Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16634


This item is only available as the following downloads:


Full Text

AMMO l^X*
Bomiiiffo fc3 de Setembro de 1994
\lHERO 21*



P88FBI1
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE NAO SE PAGA PORTE
Por tres mezes adiantados. % 8#000
Por seis mezes adiantados. 9_ v i5$000
1 or um anno adiantado # r m 30#000
Bil.BE BE HEAH0BE. 3?lOTltil. BE *&&&& & f H.H8S
SAO NOSSOS AGENTES EXCLUSIVOS DE PUBUCACES NA FRAN-
CA EINGLATERRA
Us Srs Mayence Favre C &.*, residentes em-Paris18 rae de
La Grange Batelire
PARA OS LUGARES ONDE SE PAGA PORTE
Por seis mezes adiantados. .
Por um anno adiantado
Numero avulso do mesrao da.
Numero avulso de das anteriores.
1650e
33000
1200
Telegrammas

SSriJS rA3Ii:3lA3 33 IA313
Rio de Janeiro, 22 de Setembro, s
12 horas c 40 minutos da tarde (recebido
na estacao as 4 horas e 50 minutos da tar-
de!!., e entregue as 5 horas).
O Jornal do Commercio contina a
propalar boatos de emprestimo em Lon-
dres,"dando iso como causa da alt:i do
cambio, que seus telegrammas dizem ser
ficticia.
Entretanto o Jornal nao menciona
nenhuma operacao financeira feita ou as-
sentada, e com effeito nada ha respeito.
At hoje so ha realisada urna operacao
na pracu de Pars, onde o Conde de Fi-
iredo laneou dois tercos de um em-
prestimo de n,-. "00:000 ao Estado do Es-
pirito-Sinto, para o servico da via-ferre
do Sul que deve estabelecer a communi-
cacao com o de Minas Geraes; sendo que
o outro tergo desse emprestimo foi toma-
do pelo Banco Nacional do Estado.
Todo o emprestimo foi levantado ao
typo de 7o, do juro de 5".,, sendo amorti-
savel em 33 ann
O Congresso do Estado do Rio de-
Janeiro approvou definitivamente a trans-
ferencia para Pctropolis da capital respe-
ctiva.
Foi demittido por abandono de em-
prego o '',: escripturariu da Alfandega de
Pernambuco, Domingos Fontes de Me-
aezas.
A taxa do cambio sobre Londres foi
hoje de 12 e 1. | d. por i.y> 1 >.
Bruxcllas, 22 de Setembro.
Foram dissolvidas as Cmaras bel
sendo convocad micios eleitoraes,
pelosuffragio universal para i.| de Outu-
bro prximo.
Roma, 22 de Setembro.
O ultimo romance de / .la. Lourdes**
foi condemnado pela > do In-
dex.
L\TaUC(;AO POPULAR
iwm sa Aimm;i3
(Da Bibliothecn do l'ovo e tas
Escolas)
AI. !, SUBSTANCIAS ALIMENTA-
RES, DIVISO
I ,5 a: [VIENTOS, RGIMEN
[AL i: RGIMEN VEGETAL, REGRAS
[EVICAS.

Xo istancias, s 1I1 las ou liqaidas, ;
p iem t e 11 iregal.- n pi ------- nu'ntiv s
1 11 alemenlare*.
O ,. i'i 1 in llsp '- iel '
sim 1 para a vi la entran lo iu nu-
. { .,, nao poda coii 1 rar-a .11 ri.or do
. palavra, u i' 1 suhstan :ia alimentar
1/ 1 a do luirna >. cooserva a vida
para a quil ind '" tisorgem-ia
o aediutj |i 1 Itmeutoe, mas nao 0 pro-
priaui ate u n alimento.
T, sib-m a diversidaie de substancias
Com ; 1 1 lulrimos Na nossa alimeoinc 1
acias, de origem animal
nma ^ ootras ao rein > vegetal
njioi ias. As carnes, os vegelaes e frac-
toa livers js com que co3!umam ilimenlar-11 >s,
viulio e diversos lquidos que bebe-
ccontem na sua compos
:,,., liversas, afumas das quaes por; si ao"
po le si leradas como substancia ali-
ar, Ato.capases i' por sicoocorrerenj
m le !i:n. a nutricio.
l.'m es :mpl > vai bein palentear a nossa idea.
Km [mi grammas de tugo [substancia a limen-
tar) ba, t trino medio :
Agua....... 13,i\0
Materias azotadas *: ^*
Anudo ou fcula. W,o|
De ria e jijese
Cellulose '...... 2 66
Hateras gordas .... 1,68
Saes....... if
10 ',00
Ora a a menlar ; e quom se nutrir com l 0 grana mas de
trigo, apropria-se de 13 grammas de agua.
As materias azotadas diversas, como sabemos
pelo esl'j lo da Hygiene em gem, sao nmitissi-
mo importantes; e em ioj rammas de trigo
eoconlram-se I3.S3 d'e.-tas substancias milisa-
veis para a notric&o.
Egualmente n'esta parfo de tugo 9e acham
60,68 de amido ou lecnla, materia nao azotada,
mas egualment pweisi para a nutricio. Encuo-
tram-sj dextr na, glycose e materias gordas,
tambem servindo para a r -paray dos tecidos;
e Analmente SMa diversos, na proporcao de
J,?5:00, representan! a pule mineral d'este
alimento. .
Cada urna d'estas qualidadrs de substancia e
alimentar. reunidas formam urna substancia
alimentar complexa. Assim o trigo urna subs-
tancia alimentar complexa.
O trigo tambem um aUmenlo; mas, nao ser-
vindo no siu estado natural sem mais pre[>ara-
jii), para nos alimentar, 6 por isso preparado e
transformado em farinha 9 esta em pQo de modo
que na linguagem vulgar o pao que so chama
aliment), reservando-se a palavra substancvi ali-
mentar par: representar iodos os diversos ma-
teriaes em que a substancia alimentar complexa
se sub-divide, llcando assim faciltado o seu
esiudo e bem apreciavel a sua iulluencia na nu-
tricio.
(Con'.tuuaj.
PARTE OFFfCLAL
Govcrno do Estada de Pcrnain-
l>u<-o
Expediente do da 11 de Agosto de 189 i
Acto- :
O Uovernador do Esta lo resolve demidir a
bein do servico publico Jacob Luiz de Carvalho,
do posto de tente do corpo de polica. Fize-
r.im-se as necessanas CommonicacOos.
O (invernador do Estado, resolve nomnar o
l)r. Eustaquio de liill mi: >urt Sampaio para ex-
dj I
sendar A S'Cilia Pretengoes i
passeii o AfrraJarapaan-i contra
madhtsaoO IH :uldad-s lioanca
rs aliviadas <>a occopac'u d9 K s"
sala, cooira a qu d nao bouve pro
testo do govi-rno oiiomano 1 ui s5 '.i ola llUUide da Allemnna para
Cum a Pranc e o que all s-> pensa
e du da viae>a uo Sr. Boki
Ijauguraco^s d-i monomaaio oisto-
rii-o< S i.irrt anarciiisi.is Ootras
n ni us os [uu4os italuaos na pra-
a da lariz.
ercer o cargo dj engenlieiro da commissao
de viaco frrea do Estado, em substituido do Til'el ***** lon^ e O'3* 8e*D,ra Para
Dr. Francisco Hibe.ro Soares de Keirell -s que Tu 'ni- 9S rTnJTJl\.a ^ inri.
nao aceettoa a incumbencia.-Fueram-se m L ?! f22!*S^m^H IT>
D. Ma'garna, acoojpunada ao ar. t".siji, saado
necessanas communicajOes.
O Gobernador do Estado, attendendo ao
qu requeren Arthnr Augusto lialna ta Cunha,
uarda de 2' classe da Casa de Detengao, e leu-
do em vista o altestado medico exnibido, resol-
ve roncederdh" tres meses de licenca. com os
vencimentOS que pereebe, para tratar de sua
sade on le Ihe coiivit, devendo entrar iu goso
da m "sina licenca no praso da 13 dias.
OrSoios :
Ao Or. juiz de direito do irunicip o de Ga-
melleira. -Compre que informis circumstan-
ciadamente sobre a inclusa re.ireseniaco, por
copia, de moradores no p ivoado Progresso
do 3* Jistncto do municipio de vossa jurisdic-
cao.
Expediente do r. Secretario
Oficios :
Ao r. inspector do Thesouro do Estado.O
Exm. Sr. I);-. Goveraador do Estado, minia
COmmunicar-vos, pan os tins convenientes que,
no l" do >rr-nti', o eida lao Jos rom >a da sil-
va, assamio interinamente o exorcicio do cargo
de promotor publico do municipio de Altiollo,
para o qua! foi nomeado pelo resp Ctivo juiz de
direito, em virtule de lerobtido por portarla de
47 de Jnllio lindo, :t'l dias ,| |cenca o funrcio-
nario elTeciivo bacliar.-l Joo Baptista Goncal-
ves
Ao mexmo.O E\m. Sr. Dr Governador
lo Estado, manda cocnmunicar-vo.i para os de-
vidos flus que, em 11 de Junho ultimo, o baclia-
;--l Jesuirio Ciar., dos San los e Silv... assumio
interinamente o ezercicio do cargo da promotor
publico do municipio de Palmar-s, para'o qoal
foi nomeado, na nesmi dita, pilo respectivo
iuiz ile direito.
commmisso central !)e estatistica
do Estado
inte di cite fe d Agott i d,' 894
Convido o Sr. capiiao lo Corpo Policial Liu-
reuto Goncalves de Azevedo, i comparecer com
i p .ssivel brevida le, n'esta Repartigo, aflm
de tratar de objecio coocirnente ao servico pu
blico.
Sr. Dr. Jos Marcelino da llosa e Silva,
II. il Suo-I'refeito do Sfuuicioio do R.-cife.
Prelenaen lo or^anisar omqnadro estatistico do
gado consumido no Municipio do Recite, peco-
tros ou: providenciis de mo lo a serem me l'or-
neeidoj os hvros de escripturaeao do numero
de rezes abatidas nos Xatadouim la Municipi-
lidade e em outros que p ir ventura exista > a is
suburbio^ da capital durante o periodo decorri-
do do t." de Janeiro de H89 ao ultimo de I)e-
z,--libio de 189;). Aproveito a oppnortunidade
para apresentar-vos os ineus protestos de ver-
dadeira estima e consideraco.
---------------^_------------
Tlie abaco
Despacho di iia 21 d.- Setembro de 1891
Risalina Augusta Carneiro da Cunha, Hono-
rio L'ip"- tfa -'i. I;. Fr.in isco das CtiagasXjn-
leiro. Informe o Sr. Dr. contador.
Antonio Correia Gmns de Almeija, los
Francisco de Pigooiredo, Joaquim Velloso l'r.-i-
re de llendonca e Auna H. .la Fonseca C.
Branco. -Haja vi-la o Sr. Dr. procurador ti;-
cal.
Candila Mar AlVes Ferreira.Deferida afino
de ser onsi I erada irresponsavel pelos dbitos
dos anteriosres inqnilmos do predio n. IS7 A
a ra de s Miguel, freguezia de Afogados,
ique I- qu; no uies.no predio se slabel icer.
Pedro dos Sanios Wanderley. -Deferidoaflm
de ser considerado irresponsavel pelos dbitos
los anteriores inqudinos lo pre lio n. 43 a ra
lo Viscomle de Pelotas, nunos com relagao to
imposto de bombeiros.
.loqnni Alves da Silva Santos.Deferido
aflm d; si-r considerado irrasponsavel pelos do-
llos dos anteriores inquilinos do predio n. 8
a ra d i Vigario Tenorio Freguesia de S. Fre
Pdr) Goncalves do Recite, aq telle que no mes-
mu predio se estabelecer menos com relajo ao
mip >sto t'' b imbeiros.
Coronel Manoel Mi tiiis i-'iu/. i, Manoel Medei-
roa e Antonio I. do BsgoMedeiros.Deferi-
los
Theophilo T. de Araujo Saldanha. Resti
tua se.
tu 13 -
Aoslinlin Jos ms Sanios Jnior, Mara Flo-
ra Macel Macelo, ulna N. de Jess Coelho,
Mara Clara de Mello Figueira, Joaquim da Sil-
ra Salgneiral. Companhia l'ernambucana, A
raesma, Empreza de Obras Publicas no Brazil,
.:niro le Meiezes Uves, Jos P- de Mi-
cedo, Jos d. Goncalres, Olympia O. da Con-
ceica i, Coronel Pedro S. Barbosa da Silva, O
niesmo e Hita de C. de Carvalho Neiva. Infor-
me o r. Dr. contador.
Joo F. Vieira e Rodrigues & Lomos.=Volte
ao Sr contador.
Jos de Souza Mello tbC, Manoel Fcmandes
Velloso, Maria Francisca da ConceiQo, Manoel
S. de Flgueirudo, Jaouario Q. Ferreira Pnxoto
e Hortencia Mara d i C iocei(ao Belf irt.Haja
vista o Sr. procurador Bacal
Candida Augusta do It go Barros.Certifi-
qese.
Manoel Francisco Alves da Cosa e Manoel
Carpioteiro Peres.Informe o Sr. r. adminis-
rador da Recebeiona.
Ilr--.-e! ilori i d. t'.stailo ce Pcr-
namliaca
Despachas do da 22 de Setembro de 1891
Lino Abreu de Siqueira, Jos Tararee Car-
reiro, Antonio Joaquim Cascao, Ludgero Gon-
calves da Silva e ouiros, Jos Pereira do Ama-
ral e outro, Ferreira & C, Antonio da Silva Gy-
rio e Umbelina Candida da Silva Azevedo. In-
forme a Ia secgao.
R. EL Cooolly & CA' seccarj-para 03 devi-
dos fins.
Med .iros Irmo ft C. -A' Ia seccao para satis-
fazer exigencia retro.
Gerente London & River. Pate Bank Limi-
ted.Informe a 1* secgao.
O porteiro,
C tundi li. da Silva Guimaret.
EXTERIOR
EUROPA.
Italia
Estada dos reis em TarimA ida
do Sr. Crisp a mesma cldade e com-
meoiano as respeitj -Biloacfto fa-
rec bi lo ua eitagio pe.o re.
U o ivo e u da d. .jii.-noa rompa em vi as e aclama)03i
ios ret da It.lia.
Esi ida do :. Cristi a Turi n, colncideote
co u a estaia do re .mi, tem sido oDjecto ij-
w\ variados r.omemot^rus
Eatre os div-rsos ujjUvj que Iba attrlbaem
livQ.-i om novo proje2to de casamento do prin-
cipe de Napoleii; e Dividas Q'urmayOes, om 0Of
repsieute lelegrapoleo de Roma ju!k* poier
diz-r que o S\ Crisp l'a eijiplesm- ata saomet-
t-r a-s;ia.ura real jjrtos decretos de Ciracier
adiiiuisiraiivo. destinados a reaiisar consiaera-
Vcis ecooouiias
Oeoiais a'isao, o presidente do coos-lbo de mi*
nistros n Via o sube-ano lia dois -u-'z-m e na-
tural qu-.' fjs-e la u.fji-jial-o da soago ge.-al
di 8 i. tOL'-.-.
U'janto ao .ludido casameotn, alans jornaes
ilaiiauos.^ ce-tu, anuuac a u como prximo o
de 6. A. o priacii.e de aples, Derdeiro Drt-
saapUVtf-Ca cuia. com S. A. a orio^ezi Mana,
Ja Grecia. Maa a imprensa official declaroo,
apenas v.-L-a-i jj< a noticia, ser eda d.'stuida
de fu'i lxenlo.
.Varna conferencia com o S.\ C'i'td, o mi-
nistro da fazeud deelaroa qu para f.fer la e
a.'8 eonargjs do orcaoieDio o precisos maia
50 ojib-a: pois em cuaseqaencia da dianooi-
i;ao iia receitas adaaueiras o < deScu aug'iien-
lou e M.-..ri BOgmeUr i.ida mal.
Co re qae o piimeiro mtulstro resjodera ao
ministro da fatearja, qne teoao tom3de compru-
misso c m o re, manteria a sua pilavra oa da-
rla a demis.- >, aoacdif.aodo a vida pobuca.
He^uudo diz o R.'o-me, traa se de faier
mai8 econoaias pelos une-sos mltislerios.
j ministro Ja mari iba. lodavia, vae aaninen-
lar o numero de ruu lo-es rpidos da esqnadra
e crear uaia n^va diviso de torped-iras.
As uotuias da Sicilia nao sao dois.
R'-'coinrta-am as des irdeus eai Corieoo, pred-
sauiiite uo ponto eai qo-- estalou. o ioverao pas-
s..o, o mov.me-no dus Fasci dei lacoratori.
Exi manifest airuio aos cam.iooeea d'z-se-
mes a-sun : Cmpanne;ros irmo3, roeaaiof*
vos nSj aceit-is as tetras s d5o fer por contra*
ctoa opprovaoos nelcs vot-SDs slei;oa socialistas e
un'aioa no nnicipio das peqieoas Q3iQtt.
K' o .-un) d ; pirtida das antieos discordias.
Acceitnim se, porta ato, as dicensS-'S entre os
pr-jp i.drioj e o> cultivaj^res e teaie-ae que el-
las se al i-t'-m pelas p 1 icipaes remides da Una.
Km cjnse,an.::a. o eneral Mo-ra di L v.-imo,
qie urleai'a se resti uis-e v i pnpjiagii as ar-
xa< seg|ae8trada| iu-a a-, o estido de cutio, fez
eeaaar es a resiitu Bao oa provincia de Palermo,
o'iie C' DtioAa a o I nto de Meosina a'igual modo oa soa provincia.
Noli-je, demais, a i:u>: ticiosa, que lau a em r..;'.) ao general Morra qae
nada lizes^e por sopprlmir a causa prima la dae
demrdens. regulando, defioivaontsnte, s dea-
vengis eotre os cut'valore9 e proprieiarios oa o-
sea-<|intendentes sjUintendenies. i.' esoant o!
Como larla elle tai milacre, oac ine temo sido
dado, p-ra realisal-o, sena soldados e carta-
cuimes?
No enfetaalD, criegin novas aoticiai alarman
tes da Sicilia, on 'e a situagao a> toal e das rcais
grxes. A miseria e a (alta de t-aoalto deses-
perjm os t.atlitan'es, qae se eotregam decor-
jh'jj e uut>as troyelus, teado recomeC/ido all os
actos de v.m i.-l;-mo e 'e rapia, apelar oa ii-
laocia exe-cida pela fO'Qa puDlica, qae faz fo^o
sofj-e os amotinado'.
Por veitiisque l-s, qoe d'vidi-am em campos
onp isios, de inimiza'ie extrema, os pescadores
da Sicilia, dea-se a 30 do oassado verdadeira
D-ti:na lu-val ua llura d' Catania.
As e'q ed ilnas de oescaria qae all se actia-
vam aiio.-dari.L- e, resallando sossabrarem mui-
t.S las nqil-';'as ein**are?(e8*
E" elevano o numero de morios.
Paila se oa ida do nerueiro da corda a Sicilia
invalido com o Ululo de vice-rei.
Uu1 i'trnal xtraageiro z Ibe esta apreciafiSo :
aecurdwo, e nao cuita dinheiro. o qoe
;e-ia iOMmportafel para gentes qaa soffrera do
nal da ciserla.
Tara a crea^o a'est'* vice--e nado modifica-
{Oes a situacA'i jjIi'.icu da Sicilia para com o go-
ve-no central ?
Ue qu.i cr molo, nSo di .ato a impressao
rama qaasi resurreigao do anligo reino de Na-
pOl-s ?
PQantaslico 1
I delta lera !
C mo se nao oaata?sem a cise ag-aria, qae
a BaUva ti i^ellando e a crise resalate Je me-
11I08 de rigor aUi adoptadas pelo gjverno Ha-
Itinu oara assegarai a ordem publica, u ua nova
a i'iemediaval catastrope veio torturar aqaelies
povos.
Ujis ernp;8o do Etna prodoii violentos ter-
remotos, levando d-solsi-ao, a rama e a morte
a amas paacas de povoagOes sicilianas.
Em 1879 fji a uitima vez que a formosa i'fia
foi devastada pelos tremores da terri, 'e de novo
voltiram elles, seoiiodo-ee anda recentemeote
malos, qaa por lelicidade tiveram peqaenas con-
teqaencias.
Em loogo arigo polico, acensa a Tribu-
na ao overn i francs de queerapaderar-se de
T.ipoli, aasegarando se no entretanto qae a Ita-
lia ce opara defloitivamjuie a T poltuoa.
Ignalnente a Imprenga italiana noticia que os
francezes intngam tolo o pas da Ai vasinn ; e
algucs orgaos da mesma imprensa desapprjvam
completamente a poltica do goveroo na frica,
a qaal co sideram como perniciosa pira o paiz.
Cam eflfeiio, cootinaa a affirmar-se qn a Ita-
lia e a li.glatrra pensam ell>iciivaaieaie n'a-
ma arjo commcm no Sanan, pi?uo qae foi
cimb Dado entre o Sr. Cbrlspi e Lord Dafle-
na, qaaado se trateu da occepa^ao de K.-sjI*.
sendo qae, para accordar com o coveruo mglez
sobre o meios a empregar afim de realisar esta
importante operacao militar o poltica, ja est
em Londres o general italiano Dal Vreme, o Bi-
cal dos mis llnstrados doexercuo do re Ha d-
oerto e muitj conbecedor dos .'oJiiai03 colonaes
italianos.
E desde ja certo qne os italianos esta) Ira-
lando de estabelecer na Abyssinla nma colonia,
para a qaal oossam encamialiar aemigracaa qae
da llali-. se faz principalmente para o Brasil.
Na intuito de organisaro ncleo de sa colonh,
o gove.-no italiano contratan nove fam lias con-
stituidas por 57 pessois, das qaaes Si bomeos
se encontrara em idade de ge entrega-em eflicaz
mente ao trabalao e mandon-se para Circolo,
perio de Asmara, na Abysslma.
A cada familia conceden o governo 20 ncta-
res de terreno, de qae ssa familia Ucara na
posse completa, depota de orna "residencia e ex*
DloracSOdnranie cinco anoos, e conceden mais a
caa om neses elementos da no>a colonia um
sib-idio pan as primeiras semeotei-as, sus'.en-
to dorara e un anno e instraraeotos gricolas.
ticando o colonos oongad. s ao reembolso em
trib-lrio, produca'on diolei-o da qua na qie
Ibes '- abonada, accreaciia can. um jaro de tres
por ceato.
Parece, a acere litar em noticias emanadas
dos circules minares qae se confirma a noticia
de ama campanba acglo-italiaua contra o m?d-
bisroo.
0 plano nara as operacS^s no Alto N lo esta
ja, ao qce diz, oraioado e ar.sentalo, ira-
laado-se rae ?pr.venar a desordena prodaztda
entre os de'vtcbes pela sua ultima derrota, e o
g-ande effuto tnotal rejoHante da v Coria dos
ii.a i en K.-sala, para dar ara gatpe decisi-
vo no fana>ismo mu^snlaiano.
A tropas italianas avanc.rarn de Kaasalla so#
bre Kiarta d, sasteatadas e"au-fr la pelas Car-
pos aoyasiaios e dispoaios a latar coutra os ini-
migoi iradicioaaes da Eihiopia, cono os s^as
pnneipaes caefes asaduras ao geaeral Bat-
uer-, o vencedor de Kassala.
Ds sea lado, os loxlezes e 03 egypcioa mar-
cbaram de Saakira soore Berber, on le hoje se
a.'b> o ncleo das forgas de Oaman I) .ni. re-
dolidas a lies on qua.ro mil bora-os, para sud -
r-ra o Nilo e fazerem a jaucsaj con a coluraoa
1 a 1.1 .1 em Sa.rtn n.
E.-ta oatlcia, como fcil de depnbSnder, tem
ama altsima importancia.
Na entretanto, nao deixareaioi de notar au?
ama exoedicao desti orden deve imaor ar n'u-
ma soraama avalla la, qae as forcn do tbesoa*s
italiano nao compo-taram Ja cerm, e .ua o Soj-
lan egjDCio nao goza de om favo* lao g' n le
qne va. sem mais nem mais, consoa.ir em s
c'iti:ar tum-ns e dinbe.rj n'ami empreza
dejti ordara. ei) sinJoo coica ^ timar o* des-
pajos coi vencido*,
E a pi oposito deve considerar-a?, qoe dis?F-
raias foloas ifficio8as Haliana3 qu^ nSo era
fandadoo temor de qne a passe de Ksssala
iroaxesse o aggravaraen'.o das desp-zas caloolaes
e qne a opinio publica tranqallizoa-se medio
cremeate, pols p-eseotia avultaias deapezas
com fortifi :ac5sa, armam-aUs e demais medi-
das q 'e assegnrasse n aos italianos a posse des
-a p-aja, coasitferada plas ingleses e por el-
les meamos de ama imnoriaocia capital.
As appr.dieosG?* eram jastas e acaba de
conrirmal as no tedo oficioso, a Refirmo, que
aiz : E' certo qae a gaaroiClo de K.ssaia, n
on-iaiite as proviaOes que ai f-ncontrou, cus-
tar muito dinheiro-; certa tamoem que Mar
pr-ciso aog.nentir as no aas forgas coloniaes,
pj-que o territorio alargnn C3asileravelmeiite.
e Kissala t-ncontra-se a 40 k lomeiros oe Mis-
sina-", reconh'C-udo anda a fotna referida que
oa ilaliaDoa nao live-ma tolo o xito que Ins
prorae ta a tomis de Kissala.
c P^rile-am-se loas oras, no'.a a R forxa,
em retimar a offeasiva, e nouve de tu.errom-
per-se o coritajto com o aimigo para coocea-
irar .-e oossas tropas indgenas, qae se occa-
pavam em despajar os mortos e saquear o cara-
po. Bpsle molo icatilisou-se compl-Umeate
ama lmala, pi-qoe no na ssgaiaie ua (01
possivel encoatrar as pizadas das dervtcties.
A impreora ollictosa dtsaaente pela forma
nata cat'aegarlca o raoa.o de avar a Tu-quia
D-O'-S.a.da cootra a O'cup-cao de K issala, qae
foi resu-tado de co nbinaces e .ccordos eotre
o gabinete de R^ma e d- Landres.
A Laglat-rra int^re sando-se neste as3urapti
estando me-mo resoivida, como se assgu-a,
a urna accia combiaada con a Italia para Da-
er 03 m.-dnistas, uao deixaria de preven,r o
gamoeie de Canstantiooola e de se ecte.ider
om elle para qae nao tizesse orotesio de espe>
ce lgoma, que aliai nao passariam de p o-
teilos puramente platnico--, ?isto qoe aindi
ba poneos das o governo oitam.no se quiz fa-
zer tino, recozando-ie a receber coma embiixi-
dor do re Humberto, o Sr. Catatan!, e logo
qoe uidi divisa.) n .vjl italiana, compos.a de
cinco coaracados ebegou a nm doj portoi da
armame3io da Tjrijuia, madoa logj de opin ai
acbaado o mesmo Sr. Caralan persona gratsi-
ma I
C>m effeito, ao qae paree?, o goverao olio-
mauo reuuacioa a ultmi bora a na fiar nota de
protesto coa'.ra a nccupi(o de Kissala.
'.au da Gaiea da Alternadla do No 1 e acerca da
melhjra de reL{0es entre a Aliemajha e aF.an-
ca.
o espino proluzido por ver om jornal alie
maa expressar- para com om aotigo adversario auccedsn tu r,i
seutimenlo qae uo oasa expandir-se s Claras,
mas qi- se explica par esta pDrase da folba oti-
cio8a, TriDuaa :
Nao fareraos dedacgSes mu.'.o arriscadas ;
limitar nos-emos a ponJerar que a Italia la a
nem em cousiderar man seriamente as ond
cOes do nosso exercito, que depoia da admiui
trajao do general eelloux, nao poiem ser navl-
das como boas e qae nao foram memoradas pe o
general Mocennl.
Por saa vsz ja viagem dj deputa o italiano
Boaghi l'a-iz, as suas eatrevistas com Mr.
Ca mi- P le' teem dado oastaaie one falla--
ua mprensa cMosa aliema.
Mallos pobleos priucipiam a descnnlhr da
Italia qae parece querer, desl ar-se poaco a
pooco Fraucame .j, i ra nos ootros allemes que
Habernos a si.UJfiao oconomica e social da luna,
a qnebra da sua iliaoca deixa-oos fros on mer-
mo at contentes. A Ailemauba nao precisa da
Italia para nm ataque miniara Fraocaoo a Ru-
sia. G.-acas as nos-as nitimas reformas militares
estamos cou a torQi Dasiaate para resistir aas
nasos nimigos slavos oa franco'.
A I.alia tena mais a gaabar u'uma sitaecaa
neutral. Se ella deteja paz, coma aAHemin;.'a
tambem deseja, porque que con Inda a laucar
ae na aventara de nosao* armameatos, erapoore-
ceado-se cada vez mais?
No entretanto, 00 que aA.lemanha nao poie
cJtiseniir f qne a Italia pense era s-Qir da tr-
plice allianca para se alliar com a F -anea. O I
po-nos-niamos vigorosamente a este arraojo di-
plomtico.
No enir-taolo, o Sr. Benghi o natavel Darla-
rae lar e historiador lia lauo, cuja estada i m
Pars mereceu Ibe o mais amavel acolhimento,
giacas as suas coanecida opiaies gailapji 1-,
asa na de escrever ama carta ao di ector geai
da iKanfalU, de Roma, dtsendo (ne qaa nem
M. Casimir. Prier na looga esnversacao qae ti-
veram ao Q lat Orsay bavlam fallad nem di-
r-cia nem lodirectaueute da Trplice Albania,
leado que o Sr. Casimir Prier, pelo contrario,
raosvroa-sa muo convencido de todas as sega-
raocas da paz.
En Ginlta Nova e em Saota Margarida fo-
ram Inauguradas as estataas de V1 tor Eranaa
ouel e de Cavour; e em Sy-acusa o manun: 1.0
erigido a G i:.o-il-ii.
O Sr. C'iapl, presidenta da conseibo, pro-
aaaciaodo eloqaeate di-curso em aples, de.la-
roo. entre entra coasas, que o goverao acbava
ge d'i'posto a combater rlorosameat9 os mov-
mentos aoarebutas.
Da ordem da goverao foi p*obibido o func:io-
namenio do cengresso socialista coevocado em
Rama, onde acabara de ser descobertos pela po-
lica oa tragos de ama conspiraco aasrcbsti.
Foram presos alguna individuos saspeltos do
attentadu, sobre o qaal a jnstica guarda o malor
siglllo. .. .
Fui wibsm Da merma capital apprebccdila
pela polica grande qoaatidade de bombas ie
iiynam'te e foram pre?os varos aaarchlslas, qae
cunfes-ara.il estar decidida a destrtelo do pe-
la io do Vaticano.
As au-oruaie; reiobram de vigilancia.
a poli ia tem t-ffectaado numerosas pr tfies de
oarcbs'a* nao :0 em Roma, coras em Boloobi,
L'voroe e Tar m. s&b!adoall6o na-erodos qae
foram u.tlmamente presos por tentar varias ex-
ploses.
Da accordo com a lei oltimamente votada ja
foram 8uporimido3 03 selales jo'oaes : 1 em
Hu anua, 2 em Milito, i em doma, 3 em flore ica,
i em Ancooa, 3 em Veneza, 3 em Ve.ona, i em
Cnteti e i em Grosseto.
Expo lio urna bomba de dynamlte na praia
de Pancaldl, causando gran les eatrag03 no eeta-
bjlecimento Dalneario e feriado manos binbi.--
t.
So caf San Cario, em Tariaj, ama bomba de
dynamite qua alii (o-a Ungala por am anarcbls
u, fez explosao, resltaado moonantes estragos
matnrlae9.
Nao noave vic'lmas.
Fot preso o indignado autor desta attenlado,
qoe om anarcotata de nome Solero.
Na provincia de Boranba oota-se grarade sgi-
lacio Boriallata. qae faz receiar graves lamaltos.
Ca-arola foi nomeado prefeno de Carrara.
= O principe Tnomaz, corntiaadando o coa
rac>do Savoia, reunio-so i esquadra em evolc-
ges.
Lucnesl, o a = ra-s aa do jornalista ta- di
f.i carademaado a iraraalnis poDlicos perpetuos,
0 llaslre astrnomo Scbapparel explica
os Dbenoraeno3 qa". acto^lmente seobservam no
panela Marte como rell-xos das raios solares
sobre a atmospbe'a que e volvo o planeta.
Ai llorestas da provincia de Steona ac
bam de ser en un ide p rta destruidaa por
pavoroso in .en io. Os prejaizos sao Incaica-
lavis.
Sen'ia-se na cidade de Rama lerremoDs,
motivando eatretaoio pnico pronaactado.
Corre qae Drevemeeie se^ue com destino
ao Rio de Janeiro ama esquacri acompanban
do o ministro, juato ao governo b'asileiro, o
qaal se acba encave,'ado &>, regalar de um
modo definitivo as quistos pendentes entre am
DOS os 0alZ"8.
Na praga de Pars 03 faradoi italiaaos.qne
ua liqodagao do um de Agosto mostravam que
paderum determiaar grandes sa'presas, pe.o
motivo dos comtrsdore nao pod-rsm aaaten-
lar 33 eu'8 posig5ea, o qoe os oorigaria a ac-
ceitar urna uxa oaeraaa para o reporte, nao
satisBzeram os clculos dos oaixislas, porqu-
a raaiona do mov.mjnto foi para levaitar os t-
tulos e nao para as prorogaces de posicOe .
s recelos relativos aos embarazos dos com
oradores de fuios italianos eram infundados,
porque, admit'.iodo mesrao a eventualidad^ da
p-orogacao das posigO^s, nao bave-iam difficol-
dadea em vista da ex'.retoa abandancia de di-
nbeiro e da oecessidade do o eolio a* meamo
oos negocios da Dolsa, por nao aver agora
ju'-'oi empregos.
Us fundos uallao.as li verana o augmeuto de
am ponto, e os comprador-s aioJa uo eafra-
qoeceram as suas disposigo-ts, poia nos seos
optioaisuos chegam a comparar o % 0/0 ualiano
so 4 0/0 bngaro.
15,
NOH.TE
Par
Dat^s at 15 de Satrabre :
A Provucia do Para, e o soa elicao de
escrei'eo son o nmio Governo la s.aaO :
Com destine C.pinl Federal, onde tera
pouca dem>ra, segoimo para a ciaade de Bar-
bacena, no Estado de Mtaa---Gvaes, parte boje
no paqutti naCionnl Brazil o Sr. Dr. LjUTO So-
dr.
Maiivo.s de san le de S. Etc. e, especialmen-
te, de sna virtu .sa espoa. det-rnaim a 10
te rupgao da glo-ioso governo do ilius'.re pa-
.eose.
EmbM n3o seja de loog darajao a au
sencia do Sr. Dr. Lio-o So Ir, pas os mdicos
dao-DOs a esperanga de sea rasiaD-lecimento e
de sua presada coosoi'e era pooeo mezes nao
sem profuadissim saudade que o Para ve
sahir do seo 3310 o festejado m.'gocojo brilno
de sea nome xcia-se ligado a organisacao coos.
titocional do Estado-
a saDadona de am goveroo, tantas vezes
posta prava nos dias mis estremecalos da
Repblica ; a placidez de urna a imiuistr.igao to-
lerant-e justieeir, baseadi nos pria-i.dos da
lemacracia moderna e faolam-atada na le e
nos direitcs polticos do cidaiSa; lioalmanie,
a energia D"m cora-lderada Q03 Qoraentos de
acg^o garant lora da ordem e da tranqaiil'.dade
coo.tuairam do I)-. Laj-o Sair un ene ada-
ra?el para o Estado coja gio-iosi fama esta v,a-
. ulada ao nome ameoiado e tnolvidavel da ad
mio'3'.rador cjrrecta e araado de seas jirisdic
donados.
A Provincia do Para est conven:ida de
oeste momea,o isterpreta o seutimenlo da toda
a pipulacao paraen.e, seja nacional oa eat-an.
i^ei.-a e ate mesmo aaqaelles a quera a poltica
ob.-ia a afistamentos e reservas, Boaservatdo
os ecbos da consciencia e da jusligi para os
lempos po-tTomos.
Assume noje tempo-iriameate a admi-
nislragao do Es'aiooS. D^sembar adar Gen-
til Aagasto de Moraes Bittencoarl, vice gover-
nador.
1 Pdese diitr qoe S. Exc vae ficar fgora,
como em ootras o bernculo arebitactado pelo llaslre Caefe do
Esta lo Paraense.
c Nao poda ler o Sr. D-. Lauro Sodr mais
ilute nem mais digno substituto canaiitucio-
aat na caieira administrativa.
A ierra em que ambos ces-'-am e qne a
asnos rejpeitam, ti -2 as.-in pefeamente ga-
rsu'j-a, pela mais ti-l e mais sena observancia
da le e Kstionig 10 da jusiiga.
A mesma foiba, era 13 Je Siembro, refe-
r/ndo-se a om projecto de le, qae iranscreve,
apre8enlado ao Congre3so do Amazonas, sobre
navegagao transatlntica, disse a seguate :
Ao qae dos coaeta, por iniciativa do ope
roso governadjr do Para, Sr. Dr. Lauro Sodr,
aceita cora satiafagio p lo governador do Ama
zooaj, Sr. Dr. Eloarlo Goocaites Rbeiro, in
caraaavtl 00 desenvolvtmeuto da opulencia ama-
z mese, os doas governas eatrorao em accordo,
de modo qae o servigo de n&vegago traosatUa-
tica aprovette o mais possivel aos intsresses do
doas Estados da Amazoma.
;$ E' locootettavel a vaatagen qae resoltar
ue semelban'.e servigo, assim camoinado, aa
progrsdiraemo desta vasia rejio, que .- crece
de paz e gavernos moralisaios para, em pon os
anoos, sorp-eoder o mundo culto com os pro-
gresa 3 de saa civilisacao, de suas industrias e
aries.
Sob o ti'.olo Descarrilbamento escre-
7e 1 a citada tolba de 5 :
Cbegam-nos pormeno-es sobre o desastre
auocedidaoa Estrada do Ferro de B-aganga, ja
noticiado por ods em e.itga > de bontem.
< facte dea-se as 5 Doras e 20 minutos da
manba, aa ebegar o trem na rstagko do Apeb.
em regresso do Castaobal, sendo m t.vado por
acbar se a aguiba do desvio meia carga e
abandonada peo signa'eiro.
Na oc;asiao do iccldint?, a locomotiva e am
carro de prlueira classe viraram sobre o vallada
qne margina o leito da estrada, acootecendo aba-
ter o toldo do carro, de modo a offander alganc
passageiros.
Ftcaram ferides, sem gravdae, os Srs.
Joaquim Salto, 1. A. Semblaao, Antoaio Pinto
Xavier e D). Fraocrlma PtoDeiro de Saaza Baa-
ios e ama ti.na, Libaaia Bastos Sampaio, Marta
LnzaNuoes, Cosma Nunea, Marcelhna M. da
Piiva, Joanoa Nnnes, Francisca Nuaes e ama
creaoga.
Apesar dosesforgas do macbinista da loco-
motiva qne sabio inclume do desastre, nao foi
possivel retel-a. leodo porm esse prolssiona
empregado todos oa meios aosslveis para evitar
urna exploao na macaina motora.
Dspois do accldeote apaaraaeu o agnlheiro,
Francisco Gomes de Aodrade, sendo lmmediata-
mente prvso.
A polica deteva o machinista e foguista da
trem, aflm de serem apresentados ao Dr. ebefe
de segoraoga.
Por iniciativa do Sr. Dr. director da Estra-
da de Ferro fo-sm prestados todos os soccorros
possiveis as pessoas que soffreram com o det-
carrdlaaeoto. >
Sob a epigrapbe-Nanfragio-, escrevea a
7 a dita folba :
O vapor inglez U-snla, sabido deate par-
to em a noite de 3 do correte, abalroou com o
barco denominado Bom Jess,, qae vinba de
Obaves, carregado de Dois e consignado a
um Sr..Rezende de tal, nesta cidade.
Dea-ee o fseto a t bora e 49 miontos da
noiie, em f-ente do Cnapa Virado e molivoa-a
nao trazer o referido barco luz algama e igno-
rar o piloto o regaiameoto das Inzes na navega-
gao.
O "rula. navega va com lodos os pbarat.
O barco velo abalroar a meio do vapor
abriodo agna iramedtatameole.
Vendo o commaodaote e o pratico do r-
sula qae o barco aSa demorara a afundar-ee,
ordenaram tripalagao deste qoe passasse para
o vapore, emqoan-.ra o faziam, desapparecia com-
pletamtrato a referida embarcagao.
Segu odo o .-sala a aaa viagem at Sali-
nas abt pa?8ou para o byate dos praticos os
naofragos, m oamero de 4 e de nomes Aleiw
Jo; Rodrigues, Antonio Simio Dantas, Caetaaa
Neves da S.lva e Honorio Antonio de Miranda-
de onde embarcara) na barca Frnen. qne se
deniinava a esta capi al e qoe den ectrada Inn-
lem em racs-o por o.
O commsudaote do rsula, officion capi-
tana do pt rio, aos seos agentes Srs. A- F. de
Odvelra eComp., e ac ebefe da praticagem,
narr.-nio o faci e prosegaio a saa viagem para
New-York.
No mez de Ago9to findo, a Alfandega ar-
recaoor a renda de J.036:Oii27i, contra a da
1.149:3154515 em igas* mez ao anno passado,
do qoe resalta urna differeoga de 8S6:705?89,
a favor deste anno.
A ii-tendjocia municipal de Belra aneca-
doo, 00 mesmo pno 'o, a renda de 253:37605i
cootra a de <45:o382tl.
.loove, nortaoto, ama difle.reng de.........
!07:8J78i0 a favor da arrecadago deste anuo,
A Receaedorta do Estado. oes3e mez, ar*
recadou a quaotia de 6j7:66J06, assim de-
cripta :
Caixa eHectiva :
Runda arreradada 621:281#78(i
EstampilDas it:7lUftX3G
Caisas ( e deposiioa :
Bolsa
Fuido escolar
Fbros do P.nbeiro
Pa*a 03 onselbos manicipaes
De Belm
Do interio-
Somraa
633:991435*3
5:1284096
1754000
IMSN
"1:3174646
24:039405S
34.3194264
~68:3554319
697:6614306

Comparada es-a renda com a arrecadada era
Agosto do a cao passado, que foi de...........
690:6604287, verifica-se era certas verbas da
recei'a naa augmento de 15:i5i2ii e em oasra
uma diUereag. p?-a menn de 8:438/107.
11 arail o.
Datss at 16 de SeteraD-o.
Nada eoconiramos as folba3 recebidas, Cl-
pHZ de despertar iaie-sae 'ora do Estado.
Piaub*-
3O1U8 al 7 de Seiemoro :
Fo--i publ c-^do o eecalote projecto da Coaua-s-
nhia Fmvial Plauhynse :
Os ciia'aos abano assignados, commerciaa-
tes e prcprietirios reside: tes nesta capital, pro-
poem-se levantar ama associaga? so nyma coas
o capital de 200.0004COO, dividido em 2:0(W
aegaes, de cem mil rs cada oa, para o fim de
f..zer a naaegagao do no Pamabyaa e seas
afll leales.
A companhia ter saa sedo nesta ciladee
iniciar euas oprrjgSes do mais breve praa
possivel, com um oa dons barcos a vapor.
Nao se fez esperar c publico, pois qne estav
designado odia 9 uara a reonio dos subscripto-
res de acgSes, abm de declarar-se incorporada &
companhia.
Faeceram : o capi'.So Antonio Joaqaim Di-
aiz, redactor do Deoioc-aia* de Toereztoa ; e O
negocame Aotono Francisco da Fonseca.
Cear
Datas at 18 de Setembro :
Encerraram se i 15 os trabaibos da Aasembttt
Legislativa do Estado 00 correte anno.
A' esse respeito, escreveu A Repblica de 17:
No d'a 15 do correte encerraram-se es tri-
balhos da 3 sessao do corpa legislativo desta
Estado.
Qiem qcizer saber a somtn de ben;Scio
prestados pelos nosso 1 legisladores, no decurso
da sessao qoe termioon basta coasaltar as di-
versas resolages adoptadas e sob-e ellas esta-
tar nm exame detidoe 18601o de pirclaltdada.
E' justo recoohecer correcgo com qus sa
bouve a assembla legislativa, oa coafecgo das
eis e as decisOss profe-idas em assamp'.os de
nteresses privados, submetndos ao sea esclare-
cido c-itero.
Us Q08S0S Ilustres representantes, alada
nma vez, deram inequvocas provas de patnotis
mo e saber, cor.-espmdendo tambem i alta coa
lia iga que loe depositaram nossos concldadaoa
coaferiodo-lbes o mandato honroso, que lem ea-
Mdo -reiar condlgoameoie.
< Eatre as diversas leis voladas na sessao da
correte anoo. qae reaultam em beneficio pu-
blico, sobresabem a qae pr-stoa um auxilio de
10 cobras de res, para os reparos de que necea-
sita o seminario episcopal e a qae autoras a *
coostru-gao de um tneatro nesta capitrl.
A lei orgamentaria, que tem de vigorar aa
futuro exntelo de 1895 satisfaz todas as neses-
sida les publicas, sem, todava, onerar, com po-
sadas cont-ibJiges, as differeates classes e ia-
dusirias do Estado.
Assin, pois, com a malor satsfagao, dirigi-
mos aos illostres depatados, nossos applaasaa,
secundados do reconbecimento do povo, pelaa
sabias lelibercgO s qae adoplaram. *
En 13, a mesma folba, sobre a eleicao da
1* vice presidente do Estado escreveo :
A nossa patritica Assembla, nspirando-aa
em sl08 principios de democracia, Ba sessao da
hoje, elegea para o alto cargo de Io vlce-pra*








a
1
i


BBMaHmwvM
W"

V
Diaria de Pernambuco Domingo 93 tic $etemlro de 189-1
en'e do Estado ao nosso excedente e preciosio
amigo Sr. coronel Gaiherm C oltimamsnt* flew cepna-io sudoai. que a*
occs'iS'J p estoa o cora-romusj da le".
Aa virtn: cvico 8 accenlrdo oat'i tismo
do difino fidida). o a or que aemr-'B iem rs>
sagrado com abo >gigio 4 cau^a pobilca ao o-
titolos honesto; qu^ tizeram do carone! 6"Hit
me Rofca o alvo da es:olna da Assembla L?g s
Utiva.
< Por esta Mis aconterimento asmas parib-n'
ao Estado, Aiseaftia e a0 "lastre a;nig qu-
moito se honrar rom a homeoag-m a seu- me
recim'Oto8.
Minan o rasjor Mignri Francisco do M>n
te, pioprie'ano rural e criador do nraoicipio d-
Bobrai.
SCIESCIAS
que esta Assembla deve autorisar o pre-
sidente da provincia a contratar e pro-
longamento do ramal de >azareth at S.
Vicenta, fcando neeta parte deferida
peticio da empreza da linha
Limoeiro. e indeferida na parte que pedo,
saja o contracto cora ella celebrado ; por
qanto, s no caso de ignaldade de con-
d:ges, tem essa empreza direita de ser
pref rida no prolongamento da linha
princinal e seus ramaes, segundJ declara
o artigo n. 30 do contracto de 24 de Ou-
tubro de 1885.
(Contina)
Pemambue
Parecer da commissao, nomeada em
3 DE MARCO DE l88l PARA O ESTUDO
DA VIACO DA PROVINCIA, REMETTI-
DO PELA PRESIDENCIA A SECRETA-
RIA DA AGRICULTURA, COMMERCIO E
OBRAS PUBLICA, EM 13 DE ABRIL
DE I8S2.
Pareter cm separado do Sr. engenheiro
Lniz Jos da Silva.
(Continua cdo)
V
N'estas condieoes vantajosas, de
crer que tenha reccita liquida a empreza
da estrada da ferro do Limoeiro, que tara-
bem conta com os productos das comarcas
do mesmu nome, a de Boni Ja dim, e sa-
nlio loo, pelo menos em um futuro mais
ou menos prximo, nao so dispensara todo
o pagamento dos i uros garantidos pelo
Governo Provincial, como que se verifi-
que a hypothese doart. 3do contracto de
24de Outubrodal878,isto 6.que exceden-
do a receita da estrada a 12 0[o no anno,
possa o Governo exigir a roducco das
respectivas tarifa. Esta reducco de ta-
rifas importa um beneficio geral p-ra
toda a zona servida pela mesma estrada,
e particularmcn:e para a zona algodoeira,
cuia cultura nao pode florescer emquanto
os "transportes a'jsorverem a nulho.-, se-
nSo a tota.iiade dos lucros do produ-
ctor.
Autorisar, pois, a construccac de vas
frreas locaes, que e.n vez* de aumentar
tirem elementos de vida aquella, offen-
der a serios interesses do Governo Pro-
vincial edesta parte da provincia, j pro-
longando os comprom;.8sos do Governo
para com a empreza, e j retardando e
obstando a reduego das tarifas.
(i E' um erri snppor que o principio
da concurrencia possa ter applieaco a
industria da vi agio frrea.
f Servindo urna via-ferrea de longo
curso a zonas do produccao limitada, 1
demandando o einprego do avultado ca
pital, Gue orea por centenas e por milha*
res de cantos, claro qne urna tal estra-
da difficilmeate poder proporcionar tran-
sporte barato, desde que soffra a concur-
rencia de outras, ou desda que as estrs-
da locaes, em vez de converg:r, diver-
girem da linha principal.
t A prat:ca dos paizes da Europa con-
firma este acert ; pois examinando se a
Ba rede de caminaos da f rro, ver-se-ha,
que consiete em grandjs linhas, que se
dirigsm aos porto de embarque ou aos
priacipaes pontos das fronteiras, indo
entroncar-se nellas, como outros tantos
affluentei, as linhas secundarias e de me-
ro interesse local.
< O raesmo plano tem sido observado
?aadmirayel viaca} frrea da p-ovinc-a
de S. Paulo. Ah desenvolvere urna
longa linha principal, cojo p>nto objecti-
?o final o rio Paranahyb.i; nesta
nha prendera-se 5 ramaes, onde j se
entroHcam outros.
< O projecto n," 13) parte pois de un
falso pre3upposto, a as consequencias
dasae erro sero perniciosas tanto a es-
trada de ferro do Limoeiro corno qua
sa intenta construir. A via-ferrea Reci-
fe-Itanib, com o seu rainal de Goyanna
3. Vicenta, ter de percurao 14" kil-
metro!, (IttU segundo o projecto) e ser
por conseguinte mais extensa do que a
linha ingleza do Itecife Palmares, que
apenas mede 124 kilmetro- ; calculando
em 3)0 contos o custo de cada kilmetro.
/"50 contos segundo o projecto) v < orear as
despezas com a constraeco de toda a es-
trada em 6,390 cantos, que devem pr--
duzir a renda liquida de 417 contos, cor
respondente ao juro anuuai de 7 OrO.
c E' mu'to probleraatic, qua O trafago
dessa estrada proporcione a empreza urna
rcaeita bruta suficiente para cobrir as
daspeaas e daixar o liquido de 417 con-
tos, tendo e^sa empreza de exp[oral*a
em condicoas que lhe sao pouco favora-
veis.
Com effeito, basta examinar a carta
topographica do norte da provincia, para
verificar-se que a linha frrea em ques*
to atravessar urna estreita zona de ter
ra, de um lado limitada pelo mar e de
outro pela linha do Hecife Nasareth,
disputando-lhe estas duas vias os pro-
ductos a transportar ao mercado deta
capital. Alm d'isso, a regia", eompre-
hendida entre o Kecife e Goyanna se
conpoe, na proxiraidade da costa, de
terrenos ariscos e relativamente esteris ;
e levar por ahi urna linha terrea repe-
tir, era maior escala, o erro da linha in-
gleza do rio de S. Francisco, no trecho
desU capital at a cidade do Cabo.
Suppostos estas inconvenientes tudo
induz a crer, que a provincia ter de fa-
zer efFactiro o pagamento dos juros que
garantir a empreza. Por ora o norte da
provincia nao podo manter, em condicSes
prosperas, as daas vias-ferreas de longo
curso ; ambas se enfraquecerao pela con-
currencia ; e o Gsverno Provincial ter
de *ustentalas, impondo assim ao The-
sonro o pesado onus do pagamento de
algamas centenas de contos por anno.
-o Cumpre finalmente accrescentar que
o arrematante de tal estrada nao conse-
guir; levantar no estrangeiro o capital
peaosaario para sua construccao ; e d'isso
tamo ama prova na mesma empreza da
liana do Limoairo, que apezr At ser de
-rande futuro, como todos reconhecem,
cao pode levantar capitaes, bbbo depois
qne o Estado prestou sua fiauca.
c Ora, tendo o Governo Geral compro-
missos para com a empreza da linha do
Limoeiro, recusar-se-ha nstaralmente a
proraerer a eonstrucclo de ama linha
rizi-Aa parallol"* queh- qua por-
taato i(brir4 urna concarrencia prejadi
cial a ambas.
* Em concluso pensa a comra'ssao, \ Pretende o Ilustrado juiz a qnn que os loaa-
rpa de delicado e sebdeleijado dq polica, sup-
primidas pola li da Quastnra, nao tenliara boje
e .D'ahi o querer que os actos dpsses funecio-
narios, citn quera S i. collaborou muio t^'mpo
frrea doL''eP'A da lei na Questura, sejam hoja urna es>
pecie de nc-indio que destrua ou devor: uina
qii"ixa ou denuncia que com ulles se ponha em
contacto !
Nao ti'rn razio o juiz a qw>.
A fi da Questura, qui t te i i de N sembr
de t8'Jl e em cuja coufeccfio S S. eotiaboroO
como I. Secretario da Cmara dos D'pjtado*,
diz no art. 27, sob a fubiica-Dsposis;Js lie
rae3 -:
O povernador dar as recessarias instruc-
oSes, 111 forma do 2." do art. da C011-
stiluio, para a primetri execucvt na presente
lei, a tica autornado a ^'Ulamoiilal-a, suiai.'l-
tendo, porem, o regnhlBaenlO que expedir 1
approvajo do poder legislativo para ter esecu-
yo.
Ora, do? precisos termos de dispoMco cita la
net v, t\u<; 1 irimsir t e.tec igj da lei invocada,
depeade das inatraectas e regalameato qae ti
carao a caru'o do i iveroi lor: e nao ten lo osi
ajada espedido la s Instruccoes e regalaiuento,
seeue-se que nao se acba alterado o estado Sn-
terior.
jHBlSPBBBiMfl
lint respeito lei
Tendo o Dr. 3." promotor publico do Recife
dado queixa perante o juiz do ". districto mu-
nicipal, contra Joaquina Jos do Vale, pelo cn-
ine previsto no art. 26S do Co t. Penal, iii-tnno
1 sua queixa, entre outros documentos, COQI um
aiteslado da miserabilidade da offendda, pa-
sado pelo Dr. Delegado do 2. dislriclo. itjoh
a quein foi prsenle ;: que 111 nio a acCMtcu
por considerar ille^al o atiesta lo cima referi-
do ;desse despacito o Dr. Ii. promotor publico
iuterpoz recurso para o Dr. juiz de direilo do
8.* districto criminal.
Dunos abaixo a ntegra do despacho recor-
r lo e as razes do recuro.
Nao posso aceeiUr presente qoeiza por
faliar-lbe base jurdica.
i> Sr. Dr. promotor baseou o seu procedi] n
to official cmquatro ilo^umenlos, tr*s dos quaes
nao tem valor alguna.
Keliro-nie ao auto de perguntas feitas offen-
dda e aos altSlados de sua idade e de iniseta-
bilidade.
Os dous primeiros n:o sao parte integrante
da queixa, podiam ter sido dispensados pelo or
gao da Justina Publica.
Quanto ao nitimo, porm, o altestado de mi
serabilidade, ein tace do art. 271 do Cod. Penal,
e impresciiidivel, sein elle nao poderia agir a
Promotona Publica.
Ora, ese altestado 6 jurdicamente aullo.
Finuao o Sr. Dr. Jso Pachecj de Queiroga
que se intitula ddegtlj do i. disinti.
Nao posso nein de.o reconliecer semclliante
autondade.
A Le da Questura Policial, em substitu cao
da antiga Ctasfatura da Polica, creou, para au-
xiliar o servicu do Questor, aos sub-qu'-stores,
que nao sao absolutamente os amigos sundele-
gados e inuito meu >s os exliuctos delega.los.
Essa le esi em vigor e nenliuiua outra co-
gita da entidade a que me redro.
V:ssas con lices, actualmente toda essa mul-
l lao de delegados e subdelegados, sera exis-
tencia na le, tirma-se! apenas no capricho de
manter uina sliuacao Ilegal e cri.ninosa, para a
qual nao concorrerei,
O Sr. Dr. Promotor requelra, pois, o que jul-
gar necessaro ein beneficio da Jostica, que me
encontrar serapre disposio a conceder-lh'o ten-
do por norma a Le e o Direito.
P050 da Panella, em 12 Je Setembro de 189i.
-.lr//iur HenrvjUt de Aibaueriiie Mello.
Para o Dr. Juiz de Direito do 5. Districto
Criminal recorre o l. Promotor Publico, do des-
pacho pelo qual o Dr. Juiz do 7 Districto muni-
cipal nao acceitou a queixa de lis. 3, dada pelo
recorrec.te contra Joaquun Jos do Vate, pelo
crune previsto n: art. 268 do Cod. Penal.
Nao preciso ssforco de raciocinio, para ver-
se a procedencia do recurso interposto.
Funda-se o despacito recorrido para nao ac-
ceitar a queixa em supposta nullilade ou ille-
ealidada do documento relativo a mserabili-
da le da offendida.
Mas, em lace da lei e dos principios que re-
gem a materia, nao procede tal futid >m :nto :
i. porque, a illcgalraade dos documentos in-
slrucltvus da queixa o-i denuncia, nao pode ter
por consequeucia a rcjeig&o desia ; 2." no ^ao
illegdes os docurneulos com que se aclu ella
i;.lroida.
A. queixa ou denuncia que contiver os requi-
sitos do art. 79 do Coi. do l'roc. Criminal,
aehando-se 11 raala por pessoa competente >o
promotor publico ou o ofendido) nao pode ser
rejeitada por dizer-se que sao Nigaos ou nudos
os documentos que a acompanham.
Os casos em que a denuncia ou queixa nao
devem ser receDidas vmu especificados no art.
75 do inesmo Jod. do Krocesso ; fura desses
casos, toda a queixa ou denuncia qa*>ntenlia
os requisitos legaes, sendo firmada por pessoa
competente para dala, nao pode deixar de ser
accei'a.
O juiz a qnn, desvian tose da lei, para rejei-
lar a Qtteixi que d o reeorrenle, por suppor
iiisulcienle o altestado da miserabilidade da
offendida. exige qu a prova se laca antes de
instaurado o summario.
Sun ; a consequencia jurdica a tirar da sup-
D9BU llegaldade do attesiado relativo a osas
nonio, seria a falta de prova do facto all allir-
mado ; mas, ess 1 prova, que lei nenhuraa exige
safa feila ames da queixa, pode ser prouzdu
posteriormente a ella e. sem qaebra do que h.i
de elementar em processo. nao podia ser exi-
gida antes da pelio inicial.
e era exacto que a quixaou denuncia, nos
casos em que a lei a per.ni te, urna res reves-
tida dos requisitos legaes, oo polia ser rejei-
tada m Immm por falla de prova dos factos n"eda
expoiitos, cora maioria ue raiat sel-o-ha hoje
quando a le acabou expressamente con o m-
querito policial.
Como, pois, rejeitar o honrado juiz a q>: \
queixa de fls. 3,,dada por pessoa legalrueiite
competente, coniendo todos os requisitos legaes,
ero caso em qu> cabe o recrreme offlciar, por
dizer que Ilegal o altestado da miserabilidade
da offendua, o oue importa dizer, por falta de
prova de um facto que podera ser demonstra lo
no curso do summario ? I
Onde a le, ou principio que mande fazer a
prova antes da peticao inicial ? !
nao ha, n> m nunca houv;
i da Questura foi publica-
D'oode claro que os raneciooarios poeiaes
que existiara anteriorm n'e 4 lei da Questura, oaVdecoasTderacao e amigos do illusire
continuara a exercer as anas tanccOes, at que
teniia execoclo a lei quj os suprimi.
Store esse ponto
iuas opinies .V
da em t5 de Novembro de 1891 ; muito lempo
ili'li iis forara eleitos os juizns de districto, os
quaes collabirarto sompre cora a policia, qne
smente agora cois derui 11 legal
Sabemos que a imprens partidaria, por poli-
ticageill, le 11 levantado ltimamenteeJSa magna
questj, como olemenlo de opposicao ao (inver-
n, oo obs ante eise inesmo Ooverno ora mal-
sinado, j ler sido elevado altura de um ba-
luarte dos dimitas do povo, serviedo-se dos
mesmos auxiliaras ora considerados iilegaes.
Ser q 1 o dospaciio recorrido se tenlia que-
rido inspirar nessa funle ?
Nao o acreditamos. O honrado juiz a qu 1
tem criterio bastante Dar ver que o proced-
ment do magistr.u'.o, que OU dere Ser a lei
c:n uceo, nao pode ser paulado pelos desvarios
de grupo- ou partidjs polticos.
Accresce anda que aos juiz;s da segunda ins
tancia (Juiz de Direito ou Tribunal), s > pre-
sentes diariamente processos em que figurara
os funccion-nios, cuja existencia o juiz ayas
ora desconhece ; e aiada jdiz algum decidi
por tal fundamento.
Quando m sin 1 a M da Questura nao estabe-
lecesse expressamente que a sua execuc&o de-
penda de instrucees e regulameuto, deveudo
este ser subiiieltido a approva,,'o do poder le-
gislativo, isso se devia subenteider; pois 6
irtocipio corrate e geral monte tonliecido que
as leis para a sua ex cuco dependen* de acto do
poder execulivo, isto de instruccoes e regu-
lameut.
Do exposto temos liquidado os segumtes pon-
tos d'onde decorre a procedencia do recurso :
1 a niieixa de que se trata esta firmada or
. a queixa de que
pes-oacompetente para dal-ae conten todos os
requisitos que a le estabelece ; 2o que a mise-
rabilidade da offen lida, qnestao de facto, pode
e deve rer liquidada na tormagal da culpa e
nao lia lei que laga a acceitaco da queixa de-
pendente de prova previa da miserabilidade da
offendida ; 3" que, quando assun nao fosse, o ai-
teslado e demais documentos eslo firmados por
funccioiiarios que iem existencia legal, como se
provn com a Hropria let invocada no despacho
recorrido.
E:n taes termos, o recrreme espera e confia
que o jai/, a qito. attendenio para essas ponde-
races que sao feitas em nome e nos termos da
lei, reformara sen despacho ; mas se assiin nao
su 'ceder o integro e iHustfdO Uiz ad quein,
suppnid') com suas nes as lacuuas deste ira-
baino, dar provnneuto ao recurso para desag-
gravu da
JSTICA-
Recife, era 22 de Setembro de I89V
O 3" pomotor cublico,
Manuel dos Sanios Moreira.
CHttONOLOGIA
SrSQBamIUIU964U
COLLECCIO.NADAS POR
elchisedeeh de Albuquerquc
Lima
da Fernando de Noronlia ficasse pertencendo
capitana de Pemambuco.
1SSS Toma posse a nova junta do gover-
no provisorio.
(Vid. Eph. de 23 de Setembro).
iH 1 Fallece o capito J0S0 do RegO Dal-
las um dos pritneiros marivrss neroambucanos
de 1817.
Sendo official do regiment de Salazar Mosco-
so foi acensado di conspirar para a liberdode de
Pernamoi.co pelo que foi preso na manh de 6
de Marco e imraediatamente sollo pela revolu-
gao triumpliante.
Aniquilada a repblica foi remettidO para os
carnerea da llahiaonde esteve qualro annos.
"EVSTA [)\\i[\
Govc?natlor ili TaraNo paqu ita D l-
cional .ira/.l vindo do norte, tassou Itonti m
para 1 -ul, o Sr. Ifr. Lauro Sodre. ilustre e
digno governador do Estado do Para, onde rn-
barcou lodo c irrente me/., acompanhando
su 1 extremosa esposa, gravera mis doent t.
s. Kxc. nao poude desembarcar em conse-
qu 111:1.1 do estado de sua Ilustre consorte.
Fui visitado bordo pelo Exm. Sr. Dr. flo-
vernador do Estado epdos Srs. Dr. Questor
Policial, Dr. inspector da Alfaodega, corara ra-
il iiie do corpo de polica, B nutras multas a sa-
via
jante.
Esperan lo-;c que S Exc. desarp.bircarn, foi
postada no arsenal i: Harinha urna guarda de
honra, do c rp > d 1 oolcul a qu 1, dop >is de co-
nbeei la 1 JeliberacSo do Sr. Dr. Lauro S 1 Ir,
retrou-se para o respectivo qnartel.
Itaspetlidas-Partiudo hont-m par Bue-
os*Ayres, mandaram-nos um caria 1 de despe-
d la os Srs. Jos Calvara, a sua esposa, a dis-
t neta cantora Luiza Fons da Calvara
OratOS a gentileza, les jamos-lile feliz via-
gem.
Esei>Ia "V.>pin.\l Em virtude do infausto
pis-aiiiMito do Dr. Mmoei Barbosa de araujo
qu 1 nessa escola exercis o cargo do professor
da eadelra, resol veu a Congregaco dos Pro-
fessores, bontem reunida esiraordinariamente
encerrar os irabalios nwse a no 7." dia, a sira
cii comparecer ao entrrame ito, depositan lo
ama cap Ma no tmulo do ana 1 >.
fUsolveu iiiinli'-in a congregagao mandar ce-
lebrar raissa 00 7." dia. tomar lucto por oito
lias fangar na respectiva acta um voto de
pesar por ti'io gensivel parda.
Circ Gardncr Pera continuado a 1ra-
balliar esse circo, no respectivo pavilhao da
praca da R publica, sempra attrabindo grande
concurrencia, e mnreeenda applausos os iraba-
lb 1- execUUdos pelos seus artistas.
Hjje dar elle dous espectculos, urna lar
de, e nutro noute, sendo em ambas exhibidos
tiovos traballios.
Ilutriz de Santo Antnni -Commeca
boje nessa igr-ja o septenario da Nossa Senliora
das Dores, celebrando-se a respectiva fasta no
prximo domingo, 30 do crtente.
Sacieilade Unio Kcimomicia Be
iicfleeiite de realisilio.e. em cominemoraco ao i anni-
versano de sua lostaltacaO e innuguraco da
sua ;bibliotlieca, urna sessao magna que lera
lugar ai 7 horas da noite e na qual se effecua
ra a entrega le um retrato olT-r cido ao socio
benemrito E-levo Laurindo.
A fesla sera feila com teda a pompa possi
vel.
Ir.nandade de \ss:i Senliorada
JBBSMMBMJO
Dia S3
tG*8-N-sta data faz Fernandes Vieira
urna prodamago em resposta ao perdi offe-
rec do pelo supremo concelho, dizendo que os
pernarabucanes nao oacceilavain nem delle pre-
cisivain, pois tinhara Deus por sua causa, que
assira bem mostravam as suas victorias.
(Vid. Eph. de o de Setembro,
ISS -Ein Olnda 6 eleita a insta do gover-
no provisorio do seguinte modo : presidente,
Alfonso de Albuquerqu: Maraohio ; secretario,
Jos Marianno de Alboquerque Cavalcanta;
raembro*, Francisco de Paula Gomes dos San-
tos, Francisco de faula Cavalcante de Albu-
querque, Francisco Paes Barretto e Manoel Ig
naci liezeira de Mello.
lH'i 1 -Reu idas a divisao de Goyanna, as
torcas la Parahyba e Garanimis, marchara os
revoluonanos para l'md lia de Flores, onde
se Ihes rene o capito Leandro Cezar com urna
companhia de soldados e utna pega de arti-
Ihana.
Era seu Itinerario diz Fre Caneca :
Foi neste lug*r que se organisou a divisio
de qualro balalhes corapost o 1 de todos os
corpos de l.* linha de Pernambuco e Parahyba.
1 7\ ^ < ___ .1. .,!, -..n^^-ia.-, tul pus ne i. mua ue reiiiuuiiiucu c raiauj
01 honrado ]u iz a, o no; do-pacho*>i: commandado pelo capito Jlo de Deus ; o 1
liM.nguindo entre os documentos otTerecidos, CO|U|)03[0 d(S ^u^, mlzvi3 e dfi artilha-
ria de rienrtques le Pernambuco, coramanJado
pelo major Mauoel Joaquim Parahyba; o 3.*
raosirou aue nao loe sao uesconheciJos o
principios que acabamos de expender, isto ,
raostrou recon'ie -er que a queixa uo tem como
condigao essencial o ser acompanhada de prova
ou dicumeiito.
Mas, cuando o art. 174 do Cod. Penal, cousi-
dera o altestado de miserabilidade da offendiua,
parle integrante da pelicao de queixa a offereCer
por parte da iustiga I
Onde e como est no art. 271 do Cod. Penal
a consequencia tirada pelo despacho recor-
rido? !
No citado art. 27i diz o legislador: Nestes
criines llavera lugar o procedimento ollicial da
Justiga smente nos segrales casos :
1.* Se a offendida for misera vel.
Dos termos da le transcripta se vftque o le-
gislador faz coodigao para o orBcio da justiga
em certos en raes, entre outras circunstancias,
arfe ser a offendida pesa >a misera vel. Ora,
desde que o orgo da justiga publica expanda o
facto criminoso, accrescentando qus a offendida
pessoa miseravel, queslo de facto que ser
liquidada na occasio opportuna para a prova,
segue-se que a queixa 6 offerecida conforme a
lei e nao po le ser repellida in batuta
O juis a quo confunde a miserabilidade ,la of-
feadida, (circumstancia de facto a que a le pe-
nal se refere) com o attestado ou prova da mi-
serabilidade.
A lei s adraitte que a jostiga publica func-
ciono em certos casos, quando a offendida seja
pesada miseravel, mais isso nao quer dizer que
Promotor Publico seja obrigado a fazer prova
previa dessa circunstancia de ficto e muito rae-
nos ae pode dizer que tal prova saja parte inte-
grante da queixa : para a acceitagao desta,
basta que se ache conforma a le;a prova, j4
o dissemos, ser feta era tempo opportuao.
J citamos as disposig5es do Cod. do procos-
so. que declarara as pessoas competentes para
dar queixa ou denuncia e bsm assm os casos
em que estas n5o podem ser admittidas; em ne-
nhum dessas casos se acha a queita de qua se
trata ; logo, o jai* 4 quo, sera injustiga, nao po-
dia rejeitai-a.
Has, quando mesmo o altestado de miserabi-
lidade fosse parte integrante da queixa, como
qner o juiz a quo, anda assm o despacho *-
* corrido aao podia subsistir, em taca da propria
\'-\ all invocada
das milicias do mato e soldados de guerrilbas
avulsos, commandado pelo capito Francisco
Antonio Pereira dos Santos ; o 4." de todas as
milicias da Parahyba, coraman lado pelo capito
Joao da Pranea Cmara ; o corpo de artilbaria
corapost de to las as pragas desta arma, com-
mandado pelo major Jos Mara Ildefonso ; o
co po de cavaliana composto de todos os oili-
ciaes, que nao fossem erapregalos nos batalhOes
e paisanos que o coramandante era chefe qui-
zisse admiltir, cora mandado pelo tenente-coro-
uel Jos da Costa Machado ; urna guarda avan-
gada, que era a guerrilha do capito Antonio
Carneiro Machado Ros. A guerrilha do capi-
to Vicent; Ferreira formou a guarda da pessoa
do Exni. coramandante em chefe,; o major Joa
qnim Jos Alies, major de litigada, o capito
Antonio do Monte, quartel-mestre general: o ca-
pito Lzaro de Souza Fontes, comraissario de
Iransporle. Ajudantes de ordens. os majores
Agojtinho Bez.-rra Cavalcante e Emiliano Fe-
hppe Benicio Munduruc, e tenente Jos Can-
dido ; e Jos de S Barretto, comraissario de
viT*ra8. Depois deste arranjo marchamos a 5
para o Limoeiro em distancia de tres leguas e
meia.
Esta divisSo teveo nome de Divis&o Consti-
tuciooal da Coufederago do E piador e era seu
coramandante, Jos Victoriano Delgado de Bor-
ba Cavalcante e Albuquerque.
Ola si
ffcl -?ublicac5o da sarta foral era que se
aafirrnava a doa^So da capitana de Peroambu-
so a Duina Coelho e se dava instrueges sobre
ata direcci.
f tt-M -O conde Mauricio da Nassau escreve
aos Estados Geraes pariicipando-lhes haver re-
ceido urna carta dos directores da Companhia
iiu Indias Occidenlaes ordeoando*lhes que re-
Saudc Essa ini.andade, erecta na Igrejadc
Puco da Panella, r-une-se boje para tratar d.
reforma dos respectivos estatutos, pelo que t
de esperar o couiparecimetito de todos os seu^
membrvs.
Prcinii de virtude A" Exra. Sra.
Eulalia Hermelinda Pereira Caldas foi adju-
dcalo pela Junta Administrativa do Hospiia,
Porluguez, o premio de virtu le instituid 1 pelu
finado couiinendador Antonio Jos Hagalbaes
Bastos.
Depois de ter ouvido a missa que pelo eterno
reponso do mesmo coraniendador ser celebra-
da no hospital, no da 26 do corrate, in 7 -|2
horas da raanli, a premiada seri entregue o
premio cora que I01 distinguida.
Hospital Partusuez -Enlrou de se-
mana ueste pi estabelecunento o raordomo
Sr. Jos Custodio Loureiro.
Companhia Recife Dralnas-e-Era
balde lera reclamado toda a imprensa contra o
pessimo servigo que ltimamente tem feito essa
empreza, quer em relago aos seus appirelhos,
quer quanto conduego do lixo das habita
goes.
Eda nao se move critica, e persiste em ma!
cumprir os seus encargos contrctuaes, requin
tando al s praticas abusivas os seus desvos
Entretanto, como se nio perde nada em insis-
tir as reclaraagOes, aqui damos mais a que
consta da seguinte carta :
Recife, 22 Je Setembro de 1894.Illras.
Srs. redactores do Diario ds l'ernainbuco.
* Cario de que Vs. Ss. costumam tomar na
devida considerago as reclaraagOes que se lhe
fazem, e de que tenho a satisfagan de dar les*
temunho, quando affectam aos interesses pbli-
cos, especialmente de nosso mal fadado Per-
nambuco, lomo a libardade de solicitar a va
lio^a mtervengo de Vs. Ss. para com os pode-
res competentes no intuito de ser a Companhia
Recife Draynage obrigada a tnelhor cumprir os
seus deveres.
J nao e bastante que as principces ras
da cidade este.jam CMiiinuamente cheias de
immundicia e lixo; que nao sejam irrigadas
conveniente nenie, dando lugar a lerriveis in
comraodos, etc., porque nesta trra o povo nao
tera direitos e sun smente o dever de suppor-
lar paciente o maltrato que se lhe inflige ;
mais preciso que a referida Corcpanhia Dray-
nage, que ora pretende augmento de annuida-
des, sera cumprir estrictamente as suas obriga-
g6es, coulribua directamente para a falla de
hygiene, que se nota no Recife, mxime na
quadra calmosa que atravessatnos.
E' assim que os apparelhos era geral,
Taita d'agua, e por sua ra qualidade, mo en
canaraeuto, etc ordinariamente estao obstrui-
dos.
E, depos de 3, 4 e 5 reclaraa;?3 Haldadas,
quando a companhia ma da verificar o motivo
de obstruego, que quasi sempre a falta de
necessarias diraensoes do encaoaraento, que
possa abranger 3 e qualro habitagoes, tira-se
u:nt grande coma para o proprietario, quando
a razo indica que estes s devera pagar con-
certos occasionados pelas faltas de seus inqui-
linos. o nada mais t
Salvo se o contrato da companhia leoni-
no, como mu tos outros.
Prestando grande servigo ao publico, pres-
taro Vs. Ss. inmenso obsequio ao amigo par-
ticular e criado obrigado/ose Montiiro Pes-
soa.
Aeco de Manutencao de Posise
Ricebemos, e agradecemos, um exemplar 1:11-
presso das rasOes de snstenta<,'ao de embarcos
ao accordara proferido na accao de manutengo
ds posse, entre partes tenente-coronel Soares
Brando e sua raulher, o tenente-coronel Car
neiro Leo e sua raulher.
Engeahelro MilletHontera cerca de
2 l|2 horas da tarde, no estremo oeste da esta-
go da ra da Aurora, da ferro-via de Olinda e
Beberibe, foi victima de um desastre que lhe
custou a vida o velho eagenheiro Henrique
Augusto Millet, francez de nascimento e brazi-
leiro adoptivo.
Acha va-se elle n'ura estabelecimento da ra
da Unio, e sahio d'elle para atravessar a ra
da Princeza Izabcl, urna locomotiva que, vol-
ven4k) em evolugo, devia engatar no trera d'a-
quella hora, apanhou-o e esmagou o, nudo elle
a fallecer cerca de meia hora depois.
O engenheiro Millet, que viera para Pernam-
buco com Vauthier, quando este, na admrats-
tragao do Conde da Boa-Vista, fora coatractado
para dirigir as Obras Publicas da prov.ncia, re-
sidm desde entao nesta trra onde fuadou fa-
milia.
Foi por rauitos annos engenheiro da Repar-
ticio de Obras Publicas, e ali, nesse cargo, ra-
velou talento e illustrago, dotas que no decur-
so de cincoenta annos, que aqui viveu, cada vez
ttuzi9s a 18 corapaahias as .'arcas hollandeasI contirmou mais, creando assim ura neme hon-
ft licancassa o maior numero pbssirel de offl-
aaMB.
%neixava-s tambera da tngratdao da Com*
pauhia para com a soa pessoa e tracou larga*
atante as condigOes em que se achava a capi-
tana.
1 TOOCarta regia determinando qus a iltia
roso.
Quando deixou aquella Repartlgo dedicou-se
a vida industrial, e teve urna propriedade agr-
cola n'uma comarca prxima da capital ; e mais
tarde volveu a sua protlssao, j derigindo em-
prezas, ja oceupando cargos pblicos, como os I
' de aiudante do engenheiro flseal da ferro-via S.
Pranse e o de engenheiro fiscal da Compan-
nha Ferro Carril.
Foi d :sde longos annos,. um collaborador ac-
tivo da iraprensa jornalislica do Recife, e ne'le
Diario, cujas columnas sempre lhe fi,r..m
franqueadas, publicou inuinens artigos sobre
variadas assumptos, que elle explanou sempre
cora talento e criterio.
O cabedal que assim deixou accumulado
notare!, e elle cumpre acrescmlai- varios
opsculos de merecimemo inconteslavel, espe-
cialmente sobre quesioes eonomico-sociaes,
sobre os quaes tinha o engenheiro Millet estu-
dos especiaes e verdadeira vocagao.
Iva socio de rauitos tiluos scienlificos, Ilite-
rarios e industriaes, e urna das ttguras tnais sa-
lientes da Sodedade Auxiliadora da Agricultu-
ra de Pernambuco.
Filiado em poltica ao antigo pa-t do conser-
vador tinha entretanto ideas avangadas, e por
iaao fji -empre da vanguarda dessa parlfco.
Mais de ama vea foi membro das amigas ja-
maras Munlcipaes e representou a provinsia na
Assembla local e o Estado no Gougresso Cjiis-
lituinte.
Era um horaem emprehendodor, activo e de-
ligente, e para a sua ida le, era maior de 70
anuos, anda dava p ovas incontroversas de
energa pbysica, moral a intaUcctnal que de-
nolavam brea de vontade tanto mais notavel
qumtj desde algn5 annos viva perseguido
por ura rheuinatismo impertinente,
sua mjrte desastrosa cansn profundo pesar
qua'dos o conliccerain e. Ine apreciaram os
mritos. ()
Sobre o sen tnmulo d isfoibamos urna siuda-
de, e a sua familia apreseoiamos nossos peza-
m is.
O en'?rrara;nto t;r lugar n.je as 4 ho-
ras da tard sanalo o fretro da Matriz da
: '-Vista, on l est d ipositado o corpo.
Nao ha convites espejees para esse acto;
nas a dispo-ico das pessoas que quizerem as-
sistll n havei- carros a noria il'aqnella igreja.
Ci>loni Sasjrta laafcel-Passou 11011-
tetn a a Iministraco la Colonia Santa lzb-l ao
Sr. cor ni -I Deodalo Pinto dos Santos, o It\ Jm
Prei Casaiaao d 1:0.
Polgamos de dizer que o Rvim. Fre Cassia-
rin, como s -ii antecessor, prestou relevantes
serrigos Colonia.
COMpaahia Apn-Iimia Tele.Tamma
h Bihia, datado d: hontera, e firmado pela
actriz I). Apiloua. diz qua ella embarcara no
vapor Cometa com a sua companhia dramtica,
que vem trabiihar n theairo Santa Isab -i
>ar. *Capi al Federal -Segum bon-
tem ou'-' essa capital, onde vii cursar a Escola
.'o.ytechnica, o joven Mario Augusto dos San-
tos Porto.
Relevos -Sob esse titu'o o Sr. Theotonio
^reire acaba de publicar na Typozraphia In-
lustrial, uhi livro de litteralur.i, de 9(i aginas,
im peqnenn 8'.
>ri > contft i-; i-it ire*>antes os varias assora-
i'.os do livro, que merece ser acolludo com
favor.
A 1 Sr. Freir agradceme o mimo que nos
fer te um exemrihn.
Uniao Typsrahhiea-Reune-se hoje
pelas l! horas do da, em ses-ao ordinaria, essa
sociedade, para tratar de assump'.os de su in-
ten-s3e.
Devem comparecer tolos os s icios e especia I-
,i -nte ns rlelogidos le officinas.
Capeila dis AfTetos -De hoje em ^~
inte licaiil suppriiiiidas as raiSSas que celebra-
viai-se nessa capilla as 8 e meia da manh por
falta de sacerdotes, o que liear restablecido
.ogo que for possivel fa el-0.
Concert-Realisou se no da 20 do cor-
rete o concert familiar que deram a Sig. Ma-
thilde Cerutti e seu digno esposo aiim de cora-
Demorar ao anniversari > do seu consorcio.
Comparecerara mudas familias le nessa lite
-ocia!, sendo que as discipulas da digna pro-
fessora Cerutti, a cargo de quera ficiu a orga-
ganisago do programma deram este bem
satisfatono desempenbo.
Foi ein suuiina uina bonita festa, e por isto
felicitamos a Sig Cerutti.
Insectos c flores -A maior pnrte das
llores sao visitadas pelos insectos, mis nen
indas se entregara ao primeiro que se apre-
Emquanio muitas deatas beldades abrem
lnguidamente as suas corollas, n-cebem como
boas raparigas* que sao, as visitas mulliolica-
dasdemaisde cera insectosdiifereites, dando
a tu lo e a lodos o Sen mel e o seu perfume ;
outras, pela disposigao das suas ptalas, saliera
reduzr o numero dos seus amorosos. Taes
sao a iris, a orchidea.as pariiloneaceas, que pre-
cisara da insectos de tromba bstante compnda
oar.i chegarem ao seu mel.
Algunas plantas leem as flores dispostas de
modo que s recebera a visita das borboletas
Cita-se urna orebidea da iiha de Madagascar
que s admitte ura nico individuo, o -tnacro-
silia.. Esta borboleta lem uina tromba de 2a
centmetros. E' a esta profundidad* que a
flor oceulta ojseu mel ; deste modo est ce -la
le nao se ver despojada por vulgares indivi-
duos de tromba curta.
Ble veleta uiarinha-Uma nova tenta-
liva de atravessar a agua em bicycleta acaba
de realisar-se desta vez com xito.
Um individuo chamado de Brown, inventor
de uina bicicleta nutica, transpiz o estrello
de Bnstol sobre a sua machina, sera accidente
algura. A oartida foi de Newport, o ponto de
lesebanme era Weston-super-Mare, ou urna
distancia de 25 milbas martimas, prximamen-
te 43 kilmetros.
Mais fe1 iz de qui Pinkert, o outro inventor
le bicvclela mannha que, querendo effectuar a
travessia da Mancha a 25 de Junho ultimo, do
cabo Gris Nes a Folkestoae foi delido pelo en-
jo, Brown, seguido de rauitos amigos viajan-
do em barcos fez o seu trajelo sera diulcul-
dade. A' chegada estava extenuado.
Operace*. cirursieasNo Hosplla1
Pedro II prali^arara-se as seguintes operages :
PeloDr. Malaquias :
Abligo de ganglios scropbulosos da regiao
hyodianna.
Pelo Dr. Vieira da Cunha :
Araputago da mama reclamada por epithe-
lioraa.
Pelo Dr. H. Bandeira
Abertura de abeesso phleugmonoso da re-
gio popltea.
Pelo Dr. Berardo.
Iridectomia preparatoria indicada por catna-
rata traumtica.
Tarsorhaphia com retalho ovalor e transplan-
tagoes dos bordos, indicada pir entropio.
Tarsorhapnia com retalho ovalar e transplau-
tages dos bordos, indicada por trychiases.
Tribunal do Jury do Reeife -Hon-
tera nao fuuccionou este tribunal a falta de ju-
rados.
Comparecerara 23 jurados.
Foram multados em 5* os jurados que deixa-
ram de comparecer.
A sessao ftcou adiada para amanha s horas
do costurae.
Voltaire coninaereianteNao o sa-
biam talvez? Pois nao ha duvidas a esse res-
peilo : Voltaire fazia os seus negociosinhos
apezar do seu sacerdocio das altas lettras.
Muito se tem dito j sobre o grande philoso-
pho ; mas o 9r. Hubart Vailaroux, no Correspon-
di, apresenta-o sob um aspecto bastante in-
esperado : raostra-o como industrial e negocian-
te, e o que mais, desanvolvendo no seu nego-
cio urna esperteza e habilidade sera iguaes.
Todos os pormenores dessa phase curiosa da
vida de Voltaire o absolutamente authenticos,
pois que o autor foi s fonles mesmo da verda-
de, Isto tirou-os da propria Correspondencia do
escriptor (1770-1776).
No seu seraliorio de Ferney, que o philosopho
teve a habilidade de sentar de quaesquer im-
posto por Luiz XV, o Patriarcha -Voltaire sus-
tenta va ura estadomais de 30 pessoas e de
doze cavallos a sustentar, elle proprio quem o
escreve ; -e como a sua immensa fortuna, aecu-
mulada ontr'ora com a mxima economa, em
nada lhe lizera estancar a sua avidez de ganho,
pensou era fazer faca s suas despezas com o
augmento das receitas.
Na in'o levemos a mal.
O oaixo prego da mao de obra nos seus do-
minios, consequencia da isencSo concedida pelo
rai, itispirou-lhe a ideia de montar utna indus-
tria lucrativa, e, incommodando-se pouco com
a ideia de patriotismo e de gratido, iosMIou
urna manufactura de raeias de seda para fazer
concorrencia industria de Lyon.
A empresa, porm, deu em vasa-ba'ris, e Vol-
taire tratou logo de explorar outra industria.
Aproveitando-se das parturbages sobrevindas
em Genebra, offereccu asylo a todos os habitan-
tes baoiios dessa cidade que tinhara a proflssSo
de operarios relojoeiros*, e fundou successiva-
inente quatro fabricas de relogios qu*, devino
protecgo do ministro Cboiseul, em breve se
tomaram multo prosperas.
E' preciso ler os admiraveis fragmentos das
cartas que o autor ordenou engenhosamente li-
gando-os entre si para ter urna ideia das facul-
dades excepcionaes mercautis do illustre escri-
ptor. Voltaire manifesta-se nos ah como ura
negociante rie primeira ordetn; eximio em ga-
llar a sua mercadoria, niueuem fabrica mais na-
rato e nvlhor os productos da relojoaria; as
suas chrases de chamariz nao tem menos pompa
do que os reclames de agora. E qua varieda le
de recursos, e que desplante al para assegurar
a collocago dos seus productos.
Ora se dirige a iodos os membros diplomti-
co- para que ellea lhe arraai ira urna boa clien-
tela nos seus respectivos paizes ; ora faz do mi-
nistro francez 'dos negocios estrangeiros seu
comraissario geral; e da tao bora resultado que
o iliuslre philosopho consoga al que a grande
Calharina da Russi a fagaera seu proveito o oficio
de intermediaria ou collocadora dos productos
da industria vollareana.
O verdadeiro po ler de um soberano coofes-
sava elle com um descoco ingenuo, consiste era
favorecer a collocacao dos productos da manu-
factura de Ferney.
E esta !
Carlos tena -Era Caracas (Venezuela)
m ht.-u ha das um descendente directo de Na-
poleao I.
Era elle o cande Carlos L?on, fruclo d s um
des amores mais serios do grande imp irador.
O conde Carlos ora BympaUlico, modesto e de
carcter aventureiro:
Ha p tuco tinha obti lo na America do Sul di-
versas concessOas para construego de linhas
frreas.
A historia do fecho -Qneni no tem
que fazer .
Um sabio physiologista russo entregou-se a
uns estodos minuciosos acerca .. imaginara os
senhores de qu .'
Acerca do vo das moscas domesticas,
d'esses impertinentes demonicos que nos ..ips-
feileam as paredes, as toalhas odos, fonas
ferroa tas com que nos poema pacieneia
pr 1 a.
indo o naturalista em questo, a mosca
vulgar bate as azis -il) v;;zs por segn lo, OU
se in cento oilo mil vezes por hora.
E' muito, nao achtm?
Rcmandi em seco, com essa actividaie sur-
prehendente, a mosca chega a sd uirir pouco
mais ou menos a mesma velocidade de ura
coinhoio expresso, ou sejam 60 kilmetros por
hora.
Quer isto dizer qu: se a enfadonha moscL do-
mestica voasse em linlu recta, em menos de 24
Inris dara volta ao munlo.
Eis nma empreza que niett; num ehinello o
hroe de Jules Verne, e ai os ncai:saveis an-
glo-sa\-s que, ao que parece, conseguiram
encurtrar n paso exig lo peio celebre I'iiileas
Fogn, na Volta do iun lo em Qilenta das : lcm-
braro-se !
O que pea que nao pos'amoa Iransmit-
tir estas inlormagoes as embirrentas mosca?,
porque se ellas o soobesse r., de certo organiza-
naui passeios volta do mu ido e dariam pa3-
tagetn sem lira reportagetn insaciavel.
E se ellas euiigrassutn de vez dos nossos la-
res domsticos:
ftainha .Har^.irida -Por um tris que
a ranilla Margan.la de Italia nao foi victima Je
urna innocente excurso pelo Monte Rosa.
A rainlia, alpinista das mais eutnusiastas,
acompanhada de numerosa comitiva, dingia-sa
para Grenzgletscher, geleira perigosa e qu;
desee para o lado da Suissa.
Tinhara se adoptado as precauc.'s dos cos-
turae em taes casos ; os viajantes iarn ligados
p ir cor las de 1 metros a dois e dois, e a dois
guias.
A rainha ia ligada corda do bario de Pee-
coz, que marchava na frente, a 4 metros de dis-
tancia como dea dito.
Num sitio bastante pengoso beira de urna
profunda a larga fendi, a corda da rainha sa-
guia por urna ponte de gelo.
O bario d: Peccoz chamou ento o pnmeiro
guia, que cortara degraos do g-lo e disse-lhe :
Faga os degros largos para S. M. seguir
ora segura nga.
E de repente caio como fulminado por urna
aneurisma. Felizmente morreu sem coovul-
ses; se assim nao fra, poderia ter rolado
para o abysmo arrestando na queda a rainha.
Era porm, perigoso te ler-se sobre a ponte
de gelo, porque esia sustentada por ura arco
tambera de gelo podia desmoronar-se com o
peso.
Portanto desatarara rpidamente o bario j
rnorto, e ura guia foi subiituil-o.
A rainha dirigio-se com o seu squito para
urna cabana de Monte Rosa onde descancou du-
rante duas horas, pois suppuzera que o bario
teria tido apenas uina syncope.
No hotel, perto de Zarmott que a soberana
teve noticia da raorte do seu veauor a quem era
muito affeigoa.da. -
O bario de Peccoz, titulo de recente data,
contava 3 annos, e possuia cerca de oito rail
contos de res.
A' Morte indifferente a riqueza e a vaidade
do mundo...
mCasainento civilO escribi de casa-
mentos que funeciona nos districtos do Boa-
Vista, Graga, Pogo e Varzea aflixou no dia 15
do corrente, na repartigo do registro, ra do
Imperador n. 41, t- andar, editaes de procla-
mas ^e casaraento3 dos seguintes coi trben-
les
Primeira publicago
Andr Dias Pinheiro, cora D. Cnrolina Car-
pintero Esteves, solteiros, residetes na fregue-
tia ta Graga.
FI isculo de Magalhies com D. Maria de Aqui-
n'o *?onseca, solteiros, residentes na freguezia
da Boa Vista.
Ceiuiterio publico -Obituario do dia 21
de Setembro:
Dr. Manoel Barbosa de Araujo, Sergipe, 62
armos, casado. Boa Vista
Manoel Gomes da Silva Reg, Pernarabuc ?,
45 annos solteiro, S. Jos.
Joaquim Pereira de Lima, Pernambuco, 2o
annos, casado, Boa Vista.
Francisco Marques aa Costa, Pernambuco,
27 annos, S. Jos.
Chrispiano Reg, Pernambuco, 4 annos, Boa
Vl3la-
Ura feto do sexo masculino, Pernambuco,
Boa Vista.
Alcina Salustia Pinto de Vasconcellos, Per-
nambuco, 8 dias, Boa Vista.
Bellarmino S. Moreira, Pernambuco, 47 an-
nos, casado, Boa Vista.
Olympio Francisco Gomes Paula, Pernambu-
co, 18 annos, solteiro, Boa Vista.
Jos Antonio, Pernambuco, 30 annos, sol-
teiro, Boa Vista.
Amaocio Jos do Nascimento, Pernambuco,
28 annos, viuvo, Boa Vista.
Manoel Philomeno das Neves, Pernambuco,
38 annos, solteiro, Graga.
Casa de Detenco-Movimento dos
presos da Casa de Detengo do Recife, Estad
de Pernambuco, em 21 d<- Setembro de 1894 :
s
Existiam
Entraram.
Sahiram
Existem .
1 saber:
Nacionaes.
Mulheres .
Estraneeiios
Total
Arragoados
Bons
Doentes .
Louco .
Loucas.
427
4
6
42S
397
11
17
~425
388
370
15
0
3
388
Total......
Movimento da enfermara:
Tiveram baixa:
Manoel Alvos da Silva.
Antonio Joaquim de Araujo.
Teve alta :
Cosme Damio da Silva.
Matadouro PuWleo -Nesse estabeleci-
mento foram abatidas lil rezes para o consuma
do dia de hoje.
Hospital Pedro IIO movimento desee
estabelecimento cargo da Santa Casa de Mise-
ricordia do Recife, no da 21 de Setembro foi
seguinte :
.

*
-Ti


.
'
J
a
?i-.*.


i


>
WWMPa*'HmMMM^'
"3-------"----------*
Dtiario ilc PornantliHfo -Domingo Ztt d* Setembro fie !**&
3




i
Entraram .... Ib
Sahiram..... 12
Falleceram .... *
Existera..... 767
Foram vistalas as enfermaras pelos seguin-
tss mdicos :
Dr. Malaquias. entrou a 10 1/2 da manba e sa-
bio s ti 3 i.
Dr. Siams Barbosa, entrou s 11 da ma-
nfla e sabia as 11 3/4.
Di Herardo, entrou s 11 1/4 da mann e aa-
hio s 2.
Dr. Arnobio Marques, entrou s 9 3; i da ma-
nila c. sanio s 11 3/4.
Di. Lopes Pessoa, entrou s 9 3/4 da man ha
e sanio s 11 3/4. .
Dr. Basto* de O.ivira. entrn s 9 1/2 da
m:> ina e sanio s II Dr. Tavares da Mel.o, entrou s 10 3,4 da ma-
Qtia "- sahiu as 1' 3/4. .
Dr. Simplicio Mavignier, entrou as 8 1/1 ua
nianh esahiu s 9 1/4- .- ..
Dr. Jos d' A fila, entrou s 10 da manha
sanio s 11 1/2.
Ajudante do pharmaceuttco, entrou s 7
da manha e suliiu as i i da tarde.
Lotera de Minas Gcraes rEis a lis-
tn dos nmeros premiadcs na 3. serie da o.
lotera desse Estado cxlrahida em 19 de Se-
tembro de 1894 : __ .,,
21361
20949
10451
20HM)
2 649
HH'.i
119<(
19492
27t80
ge So
nmeros
5:000*000
3:1 0JMO
:00llf00O
so
yllO*HOJ
aooioiK)
:o 5(0
960400
200*000
premiados com
9444
10.71
10518
IS249
li 783
isi v.
57-51
29709
10'OftO
llH'lXIO
lOOiO^O
100J' Oft
K OOt'O
lOOOiK)
) (.'000
ioo#o o
;>00'.'0 os seguintes
3(01 11982 17IIS
42-.! 1 036 8348
(282 I3M7 2'n 70
; 8 152)3 23210
8611 111210 13445
ld.15.-. 1C6J8
EM.io premiados
nmeros :
9801 | 03 | 98061 9808.
9809) 98041 9807 1 980 |
Estao premiaaos com 50O0O os seguintes
nmeros :
2 362 2:.64 I 213H6 | 21363 I 21-1-0
213611 i 3o5l 1367 | 1359 1113 0
Eslo premiados com oOOOO os seguintes
nmeros; ...
W4l 20'.) 3 W945 0947 I 20950
conViOO'OOO os seguintes
1810
2942 i Oi'44 i 2-fttit O'JiS
200X000
200*000
).()0-0
ItMHOOO
50JOU0
50*0 0
estao premia-
es'.o premia-
premia-
estao
ApproximacGes
P8"4
9006
31360
21.'.62
20948
0950
Os nmeros de 9801 a 9900
dos com 105000.
Os nmeros de 2)30 a 21400
dos c;m io*oeo.
Os nmeros de 20901 a 21CO0 eslao
dos c -:. 10*000.
Todos os nomeros terminados emocl
premiadosc.iin 55000.
Lotera de Minas Geraes-Essa im-
prtame letona corre aimiiha 2i do corrente, e
despena a attenc&O o respectivo aununcio em
outra seceso publicado.
Os brinetes estao a venda na casa O bonlio
de Ouro n.'. 3 e 5 Piara da Independencia
onde se eiTecluim os pagamentos dos pre-
mios,
Lotera do Espirito S:nto Corre
no diU 20 do corrente a 9.* lotera, cujos bi-
lletes esio a venda na casa o Sonho de Oaro,
i-t p' H- Indeivn lenra na. '' e 5.
lelegrammas retidosAcham-se re-
t; os na Kepanigo dos Telegraphos os se-
guintes :
Para o Vis conde de Guararpes, de Bar:eiros.
Porcinnas, do Hilar
Baymundo Foiles, de Campo-Maior-
Joo Germano, de aruai.
Luiz Qonsaga de l-'ranca, de Cuntiba.
Dr. Aurelio Tavares, de Natal.
Pinto, de Pilar.
Barao Victoria, do Rio.
iogenes Nobrega, 'le NataL
P. Alegre para Camillo
Macelo para Joo Patricio.
Curiaba para Luiz Gonzaga de Franja.
Natal para Dr. Aure io Tavares.
Bio para Barao Victoria.
Natal para Deogenes Nobrega.
Pilar para Pinto.
R. Grande Dar Olinto.
Serinbaem para B Uto fe C
Rio para Julio Pereira.
Aractv para Jos Lourenco.
inspectora do *. disJricto mar-
timol'.ecife, 21 de Selembro de 1891
Boletim metereologico
Horas. Term centi- Barmetro Tensao do Humr
CALEPINO
da.de--
77
76
73
71
67
Thermometro
Ennegrecido
7,-3 som-
Em vista da melhora do cambio, resolvemos di-
minuir os precos dos lirros rigentemente chegados
de Pars, a cambi.i de 9 1/8 e pagos .......
tO 1/4.
LIVISOS EM DEPOSITO
Direito e prtica
Araripe.Consolidaco das leis do pro-
cesso eriminal e civil.
Araripe-Cdigo Civil cu as ordenages
do Re:no.
Souza PintoDiccionario Commercial.
Hutas -Con.-ohdaco das leis do processo
civil.
Rodrigo Octavio-Trras e demarca-
j6es (ultimo decreto).
Pereira de Carvalho Pnmeiras li-
nhas sobre o processo orphanologico.
Ribasa T. de Freltr* Assessor commercial.
Orlando- Coligo commercial.
Correia Telles -Doutrina das ac'css.
Uandcirai nncipios de poltica.
I.cvinrtit -Reforma judiciaria.
r. do Re^o Direito administrativo.
Ribas Dii"it) administrativo.
I", de Frcias CoosofidaeSo das leis
CV13.
l.alTayette-Direito de familia.
'Doblas Uarretto Eslodos alemacs.
'B Barretf Bstodos de direito.
1. Itarrettit Menores e loucos.
"Sitermayer-Tratado da prava.
Cirne -A coes suaimarias.
Assessur lorense-Criminal, civil, or-
phiinolotico e commercial.
Coelho Rodrigues -Institutos.
I pes Praca Dneilo constitucional.
Autran Li de failencia.
Autran-Casamento civil.
Autran Regiment de custns.
Autran Economa Poltica.
.viaclcod Economa p>litica.
Autran Jnstlca fodcral.
una E'raiica do Pavn.
Consclliciro iiel do rovo.
Carteira do Advogado.
'. ressna Cdigo do Processo.
Leis ornicas -Da Itepublica de 1889
a H'.
Leis da Repblica-Dj 1892.
I.ourciro Direito civil.
RioasDireitu civil.
lafra F .rmulirio.
Agapito da Veiga -O amigo dos com-
merciantes.
.Ilallieiros -Procurador dos fetos da la-
senda.
.Ilanual pratico do Procurador.
Cordelro-Consultor civil, criminal e or-
phanolo<.'ic.i.
r. e Souza-Prmeiras linhas sobre o pro-
cesso civil.
Sou/.a Pinto -l'rimeiras linbas sobre o
processo civil.
Bcrffcs Carneiro -Jireito civil.
T. Tefxelra Dirto civil.
Rcgulaiueuto ii? -Do odiso Com-
mercial e nimios ootroa livros da direito uulis-
pensaveis aos senlioies acadmicos e advoga-
dos.
LIVRARIA ESCOLA DO OVO
CUZ.t P.tS & .
81 RIJA DO liiiitADCUSi
Compra e vendo livros novos o tizados
De certo elle3 nao saberiam dizer que
minutos t8tiverara n'aquelli attitade, ab-
stractos, sem poder avaliar a extenso do
tempo que passava.
Na in'ouaprehensibilidad d'esses en-
leios supremos, o tempo como a vaga se-
rena que nos leva, s-jhi sabermos a que
distancia.
As imagens veem e se soinnra, rpidas
e fugaces, leves como urna gase, diapha-
nas como um sonho de virfrem.
l'assain e repasa.m no Densamente,
emergem e somem-se, levam-nos comsi-
go e voltam comnosej.
A imaginaco estaca indecisa ; os olhos
d'alma estao desmesuradamente abertos,
querem ver, e as visoes fogem rpidas,
como ondas revoltas, quo urna apoz ou-
tras, quebram-se na alvacenta areia...
Manuel A rao:
SFMRT
Club de Pernambuco
da Estancia real isa hoje a
orado la O") vapor
6 b. 2i,'7 760,-41 T.%
9 25,'7 761,-13 18,73
U 26,"8 759,-99 19,05
3 t. 27-:i 7W>13 18,89
6 26",6 759-73 17,0*
feTperatura minima 2,50
desabrigado ao meio dia.
Temperatura mxima 29,00
52,0-frateado: i6,'2.
Evaporaco em 24 horas ao sol
bra 4,-0
Cbuva nulla. ., ..
Direcco do vemo : SE de meia noite ai?.
9 h. 52 m. da manha,; ESE at 5 h. 1S m.
tare: ; BE at 8 h. llm.; ESE fc.M m.
SE al 10 h. 05 m. ; SEE at 10 h. 9 m.;
SE at meia noite t
m. de calma pela madrugada.
Velocidade media do vento o,"97 por se-
gundo.
Nebulosidade media 0,70.
Boletim do Porto
Pra-marou Das Horas Altura
baixa-mar ,u!!
P U 21 de Setembro 9 h. lo m. da m. i o
K' 5 .de 3 h. S5 m. da 1.1-8 l
Passagelros | Chegados do norte no va-
por nacional Brasil*: t. 1 i *
Jos Vicente, Romano Hespanhol Dr. Anto-
nio de S. N. Belfort, Dr. Arthur Sa e bouza, Joa-
auim C. B. Cancio, Joo Mendes, trancisco de
Horaes, Maria de Mon.es e 2 ttlhos, Anna teijo,
Maioel M. de Castre, Eduardo Alcntara, fran-
cisco M Wanderley, Manoel A. Reisch, Jos
C Luiz e Eua senliora, Manoel Arthur Comes,
Uao-Slclla, Dr. Joaquim Lopes A Buhar,
Joaquim Eustaquio. Augusto Bailar Bernardino
Leopoldina das Neves, Joaquim C. de C. Jnior,
Antonio Gamillo oares, Simphronio da bil-
"-Sahidos para o sul no vapor nacional
Planeta : .;
Joo B do Nascimento e sua senliora Mana
do Rosario, Hanoel L de Araujo, Manoel J. da
Silva, Manoel Bezern, Man el P. Castro eD
menores, Joo fe>. Guedjs, Marcos Raas B Vi-
dons Manoel. Jos Cal vera e sua senliora e un
flll.o. Ur. Antonio de A. lardoso, R. Rapcke,
Amonio J. C. Araujo, Arthur Bastos, Jos
Campos, Jos Damaceno, Francisco Alves, Jos
Francisco, Prancisco Jos, Manoel Jos, Manoel
Ferreira, B^rnardino Francisco, Antonio Jos,
Fracisco Martins, Jos Vianna, Jos Camillo,
Hanoel Mauricio, Jos Leandro, Antonn Arnca
\IiU"l Becerra, Antonio Pauli io, Germano ve-
dro, Severino Jos, Domingos Barbosa, Manoel
Francisco, IMaOnra, Joaquim dos Anjos, Pe-
dro a, Miguel Simio. Pedro \ cente,
Antonio, Antonio Jacintho, Jos Cordeiro. Can-
dido Jos. Jos Ferreira, Manoel e Helio
mulheres, Deolindo Venancio, Joaquim Ignacio,
Pedro Alcntara, Joaquim Jampina, Martini .no,
de Araujo, Antonio de Araujo, Pedro Luu, Jos
Ferreira, Antonio Daniel e Manoel e Manoel
Pedro, Jos Victorino, Bandona, Vicente fer-
reira, lerculano Ferreira, Joo Leite, Jos de
Son, Jos Marcelino. Q. Soares, J- Moraes,
Joo Manoel, Pedro Vietra, Joao ae Barros,
Genuino Molta, Joo Teixeira, Antonio Fran-
cisco, Joo Gomes, Pedro Ferreira e Manoel do
Naci'menlo, Miguel Costa e Jos Salomo, Luiz
Eluardo Scala. Angelo da Silva Netto, Leonor
Augusta Teixeira e 4 tlhas, Flora da S. Tei-
xeira e 2 lilbas, 2 pracas e 1 aprendiz tnan-
nheiros,
Sabidos para o sul no vapor francez Me-
doc
Jos Ventura Tavares.
MSICIANA
CAS l'A
0 Sig. G. Ricoral, estabelecido em Milocom
armazem de msica?, acaba de nos micnosear
com urna nova coraposico de Tostl, o aprecia-
do romancista.
Canta-, o nome da meloda, escripia para
voz de tenor, inspirada nos versos de Leouca-
vallo.
Canta: canta o mi cor: L'ore che passano
Fugan le gioie e opportono i dolor
Ogm sorriso si tramuia in lacrime
Ma che c'importa se a noi resta amor ?
Canta cinta o mi cor! Canta il delirio
Levisionl belle, i sogni d'or
Questo eterno desio che in noi rawivan
Questa eterna canzon che m ii non muor:
Canta canta o mo cor! La morte glida
Le nostre labDra Guiadera.. ma ancor
Dopo di noi verranno al Bolo altr'animi
Che s'ameranno e canteran i'amor !..
A WALKURE
De um jornal italiano a saguinte noticia :
Nao se orrorisem os wagnenanos, naoes-
condam o rosto os admiradores do delicioso
luetto. de maise do sublime iinal da opera,
aquelles que no ultimo invern, por entre a ne-
v e vento frgido vieram inehriar-se, em um
theatro quasi vasio, cora as bellezas transcen-
dentes da msica do poeta de Beyrcuth, nao
vollem, sim, o-rosto de admiraco, gritando
contra a profaoaco : Sim, Walre. loi re-
presentada em Pariz em um theatro de bone
eos, mas nao de bonecos propramenta ditos.
A Walkre foi representada em casa de
Judith Sauthier, .a filhi de Theophilo, a Musa
do wagnerisrao, como a chamavara, a esplen-
dida creatura de perfil de camapho, poetisa e
pintora, qu; smente o watroerismo a une ain-
da a Catull Mends, o esposo artista e capri-
choso de quem vive separada. Ella mesme foi
quem esculpi em cera as figurinhas dos per-
sonagens. que procurou tirar da materia mo le
e maleavel a aliiva resplandescente belleza da
Walkre, a graca mais delicada e feminil de
Sieglnde, a altivez generosa de Siegmunt.
a austera maaeslade de 'W'otan; o que tudo
conseguio perfeitaraente. A msica represen-
tada por estas figurinhas to bella?, foi cantada
pordous artistas excellentes. ardentes wagne
rianos, com acompanhamento de piano, diunta
de un publico, cerca de vii.te ou viole e cinco
pessoas, todas artistas amestradas, todas apai-
xonadas de Wagner. e o (espactaculo, dizem,
chegou a ser urna delicia, de Juma ingenuidade
gentilmente archaica, quasi religiosa.
E, de fado, nao o wagnerismo urna das ul-
timas religies que anda perderam nesla poca
em que os Deuses, era geral, achara melhor ir-
se erabora desie mundo, para nao esperarem
que os mandem retirar-se i
Berby
O prado
sua 13 corrida
Constando de seis pareos e servida de
boa inscripejio de animaes que formara
os me?mos pareos, ser por conseguinte
ama diverso que satisfar es pessoas que
d'ella forem gozar n'acutlle prado.
E' offerecida urna prenda importante,
cuja individuacSo hontem deixamos no-
tada neota secso; e aquello a quem a
Fichet favorec.r, nao tei de que quei-
xarse.
Alm disso nessa corrida nao ha ver pou-
lesbrancas,porque aquellasque notiverera
rateio, quer de 1. quer de 2 lugar, por
te reta perdido os animaes, serio trocadas
por um eart&o com 4 nmeros, que dar
direito a dous premios no sorteio, quo ser
procedido as machinas Derby Club de-
pois da extraeco dos bilhetes de ingres-
so.
Anovidade que o Derby introduz em
sua corrida realmente interessaate pera
o publico.
PALPITES
Para essa corrida os nossos prognosti-
cos sao os seguintes :
1." Pareo -Maurity 2.Timbass
Campo Alegre.
2. PareoIda -MascottePirata.
3.* Pareo Guayanaz 2 "Una Vul-
co.
4." Pareo Ida CingoMascotte.
5." PareoPalhacoColosso Mou.ro.
6. PareoTriumphoAventure.ro
Nababo.
PRADO CSARENSE
O prado cearense, que constitua a ni-
ca diverso para todos os habitantes da
cidado da Fortaleza, capital do Estado
do Cear, soffreu por causa que nao vem
a pello manifestar, urna pequea inter-
mitencia, que muitos considerarara a mor-
te da empreza ; felizmente, por-u, revi-
ve o enthusiasmo, o gosto, e nao poda
deixar de acontecer assim, porque matar
o prado era matar o melhor divertiraento
que alli era proporcionado ao publico.
Nj Do ningo prximo passado por rea-
lisou-se a reabert-ura do mesmo prado,
e nelle teve logar a sua 5." corrida, com
um programma constante, da cinco panos
e urna ii.scripco de 24 animaes, correado
tudo satisfactoriamente.
Segundo noticias que d'alli temos, fio
ram vencedores, no 1." pareo, Woodan,
no 2., Fumaca, no 3 Woodan, no 4.* o
mesmo; e no 5." Nictheroy.
No 4. pareo em que corriam 3 caval-
los. Flecha, Cndor e Woodan. distancia
16)9 metros, travou-sa cruenta lucta en-
tre Cndor e Woodan perdendo afinal
aquelle para este
Estiveram animadas as apostas, reti-
rando -s8 todos bastante alegres e satisfei-
ios, tendo tocado a msica do Corpo de
Seguranca durante a corrida.
INDICARES m6
sua viagem a Europa, tem seu conulto-
rio ra Nova o. 18. primeiro andar.
Consultas de 1 s 4 da larde.
felephono n. 539.
nrocana*
Braga $ MicKaio. Agencia de lo-
lus as especialidades pharraaceuticas,
lilas, drogas, producios chiraicos e ou-
Iros mediciimenlos booopathicos, ra
Larga do Rosario n. 34.
Faria Sodrinho & C, droguistas por
laucado, na do Mrquez de Oliada o 14
Gvimar&es Braga & C. Deposito
.le Drogas e productos chimicos, espe-
cialidades Pharmaceuticas, medicamen-
tos homeopata e tintas, leos, pla-
cis etc., etc. Ra do Mrquez do Oli-
la o. 60.
Oecalistfas
Rjsidencia a ra Selb de Setembro n.
3it eotra-ia pela ru.* Ja Saudade u. h%
Dr Brrelo Sampaio, oooalifltn, BOBBltlbtf de 1 s 4 horas uo pnmeito
adar da roa do Baro da Victaria o.
pbblTsj mi
ESCRLMO
i'ra^'HHMilo

A noitJ ia bella, esplendida de luar e
constellada de vividas estrellas.
A alma da naturez expandia-se ampia
e infinita, ..
A laa romntica noiva qu9 desde
as mats remotas eras tem sjrvido de as-
suinpto aos poetas sonhadorestl se o-
tentava em pleno azul, como rainha do
concert universal.
llavia n'aquelle recanto um silencio,
cheio de sombras, de luares c ae creps-
culos. .. Pairava em tudo como que urna
mystica adorajo, e a natursza inteira pa-
reca de joeihos murmurar urna oraco
piedosa.
Quando os dois jovens sentaram-se em
baixo d'aquelle docel de folhas e flores,
foi que oiharam-sesorprezos, interrogan-
do-se mutuamente sobre os motivos que os
haviam arratado a ambos at all.
Olharam em torno... em torno nao
havia ninguem. Olharam para o ceu...
e o ceu pareca sorrir-l!:es atravez das
infinitas constella^Ses. S entilo olha-
ram-se, embeberam um olhar no outro,
iundinJo as almas no amplexo d'esses
olhares que fallara muito, porque fallam
mais que as palavras.
.11 e til cu*
Dr. Joaquim Loureiro medico partei-
ro, coosultorio ra do Cabug a. 14,
residencia na Casa Forte n, 5, casa de
azulejo, defroot* da igreja da Campia.
Coronel Frederico ChavesHomoeo-
ptlhia Ra do Baro da Victoria n. 37.
I.* andar.
0 Dr, Lobo Hoscoso d consultas em
sua casa ra da Gloria n. 39 das 10
horas da manh 1 da larde. Achan-
do-se fra do servico publico offerece-se
para acudir a quaiquer chamado cora
dromptido para fora da cidade, Espe-
plidiade, operaefles, partos e raolesliasc
de senhoras e raninos.
Dr. S Pereira, ra di Imperatriz n.
6, d consultas medico-cirurgicas todos
53 dis das 8 meio dia, menos nos
domingos e dias santificados.
Dr. Pe'eira da. Suva chegado de
Paris ; com pratica uas clnicas ae Whe-
cker e Landolt, d consultas de 1 s 4
horas da tarde a ra do Imperador c.
63 primeiro andar.
Telephone n. 588. Residencia Ca-
sag.
O Dr. Simplicio Maviqnier teta t
seu consultorio ra Mrquez do Olicdf
a. 27 primeiro andar.
EspecialidadesMolestias do appare-
Iho respiratorio, fabre e da pelle.
Consultas das 9 as 11 na pt-raaci
Minerva, largo do Terco e em sou nm-
>. ?.crio das 12 s 3 da tarde.
ResidenciaRa do Hospicio n. 41.
Chamados a qualquer hora e por es
cripto.
Telephoae n .563.
0 Dr, Berardo medico e oculista do
hospital Pedro 2. tem consultorio ra
do Bom Jess n1 9. 1. andar. Residen-
cia ra Real da Torre n. 29. telephone
.366
Dr. Ar.iaro Wanderley, Mu lou o
consultorio para a ra Duque de Caxias
o. 74 1. andar, onde d consultas de
horas, da manh 1 hora da tarde,
Residencia Ra Direita n- 41
Afogados.
O Dr. Pedro Pontual, ex-chee de cl-
nica do professor Wecker, de volla du
-,';
En^cnlieird IIenriius Augusta
31 illc t
Dr. Benriqne Augusto sua mulber e (Uta*, e agosto il .nriqu3 Je Al-
buquerque Millet, sua esposa e daos, convidara
st'us prenles, collegas e amigos para aisistirem
aos ultiin s suffrugi >s da Igrja, por alma de
sej venerando pai, sogroe av engenheiro H.n
ri'iu Augu'o Hill.it, bontein lallecido, e cujo
corpo se acha depositado na matriz da Uoa-
Vsta, e conduzil-o ao cemiterio de Santo Ama-
ro, boje s i ln-as da tarde.
Nao ha convites especiis ; mas serao gratos
s pessoas que aeeeitarem este convite pela im-
reasa _____
Iriieando
As platras pernambocanas aportou, ha muitos
..u, o Heasias, to ardenlKineute espralo,
e. 3e a sua vin-la nao foi mnuncia.la pela es-
trella brollante qu gUOO os Keis do Oriente,
comtuiio, a Irombeta do seas adoladores fez re
p;rculir o eolio muito longa a, de becca em
bocea, diaiaojM morador* acloaes que o cliefissiino viulia incumbido de elevada
missao poltica.
At hoje, tristi desengao !, inda nao trans-
pareceu indicio algum das boas esperanjas ao
valente capitao do 6 de Marco, que.de espada a
cir.ta.com os hombros enditados las t'raeonas
reluzente, oslentava-se as ras desta cidade,
como o typode Cervantes, que se julgava ge-
neral de mil batalhas.
O publico indiscretD, porm, que tudo v e
le lodos falla, ja murmura e o murmurio lor-
nou-se ronstaiiie palestra.
Nao ha raaior ceueira do que a do que nao
quer ver, e era raaior curtesa de vistas lo que
dos aaaiorados ; trocara olhares, phrases
amistosas e, finalmente se Iratietn.
A gente da Provincia muito acessivel a g .-
lanteos amorosos, vuva mullas vezes agarran-
do o primeiro namorado que aoparece, j vae
trocan lo os seus olhares furtivos com a sympa-
thica Gazeta e esta, por sua vez, ja vae llie pis-
cando o olho.
Mo que a Provincia se enamore da irre
prehensivel persooalidade do chefe, ebeirando
a deputado, nem dos bigodes frisados no Leal,
invencivelcapito das milicias da tena, nem
do riso amarillo do Arouxa e nem lera to mau
gosto que morra de amo-es pelos olhos de ra-
posa do telegraphico coronel Cruz, nem p^la sua
cara de rapesa.
Nao. A Provincia v ali a semelhanca de
sua especie, os mesuras pensamenlos, os mes-
uras desejos e as musmas predispusieres.
Urna nasceu para outra.
A Casita nao se faz rogada. Agradecida, in-
da lemora-seida acta falsa de Munbeca, que
foi o salvo-conduclo do impoluto, e, comprehen-
dendo que o agradeciraento memoria do co-
rago, retribue as baudeirinhas que lbi ollere-
cem.
O namero ja vae escandaloso e todo namoro
termina em casamento. _
Urgem as conveniencias decentes da poltica ;
o Sr. Marlins Jnior dar o braco ao ir. Jos
Mariano, sem que se lembre que bou ve um lem-
po, em que o laureado chefe dos histricos nao
quiz hombrear-so com o cnefe dos autonomis-
tas, sem que o Sr. Henrique Martins recorde-se
de seu duelo a chbala na ra 15 de Nsvembro.
Concluida a festa, noiva. ( que ser o Sr.
Martins, segundo a alrmaco do Sr. Jos Ha-
ra) vollar ao Itio de Janeiro, passada a la
de rael ; depois de ter, aqu a seraelhanga das
genlis paslorinhas de presepio, recebido os seus
presentes, bem significativos e uteis.
A fortuoa um Oeusa infiel e sempre escolhe
para victimas de seus caprichos iulividuos de-
dicados e bons.
Todo general tem ajudante ; o D. Quixote
tinha o Sancho Panga, e o Martios tem tam-
bera o seu Arouxa.
.Seguindo-o com a fidelidade de um cao, sa-
tisfazendo-lhe todo; os desejos, advinhando as
suas vontades, o pobre Arouxa um prolon^a-
inenlo physico do seu hornera, elle, qje nao o
esquece e'quo na la despresa, deve di;:er, mui-
las vezes, com o tora de quem tem o corago
ferido Ingrato I
. Pois, repartem-sn os magros quinhOes ; o
Cruz, que, apenas, olTereceu seiscentoj homen!>v
lem o lelegrapho para remeltel-os ao Rio ; os
menino* do pateo do Carmo enchera o Correio ;.
o Mire ira vae ter a Alfandega : todos sentina
nos labios o sabor dulcissimo dos truetos do
Thesouro e eu, eu s. iico a ver navio-, eu que
dou a miaba dedicaco, que fago preconieio da
apsaa pujanga, que discuto o que defendo? ? !
O que sera o Arouxa I
Ora O Arouxa ser o hornera do Martins.
Cicero
dia decretar a responsabilidade do
seu primo legitimo sem revelar-se
baldo de escrpulos e ignorante do
direito. Mas era preciso que S. S.
ontrasse coiri 8 sua parte de hostili-
dades aos amigos do Governador do
listado, para que podosse habitar os
sete cos em que rumorejam tenebro-
sos o pavorosos sons do unta poli-
tica insensata. Era preciso ter urna
medalha do mrito e S. S. alcanQou-
a, embora tivesse para tal, saltado
por sobro a suspoicao quo a lei lhe
impimha e o escrpulo que pecu-
liar ao julgador.
Consulte S. S. aos competentes e
ver que o seu procedimento nao
est dentro das raias legaes, mas re-
presenta o arbitrio.
Assim, a podra de toque do ca-
rcter do Dr. Julio de Meu nao i-
car negra com a pro va que S. S.
pie ende tirar en vol vendo to dis-
tinoto funecionario as malhas de
s ta justica.
O procedimento do Sr. Dr. Julio
Freir extrahindo de ama prisao no
estado de sitio a responsabilidad do
Dr. Questor nao se justifica; mas
signilica abertamento um plano,
que nao est em harmona cun o
cargo quo S. S. oceupa. O procedi-
mento do Dr. Freir vea pela falta
absoluta do motivos justos cimentar
no animo do todas que o conheoem a
verso que de S. S. corre do quo
um hystero-epileptico.
EIntendo que publicando o presente
tenho mo desompenhado do duplo
dever de cidado e de amigo. O pri-
meiro, isto como cidado; tica
exposto o procedimento do D;\ Julio
Freir, e isso, pelas circumstancias
a sua pona correccional ; corno ami-
go eu tinha necessidade de dizer pu-
blicamente ao Dr. Julio do Mello que
o acto attentatorio de sua dignidade
do funecionario, praticado pelo Dr.
Julio Freir nao o attingo, nao o at-
tiagir jamis, ello traduz na sua es-
sencia urna nullidade.
Recife 22 de Setembro de 1891.
Jos Wanderley Vieira da Cun/ia.
A TSICA circunclusa
Nao so se curar radicalmente median-
te o uso do Peitoral de Anacakmla. to-
dos os casos ordinarios de tosse crnica,
bronchites, catarrhos, asihma, etc. mas
sim la in bem mesmo quando a molestia
baja aUetado se.iameute os orgos da
respiracao, seus progressos podem se
atalhar pelo espaco de anuos iuleiros, e a
applicaco do remedio proporcionar um
alivio instantneo e indefinito.
Nao ha necessidade de abrigar ou ter
o meoor receio relativamente aos seus
effeitos, mesmo duraule os periodos mais
avancados de debilidade.
Na sua elaborada composico nao en-
tra opio, nom acido prussico, nem anti-
monio, oem nenhtima oulra droga au-
aesbunda, e sim lao smeule composto
e preparado da exlracco dos succes d'u-
ma arvoro balsmica do Mxico, a qual
pussueaspropriedadesas mais admiraveii
e curativas, e as suas curas sao rialmen-
te maravilhosas.
COMO GARANTA contra as falsifica-
ces bserve-se bem que os nomes de
Lanman & Kemn veuham estampados
em leltras transpureates no papel do li-
viinho que serve de iuvoltorio a cada
garrafo.
Arha-se de venda em todas as boticas
drogaras.
O Cirur^iuo !1 vilisa
Patricio Moreir-i.Participa aos seua
client s que mudou o seu consultorio
para a ra liaro da Victoria n. 7, 1.-
andar onde pode ser procurado para os
misteres de sua profisso das 9 horas da
manha as 4 da tardo.
t
Anniversario natalicio
Kojp, dia do auspicioso anniversano do n-
telligente professor Santino Alves Carneiro Pin-
to, eu, conhecedor do KO carcter sisudo e in-
quebranlavel, o felicito possuido do mais arre-
batado enlhusiasmo.
Quem tiver a felicidade de conhecer como eu.
o dedicado e extremoso mestre, salar por
certo aquilatar os seus dotes mtellectuaes e
moraes, e dizel-o que poneos poderao imital-o
E-forga.lo a bem de tudo, esposo desvel-
lado, pae carinhoso, mestre zeloso, amigo de-
dicado e sem orgjlhn, 6 tudo isto que o el--va
cima de muitos, com apparencias do que nao
podem ser.
Xa arte que professa, que a p:imeira de
todas as outra3 aMsica,Santino tem dia a
dia se aprofundado de tal maneira, qus nao s
6 um violinista interpretador de todos os enti-
inentjS musicaes. como um compositor de apu
rado gosto.
Modesto e desinteressado, elle sabe conquis-
tar por todos os ttulos de beemerencia que
lhe sao peculiares, nao s as svmpathias d >-
que corasijo convivera, mas anda dos que, por
tradiccao conheccm a grandeza do seu carc-
ter, que a synlhese da probidade.
A classe musical, deve-se ufaaar de possui
em seu seio um espirito culto e grandioso
como o desse valoroso e denodado attleta.
Como cima disse, tem o distincto professor
todos os dotes que o recommendara.
Desejo p.orlanto que, como boje, veja o asti-
mavel mestre rauitas auroras romperem-sa em
sua luminosa existencia.
21-9-94.
Francisco di Assis Epiphanio Rodrigues Pinto.
Y-m'ra\<'l Irmandadc do Sr-
nlior Bom Jess dos Af flirt o-
em S. Jos de lliha Mar.
De ordem da mesa regedora,fa50 acinte
as todosnossos irinos, bem come aos fiis
devotos que esta irmandade deixa este
anno de celebrar a tradicional festa de
seu excelso padroeiro com a pompa e
magnitude do costume, por causa de estar
a Igreja simplesmente oceupada com an-
daimes. Entretanto a mesa regedorano
qiierendo deixar passarem desapercebido
to grande dia ; manda celebrar em urna
das sachristias do templo urna miasa can-
tada pelas 11 horas da manh de De mingo
23do corrente e urna ladainlias 6 horas
da tarde do mesmo dia: por ser o dia era
que esta irmandade festeja o seu Divino
Padrceiro.
Por ordem da mesraa misa convido aos
nossos irmos a comparecerem ein nosso
consistorio a hora conveniente, a fim de
encorporados assistirmos a ceremonia re-
ligiosa.
Consistorio do Seahor Bom Jess dos
Aflictos, em21 de Setembro de 18J4.
O escrivao.
Primitivo dos Santos.
as
9.7.
O Ur. Julio l'reire o sin a sien-
tonca
Li o fiquei admirado dianto da son-
tenca proferida pelo Dr. Julio Froire
em'um habeas-corpus que lhe foi
impetrado.
De tal sentenca arrancou S. S. a
pulso a rcsponsaliilidado do meu ami-
go o Sr. Dr. Julio de Mello Filho,
honrado Questor deste listado o pri-
mo legitimo de S. S. Tal sentenga,
que se alguin titulo der ao Dr.
Freir certamente nao ser o de im-
parcial e illustrado, carece na sua
ultima pacte de preceitos do direito
em que se fundo e do motivo que de-
terminemum procedimento que peo
ca pela iniustica que reflecto.
Dianto de todas as logislaces, per-
ante a mais rudimentar das nossas
leis, o.Dr. Froiro comojuiz nao po-
22)5aX2223)2JB33S3333I:; -
Parahens
1 u
S Completa hoje mais urna risonha ,
S; primavera de sua existencia o mi-u
:: bom amigo capilo Lino Praoetsco E
das Chayas. g
^ Qae dias felize3 se repitam Oy
C que cordealmenle lhe djsi'ja
A. Barres.
23-9-94.
Senkorliiha \'Helia do Gusnmo
Lobo
Ternbilisima 6 a situaco de quem ve cahir
precipite em um tmulo o objectivo de suas
mais caras, fagueiras e expontaneas alieiges, e
loj cia, tatito mais se esta foi demorada e cheia do3
nnores ensinamentos evangelisadores da mo-
ral e do estimulo a pratica do bem, s lhe resta
nllliclivaraentc, desgragadamente e como u: ico
unitivo a coglacao incessante do cuujprimelo
lo dever de prestar a tone lempo a victima do
infortunio sinceras e justas bomenasens de
misada orno um solemne reconnecimento de
gratiilao.
E;i o qu agora experimento eme incumbe
lazar p.lo yolpe que me sar.grou bem no aica-
-'os9l|2 nona da aoile de 18 do corrente.
'ora a perda inopinada de Scnhorinia
Vilellade Gusiniio Lobo, minha presa-
iisnna consorte de ii anuos menos 24 dias, e
cajos zelos, cuidados e exiremos, seja-me per-
DiUido diz. !-o sem o dislarce da modestia, a
qualquer seria possivd competil-a oaquellas
iiiHiuiesiaces da actividade domestica, mas ex-
ced ai-ajanis.
Kascida na freguezia do Boa-Vista desta ci-
dade uo Recife aos 27 de Dezembro de 1837 e
Minmigo desposada aos l de Outubro de 1872.
i'ir.im 14 os filhos que livemos em nossa tem-
porada de reciprocidade matrimonial, e dos
quaes t.mdo fallecido 6 era dittVrentes pocas,
restam aio la 8 que ao redor de mim carpem an-
gustiosamente a fatalissima e eternal separacao
diqufila que Ihes dea o ser e tanto me suavisa-
va a existencia.
Seus venerandos e Ilustres progenitores, o
raijor Joo Ferreira Vtlella e'D. Idalraa das
Xeves Ual Vilella, que ainda vivem, bem com-
prehenderam e desempenharax a elevada e dif-
flcilima raissSo que Ihes eslava reservada para
s coo>t;tuirera z losos e activos educadores de
rada a sua extensa progenie, e disto proveioca-
ber-rae por esposa a segunda de suas filhas, a
qual, por ter urna educaco dos mais saos prin-
cipios, e na dupla qualidade de consorte e de
mai, sempre se conduzio ao meu lado com to-
dos os d )tes que mais noblitam a mulber. Se
ella nao foi, portante, primor de seu sexo, pir-
que nenhuina outra o ser tambera, teve para
;nim e quantos a conheciam o ineslimavel va-
lor de urna preciosissima joia, e por isto jamis
a desventura que to cruelmente me victimon.
ou o evoluir da acgo do lempo, me tornaram
despreoecupadu da inquebrantavel harmona de
falas que nutrimos durante a larga serie Je 22
annos de nossa uniao conjugal, na qual sempre
a sua perseverante inluico propendia ao be.o
estar dos oito orphSos que deixou, e cujos sen-
timentos flliaes, sem excepeo mesmo dos de
menor idade, anda se expandera fnebremente
diante do lutuoso aconleclmento.
To martvr para os soffiimeatos pliysicosr
quanto herona para os moraes, uos e outros
ella os soube elevar altura da admirago, tan-
to mais logo que se sentio contaminada dos ter'
riveis parox mos da agona mortuoria.
E porque o seu sobranceirismo jamis dei-
xou de pairar em plano mam fes lamen le corre-
cto e alevantado, mesmo oas maiores vicissitu-
les vitaes, na sua hora extrema exhibi ella
eloquenlissiraa prova da maior resignajo acon-
selhada pelo Divino Mestre
Cercada, ento, dos enles que constituiam to-'
dos os se:ia desvellos e exlremeciraentos ma-
ternaes, de um a um se despedio e em geral di-
rigi palavras de conforto e cordura.
E foi a?sim que ella, anda to moga, pois
apenas contava 37 annos, e to cheia de todos-
os atlrbutos recomraendaveis sociedade e -
famili., pagou bem caro a sua fragilidade hu-
mana, deixando-nos immersos nos maiores an-
ceios da mais cruciaote desolaco.
E' sempre cruel e dolorosissima a contingen-
cia da humanidade, pois se nasce para vfver
vive para raorrer 1.........
O sahimento de Senhorinla realoa-se s
4 1)2 horas da tarde de 19 do coneiue, e cujo
cortejo, que foi bem pouco commum, se com-
poz de grande numero de carentes e de outra?
pessoas de no?sas relajes de au.isade, de-
monstrando todos, como que a porfia, quanto a
consideraco e pelo que a conduzram a mo, e
ao recemnascdo que a segua, entre a ra de
S- Joo n 8, de onde sahiram, al o pa'eo da
igreja do Nossa Senhora do Terco.
To inequvocas demonstrages de subido
aprego muito me ponhoraram e pos.-am ellas
servir-me de balsamo iramensa dor que tan-
to me compunge.........
Deus a acolha era seu seio sob o sacro convi-
vio des habitadores celestiaes, e pouse o sei
orpo sombra benetica dos fnebres empres-
te?, quo sao os symbolos da morte.
Recife, 22 de Setembro de 1894.
A. G. de Gusmao Lobo.
Parabens
A' Jos dos Santos Aguiar, pelo sen
anniversano natalicio,
Congraiula-se.
239-94.
B. Moreira.
>evo Parabens
Hoje 23 de Setembro de 1894 anniver-
sano da virtuosa e Esta.* Sr." D. Fran-
cisca Lima da Cuaba Porto.
Compriinentam pjlo feliz dia.
Joo C. de tletiros.
Maria Jitkmami ie Medeiros.
Do Seniior Bom Jess da Agona
erecta na portara do convento
de Nossa Senhora do Carmo do
Recife.
Eleico dos devotes que tem de festejar
a milagrosa imagem do Senhor Bom Je-
ss da Agonia no dia 21 de Outubro de
1891.
Provedora por Eleico
A Exm.a Sr.* D. Maria gnea da Sil-
va.
EscrivS por eleicSo
A Exra.* Sr." D. Joanna Geltrudes de
Min uda.



V

,LwJb^
m



^
Diario de Pernambnco Domiiiso %s de Setembro de 1SD4
Escriva por devoc&o
AExma Sr.* D. Christiaa Maria! a
Conceico.
Mordomas
Ab Exmas. Sras. DD.
urea Amelia do Reg> Barros.
Generosa Mara da Conceico.
Lucinda Deedata do Nascimento.
Landelina Deodata do Nascimento.
Eulalia Brederodes de Mendonca Vas-
coucelloa.
Anua Zulmira da Silva F.
gPfovedores por devoco
Ob Exma. Srs.
Capitao Victoriano de Aragao hola.
Frei Augusto da inmaculada ConceicSo
Al ves.
Provedores protectores
Os Illms. Srs.
Commendador Manoel Goncalves Agr.
Capitfto Joao Antonio de Miranda.
Escrivao por devocSo
Manoel Goncalves Agr Filho.
Mordomos
Os Illms. Srs.
Egydio Josa de Olivara.
Jos Ramos Ferreira da Silva.
Joao Corrieiro Filho.
Francisco Moraes Pimentu.
Jos Cupertino Freitas.
ilanoel Soares Neves."
Secretaria da Devocao do Senhor Bom
Jess d'Agonia da Portaria do Carmo do
Recife.
Provincial
Fre Joaquim de Santa Maria.
Secretario
Ismael Jos da Silva.
7/iesoareiro
Manoel da Paciencia >ias Moreira.
Recife, 19 de Setembrode 1894.
Xarope de Lobelia Inflata
DE
ILDEFONSO DE AZEVEDO
Pharmaceutico
Approvado pela Ilustre inspectora de
Hygiene do Estado, com o parecer do
illuetrado clnico eoneeitoado chimico,
Dr. Martin* Costa.
Este insigae preparado preencke as
indicacSes dos medicamentos balsmicos,
com effeito n-.ais rpido e acc&o mais se-
gura as molestias do apparelho respi-
ratorio ,
E' um recurso therapeuticos efncaz na
;ura das corzsas (defiuxos) acompanha-
as de reaccao febril, bronchttes, bronclw
neumona, catarrho pulmonar com febre
elevada, uberculose em segundo periodo
com catarrhos sanguinoleutos, asthma.
Imrmgtte, molestias da garganta, insom-
xia e tosses suffoeantes.
Dose : 3 a 6 colheres das de sopa em
24 horas. (Colherinhas as criancas).
DepositoPharmacia Franceza.
Ra do Baro da Victoria n. 25.
PERNAMBLCO
Tlephcne n. 398 -Endereco telegra-
phicoAzevedo.
Cura deferidas
Foi com uso doElixir M- Morato
que curei-me de ornas feriiaa de m-o oa-
raoter qaa ti ve maito tempo, sem poder
obter melhoras com nuitos medicamento-
que tomei. Hoja grapas ao granae Oes
parativoElixir M. Morato-propagado
dor D. Carlos, estou completamente bom.
Maniera publicar este para bem da bu-
manidade.
Araras.
F. de Andrade Cotta.
Agentes em Pernambuco : A Compa
nhia de Drogas, ra Marques de Olinda
o. 24.
Vic or Goncalves Souza Beirao.
Josepha Alves do Freitas
Antonio Balthazar Alves do Frei-
tas, Joao Alvos de Freitas o sua mu-
lher, Paulo Jos Alves, sua mulher
e fllhos, Maria Libania de Olivoira
Alves e seus filhos, havendo recebido
a infausta noticia do fallecimento,
em Portugal, de sua presada irma,
sobrinha, cunhada e prima Joseplta
Alves de Freitas, veem convidar os
seus parentes e amigos para assisti-
rem as missas que sero celebradas
por alma da inuitosa finada,quar-
ta-feira 26 do corrente, s 8 horas da
inanh. na egreja da Yeneravel Or-
dena 3a de S. Francisco; manifes-
tando a sua sincera gratido a todos
que dignarem-se de honral-os com a
sua presenca.
filha veio em descen-
curo liso, e no dedo
aaiMRCl
Bolsa Commerelal de feraaua
huco
'46*11 omciABS DA JCHIA 0> CORBBCTOJE8
Prafm do Rect/e, 21 it Setembro de :8M.
Nao dwjvc io:j u.
0 preeideoie
Aagor Pinto de L?mos.
O secretario,
alomo Leonardo Rodrigues.
CaiM*
Prac- dj R*cife
i bancos enoiaram boje eus ooeracoet a 12
3;8 sobre LoDdre*, a 80 dia hateado negocios a
8t'u t.x e a 2 i'!.
O mercado esteva "rme.
Em papel p.-rt"-alar noaveram negocios a 12
i i. 12 5,8 e al 12 3,4..
Colaces de gneros
Jrara o agrtcuUor
Astucar
Cinas por 1S kilos.
Sraaco, idei, idem. .
Somecos, dem. dem .
Mas'avado, dem, dem. .
Brote melado, icem, dem.
Salame, dem, dem .
Ninguemqueraquelle
a miel de o uro
Pelo espago de quasi cem annos certa
familia pertenceote cla*ae de trbalo
dore8 vivendo em Paria tinhi dado cabo
de si por meio do suisiiio. De pai para
filho, de mSi para
dencia um anel de
de cada um destes suicid.a se vio este
anel qaando jasendo ellea -a cera. Foi
ainda no anno paseado que foi trasiio
pra a Cmara Mortaaria o corpo de om
mancebo que se havia suicidado, havendo
se achado no aeu dado o ta'al anel de
oaro. Era elle o ultimo da bus ser (So.
O aoel foi enterrado com o cadver do
qual ninguem que techa coabecimeQto da
sea historia ter coragem de removel-.
A mana mental predominante nesta *
milia vioLa de um remeto ^ antecessor e se
ecraizou mais nella at que ae t >r oo
absoluta; e o anel era acert como im
pondo ao seu poasnidcr a obngaySo de
saicidar segundo o escoplo da pesso que
ltinsameote o houvesse usado. E.ta
74200 a
r.lMl a
'i* "i a
300 a
2*00 a
24000 a
7*500
70
4*:i00
3*200
JiCO
24100
..Igodo
-Negociado a 10J50J por 15 kilos.
UI
Por pipa de 480 litros 35o*.
*;saar Por pipa /le 480 litros <95*.
ora*
Seceos salgados na base de 11 kilos 140 ria,
rendas.
Verdes a 4i0 ri?, nom'ml
repesaba
Cjta-Ee a SI $ por 15 'iiios.
fiel
Sao b.
iBSLLA das khtkaoas dk asbdcar
udZo
Mez deSet'mbro
AL-
".;
Parcaca8.....i
Vapores.....i*
^nimaes.....[*
Estrada de Ferro Central, j
dem de S. Pranclscs. '*
dem do Limoeiro. <'
Uiae
S
t
10
M
II
19
la
car
Somma
Saeeai
10921
387
W17
9256
3416
14197
dio
Sacea*
350
3421
237
445
411
2757
7624
ftspr(aci
Recife, 22 < Seteabro 1894
Para o exterior
Neda boove.
tara o interior
r No vapr nacional lapoin, para Para-
go4,crreKaram:
A. L-maos C f,500 cocos froda.
Pa'a Por'o Alegre, nirr*garam :
B. C. M Ticlra. 6,000 eoeos froets.
P. Lemas A C, 20 latas com ols vagsta).
P. Careeiro & C, 200 taceos com 15.000 kilos
de assncar branco.
Para Prloas, carreeon :
M. F. Meoezas, 40 pipis oa 20,281 litros 4a
Para Rio de B. C. II. Vieira, O.nOO cocos fructa.
U. Camioba & C 432 saeta* com 27,549 kiloe
de blgodao.
no vapor ra::on.l Pian ta, para Rio de
Janeiro, carreeon :
C'iici ar.Dia ,.e Droea. 112 caicas com 336
litro de vmti.i u.ed cmal.
Para BaDia. rairegoo J
Compaobia de D-ogaa, locaixas c.m 72 litros
de ViOho medicinal.
Para Victoria, carreeon:
Compasla de Estiva, 50 caxas com 450 kilos
de ..abaj, 20 sacaos cooj I.O0 kilos d assLCar
branro, 3o ditos coa 1,800 ditos "<* milbo, 22
bams com 1,980 litros de aico<>|, J ditos com
1,570 ditos de aeaardente, 10 saceos com 00
kilos de fa'jao e 1 raia om 100 Jilos de doce.
Pan BaDia, carregaratn :
E. Samico & C, 1 calza com perfumarla no
valor de lOOi.
o .ate ,D. Julia, para M.sio 6, carre-
earam :
C. Lu:os&C., 1 barril com 91 I tros de al-
cooi e 5 caixas com 40 ditos de geoebra.
P ra Aracaty, carreeon :
J. Cardoso, 10 barris con 450 litros d viobo
de froctas e 2 dit s rom 160 do* de a eool.
P. Pinto *C, 10 pipas com 5 381 litros de
ahool.
Na barcaca .Itijaby., para Parabiba, carre-
tn :
D. P. -05 Sai'.ca, 2uO caixis com 4,r>('0 kilos
Je sabSo.
M. O. C. Pinta, 10 sacaos com 250 kiloi de
Co alrodao.
F. Vieira, 1 caixa com 98 kilos de cera em
vellas.
Na barcaca P.rasuassu', para Parabiba,
carreearam :
J. F Borges, 5 sacco3 coa lo kilos de no
Ja Babia.
Barbosa fe C, 70 calas com 750 litros de
geneb-a.
C. Lmrs 4 C >-t r^ixas com 9S lito? dD
cidr. 5 ditas com 40 ditos de geai'bra e 2 tius
com 20 Glt^8 1e coen.'C
Aurelio Leal. 20 caixas com ICO litros dt-
cidra.
J. lardoso, 10 caixas tom Sllit-o? de cidra,
no radar altalo ?orlo-A!eg:e, para
Santo, carregou :
?. da Silva Bastos, 25 sacaos com 5 W0 ellos
de asstrar racco e 171 ditos ern 10.26J (Jilos
de si', i ma.cavado.
Nj vapor f.aocez Medo:, para Rio d>.
Janeiro, earregar m :
A. Lopes C, .7 eaccas com i,"20 kilos de
algodao.
No vrpjr naciODal Brasil, para Victoria"
tarrecn;
A. t*. da Cutiho, 36 b-'-Js com 1,260 litros df
vinagre.
Ma borraja Martba, paraParabiba, carre-
goo :
F. Vieira, 13 caixas com "o kilos d> cera em
vellas.
N bsrcac-i Oliente, para Parabiba, car
rs^a'am :
Maehaca & Lope?, 54 pipas cera 10 COO kilo
de gran.
a barcaca Vic:cri2, ra-u MacSo, carra
garam :
Marque" A Souza, 37 eni-as -"orn 814 ilos de
sabQo, 8 barricis <-om 400 di>03 de asso-ar brao
co, 2 barra com 80 liir.s de vinagre e 53 c Izas
com 300 ditos ce geo'bn, 6 ditas cem cidra, 7
caas com cogac e 12 ditas cem ver^oOif.
eapeoie do mana provem asualmeote de
Cdrca desordem do systema nervoso que a
sea torno provem de anemia oa pobrea
do sangne, um dos resaltados de nutricio
imperfeita.
Urna recente carta de om oavaiheiro
residente em Norfolk entera a segainte
aasercSo : Desejava morrer ; tinha medo
da noite; receiava sobar me s embora eo
detestarse a tociedade. Reoeiava que
em alguma deseas horas de tristeaa e dc-
pres-lu eu alcasae a mo contra a minna
propria vida, por isso que bem sabia eu
mu i tos haviam feito o meano.a
Aa horas o escandio se tornaram
para mim nm tempe da ter < r, asaim di>
elle. Virava a revirava-se na oama quasi
que reoeiando n'o ver obegar a manhS
o otra vea. tiesto caso nao era a oonscieB'
cia que o aecuaasse pois que elle nao havia
commettide crime alguna; a caasa er
ompletament de catareza pi.raic*em*
bora que demasiado commum na Ingla-
terraindigestlo e dvspepsia com o grao
de cortejo de cooaeqaenciaa dalles deri&-
vaotes, eatre bs quaes enfraqueoimento
do systema nervoso.
Cuota elle que por tempo de alguna
ann&a tanto a sua pella como os oihos ti
obam perdido mus oa menot sua cor,
apresenlando-ie freqoentemente de vm
amare liado que era repulsivo. I>t > era
devido I presenta de bilis no saogao e
teoidos onde ella nao tinba ratao de ser
Mas como o fjgado mrbido e fraco n?.u o
podu remover 3o havia oatro resultado
do que aquello que nosso aisigo experi-
mentara. A sua cabeca freqoentemente
Iba doa cmo se o demonio tivesse esta-
belecido nella ama officina de trabalho.
K corriam pelo sea cerpo de om lado para
entro dores como se elle tivesse sob os
effeitos de pelo menos eia daiia de mo
'es'.ias geralmscte designadas no catalogo
dos livros mais populares tratando de mo-
leatias.
E todavia era, ama conra, e orna s,
que era responsavel por todo o mal, isto
o veneno introducido no aargue, prove-
niente de alimento decomposto c exitect
oo estomago e intestinos. Os pos frioa
a perda de appette, e de vontade de taaer
qoalquer coosa, a depreseSo mental, o
seotimento maa gesto de boca, toase secca, tontura
palpitsylo, arripios, fraquesas, etc.. ato
urna niohada de passaros eatraoboa era om
mesmo ninho cuja mli s ropre a indis-
gestlo e dyspepsia. O tempo se pasBcc
por qualquer forma que toase como sempre
succede quer o caso seja de rir ou de
chorar ; e este homem ae tornou verda-
deiramnete carie;.do de urna existencia
por tal forma pesada o estragada. Dse-
j^va elle ver fm a ella, o que nada admira-
mas a ultima pagina de sua cara: conce
bida em tom mais alto, D.z elle: Quando
eu pens no que fia e no que sou agora
mal posto acreditar na mudanca. Ha
seis meses na fago aso de om preparado
chamado Xarope Curativo da MSi Se -
goli ; poia certo ter elle revolucionado
omple'amente o meo systema todo. Um
dos meia aireodatarios m'o recommendou
e ta, fa experiencia de'le simplesmento
para Ihe agradar. Agora cumpre-me loo.
val-o ea mesmo, e agradoco aquellos quem
annunoiam. Os mens aoffr imentos ce asara o
e en me sinto (ao oinooenta e sete annos)
to ligeiro, elstico, e alegre como om
rapas qualquer as suas ferias de S. Jlo.
Eo aeropro digo aoa meus mdicos qus
lies tem sido levados a parede no seu
proprio miater por ama velha et f-ra.eira
illemS: e pelo que me diz ao respeito nlo
o podem ellea de certo contestar. J me
nSo aoompaunam mais pensament'B de
soicidio, Beodo certo que pelo contrario
acho um grande prazer em contioo(>r a
viver. Os meus agradeoimootoa sSo to
prrfundoa que nSo comportara palavraa.
O autor da carta oue procede conseute
na publicacSo do que aqu vai impresso
mas reousa-se a permittir que se f-.ja uso
do seu nonv plo menos por em quanto
em consequencia de raaSes que somos
obrigados a respeitar.
Mas a ainceridade evidente que transios
a sua historia levar i crenga della ao
espirito ma sincero.
n i.
-1 ->-.Lau ua Airaudei(a c Fernamonco,
Sjtembro te 1-V4
O ebefe da eccao
J. Googslves da Silva.
mesn re ro
Florencio Domines da Silva.
vnrjBBDOaU do hstad;-
o dem d* H
"BClPBj KaLNAGB
lo dia 1 a 21
Idam t 22
6fi 378;703
1:902001
68:! 80*704
49:024 :00ii*!9l
5U:02 4939
Peitoral de Cambar
COKA DE ATHMA ANTIGtA
8r. A. Dhb re FreiUa Valle. Itabtiy
.Ri''-Gr^nd do Sol). Pendo V. 8. o
lgente nesta cidade oo Peitoral de Can
'jar oSr. J. AlvareB de S. Soar s,
1e Pelotas, dirijo Ihe a presente, am ^e
ttestar que, b( Trendo mi; ha mulber, ha
mullos onoB. do att ma, s sgora e coro
o oso ccinst-inte do referida medicamento,
Scoa rad'Calmete curadn.
Phsbo o presente attestfido p'"r ter o
enBej<> de recommendar to benfico p:e
parado s p'-soa victimna dessa cruel
anfermidade, ficando V- ?. para tal fi.
Butorisado a faeer d-ata deciRragSo o uao
qu Ihe cmvier. Do V. S. atteuto vene-
rador e oongado.
Bas lio Per eir de Athayde.
(Eataacieiro em ltaquy, Ki-j-ande do
R'ConC6Co verdade.ira a assigur.ttjra su-
pra, do que dou f. testamnnho de
verda ;e, o taboililo Palemn de Miranda
Crua.
P5o ageoteg e dpoBtnrios drt **iral
de .^ambara 0PSte Estada a Coaip^nhi*
de Drogas e Productre Chirnics. e, a r-
gana Braga, d* G-nm-.-Se* B eft & C.
LOTERA nacional
Ext raegoes diarias intransferiveis
LISTAS NOS 5JB8M08 OlAb
NAO HA SERIESPREMIOS INTEGRAES
M
F
N
II
G
M
4.
25.
17/
4a
II.'
10.
5.a
loteraPremio
Cbamamua

<
c

(
a



a
20:000$000
*0:000$000
20:0005000
40:000S000
30:oooSOOO
fXhOOOSOOO
20:0; J08'KX)





amanh3
(lo


X
de
a ao
26
^7
2S
29
1
crente
c


f
Outubro
Devo^ao de S.
lista, no 2.
S. J
je
Joao Bap-
districto de
do Recite.
A fssiividade desse nosso pacroeiro con=taf*
dp urna miasa reseda na matriz de S. Jo-,
pplas 10 horas da n:-n!'l e ladaiDh^ A noite, n
tde na devoco, a ra Im'erial o. 88.
De'.xa de !i.er nro-is>o, como havia nos de-
rmis aoaos, p.ir i-io s*> obter Iicenca de S. Bxc.
Ke?m.. n Sr. bispo dtocesaoo.
O "crclario.
Bfll'armi-o Bof-asla da Silva.
Dr. Freitas Guiniares Medico,
Tem o sea consultorio na ra Duque de
Cuxiiis n. 61. L andar, onde sera encon-
trado de 11 1 hora da tnrde e : anda no
Cajueiro n. 4. Telepbone u. 2P.
ntlent'ilo para oi*sea novos iii|iortaiiti plano da
\%wm mmmL
B1LHETES A VENDA EM TODAS AS GASAS LOTRICAS
Pagamento dos premios com toda a promptido
NA
CASA DA FORTUNA
9S--lia I. de llar^o--SS
Martins
TelegrammaFi UZ \
iuza ^
Caixa do Correio1 55
n
Muta doSeOTe?232 EAMs
.ss-sjTOiits ma itt3iaiMM3iiT or ni sitsj etatss
K JAJLltt-l-iS94
mmm.lmc ae pab! eos
Hez dt Setembro de I85iv
fuma tyerai
Da O i a 31
idus da 2z
Aifandtca
Utt3S6i81
38:651;679
Kanda co Estado!
Oo Ua 1 a 91 11I.965J839
lema as SS 4 5lO9t,8
1,220 9374961
Hf:467/827
9
Zixsa louti i,o3i.%oi&
PAUTA DA ALFANDEGA
ALOBBS DA SIEBCADOStAS NACIONARB SC1S1TA A
DIRBITOS DE KXFORTAgAO
Semana i' 17 a ti de Sttiwtbro
*enardente cnCtnca, litro.......... 3W
Dua de caona, litro................ 4^
Dita dentilDda ou alr-ool............ "39
Alrodao em rama, kilo; .......... 7t:i
Arres coi) cauca, dem............. 766
.snca' brance, idem............. W
Dito m;c3vadr, idem............. 3< 7
Dito refinado Idem................ 4<>0
Baco re mamona. id?m........ 130
Barracba dp leile mangabeira, idem. IJ6M
Cete, dem.................... 90'1
"uf bim. dprn................... 'i**1'"
Oitoes'lba ou rpatolho, idem...... 1#>;00
Dito mrido. i'em................. i6iM
Cera em vela kilo................. <*""<
;ta vpertal em brnto, kilo........ I/JOO
Crocos ou sempftp de algadat,:deui 3i
fa-ranteira Eemente'............ ,2|J
Oarnsha idem.................. W*
CsrvSo i e pelra, lonplada.......... 30>0i'-0
Conro sppcos ppirhados, kilo?.... 746
Ditos ditos saleados, idem.........
iios verdes, idem................
Coorinbo om...................... 7.'0
Rocoi em casca, cen'o........... 9f0On
F^rlnha e maoiioca, kito.......... *40
G-axa seb, kiloe............. 700
Genebra, litro......:.............. 480
Jiboraady folna). idem.. ........ 80
Muios de sola, valor nominal...... "00i
f.'\ de tanque ou nHac/}, litro...... 189
ilbo ki:o?r...................... SO
i' i! i de cabra em Cabello, valor
do oeoto ....................... 90
[Jem de caroeiro em cabello, valor do
cento.......................... 150*
S'-n-nte de ca.-uaba, o kilo....... 47
Sanao, kilo .. .................... 390
S-bo em ranas, klo ........ G-'t
Trftajooa raaleira. kili ./...... 120
Tabuas de amareo, '.'o- ......... i60-'J0
IIotIdicqIu do porto
Navio entrado no da 22
Mani11 ciias, vapor nacional Brr.z:! de
1.9;9 toneladas, eommar.di.nte Antonio !"-
ni ,! da Silva, tqnipasem 60, carga varios
generes : a P.reira CaroelrO e Cjmp.
N'ivio cnido noroeemo da
Rio de Janeiro e escilaVapor nacional B'a-
zll POTmndante Antonio .Ferreira da Silvy,
ca-ga vares gneros.
ereaslo Bnatletpal de 8. icc
0 movlxento deste mc.caiaao da 21 de S -
tembro (oi o segointe.
Entrfrsm :
40 hois pesando 6.494 kilos.
6*3 kilos de nene a 20 ra. 131(0)
21 ectepart. com mariscos ? 100 -i. 2lO
\l ritos com camarOes > 100 rs. 1*200
311/2 columnas a 600 rs. 181900
fc cargas com gallinbas a5C0 rs. 24000
% casantes com gallinbas a 3C0 rs. 00
3 cargas com milho ver te a 300 rs. 900
3 cargas com batatas a 300 ra. 21400
i carga cotn macacbeiran a 300 rs. 4000,
1 careas com cannas a 300 rs.
1 wu~fc. Cv. bvuii~La a 3C0 rs.
i cargas com gerimuas a 300 rs.
1 cargan com bananas a 300 rs.
2 carga com laranjas a 300 rs.
1 cara com loocas i 30 rs.
10 cargas com diverxcs a 300 rs.
30 cargaa com farinba a 200 rs
IB r.irg.-. cora milho serr a 00 rs.
6 cargas com fejio a 200 rs.
6o lugares a 200 rs.
9 SoinoB a 200 rs.
11 comp. cr>m xiiineiros a liOOO
8 comp. com sciceiros a 700 re.
11 comp. c. tj ressoras a 600 rs.
34 comp. com comidas a "00 ra.
50 comp. com faxenda* a 600 rs.
0 comp. cora verduras a 3 0 rs.
89 comp. com farinoa a 400 ra.
46 comp. um talboe a 21000
Rendimentes do dia 1 a 20
13 0
r!00
1?0D
31f00
6IOO11
320 ? i*"0
13100'
11810
llOOi'
1600
6r;on
231800
301'-00
ISIO'O
351600
921000
28919')0
5.S61000
Activo
ExceJente
rienda annuai
Riscos novos.
To^al dos riscos v
Pago por -iai tr; s e dotado *> va:
cid as des 'e a organisatao da
Scciedade.....
Icfort><;B.- e prrpec'r. cm
ALBSKT FAiUKON,
!ij;i:ite.;i
Dollarsl69.05G?506,00
% 32.366,750.00
/|2.022,603,00
8 205.280,227,00
$ 932.532,577,00
$ 192.572/34,00
JOS DE C.VSTA0 P.VES B.VRRSTT0
SUB-G RENTE
cs-iCfnF de ageoc.a.
44-Ra do Conrrnercio -44
Fhenix
Nova Hatnbarg**
Rgidas
CASCOS TA^XOS
Os abaixo assignados propnetanos da cervejarias supra menciona-
das
6.l7590
Precos do da :
(Jsrce verde de 300 a 900 rs. o kilo.
Sainos de 900 a 11 dem.
Ca'aetro de 11000 a 11200 idea.
Faneca de S00 a 900 rs. a cnia.
Milho de 80! a 600 rs. a caa.
Feijao te 21 a 3H00 a cus.
&&v!os espralo?
Co I'.io Gracde do 3a
P.'..f'',j.r,;; i taw '". '.'.cn\i',:.
De Pellas
Paltctio clIerrSo Anije.
>> tacMo allt-mao Suoe.
Pi'.^.rio allanto Lima.
BrCi- norpi '- N-tto.
Lu,:; r DO^n'guense Rpf nrneo.
Lngar coru^goenre Chanco.
Birca norueiaer..e O^ra.
Lu-'ar-.n,:l;s Art^u-.
atacno naeion>>i Tneresa.
Logar sueco D-ck n.
Patacbo all-n.4< \V lie.
Paiacrio aercu HrOtaoo.
Patacbo aemo Ua'caretb.
Barca r.ooegoeose Haiva.
Lugar lo, ! Losar dicamarrjcez Ark2T.
tugar Doraesoenae M^uraneer.
Lagjr portopf-r M.inno
Pataenoailemao J. M, Boait.
l'j:r :bo ailemao Harold.
L::gar Dvl" Aurora.
Patacho hollaodez Atieoe.
Lugar inglez Brooet.
Patacbo tue^o Helmaar.
Db Cardil?
Barca Hornera Pla-on.
B rea noruega Nortenskjll.
uca uoroe^a Hugo.
Marra noruega Norata.
I! rea ooruetfoenf.e S'i-e
Logar noraeso:ni!e Cmoraut.
Barca noruega stnond-
Da Porto
Logar pcrtogicz Mmfo.
re Terra Nova
Lugar icgltz ElOslUi
De Londres
Legar oonwgaeos* Ctansiias iU;a!:eth..
D G- m Dy
Lugar ncrc.'. ra.
De Costal!
Barca noruega Frel.Ti.
- De Ham!;
f.ngar allemf o Jo v i
".'. icbodli z Trina.
Barca allema S iu-'.
Laear ncoogutnie I
o n lie.
ircaalltm Atlau'.a.
V'roro a *ntrar
Mez de Setembro
Soallesbafy, ae Antsarpia, brje.
Conela, oo sal l oje.
Porto Aleg'e da Enrona, a 23.
Matten 18.
I. .al ljtvau, a 2.
Varorfs .i atl
Mez de Setembro
13nO|5anl-a e esc. afatteo B az'.". 25 As 2 b.irac
f203iSal,?toiUaV
que do dia 24 de Setembro de 1S94 em diantc somente compram
1i2 b.-tijis ao prec,o de 12^000 o cerno
1,2 garrafa 8#000
Recife, 21 de Setembro de 2S94,
a
A. A. de Lcmos & C.
J. S. Amoral r C.
Jalo Rodrigues.

AMIA BKAZILEffiA
EXTRACCAO -\0 SEZ DE SETEMBRO DE 189*
de Slinns-Geraes 2 4
Espirito Santo 3
HiBtas-Cieraea *5S
corrate
a
a
S"3:5fc3> Umterlsk do Enado
f:08#^
Para Ootobro scrao postos em execrj$5o novos planos com premios in-
leeraesde 15,30 conlos de ris, deven io brevemente sor annunciadoo
dia i* cxlrartao dos planos de 100:0001000 e 200:0001000 integraes COM
loteras de minos estados serao preenchwos os o
TROS DAS DA SEMANA. Estas loteras'recommendam-se por serem
e majs vani 1 te utras, pois garantem em cada dezena mais de 0 % o
sjogam 30.000 bilhetes!
Veiila:; em grosse c r. r io
de ;rnios ts tpe
Tcl e. A tro errambuc

ir
cora Be;
Caixa correio

Peitoral de.Cambara
CUSA D T0 RTINAZ
Ilm. 3r J. A. e Soca Soarea. Pe
Iotas. TVnbo 9 o .: dar Ihe
, por n^ o ra q e uesbt
de realUar o Paura! de Cam ara.
Ha d<>as annos sninLa mulhar aosria 04
tina horrive! tOsa eeoca, scr.trpBnhad> e
dores no peito, fsaendo me da todo perder
a espejea da sao t ae o, p '
o?o pera-' explio-ir \h* n p r So ce renj'-
dios qtre aB9^, reoeitaos por r.-
deats ciae, E3:a c.l'.e; raalt factor ios.
Casnalmente, vec-tse s m38 om fo-
Iheto dos q'ie V. 8. publica e, sondo a
caras realisadas em doenyaa aoiuoiu-uiv-
> ra riaent^r o Peitoral da Cambar, coa o
qae( sa-ae c mpesni nie,
PHa V. S. larer d.ata o oso qae Iho
riar. Da V. S.iem, criado e ibri
9. Joaqium Alves Cucalca Fo 1 ( int
talesa, Cear.)
Ricjnbogo ira a firm* opra da
Joaqun Alvba Csrraleae'i. Ea t de
verdade, o tab(jli2o Joaq' im. Fjj da
ti
Sao agentes e depostanos do Peit.ral
nb :- acst Estado Compa-rbia da
Drogaco Prodac a "> ea Droga-
ra 3rga; de GairrarSe Bra & C.
.
/
-









%







.-v 1

I
i

Ofarlo Peitoral ce Cambar
CORA DE'BRONCHITE A3THMATICA
Illm. Sr. Joo Alva es de Suusa SutreB
Pelotnr. Com mam viva aittisfacao tango
mo da peana para dar-!he noticia de omi ^
impirtaote cara realiaad* pelo Peitjral de preparado
Cambar, a qaal tervir de grande utili-
d''e para a bumanidade soffredora.
Ha cerca de cinao ancos pessoa de mi-
aba familia aoha-se atacada de broncbte
aathmatioa, que faaia-me "iver dabaixo
da maia acerba dr, nao obiUnte ha ver
ella ustUu por longo tempo maitoa prep
rado* e receitaa medica indio.das para
ease r"m.
Leudo, porem, o Jornal de Noticias
desta capital, nelle aVorou-B-nie um
aonnocio do Peitoral de Cambara', em que
erem relatados os eus effioaea e Ahito.
Em vista disto, resolv comprar o pro-
parado e dei-a doente, que apenas com
dous iras: os lestabelecea-se completa-
mente do terrivel ocommodo que por tan-
to tempo a perseguir.
Surprehendtdo por tL admirtvel cura,
crm o coracao repleto de nmenaa hlegria
pao ceaso de taser votos pela prosperado
de V. S eqoem a humanidade soffrudora
tanto deva.
Autorieando-o a faaer deataa 1 nhas o
nso que Iba ooovier, aubscrevo-me D>
V. S. atiento, -enerdor e criado. Jos
Ca.fieiro da iiiiva Bjgo, (BJma.)
publicados e os que existem em nosso poder a
eficacia deste elixir as molestias indicadrs.
Kncoora se a venda na Botica
do Rosario n. 35
A'roa BarSo da Victoria n. 37 se dar loda
qualquer explicac&o que for preciso acerca desU
tarado.
Calado rom ralainva^oe
Modo de usar
Os sdoltos tomarao quatro colhercs das di
pa pe la manh e quatro ooite.
A criaucaa de i a 4 aoaos tomarao nena co
er pela maoba e ontra a uoite e as de 5 a II
snnos tomarao duaa coloeres oela macha au> e
uoite
ED1TAES
FIHOS B NQCULGS
CB

Feeonheco a firma eupra. Em teste-
ttoako ae verdade Jos Augusta de Al-
tn-ida.
S5o apent a e depositarios do Peitoral
de Cambar neste Estado a ComDanbia
de Droess e Productos Chimicos, e a Dro-
gara Braga, de G..ioiar2es B *ga & C.
----------------? --------
Elixir A n-Febril Cardoso
SEGUNDO A FORMULA
ds
iManoel Cardos^ Jnior
Approvado em XI de Marco de 1890 pe a iospe
ctoria eral da uigoa junta de thvgieue do Rio
de Janeiro. *
Este Elixir de composicao toda vegetal pre-
parado segando aa regras pharmceoticas.acon-
selnadas pelos autors moderaos e de recone
aa caaaeiuade scieaUtica tanto no pas como
no eTan^eiro.
j?.-te Elixir e o producto nao so do grande es
tcao daa arces pnysiologicas das snbstaocia*
cosso iaii'aem Datiologicaa.como tambero o re
sltalo aas mmensas applicacOes nos diversos
casos de lebres de fondo palustre.
A zpplicaso ueste Elixir naDgrande epidemia
de bezigas de 890 a 1891 mais orna vei ae
monsiroo a saa eficacia ; pois no principio oor
pnmeiros sympiomas a bexiga aborta, e amen
eos maia adianlados a bexiga passa a ser cma
aoenca febril vulgar apresentando pequeas to
aela^Oes que com a eoutinuacao do Elixir de-
sappareceaa sem todava apresealar recelos de
perlgo.
Oe omites attestados publicados no diario de
Pernambcco eGaiea aa Tarde provm o qu
Quemes.
Nos casos de febre amarella o effeito e admi
ravel, apresentando phenomanos to maravilbo
sos qoe nesta cidade do Racifo e no do Bio U
Janeiro pocco receio cansa a febpe araareiia
mesmo es'.aodo o doente com vomito preto <
anguineouestes ol'-imos periodos eutao
siano a applicaoao em alta dase, despr eiande
a Dea annexa.
Este Elixir ja condecido do publico e de no
grande r-jmero dec gnoa med.cos apresen'ado
para comea ter os tilTereatts occmmodoa todos
eliea de carcter febril.
Por muito lempo tivemos occasiao de faxer a
ipplicacao cas lebtsa erysiptlloaaa e com tao
boai reauliadc qoe Kstos admirados de to al-
tos eftetto*.
Pela praiica chegames a coobecer que noe
aUques de feore erys'peii'jiii. ot eryaipeiia comu
valgamente se diz neu-ssarlo j uso de 10 da?
do Elixir.
Nos grandes incomroodrw *** penhoran men=.
trnaco, gravidex e nos casos de parto com fe-
bre de om resultado trullo certo -em' e <
a sua composicao :at .uptes a nao offereso
re^eio de applicar o El'xir nem uesujo em uo.
superiores s indicadas na tabella infra.
Pedimos aos dignissituos mdicos aue dsela
rem faier nso deste Elixir em sua cnuica au n
snjeiiarem a cossa prescriogo, mas sim faier a
applicag.0 em harmona cois os casos que dese-
jarem combater, certos de que o medicamento e
. a ctnoosiso innocente para otganismo <>cr
m:is frgil que eeia.
lodo de n*ar
A'8 crisDpa.a ate um anco 10 gotas de 2 em 1
horas em urna colher das de sopa cheia d agos
fra.
De in inno ? tres t jro'.tas.
Da S a 10 anaos em t'.ante, 40 gotlas etc.
Es'.as loses de^em Betcpre ser appcaa3 en
agua tria.
Bepoatloa
Comp;;nbia de Drogas e Productos Ghimicot
Reciff, roa do Marques de Ohnda.n. 23.
Nacional Pharmacia, raa;Larga do Rosarlo
35 r-
Pbannada riecta!, raa Estrella do :iC3-r;
Ptsrcacia ttredo Iteraba, roa do Bario
Victoria n. 14.
Pbarniacia L'a.r.r, raa Ds?aes da Caxias d.
80
Pisrnacia Rlbeiro praca HaeieL Pintje'ro It
.^^io ue Ai-
drade Lima. Cl I 'nr**
Para qaalqae o:maro sera enco
tutor ua raa to Rocano h^treiu c. 17.
Os noeles tras qnatrados e coat
tas lo lean .'. loBjt an -'
no oBtronaD"*1 Cnrdoso
Icio Janor, teujo i^lia o.-, qac ui.o f^.vm an
B!gJ-.C03.
^_,, .1.
xir depura-
tivo vegeta!
FormuJa de Angeiino Jott
dos Santos ndrade
ApprovsdV. pola Inspectora Geral do Hy
gier.e Po'olica do P.io de Janeiro em
de Jalho de 1837.
E3} depurativo ce grande efJica^ia cas m
^ yphi! .'-je;a8in
m todas as mcltataa das secboras.
'fem curado r
,0~ bert.
RheromatisiDO Bypbillticn oa gotoso, dor teta
ica empeces de teiie, caucros, e cancroi
ra, hy3tei -JxirtSodt
ner^oH irilee e o oV';o'
n(pst as do Bgado, escronhalas, escorbuto
go, ulceras, gomiEt
u 3 emping dens, a'.troe, pannos e manchst
ca "\\e bonoea, aaruaa.. catar;
onaesauer moidetias da beiiga, cnt;a optrasi
iicra ourinas decas e 3niUioolen!as
ai-naia parlysia, erysipelaa, e .ic6a-
a3 e ps .hFDorrftoidas, &sthma, hydrt
ce lies, tumores, nevrajgias, e elephantl
n?orpr.
MADHEFSROLA
RECKBKD O $7
% Aa Faradis des Dames g
^jP^a^agkrff^.ftg^.F
-jJa/-o qj-v&jI) aTarisQ^vh*
| THEATHD f
em tecido de sedi e reoda,
elta phanUsia, tem o
; id prdis d

s**.Q
KSPAHTILHOS
ELEGANTES!
CONFORTA VEIS 1
Receb a grande sorlimento
a .-:::::;::: ikm

rw*^
O Dr. Marcea Tuliio dos Reia Lima, i'
de direito da Facunda Monuipal do Re-
cite.
Faa sber pelo presente que no dia 1 i*
Oatubro do corrente anno ae bao de arre
matar por venda a quena mais der em
praca publica d'este jo no o bens aegait-
te* :
Fregaeaia do Santo Antonio
A armacao de picho e baloao da rnesm
madeira, que exittem u caa n. 11. a
roa de Marcilio Di a. peh quantia de lt!(J,
teito o a batimento da le, visto como toram
avaliadoa em 208000, e eaU a teroeira
praya. Pertenoem a Eduardo Francisco
Pereira do Oliveira e vao a pra^ja por exo-
cucSo da f-ienda municipal.
Uo carro fnebre usado, com 4 rodas,
que ae acha ra 15 do Novembre, pe'
quantia de 4801000, feito o abatimento I*-
gal. por iaao que fdraavaliad) em 6'0.,
e esta a terce>r* prt.ga. Perteooe a An
too^o Bernnrdo Quinteiro, a vai a pra{a
tamben por execugao da fsznda.
Fregueaia de SSo Jos
O terreno nao murado a raa Imperial, o
qcal mede de frente 44 metro e 44 cen-
tmetro avaliado em 4000000. Pertenc*
a Praxeie da Silva GuamSo, e vai a pra-
^ i por execucSo da faaenda.
O terreno morado no logar denominado
do Gal, com grands portan d* madeira na
frente, onda exiate ama mei'a ta e janella o'e frente, 1 sala e 1 pequeo
potio, medindo dito terreno de frente 47
palmoaede fondo 158 ditos, avaliado cada
palmo em 10,5000 Pertence a Osear Dea-
tibeaax ou succeisores, e vai a pro$a por
exeuugao da mefm E paraoooaUr pateo i-sa elital, na fjr-
ma da le>.
Dado o p asado nesta cidade do Recite,
d Peroambuco aos 19 de Setembro de
1894.
J<: subscrevi.
afareoa Tullin doa Rois Lima.
Loadon &, River Pate.
Bank Limited
Crpltal sub-
scripto Ib.
Capital roa-
lisndo
Pando dere<
serva
1.500.000.0,0
900.000.0.0
800.000.0.0
Caka matriz eni l.ondr?s :
<'Iaos ena Pariz, Buenos Ay-
res, Montevideo, Rosario, Pay-
saudu' Rio de Janeiro, Para e
Pernanabuco.
A caixa filial de Pernanabu-
co foi uberta ena O de Agosto
do corrente anno, fazendo to-
das as oporacScs banearias.
Recite, 13 de Setembro de
1891.
T. EUis.
GERENTE.
DERBY-CLUB
DE
PER^AM
Edital
1 iRTiGospmiom I
E5PARTILK0S DE S DA BRANCA 3
^ LICIAS DE EDa f*
Cape/las de flores de cera e pellica 1g
FINOS LEOUES J
GRANDE SOBTIMENTO DE SEDAS ^
BRANCAS, PBETA8 E DE CORKS
Corles francos bordados
X Sachet de teda para camisa
M, A!mofd.-a bordadas a ouro e
tea. alto relevo
COLCHAS DS SEDA E RENDA
CSH.M DE SE4
fN itopo8ibilidada do mencio-
nr o sortimentu que temu, pe-
T dimo 48 (xmaa. fbmiliba a bun-
V ra de ama visita
| Aa Paradis des Dames |
C 35 Ra do Bar3o d- Victoria 9
jg. TELEPHONE 59 M
Dr. Xunes CoimbraClnica Me-
dico Cirurgica Consultorio, ra Mr-
quez de Olinda n. 56, onde da consultas i
das 11 as 2 boras da tarde. Especiali-
dades Febres, partos, molestias de se-
nhoras e criancas. Chamados a qual-
quer hora na sua residencia, na ra da
Soledade n. 84, esquina da ra do Atalho
ou no consultorio
Dr Octavia de Frcitas. Medico
Antigo interno dos hospita es do Rio,
de volta de sua viagem a Europa, da
consultas de 1 s 3 a ra Larga do Rofa-
rio, 26 e reside ra do Principe, 2*.
Especialidad :s : Febres, molest.as do
pulino e do coracao. ( Encarreg..-se de
analyses chimicas de urinas. Chamados
por escripto a qualquer hora.
, Dr. Carneiro LcoMedico partero,
consultorio t> residencia ra do Livra-
men'.c n. 31, 1 e 2." andares.
Consultas de 11 s 2. Chamados a
[tier hora. Teli'phone n 3/5.
Espe iialiaa les: febres, partos e moles-
tias de criancas.
Imposto de lamo
Por ordem do Illm. Sr. Dr. inspector
desta Repartico fica marcada o praso de
8 dias para o pagamento amigavel dos
devedoresdo imposto de consumo de fumo
do municipio de Goyanna, exercicio de
1893, abaixo de"larados, findo o qual
serilo as respectivas contas remettidas ao
Sr. Dr. Procurador da Repblica para a
cobranza executiva.
Gasimrino Cabral da Silva Bar-
rito H05000
Antonio Caetano de Medeiros 16500
3 Seccao d'Alfandega de Pernambu-
co, 20 de Setembro de 1894.
O chefe de seccSo.
Luis Frederico Codeceirci.
Alfandega
Aforanaento do una terreno de
narinha
De ordem do Sr. Dr. Inspector desta
reparticSo, tendo Manoel Jos Martins
requerido afora ment da um terreno de
marinhasito no 2.' districto da freguezia
de S. Jos d'esta cidade, medindo de
frente 65 metros, para a ra Imperial
(hoje 89j, e de fuudo 115 metros, no
lado do Hospital Pedro II, sao convida-
dos todos aquelles que se julgarem preju-
dcados cem o mesmo atoramento a virem
requerer preferencia, ou o que entenderam
a bem de sus interes6es, no praso de 30
dias, findo o qual nenhuma reclamacao
ser acceita por esta repartio.
Alfandega de i'ernambuco, 20 de Sa-
temoro de 1894.
O chefe de seccao.
\Luiz f. Codcceira.
Sociedade
D03
Artistas Mechanicos e Li-
beraes
Assembla geral extraord caria
D-j ordem da direetori, coovido aos -ocios
ellect!os dista asioen^ao i compirecerem em
;o98a fje ao dia 23 lo dia, oara tr-tar-feda re'o ma 'os etam'os
Secretaria da Sociedade dos Artistas Mechani-
cos e LiDeraes de Peroambuco, 16 de SetemDro
de 18910 i* secretario,
lgaacio Lopes.
QUE SE REALISARA'NO
Dia 25 de Setembro de 1894
Terminando as 4 112 horas
da tarde com a entrega do pre-
mio constante de um impor-
tante cavallo alazo tostado
novo sellado e enfreiado.
r.
Nomea
a
a
4
relio
Matara
lid.
9
Gor da vetl-
nienla
Proprletarlos
London & Brazi-
lian Bank. Li-
mited.
AVXSO
i^c Banco abo-
nar juros a ra-
zo de o/o ao
anuo obre con-
tas correntcs de
movimiento, a con-
tar do l. de Se-
tembro
futuro
aviso.
Pernambuco. H
de Agosto de t> I.
^V. II. Bilton.
Gerente.
prximo
at novo
la*. Ilerculano Sandcra.. ^'edi-
co, opera or e parteiro. Especialidades :
molestias do systhema nervoso, do tubo
rastro-intestinal e do apparelho genito-
urinario.
D consultas das 11 horas da m&ES
s 2 da tarde em sua residencia, ra
da Imperatriz n. 6, l*. andar.
Dr. Barreta Sampaio Oculista
Consultorio raaBario da Victoria n. 51,
!. andar. Ex-chefe de clnica do Dr.
de Wecker, de volta de sua viap-etn
Conselho econmico da re-
partico de mar.rha
De o iem do Sr. rapi'aj-teaente Sabino df
Alfredo CoaiiDhn, inspecior ioierioo deste Ar-
senal, fago pnblKo q--e, tetb.-e propostas em
cartas fe> hadas no da de Ouoc.ro prximo
futuro, as 11 Doraa da maot-., :em ama das sa-
tas ca secretaria da iospercar p n o foroeci-
m-oto de vieref a ese Arsenal, suasdependeo-
Ciaa e aus navios da a-mad? canio'al estaciona
dos no porto deste E '.ac, orante o futuro
exercicij da 1895, observadas 6 eHoofijOe- dus
Sr.iioa 5T6 e 178 e srus paragrasho-i f.> recula-
m^nio qoe bixoa <*om o decreto o. 745 re 12
scr'pias:
Art. 17d. SSodevere8do3 p-Dponentea :
i Eictier com pregos por ^xlen^o e em al-
caritmo a pruposia impressa que Ibe ner tur1 e-
Mtia pelo secretarle do A'te".al,a qsal arlar e
a?s gnara pa.a eer apreseuiaas ao cunselho eco-
tom,''i.
| 2 Etrega' p;POilmente oo nor fea leiiti-
mu reprefntantf, dir carneo te- ao coaeeico eco-
DOtcico, co locar, da e hora BBOBorJrdoa, na>i
- as 60t'8 oropoflaa cobo j atnaa ra-: coire-
j;(uidi-nies.
2* ExDtbir alera d- certido ('o rf sprctuo
eoo raco aoeial, toaBdo Uo for lirtca tdi-
doal. os doca.< entes qce pro en ser aesoetan
in c:3tr'.'.'0'--ulado e baver pauo o lopcato de casa
eoDDerclal, relativo aa ultimo eeets e.
4o S.o dupcordoos d^- p e.eouij da ma-
t-lcol r.a Juila Comoieri-ial as lab'l aa e est
beiecimt-i'OB indcntriaes da Rai-rohcr, tera
i.'-'" r. ,u llrs a prefereocia sobre r?, oairje
eoted bou Igaaldade de ccndicOes e cu-
CC -l.rc.:a*. rWdaaieUto prev.
4n. 178. Para;rapbo nntco. Ales: do p-a-
bo estipulado, o* fmecedotea larao i
l 60.iias li coadigO .-.
o for jolg ote htp
Uoa direiio fwr proroRacao o>-c'
Os p ;i- 03 0C0-
rren d< t b jqio a! a ve;pp" no c i
Socretarta
D'.ia de Peraimiacj. 2 oe do 18J
O iBctfetario,
OOio d. I "le.
i an te se venfleer se ati fo'malida.'es exifiiJas
Europardi'co'nsnitas de 1 Choras da ^am ibObMm.
tarde, excepto nos doir. .as san-
tificados. Telephone n. 285. Residen-
cia ra Sete de Satembro n. 31. Entrada
pela ra da Saudade, n. 2G. Teiephone
a- 287' ^____-
*Dr. Jo Ranjcl Medico operador.
Eapecialjajta em molestias da bocea.
:a a rua do Baro da Victoria
n. 3, 1." andar, onde di consulta todo*
os dias uttis de meio da Si 2 horas da |
tarde. Attcnde a chamados a qnalquer
hora do dia ou da noite, para dentro ou
lora da cidade. Telephone n...
'" da iaanha. l__
,,asir:egala:.dace3damen8truacao^: rhom t^piione H. 226
Dr. Alfredo GasparMedico. Con-
sultorio e residencia rua da Imperatriz
n. 18. Io andar: Operador parteiro tora- jculebra, a qn
ta comes] le moleatiaa dase-
nhoras e creancas. Cousultasde 8 s 10
Chamados (por escripto) &
Matriz de Santo Ante
Dio
Veneraa-i 1 irmandede da SS. *>a-
raunt*
Mt.sa di 11 DWai
P^lo pre
das ti Bfl
c^i e m uc'ia
:

.. Pi Oi.
CoBJlBtorio, 20 de Selembri.
0 esenvao
Fcrtuoa-.o Porto.
Pede-se aos Senho-
res consummidores
me queiram fazer
malquer communica-
Qo ou reclamacao, se-
aesta feitano escrip-
torio desta empreza
pa do Imperador n.
55, onde tambem se r e-
ceber qualquer conta
aue queiram pagar.
Os nicos cobrado
res externos sao os Srs
Manoel Antonio da Sil-
va Oliveira, HermUlc
Francisco Rodrigues
Freir e Joaquim An
tonio de Castro Nunes.
Todos os recibos
desta empreza dev-a-
ro ser passados em
talo carimbado e r
mado pelo gerente,
sem o que tero
valor algum.
Edwar.l o i e Va :b.
Gerente.

0 Lo Braalian
Bank Linrted
Sacca so!re Lisboa o Porto
ena libra sterliaas, o vista,
.oudo o paganaoto feito
icc-asifio la vresentacSo lo
saine ao cambio, pelo qual o
Sanco e.tiver comprando pa-
pel sobre Londres a noventa
dias de vista naqwellas pracas
1.' PareoHippadrazno do Campo tranile 700 metros.Anucaes de Pernarrbnfo
qoe oo teuham lido ctasnO'-sgao no Prado e HippoJrccio. Premios : 230*
ao 1.,. 50*000 ao S.' e 25 Timb-As.
Cardaos.....
PensameDto..
Tnck lt
5 Tapajcz.....
6iGampo-A le-
gre.......
7:Maonty i.*..
Castaobo-----
P'eto.......
Alazao......
Pedrez......
Castiiabo------
Pernamb..
Rodado...
Castaoho.
51 jEocarcado e preto.
51
Si
51
ESI
51
51
2. PareoPrado Pernamboean*t.tOO
Azd e ouro
Azal e braacc........
Verde e encarnado....
acara, e braaco-----
Azol e encamado.....
Preto e branco......
metrosAninaes de
Olios: 300*000 ao 1, 60JU00 so 1* e 30*000 ao 3*
J. M Oliveira.
Oood. Rosarinbo.
J. F. Gomes.
M. Z. V.
JC. Almeida.
S. G. Medeiros.
J. R. Cruz.
Pernambuco. Pre-
CmIqsso.....
Ida.........
Pirata.......
Feuiano------
Pamaca 2.* .
Mooro......
MieCutte-----
Rodado.
Preto........
Mellado......
Zaino.......
Alaro......
CastaEho-----
Pernamb..
50
50
50
50
50
50
Azal e oaro...........Coad. Cruzeiro-
> tem.
Encarnado...........MagalbSes & C-
Verde e rosa........C ud. Victal.
Doro...............I. P-
Ouro e azul..........Good. Mooriscana.
. < dem.
PareoConolae*o800 metrosAoimaes de Pernambuco que nao tenha^ eanbo
premioB'nns praiios i*o R^rife, contando oa nao victoria, Premios: 300*000
1>, 60*000 ao 2.* e 30*000 ao 3.
Castaobo...-
Baio.....
Mellado.
.odado.
Alaz5o..
Redado.
Preto ..
Pernamb..
T mb-Ass-
Una........
VolcSo......
Piony. .....
'^ampo-A I e
Rre......
America.....
Guama. ...
joayanaz 2.*
v pareoPrado da Estancia1.609 metrosAnimaes de Pernam buco.
350*000 ao i.\ 7*00 so 2 e 35*000 ao 3.
51
51
51
31
51
51
51
51
Er.carnado e preto.
Azul t branco......
Axarello e preto...
Verde e azaul.....
Encarnado e azul------
Verde e amarello------
azul e branco .
Azul e rosa.....
J. M. Oliveira
a. Filbo.
1. A. Haia.
Coud. PerdigSo.
S. G. Medeiro'
Cood. Pbilomeno.
H. Babia.
. D, G. Carvalbo.
Premios
Ida.........
Ciogo......
Nascotte.....
Vingador ...
Ea..........
Rodado......
Prfto.......
Casta nhi...
Rodado.....
Gastante-
Pernarrb..
50
50
50
50
50
Azul e ouro........
Ouro................
Azule ouro...........
Encarnado...........
Encarnado e azul.....
Coud. Cruzeiro.
J. S. P.
Coud. Mouriscaaa.
Coodela'ia Portuense
S. J. Medeiros.
5PareoVelocWade 900 metros Aniroses de Psrnambuco. Premios : 300* ao i.*,
60*000 ao 2' e 30*000 ao "i."
iiPalbago-------
SlColoBso.....
3|Pirata.......
4 Fomaga 2.*
Mouro......
Malange ...
Fenuno.....
Castaoho
Rodado..
Preto------
Zaino------
Alazo...
Rodado..
Mellado..
Pernamb.. 50
50
* 50
50
50
m 50
m 50
Encarnado.........
Azul e curo......
Eacaroado
Ouro............
Azol e ouro.......
Preo e amarello...
Rosa e vtrae.......
|F. M. G.
Coud. Cruzeiro.
iMagalh&es 4 C.
J. S. P.
Cood Moarcana.
A. J. Maia.
C. Vicia!.
6# PareoPro.peridade1.200 metros.
ao i.'
Nababo.....
Triompbo....
Piotao......
Aventurt iro.
Piramon.....
Alazao.....
Mellado------
Modado.....
Alaiao.....
Catlauno...
70*000 ao
Pernamb..
2.'
50
50
5
50
50
Animaes de Pera-mbuco.
e 35*100 ao 3.*
Premios 330*
Azul e coro.........jCood. Cruzeiro.
Preto e encarnado....Coud. Arraya!.
Eooarnao lisirado...|Goud. Nerundlo.
Azul e branco .....A. Meira.
Amarello e branco.... Coud. Bella'Vista,
A directora pede a aquellas pessoas que cao qui-
zerem se sujeiar as suas decisoes o obsequio de nao
comprsrem poules.
Tocando a pesagen, oa aniasaes davorao eatsr justo respecc-a casa para
seroi iramedtatamen'e ensilhado e aeguirin p^ra o tarracSo co caatro da raa onda
i poderao estar os jockeys a oa tr.tadora3 ou cnad:s os qoass alo pod.r2o ter com-
amoicoyao cora pessea nlgama antes de rflAsar-ai a oerrida.
A directora dar ucn (.ramio de ecm mil res co jockey qaa melhor proce-
der durante a Borrilla, o tiver msior numero de victorias.
Os Sra. frequ-ntu&ree, muuat.s de aaua coEipsientea faheei, razSo d
1(5000 ca'la na, terlo ireito 80 p e.no que a aorta designar por meio da machina
Derbv-Club noontwuido-aa ce ra^eiiioa bilhstcs a venda ca Livraria Francs* roa 1*
de Mareo, ena Secretan* do DarLy C:ub roa Duque da Casia d. 20 1 andar
das 10 ho'oe s 3 da tarde, anterior to da cirida, e, no .'a seguate coa porlSca di
Prado da Estancir.
Conliuuo em vigor lodas as resolurflos al hoje adoptadas peas socieda
des hypicas deslo lisiado, oooaiaoles da seas cdigos do corridas e instnigBea i
publicadas.
D jatro da casa d<.s apostas, na sala desimana a venda de poules, nar*
lera iogresso pessoa alguma alem da dirccloiia, cotnmissao fiscal e empregadus
Os Sis. juizes so' tero iogresso na sala contigua a da vauda de
poules.
Os Sra. empregados devem oslar no Derby Club as 10 horas da raanha
em ponto, sob pona de aao serem admitidos no sor vico,
Chan:a-aa a atencSo dos Srs. apoatcdore6 para o horario qc. sor restricta-
ttcnte observa o 1- paro a 12 horaa en
Os Jookeys que nao se apresentarem couveniememenle trajadoa com as
'ores adoptadas no programma por seus patres, naa seio admitlidos pesagem
9 serao mnllados do accordo com o art. 51 do cdigo no wmvnh*.
Os animaes inscriptos para o 1. pareo deverao achar-seno ensilhamanto
a 9 h2 horas da manh.
Os /crfaits serao recebidos at sabbado 22 4o corrente as d horas da
;arde na Secretaria da Derby.
As poules qu! nao torem pagas no P.-ado da Estancia no dia da cor-
rida so' sero pagas 3 dias depois na secretaria to Derby.
q< id corrija na secretaria do Derbj
CIcb rua Duque de Gallas n. 0 I.- andar.
0 expediente para esta corrida encerrar-so ha no dia 22 de Setembro s
3ho:as da tai^e.
A Directora efcama a io dos brs. proprietunos e jockeys para o
eseus e o art. && quo sao restrictamente observados.
du DcrbyOlub tj T>; atro de 1824.
O gerente,
A. &, Gomes Fema.
81
111 ~-
"":--

I


| >i





c
Diario de Pernambnco Domingo 3 de Setembro de 1894
'




HIPPODROMO
DO
CAMPO GRANDE
realizar-se no domingo
POJCT0 DE N8CUPC0
Para a 21a corrida
30 de Setembro de 1894
!. PAREO 30 ds Setem'.ro 750 metros. Animaos de Pernambaoo qoe
nSo tentara guabo primeiros e segundo* premios nos prados do Recife
contando ou ola victoria, premios : 200-iOOO ao primeiro, 400000
&o secrundo e 20fl00 ao terceiro.
2. PAREO-Prad SernaBlhuCBCO -1.050 metros Animeea de Pernsm-
buco. pkhmios : 250)5000 ao primeiro, 5O0OOU ao segando e 250000
ao terceiro.
Art. 5.0Bisraark 2.
3. PARLODerby Clab1.450 ^metros. Handicap. Ammaes do P-rnarc-
baco. PEsmos : 300j$CO0 ao primeiro, 600000 ao eegundoe 30$OQO
ao terceiro
PetosBistrarck 2.- 61 kilos, Triampho 56 kilos, Turo* 2-. 54 kilos, Pira-
ntn, PlalSc, Maui'y, Aventureiro 50 kilos, eos domis 46 kilos.
4.- PAROIprc91.700 metros Handcsp. Acimaes de Perrambnqp.
prKinus 4000000 ao primeiro, 800000 ao segando e 400000 ao
terceiro.
Art. 5 .Bismarck 2-, Pirymon, Trian pbs, Tarco 2 PlotSo, Maonty. Avent-
reiro, Pirylampo, Nsb.b-, Tudo-, AUy-Stoper, Hiroodellc, H faente, Dablim, Ser-
um Idr, Picasen e Saos Souci. .
fes OS -Mascoite Ptchouly, Ybo 58 kilo?, Malaio, Pirata, Talispher, Uarimpe-
ro 55 kiios, Colosso, Toulon, Narciso, G'irgo e Moaro 52 kioc, todos os domis 43
kilos.
5. PAREOUbe dade1.150 metros Animaes de Pernambuco. PBKMlos :
25(f000 ac primeiro, 500000 ao segando e 25J000ao terceiro.
Art. 5. i. go pnreo Itcprensa e Mescotte, Patchouly, Ybo, Malaio, Pirata, Ta-
lispher, Garwpeiro, Col ; A r, Narciso e ouro.
6.* PAREO--Frlih1- Urbsoo 1.100 metros. Animaes de Pernambneo.
Premios : primeiro, 500000 ao segundo e 250000 ao
teroeiro. #
Art. 5.'Os do pareo Liberdade e Toclon, Teimoso, Frontn, Traquinas, Tenor
2.\ Gllrt, Rigente, Poatable, PeroDolis 2.-, Fusileiro, Prassiano, Galante, Viva,
Enireb, Pharisen, Betury Paihaco Tupy 2 Btija-Flr, Ciego, Feniano, Scepticit-
mo, Fu zueca 2.* e Baralro.
7. PAREO Velocldade 903 metros. Animaes de Pernambaro. PEE-
MOS 2500000 ao primeiro, 5O0OOJ ao segundo e 250000 ao
terceiro.
Art. 5 oOs do pareo Imprenta.
8." PAREOCcnsolacw800 metros. Animces de Pernambuco. Pbemioj :
2501000 so primeiro, 500000 ao segundo e 254000 ao te ceiro.
Art. 5.- Os do pareo Trilhos Urbanos e mais Tahcier, Fui oso, Chete e Ma-
lasnge.
Observaces
Contarlo victoria os pareos 30 de Setembro, Velocidade e ConsoUcSo.
Os animaes suspensos nSo poder&o ser icscnptos-
Aps a peeagem os jockoyi serio solados bem como os animaes que tive-
rem da disputar o pareo.
O pareo Impreosa s ser considerado realisado se forera inscriptos e corre-
rem R sn maes de 4 propietarios differentes, e os demais 4 animaes de 3 proprieta*
ros differentes.
A proposta qns n3o vier acompanbada da respectiva importancia nao sei
lid. .
A inscripcSo encerrar-se*ha na terca-feira 25 do oorrente, as 7 horas
a tarde na secretaria, & ra Larga do Rosario n. 16 1. andar.
Kippodromo do Campo Grande 20 de Setembro de 1894.
O secretario,
Companhia de Seguros Fi-
delidade de Lisboa
Para conhecimento dos interessados em ne-
gocios cora esta companhia, se faz publico que
a adrainistrago da Companhia Plienix Per-
nambucana est constituida e tem touos 03 po-
deres para a representar.
Pernambuco, 23de Janeiro de 189*.
Pela Companhia Phenix Pemambucana
Os administradores,
Luii Duprat.
Manoel da Silca Mata
Jos Joaquim Dias Fernanda
Banco de Pernambu-
co
Ternto se extraviao a cautel- n. 1.5, reare
tentando 15 aeces deit- banco, d.i valor nomi-
nal de 200*000 cada nica rom 200/0 realzados,
pe'tesceotes ao Sr. Francisco Momeiro Goedes
de Paiva, Bcara de oeobuna effuto a mt ema se
deniro do pra?o de 30 das, contar desia data,
nao for apreeeoiad nes e banco.
Banco de Pernambuco, 18 de Setembro de
1891.
A. F. Pereira de Carvalao
Di'ertor sscrslsrio.
Confraria de JN. S. do Ro3a
no de Santo Antonio
Assembla geral
?or ordem da mesa re^edora sao "convidados
tolas os irmos para reocirem-se domingo
do eorrenie, pelas 3 horas da tarde, em oospo
consiste-rio, ti ni d ero aefemble.i ral tratar
ee de aesumptos de alta importare a.
O secretario
Joso Francisco (le Moraes.
Augusto Silva.
Estrada de Ferro \orte de
Alagoas
HORARIO PARA OS TRENS DE PASSAGEI-
ROS E CARGAS A PARTIR DE 10 DE SE-
TEMBRO DE J 894.
ID (Todos o Jias)
Estaes
Kilmetros
Unio-
Barra doCa-
nboto.....
Lase.
Serra
de.
Gran-
Agua Verme-
Iba.....
Gljcerio----
0.000
9.610
25.439
31.209
40.599
47.339
Horas
Sabida 5.43 Manha
(Chegada 6.05 >
(Sabida 6.15 *
(Chegada 7.00 *
(Sabida 7.10
(Chegada 7.30
(Sabida 7.35
(Chegada 8.05
.Sahida 8.10
Fabrica de Camaragibe
Contrata-sc familias para trabalharem
nesta fabrica as seguintes condices :
S sero acceitas familias legitimas
de procedimento irreprehensivel, bem
provado por pessoas fidedignas que as
conhecam pessoalmeute.
Sero preferidas familias numerosas,
as quaes predomine o numero de mu-
lheres de 12 annos para cima, sem ex-
cluso, entretanto, de homenss e meni-
nos, cima de 15 annos.
A fabrica fornece casa, por mdico
aluguel, escola para as criancas, medico
e soccorros em caso de molestia.
No lugar ha todos os recursos e
missa nos domingos e das santos na
capella da fabrica.
A administraco procura dar trabalho
a todos os membros das familias, em
idade conveniente.
Ao pessoal que entra sem saber tra-
balhar paga-se desde logo um pequeo
salario durante a aprendizagem.
Ao pessoal hibilitado paga-se a jor-
nal ou por contar conforme o trabalho.
Os chefes de familias que desejarem
se collocar devero ir entender--e pre-
viamente com o gerente, na fabrica,
em Camaragibe, em todos os dias
uteis, excepto as quintas-feiras afim
de se certificaren! se sero acceitos,
cm que condices e em que poca
certa.
Car/os Albelto de Metieses,
Director gerente.
' Derby Club de Per-
nambuco
Prado da Estancia
DOMIUCO
13* corrida em 23 de Setembro de 1894
Os bilhe'e* de tnpresso 59 direito a nm
premia c matante de om lindo caallo slapao Em todas as estarces testa eslrada de ferro
cachito, novo, andador de raixo mein, s lladojrecebem-se p^ssageiros e despacham-se carga*
e eireiado, podendo aer ^i-to na eochPira do para qualquer eslacio das estradas de ferro de
S" Franctsce FJx roa ca Conrelao n. 4,, Alagoas Railvay, Sul de Pernambuco e Recife
ende te encontram venda os b:netes de entra- ao S. F ancisco.
da e no3 osares Ai coatume.
Cnegada 8.35
VOl.TA (Todos os dias)
Glvcerio....
AguaVerme-
Iha.......
Serra
de.
Gran-
Laffe.
Barra" do Ca-
nhoto.....
Uniao
0.C00
6.7-40
16.130
J1.900
37.699
47.339
Sabida 4-40
(Chegada 4.56
[Sahida 5.00
(Chegada 5.50
(Sahida 5.25
(Chegada 5.40 >
(Sahida 5 50 *
(Chegada 6.20
(Sahida 6.38
Chegada 7.00
OBSERVACES
UUUPAM1A
No dia 1." de OiMubro comecaro a correr
trens expressos de Macei Recife e vice-ver-
M, as quartas-feiras e domingos, segundo o
TT ^~i ** J ^ horario que ser publicado opportucamente.
Uzma Cansan^ao de,
Sinimbu
No dia t de A cosi do correte aino perdeo
se i.b Ba-ra fu Gequi, Alagcss. treie sccOes
desta coropanhi. sendo:' tres a-gSes ns. 3171/J
de Rolrio Oarvalho da Ccna. e oes aece 1 ns
4816;i5 ce A .tonla de Amri'm Sampaio. Pelo
presen:e se declara qne ticam Eea valor es!a
arc6er>, tendo sido su j&tiiuidcS por tutras d^
ignaen onme'os ethpar.
Coaipanhi) Oz'na ansencaj de Sioimfco, 50
de Setembro de 1894.
Artho- L G. W.lliam
Presidente.
NOTA. A hora de Pernambuco vigorar para
us trens desta Estrada.
Macei, 5 de Setembro de 1894.
O director engenheiro ebefc,
Emilio Schnoor
COMPANHIA TETHYS DE SEGUROS
MARTIMOS E TERRESTSES
BA DO VIGARIO N. 1, 1. ANDAB
Directores
Bar&o de Souza L^lo.
Thomaz Comber.
,Juiio Cesar I'aes Barrete.
Companhia Serrara
Pemambucana.
De accordo com a lei das sociedades
anonymas estao a disposico dos Srs.
accionistas, no escriptorio da mesme
Companhia. Ra Dr. Jos Marianno
a. 82, Copia do balanco do anno findo
em Julho, relaco dos accionista e
listra de transferencia do mesmo no
respectivo periodo.
Recife, 18 de Setembro de 1894.
Jos dos Santos da Costa Mor eir.
Director Presidente,
Companhia
Exploradora de productos
Calcreos
Acham-se no e>r:rlp:orio desta rompanhla a
diepoaicj dos f. crees accionistas uscpi s
dos balancos reterent' s so anno sociai Ando, e
mais documentos de que traa a le das socie-
dades aoonyxas.
Recife, 19 de Setembro de 1894.
Rodrlco Carvalbo
Secretario.
Banco do crdito real de
Pernarubaco
Chamada de capital
Os Sri. accionistas fio conTidados, nos termes
do Art. 8- dos istnotos. a reli8arem at ao d'a
30 de Sttembro n oximo futuro, na sede desie
3anco, roa do Bom JJsos n. 26, omi entrada
de 10 0/o do valar nominal de seas accOes cu
20-OU por cada ama.
Nttse ac deverao exhibir as soas cautelas,
para ser avernada na respectiva entrada.
Recife, 1 de Setembro fe 1894.
Lotx Duprat
Director secr lar'O-
Companhia
IfaiiBphactora de Phospieros
?o oovidados es Srs. accionistas a realisa
rem. dentro de 30 das, cotar do l- de 2e-
ierob:o proKimo vindooro, a sef-ra entraca de
toas presta.OfS i raiao de 10 O/o do capital
subscripto ou 200.0 por arcao, 1 a rr:o do tbe-
soi reiro, roa da nadre de Decs n. 18
Rectf", 30 de Agosto de 1894.
0 director secretario
I. P. GoncaWes da Silva.
ths immi immi mmt
ILICM
DE LONDRES
Estabelecida em 1803
Capital 1,100,000
(lis 4,000;O04000)
SBtJUBA EDIFICIOS K MERCADURAS
CONTRA O FOGO
7 AIXAS A I XAS
PBOMPTO PAGAMENTO DE PREJDIZO
Sem descont
Amata
1H\0\Y\S C.
Companhia \<>rlli British & SI er
cantil e Insurance
Capital subscripto 3,000,000 0* 0d
Fundos accumulados 9,452,452, I8d 5'
RECEITA ANNUAL
De premios contra
Fogo 1.495.418
De premios sobre
divida 992.379
10
ld
2.488.196. 12* lld
N; B.A reparticSo de fundo s accu-
mulados sobre seguros contra fogo, nao
se responsabilisa pelas transaccoes fei-
tas pela de seguro sobre vidas.
Wilson, Sons &C-.
COMPANHIA
DE SEGUROS CONTRA FOGO
MUYVHVAW
De Londres e Aberdeen
Posicao financeira
Capital subscripto 3.780.000
Fundos accumulados 3.000.000
Receita annual:
De premios contra fogo 626.0000
De premios sobre vidas 208.000
De juros 155.000
Agente era Pernambuco,
Boxwell William & C.
SEGURO CONTRA FOGO
Royal Insurance Company de Li-
verpool
CAPITAL 00,000
as:zs--posLM &c.
LARGO DA COMPANHIA N. 6
SEGURO CONTRA FOGO
Veneravel
DevccSode N. S. da Boa
Morte
De crdem do lrm) ju z, coovi o aos dobpcs
cirSEicacs irmaos a (ora carnerera em r.ost-o
O'isirtono b. je do 1 ojo 23 do cj-rente, pelas 3
ror;s da tarde, ali.n de reonid.s em csemLI-a
eral, procder-se a elelcao tr3 |ii, vsio o
eleito nao ter bcei^oio o refer o crgo.
oosiator.o da VrceraVrl iievjia 1 e N. S. dr
Boa Morte^er' rt:i na convenio d Cirmo 23 de
Se.tinDrode 1894.
O senvSo
Maximioo altes da ?ilva.
eilU lili Sil Ml\ JMf
O paquete Tbames
Commandante B. S. Armstrong
E' esperado do sol al o
da 99 de Setembro segulo-
do depoia da demora ind s
para
J^jJ^
Lisboa, Vigo e SouthimptoQ
Para passagiua, (ratee. Denonandas.traU-ae
om o
AGENTES
O paquete Gyde
Commandante A. E. Ball
E' esperado dos porto da
Enrona ate o dia M de Outn-
bro e seguir depois da ae
mora iodispensavel para
Bahia, Rio de Janeiro, Mon-
tevideu e Buenos Ayres
N. B.Previne-ej aos Srs. recebedores de
oercadorlas, qoe a Gomoannia Mala Real Ingle-
za, coniracton com a(iuccat Steam Navegation
Gompanjum servico da vapores t>emaoaes qua
pa'tindo de Bordeaus e 1 ognac. vem ebegar a
Soutbmpton a lempo de balleiarem as carsar
destinadas America do Sal. para os vapores
desta BMBMPMa.
A Real M la acceila por p-pcos razoavpis pai
sageiros par Vra; araizo va BunosjAjres e
estrada dos Ande*.
Timbem acceita paesageires para N-vrYjrk,
*ia Sout^mpton, por especial arranjo felto cuoj
a Oompachia AHi-roao l Llt y poleodo demara-
rem-se na Ecropa casi c desejarem.
RedncjSo nos prados das passageui
ia tollo
ALIsnor, t ota : W &
UfltltMinrtmT i* rtnnn> 53 i 42
Camarotes t9mi*il9t pzra c paesagoirce oe
Peroaiabsco.
Para carga, paesagens, encotcmendas e dinbei-
ro a (rete: irata-se coa os
AGENTES
Amoriiii Irm&o^ & C.
H. 3R-3i d > *^ JisTtN. 3
GUA&GSUSS -EB.1IS
Companhia Fra^.ceza
PE
Kareg^fo a vapor
Lir.hn regular ectre o Havre, Ltabca,
Pernambaco, Babia, Rio de Janeiro
e Santos.
O vapor Colombia
OMM ANDANTE VItt
E' esperado da
Europa at o dia
a de Octub-o
seguindo depois
.la indispensavel
demora para
Bala, Rio de Janeiro e saa-
toa
Eete vapor entrar no porto
Rogi-se aos Srs. importadores de carea pelos
vaporee desta liaos, qneiram aoresentar den
tro de 6 dias, a contar da da descarga das al-
varengas qaalquer reclamagao concernente a vo-
Is2t8s ;ss ccrve"tsrs tenio: j3j;:3 ps.i 02
portos do sul. ajm de se poderem dar a tempo
as providencias oecessarias.
Espirado o referido praso a compannia nao bp
responsabilisa por estravios.
Recebe carga a tratar com o
AGENTE
Luguste Labille
9_Rnft do Commercio:9
Eate vapor entrar no porto
Qaaesquer reciamacSes s serSo aten-
didas 48 boraa depois da nltima descarga
do vapoi na Alfaodega.
Para carga, encoumendas, passagens e (re-
e trata-st com os
Consignatarios
Borstelmao & C.
Rae do Commeroio n. 18
1* andar
lojl Hungarian a^a ^ aVigatoB
Company km Limited
O vapor austraco
Szent Istvan
E' esperado do
Trieste al o dia
S5 de Setembro
t-egoindo depois
da demora oe.es-
farla para
iahia, Rio de Janeiro e San-
tos
Tara carga, passagecs, encommendas 4 di-
nbeire a (rete trata-sp coro os
/GENTES
Henrv Forster & C
Roa do C.immercio n. 8
1 andar
LdUi
Da encllenle barcaga denomnala Rozinba>
de lotaco ae :50 Haceos de atsocar de 5 arroba3
ou 60 oarricas com (annba de trigo
Sexte-feira 28 do enfrente
A'i 11 horas
O aaeote GosaSn, aotorisado, 3t le:ISo da
exceilenie barcajt cima mencionada, cem to-
dos seuu pertences, prompta pa>a navegar, em
b m astado de com-ervbcao, uvre e destmbara-
cada, a quI se a:Od snuorada junto a ponte da
prensa de ;>l20 eflectuaio o referido leilo.
Os ccrsp'alo'-es pod?ro ir ezaminal 8.
AVISOS DIVERSOS
LEILOES
Leilo
Companhia de Na vega cao
Carioca
PORTOS DO SOL
O vapor Cometa
E' esperado dos portos do sul
cestes iouccs oias segaiodo
lepois da neceasarla demora

Rio de Janeiro, Rio Grande do Sal, Pe-
lotas e Porto-A legre
Para passagens,
li-se com 08
(retes e encommendas tra-
AGENTES
Pereira Carneiro & C
RUI DO COMVIERCIO N. 6
! andar
Pacific Steam Navigalion Ceia-
pany
STRAITS OP MAGELLAM LINE
O paquete Orellana
Espera-se do sul at o dia
S9 de Setembro seguindo de-
pois da dimora do costume para
K'tsrt
Liverpool com escala or
Lisboa, E.a **UIce e
Plyraonht
N. B. Este vapor l>j recebo passageiros de
S* clasve.
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a (rete trata se com oa
AGESTES
Wilson, Sons 1 C, Limited
10RA DO COMMERCIO10
Io andar
GiPi mmmi !.
vm
PORTOS DO NORTE
Parabvbs, Natal, Maco, Mossoro', Ar-
caty, Cear e Camossim
O paquete Una
Commandante Soarea
spfae no dia
co correte
- ibera: da
tarde.
Recebe carga, encommendas, passagens e di-
iheiros a (rete at s 11 Horcs da macu do dia
26.
ESJEIPTORIO
Ao Caes da Companhia Parnambaeana
______________-!. 12___________^_
Hamburg cJuedamerikanis-
che Dampfsch.fffahrts-Ge*
sellschaft/
o VAPOR
Porto-Alegre
Espera-s da
Europa no dia
saae Setfrabro
seguindo d.;pois
da demora naces-
saria pan
Bahia, Rio de Janeieo e
Santos
De cerca de 400 'uj a- de meiss para horoens
8-noras e meninos, i caixa com ras'-oes 3oos
Oraocrs e de cor^s. na'a veptldos, pegas de 6 a
para pali'.ots. ditas de b.-ins de cores, de diversas
qaalidades diendas novos p pf-ffras.
Segunda-feira24 do torrente
A's ii tes
No armazem a na do Mrquez de Olinda
n. 48
Em leles a vontade dos compradores.
Por ocessiao do leilSo de pocas de a adap:.!5e
avariados
Por intervengo do agente
Gusmao
Leilo
De rfc,is de madap'ICes avariado' 4'sro^ do
mar, do (ardos marea kp.l os. 334/35 e 342/43
vindcs pelo vapor N.l eai sus ultima viagem
Segnnda-feira U de Setembro
.%'.* 11 boras
No armazem ra do Mrquez de Olinda
a. 48
Por mtervencao do agente
Gusmao
LEILO
De importantes movis, piano, qnadros, espelbo.
cortinados, divera* e nca3 'oas ie curo com
brilbantta e pedras Gcas. prata, eleciro>plate,
porcelanas crysiaes, Irem de costaba j diver
sas (azerdas
Terija-feir^ 2S do corrente
A'S 11 HOSAS
No i andar do sobrado a ra do Imperador
n. 17 constando
Sala de visita
De i linda mobilia austraca com encost de
pa:ha, eonteuoo 12 cadeiras de cuarmeao. 2 di-
tas de brco, 2 ditas lo balanco. 1 sof e 2 cen-
slos, 1 espelbo oval, viiro buotet, 1 bom plaoo
a!l- mao do (abticaote Gustavo Haeseler, 5 qoa
dros a oleo com moldur crayon, 4 saaefas, 4 linoos pratos para pa-ede,
I mesa ce centro, 1 cofre amigo para joias com
guamic&o de brooze, 2 grandes conchas de ma
drepetola, 4 oonbaes. i venezlanas per(eitas, 1
porta-canOes de electro-plaie, 2 escarrade'ras, 6
pares de coriinad de Itabo de cores, 5 panes
pira cadeira. i par de cortinados de hubo nraa-
co rendado, 4 metros de fil de linbo, 2 lindos
cortes de seda para vestidos, diversos livros de
msica, ditos de litteratura, i Dinoculo de ar-
Gm, I guarnicao de renHa para um vestido feito
a mo, 12 veourolas, 3 porta retractos, 1 lustre
pa-a vellas e gaz, 1 candelabro de 4 lusas, 1
arandela de 3 loses.
Qoirtos
Urna cama de jacaraoda para casal, 2 colxOes,
I mosquiteiro, 1 liodo guarda vestidos com por
la de espelbo con vidro oiiotet, i toilet ae Jaca-
randa, i banca cabeeeira de cama, i cideira
para aescaoeo, 1 guarnicao para toret. i desper
tador, i suarda-vesiidvS grande ce amarello, i
cama para crlanca, i cabide de columna, 1 cama
de lona para casal, 1 commoda, 1 lavatorio com
guarnicao, 1 guarda-roepa, 2 porta-jolas, lencoes
de liobo, ditos de algodao completamente i ovos,
1 rede, colzas, toalbas de Itabo bordaaas.
Sala de jamar
Urna mesa elstica de 3 taboas, 2 lindos pan
sos para mesa, 1 mesaigrande com 4 ps tornea
dos, i parador de armario, 2 ditos torneados, i
mobiliade phaotasia esiufada e borda.a, 12 ca-
deiras de juuco. i lindo (squeiro de electro piale
completa para 24 ulceres, 12 garios de prata, 12
colbere? de prata para sopa, 12 facas com cabo
de madreperola, 2 liorta3 (ructeiras de elrrtro-
plate e crystal de cores, i ralo para salada cem
eclber e garlo, 1 porta queijn. 2 copos com tam
na, earrafdS, copas, calix, 30 guardanapos de
linbo para mesa com 3 euarnicOes, 12 ditos de
dito para cba com 1 guarnicao, 1 tapete conro
de Javaly.
Costaba
Urna mesa de amarello, 1 banheiro, 3 taxos de
coorc. 1 rem de agatb para costaba, 1 dito de
(erro ^ mailos ont os objectos de casa de (a
milia.
Joias
m lindo colar de curo, 1 polceira de ouro
com i grande brilbante, i dita Uta, i dita com
brilbantes e rubins. 1 -eogio para senbora. com
2 cbatelalos. 1 par de brincos com 2 sondes De-
rolas e brilbantes. 1 Dar de (amebas com bri-
lbantes e sapbiras, 2 anneis com brilbantes, I. vol-
ta de ouro e 1 aniel c m Clamaste*.
O egeute Gas3i&<>,; uion aflo por urna familia
que retira-ge para fora do Estado, far leilo des
importantes movis e ricas joias. cima mencio-
nadas, recrm-aentant'o se pelo sea bom estado
de cjnservsgo e esto.
ieiia
De urna raobilia de pao ctrga, 2 esnelbas, 2
jarros, 2 ca-ncaes com mangas, 2 quadros.
Urna mesa de jaatar, 1 gaar.'a comida, 6 ca-
denas, i lote de luuj vidros.
Una cuma, i marqcczSo, 1 berco, 2 lavatorio?,
{ o, laio para ronpa, baoneiro, mesa e trem de
cosinba
Quarta-feira, 26 do corrate
As II horas
Agente Pinto
RA DE S. JORJE N. 60.
Leilo
Agente Brillo
De baos movis, i piano, quadros, loncas, vi-
dros, espetaos e outrus objectos
Quarta-feira, 26 do corrente
Roa da Imperalrx n. 9,1' andar
^reiisa-s-i de u 2 cix-iiro con bastante
pratica de moloados, de 12 15 ann^-s, que d
fiador de soa coBdocta : na ra luis lo Rago a.
47, Santo Aoaro.
Veodem-se doas cVIjs muitu boos e
gordos ; a t cUr na turica do P.osjnnbo perto
ca eecTMIlbada de B-iem.
Pr.jc'sa se de m copeiro : na roa Mar-
qnei oe Q:jn 1:; (amii/a da ""..-.Geia) d. 33.
. FA.NTAZIA8
E' liodo a si rtimeoto de toemos senda
impoS8ivel de 83 dascrever a grsnde va-
r-eide de teaidos de fantszia, sedal,
ISs, nscsouk, combraiab brancas e de 00*
res ; pede-ae ao publico em gersl o pricci-
palmente es Czmas. fcimilius de viaitarein o
(-or.greMO das Damas
Carvalfao & Almeida
RA DO GABOa* n. 8 e 10
Telaephone 196
NWiRM \m\m
DR.V.NCUS E DE CRE5
Ro
^lIliafiSTBK
iolpho Atuises
i
3
&c.a
NMA POMPjLlD
Cirurgiao dentista
Contina com o ssu consultorio ra
Bar&o da Victoria n. 54.
Consultas e operares das 8 horas da
manha s 3 da tarde.
Dentaduras pelos sy3temas mais apa
eicoados-
Fabrica de arelo
Agnas e limonadas gasoses de
todas as qaaiidadcs
Soda water, ginger, ale, limSo, laranjnt
curacSo, abacasia, granadina, grosellas
baanilba, hortelS pimenta, etc. eto
12-AOAE8 D> CAPIBARIBE12-A
taques de (ze e Peonas
Ultimas novidades de Paria receben o
Congresso das Damas
Bichas Haniburguezas
Mensalmente. recebe grande quautida-
de de Bichas Hamburguezas a antiga
casa (Cardoao) recebendo ltimamente os
noTOS e apperfe9oados apparelhos Wal-
bec, para applicagao de ventozas, atteude
a chamados a qualquer hora,
Residencia ra Estretta do Rozano n.
25, 2o andar.
Roa Estreita do Rosario
n. 17 loja
Attencjio
O abalxo assisna :o participa ao publica e as
antoridanes [Oluiats. qoe no cia 10 do corrente
mez desappareceu seu nibo meoo" de nume Ju-
lio RiDeiro Soarts, aumno do Gyaonasio Per-
C3njDaiano, 1.1 de o favor a auem delle der no-
ticia ItTil-o a ra da Gonco-oia n. 132.
Recil-, l de Seterobrj de 189.
Francisco Ribeiro Soares.
Prego s americanos
VeBdeo Henry Forster & C, em eeus arroa-
zens de fannba ae trigo, raes da Reeeneraco
ns. 3 a it, ou no seu escriptorio i ra do Com-
mercio u. >.____________^_______
Cabra
Vende-se rma eaora com excelleate let'e e
em eraode qnintiade : a traar ros fictos
nsmero id_______________
Precisa-se
De coslureiras: na leja de cnapos de i
rus Rarsod Vicona n. 40.
Na Vai-zea
Vende se urna averna pora principiante oa
nara negociar ex coa escala, e ismb^m nm bem
predio : a tratar coufronte a eaiscSo, caca da
esqcina. ime-na.
Oa:>eiro
P e^ifa-s" de om meair.o com pratira. e que
d ccnhtPi'DOio ce eoa con-oca ; na ra Mr-
quez de aml .n 124. taverna.
Excrlleote morada
A'uea-ee a rc3nica casi com o-timas ao
coaimolacoes rara numerosa tami.ia, cem gran-
de sitio ujurado, arvores fructferas, parrdral,
bi.ixa de capini, jardim e mais dependencias,
etc. etc sna na Torre, ien''o bonds a porta : as
chaves e mtormcSes ca ra Mrquez ae Olinda
numero 5.
Ciiado
Precisle de us crio-o ; na ra a UniSo
numero 1S.
Vende-se
Um eegaute cbalet, construido de perira e
;al, ediflraao em terreuo proprto, com 100 pal-
mos de frente e 3;3 de fundo, el'o a ra ae S.
Joo, no Arrajal. e com commodcs para grande
familia : os preiendentes pedem ecteeder-se no
mesmo lugar Arraval, com o Sr. Amonio Feli-
sa rdo do morim.
Mo^as, meninos e criados
Precisase ca roa Vidal de flegieM B. IWI
fabrica da caixai de papalao.
*




*
i
~**t*.
\


us


\

*.jBHHi mntmf

-T
Diario de Pernambaco Domingo 33 de Setemiforo de 1991
KARA.ILHA CRftTIVft
DO CEUCTUE
Ds. Hiimphreys lie Nova fsft
A t/e.dadeira Marc-.vilh;. do St?c'"
APPKOVABA E LICENCIABA
pmU*. napc "mi Impct: ti* Cl-ia-zJ'.
', iHtr-VllLa Cutnica orn'-::
sara o; JMsa .aurastOoai'.isik*, "rae
, **. AlvI^aUflt
. ret-J1.
um- jeacora^uuo. cfazbarar arer.it
U o.
A atamrlIW t'u'nrtva 4 a)iiTiopmmpo>
cara i .rae.
Horlniiu .* lo ex*,-.-.- ouperor a uuuUuur oti'ft.
reaicdfco.
1 l>#sw
* lu i > un !].uii it o nunc .lu.a
Co^inheiro
Preciea-s- de om boro cosinbeiro
roa do Commertio ti 41
trata-se na
n


<
I*
r4:- os -; JuuI3i raroaa.
A 'ti'> i --vlia Caralic^ o&*3afa raace*?
: hadas
lufiamrriaasaiipr-sk:i i :i.^as
A Hnntvllka Cmrettra S <* i
MIKi "O
ylorr .: troteas, e oofcrjs cor rinwut** aabmaaUA.
A Mnr.iTlh < '
em u>a>
A MaravUfca pararlva r-edlo pnmpw
paral:.. -. e I I ,. i-.inaitr
A V.rrivillia CavruttTC 6 i.mOnaa>.aaa
ffiiim mi contU)i*LoeiB S:pe:isliaades do Sr. LtapiJcys.
.'uKKi'tuo rdatavii'aiMO
UeBici.ii Sj-puiMtcc.
Remedias VoMrnojJe
.. .v. --^ndK-r-;
ift :>.iv:!eraodoaomraisotjaiv.-aus.iar-
Kl; I lafil
aoMPaatanr hejjoike oo*.
UN ?0S agentes
Psra vendas ca grosao eia
Pe rasos buco
Faria Sobrir-io C.
Demarcacoes de trras
Pelo eogenbeiro C. C. Carlim, reei leocia na
idade da Bscada, na ros no Rio n. H._______
Caixeiro
Precisa se de um rapas qoo leoba pratica de
(atea u e dando atestado de seo bom compot
tameolo ; a tratar do Razar de Atojados
Olinda
Alaga se a casa n. 8 nos Mil (res, junio a
(averna do sr. G >uvna, Hmpa e ptima para
Hn*m precisar d. pannos nina ios pe. deitar o
uuinipl p:.ra o mar : a tratar na roa de Maibiae
Ferr: ra n. 85
Canto e volino
A. Rayol !ec<"ion.>.
mCo-miCas ncara Pralle & C.
ende-se
Una machina Sioter 0 ilaot, irabalh a a ci-
lindro e nova ; qot-ni qoizer p'e apparecer
un A(o?4o8 roa ,> Mctcccbmb n. 6t, que
acbara con? rjnem tra ar.
Fusto
Especial fus So avanado para lo'lhas, guar-
dosnos, cssacus psra senbora. 'oupas para
enancan e regiros ; viode-e ca Parola, roa da
Imperatria ?. 78.
C^ixeiro
P'ecfsa-se de cm m-ni o de IS i li a"ow
de ilade, q.-e tenba prai'a "e molnadjs ; a tra
ar no K>picteir ra de aues liacnado no-
n-ero H-D.
^
ESCOLHIDOS
OLEO PURO
DE FIGADO
DE ^ACALHAO
DE
ihimm e kemp
RECOMENDADO
por fhe dio a preferencia, o m>
ceitam cada da para todas
as doencas Pulmon.res. Es-
crfulas, etc., e o consideram
o mais puro e rico era
PCDEB MEDICIXAX
QUE SE APRE5ENTA
AO PUBLICO
E MAIORES
O
(f)
>
O
O
(f)
^
Caixeiros
Precisa-se de doos caixeiros, sendo om para
escripia e oct o c.im pratica de rtriae^m ; a
tratar na roa Uaqoe de Caxias ns. 63 e 6.
Vende-se
Otaa caa de taipa. neva. com terreno pro-
p o, 'm Sant'An" de Dentro a trata, na roa
do Imperador n. fi. loja __________
Precisase
Hjl -na ama para cosinhar na
ra Duque do Cavia* n. 42.
Preforo-so que duriua om
casa dos patrScs.
VIN HO de EXTRACTO de FlGA D 0 bE BACALHAO
L
i irUcijaes Pbaraactaa
I Drogarlus.
Deposite geral .
PARIZ
Faubourg Montmartre, 21
1
O VINHO de Extracto de Figado de Eacalhao, preparado peloSnr. CHEVRIER.Pharmaceutico de 1ra classe,
em Paris, possue ao mesmo tempo os principios activos do Oleo de Figado do Bacalhat e as propriedades therapeuticas dos
preparados alcoolicos. E' precioso para as pessoas cujo estomago no pode supportar as susbstincias praxas. O seu effeito,
como o do Oleo de Fijado do Kacalhao, soberano contra as Escrfulas, Rachitisrao, Anemia, Chloroset
Bronchite e todas as Molestias do Peito,
mm
OdeFIGADOdeBACALHAO c
p^-xcxsb
21, Faubourg Montmartre,
"Vendo-se
id ti.Ja.-i as priacipass Parmaclas
FRANCISCO GURGE
CASA DE CONFIANQA
Fazenda^ finas, modas c coneecoe
Sortimento permanente de tecidos e outras mercadorias cui-
dadosamente escolhidas as principaes pracas da Europa, principaes
mente em Paris e Londres, de onde receuem as principaes novidades
E' sempre variadissimo o sortimento que manlni em seda,
brancas e de cores, las, linhos, tecicos d'algodo, enxovaes para casa-
mentos e baptisados e muitos outros artefactos
Superiores tapetes, alcatifas, esleirs da India lindos tecidos
para reposteiros e muit s outros artigos para decoracoe,de casas-
PREQOS MDICOS
Ba Primeiro de Margo n. 20 A
TELEPHOISETS 58
SADE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pilulas puricao o Sangue, corrigem todas as desordems do
Estomago e dos Intestinos.
Fortalecen a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades peculure
oo sexo feminino em todas as edades. Para os meninos assira come tambem para is pessoas de idade avancada
a sua eti cacia e ncontestavel.
u:
Essas medicinas s&o preparadas smsnte no EstabelecimenVo do Professor HcLLOWATf
78, NEW OXFOED STREET (anUs 533, Oxford Street), OKSSES,
E vendemse em i'tdas as pharmacias do universo.
XW Of compradores sao convidados respetosamente a examinar os rtulos de cada caixa c Pote se nao teem a direcCac,
533, Oxford Street, sao fatsiticaoocs.
A CREOSOTE de FAIA suspende o trabalho destruidor da Tsica pnlhiiotiar, porque diminue a expectoraQac
desperta o auoetite, faz cessar a febre, supprime os suores. Os seus effeitos combinados com os do Oleo de Figado de BacalizaOc
lazem do VIIHO de Extracto de Figado de Bacalhao Creosotado, ele GHEVRIER, o remedio por
eioeencia contra a TSICA declarada ou inminente.
Cajurubeba
Este enrgico e prodigioso medicamea-
O, qae come<;ou t> ser vulgarisado em
1883, e qne to proficuos resaltados tera
i r.duzio na cora do ranmathismo, mo-
es tas de pe He, encorrbeas, asthma, nos
loSrimeotos eccasionados pela impuresado
'"ingoe e cas differentes ormas da syphi-
Iis, esteva por algum tempo parausado por
circumsthr ias imperiosas; e boje, porm,
reapparece cora todo sea vigor; e de
esperar que continu a merecerdo ilus-
trado pnbco a mesma acceitagao de que
sempre gosoo.
Approvado pea respeitavel Junta Cen-
tral de Hydene, por Decretos de 2 de
Junho de 838 3 e 18 de Abril de 1885.
Composlco
M
>^1 candido de Figoeiredo
PROPAGADORES
Baplista & Figueiredo
A venda em qualqaer Pharmacia.
t
Ccclliano Hasacde de Almrld
Carolina Mana de Almciia No^aeira e saa
familia, Mana de Almeida Qoeiroa e saa fami-
lia, Amelia de Almeida Bastos e Joaqaim Jor{e
da Fooseca Bastos (auseoles) agradecem since-
ramente as persoas qu" f dieoaram -compa-
nnar rta Dltima morada os restes mortae- de
sea prezado irmo, to e canbado, Ceciliaoo Ha-
m?de de Almud, e de doto convidam os seas
pt'enles e amigos para asMs irem as missas qae
msndam celebrar na ordem 3* de S. Francia o,
do dia i do correte, 'm 8 oras da maeti, f
di> do sea passameato, e desde ja secoofessam
eternamente ralos.
D. Orrupkiaa de Oiiietra Llama
i- ano i versarlo
Francisco de Paula Lima e saa molner man-
dam celebrar miisas por *lm de saa idolatrada
mal e soera, D. Serapbioa 0 Lima, na igreja da
Santa Crin, seg oda fetra 24 do correte, As 7
horas da manba, ( aooiverttario do sea falle
cimento, e para ella convidam oa amigos e pa-
reles.
f
. NcnaoriDba Yiilela de iiuimao
Citibu
A. G de Gasrcao LaOo, Maris Jolia de Goptao
Lobo, Marta Adeaide de Gosmao Lobo, Mana do
Carmo de Gosmao LoDo, Itaria F de Gosmo
Lobo, Carlos A. ae Gomo Lobo, Fraic.rco J.
de Guaseo Lobo. Fredetco L de Gosmao Lobo,
Olegario M. de Gosmao Lobo, Mara Loiu Corte
de Soma. Aostriclioo Gomes de Seona e Jo-
Aotooio ce Frenas, atoda sob a mais crecante
magua pelo inopinado passamanto de soa idola-
trada efp. fa, mal, t'.a e segrs, D. Senborioba
Villela oe Guerra La^, con vi laca os sea
rentes e am.go^ para asfislirem as missas com
reqoiem qoe, polo repoueo eterno da mesma
finada, eero ce ebradas no cooveato do Crmo
as 7 Lloras da rra: ha de 5 do correle ; e desde
i se confessam em extremo penhorados a'qoao-
tos se dunarem acceder a este seu confite.
t
Antonio Cavalcanti deAImeida
Catanho
D. Mara Cavalcanti de Almeida Cataobo, con-
vida a todos os pa'eotes e amigos para assHtlrem
a orna misas do 1 aniversario de sea semp-e
lembrado ril^o. Aiitooio Cavalcanti de Almeida
Cstanbc, assaBsinado do da 25 de Setembro de
1893.
A nissa rezada na Igreja de S. Francisco >
6 ucras da manba do di) de terca-feira 25 d
correte. ConfessaDdo-se grata a todos qoe
Eg-i-i'lrpm t etar.tn-
Bichas de Ham burgo
Venie-se em graue c pequeas por^Ces
dpplica-se ventosas seccas t sar|i>da ; oa re-
as Larani;eira8 n. i
Govenante e amas
Precisa-se de ama g^veroant e -uss amas : i
tratar ua '*>* fiarao da Victoria n. 6a. na amiga
ageccia de m eis________________________
Criado ecosiaheira
Precisa se de ama cosiabelra e de om criado
copelro ai 20 annoe de luade : a tratar na ra
do Commercio n. 32. ___________
Alvaro Baylon
Compra no seu estabelecimento ra
do Mrquez de Olinda n. i o seguinte
cacao ; caroco de algodo, niel de abe-
lhas, prata velha, cordas de crau e
embira, paga-se melhor do que em
qualquer outra parte.
Vende-se
fllfife

B. eatborlnlia Vlllela de tiuiraa*
Eioa)
fldaltiadaa Neves Leal Villela. sea esposo
(an.-eDte) e filbos coDvidam seos psrentes e oo-
tras pessoas de soa anriade para assistirem a
miesa qoe mandsm celebrar por saa idolatrada
filba e irma D. SeDbericba Villela de Gosmao
Lobo, do convento do Carmo, Ss 7 1/2 horas da
manba de 25 do c Trente, antecipando o aeo
reconhecmer.to a quantcs e dienarem prestar
aioda eses bomenagem aqaalla Uada.
t
Lu/ de ssllsBea Taweoaieell**
Leal Irmao maruws reaar orna misia por
alma do eta ffiig Loiz de Meodoaca Vascou-
ceilos, fallecido em barreiros, no da 28 do cor-
rete, stimo do sen fsliecimento, no convento
de >. Francisco, as 8 bor^s da mabba, e convi-
dam os sena parales e amigos do fallecido para
a assistirem, coeta*iud>- gratos sos qae com-
parecer em.
Doas c?8S8 terreas i roa de D. Vital, antiga
Soceeo d. 7-A 7-C ; a tratar na estrada de Juao
de Barras o. 22 M.
Cosioheiro
Precisa s de nm bom coaioneiro. assim como
de om criadmbo ; a t-atar oa ra do Carmo
cbalet n. 55. em Olinda.
Etagi
res
Bonita variedade em madeira, entalkav
da e charao. Mesas e toilettes prs ti~:
nos, receberam
fEDRO ANTONES A C.
:e de Caxlae
Casa Desosis de Jullio
Nessa casa faz-se qualquer trabalho de
ferro e a^o com a ataxima presteza e por
prejos resamidos, e tera a venda diver-
sas obras de ferro e cobre.
N. 97 RA DA PALMA N. 97
AIA
Precisa se para pequeos engommsdos e ser-
vicos de csa ae pooca familia; a tratar na roa
da Con- ~.a o. 32, 1- andar.
*\*I*WJLVa
Precisase de ama ama qoe saibs cosinbar e
comprar, e qoe dorma em casa, para ama s6
pessoa ; a tratar oa roa do Livrameoto n. 3b,
loja. das 10 horas do dia em diiote.
vinhoCLARETE ESPECIAL
DE
8tuve Rocha lucilo <& C
Garantido puro e escolhido pe
laboratorio municipal do PORTO;
NICO VINHO QUE SE DEVE
UZAR AS REFEIQES para se
obter urna digesto sadia e nutriente.
Encontra-se as principaes mer-
cearias.
NICOS RECEBEDORES
CIIMAI! J> & VALEVTE
6 LARGO DO CORPO SANTO N. 6
f
... #ta
da
Francisco Jca a Cuba Sampaio, saa molber
e filbos, Jaaqolm J. ea Conha Sampaie, saa ma-
Iber efilbos, Simplicio Jote de Mallo, saa molber
Albos e AnD*#erJ*deOtiverm, convidam a
lodos os paresias esjalgos para assittirea a
usa qoe manda cejebrar per sima de sua
nooca esqatcMs llin, seta, lr*a, etntiada e
Ua, Mara SsassJt) CsMi, *s 8 boras a micbi,
na matriz da Boa Vista, so dia 24 do correte,
10- do sen fsllsdnmito, osQfftsesDde a lodos
sua eterna gratidlo.
Precisa-se de orna ama para c Biabar *, oa roa
Doqoe de Caiias o. 48, loja.
Bom negocio
Vende-se um bom negocio dentro desta clds-
de, com o movimento de 15 20 coDtos meo -
ases, oa admitte se om socio i-om capital : car-
tas nesta tedaccao coa as ioJciaes L R._______
*iano
Vfnde-se oa piano em bou condtces; ea
roa do Padre Florlano o. 73.
Cosintieira
PreefBa-sede ama qae saina besa oesintur: na
rna Velbi n, '.8, primeiro andar.
vinho do portoADRIANO
Tnico nutritivo e reeonstituinte o
mais puro e saudavel dos vinhos fi-
nos, j por si recommendado aos
Srs. Consumidores"
CAUTELLA COM AS IMITACES !!
NICOS RECEBEDORES
GuimarSes rt Valeate
N. 6 Largo do Corpo Santo N. 6
PARA
uziatts s:.;:::::::
Guimares & Valente, continuam
a ter as mercadorias abaixo descri-
minadas proprias para Uzinas e En-
genhos que vendem garantidas e 4
precos sem competencia.
Cal nova de Lisboa.
Cimento Portland.
Oleo de Mocot.
leos americanos para lubriacaco.
Oleo de ricino.
Oleo para cilindros.
Azeite de coco.
Azeite de carrapato.
Azeite de Peixe.
Gaxeta de linho.
Graxa em bexigas.
Pixe em latas.
Potassa da Russia em barricas, cai
xas e latas.
Formicida capansima para extinc^o
da formiga sauvai
IV. Largo de Carpo Haata M.
iPILLADIfiESTIVAS DE PANCREATINA,
de DEFRESNE :
Pharmaceutico de Ia Classe, Fornecedor dos Ilospitaes de Pa>is
A Pancreatina empregada nos hospitacs de Pars, o ruis poderoso
[digestivo, que se conhe<;a, visto como tera a propriedade de digerir e
[tornar assimilaveis nao smente a carne e os corpos gordurosos, masjS
tambem o po, o a mido e as fculas.
Qualquer que seja a causa da intolerancia dos alimentos, alteraco, ou
ausencia de sueco gstrico, intlammacao, ou ulceracOes do estomago, ou
do intestino, 3 a 5 pilulas tic Pancreatina de Defresne depois da co-
mida, sempre alcancam os melhores resultados e sao por isso prescriptas
elos mdicos contra as seguintes ailecgOes
Taita de appetite.
Mas digestes.
Vmitos.
Flatulencia estomacal.
Gastralgias.
Ulceragoes cancerosas.
Enfermidades do figado.
Emmagreoimento.
Anemia.
Diarrhea.
Dysenteria.
Gastrites.
Somnolencia depois i> comer, e vmitos gue acompanham a gravidez'
PAHKsiATIKA DEFRESNE em frasquinhs com a dose de 3 a 4 colhe-p
radazinhas depois da comida.
Em cm e DEFRESNE, autor da Peptona, PARS, e eo tedas as PkamaciasJ3
(Aviso aos (greguezes
Os PRODUCTOS da
-^ -tala ^m w H rWVBaMAH^ ^tmm ^^a^^nwww.
41, place ae K. IVIadelelne ? PARS
antigaamr 37, ra ca Saint-Hoi^r.
naw 0H2A Q!L ESS. ORIZA ORIZA LACT CRME ORIZA
ORIZA VELOT ORIZA TNICA QRIZALINE SABAO ORIZA
DEVEM 0 SEU GRANDE XITO BEM COMO 0 FAVOR DO PUBLICO;
1* Ao cuidado perfeitc coro que estfio ler.do fabricados.
2* A' sua qualidade lnalteravel e suavidade do seu perfume.
MS.CCHSO SE FAZ CONTFIAFACQES OESTES PRODUCTOS OMtt
com Intuito (% iHet tttsint a cusa d fama de que gozun,
pomos de sobrearisc os rrec,iieies no fim qns se nao deixea engaar.
OS VEROAOEIRCS PRODUCTOS SE VENDEN EM TOOAS AS BOAS CAZAS DE PERFUMARA E DROGARA
Manda-so Para Ct ,*loao lllustrado rranooMoorta.
ALMOCQdasSENHORAS
A1.ISSENTO OAS CRIANCA8 E DOS CON VALESCENTES
Pira frabstltulr o cliocolate, de dliestio m ultas vezes dlfcll, e o cafe com lelte cujos effelloa debUltania
frejiidicam cm extremo a sade das ienl.oras, os Mdicos recommendam oRcaliot dos Araba
ae Selanareater, por ser um alimento leve, agradavel e multo substancial; recetam-no tambem M
arlaiicas. iicsoas Idosas ou anmicas, mima paiavra todas as pessoas que carecem de fortlflcintaS).
*aks, 64 rw viriuiu. oaposiToa km todas u> pmajlmac* ga mumoo mcaua
1FnsF.IrS0SGRA0SnSSuEtT)pFRANCK
A U0BICUD08 VWUl ...Ji-KCTOBUA GBRAL M RT9IBHB DE RIO DE J4NBIBU
\ Aperimnfi. Ettnmmchico; Pargati-rom, Depurativos
)# Contra a Falta de appetite, a Obatrucco, a inxaijueca, VecUgem
docteor / as ConroatStoa, etc. Dose ordinaria: 4, i a 3 arios.
Desconfiar das tais licac-cs. Exigir o rotulo junto lmpresso em francez
eo^kffieS^M?2!S aa Unl&oaos Fabricantes
77n*'" Bm PA.UZ, 1'barro acia leroy, e ero todas 3 Hianuanl*-'
MOLESTIAS NERVOSAS
CURA oe:r,t.a.
XAR0PE HENRY MURE
Bom xito verificado por 15 annos de experiencias nos Hospitaes de Pars
PELA CURA DE
Kpilvpsin-lly atera
Vitorea
Hijteru-i-lpil epata
Molestias do Cerebro
e do Espinha^o
Diabete aasucarado
ConvulsSes, Vertigen
Crisem ttervosas
Euxaqueeas, Tonteiras
Vottyestes cerebraea
I naomnia
Sperntatorrlta
Dn Folhito milto importaiti u dirigido iratuiiaamte a aoilioer p:ssa qis o aedir
.HENRY lUBlg PONT-SAIHT-ESPRIT (Fra.ca^
VBNDB-SB BM TODAS AS PRINClHAKil PHAKMaCIAS K DHOGARIA
POMADA
ROSADA
OOM
TANNINO
Pin tnriur l dir o cabello tranco i sua COR PRIMITIVA
POMADA DE ALCATRAO
QUINA contra PF.LLICULAS
SEGL'NDO A FORMULA DO DOCTOR NYSTEN
PARS, VILIjIOIj, ra Lafayttle, 53.
SapoaiU ea PIMlIBCO: C" di Drogis& Pndactos cbliilcas .
Bom
negocio
Precisa se de urna pessoa com babilitagOes
psra tomar conta de nma taverna, daado-se ln-
teresse, oa entrando como socio ; s tratar oa
dita taverna sita a roa do LamarSo n, i (Ca-
boc).
#d>*^^#4*^^^^^#^#^
OE
!t^
cu -
'loroiia, Vrbil
-IlrtflJo
Kft>: I DA B CKRTA PELO

Casa
NICO -ftnUGIHOSO
Recorj.ft:/::/ tsstmllwmi e prtftrldt)
JJ pelos iBehnei, mdicos de mondo.
UtieoaijA e- na laMcacSea ialu POK AlACADO: _
13, Ru Orenier-S'-Lacare. cm PaJUt
Deposfot em tata' fl pnncioies Phirmicm.
A*4ii*i.s.i44.i4**
Medalhas i> Ouro ui Exposicoes Univsrs Ses a
Mitia pAiiia_

T. ir
Veode-se a Importante casa, sita roa de.'S.
' eneSlcto n. S, Porto da Madeira, em Beberibe,
margem do rio, com ptimas accommoJaces,
rande qoiotal todo morado e arborisado ; a
tratar na roa Larga do Rosario n. 40, Bogcndo
and r.
Serragem de madeira
.> fabrica de movis S vapor, de Silva Fer-
nandos G rna de S. Joao n 48, serra se
madeira por menor ni^co do qoe em qualqaer
onira parte ; lambem (as-eemoldaras, habre-
qoios e qaaiqoer obra de carpialaria, taes como
portas- janellas, etc.
DEPOSITO
Ra Bario da Victoria n. 49
Aluga-pe por 30*1000
Orna casa com tres qosrtoa, coas salas, cosi-
nba f-a. qoiotal morado e cacimba, na ra do
Btspo Cardoso Ajres n. li, Irt-gosila da Boa
Vista ; a tratar na mesma roa n. 15.
(FRANOA)
&a Daeosoa mi cia < ^"'JSTJSSSmtJf
Ferramenta dentaria
Sabbaso 8 do vigente, na trem qoe parti de
Olinda Ss 8 1/1 da noate, licon por eeqoecimeo
to sobre oa dos assentos do carro de trimeira
ordem em embrnlbn em papel psa ado, zontea-
do a ferramenta cima, pede-se a qaem o encoa-
tron o obseqoio de traiel-o i redacc&> dei'.s
Dia-io. qne sera generosamente gratificado.
XWXaEXJ^S
O maia completo e variado sortimento
para homens, senhoras e meninos.
Sedas
Brancas, pretas e de cores, lisas e la*
nial.
Cachemiras
Ccrtea uordados, eepartilhos, lines,
perot linas, levantinas, cretones, zephiro,
chapeos de sol, camisas, pannos, collari-
abos e peitilhos.
Perfumarlas dos molbores fabricantes,
te., etc.
Todo se encontra por precos resnmi-
dissimos
NA
La Gran Via
8 A-Raa da Imperatriz-S8 k
DE
Othon Silva 4* C.
Aos velocipedistas
Avisara Conrado, Antunes &C, qne
receberam lavas para este til divert-
ment.
4' BRISA
PRACA DA INDEPENDENCIA
Ns. 4, 6, 8 E 10
Bijouteria
Rosetas, broches, collares, grampos,
settas, pulseiraa, chateleines, cadeias,
medalhoes, alfinetes para gravatas e abo-
toaduras o que se p-de desejar de mais
chic e fino, novo sortimento receberam
Conrado, A atunes & C.
A" BRISA
Espartilhos
Receberam Conrado Antunes .Se C, mu
variado sortimento
Conrado Antones t O
A BRISA
Alta oovidude
Em finos bicos e rendas, desde a mai
fina seda ao melhor Valenciano, recebe-
ram
Pedro All unes & Ct
Ra Duque de Caxias
Um importante sortimento acabam re
receber
Conrado intuuea (t C.
A' BRISA
Bra neos e de cores recberam
Conrado Antunes iV C.
I ^ ... ---------------------------1----;
Muita8 novidades
A NOVA ESPERANCE 63 roa Duque 4e Ca-
xias acaba de receber um expendido sortlmenlo
de jolas americanas e qoe b* de mais goeto ga
raotiado-se a qoalidade por 20 annos.
Liodos oroebes para seoboras, braseletea,
granpos para enfeites de cabello, botos, folias,
sedalbas, cbatilaloes, reloglos e an->03 ouiroa
artigos qae acbam-se expotoi as viirinesa es-
colba dasExmas, seoboras.
Um vanadiS'mo sortimeoto de rendas o qae
ba de mais gosto.
Deseados e s^das para bordados.
Carellaa e veus psra ooivas.
Eoxovaes para baptisados.
Mosialteiros brsacos e de cores para cania..
PEDRO ANTUNES & C
63Roa Doqoe de Caxias- 62
Qaem tem ?
Preclss-se ala.ar ama casa ara tuna familia
composta de 3 pesoae, Oae llnhas rTicoipal en
Arrsyal : qaem tiver dirrji oirtss parioeicip
torio deste Darlo eom as inicBgJ..B.-G.
Sitio venda
Vende-ge su inportante sitio, no fieaujv, com
boa casa de viveoa, saslmba coa excellente
aaoa, estribara, telfeetro pifa gado, amitos-fer-
vorados fraetiteroL ronde balxa de aiim e
graide exionlo # terreno propno para centi-
ooacao da pkaata ja sota-cad: i tractor s to-
vorna de Jeronymo de Boiinda CovaJesolO.'ao
Albnqrqne, judio a estotao d.q Coroodoii.
f.

"




r
jytfjO-


I
Diario de Pernambnco -- Domingo til de Miembro de l**> 1
?.X2Ja do Dsarrss
SOB A DIRECQ3
18. J03 BATISTA HH2.B1 C3STA
corrigido, porque ento viviam an-
da Vespucci e muitos companhoiros
de viagem de Colombo.
Era Saint Dio, rorem, pequea ci-
dade desconhocid, o cujo nome,
mesmo provavel, nochegaraao co-
(Tnduzido especial- nhecimento de Christoforo Colombo,
mente pura a okava!ner' de Alberico Vespucci, afastada
pagina do Diario de'de todos os portes de mar, este ops-
culo do livreiro Hylacomylus ficou
necessariamonte limitado um pe-
queo circulo ; e foi effectivamente
em torno deste pequeo circulo, que
o erro se prolongou o propagou pelas
publicares em Strasburgo em 1509,
de Libertad e doS. Domingos, e alera' poruma nova edicodo livro de Hyla-
disto oouro das alluvides, ou dosicomylus, eem Bade,1522, da primeira
depsitos est inteiramente osgotado; carta na qual se le : America provincia.
o que nao se explica sonfto por uina Quando esta carta com o nome
exploracao anterior a dos puopriosj Americaapparecou e chegou a Espa-
Indios ; acha-so o ouro apenas nos panha, Cristoforo Colombo ja tinlia
minha opinio.porumerrode Hylaco- solve isto, porque nesta lingua ionpan
|milus, o nome aborgena do Novo significa flauta. Pela troca das letras
Mundo, America ou Americ, foi consi-!/ e em lugar de ioubal tem-se iou-
derado do origom europea latinisadoj; alem disso nao existindo o b no
o derivado do nome do filho de Anas-' kichua o p que o substitue : assim
tacio Vespucci. \ioupan=ioubanloubd\, o inventor da
Se este erro fosse commettido em flauta Do ioupan kichua os Gregos
Portugal, na Espanha ou as Indias, I crearam o deus Pan que representam
teria sido evidentemente emendado e tocando flauta.
PREHISTORIA
Orisrem do nome la America
'crnambuco)
Continuaco
Estas montanhas sa ) aurferas; as
suas fraldas existem as minas de ouro
morndo havia muito tompo(l.">06); seus
companheiros do viagem quasi todos
illetrados, tinham tambem morrido
ou voltado para as Indias, e ninguem
existia mais para corrigir o erro de
Hylacomylus, suppondo quo essa
carta o mencionasso.
O nome de America fra ontendido
nao como nome de homem, mas per-
feitamento como de um paiz, do urna
parte determinada do Novo Mundo :
acceitaram-no sorn difficuldado e sem
attender ao erro do livreiro de Saint
Di, cujo opsculo provavelmente
nao conheciam.
Nao quasi duvidoso, com effe'o,'
que se o nome de America fosse j
um nome conhocido, e mesmo at
um certo ponto bastante popular nos
portes do mar de Espanha, do Portu-
gai edas Indias nao o teriam accei-
cmo ornamentos estes tado assim de improviso e do primei-
ro momento sem discussao.
E isto tanto maisque Hylacomylus,
alein da modificacao o alteraco
profunda, que fazia sofi'rer o nome
de Alberico, so afastava das regras
geralmente seguidas para as deno-
minaces de paiz, dando o nome pro-
prio em lugar do sobrenome de sou
here ; deveria ter chamado a Ameri-
ca Vespuccia ou Vcspuchia.
Contina
tivessem respondido da
significaud> esta pala-
veos dos quartzos. Colombo diz que
os Indios citaram muitos no-.r.es de
localidades ricas de ouro ; nomes de
que ello, nao d a resumidsima
oarracao, contentando-so |e:n citar o
nomo da provincia Ciamba ; porom
muito provavel que este nonio
de America, ou Americ tenha sido
pronunciado muitas vezes pelos In-
dios, quando respondiam as exigen-
tes perguntas dos Europeos.
A avidez para procurar o ouro era
tal entre esses primeiros navegadores
que era por toda a parte a sua princi-
pal preoecupacao, e quasi certo que
as suas perguntas continuas aos In-
dios Carial ou Carcai (porque esta
palavra poude ser, lida mal no ma-
riqscripto de Colombj onde tomarain
uip i por um c ) e Caramba-
r d'onde provinha o ouro quo elles
traziam
ltimos
America
vra a parte" mais elevada e a
mais preeminente do interior das
torras, o alto paiz, o I.andmark, da
provincia de Ciamba. O nomo Ame-
ric ou Amerrique era como os AUeg
hanys, os Andes os Ozarks, os Vos-
gos, os Juras, os Alpes.
Pelo facto do nao se encontrar o
nome Americana lettera rariszinia, ou
narrara.i do Christoforo Coloiub i
Sua Magostado Catholica e re da
Espanha, nao so segu que Colombo
nao o tenha conhocido.
A indicacao mesmo da existencia
de muitos nomes de lugares nao ci-
tados, onde se oucontrava o ouro, o
ditos mesmo pelos Indios a Colombo,
mostra bem que elle nao disso tudo
quanto sabia.
Nao so dovo alias perder de vista
i i que circumstancia peuivel e dolo-
rosa redigio e escreveo a sua letttra
rarissima, estando preso .e carregado
de ca leias p >r ordem do govemador
Ovando, na ilha de Jamaica(ainda
um nome de lugar om iea ) vo-
lho.enferm >, desgosl so por todas ai
especies de soffrimentos o injusticas,
Colomb > nao se a nava mais o n poai-
cao de fazer um relatorio muito com-
pleto. Assim, de todos os seus escri-
ptos esta narracaoda quarta viagem
a menos clara o a intuios precisa.
Oestylo melanclico, pesaroso e
bastante confus
Ha as maiores probabilidades de
que este nonio de America tenha sido
umitas vezes pronunciado polo Indios
diante de Colombo e de seus compa-
nheiros de viagem, o este nome per-
maneceu entae elles como o de um
__El-Dorado nome explorad >. na i
entrevisto, mas que oceupava (inte-
rior das trras, cujo cont irno das
costas tinham rec 2 acido na pro-
vincia de Ciamba-
De volta ;i Europa Col >mbo o prin-
cipalmente os horneas de su
gens, narrand sua viagem, se tera i
gaba.lo da desaoberta de minas
de ouro muito ricas, das quaes
lhes tinham fallado os Indios da cos-
ta do Nicaragua, dizendo que as mi-
ficavam na costa d i A iieiica.
D'ahi a especie d:- popularidade
dada a palavra America, como nome
vulgar da parte dos Indios descober-
ta por Cristoforo Col nb >, em sin. ul-
tima viagem, o onde d iviara existir
as mais ricas minas de ouro do Novo
Mundo.
p,_,r a i dS i se i rv perder de vis-
ta o uo "iodos as expe li ;es de Colom-
bo e dos outros navega i tres] ..essa
poca tinham sobretodo por fian
principal e mal iri a ac | lisies i de
grandes riquezas 0 descobrime
de minas de ouro. Esto nome A
rica, synonymo do paiz do ouro por
exceoncia,"se teria espalhado pe s
portos de mar das Indiasoccientaes,
depois pelos da Europa ; e pouco a
pouco penetrara polo interior do con-
tinente europeo, e lora assim que o
TUBALCAIN
O sexto descendente de Cain teve o
nome de Tubalcain; trabalhava nos me-
taes, segundo a vulgata, no ferro e no
cobre. Nos Setenta chama-no simples-
mente Toda/. A lingua kichua designa
ao mesmo tempo claramente o seu
nome e a sua proflsso pelo verbo toupa,
que significa limar, afiar, polir ; toupan,
elle lima, elle afia. Em toubale toupan,
como cima, a troca das mesmas lettras.
Fizemos j conhecer precedentemente
que o hebraico Cain, significa lanca
em-quanto que o seu verdadeiro nome
era no kichua ca-hina* o assassino .
Ora, desta vez o Cain hebraico acha o
seu lugar, e fcil de ver que o nome
de Tubalcain, composto de urna palavra
kichua e de outra hebraica, quer dizer
o ferreiro, o polidor, o afiador de lanca.
Mas como pode.ser que
braico tenha sido ajuntado toupan, que
antidiluviano? Cain, lanca, ainda
um derivado do kichua Caita, extremi-
ca A letra / de Caila permutando
com produzio Caina, d'onde Cain ;
esta proveniencia evidente.
_____________________(Contina)
NTHOLOGIA-'*
A VELIIICE E A INFANCIA
De todos os contrastes, o mais gra-
ve e o mais gracioso o que apresenta
a infancia ao lado da velhice; urna olha
para o futuro, outra para o passado; a
infancia recorda velhice o que ella
foi, a velhice mostra a infancia o que
talvez ella tenha de ser. Dessa rela-
Co nasce urna especie de sympathia
que approxima a velhice da infancia.
E' raro que ambas nao encontrem pra-
zer em semelhante unio. Quasi sem-
pre as enancas procuram os velhos e
os velhos acham sempre prazer em at-
trahir a si as enancas. Ha nessa attrac-
Co reciproca alguma cousa que attes-
ta a previdente sabedoria da Providen-
cia ; porque a velhice enfraquecida
encantar os ltimos das de sua exis-
tencia e para sobre elles espalhar al-
guma docura, si Deus nao tiver ani-
nhado em nossos coracoes um senti-
mento de respeito e de deferencia para
com os cabellos brancos ?
De Jussieu.
----------------?-----------------
A INFANCIA, A JUVENTUDE E A VELHICE
A fbula de Edipo urna verdade
eterna: no enigma da esphinge est
realmente o mytho da vida. O ho-
mem o animal que de manh anda so-
bre quatro ps; ao meto da sobre
dous; a tarde sobre tres. Na infan-
cia, a creatura, como a planta, conser-
va-se rasteira, brota, pulula, mas con-
chega-se mais ao solo de que recebe
toda a nutrico ; as mos servem-lhe de
ps. Depois da juventude, na poca
da expanso, a creatura se lanca para o
espaco, exalta-se ; a arvore que has-
teta e procura as nuvens ; a planta pede
ao co os orvalhos e a luz do sol ; a
alma pede a crenca, a fe, a esperanza,
de que se geram as flores, que nos
chamamos paixoes. Na velhice, o ho-
mem se inclina de novo para a trra,
calor da infancia, e a infancia simples e
nova tem necessidade de ser esclareci-
no he- da e guiada pela experiencia da velhi-
ce. Quando o tempo j tem exercido
sobre o homem seu poder destruidor,
quando tudo Ihe escapa : forca, activi-
dade, fim, ponta e por extenslo lan- Cade, sade, o que ihe restar para
tem necessidade de aquecer-se ao doce'como o tronco carcomido ; o p, que
depois de revoar no espaco, depositase
outra vez no chao. Ento o velho pre-
cisa do bordo; urna das maos torna-
se p, e calca esse cothurno da mais
triste das tragedias humanas, a decre-
pitude.
/. de Alencar.
POESAS
mmmmm
lor.excepto como designando um p
dos novos Indios, muit rico de ouro.
Como estas descoberlas faziam en-
. tao o assumpto das c >n versa oes de
tod Hylacomvlus de Saint Die, nao
confcecondo refocSesalgumas impres-
sasalemdasde Albericus Vcspucius em
latim em 1505 e cm allemo 1506,jul-
Dcscohorfa do Paraso terres-
tre da linyua primitiva
fallada desde Ado at
Babel
Traduzido expres-
samente do fran-
cez para a Pagina
lio Domingo.
t
POR
A. C (TA. P-
HNOC
(Continuacio)
O piimeiro filho de Cain, nascido no
paiz de Nod ou do exilio e chamado
llcnoc, como o Hcnoc que foi trans-
portado ao co, um nome tradicio-
nal anterior ao hebraico; em conse-
quencia de um erro devido corrupeo
desse nome, que muitos milhares de
annos depois de sua origem, foi elle es-
cripto em hebraico Hanoc da mesma
forma que o outro Hcnoc. A traduc-
Co que se Ihe d por initiatus ou im-
tians, prova que ignoravam-lhe a sig-
nificaco. Faremos ver que o nome do
filho de Cain llanc, porque o ponto
vogal longo e o breve o mesmo sig-
nal; ao mesmo tempo attribuimos-lhe
sua orthographia verdadeira em cara-
cteres hebraicos. Assim o hebraico Ha-
nc significa fio a prumo, perpendi-
cular o que lembra que Cain edificou
a cidade que teve o nome de Hanc em
raso da perpendicularidade de suas
muralhas, e se sen filho recebeu o mes-
mo nome, porque cortamente parti-
cipara dessa construeco e com a ajuda
de outros auxiliares do paiz de Nod ;
porque urna cidade nao construida por
um s, urna cidade para urna agglome-
raco de individuos. O kichua porm
di nos o valor exacto do nome d'Hanac,
porque nesta lingua Hanac significa
gigante e homem forte ; toda a cousa
elevada tambem hanac. Nisto ve-
mos nao s a elevaco das muralhas da
cidade, mas sobretudo o nome verda-
deiro do filho de Cain ; era um gigante,
como o foram os primeiros homens, se-
gundo a tradico : eram de grande
forca e foi parodiando-os que os Gregos
nventaram os Titans, que suspendiam
enormes blcos de pedra, figurando
montanhas. Anax, o seu grande h-
roe, era, como o primeiro Titn, filho
do co e da torra.
JABAL E JOUBAL
0 Gnesis d depois os nomes de la-
bal e de seu irmo Ioubal. labal
chamado o pai dos pastores.
O kichua iapan, ajunta, accresce, aug-
menta, refere-se ao pastor cujo fim o
ffSuver n > Albericus a or-augmento de seu rebanho; a differenca
m do m^e Corrompido 0 alterado das letras finaes / e e apenas appa-
ISr elle para America ou Americ, re-! rente, porque sao palataesese confun-
SONETOS
A \iissi:
(a. de segur)
O trig-> esti maduro : esplendida colheita
Aos ps do lavrador nos troncos ns se ostenta,
Enxugando o suor, o seu prazer augmenta,
Ao ver que do trabalho o fructo elle aproveita.
Das espigas, que deixa, aps a messe feita
Col he o pobre a porco, que provida o sustenta;
Eo guloso pardal, cantando, se alimenta
Dos restos que o ceifeiro ao chao, lanjando, deita.
Cora a fouce na mo, era feixes d'oiiro assente,
Da espigas coroado, o aldeao contente
Vera n'uin carro com ar de imperador romano.
Cliega ao fim da jornada ao declinar do da ;
E um cntico de amor do coragao envia
Para o Deus paternal que nutre o ser humano !
SOL POEXTE
(heredia)
Ornato do granito, o tojo anrifulgente
Doura o cume, era que o sol com fraca luz fulgura :
Mostrando o refranjar da espuma alvinitente,
Ao longe vC-se o mar que, sem cessar, murmura.
A ave emmudece e cae a noite lentamente ;
Seu coimo, que fumega, o caraponez procura ;
Por entre a bruma densa o ngelus soraunte
Ao rumor do ocano o seu rumor mistura. .
Ento, qual de um abysmo, elevatu-se das grotas,
Das ciarnecas de alera, das solidos remotas
As vozes do pastor, que atraz ficar se deixa.
Esnonde-se o horisonta, em sombras se envolvendo,
E o sol, n'ura co sombro e esplendido morrendo,
Do seu leque vermelho as hastas d'ouro fecha.
J. B. Regueira Costa.
A noite de S. Joo (')
Oh sao func^Ces, que herdaraos, desde a infancia,
Dos nossos bons maiores. Bello fra
Que, desde a juventude exercitando-as,
Nunca nos as banissemos : sao tacos,
Que prendera as familias mutuamente
Em puro, em doce, em innocente enredo...
F. CardOSO Ayres. Epstola.
B3m longe tristezas Bem longe pezares !
Pois tempo ha p'ra tudo... coraece a funeco I
Geral seja o gosto nos placidos lares !
Riamo'-nos tedos Nao haja excepeo 1
Alerta, rapazas Meninos, alerta !
Que a noitn chairada do bom S. Joo.
a noite chagada do bom S.
ROMANCE
Nao percara-se os usos dos nossos maiores,
Antigos costumes nao percam-se, nao ;
Que noite dos sonhos dourados melhores...
Assim nol-o affirma fiei tradicSo.
Alert, rapazes Meninos, alerta !
Que a noite chegada do bom S. Jlo.
Accendamse as bellas fogueiras amigas,
Estoirem foguetes com toda a exploso,
Oh I venham as verdes e doces espigas, '
E os bolos e os vinhos Se farte o gloto !
Alerta, ripazes Meninos, alerta I
Que a noite ehegada do bom S. Joo.
Zumbemos das dores, zombemos dos fados,
No lar, familias, forimd o serlo !
Folgar o que cumprn: folgaemos c'roados
Co'as lindas catellas do verde melo !
Alerta, rapazes I Meninos, alerta I
Que a noite chegada do bom S. JoSo.
Active-se o samba no vasto terreiro,
E n'elle pendre gostosa porcSo !
Com f, no entretanto, transponha o brazeiro
Ura'outra cantando completa ovacio !
Alerta, rapazes Meninos, alerta !
Que a noite chegada do bom S. Joo.
Aos dados A's sortes !Sem medo, sem susto,
Vejamos, vejamos o que elles nos do ;
Bem ledos riamos convem-nos, e justo...
Mais vale tal gosto queser-se... baro.
Alerta, rapazes 1 Menincs, alerta !
Que a noite chegada do bom S. Joo.
r
Plantai vossos alhos, passai pelo fogo
Os galbos virosos do verde limo ;
Fazei alcacliofras : dos ditos no jogo
Folgando, orriudo com toda unio !
Alerta, rapazes Meninos, alerta !
Que a noite chegada do bom S. Joo.
E incriveis historia?, historias 8 adas,
E' proprt esia noite de mago oocdfio ;
Saudosas modiahas... que sejara cantadas ;
Casai oas violas co'a prima o bordo 1
Alerta, rapazes I Men nos, alerta !
Que a noite chegada do bom S. Joao.
Que noite aprazvel, de inslito goso !
Assumpto da miaba singla cano lo.
At mesrao o Mouro festeja-a groatoso. ..
C>m todas as veras festeje-a o Crtao !
Alerta, rapazes Meninos, alert I
Que a noite chegada do bom S. Joao.
Bem haja este Santo, que em nossos abrigos
Outorga-nos hide tamanho alegrSo '
3ero haja... No entanto, raeus charos amigos,
SoTiei tantas rimas insulsas em ao.
Em summa, saudemos to pandega noite,
Saudemos, saudemos o bom S. Jjo.
F. Cismontano.
(*) Esta a ultima poesia da eollecgSo indita, que,
sob o titulo de Sertanejas, deixou-nos o pranteado poeta
pernarabucano.
Q ISI1E PE yiil
do co, onde espero encontrar o anjo
cujo espirito encerrava este envolucro.
O monge ajoelhou-se e bsijou o cr-
neo do esqueleto, ornado de flores,
estendido na catacumba.
Eis ahi o segreio, pensamos nos ;
este esqueleto da mulher a quem o
cenobita amou, e que por algum forte
motivo Ihe transtornou as ideas
Continuamos :
E' to nobre o vosso pensamanto,
e toca-nos tanto n'alma que se nao fora
o receio de importunar-vos, nos lison-
geariamos de ouvir'as vossas Iicoes,
para nos de grande moralidade. A
vossa linguagem nos facultam o signi-
ficar-vos com a maior ingenuidade a
sympathia, que desde hontem vos tri-
butamos.
Talvez o mesmo me aconteca,
murmurou o monge, porque ainda ne-
nhum dos numerosos visitantes, que
aqui concorrem para me ver, se gloriou
novando a fbula do olphim, que
toniou o Pireu por um Eomem o deu
a osta trra depois o nome dos nave-
' gaclores, que ehegaram depois a seu
c inheciinonto, e que apresentasse al-
guma" analugia com a palavra Aine-
dem e philologicamente permutam entre
si; alem de que no alphabeto phenicio
/ e escrevem-se com o mesmo car-
cter, e isto seria mais urna prova de que
Moyss havia primitivamente escripto
o seu Gnesis em caracteres phenicios ;
isto tanto mais provavel quanto a lin-
Para isto foi preciso modificar e gua denominada hebraica era verdadei-
torturar o nome do Vespucius; d'Al- ramente a phenicia.
berlus, Alberico, Amerigo e M,r,go, que ; Ioubal, irmao de labal, foi o autor
S as diversas maneiras de soletrar da msica. Mas os commentadores nao
n rime do Vespucius u Vespuchy, esto de accordo sobre o instrumento
} Anuricus l Aoc,:rn *<><"" ^ a Imihal tocava : ora o kic
(Continuaco)
Esta linguagem nos espantou, e mais
dispertou a curiosidade ; continuamos :
Grandes males devem pozar em
vosso coraco ; as vossas expressoes
demonstrara a toda a luz que no thea-
tro de gloria, em que, por sem duvida,
um brilhante papel vos tocou, em lugar
de louros e amigos, vos circumdivaui
traidores.
Joven imprudente, segu vosso
caminho, deixai-vos de querer profun-
dar os mysterios da m'nha vida, seria
um novo martyrio tracar, em minucioso
detalhe, o quadro dos males que me'de ouvir o que vos tenho dito,
circumdam. Sei que o meu modo de viver fornece
Mas, senhor, ha um direito que os assumpto para mil conjecturas impru-
seculos nos tem transmittido com o seujdentes ; procuram-me com a curiosi-
augusto carcter; este direito o de nos dade que inspira urna celebridade, ou
amar reciprocamente e confiarmos os'ou um facinora Exigem o segredo
nossos pezares, porque essa confisso da minha vida ; mas esse acode d'alma
nos allivia e conforta. aos labios e n'elles expira.
Para isso, mister seria encontrar Entretanto as ruinas do convento dos
um amigo, que este fosse o fiel deposi- \ carmelitas e o monge que as habita,
tario dos nossos segredos, e nos con- jservem de thema em todas as reunioes
fortasse : mas onde existe esse amigo ? da cidade do Recife, e de pretexto, para
Hoje os meus leaes amigos, os meus
Assim segundo a que Ioubal tocava : ora o
fiis companheiros sao estes esqueletos
que aqui vedes, e que outr'ora gyraram
cheios de fogo e actividade por essas
ras, agora solitarias
Desterrei-me da socieda !e dos ho-
mens, para pedir auxilio solidao,
n'este claustro ornado de sepulchros,
e onde minha alma d largas a bem
infelizes recordaces; mas Deus ter
piedade de mim, eu serei feliz no reino
em completa orgia, se despejarem mul-
tas garrafas de vinho por entre as noi-
tes que circumdam estas ruinas, porm
assim o mundo. O povo todo de
mpressoes, a curiosidade o impelle, e
sempre amante de novidades corre em
onda, deixando muitas vezes o trabalho
de que tira a sua subsistencia.
E' verdade, snhor, e a carapuca
nos serve admiravelmente, pois que so-
mos do numero dos punosos.
Julgaes entao que djve ter havido
na minha vida algum triste poema de
dor ?
Tenho d'isso firme convceo.
E queris penetrar a desolaco da
minha alma ?
Com o maior empenho.
Voltai amanh ; hoje o rugir da
proceda me persegue, nao vejo em
torno de mim senao trevas e abysmos.
Oh ao menos seja me permittido neste
remanso derramar lagrimas sobre aquel-
le tmulo, onde repousam tantas an-
gustias, e scintillam to grandiosas
virtudes !
O frenes se apoderou ento do mi-
sero.
Passeava na galera, palavras descon-
cordes Ihe assomavam aos labios, pare-
ca um energmeno.
Durou esta scena aterradora um
quarto de hora, cahio exhausto sobre
urna pedra, depois balbuciou :
Deixai-me ; vinde amanh, hoje
nao posso fazer mais do que chorar...
Nos tomamos com respeito a mo
deste homem singular, e Ihe imprimi-
mos um sculo de amizade.
Elle agradeceu.
II
Voltamos ao Recife ; todo aqueKe dia
foi para nos cheio de impresses.
Pela madrugada abrimos a janella ; a
la escondondo-se por entre as nuvens
denegridas denotava prxima chuva ;
pouco depois rolavam espessas, urnas
sobre outras fechando o horisonte luz
do dia, impellidas com rapidez pelo
vento sul ; bem depressa cahio um for-
midavel aguaceiro : nao nos intimidou.
Davam oito horas, quando chegva-
mos ao convento.
O monge passeava no claustro ; sau-
damol-o, e dissemos-lhe :
Apezar da tempestade nao fal-
tamos.
A vossa coragem sustentada
pela curiosidade, respondeu-nos sor-
rindo.'
Hava no fim do claustro um resto
de tolhado, que nos podia abrigar da
chuva; para all nos dirigimos, e as-
sentamos em urna pa que por sem du-
vida teria servido para baptismo de
muito christo.
Com effeito vindes resolvdo a ou-
vir a triste narraco dos males que
opprimem meu amargurado coraco ?
Sim, senhor, nos a esperamos an-
coso ; j vos dissemos que sympa^thi-
samos comvosco, por tanto eesa narra-
Cao nos d direito a tomar parte mui
activa na vossa dor.
PoA bem; nos diz elle triste-
menteVos vedes que prefiro esse so-
litario lugar frivola gloria que podia
ter perante o mundo.
Sujeito minha existencia a mais se-
vera austeridade, porque esse mesmo
rigor est em harmona com a desola-
co da minha alma.
O vento glacial e fnebre que ao en-
trar da noite sibila por este claustro,
parecendo acarretar os ltimos sons
da agona dos moribundos, vigoram a
recluso da minha existencia.
Dizia Dgenes que o nico meio de
conservar a liberdade c estar sempre
prompto para morrer sem pezar ; ou
acompanho o grande sabio em sua op-
nio, porque aguardo a morte cm fer-
vor ; este coraco dilacerado pela dor
voar a unir-se com o anjo de meus so-
nhos.
Xasci na cidade do Recife, e minha
familia anda all existe. Segu a nobre
carreira das armas, indo estudar a de
engenhero no Collcgo dos Nobres em
Lisboa.
Vim d'alli segundo tenente, e logo
me encarregaram de differentes traba-
Ihos que mereceram a approvacio do
governo e me deram aura popular.
A inveja, que para logo se apoderou
dos meus collegas, fez com que depri-
missem as minhas obras, dando-lhes as
honras de plagiato !
N'aquelle tempo ainda nao havia re-
cebido da experiencia as Iicoes do des-
prezo do mundo ; a ambico de gloria
era o meu nort*. _
Esta atroz cahimnia me causou a
maior desesperacio ; nao reflecti que a
ignorancia sempre injusta ; procurei
indagar d'onde parta o tiro.
O proverbio : que o teu inimigo o
official do teu officio, verificou-se.
Soube, que um capito de engenhei-
ros era o meu contendor ; immediata-
mente Ihe dirig um cartel de desafio.
Tal era a minha raiva, e a conscien-
cas de justica, que nao pensei as con-
sequenci.is do passo que dava, nem
na morte a que me ia expor.
Xenhumadisposicao fiz, nao participei
a ninguem, e nem testemunha pro-
curei.
Ao alvorecer do dia seguinte achava-
me n'um lugar retirado dos Afogados.
Demorei-me urna hora, sem que o
meu adversario apparecesse ; j eu me
perda em conjecturas, e fazia o firme
proposito de esbofeteal-o onde quer
que o encontrasse, quando avistei ao
longe dous vultos ; proporco que se
approximavam, reconheci o meu ini-
migo com a sua testemunha.
As armas eram as nossas espadas,
coragem e pericia nao nos faltava.
Depois dos devidos comprimentos,
interrogou :
A vossa testemunha ?-
Deus ; respond.
Mas etiqueta ?
Deixemos essas formalidades ; se
eu morre-r, nao sao precisas e si eu vos
matar, o vosso padrinho dir que foi o
duello debaixo de toda a etiqueta.
Pozemo-nos em guarda.
Por muito tempo nos batemos sem
que nenluim de nos se descobrisse, at
que em fim pude dar-lhe um golpe, que,
resvalando pela cabeca, profundou a
face e fez cahr o meu contendor, ba-
nhado em sangue.
Com a maior tranqullidade limpei a
minha espada, metti-a na bainha, cor-
teijei respeitosamente a testemunha, e
retirei-me.
Pouco tempo depois de me ter reco-
lhido casa, um official da minha pa-
tente me apresentou ordem do general
das armas para me encerrar na fortaleza
do Brum.
Os meus inimigos mostrram-se sa-
tisfeitos deste comeco de infortunio ;
comtudo nao afrouxaram em descobrir
novos planos para de urna vez me ar-
redarem da esperanzosa carreira.
A inveja nunca deixar de existir ;
como a marcha progressiva das esta-
coes, que, em devido tempo, offerecem
os mesmos fructos, as mesmas colhei-
tas, os mesmos pomos e a mesma es-
terilidade.
O processo seguio seu tramite, e em
devido tempo fui submettido a conselho
de guerra.
Como o capito nomorreu, e alguus
officaes so decidiram a meu favor, ape-
nas me sentencram a quatro mezes de
priso no mesmo forte do Brum.
Passei esse tempo com os meus li-
vros, eram os meus amigos e os meus
mestres ; quando me fatigava o 1er,
contemplava as vagas do mar ; ento
meditava profundamente as vaidades
do mundo, n'essa veloz correra de de-
vassido, sacrilegio, abjetco e infamia.
Pareca-me ver no encontr das ondas
a briga dos intitulados patriotas, apre-
goando a liberdade em linguagem hy-
brida e vergonhosa, cujos destemperos
e paradoxos revoltam o senso com-
mum ; e no remanso das vagas figura-
va-me a calma dos mesmos individuos,
fazendo-os at cegos, surdos e mudos,
depois de subirem ao poder.
Emfim em quatro mezes do meu cap-
tveiro, estudei muito nos meus livros,
e meditei mais, contemplando as on-
das.
Cumprda a sentenca, sahi da forta-
leza, nao deixando de a olhar com sau-
dade, porque at desgraca o homem
se habita.
(Contina).
T>n, do Diario R Daqtc Caxias n. 42










n*
\


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E6DS6VWBC_T0K06X INGEST_TIME 2014-05-27T21:35:17Z PACKAGE AA00011611_16634
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES