Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16682


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Full Text
AJVlf O IXX
Domingo ftO de Hato de 1994
1VUHERO 119
DIARI
PERMMBUCO
PB0PBISB&B2 01 UAHOIL FOTEIR9& E 3F&BS& & SLBEOS
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NAO SE PAGA PORTE
Por tres mezes adiantados. 8$000
Por seis mezes adiantados. 15$>000
Por um armo adiantado .... 30&000
SAO NOSSOS AGENTES EXCLUSIVOS DE PUBLICAgOES NA FRAN-
CA E INGLATERRA
Os Srs Mayence Favre & C.*, residentes em Pars34 rae de
Provence
PARA OS LUGARES ONDE SE PAGA PORTE
Por seis mezes adiantados.
Por um anno adiantado .
Numero avulso do mesmo da.
Numero avolso de dias anteriores.
161500
331000
1100
1200
Telegrammas
ffi
4Miro Preto, 18 de Maio.
Ao governador do Estado.
Recife.
Congresso acaba recon'iecer poderes
Dr. Chrispim Jaques Bias Fortes e Joao
Nepomuceno Rubithscheck presidente
e vicepresidente ltimamente eleito nes-
te Estado. Tomaro posse 7 de Setem-
bro.
Sado-vos.
Alfonso Penna.
EDUCAI^AO
i:;::::::::::, hosal i :s::::
HERBERT SPENCER
Cupitiba, 18 de Maio.
Hoje teve logar a sessao de mstallacao
da 2.a legislatura do Congresso Legisla-
tivo do Estado, perante o qual li Mensa-
gem.
Sado-vos.
Vicenie Machado.
CAPITULO IV
A Edacaco Physica
s:::::: panculas:: ::s::
Rio de Janeiro, 18 de Maio, s 9
horas e 20 minutos di noi' (recebido na
estacaos 11 horas e 53 minutos da noite,
e entregue s 12 horas e 20 minutos).
A Cmara dos Deputados approvou
hoje urna mocao, que lhe foi apresntada
pelo Sr. Glicerio, congratulando-se com
o governo e os defensores da Repblica
pelo seu patriotismo e energa durante a
revolta naval.
__ No Senado o Dr. Victorino Pereira
apresentar amanh idntica mocao, e
apresentar tambem um projecto de lei
creando : usma medalha com o retrato
do Marechal Floriano Peixoto para ser of-
fereeida ao Sr. Cleveland, esidente dos
Estados-Unidos da America do Norte :
outra medalha com o retrato do Sr. Cleve-
land para serofferecidaao Marechal Floria-
no Peixoto; e finalmente urna medalha
commemorativa para ser offerecida aos
defensores da Repblica.
A'corveta Alfonso d'Albuquerque
sahio hoje com destino Portugal.
Parece que seu bordo seguio o Sr.
Conde de Paraty, ministro portuguez.
Chegou telegramma noticiando que
o general Pinheiro Machado derrotou
Apparicio Saraiva perto de ampo Largo.
De Minas Geraes veic .oticia de que
o Congresso Estadoal recoi heceu : como
Presidente do Estado o Dr. Bias Fortes ;
e como Vice-Prcsidcnte o Dr. Rubils-
check.
Montevideo, 18 de I 'io.
O cx-almirante Saldanh- da Gama, de-
pois de estar embarcado no 1 Iberia com
destino Portugal, quande o paquete ia
largar desembarcou, fazendo seguir em
seu logar o seu secretario Benjamim
Mello.
A' respeito dessa resolug'o correram
ultima hora verses, sendo certo todava
que o Sr. Saldanha da Gama, poucos
momentos antes da sahida do Iberia,
recebera um telegamma.
Buenos-Aires, i9 de Maio.
Noticias de Lisboa diz' i que o Gover-
no Portuguez entregar ao Marechal Flo-
riano Peixoto os asylaaos i bordo do Pe-
dro II .
O Dr. Silveira Martins desmentio
o asserto do correspo:.denU do t Times
de Londres de que elle lora procurado
por um emis.sario do Dr. Prudente de
Moraes.
__ Os revoltosos brazileiros antes de
abandonarem a esquadrilha, de que es-
tiveram de posse, mistura.am o carvao
dos navios com plvora.
Madrid, 19 de Maio.
A Regente do Reino, per occasio da
recepeo que cfectuou pelo anniverrario
do filho Alfonso XII, felicitou os depu-
tados republicanos que adheriram mo-
narchia.
Paris, I9 de Maio.
UjMinisterio pedio S, S. o Papa a re-
tirada do nu ci Ferrata.
A' proposito da questo religiosa foi ap-
provada na Cmara dos Deputados urna
mocao de confianca ao gabinete, votan-
do pro 334 e contra 141 deputados.
Roma, 19 de Maio.
O Deputado Felice foi c^idemnado 20
annos de prisao.
Edimburgo, 19 de Maio.
Tem havido terremotos na Kossia.
iULIjAU I, Ur lJJu\I\je econmica do ramal de Paquevira ou Glycerio
sobre outra qualquer ligago^ igooramo-lo. Sa-
bemos, porcm, que posteriormente foi ordenado
o.proseguioiento das obras do questionado ra-
mal de Glicerio, o que se fez sem rnals bices.
Quando isto se dava, quem escreve estas li-
nhas estar auzente do Brazil; e quando de re-
gresso a Pernambuco, em Maio do anno passado,
j encontrn muito adiantadas as obras do ramal,
e em ebuligo a idea de partir da Barra do Ca-
nhoto o ramal do Dom Conselho.
A' este fez opposigo o Diario, como iizera
aquelle. Se os seus conselhos e protestos nao
tiveram valor em relacao ao de Glicerio, e se fo-
rera desconsiderados quanto ao de Bom Conse-
lho, resta-nos a consciencia de havermos cun-
pridoo nosso dever.
Era relago ao de Bom Conselho anda lempo
de fazer Taller as reelaraages, pois que nos pa-
rees que as respectivas obras nao esto come-
cadas, e sobre elle mantemos os protestos que
levantamos em Outnbro do anno passado. Quan
to ao outro, porem, nao valem mais taes protes-
tos ; elle esl concluido e em trafego ; e, pois, o
que nos resta fazer buscar por outros meios
justas compensaces aos males que resullaro
Pernambuco da sua explorago industrial.
E' isto o que devoraos todos fazer; e foi esse,
repetimos, o nosso alvo no que escrevemos a pro-
posito da inauguraco do ramal de Glicerio.
Eis inlbrraacao que cima nos referimos :
monstrararu ou nao a superioridade technlca mares ou Agua-Preta-Imperatriz; mas a As-Pacavira-Imperatriz, que o governo trata do
Esla acquiescencia, porm, fizemol-a smente
quanto ao que dizia respeito aos rapazes.
Desgragadamenta a cousa passa se diversamente
quanto s meninas. Temos diariamente opportu-
nidade eventual de fazermos a comparago. Te-
mos vista urna escola de rapazes e outra de
meninas; o contraste que entre urna e outra
existe Dotare). Xa priineira, quasi a totalidad*
do jardim um espago aberto e areado, dando
largo campo aos jogos, e adornado de postes e
barras horisontaes pira os ejercicios de gim-
nstica. Todos os dias antes do almogo, as nze
horas, ao meio dia e i tarde a viainhanga acor-
d.ida por urna celcuma de gritos e gargalhadas
que os rapazes fazein a brincar; e emquanto
elles esto fra das aulas, os olhos e os ouvidos
dos visinhos podein dar seguro testemunho de
qtie os rapazes se entregara aquella actividade
alegre que fortifica os pulsos e garante a todos
os orgos urna Consideravel actividade. Quo
diverso o qu-idro fornecido pelo Collegio de
Meninas : At nos sercominunicada a existen-
Jcia de um collegio de meninas, to perto de nos
cerno o de rapazes, ignoramol-o c >mpletamente.
O jardim, 18o extenso como o outro, nao mani-
festa o menor signal de divertimento, mas
completamente oceupado de reveldos, dj cami-
nhos de areia, de massicos e canteiros de flores,
110 gosto vulgar dos jardins suburbanos.
Durante cinco mezes a nossa attengo nao foi
dispertada por um grito ou por urna girgtlhada.
Algumas vezes vamos as meninas passeando
vagarosamente ao longo do caminho com o li-
no de estudo na mo, ou ento caminhando
duas a duas.
lina vez, verfcde viraos corrar una me-
raina atraz de outra ao redordo jardim ; mas,
feita esta cxcjpgo, nunca mais viraos outro
qualquer exercicio activo.
Por qua ra/.o se d to espantosa differenca ?
Ser porque a constituigo das meninas diver-
gir compltamete da dos nipazes a ponto de
nao precisar de exercicios activos? Ser por-
que as meninas nao se sentem naturalmente ira-
pellidas para os divertimentos ruidosos, como
os rapazes ? ou ser 1 porque nos rapazes esta
tesdencia natural considerada cono estimulo
para a actividade do corno sem a qual nao pode
liaver desenvolvimento regular, emquanto que a
Natureza deu essateudencia s meninas apenas
para causarem as nquietages dos mestres ?
Taires, porm, nao comprehendamos o llm que
tecm em vista as pjssoas que sao oncarregadas
da educaro das meninas. Supeitamos vagamen-
te que ellas nao dcsejain prpdu/.ir um physic
robusto ; que consideram urna boa sade e urna
forca abundante como o quer que seja de ple-
beu ; que urna certa delicadeza, a forca sufi-
ciente para um passeio de urna ou Uuas milhas,
ura appetit: frouxo e fcilmente satisfeito, jun-
tos a urna certa timidez que geralmente acora-
pan ha a fraqueza, sao considerados como ideal
da educaco das meninas. NSo esperamos que
alguem venha confirmar era voz alta esta nossa
suspeita ; mas imaginamos que o espirito das
mestras se oceupa cjm um ideal de dama, ten-
do simultanea nao pequea com este typo.
(Contina).
N. 64Estrada de Ferro do Recife ao
S. Francisco. Estado de Pernambuco
em 34 de Maio de l8go
Cidado
Por despacho de 21 do corrente, hincado no
offlcio que, cobrindo uini petico da Assoca-
Q5o Coraraercial Benetcente, vos dirigi o En-
genheiro Chef 1 da commissfto de ligaco das
estradas de ferro do norte, e que tenlio a hon-
ra de vos devolver, mandastes qu s eu informe
sobre o assumpto da petico d'aquella Assoca-
cao, que representa ao cidado Ministro da
sociarao Commercial Beneficeftte affirma,=e
deve ter suas razes para faze-lo,=e o Engenhi-
ro Chefe da commisso n&o contestou, que a
primeiineira atravessa terrenos muito acciden-
tados, e a segunda terrenos planos ou de
poucos accidentes ; e esse fado j urna van-
tagem para a linha lembrada pela referida As"
sociac5o.
Cem efl'eito, encarndose a quesUo da cons-
truccao das lianas, frreas pelo seu lado econ-
mico, pole-se afirmar que, tem sempre, o ca-
minho- mais curto-eiSre dous pontos ligar, 6
a linha recta; por quanto, os accidentes do ter-
reno, determinando obras pesadas e de elleva-
do custo,- encarecem s v ;zes e de tal modo a
construcco, o depois a consenagSo da linha e
o sen trafego, que ha vantagem real em desviar
a directriz da mesma linha para, emLora com
inuior percurso, alcanzar o ponto desejado sem
os embaracosda primeiradireccao procurada e
adiada.
Nao posso afflrmar, pela razio dada em co-
ineco, se o custo de construcc&o e os de con-
sen'ago e trafego do ramal Pacavira -Impera-
trizvirS a ser mais ellevados do que os d >
ramal lembrado pela Associagao Commercial.
Tal afirmativa s poder'sor feita em face do
exame dos elementos technicos das duas li-
ndas. Entretanto, nao julgo no caso de ser
posta margem aquella ponderacao, nSo con-
testada, e que Un peso e valor.
Tambem n.1o me parece desprezavel a alle-
gacSo da Associacfto Commercial Beneflcente
elativamente i uberdade comparada das duas
zonas em litigio. Ao p jsso que tradiccional,
neste e no Estado das Alagoas, a feraeidade
do valle do Jacuhype, do qual todos que o co-
nhecem dizem maravilhas, inclusive o director
da Reparlicfto da Colouisacao em Pernambuco ;
jamis se ouvio dizer os niesmos elogios da
regifto que medeia entre CanhotinhoQuipap
e Imperalriz.
Na omarca de Agua-Preta, pelo vale do
Jacuhype at as Alag >as. segundo afirmativa
da AssoclacSo Commercial Beneflcente, com-
Agricultura, Commercio e Obras Publicas, con- provada com o testemunho geral, existem mnis
traaligacao da ferro-via do S. Francisco com de 200 epgenhos de assucar : e aquelle vale,
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE, 20 DE MAIO DE 1894
Libaran frrea eoin Alagoas
as considerages que era arlgos anteriores,
n'oulra secgo publicados, externamos propo-
sito da inaugurago do ramal de Glycerio na
ferro-via Sul de Pernambuco, ramal que serve
de trago de unio entre as linhas frreas de Per-
nambuco e Alagoas, eremos ter deixado bem
claramente manifest o pensamento de que, rea-
lisado o faci da ligago, s nos restava o alvitre
de facilitar quanto possivel o trafego entre o Re-
cife c Macei, j reduzindo ao mnimo possivel
o lempo de duragao dos transportes, j baixando
as respectivas tarifas, de modo aobter omaior
proveito possivel da mesma ligago frrea.
Nao foi outro o n'oss' objectivo, e o vizamos
tendo por escopo atrancar por essa forma justas
corapensagOes ao desfalque que fatalmente soft"re
ro os interesses econmicos de Pernambuco
com o desvio pura Alagoas de urna parte da pro-
dugo srtanuja desle Estado.
Que esse desvio ha-de dar-sc e delle se resen-
lirao os interesses econmicos nao s de Per-
nambuco como tambem da Unio, dissemol-o
opportunamento, quanilo veio lume a questo
na imprensa, e designadamente em 10 de Maio
de 1891, proposito da suspensSo das obras j
em execugo do ramal de Paquevira ou Glicerio.
Ento era Ministro da Agricultura o Baro de
Lucena, que, peruarabucano e amigo da sua
trra, cujas cousas conhece bem, nao trepidou
em mandar fazer novos cstudos que servissem de
base ligaco autorizada pelo Parlamento desde
1888, assim /wu fucto condemnando a que se
acbava era andamento, a qual tinba levantado re-
clamages e protestos.
Para essa rcsolugo, eremos, e o dissemos en-
to, muito cooperou urna represesentago, que,
pela benemrita Associagao Commercial Bene-
flcente de Pernambuco, foi dirigida ao Governa-
dor do Estado n'aquelle sentido, em principios
de 1890, representacSo que, tendo apensas diver-
sas informages de profissionaes, que foram man-
dados dizer sobre a especie, s em 1891 chegou
s mos do Governo Federal.
D'essas inforraaedes, ouvimos dizer que eram
em apoio da representago da Associagao Com
mercial Beneflcente; de urna, pelo menos, temos
certeza que o foi, embera seja ella do menos
competente na especie. Para que se ojulgue com
connecimento de causa, precedida a derlda ve-
nia, abaixo a publicamos.
Se foram feito* 03 novos estados ordenados
pelo Bario de Lacena, e se taes estados de-
a Central das Alagoas pelo ramal projectado
pelo referido Engenheiro.
' Venho cumprir como me possivel o vosso
despacho ; mas desde j pego permisso para
djssr-vos qus mal, muito mal me
re dessa incumbencia, por quanto, nao co-
nhecendo de vim, e menos scientificamento, a
zonna que se estindo de Palmares Canhoti-
nho e dessa linha para o Sul-Este at os limites
do Estado das Alagoas, e nao tendo tambem
ante os olhos os estudos fetos. para o projecto
da ligaco questionala, nao poderei discutir
convenientemente as asserges que faz a Asso-
ciagao Commercial Beneflcente em prl do ra-
mal de Agua Preta ou Palmares pelo vale do
servido por linha frrea, na direcgo npontada
pela dita Associagio. S3 desenvolver, e dar
farto alimento essa linha frrea.
Nao presumo igual factui em relacao a outra
desempraha- sonna, da qual apenas cita duas fazendas o En-
genheiro CnTe da* eoraraisso, nestas linhas :
De facto a linha de Pacavira a Imperalriz n5o
atravessa terrenos esteris. Elles se prestam
cultura da canna, do algodSo e mesmo do caf,
bavendo plantages Jcomo a do Engenheiro Pin-
to, Capito Marcelino Espiridola e muitas outras
em excellcntes condiges.
Demais, anda a Associagao Commercial Be-
nericente allega, e isto confirmado pelo En-
genheiro Chefe da comraisso, que o ramal de
Jacuhype at entroncar na Central das Alagoas,' lgagaodas ferrovias S. Francisco e Central, par-
tindo de entre as eslages de Canhotioho e Qui-
pap, prejudicani o commercio de Pernambuco.
A allegago de todo ponto procedente, e eu
acrescentarei que pejudicara tambem tanto a li-
nha frrea do Recife ao S. Francisco como o seu
Prolongaraento; isto aneciara por todos os
modos, directa e indirectameute, os interesses
geraes do paiz e dcste Estado, e os do Commer-
cio e do fisco.
A tendencia natural de quem faz transportes
procurar a menor distancia entre o ponto da
produego e o do consummo ou de exportago;
e, sendo, inquestionadamente, mais curto o ca-
minho a percorrer, cima de Quipap, para Ma-
celo, servida Alagoas pelo ramal PacaviraIm-
peralriz, do que para o Recife pelo Prolnga-
melo e a linha frrea ingleza, claro que os
productos sertanejos de Pernambuco se desvia-
ro do seu curso actual; o que importa dizer
diminuigo do trafego no trecho de Pacavira
Palmares do Prolongaraento, e porlanto da fer-
rovia RecifePalmares, c diminuigo do accervo
de producios no Recife, e porlanto restricges
ao commercio de Pernambuco e diminuigo as
rendas da Alfandega e as do Estado.
E pens que scmelhantes resultados nao en-
traran), nem podiara entrar nasjvistas do Go-
verno Federal, qnando resolveu por era pratica
a autttrisago legislativa de fazer a questionada
ligagio.
Acrescc ainda que, feita a junegao tal como
propoe o Engenheiro Chefe da comatisso, vi-
ro ser, uo futuro, enormemente losados os in-
teresses de Pernambuco, pois que, {quando o
prolongamento attingir o seu objectivoo Rio
S. Francisco, todos os producios dessa regfo
scro desviados para Alagoas, indo o trabalbo
dos sertCes de Pernambuco enriquecer o visi-
nho Estado, que, entretanto, nao eoncorrer com
um ccitil para beneficio da mesma regio.
Ser isso conciliar os interesses geraes e os
locaes 1 Ser de justiga semelhaute resultado
pratico, infalivel, fatal ? Pens que nao; e, pois,
me parecendo procedentes as razes adduzidas
pela Associagao Commercial Beneficente, junto
os meus ao3 seus votos para que urna solugo
conciliadora seja dada ao problema da ligago
das ferrovias RecifeS. Francisco e Central das
Alagoas.
nem to'pouc julgar das rasos de preferen-
cia do Engenheiro Chofe da commisso de li-
gago pelo ramal que, partindo, como elle af-
firma no citado oficio, do lugar Pacavira no
Prolongamento da terrona S. Francisco, vae
encontrar a Central no seu poni terminal, na
Imperatriz.
N'estas condiges, bem de ver que, nao sa-
hindo do campo das generalidades, pouco ou
quase nada adiantara a minha informaco, em
cujo desenvolvimento vou entrar.
A grande preocupago de todos quantos se
interessam no problema da viaego accelerada,
sejam estadistas, industriaos ou engenheiros,
construir vas-frreas as condiges mais
leconomicas que forera [jossiveis, quer em rela-
go ao seu primeiro estabelecimnnto, quer em
relago ao seu trafego. 0 ideal nesse assumpto
construir linhas de mnimo desenvolvun;nto,
"que nao s determinem um cusi kilomtrico
nunimo c um custo de trafego tambem mnimo,
como tambem aproveitem o mximo los pro-
ductos transportar na regiao que lera de ser-
vir.
O problema, como se v, complexo ; a solu-
go difflcil; e demais um novo factor compre
que seja attendido no delineamento do plano.
Sao os interesses locaes. que devem merecer
tanto respeito como os geraes.
Qual das duas ligagesPalmares ou Agu..-
Preta pelo Jacuhype Central de Alagoas -
ou Pacavira-Impiratnz melhor satisfaz s
condiges do problema em qne.ilo, para deter-
minar a preferencia?
Se o fim que mira o Governo Federal na li-
gago das duas linhas terreas-S. Francisca e
Centralexclusivamente abreviaras commu-
nicages entre os Estados de Pernambuco e
Alagoas, nao ha duvida de que o projecto do
Engenheiro Chefe da Commisso satisfaz ple-
namente aquelle fim, nem esse projecto, sob
tal ponto de vista, criticado pela Associagao
Commercial Beneficente, que convin em que,
feita assim a ligaco, encorta-se o caminho.
Se, porm, o pensamento do Governo Fede-
ral, como devo presumir, mais vasto e mais
fecundo ; se esse pensamento fazendo a refe-
rida ligago, attender s condiges econmicas
da construego e do trafego, concillando tanto
quanto possivel os interesses geraes e os lo-
caes ; nao se pode afirmar aquella preferencia
como fatal e menos julgal-a definitivamente
sem um confronto scientifico entre as duas li-
nhas indicadas para a junecao das ferrovias.
A linha PacaviraImperatriz mais curta,
tem menor desenvolvimento do que a linha Pal-
melhorar as condiges das estradas Recife S.
Francisco e Central, e que as zonas de acgo
dessas estradas ampliar-se-bo de modo extra]
ordinario, por quanto, formada a rede, a acgo
de cada urna estender-se ha i toda a rede servi-
da pelas diversas estradas dando permutas, boje
impossiveis.
Alera de que esla ultima observago tanto se
applica ao ramal cogitado pelo Engenheiro-Che-
fe da commisso, como ao lembrado pela Asso-
ciagao Commercial Beneficente, visto como, em
qualquer dos casos, se dar a ligago desojada e
por conseguin'ea reciprocidade n colheila de
beneficios geraes, determinados pelo augmento
das zonas de actividade ; accresce, como j fi-
cou dito, que, longe de mclhorarem as condi-
ges da linha Recife S. Francisco e seu Prolon-
gamento, peioraro indiscutivelmente pela fac-
tura do ramal Pacavira Imperatriz ; fican'o por
tanto burlado um dos objectivos do Governo,
que, na phrasc do Engenheiro Chefe da Commis-
so, -melhorar as condiges de todas essas es-
tradas, que tanto onerara os cofres pblicos.
Alem de flear quase intil o tresno de Palma-
res Pacavira, no Prolongaraento, trecho pesa-
so e oneroso ao Governo, diminuirlo as rendas
da linha Recite-Palmares ; o que importa di-
zer que ser ella mais onerosa ao mesmo Go-
verno pela garanta de juros.
Ao contrario, a linha lembrada pela Associa-
gao Commercial Beneficente, ou .outra que se
entronque no prolongamento pouco cima de
Palmares, trar augmento de trafego para a fer-
rovia ingleza, c pois fai baixaro onus da ga-
ranta de juros.
Isso, sim, pens eu, concillando todos os inte-
resses far melhorar as condiges das duas
grandes linhas que aflecta a questo, dando
solugo ao problema de modo racional e lgico.
Toes sao as informages que vos posso minis-
trar, cidado Governador, e por sua defficien-
cia, ou, raelhor, nenhum valor, ves peco des-
culpa.
Saud e Fraternidade.
Ao Cidado Dr. Albino Go .calves Meira de
Vasconcellos, dignissimo Governador do Estado
Felippe de Figueira Faria, Engenheiro Fiscal
pouco de espirito de provincialitmo ; mas nin*
guem contestar que esse um dos modos de
ser do patriotismo, mxime agora que os Esta-
dos devem ter toda a autonoma compativel com
a Unio Brazileira-
Nera se diga, em apoio da projectada ligago
PARTE OFFIC1AL
Governo do Estado de Pernain-
buco
Expediente do dia 2 de Abril de 1894
Aclos :
O Governador do Estado, considerando que
j se acha devidamente constituido o munici-
pio de Muribeca: e tendo em vista o disposto
nos arts. 2." e 5." da L i n. 15 de 14 de No-
vembro de 1891 e 5 Io. do art. 11 da Consti-
tuigo do Estado (Disposiges Transitorias), re-
solve dar ao referido municipio organisago
judiciaria independente do de Jaboato, ao
qual se acha actualmente annexo, com sede no
municipio do mesrno nome, e designou o dia
10 do c )rrente para ter logar a sua installago
solemne.
O Governador do Estado, tendo em vista
o art. 30 da Lei n. 15 de 14 de Novembro do
1891, resolve, de conforraidade com o act des-
ta data, nomear o bacltarel Augusto Frederico
de Siqueira Cavalcante para o cargo de Juiz
de direito do municipio de Muribeca. -Fize-
ram-se as necessarias coramunicages.
O Governador dn Estado, de conforrai-
dade com o acto d'esta data, resolve nomear o
bacliarel Antonio Augusto Pereira da Silva
para o cargo de promotor publico do municipio
de Muribeca.Fizeram-se as necessarias cora-
municages.
O Governador do Estado, considerando
que j se acha devidamente constituido o mu-
nicipio de Panellas : e tendo em vista o dis-
Sasto nos arts. 2. e 5." da Lei a. 15 de M de
ovembrode 1891 e % ."art. It da Consttui-
go do Estado {Disposiges transitorias), re-
solve dar ao referido municipio organisaran
judiciaria independeute do de Quipap ao
q al se acha annexo, com sede no municipio
do mesmo nome e designar o dia J-6 do cor-
rente para ter logar a sua installago solemne.
0 GoTernaaor do Estado, tendo em vista
o art. 30 da Lei 11. 15 de li de Novembro de
189', resolve de conforraidade cora o acto des-
ta data, nomear o bacliarel Jos Francisco de
Ues Cavalcante para o cargo de Juiz de di-
reito do municipio de Palmares.Fizeram-se
as necessarias communicaces.
O Governador do Estado, de conforraida-
de cora o acto desta data, resolve nomear o
bacliarel Pedro Alexandrino Machado Jnior
para o cargo de promotor publico do munici-
pio de Panellas. -Fizeram-se as necessarias
communicacs.
Expediente dn dia 3 de Abril de 189-i
Actos:
O Governador do Estado, coosi erando que
ja se acha devidamente constituido o munici-
pio de Allinlto, e tendo em vis' o disnostn dos
arts. 1.a e 5." da Lei n. 15 de If, de Novembro
de 18!) e g ." do art. ti ca Constituico do
Eslailo vDisposiges Transitorias) resolve dar
ao referido municipio organisago judiciaria
independente da de Garuar, ao qual se acha
annexo, com sede no municipio do mesmo no-
me, e designar o dia 11 do corrente para ter
logar a sua installago solemne.
, o Governador do Estado, de coiiforin la-
de com o acto d'esta data, resolve remover o
bacliarel Joo Baptista Gongalves, promotor pu-
blico do municipio de Alaga de Baixo, pjra
igual cargo no de Alfinho, onde assumir o
exercicio 110 praso de 30 dias.-Fizeram-se as
ii icessarlas communieages.
O Governador do Estado, tendo era vista
o art. 30 da Lei n 15 de 14 de Novembro de
189', resolve, do conforraidade com o acto des-
ta data nomear o bacliarel Jos Francisco de
Parias Salles, para o cargo de Juiz de direito
do municipio de Altinho.---Eizeram-se as ne-
cessarias coramunicages.
O Governador do Estado, considerando
que j se acha devidamente constituido o mu-
nicipio da Pedra; e tendo em vista os arts. 2."
e 5." da Lei n. lo d*14 de Novembro de 1891 e
1. art. ll da Constituigo do Estado (Dispo-
Vae talvez nestas desalinhadas reflexes um glg0es Transitorias) resolve dar ao referido mu
nicipio organisago judiciaria independente da
de Buique, ao qual se acha annexo com sede
no municipio do mesmo nome, e designar o
dia 21 do corrente para ter logar a sua instal-
lago solemne.
O Governador do Estado, tendo em vista
o art. 30 da Lei n. 5 de 14 de Novembro de
1891, resolve de conforraidade com o acto des-
ta data nomear o bacliarel Jos Felippe Nerr da
Silva, para o cargo de Juiz de direito do'mu-
nicipio de Pedra.Fizeram-se as necessarias
comraunicages.
O governador do Estado, do conforraida-
de com o acto desta data resolve remover o
bacharel Pedro Estellita Carneiro Lins, promo-
tor publico do municipio de Salgueiro, para
igualcargo no de Pedra. -Fizeram-se as neces-
sarias communicaces.
O governador do Estado, attendendo 33
que requereu o bacliarel Horacio Walfrido Pe-
regrino da Silva, chefe da I* seceo da Reoebe-
doria do Estado, resolve aposenta!-o no mesmo
cargo, com o vencimento que lhe competir na
forma da lei, visto contar mais de dez aune*
de servigo e achar-se phisicamente impossibi-
litado de continuar a servir, conforme se van-
eado attestado medico e \ h ib id o. Communicou-
se ao Dr. inspector do Thesouro do Estado.
O governador do Estado, resolve promo-
vor o lancador da Recebedoria Frederico Co-
lombiano da Silva Guimarats ao cargo de che-
fe da t* seccao da mesma recebedoria. Com-
municou-se ao Dr. inspector do Thesouro do
Estado.
O governador do Estado, resolve nomear
o cidado Jos Candido da Silva Pessoa para
exercer o cargo de lancador da Recebedoria
do Estado, ficando assim dispensado do cargo
de protessor do municipio de Olinda.-Corn-
il 111 ni cou-se ao Dr. inspector do Thesouro do
Estado.
O governador do Estado, resolve conside-
rar sera efl'eito o acto de 10 de Abril de 1891
pelo qual foi jubilado Jos Candido da Silva
Pessoa no cargo de professor da cadeirm de
ensino primariojdo sexo masculino do Curato
da S de Olinda. (visto nao ter precedido re-
querimento e ter deixado de liaver inspeccao
medica que declarasse estar o mesmo protes-
sor impossibilitado de continuar no magi
torio.
O governador do Estado, resolve exone-
rar o cidado Sergio Evergisto Ferreira Maga-
lhes do cargo de collector das Rencas do Es-
tado do municipio de Araaragy.Coramuntcoa-
se ae Dr. inspector do Thesouro do Estado.
O governador do Estado, attendendo ao
que requereu o cidado Joo Ignacio Cabral
de Vasconcellos 2* oficial da 2* secgo da se-
cretaria do governo e tendo em vifta o attesta-
do medico exhibido, resolve conceder-.he tres
mezes de licenga, com ordenado, para tratar de
sua saude, onde lhe convier.
Oficios:
Ao Dr. inspector do Thesouro do Estado.
feferindo nesta data, o requerimento em que
Jos Pereira da Silva pede isengo do imposto
de decimas que est a dever sobre a casa, ni-
ca do sua propriedade, sita na ra do Motoco-
lomb n. 32, acerca da qual prestantes a infor-
niaco n. 737 de 1* de Setembro ultimo, decl:
ro-vos que tal isencao deve ser relativa a todo
o tempo em que o peticionario tem residido na
dita casa
Outro sim, recommendo-vos que informis
se pela reparticao competente foi publicada a
relaco de todos os predios a que aproveita a
isengo decretada no g 44 art. 1* da le n.
2125 de 3 de Novembro de 889.
Expediente do r. Secretario
Oficios:
O Exmr Sr. Dr. governador do Estado, man-
da declarar-vos para os fins convenientes, que
utdeferio nesta dala o requerimento de Ferrei-
ra Ro Irigues & C, sobre o qual prestantes a
iuforraag > n 20 de 9 de Janeiro ultimo.
Ao Dr. inspector geral da Inslruccio Pu-
blica.-S. Exc. o Sr. Dr. governador do Estado.
manda comraunicar-vos que, hoje, dispenso* o
cidado Jos Candido da Silva Pessoa do car
go de professor publico do municipio de Oliu
da por ter sido noraeado lancador da Recebe-
dona do Estado.
Sr. engenheiro Felippe ae Ftgueir a Fa-
ria. S. Exc. o Sr. Dr. governador do I tado
manda aecusar o recebimento do offlcio 11. 23.
de 19 do corrente, em que commumeastes ha-
verdes assumido interinamente o exercicio do
cargo de fiscal do governo junto essa estrado
de ferro.
Sr. engenheiro fiscal da estrada do ferro
do Recite ao Ltmoeiro. De ordem de S. Exc. o
Sr. Dr. governador do Estado, pego-vos que e*
vies a esta secretaria cora a possivel brevida-
de copia das tarifas dessa ferro-via actualmen-
te em vigor.
ao director do Prpsidio de Fernando de
NoronhaS, Exc. o Sr. Dr governador do Es-
tado, manda recoramendar-vos que informis
qual o comportamiento que tem tido t esse pre-
sidio o sentenciado Manocl Francisco do Nas-
ciniento. conhecido por Joan Halla ou Yerya-e-
Ac, a natureza do crime por elle co nmettido
e o tempo que cumpre de sentenga.
Expediente do dia 4 de Abril de 89
Actos :
O governador do Estado, resolve declarar
que o bacharel Iu:z Barlalho UctioaCavalcante
noraeado por portara de 4 de Ootubro de 1892
para o cargo de Juiz de Direito de Panella* e
Quipap, exerce s funeges do mesmo carso
smente neste ultimo municipio, urna vez e
foi o primeiro a constituirse, e, por torga da
organisago judiciaria dada por acto de 2 do
corrente ao de Panell s nes termos do artigo
11 1. da Constituigo do Estado, 2. e 5. da
lei 11. 15 de 14 de tlpvembro de 18!i Disposi-
ges Transitorias foi o mesmo municipio de
Quipap desmembrado do de Panellas, r a se
de na villa do mesmo nome, tendo por Jr*s
de Direito aquelle magistrado, que servir com
o meamo titulo, Meando o de Panellas. cuja sd*
ser na villa de igual nome sob a juns Ucrio
do bacharel Jos Francisco de Ges Cavalcante,
nomcado por portara de 2 do correrte.
O governador do Estado, de conformida-
de com proposta do Dr. Quest ir Policial, re-
solve nomear Joaquim Gomes da Silva para o
cargo de subdelegado do 2. districto de Ga-
inelleira em substituigo do actual que tica exo-
nerado.
O governador do Estado, attendendo ao
que requereu o cidado Adolplio Curio de Car-
valho 3. oficial da 1. secgo da Secretaria do
Governo, e tendo em vista o ?ttestado medico
exhibido, resolve r rorogar p r dous m.-zes. coa
ordenado, a lienga ltimamente emeedi la ao
peticionario para tratar de sua saude, onde
lhe convier.
Ao Dr. director da Faculd de de Direito
do Recife Achar.dose actualmente em concert
o edicio onde funeciooa o Superior Tribunal
de Justiga do Estado e nao dis[ ando este go-
verno de nenhum outro onde f.ossa celebrar o
mesino tribunal as suas sesses, ugo-vos q
providenciis no sentido de .-< posto para tr
iin dtsposigo do seu presidente, um dos a-
les do estabelecimento de que seis digno di-
rector Communicou-se ao Dr. Presidente do
Superior Tribunal de Justica.
Expediente do r. Secretano
Ao "director das Obras Publicas S. Eic_o
Sr. Dr. governador do Estado, manda recota-
mendar-vos que providenciis aflm de que teja
reparaCo com toda urgencia, o ladrilho do coav
partimento desta secretaria onde estao os ar-
chivos das secces.
Ao Dr. inspector do Thesouro do Estado
O governador do Estado manda comraunicar-
vos para os* devidos fias, que o Juiz de Direi-
to do municipio de Garaelleira, bacharel
Uno Gomes Porto, deixou o exeretcio i




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Diario de E'eriiainlinco Domingo O d llaio de $94

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era
cargo nos dias 16 e 59 de Marco ultimo, reas-
3mi i loo i4 *7 i: t do mestou m /..
__ V.0 coranandaute do <4brpo Policial O
S:. Dr governador do Estado, manda
aicar-vos, para os litis convenientes, que
a ao I)r. Questor Policial copia do me -
ido ii- 311 de 9 de Fssrereiro (indo e do
que acocnpauliou o citado oficio.
Ao director do Presida* de Femando de
Fernando de Norontia -O Exm. Sr Dr. governa-
ior do Estado, [Rauda declararlos que o iudi-
dao de tome Francisco da Jloita. de qa ra
tratastes eiu oficio n. 32, de i4 do corrate
leixou de seguir para esse Presidio pelos rao-
itos expastos no otfieio que o raesrao Exm.
Sr. governador vos dirigi etu 6 do referido
mea.
----------------------*-----------------------
Reeebedoria do Estado
OsajM '/ion- do ilm I!) de Mio de 894
Sooza & Nogueira. l!iforni3 a t." seccao.
Francisco lavaros do Mello. Certinque-so.
O porteiro,'
Custodio i. da Silva Guimart*.
Politioa nacional
( D'O Paz do tio, de 11 de Maio )
X4o se .pode .negar que prjimio belllssimo
effetlo no "pinto publico a meusagem qoe ao
Cooaresso Ncioj-aI.dirigi o poder excecno
da Hspublica.
Naaca como agora o sotimentri nacionalista
se affirmoa cuna tal pajaoca, e se em oatwiB cir-
caasiancias o ardor da cutas reniadicacCtes se-
ria lvalo cooia da etj-rvosceriea partidaria,
oeste instante terca caale38ar a justica e a no
braca oa'.noiica do protesto, tees fjratn as ina
posigOes dos que-por seo propno inieresse se
coanramerleram a guardar outralt aossas disiei>soes'd03ie.irioar, e, aproveitaada-se
da oossa ci-mov >ffroataraoi seai renaco a supe-
raaia nacioial.
Exactameaie par ter tradozido brilhauteraente-
esas amargor da naco, abrigada* transiir com
Impertinencias buuiiibante-! dos que devoriarn
achar na sea propri foca o seg-edo da affabi-
hiadee da cortezia, qoe a mensagemobieve
esse xito"publico, tase ccroaicviio applaoso
dos patriotas.
Com tuerto,- perpassa oslas paginas desse al
Ctaaimo docntnento orna- tal corante de slncen-
dade 6 de jos tica, urna falsea tao luminosa de
mtrepidez e-de decoro nadooal, que mesan* os-
stranbos por temneramonto lata que fl.age!tei
o pau uto uuderam evitar os lonvorea-esoon-
taaeos a eia attitude do poder executivo e
azaaifesiar.Uie a.suiilanedade plena com essas
ifirmaces da aiDonnmia e da virilidad* pa.
trsotlca.
Tem ba---rao-at at boje, por effeito da eluc
efio, das n(S-Md4^e'.b'HCs, da inQaencia ir !
cavsvel da optaran cosmopotua, urna incoas cien
ta facilUa-SOiem paotararos o nosso criterio
patico e a Qoi8a propria aecao social pUs
ooaveac^ei axazsi estraageira domiciliada em nosso soio ou
(adida na-MBmunnaj'oraztleira. EsH vieio
tareau se tas tdiosiacrasico. pa-a aam dice*,
qvt a todo'O-iostaote.'Dos momentos bijt >ri-*)-
ea que a asesa dci*a9 devia ser prompta. sor
ge sempre peraote o nosso espirito, com om
spamalbct^B saperslicao do estraogeiro, o le-
cur do seu'deeagrado'.
De certo- o Brari, por motivos que nano-
peraidadi? eoamerar, oeeessita e Deeeaaitari
par mnitJS!*aooda cooperacae, activa, woe-
C> 4o elemento eetraogairo, que aqu v:u i-s-
kwlver as riquezas intirulas do soio, oeiif a;
Camaiada* e em icercia, aaardaaJo a fecanta-
cpit do iritwMio- ioteUigoate e e.vilisador do
lira,
O sjan o #rail tpqaer, pwm, do e3trjoelro
es ro a (*o' oommodiddea qn Ibe fornaus,1
jsiteocawou poltica uauonil, e isst pnecua.
asate que o fji ai>ia rlgor9meatB'a*L -
sajo por sa lalu de doeacfto cvica, ^qh (a&
ar em garvlwa gfdpo btterogenej de lateres-
em agiacAri) niUJM maidsnuda.ai. t)
d.'amsate amsrpba, no qoe ja un atcioiaii
tta coisltttda, com t.adlcoof, pccurio, comlUieas'snvara?, para mullos ate com
vk mi3sat ociotogicaa cumpnr so de linalo da civilwaco bomana.
Par parte da popal ao estraignra dom:ellia
Caeatre nos. nao lem sido esiriciameaie oose-
Taa e.-.a clausula de sua absteocao palluca. a
ora ai iaJinggraot. aai aiioru, aoaaiante em testemuaat*
Acide os pnmetros das.da independen :;a al a
r-T.:l.a daasqaaira osatfaogoviroe coas'.niii.io
(La Repblica.
Os repreeeolautes da algumas nac&as e.Jtrao-
gra3, prlmpuimeato das quo sS ^averoadaa
pr dVQashasi descouflecendo a oessa vida e a
ic-sa his'-atw em ooatact comas persoaaltda
t -i mais -inflJaues 'da sua colonia, deixam-s-
i iregoar- eaaa apiotto nao rd i errada como
a dampcosauieule Qjstil as njssas reivindica^
. i aa >nuroaa. e com as maas"iafarmag6flat<
pt2iaucas>;csncor-.eai para e9'.e estado.de des
coaaaca .e, diraooo man propmaonote'j'.aV
au|gressaj,-aa>ojiwie etancelartajSJmanaTChicas eanapasj
vauf indib poaco occagio de vencomo
graaae parte do commercio estraageiro manifes-
tara aberUUBOntei aa soas japatola aeia to-
strrelcio oa*val, como>\k se manifestara aj-o't
naeiro pertodaiida campanba federalista do Sal
swfccreveadDiHJBiilioesamente dBMBtlHMffH taav
wgorisar demeotosi da rebelo.
Tanto esta correte poderosa e ab-orsenie
qoe oatndos illusiraja p-tsumem afe-t^ipnla
toastilidadetesiranzpira o desgoato da populacao
mAsmI.w
Para qasm possoeom poo:o de perspicacia
psjcbolufica e se eforca p >r ver as acedes Do
Itticas os- fartores moraes preponderantes, ni)
ter escapados iliasao de qoe lo victima o Sr.
Salaabo da Gima, ao levantar o pavao re-
staurado*, na oerrazade que o ulamanaoestraa
gelro cjtira a nstitaic&o repablicaoa era a re
parcuss.n..da tesaootentameuio nacional, ou
*oy.es. de pa. tena em si a ellicienaa prodigiosa
abalara- ceosciancia democrtica do pan,
xpo'id )-lfi a mudanza da forma do goveroo.
aeroo soluro- da crise ecoaounc* e social que o
perlurDavai.,
A victo-tada legalidade troaxe esta vaolag'm
XQportaatsteotire Odas : affirmar em toda a saa
peuiio ie a':fi a aacSo, *Bffiz>-r a jorros de sanue brasileiro
l^-ramaiaina lut> pela mai u'.eu^io do rgimen
sisti'UCioaal esje snpersticioso terror da opina >
estran''i-a, asi-s-ia par espir.'o de trii^o as
maqsultasida democracia no cootiaaate am6ri
ano.
Fol es'.e?grand8 faco, docameoticao positiva
e exemplar xornaa verdadeira odepeideacia
u- i'oube.ao marecbal Fio-iaio a honra e a
veaura do assigjala*, na sua meosagem aoCoa
(r.rei>8 ou urna loquvocia e am civismo que
dev:. H'iaaiaeeer os patno'as.
Por issD.aieamo, pacqueeile leve a trauques*
enrgica de, .iraatvdo-se iat'ip-eie do p>vo,
?eiviad;car.o oossos direitos axistencia auto
soma e mam- r illeza a soberana nacional, que
a mensagesa.produzio am tiovivo coaten'amea
ta. deiagrvo publico que fni das intervencOes
a>3 ro meses incorrectas, no seotidn da accao
oc**i''.a ou da propaganda Ibeorica contra o di
reitj de nos governarmos pelas astai^Oea re-
pSJBMtSsDM*
Mal a?isa4A.aadar qu.m eoxergar m tas lis
aba p-oposito de acirrar dissencOes lastimavei-
entrs ca'iooaes e eslrangeiros.
(Jaervm>i;simplamente registrar a margem
cSeste docareato xexistencia de nm pbeooseno
carioso--; aredorain'.o da opiniao estrangeira
obre o nosso vivar social, reagudo latentemen-
te cantr. .. j-p!-i;a republicano das nassasit-
fltaicOes. -
Ao mesmatempa Ufamos do desmorooamen-
(o das gaas.eBperaacas e do insucce-ao rio sea
trabalha a eonsoiado certera da uosaa vkilida-
destinos da Rep ;bl'ca, aa nossa enrgica com-
penetracio de independencia e de soberana
tetona .
Mao s;.us dos qne,- estonteados pela victoria,
iaconscleateaaente proca:am escorecel-a e des-
feos ral a, ack-oado odio, .corno represalia vega
is patentesastldades4aqoe fonos victimas.
Sjmos operlores a essa especalacao pstrio-
teira, nertaraadora 4a boa barmooia social, e
qpe 6 tarto aicamloa qaaoto ella nao parte
eos qne o > maaealo terriveL, por dedietco t
Repblica e.a.fietma, jogaram, o bem estar da
ama hailMAvMtvstam- cabeqj| saltando
pa-a a barricada da imprensa, sob
udM>moias e das amea^as imiiga
Nao nos cournadam.
E'natu-al e^sa exacerba;5o apaixoiadade
anirnas, sincera p r parielde oH.evidep.temeate
artificial e bycnic-ita por par e de oatros, mas
nao a apoltautnos aem ja-Ulisa noa.
A oosea inteigencii paira felixmente em es-
ph-ra oais alt-, e assim ora > desejamsB a R -
publica v.ilaros?, intrpida, aiiivtssrma dorante
a lula, desejamoi-a agora refl ctida, canaria-
dora, ordeiradorante a paz.
Asstgoalando o esvalmento deeta 3upbrstrc*e
hi3'oricao temo' da opiniao e-trangeira,qu';
tanto ir flato oa poltica do Imperio, e nada na
hepublica foi taa'.as ver., s evocada para impor
ao pode- publico mjdifi:acOes na sna rola go-
vernamentai, seria inepcia nossa favorecer re-
presalias oa estimular lesforcu.
Qaaodo io nnjantemente o com ta^ta gloria
se alfirma a ca"ieso aacioaal na defeza da sua
soberaua, parece-nos eslruxnla e theatral a
tentativa de reivindicar pela perseguica) aa as-
piracoes e arenos que o poder execuuvo, gra-
bas a s-.a prudenc i, a sua reflex j e a soa en r-
g'a coosig'on tffect vas pela victoria da Rep-
blica.
A poDolacao estraogeir, aquella que se at-
triboia alada lO.direito de intervir as nossag
(Mssenecs.Internas, teve a p-ova canil 'da sua
impotetoia, do sen eseso, Ha sea iliaco. -
Ficob tabeado qne o Brazil dos braalleiror,
qoe co-aaopuB da ge'ac&o que implan'.ou a 1V>-
pobfica a salvoo do fracasso, emaganda orna
n-volta qae se liana aposado dos nanos mais.
pessanles da ajssa armada, nao circula um glo-
oqio mais daqu.elle dessorado sangne colonial,
qoe tao dependente tornooda accaa cosmopolita
a energa do pavo nena trra americana.
Taoio oasia para o nasso orgalbj e para o eeu
pacBto'
Parecamos se- este o sentir geral da popala-
cao sen-ai .empenbida em ve~ no regtmen vlc-
10 io'o a.garaniia da]ordem e da prospendade da
cacao, (alfada por Iotas e anciosa por paz
A meaiagem do benemrito marecbal Fiorla-
no, ibraote de ciwsmo, seida a mais solemne,
a mais- oasitiva, a mais elaqadate alfirmac&'i da
nossa eaasciencia 'istorici, em absoluta emaa
cipada de lodos os vt cooceiios polticos e so-
claes, qos at sqai fbe emoanaram n resplan-
decencia da soberana, constitae na sua syi'bese
om progsamma glorioso de poltica veraadeira-
meiite americana e essencialmanle aadonaL
S> Ba,de ser esse, com certeza, o raeuo- dos
ltalos aa recooSeoimeato da patria para com o
inclywotiadOiqo, conaolilando fiompbal
mente a Repablica, revelou a Europa ilindida
ama raqie e noderosa nacionalidad'', ;qoe ba
de afirmar oriinaa'.eiu>nia a sua begemonia oo
cominese sci metteaoo-
de
o fogo das Peleosles; e da votajo '.-se qne a maiorii o sobvr no constitucional reina por dlrcito
a favor do goverro foi deSV v.kos. nascimenio; cao g-vena pe.soalmente.
Oa oart Ji'iosi/polaaniram o resultado desta Mr. G adst.v a den um primero alerts I qne
re'.iae anida como ua loque a diados eaire pre-
Vlegi03 dO pirulo.

EXTERIOR
EUROPA
Santa M
Tesiamentj poltico do Santo Pa-
dre Cjmmljses dos veoeraveis-Joo
d'Avila e Oiogo losOs peregrinos
bespaLh-1-', sua recepcao e oairas
occorrencias Dda-sgOe de Leo
Xlll-Diobeiro dd 8. PedroDotros
(actjs.
i
Segundp coirente, pretende 9. S. o papi
XIII iireprar o sea teiiameaio.pMi.-o.
Na**tlica da 8. Pelro vendeja se a ce-
remonia da bali u.'a i do bespanbol 1 ao d'A-
villa, ceramua'.a que foi mpottent'ssiaa.
Tamben--ere Inear teial c-iremoma a respai-
lo ao.verjBrando..Oiogo J s.
Cnsgaram a cidade eterna os primdros pere-
griuos osiqu^4ianam seguid*,Bor trra, ntreos
quaes app.reciam aliiu n ts moiberaa notavel-
meaie bellas, mas o elemento ecclesiasuco jo
ui ava.
Os vtajaoies (oram MaetPM oa esta^ao por
mattvsmemoroa d i G'e-nio de 3. Pedro que os
gaiaram.ua visita s ig-ajas.
( Os nabitaates a> Rom en eeralestao con
tenias com essa aflluencia de visitanies, por mo-
tivo de o'.eresse. Mis ba agitalJ-es que es-
marlam oem poder p-q,ocar a desordem,
Os peregrinos qae deaevibaroaram- em tivtta
Vecbu segairam para Roma em comblas suc
ce'si vos.-
Em Koxa scbavam'se reon-dos no di;? f S na-
da mr.os oe i,IOU peregrinos qaevisitaram os
templa* sem qoeoiogaem 'prvroeisse cwn!li:io.
Poaterr'mente caegaram mais 6,090 pdsspas
da parezrn
'nos, notava-se a presenca de pe*soaagens per-
tensentes a< cotoaiaii Maspaaious espectalma
U de.Haaitbae da Havat.a.
Foram receoidoj esses perejrinos em audi-
encia solemne.por Jaa Saotidade na baslica de
S. Pedro,< onde -offiou e Ibes dea a bencao a
Santo Padre, qae *ecoendo o arceoispo aa To-
l'eJo, qu-jnou-se do d-jsenvo v ma :to qae vai
teodo a macooaria-na raspecva arenidiocese ;
asim como, em sermao na eapelia Sixtiaa, (ex
o ebgio dos peregrinos bespaabes e dirigi a
bertcSo .pontidcal a rainba .regente.
O peregrinos.cpanacio*.tive^am bo nos ediriios io 8eia.ie-e,-no Vavicaae.
O embaixador.bespaooot .o.1e-e:ea lano e
sumptaou banquete prelasia romana.e aos di'
rec.ores da peregrloaco benpaabola deste aase.
Aa off-irta- em iabeio qoe o< peregrinos
ate agora flieram eat'ar natbesouro de 3. Pedro
ttlugemesle aana 600 conloa.
Sua Santidad o papa Leo XIII, em dis-
curso de reeepcao de ama tarma de deis catb^-
Itcos. declaran qae nao deixar o Vaticano,
rqaalqaer.que soja a emergencia, at a eleijao do
sea successor ; e diriuio seas agrade meatos as
cortes bespaobolas pelo protesto qae Bxeram
contra as violeonas dique foram victimas os
neregrinos de Valencia, loga a sua ebegada a
Rjma.
Noticia, o Memorral O .lomatiqa qae o
conde de Holtks. ajadiate de campa do impe-
rador Gailde-me, se acba b: as em Roma, toa-
do sido racebido por SS. o papa L fc XI.'I eaib
teodo visitado o rei II imparta-* facioqa. tam si-
do maito commeniadb aaco-e i ....na.
D. Carlos de Boirooo deciaroa a Saa San-
tidade o.papa Leia XIII qj- manim csseas a-
renos aotnrono da Hsspajha.
O marqaez de Camillar, Qdatgo bespaobol.
btferecea 200,000 pesetas para o ibesouro de 8.
Pedro.
O {overoo tallan > nao se oppoz a qae a
pereg'roacao baepanbola viessa a Italia ; nao fez
pois nenbama objeccao aa giverdonespanbol,
mas onicameate loe observou qae Uixa a res-
po;abiliaale d'elie o faci de poderem algaas
aoarclifstas me'.terem-se entre os peregrln-js e
nes=e caso tomara as provileacias que jalgar
oecessarias para queG^s-ja perturbada a or-
dena publica.
O Vaticano foi iuformaio de qne o govarno de
nenbom modo faaru ao SMtdevar.
E anta o observon, qae a 1 ta dos ttimaltos
succeiidos em Valen ia. ua occas.ao da partid?
los peregrinas para Roma, tomoa medidas serias
votaeio.
A segu'ida emenda prcponioqae a cmara
nfto on- s 2 baras da i.i .la as suas sessdes
dasgpsrtas-retras, o Coatra-io do qae o-dia o
miatar\ foi ijuataaot-* reji ada por 7 votos
C !-ra 119 ; e i macaa da sir Wjtliam Vernon
tlireov i, imp!< **odi> coafiauca oo gorerno, toi
approval. per 2.9 fotos contra it3.
O -referJo cbaoceller da faieota j "xooa a
eamra aitujc&9 floinceira do Reino Uiido.
Seguido sua a.lirmacSo, a? previ--0e< do oro-
X'mo exaroeio caioJam que baver4 um dficit ce
i mtlfiOea de libras eseriioas, o qu^l aera cobe.*-
to |.-Ij augseuto dos diraitos .-oo-e o alcool e a
cerveja, pela reforma dos direitos sobre as ba-
raoQis e pela aeg-avago do imposto da renda.
E : consequencia acaba a cmara de votar o
angmeulo da direitos sobre os aleos e a cervsja,
adop.ando o projecto govern&mental sem altera-
qhi de hua orma e expre?s5p.
Tambem votou ps irojeetoa relativos refor-
ma aleiteral, 3f paraco da igreja do Estado oo
Paiz de GjIL-s, a relntegraco dos rendeiros ir-
landfZs nas pos-es de ter-ecos, de qoe havlam
sido esbclbados pelas autoridades looaesda Ir-
an ia, i.suppressaj cas leis coercitivas a qoe
esiavam sojeitos os cnltivi4ores desse mesmo
paiz, diaria de 8 boras de trabalho para os
operarios.empre.ads as minas de Inglaterra,
e tiaalment ao orcameoio da guerr, rgtiiaato
p .rem o projecto de cr.acSo de om Mmts.-.rio
ue Obras Publicas.
A ducosso do orcamento da guerra foi aca-
lorada, Paveado vivo denote e smenle sendo
tpnrovado por nm voto de malorb.
Gas: fe.cn, que demonstra a falta de conllatiga
do oarlam-mo, emocioaoo a Cmara, e provoca-
ra por ventura c-ise mioit-irial no gabinete bri-
unnico, segundo pensara nao poneos. Mas, tam
bemfacto, que lord Roseoerry declaro qae
Para qae ama croara sita subsista, mesmo na
Inglaterra, f p-e:iso pelo m"00s qoe eila seja
electiva. Casia alguaa te o ondao ce detor
os pasa)* da apee quo quer sam.aiar tiara a
reQta, para oaae os seos destiao-t a cin uam,
parect-ndo at qoe si lord Roseaery qaeea:ostra
rj^ste motn'uto aljama oppo igo, po- ciuaa do
sea titulo d- lord,. paWvra qae soa m I ao*
out;d;3 dos radiemos e dos llberaes avaaoados.
Nj vjntreuo'.o nao fc de c-er gae a cmara do*
lords de3app.ireca '.ao ce.io, a ttbgalarra ala i<
esta multo apegada vainas tradivS''.
O Coacte Spenoee, primt'iro lord do ilmi
rant o goveroo resol vea augmentar o electivo ua ar
toad btitannica.
A proposito da marinlia ingleza, o Times
publica u n< caria raoito interessa-jie, es
criota celo depaUdo cjiiservador. air Gror Smitn Baien Pjw:', na qaal n .t* o eegoiote :
San o oontj ie vl^ta geograpaleo as pesi-
c5.*s e Giorultar e de Milu sao s das cbaves
do Mediterrneo, mas ba anda maitj que fazer
para as tornar eme^zes.
Gibraltar, sobrstaoo, f st iaoaiia* de de esem- j t
penbar o seu papel em caso de guerra.
A Fraoca pja a recebar na saas etauadras ec lempo ra; a Inglaterra t--m apenas quairo. todas no
masmo1 porto, em M-i t->, e o hpu porto maja pro
ximo do Mediterrneo Derou^ort, a 2.000 tei-
Ibas de distancia.
Preci.) po's. qoe ella se assegare da possi
idade de se servir das Pases navaes do* n.*
sos alnados o mesmo da poieomss neutras e
oecessario qae ella recom nende aoa eeus di-
plmalas de nunca perder de v^ta este lado da
quesio.
permanecer no poder, mesmo no caso de se-ins I De reg-eas" d^ sua exiu sao a Uali, tv-
"ontrsna a votac&'> parlamentar en aesampto dol goa a raioba Victoria a Luodros e a'aili seguio
sea programma ministerial.
Alem disso. ja antes liaba corso no terreoo
do-< boatos, qoe tencloaa lord R iseber-y dtssol
ver a cmara dos commaos, para' pd* termo is
constantes discordias e disseaiimeaws eutre u
Jicama cmara a a dos tords, jastiQcmlo mais
e.'sa crenfa a circomstanri.i de bavar aqnelle
se.'.bor o'dmoanqaelA: no Club Lineral, aezen- gaxe C-norgo Gotba.
logo para o seu palacio de W.olior, adiando se
S. M. actualmente enferma.
Informa u-i jornal luglez, que nS.i foi aem
rifQ ralda^s que se concluid o wUO*'acto do ca-
aueoto do gran-duqaa- Eraeao. Lux de Hesse
com a p'inceta Victoria Maiita, hiba do Duque
ido Eimoarg, actaalmeme (uqae reinante da
tuado a necessitade i? dissoiccao, para attender
a altos ioteresses qae exigem solucV) e oo oo-
dero ser votados com os elementos aetuaes du
cmara baixa.
Na .entreaato, em circalo3 ociaes acredita-
se, que pelas disseoses qu xistem entre os
memoro, do gaoioete-soare a quetai do rrca-
m-ato,.Sir Wiiiiam Harcourt, ministro das finan-
Cas, dar. 3'soa demissao.
Emitado isto, porm, nota *e ama cousa, e
que a amiga constlUiifo ij.?|..'za esta serii-
mente compromettida. tendu-lbi disparado o
P'im-iro.nro dn caabao u Sr. Gladsione. anda
ba pouco p.'im*iro ministro da ramna,.a que an
tes da largar o poder, clama sua patria, como
o lestamen'o da sua vida poiitica : Abaixo a ca-
ntara dos lords. nao.se preo jcu jan io mais senao
do jalgamenio da materia e da. imeresse do seu
pas, de modo qae diz apenas o que er ser ver-
dade, o que Ibe dicta a refliao e o easina-
mento da aoa langa carreira.
Depow-de ler passado por tantas coasas e pre-
pralo cam as suas proorar mos tantos acn-
tecimeates, o grande celko, como Ine chamara, os
seria consiaadas, praciama qae no Estado aae
dsve existir poder algum qoe se oppo.ru von-
tale nacional expressa por intermedio dos elei-
tos do parvo.; e si era am axioma qae a cmara
dos lords poda tuJo. Poje oa nobres pares jal
gao qae. a mar democratic vai ja alta eque,
oortaot?,1ge to'nava argente l^vantarem-se-loe
, diques ; e aasiro qae elles se p&em ao travs
de todas iaa refo-mas vouiias pelos denotados
Ora, a caara dos lords que eompoe-se dos
elementos c e-ezu e oobreza, tem muua vitali-
ade amia, e isto porque a alma iogleza sendo
eligiosaj imprima aos ecelesiasucoa ama aoreo
la, de modo qae. r--gisira-o a historia, quaade
Bradlanzb foi eloito pela pnmeira vea depuiado,
e recasou-se a prestar jarameato a Biblia, sob
pretexto re que nao cria em rivres santos1; va-
iea-lbf is-.o o ser perseguido-. du-autj largo s fi-
nos : naoqieriam lexar tomar asseata na.c-
mara ; expoisaram-no i fj-Qa da cadeira, qaao-
do oor acaso consegaia entrar na sata das ses-
se-, e foi por vanas vezas p-ocassado e coa-
demnadoia mudas eao.-:ms;e pergunundo os
seas, jamieos, aflnaU a ratao lasni insistencia,
porqae se fui* alvo de taes vinimncas parama
qaestSo que nao liana a seas omos iniporiancia
algoma, vis;o ser livre-pensador, elle respoo-
deu Ibes:
com receto de que se preieaiessa imitar o ex
emplo dos anti-clericaes bespaabes.
Inglaterra
O parlamento Diversos actos
dest3Deciaracfiesdo presidente do
coDselbo de miaistrosBoatos de
retirada^ do ministro da fazjGii
Sobre a'camara do3 LordsA ma-
rtnha inglezaRegresso da rainba
Os ana rebutasTremores de Ier-
ra oo paiz da GallesInaagurace*
Disuada de sublevacaj geral aa
lidiaAnsexacoes territoriaes na
fricaOs jadjj e os mranos
FalleaciasIncendios. *
Como j tivemos occaaii> de dizer-.faez, tra-
balbam as Cmaras, em cuja abartora discursoa
a rainba prudentemente, dizendn malta em poa-
cas palavras.
Si Cimara dos comamos; o cbaaceller da fa-
zenda, sir Vernon-H rcoart, propoz ama mocao
uo sentido de qae dorante o reato da actual ses-
sao legislativa os projeatos de le apreseotados
pelo goveroo tenbam x prioridade sobre todos
os oatros oas discassOss de cada torca feira, e
qoe es sess6es das sextas-feiras comecem asi
boras da tarde para a discussao desses meamos
projecto.
O goveroo poza qnestaa de connaaca sobre
esta aocio, qual a opposicSo oppoz daas
emendis regeitando a cmara por 68 vot s
contra SM a primeira destas emeadss, qae ten
. Se eu nio estivesse em Inglaterra, diria
como os meus.amigas, e nanea leria' levntalo
esse incidente; mas aqu, deoois de Cromwsll,
ja i-, nao cammo ea os espintos senao fatlauda-
Ibe- da Biblia.
D-jmais, alm da loflaeocia religiosa, a cmara
dos lor.is vivificada pelo rscratameatj Inces-
saate de todos os borneas qoe se assignalam,
visto que, mal ama saperiorUade s> revela, a
raiaba. corre a dar-lbe um litalo ; e asstm qae
ella pac- am manto de pr sobro os bombros de
de Mr. Disroeli, a qaem fes lord BMCOOsfieli, e
de Sir. Eveiing Barlog. o ageale iogles no Bgj-
pto, fsjM'arde lord Crome-, resalanlo nata-al
mate dessa absorpcao das tunos eminentes da
democracia no seto da oobreza o eafraqaecimen
to do partido llbe-al, e am dos mantos da Gia-
dstone foi o de nanea se querer prestar a tal
transformacio.
Nada commoveo mala profundamente a ar.s-
trocacia franceza, mesme aates da proclamacao
da Bepabliea, que o desdeo de ttulos manifesta-
do por bomens de Estado Todo-Poderoso.
A oob-eza ingleza foi semp-e mato maisba-
bll qoe a francesa; e naica te-i-i consentido em
se deixar domesticar nas ame-cama-as raes de
Luiz XIV, o qae vinha das coadicbes difTarentes
em qoe se sooavam as ans'.-ocelas das duas na-
gdes, orna vez que en Fraoc por eaasa das
immeasas pasaessdes territoriaes dos g-ari'le
senbores feadaes, a monarebia ameaesda, pelos
seas vassalos, fez alilanga coa os enramaos:
c mlmigo'foi o oobre.
Na Inglatsrra, pelo contrario, Guilnerme, o
coaqaistador, io3traiio palo que tinas visto en
tro os fraocsxes, retalboa a propriedade, distri
oalado*a va de veacer A seqaeaeia foi ama recon ilia-
gSo eatre o povo e os 'eaeores para latar contra
as usurpacOes do monareba e qaaodo a caDeca
de Carlos Staart cabio decapada, oavla nobres
no panlio regicida.
Po. sso o malo de lord-tem em Inglaterra alada
am graode prestigio, contando Biroo qae era
anda ennea e freqaentava o collegio qaanlo
a morte soccessiva de am to e de um primo o
fez inopinadamente lord, e en tao oa seas mea-
tres e coodtscipolis oraecaram a fallar Ine com
mu to respeto, ao passa que o illastre escriptor,
qae nao tinoa as sapersticoes nacioaaes, maui-
fes-oo sesqre o mesmo desdem pelo ltalo de
lord, attitude qae nao liaoajeava l maitj o>
seus cooeeneres, orgalbosos do titulo, de sorte
qae a Inglaterra por isso espern qae o gra.>de
poeta morrease para aceitar a eos gloria, uive-z
ama das maiores glorias desta trra!
Os loria .espiritases sao em numero de 30, dos
qaaes i6sao bispos de Inglaterra e da Escosca
e quatra irlandez-as; e nos termos da cjostitoi-
cao, o Sillo mais velbo d'um o-d o de direito
por morte de seu pai; e si nao pode baver lords
eotre as damas, todava certos paralos cabero s
tima mais velba, e oeste caso o bomera qae com
ella casa, pode tomar aassnto na cmara dos
lords, com aaiori9acao da raiana, qae tambera
tem o dlreito de no;iear tantos pares inglezes
quantos Ibe appeiecer, mas nao podn crear navos
parea escoa^ezea, sendo preciso qae tres parla
tos irlandeses se exnogaao para qae ella po3sa
fazer um lord irlandez.
Os lords s podem tomar .parte o'uma sessao
idade de 21 annos. Palera, porm vo ar por
procur^cdo e laucar nm numero llimitado de
auffragiuS; e por essa (cudale qua o Daqae
de Welkrjgtoa.dlsptirm*, em nm momeato dado,
de 27 proiroracoes e 27 ooieiios.
A cmara dos lords tem o privilegio de julgarl
os seas mambros,. qde nao podem ser presos
pnr dividas, e, como por oatro lado as suas for-
tunas cosistem qaasl sompre em morgadios
que nao sodem sor embargados, os seas credo-
res Qcamiqiattas veses losados.
Da tudo ista resulta qae a institalcao da c-
mara dos lords ineompsilvel com o espirito
moderno,fe qos 'era de- soffrer raodi'icacfles pro-
hiodaa; sois a idea da ama cmara hereditaria
resolta os bomens qae creem na oranioo'en:ta
la vuniale nacional. E' mesmo mais dlffi:il
Aa diicaloaiies foram .naa t de O'dem eco
niaru, na tambem aargirauc por eao>a da or-
ganisacdo do orograuma.
A ramoa Vico-ia teve que intervir oa-a apla-
nar aqj-llas dini:a dadas, e dea satisfaco ao
noivo, qae nao estava satisfeito com as^cendi-
fiOes propostas pelo sen .famro sogro.
Quanto.ai enxovai aa p-iocezj, ui todo, en
commendado s modistas de Londres.
Eaire as pjcasdo enxovai, sobresabian o ves-
tido de dchv -do, de seda, it>do oraarJo de pe-ola-
e florea de larang-jraa, com o collar fjoarnecido
de pennas b-anca-- de avestruz.; o vestido d
viagem. guaroecido de rendas brancas e bordado
de rosas ; um outro vest to, qae a prioceza ves-
tir ao ebegar a Darm*tade, eqoe de panno d-
om cor* mimosa, a das ptalas da rosa Camarina
Mermei.
Mas a obra prima do eoiotal parece sor o
ves'idode c' e, qae ajo?ea gran duquesa trata-
r por occasiSo da pri neira re&apgSo olBc.al.
A fazeuda do vestido lectla de prata, gaar-
necida de scf.m i:o:n bordados de prata bru
oda.
.) precioso meta', qae servio para a craeecSo
d'ssta toilette de um prego tostimavel, foi
enviado de M iscow por ordem da 'duqaeza de
Saxe Coburgo Gotba.
A polica prenden oa C-'y-na anarcblrda
Italiano, cnamado Fraocesco Polci, qa- -ronsi-
ae-ado u:n perigos.ssimo poftadOt* de Dorabas
exuloaiva-.
A polica eneootroa em poder d'elie phCPSBJM
oomtras de dynamito, inclasiv urna com o peso
de 7 kilogrammas, qae foi fabricada em Loo
drs&
Pelo interrogatorio, soaba-se que est-a machi-
nas rafernaes erara destinadas a desiruicio de
diversos eslabetocimeot a baocarios. -
Tambara remsouise a prieao do auarchlsta
Porroaro, qae era vW^menie-' procara-io oestes
oliimjs lempas, pas bavia se ea^e chele lo-na-
do p-ios saios-aadacioaos cnuiei realmeaie cele-
bre, sendo qne o s.en ultimo projecto, por occa-
siiadeaer preso, ora fazer saltar pela dyusmite
0 e 1 ficia Roya) excbange. .
Formaro c foici acaoam d- ser coudemaados,
este a 10 annos e aquello a 26- annos de trona-
mos torca des.
Os aaarebistas qae foram expulso j de Londres
ji 8's'tiirara para a Blgica.
No paiz de Galles sentir n-se-ltremorea de
.trraqae pazeram a populacho em alvoroco,
apezar da pauca iatensldade e duracao dalles.
Ignora-se por emqaaota as coasequeaclas do
pbeaomeno.
1 .laaagarnu se com as .solemnidades do ea
tylo no sea palacio recentemente acaoado o
collegio de masicia
Igaalments realison-se a sessio tnaugsral da
conferencia biraetalista.
Foram presentes 4UJ delegados do Reino Uni-
do e da llanda.
0 T mea denaaeia os trsbslbos de ama
aubleraclo geral na India.
A annexaca) da Pandolandia so Imperio
britaoatco effictooa se semse 'isparariam Uro,
ebefes e pavo inteirameate sabmettldos a nova
adrai o iraca j son o governo do Cano-
A extensao do tsrrltono que a Inglaterra ad-
qalrla.regala por.qaatro mil rabas quadradai.
O solo-e frtil e tem florestas maito valiosas.
A popalacao anda por 179-00) alnas.
Tambem dizem de Zao-.ibar saoer-se alli de
ba* tote qae o goveruo iaglaz. resolv ira mao
ter aaceiaeaode Ugaada cjm cm administro-
ci" tocal.
Nao se sabe norm, de qae molo esta adral-
iHira.j fl 'ara saDordlnada. ao governo do Sa-
lianato de Zanzbar.
0 qne isto qaer dizer qae a Inglaterra ca-
na de realisar ama u-iva annexacao na frica
Oriental, salvando todas aa apparencias, como
ae costme.
1 if jrmam igaalmeate de Cape Tjw j qae a re-
paolica de Traaswaal declarou a guerra aos ln-
digeuas sozeraaos, e saba se que as correrme
dos bandidos b^spanboes ebegaram as proxui-
dad's do lerruerio ingles de G bralisr.
Jaitas roaoos teem feUo M salteadores a mao
armada.
Os jadeas probibirm entrada de nsasauas
nas syaagogas.
Foi aoerta a fallencia do banquairo Net.er
bem como o da Companbialrlandeza de Descon-
t s.
Acaba de ser destru lo par pavoroao to-
cen lio o imporijuta arsenal de Bartanles.
Os prejoizjs montam a sarama fabulosa igoo
rando-se anda a origem do smiatro e os desas-
tres qae oscorreram.
Em Duaiia tambem foram destraidos por in-
cendio oa depsitos da fabrica de tecidos Arnot.
presentantes de divaisas aociadalis e mais
pesso is gradas da nossa socio lade.
A'sS 'ji horas danoitc aorchestra.sobare{r;n-
c4a do nuestro G. Polacco execatnu ohynno
aadonal seru.n lo-se a grandiosa symplionia da
opera II Guarany do calelirj uiac.-lro Carlos
Gam :a. Durante a audicao tasse tr :ch), ra-
se-aa palco circundado palos parHhdea brazi-
teiro a italiano, o retrato do brazttsiro cajo li-
me una gl >riu para os seas compatri Has.
Ato livantac-ss o panno t idos os profassoras
[laprc'liastra ergueram-sa lis soase id airase
era stgnal .1 veneracaO quj tributam ao gran-
de brazileiro, sandaram-no.
A. cp-la um dos Srs. esp;ctador:s foi offjra-
cido um exemplar .la-Historia btsTlsalros d'
Pernambuco- .curioso babalho feito pelo Sr.
i)r. F. .V. Pereira da Costa qu; era lioraenagepi
no da 18 -e Maio dedican a i'.ipjctoria d>s
tliiatros.
Na nrlmsra pagina dess jornal lia-se IS
de Mtio do '8?ii 8 de Maio de 1840. Thea-
tro .Santi Uabel 4i" anniversanb do sut instal-
l'ic.io. Somentgum da Inspectora dos Thaa-
Iros de Pernambuco.
As !> tn ias do corpa le polica do 2' e II- bob-
ino- is ite linli i prsenchtam os invallos execa-
tando escolhidas pacas do sju reportara.
O desouiponlio Ja opra Vida tere da par-
dos distincios artist.is da Conipanbia iinso-
ne a mais correcta interpretaba), e d'est'arte
todos ellos c ncorraram para dar mais realeo
a una festa que a ellos eoube a gloria d; so-
lemnisar pola primera vez.
Foi una testa imponente o de que dovo or-
gul!iar-s;-se a digna inspectora d. lluatros.
A EquitatiT! Vs apolices rloia".s tiesta
sociedade de seguros de vina, de N iW.-York ren-
derain no anuo de 1891 de 6 e :t i 7 ite ju
ros alm da devoluca nos premios pagos.
Visitas domiciliarias*(i inspecto-
ra de hfgiene nos foi remeUido o segniote :
0 Dr. irthur ')a.alcanto visitn 2i domici-
lios na na da Conceic&o.
N. i falta de asseio.rao quintal.
N. io a co iuha ponca aseiaaa e coovem ser
ladrilbada -
N. lem lama no quintal.
X, ii uipo, porm as aguas sarvidas cana-
lis ira para una aciraba e" ilecompjin-se. E'
necessario remediar esta .falta.
N. 47 poaco asse o e teliudo da cozinlia ar-
ruinado.
Os domis, domicilios estaa e:n regalares
condiciVs.
Sendo que os aripjreios.da Dntioage. em ge-
ral funccioiain mal.
vnsti ieitas as necessajeias iiitimaces.
O Dr Amaro Wantterley v[giutu na mi Im-
perial do 2' distrielo de S. Jos, i'J doniicilios.
N 12o v fabrica de.gencbra e quintal, cora
po'ico asseio.
iiS OfBcina de surrar couros : lueixam-
sti os moralorcs visiulios, do mo ciieiro,
TI. 140 cocheira que nao asta de accoitilo cora
as posturas municipaes.
. N. .M retinaco, coclieirar forno para quei-
rnar ossos ; o quiutal sem asseioe.cam depisi-
to de ossos, a cocheira sera assoio e sem to. Nao (leve conli mar assim,
Ns. 172 e 17i existe urna.cacimba sera aascio
Foram teitas as intimacfitrs necessarias.
Todos os mais domicilios estavam asseiados
O Dr Baptiata Fmgozo no dia 17 visitou
33 doraieilios em conlinuagao da ra do Vigano
No predio n. 2 a latriaa do 3. andar suja e
nao funocionu.
N. 2i andar a latriaa nao tero agua.
Tlicaru. Santa IzabelTevo lugar
antehontcm a testa commemorativa do 44" an-
iversario da inslallago do theatro Santa Iza-
bel, e terca coul'ossal-o. esteva imponanta, o
que de certo era de esperar.
Logo pola manb desfraldou-se o pavilhao em
que so lia-18 de Maio -. a data mais gloriosa
para as artas em Pernambuco.
Durante tolo o dia era enorme a afHuencia
de Dossoas quo dasejavam obter ingresso para
assistir aquella testa artstica qua pola primai-
ra vez realisava-se no theatro Santa Izabel.
O recinto do aditicio, cuja decoracao foi ex-
pontaueamente offerecida palo distiucto cava-
lheiro Fred. Ramos, apresontava um aspecto
verdaderamente esplendido e deslumbrante..
Urna inlnidade de bmdeirinhas multicoras or-
navatn a3 quatro ordens de camarotes, dasta-
cando-se dientre ellas o pavilliao nacional cir-
cnudado de outros da3 nacOas qua mais se t'm
distingaiilo no desenvolvimanto da3 artes.
Camarotes, eadeiras. plateaa, todos
res do theatro estavam oceupados por urna so-
ciedad o ascolhida, que assim patentea^a nao
ser indiferente aquella data gloriosa para as
nossas arles
AlenW Ss. Excs. os Srs. Dr. governador do
Estado, enera! commandante do Io distncto
militar,: iV questor policial, chafes, de reparti-
ces fedqraes e estadoaes, comparecerem tam-
bem lentos da Faculdade de Diroito, toda a irn-
os luga-
dit astiUr. a aecj da.mofio aa periodo do da.acceii*. qas a priae>.pia dyaastlco,.porque, sa prensa d Estado, comintsOes acadsmicas, re
No predio 26 todo o ssoallio bastante sajo
e no 2- ander a latriaa nao tem agua, fisco na
escrida no 2" andar.
N. 33. 1 andar as paredes da cosiolia sujas
e a latrin.i nao tem agua. fl. J o 3 as lutrinas
nfio funecionara e o canuo de segundo vaso para
a escada do l-.
Non. 3i assoallio e paredo3 multo sujas.
o i andar a iatriiu nao funcciona.
N. 29 l- andar assoiUho sujo e a latrina nao
fnnerrona.
N. 27 i..e 2- sujos.
N. 25 urna latrina suja.
N. SS 3- e soto sujos.
Nasa- e 2- as lutrinas. nio l'aaccionam e
precisa reparo o assoalho ao peda do 2-.
Tudo o mais.regular,
O mesmo l)r. Baptists Fragosa, vsitou .no
dia '8, 32 domicilios da ra do Vigario
No predio n. 21 assoalho e tecto bastante su-
jos no 2- andar.
No 3; andar a latrina nao funeciona.
Non. 19 no l- andar a latrina nio funeciona.
No 2- andar a latrina nao fuacciona.
No n 15 todo o 2- andar sujo.
. O 3- tidar 'ambem sujo.
A latrina do 3- andar nao tem agua.
No n,. 13 no I- andan a latrina nio tem agua
e no 3" nio funeciona.
No n. 5 no 3- andar latrina nio funeciona
e havia calimbas e um gallo.
No n. 3 na 1 andar o assoalho sujo e a latri-
na nio faneciona.
. Os outros em coudicies regulares.
Partido Republicano Federal
Foi-nos remettidos a setruinte :
Acta da organisaciio do directorio do par-
tido republicano .tedoral do municipio do Ta-
qnace tinga.
Aos 9 dias do.mcz de Abril do 1894, 6."
da repblica dos Estados Unidos do Braz.il
uosta cidade le Taqnaxetinga, sede do munici-
pio do mesmo nome, do Estado de Pernambu-
co, s 11: horas da manha, em casa da residen-
cia da cammendador Vigario Renovato Pereira
Tejo, prssentes os eleitoros abaixo assignados,
os quaasi haviam sido previamente convidados,
nson da palavra o dito commendador, a em
bre-BS, mas eloquantes phrases, tez conliecer a
tol js oscidados presentes o fim desta rou-
nio, que era tratar da crgansaoao do directo-
rio do partido republicano federal nesta cida-
de- ; e, fa/.endo ao mesmo teuino sentir a utili-
dade de tal medida, mostrou as vantageus .js
adviriam della, pois qua o directorio se cora-
pondo de amigos que o teem sempre acompa
libado na poltica local, seria urna- verdadeira
agremiacao da cidados honestos e de crenca
firme, qne se esforcariam co n dadicaco e
lealdada para a estabilidade e engrandeciraeii-
to do novo partido, fundado por iniciativa dos
raais proominoutes vultos polticos da actuali-
dade.
Mate intuito lembrou o referido commonJa-
dor que-o meio mais proprio para a organisa-
q9 do directorio sena a ac!amaco, pelos elei-
tores presentes, dos membros respectivos, que
em seu entender doveriam ser 12, sendo um
dolles presi lente e outro secretario,
E sendo acceita por todos os cidados pre-
sentes a. idea lembrada, foram aclamados os
segantes membros do directorio do partido
republicano federal de Taquaretinga: Com-
mendador Vigario Renovato Pereira rejo, pre
sidenta, coronel Francisco d: Assis Pereira Te-
jo, secretario, capito Manoel .loaquim da Stlva
Curvello, Pedro Hygino Rodrigues d'Assura-
pgio, Manoel francolino Ferreira Vellio, te-
nente Jos Manoel da Silva Teixeira, Vicente
Correia.de Queiroz, Jos Theoioro, Arag >
Jo'io Joaquim Bezerra da Silva, Valentim
Pr neisco Xaxior, Manoel Antonio de Lima e
Manoel Joaquim da Sant'Anna.
De tu lo, para constar, so lavrou a presen-
te acta, assignala por todos os membros do
directorio cima referidos e palos eleitoros
presentes.
E eu, Francisco -le Assis Pereira Tojo,
secretarlo, a escrevi e assgno. Commendador
Vigano Renovato Pereira Tejo, presidente,
Francisco de Assis Pereira Tejo, secretario,
Pedro Hygino Rodrigues d'Assumpeao, Manoel
Joaquim "da Silva Curvello, Joo Joaquim Be-!
zerra da Silva, Valentim Francisco Xavier, |
Manoel Antonio de Lima, Jos Manoel da Silva
Teixeiraj Manoel Francelino Ferreira Velho,
Vicente Correia de Queiroz, Jos Theodoro
Arago, (Manoel Joaquim de Sant'Anna, Jos
Albino da Cunha, Apolinario Bezorra de Jess,
Jos de M- Cabra!, Flix Jos Teixeira, Jos F.
'forros, Jos Rodrigues de Souza, Luiz Carlos
de Carvalho Paes de Andrade, Amaro Pereira
dos Santos, Jos Bezerra da Cunha, Manoel
Faustino Pereira da Costa, Antonio Albino da
Cunha, Manoel Demetrio da Costa Bezerra,
Manoel da Silva Curvello, Manoel Alves Fei-
tosa, Antonio da Souza Barbosa Araujo. Victo-
riano Alves Feitosa, Francisco Muniz Falco,
Jos Colho da Matta, Manoel Pereira de Arau-
jo, JoiOtAlves Dias, Jos Verissimo de Souza
Lima, Antonio Paixao de Lima, Flix Nunes
de Arau. o, Joaquim Alves Correia de Albu-
querque Alexandra Manoel Bezerra. Maoool
Frartcsoo de A-ruda, Joo Antonio da Costa
Coio Maranhao; Joio da Cunha Moreno, Ma-
Oiel Albino da t'u.itia, Jo i Mu i nao da
Thenorio, Ifinool C .rreia de Albuquurqu .i.a-
quim Hygioo BarbosaDiuu, iraiason l:.dri-
gu.-s dos lto. Elordo Jote no K
to, Francisco Antonio do l-'igu.ira, Jos Perei-
ra dos Santos.
Unio Tjrpo^raphica Peraam'ou-
eana."Rouiie-so boje o consalbo .1
legatl is das oljcmas des.-1 asso.cacao .. n de
tratar de negocios le urgencia, i is
ni na.
lm seguida lu. ::i saasSo ordiu .r I
Telegrupa ."*iaeioual ua
do Recite nos cimtuuun-ai an acbar-ae iuaaito-
rada a Estacad Telegrapbica .te Na
do da Capital b.ederal 70 ris.
Cou^resso Litterario Uatsemit'*
ln raiMaiaa tnh n pr nln- l-'er-
nandq Qriz, hnwianna tosa sooodal ap
17 do crrante, seodo disssrtaia unta Ui
los Srs. Epanaaofl las da aovado e A
Souto.
Foi tambera subraetti lo a jul^a .'i
mesa/pelo Sr.ff.de Atevodo, am son i-
sua lavra.
Febresi em G-ravattnos lirgiram as iinhaa pi :. (
seguia. e que sujeitaiiMs ao iTdTN I
Sr. Dr. Governador dn Estado, ild obs
nio tcrein viudo tirina bis litas lii
Faltam-nos bases seguras [tara ja _
que allu lem as .lita- linlns ; .; -- ., --
DBO nos limilaiiu- pedir a S Ba u
digne de matil.i' verincar ; 1 >-
atoaace a vencida le do m isi.
Eis as linlias em qoesUo :
Srs. Rcl /.'. A bem da liumaute.t.i-c soaTredora ; ic -vos |ue
de vossa coiicctiaadas BDkUBtias so. es do
Exm. Sr. (ioveriia.ter do Estado a car. i. I. le
mandar para esta cidade tira medica om i am-
bulancia, eiubora por la* ou M tilas a tai ks
poupar lautas vi.las ceifaias Jianara.-v.e par
BOU. molestia, que uns dizem ser letrre paiui
tra, a uoti'os Mre annrelia. ao pjs-o jn \:n-
gueuvsabe qual seja, porque a maie is i i
no que cesla ln .-.;; lade r.-ina a tal f-bre. a ao>
suu |id levando ijuasi todos aquees qae della
sao atacados ; e nao poda dt'ix.i:' le i i
pela falta ansoluta de recursos .jj< laaju
nm so pela pobrosa 4d nuior parte dos aaM
atacados, como tambem por nao baver ara m.-.'-
eo, e nem quem appl jue alguus rea lapa, Dio
abtanla baver uesia cidade .ueiu ie:iha u na
boticasinlu, paaaaa nao boaaoste aooteol a ato
nem apphcacio de forma alguiui poda ser u'il.
Process criminoso>?ii.miur e >e.i
sacioual demanda deoai.'U-se no pnaci| i leste
:uez ea Brooklyu. Denote o tribunal presidido
pelo juiz Wbeier.
Trala-se Je urna aeco de 13.00 i .i..i| ir*, e -r:
ea de i2> coiitos da nossa .nocla, dirig U ji u
Sra. Georhe Undesal contra j generii -
Manoel Hernndez, vice-prusdente ua Ho|>uWna
de Venezuela.
Por queixa daquella senbora, o gen-rol II -i-
nandez. Iwvia sido im-so era Oalabro .1 i anuo
aaaaao no iioiel Victoria em Nava-Tan e aatai
depata sob llanca.
O Sr. Umte-li.ll e a queisosa sua esp.'s.i : i
csiabelecid.is em Ciudad bolvar, qiu'ido p ir
oecjsiko de u.na dessas iwforacfleschrodiCM .<
repoblmas Iiispaa-aracrica'ias, foi pre- > pelo
tal gitneral Hernndez, entao counnamicn le
ura dos cxerciios rvvolucioaari'*, e ubriaiado a
sabir de Venezuela, d.pois de vender os seus
beus i preijo vil.
Tainbe.n como a.suamulber. reclama 4a gene-
ral ex-cevoiuciouacio, lomado garra > i '
pela victoria da revoluc&o. uraa ndeaaais icin de
2o 000 dollars-
O tribunal jul.'ou que tendo sido oaacl i-
ticados por ordem do governo venezuelauo dei-
le devenara reclamar os amiaisoai
.\ov*s billieliw de ferrui.ii>.
da i de Janeiro do crrente anm loi hnairen-
do na ilungna um novo systeiua ia bMea e
estrada da ferro.
Us bilbetes sao vendidos em branco o:n lo las
ascbaratarii onde se enconlra gualicjie sel-
los eapcciaea.
Cada viajante indica no seu bilbete a estarlo
de partidae a de anegada, e sella nesse mesmo
bilhete, em casas reservadas para esse oi. aa ao-
tampi has necessarias para prefazer o rusto da
viagem -
Kssa operacSo singalarmente facilitada pela
adopcao na Hungra das tarifas por zonas.
Ha apenas quatorze zonas de modo qne o tra-
balliodos viajantes para sabor o pwco da sua
passaeeui uiuito menos dilficil do que o c en-
tre n-".s.
A liscalisaco igualmente sirapliscis-'iina
As eatnrapilbas sao perforadas n" entro, a
partida o revisor corta metade e a ootra parte
adhei-eote ao biihete enlreaue cbeirada.
Coiifiraria de Santa Rita de (lat
sinNi lerca-teira prxima o actual concelho
d essa contraria manda celebrar musa rezada s
8 boras da manha em louvor da soa matriareba
e ladainiot s 7 boras da noite. tendo lugar a
(esta solemne, .no domingo 3 de Junho, precciV
da de novenas que comeearSo no dia 25 do cor
rente.
Eleipesisae eonfrariasArim de ele-
gerem as snas novas mezas administrativas, rea-
nem-se boje em assembla geral as seguintes
irmandades :
SS. Sacramento do Recite, as 3 boras da awdaj,
SS. Sacramente de Santo Antonio, as 1 horas
da manha ;
SS. Sacramento.dc S. Jos, is 11 horas da ma-
nha.
Estado da Paralarla -Oesse Estado
vizinho recebemos a L'nij de 16 c 17 do cor-
rente.
Na ultima lemoa a seguate lamcnlavel no-
ticia :
lloatera, devido ao facto criminoso de baver
o chefe do tratero oa quera suas vezes fazia, au< -
(orisado a partida do trem do horario do i'i ar,
da estaco do Entroncamento, londe, argaado as
tabellas publicadas nos jornaes desta .
obrigado a esperar o outro que parte d ':
de s 6, 47 da manha. para ahi dar-lb I---. .
resultou chocarem-se a um kilmetro mais oa
menos da estaco do Espirito Santo, pro i/mdo
varios e graves ferimentos em passa^eiros de
um e outro trem, alm de enormes prejoizos
raateriaes.
Aproveitamos a opportunidade para denun-
ciar ao Exm. Sr. Dr. Chefe de Polica e a Sr
Dr. Engenbeiro Fiscal da raesraa estrada, qoe
quasi todos os dias, ou sempre que o trem do
Pilar chega adiantado ao Entroncamento, aejp*
a dar desvio na estaco do Espirito Santo, a foi
justamente devido aseraelhante abuso que ianos
tendo hontera occasiao de lamentar a raorie de
diversos paes de familia e de pessoas importan-
tes do intfrior de nosso Estado.
Tribunal do .ury do Retrife
lem nao l'unccionou osle Iribunal i tai
nulos ein iiiiin ro legal.
Foram multados em ftJttMUl
1-ixaram de comparecer.
A sessao ricou addiada para unrilia as b i-
ras do cooama. -
Lc^ao dosSoeeorros Mutuos dos
Ollleiaes da Guarda .\aeional- Eda
associacio effeetnoa em assembla peni i 17
do r-orreote a eleieto .i i saa nova directora
liando a sagointe resultado :
Presidente, Major Leouidis Tilo Luavera
40 votos.
Vice-dito. Teii.c.nt'.'-CoroBel Aveiiu i Taaria-
00 3ti votos.
I* Sacretaro, Capitaodoao Miu.: dos San-
tos 37 votos.
2." Secretario, Alteres Leandro Jos de Sam-
p lo 37 votos.
Orador, Capito Angosto Silva 25 rotos.
Thesoureiro. l'enciite Francisco da Nativi.la-
.le SaldanhaiO votos.
Vogaes, Capito Jacinlho Correia Lol.i, a
pito Caliste Jos de Mello, ton -nte Manoel Xa-
lies da Costa.
Comjnisso do R'diuo, CapUo Alfredo H.
dos Anjos, tenonte Angosto da Silva c A,ftMB
S. Travasso.
Commisso de contas. Capital Francisco di
Assis Ferreira Magalhes, Leoncio Lata**
Domingos Bruno.
S. Jos do Esypto -Nos remellemo se-
guinte d'essa villa :
Installacfio solemne-Ma organisao judi-
ciaria do Municipio de S. Jos do Eg.vplo. do
Estado de Pernambuco, em 25 de- Abril de
S. Exc. o Sr. Dr. govemador d'este Botado.
dignando-se de darorganisaco judiciaria ao
MuJiicipio do a JoaaMo Bgjplo, designoo o da

l


J^*
( Man i








Diarlo e .Terna mlmee Poiningo ftO tfe-Maio-Oo :a4l
J
25 do correte mez para a sua insulac!
leinii e nsflU asesa "usjiicioso dia leve lo-
jiar. ao ni-io (lia, ua sala do Consellio Munici-
pal, a referida installacao.
i A stila eslava repleta de pe^soas d : tolas
as classes notando-so a prevenga, dos Srs. Juiz
de Direito BnrjKisco de Parias Castro. Promo-
tor Publico Maaoel TJieophilo d'Araujo Lima,
Cohcelheiros Munkipaea, Prefeito e Sob-Pre-
fi'it), Jdiz -s Disiricta s .: seua naptented, Da-
lo ilo Termo, subdelegados dos Districtos
polirtaes, mpregados do Concelho e da Pre-
feitura, Collector, Kscrivfies. e outras pessoas
gradas.
O Dr. Juis de Direito, dopois de mandar
lavrara termo do astaUagao com as tonalida-
des da loi, proianciou una ligeira allocuco fe-
licitando s autoridades e ao povo do munici-
pio de s. .loso do Egypto, com phrase eludas
uvicco e el.>ruencu, tornando solenuH o
Eitriotisnio lo acto do xni. I)r. Govoniador
ai'liosa Lima, e a sua incancavel dodiracao em
pro do melboraia
de deste Estado,
Terminando convidou a assombla para 'lar vi- j
vas a nayo Brazileira, ao Congresso Nacional,!
ao mareclial Flonano i'jixoto, aopovoPornam-
tacao, ao Dr. gobernador Bar!) isa Lima, ao-
Concelh :iros, Prefeltos e povo deste municipio,
calorosamente correspondidos, tocando
a msica > Irymno nacional e diversas pecas, c
Ranquelle?. E eis o dialogo simplicimo no
postra hospanliol do rei da Pampa :
Qu.< le gusta mas una china o;i urna erth-
na'.'
i "na cristi? na pues:
Tforqutf
Eso cristiana mas blanco, mas alio, ovis
pelo tino, eso cristiana, mas. lindo.
Palgrave, fallando das mulheres afriennas'
diz, que se houveroin medidor de belleza, d ze-
ro seria assignalado pelas mulheres boduinas,
qus quando muito poderiam pretender marcar
" grao, i'ouco mais cima estariam as mu.he-
ros de-Xeied, depois as da Dejouff Shomer.
No a" cu f> colloca-se as de Hosa, no 7o as de.
ito, progresso e prosperida- Kalar, e dando depois un aito at ao 15 ou 18
se acbariam as mulberos do Ninan.
Issel em Massuana acitara as mulheres. sL'a:>
J ellas, agradareis.
sseus labios tmidas parecem feitos para
dar beijos e os olhinhos lmpidos, para cilar
oulros dons. I ,
SS. TrindaileNaigreja de S. Francisco,
do atacado grande quantidade de fogetes. onde erecta,, celebra traje a irmandade da SS.
bre em, que um pintor naturalista vena cu:n lar, wcpresenlando ter de 18 a 20. anuos de
praser. | idade.
|. OutroNo lugar Limoeirinoo, da.mumci-
coronal argentino Mancilla perguiou urna pi cima, no dia 3 do corrente, Vicente Tor-
vez ao cacique Yancaquso, porque preforia as | quato assassinou com uma.rfcada a Francisco
i ossas nmlhires s suas, islo as da tribu dos Lourengo.
O thezoureh do Concelho Eloy Porfirio.Trindade a fetta do s-'U Pddroeiro, a qual ons-
de Lima Ui.iro. pedio a patarra e pronunciou
a pila
I- Perf
em nome do Concelho. deste municipio, unta felicitadlo ao Dr. Juiz de
Direito o ao Dr. Promotor Publico.
- Em seguida ergueram-se anda vivas ao
Dr Prefeil i lo R cife Man I Pinto Dmaso,
ao Dr. -luiz de Direito. io Dr. Promot
Concellto, a Profeura. a Col lectora, -j agencia
do Correio, msica d i municipio, e s diver-
sas corporacOes presentas.
A msica, dirigida polo inteligente e sym-
pathlCO cidadSo Joventino tocara nos inl irvallos, concorrendo para a un-
pon ocia da resvidade.
Polas 5 horas da tarue, na segunda sala da
casa do Conselho, loi offerecido nos Drs. Juiz
de Direito e Promotor Publico unta modesta
rei'eico. ques; dignaram ile acceitar trocan-
do-e oniao diversos e entusisticos brind ;s.
l'iii la a r.'oico. o Dr. Juiz de Direito e o
son compran iro da Justic. i. derigiram-se com
os Concelheiros, Prefeitos, e amitos cavalleiros
disrjni tos casa de sua residencia acoinpanba-
dos da band-i de msica,
A noit; nao pode baver passoita. por causa
da festividade na matriz, para onda cooverg-
ram os msicos.
Hospital Iortiifs;-iezEntrou de sema-
na ueste pi eslabel cimento o niordomo Sr.
Alb noNeves d^ Andrade.
AproeiaPo sobre a belleza da
mulher l*\ ron dizia, que entre dbze italia-
nas e nutras tantas inglezas bellas achara tai-
vez urna bolle a so italiana, mas accrescentava
que esta italiana raha s p>r si todas as bellas
inglesas somatadas.
Taino attirma.'quo sobro de/, meninas ingle-
sas se encentra unta admiravel e cinco ou seis
quo un pintor naturalistaolharia com praser; e
sir Sinclair, ingles, moslra-se escan lalisado por
esto louror frito s suas patricias e diz qu por
sua coala, jamis acreditou que em Inglaterra
se acba mais do urna mulher admiraml (como
por cxemplo Maria Rosa) sobro mil, o urna so-
1 tari dos seguales actos.
Mtssa solame s 10 horas do dia, com;ser
mao pelo Revm. Padre Di. Joo Rangel, sfendo
executada a partitura Santos Pinto.
A's 1 iioras da tarde procis-ao. que percor-
rer diversas ras da p'orocbia de Santo Anto-
nio ; e
A's 6 i/i horas da tarde Te-Deum, precedido
de sermao pelo Revm. Conego Dr. Joo Machado.
Depois do Tt-3iun ser arreado o estandarte
da festa, sendo recolhido igreja.
Esta acha-se lindamente decorada, e ser bri
Ihantemente tllurainada.
Ass.-,s!n;i)N > dia 10 de Abril fqi en-
contrado no lugar Pofio da Pedra do municipio
de Timbaba, um individuo assassioado com
31 Cicadas.
Presos os individuos Paulino Jos Luiz, Fran-
co Lvra Soares de Luna, Joaquim Jos Pereira,
Antonio Francisco Bezerra e Justino de tal. so-
bre os quacs recahiam suspeitas, c acareados
uns com os outros, concluio o de nome Paulino
Jnior confessar em presenta dos seus compa
nheiros que na uoite de tO de Abril tindo, sendo
convidado pelo indicado Antonio Galdino para
fundar uns bodes de propriedade de urna se-
nhora de nome Emiliana, e depois de reunidos
com os outr s indiciados e elTectuado o mesmo
furto, succedeu seren presentidos pela dona
dos inesinos que n'essa occasiao desfechou-lhcs
um tir recebendo outro -m represalia.
Em seguida fugiram precipitadamente e en-
contrando na estrada a desgrasada victima que
inerme, dirigia-se para o trabalh, como indi-
cava a enxada que conduria, o assassinaram
brbaramente com receio de serem descobertos.
Ao ass issinato nao se achava presente o indi-
ciado de nomo Antonio Galdino, por ter seguido
com um dos bodes furtados para a sua residen-
cia o qual entretanto tinha sido o cabeca do
primeiro ertme, como aindaconlcssouo alludido
Paulino.
Das diligencias a que procedeu a autondade,
O criminoso acaa-se preso e contra elle se
procede de accordo com a le.
Gatnno^Pelo Sr. subdelegado do ^ccife
fol preso hontem o gatuuo de nome Jos.Luiz
de Franca que roubara 79 kilos de assucar ao
Sr. Manoel Joaquim, raarador nos Quatro Lees,
O gatuno j havia vendido a raercadoria no
Largo das Cinco Ponta3, mas a autoridade allu-
dida procedeu de forma a ser a mesma entregue
ao competente dono.
Telegrammas retidosAcham-se no
i'elegrapbo Nacional os seguintes:
Para Estrella, de; Baha ; Rosa, de Goyanna,
Casa de Banho, de Parahyba; Samuel Ribas,
de Bahia; Marcos Silva, de Mamanguape.
Casa de Detenco m Movimento dos
presos da Casa de Detenvao do Recife, Eitado
de Pernambuco, em 18 de Maio de 18D4 :
Exista tn
Enlraram .
Sahiram .
Existera .
A'saber:
Nacionaes.
Mulheres .
Estrangeiro3
Mulheres .
Total.
Arrasoados
Bon3
Detentes
Loucos. .
Louca
484
7
11
430
45
12
1C
O
480
424
40
21
0
4
424
Total.......
Movimento da enfermara :
Teve alta:
Zefe.nno Candido da Silva.
Hospital Pedro IIO movimento desse
estabeleciinento cargo da Santa Ca-a de Mi-
sericordia do Recife, no dia 18 de Maio foi o
seguinte :
Existiam..... 749
Entrarara..... 18
Sahiram .
Fallecerura
Existen! .
767
8
2
757
-----7G7
Foram visitadas as enfermaras pel03 seguin-
tes mdicos :
Dr. Barros Sobrinho, entrou s 6 1/1 da ma-
nh e sahio s 7 1/2.
Dr. Malaquias, entrou s 9 da raanha e sa-
hio s 9 1/4.
Dr. SimOes Barbosa, entrou 3 11 1/4 da ma-
nba e sahiu s 11 t/2.
>r. nerardo, entrou as 10 1/2 da manna e sa-
bio s 12.
D Lopes Pessoa, entrou s 9 1/2 da manb
e sahio s II.
Di. Vieira da Cuuba, entrou s 10 1/4 da ma-
nh1 e sahio s 12.
Dr. hastos de Oliveira, entrou s 10 3/4 da
ma .ha e sanio s lt t/4.
r. Tarares de Mello, entrou s 11 da ma-
nh e sabio s 12.
Pharmaceutico, entrou s 8 1,2 da manh e
sihio s 2 da tarde.
Matadour PublicoNesse estabele
Concelho Municipal do Recife
Na abertura da 3." sesso ordinaria d* Concelho
Municipal, o Sr. Dr Prefeito leu a 3eguinte exposijSo :
Srs. membros do Concelho Municipal do Recife.
Em obediencia ao preceito constitucional, venho trazer
ao vosso conliecimento as oceurrencias mais Dotaveis que
se deram no intervallo de vossa ultima sessSo.
A rdeeita municipal, de 13 de Marco a O do cor-
rente mez, foi de J5P:928300 e a despeza foi de
243:3.8407.
Temos, pois, que a despeaa excedeu a receita em
.^0:4005107, tendo sido neces3ario dispr do saldo que se
achava em conta crrante no Banco de Pernambuco, saldo
que -representava, nicamente, urna parte da arrecadacao
da decima urbana, no segundo semestre do exercicio
de 93.
No referido Banco tinharnos apenas, em 10 do cor-
rente, 29:1225730. Os que me aecusam da inania de
guardar diultciro o |u*^lis 6 preferivel ao crinid de
esbanjal-o, cnmpichei.efiVo que si o saldo da arrecadacao
das dcimas tivesse sidV' applicado qualquar serv5o
novo, creado pelo Concelho, o cofre municipal teria
deixado, desde Abril, do costear regularmente o servico
a seu cargo, pois nesse mez a receita foi de 88:618$92
o a despeza foi de 12'): 102S833. Basta dizer-vos,-que
a illumi i.. 'tublica custou, de Janeiro a Abril,
107:709J gando o cofre municipal 28:3113300> no
mez de Abril, i**.-, 10:CXX)S pelo consumo e 18:3r"?300
da diferanca de cambio. A illuminacao publica absoryeu
quasi todo o saldo d 114:522SS37, de que vos fallei em
minha expos9o de 16 de Marco.
Alm disto, aa 4*spezas mensaes augraentaram com
os 25 /o ,ue> com *^a a justica> f*>ram dados aos nos-
sos empregados.
A despeza mensal com os professores primarios/ qne
era de 2i:559f320-, elevou-se a 26:5598330. Temos,
pois, um augmento de 5:0008 mensaes e 60:0008 por
anno, o que importa dizer que, actualmente, a instrueco
primaria custa, annualmente, 318:71189(50. Ora, tendo
o nosso ornamento marcado a verba de 261:1005, temos
que a despeza com a instruc5Io primaria excade 57:00 '8
da verba marcada no orcamento.
Com o ordenado dos empregados da Prafeitura e da
Secretaria do Conceiho despendia-se, mensalmenta,
25:5198105. Com o augmento dos 25 /o a despeza ele-
vou-se a 30:2978095 mensaes e 363 565804) por anno.
Ora," tendo o orcanento marcado para ordenados dos re-
feridos empregados a verba de 251:200S e importando,
actualmente, essa despeza em 3~3: 653940, segue-se que
o ordenado dos empregados da Prefeitura e da Secretaria
do Concelho excede 112:3^50 '40 da verba marcada no
orcamento.
Temos, pois, nfn Mhu de despezas annuaes de
lG9:3'35j04'J com os referidos 'empregados Alm1'disto,
o orcamento marcou-pra a'illmiaa$ao publica a verba
de 260:0008, e csse serriso, m quatro mezes, nos custou
107:709-3580, devendo elevar-se a 323:1283740, si o cam-
bio se mantiver entre 9 1/2 e 9 3/4. Si isto ut-ounjoor, o
que bera provavel, taremos mais um excesso de despeza
de 63:1288740. Si esse exeesso de despeza addicio-
nar-se os 169:356'8040, que representam o augmento do
ordenado dos nossos empregados, teremos urna despeza
annual de 23M93S780, que ha de ser paga fra da verba
mar ada no orcamento.
Diaei-me agora como poderei eu pagar t3o avultada
quantta, alm das forcas do or9mento, sem prejuizo de
alguns serv jos "creados por vos, servaos que sao por sua
propria natureza adiaveis ?
Tenho lido algumas accusacSes ao Concelho e tenho
lido, igualmente, adefeza produzida
Com a franqueza-que me propria, declaro-vos que
nem proceda a accusacSo e nem a defeza. Nao procede
a aecusaco, porque o Concolho n pode marcar verbas
alm das fo^as do seu oriniento, porque o Concelho nao
pode realisar em anno 6 'meio os'grandes malhoramentos
que, durante mais de trinta afcos, as antigs Cmaras
Municipaes nao poderam realisar.
Nao procede a defeza, porque o seu alvo foi tornar o
Prefeito responaavel por urna falta que nem delle e nem
doConcelho. *Cjm effeito a verba de 120:0(108, marcada
no orcamento, insuficiente para saneamento, embelle-
zamento e calamento da cidade, como insuficiente a
verba de 50/008 para desapropria$3es, como insufi-
ciente a verba de 7- :nO('S para jardins, arboriaacao e
limpeza de um Municipio que tem 244 mas, 137 traves-
eas, 75 beccos e 3o largo ou pracas. S a limpeza das
nao pode chegar a saber o nome e a residencia cimento foram abatidas i06rezespara o consumo
da victima que era de cor parda, estatura regu-' aa hojeda cidHe do Rec.fe.___________, __
quatro freguezias da cidade importa em perto de 5.0003
mensaes. O defensor do Conoeiho devia ter dito a ver-
ade e a verdade esta : O jlunicipio do Recife nao
pode costear os varios ramos de servico que a Constitui-
cao deixon a seu cargo ; nao pode pagar a guarda muni-
cipal, a instruc5o primaria e a illuminacao publica seno
cora o sacr ficio da hygiene, da limpeza e calamento, do
servi^ do e^goto e outros inadiaveis.
E' preciso que o Municipio do Recife tenha um arja-
menb>.qu represante pelo menos 50 /0 do or9amer>* do
Estado para que possa fazer com a regularidade necessa-
ria os servaos que j lhe pertenciam e os serv9os que
Ihe pertencem agora, por forca da Constituicao do Esta-
do. Mas um orgamento maior por ora, impossivel,
em quanto nlo houvar urna exacta descriminago do que
deve constituir renda do Estado e renda municipal. Pa-
gando a illuminacao publica, qae nos custa 3 '3:000$.;
pagando a instrueco primaria, que no3 custa..
3i8:71L$960; pagando a forja municipal, quo nos custa
151: WO; pagando o ordenado do peasoal interno e ex-
terno, que nos custa 363:5'i5S '40, temos urna despeza
annual del, I56:27o34')0, alm da que necessaria para
calcamento, [hygiene, desapropriaces, etc Tamos um
or9amenito d ,487:1498649 para urna despeza de...
1,48 ):15S016, dividida por 28 verbas, e somante coib
as quatro rerhas cima indicadas gastamos........
l,l56:27Kg400, ficando apenas a quantia de 33 ':873249
para ser dividida por 24 verbas destinadas a serv908 ne-
-cdssri08"e inadiaveis. Finalmente a receita foi or?ada
em 1,48 h:583016, e a despeza ser de 1,712:- 1S796.
Eis a resposta que posso dar aos que levianamente ma
afceusam de-'no ter, at hoje, realisado os grandes MB-
LHGRvVMES'TOS autorisados pelo concelho.
Foi jante de taes difflc ldades que me dirig ao
illustr* Sr. Governador do Estado e declarei-lhe ser
impassi*el ao cofre municipal fazer o servico do sanea-
mento da cidade, desobstruindo as galeras de aguas
pluviaes e fazendo a remoco diaria do lixo das casas,
dentro do permetro da cidade o o seu deposito em um
ponto completamente afaetado da rea urbana. S. Exc.
qUCsempre me honrou com urna confianca sem limitad,
s o-ual ao meu reconhecimento, prometteu-me auxi-
liar o cofre municipal e, neste sentido, tiveraos diversas
couferencias em Palacio, para as quaes foram convida
dos o Director das Obras Publicas, o Inspectar da hy-
"ene do Estado, o Questor* o superintendente da hy-
o-ieue municipal e o Gerenta da Draynaga Na ultima
conferencia ficou assentado que, por conta d i Estado,
eriam feitos; os serv50s da desobstrueco das galeras
de aguas pluvjaes e a remoco diaria do lixo das
casas, nomeaudo S. Exc um corancisso de mdicos
gara visftas domiciliarias de accor'o com o Inspector da
rgien*} do Estado1^ o Superintendente da hygine mu-
icipal.
O cofre do municipio continuara a fazer a limpe-
za das ras, calcamento e nivelamento de algumas ras
nao calcadas! e outros servicos que semprc estv rain a
seu cargo. Depois de ter mandado .calcar toda a ra
do Amorim e a da Moeda, estou aleando .a travessa do
Lima, em S. Jos, lugar de grande transito dercarrocas,
as duae travessas da ra do'Imperador ; mandei cana-
lisar as a^uas pluviaes no Viveiro do'Muniz e contractei
com a Companhia de Caxang e com a de Olinda a
areia e o b irro necessaro para o aterro de urna grande
parte da mi da Intendencia e da ruado Pires.
Vou ."-ua'mente contractar com o Gerente da Com-
panhia de'CS. Francisco o barro necassario par aterrar
todo o espaco denominado Cabauga, que est muito
abaixo do nivel da ra 89. Tenho duas turmas de
calceteiros, urna em S. Jos e outra em Sauto Antonio,
e elevei o pessoal da limpeza das ras, augmentei,
igualmente o numero da carneas, augmento exigido
pelas chuvs torrenciaesvque tem cahido durante o cor-
rente mez.
Papa o servi90 das galeras de esgoto, j est func-
cionando urna turma de 40 trabalhadores, por conta
do Estado. Tendo comecado a reconstruir a galera do
Chora Menino, na 'Magdalena, obra que nos custana
mais de dez coatos de res, consegu do Ilustre Sr. -Go-
vernador do Estado que a obra fosse terminada por conta
do Estado.
Comprehendereis agora, Srs. membros do Concelho
que, sem o-Attxilio do Estado, o municipio nao poderia
fazer taes servidos com a celerdada exigida pelo rigor
do invern e pete possibiiidade da invaso do cholera-;
morbus '
A vossa resolu9o autorsando urna eraiss de 600
contos em cheques ou apolices de 100, 200 e 500
rais encontra o maior embaraco em sua execucio.
Vetada por ofensiva da Constituidlo Federal, este
illustre Concelho approvou-a por dois tercos; mas
appro'acSo por dous tercos n3o lhe .tira .o vicio insana-
ye da inconatituctonalidade
Desde que a Constituisi Federal declara competir
pr vativamente ao Congresso Nacional legislar sobre
emissao e sobre o peso- e o valor das moedas nao ha
nenhum outro Poder quo tenha competencia para legis-
lar sobre o valor das moedas e sobre enrssao.
A competencia n\> pode ser exarcida simultanea-
mente. Privativa do Congresso Nacional, por forca do
art. 34 ns. 7 e 8, nao pode caber ao mesmo tempo a
nenhum outro Poder e muito menos ao Municipal. Fal
ta-vos competencia para legislar sobre emissEo e a vossa
falta de .competencia torna a vossa resolucSo um acto
nullo sob o ponto de vista do Direito Publico da Uniao.
A vossa esphera de aeco est limitada aos casosdecla-
rados no art. 95 da Consituico do Estado.
Podis legislar sobre-tuda que disserrespaito a vida
econmica e administrativa c-pnurcipio com-ianto
que as vossas resolucSes nao 'contrariem a Constituicao
Federal e a (detYEstado. .
Nao vem a-f>roposito, ou antes i um_desproposito
invocar o aviso de 25 de Novembro de 1850 e a Lei de
11 de Setembro de 1846. citados dm um artigo publica-
do no Jornal do Recife de 't de Abril, na columna das
solicitadas.
O aviso de 25 de Novembro ide 50 veio declarar
que nao se deve entender somentei por moeda nacional
a que tiver sido cunhada depois da Independencia e sim
tambera toda a moeda de ouro e prata commum ao
Brazil e Portugal. Esse aviso teve sue razo de ser,
pois, em geral, so se considerara moeda brazileira a
que tinha sido cunhada depois da Independencia. A
Lei de 11 de Setembro de 1846i mafcou o tempo em
que se comecaria a receber, ns estacocs publicas, a
moeda de ouro de 22 quilates, nai razao da 4800 por
oitava. Ora ninguem disse que o Concelho Municipal
legislou sobre moeda. O que se ufase foi que o Conce-
lho iegislou sobre emisso, acto privativo do Congresso
Nacional, como igualmente, .legislar sobre peso e
valor dasmoedas de ouroe prata.
O aviso de 50 e a Le de 46 s servara para provar
que, j no tempo do Imperio, era da compatencia pri-
vativa da Assembla Geral legislar sobre peso e valor das
moedas e sobre emissao. A Lei Federal n. 177 A de
15 de Setembro de 1893, diz no art. 3.": uenhuma so-
ciedade ou empreza de qualquer natureza, nenhum
commerciante ou individuo de qualquer condicto, pode-
r eraittir, sem autorisacao do Poder Legislativo notas,
hilhetes, fixas, vales, papel ou titulo contendo promessa
de pagamento em diuheiro ao portador, ou com o nome
deste em bronco, sob pena de multa do quadruplo de
seu valor e de prisao 'simples por 4 a 8 mez3s. A pena
de priso s recahir sobre o emissor e a de multa sobre
este, como sobre o portador.
J me parece ouvir o articulista dizar que a Lei n.
177 A no se refere ao Poder Municipal, e que o Pre-
feito equiparou o Concelho a um banco E' certo que
a Lei citada nao menciona o Estado, ou Municipio, e
nem tinha necassidade de mencionar, desde que a .ora-
petenia para legislar sobre emisso fra conferida pri-
mitivamente ao Congresso Nacional pela Constituicao
Federal.
O Legislador Federal no poda cogitar da hypo-
these de um Concelho municipal legislando sobre ma-
teria para a qual a Constituicao Federal negara-lhe
competencia.
O autor do referido artigo pretendeu sustentar que
o Prefeito nada tem que ver si|a resoluco ou nlo con-
traria a Constituicao Federal, e a do Estado, pois urnas
e outras s o Poder Judiciario tem competencia para
resolver. O defensor da emisso eugaaa-se comple-
tamente.
O art. 12 da L9i n. 52 occupa-3e nicamente das
delib3ra9e-i municipaes contrarias e ousttuicao do Es-
tado e aos interesses do munici, 10, e nao se refere as
resolucoes municipaes contrarias a Constituicao Fede-
ral. Mesmo assim o art. 12 da citada Lei suppe urna
resoluco sanecionada pelo Prefeito, ou mandad execu-
tar pao Concelho por ter sido approvada por dous
tercos. _
' Se a resoluci contraria a Constituicao do Estado,
o recurso ser iterposto ex-officio i pelo representante do
ministerio publico.
Se tida por contraria aos intereses do municipio,
qualquer cidado no goso de seus direitos civis e pol-
ticos poder recorrer para o Superior Tribunal.
O caso da emissao constitue urna; violacio da Const
Federal, do que alias nao cogitou a Lei n- 52. A vossa
resoluco autorisando urna emisso de 60 contos um
acto inconstitucional pelo seu objacto, que da com-
petencia privativa do Congrasso-Federal e a do Estado.
O Prefeito como Chefa do Poder Executivo Muni-
cipal tem o direito de examinar se as resolucoes do
Concelho foram elaboradas as formas constitucionaes.
E' urna regra firmada na-uecessidade de manter a
unidade e harmona do organismo da Uaio e do Es-
tado 0 defensor da emissao de duques ou apolices diz
que existera em circulaco apolices emittidas e que pelo
seu valor responsave o cofre, municipal e ninguem
disse ainda que era inconstitucional semelhants emis-
sao.
Certo ninguem disse e nem dir, porque ninguem
se lembrar de confundir a emissao de cheque de 100.
200 e 500. como succedaneo e auxiliar da moeda met-
lica, com apolices da divida publica consolidada, ttu-
los accessiveis a variases de cotago, podendo esta es-
tablecer diffarenca entra o valor real e o valor no-
minal. '
Para que este illustra Concalho se possa convencer
da qin n hi da minha parte o manir capricho em nao
executar a raeolajio em questo, passo a 1er corres-
pondencia oficial entre a Prefeitura, o Givemad<>r e o
Procurador da Repblica.
No m*im} dia em que foi publicada avoisa resolu
cW>, o Sr. Prosurador da Rapublici dirigi ma o se-
jjuiite oficio:
Taudo sido no Diario de PerHxmbu-o da hoje publi-
cada lei n. 21 d i C>acjlh t Muujicipil, -deste Munici-
pio, autorsando-vos a mandar lytographar apolices ou
duques dos valores de loo, 200 aOT reis, e nao es-
tando ess emiso'nos tennis do ecraio n. 17) A de
15 de Setembro da 18 >3, art 3 umpre-ma, como re-
plantante dos internases da Udio, chamar a vossa
attenco 3obra essa emisso, em vas de execu9o, por
ser ella Ilegal, e contraria a lei federal citada 5 o que
prohibe a propria Constituicao do Estado no seu artigo
95 XVI, quando trata da competencia do Concelho Mu-
nicipal.
Reprasentando-vi3 contra anulle a^to do Concelho
Municip.il, anda o fa90 de accordo'Com o Aviso de 16
de Feverairodo crrante anno expe|idoao Procarador da
Repblica no Estado do Rio Grand* do Sul pelo M uis-
terio da JustioaeNegoiios Interioras, afim de ser com-
pellida alntendenoiada JaguarSo ^.recolhar os coupons
com valor determinado que emittio.e poz em circulaco.
Assim, pois, 150 intuito de prevenir : a axectrco de
um acto illegal4< Concelho.Municipal deste Municipio,
peco-vos s providencias que o daso urge e vos sejam
permittido dar._____ ,
.Em seguida, dirig aa filustre! Sr. Governador do
Estado o-oficio seguinttr respondido em 8 do corrente.
Exra Sr. GovernudorTendd e tado, por ofensiva da Constituicao iFederal, urna resolu-
cao municipal aoterisanio a emissC"e''6 X) contos em
- duques u plice-do valor de WBO^ a 50) urs., oc-
corre qae a re3J>lcoa\o- por mim vetd* foi-apprirvada por
da tercos, n sessl extraardinaria-Mle 16 do corrente,
convocada pelo Sr Presidente d 1 Concelho, a acha-se
publicada no Diario de Pernamucain temtem. Alm da
disposicao do aTt 31, ns; 7 eSdaaasUtuicaa Fderal
em que" me fundei para vetar a refenda resoluco, te-
nho em meu favor o art. 3." da.lei n. 177 A, de 15 de
Satembro de 1893, que prohibe a emissao, sem autori-
sacao do Poder Legislativo da Uniao, de notas, bil/utes,
fixas, vales, papel ou titulo, contendo promessa <*a pa-
gamento emarnheiro ao portado sob pana de multa do
quadruplo Ae S3U valor e .de prisio simples por 4 a 8
mezes
Comprehenda V. Exc. que. 1*0 son CB^Jjrt'ce
pela sanocio sel-a-heipefa execufio desde qae, parnrea
da Lai orgnica municipal, sou obrigado a executar as
resoiucoa-s por mim' vetadas, quando approvadas por
doas-tercos. Tratndose, porm, de urna resoluyio
completamonte extranha a competencia legislativa do
Concelho Municip:1', parace-me que a resoluc3o em
questo milla pelo sau objecto e, consc privada de efficac a, sob o ponto de vista d > Diroito Pu-
blico da Uniao. Reconhecendo, porcm, que por damais
critica a situaco o nosso meio circalanle pala falta de
moeda divisionaria, venho rogar V. Evc. que se digna
de levar o referido ao conhacimento do Governo da
Unio, pedindo-lhe as providencias que o caso exige.
Reme to por copia o orficio que me foi dirigid pelo
Dr. Procurador da lieptrblica
S. Exc. raspondeu-me: Palacio do (roverno do
Estado de Pernambuco em 3 de Maio de 1891 Sr. Dr.
Prefeito do Manicipio do Recife. Mais urna vez c de
accordo com ai justa reelamacao constante do vosso ofi-
cio n 153 de 118 de-Abril ultimo,- venho de dirigir-mc ao
Sr Ministro da Fiz nda, instand? por providencias que
minorem a crise .motivada pela absoluta carencia de
moeda divisionaria.
Insistindoj pala remassa de moad.* dessa especie,
levei ao conliecimento d'aquella faacciowario federal,
aftm de que baja de ioformar a Sr. Vice-Presidenta da
Republicana teliberaott tomada polo Coucelli Munici-
pla, que, a meu ver, com razo parece te r di'.st'sjierado
de que 05 poderes pblicos da Uniilo so quairam compe-
netrar da excnpcionul gravidade da qae se rvasta a
crise monetaria n este Estado. Como vos igualmente
fas-o justica rectidao dos intuitos com que aquella rNm-
celho procura obstaros prejuizos e perigos que avultam
de dia em dia, com a continua9to da tt anmala caren-
cia de numerario.
Ha prximamente um anno quando por todo o E--
tadoemii- particularmente n'esta capital, se faziam
sentir os effaitos da semelliante falta, tendo o Concelho
Muuicipal pensado em obv:-ir a taes males, emittindo
a.olices ao pirtador da valor mnimo m aWBBMI de
succedaneo moeda legal, levei ao conhecimanto do Sr.
Ministro da Fazanla essa generoso plano e a resposta,
que nao se fez esperar, foi a mais formal reprovacao do
Governo Federal, que drclarou-me.entSo nao paM con-
sentir em que se fixesse tal emisso.
DesBa opposico do Ministro federal quo, todava,
nio curou, como lhe campria, de providenciar conve-
nientemente, dei noticia aquelle CoucelUo Municipal
Djourrido um auno, aggruvando-se a crise sem que
o Goveruo Federal tenha remettido a Alfandega deste
Estado a quantidade de numerario exigid ^tehw suas ne-
cessidades coiamaiciaas e industria*, multipl cando-s.
excassivamente os vales ao portador Ilegal e abusiva-
mente emittidos por particulares, cntendeu o oacelhn
Municipal, segundo ma communicaes no offi.uo. a que
respondo, datar autorisar a emissao da seiscenios contos
de res, etn cheques ou apolices do valor de 10U, 200
e 500 reiaj esfbryando-se por essa forma e mai louvavel-
raente p ir acudir aos justos reclamas da pafMhfla o
principalmente do proletariado quapor manos abastado,
mais soffra com a falta de moeda para troco.
Em obediaucia a Constituicao Federal vetastes
aquella resoluco do Concalho Muni pal que, por sua
vez, voten a por. do.is tercos, nao tomando, pois em con-
siderago as mafias de nao saneco que lhe onposestes.
Salvando a vossa rasponsabilidade para fezer cum-
prir o que dspoz o legislador constitainte, escrupuli-
saes ainda, o, ao meu ver coot justos fundamento em
executar aquella deliberaco inconstitucional.
Com effeito, segundo o art. 31 da (Wstituioo Fe-
deral, compete privativamente ao Congresso Nacional :
7-. Determinar o peso, o valar, a inscripsio,
c o typo e a ^deuominacaa. deis moedas.
8.- Graar bancos da emissao, legislar sobre da
a e tributal-a
Assim, pois, nem o proprio Congresso do^Estado,
nem. muito menos, o Concelho de Municipio algn~~
podein legislar sobre emksdo ; aerkiwivadir esphera
competencia.prtvat a d* Un o.
E*.sabido que nao s-as emendas >ao projecU. da
Constituico Federal, quconsagravam -...pldia libai-
dade bancarraroomo as quo penaittiam qe os .Estados
creassem institutos de emisso, ainda que sob .aondi-
ces.formuladas pelo legislador federal, foram resreita-
das veaceudoto monopolio buncario conferido a L'tiSo.
Oe modo;quesomeute esta que tam competencia
lecal nem s para bater moeda fixando-lhe os varios
attributos, mais ainda para emittir ou perraittir qu-! se
emitta, como succedaneo e auxtliae da moeda metlica,
bilhete de bancos ou sejam ttulos de crdito couvenireis
ou nao transmissive8 por simples tradicao.
Chamem-se apolices ou duques* nio importa, o* t-
tulos que pretende emiUir a Municipalidade ; a verda-
de que taes! ttulos ravestem todos os- caractersticos
essenciaes que, mais do que o nome, constituem o bi-
lhete ou nota\ bancaria.
.ssim que oodem saldar todo o genero de trans-
aeces, permutatido-se vontade do portador -por
quaesquer valoras que elle pretenda adquirir ; tanto
importa dizer podem realisar compra e venda ou o-ajae
equivale a. permuta piw dinhero.
Transmittem-se nao por endoaso mas por simpias
tradiclo, passando de mao. em m^o pelo valor clara-
mente inscripto, e ioac essivel a variacio do cotacSo,
que lhe estahale9am diffarenca entre o valor real a o
nominal.
Nao representam ttulos de divida publica consoli-
dada, qua a estes ninguem dara os valores miuimos
de 1 0, 20J e 50 1 reis.
Nao sao saques contra deposito realtsado em casa
bancaria, fainos pelo depositante em favor de tereeiro,
que lha v receber cm especie a importancia determi-
nada ; ist-j nao sao cheques na accepcao rigorosa do
termo ; que estas, alm da exigencia da man do da
em que sao emittidos, de vem pagar o sello, o qae cer-
tamente nao ter pretendida a Manicip&lidade.
Emittido' o cheque, em taes condiciJecabe ao
portador o direito da apresentar-se ao respectivo banco
ara receber a quantia promettida ; istj 4,1 0 rei 00
00 reis de cada vez, e assim poderia no tiin de dimi-
nuto praso ter- se conseguido seiscentos contos de rna eai
moeda de troco, bastando para tanto, -que todos s por-
tadores dos psojactados .cheque* o* quiaessem receber
na nica especie que os pode pagar : em nickel ou co-
bre, excluida lomo evidentemente 1 esta a hypothese do
curso forjado, emprestado:.a taes titulo*.
Mas ainda quando podessem restar sobra assump-
to to complexo quanto este, dissipadas ficariam a sim-
ples inspecciot do qae preceitua a Lei 11. 177 A, de I
l .' ___1___.1 1 O 1*1 __* J!..tn a1aki innntu 'Tlf\
de Setembro de 1893, que dispue claramente ;no
artigo 3-.
a Nenhuma sociedade ou empresa de qualquer aa-
e tureza, nenhum commerciante ou individuo de qnal-
quer condi$fio, poder emittir, sem autorisacao do
Poder Legisiativo, notas, bilhete, fixa*, vale, pa-
dinheiro ao portador, ou. com o .non, deste emirmeco
ce sob pena dei multa-do. quadruplo do seu valor e da
priso simpkes por quatro a oito. mezas.
A penada prisa, s recahe sobre o emissor e a
de-multa, tanto sobre este, como sobre o partader.
^Eamda mais a decisio do Ministro- da Justic* -
pedida em 16 d ^evereifo ultimo ao Procurador da Ka-
publica 110 Rio Grande do Sul, emnito pertinenaamente
citada pelo Dr. Procurador da Repblica, neste Estado,
no oficio da qae me edrstes copas.
Comquanco coatiade a alimentar a contMcao de
que s a plena liberdada bancaria remediar! nmnraama-
lesno posto em que.me en:ontea-corre-aaataairf
o dever de cumprir e fazer cumprir Senante

-

^+-:\-.- +


BMart de Peruttmbnco Domingo ftO de Maio ci 1 *t I

tuico Federal, em que est& consagrada doutrina con-
traria aquel a minha convicio.
Declarando-vos que julgo acertada adebercao que
tapastes de nao dar eiecuyao a inconstitucional reso-
ro^ko do Concelho Municipal, rogo-vos que scientifi-
queis a essa corporac&o de que tal deliberacSo esta in-
cluida entre aquellas de que trata o n. III do 6-. ar-
tigo 10 da Lei n. 52 de 3 de Agosto de 1892, por isso
ue, involvendo implcitamente um emprestimo, carece
e approvacao do Governo do Estado para que possa
ser executada.
E mais, leaabrareis ao mesmo Concelho que ajcom-
petencia que lhe dada pelas Leis do Estado para le-
gislar sobre interesses do Municipio, est subordinada
a obrigacao de nao contrariar as leis federaes e do mes-
mo Estado, segundo expressamente declara o art. 10
24 da citada Lei n. 52 e implcitamente o artig > 63 da
Constituidlo Federal.
Saude e fraternidade.
Alexandre Jos Barbosa Lima.
I
Em vista do que acabo de expOr, comprehendereis
que a emiss&o em questo depende de autorisacao do
tongresso Federal para ser executada.
Em 10 de Abril, pedi-vos ag abertura de um
crdito extraordinario na importancia de 3 contos de
reis para occorrer as despezas de pagamento de custas
por condemnac&o do Jury e nao obtive resposta. Igual-
mente nao foi at boje respondido o meu officio de 13
de Fevereiro, pedindo autorisacao para comprar li-
vros destinados aos alumnos pobres de nossas escolas.
Pego mais um coi to de res para despezas eventuaes
dos cemiterios e lembro-vos que o actual orcamento
nao consignbu verba para as despezas dos matadouros,
despezas que montam a 25:0005000.
Est aberta a %.* gessao ordinaria do Concelho
Municipal do Recife.
Manoel Pinto Dmaso.
SPORT
ierbr Ci k le P*raaakae*
Na raa iti tiyupooroiiio do Can,pu Gande r a-
lisa boje 0 D rt> j Clob sua 7* corrida.
Se o lempo melbarar e o dia oio p recer s
com o de hontem, de*era ier a co-rida ama feata
attrabeote.
A iuscnpcio oio pode deizir da (turnar con-
curreacu porsuas coodices.
Palpite*
Soeslei os ooisos.
1* pareo, Fazilelro, Garoto e Aquiaaban 2 .
2 parau. Pirata, Violador e Mascoits.
3* par >, Galalte, Todo e Nababo.
4 pareo, PlramoD, Pirilampo. T-iompho.
5 pareo, Marotte. Toulon e Mendigo.
6* pareo, Doblio, Pirilamoo, Tdumpoo.
7- pareo, Pirata, Vmgador e Pbi omomos.
crr Iaivres
S a do primeiro pareo soborataada coala
de victoria.
S nella o animal Tencedor excluido do fa-
Tor.
A excpcao, pola, tai tornando w a rera.
Maltas
Pela directora do Pradu Pernambacaoo, en
consftjueocia de irregularidades na earretra d
ultimo pareo de so* co ri la de dominico Diurno,
quando montaram i.s aoimaea Dublin e Tt un
pbo, itrpoz a malla de 2504 cada um dos ja?
keys Jo Mircel'.no e ulympto.
PilLICHtlj A PEDIDO
Ncleo Colonial iuassuna (#)
O DELEGADO Di, INSPECTORA GERAL DAS
TRRAS B COLONISACO AO BXM. BR.
GOVERNADOR DO ESTADO Ii AO PUBLICO.
Resposta as accnsacdes do Sr. Comenda-
dor Joaquim Lopes Machado
X
Continuaco
Para provar a sua iccusac'\ de que sou en-
corporador da Companhia, que tem alias de fe-
licitar o Ncleo Colonial Suafsuna com n fun-
daco de uma urina, que proporcione sahida aos
productos da sua plantar/fio, filuda dos productos
sem a qual o Ncleo Colonial se tornara uma
inutilidade, e estaa condemnado uma vida
estacionaria e ingloria, e at onerosa para o Es-
tado, como o proprio Sr. commendador Joaquim
Lopes Machado o comprehendeu, quando enthu-
siasticameule me descrevia os seus planos, e
pretendeu fundar a uzina, embora com inten-
goes tenebrosas que mais tarde foram deseo-
bertas, e por mim reprovadas, e at cerceadas,
para provar, digo, de que sou encorporador
dessa Companhia publicou o Sr. commendador
Lopes Machado dous documentos, ou cartas mi-
nhas, das quaes a primeira a que s segu,
tirando della as concluses que bem lhe parece-
rn].
Illustre amigo Sr. commendador Joaquim
Lopes Machado:
Envio-lhe para 1er e do seu assumpto fazer
. que hontem noite recebi. Com quanto tivesse
scieucia palos telegrammas, que lhe mosirei,
da concessao do assentaraento da uzina assuca-
reira na colonia, comtudo era conveniente
sabermos se foi feita nos termos do meu pedi-
do em officio sob n., de 18 de Marco.
Felizmente assim aconteceu, pelo que du-
rante vinte anuos fleam nossa disposicao o
edificio qua ter de receber os apparelhos e
machinismos e as estradas da Colonia, podendo
ainda comprar-se, logo que quizermos, o dito
edificio por uma avaliaeao. Mando-lhe tambem
o Diario Official, em que est publicado o aviso
do ministro.
AmanVf pretendo ir Colonia, e ahi tcarei
at sabbado.
Espero comprar o engenho Cumbe, que
hontem exainiuei. E' pequeo, mas tem boas
trras.
O Jangadinha, que hontem tambem exami-
nei, ser m-iis dilficil comprar. Pretendo as tr-
ras dos sitios Piedade e Retiro, limitrophes da
I.* e 2." secces da Colonia.
< At a vista.
De seu amigo, creado e obrigado, Manoel
Barata Ges.
Pelo histrico rigorosamente verJadeiro que
fiz das oceurrencas havidas entre mim e o Sr.
commendador Joaquim Lopes Machado desde
que se tratou da fundaco de uma uzina no N-
cleo Colonial Suassuna, histrico que nSo foi
nem pode ser contestado, sabe o publico a parte
moral e material que tomei para qne se orga-
ninasse um Companhia que realisasse aquella
necessidade, j que o Governo nao o quizera
fazer por si mesmo, como eu intentara conse-
guir, e sabe a minha atutude bem como a do
Sr. commendador Lopes Machado.
Sabe que animei essa idea, que considerava,
e considerarei sempre de incontestavel vanta-
gem para o futuro e prosperidade da colonia,
~em o que nao a teria patrocinado; e sabe como
recebi de bracos abertos a apparicao do Sr.
commendador Lopes Machado, quando S. S. se
da Companhia e a sua autorisacao com diversas
concesses necessarias, indispensaveis at, foi
requerida ao Governo, nao por mim, mas por
meu intermedio como Delegado da inspectora
geral das trras e colonisacSo, por diversos co-
lonos, entre os quaes o Sr. commendador Joa-
quim Lopes Machado, seus Blhos, socio e alter
ego, para usar do mesmo epitheto que foi usado
para commigo.
Esta assercSo nao feita a esmo, e para
exuberantemente provada com o seguinterre-
querimente a mim dirigido, capeando o qu: de-
via ser apresentado ao Ministerio da Indus-
tria Yiaco e Obras Publicas.
Exm. Sr. Dr. lelegado de trras e Coloni-
saeo de Pernambuco.
Os colonos do ncleo Lucena vm res-
peitosamenle pedir a V. Exc. que se digne
cncaminhar ao Exm. Sr. Ministro da Iudus-
tria, Viago e Obras Publicas a inclusa peti-
gao devidamente informada por V. Exc.
Os peticionarios, Exm. Sr. conttam da ela-
vagao de vistas, patriot co intjresse e presti-
giosa intervengo de V. Exc. perante o Go-
verno Federal o feliz resultado de suas aspi-
ragOes, e esperam que V. Exc. a quera j de-
vem a generosa concessao do Governo a qual
alludem na petigo junta, nao se recusar a
completar a obra lao magnnimamente ence-
tada, e que ser ligada ao nome de V. Exc.
coberto de bencos.
Nesles termos pede deferimento.
Colonia Bario de Lucena 10 de Julho de 1893
Seguetn as assignaturas de ii colonos, e en-
tre estas as do colonosJO AQU M LOPES MA
CHADO, ALBERTO LOPES MACH VOO, CAR-
LOS P. LOPPS, FRANCISCO DE PAULA LO-
PES.
Esta peticao fica no- Diario de Pemambuco
para ser presente ao publico.
V-se claramente por ahi que foi o proprio
Sr. commeniador Joaquim Lopes Machado com
outros colonos que pretenderam organisar a
companhia, que liuiia por tim a fundago de
uma usina que, segundo a expressao desse re-
querimento, firmado pela ssignatura do Sr.
corara mdador Lopes Machado, seu tilho, socio
e irmao deste urna obra magnaniraaineaie en-
cetada e nao a empreza indigna, como a chama
hoje depois que della nao poude lancar mao
para eiploral-a e com ella explorar o Ncleo
Colonial Suassuna era seu proveito proprio, no-
tando-se ainda mais qu" a dala deste requeri-
meuto, que uma prova esmagadora contra o
o Sr. commendador Lopes Machado, 6 poste-
rior a 'ata da carta (Maio) escripia a S. S., o
que prova que muito terapo depois deta ain-
da o Sr. commendador Lopes Machado consi-
derava a eoipreza muito digna e por isso con-
fi'ica para patrocnala, na eievaco de vis-
tas, patritico interesse e prestigiosa inter-
vencao minha perante o governo da Uniao.
Na historia da fuudacao dessa Companhia
ha duas phases, duas epochas distinctas a con-
siderar; aquella, era que figurou o Sr. commen-
dador Lopes Machado, como propugnador, afian-
zando que a havia de encorporar sem levar a
effeito o seu proposito, porque quera mais do
que eu poda dar e aquella em que foi a Com-
panhia realmente organisada e fundada sendo
seu encorporador o honradissimo Sr. coronel
Augusto Octaviano de Souza.
Pelas datas do documentos apresentados
pelo Sr. commendador Lopes Machado, parece
que a sua aecusago calumniosa se refere ao
primeiro periodo.
Nesse tempo, porm, era n Sr. commenda-
dor Lopes Machado quem con outros colonos,
requera concesses para poder encorporar a
companhia. Como era eu ento o encorpora-
dor ? Depois, foi o Sr. coronel Augusto Octa-
viano de Souza b seu encorporador. Como sou
eu?
Durante o tempo, na primeira phase alludi-
da, em que o Sr. commendador J aquira Lopes
Machado me iaspirava plena conlianga, porque
apparentemente mostrava-se interessado pelos
colonos, anda nao tinha deixado cahir a mas-
cara, fazendo-me propostas que repelli, como
foi referido j, tempo aquee era que eu o
siippunha dedicado aos interesses do Ncleo
Colonial Suassuna, e nao nicamente aos seu3
com detrimento daquelles, dentilcado me acha
va eu com S. S. para a consecucao do tim de
que tanto lucrara o mesmo Ncleo Colonial,
e junt03 trabalhavamos nos, eu na rbita das
minhas at'.ribuig0e3, como delegado da ins-
pectora geral das trras e colonisagao e S. S.
como colono, como encorporador, iniciador ou
o quer que seja da companhia a fundar-se para
a realisago daquelle fim e com S. S. todos os
outros colonos que tinham as mesmas espe-
ranzas e dezejos. Nesse desidertum, pois,
eramos companheiros, como sao todos aquelles
que cooperam para o mesmo fim, que dezejam
a mesma cousa, embora cada um com vistas
ou intences diversas. Embarcados em um na-
vio sao todo3 companheiros de viagem, des-
de o commandante at ao moco de cozinha,
embora os passageiros nada tenham com o
governo do navio.
que, dando coala ao Sr. Commendador Lopes
Machado que presumia vir a ser, e que eu sup-
punha que seria o incorporador da companhia
fundadora da necessaria usina, do resultado do
meu pedido ao governo uaei di expressao nonos
companheiros, da qual faz S. S. uincavallo de ba-
talha, um argumento de Achules para d'ahi con-
cluir arbitraria e capciosamente que eu sou in-
eorporador da alludida companhia, glosando
ainda o facto de lhe ter communicado que feliz-
mente a concessao do assentamento da mrinit ui/iu
$ido feita nos termos do meu pedido, esquecido,
Dorem, de que o pedido era meu porque nao po-
deria deixar de scl-o, embora houvesse sido
feito a mim por S. S. e outros colonos.
Isto o que significa nao que eu lenba trahido
o governo, como diz o Sr. Commendador Lopes
Machado na sua declaracao calumniosa e difa-
matoria; mas sim que eu convicto das vanta-
gcus de uma uzina a i Ncleo Colonial Suassuna
e, obrigado pelas minhas attribuices, a zelar os
intereses do mesmo Ncleo, a pugnar por elles,
informado bem acerca do pedido da dita con-
cessao tendo eu proprio a solicitado, por ser do
interesse do Ncleo Colonial; e tanto assim que
o governo a fizera felizmente nos termos dj meu
pedido.
E como a fundago da uzina em questo tanto
era do interesse do Sr. Commendador Lopes Ma-
chado, qua entao no a julgava como um op-
timo negocio para uma especulagao que nada
tinha de conveniente para o paiz, mas que se-
ra magnifica que a explorassem no futuro,
o que S. S s descobrio quando vio que real-
mente no poda ser esse explorador fuiuro...
mas como a tundaco da uzina Unto era do inte-
resse do Sr. Commendador Lopes Machado esua
companhia, quanto do Ncleo Colonial, dos co-
lonos, como do governo, de que seu represn-
tame, disse eu que a notta disposicao (Icaria du
rante vinte annos o edificio que teria de receber
os apparelhos e machinismos c as estradas da
colonia.
E como, ainda nessas concesses, entrara a do
ser vendido o edcio e essa venda podero
*.*
de Terat vc-
Daierci
baeo
urAjOaa ornciAH iu junta dob co-
SKTOEES
Pt4c* do Rcift, 19 de falo dt 89i. .
Acces da Compinm de Droeas Producios
Cnim co ao valor redlieado de 80,800) az0<00.
N Bolsa venderam se.
333 Accea da Compmbla de Drogas.
O presidente,
Augusto Pimo de Lemos.
O secretario,
Aatooio Leonardo Rodrigues.
Cambio
KAUA DO BtCfFK
Os Bancos ab-iraa com a laxa de 9 5/l so-
bre Londres a 90 trias, a qu*l loi man'ida mi-
raote o di*, sem cooptar movimento.
Em papel particular cao bouveram iraosacc&es.
taeSe 4c senaras
Para o agricultor
ASSCAR
Jrtatalisado......I a 6JzO0
fcloas por 15 kilos. 6*500 a 6800
Branco dem dem .... 4130U a iso-.i
Someoos, ideen dem. 3 -80 4*0 KJ
Uatcavado dem dem 2*8,0 a 30iX)
3ruio dem dem.....ua > bouve
3-alo malado......iKi a 24500
Retama dem dem .... 24000 a 2ij m
Algodao
Nao co-ica negocio.
mleool
Por pipa de 480 litros 3402000.
Afaardeate
Por pipa de 480 litroe 1874000.
Cearoc
accos salgados na base de 12 kilos a 800 ris
lomloal.
Veruss a 485 res.
Carnauba
Ccta-se de 124 a 204000 por 15 kilos venias.
Me!
Colamos nominal a 1104000 por pipa.
tabella das entkaoas 02 assocab r al-
QuDAO
Mee da Maio
ser feita por ordem do Governo, por mim, qua Igreja do Convento de Nossa Senhora
era o seu representante, como Delegado de tr-
ras e Colonisajao, empreguei o plural do verbo,
e disse que o edificio poderia ser comprado logo
que quizessemos (quizermos, no texto) isto
logo que fosse occaaiao opportuna, [porque nao
basta va que o Sr. Commendador Lopes Machado
o quizesse; era preciso que eu quizesse tam-
bera, em todo caso, porera, por uma avaliacao,
a qual mais tarde foi feita por mim para acau-
telaros interesses do Governo.
Se eu fosse interessado nos negocios da com-
panhia ou seu encorporador n5o lembraria a
clausula da avaliacao. que foi feita pelo seu jus
to valor, como provarei
Quanto a compra de outras propiedades Ii
mitrophes do Ncleo Colonial, convem nao cs-
quecer que o Governo raandou por disposicao
da Deletacia de Trras e Colonisaco a quan-
tia de 100:0004000 e que por consequencia, di-
zendo eu que iria ou que poderia fazer essas
compras, nao fazia mais do que dar applicaco
legal e legitima, como tiz, aquelle divheiro, con-
forme estava autorisado.
Ora se por isso se pode concluir que eu seja
encorporador, ou interessado da Compunh a
Progresso Colonial ou oulra qualquer, com maior
razao anda poderia ser aecusado o governo, que
auctorisou essas compras e para ellas forneceu
o dinhelro.
Mas isto seria um absurdo, como absurda a
lgica do Sr. Commendador Joaquim Lop s Ma-
chado e absurda a sua accusac&o, que conti-
nuarei a analysar.
Recife, 9 de Maio de 1894.
(Contina).
Manoel Barata Uoes.
(#) No artigo hontem publicado nscaparam al-
guinas incorrecces, entre as quaes as segra-
les :
O numero de ordera do artigo IX e no VIII.
No periodo que coineca pelas paluvras -Figu-
re-se que a Compunliia ele leia-se l''igure-e
que a Companhia de l'aiiiricaco queforneie
etc.
As demais incorrecces sao facis de serem
supridas pelos leitores
do Carmo, por alma de Hermenegildo,
aquelle sacerdote acertou a hora, ficando
tudo mais ajustado.
Os contractantes da raissa convidara
outras pessoas inclusive a familia do fi-
nado a comparecerem ao acto religioso e
todos reunidos no referido templo espe-
rara pelo celebrante, que havia einpe-
nhado sua palavra, e com maior pezar
desenganam-se da presenca d'esse minis-
tro de Christo.
Talvez ao ajuste feito xara dita cele-
bra9o, se uppozessem rnaiores vantagens
em detrimento de nosso contracto e eis-
nos victimas de triste decepcao.
E como seja corrente hoje esse procedi-
mento, assaz indecoroso para um ministro
do altar, o que nao se entende com os
caracteres serios, que distingu raos, tra-
zemol-o ao conhecimento de S. Exc. Rvra.
o Sr Bispo para que disto conheca e ao
publico.
Recife, 19 de Maio de 1894.
Os typograplios do Diario.
Rolatorlo da Companhia de I'a-
iiiicaQao
Dissraios no Jornal de 15 que a ve
51:007*500 era soineiit: coiic, riiente a Ii
Entrada*
9arcacas .
Vapores. .
Aoimaes.....
Estrada de Ferro Central,
dem de S Francisco .
lam de Limoeiro. '. .
Soomma
Das
1 a 17
1 a 19
1 a 18
1 18
a 17
A38U-
car
saceos
28636
2469
6704
39249
4854
A go-
dio
819
i"
Saccaa
1527
1009
99
1222
1518
2244
7619
me apresentou, apparentando as mslhores e
mais patriticas intences, e amrmando ser ca-1 No Nuc[eo Colonlal eu gou compan|ieiro do co.
paz de encorporar a alludida Companhia para a|Ion0j como gou companheiro do uItimo operario,
qual entrara, segundo disse, cora 30 contos 1* DOraue todos n03 trat)a.hamog emtQT!l
ImportacSo
2
da quai chegou aiai tarde "a quasi exigir
para um seu ujho. os
para o seu socio e at se
regado da venda do ass
Antes, porm, de chegi
foi de onde se rotmsteceu
acerca das intence's d
quim Lopes Machado,
cargos
encar-
gue
sconflanca
dador Joa-
porque todos nos trabalhamos embora eu como
delegado de Ierras e coionisacSo, o colono como
plantador e o operario comoSrtifice.
Propugnando, alm disso, pela fundago de
uma usina como meio nico, efficaz de dar valor
ao Ncleo Colonial Suassuna, e de augmentar
com ella a sua importancia, como companheiros
considero todos aquelles que, comigo, collabo-
ram para a realisacao desse ideal. E eis ahi po
Vapor nacional Maoos, entrado dos por'os
do norte em 13 do corrente e consignado a Pe-
reir Carneiroe Comn-
Amastras 6 valumes a Gjncales Canha e
Comp.
Barris 100 a Paulino do Ollveira Mala.
FeliaoSl saceos aGoogalves de Barros.
Gomma 72 paneiros ordem.
Pipas 11 a Paulino de Oiivelrs Haia.
Pelies 44 fardos a Roiiback Broibero e Comp.,
38 a Delmi-o 4 Gouvea.
Tecldos 26 volume Companhia de Estiva,
13 a R. de Carvalbo e Comp., 6 a Souza Agolar
e Comp., 4 a AlTooso'Mala e Comp., 13 a E.
Kaotack, 13 a Mattos Camlnha e Comp., 6 a iA.
Amorim e Camp., 10 aC. Burle e Comp., 2 a
A. Santoi e Comp., 7 a N. Mala e Comp.
Tapioca 5 paneiros a Lopes Alheiro e Comp.
Sola 24 rolos ordem.
Vapor nacional .S. Francisco. entrado dos
portes do norte em 14 do corrate e consignado
a Companhia Pernambucana:
Algodio 6 saccas a A. Lima e Comp.. 151 a
Ao l.vni. Sr. Rispo Diocesano c
ao publico era geral
Temos era vista levar hoje ao conhe-
cimento de S. Exc. o Sr. Bispo, o proce-
dimento incorrecto de alguna siverdotes
que, devendo ser os priraeiros a servir de
exeraplo e modelo de honestidade, tor-
nam-se pelo contrario dignos das inaiores
Censuras pelo procedimento reprovavel
de faltarem aos compromissos que tomara,
relaxando d'aquillo que mais deviain
zelar, por amor Igreja que representain
Eis o facto.
Tendo-se contractado o Rvm. Padre
Monte, coadjutor da Freguezia de Afoga-
dos, no domingo ultimo, p^ra celebrar
uma missa hoje, s 8 horas da manha, na
g|"a"a*"""M*""iiiaaaaaMM"^s"i^
E'tiva, 33 a Oiini Goacalves <& -oor.nao. W a
Goagalv- Conbi e Cotip., 12 a G. della"-
Iru as. 37 a Preut Vim-a e [Cotup 54 a Pe
reir ClfMtfd e Comp., 32 a K. de C .rv.mo e
Comp.
Aeu 40 saceos a Pereira Caroeiro e Comp.
UiopO' ,!( f^rdoD a C. Lima e Coop., 131 a
J, A. C. Vi-ioua, 3 a A. Ferreira
Ditos a erteira 15 fardo a M. de Souza Fran-
co.
Carocos2o sacos a J. A. C. VUnna.
C-era it carniiuoa 30 saceos a Gjosalves di-
aria e C mu.
Couros 72 a J. A. C. Viaanna. 19 a Soata
Nogueira 3 Jomp., lo a J*ao Paes ue Oii.n
ra.
Palles 3 fardoj a O^lmiro & Goav-ia, 8 a Son-
sa Njgira c C>mp., 18a Kosiback Brotbera
e Comp.
Vapor francs \ Villa ue Rosario, entrado do
Havre em 15 do carrete e consignado a Aagas-
i Laoilie :
Amostras 2 volames a diverges.
Accessor'o parj micbiuas3 volumes a J. Goa-
CU'cS PlOtO.
Calcados2,cais6es a J. L. de 0 iv- ira e Comp.
1 a Cosa C mpos e Comp.
Cnapos l cuxo a A. Pernandes e Como.
Conos 1 cama* a P. R. da Silva e C >mp., 1
a J. P nbero e Comp., 1 a Pendra Barbosa e
Comp.
Drogas 6 voiumes a Gaimaraes li'.ga e C< too.
I a Baata Cisa de Uise-icordia.
liiprepjiis 1 caita a Vi lela e Comp.
Mnoleig 30 b-r is e 40 melus ditus > CasU
6i Rocba. 60 e 80 meoi ditos 4 ord^m, 25 40
a llartro Li.uoh Coup.. 40 e 80 a Jiaiuim Par-
Mira de C rvalbo e Comp.. 18 i e 303 a Ooau.-
abia le Es'.iv., 40 40 a Figiiei do Cm* e
Cimp., 15 e 2J a Lipes Aibetro e Comp.. 30 e
O a Pal va Vaieotn e Comp.. 10 e 2) a F.-a
Rocba e C 'iDp., 18 canas a P-rrel a Rotneaes
e Comp., 11 a 1. Ii. Crvino, 23 a Joaqa'.m Fer-
reira de Carsalnc e C, 16 a Castro Lemos e
Comp., 17 i Co8t & \\\r: a 9 a Soasa Au'a-.
II a Fraga Rocba e Com?., 54 a ordem. 4 a
Abraotes e Cicp., 1 a F. P. Bolureau.50 a
Compannia de E-.m, 60 a Joao Feroaues de
Almeida.
Me-ca lorias 1 volims a Ferreira e Comp.. 1
a J. KoDlet, t x Gera 7 a Irma alvu-lt, 2 a
Roderte, 1 a Maaoel Coliacon Comp., 1 a Sou-
aa Nouei'a e Comp., 1 a Hago i Comp.. 2 a
MeJeiros L-yxe e C mp., 2 a S.lva Ferntades e
Comp 1 a viavade Eog<*iro Gjacalv-s Cas:ao.
1 a A. J. M. Gaioaaraes. 2 a Guarnis Lina e
Comp., 1 a Companhia de Chapeas, 2 a Parete
Viaoaa e Comp., 1 a Pedro Antones, 1 a O.t a
Silva,2 a Coos aacio Rioeiro e C>mp.
Objectos para chapeos de sol 4 volames a
Leite Bastos e Comp.
Perfu-oaria 2 canas a Oiivelra Bastos e Comp.
Pellas 3 caixas A o-dem.
Papel 2 caixasa Meaet os Lyme e CTip., 1
a F. P. Bolitreao.
Roupi 1 ea'Xa a Manoel da Conba Lobo.
Sariobas 3 caixas a A. Soares e Com .
Teeidos 1 vo ume a Cramer Frey e Comp., 3
orJeji, 1 a M Oliveia e Comp., 1 a Mriicui
reck, 2 a J de Ate^do e Como., 1 a Pereira &
Maealbaes, 1 a L. Maia e Comp.
Vinbo medicinal 20 caixas Psr-icte Vianca
e Comp.
Vi.,ho ? licores 2 caixas a F. P. Colitrean.
Vidros 9 volumes a Companhia de Drogw, 4
a J. G de Amorim.
Biporfacio
REcirs. 19 o m-.io m 1894
enrolo extertor.
IT digna de honrosa menso a actividade do
Dlre-tor Gerente.
[Comiuisso Fiscal)
erba d
honora-
rios da Directora e empregados.
Houve equivoco nosso, porquantoessa verba
est no balaiico assim descripta :
Grastos Graes 50:408*420
dem Jndiclaes 1.17440S0
Dissemos tambem que mora abramjer toda a
despesa nao seria demaii dar-Uie outro tanto.
Nao queremos parecer exagerados e p >r isso
damos o seguinte resumo dos gastos con ho-
norarios :
Director Gerente l
Presidente e .Secretario 9:6004000
Coniraisso fiscal
Gerentes das vendas
dem 'las padarias
Arree-idador dem
Guarda livros
Ajudante
Caixa
Cobrador
Caxein do Armazom
Ajodantes
Da ra
:W:0i0 00
3:000i0H
l:'Vij(l'KJ
4:800*"Ol
l:80i00
--------------12:(i0OC.0J
::i;iii oo
2: i'itiaooo
3:8-4*000
l:SK':i 0
---------------ll:4H)-0i
2:IoO'iM>
1:50 OVO
SM 0-1
----------------4:7i)0 00
58:7UOMW0
Ora, esta verba n.'io figura no balanco in-m
pode estar incluida naquella de gastos atiTSM**.
A Companhia tem dexpezas muito menMu >
s a di- sello Das leltra- qm- acuita "o sw in-
ferior a 4 con las da r--i-i; a qual vae augmea-
tando a proporeflo que cita desen tolce o mtyacii
e ganha dinheiro.
Diz o relatorio : Setidi capital tfeclioaMe*lt
re lisad'j de 516:51 >H O )...
Vejamos a applicaco d'estc caiiital:
Padarias .perdido)
Installa^'io (dem)
Machinismos (dem)
Prejuuo as padarias
dem coi diversas contas
D'ahi se v que a Companhia nio tosa asis o
capital e j entrou pelo crdito a costa 4o qaal
se inanlem,
Ha no balanco o saldo de 26:2a~>17J de Dcembro de 92.
Mas este saldo nunca existi: como no actual
balando, houvc descuido de nao a bate r 4c*-
contos de devedores geraes.
Lembramos nos hem que, na assembia geral
do anuo pausado, um diflincto acciooisu, o Sr.
Valente, mlerpcllou o gerente sobre este potrto
e fl-0 emba as ir.
Provavelmenie este i oto 11 gente accionista n
deixara de fazcl-o este anno e contain-r* muito
cun *ua luzca para aclarar fumdj dtttr >i/>-.
Estar a i;omnaniua em melbores cuiMines
do que estava Mello e Bisel ?
AcrediUmos antes que ella *rgue o incmo
caminho do seu Digno Eitcorporador.
Veremos depois.
L'm swn'oM's.'*.
*
F-licamu S boa m k. Mari. Per *, "n >
anntversario oatalictu, ulmejaudo-l) mu < ota
ra.
20 'le Malo da 189i.
ti i-ii No***:
AMoni* Nw*.
Jomoiu Huet.
i
OSV^A***a/TyeV--^fig !.'>
m
Ao no-iij partcula
amijfo J lo Mna Se
*e Joolo: pio <-
Qiveroano lut.lx'C
19-5-Vi.
:
.

?
Retirando n; tempomriiiisDt deste
adu, -leut fio > aicna ctnatitn i.taa
qan durant cn..h a h-pci tic : c*rre-
t"do d D-t-ii (er'p'on.i o nse-i atui^o
LJr. Act ai Fr*ucico P.-rer da Car-
vklh .
KrM*fc. 1 M-'- p 1894.
L)>. .1 tn/.im C r de Ara-'jo.
Devendo emlian'ar com a familia nu
dia 2\ do corrente, em regTesso Ca-
pital F.deral, deapeco-me por este meio
das pessoas que honram tue com as su.n
rela^es de amisadi-: e, onerecend > llies
inetis (iimiiiuto.s preatimoa f.aquelia ci-
2 0:3734 10 dade, rogo-lhes qua se diytiem 2hi97o"0 par-rae a falta de no ir Maasslaa*Ma
28 34tt4M'i recei>2r sitas ordena : falta determinada
.'4:l9i*(i|0
47:r.ii2s5
541 406:5
Para Rio Grande do Sol, car.-enar.iD :
M. Cordeao fe C, 200 vjiua-s com 2i,6t0
kilos de assuzar branco.
fara rti-j OU Jintlro, Carri'gta :
C. Guiiua''s Jumo', 500 soceos com 30 000
k:lo oh astue...' braiuo.
No taim- In^lei Ll;iUc-:, p,r Saoios.
carreirarao) !
S. Giima.-ae A C, 500 sac:o com 11 ijO
kilos . 1.800 oitoa c u.
ti8,000 .tui j- dito oran o.
Coniui na c- s.iv, 7u0 carriH con 6 ,000
litrrs ile agUird'.IH-*
fio vapor M'bino -Parataas-Q., para a
Rio de Janeiro, carretn :
J. M. L He, tOO saceos com ,00') k los de
asacar Orauco e300 uilts eoli 18 1.00 ditos de
lito masca ado.
rio v-por nacional Santelmo, para Ro
de Janeiro, carre^aram :
A. Tanorda & C, 1,070 saceos com 64.20) k ios
de aasucar mase vado.
No vapj' ali^mao Straria para Rio d^
Janeiro, carretrou
J. G- Vaient-. 75 pipas c-m 33,750 lit os de
agurdente e 200 sacoas com 13,557 le>loa de
algodao.
= No vapor nacional 0I oda, para Viciona.
carregaram :
P. Carneiro i C un tac -o coro 6.000 kilos
da assacar uraoco 4'0 ditu c m 21.000 dito*
de dito mase iv. i '.
8. GuimarBS A C, 150 birria con 13 0)1-
tros deaguardeote, 50 saceos com > (MO k. ios de
asiucar branco e 50 ditos cozi 3.000 d.los de
dito mascavado.
Para Rabia, carreeou :
P. da Silva Bastoa. 4 0) i steos com 240.00)
kilos de assucar branco e 4.0JO dito> ......
^40,000 ditas de -lito mascavado
No vapor allemao Pelo;as, para o Para,
carreKariii :
J. Bailar k C, 200 barricas cjn 13,403 kilos
le agaucar Dranco.
Roqoe Coilf, 20 barricas con 1.770 tilos de
atascar branco.
Ni baresea Semp-e Viva, Dar Macei,
carrevaram :
J. Billar & C. 20 caixas com 7C0 kilos de
sanio.
J. Sonta, iOO ciixas cid 9 500 kilos de sabj
Na barcas* Fior do Jardim, pa-a JlaceiO
carrei;ou :
r. Lipa. 13 caixis con 104 litros de eenebra
2 ditas com 13 ditos de coguac e 2 ditas com Iti
tuto d capil.
= Na barcaca ?^liz Sacielade, para Mi
maiumpe, carrezaram :
E C B'lira.i l.-mo. 6 volumes coca 4*2
kilos ue asiucar roraoco e 30 volumes com 9.430
ditos de dito reBoato.
Na barcaca Jovea Palmeira, pira Para-
biba, carretn :
F. Rosas, 33 caixa3 com 344 kilo oe sabao-
= Na barcaca Adelina, par*. Mossor. car
regou :
F. Raas, 1 b-irr.l com 43 Utrcs de aeoarleote,
4caixa c^m 93 dices de geoeora, 2 barrica
com 120 kilos de assuca: reanudo e caixas
com 60 kilos oe sabac.
l>or motivos alheios k minha ron ti !.
Recife, 17 de Mam de 1894.
I)r. Demerito Cavalct.nU.
^BIFS
Oo da 1 a 18
dem 1
DRAINAiin
8.S 4119
4
827l|)
creado tSaotclpal de l-
O iaoviui-uw -teste aie.cadj uo a.* la Je
tiaio (o o Mirai
30 inda imm .-io 4 S5I kilos.
880 kilo Oe, oeixe a 20 rs. <74iW
M couiparl. cota marneos a 100 r%. 34100
1 di toa com camarn r 100 ra. tal
32 cultiuioas a oO rs. 194M>
4 carga* con ralltohas 800 ra. 3'*M
4 casaoaes com ral i ninas a WO m 4 sou
18 cargas cou m'!ti.i v-ne a 300 tt. -WO
2 carcas com ameadotm a 300 rs. *'i-.a)
2 cart>a at a rr... *cneir a 309 n. ,'W
i carta or a -.- intio a 300 ra. km
2 c^raa 0 11 <> -. 300 rs. Mal
3 carga cun naiunas a 308 ra. #wu
1 carga com Uranias a 300 rs. 'l>'
1 cargas com f rucias a 300 rs. i VIO
32 crka com farinba fe MO ra. 8440)
8 carga-- com milho secco a 800 rs. 14400
3 carga com fejao a 200 rs. i'->
64 luvavA a 200 rs. I2t0n
11 aoinos a 200 rs. 24200
11 comp. cus soneiros a 14 U4J0U
8 comp. cox scio-iros a 700 ra. 5430H
9 comp. Ci.il fresauras 800 rs. .'.<.
3. cemp. com comidas a 700 rs. 234900
64 coran, coa. faiendaa a 600 rs. 314*0>'
45 como, cora verd.o-.j a 300 rs. 1444't1
86 eoo. com fino 11 a a 400 ra. 344400
39 como, com talos a 24 ;000
Reodlmeotos do 41a 1 a 17
281M0O
4.3864300
4.808489O
-tanda geral
Oo dia 1 a 18
ldcto dt 19
Loadiaa&izC'jia pfl'j**
\ Ai/atuta
538:0314418
3S:i00J24
No vapor iogle 3dietor, para Livarpool,
carregaram :
Amorim de C, 2,700 .-accos com 202,500 kilos
de atsucar mascavado.
P. da Silva Bastos. 4,000 saceos com 300,000
klloi de assucar mascavado.
J. Faerstemberg A C, 33,500 kilos decarocos
de algodo.
Blakbruo & C, 300 ki'os de borracha.
No vapor nglez Manitoba, pira N-w
York, carregaram :
S. Noeueira & C, 1,600 pelles de cabra e oOO
ditas decarnel'o.
Rend co (tado *
Oo dia 1 a 18 Shjtil
fao Ct 19 2:72.!I23
57o:t6682
206.174^361
3cmma total
779:3364046
encalves Caoba e Comp., 90 Compaobla de 'assucar branco.
Para o infnor
No vapor nacional Cometa, para pelotas,
carregaram :
P. Carneiro C 500 barricas com 84,513
kilos de assucar branco.
Amorim & C, 75 saceos som 5,623 kilos de
sgaoda eaccio da Alinete.;* fi Pemambuco,
19 di Maio de 1894.
0 chefe
J. Goncalves n.-i Silva.
O lesoareiro,
Lmz Manoel Rodrigues Valensa.
RECSBaOOiU DO ESTADO
Do dta 1 a 18
Idam da 19
89 039*865
73946 0
89:7684558
m
Prscos do da :
Carne ve-de de 300 a 900 ra. O kilo.
Sainos de 900 a tt dem.
Carneiro .le 1 *000 a 1*200 dem.
Fannoa de 6-TO a 700 rs. a caa
Milbo de 50 a 600 rs. a cuia.
Feio de 2*000 a 34500 a -ala.
Xarquo 90 rs. kilo.
Huainacnt da Parlo
Navios entrados oo la 18 de Maio
Rio de Jiieiro e esc8 das, vapor IskJBn Bie-
la, de 1393 toneladas, rommanihc- P. Sal-
ten, e.juipauem 33, carga varios genero.', a
lili k'i:-o e C.
P-rnan-10 de Norofih=48 horas, vpo- "aio-
nal Heberibe, r.e 392 toneladas, comataa-
dant, Fabio Rmo, cjp;pagem30. carg* v.rios
geaeros a Compaobla Pi-oamoacau:.
Itapimirim.7 das, oa^cio bollan:-" Joiiia-
na, de 203 toneladas, c-mtio R. WjrdaflMO,
equipagem 7, em lastro, o-iem.
Sabidos no n.esmo dia
Par*,_T4j)0r sitemao Pelotas, commaadaate H.
Rsjaaaa, aatpji varios geaerot.
Beliafl,Barca ncraega PrcduMnt, cap;tio O.
Keadersen, em lastro.
.taTioa esperados
Do Porto
Polaabote poriogoei Rasooto.
Oe Pelota
Patacho oortnuex Manolo VI.
Logar Dortuccet Marlubo Vil.
Patacho sueco Sorie-
Patacco eilex'So J. M, Buotk.
Lagar bi.l:aad's Pr:tl Faber Benhexs.
Patacho ailemo H.>?ioDte.
Pctabo silemo J. T. Lisseu.
Patocho norueiu'ise Rabbi.
Patac! o ingle. Almlna.
Pat;ho all-m^c til'*.
Patacho i'-glt-: Atibar.
larca rjorufcgi Sif.
Lugar loelez Aurora.
Patacho hollandex Aliene.
Vaporea a tirar
Mes da Maio
Olioda. do no't, boje.
Hogart. de N>w-Yotk. s 25.
Jicnbypc, do Noria, a 15.
Tapares a ahlr
Mea de Maie
Porto Alegre e se,, Santelmo, beje, i 4 horas.
Santos e esc. ParagBi)A*, 20 s 4 bcras.
Rio e esc. Ollnda. 81 As 5 horas.
Santos, Hogarlb, 87, as3 twrar. -

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El H# 4+ geraamlMic Pomiugo ItO ** Mmin *+ 1 *4

i

D,., Francisco Coroelio da Fon- dando o mais para depoia das pro vas que
Taato Amaro, 19-5-9 4.
Hearique Magalli&es da Silva.
Feata e prci.sa do eacerra
ment do Her Marlanao, en
Tygipl
h c.oidma > oa".?'r^R'd* deses actos relilo
iO', desojando celeb-al os eso o maior brllnao-
t s '.o pos'i'r!, para este li ? p-ec sando saber
ao ceno iio qaaotom poltra duoor para as
respectiva* dMi>sas, pede sos Heis <- tos ao"
s* dio'aaj reielur as carias qoe mes fora o
xp'dHi1, solicitando donativo, o esoec-at
aatqiie d dar sua* esporluns qtumo an-
tea, visi'i que dellai dependen o< p.-eios e no-
cessar-o-" aiu-t** d* eseaf'lata*, mos.cu e o
mi' qae cousHas o espleu tor de qualquer f-se-
-ilade.
Com destino ao Rio de Janeiro ss-
guio hontem. o Sr. Dr. Francisco Cor-
nelie da Fonseca Lima, que na quah-
dade de deputado vai tomar assento no
Congresso Federal.
S S. recebeu por occasio de sua
partida as mais inequvocas demons-
traeces de apreco.
Reunido no engenho Cachocira
d'Antas grande numero de admirado-
res do digne representante deste dis-
tricto, foi alli servido um magnifico
almpc'o, dnrante o qual tocaram-se
significativos brindes.
Dalli partindo acompanhado por
mais de cem cavalheiros de todos os
matyzes polticos, o Sr. Dr. Cornelio
ao chegar Palmares foi alvo de ujva
e justissima prova do. sympathia.
Ouasi todas as pessoas gradas da lo-
caldade esperavam oillustre deputado
estaco, onde tocava a banda de mu-
sica Pal mar en se.
Por volta de urna hora da tarde, ao
despedir-se o Dr. Cornelio dos cir-
cumstantes, fez-se ouvir oDr. promotor
publico de Palmares que em lingua-
gem reveladora de vastissima intel-
igencia saudou o Ilustre pernambu-
cano em boa hora eleito representante
deste districto.
O Sr. Dr. Cornelio, cuja palavra fes-
tejada jamis deixou de ser attenta-
mente ouvida. dirigindo-se aos pre-
sentes, deu-nos mais urna prova do
elevado conceito de que gosa como
orador.
Sob vivissima commoco despertada
pela despedida. S. S. n'uma synthcse
brilhante, fez-nos sentir que sua alma
se achava possuida de dolorosa im-
presso naquelle momento em que se
separa va de amigos, e em que ja lhe
chegavam aos ouvidos, como urna me-
loda longinqua, os adeuses da familia.
Dcpois de erguidos vivas ao Dr.
Cornelio, aos palmarenses e aos agoa-
pretanos, seguio S. S. n'um expresso,
posto a sua disposico pelos seus co-
municipes.
O Dr. Francisco Cornelio muito co-
nhecido neste Estado.
Como deputado estadual, como advo-
gado notavel e actualmente como pre-
feito dj Agua-Preta, S. S. se recom-
menda pelos seus honrosos preceden-
tes.
Se como homem publico o Dr. Cor-
nelio merece-nos louvores, porque vive
sob a egide do talento e do carcter
que realcam as suas qualidades, como
particular ninguem melhor que elle
sabe dar valor a amizade, ninguem
melhor que elle se impoe pelo seu
natural merecimento.
Que galernos ventos levem o Ilus-
tre pernambucano ao seu destino : eis
o nosso sincero desejo.
18584.
Calumniador
fJO Sr. .los Antunes Farreira voltou de
novo a imprensa no Jornal do Recife da
hontem, nao para provar que a adminis-
trado da Irmandade de Santo Amaro das
Salinas tirava proventos para arranjos
particulares de seus membros, como havia
sido por mim desafiado no Diario de Per-
nambtico de 15 do corrente, afim de que
ficasse livre da pecha de calumniador,
mas para atirar novos insultos a raesma
administrado, repetindo qe a irmanda-
de de Santo Amaro constituida por urna
olvgarchia odiosa que tudo delibera e tildo
pratica em meuo9cabodos diruitos e inte-
resses dos outros associados. visando ape-
nas, exclusivamente, auferir vantagens e
beneficios quadevemser communsatodos
os membros da corporago, e que essa;
olvp-archia compunha-se de mim e meus
irmos, trazendo como prova da sua ca-
lumnia, ofacto de n'uma das reuniesda
mesageral, e quando todos j estavaui
desengaados de haver numero, ter um
irmo dito por gracejo que o menor que
se achttva presente poda votar, e que,
affirma o calumniador, isto fora obstado
por seu cimbado!! E' faltar por demais a
verdade! O Sr. Teixeira esta uniea vez
que durante um anno compareceu a mesa
nem urna s palavra pronunciou !
Sobre o desafio que lhe fiz nadaprovou,
portanto em quanto nao o fizer ser con-
siderado como calumniador.
Quanto a olygarchia de que falla cu-
jos nomev mencionou, esqueceu-ee o Sr.
Antunes 3a"citar mais es de dois membros,
a um d el les estou bera certo nao lhe teria
faltado vontade da feril-o. mas. teve
medo o outro talvez porque em militas
occasies criticas que o Sr. Antunes nao
desc-onheco.ihe estendeu amiio bemfeitara.
ftO Sr. Antunes sabe que as associa-
$3es as vantagens e beneficios devem ser
coicmuns a todos os membros, mas parece
ignorar que as obrigagfos as mesmas
assoeitgoes devem recahir sobre todos;
porquanto, tendo sido mezario na admi-
oistraclo da 888 a 1889 nenhum servico
prestou, e nem sa qu-T pagou a insigni-
ficante joia da oito mil rcis, figurando o
seu mime como devedor a irmandade ; o
raesmo deu-se com o seu cunhado Anto-
nio do A'.meida, o enrgico, oue tambem
nao pagou a joia de mezario da adminis-
traco fifda nem parte das mensadades
que assignou para as missas, tudo na
:mportancia de 19'OOt como tudo consta
dos respectivos documentos que se acham
archivados.
JE' por isto, Sr. Antunes que as mezas
geraes quando procedem a 6leico das ad-
ministrag5es exclem irmaos que 89 tor-
nam prejudiciaee a ir uandada, nao tendo
outro recurso seno reelegerem os que sao
promptos tanto em ser vicos, corao'no paga-
I ment das joias e mensalidades ; nas-
cendo d'ah a fallada olygarchia que tanto
o encommoda.
O calumniador me chama da irritadico
e diz que nao rae responde, tem em con-
sideracSo apenas o publico a que nao
est nos seus hbitos esgrimir na lihgua-
gem impropria dos homens educados, o
que solemnemente protesto, porquanto
quem tem educacao nao vera em publico
dizet aquillo que nao pode provar.
S|Por hoje limito-me ao exposto, aguar-
Capella de S. Viceate di
Paulo
Reia5o daa eaaaolaa reeebldaa
para a cvastrlic^o da Capel
la -'e m. Vlceate Je Paulo
Colleglo da Estancia
1 inu .oac ;
T'Opole
Ja mei J larum P-reira
- 'Q Mar io* Fioi< e comp.
rem-r* e conp.
r'ilraje M.ii
Pi'PJUK 1 Ql'l
Ci'VMinu e Ameida
A02Q t) furaitidnn e co D0.
ioaquiu CifU>o*ao
JOi Pe^jiudea salsa
Joio Cj raw k cuma.
Dr. iuario Tiv-ire ll< lio
l>. Lu'iovni D'n*
Cj o je I o R'jflao Climaco aa Sil-
Grituliaoo Jo' Santos Vi:.I
01 T-ira Catiro e comp.
< inur UdiJ-"io
Co on-*i L urfotiQo de Harroi Lias
Adjipu Kraaa
MeJeiroa. silva e comp.
Piuu e Silva
H. H. juoly
David T. fur.j B.ltar
Patiia Lipes
Angosto Araujo
JuSH Burle H CuiDD.
A. L. oo< SaotiiS
a. ttuzaudo F. de Almelda
rl. da Silva Loo
VcQji.:io na Snveira e comp.
''eriiauooco Pi.\vler Fa.tory
Joagu.iu l^d l 1'. '1 Siqoeira
Jja.jQiia Kerri-i a de LVvaloO
Fe-reir R i irires COJjp.
Coala Lioia comp.
U Pciro C)fieia
Jo-e Joaau.n GjD^Jlves Bastos
jrouel Jo^qoim Verissimo do Re-
Ko Uar us
J ir HB'icr. do
Ant.-niD U j-i>e* de.Carvalho
W. WyBd&am
D. Juau Busaca
Gomes e Foseca
Joaquim Jo: Uart:Q3
Ajusa taiur
Antonio Jo;qiuu Cascao
DiiueTIO B Jos Jabaln Foruaudes Jdaior
C.ndo Dab ax
jjii.i id aijjUj F neeca
u. Angela Viauua BarDosa
Co vUcl J j*e aratM de Ar.ojo
F. H. do Ama al
Aaevedo e lomp.
Pedro A'rxaadrioo Maia e Silva
Mu. Leilao e Csi
Si lOt.-, Aaaradi comp
A. J. b.rnc8' Niaaua
Ko i'nin Car.I u e 11 rap.
Lima Cou.iu u e comp.
Siiveira e comp.
L),i,s LjU'Uru e (0710.
.ail-r. IfJ Maia e Cufflp
uopta e Araujo
Cif-iiuiro Feru*iiJe* e comp.
J.>au Jjt ne \>r<:u
Imum Santos CoS'a M .reir
J. C. V.eira
Laia Cavalcaote de Aibnqaerqoe
Juaquno NicoiAo Ferrei a
. V. Carueiru aaS Ia
Cicero Bra8iliro de M.-llj
P. L. Bo-le
AutQO.es Fur.o
J. M. B. Vieira da S.Iva
Manuel Baib.lno
Juo Teixeir BI0S
11:825*001
JOJIWO
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10*000
20*000
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20*'K)J
20*00
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20*000
20*000
2U*i00
20*1-00
20*000
20*00
20*000
2O*C00
20*0.. 0
20*000
20*U00
2O*C0O
20*000
20*000
20*000
20*000
10*000
2o*0J0
Joveocio do Olivelra Franco.
Arihur Ramo* e Silva.
Joao da Costa Pereira.
J-jim prjteciorai
Eimi. iras. DD.
Baronesa d'Taearnaa.
J janna SitD&e* 3 irbosa.
Mar^aMda Jorge Gooc.lvos.
Mara Jarse da &>.
Hara Brao iaj Cavlrj.
Amelia Vili-ia.
Heonqoea Amella d- Ueoeses Lyra.
Caudida Slqueira.
Mara SiqOSira.
Mana do Cariuo Reg Valenca.
Aaoa Biij.it eau ova
Mana Candida do Amara!.
Tula leipaii Siqaelra.
Mala OijJDpia do Am-r.l.
Mana Kiu Vax -le Oliveiro.
Moen. J.irge Ferreira
J i-epria PadOha.
Mara Aoiroata '<1 Araaral.
Mana Candida Xavier.
Mana Amalia t-eucca.
A commisslo aeladora
Barooexa di Ta<-araoa.
Marganda Jo-e Goacal*es.
Hermlna de Carvajo Montsiro
Anua de J Kimai V.hric
Oiinda, t6 de Jullio de 1893.
A actual meza Regedora da Irmandade do
Glorioso Santo Amaro das Salinas
assim composta v
Juiz
Jos Gomes d'Amorim ;' ausente na Eu-
ropa^
Escrivao
Henrique Magalhaes da Silva. (Juiz Inte-
rino^
Thesou retro
Frederico MagalhSes da Silva,'
1* Procurador
Bento Vieira de Mello.
2* Procurador
Francisco SimOes d'Almeida.
Oiflnidores
Joaquim Henrique d'Oliveira. ( escrivao
interino)
Barnardino Palmaira dos Santos.
Autonio Magalliae- da Silva.
Francisco Maria de Souza Gouveia.
Manoel Joaquim da Costa Ramos.
Fernandas Magalhaes da Silva.
Autonio Lopes da Silva Campos.
Adolpho Teixeira Lopes
Lydio Porpuracio Santiago d'Oliveira.
Jos Roberto da Silva.
Jos Lopes da Silva Campos.
Carlos Magalhaes da Silva,
Santo Amaro, 19 de Maio de 1894.
Raoebedoria do Estado de PenMabaoo, por 2006000 i oarteira momo por 20*000,
17 do Mtiodft 1894. la 6 aooooa ooa rro, por 12O/JO00,
A/foruo de Albuquerque Mello Jnior. percancen tea o Blttiaar M*glhles A C
E para qoo ohegoe noticia ao ooahooi
COMPANHIA

Impoatoi a qoo ao refere o edital aapra
Clasae o. 4 Armaaom do baoalbio.
o. 6Armaaem do farinba ao
trigo.
6Armasen do aaaaoar.
8Armaaem de vender mi
deiras o serraras.
9 Loja de massames.
12Armasom do iaspeccao do
nlgodlo.
13 Preota ou armaaem de
vender oa comprar algo-
dto.
17 Compaohia do secaros,
ugei oiaa etc.
20 Eachimsotos da agaar-
deote.
21 FaodicSo a vapor.
22F*b.-ioa de sabio.
24 Fabrica de diatillaclo e
restilUgSo de aloool.
25Fabrica do pisar tamo e
t-er obaratos e cigarros.
28Fabrioa de cagalo.
29L>oja de chapeua de aol.
31 L..j va de roap feit cons
ou nem officiaa.
32Trojas de loaca da vidroe.
33Lujia do oera.
34 Loja a do livroa
3==Lojav de pianos,
e iostrumeotoa.
36Lijas de aellina o arreios.
40Hefi ias5oa.
42Ribocadoro.
a. 43(Typogiaphias e
phiaa.
n.
B.
n.
o.
n.
n.
n.
o.
a.
o.
n.
o.
n.
n.
o.
c.
n.
n.
n.
papis.
muaicta
lytogra-
Summa n:36o*0J0
(CODlID-)
jElei^So
Djb joites e joia* que em oe festejar a Virgem
Sennora do Larmo em Uliuda uo correte
auno.
I Jila por eleiceo
Qlllm. Sr. Gaeuvo da Silva Aniones.
Juna por elelcao
Illma. Fia. D. Igues HarttBo Vax de O'.ivei-
ra.
Jalxes por devjcSo
Hat. Srs.
Fraocis.o Maicelmo doAmaral.
S-ha-iiao Alm da Silva Filtio.
Jo.- e Salie-i J.'rge.
D* Felippe Piaoeiroi Paria.
DexeciDargador Aaioaio Henrique de Almeida.
Uuibeiioo Alvares.
Jjf Piniode Araojo Castro.
Joao de Asis BiCOO-
Joaquim Mo'.iero da Cruz.
Feliype Daaite Pertira.
Viceu.e c'erreira Nonre Pelinea.
S-'iibs&o do Reg Barres.
Dr. Fraac!**.o Pereira da Silva.
Feroanno Pt-reira iia Silva.
Ln z Ferrtlra.,
Henrique de lastro Guimaraes.
Aagoatii Silva.
[)-. J ff-rso Mi-atieau.
Joao Antones.
An oc.o feWBixto de Liixa e Millo.
Juixas por oevogaa
Exm;. Sras. DU.
Carlota Julia do Kr^o Barros.
Geouiua Alvares- Petina.
Exms. S'an. DO.
Frauctl aa ue Ueiio Oliveira.
DroLiida Cjora.
Angola dos Paso^ Neves.
Auna X.vier de B.uo.
Amelia tv-s.ier.
Luisa T-varrs u'Almeida.
Galbermiua Carvaico.|
Mana \j,i.i Gcimar&e.
AliDa -us Noves..
Hermioa Garvatno Homeiro.
Ueipmna Mana MaKaicas.
Anna Ferreira do Reg tta.-ros.
Uaria Macbado.
Mariauo Ho*J ua Silva.
Mariaona Niij da Suva.
Hara Viauua ue CarVol'JO.
Marta Gil Vaz.
Jo=epna de Oiivelra.
aa-ia C'aiaeniiaa.
Janes p otectores
IllmK. Srs.
Dr. Amonio Simts Barboxa.
Dr. Jo.- Jo.,q nu ae Oliveira Funseca.
Guue^u 0;.av;o Costa.
-jneg Joao de F eitas Macbado-
Gonegu Jjfto Macbado de Mello.
Coueto Perosadu Riogel ce Helio.
CoOt-ko Jos Vas Gutierres.
Co:irgo Pabricio de Araojo Pereira.
Conego Maacolloo Pacbeco do Amaral.
Padre Jos de Maia.
dr. Ansberto Paasos.
De. Adoipbo SimOea Barbosa.
Liorpoco Salaxar.
D-. F t'icisco Laor>oldino Goegalvea da Silva.
Jo qoim Jos Goncalves Beltrao.
AIdiqo narciso Mala.
Gra:aoo Octavio da C-nz Martina.
Pro(raaana I riada.le
No sabbado, 19, au mi-i da. o baoda marcial
do nomo dr polaiia do E t mores p-gis do seu repi-rcorio. o n*sia occasi'-
sera qoeiuiada orna salva de 11 tiros, como as 3
biras a ao toque da Triada Je; a* 7 boras da
noi'-e eitrara a novena a granda orene.-t-a, no
lina! da qual o Revd. D Jos Lopes (ara ou-
vir saa eloqusate palavra.
A's 5 oras da -nanba sara cantida orna mis-
sa e-u louvo- ao Divino Eap.rito Sanio, que por
inonvo de nio se ter encontrado sacerd-'ie d-i-
xou do ter lo*r m sen proprio da, HoalHaudo
co n urca salva de 11 Uros.
As 10 lionas da mauna eolrari a festa. a qnal
n a precedida ne ter :i; callara a missa o
Ria. gnir-tiao no convento deS. Francisco da
tfshia ac 'lado pi-'os Rvd. sacxrlotes, oran Jo
ao fivangeiho o R-v.l. Dr. Jol, Rang-I, t rois-a
doimmonal uiae.iiro Maotoa Puno,denominada 6.
Franciaco, qne i;eneros^mente o Revd. guardio
uoa cede, o credo m^rcalaae. os solos stSo
execuiadoa p--lo* prio ipaes p'ifjSSOres OBCIO-
u.i<*a e >>iiraogeros.
A'- & lio as da t.rd" sanira a pro. is3o e per-
co-rer 'iver.-as roas ; ao r-'CoibT-'O entrara o
Tt-leum '.Innominado Esuirtto Saalo. occopando
a inouiid a-grana o Revd. conego Dr. Joao M>-
cbado, finalisando io lo o acio com o arreamen-
io do (lunoso estandarie, qae coidotiro para o
i-mplo.
Secrit ria da ceie<>ial contraria da SaoUst-ima
T.-inJaoe, em-i8 de Maio d 1894.
O secretarlo,
atffotfmAo 1. Bezerra Pessoa.
Aocommercio
Os isjaatarios da tabella
de trapiches de recolher
avisaru ao respeitavel cor-
po commercial que as ta-
bellas distribuidas em aval-
u houve um engao as
duas ultimas parcel'as, cuja
exactidaofoi publicada an-
teriormente n 3 t Jornal do
lecife e Commercio de
Peraambucoj e qae vem a
ser:
Tooellada d- ferro e raa-
chinismosdescarga 8^000
Tooellada de trilhos
0^ fcarga
5000.
------?
MOLESTIAS do ESTOMAGO. VMo cnassalcc"
ididi
speaiaa
Siguiodo beja pa a o Rio de
Janeiro
todas re
aem ter podido despedir-mi de
pensoas que mo iisto^uoin coro suaa rc-
l,.-,o;8 da amiaade, pego deiculpa dess.
f-.lta involantana'quellea a quem nao pro-
cure! e offerej.o Ibes li os rpeut erviyoB.
Rceife, 14 de Maio da 1894.
JJr. Joaqu'tn Correa de Araujo.
m
O ; t'X a8sicnado declara a quem tnteressEr
rosia, qu-* duran e toa coaeocia dPFte Estado
i.oj encarregados de io.>o.- os seos negocios
pirti.a'ares em pnmeiro logar o seo amigo Dr,
Francisco no R*go Barros d9 Lacerda e em >e-
gundo, sen irman Jo- Joaqmm Correa de Araojo.
Recife. 14 de Uio de 1894.
Dr. Joaquim Correa de Areujo.
O Dr. Sigiarruodo Aotooio Googalvoi,
jui da direito da Provedoria nesta ca-
pital 4o Estala, de Pdrnambaco, da Ra.
>ob!ica Aoi imitados (Juidaa do Brasil,
em virta.ia da loi ato.
Fa;o saber aa* qus o prestte edital vi-
rem ou a'elle notioia tiverem e n qaem
mais iateresa-ir posta qas, u'este jai o de
direito da Provedoria d'etta oanitil do Ea-
tao d* Pernombooo, da Repblica doa
tadus Unidcs do Braoil, corro o inventario
dos baa deizados pelo tinado Jos Daniel
Pereira da Asovedo qae, em sea testa
monto, legou s. quaatia de 200a a cada
um da aeus robrinhos, filbos l-gitimoa de
seus irrn.os o irmSs a a da 100(5 a caa
um de seus primos tarrbam legitimes. E
porque o miamo testador nao declaroa
uumaro a oa comes do ditos legatariaa, qae
sao todos resident-'s no Raioo de Psrta
tr:il, e aleaos b2o conhecidos : o qae tras
eiabaraQO ao inventa-1, par aSo aa peder
aebar a importaacia qae mootaram o ro-
taridos lega lot, que taem de aer attendi-
doa na respectiva parti'h-, pelo presente,a
requonmenra do inventariaste a testa-
meoteiro Antonio Tbooaa: Poroira, chamo,
cito o iiei por ctadus oa meamos legata-
rios. Bobrinhoa e oriaaoa legtimos do faa
do Jos Da-iiel Pcrer da Aieve lo, para
qae no praso da 0 das, a contar desta
data, veuham, petante astajaiso, requerer
o qne for bera de seus direitos, no sen-
tio da so babilitaram aoa aaua legados,
sendo que t serSo contemplados na parti
Iba proceder, oa que aa habilitaren! den
tro do Iludido praso.
E para qae chaguo ao conheoiment da
todos Guandal p&aaer o presenta e maia
emuo de igual tboar, u& sd para nffi se aqui no lucrar do uostama, como tambem
pa-a publicarse pala imprensa n'etta ca-
pital a nos lugares doa domio los da laga-
(anoa o > K-iao de Portugal.
Dado e pasoado n'asta cidade do Rooi-
fe, capital ao Eatade da Parnambueo, da
Rapublica oa Estados-Uoidos do Braail
hos 31 das do mea de liarlo do anuo de
1894, 6." da Repnbliea.
Eu Gustavo ;berto da Britto escreven-
te juramentado o esoravi.
B.u Ln da Valga Pdsioa, escrivao aab
screvo.
S'gAsmundo Auant'o Gon^alvse.
O Dr. Jo- Julio R--gueira Piolo n- Sooaa, jan
de direiio de r.asameains do Io disirijiu Cu
raaaicinio do R-cife. em face da lei.
Fdco saber a qoem ioieressar possa qae com
o praso le 30 diai. a contar aesta data, sta
abe-to o c-ncurso para o privim-nlo do cilicio
de Io olfijial "o registro e escrivao de casamen-
toa desta capital creado pelo decreto o. 3i0 de
II de A'>nl de 1890 e vago em coosequencia de
oavr sito nomeaao escrivao de orpnao* o res
pectivo servemuario Minoel Silvino de Barros
l*Falc&o.
Os concurrentes deverao juntar e-n original,
s soas netiges os segutot-s docomen'.os :
i; anto de e^ame de tuffitienc- ;
?, certidao de idade ;
3*, certificado de exame de porloguex e arlt-
mrtB ;
4o, fonba corrida ;
R, atestado medico de ca"acidade pbyiica ;
6o, procoragao especial, se reqnerereiu por
procorBlor ;
7, Hnalrnenie, cotros docimentos qne forpm
coovenientea -ara prova d caiiacidado prog-
siooal. inflo de con'ormidade com as diso- sicoes
do regnlamento annexo ao decreio u. 9i2 Je
28 de Ar-ni de 1885.
E rara qne ebegue ao coohjcirapo'o f ressados tix pasear o ojetete qne sera putilina
do pela imp.eosa e sfxaJo no .ovar ao eos
la ne.
Cidade do Recife, 15 da Maio fie 1891.
Ea, Germaio Molla, escrivao interino de casa
EilTAfiS
mentos o escrevl.
Jos Ja'ia Repiiera Pin'o d-
S"on.
meato a todos as o presante qae ser
publicado o eff.sadoe
Dado e passado cesta, cidade do Recita,
aoa 11 de Maio de 1894.
Eu=AIfredo Diamantino de |F. Bandeira
eaorivlo.
Marco TuUo do* Rei$ Lima.
oitoceo Alfredo Diamantino Se F Bandeirn
O Dr. Maroos Tullio doa R^ia Lima, jais
de direito da Faiecda Municipal do
Recifo ote.
Faa aeber pelo preeecti que co da 21
de Maio do oorrenta anoo ae hlo de arre-
matar por Tonda a qoea re ais der em pie-
ga publica deste jiiio oa baos seguiotes,
peoborados por 0x9009X0 da Faaenda Mu
nicipal.
Fregaeaa de Santo Antonio. A ar-
msgo o o ballo de lou-o iov amarello, existentes roa do Visoonde H
Iohauma numero 41, avaliadar -m ?0?f.
Perteaoem a Vraaselieo Aeteeo da Silva.
Um cofre de ferro existeite 4 roa lar?a
do Rosario a a mero 42, valindo em ICOS.
Perteaoe a Jordao Antonio Pereira.
Urna duaia de oadeiras di a asar lo no-
vea e empalbavdaa, que exist m 4 ra do
Dr. Feitoaa numero 25, ava)iada am
984000. Perteocem a Manoel de Miran 4a.
E para qne oonste, paaaon-ae edital na
forma, da lei. Dado e p*ssado cesta cida-
de do Kecife, aoa 4 de Maio de 1891.
Eu, Jos da Costa R.-go Lima, escrirlo
sabscrovi.
M-c Tullio dos Rea Lima.
0 Dr. Jos Judio Kigueira P.nto de Soa-
a, ju'8 de direito de oaaameo'oa do
primeiro districto do municipio do Re-
cite, em face da lei, eto.
Fago Babor a quem interesssr p- asa que
oom o praao de 30 da, a cootar desta
data, est abert) o cocciuso para o pro
vimento do if&oio de 1 fficial do regis-
tro o eaorivSo de caaamentos desta capital,
creado pelo deor>to o. 320 de 11 de
Abril de 1890 e vago em coosequencia
de haver sido no meado eacrivSo de orpbloa
reapectivo aerventuario Mauool Silvino
de Barroa Falcan.
Oa concurrentes dsverSo juntar em ori-
ginal aa s jas petigSea oa seguiotea docu-
mantoa :
1 Auto de exame de auffineacia j
2 Csrtidfto >e dada ;
3.* (Jrrtifi:sd) de exame d* portugus
e aritbmeti-sa ;
4. Folha corrida ;
5." Atteatado medico de capaoidada
physicB ;
6." Piocaraglo especial, se requererem
por procurador ;
7." Finalmente, ootros documentos que
forera couveoientea para prova de oapa-
cidada profsaional, tudo de nonformidade
oom as dispoaig-s do regulamento an-
nexo ao decreta n. 9(20 de 28 de Abril
de 1885.
E par que ohegue ao eonhecimento
doa interesaad a lia passar o presente que
ser publicado pela imprecaa e affixado
uo logar do costume.
C.d.rie do Reoife 15 de Maio de 1894.
Eu Germano Motta, escrfio atenu
do casamento o enere vi-
Jvs Ju'Lo Rijueira Pi.to de Souza.
O Dr. Lu'i Salasar da Veiga Pa Direito do civel, oeste maanipio ae S. Loa-
rengo da Matta, em virtude da le ec
Fago saber aqnem interr^ssa' possa qae no
da fite e tres do corren-e as dez tio-as da ma-
nda, ndala dss sodieocias d*ta villa, o oonel-
ro dos auditorios, trarj o ore^o da praga pela
tereeTJ ve* com o abaiimeoio de vtnte p.r ceo-
lo store o prego d* avaliagao os bens segnioter,
a saber :
boas locomo'ivas, nmeros om e doi;, em
perfciio estado avahada cada ama por d ios de rea ; orna locomotiva, oomero trez,
maior qae as de numt-ro om e do a, tambem em
perfeilo pitido, aTaliada por qu-i-i-ne COOlos de
res ; centoe irinta carros de ferro, para trans
porte da caonas, todoa em t-erfeito atado, e de
Luneros um a cento t> trlnta avaliaiu cada am
por treseuios mil res, cujos bens lerao vendi-
dos, aqnem mais de- e maior lance 0. e.-e.-i-r,
para paiam-nto do exjcogo qua move a Fa-
senda Federel contra a Cumpaub-a Tbe .orle
Brasili n Sagar factins Limited.
E para que cDegue ao coribecimeato de lodos
mandri pausar o presente edital qae etA pabli-
e$A9 rfla imnrenaa e outro de igual tbtor para
srr aOixado na pona da sa'a das aadieacias
iiesta villa.
Dado e pafsa'o o-sia villa Ha S. Liu-engo da
Matta aos ti din do mfz de Msi) de 1894. Eu
Joao B-nigno Pereira .10 L-kO, eacrivu o es^re-
vi. Lnu Salaz ir da Veiga Hessoa.
MCLAhASOES
Hecrteijria do Estaiode Per-
DalH'DCO
Edital o. 9
O edminiatrador da Recobedorie do Es
tado, fas publico para eonhecimento dos
respectivos cortrioaiates, que, dentro de
30 dias atis improrogaveis coatado* de
21 do crrante, aerSo cobrados, bocoa
do cofre, oa impoatoa de reparticSe 000a-
taotes da tabella B, aonex* lei de or-
gamecto n. 64 de 6 de Abril do anno
prximo passado abaixo mencionados e
relativos ao L- semestre do exercioio em
' vigor de 1894.
O r. Muros Tullio doa Rea o-ima, juiz
de fe::oa da Faseoda Municipal co
Eitai'.o de Pemambuco eto.
Faz saber qeu lindos es diaa da lei,
se hSo de arrematar em ^irsga publica
Hestejuzo no aia 21 do corrente os bens
baixo declarados penr.oradoa por execu
gao da Fozenda Municipal.
Casa a roa da ConceigSo o. 4, na Tor-
ro, fregnezias de Aff-}gados, com 3 janel-
las de frente. 2 portaa no oitSo, 6 mtroa
o 60 contri .et da def frente, 10 metros e
30 comtimotro a fundo, 2 salas, 4 quar-
tos, cosinha fora caia 2 quartas, sitio mu-
rado com poriao de ferro, valiada em
qu>tro contoa e res, pertenoento a Af-
fonio Ernesto Serxar
Um cofre d^ ferro avaliado em 50$000,
e 24 taboas de amarello da grossura de
6 poiegadas, avliadas per 120500,
perteaceates a Pedro Augusto da Silva
PiS.
Quince caixaa com vinho do Porto mar-
ca VOL avaliadaa por 125,5000, per-
tenco..te& a Cost. Lima A O.
Um oofre de ferro prova de fogo ve-
liado por 5OO0COO, 1 oarteira granda
e mcbo avallados por 505000, e 1 mesa
por 105000, pertenoentes a Cjmpanbia de
Teeidca Polista.
Um cofre de ferro prova aefogo aveliado
Parochia da Boa ^ista
Kcvlso da qualifica;ao da
guarda nacional
0 tenente-oo oael Manoel Jjss de Bastes Mel-
lo, presidente do coos*!oo da revi-an da qualiti-
cagao da guarda n>c ooal da parocba da Boa
V.sta, fas saber que na fo-ma das d.*po*ic6-*a s
Uecrs, o. llt, oe 21 de OuinOrod- 1850, 1.130,
ie vi de Margo de 18ji e 146, d 18 de Aonl ao
18)1, comeganm 00 da 20 (3* dcmiuga) do
crrente met, ein ama *m .alas :a cama-a .-o-
depatados, oa uabslbos de revi ao ra avUtva-
gao dos GldaaaoS apioa para o S-rvigo da goar-
da nacional, e por ;sso, convisa os cidadaos
ca-jiSo Olympo de Holiaida Cbacon, Aifreio
Alve da Costa e Sllvn, tienlea Francisco Ji;s
da Silva e Jos Praoefaeo das Cnigaa R beiro e
o Dr. Antonio de Sa Cavaicame ce AiDtqaei-
qae, juiz do nigtricio, a oomparecerem no r-fe
rido da, as 9 boras aa rnann, no inaar laaica
do para laiereai parle uo meemo cons.-lbo.
Recie, 13 de Malo Je 18Si.
Manoel de B.sios Mello,
Tcoeuie ro'on"! presidente.
Agencia de imprestimo
ao convidados os Srs. possaidores das cae-
tths abano detcnplas a virem relnrmal-as ou
resgaiai.as d'ests data a 30 ous sob peoa oe
ceret vendidas conforme delf-raiioo as cocdi
cOes ss nitoada pelo Srse a.ienni.ntc8,
Ns. 151214215 22.)x33243254
267=281-284 -J88-293-398 -308 311 3; 4
-315-369-373-388-424-428- 438-440 -
457 461-468-473 481-497-487501 -502
510-416520-524-569601-62-637.
Keciie 1 de Malo de 1894
Loiz Vernet.
Veneravel
Iudustrial e commer-
cio de estiya
Convido os Srs, acrltoistas a aaveavartama M
escriptorie desta rompinhia reeifeM Ms
eotradss de capital para servan i>asiilidos aer
om ltelo representativa ri sb accoes.
Recife, 10 de Abril de 8H.
A. Ferotoees
______________________Director a^creterle.
COMPANHIA
Manufactura de phosphoros
SSo convidados os Srs. accioni^s* 1 rea ira
rem dent e de 30 das, a contar ** pies-ate
data, a qainu entrada de seas presiagees. ra*
lo de 10 O/o do capital sanscrl o, ea 204 Por
acedo, em u>ao ao tbesoareiro, 4 roa a Miare
de Deva o. ti.
Recife, 24 de Abril de 18*4.
O secretaria
________________J. t. G. da Silva.
compaIhia"
I
Servicos Martimos de
Pemambuco
De orden de directora convido os S'S pos-
saidores de obrigagOeS rrefe-eocaes -esia Coss-
paobia a viresn ao escrip-oris aa ompaobia.
(Oes da CoaspacOia Peroaaibscana) effeetcar a
eub-mtoicao dos respectivos titulo por oet os
em qse se acosas preencbtda* os .ir-nalldtdes
exigidas pelodecreio legul-ttv.i n. 177 A O 15
'.e S*iembro do anao nodo, orno deierosloa o
ait. 7 do rnesmo decreto.
Rscif', 8 de Maio d* 1894.
Dr. Mino-1 j t lia Jeoior,
_______________________Secretarlo._____________
Banco da \ Bolsa
Asaemblt geral ei(- ordioaria
Nao se tendo -ffectaado, por falta ale ntssero,
no da 14 do correte, a qee foi coavocada, aSa
de tratar-se da liaeldacto do ba.ico. pe a secaa-
da vn convidamos os acoo-ilstas a reantresi-sa
na proxlsaa seginda-feira S. l'o cjrenle sa
meio dia, para o Otsaao m
RecUe, II de Mato de 1894
O direr.t'jr sjereo e
____________________r. Pinto.___________
CosnpaSaliia
Recifens de Panifica^ao
AaseanMa gcral
Sao convidados os Srs. ar 1 ..uu as a -* aiirf se -
ae 00 da 4 de Jaobo p-oximo, au coeio di, m
escriptorio da co-npaob a, armaaem o. 6 00
caes do Apollo. H n de tomar m confiei.ia.ento
do relaiono, parece- Hacal, cootas do anoo pr-
ximo passado. e mais fo--uiailad.-s exifidaa
pelos esiatstos
O director presidente
_____________________Joaquim Plinto Rast t.
Companhia
DE
Tecidos Pauiiaa
Cbamada no cap al social
Sao convidados < s seoOo'e.- sebscripiorn de
cgoes tara o aogmente do rapiial rorial a rea-
'isarem aie o sia 20 do cmate, na escipta-io
provisorio, i ra do Ilum Jeras 1. pa:meai
terreo, a prime:ra prestagac es argea abs-
cnpias 1 ruia de 30 O/o o a 6i-*00t porcada
SdBJM.
Rec fe, 5 de Maio de 1694.
Jol* A. Sjr'iv^ Jen-.-
Confnria di Scnhor B>m Jesor da Viacacra im
s a propria it-r ja da Santa C'os
De ordem do oosso i'mio provedor, codvlda te
os noseos csriseimos irmns a coa.oarecerem em
noasa igreja 00 domingo 20 80 correle, s 3 4/1
boras oa Urde, paramentados com seas batiros,
atJm de irmos acompaobar a p.-ocissso da San-
tissima Trindade que sabira do convento de
Samo Amonio, pela qual fivemos convite.
Consistorio da vereravel confrana do S, ?. J.
di Yiisacri, 17 de lalo de IS94.
U esirivio lbierico
Jos fde Aievedo Mendcbgi.
Companhia de Trilhos Urba-
nos do Recife a linda e
Beberibe.
AS EMBLE'A GSRAL
Aatboriaado pelo : prisiacati da asMVbla
ceral convoco os .Srs accio.iist's para ea ***tko
ordioaria se reani-eo no sa'ao das sasataa, aa
mrio da de 4 do prximo mes de. Jcnno, aria de
oavirem lar o reiaioio ca cirectona e jalear o
parecer de cootas.
N'eata tessao setao, como de lei, oomeados
us tiacaes.
Escriptorio da iirectoti. 15 de Maio de 1894.
A. Pereira Sinoes.
irseiil e Xariohi
D oriHTi do Sr. c*pto de osar e goerra
F-anci co Forjas ae baeorda, losps'tor dsate
ar8n.il. fag<> pohli o pa-a ii.liro cooae-tiro
de qaeu iui'et*ar oo-.-a. que rec>-be-*e oto-
iiostas em cartas Fectiaaaa. 00 gabioet" do \w-
diente o mermo Sr. ia*CCiar, co da 1. j
correot, as 12 boras da m-i-iaa, para eostratar
por doos aonos a rsgaU'is-gli e coocertcs do
relocio do trrelo di'.-ti- >r>-oal, oa ;* diversas
dependencias deste elarj^lecimeoio. e oem as-
ricn, os con.erios dos Medna* oo rnronametro*
dos navios da armada Racima1, r-*tcion*St'S no
porto des e Salado.
aaeratade da in->ppr--So do *r?n l ce Mariana
de PeruaiLbaco, 15 de M.10 de i89*
O secretario
An'onin r> < v*v4<.
Alfadega de Per-., tnbici
Terreao de avariaiha alta a ni
lo Uanjicio
P;r esta repartilo ae tas pab'ico qae
! ca marcada <* praao de qaioee diaw pkra
I Domingos da Silva Ferreira v:r % eata Al-
fandega apraaentar VsajsjBj eatns cae pro-
vem ser ce f ir jiro do ter eno 9 meri-
nLa aicia alagado tita a ra 4n Hospicio
da Pregaesia da Boa-Vista d'esta <-hdad,
r.oforme doclar->reuj saa ultima petigJo di-
ri;ida ao I 1:. Sr.'Dr. Icspentcr deaU ie-
y.: 1 V* te-'.-r- .**. que toi reqi^rido
por Kduai ..o LaaAb. r'indo o roteriie
praso nenhumu roelaflaaajla mata ser sc-
ceita.
Alfmrlaja d E*do dePortaxbu:^
em 10 ds taie da 1834.
0 Cbeta d* S celo,
ZjU'S Frederico Codectim
Parochia do Bccfe
Revisao da qtialiaagSo da Qoarda
Nacional
O capillo Ji.s Gurgel d-. Amoral, pre-
sidente da commiesao dn raaaato da qaa-
lificagSo da cuardu oaeiaaal da paruchia
do Recife f.m saber que r>a forma daa
d'sposicSea dos dearetro ns. 7lJ2 de 25 da
Outubro de 1850, 1130 de U' Mar^a
do 1853 e 143 de 18 d* aUt de 891,
comecarlo oc da 20 (3. imwmp) da
crrante mee ero om nal de Marinha, os trebalhos sU cmeeiho
de qoalifioaclo dos cidadl' a aptos aara o
aerviyu da guarda umjoaj.
m vista disao convido os cidaclie Dr.
Jos da Silva Ramos, jma do respaeva
districto, capities Libaau> Preai^se da
Carvalho, L-.-nc.o L vea da Foat: e alfares Elias da Croa E>
beiro a ootnparecerem 00 referido dia, aa
9 horas da BoanbS do logtr indcalo
ttaerem parta do meamo cor>o.bo.
Recite, 13.de Maio da 1894'
' Jte Sargal do Atatral,
Presidente.




ran


"MflAwMMHMBM
^omiiiy^^O fl<* Mtoio ifr sME*
HIPPODROMO
330
DERB V-CLUB
DE
PROJECTO DE KSORlPflO
Pata a 16a corrida a realizar-se no domingo
27 de Maio de 1894
1. PAREOTurf FMHftMMt -1.250 metrosHandcap. Animaea de
Per.iarobuco. PBHW08 : 300)>000 ao prmeiro, 6O0OOU ao segando, e
30SC00 so te-ceiro.
Tabella de pesos Bismu-ck 2. 58 kilos, Piramon 57 kilos, Aventcreiro,
Maarity e Hugaenote, PiutSo e Pyrilaropo 53 kilos, Trinmpho e Dabim 52
kilos, Ida e Turco 2 50 kilo?, os deraais 4S kilos.
2. PAREOlaapreasa 1.250 metrosHandeap. Animaes de Percambuco.
primos 3005000 ao primeiro, 605000 ao segando e 305000 ao lar-
oeiro.
Art. .Bismarok 2", Avectureiro, Maurity, Hogneoote, Jarde, Debiqne e
Piramon.
Tabella de pesosPirylampo, D.ibID, Platlo, Triampbo, 57 kilos,, Tado-,
AllyStoper, Turco 2.*, Nababo 52 kilos, HirondeJ 50 kilos, os demai* 4?
kilos. "'
3 PAREOTrllho Urbanos 950 metros. Animaos de Peroambacci.
PBBMioa : 2500000 ao pnmeiro, 505000 ao segando e 255000 ao ter-
ooirc.
Art. 5.' Os do pareo Imorensa e Pirylampo. Dublin, Plntfio, Hirondello.
4* PARE3Anisnaeo 1300 metra fJmikm. Animaes da Pernambaco.
premios : 3OC5C00 ao primeiro, 6CJWO0 ao segundo e 305000 ao ter-
ceiro*
Art. 5. Os do pareo Trilbos Urbanos e mais Ida, Tado- Tarco 2., Trinm-
pho.
Tabella de pesosA"y Stoper, Nababo 55 k;los, Pigmeo, Malaio 54 kilos,
Borlim, Gllete, Pathcbooly, Pontuble, Tenor 2 50 kilos, oa domis 46
k'OB.
5. PAREOExperiencia1.600 metros Handeap. Acimaes de Pernam
baoo. pasmos: 3005000 ao primeiro, 40$U00 ao segundo e 205000
&o terceiro
Icscrbcao 205C00.
Art. 5. Oa ao pareo Animc2o e AHy-Stoper, Nababo, Pig-neo, Halaio, Ber-
lim. Gllete, Pathchcu'y, Pontable, Tenor 2.', Talispher, Sans-Soaci e Ma-
h n eres. _
Tabeila de peso Vingador, Moaro. Pirata, Reirente, Colosso 56 kilos, Pha-
risen, Petfopolia 2 Frcntin, Maootte, Toulon 55 kilos, Philomomo 53 kil^e,
Fumay 2', Mendigo, Telicier, Teimoso, Conforme, Scepticismo, Vivas, F.-
uibco, MaUn?, Chele, Traquinas, Saota F, Tapy 2." j50 kilos, todcs
os cernis 48 kilos.
6 PAREOAv 1-Ibertas 1.000 metros. Anioiaes de Pernambaco. pkb
moa: 2505000 ac primeiro, 505000 ao segundo e 255000 ao
terceiro.
Ar. 5 o Os do pareo Experiencia e maia Vingador, Moaro, Pirat, Colosso,
Regente, Pharisen, Frortin, Maacotte, Toulon, Philomomo.
7.# PAREO 99 de .Halo 1.000 metros. Animaes de Pernambuoo qn nao
tenbam g.nbo primeaos e segundos premios ns -prados do Recite con-
U'-i oa do victoria de 30 de Jonbo de 1893 at hoje. phbmios :
2505000 ao primeiro, 505000 ao segundo e 255000 ao terceiro.
Art. 5. Jarde.
Observares
So contara victoria o pareo Trilbca Urbanos.
N de 3 proprretarioa differentea.
A propests qae nSo estiver acompanhada da respectiva importancia-n2o
seis lida
A inscrtrcSo encerrar-aeba na terca-feira 22 do crrante, a 0 1|2 'hars
!i farde ra secretaria, a roa Larga do Rosario n. 16 1.* andar.
Hippodromo do Campo Grande. 17 de Maio de 1894.
O secretario,
M. L. Vteira.
PERM
PEOGBAMMA 1)A 7.a CORRIDA
QUE SE REALISAR'
HO
Dia 20 de Maio de
lerby Club de Per*
n tabuco
Balnair* do frS di Ei'.aMl
Ifo feti iujio'-o utst* $-jc,\t-oa e rect-b*- fe pro-
pesta a'*1 ac 3 no'S' rt* ,*r'1p rtoda 28 di y
reo*, par:, u < amento, por lempo de no
son, c principiar ooj a o.' corrd*. dos bote-
qj1n3 do p-ado ta Estancia.
0. prepotentes dev-rSo anresentar nas pro-
posfs -m cana febada, ceros rte qce s;r p-e
feri o o que malo' qn^ntia cnVecer por cada
oa de corrid-s ord'na'iaa 'u exTaorlinarlas,
n9o e accrltaodo a p'opcstaa que tiverea re-
ferencia com m ''Ot'*
Secretaria do Derby Clab de Pernambaco, 19
de Maio de 189VU iPeeonr^ro
J. L. T-xelra._______
Matriz de Santo An^oaio
^e[/e^ael irmaodsdedo SS. Sacraxcoto
ELEgO
Pelo presento cooviao os IrojSr-s deata vtene-
ravel rmcndade a co^.arecermu em oosao ecc-
fistorio, 4* It-bo'tB d roanbS do dia 20 ;jq
corrente. ferm de kroceer-se a eieicao d- n res^orz para u afinv; coepfomissal de 1894
1895.
CoriFieto'io, t" d Mi" de I89i.
O pscnvSo
VicuruDo Edo.
THEATRO
iVilll
GOMPANHIA LYRiCA SNSDNE
HOJE
DomiDgo, 20 do corrente
RECITA EM BENEFICIO DO BARTONO
F- Pozzi
O qoal de ica a eoa festa artstica, a digea
Classe commercial
Os Palhaccs
A's 8 |2
Trera para Ao'iousca e Olmda e bonds
para todas as lir.bas
THE\TRO
Confraria
DE
S. Crispim e S. Cris-
pioiaao
D o"'em da o.8a rezetora, also aos caris-
simo? i raaos posoidorea de carta astete do
valo' mt*nor as lOCO p*'i virem reforooal a e
p;.pa' o excesso. aoa-peoa dt perderem o dire:tj
de c'atacoaiba.
Para coja retaron tica marcado o prago de 6u
dia, contar cesta data, inspirado este prtpo
S?gara o dobro do exce?so, e o tfmo qoe oo
nal alo apresentar eua patente reformada e
comtabda cjoj o recibo do excesso, rassade
no tbiao da co-trarta, oSo ter direito alpntn 4
i-atacomtTa e nem a ineaa attenaer reclafasgSo
uto em lempo :er avisado rarticalar rrca ermetsaao e pobliraaj-nte pelas foloas. e
as K-pna como prova foiara.
O c*ri."6imo traiS ae pre:eDde^reTr33a^ saa
patete, i 6d con>P:recer o coosistono aos 'lo-
G21DC s. d.f ii S8 1 boras da urde.
Secretoria ie S. Crispi e S. Crlspiniano. 18
de Ma:o de 8S>i.
0 pf'ptorio interino
huti o t. Silva.
IBAJV1
DO
SaiitifiiDO Sacramento do
Ucife
De ordem do irm&o ou, convide a todo os
jrrjtSo? a compa'ecerem eai o nosso consistorio
tecaud.-feira Si do correte, is 3 borsa da tar*
fia de as preceder a eieicto de dovos faoc-
cios*r.o?. qne bSo de dirigir es egucto deat*
i-aaD-J';*'. uriDte 1891b 189o.
Recie, 17 de Maio e 189i.
O eserlvao
H. da Sllra Aaimsraea.
Grande
COIPAKBU LYRICA ITALIANA
Empre z a
G. Sansone
Terca-feira, 22 do corren! e
BECITA EM BENEFICIO DA CELEBRE
Contralto
m
9w
Ultima representa&o da expleodlda opera He
61SET
Bood" para todas &a iinhaa e trena para Api-
nacos e Olinda.
Legiao de Soccorros Mataos
dos Oificiaes da Guarda.
Nacional.
De ortem o majo- presidente, convldmo" a
tolos os socios a c :mp*recereio boje peUs t i/2
horas da tarde em nossa sede, fardados e arcua-
dos, atim de incorporado* justemos o'estado
coaior da proti'sfco da SS. T iq> ade, para a qoal
iifexoa o honroso convite.
Secretarla da L?Riao, 10 de Maio de 189a
CapitSo F. A. oe MagitoSes.
! Becretario.
Costuras co Arsenal
de Guerra
er-ordem datajdadto ieneote-eorooel director
dente arcenai, distribae-ae cota.-aa dos das 31,
22 e 23 da correo'e mex, coco as ostoreir^a,
pos-nidoras das golas de na. 65i 700, oetcon
formidade com as orden-, em vigor.
secis das costeras do Arsenal de Guerra do
Estado de Pernambaco, 20 de Maio de 1894.
Flix Antonio de Alcntara,
Capitao adianto.
-fSBB Irmaudade
Do Divino Espirito Santo dn Recite
De ordem d> irm&o ]uis, convide todoi es
oOjsob c rlaslmos irmao* a comr-arecerem em
poseo consistorio domingo SO de Malo. As 2 1/1
bores d tarde, aflra de incorporados, acompa-
nbarmos a solemne proclsafio Trindade, qrif ahiri i! ^mr-'B* ite"Santo ao-
tono lo R-.;i-V, ca wroe dj U-*ciaa. para o
qqe tiiemof oodtoio cor.vjte.
CooslUOrto, 17 de Maio de 1894.
Manoel Moreira Res
EfCriTSo.
No Hippodromo do Campo Grande, cedido
pela digna directora desta sociedade, em
eonsequencia de achar-ae em concert o
respectivo edificio,
Nonaea
m
9
B
B
*
PeUos

Val-ira 9
lid. m
4
-
Cor da vel
menta
Proprita l.0Pareo-0 le Malo-8C0 metrosAtiima^s de Per'maco ose b5o tenham tranbo i
e 5 premio nos Prados do Recifn. Premios : 250*000 ao i", 80*000 ao 2o e
25OOO ao 3.
M-oriscano..
Garoto......
Oioalo......
*qol aoan..
Faziieiro....
T-iamviraio.
Rodado.
rtasBO..
Preto...
Rodado.
Peroamb.
Alazao.
51
51
51
5f
51
51
Encimado ebranco.
rreio e yuro........
V-rdee branco.....
E llamado e ifjxo .
Encarnado e preto...
Eacarnado e branco.
Cood. Moriscana.
Coo'i. Fraternidade.
S. M.ia.
M. S. fiar'O'.
Coad. Arrayal.
2. PareeCvnclusao -1.150
mtro. AnimaD8 50* ao 2o e 25*00J ao 3*
T imoBO
Pbariaea
Vingador....
Pirata...... }

Macote
Rolado......
la-ianbj....
Redado......
Preto........
JastaoLo..
Pernamb.
50
50
50
50
511
50
Verde e roja........
zo! e rosa..........
Sacaroado e bi ii.t pr.
Sncaroarto...........
Encarnado e preto...
Azul e curo.........
J. Gomes de Miranda.
JoSo llxtta.
Cond. de Janbo.
Vlacalba-- & C.
Jo.- ae Mp ui-cs.
Cood. MourUcaaa.
3. PareoMoralidade-i.030 met'os+animae' de Pernambaco. Premios: 250*000 ao
1, 50*000 ao 2* e 25*000 ao 3*.
Galet.......
Allj Stopper
Nababo..
Malaio......
Tudo-......
Rodado.
Alazio..
l el la do-
rtdlO---------
Pernamb.. 50
c 50
1 50
50
I 50
Verde e encarnado.
Ouro e prato........
Axul ouro.........
Verde e amarello.--
03car.
A. Almeida.
Cual. Crazeiro.
J. Morae.
PareoABrrartrcimeno r-rt.ra lo allppodramo i.200 metros
Handeap. Ao'maes ae rernamouco. Premios: 23 <0.'0 ao Io, 80* 03 i.o 2
t 25*000 ao 3.o
Tenor 2......
Pyrllampo....
Triampbo..
Piramon.....
I Alazao......tPernamb.
Rozllbo......I
Bjo..........[
.Castanbo....:
48
S4
Si
67
Eacarn. e rio.. .
Preto e rosa......
ncarnado e preto.
Azul e ir n:o.....
Azevedo & C.
A. Silva.
Cond. Arrayal.
Coadelaria bella Vista
5. Pareoratidslo a Directora do srd i.lO m^t'o-.Aoimie -! 4'nambu
co que nao tnnbam gauuo no DurDy. Premios: 230*000 ao l. 50*000 ao i.'"
e.25*000 ao B.o
Me.idigo.....
B-imcs i.....
Ouro preto..
4) Toulon ......
Narciso...?..
M.scotte.....
Cantanhfl.
Rodado..
Preto.....
Ronilbo. .
Castanbo.
Pernamb.. 50
50
50
5'
50
50
Verde e encarnado..
Verte e ro**......
Oaro^.p.-eo. ......

Preto e braceo. ...
AzeleouroR........
H. Cavalcante.
M. J. G. de Vranda.
. S. Vendes.
Cre & C.
Cjod..Estancia.
Cotti.JMoari cano.
6.* PareolO de Jnnlio -HtmdcapiAQO mniros A"ine-' de Pe.-csa.bux;
300* ao 1." 60* ao 2 e 30* ao 3.'
PKB09
Dublim.....
Pirylampo .
Tnumpno .
ALljrStoper
Tfio ....
Rodado......
Torrtilbo.....
B.io........
Rodado......
Mellado......
Pernamb.. '56
c 5;
c 56
80
54
Preto e ouro... .
Rosi e preto------
Eocarnaio e preto.
Ooru e preto.......
Aiarello e Terde.
Almeida & C
A. Silva,
'ioud. Arrayal.
A. M. da Almeida.
J. Maraes-
7 Pare sr bldade l-OOOmeirosAiiinaes r>e Pam^mboco. P/amioa: 250*000 ao
l-, 80*000 aoS. e 25*100 ao"3.-
Cinfjo.......
Pbi'omomo.
Vingador...
-4 Piraia......
Preto....
Rodado.
Preto
Pernamb..

m
50
50
30
Verde e amarello...
Verde e-rs*s.......
En^arn. bont. pret.
Encarnado........
lfannel Plmentel.
J. F.
Cond. de Jmbo.
Magalbaes & :.
Cbaerv-ijces
ConUnua em vigor todas as resolucjs al hoja atloplulas pala? socieda
des.hypicas deslo Eslado, coutantB* d* sois ooJigjs da corridas oiiostruiCQOes -
purjlicadas.
Dentro da casa dos apostas, na sulla destinada a venda do poules, oo
teriogresso pessoa alguna alein Jj (Nnetoria, oomiiiisao fiscal e empregidos
Os Srs. jnizes so' tert ingrosso na salla contigua a da venda* de
poules.
Os Srs. embregados devea estar no Hippodromo do Campo Graade s 10
horas da manhetn ponto, sob penada nao sereifl-adujrtidus do servico.
Chama-se a atten(3o dos Sf.lapostador^s para o horario qi< aera reatr.cta-
meote observa~-.
Os jockeys que u\o se a[weseutarem convenientemente trajados com as
cores adoptadas no yrogratnma por seus- patroes, nao erao admittidos pesagem
e sero multados de accordo com o art. 51 do cdigo de corridas.
Us animaes inscripto para o 1, pareo devero achar-se no ensilhamento
as y 1|2 horas da man ha.
Os forfaits sero recebidos at sabbado 19 do corrente s.3 horai da
tarde na Secretaria do De'rby.
As poulea qui nao forem Pagas na Hlp-odromb do Campo no dia da cor-
rida so' sero pagas 3 das depois na secretaria do Derby.
Os premios serolpugos 48 horas depois da corrida na secretaria do Derby
Club ra Duque de Caxia's o. 20 1.a andar.
0 expediente para esta corrida encerrar-se h no dia 19 do corrente s
3 lloras da tarde.
A Directora chama a altencco do3 Srs. propietarios e jockeys para o
art. 21 eseus e o art. 46 qu8.'sr> restrictamente observados.
Saoretaria do Deriy-Club 17 tf* Ma'i d 1894.
O FIEL DO THESOUBEIROa
A. %. Ganies Peona.
Devo^o
fe Nossa Seob?rada Conct-i,,Sn, erectioaUrj.-ji
de Saota'Rita ne CassU
De ordem'do ooso irm&o juu, coori'to to-
dos os caris8imos irisaos coa pare ce rem em
noeo consii>torlo no cia 20 do correrte i l
boras da ta'ds, paf' acompanlu-rnot a procis-
eao da Si. Trlndide, para o que lomos convi-
da" as-
C-3ii's'.o-: u rt-"*?oga3 Je N. S. da Cdqwc&q.
18 i!- Maio de (89..
O escriao
Micel Archanjo de Artejo Motta.
Veneravel
jcoendada do S.S. S'C-aroentj damatris de
Bj J>)-e
Mesa geral
De-O'dejo defU- irmivodann par compurecerero ea^BJoxo
coas itjtlo 83 11 aorasjla ounba de dominad 20
do errwnie. .'tlm ae neniaos, ele^eem os no-
mus Boori-man-i gnp teem v reg^t iwawda-
ie rio aoio r> mpri OMii-;<'e"189i i I8S5
CcOBUiO'io da irmanoa'i*' UO S. S*crBmotO
de S. Jote, 17 de Maio de 1894.
0 escnvSo
Miguel Arcbaojo B de Meneies.
c.?.^t:os
Aviso
O abaix assigaado?,
agentes ce Lamport Holt,
avisam ao? se.'ihores rece-
bedores de c-rga pelo va-
por inglez Madura, que
em couse queocia de ter si-
do intimedu a feguir para
a Ilha GrandPj procederao
a cobramja de 25 j sobre
o fiete exarado nos respec-
tivos conhecimenlo?.
Pecife, 9 de Maio de
1894,
Pl>Caburn & C.
Coaapaaalila Pr
DE
Nareg^ei* a
Lioba regular entra o Htt, Liaboa,
Pemambcoo, |Bbia, Kio da Janeiro
e Sactos.
O vapor Caravella
Cotnmandaiite Hnry
E'esperrdo ateo di*
do correrte de vo!U da ILHA
GRASDE tezeira con. toda
brevldade para %
Rio de Janeiro, Santos e
La Plata
(tfe-ebendoca-ga para os r.ferldo* part?.
As mercsdorlas da Earopa por dito vapor sac-
da io i ILH GRANDE por orden sopenor estao
suj^itae a 6 por cenia de premio sobr e o
'rrt eiarado oes respeciiToa coobecisentoi.
Roga-se aos Srs. Importadores a sr-feetarea
dentro de 6 dias, acontar do da descsrfru tMaJ.
?arengas qnalquer reelamacSo coaeereente a ro-
laaaa ^ut- po.vaotura tenuam sefBio vara m
porto? do sol. ajm de se ooduv u dar a teopo
as'providencias r.e- essarias.
Expirado o referido praao i compscfil iSc a*
rtspMiFablusa aar < travios.
R -efcc carga, airan r com
AGUSTS
A.uguste Labille
9Rna n Commoro&
LEILOES
A's 11 toras de geironda-f-tra, S! do cor-
rete, deve ter lo;a* i ultimo le:lao da arra;o
da loja d roa da Imiteralrls u. 24. serviodo de
Dase a offarta oblida ; em conticaa<.ao as dividas
activs da mearra lo; .
U\M Braziieiro
PORTOS DO NORTE
O paquete Olinda
Joznmandauto o capitSo de fragata Qu-
Uierme Waddington
Espera-ee dos
pon os do rmrte
a< o dia SO de
Maio segamdo
dt-poii1 da iibo
ra indispeoravel para
-Macei. Baha, Espirito-Santo e Rio d
Janeiro
As encommeodat sero recebidas a' 1 bora
da tarde de Ais a anida, no -trapicbe Barbosa
no Caes daVbmpaDbiaPernambacsDa n. 14.
Aos Srs. carreaoores pe^imoe a soa af.engio
para a clausula 10* dos crabeciiueotos que:
No caso de baver tltrom* reclamaco coot*a a
companbia, por avana ou perda, deve ser falta
por escripio ao agente1 respectivo do pono de
descarga, dentro de tres dias depois de rinali-
ada.
Nao procodeodo eta formahdade, a compa-
naia rica ist-nta de toda a respoosabilidade.
Para pa.-gag-ni, (retes e eooomojendas trv
la-ae com os
AffENTES
Pereira Cameiro i C
6Rja do Commercio6
I* andar
The Norton Lloe ofSleatners
O paquete Man toba
-j^v
t W'fi-^
a' esperado do Rio de Jan iro
*ei>oir depois da demora n?8B-
ana para
Novj York
Sm direitura
Para carga, passsgens, encommeadae a d:-
abeiro a frete trata-se com os
' Oonoiematarioa
Boxwell Williarasit C
Ra do Commaroio n. 26
Leio
PORTO DO SL
O paquete ingle.
La i1 lace
Commandante Matnfes
Direclu Saltos
c*Voe o o dia
*I (O corente'
Me, Itiora d
tarde.
Recebe carga, eocommendas, pasfirgens e dJ-
nrieiros a (rete at 1 hora da larde do 'dia
da partida.
E3CR1PT0RI0
Ao Cae da Comnanhia Pemwnhuumi
o. 12
Cos'panliia Roh.,< Smaqs Line
'* psqaete
Catania
E' esmerado de New York
t o dia 1 de Joobo e te-
gutridepois da demora ae-
i escaria para os
Portas Jo snl
Para carga, paoeagf o, enenimcodas e diobet-
ro a (rete: trata-fe era o>
Agentes
Pereira torwiro I C.
Roa do C.maaercio o. 6
l* andar
O VAPOR
JF18
R* e^peraao do' orte at nidia
* jo'torrenie e eguir- C;m
miriPtraflviwa para o
tio de Janeiro e Santos-
A.trata'com
M. S. Afaia
3ua do Com-nercio n. 7
ESCRIPTORIO
De urna m billa de jacaren J e 1 cooimoda
Inteira < so'ida
Ncgunda felra, 9 i do corrate
AO MEIO PA
V-Na roa da ImteMnz n. H por occa'iS) do
leilo da armaco e divi"a3 oa refe-tda loja.
Terceiro e ultimo
Leilo
Da armac'T-, balcao, encaomen'.o e caodteirea
i ai, menas e >pe!bo da leja da roa da Ixpe-
ratrls o. 21, com gareotia da cb .vt da cata, em
um ( lote.
Aegandi^felra, 91 do corrate
A'S 12 HORAS EM PONTO
A puente Pinto
NA REFERID'. LOJA
Em continucao
As dividas, contal de I vro eoolrhi(l.- 'm 6
mt-xes, oa imr-ortaocfa fe cerra de 1:^00^000,
podendo rs preteodeo e* ezaaioar a re.>cku Cas
10 as 3 da is'd*-, na referida loja, oa n% cgeocia
da roa do Rom Jea* o. 43.
Leilo
De >4 peqss de bapMsta fina*, rvanaaaa
it'aguado mar. p rte da cana n. 1.48?, marca
diamante, a oo centra e LL o bai'xo, vioda oe
Soutbamptoo pelo vapo; Clyle.
Ter^a-feira, 2C2 do corrente
A'S 11 HORAS
No armaxem a ra do Marques de Olindc
n. 48
Por intervenga do ageste
_______fioaiie_______
Leilo
De 10 aecas de 4a nrrta aseriada d'agaa
do mar, vioda peto vapor EIDe
Ter?i-feira, 22 do corren
A'S 11 HORAS
Yo amawm a ra d Mrquez de Olinda
n. 48
Por interven^ao do agente
Ghismo
Leilo
De nma-sarsfina, 1 harpa. 20 ble**, 10 far-
das-, 35 bonets e 11 ciotorOea
Terca-feira, 22 de Maio
AsII horas
No armaxem a ra do Marques de Clindm
n. 48
Por H>tervenc,ao to gente
Gusmac
Leilo
De impurlanes predios
Constando
Do esceflerte sobrado de 1 arriar, sito i tai
da- Aorora ni 131, ea ando em completo estado
de eoatorvacftb e Muen, tendo dos dona pavi-
mentos, 4 salas, 6 quarios. coslnha, a la da
copa, q arto de oanho e baubeiro, qotrtoa para
criados, ditos com spparelbus com coicoaseato
proprio. feilO" *e nove, paHinbpiro e aaiMa
reudeodo aoonaime^te 1::o0|co ~- oda ae aar
ae o sea proprielario est remam :o !6:a deste
Estado.
De 1 sobrado 4 roa de y el:-'.-. 8, m tgaaaa
mn-li^B* do'-eoDB*mco e limpi-xa. cem 1 an-
dar e sotao el meing ago" do tiindo do reama,
Cim eatrada 1ndep-r.,icuti. ccuj os eegslotea
commodoe : ao&ar ter', S ?'*. t qusr'.Of,
roEinna eqnintal ; no ^nda', S alas, 3 tjuar-
tos terrsco e oo sotio, t qcartos, sala de jaa-
tar, eoafoba e appirelbo. renoenoo ItlCOfOOO
annaaiM,.este veace- e p r p'iteacer a diversas
denle'ros.
De 1 sobrado de 3 andares, si c 4 rea de
riz e Barros o. 8, fregaeus do Recite, reneni
840i('0 aonaaes.
Sexla-feira. 2S de laii
A'S 11 HORAS
No armaeem a ruado Marque* de OUndm
n.48
O agente Sasmao, aoiorlsadn (ar i lio dos
impo-ltntes pretio cima raeacleaa>i. -, padea-
do cr Srs. compra orea Irene examu; os.
A^SOS. BWBBSOS
Tendo sido extraviada oa aO:. dj asalta
r~rioa e^ataila-da Moi'* da Ipaoinrrn a o. K.J43
fas ae poWidiwsta deci^avaa. oa/a pader^a
tuarlo tirar as afron-ia-vu, bc4odo iaoaUr
a paaeirg._______________________ _
tto .bi-1 t t.lBtaCu
-ALCfia
oaiado e plavada a> oove ;
^eroa^defroU o. 1.
g| Barharel Ja C-eaio Sa Silva
A este Mooor peje ae a aalacto a aeg
a que ae obrlgon ieaiisar cesta cldade, oaaaaa
Da de Barrelros oto fOie pela carrelra mb
qoe aanio.
I
^^^mmmmfWmmmm^mmim^fi^r
T"



-
Diario de Pcraambaco .DomiD^o $Q de Maio de 18t4

Precisa-se de urna -.osiobeira. orna ro
gommsde'-' e ara t-'iaCo; na iua da Ioiptratr.i"
n. 21, P" a n a'M-'.
P.ecisd-oe
plcio n. 3.
uti u.i.d uriuu ; a : u* di los
Aa P-tc a se ae u ..o, ae ia*ue, que
compre e cosiun. nam, pa-a eaaa do pequsna
familia; na ra No** n. 12. andar. ^^^
= A!cga-se cu i r-reoda-ae o irat>ae arma-
xem em qu-.- ^s aj- a [a-.nc& de cajurorieba en
Santo Amaro, ra c*e Ltiz ce jg n. 14, teodo
bastete terreno e agria o&oansda, e pala locah-
dade e arnano,> pre-ta f para qcaiqorr fabri
ca ; tratar ns mes a a rna com o 8r. Lopes ni-
barra*8o iy f;:hH^!i toet^ntjs t rocte f.a ee
tac&o de Ca*c: frepte da caa.___________ ',, _______
Veoar-se on-pericita-se ib:mo por casu-
pequeuas a cidade di> Rnctfe, a casa grande i
roa do Ocro:.e! Juao 'i* Si cu Va-adcoro o. JO
em Oiinda, a q.ial iem uuas pjf.ta- e duis ja
neas <.e lente, quatro salas, I qoaros, um
gabineMi-rofiot tora, gnone tjoictalcom 'a
ciiuba, itido '-urad, agua eoxaoau pcr'.t
para o becco da Poeira tratar oo Rtclle ;
ra Dlreita o. 43, sobrade.
Armac&o
V'i: -;e u3= excellente amacho de amare:
lo, tola .Qvidr.ca-ta, doos haicoee de valla, pro
pria para fizeaaa : a trat-r na roa do Baa*
ancer 3
(jravos
V'dp-se na ra Marqaes do Hersl n. i80.
Funileiros
Preoi-a*? de um ru rios officiaes roa di
BetnHca n 7 Passafifm da Magdalena.
Grande distilac,ao
Precia-se de ern bom distilaior, em um eoai
nbo na r-omare.a de Juboato.a tratar na pracei
do Hercai o. 13
Cosiaheira e. copeiro
Preciaa-se de um bom cosi^neiro e um bon
copeiro oara raa de p.-eaena familia, tratar o
roa Baro da Victoria lija o, 17, paga 8c bem.
rraque
DI6ESTIV0
A^*T0-VA.X>0 PEX^A. ACADEMIA X3E
MEDICINA X3E FA-TtlS
Caixeiro
Preciea-se de nra
pello c. 4.
menino no bscco de Gam
sitio
Alaga e c: ve de-fe rszoavet, em Afcgarir.3,
na travessa de Motoeolomo o. 4, o quai tic
motto n.-r:o dos boods e das ertradas de fe-ro
teoda oao junto axc&lleaie banno saig-^o, mu
tas frucieiras danlo frurlo, inclusive 37 pes di
2oq;e r s, ca"- ca*s pjra familia ; traur n-
ra a- Santa Tuertea n. 38.
O VINHO DE QU1NIUM de Alfrbd LABARRAQUE, eminentemente tnico e febrfugo, deve ser preferido a
todas as outras preparaces do quina. _.......
O VINHO DE QUINIM de LABARRAQUE, preparado com o QUINIUM (extracto de verdadeira ouina),
I constitue um medicamento de composicSo determinada, rico era principios activos, esobre o qual os mdicos e
os doentes podem sempre ter coniianca. ,,-,., j
OVINHOdeQUINIUMdeLASARRAQUE,prescriptocomgTandeexitopeoa/raca,a<"aaa,sejaporFra^
cansas cTenfraquecimento, sejanor antigsmolestias; aos adultos fatigados por um rpido crescimento, ks,meninas que
Um difftculdade em se formar e desenvolver; s mulheres depois dos partos; aos velhos enfraquecidos pela edade ou doenga.
No caso de Ghlorose, Ankmia, CArks paludas, este vinho um poderoso auxiliar dos ferrugiaosos. Tomado junta-
mente, por exemplo, com a?, verdaderas PILULAS deVALLET, produz etleitos maravilbosos, pelasuarpidaaccao.
PAEIZ,
18, na Jacob *- FRESIS: Casa A. CHABKPXaWT e C\ Suoc"
E NA MAIOR PARTE DAS PHARMACIAS DE T0D9S OS PAIZES______
iiiffl
l?RAN

Gaixeiro
*v GURGEL & IRMAO
SA DE CONFIANQA
Fazeiidais fioas, modas e confeccOes
Sorniento periuanene de tecidos e outras mercaduras cui-
dosamente eseolhidas as principaes pracas da Europa, principal-
mente em Pars e Londres, de onde recebem as principaes novidades.
E' sempre variadssimo o sortimento que manlm emse da-
trancas e de cores, las, linhos, tecicos d'algodo, enxovaes para casas
mentos.e baptisados e amitos ^utros artefactos.
Superiores tapetes, alcatifas, esleirs da India, lindos tecidos
para reposteiros e muit s ostros artigos para deeoracoes de casas
Fre:ioa-se de um caixeiro de (S a 16 a^nos df
idaJe, com pratica de molbados, que d Mador
de sua conducta: a traur na Poete a'Uct.
n. 57.
Grande e aotigo armazem de
louca do paiz
Delfiao Caeiuro da Silva Sobral anda oon
vez pvtlsipa so repoeitavel publico a quem deve
muhas atiesos qce cada dia auR^-enta o sec
estaDeltcimenti) cem moderniaraiaB- pecas de
barro, como sejam garaa.idos nitros de Penedc
(barril quaniLtia. mas con toroeiraj obra mntu
delicada e pen ta, e Boalmento ludo quanto ft
pode rtes>j2r em louja c paix; maior scrtimvn
to de ga oIf '.!apalb.. e de maera, mel te abe-
Iha, azeite de te-'d e fino azeite de peixe ; todo
vende por pregos moderoissimos, carv&o ru
bvtlqi por pregos commodos, lenha em icba
etc. ; ecirim -6pero toda boa coadjuvaco dos
delicados ireguezes.
Cosinheira
Precisa-se de urna boa cosiubeira, .para caa
de fam?iia estraiejra, nos arrcbaldes; ioforaj*
Ces na roa do Coiamecio n. 7, escripiorio.
Criado
P.-ecija-se de um criado oae enteoda de eer-
vk,o de ropa ; a tratar na ra da Soledade n-
98, esquina da ra Bario e S. Borja.
DE
Josq;i]deSzsSonteiro
Prora da Independencia 3 e 5
15 ioteria do Espirito Santo
Corre na
QARTA-FEIRA, 23 DO CORRENTt
lcliaonreriitl
Os pedidos serio promptamente attendi-
dos: bilhetes desde j a ven..".
Loslnhers e engrmmadeira
Frecisi- e ; na ra esin-lts do Rosario o. 3,
p)armaca.
Cosiahelro
P. e.:?a-se de um ccsir.heiro cu cosinbeira
trata* no escrlporio rea do Corrmercl nu-
mero 44. ________^^^
)

Qaacdo um bomem se mette em poltica
E p-eier.de a familia arraejar.
Se cao quer ser figura racbitica
Deve apena? da panca tratar.
E ai ver nao tarde.___________________
Kodolpho Antaaes & C/
A9 Raa l>oiae de Ca&ias 9
A
iaravilha
FINAS COLCHAS para camas. LIN-
DOS cortinados p*.ra cama e janelaa,
prec,( 3 eern competencia. Elegantes
objtC'vS de biscuit, vidro, teira cotta par
toilatea. Grecde sortimento de albans
psra ritretca. Papel de fantasa para
cartrE, Alem de mrtoa oatros artigos
que o bello sexo encontrar sempre na
bem cocheoids casa de ROJOLPHO
AN TUNES & C.
61Raa Mw t Caxias-
Sabao russo
C&egon cea 'eressa ; veodem 6. Martina i
C, ra Dcq5-^ de Caxhs D. 88.
i'
Professora
Precisa-fp, pare i m eDgenho prximo a esta-
(So da Escaria, de nma senbora habilitada en-
einar ?3 ?egucten materias : portuguez, fran-
cs t:rlhmeica, geograpbia, msica pr?tica a
solf:]o, e todos os trabalbos de agalba com per
fe:cao.
Ordenado 800*000
InformecSes roa Mrquez de Oiinda n. C6,
primeiro andar.
Griado
Precisa-Be de um criado p ra copeiro.; na rna
do C^mmerrto d. 38, do Banco Emiasor. ___
Franco & G.
Pateo da Penna mero S
Precksam da doo8 ralxeiros que teoham pratica
de molbsdos e sejam conbecidos ao commercio-
Bichas de Hamburgo
Vndese em granues e pequeas porcocs
appliea-fe ventosas seccas e sarjadas ; na ro
das Laraogeiras n. 14-
Ku
PRECOS MDICOS
1 Primeiro de Marco n. 20 A
TELEPHONE\m
mu
..DirOlDtMOS
| rjji imuiiHll
mrs f nonrwjc
m:
if
OleOdsFigadOaeBacalhao
a# eo
DOUTOR DUCOUX
Iodo-Ferruginoso, com Quina e com Cauca
de Laranja amarga,
mi i mi-----------
Quando se trata da curar a
DOENQAS DO PEITO
ESCRFULAS LYMPHATISMO
ANEMIA GHLOROSE, etc.
os Mdicos dSo sempre, sem hesitar, a preferencia ao OLEO de FIGADO
de BACALHO do D' DUCOUX, Iodo-Ferruginoso, com Quina
e Casca de> Laranja amarga, porque elle nao tom mo gosto qual-
quer e que a sua composicSo o taz eminentemente tnico e corroborante.
Deposito geral: 7, Boulevard Doris, em FABIS
AeLa-se pan Teodor em toda*. as Fhanoacias t Drogarias acreditadas do Uuirtrao.
Dcitroiijlur-se flan Falmiflca^eH e Imtaces.
MOLESTIAS NERVOSAS
CURA OE-RT.A.
XAROPE IMRY MURE
Bom xito veriSoado -por 15 sanoi do experiencias nos Hospitaes de Pars
PELA CUBA B
Epilepsia-Hysteria
Chorea
Hijnfero-Epilepsia
Molesfias do. Cerebro
e do JEapintaco
Diabete assucarado
ConvutsSes, Vertigetis
Crises nervosas
Enxaquecas, Tonteiras
Congestoes eerebraes
Insomnio
Spermatorrha
Dm Folbto aillo Importan* i dlrlg.du gratUtaiQEDte a ciltier ptssa vc a pedir
HENRY WURE PGHT-SAINT-ESPRIT (FaAtCA)^
VKNlJE-.Sa BU TUiJi^i AS PKiM-'Jl Ai^-HAJtMACIAS S UhuOAKIAJi
VERDADEIRAS PiLULAS do DRBLAUD
Empregam-se com ptimo xito h mala de ao anos pela m&lor parta dos Facultati-
vos Francezea a Estrangelros para a curad* AXEMIA, CILLOBOBE (aere* pallidat) e 4
formarlo da meMiwos.
A lnserc&o no novo Codea Praecet, tutrosim o factoda baver a Tanta d*Bjaleaa do ara:
verdeado a eflcacla d'estaa amala*, autorL&ando*lbea a venda, eacusa qual quer encomia.
U afilis Ima llr m ao a tirata m* auos ta nit iBola ww sil
DB8CONFIEM-8E 0U IMITA9E8
ROTA. i V*rdMn PPelu do D' Biaw i to se mdu mnlo em rntooe e i frwwil
ZOO e 100 PUma. i.mi auMB ev aiuO%.
PABiS, S, SUA PATB^NB. DEPOSlTQSnj TODAS AS PamCJPAES PHaBMaflUa
.CA/0
Depurativo e Regenerador do Sangue
Frirlegiado pto Oovarno do S. SC 1 ^oi cl'Xtalla.
EIB S T
Ooverno de S.
^M3 PR0FHB60R
P
I
v2s:"-:-i: b~cli,svambnte em
lVapolee, -4, CUsvltitz, S. IVlarco (Casa proprlal
A CJLSA CK FLOl.EWQA. EST SUPPHIMIDA. SWIr. EfiHESTO PAGL'*N0 ponda
toda.' a r, :.:i3s neriaiu oe/.i pr<.p i ir.ii go tsfuito Pnf-tsr.r JTSROiV itMO PAGIjIANO, jbj do.
Exigir toen /rasco e cajza a marca de fabrico, aez ? i.e>:!e le.
ERNESTO PAOLIANO.
Depsitos em Pcmamhiuun COSCPAUHi*. da DSCCiliJ o psoaccjoa cn.;?'ico&
K Kl ,s <- UM :' IA:;*.. :-. i>0 irazil.
*&?,:

-^Ti^siEa^x&sxs^^^j^z^^^s^^d^Ks:^
^T s a r\^ V 5T ?roducto
fc^X* cota
tKfI
%fo
Essencia.......SATURA INDIENj
P de Arroz.....DATSA INDDENj
Sabio........CATUEA INDIE1T'
Agua deToucador. DATSA INEIEN|
Oleo........DATURA INDD3N|
Logo para o pelo. DATSA INLIE^!
*3&-,
8ACNETS ORIZA SOLIDIFICADOS
PLAOUETTC8 ELEGANTES
16 PERFUMES EXQUISITOS1
Bmt TODAS AB PRINCIPAES CABS DA AMEULCA DO BUL.
ATKINSON'3
WHITE ROSE
encanta pela Bnajo^ura r>uavo e delicada.
Bmpregar b a d Atkjnsok que original
tnica dase acia vffdadciaa.
ATKINSON'S
OPOPANAX I HELI0TR0PE
W000 VIOLET I TBEVOL
a omtros perfume! celabres sfto superlore
aos tois pela sua forja e arma uatujal
Veudem^a eai toda a parte.
J. V B. ATXXaTSOKT,
24, Od Bond Street, Londres.
.AVISO Legitimas somente com o rotulo-
escudo utri e%msrelk> e s marca de
fabrica umi **Rou braoca" com
o completo enderezo
POMADA Rso*PA TANNINO
Pin tornar a dar ao cabello tranca a sua CB PRIMITIVA
POMADA dTALCATRO
a QUINA cootra as PELLICULAS
SECUNDO A FORMULA DO DOUTOR NYSTCN
PARS, FILLIOI,. ra Lahyelte, 53.
. Dssoaita en PIMilBCCO: C dt Drog k Prodactoi ehlmlcoi .
NAO HA
MAIS j
OppremtAo,- Catarro, o q
IC> GL.BRY,
datera aa mel eltet recompeeeaS.
Deposito es todas as PnarmaefsA
Ca de Minas
O inelhor que ha no mer-
cado.
Precos resamidissimos,
Lotes vontade do com-
prador.
VenJem Venancio La-
batut S C.j ra Duque
de Caxias n. 72.
Escriptorio Gomiercial
Sampaio8
E' assiaa denominada otip. rjova marca de
rnat-'n : os cigarros, t bricados com superiores
romos; oa coonecida JaDrica Meteoros, de J
B- i! -e Reis 4 C. Succesaoras, a roa larga do
R'inKrio d. 30 L- jj
AproTeitem o invern
Vende-se por prejo razoavel ps de sapolaa e
capoiiaeircs coro 50/c. a 1 metro de altara ;
ver tratar na rna Capilao Lima, trav-ssa da
Jo rio da Veiga n, 19, residencia de Ruqo Coas
seiro.
Doce secco de
caj
Vende-se m tyito
bomem Olisda ladei-
ra da Ribeira. n. 28.
Nao se vende a re-
talho.
Grandes engenhos
Vende-se oo arrenda se
O abaixo asignado tem reolvido vender oa
arrendar seos ntrennos Porto Rico e Parto Ale-
gre, a tratar neeta cidaue. Distare seis leguas
para ? esUcSo de Palmares, por boas estradas
para carro. Vende se as tafeas criadas, gados
e aalmaes pelo que vaierem. locommedos de
cauda levam-to a este flrs.
Palmares, 1 de Maio de 189*.
__________________Joao Flix Pereira.
Terreno em Oiinda
IVeode-ae nm bom terreno oa prava do* Mila-
gres, com 35 palmos de frente e os meemos de
rundo.; 1 tratar oa roa de Matblaa Per.-eua nu-
mero 10-
Lajurubeba
Este enrgico e prodigioso mediaumec-
to, que comeyoa a aer vulgariaado em
1883, e qne tSo proficnoa resaltadoa tem
produzio na cura do reamathiamo, mo
teatiaa de pello, lenoorrheaa, astbma, noa
soffrimentoa cccaatonaioapela impuresade
sangue. e cas difforeotea formas da tjjhi-
lis, eateve por algara tempo parausado por
sircumstanciaa imperiosas; e boje, porm,
reapparece oom todo sea vigor; e de
eaperar que continu a merecerdo illua-
trado publico a zneema tcceitaSo de que
sempre goaou.
Approvado pola reapeitavel Junta Cen-
tral de IJyc ue, por Desretos de 2 de
Junho de 1883 e 18 de Abril de 1885.
Composico
DB
irmino Cscdide de Figaetredo
PROPAGADOBES
Bapttsa & Figueiredo
A venda em qaulquer Pharmacia.
Calas hespaaholas
Aita novidade para senboraa e bo-
asana.
Novo sortimento receben a
NOVA eiFESAXCA
63 Ra Duque de Caxiaa^63
'"'VH
NN%
^ftt^aKW^f
"r-%
YinRiRIA
Bonita scllecQSo de fina tagas de
porcebna, recebersm
PEDBO ANTUSSS & C.
i) ca Ba UBe de Caxlaa
*iaWSa^l3i-niaSKSiawa*lssia
BIJOTERIAS
Lindes grampoB de brilhante do
Canad, cbatilainea, puls^iras, meias
finaa, pedras e rruitos curoa artigos
NOVA ESPERNCA
63 Ra Dvqv db Caxias
I
O maia completo e variado aortimento
para homans, eenhoraa e meninos.
Sedas
Brancas, pretas.e de corea, lisas e la*
vradai.
Cachemiras
Ccrtea bordados, espartilhos, linona,
perc linas, levantinas, cretones, xephiro,
chapeos de sol, camisas, punhos, collari-
ohos e peiiihos.
Perfotoaras dos melhorea fabricantes,
etc., etc.
Tudo semencontra por preces resnmi-
diasimos
NA
La Gran Via
8 A-Ras da .HrlriE-~!i8 A
DE
Otiion Silva 4* O.
^ AGRADAVEL t
< z o Q L Se recomiTieri'ln coriio o irrelhor
remediu da su* cLl>m: a n O ja H o
4 EMULSAO ^
LANIAR E KEMP
UJ COMP03TA DOS MAIS ESCOLHIOOS INGREDIENTES > m
O Z combinados cientficamente e a todas os ic.--peitos i mclhor preparacao de m z
-J < OLEO DE FIGADO DE BACALHO COM HYP0PH0SPHIT0S O D >
M DIGESTIVO Si
f
Mara Coetbo de Anata
Uor.reoegild.- *les de Assis, Jaa,oim V. ', .
iho, A.'f edo L. F:gueiredo f Ba f-rntiias maf-
ciam celebrar ca igreja de N. S. do Para zo. mi--
?as no 7 diado Miecixeolo dp Sa-i; Ca fea
de A sis, nodu 21 do corren:, a* 8 huras la
tnanbi. E-perax o coaipareciamnlo do* pava-
les t arcigoa a que recooh<*cm -ra.u< ncr
mili esle acto de caridade e reciio.
D. Lina Martin Coala
Os cfhcue do Servico Saniiano to Exercre,
era commissio oeste Estado, m-rtam terca
f-ira 22 do corrate, s 8 0o s da maona, 6-
dia o sea pa.-s-mente, retar mis-as por aim-
de D. Lina Martina Gcs:s, e?po? de son clle&a
mediro adjuoio Br. Eoseblo Martins Coste, Si
encella do H lepial Militar, e pa:a tile h n can-
viim os Srs. ofliciaes desta airac>o ea fa
milia e amigos da tnana e de seo esporo, coa-
essando-se reconnecides aos que uesisureai a
este acto de caridade.
Fab
''ica
de movis a
vapor
DE
Silva Fernandes i t
48Ra de S. Joao48
Promptfca se qualqner encommenda
de marcenara oa carpintera, com a
maior prestis a por precos rasoaveis.
Compra- ao madeira de boa qaalidade.
Aceita-ae artistas marcineiros e cara-
pinas) que sejam peritos ; e tambaos ad
mitte-ae aprendices pgando-sa desde lo-
go alguna ordenado.
DEPOSITO
49-B&a Baro da Vietoria-49
EMPSITE PAKACABELLOS
Para ttaeatro, casamemos e bailes
Receberio novo sortimento
Conrado. Antunes t C.
A BRISA_____________t
Bolsas de ?ala
Um.variado sortimento acaba de receber
luraacueKidalTeaiToMBTadvi
Aajular Coma
Jo5o Ferreir d.Cota, seo "ilbos J Ja-
'li'h, Joao e Serapntna, Ai too o A. ae Soaxi
Agui r, esposo fiho* t irmlo de Ihrcceo-'giUa
Leopoldina de A. Gsata. ua o mei>'e pnajr-
dos, atr^de -em as pes*'j Qoe =c m:o>r.m i*
accop-nh:r ao c.-m-.'.eric pab'ir.) d* Sao Ama
rooa re'tos asorta.'s df s:a eatreSMa e go :
esqaeclda esposa, mai s iraai) e de aasaj conti-
dam a todos os seas pareutei e pnsops de ata
amixade para assiat-em as iscas se 7- da.
qaaria-feira 43 do cor'eote. as 7 l/l hars da
marina, aa igreja da Madre de D-os, e a todos
nrnte8tam soa eterna eraiidn.
Bfanoel Cualadlo Lsorcira
jQ3 Custodio Laaretro, por si e sens pas e
irmaos auseotes, muito agraae^m a seas ami-
gas que se dignaran arompaahar os rs os mor
tat-s de seo iafelix irmao soa olttma morada
e d- novo ih -s ro^am o caridoso ob-eqoo Se
assiatirem a mitsa do 7- da, qoe te-a lego* na
eapella do Hospital Poriaguei, no da tere f -ira
22 do corrate, s 7 i/i 0o- s da manda. A'te
cipando anda sea eterno recoaQcciaeuto a
10*4*.
Delflna da Uva arte
Joo nodrioes da Silva Doarie, Pe-
dro Jos fiatoe soas ramillas agrade-
cen) s pessoas qne zeram o cariloao
obseqcio acomp aob delra morada o cadver da D. belfl a
da Silva Doarle, a con vida te os seas pareles e
amigos para aatistirero as missas qoe mvnam
rezar em iotanco la fina*a. oa secn a-fetra SI
do correte, as 8 e 1/2 borss da manbi, ra igr)a
do convento de 3. Francisco.
t
Bfaaoel Paulado aSaVSaSSSSaasSi
3- anoi versar jo
Mmele Pao< de Alboq-prque con-
vida os feas par-otes e meos para
asl8iiren as oasas qoe mar la cele-
brar por alna de Gen prexaoo e nunca
e--qutcid j pal. oa igreja da Sania Crax,
oo da 21 do correte, as 7 boras, coofetaaedo-
se desde ja grato a-todos aquellas qoe compare-
ceretn a este acto de religiio e caridade.
f
t
I- teen te Carica Barroca
O Cummendador Antonio Vaifeoum da Silva
Barroca, soa molner e tubos coovidam seos pa-
rentes e amigos asas.s'i'er: as misaas qoe aan-
dam celebrar na mairls oa Boa Vista, s S oras
da manb d* qoarta-f Ira 23, 30* ota da morte
da *ao fllhn Carlos________
Precisa-se para cosiubir n-ii -te i do-
msticos, para casa de pooca familia e qoe dar
mi em c-m ooi patroes : i trata* n. Cabrica
Tigre, roa Ha-i.i o Vir.o.U o. k. ____
JUMCA.S
Pracisa-ee de orna copeira e de ama : ra para
erv^BQ', aoe dormam em cea do Datrio ; i
tratar na Capnoga, rna Joaqmm Maboeo a. 61.
Ama
Precisa se de urna ama
Victoria c. 12, toja.
na ra baro a
Cu-arado Aniones dt C.
CUTELABIA
Tesofan, caivetes e cavalbaa o qne se pode
desejar da mais lino receberao
Conrado. Aotuaes dt C
A' B R I S A
Praca da Independencia_________
Bicos e rendas, novidades
' aierefcero
Conrado. Antunes <& c.
A BRIBA
Prac/i da Independencia ns. 4, 6, 8 e 10
Ama e criado
Precisa ae de ama ama
roa larga do Rosario n. 30.
e de oa criado ; oa
Perumaria
Grande variedade em extractos, tnicos dente
ficio3, leos, aenaf de toilet, pos de onro e sabo-
netas ; dos melhores fabricantes de Pariz e
Londres acsbSo de recebar nm importante sor-
timento.
Coarado tntnnes dt C
Precis-se de deas i-m -, urna pa* coaoaaf
ptatm para servico daca** de fattit'a ; ca isa
4oa tapararapes o. 9fc-___________.
Alfaiataria *Vf. cierna
[18Roa La-g-i do Rosario18
Acaba-se de abrir orna nova alfairiaria, cosa
esplendido eo'timedto de caaemln ? ebeviotes e
bros, oltimas i eviri?des de Pars r L ndre.
A ofliclna dirigiaa por n bami t coiitucido
artista.
Os seos proprietarios pedem nma visi't na
en estabelecimentn
CAMPOS A MA1A
e oleo do Bertb6 6 o oleo da oairaftia
aatural, preparado oom figados fraacca,
directamente importados aos culdadoa oa
casa L. Fuere, de Pariz, ra Jacob, 19.
86 ae vende em vidroa basto oa qjaaM aff
ama inatroosSa.
Bijouterias
Novo sortimento em aloetes para grvala-,
relogio3, pulceiras, breches e bolees de curo
romano; Receben
Cuurad>, Antunea dt C.
Carrinhos de Fasseio
Para erlancaa
Fortes e elegantes acabam dechegar paia
Coarado* Anlnnes dt C.
A BRISA
Praca da Independencia
i i
Santa Gasa
Caan para alagar
Na secretaria da Santa Casa alo?am-se as se-
galotea casas:
N. 8 no Ambol Varxea).
. N. 26 rna do Amorta, casa terrea.
N. U ra da Moeda, sobrado a Urja.
G. ande emeateira de
cafeselO
Na faxerda Serra Grande do rLoriCipto da
Victoria. Estado n? Pernambnco, tem aaa yec-
der do dia de Mi.io fin diante, can de Joo-
ucilh6e8 de ps de rafeseiro--, cajes p-eco?, tas
manbos, qoalidat!?- e msis rxpi!cacoes,ve|a-aB t
Jornal do Recife.__________________________
Para cosi-
nhar
Precisa-se de ama ana qoe saibs to
sinhar, no 3* anda do predio n. 42 da
roa Duque de Casias, por cims da tj-
pographia do Diario
i.
( HfllH I
-a-r-




.
Diario de Pornambwoo Pomingo tsO de
taHHBH'i
de 1S94
s
s=


SOB A THRECgO
IK>
n. ::3 stfftm bosiiu costa
Drama eiu cinco actos
POR
VCTOR HUGO
VERTIDO PARA O PORTOGUEZ
POR
ERNESTO DE AQJUINO FONSECA
ACTO QIARTO
O OTM3JIL,.
AIX-I.A CnvPEI.I.E
("Cont'nitafcJ
SCENA II
Doa Carlos
Carlos Magno, perdo '. N'estas abobadas,
A' solideo da morte consagrada,
So palavras de austera gravidade
Deviam -echoar. Certo, te indignas.
Ouvindo este sussurro que levantam
As nossas ambiges no teu moimento !
Aqui repousa Carlos Magno! -E como,
Venerando sepulchro, conten podes
Esse espirito enorme, sem que cStales?
Gigante creador de ingente imr3rio,
A.hi jazendo ests? Como podeste,
Too grande como foste, ahi dctir-te?
Ali! quanto raaravillia o espetado
Da Europa que elle fez e qual deixou-a!
Uin immenso edificio em cajo cimo
Por eleico collocam-se dous homens,
Como dieres de povos e monarchas!
Da trra quase todos os esta los,
Ducados, feudos militares, reinos,
Marquizados -tudo hereditario
Mas o povo quem faz sea papa ou cesar.
No mundo, assim disposto, tudo marcha,
Corrigindo o acaso o mesmo acaso.
D'ahi (' que resulta o equilibrio
E a le qae firma a ordem.Eleitores
Vestidos de ouro, cardeaes de purpura,
Duplo senado sacro, presumngoso
Inconscientes manequins so curprem
Altos designios d'am querer divino!
Eilha do tempo, alguma idto nasce,
Cresce, caminlia, corre, invade tudo,
Humana-se, couvence e abre um sulco;
Espesinham-n'a os reis, oa a saffocam;
Mas, se acaso pmetra na Dieta
u no Conclave a perseguida idea,
Ho de os reis, reverentes e submissos,
Vi'l-a surgir emflm victoriosa,
Ornada coa thiara ou com o globo.
O papa e o imperador sao tudo. Aterra
Domin-tm triumpliaes, ambos ei.voltos
Em supremo mysterio in lennivel,
E o cu, qae seas direit03 lhes confere,
Da-lhes ampio festim de reis e povos,
Resgaardando coa nuvem temerosa,
Donde estoura o trovfio e o raio parte,
Os seas doas comensaes, sos na mesa,
Em qae Deas Ibes est servindo o mundo.
Em convivencia ahi, cortam, reoortam,
Arranjam seu grado o universo,
Qual um cultivador o seu terreno.
Os reis, de fra, porta estacionara,
Aspirando o perfume dos manjares,
Attentos e enfadados espiando
A' vidraca e alcando-se p'ra verem
Sobre a ponta dos ps. Por brixo delles
Hierarchias humanaes se grapam.
Mas o mando supremo aos dou-- s cabe,
Tudo fazer e desfazer podendo.
Um desliga; o outro corta. Um tem a espada,
O outro a cruz a forja e a vendada -
Elles sao porque sao, sem terem cansa.
Qaarrlo, assim irmanados, sahem juntos
Do santuario um trajando a purpura,
E o outro alvo sudmo-a turba esttica
'Diz con\terrorque sSo duas inetades
Da DivindadeImperador a Papa!
Imperador! tuoserei?-. Inferno,
Se o nao sou! E sentir a mente em chammas
E o peito trasbordando de coragem!- -
Feliz esse que dorme ahi '.-Foi grande !
Mas sel-o no seu tempo era n. -is bello.
Papa e Imperador! -estavam fra
Das condigos humanas-Pedro e Cesar !
N'elles dos so ajuntavam duas Romas,
Fecundando-si em mystico consorcio,
Dando ao gaere humano nova .orma,
Em grosso refundindo reinos, vos,
Para constituir um'outra Eurou-,
E no molde por elles preparado.
Vasando o bronze que restava inda
Do ve I no mundo que regra R-ma!
Ol! qu; destino glorioBO te ve'.
\i agora, urna campa o guarda em ciaza.
Pois que! Gloria tamanha n'isto para?!
Ter ostentado a magestade summa,
Ter si lo o forte gladio, a lei suDrema,
igante como f ira, da Germania
Seup2d33talter feito: Intitu'.ar-se
Cesar e nomear-se 'arlos Magno !
Ser m-iior do que Aunihal e tuo grande
Como o universo, e aqu tudo enesrrar-se !
Ah! cubicj O tentador In : -rio,
E depois viude ver n'este jaze
Se de um imperador a ciuza muita l
Revolvei, espantai a trra inteira,
Erig, ordenai o vosso imperic,
S ni descantar jamis! Com .fortes maros
Constru um vastissimo edificio.
Sabis que d'este restar um da?
Oh, demencia -UOM lousa'.-E do grao titulo
E do nome famoso do architocto >
Breve epitaphio p'ra criangas lerem !
Por mais alto quj saja o fim que aspira
O vosso orgulho tudo aqui Urmina -
()' Imporio Imperio:Qu ni importa t
Toco-te quase e acho qU3 me agradas.
Ha de ser teu-al2uma cousl diz-me.
Pois ser meu !-Se tal acontecme '....
O' cus: S:r o prineiro, cal locado
No vrtice da spiral desmesurada
J)e moltipbs estados, qu se a.iiimam
Um sobro outro, qual chavo de abobada t
Ver por bati de si os res em turma
E as sandalias iimpar em suas frontes !
Por baixo.d'cstes-os feudaes -enhores,
naves, cardeaes, dogas e fiques,
Condes, grandes bar838, bispo a'ibades,
Clerezia e sohlados ; em segui U
Moi long: do pinac'lo, ao fundo obscuro
A immensa nultidao dos homensvasto,
Profundo mar ruidoso, d Prontos, brados, um ri i R o irgo s vezes,
LamentacSes quo os sebos vae lobrando
E resoaih na trra que o assoata,
Como o clangor de innmeras trombetas i
_OshO aen gran te eaxam9 de cidades,
De edificios o altos campanarios
A vibrare ji o toque de rbate .
Teu cimo bem estrelto !Dosgracido
Do tmido que n'ello quer firmar-se
Em quem me apoiarei, se vacillante
Sentir sob meus p*s trem:r a torra ?
E que farei do globo qao me derem?
Poderei sopsal-o som auxilio?
Qae sentimento m saltea agora
Ser eu-toporador!.. Mea Dous, posado
E muito era p'ra mim o regio cargo !
S unr mortal d'eximia raga poda
Com a fortuna emparelhar saa alma.
Mas ea !.. Qaem raa far com seas eonsellios
Sergraule nesta vida?
prostrando-se dejoethos ante o talo
Carlo3 Magno,
Tu s -Ah j que Dea3, omnipotente,
Rean; nossas dnas magestades.
Urna em face de outra collocando,
Do fundo d'esse tamalo me inspira
AccOes bellas, sublimes, graudiosas,
E de tado o segredo me revela 1
Dize-me, pois, se peqaemno o mundo
Que eu receio tocar, e se n'est'outra
Babel que se ergue do zagal a Cesar,
Cada qual com seu posto se contenta
E ao ver outro por baixo o riso embarga!
Ensina-me a reinar victorioso,
E se mslhor punir qae ser clemente.
Oh '. sim !Se alguma vez um grande morto
Desperta ao estridor da trra e sbito
O seu jazigo, abrindo-se inflammado,
Langa ao mundo um relmpago brillunte,
Se isto verdade, imperial espectro,
Dize-me o que deixra Carlos Magno
De praticar, de grande, na Allemanha ?
Falla Enibora o teu sopro soberano
Me espedace na fronte a bronzoa porta !
Ou aates, n'ess aagasto santuario
Deixa que eu entre s a que contemple
Teu crneo singular. Nao me ropillas
Com sopro d'aquiles, irresistivel I
Recosta-te no ptreo travesseiro
E conversemos. Maito embora digas,
Com sepulcbral accento alguma cousa,
Que assombra a vista e empallideee a faco.
Falla! mas nao deslumbres a teu filho
Com o claro qu inunda o teu sepulchro !
Ou, se nao queres do teu somno erguer-te,
Del xa que Carlos reverente escude
Basa cabega, que creara um mundo
E volitado contemple a estatura
De gigante que foste. -Inda prostrado,
Nada to grandioso a trra guarda.
Em vez da sombra, a cinza ha de inspirar-me!
approtima a chave di fechadnrr, mat recua
Meu Deas So ella ao oavido vem fallar-me !
Se o vou eucontrar dentro do tamalo
De p e a passear como un phantasma!
Se vou sabir d'alli encanecido!
Entremos sempre.
ouve-st rumor de pistos
Passos Mas quera ousa
A esta hora, alm de mim, na crvpta
Vir perturbar o somno de tal morto ?
o rumor approxima-se
Ah esquecia -Sao meus assassinos :
Entremos.
abre a prto do tmulo que fecha sobre si. En-
tram muitos homens, caminhando de manso, es-
condidos sob seas mantos e chapus.
(Contina).
SOGIOLOGIA
rejlexii
Oa !n:n i.'is! -Base de nages, sustendo
A enorme pvramide uos hombros :
On I ts vivas qu: a cingera mcessantes,
E a movem no sou i'lo fonnidavel
Da modo que as zonas olos-adas
Destocan lo-se tu lo, cambalam
Como escabellos os dourados turnos,
E os reis, suas disputas vans calando, _
OUiam p'ra o cu :.. -O' reis, olhai p ra baixo !
Ah O Povo! Ocaano que so encrespa
Ao mais ligeiro toque Vaga rij".,
Que esmag um throno e um ma^solu embala !
Espjlho para os reis qae raro c litam I
Se a vista penetrase o torvo abysmo,
Veria imperios mil, nius sogobrdas
Qae a on la popalar nao sapporcra,
E rola So seu flaxo e refluxo,
Sem conhecol-as mais Oh em tado isso
Impsrar r Ascender tal fastigio
Dm uouioin, nao isento de abysmar-se !
Nao ti o daslambro a gloria nesse passo !
Ifcvediga,pjramid8 de estados,
A concepcao da sociologa em
Gumplovvicz
(Concluso)
III
Se v, pelas indicases que acabam de
ser fornecidas, que o conceito de raga ca-
pital na doutrina de Gumplovvicz oque del-
le depende o alcance e o futuro da sua
sociologa. Realmente a Lucta das ra-
pas offerece um concaito novo de raca,
conceito adequado talvaz aos fins a que
visa a obra, porrn vago e a qae no cor-
responde um objecto preciso e fino, urna
vez que nao ha racas puras na actualiJa-
de, salvo alguma tribu selvagem, ainda
virgem de contacto extranho, de cuja
existencia, alias, devemos duvidar.
Para Gumplowicz, a raga urna fornu
cao instaval, que toma a orientacSo de urc
grupo ethnico preponderante que assimia
sucessivamente outros grupos domiaadoo
por urna espacie de intercepcao social,
porra que, por sua vez, tem de ser at-
trahida, subjugada e devorada por outra
forma9So mais forte, mais resistente. F,
assim, a historia humana, apachada er
seu conjuncto, simplesmente esse com-
bate sem tregoas e sem commiseraco tra-
vado entre grupos sociaes, para o fim
nico da dominago que os convulcion0
e lhes aguja a fome devorante
As grandes nages, que encheram a
antiguidade com o brilho de seas feitos i
o primor de suas obras, se constitairam
pela dominacab de urna tribu sobre ou-
tras. Dapois da constituidas, continua a
pugna, n3o mais entre miseras tribus
indigentes, porm entre povos nascidos da
assimilaco dellas. O Egypto victorioso
e engrandecido pela coragem de seus plia-
rahs e pela pertinacia de seus *sacerdo-
tes, sente-se ferido pela decrepitude e ede
o pa3so a Bdbyloaia que o domina e -e
apodera do thesouro de sua cultura. Mas
logo surge a Assyria qae arrebata de seu
rival o sceptro do mundo, para deixal-o
logo depois cabir as mos do persa ven-
cedor. E vm outros pd^os, mais roros \i
mais enrgicos: a Media, a Grecia, a Ma-
cedonia, Roma, todos sucessivamente en-
grandecidos, prepotentes, gloriosos, e to-
dos fatalmente decadentes, arruinados, ven-
cidos. E, assim, eternamente se reprodu-
ziram, e 8d reproduziro na vida huma-
na, os inesmos factos, como estrybilos de
urna cango sem remate, e cuja lettra nin-
guein entende. Ja Lucrecio, no poema
que Mommsen compara a urna torrente
de ouro fluido, dissera encarando o curso
lento da vida universal : eadem sunt
semper omnia... .scinper omnia restant.
E no somenta em sau aspecto exter-
no, na' formaco dos grupos sociaes que a
lucta perpetua das racas estril na sua
inutilidade. Tambem no dominio interno
da mentalidade e do sentimanto, nao ha
progre3so nem regresso, avanco era re
cuo. O espirito humano, segundo essa
eoncepgo desalentadora, podara ser com-
parado a um pndulo em viscillacSo eter-
na, passando alternadamente da religiSo
sciancia, ennojado de urna quando a ou-
tra o illude
Citarei palavras do auctor, para nao
desSgurar sea pensamento: todo poncto
superior alcancado, aqui e alem, por al-
gumas cabecas, foi anteriormente attingi-
ao, em todas as epochas, por individuos
solados* (p- 346).
da natHreza. Em paginas mais placidas,
quando o impulsiona o andar pela con-
quis;a da verdade esquiva, vemol-o afir-
mar suas convicc3es de sabio e a certeza
de que a intelgeucia alcanzara um dia
a expcacab do obscuro problema. Sao
contradicgies inevitaveis, o que devem ser
postas em relevo, em proveito do auctor e
desproveito de sua theoria.
Essa theoriamesma envolve urna contra-
di cgo fundamental A lucta das ragas,
reforcada pelo syngenismo e raantida pelo
odio ao extranho a lei primordial do des-
eo vol vi ment da sociedade. Este o
thema em torno do qual foram tecidas as
phrases todas do livro que analyso. Mas,
apezar dessa lucta e mesmo por causa
gre'sso, si os livros de Spencar (l) valem, della, a historia da humanidade se nos
os de Confucio, como synthese de uma| apresenta como um processo continuo de
No sei por que extranhos procesaos de
associac&o mental vinculavam-se as inter-
pretagSes theologicas dos fundadores de
religiOes a que se allude, com a interpre-
tacao scientifica do grande e austero pen-
sador Salleno, sem que ficasse patente que
\ ultima um progresso sobre as priraei-
ras que, deante della, desraaiaram como
etapas vencidas de um caminho por onde
seguimos, mas por onde no aspramos
voltar.
Mais extraordinario que no tenha
levauo o auctor as appcagSas de seu prin-
cipio at suas consequencias extremas,
como deviamos esperar' de espirito inte-
marato e desembaracado de quaesquer pra-
conceito. Si nao ha progresso nem re-
proprio de banhar-se e nadou como um, Demais encontram-se as casas in-
ignorante para o meto do no. glezfti iet08 tKo UTQa TOmo um cim de
Em quanto se diverta como um tntSo paimera; reflex5es estas wlutare, que
concepgfio exacta das lea que presidem
a vida universal, a que vem mais urna in-
terpretado das traiisformaces sociaos, do
vivar humano ? O que temos j suffi-
ciente, j demais at, visto como nada
significa nem poda significar.
K tanto maior motivo tinha o Ilustre
scriptor para suspeitar de que estava se
esforcando intilmente por descobrir a
verdade, quando certo egualmente que
elle faz, algumas vezes, appello ao acaso
para a explicaco (?) de phenonemos na-
turaes. o que contrario, como o qu>!
mais for, ao espirito scientfico. A sci-
eneia pode estacar deanta do incognosci-
vel, deante do impenetravel, mas nunca
affirmar que algnm phenomeno devid >
ao simples acaso porque, ento, tora.
minado todo o edificio que desde longos se
culos vem construindo.
Mas Gumplowicz nao espirito para es-
crever jeremiadas a Talstoi contra as
pretenges da sciencia. Amoldado pela
sciancia, a qual tem dedicado demoradas
horas de afadigoso estudo. tem apenas ir-
ritagSes de urna intelligencia que nao v
eoroadas da xito completo Os esforgos
ompregados no intuito de solver um inigma
(1) Gumplowicz nao fala da Spenser em
sua obra, o que por demais extranhavel,
tendo ella passado em revista quasi todo
os socilogos
assimilaco de elementos heterogneos (p-
183). Ora, com a continua^o, essa as.
similagao, esse amalgama de elementos
primitivamente heterogeieos que transpor-
ta a lucta, das hordas para as nagCes, das
nacOes para os grupos da povos, asimi-
lar um dia os povos todos da um con-
tinente e mais tarda, provavelmente,
pela forca expansiva de que dotado o
principio, formar de todos os povos da
trra urna aggremiac&o syngenetica. E,
alcancado esse resultado, que est per-
fetamente dentro dos termos postulados
pela doutrina, teremo3 necessidade de
outro principio para explicar os factos
nl'erioras, ou seja o proseguimento da
).'. ii.ii ou o desmantelamento da en-
grtsuagam sociolgica, se rae facultado
resuscitar eote neologismo de Littr.
De tudo isso que tenho exposto, ex-
traio urna concluso :Ainda urna vez o
alvo foi perdido as investigacOes soci-
olgicas. Levantaram-se verdades se-
cundarias, accentuaram-se tracados mal
esbocados, mas o poncto central da ques
to continua impenetravel. A Lucta da-
rafas constitue mais urna tentativa frus-
trada para a constituic&o da sociologa ;
porm, apezar de tudo, adeantou mais
alguns passos nessa direceo. N&o foi
um livro intil, portanto.
Clivis Bevilaqua.
POESA
D"c cjl a r a c 5 o
(H. Heine )
Eu contemplava do ocano ]margem
O inquieto arfar das vagas espumosas ;
Tinha cahido a noute, e sobre as aguas
Fousavam negras sombras silenciosas.
Tambera minh'alma em sombras se envolva,
Tambem meu peito arfava :
Sim : porque eu triste contemplava as ondas,
Em ti, porm, oh doce amor, pensava.
Eu entreonvia tua voz maviosa
Nos meus suspiros, no gemer da aragem ;
E via no tropel de imagans varias,
Tua formosa imagem.
Tomei um frgil ramo
E escrevi sobre a praia: Laura, eu te amo.
Tinha apenas tracado as doces lettras,
E eis que impiedosa vaga
Corre e se eapraia, e rpido avangando,
A fiel confissao de todo apaga.
Oh ramo quebradigo!
Areia inconsistente!
Ondas que de urna e outro
Zombes impunemente 1
Nao mais em vos confio.
Cresceu a escurido e pezaroso
Mais se enluiou meu coraco sombro.
Eoto das bastas selvas de Noruega
Com poderosa iro affoito arranco
O mais alto pinheiro ;
E na crtera do Etna embebendo-o,
Como em igneo tinteiro,
Com elle escrevo na celeste abobada
Em pura e ardente chamma : Laura, eu te amo
E desd'ent"), noute, as alturas
V-sa a inscripeo eterna fulgurando 1
Passam as geracoes ama aps outra,
E todas lem, pasmando,
As palavras de fogo : Laura, eu te amo.
Joaquim da Costa Ribeiro.
d'agaa doce, ouviu ura sopro ameacador
e viu a pequea distancia, a flor do Ni-
lo, urna guela verde, ornada de dentes
de leao, e dous olhos chammejantes fitos
sobre elle.
O sabio recordou-sa logo, porm j tar-
de, de urna fabala qae coinega assim :
O caes do Egypto bebem sempre correndo
ao longo do Nilo com medo dos crocodilos.
O' sabedoria dos cies, exclamou elle ;
e dizendo isto fez com as ra03 e os ps
os maiores esforgos para alcanear urna
pequea ilha, perigosa aos navegantes
e favoravel aos que costumam a nadar.
Era com effeito um crocodilo da mais
bella especie; um lagarto colossal e am-
phibio, mais feroz que o tigre de Bengala
ou que o leao do Atlas.
Elle nadava atraz do sabio, o qual,
nao obstante a sua magreza, devida ao
estudo, offerecia um manjar suficiente
para satisfazer ao appetite de um croco-
dilo era jejum.
Adamson ganbou felizmente a mar-
geni da pequea ilha e com elle o cro-
codilo ; parecia-lhe rauitas vezes sentir na
planta dos ps o sopro quente do animal,
temperatura esta pouco agradavel para
quera est n'um banho fri.
Fsse sopro o yicommodava bastante.
Emfim alcangou trra ; mas quando
ia cantar victoria, lembrou-se que o cro-
codilo era amphibio ; e, vendo urna pal-
meira solada no meio da ilha, abragou-
se com o seu tronco e galgou ao cimo da
arvore cora a agilidade de um esquilo.
Si Adamson pertencesse a especie dos
pretensos sabios, cujo ventre sobresee
em relevo ao resto do corpo, estava irre-
mediavelmente perdido; por sua felici-
dade, porm, aos quinze anuos tinha elle
resolvido algumas proporcSes de Euclidaa
e pelo habito da meditaco emmagracera
muito e toruara-se apto para escalar as
palmeira?.
Adamson arranjou-se o melhor que
poude sob.-e a parte da arvore em que os
ramos e as folhas se estendem, se elevara,
se abaixara, se cruzara, segundo os ca-
prichos de sua livre vegetago, e, tendo
iirmado os ps sobre a mais solida base,
comegou a contemplar o Nilo.
Seus olhos f;charam-se de medo a
principio; o crocodilo sabia d'agua sa-
cudindo a pella cheia de luzantes esca-
mas, e caminhava como um paixa qua-
drupede para a raiz da palmeira.
suavisaram as angustias do sabio de IIa'-
fast.
Adamson dormu pouco nesta noite :
teve sonhos curtos m nhou que estava sentado diante dos ara-
demicos de Belrast, lendo-lhes urna noti-
cia, para demonstrar que os crocodilo*
no existiam, como as esphinge, e que
os egypcios tinham dascoberto ease animal
fabuloso.
No fim do sonho seatin banhar-lhe ai
facas um orvalho de lagrimas de crocodi-
lo ; acordou sobresaltado e quasi ca do
alto da palmeira sobre a cauda do seu
guarda adormecidp.
Isto o tornou circumspecto ; para afn-
gentar o somno impedia com os dedos qae
suas palpebras se fechassem.
O que nao se faz para conservar a
vida ?
Ao despontar o sol Adamson notou, to-
mado de desespero, que em nada tinha
mudado o estado do bloqueio
A nica differenga que havia era que
o crocodilo nao oceupava mais o terreno
da vespera ; durante a noite armara la-
gos aos innocentes peixinhos, que desci-
am do Nilo Branco, e ceara a fartar,
como ura gastrnomo da Cartuxo de
Villeneuve les Aviguotts, cuja magra co-
zinha obteve os mais maravilhosos pro-
gres sos.
A margera da pequea ilha estava alas-
trada de restos de espinhas de peize an-
da tintas de sangue ; espectculo este bem
triste para o sabio: si esse monstro
achar todas as noites com que satisfazer
a sua voracidade, reflectia elle, o blo-
queio nao ter fim a eu cahirei de fra-
quez' na guela do meu terrivel inimlgo.
Este raciocinio era rasoavel a provoca-
va urna insurreicSo de cabellos na cabega
do sabio.
O estomago, machina independente do
espirit > e de exigencias inexoraveis, re-
clama va duas comidas ao pobre Adamson:
a da vespera e de manh.
O murmurio da fome chegava-lhe ao
oovido, e elle nao poda contel-o.
Dous sabios, que se achassem em idn-
ticas circumstancias encontraran lem-
bragas falizes na historia dos cercos
naufragios : o mais forte devorara o mais
fraco, para conservar um irmo caro k
sciancia.
Mas Adamsom estava s e via com al-
gnm receio a fome combinando-se com o
O sabio revolveu logo i.a memoria tudo bioqua05 cotno acontecen em Genova no
quanto havia^sido escripto sobre osero- temp0 de Massena.
GONTO
O sabio c o crocodilo
O titulo indica ser urna fbula, mas
urna historia verdadeira que vou contar.
A cidade de Belfast na Irlanda po-
voada de sabios ; a sciencia all como
o espirito aqui, que anda passeando pe-
las ras.
Cbegando a Belfast irapressionou-rne
a phisionomia geral dos .viandantes ; to
dos se assemelham a figuras geomtricas,
da mesraa sorte que era Pariz cada pes-
soa que se encontra parece um vaude-
ville do Gymnasio, das Variedades e
do Palacio Real que caminha a toque
de urna canconeta.
If. Adamson, um destes sabios, que
tem grito de armas em todos os passeios
de Belfast, era rico e sabio ao masmo
tempo ; porm inuito infeliz.. Todas as
manhs, ao^pguer-se da cama, pergunta-
va a si mesrno : Porque o viajante JJru-
ce nao descobriu a pennsula de Me-
roe ?
Os homens em geral fezenj consistir a
sua desgraca n'uma espocialidado qual-
quer.
Eu conheci um honrado cidado que
definhava a olhos vistos, por que fra ex-
cluido em 1833 do quadro da guarda na-
cional por causa de estupidez militar.
' Elle devia pegar na espingarda com a
mo direita e ambas as suas mos eram
esquerdas, vicio radical.
Mr. Adamson estudava Bruce de3de as
montanhas da La at Hermopolis e nao
achava essa pennsula que o verdico
Herodoto viu com os seus proprios olhos.
cuidado pungia acerbamente
A pennsula
os pensadores de nosso atribulado sculo,
nada achram, nada explram que nffo
tivesse anteriormente sido encontrado e es-
tudado por Confucio, por Budha, pelos
redactores da Biblia e... .por Aristteles.
Esse cuidado punga aceroamente o
A sciencia moderna. I grave irlandez
Um dia, muniu-sa de um par de luvas
de Dubln e embarcou para o Egypto,
atravessando pelo canal da S. Jorge a
Mancha, a Franca e o Mediterrneo.
olhar para cousa alguma.
de Bruce o absorvia.
Afinal chegou ao Nilo ; nao saudou as
pyramide3, simples impolidez que nilo
causou muta' sensago quelles estoicos
monumentos ; e depois de demorarle
algumas horas no Cairo continuou a sua
viagem at as ruinas de Karnak.
Olhou cora soberano desprezo para os
augustos colossos de Memnon, para as
cryptaa de Osimand'as, para os hypogeos
de. Sesostris, para os obeliscos de Luxor
e pAra todas as raaravilhas da Thabaida.
ubindo o Nilo, viu Latopolis, Elythea,
Apolinopolis, Ombos e S/ene, boje co-
nhecida pelo nome barbaro^de Assouan.
As ruinas destas cidade3 antigs no Iba
raereceram a menor admiraclo ; o que
foi por demais hamilhanta para o Egy-
pto de Sesostris.
N'uma occasio em qua o calor do
meio dia era intenso, cousa muito natu-
ral sob os trpicos, o sabio Adamson dai-
xou-se seduzir pala frescura do Nilo e
dacidiu-se, pela primeira vez na sua vida
scientifica, a tomar banho] no rio sa-
grado .
Olhou atteutainenteemrodade'si ejuo
dascobriu viva alma.
O deserto era digno desse nome.
N5o havia sequarjuma estatua de Isis,
de Ibis, de Arnubis, ou de Serapis. O
Nilo corra silenciosamente e b-nhava
em sua margera esquerda ruinas sober-
bas e desconhecidas, que se prendiam por
cadeias de]rochedos velha'Elephantina.
Adamson, certo de que estava sosinbo
e fra do alcance da polica, atirou-se s
aguas do Nilo, depois da haver accommo-
dado sobre a praia a roupa e as botas.'
O sabio agradeca natureza, a esta
boa me, o haer collocado um rio to
fresco ao p' da uma.areia to ardente.
Elle saboreava essa delicia do banho,
dasconhcCida da sciencia, a, lembraudo-
codilos por Plin;o e Saavers, e julgou
encontrar nestes naturalistas que esses
animaes escalava-n as palmeiras.
Oh! meu Deu1, dzia elle, fazei com
que os sabios meus irmos, que Jse enga-
nam a cada pagina, estejara tambem en-
gaados a esse respeito.
De repente apoderou-se delle um novo
terror, ao recordar-se de urna noticia que
publicara na Revista de B?lfat e em que
annuncif va que os crocodilos subiam s
arvores como gato.
Da boa vontade teria elle queimado a
sua noticia, mas j nao era tempo, por
que nao havia era Belfast quem a nao ti-
vesse lido ; alm disso havia sido ixaduzi-
da na lingua arabo o ainguem a havia
refutado no oriente, nem mesmo cm Cro-
codipolis.
O feroz amphibio chegou ao p da ar-
vore e nao coube era si de contente, quan-
do descobriu o nadador atravez das aber-
ras que faziam as foi' .s ; voltou, tornou
a voltar, olhou urna vez ainda, dapois
parou como quem quera converter o cer-
co em bloqueio, na impossibilidade abso-
luta de tomar a praca por assalto.
Rendamos, porm, homenagem a ver-
dadeira sabedoria*
Adamson, apezar das preoecupages do
momento, sentiu urna viva contrariedade
ao reconhecer que a sua noticia laborava
n'um erro de historia natural, mas pro
metteu nocorrigil-a, ainda que milagro-
samente escapasse do perigo.
A noticia fora escripta com convieco;
ella damostrava que os crocodilos subiam
as palmeiras, e a sciencia admittira o
facto como provado. Era impossivel,
pois, retractar-se desse erro, mesmo esca-
pando de um crocodilo, que nao podessa
subir a urna palmeira do Nil''.
Um sabio deve ser inabalavel em suas
conviccoej.
A posco do crocodilo tomou um car-
cter assustador.
O bloqueio existia em toda a sua evi-
dencia estratgica.
A sciencia, pois, ia ficar em posse de
urna r.ovatdescoberta : os crocodilos nao
sobem. bloqueiam.
Assumpto este para u;na ora noticia,
que, sem desmeitir a primeira, reconhe-
cia o instincto dt3ses animaes como ca-
paz dessa novo meio de guerra.
Ditado ao comprido, o crocodilo af-
frontava o sol, como um lagarto, e, sem
mostrar a minima impacieucia, esperava
a dascida do sabio ; agitando a cauda, re-
velava o pr.izer d8 que sa achava pos-
suido, s era pensar no banquete qua lhe
estava preparado.
Por seu lado, o sabio estudava os cos-
turaes do monstro, e, concluida a parte
scientifica, comecava a sentir calofros,
como um agouisantc suspenso da bocea
de um leo.
As horas do bloqueio team duzentos e
quaranla minutos ; mas passam como as
outra3 ; o rpido tempo camiuha muitas
vezas com lentido, mas caminha sempre,
sem nunca parar.
O sol se poz como na vespera ; veiu a
noite, pi^cedida de um curto crepsculo ;
e o seu ultimo r?.io mostrou ao ultimo
Entre oatras cousas este sabio ignora-
va, que as palmeiras produzem fructos
saborosos, delicados e suceulentos, de que
vivem os arabas dada Adi, o primei-
ro colono da Arabia.
Um raio do sol nascente, penetrando
entre as densas folhas, mostrou ao seu
olhar esfamado grandes csr-hos de t-
maras.
Em Belfast Adamson almogava urna
trincha de carne de vacca, com nm poa-
co de presunto de York e vinho do Por-
to : era preciso, pois, renunciar a ess*i
dous hbitos gastronmicos a contentar-
se com os vegetaes que a Providencia lhe
enviava como mann do deserto.
Um pensamento estranho veiu afflgil-o
depois do almoco : elle racordou-w da
um commentario do livro gypcio Sc/uts1
no qual outro sabio provou que os
crocodilos eram os vingadores naturaes
da todos os ultrages, commettidoa no
Egypto pelos barbaros.
isto parece justo, dizia elle, porque si
os crocodilos nao servirem para vingrar
ultrages, para que servirn esses horr'-
vais animaes?
Sua consciencia aecusava-o de todas as
irreverencias por elle praticadas, como a
de : iravessar o Egpyto, sem saudar
e <*
sombras pyramides dos Pbarahs
colossos do divino Osimandias.
Restava lhe, porm, o recurso dos gran-
des criminosos hora da morte : o arre-
pendimento. Adamson arrependeu-se e
prometteu, si escapasse do crocodilo vin-
gador, beijar os dedos dos ps da Mem-
non, tenor que canta cavatinas ao levan-
tar do sol.
Um voto que se faz tranquillisa am
pouco o espirito. Elle olhou para o
monstro cebaro afim de certificar-se si o
seu voto produzira algum effeito sob"p
elle.
O monstro velava sempre e pareca nu-
da ter ouvido.
Urna sede ardente devorara o peio do
sabio; outra desgrana do b!oqn:io. A
tamaTas excitara muito a sede.
Mas como podara elle beber ?
O desgrasado Tntalo viu a seus ps
um largo rio a raorra de sede.
tinha murmurios irnicos
refrescar o ar a nao dar
limitava-se a
urna gotta d'a-
ua sequer aos labios resequidos do infe-
liz bloqueado.
Comparando a >ua sorte com a da II *
binson Cruso, coacluiu que esta estivera
em condis-es raelliores qua as suas-
Com effeito, Robinsou passou urna
noite inteira sobre a arvore a que sub -
ra, mas desceu no da seguinte: mato
papagaios; faz guisado de frango ; baiieu
agua clara e carreja; passeou 'ebaixo
de um chapeo de sol; e contruiu uiaaha-
bitacao, e nao enconstrou crocodilos,
Feliz Robinso'n ; dizia o sabio em voz
baixa ; feliz insular Rei e rassallo o
mesnio tempo e estejingrato ousara od
queixar!
Ea queria vGl-o em meu lugar nesta
palmeira .'
Na verdade
Olhar do sabio bloqueado o crocodilo ua quaixumes ai
k^-:.,t..i j.^.^jtu. ;m,v.AKii;,io^a Providencia.
uecassario counr qua u>
do Robinsou sao insultos a
horisontal e desesperadora immobilidade
do costuran.
Procurando na memoria urna seme-
lhanga de sorte, urna consolaco ou urna
esperanga, Adamson eacontrou o seu
compatriota Robinsou Cruso, natural de
York, que, por precaugo, passou,o espa-
go da ama noite em cima de umlTirvore
a qae se acolheu dapois do naufragio que
soffrera.
A arvore que esse Ilustre anachoreta
escolheu era naturalmente urna palraei-
rs ; nSlo havia portanto impossibilidade
se dos priauiros exercicios de natacfto a de fazer-sa d'alli um domicilio, ainda qus
qu9 se entregara quando crianca, sobre fosee um pouco duro.
No su caminho nao dignou-se dlas praias de Kingstown, deixou o lagar Robiason coafessa mesmo que dormu.
Assim o homem. Queixa-se sempre
de sua desgraga Mas Adamson tera
razio da censurar o seu compatriota de
York ? Certo que nao. Pausado naquel-
la palmeira, elle nao sabia que nesse
mesmo dia e hora o desgragado sabio
francez Adolplio Petit era devorado p.
um crocodilo, diante das ruinas de Om-
bos
A' vista disto nao devemos queixar-
da sorte. jk
{Contina)
.
X
.*


Full Text
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