcnto que t tiver eaixeiros na-
ciooaea, no intuito nao a, de admitrir os naci-
naei no commercio, cerno tumbemfacili'ar a arre-
cadacao de outroa impoatoa a que estiver sujcito o
mtsmo estabelecimeuto.
Realmente aeudo a citada le de espirito bem-
faxejo, aperamos que a aoiual Asaembla a faca
respeitar.
Mu, tos negociantes.
Despedida
Seguindo amanha para a Corto, e nao
tendo podido depedir-me dos amigos, pe-
co-Ihes desculpa d'esaa f-lta involuntaria,
o all a todos offereco meu diminuto pres-
tio.
Recife, 3 da Maio de 1887.
Dr. F. A. Rosa e Silva.
Alagoasnora pomada
\UVOG\DO
DR. CLODOALDO LOPES
BOA ESTBEITA DO ROSABIO
Tribunal da Relajo
Honra ao Venerando Tribunal da Relacao que
nao conaentio na permanencia da indigna coacco
de qae est sondo victima o subdito italiano Do-
mingos Sorrentiuo.
Um indignado.
Urna larimii derramada obre ai
ramimiliillr. J.m liarla de AI bu
i|ii i (| n- l.ima. e m -.ianal de rail-
do, por Frauclsco low de Araujo
Mello.
Chitado .'!! Legando apaas om nocoe honrado
e iem raiculaa seos luuojeutes e infelices filhi-
nhos deeappareceu para aempre dentre os vivos
aqnelleqieem vida te chunju Joa Mara de Al-
buquerque Lu i c que coulava apenas 52 au-
no*.
To fjrte, qu*nio todos julgaviin prolougar-sa
BU existencia, eia qu* inopinadamente atacado do
ternvel beriberi veio a tallecer uo da 25 s 3 ho-
ras da manha rodeiado Uquelies que inais acari-
ciava <; para quem concentrara toda sua Vida.
Terrivel m-ilentia !
Com 12 dias de duracuo dcrrubou urna existen-
cia t.i ueceasuria!!...
gr>r:> qun seos filhinbes mais careciam de se'J
amor p itera .1 b suaa ir ma de aua proteccao foi
que a mes iravel l-'arca voio cortar o fio de sua
vida tao preciosa .'!
Cumpi.ui se poim oa dsiguios da Providen-
cial!!
Tendo passado ultiunment,- por crueis e doloro-
sos golpes com aa perdaa de sua mulher, mal e ir-
mos/ idea quas. em um tempo, era interumente
impossivel pjdei elle resistir a todo., sendo tito
carinhoao marido, obediente filho e dedicado irmao.
Eu que coa partilbei aeinpre do todas suas ale-
gras e i.ffl.ccca sei avallar u quunto Boff.eu elle
em scus ltimos diss
Naa proximidades de sua m irte (o que Betnpre
elle recoubeceu) dizia-me continuadamente eatas
palavrae :mo tenho pena de dcixtr o mundo,
porm tenho de deizar tnr.ua filh..a tao pequenoa
e sem protecciu !!...
Infeliz era e o scu peusam-anto !!
Tinh.i por seas filhoa um amor rao santo e ca-
rinh-iso que tslv>z f.isse a asparacao d.' um del les
a Cauat principal d i ana ui irl-. !
Pai car.uhoso e sem igutl, ti.lio amorosa, marido
exemplar, irmao extremoso e atn:go dedo erara
estes oa predicados que ur.-i.ivam aquella alm i tai
bemtazej e caritativa.
O.-ixa na arphandade quutr. iouocentes filhi-
nho3 que inconsjUvea cboram a p.'rda de tilo
bom pai.
u tambera o cuto pirque perd um verdadei-
ro e fiel a igo.
Paz a sua alma !
Adeus!!
Pao d'Aiho, 2 de M iio d 18S7.
Um amigo.
Est a venda entre nos mais nma lotera das
Alagoas, ao preco de 500 ris cada dcimo : ora,
quem havia de dizer que para ebegar aseos fina o
S,-. thesonreiro Manoel Jos de Piuno se lembraria
de tal; tal preco e taes bilhetes e e t tem por
Sm lancar nma rede cujas malhas apertadiasimaa
colhsrao grande numero de incautos, e chegamos
esta conclusas, porquanto muitua sem tazerem re-
paro darSo naturalmente no mnimo por cada um
14000, peca que smeote deacobriro quando por
acaso tenbam de reecber o chamado mesmo di-
nbeiro 0J ris. Sirva isto de prevenco a todos,
e veJHm que quando muito nao deem mais de 600
rB por cada dcimo, tendo anda em vista os
compradores, que custando os bilhetes todos.....
8U:UO0 smente do em premios 48:003/ o que
d para beneficio e despesas a enorme cifra de
10 /. muito peior que todaa as outras loteras, qne
quasi todas do em premios. 70 /0 como o Para, a
Parahyba e o Paran, a corte, o Eio de Janeiro,
sendo ella portento, multo inferior a da nossa pro-
vincia.
Outro abuso, esto se igualmente vendendo aqu
de orna grande das Alagoas qae nunca correr
por nao estar de acord com o aviso de 7 de Fe-
vereiro, j por nao dar o imposto e o beneficio es-
tipulados sello, e'c, que vaj a cerca de 30 "(o
quandn ella smente deacontu 25, cuusa por tanto
impossivel e contrara a lei e aiuda principalmen
te porque nao sao os bilhetes iuteiros ou frac-
c5es relativas a formar interos, viato que 5 vige-
aimo8 smente um quarto, diz ter o thesourero
licenfa onde essa liceoca ou aatoriaacSo do Sr.
ministro da tazenda ; pura iavencao, por quanto
j toi insudo para apresen! ir essa excepfo e
nada de novo.
Cuidado, niujuem oa compre que isso espe-
cular com a boa t dos nutros ; mais boa f Sr.
thesourero ; e os vendedores d'aqui seraoleigos ?
O iadigaado.
Dr. Ferrara da Silva, consultas
das 9 ao meio da. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.

Clioleamedlco cirarca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
Especialidad':Partos, milestias de senhocas e
criiincas.
Kesidencia Ra da Imperutris n.4, segnnd
andar.
Consultorio medico-
cirurgico
O r Castro Jess, contando mais de 12 aonoe
de escrnpalosa observacuo, reabre consultorio nes-
ta cidade, roa do Bom Jesns (antiga da Croi
n. 23, 1. andar.
Horas de consultas
De da : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as domis horas da noite ser encontrado no
sitio' traveesa dos Remedios n. 7, primeiro por-
tio esquerda, alm Jo porcao do Dr. Cosme.
86 kilos, 26 vergas e 3 atados de ferro, pesando
liquido 678 kilos.
Marca H M.Urna caix*, n. 25, idem do Havre
no vapor francs Ville de Peraambuco idem
em 21 de Junho, idem, idem a Torres Irmios, con-
tando asnlejos, pesando liquido legal 68 kilos.
Marca diamante, C no centro e J C L & C por
baixo.Urna dita, n. 112, idem de Liverpool no
vapor ingles Mariner idem em 28 idem idem
idem ordem, centendo plantas, sem valor.
Marca M P C R, C S por bauo-6 caixas, sem
numero, viudas na bsrea portugueza Vasco da
Gama idem em 14 idem idem,contendo garrafas
com agua mineral, pesando liquido legal 84 kilos.
Marca R Y, contra marca M.2 caixas, ns. 138 e
143, vasias, idem de Genova no vapor allemo
Aler idem em 2 de Julbo idem, idem.
Marca PABIA.10 barricas ns. 53/532, dem
Liverpool no vapor ingles Scollar idem de 31
de Julbo a 2 de Agosto idem, idem, contendo al-
vaiade de chumbo, pesando liquido legal 907 kilos.
3 Scelo da Alfandega de Pernambuco 2 de
Maio de 1887.
O chefe,
Cicero B. de Mello.
DECLAR1C0ES
Dr. Cern Leite
MEDICO
Tem o seu escriptorio ra Duque de Caxias
n. 74, das 12 a 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia ra da Santa
Cruz n. 1.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian -
cas.Tolephone n. 326.
!:' com a Cmara Municipal
Pergunta-se a Ilustre edilidada se aind ignora
que o fiacal do Io districto de S. Jos infringe o
art. 179 1,13 el6, da Constituico do imperio.
Recfe 2 de Maio de 1887.
Sonta Travatsos de C.
Dr. Joilo "aillo
EDITAES
Edital n. 13
Obrigai a que o cabello cresica!
34
Debaixo da cutcula superficial de nma cabeca
q-jasi calva exiate.m quautidades de germens de
cabello, que nicamente rejuerem o estimulo ne-
csssaru p ira os fazer productivua.
Para activar a estes elt-m-ntoa inertes, e nju-
dardea a fazer crescer o cabello sobre o crneo, o
meihur genero que a chimica jamis lia dado ao
mundo o Tnico Oriental, to justamente cele-
brado na America Heepanhoia por suas propie-
dades de produzir e afurmosenr o cabello. Como
preparaco para o cabello, torna-se infioitameute
preferivel aoa leos e pomadas que u.> fazem se-
nao tapar e obstruir es poros da cutis, e tornan-
do-se raocosos com o calor, actualmeutc envene-
nam e matam o cabello.
Ene ntra se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Heury Porster S. C,
roa ao Commercio n. 8.
O violto de extracto de ligado de
bat-uiiio. de Chetrier, compostd de tal
modo que urna colh.T de vinh.i c irrespoud- exac-
tamente a urna colber de ole : de figado de baca-
Iho.
As dsee do vinho nc devem exceder Ss do
oleo; ollas variam segundo a idade e a consiitui-
cao do individuo, entre um* (?) e quttro (?) co-
Iberes por da.
E' de grande importancia nao exceder esta dae,
um medicamento nao p.-eencli os scus fius logo
dep3ia de ter paaado a bocea ; che^audo no esto-
mago de ve 3er digerido para tornarse til; ora
as doacs exceasivaa nao se digerem, ellas acarre-
tam pelo coutrari > perturbitcoes gstricas de na-
tureza diversa, como o professor Devorgie ta
utilmente assignalon. Eis porque chamamos a at-
tencao dos doeutea sobre um ponto inuitJ dignj
de cooaideracsl i: < nao ha exagerar'! falsa no
rotulo dj vinho de extracto de figado de bacalbo,
de Chevrier, nao p le ha ver exageraco impru -
dente ua sua administradlo.
[Revue Medcale).
oHNe com escarros de aage (8)
Um honrado negociante do Cerro Pellado, mum -
eipio de Pelotas (Rio Grande do Sul), ach>ndo-ae
gravemeute atacado de urna euf -rraidade pulmo-
nar, tooaindo constaniemente e algumas vezes com
escarros de aangue, vio sua s^ le recuperada com
o aso de alguus frascos > Peit.ibal dk Cambaba.
Esta maravilhosa cura assim suestada pelo
ex-enfermo, que boje cosa a maia invejavel saude:
Iilm. Sr. Jo: Alvares de Souza Soares.
Pelotas. '
Solirendo ha tres anuos de urna tosse pertinaz
com escarros de sangu, com carcter de nma mo-
lestia pulmonar, e depois da todo o mundo aqu
jnlgar-me perdido, resolv tomar o seu grande re-
medio Peiloral de Cambar, e loga a tosse foi de-
clinando, deixando de deitar mais aangue, as for-
cas forana revigorandose e hr-je, gracia a Deus,
acho-me perfectamente curado.
PJe fazer o uso que quizer dcsta minha fran-
ca declaraco e crcia-me, etc., etc.Antonio Luix
de Olioeira.
O referido medicamento acha-se venda na
agencia a cargo dos Srs. Francisco Manoel
da Silva df C. ra Mrquez d'Olinda n. 23.
Fraaco 2/5U, meia duzia 134 e duzia 24/.
A agencia remette a quem pedir, condicjs ;m-
pressus para as vendas por atacado.
HBDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras e
de enancas, com pratica as principaes enterni-
dades e hospitee de Paris e de Vieana d'Austria,
faz todas aa operacoes obsttricas
emtcernvales as suas especialidades.
Consultorio #e residencia na ra do Bario da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1 andar.
Conaulras das 12 s 3 horas ds tarde.
Telephone n. 467.
e cirurgicas
Medico
Decaracao
A directora da Asscciacao Ccmmercial Bene-
cente previne a quem interessar possa, que em
a ultima sesso celebrada no edificio da Asso-
ciscao Conimarcial, foi approvado a seguiute pro-
posta aprese i tuda pelo socio Sr. commendador
Manoel Jos da Silva Guimsres :
Que fique a directora da Assocacao Commer-
m1 Beneficente autorisada a fazer a obra que o
predio ccceasita, abrindo urna conte espacial e
permanente no i livros da Associacao.
Que seja tirado da receita ordinaria a impor-
tancia precisa para a referida obra, e caeo nio
chegne lan;ir.l mao do fnndo de beneficencia da
Assoiacie. Para couhecimento de todos oa in-
terssadjs feitu a prese .te declaraco .
R-cf 26 de Abril de 18S7.
Jos Mara de Andrade,
Vice-presidente.
Joaquim Alvet da Fonseca,
Secretario.
Professora
U.-w senhora competentemente habilitada, pro-
pos-s' a leccionar em callegios c casas partcula
es, as seguintcs materias : portagnz, francez,
msica e piano : a tratar na ra do Marques do
Hrval n. 10.
Dr. Silva Perreira, de volta de sua viagem
Europa, com pratica nos hospitaes de Pars, Vi-
enna e Londres, onde dedcou-se a estulos de
partos, molestias de senhoras e da pelle, ofiexece
os seus servicos mdicos so respeitevel publico
deata capital e ora d'ella, poden lo ser procurado
no seu consultoriora da Cadeia n. 53, de 1 s
3 horas da tarde, on em sua residencia tmpora
ra P.nte d'Ucha 55.
Advocad
(Poro civil e ecclesiastieo;
Ba.;harel Antonio di Lollis e Sonza
Pont< s.
Ruado Imperador n. 37 1.- andar.
Advogado e professor de linguas
O bacharel Eduardo Alfredo de Oliveira tem
aberf > o seu escriptorio de advogado ra Io de
Marco n. 4, onde tambem pode ser procurado para
leccionar o ingles, frunces e allemo, pratica e
Ibricamente, nos collegios e casas de familia.
Tambem para a commedidade os estudantes
a empregados do commercio, resolveu abrir nm
curso nocturno das ditas lingnaa. A tratar no
escriptorio cima referido.
Oculista
Dr. Barrete Sampaio, medico ocu-
lista, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de meio da s
3 horas da tarde, no l.o andar da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e das santificados.
Residencia ra Scte de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
advogado
O bacharel Julio de Mello Filho tero o
seu escriptorio de advocada ra Primei-
ro de Marco n. 4, Io annar, onde pode
aer encontrado drs 10 horas da manha s
3 da tarde.
|--------------------------------------------
Escola mixta particular
Urna Benbora competentemente habilitada tem
aberto nm curso primario ra da Concordia n.'
163. Enitte como o mclhor dos attestados o apro
veitamento immediato dos seas discpulos.
Pie ser procurada a qutlquer hora na mesma
rua._ _____
Leonor Porto
Ktaa do Imperador n 45
Primeiro andar
Contiua a executnr os mais difliceis
figurinos recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicaode costura, em bre-
vidade, modicidadu em precos e fino
[gosto.
O administrador do Consulado Provincial, dan-
do cumprimento ao que dispoe a lei n. 1860, fas
publico a quem interessar possa, que no espa5o
improrogavel de trinta das uteis, contados de 2
de Maio prximo, dar-se-ha principio nesta re
partico a cobranca, livre de malta, dos impostes
seguintea, relativamente ae 2* semestre do exer-
cicio corrente do 1886-87.
3 0/0 sobre o gyro de casas commerciaes a re-
retalho.
10 0|0 sobre estabelecimentos fra da cidade.
12 0|0 sobre escriptorios de advogados, solicita-
dores, cartorios e consultorios mdicos.
20 0[0 sobre estabelecimentes da cidade.
200 por e8criptorios de descontos de letras.
1:0U0 por casa de garantir bilnetes.
1:000/ por casa de vender bilhetes de outras
provincias.
2/500 por tonelada de alvarengas, canoas, etc.
20i'Z por cscravo em pregado em ser vico me-
cbsnico.
200 rs. poi baralho de cirtas de jo^ar.
Imposto de reparticaodmprehendendo :
Parte !
1 Casas de coma sses de consignacoes e de
commiss's e consignacoes.
2 Ditas on depositoa de vender em grosso car-
vio de pedra em terru ou sobre agua.
Parte 2
3 Lajas de vender joias smente, ou joias e re-
logios.
4 Ditas de vender relogios smente.
5 Ditas de vender pianos, msicas e instru-
mentos musicaes.
Parte 3*
6 Fabrica de rap Meuron.
7 Ditas de sabao, iuclnsive a que se acha na
freguezia de Afogados.
8 Ditas de cerveja, vinagre, vinhos, genebra,
licores e limonadas gazozas.
'' Ditas de gas.
10 Ditas agencias e deposites de gas.
Parte 4*
11 Empiezas anonymas ou agencias destas.
1 Companbia de Beberibe.
13 Bancos, agencias filiaes e representantes dos
mesmos e casas nanearas.
14 Companhias, agmcias ou casas de seguro ou
qualquer peasoa que no carcter de agente de
companhias de seguro fiser contrato desta nata-
reza ou promovel-os, com exeepeo dos que teem
sede nesta provincia e contrataren o serv;o es-
pecial Ji art. 13 desta lei.
15 rmaseos alfandegados, de deposites ou de
recolher.
16 Casas de jogo de bilhar.
Consulado Provincial de Pernambuco, 20 de
Abril de 1887.
P. A. de Carvalho Moura.
Tendo de se emittir 3000 tres mil accoes desta
Companhia para completar o capital ocial aug-
mentado por deliberaco da assembia gcral em
18 do corrente mes, convida-ae a aqnelles que
quizerem snhscrever para a dita euoisso a viren
inscrever seas nomes no competente livro, ueste
escriptorio, do dia 2 a 6 de Maio prximo vindou-
ro, das 10 horas da manha as 2 da tarde.
A emifsao foita as seguintea coodicoes :
1."
Por sabscrpeo publica e franca a preco de
cento e cincoenla mil ris actual cotacao da praoa.
V o
O pagamento da emisso ser devidido em tres
prestces. 1." des por cento no acto da inicrip-
co on sabscrpeo. 2. de cincoeuta por cento
dorante trinta das subseqaentes da subscricao,
c 3.0 de quarenta por cento no correr de noventa
dias contado do dia da snbscripco perdendo o
subscriptor o direito as entradas realisadas se
por ventara nao effectoar o pagamento integral
nos prasos determinados.
3."
O possuidor aas novas accoes ter direito ao
devidendo contado do primeiro de Maio do cor-
rente.
A cada nm dos subszriptores se fornecer um
exemplar da proposta justificativa do augmento
do capital social, com o parecer da commissio
fiscal.
Recite 26 de Abril de 1587.
Jotl Eustaquio Ferrara Jacobina
Director secretario.
De ordem do Exm Sr. capitao do porto, faco
publico, para os devidos fias, que achando-Be de-
positado na doca d ste arsenal um bote qae foi
apprehendido por um dos patrOes desta repart-
el), na occasiao em qae era condnsi lo pela eor-
rentesa, o respectivo dono ter o praso da oito
dias, contados da presente data, para justificar o
seu direito de piopricdade ; e nao o fazendo ser
o referido bote desmanchado.
Caoitania do porto de Pernambuco, 2 de Maio
de I887.a0 secretario,
Antoaio da Silva Azevedo.
C'ub Imperatriz
Em virtude de baverem sido suspensas as lote-
ras da Colonia Isabel, resolveu esto club emittir
novas accSts em snbstitoicio as qne bavia passado
era beneficio dos festejos carnavalesco? qae corre-
rlo com a nona lotera do Grao-Para. Roga por-
tento quelles qne as aceitaran: e pagaram, de
vir ra da Imperatriz n. 41, afim de trocal-as.
O thesonreiro,
_____________Antonio Jos de Asevedo Maia.
Corr$io gflral
Malas a expedir-te hoje
Pelo vapor Mondos, esta administraco expede
malas para os portes do sol, recebendo impresaos
e objectos a registrar at 1 hora da tai de, e cartas
ordinarias at 3 horas, ou 3 1/2 com'porte duplo .
Administraco dos correios de Peraambu jo, 4
de Maio de 1887.O administrador,
___________________Affonso do Reg Barres.
Socieddde Auxiliador* da Agricul-
tura em Pernambuco
Assembia ger_i
De ordem do Illm. Sr. gerente Dr. Ignacio de
Barros Barrete, tenho a honra de levar ao conhe-
cimento de todos os senhores socios, que se acha
marcada para o dia quarta-feira 11 do corrente
mez de Maio, nma reunio extraordinaria de as-
sembia geral, com o fim especial de proceder, na
forma determinada pelas estatutos, a renovacao
dos membros do conaelho administrativo e mais
funcionarios electivos da sociedade. Verificar-
se-ha a reunio na sede social, ra estreita do
Rosario n. 29, a 2 e 30 minutos da tarde do ci-
ma citado dia.
Recife, 3 de Maio de 1887.
Henrique Augusto Milet,
________Secretario interino.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Aasembla geral e posse da nova directora
De ordem do nosso irmao director, convido pelo
presente a todos os irmos desta associacao a com-
pare cerem em nossa sede no da 6 do corrente,
pelas 6 horas da tarde, afim de ter lugar a as-
sembl* geral correspondente ao mez fiado, e de
ser impossads a nova directora.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes do Pernambuco, em 5 da
Maio de 1S87.-0 1- secretarlo,
Joe Castor.
SEGUROS
martimos contra fogo
Companhia Phenls Per-
namboeana
.Ruado Commercio u. 8
< OniM-VIII \ !><; seguros
NORTHERN
de Londres e Aberdeen
ronico llnanrelra (Oezembro 186*)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Herella annual i
Di premios coutra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John. H- Boxwell
IsCAPO COMWEHCIO IV. 86P4MD4B
i^.-> don and llrasillaa. Ra
Limited
Sua do Commercio n. 32
feacca por todos os vapores sobre as ca-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capellistas n "75 No
Porto, ra dos Inglezea.
'AMIA DESDW"
CONTRA FOGO
Aorib Brilish k Mercanlile
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras sterllna
A O EN 1 ES
Adomson Howie & C.
MARTIMOS
CilARGElRS REUNS
Companhia Franceza de Xaveca
eio a Vapor
Linha quinzenal entre o H^vre, Lis-
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Club Concordia

para

MEDICO HOMEOPATHA ) j
Dr. Bailtiazar da Siiveira!
I
j
i
I
Eapecali dadesfebres, molestias das
eriancas, dos orgilos respiratorios e das
'snhoras.
Presta-se a qualquer chamado
on da capital.
-VfMO
Todos os chamadas devem sor dirigi-
dos pharmacia do Dr. Sabino, i ra Oa
tarao da Victoria n. 43, onda re indicar
sua residencia.
1* PIHCU
De ordem do Illm. Sr. Dr. iospector se faz pu-
blico que s 11 hjra do dia 5 do corrente m-z se-
ro vendidas em pmci no Trapiche Conceigao as
seguintes mercadonas:
Armazem n. 1
Marca BASLUm caixu, n. 828, vinda de
Hainburgo no vapor .'illrmo Paranagu, > en-
trado em 19 de Abril de 1836, consignad* ordem,
contendo quadros-annuncios de mais de um-i cor^
pesando liquido 27 kilos.
dem idm-Uma dita, n. 829, idem dem idem,
contendo aimuncios impressos em um s cor, pe-
sando liquido 24 kilos.
Marca DARS e TH em baizoUrna dita, n.
4359, idem idem idem, contendo caizinbas peque-
as de papel, pesando nos envoltorios 82 kilos.
Marca JPPUmadita, n. 1549, idem idem idem,
contendo cadarco de linho, pesando 16 kilos.
Marca G FtL embaixoUm pacote, n. 1/2,
dem dem no vapor allemo > Desterro idem
em 24 de Uaio idem idem, contendo amostras.
Marca DSPUrna caira, n. 201, idem idem
idem cui 25 idem, idem,. idem, contendo 5 kilos de
rosulos do-diversas cores.
Armazem n. 2
Marca diamaute V ao lado e B no centroUm
cesto, n. 1/3, idem de Liverpool no vapor ingle i
Warrior dem em 26 de Abril idum, dem,
contendo amostras de louca n. 1, pesando liquido
3 kilos.
Marca W. K-iUerUm pacote, sem numero,
id'-ro idem no vapor ingles Orator idem rm 8
de Junho idem, nao consta do manifest, contendo
amostras.
Marca W* e diamante BA no centroUm ees
to, n. 1/34, idem idem idem consignado a ordem,
contendo amostras.
Marca P WalkerUrna caiza, n. 7, dem, idem
dem, idem, contendo livros impressos com capas
forradas de papellao, pesando liquido legal 65
kilos.
dem idemUm pacote, n. 6, idem idem idem,
idem, contendo 21 kilos, peso nos envoltorios de
livros impressos com capas de papelao
Marca Brcwns C.Urna caiza, sem numere,
idem no vapor inglez Delambre dem em 21
de Julho idem, idem, conteni 8 kilos, peso li-
quido de quiidros, cartates-anuuncios de mais de
um'cor, e 8 kilos, peso liquido de obria de tolhas
de Flandres pintadas.
Armazem n. 3
Marca Antonio Francisco BrandaoUm pacote
n. 36, dem no vapor inglez riessel idem em
8 de Abril idem, a A. F. Brando, contendo
amostras.
Marca triangulo F no centro, J de um Ixdo e O
do outro.Urna caiza, n. 1, idem d.i New-York
no vapor americano Amazonense, idem em 7 de
M iio, dem ordem, coutendo bombas de ferro
communs, pesando 5 kilos, e 36 kilos de bombas
de trro rotativas.
dem.Um caiza, n. 2, idem idem idem, conten-
do 5 bombas de ferro rotativas, pesando 115 kilos.
Armazem n. 4
Marca triangulo M no centro.Urna caiza, n.
14340, idem do Havre no vapor francs, Ville do
Rm de Janeiro idem em 7 de Abril, dem, a An-
tonio Dtiarte Carueu o Vianca, contendo espelh >s
pequeos com molduras de papelao, pessamio l-
quido 7 kilos.
/ Armazem n. 6
Marca F W D Ck*en. Urna caiza, sem nu-
mero, dem de Liverpool no vaper inglez Brita-
nia > idem em 5 de Julho, dem, nao consta do
manifest, contendo 4 frascos at 4 kilos, com 12
kilos, liquido legal, de nitrato de chumbo, nao es-
pic fiejdo.
Armazem n. 7
Marca J B.-15 grades, n. 741, idem do Hivre
no vapor francez Ville de Macelo idem em 21
de Maio, i om, consignadas a .Francisco Manoel
da Silva & C, contendo cada urna 50 garrafis
c >m agua mineral, artificial, pesando liquido legtl
720 kilos.
Marca A J & L contra marca PAliA-Urna
barrica, contendo farinba de trigo, pesando liquido
AVISO
Do dia 5 de Maio at 31 de Agosto do corrente
anno hatera as alteraces seguintes, da tabella
em vigor :
Kero sa oprimidos os trens de :
8.28 manh, de Mooteiro Apipucos.
10.6 e 8.40 tarde, de Caz viga Varzea.
7.4U tarde, do Recife Apipucos.
8.45 manh, de Apipucos Monttiro.
10.33 e 9.33 tarde, da Varzea Caranga.
7.45 tarde, d<> Apipucos ao Recite.
Ser alterados os trens de :
6.45 tarde, do Recife Apipucos, para 7.5 at
Dous Irmos.
8.45 tarde, do Rocife Apipucos, para 830.
Ausserordentliche Hauptversammlung
SamstMg den 7 Mai 1887.
Traktanden :
Aufnahme neuer Mitglieder.
Wahlenes Vice-Praesidenten.
Das directorium.
De ordem do Illio. Sr; Dr. inspector, faco
publico que no dU 5 de Maio prximo vindouro,
ir pisca, conforme determinou o Ezm. Sr. pre-
sidente da provincia, em officio de 22 do corrente,
o fornecimento de 100 capotes pira a guarda c-
vica, igoaes em fazenda e manufactura ao ezem-
plar que existe nesta Secretaria.
Secretaria do Thesonro Provincial de Pernam-
buco, 26 de Abril de 1887.Servindo de secreta-
rio, Lindolpbo Campello.
ufflteCassrtffliciilel
o
Roga-e
9.45 do Recife Varzea, para 9.20.
10.0 do Recite Dous Iraos, para 9.45.
10.20 do Entrncame! to Monteiro, para
10.3
6.42 de Dous Irmos ao Reeife, p-.ra 7c4.
7.29 o da Varzea ao Recife, para 7.47.
8.42 de Dous Irmos ao Recife, para 8.29.
9.33 da Varzea ao Recife. para 9.14 de
Caranga.
9.45 de Monteiro Entroncamento, para
9.15.
10.5* 4e Apipucos ao Recife, para 9.48.
Escriptorio da companhia, 30 de Abril de 1887.
A. W. StontheweT Bird.
Gerente.
Correio geral
Exime para o provlmento le xua-
tro lugarea de praticanlew
Faco publico que at o dia 16 de Maio prximo
futuro acha se ab-rta nesta administraco a ins
cr'pco p*ra o rame dos candidatos quatro va-
gas de prsticantes, devendo o eramo cotnecar no
dia 18 do dito mez, s 11 turas da manh.
As materias, sobre as quaes versar o rame,
sao I exercicio de caligrapbia e orthogrsphia, ari-
tbraetica elimentar, comprebendendo o uso do sys -
tema mtrico e nocoes geraes de geographk.
O conhecmento das linguas estrangeiras dar
direito a preferencia,
Para serem admittidos mscrpco, devero es
preteodentes provar eom certido que nao tem
menos de 18 nem mais de 30 anuos de idade, e
apresentir certificado medico de boa sade e
quaesqner outros documentos que o abonem.
Administraco dos correios de Pernambuco, 22
de Abril de 1887.
O administrador.
Afionso do Reg Barros.
0 London & Bra-
zilinn Bank Limited,
avisa ao respeitavcl
publico e corpo com-
mereial d'esta pra#a,
que o Sr. Pedro flolas-
co Saraiva, do dia 1.
do corrente em 'liante.
deixa de ser empre*
gado do referido esta-
belecimcnto.
Reeife, 1 de Haio de 1887
W. A. Bilion,
Gerente
SOCIEDADE
Seg.\ e Am.a. da Ord.\
De ordem do Sr. p js:dente, scientfico aos se-
nhdres consocios que as s;,ssoes ordinarias desta
sociedade, tero lugar todas as sextas-feiras s
6 1[2 horas da tarde, no lugar do costme.
O S'crttario,
Julio Cardgo Qr.. 17.
Na secretaria da Santa Casa arrendam se os
seguintes predios :
Ra do Bom Jesns n. 12, loja e 1 andar.
dem idem u. 13, 2- e 3- andares.
dem do Vigai o Thenoro n. 22, 1 andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. Hi, 1- andar.
dem da Madre de Deus n. 20.
dem idem n. 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da Lingoeta n. 14, 1 andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2' andar.
dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
e,loja.
Ra da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da Detenco (dentro do qualro) duas
casas.
Commandante Panchvrej
E' esperado da Europa
at o dia 6 de Maio, se-
gundo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Hlo de Janeiro
e Manto*.
aos Srs. importadores de carga p.'ics
vapores desta linha,oueiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarengi. quer reclam&co concernente a voluntes, que po-
ventm atenham segnido para os portos do sul.aiim
de se poderem dar a tempo as previdencias necea-
sarias.
Expirado o referido praso a companhoa n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, paesagens, encommendas e dinkeira
a frete: trata-se com o
ugusle Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Bio Ab JaoTO. Rio Granfle Ha Sul.
Pelotas e Porto-Aieere
Vapor Ayraor
E' esperado do Rio de Janei-
ro com escala pela Bahia no
dia 5 de Maio, e seguir de-
pois de pequeua demora para
os portos cima indicados
enoemaendas e passageiros, a
Assembia geral extraordinaria
A diiectoria da estrada de ferro de Ribeiro ao
Bonito codvida aos Srs. accionistas, se rennirem
em assembia geral extraordinaria, no dia 12 de
Maio prximo, s 11 horas da manh, ns 1* andar
do predio n. 73 praca de Pedro II, para o fim
de deliberarem sobre a parte do augmento do ca-
pital que est realisado e resolver acerca de mo-
dificaco dos estatutos.
Recife, 26 de Abril de 1887.
O secretario,
Jos Bellarminc Pereira de Mello.
SEG0BSS
CONTRA FW
Flie Liverpool k London k Globe
INSURANCE COMP.WY
Recebe carga,
tratar com
PERE1UA carneiro & c.
N. 6 -RA DO COMMERCIO-N. 6
1. andar
"coHPAxnTa peb^ambica24
DE
ftavegacao Coste!ra oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Ipojuca
Commandante Costa
Segu no dia 5 do
Maio, s 5 hor.ib
da tarde. Recebe
carga at o da 4.
Encommendas pussagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Periambucana
n. 12
BOYAL 1AILSTI5A1 PACET
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em 1355
CAPITAL 1,000:000,?
SINISTROS PAGOS
Al 31 de dezembro de 184
Karilinios..... U10:000$000
Terrestres,.- 316:0001000
4?flua do Commereio-
1
0 paquete Mondego
AGENTE
Mipel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS -N.
Secaron marl(!> lerrestre
Nestes nltimo a nica companhia Best praca
que concede sos Srs. scgnradrs iseapclode paga
ment de premio em cada s*timo aaso, o fM
equivale ao descont de cerca da 1* por ceato
avor dos segurados.
Companhia
)mperia i
DE
SEGUIOS CONTRA FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuiso
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWS&C.
N. 5Ra do CommercioN. 5
E' esperado da Europa no di
11 do corrente, seguinds
depois da demora necessaa
ra para
Macelo', Baha, Rio de Janeiro
e Santos
0 paquete Trent
esperado
do sul no dia 14 de
corrente segninjo
depois da demora
necessaria para
*. Tcente, Lisboa, vigoe Son
thampton
Reducqao de passaqens
Ida Ida e volta
A Southampton 1 classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
rara passagens, fretes, etc., tracta-se O m os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
N. 3- RA DO COMJrERClO N. 8
1- andar

Companhia Uahiana de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O vapor Guahy
Commandante Marlins
E' esperado dos rxircop ci-
ma at o dia b de Maio,
e regressar para os mes-
mos, depois da demora docos-
tume.
Para carga, passagens, encommendas e dinbei-
ro a frete, trata-se na
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Hatheos
1 NUTIUDi i


Diario e PeraaniMco---tyurta-feira 4 de Maio de 1887
(OflPVMIIi: DEt HESSACB
RE* 9ARITIME
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Comuumdante Morcan
' Espera-se da Eu
ropa at o dia 4 de
Maio seg-uin-
do depois da de
Jmera de costume
para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Baha
Lembn-ae tos wnhores pasageiro de todas
M cloeea que ha lugares reservados para esU
agencia, que podem tomar em qualqaer tempo.
Pravinc-se ao asenhores recebedores de merca
dorias que s se attender as reclamacoes por fal-
tas nos Totumes que forem reconhtcidas na occa
sio da descarga.
Par carga, passagens, eucommendas e dtnhfi r
afrete: tracta-secomo
AGENTE
io^uste Labille
9-RA DO OOMMKRIO-9
Pacific steam avigation Companv
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Cotopaxi
E' esperado da Euro
pa at o dia 8 de
-Maio, e seguir de-
Ipois da demora do cos-
Ptume para Valparaso
com escala por
Baha, Rio de Janeiro e Monte-
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tr acta-ae com os
Wilson Sons de C, Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N. 14
Bahia, Rio
3
e Santos
E' esperado de Fiume at o
dia 10 de Maio, segnindo de-
pois da demora neeessaria
para os portos cima.
Recebe carga e encommendas a frete mdico
tractar com os
CONSIGNATARIOS
JOHNST^N PATER & Ce
RA DO COMMERCIO M, 15
lied SUlesprasil I S.S- C
0 paquete Finalice
Espera-se de S:-t '- >r
News, at o dia 6 a Maio
o qual i eguir .cor d
demora neeesiii 11 p-a
Bahia enlode aaeiro
Para carga, passagens, eir tu n vi laa ;dinbeir
a frete, tracta-se com os
AGENTA
Henry f tratar k .
N. 8 RIJA O LOMMERCIO b
1. aitda
LElLBSf.
Leilo
De ama mobilia de amarello, 1 guarda-vestidos
novo, guarda-lotizas, 1 mesa eUstica, cadeiras
de junco novas brancas epretas, c.deiras avulsas,
camisas e casacos bordados para senhora, jarros,
copos, calix, vinho bordeaux, clito de t- Paulo,
cognac, espelbos, quadros, I cofre ioglez e muitos
outros objectos que esro patentes no acto do
leilo.
POR INTERVENCAO DO AGENTE
dra, 5 j.rro, 1 eaadieiro de gaa, 1 espelho grande,
2 candieiros, 2 cscarradeiras, 1 tapete para sof,
7 pannos de etochet, 8 tapetas pan lanternas e 1
cama francesa de amarello.
Urna mesa elstica de 3 taboas, 2 aparadores, 1
banca, 2 eatnpoteiras, 2 garrafas de erystal, copos,
louca, 1 paliteiro, 1 baca grande de folha, 4 ditas
pequeos, 1 banheiro, trem de cosinba e outros
movis.
tilinta felra & do correte
A's 11 horeu
Na casa n. 1 u travessa do Paraizo
O agente Martina satorisado pela Sra. D. Luis a
Mara dos Praseres que se retira para o Para lar
leilo dos toarais acina a tois objectos existentes
em dita casa ao cor-er do roartetto.
De moveii; louga, vidros, sof de ferro
para jardn), qaadros, jarros e objectos
de electro pate.
A SABER :
Um piano, 1 mobilia do Jacaranda, cota 1 sof,
2 costlas, 2 cadeiras de braco e 10 de guarnicao,
1 mesa redonda, 2 cadeiras de baianco, 1 jardi-
neira, 2 cadeiras de braeo, 12 cadeiras de junco e
i jarros para flores.
Urna mobilia de junco, 1 ditn de palha com 1
sof, 1 divn, 2 jardineiras e 12 cadeiras de bra-
co, 1 mesa redonda de Jacaranda, 1 secretaria e
estante, 1 mesa de abrir e 1 carteira.
Um guarda roupa de amarello, 1 commoda, 1
cama francesa, 1 dita com balaustres, 1 sota, 1
cama de mogno, 1 banco para burra e urna mar-
quesa.
Um mesa elstica com 8 taboas, 1 guarda lou-
ca, 2 aparadores com arxario, 1 sota, 12 cadeiras
de junes, copos, clices, garrafas, compoteiras, 1
mesa com cvateles, s muitos outros movis de
casa de familia, existentes no sobrado da
Ra do Mrquez de. Olinda n. 35.
Agente Pinto
Sexta-feira 6 de Maio de 1886
Em continuado
Um buhar e seus pertences
CUIDADO COM
AS FALSIFICARES'.
Tricofero de Barry
Garante-so que faz nas-
eer ecreseer o cabello anda
aos mai calvos, cura a
iinba e a caspa a, remoro
todas os impurezas do cas-
co da cabe<;a. Positivo-
mente impes o cabello
de cabir ou do embranque-
rer, infallivelmente o
torna espesso, macio. lus-
ti oso e abundante.
M0 H
>//Atta&V
PARA
LENCO O TOUCAOOH
E O BANHO.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8J0GU no boceo dos Coe
no, junto de t. Gorcailo : a tratar na rea ds
imperatris n. 56.
AMA Preciaa-so de urna, de boa conducta
para cosinbar e lavar para pouca familia ; na ra
da Matriz da Boa-Vista n. 3.
Aluga se a casa da ra da Conceico n. 2-A
io po-oadu da Toire ; o 1* andar e aloja da ra
do Padre Floriano o. 69, e a loja da travessa da
Bomba n. 4 ; na ra do Apollo n. 4.
A pessoa que qniser adiantar a quantia de
tiSgOOO para a alforria de urna escrava que sabe
lavar, engommar e cosiahar. para a escrava Ibe
pagar com sens ser vicos, dirija-se a ra do Mr-
quez do Herval n. 23, loja.
Precisa-se tallar cem o Sr. Lourenco Jus-
tiniano da Rocha Perreira ou com aiguma pessoa
de sua familia ; no sscriptorio de Gomes de Mat-
tos Irmioe, ra do Mrquez de Olinda n, 25,
primeiro andar.
= Precisa-se de vendedores ou vendedeiras de
taboleiro ; na ra da Mstriz da Boa-Vista n 3.
= Aluga se a casa terr.-a com espacoaa sota
no pateo do Terco n. 82, est limpa ; a tratar na
rus do Pilar n. 56, taverrra.
Na Pa3sagem da Magdalena, entrada para
o Remedio, aluga se pelo temoo que se cjnven-
cionsr, ou sitio viveiro, baxa de caprm, etc. : a tratar na ra do
Imperador n. 14, 1* nadar.
Vndese duas apolices ge raes, na impor-
tancia de 1:'0 ; a tratar na ra do Sol n. '1
das 6 s 9 horas da manha.
= Precisa-se fallar com o Sr. Autonio Fernan-
des Gajo, ra Vidal de Negreiros a. 23.
= Precisa-se de urna ama para lavar e engem*
msr : a tratar na ra do Alatli u. 3.
PreveiiQo
Coustando-me que alguem se inculca,
por ineio de cartas para eos as Exmas. fa-
milias, que me honram com suas orden s,
ser cortadora do mea atdier, decla-ro ser
falso, pois at hoje nao conferi titnio
este a pessoa aiguma ; assim como previ
no as mesmas Ezmas familias, que du-
rante a minba pequea ausencia na Euro-
pa, onde vou me prevenir de objectos tea
deates a minha arte, n2o deixo ninguem,
me substituindo.
Aproveito a occasio para fazer constar
que a Sra. Maria Duarte deixou de fazer
parte do numero de minhas coatureiras.
Fernambuco, 30 de Abril de 1887.
Ra do Impprador n. 50 Io andar.
Moie. Fanny Silva.
Tiiiiosr
ksSiOWSO
BILHETES GARANTIDOS
16Raa do Cate-16
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do qno tem a approvncilo oficial de
um Governo. Tem dnns vews
mais fragrancia qusqnaliiner ontra
e dura o dobro do tempo. E' muito
mais rica, suave o deliciosa. E"
mnito mais fina e delicada. E'
mai>i pertinente e agradavel no
len$o. S" -iug -eziis mais refres-
cante no banio e oc emuto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeea, os cansacos e os
I denmaios.
arojn He Yifla Je Renter So. i
im DB SAIi-O. OKPOB DE SIi-*.
Cura positiva e radical de todas as formas de
iscrofulas, Syphili6, Feridas Escrofulosas,
Affecc5es, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
encas do tiangue, Figado, e Rins. (.irn te-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
a restaura e renova o systema inteiro. 0 fl
Sabao Curativo de Re'oter
Joaquim Pires da Silva tem exposto
venda os seus venturosos bi!hete3 garanti-
dos da a lotera da provinca a beneficio
da Santa Casa de Misericorpia do Recife,
que ser extrahida no dia 4 de Maio.
Presos
Um inteiro 3$000
Um t.rco 15000
:iu poivao de fOOOOOpara
cima
Um inteiro 2^700
Um terco 900
Ama
UllSilllO
QUARTA-FEIRA, 4 DO CORRENTE
A'8 11 horas
n. 19
Leilo
De mobilia?, camas francesas, commodas, se-
cretaria, toilets, mesas, marquesoes, estantes, 1
espelho de columna, aparadores, cabi Jes. quarti-
nheiras, jarres, quadro?, candicir< a para kerosene
e gaz carbnico, vidros, loucas, vinho doce, 1 re-
logio de parede, l adereco de curo de lei com bri-
lhantes e outros objectos
No armazem ra de Pedro Alfonso n. 43
Agente Britto
Quarta felra, 4 do corrate
A's 10 e li2 horas
AS
Leilo
tilinta felra 5 do correte
A's 11 horas
Na ra Estreita do Rosario n. 24
De um terreno no Arraial, no corredor da li-
nha-ferrea, entre o sitio do capitao V'ianna, pelo
nascente e o de D. Mana da Franca, pelo pcente,
medindo na frente 67 metros e fundo que divi i
com sitio do capitao Pyrrho, 41 metros, tend
de fundo para o lado que divide com o capitao
Vianna 67 metros e 45 centmetros e pelo lado
que divide com I). Maria da Fr.nca, 62 metros e
50 centmetros.
Urna casa de taipa coberta de telhas, sita
travessa do Moura. inargem da linha-frrea,
tendo 1 porta da frente c 2 janellas no oito, tol-
do 7 metros e 82 centmetros de largura, 4 me-
tros e 35 centmetros de finido, ora 1 sala, 1 6a
leta, 1 quarto, cozinba iiterm. 1 copiar, quintal
extenso cercado de varas e cicimba propria.
Urna casa terrea de taipa, coberta de telba, sita
travessa do Moura sob n. 2, em terreno proprio
em aberto, tem de frente 63 metros e 40 centme-
tros e de lado desde a travesea de D. Feliciana
at a ra da Harmona, tendo 'a casa na frente 1
porta e 2 janellas, { sala na frente, 1 gabinete
ao lado e 1 sala, 1 quarto e coziuha externa.
Um terreno contiguo ao terreno onde est edi-
ficada a casa torrea de taipa b n. 2 travessa
do Moura, mediado de frente que fica pela ra da
Harmona, 3 metros e 57 centmetros e de fundo,
que o da dita ra da Harmona at encontrar
os fundos do sitio de Joaquim Jos Cavalcante e
pelo lado da trav.-gsa do Moura, com 43 metros
e 75 centmetros.
Um terreno em abrto no fim da travessa do
Moura principiando do fundo do sitio de Martinho
Jos Gomes, ao encontrar com os do sitio do Dr.
Antonio B. da Silva Maia, medindo de frente, pela
trav ssa do Moura at o fundo do sitio do dito
doutor 95 metros e 10 centmetros e de fundo, da
travessa do Moura at encontrar os terrenos de
Pantaleo Ignacio dos Santos, 59 metros e 15
centmetros.
De 4 cadeiras di an-artllo, 1 banquinha, 2 mo-
xos, 1 bah d couro, 1 dito de flmdres, 1 mesa
de pinho, 1 lamparina e 1 relsgio de prats.
O agente Modesto Baptista por mandado e com
assistencia do Exm. Sr. Dr. j'iiz de orpbSos e au-
sentes, a requerimento do testamenteiro e inveo-
tariante dos bens do espolio do finado Manoel de
Moura Esteves, far leilo do que cima se de-
clara.
Precisa-te de urna ama que saiba cosinbar, dt
de meia idade ; na ra Ouque de Cusas n. 23.
m.
"-
1W.M -M.
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; a tratar
na ra do Baro da Victoria n. 54, loja de me-
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar, para
a fabrica de cerveja Phenix ; a tratar na ra ae
8. francisco n. 10, sobrado.
Ama deleite
XAROPE
VINHOorJURUBEBA
BARTHOLOMEO a C
Phan. Pernambuco
nicos preparados de JL'SUBEBA re-
commendados pelos Medas contra as
Doencas do Estom&o, FUudo Baco
6 Intestinos, Perda do -a.ppetite.etc.
15 (A-anos de bom xito!
EXIGIR A ASSIGNATUR/-
4*
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
a em todos os periodos.
Approvados e sutorisados pela inspecto.
ria geral de hygienne do Rio de Janeiro.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
CASA DA FORTUNA
Aos 5:000
l'recita-se de urna ama de leite
Marcilio ias n. 31, armax-in.
na ra de
Amas
Precisa-se de urna cosinheira e de urna mulher
de idade, para tratar de dous meninos de 2 e 4
annos ; na ra da Unio n. 55, pjr tras do Gym-
nasio.
Para li ir Jm idas
Declaro ao respeitavel publico, qu alforriei os
meus escravos desde o mes do Agosto do auno
paesado. Faco est declaraco, porque orre o
boato de que, quem altorriou-os foi o meu marido,
bacbarel Jos Francisco de Barros Kego, com
quem nao vivo mais, como tive occasio de dixer,
e de quem nao pagare as dividas anteriores ao
casamento.
Paula da Silveira Cavalcante.
Biihetes garaniidos
23- RA PRIMEIRO DE MARCO -23
Martins Fiuza &C. tem rxpostj a ven-
da os seus afortunados bilhetes garanti-
dos da Ia lot-.ia da provincia a beneficio
da Sonta Casa de Misericordia do Recife
PRECOS
1 int.iro 3,5:00
1 tergo 1,5000
Jai por^o de IOO$00 jtara
cfma
1 inteiro 2/700
1 terreo 900
Massa rallla de a. C. Lety C.
Ernesto & Leopoldo convidara aos dt-v\.dores,
da masa de J. C. Levy & C. a irera pagar no
praso de dez das suus dbitos, conforme se acham
dos respectivos liv'ros ; perguntamna-lhes porque
nio pagam a todos os crodores da referida firma,
coiiforme se obri^araoi como cossion*rios, cujos
crditos se acbam descriptes nos hvros, e foram
verificados por urna cummisso ? quem pergunta
quer saber.
Uro credoi.
Cosinheira
Precisa-se de urna bea cosinheira : oa ra da
Aurora n. 81, primeiro andar.
Falsif?eaces
Muga -se
Para evitar falsificacoes com referencia ao co-
ndecido PEITOKAL DE CAMBABA, deve exi
gir-se este preparado com a firma do austorAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando a ro-
Iba do frasco e a a arca da fabrica nos involtorios,
irulada pelo n :mo dos agentes e depezitarios
geracs em Pernambuco Francisco Manoel da
Silva & C,, ra do Mrquez de Olinda n. 23
Atten^o
Ao eoiaiuemo '
Encada
Por sentenca do Illm. Sr. Dr. jais de direito da
Escads, ds 2 de Maio corrente, e a requerimento
do curador geral, foi declarado interdicto o cora-
merciante Manoel Louresco dos Santos, sendo na
forma da le nomeada curadora do mesmo, sua
mulher P. Anna Isxoel da Ouuha S-tntos.
Aluga-se sala e alcova do Io andar do predio n.
85 da ra Duque de Caxias, proprio para es:rip-
torio, acba se completamente lmpo ; a tratar na
loja do mesmo.
Precisase de urna pessoa de boa conducta, sa-
beudo lavar e engommar ; na ra do Marques do
Herval n.126.
t
urna casa na povo^cao de G'uyambuca, cora quatro
portas de frente e arinacaj propria para fszendas
e molhadcs, no largo da feira, o alnguel mnito
commodo ; os pretendentes dir;jnm-se mesma, a
tiatar com Miguel Correia d Miranda.
Criado
O abaixo assignado, retirandj-se para os portos
do Sul no vapor Afanaos, e nao tendo tido tempo
para se despedir pessoamente de todos os seus
amigos, o faz pelo presente, i fferecendo-lhes seus
servic'S onde quer que se sebe.
Recife, 2 de Maio de 1887.
Gil Francisco Pecas.
JNa ra Imperial n. 17, precisase de um criado
de 14 16 aunes.
Granfle nttctfo li jnp
Vendc-se noeserip-
torio da Empreza do
Gaz latas com tres
caadas de Tar (ai-
Despedida
Ao publico
Declaro qne coinprei ao Sr. Manoel da Costa
Bamos, livre e dtsembsracada de qualquer odus,
sua loja de barbeiro ra larga do Rusam nu-
mero 11. Recite, 3 de Maio de 1887.
____ Leonardo Carneiro de Albuqurque.
Boa casa
Aluga-se urna casa por preco comroodo, na es-
truda nova do Casanga, ficaodo entre as estacos
Jo /urnbi e a dos bonds : a tmta .. -;..-. h-
viuva do Sr. Va'eoc,
Diario.
a tratar do sitio da
ou no e8cnptorio deste
Lc'lo
De movis, loucas e vidros
Sendo 1 mobilia preta com 12 cadeirasjde guar-
nicao, 4 ditas de bracos, 1 soti, 2 consolos com pe-
cente Nun> s Tavares, tendo por motivo ur.
gente de osentar-se para Lisboa, e nao podendo
pessoamente despedir -se de todas as pessoas de
suas relacoes. ral-o por este meio, cfTerec/indo-
Ihes naquplla capital os seus limitados servicoe.
Protesto
Chegando ao incu conhecimento que fra lti-
mamente matriculado um escravo de nom6 Mar-
ciano, como do minba propriedade. apresso me
em pn testar, para os devidos cffeito contra se
melhante aeto. Reeite, 3 de Maio de 1887.
Manoel Joaquim de Souzi Motta.
Molestias
DE
OLHOS
Molestias
PALPEBRAS
tom dos Bel* Gomes
A' familia do tallecido Jos dos Reis. Gomes,
agradece a todas as pessoas que acompanharam
os restos mortaes do mesmo ao cemiterio publico,
e de novo os convida para assistirem a missa do
stimo dia, na igreja de 8. Goncaio, ne da 5 do
coirente, s 7 horas da manha, peb que desde j
sei tornam gratos por esse acto de religio e ca-
ridade.
Pomada Anti-Ophtalmiea
r.nU BOMADA, cqnkrri*1a dtede <> auno de 1764,
a-.qm- .
Viuva FARNIER
piner Itwar na Tli-waiw-u- '

' i-/.-w'a a TniiJa por n,a Decreto
especial -:n 1EC7.
ociM favor.i-. c;s tem conflOaMdo na
i 'H'jiruH/i rrHii.or.
npfituttmU &uui<>' Hiiiiuf__Ostfu
tx>xn caito infailivl l>as 0p*k>'.'k oironfaa.
Dsw-ieoxitir
a Astignaturs
em frente
, Deposito geral em THIVIERS (Dordogne), Franca,
em casa de THRX7Xs1j5"R.
Em fitrnambuto: Fran M. do Silva A O
BAS TRIKcirA PHAI MACH
MOXOHOMSv^OHQHOHOs^^
catro) a 1|600 rs.,
promptas e soldadas.
Faz-se grande re-
dcelo no precio do
mesmo para as en-
commendas de quan-
tidades maio res, a
tratar ra do Im-
perador n. 29.
Vende-se ahi tam-
bem coke (carvo) em
saceos avulsos.
DE
WOLFF & C.
N. 4--BA DO CABOBA'-1.4
IV'esle mnito onhecido *.lulele cnen-
lo eocontr. r o re.ipeitavel piibllco mais
variado c completo ortimenlo de JOIA
reeeftidas sempre dirctament dos raellio-
res rubricantes da Knropa, e qu priiuam
pelo apralo goto do manda elegante,
Ricos adere eos completos, lindas pnlsel-
ras, alfinetes, voltas de uro era vejada* co *a
lirUImntcs. ou perolas, annes, eacoleta,
blcs e outros muitos artisos propios
des te genero.
ESPECIALDADE
Em relogios do uro, pratu e nickelados.
para horneas, enhoras e meninos dos mais
acreditados rabricantts da Europa e Ame-
rica.
Vara todos os srtigos desta casa g ran-
te-se a boa qualidade, assim como a niodici-
dode nos preers qu- sao sem eonapetcncla.
li esta casa tamben, concerta-se qual-
qiier obra de ouro ou prata o t*mbem rrfo-
gios de qualqur qualidade que seja.
4Rua do Cabula4
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de Narco n. 0.
Participaai ao respei^avcl publico que, tendo augmentado seu
estabelecimento de JOIAS com ma8 urna sccgSo, no pnvioiento terreo,
com espacialidades em &rtigos de ELECTR-PLATE, cenvidam p.s
Exmas. familiad e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, oade en. ontrario um riqu3simo Bortimento de joias de ouro e
prata, peroles, brilhantes e outras, pedrs preciosas, e reiogios de curo,
prtta e nikel.
Os artiges que ceebem direetami rite por toos os vapor sao
exeuutados pelos mais africados especialistas e fabricantos da Europa e
stados-Unidos.
A pur das joias de sabido valor acbar3o urna grande variedade
le objectos de ouro, prata e electro pate, proprios p:.ra presentes de
.asamentos, biptisados e .nniversarios.
Nem era rclacao ao prfjo, e ne:o qualidade, os objectos cima
mencionados, encontraro concurrencia n'csta prac;.
SUSPENSORIO MILLERET
Elstico, sem Cordoes
Para evitar as Contrafaces
Exigir a marca do Inventor imprimida
em cada suspensorio.
Jfeias para Yarixem
Toados elsticos algodo e seda.
FUNDAS MILLERET^
A Casa IVIilleret rtcommenda as
suas Fundan anatmicas
suas Fundan inviniveis, par
canter as Hernias e quebraduras as mn
difficeis.
CINTURAS PARA A BARRIGA E 0 MBIGO.
MILLEKET, LE GONIDEC, Successor, -49, rua J.-J. Rousseau, F>AMIS
DEPSITOS EM TODAS AS PRINCIPAES PHARMACIAS
Lotera da Provincia
Quarta-feira, 4 de Maio. s 2 horas se
extrahir a 15 parte da 1.a lotera em beneficio
da Santa Ca.sa de Misericordia do Recife, no
consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Coueeifo dos Militares, onde se aehario ex-
postas as urnas e as espheras arrumadas cm
ordem numrica apreciado do publico.
KlE&ZlHA DE HONRA
0 fc'J3 CHEVRIEH
l0f
Amnintecuao p?/o Alcalro,
lOn.'CO bJta.Ti'CO, o auo /ntf/fo
ugmanta a$ proprledades de
0>#o.
0 OLEO de FIGADO
DE BtCALtO FERRUGINOSO
i b nica prepamtSo que permits
mJm-p'strar o Ferro nm pro-
duzr Priado de Ventre. nem
Iacommodo.
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11,rss do rani'-Hcstajrtre. 21
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ESTOMASO, FIGADO eINTEST
VIMHO E XAROPE DE JURBEB
BARTHOLOMEO & G*
i'IIfli.M. PERSAMBUCO
nicos preparados de Jnmbeba approvados pela Academia e Hetc-
I recommendaos pelos Mdicos contra as Molestias do Estomago, Perda da pre-
til, Olgestfies difflceis, Oyspepeia c todas as Molestias do ligado, edon^r.l
na Diarrhea chronica, ae Hydr-peeJa, etc.
CXJXDAJDO QCK AS FA.XjSrPICA.QcSES!
^-


!
*..


.
>
i




r
Diario de PcrnambucoQuarta-feira 4 de Maio de IS87
Aluga-se
ama casa com commodo. PftT^?de ^i,.
aitia arborisado ; ua Ponte de Ucboa n. 10.
Alagase barato
__i do Gnararapea n. 96.
Ba Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Baa do Vigconde de Goyanna n. 163, eom igua
Larga do Mercado n. 17, loja com agnn
Boa Viacoude Goyaooa n. 167, com agua e gax
Roa Cotvnel Suassuoa n. 141, quarto.
Trata-se na ra do Coiomercio n. 5, 1* andar
acrtptorio de Silva Gurmarae & C.
Advog-ado
O bacharel Antonio Bibeiro de Albuquerque
Maranh-io tem sua banca de advoeacia na praca
de Pedro 2 n. 75, no esrno escnptorio
Manoel Netto Baudeira. ^^^^^
AMAS
Precisa-se de urna para coaianax e maia ser vi-
coa de casa, e de outra para menino ; na ra da
Unido n. 31 A. .________________
AMA
Precisa-se de urna ama para comprar e csei-
nbar ; na roa de Riachuello n. 13.
Ama
Precisa-se de urna ama que cciinhe e engromme
com perf i;io ; na ra do Marque do Herval
numero 10. ___
AVISO
Concertara se machinas de costura de
qualquer fabricante, bcijiibas e toda e qual-
quer qualiiade de machinas movidas a va-
por, ou gz, etc.
PREQOS SEM COMPETENCIA
39-Rua Ao Bom-JesQS-39
Ama

doDr.
\ iniu da Mnurisca
Proprio para iacsa
Joo Ferrara da Costa, ra do Amorim n.
64, acaba de recebar urna partida d.> vnoos en
cascos execesivamente grandes, e como deseja
tornar bem conhecida eata superior qualidade, que
se fas recommeudado pela sua pureza e bom pa-
ladar, resalve vendtr esta remt-sst no seu eeta-
belecimento em barris de quinto e de dcimo, por
precos muito razoavtis, para o que cbamam a
attanco dos neuhoree apreciadores, assim como
aos donos de hoteia.
Em retalho vende se em casa do6 Srs. Justo
Teixeira & C. Successores raa 3a Penha n. 8
Precisa-se de urna ama para coainbar
durma em casa : no largo do Corpa Santo
segundo andar.
e que
n. 19
m
PARA TINGIR A
barba e os cabellos
Ama
Precisas i de urna ama para cosinhar, que dur-
ma em casa do emprego e que d fiador sua
conduca ; na raa da CoaceicSo n. 4, 1 andar
Ama
Precisase de urna ama para comprare soei-
nbar ; a tratar na ra Direita n. 64, 2- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama que cosiuhe bem ; a
tratar na ra Duque de Caxias n. 43.
Amas
o. 2?
a untura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, daudo-lhes urna bonita cor
e natural, inofensivo o scu uso simples e
rpido.
Vendse na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Ruquryrol Freres, sueceseores de A.
CAORS, ra do Som-Jeaus (antiga da Cruz
o. 2?
Obras de \iine e vinlio
da Mourisca
Justo Teixeira & C. ^'uccessoreB, ra da Pe-
nha n. 8, receberam de Lisboa pelo ultimo vapor
os costumados cestos, balaios e roupeiras de vime,
ellegantemente acabados, que vendem por pretos
muito razuaveis e ao alcance das eenhores pieteu-
dentes, pelo que cbamam a ttencao; como bem,
tem exposto venda o excelente vinbo da Mi g-
risca, o melbor vinho de pasto, actualmente n^ste
mercado, e que pir sua pureza e superior quali-
dade. auto tem agradado ; nao preciso rtcom-
mendal-o, elle proprio se recommenda
de botica ; na rna
Precisa-se de urna cosinheira, e de urna ama
para menina ; na Capunga, ra do Dr. Nabuco
numero 16.
Prceisa-6e de um servente
larga do Rosario n. 34.
Ama
Precisa-se de urna ama de meta idade, que d
Sanca de sua conducta, paga-se 20000 mensaes :
na ra Vidal de Vegrelios n. 129.
Vina de leite
Precisa-se de ume. que tenha leite bom novo ;
a tratar na ra do Imperador n. 52, 2* andar.
Fabrico de assucar
Apparelhos econmicos para o cozimen-
t: e cura. Proprio para engenhos peque-
nos, sendo niodict em preco e ef-
feetlvo em operaco.
tode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
(ii'.dade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ina:binisroo aprfeicoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especifiear,o-;8 e informnfoes com
Bl'OWDS C4
5RA DO COMMERCIO-5
CAPSULAS
ll ATHEY- CAYLUS
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
m-*-
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigo nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-Ycrk, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
da Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgos genito urinarios.
1124 (//na explicago detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir as Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & O8, de PARS,
que se achao em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
PHARMACIA CENTRAL
38Rm o Imperador3S
Tendo passado por urna completa reforma acha-se montada a eatisfazer
promptidilo as indicago;s medicas, tendo para esse fm medicamentos de primeira qua
lidade e especialidades pharmaceuticas dos primeiros fabricantes.
com
BOGO, rharmaeeutieo, 2, fue Cattiglione, PABIB
OLEO FIGADO BACALHAO HOSG|
Sem cheiro nem gosto dos leos deFigado de Bac&lhao ordinarios.
Este Oleo natural e puro e de urna efQcacidade certa, contra as Molestias do Peito, I
a Tsica. Bronchltls, Constipacdes, Tosses enrnlcas, Tumores g-landularios
c tamben elTlcaz para fortificar as Crlaaea* tracas e delicadas. ____
Deve-se exigir o turne de HOGO, e de mals o cortlflcado do sr lesuedr. Chele dos I
Traballws dmeos da Faeuldaie de Medicina de Part, que val impresso no rotulo colado
em Cadra vidro triangularO 9U0HMG vende-seem todas as prlnclpaeS Pharmacia?, j
A VISO. F.jcija-ae no rotulo o mello axul Oo Boverno France*.
Aos Srs. propietarios e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada olarix de Broto dos
Santos Ramos, rna ds Vigconde de Albuqaerquc
(outr'ora da Gloria) o. 85, encontrarao os Srs.
proprietarios e edificadores, os seguintea objec-
tos:
Tijolos de alvenaria batida.
Ditos quadrado8 de diversos tamanhoa.
Ditos para forno de padaria.
Ditos de tapamento.
Ditos para cacimba.
Telfaas.
O propietario dessa conceitaada olaria scienti-
fica aos intereasades qna todos os bfus productos
sao manufacturados com o excellente barro d'agua
doce, do lagar Taquary, tomando-se por conse-
guinte recommendave9 nao s para a eade, por
nao ser hmido, como o sao bs d'agna salgada,
mas tambem pela dnracao. Oatrosim, scientifica
igualmente, que a forma de suas telbas maior do
que qualquer outra, sendo estas, ao meso; o tempo,
mais leves por nao receberem dorante o invern
grande qaantidade d'agna, como suceede com as
de barro d'agua salgada. Presos mdicos. 87,
roa do Vigconde de Albuquerqae, outr'ora da Glo-
ria, 87. Entrada pelo lado do caes, defroote do
passadico.
Vinlio de Collares
Legitimo, superior, e em barris.de quinto e d-
cimo, ba para vender no armazem de Francisco
Ribeiro Pioto Guimaraes & C, i, roa do Aaro
do Triuinpbo n. 96.
lrJem do dia n. 03
Cirande invoiiioa
m bicos de todas as qualidades, corea e lar-
garas, desde 5 centmetros at 1 metro e 20, e
quem vende por presos mais resumidos o Pedro
Antunes & C, ser bom verem I Bonitas fitas
de borracha para ligas, artigo de muita necessida-
de para nao deixareru correr as mcias.que se torna
muito feo, vende-se o metro p--lo menor oreco ;
tranca medalh'era para fazer crocbet, parda e
branca ; fios de la e seda para o mesmo fim ; ne-
vos lcques prctos dinphauog. enfeitados com len-
tijoulas. proprios para luto, tambem bonitas vol-
t*8 e b<-8celetes. Alem destes artigos, mu tos
outros, que e-.r conveniente verem, na caaa de
confianza de Pedro Antuues & G, ra Duque de
Caxias n. C3, Nova Espi'ranca,
Massa fallida de J. C.
Lcvy & C.
Ernesto ft Leopoldo, cessioaarios da massa fal-
lida de J. C. Lcvy & 0-, conviilam aos devedores
& dita massa, conforme os respectivos livros, a
comparecrem no seu tscriptorio, roa larga do
Rosario n. :', 1 andar, iIms 10 horas da manh
s 2 da tarde de qualquer da otil, at 10 de Maio
rio corn'iit" :- in depois do qu scrao chamados
a juito. Recite, 29 de Abril de 1887,
Ernesto & Leopoldo.
5
Jalropb
Manpoeira
Esae medicamento de urna eficacia r conhecida
no beriberi e outras molestias em que predomina a
hydropesia, acha-se modificado em sua prepara-
cao, medico desta cidade, sendo que somente o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a melhorar lhe o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lhe as propriedadas medicamentosas, que se
conservara eom a mesma actividade, se nao maior
em vista do a., do porque elle tolerado pel*(
estomago.
t'nlro ilepoito
Na pharmacia ConceicSo, roa do Marques de
Olinda n. 61.
"'ierra de Mello
Tinta prela
INALTERAVEL
GONSTIPAgOES e MOLESTIAS
ANTIPHLOGISTICO
DE
PARS, Pharmacia BRIANT, 150, ra de Rivoli, PARS.
As celebridades medicas de Pars recommendao ha mals de 60 annos o
XAROPE
BRIANT
IXABOPE BRIANT como 0 medicamento pcitoral grato mait aaradavel e
I de erftcacta mm certa contra os Denuxos, Conatipavoes, Catbarroa, etc.
Este Xarope nunea fermenta.-^Deve-se exigir a Brochura em nove l'inRua.
| com a asslgiiatura bem lisivel do inventor :
DBP08ITOS EM TODAS AS PB1HCIPAU PHARMACIA
COI
nvicrrivi
PHARMACIA CENTRAL
38 Ra do Imperador 38
Pernambaco

Sirve para escriptaraco mercantil e d 3 ou 4
copias de orna ver,
Tamancos do porto
para homem e senhora. o que se pode desejar de
mais aperfeicoado.
Semciites
de hortalioas e Sores
muito novas
Selias
Amores perfeitos
Pocas Mendes & C.
Raa estieita do Rosario n. 9, junto a igreja.
Aos 1.000:000^000
200:000*000
100:000*000
LOTERA
t
PMLAS do Dr GRUID
de HmiHETQ ds FERRO t de QUtHH I
TBDrra eJTH08llboniExltotiBdnini sCemaU ii cjnt<-Te i'etta Pllula8,qanteor ia
todt m litmentai prtcix* para r*ytv-fo i imy*
P1m iuu propriedados ttmiau mpzrattm^
O KOBtrSZSTO i: XTSUULOi l QtTXHTl'A
o nwd iciment dial -wtiTO ooatrn u
Oim i lttmrtoo r%rot lmmia
Pertfa de upoeiite
Ccocat'oEmpibrealimnto tfo iuiau*
tfeccdcs est-ofulosaa, eU
tttst\* Sr;l: 9. ni taMIMna, WRffl
. iRfrntebKi: rRAM- M. A* BWVi. 9
VENDAS
Cimento
Fonseca irmaos & C. vendem cimento ingles,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
WHISKY
ROYAL BLEND marea V1ADO
Este excellente Whisky Escesse 6r .eriv*
o cognac ou agurdenle de canna, para rortific*
corpo.
Vende-se a retalho nos n, lheres armasen
olhadoa.
Pede ROY AL BLEND marco HADOcujo a
n;> e emblema sao registrados cara todo o Brai.
_______ BROWNS ce C, agentes__________
Vende-se
um sobrad* com bastantes commodos A ra de S.
Jorge n. 13, com grande armazem no fundo eom a
frente para a ra do Pnarol ; vende-se tambem
urna casa terrea na mesma ra n. 33, com o fundo
para 8 mesma rna do Pnarol ; a tratar na roa do
Baro da Victoria n. 65.
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanolojica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUGO
Eitracoao a 14 flo Halo ae 1887
I thesoureiro Francisco Gon^alves Torres
oooooooooooooooooooooooooooooooooo
DE
MELISS dos CARMELITAS
BOYER
XJnico Successor
dos Carmelitas
- 14, Ba de VAbbaye, 14 -
CONTRA :
Apoplexia
Cholera
Zujo do mar
llatos
Clicas
Indigestces
Febre amarella, et
Ler o p'ospecto no qual ya! envolvido
cid a vidro.
Deve-53 exigir o letreiro branco e preto,
em todos os vidros,
seja qual ldr o tamanho.
DEPSITOS EM TODAS AS PHARMACIAS
do Universo.
ooooooooooooooooooooooooooo<
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo um descoberu
e outro coberto, em perfeito estado, para um ou
dous cavallos: a tratar ra Duque de Casia*
n. 47.
\rliam-se expostos venda os billieles da
lotera das Alabas
novo Dpr.jK.jv.a
Sorte grande
15:000^000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
as casas da Fortuna, ra 1, de Marc.0
n. 23.
praga da Independencia
na ra larg-a do Rosario
Por 16$000
Alu^a-se a loja do cobrado ra d^ Lomas Va-
lentinas n. 50, eaiada e pintad-; de novo ; a tra-
tar na livraria Parisiense ra Primeiro de Mar-
50 a. 7-A. _____
CSA(Sf/%
Aluga-se o 1* e 2- andares do predio n. 27
ra do Imperador, caiado e pintado de novo, tendo
bous commodos e agua ; a tratar na ra Duqne
de i "aiias n. 47.
' licenciado pela Inspectora Geral
de Hygine do Imperio do Br&zl.
Xarope-Zed
{De C0DEINA e T0LU)
O Xarope Zed emprega-se contra, as
Irritafes do "Peito, Tosse dos Tjsicos, Tossi
convulsa [Coqueluche),1lronchitcs,Constit>a{es,
Calarrhos e Insomnios persistentes.
PARS. 22. ro* Drouot. K I AUIJOIAS
Feliz,
39 e
Casa
ns. 37 e
m. 24 A.
O dia da
annunciado.
extraccSo ser brevemente
3
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HQLLOWAYi
O Ungento de Holloway um remedio infallivel para os males de pemas t do paito tambem pUa
as erida* sarigas chagas e nlceras. E lamoso para a gota e o rhenmatismo e para todas as enfermi-
dades de peito naa se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfrlaments e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teein semelhante e para oa memoras
contrahidos e uncruras recias, obra Jomo por encanto.
Cafas medicinas sao preparadas gmente do Estabelecimemo do Professor Hollwav,
78, HXW OXPOBD 8TKET (anta* 533, Oitbr 8tre9tl, LOKtiES,
aadamse em todas as pbasmacs do universo.
t%Y Os cocnpndores sao cooridaos respeitossjnente a eiamiaar os rtulos de cada cauta e Poce, se nao teesn a
asMcaso, 5 OxfasdSueet. stoiskoacagoas.
Attencao
No dia 3 do corrente chsmei ao Sr. Jos Del-
fino da Silva Carvalbo para ir travessa do Prin-
cipe n.l-C, afm de tratar de negocio seu, nao
appareceu ; passando mais quatro dias chamei
por um bilhete postal, nao me respondeu ; dahi a
dous dias cbamei por outra, dicendo h este senhor
que viesse psgar-me, nada ; depois inandei urna
carta com o so'p e3cripto ao Sr. Dr. administra-
dor, e devo estar certo que este senbor est
sciente desta carta, nao me resp nieu ; portanto
chamo diariamente, at que me pague.
Kecife, 23 de Abril de 1887.
Antonio'da Silva Gusmao.
ESPERANZA PARA OS SURDOS
fura itrio* Tt/m/xins Arti/iviars
(Privilegiado) de J.-ZX. NICHOLSON
A aurdea em todos os sem degraos cansada por : catarrho,
febre cscarlaliiia ou outra, sa-
rampo, velhicc, baiihos de mar,
mndei, pt*rforat;ao ou endurecl-
meuto do tympano, oa casos mais
difflcei3 teein sido curados. Sys-
tema pririlefriado e effleaz em
todos os paizea ctIizados .do
muirdo. O* fympanos hxtiflciaeB
sao tornea*dos xc.ua ramente pelo
InTentoT, cajo enden-codamos m bai^o, por querer elle fawr
especialmente ca destinatloH. Offereccmos as vaiitageus segmintes as pessoas
que moram longe e que nos dessem um jiedido inmediato :
Voltame sempre mmwUatameute o djiihelro quando tcdm
pelas inlormacCes cjuc se nos communieant que o caso inca- .
ravel eque oa nosaos tympanos nao podem mais offerecer
Tantafrens.
Preijo: Tympanos donrados, para hometis, 53 fr. 40; para
aenhoras, iovens e meninos, 47 fr. 06. Kazcndo o p&iido dar
a oircuniferojicia da cabeca molida na a'tura das orcinas,
com as circumatanciM c causa da surez. K^tct Tympanos e
adaptain no interior das orellias e nao sao Tisvei. l)c um
oso acil, seintroduzem naorelha sam auxilio dos mdicos;
nao podem prejuiiu- de moneira alguma aos orjras audi-
tros por seren de gomma trauSparente mintiuios sobre
tobos daurados de urna construocao elegante. Na real idade sao
telephonos era miniatura a-laptados as orelhas. A qualquer
pnonim que desejawo ler urna descripcao detalhada d'estes
Tympanos too efneazes ma'iilaremos coutra rcmessa de 3
scllos-oorrefo urna brochara Ulustrada de 80 paginas na lin-
gua que se qaiaer, contendo um tratado sobre a sardez, urna
reproduoefto dos Tympanos, copias dos privilegios, cartas de
mdicos, advegados, editores e outros homens eminentes que
teem sido curados por estes celebres tympanos e que
dignam-se recommendal-os. Urna immensa pagina de
cartas autograpias, de rooommendacrtes em todas as linguas
e de toaos os pases ser enriada juncto com a brochura.
I>irigir-9e ao inTentor :
J^m. sriCHOJaSOV, *, rae Drouot, WJkMXM
A' Florida
Ra l> iniu o de Caxias n toa
Chmate a attenco das Ezmas. familias par
os procos seguintes :
Cintos a 1/000.
Luvas de pellica por 2/500.
Luvas- de seda cor granada a 24, 2/500 e Ai
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n 5 a 400 rs. r
metro.
Albuns de 1/500, 2/, 3/, ate 8/.
Ramos de flores finas a 1/500.
Luvas de scossia pera meaina, lisas e borda
idas, a 800 e 1/ o par.
Porta-retratt a 500 n., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um
Anquiohas de 24, 2/500 o 3/ urna
Pliass de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Pentes para coco com inecripcae
Encbovaes para batizados a 8, 9, e 12/000
1 eaxa de papel e 100 envelopes per 800 rei
Capella e veas para noivas
Suspensorios americanos a 2/500
L para bordar a 2/800 a libra
Mo de pipel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs
Bico de cores 2, 3, e \ dedos
de largura a 3/000, 4/000 e 5/000 a peca
Leques transparentes a 3/000
dem preto a 2/000
Lindos Broxes a 3/000 1/000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Licha para machina a 800 ris a duzia, (CB K)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris.
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1/200.
Garrafa d'agua Florida 800 ra.
Leques com borlota a 800 rs.
Bicos brancas para s -tineta, cretone e chita pa-
T a correr Libados a 1/000, a 1/500 a peca com
10 varas, barato..'
Albuns de cbagrem, veludo e verbotina para
50 e 60 retratos a 6/, 7/ e 8/000.
Meias de Escossia para seoboras, a 5 500 o par.
Lencos de linho em lindas caixas,
Bico das libas muito fiu proprio para toalhas
e s.'iias.
dem japonez proprio para alvas e roquets e
toalhas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 3/000
a peca com 40 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica proprios
para salSo, a 5/000.
Sabonetes de deverias qualidades.
Bolsas de couro para menina de escola.
Collarinho de linho a 300 ris um.
Grande perbineba em ewpartilnoM
Se linho a 3ftOOO. um.
BARBOSA & SAOSTS
Un bom
negocio
Vende-se a posse de kiosque da rna Kova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Por 80$000
Vende-se um piano : para ver, na ra do Mar-
que* de Olinda n. 19.
AnSVOLUGAD
0 48 ra Duque de Caxias
Chama a attenc0 das Cxmas. familias para um explendido sortirnanto de fa-
zendas que vende por presos Bera competencia.
E' bom ver-se para acreditar-se
Etamine de la com palmas de seda, lOOOO, a pefa.
Cambraia bordada com 10 jardas, 5#500, a dita.
Guarn50"e8 de veludilho bordadas a vidriiho, 7000, urna.
Lindas cachemiras broche, 1$500, o eovado.
Caehemiras de cores, 800 rs., lfJOOO e 15200, o dito,
Damass de seda, 1)$400, o dito.
Stiro Macau, 800 rs., 1,5000 e 1,5200, o dito.
Dito preto, 1*200 e 1,5400, 25000, o dito.
Gorgurinas de listrinhas, 320 rs., o dito.
Setiro damass, 320 rs o dito.
Lidas las de quadriuhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas a seda, 320 rs., o dito.
Las com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas com bolinbas, 600 rs., o dito.
Fustao braQCO, fino, a 400, 440, 500 e 600 rs. o dito.
Cortes de cachemira para vestido, 20^000, um.
Cretones eacuros e claros, 240, 280, 320, 360 c 400, o eovado.
Algodao de duas larguras, 800 rs., o metro.
Bramante de quatro larguras, 15200, o dito.
Dito trabado de duas larguras, j.,5200, 0 metro.
Madapolao gema de ovo, 60500, a pe$a.
Corteados bordados, 65500, 75000, 85000 e 95000, o par.
Colchas bordadas, 55000, 65000 e 75000, urna.
Ditas de crochet, 85000, urna.
Grinaldas com ricos veos, 105000, urna,
Leques de pao, pretos e de cores, 500 rs., um.
Ditos de papel,' novidade; 700 rs. e 15000, um.
Artigos para homens
Cortes de easemira de cor para costumes, 255000 um.
i-itos de dito de odr para caiga, 55, 65, 75, 85500, um.
Ditos de fustao para colete, 15000, 15800 e 25500, um.
Ditos de la e seda para colete, 65000, um.
Casemiras de cores para 15600, 35000, 35500 e 45000, o eovado.
Dita diagoual e alcochoada, 25500, 45000, 55000 e 65000, o dito.
Dita Sedao, 25800, o eovado.
Cheviots azul e preto, 10200 e 358CO, o eovado.
Grande sortimento em brins brancos e de cu es, casinetas moleskins, meias,
grvalas, 1.00908 e outros artigos que se lembrarao na preeenja dos fregu zes.
Ileiirijiie da Silva Morara.

TNICO
REGENERADOR
VINHO
FEBRFUGO
JOHANNO
DO
DOUTOR
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
Secommendo-no nos casos que necessltao tnicos para reconstituir e rerenerar
o organismo arruinado por molestias, excessos, natureza do clima. Anemia, Cnloroais.
Amenorrnea. Caciexia, riuxo branca, que tanto arruina*> a saude das mnlheres.
Pobreza de Sansrae, rnujucia areral, Debllidade. etc.
S, "7T7IES, Croeulsta, 50, Boulevard le Strasbour?, em PARS
!'? t .' ... 1 ........ t..

i
APPROVACaO da academia de medicina
pars

O quinium Labarraque uro Vinho eminentemente tnico et febrfugo destinado substituir todas a
entras preparacoes de quina.
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vannqem aos convalescentes de doencas graves, as parturientes e
a todas as pessoas fracas cu debilitadas por urna febre lenta.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Vallet. sao rpidos effeitos que produ* nos casos de cklorose,
mU, cores paludas.
Em razao da effcecia do Quinium Labarraque, preferivel ,/fS
comal o em copo de licor, no fim da refeiclo e as pilulas de Vallet antes, ^fi&fej
Vende-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura :
Fabricaco e atacado : Gasa L. FRERE
19, rae Jacob, Paria.
S!S
ILEBVEl
">



Diario de Pcrriamboco^uarta-fcira 4 de Maie de 1887
i
LITTRATUft

OllAV-i IllIfilJEAl
QUE PERANTB 8. EXC BDMA. O SU. BI3PO DIOCESANO,
DIVERSOS SACERDOTES E BOM NUMERO
DE FAMILIAS DAS MAIS BESPEITAVEIS DE8TA CAPITAL
NO SALlO DE HONRA DO
ORPHANATO DO CORAAO EUCHARISTICO DE JESS,
POR OCCASIAO DE AH ABRIB SE
CJ4 COBSO DE INSTBDCglo RELIGIOSA PARA AS MO^AS,
PROMOtlDO PELAS
EXMAS. SRAS DIRECTORAS DO MENCIONADO
ESTABBLECIMENTO NA TARDE DO DA 23 DE ABRIL
DO CBRENTE ANNJ PBOFEBIO
O CONEGO ANANIAS CORREIA DO AMARAL
A lellor
NSo por uin estulto sentimento do vaidade que don
estampa esto rudo trabalho, cuja imperfeigao, mximo
litteraria, sou o pritneiro a reconhecer; mas somente o
desejo de contribuir, na medida do minhas forgas, para o
nosso melhoramento social, qu, como todos confessam, de-
pende quasi exclusivamente da reconatrucgao da familia,
problema de todo ponto inexequivel, si nao tiver por
base a educado religiosa da mocidade presente, esperanga
de nosso futuro engrandecimento.
Recitada era os mais iuteressados no assumpto que actualmente preoc-
cupa todos os espirito*, atterrados cora a prespectia do
uoi catailisma social, que nos poder apanhar de sur-
preza, caso cruzo os os bragos deante do medonho cy-
clone, que estruge talvez mais perto do quo supporaos :
embora esta Oragao me narega ter conseguido do llus-
trado auditorio o mais benigno acolhiraento, nlo posso
todava, era devo desvanpcer-me do ter logrado a fortuna
de ver calada no animo de todos e de cada um dos que
me escutaram a sua importancia; porquanto ninguera igno-
ra quSo r-pheroero o effeito da palavra transmittida so-
mente de viva voz, ao passo que sendo escripta e medi-
tada penetra mais pro'undamente no entendimento e na
vontade dos que a lem.
Tal po'is o motivo porque, nao obstante a3 imper-
feicSes que deste modo mais fcilmente apparecem, acced
aos conselhos dos que, ouvindo a, manifestaran! o de-
sejo de vel-a publicada.
Alera d'isto, acanhado, como se ser, o circulo em
que se fazem taes exhibieses, julguei que dando-lbe por
theatro urna arena mais airpla, maior ser o fructo que
ahi poderlo colher aquelles a quem este trabalho conse-
guir agradar.
Diamantes, brutos muitos embora, mas diamantes de
primeira agua, teaho consci-ncia que slo as verdades ahi
esbcjadas, pois nada menos sao do que as verdades ca-
tdicas em toda sua singelleza: basta que sejam lapida-
dos e bruidos por mo de mestre para que scintille todo
o seu brilho preciosissimo, j que nlo o poude fazer
O AcctoR.




s'wk*
Sicut modo geniti infantes, rationabile, sine
dolo, lac concupiscite, ut in eo crescatis n aa-
lutem ; ai tameu gastaatia quoniam saavis est
Dominas.1* Fetri II. 2 e 3.
Como cranlas reacemaaacidas, ezcitae em vos
o desejo de voa paacer do leite egpipitual e
puro da doutriha chbist, afim de que, por elle
nutridas, creecaes na sabedoria e na virtude,
quo vos garantem a ealvaQo ; as que vos de-
liciastea da docura e suavidade,*que o Senhor
costuma dispensar aea escolhido?, no dia ventu-
roso ein que pela primeira vea o recebestes.
Vera. 2o e.3 do caoitalo II da 1 Epist. de S.
Pedro.
Exm. e Rom Sr.
Rvms. Collegas.
Emulas. Srus.
Filhas predilectas em Jess Christo.
E' cora indizivel satisfagao que vos vejo pressurosas
e em to conspicuo nuraero annuindo ao honroso convite
que nos fizeram as distinctas, benemritas e iocansaveis
directoras deste estabeleeiraento, para ouvirdes de meus
labios, os monos competentes, a expaaigao daquellas dou-
trinas santas e salutares, cujos rudimentos oram j o lei-
te espiritual de vossas almas, quando desprendendo-vos
do regajo materno o rompendo os nimbas da infancia, pe-
netrastes com os vosso3 ps os umbraes da ca-a de Daus,
e subindo at junto a sagrada contrahistes, no ban-
quete do Gordeiro Immaculado, o augusto esponsalicio de
vossa uniao com Deus : quero dizer, a vossa primara
comrounhao. (*)
Para quantas j nao se apagou a leaabranga desses
dias feiizes, des3a edade fagoeira, em que sob as asas dos
aajos, a innocencia casava-as tio barmonisaaientu con a
candura Para quantas nao se estancia n aquellas ligri-
mas de consolagao e prazer que lhes fazia brotar a ale-
gra de taa saudoaas ligues ?
Quautas filhas di Silo, qM presas nos lagos da vai-
dade e captivas das glorias mundanas, deis-ira n-se arras-
lar a urna'trra estrangeira, e l no exio, -sqaecila3
da patria querva, ernuiecenda, susuenderam aos ramos
dos salgueiraes os lades, cujas cordas outr'ora aaadas,
dedilhavaia seus dedos aucordorf as melodas da u a c^ra-
gao, que haviarn consagrado inteiraraente ao amo.- de seu
Deus ? (a)
Quantas e quantas virger.s loucas e f.ituas, mecendo no sorano da inditfreng deixaram apagar-se
lampada di quella f, vi?a e rica de t>os obras, pela falta
do oleo salutar da Doutrina Christa I! (b)
Certaraente qun nlo pertenceis a esse numero da al-
mas, dignas por mais de um titulo de conmiseradlo, que
afastando-se -lo carimbo da virtude, obliteraram o can-
primero de seu3 mais sagrados deveres.
Bem ao contraro, f-.dgo deveras do contemplar- dean-
te de mim urna pleiada de virgens sabias e pru^ntes,
que, com a lampada sempre aetesa, corris ao en otro do
Esposo celeste que vos convida s Mas badas eternas, (c)
Mas, filhas queridas em Jess Christo (per ioae-me
siestas palavras vos mtigOam); no torvehoho dos nego-
cios domsticos, no affan d*.s lides escolsticas, do meio
dos vossos estudos e occupajSes, a bOa sement da graca
divina, lao cuidadosamente plantada na vossa men: e oo
vosso coracao, nao ter acaso sido suffocada pelo acleo
das contrariedades ou pelo afago dos prazeres; o grito tu-
multuario das paixo -s nao ter alguraa vez ensurdecido a
vez meiga e suave de urna cons iencia timorata; e o joio
Burrateiraraente lanca o' no3 canteiros de vossa alma
pelo iniraigo durante ssta descuidosa nao ter ahi ap-o-
iundado raizes, o exhaurido urna parte da seiva generosa
que de*a alentar o frumento doce e salutar? Quero crer
que toda aquella semerte divina baja cahjdo em solo uber-
t08o, e diligentemente amanhada, tenha produzido cento
por um. (d)
Como qur que seja entretanto, ainda quando a vos-
sa vida inteira seja um lavor precioso, recamado de to-
dos os adornos da sabedoria e resceodendo o aroma de
todas as flores de virtude, longe de perraaneoerdes inermes,
o exeinplo do3 santos, vos convidando maior pereicSo,
um poderoso inceativ. para continuardes no estado das
verdades santas e atibumes canudas no Cathecisrao.
CatheciBmo I .' Que d*se au ? ... A e*:* palvra
sorri ac do mais desdenhoso despreso a Dacedade soberba
e estulta que se alardea de profunda sabedoria.
Eaainar o Cathecismo s mocas I. na vos parece
tm gracejo, ou para meihor Jizer, parvoice pergantarao
esses que gratuitamente se aleunhara de abios. ()
() Apoc. XIX-'JO.
(a, Bul. CXXXVI
Dorroitaverunt ranos et doraiicrunt Math. XXV
raveruntcuio eo ad muptias Ib. 10.
th. XIII-b.
\n i*p>e *'t insipiens, aiinles stuttos arntim t'.
' que que o ignorante, urna Tez entriocbeJpa* no
baluarte da presumpcao, suppSe de ai para si que o Ch-
thecismo indigno de penetrar na cestinha de costura, ao
lado do bastidor ou do piano forte, no escrinio da secreta-
ria ou sobre a mesa de trabalho, t menos ainda de ser
folheado por urna donzella instruida e elegante. Quando
muito, dirao elles, poder servir de passaporte durante o
curto trajecto da infancia pnberdade, em que trocam-se
pelos hbitos talares e discretos os ingenuos e leves trajea
da meninez, coetneos de seua du-hes e banecas ; mas
nunca ultrapassar os limites dess.i edade inconsciente.
E e-os que sofregos, arrancando das ruaos pdicas da vir-
gen!, a gide de suas virtudes, entrega -Ihea ; o quet..-
oa diccionarios de flores, os recitativos eroti.'os, os roman-
ces realistas, e os roda-ps das gazetas, todos mais ou
menos fecundos de molleza o de sublime trivialiJale.
Cgo e injustissiino prejuizo, si prejuizo podemos
chamar esse perverso e execravel animicidio, e diablico
commettimento !
E na verdade, minhas filhas, que livro poder substi-
tuir ao Cathec8mo, e meihor do que ello merecer a nossa
attencSo, as nossas homenagens, e a admiradlo, j nSo digo
somente, dos christaos fervorosos, mas de todo horneen
que ainda nao tenha abdicado o bom uso de sua razio?
Livro que o E/angelho em resumo, abracando metho-
di jaraer.te todos os dogmas e preceitos emanados da Eter-
na Sabedria, e sanecionados por Nosso S:nhor Jess
Christo?
Que livro jamis sanio das maos dos homens, que
em tao tenue volume, em ordem mais lgica, e cum for
muas mais siraples, abrace em urna synthese o complexo
de todas as verdades acerca de Deus, do hornera e da so-
ciedade, acerca das relagoes que ligara entre si estes ob-
ject03, os mais dignos sera duvida, das cogitadles dos
verdadeiros philosophos T
Reun, se coderes, em compendio, os escriptos dos mais
abalisados pensadores antigos e moderos ; extrahi de
suas concepQ5es o que tenham proferido de mais levan-
tado sobre a natureza de Deus e o destino do hornera, e
dizei-me, si de todos estes fragmentos escolhidos e enfeixa-
dos, conseguiris formar um todo compacto mais sub-
stancial e bem acabado, um corpo de doutrina mais com-
pleto e bem acaba lo do que o que nos ofiTerece o Cathe-
cisrao ?
Mas si elle a mais sublime philosophia A sciencia
da Religiao, a Theologia, a sciencia de Deus, a rainha
das sciencias, a verdadeira e nica sabedoria !
Sapponhamoa por um momento, que elle tenha cabido
as maos de Scrates, de PlatiSo, de Cicero e de Arist-
teles, ou de qualquer d'aqu^-lles sublimes genios da anti-
guidade. Como nao ficariara possuidos de admiraco e
pasmo ao fulgor deesa luz sbitamente irradiada deante
d'elles, em presenta deste livro que decifra todos os eni-
gmas, dissolve todas a3 duvidas, deslinda todas as difficul-
dades, e explica todas as relacSes que exiatem entre Deus
e o homem, e ligam as cousas do terapo s da eternidade;
e tudo isto sem esforco de palavras, sem atavos de rhe-
torica, sem ambages de discusso, com tal clareza de 1 n-
guagem que hasta nao ser ceg para ver, nsm surdo para
ouvir, e abrigar dentro do peito um coracSo dcil para
crer e amar.
Nos livros dos sabios quanta palha intil de envolta
cora o bom trigo, sera fallar do joio e de outraa plantas
parasitaa e venenosas, que suffocam e corrompem a boa
sement.
No Cathec8mo, porm, nada d'ssso, nada de intil e
de nocivo, somente o bom trigo, o ouro puro e sem liga,
a verdade simples e ingenua. Acola duvidas, contradic-
cooa e errns; squi affirmacao pereraptoria, cheia d'aquella
candura e auctoridade que nasce da convijao.
Um Deus, puro espirita, creador de todas as cousas
visiveia e invisiveis ; um Deus, uno em substancia e trino
em pessoa ; um Deus, immenso, infiaito e eterno, mani-
festando no tempo a sua omnipotencia e os aeus attributoa
por urna expanslo de amor nao menos que nos interessea
de sua gloria..... O homem. creado na innocencia, li-
vre, intelligente e sensivel, animado de ura sopro divino
e immortal,... cahindo do apogeu da felicidade pelo
abuso de sua liberdade, e condemnado dor, ao trabalho
e morte..... O Verbo de Deus, medianeiro entre o
co a trra, entre o Creador e a creatura, reconciliando
estes dou8 extremos, compadecendo-ae da natureza hu-
mana, descendo at ella, glorifiando-a em sua passOa, re-
generando-a em seu sangue, e rebabilitando-a para os seus
tins tao nobres: conhecer e amar a Deus para o posauir
e gozar eternamente, na dupla mraortalidade corporal e
espititual, dando-lbe os meioa de entreter a vida nova quo
veio trazer ao munio..... Urna Egreja, columna e sus-
tentculo da verdade.. .. aoracJo.... os sacramentos,
canaes de sua divina graga..... um ministerio que ejer-
cita seu eterno sacerdocio e um sacrificio que perpetua
a sua expiacao, applicando-nos oa aeus mritos at o fim
-Jos sculos..... eis, minhas filhas, o objecto que nos
grava no entendimento o Cathecisme Christo, mestre n-
fallivel da verdade.
E qual ser o propheta que jamis so levantar para
exhibir um thema religioso raais digno da justic^, da sa-
bedoria e da bondade de Deus, e que meihor satisfaga s
exigencias da razio humana ?
Todos os homens descendentes de ura s homem,
logo a humanidude inteira formando urna s familia, e por
conseguinte, todos filhos de AdSo, todos irraaos, sem tis-
tinecio era de povos, ero de racas, era de linguas, todos
tendo um pai coramum que est no co; mas nesta igual-
dade de origem desigualdade de cargos e de deveree, ou
antea a mais sabia harmona de todos os membros do cor-
po social pelas relavos de proteejao e de dependencia de
uns para com os outros, e tudo isto emanando de um
cdigo que tera por base o amor;.. .. eis o que nos im-
prime na vor.tade o Cathecismo, fundamento e norma de
toda legislaco que tem por alvo a justica.
E qual ser o genio transcendente que seja capaz de
formular um systema econmico, socialista, humanitario,
direi mesrao, ntopistco, sobro o qual se apoie cora raais
firmeza a sociedad*, e com meihor vantagem satisfaga os
desejos do coracao humano ?
Sim, minhas filhas, o Cathecismo o livro por ex-
celencia, o livro dos pequeos como dos grandes, dos igno-
rantes e dos lettrados, do operario que amassa o pao quo-
tidiano eom as bagas de seu suor, e do abastado que des-
:ructa os thesouros legados de seus maiores; o livro dos
povos como dos reis, o cdigo em summa de todas as
epochas, e de todas as na^Ses; a luz que Ilumina todo o
homem que vem a este mundo, (/) luz, sem a qual seu
espirito, seu coraco e sua conscieucia nSo sero mais do
que trevas.
E es porque, ao clarao desta luz mystica, alo trepi-
de! de acceitar a incumbencia, por certo bonrosissima,
' porra demasiadamente superior aos meus talentos, de vos
dar ura curso de instrueco religiosa, explanandovos as
verdades comidas uo Cathecismo.
Nao vos arreceeis do norae tao humilde que tem este
livro, nem aupponhaes que idea retroceder para o eneino
infantil em que se vos rainiatrava o leito pouco substan-
cioso da doutrina que vos alentou os primeiros passoa no
arninho da virtude, quando apenas soletraveis o verbo da
sabedoria divina.
Nao; que com o auxilio do co, espero repartir com-
vo3co o pao espiritual que a alma vos fortifique, dando-vos
as r.izues de vossa f, os motivos de vossa esperanca e
03 estmulos de vossa caridade, virtudes sera as quaes
nao ba era pode haver verdadeira civilfeacao, e 8m
ae quaes toda sociedade quer de sabios ou de poetas, de
po'iticos ou de artistas, nunca, jamis, ba de passar, na
ph.-ase de S. goatiubo, de um rebanno ou de urna ma-
nida de animaos, quasi em nada superiores aos irraoio-
uues.
E o pao sobresubstancial da doutrina, que eu vos
.-.abo subministrar aquello que "vivifica as almas; firma
/ fortalece as sociedades (g).
Cora as noc3es de justica e de verdade, com o co-
[f] Luz. XIII.
(g) Qui manducat hune panera vivet in cetemum
VI. 59.
nhecimento e o aentimenta de Daus, de seu temor salutar
e de seu amor, semaadas no espirito e no corajo, culti-
vadas por vdfc, ssreis o sal que preservar .mutas gera-
c3es futuras da corrupcao do vioio, e a luz que illumi-
r muitas familias na senda que trilham para seus eternos
destinos (h).
O que u venho ensinar-vos o mesrao qu9 ensinava
o Salvador no temlpo o as synagogas, oo campo e as ci-
dades da patria dos Patriarchas e dos Prophetas; a mes-
raa que en-inou S. Paulo aos sabios do Areopago; a
roesma doutrina que pregou o Principe dos Apostlos na
capital dos Cesares e no seculo de Augusto; a mesma
que ainda hoje desee das cathedras das mais celebres
universidades do mundo civilisado.Envergonhar-vos-eis
por ventara de terdes por condiscpulos aqudles que at
tingiram as raias do saber, at onde pode elevarse a intel-
ligencia do homem ?
Ella ainda a doutrina de todos oa seczlos des-
de os terapos apostlicos ou antes desde a constituicao
do mundo at i consummaco dos seculos : E' a doutrina
dos Santos Padres e dos Pontfices, dos concilios e de toda
a tradiglo christa. Foi ella que enflammou o ardor dos
Martyres, que illustrou a sabedoria dos Doutores, que gla-
rificou os feitos dos confessores, que divinisou a virgin-
dade das Cecil68,jdas Ignezes, das guedas e das Luzias,
perolaa purissmas e brilhantes engastadas no diadema da
Esposa do Cordeiro Iramaculado (t); e foi ella que povoou
o empyrio de milho'es do Santos.
E' a doutrina que o Supremo pastor das almas man-
dou que ensinassem s suas ovelhas todos os pastores da
i egseja militante: finalmente a doutrina que nao cessa de
nos ensinar aquello a quem o Espirito Santo constituiu
para apascentar a grei Olindense, vos animar, nao menos que para applaudir o pensvmento
generoso que hoje aqui nos congrega, n2o ae dedignou
de vir sanecionar com a sua honrosa presenca a inaugu-
rado deste Curso de Instrucglo religiosa, quica o germen
fecundissimo do mais auspicioso futuro, e o inicio de urna
edade de oure para os fastos de seu benfico e venturoso
episcopado; o qual como guarda fiel do deposito da f e
pastor desvelado da rebahbo que lhe tocou por sorte, j
me teria feito oraudecr, si tudo quanto vos tenho expos-
to nao fosse a raais sincera verdade.
A doutrina que vos venbo explanar, direi para con-
cluir, nao rainha, mas sim d'Aqaello que me constituiu
pregoiro do Evangelio : a doutrina de Deus ; e o pro-
prio Deus quem vol-a ensina por intermedio do aeu mais
indigno ministro- Tanquam De> exhortante peb nos. (k)
Deveis portanto ouvil-a e procurar graval-a no men-
te e no coracao, para meihor conhecer e amar Aquelle
que se dignou de nol-a revelar.
Hoj-, mais do que nunca, a Religiao s tem um ini-
migo a temer: a ignorancia. Nao a ignorancia de rusti-
co que na Bimplicidade e pobreza de seus talentos, rende
ao seu Deus e Senhor o tributo de f e de amor propor-
cionado s suas posses; mas a ignorancia voluntaria, affse-
tada e presumida dos quo a conbecem, e s querem conhe-
cel-a pelas falsas e odiosas core3 cora que a transfiguraram
a m t e o rancor de seus inimigos. >
E' to grande, to santa e to pura a Religilo I Re-
commenda-8e nossa f e ao nosso amor, adrairacao e
(h ) Vos estis sal trra, vos estis lux mundi : Matt.
V. 13.
(t) Oaudium meum et corona mea Phili. IV. 1.
,j) Act. XX -28.
(k) 1 Cor. 20.
recooheoiraento cora urna razio to alta e urna autoridade
t5o persuasiva, com ura cortejo t5o imponente de lerabran-
gas, de victorias, de beneficios, de consolares e de espe-
ranzas ; to harraoniosamente proporcionada a todas as
vicissitudes da vida, que quasi impossivel desertar as
suas bandeiras; e que e urna intelligencia obtusa e con-
tumaz poder resistir evidencia de suas provas, e s
um coragao vil e abjecto ser capaz de nao se deixar mo-
ver pela grandeza e magnificencia de suas promessas 1
Que e3tas toscas e desalinhadas phrases, repassadas
do mais sincero desejo de vos ser proveitosaa, incutam no
vosso espirito toda importancia de objecto que agora nos
preoecupa, para que delle tiris as lig5es de verdade e
de moral que devem ser o fanal e o guia de vossas acgSes
durante curta poregrinagao deste mundo: curta diss9 eu;
e qual de vos tora a certeza de quo a seu respeito se nao
- possa bem cedo dizer :
Assim como a bonioa que cortada
antes do tempo foi, candida e bella,
* c sendo das mos travessas maltratada
i da menina que a trouxe na capella,
i o chairo tem perdido e a cor murebada ;
a tal est, morta a paluda donzella,
< a branca e viva cor c'oa doce vi la ? (1)
Curta sim, direi tambera, porque ainda quando os
fios do prata da extrema velhice venham coroar essa fron-
te hoje urea e loug e adornada de todos os encantos da
mocidade; o que sao os poucos annos de vida duran ti os
quaes dormimos e sonhamos, em comparago daquella
edade sera fim, era que haveraos de acordar para a verda-
deira vida, e ao brilho do sol da eternidade que rompe
atraz do sepulchro, contemplar sem raais sombras nem
mysterios a Suprema e inefavel Verdade, que hoje ape-
nas vislumbramos por entre os fios diaphanos do veo cre-
puscular da f ? (in)
E demais, o viver longo, nilo viver; menos que
vejetar, quando o outomno da vida nao rico de fructos
germinados na primavera dos annGS ; si as flores da mo-
cidade. murchando, tiverera deixado cahirem-lhe as peta-
las sem enriquecerem-Ihe o clice de abundante colbeita.
Oh! por Deus, nao vos deixeia illudir '
O brilbo que de voaaes olhos dardeja, as rosas que as
faces vos emrubecem, o riso que os labios vos carmina, as
pulsagoes que vos fazem arfaj o peito e estremecer o co-
ragao de jubilo, todo esse conjuncto de prendas que vos
conquistara adoradores ; tudo isso amortecer, a sucoe-
der lhe-hao as rugas e a pallidez da velhice, e ein torno
do vos se far o vacuo e o silencio, si a Religiao, que vos
embalou no bergo, nlo vier consolar vos na hora extrema
com seu cortejo de virtudes o de verdades slidamente
adquiridas na verde e risonha estaglo da vida.
Ah Entlo comprehendereis toda a importancia desta
sublime sciencia, que desfolhan lo as ultimas saudades no
caminho escabroso da vida, voa apontar pela vez supre-
ma a escada certa e segura por onde devoris subir
mansao dos bemaventurados. (n)
Disse.
(1) CamSes Luziadas III Est.
im) Nunc per speculum ia amigmate tune aute facie
ad faciem. i' Cor. XIII 12.
(n) Quando subiado iris ao eterno templo. Camoja.
Luziadas C. I, Est. 9.
FOLHETIffl
JOSLARONZA
POR
JACQUES D FLOT E PEDRO MAEL
.* k t. i \ i i i % u r i:
O IMR.IT.I
(Continuaglo do n.
VI
97)
Cerrou os punhos e ameagando o inimi-
go desconhecido :
Tudo isto muito inverosmil, res-
mungou ; isso nao pode acontecer. Afinal
de contas, eu sou um homem, entretanto
deixo me influenciar como urna crianga por
esse encadearaento singular de factos. Pre-
ciso tirar isto a liropo. Hei de descobrir
esse Lewia Jubb, qualquer que seja a mas-
cara com que se cobre. Esse o primei-
ro que devo procurar. Quanto mulher,
nao posso denuncial-a. Alera disso, ella
me ama ; 6 depois, que mal pode ella fa-
zer aos meua ? Estamos em Ceylo. A
Franca est bem longe.
Parou. Os seus elhos huraedeceram-se.
. Oh sim, bem longe murmurou
elle lentamente, bem longe essa amada
Franga Eu tornarei a vl a ? Tornarei a
ver todos esses entes queridos ; Bertha,
minha irm^ vos, mmha segunda mi, e
ella, ella cujo nomo nem ouso pronunciar?
Abri a janella. A vista d all abran-
gia a bahia de aguas azues e as alturas
verdes da ilha.
Maximiliano entregou-se magia da sua
contemplagao. Deixou a sua imaginagao
pairar cima do espago movedigo, alai do
azul que se funda no horizonte. E a pou-
co e pouco correram as horas sem que
elle notasse.que o sol descia para o poen-
te, sem que elle sentase as lagrimas cahi-
rem-lhe urna a urna as mos unidas no
fervor do extase.
Despertou de sobresalto. Tinha apenas
tempo para correr ao paquete. A suapas-
sagsm estav a tomada. Conseguio embarear
a sua bagagem.
Alguns dos offieiaes inglezes qne tinha
visto na vespera forara despedir se delle.
A jangada afastou-se da torra e o mogo pi-
sou o convs do vapor.
Entlo pole ver, pela popa do navio,
urna barquinha, que danBava sobre as on-
das. Nessa barquinha hava s duas pes-
soas : um indu, que reraava de p, e urna
mulher. A mulher, sentada popa, des-
cobrio o rosto. Elle reconheceu Carmen
Pacheco, que o fitava. Com o mesrao ges-
to apaixonado, com o mesmo sorriso ine-
briante, ella alirou-lhe urabeijo com a
ponta dos dedos. A sua voa] soou como
urna msica.
Por esta vez est salvo. At mais
ver. Eu o amo I
\
X
Fascinado, eonserjou-sa encostado na
amurada. Essa mulher tinha encantos de
sereia.
Nesse momento, o hlice agoutou as
aguas.
A barquinha oscillou violentamente no
redemoinha.
Carmen, porm, n5o aradou.de lugar, e
Maximiliano pode, ainda urna vez, ouvir
este grito, que lhe parti da alma :
Eu te arao I eu te amo I eu te amo !
E elle vio a erabarcago voltar, como a
contragosto, para a costa
e a
hespanhola,
que se tinha voltado, acompanhal-o com o
olhar.
Comprehendeu, entilo, nao sem suato se-
creto, que ora em diante teria de contar
com esse amor terrivel.
Ceyllo sumia-se lentamente na3 brumas
da noite.
Na casa de Attah passava-se um dra-
ma.
Lewis Jubb ou Laronza, esperava a vol-
ta de Carmen.
O seu olhar estava tito no mar. Quando
vio, ao longe, o fumo do vapor subir, quan-
do vio o navio atravessar o horizonte abra-
zado do poente, deu urna risada de alegra
sinistra.
Bam disse elle, Carmen nlo voltou.
Ella ha de trazel-a para aqu. O vapor j
parti. Se nao hoje quo se devem avia
tar, ser amanhl. Haja o que houver,
desta vez Arband est era meu poder.
E impertigou-se orgulhpsamente.
Bem jogado, Laronza, exclamou elle.
O pai est morto. O filho v* morrer. S
ficar a irral. Encarrego-me uella, con-
cluio elle com urna risada. Doze milcoes
na Australia, cinco aqui : total dezaaete.
Ah Ab I a casa vai bem. Do outro lado
Clanos basta. Se elle soubesse que a fi-
lba est aqui, que minha. .. -
Interrompeu se e fieou sbitamente serio.
Nao, preciso qae elle nao saiba,
que nlo desconfio disso 1 Elle tambera sa-
be o segredo do veneno ; elle tambera guar-
dn o seu quinhlo do frasco furtado a Ra-
mou Sa. Elle lembrou se de casar Car-
men com Arband 1
Ahi Jubb fez ama nova pausa.
Bom Vou despachar esse Maximi-
liano sem fazer barulho. Depois, tratarei
de dar destino pequea Bertha, l na
Franga.
Comegou a rir.
Mas, primeiramente, preciso que eu
mate esse maldito brahmane. Esse ho-
rnera descobrio-me, aborreoe-me. E isso.
Hei de matal-o amanhl, depoia da abertu-
ra do testamento de Jahar Sing.
Depois de urna pausa:
Coratanto que esse tenente dos dia-
bos nlo tenha dito nada sobre Laronza ;
mas como poderia elle saber que Jubb e
Laronza sao o mesmo individuo ? Isso nlo
verosmil.
E olhando de novo para o caminho :
Afinal, ahi est Carmen. Vem s.
Ha de ser para amacha. Talvez seja me-
ihor assim.
A moga entrou paluda e agitada. Tirou
a mantilha, que atirou em cima de urna
cadeira vclha ; depoia esperou, em p e
resoluta, o interrogatorio do bandido.
Entlo ? perguntou Laronza, vio ?
Vi, respondeu ella, simplesmente.
Bem I Fallou com elle *
- Fallei.
Disse-ihe que o amava ?
Dsse-lhe que o amava, e era ver-
dade.
Um sorriso cynico subi aos labios de
Jos.
Devras ?
Sim ; mas perdi o meu ampo; elle
nlo me ama.
Mas prestoulhe"attengao T
Sim.
Entlo ha de vir ?
Nao, nao ha do vir. -
Hoje nao, mas amanba ?
Nem hoje, nem aoaanha, nem nunca.
Entlo, por que ? rugi o pirata, que
comegava a encolerisar-se.
Carmen deu uraa gargalhada estridente.
Porque o vapor Sirene fez-se ao mar
ha tres quartos de hora, disse ella, mos-
trando um ponto branco no horizonte, e
Sr. Arband est a bordo do /Sirene.
Laronza avangou para ella. O kriss bri-
Ihou-lhe na mo.
Miseravel exclamou elle, foatc tu
quem o avisou.
Ella curvou os bragos, altiva e calma.
Pois nao contava com sao ? pergun-
tou.
O bandido eapuraava.
Eu devia tl o previsto. Ah I mu-
lher maldita, acaso te metteste na minha
vida somente para seres minha ruina e mi-
nha desgraga ?
Carmen desafiava-o cora o olhar e coma
gesto.
Devras, 3ir Lewis Jubb? Entae
por que se fia era mira ? O senhor, o ho-
rnera forte, o calculista impeccavel, entre-
gar o seu destina s ralos de uraa pobre
rapariga como eu ? E' engragado Ver co-
mo um frgil canigo pode oppr obstculos
e aborrecimientos a ura macbnisrao mara-
vilhoso como o seu cerebro.
Parece-me que vem desafiar me, Car-
men ?
Como quizer, meu caro. Em todo o
caso, estou mofando, 380 evidente.
Carmen 1...
Ento Jos Laronza, oh 1 perdi,
Sir Lewis Jubb, disse ella dando urna gar-
galhada. Julgou que me tinha presa ao
seu capricho, como ao seu destino ? Gai-
culou mal, meu caro ; d'ora em diante pre-
cisa contar com Carmen Pacheco.
Cuidado 1 disse elle.
Porque ? Quer matar-me ? Nao ou-
saria fazel-o. Bem sabe que o aeu segre-
do est em mos de outro e que esse outro
meu pai- Eu morta, elle me vingar e
ento, adeus incgnito, adeus mascaras,
adeus personagena duplas ou trplices, nao
assim Jos Laronza r
Oa olho3 do pirata injectaram-ae de san-
gue.
Elle fitou a moga com ura olhar terrivel.
Ella rio, e encolhendo os hombros :
Vamos Ij! Que significa essa olhar
feroz? mate me, se ousa fazel-o!
Elle eatremeeeu de raiva ; depois, mu-
dando de tom, atirou o kriss no chao.
Desta vez tem razio. NSo posso pu-
nir a sua traiglo.
Qne chama traigao ? Fez de mim a
sua amasia, mas cont commigo para cura-
plice.
E foi para iao que tirou-me das
mos Arband ?
Naturalmente. Acabei de dizer que
o amava.
Ab E esse homem est em caminho,
munido de todas as informagoes. Elle ago-
ra sabe quem sou !
Carmen bateu violentamente o p.
Elle sabe urna cousa, qu eu
amo, e que o livrei de um perigo. Elle at
propoz levar-me oomsigo. Recusei.
Ah I entao por que ?
Porque elle nlo me ama, por mais
nada. ,
Quanto a vov, elle s o conhece pelo
norae de Jos Laronza e vi procurar L*-
ws Jubb era Molbourne. Se quizer, pode
ir l encontralo. Demais, nlo fui quem
lhe revel u esse nome de Laronza. Esse
tenente de marinha como se chama ?-
aquella que quasi mandou enforcareque
o perdou por causa do seu p;i?...
(Contnmr-M-ka)
1 Typ. do Diario roa Duque ue miK3
a. t.
s

\


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