Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16795


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Full Text
^I^HH^H
IJI-0 LIIJI m-IHIO 99
tj^^I"^^ggg^ Bg^"gg
PARA A CAPITAL E LUGAR*? OWDE AO E PACA PORTE
Por tres roties adiantados.........'...... fWX
Por seis ditos dem.......... ...... I^OOO
Por um anno idem................ 23^090
Cada numero avulso, do mesmo da............ 100
DOMIKGO I DH MAIO DE 1
PARA DFVTRO E FORA DA PROTTVCTA
Por seis mezes adiaDt&dos............... 133600
Por nove ditos idem................. 200000
Por um auno idem................. 270100
Cada numero avulso, da dias anteriores........... 0100


BNAMBUGO
Proprteifafce te JHanoel Jt&ttcira t>e iaria /illjo*
i
\
'
i

!
O* 8r*. Aneile Prliioe A C.
de Pars, sil os nossos agentes
exeluilvs de ann uncios e pu-
blicacOas na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMHAS
ss-7i;: miguias so siabio
RIO DE JANEIRO, 30 de Abril, s
2 horas e 15 minutos da tarde. (Kecebi-
do s 5 horas e 25 miautos, pelo cabo sub-
marino) .
Ha na cdrfe numero fltenle de
devalados e senadores para a aber
tara da* cmara*.
sss:i;c da mmi savas
(Especial para o Diario)
LISBOA, 29 de Abril.
traste boje para os porlws do Bra-
sil paquete MONDEGO da Boyal
all.
RIO DE JANEIRO 30 de Abril.
H. si. a Imperador pasaoa a alilma
aolte e o da de boje bastante cal-
S. M. partir amanta* para Ttjaca.
RIO DE JANEIRO 30 de Abril.
A ejaarenlena Imposta as proce-
dencias do mo da Prata rol reduai-
da a nm da.
RIO DE JANEIRO, 30 de Abril,
tarde.
O srovernu brasilelro eontraetoat
em Londres eooa a casa Rolbscblld
e par Intermedio do banco interna-
cional desta pracn. um eaaprestlma
de dols mllkae* de libras sterll-
Agencia llaves, lial em Pornambuoo,
30 de Abril de 1887.
INSTROCClO POPULAR
ELECTRICIDADE
(Extrahido)
DAS ESCOLAS E 1>A BIBLIOTHECA DO POVO
ELECTRK in.HIE 1HV1WICA
CAPITULO XI
xf EBIEXCIA8 B TBROBIA DB G A1.VANI. EXPERIENCIAS
ob Volta. Tbhso e qoahtidadb- Polos ELE -
CTBODOS, COBBBBTB. ModIHCACBS FEITAB ^KA
POJA OB VoLTA. PlLHAS SBCCAS. ApPLICACOES
CU8IOJA8 DE8TAS MBSMAS riLHAS.
( Co n t x nu a< o )
L U1TULOXII
TUECBXA GEtiail "' P1LIIA. As ACTES CHIHICAS B
A BLBCTUO P l')'.. lOBRKNTES SECCMDARIAS.
Teoso da i'Wn tendencia da electricidade
accumulada uss m-u tremi 1 'les pura se esca-
par, vencendo a rfis'encia que se oppe a esse
movimeoto. Jfiii djve confundir se a tenso com ,
a quantidade de electricidade desenvolvida, pir ,
que, emquinto estt denende da superficie dos ele- |
atentos, aquella depende da seu numero.
Polo positivo Ua pilha a i-xtreini Jale em que
teade a accumular-je o fluido positivo ; pilo ne -
gativo. aquella em que tenda a accumu'ar-se o
fluido negativo. ,
Electrodos ou electrodes sao os fi-s motallieos
ligados aos polos da o ha, e que terv.m para os
fater coromuniear entre si. Tambem se Ibes d
o nome de reophsros.
Correte a recumposico continua dos fluidcs
accumulados as extremidades dos electrodos.
A primitiva pilha de Volta foi milito modificada.
O preprio inventor lhe deu difirante disposicao.
para obstar diminuico da tenso cansada pela
ompresio des elementos sobre as rodelas hmi-
das. Cruikshack, Wollastoo, Muncb, o ainda ontros
modificaran, n'a suceessivameote.
A pilhis seccas sao pilhas de colnmna, em que
as rodelas hmidas sao substituidas por urna sub-
stancia solida e bygrometnea. A mais commum
h de Zimboni : consta ella dealgans mlhares
de pequouos discos de papel (de 2a 3 centmetros
de dimetro), cubertos por nm lado com folha de
estanho e pelo outro com ama carnada de boxydo
de manganea, fizado com o auxilio de qualquer
corpa gordo ; sobrepem se estes discos, cillocan-
do em cada extremidad* da columna um disco de
cobre, e aperta-se tudo com fios de seda ; o polo
positivo fica no manganez e o negativo no estanho,
A acco destas pilhaa excessivamente fra ea
posto que tunccionem por maitos annos.
As pilbas seccas teein tido diversas applicacoes.
Dma das mais curiosas i o electroscopio de Boh-
nenberger. Este electroscopio tem e urna folba
de ouro, que oscilla entre os polos contraros de
dnas pilhas seceas collocalas veriicalmente dentro
da campnula. Este instrumento muito sensi-
vel ; logo que na folha de oaro existir a menor
quantidade de el> ctricidade livre, ser attrahida
por urna das pilhas e renelli la pela outra. E'
claro que o nome da electricidade existente na
na folha de ou -o contrario ao do polo que attra-
hio a mesma folha.
Tambem se tem teito applieacao das pilbas sec-
cas construejo de pequeos apparelbos de ro-
tago continna, que jolgamos desnecessario aqu
descrever.
A tbeeria chimica da pilha, geralmente admit-
tida, suppoe que toda a eli ctricidade desenvolvida
as pilhas voltaicas procede da accio.da agua aci-
dulada sobre o ainco; assirn, um dmenlo, que na
tbaoria do contacto era a reunlo de um ainco e
um cobre, soldados un> ao outro, formado na theo-
ria chimica pelo avstema de um lineo e de om co-
bre separados pela agua acidulada.
0 desenvolvimi-nto da electricidade, segundo a
theoria chimica, produs se porque a aoeao chimica
que se ffectua t'e o acido, a agua e o ainco,
determina a electrisaco negativa deste metal e a
positiva 1a agua. O cobre apenas toma a electri-
cidade do liquido, pirque nSo seuoivelmeate ata-
cado pelo acido sulpburico temperatura ordina-
ria, e fica, portante, electrisado positivamente.
Unindo, com um fio metillico, os doua enetaes }ue
entram na composico do elemento, terciaos urna
corrent, do tinco para o cobre, pelo liquido, e do
cobre p*ra o zioco, pelo fio. Do que se conclue
que o polo positivo estao metal inactivo (o cebre)
e o pHo negativo no metal netivo (o ziaco). Este
principio nppliua se, em gem, a todas as pilhas.
A maior parte da electricidade desenvolvida
n'um elemento pela acelo chimica, recomp3e-ie
immediatamente atraves do liquido de modo que
e urna quaatidade muito diminuta vem a circular
no fio que une os dous p.dos e ; e esta quantidade
tanto mais fracaquanto menor a resistencia que
se oppoe c xnbinacao dos dous fluidos, no inte-
rior do elemento.
Pera augmentar a quaatidade de electricidade
que circula no fio, convem, pula augmentar nresia-
tencia interior e isto onsegue-se multiplicando o
numero dos elementos.
1 ara demnstrennos o effeito produsido pelo
augmento do numero de elementos, imaginemos
urna pilha formada de differentes pares de cbapas
de cobre e lineo separados por agua acidulada
com acido sulpburico. O acido ataca o sinco e
tem ai co quasi aulla sobre o cobre.Podemos
figurar esta pilha do seguinte modo :
_ I C a K a ZC a ZS a ZC a Z | _
1^ "" 4 5 6 7
Em toda a pilha ha movimeoto de electricidade
sendo positiva a do aeiio e negativa a do zinco.
N' s compartimentos 2 a 6, onde a agua acidulada
est em contacto permaaeote com um zinco e com
nm cobre, a electricidade positiva do liquido re
compe se constantemente com a oeeativa do ele-
mento. S nos compartimentos 1 e 7 nao pode ter
logara combinacao, e portanto achar-se-ho livres
a electricidades nesses compartimentos, augmen-
tadas com as tensea dos elementos inferiores da
pilha.
A inteosidade das correntes produsidas pelas
cotnp jstas de nm liquido e dous metaes, diminue
rpidamente, p>r duas razos : enfraquecimento
das accSes' ehimicas pela neutralisac da acido
metida, que este se combina c m o sinco ; e ef-
feitos das correntes secundarias. DA-ae esta de-
nominacao s correles produsidas no interior da
pilba, em sentido contrario ao da corrate princi-
pil, cujo < ffeif i oeutralizam no todo ou em parte.
Effeetivameute a correte que vai do zinco para o
cobreno interior da pilhadecompe a agua e o
su'phato de toco que se tem formado, e taz de-
positar, sobre o cobre, para o qual se dirige, tinco,
oxy lo de tinco e gat hydrogenio, ao meamo tcm-
p-i quo v;io, para o zinco,*o acidae o oxygeoio, que
que ficaram livres pela decomposicSo d sal eda
agua. S> es'as substancias, assim depjsitadas
que, reagindo urnas a ibre as outras, dio origem
a urna correte contraria da pilba, e tanto mais
intensa quaoto mais desorada houver sido aacco
da corrente principal.
(Continuo.)
JARTE OFFICU*
Governo da Provincia
FALLA que a .issembla Legislativa Provincial de Pernambucn
da de su a Installaeo 4 S de Marco de I89, dirigi,
o lvin. Sr. presidente da provincia ttr. Pedro Vicente de
tzevedo.
(Contirjuvao)
CANAL DE GOYA.NNA
Nlo satisfaz s necessidades do coratnercio e da agricultura, no servio da
navegado costeira, o estado das obras do canal e doca por incompletas.
O que canal propriamente est em condi^Sds favoraveis e tem a largura e
profundidade deteroiidadaa na clausula 2. do contracto de 8 de Agosto de 179, e
prestase convenientemente uavegacSo da barca$s; porm o mesmo nao se pie di-
ser quaoto doca que est ainda por fazer-s, visto que em alguns lugares nao preeu-
che as condicoes da clausuli 3.', de modo a poierem'as embarcaySos manobrar.
Nao foi construido ainda o caes do l*do da cidade ; o que tras serias diffi-
euldades ao servico de carga e descarga.
Opina o fis:al pela mudanza da pont-j da ra do Rio pan a ra da Ponte,
applicando r. smpreza a importancia do que ten. i gastar 00IB i coDatruccjlo do caes
paralleio no eiso da ponte, o qual so tm de fazer p..r> garantir a segu-anca d'esta, que
est se arruinando com a excavaco para profundar se o leito da (lo:a.
Pensa elle que, se nao forem construidas logo as obras, pir cuja f. lta foi a
empresa multada por um de meus antecessores o;n 2 de Margo do anno passado, dif-
ficil era depois leval-as a etfeito, em consequencia da proxim abertur.t -la estr-da de
ferro de Nazaretb Timbiba, que uecessaiiameate diminuir-lhe ha a re^eita.
A 9 de Novembro do anno psssado foram pelo Ban-'o Iudus'.rial e Mercantil
do Rio de Janeiro soquestradas as rendas da.empresa.
Como conseqaenciii, diversos negociantes tem se negado a pagar s taras
de transportes.
Para impedir isso/lembra o fiscal que nao sejam d'alli exportadas mercado
ras sem o cooheciineoto de haver-sa pago o imposto com o seuvisto.
Aasevera elle que o depoeitario prepara-so psra faser exe^utar as obra que
falt, establecidas na innova^So.
Posbuo a empreza urna draga movida por urna machina a vapor da foi5a de
oito cavallos.
A renda foi:
Importacao 7:966(}500
ExportacJo ... 22:577^080
Despezas diversas .... 11:9120160
Renda liquida.....18:6310120
Entraram 611 barcadas e sahiram 595.
O pessoal de escriptorio e de campo consta de sete pessoas, e o de trabaja-
dores da quinse.
Al-11 da demanda que a empreza sustenta com o Bnco Industrial e Mer-
cantil do Rio de Janeiro, est obrigada provincia por multas e restituicSes na impor-
tancia de seis contos de lis.
ESTRADA DE FERRO DO RECIFE AO LIMOEIRO
Com regularidade effeetuou se o servico do trafego no anno de 1836.
A importacSo da carga transportada foi de 86.049 volumes pesando
8.403.-494 kogramjias j a < xportada foi de 305.2t58 volumes com o peso de
27.046.327 kogramraaB.
Receita.....395:3190640
Despeza.....357:5150240
Ea
1885:
R-ceita
Despesza
Saldo
37-8040400
359:8500380
376:1170170
16:2660790
Dficit
Foram expedidos 2.465 telegrammas.
O imposto da taxa de transporte rendeu a quantia de 8:5960300, menos
8230700 que no anno passado.
O servico de oonservaco foi regular; achando-se a via permanente, estacSes
e mais dependen ias em satisfactorias condicSes.
Na lioha principal e no ramal foram applicados 3.816 m i de lastro.
At 31 de Dczembro estava em servico o seguinte material rodante :
14 locomotivas.
6 c rros de 1.a classe.
17
4
4
14
148
26
4
* 2 D
3.
> bagagem.
para inimaes.
cobertos para mercadorias.
abortos
tanques.
1 carro de iospeceo.
19 carroB para lastro.
A companhia autorisada pelo decreto n. 8.822 de 30 de Dezembro de 1882
inaugurou a construccjlo do prolongamento do ramal de Nazareth a Timbaba, o qual
tena o desenvolvimonto de 46 kilmetros.
As obras tem marchado regularmente ; effeotuanndo-se at de 31 Dezombro
os seguintes ser vicos na 1.a sec$So :
LocacSo definitiva ....
Ro$aggtn em todo largura.
Escavano em trra.
33.000
14.000
89.689
10.506 m
442 m
442 m
2.379 m
1.900 m
189 m
1.237 m *
166 m
164 m
4.400 m
300 m 3
em 15 de Novembro e at 31 de
6.130"

2.912
323 a
79 B
104 "
> pizarro
t rocha
d caminbos .
11 alicerces .
Alvenaria ....
Concert ....
Reboco com cimento.
Canos de barro (drains) 4
Vallas .
Assentamento da via permanente.
Lastro de cascalbo .
Assentou-se a superstructura metallica da ponte sobre o rio Tracunhem com
32,m20 de compritnento, tem assim a da ponte sobre o riacho Cacicol com 5,00 de
vSo.
Na 2.* sec$o foram indicadas as obras
Dezembro foi execatado o seguinte trabalbo:
Rocagera e destooamento .
Eses vacio em trra.
pisarro
> alicerces ,
Vallas.....
Em 28 de Agosto o trem mixto n. 5, seguindo para o interior, no kilmetro
62, ferio mtrtalmente a um menino que achava-se sobre a linha, e por igual motivo em
3 de Setembro foi alcancado pela locomotiva do mesmo trem um outro, prximo do
engenho Mussurepe.
As respectivas autoridades lcaos tiveram conhecimento destes accidentes e
procedern! na forma da lei.
No trem mixto n. 17 que seguia para o interior no dia 1.* de Setembro, no
kilmetro 36 l 100 perto da ponte do Jassiapp, quebraram-ss off parafusos que susten-
tam as molas de um dos trollys do carro de algodSo n. 1, as quaes cahinde no leito da
estrada, motivou o desencarrilhamento de dous wagSes.
O machiuista, dandj contra-vapor, parou o trem antes da ponte, nSo ha vendo,
felizmente a lastimar maior gravidade n'este accidente. O trem chegou a Limoeiro
com o atrazo de 1 hora o 22'.
E' fiscal desta estradra, por parte do Estado, o tngenheiro Luiz Joe da
Silva.
ESTRADA DE FERRO DO RlBEIRAO A PfiSQUEIRA
Esta estrada, cuja extensSo total de pouco menos de 60 kilmetros, acha-se
actualmente em coastrueyo, iniciada em Julho do anno prximo passado, na extensSo
apenas de 8,k640 metros.
Os tres primeiros kilmetros de linha estio construidos e tive o prazer de
888istir a 30 de Janeiro a gafo dos trilhos estaco do Ribeiro, na estrada de ferro
de S. Francisco.
O leito da estrada, na parte e que nao estao assentados os trilhos, acha-se
convenientemente preparado. Os dormetntes empregados era numero de 4.528, sao
todos de madeira de lei e os trilhos de ac, systema Vignola e de peso de 15 kilg. por
metro corrente.
Os caracteres technicos d'este trecho entre *s estagSes O e 150 sao os
seguintes :
R-ctos (tangentes) 952 metros 31,83 /o
Curvas 2.048 metros
63,17 %
2,48 /,
O raio mximo de curvatura empregado foi de 198,"23 e mnimo de 80 metros.
A declividade minima de 0,m005 por metro, a maxi.ua, em projecto, de
Os trabuihos preparatorios realisados n'este trecho consistirn! em rocada e
lirapa, na extensSo de 30,000 metros quadrados.
O volume de trra extrahido foi de 9.948 metros cbicos, distribuido do
modo seguate :
EscavacSo em trra (estradas) para o transito publico 530,m3000 ou 5,83 "/
dem, idem (cortes e emprestnos) .... 906-,1D3OO ou 91,16 %
dem, idem (vallas para esgoto) .... 3O0,m30O0 ou 3,01 /
O que corresponde a 3,3316 por metro corrate.
0 transporte medio foi de 80 metros.
Acham-se construidos no relerido trecho as seguintes obras d'arte :
3 bociros abortos de 0,m60 de vSo.
2 ditos 0,30 >
1 dito de arco 0,raJ0
2 pontilhdesabertos de 150 > e 2 metros de ahur.
Estas obras sSo todas construidas de alvenaria com argamasas de 2 ile
cal e 3 de arei, embocadas e r bo -alas com argamassa de cimento.
Nos dous pontilh3;s foi empregada argamassa de ciuvnto oas fuudacSes.
Os trilhos repousam nos doua pontilhSss abertos, sobre vigas de madeira de
0,m25x0,25, asaeutes por seu turno sobra madres de 0,25xO,ID23.
O trecho em cujo movimeoto de trra trabalhava se presentemente e com
actividade, tem de extensSo 5.k640 metros, comecanlo no kilmetro 4. (estaca 150)
e terminando no engenho Caxang (estaca 432) onde projectada a segunda estacSo.
A construcySo d'este trecho foi iniciada em principio do Janeiro, e suas con
dic.9es technicas sSo:
Rectos (tangentes) 3780,m65 ou 67,03 %
Curvas 1859,-35 ou 32,97 %.
Raio mximo de curvatura empregado 200 metros e mnimo 80.
O movimento de trra de 39.729 metros cbicos assim distribuidos
EsavacSo em terra (cortes e emprestiraos) 36,m3124 ou 90,93 %
dem, idem (valletas)......3.m3400 ou 8,56 /,
dem em rocha....... 205 ou 0,51 %
0 que corresponde a 7,m3044 por metro correute. ~ aSS3
SSo aa seguintes as obras d'arte projectadas, algumas das quaes j se achara
em via de construccSo :
6 boeiros abertos de Gm60 de vSo.
3 s 1,00 >
2 1 1,50
2 de arco 1,20
1 ponte (rio Auirjgy) 30,00 Je coaprinmtj con dous vSjs -le 15 ae
tros cada um.
Recebeu a Companhia durante o anno fiado o material seguinte :
772 trilhos rectos de ajo, systemi- Vignole, peso 15 klogrammas por metro
corrente.
4 ditos curvos ('para desvos)..
8 > para dous crusamentos
4 contra trilhos.
2 corachas para crusamento.
3 agulhas.
5 contra agulhas.
793 pares de talas de juncejio (oclisses).
3,141 parafusos.
10,000 grampos.
6 parea de rodas com 03 respectivos eixos para earrocas.
O material encommendado e que tem de sec importado no corrente anno
consta de :
20 kilmetros de trilhos de ajo, systema Vignole, do comprimeuto de seis me-
tros do peso de quiuz> kilogranmas, por metro corrente cora as respectivas talas de
junccSo.
2 locomotivas de seis rodas, com forua de 45 a 50 cavallos, proprias para
vencerem rampas de 3 [0 no mximo, do peao de 10 toneladas mtricas cada urna e
de velocidade de 20 a 25 kilmetros por horc
2 tendera.
6 wtgona para passageiros.
24 carros para transporte de carga e materiaes.
20 desvies com os r. spectivos accessorios.
500 b -irricas de cimento Portland.
SSo estas as informales colhiJas do respectivo fiscal enganheiro Miaael Do-
mingues da Silva.
Por ultimo uSo devo dcixar de consignar que este commettimento, o primei-
ro em es'rada de ferro na provincia, devito principal ment ao BarSo de SerinhSem
que tem se mostrado incansavul lo esforco de tornal-o urna realidade.
(Contina).
EXPED1BHTB DO DIA 23 DE MARCO DE 1887
Actos:
O presidente da provincia atteadeodi ao que
rrqnereu o promitor publico da comarca de Panel-
las bachard Joao Baptista Correia de Oliveira re-
solve conceder lhe tret meses de licenca com or-
denado, a contar de 21 do corrente, para tratar de
saa saude.
O presidente da provincia de confortnidade
com a proposta do Or. che fe de polica em officio
n. 288 de bootem datado, resolve exonerar dos
cargos de Io, 2 e 3o snpplentes do subdelegado do
districto de 8. Benedicto do termo de Qaipapa
Joao de Siqueira Pasaos, JoSo Pirmino Xavier de
Mello e Francisco Cardoso Beserra Quedes, e no-
mear para subst'tail os os cidadaos Jos de Si-
queira Passoa, Vicente Perreira dos Res e Clan*
diuo de Abreu Pereira na ordum em que ,se acham
COI locados.
O presidente da provincia de enformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica em officio
de bontem, sob n. 287, resolve exonerar Vicente
Texeira dos Reis do logar de 1 supplente do sub-
delegado do Jiatricto de Barra de Jangada do ter-
mo d Bonito Commuoicou-se ao Dr. chefe de
Polica.
O presidente da provincia teado em vista o
officio do engenheiro ebefe da repartilo das
Obras Publicas de 12 do correte, sub n. 64 do
qual consta nao ter o arrematante da obra de re-
conatraccSo da p.nte sobre o rio Pirapama no en-
genho Junqacira, Francisco Candido de Medeiros
comparecido na mesma reparticSo para receber as
devidasinstruc\'-'3 para execugt) da obra.
Considerando que at a presente data nao foi
dado comrco obra, nao obstante ha ver sido mar-
cado o praso de 30 dias contados da approvac&>
do contracto o que teve lugar a 19 de Janeiro ulti-
mo, para tal servico, resolve qnc seja rrsciarMdo o
referido contracto, impundo-se ao mesmo Francis-
co Candido de Medeiroa a multa de que trata o ar-
tigo 56 do Regulamento de 24 de Fevereiro de
1874.Commnnicou-se as Obras Publicas e ao
Tbesouro Provincial.
Oficios :
Ao brigadeiro commandante das armas.
Declaro a V. Exc para os fins convenientes, qne
a visca do termo de insgeceo de saude que acom-
panboo o sea offlcio u. 157, de bontem datado,
o 2* cirurgiSo do Corpa de Saude do Exercito Dr.
Euclides Aives Reqnio deve seguir para a pro-
vincia da Baha, attendendo a preferencia que fax
por ter all familia.
Ao mesmo.Declaro a V. Exc, f-m reaposta
ao seu officio n. 110, de 16 do corrente, qne, se
gundo c .insta de iuf jramfi) do inspector do Ar-
senal de Marinba, de bontem datada, sob n. 32,
acha-se collocado em seu logar o novo mastro de
madeira, foruecido pelo Arsenal de Guerra forta-
leza do Brmn
Ao Dr. chefe de policaProvidenciando
sobre os transportes do crucial delegado de poli-
ca de Palmares e urna pra a que se refere o officio de V. S. de boje, ricom-
meudc-lhe qe faca sentir a esea auti.ridade que
nao deve vira ata cidade seto motivo de ntcres-
se publico pois lm de acarretar despesas isso
pr.judicial B'i servico.
Ao director interino da Faculdade de Direi-
11.Approvo o crcamente, que devolvo, das obras
cuja exceocao por 951J500 V.' I"xe. centractou
com o empieteiro Constantino Alves da Silva o
que fia constar a Thesouraria de Fas nda.
Assim respondo ao seu efficio de h.nt-in datado.
Communici u se a Tbeaourara de Fasenda.
Ao iuspector la Tbes-juraria de Fusenda.
Dtclsro a V. S. que profer hoje seguinte des-
pacho no reqnerimeoto de Paulo Kaphacl da Crus
a que se retire a sua infurmBco de 11 de Feve-
reiro ultimo, sob n. 82 :
> Matricule se, a vista da relacio, qae epresen-
fa da matricula especial, nos termos do artigo 2o
do decreto n. 9517 de 14 de Novembro de 1885. _
Ao Dr. jais de direito do i" districto crimi-
nal da comarca do Recite.Convm que V. S. in
forme em qae estado se acha o processo mandado
instaurar por esta presiden :i, em 10 de esem-
bro ultimo, contra o commandante preral da guar-
da cvica JuSj Bapt sraCjbral.
__Ao commandante superior das comarcas de
Bjrreiros e Palmares.Declaro a V. S., em
resposta do seu officii de 14 do corrente, qae se-
gundo consta de info:roacio do ch-fe d; polica de
hontein datada, sob n. 289, foram dadas as precisas
ordeusno sentidoda requisicao coiutante do citado
offi i 3. ....
Ao collecfcr geral do municipio de lugazeira.
Declaro a Vine, que profer hoje o seguinte des-
pacho no requeri ento.'de Paulo Kaphael da Cruz,
senber da escrava Antonia:
Matricule se, a viata da r-lacio que aprsenla,
da natricula Hpeeial, nos termos do art. 2o do
decreto n. 9517 de 14 Je Novembro de 1865.
Para este fim remetto a Vmc. a dita relacSe e
requerimento e dous documentos, com que foi in-
struida a petiyo de 17 de Novembro ultimo.




Ao ispector do Tbesouro Provincial.De
accordo com a informa; lo n. 510prestada por Vmc.
em 19 do corrente, autoriso-o a mandar pagar a
Jeronymo Odn Ferreira Cabral arrematante da
obra de reparo da ponte sobre o rio Carma em
Barreiroa, a quantia de 1:1564300 a que tem di-
reito segundo o certificado que devolvo, pasaando
pela repartido das Obras Publicas em 8 deste
mea.Communiccu-se as Obras Publicas.
Ao mesmo.Conforme Vmc. solicita em seu
officio Je 17 do correute n. 507, devolvo-lhe a cer-
tido, da qual consta ter sido recolbida ao Banco
do Brazil per conta deata provincia a quantia de
50:000/000, producto da venda de bilhetes da
grande lotera de 400:0(X), durante o mes de
Fevereiro ultimo.
Ao mesmo.Tendo a vista a informacSo por
Vmc. preitada]em 5 dejFevereiro ultimo, n. 416 com
referencia a petic^o de Joao Florentino de Almeida
actual proprietario da casa que em S. JoSo dos
Porab s serve de qaartel ao respectivo destaca nenio
declaro a esta inspectora para os devidos effeitot,
qae approvo o contracto para o a I ludido fim pelo
meamo proco de 5f 0C0 mensaea, como al eoto es-
tava, quando a referida casa pertencia a Manoel
Alves Pereira Lima. Semetto-lbe copia du infor-
macSo prestada pelo Dr.] chefo de polica a res-
p to deste assumpto.
Ao mesmo. Declaro a Vmc. para os devidos
Elias d Oliveira do fornecimento de alimentario
aos presos pobres da Casa do DetencSo, de accor-
do com a tabella actual e relativo au trimestie
prximo futuro de Abril a Junbo, pela diaria de
450 res, eoforme tudo cousta de s u officio de 10
d corrente, n. 488.
Ao inspector geral da Instrucco Publica.
Autoriso Vmc. a justificar as faltas de exercieio
escolar da prfessora Ismenia Gcnuiua Dias alla-
ui Jas em sea officio, a que respondo, n. 96, de 21
do corrente.
Ao commandante do Corpo de Polica.
Mande Vmc. reforcar com 4 pravas o destacamento
de S. Loarenco da Matta.Commnnicou-se ao
Dr. chefe de polica.
Ao mesmo.Mande Vmc. apreaentar ao Dr.
chefe de polica, amanhao meio da 5pracaa para
cscultareui um leo at o termo de Qoyanna.
Commuuicou-se ao Dr. chefe de polica.
Ao uieitno.Convem que Vmc. faca destacar
na tSde da Bi-Vista, logo que aeja possivel o
numero de pracaa determinadas na tabella annexa
aa officio, que .lhe .dirigi em 28 de Fevereiro
tind).Communcon-se ao Dr. chefe de p licia e
ao promotor publico da comarca Boa-Vista.
Ao mesmo.Autoriso Vmc. a alistar no corpo
de -eu commando os paisanas de que trata em
otnco de houtem sob n. 4036.
Portar as:
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
R eife ao S. Francisco sirva-se de providenciar no
sentido de ser transportado gratuitamente em
carro de 1* diese desaa estrada de ferio Alfredo do
Valle Cabral en> comrciasao do Ministerio do Im-
perio, ae.npre. qne o servido de que se acha encar-
regado o exigir.
ilutalU mutandit o euganbero chefe do
prolongamanto da estrada de ferro do R-tcife ao
S. Francisco.
0 Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco, sirva-se de mandar trans-
portar gratuitamente em carro de 1> classe da es-
tac/So de Cinco Pontas de'Palmares ao capito
do C'irpo de Polica Joo Francisco Hemeterio Psr-
tellaerm carro de 3' a una prac do mesmo
corpo.
EXPEDIENTE DO SBCBETABIO
Officiw:
Ao Dr juiz de direito do 5- districto crimi-
i.al do Recife. S. Exc. o presidente da provin-
cia manda declarar s. V. Exc. que, pelo sen offi-
cio de hoje, fica sciente do resultado da Ia sessSo
ordinaria do jury da comarca desta capital.
A) Dr. 1- secretario da Asseinbla Legisla-
tiva Provincial.De ordem do Em. Sr. prnden-
te da provincia, transmiti a V. Exc, para ot
fins convenientes, o balaceo da reeeta e despesa
do exercieio de 1685 a 18S6 e o orcaincnto para 0
de 1887 a 1888 da (Jamar- Municipal de Quipapi.
Aa enbeuheiro Lycuigo Jo de Mello.De
ordom do.Exrc. Sr. presidente da provincia remetto
a V. S. O livro do trras posauidas no municipio
de Garaubuus, eontorme solicita no iffiuio de 15
do corrente, e rogo se sirva de devolvel-o oppor-
tunamente.
Ao commandante do Corpo de Polica.S.
Exc. o pr. sidente da provincia, manda dec'arar a
V. S., em siluclo do seu ifficio n. 4000, de 9 do
correute ices, que convm advertir teneute com-
mandante do doatacimeuto de S. Lourenco da
Matta para que s udo reproduza o tacto de que
trata o ei'adj officio.
EM AUDITAMliNTO AO EXPDIEKTE DO DIA 1 DS MABOO
DS 1887
Officio: .
Ao iuspector da Tbesouraria de Faaenda.

/





2
Diario t l'ernambiico---Domingo 1 de Maio de 1887

t



Declaro a V. S. psra o fin ceu vementea.-cei-
determina o Exm Sr. miniatro-da, ajscal ,Ao biigadriro commaadanta das armas.
forme -v
tura, commercio e obras publicas, no aviBO circu-
lar de 15 de Fevereiro ultimo, que, no termos do
arito circular dei9 de Maio do anua passado, de-
ber cetsar, encerrado o arrolamento dos antigos
eacravos sexagenarios, a publicacia pela imprensa
dos editaes a qae o retere o mesmo aviso circu-
lar, visto como de entioemdiantedever preceder-
se prio modo prescripto us 2, 3 e 4 do artigo
11 do regulamento o- 9517, de 11 de Nuveoabro
de 1885, e que d. ve baver o maicr teto aa exceu-
oio das provideuciarwcrsasseadadas palaslitoTe-
gulameoto, no iotoita de afcsagaardar m dirertos
conferidos por le sea s*eracaeiagenarioIga*l
aos jaizes muuicipasae de-sjsahos.
siraonuTE do mi Olan ium*> D* 188"
Actos :
O presidente da prsmstcia de eoaiocsnidade
eom a proposta do Dr. chele de polica cu cffiei*
b. 295 de hontem datado, resol ve sapprirmir o 5r
districto da subdolegeci* de Bebenbe, ficando o
respectivo districto de par compcsto de urna e
subdelegacia,Communicou-ae ao Dr. chefe de
polica.
O presidente da provincia de conformidad.-
oom a proposta de Dr. chefe de polica em officio
b. 895de*entoi datado, resolve declarar mbef-
feito a portara do 15 de D-sembr do auno pas-
sado pela qual ro nemeado o alferrs Joaqatm Ser-
vil lo Vleira da:Pax subdelegado de Apipucos.
QooxsauBSCOU-seao eouunandante do Corpo de Po-
lica.
__O, presidente da provincia de couformidade
car propesta do Dr. chefe de polica em officio
n. 295 de hjutem datado, resclve exonerar, a pe-
dido, JoaquHm Pereira de Mondouca do eargo de
subdelegado de Reborbe e uomear para substitu
il-o o aifer.s Joaquin Servulo Vieira da Pas.
Officios :
__ Aa Exm. Sr. bispo diocesano do Olioda.
Digne-se V. Exc. Rvma. de omittir seu perecer
sobre o ossumpto do requerimeato junto que ao go-
verno imperial dirige o Rvm). coaego Dr. Traa-
qailftno Cibral Tavares de Vaaconeelloa.
A> Dr. chefe de polica.E n vista do que
representa o promotor publico de Bom Jar daa
no officio, por copi. de 2 do corrate mes, sobre
o estado da casa que alli serve de cadeia, autoriso
V. S. a transferl-a para oitro predio que off ucee
Beguranca e as precisas accouiodacoes, coutauto
que o aluguel nao exceda ao que actualmente se
paga.C immunicju-se ao promotor pablieu da co
marca de Bom Jardim e ao Thesouro Provincial.
Ao inspector da Tbesourarm de Fazenda. -
Mande V. S ajusfar coutas ao 2- cirurgilo do
corpo de aaie do exercito, Dr. Eoxlides Alvea
R-quo que segu para a Baha, no vapor espe-
rado do norte, por achar-ae affectado de berrberi.
Ab mesmo.Declaro a V. S., para que faca
constar no eoltector de rendas geraes do monici
pi de Barreiros, im solucao duvUa em que- se
diz achar, por officio anuexo ao dessa inspectora,
de hontem datado, sob n 13i, que esta aio pro
cedente, visto ser elle, no cnso, competente por le,
e como represeatante da fazenda, para prosaover o
processo do aroitramento do escravo libertando
at sentenca final, assignando petices, artigos ou
razoes, coun advogado, nao aera embaraco, pira
Se-se redoza ajusto preco o valor da escravo al-
riado pelo toado de eoiaacipaco o tacto de es-
tar elle j nngoso da liberdade, que nao se revo-
ga ; deva liquidar-se a indeinuisaco devida ao
ez-senhor.
Se alguna eserava desappareoer, cima diz o cal-
lector, sem que se saiba noticia delle, e uiose pi-
de, por isso, arbitrar o teu valor, tainbjn uao se
pode coatrariar a indemnisac a, visto que o arbi-
tramento stgu. a classificac.
Por uftim convem que V. S. leuibre ao dito
eollector, qae deveev'tar evasivas para aocum-
prir o seu dever, certa de que a aamiaistraco
liga grande impirtancia a este aervico, quo cuin-
>rc Sfja di-scmreiibado com :c!n da fazenda e da
iberdadc.
Ao mesmo.Cocirounico a V. S. para os fias
convenientes, que o baeharel Joaquim Mauricio
Wanderley, assumio, ao da 19 do correte mez, o
exercicio do cargo de promotir publico da comar-
ca de Cimbre;, para o qual foi aomeado em 9 de
Fevereiro findo.
Ao mesmo. Commuaico a V. S. para os
fina convenientes, que Jos C-'ciliaao Bessonn de
Atmeida assumio o ex'rcicio interiuo di cargo de
promotor publico da comarca do Panellas oo da
21 do coi rente, por nom^acio do respectivo juiz
de direit.', visto tor o promotor effetivo deixado
aapU'.-l'e o exercicio d seu cargo, por motivo de
molestia.
Ao engeuheiro chef.i da Repartija ) das Obras
Publicas.Providencie Vmc. paia que acj* Ilu-
minado hoje c aiainb o jardim do Campo das
Princcza8.
Ao io3p;ctor da bygiene publica.Approvo
a U'cacilo do predio para a sedo dessa inspectora
legundo os termos de contracto anaexo ao seu of-
ficio de 23 dj Pevereiro fin lo, doveudo depois das
pslivras se acha prcsentenn !it accresc litar-
te : Silva os estragas naturaes do uso, di t-.-mpa
ou circumstancias fortuitas.
O contracto dorar einqii-ntj eoovie s partes
eontractantes.
Do aova terma, assim m dificado Vmc. me en-
viar urna copia devdam ate authenticada.
Ao iuspetor geral da I istrucc > Pblica.
Autoriso Vm<\ a justificar as faltas de exercicio
eseolar da profissjra Bcllarmiua Francisca Labo
Barra), ..alluidas em seu officio n. 9 de 22 do
COTrente oses.
uSetoa t
Srva-ae V. Exc. de enrar-me urna copia au-
theatica da relaclo dos artigos remettidos pelo
comm.ndaate'da guarnico do preaidio de Fernan-
do de Noronba, de que trata o aeu officio o. 166,
do 28 do correte, afim de aeran os ditos artigo
examinados e dadoa em eoawswso.
Ao mesmo.- Declaro a V. Exc. para os
fias convenientes, que de accordo com a udioacao
af te de tt officio a. 169, de haattnn datado,
deaigai u ffTite-aaaxael tsmandado 2o ba-
talado de Mfaajtaaaa para presidir a ouimissa
U do jada i I teriaio do ^Araenak ala
e deknm aaapreaiado de h*mda, qn*
iia.4de Abail viadouro, s 11 boraa da massii,
teaa.de daraan eaaaaima ao oaartel da Haaajaw
diversos artigos a eajrgo do 14* batalba Ua bms-
m atxoa.-iJomaiaBicoa^a Thesootana de *a-
zeada e ao director do Araanal de <*rr*
- Ao onadlhoirg preaidaate do .Tfebuaal da
Relaclo do RecrfeA' vista do nchrso officio do
director do presidio de Fernando de Noronba, n.
138, de 15 do corrate mea, que transmiti a V.
Exe., acompanbado de dous requeriinentos do
senteaciad* Joaquim Jos da Rocha de Saot Anas,
um dirigido a esta presidencia e outro do referido
director toda
original, Jj d gaia-por e>p*a,
d'aquelle sentenciado, sirva-ao V. Exc. de pre-
star sobre o assumpto das rnaacioaadas pe^as os
necessarios eaclarecimentos.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda
Declaro a V. S. para os devidos fius, que releve!
o negociante Joo Rodrigues de Mof ra da multa
deque tratain os officios dista praas'dencia de 24
de Janeiro e 14 de Fevereiro ultimeCommuni-
cou-se ao director-do Arsenal de Quorra.
Ao Dr. chefe de polica. Iufarme V. S.
sobre a local da Provincia com o titulo Attentado
policial.
. Ao engeuheiro enearregada das obras milita
res.Fica V. S. autorisado a cootractar cam
Manoel da Silva Parias, o foroecimealo de mate-
riaes s obras militares, durante 9 corrente anao,
visto aer a soa proposta mas vantajosa fa-
zenda.
Inclusas reioetto iba as duas prop>staa que vc-
ram aaaexas ao seu officio, a. 118, de 19 deste
mez. Comtnuaicou-so Thesouraiia de Fazea-
da.
jais de direitdda comarca de Taquareting, da-
tado de 23 do corrate mez, aa qual presta a-
farmaoo acerca da appellaco interposta pelo
mesmo reo.
Ao brigadeiro commandante das armas.
Portaras :
O Sr. agente da comp^nhih Br&sileira de
Navegalo a Vapor faca transportar provincia
da Bnhia, por conta do Ministerio da Gluerra, no
vapor esperado do nort-, o 2o cirurhiili do corpo
le Sle do exercito, Dr. Euclidet. Alves Kequiio,
que para alli segao por estar acarreada de bcribe-
r, e b'm assim aua mulber D. Auna Requio e
ama nicoai-se*ao brigadeiro c"ramandanie dai araaas.
O Sr. gerente da C mpanhia Pornambocaoa
aaande transpartar, grataitaii^nte, na prnncira
opp irtuuidade, com pas9ee-n de r, at Penedo,
professor pubco Jos Xavier da Cunh i Alva-
Muga, aua mulher e um irmSo.
O Sr. gerente da Corapanh'i Peruambneana
mande transportar, gra'uitam nte, na primeira
opportunidade, do porto d-s Penado para esta ca-
pital, o juiz de direito de Tacnrat, baeharel Jos
riovaes de Souza Oarvalha, rom pisusgem de r
O Sr. superintendente da estrad i de ferro
do Re ife ao S Fraacisco iirva-se de mandar
coacedtr transpone de 3' cisss-, da estacao das
Cuica Pautas Una, par conti das gratuitas a
que o governo tem direito, a u.n menor de dez an
nos, que vai pira a Colonia Orpiaaologica Iaabel.
EXPEDIENTE DO 6ECBETAP.I0
Officios :
Ao 1* secretario da Assembla Legislativa
Provincial, Dr. Francisca' de Asis Rosa e Silva.
O Exm. ~r. presidente da provincia manda rc-
metter a V. Exc. as inclusas nbrmacoes do Tne-
soaro Provincial, datadas de 21 de Setembro e
26 de X ivi-uibro prxima passado, ns. 155 e 28,
relativas passagens canee lidas por contada
presidencia as vao->res da Compnnhia Pernombu-
caoa, oma aa importancia de 6763J0, outras oa
da 633600, afim de que otsa Assembla se digne
de cousignar o preciso crdito para o alladido pa-
ga,ir>ento.
An mesmo.O Exm. Sr. presidente da pro-
vtacia manda remetter a V. Exc., para o fira de
ser presente Jecisao dessa Asa?mb!a o iac'usa
recurso de Ferreira Cascas & C, acampanhilo
das infonna^ois prestadas pelo Thesoaro Provio-
eial, em officio de 31 de Dezernbro de 1885, n. 315,
com referencia ao art. 1* 7o da le u. 1810 de 27
de Jnnho de 1884, interpretado pira com as sai-
ahentas saceas de B^'ucar de que tractam os re-
orjcreBtes.
Ao commaadaBte do corpo de polica. De
ordem do Exm. Sr. presideate da provincia com-
nruaico h V. S. para seu eoohecimeato e fins con-
venientes, queojniz de direito da camarca de
Panillas em officio de 18 do correte participen
haver pronunciado como incurao no art. 145 do c-
digo criminal e tenente do corpo de aeu commau-
do Paulino \ntoaio de Suza Ayrea.Reaponden-
se ao Dr. juiz de direito e commonicou-se ao Tbe-
SDoro Proviocial e ao Dr. ebefe de polica.
Ao pr m itor publico da comaica do C-mbres
(i Exm. Sr. presidente da provine a man U de-
clarar a V. S. que fica ioteirado do assumpto de
seu officio de 19 da corrate, e recommenda-lbe
Sie envi! a esta secr. taria a eertid&o de seu exer-
eo.
EtraDiESTE do d:a 39 de maboo db 1987
Aoto:
O presideate da provincia, atteadendo ao
que requereu o juiz municipal t de nrpbos do
termo de Bam Jardim bach irel Vicente Pereira do
Reg, resolve conceder-lhe tres mezes de licenca
oom o vencimento a que tiver direito e a contar de
1 do correte mea, para, tratar de roa aaude.
Ao director do Arsenal de Guerra.Autori-
so Vmc, coatorme solicita em seu officio a. 956,
de 18 do corrente, a fazer administrativamente
pela quantia de 22 a acquiaicao dos lvros de
que trata o pedido que vcio annexo ao citado of-
ficio, visto serem urgentes par os trabalhos do
escriptorio do ajudante desse Arsenal.Commu-
uicou-se Thesouraria de Fazenia.
Ao inspector geral da I-jstruccio Publica. -
AutosisoVmc. a justificar ss faltas de exercicio
escolar da profestora publica Amelia Mua da
Cooceioao Ramos alludidas em seu officio, a que
respondo, u. 103 de 26 da corrate mez.
Ao eageaheiro chefe da Separticao das
Ooras Publicas.Convcn que Vmc. faea que
Ihe aejam presentes e traga ao meu coohecimento
os ttulos ou diplomas dos eugcuh iros do distri-
cto ou conductore, a que se mareos os arts. 32 o
33 do regulamento de 25 de Fevereiro d 1874,
bem como mtorme se os eogenheiros conductores
foram Borneados por concurso, aas termos da art.
36-do mesmo regulamento.
Ao Dr. juiz de direito di comarca d: Aguas
Bullas.Nao constanlo da certido do processi
do reo Looieoco PiDheiro di Costa a respectiva
pronaucia, convem que Vmc. providencie no sen-
tido de ser a referida peca traosoiitU la, por cer-
tido secret.ria de=ta presidencia afim de ser
couveaieutemeate iastruido o recurso de graca
d'aqoelle reo, de conformidade com o que precei-
tua o decreto n. 2566 do 28 de Marco de 1860.
Ao ongeobeiro fiscal da Coiaoauhia de Be-
b -ii )-3.Em so ucaa a-aassump'.o a que se refere a
iaformaco de Vmc. em officio de 22 de Janeiro
ultimo, dcclaro-lbe que a Cmara Municipal do
R -cife a quem ouvi, segundo 0 officio n. 22, de 16
do corrente, h je recebido, resdveu eoa sessj
desse da, mandar levantar o embirg) d-- que
trata o oSOeio da direetsria dessa Companbia, de 18
de Janeiro deste anao.
Portaras :
Em virtud' do que reprefentou-me o Dr.
chefe de polica, recommenio a Cmara Municipal
de Leopoldina providencie para que a servio- da
illaminaco da cadeia dessa villa e fornecimcat
d'agua aas presos seja feito com toda a p.-ompti-
do e regularidade, devendo a Cmara su julgar
insuficiente para isso o crdito consignado pela
art. 23 | 7 da le n. 1882 de 10 de Setenibro de
1886 enviar me urna demoDstrnca da quantia
precisa para eccorrer a derpeza at > fin rate exercicio finauceira afim de resalver se a
raspeito.Commuaicou-so ao B-. chefe de p Ji-
ca.
O ir. afate em Pernambuco da Comp.-
abia Brazileira de Navegacao, >rva-ae de maa
dar traasportar corte par conta da Ministerio do
Imperio, um caixao coniendo vegetaes mediciuaes
remettido pela'Camara Municipal da Viciara para
os fins indicados ua circular da referido Ministe-
rio de 24 de Janeiro ultimo. Cnirmunicou se
Cmara Municipal da Victoria.
EXPEDIENTE DO DB. 8ECRSTABIO
Officios :
Ai director do Hospital Militar da Corte.
De ordem do Exm. Sr. presidente da provincia
teoho a honra de reaictter a V S. o inclusa ter-
mo de quitacVa, par duplcala, dos medicamentos
mandados foruecer enfermara militar dessa pro-
vincia, de que trata o officio dessa directora, de 2
da corrente, sob n. 134.
A Dr. juiz de direito da comarca Aguas
Bellas. De ordem do Ex_m. Sr. presidente da
provincia reeommendo a V. S. qui traasmitta
certido da sentenca proferida em 14 do Setembio
de 1885, pe'a quat V. S. condemaou o eerven-
tuario da justiya Liureoco Piiheiro da Costa s
penas do gao medio da art. 129 8." da Codig
Criminal
EXTEDIEXTE DC DA 31 DE MASCO DE 1887
Actos :
O presidente da provincia attendeada ao
qre requereu Eloy Belchior de Cirvalho B irros,
re9olve exonralo do lagar de 3 supplcate do
juiz municipal e de orphoi do termo de Floresta,
e uomear para subU'tuil o Tsomaz Pereira Bar-
bosa que prestar o jurameata da estyio n pra
tu de 60 dias.Communicou so no juiz de direi'o
da comarca de Florista.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chele de polica, em officio
n. 306, de 28 do carrate mez, resolve exonerar
Francisco de Brita Cavalcante do car^a de 2
suppleu'e Jo subdelegado dp Io districto de Cim-
bres, e nomear para aubstuuil-o o cidado M uioel
Francisco Goocalves.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de po.icia, em oleo
a. 305, de 28 do corrente mez, resolve nomear
Joaquim Corrcia de Andrade Lina para o ca.-go
de subdelegado do districto de Serra Verde do
termo de Boj) Jardim, em substituicaa de Anto-
nio E dencia.
O presidente da provincia, de conformidade
com a pro; pita do Dr. chefe de polica, em officio
o. 305, de '.8 do corrate m>'z, resolve aomear He-
leoJoro da Silva Gabral para o carg) de 3" sup-
pleate do delegado de Bam Jardim, em sabs'i-
tuicao de Jos Das de Paula Iimem que fica
exonerado por estar exerceado o lugar de eollector
provincial.
O presidente da provincia, resolve u un ar
o Dr. Manoi-1 Paes Brrelo Pereira dos Santos
para oxeroer o carg > da delegado do districto Ili-
terario d Cabrob em substituicaa do tenente-
coronel Jos Saares de M-llo Avelina que falle-
ceuC >mmonicou-8e ao inspector geral da las-
trac cao Publica.
O presidente da provincia, attend.'nio ao
que requereu Pacifico Panlmo Malaquias, profes-
sor da cndelra de euoino primiria do Boaito, e
tendo em vista a infarmacao n. 101, de 23 da cor-
rente mer, do inspector geral da lostraccao Pu-
blica, resolve conceder ao peticionan 2 meses de
licenca com ordenado para tratar de sua aale
onde Ihe coavier.
Officios :
Ao ministro pleai, otenciano em Londres.
Tenho a honra de transmittr a V. Exc. o balan-
ce te da receita e despoza da estrada de ferro do
Recifd ao Silo Fraouisco, cooceraeate ao mez de
Fevereiro ultimo, acompanbado do devido desen-
volvimento e de copia da acta da sesso em que os
commssarioa do governo pracederain ao came das
respectivas contas.
Reitero a V. Exc. os protestos de miuh* alta
estima e consideradlo.Comcimuaicou ae a com -
misso liquidadora da estrada de tai *o do Recife
ao Sia Francisco.
Ao eonselbeiro presidente do Tribuaal da
Relacao do Recife.- Digne a a V. Etc. de prestar
cselareeim-ntos acerca do incluso requorimento de
Jos Manoel Bezerra acompanbado de officio do
datado, declara que o Dr. Arthur Imbassahy traos
ferido para Alagaa r. le seguir para aquella pro
viocia.
O que comujunic) a V. Exc. para seu conheci-
uv.-nto a-fina coa venientes.
Ao inspector da Thesouraria de Fasenda.
Cammuuiao a V.B para os fias coavenientes que
baeharel Jos Antonio de Oiiveira Meadonca,
umio-ean 29/ 4o ser rente mez o txercicio do
Vgo q juiz snbstituto daeomarca de Iguarasa.
AansBesia).fimmuaico a V. S. para os fius
MveniosKcsqae enOacbaNl Rj.yajundo Ignacio
dsafeilvaj saaaaiiasan 27 de Fevereiro findo o asatr-
casM do eargo dedsnz maaacipal o de ajrphaatade
ssssmo de "Mrolasut.
Ao mesmo.Tendo em vitta o eorposto rjeto
inspector do Arsenal de Marub no officio juato
por copia de hontem datado, aob n. 35, autoriso
V. S. a aaaudar abonar tres meaee de saldo ao im-
perial marioheiro Sabino de Mattoa, da 29* cam-
pauhia n. 249, naufrago do vapor Baha.
Bisanlln alaibapata o raiswntiw-sa#aaaaata.
Comimin:co-sa as inspector do Arsenal de Ma-
riaha.
Ao centro da industria e commercio deaseu-
car no Rio de Janeiro.Accusando o recebimento
do officio de 8 do corrente, com o qual Vv. Ss. re-
inetteram o programosa que pretendem levar a ef-
feito aobre a laveara da canna e aeus productos,
declaro a Vv. Ss. que Gz publicar na Revista
do Diario de Pernaaibucoide- boj-;, a integra do dito
officio e progrsmina e officiei s Associacdea Caaa-
merciacs Bjoeficpiite. e Agrcola, e Sociedade
Auxiliadora da Agricultura ; -no sentido de concor-
rerem com os meios a seu alcaace para o bam xito
do aoipreheitdimeato de qae ae trata.
A Sociedade Auxiliadora da Agricultura de
Peroambuco.Ciama a atteaco de Vv Si. para
o officio qne se acha publicada na Revista do
Diario de Pernambaco de boj aob a epigraphe
Industria e Commercio do Aasuear-u > Brasil >
e que foi dirigido a esta presidencia pelo centro
da industria e com n ro i no Rio de Janeiro, cm 8
deste mes, acerca da lavoura da caana e aeus pro-
ducios, o que nuito interessa a esta provincia coo-
t que Vv. Ss. poado em accao o aeu patriotismo
concorrero Cornos meiea a seu alcance para o
bom ex t a do programma que pretendo levar a ef-
feito aquella associaco, e acba-se igualmcmto pu-
blicado cm seguida o alindo! i offioio.
Mutalis mutandi i Associacaa Ommercial
B .eticvnte de PerattauMico e a Aesociacao Com-
mercial Agrcola.
Ao cominaudaate do Corpa de Polica.Coa-
vm que Vmc. exetua do carpo do sea commaado
aa prafas de que trata o juiz municipal do termo,
de (iaraahuus ai offi.-io, junto par cipia, de 23 do
corrate mez.Gommuoicou-aa ai juiz municipal
de Garanbuas.
A) direct-r do Arseaal de Guerra.Teado
em vista o ex posto na iiifonnacao da Vine, datada
Je 23 da correte, a. 977, e atteadendo as cir-
cumsta-iciaa especiaos quo ocenrrem autoriao-o a
permettir qne o 2* sargeuto da Cimpanhiadi Ope
rarios inilitarea desse arsenal, Pedro H irmiaio
Jos Bozerra, retire da caderuota que passue ua
Caixa Econmica a quantia de 'i) )., para o fino
indicada aa r (brida iaformica*).
Ao mosiBo. R -stitaiado a \' n. o pedido
que veio aun -xo ao seu officio u. 979 de 29 do cor-
reate, autoriso-o, paro saiisfacao do dito pe 1 la, a
despender aqu.ntia de 176JU5, com a acquiaicao
das artigos a que se refere, e bem assim a promo-
ver administrativamente a respectiva compra.
Communlcou ae a Tuesouraria do Fazeu la.
A > director do presidio de Fcroaad de No-
rouba.Gouvem quo Vmc. declare o termo, era
que foi condenan ido o ro Lourenco Jos (escravo),
parquanto da p.'tica por elle derigida do pider
rao lerad ir, impetrando perdlo da pena de gales
perpetaa, consta ter sido conde.nnalo polo jury
de Nazaretb, sem ae achar me icional. a data ; e
da ntoi'ioic por Vmc. prestada em officio n.43
de lo" do corrente mez v se que a candemnacSo
tev lugar em 1837, em v =ta de lecisaa do jury
do Kecife.
Ao mesmo Traos.nitta Vmc secretaria
desta presidencia -segunda va do officio. que me
dirigi em 20 de Janeiro utimo, sab u. 85, e ao
qual se ref.-re ao de 19 do corrente mez, n. 11 \
cam relaca Casa, que ne.se presidio reclami
Auna Joaquina de Jess.
A> juiz do direito da comarca de Limoeiro.
Scieate da que Vmc. expaz ao seu officio di 12
da corrate mez, doeiara-lhe que nao procedom os
escrpulos que .uanf s- i em proceder a coucu so
para o provimecto d03 officios do Io tabellio pu-
blico, judicial e notas, a esc.ivao do juiy e exocu-
cas crimiaaes da terma de L'in toiro, que se achata
vagos, desde que foi saccionada a lei desta pro-
vincia n. 602, de 13 ie Maio de 1864 em vista
dos in ti vos constautes do m U officio de 18 de Fe-
vereiro fiudo.
A prevalecer a opinia que Vmc. sustenta, eli's
sem o mnimo fundamento legal contestar'ae-hia,
o que in.-idn i.sivol, a poase cm que legitimi-
nci.te esto ra .midas aa asaembla* provinciaea,
at que baja iaterprotaca authiutica do acto a i-
cioual de legislar sobre a anuex ica i e deaanaexa-
cao de officios de justica (circular de 31 de Janeiro
de 1357 e par avisos de 14 do Maio dn 1860, Je
21 de Outubro de 1861 e de 16 de Janeiro de 1872 ;
e art. 12 do Regulamento auaexo aa decreto a.
9420, de 28 de Abril de 1885.)
Convem anda ponderar Ihe que nenh'tma du
vida pode restar quanto a exisCeacia da vaga dos
citados officios, aiuda mesmo depois que Vmc.
proceder a exame u oa tituloa do 27 de Feverdro
de 1864 e 8 de Junh de 1878, peloa quasa foi
1I-T iua Delphmo do Nascimeoto Lima prvido
ua serventa vitalicia do officio de esenva do
jury e exeoucoes, enmnaes e posteriormente no de
escrivao do orphas, ausentes, capellaa e residuos,
urna vez que o primeiro pr.avi nonio deu-se antes
de ser sancciouala a lei a. 602, qao toraou dis
tincl e separada o offiuia de esoriv/i da jary do
de orpha.B, aia padea io, portaato, ambos aer ac-
cumuiulados ou ex redos por u u s serventuario.
(Aviso a. 16, de 19 de Jaaeiro de 1872)
Por isso e porque deve ser executada a reaolu-'
fio provincial ("aviso de 21 de Janeiro de 1876, e
art. 13 do regujamento n. 9,420) reitero-lhe a re-
cammeiidaca fcita cm data de 18 do mez fiado,
para que abra concursa e proceda s domis dili
gencias legaes quo Ihe competirem para o provi-
mento do officio de Io tabelliio do publico, judicial
e i ras e eaerivo do jury o exocucoes crimiaaes
do terma desta comarca.
Circular :
Aas juizes de orphoa e ausentes. Susctan-
do-se duvidas aobre a iutelligeacia da circular de
27 do Fevereiro do anno fiodo, commuulco a Vmc,
pura a devida exeeuco, que o Exm. Sr. conae-
lli-.-iro mmistr o secretario de estado dos nego-
cios da justica decKrou a esta presidencia, por
aviso de 4 do coi-rente mez, que, de accordo com
o quo resolveu o Ministerio dos Negocios da Fa-
zenda, a referida circular nao tem applieacao
q lindo os funecioaarios cansularss arrecadam e
liquida n os espolias don subditos fallecidos de aua
nac&>, na conformidade das respectivas conven-
go s, ou na falta dcll.ia, das dispasic5es do decre-
to n. 855 de 8 de Novembro de 1851, e sim nos ca-
sos em que elles tiverem de receoer o que so h u-
ver liquidado sem sua iutervenco e com reprc-
eii'anu.s dos herdeiros ausentes, deven lo em to-
do caso preceder entrega dos bens aos herdeiros
autonsaca i do juisa d*a arrecadarjaa para se veri-
ficar se com effoito os beaa poden) ser entregues
ou se foram pagia oa direitos fiscaca.
Portara :
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recifea S. Francisco sirva-se de mandar con-
ceder passagem de 1* clasae, por conta das gra-
tuitas a que o governo tem direito, da estacao de
Una de Ciaco Puntas, ao Dr. Ddomedes Gancal-
ves da Silva, com direito respectiva bagagem
EXPED ENTE DO DB SgOBBTA 10
Officios :
Ao Io secretario di Assembla Legislativa
Provincial, Dr. Fraucisco de Assis Rosa e Silva.
D) ordem do Exm Sr. presidente da provincia
traosinitto a V. Exc, afim de qae se digne sub-
metter eoosideraca da Asaembli Legislativa
Proviucial o officio, juato por copia, de 26 do cor-
reate mea, aob a. 3iX). em que o Dr. chefe de poli-
ca solicita a coasigaacao de crdito para a con-
strnecao de urna casa de prisio na villa de Tisa
baoa. Communcou-se ao Dr. chafo do polica.
A mesmo.De ordem do Exm Sr. presiden
te da provincia transmuto a V. Exc, afim de que
se digne de snbmetter consideraoo desea Assem-
bla, a inclusa copia do termo da contracto, cele-
brado pela Cmara Municipal de Besorros com
Jos Faustino da Silva, para a constraccio do
ama casa de mercado naquella cdade, mediante
as condicoes constantes do referido termo.
Ao mesmo.De ordem do Exm. 8r. presi-
deate da provi
fias coavenieatea, o oaianco aa receita e despea*
do exercicio de 1885 a 1886 e o orcament para o
de 1887 a 1858 das Cmaras Manicipaes de Bezer-
ros e Cimbrea.
ocia tranamittq a V. Exc, para os I art. 17 da innocacio do contrasto da Companhia
i recen e d-.-apeza licite Draiaage a casa em queatio, atiento o seu
O ministro ^ ^em^telegramma da hontem Ao D. chefe de polica.Da-ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia eommuoeo-a V. S.
qne no aeu officio n. 30_8, de 29 do corrente mez,
proferio-se hojeo segainte despacho : Ao 8r.
commandante do corpo de po.icia para" providen-
ciar, a"
_ Mutalis mutandi* aos jaiaes de direito a mu-
nicipal da r-omarca e termo de Aguas Bellas,
quanto ao asficio de 19 do correte mez.
Portara :
Ditai no aa Sr. Manoel de Castra Foaseea,
carteiro _data secretaria, em virtude do diapoato
no art. 25 do regulamento n. 124 de 5 de Feverei
ro de l2,que aprsente aat. portai.i e faite ae
Sr. eacarreaado do coasulalo d Portugal Viese-
te Nunes Tasares e e aj represeotanco ou.adao-
gado dos herdeiros de Antonio Ci.reia de Vascon-
cellos, para que dentro do prazo de 5 dias, coota-
dos da data da iatiinac alleguen oquejulga
rom a bem de seus direitos, quanto ao assumpto
da officio, junto por copia, que o Exm. Sr. presi-
dente da provincia dirigi em 22 do corrente ao
Exm. Br. eaeaetheiro presidente do Tribnswl da
lielaea\', quanto arrecadaciio do espolio do re-
ferido Antonio Carreia de Vascoucelloa.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 29 DB
ABItIL DE 1887
Dr. Arthur Grato Alvea Caraah i. Prove a
legalidade da aabstituicao a que ae refere.
Armando Pedro Luiz Mas.-y. Certifique-se o
que constar.
Fre Caetano de Mesaina.Deferido, vista nao
estarcm os ebjectosa que se refero compreheadi-
dos ao quantum do. gyro ue negocios comawreiaea
Irmaadade de Nos? i Senhora da Coucoiea i da
o la le do Nazaretb.Satisfaoa o diaposto ao art.
'257 do regulamento de 2 de Jalao de 1879.
Jiaa Pinto da Silva.Sim, com ordenado.
Juo.&odriguea do Maura. Iadeferido, rescia-
diado-sa o contracto indepeadeate de multa.
Maaoel Podra de Mello. Nada ha a deferir, em
vista da informa^ao prestada pelo director da prc
iilo d- Fernaud i de Noronba em offioio de 19 do
cor/ente, a. 175.
Mara do Espirito Santa B-.-serra.Entr-'gue-se.
R. de Drusiaa & C-Sim. median;-' recibo.
Sicretaria da Presidencia de Pernain
buco, 30 de Abril de 1887.
Pelo porteiro,
Arth'ir Machado Freir Perw'ra da Silva.
Ileparai?a da Polica
2.a 8ecyiU>.N. 414Se retara de Po-
lica de Pornainbu35, 30 d : Abril de 1887.
Illin. e 1.x u. Sr.Participa a V. Exc.
valor locativo, est seota do pagamento daa allu-
didas aaauidades ;
Coasiderando finalmente que tanto maia justo
e verdadeira a allagaeao ails pravada, do peticio-
aario quanto ao valor locativa de sua referida casa
que a alteracio da rollecta contra a qual reclama,
determinativa da perda da iaenca contida no cita-
do art. 17 da innovaco do contracto da Companhia
Recite Drainage e coosequeate exigencia do fisoo,
foi eorregido nos exercicios pesteriores, de ->are
cor a commisso que ae adopte o seguate projecto
de lei :
A Assembla Legislativa Proviaeial de Per-
nambuco resolve :
Artiga nica.Pica'isenta do pagamento das
annuiJadea do appirelho da Oompanhia Rocife
Drainage, relativos aos exeretesaa eaneeires de
1878 a 1879 e 187 a 1680 a aaea a. 13 da rea do
Quiabo, freguezia da B#a-ViaU dsala eidade, per-
teaceate ao Dr. Eatevo Cavalcante de Albnquer-
que, asaim eomo todas aqu illas qae, gosaram pri-
mitivamente da iaencao do art. 17 do cootracto da
Companbia Recifd Drainage, paasaram a ser col-
lectadas por mais sem ckuaa justificada para isso,
Bevogam se as dispoai;oea emeontrarit.
Sala das commiasoes 90 de Abril de 1887.C >e-
lho de Moraes.Qaocalvas- Ferrra.(iomes P-
rente.
1887PROJECTO-N. 74
A Assembla Legislativa Provincial de Peroam-
buco resolve :
Artigo unieo.Fica a villa de Barrtii os eleva-
da a eataegoria de eidade.
Revogam se as disposieoss esa cootrario.
Sala das sesaes em 30 de Abril.de 1887.Coe-
Iho de MoraesJoio de Oliveira.
REVISTA DIARIA
Anaemnia Provincial Fuacciooou
hontem aob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel do Barros Wanderley, tendo comparecida
3'j Srs. deputados.
Foi lida e appravada sem debate a acta da sea-
s> antecedente.
O Sr. 1 secretario proceduu letura do se-
guate exp diento :
Um officio do secretario do governo caminan i
cauda que o Exm. Sr. Dar. p-esidento da provincia
pr iragou at o da 10 de Maio prxima a actual
sessao desta Assembla. Iuteirad-i.
Outro do Sr. duputado Dr. Pedro Gaudiano de
Bats e Silva, c >mmuuicando nao poder compare-
cer. aess i por doeute. -1 iteirada.
Uuia pe-'icl da A rii liezeriade Albuquerque,
cousenbir da engeubo Juaaaral de .Scrinhcm, ie-
querenda a nessigom do retando eugeuhi para o
rerm-i da Eacada. A' commissi de divisio civil
e ecclesiastica.
Outra de Baltar, Oliveira & C, requerendo a
que foratn hontem recolhidos Gasa de Ua- iostituig> do 84')00J quo de mus pagaram aa
t'uyao os seguiates iaiiviluos :
A' orleai do subdel gado do
Re cife
Justiuo Fnno-isco da Cruz, por cri ue de
furto.
A' ordem do do Io diatriuto de S. Jos,
Ernesto Ovaciano dos Saatos Barros, Joa
Alfaulega do impasta de 1GX) res por sacc > de
a^aucar em fazenda au fabricad i na provincia.
-A' co.oinissia de ornamento proviucial.
U n abis i assiguados de urmazemnarios a ex-
portadores de isauoar recl.inania contra o im
poeta de lu) res p r aaeea de fazenda na fabri-
cada na provincia, por nao fornecer a fabrica de
Saeio e tecidos, fasenda suffieente para o con-
OircltoEia o resultado
Marii Gamca Cameiro, Maaoel Abe.rtino ; sumo.A' coatmtasilo de orcamento pn.vi
de Curvalho, Alfredo de tal, J .So P.-.dro
Qorai-s e Manael Joaquim Flor, por ero-
briaguiz o disturbios.
A' ordem do do Io (Intrieto de Afoga-
dos, Fern-iodo Mello da Silva o Hercala-
no Fereira da Silv, por disturbios.
O subdelegado da Colonia Isabel em
data de 26 do oorronto fez rem333a ao
Dr. juiz municipal do termo, do iaquerito
policial proesdido contra Silvestre Ramos
te Oliveira por crime de ferimentos leves.
Co niuuuicou-ino o sub lolegado da Boa
Viag ira euo offi io dd honte a ter naquella
lata feito romossa ao Dr. juiz do dir-ito
do 3o districto crininal dos i.iqueritos po
lioiaca proceJidos contra Herculano Ray | iUgHr em que se'aubmergio o vapor Balda, ficando
mando Alves das Neves e Jos Baptista prejodieada urna smenda apreseutada pelo mesmo
de Oliveira, por crime fie ferimentos gra- Sr. deputado.
1 A liou-se de n.va p>ia hera a discussai do re-
T i queriiiento de iatormaces aobre a estrada de ferro
No eogeoho Flor de Mara, do districto de Caruar tenda orado e3 Sra. Sophronio Por-
de Cn:Z da Matta do tormo da Agua Pre- tella, que ap-eaentou urna emenda, e AfEinso Lus-
ta, Lu i gara de tal, travando luta com
AOprovait-so um pirecer dacom-nissai de orci-
mouro provincial pediado infarmacea acerca do
reqierido pela (oseta Municipil di Palm iros.
Foram a imprimir os seguiates proj-etos endo
os do as. 72 e 73 precedidos de parecer da com-
tnissi de Team uto provincial.
N. 72.Autorisind a ab-'rtura do um crdito
supalemeutar de lia:96i!745.
N. 73. -Iseutaido a meia oaaa da ruado Quiabo
do liocit'i d-a psgimento dsa aouuidadea da Com-
panhia Recife Drainage.
N. 74.Elevaiido catbegoria do eidade a villa
de Barreiros.
Estes projoctos foram dispensados da iuipressao
em avalaos a requerirneutos dos Srs. Gaacalves
Ferreira, Jns Muna e ..'oelha de Moraes.
Orou p la ordem o Sr. Jos Mara
liej itou-ao depais do orar o Pr, Ferreira Jaco-
bina, o seu requerimeuto de iafarmacoes sobra o
tosa.
Pasaou se 1 parte da ordem do da
ManoM da Motta dalla reaultou Bahir est^ Ellcerrou.SCi a eqaerimento do Sr. Rodrigues
gravemente ferido com duas facacis, Au
requerimeuto
Porto, a 2.a discusse daa emendas ao proj :cto
tonio da Motta, ir nio do ferido, acudindo n. 22 deste anno (orcamento muoicipal) acodo
em soceorro do mesmo, deu urna forte ca- approyadas as de na. 80 85, 99, 90, M, 95, 96,
. t li'S, 106, 113, lli a 11 <, 119, 121 a i23, 125, 2
cetida en Ludgero, que o prostrou por ^ de'D9 127j 129/ l3'0> 132 a 134 e 136 a
trra. 142, rejeitadas as de as. 79, 125, 1. parte da de
Aotonio da Motta conseguid evadir-so n. 127 e a de n. 1^8, ficando prejudicade a de
apJ a perpetracao do orioae e o subdelega : n: *26 Approvado o projecto emendado em 3.
. 1 a j:__s_ g ; disoui.'ao fii remettido commlssa de redaccao.
do daquelle districto fez peeeeder aos cora- Adiuu.se pe|s hora a 2a d|6CU8go do projec^n
petentes corpos de dolidos, e abri uqusri-1 41 deste anuo (fixacaoda tarca policial) art. Io
tj sobra o fucto que ter hoj'; o conve- seado apoiado um requerimeuto do Sr. Goucalves
niente destino. Ferreira d> adiameato da diseusso por 24 horas.
tendo orada os Sra. Costa Riboiro c Jos Mara e
I asado apoiada urna emenda.
Veo u osa e ful r.-geitado um rcqaerimento da
urgeucia doi Sra Jos Maria e Rarao de Itapis-
Por officio de 25 do ra^z corrente p r
ticipou-rao o delegido de Goyanna quo
no dia 8 t .rabera do mesmo mez, foi eu
coatrado no rio Tracunbiem daquella ci
d ide o cadver de um horaem com oito
ferimentos de faca, e que coat n 1 a cm
pregar os meio". a seu alcanc para des-
cubrir o autor ou autoras de tao nefando
crime.
Dous guarde a V. Exo. IIIuj, e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente la proviach.O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesoaro Proviaeial
DESPACHOS DO DU 30 DE ABRIL DE 1887.
Camillo Lus do Amara! Aragp.Ao Sr. con-
tador para oa devidos fins.
Padre Manoel Emygdio de Oliveira c Eduardo
Mouteiro de Moura. Registrc-se e facam-ae os
assentameatos.
su.aa nediada prefereacia para ser discutido o
proj -cto n. 24 deste anno (crelitos de exercicios
Barloe).
Passon-sfi 1.* parte da ord-m da da.
Ap.or.v u-ge e::i 3a diocustai s.-ndo remet-
tido O'iBB'Bi. do t&sdajQo a projecto n.
105 de 188o (jaizsdos de paz) seado requerido o
i'uc- r. i.mcnto da diseusso pelo Sr. Joo de S e
tendo orado pela ordem os Srs. Jos Mara, Soarcs
de Amorim 1- Drummoud, que pedio e obteve serem
o projecto e cada urna das em ndas, redgidos se-
paradamente
Aparovou-se em 3a diacuasao aeado remettido
Commisso de RedaccAo o projecto 11. 8 deste aoao
(elevando Taquretinga a eidade)
Euceirou-80 a 2* diseusso daa emendas do pro-
j-;cto n. 34 de 1886('ilumiuacao da eidade do Re-
cif-) Bao ae votou por taita de numero. .
Adiou-se a 1* diacosaa do pmjecto n. 55 deste
anno.
Aehando-se sobre a mesa foi a imprimir um pa-
Maaoel Jeronymo de Cavahaate Uchoa, Barao fecer du Commisso do Redaccao sobre a do pro-
.. ".. ^ laolit n V-0 ilaero '11,1,0
de Arsub e H. Hurle & C.Informe o Sr. coata-
dor.
Wileon Soas i: CAo Coosulado para attea-
der.
Callector de Alago de Baix.Ao Sr. conta-
dor para proceder de accordo com a infarmacao.
mm*2*m~
PERNAMBUCO
Assembli Provincial
1887-PROJEGTO-N, 72
A commisso de orcamento provincial, teado em
atteaco a demoustraco da lasufficieacia do credi-
do votado no 80 do art. 1 da lei u. 1860 em vi-
gor para o pagamento dos juros das apalieea emit-
tidas por forca da lei n. 1868, dem^nstraco eata
que Ihe foi remettida ltimamente pelo Tnesouro
Provincial, de parecer que se adipte o segaiate
projecto de lei.
A Assembla Legislativa Provincial de l'< r-
nambu jo resolve :
Artigo uoica Pica o presidente da provioeia
adtorisado a abrir o crdito supplementar de...
66:9664745 ao 80 do art. 1" da lei a. 1860 em
vigor.
Revogam-se as disposicoes em contrario.
Sala das commissdes, 30 de Abril de 1887.Cae-
lho de Moraes.domes Parate.Gon9alve3 Fer-
reira.
1887PROJECTON. 73
A commisso do orcameato proviaeial a quem
foi presente a petico do Dr. EstevSa Cavaleante
de Albuquerque na qual, reclamando contra a col-
leta de sua casia. 13 sita do Q iabo, freguesia
da Boa-Vista desta eidade, relativo aos exercicioa
fiaaaceros de 1878 a 1879 e 1679 a 1880, requtr
qae seja disp osada do pagamento das aouuidadea
do apparelhu da companhia Reeife Drainage, du-
rante aquelles exercioios ;
Craaideraudo que o peticionario provou exube-
raatemeate eom oa documeotoa esm que iaatruio
a sua peticio que o'valor locativo anaul da dita
sua casa sem jre foi o de 12000O tai to assim qae
o proprio Consulado Provincial informoa que a al
tei aoao havida na colfcta relativa aos referidos
exercicios foi devida a equivoco ou proposito do
inquilni na intormaeao prestada ao respectivo
lancidor ;
Considerando mais que ex-vi do dispositivo do
jecto n. 22 deste anao.
A ordem do dia ; 1* part" : votaco das emeo-
das ao projecto n. 31 de 1886, 1' diseusso do pro-
jet) n 24, 3' do de n- 24 ambas deste anno e
coatiauaeo daaatecedeate ; 2* parte : continii pa aatecedeate.
AutoritlHl policial Por portara da
presidencia da provincia de 28 e proposta do Dr.
chefe de polica de 21 da corrente foi nomeado :
Subdel-'gado do 1 districto do termo de Pao
d'Alho Francisco Ignacio de Lima Ctbral.
Tribunal do Jury tm alecife Foi hoa-
tera submettido julgamento o r Jos Joaquim
de Sant'Anna, eonh cido por Jos Ceguinho, que
a 13 pira 14 de Maio do anno passado, em com
paubia de Agostinlio Vic orino, arrumbara a casa
do chefe da estacao da Boa Viagem, e roubara
diversos objectos.
S indo submrttidos processo foi Sant'Anna
prenunciado, e Victorino despronunciado.
Allegando a r o reo menor de 21 nnnas foi-lha
dado como cura ior o Sr. Dr. Emygdio Vianna,
advogalo dos presos pobres.
C caneelho de seutenca ficou organiaado dos M*
guintes Sra. Jurados :
Fracisco Am'-'r:Co D as Barreto.
Jos Martiuiano de Soasa.
t): 10 Augusto Rodrigues da Silva.
Antonio Gomes Lsal.
Jos da Silva Ramos.
Dr. Caetaao Mara de F. Neves.
Maaoel CUmeutiao Sibeiro.
Jos Qailberme da Si'va Duarte.
Damiagos Joaquim da Foaseea.
Theodomiro C Duarte Rib.'iro.
Francisco Urcicio de C. Paes de Aadrade.
Jo Cavalcaote Moreira Campos.
Sendo o r interrogado respondeu chamar-so
Joa Joaquim de Saat'Aaaa, natural deata pro-
viacia, de 19 aun 19 de idade, casado, aoalphabe
to, morador nos Praseres, onde reside ha 5 annos,
lavrador, que sabe a causa porque esj preso, co
ohecs duas tcai-muahas quo contra elle depaze
raa, teudo a oppor-ae a urna dellas, que coohe-
cido de Victorino seu compaobeiro no crime, que'
foi deapronuuciado : e que tem de allegar em sua
deteaa o nao aer o autor do rouba de que accu
sade, e que se alguma cousa fez foi por seducio
djt Victorino.
O Sr. D.\ Oliveira Escorel fes a accuaaco ba
seando se as pravas do processo. Provou a
existencia do arrainbaminto, com o auto de exame l
feito por profiasiooaes, e bem 'assim demonetruu
qne o autor desse arrombamento fflra o reo que
furtara oa objectos coustaatea de urna relacao
junta aoi autos. Provou que para perpetrar tal
crime se aproveitara da note, da entrada em casa
Ineia, achando-se o dono, e sua familia ausentes.
F.adou a acensaco podiado a condemnaco do
reo no grao mximo do art. 268 do cdigo cri-
minal.
OS;. Dr. Emygdio Vianna, comecou a" defesa
destruiado a existencia da violencia s cousas, o
bem assim a existencia daa outras circumstancias
aggravaotes.
Aoceitaado as provaa reatemuuhaes do processo
v, que llaa repooaam sement sobre a eonfisso
da rao, saas ai eata nao lho favorece, tambera nao
deve prejudical-o.
Nio existiodo outraa provaa, e nem tao pouco o
arrotabamaoto deve o seu curat. Hado aer incurao
M art. 267 do cdigo criminal, e par cate facto,
si elle se realiaar, pede & sbsolvico do mesmo
por perempeo de aeco
Feito o resuma dos debatea entrou o conselho
para a sala secreta de onde sabio 30 minutos de-
pois trazendo a candemnacao do reo na pena de
5 annos e 3 mszca de prisa 1 simples, medio do
art. 269 do cdigo criminal. Fui a pena de gales
commutada na prisio simples par ter o conselho
recoohecido a attcBuaate de meaoridude allegada
pela reo.
Amanh s-r julgado o cadete Francisco
Bcltro Gomes da Silva, pronunciado no art. 193
do eodigo criminal.
Boa de Pedro AiTonaoMoradores des-
sa raa pedem-aoa que apresentemos ao Sr. fiscal
de Santo Autoaio urna reclamaco a respeito das
immuodiciea depositadas aaqueda r a e que cau-
sara grave detrimento a saude publica psr causa
dos miasmas ptridos qae dellas se despreudem e
iacommodam aos moradores e traBseuutes.
Abi fica a reclamaco e do fiscal esperamos
ara* provideacia immediata em vista da urgencia
do caso.
Faculdade de
dos actos de hootem :
4." anno
Luiz Seraphico de Assis Carvalho, pleaamente.
Affonsa de Souza e V .sconcellos, idem!
Horacio Lae de Andrade, dem.
Antonio Caetano Rabello, dem.
Reprovado 1.
Amanh esto abertus todas as aulas do
Uno.
^Paquele Hondego -Telegramma receb-
d da ageneia de Lisboa communica a sahida do
vapor Moudego nate-hootea As 6 horas da
tarde. E' espirada no nossa porto no dia 11 de
Maia pelo manh.
PerloaenloaNo eng. nho Flor de Maria,
do districto da Cruz da Matta, do termo de Agua
Preta, Ludgero de tal, travando lucta com Ma-
no 1 da Motta, ferio gravemente a cate com duas
faeaOaa.
Aeudiodo Anton soccorio dtste, deu urna fore cacetada em Lud-
gero, que o prostrou par trra e evadio-se em se-
guid*.
O subdelegado p:oce-Ku ao carpo de delicio e
ab-io in(|uento aobr.' o f..cto.
Kiieuiiii'iiiin marteN* rio T.scuuhaem
la (royanau foi uicou'raio a 8 do eerreute o ca
laver de um hoin-'ni con oito feriuieatos de faca.
O delegad 1 emar.-ga ceforcoi pu-a desabrir o
ilutar ou autores desse crime.
I'rotiuti'ulo ie ni ''ai de enMioo
liriiuiirio Com o prazo de 40 dias, a contar
do a j", acha se aberta na secretaria da Iostruc-
cio Pub ica a inscrip;io para concurso dos can-
didatos ao pt.i/iuieiit 1 d: cadriras de ensino pri-
maria dos lugares designados no cdital publicudo
na respectiva aeceo.
No m'smoedit.ii lerao os pre.tcndeates as coa-
dicoes exigidas para a iascripcio.
ai lorio da fazenda Por achar se doen-
to e precisar do tratamento o Sr. major Cintra, ea-
erivo da fasenda provincial, tem de retirar-se
desta eidade, ficando a testa do seu cartbrio o
respectivo eacrevente jara .'.atara por designa-
ca de S. Exj. o cooselh i o presidente do Tri-
bunal da Rtdnco.
Mein de OutubroI'nblicou se o a. 7 des-
ea fi.ifaa qoinzenal. S.-mpre bem redigida.
Club Uepublicano AcJemlco-Hon-
tem peina 11 e 1|2 horas do dia ao theatro de
Santo Antonio perantegraade numero de estudautes
ficou constituido n Club Republicano Acadmico
caja directora foi aesiui organisada :
Presidente honorario Dr. Albino Mcira de Vaa-
Ciicello8.
Presidente rctlvoKilo Pe?anha.
Vice preaidenteCicero Cesar.
Io SecretarioPu!o Silveira.
2o DitoCaasiano Lope^.
OradorAlcebindos Pecanba.
TbesoureiroJo; T.-ixeira.
Club tcailvmli'o .Milito Homero
Hoje, s 11 licras do dia, rciinein-se em assembla
grral, na ra da Cadi n. 4 ', 3o andar, oa socios
desse Club.
Tiieairo Manto Antonia D boje be-
nefieio n'este theatro o actor J. Teixeira, subiado
aceaa o drama Os typos da actualidade
do talentoso escriptor Franca Jnior, e terminan-
do com a comedia A viuva.
Os bilhetes veuddes a 17 para este beneficio
dio entrada hoje.
Club Itinerario Ayrea Gama Ama-
nh, pela lOhoras da mauhii n'um dos saldes da
Escola Normal, promover este Clnb sua 3a coa-
tereneia. fallatiia o Sr. Thiajo da Fonsecaaobre
a Terra e a La.,
Sociedade Becrcaliva Jovcnlade
A biblietbecH desta sociedade foi frequentada
duraate o mez fiudo por 36 socios, que consultaram
42 obras em 48 voluiies.
Sahram para leitora das 3CC08 28 obras em
32 volumes.
Recebeu as aeguiutes iffettas :
Pe'o soc: Dr. Ferrer, Annaes do Parlamento
Brasileiro, 12 volumes de 1857 a 1868.
Parecer do projecto a, eneino secuadario 1 voi.
broc.
Pelo D. Mello G-U1C2. O Monasticon por A.
Herculaco 1 val. ene.
Overes de Boilrau per M. Amort 1 Vvl ene.
Novr-aux, Coates a Nin 1 vel. broc.
Pelo Serio Maaoel Caetano de Aadrade, A col-
leccao de 12 obras ene. de Julio Verne.
PU Exma. Sra. D. Maria J. de Barros VV.
Aiauj'. i.'lympio Romance por E. Almeida 1 vol.
ene.
O infern des eiumes por Escrich 3 vols.eac.
Raphae; paginas da Juventude por Lamartiue
1 vol. rnc.
O Judeu p^r C. C. Braceo, 2 vol. ene.
Iafaustas aveaturaa do mestre Murcal p?r M.
Leal 1 vol. ene.
Visoes de hoje Poesas por M. Jnior, 1 vol.
broc.
Les Principes Siele pe Dr. Clovel, 1 vol. ene.
Pela Exma. Sra. D. Francisca A. Fonseca, Flo-
res Paludas por P. de Andrade 1. vol. ene.
Os homens domar por V. Hugo 1 vol. ene.
Pelo socio Jos Col-ico Dias, a assignatara do
- Pelas refpactivas redaegoes :
Diario de Pernambuco, Provincia, O Pro-
vinciano, < Joo Fernandes, 1 Linterna Mgica,
"Evolacc e teviata Illostrada.
A dislrihuicao do Nervlco Interno
e externo da lfandega no nei de
alo e a Mesuinte :
Primeira porta.Miraoda.
Segaada dita. Gentil.
Fiscaes do trapiches
Bar do Livramento e Largo da Assembla.
Cardim.
Compaahia Peraambucana. Clyto.
Barbosa.Ramalho.
Embarques
Primriro ponto.Dias da Silva.
Segundo dito.Clyto.
Terceiro e qnarto.Ramalho.
Quinto o baldeaco.S. Bastos.
Commiasoes
Bagagem, amostras e reexpertaco.Ayres.
^Avarias.Zinye A. Marques.
Cabotagem
Primeira e quinto pontos.Paula Reis.
Segundo, terc-iro e qaarto ditos.M. Chaves.
Coatereacias iateraaa
Zaoy, Cirae, Pinheiro, Kaymuado, Araojo Mar-
ques, Amorim o Ayrer.
Distribuigo
Primeira conferencia.Cicero.
Despachos de cabotagem.Foaseea.
Noticia* de Coyanna=Recebemos o nu-
mero 23 da Qaxtta de Goyanna, que d as segoin-
tes noticias :
_ O individuo por norae Antonio Bezerra
raptou urna menor orphS, que diz nio achnr-s
oftendila i>or aquelle eatroina.
Antonio Bezerra, diaee em preseoca do Dr.
i
*


Diario de PernambDomingo 1 e Maio de i<

promotor publico, qua pret-iodia casarse, e como
posteriormente dissewa o contraro, fot mandado
reecdher-SB prso por aquella mesma autori-
dade.
Maito bem !
E' assim que al autoridades devm proceder
sempre que sa trate da Crimea que utfectasa a hon-
ra e a digmda le das familias.
Pooeo Importa que as leia do paix sejam ira-
cas a respailo de taea Crimea, urna vea que acjam
severa; aautoridades que suben eollocar a hou-
ra cima de ludo.
Por nao serem dados m ttricula foram de
clarados livres os escravos :
Mari, de Thomaz Tavarea: Maris, de Joo
Flix'Bez -na ; Andr, di D. Ao:ia Viansa ; Ma-
ra, Antonio, do Fioriano (ioncalves da Silva ;
Luiza, da D Senhoriuh Fugan Lua e Felip-
pa, de D. Candida Risa da Virgeus ; Catbariua,
de D. Rita Goncalves Bozerra Cavafeante (nio
arrolada); Benedet, de Jerooym. Francisco de
Mello ; Mana, de Candido Augusto de Albuquer-
que Mello. ,
Conferencia abollcioniHlaHoje as 5
horas da tarde, realisar se-ha em Olinda, nj tbea-
tro Melpo oene. urna ceufercncia abolicionista, aso-
cio orader o acadmico Salea Barbosa, como ui;in-
bro da commisso promotora da libertacio dos es-
ceavos exist ntes-naquelle municipio.
Matricula de escravos.- No municipio
Je Ipojuca ne3de o dia 30 de M ircn de 1886 at
30 de M<.rc de 18S7, foram matriculados 1.651
escravos a saber :
Sexos:
Maseru no 788
Feminino '?8
Somma 1.651
Idades :
Menores de 30 aunos
Matares de 30 a 40 annos
de 40 a 50
do 5'J a 55
de 55 a 60
Scmma 1.651
Valorts fixadoj aeompanhan lo as aries da ta-
bella :

1
Menores de 30 anuos 567:200*000
Maiores de 30 a 40, 1111 5 30i:300000
do4& a 50 114:950*000
de 50 a 55 36:100*000
de 55 a 60 Somma 13:200>00U
1.035:8504000
Estados :
ttolteiroc 1.569
Casados 66
Viuvos 16
Somma 1.651
Profiates :
Agricultores 1.581
Artistas 70
Sosma 1.651
Domicilios :
Urbano - 22
Rural 1:6.9
Total
1.651
Perteucem os 1.651 escravisados a 330 senhores.
Matriculados em 1872 e 1873 :
Masculiua 1.849
Feminino 1.549
Soicma
Para mais Ji nava matricula
Masculino
Feminino

Somma
3.393
976
771
1.747
No referido municipio, desde o dis 30 de
Marco da 1886 at 30 de Marco de 1887, foram
arrolaias 21 libertos, saber :
Sexo.- :
Masculino 21
Femiaioo 3
Somma 21
Rendlmentot pblicos A. seguintcs
ustacoes arrecadaram em Abril:
Alfandega :
De 1887 727:223*553
De 186 649:775*082
De 1885 609:728*948
De 1884 1:115:146*109
De 1883 729:482*411
Recebedoria Geral
De 1887 69:291*926
De 1886 61:066*434
De 1885 73:779*252
De 1884 75:595*845
De 1883 80:715*730
Consulado Provincial :
De 1887 137:343*087
De 1886 105:635*650
De i885 88: 67*884
De 1884 92:235*711
De 1883 70:724*641
Idades :
De 60 auaos 9
De 61 8
De 62 4
De 63
De 64 . 6
Somma
24
Us 24 libertos foram .rroladcs por 19 ex-se-
nborea.
Directora dar obras de ronserta
cao dos portoBoletiin meteorolgico do
di* 29 de Abril de 1887 :
'
Horas a c -o a o V. 1* Barmetro a 0 Ttasao do vapor o 1 a 1 a
6 m. 23'1 75937 19,35 91
9 250-8 76J"90 19,84 78
12 279 760ll 19,03 67
3 t. 28'4 59-20 18,30 63
6 26;* 759"i63 18,42 70
peraco clrrgiaFo prtieeda no
hospital Pedsa II, ao d 30 de Abril, a e-
guiute :
Pelo Dr. Malaquita;
Oaoheotomia e anUplaatia do penis com a ma-
cos prepucial, reclamad par elephantiaais dos
escrotos e peois.
Cana de DeteucaoMovimeoto dos pre
sos da Casa de Detencio d> Reeife no dia 29 do
corrente :
Eiistianj47 ; entraram 9 ; .sahiram 10Exis
tem 426.
A saber :
Nacionaes 384 ; malhera 12 ; estraageiros 15 |
escravos sentenciados 7 ; idem proceisadi, 1 ;
idem de correlo 7.Total 426.
Arracoados 373.
Bons 354 ; doentes 25 Total 379
-i- Movimento da enfermara.
Tiveram baixa :
Antonio Vieira da Rocha.
Joaqun Percira da Silva.
Jos Antonio da Silva.
Manoel Ferreira de Mello.
Maaoel Joaqum Carlos.
Lotera do ParaEis os premios da 5
lotera do Gro-Par extrahida em 30 do cor-
rente :
7464 40:000*000
18688 5:000*000
8181 2:000*000
8353 1:000*000
Estilo premiados com 500* os dous nmeros
que se seguem :
6952 14235
Esto premiados com 203* :
5343 7230 10554 12836 18914
Estilo premiadoseom 100* :
4111 5660 6417 6703 7733 11817 13131
13454 15287 15339 17552
Approximacoes
7463 400*000
745 400*000
18687 50*000
18689 50*000
8180 30*030
8182 30*000
Os nmeros de 7401 a 7500 esto premiados
com 40* excepto da sorte grande.
Os nmeros de 18601 a 18700 esta o premiados
com 0* excepto o da sorte de 5 cintos.
Todas as centenas terminadas em 64 estilo pre
miadas com 100* inclusive a da sorte grande.
Todos os nmeros terminados em 4 estao pre-
miados com 5* inclusive a da sorte grande.
A 0 bteria ter lugar uo dia 11 de Maio
i mprcten velmen te.
Lotera da edrteA 204 lutera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande do....
30:000^000 ser extrahida no dia .. de Mar-
co.
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de ,Martns
Fiuza & C.
Lotera iloGrito-ParaA lotera desta
proviucia, pelo novo plano, cujo premio grande '
40:000*000, ser extrahida no dia 11 do cor-
rente.
Bilhetes venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Joio Joaqun) da Costa
Lata,
Tambem achom-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. i'3, tde Martius
Fiuza & C-
Loterla da provincia do Paran
A 11 lotera desta provincia,pelo novo plauo, cu
jo premio grande de 15:000*000, so extrahir
no dia 3 de Maio.
li lhtea a vonda na Casa da Fortuna, ruu
Primeiro de Marco n. 23, de Martius Fiusa & C
I.olera da ParahjbaEsja loteria cujo
premio graude de 20.030*000 ser extrahida no
da .. do corrente.
Os biibetes acham-se venda na Casa do Orno
ra do Baro da Victoria n- 40 de Joo Joa
qnim ':a Costa Lete.
Molerla de ilnguaiV 16a parte d^sta
loteria, pelo novo plano, cujo premie grande de
15:0C0*O 0, ser extrahida do dia .. de Maio.
Os bilhetes acham-se venda na Cas* Feliz
praya da Independeucia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fortu
na ra Primeiro &e Marco nd 23, de Martina
Fiuza 4 C.
Lotera da pro* lociaA 15 parte da
1* loteria em beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife. ser extrahida quarta feira 4 de
Maio.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Felia na
pr..ca da Independencia us. 37 o 39.
Tambem acham ee venda na Casa da Fortuua.
ra Piimsro de Marco n. 23, de Martius Fiu-
za & C.
Cesulterio PublicoObituario do dia 29
do corrente :
Casimiro, Peraambaco, bl dias, Boa-Vista ; es-
pasmo.
Ma.-ia, Pernambuco, 9 annos, S. Jos ; convul-
soes.
Manee), Pernambuco, 8 annos, Graca ; espas-
e :medicamentos homoBopatioo, roa do Mar-
que de Oliada n 23.
Drogara
Faria Sobrinhtt & Q. droguista por asa-
cado, ra Mrquez de Oliada n. 40.
Herrarla a Vapor
Serrara a vapor 8 officina de caraprna
de Fracisca dos Santos. Maoodo, c*es
de Capibaribe a. 23. N'este grande esta-
bclecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se e venda se madeiras
de todas as qualidades, aerra-so madeiras
de conta aiheia, assim como se preparara
obras de carapina por machinas e par pre
co sem competencia Pernambuco.
"!fl""
piblimos a mm
Iastrue$ft Publica
A Primaca a5> quer seriedade oas diseussoas.
E' assim que, a proposito d Ihe termos mostra-
do que a le nao autorisa a jubila^ao do professor
que, apezar de ter mais d 25 anuos de exercicio,
nao se achar em iiade ayancada, goxar de per-
feita s lude e cstiver apto para continnar a ensi-
nar, vio logo -desaffectoi dcstarcidos, pedantera
de quiohotismo, euvolvimento m athmoipheras
densas, ridiculo, gargalhadase eoisas emfim de
metter medo a gente, se fosse serio.
Torcendo uin pensamento, alias clarissimo, de
que os regulamentos, tanto de 1885 como o de
1879, sendo actos do executvo provenientes de
delegacoes legislativas, nlo podiam exceder es-
tas, nem estatuir direito novo, devendo ao contra-
rio, serem entendidos de aec ir Jo com as leis om
que se fuudara.n, as quaes sao expressas e foram
citadas, a Provincia exclama :
Ridiculo !
Delegacoes de leis Disposicoes de leis que
nao podem exceder a estas Ridiculo Pois leis
de execuco nao proJuzem effeitos *
E ueste gosto conclue : -Quem entende isto ?
Ao que respondemos : ninguem ; ou pelo me-
nos lu nao eut. alemos. E' de tacto urna em-
brulhada de forca !
Mas, para que alterar nossos pensamento. e ''
noseas palavras ?
Nao quer aeriedade, comprehendemos.
Depois a:>rscenta que malicia, mi f cita
leis sobre apoaentaJorias, quaudo s por ignoran-
cia se ple assegurar qua a jubilacio urna apo-
sentadora, porque esta o genero e aquella a es-
Setei o nico que nao v o quaoto aquella gen.
te trabalha de dra nos pirtos e em vagero, psra
a noute entrar toreado ao quartu ?
Qaererei por ventura que os praticos nao dor-
mam, nuando como eu sao mortses ? nio. Quero
que a cowpanWa faya para a cjta o^mesaw que
fa para o Amazonas: tenha dous praticot.
Qaando um estiver dormin^o o ojtro estej acor-
dado.
Nao um himem s lar o romo e ir deitsr-
se, eoB marinhfiro cancide ou era sempre em
s, dirigir os destinos de urna parte da bumani-
dadl
O qne tenho eu com os ntrez mil contosa de
fundos da Comp&nbia Brasileira ?
Quero seguranca para miuha vida e o mesmo
devam quereros pailapatojs que na corte faaem
jus as posicoes, cincoeota mil res diarios, favores
da coropanhia sem se lembrarem que t-a vidas s
familias.
Nisto nao v urna praga, porm, pena que ci
se acbem todos reunidos em urna s viagem para
passarem simplesmente pero susto de urna bica-
da do Mandahu ou Oiqui no Para ou
Cear.
Este o toen modo do pensar.
Os representantes das provincias, lguem mais
importancia a missao que Ihes fo confiada.
Indagarm das cousas (principalmente os das
pequeas) para que nao aconttea mais o que j se
den na Parabyba, de voltarem para trra as car-
gas que a estavam as lanchas e o frete ser reni-
twido a seus donos pela agoucia queja o tinha co-
brado .
Isto porque pela geographia da Companhia, para
quem vai do norte, a Parabyba est adrante de
Pernambuco, onde fo carregar o vapor.
Appello para o honrado Sr. agente que passou
por essa mposicao de telegrammas e para o com-
mercio d'aquella praca que passou pilo prejuto
que Ihe poda causar e lesmoralisaco em que
cahio.
(E dizem que a provincia tem 37 representan-
tes I!)
Nao quero enumerar factos de ordem muito im-
portantes as pequeas provincias porquo seria
um nunca acabar !
Apenas direi que se trez navios por mez nao bSo
sulfieientes, f:icam trabalhar quatro.
Nao tenho a menor queixa dos ofBciacs; sao cm
ge.al cavalheros muito distinctos.
E ahi esto elles que digam o pas3ageiro que
sou.
Que o digam os distinctos Srs : Pedro Hypolito,
Joo Pess.1, Carlos Gomes, Guilherme Wadding-
t)u e Guilherme Pacheco ; que digam os seus im-
mediatos Joaquim Jos da Silva, Antonio Ferrei-
ra, Mauoel Mari, Almeida e Manoel Candido ; e
assim os pilotos, despenseiros e mais pessoal de
Que digam se sou passageiro de exigencias ou
costantes que nao estejam na altura de impor se
sociedade.
Nlo fallo por despeito. Nio tenho queixas de
alguem. Quero aoenas que os representantes
da na^o, autorisom contrautos de concurrencia,
afim de melbor sermos servidos, em todos os senti-
dos.Nao andem elles mesmos a filiar nicamen-
te por traz dos beliebes e as pracas de que o
peci-i, n3o devenio as jubilacoea estar sujeitas as i servido ruo f
'es de aposeaudoraa, mas a principo e dispon- v_Ha muito quem diga a meia vez o que estou re-
r r i- r petinJo; porm nao o podem levar a claro...
f5 peculiares, e n'este gesto vai longo O Srs. commandantes e oflSciaes dos paquetes
Ora, digara nos os homens serios, ists de brasileiros nao levem a mal o que estou dizenio
quem quer discutir. i adv?Suem "eu tuie eu advogo o meu interesse, o
1 i qual est uuieain.-nte na questao de precos de
Entretanto, aala ah fieam estas observacoes, i passagens e garautia de v.dau pjla sobra de pes-
que nos vao costar algumas descomposturas e ; ,0"' *"* f,1'a serl^A\
.Minhii questao nao de passadio ou boas rea
banas injurias, fonsnee para accentuar a deca- co '8 de bordo da ordem e promptidao quedeve
raco de que nao daremos mais r '8po>ta a arti-
gos iguaes.
Eatamos promptos para discutir os act03 do go-
verno, mas em termes desceutes e com seriedade.
Paquete Baha
E' anda sob o peso da maior impressao que co-
meco a cscrever estas liabas eheias de trro;- e de
existir unquellas casas, onde deve crear-se urna
segunda elasse porque nrra todos sao fidalgos ou
viyam a cusa do Estado.
Nada tenho csrn o que disserem em contrario a
estas liabas aquellos que sao divinamente ser-
vidos a bordo e que a vezes procura-se at adi-
vinhar os peusamentos, b-'in com os favores que
elles obteem.
Desejo san, que daquelles bsijos que o
Ptroambuco i I m'o no Manos, a como
i j disse. nao so reprodusam (ao menos eu estando
saudades Terror quaudo Te^ro^ '~ a bi)do) Para ^Ue "ao tenhamJS de '*8ti[nar vida8
fr
g
UJ'1"1 lerror qianao me lemoro que por I *
alta de concurrencia vejme f.rcado a ser passa- i fu,1o '
reiro dos paquetes da Companhia Brasilera, muito '. ^,.rP ",h,
icpecalmente do Cear e Para compauboros do "im",
! preciosas ; e ueste caso certamcote vao os dous ao
>ada ter que dizer do descuido
os serem considerados ios do mes-
Bahia om coustruecSo e idade : saudades quando : p^,aa u*.
recordo-rae de que neste ultimo sacnfic.ram-se i .^l^ fT"':fT'f T **'***' e?aB0 dl"?'
.... :j__j^* __... ;.:^!* j. r, sob o peso da mais protun la impressao, f iz-me di-
Mara, Pernambucj, 21 horas, S.Jos; espas-
mo.
Carlos, Pernambuco, 7 at-zea, S. Jos : convul-
so es.
Um feto, Pernambuco, Santo Antonio ; nasceu
morto.
Flora Mara, Pernambuco. 7 raezes, Santo An-
tonio ; espasmo.
Anglica Mara do Espirito-Santo, Pernambu
co, 35 anuos, a lioira, Boa-Vista ; diarrha.
Joo, Pcruambuco, 12 annos, Bo..- Vista ; diar-
rha.
Severino, 1 anuo, Pernambuco, Ri ci ; convul-
soes.
Affonso, Pernambuco, S mezes, Boa-Vista ; den-
tico.
tantas vidas de minha intimidade! E cu que
viajo o anno inteiio em navios que segundo dizem
boti'i i ai visturas na partida a copos de cognac e
cerveja, alen dos envelopes uo fim do mez ; devo
sem duvida nenbuma estar aterrado I
Mil ;n sido as noticias acerca do abilroamento
do cadver do Pirapama que csteve sobre ..s pe-
dras do Rio Grande do Norte, metiendo a pique
(o carr.eiro a um boi) o Bahia I e forpa conres-
sar que se o Pirapama pondo setter a pique ou
fazer aossobrar o Bahia nao ms almirarei quaudo
disserem-me que fizeram o mesmo aos outros dois
guies o Giquii e o Mandahu ou algum desses re-
bocadores ou lan ;hoes, saveiros ou jangadas de
certa ordem. Nao sou nutico, nlo entendo de
const'uocoes e plotagem, est^u porm no meu di-
reito iz'-ndo o que parece-me.
1." Qjc por uin-'.s economas do carvo (negocio
da Companhia e otficiaer) muitas vezes me ln
desmerecido da confianza os paquetes brazilciros
da linha do norte.
sf quelles que viajam nos nossos paquetesdes-
cancem de dia e velem unte emquanto os na
vios nao tiverem dous praticos para substituirem
se ns horas de repouso; emquanto os sa oss e
camarotes (nos corredores) nao tiverem luzes e,
os i'inpregidos, quando se reclama providencias,
i disserem que nao ha azeite e nem ordons para
gstalo pas do contrario nao ebega para a volt.. ;
emquaoto a companhia nio pagar mol .r aos
seus empregados inferiores pira trabalharem com
mais gosto, e finalmente emquanto ni] hou?er
igualdado aeae estado no eoUd, em qua o
homem v-so obrigado a ir pira os camarotes do
saldo de juntar (auxiliares da morte) porque
acham-se fechados os superiores que teem de
ser t tm'idoj por figuross s vt-zas em provincias
mu distantes, isto por um pedido, ordem ou tele-
gramtni; da agencia til, empenho de Fulano, etc.
Nao cedam de seus direitia dcixanio camarote
em dan vaso, porque aa^im o exjam as conve-
Temperatura mxima29,0.
Dita mnima22*,75.
Evaporacio em 2i horaa ao ol: 5,ra2 ; som-
bra: 2,1.
Chuva10,^5.
Direcco do vento : SSE de meia noite at 6
hjras e 25 minutos da manba ; (com interrupco
de 8 minutos S): SSW a' 9 horas da manh ; 8,
SSE e SC alternados, predominando SSE at
meia n >ite.
Calmara durante 1 hora e 30 minutos p.-la ma-
drugada.
Velosidade media do vento : lra,78 por segundo.
Nebulosidade media: 0.68.
Lell***"Efiectuar-se-hSo:
Amanha :
Pelo agente Peeiana, s 11 horas, ua ra do
Bom Jesns n. 16, de um importante estabelec
ment ahi sito.
Pco agente Finio, s 11 horas, na ra do Bom
Jess n. 43, de 12 pecas de esteiras a. ariadas para
forro de sala.
Quarta-feira :
Peto agente ilart que de Caxi.s n. 66,de urna importanto raselo
etc.
Quinta-teira :
.Peto agente^ Gusmo, s 11 horas.no sallo Ja
Associaeo Commercial, do vapor Babia e su
carregamento, no estado e lugar em que se acha.
Miaataa fnnebres.-Sero celebradas:
Amauh :
A's 8 horas, na ordem terceira de S. Francis-
co, por alma de Joaquim Jos da Costa Pinbeiro ;
s 7 1/2, no convento de S. Francisco, por alma
do Dr. Js* Tiourcio Per*ira de Magalhes ; a
7 1/2 h.ras, na Conceico dos Militares, por alma
do coronel Francisco Camello Pesssa de Lacerda ;
s 8 horas, na rapella la Torre, por alma de An-
tonio Martina Duarte ; s raesmas horas, na Or-
dem 3l de S. Francisco, por alma do D. Francis-
ca Brasilina e Lima do Amaral; s 8 horas, na
matriz de Santo Antonio e na capella de B. Ber-
nardo, em Pao d'Alho, por alma do bacb re Jos
Mara de Albnquerque Lima ; s 8 horas, na or-
dem 3 de S. francisco, pela alma de D. Francia
ca Brasilina Lima do Amara1.
PaaaaRelroa Sabidos para os portos do
sul no vapor Jrcuhvpt :
Luis (Jomes Wauderley, Aloerto Waoderley,
Jos de Paulo, Manoel Joaquim MilirJo, Jos
Thi mas, Jo epba Costa, Jos Bernardino Pereira
de Britto, Salustiano Gr de Cirvalbo, Jos
Oardoso Ayres e sus familia, Joo Saldanha.
INDICACES UTEIS
ssletflcoa
O Dr. Lobo Moscoso, de volt?, de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia ne
oxereicio de sua pronsso. Consltuas das
10 s 12 horas da manha. Especiaidid-a
eperar^Ses, parto e molestias de a-nhoras <
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreta Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1. auiar da casa
a ra i-> Barao da Victoria, n. 51. Resi
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela ra .da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Qama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
onsultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manh s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera
c5es dos orgSos genito-urinarios do homerr
e da mulher.
Dr. Joaqaim Loureiro me Jijo e partefro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, l.-
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
Dr. Manoel Argollo. Residencia e con-
sultorio ra Duque de Casias n. 86, 1
andar. Consultas Has 11 horas s 2 da
tardo nos lias uteis. Telephone n. 283.
Cooaaltorlo llomcsapallco
O Dr Miguel Themudo, medico ho-
mceopatico, tem o seu consultorio ra do
Barao da Victoria n. 7,| 1." andar, |onde
d consultas diariamente das 12 t 3 ho-
ras. Chamados por eeoripto a qualquer
hora do dia ou O Dr. Barrea tialmares
Pode ser procurado no esviptoro deste
Diario da? 1 i horas da manh s 5 da
tarde, todos os dias.
O Dr. Milet mudou seu eseriptorio de
advocada para ra do Duque de Casias
n. 50, 1. andar.
rozarla
Francisco Manoel da Silva <& C, i
sitaiios de todas aa espooialidaa-s pharm
ceticas, tintas, drogas, productos ohimicu
2." Que por urnas eeonemias de az-dte (ae nao nieiiciaa daquelles que as v zea nem as passagens
verdade v com vis.as ao pessoal de bordo) muitas pagam.
vezes, eu como passageiro que viaja a roda do Neste paz em que nada se leva a serio, ao m:-
anno e q le nao devo favores a companhia,. tenho i nos *8 *r'd,i dc>3 ci_daliesaejam re-ipeitadaa.
visto os phaies apagados ; porque nao sendo dos I Nao se ligue importancia s queixas a de
que a bordo e tratam de dormir, zlo da minha vida, j passageiro* que entendem ao menos urna vez em
e anda nao ha muito timpo que na viagem qne fiz | vUtfem ioteira, deveren uo comer ao menos ve-
para esta capital no paquite Pernambuco (parecia rem presunto na masa; deixemos de parteas cas-
adivinhir) fiz qaesto do navio eitar as escuras, soadas que faaem dizendo r^ue as pansas (e mais
do que appello para os Srs. immediato Almeida, I geueros comprados em porcos) servem para sub-
despenseiro Rtymundo e mais pesaoas quo ouvi- stituir o chumbo uas lavageas das garrafas,
O secretarlo da Cavara Unnlelpai
to Ri-iifr. e o coiaralsasrio de ro-
laeia da nseaima Cantara.
nr
Para que o pnbl
ou nao razo de min
guom melhor do que en laives aaiba onde pa.._
officio, cojo desapparecimento ou subtrseeio ser-
vio de motivo a minha suspenso, teuho neeessi-
dade de fazer a narraco de todas as circunutan-
eias que so derara equeinduzem crer quo aquelL
papel fo propoaitalmente subtrabido por ulgu-'m,
j com o fim de crear mo urna situacao dosagra-
davel e assim torear me a deixar a secretara da
Cmara on della ser despedido p ir f.lta de cum-
primento de doveres.
Esse orBcio que tauto barulho tem teito, esteve
muito poucotempo no masso de papis do vxpa-
diente.
Foi apreseutado em sessio do fim do mez de Fe-
vereiroou na primeira ds Marco, pelo Sr. Vere.idor
Dr. S Pereira, sendo em eeguila 'Jo, e nad ae
resolvcHdo por Ulu d< numero.
No dia s-junte vindo o Sr. Cimmissaro ds pj-
licia a secretaria, como era costume, pedio me que
o eutregasse, o que fiz prompUm ir.
Passaram-8e dias sem que se f>l tal officio ; at que na ulcima sessio do m % Oe
reo, se nio me engao, o Sr. Vereador Dr. S
Ptreira, reclaman contra a demora de discutir se
o mesmo, pedindo que a C mi ira tomasse qualquer
dehbcraco a respeito.
Disendo o Sr. Presidente que o referid officio
nao se achava sobre a mea ; declaren neasa oc-
caaio o Sr. V.-reidor tenente coronel Ferreira
fiesta, que o tinha em aeu'pjJer, tendo-o resabido
das mos do Sr. Cotnmissario de p>licia e que o
apresentava afim do ser lido e ter a siluco natu-
ral ; o que foi feito, nSo se votando pelo facto
de se retirarem lugo depois alguns Srs. Verea-
dores.
Devia, portanto, aquel le officio ter vindo entre
os outros papis para minha Danca ; como desap
pareceu o que eu rrftj posso afirmar ; msmi
nao era eu o nico que p>java em taea papis ; e
tanto isto verdade, que uo dia 12 do correte,
cheganlo eu a secretaria ene ntrei o amanuesse
Sr. Quintino de Castro Lsao, qua me substitue,
em minha ausencia, no meu gabinete revolvenio
os papis que se achavam sobre minha banca, di-
zando lego que all eatav cumprindo ordem do
Sr. Vereador commissario de polica, quo man-
dara podir urna copia di officio que o adminstra-
dor do Matadouro pedia demisso ; mas que nao
o encontrava euti-e os papis ; o que deu lugar a
que eu mesmo procurasse o referido officio, e nao
encontrando ped ao mesmo Sr. L;oncio, que isso
mesmo referase ao Sr. Commissario.
Nesse mesmo dia entendeu-sa o Sr. Lioncio a
respeito com o Sr. Commissario, e nao me constou
que elle ficasse iueommodado com o' desappareci-
mento daquele officio.
E tendo-se dado este facto um dia antes da ses-
so, e, se no entender do Sr. Commissario, consti-
tua una falta grave, capaz de merecer urna sua-
penao, devia o Sr. Commissario ter dado deila
couhecmento a Cmara, quando reuuida na dia 13
do correte.
Entretanto o Sr. Commisaario ni) o fez, e t-
mente dapois que eu, cm virtule de deliberado
to.-.- >Ji pela Cunara, ua aeasio de 13 do corrente,
fui obrigado a fazer as cjaunuuicacoas aos em-
pn gados removidos, inclusive ao administrador
do Matadouro, coutra a voutade do Sr. Commis-
sario, foi que que o desapparecimento daquele
officio elevou-sa a altura de urna Mta gravsi-
ma, cupaz de ferir a um empregaoo contra o qual
nunca sa levantou a m or ceuaura sobre sua pro-
bidadc, e que sempre merecer a coufiaofa de to-
dos os Srs. Vireadures inclusivo a do Sr. Com-
missario de polica, a quem sempre tratei cm toda
urbanidade.
_ Do que fiea exposto se v claramente que o mo-
tivo ,da suspendas uo foi o desapparecimento
daquele officio pelo qual uenhum interesse eu
t nba.
E ninguem melhor que o Sr. C>m>nssario sabe
que ple, com muita taeiUdade, sahir de cima da
minha banca papis sem que eu tenha conheci-
mento preciso ; pois a bom pouco teirpo teve em
seu poder us relativos ao recurso iuterposto pelo
escrivo Eugeuio Liuro Maciel M mteiro, sem que
eu tivesso o msnor coubecimonto ; s .b.'u.io depois
de ter sido levado da secretara.
Se o simples facto de alguem, sem couhecimento
meu, tirar algum papel da secretaria constituisse
urna falta, neste caso tambem deveria ter sido pu-
nido pelo facto de ser levado da secretaria es pa-
pis relativos ao recurso do Peco, de qua cima
tratei.
Eu nio poda prever o facto da subtraccao do
oicio a que me tenbo referido, poia nao julgo neu-
hum empregdo da secretaria capaz de acto to
reprovado. E quando no espirito do r. commis-
a transerovrr Dis o articulista : Quando mes-
mo all nao eativessem os numerosos precedentes
de todas ss Cmaras, e ra smo da do Recife,
ic. possabem conhecer se hoavo I b*it*va ponderar qua a Cmara tem o direito.de
linha parte em affirmsr que ai Jl:U"",r u empreados, para nao poder
ue eu talvez a.iba onde paira o coatcstir-'he o direito de removel oa-ou suspen-
(1**1-01. o
Bistava anda ponderar que ha muitas faltas
que io susceptivas de cerreceo, para admittir
que untes da pena mxima de demisso tenham
as Cmaras a de suspensio de seus emprega-
Se co n arguinantaco desta especie que o ar-
ticulista pretende arrastar comsigo todos O advo-
gados de nota, c horneas de tenso mediano, sen* o
caso de acuaelhar-itse uutro officio, e considerar
como perdido o tempe que gastou em frequentar
as aulas da Academia, e princpilmente as do fr
e 5 annoa.
Realmente om que cdigo cu obr* ded.roit) cri-
rainal deae.bio o articulista'essa peao mxima de
demisso, imposta pela autoridade odininistratlva,
singular ou collectiva, aos empregados po- ella
comeados ?
Julgar por ventura o doutor arliculista que
demisso e perda de emprego exprimem a mesmu
cusa na iinguagem jurdica ?
Ou pensar que os advogados de nota desta tor-
ra sao outros taut s beoeioa, que batero pamas
a quanto dislate jurdico Ihe convenba avancar na
deteza dos actos illegies de seus amigos ?
Damaia, quem eosinou ao articulista quo toda a
autoridade que tem a faculdade de nomear oa do-
mittir empregilos, tem ipso facto a de impr-lhs
a pi na de suspenso ?
Pois nis v o articulista que nomear ou demit-
tir, e impr pena sao funecoes distiuctas uo me-
chanisrao social, e que rarissimas vezes se acham
reunidas na meema pesaoa, e isto comente por dis-
posi?o expres^a de lei ?
Nao sabe, fiualmente, que nao se pode impr
pena que nao csteja decretada na lei, e que s o
pjde fazer a autoridade a quem a mesma lei cou-
ferio expresasuientu essa misso ?
Be sao outras tantas verdad-s jurdicas as pro-
posicas que acabamos de enuueiar, e para cuja
contestaco deaafiamos o articulista, resta-nos se-
ment r suonder s seguintes questos :
1." As Camams Muuicij^es sao autoridades ad-
ministrativas uu judiciarias ?
2. Como autoridades administrativas, tem, ou
podem ter, ad instar de algumas outras, a facul-
dade de suspender correcconaimente os seus em-
pregados ?
A prim.-ira questao aeha-se resolvida de um
modo clarissimo e evidente polo ar. 24 da lei do
! de Outubro de 18:8, que diz expressamente:
As Cmaros sao corp.rajoes meramente ad-
miuistrativas, e nao oxercero jurisdi^o algu-
ma contenciosa, a
A seguuda questao, que tambem se pode dizer
resolvida negativamente pela 2' parta* do cftado
art 24, o a uda mais > xpressamente pelo art. 58
de mesma lei, que a9sim dispoe : Darn parte
aonualmeute, ou quando convier, ao presidente
da provincia e consclbo geral, das infraccoea da
coustituicao e das prevaricares ou negligencias
de todos os empregados.
Fazendo justicoi^ao bom senso do articulista, e
de quem mais nos l-, julgam-os desuecessarioqual-
quer ctmmentario ajos a transerip^o de disposi-
vos o evideutei.
Entretanto queremos fuser mais uun coueaos.io
ao articulista.
Demos o dito por nio dit>, facarnos abstracto
das dsposic's citadas, e consideren!ol-as cciao
nio existeut- a.
Ai ida assim diremos, quasi parodiando o arti-
culista :'< Nio te dever encontra um advoga-
do de nota, ou homem de senso mediano, que af-
< firme, sob eua rosponaabilidade, poder a cmara
suspender correcconaimente seus empregados,
desde que e/sa cUribuigo penal nao Ihe tenJta si-
do expressamente conferida por lei.
fc provocamos ao articulista a que nos cite urna
s dispoaicao legislativa que coufira tal pode.- s
Cimaras Municpaes.
Aqui cabe-n.'S f.izer a seguinte ponderado.
O articulista, bem como muita gente boa, que
costuma reeeer e discutir as questoes na porta da
ra, sea medicar n: Has, ueu wprofuudal-as, tem
tomado a nuvem pr Juno n^ste negocio, e argu-
mntala d'zendo que, sa quasi todos os ebetes de
repartieres geraes ou provinc'aes, administrativ is
ou jodieiari-iS, tem a faculdade de suspender or-
receioualmeute os sena einproga I03, nao se deve
satabelecer um.i excipc; quanto a Camarai .VIu-
meipaea, principalmente desde qui estas ;co a
faculdade de nomear e demiltir.
Mas nao \i u esses, que assim pensam, que sa
os inspectores de Thesourarias e Alfandegas .ou
mesas do rendas, os directores de InstruC9o Pu-
blica, juizea, presidentes de Relacoea e outras au
sane se garuase a suspeita de ter eu concorrido T^t.2 ..., '"L 1* a ""^- -
para o deaappareciment d'a melle officio nao po-1 "Klu0" T* aabotiuul?s> ^0,^e e83a ,a"
da nem devia ter p^ra comm/g: procedimento to ^?de lhe8 ,6 ^P^saament, conferida nos res-
violento, pectivos regulameutos, onde at determinado o
ram-me, quando eu reclamava dizendo que se
bouvesse ama infelicidade qualquer, havauos de
indar s escuras e nem poder sahir dos camaro-
tes, a Isto deu-se entre Para e Manos a 2 ou 3
de Marco do corrente auno.
Lembro-me que dizia que nada tinha com hs
economas e relaxamento da companhia, do3 offi-
ciaes, de empregados ou pasjageiros que propoai-
talmente deixam apagar os candelabros tambem
para fins illicitos. Appello para os ci 1-vaos que
ctei.
Saa incapaz de mentir ; nao preciso da compa-
nhia, vivo do mea trabalho ; porm contribuiote
com as minbas passagens, quero garantas.
Tenho a franqueza de dizer que alguns dos pa-
quetes nio me merecem confiauca alguma, pela
falta de ordem e respeito que muitas vezes ob-
servo.
Nao sou dos que dizem que os paquetes brazi-
leiros (da linha do norte) e servem e podem ser
viajados quando transportam deputados, preaidan-
tes, futuros ministros e mulheres dnvidosas quaudo
lm a proteccao a bordo. Nio, nio a questao de
passadio que diariamente levanta-se em tacs na-
vios que me d abalo tambem nio I
Nio sou deputado, presidente ou individuo que
viaja a custa da companhia ou dos comu>audantes,
dos officiaes ou das agencias do Estado ou dos fi-
gur -s, mas quero ao meo-s boje, depois desta la
mentavel cataetrophe erguer minha voz, dizendo
que tal ves a fucilidade com que o Pernambuco o
anno passado ia cortando ao meio o Manos entre
Alagas e Bahia (do que para constar abafou se o
facto com a demisso de um piloto; segundo pro-
palou se e m'o rtpctio o Sr. Thomaz, muito dis-
tucto 1." machinista do Manos, na ultima via-
gem que fizemos, talvez essa facilidade em con-
tinuadlo viesso fazer-nos prantear tanta* vi-
das.
Nada tenho que ver com os interesses de ter-
ceiros para ficar silencioso em urna occasiio dis-
tas.
Ha pouco mais de um anno creio que ua altura
do Ro Grande do Norte era o Bahia que pre-
judicava urna lancha conforme me intorinou, co
Cear, na porta do Sr. Baro delbiapabao sempre
chorado Imm-diut) Silverio, que neasa oceasio vi
nha com candando ; hoje o Bahis que pouco
adiante suboserge-sa de um empurro do t'ira-
pamaa !
Coincidencia !
A jora pergunto- mah. Os paquetes podem an-
dar as mesmis aguas dos pequeos barcos
noute? Confesso que n&osei.
E, se podem mal entendido.
Porque a cama do navio deve ser o mar e oio a
costa l
Faco anda outra pergunta.
Serei o uuico passageiro que a nouto (por falta
de confianza medo ou por investigacio) tm en-
contrado os navios s escuras ?
r'erei o unics passageiro que a n ute (de dia nio
se falla) tem visto os mariuheiros cocliilando ao
leme e acordando como mais algunscom as guia-
das dos navios ?
ou de que os queijos em o-ulos a airvam para o
proecsao allemio de crear novos viventes a ...
Abandoaemos easas niuh iras e tratemos do mais
serio a vida da creatura I a
NVo sejamos lio boocios quejulguemos que se
a C mpanhia Brasileira de Navegado a Vapor
para os portos do norte, nii qaizor fazer este s :r
V90, nio hajam quatro o 1 seis que dispoodo de
cascos que poderio afondar quatro ou seis Pi-
rapamas nao o veuhlo fazer cm melhores cou-
dieoes.
J dsse e repito que nao trato dos officiaes aoa
quaes muito considero e deilea touh> at hoje ma-
recido o respeito a que teuho direito.
Nio de hoje, porm de muito tempo, que de-
sej iva dizer estas verdades, as quaes por consiie-
races e saber que a corda sempre se arrebenta
no mais fraco, tenho deixado de fazel-o. Mas.
tendo toda a oracio um ponto final, venho decla-
rar do alto da impreusa que a navezacio e s.-r-
ve 1 da Companhia Brasileira de Paquetes a Va
por nao satisfaz-me 110 u aos bornea" serios que
delta nio vivem aos favores. Nio advogo acausa
daquelles que ditem qut' nella arranca-sea camisa
ao pobre, ao passo que alargam se os camarotes
aos maudes; deixo de parte aos infelizes cearen-
ses que viajam o Pura e o Amazonas, e nio re-
clamam o trato que teem seus patricios os quaes
h pona-psexpoaUn a chuva e sol, sao desacommo-
dados dos p roes para encher-se de caixas e seus
[maguados commodoa substituidos por patas de
cavallos, bota ou outros ananaes porque assim o
entende a companhia cujas aeces-(antes da sec-
ca) venderam-se a trinta e poucos mil ris, ao
passo que luje dio trezeutos e tantos !
_ O qua laatioio cs3es homens que banisam de
si a escravidio, qne \m suas mulheres e filhos
expostos ao tempo e aosp mta-ps do mariaheiro
bruto ou do offieial inconsciente, ti id terem jan-
gadas para o trafico moderno a de que sou teste-
munha a rola do auno do Cear ao Amazonas. O
que sinto ess s bravos nao sabercm reprimir as
cffensa3 da companhia dos tres mi! cantos e a cuja
sombra naturulmeut; abriga-se muita alma des-
humana Um dia, porm, vira, em que o sufFri-
meuto, j que a consceneia nio vale, t'icu-ae au-
toridade apedrejande essas aves de rapia que os
dirigem, e, entao cobertos de vergonha, arrepeu-
didoj, por sua vez tan--bem, grilem
~ Abaixo o monopolio '.
Concluindo estas paiauras naaciJas do coracio,
eheias de terror e de saudades, como disse cm
principio, desde j declaro nao responder a iota
ressados da companhia (em qualquer sentido) por
suspeitos, nem acs instrumentos auonymos de que
se costuma laucar mi.
Venha qualquer dos cavalbciros que citei. edig
menle oceupam os commandos dos navios, refu-
tareis o que digo, que se convencerem-me de que
acho-me em erro pedir-lrea-liei perdi.
Manos, 11 de Abril de 1887." ""'."""
Sebastido Mestrinko,
(Diario da Parahyba.)
Agora duas palavras sobro a qu^sto de direito.
Tem sido pra:ica constante das Cmaras Muni-
aipaca impr a pena de suspenso a seus empre-
gados; mas urna pratica qua nao encontra fun-
damento na lei orgnica das Cmaras e nem as
que lhe sao refereutes; pelo contrario, quem qui
zer eatuiar e discutir esta questio encontrar em
mais de um ariigo da lei de l de Oj:ubro de 1828
razio para u gar s Camiras esse direito; mesmo
porque urna tal attnbuicolo nio poda ser concedi-
da seaio por le expresas; eoai so pode presu-
mir.
M ia admitta-ac por bypotheae, que a Cam ra
tenha easa tio alta attribuicio; 'i nenie ella em
seasio poderla exercl -a enanca um Veread.r com-
missario.
U.n tal poler emais o de uomear, demitlir, fa-
zer propusta da posturas, etc., etc., s da compe-
tencia da Caara em sessio; e esta, anda que
quizesse, nao poda delegar ess<8 attribuos ;
sio acios da oxciusiva compet neia Ja Cmara, so-
monte em seasio ella pode exercel-oa.
A lei provincial de 2 de Miio de 1879, que diz
poder aer exarcida as attribuic .-s da Cmara nos
nter vadlos da sessio pelo sea presidente ou com-
missario, a pode ser entendida n'aquillo que dis-
ser respeito a'mro expediente deexeau^io da pos-
turas ; enteuder-se da modo cintrarlo iramos ti-
hir uo absardo.
E foi por estar convencido desta opiniio, que
declarei ua occasiio em que recebi a portara de
8Uspensio, que com quauto uio reconhocesse no
Sr. commiaaano de polica competencia para pra-
ticar aquelle acto, cooitudo ia recorrer ao poder
superior.
Eis, em resumo, todo quanto se passou en're
mim e o Sr. commissario de polica ; podendo as
pessoas, que nao me couhasem de perto, bem uva-
liar o meu procedimento em toda esta qu.stio cu-
ja exposioo acabo de fazer; dando-m- com ato
por satisfeito.
Reclfa, 29 de Abril da 1887.
Assis Etcha.
mximo da peualilade que poderio impr; o que
nio se d absolutamente com aa Cmaras Munic-
paes ?
Nio sabam que os presidentes de proviucia uo
p idoin impr pena de suspenso, anda aos empre-
gados por elles nomeados, e demissiveis ad mutum,
sem que esftjam autorisadus po- lei especial, como
dispoe expressamente o 3o das iustrueces de 9
de Dezemoro de 1835, que explica a lei de 3 de
Outubro de 1831, vulgarmente conhecida por lei
dos presidentes ?
A que vem pois esse argumento de paridade em
materia jurdica, que nio o pode admittir ?
_ A esse respeito, embira parecaraos tolo e desa-
sisado aos advogados de nota, quo aeompauham o
articulista, preferimos pensar com o conselheiro
Ribas, que em s 11 notavel tratado de direito ad-
ministrativo, assim se exprime : Para que a
t administraba, posa* decretar penas pessoaes ou
pecuniarias, necesaita de expressa autorisacao
legislativa. Na falta desta, as infraccc3 das
dioposives rrgulamentares t ebtio sujoius
legislacao commum, etc.
A que tica pois reduzid.t a argumenta^io do ar-
ticulista, senio aos decantados precedentes de to-
das as cmaras, a que ae agarreu em falta de coli-
sa melhor ?
Quanto a ;sso ap?Das diremos o que em um de
seus discursos disse o sabio Sir James Mackintosb,
membro do Parlamento inglrz : Quando vejo
allegar-se precedentes para fundamentar urna
prerogutva qualquer, considero-a desde logo
abusiva, quando cao attentatoria de lei ex-
pressa.
E' o qu: so d na presante especie, era que ae
prtcedentes, se que os ba, sio verdadeiros atten
tados e abusos, que jamis podem servir de justi-
ficativa a cutres de igual juez.
II

'
Ou jurisconsultos da < Provin-
cia i> e a questao da Cam ir
Hunlcipal
I
A Provira de 20 do corrente, noticiando oa
factca, que ultimamento se tem pasaado em noesa
Cmara .Vluuiciqal- e entrando na apreciacio das
attribuces, quer da Cmara, quer do commissa-
rio de polica, quanto suspenso correccional de
seus empregados, diz' que nao se encontrar nesla
cidade um adeogado de nota, ou homem de senso
mediano, que tenha a coragem de sob sua propria
responsabdidtde sustentar doutrina contraria, isto
, que nio tem aquellas autorilades o direito de
impr a pena correccional de suspenso aos mes-
mos empregados.
Embora uio nos consideremos advogados de nota,
como parece sr o illustre aiticuliata, considert-
mo-uos porm advogado sem nota e homem de senso
mediano ; e, como tai, pedimos licenca a S. C para
divergir de sua autorada opinio, que, segundo
affirma S. S, e nao pode deixar de ser umver-
salmente aceita.
Convem tu.oem desde j p m-l rar que nio so-
mos levados pela | sxao partidaria, que costuma
fazer do preto bronco (o que talvez n&o possa di-
ser S. S.j; e sim tmente pretendemos protesur
coutra o exclusivismo scientifico legal, qi; parece
arrogar-se o articulista, rio admittindo que possa
alguem em boa f pensar de modo contrario, e
dando ex-propria autoritate diploma de dtsasisa
do a qnem assim entender.
Entretanto somos desde j forcaios a dser a
S. 8. qoa, como advogado de nota, espichouse e es-
pichouse redondamente, na demoustracio que
apreaeutou para provar qae, tanto a cmara, como
o commissario de polica, podem suspeu^er os seus
funecionarios.
Mostral-o-bemcs, aompauhaudo par passu a
argumentacio de S., cijas palavras pastamos
Com oque temos expoato p dernmos dar por
terminadas as cousideracoa que nos propusemos
a fazer sobre a quc3tio tio peremptoriamente de-
cidida pelaProvincia.
Como, p":m, prometteaioa acoeopanhur o arti-
culiata em toda a sua argumentacio, passamos
segunda questao, isto se pode a cooimissario de
polica, em ausencia da cmara, suspender oa em-
pregados ir.unieipii. s.
Para isso fuzeme s urna nova concesso ao arti-
culista, e admittimos, por hypotheae, que a cma-
ra teuha tal faculdade.
Ainda assim, sffirmamos, em caso algum pode o
commissario de polica exercer tal attribuicio.
O articulista para justificar o acto abusivo de
seu amigo, commissario de polica, recoTou ao
art. 25 do regulamento interno dacaxara que diz
exercer este todas as funecoes da meema no iuter-
vallo das sessocs.
Mas quem ignora que esse artigo e nio ple
deixar de ser entendido em termos, a nao ser que
se un-ira chegar ao absurdo da sustentar que os
commissarios podom nomear, demittir e r. r.o .vr
empregados, ordenar pagamentos, etc., no nter-
vallo ''as sesses ?
tSe esta a nmea razio em que se funda o ar-
ticulista para recoobeo r tal competencia em sea
amigo, entao seria o caso de segunda vez aeonse-
Ihal-o a cuidar em outro officio, poia bem sabe
articulista que os precedeutes estabele.-idos por
Beus proprios amibos da cmara transacta ;oi fir-
mado a intelligencia do dito art. 25 do regulamen-
to interno, uaeaeodi siment aos cjuiuiiaaarios
110 intervallo das sesadas 03 actos de mero exp '-
diente, e nio o exercicio n^ todas ai attribuicos
da cmara.
Alm d'isto coai o prop.ii actual co.i.ra:s ar o
de polica, que comeoou sua cjmm;so, ayog n-
do-se ampias attribu-'cea, d feriado ou aleda
rindo por saa propria couta as p t;c,o.n, em que
se pe lia o pagam jato de Blatas ou oe. ra* des o -
zas, j se deu o caso da cmara chima -j o d in.
determinando que nio poda elle aot 'aar p^ga-
meuto ou despoza a'guu, c qua es.as ^ornete
podiam ser ordenadas pala cmara em ees a 1.
Como, pois, susteatar qo* os comunas res pdem


B^HBBRMBBM

er tolas as faoso -s d eamira no intervallo
dai sessoos, quanlo esta desde muito tempo reco-
nhocid que nana mesi cortas ptico s dai partes
podara ser pjr ellos despaja* Us X
E' Mesan da admirar que o articu.ist*, genio
filalo 4 escola liberal, nao trepide em sustentar
doatrin i tio autoriUn i, co no a da qie s trata, e
uu9 coastitiw par si s u n i ameaoi coastaate aos
dreitos dos munioipes e 4 coherencia e Ma ordem
que devo baver oas oWibjraoSss d >t corpos collec-
tivos, como sio as cmaras inimcpaes.
Nao porm, estrantjavel essa versatilidale de
opinioes no articulista, porquioto tena elle dous
nulos de encarar as attribuic/os ios funcsioaarios
pblicos, segundo essas attribuiujj refere n s; a
!gurn amigo, ou a adversar.o.
Proval -o-hemoa.
III
Atira-w o articulista da nudo descomo! aaal e
em linguagcm excesivamente insu'tuosa contra o
honrado pro-presidente *d* cmara, De. Franeisco
do Reg> Barros de Lacerda, por haver este por
urna portara, dirigid i ao Dr. secretario, ordenado
que este contiuuasse em exercco, apesar da sus-
pensaoqne Ihefdr. imp'st pilo commusino de
polica, visto nio ter este attribuicoen pira impor
tal suspensao ; e dix que o presidente da cmara
nao pida nullifi:ar acto alju n do commissano de
polica, competindo essa attribuioii somanta
m'smi cmara. .
En retanto, pea-nos disal-o, i>e e inepto, anar-
chico e violento jproilimento do actual pro-pre-
sidente Ja Cmara Municipal, ha de concordar
comnosso o articalisti qa: tal inepcia, amrchia e,
violencia ji est firmadas por preceimte creado
p>r seuj amigos, alii ap'.ot, or Seros e roxfe-
rados
Relmente em Setcm iro ao anno proxim) nua>,
o ">-r. Aatooio de Siqeira Caro-Jiro da Cuaba, en-
tai presiden e da camira, nullificm um acto do
commissario de polica; o, trav.m lo-se sobre isto
dis3Uao, o vereador Dr. Barros Reg, que tam-
bem nao pode sarsuapjit) ao articulista, susteutou
em sassa> que ao presidente da cmara c bu tal
attribuicii n ausencia desta, e asiim fui appw-
vado o acto do mismo presidente.
Porque entilo oa> sanio a campo o articulista,
defeudeado o qua elle chima boje as prerogativas
municipies, para cuja ealvaguarda reuni o p)W
inerme dentro do proprio reciito das sesadas ?
Porque nii foi clissifijido do inepto, violento e
anarcMco csse acto de seas amigos, que hijo tanto
gritam contra o actual presidente ?
E'que o articulista tem, orno disssinos, dju3
modoi de encarar as cousas, segundo partem de
um amigo na adversario
Entretanto, a proposito desta queatii pensamos
do argate modo. .
O presidente da cmara iucontestaveluieatc a
prime:ra autoridade ni ordem hiorarchica, qucr
relativamente aos outros vareadores, quer aos de-
mais tnprtsgados municipaes.
Por sua ves os commissarios tem attribuicSes que
lhes sai prspria?, e dentro de cuja rbita poder
agir livremente, s ficaudo seos actoa 1 ujeitos
approvac^o ou repiovacjo das cmaras.
Tola a vea, piren, que um eommissario exor-
btar do suas attrbuico-s, nao se pode contestar
ao presidente o direito, e, diremos mesm >, o da ver
de millficar esse seto abusivo e illegal, convo
cando em seguida a cam ira. a quem expjr todo o
occorrido, para esti decidir, como fr da dire.to.
Isto o que tai o honrado presJete da c-
mara, Dr. Barros de L-.cerd-, cujo nico crime
para o articulista consiste em nio ter se eiobmct-
tido i violencias do seo amigo, commissano de
polica, que, no caminho em que vai, brevemente
suspender toda a caara, se porventura ni era-
vier sua alta recroac) suspauder todj o muni-
cipio do tieeife, exceptuanio someate de s;u mo-
ra'itador guiniaite as eompanhias de seguro, quia
imana pars ett.
T.nba mais criterio o articulista na apreciaetlo
dos faetos pnblios, e quando, lvalo pala neeessi-
dade poltica, precisar verberar os actos do adver-
sario, ou sustentar os de seus amigos, s^ja mais
parco d'essa linguagem autoritaria e exclusivista,
contra a qnal, para nao passar por beoeio, obli-
gado a protestar.
Um advogado.
O Sr. Jos H irianao
XXIU
Viva o grande bomem !
Viva o primeiro h >m';m
do Brasil.
O re; busepbalo nao c.aba em si!...
Oh que alegra !
Oh! qae fortuna !
O thesoreiro Torres, ds loteras de privile -
gios mil, f>i despronuuciado pela ralaco ni pio-
cesso de estelionato, em que o pronunciara, e por
qae o prendera o juiz da inferior instancia !
Faca se idea do terror de que se tomaram os da
seita torrini co.n a pronuncia e priso do cabul-
leira liberal, terror dos eleitores da Vurzea e n
tempo da eleicao!...
A alegra do rei bucephilo foi to grande qii
lhe fes vasar sobre mim aquella rai -a concentra-
da, e to injusta, que contra mun lhe tem inspira-
do os meus mulos seus iutereceiros amigos, com
inedo de qneau viesse a ser o scu Bismarck...
Nesse da e m mesmo mom'nt cm que Torres
era despronaaciado, fui ttelaco entregar ao es-
crivo ama peticao de embargas de um amigo mea
de f.a da provincia, e,ao retirar me, compr men-
tando o Sr. desembargador Buarque, com quem o
ex-rei conversava, disse-lhe este com acentuaco
muto pronuusada: E' assim que n6i h.ve
moa de subir, p ueo a pouco, uao obstaute termos
'adroes.
COMERCIO
TKi,E(.HAnnis
Servico da Agencia Havas
LIVERPOOL, 29 do Abril.
ASSCAR:Calmo. precuH usteal}
lado*.
O de Pernamboco u. 9, vndese A
II entllngsi d. por fuiatal (6*t5H
o cambio de 1 lid. por lOOO).
ALGODO: Calmo, pre ros tiial(<-
radoa.
FAIS de Pernamboco vende ae
n B II 10 d. por libra (SOS res ao
casnbl referido).
Ven lux do da 9iOOO fardos.
NEW-YORK, 29 de Abril.
ASSCAR:Calmo, procos em vla-
r*o
FAIR REPIMNG de Pernambnco
vndese A 4 5/8 cent, por libra...-
(IOS res).
Agencia Havas filial
30 de Abril de 1887.
em Pernambuuo.
B *i-.a v.vinsncrclal
t'OTAgOlIS OFFICIAK8 DA JUNTA DOS COK-
BECTOEE8
Recife, 30 de Abril de 1887
Jarabio sobre Paris SO d|V. 44 J rs. franco, do
ban:o.
O r-resiaentf.
Aiiiouij Leonardo Rodrigues.
O sciretario,
Eduardo Dubeux.
ovlmenio nanearlo
iscm, 30 DE ABBIL DB 1887
Os bancos hoje ubriram o mercado de cambio
jom a taz i de 21 1/2 d. sobre Londres, estabele-
oendo ambos, depois de 1 hora da tarde, a de 21
5/8 d., conforme as tabellas seguintes :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 5/8 e vista 21 3/8.
Sobre Pana, 90 d/v 440 e vista 444.
Sobre Hamburgo, 90 d/v-645 a vista 550.
Piquai um pouco duvidoso se aquelle final seria
para inim, pois eu nu ac chamara, nem poda cha-
mar ladro ao meu rei, futuro imperador de quem
pretenda ser o Bismarck Qianto ao thes.ureiro
da tsenla nao sou eu quem dis que elle mellen
a mo no cofre por aquella foraidavel quantia ;
tolo o mundo, inclusive a maor parte dos liberaes
siucoros, que nao sao cegos, oaque taes se fiugem,
uus o gSorificinli p^lo bonito sssalto, e outros
aehauij to t i i a tr Mas o ex-rui, o grande ho-oem, percebendo a
minha duvida, ni lhe pode conter aquella raiv
concentrada na bora da imuienaa alegra qu>; o
exaltav.1 tanto. E nquanto eu descia vagarosa-
mente as longas essadas da Relaco, elle doixa o
Sr. Buarqu, corre jaaella que fica sobre ellas,
e br-da com forca :
J v quu todos os thesoureiros nao estao pre
sos!... j vio?
E como eu nao me desse por achado, erabora
conhecesse a vos, repetio duas vezes a mesma cou-
sa. Enri levantei a cabera o dsse lhe : Nao
vim c por sto ; vim por negocio mcu. Eato
aiuda.elle repetio : s mesmas palavras e e aceres-
centn:
Nao ha nada como um dia atraz do oatro.
Deixe estar que havemos de ajusfar as uossas
n'is. Reseb duh.-i'O, JjJ3. HiYeinos de
ajustar as contas.
E "a fui deseando eemprfl e fui me rind ', pens
que decompaixii, de ver como estava uqueila al-
ma cheia de tao graule eouceatamento que vasa-
va aquella raiva to injusta !
Nestc ponto o meu ex-rei pouco poltico. Pa-
rece-me um pouco com o valen' > do Torres.
Pos um homem grande ou grande bomem, que
pretende a or i de um grande imperio,^ quer escor-
regar sempre n is aguas lisas pitra to altos fiu,
sem urna nontrariedale, sem um desgo6to?
Onde foi que eu o ebaraei ladra >, nem disae coU4
i. qu; se parecessn tal.'
Pois precisar de diuheiro para sus:eutar seu
fausto, para 0 que nao do as suas reolas, e ser
soccorrido pelos amigos, ser ladro? N> o
ex-thesonreiro da fazenda um dos seus mais ex
tremosis? Nao destalcou, como todo o mundo
v, o cofre lhe confiado, cm tantas centonan de
contos? Bem sabe o meu. ex rei que i quellas
cha ves e aquellas corlinhas" nao engaz-opuain a
niaguem. Como quer agn que se creia que nao
foi Eduardo qu m metteu a mo ?
E para elle acudir ao seu grandcamgo, cirecia
que o m -i ex re eatrasse nos us planos, nem
que lhe desse algum coistlho ? Ser Eduardo o
primeiro que mntte a mo no cofre com intenco,
ao menos no sentir do grande homem, de ao depois
preen 'har a taita ?
Se o meu ex-rei tivesse tmalo asento n C-
mara dos Deputados nao devia contar com os
ineios de tapar to lo3 03 buracoi, pagando o qae
tivesae tomado ?
Nao com a depuUco que este granlo martyr
J i grau.les e patriticas ideas, tem adquirido pa-
lacios, carro, parclhas, fausto, grandeza ? Autes
de ser depuudo, o que pouaia. este m irtyr ?
Nao por isto que tem tautl popularidade, tanto
louvor ?
Se ce f i=8', com eu, n.n chiusllo remen lilo,
quem faria caso i ..'. ?
Para que, p lia, tant i booraria, se tunta .lella
alo cabe com proveit i n i mesmo saceo, se nin^uem.
a nao ser algum velho carranca ou mvej leva a mal por isto, se a o contrario tauto o louvam
p>r sabor lo bem hiver se?
E donde vem este da a'rax do citro ?
De que da me prevalece eu para ir dizondo as
verdades contra o que me parece to tocoucernen'e
a causa publica, seja este, uu aquelle o seu agente
que promuva o mil desta trra da que taube'i-
sou filho ?
J nao f ram -s d..-.s do meu ex-rei, q-i agora
se deixou mont.ir pelo Sr. Nibuco, e tera de dei-
xil-o por se entregar aos leoos se nao quter ri.-ar
atraz? JA nao firin os seus das, e, competindo
en (t Gurjo) com elle na eleivo, nao ineuiorav
os .seus f itus dia por dia cm arti >s que eraui l-
dos vidamente por gregos c troyauos ?
Algn da eu tive da? E o meu rei io tein
tido tautos ? Para qu-, pois, tanta raiva em ho-
mem to grande quan lo elle mesmo o dito meu
ex-rei rae d:sse que esse escripto! s !hc podiam
tazer bem e engrandecer, como dizera todos os
seus, cono dsse o Sr. Nabueo aqu mestno em mi
uha casa quando ha piuco aqu este'e ?
E o que ha de uns agora ? O uegocio de
Eduardo ?
E' por isso qae tanto se pica ?
Se nu nunca disse qu< o ex-rei tivesse tomado
parte uo< seus planos, nem inesmu que soubesse
di iuienr-o, para que fioa assim to possest-o,
dando diquelles espectculos to imp/opros d-
um grande homem ?
Qacr imitar tola a viJa a seu amigo Torr.
quando lhe devia dar mais cvicos exemplos ? E'
proprio isto de un preteudente do que o meu ex-
rei anda nao desisti, nao obstante ter-lhe pas-
sado a p na o Sr. -S ibuco ?
E ple negal o ?
(lera seria en'-o aquel i i lowj-i de casa que de
vemti ter preparada para q'iando for txyu'sa a
familia imperante ?
E leuho eu culpa que us seus inimigos se ran
disto, quando os seus amigos o toraam muito ao
serio, contando vel-o mais ou menos cedo proel*-
uar-se dictador da repblica, da qual o preteu-
dente ao mesmo lempo amigo e iuiraigo, e depois
proclamarse imperador?
E para que aquellas juras, aquellas amcacas,
mcu charo ex-rei ? E em to grandes gritos
adiante de tanta gente Nao sabe porventura que
eu nao ignoro us e.f orcos que o meu tx-rei teiu
feito para a Assembla extinguir o meu lugar de
secretario do Thesouro ? que nao o conseguio por
uo eucoutrar instrumentos e autes que lhe oppo-
seram b irreira, priueip liue .te um leo queja toi
mea smigo e se agastoa pela miaba theona de se-
ren ladroea os seuhores de escravos (e portanto
eu qae tarabea os tinha ?
Pois, porventura, ignoro qae s como o grande
homem, maor e mais livre do Brasil, sabe ajustar
contas, assim oa por vas de facto, e nanea nesta
luminosa, librrima, grande, immensa, gloriosa
arena, chamada a impreusa, a que as almas gran-
des, as convic;es tranquillas ou formidaveis nao
ternera atirar-se ?
Pois nao sei qie a sua f se propaga pelos que
a nao aceitara voluntariamente, como a de Maho-
met pela cimiUrm, com a legenda: er ou
morre, senoelhante a<. do salteador qae com o
punhil entrasi bolsa ou a vida?
Nao aei como tera desgraciado a psis de familia
perqu lhe negaran) o voto.
Nao vimos como levou o seu povo ao collegio e
capella dos jesutas, profanando objectos sagra
dos, cortando a punnal as imagens dos santos,
feriado os frades qae esta vam moribundos em seas
leitos, destrando e incendiando ama typograpbia
de ootrem e em outro lagar ?
Nao vimos como levou anda, annos depois, o
mesmo seu dedicado pavo, armado de cceles ao
Monteiro para obstar a que se celebrassem os actos
religiosos do mez Marianno, como entraran) e pro
fanaram o templo, e entoando rediculos cantos !
Nao vimos como levou suas bostes enfurecidas a
S. Jos arrancar um diploma de depntado pela
matauca, pois sabia que l estava Juca e outros
.valentes, qae nao' duixariam destruir os papis
sem jogarem as suas vidas ?
Se sei de todo isto e do quanto capaz o pro-
tendente? a que vem aquellas tolas ameacas, e fei
'as to fra de proposito e de um modo to feo ?
Nao parece ama causa de creanca, s pela alegra
de ser Torres despronunciado, acreditando-se s
por isto j cora o p nes degraos de poder I
Bem vi pois que nao o temo, como nunca tem
n ni temo hornera nem potencia alguma emquanto
respeito a lei, a m Tal e os eos cu mes, e ex-reo um
direito oa cumpro um dever civico oa moral; s
aun as pessoas que me cstimam, B3 qu1 me aman,
e ao a quem devo ser grato, pois que nao ha amor
sera temor ; e sobre tudo a Deus ; e sinto uo te-
niei o muito mais e a todo instante me lembrar
distj, por todas as razos e porque seria muito
menos frac o.
Emquanto Deus quizer, todos os odios sero Im-
piteut's contra mim mea caro pretendente : as
intrgis sero d.-afeitas, as espidas cah'ro, as
bayonetas se desviaro, os fuzis emboscados so re-
tin.rao, os panhaes eocontraro invensivel bar-
reir, carao tudo isto, em cada um destes casos,
tem se dado commigo o alguns mais de urna vez
tem eu arredar o p era defender-me em rapos-
sivel defeza, cruzando os brac/os e esperando o
golpe.
Se cahir ferido de qualquer desses odios e de
qualquer modo, resigno-me Vontade Suprema,
ti mi) j se tem dado tambera, s ten Jo do iostru-
ment) co npaixo, e nuuca despreso, como dizem
.utros. porque este sempre digno della, que quem
com torro fere, com ferro ser ferido.
B>m v pois o pretendente que sao para mim sao
vaes hS tuas entimidaco s, como va a base de
seu arrogante e presumido poder, pos sao as on-
das populares era que elle flictua.to inconstantes
e c i; r diosas, eerao as ondas do mar, como cora
tanta verdade mutas vezes te tem dito.
Deus quando q icr perder os tyrannos os sega :
e o bom m que ainda est tnr asteiro jas; inculca
assim to arrogante tyranni, esquecendo-se que
todo u sangue derramado em S. Jos pesi sobre
sua cabeca e clam semp.-e e a todo o momento ao
c.
Na seria melhor que fosse fazer penitencia ?
Nao er lauto em um dia atraz do outro?
E se er no sea da, nao lhe passa que o dos
outros tamb'm chegue !
Ja nao foi dia seu em S. Jus, c tantos outros
tanto ou quanto n) tem sido?
Como nao se 1-mbra do oatro da que chegue
pr parte das victimas, cuj > sangue todo dia c
tola hora est pesando sobre sua cabeca, cega por
sua c nsc'encia embotada pelo desvanecimento de
seu* triumphos, esperanca de sua grandeza ?
Ali.' Massaniello falla em da atraz do outro.. .
Nio se lembra qoe todos os mass.iniellos tera o
mesmo 6m!
Mas eu sou Judas, recebo dinheiro!
Vamos ver de nutra vez como sto .
Recife, 8 de Abril de 1887.
Affonso de Albuquerque Mello.
itespasta ao pedido
Desde que esse credor, n Eacada, nao fr mal
intencionado e nao quizer com os seus arrotos.
pissar gato por lebre, o inventario terminar. Si,
porm, continuar a exhibir especimens protela-
torios igua-'S ao que j existe a seu requerimento
oes antis, ento a causa ir longe.
Si es' com rauiti pressa, us-; do meioi ordi-
narios,
lato j lhe devia tr dita o seu advogado; e
olbe que o sea titulo Jos taes que nao Rodera s-r
aectos de mo beijada.
O outro inventario fii demorado, por causa Je
innocentes credores.
Oatro credor.
Kscada
A noraeac > do Sr. Castello Brauoo nara 2* up-
pleute de delegado do 1 distrcto da Eicada, sem
mz i f >\ mal vista pelos membros d t opposico
que, dentro da cidade, se arr.-gam o direito de
cons-'tuir a opn'io publica.
Nao satitfeitos de iusaltan in o noraeado e d--
cercal-o de conceitos, de que t elles sao dignos
pelos seus precedentes, insinuara, tambora, que
esta noraeaco te ve por uiovel a vioganca pelo
triurapho do Dr. Castro. Quem conhece das eon-
dicoes do pleito de 10 do correte, ndo ple deixar
Sobre Portugal, 90 d/v 217 e vista 249
Sobre Italia, vista 444
Sobre. New-York, vista 2*31.
Do English Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 5/8 e vista 21 3/8
Sobre Pars, 90 d/v 440 e vista 414.
Sobre Italia, vista 444.
Spbre Hamburgo, 90 d/v {45 e vista 550.
Sobre New-York, vista 2*340.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 247 e vista 249.
Sobre as principaes cidades de Portugal, vista
254.
Sobre IIha dos Acores, vista 257.
Sobre liba da Madeira, vista 254
Bercado de asMucar c algotio
[aECIFE, 30 DB ABKIT. DB 1887
Aftucar
0 preco de?te artigo eontinaou a regular pela
seguate ti bella:
3.* baixo. por 15 kilos, de 2*000 a 2*100.
3.> regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*2 3* boa, por 15 kilos, de 2*200, 2*300 e 2*400.
3." superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*o00.
Branco turbina pulverizado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Someoos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700
Mascavado, por 15kilos, a 1*200 a 1*00.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
Retames, por 15 kilos, de 840 a 1*000.
O mximo oa mnimo dos pi ee/os sao obtidos
conforme o sortimento.
Algodao
Fo> co'ado hoje a 7*000 (frouxo) por 15 kilos, o
de Pernambuco e boas procedencias, em trra.
Estiradas de assuear e aigodo
HEZ DB ABRIL
de preteetar contra essa falsidade. Vinganca,
porque ? "
Que o nomeado nao isento de defeitos, 6 o qae
alo resta duvida porque nao ha homem que o seja ;
mas que est muito alm de quasi todos os indivi-
duos que na sitnaco fiada exerceram cargos poli
ciaes na Escada, o que quem tem bro jamis
negar Entrera no confronto e tero a prova'. Ye
oham.
Si esses indignados -esto dispostos a nao dar
treguas ao nomeado, esperen os seas actos aqui,
para exercerem o seu direito; ser al mais bo-
nito e ini.ii criterioso.esse procedimiento. Por in
tmidaco e umeacas, nada colhr', pois nao
aceitavel, era liypothese alguma, qu= seja intimi-
dada e ani.'.-iy .da urna autoridade, sem a respec-
tiva reprimenda, t porque assim eutendem os seus
desaffectoa, e que... desaffectus!
Portem-se bem, que jamis tero que ser iacom-
modados; tendo, porm, como certo que, o co-
meado far b i polica, correspondenda assim as
vistas d'aquellos que achara precipitados todos os
juizos feitos contra elle.
Si uo querem estar por isto,.ento resignen) se
pirque aiuda os conservadores na Eicaia u) pre-
cisara pedir venia a opposco, para o preenchi-
raento dos cargos de contianca.
Escada, 21 de Astil de 1887.
Os nao indignados.
t
A* memoria de llsrla Adelalde
de Sin i ros e Silva
Fosera hoje 12 anuos que, vidria i .de uma bor-
rivel contesta > cerebral, fallecen na cilade de
(oyauia, onde eato regia a 2* oadeira de lus-
trueco primaria do sexo 'euoiuiuo, a profess'ora
publica Mara AdeUido de linrros e Silva, mi
ola muito nmada e virtuosa mi.
A sua morte toi para as suas boas discipulas
uma perca depiornvel, e para os seus queridos fi-
ihos uma tremenda deegraca.
i u enterro enormemente concorrido foi a prova
mais inconcussa da syupitua que gosava.
O seu corpo foi inhumado em uuia das catacu i.-
bis do cemiterio da igreja matriz d'aquella ci-
dade.
As pessoas mais gradas do lugar e as suas alum-
iii48, uo deixaram de assistir aos ltimos auffra-
gios pela sua alma; dar lhes o derradeiro adeus e
sentidas cborarem a sua iuopinada morte.
Nos os stua filhos, psrdesaos o esteio, o arrimo
e os doces carinos; as suas discipulas perderam
a amiga constante, a raestr* convincente e boa e
>eicmpli mais fi osante de urna respeitavel ma-
trona.
Contava 40 auuos de idadu e 10 de magisterio
publico, quaulo torab .u pir trra sem mais vida,
j cadver
Era casada era seguudas nup :is com o Sr. Jos
da Costa Branda) Cirdeiro, ton Jo sido era pnin-i-
ra cora Fraocisco Pereira de Barros c Sil va, meu
venerando c pranteado pal.
O seu curto periodo de existencia f^ sempre
uma constante luta pila vla e pelo futuro *: s >us
filhos.
Era clemente e caridosa, leal e fianca, esposa
modelo e mi ex'remosissim i.
Cora a sua ra re a sua prole rieou em bracos
com a miseria.
Assim, pois, cu o seu tereiro fi.lio de envo'.ta
com o longo prauto e o pesado lu o qu in cobre,
esfolbo boje saudade.
Eecife, 26 de Abril de 188?
Galdino de Barros.
griplno de oreu l>iallio
O Dr. Jos Julio Frmandes Barros, Joo F. r-
iiiinJ. s Barros, Antonio K. de Aadrad; Lima Ju-
nto, Antonio Jos da Silva Sapnento. Joaqun)
Elviro Per. ira de Ma -alh'io.-', Antonio CtIos Soa-
ri'8 de Avellar, Slverio Fenuidea de Arauj i J ir-
se Filho, Jovno la Silva Sa-itiag, E!ia< da Cruz
Uibeiro o Manoel Z'fenai dos eelebrar inissas As 7 horas da inaub do da 4 do
Waio vindourc, quarta-fe'ra, oa atril da Bi-
V'iata, por alu-a de AORIPl.N'O DE ABRE FIA-
I e ais do illustr-i morto.
Declaraco
Lugar alumno Oelene
Seguio bontem para o Rio Orando do Sul, cora
a carga seguinte :
3,24) barricas com assuear branco.
'd ditas com dito mascavado.
1,010/2 oariieas com dito branco.
10 )/l ditas en. dito dito.
Carregararn Jos da Silva L'yo & Filho.
Uanco de Crdito Real
At o dia 15 do cerrente mes, devem os ac-
cionistas do Banco da Crdito Real de Peruam-
bueo realizar a terceira entrada do valtr no-
raiual de suas aeco- s, na razo de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na ra do Cora mere io n.
34.
E.-.fe banco Mti pagando o sea primeiro divi-
tirio irazii de 4000 p'raceio ou 10 0/0 do
valor realizado do cada uma.
O pagamento faz-se na sede do banco, das U'
horas da manh s 4 horas da tarde dos das
uteis.
vota do Thesouro dilaceradas
O rceolbiraeuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Fazenda; as tercas e
sextas-feiras, das 10 s 12 horas da manli-I.
Barcacas.....
Vapores.....
Estrada de ferro de Ca
rnar .' .
Animaes.....
Estrada de ierro de S.
Francisco .
Estrada de trro de Li-
mociro.....
.o
<5

i :
i 28
38.621
3.149
8.019
5.044
48.872
2.825
106.560
3.505
8.910
285
11.376
4.769
2.363
31.208
Assoelacdo Commercial
Eutrou de semana o director Joo Vctor Alve
Matbeua.
Paula d* Alfantiega
SKMAHA DE 25 i 30 DE ABRIL DK l86<
Alcool (litro)
21
Arruz com casca (k;lo| 65
Algodo (kilo) 400
Acucar refinado (kilo) 171
Borracba (kilo) 1*26
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bora (kilo) 46
Cafrestolho iko) 320
Carnauba (kilo) 366
Crneos de alrodo (kilo) 014
Carvo de pedra de Cardal (tot.) 16000
Couros seceos etpichados (kilo) 585
Dito branco (klj) 144
Dito mascavado (kilo) 068
Ditos salgados (kilc) 500
i 'itos verdes (kilo! 275
Fariaha di}mandioca (litro) i 50
Fumo restolho em ro!o (ki'o) 40.)
Fumo restolho em lata (kMi) 5>0
Fum? bom (kilo) 720
Geoebra (litro) 200
Me! (litro) 040
M.lho (kilo) 010
Taboados de araarello (dua) 100*00
Ex.port.icao
RECIFB 29 DB ABBIL DB 1887
Para o exterior <
No vapor ingles Oraior, carregaram :
Para Liv. i-pool, F. M. da Silva de C. 2,000
saceos com 7(',000 kilos de mamona; N. Cahu &
C. 100 saecas com 7,699 kilos de algodo; J. Pa-
1 tor & C. 481 saetas com 34,400 kilos de algodo.
A directora da Associaco Coramercial Bene-
ficente previne u quem ntsrtiaasr p >ssa, que em
a ultima sesso celebrad i no edilicio da Aseo-
ca cao Coramercial, foi up omvado a segaiate pro-
pasta apresei.tuda pelo soeio Sr. comincndador
Manoel Jos da Silva GuiraarSes :
Qje fique a directora da Assoc-aco Commer-
cial Bcuc-ficeute autora ida a fnzer a ob-aqueo
predio necessita, abrindo uma conta especial e
permanente mi li.ns da Associaco. t
m Quo seja tirado da receita ordinaria a imp ;r-
tuncia precisa para a referid i obra, e caso nao
chegue lanzar mo de tundo de beuefic ucia da
Asscciace. Para coaheciineiito de to los os iu-
uressados feita a prese ite d&clan.vo .
Recife, 26 de Abril de 1837.
Jos Mara de Andrade,
V'ce presidente.
Jo iquim Alves da Fomeca,
Secretar'o.
Na barca noiuegu-nse Djvre, carregacam :
Para o Bltico, Borstelraann & C. 1"5 fardos
cora 1H.307 kilos de algodo.
Para o interior
Na patacho nacional Padre Cacique, carre-
gou :
Para o Rio Jirande do Sul, P. A. de Azevedo
300 barricas com 53.620 kilos de assuear branco.
Na escuna portugaeza Joaquina, carrega-
rauo :
Para Araarraco, E. C. Beltio i Irmo 8 bar-
ricas com 241 kilos de assuear refinado e 102
ditas cora 3,296 ditos de dito branco.
No vapor nacional Jacuhype, carregaram :
Para Baha, B;m t C. 1 caxa cora 548 cha-
peos do Chile.
No hiate nacional Deus te Guie, carrega-
ram :
Para Aracaty, P. Alves 6 C 4 barricas com
186 kilos de aasucur branco e 1 dita com 70 ditos
de carvo animal ; .Martina Viegaa & C. 1 caxa
com 10 kilos de carvo animal.
= No hiate nacional Iris, carregaram :
Para Mcssor, J. Baptista 1 sacco com 75 kilos
de. assuear branco.
Par Maco, A. J. Curueiro 15 saceos com fa-
linha de mandioca.
Na barcaca Naiinha, carregaram :
Para Mamanguap P. Aiyes & C. 31 barricas
com 300 kilos de assuear branco.
Sation carita
Barca norueguense Glilner, Hall.
Barca njruegjeuse Brodrene, Bltico.
Barca oorueguense Dovre, Bltico.
Lugar portugus Temerario, Porto.
I..ij?ar norueguense Hans Tode, Montevideo-
Lugar nacional Juvenal, Rio Oran ie do Sul.
Lir..r norueguense Atrana, Hall.
Lugar norueguenee Speranza, Canal.
Lugar ingles May, Hu!.
Lugar aileino Helene, Montevideo.
Patacho alloman Calo, Rio Grande do Sul.
Patacho nacional Padre Cacique, Rio Grande
do Sul.
Vapor nacional S. Francisco, portas do sul.
Xavoa descarga
liarca norueguense or, varios generes.
Lugar ingles Kalmia, baealho.
Patacho nacional oouen Correia, xarque.
Patacho nacional Rival, xarque.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Vapor nacional Ipojuca, varios gneros.
Vapor nacional Jacuhype, varios gneros.
Dlnnelro
Mace]Par "T1 JaeUkyPe 'eVOa ^.-OOWOOO
Ara^j ^Si8ti00
Rend me oto pblicos
MUS DB ABRIL
Alfandega
Renda geral :
AlagMS-Dova pomada
Est venda entre nos mais ama lotera das
Alagoas, ao preco de 500 ris cada dcimo : ora,
quem bavia de diser que para ebegar aseos fias o
it. thesoareiro Manoel Jos de Pmho se lembrara
de tal; tal preco c taes bilbetes s e t tem por
tira laucar ama tele cujas malbas apertadissimas
colhsro grande numero de incautos, e cuegamos
esta concluso, porquanto amitos sem tazerera re-
paro daro naturalmente no mnimo por cada um
1*000, peca que sraente descobrro quando por
acaso tenham da reeebcr o chamado mesmo di-
uli iro 50J ris. Sirva sto de prevenc') a todos,
e yejam que quaado muito uo deem mais de 600
r'a por cada dcimo, teado ainda em vista os
compradores, que custanao os bilhetes todos.....
80:000* smente do em premios 48:003* o que
da para beneficio e despezas a enorme cifra de
40 % muito peior que todas aa outras lotera, que
quasi todas do em preoaioi 70 /. como o Para, a
Parahyba e o Parau, a corto, o Rio de Janeiro,
senda ella portanto, muito inferior a da masa pro-
vincia.
Outro abuso, esto se igualmente rendeuio aqui
de uma grande das sUagoas qae nunca correr
por uo estar de aceordo cora o aviso de 7 de Fe-
vereiro, j por nao dar o imposto e o benefiei > es-
tipulados sello, o:c, que vil) >t eerea do 30 ,0
quau lo ella urae'ite descinta 25, cusa por tinto
impossivel e contraria a le e anida prineip i!mua
te por.rae nao sao os bilh tes inteiros ou f.ac-
coes relativas a formar inteiros, visto que 5 vig-
simos smente um quarto, distar o th-soureiro
lieeuoi oole essa iiceu^i ou aatoriaaej do Sr.
ministro da fazenda ; pira iiveucao, por quanto
j foi instado par* apreseutar essa exoopco e
nada de novo.
Cuidado, uiuuera os corapre que isso espe-
cular cora a Ioju i dos outros; raais boa f Sr
thesoureiro ; e os vendedores d'aiiui sero Icigos ?
O indigaado.
S
gPailosophla nara ai yr gran
de* e pequeuas tara'iein. A teoip i-atura da su-
perficie da cabeca tera muto que ver cora a abun-
dancia e forra osiira da caballaJura que a ebro.
Se a trauspirac) do crneo se chega uraa vez a
ntc-roaper a sihiJa pan as mat-.-nas despedidas
do syateuia se seira pircialraeiue, e as Cjusequeu-
cias inavitnvea rece bem sobro o cabello. Torna
se seco, rido, p.-rde sua c- e cah i. Para irape
dir to grande mal, i se tora a cHcuU e s rai-
les das fior.s cora o 'Puni Oriental..
Tem a virtud le prjiuir uraa oircu'aco livre
nos vagos secretorios sup -i tieiaes, e habilita aos
bulbos a secretar aubstauoias san para a forraa-
?io das fibras do cabell >. O Tnico Oriental con-
siste iiiteirsmeute do in^relientos veget.es e re-
parto un rico brilli i, Vigor especial ao Cibillo,
pois n) hi neui existe u n prepiray-J q ie Ih-
oosja fazer frentej sera igual.
Encutra se ven la era tilas as pharin >cias e
drogaras.
Agentes era P rn unb ico, llenry Forater it C.
ra uo Com aercio n. 8.
U corp i in ilie i de Pars ac dlieu b-iievoia-
ra-nti- o vlulio ilo extracto to ll^mlo
( Ii K'itlli i<: a san ad n nistr.icl) ficii col-
looou- > eiuie ad ma de tila- .s lui.s; a ma ac
c'i proinpta e poJor >8 tiruoii-o p.ecioao para oa
an -micos e para os indiviU i is oaj > 8 ingas ae acha
viciad i p!a tuberculose, eseroi'la < rachilismi ;
a sua dosagera perfeiti asagurou- lio ura lugar
d >s mais h nrosos na elasse dos agentes tlierape.u-
ticos, cuj iiioia ni lisoutivel siii.-tiz ao inosia i
* ni.i, .. A,>erieu :ia o ao laeiociuo.
Tribune Medcale).
a'in erro Fatal aa .lmerlca
No peridico Covelan i, u publica io em
Ohio, ti os Ejudos-Uni los do Nort', temos
a des rip;i i cnj'is funesto.* n-sultidis aoliresaltarini pro-
t'uuiaineute todos os facultativos dd Hepu
blica Anglo-Saxooica. Na ent'jade.r do ci-
rurgiilo m .is emi onta de Cle.veland, o Dr.
Thayer, seinelluite operacao foi quasi um
crime I
lluvia inultos annos que urna senliora
chamada King padeci de uma enfermida-
tie de estomago, e neabum dos f.ystemas
do tratnuento cmprcgidos por vanos me
dicos pu leram alliviar lhe os soffrimentos.
4 doen9a tinha principiado "om um leve
deaarranjo dis orgaos digestivos, de mis-
tura com um grande fastio. A estos symp-
tomas seguio-se un malestar indescriptivcl
no estomago (malestar quo foi tomado por
uma s-onsacao do vasiointerior) accumulan-
do-sa em torno dos dentes urna materia
pegajosa, aeorapanhada de um gosto des-
agradavel, especialmente de manha. Lon-
ge do azer desapparecer a sensacao do
vazio, o alimento p.p i ..-.g.uoutal-a. En-
tre outros symptomas, notava-se a cor ami-
relleuta dos olhos. Pouco depois, as maos
e os ps esfriarein e toruaram-s pegajo-
sos, cobrindo-se de um mor fri. A enfer-
ma ptdecia de um cansaco constante, seu-
tin lo-se nervosa, irritada e cheia de ne-
gros presentimentos.
1 a 2.1
[dem de 30
709:849 .0!6
16.'374*467
ecda provincial ;
De la 29 108;373il38
dem de 30
e la 29
Icem e 3J
De 1 a 29
Iduu ue 30
Oa J a 29
[de n d 30
1.666.708
Uecebeduria
Consulado Provincial
Recife Drainage
726:223/553
HO^Sjb-de
826-163^399
55:517260
H:774666
Ao levantarse de repente-, a pobre se-
nhora senta urnas tonturas. Com o tempo,
os otestinos chegaram a estar estreidos
at o ponto de tornarse necessario empre-
gar quasi todos os das algum medicamen-
to catrtico, nSo tardando a enferma a sen-
tir nauseas e lancando fra os alimentos
pouco depois de telos engulido, algumas
>-eze8 om um estado de azedume e de fer-
mentacao.
D'estes desarranjoa proveio uma palpi-
tado de corajao tao violenta que a infeliz
quasi que nao padia respirar. Finalmente,
en 'ontrou-so na impossibdidade de reter os
alimentos, atormentando a sem cessar do-
res de ventro atroz es. ,
Attendendo ao facto de que todos os re-
medios at entilo empregados nao haviam
produzido resultado algum satisfactorio,
reuni se uma junta medica, cujo parecer
foi que a Sra. King padeca de um cancro
no estomago, tornando se necessaria uma
operac39.
Em resultado d'esta deeisao, no dia 22
do Janeiro do 1882 fez o Dr. Vanee a
operagao em presenca dos Drs. Tueker-
mann, Perier, Arms, Grordon, Lupier e
Lalliwill.
A opers5ao consisti era abrir a cavida-
de do abdomen at descubrir o estomago,
os intestinos, o figado e o pncreas. Ve-
rificado isto, os mdicos examnaram os
ditos orgaos, e, cheios de assombro e de
horro., viram que nao existia caucro al-
gn. Cerrararn e fizeram opossivel para cu-
rar a ferida que haviam feito; mas a pobre
senhora morreu dentro de poucas horas.
Que triste a sorte do viuvo que sabe que
a esposa pareceu por causa de uraa pera-
cito errada Se a Sra. King tivesse em-
pregado o verdadeiro remedio contra a dis-
pepsia (sendo este o nomo da doenca) esta-
*i.\ hoje ein sua casa viva em lugar de es-
tar na cova.
Por meio do uso do Xaropo Curativo de
'Seigel, remedio proprio para a dispepsia e
I para n indi^estao, muitas pessoas se resta-
ueleccrara depois de terem ensaiado outros
remedios sera proveito. As provas d'este
cto sao tao numerosas que nilo nos pos-
sivel roproduzil as aqui, mns os quo leram
is certificados publicados em favor d'este
grande remedio consideram-os como irre-
fUta veis e convincentes.
A venda do remedio Ilimitada.
O Xarope de Seigel vende-se era todas
as pharmacia a do cunda, assim como no es-
tabele draento dos propietarios, A. J. Wni-
', (Limited) 3, Farringdon Road, Loa-
dres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co : liurtholoiueu & C, J. O. Levy & Q-,
Francisco M. da Silva di C, Antonio Mar-
tiniano Veras & C Rouquayrol <& Irmaos
o Faria Snbrinho f C. ; em Bello-Jardim,
Manoel de Siqueira Cavalcantc Arco-Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho :
em Independencia, Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares, Antonio Car-
doso de Aguiar; e em Tac.irat, Jos Lou-
renco da Silva.
A imprenta e o iteitural de Cam-
bar (l)
D'entre as militas npreciaeeg que este impor-
tante me liram eito tem continnaioeute merecido
du j rnalismode quasi tolo o imperio, offerecemos
anra ao publico a opinio insospeta de um illus-
trado orgao qne v a luz da pnblcidade na ci la-
de do Rio-Gr nde do Sul.
Eil-a:
Sabemos de um asthmatico, dis a Artist i, que
regularmente, uma ve por mez, era accommettido
de ataques que o mutilisavam por aigung das.
Entretanto, no espigo de oito meses que tem usa-
d> do Peitoral de Cambar do Sr. Jos Alvares
.'(; Souza Soar. s, o seu estado il. snde nao tem
continnado a sofi'rer os rudes golpes daquella in-
commodativa enlermidade.
Escreverrdo estas liiihas, o fazemos na creroca
de que predtamos um seivico bumanidade sobre-
dora.
Apantamos-lbe o Peitoral de Cambar, qae
nao contendo na sua preparacao cousa alguma no-
civa, tem produzido curas admiraveis.
Dr. Cenia Lie
MEDICO
Tem o seu escrptorio ra Duque de Calas
n. 74, das 12 Aa 2 horas da tarde, e desta bora
em diante em sua residencia ra da Santa
Cruz n. 1.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian -
cas.Tolephone n. 326.
69:i91fi96
25:'98085
l:80ofi .56
27.103*241
10.658*884
419.923
11:078*807
aiadonro Publico
Foram abatidas nc Matadouro da Cabanga 107
reres para o consume do dia 1 de Maio J
Sendo: 84 rezes pertencentea^Oliveira Castro,
te V., e 23 a diversos.
Vapores e naviox esperado*
VAPORES
Bknmcnyde Trieste hoje.
Valparasodo 9ul hoje.
Manosdo norte a 3.
Ville de SantosJo ecl a 3.
Senegalda Europa a 4.
Aymordo sal a 5.
Financede New-Port-Newj a 6.
Ville de Maceido Havre a 6.
Onabydo sul a 6.
Parado sul a 7.
Cotopaxida Europa a 8.
Mondegod& Europa a 10.
Szchnyide Finme a 10.
Pernambuco -do norte a 13.
. Marinerde Liverpool a 13
Tamardo sul a 14.
Argentimde Hamburgo a 16.
Espirito coautodo sul a 17.
Ceardo norte a 23.
Tagusda Europa a 24.
Manosdo sul a 27.
BIVIO*
Amandade Hambnrgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Ameliaio Rio Grande do Sal.
Albanade Cardiff.
Anne Catharineda Babia.
Anne Charlottedo Kio Grande do Sol.
Bernardos Godslewus do Rio Grande do Sol
Carolinado Rio Grande do Sul.
Oiudado Rio Grande do Sul.
j, Danurede Terra Nova.
Enjcttado Rio rande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Ro Grande do Sul.
Elysado Porto.
Favoritode Santos.
Guadianade Lisboa.
Jelanthede Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Ka tal i uale Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Mimosado Rio Granel; do Sul.
Mariano Vildo Rio Grande do Sul.
Mar. iido Rio Grande do Sul.
Nordsoeude Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Positivo-do Rio Grande do Sul.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sal.
Rabbido Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Stellade Terra Nova.
Ulsterde Terra Nova.
Withelminede Hamburgo.
Movimento do porto
Navios entrados no dia SO
Port Natal 30 dias, brigue noraeguense
Eduard, de 267 toneladas, equipagem 8,
espita J. J. M. Hegslad, em lastro de areia ;
a H. Luudgren & C.
Maco15 das, byatc brasileiro D. Antonia.
de 50 toneladas, eqnpagem 5, mestre Victaha-
no da Rocha Picado, carga varios gneros ; a
Bartbalomen Lourenco.
Macei14 horas, vapor ingles Actor, de 1073
toneladas, eqnipagem 27, commandante Divid
James, carga sesucar e varios gneros ; a Sa-
muel Johnston & C.
Navios sahidos no mesmo dia
Montevido-Lgar sllemao Helena, capitao
H Behrmann, carga assuear.
Rio Grande do Norte Hyate nacional Joao
Valle, mestre Francisco H. Canuto, carga
vario gneros. .
AracatyHiate nacional Deus te Gaie. mes-
tre Joao Sabino Antune?, carga vartof generes.
Mossorr-Hiate nacional D. Julia, mestre
LaarentinoF. da Costa, carga vanos gneros.
MacoHiate nacional Ires, mestre Fian.-isco
F. de Araujo, carga varios generrs.
Tamandar e Rio FormosoVapor nacional Gi-
qni, commandante Martins, em lastro.
Baha e escalaVapor nacional Jacuhype,
commandante Jouia Lobo, carga varios, gne-
ros.



IllfsVtl
^

sfes*;


^.___mmm^^^m
Diario de PernambucoDomingo 1 de Maio de 1887





n
Fiograpiia Hmia Costa
Ra do Baro -da Victoria a.
14. andar
A pi .prieUria deste eatabeleciuiento, j A bastan
- te conhecido pelos trs Lalhos all executados coui
-mestri e bom gosto, como tambem pela lhaoexa e
cavalheirisino que costuma-se diapaaar aquellos
que dign-iuwe de hanral-o com a aua visita e
coofiauo, previne ao publico que, com a acquisi-
cSo que fez de machinas as mais aperfecoadas,
est o oi> amo estabelccinento em cundieres de
tirar retratos inalteravei* por precos inferiores
aoa dos que teem ltimamente vindos dos Esta
dos-Uuidis, e asaini que um retrato de meio ta-
maito natural tira-se pelo custo de 15J00.
O atener, modificada e reformado como acaba
de aer, tornou se o mais perfoito possivel para dis-
- tribuidlo de luz, de modo qtu pie-se trabalhar
aemprc, com bom eu nio teropo, da 9 horas da
machi s 6 da tarde.
A cssas circumitancias accresce aer o pesaoal
lechnico habiltadisswo e delle Bzer pirte o pbo-
tographo hcepanhol D. Joaquim Canelas de Cas-
tro qiie trabalbou noa melhores esUbelecimentos,
desse genero, cm diffi-.reutea paiies da Europa, e
a respeito de quem j os diversos jornaes desta
provincia trataran).
Do que fica dito v se que est o refridj esta-
belecimento em conices de executar com pericia
quaesquer trabalhos de photograpbia.
All eueoutrar-se-ha sempre expostas venda
grande nuinerj de vistas de alguna edificios
pnblioos, pravas, ras desta cidade e seus ana-
baldes.
a que se acba na
vinb is, genebra,
Parte 2"
3 Lojas de vender joias somente, ou joias e re-
logios.
4 Ditas de'vcpder rclogios smente.
5 Ditas de veni r pianos, msicas e iustru-
mentJS musicaes.
Parte 3
6 Fabrica de rap Muurou.
7 Dita* de sabio, iuclu.iive
fregnezia de Afogadoa.
8 UiUs de ctrveja, vinagre,
licores e limonadas gasozas.
!i Ditas de g.z.
10 Ditas agencias e depsitos de gaz.
Parte 4
11 Empezas anonymas ou agencias distas.
1 Compauhia de Beberibe*
13 Bancos, agencias filiaes e representantes dos
mesm is e casis hincaras.
14 CWpanhias, agencias ou cavas de seguro ou
qualqucr pessoa que uo carcter de agente de
cotnpanhias de seguro fizer contrato destu natu
reza ou protnovel os, com exeepeo dos que tem
sede neata provincia e coutratarera o servico ea-
peial di art. 13 desta loi.
15 Aunazcus alfanlegtdos. ile depsitos ou de
recolher.
16 Casas de jjgo de biliar.
Consulado Provincial de Pernambuco, 20 de
Abril de 1887.
6," A de arvalho Moura.
DECLARACOB
VENERAVEL CONFRARTA
M
San'a Rila de lissia
Elel^Ao
De ordem do couaelbo administrativo desta eon-
fraria, convido a todos os nossos caresimos ir-
maos para que, reunidos no consistorio pela* 11
horas da manb de domingo 1 de Maio prximo,
se proceda a elcic&j ds conselho administiativo
que tem d reger a mesma confraria no anno com-
promissal de 1887-1888.
Consistorio da venersvel contraria de Santa
Rta de Cass O secretario interino,
Manoel Bandeira Filho.
COMPANHIA
|MPERIA I
le
n-
ED1TAES
Edital
n.
11H
Concurso para o provimento de cxdeiras d
ensino primario
De ord-'in d) inspector geral da ias'r.icjjo pu-
blica se faz saber a quem cjnvier que em virtude
de determnaco dj presidente da provincia de 6
de Dezeuibro do aouo i .esa lo, e para execuoao
do dispjsto nos artigos 70 e seguiutes do regula-
mecto orgnico da instruceao publica, uch i-se
pjsto em co icurso o provimento das cadeiras
constamos da relacao abaixo publicada, e das que
vierem a vigar at a t;r'ninacao do concurso.
Para isoj acha-se aberta n"sta secretaria a ins-
cripcao d can lidatos a esse prnvnento, cjin o
praoo de 40 Jis a contar do Io do Crrente, ob-
servadas as seguiutes J,sooaie.-s do regiment
dos concursos:
Art. 1. Os preteudentes ao magisterio, que nao
tiverem as sentos do reguJamcnto orgnico da
instrucc. io publica, devero subuetter-se a exame
de habiiitacao para prova de capacidade prefis-
sional, noa termos do presente regimeuto.
Art 2. A inssripca para este extme, dentro
do prazo anuauciaao por ediul, requerer-se Va ao
inspector geral, instru la a petcao com os docu-
mentos comprobatorios dos requisitos legaes, a sa-
ber :
Io Maiori'iade legal.
2' Moralidade, e
3" Isenco de culpa.
Art. 3. Os requisitos do artigo antecedente de-
verio ser provados ;
O d.) 1 por certidlo de baptismo.
O do 2" pji atteatado do parodio ou de quaes-
quer autoridades do lugar onde residir o concur-
rente.
O du 31 pela exhibilo de folha corrida.
Art. 4. Sio dia ensidoa .
1 De exhibir crtiJo de idadeos candila-
tos que forem ou houverem sido funccionarioB p-
blicos e os que apiesciitarem algum tiiulo ou di-
ploma qoo nic obteriam sein a maiondade legal.
2o De apreaentur folha corridaos que exhi-
bir! m a tentados dj p- -ced ment civil e moral,
pastaios peas Cmaras Municipaes, ajtoridades
judiciarias e policiaea das localidades em que hou-
verem residido nos deus ltimos auuoi;os que
se acband i uo exercicio de e hibircn at'.estadoa do respectivo 'chufe ; -e as
educaudaa do collegio de orpbas e casa de expos-
toe.
3 i 'i; came de habilitaedo oa candidatos que
exbibirem :
I. Diploina conferido pela Escola Normal da
provincia ou de qualquer outro curso normal pri-
mario do imperio.
II. Ttulos em graos scieutificos pdaa fa;al la-
des do imperio.
III. Diploma couferiJo pelo Jymnasio Pernain-
bucano ou pelo imperial collegio Pedro II.
Art. 5. O inspector geral, se o candidato satis-
fizer as exigenci-s legaes, ordenar por despacha a
iuscripi'o, e Ojiad se eflVctuar pela assiguatura
do candidato em livro competente.
Art. 6. Fiud i o p: aso da inscripeo o inspector
geral remetter a lista dos inscriptos ao director
da Escola Normal, atim de all realisar-se o exa-
ine de habilita(o.
Secietaria da Instruceao Publica de Pernam-
buco. 1 de Maio e 1887.
O secretario,
Pcrgentino Saraiva de Araujo Galvo.
(Abrob
Brejo
Flores
Buique
Garauhuss
Buique
Panellas
Bom Uoaseiho
Panellas
Cimbres
Uaricury
Cabro oo
Bezerros
Oaricury
Brej >
dem
Petrolina
Cimbres
Tae*at
Buique
Brejo
Ingazvira
t'n ollas
Oaricury
Garaahuns
Ingazeira
Cimbres
Ouricury
Timbauba
Csruar
Brejo

Relag(lo a que s i refere o edital supra
COMARCAS LOCALIDADES
Mancullnu
Bethelm
(liuro d'Anta.
Carnahyba.
Pedra de Buique.
Bn jio d' Santa Cruz.
Santo Antonio.
S. Benedicto.
Campo Al-gre.
Que imada a.
O.ho d'Agua doa Brcdos.
S-'rra Branca.
Cabrob.
Mimoso.
Santa Cruz Sitios Novot.
S. Vicn'e da Serra do Vento.
Rio Doee.
Cachorra do Rjberlo.
Noasa Senhora das D .ros de Pocio
Volta.
Femenino
Pedra do Buique.
Santa Cruz.
Afogadoa de Ingazeira.
Agua Branca.
Serra Branca.
Brej?o de Santa Cruz.
Cb do Estevo.
Aiagoinhas.
Ex.
Piuioba.
Mixta
Ligedo.
Riacho Doce.
Bom Coi s Ibj Cava-'iro.
Buique Sauta Cruz.
Tacarat Tacaic.
Cimbres Pao de Atsacar.
Caruaru' Calende.
Taiara tu' Jatob.
Secretaria da Iastrncca Publica de Pernam-
buco; 1 de Maio de 1887.
O secretario,
Pe:g< ntino Saraiva de Araujo Galvao.
Edital n. 13
O administrador lo Consulado Provincial, dan-
do enmprimento ao que dispoe a lei a. 1860, faz.
publico a quem interessar pesia, que uo espaco
improrogavel de trinta dias uteis, contados de 2
de Maio prximo, dsr-se-ha piispii i j nesta re-
particSo a eobranca, livre de multa, dos imDostos
eegnintes, relativamente as 2- semestre do excr-
cicio corrente do 1886-87.
3 0/0 sobre o gyro de casas commerciaes a re-
retalhe.
g 10 0,0 sobre estabeleeimentos fra da cidade.
12 0|0 sebrt escriptonos de advogddos, solicita-
dores, cartonos e consltenos medieoa.
, 20 0(0 sobre estabelecimeutos da cidade.
".200 por escriptdrios de desc-ontos de letras.
1:010* por casa du garantir bilnetes.
l:0O0*t por casa de vender bilbetes de outras
provincias.
S500 por tonelada de alvarengas, candas, etc.
20iif por escravo empregado em servico me-
chanico.
200 rs. pe baralho de cartas de jo^ar.
Imposto de reparticaoc^mprebeadenio :
Parte 1*
Ql Casai de comr issoes de eonsignscoes e de
commissoes e consignacoes.'
2 Ditas ou depsitos de vender em grosjo car-
vio de pedra em terru oa sobre agua.
Tcnuo de se emittir 3000 tres mil uccoes desta
Companhia para completar o Capital assi aug-
mentado por deliberac) da uasembla geral em
18 do crrenle mez, convida-te a aquelles que
quizerem suhscrever para a dita e-nisto a virem
inscrever seus tomes no cempetente livro, ueste
escriptono, do dia 2 a 6 de Maio prximo vindou-
ro, das 10 horaa da inanha as 2 da tarde.
A tmitsao foita as seguiutes condicoes :
l."
Por subscripta i publica o franca a pre?i de
cenlo e cincoema mil ria actual cotofai da praca.
.
O pigamento da emissao ser devidido em tres
prestacoes. l. dez por cento no acto da iuicrip-
cao cu subs:r:pca.>. 2.' de cincoenta por ceuto
dorante trinta dias subsequentes da subecrico,
c 3. d? quarenta por cent) no correr de noventa
diaa contado do dia da suoscripco perdeodo o
subscriptor o direito as entradas realisadas se
por ventura nao ifi'.c'u.r o pagameuto integral
n e pr.isos determinados.
3."
O possuidor das novas acedes ter direito ao
devidendo contado do primeiro de Muio do cor-
rente.
A cala um dos subszriptores se fornec< r nm
exemplar da proposta justificativa do augmento
do capital sociul, com c parecer da commiesao
fiscal.
Recife 26 de Abril de 1187.
Jos Etutuquio Ferrara Jac.bina
Director secretarii.
Irinaaddc de IVossa Senhora
da Luz
De orJera do iriuao jmz, convido a todos
os irmios a coinpareceiem em noss > con-
sistorio no doiningj 1 de Maio, s 3 ho-
ras o meia da tarde, atiin de, em mesa ge
rI, el germos o secretario e primeir defi-
nidor, cuj >8 lugirds se acbaru vagos.
Sejretaria da irmande de Nossa Senho-
ra da Luz, creita na igreja do' Carmo, 28
do Abril de 1837.
* O secretario interino,
Joo Antonio Barbosa.
Os receb dores da recebedoria declarara aoa de-
ved ires dos impostos de industrias e profissoes e
predios, do 1* sernos ".re, e taxa de escravos d 18o6 a 1887, que estilo procedendo a cobranc i de
ditos impostos nos domicilios dos devedores as
freguezias da cidade e de fra, com a multa de
6 0/0. Recife, 18 de Abril de 1887.
Joaquim Hurgolmo da Silva Fragoso. >
Manoel G. ^erreira da Silva Jnior.
Serspbim Victor de Miranda.
Conspanlila de Cavaliari de Per
nnmbuco
Es'a companhia vender em hasta publica no
dia 3 do mes prozimo tiudouro, s 11 horas do
dia, em freute do respectivo quartel, 12 cavallos
que se acbam inutilisados para o servico.
Q lartel no cumpo das Piincezas, 28 di Abril
de 1887.
O tenente, jog C. Maciel da Silva,
agente
Estrada de Trro do Recife a
Carnar
De orlem do Illm. Sr. director se fas publico que
at o dia 3 de Maio prximo futuro recebem-se
prnpostas para o servieo de carga, descarga de
mercaduras as estacoes do Recife, Victoriae sen
transo .rte das meamris estacoes ao domicilio ou
deposito dos destinatarios, evice-versa : median-
o condicoes que serio estipuladas em centracto
celebrado com a administraci da mesma estrada,
tendo por base as especificaeoes organisadas pela
directora e que os interessados encontraro nos
escriptones central e do trefetto ra de S. Joao
n. 38.
Neste ultimo escriptorio poderao os meamos in-
teressados obter quaesquer informaces e escla-
recimeiitos a resp ito.
As propostas sero apresentadas no escriptorio
central e ab -rtaa no dia cima referido ao mei
dia.
Secretiria do prolongamento da estrada de
ferro do Recife ao S. Francisco e estrada de ferro
do RcciSe a Catuar, 2 de Abril de 1887.
O secretario,
Manoel Juvtncio de Sabaya
De ordem do Illm. Sr; Dr. inspector, faco
publico que n di i 5 de Maio prximo viudouro,
r pii.cn, conforme determinou o Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, em offieio de 22 do corrente,
o fornecimeute du 100 capotes pira a guarda c-
vica, iguaes em fazenda e manufactura ao exrm-
plar que existe n< ata Seerctaiia.
Secretaria do Tbesonro Provincil de Pernam-
buco, 26 de Abril de 1887. Servindo de stcreti-
no, Liudolpho Cam pello.
Sata Casa lericlBaT
MEG UROS contra FOCiO
E8T: 1803
Edificios t mercadoria
Taxas, baixai
Prompto pagamento de prejuisos
CAPITAL
Rs. 16,O00:000'H)0o
4fs*ttss
BROWNS&C.
N. Ra do CommercioN. 5
COMPANHIA SE* UROS
NORTHERN
de Londrese Aberdeeu
roaicau flaancelra (Oeiembro 1MS&)
Capital oubsciipto
Fundos accumulados
Reoella annaal t
D premios contra fogo
De premios sobro vidas
De juros
3.000,000
3.134,34
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John H- Boxioell
Kl 4 IIOCOHMKIU IO K. SOI*AIVD4B
& doa and Uraslliac ala
Limited
Kua do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre *s '*
as do mesmo baaoo em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Gapellistas n 76 No
Porto, ra dos Inglezes.
Blo lie Janeiro, 1 Me io Sol.
Pelotas eParlo-iiegre
Vapor A y more '
' esperado do Rio de Janei-
ro com escala pela Babia no
dia 5 do Maio, e seguir de-
pois de pequea demora para
os portos cima indicados
Recebe carga, enocmmendas e passageiros, a
tratar com
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6 -RA DO COMMERCIO -N. 6
1. andar
COMPAIVaiA
ampschiflTahrls-GeselIschafl
0 vapor Valparaizo
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-N.
Mesuro* mullltaes e errestlrea
Nestes ultimo a nica eonspanhia nesta prac*
que concede os Srs. seguradts iseapciode p-ga
ment de premio em cada stimo a&nr>, o qoe
equivale ao deeonto de cerca da U pnr canto
avor dos segurudos.
"THE A TRO-
E' espirado dos po-
tos do sul i>t o dia 2
de Maio erguir do
pois da deaora nec :-
aaria para
Lisboa e Hamburgo
Para pasagens. tracta-so com 03
CONSiaNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCO K. 3
/* andar
PGUKtMlilCI 24
DE
avegaco Cos eir oof Vapor
PORTOS DO NORT
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Ipojuca
Commaodante Costa
v_
Segu no dia 5 do
Maio, s 5 horas
da tarde. Recebe
[carga at o dia 4.
iJncommendas pasaagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da taide do da da sabida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia PemambuMma
n. 12
l'oued Sutes! Brasil! I. 8.S.C.
0 paquete Finalice
1KMANDAUE
DO
SI. ai-r-.iiiiculo da Roa Vista
De ordem da m-'sa regeiora desta irmitndade,
convido os irmaos a se reunirn em mesa geral s
5 horas da tarde do dia 2 de Maio vindouro, no
consistorio desta inatrix, afim de tratar-se de ne-
gocio do interessi' da inusnaa irmandade.
Uatsistorie da irmandade do SS. Sacramento
da init! u di B vista, rm 29 de Abril do 1887.
O escrivae,
Jos A. F. da Costa.
Club Concordia
Ansscrordentliche Huoptrersammluug
Samstae den 1 Mai 1887.
Traktanden :
Aufnuhmt: neuer Mitglied-r.
Wableincs Vice-Praeeid?nten.
Das directorium.
Estrada de ferro do Recife i
AVISO
Do dia 5 de Vaio at 31 de Agosto do con ente
anno ha\rr as alterado -s seguiutes, da tabella
esa vigor :
Sera- su oprimidos os trena de :
8.28 uiei.hS, de Monteiro Ap pucos.
10.6 e 8.4'J tarde, de Caxinga Varsea.
7.4U tarde, do Recife Apipocos.
8.45 manh, de Apipuces Moutiiro.
10.33 e 9.33 tarde, da Varxea i Csxang.
7.45 tarde, d" Apipucos to Rteite.
Sero alterados os trene de :
6.45 t*rde, do Recife Apipucos, para 7.5 at
Dous Irmos.
8.45 tarde, do Rfcife Apipucos, para 8'30.
9.45 do Recife Varsea, para 9.20.
10.0 do Recite Dous Ir oaos, para 9.45.
10.20 do Entrncame i to Monteiro, para
10.3.
6.42 de Dous Irmos ao Reeife, pira 7e4.
7.29 da Varwa ao Recife, para 7.47.
8.42 de Dous Irmaos ao Recife, para 8.29.
9.33 da Varsea ao Recife. para 9.14 de
Cazaog.
9.45 de Monteiro Entroncamento, para
9.15.
10.5 de Apipucos ao Recife, para 9.48.
Escriptirio da companhia, 30 de Abril de 1887.
A. W. Stonthewer Bird.
Gerente.
Correio geral
Exame para o protlmeaio de qun
tro lagares de pralicaales
Faco publico que at o dia 16 de Maio prximo
futura acba se ab.rta nesta administraco a ins
crpco para o exntne dos caudi Jatos qnatro va-
gas de praticantes, deveudo o exime comedir no
dia 18 do dito mez, sil h ras da mauhl.
As materias, sobre i.s quars versar o exame,
eo : exercicio de ealigraphia e orthographia, ari-
thnietioa climectar, comprehendendo o uso do sys-
tema mtrico e noedes geraea de geographk.
O conhecimento das linguas estraogeiras ar
direito a preferencia,
Para seen admittidos inscripco, devero os
preteudentes pruvar com c-rtido que nao tem
menos de 18 nem mais de 30 annos de idade, e
apresentir certificado medico de boa sade e
quaesquer outros documentos que o; abonem.
Adminittraco dos correios de i'ernambuco, 22
de Abril de 1887.
O administrador,
Alfonso do Reg Barros.
Assembla geral extraordinaria
A diiectoria da estrada de ferro de RibeirSo ao
Bonito codvida aoa Srs. accionistas, se rcunirem
em assembla geral extraordinaria, no dia 12 de
Maio prximo, s 11 horas da maaha, no 1- andar
do predio n. 73 praca de Pedre II, para o fim
de deliberare sobre a parte do augmento do ca-
pital que est realisado e resolver acerca de mo-
dificacfto dos estatutos.
Recife, 26 de Abril de 1887.
O secretario,
lote Bellarmino Pcreira de Mello.
Na secretaria da Santa Casa arrendam se os
seguintes predios :
Ra do Bom Jess n. 12, loja e 1 andar.
Iiem idem n. 13, 2- e 3- andares.
dem do Vigaiio Tnenorio n. 22, 1* andar.
Id m do Marques de Olinda n. 53, 3* andar.
dem do apollo n. 24, 1 andar.
Mein da Madre de Deus n. 20.
dem dem n. 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
lili m dem n. 49.
dem da Lingoeta n. 14, 1 andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2- aadar.
dem dus Boias n. 18, sobrado de dous andares
e.loja.
Ra da Aurora n. 37. 2- audar.
dem da Detenc&o (dentro do qualro) duaa
casas.
r-t,^fe
Companhia deTrilbos Urbanos do
Recife a Olinda e Beberibe
Assembla Geral 3.a cnvocacao
Insistiudo a directora na reuniSo da As-
sembla Geral, nos termos das duas ante-
riores convocado'9, por ordem de S. Ezc.
o Sr. Dr presidente convido ao Srs. Ac-
cionistas a se reuoirem no dia 2 de Maio
no escriptorio da companhia s 11 horas
do dia, segn io a lettra da lei, sendo esta
a terceira convocac&o, funcionar a assem-
bla com o numero de accionistas que cora-
p^referem.
Recife, 22 de Abril de 1887.
O se-retario da Assembl i Geral.
Jos Antonioo de Almeida Cunha.
EHPREZ4 ARTSTICA
OMPAHHIIOE ZARZUELLAS
HESPANHOLA
Director de scena
D. Valentn Garrido
Maestro-director
D. AMA del Valle
Espectculo variado!
Domingo, V de Maio
I"Actos l'el* da applaudda e appamtosa
amala
LOS SOBRINOS
DEL
com o bailado chileno que foi maito applaudido
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda eral*!55
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
Ate 31 de dezembro de 1884
Hariliuios..... 2,410:000^000
Terrestres,. 3I6:000000
4 lina do l'osnuierelo
C'OXTHA F04-0
Jiorib Brllish & Hercantiie
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras stcrllnas
A G E N J E S
A do ni son Howie & C.
CONTRA FOG
he Liverpool & London & Globe
I\SIR4NCE C0MPANY
t.
SEGUROS
martimos contra fogo
Companhia Phenli Per-
oambacaaa
Ruado Commercio a 8
pelo Sr. Ramirez e sua senbora.
A pedido geral
"A divertid e applaudiia zarzuela
MSICA CLASSICA
A'h 8 horaa.
Prests do costume
Vejam S 08 programina8.
TER^A FEIRA, ultima tuncao e des
pedida da companhiu._____________________
THEATRO
Companhia Dramtica
HOJJ5! HOJE I
IM>111\.I
Eepleodido espectculo
EM BENEFICIO DO ACTOR
J. TEIXEIRA
Subir a scena a esplendida pega em 3 actus de
Fronca Jnior
0$ lypos da aclualidade
Terminar com a espirituosa com-dia em 2 ac-
tos
A VIVA
A'S 81/2 HOBA8.
Os blhetes passados para 17 dao entrada.
&Aiu7IM0S
< OMPA^lllE DE _.li.*A*Ui-
BIKS HAlUTIHK.
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
Espera-se da Eu
ropa at o dia 4 de
Maio seguin
do depois da de
mera de* costume
para o Rio de Ja
ro, tocando na
Babia
Lemb&t-ee r.os sensores pataugeiros de toda
as classes que ha lugares reservados para esto.
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se ao ssenhores recebedores de mere
dorias que s se atteuder as reclamacea por fal-
tas nos rolumes que forem reconbecidas na occa
siao da descarga.
Para carga, pasaagens, encommeudas e dmhcn
afrete: tracta-e com o
AGENTE
laguste Labiile
9 RA DO COoMMtUClO-S
Eopera-se de s ur
New, at o dia 8 e Ma io
o qua! i eguir iep> d
demora aeca-; 111 :< a
Babia e Bio de ijeiro
Para carga, pasaagens,ea.- mn.'ndas ;dnbeirc
a fretc, tracta-se com o
AGKNi,;-
Henry irser &0.
N 8 RIJA COMMERCIO
/ andat
CHAMEUfiS REUNS
i'ompaDhla Franceza de .A'avega-
co a Vapor
Linha (juinzenal entre o H7re, L;s
boa, Pernambuco, Bahia, Rio d Janeiro e
Santos
o nm fiJle de itis
Commandante Henry
Eapera-se dos oortos do
sul at o dia 3 de Maio,
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o Ha
vre.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As pasEagens poderao ser tomadas de tuitemau.
Recebe carga encommendas e passageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
OyaprllE fle Macelo
Commandaotd PancLvre!
i-.' esperado da Europa
at o dia 6 de Maio, se-
guindo depois da indispen
savcl demora para a Ba-
bia, ttlo de Janeiro
e SbiKiiD.
Roga-su aos Srs. importadores de carga p'lot
vapores desta linha,auciram ..prese:'fui dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng ; ,i-
quer reclami^-ao concemente a volumes, que po-
vi'utu a tenham seguido para es porto do su,atim
de se poderem dar a tempo as providencias neoes-
sariaa.
Expirado o referido praso n eompanhitos n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, i^ncommenlas e dinheiro
a frtte: trala-sc com o
Augusta Labilie
9 RA DO COMMERCIO ?
Pacifle Steam Navigation Companv
STRAITS OF MAGELLAN UNE "
Paquete Ootopazi
""V-- *fc
li' esperado da Euro-
pa at o dia 8 de
Maio, o seguir de-
pois da demora do cos-
tume para Valparaso
com escala por
Babia, Bio de Janeiro e Mo_le
ideo
Para carga, passagens, encomraeudas e din-
heiro a frete tracta-se coin os
Wii^oii Nons & C.. Uoiied
N. 14 RA DO COMMERCIO-N. A
Royal lail St am M Goiimr
Vapor extraordinario
O vapor Nile
De 3,039 toneladas de registro
Sabir do porto do JRio
de Janeiro no dia 1 de
Junio prximo com es-
cala para Babia e Per-
nambuco, seguindo depois de pouca demo
ra cois malas e passageiros para
LISBOA E SOUTHAMPTON
Desde j recebe-se encommendas par
camarotes na
AGENCIA
Bua do Coniuiercio u. 3
1 andar
A damson Howie % C.
AGENTES
Bahia, Rio e Santos
0 vapor austraco SzcliBny
E' esperado de Fiume at o
dia 10 de Maio, sogoindo de
pos da demora necesaaria
para o? partos ccima.
Recebe cirga e encommendas a frete mdico
tractar com os
CONSIGNATARIOS
JOHNSrON PATER RUADO COMMERCIO N. 16
Companhia Bahiana de nave;-
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj
Estancia e Bahia
O vapor Guahy
Commandante Mariios
E' esperado dos Dono* aci
ma at o dia 5 de Maio.
e regressr para os mea-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para cargo, passagens, eucoennendas e dinhei-
ro a frete, trata-so na
7tiua do Vigario 7
Domingos Alves Matheus
OVAL NAIL STEAH PAGKET
COMPANY
0 paquete Mondego
E' esperado da Europa no di
11 do corrente, seguinds
depois da demora necessaa
ria para
Macelo', Babia, Bio de laueiro
e Santos
0 paquete Trent
E esperado
do sul no dia 14 de
carrate seguin le
depois da demora
necessaria para
8. Vicente, Lisboa. Vlgoe Son
th ampio t
ReducctLo de passaqens
Ida Ida e volta
A8outh-.mpton 1* clasae 28 42
Camaroteb reservados para os passageiros de
Pernambuco.
rara cassagens. frete3, etc., traca-se i- os
CONSIGNATARIOS
Aiiamson Howie & C.
8. 3- RA DO COMMERCIO N. 3
1- andar
Agente Pestaa
Leilao
do impoitinte cstabelecinento de barbero
sito ra do Bom Jess* u. 16, prompto
a fuuccionar, e dos movis que se achara
no armazem n. 14, mesma ra
SEGUNDA-FEIRA 2 DE MAIO
A's 11 boras
O agente Pestau'i, autoiisado pelo Sr. Manoel
Rnmos Chaves, vender em leilao, segunda-feira
- de maio, es movis e maia objectos existentes
na lej i de barbeiro cima incuoionada, os^quaes
constarn do seguintc :
Quadro cspelhos com mUura dourada, 1 toi-
lette de Jacaranda om pedra, diversos quadros
de moldura douradd com oleographia, 12 cadei-
ras de juuco rm perfeito estado, 2 ditas de jaca-
rauda eom encostos, proprias para barbear, 1 dita
de junco menor, 2 pares de ctagers, 5 arandellas,
1 quartinhi'ita, 1 lavatorio cor. baciaejarri, 2
pares de jarros, 1 relogio de paredr, 1 mesinha, 1
lavatorio de ierro e baca e muitos outros objec-
tos que se acharao patentes no -acto do leilao.
Findo o mesmo leilao passar o referido agente
vender diversos movis no armazem annexo.
En i fontiniia^o
De urna imp! "ante arma^ao da amaiello, 4 fi-
teiros para portas, caudietros de gaz, 1 aimajao
ingle. um bunit) sortunento de meias para ho-
mens e senboras, bordados, cntremeios, bicos, l-
nh-.s c outras muitas miudezas de lei.
Segunda feira 8 .do corrente
A's 11 horas
Na ra Duqiif- de Caxias n. 66
POR INTERVENf'.O DO AGENTE
Martin
Leilao
de 12 pecas de esteiras para forro de sala,
sendo 4 de coros |avarudas]
TERCA-FEIRA 3 DE MaIO
A's 11 horas
Ra do Bom Jess n. 43
O agente Pinto levar a leilao, por conta e ris-
eo de quem pertencer 12 peea-> de esteiras des-
carregadas de bordo do vapor ingle Orator, com
avaria d'agaa do mar, marca diamante M S & C
dentro n. 542 a 553.
Grande e importante
Leilao
De uiov As. loucas, ridros ees
pelhos
Constando
De. nma mobilia c;m encost de palinha, 1 rico
piano de armario, 1 eadeira para o mesmo, 1 ca-
pa, 2 eadeiras de balanco com nssento de tapete,
4 jarros de porcellana, 2 de alabastro, 4 quadrse
com paisageus e 2 eepregucadenas.
Um sof de junco pret.i, G eadeiras italianas, 1
mesa de centro oin pedra marmore, 2 consolos de
jacaranii, 2 figuras de biscuit, 4 jarros de ala-
bastro, 1 mesa de j .caranda com abas, 1 quarti-
nhoira, 2 quadros pequeos com paisagcm e 1
mappa mund).
Uin rico guarda lou^a o'e amarcllo com pedra
marmore, 1 etager grande com pedra marmore,
1 mesa elstica, 12 cadeiras de junco, 1 mesa de
amarello para quartinhat, 1 dita para CJsturas, 2
quadres, 4 figuras de marmore, 1 relogio de pa-
rede, 1 alcatifa de cj:, 5 quadros, 1 centro para
iiesa de janur, calic-, copos, garrafas, compotei-
ras, galheteiios, 1 appardho para jantar, 1 dito
para cha, 1 resfriadera com torneira, 1 importan-
te filtro ingles, compoteras, 1 norta-licor de elec-
tro-plate, chicaras e pires, 1 paliteiro ae prata, 1
trabuco prussiano e 1 revolver.
Urna cominoda de amarello, 1 toilet com
dra matmore, 1 guainic) para o mesmo, 1 guar-
da-vestidos, 1 quadro fino Com moldura dourada e
1 cabide.
Um cabide de columna, i dito de parode, 1 toi-
let de amarello cjm peora lanrraor?, 1 guarda
roupa, 1 lavatorio de ferro C-m guaruieao, 1 mesa
de amaveHo com pedra mirmor-, 1 dita de lonro,
4 mochos e 1 mesa. v
Um tapete de boiracbi, 1 cabido de amarello, 2
cadeiras de junco, 2 cazurros, 1 craviuote e 1 (a-
c4o e muitos outros objectos de casa de f;.mia.
Terca-felra, 3 de Jlalo
A's 11 horas
Na estrada dos AfflietoB, chcara n. o2,
confronte casa azul
O Sr. Jvo Bsptista de Souz* tendo de retirar-
se com sua Eima. familiM para a Europa, far 1 i-
Uo dos movis e mais objectos acim* menciona-



^HM
MMHMBMi
6
Diario te Per un bu a>Domingo 1 de Maio ile 18S7


dos, por intervenoao do ageate Alfredo Guima-
ries. .
Os referidos movis tornam-se reccmmeodadoi
nao a por serem novos, como pelo estado de con-
As 10 1|2 horas partir do Arco de Santo An-
tn i; um Irem qne dar passagem gratis aos eon-
cun, ntes do leilaa.
Leilo
Do vapor Bahia e eeu earregamento, no
estado e lugar era que se acba
i|alnti-fel'r.1 30 de Jiiiiho
A's 11 horas
Ko saldo da A$=c ciando Commercial Bene-
fcente
O agente GusifiSo, auterisado por mandado do
Uxm. Sr. Dr. juii de direito especial do commer-
cio, e a reqnerimeuto do Dr. carador de ausentes,
no procos do ratificado de pwrtesto merHimo e
abandono do vapor Bahia, por parte da coanpa
nhia de paquetes braiileiros a vap r, far leilo
com aaaistencia do mesmo juia, do referido vapor
e teu earregamento no lagar em que se acta.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 80G0 no becco dos Ce*
Ihos, junto do S. Goncatlo : a tratar na ra d
Imperatrii n. 5t. ___________^__
= Precisa-so de ama ama; na iu do Bom
Jess n. 42, qnarto audar ______________ _
AMA Precisa-so de urna, de boa condacta
para coainhar e lavar para piuca familia ; na ra
da Matriz da Boa-Vista n. 3.____________
AMA s= Precisa-se de um* ama para co-
ainhar em casa de pequea tsmilia ; a tratar na
ra do Bom Jet us n. 50, 2- andar.____________
Aluga se a casada na du C^nooicJo n. 2-A
da potoado da Tuire ; o l- audar c a loja da ra
do Padre Floiiano o. 69, e a loja d- travesea da
Bomba n. 4 ; na ra do Apollo u. 4. ________
- A pessoa que quiser admntar a quantia de
688000 para i ulforria de urna (sc.-h.va que sabe
Uval', engouiuiur e cotiuhar. para u tKftTS I be
ungHi com seus servidos, dirij>i-se a na do Mr-
quez do Hervul n. U3, luja.
Anenda-se o sitio das Jaquihas, com gran-
de, oesa de viveud-t, todo c pequeas no mesmo correr, serviudo perieltam n-
te pr peasilo ou hotel : a rratar uo UiCs.no sitio
Piecisa-sc de um.i ama de uva conducta
pira andar com urna crianca ; ua ra de Deo
Parias n. 49.
O pbarnmceulicu Snbiuo Olegario Lndgero
Fiuho leeJra quero ioterocSHr porsa, que nsta
data comprou Itvre e desembiracida de qualquer
onus, ao Sr. Satyro Seraphim d.i Silva, a phar-
mat'ia Victoria, sita ra do U.rao da Victoria
numero 51 tildada do B tile, 29 de Abril de
1887.
= Offerece-se urna m c* para aesmpanhar urna
tmnilia que se retira para tora da provincia ou
tnpsmo para i Ig'tni engenho pe to da cidade :
quem precisar dirija-sc k ra estieita do Rosario
n. 12, 1* andar.
= Precisa-se tallar ccui o Sr. Lour. neo Jus-
tiuiano da R-,cha Ferreira ou com algnma pessoa
de soa fumilia ; no escriptorio de Gome3 de Mat-
tos Irmaos, ra do Marques de Olinia n, '2b,
primeim andar.
= Piecisu-se de vendedores ou vend- deiras de
hnleiro ; na rim dt Matriz da Boa-Vista n 3.
0 Laudon & Brasilian Bauk Limited avisa
ao rrspeitavel publico e corpo cumaiercial desta
praca, que o Sr. Pedro Nolasco Saraiva, do da l'
do correte em diante dcixa de ser empregado
do referido estabtkcimcnto. Recif 1- de Marc
de 1887.=0 gerente.
_____________________W. H. Bilboo.________
= Aluga se a casa terrea com ospacosa Sjta,
no pateo do Terco n. 82, est limpa : a rrstar na
ru do Pilar n. 56, taverna.
Aviso
O Sr. Antonio Vieira da Silva deizou de ser
nosso empregado desta data em diante. Recife,
29 de Abril de 1887.
Domingos Jo; Ferreira & C.
Priso do venlre
A cara dessa molestia que tantos ncommodos
causa, obtem-se muito simplesmente tomando-se
|>or algumas noites urna cu duas pilulas andi-dls-
pepticas e reguladoras do ventre, preparadas por
Bartholomeu C. uecesrore
34Ra larga do Rosario34
Pcrnambuco.
Allenclo
Vende-se um sifio em Tigipi, ficando a casa
na beira da estrada n. 18, com muitas frocteiras,
bom banho e perto da estaco ; a tratar no mesmo,
com Alejandrina de Albuqoerque.
Tonteras de cabrea ou encha-
ipecas
Esse terrivel soffrimcn'o cura se fazenio se
uso diariamente, ao deitar-se, de urna a duas pi-
llas anti dyspepticas e reguladoras do v> ire,
preparadas por
Bftrtliolonia'ii A C. Successoreo
34 Ra larga do Rosario 34
Pernxmbuco.
Ama
Precisa-se de urna ama para o servico de am?.
casa de pouea familia ; trata-se na ra do Mr-
quez do l'-rval, casa n. 182.
Alliil
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia, para Agua Fi ia de Beberlbe ; a tratar
na ra de Pedro Affonso n. 58, aotiga da Prais.
Ama
Precisa-se de urna ama que cesinhe e engcmme
com perfeijo ; na ra do Marques do Herval
numero 10.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e que
durma em casa ; no largo do Corpo Santo n. 19
segundo andar.
Ama
Precisa-sa de urna ama para cosinhar, que dur-
ma em casa do emprego e que dfi fiador sua
rondada ; na ra da Conceicao n. 4, 1 andar.
Ama de leitc
Precisa-se de uma, que tenha leitc bom e novo ;
a tratar na ra do Imperador n 52, 2- indar.
Por 80$0(,0
Prevengo
CoasUndo-me que alguera se inculca,
por ineio de cartas para eos as Kxmaa. fa-
milia*, que me honram cora suas ordens,
aer cortadora do meu at*-lier, deda-ro ser
falso, pois at hoje nlo confer titnio
esto a pessoa alguma ; a sai ai como previ
no as mesmas Ezmas familias, que du-
rante a minba pequea ausencia na Euro-
pa, onde vou me prevenir de objectos ten
dentes a minha arte, nS deixo ninguem,
me substituindo.
Aproveito a occasio pira fazer coustar
quo a Sra. Maria Duarte deixou de fazer
parte do numero de minhas cotureiras.
Pernambaco, 30 de Abril de 1887.
Ra do Imperador n. 50 1* andar.
Mo.e. Fanny Silva.
km :,-.tmm
BILHETES GARANTIDOS
16-M do Gabag16
Joaquim Pires da Silva tera exposto
venda os seus venturosos bilhete3 garanti-
dos da i l)teria da provinea a beneficio
da S.>nta Casa de Misericorpia do Recife,
que ser extrahida no dia 4 de Maio.
Um nteiro 3,5000
Um terco 1-S000
Km porfSo de > stf para
cima
Um inteiro 2^700
U:n terco 000
KMitBrsoncoao Um
Vende-se no escrip-
torio da Empreza do
Gaz latas com tres
caadas de Tar (al-
catro) a 1|!600 rs.,
proniptas e soldadas.
Faz-se grande re-
dcelo no pre^o do
mesmo para as en-
commendas de quaii-
tidades maiores, a
tratar a ra do Im-
perador n. 29.
Vende-se ahi tam-
bem coke(carvo) em
saceos avulsos.
Ordem do dia i. 63
trnniic rovolnro
Em bi:o9 de todas as qualidades, cores e lar
garas, desde 5 centmetros a! 1 metro e 20, e
quem vende por preces mais rt-sumrdo o Pedro
Antuoes&C, ser bom verem f Bonitas fitas
de borracha para ligas, artigo de omita necessida-
de para nao deizarem correr as meias.quc se torna
muito fcio, vde-fe o metro p-lo mi uor oreco ;
trunca medhihVra para faz?r croenet, parda e
branca ; fios de l e seda para o incsmo fiui ; no-
vos I.ques pretos diaphanos, enfeitados con len-
tijoolss, prirTios para lno, tafnbem bonitas vol-
tas e braceletes. Alem destes artigos, mu tos
outros, que sr conveniente verem, na casa de
onfisnoa de Pedro Antuaes 4 C, ra Duque ie
Cazias d. 63, Nova E*p ranc--i.
Vende-se um piano : para ver, na ra do Mr-
quez de Olinda n. 19.
Franrl.ta f rawlll. : Urna (jo
Amaral
Primeiro anniversario
Jos Soarea de Amara!, aeus filhos, irmaoB t
cunhados mandam celebrar missas por alma de
sua presada esposa, mi, cunhuda e irir, Fran-
cisca Brasilina Lima do Amaral, na igreja da
ordem terceira de 8. Francisco, spgunda-teira 2
de Maio prozimo, pelas 8 horas da manha, 1-
anniversario de teu falleeimento.
sIBBHBHsWBiMHm
Aviso
J. C. Levy avisa ao publico que Ernesto &
Leopoldo, ez-socios da firma J. C. Levy & C,
tendo tomado posse da massa fallida, responsabi-
lisando-se pelo pagamento aes credores, de con-
formidade com a concordata concedida e aceita no
juizo do commcrcio, ficando aasim livre e desem-
bnracado parante os credores daquella massa,
offerece seus sirvios aos seus amigos e fregueses
na pbarmacia Central, ra do Imperador n. 38,
schar.do-se a referida pharmacia reconstituida e
premunida dos medicamentos mm's novos e espe-
cialidades pharmaceaticas de todas os rais acre-
ditados fabricantes.
Passagem da Magdalena
Aluga-se ama ezcellente casa e sitio ra do
Pemfica n, 38 ; trata se com Jos Antonio Pinto
Companhia Pernambucana n. 6.
Cosinheira
Precisa-se de uma cosinheira f ara cas de fa-
milia ; a tratar no armazem do caes do Apollo
numero 47.
Pcitoral de cambar
Agentes e depositarios geraes nrsta provincia
FRANCISCO M. DA SILVA & C.
No armazem de drogas roa do Mrquez de
Olinda n. 23.
Precos: Frasco 2*580, 1/2 dazia
________13<0Q0 e duzia 24*000____________
Criado
Precisa se de um rapaz ; na travesea do Corpo
S mto n. 27.
Ama
Precisa se de uma ama para comprar e josi-
nbar ; a tratar na ra Direita u. 64, 2- andar.
Massa ral i i c.
Ernesto & Leopoldo convidnm aos dev dores
da matsa do J. C. Levy & C. a irem pagar no
praso de dez dias seus dbitos, conforme se acbam
nos respectivos livros ; prrguntamOs-lhea porque
n3o pngsm a todos os credores da ref> rida firma,
conforme se obrigaram como cessfonhrios, cujos
crditos se acham descriptos nos livros, e fjram
verificados por uma commisso ? quem pcrguuta
quer saber.
Um credoi.
Massa fallida de J. C.
Levy & C.
Ernesto & Leopoldo, ceseionarios da massa fal-
lida de J. O. Levy & C-, convila.n aos detedores
dita massa, conforme os respectivos livros, a
comparec.'rcoi no su escriptorio, ra larga do
Rosario n. 23, 1 andar, das 10 horas da mauh
s 2 da tarde do qualquer dia atil, at 10 de Maio
do cqrrpnte anno, depois do qu serao chamados
a juizo. Recife, 29 de Abril de 1887.
Ernesto & Leopoldo.
Tor-161000"
Alujase a loja do sobrado ra de Lomas Va-
lentinas n. 50, eaiatfa e pintad* de novo ; a Tra-
tar na livraria Parisiense ra Primeiro de Mar-
co n. 7-A.
Protesto
Constando me que o Pr. Alezamlre Rodrigues
da Silva, senhor do engenho apucaia, em Rio
Formoso, t m contratado com o Baco Real hy
pothec.tr dito engenho, c provalmeirte incluindo
como proprieada do referi.lo engenho, trras do
engenho Uindal.y. dt nominadas Burro Brunco, de
cujas trras e engenho soa possaidora de inetade,
por heran?a patera*, venhi pelo presenta protes-
tar por qualquer trunsaccao feita com ditas trras
denominadas B irro Branco, e (acer valer em tem
po opportuoo es meus din iros nos tribunues.
Recife, 7 de Abril de 1887.
Maria Jovita de Barros Wanderlcy.
Prceisvsc r"e um servmfe de botica ; na ra
larga do Rosario n. 31.
erveja ailema
l'rimeira annllilaii<-
Offerecem por precos mais baratos Herm Peter-
sen mero 22.
t
Baltsino la Cunta Cavalrunte
de AirtuqRer(|in-
Autonio Goocalvea Feneiras ucrramente peua-
lisado com a m.rts de seu resreitavel amigo; Bal-
biuo d Cnnha Ckvaleante de Albuquerque) iiai
dos seus presados amigos Andr Bezerra do Reg
Barros e Honorio Bezerra do R<-go Barrrs, manda
resar uma missa na matriz da Bca-Vista, s 8
horas da manba do dia 2 de Maio pronmo.
Lotera da Provincia
Quarfe-feira. 4 de Maio, ao meio-diasc
extrahir a 15 parte da 1.a lotera em beneficio
da Santa Ca>a de Misericordia do Recife, no
consistorio da igreja de Jossa Scnhora da
Conceicao dos Militares, onde se acharao ex-
postas as urnas c as espheras arrumadas em
ordem numrica apreciado do publico.
Antonio <*ne Lopes Braza
Vicente Lopes Brga, sua mulher e filhos, e
seus irir.ao., convidam aos seus prenles e amigos
e aos do finado seu irmao Antonio Jos L.-pes
Braga, para assistirem a ama missa que mandam
rezar por saa alma, no dia 2 de Maio prozimo,
ssgnnda-ffira, p-las 7 1/2 horas da msuha, na
igreja do Divino Espiri'o-Santo, t<> anniversario
de seu passamento, pelo que desde j se confes-
am gratos.
Francisca Rraslllna Lima rio Imcral
1 ANNIVEBSABIO
Joo do Reg Lima e sui mulher. mandam retar
mitsas p T\alma de sua prsala filln, Francisca
Brasilina Lima de Amaral; cojos suffrsjioa terSo
lugar na igreja da Ordem Teiceira de S Francisco,
seaunda feira, 2 de M..lo, s 8 horas do di*.
Trcofero de Barry
Qarante-a qne faz nae-
eerecre8cerocabello anda
aoa mais calvos, cura a
tinba e a caspa e remore
todas as impurezas do cas-
00 a eabeeo. Bositva-
jiente impee o cabeilo
de cahir ou de embranqno-
fer, e infallivelmento o
birns espesso, niacio, !ua-
ti oso e abnndante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E'o nico perfume no rann-
do-que tem a approva9So oficia', de
um Governo. Tem dnas yczps
mais fragrancia que qualqner onlra
eduraodobrodotempo. E'rcoitc
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. J:.'
mais per"r-tnento e agradavel no
len90. ouas rezas mais refres-
cante no banao aa c-naito do
doente. E' especifico contra a
frouzidao e debilidade. -Cnra as
dores de cabera, os cansacoa e os
ilniiilm
Xarope Je Vida ie Benter So. I
urns de rsAL-o. sefois de usal-o,
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Sypnilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccxSes, Cutneas o as do Conrc Cabel-
lado com perdado Cabello, e de todas as do-
incas do tiangue, Figado, e Bins. Garante-se
qne purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura a renova o svstema inteiro. 0
Sabio Curativo de Renter
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
tias da pella de todas as especies
a em todos os periodos.
Approvfdos e .utorisados pela inspecto-
ra geral de hygienne do Rio Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
~csrDrir~
Aos 5:0001000
Bi SieteM garanliile
23- RA PRIMEIRO DE MAR^O 2?,
Martina Fiuza & 0. tura r.xposte a ven-
da os seus afortunados bilhetes garanti-
dos da Ia lot-.ia da provincia a beneficio
da Sonta Casa de Misericordia do Re cife
PRECOS
1 int. ir.) 3f5',O
1 t reo I5OOO
I3a? porvo de ioo^ooo para
cima
1 inteiro 25700
1 terco 100_________
SI adame Fanny Mil va
Madaine Paiiny Silvn, modis'a e cottureira
ra do Imperad..r n. 50,1- andar; psrtindo para
Pars, no correte mci aguarii aa ordens de suas
Exmas. freguesa, e aprdveit.i a occasio para
agradecer a prottecSo e co'niidfacS >, que lhe dis-
pensaram as casas com que tove tranBaccoes com-
merciaes, e declsra que nada deve a pessoa al-
guma nesta pmc", o qae mo deixa pessoa algu-
ma cncarreguda da sua officina do c tlurus e mo-
das, e quo foi s--n>pre i nica cortp.dora e directora
nao tendo nunca qnem a substituisse ou repre-
sentasse, visto que todo o trabalho era feito e ad-
ministrado por cilu mesmo.
Professor
0 bachtrcl ,)' aqai :< Cavxl.-ante Leal de
Barros cnsina malb'-tnaticas pelos novos
programmas e prepara rlumnos p^ra exa-
mes na crfe.
Tanibem se propoe a ensinar era casas
particulares oulras materias.
90 Ruar da Palma-9 3
Engenho Serr-sov
Arrer.da-se o rngfnhn Srrr:i-novi, na fregacsia
de Agu. Pret*t distante nm quarto de logoa da
atavio d> Pregaicn, min'e ecornnle, c m boa
m achica a vapor, bons terrenos pnra |';; 111.(, o s,
po deudo safrfjwf 2,(H.i pes annunlmente ; tra-
ta-se na la Primeiro do Marco n. 17. 1- andar.
Advocado
O bacbarel Antonio Kibeiro de Albuquerque
MaranhSo tem sua bnca de advocecia na praca
de Pedro 2 n. 73, no mesmo escriptorio do Dr.
Maroel Nitto Bandeira.
Attencao
No dia 3 du c irrrnte chsmei ao Sr. Jos Del-
fino da Silva Cnrvalho para ir travessa do Prin-
cipe n. l-C, afim de tratar de negocio sen, nSo
sppsrcccu ; passando mais quatro dias ehamei
por um b lh> (e posf*', nao me respondeu ; dahi a
dous dias chnrr.ei p'r ontr.>, rfi2endo a este senhor
que vieese pgr-n t, tuda ; depois mandei uma
carta com o B'Tb Si'rlptS ao Sr." Dr. administra-
dor, e devo estar certo quo este senhor est
sciente desta cnrfn, nao me repp ndeu ; portanto
chamo diuriament-. a! qro me pague.
Kecife, 23 He Abril de 887.
Antonio da Suva GusmSo.
Oarhnrel que l.ima
Manuel Arllmr de Albuquerque Lima e seas ir-
ma"., Dr. Arihur Gares i'arnhos Montenegro e
sua mulher (ausenteg), Maria Lias Vias Villar,
Anna Lins de Albuquerqu Lima, Dr. Antonio
Ribeiro de Albuquerque Miirxnhao e sua mulher,
Francisco Jos de Araujo Mello c sua ftuilher,
agr.'idi'crm cordealm nte todas as pess'-as que se
diguaram de acoinpa hnr no Cemiterio Publico es
re:tos raort'ies ir1 *eii sempre lembrsdo pai, sogro,
irmJo e cunbailo, baiharel Jos Maria de Albu-
qncfqnei LimH, c de novo cuividam n'iis para as-
sistir< m as mistas do 7* dia, que *eetn (le s> r cele-
bradas n<{ matriz de Sanio Antonio, d'.-ata cidade
e cap-11 doengenha S. Bernardo, om Pao d'Alho,
no da 2 de M io, s 8 hor-s d manbil
D.sde ji c nfessem-se t.gradccidos por este'ncto
de religin e eurldali-.
'MTPOPJOSPHIVOS
XAROPE
WOLFF & C.
* N. 4RA DO GABUSA'-N. 4
IV'este multo onkecido cn|hIic1c cimen-
to enenntr. r respettavel pnbllc'o mi
variada e completo o tntenlo de JOIA8
receMdas sempre directamente dos iJiellio-
res f. bruteantes da Kuropa, e qus priman
pelo apurado goplo lo mundo elegante.
Bicos derecoi completos, lindas pulsei-
bas, illiu, u-v. voltas de ouro cravejadas eou
brilhantes, ou perolas, anneFs, eacoleta*,
botSes e outros multo artigos prop ios
des te genero.
ESPECIALIDADE
Em relogios de euro, pratu e nlckelados.
para homens, senhoras e meninos dos mais
acreditados fabricantes da Europa e .ime-
rica.
Para todos os artigos desta casa g -ran-
te-se a boa qualidade, assim como a tnodici-
dade nos preces qu silo sem eompeteneia.
'esta casa tambem concerta-se qual-
quer obra de ouro ou prata e tambem r-?lo-
gios de qualquer qualidade que- seia.
4Ra do Cabugft4

De todas as fazendas existentes na anliga casa de
C\faTWEIR D\CCXH\
Os seguintes artigos comprovaiu a reaidade em vista dos $m presos
Corts de fuato pera colt-tes, a 1^000, 1^200 o 1;>S00 !
dem de casemira de cores, a 2)5000, 2500 e 3|J00O !
Casemiras pretas e flaneas, a 800 rs., ]000 e 1&20Q o oovado, uma largura I
dem diagones, a 2000, 24200 o dito I duas larguras.
Brins de puro linho, de cores, a 800 rs. o -1-5000 rntro !
dem i(leir), brauco n i), a 1)5500 o dito I
LiJs de. todas as qu. ii Udva para vsti-..s, a 200 r 210 is. o oovado em reta-
lho para acabar.
Cacbemiri.8 den, a 400 .> OO rs., o d'to !
Setins de 6r< s, a 600 800 n. o dito!
Fust5es blanco du (Ores, a 250 e 320 rs. o dito 1
Meiaa alv ,a p^ra rreninas, a 20500 a duzia 1
Camisas iog'ezas, finas, a 36)5090 a dita!
dem francezas, branca e de cores, a 240000 ita'
Guardanap s grandes e de linho, a 30500 a .lir l
Ceroulas bordadas, de 200000 (para acabar) a 1:^3000 o 150 Espartilhos, de 80000 e 1O0OCO (vende-se) a 4O0O e 50000 1
Madapolo americano, a 60000, ptc;asde 20 jardas !
EsguiSes para c sacos, a 40000 a dita de ditas I
Cambraias bravas bordadas, a 50000 e 50500 a p.-c !
Grandi sortimenti dr> chapeos para senh-T--, a 4;>000 e 50000 para liquidar.
Fichs e capas de 13, a 20000, 40000 um !
Bramantes de linho puro, de 30000 (para acabar) a 20000 o metro I
Setinetas, a 280 rs de to-ias as cores.
Pannos para mesas, atoalharfos bramos, algudoas, e finalmente liquidam-se
odas es fazendas por menos 40 /0 dd seu valor as que istiverem abertas as pecas.
Antiga casa
DE
' CARNEIR0 M CUNHA
59Rua Duque de CaxiasSO
H
de Marco n. 0.
Participam ao respeifavel publico que, tendo augmentado seu
c-stabelecimento de JOLAS com mais uma seccSo, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTR-PLATE, convidam as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimedfo, onde enrontraro um riquissimo sortimento do joias de ouro c
prata, perol?.s, brilhantes e outras pedras preciosas, o relogios de ouro,
prata e nikel.
Os artiges que recebem directamente por todcs os vapor sao
executados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias do subido valor acharao uma grande variedade
!e objectos de ouro, prata e electro pate, propri'S para presentes de
.'asaraentos, b.' ptisulos e rnniversarios.
Neni po nlacao ao prf-50, e neiu qualidade, os objectos cima
meni ion.idos, encootrarAo concurrencia nesta praca.


B HIPOPHOSPHn'O DILOL
ErmifejrR'ros fcnni rir*,r 1'
-L rcaMiae,)
.'vendoni'>5 nicamente vm !" oa qmtivi-
\ o rita .
80b n influ i
Vtosae diraini"/, o appciii -a, ?s for-j
t>vir, omifinrrii el


l?. tilil ,1,
a -\ pnfs
ALL4NPATEHS0S
N.44--R t do BrumN. 44
' HTK A fA(JA0 DOS B0NDS
t > vender, por pre^ rcodicos, r segu ? ferragonp :
Tac didas, batidas e caldeadas.
Crivar; diversos tamanho^.
Rodas do ..spora, dem, (Aera.
Ditas angulares, ea, dem.
Bancos de ferro eoaa sern circulai'
Gradeame.rrto para inrdi^.
Varandas de ferro.batido.
Ditas de dito fundid, ie j los .:. id .
Portaad fornalha.
Vapores de forca d< 3, 4, 5, G e 8 eavaao.
Moendas de 10 a 40 pollegadas .le pauadara
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de uoojertos, o sasabumonco io (uacbinisiao i
trabalho com perfeico e prestezu.
'
Bacui*ai

mggmmammmmm^mmmt
JMBMMJMMJMj





!
i i
Diario de Pernanibacodomingo 1 de Maio de IS87
\lii?a-se
ama casa com commodos par grande familia, a
,ith arbarisado ; na Ponte de Ucha n. 10.
Alaga-se barato
rtua dos Guararapes n. 96.
Ba Viacondc de Itaparica n. 41, armazem.
Ra do Vitcondc de Goyauna n. 163, com igua
Largo do Mercado n. 17, loja com agua
Ra Viacoude Goyauna n. 167, com agna o gai
Rtm Coronel Suassuna n. 141, quarto.
IraU-se m roa do Cowmercio n. 5, Ddar
riptorio de Silva Guimarle^ & C.___________
Precisa-se de una ama para coainbar e com-
prar ; na ma Priaseiro de Maree n. 25, loja.
Ama
Precase de ama ama para cosiohar ; na roa
de Pedro Afronto n. 68, antiga da Praia.
Alug-a-sc
a cas* terrea ra do Vneonde de Albuquerque
a. 170 e a loja do predio a ra do Marque do
Herval, travesa do Pjcinho n. 33 ; a tratar no
irgo do Corpo Santo n. 4, 1- andar.__________
A luga-se
1 A cafa de roa do Pilar n. 37, com 6 quartos,
4 salas, cosinha e apparelho fra, caiada e pinta-
tada ha poucotempo; tratar na ra da Impera-
tiiz d. 56._______
Ama
Precian-si de urna ama para cosiohar ; na ra
de Santo Amaro n. 14, sobrado.
AVISO
Conaertam-qe machinas de costura de
qualqu-r fabricante, bombas e toda e qual-
quer qualHade de machinas movidas a va-
por, ou gaz, etc.
PRECOS SEM COMPETENCIA
39-P.aa do Boffl-Jesas-39
Jalroph
AMAS
-servi-
na ra da
Alasra-sc
O armaiem e pavimento superior da roa da
Moeda b. 35'. muito proprio para deposito de g-
neros, assim como o 2" andar da ra do Impera-
dor, n. 67, tendo excellentes accomodaces para
familia, a tratar na ra 1. de Marco n. 20
Vinno da Mourisca
Proprio para mesa
Joo Ferreira da Costa, ra do Aino.irnn.
64, acaba de reocbsr nana partida d vinhr.s em
cascos exeessivamente grandes, e como deseja
tornar bem conhecida tsta superior qualidde, que
se faz recommendado pela sua pureza e b jm pa-
ladar, resalve vender esta remese no aeu esta-
belecimento cm barris de quinto e de dcimo, por
ppecos muito razoaveis, para o que cbamam a
attencao dus senboree apreciadores, assim como
aos d'. nos de botis.
m retalho veude se em casa dos Srs. Justo
Teixeira 6t C. Successores ras ia Penha a. 8
Preciaa-se de urna para cosinbar e
(os de casa, e de outra para menino
L'uio n. 31 A.
Ama de leite
Procisa-se de urna ama de leite ; na roa do
Aragao^n. 35.________________________
Amas
Precisase de urna para cosinha e mais servieo
de casa de familia, e urna rapariga honesta para
cuidar de enancas no interior da casa : na roa
Bella n. 43.
TiBji Miana
PARA TINGIR A
barba e es cabellos
Aos Srs. propietarios e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada olarir de Binto dos
Santos Rain s, roa do Viseonde de Albuquerque
(outr'ora da Gloria) n. 85, encontrarao os Srs.
preprietarios e edificadores, os seguintes obrec-
tos:
Tijolos de alvenaria batida.
Ditos quadrados de diversos tamanhos
Ditos para forno de padaria.
Ditos de ta paciento.
Ditos para cacimba.
Telhas.
O proprietario d-ssa conceituada olaria scienti-
fica aos interessadts que todos os seus productos
sao manufacturados com o excellente barro d'agua
doce,- do lugar Tuquary, tornando-se por conse-
guinte recommendaveis nao s para a sade, por
nao ser hmido, como o sao bg d'agua salgada,
mas tambem pela duraco. Outrosim, scientifica
igualmente, que a forma de suaa telbas maior do
que qualquer outra, sendo estas, ao mesa, o lempo,
mais leves por cii > receberem durante o invern
grande quantidade d'agua, como accede com as
de barro d'agua salgada. Precoe mdicos. 87,
ra do Viacoude da Albuquerque, outr'ora da Glo-
ria, 87. Entrada pelo lado do caes, defronte do
passadico.
Hateriaes de conslrucfo
Presos rednz'dos
Apparelhos econmicos para o cozitnen- A. Companhia de Edificado, tem resol
ta e cura. Proprio para engenhos peque- v'do d'ora em diante, p.ra as vendas dos
nos, sendo mdico em preeo o ef productos da sua olaria a vapor do Taqua-
fectlTO em operaco. ry, o seguinte :
Fode-se ajuntar aos engenhos existentes! Tijolos de alvenaria grossa,
do systetaa velho, melhorando muito s formato commura, descarrega-
Hanipocira
Esse medicamento de urna eficacia n conhe<:ida
no beriberi e oatras molestias em que predomiua a
hydropesia, acha-ae modificado em sua prepara-
cao, rracaa a urna aova formula de um distincto
rnadico deata cidade, sendo que somonte o abaixo
a8signado est habilitado para preparal-c de-modo
a meiherar lbe o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lhe as propriedadtss me oonservam com a mesma actividade, se nao maior
em vate do modo por que elle tolerado pelo
esttmago.
Unleo deposito
Na pharaacia Conceicao, ra do Marqoei de
Olioda n. 61.
Beierra de Melle
AMA
Precisa-ce de urna ama para comprar e cosi-
nbar ; na ra de Riachuello n. 13.
Ama deleite
Precisa-se de una ama deleite; na roa das
Flores n. 18 (porta larga).
Fabrico de assucar
Esta tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, daudo-lhes um i bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vendc-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouquevrol Freree, successores de A
CAORS, ra do IJjm-Jesuj (antiga da Qrttt
n. 2-
Ohrns devinto c vinlio
da Mourisca
Jupt i Teixeira & C. Suecesgores, a ra da Pe- '
nha ii. i, receberam d-. Lisboa pelo ultimo vapor
os costilmados cestos, balaios e roupeir.-s de vime,
ellegantemente acabados, que vendem por pre,os
muko raz-aveis e ao alcalice dos eenhores pieten-
dentes, pelo qje clitinam a attenffta; como bem, ;
tem exposto venda o excellente vinho da Mea- ;
risca, o melhor vinho de pasti, actualmente neste !
mercado, e que p>r sua pureza e superior quali-
dadf. a'ito tem igra-iado ; nao preciso recom-
mendal-o, elle proprio se recommenda
Piano
Compra-se um piano pequeo, fjrte, d e rez cor-
das, em bom estado d crnscrvacSo, quem tiver
rna de Marcilij Das u. 60, loja.
qua.'idade do assucar e augMentacdo a
quantidade.
OPERAQO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos ceutraes,
ma;hinisino aperfeijoalo, systera moder-
no. Plantas completas ou machiaistuo
separado.
Especificajoes e informac.'js com
Browas C.
5-RA DO CQMMERqQ-5
Criado
Precisa-se de um criado ; no largo da Penba n.
4, hotel.
qualquer caes, o mi-
irglez, idem
dos em
Iheiro
Ditos, formato
idem
Ladrilhos idem
Telhas comrouns, i lem
As comprus de ce o a
r.s, terSo u*o desmonto de
22^000
18^000
35,5000
38^000
quinben'.os mil
cinco por cen
Tinta preta
INALTERAVEL
coim -\ic*Tiri
PHARMACIA CENTRAL
89 Ra do Imperador 38
Pernamburo
8irve para eacripturacao mercantil e d 3 ou 4
copias de urna ve,
afosque
Traspassa-se um em bom lagar ; informa-so na
travessa do Arsenal de Guerra n.;9.
Tamancos da porte
para homem e senhora. o que se pode deseiar de
mais anerfeicoado.
Semeiitcs muito noTas
de hortalicas e flores
Selias
Amores perfeitos
Pocas Wendes & C.
Ruu estieita de Rosario n. 9, jouto a igrpja.
^ivts DORES o0fe>
|4K Blizip,Pe Pasta deatiftios ^*fir^/
" _RR. PP, BENEDICTINOS
da .AJB:B_A_DI.A. de SOXJI^A.0 (Gironde)
DOBI IIAGUELOPTNE, Prior
2 Meattlhas de O uro : Bruxellaa 1880 Londres 1884
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
INVENTADO
NO ANN
Polo Prior.
Fierre BOnUAUO
c O uso niiotiiliano do Elixir Dentifricio
dos RR PP. Benedictinos, com dose de
algumas gottas com agua, prevem e cura a carie
dos dente*, embranqueceos, fortalecendo o tor-
nando as gengivns porfoitamente sadias.
Prestamos um verdadiro serrino, assigna-
lando aos dbSBOS leirores este mitigo e utilis-
simopreparado, o melhor curativoeo nico
preservativo cuntra as AffeccSes den-
tarias.
cisiDi FDKDin n ut;
agente Geral :
aoe Hueruerle, 3
BORDEAUX
Achate em todss as bas Ptrumariat, Pharmacltt a Dnitriai.
I
to, e d'ahi para cima dea por cento.
Jallo Porto Correlro
Os caixeiros da casa de Aoiorim Irmaos & C.
man iain celebrar duis missaa na matriz do Cirpo
Santo, i 7 12 h.ria dt manh de 3 de Maio
prximo, por a'ma de s u infeliz compa'nbeiro,
Julio Porto Carrriro, cuja perda sinceramente de-
plorara. Aoa seus ainig>>, aos prente e amigos
do finado pedem para assitir a este acto de reli-
giio e caridade.
Aluga-se o 1- e 2- andares do predio n. 27
rna do Imperador, caiado e pintado de novo, tendo
bons commodos e agua ; a tratar na rna Duque
deCasias a. 47.
Viiilm de Collares
Legitimo, superior, e cm barris de quinto e d-
cimo, ha para vender no armazem de Francisco
Ribeiro Pinto GuimarSes & O, rna do I nao
do Triuinpho n. 96.
los 1.000:000^000
200:000*000
100:000000
LOTERA

Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanoloffica Isabel
DA
PROVINCIA DE PEMAMBUGO
Ei ra$D a u He Maio fls 1887
0 tlieseurciro Francisco Goncalvcs T*rres
.VENDAS
Cimento
Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
da Franca do Extrangeirc

PARS, 9, Eua de la.
PRBPABA.DO COM BISMUTHO
9 Perfumista
Paix, 9, FAJSaiS
n.
AchaiiMe expostos venda os bilhees da
lotera das Alabas
Sorte grande
.5:000^000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
as casas da Fortuna, ra J, de Jvlar^o
23.
Casa Feliz, praga da Independencia
na ra larga do Rosario
Coronel Francisco Camello Pea-
aoa de Lacerda
O tenente Jos Carneiro Maciel dn Silva, grato
memoria de sea presado compadre e amigo, o
coronel Francisco Camello Pessoa de Lacerda,
manda rasar una mise pelo repouso eterno de
sua alma, no da 2 do mez prximo vindouro, s
7 1[2 horas da mnh2, na igreja de N. S. da Con
ceicao dos Militares ; e para assistil-a convida
aos parentes, companheiroa d'arcoa e amig>a do
finado.
WKMBHH
Corojiol iruiKisio Camello Pes-
aoa de l.nrcrda
D. Joaquina L-iura Pes>oa e seas sabriiihi",
agradecem cordialm^nte a ted s ue p ssof.s que ai
dignaram scompanhar a ultima mjrada os restos
mortarg de seu pregado irmo e tio, o coronel
Francisco Camello Peusia de Lacerda ; de novo
rogam-lhes o obsequio de assistirem as missas de
stimo da, que, ^or sua alma, -nandam celebrar na
igreja de N. 8. da Cmceico dos Militares, eegun-
da-reira 2 do mez | roxima viiidjur, s 7 l\ ho-
ras da manh, agradecendo da meiui-. rma aos
que compareccrem a este auto de religio e cari-
dade.
Fonseea irmaos & C. vendem cimento ing!ez,
marca pyramide, cimento hamburgus, por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
WHISKY
ROYAL BLEND marca ViAO
Este excellente Whisky Escesses n *erivi
o cognac on aguarden^ de canna, para fortifica
> corpo.
Vende-se a retalho aos h. Iheres armazen
nolhadoa.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO eujo m
me e emblema ao registrados para todo o Brati
_______BROWN8 & C, agentes
Vende-se
um sobrade com bastante I commodos ra de S.
Jort,e n. 13, com grande armazem no fundo oom a
frente para a ra do Pharol ; vende-se tambem
urna casa terrea na mesma ra n. 33, com o fundo
para a mesma ra do Pharol ; a tratar na ra do
BarSo da Victoria n. 65.
Cabriolets
Vende-se doua cabriolets, sendo um descoberu
e outro coberfo, em perfeito estado, para um od
dous cavalloa; tratar ra Duque de Caxiat
GRAGEAS
deCopahma, Cubeta
fiaanhia e Perro, Bismutho
Alcatro, Terebenthina, a*
INJECC0
\Hygienica e Presentadora
sem causar
accidente algum.
GRAGEAS FORTN, forao as primeiras queobtiveram a approvaco da Academia
de medicina (1S30) o que adoptaram-se nos Hospitaes. Curam as molestias secretas,
mais rebeldes sem fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECCAO FORTN sempre reeomraendada como o complemento da medicacSo.
Deposito* em Pernambttco : FRAN M. da SILVA C", e as principa Fharmaotas.
n.
47.
39
ns. 37 e
n. 24 A.
O dia da
nnunciado.
e
extracto ser brevemente
PHARMACIA CENTRAL
38Rua d Imperador38
Tendo passado por urna completa reforma acha-se montada a satisfazer com
{jromptidao as indicaba medicas, tendo para esse fim meiVamentos de primeira qua
dade e especialidades pbarmaceuticas dos priraeiroB fabricantes.

ii. fosi i'iimi < lo Perelra de
Ungalbes
Gomes Augusto Gj) de Miranda, sua mulber
D. Umbelina Leoror Pmti de Miranda e suaa fi-
Ibas, Eustaquio Manoel Caiininondas, suamulher
D. Lenidas Pinti d Magalbes Carminondae,
cunhado, irm e sobrinhr.a do finado Dr. Jos Ti-
burcio Pereira de MagalhS^s, convidam aoi seus
prente e amigas c nos do finado para assistirem
as missas que nandaui retar por ua alma no dia
de Maio prximo (segunda Vira), pelas 7 1|2
horas da mat.ha, no convento de 8. Francisco, 1
anniversario de seu passamento ; pelo que desde
j seconfeesam pr-.t >s.
mmkWmmaWkWammawmmamkmkwm
t
PPRcJp)
UTUaET-iSFLeil

a Txpecwi a^ao e ftrora as ftinccea dos orgaos resi.iraforos.
.de m'LiAJh_?,_
fflJECTION CADET
lira certa em 3 das sem outro medicamento
fJLUlH 9, /*oul*v*r*
PAiun
Jotquim d da Cosa Plntielre
Carlota Marcoliua loares l^inheiro, Joaquim
Jos da Costa I'inh.'iro Jnior (Hus.ntes), Anto-
nio Duarte Carueir Viauna e Mara Emilia loa-
res Vianna e si ue filhos, Nicolao Joai Ldstone c
Isabel Soares LiHstouc c seus filos (ausentes),
f.-ridos da mais acerba d r pelo falleciinento em
Lisboa do aeu prcmdo esp so, pai, cunhado e tio,
Joaquim Jos d* Osta l'inheiro, man iam resnr
urna missa pelo descanso eteruo de soa alma, na
igreja da ordem terceira de S. Franciico, .pelas 8
horas da manca do dia 2 de Maio, trigsimo do
seu pa&ssmento ; e convidam a assistir a esse
acto aos parentes e amigos, tanto seus como do
finado, pelo que so c< nieta tm desde j summa-
menre aeradpeidos.
Autonlo Martlnn Uarte
Mara Julia de Fonres Bra^a, traspafsada pela
mars ernvel dor de p-rder seu presado tio, An-
tonio Martina Duarte, desde j se eonfeasa grata
a totlas as p'ssoas que se digoaiam ncompanhar
sru corpo ao ceinite-i publico, e de novo as con-
vida para afsistirem a missa .que pelo repooso
eterno de sna alma manda ci le.brai as 8 horas da ,n- -
mauhS, no dia 2 do prumi mes de Maio, trig-
simo de seu passamvnto ; e por este seto de ca-
ridade, se confesa d. sde ja agradecida, lendo
lugar a misaa na Cepelln d Torre.
A' Florida
una Duque de asas u toa
Chamase a atteneao das Exmas. familias par
os pi, eos seguintes :
Cintos a 1/000.
Luyas de pellica por 2500.
Luvas de seda cor granada a 24, 2/500 e 3i
o par.
fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 s 400 rs. <
metro.
Alguna de 1/500, 21, 3/, at 8/.
Ramea de flores finas a 1/500.
Luvas de Escossia pera menina, lisas e bords
das, a 800 el/o par.
Porta-retrato a 500 r*>, 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um
Anquinhas de 2/, 2/500 e 3/ nma.
Plissa de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 r
Eapartilho Boa Figura a"4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Pentes para coco com ioscripcSo.
Enchovaes para batados a 8, 9, e 12/000
1 eaixa de papel o 100 envelopes por 800 ri
Capelia e veus para noivas
Suspensorios americanos a. 2/500
La para bordar a 2/800 a libra
Mao de ptpel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$(100 rs
llun de cores 2, 3, e 4 dedos
de largara a 3/000, 4/000 e 5/000 a peca
Lequ 'a transparentes a 3/000
dem preto a 2/000
Lindos Broxes a 3/000 1/000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 ris a duna, (CBK)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris
3 dedos 800 res, 4 dedos 1/200.
Garrafa Pagua Florida 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs,
Bicos biauc s pura sitinta, cretone e chita pa-
ra Correr b-tbados a 1/000, a 1/50J a peca com
10 varas, barato.!
Alburia de chagrem, velado e verbotina para
50 e 60 retratos a 6/, 2/ e 8/000.
Meias de Escossia para senboras, a 3/500 o par.
Lencos de linhi em lindas caixas,
Bico das Phas muito fino proprio para toalhas
e saias.
dem japones proprio para alvas e roqueta e
toalhas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 3/000
a peca com 10 varas.
Caixas com sortea de jogo de mgica proprios
para sali, a 5/000.
. Sabonetes de deversas qualidades.
Bolsas de couro para menina de estola.
Collarioho de linho a 3(0 ris um.
Grande pecnlncba em fnpartilho*
de linlio M a^ooo. um.
BARBOSA & SAONTS
l ni bom negocio
Vende-so a posse de kiosque da ra Nova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Buhar
Vende se um bilbar c>m suas pertencas, a pre-
o eommodo ; informa(O-js no caes do Capibaribe
A RDVOLCAO
0 48 ra Duque de Caxias
Chama a atteneao das Exmas. familias para um esplendido sortimento de fa-
zendas que vende por precos sem competencia.
E' bom ver-se para acreditar-se
Etamine de lit com palmas de seda, 103000, a pe$a.
Cambraia bordada com 10 jardas, 50500, a dita.
Guamiles de veludilho bordadas a vidrilbo, 7000, ama.
Lindas cachemiras broche, 1#500,o eovado.
Cachemiras de cores, 800 rs ljJOOO e 1,5200, o dito.
Damass de seda, 1^400, o dito.
Setim Macau, 80C rs., 1^000 o 10200, o dito.
Dito preto, 10200 e 10400, 20000, o dito.
Gorgurinas de listrinhas, 320 rs., o dito.
Setim damass, 320 rs o dito.
Lindas las de quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas a seda, 320 rs., o dito.
LSs com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas com bolinbas, 600 rs., o dito.
Fustao braBco, fino, a 400, 440, 500 e 600 ra. o dit).
Cortes de cachemira para vestido, 200000, um.
Cretones escaros e claros, 240, 280, 320, 360 o 400, o eovado.
AlgodUo de duas larguras, 800 rs., o metro.
Bnamante de quatro larguras, 10200, o dito.
Dito trancado de duas lirgaras, 10200, o metro.
Madapolao gema de ovo, 60500, a pega.
Cortioados bordados, 60500, 70000, 80000 e 90-000, o par. '
Colchas bordadas, 50000, 60000 e 70000, urna
Ditas de crochet, 80000, urna.
GrinaHas com rico, vns, 100000, urna,
Leques de pao, pretos e di cores, 500 rs., um.
Ditos de papel, novidade; 700 r3. e 10000, um.
. Artigos para honiens
Cortes de casemira de cor para costumes, 250000 um.
Lit03 de dito de cor para caiga, 50, 60, 70, 80500, um.
Ditos de fustao para colote, 10000, 10800 c 20500, um.
Ditos de 13 e seda para colote, 60000, um.
Casemiras de cores para 10600, 30000, 30500 e 40000, o eovado.
Dita diagonal e alcochoada, 20500, 40000, 50000 e 60000, o dito
Dita Sed3o, 20800, o eovado.
Cheviots azul e preto, 10200 e 30800, o eovado.
Grande sortimento em brins brancos e de toes, casinetas raoleskina, meias,
gravata8, lencos e outros artigos que se lembrarSo na preeenca dos fregu zes.
Henrique lia Silva Noreira.
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pilula8 purlflcao o Sangue, eorrg"em todas as desordems de Estomago b
dos intestinos. fl
Fcrtalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades |
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para es meninos assim como tambem para as
pessoas de dade avaxicada a sua efi'icacia e incontestavel.
Essas medicinas slo preparadas sement no Estabelecimento do Professor Hollowa,
78, NEW 0XF0SD STBKET (antes 533, Oxford Street), L0NDEES,
E vendemse em todas as pharmacias do universo.
Os compradores sao convidados respetosamente a examinar os rjtulos de cada caixa e Pote se Dio teem a j
direcsao, 533, Oxford Street, sio ralsmcaoes.

Cofre e ja ra
Vende-se um cofre iaglez e nma jarra vidrada
na roa Form sa n. 31.
VUHO e GRAGEAS T1VIEN
do
DOTOS
Extracto natural de Fijado de Bacallao
PREMIADO COM MEDALHAS OE OURO E PRATA
X>ela. Academia 35Ta.cion.al
Ordenados nos Hospitaes de Franca, America, Inglaterra, Russia, etc., etc.
Administrar so* forma mu facile agradavel todos os elementos curativos do oleo evitando
assim o cheiro .. sabor nauseosos d'estc; alem d'isso esta preciosa preparaco tem urna
superiorldade incontestavel sobre o Oleo porque pode ser usada durante os grandes calores
cm (juAuto o uso daquelle 1! impossivel, tai o eminenle servlco prestado pelo Soattr
VlVljUT; a experiencia tem confirmado o bom xito d'este producto.
Exigir a firma do inventor M. VIVAN cm duas cores ao redor do garg&lo de cada
garrafa com o Sello ua Unl.i dos Fabricantes.
PARS SO, Boulerard He Straabuurg, SO PARS

l
\ mam


HHHHH9HHHHH
Diario de PernambncoDoi
l
LITTERATU*"
OSEGREDO DE DANIEL
POR
JULES DEGASTYNE
-(*)-
Prlnelra parte
^ContinuaqcLo)
XI
A moja rotrou se, soltando um pequa-
no grito ce terror.
Disputara-n, bateram-se, san duvi-
da para saber qual delles a possuiria.
Mas o senhor, perguntou Bertba, se-
guiu os ?
Vendo os transportar urna moca nos
bracos, segu os, na esperanza de fazel os
soltar a sua presa. Mas vendo que nlo
era forte bastante para luctar a contra
favoravel. e
ment. Pouco depois perd completamente
os sentidos e so voltai a miio quaud) me
sent iraraovel sobra a rea. O raeu pri-
meiro movimento :oi olhar od torao de
mim e ebamar Mam. Brand, mas estava
s em um lugar d'sconhecdo... Nao
sabia o que devia fazer. Tinba modo,
mas a uona priraeira idea foi morrer,
fugir, quando um grito medonho me fez
oahir outra vez, transida do raedo. Lera-
brsva-me de tudo... e julguei que esta-
vam matando Mine. Brand.
Era o canaca que o companbeiro
tinha ferida.
No mesmo instante, proseguio Bar-
tha, vi na entrada da gruta urna grande
sombra negra... Era un dos meus ra-
ptores.
Antes masmo qio eu tivesse podido fa-
zer um movimento, ella lanjou-se sobre
mim.
O olhar charaejava ha... O p3to ar
tava-lhe.
P.recia rae que ?stava tinta de sanguo
o que um espire t verraolha sahia-lbe da
boca. Atirei-ma para traz, as3U3tada, jul-
os do?, esperei o momento
iracas a Deus essa momento chagou
Toda aminha vida nao basta par I gando qua a roia!:i ultima hora tinha che-
testarouahar-lhe a miuh i gratidao. I g**- Sabe o pe se passou depois ..
- Nao fallemos em gratidao... Nao rae! No momento em !ae lg. P9r*
deve nada... Mas, o quo lhe acontecen?... S-*- apparecea-o co no um anjo
= Como cahi eiu poder i'elles?
Siro...
Tinba ido
Nuraa com a
passear nos arredores de
minli gov rnant-a, o cu
salva-
pira Daniel um oroar
toi
para traz.
eu julgava imaginarias o
E para a fazer zangar
E a 8105a diri.,
ie reconheoimeoto.
Emquanto Pallavam, Mllo. Dartiga o o
O tidal-
a a maja,
quena voitar 4uo lwaJ 4ou '''""y" ......ara pros
medo de degracas que trado. Devia ser muito tarda. O socego
ino ra... !era profundo e:: torno delles : apenas se
ouvi o marulai: iaa vagas. A luz brlba-
va>m um cea 33 ;i niveas e as estrellas
brilhavam no espayo.
Estamos mato longa da Nuni?
estava to forraosa, o tempo to favoravel. an salvis tubMB ..minhiio.
quo nos afastaroos um pouco. Oh I a culpa go amparata o albor qua podi
foi minba- A pobre vclha quera voitar que todas aquellas emocoas tinh
..___ m- ..j, An jff>OMg n,tn traio. Davia se; muito tarda.
P
Tinha
de que
andava mais de-
pressa ainda. Ella mal podia acompanhar-
me. Podia eu acreditar que os selvajens 1
chegavam to perto da cidado corao ella ;
dizia? Tnhamos parado para deseanjar< perguutou Berths,
nm pouco: Mme Brand, o norae da mi-1- Muito longe, NMeu Daniel. ...
nha gobernante, estava furiosa e eu ra- parque carr. parte da Mal horas atraz dos
me do sen furor. Entreunto cornejava a canacas ; mas agora c va inais temos
fazer-se tarde. A noite approximava-se... temer e podernos deseanjar.
Que iria dizer raeu pai ? Affiaojo-ihe, me i Effecta.aente, as lazos da
nina, que nlo nzoavel, o Sr. Dartige P^o app.raaer: algumas inilhis
vai zangar- se... Vamos... ..___..
Lancei-mo a seus, Ps com um ar iro- Emquanti oto m passava a balburdu
nco supplcando-lhe. : y" g"n-,e *a fB *** ~toow io^
- Cinco minutos mais, um quarto de apparecuneoto de Mllo Dart-ga espalhou,
1 u v Q.nnri n mor ri 83 com a rap:i._ ra raio. bra la noite
hora, roinha boa Brand... U mar esa r dL,i h^
a L]h fechada, quanio : >aj iu M na. Brau 1, des-
E levantci-m*, corri at a beira d'agua,' vairada, lvida m.do, gritando o solu
que as va- ; Iut-rr gav 1 a t
que
aidade e do
m mndo os ps na espuma,
gas deixavam.
Entretanto, julguei tambera qua o mo-
mento da partida tinha chegado e ia acce-
der aos rogos da raiiha govornant'*, quan-
do de repente a vi empallidecer,
Ella nao poda res-
pDuder... Naa sabia nada, nlo se poda
tirar dtlla seao i''i:orraact3es incomprehen-
sivtis. Tioha vUj uaaaelfn. Tinba
desmaiado e quacia voltau a si achou se
gritar e cahr de costas como urna massa. a. A menina B-rtha tinha dPPr^o
Nao tinha visto nam cundo nada de x Procurou-a, chalaza. Nlo boba obtido
traordinario.
Julgava que hava sido accomraettida de
urna indisposijlo sbita e corri para soc-
correl-a, quando tambero, soltci um grito
e fiquei lvida, pregada no chlo pelo ter-
ror.
Acabava da er chegir a pasaos abati-
dos, se ai ruido, cora preciucoas de
que quer sorpreuder urna presa, dous ca
nacas enormes, que me pareceram gran
des e formidaveis como gigantes.
Quz gritar, mas a voz estrangulo--v
respesta alguma-
noite aprca. aava-sa .. Teva rae-
do... Fugio" .10 a a aaso...
Nlo sabia me3m> ond estava. Nunc
tinba ido tio longe.
U Sr. Dartiga, a/ado era lagrimas, di-
rigo-se innaediatfrmenta casa do govor-
pocia em
fera nadar. Poz-se a polica em tnovi nento,
enviaram saldado? ea nda as direeySes ;
mas DO p.!a:o & balbudia era tambera
grande. A: bor regulamantar Daniel de
Serves nao tiulia voltado. A evaslo de
as perna.4 i H*-fc"'^ saoi.a um taeto grave para
dobraram-se-mu o c..l,i de Mda,ni>U.]**" V* o aob a sua vigilancia,
por uso o funociocari'j, que tinba sido ne-
- nosso hroe,
ado.
cora cao. Es
Uva castgado po: t-;r abraniado a seve-
,eridade psra cara um hornera indigno.
ra A fuga de Daniel pndia trazer a sua de-
aiissao. Era lha d oloroso sobretudo acre-
quem tanto
ar fsti- t'nha obsequiado. Par iaao, a principio
nao quera admittir qua Daniel tivesse fu-
11 por uso o lunaciociri', 4uo ""
O'qua ss passou d-p Krifo-co.no a impressao de um sonho ou -stava completamente desonent.
C 1 iu O.-nsurava-se Je sau bom cor
de um pe8aueIlo
Record me ainda de ter visto aquellas
homens junto de mim, depois senti qi
me agarravam, que me carregavam, roas <>r
inc--paz de fazer um movimento, da soltar
nm grito. Ficou-me entreunto a sanea- ditar na .ngratidao daqiulle 1
5I0 de urna marcha rpida. O ar fusti-
gava-me o rosta o lembro-rae qua aquello
ar fazia-me bam : mos nao tinha conseien-
cia da outra cousa... A lembranca de
meu pai tambera roe terturava, mas tudo
aquillo era coufuso e durou apenas um mo-
lido. Tiuha acontecido alguma desgraga
ao tidalga.
Twlve tivesse sido como Mlla.
Dartige^ arrebatado ou assassinado pelos
Belvagens.
ti
F0LHET1M
J0SLAR0NZ4
POR
VI
Emquanto iato -=e passava no palacio de
J;:har Sing, um ya.ht pequeo, mas que,
entretanto, trazia nos seas castellos seis ps
I cas de J190 de noventa millimetros, passava
a todo o vapor pala bahia em cujo fundo
existe Poata de (ralles. O yachtcoot.r-
n -i a c nta de roabas que formam o anco-
r...iouro ficticio da cidade e largou ancora
JACQKS D l'LOT E PEDRO M.VELii:squerla.depois de ter paseado entre dous
renques de rocbodos madrepricos que o
I oacultavam oinolotamente mesmo dos ti-
i gias da cidsdrttk
Mas, coraquauto passassa rpidamente
j pelo campo do lio-izonte, o vapor tinha si-
i do visto por um v-Jlio, o .p'lotj mais auti-
i^ttah, era esse o seu no-
s E O 1 \ : PTR
O PIRATA
( Cuntinuaflo do n.
V
go Ja r-^giao.
tinba sido .lasaaior de
95)
Entao, fallando, seaa duvida, a um per-
sonagem invisivel:
Larabras-te, Jahar, dos dias grandes
de Jecpre, quanio nos dous elebraraos s
grandes festas do Poojah 1 Vinham de lon-
ge os pobres que se abrigavam sub o teu
manto de principe,, que se deitavam debai-
xo dos ps do t'U cavallo. Lerabras-te dos
fakirs qjia saudavara te quando passavas,
doa fiis que se feriara, que queimavam a
mo, 'que se suspeadiam pelas costallas oos
ramoiJ das erandes arvores. Sa iivesses:
me, tmha sido .aosaalor ae puroUs. Sen-
do obriga io a abandonar esse officio peno-
so, tinba cstudado-a co3ta e adquirido per-
feto conhecimento della.
Tioliam decrrida apenas alguna minu-
tos depois qua o : >'incho da fumo, des-
envolvido pela cbamis do yacht, dissipou-
se, quando a barca do piloto sabio lenta-
mente da enseaa onde estava abrigada.
Corao a coincidencia da sua partida coma
ebegad do v..por poda causar reparo, At-
tah, que sera duvila nSo quera attrahr a
atten^ilo hora em que todos entregam-se
sesta, ramou de p a principio negiigen
trnente. Pareca antes estar procurando
alguna na'io de -/la, afi.n d$ o pilotear
Entretanto a noite adiantava-se e na ha-
va nitica dos dous.
As historias j comecavam a circular.
Algumas ms linguas diziam que os ael-
vagans, que tinham raptado Mlle. Dartige,
nlo tinham a pella bam negra e o que da-
va alguma verosimilhanca a esta supposi-
9I0 que todos se record a vam perfeta-J
menta de ter rauitas vezes visto Daniel era
casa do negociante. Entretanto Daniel ti-
nha a apparancia de um velho, einquan'.o
a filha de Dartiga era moga o banita. Nlo
era, perianto, por su vonta la que tinha
seguido o forjado. Fallava-se em rapto,
em vLlenaia.
Em todo o caso bavii n'aquelles dous
desapparecimtntos urna coiacidenaia pelo
menas singular.
Durante aquella noite ningucm dormiu
em Numa.
Toda a aidade e3tava de p.
Pelos campos aniavam grupos ornar
chotes.
Corri ara boato3 si nutras.
Os canacas estivainas parts.
Eram vistos a andar em grupos innu
mera veis at sob 03 muros da cidade.
Tola a gente trema... Fallava-se de
casas saqueadas, de habitantes assassina-
dos.
O govern-dor inandou preparar um va-
por para roniar em torno da ilha.
A infantera de marinha tinha pegado
em armas ao acaso.
O dia comeca j a raiar quando na
cidade se operou um grande alvorogo.
O dia aoraecavava j a raiar quando na
cidade se operou um grande alvoroco.
O governador, que nlo tinha pregado
ol!.o> correu janella e viu urna multidlo
invadir a ra Sulferino.
Ao mesmo tempo nm estafecta vinha a
toda a brida prevenil-o.
Daniel tinha chegado. .. Tinha sido en-
contrado cara Mlle. Dartiga, que liavia
arrancado O governirdor correu para fra da pa-
lacio-
A noticia era verdadeira.
Urna multidlo enorme rodeava a casa
do nngoaanta.
Tola a gente se afa3tou para dexar
passar o governador, que encontrn o Sr.
Dartige em lagrimas, nlo se canjando de
abracar a filha
Daniel de Serves estava junto delles,
satisfeito som o prazer que tinha dado ao
pobre pai.
Fizesta-a bonita, disse lhe o gover-
nador em um tora em que liavia inais ba-
e voh'ucia qna censura.
O forjado voltou-se e ficou confundido
vendo seu superior.
Sr. governardor, disse elle :
Peosei que tivesses fgido... man-
dei urna patrulha tua procara.
Nlo sou capaz de causar esse dea-
gosto ao meu bemfetor, murmurau o po-
bre hornera.
Nesto ponto Bartha, arraocando-se dos
bracos de seu pai, interveiu.
E' a elle, Sr. govomaior, disse ella,
que devo poder ainla abracar nisu pai.
Qua lha aconteceu? conte-me uso.
Daniel narrou os fastos que j conhece-
mos.
O Sr. Dartige nlo se canjava de agra-
dacer-lhe e de o felicitar.
Effectvamente, disse o governador,
deste prova de urna grande habiliiade e
de ama grande habiliiade e de urna gran-
de coragem.
Oh 1 se eu pudesse, exclamou o na
gociante, recompensar-te com o que ba de
mais precioso neste mundo, a liberdado 1
Se os meus rogos pndassem ser uuvidos I
Nlo se lerabre agora de lhe dar fu-
ga I ezclaraou o governador, rn io-se
Oht nlo 1 replicou o 3r. Dartiga,
mas aa o meu testamunho lhe pudesse ser
til... Nlo se um grande crimiaoso
quando ?e tem coraclo.
Ha vemos do ver isso, raspn leu o
Os indios parecem compreheoier a lin-
guagem montona das sinutas. Mutas ve-
zes a ddr qua psalmodi'in por elles ; s
veacs dobram. Foi por isso que o velho
piloto coraprimentou-aj respeitosaraente.
Era beata ch'gou ao lugar onde o yacht
tinha fuicado. Urna escada de corda
penda do prtalo.
O telho subi lentamente para o convs,
onde achou-so era presenja de dous raari-
nheiros, cada um dos quaes poz-lhe urna
rolo no hombro e o agarr ram p Jos bra-
jas.
Que navio myst"rioso era esse qua tinha
ido collocarse longa dos eanho-s da forta
leza e a cujo bordo toraavam-sa tantas pre-
caujS^a ?
Sou conhecdo do seu capillo, mens
amigos, disse o indio era mo inglez. Di-
ga ao sahb Lewis Jubb qua Attah veio
pdr-se s suas ordena, como lhe prescreve
ram.
funcionario em tora que se esforgava para
tornar asporo. H de sa naturalmente
levar-Ihe ea conta esta boa acglo... E
encarrago-ma de escrever ao gnarda, dos
sellos.
Oh senhor gaguejou Daniel, nlo
podendo pronunciar nem mais urna pala
tra.
E fcjoelhou-se beijando as mos do per-
sonagem ofnaial..
Eatretanto, voltava um outro grupo de
marnheiros.
Tinha ido at o lugar era qua o combat*
dos canacas se effactuou.
A sua narrajlo veu confirmar a da Da-
niel e de Bertba.
Tinham visto os cadveres dos canacas.
Pasraavara-se todos da sua estatura e do
vigor que deviam ter.
Dartiga na sabia como raanifaatar o
seu recouheci neoto ao salva lor de sua fi
lha.
Poja-me o quo quzer, dissa elle a
Daniel, tudo quanto possuo parten ae-lhe!
O nosso hera abanou a cab 'ya.
Nlo quero nada e apenas fiz o meu
dever. Nlo pode rostituir-rao a nica cou-
83 qne dosejo, e que perdi para serapre...
O que ?
A honra.
Afastou sa profera lo o>tas palavras e o
oegoaiante piucas vezes o tornou a ver e
nunca conseguiu fazar que elle acetassa
cousa alguma.
Ura dia chamou-o na occasilo em que
ella passsva, e fel-o entrar em sua casa.
E' irapossivel, djsse-lhe elle, que sa-
ja criminoso, que tenhi merecido a sua
condomnaclo. Tomei informacoas a seu
rrspeito, par internaa la men irralo...
Elle mandou-me todos os pormenores do
seu proaesso que causou grande senaajlo.
Nunca se soube quera o sonhor era, o ain-
da hoja nlo sa saba.
E nunca o saberlo, disse Daniel.
Nlo lhe pergunto: tem a3 suas ra-
zies para guardar aegredo : mas nlo dove
ser s no mundo : deve ter parantes, filhos
talvez, a quam deseja tornar a ver.
O nosso here ostraraeaeu.
Foi, sam duvida, para os nlo des-
honrar, qua escondeu o seu norae, a sua
origera. Quar voitar para junto delles?
Daniel fez um movimento brusco e olhou
para o negociante.
O Sr. Dartiga nlo abaixou os olhos.
Nlo havia nelle nenhum pensamento reser-
vado.
Salvajlo da minha filha valo bem
que arrisque alguma cousa por si. Quer
fugr ?
O filalgo fez-se horrivelraente paludo.
Fugr?
Hiro, posso fornecer-lhe os meios. O
navio de meu irmlo liega no fim do mez.
Sa quer, elle o receber a bordo no mo-
mento de partir e doza o em -Sydney.
E depois qne fajo t
Pode ir reunir-se aos seus.
Urna grande alegra brilhon no olhar de
Daniel, mas apagon-se immediatamente.
Abanou com tristeza a cabe ja.
Agradejo-lfae muito ; mas o que me
propoe imoossivel.
Por que ?
Tudo me obriga a ncar aqui e a con-
uluit o tempo da miaba pena.
Lembre-aa que tem ainda mais de
oito annos... e qne em oio annos...
Bem sei, os meus podem morrer, eu
mesmo posso morrer sem os tornar a ver.
Quera nicamente vel os de longe, sem
que ellas soubessem o que me aconteceu...
morrena de vergonba se algum dia o sou-
bessem.
As lagrimas saltaram-lhe dos olhos.
Mas nlo tinha coragem de conservar-
me longe delles, sa me visse livre...
melhor que fique aqui, esquecido...
Dartiga nlo insiaiiu ; mas nlo aban do-
nou o seu projecto.
XIII
para dcotro do porto, do 90a destinar se ao
vivido, meu fitho, teriaraos tornado a tazer; fundBadouro do yacht. Levou raos.no a sus
os sacrificios, teriaraos revisto Oude e Ro- jjarca a cert3 dictMsoia mar en fra, de
hilemed. Siva nlo o quiz. O mais insig- mo0 qUe ciDgU9rQ ppdesse desconfiar do
nieante, dos scus servidores hurailha-Bo 8eu fi^. Quaado sa julgou perdido de va
anta a sua vontado toda poderosa. t3j f|rc0 l,ra8aaraenta. A sna p entao
Pereca mergulhado em extase. bat u na agaa cera urna forja admiravel
Maximiliano approxmon sa dello Pu para um telho. O3 brajas nao cessararo

xou-lbe o manto.
O velho, entlo, lembrou-se e, voltando-
se para o mojo ?
Adeus, mancebo, disse ella era voz
cheia de vibracias brandas. Contioa a
tua viagnro, e se souberes que Brahraa
chamou a si o padre abandonado, lembra-
te do pagode de Boaw.nce e dos segredos
que contera. En t'us lego. Do fundo do
meu tmulo en os defenderei contra os pro
fanos, emquanto nao voltares.
Muito commovido, o medico apertou
pela ultima vez a mo do velho singular e
tomou, poasativo, o caminho de Ponta de
Galles.
No borizoute do poent, peusou ver su-
bir urna nuvem branca. Devia ser o pa-
quete que no dia segnoto o levara a Sin
gaso
de moverse senaa quando o horaem su-
persticioso corapriraentou as boias da sine-
tas.
Alera da priraeira cnt da rouhedos,
Ponta de Galles tem, com effeito, urna se-
gunda cinta constituida pelas boias de ai
netas.
Essas baas pintadas da preto, parecem
os alvos movis qua sa estahelecein no
mar liara os tiros de ppja. No plano da
superfiaio ha um arco do cujo centro pen-
do um> aineta.
A' noite, quando ha marulbo, a boia se-
gu o movimento da vaga, imprime um
abala r guiar aineta e os navios ouvera
do largo ura carrilblo lgubre qne Ihes an-
nunci-am a approxiraajlo do cemiterio roa-
rinbo, onde cantos dos seus aeiaelhantes
perdern)-se com as suas equipagens.
Um dos roariuheiros ratirou-se, emquan-
to o outro continuava segurando o piloto.
Entretanto, urna moja qne estava encos-
tada na amurada, e que pareca ter pres-
tado attenjao ao indio, approxiraou-se. Ti-
oha o typo das hespanholas dps Antilhas e
dos mauros das costas do Mediterrneo,
com grandes olhos negros qua reflectem
tanta bondade quando O ciuma ou odio nlo
os incendia.
Est engaado, dissa ella com bran-
dura. O capitlo deste navio chama-sa...
Lawia Jubb, disse seccaraente ura
bomem al o, trajando como os capillos mer-
cantes e que surgi bruscamente pela es-
cotilha.
Interpoz se entre a moja e o grupo for-
mado pelo marinheiro e o velho, voltando-
se para a prime-a :
- Carmen, disse elle, abrandando a voz,
sabe qua lhe prohibido dirigir a palavra
qui a bordo a quem quer qua seja, a nlo
ser a mim.
L' w8 Jubb repetio a hespanhola ;
esse norae inglez. Voc entlo nlo Jo-
s...? ,
Nem mais urna palavra, digo lhe eu.
Aqui cbamo-rao Learis Jubb. Tenho ain-
da outros noraes. Pouco imporu. Por
emquant), pejo-lbe que me deixe s com
este bomem.
Carmen, pois era olla, recuou alguna
pasaos
Voltou a tomar a posijlo anterior e co-
mejou a cantarolar urna havanera. Os aeua
dedos de alabastro e o p bat ara compasso.
Mas o sen canto *q ie sa perda no espaco
nlo a impeda de ouvir a conversa que
Entretanto aquella idea de fuga que Dar-
continuou entre Alt ib e Jos Laronza, en-
tlo L> avis Jubb.
Ests corto de nlo teres sido visto
drigindo-to para estas rochedos ?
Estou certo, sahb. Na cidadella sa-
bara que eu aaio rauitas vezes para explo-
rar.
Bem. Sem duvida tens noticias do
nababo Jahar Sog.
Sim, est morrendo. Talvez a esta
hora a sua alma j tanda coraparaaido per-
ante Brahraa.
Ah 1 entlo raorreu esta noite....
Nlo me raandou chamar, a mim, seu ami-
go fiel ?
O nababo pronunciou o seu nome va-
rias vezes, mas o brahmana Ramou Sa vol
tou depois da sua partida.
Esse maldito fkir exelamou Lawis
Jubb, 1 ujos olhos Ianjaram chispas.
O indio to nou urna attitudo suppli.-e.
Elle venerava Ramou Sa.
Elle a-nava Jahar Sing, tornou elle.
Tentn tudo para salval-o. Ainda hon
tem, um bnhra foi chamar o medi o dos
higlanders uo Inn 0/ the Iron Duke.
E... o medico... foi vl-o ?
Nlo, ease nlo, rass outro, um fran-
cs, um medico da marinha, que desera-
barcou aqui ha dous das.
Ura medico da marinha francesa...
que desembarcou aqui ha dous das ?. -.
Mas.... de onde veo olla? Tu sabe3.
Dze.
O Jean Bart tocou agui. Poucos das
antes soccnsreu o Hindoustan, um paquete
das Messgerias, que tinha sido atacado
por piratas e recolheu alguns passageiros
entre os quaea estava o medico.
Sabes o aeu nome ?
Cbama-se o Sr. Arband. Ouvi o cora-
mandante do Jean Bart chamal-o por ease
nome. E' seu amigo.
Ah I ah I A sorte est me avoro-
cendo. E... ello vio Jahar Sog?
Sira, sahb; mas nlo pode arran-
cado roorte. Jahar Sing estava con
demnado.
Entao, disse Jubb, de si para si, esse
hornera sabe de que morreu o nababo De
ora era diante incomraoda-me duplamente.
E' preciso que desappareja.
E dirigi ose ao piloto :
A sua casa -st vazia, AtUh ? Has
de ra'a ceder por dous das. Tona isto
para ineranisar-te e pagar outro com-
modo.
E Levis Jubb dau um punhado de anas
ao n lio velho, que se inclinou em signal
do aasentimento.
tiga- tinha colloaada no eapir'to de Dani.J
como um germen, nlo levou muito a des-
envolver-se e a fazer grandas estragas.
Fugir? Havia muito temp que o Sr. de
Serves aban lorian aquella ideia que o ti-
nba perseguido nos primeiros tempos do
sen desterro : mas reconbeseu a irapossibi-
ldade de urna evaslo, o nlo pensou mais
nsso... Agora o desejo de partir, de tor-
nar a ser livre, apoderava-se delle com
violencia... A proposta inesperada do no
goaianto da ra Solferino tioha-lhe par as-
aira dizer aberto urna porta na esperanja.
E agora nlo podia ccaupar-se de outra
cqusa.. Sonhava cora ella noite.. Da
dia o aeu olhar diriga se para o mar, e
parecia-lha que o corpo, segundo o pensa-
mento, ae afastava naquelle eapajo, naquella
imraensidade.
Todas os navios qne lavantavam ferro do
porto e que elle via desappareaer no horizon-
te, pircciam-lh8 qup,afastando se, levavam-
lhe um basado da sua esperanja. E pen-
sava no que faria se fosee livre... Sar-
lha ia fcil ir ao Mxico... Nlo precisava
voitar a Franja, onlo estara em grande
perigo. "lo tinha agora era Franja nenhum
amor, nenhum intereise. Podia esconder
se em Puebla, noite, e de dia, ir vagar
pelos arredores da habitajlo onde tinha
deixado tudo quanto lhe era caro na trra.
Saberia ao menos quo fim tinham tido
aquellas pobres oranjas. Estavara talvez
na misara. Elle as ajudaria, proteg' 1-as-ba
como ura gaco desconhecdo. Tudo isto
era possvel, fcil mesmo agora... Tudo
dependa delle. .. Offreciam-lhe. Aquella
sonho de vrntura, de qua nunca ousava
lombrar-se.tornava 33 agora realisavel. Urna
palavra e parta.
Mas essa palavra nlo a liria ella.
Urna idea mais poderosa que todos os
la jos o prenda all... Era o affecto que
dedioava ao governador.
Nlo quera dar um desgosto aquello lio
mera, que se tinba mostrado to bom para
elle e cuja benevolencia tanto lha havia
minorado os seus males.
Parecia-lhe que naquallas condjSes a
sua fuga seria urna covardia. Seria abu-
sar dos baneficios que tinha recebido.
Urna amanhl Daniel estava no porto,
quando de repente ura grande movimento
se operou era torno d'elle.
Assignalava se ura navio no horizonte.
Os marnheiros f aziam oculos com as ralos
calosas, procurando destinguir que navio era
aquelle.
Um velho marioharo exelaraou:
Nlo preaiso indagar mais, o lie
2?ou f sa nlo f6r, sou capaz da atirar os
meus remos ao fogo.
O nosso here eatremeaen.
O lie Vcm era e nome do navio que o
devia levar, se elle consentsse.
Um instante depois, viu um negocian-
te chegar, armado de um oculo de alcance.
Era, cora effeito, o He Nou que chegava.
O Sr. de Serves fugio precipitadamente
corao para raubar se tentajlo.
Alguns instantes depois o navio faza a
sua entrada no porto.
Todas as vezas que via o lie Nou, Da-
niel santia o aorajao bater Iba com violen-
cia.
Dartiga encontrau o urna vez e renovou
O offereci nenio. I
O navio devia demorar um mez.
Tinha ainda tempa para decidir sa.
Aquelle mez foi terrivel.
Daniel em vio praaurava fugir valo
de libsrdade que o persegua. Tinha medo
de dirgir-8e para os lados do porto, onde
a vista do lie Nou reno va va todos os seus
desejos e todas as saudades; masera para
l attrahdo como que .por urna forja invi-
sivel .. Passava horas ate;ras no caes e
na penumbra luminosa, que cahia sobre o
mar, parecia-lhe que o navio dos Srs.
Dartige & Irralos se .nimava, chamava-o,
attrahia-o... vinha at elle, como qua para
reaebel o e leval o.
Por moraentis, cora a illuslo que dio
as trevaa, via o barco augmentar de volu-
nte, crescer, eneber toda a Bahia.
Nlo vi maja nada. O lie Non. intadia
tudo. Depois era a cidade mexicana que
apparecia com a sua verdura, o sau solo
vermelbo, cortada pela pcareta dos traba-
jadores, sua raulher estova sentada por-
ta da habitajlo, com os dois filhos, j
ereaeidoa. Oa operarios andava ra de um
lado para outro de nlvilo s costas. D*
trra rasgada jorra vara verdadeiros the-
souros. Era a prosperiJade, a riqueza, a
felecidade. S ella tal Uva a festa. Outras
vezes a casa cahia era ruinas; via os tra-
bi-lhos abandonados, as trras desprezadas.
Era torno da casa, encheado o jardn, her-
vas selvageos, arbustos nascidos ao acaso,
aera cultivo, emmaranhados. Depois, pela
propriedade abandonada, a mulber e os fi-
lhos vagando sem abrigo... sem po...
chamando o.
Com um movimento brusco, tentava ar-
rancarle aquella vslo, aquelles pasadelosj
e voltava a passos rpidos para a. cidade.
O He Nou poucos dias de demora j ti-
nba em Numa.
O fim do terrivel combate, qua sa trata-
va no espirito do nosso here, approxima-
se,
Daniel sentia-se enfraquecer.
Evitava passar por dianta da casa de
Dartige
Fugio mesmo viste do mar.
Se o navio sa demorasse ainda muito
tempo, o infeliz fioaru doente,
Entretanto a rosolujlo que tinha toma-
do era inabalavel, nao ataijoaria o seu
bemfetor.
Estava aestas dsposijSes do espirito
qUando urna noite, na occasilo ara que en-
trava na pequea casa, em qne babitava,
ao lado da casa do governador, vio dianta
da residencia offiacal urna grande multi-
dlo dando sigoaes de agitajlo e de es-
panto.
Approxiraou se vivamente e informou-se.
O governador morreu.
Teve um momento de terrveis angus-
tias... as lagrimas viera ra-lie aos olhos.
Morto I... O gov rnador Poucas
horas tinha o visto de perteite saude, ti-
nha recebido delle ordans para o dia se-
guinte.
Infelizmente nlo havia a menor duvida.
A noticia era verdadeira.
Davam detalhes.
O governador foi accomm ttido depois
do jantar, de urna cyncape.
O criado corren para racebel o nos bra-
jos, mas nem tempo t:vo para o transpor-
tar para o seu leito, Expirou em cami-
nho. Daniel estava seriamente aaicto.
Era araigo do governador. Depois, aquel-
la castrophe ia sem duvida alterar o seu
modo de vida. Quem sabe se agradara ao
successor do funecionario A bro paasa-
gem para penetrar no palacio. Queria ver
o seu protector ainda urna vez... Tod:s
as salas estavara cheias de gente. Os cria-
dos ;.lBi :tos,com os olhos hmidos, tinham
difficuldado em impedir a invaslo. O go-
vernador era muito estimado na cidade.
Era celibatario, sam parantes qua o roieas-
sem... Danielle, a quem os soldados da
sentinella o os criados conheciam, que ti-
nha o seu esariptorio mesmo no palacio,
pode penetrar no quarto de dormir.
O seu bemfetor estava deitado na cama,
tsdo vestido, cora a roupa que trouxera
durante o dia. Pareca dormir e Daniel
nao podia acreditar que estivesse morto.
Entretanto, o rosto lvido, os olho3 facha-
dos, nlo deixavam illuslo.
Daniel rompen em pranto e ojoelhou-sa
aos ps da cama.
Quando se levantou parecia-lhe ter to-
mado urna grande rcsolujlo.
Contemplou um instante o cadver, bai-
jou lhe as ralos, depois sabio e dirigio-sa
para a ra Solferino.
(Contin)
Ainda urna palavra Onde est o
Jean Bart f
Hontem noite chegou um telegram-
ma. O Jean Bart lavaotou ferro, o sen
destino nlo sabido.
Tudo vai bem.
Jos Laronza parecen mais satisfeito
com esta ultima resposta.
Tu vais levarme e outra pessoa p. ra
tua casa. Mas preciso que maguera nos
veja desembarcar.
Passarei pela garganta de oeata. Des-
emboca quasi era frente minha casa.
Jos La noza volt m para o seu cara a io-
ta, depois de ftzcr sigaid a Carmen que se
apromptasso para ir trra.
Reappareaeu alguns minutas depas. Ti-
nha mudado roupa. Trajava como planta-
dor r~m: fflhr- de badana, jaquetlo de
seda azul, dts? sal-ko e polainas amarellas
'O'istituiara o seu trajo. Em urna cinta
larga de danella vermelha, que levantou
para ocaultil-os, tiuha mettid > dous revol-
vers e ura knss malaio, urna arma terrivel
em ura combata corpo a corpa.
Emquanto esperava Carmen, o pirata
passeava agitado no convez, batendo nclle
com urna bengala de canna da India com
um castao de onro.
Appareceu a moja.
Trazia urna mantilha qua lha cobria par-
te do rosto, nlo quarendo, sera duvida, ex-
por a todos os alhares a sua singular bel-
leza.
Ah afinal dissa cora azedurae La-
wis Jubb. Eu estava esperando.
Que quer 1 Eu nlo estava pravenila
desta partida precipitada. Mas, v que eu
nlo o fajo esperar, porque o seu immedia-
to, que raandou eharaar, ainda nlo veio.
Perdi, minha senhora, aqui estou,
disse respeitosaraente um marnheiro de
bordo, que nlo se distingua dos outros sa-
nio por um bonet de gallo. Fui .exami-
nar o paiol das ancoras, aocrescentou elle
voltunio-se par* o lado de Laronza. Estou
s ordena do Sr. capitlo.
- Deixe o navio por dous dias. Se bou-
ver algum alarma, fuja.' Nlo se imparte,
nem coramigo nem com a senhora. Evite
quHlquer encontr e, sobretudo, exaente
fielmente aa nstru-j3's qua esto fecha-
das em ura estojo era cima da raesa da mi-
nha cmara. Qnarido estiver ao largo ve-
r onde dover encontrar-nos.
Nell Hobsonaabe obedecer 1 Foi essa
a nica resposta do immodiato.
Era ura americano, condemnado mor
te por inaubordinajlo na marinha de guer-
ra dea Estados-Unidos. Tinha se evadido
quando ia ser executado. De altura me-
diana, mas de eonstrucjlo athletica e de
urna energa feraz, tinha urna dessas caras
em que so lm todos os jvicios levados ao
excesso. Assomelhav sa a easaa fras
subraissaa emquanto o domador as subjuga
pela forja, mas revoltando-se logo qua
descobrem nelle o menor symptoma de fra-
queza.
Temido pela equipagem do yacht, que o
leitor sabara, era campuata da escaria do
todas as marinhas do mundo, nunca dei-
xou de cumprr urna ordemde Lewis Jubb
de quem era ura auxiliar poderoso.
Um quarto de hora mais tarde, Attah
raettia a embarcajlo por ura canal muito
estreito, sinuoso e que escolhos flor d a-
gua taroava impraticaval para qualquar
outro. Por isso nlo foi sera certa emojlo,
qua difficilmente pola contor, qua Carmen
acompanhava os movimentos do piloto.. A
cada momento via surgir lha pela fn nta um
rochado.
A embarcajlo, vigorosamente irapellida,
araeajava bater, mas com urna ramada da
Attah, evitava o rochedo.
V'ja qua sabes o teu officio, meu
tratante, disse-lhe Laronza. Deves ter fei-
to entrar muita parola por este canal do
infamo ?
A gente faz o quo pode, sahb. Os
guardas da alfandega de Sua Magestada
slo corao os seus policaraen : vigiara as es-
tradas por onda todo o mundo passa.
O silencio maia completo reinos durante
o resto da viagem.
O espirito do pirata trabalhara. Felici-
tava-se por poder, afinal, aehar-se face a
face com o doulor Arband e ao mesmo
tempo inquira de si mesmo quaes eram os
meios a empregar para deaarabarajar-se
delle.
Quando chegaram trra, rojou-lhe os
labios ura sarriso singular.
Uo observador attento teria compreben-
dido que elle tinha deacoberto a solujlo do
prgbleraa. ,%
A embarcajlo tocou na areia. L^vrs
Jubb nunca ae mostrou to amavel para
Carmen. Offereaeu a mo moja para-
fazel-a desembarcar, mostrando lhe ondj
devia por os ps, para nlo os raolbar.
- Est boje desenvolvenlo urna galan-
tera oda francesa, Sir Lawis Jubb disse
Carmen em inglez. E' aasm qua devo
chamal-o aqui, nlo ?
__Ora I sabe que vi vi mito tempo em
Franja.
(Continuarse W" )
Typ. do harto roa Duqae de Cti*s a t.



.
*r
v_
nm
' WIHAH >


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