Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16663


This item is only available as the following downloads:


Full Text
I
h
4
i


-
.

v


AMO LU --- HGMBBO 91
PAUk A CAPITAL E LIJCiARES OXDE WAO SE PAJA PORTE
Por irea raezes adiantados .
Por seis ditos idein .....
Por utn anoo dem.....
Cada numero avulso, do mesmo da.

6,5000
120000
230000
0100
DIARIO
SElTA-FEIBi 21 DE ABBIL DE 1
c<^
PAHA DENTRO E FRA DA PROTEVCIA
Por seis meses adiantados ....
Por nove ditos idem......
Por nm anno idem......
Cada numero avulso, de das anteriores
13*500
20*000
27*000
#100
RNAMBUGO
Propriefrafc* ht JRanocl Jtftuera be -liria Sxlljos
TELEGRAMAS
T. ^*-
serv partculas do diario
RIO DE JANEIRO, 26 de Abril, as
horas da tarde (pela liaba terrestre.)
Foram clavados a condes os viscondes
de S. Clmente o de Nova Friburgo.
Foram nemeados cbefes de seccao da
directeria geral dos Correios os 1.* offi-
ciaes Francisco Jos de Lima Barros, Joao
Francisco da Silva Brum, JoSo Antonio
Vianna e Paulino Jos de Souza.
Crn3ta terem sido promovidos:
Marecbal de campo, o conselheiro
guerra brgadeiro Severiano Martina
Fonseca ;
Brigaderos, os coronis bacharel Conra-
do Jacob de Niemeyer e bacharel Jos Si-
meJlo de Oliveira.
de
da
mm DA AGENCIA HAYAS
Servico directo
BERLIM, 26 Je Abril, de manhS.
A melbora que se produzio n'estes ulti-
mes dias no estado da S. M. o Imperador
Frederico III, contino, a acentuar-se.
VENEZA, 26 de Abril.
SS. MM. o Imperador e a Imperatriz do
Brazil, S. A. o principe D. Pedro e comi-
tiva ebegaram aqu bontera.
LIMOGES, 26 do Abril.
Mr. Carnot, presidente da repblica fran-
Ceza, chegou aqu hoja e foi alvo de militas
ovacei da parte da populacSo.
Agencia Haves, filial
26 de Abril da 1888.
em Pemambuio,
MRCIJM) P0PIA8
tricto de Afogados, ao 1 supplente Adcl-
pho Alves FaloSo Tacques.
Dana guarda a V. Exc III m e Ezm.
Sr. desembargador Joaquim Jos de
Oliveira Andrade, muito digno presidenta
da provincia. O chefe de polica, Francis-
co Domingues Ribeiro Vianna.
DE
Thesoure Provincial
DESPACHOS DO DA 26 DE ABttIL
1888
Jos de Almeida Rabello.Certifique-s?.
Nicas da Silva Gusmao.Deferido nos
termos das informales.
Bemvenuto Cavalcante de Mello. De-
ferido, fcando irresponsavel o sapplioante
pelo debito extraordinario do eataboleci-
mento n. 78 ra da Imperatriz, visto nao
ter 8Uccedido oo mesmo ostabelecimento.
Dr. Jos Anastacio da Silva duimaraes,
Dr. Jos Antonio de Piaho Bcrges, Gene-
sio Libanio de Albuquerque Mooteiro, cun-
tas do corpo de polica, Francisco Tavares
da Silva Cavalcante e Joaquim Firmo de
Oliveira.Haja vista o Sr. Dr. procurador
fiscal.
Landelino de Luna Freir.Deferido,
sendo approvado o clenlo da pensSo de
inactividade a que procedeu-se pela conta
doria.
Jo vino de Carvalbo Cavalcante.Infor-
me o Sr. Dr. adminstrador da Roeebedoria
Provincial.
Pautilla Lins Vieira Cintra e padre Dr.
Manoel Goncalves Soares de Amorim.
Deterido, tomndose por termo a flanea
offerecida.
Almeida <& C Euzebio Luiz Pereira e
Maria Luisa de Albuquerque.Informe o
Sr. contador.
Euedino Gonjalves Ferreira da Luz e
Numeriano Augusto de Mello.Deferido,
podendo licitar.
HaUonalidds. mm i
LIHSBAIUBA
DE
PORTUGiL E BRAZIL
PELO
Conselheiro JoSo Manoel Pereira da Silva
v
(Continuagoj
G Vicente pode-se e deve-se considerar o pri-
mero autor de dramas na pennsula e portento na
Europa. Nascera em 1470, eduesra-se sob o rei
nado de D. JiSo II, e formara como que a trans
cao de urna para outra epocba. Antes d'elle co-
nhecam-se autores de mysterioa religiosas e actos
acramentaes, que se repiesentevam as proprias
igrejs depoia da miasas e sacramentos divinos, e
que es padres animavain em pro da propagaco
da f e das crencas rom mas, porque tratevam da
vida de Jess Cbristo e dos santos do kalendario,
e de milsgres que incluala ana doutrinas eatholi-
c*8- -A
Das "grejis se haviam transferid j para as pra-
cas publicas, de antemo preparadas, e a sen es
pectacnlo se convida va o povo, que assim se ins-
trua deleiteot e se ligava cada vea roaia aos
dogmas e cbeJiencia que o clero propuaha susten-
tar e desenvolver.
(Continua)
Hecebedorla Provincial
DESPACHOS DO DA 25 DE ABRIL DE
1888
Dr. Ignacio AlcebiadeB Velloso, Costa
Lima & C Manoel Ferreira Bartholo, Ma-
nael Fernandes de Mascarenhas, Jos de
Araujo Veiga & CInforme a 1.a sec-
cao.
- 26 -
Antonio Jos de Faria Machado, Pinto
& C, Alfredo Ribeiro & C-, Pinto Olivei-
ra 4 C, JoSo Rufino Barboza,Iafornre
al.* seceso.
Hermano Lundgrin d C, Gustavo Wal-
lecbard, Soares Quintas 4 (J.Junte co-
nbecimento de quitarlo dos impostos afim
de serem attendidos.
Joaquim Manoel Ferreira de Souza.
a' 1.a secjao para os devidos fios.
Julio ferreira de Novaes.Deferido em
vista das informacSss.
Antonio Francisoo Ribeiro. Certifi-
qae-so.
PARTE (INICIAL
Governo da provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 25 DE
ABBIL DE 1888
Frederico Columbino da Silva Quima-
raes Sim, passando recibo.
Francisco de Mello Braga.-Informe o
Sr. inspse or da Thesouraria de Fazenda.
Senhorinha Maria de Oliveira e Mello.
__Informe o Sr. inspector geral da instru-
cc&o publica.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 26 de Abril de 1888,
O porteiro,
F. Chacn.
ttepartico da Polica
2 a siccao.N. 336. -Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, em 26 de Abril de
1888.Illm. e Exm. Sr.-Participo a V.
Exc, que foram hontem recolhidos a Casa
de DetencSo os seguintes individuos :
A' minba ordem, Jos Ignacio da Silva,
vndo do distrioto da Varaea, como desor-
deno.
A' ordem do subdelegado da freguezia
ce Sanio Antonio, Laurinda Franosca,
Maria das Dores do Naciment e Maria
Vsnaneia da ConceicSo, por disturbios
No dia 19 do oorrente mez, f prestou ju-
ramento, e assumio o exercieio do cargo
de subdelegado do districto de Maracaby-
pe, o cidadao Ignacio Fernandes da Silva.
O tenebte Manoei Francisco Alves Tei-
xeir, participou-me em uffioio datado de
hootem, ter naquella data passado o exer-
cieio do cargo de subdelegado do Ia di

Inspectora Cieral da Instrnccio
mollea
despachos do dia 23 de abril
de 1888
Auta Maria de Quaresma Lyra, profe-
sora publica de Lagoa dos Gatos.Ensa-
minhe-se.
Maria da ConceicSo Carvalbo, professo-
ra contractada.Como requer.
25-
Jos Calazans Rufo Duarte, professor
publico de Palmeira de Garanhuns. In-
forme e delegado littrari).
Francisco de Paula Lins de Carvalbo,
professer publico de Preguicas Informe
o delegado litterario.
Jos Goncalves dos Santos e Francisca
rcelina dos Santos professores pblicos
de Malbadinha.Encaminhe-se.
Ceciliano Jos Ribeiro de Vasconcellos,
profetsor publico de Tres Lideiras. En-
caminhe-se.
26-
Catharina Leopoldina de Castro Araujo
Barros, professora publioa de S. Jos da
CorSa Grande.Encaminhe-se.
Maria Gondim, professara contractada.
Informe o delegado iliterario.
J33 Nicolao R^gueira Costa, professor
publico dos Aflictos.Sim.
Maria Joaquina Barbosa Megalbaes,
professora publica do Rio Formoso.En-
caminhe-se.
Luiz Ignacio de Oliveira Jardim, pro-
fessor publico de Apipucos.A' 3* secco
do Conaelho Litterario, relator o Dr. JoSo
Baptista Regueira Costa.
Joaquim Amancio Rodrigues Coelho e
Cbrispiniaoo Chrspim Coelbo BrandSo,
professores contractados. Como requerem.
Secretaria da Inspectora Geral da In-
struecJU) Publica, 26 de Abril de 1888.
O porteiro,
J. Augusto de Mello.
MARIO DE PERMfflBGO
BECIFE, 27 DE ABBIL DE 1888
Xoticias da Europa
Procedente da Europa chegou horneen o paquete
ingle Tagut, que foi portador das seguintes noti-
cias, alm das de Portugal que cousttm da carta
do notso correspondente de Lisboa publicada sjb
a rubrica Exterior :
Franca
Facarnos um pouco o retrospacto dos ltimos
acontecimentot.
O ministerio presidido pelo Sr. Tirard tinha vi-
fido em condicoes, que a costo se explicavam.
Poda diser-se que ninguem acrediteva que elle
tvesse, e com pasmo e admiracio de todos prolon-
gava a existencia.
Nio era nm governo de ioreas, nio era um mi-
nisterio que se impozease moralmente, nao era nm
ministerio que tivesse grandes apoioa. e por ven-
tara viva pela sos propria fraqueaa, roantinha se
por nio inspirar grswdss reluctancias, e qoasi
licito diser que se se sustentava, porque nSo era
dfficil obrgal-o a cahir em qualquer hora.
ltimamente via-se em prosenca da charmda
questio Boulanger, e ao mesmo tempo tinhi entre
mos o orcamento que a cueto atravessava no de
bates parlamentares, por entre emendas e altera -
cojique.ora vingavam, ora paroctam destinadas
a desapparecer.
O conaelho encarregado de examinar o proced-
meato do generaljBoulanger, concluio por autori-
sar o ministro da guerra, a propr o]s?u aSasta-
mento dos qnadros do ezercito.
O ministro formulara a expasici j nesse sentido
e o presidente da repblica conformara-se.
Sargiam na impreusa reparos e obiervacoes,
mas no parlameoto'no'.se levanteva urna vos contra
o procedimento do governo.
Como podia ezplicar-se o casa, se de facte o mi-
nisterio praticasse menosjregularmente ?
Havia o quer que fosse em tudo isto.
A'guma causa domina va esespiritos ios borneas
que tinbam nm lagar no parlamento e estando
nelle represeutados tantos interesses polticos, o
caso Boulaoger n&> era aproveitado por nenhuma
das tunecos parlamentares.
Ao mesmo tempo o grapa do protesto favoravel
eleic&o de Boulaoger, desista de sea projecto, e
o proprio Baulaager por saa parte declarou que se
na> apresenteva na occasio, e apenas se reserva-
va para solicitar os suffragios na prxima eleico
suplementar do meado de Abril.
O orcamento soffria alteraeoas no senado, e parte
deltas era aceita pela cmara dos deputadoa, e
o proprio senado acceda aceitando as modiflcaces
que primeiro regeitra.
Esteva assim terminada a approvacao do orca-
mento as >iaas cmaras, e o ministerio Tirard
acaba va de prestar o servioo de eongraear as daaa
cmaras.
E' (xactamente n'esse momento que surge a
qneatao poltica. O dia era solemne, sexta-teira
da Paixao.
Dois dias antes promettia-se que antes do par-
lamento interromper as cuas sesses p>dia levan-
tar-se debate poltico.
Fallava-se de ama interpellacao acerca da poli
tica geral combinada entre a nsqaerda radical, e a
extrema-esquerda.
Mas sargiram dovidas. Seria til nm debate
geral?
Nao seria antes preierivel suscitar a reviso da
coostituicio, para em presenca dessa proposte
determinar a posicao dos elementos polticos repre-
sentados no parlamento.
A questo da poltica geral apresentou-se como
dando mais largueza aos debates, e no exame das
actas goveroativss nao escapara o precedimento
com respeito ao general Boulaoger.
Mais restricta e estricta, cansa singular, era a
qaesto da revisao da cooetttuic;. E toi a pro-
posta para a reviso constitucional, proposta at
ento posta de parte, que de sbito vero i tela do
debate. E hega, a impr-se, e reaolve todo. Pode
dser se que a victoria dos attacantes, dependa
da prestesa da resolucao. E ou pela extraoheaa
do caso, oa porque o ensejo se depara favoravel a
todos, o debate corre rpido, e a proposta da revi-
sSo cooatitucional, depois da declaracao ministerial
oppeudo se votada em seguida, alcanzando o
triumpgo por 31 votos de maioria.
A direte pesou com parte deg republicanos,
para vencer a maioria desiea.
O ministerio em seguida aprsente a taademia-
sSo, e o presidente da repblica aceita a.
Ourido os presidentes das duas cmara, o Sr.
Floguet encarregado da formaco d gabinete, e
o ilustre presidente dajeamara, que tantas veres
se tem esquivado a acceitar a missSo, aceitou-a
agora.
Para logo se dis qae o Sr. Floqaet cante com e
concurso dos Srs. Fn-yciaet e Groblet, o qae in-
dicio de solacio prompts, e assim depois da queda
do ministerio Tirard na sexta-feira, 30 de Mareo,
apreaente-se na terca feira, 3 de Abril, cmara
o novo ministerio, presidido pelo Sr. Floqoet, e as-
sim compo3to:
FloquetPresidencia e interior.
GebietNegocios extrangeiros.
FreycinetGuerra.
PeytralFasenda.
LockroyIosiruecao publica.
Viette Agricultura.
KransMarinha.
LegrandCommercio e industria.
FerroaillantJastica.
Delons MontendObras publicas.
Os dous ltimos eutraram ultima hora, perqu
os Srs. Bicard e Ooblet, que estavam na primeira
combinacao, se retiraram. .
Ha dereconhecer-se que este trabalho nao foi
operade apenas em dous oa tres da. Tudo leva
a crer qae estavam as coasas sena o completamente
preparadas, suficientemente dispostas para esta
80 lUClo.
O Sr. Floquet sbi aj poder pala primeir ver.
Ospoe de urna grande foro moral, adquirida prin-
cipalmente durante o tempo em que desempeohou
o cargo do presidente da cmara dos depu-
tadoa .
Iuspira sympathias a grande maioria dos repu-
blicanos franceses, e nao provoca as repugnancias
de nenhum grupo, nem mesmo mjnarchico, sbo
ponto de vista peasoal.
E' nm republicano de velha data, e pelo sen
animo generoso propenso a todas as reformas, sem
excluir a prudencia em operal as, e que se casa
perfeitamente com a bonhomia de seu carcter.
Sobretodo dorante a exereicio da presideoca da
cmara, o Sr. Floqoet tem adquirido urna grande
ascendencia poltica, de que resolta ser squelle
um dos nomes hoje mais respeitados em Franca
qae mais esperau^as e confianzas inspira.
Desde qae o Sr. Floquet conseguio a coadja-
vacio do Sr. Freycinet e Ooblet ple diier-se
qae esto reunidas no governo tres das fecoes
mais apropriadas-para, na actual conjectura, re-
mover as difficuldades da governacio, e abrir urna
nova poca para a gerencia dos negocio sob o go
verno da repblica. __
A declaracao ministerial ajusta com as ultimas
resolucoes da cmara, e oa jornaes radicaes nao
hesitom em prestar bomenagem as qnatidades do
novo chefe do governo.
O primeiro acto da cmara, depois da aprsente-
cao do governo, oi a eleico do presidente da ca
mar porque o lugar ficra vago com a entrada
do Sr. Floquet para o poder.
Na eleiclo bouve divergencia entre os republi-
canos. Parecen primeiro que o escolbido seria e
8r. Briason, qae j tdra presidente; mas, logo no
primeiro escrutinio em ves de apparecer votad > so
o nome do 8r. Brisson, foram-n'o igualmente os
Srs. Clemenceaa e Audrience parecendo, com
todo, que a competencia se estebeleceria entre es
Srs Brisson e Clemenceaa.
No segundo escrutinio, porque no primeiro nao
dera maioria absoluta a nenhum dos nomes, suc
ceden o mesmo mauifestaodo-se anda a competeo-
cia entre aquelles dous nomes.
No terceiro escrutinio, porm, apparecea um
novo nome, o do Sr. Melne, e entre este e o ao
Sr. C'emenceau, o numero de votos fci g1 *"
cando, comtado, eleit* presidente o 8r. Metme, por
ser mais velbo. __.
V se assim pelo resaltado da votecSo que a
esqoerda radical se dividi entre o nome do or.
Clemenceaa, chefe da extrema esqoerda, e o di;
Melioe, porqoeoSr. Brisson no terceiro esJrutinio
obteve s o namero de votos aensivelmente igoai
so namero de depatedos que forma o grupo oo
independentes de qae o Sr. Brisson fas prte.
A formaco do novo goveroo francs nao po
deixar de causar impreasSo na Europa, mas\r
as affirmacSes pacifica* da deelaravao ministerial,
mesmo na corte da Ailemanha, o l.ni,*n0
quet foi acolbido com prudente streaidade.
NSo se pie deiar de reconhecer, comtado, qae
o ministerio encontrar difficuldades parlamenta-
res, e grandes, emqaanto uo chegar a congregar
ama maioria que evite os resaltados funestos de
qualquer votaco, mesmo acoideotal, em que a do
tempo se confuadam no mesmo proposito os votos
da direita o de urna parte dos republicanos.
As esmatas, porm, resolveram interromper os
trabalhos, e assim deixaram ao novo governo o
tempo necessario para concertar o sen plano de
governaco.
O p>der pondeu para a eaquerda, e Uso disia
em tempo o fallecido Paul Bstth .ser indispsusa-
vel faier se ento, con mais raso se ple e deve
diser agora.
O governo da Franca nao podia ir em melhores
cndilos as mos dos radicaes, posto que nao fi-
gura entre os ministros o chefe da axtrema es
quadra, o Sr- Clemenceaa, o qae mais do que
nenhum bosaram publico caracterisa as aspiracos
daquelle grupo. Mas o proprio Sr. Clemenceaa
resol ven que a extrema-esqoerda nao podia go-
vernar s, a assim o ministerio tem do compre
bender os diversos matices do partido repblica
ao, embora o tom geAl seja dado pela esqaerdt
radical, que se arlaste -aioda assim muito da ex-
trem .-esquerda, nio diremos nos principios, mas
nos processos emprrgados para levar esses prin-
cipios reajiuco.
O general Boulanger apresenta-se candidato
por um circulo do norte, deaistindo de acceitar
outra candidatura, para que a votaco sobre o sen
nome nao revista o carcter plebiscitario.
A resp'ito da situaco poltica merecimen'o boulangista naquelle paiz, cajos re-
saltados s alias muito difficeis da prever, trao-
screve nm jornal francs os seguintes periodos da
Oazea 2Taci>nal allem :
O resultado da prxima eleico do departa-
mento do aelrte, deixard conjecturar sobre o pr-
ximo dfsenvelvimento da situaco em Franca. Se
o boulaogi8too chega a arraatar ama populacio re-
lativamente tranquilla e prudente como a do
nordeste da-Franca, euto nao se ple prever
onde quelfc de- vir a parar esta epidemia pol-
tica.
Com cffi'.', o fraocer, e isto dito pelos pro-
prios compatriotas, sega o impalso das masaas.
O qae Ibe paree : ser o maior e ter a maioria do
sea lado, exorce sobre elle urna fascinico irres'u-
tivel.
Ora, o SJeaeral Boulanger a expreaao mais
exacta das tendencias, claramente manifestadas,
do partido da guerra.
a Porm qoanto a repblica defendida pelos
Srs. Lockrov, Qobeet, de Freycinet e Clemesceau.
Em vo a nasats. e com elle a Europa, se nter
rogam Bobr o que succeder.
o Se a reaubtica parlamentar, qae significa a
pas, vem a Irumpbar, por qoa certamentc ter
anda mais felicidade do que sabedoria e pru-
dencia.
Oevem iotereasar as seguintes notas biographi-
cas dos individuos que hoje coostitaem o minis-
terio francs :
Charles Floquet, presidente do conselho e mi-
nistro do interior.Mr. Charles Floquet nasceu em
1828 em Saint-Pied-de Par.
Seguio o curso de direito e estabeleoeu-se em
Pars como advogado.
Firme partidario das ideas republicanas, fes
sempre e ce.todos os lagares ama enrgica propa-
ganda dos seos principios, e par mais de ama vea
teve oc;aaio de nos tribunas*, em defesa de va-
rios reos de crimes polticos, pronunciar-discur-
sos memeraveis.
Ao mesmo tempo, Floqoet escrevia em varios
jornaes e inscrevia-se como socio as associac :s
de propaganda republicana.
Em 1864 o governo de Napoleo parsegoio al-
guns dos mais influentes membros dessas aggre-
miaco-'s.
Floqoet figurava na lista, foi um dos perse-
guidos. Os tribanaes julgaram-n'o e condemna-
ram-n'o.
Seis annos depois, Pedro Bonsparte, assassiua-
va Vctor Noir.
Floqust foi o eacolhido para advogar nessa
causa, representando no tribunal a familia da vic-
tima.
O modo como elle se desempenhou dessa miasao
alcancu-lhe em Franca urna popularidade enr-
me.
Cahio o imperio, proclamada a repblica, o go-
v,ruj da defesa nacional nomeon Floquet para
adjunto do maire de Pars.
Eleito deputado assembla nacional, Floquet
votou contra as condices do tratado de pas, con-
tra a transferencia da cmara para Veraailles e
combatu sempre as mecidas reaccionarias ento
propostes na cmara.
Q'lando em 18 de Marco de 1871, o povo de
Paria proclamoa a communa, r loqoet foi um dos
deputados que mais prpeuroo evitar a eflusj de
sangue e que bastantes meios empregoo para rea
Usar um aceordo entro a cmara de Versailles e o
governo de Pars.
Teria talves conseguido levar a bom cabo a saa
tarefa se na asaembla de Versoilles nao predomi-
narse tanto a influencia dos raccionarios.
Vendo que estes se recnsavam a toda a trans-
aeco, Floquet desesperado por ver o scu pais a
bracoa coaj a guerra civil, protestou enrgica-
mente, exclamando: Ma estea horneas esto
loncos ? I...
E veado mallogrados os seas generosos esforcos,
no mesmo dia em que as forcaa de Versailles co-
mesaram o ataque de Pars, Floqoet demittio-se
do sea lagar de deputado.
A liga da reumao republicana dos direitos de
Paria elegea-o ento sen presidente e em Maio
Floquet parti para Bordeus como delegado de
Pars no congresso das municipalidades.
Nao poude realisar a sua missSo, porque esteve
preso 27 dias pelos soldados de Versailles.
De Abril de 1872 a Janeiro de 1876, Floque foi
membro do conselho municidal de Paria.
Em 20 de Fevereiro de 1878 o umdecimo dis-
tricto, por quoti unanimidade, elegen-o deputado.
Floquet, eleito, foi tomar lugar no extrema es-
querda e foi om dos 363 depatedos que assigoou o
protesto contra os manejos reaccionarios de Mac-
Pela morte de Mr. Herold, perfeito do Sena,
Floquet foi nomeado para esse difficil e delicad-
simo lugar, e tio bem se houve no cumpnmento
aa sua misso, que o conselho municipal do Paf"1-
ooe bem difficil de satisfaser. uanca fea de Mr.
Flouqhet a menor reclamaco.
-Demittindo-se d'esse lagar apreaentoo-se can
ddato pelos Pyrinens Oneotaes e foi eleito, conti-
nuando sempre a afirmar na cmara a mesma
linha de condocta qae ja tanto renome Ihe alean
Em 1885, pela vsga de Mr. Brissoni qoefoi cha
mado ao poder, a camsra elegeo a Floqoet para
Fio
sea presidente.
AfmtVante Kraus, mintra da martnha -E um
velho e honrado marinheiro, com a vida cnea de
boas servicos Franca e repblica.
Tem ja deseapenhado e com superior intelli-
geneia vrrias e .mport.nte. rnissoe* """"
de commandante do Forte Ivry, durante a guerra
franco-prnssiana, a de chefe do gabinete no mi-
nisterio da marinha, esm andante em ebefe da
diviao naval dos mares da Coiaa e Japo etc.
Nos ltimos annos o almirante K'aus era per-
feito msritim-^ em Toulon. -_ .
Mr Lockroy, mimstro da inttrucczo publioa t
bellas arteMr. Lockroy naaceu em Pan* em
1HRH
Pe a campaoha da Sicilia com Qaribaldi.
De volte 4 Franca, eomecou a
varios jornaes
collaborar em
ssr notedua e a
Lck y, qae pagou com alguna mezea de eadeia
o vigor dos aeus ataques ao governo de Napoleo.
Dasante o cerco de Pa.-s, Lockroy, chefe doba-
talbo da guarda nacional, camprio valentemente
o seu dever.
Em 1871 o departamento do Sena elegfu-o de-
putado assembla nacional.
Lock-oy acompanhou Floqoet, quaodo aquelle
indignado com o espirito reaccionario da maioria
da cmara, se demittio.
Em 1873 volton cmara como representante
do Aix, e desde ento tem sido sempre deputado,
sendo sempre os seos discursos escotados com a
maior attenco.
as ultimas eleices, Lockroy foi eleito pelo
Sena, o primeiro na lista, por 272,850 votos.
Nos gabinetes Freycinet e Ooblet, Lockroy teve
a pasta das obras publicas e foi a saa intelligen-
cia e enrgica direceo que omecaram 03 traba-
lhos da exposico universal de 1889.
Mr. Gob'.et, ministro dos negocios estrangeiros.
Mr. Ooblet um antigo republicano, sempre en
thusiasta ante todas as grandes ideas, firme ante
todos os combates, e que j por varias veses, co-
ma ministro, tem tido occasio de evidenciar o
seo grande valor.
Mr. Ooblet. qae nasceu em Olire sor la Lys
(Pas de Calais) em 1828, representa na cmara o
departamento do Somme.
Mr. Pierre Legrand, ministro do ommercio e
ndufrta. Mr. Pierre L-graud tem 54 anuos de
idade.
E' deputado pelo departamento do norte.
Homem firma aas suas crencas e atilado no cri -
terio, Mr. Legrand muito considerado na cmara.
Afr. Pirtfe, ministro da agricultura. Mr. Viette
do Franco Condado
E' um bello homem, intelligente e alegre, qae
desde 1876 representa na cmara o departamento
do Doubs.
Dorante a guerra, Viette servio nos batalbdes
movis e pagou dignamente Frang o sea tri
bato de sangue.
Antes da guerra, Viette tornra-se conhecido
como redactor de varios jornaes de opposieao ao
impario
Agora, com repblica, Mr. Viette dedicou-se ao
estudo das questoes agrieolas, e nesse campo, tem
se tornado distincto nt cmara.
Mr. Viette, bem como o almirante Krons, fes
parte do ministerio Tirard.
Mr. de Freycinet. ministro daguerra. A bio-
grapbia de Mr. de Freycinet todos a esnhecem.
O Ilustre engenheiro nasceu em 1828, e to
activo papel tem desempenhado na scencia e ns
poltica que nao s em Franca como tora tolos o
couhecem e todos o respeitam. Demaia a Franca
nao pode esqoecer qae Mr. Fieyciuet foi o pria-
cipal collaborador de Gimbeta duraote a guerra
franco-prusaiaiH, e qae dorante ess-i periodo de
lucta foi elle quem mais especialmente se oceupou
dos ento importantissimos assumptos militares.
O modo brilhanta como trabalhoo, a intelligeu-
cia da qoe den provas. o profundo talento de or -
ganisaco que soube manifestar, todo isso sao ti-
tuba de honra e de gloria qu? Ibe cobriram o no-
me de ama fama impereciveL
A vadete, heroica e suprema resistencia que
Gambeta e Freycinet orgaoisaram, se nao salvoo
a integridade do territorio francs, salvoo ao me-
nos a honra da repblica em prl da qoal se loe
tou at a nltima pira separar o desastroso fftto
da* vilanias e das traieose do imperio.
CompreKende-se portento que a nomeac? de
Mr. de Freycinet para miaistro da guerra deva
ser bem aco'hida nao s pelo exercito mais pelo
pais inteiro.
Mr. Peytral, ministrodit fazenda. Mr. Peytral
um economista distiocto.
Occupon j o lugar de sab-secretario de estado
na ministerio da fasenda
ltimamente presidia eommiaso do orca-
mento.
E' um homem novo, forte e intelligente
Pelo sea trabalho honrado e persistente tem sa-
bido elevar se a ponto que na cmara onde repre
senta o depaitomento das Boceas do Rhidano, dis-
pe de grande autor idade.
Mr. Peytral membro da extrema esqoerda
Jfcfr. Ferroni&at, ministro da justica. E' um
velho republicaoo e um antigo parlamentar.
Nasceu em Len em 1820, segua o corso de di-
reito e em 1848 foi eleito deputado 4 consttaiote.
Depois de 2 de Dezembro, Mr. Ferroaillat pro-
fundamente desgostoso por ver o imperio trium-
phar, affastou se da poltica, onde voltea, porm,
qu&ndo natrio esperan? de que os seas esforcos
poderiam ser aproveitados com vantagem em prol
da canea republicana.
Proclamada a repblica, Mr. Ferronillet toi elei-
to deputado consttaiote pelo departamento do
Var.
Em 1876 o mesoio departamento elegea-o para
senador, lugar qae aiada hoje oceupa.
Mr. Beluns Montana, ministro das obras pablt
cas Mr. Montand. depntads de Lo: et Garonnr.
per eace ao grupo opportanista.
E' um homem na foros da vida : tem 43 annos.
E' formado em direito e gosa da reput ic > de
muito intelligente.
Eis muito resumidamente amas notes biogra-
piucas dos ioiividaos qae comp5;m o aovo minia
terio francs, entre os qiaes, como se vi- hi ho-
mens de sabido valor pelos seas talentos e pelos
servicos relevantissimos qae tem prestado repa-
blica.
Dsem de Londres qae em casa do conde de
Pars, em Sbenhoise, houve ltimamente ama
reonio de notabilidades realistas fraueesas, qae
examioou a vantagem da unio conservadora e a
queato do bonlangismo.
O vice presidente do conselho geral do depar-
tamento do Norte esbofeteon o filho do Sr. Boch:-
fort. O esbsfeteado recusa bater se.
tllemaulia
Desde o dia 12 que o estado de sade do impe-
rador Frederico menos satisfactorio em conse-
quencia d* Ihe terem augmentado os acoessos de
toase, tendo augmentado a mfl immaco da gar-
ganta.
As noticias que chegam de Berlim sao grafa-
simas. Em Charlottemburgo o principe de Bis-
marek solieitou por duas veaes no dia 12 audien-
cia do soberano, o qoal nao pdde recebel-o. Est
de cama, extrema fadiga e a febre coatint. Te-
me-se qoe o destecho seja urna tsica de genero
galopaate, argiodo sabitemeate.
Foi publicada a amnista para os delictos pol-
ticos na Alsacia e Loreaa.
Foi ao que parece definitivamente posto de
parte o projecto de casameoto do principe Al-
is odre de B.ttenberg com a princeaa Vitoria da
Prussia, filba do actual imperador da Allemaaba.
O principe de Bisma'ck oppoi se teamente a
"Evidentemente tem havido graves desintelli-
rencias entre o principe de Bismarck e o seo novo
soberano : o que resta saber se o interesse da
patria allem e o prestigio do ohanceller podero
apasignal-as. Os seguintes trechos de urna cor-
respondencia de Berlim, dirigida ao Fgaro, con
tm informaooea acerca da crise, qoe nos parece
n> deverem estar muito longe da verdade :
, Embora esta noticia deva parecer inacredita
vel aos franceses, o eerto qae a esta hora o prin-
cipe de Bismarck den a saa damisao. O qoe nao
aei foi retirada ; possivel qoe sim, pos
ivel que nio. Este acontecimento to inespe
rado, qoe pareca impossivel dado o estado de sau-
de do imperador, qae, de reato, nao ignora qae
sea pai eaerevea, em tempo, sobre urna caito de
demisso do chanceller, esta simples palavra :
Nanea (rVtetoils) e cooriderado peta* pessoas me-
nos bem loformaJas como um* historia de mu-
diss-i, tambem
Desde o regresso do imperador Frelerico, qoe
houve diversas expcaedes mais oo menos agita-
das entre o aobarans e o sea ministro.
O imperador, qoe primeiro a reconhecer os
m;recimentos e servicos do chancaller.admiraa-se
todava, da maneira como se tratovam os negocios
da governaco. Mais de ama vea soecedea dise-
rem-lhe os ministros, a qaem elle interrogara :
Precisamos fallar com o chaoeeller antes de
apresentormos o relatorio a V. M. Qaem espe-
rn pelos praseres do moa do at aos 56 annos nao
atura de bom grado respostas destas !
Foi por causa de urna resposta assim que o
imperador resol vea, d'alli em diente, que as deli-
beracoes governamentaes seriam tomadas em com -
mum, e que o titulo de ministro presidente, annexo
ao cargo de chanceller do imperio, deixaria de ser
pnramente honorfico. Bismarck nao gosfou des-
tas alteraces ; posteriormente magoaram-n'o S-
gomas nomaacoea qae se fireram ; por ultimo,
coastoa que elle qasnlo soube qae a imperatris ti-
nha sido admittida na ordem da Agaia Negra
(facto de que n> fra informado offi .'alonare e
de que s o^feld marecbal Moltke tivera conheci-
mento), disse diante de gente: t Poda tar espe-
rado e todos estes tactos tornaram fras as saas
retacos com a familia imperial. Ess-o fro tor-
nava-se glacial quando apparecia a imperatris
Victoria, oa qaaado o principe Guilherme se en-
volva, de perto oo de longe, as questoes.
O chanceller comee ou ento a fallar da saa
sale abalada. Em Charlottemburgo percebsu-se
o qae ato significava, e boa ve mtis cuidado em
oo ataar de frente o poderosa chanceller. Tuda
entrou euto na ordem bib tuil. Bismarck pro-
puaha, o imperador asaignava, a imperatris su-
ma-se quando do pici se avista va o ooup pu-
chado por daos cavallas pretoa, e o pnacipa Gui-
lherme visitava Wiihelmitrasse mais do qae
nanea.
< Assim se cheg m a 31 de Marca : n'essa data,
porm, Bismarck soube, ou por iadiaciiga deus
alto faacoionario oa em coaseqaeaeia de ordens
anteriores dadas a9 telegrapho, qoe tinha sido ex-
pedido para Darmestadtum telegramma convidan-
do o principe Alexandre de B'ttenberg a ir a
Charlottemburgo no dia 12 de Abril, anniveraaria
natalicio da princesa Victoria.
Comprehendeo ento que a impiratria nao ha-
via renunciado ao plano a que ella sempre se op-
posera, camprehendeu tambem oa ju'gau compre-
hender os motivos da amabilidade com qae o tra-
tevam no3 ltimos tempos, e teve um accesso ter-
rivel de colera.
< Contase que tallava em iagratido e n'ams
poltica incomprehendida .
Vcato o sea grande uniforme e foi a Charlot-
temburgo ...
Dirigi se aa imperad >r,e pergaotou-lhe se era
verdade o que Ihe haviam aaaeverada. O soberano
rospondea Ibe altivamente. Houve discasaa, e
Frederico III pos a questa nestes termos : am
casamento de inclinaco, am negocio de familia,
em qae a imperatris que deve resolver.'
O chaoeeller pedio eato audiencia a impera-
tris : a conferencia durou tres horas e meia, e,
apesar de todas as observac5:s do ministro, a so-
berana, que desdi largo tempe tinha resolvido o
casamento, nao quiz sab de rasos de estado.
Da volta a Wilhelneatran, Bismarck declarou
aos seos amigos que ia demittir-Be. principe
Guilhrrm?, qae soube disto, apresentoa se logo, a
approvoa a deliberaoa do chaoeeller... No dia
seguate, 1' de Abril, honve em casa de Bismarck
o jantar de que tanto s; tem fallado; Gailherms
assistio a esse jantar, e, sem aatorisaca de sea
pai, fes ao dao da casa o brinde significativo
qae tonto escndalo causou.
Nos dias 2 e 3, o imperador recebeo Bismar-
ck, assigaoo os papis qoa elle Ihe levoo e nao
Ibe disse aetn palavra acerca da questo Batteu-
berg; s a 4 qoe o informan de qae o principe
de Batteuberg chegaria a Berlim, a 10 de Abril.
O chanceller reapoadeu que, nesse caso, dava
immediatamente a demisso. O imperador limten-
se a diser-lhe qae fosse fallir c.m a imperatris.
Elle foi. A audiencia durou duas horas, e, sa-
bida Bismarck env:oa ao aobarana a saa de-
misso, acompanhada cam nm relatoria de triata
paginas Bobre a actual sitaaco da Eu.-opa.
< Apes r da gravidade deate acootecimento,
em Charlottetaborgo simla se a maior traaquilli-
dad-\ O imperador finge desinteressar-se da ques-
to. A imperatriz, qae tem toda a teaacidade bri-
tannica, resiste, nao ceder e jalga ter chegad-j
ao miximo das coacessss adiando por qainze dias
as expanses da filba... Eatr.-tanto, no mande
poltico jalga-se provavel orna coneiliaco qoal
qaer..-. ...
Os outros correspondentes dos jornaes france-
ses, assim com o da imprensa austraca e bri tan-
nica, propil*-n versojs muito semelhantas a ests.
Geralmeate acredita-se na Allemanba que se o
grande chanceller sabase da Baperior direceo dos
negocios, appare:eriam porventora as maiores
difficuldades.
Es'a creoca tal carpo tem tomado em favor da
permanencia do principe de Biamarck, qae o* di-
veraos circuios allemes eato t.-atindo de faser
represoatacis pedindo-lhe qae, por min;ra al-
guma se exonere
Segundo a Nova Imprensa di Vieana d'Aus-
tria o herdeir da cariaala mais hostil do
qae Bismarck ao projectado casameoto da priase-
za Victoria com o principe Alexandre de Batten-
L-se na tKelner Zeitaag folha bismar-
ckiana que as difficaldadea da crise eato adia-
das, e que a reoancia formal do principe da Bul-
garia nao mudara favoravelmente a sua situaco,
sendo problemtico anda assim qic as diapasicoas
do czar mudassem, anda mesma que essa renan-
cia se realisasse.
O Grashadamin, dis que Bismarck attribuira a
nflaeacia briteunicaa intriga para a proj-ctada en
lace matrimonial, desejando, por esse modo, per-
turbar a paz cam a Bussis, affirmaodo qae o czar
grato ao principe de Bismarck pela sua attitade
de opposico a esse casameoto. Por fim ooneloe
aaaeverando qae as intrigas inglesas nao conga-
guira jamis interromper as boas ra'acss que
exiatem entre a Bassia e a Allemaaba.
Procede diversamente a imprensa rusas. A Ga-
Zeta de Moscou} de parecer que este incidente
apenas um novo ardil do prncipe de Bismarck,
mas que n> lograr bam xito. Nada tari a per-
der a Buasia, disem os peridicos daquelle impe-
rio, se o enlace do principe Alexandre libertasse
a Europa da tyrannia do principe da Bismirck
Esnerava-ee em Berlim que a mese da de-
misso do gran le chanceller prodisisse grande et-
feito Nao sneeedeu assim. A noticia do casa
ment proj ctada na foi aiada deameotida ofi-
cialmente; mas o eerto qae o principe Alexan-
dre de Battenberg j ni ir brevemente Ber-
lim, como se tinha promettido, nem to pane seo
i.-roo. o priocipe Heorique, acompanhar a rai-
nba Victoria se ella fr visitar saa filhi, a impe-
ratris da Allemanba, o que, todava, nao anda
urna cousa de dovida .
Assegura se tambem qa-s a imperatriz, roe
com o assentmento de sen mando, mantea} cam
fi.mesa a resolnco de d.r sua filha ao noiyo que
ella oscolheu e nao est decidida a dea vial-a do
sea intento, por nenhuma considerarn pobtiea
deste mondo.
Nao ha dnvida em que a imperatris consenne
no adiamento desse enlace, mas tanto se obstina
em favoreeel- e querel-o, qae no di 12 ds Abril,
aniversario natalicio da princesa Viotoria, ten-
cionava proclamar em publico o espanaae, crean
do a favor do principe aUxaodre am tacto con-
summado, sobre o qual nao seria j posi
,i^r5=K--*=K: T^sxrjs\sz.s^
ver neohama especie de rcoasdr.c3os.
Emqaanto estas causas se passam. envi lam
SBSfSIBSBl

SSBBSSSBBSSSBSBBl


jjr outra parto volis og muios de tirar a etss
fiVi o earacter inquietador qae paaia vir ter
M respeito as relceos da Allemaoba com a
tese est traanla de soseg .^aen, C""
*lte principe Aloranirs da pal.fca altra-in-
Senteaa. o es sobTno d Bulgaria-julgaa
Ttioha dimita .egoir ?" do galpa da ?"
de Pnilippapo. A pr.nees do alies m-
,anta de sa irma, a c.ar.na ; o re. da D.oa-
intervem j"w d0 0,,' ('a.0 ff'
DOito provavel que otros intermaiirarias
,o. se taaham iotersosw e as Artes tk
rpeteraburgo e de Berlina, easarasssaos ao !>
ie affirmi qae o czar se iocQ a nlo oppr
caliaies ao casamento implado pelo prinei-
Tfc Bi.tn.rck, prsteaismto ^**SA
Lse caso o golpe w seguto, e m objetas do
Weller nao teri.m rate de ser. A ameac.
dk demistio na a teria to pow.
A lude Abril distara de Berlim que nlo ha-
, terminado a crise, como eacrevem os iirne.es
e (Juilberme, aecreseentou a Mi* commonica
fe tem largas e frequentes coaerenoias com o
Janceller e nia dissimula que toma o partido ael-
feeMtrsotoperadoreaimperatiis.
ga maito tempa ja que o Kromprina actual se
mitra va hostil ao principe de Battenberg, e ha.
a gnnoquaudo se tratou do casamento de ana
aoi com elle, manifestou-se contrario a Casa
io. .
Parece esUrmos sssistindo ao desenvolvimenta
ie am romance de amores, contrariados por diver-
^b tyrannos e tyraonetes, mas p.etegidos a dea-
tito da todo pelos bondosos extremo maternos,
se poera cm acco para o desenlace deaejado se
alisar, oa mil estratagemas qae a phantasia e
xdretudo o coraco de urna mi cariohosa podem
iwaatar. ... u
Espercmaa, portanto, polo ultimo acto desta alta
jsstedia de rortessi sponsi e preparemos o eepiri-
>*ara unir as nossas sympatbias as da familia
saoeria! alienta cm favor dos interessantes mi-
ga o maestro Porchielli estivesse ainda vivo,
jaa pondo em solfa cada telegramr/ia q le se vai
aeebendo sobre esta aovilla em accao, de que
e se poieria compr usa nova oppra.
Merece o priocipe-Alexandre de Baitenberg a
mi lio que inspirou ?
O correspondente do Times em Vienna deacre-
aa-o neatcs termos, que se diriam dictados pelo
nihasiasmo da princesa Victoria.
. De todos oa principes existeutea elle o mais
jKstil, v.--lente, bo adoso e formoso. Em nenhum
jjUo potico figora, com certeza, um here mais
atibado do que o principe Alejandre. A histo-
.da sua campanha contra os eervios urna ver-
keira eoopa-----
Sobre estes predicados romnticos, o hroe o ac
aseseentoa u fortuna de ter merecido a affeica da
Issaulia real britannics, e nomeadamento da ave e
Jsk xaii da su amada, a rainha de Inglaterra e a
aaperatriz da Allemanha. Eitas seuboras inte
assaaram-se pelos sentimentos da juvenil prince-
sa Victoria, mnlueres e alis antes do que sob?ra-
a, patrociuaram nm plano de casamento entre
OKduus namorados, sem quererem sab?r se a liaa-
iasoo a Autria, se as estipulsces dos tratados
uu combinacoea dos diplomatas priam eiobar-
m i felicidade por que ambos ellas anceavam, e
*inperador PrederUo III, h m^m de corseSo,
^n sentimentalista, consentio neste plano.
Uas, como vimos cima, qaando ia ajustar-se
anitivamente o enlace, surgi de li o implaci-
^m), o duro, o frreo Bis nar>'k, e lembrando qua
aa prioeesn illemSs pertenciam historia e nio
Mkromance, oppoi-so tenazmente aos desejos de
Ifctria neta, de Victoria filhi e de Victoria
a.C, e apegar d tjBerQ qae se dis, quem afiual cantn a victj-
l aial .
Poroue se fea assim desmancha prazeren e rbi-
to da Europa ?
Surque a Busiia, qae temo a rc.-tauracao do
tono da Bulgaria de A'exandre de Sattenberg,
ase anda conserva partido entre os blgaros, eo-
'!aWs<ou iU3 familiat dyaasticas mais poderosas da iro<
~sa c protegido por ellas.
Si a sombra dessa proteccao, o simplos tacto da
sflanDca pessoa! do principe om e*a is familina,
Xtanam para reanimar e fortalecer o pirtido
aati-rosso da Bulgaria.
Ora, por intt-resse da paa, o principe de B^s-
avek qur uiinter a cordulidade da rela'.ojs
rntra a AUemar.ha e a Ruasia, q"e o i(nprdor
Sfailberm'-, ao qjo se dis, racommendou at hora
aa morte, c nao almitte, portanto, qae esaa ai-
asteria !' :i o ir, qua essa poenlidade da ventura
''fe dous auitutea, veuha lanc^r aggravos e des-
asoSincas cutre as crt-a d; Barlim e 8. Pdam*
largo, e complicar, porventura, a j4 to embru-
sada qaestlo bulgira.
Como e !e, segando parece, peusa a grande
axioria do povo aetr), e na su* opoosicio coad-
Bva-0 o partido pietiit* e cons?rvador, hjsfil
iagUterr e is infldeaeiaa liberaos que a impera-
ra Victoria i xiircfl n representa. A qaeato de
itBit toro u ae, portanto, ama grave queatao
tnica e diplom itic, e chigou a espalbar-se,
. m se fj--8e por dinut'i n a oargurado plano de
aameuto, BisOMrck daria a demisso d> ulto
awgo que Ibe entregou o m5os os fios do (festino
0 Allemanha.
Est aliado, se nao posto de banda, o projoeto
a enlace. Entretanto intrigarse, mauei* se,
axsao j dits;mi)j, na propria corto de S. Rcters-
- largo.
Mis dado qae venba a apasiguar-se o disseiti-
aeato entre o chanceller de ferro e a familia im-
asrial, o fac'o que i lie. existi e as suas conse-
aisnciis Rcam.
Exista, limitado nnicimtnte qaestlo qae o
VrnoQ publico e r.aasi escandaloso T
Ci-se que nao ; ci-se qae entre o novo inope-
' sadoi, influenciado par sua esposa, o chanceller,
i3te um aDtagoni-mo de modos de ver e de pon
ar, que nao se poder j dissimalar par multo
*po.
Aeeresceitn ja a imperatriz Victoria Um con-
3r* si urna eorrente de rpiniSo publica fjrmidavel,
too se des ntrmha em aecusuc. b, quando nao em
" aasaeatos e injurias. Mas algons err epoudeu-
Ska biebilbot'irus asoeveram que ella ten querido
artefvir directa e pesaoilmeute na gerencia d :a
aagocios pablioos, e qoe o rude chanceller se
appoz a essa intrveocJo, resaltando a'ahi, scenas
i;agradaves. i ojo desgasto peioroa n sa "*^o imperador !
O Wimer Tigblatt c;nta a'li, embora com re-
.rvaV, algrfroBS (e.jaas s^.^nas. No diser d
taado a ni : mostrado o desojo do assigiur
>fiocdl"iite d'gjverno em lager do imperad r,
' asan Jo te o i So podesso fazer, B tsobu. u ihe s 'cramente que a substituiulo compe-
ta ao principe Uuilherui".
Certo dia, eb'uio o chanceller a conferenc-ar
om o soberano, eotr a a imperarris com a intea-
ajio app-ireote de assistir a coufjrencia ; o altivo
SMnutro, que naase momento eatuva a ler una j a-
sis, iuterrompiu a leitara c re'irou-se. No dia
Mgniote repatio se o mesmo caso, e eutlo Bis-
. atarek obiervou que estava aco3t.umalo a trabu-
Jkr.r a sos com o imperador. Ni dia seguinte,
accrescenta a folha vienaens'1, o boletim orHeial
annnnaia>va qae Frederico III tinha passado mal
a aoite. Pobre Imperador I
E:tii anedoetas nlo serlo verdadeiras ; mas
aluda qae s jaoi inventadas, algain fundamento
asvem t< r. Q .e na Allemanha so estA deseo vo!-
asodo grande animosidad^ c ntra a imperatriz,
K axacto ; a impreusa inglesa Ja tem chegado a
jseixar se d.'ssa animosidade e das suas man-
stacdes.
*
O que essa imprensa rilo patrocina, por n, o
meato do principe Alexandr ,
A Pall Mal Gaztlte, qoe, se nao tem importin-
tn poltica, inspira-se mu!) no bom senso bri-
teaoico, paolicod ha dias sobre esta assumpto ama
Oeeaional note era qae d razio a Bianarck.
>\ftaaacrevemjl-* p>r que tamben) cont a ama
Joutriaa acerca do amor, cuja platonismo aMi.
Je agradar, certa osate, a princesa Victoria o?m
a xteohoui namorado.
Diz o j irnal ingles :
O asjumpt i do dia aiuda o veto opposto pelo
riocipe de tium irjk ao casamento di pnn-ipe
Alextlre. O c-baneeller cntiul implacavel, e
aehanceller tena razli. E' absurdo por em risco
a paz da Europu t par qae se cazem dag crea-
taras que se amam. Niognem se oppoeai a qae os
oas pnneip-s te amem 4aanto qaizerem, ama vez
qae su nao cauem, e coiaquaoto aeja realmente
atoro q", as anas circumsUaeia, o amor nlo
aooduaa ao casamento, meaos duro, anda sssim
do qae caz ir san amor, qae ordinariamente o'
aoe aso iteee a i princesas imperiaea. A mior
arta da gente pareja qae nlo cazaren) os que se
aaaam. o cumula d i infortunio humano. Mas
yarda e qus amar e ser amado cantutas a
to valioso augmento de faticidade, que, anda
quando se supprim a possibdidade do casamsn-
tu, os amantes slo muit i mais felices do qoe qaem
alo ama nem amado. >
Segando as ultimas noticias, porm, esta doa-
trina nlo perfirbada pelas edrter de Berlim e de
Londres, por que se dis qae essas cortes vio ne
gociar nm aocordo com a Rassia, cerca doa nego-
cios da Bulgaria, qae permitta efleetnar-se o casa
meato sem cansar apprehensdes poltica mosco-
vita. De anasira que muiw posaivel qae aeja o
amor trae, sdxnal, f>.aa isilt baraeara meada mex
tricaval da aaestlo algara !
E' esawmdaaa) Posea a imn^ratris Vietona,
que vai diatsbuir aaacaaraa pelas vctiatas das
inundacoes e inspecaaaaiar peasoalmente a distri
baiclo dos ataamos-patos aeceajitados.
Osjornaeade Berlim pnblie.m navas minaden
eias aobro o teetantento do imperador Guilhecn:.
A forana particular do soberano aleva-ae a 48 mi-
ihoss de marcos. Tres quintas pastas foiam rega-
das ao thesouro da corda e as duas quintas partes
restantes ao imperador Froderico e & irml do Im-
perador (Juilberme, a gran-duquesa viuva do Me-
cklemburgo-Schevcrin.
Os palacios das Tilias, de Btbelibtrg o de Col-
lence ficaram imperatriz Aagasta.
Kalndoa l'nidoa
Armouae grave desordem entre os operarios qae
trabalham n'nm tunnel do Tennessea, ficando uinee
mortos e muitos feridos.
O presidente Cleveland aaaignou a ordem para
se abrir um crdito de 200:000 dallara destinados
conveniente representas* > doa Estados-Unidos
na Exposico da Barcelona.
Participan dos Estados Unidos a morte do
general Quiocy Gillmore, que na ultima guerra da
grande repblica desempenhou um papel notav'd.
Deixa trabalh s importantes sobre arte militar.
Em Anerbory, no Estado do Massachnsseta, nm
violeuto incendio destraio varias fabricas, cajas
perdas sao avahadas em einco mllboca de dolan.
Na linba terrea de Chicago a Mitncauk^e, um
coraboio que no dia 5 do correte seguia para
Newhampton Lawe eahio a um riecho com a ponte
que havia sobre estee que abaten ao paseara) as
carraagens.
O deatro^a no comboio foi terriveL As victimas
sobem ao numero de 12 mortos e 45 feridos do gra-
vidade.
Tres grandes campanhias de nave^aclo transa-
thantica emittiram circulares concedendo um* re-
dcelo de 20 0/0 a todos os exportadores que ae
comaromettam a servirse exclusivamente das bar-
cos a'el las.
Prosegua a questlo suscitada pelo cnsul
norte-americano em Tnger (Marro-sos) que de-
fende um marroquioo sea protegido ; mas a maco
uaria de Tnger telegraphou 4 maconaria norte-
amaricana pedindo-lhe que inflta com o governo
de Washington para ama solnci pacifica.
Diaii# noticias 4o su!
O paquete na -ioaal Para, entrado non
tem, foi portador das segualos noticias :
uto da i'rau
As folhaa da corte publicam os seguintes
telegramrnas :
Buenos-Ayres, 19 de Abril :
O ministro plenipotenciario da Italia nes-
ta ciclado deve apr-asentar amanhl as su va
orfiden:iaea acreditan Jo-o junio ao governo.
La Prensa publiuou ein um dos seus
ortigos qu3 o 8r. (aruiendia declarara ter
a fiOiniuisso brtzileira recouheaido que o
territorio em litigio pertenoia Rspob'ica
Argentina.
19 de Abril :
RjaliBou-se bontem um grande banque-
te; nesta oocasi3o,foram preferidos diversos
discursos cordiaes, alguns dos quaes lison-
geiros Repblica Argontina o ao imperio
do Brazil.
Fea sa um brini'eaoSr. Barao de Capa-
nema e commissao bra^ileira, elogindo-
se o bario pelos relevantes smeos que
prestara. VJfj
Reinou durante o banquete a maior har-
mona.
Montevideo, 19 de Abril :
Appartceu a varila em Celno ; nao tem
por emquant) produziio grando numero
de martes ejulga-se que nao 83 estund-rA.
Celebran ae hoja nesta capital a fes-
ta popular.
O senado votou deanitivamente e sem
discutir a convenci sanitaria oriental, ar-
gentina e braziieira.
to deJ ueiro
Datas at 20 de Abril.
O captSo de estado-maior a Ia cIjs-
se Urbano Duarto de Oliveira, foi n^mea o
ajudante da directora cfo arsenal de guer-
ra da curte o enc>rr- gado do trem do arti
Iberia. '
Foi nomeado amanuense da secreta-
ria de Fazeadt o prat^ante do Tneaouro
Niciraal, Frane.isco Correia Leal.
Foram nomeadosfijudantes de ordens
da presidencia da provincia do Maranho, o
tenente do corpo de estado-meior de I'
-1-.S3" Araripe M relies, em substitu ao de
tenente do mesmo corpo Jlo Arnoso : e
da do Piauby, interinamente, o alferes ho-
norario do ezercito Misad Francisco de
Le mos.
Foi nomea io encarregaio da fortale-
za de Itamarac, o m>.jnr reformado E-nyg-
dio Francisca de Souza Magalhles.
Foram Borneados os segundos cirur-
giiJss do corpo do saude do exercito Drs.
M-rtiniano de Arvellus Espinla e Jos
R yinundo Cabral de Mello, pan servirem,
sata Bs> guarn';!) de Santa Catharina e
aquella na do Paran,
Foi nomeado lente substituto do cur-
so de scieoci&s physi a e mathematioas
Ja Polyt bnisa esc Ja o Dr. Lua da Ro-
cha Mir.iu.ia.
Furam nomeados : cnsul geral do
Braail era GribralUr. o Sr. Eladio Murello
Qiolm.i, e cnsul gend da Repblica da
Bulvia na corte, Joaquin Arsenio Cintra
do Silva.
Um ''istiocto msdioo brazileiro, resi-
dente em Pariz, era carta de 23 de Mar-
co, dirigida a um eloi -o da corte, diz o
seguinte com relaco ao estado de sau 'e
de S. M. o Imperador :
t O Imp-rr .dur va p rfeitaraente bem,
posso afBrmal O Peer est justificado,
quando disso que o I nperador nao era um
docnte, mas um hornera fatigado pbyaica
in'llectuahnento, inda de repouso.
Eate repouso o Imperador encontrn em
Carnes. >
Confirma-ae o telegramraa qua rebe-
bemos sobro a reetacao do Sr. conselbeiro
Ferreira Vianoa, no dia 19. Foi ests o re-
sultado final :
Conselbeiro Ferreira Vanna 1347
Quntino Bucayuva 10
Joao Carlos de Souz Ferr ira 28
Votos diversos 25
Dos 3462 eieitoroa alistados no diatricto
[Io) compar ceram uruas apenas 1539,
dos quaes 31 votaran em brinco.
O Sr. oonselhiiro Antonio Ferreira
Viaona recebe i no na IJ i aoite, em bu
residencia, numeroso concurso de pessoas,
que foram feliciUl-o pe* sua raeei\;a >.
Alm dos amigos pesaoaes e polticos de
S. Esc. comparaoerain tambem os alum-
Q)8 e aiumnas da escola municipal de 3.
S^baslilo, acompanhaios do respectivo oor-
po docente.
Isla
Datas at 24 de Abril.
Continuava a funocionar regularmen-
te a assembla legislativa provincial.
Depois de prolongada molestia, falle-
ceu no dia 22, contando cerca de 67 ao-
nos de idade, a Exma. Sra. D. Carolina
Trinci, estimavel e extremosa mai da dis-
tincta professora de piano Mme. Agese
Triu :i Murri.
No mesmo dia fallecer Rodolpho
Cardoso de Oliveira, conhecido despachan-
te 4s nossa atkndega, pai dos Drs. Cli-
maris C. de Oliviiira, professor da nossa
facxtdade, e Joa M. Cardoso de Oliveira,
jura rrnicpal da oidaas da Birra.
O tlassaV), qu ^ozava de estima, era ao
gro do aii a a vol negociante Joaquim Lo-
pes de Gwv.ilbe.
8era;lpe
Datas at 14 de Abril.
-Abrio-se a 3, 1 hora da tarde, com
as formalidades do estylo, a aotual seaalo
da assembla provincial.
O Ex n. Sr. presidente, Dr. Orympio
Vital, leu um importante e luminoso rea-
torio, onda francamente manifestou os no-
bres intuitos de qua se acha posauido, de
cuidar com vivo interesse do bem-estar de
nossa provincia.
Terminada a leitura do mesmo rea torio,
retirou se S. Exc. acompaabado at a
porta do p. c te por urna commissao de
dr-putado8, recebendj as continencias mi-
litares que lhe sao devdas, por una gaar
da de honra postada em frente [ao dito pa-
lacete.
Acham se reconhecidos tolo* os de-
putados provinciaes eleito3 palos quatro
dislrictos da provincia.
CompSe-se a assembla de 16 deputados
conserva lores e 8 lib'rues.
. A mesa ficou assim composta :
PresidenteMujor Antonio Agostnho
Ribero Guimaraes.
Io vico presidente Capujo Antonio
Ludgero de Oliveira Qieiroz.
2* vioe presidente Padre Antonio Pe-
Ith Pinto.
Io secretarioFelinto Elysio do msci-
mento.
2a ditoTenante-saronel Lua Auto io
da Cesta Mello.
Por acto de 5 do crrante, o Dr
uhete de polica, exoneroa o cidadio Jos
do Barros e Alneida, do crgo do ama-
nu"Dse da s 'creteria de polica, nomeando
para oxorcer dito cargo, o oapitlo Gusta-
vo Pr^sp ro da Silva Travassoa.
O Exm. Sr. De. Jos Lua Ooaltio
o Campos, acaba de conceder liberdadu a
23 escravo3, rcuun.iauio ainda o sarvg)
da 19 ingenuos.
O Sr. Fianeisjo de Aquiuo Vi:ir.i,
propritari) resid-rate no termo de Jspi-
ratub', declarou tambam libertoi 16 es
cravos, san coudiylo alguma.
No dia 9, cerca de 11 horas da m.v
nb, ao largo da igr j matriz dest* ca-
pitel, teu'.ou un individuo asaassinar, com
um grande compasso, a um seu desarTecto,
nao tiendo homicido por ter .o aggredido
prendido Iha o pulso, e comorrido ao lu-
gar do corifl-te muitas pessoas.
O delinquaute foi preso immediatamente
por um sargento de pli:ia.
Altgoas
Dates at 25 de Abril.
Chegara eapital, em 15, s 5,horas
da tarde, prao di do da nmeros) cortejo
de astoigos, o Exra Sr. capitlo Manoel Go-
mes Ribeiro.
S. Sxc. recebeu no dia 16, da iMos
do Esm. Dr. Caio Praio, a administraclo
da provincia/
Po a-tos do 23 o vioe presidente con
cedeu a exonera So pedida pelo bacharel
Francisca do Paul* L';ite e Oiticica do
uargo de chefe de polieia interino, nomean-
do p-ra substitul o o bacharel Nicolao To-
lentioo da Costa Jnior.
Por actos de 20 suspendeu a exeou-
c;lo do regulameets da instrucglo publica,
approvado por acto de 28 de Marco ult
mo, Ht ulterior delib'racSo da assembla
provincial: demittio e promotor da Cama-
ragibe, bachard Pedro Valeriano Buarque
Cavalsante, nomeando para tal cargo o
b-.charol Marianno Augusto de Medeiros,
prejuoda assim a su anterior norneuco
pura Porto Calvo e para esta ultima co-
marca o baoharel Jos Lua Cavalcante
de Mendonja.
- O Dr. Ambrosio de GusmSo Lyra,
advogado era Juiz de Fora, na provincia
de Minas-Geraea, no dia 2 de Marco ul-
timo, anniversario natalicio do S. Exma.
consorte, ooncedou libar.dade, couiiconal-
meote, aos seus ltimos 11 escravos, todos
matri miados na collectoria de Camaragib?,
uesta provincia e empreg idos na lavoura no
engenho Unu3s do referido term) de Ca
raaragibe.
Dispensou na meara data os s rvicos de
2 lber.os c da 5 ingenuos.
As folhas regiatrom muitas outras
coacessS'S de cartas de libardade.
EXTERIOR
Correspondencia do 5 ario de
er na mbuco
PORTUGAL L-.sboa, 16 de Abril de
188S
A 43 i) corruuto partirn) do Tejo onde tmbam
fb-a!'. pura tjmar carga- da pr*cJ, os vapores
Ancto>\ ingles e VilU d Sanios tee.mtt. Nao
werivi por ellas. Apesar da differens (te 3 das
ee er-ir que o Tagas da Mal* Real, por oade
cioetto esta correspondencia ah ctieguepri-
uieiro.
0 pr jeeto da rgie dos tabaces em que se tem
fasto discurso de legu e mua, foi votado ante-
h-iurvui, aabb.d ', na amara des deputados. O
n lator do projecto, Sr. Conten-, q-io verdadis-
airai nestas ques o;s, o o Sr. Mxnaono de Curva
m m nistro da tsenla, q-ie e em todas, tuoram
ir dos quaes o mais cordsto, o qae mais soperior-
neaie se apreseateu orno advoraario, foi, como
ja'go fr tiio oeeasi) do Ibes diser na mioba de
do crente, o Sr. Mjraes de 4arva!ho.
As aaiseail teom esUdo s moscas, o qae sam-
are ai-oateee desde que se trata do questOes eco-
ii iBiieas oj admi-iistra'ivaa em qae ai) ba pre-
messas de eteaudalo oa personalidades.
Excusado diser qae o joven deputado regene-
rador o Sr. Arrcyo tumou a sua parte horas infi
ni'.as m combater o projecto do governo.
Na aestao de 13, na vesoera de ser votado o
proj-cti qua ia apparecea I > o decantado t'nci-
dente, ancarregaodo-se o 8r. F.aoco Ctello
lirauco, opp-osicionista regeuerador e competidor
assiduo do Sr. Arroyo, em promover episodios par-
Katentares, de soggerir um dos taes incidentes,
cm a nvelacao de varios episodios, mais ou
oseaos exactas daa tao lailada dissideacias qae
npus se deram entre os Srs. Lueisno d Cas-
tro, presidente do Cnselhj e o seu collega da
fas nda.
Na > ficoa sem resposta, e a qua lhe deu no sab-
bade (14) o Sr. Mananno de Carvalbo pos um
correctivo em muitas asiercoes qae o seu adver-
sario a vanear a na vespera.
Falla-te em que havera nova prorogacSo das
cortes.
Assim praois), porqie os oroamentos ainda se
nao discaiiram e ha outros projectos de lei cuja
urgencia manifesta.
Sabio no dia 12 desta mes o primeiro numero
da Esquerda Dymnastioa, orglo do grupo de que
chefe o Sr. Barjooa de Preitas.
Bis o sen programma :
Bselarecer a eonsciencia popular ao gr)nde
sol da escola e affirmal-a na ampliaoao do suftra-
gio; garantir ao pas a hombnlade di poder pela
respansabilidade dos ministros ; asssgurar s on-
scieaoias a livre manifestaoao do seu credo ; pre-
caver a liberdale contra asembosead-as dareaccio,
qaasi ovante; assegurar aos operarios o lar de
modesto dispendio e instituir-Ihes o seguro contra
os accidentes do trabalho, para qoe nio fiquem
ao desamparo asase pobres invsasdos dos rudas
combates de cada dia ; promover o arrotaamento
do solo oculto e os progressos da industria em
bryonaria, o manter solieitamente o nos?o grande
obj cto histrico e o nossa nome glorias > as am-
plidoes da Atrica portuguesa e pernote as chan-
cellaras europeas ; eis a syuth-se do nosso pro-
gramma, eis a sammula da nossa spera tarda ;
eis o lucido objectivo desse estadista da exepcio
nal talento e de prestigioso nomo, o consolheiro
Barjooa de Freitas, nosso legitimo orgalh i, e
nosso legitimo chafo a.
A Esquerda Dymnastica folha diaria e publi-
ca-ae noite.
Foi cordialmente recebida pelos oatroa jornaes,
como de uso quaaio apparece algum peridico
novo.
E u breve deve travar-so polmica viva eutre o
orgo do partido barjonaceo e os das grupo serpa-
ceo.
No primeiro numero da Eiqwrdi Dymnastica
nao faltavam j epigramolas ao partido a qua
preside o Sr. eonseiii aro Antonio de Serpa, e un
especial^ a este cavalheiro. Aggreasoea provac un
aggrcsaods e quem ir falgando cam essas escara-
mugas o govarno.
O novo j irnal imprime-ae na fypogrupbia da
velha Re.voLaci-) de Sttembro, que tambem susten-
ta, desde a sciso do antigo regenerador a peliti -
ca do Sr. Barjona e dos seus amigos.
O formsto, papel e aspecto da Esqturda Dyn-
nstica pouco agradavel, o que nao quer ouar
que nao soja buin retiida.
A Relami do Laba, na sua oltima sas^ao
e maudoa o despacho do juis que prenuneiou j
soeialistn, ou antes unarchista Pinto, qae tentou
contra a vida do Sr. Piuheiro Chagas, cuasi eran-
do e crime homicidio frustrada .
A opera D. Branca do laureado maestro por-
tugus Alfreda K ,1 sei tambem cautida 12 o o
15 veseg u* futur. cpochi lyriea no thcatro do $.
Carlos de LUbda. Foi aasa o teu oaassasta com
.a emprezi actual. Vdio por n.viaias reoeutissi-
.14-, que a mag.tidea opoia de Keii Sai ser can-
tada em Londres no Covent Garden, e cm Soma
as iheatrj Apollo.
X'uia despacha te'egraphico da Fwronfi
acabo de ler o seguate, cuja veracidade melbor
abi se poder apreeiar :
Carniere Italiana dis Barrar acreditado o
boato de que o uapatadoi do ll: .>ti-, em rasaa n
sua euf-rmidole, abdicara a tbroao ^i toa tlua
0 lie.ri-a residindoem Floreai;i.
Sa da 12 parta para V'ilU V e) aeo uji-
nbadu pelo Sr. Jorga d; .VI lio, sua ltese o p.-iu
cipe real, qua v.l cJ.cr pssdac es iaja suas pro
priedades daquelia provincia, com destino ei..;-
litfij agrcola.
riua alieaa qua tem aeonpin'i.ij eom tala o
i atarease os traba'hos destinados a favorecer a
^rieur.ura, e qua lhes tem di,;euaada toda a sua
pritecoa, qui ir peaeoameae s suas goaadea
p- priedades da casa do Braga ae, a taser a escolha
d-a productos que quer taser figurar naquslla ex-
paaioaa,
As commiaaSas de f.i.-ud c obra9 pub'icas
da cmara dos deputad a, reuuia-n a 12 do cor-
re uta no ministerio do reino para cxamiuarc.n o
projecto relativa aa arrendameuto doa caminh >a
de ferro do eul o sueste e co'onia.clo do Ale.itej>.
Ficuo para decidir n'outra rennio se o proje-
cto seria uprasaotado c-.mara coutoudo as dtVU
partes que uctualm ate o compoem, ou se ha de
a p .rer a ouo dis r<.apeito colonissyo, di que se
reii-re aa cauuuha de ierro.
Priacipiou ji a diacasaa-o d.t b*s-as relativas aa
camiob i de ferro do aul.
Fai publicado, no Diario do Gouerno urna
portara approvando o projecto da sec?-ao entre
1 .-a c Cascaos do rainal da eaei nha de forro do
Caes doa Soldados a (atCaKS, cam aa condicoea
que di ine:in i po.-taria tez- u parte.
- Na fo.ha iflei.al tambem ioram puolioudaa
os novas tstatutos da Bateo de Portugal.
Tem dado muit) que fallar o caso da morte
do inajur Pica, de quo resultou ter sida presa um
caboHereira da ra de Oor., chamada Paiva, a
quem o fallecido constituir hoideiro doa seus mo-
destos ha veres.
Pela aualy.ae cliimica das visceras de msjor Pi
cao, kita per doua pharmaceuticoa (Alvos e D.a-.k)
ba mais da 20 annos cuearr gaijs pelos truun.es
deste genero de aaa y>ee, conatou utBeialrneutc
justica que se eanarttr ara atas visearas do morca
grande quantijade de uraeaico.
Paiva, multo condecida par suas 'iaeralidaiea,
genio bo.idoao, scrviyal c de ho icolo cinpjrtaman-
to, fai, loda.'ia, prooauci-.do s^m fianja; mas
cama tem mcias e bom advogado, requerau secunda
analyae de contra-prava para jos.idear a sua iu-
noceucia.
A esse tempo j-t se diziano p abi ico ter em os
doua pharmieeu:ieoa cantada a pesso.s de sua in-
timidado qua b.uv>ra um dcploraval engao em
sua analyae e que o arseuice eucaatrada nao pro-
vinda das visceras, mas dis reaea'.es por elles
empregados.
Assim que ato constou, na i.<. :m idea, da tro-
voala com que 09 jornaea de Liabaa e depoia os do
Porto commeutaram o caso, pedinda a creacSo de
um pasto mdico-legal jua:o a cada ralacao, por-
quuuto esta servica entre nos u:-a est or{anisado
aiuda, fi.ando mare daates eogmos e empiris-
mo o deati.10 da muitos aceuaados, alguus dos
quaea talvez estejam soffreudo no degredo as eou-
sequencias de taes equvocos.
A par disto, muitas improcsces costra os dous
pharmaceuticos, sem se recordarem os qae farta
es iujuriaram de ignorantes e Barrafacoes na praaa
fcil do jarnalismo, .que ainda assim aa doua ha-
mena de bem, pas que uaicallaram o reconbeci-
menta do seu equivoca, mas ellos meamos o denun-
ciaram ao tribuual fasenda urna "xposici por es-
cripta causa provavel.
Tendo sido desda -ailas san 3 o lbarafjr!o tn
que faz om taes analfses. o da -?oe;eds4e Pb irmt-
ceutica. catabelecida no palacio do dij'ie d1 Ca-
dival, juoto aa Roco, palacio baje em parte de-
molido para as obras da estacSo principal dos ca-
stiohas de t-rro, Bsera-M a pre-.aa e menos metho-
diaamentea remoco des ingredientes a oatros ob-
jectos do lboratario.
A iase attribuem terem clisa empregado na ana-
lyae manci usos, o que em si coutiuha enorme porco de ars-
nico, em ves de uucro reageote purdeada, de que
asavam servir-ae para tao men Iros is averigua-
os s chimicas.
No qoe os Sra. D.-.ik e Alvos pracaderam mal foi
em nio terem faite lago easas declaracoes categ-
rica no tribu .1, mis lepis que a impreasa
n'um brado una >no ehamou a actenca) do governo
para o que se tii.ha passalo, e deste buver nomea-
do ama coaimiseo compaata do abalisado lente da
escola medica-cirurgica de Lisboi, o Sr. Dr. Soasa
.Vlartins, do lente da cscl* polytechnica, o Sr. Dr
Eduardo Buruay, par* eanjuutnmente com aquel-
las dous pharmaceuticos proeed rom a novas aaa-
lyaea nos restos qua tiubam eado das visceras do
tallecido major Pieo, e qu", felizmente, oescrivao
da proceso havia conservado em lugar seguro dos
rato, qae sao serapre o sarvedoara desses fuaebres
depsitos arrecadadas em frascos mal rolbados nos
des vaos da Boa Hora !
Como so dentro de 15 dias esta commissao pj-
der tirarl a limpo o resoltado da nova analyae,
anda naa'eonata qaal elle seja, mas toda a gente
desojara que elle Lsae provar a inoocencia do ca-
btlleireiro Paiva, que maito bemqaisfo, e coj*
f rtuna oessoal o hourales o puabam a coberto de
quaesqu'er Buspeitas de ssssssinata premeditado na
aessoa de um hemem que deade muito havia depo-
sitado as ouas moa os pap is de crdito qae Ibe
le 'oa par testamento na vespera de apparee r
morto.
I) >as casos de euveaenamento roeeutes foram
ara avocados e mandn-sa tambem semlhante-
ie.nte proceder a novas analyses chimids.
F.utia muirs censas que vieram imprenaa
tt proposito doste casa do msjor Pico, fieos bem
evidente que a cadeira de mediciua legal anda
junta de hygieno na esc .la medica, do que re-
sulta absorver, aempre, o curso de hygieoe qaasi
todo o t^mpo, uSe fieando para as liSes de medi-
cina legal, propriameote dita, o tempo udispensa-
vel, p :r que a nabilitnc*o dos atomuot, neste
ramo ti iutareaau 1 i 1 a;u curso medica, taiha
o carcter de ser.edade e solides inditpensavel
para que os tribunaes do pais paasam depositar na
sua opmiao scieatifisa a impreseindivel confianca.
A vida de urna capital, onde se sy.itbetisam e
palpitam as qaestSas uais vitaes'^-ara s pais,
como am kileidscopo. Duas sem las e maia se
levara a discutir a questo da segaranoa material
das casas de espectculo, em coosequeaeia do aba-
lo e assombro produsido pela catastrophe de 21 do
alares n) theatra Baquet do Porto.
Desta ditsao resultaran) asQvistorias officiaes,
senda condamnados varios theatros de pequea
ime rtancia em Lisboa, Porto e Coimbra, e as
praoas de toaros de L'sboa e Almida; bem cota?
o alargamento das coxiaa as pialis di/s theatros
de Lisboa, senda eliminadas muitas dnsias de oa-
deiiss, a remocaa das grades de ferro qae separa-
van em S. Carlos a platea superior da geral, a
das grades de ferro que guarnecan) asjaaellas e
arcadas da theatro da D. Mara II e muitas nafras
providencias qae se nJe sao a ultima palavra n-'ste
genero de medidas pr6veativ->s, pela menas repre-
sentam ji um grande melhoramento e inspiram
mais eonanc* so pablio.
Desta discuaeSa p>raistente e interessante pas-
soa-se i oatra nao menos digna de attencaa e re-
ferente aa caso qua deixo nirrado, do engaa doa
peritos na ua analyae para a verifioici da exis-
tencia de substancias toxicas as visceras de indi-
viduos caja morte foi attribiida a asaassioato oa a
suicidio.
Todas as garantas sao piucas, nai s para a
existencia dos cidadftos, mas para a conservaco da
ana liberdsde e bom nome, coasas nao menos pre-
ciosas do que a propria vida.
Proiegie a subacripcaoaq^i, ora tolo o pas
e no estrangeira, ora favar da? viati as aobr >vi-
ventes di incealio da Baquet.
Bxeade j a 19J cantas de ris (f )rtea) a sonmi
doa donativos realizados.
Carnerea ae a diaeutir a applieielo desae di-
nheiro.
Familias inteiras sa .'cu nbiram iiaquclle infer-
nal braaeiro o de nada carecen).
Outroa individuos, que a'.li perdern) m mb-03
queridos, naa precisam dos aoecorros d urna sub
a.cnpca) publica.
Para 03 actores e empregados d theatros que
ae faenara), ou dquelles que rdea, entendeos
muitos jaria-'s, eeha di opiniao p-iblica nesae poa-
to, que nao se devem iaaatar is soceo-rra i r.alo-
r i os ; mas que o Estado q-w o deveria u lem-
nisir, da ido lhe os 8'Uj ordenados e salaros p r
toda o tempa que deviam duri>r os seu3 coatrann
u escriptura.
lies-a-n os verdadeirot orpbloa, as Sjriaaeat que
illi perdern) sa s mS's e seas pais, as v u/aa las
doarum eem os seui maridos, e que pedirUm ea-
mola de parta em porta se nao lh?s ti-s.se n j4
ministrad >s soecirras, nai s 13 qu ae digio le-
var a suas hamildos e miseraveis po isadus a S-a
D Mari Pia, mas os que a rsapeetiva com oiss.-
i tem o-itinaado a dar.
M 1? a numero deata^ ere uros inligentiasium
mofo liinitado e as om-n-is race-n-las, repuiti
das por ul'.-ia aigait; iria um ex a rer 1.
E' eaJS Dato o qin i imprcoaa vai discut 1
e com .'Onto asaeutifdo j fodoa coocordamem b
ni pais em bases det rmina las oUtra
uistiiuici' que ni falta, qne a asaistanc
pub!i ; BSSfSjaaHfe i- apoj-idu.-as de pbilau-
tropia sij provoeal .ase npro pelas nule-t ca
btatrnpues oo calamil>Uas; mas ?, niisenaoba-
. ignorada, quacidiana.- q-i; an estere naa
is c que a vi d is sjasiit no3 devara sem que
- -1 -t pir !33a, nao aunas digas do onai-
darac i'.
A q'ielyt: chose ma'Aeur esl bon, dizem os fraa
ce zea.
'or is3>, se datas tristitaims saBeassi saialta
(i se pense devras nos pontos que team v'ndo,
ha parto de am mex,. euper ie da pnbaiiad ,
^.'guua pasa i mais t-remia dada- para rivatisar-
mos cam o qae oo eearna cultos da outi-03 paize?
icio i de venda par 11 confesa ir, q-.ie a boa
t 1 para tuda que ah-Uiitrapieo e li i oiiii-
.ai: 1, te n)l-a nos na iidoie getero3i al>raeate
.tiV'i da no.is-i gen'e, onie quer que so ea-
0 iii re, sejam quaes tarca) oa climas pira onde a
ante os teuha arrojado.
V ,i langa j rsta carta e tratare! de resumir
m no que ain la reaia a dizer-lhaa.
D mtre o grande numero de fastas de cari Jade
que se team r alisado para engroasar o peculio
aaaaallaa vdaasaa, a mussignideativa fasta foi a
qu se vpritcau a 12 d-ste mez no tkeatro de S
Cari >s, por ioiciativa da commissao da imprenta.
a bi'hetcs de adaiiaso para t)Jaa os la jarea
do tbnatra crarn dip'i' irs eom enthusiasmo.
Assis'io a eaao siiaem que agreat u'.'rac'.ion
ora a rcappincSo, coma orador, ds Piuheiro Cha-
gas, que todos cs par tantos dias julgamns qaasi
mirto, ou palo menos mutilisid) para a vida in
tellectual, o que seria para elle imito poiar que
te.- luirrido do brutal attentada da qae fai victi-
ma
O prometido discurso da Aitoiia Candido, o
nosso Cast'sr, nao excitava monos a eurioaidade
publica.
Antes do dar a palavri a alguna junios, cuja
repartaga f-ai muit 1 m:n-icio3.i pal > qn1 r-iaaeita
aoa topicoa oaa duia 11a aveis oratoea d)3 illuares
parlaiuewt-.ros e iribuuos a que me refe.ri, comia-
tam que ihei dga q n nuiea em miuha vida aa*
sisti a urna ovaca t) calorosa, to prolongada,
tito sincera, '3o cnthaaiastica e significitiva como
a de que Piuheiro Chagas foi alva assim qae, ro-
daad-o pala connisaa da imprensa, astomoa na
palco de S. Carlos.
Toda a gente de p o victoriva cam a effasa
com qae festejaramos a reaurreico de um amigo
e de um onte querido.
S o diteurso de Piuhira Chagas fai ad.nir iv.-l
da eiegaaeia, de conceitoa, dae'evacii de ideas,
naa raso ia digaa de admiracaa fai a firmeza com
que desde s pr meir i phrsse mastroa a rija tem-
peratara do seu auimo, resistindo com voz clara,
sonara e firme a urna coramacao enaran, sem Ibe
vaoillarem ao c.itoaeoes, sem qae os seas ervos
o domiaassem par um momento se^uer, e, pelo
contrario, dominando elle o selecta auditorio que,
por assim dizer, Ibe penda dos labios ; oterronv
pendo o com palmas e bravas um) e multas vezes
al c ocluir, cabriolo enti deapplausos as suas
ultimas p.lavras e fazendo-lhe repetidas chama-
das para novameute o vtetoriar no proscenio-
Da Piuheiro Chagas dis ama folha de autelion-
tem :
Nao se descreve, mas todas imaginan), a ova-
cio d lrate que caroau a entrada de Pinheiro
nagas, qua sa encarroara da abrir o espectculo.
> Oa vivas cinfuadiam-so comas palmas n'uma
a...gra unisona e profundamente sentida, brotan-
do espontanea mate do coraco de toda aquella
gente que apinhava o tbeatro
Em todoa oa roatoa via-se bailar o intimo pra-
ser da contemplar restituido miUgroaameots ao
paiz e aos seus o taieoto fulgent'ssimo qua um 1
barbandade sem ame ia apagiuda para sempro.
E easa alegra dupeou quando 1 palavra mague-
tic a iut Chagas se cogaominau a si mesmi, sa patoatea-
muj t 1 pur-is, la granliais, ta saperom-ute
bellas como antes Effectivamonte Pinheiro Cha-
gas est o mesmo, na phraa-a que todas os labios
bontem pro inneiavam una voae. A meara 1 ducti-
lidadedc espiritoeleit", o mesmo verba di crystal
mais puro. Todos oa vagoa recelos eanarecaram
e cabiram par trra.
Cbagaa fallou pouco por ordem expressa dos
seus med eos; mas 0 que diase tai tio bello, la
grande ente eloquente, que valen horas da mais
prodigiosa symphooia.
c Qaando, faseado a apotheose do moderno al-
truismo, qne to eatraohado est na alma porta
guezi, se referi ludireetanente as pravas de es-
tima que oa seus amigos e admiradores se disputa-
vam a dar-lha nos transes crueis da saa doenca,
as Ingri-nas embargaram lhe a vos e o theatro le-
vantou-ae compart!Bando d'esta emoeSo.
< Tavo am peas amento feliaissimo na compara-
;Si d* baadeira francesa tremalando na batalha
de Metza o a que escapou do incendio do Porto e
encima va a frontaria do Baquet.
Termiuou pela exaltaoo do acto de S. M. a
Rainhi e ento n'um repto eloquente, bardado de
imageoa deliciosas, provocou upia ovacao, onde se
congloba va o orador querida e a excelsa prin-
cesa.
Outra folha resume assim aqaelle memaravel
improviso :
Chagas agradece conmovido, cam um sorriso
do alegra a qae se miaturam lagrimas da greti-
do. D po s c 1 Dc 1 a tallar, co n aquella brilha,
aqaelle untbasiaam 1, aquello ealor de inspiraca 1,
qua aquecera.n sempra a sua palavra prestigiosa.
D-scrwve com as cores mais vivas a burrivel ca-
r^slropae do Baquet ; disto qae reserva va p-ra
rj ntunio Candido, cujo elogio las, o encargo de de-
fioir bem o alcance d'esta festa,mas, a largas
trabas e com algunas imsgaus felieissimas, pinta
a vexdadeira carisade, a caridade corista, a qae
desea aos antros em que a dr se enreda com a
miseria, para levar om o riso e com a smala a
c naolaca o o balsama a tanta desgraos. Era
essa a caridade de S. Franeiaca de Asis, um san-
to italiauo, e da Santa Isabel, urna rai.iha porta-
Res. Nlo fai o acaso que o levou a lembrar
estes exemplos. A Italia e Portugal appareceram
anda agora i victimas do Porto, encarnadas na
figura eaculptural o radiosa da urna rainba, que sa-
bia antes de tudo ser mulher e me, s-atiado todos
os atf.ee.os uobres e compadecando-sa de todos OS
grandes iuf,rtaaioa. .
Di coneeitaoso discuti de Antonio Candido
que foi appUudidissimo, dis outro jornal, resomin-
do-o :
Depois de dirigir palavras amabaaimas a Pi-
nheiro Chagas, Antouio Caodiio eatooa, o qaa pj.
daremos chamar, poi asgim dizer, um hymao s
alegras ss da vida. Candemnanio com palavras
severas esta falsa escola importada dos nevoeiros
do fjarta, que se intitula pessimsina, o qae lau"3
de ser urna philosophia, na passa de urna littera-
tar mediocre o sem ideal, a praatigioaa palavra do
eminente oredor fez-uos percorrer a vista por tudo
que de bom, de grandioso, de sublua*, a human:-
dade tem produsida;e 'aquellas sya-h ee3 ad-
mirav-eis qua se um dos segredoa da sua palavra
to cu ta quanta eloquente, trouxe nos, cr .ves da
scalos, desde a antiguidade mais remota, at hoje
n'um paaseio triumphal, por meio de trophas ac-
cueaalados pela trabalho, pela talento, pela alegri 1
e pela f humana.
Na vamos na coneate sombra dos desa-
tentos, diase o ora lar, nao estanquemos aa fon-
tes da vida. Vejamos que vala a pon* vivar!
< Eira um v rdad ira poema a sus omeo.
a Fra m-strar como temos caminh.do eprogre-
ddo, de estadio em estadio, atravez do progresso,
que deliciases qaadraa elle naa uos apresentau dos
diversos estados de eivilisaejEa que conheeemag na
historia, desde a ludia, deade o Egypto, at as
moiernas saciedades !
1 Mostrou como se tem raelhorado muio, mas como
tamhe-n eti aiuda tanta por f.t-:r, o do mais s:m-
pl-ea. Emjuanto os ileologos e ca patieos se cn-
t.-eteam com lgatelas inuteis, qaantos milhares
de vidas se vil s-icriteanda todos 03 d-as ; quan-
tas miserias a.' na amaatotoi e 93 nao arrastam
patas vade sombros d) vid 1! E' d'essss que se
devo curar !
A propiaita fallau na i.saia*. nei: pela E'tada,
defiuindi em bellos traeos lucilo; o pap I d'eate
dianto dos -;omp'exog problemas a res lver.
Ditficil coma ee pdesuppr, dar um rabio
Balitea que s>ja, lo disaarw aimir ,vel de Antonio "
-Jandido, tod 1 elle cheio de coaceito3, da qaadroa
histricos, d- yathes-a esplendidas do aoeialog'ae
mora!, de cu-.3 primoroaa, .-m5m, eagitadas por
a n evrebr i ds p mador, e ditas com umi arte re-
aajaj .! as a ama pureza da Jiec) laneedtval,
por un or i i r de raca.
inteoic Ca ii io termiuou, fazend > una genti-
Ibsou allasi i leada de earidaia ;i- se croou
a n vri'ta i r:i-.b i.
A Sra, I>. Uaria Pia fai vi\-iro ufe aec!anada
en u.ua talv-i i- oi'rn is quando ao eomecar a se-
gunda p.- ii leerto, a qaa sststla dtsdao
pi, 'i v.. mu seu camirote
particular.
Bstin -i aa 3. M. a Iiiuhi, 3"i3 G!hn, os
Vs I). Mtl) Aff iqso, e soa ooj-'a a priaeasa
0 A. aalia.
-alen i*i la raoeramocton la fst,
;iue diuii, a u idoras e
im cavalheiro, amad A ore':- ;ra (ra a da A tademia KaaJ doa A na-
loi-es I: mui.ei, dirigida vt:'.) Sr. Ussl:, raie.'.ra
alieni, cujo ta;-; ta relafanis l.t r.niuoa a 11 ;'.-
lea cdva'hoiroa a offaree reiri-' i i ama vantajOSB
!= eript-.ir-- para > ji do 03 dirigir e ens;iiar.
E.teeuv'aa primirasi ie 1103 e outroi. Bsta7a-M
rio bem oaviado os e spalaudinda aa dMtiactasj ae-
nh iras que abrilhautav.sm o sari, que pareca nao
ter acaoai 1 : a 1 1 'i 1 y -isa era Carlos.
Estafa preaente u aiantorio todo, menos os Sis.
luinstras da fasenda a obras publicas.
Pinheiro Chagas, dpois da 2,p-ire da sarao
fi para 11 frisa onde sua esposa, filha c S.h.aas-
ais'iara ao concert. A'li o Foram cuaprinentar
muitos dos B'us amigos e admira 1 res.
O resurgido, coxo elle mesmo ao chara, appt-
receu p'ela primeira aez depoia d 1 sea lonrga pade-
cim-nt.-i c cor.valle.-cer.ca uo aabba lo, It, MAS dias
depoia. I
Peco-MI que leiam com attenca o qua pass) a
trauscrever-lhea de urna folha progressiat.t, As
fovidades, que digna de meditar-ai-, coofrontau-
do-o com que n'uma das iniubas anteriores missi-
vas, eu Ihea eacrevia iargameate sobr a torrale
ds gratiio e sympatbias que alaga aiiu-Ua nota-
bilissima individualidade, tasendo ento oiga naa
conaideracoes tru,--a sobre o que pansava e pens
do papel que Piahairo Chavas pie representar de
futuro coma oradur parlarneutar, brilbaate sem-
pre ; raes aggreosivo, mis Caustico, epigramnati-
co.... jamis, sem meatir aos naor-.-o eentirneutoa
que o domi.iam, e que hao d-e para sem.ra domi-
nar Ibe os impetos tribunicios.
< Na cmara doa Sr*. depitado.', antes da or-
dem do dia, e tendo comparecido, depois da sua
larga ausencia, causada pelo desastra qae todoa
lamentarim, o Sr. Piuheiro~~Ciiaga?, acamara,
unida no mesmo aeutimento, manifestou a satis-
faci com que via de navo no seu lugar aqaelle
bnihaate luctador, que taitas sympatbias ina-pira
0 merece.
Por parte da oppasica os Srs. Serpa Pinto,
Vfanoei de Asaaiaptpaa e Arroyo fizaram o calu-
roso elogio de Piabeiro Chagas, e traduzram a
vivo jubilo com que o viara outra vas retara indo
s seu posta de combate, ap3 a dalorosa traga
qae urna lufelicidada producir. Em ama do
governo, o Sr. miuiatra da t.-.cal 1 aatoei-ia-se a
estas demonstrado-k, om- paUvraa mu'to dianas
e maito nobres que f--u a mai ir hutra aos;u
carcter. Por parte da maioria, o Sr. Carlos
Libo da Aviia, no meia das applausas da cmara,
preatou tambem ama com.novida bomenagem aos
merecimentos de Pmbeiro Chigas. ?
Puhiiro Chagas tasa eato a palavra e agra-
decen, com palavras ti 1 eloqueates como sentidas,
as manitestaces com que a cam ir a li .orou ni)
s agora, mas por occasia da sua d lenca, e espo-
ciaiiaando cada arados oradores que a elle se bac-
viam referido, coramoveo teda u samara quando,
refera dn-se s palavras profaridaa pelo Sr. minis-
tro da fazeada, record que antea das latas
apaix nad.aa quo o haviam separada do Sr. Ma-
riaono de Carvalha, bou vera urna hora na vida
de ambas em que ee ti a ha m aperlada Icalmente a
mo, ambas, novos, pensanlo no trabalho e no
futuro ; a easa hora desejava voltar, esqoeoe'nda
todos os aggravos e todas as amarguras da-< dis-
seooes e das luctas atravessadaa depaia.
< Fiado o disoarso do Sr. Chagas, a caara
toda o foi com orimeutar, inclualo o Sr. presiden-
te, qaa para sao abaudonoa a saa cadeira. E
quand > o Sr. Mariano-a de Carvalha se acero >o de
Pinh-iro Chagas e ambas ae abracaram, aquellos
luus grandes aladares, que t.dos diriam endure-
cidos pelos combatea ingratos da poltica, chara-
vara lagrimas de sincera emeeo, qae commove-
ram e impreesianaram profundamente toda a ca-
ra ra. 3 espiritos fortes podera acbar pigas
estas scenas ; nos julgamas que ellas sao ainda
a consaladora revalacu de que ua mesquahas ri-
validades polticas, que tantas vezes boa levam
a mais lamentaveis aberraco s, nao apagam no
n 'sso animo os sentimjatos fundamentaos, qae
sao a honra dos individuos como das sociedades.
t Em palavras muito elevadas e milito eloquen-
tes, o Sr. presidente da eamara propaz que na acta
da s-.sso de boje ficasse consignado que a clisa-
ra san da va Pinbeiro Caigas pelo san reatabolaci-
tnentoe acolhia cam sincero jubilo o sen regresso
ao parlamenta. Approvado por acclamaco.
1 O Sr. Franco Caste'lo Braneo disse ainda al-
gumaa palavras a reapeito de Pinheiio Chagas, fe-
1 citande-se pela reconciliado a qaa acabara de
assistir, o pedio ao Sr. ministro da tasenda qae
avisasse o Sr. miaistro das i bras publicas da qae
desejava dirigir loo algumas perguntas sobre o
tr .cada do caminbo de ferro qaa deve ligar a pro-
vincia do Minha provincia de Traz-oa-Munter.
Sr. ministro da fasenda respandeu que-o
Sr. ministro das obras pablicaa vina a esta c-
mara logo que termiuasso a diacosso em qae se
achava empeobaio na cmara dos dignos pares.
Nada mais preciso accreseentar ao que Ihes
vaticine! ha pouco maia de um mes e ao qae da
o bolrtim das Nowiad-M que ah fica transcri-
pto. ...
Maito aiada te.-ia a diser-lhes da serie de ie-
presentacoas Jetea prodigiosa aetns que b ch.ro
Sarah Barnhard o que a soeiedade mais elegaate,
maia culta e mais endioheirada vai appladir
cada noite na theatro de O. Mara II.
Eis como em Lisboa tem passado o tempo, des-
do que nio Utes escrevo. Sa ai prolixo, rele-
vara ra'o, parque tambem lu omisso e nao pouco.
At a mala de 23.
- 1

!



I



*

"
IlltiVIl 1


Diario de Pernambuco--- Sext-feira 27 Abril de 1888
REVISTA DIARIA
Autoridad* policial -Por portara da
Presidencia d Pro ocia, de 25 do coirnto, e
proposta do Dr. chefe de polica, da igual data,
foi uomeado : .
1.' suppleute do delegado do 1." diBtncio da
capital, o baehare-1 Manoel Jos Rodrigues Pi-
nheiro, em subtituicio do bacharel Julio de ello
Filho, que foi neineado secretario da provincia do
Para.
residente do tr No paquete ua-
cioual Para embarca boje o nosso distmcto amigo,
D. Miguel Joa de Almeida Pernambuco, eom
destino provincia do Para, para a qual ora ul
tiaiamente nomeado preaidente.
Scgu^ lambona no mesmo paquete o Dr Ju-
lio de Millo Filbo, secretario da mesnia pro-
vincia. _-.
O embarque se realizar na rampa do Arsenal
de Marinha, &i 4 horas da tarde.
AnmlveraarloAmanh compl ta 4b snnos
da idade S. A. a Sr. D. Luis Fehppe, Coode
d"Eu.
inituigrar enliieaa-Obsequiou nos o
Sr. Aptigio Cisanno com sm exemplar da confe-
rencia que 1.a em 8. Carlos do Pibhal, na frovm-
cia de 8. Paolo, em 18 de Marco findo, condem-
nando a immigruco ehineza.
' ua. tiaba'no digno ele ser lido.
Agradecemos.
sVerstnlriadoreat O digno inspector do
Ara nal de Mannha mandou publicar edital cha-
mando a c ucurreucia mergulbadores qu queiram
traba!b-.r na destruico do casco do v por nacio-
nal B-hia, naufraga lo ao norte de G yanna.
T -1UU ol do Jusj do BectfeFanc
ciou.u bouteeu com a proscoc* de 38 juizes de
facto.
A's 10 liaras da manh, presentes n sala rtaa
seeses, es Sis. Dr. jniz de direito do Io districto
Joaquim da Costa Rioeiro, Dr. Io prcm tor publi-
co Joac J squim de Frcitas Hcnriques e escrivo
Florencio Rodrigues de Miranda Franco, verifica
das asteduaB o numeio de jurados presents
abri se a i.-seao
Forano submeltidos a julgamento os r s Mar
tinino J\t Baptista e G ncalo Jos Baptista,
processadospor denunciado Dr. 2promotor e pe-
lo Dr. juiz de direito do 4 districto, prenuncia-
dos no .rt. '05 do codle> criminal, tende aceda-
dos de t. icio, cm 9 de afargo do anno passado, ni
freguezia da Grac, ftido gravemen.eo temnte-
coronel Th otonio de Santa Cruz Oliveira e Scve-
rino I ua :io de Mello.
Occup.u a cadeira da defesa o D\ Luiz Euyg-
dio Rodrigues Viannn, compondo se o jury de
sentenca eioa tegu'ntes juizes de ficto :
Dr. Fciippe L p s Netto.
Ed ii d > Duarlc Rodrigues.
Pedro Velhc de S Barrito.
Antonio da Silva Paria.
Joi J lapuitn Di .s do Reg Jnior.
Joo Leopoldiao di Seg. # ,
M:n-el Kodrign s da Silva.
Carb* Estanislao da Costa.
Sot J ii "ien B rgrs Uch i.
Jpr;-f rio Reg Baptista.
Jote M ri n de Barros Cavu'carte.
Jce UaciiLO V eir de Arxci m.
Deferido aos d. zo juiz-s de facto o juramento
legal, f.i intcirogudo o reo M.rliniano J. s Bap-
tisle, o qnal negando ter praticado o c ime ditse
qce ni da 9 de Marrjo do annj passudo, s 6 ho-
ras da macla, fra convidado por um deeconhs-
cid-, para ir a casa do tenente-coronel :iveira;
acceiendo elle reapond.Lto ao convite e c'iegan-
o c*sa do dit te ente-ccr^nel wo-se rodeado
por seis hemens, todos armad a de tacas de pon-
a e cceles de ferro, os qnaes o arrsstaram pra
dentro de Basa, e send veira, ordenaudo que os homena, ss eollocassi m
a pcrfjs v j'.nella?, para irop-dir qm elle res-
pondeute fogijse, pedio lhe o mesma Oiiveira con-
tado escravo que diese ter sido pto respondentj
eduzido.
Que nesea oceasio qaizeram a hem^n; de qae
fallou asaassioal o, sendo ciie re-pondeuto cosser-
vado preso al 3 h iras da tarde, bora em que ap
parecendo s.u irmo Gjncalo Baptista em procura
elle resp ndeute, foi por sua va aggreoido pe-
los tcesii es bomens, softiendo um golpe cem nm
ccete de ttrr- que lhe parti a cab (a.
Que ello respendente e sen irmao estavsm des
armados, < ndo provavel que eeus sggrcsscres
se hcuvi ci m ferido com as proprias armas
IotenogaCo oreo Goncalo Ji-t Baptista, res-
peuceu que tendo scicncia de que seu irmao Mar-
tiitno >e aebava preso em casa do tenente-coro-
uel Oliveira, lora procural o c ahi chegando lhe
appareciri.m diversos individuos armados de fac
c cuele, que o aggrediram, s-, ffiendc elle r.spou-
dente v.ma (.acetada que lhe partir a cabic-i, sup
pondo que os seus aggressores se forirtm com as
popriaa air.cs.
Ccnciuidssos interrogatorios, o escrivo fea a
lciturado preceBBo de formacSo da culpa.
O Dr. pnmotir publico, obtecdo a pulavrs,
preduzo a acueucao, firmando-se na preva dos
autos, e pedio a condemnaco d.s necusados no
grc maz mo das penas do artigo 05, p-r estar
prevado tirem ellea praticado o crimecom sorpre-
sa dos tffeudidos, leudo precedido ajuste entre el-
lts para o fim de piatieal-o.
Em segvida o patrono ros acensados dedukio a
defesa ; ngon a gravidade dus ferimtntos ea pri-
ego em fl iprante de icto, diese que a autora do
delicto nao cstava provada nos autos, e que reco-
naecendo o jery terem sido es acensados os auto-
res do crime, nao poderia ieixar de reconhecer
ter sido o mpsmo crime pr ti jado pelo reo Marti-
niano em defesa de sua peesoa, e pelo reo Gonza-
lo em defeza da p> atoa de seo irmao, tendo ambos
conhecimento do mal que precuravam evitar e fal-
ta absoluta de outro meio menea prejudicial, mu
tendo havido da parte des acensados provocaco.
Houve rplica e trplica.
Recolbeodo-ie o couselho a sala secreta, voltou
a tala publica urna hora depois com suas respoa-
tas escripias, sendo, em vista das decicoes do
juiy, condf mnados os reos a 6 mezes e 15 das de
prisSo e multa correspondente a metade de tempo,
grao medio do artigo 201 do cdigo criminal.
Foi levantada a sessao as 5 horas da tarde,
sendo adiada para boje s 10 horas.
Coma de eiequtis Remetteram-nos
para ser publicada a seguate:
Libia dos donativo agenciado pelas commisso't
i meadas para as exequias do Dr. Manoel Ea-
phraxio Corra.
Receita
S. Frei Pedro Goncalves do Recife 815/000
Santo Antonio 2361000
8. Jos 359*000
Boa-Vista 665*000
Be >-Vista (c mmaud&nte e oficiad
do corpo de polica) 145*000
Poco da Punella 381*000
Graca (l. districtr) 63*000
Belm 58* 00
Jaboatao (Dr. Sophronio) 101*0 JO
dem (eapiao Numeriano) 31*000
Olinda 25*000
Beboribe 30*000
Goyanns, 50*0U(|
Gamdleira 120* Palmares 75*000
Agus. r'reta 80*000
Coronel Flommnndo M. Lina 100*000
Antonio (V17o x Oliveira . 1*000
PoA'^lho 155* 00
Uta Boonyrxo 39*000
3:535*000
Desposas
Missas rezadas do 7 da 35*000
Ao Sr. Manoel Goncalves Agr 3:500*000
3:535*000
l"iqu-leaTncou b ntem em notso porto o
psqiK.te Dgle Tagus, pr-cedecte da Europa e
houtem rnetmo eeguio para o sul.
Dos Es'ados-Uuidos e r sea as ebegou hontem o
ptque'e mu< ricann Alliattfa e hije as 3 horas da
tarde segu para o sul
Do Ri de Janeiro ebegnn o paquete braseir
Para que boje 5 horas da tarde contina a sua
viage: para os partos do norte.
As noticias de que feram portadores estes pa
qjetes v-> pubcadus as respectivas se r,oes.
Club iliterario *yre SamaA 8.
conferencia j/ubca promovida por est* ass^eiavio
Sua domingo, 29, aera pratica. O Sr. Ar'hunio
ieira, que a f.ri, racolbeu para entr. ter ao au
ditorio, r/ma(ifd de cousa tobrt O Oiz ; fa-
siindo entao as experiencias qat o asaouipto
erige.
Haver, nesta messaa occasiic, entrega de di-
plomas a diversos socios.
Mairla de -*nto Antonio Neata
matrii celeDrar-se-ha o exercicio do mea de a'.
oomecando no di 30 do eorrente, is 6 li hjras
da manba. .
alrla de Afoedo-Tambem neiU ma-
triz dar se ba comeej aos exerciciojs do mes de
Mana, com a devida pompa, nodia 30 do eorrente
s 6 horas da tarde, com benoSo do Saut.ssim;
Scramento s quintas e domingos e caoto
acompanhado de piano pelos meninos da escola da
profeasora D Generosa. __ .
Cosapanbia lyrlen-0 Dwno de Nott
eias da Babia diz que viudo da Italia, acha-se na
corte, o Sr.Freitas Reis, que com o maestro bra-
zileiro Crios G .mes, acab de orgaaiur em Ui-
ISo urna compaohia lyrica para trbaloar na
C ^epertorio dessa compaohia inalue o Guarany,
a Fose a Morena, ultima compss.oao do eximio
maestro, e que pela primeira vea ser execa-
t*0* director da orchestra o mesmo Carlos
Gomes. ___
Club internacional de aseaataa
Amanb realiza este Club sua reu lo familiar do
costume, havendo trem para Apipncts e oontt para
a Magdalena. ,
P.lleelmenlo-Hontem, s 11 horas da
manhs; falleceu na freguezia da Graca, victima
de pleuriz, o Sr. Franc sea Jos Galvao.
O finado contava 63 ann )B de idade e foi du-
rante muitoa anuas empregado na alfaudega desta
prouincia.
seu corpo acha-se depositado na eape'ia do
eemiterio publico, e ser inhumado hoje, 's 9 1/2
be ras da manbi.
Carros ra do Imperador.
Passamealo-Eaviam-nos o seguinte :
. No dia 23 fallecen oprjfessor publico da Vil-
la de Mur beca Anacleto Publio de Moraes Cr-
valbo de urna febre perniciosa que aotubou de to-
dos os recursos da medicina. Era titulado pelo
extinto Curso Comrxercial Pernambucauo e socio
de diversas sociedades litterarias.
Como partcuiar era sincon nos seus tratos e
amigo verdadeiro, e como empregado pubjo, era
enmpridor de seus deveres, e tendo p>r n rma a
lei. A mecidade As Muribeca perdeu um perceptor
intelligente e dedicado : ser diffi ;il preencber esta
faiti, j4 pela su vccacilo e j pelas bo.s maneiras
c r quii s Tipre sabia tratar os seus alumnos.
Ejercen o magisterio em diversas cadeiras, mus
.) sempre zelo e dedicarlo pelo ensno, razo
esta p rque sempre mereceu a confianc publica
Em t --das as cadeiras onde ex 'rceu o magisterio
den alumnos a exames alias bern prop irad-is.
Conaicloa e desordena na Ibura
C mrrun'Corarn-n >8 o seguinte :
No li'gir Ibura, freguezia de Afogados, as
proximidades de urna fonte, ha urna pedr, na q-ial
rebontou ba diai uui olho d'agua, facto este que
tein despertado a curi isidade nao e dos morado-
res daquelle lugar mas t'imbem dos transentes,
e'.i gimi a reouir-se all diariamente curca de 6 i
a 70 p-SBOas.
Dizem os autig-.s da religiSo alguna crentes
qu-i C3i apparecimento um verdadeiro milagre,
outios pjrm de melhor intelligencia dizem que
tal milagre nao existe, tendo j resulta lo destu
^eneia de opio idea varie.8 conflictos e eesor-
dens entre os curie*oe
Chamamos p ra i.-to a atttencSo do Exm. Sr.
gove mador do bispade e do Illm. Sr. Dr. chefe de
polica, pira que deem as noc. ss^r as provindeo-
e-ias no sentido de fazer dispersar d'alli ssn grupo
d^ b;0:n.a, afim de que mais tarde nao teohamoe
de lam-otar algumas desgracas.
Llberdade-O Sr. Joao de Freitas Serpa
acaba de dar libidade a sua escravisada I'uuli
16 :uuos de idade. Ieto fes em attencao aoa
bns aerriAsr prestados pela escravisada sua in-
nocente fiihinha Zulmra.
O bond elctrico Lemia no Jornal di
Commercio da corte de 17 de Abril :
Com a assist?ncia dos Srs. ministro da justict,
Jo piesidente da cmara municipal e vereadores
Drs. Torquato Couto e Jardim, Dr. Nery, inspe-
ctor da illuminacao publica, e os directores x ge-
rentes dao diversas companbias de bonds destas
corte, grande nurara de engenheiros o o enge-
nbeiro fiscal do governo, realizou-se hontem a cx-
peiiencia bffieial do bond elctrico, pertenecate a
(Jempanbia Perca e Luz.
O bond, que foi feito aa Companbiu Constructora
pelo plano do eng'-nbeiro Alberto Hargreaves,
actuado pelo svstema Juiien em tcdjs es seus de-
talbes, por um motor construido nes i fBeioaa d-
Bruxellas, pelo actual engenbeiro : lectriata da
Companhia o Sr. Emile de Braemuker.
Accionado p r urna batera de 108 accumula-
dores e distribuido era 12 gavetas, tcm Ct^e 9
accumoladores cada urna.
Eesas balerits e accumuladores achsm-se divi-
didos em 4 series, poden jo fua.:cion-iv ou conjuncta
on isoladamente.
Assim que ple-se imprimir ao boud a veloci
dade de 1, 2. 3 ou 4 metros por segundo.
Do motor transmit ida a f orea por meio d? um
jogo de sete cordas a um eixo latermedierio, que
per sua vez o transmiti aos eixos das rodas p.'r
meio de jma eorrente.
O bond parts do largo do S. Francieco 1 hora
e 22 minutos da tarde pela liuha da Companhia
de S. Cbriste vSo at o entroncamento da Fabrica
das Chitas, ende o Sr. ministro da justica deu-se
por satisfeito, regresa indo para o largo de S. Fran
cisco.
A velccidade media na ida e volta pie ser es-
timada' em 10 kilmetros por hora, isto penco
mais do que a velocidade mxima da trcelo ani-
mal, nao se jugando conveniente dar-lbe maior
por causa do muito transito em todo o percurso da
linba,
Em todo o trajecto o que mais prenda a atten-
c>o des aeslstentes foi a facilidade com que o bond
venca as curvas, anda as mais apertadas, com
as des rusa dot Andradas, Senhor dos Psssos,
praca da AcclamacSo, em frente ao quartel gene-
ral, praea da ConstituicSo, esquina do Sacra-
mento, que tem 28" de raio, e bem assim a pres-
teza com que galgou rampas de diversas ras
como as duas da roa do Haddotk Lobo e tres da
ra do Conde de Boa.fim. O bond que levava 54,
pessoas, numero superior sua lotacio, paroa ias-
taritanexmente no entroncamento do largo Jo Ei-
tacio, evitando assim imminente enc.ntre c m om
bond da Fabrica das>Ctitas, que sabia.
Este bond destinado a funecionar as linhas
de Buenos-Ayres e foi construido sob a direceo
do engenbeiro Eduardo Limoeiro que se esmerou
em faser sobresahir a excellencia o a belleza das
mxdeiras do nosso pas.
Alm do bond tivemos oceasio de examinar
urna p' quena exposio&o dos diversos systemas de
il'uminafo elctrica publica e particular."
As lampadas de arco e lampadas incandecentes
fuuccionaado !m auxilio de dynamos, erain sim
pleemeute fornecidas com ama batera de accu
muladorcs do systcma Juiien em tudo semelhantes
aquelles que fuuccionaram no bond, excepto em
tamanbo e disposicao.
Observamos as variacoes de loses por meio d-
accumuladores, como se opera nos tbeatros, pr -
dusiodo as diversas tonalidades que exigem es
effeitos di scena.
A companhia j possue granle quantidade de
apparelbjs e obj-etoa de arte e luxo para suppri
ment dos seus tiabalhoa.
Depcis da exporiencia foi cfferecido 3 pessoas
prenentes nm profuso luneh a que presidio o Sr.
miuistr da justica, que, correspoodend ao brinde
qoe lhe foi levantado, prometteu o auxilio do go-
verno companhia.
Fieram se amitos brindes sendo os ltimos pelo
presidente da Coo-panbia a Sua Alteza a Princeza
Reg< nto e pelo Sr. Claudio da Silva a SS MM.
ImperiaeB.
a 2.a mesa sentaram-se os operarios das offi-
einas da e.mpanhia trocando-83 anda muitos
brindes, sendo o de honra a S M. o Imperador.
O Sr. gerente suspendeu os trabalbos dos Ope-
sarioa para sigflificar-lhes sua gratidio pelos ser-
vir; s qus tem prestado.
Carian de Lalade No palacio Drsa t,
em Pars, f ram veudidas ba das, por 12* appro-
ximadamtnte, tres curiosas cartas de Litado, o
cehbre priaiineiro da Bastilba. A prim ira, data
de 29 de Julho de 1762, dirigida, da Baatilha a
um amigo, pediudu que interceda por elle para
cm o Pompadour.
Amigo, ser ve elle, ha 14 annos que sofro.
J nao pu8so mais.
Na segunda expoe as suas desgracas e os seus
(.rojectoi. Iucrep* do seguinte modo o celebre.in-
Uu lente oe p lie-ia de Luiz XIV :
i E tu, b.rbaro Sariiues,imaginars que te per-
doar&o o terea ruubado o que erameu? OrHcaode
pedra, nada tera rssts i u> mea fav .r ? Brbaro,
como prefi da minba querida liberdade, dar-te-ia
um dos meus olbua I Sim t Mostras urna alma bem
vil, bem avara, runbtodu um pobre e desgranado
primoneiro e no coniente anda, turnaste a bornvel
reaolucio de me taaer suorrer a f jgo lento entie
quatro paredes. > ,
Finalmente, na terceira, datada de 16 de Feve-
reito da 1790, e escripia ]i quando o celebre pri-
sionoiro gosava liberdade.
Ti nodia seguinte soda tomada da Bastilha o
circulo dessas muralbas que ea tantas veaes hume-
dec com as minhas lagrimas, ti ve diversas sensa-
cojs, vendo esses ferrolh:> que mSos livres acaba-
vam de despedaoar, e que ha tantos scalos tioham
sampre implacavelm 'nte encare 'rada a innocencia
opprimida. a
Neaae mesmo leilao, foi tambem vendido um do-
cumento curiosisflimo : o contracto de rasamente
de Anne Joyeuse, o favorito e Henrique III, que
foi morto na batalha de Contras, com Marganda
de Lortna, irm da rainba Luisa.
Este documento tem, entre entras assignaturas
autographas, a de H n-iqae III, da rainha Luisa,
de Luiz de Bourbon, Duque da Muntpenaier, Ci-
tbarina de Lirea -, Carlos, Duque da Lirena, Du-
que de Mercos ir o cardeal de Vandremond.
Est datado de 18 de Setembro de 1581 e foi ven-
dido por 216*000.
Bxpanss da populacao europea
No coogreaso internacional de bygiene de JIi-
drid foi apresentada urna notavel memoria que trata
da expanaSo da populacao das diversas nacoes da
Europa.
Por meiades do seculo X[^ a populaos da Eu-
ropa, dismada antes por guerras e epidemias, aug-
mentara consHeravelmeote e estava repartida por
modo muito diff rente d'aqaelle em'que actualmente
se subdivide. A Franc*, a Italia e a H spanha eram
as aa{5es de maior populadlo. Nesta poca, porm,
as pestes levaram perto de vinte e cinco milboes
de h. meus.
Rebentaram em siguida as guerras de reilgiao,
no mesmo temp que os rabes eram repellidos da
Hespaaha, e que as guerras intestinas avassalavam
completamente a Inglaterra.
Nos fi is do seculo XVII, volveu a tomar incre-
mento o desenvolvimento das pjpulaco is, mas s
coocernentcmente s cidades, pjr isso que as d .s
povoayo 3 rur.es se conservaram estacionarias.
Nos principios do secuto actual tomou grande
proporces, que chegaram at ao ponto de que nos
81 annos ltimos o numero dos habitantes da Eu-
ropa attingio de golpe a differenoa que vai decen-
t e setenta e cinco a trememos e ciucoenta mi-
ihns.
Em 50 annos a Saxonia e a Servia dobraram de
populacho ; e quasi o mesmo aconteceu na Ingla-
terra, Noruega, Grecia e Humauia.
A E=c8sm, Dinamarca, Suecia, Finlandia e
Prussia nao necessitarao de mais de 70 annos para
c nseguirem um augmento de pupulaC/o i gual s
demaia n.to-s da E-iropa.
Neste a-culo a Heapanh* augmentou 50 0/0 a
sua populaC/io, e a Franja 75 0/0 a deapeito das
grandes catastrophes que por veaes a :n dilaco-
i ado.
Aeronauta BaldwlssEm nm dos lti-
mos dia* do m.-s pasando o aeronauta Baldwin cuen
prio nos Estados Unidos a sua pr: messa e deixar-
se cabir da barquinha de um balai elevado a mil
ps de altura, munido de um para-qudas. A as-
censao verificou se pelas 5 horasd-e tarde, emfren-
tc do palacio Brosnan, em N<-w Yoik, e em pre-
senta de mais do Jos mil pessoas.
A > tbegar altura desigaada, a aeronauta sal
tou rpido da barquiuba para o eeu para qu i aa e
comecoo a cahir c om grande rapidez eem poder
abril-o primeiramentc, mas consegua io-o por fim.
Desceu lencamente e sem nenbum accidente sobre
ui colina situada ua marg w.iy-Inlet, onde foi socorrido.
Uilavfio afflrmou que j tem desciio assim de
2,000 at 5,000 pea ele elevacao.
Uirecioris da* oitras oe conserva
cao doa porto de Peruambuco Re-
cife, 25 d< Abril ue 1888.
Boletim meteorolgico
Hora-;
t.
254
29'-0
: J o
29J-2
V79
sarometro
0'
7t30">20
761'35
761-01
7r-9'56
759<"84
Tensao
^o vapor
19,65
20,92
19,31
19,59
19.87
9
a
83
69
61
66
71
leiyei atura uiaxi-ua3eJ',2o.
Dita ninina21#,7.
Kvaporelo em 24 horasao sol: 6,3>8 ; Bom-
bra : 3>,0.
Che vanulla.
DirecoSo do vento : E do ceia noite at no fi
miout. 8 da inanbS ; ESE at aoa 25 minutjs ; E
a' 3 horas e 50 minutos ; ESE at 4 horas e 25
minutos ; E a' 8 horas e 15 minutos ; ESE at 8
h .'ras e 30 minutos ; E at 9 horas e 20 minutos ;
SE, ESE e E alternados a. 11 horas e 22 minu-
tos ; SE com pequeas interrupcoes de ESE at 3
horas da tarde ; SE at meia noite.
Velocidad-; mediado vento: 1^,90p-.r-segundo.
Vobulosidade media: ",27.
Bolctim do porto

M.
M.
.
M.
Da
25 do Abril
26 de Abril
Horas
10 5 da manh
415 da tarde
10-2
434 da manh
Ai tur-.
0,-22
2,-86
0,|"17
2,-82
Beunloes soclaea Ha d.mingo as se-
guintes:
Do Instituto Littcrario Olindense, s 10 horas
da manh, em sua sede, do conselho director.
Do Mont -Po dos Typographos de Pernambu-
co, s 10 horas da manba, em sua sede ra do
Co.-onel Suassuna n. 41, 2o andar.
Lelides Efiectuar-ac bao:
Hoje:
Pelo agente Gasmo, s 11 horas, na mada
Aurora n. 123, de movis, lou;aa, vidros, csrrcs,
et.., etc.
Pelo agente Gusmao, s 10 1|2 horas, ra da
Aurora n. 123, d bous movis, crysiaes o electro
pate.
Pelo agente Silveira, s 11 horas, no armezem
do Sr. Aunes, do vinhis.
Amanh:
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na ra do
Imperador n. 22, de predios.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na roa Mr-
quez de Olinda n. 52, de carneiras avariadas.
funebreaSero celebradas :
Hoje:
A'a 8 horas no Paraso, por alma do desembat-
gador Franaiseo de Assis Oliveira Maciel ; s
7 1(2 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma de
D. Adelina Francisca dos Santos ; s 8 horas, na
mesma matriz, por alma de Antonio Jos de
Souza,
Amanh :
A's 8 hora" na matris de Nasareth, por alma do
desembargador Francisco de Asis Oliveira Ma-
ciel ; as 8 horas, no hospital dos lasaros, e na ci
dado de Nazareth, por alma do desembargador
Francisco de Assia Oliveira Maciel.
Segunda reir :
A's 7 horas, as matrises de S. Jos do Recife
e 8. Pedro Martyr, em Olinda, pela alma do pro-
fos r publico Anacleto Publio de Moraes Car-
valho.
PaaaasrelroaChegadoa da Europa no va-
por ingles Tagus:
Themas Mavter, Francesco Gaetano, Jos Ta-
vares, Joaquina Bay.in, Fructuoso de Moura, Joa-
qnin Vicente Crus, Marcellino Araujo, Manoel
iivena, Joaquim e Silva, Jet Paulo, Augusto
Jorge Ribeiro, Antonio dos Santos Moura, Jevi
lay C!e w-uJ e Theodor P'ank.
Sabidos para os portos do sul no mesmo
vapor :
Oseas dos Santos e Joaquim de Barros.
Sahidos para Europa no vapor allemio Ro-
sario :
F. Timan, H. K'm yer, I. F. Gneib, Adelaide
Timan e Florn la Boaaa R bello.
Chegadog dos portos do sal no vapor braz-
leiro Para :
Tilomas Antonio A. de Britto, Domingos Costa,
Jos Lope da Costa, Jjs Xivi r de Simas, Ger-
mano A. Machado, Fice Jos, D. Mara augusta
Fernandos e 1 fiha, Caetano Prats, Manoel de A.
Cesta e Sa, J..o P. da Finseca e sna senhora,
Luis" Pereir, Ju&o Victorino dos Santos, Manoel
Fernaudea, Vctor, Dr. Nstor Cavaloante, Fran-
ui-co Antonio, Augusto Gomes, JosRabello Pa-
dilhi, Manoel Barreno, Jjs Tavares da Costa,
D. AgoBtinba Prado, D. Anoita da Silveira, D
Mana A. Barreno, Dr. Propicio Barretto, Miguel
Vianna, Antonio Jos Braga e Mara.
Sahidos para os portos do sal no vapor bra-
aileiro Standahu' :
deste
as 8 he-
jahio s 4
B. W. Gaashoff e sna senhora, W. Mujden,
Campes Rodrigues, Francisco Leite Corroa e sua
senhora e Joseph Ptrea.
""a de asmases**Foram li-
dos na matriz da Boa-Vista no da 22 do corren-
te, os seguales :
Joio Ferreira de Helio Cabral com Joanna Ma-
ris do Nascimento.
QBacharel Manoel Aureliano de Gusmo com Oli-
via Castalio Braneo e Silva.
Jos Felppc Santiago eom Mara Silvana ds
Paschoa.
Ernesto Goncalves de Maoedo Wanderley com
Mana Joanna da Soledade.
Manoel Rayjjundo dos Santos eom Felismina
Mara de Amorim.
Rufino de Almeida Catanho com Mara Gomes
da Silva Leite.
Operae*ea elrargieas -Foram pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 26 de Abril, as se-
guinte* .-
Pe r. Malaqrrrn :
Extrrpaco de kisto sebceo da face.
Abertura de abscesro tuberculoso da regio 8ero
mial esqoesda, reseeoao e raspagem dos ossos.
P lo Dr. Berardo:
Tarsorrbaphia e transplantaco dos bordos ci-
liar is em triebiasis dupla.
Cataa de UetencioMovimento dos pre-
sos da Casa de Detenco do Recife no dia 25 de
Abril de 1888:
Eximiam 303 ; enlraram 5 : sar-rim 11 ; exis-
tem 297.
A paliar:
NaUouaea 231 ; BMraets ; i g 10.
Total-297.
Ariavoadja 256.
Bous 248.
Ociantes 8.
Totl256.
Movimento da enfermara :
Tiveram baix-i :
Pedro Flix Antonio.
Joo AntonioCarneiro.
HoMpItal Pedro IIO movimento
ospital no dia 25 de Arbril, fui o seguinte
Entraram............... 16
Sahiram................. 11
Falleceram............... 3
Existem......._......... 592
ForBm visitadas as respectifas enformariag pe-
los Dra.
Moscoso, s 8.
Cysnei o, s 10.
Barros S >brinho, s 7.
Berardo, s 9.
Malaquias, s 9.
Pontnal, s 9.
Estuvo OaTakaatC, s 7 3,4.
Simrjes Barbosa, s 9 1(2.
Oirurgiao dentista Numa Pompilio,
ras.
O pharmaceutico entrn s 8 1(4 e
da tarde.
O ajndaote entrou s 7 3(4 horas da manh e
sabio s 4 1(2 da tarde.
LoUria do Gras-Par-Eis es premios
da Ia serie da 18" loteria do Gro-Par, extrahida
em 25 de Abril:
60:; 00*000
6:0 'H*0j0
3.-000*000
1:200*000
1:200*000
Approximacoes
600*000
6uO*000
300*000
300*iKX)
180*000
180*000
Esto premiados com 6O*0Ol> os seguiutes n-
meros :
890 2845 3817 4890
Esto prcmr.dcs com 300*000 os seguintes n-
meros :
497 2319 3673 6290 6512
E'.j premiados com 1^0*000 os seguintes n-
meros :
431 432 433 431 435 436
437 439 440
Esto premiados com 60*000 os seguintes n-
meros :
1001 1002 1003 1004 1005 1006
1007 1009 1010
Esto premiados com 30*000 os seguintes n-
meros :
691 692 693 694 695 696
697 698 700
Tode os Hilaria s tormiuados em 38 esto pre-
miados com 6000O.
Toies os nmeros terminados em 08 esto pre-
miados com 60*000.
Todos os nameros terminados em 99 esto pre-
miados com 30*0J0.
Todos os nmeros terminados em 8 esto pre-
miados eom 30*000, excepto os terminados em 3\
Todos os nmeros terminados em 9 esto pre-
miados com 30*000, exc pto os terminados em 08.
A seguinte loteria corre no dia 30 de Abril com
o plano de 60:000*000.
molerla do ParaA 2a parte da 18a lo-
teria, pelo novo plano, cojo premio grande de...
60:000* ser ex'rabida no da 30 do eorrente.
Cesullerlo Publico Obituario do dia
25 de Abril :
Antonio Ribeiro Pernambuco, 24 annes, sol-
teiro, Boa-Vista ; cachexia palustre.
Benedicto Ferreira da Silva, Parabybs, 27 an-
nos, solteiro, Boa-Vieta ; ttano.
Sebastio Francisco de Lima, Pernambuco, 38
annos, solteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmo-
nares.
Urna crianca, Boa- Vista, naeeida morta.
Aoislo, Pernambuco, 4 meses, S. Jos ; tubr-
culos pulmonares.
Israel, Pernambuco, 3 dias, Boa-Vista ; imper
foraco do anas.
Feliciano Jos de Santa Anua, Pernambuco, 70
annos, casado, S. Jos ; bepatite.
Porfirio, Pernambuco, 12 annos, Boa Vista
edema pulmonar.
Sebastio Jos Gomes Penna, Pernambuco, 59
annos, casado, 8. Jos ; cancro do ligado.
Maria, Pernambuco, 18 meses, S, Jos ; sa-
rampo.
Olindina, Pernambuco, 9 annos, S. Jos ; febre
perniciosa.
11 horas da manh a 2 da tarde na ra
do Baro da Victoria n. 32, l andar.
Dr. Cerqueira Leite, tem o seu escripto
rio roa Duque da Caxias n. 74, daa 12
s 2 horas da tarde, e desta hora em dian
te em sua residencia ra da Saeta Cruz
n. 10. Especialidadesmolestias de se-
nhoras e criangas. Telephone n. 326.
OrenlUta
Dr Ferreira, com pratica nos prncipaes
hospitaes e clnicas de Pars e Londres,
d consultas todos os dias das 9 horas ao
meio-dia. Consultorio e residencia a ras
Larga do Rosario n. 20.
Orosjar.'a
Francisco Monoel da Silva d C, deposi
taos de todas na especialidades pharm;.-
oeutioaa, tintas, drogas, productos cbimi-
-08 e medijaraentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Herrarla m vapor
de Francisco dos Santos Maeedo, caes do
Capibfarbe n. 23. Neste grande estabele-
Liaienta. o primeiro da provincia neatu ge-
nero, cciiipra-se e vende-se maduires
de todas as qualidades, serra-se raed oirs
de conta alheia, asura como so preparam-
obras de carapina por machinas e por pre
uos em competenciaPernambuco.
Drogara
Faria Sobrinho & (?., dro^outa por
atacado, ra do Msrquez de Olinda n. 41.
Jurisprudencia
438
1008
699
1
359
437
339
1007
10)9
698
7(0
O Dr. Barros ulmares
Pode ser procurado no escriptorio da re-
daceSj d'eate Diario, ra Duque de
Casias n. 42, 2. andar.
O Dr. Milet tem o seu escriptorio de
advocacia, na. ra Duque de CaziaS,
n. 50, 1. andar.
Dr. Seabra, advogado. Ba do Impe-
rador n. 30. Das 10 horas do dia s 3
da tarde.
Medicoa
Dr. Barreto Sampaio d consulta de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
* ra lo Baraoda Victoria, n. 51. Resi-
pencia roa Sete de Setembre n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Joaquim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, Io
andar, de 12 s 2 da tarde residencia no
Monteiro.
O Dr. Castro Jess medico e operador,
:ou3ultaa das 11 s 3 da tarde, ra do
Bom-Jess n. 23, 1. andar. Reaidencia
Traveasa dos Remedios Passagem, portio
O Dr. Alvares Ouimaraes ohegado da
erte, dedica se medicina em geral, e
com espeeialidade s molestias do ooracao,
pulmn, fijado, estomago e intestinos, e
tambem s convulsoes e outras molestias
das cri-nc^s. Reside praga Conde d Ka,
n. 28, 1. andar, e tem consultorio ra
do Bom Je-sus, n. 45, onde diariamente d
consultas do meio-dia s 3 horas da tarde,
aceitando chamado em qualquer deases lu-
gares. Telephcne n. 381.
O Dr. Matheus Voz, medico, mudou a
sua residencia para a ra dos Pires n.
83 A, onde podar ser procurado para o
exeroioio da sua profisso. D consulta de
(ContinuagaoJ
^Art. 22 O crima cujo mximo d* pea* nao
for superior a 3 annos de priso com multa ou
sem ella, sero processados e julgados em cada
districto e termo por um conselho de tres cidados
habilitado]
Ar 23. as comarcas especiaos, os presidentas
daa Relacoes orgHnisaro una lista annualmante
dos ad?('gado-, mdicos e pessoas habilitadas, e
neste pessoal sirtearo es tres m-.'mbros do conse-
lho e doa que os devam substituir no impedimen-
to, fasendo coostar por editaes e na irxpreosa o
nome doa alistados e sorteados.
as comarcas geraesser?esta attribuico ex r-
cida pelos juizes de direito n-is m-smas condicoes
estcbjlecidas, cabeudo-lhes inatruirem os cunse-
Ihos.
1 O mais velbo dos tres ser o presidente, o
inmediato na idade o iut-'rrogante encirregado de
redigir a instruce;j do proceiso, e o mais moco
ser o s-'crelario a cirgo d) qu il fiesr a escrip-
tuiavo e guarda dos autot. As (.'mar..a Muni-
cipaes tornec-'ro os uteicilos e obj:ctos necesa&-
ri. a.
2 o A nome.-.^i e servi?o do con.elh. obri-
gitorio, cuj fanvclo ser a a dias designados, de
2 3 horas, nunca menos de duas vezes por se-
ma'iB.
3." Isentu-se de gervirem no conselho, es cm-
pregados pblicos, os cleri/na^e ordena sacras, na
militares em servico do ezercito inelusiv a p ',1-
ch, 09 menores de 21 annos, excepto os caaadoa,
03 hachareis formados em direito, qner homena,
quer mu'heres Tambem so isenta os mai'ires de
60 anuos se voluntariamente se nao prestar, en.
Art 27. O conselho ter jurisdico em toda co-
marea em que*fuuccionar, relativimnte mate
ra de iostru.co dos crien-a e priso dos culpa-
dos de su i competencia, usando do rogatorias para
as com-ircas e BUt.ndades cstranhas na frma da
legislaco em vigor.
$ nico. E' da cathegoria jurisiicn! do eoo-
salbo, crdinur a prisa > e soltura dos delinquen-
tes, antes e depois d<- julgamento, conceder ou ne-
gar fianc:-!, nomear cuiaderes aos menores, desaci-
sad.'B e ausentes Ti.mbern nomear curador a.-s
vagabundos, os quaes ontinuaro a incorrer no
art. 37 di lei de 3 de ) z moro de.1841.
A't. 28 Os meiubros do conselho ficam dsoen -
sos de servir no jury, na gu rda nacional c do pa-
gamento de impostes geraes, provnciaes e muni
cipi.es, com direito de transtirem gratuitamente
na linhas frreas de suas respectivas comarcas
emquaoto tz.rcerem o cargo.
Art. 29 Os que quizercm oppor suspeico, ou
incosu^etencia, o faro por meio de petico, diri-
gida ao respectivo juiz de direito, o qual euvindo
o conselho em 48 hjras improrogaveia, com res
posta ou sem ella, autheuticada por certido do
escrivo, mandar autoar, e remetter ao conse-
lho com sua deciso para ter exeeuco.
nico. Se proceder qualquer dessas duas ex-
cepfdes, ser chamado queen na fr impedido,
para proseguir nos termos da causa, se assim fr
decidido pela Rilaco em grao de aggravo de pe-
i Vi i ex-ofbeio, interposto pelo juis de direito, de
sua propria deciso, conforme se acha disposto no
art. 12. _~^^^,
Si, pren, o suspeito on ocomp tente for o jais
e direito, a petico ser dirigida Relaco, a
qual, ouviudo ao juiz sem perda de tempo, decidi-
r em seato extraordinaria, condemnando o jais
as cuitas, quando julgar procedente a excepeo
allegada, fasendo descer immediatamente qual-
quer que fr a deciso para fim de direito.
Art 30. As omis.o. s ou prevancacoes des con
seibos, S' rao processadaa pelo respectivo juis jui-
zes de direito e julgadas Relaco s cem os recur-
sos e formalidades legaes.
1. Logo que o juis de direito rece'oer denun-
cia do promotor publico contra qualquer ceos- Iho
ou contra algum de seus membroa, mandar ouvir
o denunciado no prazo de 15 dias, findos estes
; com resposta ou sem lia, remetter oficialmente
Relaco a denuncia e pegas annexas, e o tuba-
nal, na sesso seguinte uo receb1 ment com au-
diencia do desembargador promotor da justica,
decidir se piccede ou nao a denuncia :
2 Se o tribunal reconhecer que a denuncia
nao conforme a direito nem verdadeiro o facto
denunciado, declarar mprocd nte soapendendo
csrreccionalmente o promotor publico por 5 a 15
dias e o condemnar as castas-para as despezaa
da mnnicipalidade.
3 Se, porm, o tribunal declarar procedente
a denuncia, mandar descer os autos e proseguir
a instrucoo do crime, finda a qual com defeca on
sem ella, o juiz sem perda de tempo, de novo re-
metter os autos so tribunal, o qual absolver ou
condemnar o denunciado como (dr de direito,
dando lugar a embargos e revista nos tff.-tos re-
gulares no cas > de condemnaco.
Art. 31. Em todo caso o tribunal supremo man-
dar rever o feito por oulra relaco, e se esta re-
vogar a deciso recorrida com menc-< de injusts-
9a notoria, sero os desembargadoreB recorridos
condemnados as costas em dobro, ficando diapen-
sos do ex rcicio do cargo at que as pague a mn-
nicipalidade. Se pe rm o tribunal revisor confir-
mar a sentenr;a recorrida remetter inmediata-
mente ex-officio casetos ao juiso inferior para ter
a divida execuco.
nico. O empregado publico de qualquer ca-
theg.ria que for convencido Je peita, alm da pe
na imposta, flsar privado dos direitos polticos
por 6 snnos
Art. 32. Compte ao presidente do conselho :
lo Aceitar as denuncias do promotor publieo
e proceder contra os denunciados 1 and 1 lugar a
defeza na eonf Tinidade da lei.
2* Regular e rriintr a boa orlem na marcha
do servio, defirir juramento, nomear peritos, fa-
ser a corresp >ndencia oficial com qualquer auto-
ridade, conceder ou negar fianc, ordenar cita-
yes, firmar mandados e rogatorias, conceder ao
aecus idor e defensor meia bora a cada um em e,b-
jncto de d> tesa, reqiubitar qnalqu-r prova ou es-
clarecimentoa a bem da instrueco dos crimes,
concor-lar cotr os adjuuctos, coodemnando ou ab-
sol ven 10 os denunciados, apjellar ex officio uo ef-
feito devolutivo tmente quando condemnar e exe-
cutar a 8' nteucas do conseho.
Art. 33. A deciso unnime rio c niefho pro
duzr desde logo todos os tena ff it a, nao sendo
p- rmiitid 1 ao preii leu'e denir de votar com um
doa d,ua adjunetea, quando houver empate, em
rajo caso appellar au forma estabelecida no 2
00 artigo anieceil
Art. 34. l>isp?na*-ae inqaerito policial nos
proceeai s enjoa crimes forem do conhecimento de-
finitivo doi c. ms'lhos, e a polica limitar se ha a
prender em Qtgranle, faser o respectivo antu, os
eorpos de delicies remelten o-os incontinente com
s nome das testemanbas mais sabedora dos tactos
ao respective :oaselho, o qnal sem demora o re-
mettero aoa promotores ordenando-Ibes qae de-
nuncie at 24 horas depois.
% nico. Acbando os conselhos, quando bonve-
rem de julgar que as autoridades de polica e ee
promotores pblicos forem omissos no comprimes-
to de deveres os condemnar as custsa em do-
"ro do retardamento, ficando uns e outros diapea-
Boa do exercieio at que as psgue a muaicipalida-
de. Desta cendemnaejo nao haver outro recurso
seuao o de reclamaco prraute es mesmos conse-
lhos.
Art. 35. Dada e scceita a denuncia o presi-
dente do conselho o convocar para o dia que de-
signar, adoptando a m-rcha eaubelecida nos arO
45, 47 o 48 do rcg. n. 4,824' de 2 de Lvembeo
de 1871 no que for spplicsvel a nstureza 4a
processo, ficando so governo as modiflcaces oc
al'erscea que em su regnlamento julgar conve-
niente no tocante a natoresa do mesmo processo:,
terminada a instrueco do crime o aecuaador e
defensor faro os sens errasosdes virbses, findos
es quaes a sesso ternar-se-ba secreta e o ernse-
Ibo dar a sua sentenca immediatamente. Qual-
quer qae seja as omisses do conseibo ou de ai-
gnus de sens mt mbros, a relaco o cendemnari
como se dispe no paragrupbo nico do artigo an-
tecedente.
Art. 36 Os membres do ccoselho, maicres de
30 snnos que forem firmados em direito e centa-
rem 10 -snnos de servico, sero oe preferencia
aproveitados para os cargos de juizes de direito
para os de descmbarp.di res os que cciiti.ri en mar
de 15 anuos, eos nao formados para lugares psi-
blioos de outra ordem coi irme o grao de ios
tru.co pesecal de cada nm O conselho ter o
tratamento de senhoria.
Art. 37 Elevase a priso de 1 a 3 aunes Of
crimes policiaes, excepto o de que trata a ultima
parte do art. 294 do Cud. Crim., que alies fica in-
cluido na primeira parte du srt. 116 do mescan
eodige. E'aggravante a tinumctancia da em-
briaguez.
Art. 38. As cuttas judiciarias 1.1 rao contadas
na crnfoimidade do pn nas cemaress geraes e uas outras coniaicas ende
bouverem juizes esp. ciaes do commarci..' na razie
do cambio das pracas no dia em que forem ocn-
tadas.
Zoo da Sveirp Borges Tavora.
(Ccnfin-.). '
Memorial
Victorino Trajano da Costa Fialbe, fiel do the-
soureiro Dr. Eduardo, per cceasio do itesfalqac
da Tbesonraria, nao 1 bsti.ntc no inqnerito policial
nao se encontrar metivo paia sua iocluso no pro
ctsso, tanto que o Dr. chefe de polica, retuminde
o inquesito, declarou que julgava responaaveis*
tbesoureiro e o fiel 0:ir:-.ciio da Cunha e id posta-
ri im 'nto alterca-se a palavia fiel piera fiis e
e-beri v. ei se sen n me c. m tinta dive. so. copio ocu-
larmeuto se fie verificar e por essa uliesacao fet
ineluido sen nome na flenunea de n cula'o do art.
170. Fislho dffndeu-.ae d'essa imputaco e foi
prrnuuciado no srt. 154 s fl. 261 2 vol-
Dofenda se deesa impui^co e f i c ndemoadfi
00 art. 129 2o, enri se Cctabelece que, serse
julgajos prevaricadores es eoipregadoo pnbcoe,
que por affeic io, odio ou conti mplaco on par* pro-
ni.vcr interesse pessoal infrig'rem qualqusr lei o
Reg.:appelloa dessa sentenca e cviifi que V.
M. I. dar provimento sua apnellufo para li-
vral-ei da urna condeintiejo nao s injuriosa ceme
Ilegal u intosta,
A defesa do p.pp llanto consiste nos stgnintcc
pontos : 1 que, sendo o processo instaurado pele
crime de desfalque, se algain acto tivsse praticado
que coiicorrcaae para pbm1 facto, o que nao se ve-
rifica no iuqn.: isws complica-
e u> autor de crime diverso nao c> gita'o no pra-
eess1 ; 2o que, s 10 lo eu,] fiel ds
tbesooreiMcesperns&vel para ti-, ao qnal pres*
Dsnca, nao poda rep. uelir pel fe.cto do desfal-
que u eim o thP80ureir", como j foi julgudo no
rasaran do fiel Carneiro da Cuaba, a fl 277; 3
que, nao p' da ter re.p nsavel pelo facto do tbfl-
souuiroser eubstitnido por seu filho o Dr. Arthar,
porque sendo esae facto autorisado p^Io tbesou-
reiro, permittido pelo upeeK r, s a este cabia
come fiacal da Theseurana, reoponder por elle,
tauto que es' respondendo perante a justija cri-
aiiua! ; 4o qut, para proceder ? crime expresso ac
art. 129 2o do Cdigo, condico indispensave
e elementar do crime qu.; usse practicado por aff-.'i-
co, odio, contemplar 1 ou para promover interesse
peBsoal e nada dis.o se provou nos autos nem se
menos se cog tou. s
A propria sentenca app.'llida innocenta o aa;
pellaute quando afBrma no? s ua considerandos que
aenbuma prova directa i.u indirecta ha n:s autos,
de plano entre os roa para apropriaco da alla-
dids quantia c qne por maa criminosa que fosse t
intruro do bacharel ArthurBUtofijada pelo the-
svureiroe tolerada po inspector, a verdade que
a fidelidade do appellante nao foi posta em da-
vida, correndo a reaponaabilidade do desfalque pee
conta exclusiva do tbesoureiro.
Ora, se o appellante nao eoncorreu directa non,
indirectamente para o desfalqu, ee a ntruzao da
Dr. Artbur corre por conta do seu pai o tbesou-
reiro, se a fidelidade do tppellaute longe de ser
posta em duvida n coubecida e provada, injuri-
dica e injusta a sentenca que o condemnon n'esse
processo de d Bfalque, no qual elle nao tornee
parte directa nem ndin ctain nte.
E para o livrar do peso que causa cssa in-
justa coodemoacs, que o appellante impetra a be-
nvola attencao dos Meritissimos Julgadores para
as provas dos autos e espera Ber attendido come
de
Justica.
Foro
N. 48.Justica. 2 saeco.Ministerio doi
Negocios da Justica.. Rio de Janeiro, em 25 de
Fevereirode 1864. '-.-*3
Iilm. e Exm. Sr.A' Sua Magestade o Imperador
foi presente o officio reservado de 30 de Desembrs
do anno findo, em qu- V. Exc. commanicon qae,
tendo ordenado uo ju'z de Direito da comarca de
Sapucaby, que fizesse enmprir o aviso de 7 de
Margo de 1862, visto constar- lhe que o contador
e partidor da villa de Passos exercia o cfficio de
advogado, e tendo-ge aventado a questo em juizo,
o respectivo juiz municipal, bacharel Misa 1 Ca-
dido de Mesquita, por despacho de 16 de Novem- .
bro, declarara que : nao podiam es juizes mu- .
nicpaes deixar de cumprir o que as Relacoes de-
terminan! e negar o direito de advgar a quera
apresenta um titulo da mesma Ii-laco, nao obstan-
te as usurpaces que p aventura om ou outro ad-
ministiadcr leviano pretenda fazer. o
O meemo Augusto Senhor manda qae Y. Exc.
extranhe aquello juis municipal o sen procedimento
d'srespettoao, declart-.ndo-lhe que, vista da ter-
minante disposicao do aviso de 7 de Marcji de 1862,
nao podem es juizes permittir qae os contadores e
partidores requeirsm afaver departes, porquanto
tm de iotervi as caucas p r bem de seas 1 fficios.
Deas guarde a V. Exc- Zacharias de Ges e
Vaaconeelloa.Sr. presidente da provincia de
Minae-Qeraes.
A' MEMORIA
DO
Desembaiesdor Fran
claro de Aasila
Oliveira Maciel
No 30 dia do seu infausto ..
pastamento
Urna lagrima de saudade do
seu afilhado
F. B.


Diario de Pernambuco---Sexta-feira 27 de Afril de 1888
t



K
'

w. a*.
A* caca deuaOaslaai
Ai penoai armadn com a .alnparnlha de
Bri.toi|Tque re.idn ne. diatricto. en que re-
B afiebres ntermitteotn e ".dn, poden, real
ente KUibar dein enfermidade aniquiladora.
Um fra* deete podroao tcnico vegetal atugenta
o calefrioi e peraeveranddke no .en n*o, ai for-
es. e rettabelecem completamente, e o .yatema
as iortalece contra a miasma generadora da mo-
fe.,, Ella tem do onivemlmeote ezperi
mentada pelo espaoo de 36 annoi ni* localidade.
re.tadaTpel.. se.3ea e febre. intermitiente..
Porm ci benigno, .fieitc. de.te grande e.pecifi^
co corservado? da vid., .So n l--.tam a orna s
ciaue de fermid.de. ; a .ua accio medicinal
tioeztenw, como a da proprms molestias.
A, cacrafnlaa Va 7P0 m*1 nornvel, o cancrc.
deitroidor, contracoes das jauta., tendn e
mniculB, o entorpecimento e congestio do togado,
o i atado mrbido do eatomsgo e do veotre, a a.tb-
B t.sse convulsa, as trnpcon, o rbeumatiamo,
deb.lidade geral, so subjugadas com orna rapi-
ces e segrate, tal, que aasombea es medico, os
rnais experimentados ; PfM as suas qualidades
mavisadoras, curativae e lenificantes
Vende-se em todas as principies lejas de dro-
gai em toda a parte do mundo.
Leo u r Porto _
IIa do imperador 4&
Io andar
Contina a executar o. maia difficei.
fieurinoa recebidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicio de costuras, em
brevidade, modieidade em procos e fino
goeto.
A bem da humauidade ()
' fcil reconbecer aa propredades cu-
rativas do Peitoral de Cambar des
coberta do Sr. S. Soares, de Pelotas, con-
tra os catarrhos, broocbites, hemoptyeias e
outros estados mrbidos da membrana pul-
monar, e a sua poderosa cfficacia nos va-
rios perios periodos de tysica.
Sob a influencia d'este poderosissimo re-
medio v se cessar os escarros de sangue
e as expectorares Bangainolentas ; dissi-
pam se as tosses mais rebeldes e tambem
desaspparecem as oppressoes, dores do
peito e dlteracoes da voz; pouco a pouco
desenvolve-se appetite, reapparecem as
torgas perdidas e, n'uma palavra os doen-
tes experimentara urna madanca muito no
tavel e, por assim dizer, tornam vida I
Os nicos agentes depositarios geraes
Francisco M. da Silva & C.
EDITAES
Frederico Chaves Jnior
HOMEOPATHA.
)3$=Rw do Bardo da Victoria=39[
PRIMEIRO ANDAR
Dr. Barrote Saropaio,' medico ocu-
li&ta, ez-ebefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de rneio da as
3 horas da tarde, no l.4 andar da casa
n. 51 ra do Barao da, Victoria, ex-
cepto nos domingos e dios suntirjcados.
Residencia ra Setc de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
- Perante o Sr. Dr. Jui. substituto do. Feitos
da Paseada d'esta provincia, Lyndolpho Hi.bello
Corris de Araujo, e vender em praca publica
no di 27 do crrante me., pela. 11 horas da ma-
nhi, depois da audiencia, o. bens segrales:
A cass terrea de tijolo e oal n. 1, sita i. rna do
......nos O. tinos, fregu ia da B* Vista e a
otaria em seguida a me.ma casa, tndo em estado
de ruina, pertencente a Jos de Amorim Lima,
boje a seas berdeiros, avahado todo em 800*.
Um sobrado de tras andaras sito rna de 8.
Jorge n. 74, tragona de 8. Fre Pedro Goncalves,
em bom estado, pertencente a Francisco de Mello
Cavalnnte de Alboquerque, por ezecucio contra
Jos da Silva Nevea, avaliado por 12:000*.
O dominio til do terreno de marinha n. 230 B,
sito 4 ra Imperial, freguana de 8. Jos, nos fun-
dos das casas ns. 227 e 295 A, pertencente a An-
tonio Pereira de Fariaa, avaliado por 200/.
Becife, 18 de Abril de 1888.
O solicitador da Pasenda Nacional,
Luii Machado Botelho.
BblLARACSES
Tbesooraria de Fazeada
De ordem do Illm. Sr. Inspector faco publico
que, em aeaeao da Joota de 3 de Maio prozimo
vindouro, receber-se bao propostas em cartas fe-
chadas afim de ser contractado o fornecimeoto dos
srguinte. objectos, para o presidio de Fernando
de Noronba :
Mangas de ferro para carroea 4
Mamucriptos 25
Pavios (ara candieiio patent a gas 50
Paos de sicupira para uso de carroea 4
Pranctoea de sicupira 2
Corda de et<&, pecas 100
Dobradicaa de crus. grandor, parea 24
FbcSs americano. 6
Ois, kiles 3
Martello para carpioa 12
Dito, para pedreiro 12
Milbo para sement, saceos 15
Feijao mnlatinho, dem, dem 8
Em 26 de Abril de 1888.
O secretario,
Dr. Antonio Jos de Sa W Anua.
OSedlits Cbante&ed,cuja fama universa)
um purgante salino, refrescante, de sabor muito
doce e eficacia segura para debelar a conatipacio
(durea de Vcntre); o sea emprego diario uti.'is-
simo para as pes.oas gotosas, atacadas de rbeutrjs,
tilmo, de constituido sangunea, biliosas, promptas
s congeetdes do cerebro, s vertigens, enzaque
ns, dispostas s bemorrboidas ou embarazos gs-
tricos. E' elle tambem o purgante por ezcellencia
da. mulherea e das criancis.
Para evitar os perigos das cjatrafaccoes do
Sedlits e dos medicamentos dosimetrico cujo
nico preparador o Sr. Ch. Chanteaud, exija-te
no. rtulos o nome dos autoras.
Burrnvc Cbanteauel
coMiERnn
Balsa coniiereial
C'OTAgOBS OFFIC1AKS DA JCSTA DOS COB-
RBCTOKES
Reft. 26 de Abril de 1888
Cambio sobre S. Paolo, 60 d/v. com 1 1/8 0/q de
descont
Cambio sobre a Uabia vista 3|8 0,0 de premio,
do banco.
De ordem do Illm. Sr. capito de fragata
Manoel de Araup Cortea, inspector deste Arsenal
e capitSo do porto deata provincia, faco publico
que, de conformidade CDin o diaposto uo aviso do
Ministerio da Mariuba, sob n. 422 de 26 de Mirco
lindo, e em virtude da autorisseo da presi-
dencia dnta provincia,em offi.'io datado de 10 do
oorrente, contractar-se-na neata repartido at o
da 30 do corrate, s 11 boras da mauha, dous
mergulhadores pira os trabalhos da deatruicao do
caaco do vapor nacional Bahia, que naufragou em
24 de Mareo do auno prozimo passado, ao norta de
Goranua.
lospecclo do Arsenal de Marinha de Pernambu-
co, 26 de Abril de 1888.
O secretarlo,
Antonio da Silva Azevtdo.
VEBNEAVEL CONFRABJA
DO
Sentaor Bous leao* da va acra ila
larreja da Santa Crus
ELEICAO
De ordem do irmao provedor sai coovidados
todos os irmos deata contraria a cempsrecerem
na.consistorio deeta igreja pelas 6 1|2 horas da
noite do dia 30 do cerrente, afim de elegerem a
novs mesa regedora que tem de administrar a
menni coBfrana no anno csicpromisaal de 1888
1889.
Consistorio da veneravel confraria do Senbor
Bom Jess da Via-sacra, 26 do Abril de 1888.
O eecrivo.
Julio A. Secados.
Jalao de par da fregueala da
Boa Vista
ARREMATA i; A O
Di-po's da audiencia de 27 uo correte, rilo em
basta publica.para seiem arrematdselas cabras
cen duas crias, remettida. a este jaizo polo fideil
do 1 districto desta freguc.ia, por aodarem va
gando as roas deata freguesia seco que appare-
cetae teua legtimos do a.
O eserivSo do iuiz-i,
Alfredo Francisco de Souza.
A Gl.a. dovSup.-. Arcb/. do Un .
S-.B/.CavalleirosdaCruz
Sea.-, de Fia.-.
De ordem do Resp.-. Ir.-. Ven.', convido a todos
os OObr.-. desta Aug.*. OS '. a comparecerem em
sua sede no dia 30 do crrante, s 6 1 boras da
tarde, dia este designado pelo mesmo Ir/. Ven.',
para ter logar a Sea.-, de Fio.'.
Becife, 26 de Abril de 1868. E. V. .
Eduardo Goncalves 18. .
Secret.-.
IHnt.vDtDE
Divino Espirito Sanio do Recife
i onscllio fiscal
Consulta
De conformidade com o art. 68 do nono cotn-
promisso, convido an nonoi canaiimos irmo.
ez-jnises e bem fe i tores comparecerem em o nosso
con.i.torio domingo, 29 do oorrente, peles 11 boras
do dia, afim de reunidos, darme cumprmento ao
disposto na segunda parte do art. 83 e art. 97 do
mesmo compromiiso.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santa do Becife, an 26 de Abril de 1888.
O procurador geral,.
Miguel Jos Barbn Uuimaraea.
arinco 3.a superior .
. 3.'boa .
8. regular
ixnenoi .
* asnvado porgado
broto,
otante ,
2#100
2*100
1*700
2*500
2*200
1*900
1*600
1*400 1*500
1*200 a 1*260
*800 a 1*000
Estrada de Ferro de
Pernambuco do Re-
cife ao S. Francisco.
Propon para forneelssienio de
S.ftOO tonelada* de rarvao de
pedra
Esta companhia recebe propostas para o forne
cimento de 3,600 toneladas de carv&o de pedra por
tempo de um anno, mediante as segoiotn condi-
coes :
1 O carvao dever ser de alguna das especie
conhecida por C i y -iberdare Mertbyr, Penri-
kiber, Nizons Navigation, Ocean Mertbyr ou In-
sflea Mertbyr Smokelees Steam Coal, > primeira
qualidade e double ecreeoed, provada com certifi-
cado da mina, o qual para cada carga 'de navic
dever ser apresentado ao superintendente da
companhia.
2.a despesa de descarregar o carvSo do navic
e todas as outras da Alfandega etc., sero por
conta do contractnnte at a entrega no Caes da
Companhia, onde o carvSo ser tirado das alva-
rengas pela companhia e pesado no trapiche rm
Cinco Pontas, facilitndose ao contactante todos
os meiss de por si ou peesca de sua coofianca
inspeccionar e conferir o peso, o qual sci aceito
como definitivo por ambas as partes, nao sendo
depois attendida pela companhia recamacSo al-
guma.
3.* 300 toneladas de nrvSo pelo menos sera:
mensalmente entregues rm Cinco Pontas ; ma se
por conveniencia propria quizer o centractante en-
tregar maicr quautidade, a companhia sujeita se
a recebel-a, comante que nSo soja apresentada
para pagamento urna conta mensal de mais de 300
topetadas durante o tempo do contracto.
4 O ontractante dever obrigar-se ao paga-
mento de urna multa de 1:000* por todo e qual
quer mes em que deizar de fbrncecr a quaotidade
estipulada de 300 toneladas, a.sim como se fdr re-
conbecdo que o carregamento on parte delie nio
de alguma des qoalidades mencionadas os 1>
destas eondicd>s.
5.* As propostas para este cci-t/acto devero
estipular o preco da tone'ada de ci.rvSo em i-
obeiro sferl'n', o qual para realizar-sa o paga
ment de cada c.nta mental sei ic'uzdo a
1 *000 ao cambio da cotacSo das transaecdes do
anco ao t Beal Mala, que passar para a Inglaterra uo mearco
mes da conta.
6.* G contracto entrar em vigor no Io de Se-
tembro prozim. viu J-mo c o primeiro eupprmento
dever ser feito para o referido mes.
7.a Ser lavrado um termo de contracto baseado
as condicoes aciuia estipuladas, o qual ser as-
signado per ambas as partes.
8.* As propostas devero Bf r lacradas e remet-
tidas ao eoperfntendente da companhia no Cabo
antes do da 31 de Jn ho prezimo futuro, no qial
tero de ser ellis abenas no cscript ii> do mes-
mo.
A companhia declara que de mod:> algum. fiea
por este motivo obrigada a aceitar a propoata
ovis barata ou qualquer das que Ihe forera tpre-
stntadas.
Eacriptorio da superiutendencia, Cafc', 26 de
Abril de 1888.
Wells Ho.jJ,
Superinte*^eate.
Thesouraria de Fa-
zenda
Pagamento de costura*
Drord-m do Illm. Sr. inspector, faco j. i.bco
que de manbl por diante serio pagas nests the-
souraria as costuras feita para o Arsenal de
Guerra, durante a Ia quinzeua do mes de Abril
prozima fiada.
Tbesooraria de Fazenda de Pernambuco, 25 dd
Abril de 1888.O secretarij,
Dr. Antonio Jos de Saut'Anna.
Cormo ral Secretaria do Rispado
Malas a expedir-te hoje
Pelo vapor Para, eU administracio ezpede
malas para n porto, do norte, recebendo imprea-
sn e objeetos a registrar at 2 horas d tarde, e
cartas ordinarias at 4 horas on 4 1|2 com porte
duplr.
Pelo paqu te AUianqa, esta sdministraco es-
pede malas para. Bahia e Bio de Janeiro, receben-
do mprenos e objectoi a registrar at 1 hora da
tarde, e cartas ordinarias at 2 horas ou 2 1|2 com
porte duplo.
AdministracAo do. eorreio de Pernsvaab>o. 27
de Abril de 1888.O administrador,
________________Atonto do Reg Barrct.
Jnizo Substituto da Fazenda
ESCRIVAO TOBBES BANDEIBA
No dia 27 do crrante, depois da audiencia, rio
praca, por venda os predio, abaizo declarados,
penhoradn pela Pasenda Provincial:
Frtgvetia do Recite
Can terroa ra do Areial n. 22, com porta c
janella, 4 metros e 4 ceutim-tros de vo e 13 me-
trea e 50 centmetros de fondo, 2 nas, 2 quartos,
cozinba fra, avaliada por 400*000, pertencente a
Jos Kibeiro de Mendcnca
Freguezia de Santo Antonio
Casa ma dos Patos n. 12, com porta e janella,
2 salas, 2 qaartcs, avaliada em 4i 0*000, perten-
cente. a Bernardo Joe Mai tins Pmheiro.
Freguezia de Afogadot
Casas estrada do Giqui na. 11 e 29, tenio
cada urna, porta e janella, 4 metro, e 35 cent-
metros de v", 12 metros e 15 ceutimetros de
fondo, e 2 sala?, avaliada. esu em 10' *000 e
aquella de Mtnetes.
Casa estrada de Giqui a Jaboatao n. 311,
com porta e janella, 10 metros e 8 centimetr s de
frente, 12 metros e 50 centmetros de fundo, 2
quartos, cosinba esterna, avaliada em 150*000,
pertencente a Joinna Olympio Boptista Dama-
ceno.
Freguezia do t oco
Sitio no Chacn n. 19, em terreno propri com
algumas srvores fructferas, 166 metros do lar-
gura, 260 metros 'de comprimenio, orna casa em
mo estado com 4 janellas e 1 porta, 2 salas, 9
quartos, cosinba interna circulada de janellas,
avaliado em 2:000*000, pertencente a Antonio da
Silva & C. v
ALUGUEIS
Casa roa do Corontl Suaseuua n. 21, fregue-
zia de Santo Antonio, com porta e janella, 2 salas,
1 qoarto, cosinba interna, quintal, por 7JOU0
mensaes, peitencentes a Miguel dos Anj.is Soares
de Meilo.
Caaa ra da Ponte Velha n. 81, 2 portas, 2
salas, 2 quartos, cosinba lora, quintal, por 25*000
mensaes, pertencente a Porpbiria Rosi de Mello
Gmmaraes.
Becife, 11 de Abril de 1888.
S. R J.
ocledade Recreativa fuseninrfe
Sarao p:r iniciativa do socijs Manoel Danta.
Bastos e Mancel Jos Ttvares Girio em 19 de
Maio. Convites e ingresaos para este sarao todos
os dia9.
Secretaria da eociedade Recreativa Juventude,
24 de Abril de 1888.
0 l" secretario,
Mancel Joaqoim Bapiista
Recebedoria de Rendas Internas
Sofaes
aposto predial e ele taza de e-
era O administrador '" Reeeb-il^ria de Rendas la
ternas Geraes avisa ais senhorea contribuan s
dos imposto* predial c de taza de cscravos, que
fioda-ae no fio do correte mes o pagamento livre
de multa de ta^s impostas, c di-pois desse piaso
sjr pago com e multa de 10 0/0.
Roje-btdoria, 16 de Abril de l88
Alezandre de Souza P. do Carmo
De ordem do Illm. e Revm. Sr. governador do
bispado, faco saber a todos os Revm.. sacerdotes
que nos din 28, 29 e 30 do crrante den se urna
pequea omissio no kalendajio do bispado, pelo
que deve-n resar o olficio e misM do seguiute
modo .
28. Sab.....Veip. desea, ccm. S. Petri, M.,
proe:. et Dom. 4. post Pasch.-alb
29 f v alb Dom. IV pnt. Pasch (4 Apr.) Fogoe
B. M. V. ad. Egyptum dup.maj. OS. pr. in libell.
D'.bj. psg. 52.-9 I. hom. Dm. com. S. Petri M.
et. Dom. in L. et M. pr. (in App. Dce:. p.g. 23)
Gl. Cr. P/cef. 8. M. Et Te in Festia. Ev. Dom. in
fine. In 2 Vnp com. seq. L. Petri M. et Dom.alo
30.....II. 1 N. lne. Fp. B. Jacobi. Dom. 4 post.
Pa.ch.
Palacio da Soledade, 25 de Abril de 1888.
A celestial confraria da Sanssi-
ma Trindade aos seus irmos
e ao respeitavei publico.
Tendo a mesa regedora desta celestial confra-
ria deliberado ezpdr em solemne prociseio as tres
Lpessoasda Santissima Trindade, oa dose apostlos
e oa seos respectivos fundadores da Ordem S. Joo
da Matta e S. Feliz de Valos, e tendo obtido des-
pucho favjravel na peticJo de licenca que endere-
cen Sua Ezc. Revma o Sr. governador do bis-
pado, a celestial confraria vem respeitosamente
scientificar a todo, os seos irmaos e devotos desta
contraria que se acbam uomeadas cou misaes para
agenciar donativos para a mesma prociaso, sen-
do eitas commissSes compostas dos seguintes se-
ntares:
. Bacifn, Santo Antonio e S. Job
Mapoel" Ferreira.
Joe Bamca de Oliveira Jnior.
Rodolph] Olympio Guedes de Lsctrda.
Francisco Jos de Sampai'.
Beoto Manoel de Castro Amaral.
Anselmo Ayres de Azevedo.
Theodoro ta Silva Campello.
Boa-Vista
Tenente Manoel Antonio Vien Jnior.
Jos Tavare. de Medeiroa.
Jaciotho Pacheco Pontas.
Sendo esta procisso ama das mais impertntee
das ordena trinas, pedimos .a protecc5o.de todos os
njsos cari -unos irmSos e devoto, os aeos nuiiios
r.fim de.aer levado a efieito com o maior brilhants-
_o possivel.
Consistorio em rcuniao da cooimisaSo, 18 de
Abril de 1888.O tecretario da commisei,
Jo: Ramos de Oliveira Jnior,.
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco
publico que ns da 9 de Maio prozimo vind.ui-o
ir praca, de accedo com as bases approvadas
pelo E do crrante o pedagio dua barreiras abaizo deca
radas ; sendo a arruina'.aco relativa ao c-sp&CJ a
correr do 1 de Julbo prozimo :uturo ao ult:mo de
Dezcmbro de 1891.
Odtrosim, 09 precos nfra sao correspondentes a
um anuo, e os concurrente d- vera hubilitar-O na
junta de9te thesouro de 26 deati- ras.
Cazang 3:123*000
Giqui 5.826*00j
Magdalena 4:0015000
Motocolcmb 1:177*000
T^pacur I:6t)l0 0
Ponte dosCarvalhis 529*000
Morenos 1:641*000
S. Joo 1:801000
Tacaruca l:274*UOO
JaboatSo 2:992*000
Uua ou Palmaros 2:001*000
Timb (estrada do norte) 400*000
ngenho Cyuasciro (estrada do Bouito) 1:000*000
Secretaria do Theaouro Provincial de Pernam-
buco, 9 4e Abril de 1888.
L. Campello.
Cambio sobre Londres, 90 div. 24 14 d. por
do banco.
!*
Cambio sobre o forto, viat, 121 0/0 e premio,
do banco.
o crcaiduue,
Augusto Pinto de Lemos.
O aecretario,
Pedro Jos Pinto. .
Moviiiieiato buncario
BKcm, 26 de ADiiiL on 1888
PKAOA DO BECIFE
O Banco Internacional e Eaglisb Bank aLlza-
raui tabellas a 24 1/4 d. sobre Load re.
O Londcn msnteve no baleSo a~mesma taza de
bontem, 24 1/8, saccaodj, porm, cemo os outros
bancos, a 24 1/4.
Houve pouco dinheiro a eata taza.
Em papel particular houve trannecoes peque-
nuil 3/8.
PRAGA DO RIO DE JANEIRO
O banco?, em geral, saccaram 24 1/4 d.
Ha muita falta de papel particular.
NotaNao ha cctacSo para oa assunre baizos
e hmidos.
Cola<*3< Je algodOo
MU 36 DB iSBlL DB 18S8
NSo costou vendas.
Bntradas de Macar e algodae
As tabellas ezpoat&a aqu
Do LiOBsoa Babb. :
Itondres......
Pars.......
Italia.......
Samborgo.....
Portugal.....
ew-York.....
Oo IsrraBJiACioaAi.:
'oram estas :
W djv vitta
24 1/5 S3 7/8
394
490
931
393
398
494
223
2*090
MBS DB ABRIL
A8SUCAR
Entradas
Barcaca ...... 2
Via-ferraa deCaruar. 2
Animan...... 2
Via-ferrea de 8. Francisco 2
Via-errn do Ltmoeiro 2
Soturna
ALQODO
Entrada.
Barcaca.......
Vaporn......->
Via-ferra de Caruar 2
Animan ...... -
Via-ferrea de S. Francisco 2
Via-ferrea do Limoeiro- 2
Das
24
i5
26
21
24
D!rb
24
24
25
26
21
24
Sommi
Saceos
29.446
8 339
3.588
66.401
8.205
115.979
Saaena
3.285
--li
907
8 108
3 OCO
3.094
13.910
Jjoodrea .......
furia........
Italia........
'Hanburgo......
Usboa e Porto.....
Prineipaes eidadn de Porta-
gal........
lew-Yotk......
Do Emus Bajw :
uondres.....,
Paria.......
Italia. .....
Samborgo......
Uaboa e Porto.....
"ncipaes eidades de Porte-
gal. .
Iba da Acores -'.
Oaa da Madeira
New-Yrrk
!tOdJ a
24 1/4
391
187
219
90djt
24 1/4
391
487
219
vista
24
394
394
491
221
226
_*080
vitta
24
394
394
491
221
526
29
22S
.,-080
CetaeAe de aaaear
26 oa asbil na 1888
A Jwcckifdo Conmeraal Agrcola, reguuou n
prtoosnD-uo, pagos ao agricultor, porlSkiloi-
SS".P,iit0v j 2**00 4 2*500
(Monta Jaabel. 2*500
Turbina palverisado. 2*000 a 2*100
Vapor despachado
Vap. al). Rosari.. para :
Lisboa 50 aaccas com algodo e 600 couros
sceos salgados.
Bremeo : 1.400 courc t^cos salgados.
Hamburgo : 3.846 couros secaos salgados e 37
sacca. com cera de carn&bf.
Carreg. diversos.
Pauta da Alfaadega
SMMtHA DB 23 A 28 DBjABRIL US ltjg
(Vde o D.ario de 22 de Abril
.\avloa carga
Barca norueguense Tordeiukjold, para Bltico.
Bain portuguesa Ceret, para Lisboa e Porto.
Barca be.panhola V. de iiontserrate, para Lie-
boa.
Barca uaruegaenae Union, para New-York.
rigue nacionai Protere, Para o Porto.
Brigue noroeguense Leeteh, para Bltico.
Lugar bollar/des t. H. Leemhuis, para Bio Gran-
de do Sol.
Lugar ingles Braz, para Estados-Unidos.
Lugar nacional Marinho Vil, para Pelotas.
Pataeho noruegoense Haik, para Caaol.
Patacho portugus Fanny, para Lisb.
Vapor ingles Edietor, para Liverpool.
Vapor idglez Athbrooke, para Baliico.
.\av!os descarga
Barca dinamarquesa Anna Carpe, vario, gene-
rol.
Barea inglesa Ethel, fcacalbo.
Barn nacional AarianfiinAa, z&rqae.
Barn noraegoeon Ctio, carvao de pedra.
Barn ooroegaenie BudiUkkene, varios genero*.
Barea ingina lnberetanoe, carvio.
Eicuna nacicnal Carolina, zarque.
Lugar ingles Atartka Percival, earvaV.
Lugar ingles Bridetmaid, earv&o.
Logar portugus Jote Stleudo, varios genero.
Patacho nacional Rival, zarqne.
Patacho nacional Pelotente, zarque.
Patacho noraegaense Batns, carvio.
ImportacSo
Paquete nacional Para, entrado dos porto do
sol, em 26 do correte e consignado ao Viscou-
de de Itaqoi do Norte, manifestou :
Animaes cavallar e multar 7 a Jos Lopes da
Costa.
Brochuras 16 caizas a Ferr ira & C.
Caf 20 saceos a Antonio Jcs Soares Si C.
Couros 1 caizo a Alfredo de Carvalbo &.
Cbarotca 2 caizes a B. de Druzin". efe C, 3
ordem, 1 a Asevedo 4 C.
Chapeos 30 caizoei a diversrs.
Fomo 18 volumes a Jcs Antonio dos Santos.
Fio de algodo 20 taceos a Moura Bjrges Sl C,
20 a Pereira & Irmo, 110 a Joo Francisco
Leite.
Fasendas 1 catea a Beroet & C.
Massaa alimenticias 50 caizas a Souza Basto
Amorim A C.
Merca loria l1 versas 13 volumes a Pereira Cir-
ceiro & C, 1 a Peona & C.
Panno dt algodo 20 fardos a Rodrgaos Lima
St 10 a (cuto Santas Ja C, 20 a R de Carva-
Iho &C, 17 a Beroet & U, 12 a F rreira & Irmao,
30 a Sulser Kauffmann & C.
Sabio, vellas e sabjoetes 87 caizu. aos
meamos.
Verois 1 niza a Peona & C.
Vinagre 10 barr ordem.
Vellas 12 amarrados or Jera.
Comprnhia de Ediflca^o
Assemblea geral
De ordem da directora convido cea Srs. sccio-
mitad para reunirem-so em asscmbla geral or-
dinaria, no da 7 da Maio prozimo vindouro, s
11 horas da manhS, no eecriptorio da companhia
pra'c* Pedro II n. 77, 1 andar, afim de ouvirem a
leitora do parecer da commisao fiscal e dos rela-
tori;s conerroentes aos negocios s.ciaee no anno
de 1887.
Recite, 5 de Abril de 1887.
Ricardo Menezet,
Gerente.
Paquete oglez Tagua, entrado dos portas da
Europa, cm igual data, a cmBgaacSo de Amorim
Irruios & C.; manifestou :
Amostras 42 volumes a diversos.
Armas 2 caizas a Ferreira Goimaraes & C.
Cb 2 1/2 grades ordem.
Cominos 5 saces ordem.
Chombo de manicio 0 birria a .Manoel CjIIsc)
&C.
Droga outros artigos 2i volemes a F. Manoel
da Silva & a
Fio 1 fardo ordem.
Livros 1 caizao a II. K. Gregory. 1 a L S. R.
Winn.
Merndoria3 diversas 1 volume a Weatern B. Te
legraph Company, 1 a U. V. S. Biid, 1 a A. Fug-
mano, 1 aMmoel dos Santos Viliaca.
Object;s para eacriptorio 1 caizio a H. W. S.
Bird.
Presuntos 5 niaa a Blackbaro Needham & C.
PrcvUoes 13 caizas ordem.
Queijos 11 caizas a Jeio Fernendes de A|mei-
da.
Boupa 1 caira a Wells Hood.
Soberanos 1 caiza a J. Krauae z. d
Tecidos aiverso 1 volume a.-s consignatarios,
75 i ordem, 3 a D. \ Wild & U, 1 .i H. Nusch
& C, 4 a Olioto Jardn >',, 2 a Narciso Maia
& C 4 a Macbado & Pereira, 1 a Goi maraes Ir-
mo. & C, 3 a A. Maia & C 2 a Cauto Saatoa
de C, 9 a Gaerra &. Fernandei, 8 a Luis Antonio
Sequeir.
Tinta 6 volme, ordem.
Vellas 50 caizas ordem.
Exportado
aaom, 25 on abbil on 1888
Para o exterior
No vapor ingles Edietor, carrogou i
Para Liverpool, J. L'rma 2,000 saceos com
120,000 kilo, de bago de mamona,
No vapor allemio Roeario, carregaram :
Para Hamburgo, H. Nueacb & C. 868 couros
nlgados com 10,416 kilos ; V. Veeaen & C. 1,400
couros salgados com 16,800 kiloa.
No brigue noruegueose Union, CBrregaram :
Para New-York, J. 8. Loyo & Filho 1,300
saceos com 97,500 kilos de assucar mascavado.
Na barca portuguesa Crea, carregaram :
Para o Porto, P. Carneir & C 24 barricas com
2,452 kilos de assunr braoco.
fiara o interior
No vapor americano Allianoa, carrogou :
Para Santos, A. C. Moreira Dias 10 pipas e 100
barra com 14,400 litroi de agoarleote ; Moura,
Borgea & C. 800 aaccas com 48,000 kilos de algo-
dio ; P. Cameiro & U 400 saceos com 24.000 kilos
de nanear branco ; N. M. do Eirado 500 neco.
com 30,000 kilos de asaucar branco; F. S. Macedo
Sobrinho 2,000 saceos oom 120,000 kiloa de assucar
mascavado.
Para Bio de Janeiro, J. A. C Viaona 432 saccas
com 36,424 kilos de algodo ; J. M. Dias 150
saccoa com 9,000 kilos de assucar branco ; J. Bor-
ges 300 taceos com 18,000 kilos de assucar
braoco.
No patacho portuguez Fanny, carregaram :
ra Para, J. S. Loyc Filho 1,250 barricas
com 83,051 kilos de assucar branco.
No vapor americano Finarte*, carregaram :
Para o Para, Amorim Irmaos & C. 150 saceos
com farinha de mandiooa ; B- Oliveira 4 C. 40
barra com 3,840 litros de aguardante.
No vapor nacional Para, carregaram :
Para Mundos, Silva Beis 50 barricas com 3,052
kilos de assucar branco e 15 latas fum 200 ditos
ie dito refinado.
Para o Para, M. A. Seuna & C. 50 barricas com
3,264 kilos de nsucar refinado ; H. Oliveira 30
barricas com 1,843 kilo de assucar branco e 40
barra cosa 3,840 litros de agurdente.
No hiate nacional Aurora 2', earregou :
Para Maeo, J. P. de Oliveira 30 barricas com
2,140 kiles de asaucar braoco e 5 ditas com 300
ditos de dito refinado
Para Mossor, J. P. de Oliveia 10 saceos com
750 kilos de asaucar branco e 20 barricas eom
1,200 ditos de dito refinado.
Na barcaca Feliz Sociedade, earregou :
Para Mamanguape, M. Amorim 65 calzas oom
520 litros de geoebra.
Dinheiro
BCKBIDO
Telo vap. nac. Par, para :
Do rio ae Janeiro :
Antonio Augusto doi Santoa Porto
Martina Fiuza & C.
Joaquim Pires da Silva
Joo Joaquim da Costa Leite
Manoel Soares Pinheiro
De Mace i :
Domiogoa de Souza Bandeira
BBMM
Pelo vap. ing. Tagus, para :
Bio de Janeiro '
Pelo vap. nac. Mandab, para :
Araeaj 5.768*050
Sania casa de misericordia do
Recife
Na secretaria da ainta casa da misericordia do
Recife, arreo a se p r eepuco de um tres annos
i caaa. n. 8 Passagem da Magdalena.
Hippodromo do ampo
Grande
De ordem da directora, coovido an senhorea
eabscriptores do H'ppodromo do Campo Grande a
entraren) com a primeira preatecio de 25 0(0, de-
terminada pela assembla geral de hontem dentro
de 15 das, a contar do da primeira publicaco
deate annuncio. Para tal fim o Sr. thesourtiro
Manoel Jos de Bastos Mello ser encontrado no
1- andar da roa do Imperador n. 49, das 11 horas
da man ha s 2 da tarde at o dia 6 de Maio pro-
zimo vindouro Becife, 20 de Abril de 1888.
O secretario,
Joa Dins Barreto.
Recebedoria Provin-
cial
O administrador da Recebedoria Provincial, na
forma do art. 45 do regulamei to de 28 de Maio
do anno paisado, fas publico a quem intereinr
posa, qoe no espaco de trint das otis, conta-
do do 1- de Maio prximo, dar se-ha principio
nesu repartieo a cobranca, livre de malta, dos
impoitoa de reparticir cooataotes da tabella in-
f*." 9U1 M '-re 5.5*7 do t. i. da le n.
\ ,oroe a'* so Pr,me,T0 emestre do ezercicio
Becebedor. Provincial de Pernambuco, 23 de
Abril de lc8S.
Francisco A. de Carvalbo Moura.
T. bella a qoe se refere o edftal supra
Casas ^de commiasdes, de consigoac"a o de
commisioea e coosignneoes.
Ditas oo deposito de vender em grosso carvio
de pedra em torra ou aobr- agua!
Lajas de vender joias smeote ou joias erelo-
gin.
Ditas de vender relogios tomento.
Ditas de vender pisos, mnsieas e instrumen-
tos musiese.
Fabrica de rap Heuron.
Ditas de sabio, inclusive a que se acha oa fre-
guezia de Afogados.
Ditas de cerveja, viuagro, vinhos, genebra, li-
cores e limonadas gausae.
Ditas de gas
Ditas agencias e depsitos de rap.
Emprezaa aoonymas oo agencias destes, inclu-
sivo a Companhia. do Beboribe.
Bancos, agencias filiaos e representantes dn
mesmoe e casaa bancari- s.
Companhia., agencias, on caca de segura oa
qualquer pesaoa que no carcter de agento de
compiobias de seguro fizer contracto deata nata-
rezn oa promavel-os, com ezcepcio dos qae teem
cede oesta pro vi ocia.
Armazens alfndegtdoa, de depisit: oa de re-
colber.
Casas de jogo de bilhar.
Consistorio da celestial confraria
da S ntissiina Trindade
De ordem da mea regedora, commonico a to-
dos ca nosaos cariaaimoa mies que tenlo te ob-
tido deapacbo favoravel na pet!c;o endorecada
^ua Ere. o Sr. internuncio apostlico na corte
deste imperio, relativo a altcracao dos hbitos de
merino para brm de lioho braoco, convido a to-
dos es UO3308 irmios a fazerem sena habito, afim
de ssUti em a nosaa feata e prociseao que ae de-
- .'.n realizar em o dia 27 de Maio do mes visdoa-
ro ; sesitjj como pido a tedas as Ilustres pesaoas
que fazem parte da ele icio por Gevocio o favor de
maniarora Entregar suas esportules ra de 8.
Francisco n. (i, I' andar, em ca do Sr. thesou-
reiro ou ccmuiisso nonacada, afim de agenciar
donativos para ?. procisso.
Consistorio da celestial confraria da Santiesima
Trinial-, 18 ds Abril de 1888.
O secretario,
Joo Jaciotho Quedes Laeerda.
Hasta Publica
Renda provincial
Do dia 2 a 25
dem de 26
107:326 4750
6:561*038
113:887*788
Somtna tota! 985:6441630
Segunda seceio da Alfandega, 26 de Abril
de 1888.
O theeoureirc Florencio Dominaues.
O chefe da seceioCicero B. de Mello.
Recebedoria geral
Uo dia 2 a 25 35:692*096
dem de 26 1:541/800
37:233*896
Becebedorla provincial
Do dia 2 a 25 15:216*810
dem ds 26 .1:055*849
N i dia 25 de Maio prozimo vindouro vsnder-ae-
b em hasta publica (nma vez que nao se teoha
effeeluado venda em particular a aquella data)
as scgointeB propriedades pertcDcentes 8 firma
Sears & C, em liquidacio. _
O Trapiche do ftraiu Para
Toado 245 ps de comprimento, 75 de largura
com T de 116 ps de con>primento, 32 1|2 de lar-
gura.
Este trapiche construido das melhores madei-
ras da provincia, com cobertura de chapas Je fer-
ro estanhado.
Tudo no melbor estado de cooaervacio.
O rebocador brazlleiro liafte
Fu lerou jf
Comprimennto 100 pea, b cea 18 ps.
Casco de ferro, arqueacio 94 toneladr.s de carga,
marcha 11 m'lbas, tcnelagem totul 113, t -celada,
Machina do systema Ccmpomd inglez cm cy-
lfa*ro<17"|8i"r-28".
Forc de ct vallo indicada 4(0.
Consumo de carvio 3 114 touelades per 24 heraa
com 80 iibraa de pressio. Certificado de Loyda
-|- A 1 (encarnad) para maia 6 annos.
Machinas e utencilios t*a fa-
brica
Da c-iizas para borracha, denominada Eurika,
ccm garanta do aluguel.
Tudo cima mencionado vmler-ae-ha
PosI (I vaiuentc
(Ezceptuando a eventual venda previa cm parti-
cular) para liquidacio definitiva da firma Sears 4
C. em liquidacio.
Para informac?s dirija-ae a B. F. Sears & Ca
PABABRAZIL
a
Becife Braloase
Oe dia 2 a 25 11:358*128
Iieai uo 26 217/368
l:272659
12:175*496
16.000*000
5.000*000
% 000*000
2.000*000
2.000*000
2.000*030
100.000*000
Mercado Municipal de a. Jos
O movtmeoto deste Mercado no dia 25 de
Abril fui o seguate :
atraram :
29 boia pesando 4,871 kilos, nodo de Olivei-
ra Cntro 4 C, 23 1/2 de 1;, e o 1(2 de par
ti colares.
451 kilos de peize a 20 rii
57 cargas de farinba a 200 ria
12 ditas de fractai d.wraua a
300 ra.
11 taboleiroi a 200 rii
14 aainoa a 200 ris
17 matutos com legnmes a 200
ris
Foram ocenpados
26 columnas a 60(7 ris
1 escriptorio
20 compartimentos de farin&a a
500 ris.
20 ditos de comida a 500 ris
91 ditos de legumes a 400 ria
18 ditoi de minos a 7C0 ria
10 dito de tressuras a 600 ris
10 tainos a 2*
2 ditos a 1*
A Oliveira Castro & C.:
54 tainos a 1*
. 9*020
11*400
3*600
2*200
2*800
3*400
15*600
300
10*000
10*000
36*400
12*600
6*000
204000
2*000
54*001
Vapores 4 entrar
HEZ DB ABBIL
Europa........ Ville de Santos ...
8ul........... Neva.............
Liverpool..... Author...........
HEZ DE MAI1
Snl........... Montevideo.......
Norte......... Manaot..........
Europa....... SeQtgal............ 4
Europa...... Aconcagua......
Sul........... Espirito Santo..... 1
Europa...... Ville de Rosario.... 1
Sal........... Ville de Maranhao.. 11
Europa....... Elbe.............. 12
Sal.......... TVent............. 13
Norte......... fernambuco....... 13
Earopa....... Ville de Macelo___ 17
Sal........... Maranh&o......... 17
Sul........... Ortnoque.......... 19
Europa....... Tamar............ 26
Sul........... Tagus............ 27
Sal........... Mandos........... 27
Vapores a sabir
HEZ DE ABRIL
Santos e esc. AUianga...........hoje s 10 h.
Norte...... Para.............hoje s 5 h.
Saotos e esc. Villt de Santos___ 29 a 2 b.
Southamptou. Hevo............. 29 1 h.
amanhi
29
29

2
3
4
6


Bendimento
rente-
dd dias 1 22 1o cor-
Rerdfmeataa publico*
aun na assil
Alfandega
Beoda geral
Do dia 2 a 25
Idea* c 2
823:0751693
48:681*139
871:756*832
Foi axrocadado liquide at noje
Precos do da :
Carne verde de 320 a 400 ris u kilo.
Cameiro de 720 a 800 ris Mem.
Sainos de E69 a 640 ria idara.
Fannha de 240 a 320 ris a cuia
MUho de 260 a 320 ris dem
Feijao da 640 a 1*200 ris dem.
199*320
4:747*400
4:946*720
'-o. Haladnro publico
orain aJaUdaa ao Matadouro da Cabanga 79
rean para, o'coanaw do dia do hoja
Sen. 7 fian ectencentes a Oliveira Caatro
&e., e
\avuM entrar
Aurorita......... Bio de Janeiro.
A. D. Bordes...... Bio de Janeiro. -
Benrique.......... Bio Orando do Sol.
Henrik Vergland.. Bio (irande do Sul.
Hermsd .f........ Bio Grande do Sul.
Iabaaden... ___ Falmootb.
Straasa.......... Cardiff.
Hovimento do porto
Navios entrados no dia 26 de Abril
Soutbarnpton e escala 14 dias, vapor ingles
Tagus, > de 1,962 toneladas, commandanta
P. Bcwsell, equipagem 110, carga vares gene-
roa ; a Amorim Irmios & C.
Santos e escala8 das, vapor alemao lisa-
li, de 1,377 toneladas, commaodaote H.
Scbmterow, equipagem 41, carga varios gene-
ras : a Bjrstelman & C>
Bio de Janeiro e eacala6 1/2 das, vapor nacio-
nal ."ar, de 1,999 tooeladaa, commandanta
Antonio Ferreira da Silva, equipagem 60, car-
ga varios gneros; ao Viaconde de Itaqai do
Norte,
ew York e ncala22 dias, vapor americano
Allianca, do 2,05 toneladas, commandante
J.yme. B. Seeres, equipagem 69, nrga vano
generoa; a Henry F-rstei C.
Cardiff-42 dias, barea norneguenae Abel, do
352 toneladas, capitio E. Danielsen, cquipae:eai
10, carga carvio de pedra; a Companhia do Be-
beribe. .
Saludos no mesmo da
Baenn-Ayres e esnlaVspor ingles Tagna,
commsndante P. Btwael; carga varias gne-
ros.
Araoaj e esnlaVapor nacion-il Maulaba, a
commandante Alcides Moraes de Al bu perqu;
carga Varios gneros. ,
Bio Forntaso e Tamandara^apor nacional Ja-
guarna o cornmandarrte "Alfredo Monteiro; em
lartro. ^.
Bio-Qrandado NorteBarcaaoruegaenao Aegir,
capitio C. Ingoldsi% : em lastro.

anaai


'"
Diario de PernambacoSexta-feira 27 de Abril de 1888

PRADO PEPAMBiaNO
Corrida extraordinaria em beneficio da Santa Casa de Misericordia do Becife
QUE SE EFFEGTUARA
Domingo, 29 de Abril
A's 11 horas da manila em ponto
SEGUROS
martimos contra fogo
Companhia Phenix Per-
nambucana
RUADO COMMERaO N. 26, i ANDAR
N.
Home*
Idadcn
Pello*
>tnralida-
de*
Pesos
Cor da vestimenta
Proprletarlos
1 Pareo-Connoiacao800 metros Animaee da provincia que anda nio tenham ganho. Premioi s 200* o l; 40*
ao 2* e ao 3 livra a entrada
10
11
12
13
14
15
16

Comimboque
Atbeu........
Perdeu -----,
Saos-Souci------
Postilln......
Beija-Flor 2 ..
Cadenx ......
L*ait>ugeui.. ..
Veado, (ex-Pe
dra> olle ...
L\ Plata.....
Macseao......
M-zepa.......
BooHpart'.. .4
Peodanga.....
Blgaro.......
Capeta........
annos.
Russo......". .
Caltenho......
Alaiio........
Castaobo......
Rumo.....
Peroatub ico.
Castanho.
<
Rasso.
Bio.......
CasUuho ..
56 kili.
56
56 <
56
56 .
56
56
51
56
56 <
56
56
56
56
54
Verde e amarello........
Lyrio e braneo...........
Branco e azul...........
Aial e branco..........
Asul e encarnado.......
Encarnado e branco.....
Grenat e branco.........
Atnarello...............
Urauco, preto e amarello..
Verde e amarello........
Encarnado e ouroj........
Aiul e branco...........
Violeta cauro...........
Preto e branco............
Encarnado e brancoo.....
Preto, encarnado e ooro ..
X. P. T. O.
A. F. Cabral.
Si. Gervasio Medeiros.
L. C. A.
M. A. B.
R. M.
Henry Gibson.
L A.
M. C Albuquerque.
Antonio Fernanles de Albuquerqae.
Jos J. do Reg Barros.
Francisco Jos.
J. L.
M. R.
T. C. L B.
Coudelaria 1* 3e Abril.
o. PareoPeres Campello1100 netroeAcimaes do psit. at bm leaeaptf
o *" !i?ra a cstradf
,ios : 303* ao 1- e 60* ao 2"
Piltense (ex-
Aateiroide. .
Figuro........
Galatbe......
Muestro.....*
Satn.........
BUnB .
Castanho..
Chita.....
Rusilbo...
Tordilbo..
Preto ------
Rio Grande dj Sol
S. Paulo.........
Paran..........
50 kils.
54
52 t
50
54
Grenat.........
Escarate e ouro.
Creme e encarnado.....
Preto, encarnado e ouro.
J. M.
Coudelaria Allianca.
R
Moraes & Ribeiro.
Coudelaria 1 de Abril.
3. pareo.tonca!e Pinto1609 metros.
Aoimaes da provincia.
livra a entrada
Premios 250*000 ao 1", 50* ao 2 e o 3o
1 Bhtribe..
2 Elo......
|Psmpeiro .
9 annos. | Russo........jPcroimbucc.
5 (Castanho......I
4 'Baio..........
56 kilos.
54 .
Verde e amarello..........."i J. A. de Mello.
Branco e aial
Encarnado e branco
Jos Cavalcante.
J. 8. C. C.
4. ParesPrado Pernsmbucano16v,9 metra.-Animaes de qualqner pan.
2. e o 3 livra a entrada
Premioi : 400* ao 1., 80* ao
lIGalathea.....
I'I Maestro......
.'ilGastigliciii.....
5 annos.IRusilho.....IRio Grande do Suli54 kils.
3 iTordilbo......S.Paulo.........50
4 |Zaino.........|franca.........|57
Escarate e ouro...
Creme e encarnado.
Brauco e rosa......
Coudelsria Allianca.
Moraes ce Ribeiro.
J. D. Costa Brag .
5. Pareo-Dr. Sonsa neis- 1100 metros.Animaos da provincia.
a entrada
Premioi: 250* ao i-, 60*~ao 2- e o 3 livra
- 1
2
3
4
5
6
Treme trra
Jaguaribe .
Coodor.....
Noruega
Capeta.....
Occila.....
aneaos
Castanho.
Baio.....
Castanho.
Pernambuco
52 kils.
54
54 .
56
52
56
Encarnado..............
Lyrio e branco...........
Branco e aial............
Aial e ouro..............
Preto, encarnado e ouro...
Grenat e branco..........
Coudelaria Unio.
Coudelaria Firmeza.
Joaquina Cavalcante.
V. Ferrer de 8. Menetes.
Coudelaria 1 de Abril.
A. O. C. A.
6 o Pareo- Experiencia 850 metroa-Animaes da provincia que ainda nao tsnham ganbo nesta distancia.
mios : 200* ao i, 40* ao i. e o 3 livra a entrada
Pre-
Tempestade....
Leseira.......
Tangible.....
Zumby......
L'Epicier------
Den Quizte..
aunes.
lio
Castanho.
Russo-----
Baio.....
RuSBO .
Pcraambuco.
56 kils.
56
56
56
56
56
(trunco e azul.........
Lyrio e branco.........
Verde e amarello......
Branco e azul..........
Violeta e ouro..........
Branco................
Julia Cavalcante.
Candelaria Firmeza.
J. A. Paiva.
F. Damiao C- Pessoa.
Mano. 1 Bastos Filbo.
E. H. C
(*) Montado por amador.
OBSERVAQOES
Pede-se aos Srs. propietarios dos animaes inscriptos no priineiro pareo o especial a?or de tel-os no ensi-
Ihamento s 10 horas da manh no dia da corrida. .. ^
Os bilhetes acham-se venda nos lagares do cosame, at a vespera da corrida, e no da da corrida em mao
dos conductores dos bonds e no Prado. :._-.. a <\a im priadns e
Os Srs. proprietarios dos cavallos inscriptos podem procurar os seus cart5es de ingresa e de seus cnaaos
jokeys, no Prado, at s 6 horas da tarde do dia 28.
S sero recebidos os forfaits at o dia 27 s 6 horas da tarde.
Recite, 24 de Abril de 1888.
O GERENTE,
Marcolino Rodrigues da Costa Jnior.
P
PROJECTO DE INSCHPGAO
Para a 14.a corrida que se realizara
Domingo, 6 de Maio
1. pareoConaolaijao800 metros. Animi-es da provincia que inda nllo te-
nham ganbo. PremioB : 2000000 ao primeiro, 400000 ao eegundo e o terceiro livra a
entrada.
2.* pareoDr. Souza Reis1.100 raetioa. Animaos da provincia. Premios :
2500000 ao primeiro, 500000 ao segundo, e o terceiro livra a entrada.
3. pareoPeres Campello1.300 metros. Acimaes at meio sangue
mios: 3000000 ao primeiro, 600000 ao segundo e o terceiro livra a entrada.
4." pareo E. Chalina1.000 metros. Animaes oa provincia. Prer.
2000000 ao primeiro, 400000 so eegundo e o terceiro livra a entrada.
5." pareo Prado Perusmbucano1,609 metros. Animaes de qaalquer paiz.
Premios 4000000 ao primeiro, 800000 ao segundo e'o terceiro livra t entrada.
JHar. 6." pareoTentsroen-600 rnetres. Pequiras (1,"30 m.ximo de altura) Pre-
mias : 150^000 ao primeiro, 30.J000 so segundo e o terceiro livra a entrada. .
OBSERVACES
As entradas sao de 10 % sobre o valor dos premios.
Nenbum pareo se realizar sem que corram pela menos trez animaes de prc-
prietarios differentes.
A inscripcSo encerrar-se-b no dia 1.* de Maio s 6 horas da tarde, no Prado.
Recift, 26 de Abril de 1888.
O GERENTE,
Marcolino Rodrigues da Costa Jnior.
Pre-
Premios:
Companhia de Seguros
AGENTE
Migad Jos Alves
N. Bus ao Ion Jeaas X. Y
8EGUR08 MARTIMOS E TEBRE8TRES
'Mate* ultimarjalaros a unics companhia nesta
>raca que conco ao Srs. seguran* isempco de
Msganento de'premiasen) cada stimo anno, o que
oqnivale ao oaeuntp annual ds erca de 15 por
(uto en favor daasgiirados. !
IXDEMN1SAD0RA
martimos e terrestres
Efotabelecida eml5
CAPITAL l,000:0O0
SINISTROS PAGOS
At SI le DeienN le
Martimos..... 1,110:
Terrestres..... 316:004(000
44Ra doCommercio 44
S34
UnSi FDS3
[i?erpol & Lonflon &
INSURANCE GOMPANT
Blackbnrn, Needham k 0,
Ra do Commercio n. 3
a

Inii anal
London k Brasiliaa Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ci-
xas do mesmo banco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Oapellistas n. 75. No
Porto, ra dos Inglezes.
Companhia de Edlbcao
Commnnioo aoa Sre. accionistas possnldores das
accoes cojos nmeros vao abaizo notados, qoe
terminon sontem o praio para o recolhimento da
10 prestacao eom o juro de 5 O'o e qne fica-lbes
marcado novo praio de 30 das, que terminara a
9 de Maio vindouro para realinrem o recolhimento
da mencionada prestacao mediante o jaro de 12
0|0, segando determina o art. 8 dos estatutos.
1446-1455, 1786-1795, 18611865
17961805, 18161825, 597 602
614 647, 11761185, 13561365
19961998, 1186-1195, 17061715
1851-1855, 1856-1860, 19911995
Recife, 10 do Abril de 1888
[Ricardo de Menexei,
Gerente.
MARTIMOS
GHRGEURS REUNS
Companhia Francesa de Maveg-
cSo a Vapor
Linha quinzenal entre o Hpvre, Lis-
boa, Pemambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
0 nw Mi to Saltos
Commandante Tanquerey
Espera-ie da Europa no dia
28 de Abril e seguindo de-
pois da demora necossaria
para
Babia, Rio de Janeiro e Santos
Roga-se aos Sri. importadores de carga pelos
vapores desta linba, queiram apresentar ae dentro
de 6 das a contar do da descarga das alvarengas
qualqner recamafo concerneote a volamos, que
porventura tenbam seguido para os portos do aul
afim de se poderem dar tempo as providencias,
necee Barias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
respoosab'lisa por extravos.
Para cara, passagena, encommendas e dinbei-
ro a frete trata-se com o
AGENTE
Angoste Labille
9-RA DO COMMERCIO-9

Cnnipaffilia Brasllelra de Xa ve
gaeio Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' eeperado dos portoa do su I at
o dia 27 de Abril, o seguir
depois da demora iudispensaveL
para os portos do norte at Ma-
nilos.
As eucommsodas sao recebidas na agencia at
1 h ira da tarde do dia da sabida.
Para carga, passagena encommendaa e valores
tr acta-ae na agencia
PORTOS~DO SUL
O vapor Manos
Commandante tenente Guilherme
Waddington
E' aperado dos portos do nor-
te at o dia 3 de Maio e de-
pois da demora indispensavel,
'seguir para os po-tos do sul.
Keueoe tauio>.'in carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande di
Sul, frete modic .
Ai enneommendas s sero recebidaina igen-
at 1 hora da tarde do da da sahna.
Para curga, passagena, uncommendas c valo-
res trota se Da agencia
pra<;a do corpq santn. 9
R0Y4L MAIL STEAM PAtKET
GOMPANY
0 paquete Tagus
Eapera-se da Europa at o
dia '-7 de Abril e seguindo
depois da demora do costume
para
Macei, Bahis, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Rueos Ayres
O paquete Neva
esperado do
sul at o dia 29 do
correte e seguir
epois da demora
neceasaria para
Lisboa, Vigo e
ReduccSo de pattagen
* Ida iaa. voltc
A Sonthampton 1 classe 28 42
A' Lisboa 1* classe 20 X 30
Camarotes reservado! para os pauageiroi de
Pernambneo.
Para passagena, fretes, etc., tracta-se o n> o
AGENTES
Amorim Irmos &C.
S. 3- RA DO BOM JESS N. 3
C9IPAH10E DES ENN.H.B-
RIE HARITIME9
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
E'esperado da Europa no dia 4
de Maio e seguir depois da
demora necease ra para
DE
A saber.
O sobrado de om andar e aotlo da roa da Aum-
ra n. 87, em fronte a ponte de Santa Isabel, com
grandes aecommodacoes para duas familias, p;r
ter cosinha no pavimento terreo e no iota?, il-
las e quartos grandes, com agua, gB e eigoto e
rende annnalmen. 1:272.
Urna casa terrea ruu da Uniio a 56 com
duas san, quatro quartos, banheiro e cuiro me-
Ihoramentoa necesiarioi e que rende 5004.
Quinta feira, 3 de Maio
A' t i horas
Agente Pinto
Em seu escriptorio ra Mrquez de Ulio>
da n. 52
Lcilao
Do sobrado de um andar ra Velba
n. S2
Quinta feira, 3 de Halo
O agente Pinto, legalmente auorisado, levar a
leilo o sobrado de um andar da raa Velha n. 82,
pertencente ao patrimonio do Seminario Episcopal
de 01 inda.
A'$ 11 horas
Em frente ao armazem da ra do Marques
de Olinda n. 52
^
Southampton
, mmmm de Janeiro Bueuos-
-tyrcs e Montevideo
Lembra-se aos senhores passageiroi de todas
as ciasses que ha lugares reservados para eat
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Previne-oe aos senhores recebedores de merca
dorias que s se attender a reclamaces por fal-
tas nos rolumes que forem reconhecidaa na occa
siao da descarga, assiin como devero dentro de
48 horas a contar do dia da descarga das alvaren-
gas fazerem qualqner reclamacao concernente a
voluntes que poverntura tenham seguido para os
portos do sul, afim de poder-se dar a tempo ae
providencias necessarias.
Pai a carga, passatcenB, encommandas edinheir
a frete : tracta-se com o
AGENTE
Angoste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Para Lisboa
Patacho p .rruguez Fanny recebe carga frete,
e sahir com bievidade ; a tratar com Amorim Ir-
mos & C.
Porto e 1 isboa
Para os portos cima, seguir brevemente a
barca portuguea Cera ; para o resto da carga,
trata-se com os consignatarios Jos da Silva Loyo
& Fi no.
AVISOS DIVERSOS
."J Alagase o sitio da Magdalena n. 8, pasaan-
do a ponte grande, com casa para numerosa fami-
lia, tem agua encanada e pequeo terrena com
alguns arvoi edos ; a tratar com o commen iader
Albino Jos da Silva, na Santa Casa oe Miseri-
cordia, ou na ra Direita n, 45, sobrado, c qual-
qner hora dodia._______________________________
Aluga -se um pequeo :halet em lagar perto
do trrm de Apipocos e bond, t para horneas sol-
teiro que queira pernoitar fra dacidade ; a tra-
tar no Caminho Novo n. 128. Na mesma caa
vende se quatro quadros da linda historia de
Roma.
AlugA-se o segundo andar doeobi.ti. n. 73
ra do Rangel, com n-.uito bous couui.dos e
muito fresco, tendo a vantagem de estar p'oximo
ao mercado publico ; a tratar na ra d> C.bug,
loja n. 16.
lio a. 4
a tra-
LElLBS
DE
Seguros contra Fogo
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Tacas baixas
Prompto pagamento de prejuizos
capItal
Ha. te,ooo:ooo*oa
5 T3
s >
a = "
g-"
m o i
mil
S-s
c
2-a

IBOilll &
S. b-RUA DO COMMERCIO-N. 5
Companljia *t Seguso*
NORTHERN
ds Londres e iberdeen
Posicao financeira (Dezembra de 1885)
Capital subscripto 3.000,000
Fundos aecuroulados 3.134,348
Recelta annaal:
De premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John H. BoxwM.
-= S '*
i!
O'trs
2 O N
-i
' n "
S B
< o
-o *
P n
o g
II
= o
9 o
S.9
c 3
9
9
V.
o
a
a-

B
o
?
s
S'
(S
9

a
3
I
=
a.
3
ce
I
i3
X
B
I
es
e
>
O
<5 W
9 = 3

S'
a.
s
.-_
a
5
a
a"
te
3
B
O
a
5'
a.
a
a.
a
S S
a

S
s.
o'
a.
a
>
o"
3.
Q.
>
o*
o.
a
s
Directamente
para Euro-
pa do Rio
da Prata.
to
O
o.
a
>
a-
te C0
o.
o
>
o"
a.
a
2
te

3
C
R
5'
3'
S"
>
o-


s
D
c
a

o
.a
o"
i*
(O
5'
g
a.
o.
a
2
*
9
>
O"
i
Agente Silveira
Leilo
De vinho de uvas, fabricado no Rio Grande
(Wl SEXTA-FEIRA 27 DO CORRENTE
A's 11 boras
Na porta do armasen) do Sr. Annes, defronte da
Alfaodega
O agente Silveira, devidamente antoriado, le-
var a leilo cerca de 30 quintos de vinho por
conta e risco de qaem p ertencer.
Agente Britto
Leilo
De grande lortimento de prendas, qainquilha-
rai, cadeirsa de junco, novas, 1 mobilia, nova, de
pi carga, toilette, camal, carteiras, mesas, 1
mesa comprids com pedra, 1 guarda comida, novo,
ppaielho de louca, de porcelana o p de pedra,
chicaras avulsas, pratos, facas, colhere, copoi,
girrafai, clices, bandejas, bacas de estanho,
malas lanternas, candieiros para kerosene e gas
carbnico, calungas e outros artigoi.
Roa do Raogel n. 48
A's 10 12 horas
Hoje, lexta-fein, 27 de Abril
B 9 W
s s 5
3 &!
g-5'Z
09 J-tC
2 o.!>
O w
9H
Sr5 >
2
E
te B
te
a a
3 o "
. -
2 o
_
m 0.=:
'S
B *
33
A 50
5.3
a m
5-
>
&
Pacifle Steam SaYigationuompanj
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Aconcagua
E' esperado da
Europa at o dia
6 de Maio, e se-
guir depois da
demora do rsta-
me para Valparaso eom escala por
Baha, Ro de Janeiro e Monte
?Ideo .
Para carga, passageiroi, eoc.mmendas e inhdei-
ro a frete, trata-se com os
AGENTES
Wilaon Sons c\, Unted
N. 14 RA DO COMMERCIO -N. 14
Grande lei'ao
Gm eontinuayao
(NO ANDAR SUPERIOR)
De ricas mobiliai estufadas, importantes objec-
tos de bronce (ubra de arte), piano, tapates, ricos
cortinados de damaieo, 1 linda mobilia de Jacaran-
da, electro-plate, obras de ouro e brilbante, 2 im
portantes carros e muitos outres objectos de laxo.
A's O e meia oras
No grande palacete sito ra da Aurora
n. 123, casa dn residencia do lllm. Sr.
Dr. Jos Gongalves Pinto.
A'a 10 1/4partir umbod da ra do Brum, que
dar pasiagem aos concurrentes.
Por interveocao do agente
Gnsnio
A loga-ao o pavimento terreo do ate
da roa de Tbomt de Souza, t-.'ci arma^i 1 ;
tar no primeiro andar n. 43 n tui esirei'.i do Ro-
sario.
^ Aluga-se por 16/000 a casa tenei com 3
qoartci, ra Imperial n. 198, e a di .-ii* la Mo-
tril da Boa-Vita o. 42 : a tratar na ni* do Pillar
n. 56, tavern._________________________________
Alugu-ae casaa a 84000 no becco dos Ife
nos, junto de S. Goncallo : tratar na rea da
fmperatria n. 7a. ______________^^^
Aluga-se o sobrado n. 46 ra da Roda,
com bons commodos e muito fresco ; a tratar na
ra do Cabug n. 16, loja. __________^^
= Preciaa- se de nma professora' j ido, ac
seiba a lingua portuguea e bem assiin c, francesa
em seas rudimentos, para leccionar em asi enge-
nho da fregueiia de Jaboatlo, distsnte 2 1|8 k-
goas da estaco ; a tratar na ros do Imperador
n. 81, das 11 s 4 horas._______________ ^
Precisa-se de urna cosinheirae de urna apren-
d para costura; na rna Dr. Feitosa, antiga es-
treita do Rosario, n. 6, 2- andar________^^^^
Precisa-te de orna cosinheira qaedefi'iya
e tenba caderneta ; a tratar na ra do Imp?radx
n. 81, escriptorio do lado do caes._____________
eoui urgencia ; na
Precisa-se de um criado
ra do Hospicio n. 3. .
= Arrenda-se o engenho Cajabuss da comarca
do Cabo, moente e correte, e bom d'agua ; a tra-
tar no primeiro andar n. 43 da ra estreita do
Rosario,
Perderam-ae seis apolicfs da divida publica
de 1:0U0* cada urna, de ns. 2900, 2901, 2902,
2903, 2904 e 2905, de juroi di 5 00 ao anno, da
emisso de 1828, pertencentes a D. Claudina da
Silva Pigneiredo, casada com o Dr. Jos Bernar-
do de Figueiredo, que as houve por heranca de
iua mi' D. Ciementina 1 heodora da Silva : qaem
as tiver acbado queira leval-as ao eicriptono. de
Luis Goncilvea da Silva & Pinto, no caes da
Companhia I ernamijncana n. 6, quo ser gratifi-
cado. -________________
O abaixo assiguado, testf.mcnieiro dos bena
do finado Dr. Francisco Gonyilvr-s de Moraes,
pelo preseate cbsma a todos os filhados do mesmo
finado para, no preso de 15 diat, presentron-
se habilitados com certidao de baptisrao, afim de
senm conttmplados na partilhs. Recife, 16 de
Abril de 1888.
Manoel Jos de Bastos Mello.
De carneiras amarillas imitado de conro
de porco
(COM AVARIA)
Sabbado % do corrente
A's 11 horas
O agente Pinto, levar a leilo par conta e risco
de quem perfeocer, 1 csixa com carneiras ave-
riadas d'agu'i do mar, e existentes no armtzem da
rus Marques de Olinda n. 52.
~Igente Barlamaqai
Leilao
De boss casas terreas
Sabbado 28 do corrente
A's 11 horas
*o armazem raa do Impera
dor n. 99
O sgente cima, por mandado e sssistenca do
Exm. Sr. Dr. jui de direito da provedona, ven-
der em leilo pela segunda ve a caa terrea em
elo proprio, n. 22, ra do Ccelhoi, oom muito
bons commodos, pertencente aos bens da finada
D. Anna Paula de Mendonca o Silva ; s dn*
casas em eIo proprio, roa de S. Francisco, n. a
e a de n. 25 4 roa do Pogo, pertencentes ao ifi -
ventario de Candida Mara Ferreira, a requer-
ment do inventarente.
Os Srs. prettndentei podem xaminsr ditas
caas.
Mara Jo.quina Vianna fas publico que ha
nove mese o Sr. Joi Joaquim Gonsalves Bastoa
do maia sen procurador e nSo tem procurad r ;
todo recebimente de suas casas com recibo do
sea panno, por pessoa de sua con Sanca. Recife,
23 de Abril de 1888.__________________
Cachorro dcsappare-
cido
m'novo, preto, de ps brancos, podem leval-0
so sitio do Dr. Valenca, na Jaqueira, que ser re-
compensado. _______________
Caixeiro
Precisa-se de nm caixeiro de 12 14 annoa, qoe
di ioformscode sua conducta ; a tratar em Saa-
to Amaro das Salinas n. 40. ___________ _
Est se acabando ornando
Sspatos de tapete brdados a 1*000 o par
>o na mao ai medir
Roa da Imperatri n. 80.
ttendite
Jos Samuel Botelho avisa ao respeitavel publi-
co que ainda contina a fabricar bouquets do mais
afamado gosto, para casamentes ou outro quslqaer
acto, sssim como oh pellas mortuarias de perpetua ;
a tratar na ra Nova n. 20, bja de miudetas, oa
na iua da Cadea do Recife n. 43, leja de s-.ltciro.
Sa ra Formosa n. 33, precisa-se de criados.
- Ufez de Mara
Com a devocao do Corceo de Mara, cdjcio'Bui
almas, medalha milagrea, novenas de N. S.
Penha, de N. S. da Concoica, meditaao do I
ro, etc., etc., dedicado
N. S. da Peuha
Um lindo volume eoeaderosdo 21000
Em todaa as Hvrarinti
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
tlUDaAi ba mais de om tecolo; excede todas
asWras pelo asn erfome delicado e eiqciaile-
Trez Mkdalhas bbOdko
PARIZ 1S78. CALCTTA 18M
peia tra-Soa eicellenciade suaqualiiuM.
SOLO KOAL BOCflCEl
3S. B0C9DET I WOOS VIOLR
TBETOL i CfiTPRE
outros maitoa perfumea conhecidss pela sa
qmjidade e odor deleilavel e exqui^i'o.
,IM K TUUTTt K LlIliCS IE TMIMI
ioeomparaTel para refrescar e iua rifar a peua
pela inazcedirel escollia de PerEames
para o lerijo. Artigos dotos preparados pelo
lafMtores ezclasiramente.
haslll II el Cu le Mm s FefKiutM t !aaritajM
J. E. ATKINSON
34, Od Bond Street. Loodrea.
, Marca de FabricaUrna' Boaa braaea"
sobro nzaa Lyra de Ooro.
'/'.
nanana


Diarto fe Fenuuntouco- Sexta-feira 2< de Abril
Twraiaclyigraiaaapi
FABRICA
De llvroa a earrlpturaro
Premiaos dm axposicSes de 1882 e 1885
Dfanoel J. de Miranda
Eacadernaco, paotacao e especialidades
em carto^s de visita.
39-RUA DUQUE DE CAXIAS-39
Telephone194 ^^^^
Curso primario c secundario
Jos de Sonsa Cordeiro Simes participa aopu
blieo qoe translerio o ico esrabelecimento deina-
truccio da roa Marques do Herval para o pateo
do ira o a 26.
Sitio para lugar
Arrendase
oa alaga se un sitio confronte a
cao de ParnameirinJ, tem excellentes comao-
dos com duss casas para residencia, sendo orna
de sobrado, casa para teitor, cocheira, jardim bem
olautado e maitas fracteiras ; a tratar na roa do
imperador n. 28, ou em Olinda, roa de Mathias
Ferreira n. 51-_________
Soccorro a velha
A oradora do becco do Bernardo n. 51, ainda
e fas lembrar as almas caridosas, que nio se es-
quecam da protteco que sempre lhe dlspeusa-
rtm
Aocoramercio cao
publico
Figueira'o & IrmSo madaram sea estabeleci-
ment de facundas rna da Imperatrii a. E6,
para a mesme ra n. 76.
Sementes de carrapalo
Compra se em grandes e pequeas quantidades;
na drogara de Francisco M. da Silva & C, ras
0 Mrquez de Olinda n. 23.
Arrcnda-sc
na secretaria da santa casa o cobrado n. 24 roa
do Imperador:
1- andar e sot5o 6002000
Loja 4OOJ00O
N. 93:^00
Manoel Carpinteiro y Souza tem urna carta na
padaria de Mello & Biset; roga-ae o favor de pro
caral-a.
Iiraia, enerna&ao o ty^ogra-
Bisa do Imperador numero 93
Livroa de juriapriideneia, dir.it>, I i Itera tura,
ciencia e religiSo, livros para iustruocao primaria
secundaria, livros em brsnco para escriptnra-
co commercial, tinta para copiar e para escrever,
de divertas cores, artigas para -teriptorio e diver-
sos objeetos de g^-sto e pbantasia, papis pintados
para forro de salas, qnartoa, restaurants, etc.
Encaderna-se com pr ales'! c segaranca, mrca-
le com nitidez eartoes de visita o imprime-ec com
perfeieSo qnalquer trabalbo typograpbieo.
Prfcos mdicos
aa do Imperador si. 93
Tnico
Oriental.
*
>o0
vv
99
s
Si
te
m
5d
1 2
:
o X
e

%
s
I
1
'a.a
i *o
5
o 2.

2 -i
.5
(D O" D
B |
*5 O.
ST>3
M "O tJ
o v n
BS'2.
-.5
" 3 s
-i
c=a

exa

3' 5' *
o. 2
O 3
a
O
Ama
Precisase de ama ama para lavar e engommar
tuzendo mais alguna svrvieos, menos comprar e
cosiuhar, qne durma em casa ; na roa Duque de
Caxias n. 14, sobredi, se dir,
Ama
CoMehV
Preciia-se de urna ama (j de idade) qoe co-
snbe bem, para casa do familia, no Chacn.
Dirija-s das 9 horas at as 4 n;s das nteis na
ras do Ccromerco n. 5, 1* andar, eseriptorio da
frente._____________________________________
Arrobe
DE
SbIjs, c*. Mame iooiMi-
il e BaioliiN & G. Snt-
cessorss
isprovsdo pela juma eral de ta y
tiene puhllra da corle
E' o melhor depurativo e cura todas as doencas
svphiliticas da pelle, rheumatismo, babas, ulceras,
e em geral as que provm da impureza da angue.
Deposito em sua pbarmacia e drogaras rna
larga do Rosa o u. 34, Pernambac).
\Uencao
Precisa-se de du.is criadas que sibam cosinbsr
comperfeico para casa de familia ; na rna Bario
da Victcria n. 60, taverns^__________________
Tintura indiana
Para uncir instantneamente a barba e os ca-
bellos brancas e grisalhos da mais bella cor preta
castanbo : vende-se na botica francesa de
Rouquayrol Freres
-Rua da Cruz=
Precisa-se de urna ama queengomme e cosinbe
c m perfei(So, para casa de duas pessoas ; na rna
Marques do Herval n. 10.
Ama
Precisa-se de urna :-.ma para cosinbar, em casa
de pouca familia, na roa do Vigario n. 3, 2. an
dar.
Ama
Precisa-se de urna ama que engomme com per-
feieSo, para casa de familia ; a tratar na ra Ba-
rio da Victoria n. 7, 2- andar.
Ama
Precita se de urna ama para cosinbar ; na rna
Mrquez de Olinda n. 50, tnv^rna.
Ama
Precisa-se de ama boa eosinbeira para casa de
familia : s tratar na rna Barao de S. Borja uu-
mtro 38.
Ama
Precisa se deuma ama para comprar e co-
sinbar para casa de familia, na ra Duque
de Cazias n 14, sobrado.
Precisa-se de urna de meis idade, que seja
boa eosinbeira e faca o mais servioo de um casal
s OPEITORALdeCEREJA
Do Dr. Ayer.
As enferniid.'ulffl miui d ansas e fataes da gar-
gauta e dos pulmoes, ordiarlaiuente desenvolveDi-
se, lndo por principio bases pequeas, cuj.n
resultados nao sao dimeis de curar se prompta-
mente se trato com o remedio conveniente. Porem
o progreaso pode ser engaoso e a demora fatal.
Os Resfriados e as Tosse dio reciprocamente o
resultado de I.aringiti*. Asthma, Bronchitis,
Afferro Pulmonar e a Tsica.
Todas as familias que tem criai.ciis devem ter
O Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
em casa para o usar em caso dt ne%ssidade. A
perda de um s da, pode em muitos casos accarre-
tar sertas cousequencias. Tur tanto nao se deve
Serder tempo precioso, experimentando remedios
e eficacia dnridosa, eniquanto-que a enfermi-
dade se apodera do systema e se arraiga profunda-
mente, e entao que se necessita tomar nesse instante,
o remedio mais certo e activo em sen etfeito, e este
remedio sem duvida alguma o PaiTOBAL de
Cebeja DO 1)11. AVES.
PQEPAK1DO PELO
DB. J. C. AYEB e CA.,
Lowell, Blass., E. U. A.
i' venda as principase pharmaciaa e drogaras.
Fabrico de assucar
Haclilnlaimo doa abricanios Doea
siewsrt C. de Giaasow
enstrneco da mais moderna e aperfeicoada e
de grande duraco.
Mocada com preseo bydraulica de Stewart que
d a melhor expressao c nhecida at hoje.
Caldeiras cora eeon^misader, especialidade des-
tes fabricantes.
Fornalhas para queimar o bagaco verde em di-
reitnra da moenda.
Os apparelbos de Vacuo e Triplo sao de siste-
ma moderno como ambem as turbinas ou cen- [
trifugo.
Ornamentos e mais inforaiacoes em casa de
Browns & C.
Ra do Commercio n. 5, 1* andar
Fai'alla da carona Ja aigoui
Cheg n a primeira remessa do precioso f -.relie
de caroco de algedo, o nais barato de todos os
alimentos para animacs de rafa cavallar, m. a
saino, etc. O caroco de algodo depuis de ez-
trbida a casca e todo o oleo, o mais rico ali
ment>j que se pode dur aos animaes para os forta-
lecer e engordar com admiravel rapides.
Nos Estados-Unidos da Amrica, do Norte e na
Inglaterra elle empregado (com o mais felis re-
sultado) de preferencia ao milho e ontros farellos
qne sSo mni'o mais caro e nao sao de tanta sus-
tancia.
* tratar no Becife csmFrssa Bocha
Atlenco
Cofres pro va de fogo
.a c?rlos Sinden, ra Bario da Victoria n.
48, loja de alfaiate, receben de consignaco e
vende tem competencia.
Sui generis
Detestamos os artigoa bombsticos com
que o aria mente se enobem os jornaes desta
capital, anounciando como especialidade o
que nunca passou de mediocridade. Somos
positivos, e como taes s timbramos em
nSo engaar aos que nos dispensara a sua
amizade e suxilio.
Acabamos de recebar nova remessa do
j afamado e especial vinbo
Maduro
O consumo extraordinario que este vinbo
tem tido faz-nos acreditar ser este o nico
que fica substituindo esses outros que por
ahi denominara-- Bairrada, Figueira, Car-
cavellos, etc., etc. Du-s summidaeiea me-
dicas d'esta capiialj recommendam aos seus
amigos o uso quotidiano d'este vinbo, como
mais salutar economia humana por nSo
ter as composicSes de tantos outros, qua
arruinara a sade da bumanidade, trazendo
como consequ ri(i;s os horrores a urna po-
pulacho que se defnba a olhos vistos.
Recebemos tambera o
Requeij
em latas, de procedencia de eDgenhos cujos
proprietarios capricham em bem trabalhar
neste artigo, afirn de terem a primazia so-
bre tantos outros similares, cuja composi-
gao duvidoaa.
Em outros artgos como :
SEMENTES DE HORTaLICA
E FLORES, LINQUAS SECCAS DO
RIO GRANDE E
OBJECTOS LE VIME
p'^ra isto tao pouco temos competidor. A
nossa casa especialista e as pessoas que
disto se queira certificar pdera compa-
recer, com o que muito nos honrarlo.
A par de urna infinidade de artigoa de
primeira orden, que so achara em expsi-
to, accresce a amenidade do trato com
que timbramos tratar to os os que nos hon-
rara com sua preaenga, junto a modicidade
de presos sem rival.
$ua Estrelta do Rosarlo n. B,
Junto Igreja
Pofas Mendes J C.
Venda de sitie
Vende-se oa permuta se par predio nesta cidad
am boB sitio con boa easa, maitas fracteiras
eicellente banho do rio, boa agua de cacimba
extensao de terreno para baixa de capim, todi
murad ana frente, com porto e gradeamento, con
caminbo de {uto e ettacao janto ao dito sitio, m
Porto da Madeira, conheeido pele sitio d< Joi
Selleiro, jauto so Or. Ernesto da Aquino Fonse
ca ; quem pretender dirija-se praoa da lnde
pendencia a- 40, das 11 oras as 4 da tard?.
A Florida
e vende
^Precsate de urna rna
perador n. 26, 3* andar
a tratar na roa 9o Im-
Compra-se e pagase mais do que em outra qnal-
qner parte, praca do Conde 0'Eu n. 18.
Precisa-se
cwaprar urna casa na Boa Vista on Capunga, com
4 a 5 quartJS e quintal, por cerca de 3:000 ;
quem ti ver para vender, dirija-se a ra Nova cu-
mero 15.
Lava-se e engooima-se com
bmidade roupa de senhora e de
houiem: na roa do Fogo n. 45.
Cautelas Monte de
Soccorro
Compra se cautelas de qualqner joiaou brilban-
tes, pagase bem; na praya da Independencia n.
22, loja d." relojoeiro.
Aluga-se barato
Rus do Bem Jetas n, 47, 1 andar
Boa do Corredor do Bispo n. 78.
Roa de S Jos n. 74.
Raa do Visc.nde de Itaparica n. 43 2*. andar,
una Visoonde de Itapnrica n. 43, armaren)
Raa do Bom Jess n. 47, 2. andar,
frau-se na rna do Coiomercio n. 5, 1* andar
eseriptorio de Silva Gruimares & C.

tanta Casa de Misericordia do
Rece
Devendo a junta adminiatrativa faser celebrar
na igreja de N. 8. do Paraso, pela.! 8 horas da
ma hS de 27 do correte, 'r'gesimo dofallecimen
to do seu provtdor, de aaduia e veneranda me-
mo ia, dest-mbargador Francisco de Assis Oliveira
Maciel, urna iniesa de rnpiirm, cantada pelas odu-
CLndaa da casa dos expoetos, convida a s mem-
brss da irmandade, a Exma. viuva, parentcs, col-
legas e amigos do Ilustre morto, para assirtirem
a ease piedoso cto.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 20 de Abril de 1888.
O escrivao,
Peiro Rndrigui a de Souza.
Aviso
O abaizo assignado avisa aos seus amigos e
clientes que mudoa sua recideuefa e consultorio
da ra do Barao da Victoria n. 18 para a mesma
ra n. 59, 1* andar, onde contina a dar consultas
s horas de coturne.
Recife, 18 de Abril do 18*8.
Dr. Joao Paulo.
Caixeiro
Precisa-se ds um caixeiro com idade de 15 an-
uos ; na fabrica Boargard roa da Iraperatris n.
54, e que d flanea de sua conducta.
Precisa-se de um rapas ;
Santo n. 27.
Criado
na travessa do Corpo
Cosinieira
Precisa-se de urna cosioh ira ; na ra Viscende
de Goyanna n. 149, casa de familia.
Cnegaram
Aluga-se
O 1- andar de n. 27 ra Vidal de Vegreiros.
2- b. 66 e o 1 de n. 18 rna de Marcilio Dias.
O terreo n. 27 e o 8- de n 8 4 raa da Penha.
O terreo, 1- e 2* de n. 34 rna estreita do
Rosario.
A essa n-1 4 travesa da Hora,
dem 28 ra do Nanes Hachado, no Espinheo,
om bons commodos.
A tratar na rna do Hospicio, numero 33.
Alugtfci
se
Peitoral de cambara
Agentes e depositario geraea nosta provincia
FRANCISCO M. DA SILVA & C.
No armazem de drogas 4 ra do Maraes de
Olinda n. 23
Precos: Frasco 2*580, 1/2 dasia.
13|000 e duxia 24*000
Vinlio e licor de janipabo
Na fabiiea de licores 4 raa Bario do Triumpho
(antiga d Brum) o 75, vende-se superiores vi-
nbos e licores de ja>iipnbo por menos preco que
em outra qualqner p irte. All eneeatrar-se-ba
empre completa sortimrnto de licores e entras
bebidas b m preparadas, por preco o ntais eommo-
ds posaivel.
Telephoae n. 6>
Sement de carrapalo
rr*pato ; na roa do
pra-se s mente
Hospicio n. 79.
Seguro!!!
Pede-sc ao 8r. A. A. G. caixu'ro de am eserip-
torio, o i* vor de apparecer no betel Pitla, sfim
as receber ama carta.
Be nSo vier at o dia 28 de eorrtnte, rntrega-se
a,asa penas para o procurar.
as sfgnintes casas : a da roa do Lima n. 30,
grande casa, e< m agua, gas e spparelbo, e a 4a
mesma ra n. 22 ; a tratar na Ivtograpbia de J.
E. Purcel, ra Mrquez de Ulinda n. 8.
Deaeanbrgador Ftsnrlseo de s-
ala Oltvelra Maelel
O regente do Hospital des Lasaros, tendo de
mandar celebrar nma missa no dia 28 do corrate,
s 8 horas da manbS, na capilla doestabelecimen
to, por alma do Exm. Sr. provedor da Santa Casa
de Misericordia, desembargador Francisco de As-
sis Oliveira Maciel, de sandosa memoria, convida
a Exma. viuva, a Lima, junta administrativa, aos
prenles, collegas e amigos do ilustre morto, para
aaaisiirem a esse p:edoso acto.
?
os afamados qneijos de S. Paulo da fazenda Ita-
tyaya. nicos recebe doro i em Pernambuco Jos
Joaquina Alves & C., ra Bario da Victoria, n.
69 e a:ham se 4 vnda nos principp.es estabeleci-
m^ntos desta cidade.
Perdida
Recebeu os seguinto^ artigoa
por pregoB sem competencia.
Flisss brancos a 400 ra o metro.
dem brancos com duas ordena e froco
de sia cor de roas, azul e encarnado a
600 rs o metro.
dem com contas e bordados a matiz a
800 rs. e 10200 o metro.
Cantas lapidadas pretas e de cores. *
Vidrilhos pretos e de diversas edres.
Missang. s de diversas cores.
Collarinhos modernos imitando linho a
50000 a riuzia.
PulseiraB americanas a 50000 o par.
Grande sortimento em broches, .de 500
ra. 10000, 10500, 20, 30 e 4*000 nm.
Collarinhos e punhos de borracha.
Punbos do lLho, para horneas, a 80000
a ciuziu.
Fechs com mesclados dtela a 20500.
dem maiores, sem mesclados, a 20500.
Grande sortimento deubromos a2u0 rs.
a placa.
Bicos brancose de odres de 2, 3 e 4
dedos de largura a 20, 20500, 30, 30500
e 40000 a pe$a.
dem cor de creme a 30000 a pega.
Porta embrulhos americanos.
Invisivis dourados e prateados.
Lindos leques irausparent-s a 20, 20500,
3, 40, 50 e 60000.
dem de setim bordados a seda, de di
versas cores, a 4, 50 e 6g>000.
Luvi8 de tela de lindas cores a 20,
20500 e 30000 o par
Enehovaes para baptisados a 80, 100,
120 ,at H0UOO.
Liadas capeliss para noivas.
Suspc-Lsurioa americanos a 20500.
Oleo Flor..-:.
Bicos de higo ao de ama t cor e ma-
tisadoB a 30 e 40500 a pega.
I em de linho, de corea matisadas,
20, 20500 e 30000 a pe5a.
Liadas luvas de sia para meninas a
20000 o par, de diversas cores.
dem com palmas de missangas e com
palmas de tela, para senhoras, a 20500,
30 e 30500 o par.
GaliSea e bicos do vidrilhos, gosto mo-
derno.
Liadas rosas de vidrilho preto pra en-
feitar casaros e capas.
Contas lapidadas para enfeitar vestidos,
cores bronzeadas, granadas, prataadaa e
douraias.
Fivellas de mola, americanas, para cai-
fas e colletes.
Cortinados brancos, da rroch?t, com
4 jardas de comprimento a 150 e 1G0OOO.
TimSosinhos para enancas, de fustao e
cambrabai, bordados a 3000.
Extractos, o que pode haver de melhor
como sejam : Guerliu, Buquct de Exposi-
{3o, Perle Vienne, Ezora e Nixiz do Jpao,
Briza do Rio da Prata, Corilopses do Ja-
pon, Dida, etc.
Agua Florida, dem de colons, dem
oeleste, idem do Jo pao, idem Kaaanga do
Japao.
RUa DUQUE DE CAXIAS N. 103
Barbosa & Santos
Viohos da Garrafeira
Finos
Carca vellos.
Madeira.
Moscatel.
Uva Bastarda e de Passas.
PARA ME8A
Qenuino do Lavradio a 500 rs. a garris.
a mercearia de Manoel Corris & C.
Praca do Conde d'Ku n. is
E' HAIS BARATO
Na Loja das Lslras Azues
A' raa Daqae de Caxlaa n. el
TelfjDionB 211
Vende faseodas finas por todo preco e d de*-
conto a quem comprar de 'Qf para cima. Aa
Exmas. familias nSo devem comprar em ostra
loja sem primeiro ver ou mandar buscar as aavas-
tras qne se do sem penhor.
Fazendas de novidade
linbo bordados com lisuras oa
muito larga e de lindas cores a
i lista
Barato
Tecldoa de
quadros, fasenda
800 rs.
Seilm de Maca, preto e do todas aaefna-
liso on de listas a 800, 900 e 1*000.
Velludo preto de seda bordado oa eos
de setim a 4*000.
Hirlo mistado preto e de todas as cata
700, 800 e UOOO.
Etainlne de coree com listas cor'da crea
a 500 rs.
Engalo pardo infestado paraveatidosaSCC
e 400 rs.
Linn bordado, urna s cor 240 rs.
Velladlntao preto e de todas as cecea eoBt
contas a 1*800.
Benda bespanhola com bieco, preta oa branaa
pe seda.
Cassaa Nanzac pudres miudiuhos a 280 rs.
Crocite t branco e de cor, desenboa lindos
ara cortinados a 1*000.
lirlualaaa com ricos veos de Blccd a 8*.
10< e 12*000.
LAa de quadros, paires novos a S 20, 360 o
400 rs.
Mimo des Alpes fszcnda de listas asaetinada
a 300 rs.
Settnetas lavradna de lindas corea a 240 rs.
Fuaiao branco a 320, 360, 400 e 500 rs. qua
lidade superior.
Fazendas diversas
B;amante de 4 larguras a 700 e l*CC0ia-
perior qualidade.
UadapulSo americano Lista a ru* cora 4
e meio palmos de largura a 6*500 co m 20 vara
garantidas.
Algodo americano muito larga e saperioi
para lencera a 5*500 a peca, mais estreito a 3*508
e4*000.
Cnltns e cretones escures, clarea e raindi-
nhosa 200 e 240 ra,
Cassas indianas de cores a 160, 200 e 24C
ris.
Ijinhoa lisos e do quudrinhos a 100, 120, 1$D
e200is.
Brlm pardo para roupa de meniaos a 300 i
320 rs.
Cainelas escuras imitacaa de ca semita a
500 rs.
Baela azul cucorpada para ronpa d e. banho a
700 e fcOO rs.
I.n de qaadrinhos, paiio.-s novos, e CO, 3-ti
360 e 400 rs.
Crepea de lindas cores a 500 rs.
Le iicon brancos e de cores a 3 6 0, 1*C0
1*5 0 a duzia.
Toalbaa felpudas e alcoxoaas a 3*500 E*
6*000 a duzia.
elaa de cores, brancas e cruas para senho-
ras, homens e meninos desde 2*80 0 at 6*000
melhor qualidade.
Enehovaes para baptisados completos a
10.S o 12*000.
Cortinado* bordados para cuma ca jaaeDa
a 6* e 7*000.
Panno da Costa, de quadros oa listas a 1*900
o covado., c
(ainado lavrado, lindos desenhoa a 1*100
e 1*500.
(iaardsnsps a 2*000 a dusia.
Especialidades
Na manbS de domin io 22 foi encontrada nma
eacborrinba branca, p lo macio, muito bnncalbo
na ; seu dono procure na raa do Bom Jess nu
meio 3.
Carta
O Sr. Antonio F. da Silva Lima tem nma carta
a ra Barao da Victoria n. 31.
Pao tcnteo
Mello 8c Biset avisam ao respeitavel publico
que todas as tercas e sextas reirs teem este sa-
boroso pi ; raa larga do Rosario n. 40.
. Adelina Franrlara doa Santoa
D. Rita Tbereza Alves dos Santos e Rita Ma
ria dos Santos, mSe e irmS, cenvidam aos parentes
e pessoas conbecidas para assistirem a urna missa
qne mandam celebrar na matriz da Boa-Vista,
s 7 1/2 oras da inanbS do dia 27 do crrante,
trigsimo dia do seu fallecimento, e desde j se
ccnt> tsm eternamente gratas.
Menina
lH-SS
Urna boa casa ca Tamarineira cem excellentes
commodos e grande sitio: a tratar na rna do
Amorim n. 43.
Ah
ga se
o armazem do sobrado roa do Bom Jess n. 51,
proprio para eseriptorio ou armazem de recolber,
e o 1 andar do sobrado da roa D. Mara Cesar
n. 8 e 6, e o 2- andar da raa Restaoracao n. 36,
com g. andes commodos para finilia, e limpos : a
tratar na ra de Domingos Jote Martina n. 60.
Triado
Precisa se de nm rapazinho de 12 14
anuos para criado, diodo fiador sua con
du.-ta; no 3. andar do predio n 42 da
raa Duque de Cazias ; p r cima da typo-
graphi?. do Diario.
Profeaser publico ..ndelo Pa-
bilo da Bforaea Cara albo
Tertuliano Ernesto de Moraes Carvalho, D. Au-
ta Elyaa de Moraes Freitas, D. Gertrudes Floren-
cia Moutarroyos de Morara, Lourenco de Moraes
Fn tas Barbosa c Mara E yea de Moraes Freitas,
agradecen) a todas as p> eaoas que se dignaran) de
acumpanbar ultima inrala os restos mortaes de
ira presadissimo irmao, ennbado e tio Aoacleto
Publio de Moraes Carvalho; e de novo as convi-
dan), bem como a todos os par, ntes e amigos para
assistirem as missas que por sen eterno repouso
mandam celebrar segunda-i ira 30 do correte, a
7 horas da manbS, oamatiis da villa de Maribe-
ca, na de S. Jos do Recite, e na de S Pedro
Martyr de Olind, pelo que se eonfessam sumina-
mpft^ < rad^niH a. .
Precisa-se de nma menina de 10 15 annos
para cuidar de ama crianea de am anno ; a tratar
na raa Nova n. 15, loja de chapeos de sol.
Vi abo verde
O qae ha de mais puro e agradavel ao paladar.
A fabrica Ph nix, rna da Florentina n. 15,
nao ousa contestar a bondade de muitos viohos
qae por ah se venden), porm desafia a qae apre-
sentem vinho que dispute a primasia, do qae ella
tem exposto venda por juuto e a retalho a pre-
cos rasoaveis.
Vende se nm bom cachorro, muito novo, grande
e valrnte, proprio para guardar si 'io on casa
grande ; para ver e tratar na travessa da raa do
Queimado n. 1.
Cidade da Escada
Vende se as seguiutes casas : sendo ama muito
grande de n. 12 e outra pequea n. 3 na ra do
Ri>, a de n. 25 na ra das Merequitas, as de ns.
24, 26 e 28 na ra da Brra e todas as da ra do
Cochixo.
Lavas da seda ou pelica a 2*000 e 2*500.
Bieoa brancos c r de creme, e matiaaea
2*000, 2*500 e 3*000 a peca com 11 taatsw.
Cote la* lapidadas paraenfeite de vestidos pla-
tas e de todas as cores a 500 e 800 rs.
Bordados, buhados e entremeio de fssiie
transparentes a 300 rs. a peca com 3 metros.
Eaparlllhoa cotraca e americanos a SjoaVS
4*, 5* e 6*. 00.
firaode qnautidade de chitas em "etalaoa ajas
vende se por qualquer preco.
Carrosa
Saboeiro
Precisa- se ontractar um bom saboeiro ; a tratar
na praca do Corpo Santa n. 6, I" andar.
VENDAS
Professora
Urna ambara cosapetentfm"ute habilitada, pro-
pSe-as a tacan n-r em oliegios e easaa particula-
res as siguint.s materias: portugus, franes e
musiese piano: 4 tratar na ra do Marques do
Herval n. 10.
Ao publico
0 abaixo aaaignaao, arrematante das dividas
pertencentcs masaa fallida de Joaquim Ferreira
Campos & C, declara qne fica s. m iteito a pro
carscio que bavia paseado ao dito Joaquim Fer-
reira Campos para cobranca das mencionadas di-
vidas. Recife, 12 de Abril de 1888.
David da Silva Main.
Cldcde le NasarelE:
A directora da S icttdade Brnffictute de Na-
zare'h convida a t dos es se ns associados para
assistirem a urna misa que manda' naar pela alma
do provrdor da Santa Ca a de Mijencordia, Exm.
deaembargador Francisco do Asis Oliveira Ma-
eiel, no da 28 do errante, oa taatris desta cida-
de, s 8 horas da mnhS, trigesin do seu
Vende se um pimo em perfeito ectado e de
bim fabricante, garantindo-.se a qualidade ; na
raa das Flores n. 11.
Cavados
Vende-se doos fxcellentes cavallos russos, an-
dadores de baixo, possantes e gordos, propnos
para carro ; a traur na roa Vidal de Negreiros
n. 19, e a ter na ra da Detencao n. 19.
Oliveira Campos e C.
Baa do Crespo n. 11
Receberam pelo ultimo vapor sortimento com-
-leto de eapas de casf-mirn, merino, gorgnrc e
fdi, para senhora, -qae ha de mais novo, c pre-
i;o raaoavtl; receberam mais seda preta e gorgu-
io, e vendem pt preoo baratiesimo.
Vende-se nma carroca qaasi nova para cavallo :
no sitio da capella, no Cbora meninos.
Para acabar
Bicos brancos e de cores a 11*. [1*500, 1*800
e 3*000.
Madapolio americano, cjm pequeo toque de
mofo de 10* a 5*000.
Alg do T, (americano) de 7* a 5*000.
Bramante para lences com 4 largaras de 1*200
a 800 rs. o metro.
Lindoa cortes de gorgnrso le seda com enfeites
de velludo de 150/000 a 60*000.
Modernos cortes a gnrgurao de seda para col-
lete, com pequeo toque de mfo de 10 i a 4* que maravilha .' !
Serias com l'strasassetinad'.'s, lindes padrees, de
1*200 a 800 rie o esvaio.
Etamines, branei: e pretes de linho, fazenda
1*200 a 320 e 400 ria
Ficbs de m:i!h, d-licado tecido de 3* e 4* a
1* e 1*500.
Tuaile ds Vechy, de 320 a 160, grande peehin-
cha !
Cretones, lindissimos padrdss de 360 e 400 a
800 ris o covado.
(] mpieto sortimento de legues de f ataxia a
1*500, 2*000 e 2*500
Lindos cortea de uambraia bordada, branca e
de cores a 5*000.
E n uitos outros artigos qae se vende por preces
sem.competencia o que admirara.
Previne-se que destes artigos oSo se d amos-
tras.
RsDuqnede Caxias n. S6
Loja das Estrellas
Teiephone n. 210
Pintados) a oleo, eom rica moldara a m ifaaa
por 25*000 ; estio expostos algnns retratos pan
o publico e as Exmas. famiiias verem o qaassfcs
sao lindos e baratos e fcil a qualqner pesas ter
um em tua sala de visita.
Para eneomsnendar bastante irmaaa
am pequeo retrato em carto de visita, nao isa
porta que seja antigo, dizendo a cor; dos olhos a da
cabello chega nm lindo retrato dse ado.
Agencia de artigos americanos e carimbos' ds>
borracha.
Na Loja das Listras zoes
Jos Augusto Dias
Rojal Blend marca YUDO
Este excediente Whisky Escocea ptm-
ferivel ao cognac oa agurdente da cana
para fortificar o corpo-
Vende-se a retalho nos melbores ana*
zens de molbados.
Pede Hoya I Blend marca Viad.*,
cujo nome e emblema sSo registradea pata
todo Brazil.
BROWNS vende-se
os utensilios do acoagne da raa da Hora, ac
nheiro ; a tratar na rna do Hispicio n. 61,
taverns, aondo se acbam elles.
ca
Arma^oes
puEta
Ai'ioniu aloae oe ata
A vinva, fi bis, filh, nora e netoa de Antonio
Jos de Bons, convidam aos sens parentes esmi-
g e para assistirem a missa qae per tua alma
mandam rezar aa 8 h ras da manbi do dia 27 do
crrante, trigsimo do seu fallecimento, na matriz
da Boa Vista
rastello
Vende-se o arrendase o cugi-hho de faxer as-
sucar, assim denominado, nunt-e corrente, c*m
bastantes maltas, boas obrnB, todo coitdo de
estradas ; pdenlo safrr-jar de 2.800 a 3.000 pues
de assucar e situado no termo de Ip jaca, comarca
do abo : a tratar na roa do Marques de Olinda
n 46._____________________________.
No aranaacaa a. to da raa do on
Jeans
vende-se cadeiras aastriacas (janeo) mais barato
do qas em outra qnalqner parte. Ver para erar.
AS
Enfermidades Secretas
BL.ENORRH AGAS
GONORRHEAS
PLORES BRANCAS
CORRIMIENTOS
i entes ou antigos sao curados em I
poucos dias am sagrado, sem rgi-
men necu tisanas, sem cncer nem
molestar os igaos digestivos, pelas
ta-A
e iniecQode
KAVA
DO DOTOR FOURMER
Cata Ptuta Um gravait MLOL4*. 5 ra. mjiccjo, 4 ra.
laMadmi.
llsitissssODBO, rita 1 too
Ui Vende-se multo burato duas armaces propriaa
para qualqner negocio ; a tratar na roa Baro da
Victoria n. 31,
Bichas de Hambar^
_ Vende-se em pequeas e grandes poicca ; aa
ra da Madre de Dens n. 36 A.
Libras sternis
Vendem Rodrigues Paria & C, ra Mara'
Barros n. 11.
Attenco
Vende-se nma erg de taipa, coberta do teTtsa
sita no Encanametit-1, com 150 palmos de fundase
SO de frente ; quem pretedeni-a, dirija-se ao Cor-
redor do Bispo n. 93.
Vende-se
Um terreno na rea da RegeneracSo, en flfii
Pria, medindo 400 palmos de frente e 470 de \
dos ; 4 tratar na roa estreita do Rosario 1
avimento terreo.
Livramcnto & C.
vendem cimento port'aad, saarca Bobina, da '
ualidade ; no caes do Apollo n. 46.



Diario de PemambcoScxta-fcira 27 de Abril de 1888
mm oo mu ir
nmtf 0 SIVEHSAL
A resurreifo do cabello e a norte di easpa
PELO
EDlCMttNTOS FUNDAS E TlCA
i DUALIDADES
PHARMACE UTICO
m IUIC9-*uauASiimn i
ttPECIAliDAPCgWrJg
^Ra do Dope de Caxs,5 7^
Especial dade (leste eslab^lecimenlo
B'lnr o lliiinto Ib Junta
Elixir de-ntffricio
Contra a carie e amoliecimento e dores de dente.
Vfilio, xaropes e pilahs de juru'eba
Gr-:ude sortimento do perolas, pastilbaa, granulas e pilulas dos melhores fabri
tfes europeas e americanos.
Grande coIleccSo de alcoloides os mais modernos e raroa.
Aguas mioeraes de todas as qualidades.
Para photographla e hoiaceopathla
Aleool rectificado e desinfectado, chimicamente puro.
A Pharmacia Ameritan* tem urna seccXo Lomeejpitbica onde se encontrar
h dos nedic r-. tren tos preparados com todo aceio e segundo os formularios hahene
eoe mais acreditados, earteiras, vidros avulsos ce todos os tamenbos, glbulos
.mtiu o medicamentosos, tinturas de plantas indgenas e exticas.
Reoebu medicamentos directamente de todas as fabricas da Europa e America
Ma A L-A. REINE DES FLE'TRS
Ramiihefes Hoyos
L T. PlVfem PAfiS
Mascotte
PERFUME PORTE-EONHEOR

Extracto de Ccr, lqpsis do Japao]
PERi-WES ggOUiSITQI :
..-t Zamora Anona dn Bentj^Ic
, t. pydoaia de Chine
sti 5 afraila
Dfl -
Bouoj ...'.:-.- Poly.lor oriental]
iiee de Nlae Bouquct *c Reine c_a Prs, etc.
mm mamm^S qualidade fxtra
apositos as principan Perfumaras, Pharmaciat c LAbaliorawas a*'
FORMULA
JffGEUNO JOS DOS SANTOS ANDEADE
Approvada pela Inspectora Geral
fa Hygiene Publica do Rio de Janeiro em
20 d Julho de 1887
Este depurativo do grande eficacia as molestias sypbililicas e impu-
sea. o sanguo. Para maior garanta d.i eficacia deste medicamento, puLlicou-
*e grande numero de niteslados de alguns Srs. mdicos residentes nesta
fnracia e de murios cavalheiros que teem feito uso deste depurativo, era nu-
mese superior a 300; notando-se 50 pessoas que se curaram da lerrivel beribe-
ri com este poderoso depurativo.
O uso desle Elixir muio recomnx ndado no tratamento geral as mo-
'skis Jas senhorase a prova esl no bom resultado que tera oblido aquellas
4tn Esm". Senhoras que deile tem usado.
rvxooo de xysj^pi
Os adultos lomaro qaatro collieres das de sopa pela manb e qualro
.x&e. As creancas de i a 8 anuos tomaro urna colher pela manlii e outra
*ohe, e os de 5 a i i annos tomaran duas collieres pela manha e duas noite.
Deterjo tomar bantaog, fri ou mrrno pela manh e noite. Resguardo regular.
Enconlra-se venda na drogara des Srs. Francisco Manoel da >ilva
4 CL, ra do Mrquez de Uliuda n. 23 e pharmacia Oriental ra Estreila do
fttsario n. 3.
: ao pela Imeectoria da H/giene do Imparto do Braiil. ____
CAPSULAS de SNDALO CITRIN
d.e Ssir\7"tr*@Se
PraparacSo algoiaa mala efiicax contra aa
MOLESTIAS SECRETAS
fio que os famosas Capsulas unvermalmente re^omtnendada* pelo$ Medieo*.
U:n caira (com instrucr s completas para o trat amento) cara feralmente dentro de ama midbub.
ETAXft, SOXH Se <", ci.i LIVERPOOL. CVAXS. r.KBCMBM Ss WKBB, em LONDRES
___ .- km t*''*^ as T":mcn*Ar: i-nv.M"' -;________________________
GALERA DUCASBLE
PHOTOGHAPHIA E PINTURi
1 premias e medalha de ouro na Expo-
si^o de Berlim de 1886.
Medalha de prata, Exposico Univer-
sal de Anvers, 1885.
1. premio, Exposipo Artstica Indus-
trial, Rio de Janeiro, 1882.
Diploma de Progresso e Mrito em di-
versas exposi^oes.
Photographias artsticas em todos os
gneros, omelh>r que se podeproduzir, re-
tratos a oleo, prepos razoaveis.
Grande collecpo de molduras e varia-
do sortimento de passepar-touts
ARCHI-EXTRACTO
A queda ilo cabello, que resulti do enfraquecimento do tecHo celular em que se
alimenta o bulbo capillar, urna molestia que pode ser completamente combatida por
meio do Archl-Extracto, BESUBBEiglo da cabello.
Esta preparacSo tem urna accSo tnica e restauradora sobre o tecido celular
sub cutneo, de extraordinaria eficacia para a conservado do cabello, ao qual forneoe
o mesmo tecido, tonificado noves e mais abundantes elementos de vida.
E n2o amente o Arehi Extracto d vigor e aasim effectua a conservajao
do cabello, como o restaura e renova quando tem cabido, impediudo a atropbia de
bulbo capillar, tal a sua efficacia em tonificar o tecido celular.
A CALVICIE
A calvicie, pois, pode ser de "hoja em diante o luso dos excntricos, que quei-
ram chamar sobre si a attenc&o publica e tornarem-se os notavels do seu tempo, mas
j nSo um mal aem remedio, do que se posa alguera quexar eom raz3o. Oa cal-
vos pdem afinal triumpbar de todas aa intrigas da mocidade. e perder inteiramente
o receio de descobrirem-se.
A CASPA
Com a applicac&o do Ajrchl-Extracto, a caspa, esse mal que tauto morti-
fica e concorre directamente par. a queda do cabello, desapparecer em pouco das,
para nSo mais vol'.ar.
O bello sexoj ob I esse tem agora o mcio fcil de obter com abundancia o mois
gracioso dos seua ornamentosurna basta e tonga cabelleirapropria !
A heredilariedade e' to exacta como a mathematica!
O mo(o que ostenta urna tarta e opulenta cabelleira, cujos anneis, insultara
cruelmente a inveja dos faltos de cabello, nSo estar isento do rasmo mal, se descende
de pai calvo: qutst&o de tampo ; ter brevemente um calvo tambem, ver es-a t3o
linda cabelleira ir desapparecedo lentamente, deixando ver o principio da calva no
hito da cabeca ou as grindes enseadas dos cimtos. E o que fazer T Usar em tempo
do Arehi Extracto, prirquo elle o asios preservativo da calvicie
0 modo t usar acompanha o frasco
A' m a n llraiii Franceza, na PrimBiro fle ildrco 19
PREgO DE CADA FRAS'X) .... 2|000
Terfumaria- Oriza
______L. LEGRAND, PAIS, ra Saint-Honor, 207
ESS.-ORIZA SOLIDIFICADA
PERFUMES CONCRETOS
INVBNCOSCIKSTIFICA COM DIPLOMA DE INVENCO EM FRASCA. S NO ESTBANOEIRO
Os Psrfumea solidos da Esa.-Oriza
PMMrado pr me! de un pricesso dovs, posiim om grai de cMcratra; e saavidide at antlo dejwoecida
Sao encerrados, debaixo da forma de Ijpin ou JPaatilhan. dentro de frasquinhos du
vidrinhos fcis de levar comsigo. Esses lipis-Perfumea nao se evapro e pdem ser
substituidos por outros, quando estiverem gastados.
Tm a enorme vantagem de cemmunicar o chairo aos objectos pstos em contacto com elles,
em OS molhar e -sen OS estragar. BASTA ESFREGAR LEVEMENTE PARA PERFUMAR INSTANTNEAMENTE
; BIIONCH1 ES, TOSSES, Catarros Pulmonares
DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA. Asmas '
CURA BAPIDA E CUTA PELAS
Gottas Liyoniennes
TROUETTE-PERRET
COI CREOSOTE de PAIA, ALCATBAO de KOBUEGA e BALSAMO de TOLO
Este preparado, infallivel para curar radicalmente todas as Molestias das Vias '*
respiratorias, 6 recommendado pelas Notabilidades medicas como o udco eucaz.
o nico medicamento que alem de nSo fatigar o eatomago, o fortifica, reconstitu e desperta
o appttite : duas gottas pela manh e tarde bastam para triumpbar dos casos mais rebeldes.
DEVE-8E EXIGIB O SELLO DA NUO DOS FABRICANTES.
Deposito priidpal: TROUETTE-PERRET, 264, bonler1 Volttre. PARS
Depsitos em Perwmbuco : FRAN- m. da SttVA s C e as prlnclpaes pharmaclas.
S
?
'*
f- S.
e toda, ^.tnoalonier Eoupa Branca, Papel, oto., ato.
DEPSITOS em to6aS AS PRINCIPAKS I Mandase a quem o padir, Franco de Porta
perfumaras DO mundo I o Catalogo do Perfume, com oa prtcoa.
MALTINA
Extracto de trigo, cevad e aveia germinadas
Preparada pela Maltine Manufacturing C Limited 24 e 25 Hart fe'treet Bloomsburj
Londies E. C
t pprovadas pela jauta e hygieac da Corte
A MALTINA equivale a 3u vizee o seu proprio peso em diastase e de 3 *
6 vzes em poder diaatosico a qualquer outro preparado deste genero.
A MALTINA teua merecido f lalhaa de ouro em diversas exposiySes e
tem urna aceiti^ao enorme na Europa < nos Esta ios Unidos tanto que foi preciso en-
corporar urna oompanbia coas gran < s CMpi- ,es para satisfazer o consumo sempre
or cacete.
-Chasia-se a attcncSo dos distinctos mdicos desta cidade para os impoitartee
preparados da MALTINE Manafai turing Cjmpany. Todos os productos medicamen-
tosos sao mais fcilmente assimit^dos em tioicbiuacao com a Maltiua, anda mais sao
evoias a torrente circulatoria a prouapUauaw aaa abaorvidoa praduzindo ^ffeitoe
m mediatos.
Lista dos preparados
MALTINA pura.
MALTINA pepsina e p.-.Li:rajatiua.
MALTLNA pifphato de trro quinina a stryohnint.
Oleo de figado de bacalho com leito peponisado.
Oleo de figado de b.-calbo com leite peptonisado combinado com bypopbosphi
to de soda.
Extracto de carne peptonisado.
Alimento soluvel destinado a obvinr a nece9sidade de digerir leite de vacca
O leite contido neste preparado est digerido previamente pela pancreatina,
Vende-se na pharmacia Central
58 Boa do Imperador 38
PERNAMBACO
O
^OPEDEFOt.Cr
A1^ Sirop d OUoxal Pollet ^m M
E O calmante por excelencia que supprime a dor procura
o eomiio tranquillo e natural nos oasos da
NEVKAIjGIAS GOTTA UJIETJMA
TSICA FEBUE8 ^
Exigirarirma: <*"
Fabrica casa FRERE, 19, ra Jacob, PARIZ
INfiDSTIli
COGNAC BRAZILEIRO
DE
A. M. VERAS & C.
PERNAMBUCO
Esta exccellente bebida prepnrada com tudas as regraa da sciencia, de sabor
e aroma gasea aos d astrang-iro. O Cognac Brazilcire tem feito
erand* suacesso pelas provincia do norte e sul.
Presos da fabrica
PEQUEAS QKANnBS
ma garrafa. ..... 1)5000 1(5500
Orna dona ... 9kOOO 120OO
O Cognac BraiU-iro enoontra-se oa fabrica, em todos os botpis, restauranU,
buhares o vendas desta cidade, e em B.-beribi no hotel do JoSo e venda do Jaciutbo.
):o:(-----
Jcool 40 p'iii sf*- --infectado, para perfumara homoJoj^tLia.
PECHINCHAS!!
Sio os seguintcB artigos por menos de 40 % de seu valor, cujos precos admira,
os que em seguida sppresentamos.
A saber:
Batistas e nanzes, de cores firmes, a 160 e 200 rs., o covado.
Merins lisos, ama largura, todas as cSres, a 200 rs., o dito,
dem idem de duas larguras, \l pura, a 500 rs o dito.
Setinetas modernas, padrss de phantasia^ a 240, 280 e 320 rs., o dito.
Zafiros de quadrinhos, bastante largo, a 200 e 240 rs., o dito.
Bnns de cSres para roupa de criaba, a 320 e 360 rs., o dito.
Bnm pardo lona, superior, a 320 e 360 rs., o dito,
dem de linho de cores, padros novos, a 800 rs., o dito.
Casimiras diagonal, prets, a 1*800 a 2*200, o dito,
dem de coros p?.ra costumes, a 2*500 e 2*8< 0, o dito,
Cheviots, superior, preto e azul, a 3*000, o dito.
Ptnnos de cores, para mesa, a 1*400 e 1*700, o dito.
Atoalhados de algodao, duas larguras, lisos e bordados, r. 1*200, o metro.
Bramante de algodao de qui.tro larguras, a 800, 1*000 e 1*200 o dito,
dem de linho puro idero, a 1*800, o dito.
Guardanapos de linho, a 2*500, 3*500 e 6*000, a duza
Lencos de algodao e linho a 1*800, 2*000 e 3*000, a dita.
Meias ingli-zas para homen's o sc-nberas, a 3*000, 4*000 e 5*000.
Camisas de crotones finas, francezas, a 24*000, a duzia.
dem brancas, iuglezas, a 36*000, a dita
Sroulas bordadas, de bramante, a 12*000 e 16*000, a dita.
Cobertas de g nga, torradas, a 2*500 e 3*000, uraa.
Lenges de bramante para cama de casal, a 2*000, um.
Tapetes avelludados, grandes, para quartos a salas, a 8*000 e 16*000, um.
Cortinados ricam. nte bordados, o 7*500, 8*000 e 10*000, o par.
Cambrai s bordadas para bercos e camas, a 800 rs., o metro.
Fustal branco brdalo, a 320 e 400 rs., o covado.
MadapolSo americano, superior, a 6A000, 24 jardas.
AlgodSo ci para toalhas, a 3*000, 3*500 e 4*000, a peca.
, Fioh3 de 13, modernos, a 2^000, 2*500 e 3*000, um.
i:uxoraes para calamentos
Grinaldss e veos pnra as Exmas. noiss,a 9*000 e 10*000.
Droasca e setins branca, a 900, 1*000 e 1*200.
Espartilbos, loques o luvas pi.ra todos, caprecia.
S.>.;8 borda'las a pregas sera competencia.
Toalhas de labyrintho, riquissimas, a 30*000.
D psito de f izccdf.s para os Srs. fazendeiros.
As vendas em grosso teem o descont da prnga.
59 roa Duque de Caxlas &
Loja de
Pereira *k Magalhes >
SUCCESSORES
| de
k
i
CONSTIPAgES e MOLESTIAS do PEITO
XAROPE
ANTIPHLOGISTICO
DE
BRIANT
PARS, Pharmacia BlANT, 150, ra de Rivoli, PARS.
A* celebridades medicas de Pa.ia recommendio ha mais de 50 annos o
I XAROPE BRIANT como O medicamento peltoral de gotto mala agradavel e
I de afleaeia mait certa contra os DbOuxos, Cooatipat&es, Catharro, etc.
! F.ate Xarop* nunca ferr.at$a.Deve-se exigir a Brochura em nove II
| com assiguatura oem llslvel do Inventor :
DBPOSITOS KM TODAS AS PRINCIPAES PHARKACIAS
0 mala Simple!, o tpam te ir',* ElSciz doa REVULSIWS
UTOHWBafrBAVs:;, as f a mt.;ab aoa viaj,
USADO NO UNCC INTEIRO
E/fiOUOr pwl aoa Sn/oe jaeoic-..- jompradaraa
VERDADEHtO PAPl HiGOjiOT
fas tm coda etnxt
tra\ ttcnpia
em TiaU ncatau
k
1
Ra I* de Marco n. 6.
Part pam ao respeitavel publico que, tendo augmentado sen
estabeleeiu.ci to de JOLAS com mais urna secc3o, no pavimento terreo,
com esp ; ialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convidam as
Exmas. familias e seos numerosos freguezes para visitar agu cstabele-
cimento, onde en< ontraro um riquissimo sortimento de joas de our a
prata, peroles, brilhanles e outras pedms preciosas, e relogios de ixro
prata e nikel.
Os artigas que receben directamente por todos os vapor sio
ejecutados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor achaco urna grande vaiieiade
Je objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
pasamentos, b.iptisados e anniversaries.
Nezn em relajan ao prego, e nem qualidade, oa objectos aeran
mencioE.idos, encontrarlo concurrencia n'esta praca.
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade de Medicina de Pars. Premio Uontyon

As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccoes seguintes:
Asthma Inaomnia, Palpitares do CoraQao, Epepaia, Hallucnacao,
Tonteiras' Hemicrania, Affeccoes das viar, urinarias et para calmar toda
especie de excitaeao
ii:
Urna explicado detalhada acompanha oada Fraseo.
V Exigir aa Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN G'S
de PARS, que se eacontrao em casa dos Droguistas et Phartr.nceuticos.
ChlorosB, Anemia- Catnarro pulmonar, Bronchite chronica,
atharro a Bexiea, Phtisica, Tosse conoulsa, Dyspepsia, Palm
Parias semtnaes, Catharros antigos e complicados, etc.
Jlimtavard Seaain #i am SSLBXI, o naa principa* P*aruiK<*"
i

lUBltl


8
Diario de PerDambucoSexto-fcira 27 de Abril de 1888

INDUSTRIARE ARTES
laceadlos uos theatros
INCENDIOS NOS THEA.TBOS
Meios de prevenil-os e de attenuar os seus
efftitos
( Continuado)
O protessor Vogt, cellega do Sr. Mon-
nier na Universidad* de Genere, depois de
kavor confirmado a exactdSo desta obser-
Ya;So por indagis pessoaes sobro cer-
tas particularidades dos incendios dos thea-
tros de Nice a do Ring Tbeater, propSe,
para conjurar o perigo da intoxicagao,
muito maia grave para o publico, diz *Ue,
de que o que resulta da marcha sempre
omito rpida do incendio, duas modifica-
cSes na construcgSo actual: Io, por um
panno metallk-o que separe completamente
a ecena da sala ; 2, a abertura no tecto
da soena e cima do lustre de um grande
ventilador, abrndo se sena um menor es-
fargo e pelo qual se escapanam rpida-
mente gazes deieterioB permittiria aos bouv
beiros penetrar na sala, o que nao puderam
fazer no inoendio do theatro em Vienna.
As mformagcjs estatisticas nos sSo
forne;idas por urna pubhcagSo de M. Tes
lscb, por um opusmlo de Dcehring, e urna
recente broohura do capitSo Sharir, de Lon-
dres.
O primeiro destes escriptores foi o que
reuni elementos mais seguros e mais nu
merosos e avahou em 22 1(2 annos a dura-
gao media de um theatro na Europa, e 10
annoa nos Eslados-Unidos. _
Taelsch um pouoo passimiata ; na sua
opiniSo quam pos os pea em um thaatro
corre o risco de morrer em urna proporgSa
que elle oalculou minuciosamente e que
omito exagerada.
Deb-lde objectasa-lhe que importantes
xnslhoramentos tm silo introduzido3 nos


pircas do theatro, a Fernando Jos de
Almeda, vulgo o Fernandinbo, aleangoo do
principe regente autorisacSo para edificar
um outro que, pelos desenhos do mareobal
Joao Manoel da Silvo, ergueu-se em um
terreno pantanoso, visinho da igreja da
Lampadosa a denominado Iheatro S.JoSo.
Arrancaram se muitas pedraa do edificio
destinado para cathedral, no largo de S.
Fran.uco, no local boje ocoupado pela es-
oola polytecboioa, e empregaram-se nos
alicerces do theatio ; no que vio o povo
um sacrilegio, a vaticinou que triste seria
a 8orte desse edifi :io, construido com as
podras de urna igreja.
Abri-3a o tbeatro de S. J0S0 no dia 12
de Outubro de 1813, com o drama lyrioo
Juramento dos Nunes a a paja O eombate
di Vimeiro.
Por occasiSo do juramento da Constitui-
gSo do imperio (1824), representou-se o
dramma sacro Vida s Santo Hermenegildo.
Fiado o espectculo e descido o panno, qui-
zeram os trabalhadores da scena que o
actor Antonio Babia, que fizera o papel de
protogonista, pagasse patente por ter sido
a primeira vez que subir no balanoim,
imitando a ascensSo do santo 50 actor re-
cusoq, e vendo que nao arriavam lhe o
balancias, tentou saltar no tablado, mas,
com u movimento que fez, impellu o ba
Iancim de encontr a um panno pintado
com agua raz, que, encostando se s luzes.
ardeu logo, communicando o fogo ao sce-
nario, e o theatro fbou reduzido s quatro
paredes. O primeiro imparador voltou de
S. ChristovSo para a praga da Constitu
gao ; os commandantes de duas fragatas
francesas, ancoradas no porto, enviaram
socaorros, mas tudo foi intil.
Durante o ncend), o povo recordou-se
de um facto de que pareca esquecido.
a As pedras da Se, bradou a multidSo
aponando para o theatro incendiado, cons-
truido, como vimos, com pedras tiradas do
edifio que.se projectara para a cathedral.
Reedificado, franqueou o theatro as suas
theatros: que s medidas da seguranga- portas no dia 22 de Janeiro de 1826, com
fo-
...., que -------- -o
sao mais numerosas, mais providentes : elle
aetrpre e sempre respoode nffirmando que
que estas m >.didas ficaram sem resultado
algum, e os mais calamitosos incendios tm
tido lugar nos tempos modernos.
Dos 516 theatros incendiados, que
rom a base de seu estudo*
37 ncendiaram so inteiramente e duas
vezes.
6 idsm idem cinco vezes.
4 idem idem quatro vezas.
Cita especialmente o theatro Rowery,
em Nova-York, como tendo sido incendia-
ao onco vezes ; o theatro da Opera de
Pars, quatro vezes ; o amphiteatro de As-
ey, em Londres, o o theatro nacional de
Washington, quatro vezes ; o theatro da
cida.ie de Brumm, quatre vezes.
A estes theatros, por elle citados, nos
aoerescentamos o nosso imperial theatro
S. Pedro de Alcntara, reduzido a cinzas
tres vezes, e ameaoado da pavoroso incen-
dio no anno passad.
No Brasil tambem muito curiosa a re-
senha dos theatros que existaos no Rio da
. aneiro.
Do vice-reinado do marqnez do Lavra-
3)0, bomem amante de mogas a da diver-
t mantos, data a primeira -casa da Opera,
aita no largo do Capim, na qual represen
tou se a pega Os encantos de Media.
Havendo ardido esse theatro, obteve
Manoel Laiz do mesmo uce-rei licenga
para edificar outro em um terreno prxi-
mo ao palacio, onde ievaram soena as
oais populares pegas do repertorio de
Moliere, de Anjonio Jos e a infallivel Ig
uez da Castro, tSo grata a nosaos avs.
Esse theatro foi, ponco a pouco, cabin-
do em decadencia, e afiaal foi mui pouco
frequentado no vice reinado do taciturno
conde de Rezende.
Csnvertida em corte a capital da colonia,
importava que mais vaBtas fossem as pro-
o nome de Theatro de S. Pedro do Aban-
tare.
Este tbeatro deve ser bastante caro a
na outroa brazileiros, nSo s pelas recor
dagSes da historia patria, como tambem
porqu: foi nelle que representou se a pri-
meira tragedia do assumpto brazileiro e
oacripta por um brazileiro; cbamava-se
essa tragedia Amonio Jos. 011 o Poeta e a
Inquisiqao, drama notavel, de infinitas bel-
lezas, dentro ellas sobresabindo urna me-
trificagSo fluente e melodiosa.
Varias pegas braxdeiras nelle forana re-
presentadas, sobrepujando a todas o cele-
bre Olgiato, que asgnala a poca mais
gloriosa da ajena dramtica brazileira, em
que o actor Joto Caetano, seguindo os con-
selhos de MagalhSes e de Porto Alegre,
tomou a peito restaurar ou antes crear a
arte dramtica no Brazil.
Com a revolugSo de 7 de Abril, o thea-
tre, cuja vida esbogmos, mudou de nom-
e chamou-se o Theatro Constitucional.
Em um dos das do anno de 1851, fia-
do e espectculo, fecfaara-se o theatro ; s
3 1[2 horas da man ha, a sentinella do tbe-
souro, percebendo fogo no edificio, tocou
a rebate.
O incendio lavrou com assastadora ra-
pidezera um clr&o sinistro ; qnando che
garata os primeiros auxilios, desabou o
tecto do edificio com borrivel estampido.
Encarando ao ruinas do edificio que por
amitos das fumegaram, repeta o povo
< Foi castigo ; all nao deveriam estar
as pedras da S .
Era 26 da Janeiro de 1856, finio o es-
pectculo, viu-se marifestar fogo por cima
do arco do proscenio, no mesmo lugar a
mesma hora que oomegara, havia quatro
annos.
Vieran) os Boccorros ; os almirantes
francas e inglez enviaram sua marinba-
gem ; tudo intil, a em pouco tempo era
o theatro urna fogueira collosal a dir se hia
FOLHETIH
TESTAMENTO VBBMfiLHO
POR
XAVIifiR DE MONTEPIN
PHItf Eltft A PARTE
4PASADOS SALUUEIHQS
( (Continuage do n. 96]
XLIX
Martha, ao olhar para elle, ao ouvil-o,
aentia-ae varillante, perturbada, cheia de
vertigenB.
Parecia-lha que as palavras do joven
desoonhecido dirigiam se a ella ; cada urna
daquellas palavras penetrava-lhe profunda-
mente no corac2o e enchia-o de prazer.
Em voz muito baxa, quasi iointelligi-
vel, balbuciou :
E' verdade.... pens do mesmo mo-
do. ..
Depois, como sa nao podesse mais mn-
ter-sa de p, deixou-se cahir sobre una
das cadeiras rusticas de que fallamos.
Paulo nao tinba absolutamente a expe-
riencia da vida.
Apezar da sua intelligencia muito culti-
vada, a sua ingenudade em certas cir-
cunstancias era igual de urna crianga.
NSo attribuindo emogao o quasi des-
falle .-imento da moga, julgou que' ella era
aooommettida de um incommodo passa-
goiro.
Sente-se inoommodada, minha seubo
ra ? perguntou elle inquieto. Fallando do
oodo por que aoabo de fallar, tive a infe-
licidade de deapertar-lhe alguma recorda-
gao triste ? '-f*Wt
A orpba meneou a cabega.
Klo pens em semelhante cousa, re-
petid ella, Sinto ara pouco de fadiga, e
nada mais... Aa ideas manifestadas pelo
enhor aSo as michas, e nlo podiam de
aodo algum desperur reoordacSea tris-
tes .. NSo tenho recordages.
Paulo estremeoeu de alegra.
Ejsa motivo, que ella nSo adivinhava,
conbeoenjol-s nd.
que temeroso bulcSo havia irrompido do
do seio da nossa capital.
No anno passado declarou-se o incendio
no Rostaurant Mangini, e o acaso, talvez
cansado de perseguir tSo indtoso theatro,
permittiu quefossa ello salvo daschammas !
A incuria, o deleixo, a indfferenga das
autoridades permittiram que, junto de um
theatro, embaixo do camarim do ebefe do
Eatedo, se inotalasse ama casa de dar co-
midas e bebidas, e que faneciona at 1 ou
2 horas da manhS.
Alm destes theatros, o Rio de Janeiro
possuiu tambemjode D. Januaria, na praia
de D. Manoel ; um theatrinho instalado
em 1826 no lugar onde hoja o Grande
Oriente Magonico ; um outro particular na
ra dos reos, nos fundos de urna casa
prxima aa aqueduoto da Carioca ; e am
ultimo lugar urna casa de espectuculos,
tambem particular, no largo do Rocn, en-
tre as ras da Carioca e Sete de Setembro,
que, per portara de 25 de Janeiro de
1823, teve permisso de dar espectculos
duas vezes por mez, contanto que nunca e
uzease em noites de representado no thea-
tro de S. Joao.
Fechado o parenthese, que julgamos ne.
oessario abrir, continuemos o estudo esta-
tistico.
Consultando o mappa n. 1, dos incen-
dios de theatros em differentes seculos, con-
clue-se qua o numero de incendios tem
augmentado de urna maneira assustadora.
Poder-se-haem resposta objectar que, se o
numero de desastres vai em progreasSo
cresconte, iaso devido a que, tendo aug-
mentado senaivelmente a popuiagSo das
grandes capitaes, a abertura de novas oons-
trucgSas deste genero tem vndo satsfazer
as necessidades desse gonero tao til de
divortimentos.
Mas, apezar de tudo, a voz da estatisti-
ca erra com um eloquencia esmagadora ;
nos diz anda que, apezar da verdade das
consderages cima expostas, em outra er-
dem de ideas devenios ir procurar a causa
do augmento do numero da incendios em
theatros.
A causa para nos, est na grande daca
di Ocia da arto dramtica ; o theatro, am
vez de ser a escola qua instrue a moralisa
o povo, transformou se em urna vrdadeira
fabrica de g^rgalbadas e da inmoralidades;
em vez de templo das artes, como outr'ora,
boje barraca de Baltimbanoo, onde o pu-
blico, em doudo enthusiasmo, applaude os
tregeitos indecentes e indecorosos dos abas
tardados filhos da arte de Qarrick o de
Taima.
M, TaUch caloulou tambem a intensida-
de no perigo de incendio que corre am
theatro as differentes horas do dia, e ebe-
gou aos resaltados consignados no mappa
n. 3.
Do ezame deste mappa conclue-se que os
tbeatros estSo mui pouco expostos ao in-
cendio durante o dia : o perigo augmenta
do triplo pouco tempo antes da representa-
gao ; diminne durante o espectculo ; at-
tioga o mximo duas horas depoil, e du-
rante a noite fioa tres vezes mais exposto
do que duranta o oa.
O mappa n. 3 assignala os incendios que
maior numero de vistimss fizeram, e che-
ga ao resultado assustador de urna somma
de Derto de 7.000 pessoas que pareceram
uas chammas em um periodo de um sculo*'
Como urna nota alegre no meio deste
lgubre concert, apparece o Sr. Emilio
Guimet, presidenta do conseibo da admi-
nistrago dos theatros da Bellecoar, que
oppe aos algarismos que vimos da mea
oioaar ema eatatstica, da qual resulta que
nSo ha lugar algum no mundo em que se
corra menos perigo de ser carbonisado do
qua e tbeatro.
Esse novo estatistico optimista considera
o numero de tbeatros que ha em Franga,
faz a lista dos espectadores ananaes, e a
esUtistica nos dir entilo que houve em
Franga, desde o cornejo do seculo IX at
A resposta de Martha era urna confissSo
inconsciente.
Ella uo tinba recordagea...
Era affir mar que o sea corsg&d nunca ti-
nba amado.
J que est fatigada, minha senbora,
proseguio Paulo, dame licenga que lhe of-
ferega o meo brago e acompanhe-a casa ?
Agradego lhe, senhor, mas intil...
A casa fica al i, atrs das arvores, a dous
P&88O8 daqui. e alm disao quero des-
cansar aqu anda alguna instantes.. .
Perde me entSo, minha senbora, ter
levado a minha indiscrigao ao ponto de im-
portunaba tanto tempo.
Importunar-me ?... repetio em tom
de censura a filha de Perin Grandcbamp;
nao deve pensar em semelhante cousa...
Sou eu queo lhe fica obrigada... O se-
nhor teve a bondade de abandonar a sua
pescara para trazer-me o livro que tSo
desastradamente cahio-me das mSos.
Feliz desastre, diese, que offereceu-
me ensejo de prestar-lhe am pequeo ser-
vigo... exclamou Paulo.
Martha sorrio ligeiramente.
laso urna lisonja... respondouella.
NSo, minha senbora, nSo juro-
lhe Considero-me feliz por ter podido
conversar dorante um instante com a se-
nbora. Este encontr fortuito, esta entre-
vista, por mais curta que tenha sido, dei-
xar vestigios indeleveis .. na minha me-
moria.
Nao se animou a dizerno man cora
gao. ..ce entretanto foi esta a phrase que
lhe acudi aos labios.
Paulo nSo se retira va.
Fez se o silencio.
Este silencio tornava-ss penoso.
Para quebral-o, Martha perguatou :
O ssnhor mora por aqu ?
Moro, sim, minha senhora, na mar
gem opposta do rio... em urna casnba que
perteoce aldeia da Port-Creteil ..
Tem morado sempre all T
NSo... Estou l temporariamente...
apenas por alguna mezas...
Parece gostar muito da pesca T...
Muito... e creio que daqui em dian-
te bei de gostar anda mais ..
Por que razSo ?
Esta pergunta ingenua, feiU sem a me-
nor intengSo reservada, embaragou Pais.
Outro mais ousado nSo deixaria da res-
ponder :
Porque a pasca me dar occasiSo, co-
mo me deu boje, de vel-a... de fallar-lbe.
E dabi para urna decUrago nSo ia gran-
de distancia,
Paulo, porur, nSo era ousado ; por seo,
nao querendo exprimir o sen verdadeiro
boje, sete milhares de espectadores, que
conoorreram ao theatro.
Comparndooste numero com o numero
das victimas, conclue o Sr. Guimet, que
houve somonte urna victima para dous mi-
luSas a tanto do espectadores.
Se desta estatistica qaizessemos tirar a
oonsequenoia, chegaciamos, ssm duvida al-
guma, a um verdadeiro paradoxo ; isto ,
que corria-se, indo ao theatro, menor ris-
co de ser csrbonisado do que estando em
sua propria casa : nem era da esperar ou-
tro'rea altado de um administrador de thaa-
tros !
A' vista de tudo que acabamos de ex
por, de urgente neoessidade estuiar qual
o melhor meio de prevenir os incendios nss
theatros.
Passemos a expor os meios que tem
sidopropwstos at boje, e em seguida, mos-
trando os seus inconvenientes, provaremos
que o apparelho Granel o nico qua rea-
liza as condignas desojadas, caben do-nos a
honra de propor em primeiro lugar, antes
do outros, a sua adopgSo nos theatros.
MEIOS PREVENTIVOS
O problema da incombastibilisago dos
edificios anda nSo est resolvido, apezar
dos immensos esforgos dos engenheiros a
dos a re hite utos.
Os raateriaes brutos, aquellas de que
usamos as construcgSes, geralmente nSo
resisten! bem ao fogo.
Para comprender a difficuldaie da solu-
glo do poblema, estudemos os raateriaes
no ponto de vista da infusibilidade : o ni-
co material bruto que se pode Jiz;r incom-
oustivel, a cal cbimicamente pura ; mas
nlo possivel oonstruir-sejum edifioio com
cal pura, sondo preciso addicionar outros
elementos, que uSo cal urna acgSo nega-
tiva, que torna fusiveis estes elementos.
Ddve-se (evitar a operagSo de sellar o
ferro com o enxoire, por cansa do aulfu-
reto de jferro, que muito quebradizo, e
rlai disto o enxofre queima e funde-se a
111 centgrados.
O estanto entra como elemento em mui-
tas ligas qua se fuodem a 228 centgra-
dos : a88m devemos tambem impedir a sol-
da do estiuho.
O chambo funde-se a 326: o bronze
que entra em varias pegas da construcgSo
como gatos, etc., etc., funde-se a 900.
O ferro fundido branco por falalidade,
o que se funde temperatura mais baixa,
a 1.100, o ferro fundido cnzento funde-
se a 100* mais, ou a 1.200" centgrados :
o ac, mais refractario do que e ferro fun-
dido, exige 1.75 para fundil-o : os farros
doce, batido, laminado 2.500' centgra-
dos.
Emfitn, a platina o maia refractora) dos
metaos ; funde-se a 1.910o oa 2.000 con
tigrados: seria assim oeoessaro fazer viga-
mentos de platina para ter o carcter de
infusibilidade n'eatas partas dos edificios.
Antea de um grande incendio que houve
as dcas de Londres, supponha-Be que os
edificios assentes sobre ferros em duplo as-
enlos sobra ferro em duplo T eram ia
corabastiveis; mas semelhante assergSo
tiSo vrdadeira, pois que os ferros em
duplo T a outros, chegando temperatura
rubra, ternam-se flexives donde resulta do-
brarem, vergarem a com elles todo o edi-
ficio.
Na Inglaterra construem-se muitos edi-
ficios sobre columnas de ferro fundido ; em
um grande incendio essas columnas, que
sao assentes sobre madeira, depois de che-
garem a temperatura rubra, queimaram as
madeiras e o edifioio arriou como se fesso
um embolo, e os tirantes, que estavaro pre-
sos s paredes, puxaram estas para o in-
terior, de modo que cabiram e nSo se va
mais do que urna completa fogueira
aMSMa^sisaw^M^HMagsjajpMSj
pensamento e nSo podendo ficar calado, ti*
rou-se de dfimldades com urna innocente
mentira.
Porque, respondeu elle, julgo ter des-
coberto um magnifico ponto, onde parece
baverem maroado entrevista todos os pe-
xas do Marno... Hei de vir a miado....
todos os das ..
Deve ser muito divertido pescar,
quando se apanha alguma cousa. .. disse
Martha para nSo ficar calada.
Oh I muito divertido 1...
Eu nSo teria paciencia...
Por que nSo experimenta ?
NSo sei..
Quer que lhe d algum.s lg3?s ?
Agradego-lhe o generoso offerecimen-
to, mas recuso-o... Prefiro 1er...
E a moga tomou a abrir o seu livro, o
que equivala quasi a urna despedida em
boa forma.
Paulo oomprebendeu.
Deixo-a, balbuoiou elle. At vis-
ta, minha senbora.
At vista, senhor.
Martha tinba se lovantado.
Com movimento quasi involuntario, es-
tendea a m&o para o mego, que aperton-a.
Ambos sentiram entSo, porm com mais
violencia, a commogSo elctrica que j ti-
nham sentido quando os dedos de ambos
encontraran) se sobre o volume que Pulo
trouxera.
Aperton com transporte aquella mas de-
licada, cujos dedos eram nompridos a ti
nos, e- erguendo-a at aos labios, beijou-a
com um estremecimeuto de todo e seu cor
po.
A filba de Perin ficou paluda como am
cadver e fechou os olbos : todo o sangue
itffluio-lhu ao ooragSo.
Paulo sentio-se invadido por um sbito
delirio, que causou-lbe quasi terror.
Afastou-se precipitadamente, transpoz de
um pulo os dagros do embaroadouro e
saltoa para o bote, que desamarrou.
Feito isto, voltou-se.
Em p, no alto da rbanceira, Martha,
anda um pouoo paluda e com a mSo so-
bre o lado esquerdo, do peito, olhava para
olle,
Com geato tmido, o mancebo compri-
men tou-a.
A moga corresponden ao cumplimento,
inclinando a cabega.
Pegando eotfto nos remos, Paulo pez em
movimento o Iota, que deaiisou por entre
os oannoos.
Martha, com o son so nos labios, via-o
afastar-ae.
O qua ser isto que estoa seatindo T
parguntou a si proprio o filho de Rynn-
Assim, pois, as columnas de tonte assim
dispostas sSo iooonvenientisBmas no ponto
de vista da incombustbilisago dos edi-
cos.
Diversos systema foram propostos com
o fim de por as columna ao abrigo da ac-
gSo do fogo.
Mr. Desplaces adoptou urna cironlagSo
de ar fri no interior das columnas: toda-
va Me meio de oonservagSo nSo teve a
efficacia desejada e Mr. Rondel propoz qua
se anvolvessem as columnas com urna ca-
misa da tijolos refractarios, deixando entre
ellas e o metal um espago livro para a oir-
culagSo do ar aquecido.
Pode bem ser que este meio dsse bons
resultados, mas para que a camisa de tijo-
los padease resistir seria necessaro dar lhe
urna forte espessura, o qua, alm de cus
toso; oceupara muito lugar.
O systema proposto pelos engenheiros
inglezes dos envoluoros de torra refracta-
ra ou do cimento, de algans centmetros
de espessura, applicadas directamente so-
bre o metal, nao sera de efficacia certa,
visto que em um incendio, o rogo desen-
volvendo se geralmente com mai grande
eutensidade, de presumir que as dilata-
g3es immediatas que se produzem uestes
involucros determinarlo a deslooagSo a a
queda, a o metal nao mais seria protegido.
Para nos o meio que nos parece maia
seguro o de Lois Batet, engenheiro
obete das docas de Maroeille, qua consiste
em trazel as sempre cneias d'agua, reser
vando-se a faculdade de fazel-a circular no
momento em que declara-se o incendio.
Foram fetas varias experienoias para
saber-se em que proporgSes um recipiente
de fonte transmitte o calor agaa, no va-
por ou ao ar qne cont m, deram os resul-
tados seguintes :
Io ao ar 35 0/0
2o ao vapor 65 /
3 agua 100 /
isto que quando o recipiente oontm ar,
absorve-se os 55 "/ do valor qua recebe ;
quando est cheio de vapor, s absorve
35*/o> e erafim, quando est cheio d'agua,
nSo absorve ; em ontras palavras compor-
ta se entSo absolutamente como as marmi-
tas em que sa cosinham os alimentos.
Aasim, pas, para um edifioio noombus-
tivel, deve-83 adopUr o segunte:
1. As vigas de ferro ou fonte dos soa-
lhos devem ser inteiramente introduzidas
na alvenaria dos rins das abobadas e
deixar om vista a mesa inferior.
2. Estas vigas nunca devem ser engas-
tadas, mas sim devem simplesnenta re
pousar sobre pontos de apoio, em nichos
em que ellas possam ter bastante jogo para
dilatarem-se, sem exercer empaxo algum
sobre as alvenarias.
3. As oolumnas devem ser do systema
Banet, precedentemente descripto.
4.a As ultimas experiencias emprehen
di las em Marseille permittiram concluir
que, Be os tijoios perfurados t n a grande
vantagem de nSo transmittir o calor e per-
mittir a coastrucgSo de abobadas ligeiras,
nunca devem, entretanto, ser preferidos
os tijolos cheios, que nSo apresentam o
grave iaooovenieote de deterioraram-se so-
bre a acgSo do fogo.
Ha muito que se trabalha para os ele-
mentos qne tornea) a madeira, a tela, o
algodo, eto-, incombastiveis.
Entre estes elementos, os mais estima-
dos sao o taogstato de soda, o borato de
soda, os silicatos da soda a de potassa, so-
lados ou misturados ; a substancia deseo-
berta por Fuohs a denominada vidro so-
luvel.
Em urna minha de balha |da Westpba-
lia as madeiras foram preservadas do fogo
por meio de urna pintura : qua ido expos-
tas ao ar emprega-se ama mistara de 2 1/2
partes de sal ammoniaco cryatalisado, urna
parte de sulfrelo de ziaso do commercio,
duas partea de cola da carpintero, 20 de
zinco a 39 de agua: quando nlo expostas
ao ar, a compoaigSo de cinco partes da
alumen, sete de centeio e 30 de argila em
p.
Quanto a nos, o melhor meio de garan-
tir as madeiras do acgSo do fogo impreg-
na! as de saes aoluveis como o sulfata de
cobre, que, alm de foroal as imputreoi-
veia, d Ibes am certo grao de incombus-
tibilisaglo.
Os engenheiros, nSo tendo resolvido o
problema da in.-ombustibilisaclo dos edifi-
cios, laiearam a questSo e inventaran) os
apparelhos avisadores, qua s servem para
advirtir de que o fogo se declarou em al-
guma parte do edificio em que se achant
collocados.
As paredes dt aniso fundara se ao sa-
grante : tomase temperatura, por exem-
plo, a 35 graos centgrados, nterpoVse
urna corrente elctrica que faga faneco-
uma campainha : manifestando se o inoen-
dio, funde se a liga e a campainha come-
ga a tocar.
O apparelho de Baudry muito mais
interessante.
Este systema, muito simples e muito en-
ganhoso, compSj-sa da uma campainha
electriza ordinaria, em cujo circuito est
intercalado um thermometro de mercurio.
Um fio de platiaa mergulba na bola deste
thermometro e um outro fio do mesmo
metal desee de cima do tubo at ao 35*
grao da graduagSo do thermometro.
O apparelho nSo funeciona em um local
com temperatura miia : mas, caso decl-
rense o incendio, o calor da pega dilata o
mercurio do thermometro, e quando este
attioge 35 graos, faz fechar o circuito pelo
fio de platina superior, e logo uma campai-
nha chamada thermo-rev'ador, comega a
tocar.
O pequeo thermometro s gradua-
do at 40 graos, porque, em caso de in-
cendio, um aqaecimento maior nSo o faga
arrebantar, o que interrompera a correnta
o a campainha. O tubo termina na parte
superior am um reservatorio, no qual ex-
pande-so o mercurio dilatado pelo mercu-
rio.
Htria uma difficuldada pratica no em-
prego deste apparelho : poda elle estar
em mo estado no momento opportuno; o
que foi evitado por um meio engenhose.
O thermo revelador serve, em tempo
normal, de campainha elctrica, a este era-
prego quotidiano determina constantemente
a boa conservagSo da pilha e dos fios.
O thermo-revelador serve, pois, a) mes-
mo tempo :
1, de avisador de incendios;
2, de campainha de chamada, sob a
presslo de um botSo ;
3, de thermometro, dando a cada in-
stante a temperatura do lugar.
Um grande numero destes apparelhos
collocados em dffereetes partas de um na,
10 de uma usina a de um theatro, podem-
fazer convergir os fios no camarote do
aommandante ou no eacriptorio do direc-
tor, e assim avisar da inminencia do pe-
rigo.
MM. de Gaulne, engengeiro, e Mild..
nonstruotor, imaginaram e construirn) em
1876 uma campainha elctrica e inteira-
mente nova, que tem por fim revelar a
existencia de um comego de incendio.
Este apparelho foi estallado na scena
da Opera de Pari$.
Para explicar o mecanismo desta cam-
painha de novo genero, citaremas o relato-
rio que foi lido a 4 de Agosto pe 1877 na
Socit des Inyenieurs Civils pelo hbil
engenheiro Mr. Loclort.
{Continuarse ha)
do. Parece-me que o peito demasiado
estrnito para conter o meo coracSa, que
pulsa com violencia. Sou feliz como nun-
ca me sent, e entretanto scffro... Que
sentimento desoonhecido esse qce se apo-
dera de mim? Ser a isto qne chamam
amor?
O barco ebegava extremidade do bra-
go do rio.
Quando a voltar, Paulo langou um der-
radeiro olbar para o lugar que acabava de
deixar.
Este olbar procurava a moga e enoon-
trou-a.
Ella inda l eatava, olhando sempre
para elle.
LI
Cara o coragSo cada vez mais ebeio de
embriaguez delle desoonhecido at entSo,
Paulo subi o grande brago do Marno, obe-
gou ao ponto em que o seu bote costumava
estar omarrado, reuni os seus instrumen-
tos de pesca em nm s molho, guardou os
vasos de trra e as caixas de zinco, pegn
na rede, em que introduziu o esplendido
sargo pescado em ultimo lagar, e, omito
contenta, muito ebeio de si, tomou o cami-
nbo que levava casinha de campos,
Magdalena esperava-o no hmiar.
Seis hars j dadas I exclamou ella
assim que o viu do longe. Avie-se, Sr.
pescador, para que eu posea preparar o
peixe .. caso tenha pescado algum... o
que nSo muito certo...
Ah julga sao replioou Paulo,
rinde.
Pudera I Quer-me parecer que um
principiante na pesia...
Pois bem I olhe o qua Iba traz o
principianta !
E ao mesmo tempo mostrava o contedo
da rede velha criada, qua soltou uma
exulamagSo de sorpreza.
Ser possivel, santo Deus 1 dase
ella em seguida. O senhor saqueou o
Marno t... Quanto peixo, e verdadeiro I
E apanbou tudo isto sosinho ?
__ Eramos dous.... a minha linba e
eu
Pois entSo, para recompensal-o, vou
lhe dar uma noticia qua lhe ha de causar
prazer... Teremoa gente para jantar.
Fabio.. exclamou Paulo. Eu lhe
tinba eseiipto.
- NSo o senhor de Cbatelux ..
EntSo mea pai ?
-E'.
Como sabe ?
__Elle mandn um telegrama, que to-
me i a libardada de lar. O senhor nSo
tem tempo a perder, se qner ir busoal-o
estagSo.
de
Vou j... Tena razSo, minha Mag-
dalena, uma boa noticia.
Tendo se desembaragado dos seus instru-
mentos de pasca, Paulo tomou a direcgSo
do rio, pulou para o bote e dez minutos
depois ebegava estagSo de Saint-Maur,
onde abragava o pai, que apeava-se do
trem.
Depois de ter dado muitos passos em
Parie, Raymundo n2o pudera resistir ao
desejo de ir ver o filho.
Chegava exatamente no momento indi-
cado pelo sea telegramma.
Depois de corresponder com effusSo aos
abrago: de Paulo, olbou para elle com
muita attengSo e pareeeu-lhe qua, naquelles
dous dias qua passara sem vel-o, a appa-
rencia exterior tinba-se j modificado
modo satisfactorio.
O mogo contoa detalbadamente a pesca
milagrosa a que assstimos, mas teve to
do o cuidado de nSo dizer palavra sobre a
sua entrevista com a mysteriosa descoche-
cid a.
Por que V
O Marno foi atravessado, e pai e filho
ebegaram a casa, onde Magdalena prepa-
rava o jantar.
A boa velha manifestava a sua alegra
entoando com voz trmula velhas oangdes
do tempo da sua mocidade.
A presenga de Raymundo ia reconsti-
tuir o sea caro interior da ra Saint-Louis-
en-1'Ille, e ella quera festejar esta primei-
ra reuniSo apresentando aos dous convi-
vas um verdadeiro jantar de gastrnomos.
Consegno o.
A fritada de cypriaos eslava bem feita.
A caldeirada de sargo, muito apimenta-
da, era capaz de despertar o appetite de
um agonisante.
Emfim, o entreeosto berey, de qua exba-
lava-se exoitante perfume de bem combi-
nados temperos, podara rvalisar com os
productos culinarios dos melhores hoteis de
Paria.
O jantar foi alegre, embora Raymundo
tivease annanciado que era obrigado a vol-
tar uaquella mesma noite para Pariz ; mas
a promessa feita por elle de voltar breve
tornara menos dolorosa a idea da separa-
gao.
Esta separago foi pela volts das dez
horas.
R .ymundo abragou o filho, a quem nSo
porasittij qii o aoompanhasse, aperton a
mSo da Magdalena e parti.
Paulo, a qnem um dia de muito movi-
mento tinba necessariameute fatigado,
deitar-se logo depois da partida do pai
Nao sorprenderemos os nossos
foi
leitoras
VARIEDADES
Logogrlphos
As decifragSes dos publicados hontem,
que sao tambem as das charadas publica-
das, sao estas:
1.a -Vigario
2.*Faisca.
3. -Pelayo.
i..'Parede-
afirmando que, apezar do seu cansago, elle
pouco dormio.
N'um estado de meia somnolencia, que
oSo era nem a vigilia absoluta nem o Bom-
no completo, sonhou oom a Fada dos sal-
gutiros. Era assim que chamava a moga,
cojo nome ignorava, mas cuja imagem
estava-lhe gravada no pensamento.
^ Quero tornar a vel-a, murmurava
elle. Hei de tornar a vel-a.... AmanhS
irei de novo pescar... Amarrarei o meu
barco no mesmo lugar, debaixo dos sal-
gueiros... Ella ir sem duvida 1er mar-
gen) do rio. Por qua nao voltaria ?...
Por que nSo havia da desojar .a minha
presenga, como estoa sofreg pela della T..
Parece-me que o meu coragSo, pertenca-
Ibe todo e para sempre... Por que nSc
me dara ella, em troca, parte do della ?
Depois, fazia a si proprio estas pergun-
tas, s quaes naturalmente nao podia res-
ponder*:
- Ser solteira ?
1 Ser casada ?
c Ser viuva ?
c Traz vestido prato. Por quem estar
da lato T Ser-pelo pai ? pelo marido ?
E uma muItidSo de pensamentos con
funda se no espirito febril do mogo e a sua
imagiuagSo construa castellos no ar, co-
mo acontece sempre no comego de um
primeiro amor, e at muitas vezes de am
segundo.
S ao romper do dia adormaoeu de
todo, mas com um somno agitado, po-
voado de sonbos, onde passava e tornava
a passar incessantemente o lind^rosto de
Martha.
Se o filho de Raysundo gaardava aua
memoria, e sobretudo no seu coragSo, a
recordagSo da entrevista a que assistimos,
esta recordagSo nao era menos preciosa
nem menos viva para o espirito e o oora-
gSo da Martha.
Tambem ella peDSOu durante todo o dia
no joven pescador desconheoido.
Tambem ella sonhou a toite inteira com
elle, e do mesmo modo que elle dizia com
sigo-Quero tornar a veta l ella murma
rava :
Eu seria bem desgragada se nao po
desse mais tornar a vel-o I Permita o co
que ello volte I n ,
A's oito horas da manhS Paulo levanto
se. vesto-se o desceu.
Magdalena, apezar da sua idade avau
gada, j se aohava de p havia muito tem-
po e'pPr"Ta a Prirn8ra 'ef'95 do me-
go.
{Continuar-st-ha)
Typ. do Diario roa Daque de Cbxm o. 42.


wmmnm


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EF57MS9D4_XGK2FJ INGEST_TIME 2014-05-28T00:26:10Z PACKAGE AA00011611_16663
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES