Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16614


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Full Text
m
AMO Lili NUMERO US
PARA A t'APJtfAL K lallCiJLHK* O^IM NAO tE PAtiA POItTE
Por tres d ... 6J00U
Por seis ditos idem...... ... 120000
Por uin anno ideai............ 240000
i avulso, do mesmo da. .... 100
DOMINGO \ DE JNHO DE 1
PABA DENTRO E FOKA DA PROVINCIA
Por seis meses adanudos. .
Por nove ditos idem. ..*...
Por un auno dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
13,J50U
2O0OOU
27.500v
1J0
DE
NAMBCO
Propneoaoc t>e lanoei .ftanctra be .feria & -ftlljos
TELEGRMMAS
!
1
:
ss&Txso u umu satas
(Especial para o Diario)
LONDRES, 26 de Junho, ao meio dia.
Te ve lujar boje o encerramento do
prIann-.iio Ingles.
A menaagem real agradece nos
sombro* do parlamento o roncnrao
que prestaran* aogoverno. fas men-
ro dan bono rciacco exteriores, e
ccapane depoi* de qaeMtdcN de In-
teresse paramente nacional. sem
conii-r nenhusna oulra decla^acao
particularmente notavel no ponto
de viwta geral.
LONDRES, 26 de Janho, tarde.
A Cmara don Communa foi dissol-
vlda por decreto real, que acaba de
er publicado.
PARS, 26 de Junho.
O calamento do Duque de Moray
con a Ulna do prenldente tiaiaion
Blanco tora lugar em Par, no 1.
de Jaita.) prximo.
AgeutJta Ha as, tilia! era Pernaialraoc,
26 -t Junho de !><>t6.
IHSTRUCGO POPULAR
MYTHOLOGIA
( Extr.ihido )
,->A UIIM.IOTUKOA DO POVO B DAS ESCOLAS
Pan e a dvindaitew campestres
So do c unjiiij e li.isrlire-itas pass nospiopria-
mente sos jardn*, la encontraremos ainda no pa-
ganism> a'hoi-ticultura patrocinada por diversas
diviniadcs.
|JM I '-r.s Plora a dmisa dasflires e Ha pri-
naave .. K preseatavam-n'a sob a figura de mu-
Iher ra >gi e gentil, ni' desta mas risonSa, sem cutio
enfeitc mais do que uina simples grinaldsde rosas.
Attribumm-lhe par esposo o gentil Zephyro,
vento fagueiro e suave, que longe de esfolbar as
flor< s, concoma para as refrescar da ardencia do
sol. Em honra de Flora celel.ravam-se em Roma
desde a mais antguidade os Jogos Floraes,tes-
tas em cuja celebraco tomavam parte as raulhe-
res passando noite e dia em danca e folgares ao
bodi de trombetas, on disputando entre si pnmasias
na carreira com a mira uo premio destinado a que
melhor corresse, premio que consista a'um rama-
Ibete de fl.ires raras.
Apar de Flora tguram mythologcamente Ver-
tumno e Pomona. Vertumno era o deus do outon >,
o protector dos vergeis ; representa vara-n'o sob
as fcieoes deum formosomancebo coroado de espi-
gas de trigo e cachos de uvas, empunhando urna
cornucopia, d'onde surgein farta frnctas maduras.
Teve por esposa urna encantadora nymph, que
ficou deificad i no paganismo como protectora da
fruct i. Pomona se efemsvs esta nympha, que a
principio se mostrara pr extremo adversa ao ca-
samento ; mas Vertumno teve artes de a conven-
cer disfarcauio-se em velba, e amedrontando-a
(sob este disfar.e) com o desdobrar Ibe a pavorosa
narrativa Jos inforteoioi por que tinham passado
varias denzellas que teimaram em ficar solteiras.
D'est'arte Pomona reconsiderou e acabon por
aeeeitar a mi de esposo que Vertumno loe offe-
recia. Representan) -o'a os mytluiogos sob a figu-
ra de urna risonba uyujpba oroada de flores e
fructas.
Xermim '* dsviaasdes campes-
t-eg. e do deus Termo.
pf, ,, ,.,-: j ir luis. iziam-n'o
ilho de Venu ; .uo, portn, os raytholo-
gos Bcerc : '* reputar se o pai d'este
deus que sselJaccho, outros Mercu-
rio, e signos o geatri adonis. Mateas Priapo gru-
tn rsisiinTi dismrnt' tiuha o corpo cabellado e
ni fronte dous npjendiees corneos como os Saty-
r08-
Em Ltuipsaco e em Roma erigio-lbe o paganis-
mo samptuosoa aitareb, "nde lhe depositavam, como
Sertas. griolda8 de espigas e de flores. D'entre
os anioaaes eia lhe cousugrado o jumento.
O deus Termo presidia aos limites dos campos e
fasendas. Representavun n'o ger.ilinente por um
mar o de pedra, a que auperiorrae ite davam a con-
tiguracao de urna cabeca humana. Era, portanto,
privado de bracos e pernas para mais cabalmen
te symbolisar a sua completa estabilidade.
(Contina)
Bazharal Fulgencio Infanto de Albu-
querque Mello. Encamiohe so.
Jos Goncalves. -Informe o Sr. admi-
nistrad >r dos Correios.
Paulino Ignacio dos Santos. Sim, pa-
gando as coinedorias.
Bucharel Vicente Antonio do Espirito
Santo Jnior.Sim.
- 25 -
Fel8mina Alves Cordeiro.Informa o
Revd. director da Colonia Isabel.
Padre Joao Ignacio de Albuquerque. -
Como reqner.
Jos de Araujo Veiga & C. Nesta data
recoaimendo ao Theeouro Provincial, que
satisfaca imme listamente os alugueis de
que tratam os psticionarios.
Joao Marinho ae Berros. A' vista do
que infonra o Dr. chefe de polica, deve
o suppticante aguardar que seja requisita-
do pelo juiz municipal do Brejo.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 26 da Junho de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartleo da polica
SecsSo 2.' N. 628. Secretoria da Po-
licia de Pernambuco, 26 de Junho de 1886.
Illro. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos na Casa de
Detenyo os seguintes individuos :
A' ordera do subdelegado de Santo Antonio,
Antonio Gomes da Silva, por disturbios.
A" oraein do do 2o districto da Boa-Vista, Clau-
huo Jos dos Santos, por offensas moral pu-
bliea.
A' ordem do de Apipucos, Jos Malaquias Car-
r.eir por crime d i ferimentos.
H 'Uiem, s 8 horas da noite, em um qunrto
do corredor da esc da do predio n. 146 da ra do
C rjnel Snassuna, onde residem Pautaleo Fran-
eiseo da Costa e Manuel Joaquim da Silva, bouve
um confleto provocado pelos individuos de nomes
!> r i do, BenedictJ Gibriel, que alli apparece-
rim inesperadamente, do qual resultou sahirem te
riiios com grandes golpes de naval ha Pantaleio e
Manuel Joaquim.
O subdelegado d > 1 districto de S. Jos tomou
conhtcirarnto do tacto e contra os delinqaentes,
qui nio foram presos, abri inquerito.
No da 27 do corrente, s 6 horas da tarde e
no engenhi. Pava, do termo do Cabo, o individuo
de nome Angelo Pao Brasil do Reg, travando-se
de razoes cum Joo Carrciro, conbecido por Joao
Coto, ti por este fcrido gravemente c im um golpe
de faco.
Contia o delnqueme, que evadio-se, procedeu-
ee nos termos do inquerito p<>liciai.
Oo^iinnnicuu-ine o deletrado do termo de Bo-
n i t que no lugar denominado Barra do Riackao
fra asaasiinada Victoria Mara da Coneeico,
tendo sido autores de tal crime Autonie Fern .nde
de Jess e Manoel Fernandes de Jess, marido e
sogro da infeliz victima.
Os delinquentes foram presos e contra os mesmos
procedeu-se uos termos da lei.
No dia 16 do corren'e foi capturado pelo de-
legado do termo de Pesqueira, o criminoso Manoel
Thomaz de Aquiao. qae est pronunciado na co-
marca de Bezerres por crime de furto de ca-
vallos'
Pelo delegado do termo de Bonito foi re-
mettido ao juizo competente o inquerito policial a
que procedeu sobre o roubo alli praticado em date
de 8 do corrente e do qual foram victimas os cida-1
daos Manoel Marcolino Alves da Silva e Jos Pi
Pereira.
No correr do inquerito verificou-se ter sido cum-
plios uo alludido crime o individuo de nome Joa-
quim Jos da Costa Coelho, que j foi preso.
O cidado Francisco Vidal Aranha Monte-
negro assumio, no dia 24 do corrente, o exercieio
da delegada do termo de Pao d'Alho.
Deus guarde a V. Exc. llin. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
rauito digno vicepresidente da provincia.
O chefe de polia, Antonio Domingo
Pinto.
INTERIOR
ARTE OIFIllA,
Cioverno da Provincia
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 23 DE
JUNHO DE 1886.
Abaixo assignado de costureiras do Ar-
senal de Guerra. Informe o Sr. inspector
da Tnesouraria de Fazenda.
Capitilo Augusto F. Pereira de Car va-
lu.-Passe portara, na forma requer la.
Cornelio Rabello Padilba.O supplc in-
te foi demettido e.u vista da re presenta-
jflo da Tliesouraria de Fazenda.
Compan&ia The Great Western of Bra-
sil Railvay Company Limited.Informe, o
Sr. inspector da Tnesouraria Jfcle Fazenda.
A mesma.dem.
A mes na. Informe o Sr. jnspecCor do
Thesouro Provinc .1.
Francisco de Assis do Reg Barros.
Nesto data autoriso o pagamento da impor-
tancia que tem de ser levada a verba pra-
cas de pre' e a nelusao da que correr pola
verba fardamentu na demonstracao de cr-
dito exigida pelo Aviso de 28 de Maio ul-
sVO.
Fausta Pergcntina de Lima Barros.
Informe o Sr. inspector geral da Instj uc-
elo publics.
^*
Corrcspondeaela do Otario de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO -Corte, 19 de Junho
de 1886
Summabio :Os trabalhos do Senado.Ve'aco da
lei de foroas de mar para o exercieio
prximo.Diseussao da reforma da elei-
yiio municipal e da piorogativa do orna-
mento.Emendas do Sr. Alfonso Celso
combatidas p'oSi residente do con -
selho.Direr .lovotoaos estrangeiros.
Discurso Sr. ffonso Celso sobre
as ultimas per y >o ananceiras.Res
posta do Sr. Beluario.Discurso do Sr.
Danta*.Sen programma abolicionista.
O Sr. Silveira Martins jolgando-se o
leo da fbula.Porque nao este satis-
feito coro o novo ministro da guerra.
O general Arredondo e seas coaTpanbei
ros em Buenos Ajres.
Na que fechei hontem e remetti pelo Colorado,
que hoje parti, com escala por esse porte, nao
uiencionei os trabalhos ltimos do Senado, onde
dep.>is de votada em 3* diseussao a lei de forjas
de mar para o proiimo exercieio, tere-ie tratado
da reforma do systema de eleico de vereadores e
juizea de paz, na 1* parte da ordem do dia, e da
resolue.au prorogativa do ornamento i.a 2 parte.
A di^cusso da le de forcas nao sena encerra-
da tao depres a, se o Sr. Coteizipe nao tivesse pon-
derado fc conveniencia de nao retardar-se a pas-
sagem da mesma lei, que tem de entrar em vi^oi
dentro em poucosdias; pelo que pedio ao colle-
gas que deixassem para outra opportunidade as
reflexocs que tiuham de fazer, quer sobre o as-
sumpto, quer sobro materias estranhs, tant
mais que brevemente teria o Senado de oceupar-
se com a ixum iei de toreas para o exercieio de
1887 a loS8, que j esteva sendo discutida naCa
mar dos Diputados.
O Sr. Silveira Martins, que estava inscripto para
fallar, com o tino de replicar ao Sr. Lucena, ceded
da palayra, nao por fineza ao governo, disse elle,
mas porque recounecia a urgencia da lei, e nao
Ibe faltara occasiao para dizer o que pretenda. >
O debatr acerca da reforma da eleico munici-
pal tem estado ioteressante, e nelle so bao empe
nbado coinbateedo a reforma os ira. : Franoi
S, Dantas, Josi Bonifacio, Ignacio Martins <-
Affouso Celso, que nu querem admittir ncbuma
alteraao naeleo&o sem alargmento do voto.
0 ultimo desses senadores quer, alin duro, que
a reforma da eleico mgnicipal ae ligue reforma
da lei do 1" de OutdJsTO.assim como que'ao es-
trangeiro qae tiver dous annos de residencia so
pas jeja concedido^) direita de votar e ser vota i .
para vertador e juiz de paz. Neste sentido apr-
senlo i uina m nda ; e quanto a reformas da C-
maras muuicipaes apreseutou tewbeio como emen-
da um prujeuto formulado pelo t. Ferreira Van-
os e apresentado na sessao de .1868 ou 1870.
Ambas essas emendas teram combat las pelo Sr.
presidente do c nselho; a primeira por inesnve-
niente e por pumeer-lse que envolve medida que
seria mais eurial ser iniciada na Cmara d"S Di-
putados, viato trat.ir-se de i'in direto poltico, e
nao nrf'Senaii, corporanao conserradora, a quem
na i cabe a dianteira ao ramo temporario em ma
teria de alargc.mento de voto activo e p*ssivo; a
segunda por inopportuna, poia que tratase apenas
de regular o modo de eleger as cmaras munici-
paes e nao de reformal-as.
Quinto aquella, tendo affirmad > o Sr. Aff;iis>
Celso que o direito de voto funecao publica c
nao direito poltico, disse o honrado presidente lo
cunselbo :
O direito de eleger qualquer autoridade, quer
seja representante do centro, quer da provincia,
quer do municipio, quer da parochia, considerada
eireumscrpe,ao poltica, direito poltico pela
Cunstiruico. Perguntarei anda com o mosmo
respeilo ilUistraeao dos nobres senadores : quaes
os eleitores que Horneara ou elegem as municipali-
dades, os juizea de paz ? Naosao os mesmos eisl-
tures que elegem es representantes da provincia e
da naca i? Sem duvida.
0 Sr Fernandez da CunhaApoi.ido, na dis-
tribuinao da justiea.
0 Sr. Bario de Cotegipe (presidente do conse-
Iho)Donde vera, portanto, essa nova especie de
cleitores colonos? Sao eleitores colonos porque
nao sao naturalisad e.
OSr. Fernandes da Cunha Apoiado, Sr.pre-
sidente da cons- Iho ; a nacionalidad.) cousa mui-
to preciosa, nilo pira baratear-se.
OSr. Bardo de Cotegipe (presidente doconse
lh<>)Querem partilhar os onus e vautageiis dos
cidadaos brazdeiros? Naturalisem-se.
O Sr. Fernaude da Cunha Entrem pira
cominuiihao do cidadio brazileiro, e nao queiram
gosar sem onus.
O Sr. Affonso CelsoA saturalisaclo o que
ee quer.
0 Sr. bardo de Cotegipe (presidente do con-
seiho)J tao f >cil a naiuralisacao.
5r. Nuius GoncalvesFacilima.
OSr. Dantas Tornemo!-a anda raais fcil.
O Sr. Bardo de Cotegipe (presidente do con-
selho)Tomemol-a aiuda mai- faeil, diz o nobre
seoador ; mas como? dizendoquem votar, por
esse facto fies naturalisado ? Mas uo possivel
que aque le que nao se quer naturalis&r o faca
sement para ir votar? Pois as vantagens de
q ie o estrangeiro goza ntrenos Eaoiletaope-
queno monta que elle as sacrifique ac simples di-
leitode votar para ser naturalisado? Aquelles
que querem partilhur comnosco da mesma sorte,
este naturalisam se com tacilidade.
Citam-se exemplos de oatris naces e de nos-
sos vizinhos. Nao coubec- > bem nem posso avaliar
o alcance dessa Icgislaciio de outros paizes ; mus
como nao gosto de imitar...
Sr. Dantas -A* bous cousas devem se
iintar.
0 Sr. Bardo de Cotegipe (presidente do con-
selho).... s por imitar, firmo m >is a raiulia re-
flexao sobre o estado do mea paiz, e o resultado
dessa refl lis que onde conc rresse grande nu-
mero de estra.igeiros para usar deste direito ha -
veria um perigo para nos outros.
OSr. Barros BrreloApoiadi; reduz se
este imperio em condicoes d-) urna teitoria da com-
psnsia do Alto Douro.
O Sr. Bardo de Cotegipe (presidente do cu
seibo)Esta nacao to atrazada, como dizem ,
e que mais atrazada j fui, tem pelo seu carcter
nacional inaiiti lo a unio deste todo mesmo quan-
do colonia. Infelizmente a idea exagerada das
vantagens que esperam de ama immigra;3o nume-
rosa, vh puuco a pouco alagando esse espirito
nacional ; e se me referir caite, direi que onde
ha menos espirito nacional.
O Sr. Affonso CelsoNeste ponto V. Exc.
tem toda a razao ; o remedio o obvio.
E' de notar que o Sr. Silveira da Motta, com
todo o seu radicdlismo, nao acompanba o Sr.
Affonso Celso na opiniao de conceder-se direito de
voto ao estrangeiro nao naturalisado, o creio que
poucos serao os senadores, mesmo do lado liberal
que o acompanhem.
O Sr. Siqueira Mendes combateu o projecto
quanto ao voto incompleto na eleifao municipal,
que elle nao comprehende que seja applicado quan-
do no mesmo lugar e na mesma occaaio sao elei-
tos os juizes de paz pelo seu voto completo.-
O Sr. Soares Brandio tambera nao partidario
do voto incompleto, ao qual prefere to nuioomiual
qae Ibe parece ter sido mal julgado.
Na discusso da prorogativa foi o Sr. Affonso
Celso quem rompen o debate e fez as honras da
recepeo ao Sr. ministro da fazenia, a quem feli-
citou pelo resultado das operayes fiuanceiras que
levou a etteto com felicidade, censaraudo-o, to-
dava, pela estreireza dos prasos estabelecidos,
tanto para a inscripta > dos concurrentes ao em
prestimo e do novo typo, como na converso, para
opeo que tinham de fazer os possaidires de apo
lices do amigo padrao.
Hbil como o Sr. Affonso Celso, e conh-eeedor
da materia, nio ser preciso dizer que o sea dis-
curs" ama peca que deve ser nda pelos que
acouipanham as nossas questdes fiuanceiras. Urna
parte desee discurso foi dedicada demonstracao
de que no dominio conservador, que terminou em
187o, os gastos do thesouro foram superiores ass
do ultimo dominio liberal, o que se mostra pelos
dficits liquidados nos exorcicios finauceiros da-
o,uelle periodo, comparados com os deste. ___
N4o meuoa importante toi o aiacurso do -r. Be
lisano que com saliente proficiencia desenvolveu
o plano que adoptou para as operacees que levou
a effeito, explicaudo detidamente 08 fundamentos
sobr<. que baseou taes opera^oes.
Quanto questo de saber qual dos partidos
gastou mais, ou gastn menos, disse o honrado
ministro :
U noore senador nao observou que no periodo
que toca ao partid} conservador nesse seu calculo,
foram reducidos impostes em urna quantia consi-
deravel. Foraj] alliviados os contribuintes, na
dir que, prudentemente, mas isto se fez, em mate
de seis mil contos. (*)
O Sr. Affonso < elsoMuits impudentemente.
O Sr. Ministro da Fazenda O partido libe-
ral e principalmente o nobre senador, uuginentou
em muito os impostes, cerca de 10 mil costos.
O Sr. Affuns-i Celso K. o partido conserva-
dor tambern ; o ir. Bario de Cotegipe em 1877.
0 Sr. Ministro da Fazenda .... o que tudu
fez avultar a receita que teve o partido do nobre
Si rrador, quaudo executou esse ornamento.
Mas se o nobre senador examinar o que gas-
tou cada partido, achara o seguiste :
No perodo por 8. Exc. ci'ado, para o parti-
do conservador, a mediada reesita foi ln3 mil con-
t e a da despez 139 mil contos, dficit j'6 mil
contos.
Para o partido liberal, media da receita 124
mil contos, dn despeza 147 rail coates, dficit 28
rail contos. Mas se levarm is em eouta o aumen
r > na receita comparativamente, esse dficit ser
de 44 mil con'os, e ialo mesmo porque toi realmen
te econmico o uvnistro que dirigi as financas era
1880-I88 e 18811882 ; o que com prazer re
couheee.
Mas por que parar no exercieio de 188283,
qnaudo sao j conhccidas as liqaidacoes de 1883
84 e 188485 ?
Nao hcoinpanhrndo n ata parte a prudencia
da nobre senador computar uo c.lcalo os aljraris-
mos destes dous exercicios, e assim provar que a
media da receita do doinmi liberal toi de 1V4 mil
contos, e a despeza de 149,874 contjs, dficit 26
mil contos, que levando se em eonte o augmento
%(') Foram impostes creados no pelo da guer
ra do Paraguay e qrle t..ram aupprimidss sob o
ministerio Rio Branca, em 1874.
da receita, subir a 47 mil contos unnnalrn-nte,
para 36 mil contos uo dominio conservador.
No exercieio corrente, deve 'aecrescentar, fo-
ram anda consignadas duas sommis avultadas
pertencentes liquidacao de 1884^J885, e que
devem accrescer quelle dficit, isto :
Araortaaoio do eraprestimo de
1879, que nio foi feito no de- ^
vido tempo cerca de 1,300:0005000
Despeza liquidada e nao paga
com a estrada de ferro do
Recife 2,300:000/000
3:600:0-.X)000
Na falta de dficit do actual exercieio que nio
pode ser imputado ao actual exercicj) que nao po-
de ser imputado ao actual governo ; mas somman-
do todos esses ejercicios, temos urna media de
despeza annual de 149 mil contos ou mais 10 mil
contos de que nos exercicios conservadores.
O Sr. Affonso Celso E' verdade, por causa
das garantas de juros que Vv. Excs. autorisaram
para engenhos cea traes, etc. La V. Exc. o
relatorio do Sr. Bario de Cotegipe, em 1877 e ver
o juizo que elle faz dos seus amigos. Chama-lhes
es banj adores.
0 Sr. Bardo de Cotegipe (presidente do con-
selho) Quem pode com V. Exc. ? Agora at
diz que eu chamei esbanjadores aos meas amigos !
0 Sr. Affonso Celso diz que gastaran) demais,
o que em phrase diplomtica quer dizer esban-
jar.
A lei sobre ergenhos centraes foi dos conserva-
dores, mas o maior uso e o abuso que della se fez
pertencem aos liberaos. Felizmente o actual mi
nialro d'agricultura tem decltrado caducas muitas
das conceseoes feitas, verdadeiras eapeculagoes
que nio tem realisado o servico a que se destina-
vam no praso devido.
Anda p^r mais de 6,000 enntos ocapital garan-
tido de taes concessdes, que nSo terio de pezar
sobre o thesouro, como est aconterendo com os
que oonseguiram organisar o seu servico bom ou
ufe.
Na sessae segrate coube a palavra, sobre a
prorogativa, ao Sr. Dantas, o qual, discorrendo
com proficieneia e grande moderac,ao e mostrando
que em materia de despeza o erro tem sido tanto
dos conservadores como dos liberaes e que por
tent* a ambos Cabe abrir urna vida nova, apro-
veitou o eosejo, para justificar a sua gestao na
pasta da fazenda, lendo trechos de di-cursos seus,
pronunciados quando ministr., em que aventn
as operacocs que agora com tanta felicidadc, foram
rea libadas pelo actual ministro, notando que tauto
esie, a qeem entretanto louva pela dneccao que
tem dado aos negocios de sua pasta, como os seus
amigos, se oppuzeram a idea da cenversio
Por fim, para firmar mais uina v z o seu pro-
gramma abolicionista, concluio dizendo que nc
duvida prestar o seu concurso ao nobre ministro
para qae leve a effeito o edificio que pretende le
vastar, e em cujo vrtice possa tremolar urna
bauueira branca iucrevendo estaa palavrat : De
boje em dibnte todo o trabalho livre no Brasil;
nao ha mais escravidao. >
Deste modo, accrescestou o Sr. Dantas, fica-
r completo o edificio.
Senio se completar agora, s o taremos at
osde S. Exc. se prore chegar, porque decidida-
mente teiiho l em Deus e nos bou cus, baver ul-
guem que complete a obra, basteando essa bao-
deira em qne se marque poca de grandeza e
f.iicidaoe paia neasa patria. Confio na nacio-
nalidade brasileira, confio na forca das luzes deste
secuto, confio as instituicoes livre que sio a base
de 00880 presente e da prosperidade de nosso fu-
turo, confio em tudo ieso para nio destrer que
havemos de chegar a essa poca qae, se me fosse
possivel, como j disse algures, chegariamet, nio
em cinco annos, mas em cinco mezes, em cinco
das, em cinco horas, im cinco minutos, em cinco
instante ; off> reco anda a transaccao.
Se Deus me der vida e forjas, continuarei a
ser apostlo deata dea, nio aqui. as delicias de
Capua, mas percorrendo as provincias Jo impsrio.
Eu qne nio sou anarehista, eu que sempre pro-
tesse as lei da moral e da honra, eu que fundei
ama familia, eu que criei filhos, cu qne tenho da-
do minhu patria nobre e desinteressaoamente
tudo quanto poda dar, nio me julgare quite com
ella emqnanto nio lhe ti ver prestado mais esse ser
vico ; e se esta posicao a que me elevaram pode
servir para algn a cousa, a nada melhor quero
consagral a do que sustentscio dessa idea.
Breve teremos, pois, o ilustre chefe liberal per-
correndo as provincisa a discursar segundo o sys-
ema ingltz.
Hoje tallou o Sr. Silveira Martins que nao tra-
ten sement de responder ao Sr. Lucena ; ocen-
pou-sc tambcui da u.ateria, misturando urna cousa
com a outra. Nio tsteve com a incontinencia de
lingua que lhe habitual, rrostrando-se um peuco
mais couimedido e asseverando que se vehe-
mente algumas veies, por temperamento, nao gos-
ta de tetcer at a affienta pessoal, e nonca tem
sido o piiuii iro a aggredir.
Como na cmara dos deputados o Sr. Miranda
Ribeiro taiubtm ocjpsndo-se de negicios de
sua provincia, se referi a elle, o illust e senador
rio gianoense,. ao comecar o seu diacurso dase
que ba n.uito tempo anda feito o leao da fbu-
la : nao ha alimaria que lhe naoatire a sua per-
nada. Quanto ao que dellc dizem os adversa-
rios, poderia respondr-lhes com um certo latim
que livr com grosseria outro injuriar o auditorio. Quo
bruto, .iue caugneiro, que taverneiro, tao falto
de expresase, qae armado de um diploma de de
potado, nio injurie com muito mais jacundia do
que um sabio?
Sem fazer applicacio do conceiio, passou aden-
te primeiramente criticando a transferencia do
ro astro da marraba para a guerra, collocando-se
n'aqaelle am ministro novo, o que importe ficar
o ministerio com dous novatos em vez de um.
Depois tratou do explicara sua poltica 'sa pro-
vine.a e de justificar a sua admiiiistrar^io como
ministro da fazenda, que anda hoje censu-
rada.
No tocante ao novo ministro da guer;, claro
que o Sr. Silveira Martins nio pode ver com
b ns olhos que aquella pasta, que pela qual cor
rem servicoe que multo iuteressa a politica de sua
provincia, esteja enriada a um irmio do compe-
tidor do Sr. Camargo, o Sr. Paulino Chaves.
Agora mesmo, que trate-sa da eleiyio do 3o
disico, para prebencher se a vaga do Dr. -e-
verino Rib.iro, uma inudanca e certo general
que est na provincia como inspector de tropat,
poderia ain-a ter grande ii fluencia no resultado
do pleito, ni" obstante a divergencia que alli se
d entre us conservad--res, pn nunciaudo-se uno
pelo &r. Bttteucourt e outros pelo Sr. Borges
Freitas, recommendado pelo centro de forto Ale-
gre.
O candidado liberal o Sr. Maciel, apresen-
tado pelo Sr. Silveira Martins, e com o que teve
que couformar-se o r. Itaqui espontneamente,
dase aquelle chefe na sua circular.
USr. Jaquim Pedro Soares foi finalmente re-
conbecido deputado, talvez com algutos benevo-
lencia- Com os fundamentos allegados contra
a bus eleico, nio teria, com certeza, o Sr. Can
dido de livnra, na aesoio pascada, consentido
que fosar reconhecido um conservador, e, pelo
menos, teria annallado a etaiCao, mandando pro -
ceder a n va.
J hio de saber ah que o general Arredondo
e seus compaoheiro. que tanta queixas tiveram
do modo por que toram traUdcs pelo governo
do Brasil, o que metivou tambem sentidos la-
mentos e aerea cnsuras da imprensa platina,
tendo partido d'aqui para Buenos-Ayres no paque
te inglez Pavana, fiseram ama pessims viagem de
V4 das, eauverain em termos de naufragar, e
i quando ah chcgarain foram avisadoi de que, em
virtud de requisieao do governo de Montevideo,
havia ordem para ellcs seren presos. A' vista
disto, mal tiveram terapo para oceultarem-se, sem
conseguirem recolher-se s suas casas !
Agora que hao de reeonhecer que o governo
b.asileiro nao foi o carcereiro do gen 'ral Santos,
3ue em obediencia a este, nao Ihes permittiu
carera na frouteira.
PERMMBC
Assembla Provincial
45' SESSO KM 27 DE MAIO DE 188G
PHBSIDBNCIA DO EXM. SR. DR. JOS MANOEL DE BARBOS
WAKDERLEY
Summario:Leitura e approvacao da acta Ex-
pediente.R -jeicao do requeriraento
do Sr. Jos Marii aerea da violencia
de que foi victima, Jos Thomaz Cavai-
cante.Discusso do requerimento do
Sr. Juveneio Maris, relativam ufe aos
ferimentos mortaes da praca de p ilicia
de nome Custodio, em Bebedouro.
Discursos dos Srs. Juveneio Mariz e
Rodrigues Porto.Votacao nominal
sobre o mesmo requerimento.1 parte
da ordem do da.Contiuuacao da 2*
discusso do art. i* do projecto n. 43
deste anno Discurso (pela ordem) do
Sr. Regueira Costa.Requerimento do
me-.u.o senhor.Apoiamento de emen-
dasDiscursos dos Srt. Bario de Ita-
pissurna e Sophronio Portella. Re-
querimento de encerramento da dis-
cusso e approvacao do mesmo.Sus-
pensao da sessio. Reabertura da
mesma.2a parte da ordem do da.
Contiuuacao da discusso do projecto
n. 27.RejeicAo do requerimento de
adiaraeiito do Sr. Jos Mana.Dis-
curso do Sr. Jos ManaLeitura e o
apoiamento de ura requerimeito do Sr.
Lourcnco de SAdiamento da 1'
ditcussio do prejecto n. 29 deste znno.
Final da sesso.
Ao meio dia, feita a chamada e verificando-se
estarem presenta os Srs. Ratis e Silva, Rodrigues
.^orto, v8Coude de Tabatinga, Solonio de Mello,
Barros Barrete Jnior, Joo Alves, Soaris de
Amoriui, Barros Wuuderley, Luiz de Andrada,
Ci liStentuio de Albuquerque, Lourcnco de S,
Joo de O.iv.ira, Herculano Baudeira, Coelh. de
Moraes, Joao de S, Antonio Vctor, Domingues
da trlva, Sopbromo Portella, Augus o Franklm,
Ferreira Velloso, Costa Gomes, Reg Barros, Pra
xed's Pitanga, Aor Das, Juveneio Mariz, Jos
Mara e Gomes Pareute, o Sr. presidente declara
aberta a sessio.
Comparecen, depoia os Srs. Ferreira Jacobina,
Julio de Barros, Kc.goberto, Regueira Costa, Baro
de Caiar, Bario de liapiasuma e Costa Ribeiro.
Faltem, com participaco, j>s Srs. Amaral e
Drummond, e sera ella s Srs. Rosa e Silva e Gon-
calves Ferreira.
E* Hila e tem debate approvada a acta da ses
sao antecedente.
Sr. 1" secretario procede leitura do se
gafete
EXPEDIENTE
Um offiro do secretario do governo, devolvendo
informada a peticao de Mara Magdalena da Nati
vidade.A' quem fez a requisicio.
Outro do mesmo, trausmittindo um requeri-
mento do serventuario de justiea de Nazareth
Ignacio Vieira de Mello, acompanbado de tres do-
cumentos e da informacio do juiz de direito da
respectiva comarca.A' commissao de justiea civil
e criminal.
Uma peticao de Cypriano Ferreira de Araujo,
requerendo um privilegio por cinco ou mais an-
nos para ter acougue no povoado de Canhotinho,
offerecendo Cmara Municipal d'alli a terca
parte dos reudimentos.A' commissao de negocios
de cmaras
Outra de Leandro Goncalves de Souza, reque-
rendo consiguacao da quota de 1054 para paga-
mento do aluguel de sua casa que servio de paco
Cmara Municipal de S. Bento.A' commissao
de orcamento municipal.
Outra do Baro de Limoeiro, arrematante das
barrenas de Itapacur, Motocolomb, Magdalena
e Ponte do Carvalhos, requerendo um abate de
40 /s on reaciso de seu contracto.A' commissao
de peticoes.
Sao iidos, apoiados e approvados os seguimos
pareceres :
D. Porphira Jesuina Baptiata da Silveira,
professora publica jubilada de instruccao prima-
ria, requer que bc lhe mande contar na pen
sio com que loi jubilada a gratificacio de que
gosava por forca do art. 27 da lei n. 498 de 13 de
Maio de 1864, .o que diz ter direito nos termos
do art. 157 do regulamento de 6 de Fevereiro de
1885. "
' E porque nio i e t/ate de nterpretar ou fixar
o sentido de nenhuma lei ou regulamento, mas de
verificar se, a respeito ua peticionaria, realisam-se
as condicoes de lacto, que suppoe a citada dis-
posicao do regulamento de 1885, quaes a dedica-
cao nao ccmn.um no exercieio do magisterio e
rcrvicos relevantes e extraordinarios, de parecer
a commissi) de legislacio a quem foi esse requeri-
mento sobmettido, qne a respeito della nio ha o
que deferir, cumpriudo a peticionara dirigir-se
ao poder competente.
- bala das comoiissoes, 21 de Maio de 1886.
Costa Ribeiro.Sophronio Portella.Domingues
da Silva.
A commissao de orcamento provincial, qual
foi presente a peticao de Militina dos Santos Jor-
ge, requerendo iseuca do imposto de decima de
sua casa n. 11, sita no lugar Chacen da fregueza
do Poco da Panella, por ter a nica quo possue a
nella morar, precisa, para dar parecer sobre a
mesma p-.ticao que seja ouvido o Thesouro Pro-
vincial.
Sala das coramissoes, em 26 de Maio de 1886.
-Coelho de Moraes. -Gomes Prente.Constan-
tino de Albuquerque.
A commissao de orcamento provincial, para
dar parecer sobre a peticao de Antonio Henriques
de Souza Gomes, na qual requer coosignacao de
verba no orcamento para lhe ser paga a quantia
de 120*000, importancia do aluguel, durante um
anno, de sua casa, que serve de cadeia na villa
de Itamb, precisa que seja ouvido o Thes uro
Provincial sobre a mesma peticao.
Sala das commisses, em 26 de Maio de 1#86.
(Joelho de Moraes.Gomes Prente.Constan-
tino tie Albuquerque. ,
A commissa de oicamento provincial, a quem
foi presente a peticao de Procopia Rosa de Jess,
requerendo consiguacao de verba no Ornamento
para lhe ser paga a qu*ntia de 56^000, importan
eia de alugueis de sua casa, sita ua.fregueza de
Afogados, que serve de quartel ao destacamento
polic.al d'aquella localidade, precisa para dar pa-
recer sobre a mesma, que seja ouvido o Thesouro
Provincial.
Sala das commissoos, m 26 de Maio de 1886
Coelho de Moraes.Gomes Parate.Constan
tino de Albuquerque. *
Sio lidos, apoiados, julgados objeHo d deli-
berado e vio a imprimir os seguiutes projectos :
N. 90. A commissao de legislaoso-a, cujo exame
foi submettida a peticao de Autunes fe C, incor-
poradores da companhia de odicaco, ua qual re
quereram a este Assembla a coocesso copstenteda
le n. 535 de 20 de Junho de 1862, cujas clausulas
foram restablecidas em favor dos peticionario^
pelo art, 34 da lei n. 1860, seja ampliada ao pa-
gamento integral da decima e mais impostes aque
se refere a mesma coneessio e o praso a 20 an-
nos para todos os predios que a oompanha con-
struir e a contar da respectiva constracio :
Considerando que a empresa de que se trata
de raanifesta utilidade ; que a insignificancia do
favor concedido pela citada lei n. 535, nio pode
ser posta em duvida, attesto o numero de annos
deccorridos, sem que podessem fundar empresa
aquelles a quem o favor foi outhorgado; que
nao importa prejaizo aos cofres pblicos, pois'
nio medrar a companhia tambem nao ae realisar
a edificacao. de que sejara devidos a decima e
mais imposto?, ao paseo que o deseo rolvimeoto
d'este assegura futuro augmento de renda pro-
vine a, embora a isencio de decisia e mais im-
postes por alguna aun. s ;
Considerando que o pras de 20 annos que os
peticionarios pretende longo e que por outro
lade justo que em troca do beneficio que pedem,
algum fa cara ao publico e alin d resultante da
utilidade geral da empresa; de parecer que sejam
os peticionarios deferidos nos termas do segrate
projecto :
A Assembla L-gielatva Provincial de Per-
si mbueo resol ve :
Art. 1 A coneessio constante da lei n. 535 e
pelo art. 32 da lei n. 1860, restabelecida em fa-
vor dos nauguradores da companhia de edificacao
'esta cidade, tica ampliada ao pagamento integral
dos impostes a que a lei n. 535 se retire e ao praso
de 15 anuos para todas as casas qne a companhia
edificar e a contar da respectiva edificacao.
| Io Os empresari s serao obrigados a receber
gratuitamente eai suas officinas at 20 meninos po-
bres mandatos apresenlar pelo presidente da pro-
viacia, d'entre os educandos dos cstebelecimentoe
de caridade ou quaesquer outros, o logo que os
mesmos teuham aprendido o officio a que se desti-
nam, a companhia pagar-lhes-ba o salario qae fr
estipulado com os seus pas ou tutores.
2o O governo da provincia firmar contracto
com oa empresarios, no qual estabelecer clausu-
las que garantam a fi. 1 execucao do disposto no
1.
Ait. 2o Ficam revogadas aa disposicoes em con-
trario.
Sala das commisoes, 26 de Maio do 1886.
Costa tibeiri.Sophronio Portella.Domingues
da Silva.
N. 91. A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolv- :
Art. I" Fu creada uma escola de instruccao
primaria do sexofemiumo no povoado de Cabrob,
comarca de Petrolina.
Sala das/eso a, 26 de Maio de 1886.Baro
de Caiar.Joo Harta
E' lido, apoiado e tica sobre a mesa afim de ser
opp i tu lam. nte discutido o eeguinte requeri-
u.ent :
Rcqueiro que pelos causes competentes se
informe :
Io Poique motivo foi preso.;elo subdelegado
do Io districto da Boa-Vista.o individuo de nome
Primo;
'' Porque metivo foi espancafo ;
3o Si foi recolhido Casa de Detencio ou se
se conserva anda recluso ua estafan da guarda
cvica ;
4 Si proced u-se vi-toiia no mesmo. S.
R.Jos Mara.
C' ntina a iscufsao do requerimento do Sr.
Jos Mari a, acerca da violencia de que foi victi
ma Jos Thomaz Cavalcante, na Ponte dos Car-
valhos, sendo obrigado a casar-se.
Ninguem mais pedindo a palavra, encerrada a
discusso, e posto a votos o requerimento, rejei-
tedo.
Entra em discusso o seguiste requerimento de
Sr. Juveneio Mariz : .
Rcqueiro que pelos canses competentes se pe-
cam as seguintes iuforuiacoes :
1 Si S. Exc. o Sr. presidente da provincia
teve scieneia dos ferimente3 mortaes de que foi
vctima a praca do corpo de polica de nome Cas-
todio, que se achava destacada em Bebedsuro ;
2o Si ee procedeu corpo de delicio e ao inque-
rito policial; e, no caso arfirmativo,- qual a auto-
ridade que tez essas diligencias;
3" Quaes os autores do crime, se existe pro-
cesso e qual o estado d'este.
. S. R. Em 19 de Maio de 1886.Juveneio
Mariz.
O Mr: Juveneio MarisSr. presidente,
em todos os paizes caitos c civilisados a polica
instituida para ser guarda vigilante e defensora
da vida, da liberdade, da honra e Ha propriedade
do cidadio.
Entre n i, porm, Sr. presidente, nos que dis-
putamos os foros de um paiz livre e civilsado, des-
loamos n'este ponto; entre nos a polica, em ves
de ser organisada com pessoal habilitado, fazen-
do-se abstracta da poltica, pelo contrario vai-se
procurar os homens mais odie-utos, mais violentos,
para exercerem esses importantes cargos; e por
laso, Sr. presideute. qne todos os dias quer na itn-
prensa, quer na tribuna d'este Assembla, denua-
ciam-se os tactos mais violentos e horrorosos pra-
ticados pela polica de nossa trra !
Assim vemos que, em Caruar, lugar inteira-
mente pacfico outr'ora e que o e presentante con-
servador d'aquelle districto n'esta Assembla,
Sr. Dr. Rosa e Silva, sempre prompto defender
oa seus amigos, nunca teve occasio de erguer a
sua voz no recinto d'este casa, pedindo providen-
cias ao gov. rno contra actos de violencias prati
cadas pa.a com oa seus amigos, poique nao tinna
razio para aecusar as administra;oes liberaes e
suas autoridades. Hoje, que tinhainos direito de
esp rar que foseemos tratados do mesmo rood... *
polica sao encostra embaraces aos actos de v.
encas que vai praticando ; violencias que se re-
produzem todos os dias por o.odo deseomni'iiv.l I
O Sr. rtodrigues Forte V. Exc. deve declarar
isso.
O Sr. Juveneio MarizJ Uve occasio de de-
nuncial-as aqui e pela imprensa, assumindo ares-
ponsabildade com a minha assigdatura !
Vou intrar agora na materia de mea requeri-
mento.
Sr. presidente, em dias de Dezembro do amr.
passado a polica do districto de Bebedouro, na
faina de perseguir aos liberaes, Serris-SB como
instrumento de um soldado que fazia r "te do des-
tacamento respectivo de nonv.? Custod. e que er*
o executor das ord ns das autoridades policiae
coa Ira os meus amigos.
(Ha um aparte.)
A insolencia daquclle soldado, verdadoiro ener
gumeno chegou a tal ponto que esbordoava publi-
eamen'e at aos transentes, que de out os luga-
res passavam por aquella localidade, chegundo a
tal ponto esses actos de violencia ortica los p -
aquelle soldado, que os proprios amigos d i pa
p. iram a sua retirada oalli; ped lo sa,e n:l i
uttenJido i despeto daquelle fold isc
do barbara nenie a dous cidadaos que pert ucc::i
ao partid) conservador e futios do Sr. M; Barbosa
da Silva, eleitor naquelle districto.
Uu.a VozConservador?
i Sr; Juveneio Maris Conservador, sis
bhor.
Esse cjdado tende procurado obter provi
cas da autoridade local loi de.-atten lid i e em
sequencia dist toreado a vil i
sentar e p. dir provf demias ao Exui. Sr. prest
te da provi a
Ora, V. Exc. comproheud:! qu*l nao teria sido a
contrariedade d* autonda ic pol cial do Bebedou-
ro, amiga do Sr. Barbosa dcpois desee .
ment, veoao que perdera dous ou tres auj
eleitores !
nio cinvindo-lbe qu- isso se realisa
que o Sr. M Barbosa da Silva bavia d
c ara e publicamente que nao o'iter rep.r .c
fiaiti,


y

Mario de PcrnambocoDoniinsro 87 t Junho de 1886

satufaci* desse insulto, desse espancarnea'o, ell '
com os seas amigos votariara coro o partido liberal,
a autoridade policial daquella localidede promet
ten aquelle cida io que seria desaggravado...
Mas, Sr. presidente, qual ioi o detaggravo que
se deu aquelle eidadao?
Ero ves de ser aqne le soldado punido pelos
meios regulares, por meio de um processo, regu-
larmente iateatado, lancaram mao de um outro al-
Titre.
Foi astim que pasees das d upis case soldado
indo urna f- ira ae lagar Santa Themt foi br-
baramente espantado e erido or tajaren te por
pessoas da faraiiate S. Barbas da Silva ou
pelo proprio ti. Barbesa da Silva.
Dado esse facto e torso adr-ge publico que iato
lora preparado pelo delegado a autoridad* proco-
roa encampar esse paccednsento dos effeasorea do
soldado Custodio, pata uistu ti aba toda intercsae <
entio tractou-se de fctzer osa carpo de delieto
gato considerando-se os ferimentos que eram mor-
toes, de ferimentos leves; mas um dos peritos nao
qniz estar por isso e entendeu que os ferimentos
deviam ser considerados como mortaes; atteuto
ao estado do paciente e localisaco do fenmento,
que foi na regiio abdominal.
lito porra nao onoiuha porque nao se tratava
de desaggravar a lei e a justica mas de arranjos
para ae salvar os compromettidos na tentativa de
marte contra Custodio, e o acto foi entio adiado
para depois, chamndose individuos, que ero lu-
gar de diserem a verdade, protegessun ao Sr. Bar -
osa c bein assim a outros individuas implicados
as facto.
Sr. presidente, as pesaoas mais gradas daquel
la localidade sao testemunhas do que venho de ex-
por, mas preciso que essas pessuas nao sejam
oovidas, afirn de que o seu testamunho nao p >saa
ser prejudicial 4 polieia.
u nao terei messo duvida ero. declinar nomos,
se a tanto Ss a delegacia de polica iosse exercida de mo-
do qu* o eidadao que tivesse de reclamar, pajea-
se conhecer qual o individuo que a ezercia tena
razio o nobre deputado.
*Ma* all o contrario : os cidadios que, como
suppleates exeroem autoridade o fazem simult-
neamente, de modo aue ao mesmo tempo a polieia,
isto a delegacia He manifesta por differentes
ag-ntes!
Asuro, se o eidadao ameacado quer reclamar,
nao sabe muitas vezes qual o individuo que esta
em erercicio!
E'possivel que a localidade assim sej nulto
han policiada, mas < ase systema na pratica tras
inultos inconvenientes, porque simplesrcente il-
legal.
Mas, Sr. presidente, esta assembla nao saos
ainda de ludo.
Esse individuo, esse soldado, ficou em estado de
ntorte e querendo o juiz de paz daquelle districto,
que liberal, proceder exame de sanidade, ou no
vo corpo de dalicto, nao ihe foi possivel, porque os
soldados do destacamento estavam de guarda
paita como fim de impedir qualquer averiguacio
jad cial!
Em todo caso consegu te examinar o enferme,
chegaodo-se ao resultado da que curo effeito o seu
estad era graviasinio.
Escuaado diaer a V. Exc, Sr. presidente, que
a visto de torios estes fact*s a populacio se revol-
tn indignada contra taes atteutados, e achau-
do-se muilo comproinettidajima das entidades que
mais influa oici.luiente na localidade, prvcuruu-
te tambero fazer o inquerito geito, ja mandn-
dose inquirir novas testeinunha, j lispensando-
se o auxilio e esclarecimeutos de outras que nao
podiam ser dispnsalas porque eram preseaciaes;
arrancando-se folhas, nao s do iuquerito, como
tambem do corpo de delieto!
E aind-i para esse fim, Sr presidente, o promo-
tor publico da comarca, que Jevia ser o fiscal da
lei e ter todo o interesse nesse negocio, para des
aggravar a justica, coostituio-se em advogado of -
ficiuso da parte, conservando se na Casa do mais
compromettido por um ou dous dias, indifferen e
aos deveres do seu cargo, usando de todos esse
recursos que venho de dizer para salvar seas ami-
gos e ficaedo no final de coutas as cousas nesse
pee sacrificada a juatiea social que nao tem com
padrea!
Sr. presidente, eu achoque as pessoas que teeui
a responsabilidade do poder, at certo ponto, po-
dem proteger, se beui que nao o devam faze^, aos
meus amigos, sem que entretanto facam ostenta -
sao ou abusem da autoridade que exercem. V.
Exc. sabe que cota a lei ua rolo se pode proteger
sem baver necesaidade de discer-se pratica de
eertoe actos immoraes e ostentosos. Pede-ae fa-
zer muito mais com alguna moderacio e tino,
sem se ir aloa das raias do justo e do honesto.
Eu comprehendo que dVsse modo se poeta prote-
ger amigos dedicados que por uro desvio da pru-
dencia errein, mas nunca eacaruecendo da lei, da
justica e da moralidade.
Isso urna cousa que nao se comprehende;
gnu cousa prejudicialissima e perigosa eocieda
de, e contra a quil nao pod-m s deixar de pro-
testar.
U nobre deputado, meu corapanbeiro de diatri-
elo, ha de dizer que tu Jo isas unta pbantasia.
Mas 5>. Exe. deve saber que eu nao tenho odies
polticos, que eu nao tenho mesroo luiroigos uno
gratuitos. S. Ex. nao encontra urna s pessa na
localidade, que posea dizer coro razio e justica,
que eu 'ivesse por ventura procurado lilequear a
boa t de meus amigos que fossem autoridade
para prejudicar direito- ou offender s peaeas de
meus adversarios. A S. Exc. nao consta que eu
tena* procurado prejudicar algutn amigo seu.
0 Sr. Rodrigues Porto d um aparte.
O Sr. Juvencio MarizV. Exc. nao capaz de
deui .nstrar o c aitrario do que eu estou dizendo ;
declin fados Nao capaz de declinar u n s
boto por miro praticado ou autorisado !
O Sr. Rodrigues Porto -Pedro Alves foi espan-
tado no tense do nobre deputado.
O Sr. Juvencio Mariz0 nobre deputado sabe
perfeitamente que sou amigo particular de Pedro
Alves e fu o pnmeiro a lamentar esse f cto Eu
quero que o nobre deputado aponte qual o amigo
sea que foi pnjudicado por por iniutia ex usa
aponte, decline '.
Sr. presidente, n'esse tempo a que se refere o
nobre ueputado, eu esta va ero desacuerdo com as
autoridades d'aqu>jlla localidade, e ao c ntraro
ellas estavam Q- pleno accordo com o nobre de-
putado S-. i:s amigos. Pedro Alves com effeito
conservador ; mas o nobre deputado sabe que eu
. d'elle, como de sua familia e fui o pn-
meiro a lamentar aquelle acontecimento do qual
f,i autor o capital Gulheriniuo, hoje seu amigo !
O Sr. Rodrigues PortoO facto que elle sof-
freu.
O Sr. Juvencio MarizMas posso eu ser res-
ponaabilisado por isso ?
Osr. Rodrigues PortoSe o nobre deputado
ao pode ser responsab;liaado. pelo menos pdem
ter responsabiusados os seos amigos.
O Sr. Juvencio MarizOra, essa muito boa,
responsabilise o autor que hoje seu amigo.
Ei nao tenho odio poltico, Sr. presidate, sem-
pre que aqui d'esta tribuna levanta-je qualquer
aecusacao contra as autoridades policiaes d'essa
OQ d'aquella localidade, os nobres deputado con
testam dizendo jue us s accasamos por sena-
mento partidario, por paixao poltica Sao estas
as respostas constantes que se ouve d'aquella ban-
cada. Mas todos nos sabemos., Sr. presidente, que
a ausencia de meios com que os nobre" deputados
possam responder as aecusacoes, recorrem Borna-
te i este chavo de paixa > poltica, que nao pissa
de ama chapa muito sedica.
O nobre deputado pelo 2- districto est tadus
os das denunciando factos de violencias e arbi-
trariedades, praticados nao s n'esta capital, como
no interior da provincia, e os nobres deputados
sempre respondem do mesmo modo.
O Sr. Jos Maria Brevemente eu dou para tr -
ser para aqui a prova viva.
O Sr. Juvencio Mariz -E a prova, Sr. presiden-
te, de que nio a paixao poltica que nos anima
pando acensamos as autoridades policiaes, que
sobre deputado pelo 2- districto tem dado pro-
va em contrario do qae contestan) os nobres de-
putados. Ha poucos das, deu-se um facto na ra.
do Priucipe e bero grave.
Tendo-se dado um roubo no estabelecimeato de
Jos Coelho, e bavendo recahido suspeita sabr
ara pobre hemero morador d'alli, o subdelegado
prenden o e espaneou-o afirn de que elle declaras-
te qual o autor do crine. Perguuto : isto um
Meio legal de se descobrir um crime ? Pode se em-
pregar a tortora para se investigar factos d'esta
ardem, que a polieia deve esclarecer petes meios
legaes ? Denunciar isto estarmos pasauidos da
paixao poltica ?
O Sr. Gomes "renteE' a primeira vez que
Tisto.
8r. Juvencio MarisTodos os diu dio-fe
d'teses factos e se empregam esees meios qae aca-
bo de narrar.
Sr. presidente, Y. Exc. comprehende que um
meic fal e commodo, respoader-se as aecusacoes
seriaB que se levantam da tribuna, diaendo quej
aquellos que o fazem, aio arrastados pelas paixao
poltiea ; mas eu declaro a V. Exc. que uio estou
animado de paixio poltica.
O Sr. Joao AlvesPara que nao acensa aos
libera-3 ?
O 8r. Juvencio Mariz -Se, actualmente, quem
domina, o partido conservador, como acensar
aos meus correligionarios?
No 10- districto, e eu appello para os annaes,
gneram paraaeoaaal-o,rPr0VS9,,e ellos *""
pora ir sea derer.
O Sr. iUdricaee PasitoPoram diversos pe
ewaados.
O Sr. Jassitiiii Mariz- Nio pede apontar 7
O Sr. sVulrisTaes PortoO eapitae Jos da Silva
foi ou nao proea*ado ?
0 Sr. Arvencie Maris Para pie V. Exe. *em
com isto? Eu von expor o tacto ; eu fui o advo-
gado que rerjuereu a ordem te babeas-rpm e
poHS > dizer em pmtas palavras a Assemblia o
que se deu, como foi o facto. O facto foi o ae-
guinte; tendo-se dado uraa morte no districto de
Bebedouro e dois ferimen'os graves, as teetemu-
nhas do inqjaerito, referindo-se urna mulher mi
do morto, d'dararam que uppunAam ser Kstanis
lio Ferreira de Carvatho.
Ksst! individuo nio foi prew> em fligrante foi
at6 aseistir a inquiricio da 3* teatesnanha do ia-
qrit.
O subdelegado, concluido a respectivo inquerito,
reioetteu-o aojuiz municipal; o juiz municipal era
pessoa insuspeita para es nobres deputados, h je
ch rfe de polica de Minas, coas--rvador ai boa edr.
Esse magistrado remetteu o inquerito para o pro-
motor dar a denuncia. Ncste interia, proeura-iae
Estanislao e pugentame se poda andar publicn-
m' nte, visto como era aecusado como autar da mar-
te ; eu respond que elle nio poda ser preso senio
por um acto de violencia e para mostrar que pen-
sando assim tinh.t para uto boa, razio, laandt-o
passear na futra. Aadei com elle e Uta desper
tou as pievencde* de certas autoridades. Preten
deram cercar minha casa para prendel-ov mas de-
pois rcfl'sctiram. melhor e deixaram essa idea.
No dia scguinte foram a Bebedouro ; o hornero
es'.vi arrecadando impostos municipaes tuno co
brador e o delegado que era o capitio Jc-ae Jos da
Silva, mea distiucto amigo, entendeu que podia
prendel-o, e elle nio resisti i prisao^e antes seguio
para recolher-se.
Eu reqaeirouma ordcmde habrs corpm per in-
te o juiz de dir-to da comarca e S. S. apreciando
as iof irmaces que exigi das autoridades compe-
tentes e pela exposicao que fiz do facto, concedeu
ordem de soltura, recorrendo para o Tribunal da
Riilacao na forn-a da lei. A Relacio confiruiou a
deeisao do juiz de direito, e mandn respousabi-
lisar u del-gadn.
O juiz de direito mandou extrahir copia do des-
pacho proferido c remetteu autoridado policial
para responder e ella responden, de modo to sa-
bafosarin que o juiz julgou por terminado' o inci-
dente, dando como improcedente a questao levan-
tada.
V > nobre deputado que lioteve razio algurna
em traxeresse facto, porque quando prove alguma
(KMMS>, priva que n'aquelle tempo a autoridade po
licial foi zelosa n > cumplimento do sendever mes-
mo quando se tratava de amigos entendeu que
devia prender um homem aecusado por crime d-
morte e embora nio fosse adversariuo que muito
dilferente do i oe pratica n actualmente.
O Sr. Rodrigues Porto di nm aparte.
O Sr. Juvencio MarizPois urna autoridade
prende um individuo e nao se limita p:endel-o,
manda espancal-o para arrancar a confissao de
actos de que elle n> eabe f Isto serio ? !
O Sr. Rodrigues PortoO nobre deputado
injusto.
O Sr. Javencio MarizO nobre deputado apre-
cie-ine como entender; mas fique certo de que nio
son injusto como me suppe : decline de sen juizo.
O Sr. Rodrigues Porto da um aparte.
O fr. Juvencio MarizNio tenho que ver com
qaem seja Conservador ou liberal, quando se trata
, de direitos e de justica. O nobre deputado longe
I de me accus&r com esse seu aparte, ao contrario
fiogia me porque tenho aqui censurado horneas e
que alias sio meus amigos por acto de arbitrios
que coinmetu raro como autoridade policial n'aquel-
le tempo.
O Sr. Rodrigues Porto d um aparte.
O Sr. Juvencio MarizEstou apresentando um
iaoto da maior gravidade.
0 Sr. Rodrigues PortoNio se procedeu ? Pro-
cedeu-se.
0 Sr. Juvencio MarizProcedeu-se; mas sendo
o fsrimento aa regiio abdominal, poderla ser con-
siderado leve como foi ? Nio : elle nio podra
deixar de ser considerado mortal e entretanto con-
siderara no leve!
Um "r. DeputadoIsso urna questao de me-
dicina legal.
O Sr. Juvencio MarizMas o fenmouto era
mortal e os peritos para pr*tegerem os autores e
salvaJ-vs da responaabilidade do facto, qte rhee
com justica imputado, disseram que o l'eriinento
era leve, e umto imperou a forpa do escndalo por
que, como j disse i Assembla, aquelle soldado
ioi ex minado, conservndose guardas porta
para nuiguem que fosse Ospeito poder entrar
all.
O Sr. Rodrguez Portod um aparte.
O Sr. Juveneie ManaSr. presdeme, eu tou
terminar; mas antes de o fazer peco que a Assetn-
btste. approve o meu requerimento para se elucidar
O I acto.
Eu posso mesmo ficar mal eollocado se vierem
as inforatacoee, e o nobre deputado que t-m inte-
resse ero eollocar me mal deve votar por elle.
O Sr. Rodrigues PortoNao tenho iuteresse
em coUucal-o mal.
O Sr. Juvencio MarisE' ama consa muito na-
tural que o fizesee e eu nada tena que dizer por
isto. ..
O Sr. Rodrigues PortoPois nio tenho tal inte
resse e V. Exe. sabe isso perfeitamente.
O Sr. Juvenei> MarizDesde que avanco urna
accusci'i njusU, o n >bre dr-patado est em seu
direito de procurar documentos e provas em con
trario atitn de que en nio reproduza factos d'esta
ordem, nao sendo elles verdadeiros.
Portento peco ao nobre deputado, que se est
convencido de que o faeto nio se deu p la 1' Tina
porque eu o expuz Assembla. vote pelo mu re-
qu -iiin-nto, porque viudo as informacocs ticarem s
sab ndo quem trm razio, se cu, se o nobre depu-
tado; nio rae poupe ; dekxe me ficar mal.
Tenho concluido.
O tsar. KoiJriitur* PortoSr. presidente,
vdi.lu tribuna somante para contestar as aecu-
sacoes, que injustamente fez o n bre deputado,
representante como eu, do 10 districto, contra as
autori lades policiaes do districto de Bebedouro,
e para isto limitar-me-hei a dizer paucas e mu
poucas palavras.
E' exacto que em dias do mez de Dezembro do
anno pr >x ao findo deu-se na povoacio de Bebe-
dauro uma hita entre o soldado Custodio, que eu-
to fazia parte do destacamento d'aquelle povoa-
oo, eom dous rapazes, cuj s nomes n'asta occasiio
na. me record, porm o que certo tambem, ,
que a autoridad policial co-npareceudo no lugar
do delieto, provid-nciou na forma da lei, ao corpo
de delieto e inquerito policial, que foram rem-.tn-
dos autoridade competente ; nao tendo lugar a
accio da justica publica, por ter-m sido julgados
pelos peritos, os f'-rimentos lev-s. Assim, portante,
Sr. pre^n!-nt--. tend explicado completamente os
factos contidos no requi-rimento do nobre deputa-
do, senta-me couvicto de qae a maioria desta casa
casa, o rejeitar i, ao que fari verdadeira justica.
Ninguem mais pedind i a palabra encerrada a
diseusto.
O Ir, Jsivencio Maris (pela ordem)Pe-
co a V. Exc, Sr. presidente, que consulte casa
sobre se concede votacio nominal para este reque-
rimento.
Consultada a casa resolve ..ala afirmativa.
Procedendo-ee votacio d ella o seguinte re-
sultado : votam a favor os Srs. Costa Ribciro,
Jos Mara, Bario de Itapissum&, Visconde de
Tabatiuga, Andr Dias, Lourenco de S, Joio de
Oliveira, Ferreira Jacobina, Juvencio Mariz, Pr-
xedes Pitanpa, Bario de Uaiar e Solomo de Mel-
lo (12); e contra, ot Srs. Reg Barros, Ferreira
Velloso, Joio de -S, Soares de Amorim, H-rcula-
no Baadeira, Rogoberto, Costa Gomes, Domingues
da Silva, Ratis e Silva, Barros Barreto Jnior,
Coelbo de Moraes, Luiz de Addrada, Regueira
Carta, Rodrigues Porto, Constantino de Albuquer-
u ', Sophromo Portella, Antonio Victor, Augusto
'r...nkl n, Joio Alves e Gomes Prente (20).
E', portante, rejertado, o requerimento.
Pass4-se i Ia parte da
osoaw oo da
Continuacio da 3a diseasaio do art. 2 dopro-
jeeto n 43 des te amo (orcamento provincial).
r. aTtgf etr Coata (pela ordem)Sr.
presidente, pedio s patarra, pete ordem, paraof-
feriicer i conaideraci da casa um requerimento I
de adiamento sa dujuamio de projecio de orea- <
ment provincial, peclindo que volte o mesmo pro-
jecto coiumissio, uma ves que foi u ornead o 3
rnembro para fazer parte da oommissio de fazen-
ba, o meu dialincto aaiigo, o Sr. coronel Constan-
tin que nio collabarou naquelle trabalao a que
deve para elle concorrer com as suas luzes, coma
sua i I lustrado. V. Ese. me ha de permittir que
eu adianto algnmas palavras no sentido de filada
mentar o meu requerimento. 0 requerimento se
acha concebido nos seguiates termos : (16)
0 Sr. Presidoate-V. Exc. sabe para que se pe-
de a palswra asa- rdea. Ou para encamishar
a discuaaio, para pedir-se votacio nominal.
0 St-B asas i. CostaE' sa estylos d'osto As
semblen tasslarasatar se os tequerimentos antes
de sertsaadasfl assssentadas e lidos na masa. V.
Exc. lusabsa-se aatur.t'mente qae am ansa das ses-
tes patamass, o Sr. Jas Maria, tratando da ae-
micios de Tacaaat, saos que enviaste masa o
asa retraeranenM, fuadamendon-o, a s dapai de
eeeapar a tribsma, que m don mes a anuao
requerimento. V. Exc. estabeleceu, portante, esse
precedente.
O Sr. Presidente Porde-ma ; eu aio poderia
proceder de modo eoritrario ao regiment.
0 Sr. Regueira CostaEu estou me referindo a
me precedente que V. Exc, ainda nio ha 4 dias,
estalt.llpu oesta esta, consentiafJo que o 9r. te-
putado Jos Maria justificaase um requerimento
sobre negocios da Tacarat, antes de envial-o
mesa. S. Exc. fallou por espaco de 30 minutes,
sem qae a mesa o advertisse. Eu pens pois que
devo ter o meacne direito; salvo ae o nobre depu-
tado Sr. Jo Maria rosa, de regalas etpeciaes.
O Sr. Jos Maria -Quem dera !
O Sr. Regueira CosUPois paree*.
O Sr. Presidente 0 Sr. deputado Jos Maria
justificou o seu requerimento na hora do expedien-
te. V. Exc. bei/i v que no* j passmos ordem
do da.
O Sr. Ragueira CostiIJein ; mas na ordem do
dia tambem se pode apresentar requerimentos,
tanto mais quauto trata-se de um requerimeats
de adiamento sobre I qual eu poseo tallar.
O Sr. PresidenteV. Exc. nio pode fallar.
U Sr Regueira CaitaEntio V. Exc. nao acei-
ta o meu requerimento ?
O Sr. PresidenteNio, senhor.
O Sr. Regueira Costa Oh Mas entio isto
um aeto dictatorial de V. Exc.
O Sr. Presidente9 nobre deputado queix-se
da lei.
O Sr. Regueira CostaMas-cu ereio que estoa
procedeado de accordo com o regiment.
O Sr. Presidente Nioeit. V. Exc. pideria
ter apreseutado o seu requerimento em occaao
opportuoa, e eu nao tona duvida em aceita!-o.
Agora, porm, o Sr. Bario de Itapisauma j s
acha com a palavra para fallar sobre o orcamento'
e se V. Exc. insiste em permanecer na tribuna'
iufringe o regiment.
0 Sr. Regueira CoetaPerda-me V. Exc.; eu
pens que posso apresentar requerimentos ao or-
cameote.
O Sr. PresdanteNao, soohor ; nio pode.
O Sr. Regueira CostaPosso apresentar como
emenda.
0 Sr. Presidente Isso outra couta.
0 Sr. Regueira CostaVou pois envial-a me-
sa, e concluindo peco a V. Exc, que tenha mais
attengao para contigo, pens que tenho direito a
alguma considerv.cio.
O Sr. PresidenteV. Exc. tem direito a todas
as consider icoes ; mas nio o direito de infringir
o regiment.
Vem mesa, lido, apaiado e entra conjuncta-
menta em discusaio o seguinte requerimento :
Requeremos que o projecto volte commsso
por 48 horas, pela razio de ter sido nomeado um
outro membrj para a commissio de faaenda.Re
gueira Costa.Jos Maria.Ragoberto.Joio de
S.
Vem mesa, sio lidas, apoiudas e entram con-
juntamente em discussio as seguiates emendas:
N. 154. Ao 12 accresccnte-se :supprimida
a cadeira de fransez.Jos Mara.
N. 155. Fica creada uma cadeira do sexo mas-
culino no povoado de Oroc, do termo de Cabrob.
Setenio de Mello.
N. 156. Ao 2" supprimam-se as palavras
supprimidos at o final.Dr. Pitanga.
N. 157. Ao j 61. Supprma-se o paragrapho,
vigorando a le vigente.Dr. Pi tanga.
N. 158. Para ser colloeada onde couber : Offo-
reco como e oenda o projecto n. 86 deste anno.
Ratis e Silva.
O projecto a que se refere a emenda, o se-
guate :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. 1. Fica o presidente da provincia autori-
sado a eascedar am am* de lie"aca,oai soua vea
ciaseotoa, ao caranel Dees de Aquino Fonseea,
commandante do corpo te polieia, para tratar de
sua saude onda Ibe for conveniente.
Art. 2 Reaogam-se as disjotieoes em contra-
rio.
Sala das eommissoes, 18 de Maio de 1886.Dr.
Ferreira VellosaJulio de Barros.
N. 159. Para ser colloeada onde for convenien -
te: Fiea o presidente da provincia autorisado a
mandar pagar ao professor da Pasaagem da Mag-
da! na, Cbristovao Porto, a qnaatia de 7504, j
determinada aa lei do orcamento provincial de
ISiiRatis e Siiva.-G. de Druromoud Filno.
N. 16u. Para ser colloeada ondo couber : Fica o
presidente da provincia autorisado a mandar pa-
gar a Joii Baptista Este ves de Soozs, cx-em pre-
gado do consulado Provincial, o que se lhe est a
d -ver de 11 de Fevereiro de 1880 a 28 de Marco
do utesmo anno.Ratis e Silva.
N. 161. Paragrapho additivo, onde couber : E
mais 4:U00 para execncan da lei 14. 985 de 12 de
Maio de 1871.Vigario augusto Franklin, Ratis
e Silva, padre Julio ae Barros, Dr. Pitonga, Soa
res de Amorim, G. Prente.
N. 162 Ao S 5" Dep os da palavra empregu-
dos, supprima se o mais at o final.Dr. Pi-
tanga.
N. 163. Ao 1: Depois da palavra -empregi-
dos, supprima se o resto do paragrapho. Dr.
Pitanga.
N. 164. Ao % 9": Depois das palavraslei a.
1,525, supprima-se o resto do paragrapho.
N. 165. Ao 13 : supprima-se o paragrapho
Dr. Pitonga.
N. 166. Ao 65 : Em ves da tabella da lei 1,686,
diga-setabella em vig ir. Dr. Pitanga.
N. 167. Ao 25: Depois das palavras -lei
1,190, substitu se tabella em vigor e supprimam-
se as palavras que se seguem at o final.Dr. Pi-
tanga.
N. 168. Ao 9 n. 4 : conceda-se igual favor aos
dous guardas que servem como auxiliares na se-
cretaria e eontadoria da Cmara Municipal do
Recife Julio de Barros.
K. 169. Onde couber. Fie o presidente da pro-
vincia autorisado a nomear o Sr. Maximino Fer-
reira ie Souza, para qualquer cadeira de instruc-
cio primariaJulio de Barros.P. G. de Ratis e
Silva.
N. 170. Onde couber. Mais 3:500J para 30 Un-
pedes na cidade da CTiyanna. Julio de Barros.
N. 171. S jaro restabelecidos as verbas de...
1:2004 do orcamento vigente com relaca < aos re-
co.li m utos de Goyanoa .'Olala. Julio de
Barros.
N. 172. A emenda n. 78. Sejam mantidas as
aulas nocturnas.Julio de Barros.
N 173. Onde couber. O servente do Thesouro
Provincial que collaiorar na 2a seccio da eonta-
doria, fie* is-nto do disposto na 1 parte do 8 7-
do art. 80 do regulamento de 2 de Julho de 1879.
Julio de Barras.
N. 174. Augmente se na verbaIlluminacio
publicaa quantia necessaria para a co iocacio
de 30 lampeoes na villa de Serinhiem. Louren
co de S
N. 175. A emenda n. 45, accrescente-se 2:0004
pra concertos de acude da cidade de Garanhuns
Antonio Vctor.
N. 176. Suoemenda a de n. 47. Em lugar de
2-0004 diga-se 4:0004, conforme a lei n 1,713
(acude de Santo Antonio).Aoteuio Victor. -
N. 177. A emenda o. 50 accreseente-t.e 2:0004
para a illuminacio da cidade de Giranhuus, com
30 lampeoes concedidos por lei anterior.An-
tonio Victor.
N. 178. Emenda ao projecto n. 43. Onde couber.
6:0004 para a eonstruccio de um acud no riacho
Bitury no povoado de Bello-Jardiu. R-drigues
Porto.
{Continua).
HUiSTA DIARIA
AtteatMa Provincia*!Nio houvebon-
tem sossao, por teren comparecido apenas 4 Srt.
depu tonos.
A reunio foi presidida pela Exm. Sr. tigario
Augusto Franklia Me reir da silva.
O St. 1' secratario proceden 4 leitura do se-
guinte expedieate :
Usa oficio do Sr. Deputado Dr. Pedro Gaadiana
ie Ratis e Silva, commuoicando nio poder compa
recer sessio por achar-se incommodado.Intei-
rada.
Oatro do secretario do governo, devolveado in-
formadas as peticoes de Mariana Teixeira da
Costa Coelho, Antonio Manoel da Silva e Arthur
Octaviaoo da Silva Ramos.A' quem a fez requi
sicio.
Em seguida dissolveu-se a reaniix
Attnmplo eleltoral Pela presidencia
da proviacia foram expedidas as seguintes porto
rias :
4*tetfdo. Palacio da presidencia de Perattw-
aao, em de Junho de 1S36.
O viae-presidente da pravbttit, tasdem vis-
to a apaa da leviso ultima da ahstastoato alei
toral "da parochia da to*-Vista, do muaieipiodea-
ta carado*, pela qual se ostifcea tor sido augoMtt-
tado <>amanero de e.eitoraa, de toma a tornar aa
necessoaasa alteracio ds dmatw nistaate, raeal
ve, do eaobrinidade con a atapesto no art. 95 e
da attribuicio que lhe dada pelo art. j4 do de-
creto n. 8,213, de 13 de Agosto de 1881, dividir
a dita parochia em sete secees para a reuniao e
trabalhos dos assemblas eleitoraes pela forma se-
guate :
A Ia seccio, que se reunir no edificio da As-
sembla Provincial, cempor-se-ha de todos os elei-
tores do 2. districto de subdelegacia, quarteires
1 10, e dos eleitores do quarteiro 1* do l
districto.
A' 2." seccio, que se reunir no consistorio,
da igreja do Rosario, compor-se-ha dos eleitores
do 2." e 3. quarteires do dito 1. districto.
A3' seccio, que se reunir no consistorio da
igreja matriz, compor se ha dos eteitores do 4 ao
8 quarteires do mesmo districto.
4 seccio, que se reunir no consistorio da
igreja da Snt Cruz, compar-se-ha dos eleitores
lo 9' ao 14" quarteires do mesmo districto ;
A 5 seccio, que se reunir na escola publica,
da ra do Visconde de Albnquerque n 182, com -
por-se-ha d >s eleitores do 13* ao 16 quarteires
do mismo districto ;
A 6 seccio, que se reunir no consistorio da
igreja de S, Goucalo, compor-se-ha dos eleitores
do 17 ao 19 quarteires do mesmo districto ;
A 7 seeco, que se reunir no consistorio da
igreja da Soledadc, compar-se-ha dos eleitores do
20" aa 25o quarteires do mesmo districto.
Extraia-se copia desta portara e remetta-se
incontinente Cmara Municipal, para os fias es-
pecificados nos arCse 94 Io e 237 do citado re-
gulamento, o. 8,213.Ignacio Joaquim de Souta
Ledo.
4*. SeccdoPalacio da Presidencia de Pernam-
buce, em 26* de Junho de 1886.
O viee-presidente da provincia, tendo em vis-
Ita a copia da ultima reviiio do alistamento elelto-
ral da parochia de Santo Antonio do Recite, que
lhe foi presente com oficio desta data do jjiz de
dir ito do Io districto criminal, e pela qual se ve
rifica ter sido augmentado o numero de eleitores,
de forma a tornai-se necessaria a divisio existen-
te, resolve, de contormidade com o art. 95 e usan-
do da attribuicio que lhe contare o art. 91 do d- ..
n. 3,213 de 13 de Agosto de 1881, dividir a dita
parochia em quatro secces para reunio e traba-
lhos das assemblas eleitoraes, pela forma se-
guinte !
Al* seccio que se reunir no paco da Cma-
ra Municipal, compor-se ha dos eleitores do Io ao
9o quarteirej ;
A 2" seccao, que se reunir na escola publica
da ra do (Jalabouco, cotnpor-se-ha dos eteitores
do 10" a 16" quarteires ;
A 3 seccio, que se reunir na Jico'a Mode-
lo, compor-se ha dot eleitor;s do 17 ao 26* quar-
teires ;
A 4' seccio (jue se reunir na Escola-Nor-
mal. comp;r-se-ha dos eleitores da 27 ao 32*
quarteires ;
< Extraia-se copia desta portara e remetta-se
incontinente Cmara Municipal, para os fias de
qae trato o art. 94 1 e 237 do citado regula-
mento n. 8,213.Ignacio Joaqun de ouza Ledo.
4 seoeo.Palacio da Presidencia de Per-
nambuco, 26 de Junho de 1886.
O vice-presideote da provincia, tendo em vista
a copia da revisita ultima do alistamento eloitoral
da parochia de S. Jos do municipio desta capital,
pela qual se veri oca ter sido augmentado o nume-
ro de eleitores, de trma a tomar-se ne .-essaria a
alteracio da divisio existente, resolve, de coufor-
midade com o dispasto no art. 95, e usando da at-
tnbuicao que lbe cunfere o art. 94 do decreto n.
8,213. de 13 de Agosto de 1881, dividir a dita pa-
rochia em quatro seccoes, para a reuniao e tra-
balhos das assemblas eleitoraes, pela forma so-
guinte :
Al" seccio, que dever rennir-ac no consis-
torio da respectiva matriz, compor-se-ha de todos
os eleitores alistados nos quarteires qu formaro
o 2* districto policial e dos eleitores dos 38*, 39,
41" e 42* quarteires do districto;
A* seccio, que dever reunir-se no consis-
torio da igreja das Martyrios, compor-se ha dos
eleitores do 25 ao 37* quarteires do dito 1 dis-
tricto ;
A 3 seccio, que se reunir no consistorio da
igreja de S J.s de Riba-Mar, compor-se ha dos
elrito<-eg do la o 24* qaarteres do mesroo dis-
tricto ;
A 4" seccia, que se reunir no consistorio da
igreja do Terco, compor-se-ha dos eleitores do 1
ao 14* quarteires do mesmo districto.
Extraia-se copia desta portara e remetta-se
incontinenti 'amara Municipal, para os fins es-
pecificados nos arts. 94 1* e 237 do citado de-
creto n. 8,213. (Assignado). -Ignacio Joaquim de
Souza Ledo.
Bapectaculos ale bojeNo Santa Isa-
bel, pela companbia dramtica Braga Jnior &
C, a p-ca Dalila, de O. Fauillet.
No Variedades, da Nova Hamburgo, s 4 1/2
horas ds tarde, sagundo e ultimo espectculo de
mgica branca, prestidigitacio e magnetismo pelo
Sr. Faure Nieolay.
No largo do Carato, em 01 inda s 5 horas
da tarde, ejercicios de forca e destreza pelo Her-
cules D. Mximo Radnguez.
Coiir*i*M<> dos Militare*Hoje cele-
bra-se nessa igreja uma musa* cantada em louvor
de S. Joio Baptista, pregando ao Evangelho o
ommendador Manoel Moreira da Gama.
Tocar a banda de msica do 2o batalhio de
infantera.
Parochia do Recife A audiencia do
ju z de paz da parochia de S. Frei Pedro Goucal-
ves do Recife ter lugar no dia 30, per ser dia
santo o dia 29 do corrente.
Lula e ferimeatoAnte-hontem,cerca de
8 horas da noite, oo corredor do predio o. 144 da
ra do Coronel Suassuua, ptrochia ae S. Jos,
travaram lucta Puntalean Fiancisco da Uosta, co
nheci lo por Paula, Manoel Francisco Joaquim da
Silva, couhecido por Mdrisqueire, Benedicto de
tal c Gabriel de tal, sendo a causa da briga cla-
mes.
Da lucta sahiram feridos os dous primeiros,
sendo Pantaleio com uma navalhada no braco es
qu-'rdo, e Manoel Francisco com outra navalhada
na regiio tambar
O* dous ltimos, que foram os aggressores, eva-
dirn, se. .
Cadver de reeesnaascido F i en
contrallo, s 5 horas da tarle de ante houtein, na
estrada do Maduro, prximo ponte desse noroe,
2 districto da p .rochia da Boa-Vista, o cadav< r
de uro receinnascida, le cor branca, do sexo emi-
nino, o qual eslava p sto em caixio de sabio, e
enrolado em pannos.
Feita a viatoria, em que se rcconheeeu ter nas-
cido morto a crianca, mandou a polica sepultar o
cadaversinho.
Moeda falsa Hoatem, na secretaria da
polica, presentes os indiciados em crime de moe
da talsa, de que nos temos oceupado, foram inque-
ridas varias testemunhas pelo digno Sr. Dr. ebefe
de polica.
O pr icesso prosegue regularmente.
Que I madurasNa noite de 23 do correo
re, u. Estrada Nova de Caxang, Antonio Rodri-
6ues, um amador do selvtico brinquedo do busca-
pee, estando aeender am desses foges soltos, suc-
cedeu rebentar o cujo e communicar-te o fogo
outros busca pao que elle levava nos bolsos.
Vio-se o pobre hornero mettido n'um sari I no de
fogo, e ficou to queiinado que sua vi la corre e-
ngo.
Eis os fructos de tio sdvagem e damnoso di ver
tiujeuto, intoleravel n'um povo que pretende foros
de oivi Usado
Septenario das Cbagas-Na igreja do
Paraso, cornaca boje, pelas 6 1/2 horas da tarde,
o septenario do Senbor Bom Jssus das Chagds.
raraetalas de daaia .atale) e a
Vasta As audiencia dos juizes de paa deesas
parochia foram transformas para 30 do carrate
visto ser santificado o da 89.
4lfaadega de Peraanabaco.= fia
cononqueneia de recaotsc-a raooavel do eoamer-
cio 4a mportacio, a Aaaoooi 1 Cotasatreial Bene-
fieunte solicitou do Sr. Inopeetor interino da Al-
andega que lhe fosse concedido poder despachar
marcadonas hoje e no dia 29 do corrento; e aquel-
1; Sr. Inspector deferindo o justo pedido, concedeu
que fosse aborta a Alfandega nos alludidos dias
para aquelle fim.
Feritaento grave. No dia 27 do corren-
te, s 6 horas da tarde 3 no engenho Pavo, do
Cabo, Angelo Pao Brazil do Reg, travando-se
de razes com Joio Carreiro, conbecido par .lucio
Coto, foi por este bride gravemente com um gol-
pe de faci.
O delincuente evadia-se.
..asan i tato O Sr. Delegado do Bonito
acaba de coosmunicar que no lugar Barra do Ria-
chao foi asiasiado Victoria Maria da Conceici <
por Antonio Fernn les de Jesus, e Manoel Fer-
nandos de Jotas, maridoe sogro da infeliz victima,
sendo ambos presos.
TUealre anta IsabelAme-hoatem re-
presentou-se n'este thaatro o drama de E. Zola,
intituU .0 Thereza Boqun
Nio eabende nosestreitas limites d'esta noticia
fazer a critica desenvolvida Ja prodcelo do Ilus-
tre litterato frunces, diremos, todava, que a peca
resente se de certa mverosimilhanca, nio obstante
ser c autor acentuadamente naturalista.
Eatra'anto fbreoso confessar que o drama
de grande difficuldade, exigindo de artistas, que o
deseiapenharo, muito talento.
Esta condiccio foi plenamente satisfeita. Os
artistas que se empeaharam ante-hontem, tiraram-
bo gilhardamente de seus iroportentes papis, ca-
bendo primasia a Sra D. Lucinda, que deu
mais uma brilhante copia do seu indisputavel ta-
lento-
No fl.n de cada um dos actas foram todos cha-
mados a scena e estrepitosamente aoplaudidos.
FalleclmeafoEmGoyanna falleceu aute-
hontem, victima de uma febre de mo carcter,
D. Jaanna Emilia Correa Gaedes, digna esposa do
Sr. Tenente-Coronel Antonio Guedcs Gondim 0
irma do Eimo. Sr.Conselheiro Joio Alfreda Correa
de Oliveira.
Era Senhora de cerca de 40 annos de idade,
doptada de excedente coracao e de alma aberta |
todos os nobres lentimentos.
Nos"u>s psames seu esposo e familia.
Santa CasaSendo 3 feira dia santificado
a sessio ultima do presente biennio ter lugar no
dia 30 do corrente.
No dia seguinte 1.* de Julho, as mesmae horas
do costuro?, 3 da tarde, havr a sessio de posso
da nova Junta.
MurmurioE' o titulo de ama walsa para
piano eompo'ico do Sr. Domingos Jos Marques,
autor da linda polka Cochicho.
E' uma bella compoeico. Est veoda na ra
do Imperador u. 55 e na ra do Bario da Victoria
ns. 13 e 26.
Banco de Crdito Beal Termina na
prxima quarta-feira, 30 do corrente, a segunda
entrada de 10 / do valor nominal das aeces des-
te banco, ra do Commercio u. 31.
Com pan lii a de Edifleacdes Termina
tambero 30 do corrente o praso para o recolhi-
mento da 3 prostacio de 10 "/ do valor nominal
das aec m desta empreza, ua praca da Concordia
n. 9.
Cabinete Partugnet de l-eitura
Igualmente termina no da 30 do corrate, o pra-
so de insenpeao para as novas accois emiuidas
pelo Gabinete Porcuguez de Leitura para compra
ou edificaca-D de um predio pira bibliotheca da so-
ciedade. A subseripcio faz-se na actaal sede so-
cial.
Alasdas O paquete nacional Mandos, en-
trado hontem do sul, apenas adiantou datas das
Alagas, trazendo folhas at 25 do corrente.
Foram encerados 21 os trabalhos da as-
sembla provincial.
Fallecer, 14, em Porto Oalvo o Dr. Ti-
burcio Jos Tavares.
Apontamentos militares E' o titulo
de um opsculo, publicado em Macei, pelo Sr.
ten nte coronel de engeubciros Dr. Innocencio
Galvo d Queiroz.
Apreciacio conscienciosa do estada do n-isso
exercito, qner no ponto de vista do pessoal, quer
no do material, esse opsculo um trabalho que
faz honra aa seu autor, a quem agradecemos o
mima que nos fez de um exemplar.
Comit rllterario AcadmicoHoje,
s 11 horas do da. na sede do Monte Pi Popular
Pernambucano no 1" andar do predio n. 26, do
largo do Poraizo, faz esta Sociedade a sua 2 con-
ferencia, fallando o Sr. Raymundo Perd g&o sobre
a these Jhxiste um direito natural V
Socledade Propagadora da Boa-
Tinta Amanha, s 6 horas da tarde, funeciona
a congregarlo dos lentes da E icola Normal a car
go da Sociedade Propagadora da Boa-Vista.
Impon predial No dia 30.do corrente
termina, na Recebedoria Geral, o praso, livre de
multa, p-ra pagamento do 2* semestre do exerci-
co corrente do imposto predial.
Clab de Resatas Pernambucano
Depois de amanbi, 29 do corrente, realisa este
Club a sua 4a regata, na baca do Gazometro, do
rio Capibaribe.
Companbla Indemnisadora At
meio da le 2 de Julho proxim, na tde da Com-
paa 1 do S'-guros Iirl'-m isadura, sio recebidas
propostas para a venda do 10 aeces.
Rennioet soclaesHa boje as seguintes :
Da Associacio dos Empregados do Commercio,
s 5 horas da tarde em assembla geral, para
execacio do 5 1" do art. 35 dos estatutos.
Da Recreativa 13 de Junho, s 7 horas da noi-
te, na respectiva sede.
As deelaraedes dos eavalleiros do
trabalho O grande mestre dos Knigths of
Labour Pawderlez publicou no North Ameri-
can Review um artigo soore o futuro dos ope-
rarios.
Nelle se acham as seguintes declaracoes :
As horas do trabalho devem ser reduzidas em
todas as profisso s em que ellas sio excessivas,
atim de que o trabalhador pos sa aprender a scien-
cia de vir a governar a si proprio.
As machinas qua reduzem a mi d'obra, em
vez de serem instrumentos de escravidio, devem
servir liberdale do homem.
Que uso far o jornaleiro do seu poder ?
O trabalha associado deve ser usado com sa-
bedoria ; mas convro mn para tal fim baja a eoo-
peracio da grande massa das classes medias.
E' necessario que o operario e quem que o
emprega se ponham frente a frente e discutam
juntos todas as circunstancias dos seus recprocos
interesaos.
Nio se deve fazer, era 3-melhantes trausac-
5es, neuhum sacrificio de principio ou de digui
dade.
< Na almiuistraco dos grandes ou pequeos
negocios, toda reelamacao e difficuldade, toda con-
troversia, quer se trate de disciplina, quer de sa-
lario, deverio ser discutidas com espinte concilia
dor e ser objecto de arbitragem, se o accordo-nio
se poder*razer directamente.
Commisses nistos de arbitramento deverio ser
c instituidas entre os fabricantes e os operarios.
Cada uma das duai partes deve dar o tempo ne-
cessario para tomar as disposices que melhor con-
vierem s circunstancias, afiro de que as regras
appl'adas a cada caso e a cada localidade dada,
nio possam a iaptar-se a outras coudicyoes es-
peciaos.
Erofim, depois de madura reflexio, convir
que cada urna parte assigne os artigos convenci-
nados c se empenhe na confirmacia, at que se-
ja n mudados de commum accordo.
No meio destas concordatas, destes recipro
eos empenhos, as grves e outros expedientes do
mesmo genero nio serio tio fcilmente aceites, u
aio se recrrela a ellas senio nos casos extremos
fcaerra rom me rea I antrlo-tedesea
-O Berliner Tagblatt, de 13 de Maiotraz am ata-
que violento contra os commerciaotes iqglezes e
outros por causa da concurrencia que fazem na
China aes negociantes tedescos.
A guerra, diz o Tagblatt, asta declarada entre
os rapreawataateo das diversas casas europeas:
Rrupp (Germania), Roessel (Estados Unidos), Ma-
hrison (Inglaterra) etc.
Os ingleses nio dnixam fugir nenhuma occa-
siio a prejudicar Germania e adoptara todos
os meios para desacreditar o commercio tedesco.
Tum-se notada que todas as caixas de merca-
dorias provenientes da Germania, que passam pela
Inglaterra, dirigidas t Indias e a China, sao, em
eertos portos ingleses, abertal pelos empregados
da alfandega e reduzidas a ponto de ehegarem
bem damnificadas ao lugar de ten destino e tudo
uto eom o intuito de hitifciiii desmereoer as ex-
portacaet tedescas.
> artigo conclue aeoaseihando aos todescot que
facam as expedicoes de sitas mercaduras pelo ca-
minho te Bremem.
1 UeildesEectuar-se-hao:
Amann:
Pelo agente Brito, s 10 e 1/2 horas, ma ra do
Bom Jetas n. 8, do hotel ah sito.
M vente GWirio, t 11 hora, na nt* de
Duque de Caxias n.77 A, da arraaciv, e miudezas
da loja ahi tita.
Quarta-feira 1
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
do esronel Francisco de Paula Albuquerqte Lima.
Quinta-feira :
Peto agente Pestaa, s 11 horas, na ra do Vi-
gario n. 12, de loucas o vidros e muitos outroi
artigos e predios.
Issas funeares.Serio celebradas :
Amanhi :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Ernestina Augusta de AlmeMa Costa; t
7 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma de Jo-
s Maria ie Alencar ; s 6 horas, na matriz de
Santo Antonio, por alma de Francisco de Paula
Mindello ; s 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por
alna de D. Joaqun t Freir de Mendonca.
Passa*elroo--Cr,rtgado8 dos portos do su
oo Vapor nacional Mandos :
Leopoldo Ferreira Monteiro, Hamilton T. de
Palma, Affanso V. de Souza, Mana da Conceiclo,
Augusto Xavier Corneiro da Cunha, Alberto da
Silveira Loba, Joio L-ite Ribeiro Jnior, Ar-
mando Mata, Dr. Silvino E. C. da Cunha, Fran-
cisco R. Paes, Jesuina M. da Eocarnacio c 2 fi-
Ihas, Antonio P. C. da Silva, Diogo Alves, Dio-
clecio Belmiro, Eduardo F, de Moraes, Dr. Maaoel
B. de Vhsconccllos, Jos de Lacerda Ferro, Laura
Leio, uma cuchada, 4 Los e 2 criados, Manoel
A- Guimaries e nma filha, Francisco B. Messias,
Dr. Joio Coimbra e um escravo, Antonio Lopes
de Azcvedo, Manoel da Costa, Guilherme Carnei-
ro Monttiro, 4 cx-pracas do exercito e 2 ditas do
polieia.
Sahidos para a Europa no vapor trancez
Congo :
Joaquim B. de Souza, Polito Giovani, Jos Joa-
quim Samarcos, Jos Mara Gomes da Silva e
sua senhora, Joaquim de O. Torres Junicr, com-
mendador Fernando A. da Rocha, sua senhora e
uma erial Dr. Antonio L. da Motta Vieira, sua
senhora e uma criada, Manoel Ferreira de Cv9s*
lho, Laino Giovani, Gabrieli Nicola, sua senhora
e 3 filhos, Gabrieli Gio/ani, Gabrieli Pictro, Boi-
ze Laize.
Sahidos para o sul no vapor inglez Neva :
Dr. Joio M. Portella, Antonio de Paiva, Dr.
Henriqac M. de H. Cavalcantc, Jos da Silva
Layo Jnior, B. M. da Sil.-a.
Sabidos para New-York no vapor Colorado :
J. H. Gauss, sua senhora e 3 fiihos, M. L. Gauss.
Casa de BeieneAo Movimento dos pre-
sos no dia 25 de Junho :
Existiam presos 309, entraram 3, sahiram 13
existem 299.
A saber:
Nacionaes 263, mulhercs 4, estrangeires 11, es-
bravos sentenciados e processados 10, ditos de cor-
reccio 11.Total 299.
Arracadas 263, sendo : b ns 25.', doentes 11
Total 263.
Movimento da enfermara :
Teve alta :
Joio Francisco dos Santos.
Molerlas da corteEis a lista dos me-
os mais premiados na 3." parte da 250.* loteras
(197, 3a parto) do Monte Pi dos Servidores do
Estado, extrahida 17 de Junho :
premios de 100:0003000 a 1.000*000
6660 100:00000
1858 2O:O00W
3982 5:00050O
7879 2:00000t
13257 2:OO050O#
1493 1:000CO#
2422 1:00000
6564 1:000*000
9742 1:000300
11045 1:00030o*
13363 l:000fOM
6659
6661
1857
1859
3981
3983
7878
7880
13256
13258
4PFB0XI11ACOE3
1:000*H)0(|
1:0003000
6003a00
6003000
4003000
4003000
300300$
3003000
300300a
3003000
PREMIOS DE 5003
3122 4277 6074 9464 12330
3803 4749 7210 9611 12579
3835 6035 7546 9698
PREMIOS DE 2OO3OOO
426 2922 6164 9764 11722
1555 3824 6240 10548 12105
1664 4194 6294 10632 1285
2293 5131 7180 11202 13308
2377 5249 7676 11258 13491
PHEMIOS DE 1003000
234 1942 3580 5618 7682 8690 11964
344 2062 3807 5895 7822 8943 11986
1227 2538 4154 5972 7882 9053 12773
1447 3005 4697 6412 7990 9157 12903
1622 3093 4767 6510 063 5P452 12981
1659 3410 5134 6952 8507 10650 1298
19u6 3412 5217 7300 8576 11209 13519
13784
olera da provincia. Sexta-teira,
2 de Julho, se extrahir a lotera n. 61, em be-
neficio da Santa Casa de Misericordia do Re-
cite.
No consistorio da igreja de Nessa Senhora da
Conceiclo dos Militares, se achario expostas aa
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciacio do publico.
Lotera do loA 1' parte da lotera a.
198, do novo plano, do premio de 100:0003000,
ser extrahida ao dia .. do corrate.
Os bilhetes acham-se venda aa Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
eia ns. 37 e 3.
Lotera da corteA 2a parte ta '64 lo-
tera da corre,cujo premio grande .: 100:0003,
ter extrahida no dia do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Felit,
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se acham vendana Cas 8 da Fortuna,
ra Primeiro de Mar co n. 23.
Lotera de Waceld de *Ot01HJ$oo
A 13*p arte da 14" lotera, cujo premio .'mude
e de 200:0003000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivelmente no dia 30 de Junho s 11 horas
da inunha.
Bilhetes venda na Casa Feliz da pra;a da In-
dependeaeia ns. 37 e 39.
Lotera Extraordinaria izu Vpl-
raagaO 4* e ultimo sorteio das 4 e 5a series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:0003000, ser extrahida a 14 de Agosto prxi-
mo.
Acham-se exposto a venda os restos d^s bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marca
n. 23.
aladouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 109 rezes para o consu-
mo do dia '1 de Jauhn.
Sendo: 92 perteucentes aos Srs. 'Jliveira Cas
tr C, e 17 diversos.
Das 92 rezes perteucentes aos Srs. Oliveira Cas-
ro & C 1 foi para a caldeira.
Mercado Municipal de *. *o*. O
movimento deste Mercado nos dias 26 do car-
rente, foi o seguinte:
Entraram :
31 bois pesando 4.375 kilos.
618 kilos de peixe a 20 ris 12900
74 cargas de farinha a 200 rit 153200
16 ditas de fructas diversas a 300
ris 43800
7 taboleiro? a 200 ris 13400
18 suinos a 200 ris 33600
Foram oceupados:
23 columnas a 600 ris 133800
27 compartimeatos de faiinha a
dOO ris 133500
19 compartimentos de comidas a
oOOris 9W0
76 ditos do legumes a 400 ris 503400
19 compartimentos de raino a 700
ris 133308
13 ditos de tresauras a 600 ris 73800
8 ditos de ditos a 23 13000
A Oliveira Castro & C. :
2 tainos a 500 ris -3 '1S009
54 tainos de carne verde a 13 543000

i
(I
>
-

(
1!
>
Dera ter sido arreoadada uestes dias
a quantia de
Precos do dia:
Carao verde a 360 e 400 ris o kilo.
S ii..oi a 560 a 640 rea dem.
Carneiro de 040 o 1J000 ris idea.
Fann de 400 a 320 ris a con
Milho de 280 a 320 rit dem.
jeijio do 800 a I36OO.
1973360
I
/
I HifiTVE I


Di&ri de PcroamburjiDomingo 27 de Junho de 1





)

CHROIICA JUOICIARU
Tribunal da ftela$3o
SESSO ORDINARIA. EM 25 DE JUNHO
DE 1866
PRESIDENCIA DO EXM. SB. CONSELUEIltO
QUIXTLSO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As horas do costme, presentes o Srs. desem-
bargadores era oume -o legal, foi aberta a tsalo,
depois de lid e approvad* a acta da antecedente.
Distribuidos e passadoa os fetos deram-se os,
seguate*
JLOAHESTOS
Aggravos de peticSo
_ Do commercio do Recife Aggravante Fran -
cisco de Paula Oliveira Villas-Boas, aggravado
Laurentino Pires de Carvalho. Relator o Sr. des-
embargador Alves Ribeiro. Adjuntos os Sr:;. des-
embagadoree Menteiro d Andrade e Pires Gou-
calyesNegou-se provmento ao aggravo, unni-
memente.
Do RecifeAggraTHiite Jos Francisca de Bar-
ros Reg, aggravndoa Temporal Filhos. Rela-
tar o Sr. deaembargador Alves Ribtiro. Adjuntos
os Srs. desembargadores Uuarque Lima e conse-
Iheiro Queiroz Barros.Fieou adiado.
Appellaca crime
Do Brejo Apellantes Manoel Vicente Mon-
teiro e Jone Doroiognes Gomes, appellada a jus-
tica. Relator o Sr. deaembargador Monteiro de
Andrade. Connnon-se a sentenc*. unnime-
mente.
PASSAGKN8
Do Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
erabargador Buarque Lima :
Appellacao crime
De GaranhunsAppellante Quiteria Virtuosa
de Mello, appellada a justica.
Appellacao civel
De Palmares-Appeliantes Hereuleno Francu-
lioo Cavalcat'te de AlOuquerque e outros, appel-
lados Manotl Ferreira Bartbolo e outro.
Appellacao commercial
Do RecifeAppeliantes Bernardino Jos da
Silva Maia c os.adminis.radores da massa fallas
de Motta Silveira l C, appellado* os meamos.
Do Sr. deaembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargad jr Fires Ferreira :
Appellacoea crncs
Da Gloria do GoitAppellante Bellarmino J )-
s dos Santos, appellada a juatic*.
De TaqoaretinhaAppellante o juiso, app^lb -
do Joaqniui Jos Alves da Si Ira.
Appellacoes civeia
Da EscadaAppellante a fasenda nacional,
appellado o major Manoel Antonio dos Sant.>s
Dias.
Do Recife Appellante o curador fiscal da mas-
sa fallida deMoura C, appellado Victorino Do-
mingues Alves Maia.
Do RecifeAppellante Manoel Jas Barbos i
Gui naraee, appellada O. Maria Campos Guima-
rites.
Do Sr. deaembargador Pires Ferreira ao Sr.
deaembargador Monteiro de Andrade :
Appellacao crime
Dj Recife Appellante Antonio Alves da Cu-
nha, appellada a Justina.
Ao Sr. deaembargador Pires Goncalvcs :
Appellacao crime
Da VictoriaAppellante o juiso, appellado Flo-
rianoJosda Luz.
Do Sr. deseinbirgador Alves Ribeiro ao Sr.
conseleeiro Queiroz Barros :
Appellacao crime
De OliudaAppeilaute Joo Chrysostomo dos
Santos, appellada a juatica.
Appellacoea civeis
Do CaiaaragibeAppeilaute o juiso, appallado
Joao Caaemiro do Mello e o curador de Gertrudes.
De Camaragibe Appellante Jos Coelho de
Carvalbo Araujo Cavalcante, appellada a fasenda
aacicnal.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro procurador da co-
sa e promotor da justica :
Appellacoes crimes
De S. Miguel Appellwite Antonio Bernardo
dos Santos, appellad a justica.
Do Limoeiru -- Appellante o juizo, appellado
Manoel Aiexanure de Mello.
De JaOoatoAppellante Jerouymo de Souza
L;\j, appelkdo Flix Jos da silva Gomes.
Di Taqu retingaAppellante Francisco Ro-
drigues Chaves, appellada a justica.
DI8TBIBUI9OE8
Recurso crime
Ao Sr. desemcargador Pires Ferreira :
De Goyanua-Reeorrents e padre Jos Mar-
ques de Sonsa, recorrido o juiso.
Eaccrrou-se a sessao ao meio dia.
niBLUGOES .4 PEDIDO
Ouesle Levy
Eid vsperos do julgamento que de ve
er proferido maolii pelo Veneran lo Tri-
boca! .a Relami vem o Sr. Dr. Oliveira
Poes.'ca destacando tr>-cli<>s da contra-mi
muta do Ilstralo Dr. juiz do commercio;
crear uro direito sui generis, para seus
constituintes Ernesto A Leopoldo.
A parte a inconveniencia de destacar-se
a perillos de moa pa^a jurdica para ana-
ly A-a* iioladatnente, ao contera o arraso-
do do t)r. Oliveira Fouseea nenhuma novi-
da lo: sempre a minuta com algns addi-
tameulos.
K titiciirei as inexactidoes que all se
ajaonntrara A peticao cbatoando Ernesto
L.opjldo conciliacao para dissolucilo
despacho
sen constituintes a J. C. Levy C. de
urna letra qoe estes aceitaran! a favor
d'aquettes, do inesuoo dia em que a letra
foi aceita e com a data do veU'-ineento.
Esto recibo est junto aoa autos por co-
pia eztrabida pelo Ubilliao Mergalha-?, an-
tes da data simuladamente escripta pelos
constituintes do Dr. Fooseaa, prova que
bouve papagaio na verdadeir e real accep-
5I0 da patarra.
O silencio do Dr. Oliveira Ponseca acer-
ca deate ponto primordial, que affecta a
honra de sm coswtitsuntes, torna-so digno
de nota.
E' bem possivel que, a ultima hora,
quando a3.o houvcr tampo para combatel as,
novas accusacSes sejam feitas a meus cons-
tituintes. ,'
O Venerando Tribunal devera aquil-
talas pela inopportunidade de sua" apre-
sentacao.
Recife, 27 de Junho de 1886.
Dr. Ferrer.
Faiteada de *J. C Levj A C
OBSERVASES SOBKE A EESPOSTA DO 8B.
DE. JD3 DO COMMEBCIO
.. .O pretendido documento
de fl. 83 um papel informe, com
algarismos destacados, sem con-
nexSs, e do qu! com o espirito
desprevenido nao se pode colli-
gir o que allegain os ag^ravan-
tes, nao haveado, como nao ha,
em seu auxilio inais adminiculo
algum de prova...
Pedimos encarecidamente a atteucao do Veno
rando Tribunal para as seguintes palavras de
nossa minuta:
< O papel a fl. 83, onde Levy deliueou o sen
plano de quebra fraudulenta, fci junto aos autos
em 10 de Maio, coa a pericia, em que os aggra-
vanes o analysaram. Levy, em 12 de Maio, fez
a extensa peticao,-de fl. 97 a 98 v.; pedio e obteve,
no 1. do corrate, praso para impugnar as provas
produzidas por Ernesto & Leopoldo (peticao a fl.
150); fe* neste proposito a peticao ainda mais
extensa de fl. 151 e 157 ; e fez por ultimo a de fl.
179 a 180 v. Em ludo Uto absirve-se
ale dar urna explicaco qaalqaer so-
bre o documento m O. H8. Na impot-
sibilidade de arranjar um sophitma que tioette prei-
timo, reeorreu ao silencio.
O Sr. Dr. Juiz do Commercio uao attendeu ao
silencio do aggravado,a esas, confissao implcita,
cajo valor nao se pode contestar,e quiz supprir
& taita de explicafie.
Essa detesa que appareco pela primeira ves,
pde-se dizer que foi conderonada pelo proprio
Levy ; o qual. se a considerasse plausivel, tel-a-
bia aproveitado.
No papel a fl. 83 nao ha um s<5 algarismo, que
alo esteja em connexao com todos os outros, e com
as palavras escriptas.
Levy quera acceitar letras ficticias na impor-
ancia de 12:000*000.
, Escreveu em urna columna, debaixe da palavra
Entradaa importancia de esda ama dessas
etras e a data do vencimeuto. Copiemos urna
purte :
ESTRADA

15; X) 28 de Abl
1000 12 de Maio
1500 22 de Maio
130 30 de Maio
Escreveu em outra columna, e debaxo da pala-
vra tbida, os nomes e importancias das mer-
caorias, e as importancias dos direitos, cota qne
nos livros dsria sahida aos 12:000*. Copiemos tam-
bem aqui urna parte :
SABIDA
("da soriedado toi submettida
ni-.- !e Bffla h^ra 4 tarl<
Importancia compra ie 40-) libras de
mercurio............ 880*000
2 libras de acafrio kespauhol..... 80*500
12 kils. sulphato de quinno...... 600*000
Maio.
Ernesto & L^op.'ld"), sabendo disso, de
ram andnment a seu pn.jeeto do falluu-
cia : ssndo J. C. Levy citado para respec-
tiva justificajao, depsdus 6 horas da tar-
de desse dia.
Fui titeinatiha ocular de tal oitaoSo.
JA ora noute, tanto que havia luz na dro-
gan. Si o major Franklin disso diante
do Ilustrado Dr. juiz especial do commer-
cio que o requeriinanto para o juis de paz
fora foto a noit, avaocou urna proposicSo
temeraria o que jamis poder provar.
O que diz o Ilustrado Dr. uia cspaiil
4o i'omui( roio acerca do exaiuo, nilo pode,
a-ni iltivila, referir-so a ponto, qoe nao
foram submettidos ao conhecimeuto dos
peritas, como p ir cxe.nplo a propriedade
sU pharmaci. S. S. referia so a solvabi-
lidad.! da tinna J. C. Lsrjr & Ctacto
ue est patent', a despeito de todo quatito
teiu -lt o O:. Oliveira Fouso:a, e que
pode concretisarse rovaalM contra a liouru de ma consti-
taPtS) que pmluin diser ouiro t-nto,
alias 00 o maior rata, contra saos adver-
sario*.
A minuta toi usa perfoiu lsvdabiha d
impropeiios contra meua cnscituit-!3r\
O qo porsn Ufio poler ooati-star o
Dr Ol'eir Fonseca gue o* dbitos da
firm J. C. L-vy A C. iodos ten sido
ba^os pontualmcrue, nai existindo reclama-
co al/fUiaa. m juiao, exeept a dos su
coiisxiiuiiites, porque qaorcua violar a >n-
Tenco qu" tiz-ram coso a mesina firma.
3Sa ultima paite de seu artigo Oliv. !> Fonseca que a drogara DEL' UM
lucu'j Mr^i/risiio; ora entro um lucro met-
fuhJ'i t o prqnizo totid (iSolvsnKiial) U
As importancias dessas mercadorias ebm as dos
direitos declaradas na mesma columna (Levy toi
tao minucioso qne at escreveu : direitos, eonferen-
le e despachante) corresponden! a 12:000*, quantia
o do dia 7 do' que foi escripta abaixo dos algarismos da columna
de Entrada, quando Levy quiz verificar a exac
tida do seu clcalo.
Em um logar independente das duas columna*,
de t:nf rada e Sabida, se v esta conU :
44
12
M
ff-renoa.
scc que uituUs "^ condicSst do
Bii.,..) o lur.ro obido toi r..oav*l t wA!
ha ii.-gocto algn que actual*ont- oiit-
ba grandes vaBtagsms.
; ie, porm, o Dr. Oliveira Fo.isaaa,
a dfcofcvito do muito qua tou escripta, ind
alo explicou toi uta roeibo paasada pei-J
A parcella12corresponde, tanto importan-
cia d. Entrada, oomo da abasta.
A parcella44corresponde aj debito real dse
aggravantea.
A somma -56-(isto 56:(i00*)er^aimporti.n-
cia necessaria, para o aggravado trr maioria in-
fail vel em ina* reono de credores.
Naquelio d enmento, todos os algarismos, todos
os dizeres, todos os t acos lem eutne si % sais vi-
dente coxiii' xao.
V se pela cor do papel e nt pela tinta, que
lie foi eseripto ha poseo tenpo.
E o aggravado, depois de cogitar am mus in
teiro, anda vea dizer pela imprenea:
...Conten clcalos, not is e algarismos sobre
cujas valores me i ImpoaaUel actualmente dar
cabal eaptfcflfoo.
Cmtm mais alguma cooaa. Naa verbaa de
Sabida uio figuram sement nomes de merca-
dorias que se podem comprar em qualquer parte;
mas 300S de Cajurubeba, e at nemea de comm r-
ciantea, que certam-Jite nao deram iutwisavie
para islo :
Adam Howia.......... 24*>*Oo0
J. Haliday............ lMiOTO
Examinando rpidamente nm processoja Vulu-
uviso e chcu da incidea.'es, tendo de ler omito e'
-or. nrto i' p*ueo twiapo, eseapoa-aet* ul
timo oa uui dos ltimos periodos da ultima au um
fcsuitirnHSpetleojsdoMgtrr vado. Jliestavaprnmp-
laa nossa uaTuta, q.i*ni. depivrainus a fl. 179 .
eoin estas palavras alo agyrawado :
. ;oftB'o ao qne inventara es suppicadim al
t. 80 seguintes cota o genio inventivo que Ibes
sio cousas arranjadas pcios sapplicadus que s*
bem eosrhecidos noa negocios r!e faflencia e atbri-
buem aos outros s>*|siUlo que parti de
an genio Inventivo e nao encon-
trosi cha as* usslieaates.
Querem mais dato os S. Jaizea ? 8ei precisa
reduzr catas palavras a ama expressao ainda mais
implas ? Paeaanoa a redcelo: o aggravado, can
tesssndo ter eseripto aquelle plano de quebra
fraudlo:*, dia que a idea parti dos aggravan-
tea, e qne elle nJo aeceitoa a idea !
Agora insina o aggravad), que se tivease pro
posto um plano de fallonas fraudulenta aas ag-
gravantea, para salvar os scus capitaes, era pro-
juisa dos mais credores, elles o acceitaram. Os
aggravantas quando nao foasem movidas por um
sentimento honesto, sci-o-hiam pelo sen proprio
interesse ; a traicao era patente. Os aggravautes;
por isso, nao se limitaram a rejeitar a proposta,
repelliram-n cosa tanta iudignaco, que Levy
sahio precipitadamente, deixando o papel sobre a
mesa. Tao patente era a traicao, qne os aggra-
vantea aao fk-oram uurpreh-jndidoa, quando viram
noa autos urna resp sta que Levy obteve em 24 de
Abril, com o fira de provar que ella erara socios
solidarios.
VI
Os proprios aggravantea
tanto nao confian uelie (no pa-
pel a fl. 83) qae se offerecem a
confirmar com juramento suas
allegafoes, o qne nao admut-
sivel.
Os aggravantea nao se offerecem, offereccram-se
a confirmar com juramento suas allegacces, quan-
do fizeram a petifao a fl. 80, exhibindo o papel a
fl. 83. Reueiaram que o aggravad", na impossibi-
lidade de explicar o seu eseripto de modo plausivel
e sem se comprometter, lancasse raao de um re-
curso extremo: negar a sua letra. Poderse-hia
tazer nm exame; mas este meio de prova de
pouca valia, ao mema neste foro; visto como os pe-
ritos raras vezes affirmam que um eseripto contes-
tado foi feto pelo individuo, ,a quem a'.tribuido,
anda quaudo reconhecem haver timiUxnfa. Nao
tendo sido negada a autora do papel a fl. 83, os
aggravantea nunca mais fallaran* em juramento)
quaado se referiam ao plano de qnebra fraudu-
lenta.
VII
Nao comprehendi das a.le-
gaces do aggravado que elle
acoimasse de letras de favor, ou
pnpasraloa como aqui se cha
ma, os titulos dos aggi avaotes.
Parece me que nesse ponto houve
engao do Mostrado signatario
da minuta.
O aggravado escreveu o seguate em sua pri-
meira peticao (fl. 7 v.) :
ltimamente os supplicados, porque o suppli-
cante nao tetn querido acceder na contlnua-
co de favores p'sadissimos, como acceilar-lhts
letras gerolmenle chamadas papagaio, e em
exigenciat desarrazoadisaimas, tem posto todos os
bices marcha das trans^ctoes sociaea.
Estas palavras que nos parecem clarissiaas, nao
se prestam a dous sentidos. Ainda quando a peti-
qJo a fl. 7 nao fosse escripta par um advogado in-
telligente, mas por um homem Iletrado, a phrase
como acceitar-lnes letras geralmente chamadas
papagaios seria urna exemplificacSo. Levy de-
clarou qne nao tnha querido acceder em duas
cousas I
1. Na coninuafdo de favores pesadissimoa.
2.* Em exigenciaa desarrazoadissimas.
Quanto aos favores, que nao qu^ria rrpetir,
aponta a acceitacao de letras simuladas.
Entretanto o douto Juiz do Commercio traduzio
assim aquellas palavras:
0 qws o aggravado diz na peticao a fl. 7
que a sua desharmoua com os aggravantea foi
raiscif alksjit devida circumstancia delle nio se
prestar a acceitar letras de favor...
Nesta traduecao, uota-ae logo i primeira vista
urna palavra de mais e urna palavra de menas. Ha
de maisprincipalmente; hdemenos cmtinua
cao.
(Contina).
Jos Joaqtmdc Oliveira Fonseca.
Rio Grande do Norte
O Caplto Joo Severlano saaelel da
Coata e o sea detractor Urbano
Jaaquim de Loyoia Barata.
No final do artigo proce lente, protesta-
mos em uome da clasto militar contra as
violencias e perseguico'ts de que na provin-
cia do Rio Oraode do Norte, est sendo
victima o cap'tao do exercito Joao Severi-
no Maciel da Costa, a quem so quer sub-
inetter proceaso le responsabilidades no
t'iro commum, por denuncia contra elle da-
da pelo Sr. Urbano Josqutm de Loyola
Barata, por actos de pura e simples adtai-
nistracao, disciplina e economia interna da
companbia de infantaria daquella provincia,
da qual foi commandante; u por essa occa
silo chamamos a att-ncao dos poderes le-
gislativos e ci'j' ulivo, promettt-ndo piovar
4 evidencia a incompetencia do foro.
E' chegada a occasiao de desempennar
rao nos do compromisso e viraos fazel-o do
modo mais solemne qne posMvcl. Attendn,
pois, o publico e as autoridades, e vejara
de quanta violencia e perseguicao e capaz
o capricho, de mSos dadas com o odio e a
vinganya !
Todos sabem que os militares e todos os
cidadSos quem o governo distingui dis-
tingue som pos98es e cargos honrosos, tSm
privilegio do foro ; e que nos chines omb-
metados ooezercicio dessos cargos, sao jul-
gados pelos seus pares.
Este privilegio data do 1678 o foi crsV
do po regularaento de l de Junho dees-
auno.
O alvina de 21 de Outoero de 4763,
Nao sai oosao Dr. Siqaaira invautou cerca da
villa, da caaa daaaeaara, onde elle eutrou e esteva
aem o m^nor receio, e (jado maia qne tem eseripto
e discutido e proesroa provar com os celebres pro-
testas que apresentou.
Oa signatariis do primeiro protesto, tres sao
moradores em balgueiro e um em Floresta, outros
do numero d'squelles que fiseram parte do grupo
que em 1880, arrombaram s portas de minha ca-
sa, da fasenda Chriatovao,-e roubaram o qae pu-
deram car regar e o aoais dstruiram cnnai lisii
consta de um in^uerito a que mandou pro
presidente da provincia, que emao era o coac inri
00 declarados na iegialacAo militar ot que r0 Doria) ,. nm delegado militar ; oa quaas fioa-
O art. 171 f 1. do ood. do proc- de
29 de Denembro de 1632, manda que os
empregadios militares, per crimet do em-
prego militar, sejevra accusados oa juizo de
seu 8ro.
A. provisao de 20 de Oatubro de 1834,
expodida em virtude da imperial resolu^ao
de 17 do oweioo raes e aaao, sobre con-
salta do conseibo supremo militar, manda
reputar dimes sacramente militares, todos
proprio,
nada dir aaapMenartea
arapliou aquello regulamento.
O aviso-circular do 16 de Junho d^
1813, utcoSHECE^D o privilegio de foro
dos militares, mandou qne,. quando elle*
coramettossera crimes, fossem julgalos em
conseliio de guerra.
A imperial r*eolucao de 30 da Agosto de
1823, tomada sobre consulta do Coes-llio
Snpre no iln 21 do icumiio me, declara,
que o roo responde. peranto o S"u foro, co
rao os militares p-:r.pte os tribunas* mili-
ti.reb, em raaao da sua pesaoa.
O urt. 3^8 2 do cdigo .rimiaal di
J.i> da Dezcnibro de 18!0, Icdara qu
..rimes paramente militares, #eri'> puui-i'
aa friaa dS respectiva-, lea.
0 aviso da 28 de Julio dei 1831, man
t podem ter commettidot por cidadaot a
littado nos corpte militares do exercit) :
como os que prooadens com excess? ou
abuso de aut iridade em occasiao de ser-
vico ; influencia de emprego militar, nilo
xc-ptaados por tai que positivamente pri-
ve o d'dinquonf do foro militar.
O art. 200 l.' do Reg. n 120 de 31
de Janeiro de 1842, declaia que aos juizes
de direito, na parte criminal, compete :
Jeormar colpa aos empreg tos pblicos
NAO privilegiados, e nos crimes de res-
ponsabeli la te.....Sao privilegiados :
os conselbeiros e ministros de citad >s, os
presidentes das provincias, os desembar
gadores, os empregndos ao carpo diplom-
tico, os commandantes e empregndos milita-
rea.
A imperial resolucab tomada sobre con
sulta das seccSes de marioha e guerra do
conselho de estado, de 13 de Outubro de
1858, declara que ao foro militar perten
ce cenbecer de todos os crimes que so po-
dem ser commettidos palos cidaddos alista
dss. nos carpos do exercito.
Nos crimes puramente militares, coaser-
va-se o privegio de fSro. Art. 308 % 2."
do cod. orira de 16 de Deaembro de 1830,
cod. do proc. de 29 de Deaerabro de 1832,
arta. 8 o 171 U* e 324.
Os avisos de 29 da Feveroiro e 10 de
Julho de 1860, mandam que responda a
conselho de investigado e de guerra, ara
major da guarda nacional, acensado de ter
tirado dinheiro da Thesouraria de Fazen-
da. pretexto de pagar a guara nacional
destacada.
Alera da grande copia de dispostcSes
que deixamos citadas e vista das quaes
nao pode haver duvida que os militares
teem privilegio de foro nos crimes d
natureza militar; sao ainda julgados nes-
se fSro os que commetterein os crim'-s de
que tratara os arts. 70, 71. 72, 73 e 76 do
cod. criui., conforme prescreve o 5." do
art. 4. da lei n. 631 de 18 de Setembro
de 1851; crimes estes que podem ser com-
mettidos por cidados na) militares !
Como, pois, a vista de tantas o positi-
vas deterrainacSes legaes, quer-se capri
diosamente fazer julgar no foro commura,
um capitio do exercito, por actos conmet-
tidos no livra exercicio do comraando da
corapanhia de infaataria daquella infeliz
proviacia; commandi este qua Ihe foi con-
fiado por um decreto? Ignorancia, ou ca-
pricho ?
Attenia pois o governo, para evitar mnl
maior.
M. F.
Negocios de Tacaral
O TENENTB-CORONEL FRANCISCO CAVALCAN-
TE DE ALBUQUERQUE AO PUBLICO
Nao pretenda responder s graves aecusacoes
que me tem feto o Dr. Antonio de Siqueira, quer
pelos jornaes, quer no intempestivo discurso que
proferio na sessao prep .ratona do da 24 ie Abril
lindo, e em sua ratificacao do dia 2b* do mesmo
mez, por entender que o Dr. Siqaeira nao poda
ser acreditado peratite o governo, peraate o sena-
do, peraute a cmara dos Srs- duputidos e paran-
te o seu proprio partido.
E assim entend o euteudo, poique do actual
ministerio fazem parte : o Exm. Bario de Mamo-
re, com quem serv em sua administraco nesta
provinca e com quem estive duas vezes em pala-
cio em 1860 o qual muito me considerou, e o con-
selheiro Junqneira com quem nao b serv como
delegado de p.licia desta comarca, como fui no-
meado por elle 1* suppleute do juiz municipal,
prova de que lhe mereca confianza.
Do senado, porque deile faz parto o conselbero
Cunha e Figueiredo, que nao s ine nomeou sub-
delegado desta fre^uezia e 1 supplente de dele-
gado, como depois de d.ixar a presidencia, conti-
uuou a me homar com sua amsade, conforme cons-
ta de cartas que me escrevea ; o Exm. Conde de
Baependy, com quem serv de delegado por toda
sua adiniuistracao nesta provincia ; o conselbero
Dogo Velho, com quem aervi por toda aua admi -
nistracao, no mesmo cargo de delegado.
Da cmara dos Srs. depurados, pirque del la faz
parte o deaembargador Lueena, com quem serv
de delegado uor toda sua louga administraco, e
muito me cousiderou ; o Dr. Portelia, com quem
serv em todas as suas duas admiuistracoes, no
mesmo cargo, e finalmeute o Dr. Correa de Axau-
jo, com elle j declarou.
I'jrf auto, oa eu fai ma bou empregado publico
at 1S78, ou todos eases grandes vultoa sio meus
camplioes. O pablico taca o juiz > que entenier.
Do partido liberal perqu delle faz parle e
um dos chefes mais prestrnosos, o corjeelheiro Dan-
tas, q'ie toi, eomo estoo aendo, victima do Dr. Si-
queira, portauto, para elle e seua amigos, tambem
appello do que diz contra mira o referido doutor.
Mas a meu diatincto amigo Dr. Alfredo Correa
tsndo declarado que eu me defendera, me forcou
a vir boje do alto da inrpreusa produzir raiuha de-
tesa perante o governo e o publico, a quem peco
auencao.
Quando o Dr. Antonio de Siqusira chegoa em
Tacaaat, me trouxe urna carta de um amig3, pe-
aindo-me para chegar a um aecrdoom o mesmo
doutor, porque eu ainda nao era/accinora e crimi
oso; fui visitar o Dr. Siqueira qae estava em
caaa do Dr. Fiel, juiz da direito da comarca, e ah
tivemsa urna conferencia de 3 horas.
Nesta conferencia na qual o Dr. Siqueira pro-
curou insinuar que o meu candidato e amigo me
correspondera al ; que o nobro Bar de Coto-
gipe deaeiava mais que elle Siqaeira toase eleito
do que naeu amigo Dr. AlrVedo Correia; e que o
Dr. Andrade Figuaira, lbe hava garantido, que
so levaase diploma sena o reeonhecido, eu tbe r.-3-
poudi, que uada diasj me abaluva e que aeleicio
era livre, mas eu pedira aoa eloitores liberaos
para votarem commigo on deixarem de compare-
cer ; e toi o qne fit, para o qne empreguei os sttioa
lcitos no terreno legal : estav* em meu direito
cjmo poltico.
O.- eitorea libe aes, nos votaram comulgo e
outros deixaram de comparecer, como aconteceu
11a maior parte do Imperio, e o Dr. Siqaeira teve
apenas des votos, e elle sabe por que e quanto lhe
cuslaram...
Conheceudo o Dr. Siqueira, que a eleicw deate
coltegio seria a sua derrota, desde logo procurou
oa meios de que uoeiro e ogio aah.r c-m medo
e sem demora a guo de J.it,b para Piraulias,
mas querem o governo e o pajaiuo aber quem foi
cuete uo trea, que c Couduzio ?
Foi wn filho meu, que pode informar o Dr.
Vctor Nabucj, que o maadou.
Ora, s eu 1 ra dv quiin o Dr. Siqueira receiava.
eomo confiar e ?r cji um trem do qual era oh fe
um fiiho meu, que MnO ehegado da eleitjio e po-
da atO ser o eucurr. galo de meu oleo*, houvase I
Chegando 0 Dr. Siq.ieira na pivviuua aas Ala-
g is, .soalh.u aos quatro ventos delU, o que de-
puM un eseripto o tallado, cncontranao all apaio,
como awora encontrado couMelneuo Louieuco de
Albuquerque, o que cuofiisao uuaea penaei, man
por que esae x polo ? Forque eu comuietti o gr*-
de crsrae de proteger n comarca de Faulo Affou-
o, onde leubo parentes e aimgoa, a eleicao de Dr.
Filinto, que competa com o Dr. Siuimb Jnior.
Como se en, a qualidade de Orasileiro e polti-
co, nao poasa int-rvir na eleicao de qualqu.-r po
- \fSy na" *w .---------------
da que continu o privil.gie de foro p*rj nuca! Seissoum cr.mc, ea sou craniuoso
os militares, noi crime militares. 1 f^sso, e nao me arrepcado
ram impones at boje, sendo este o motivo porqu
se retiraram antes la minha chegada nesta co-
marca, o que tambem consta de um discurso de
men digne chtfe uouselheiro Joan Alfredo, profe-
rido no senado em 1880. Veja ae este discuiso, e
apreciem um aparte do conselbero Dantas, que
ento era ministro da justica, &juzm quem aao
oa amigos do Dr. Siqueira e porque ae me d o in-
fame epitneto de faccinora.
Um dos signatarios, que fifOM no alludido pro-
testo, Mauoel Joaquim do Nasciroeato, que nun-
ca sabio desta comarca, que nao votou oorqne no
quls, e nio assien documento n. 1.
O outro protesto cemo este, porque se como
diz e Dr. Siqueira, a villa estava cercada e os
signatarios nato pudtram entrar para votar, como
puderam entrar para protestar ? A peticao est
dtala do mesmo dia.
Qoe nao honva cerco da casa da cmara e a acta
foi a expresaa > da verdade do oceorrido na elei
cao, prova o documento n. 2, que o atteftado do
fiscal do Dr- Siqueira, liberal distiocto, que foi
quem redigio a acta.
Para corroborar minha defeza offereco ainda o
attestado aob o n. 3 do Dr. juiz de direito da co-
marca que presidio o jury de di* 19 de Outubro
do anno paasado, que aeu voto deu ao Dr. Siquei-
ra e em casa de quem eateve hospedado.
A confrontacio que fez o Dr. Siqaeira das duas
eleiooej feitas na situaco liberal, com a de 15 de
Janeiro, nada adianto, porque como jadiase e sa-
bido, houve grande differeuc* em todo Imperio; o
que se deve confrontar a votacao que teve o Bi-
ro de Caiar, to e protector do Dr. Siqueira na
1 luis! 1 provincial de 30 de Dezembro, com a de
15 de Janeiro.
N'aquella teve o Bario de Caiar 11 votos e nes-
ta o Dr. Siqueira 10 votos, a differeuca de 1. ^
Deixo de tratar dos demais pontos de aecusacao,
porque estou eserevendo para qnem nao ignora,
que presumpeao, qne quem falta verdade em
parte se deve presumir que faz o mesmo no todo ;
e o Dr. Siqueira a nica verdade que disso foi que
recebeu um insulto, mas ainda nao como elle re
fere.
Quanto ao qae diz respeito estrada de ferro,
ouca o Sr. conselbero Prads ao Dr. Nabuco que
cate lhe dir a \erdade.
Quauto faita de seguranca e garanta do pes-
soal da estrada, o governo so informe do digno en-
genheiro Jr. Mendonca e do Dr. Nobrega, que
elles dirio a verdade, boje infelizmente Cinhecida,
porque custou a vida de um de meua melbores
amigos, s por esta qualidade E quem o matou?
Esses bons amigos do Dr. Siqueira, em favor de
quem pele providencias.
Cre o ter dito quanto basta.
Francisco Cavalcante dc Alboqgero,de.
Tacarat, 24 de Maio de 1886.
N. 1
Illin. Sr. Manoel Joaquim do Nascimento. O
teneute-corouil Franciaco Cavalcante de Albu-
querque precias, a bem de aeu direito, que V. S.
lhe atteste ao p deste o seguinte :
1.* Qual o motivo porque deixou de dar seu vo-
to, na qualidade de eleitor, na eleicao de 15 de Ja-
neiro do corrente anno?
2." S- prestou sua aasignatura em urna repre-
sentacao feita contra a referida eleico apreaenta-
da pelo Dr. Antonio de Siqneira, na cmara dos
Srs. deputados, "na sessao de 21 de Abril fiudo,
constaute do Diario Offlcial junto.
O supplicaute pode a V. S. ae digne attestar o
que verdade fr.E. R. M. Francisco Cavalcan-
te de Albuquerqae.
Atiesto que nao fui dar meu voto na eleicao
de 15 de Janeiro porque alguna amigos me p di-
ram e u esmo porque nao quiz ir e uao porque toa-
se obstado por pessoa alguma.
Attesto mais que nio assignei a repreaentacao
conatante do Diario Oficial, porque nio aaaiguo
urna falsid.vd;, e nem ao menos andei em Floresta
em Janeiro, oque juro senio preciso. Jatoba, 18
dc Maio de 1886. Manoel Joaquim do Nasci-
mento.
, N. 2
Illm. Si. professor publico de Tacarat. O
tenente-coronel Francisco Civalcanto de Albu-
querque precisa, a bem de seu direito e defeza,
que V. S. lhe atteste ao p deste o aeguinte :
1. Se V. S., na qualidade da fiscal do Dr. An
tmi de Siqueira, na eleicao de 15 de Janeiro do
correte anno, vio postado em torno da casa da
cmara um exercito de capaogas que sitiavam, ou
inesrao se isso lbe consto" ?
2. Se a acta da referida eleicao foi ou nio re-
digida por V. S., e no caso afirmativo se o fez de
cooturoaidade com o oceorrido ou aob o terror des -
se exercito de capaogas ?
O aupplicante pede a V. S. se digne atteetar o
que verdade fr.E. B. M.Francisco Cavalcan-
te de Albuquerqut,
Attesto e jaro ae preciso fr que em torno do
paQ-i da cmara, onde ae proceden eleicao de 15
de Janeiro, nio tinba postado exercito de capau-
gia armados, e que, me acaando na mesa eleito-
ral cerno fiscal do Exm. Sr. Dr. Antonio de S-
queirs, redigi a respectiva acta de oooformidade
com a lei e com o oceorrido no recinto e em torno
do mesmo paco ; aendo, p >is, a acta a fiel exprs
sio da verdade do que all occorreu. Villa de Ta-
carat, 18 de Maio dc 1886 S. Mendm Lopes de
Mendonca,
N.3
Illm. Sr. Dr. juiz de direito da ornares. O te
nente-coronel Francisco Cavalcante de A'buquer-
que pr cisa, a bem de seo direito e defexa, que V.
S. lhe atteste ao p deste o seguinte :
1." Su na sessao do jury que teve logar nesta
villa no dia 19 de Outubro do anno prximo pas-
sado e na qual foi o supplicante absolvido com ou-
tr>s, o supplicante e estes comparecern! ou nio
no trib aal do jury, onde foram interrogados ; bem
como se o referido jury funcciouou iivr"meute ou
sob qualquer pressio T
2.* Se o supplicante e estes seus compauheiros
assistiram referida sessao do principio at o nm
e se trataran) ou ni) a V. S. e aos jurados com
respeito devido?
3. Se no da 14 de Janeiro do corrente anno foi
1 casa de V. S. assaltada par alguem ou ae apenas
nmao'al que andavam em serenata na ra dirig-
ram algunas palavras insultuosas ao Dr. Antonio
de Siqueira, bem como se soube que o supplicante
t Tido noticia desses insultos mandou immediata-
mente por um seu filho obstar a continuacio del-
les, do que teve sciencia o Dr. Siqaeira.
4 Se V. S. na occasiio em que foi dar o aeu
voto ua eleicao de 15 de Janeiro, vio em tomo da
caa da cmara um exercito de capangas ou mes-
mo qualquer pequeo grupo, armado ou desarma-
do perto d-- referida cas*.
O supplicante pede a V. S. ae aigne atteator o
que verdade fr.E. E. M.Francisco Cavalcan
te de Albuquerque.
Attesto que na seaso do jury do 19 de Ou-
tubro do anno pasaado, que so estendera pela noi-
te, e na qaal o sapplieante e outros foram julga-
dos e absulvdoa, eoinpareoeraar todos, foram nter-
rigndus e eoaservoran) se desde o priaeipio da
meama seseao at eoneluir-se com o respeito devi-
do ao tribunal e a todos que all ae a baram, cor-
read- os trabalbos regalar e l vremente.
Attesto mais que, em hora adantada dt noitr in
dia 14 de Janeiio dfete anno, o qoe oecorrera re
lativainrue cas* e minha residencia fra o se-
guinte : alguus individuos que percorriam aa ras
desta villa caulaiido mgrande voseria, oque aqui
s* chama serenata, par iram por diversas veses em
frente de minha caaa onde se aehava o Dr. Anto-
nio t'e Siqueira e cvjau patas conservaran) -ae fe
chadaa, e a este dirigirs* palavras insultaos e
aaseacaderas, nio sabendo ea ae o supp'iaaute
mandan, par um seu filho, obstar seminante pra-
cediesento lequalificavel, e nem qne dissa rivera
seie icia o referido doctor.
O qae porsa, me consten no dia seguinte, no-
dizer-me u Da. juis municipal deste termo, ra
que o suplicante neste ultimo dia se manifestara
a ell desaonseate por eate ae^> davespera,
Attesto, finalmente, que no dia 46 de Janeiro ras
dirig par a casa da asesara, onde pinico ij-*a -
rei-me, nio vi nenhdm grupa do capangas, e ape-
na* um ou ootro individuo, pans misa desconbeci-
dos, dispersos e desarmados. Tacara'U, 20 de
Maio de lS86e O juis de direito, Jos fiel de Je
sus IJU.
(D> Jsrnal do Commercio da corte).
J#s Antonio da Cunha Porto
(Correio in EuropaJ
Lisbos, 9 d" Jiinlm,
O Sr. Jos Aafoni, d Cuaba Porto, fal lecido
na eidada do r*orto em 13 de Maio do eorr euto
anno, havia nascido ua mesmi cilide, nidia 12
de Nbvembr le 1809 e contara portante 79 an-
nos e meio de idade.
T" tsdo seguido a carreira comorerct il na capital
da provincia de Peruaurboon) Imperio ds Brasil,
alli fundn orna importante casa de c*n-niaaoes,
importadora e exportadora, atada baje atente,
de qae faz parte um do seus fil os, e que- ten
sabido conserrar sempre irs h*aroafl tradtcoSjs e
os elementos de vida e prosperdade coas que a
dotou o sea fandador.
No annode 1846, o Br. CliIii r'ort), reyres-
sando sua cidade natal, alH eaaon com ama ds-
tincta senhora, natural de Pernamlnico, qne tal-
leceu em 1875, e contiaaou ^ rendir habitad men-
te na mssma cidade, eud* p-yisnia direrans pro-
priedades.
Belacionando-se com o alto coaimer fo d* se-
gunda capial do reino, foi, desde ligo, cosrvidado
por difFereutea bancos e companhias para siembro
cffectivo de suas gerencias e direcces, que exer-
ceu aaaiduamento e em suiceasivas reeleicoc*, que
demonstravam o quan era apreciado o aeu alto
tino administrativo e scienea financeira, mesmo
uas occasioes mais difficois.
Ainda agor. apezar ca na'iiinde, fazia parte
do conselho de administracio dk Nova Companhia
de Utilidsde Publica; um dos estabeteetmeatos
bsnearios ma:s importantes do Parto, cargo este
qa exerci 1 ha tantos annos.
Em todos os corpos collectivos de qne fes parte
sempre a saa autorisada oprniio foi ouvida frjw o
mximo acitamento e aeoJMde cora toda a eoasi-
deracao pelos seus col egis, que nunca deixaram
de ser os primeiros a tazer iuteira justica ao seu
carcter, s vezes slgum tanto rude, mas sempre
acertado, claro, preciso, e ^sobretodo honrado e
franco.
Tambem fes parte da administraco de iver-
versos eatabeaacimentas pos e di caridade da-ei
dade invicta, principalmente, por diversas vexes,
da raeaa da S-wto Casa da Miaerieordia ; ena to-
doa deixou iudeleveis vestigios e tradicoeada
mclhor ger*acia econamica, solicitude e boa or-
dem em tndo quanto delle dependa.
Nunca quis aceitar condecoracoes on loavores
olfieiaea, qoe maa de urna vez lhe foram propor-
cionada=, por desejar sempre conservarse na mais
tranquilla e reservada modestia, o que se confor-
mava nteiramente com o seu carcter bondoso e
despido de. todo o genero de osteatacio e van-
gloria.
Dotado dos aalbires seotimeutos religiosos que
o guiarara em toda a sua vida, eainpria fielmente
os precetos da Religiao Chnsti, sera se deixar
dominar de ideas errneas oa preouceito absur-
dos.
Por isso, apezar de bastante doente, principal-
mente desde Fevereiro ultimo, teve amorte se-
rena e placida dos justos, rodeado de quasi todos
os seus parentes mais prximos, e alguna amigos
ntimos, aos quaes edificou senfcidameute naqselle
j.-anae jerradeiro.
Lamentamos profundamente o fallecmeato de
tao venerando ancio e prestamos o nosso tributo
de respeito a i suas nobres quatidades de carcter
e raras virtudes 10 ciracao, poblicanda o sea re-
trate acia colutnuai deate jornal com estes breves
ap^utamentos biograpbicoa, que muito sincera-
mente dedicamos aos nossos distinctos amigos os
Srs. commendador Jos da Cunha Porto, consnl
geral da Repblica Argentina, e Angosto V. da
Cunha Porto, coasal do Urnguay, para oa quaes
a vida exemplar do honradissimo pai, foi norma de
grandes virtudes e laborosidade nfatigavel, qae
elles sabein imitar com a hombridadd a a illus-
tracao qne os caracterisa.
Despedida
Devendo embarcar no dia 29, para a cidade do
Porto, e nio tendo sido poasivel despedir-me pes-
soalmente, como desejava, de todos aqncllea com
que entretive relacoes de amizade, venbo fuzel-o
por este meio (para o que peco a devida deseulpa)
aproveitondo o enaejo, tornar publico o meu sin-
cero recounecimento esaaa meamas peaaoas e ao
diatincto corpo commercial desta praca, pelas mui-
tas e inequvocas provas de consideracao, que tio
bondosamento me dispcnsaran durante o longo
esp^o de 23 annos de permanencia no seio de tao
Ilustre soeiedade.
Deixando cata aprazivel cidade, da qual eon-
aervare as maia agradavea recoriacoea, nio devo
outrosim. deixar de manifestar o raen mais vivo
agradecmento pela expontaoea hospitaiidade que
sempre me foi prodigaliaada.
A todoa os meus bons e dedicados amigos, poia,
envo um sincero e cordial abraco, assegnrando lhes
que em meu coracio nunca deixar de vibrar o aen
timento da gratidio e saudade, e qoe naquella ci-
dade, on onde a sorte approuver collocar me sem-
pre ".'sUrei prompto 11 cumprir ns suas ordena,
para o que deade j offereco 03 meus fraios ser-
vicos.
Recife, 26 de Juuho de 1886
W. J. Haynea.
Eleicao municipal
Cbama-se ltenlo de eleito-
nido da freguezia de S, Jos para
a alterado da qualifiea^o que
em virtude de acereseimo do nu-
mero dos eleitores, Toi ultima-
mente fello as respectivas listas.
1. sEcgo
MATRIZ
QoarteirSs n. 38, 39, 41, 42, e todos os
quarteiroes dc 2." districto policial.
2.* SECgAO
IGREJA DOS MA8TYRIOS
Quarteirtes n. 2y 26, 27, 2H, 29, 31,
32, 33, 34, 35, 36 e 37.
3.a se-:qo
S. JOS DE RIBA-MAR
QartoirSes n. 15, 16, 17, 18, 19, 20,
21, 22, 23 ,24.
4. SECgAO
IGREJA DO TERCO
QuartoirSes n. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9,
10, 11, 12, 13 e 14.
Rcuniao
JuncQao operara
Appello aos ariistas ae diff'ivrites clasvs
e de toda8 a3 fregu'zins
Convi la-so aos Srs. artisUa eleitores
para urna reuna') qu" eff-ctuar na ra
Nova de Santa Rita, pelas 6 horas da tar-
de de segandi f-ira, 27 de deliberai-se a attitude assumr IW
prximo pleito eleitoral.
Poe* da Panella
Chapa orgMirifc.nl, na renniaO qu'- t-ve
lugar no da 10 d.. co r -ut.-. ein casa de
Vigario Joao Rungues da Costa, Dar
juizes d paz daqoellft fregacii -, a que tos
aceita por 67 eleiton-s, o-uao cousto d
acto que s-i iwsha am podr da conirui*
Jnies Je pa
Franein> Jos Ga' Lcenla.
Affjso Mor.ir 1 T.vnporal.
Joaquiiu Maxi aiano Pastaos.
Augusto Cesario dc M >
{
| IBWfl [


Diario de FcrnambucoDomingo 27 de Jnnho de 1S6

Conquistas sanitarias
M. 38*
Milton disee esn um dos seus melhores sonetos :
A pax tem suas victimas
Nao menos celebradas que a guerra. *
As victorias qee a salsaparrilha de Bristol tem
diariamente aleancado pelo espaco de 35 anuos,
perteneem essa classe; e teem occasionado a
derrota e exterminaco de quasi todas ae moles-
tias humanas. *
As sfifecces eserofulosis, foram anniquiladas,
as caseros extirpados, os abeessos, as erupcoes
desarraigadas, /* afivcc&Vs do ligado desvanecidas
e snbjugadat rpidamente, todas as desurden
prcduzides pea condic&o moibida das secreeftes e
da corrupeo do sangue.
Centenares de casos desesperados, como aquelle
de AlejoBodriguez, de Santiago, cuja lingua,boc-
ea e msculos faciaes haviam desapparecido quas-
eompletamentc ; tiveram um r. saltado triumphau-
te, e ben sabido que em mais de vinte mil ca-
so, as enfertnidades externa mais malignas, foi
ram permanentemente ciradas com a saloaparri-
lha de Bristol.
Encontrase em todas as partes do universo ci
vilisado.
Acha-se vends em todas as principaes bo ichs
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambnco, Henry Forstei 4 C,
ra do Commercio n. 9.
O .taiope de Vida de Rcuier IN'. *
elimina do systema todos os mos humores, enri-
quece e fortalece o sangue, faz desappirecer to-
do* os traeos de tratamento mercurial, e domina
completamente todas as afteccots escrofulosas. Es-
timula e regula a aeco dos igaos digestivos e
aasioilativos, renova e fortalece as forjas vitaes e
cura toda a sorte de ulceras, chagas, carbnculos,
erysipellas, erupcoes cutneas, nevmlgi, rheu -
matismo, debilidade geral e todas as docncas or
ginadas na pobreza su impureza do sangue.
tos annuocis que outro ser acabarle unirse zes algum tanto doce ; palpitado do cora
Fregnezia da Graca
Os [eleitores conservadores da freguezia da
Giaca, em reunio, que teve lugar no da 19 do
corrente, resol veram u presentar e recommendar
aos seus correligionarios os seguintes cidados,
para juizes de paz da uiesuia fregueria.
VUjor Jos Cordeiro dos Santos.
Capitao Antonio Bezerra e Menez.-s Lyra
Tenenta Manoel Joaquim Al ves dos Santos
Solicitador Diogo Baptiata Fernandes.
Eleiclo municipal,
Por deliberaySo do Centro Republicano
sou 0 candidato, que este aprsenla na pr-
xima eleic&o municipal.
Tive de acquietcer ella apresentacao
honrosa, menos p la gloria individual que
me possa :>dvir, de, que se me offerece de prestar uic servi-
50 idea republicana., qual voto um cul-
to sincero.
N2o disponlio, por forca de tninha pro-
fissSo. de tempo para iirigir-mc a todos os
meus co religionarios, a todos os meus al-
feir-oados e a todos os homens independea-
tcs, que sabem prestar adheaao a ideas e
nao a homens, peco a estes os seus valid-
aos suffragfos.
Dr. Joao Carlos Ballhazar da Silveirz.
tmara Municipal do Recife
Candidato vereaco appello para o Ilustrado
eleitorado do municipio a quem rece a sua coadju-
vaco. Minhas erencas conservadoras, supponho
nao me inbibirao o suffragio do distincto eleitora-
do, pois apenas viso o interesse do municipio. N
qualidade de vereador pugoarei s> mpre em prol
rH mnnicipalidade e do eleitorado que uie elegeri.
Recife, 25 de Juiho de 1886.
Antonio de Barba Coitinho.
Eletyo municipal
Aviso
Honteni a imprensa, mal informad, deelarou
que eu estava no ejerci de supplente do juizo
substitu, do 4 districto criminal.
E' urna iiv xactido que nao posso aceitar, por
isso que tae escapam hbitos de Iludir.
Nao estou no exeroio daquelle cargo, a coatar
de Outubro passado, e sollicitei minha exoneraco
em virtude de nao poder accumalar as funecoes
de juiz com a profiaso de advogado.
Comprebendo o talouo que se prepara no intui-
to de ser prejudicada miuha candidatura um dos
lugares de vereador Cmara Municipal, e por
isso declaro, francamento, aceitar a prova de urna
sympathiu pjpular, e sollicitar apoio miuha elei-
Faco esta declaraco nos tres orgSos da im-
prensa, e aguardo o voto popular. Recife, 26 do
Juabo de 1886.
Dr. Joao Clodoaldo Monteiro Lopes.
L'ma auveiu escura encobre
tito; accumulacao de urna lama viscosa,
espessa e pegajosa em roda da Sgengivas e
dos dentes, sentndo-ae simultneamente
um sabor desagradavel, especialmente pela
uianha; tristeza e descabimeuto aeo:npa-
nbados de somnolencia ; urnas vezes a sen-
sacio de urna carga pesada no estomago,
e outras, debilidades na bocea do mesmo
orgao, nao ha vendo eatisfacSo alguma em
tomar alimento; aspecto tristonbo e cor
amarellenta dos olhos ; estado fro e pega-
joso dan inaos e dos ps ; urna tosse secca
ao principio, acompanhada, porra, depois
de urna xpec'-orac&o de cor esverdeada ;
cansarlo constante sem que o somno pareja
proporcionar descanco algum; euervacao,
irritado e mos prosentimentos; deliquios
e vertigens ao levantar-sede repente; pri-
sao de ventre; estalo secco, e veces, ar-
dente, da cutis ; condicao espessa e em-
' i botada do sangue, escassez e cor muito
luz do sol tfa nossa existencia tnta da urQa; que deposita um sedimento
A' oeerteza da vida juntase o roysterip.
tenebroso da mo.-te ( Kta quanto que, por
aro parto, esse primeiro grito infantil que
depois de pe-maoecer por algum tempo em
repouso; devolucjto frequente do alimento,
urnas vezes cora gosto acido, e outras ve-
nossa especie, inspira urna alegra profun
da, por outra part trememos de espanto no
ouvir o bater horrivel das azas do anjo ex-
terranador 1 A voz omnipotento da in-
tlus'ncia suprema que governa o univ^ n
deoretou noaso destino, a seuteuya fatal foi
pronunciada e tatos os homens esto con-
demnudos a morrer
Sem duvda alguma, a morte 6 iaevita-
vel. NSo po iemos, portn, retrdala?
E' esta urna qu<> to qu s ria o'e urna iiu
portancia imnl ula.vl, ainrla se tratasse s
mente de ganh;.r urna hora de vida, pois,
animados d'esse s^ntiinento sublime que se
yao ; manchas apparentes nos olhos; e nr-
tavel prostraySo e debilidade do paciente.
Todos est'-s symptomas costumam apre
sentar se por scu turno Acreditase que
quasi urna terca parte da nossa populacho
est affectada da dita enfermidade em al-
guma das auas variadas formas Como
regra geral, os mdicos se equivocara a
rs'speito da natureza desta doen9a, cujo
verda ieiro nome dyspepsia ou indigm-
to; enfermidade que se cura infallivel
senta por meio do Xarope Curativo da
lili Seigol. Este medicamento tem obtido
em ambos os hemispherios urna reputayao
chama instincto, esta nos sompre r.-soluto.s justificada incontustavelmente por cuas
a dar b talha com um valor in I utiavl ao grandes virtudes. Vende-se em todas as
nosso inimigo mortal em favor lo glorioso bonicas, e phariua-ias e na casa dos pro-
pris-tarios, A J. Whit, (Limited), 35, Far-
ringdon Road, Londres, E. C, Inglaterra.
Depositarios na provincia de Pemambu
co: Birtholomeu & C, J. '\ Levy C ,
Francisco M. da Silva & C-, Antonio llar*
niano Veras & C Rouquayrol dt Ir naos
COMERCIO
oha nuiuicrclal de Vemam
huvo
KECIFE, 25 DE JUN'HO ^)E 188b.
15 uva liorau ua tarde
'otac** o'Jiniae
Cambio sobre o Rio Grande do Sul, 93 d/v. com
1 1/2 0/0 de descont.
Cambia soore uoedre., 90 d/v. 20 1/2 d.
\i, do baucc.
por
privilegio da existencia Aquelle senti-
raentj a voz espontanea da natureza, e o
nosso '.vr consiste em obedecer. Va-
mos, pois, a ver; possivel retardar a
raorte ? Indubtavuliuen'e o pois que o
mundo est tajeito a certaa ieis, e quera
as estu ia c 1 a vence se que n'ellas se con- e Faria Sobrinho rjt C. ; em Bello-Jar lim,
preh-nde a dita poasibHi Os que bo a :ham dota loi do valor e da e Manoel Cordeiro dos Santos Filho :
juizo ros para se oobrrem coro o em Independencia, Antonio Gomes Bar
escudo que a propria natoresa Ihea |>ropor- bosa Jnior; em Palmares, Antonio Car-
dona para stH effeil 1 r->-Itir os .loso de Aguiar; o em Taorat, Jjs Lou-
ataques incendiosos '!o inimigo da vida, at rengo da Silva,
quo as facuidades vites So pooco a pun-
co < 11 de adenoia eu urna v.-lhice matura
o dttosa, e at que o anno da luz ss lites
apreaeate com aspecto risonl.o o sem ter-
ror, para os conduzir, como n'ama visao
deMcioaa, a essa regio resplandeceute que
briiha mais al.11 das travaj do s^pulchro.
O destruislor toma diversas fnoaS, mas
d a preferen -ia a de um inimigo moral que,
devora actualmente as partes rtaos da so-
ciedade moderna. M.rtyriiou j e mar
tyrisa anda quasi to los os habitantes deste ?&-
P"iz. N 8. Na tsica pulmonar a potencia
Que inimigo est- ? Qunr o leitor sa- da Emulsao Scott como remedio mara-
ber se tambum victima da ruellade vilhosa. Restaura o sangue ao seu esta-
do normal. Saua. as inflarainagScs de gar
guita e dos pulmones. Calma a tosse e a
Oculista
Dr. Ferrcira ia Silva, con-
sultan das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Ao eleitorado do municipio do
Recife
Tendo-se de proceder no Io de Julho prximo a
eleicao para vereadores, venho por meio desta so
licitar do eleitorado desse municipio, a hunra do
eu aooio e auxilio a minba candidatura; assim
como espe.o ser auxiliado pelos amigos na pre-
teucao que tonho de ser representante deste mu-
nicipio, pelo que desde j sou grato aos qua me
auxilixrem
Segundo o meu carcter, j por todos conheci-
do, deixo de fazer programma da couducta que te-
re i no desempenho do mandztn, se' por ventura
conseguir a honri de ser ele'to.
Recife, 25 de Julho de 1886.
Orestes Saraiva do Carvalho Neiva.
Case e sat 110 Dr. Hli
_ Mudou-se este rstabelecinv-uto para Ponte de
Ueh', junto Situado cerno boje est em um salubre e apra-
zivel suburbio e em urna chaeara com bastantes
commodos para o seu fim, ftffereee muitas vanta-
gens aos doentes estrangeiros, acadmicos e colle-
giaes que n\i ti reirem suas familias u'esta sidae.
ans que vierem de fra do R^cif.' para ahi S'-ffrer
alguma operac'. cirurgica e emfin aos que residin-
do u'esta cidad" pr.cisarem de mudanza de ares.
Reccbe-se tambem n'esta casa conval.-se.'iites <
pesaoas sadias que preeimm do nr do campo, para
as quaes ha commodos separad >s.
Os doentes para o seu tratamento, indicaran os
medical que quizeiem.
NI) te acceitam doentes de molestias conta-
giosas.
Existem na casa apparelhos elctricos e hydro-
therapeuticus para os b^nbencos, pai alyticjs etc.
Telephone n. 398
los, JoSo Antonio, Canuto, Domingos, Mara Ade-
laide e Mara dos Aojos, .'em de ser levado
praca publica no dia 22 do mes de Julho prximo
viudouro, per arrendamento tiiennal o engenho
Javuuda, sito nesta coma ca, moente e corrente
com agua e com suas bemieitorias, servndo de
base a quaatia de 1:5000i>0 annuacs.dando o ar-
rematante flanea idnea, que garanta nao s o
preco do arrendamento, come a conservacao das
obras e bemieitorias.
Mando, portanto, ao oficial, porteiro do juizo,
que affixn o presente edital no lugar do costume e
pela impreusa, devendo passar a respectiva cer-
tidao.
Dado e passado nesta cidade de Jaboatao, aos
23 das do raez de Junho de 1886.
Eu, Joao Evangelista de Senna. escrivo inte-
rino, o escrevi.
Antonio H .nrique de Almeida.
DECLAE1C0ES
E1TAES
Dito sobre dito, vista,
do banco.
20 1|4 d. por 1*000
deste tyranno ? Pergunte a si proprio sa
atonuantado por algum dos syniptom is
que vamos enumerar: flr -s de cablea,
d s costas e das espaduas; falta de appe-
Cat. Retalho de o OJO a 75J^ oa 15 ki o.
L'ouros tallados sacejs. Vendas, tiO ria o
kil...
Couros sscci-s refrescados. -Venda ds 350 r t
u kilo.
Fari.iha d^ mandioca. Rtalhi oe 3J500 a
a 3*800 o sacco.
Fume em latas e corda. R talbt de 20* a
3 os 10 kilos.
Goosma de mandioca. Retalhi de 2*900 a
3*20i os Id kilos.
Graxa do Rio Grande do Sul. Cotamoa 52U
a 6*200 os la kilos. k1 com i0 /o de descont.
(iordura do Rio da Prata. Coturnos 5*500 os | Dito amencan Retalbo a 10000 os 15 kilos
15 ki|o- eom 10 % de debeonto.
.Mel.-- Nominal de 15*000 a pipa de 480 li j vda8 8tea/uas Retalho de 5) a 900 ris a
rouquidao. D cor s faces o aumenta a
carne e as forjas.
Papel de embrulho Retalho de CO is a
1*500 a resma, ejiforme o lamauho.
Pimeuta da ludia Retallu de 1*300 a 1*400
o kilo, com 10 /, de deseonto.
Plvora inglesa Retalho de 20*000 o barril.
Queijos. Retalho de 2*900 a 3*000 um, eom
10 / de descont.
Sal Nao tem havido entrada.
Sardinhas Retalho de 280 a 350 ris por lata
ile qu>.rto, conforme o fabricante, com 10 "/ dt
deoc nto
Touciaho de Lisboa. Retalho de 13*000 os 15
Da 2- -
Apolices da divida publica, de 6 0/0, dos valores
de 200* e 400*000 ao par, realsavel em
Julho, (ex-jnros)
Cambio sobre a Cear, 30 d/v. com 1 1|2 0|0 de
descont.
Cambie, soore Para, 60 d/v. cora 1 1/2 0/0 de des-
cont.
Cambio sobre Londres, 90 djv. 20 5|8 d. e do ban-
co 2' 1|2 d. por 1*.
Cambio sobre o Porto, 90 div. 159 0/0 de premio.
Descont de letras, 8 0/0 ao anno.
fia hora da i.ols
Vendeain-se :
2 apolice gomes de 200*.
1 dita ae 400;.
O presidente
Pedro Jos Pinto.
^ O secretario,
Candido C. G. Aleoforado.
REVISTA < 9HMERCIAL
Da semana de 91 a Stt de
Inulto de 1 vS
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 30 d/v 1/2 por
cento de .lesconti e a vista 1/2 por cento ie pre-
mio do banco.
Cambio sobre Baha, a vista 1/2 por cento de
premio do banco.
Dito sobre o Rio Grande do Sal, a 90 d/v 11/2
por cento de descont do bao.
Cambio sobre Londres, 90 d/v 20 1/2e a vina
SO 1/4 d. por 1/ do banco.
Cambio obre Portugal e Liboa,90d/v 157 por
cento de premio, do banco e a vista, 164.
Cambio sobre Porto a vista 165 por cento de
premio do banco.
Letr3 bypotheeariasdo banco de crdito real de
Pernambuco, do valor 100* ao preco de 96*000
cada urna.
Apolices da divida publica, de 6 por cento, di
valor de 1:000*, 800*, 600*, 400* ao par.
Apolice Provincial de 7 por cento, ao valor de
1:000*000 #) par.
Acc#. da "Oompanhia do Beberibe, do valor de
100*000 ao preco de 150*000 cada urna.
Na Rotea. Vederam-p :
25 Accoes Sa Coopauhia do Beberibe.
208 Lettras bypotheca ras
15 Apolices geraes de 1:000*000.
10 Ditas provinciaes.
teneros nacfonaes
Agurdente- Venda de 60*000 cada pipa de
480 litros. *^
Alcool Ultima venda de 115O0O a pina de
480 litros. e r
Assucar. Entraram 350 saceos, veudas aos
precos seguintes :
.Rl?*0C?r,d1*.l3-' *orte' Pa-wr, de 4*600 a
4*700 es 15 kilon.
O dito de 3.' sorte, boa, de 4/200 a 4*300 os
15 kilos.
O dito de 3.' sorte, isgular, de 3*600 a 3*700
os 15 kilos.
O dito de 4.* sorte, de 3*400 a 3*500 os 15 kilos
O dito somenos, de 2*700 a 2/800 os 15 kilos.
.CL,dit0 """cawdo, purgado, born, de 2*000 a
2*100 os 15 kilos.
O dito dito, regular, de 2*000 os 15 kilos.
O dito bruto, regular, de 1*300 os 15 kilos
O dit io, de 1*400 os 15 kilos.
O dito do Canal, de 1*000 ris os 15 kilos
Igodo. Entraram 160 saccas, vendas a
bo- 15 kilos.
ao de 31200 a 3*400
tr?s.
Milho.- Retalbo de
forme o estado.
Sal do Ass e Mossor. Venda
por 100 litros.
TapiocaRetalho de 2*500 a 4*500 os 15 kilos.
45-a 50 ris o kilo, con-
de 400 rs.
libra idm dem
Vinagre de Lisboa Retalho de 130* a 150*
a pipa de 480 litros.
Vinho de Lisboa ReUiho 230*000 a pipa.
Dito da Figueira. Retalho 240*000 a pipa.
Xa.que do Rio da PrataDeposito 99,000 ar-
VeB- stearinas do Rio de Janeiro. Retalho rob retalho de 3500 a 4*600 os 15 kilos
292 ris
o niasso
Ditas ditas da provincia. Retalho de 300
ris o masso.
Vinagre do Rio. Cotamoa de 70*000 a 80*
a pipa de 480 litro.
Vinho do Rio. Cotamos de 120* a 160*000 a
pipa idem.
Xarque do Rio Grande do Sul. Deposito
186,000 arrobas, retalho de 3*000 a 4*000 os 15
kilos.
[< -iMKMit PBLIGUS
Al :i ie Junho do 1886
ALFANi-EGA
Gneros estrangerlos
15 kilos
.eco.
Alfazema.. Retalho de 8*000 os
com 10 por cento de oesconto.
Arroz da India Retalho de 2*150 os 15 kilos'
idem idem.
Alpiste. Retalho a 4*600 03 15 kilos, dem
idem.
Azeite de oliveira em barris. Retalbo de
3J000 o gallo, dem idem.
Dito em latas. Retalho de 15*00J a lata,
idem idem.
Bacalho. Deposito 2,000 b&nicas, retalho a
17*000 a barrica.
Banh* de porco- Retalho de 380 ri3 a librj,
idem idem.
Batatas portuguezasReUlhode 4*000 a 4*300
a caixa, idem idem.
Ditas iuglezas. Nao ha ua laorinui.
Breu Ciamos de 13*000 a 15*000 a bar-
rica.
Carvo de pedra Cutamos de 15* a 20*000 a
tonelada.
Canella.Retalho de 1S400 o kilo, com 10 per
cento de descont.
Cebollas portuguezas. Retalho de 10*000
a 12*500 a caixa, conforme o esta lo.
Cervejas Retalho de 7* a 11*500 por 12 gar-
rafas ou bo'ijas.
CimentoCutamos de 70&0 a 8*500 a barriea,
conforme o fabricaute e peso.
Cominhos..Retalho de 19* a 20* os 15 kilos,
com 10 ",'u'de descont.
Cravo da India Retalho a 1*400 o kilo, -com
10 /o de descont.
Farinha de trigo Deposito 18,500 barricas,
retalha-se aos preces seguintes :
A americana, e 17*500 a 18*000 a barrica.
A de Triestre e Hungra, de 23*000 a 26*000
a barrica.
Fejao. Retalho de 9* a 10JO00 o sacco es-
trangelro)
Garrafoes vasios. Retalho de 700 ris a
1*500 p..r cada sm, conforme o tamanho.
Doces em calda Nao ha no mercado.
Farello do Rio da Prata Retalho a 3,i00 o
sacco.
Dito de Lisboa- Retalho a 3200 o sacco,
Herva doce.-- Retalho a 18*000 es 15 kilos,
core 10 7 de descont.
Kerosene Retamo de 3|200 a lata de 5 gales
(liquido).
Louca inglesa ordinarM Retalho de 90*000
a 130*000 a giga.
Massa de tomates.Retalho a 500 ris t libra.
Mjfeiga < m barril Retalho 740 ris a
libaba 10 '. de descosto.
ta om lats.y- ReUiho de 950 a 1*2."
libra, idem idem.
Mysas italianas.- Retalho a 8*000 a caixa,
com IO % de c escunto.
Oleo de lio talho de 1*500 a 1*600
o galio.
Pssas coiumuns Nao ha no mercado.
Ditas finas. Retalho a 13/000 a caixn. com
1 10 7. de ddesconto.
&KICDA GKillL
D 1 a 25
dem -. 26
Rshoa rsovmciiL
Uel < 25
dem de 26
Total
O Dr. Adclino Antonio do Luna Freir,
offi.ual da Imperial Ordem da Rosa,
comineniiador da real or.lem militar por-
tugueza de Nosso Senhor Jess Christo
e juiz de direito privativo de orpliilos
e ausentes, nesta comarca do Recife, por
Su Magostada Imperial e Constitucin .1
o Sr. D. Pedro Segundo, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o pr 'sonte edital virein ou
delle tiverem noticia que na audiencia de 28 de
Junho do corrente anuo, ir i prac. quem mais
dr, serviudo de bas- o piec.o do abate da quinta
parto no vor de 1:6 000:', a casa terrea, cu.n
sota interna, sb n. 37, ra do Pilar, freguezii
de S. Frei Pedr. Goncalves, em s .lo for-iro. com
5 metros e 80 c-ntio.tr.'S de, largura e 19 menos
de eumprimento, corredor inependente, 2 oa'
quartos, no p .vimento t-rn-o, 2 j ui.llas, que dei-
tam para a uiesin* ra, 2 jauellas na sala de de-
tr.:z. que deitam p :ra a rja dol'h.-.rol. 2 qnartos 2
Silae, e COtinha int rna, na sota, quintal murado,
eaeimba exclusiva, portSo para ; r<-f< riela ra do
Pharol; vai prac* a requerim.-iit i da inv.nta-
riante dos bens da finada D. Genoveva dus R.n.
Ponseea, para pagamento de cuotas.
E para que chegae a i conhecimento de todos
manii.-i passr o presente edital, que s^r iu
blieaJopela prensa r ^.txado no lugar do eos
:ume.
Dado e passado nesta cidade do R cite, ans 25
de Junho de 1886.
Eu, Olivo Antonio Fenvira, escrivlo, o fiz es-
srevi i" e tubacrcv..
Adino Antonio '.'e Luna Freir.
O Dr. Aatenio Elenriqne de Almeida. jjiz de di-
reito da comarca de J .b.atao. p ir .S. Uagesta-
de o Imperador, a quem Deus nardo, etc.
K.CJsab'r aos que o present- edita] virein, que
em virtude lie 'imi carta prieatoria do juizo de
orphaus da cemarca do Palmares, expedida a r -
qusrnneuto dos conwnhore Affins > Liutosa, Car-
S. R. J.
SocefladB Becreatira JayaataJa
Soire em 14 de Agosto prximo futuro,
solemnisaoHo u 22# anuiv. sirio
da installcao da socie lade
Ao Sr. presidente oodem di s le j os sonhores
socios entregarem as utas sie seos convite- qn^i
ulteriormente tero de ser ntreguos aos convi-
dados pela presidencia iu petas commissoes por
ella nmead 8.
Recife. 21 de Junho d 1886
Luiz Guedes de Amotm,
2- ecrefario.
Associa^o dos Empregados no
Commercio
Asseuibla geral
Nio tendo comparecido no dia 20 do corrente
num-TO suffie ente de socios pira -eou&tituir leu'iil-
mente a assembla geral, convocada para aquelle
da, ord'-na o llm. Sr. presidente que sejam de
novo cnividad.i8 a se reunirein pelas 5 horas da
tarde d. dia 27 do audante, na sede social, afim
de se dar eumprimento Jispjsieao do % Io do
art. 35 dos estatutos.
A assembla geral'ser constituida com o nu-
mero de soeii>l que e, ipare.cr.
Recife, 23 de Junho de 1886.
Man el Main,
S vr. tao.
Thcsoiiraria de Fazenda
De ord.'in do IIIin. Sr. inspector, faco publico
qna n i da 2 de Julho prox m > viudouro, pelao 11
horas di in.nui reebin-se propostss para 0 t'.r
necimesto de remedios necessarios ao presidio de
Fernando de Noronha.
A relacao desses remedios aeha-se nesta the-
sourara e s.-i ares ota 11 u propooentes.
Thes.iurana ie Paseuda ae Pei 25 de
Junho do 1886.O secretario
Luiz E. Pereira .! i Cunara
lnde-2iii:s'Mlt)ra
De coiifs'rinii.ide com o art. SS dos estatu B
desta e .m ..iiia. a lirecyili v. i des aeooos e
o-. 4'.) i 6 ''' Van* I' oent i il i
tito.accionista. 0 lentes dererao enviar
eu-is propiistkS por iutermedo e correctoc
raes, ar o mel lis -1 i le Jalbo viudouro. Re-
cife, 25 de Juuli) de ;
Club \Qadcinicii Sylvio
Roniro
754:881i9(K)
46:758362
91:362*893
6:329*870
801:643/62
97:692*763
rVKCBBBDOBlA Os 1 a 25
iu i. o. 26
Consolado pbovncial -Do
dem do 26
899:336*025
27:481*890
8:068*796
1 a 25
35.550,5686
107:Ki3*537
6:939.: 504
RfoiTb DaAYMAua
dem :e 26
a 25
114.493*041
' 10:019*761
309*293
Comi- 1 caixa WilliaDJ lilli li.y & C, 1 }
Ferrcira Guiniirea & C.
Cer-eja 30 i^irricas a Risa & Qoiroz, 20 a or
dein, 45 a Pernaades & [rm&a, 20 a Joao F. de
Alineid 20 a Domingos Ferreira da Silva, 25 a
AS inso Oliveira 4C., 100 a Domingos Alveg Ma-
tlieu.-, 15 a liu.was& C, 11 or iern.
Caiella ^ Caixas D. Ferreira da Silva & C.
Chapus de sol 1 caixa a Manoel da Cuuha Li-
bo.
Cidra esix is a 15i- w.ij 88 ^., 20 a Rosa &
Qu-ir.iz. 40 a Pemsades it Irmso.
Cevada 5') barricas ordsin.
Carvao de pedra 11 toneladas .. Wi ooa Sons
& C.
Cobre 37 voluntes orde n, 84 a Ferreira Gui-
mnr-s & C.
Cofre de ferro 3 caixas aos nesmos.
Calcado 1 caixao ordem, 1 F. de Carvalho 6t
C, la Ferreira Barboza & C. I a M. de B.
Caealecnte.
('hocolate 1 caixa a Rosa & Queiros.
Campeche 6 barricas a a. Jos Maia C.
Cravo da India 5 saceos a Domingos F. da Sil-
va & C.
Drogas 6 volumes ordem, 8 a F. M. da Silva
&C.
Estopa para ealatetar 2J fardos a C. C. da
C. Moreira & C.
Elstico 1 caixa a Machado & Pereira, 1 a
W. Halliday v C.
Esteira lu ralos a II. da Cuuha Lobo.
Enxadas 11 barricas a Albino Silva Je C. 3
Miranda <$| Souza, 71 ordem, 4 a W. Halliday
4 C, 30 a Ferreira Guimaraos c. C, 50 a A. D.
Cirneiro Viwi.na.
Estopa 76 faidos ordem, 7 a A. Amorim
&C.
Fio 6 fardos ordem, 3 a Samuel P. Johnston
& C, 4 a A. D. Carneiro Vianna.
Feltro 1 voluine ordem.
10:329*054
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Vapor inglez MarTner, entrado de Liverpool e
Lisboa, no di 24 do corrente, e consignado a J
Pater 3 .;., uiauifestou :
Carga de Liverpool
Amostras 8 volumes a diversos.
Ac 3 feixes a Res 6e Santos.
Ammouiaco 1 barrica a Ferreira Guimaraes.
Arcos de f. rro 90 feixes a Reis & Santos.
AlcatrS 24 barris ordem
Arruz 250 saceos ordem, 200 a Paiva Valente
& C. 200 a Domingos Cruz & C. 200 a Fernandes
& Irmo. 20 a S Bastos Amorim & C. 100 a
J. B. de Ca:valbo & C, 25 a Joaquim Felippe
& Aguiar.
Armaooes para svllins 1 caixa a William Hal-
liday 4 C.
Barras do ferro 50 e 162 feixes s William
Hayclay ^ C. 39 e 230 a A. Rodiigues de Son
za & C. 504 e 2 4 a Ferreira Guimaraes & C.
275 e 150 a Reis & Santos.
Batatas 80 caixas a Saundres Brotares & C
B rax 1 caixa a Ferrcira Guimaraes & C.
Barro 14 barricas a Companhia de Beberibe.
Biscoutos 8 cairas a Rosa & Qoeiros, 12 a F.
G. de Araujo, 9 a D. Ferreira da Silva 4 C.
Bitter 10 caixas a F. G. de Araujo.
Barnlha 30 tambores a Fernandes da Costa &
C, 26 ordem.
Cha 2 grades a Moraei & Marques, 2 1|2 cai-
xas ordem, 1 cana a Domingos Ferreira da
Silva & C.
Cabos 30 volumes a C. C. da Coasa Moreira
& C, 30 a H. Lundgrin & C, 40 a Companhia
u bocana.
Cominhos 10 saceos a Paiva Valente & C.
Chumbo de u.unicJSo 40 barris a Miranda 4
Souza, 137 ordem. ^P
Conservas 35 caixas a F. G. da Araajo.
Chapeos 1 caizio a Raphael Dia ft O.
Canos deterro 524 ordem,50 teixes a Samuel
P. Johnston ft C.
Ferrag ns 13 volumes a Reis & Santos, 5 a
Vianna Castrtgfc C, 17 A ordem, 61 a Cardozo 4
Irmo, 2 a G. Je Mattos Irmos, 3 a Samuel P.
J.bostn 4 C, 5 a Prente Vianna 4 C, 15 a
Ferreira Guimaraes 4 C, 1 a .M. Cardoso Ayres,
33 a A. D. Carneiro Vianna, 2 a V. F. de Albu-
querque Nescimento, 53 a W. Halliday Se. C, 4 a
Eugenio 4 Vioira.
Fogareiros 599 a A. D. Carneiro Vianna, 80 a
Reis & Santos.
Folhas de chumbo 10 rolos a Ferreira Guima-
raes o C, ditas de (landres 50 cunhetes ordem,
40 a Reis 4 Santos.
Fariuha do milho 80 c.ixas a .-.-'aundera Bro-
tbees & C.
Folies 10 a Ferrcira Guimaraes 4 C.
Folhas de ferro 6 aos mesmos, 50 ordem, 5 a
Res 4 Sautos.
Gingerale 5 caixas a Biowns 4 C.
jouca 6' gigos a Fernandes 4 Irmo, 54a J.
Ferreira de Carvalho & C, 4 barricas e 1 caixa
ordem.
Lona 5 fardos a Samuel P. Johnston 4 C, 1 a
Prente Vianna & C-, 3 a Vianna Castro 4 C., 1
a Ferreira Guimaraes & C, 2 ordem, 2 a A. D.
Carneiro Vianna.
Linha 18 caixoes a H. Nuesch 4C,aF.
Lsnria 4 C, 25 a A. D. Carneiro Viann\
M .: liies para encanameutos d'agua 170 volu-
mes e p-cas a Companhi de Beberibe.
Maehinismos 1 caixa aGreat Wistern of Bra-
sil, ditos e ferrageus 15 volumes ordem. 15 sos
herdeiros io B.wmann.
M. i adorias diversas 1 volsime a Salazar & C,
2 a Otto Bjbers Successor, 3 a A. D. Carneiro
Viauna, 2 ordeio, 3 a Companhia de Fiacao e
Tecidos, 109 ordem, 2 a E. G. Cascao, 1 a Nu-
nes Fonseca 4 C,
Movis 5caixojs ordem, 5 a William Halliday
& C.
Oleo de linbaea 8 barxii i ord.-i, 6 a C. C. da
C Moreira/AC.
Objectos para gaz 22 vfluniea e pecas a Em-
presa do Gaz, Sitos para egcnptorio 10 caixas
crdem, 1 a Siiuuders Brothers 5 C.
Pecas para machina L caixa orde g
Presuntos 5 caixas a Rosa Se Quein
deio, 3 a J B. de Cmivalho.
Pr. gos 3 barricas a '. ompauhia Ferro Carril de
Pernambuco. 0 erdera.
Piment da India 15 saceos ordem, 10 e 3
caixas a R sa 4 Queiroz.
Passas 4 fardoa e 1 caixa a Domingos F. da
,pel 3 fardos a Salazar 4 C, 200 a T. Juat,
1 cana a F H. Caris.
Provisoos 9 caixas or...
Queiroz, 6 or-
De ordem o Sr. presidente, faco publico a >s
senhores .-ocios e mais interessado?, que a sede
esle club foi transferida para a ra do Impora
dor a. 2, Io andar, .ia ra da Matriz n. 25.
Recif.-, 26 de Juuli > de 1886.
O Io s cretario,
Pedreira Franca-
Pei-fumarias 1 c.ixa a E. G. Cascao, 1 a .Ma-
noel da Cunha Libo.
Queijo 15 caixas a J. B. de Carvalho, 3 or-
dem.
Sal refinado 25 eaists a F. G. de Arauj >.
S-inguesugas 2 cixas a H. Nuesch & C.
Soda caustica 5 tambores a Vianua Castro & C,
50 ordem.
Tazas do ferro 5 a Alian Paterson & C.
Tijol.is 14,400 a Companhia de Beberibe.
T-pete 1 caixa a E. G- Casca).
Trapos 4 fardos a Companhia da Estrada de
Perro de Caxanga.
Tecidos diver os 3 volumes a F. Liuria 4 C,
41 a L. A. S-queira, 4 a Joaquim Agistinho 4
C, 62 a Goncalves Irmo A C, 343 ordem, 3 a
li.ingues Lima & C, 32 a Narciso Maia t '.,
4 a A. Lop s 4 C., 3 a Bernet 4 C, 9 a Sou ja
Noguena ii C, 16 a Rodrigo de Carvslho d C,
2 a F. G. do Am.ral 4 C, 34 a Machado 4 Pe-
reira, 3 a D. P. Wild 4 C., 13 a L. Maia 4 C, 3
a F. de Azavedo <5t C, 5 a Figueiredo Se C, 10 a
Guerra de Fernandes, lia A. de Britto & C, 3
a Silveira C 14 a A. Vi. ira 4 C, 1 a H. Nues-
ch, 4 C, 8 a B. Maia 4 C, 3 a Joaquim A. Fer-
nandos.
Tinta 3 barricas a G. Laport 4 C, 2 a Manoel
Cardoso Ayres, 4 a A. D. Carneiro Vianna, 2 a
W. Halliday de C.
Vidros 2 barricas a Manoel Joaquim Pereira, 5
ordem.
Vinho 19 caixas a Snlser Kauffman 4 C.
Wpuky 30 caixas a Guimaraes 4 Pemhan.
Zinco 7 caixss ordem.
Carga de Lisboa
Bagas 2 caixas a Martius Viegas 4 C., 1 a
Ferreira Rodrigues 4 C-
Ba-atas 400 caixas a Silva, Guimaraes 4 C. 100
a Domingos F. da Silva roz 50 a Paiva Valente 4 C. 150 a Jos F. de
Lima dt C, 25 a Guimaraes t Valente, 20 a
Araujo Castro 4 O, 50 a Joo F- de Almeida, 30
Carvalho 4 C-, 25 a Fernn tea 4 Irmo.
Cevada 5 barricas a Ferreira Rodrigues 4 C, 5
a Costa Lima 4 C.
Cal 2b barricas a Guimaraes 4 Valente, 25 a
S. Basto, Amorim 4 C. .*-
Ceblas 125 caixas a Silva. Guimaraes ( C. 20
a Domingos Ferreira da Silva & C 10 a Joo F.
d'Almeida, 20 a Carvalho 4 C, 20 a Fernandes 4
Irmo.
Drogas 4 volumes a Rouiuayrol Freres.
Feijo 100 saceos a Silva Guimaraes 4 C, 165
a Paiva Valente 4 C.
Imagem 1 caixa a Antonio Augusto Pereira
da Silva.
Linha 2 caixas a M. Izabella.
Luvas 1 caixa a Papoula x. C.
Lagedo 15 metros a Orestes Travassos 4 C.
Objectos para navio 2 caixas a Beltro Passas 6 caixas a Rosa 4 Queiroz.
Pinturas 2 caixas a A. J. F. Monteiro.
Pedras 3 a Orestes Travassos 4 C.
Peixe 5 caixas a D. Ferreira da Silva ie C, 2 a
Joo F. de Almeida.
Sardinhas 50 caixas a Orestes Travassos 4 C.
Vinho 10 pipas 135 barris a S. Basto, Amorim
4 C, 2o barris a Joaquim Duarte Simo -s &. C.
3 a B. de F. Guimaraes, 6 a Silva, Guimaraes 4
C, 18 a J. F. da Costa, 5 a Fernandes da Costa,
25 e 42 caixas a Domingos Alves Matheus, 44 a
Pereira Carneiro & C.
Vinagre 2 pipas e 10/5 a S. Basto, Amorim 4 C.
Patacho inglez Acacia, entrado de Santa Ca
harina no dia 24 do corrente e consignado a Pe-
reira Carn-.iro 4 C raanifesteu :
F r nlii i s mandioca 5,200 saccoj ordem.
Polaca hespsnb vid no dia 24 do corrate e consignada a Amo-
rim Irmos & O, manifestou :
Xarque 190,327 kilos ordem.
Vapor nacional Mandos, estrados dos portos do
snl no da 26 do corrente e consignado ao Visconde
de Itaqui do Norte, manifestou :
Carga do Rio de Janeiro
Azeito 7 1/ caixas a C. Pluyn e C.
Cat 412 saceos a Joaquim Ferreira de Car.a-
lho ,C, 72 a Pereira de Carvalho 4 C, 7 a Do-
mingos Cruz o
Chapeos 1 caixao a "Jos Joaquim ^amrco. 1 a
Augusto Furnasdes-4 C.
Couio 1 volume a Meodes eja 10 barricas ordem.
Fazeudas 1 caixa a L. A. Siqueira, 1 a A. Gui-
maraes 4 C 1 a A F. de Oliveira de C.
Fumo 25 volumes a Sodr d. Motta & Filho.
Ferragens 10 volumes 4 ordem.
Banco de Crdito Real de
Pernambuco
Nos termosr"dos arta. 5 e 6 dos estatutos, sao
convidados os senhores accionistas reaiisarem
at o dia 30 de junho prximo, na sede do baes,
ra do Com..tercio n. 34, a segunda entrada de
dez por cento do valor nominal de cada aeco.
Recife, 28 de Maio de 18%.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Jos da Silva Loyo Filho.
Lpiz Duprat.
Correio geral
o
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional .fan cao expede malas para os portos do norte, rece-
bendo impresos e objfctit/. registrar at 1 hora
da -arde, e cu:tas ordinarias at 2 horas ou 2 1/2
com porte duplo.
AJmiuistracao dos corrcios de Pernambu :o, 27
de Junho de 1886. O administrador,
Affamo do Reg Barrct.
Club de regatas per-
tiambucano
4 REGATA
De crdem do F.xm. Sr. Dr. presidente, convido
os senhores socios que estiverem quites com o
cofre rio club, a virein, de accordo '-om o que fi-
cou resolvido pels assembla g.ral de 23 do pas-
sado, receber sena ingresso.i das mos do Sr. the-
:ro, na sle deste club, dan-7 s 9 horas da
uoite, para a regata do dia z9 do corrente.
Outrosim, previno que ha para o publico reser-
vado a 2000 e geri es a 12.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
Juuho de 1886. O 1 teer. trio,
Ose.ir C. Monteiro.
(.abiikt PorSu^uez d Le tura
Previne-si aos seul.ores s .ci js accionistas que
as listas de subscripeo de accoes para a compra
ou ed ficaca > de um predio em iaa funceione a
bib'i.theca deste gi!. achata li-pisico
li lodos, aa sede soeisl, e qo- sua subscripeo
ser iue. rrada no dia 30 do crrante mez.
Secretaria do Gabin. t I' tagnes de Luitura
em Pernambuco, 17 de Junh de 1886.
Mauoe! M i' us Capitao,
1" seerel
C <>:ap;tahia de e:dflcavo
onniiniea-se aos Srs. ie por de-
lib r.co da D.ivet. ra, f .i r-solvido o recolhi-
roento da terceira prestaeo, na razio de 10 por
l do valor uominul de ual de-
ssr na sede da Cumpanhia, praca da
30 do corrate, em cuja
eticas nccoes.
Beeifo, 10 do Junho e 18 6
O dnect .r secretario,
Gustavo Antones.
TtoKa ie Fazeafla
Abs ;natura de contrato
De or.lem d i Illm. Sr. bupi ct >r. convido os Srs.
i Richa & C, Soares d, Amiral 4 limaos,
Be tri A C ista, Manoel Joaquim Alves da Costa,
Joao Rodrigues de Moura, Antonio Duarte de
Figueiredo, Maia e Silva 4 'J. e Antonio Soares
Raposo, contratantes do fornecimento de gneros
e outros rticos ao presidio de Fernando dfe No-
rouba, no semestre de Julho ezembro prximo,
comparecerein nesta tbesouraria para assigna-
ress o n speetivo termo de contrato, no p.-aso de
tres dias, que Ibes fica marcado.
Thesouraria de Fazenda d3 Peruambueo, 26 de
Juuho de 1886.O secretario,
Luiz E. Pinheiro da Cmara.
ssSBSSSSSBssssManasssaMg=ssnij
Mcrcadorias diversas 6 volumes ao estacionario
do telegrupho, 1 ordem.
Panno de algodo 10 fardos a A. Amorim 4 C.,
10 a L. A Siqueira, 4"> a Ferreira 4 Irmo, 10 a
A. Vioira 4 a, 5 a Almeida Duarte 4 C.
Vinagre 10 barris ordem.
Xarque 50 fardos ordem.
Carga da Baha
C illa 5 barricas a Roprigues de Fria 4 C.
Chapeos 2 caixoes ordem, 1 a A.Lopes & C.
Charutos 2 caixoes a Rodrigues de Faria & C,
1 a 9lset Kiuffman 4 C
Clcalo 6 volumes a F. de Carvalho 4 C.
Fumo 8 pipas c 3 barricas a Meuron 4 C.
Fio de algodo SO saceos a Jo F. Leite, 6 a
A. Lopes 4 C.
Merendonas 2 caixas a Cramer Frey 4 C.
Miudezas 7 caixas a F. Lauria 4 C.
Panao de algodo 32 fardos a L. A. Siqueira,
25 a A. Lopes 4 C, 5 a A. Vieira 4 C, 10 a Ma-
chado c Pereira, 11 ordem, 5 a Loureiro Maia
4 C, 10 a Goncalves Irmo 4 C., 6 a Rodrigues
Lima 4 C.
/g-iPAcaos de tsxpo'nwgO
Ei 25 de Junho de 1886
Para o exterior
Na barca portuguesa Doas Irmlos, carre
gou :
Para Lisboi. A- Babia 34 pranchoes de vinha-
tco.
Para o Interior
Na barca aacioual Mara Angelina, carre-
gou :
Para o Rio Grande do Sal, J. P. Lobo 10 du-
zias de espanadores de penna.
o patacho hespanhol J. Pura, carregou :
Para o Para, A. Bahia 20 pipas com 9,600 litros
de agurdente.
No vapor nacional Manos, carregaram :
Para o Para, Bartholomeu 4 C. tuccessores 3
volumes preparados jurubeba ; M. A. Senna 4 C.
20 barricas com 915 kilos de assucar refinado.
Para Manoa, H. Oliveira 20 barria com 1,920
litros de agurdente e 40 volnmcs com 2,875 kilos
de assucar branco.
No hiate nacional Deus te Salrx, carrega-
ram :
Para Mossor, E. C. Beltro 4 Irmo 3 barricas
com 89 kilos de assucar branco.
No hiate nacional Apody, carregaram :
Para Mossor, Mello 4 Pereira 2 barricas com
101 kilos de assucar mascavado e 1 dita coa 60
ditos de dito branco.
No cter Colombo, carregaram :
Para o Natal, M. Amorim 300 saceos com fa-
rinha de mandioca.
Na barcaca Consiantina, carregou :
Para a cidade do Passo, J. L. dos Reis 10,000
litros de sal.
Na barcaca Cecilia l', carregou :
Para P. de Alagoas, J. L. dos Reis 15,000 litros
de sal.
Na barcaca Varia Olympia. carregou :
Para Penedo, J. L. dos Reis 45,000 litros
de sal.
MOVIMENTO DO PORTO
i Navio entrado no dia 26
Rio de Janeiro pir escala6 dias, vapor
nacional Mandos, de 1,999, commaa-
dante Guilbcrme Wa'ldiagton,
gein 60, carga varios gneros;
conde de Itaqui do Norte.
Oseryaco
Nao houve sahidas.
oqmpa-
ao Vis-
VAPORES ESPERADOS
Mariner de Liverjocl hoje
Manos du sul . boje
Advance do norte umauh
Tagu do sul Julho a 29
Bakia do norte a 3
AmOMonense de New-York a 3
Britannia da Europa a 4
Niger da Europa a 4
Sergipe Vie de Sanios da Bahia a 4
d/> sul a 5
Espirito Santo do sul a 7
Vilie de Bahia da Europa a 8
Tr.ent Klbe . Europa do sul a 19 a 14
Detmmbre de Liverpool a 15
Argentina de Hamburgo a 20
ruara i
i;

.




i^Ktt^immimmmmmm
Diario de PernambncoDomingo 27 de Junuo de 1886
I


i
I
>
#'
)
Club de Regatas Per-
nambueono
Ter lugar no da 29 do corrente a regata an-
nunciada, que romecara as duas c meia horas da
tarde. Alen-, dos par.-os de botes, ha ver ura pa-
reo de quatrn ganadlas, uu> desafio de natacao
entr tres amadoiee, assirn como estar dpo-
sicao dos amadores uui pao de sebo (grensy-p.de)
com valioso premio. .
Para mais pormenores vide pr.'grammas distri-
buidos na occaaiao da r. gat*>Os directores,
\V Hughes.
H Perinan.
A. Oliveira.
Club Carlos Gomes
De ordem du ei.os.-lho administrativo de9te club
a riso mos senhore* s cios que a sie do club es'a-
r aberta todos os dias das 9 horas da mau6 s
3 da tarde, e das 5 horas da tarde s 10 da uoite.
Eecife, '23 de Junho de 1886.
;uira Al ves da Fonseca,
1- secretario.
Empresa Telephonica
Bourgard
A empresa pede aos senliffres assignan-
tes que anda nao lera tabellas novas o fa-
vor de mandarem bus.-al-as, on cnta.) avi-
sare m para Ihe serem entregues;
Assim, tamben," de kje em diante, ser
pabUeanJ > tdos i.is de meaes por este
Diario os nonios que col-
loc&rciu i-lephone, bom.como a judies que
f"re:n retirando, para par este m o os se-
nhor s ass'gnanti's terem sempre suas ta-
bellas cofluplotaa -
Recife, 22 !- Junli) de 1S86.
O gerente,
A do Carmo Almeida.
E mpeza Telephonica Bourgard
RELAMI DOS A8UOIUXTES QUE COLLOCA-
KAM AFPAKEL1IO TELEl'HOXICO, DEl'OIS
DA XOY.V UM'A H. 8
A
X. 306. Antan J s Bifi4C., tra-
piche.-Tra.essa fia Ma'.re de Deus.
X. i37. AntnioPinto da Silva<& C. -
Ra Duque du Casias.
B
N. 447. Baitar Ir i So. Ra doBom-
Jesus.
C"
X. 443. -Companhia Brasileira. Ra do
Coitiuvrei.
D
N. 437. Dr. Pitonga, resitencia. Ra da
Irapcrafciz.
N. 449. Dr. CoelhoLaito, residencia. -
Ru da Impf ratriz.
X. 430. Dr J.i Julio Fernaades Bar
ros, resid.-n.-ia. Kua da Aurora.
N. 45-'. Dr. Martina Jnior e A. Orlan-
do. Ra F
N. 431. Fortaleza doBrum. Brum.
Er'ago do Caldereiro
N. 21. M. W. H. Bilton.-Chacn.
N. 27. J m ,) (juim Martius, venda.
Apipnos.
HOJE Domingo as 47 horas da tarde
ULTIMA
VARIADA
s:dicaba
AS
FAMILIAS
PELO DE. EM PHI8ICA E
BUMFTUCSA
i
MYSTEUOS&
DBDICADIAM
FAMILIAS
ILLUSIOKISTA 1>E PAKIZ
FAURENICOLAY
O esplendido auccesgo d* sua primeira reprcsentacilo, assim como o syrapatlii
co acolhimento cun que fbi recebido pela imprensa era geni e pelo Ilustrado publico
do Pernambuco, em particular, resolveu o Dr. Nicolay retardar a oa partida afim de
demonstrar a sua gratidao, offerecendo uina nova e ultima funcgSo completamente
variada a oonspeeta de novos irabalhos de mgica elegante, de grande pres-
tidlgitaco de magnetismo humano e de thaumaturgi? humors-
tica de um attractivo tito grande para as senhoras como para os cavalheiros,
" "ENTE ROVO
As 8 -I/* horas.
PRESOS DO COSTUME
THEATBO
DE

EMPRESA
BRAGA JNIIR&G.
COMPAXHIA
da qual fea a, te o me mo artista e a primeira
ae.'riz portuguoza

A etnpreza para attender a pedidos de diversos
cava'heiros da dintincf clatse cuuimercial, dar
Thesooraria de Fazenda
De ordeui do lilui. Sr. inspector e de confurini-
dade c m o oGeio da I'rendeaeis de 22 do cor
rente, 1*0,0 publico, que ir novauente a praca no
dia 2 de Jul'.o prximo vindooro, peraute a si sso
da junta, os artigos abaixo -des.-ptos, necesBa-.-s
ao exp-ilieute do Arsenal de Guerra no semestre
de Julho a Di-z-mbru este anuo, a saber:
Caderui tas em branco de papel fiutne pautado com
50, Ha e 150 Mhas. urna.
Caetas linas, du^ia.
Ditas enne-finas, id 1a.
Caivetes t nos, um.
EaveloprB para .lucios tiinb-alos, c. uto.
Esptulas Je 1 sao, "
Grrampospara prender l*pel, caixa.
Gomma-arabicH, rraaca
Lapes de Fber, duza.
Ditos de duas cores, ide.n.
Ditos do borr c-ba, idem.
Lacre encarnado, [>ao.
Livros em 1 raneo de papel fi.ime patalo com
100, 50 e 200 fulhas, um.
Ditos dito de Hoanda, pautado, formato Caroue,
com r>J, 1 l), l-'J e MO fofata, um.
Ditos dito Ee, com 60, 1U0, 150 e 200 folhas, um.
Ditos di:o Carret, com 5, 100, 150 e 200, folhas,
um.
Ditos dito Raisin, c -m 50, 100, 150 e 200 folhas,
um.
Ditos dito Jesou, com 50, 100, 150 e 200 folhas,
nm.
Ditos dito dito Colombier, com 200, 250 e 300 fo-
lhas, mi.
Ditos diti de todos w finnatos o nuuvros da fo-
lhas, c :n enea lernacjLj iutein de como, um.
Papel fame pautado, resina.
Dito dito liso, idea.
Dito iagle rosado e braneo para offieio, idem.
Dito d 1 o. i lem.
Dito H llanda, formato (.'oro ie, Ee, Carri, Uai
sin, Je="U e Colombier, caa.rno.
Dito mata borra1, fdba.
Dito dito c.irtao. folhu.
Peanas de 50 P--rry, csixa.
Pastas de oleado de diversos tamauhos, um.
Raspad-ira para p.ip 1, tima.
Tinta insleza paia escreve.r J. A. Sirdina, buiao.
Dita preta para o mimo fi:n, gurrafa.
Dita carmn, fft
S carao aceitas propostas em cartas fechadas e
competentemente aulladas, e de negociantes ma-
triculados na forma das iiistruccues em vigor.
Thesouraria de Pernambucc, 2 de Junho de
ites.
O 8''cretari >.
Luiz Ermjgdio Pinheiro da Cmara.
Preparados
MLTiHi ..t ACTUiB C.
LJN'DLIKS
leo (te. ngado de boralbo e leite
pepi tonina Oo
abtapre i11" urna criaa-
ca promptaui :.
O leite dige: -e >!" quasi iu-
teirame:,' 1 o leo e as p rssoas de diges-
ta mais 4 r 8" m 1 .
PeptonoJUe de Carne
Um alimento nit-egeooso de consti-
tuintes solidos deleite Iwii 1-mi gluten do trigo
(Uvre de gorr
,aumon\a,
Hastrite, dytei dcoihdado
seja qual t
naltlna
Un c,*va'
da f .
V;l peso!
Om.i- "he
limeola f*oiijN|*'el de carnirfc para
o tencas
,^Ma^
leite
coade
Pon-
Domingo, 27 de Junho
mais urna, qur ser definitivamente a ultima re
presentaco da popular pee, em 5 actos e 6 qua-
dros de O. Feuillet, intitulada
DALILA
Os papeiide Prineeza Faleonira e Carn;ol sao
desempelibados p.-los artistas
Lucinda e Fnrtado Coelho
crealores des meemos nos principas theatros do I
Brasil, Portugal e Htspanha
Toma parle toda a eompaiiltia
Mise en scne a capricho do artista Furtado
Cocino.
Os bilhetes venda na bilhetana do thea'ro.
Comer r an 1/4 la oran.
Haver bonds para todas as lionas trem para ;
A pipucos.
Terfa-feira/29 do corrente
Grande sorpreza!
(Vejam os annuncios des jornaes do dia).
Sexta-feira, l de Julho
Grande festa
Beneficio da primeira actriz portugueza
Com a primeira representadlo do potico dn.ma
de A. Human Fllbo. intitulado:
D4IH4 DA8 tVlHELIAS
Os bilhetes para este bcueficio encontrar se-hlo
venda no escriptorio do theatro, de segunda-
feira 28, em diante.
A companhia parte para o Maranhlo, no vapor
de 6 de Julho.
llljiO AO ABIME
prlmeiro Hercules do
seculo
D. MXIMO RODRGUEZ
NO
AGESTE
Miguel Jos Altes
N. 7 RA DO BOM JESS -X. 7
Mesuro marillmoa e terreare
Ne-tes ltimos a nica companhia nesta praca
' que concede aos Srs. segurad' s isempcao de paga
' ment de pr. mi em cada stimo anno, o que
' equivale so ('"onto de cerca de 15 por ceuto em
; favor dos Si : adoe.
Londoo and Braslllan 3lank
Limited
Ra do Commercb n. 32
Sacea por todos os vapores sobre as ca
sas dooiesmo anco era Portugal, sendo
"va Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezeu.
Gompanliia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelccida em 1 .5
CAPITAIi 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Mariliuios..... I,II0:O0O$OOO
Terrestres,.. 516:000^000
44-Ra do <'ommereio
(OMPANH1A
Imperial
DE
Si:;i R4)H contra FOtO
EST: 1803
Edificio* e mercadoriat
Taxas baixa
PrompCo pagamento de prejuifoa
CAPITAL
Rs. 16,000:000*006
Agente*
BROWNS&C.
*> N. Ra do Commercio N. 5
COMPANHIA DE SEGUROS
covrii.t roc-o
\orlb British & Mercantile
CAPITAL
2:000.000 de libras sterllnas
AQEN ES
AdomsonHowic & C.
Do
Largo do Carmo em Olinda
Hoje, s 5 horas da tarde
i'BOtinmn
As 41/2 horas da tarde far sua entrada no pav
Iho -io largo ama bania de amadores que mo-
vidos dos meamos sentimentos de D. Mximo eje-
cutar
As melhores msicas do seu repertorio
As 5 horas comecarao os trabalhoz de forca do
admiravel Hercules bespanhol.
.4 bonKallnhit
O torno humano
O untior duN naces
Terminando cun a celeb
l'XADA DE BOIS
sorprehen da-e na qoal
!aximo, haetando com dous furiosos anmaes,
os vencer e labjtgafi.
Eu'.re cada exireeio haver um utervailo ue 1U
a 15 minutos que seao preenchido pela banda
musical
Phil>rmonIca Olindense
ONTM FM
The Liverpool A Londa Glob
**
Santa Casa da Misericordia do
Recifc
Arrenda se por muito barato preco, o armazem,
1- e'2- andares do predio n 24 ra d Vizconde
de Itapanca, outr'ora do Apollo, eom icellentes
accommodagoes para famili, tendo o 2" andar um
bom terraco e s^tao ; arrouda-se separadamente.
O armazem prestase p*ra d>-piS!to de assucar,
arriqueiro ou outr-* qualquer negocio que de-
mande grandes aecommodaco -s ; divide-se o mes
mo : runizrm, tornando-se ainda agsim dous bons
armazens, com frentes para o caes do Apollo e
rua do mesmo tiome.
09 preteodeotes poderlo examinar dito predio,
que se ach em reparo, tratando sobre o sen ar-
r. ; .:.nenio na secrotaria desta sana casa.
Secretaria da Santa Casa le Misericordia do
Recife, 29 de Maio de 1886.
O escrivo,
Pedro Ro.lngucs de Souza
lteS BF8S k C;
SEGUROS
l
Emprcsarla do aba>(i'rlmrnto I
asua e gaz cidade de oitnda
DEVEDOKES EM ATKAZO
Tendo a directoria, em sesaao de 15 do
ote, resolvido re-eber pr intermedio
de um miI. itador todas as contr.s de con-
slrmidorea d'a^ua v u atrazo,
contar do ann de 1H7G, r sol vi r.'
data encarreg.ir de tal eobrasea o Sr.
D'rtigo Baptiata Fernand", a quera espero
i niesmoa devedo-
rr, oertoB a equiddia de simi-
IhaUte reeoluyao.
ite -.'S de Abril de
1886. 0 v
mo Pereira Simo"es.
npanhia
DO
3Ds:B3axBDe
-imi!i i 5ta drsta
m em aseiniila ger> I ordinaria

erreo.
>f UUTIMOS CONTRA FOGO de Junho de 1886
nano Mam
Jos bina,
Director iicrc"!
Companhia Phenix Per-
nambucana
Ra lo "Commercio n. 8
i
l
>
CilARf-El RS REUNS
Companhia Francesa de \avega
cSo a Vapor
Lkrha qoinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
ste amer Ville de Baha
E' esperado da Europa at
o dia 8 de Julho, se
guindo depois da ind3pen
savel demora para a Ba
bta. Rio de Janeiro
e Manto.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p "los
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng.
quer reclamoslo concernente a volumes, qua po-
ventuia tenham seguido para os portes do sul.anm
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sariaa.
Expirado o referido prase a companhia nao se
responsabiliaa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiro parb
quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oliveira &(
AdinXTGN
42 RA DO COMMERCIO
42
COMPA.\niA PEBX.t*Bl'CAS*
DE
Vavegaco costelra por vapor
Tamaridar e Rio Formse
0 vapor Mandahu
Segu no dia 27 de
Junho, pelas 5 ho-
ras da manh.
Recebe carga at o
dia 26, e passagens at
's 4 horas da tarde
o dia 26.
ESCRIPTORIO
Caes da companhia Wcrtzmmhu-
cana n. 1%
inied States & Brasil Mail S. S. C.
O vapor Advance
Espera-se de Ncw-Port
News, al o dia 28 de Junho
o qual seguir depois da de-
mora cecessaria para a
Hahla e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encoinmmdas e dinbeir >
a frete, tractk-se com os
AGENTE
llenry Forsler & C.
N. 8 RUADO OOMkErtClO. N. 8.
1- andar
COMPANHIA PtmriAMBlt 4 *<
DE
tfavegaco Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaiu' e Bahia
O vapor Jag-uaribe
Commandante Costa
Segu no dia 28 de
Junho, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga fct o
SBESaSSSEEaM^dia 27.
Encommendas, passag<,..s nheiro a frete at
s3 horas da tarde do da da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Perr.ambucana
n. 12
ftOVAL I4IL STE4M PACKET
COIPANY
0 paquete Tagns
esperado
do snl no dia 29 de
crrente seguin lo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Soulhampton
'ara passagens, frete?, etc., tracta-se com
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
( OtlPAVHIK KM MI3*WAi-
RIES MARITIHES
LINIIA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Baule
Espera-se da Eu-
ropa at o dia 4 de
Julho, seguin
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Ro de Janeiro e Monte
tevldeo
Lembra-se ios senhores passageires de todas
as classes qu ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se ao sseuhores recebedores^ do merca
dorias que s seattender as reclimaQes por fal
tas nos volumes que forem recouhscidas na occa
sao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir >
a frete: tracta-se com o agen'e
Agaste LabMle
9 RA DO COMMERCIO -9
LEILOES
Quarta-feira 30 o dos dous predios em chao
proprios a ra do Rnngel ns. 11 e 15, servindo
de base as cffertas j obtidas.
Lei^
Pacific Sieaifl Iavgatioi Corapany
9TRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Britannia
E' esperado da Euro-
pa at o dia 4 de Ju-
lho, e seguir depois
Ida demora do costume
__'para a
Baha, Rio de Janeiro, on el
*itlco e Valparaso
Par carga, passagens, e encommendas, tracta-
> e com os
AGENTES
Wllson Sons N. 14- RIJA DO COMMERCIO S. 14
'ara Maranho
Recebe earga e possugeiros para o porto cima
i portuguea Vasco da Gama ; a tratar
com os .taos Je-4 da Sflvn Loyo S
Filho.
Lisboa Porto
Segu com bievidnde o patacho portugu.
Iudos, para o resto da cirga trata-se com Silva
Quimares C, tu do Commercio a. 5.
ao
Do Hotel do Recife
Sito ra do Bom-Jesus n 8
O agente Btto vender, em leilo, todas os
utensilios do Hotel do Recife, constantes de me-
sas, apparaJores, cadenas de junco pr>-to, louc,
trem de cosinha, camas, taboas que servem de re-
partimento, jarros, candieiros, encanamento e re-
gistro de gaz, e diversas bebid s em garrafas, em
um ou mais lotes ao correr do martello.
Segunda reir 28
A's 10 1/2 horas
QlK
Leilo
Da arraacao, resto de miudezas, carteira,
panno fino para capote, caixas cora i-
. dros, e utensilios da loj denominada
Boa Fama sita rua Duque de Caxias
n. 77 A
Segunda-feira 28 do corrente
A* 8 11 horas
Por intervenco do agente
GusniaO *-_
Leilo de predios
A saber:
De um sobrado de um andar e sotao n. 11
ra do Visconde de Inhauma ("Utr'ora do Rangel)
com 30 1/2 palmos de frente e 62 de fundo, quin-
til murado e solo proprio, servindo de base of
ferta existente de 9:315#000 no ma e talo em
qie se acha. reservando a prprietaa para a casa
n. 13, a m.-iaciti do oito e o direito de fechar a
janella nelle existente.
De urna larga caa terea, sita mr>sma ra do
V-sconde de Inhauma, sob n. 13, com 40 palm >s
de tre te e 68 de fundo, quintal murado, com de
pendencias, solo proprio e com dirto a meiacao
no i.i tilo da casa n 11 e ao de fechamento da ja-
nella n'elle existente, tudo mau em que se acha,
servindo de base o prec,o de 6:710(KX).
arta-feira, 50 de Junho
A's 11 horas em ponto
A' ra do Bom Ieus n. 43
O gente r"int) levar leilo, requi'niento da
Mesa Regedora da veneravel 'irdem tTceira de S.
Francisco e por despacho d<> Illm. Sr. Dr. juiz de
cap lias, as casas cima mencionadas edificadas
em chao proprios, isto s 11 horas do dia 30 di
corrente em seu escriptorio, ra do Bom Jess
n. 43^________________________________________
x4ffenr,e Pestaa
Ultimo leilo
BOM E.Vll'REtO DE CAPITAL
Quinta peira 1. de Jllho
No armazem da ra do Vigario n. 12
A's 11 horas em ponto
Das magnificas casas terreas e sobrados, livres
e desembarazados de todo e qualquer onus, as
quaes pelo sru bom estado de const-rvacS-i e excel-
lentes rendimentos ehainam attenecao dos cap'. i-
listas :
Um excellente sobrado d um andar so'o, com
grandes commodns oara familia um terreno pro.
prio sito roa de Santo Amaro ao sabir do largo
do capim n. 14, remiendo annualmente 70084000
avallado em 5:450(XJO.
Urna casa terrea com dous sotaas, duas salas,
tres quartos, cosinha, quintal r cacimba; sita ao
Pateo.de S. Pedro n. 4 eirrada da ra de Lomas
Valentinas, n-n lendo annualmente, 300000 ava-
hada em 1:850 j(KX).
Urna dita ra do Rosario da Boa-Vista n. 11,
onde se acha nma bem lacalUada taberna, ren-
dendo annualmente 300000, avaliadaem........
2:350000.
Urna dita sita a travessa de S. Jos n. 23,
com 2 salas, 6 quartos, cosinha e quintal c m
cacimba em terreno proprio. rendendo........
300*000 annualmente avahada ein 2:^00JoOO.
Urna dita mei'agua sita ra do Xogueira n.
2, rendendo 126UO0 annualmente, avahada em
7005000.
Urna dita sita a ra de H>rtas n. 143, renden-
do 1682000 annualmente, ava'iada em 9505000.
Todas essas casas podem ser examinadas pelos
$rs. pretendentes e para mais informacoes no
escriptorio da agente Pestaa. .
Imp rtante Leilo
Quinta feir, 1 de lulho
A's 11 horas em potito
No armazem da ra do Vigario n. 12
De 10 caixas com loucas, vidros, electro-plate,
machinas de costura, de preguiar, de babado e
muitos objectos abaixo declandos
17 pares di garrafas de vidro fino, 1 licorera, 4
candi'-iios de jarros, i dito p de bfalo, 1 dito
abat-juur, 2 compoteiras eos, 1 bandeja de nikel, 12 argolas de msrfim, 22
duzias de >;lbeies de metal para cha, 15 candiei-
ros, 80 ps de arandellas, 4 galheteiros, 11 machi-
nas deTolha para caf, 2 mantegueiras de vidro,
12 pratus cobert-is n. 5, 8 duzias de bandejas de
ferro e cipo, 1 barricao contendo 100 duzias de
cbamins, 40 ditas de pratos de porcelana, 9 ditas
de tigellas pintadas, 20 tumpos pintados, 80 msn
gas de vidro surtidas, 6 chamins patente, 2 jar-
ros de pedra, 3 arandelas de vidro, 3 pares de es-
carradeiras, 20 depsitos de vidro, 2 tructeiras de
pedra, 20 tigelles, 40 pratos cobertos, 1 porta-
queij -, 1 apparelho de toillet, 1 dito d almo^o
(friso lourad, 10 duzias de chamins patente, 30
irlob'is surtidos, 6 bolas reflex^s, 7 gai das de ra-
me, 20 molheiras, 6 sopeiras, 14 cafeteiras, 30 es-
carradeira8, 6 salladeiras, 50 bules de louca torti-
dos, 20 duzias de bengalas, 20 esteirinhas para
mesa e ouiros muitos uojectos que se acharao pa-
tentes no acto do leil", os quaes sero vendido
por eonta e risco de quem pertencer e ao corter du
martello, em um ou mais lotes e u vontade dos se-
nhores compradores.
Leilo
Da pharmacia dos Pebres a ra larga do Ro-
sario n. 31 e dividas da mesma na impor-
tancHde 7:226*250
Sabbado 3 de Julho
As 11 horas
Na mesma Pharmacia
O agente Burlamtqui- por mandado e assisten-
cia do Exm. Sr. Dr. Juiz de Direito de apellas
e residuos, a rejueriiiiento do testamenteiro e in-
ventarinnte do espolio do fiuade Firraino Antonio
de Sonto Maior Raposo, levar a leilo a pharma-
cia lu-ima, bastante sortida, achaudo se todat as
drogas em bom estado, cuja pharma ia muito
conoecida e afreguezada em um s lote, garan-
tilo se a chave ao comp adir.
O balanco acba-se em poder do jnesmo ageate
e desde j os Srs. pretendentes poden vir exami-
nar.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se a easa da ra do Coroael Suassu-
na n. 150, com grandes cornados para familia,
quintal grande; a tratar ra Direits n 106.
Aluga-sa o sitio dj Pina, com boa caea para
morada, contundo bastantes commodos para nu-
mer.>sa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, ^iuas cacimbas com excellen
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Aluga-se casas a' SJOUO no bec?o dos Coe-
Ihos, junto de h. Gongallat a tratar na rna da
Imperatriz ir. 56.
---------------r*------------------T*---------------------~'
Pi;ecisa-se alugar urna prata ou um menino
para vender na ra : a tratar d4 ra dn rios n. 148,
Precisa s de nm criado para casa
mi lia ; aa ra do u ;', 1 '}-
Offerc va de um pri
meiro andar mediante o pre.. '."i 3000 m.-nsaes,
ve agua o gaz, para sede de qualquer so-
litteraria : a entender-se s ra do/Impe-
rador n. 61, 2 ondar, das 7 s 10 hor s da mi-
nba cu da ras da no:
Precisase de duas amas, urna jne cosinhe
e outra que engomme, e de um criado menor de
16 acnos : na ra do Imperador n. 45, pimeiro
andar.
Aluga-se o Io andar e sota da casa roa
Thom de Souza n. S, outr'ora travessa da Lin-
goeta, no Recife, com commodos para familia on
para escriptorio : a tratar na ra do Imperador
n. 31, armazem do gaz.
Precisa-se de urna ama para o seivico de
casa de pouca familia : a tratar na ra da Co-
cico n. 9.
--------------------------------------------. --------------------------
O abaixo assi5nado previne ao Pr. Bernar-
dino Lapes Alheiro, agente das loteras de Ma-
cei nes'a cidade, que tendo perdido dous vigsi-
mos da 13 parte da 12* lotera de ns. 17,376 e
17,617, comprados a Jos de Figueiredo Caroeiro,
nao pague a pessoa alguma que os apresentar,
sim somente ao abaixo assignado. Recife, 21 de
Junho de 1&86.
Jos M./nt-iro.
O bacharel Amaro Fonseca de Albuqu- rque,
tabelo de notas interino nesta capital, Cj:i mu-
nica ao respeitc.vel publico que abri seu rscrip-
torio no pavimento terreo do predio n. i, sito
ra do Coronel Frnucisco Jacintho icutr'ora de
S. Francisco, onde, com solicitude e mxima leal-
dade, est prompto para desempenhar s fuDc^oes
de seu earga. Reside na freguesia a boa-Vista,
ra do Coronel Lamenha n. 30 (outr'ora dos Pra-
zeres). para onde, fra da? horas do expediente
de seu eseript irin, devero dirigir es chamados,
para factura e appiovacaa de testamentos.
- D se cusae comida a urna mulber idosa, em
troca de alguna servicos urna s pessoa : na ra
da Assumpcao n. 44, se diz.
Atiendo
Tendo de meretirar desta praca, peco tela se-
gunda vez aos meus devedares o favor de paga-
rem seus dbitos por too mez de Julho vindouro.
Tbomaz Ferreira da Cunha.

Coronel FraaclMco de Paula Al-
boqoerqne Lima
Rita de Cassia Aibuquerque Lima, seus filhos e
genro mandam celebrar algumas missas por alma
de seu sempre lembrado marido, pai e sogro, Fran-
cisco de Paula Albuquerque Lima, na matriz da
Boa-Vista e na capella -lo eogenho Algodoaes, no
dia 30 do corrente, s 8 horas da mauha, Io an-
iversario de seu fallecimento. Podem os seus
parentes e amigos assistirem esse acto, pelo que
se conf-ssam neradeeido.
i ra tllina Hodrlguen de Cartalg*
Jos Augufto Alvares de Carvalho, sua espo-
sa e filhos, teridos no intimo d'alma pela cruel
noticia do passamenta em P< rtugsl, de sua extre-
mosa mi, sogra e av, mandam resar algumas
missas por sua alma, na igreja do Espirito Santo,
no dia 30 do andante, s 8 horas da manha, tri-
gsimo do fallecimento ; e para assistil-as convi-
dam a todos os seus parentes e amigos, a quem
nfferpeem sna et- rn iratiSn________
.- Wtf
Henrlque Beserra do Bego
Barro*
Antonio Avelino do Reg Barros. ferido_ do
mais profundo sentimfnto, convida a seus amigos
e parentes para assistirem a missa que manda
celebrar na matriz de Gravat, na segunda-feira
5 de Julho prximo, s 9 horas da manha, trig-
simo dia do infausto passamento, por alma de sea
sempre lembrado irmo, e antecipa se em agrade-
cer eternamente todos -ue assistirem a este acto
de religjfo eandade-________^_^^^^_^^_^^
Jone liarla de Alencar
Mauricia Maa da Conceico Alenear, Jos
Mauricio de A, Candido Mauricio de A. Florencio
M. de A., Anna Enph. mia|de A., Maria Magda-
lena da Natividade, Josquim Oliveira Lopes
(ausente), Joaquim G. P., Constancia Bellarmina
de Sonsa e Joo A. Cardoso, penhorsdissiraos,
a Tadecem do intimo d'alma todas aquellas pea-
soas que conduziram at a ultima morada o cada-
ver do seu sempre chorrdo esposo, pai, irmo,
cunhado e primo ; e de novo as eonvidam para
assistirem a missa, que em t.ncao d'alma do mes-
mo, mandam celebrar na matriz da Boa-Vista, s
7 horas da manh do dia 28 do andante (segunda-
feira), stimo do seu passamento ; e desde j an-
tecipatn-.hes seus sinceros reconhecimentos por
mais este acto de religio e caridade. Rfquiescat
in pace______________________^^__^^^__^___
O. Joaquina Freir de lien
donen
Candida de Drummond, suis filhas e genros
mandam no dia 28 do .-orrente, s 8 horas da
manh, na matriz da Baa-Vista, ee ebrar missas
palo repouso eterno de sua sempre lenabrada mai
e av, D. Joaauina Freir de Mendonea. Para
esse acto de rehgiao, convidara os seus parentes e
amigos.
Hereulano Ramos e sua mulber D. Amelia
de Aguiar Ramos ma dam n sar orna missa por
sua desditosa sobrioha D. Ernestina Augusta de
Almeida Cotta. segunda-feira, s 8 horas, na rea-,
tris da Boa Vista.
Aos 4:000S000
BILHETES uSIlBOS
16-Eua do Cabug-16
A^fjam-8e venda os venturosos bilhe-
tes gar.- ntidos da lovAm n. 61a ?m buneficio
|^la Santa Casa de Misericordia do R cife
que se extrahir quinta feira 1 de Julho.
pr
Inte-ro 4^000
Um 2^000
Quarto 000
tecdo quantidade superior
a l' 9:OC8
Inteiro 500
Meio i50
Qarto 5875
Joaquim Pires da Suva.
I IEBIVE
*
i
ill^H


6
Diario de PeruaiiiDmnfioiatngo 27 de Juuho de 1886

T-
Restauran! America
Os proprietarios deste modesto estabeleciiaento
satsieipam so respeitavel publice que aceitam en-
coamendas de bolas para os festejados dias da
Santo ntonio, S Joiio, S. Pudro e todos os san-
tos, a preparam cetas com todo o esmero e promp-
tidJo ; assim como receben: pensionistas iutcrnoe
e externos por preces os mais resumidos
S8 Ra Duque de Canas 28
Beitaiiraal America
Serrara a vapor
Caes 4 tapiarlbe a. 19
Nssta serrara encontraras os s ses, um grande sortiinento de pirh i de resina de
cinco a dez metros de comprimen*) e de 0,08 a
0,24 de esquadros Garante-ee preco mais cmo-
do do que etn ontra quslquer parte.
Francisco dor Santos Macedo.
Punas purgativas e depurativas
de Caorpanha
Estas pillas, cuj, preparaeo e puramente ve
getal, teein sidj por mais de 0 anuos sproreitadas
eom os melhores resoltados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, svpbilis, bou
boes, escrfulas, (hagas inveteradas, erisipelas e
gOQOrrhas.
Nodo de usal-a
Como purgativas: tome-ge de 3 a 6 por da, >e-
bendo-se aps cada dse um poncp d'agua adoca-
da, ch4 ou caldo.
Como regaladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pillas, de invencao dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade 4t Filhos, teem veridictum dos
fira. mdicos para soa meihor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, per eerem um seguro
purgativo e de pooca dieta, pelo que podem ser
osadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
'a drogara de Faria Hobrlnho - KUA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Ama
Preeisa-se do orna
que dorma em casa :
portiio de ierro.
ama para eosinhar, porm
aa rea de Riachuelo n. 57,
Ama
Precisase de ama ama
casa de ranilla i a tratar
numero 46.
para todt servico de
na roa de Cotovells
;
Ama
Na praca do Conde d'Eu a- 7, 2 andar, preci-
sa se de urna ama que oosiuhe. bm, para casa de
pequea familia.
' ~
Precisa-se de urna ama para eosinhar e engomar
em casa de pequea familia ; tratar u ra do
Mrquez de Olinda n. 27.
\inas para cozinhar e en-
DE
SCOTT
DE OLEOPTOODE
Figado de bacalhao
COM
Hv|H;>liosphitos de cal e soda
Approvada pela liinla de liy
giene e autorisada pelo
governo
E' o meihor reasedio at heje deseoberto para a
tsica bronchiten. earrophnlan, ra-
rfeltlH. anemia, < elili deom<. tOMne chrii.ica e tOVocoe*
do peito e da samanta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacslbo, porque, alm de ler theiro e sabor agr-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedados tnicas
recenstituintes dos hvpophospbitos. A' venda nat
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Farinlia Lctea
MR
H. Vt'stl
O sselhor Mliinent' para criaueae de peito rece
bel Jos Antonio dos Santos.
15 Ba do Mrquez de Olinda -15
3 Bua-1 de Marco3
Na ra do Bemfi-
ca sitio que fioa em
frente da Estrada dos
Remedios, se precisa
de duas amas forras ou
escravas, para servido
d cozinha e engom-
mado.
Ama de menino
Precisa-se de urna ama para andar aom um
menino de loas anuos, que d informacoes de sua
conducta ; a tratar no entrone amento ao Mangui-
nho, casa de Coimbra Guimaraes, ou na roa da
Madre de Deus n. 34, escriptorio.
Alug
a-se
O segundo andar do predio n. 59 a rna Duque
de Caxias coin b ns commodos para familia,
tractar na loja.
Alttga-SB
moa grande casa com dous grandes quintaes e
iiua encanaci. ra I.-luhra'ica do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar aa ra da Imperatriz
n. 32, 1- andar.
Aviso
Precisa-se de orna profeasvra
bem piano e mais traba Ihos de s
genho : a tratar rosa a Berxo de
do Imnerador n. T*. 1 issaf.
que saiba tocar
ahora, para en-
Nasareth, roa
Casa gramil em Olinda
Por IttSOOO
Alaga se urna casa e.-rn grandes curaeoodos
para familia, tendo bom quintal e grande viveiro,
sita em Santa Thercza, lagar denominado Pisa,
pelo barato preo de M#O0Q iaeaeae> : a tratur
no Uecife, ra aa Imperatriz n. 32, loja.
Ouem tem ?
Oar e prata : .
pedras preciosas, por manir preco que em outia
jua.quer parte : no 1 and n" u. "_- ra larga do
insano, antiga dos Quai-iei- I l'i horas s 2 da
ante, dias nteit.
Aluga-se
urna boa casa e sitio ra Capunga, parto do Jaco-
bina : a tratar na rea do Marques de Olinda nu-
mero 55.
Aluga-se por 25$
a grande casa terrea ra de Lniz do Reg n
47-B, com 5 quartos e mais utn frs, bem cooeer
rada : a tratar na ra do Marques de Olinda n.
60, ou no Caminho Novo n. 91, nadara a chave
para correr, Da taverna junto.
Aluga-se barato
A casa n. 96 a roa dos Guararapes.
A casa n. 107 da ra Visconde de Govanna.
A ra L iii.'ii- Valentiuas n. 4
O -2. sndar do Isrgo do Corpo Santo n. 19
Trata se no largo dr Corpo Santo 3.19. Io andar
Aluga-se
Mereearia
Traspasas se urna casa ce molb&dos era urna das
prineipaes ras desta cidade, muito afreguezad .,
Irvre de impostos e de ouaesquer debito*.
Qoem pretender dirija -se a ra da Madre de
Deas n 22, das 9 horas dn Naha A* 6 da tarde.
Em quartcs e meias garrafas, v a- Para
Sobrinho & C, ra do Mrquez de Olinaa .. 41,
____________________DEPOSITA IOS ______^_
Massa para bolos
\7 erre na de lueihor tirste genere ^ veneem
Braga Gomes & C., a rna do Mrquez de Olinda
uuaxro 50.
Cosinheiro
Precisa-se de um cosinlieirs : a tratar na roa
de Pays.ndn. 19 (Passagein da Magdalena).
Caixeiro
Preeisa-se de caixeiro coa pratica de molhados
e trae d fiador de sua couduct i : a tratar aa rus
a Anrora n. 113
Cosinheira
Pie.isa-se de urna tasssSaVrs : na ru^ do Pus-
saad ti. 19, Psssagem da Magdalena.
excellente cusa pequea na traveesa da Campia
n. 8 (freguezia da IJ >a -Vista) com 2 quartos, salla,
cosinba e quintal c ni cacimba : s tratar aa ra
de Saata Hieres n. iS.
Grande casa terrea com solo
Aluga-se
Tem no aodar terreo 6 q>Ttoj, 2 salas, corre-
dor ao lado, a > quintal coxiba, boa cacin.ba,
grande telbeito para animae, no oito de toda a
casa um terreno todo murado oom porrao na fren-
te, proprin pura jardim e horta, toda a casa
muito ventilad, roa dos Caethos a. 15, esquina
para o caes de C.ipiba ibe ta a te no patee d
Carino, easa de banhos.
Criado
Precisa-se de um de 14 a 16 annos de idade,
que teuha pai ou algnein que o governe, a ra do
CommTcio n. 44.
Criado
e para
baixos,
Ao roiiimerrio
tico de in.ilhados qaera d.isa? car'* nesf typo-
graphia com s loieiact A. -i. M. ; cl-te garanta
dosmrcocios que llie fcreni i-mado*.
Porro al?o
i) Sr lienvei.utu Uuarque. pura satiafaser sua
promrma o compntnisso rio ota 15, chamado a
ra i f >ru la Victoria n 1", loja

Surlrs
om clchete, duas
8. .1 ..,
-" ln:if
-.(rti r pav SaUte Antonio
i 4
------ ..
PAHA COSNfl R
Preci se le u ua
ama qut- iba eosi-
nhar bem ; no & an-
dar do pred;o n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da tj-
pographia do Diario,
Por 151000
Ala-- :'.im mor.,,] a ji do fobraJo iu
de l>.ni. VkeMiaM 50; i tmtar nu J
de M .n; a. I-A, iMati* I" <{' s .
Precisa-se de um de 12 14 anuos, para o ser-
vico da casa e de rus : na praca do Conde d'Es
n. 30, ttrcevo - LiQilagao Mala!!
Pf todo pre^o
A Predilecta liquida definitivamente
acabar e pjr todo o preco.
Alm de tnuitos objectos, annuneia os
que sao as verdadeiras pechinchas :
Buhados c eotremeios bordados com 3 1/2 me-
tros, a 240 rs.
Btelas para vestido, ponidas e fortes, duxia por
320 rs.
Botoe de inadreperola multos finos para casaeo,
groza 1*500.
Voltas de coral verdadeiru com clchete, nina
GOOrs.
Vollasde coral vtrdadeira
orden, 609 r.
Ligas cora tenes de acn para menino, um Bar
160 rs.
Um* caixu com 100 lolhas de superior papel.
400 rs.
Uaaa ii com 400 mufcm t, 3<>0 rs.
Borlas 1 ara pos de i.rroz. iiiaa 0t) rs
I's de asna inaito linos, um pacole 3 O rs.
Uaaa dciia de maciuho c L-raini))S p.didus.
20 rs.
Carril' M Susprnc rios para mcuius e homen-, um par
800 rs.
Pacofes eom tres ssbouetes muitis finos,
5U) m.
Duzia de pacotes de sabo em p. 600 rs.
Boleas de chagrn d- diversos tamangos, urna
3*000,
Lrtjues grandes e atoderunr, a 510 rs.
A pro vi'i 1 etn
\\ "frapa da Indcpenticiea-H
^gnul 11
VINHOoeEXTRACTOdeFIGADOoeBACALHAO
VsndB-srf
a taui u irliclM" Tbarmaolaa
e Proa; arta a.
Deposito geral .
PABIZ
Faubotirg Monimarlre, 2i
O VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao, preparado peloSnr. GWS VHIER, Pharmaceutico de 1- classe,
emPariz, possue ao mesmo tempo os principios activos do Oleo de Figado de TrlrfttillIrO e as propriedades therpamtieM doa
preparados alcoolicog. E' precioso para as peesoas cujo estomago no pode supportar as suabstaiicin s. O seu effeito,
cono o do Oleo de FigAdo de Bacalhao, soberano contra as Escrfulas, Rachittamo, Anemia, Ghlorose,
Bronchite to VINHOoeEXTRACTOdeFIGADOdeBACALHAO GTdSOTADO
Deposito
21, Faubourg Montmartre, 21
'Vozxda-a*
en todas M pr^cliju Vkarntaelas
t 3-rurla.
A CREOSOTE de FAIA
suspende o trabalho destruidor da Tnica pulniotimr, porque diiuinue a expectoraban
desperta o apetite, faz cessar a febre, supprime os suores. Os seus eflettos combinados com os do Oleo de Figado de Bacalhao,
fazem do VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao Creosotado, de CHEVRIER, o remedio
excellencia contra a TSICA declarada ou inminente.
Tnico
Oriental.
,,0
por
aPPROVA^O DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
__._ O quinium Labarraque um Vinho eminer.tcmcnte tnico et febrifugo destinado substituir todas a
OBtru preparaces de quina.
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com AHMi^CM aos convalescentes de doencas graves, as parturientes e
a odas as pessdas fracas ou debilitadas por inr.i libre lenca.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Vallet. sio rpidos efleitos que produz nos casos de Morse,
mxa, c6res paludas.
Em razao da erricecia do Quinium Labarraque, preferivel
tomal o em copo de licor, no fim da refeifio e as pilulas de Vallet antes.
Vende-se na mor parte das pharraacias sobe a assignatura : y
*ae-
FabricaQao e atacado : Gasa L. FRERE
19, ru Jacob, Paria.
Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
cerecrescer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha o a caspa e reuiove
todos os impurezas do cas
co Ja oabeea. Positiva-
mente impede o cab'llo
de cohir ou de embranquo-
cor, e iufalliveliuento o
torna espesso, macio, lus-
troso e abnndante.
VIKH0
10NIC0-NUTRTIV0
iOOBN PEPTONAi
Cerro aaaimllmit)
*IU^''MaQS(>iUT0 O > UAl15 '
Seiso o Vlnbo Catremu i'uia josio G'elicioso, tara-
baso inico raoonatituisiUj naiw-oi vmpieto.
t o wmie p ecioso de tedoe os vei-inog; sob m aja
-ausnea, de8s-uiecem-9 os aocideite febHa, renasoa
o appetite, forti2ocein-ae of nuscur s n voltam as forcas
Emprega-vtscom xito coi. "\ain-pj atencla.oe cree-
oimautos rpidos, conva.^csi cts, molestias do
aatesaago (Gastralgia. GastriUs e Dysanttfia). e
JaWilfis**, a-netrlsi e jon&utrrj;oo.
i ira- hasoit !>". /,nox sa Panarsatsay
toias zs .pnaxiuuzu
4
Cl
JS'r o
Frese
M
Esia
">
>r> CMi."VSHYDIiO-PHOSr*HATO OE CM.
*' sasss swdaroa* o rvowttaMSntt ,1 ...;,. j, iixtn. cr Medio* da >
Ft "* prrml, 4 <-.. "./')<-... Tis'n. iv-ifi-.,-, '.. O,.,.. Rar.i'.iH, /l
> aaw l'lSMSMlUk ,'*<- O.' "-kus, iuiio. .'y**-; .-.
KBK-, H-, W, ra t Chs.-Bij. .,:..ja fronjaic tcRuna.
INJECTION GADET
Cura certa em 3 das sem outro medicamento
&AM18 7, Boulevard JOsaaoste. 7 JPAMIS
Ha^ffiii!iaag5r!Sr!mgSa^5^5rar5r!SggiiraZSaZSa^Ma6eAi^
G0T7AS REGENERADORAS ^^ ^
do Doutor SAMUEL THOMPSON
' Tratamento efllcaz contra todas as iITecgoes provenientes do enfra
queclmenlo dos orgos e do systema nervoso, ou das altor, es do
aaegue rnupuia dos alna, Saterllldade, Palpltao&ea, Enft-a-
sssssssssaa inal, lonraa Convaleaconeas. Este tratamento e. de lia multo, rsooneddo |
e recommendado como o malor refeoerador do ort-anlamo.
O FRASCO : FRANCOS (EU FRAHOA) y)
Todo muco tu* ndo trouxer a Uarca de Fabrica registrada a *mtgn*tura^(gJSi Unic* fsartoaaf i
dav* sor rigorosamant* recusada y^S-2> '**'*
SJUS, Pharmacia OEZOV. ras aoclie.iionari, 3S Jy^ fndueto
Deposito es Pernambuco : FRAM" M. da SILVA =ESe5ZSa^E5ESH5Z5Z5H5aH5ZSZSZSH5?J
ItfICO
y-\!
PrenarRQao de Productos Vegetaes
extin?aoTas caspas
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINS & BASTOS
Pernumhtwi
A^ua Florida de Barry
Preparada sepnnda a formula
1 usada pelo inventor em
1 '-'>. E' o nico perfume no mun-
do que tem n .ipprovacao oficial de
uin Governo. Tem duas vezes
innis fra^Tanciaqnoqnalqn'r ontra
S i'.nra o dobro do tempo. E' muito
mais rica, suave e deliciosa. E*
muito mais fina e delicada. E*
indis permanente e agradavel no
I lenco. E' duna vozas mais refres-
I oante no lianho e no qn.irto do
doente. E' especifico contra a
I frousido e ilibiilade. Cura as
I dores de cabecil, os ennaacos e os
I desmnios.
Xarope ie Vifla ie Renter No. 2.
Aviso
Os ab ilxo assigoados participara ao respeiravcl
publico que nesta data comprar im aos Srs. Wari-
nhn Falcan & C, i Tabacaria denominaHaSA-
TURNOsita ra de Joo do liego, antiga ils
Fiorentms, o. 36, livre e desembarazada de qual-
quer onus ; e que qnalqser reelamacao s poder
ser attendida no prazo de 3 dias, a contar da da-
ta no presente aviso.
Recife, 19 de Junho de 1886.
^^^^ Siqueira cC C-
Para acabar
Xa loja (lis i:srel!:is fin Dn
que de Ovias a. A%
Mi-riso de tosa* *s cores (3 larguras) de 1*400 a
800 rs. o covsdo.
Griinadina arrendada, lindas cores, fasenda
pria para baile de 1 000 a 900 rs.
Etamynes, alte novidade, a 400 rs.
pro-
PH0SPHAT0 de CAL GELATINOSO
i E. XJ2R0Y, PtarmacenticB de i" Classe, 2, na Dainoi, PARS
OHTBOGMXE9 fxt, taSMitlitsMU 11 Duuait sm ttUBfu, satra s liciitiiai i a ssiotii bm asa.
RecoTp.ruendamos este Zarape aos Mdicos e aos Doentee 6 de um sabor agradavel, de asslml-
<< lacao lacli e mi] yezes superior s iodos os xaropesde lactophosptiato Invernados pela especu-
lacao. Todos sao cidos ao posso que fa Phosphatt de Cal Gelatinoso nao o
O Snr. Hrotoinor BOchot, Medie* u HiMplUj du Cnu;u. (Otretf 3 HtpIUur, 1 da m" IWa.)
VIWHO PHOSPHATADO DE LEROY hJSSW&x,
4resWa,osaumspia, Bronciro/iica,T/s/M, Fraqueza orgnica, Conra/eseencas d.ffriis.
^ DepOSiUiios .-n 1-ciitani.u.t i : l'BAK' M. ui SILVA c O".
CURA CERTA
de todas s Affecgoes pulmonares
Todos aquel es que soffrem
do peito, devem experimentar
is Capsulas do Dr. Fourxier.
1).'-,..-
FRANCISCO M.
Per* imuuco :
SILVA t
frifld* LWlTJfM
8
Toinem nota
Trilhos para manilos
WAGOX PARA CANNA
Locomotivas
Maeh;al.sni"' completo para en-
geahe de ("dos os lanianhos
Systema ap-rfeijonrlo
Esptcijicaqves e preqoa no escriptvrio do
ayenten
Browns & C.
flf. sV Ra do Comnicrcio
X. H. Alind->Mciiua IJ JtC, tem carli lugos da
muit.is implementos n-c. ss.irius agricultor:., e sM
taiiibem StaslsM Sara descarecar lgo nluu pnra cat, trigo, nrroze milhj; curca da fer-
ro galvxiiisado exceil- ufe e mdico em prec", pes-
s<>a ncuhuma pode irepal-a, nem smal que-
bral a.
a>ITES DE VStli-O. DXPOIS DE rSilr-O,
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affecgoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e do todas as do-
encas do Sungue, Figado, e Rins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. ,^. i
Sabao Curativo de Renter
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
tas da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposit" -mu IVrriainbiico omM de
Frantici o Manuel da Silva & C.
*
1X9
Uu
PASTILHAS
ANGELIM & HENTRUZ
.''U30
Grande


or-
as
3
i
J
m
**g 0 fem&fio mas efffcsi e ^2
SZ Seguro que se tsm descoberto ato '^^^
t*S Acye fiara ex peI ir m LO trigas.
_ ROQBtAYOL EES
Uvas
hMla ifosM, rersn cim~r:.iii.-mente, e vendsst
bdiaio Martina OasitaS i C.. a ra s'reita sS
Rosaric n 1.
Alaga se
casa n- 27.
H.ii mi. .. .'ii.li .-,-. \ ji .i iitKil.. ..
hsMsf : trata e bm ruii de 8. Joan,
fB I18?
i. mi^Ses
rna^li CO' l"(ra Hr^jicaj.
Monieiro

Leonor i'orto
- '^
Itttii Jo Batu-i-:idor n.
'rimciri sVtur
- miis diffleeig
ncni MiSut de l^undres, P>n
Lmaiia e Bu de Jai.
r'rinaeai pertVicao d amtun. esa bre- I (
ridsdc modicidade em pregus e las t ,
gosto. ; \
>
w
W o.' .-
{oa e .
Il.lll'.li...
pr< < i* r .ii- i.
i|ue cliiii ni
i i, ti-uiio
m
MaVM
i o BMJii
lA-isVl C .II.^BBBBBBBaj
m s 9

:

Praissi
Ijl'i 1M
i. 117
COalelra
>i.ri. i
N
O S'. Kr~i
cu i i*, Xt
virrsa Ai Mru.-. d-d-n-i- .. .M), dai
primento *.. nni.c.i cMu .^e i. diuuu
gerente
(Jura ci-rt eni 48 li..ru-. i(. s
recentes dos nllios, pelo ehrrm prepara
do por Jos Pedro Rodr.'gu s dn Silva.
Emprega e este poderoso colyrio ilipss eom
grandes vantagens, ua> aegeintca inolestine :
Oihtalmias agudas, purulentas e rhmn'nss. con-
unetivites, etc., ele.
Deposito ."ral. na drogsris d" Fnrii Sobrinlio1 lierib
A C. ra do Manjuts .le fjnda n. 41. frrr
Par* inf rnmc -._M'riirijin livntris Indu-
li. i(h| i iil -i. k i.ii4 '. Saudade n 4.
Precias SO de uu,a nina
casa de ; e.juena faini.'i- ;
de Ci-xias ii 111.
A'S:l
para to I i servico de
>. tratar na ra Duqaa
41
Precisa fe de urna asna que compn' s rsiinfcfl
con pefeivao : na rea di liaran ila Vktoris sV
69, nstsar.
Criado
Precia s.- de uin qveiiisnde 12 14 anuos
ru> d.. ftat^aes tfb lle val n 28.
as
5
Mi,I A
elli-l.i -
npnr
t
anie do sei'tiut
^ Especial do Sendo, vendem Martina Cpir
f i rna estreita do Rosario n. 1.
Jar das plaas
MOSDEGO N.
Piet"n(..n -i in ,|n,. es.
'us tas a aapotiei-
r IssUt | 2d00, la
"j a GJ0O0
uui, e ap-.iitt'iros mais pz-ipu nos por Jjar.to
Cosinheiro
Paga-M bem
I'rec:sa se d,c om bom oosmbeini na Cosinheira
na ra d? Marque: de Orinda n. 20.
E-le iap rtanf.' csiabeleciineiit..
fundado em 18t9, est funcionan.!o
Ii ras d l{..-r.. n 1.
0 seu propriei rregado .1..
to d's rd ipi do ssseasl (. marinha. d
nhia dus trilhos nrbanoa lo R.-cits 01 inda, e He-
da .1 ii- fe .-. Caxang, da e*:rada de
le Cnrui.u, ila cea n.iihia ferr.. i uril de
Pe'iiSHibueo, da w.-i.p. riiiNirr, m ... i', n
te la estrada :r f m .1 Lims mi #
int. Ilij;entee el e fa
hti'a quslquer peca para p-I-l-
ir p ir- <1--. de 'e-nsV igaja I ras-
liiim w (ilomi.. ni^HPs},
paiellios elictii ..s t. 1 ;r..tiliir
O mesmo ncaoj .> nasebrr rain.r).- itortimato
di- nl.'gns aii.eniMii.B que \-eo if ile 1
para paren, -.-, .
t.'uiitin-i a i r ni z.l.i e
intiresse de que seoipra rico prova* - :n. wn !o fniQ
i-iiiieiiln ,le q.inlqner qu4i.fei !.-.
E'ii i. -..-u esialiel-.iu.nf., .,. :,clia col-
leeaido uin relesa1, cojos bofetead
"ran .-. (tu te! i
wudsssarpre a 11 >UA MEUlA DE-TA CIUADE,
determinadas pelas un ibs.rvai.ots astronmi-
cas. Kua larga do Ruario n. ).
Antonio aa Cosa Araujo
Jos v lastro (i ni ma-
n es
que em (Jnyssna te. n me d- Jos Oaspar Oo-
iniiiriif- de Mosca ai esbrxtof da cochea-
ra ra da Isiperatnz ^1) desd/ Marco, e
chamula a i r-slar a nti d9 dueiios que It-
U, .ninj conbla com na r.-.-ibos,
entrecur as eonlni i: -m B poder
..nii.-trad.ir ilnqnc i., coch
Chap
legante
Csrtaflin Innio ir "". .articipiun s Ejmas. fs-
roilins i ni irerat, que scjti am .le r.o-h-r |>pl0 alt-
mn ap>r fiairte nrn'Xplendlflo e variadissisM
itaa par
H .le o, i u'jsto d ate -.rtige ;
. .-.ii.. >,.i, l>,-in ii-n ....niplct.i ,r:ini. uto ile
aneas, tanili. m o que as
ue mam mi>dern Esperamos que a* Exmsa fis-
mili-.s se .fii.rao vir vdtar OBOSfO e.stHbeleot-
m-iiti, na lu d. lisrSo d. Vic'OMa Q '.Teie-
1
\ lM|
iiivuuiui- oa^n
.ujo^i^B
t V t t V
A <;*. .- u Masiacio
un* I r i cisca Xavier MiauV lo. mai. rmsos,
un ico ds
/nwndHr resar missas,
'iiftaptn.!. :- h lhos, ir-
iiniversa-
v s to oas qaS
1 c r: U ,:... itn arte, CJU1] ii'aqslsl
dia^a., (i .ia na inalrii de t>. Atitouio, afim ds
m esse acto de relegia... ^^_____



--
l~~



.
\
-






-m
*>"
ftiario de PernambocoBomingo 27 de Judio de 1886
Ao publico
Hermina de Carvalho Meno da Coata, proprin-
taria aa photographia sita a ra do Bario da Vi-
ctoria n 14 2.' andar, declara para os fina ceu-
TBoieoteo, que desdo o dia 6 do corrate daixim
de ki aoeio da meama photographia o Sr. Floaculo
de Magalhaes.
Aproveita a occasio para communicar a todo
aqnellea que ae twm dignado de dispensar lLe a
soa proteceao n'aqaelle ramo de negocio, que con-
tinua wi a referida photoe;rapbia, qual se acha
fcoje melhorada consideravelmente nao a quanto
aoe misterea technico8 d'arte, como tambara, quan-
to aos demais requisitos esaeticiaee para nao dea
agradar aquellas peaoaa que all compareeerenj,
dando prov* de desejo de concorrer para o pro-
gresso da induatru nacional.
DasExnaaa. aenborae principalmente, eapera a
referida proprietaria toda aua valiosissima protec-
eao.
VENDAS
f arne do scrto
Vende-se a 800 ra. o kilo : no armasen)
Vasconcelloa ra da Aurora n 81.
4a
p) a 900, 1400,
Liquidado!!!!
, alna Moque de caifas a
Alguna artigos 50 [, menos do seu valor
Failes damase, linda fazenda, a 400 ra. o co-
yado!
Linooa com aalpicoa a 560 e 700 ra. o dito !
Cachemiras com bolinhaa de velludo a 14200 ra.
o dito !
dem de 2 larguras, fingindo dados e lisas, to-
das as eores,a 14500!
dem pretaa, e merina (21argu
14400 e 14600 I
Alpacas de sedas finas a 360 e _
Popelinas com listraa de seda
dito! -^,
Setiis Maco verdadeiro, desde 8
que ha de melhor
Gorguro pretc de seda, para (u
cente) a 24000 o covado para acabar.
Damasas de (ores, seda superior
dito!
Velludilhoa liso e de listrinbaa a 14000 e 14600
dito!
Eaguio pari para veatido a 560 ra. o dito !
Nansoka finissimoa de corea a 320 ra. o dito !
Cretonea para chambres e cobertaa, superiores,
a 860 ra. o dito !
Damascos de la com 2 metros da largura, a
14800 o dito!
Mariposas de cores lindas a 260 rs. o dito !
Bramante do linho superior, 4 larguras, a 24000
a metro!
dem de algodao, idem, idero a 14500 o dito !
Atoalhado bardado, o melhor poaaivel, a 14500
a dito!
Bnns de linho de corea (linho puro) a 14200 o
dito!
Camisaa francezaa sem punhos e colarinhos a
404000 a duzia !
CerolsB de bramante'bordadas a 124 e 184 a
dita!
Guardanap is de linho a 34000 a dita !
Meias arrendadas para aeabora a 84000 a
dita!
dem croas para homcm a 34500,44500 e 64000
a dita!
Lencos brancoa em lindas bolainhaa de aetim a
34000 a dita!
Enxovaes para casamento o seguate :
Lindaa grinaldaa e vua a 144000 e ldfOOO!
Ricas eolias de crochets a 104000 e 124000!
Gnarnicoea de dito (cadeiaa e aof) a 84000 !
Eapartilboe americanos, chiques, a 64000 e
4000!
Cortinas bordadas, novos goatos, a 74000 e
104000!
Yendas em grosao, descont da praca.
a Han Daqne de Caxlan 5
A Revoluco
ra Duque de Caxias, resolveua vender
oa seguintes artigos (.ora 25 Ojo de me-
nos do que em outra qualqaer parte.
Lis com bolinhas a 500 e 640 rs. o covado.
.Setins macao a 800 ra. o covado.
Setinctaa liaaa 400 ra. o dito.
Setiaetas eacoasecaa a 440 ra. o dito.
Caoabraia com aalnicoa a 64 ra. a peca.
Linn braceo a 500 ra. o covado.
Laaboe aaaacaeaee de qnadrichoa e lisos a 240
ra. o dito.
Mariposas de corea a 240 ra. o dito.
Renaa da China 240 ra. o dito.
Damasco de la com 160 centimetroa de largara
a 14800 o dito.
Bramante de linho com 9 palmos da largura a
14800 o metro.
Bramante trancado de altrodo a 14200 o dito.
Bramante de urna largura a 320, 360, 400 e
440 r8. o dito,
nrim pardo a 300 e 360 ra. o covado.
Brim prateado de linho a 600 ra. O dito.
Crochets para cadeiraa 14 e i 4600 um.
Ditoa para sof a 24 e #500 um.
Colchas de fusto branco a 14800 urna.
Fictras de li a 14, 24, 24500, 34 o 44 um.
Espartilhos de coraca a 44, 54, 64 e 74600 um.
C misaa de linho bordadas a 304000 a dusia.
.. u finas a 240, 280, 320 e 360 ra. o covado.
Sintrs para aenhora, no/idade, a 1 j00 e 14800
um.
Lncos brancoa finca a 14800 e 24000 a dneia.
Cobertores de la a 24, 44500, 60500 e 84 um.
Cambraia preta para forro a 14200 a peca.
Meias para hoinens e senhoraa a 35, 4f, 54 c
6400U a dusia.
Madapolao gema e palle de ovo a 64500 a peca.
Cambraia branca a 24 a peca.
Crinolina branca e preta a 24800 a peca.
Toalhaa felpudas a 44000 a duaia.
Toalhaa alcocboadaa a 124 a duria.
Cobertaa de ganga a 24800 a 24900 urna.
" ts de bramante a 14800 um.
Para aa Kima. noiva
Setim maoo a 14200, 14400, 14800 e 24000 o
covado.
Popelina de seda a 600 ra. o dito.
Alpaca a 400 e 500 ra. o dito.
Ca pellas e voa finoa a 104 e 144 -
Colchas bordadas a 54000, 74000, 84 e 1040,0
urna.
Cortinados bord> doa a 64500 o par.
GRANDE LOTERA
4.000:00
A MAIS IMPORTANTE DE TODAS DAVID AS NO
* m m. m
EXTRACQAO A' 8 DE JULHO
DATA MASCADA NOS RESPECTIVOS BILHETES
Esta lotera esi a cargo do Ihesoureiro das loteras da corte
A EXTEACCAO FEITA NO RO DE JANEIRO
PREMIOS MAIORES
Attenco
Vende-ae Manteiga ingleza superior em latas de
12, de 4 a 14100, e 7, 14 o 28 a 14000 por libra e
gas ioezploeivo a ra do Bom Jess n. 38.
Vende-se
o hotel denominado Dous IrmSos, sito ra da
Cruz n. 23. Este hotel est reedificado, muito
frequentado por nacionaes e estrangeiros, tambera
tem bospedagem, e o motivo da venda 8eu pro-
prietario ter de retirar-ae para En. opa por falta
de sade : trata se no mesmo. Pede aos teus de-
vedorea que eatao em atraso, de virem saldar anas
contaa, do contrario sero seua nomei publicados
nos jornaes deata capital.
Pinlio de Riga
Vendem Fonaeca Irmoa & C, a preco mdica
1 de.
I .
2 B.
2 .
1 a
3 t
11 . i
1,000:000^000
2oo:ooo$ooo
loo:ooo$(oo
5o:ooo$ooo
4o:ooo$ooo
2o:qo$ooo
lo.'oooiooo
24 de.
50 >.
80 ..
2 approxima^des de
2
4
5:ooo$ooo
2:o()()|ooo
l:ooo$oo
15:ooo$ooo
6:ooo$oo
4:ooo$ooo
2:ooo$>ooo
*
LOJA DE
Carnciro da funlia & C.
Cabriolet
Tende-se um ero perfeito catado a por preco
reaamodo; i tratar na ra ]> Plvora
Vende Candido Thiago da Coata Mello, em aea
deposito ,rua Imperial n. 322, otaria, onde tam-
fcem vende tije loa e telhas. Telephone n. 221.
Engenho a venda
Vende ae o engeuhj Murici, com aafra ou aem
ella, aituado na fregnezia da Eecada, distante da
respectiva eatacao um quarto de legoa, podeudo
dar aea caminhea por dia, moente e correte,
tem duaa casas grandes e duas pequeas para ido
rada, e outra para farinha com suas pertencas : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2 andar.
Bom emprego de capi-
tal
Venda-se o importante e bem conhecido e afre-
sado ea abeleciraente de casa de banhoa, sito a
roa do Bom Jess n. 17, poia da bastante margena
em ganbar dinbeiro a quem comprar, a cansa dir-
ae-ha ao comprador : quem pretender diiija-se
meama casa.
WHSKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Eate excellente Whisky SaceaBCs preferiv.
ao cognac ou agurdente de canna, para fortific s
a enrpo.
Vende-ae a retalho nos tu Ihores armazeaa
nolhadoa.
Pede ROY AL BLEND marca VTADOcujo r.
me e emblema sao registrado8 para todo n Brae:
BROWNS V C, agentes
GRANDE
Expsito central roa larga lo
Rosario n. "8
Damiiu Lima & i nao podendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, reaalveram
anda rma vez convidar as Exmaa fflmiliaa e .
respeitave! publico em geral, que com certeza nia
fuero perd' r s>:u te npo, fazendo urna visita a
Kxponlcao Central
Peca* de bordados a 200, 400. 500 e 600 ra.
Punhea e colarinhos bordados para aenhora a
fOOO.
Ditca ditoa liaos, 14500
Ditoa para h >mem, !4"00.
Um plaatr. n de 24000 por 14500.
Invesiv ia grandes por 320 ra.
Lacoa para aenhora por 14500.
Macofi de l;l para bardar, 24800 e 34
Luvaa de aed rr. ndadas a 24500.
Ditas linas, 24200
Ditas de fio de hecoaaia, 140CO.
Brochea para aenb >t* (modernoa) 14500-
Um p.r de meias para aenhora (fia de anda
600 rs.
Dito idem Ifao, 400 e 500 ra.
, Dito idem (fi. de s. d) 1J2O0.
Dosiaa de na. ia ., 360 rs.
Carretela de *i0 ja daa a 80 ra.
Metroe de > rquiu'h^a a 160 e 120 ra.
Um par J. fio bu i- labyrintho, 14500.
Macos de granvp a 20 ra.
Metros de plisas a 4<<0 ra.
Lindos pasaarinhi s de seda para chapeos dt
aenhora, de 5 O ra 14000.
Um pente com inacripcao para setahora, 14
Vna leque de 164 pr 94-
Brinqn-d'is pera eriaacas, lequra de papel, fi-
faSi bico de Imh quadroa para retratos, lencot
ggpattilboa, bicoe, glo-a, franjas com vidrilhoa,
emtrea aaaitos o ijeeioa de phantaai fjr. preco
a competencia: n, eipesicia* OaaliBl, 4 rak
rga, do Beaario n. 8.
Massa de mandioca
Vende-ae massa, especialmente preparada, para
bolos de Santo Antonio, S. Joo e S. Pedro, a 500
ra. cada pacote de meio kilo : no largo de S. Pe-
dro n. 4.
lelegramma de Pedro
Antuvies 8f C.
Un Duque de Caxas o. 3
Para accomiBodar oa intereases da poca, oa
profaatarios da muito couhecida loja Nova Ea-
peranca n. 63 roa Duque de Caxiaa, teem re-
aolvido em pleno conaelho de estado vender todas
aa auas mercadoriaa por menos 20 0/0 do que em
qualquer outra parte.
Para aa Ezmaa. leitoras ae convencerem devem
ae dirigir ao meano eatabelecimento ; e para
orientar um pouco, passamoa a demonstrar em
resumo oa preco8 de algumas mercadorias mais
eonbecidas.
Eapartilhos finos para senhoraa a 44500, 54500,
84 e 14000.
Finas meias croas idem a 74500 e 84500.
Bonitaa caizaa de madeira para coatura a 24500,
34000 e 44000.
Bicos bordados indianos, largura de 18 e 20
centimetroa a 4f500 e 54500 pebaa de 4 metros
Bouitaa be leas c caixaa para presentes de
criancas a 200, rs., 300 e 500 ra.
As aeoboraa floristas :
Papel verde claro a 60 rs. a folha, e dito car-
mim a 200 ra ra. ; barato !
Fita Pompadour a 100 rs. o metro, largura
de 3 centimetroa.
Laques de papel a 300 ra., 400 e 800 ra.
E para nao abuaar da pacifica e constante le
tora resumimos o presente, que a vista daa
meamas provamoa o que acaban oa de expr.
Grande vanedade em luvaa de aeda de corea e
pretaa.
dem em lequea de aeda, finas perfumaras, i
punhos e ccllarinhos para senhoraa, immensa va- j
.iedade de calungaa
Pianoa e apparelhoa para bonecaa.
Cytitariat finas, capellas para uoivaa e me-
ninas.
Sedas e frocoa, las e desenhos coloridos para
bordados.
Grande variedade em artigoa para presente.
Meias finas para bomens, senhoraa e criancas.
Bonita variedade em artigos de electroplate e
outros muitoa para presentes.
Ao 63, roa Duque de Caxias
Pedro Anlanea A (ompanbia
4
Alm de imiitis sortes de 5oo$ooo, 2oo|iooo, loo|l .00 4o|ooo e 2o$;ooo.
Esta lotera e de tres sorteios. Um bilhete joga em todos
elles e est habilitado a tirar mais de um premio.
Esta lotera em avor dos ingenuos da Colonia Isabel da provincia de Pernambuco
BILHETES^A VENDA
RODA DA FORTUNA
36-RaLarga do Rosario-.1(1
Bernurdino Alheiro.
LOTERA
ALAGOAS
CORRE NO DIA 29 DE JVHO
Vllencao
Vende-ae urna importante inverna no largo daa
Salinas de Santo Amaro, propria para qualquer
principiante, fnz frente para a lii ha frrea de
Limoeiro : a tratar nauv sma.
Taverna
Vende-ae urna taverna, porque nao tem pesaoal
para tomar conta da meama : quem pretender di-
rija-se ra Imparial n- 133, a tratar com o ro-
curador.
Bilhar
Vende-ae um bilhar francs em perfeito eatado
com tres j'goa de bolas e tei? tacaa : a tratar no
antigo largo do Pulouriabo (corpo Santo) n. 7, ua-
criptorio.
Lii|u ilariio
r"ende-ae portdea de ferro, gradeamentoe para
cima da muro, jara i m e terrac', bandeiras de fer-
ro para purrae exteriorea e int rior, de todas aa
qualidadea, gillinheiro de ferro, carroca para
bo-a e c .valloe, caninhoa de mo e rodas para
earrocaa, uor prec>. ('..mmodo : no largo do Forte
ii. 1, Jefronre do quarjgl das Cinco Pontaa, offi-
ciua de f--rreiro.
q uar 1*1
Vende-se
massa de mandioca de priineira qualidade, para
ali, m I 40(10 u kii- : na Camoda do Carmo nu
mero 1
Cartera
Vende-o> barato uma exrttira eontendo na peca
de baixo dona arm^rinhoa trea gavetas, e na
peca d cima 17 coinpartiineiifoa que ae fecham
c-n Bu a p hav.- : ver tratar uo largo d S.
Pedro D. 4, loja.
O portador que possuirum
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar........
10:006|i000.
Os bilhetes acham-sea' ven-
da na Casa Feliz, praQad In-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 29 de Junho
1886, sem falta.
Aoslooo:ooo$ooo
200:0001000
100:000^000
(LINDE LOTERfA
13 mm
En favtr dos iagenoos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extracoao: no oa 8 ie Jalo ae 1886.
0 thesourciro, Francisco Gonfalvcs Torres
PARS
16 aoe d* 1 Echiqoier.
Foriiocedor
privilegiado da Casa Real de Espanka
e de o. ji. i Rainha de Italia.
Ozea P.
Ozea Saehet
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para as dentes.
Ozea Pasta para es dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabo.
Ozea Pomada.
Ozea Fixativo
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cold Cream

Estas exquisitas preparaces sao muito apre-
ciadas na mais distincta sociedade pela deli-
cadeza do sea perfume.
WM RIECER'S
TRANSPARENT CRYSTALS9AP
(Sabo transparente cristalino)
reconhecido como o maia perfeito de todos os sobaos de toilette pelas snas
propiedades hrgicnicas, pelo seu aroma o pela aua larga duracao.
Drpslte as principas Perfumara!, Farmacias,
Ca
5
zn

5
Chapeos e ehapelinas
36 A40---PRAVA|A HDH SNDEIA -361.40
B. S. CARVALH0 Se C.
Proprietarios deste bem corjhecido < stibeJecimento pattecipam
as Exma8. amias e -.o publico eru geral, que nierjs.lmiDte re ce bem
das principaes casas em Paris e Manchester o qu- de melhor a de
aparado gosio ha em chap:linas e chapeos para senhoraa e meninas
e das primeiras fabricas de Hambargo o que ha de melhor em cha-
peos para bemens e crianzas, e muitos outros artigos concernentes
chapeiaria.
Flores artificiaos para ornamento de salas.
O
ce
ce
ce
5
se
5
fe
99
S

1


Diario de PcrHambucoDomingo 27 de Jiinho de 1886
assemb:jea g~ml
CMARA DOS DISPUTADOS
DISCURSO PROFERIDO NA SESSAO
Dfi 16 DE JUNHO DE 1886
ESTRADAS DE FEBEO DE S. FRANCISCO E
CARAK'
O l*. Rosa e Silva: -Sorprendeu-
me, Sr- presidente, tanto qu rato tem
infundada, a tmpug a;.ao, levantada ]
nobres ieputados op'posicionistaB, ao
dito quese discuta. Sarei breva, entreun-
to, m resp >sta que vou dar a Ss. Ex;s.,
nSi s porque forain completamente sa
curias as explieagoes fornecidas palo
honrado Sr. rainist-o tambem porque entendo que nlo convm-
demorar a approvaglo do crdito em ques-
tik.
Prenotarei, Benhores, que nlo. sa trata
de autoriaar uraa despez, mas sim de ha-
bilitar o nobre ministro da agricultura a
Batisfazer mu corapromisso do Estado,
nlo foi contruhido por S. Ec, mas sim
pelos seus antecessores, amigos dos nobros
diputados opposicioniatas.
Sr. presidente, nao posso deixar de es-
tranhar que Lustrados representantes do
paiz, embora membros da opposiglo, ve-
nham neste recinto censurar o governo,
parque quer fazer valer a f empenhada
do Estado; nao coraprehenio mesmo que
se contesta a obrigaglo moral, que tem
todo o governo, de haoilitar-sa pira, em
tempo opportuno, deserapenhar a naglo
daquelles compromisos que oontrahio para
realisaclo de melhoramentos pblicos. E'
esse o seu dev r.
O Estado, com qualqu-r particular, tem
a indeclinavel obrigaglo, urna vez qu i tir-
ina um contrato, de satisf.izd o fielra inte
em todas as suas partes, sob pena de aba-
lar o proprio crdito ; e a irapugn ag"io dos
nobres debutados vai juslhraente ferir de
frente este principio, que >o silero salutur
e corrente em assuraptos administrativos.
Senhores, as nos ludaraos : a impon
tualidade do Estado um mal publico, que
acarreta nlo pequeas desvantagens para
os contratos que sla feitos pelo governo.
Alm do descrdito dahivesultante para o
paiz, slo tambem prjjudicados os seus in-
teresses econmicos, porque a cmsoquen-
cia da impossibilidade arrdarm-e os
contratad s que esto habilitados, aquelles
que poderiam realisar os mellio amentos
em condigoos vantojosas, para s.-rera as
emprezas confiadas rauitas veses aos espe
culadoras (apoiados), qu se aproveitam
das circu nsti! i ^ piraobterem as oon-
cesso !s. (I; modo a realisarem lucros ex-
trordinarioo, que pos-ara compensar a ha-
bitual demora dos pagamentos.
N stas condigoes, sendo esse um prece-
dente conderanavel, que muito n>s pr.ju-
die* c constantemente reproduz -s, alo s
na capital do 1 nperio, como tambem Has
provincia, eu esperava que huir ida op-
posiglo applaadisse o pro-ce liraento do ro-
verno o silenciosamente votasse a proposta
sujeita a d ebate. Infelizmente enganei-me.
Ss. Exc. levaotarara-se p.ra combater o
endito, n) obstante ter estopor fin o des
empenho de compromissos contrahidos por
ministerios do seu partilo, revelando assim
que fazera opposicao syst-nati a, com pe-
sar o digo, porque, senhores, dever cora-
mura honrar o crdito do paiz e concor/er
para a satisfazlo dos compromisos do as-
tado. (Apoiados.)
Mas, Sr. pr.-si lente, nao preciso insistir
nesto ponto ; a ver iade da dootrina que
defendo irapoe-se pe'a sua simples enun-
ciaglo.
Nlo foi mais feliz o nobre deput ido pelo
2o districto de Minas na questo de lega-
hdade, que oppoz a proposta e.n disct-
alo.
contrato que tirmou o governo, depois
de estahelecer que o contratante teria di-
reito ao crdito annu 1 fle 3 000:000)$, ac-
ere scenta que toes obras poderao ter maior
andamento, o que niuguem comprehende
que pudesse eftectuar-se sem o augmento
correspondente da despezc.
Logo, claro que est de accordo com
o contrato, a proposta apresentada pelo
honrado ministro da agricultura. Conse-
guintemente carece de fundamento a im-
pugnagao levantada pelos nobres deputa-
dos opposicioliistas.
F0LHET1M
KG0L0
POR
2ft7isa.ua-wsTsn
(C0NT1NI \CA0 DE ANGULA)
(Continasgao do n. 1 i z ;
IX
Estou a suas ordena.
O quarto visinhs do numero dez, isto
, o numero nove, estava o;cupado em-
qnanto o Sr. Jayme Bernier esteve no ho
tel?
Sim, senbor.
Por qum ?
Vou consultar o meu livro e i lh'o
digo.
A gerente compulsou e registro e leu
alto :
Sr. Bascon (Julio), viajante de com
mercio, vindo de Toulon.
Caseneure esereveu essas indicac ;s no
feen livrinho de lembranca, e peiguntou :
Que papis apresentou e?se viajante
do commercio para sua inscripgV) {
Nenhum, tenlsor. .. Nao habito exi-
gir apresentacno de papis.
E' mo habito.. Em que dia entrou
o Sr. Bascon para s hotel ?
No dia 4 de Dezeojbro.
E quando san.o ?
No dia 9.
Minba seohora, poderia me dar os
aeus signac^ exactos ?
Os seus signaes exactos repetio a
gerente. Ah senbor, como o poderia eu
fazer... Nao me record desse viajante
Deixarei, senhores, de entrar em largas
considorc3es a essa respeito, porque,
alai de j haver sido completamente elu-
cidada a questo de legalidade, nao foi a
sua.justiriuativa que mo trouxe tribuna.
Considerai-rae obrigado a fallar inespera-
damente neste debate, porque ouvi o no-
bre deputado pelo 2o districto de Minu,
que alias nao conheee absolutamente a pro
'. Pern nbu^o, que nlo coi;
i p^la estrada do ferr
fe a S. Fra :i*eO
ai que vai ptTi.orrer i per-orren
estrad* de ferro do Racife a fjaruar;
r. presidente, a couv
-tradas I
V. Exs. saba que, era materia de estra-
das e ferro, o principio que a estrada
eempr- um melhorimento til (apoiados)
por isso um melhoramento reproductivo,
urna desp;zi que o Estado faz hoje para
ser amauhS largamente compensada, no
s te um molo directo, como tambem in
directamente.
Pois bem; se esse o priucipio, para
que se contaste a conveniencia de una es
trada de ferro, necessario que se conhe-
5a a zona que ella pereom, n laessario que
seconhega a proviacia, qual vai servir,
par que se possa dizer: Esta despeza nSo
foi bem decretada, este melhoramento nSo
(iirr-spoad! ao sacrificio que vai fazer o
Ettado
O Sr. Laeerda Werneek: O nobre da-
put ido pelo 2o districto de Minas engmort-
s : elle fallava proTavelraedte na estrada
de ferro de Ouro Pr -to. .
O Sr. Rosa e Silva : -Realmente s sa
pode expliear a opposilo do nobre deput-i-
do pela confusao, como bem observa V.
Exc, da estraia de f srro de Ouro Preto
com as de Pernambu'O.
O Sr. Laceria Weraetdt : Euganou-se
evideute mente.
(Ha outros apartes.)
O Sr, IRsa e Silva : Mas, dizia eu,
Sr. presidente, que, em principio, urna es-
trala da ferro serapre til, e ninguem
tem o direito de contestar sua conveniencia,
em conhecer ou ao meaos ter informado" -s
exactas da zona quo ella vai percorr r. A
esse respeito nada disse o nobre deputado,
e fago justica a S. Exc. suppondo que, se
conhecesse essas zonas, diversa seria a
sua linguagem.
S intuito ou sob o
pretexto dt realisarem melhoramentos pu-
.l)ii 13, alguns antecessores do aotual mi-
nistro ''a agricultura exeederam-se e at
prejuliearam ideas oteie, que rleviara con-
tribuir grandemente p.\t a prosp ri laie
decie paiz, autonsando sera as necessarias
caut lis, .sem a conveniente fisealisacao, a
realisag'.o de melhoramentos, que dando
hoje raaos resultados, nao s importara um
Hwrifieto intil, como comprometterSo as
proprias ideas.
Assim, oor ex-rnplo, v.ii acontecendo
soiu as concesso-s que je Azorara para a
provincia de Pomambuco em relayao a en-
genhos centraes (apoiados da deputag.lo de
P.-rnarabueo) ideas que ineontestavelraent;
de futuro, que permiti a diviso do tra-
balho e devia trazer como consequeneia a
oiul'ipliea^So da produ.ca), masque iofe
Iizmente Vai dando alli resultados n gati
vos, por causa de sua m execucao, des-
moralisando-sa dessa forma um melhora-
meato til, destinado a ser nm dos melho
res factores do engrandecimento da pro-
v nci-i de P.-ruara bu :o.
(Apoialos c aparts.)
Portanto, Sr. presidenta, a miaba opi-
niilo, em assumpt >s dessa natureza, que
couv.n, antes do tudo, examinar as vant-
gens reaei dos raelhoramc-ntos projeetados,
e d'pois cerear a sua execugSo de todas
as garantas; pore^ isto fcito, cumpre nao
regatear crdito, porque quinto mais dtpres
saVoncluir-se omclhortmento, tanto maior
ser a economa do Estado, e mais rpida-
mente se tarao sentir os seus benficos re-
sultados. (Apoiados.)
Esta, creio que a verdadeira doutri-
na economiza...
O Sr. Mascarenhas : NSo a opiniao
do ministro da agricultura.
O Sr. Rosa e Silva: ... e deve ser
tambem a opiniao.do honrado Ministro da
districto, fazeraos s obras das estradas de
ferro, quer do proloogamento, quer do
Racife a Caruar. (Apoiados.)
NSo quer isto dizer, Sr. presidenta, quo
eu assuma neste recinto a defosa de tu lo
quauto se tem feito no proloogamento da
estrada de forro do Recife a S. Francis-
co ; ao contrario; si, porventura nao es-
tivessem j denunciados no parlamento os
grav, s abusos que em coraego sa eommet
'eram naquella linda ; si, porventura, nao
ira j conhecidos os enormes iesper
18 qu 1 houve (apoiados,) eu desde logo
me teria levantado desta cadeira pir.;
dir ao gobern que volvesse sua afenyao
para to imputante servjgo puhlioo, e fis-
ealizass 1 muito attentamente as obras das
estradas de farro do Recife a S. Fnnoiso
-ra Caruaru', porque, raalment", alli bou-
ye gastos que nlo se explicara, houve des-
pez *s que nlo t 111 justificativa. (Apoiados
c apartes. )
Por consequencia, senhores, o que eu
def.mdo simplesmonte a conveniencia do
melhoramento, contestada p do nobre de-
puta lo por Minas. A h j que o honrado
ministro da agricultura, como todos aquel
les que estudarem a questo ou conhece-
rem a provincia, nlo poder deixar de
promover a rpida conclusa.- das obras da
estrada de farro do Recife a S. Francisco
e do Recife at Caruaru'.
Era reiaco estrada de ferro de S. Fran-
cisco, mencionar-i Caraira um facto que
bastante para qua sa possa imaginar o
futuro daquella estrada, para que fique
completamente pulverisada ;. arguiclo feiti
pelo nobre deputado polo 2." districto de
Minas, quanto conveniencia dessa estra-
da. O fa;to a que me refiro o aeguinte :
creio que foi f-ita ao governo um 1 propos-
ta pela eorapanhia ingleza, cossionaria da
estrada do forro do R-scife a S. Francisco
para ficar com o prolongaraento depois de
conaluido, sem a agravado de onus algum
para o Estado. Digo que esta proposta foi
feita ao governo, porque, na qualidade de
representante da provincia de Pernarabuao,
reoebi um memorial dessa eorapanhia em
que defeude sua pretendi. Ora, basta este
facto, basta ver se que a companuia ingle-
sa, sera rutro qualquer onus pira o Est-i-
do, quer ficar com o prolongamento, ella,
que exigiu grandes concess3es, era relaclo
ao trechc primitivo, para se reconlieoer
que, si ella pretendo ficar com o prolooga-
mento, sera novos onus, porque esse pro-
longaraento tem futuro.
Portanto, ahi est provada d um modo
modo cabal e insuspeito, a convencen ;ia
das obra3 do prolongara nto pela propria
eorapanhia qu; explora o trecho primitivo
deesa estrada. E j qu t o qu -i ne*te pouto
quero tomar bem claro o neu pens.imento
a respeito.
Entendo que semelhante proposta nem
digna de ser tomada eos considcra'clo pelo
governo. fApoiados.) O governo nlo gie
por aonra sua, depois de ter rain lado
construir com sacrificio pira o Estado,
trecho to importante de estr-tda cedel-o a urna eorapanhia iuglezi pira o
explorjr. (Apoiados.)
Ao contrario, o que o governo deve fa-
zer, aproveitando-se da faculiada que lhe
esa con-.edida no contra to primitivo,
eneampar o trecho da estrada de forro do
Recife a S. Francisco, com o que prestar
ura servido provincia de Pernarabuco e
f ir urna economa para 08 cclreB pbli-
cos. (Apoixdos.)
Eu acredito que esto o pensameto do
nobre ministro da agricultura e supponho
que S. l-xo. ter lido sobra esse asBuojpto
o trabalho, sem duvida nenhuma i por-
tante., do distracto engenheiroem c.hefe das
obras do prolongaraento, o Sr. Dr. Aristi-
des Gal vilo. Ahi est demonstrada sacie-
dade nao s que de conveniencia publi-
ca ; mas ainda que redundar em econo-
ma para o Estado a encampaclo da Es-
trada de Ferro do Recife a S. Francisco.
Quanto Estrada de Ferro de Caruaru',
nlo menor a sua utilidade. A Estrada de
Ferro de Caruaru', percurre zonas ferti-
lissmas, cidades relativamente importan-
tes da provincia de Pernambuco. O nobre
deputado pelo 5.
de ferro. Caruaru' u na grmd; cidade,
que poier s tro para o com-
mercio de quasi todo o in'arior da provin-
cia de Pernarabuco, ura 1 vez qu< at alli
chaguo a estraia do farra, o quo co ivem
fazer quanto antes.
O Sr. Lucent: Ou se prolongue at
Pesqueira.
O Sr. Rosa e Silva: -- O proloog
to at Pesquirir I 1 veniente
para icia ; ni .5 ,11 i npossibili
de ir pre i qu o
nobre ministro, to n i ii leracao
to valioso Bervioo P-rua ubico, procu-
rar a conelaslt d-ts ubras d -ssa
-slradu at (! iruaru'
Crea S. Exc. que, oolhendo inf >rma-
c3es exactas, ha.de enioutrar a coatirraa-
9I0 do que avanco; una estrada la fu-
turo qu- compensara pirt'eitamente os sa-
crificios quo o Estado ter de fazer.
O qoe eonvora,. nlo duvido repetil-o,
que o nobre ministro, condecen lo perf i
tente quinto pilem os interesaos parti-
culares, tscalisii esaropulosaraente, por in-
termedio de delgalos o eraps'gidos de
confianca,a execucao das respectivas obras
Sr. presidenta, urna ultima consideradlo
para concluir. V. Ex -. sibe que a cons-
trueglo de estradas de ferro demanda sera-
pre ura numeroso p ssoal technio, larga
mente remunerado; pir conseguinte,quan-
to mais demorada for a construyelo das
obras a que rae refiro, tanto maior deva
ser essi despeza. (Ap iados). E' p irtanto
preferivel qua o honrado ministro paga
Cmara, e confio que. ella o atender,
utos mais avultados, para que quanto
ant -s S-! conclua essa estrada de ferro, e
assim, era lugar de estar ella eonstantt
mente figurando nos ornamentos cono utna
desp^zi irapro luctiva, constitua urna font'
de reeeita p ira o Esta lo.
E' tu lo quanto esse respeito pego ao
governo, como representante da provincia
de Pernarabuco, conseio de qu" .ssim con-
tribuo para que o ministerio, ao qual pres-
to o meu apoio, reaiise um importante me-
lhoramento, que nlo onerar o Estado, e
muito iutoressa prosperidade e engranie-
cim-ato de minba provincia. (Muito bem
milito bem; o orador comprime nta lo).
SESSAO EM 9 uE JUNHO DE 1886
PKESIDEXCIA DO SR ANDRADE FlGUEIRA
(Concluido)
Disse o orador que um gaveras econ-
mico nlo plc sastar da repente todas a*
despezas decretadas e ora va de realisa
rem-se ; por mais severa que s?ji a sua
economa, o resultado s comeo 1 a appa
algum temo 1 i
pns
Agricultura; e de aecrdo com ella est a perfeitaraente aquella zona, como outros
defess, que nlo s eu mas tambem toda distinctos collegas que tem assento nesta
a deputaglo de Pernambuco, incluindo nes-
te numero o meu distincto collega pelo 5.'
8 nlo de urna maneira muito vaga Ve-
mos tanta gente no hotel.
assi n como un
ministro gistador ou prodig > s leixa var
os eff'itisd'i priydi-iali lade algn tempo
no o 1
depois da comegadasas despezas.
Passa a ejemplificar I recordar que ton
do os ministerios anteriores cneommendado
dous grandes encouragados a Eunpi, cujo
disp-ndio exceder de 11,600:0005- 'sis a
rsoahir parte dessa uesp z i no acto >1 exer
01 io sen io certo qu o ministerio actual
nilo se I- obrara de tal eiicomin-;n.ta. O
mesmo se p*le diz :r de imitas oittfas -ies-
p zas comeoadas. Foi pira tornar mais
claro o seu pensameto q 1 o orador eitoo
o ministerio do Vis-onlo d- Itaborahy, o
qual inquestionav lmontc uonstitna ura mo-
delo de administr.iglo fioanceira. Nos
dous periodos em que este ilustre esttdis
ta dirigi a pauta da fazeud, embora os
effeitis da sua gerencia ae tzessen logo
sentir, ellas s s tornaran pit-ntos no tira
do 2o e 3o annos Assim, temilo eon'a
da pisti da u&anda en tira do anuo d-
1848, teve elle antis da sua adrainisra-ca >
exerci mos encerrados cora pequeos defi
cits, e eoraquanto durante o sea governo
tiv.-sseraos. tido a importante campanil.1
que 8Utentara >s no Prata para derribtr a
admin8traclo de Rosas, nlo 60 o Ilustra
Visconde de Itaborahy- fez faca 3 grandes
despezas ccasionadas pela guerra com os
recursos ordinarios apresentando apenas o
exercicio de i851 a 1852 o dficit de qua-
si 7,000:000$, como o exercicio soguinte,
apenas termnala a guerra, apresentava o
saldo de quasi 6,000:000^. Mais extraor-
dinario ainda foi a sua ultima administra-
dstricto, que conheee co, coraegada rm 16 de Julho de 1868,
quanda a guerra do Paraguay se achava
anda em periodo to critico e dispendioso,
Considerando o total da despeza sem dcs-
crimin glo de ordinaria e extraordinaria
temos o segrate e notarul resultado : exer-
cicio do 18i58-1869 dficit total........
63,352:OJO0 ; exercicio do 18U9-1870 d-
ficit total 46.746:000; exercicio de 1870
1871 dficit 4 189:000$; exercicio de 1871-
1872 dficit 176-.0J0;). So oeste exercicio
excotuanaos as despezas extraordinarias
em lugar do defici' de 176:000$ teremos o
saldo de 6,39 :000$ e so anda ex :eptuar-
rais as desp.zis da guerra que tambara
ahi figura vara, por nlo terem eatao silo
d -vi lamente .:! ssificadas como mais tarde
so fez, O sal 1 > org^r p -los 12,000:000$
a que se r;fe.io e foi impugnado pelo no-
bre deputad'.
Molerar, pirtanto, as despazas durante
a guerra do ura i maneira to notavel e
duzii as tanto, apozar da despezas creadas
era tle larga escola, constitu ura esforgo
fra de coramu n, pois deseemos rapila
raent. do dficit de 63,000:000$ a......
46,000:000$ a 4,000 o a z -r..
D s :ulpo a caraara occupil-a contestas
assumptos retrospectivos, nlo o faz o ora-
dor por amor do estado di passa lo, mas
para ratificar urna proposig! 1 que eraittio
e para comprovar a sua asserglo de qua
tanto o espirito economizo como gastador
de un governo nlo se ple manifestar
apaas elle toma a direglo, mas depiis de
un periodo mais oa manos brava.
Disse o nobra deputado palo Paran qua
o eeroeamento dos dispendios m melhora-
mentos Dateriaes, longo de contribuir para
o equilibrio do orgamonto, aggravar o de
ficit estn ando as foatis de renda. Q oiz
o nobre deputde, na phrase coramura e
repetida serapre, significar quo preciso
ooucir pira oolli-er. Por or s temos
c.olhi-.lo dficit e nao- parece pru lente con-
tinuar cora esta Seinenteira. Bastar man-
cionar esta fa-.to expr -33vj, qua da tantas
estradas d-e ferro construidas o adminiatra-
das pelo Estado, s duas prodttzirtm sal
-lo, sendo urna ap mas -lo 23:000$; todas
as mais pro luzi.-.ra dficits extra ir linarios
t-ntre a reeita e a despeza.
Respondo ao nobro deputado por Minas
Gr-nos expli'-an lo qua-es os motivos qu-e
obrigam o governo a marcar o dia 1 de
Jilho para cora ;go da cobranga da 5 0
ad icionaes. Refere o quo se passou a
este rospeit 1 na cmara, quaas forano as
suas opiniS-s, e qua hoja como governo s
lhe cabe camprir umi lei do Estad).
E 11 relayao s operagoes finaneciras
de que so oceuparam todos os opposicio-
DHtas que t.ucram parte do debate, tal
foi a b uevoleneia com qu e s 1 referirn! ao
orador, que nrahum 1 duvida teria era con-
ir os sano !s que acharara uessis opc-
r.igo-a.
Nlo ten a protangao de ter sido til0
iseito de qualqu-r observaglo, trato mais
facis hoje de sern apresen'.ad is q lando
esii tu lo concluido, e mais fa.-il a critica
das causas feitas do que fazerem-se. En-
tretanto, confessa que os nobres deputa tos
nao o conv-m'eram, o explica minueiosa-
men'e porqu- eneniregou j Banco do Bra-
z I do laacw o emprestirao interno, quaes
indigSea em que este se realisou o co
ni) proce1a na ofnraglo relativa con-
vers&o das a plices.
Finalmente, oceupou-se o orador desen
v)l-! lamente cora a corap.aragao feita do
dficit provavel do aetual exercieio com
o j conhecido do exarclao anterior.
Observa que o nobre deputado o Sr.
Candido de Oliveira, corametteu um equi-
vo ra aprecian 'o os dficits pelo movimento
le oaixi, isto attendendo aos rararsos
cora que o thesouro fez face s despazas.
O orador tinha previsto este engmo qun-
do no final de um dos artigas do seu rela-
torio f-z ver ^ r alidade do dficit da exer
cicio de 1884 a 1885. A arguraeotaglo 1
illus'tv deputado consisti em eliminar des-
pezas por divida contrahida, isto suppri-
mio um dficit do exercicio levando re-
eeita divida que o thesouro contrahiu pa-
ra pagar esse mesmo dficit.
casa poderlo dar testemunho do grande
futuro que est reservado aquella estrada
Pois que, nem mesmo urna partcula- leiros.
Eu sei l, mas bavemos de os ter...
Tenho confianga... Vamos visitar os cu ti
ridade ? Ura pormenor que, sem importan-
cia para a senhora, talvezque tivesse mui-
ta para nos ?
E' impossivel... Teria medo de ser
mal ajudada pela memoria, de os engaar,
sem querer, e commetter um erro, prejudi-
cial tal vez a um innocente.
Essa tdelicadeza naturalissima, mi-
nba senhora, e cora tudo insisto. Interro-
gue a sua memoria, a menor consa pode
dos guiar.
Por mais que procure, senhor, estou
certa que nada aeho... Talvez que o cria-
do de servigo no priraeiro andar, esteja em
estao de lhe responder melhor do qua eu.
A gerente tocou a campaintia e Vagalu-
ms iuterrogou ocriadoj e jnlo pode tirar
delle senlo isto :
- Creio recordar me que o locatario do
mniro nove era muito trigueiro e de urna
estatura, nem muito alta nem raaito bau-
sa ; mas o senhor sabe, eu aqui tenho
muito que fazer, para passar o meu tempo
a tomar as feicSeg dos viajantes. .. lera-
bro-me da gratificacao... era mesquinha.
Caseneurve comprehendeu que, por aquel-
le lado seriam nullas as infurraagrjes o ces-
sando o interrogatorio, sabio do escriptorio
com o collega.
Cora que entSo, dissa.lhe este ultimo,
logo qua se acbaram no passeio do c'-s
da Fraleruidade. Julgas quo esta Julio
Bascon... *
E' o a88cssino de Jayrae Bernier,
sim, concluio Caseneuve. -Este homem
chegnio aqui no dia 4, parti no dia 9. .
Justamente na vespera da partida do ex
armador. Como pois conheciu o seu iti-
nerar o foi esperal-o em qualquer parte.
E' possivel, mis nada ra?nos certo...
ple haver ahi um acaso-, um* coinciden
V
Ha outra cousa, o mea instincto
que o
Pois sim Admitamos qua o viajan
ts do numero nove o assassino... H%o
temos os seas signaes.
Hayamos de tel-os. ^
Quera os dar?
Emquanto conversavam os dous homens,
tinham cammnado ao longo do caes daFra
ternidade.
Flogny olhou para as casas visinhas.
Cutileiros... aqui est um, disse elle,
designando urna loja, cujas vidragas faziam
brilhar ao sol varios objectos de ago poli-
do. Podemos, se quizer, comegar por esto.
Porfeitamente, respondeu Caseneu
ve.
Approximaram-se e, antes do entrar
examinaram una das vidragas da que ac
baraos de fallar.
De repente Caseneuve dea um grito de
aJegria.
Entlo que ? perguntou Flogny.
- Oda.
E o agente designava com o dedo urna
prateleira, sobre a qual repousavain nava-
Ibas abenas.
Phosphoro seguio com os olhos a dire:-
glo do dedo de Vagalume e a cara illurai-
nou-se, emquaoto exclamava:
Aquellas navalhas sao 3eraelhantes
com que foi morto Jayrae Bernier.
Idnticamente seaaelhantes.. Entre-
mos.
O estabeleciraento estava vazio; mas,
como soasse ura timbre, com o movimento
da porta que se abria, o cutileiro appare-
ceu. i
O que desejam, meus senhores? per-
guntou elle.
Saber se esta navalha nlo sabio do
seu armaaetn respondeu Caseneuve, apro
sentando-lhe o instrumento homicida que
acabava de tirar do bolso.
O cutileiro agarrn nelle e examinou b.
- Tenho iguaes, disse elle em seguida ;
de fabricarlo corsa, mas nlo posso di
se esta sahio de minba casa, porque nlo
sou o nico na cidada que vendo este ar-
tigo.
Cas -neuve cogou a orelba.
Tinha julgado ebegar ao fim quo dese-
java e esse fim recuava diant-i delle.
Coratudo continuou, sem se deixar aba-
ter :
Leoibra-Bc, senhor, do ter vendido
nesses ltimos dias urna navalha desse mo-
delo ?
O cutileiro rene-.to por algum tempo e
responden :
Creio que sim.
Deve haver cerca de cinco ou seis ?
E' verdade. .. sim, senhor, lerabro-
rae agora positivamente.. venii uraa na-
valha corsa a ura pariziense.
Um pariziense I repetio Caseneuve.
Isso via-se logo, alera disso, elle di-
zia-o a quera quizesse escutal-o. Era um
poliehinollo muito divertido, vamos l !. ..
E nessa raesraa tarde vendi tambera uraa
naualh da inesma proveniencia.
Vendo Caseneuve tomar notas, o cuti-
leiro interrompeu-o e perguntou :
Mas vamos l a saber urna cousa :
trata-se de algum crime ? A arma que me
mostraram servio para matar alguem ?
Exactamente.
Entlo esto proeedendo a um inque-
rito?
Estamos.
- Eotlo quem slo.
Age ates da seguranga de Pariz. ..
Aqui est;\o as nossas cartas de visita. E'
preciso, pois, responder nos de maneira ca-
t.iegorica.
Estou completamente dispost
Acaba de rao dizer qua tinhi veu-
do na raesraa tarde duas navalhas corsas,
a duas pesaoas different* s.
Sim, senbor, o meu livro com certeza
na de azer mangl disso.
O legista tirn do hlelo o registro que
servia de borrador e disse, depois de o
lhaver folbeado :
Ajui st, senhor... Dia nove, ven-
dido duas navalhas corsas, a seis frau ras
cada ama.
NoVe, murmutou ( ',isto
concoriaraar partida
d iJ
.11,11 indicio ?
-- Creio tl o, mas o senhor pode tornar
a mais fa:ii. D-ve le nbnr-
pariziensa que o senhor aind
u cora estas palavras: 1 um
lio rauito'divertido.
isa lerabro I. .. Ora se me lera
ora. Era ura ko nem inolviiiavel....
Quanto a questo da sarama de bilhates
do thesouro em circulaglo em 20 de Agos-
11 do anno paasado, quando se organisou o
actual gabinete, nlo deixa de ser ociosa
discriminadas como ficaram as despezas de
cada exercicio. Os bilhetes do thesouro
formara um dos itoms da divida fluetuante,
podem decrescrr em un mez dado, sem
que por isso essa divida tenhi diminuido,
saapajapasBasBasaasMBBMBaasBBaBB^MBaanaaaaM,
tendo bavido aponas modificaglo as espa-
cies.
Concias pedindo excusa pela brevidade
das observagSes foitis, pede oppo^igao
que-nlo demore por mais tarapo a adopglo
desta medida de carcter urgante, agrade-
cendo ainda urna vez a benevolenaia com
que se referirn) aos actos da administra-
cao do orador.
Ninguem mais pedindo a palavra, en-
cerrada a discusslu, e indo se proceder
votaglo, raconhece-so nl> haver casa.
Feita a chamada, deixam de responder
61 Srs. deputados.
CRDITO AO .MINISTERIO DA AGRICULTURA
Entn era 3a discussao o projecto n. 32,
de 1885, abrindo ao Ministerio da Agricul-
tura um crdito para tcl graphos.
Ninguem pedindo a palavra, encerrada
a discussao e adiada a votaglo por falta de
numero.
CRDITO AO MISISTSRIO DO IMPERIO
Entra em 3a discussao o projecto n. 30,
concedendo ao Ministerio do Imperio um
crdito complementar para pagamento de
subsidio de deputados.
Ninguem pedindo a palavra encerrada
a discusslo por falta de numero.
Esgtada a ordera do dia.
O Sr. Presilenta a a orden do dia pa-
ra a sossao de 10.
SESSAO EM 10 DE JU.-HO DE 1333
PRESIDENCIA DO SR. ASDKADE FIGUElRA
Ao raeio dia, feita a chama la, a que res-
[i 111 lera 104 Sr3. deputados, abre-se a ses-
slo ao maio-dia e sete minutos.
E' lid a e approvaia a acta da sesslo
antecedente.
O Sr. 1. secretario i o expediente.
O Sr. Affonso Celso Jnior
vera dar urna ligeira resposta s observa-
gSes cora que hontera distinguio-o o honra-
do deputado pelo 1. districto da Pernara-
buco. ex-presidento de Minas-Greraes. Peza
ao crador oceupar a attenglo da Cmara
cora assurapto de esgotado interese, qual
a a isso p -la muita def ?ren da que lhe me-
rece o Ilustra collega a quera se referi,
pretrade fazel-o com a mxima concislo,
qualidade cora que procura resgatar sera-
pre a audaeiosa falta que da quando em
vez commette usando Ja palavra.
Parece quo aquello nobre deputado sen-
tio se f-^rilo em falso melindre, por algu-
raas palavr.a do orador, anta mais injus-
tificadamente quanto essas palavras eram
precedidas da outra?. que "xpriipiara plena
justiga administraglo de S. fiza., na qual
o orador, com a isenglo da que se preza,
reconhaoeu elevados intuitos d. criterio e
de raoralidade. Ezternou, certo, uraa
queixt an3r.n-.tndo ter silo S. Exc. preve-
nido em tenipo e nao ic-r evitado o atten-
tado de Morrinbos, onde Manoal Tavares
d- S Nco, frente de avultado numero
le capangas, de ura subdelegado e de seis
pragas do corpo policial, iraped.o a elei-
glo.
Manifestou o orador essa queixa com
a melhor f, persuadido de que efectiva-
mente o Sr. ex-presidente de Minas tivesse
s -iencia, senlo de que o criminoso Nco
pretenda atacar cora sua horda de sicarios
esta ou aquella paroehia -letarminada, pelo
menos de que, em subind> a situaglo con-
servadora, viera audaciosamonte fixar re-
sidencia a urna legua da cidade de Janua
ra, donde desafia va a acc.To da autoridade,
araeagando a trat quilid.-id e e a ordem pu-
blica. Dcrivou s.emelhant' persuaglo da
notiriedade do facto, denunciado pela im-
prensa e de informagS-s reputadas pelo
orador fidedignas. No ofeio em que par-
ticipou a occ-urren .a, assim se exprime o
digno juiz de direito de Januaria :
, r
dos arrabalies, puro sangue e que me pa-
reca ser de urna pratica acabida, como se
diz no regiment. Fallava callo, que pa-
reca que tinha sabido de urna casa cen-
tral. .. Emquanto estava tagarellando, dis-
8e-rae o nome.
O seu nomo repetio o policial es
tupefacto. I -^
Perfeitaraente e tanho boas razies
para ter repralo nelle e nlo o esquecer...
Leinbrava-me o de urna familia, de
boa gente, que eu conheci em Macn e
at lhe perguntei, se fazia parte dessa fa-
milia, ao que elle respondeu negativamen-
te...
Mas, ftinfira, como se chama ?
Osear Rigault, denominado Rigolo.. ,
elle pareca raesrao fazer timbre era ter
aquella alcuuha.
- Rigolo Osear Rigault exelaraou
Caseneuve, nocurauloda alegra. E' exac-
tamente elle Esse mesmo viajante que,
no dia 12, de manhl, descendo do waglo,
na estaglo do caminho de ferro de Pariz,
teve a cusadia de fazer a respeito do via-
jante assassinado to inconvenientes rene
xoes, qua foi preciso irapr-lhe silencio
ameacando o,.e que dissso com todo o des-
ciiramento s*seu uome ao chefe da esta-
glo A exagoraglo raesmo da sua impu-
dencia ra d proposito para afastar sus-
peitas, mas falhou lhe a espert-za Essa
lio nem o assassino.
O cteleiro trema desde os ps at a
cabega.
- Pois, meu senbor, replicn elle, isa >
nlo rae admira I. .. O soelerado procurava
ama navalha solida, e quando examinara
esta, disse cousa* que taziara tremer. Di
zia que u na foi a oojpo esta abria to f-
cilmente o bandulho de um boraem, co no a
urna pelle de tambor.
PJc-me dar 03 signaes desse pari-
siense ?
Perfaitaraeote, senhor...'. Ura typo
le estatura mediana, rosto bronzeado pelo
sol.....abcuos de um preto azulado.. .
barb castanha. .. olhos pretos a muit
vos... urna maneira de fallai arrastado o
cAnalha... Ahi tem a sua photographia.
Como estava vestido ?
Tinha ura sobretudo cinzonto, craio
(Continua)
debaixo do qual vi urna cinta ver.nelha,
quando elle tirou a boha do dinheiro...
Na cabega um chapeo raolle, araarrota-
do... Esse Rigolo vinha da frica, disse-
me elle, e voltava para Pariz.
Isso de frica una historia, repli-
cou Vagalume. E' e:;aotaraeate o nosso
hornera que se fez in8crever no hotel Bean-
sejour cora o nome de Julio Bascon, via-
jante do coramercio.
Elle dizia que era mscate 0 que con-
tava passar alguns dias ainda em Marse-
lha.
Mentira Elle partia, roas era para
Dijon nessa mesraa noite, e em Djon que
lhe encontraremos as pegadas.
Phosphoro tomou a palavra.
Mas, disse elle, creio que esquece-
uios nlguraa cousa essencial.
Entlo o que ?
A outra faca. Este senhor vendeu
uraa outra.. a quem T
A um senhor que crabarcava no dia
seguinte para urna longa viagera, respon-
deu o logista. Esperou, para ser servido,
que eu terminasse o negocio com o pa-
riziense.
Eotlo, assim eram dous que estavam
comprando ao raesmo tempo na sua loja ?
Sim, senhor.
Lso nlo tem nenhuma importancia 1-
exelaraou Caseneuve encolbcndo os hom-
bros. Com qu e bagatelas te ests entreten-
do, meu p ibre Flogny, o assassino com
certezs. esse O3oar Rigault. E' necessario
ser ceg para nlo ver 1
E accrescentou, dirigindo se ao cutileiro:
O senhor faz favor, d me o bilhete
da sua loj>.
Entlo vou ser obrigada a depr no
tribunal ?
Se o assassino for preso nlo pode
deixar de o ser naturalmente ha de ser
chamado para urna confrcmtaglo com elle.
Nlo ha remedio senlo obedecer
justiga... mas isso ura grande inooramo-
do... por uraa.navalha de seis francos Por
qua que armclle patito alo foi antes
casa de um jfcs meus coilegas.
( Con thmar se -ha)
'yp. do,Diario, m Duque de Oaxia* n. 42
mmm t
1 urna
ii
i/*


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