Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16613

Full Text
*p


ANUO L X11 H D M H fi O 144

(i

L
'Atl A A CAI'IIAL 12 LtCAR^ OA'DB SAO ME PACA PORTE
Por tres mezo amantados
Por seis cutos idem......
lJor um anno 'deai......
CJada numero avulao, do mesmo dia.
660W
120000
240000
5100
SABBAQ 25 ilB JUNIO CE ItBB

PAftA li:\ llt<> K OKA OA PKVIMIi
Por seis mezes adianuidos.
Por nove ditos idem.
Por tun anno dem.
Cada numero avulso, de dias anteriores.
13050
20^00
27OOP
K0
DIARIO
proprieirafce i>e JHanocl -ftgimroa i>e -feria & -ftlljos
TELEGRAMHAS
ssOTiga :as;::::as so siabio
RIO DE JANEIRO, 25 de Juoho, as 3
horas e 45 minutos da tarde. (Recebido
s 4 horas e 40 minutos, pelo cabo 8ub
marino).
vrniiumi da Cantara fanccio-
oii boje.
A crvela ALMIRANTE BARROSO
eatla actualmente en xw-Vork
D'alli seguir para S. Miguel.
:-.":::: da s:s:: havas
(Especial para o Diario)
PARS, 24 de Junho.
Oa principe Joronjmi e Vctor Ma-
nirn de ParlM. O prlmelro fot para
a Saina*, e aegundo pata a Bl-
gica.
MILO, 24 de Junh.
Inram boje prenow. aqui. diveraoa
eottaplradoreti contra a aeguranca do
eatado. na mor parte socialista*.
PARS, 25 de Junbo, do manha.
Oa Jornaen orleanlsias publicaran!
eala manha un* manifest do Conde
de Parla, pelo qual eaae principe ai-
firma o aeu dlrelto A corda de fran-
ca e declara qne cumprlra o aeu
dever em telara ao pala.
PARS, 25 de Junho.
O Sr. Conatana rol nomeada anlnls-
fro da Repblica Francesa Junto ao
(on-rno do Celeate Imperio.
O embaisador de Franca em Vicu-
a. Conde de Toucber de Careil. den
aua dentlaao.
PARS, 25 de Junho, ao meio dia.
O Cande de Parla e aeu ti I no primo
senil, o Duque d'Orleea. enbar
caram boje em Treport para a In-
glaterra.
Ha oa acompanbam a Condeaaa de
Parla e o Duque de Cbartrea.
Agencia Ha/as, lial em Pernambueo,
25 oe Juoho de 18K6.
IHSTRDCCiO POPULAR
MYTHLOGIA
( Extrahido )
r>A BIBMOTHECA DO POV K DAS ESCOLAS
Pan e aa divindadea campeatrea
(Confinuafdo)
MRTE OFFICAL
Depois de Pan, a divindade campestre mais afa-
mada era Palea, a deu.-a dos paat 't, dos pastores
e dos rebauh >s. t. preaeulavain-n'a sob a figura
de uma camponeza robusta ; guraudo na uio um
mlho de feno, cor m tu de r sunninho e de folha
de lour. S is PaliLat, fastas que os Romanos
lhe celebraram v i1 ffercciam 'he em sacn
ficio bloa d m Ib ., mbii e 1ic--; durante as fes
tas triaban o, ie ..... dar Voltas em torno do
altar da deu->a, par i \\<~ estas os protegessem dia
dispensan 11 li Bj'i il dades prolificas.
Outra divm ladf. iitw cumpre nao olvidar no gru-
pa das silvestre, fauno i fura este originaria-
mente-un principe do Lacio, que em seus estados
introduzio grandes nelhorauieuto8 com respeito
aa praticas da lavoura. Pelos beneficios, que
tanto elle como su* esposa Fauna prestaram aos
povos do Lie i i, foram-lbe prestadas as hon-as da
deifi cacao. Os templos que o paganismo Ibe eri-
fio vieram a ser a tamadoe por seus orculos.
anno era representado, semelhanga de Pao,
com ehifres rudimentares e ps de cabra.
Silvano, tilho de Fauno, foi tambein venerado
como deus das florestas. De Fauno fea a roytho-
logia derivar tuda a numerosa cohorte di s Faunos,
dos Silvanos e .os Satyros, divindades por quem
o paganismo* phantasiava povoadoa os bosques e
os campos. Todos eiles eram considerados com.deu-
ses tupiares das florestas das localidades ruraes.
Representavam-u'us com figura humana de baiza
estatura, eorpo coberto de pulles, ps de cabra, e
appcndices corneos na cabeca.
D'eutre este tri jiiee grupo eram es ecialmente
os Satyrot que formavam o squito de Pan e de
Baccha. Distiogniam-se pelo tom risonho e faceto
de sua gesticulacao, e constituiam nos bosques o
terror das nympbaa pelas tendencias lubricas que
os caracterisavam. De todos o mais afamado,
celebre sobretudo pelo sen constante estado de
semi embriaguez, era o satyro Sileno, de quem j
fallamos a proposito de Baccho.
A par dus Satyros vera naturalmente na tela do
assumpto tratarmos das Nynpbas. Uavia as ma-
rtimas e as terrestres ; havia as do ocano, as dos
rios, e as d js lagos*, e as das fontes ; havia as dos
ODtes, as dos prados, as une bosques.
(uando tratamos das divindades martimas fal
lim b as Oceanides enas Nereidet: erara essas as
aymphas do alto mar.
Naiades diziam-se as nymphas dos rios e das
fontes.
D'entre as nymphas terrestres distinguan!-te :
__as Napeas (que presidiara aos prados e aos ver
geis) ; as Oradea (que protegam as colliuas onde
kabitevam) ; as Dryadet e Hamadryades (que
eran as nymphas tutelares dos bosque* e das ar
vores.) Phantaaiava o paganismo que o destino
Testas entidades eatava intimamente ligado e
identificado com o dos objectos a que presidiam.
Assim por exemplo tal nympba, tutelar de ar-
vore, pereca infsilivelmante com este, substitua-
lo coso vida ewquaote arvore viva fosse.
Tornava-se, portento, a nympba propieia a
quem taantivesse illssjs protegesse o sobredito
vegetale, pelo castrarlo, adversa a quem Ibe
fiortasse ramos M damnifica**.
{Contina)
Ministerio da Agricultura
Por decrsto de 12 do corrente, foi exo-
nerado Joaquim Fraacisco Lopes Aojo do
lugar d contador da Directora Geral dos
Correios e nomeado Antonio Jos de Abreu
para o referido lugar.
Por portara de 16 do corrente forara no-
meados Lino Rodrigues da Costa para o
lugar de pagador da coraraissao de rnelho-
ramentos no rio Parnahyba, com o ven i-
mento que Ibe competir, e o Dr. Simplicio
de Souza Neves para o de medico da rnes-
ma commissao.
Ministerio da Guerra
Foi nomeado membro da commisso de
promojoes, o roarechal de campo Antonio
Pedro d'Alencastro.
Determinou se que se recolba ao seu ha
talhSo o alferes do 10 de infantaria Ar-
thur Augusto Fernandos Leao, que serve
addido ao batalhao de engenbeiros.
Renartlco da polica
SeccSo 2.* N. 625. Secretaria da Po-
lica de Pernambueo, 25 de Junho de 1886.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram recolhidos na Casa de Deten-
cao os s<*guinte8 individuos :
No dia 23 :
A' minha ordem, Affonao Rodrigues de Oveirs,
vindo da provincia do Para, como escravo do Ba
rao de Muribecs, e criminoso le roubo no Cear.
A' orde n do subdelegado do Recife, Jos Flo-
rencio da Silva, por crime de roubo, minha dis-
posieo.
A' oriem do do i" dstricto da Boa-Vista, Jos
Ouilhermino Ribeiro, Jos de Souza Cordeiro, Bea-
jamin Dionisio dos Santos. Jacob Feliz Gomes e
Joio Emilio de Sant'Anna, por disturbios.
A' ordem do do 2" dstricto da Bon-Vists, Ma-
noel Dantas Perrira e Bemvnda Mara ia Con-
ceicao, p>r embriguez e offemas moral publica.
No dia 24:
A' minha ordem, Simio do Sacramento, aliena-
do, at que paisa ser transferido para o asylo da
Tamarineira; e Augusto Pereira ua Silva, por
disturbios.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Joaquim Miguel dos Aojos, Manoel Pedro de Lima
e Man el, escravo de aetano Perirn de Bnto,
A'ordem do do 1 Jietrieto da Boa-Vista, Cle-
meutioo Frederico Xavier da Fonscca, por dis-
turbios.
Na tarde de 22 do corrente, deram-se diver-
sos disturbios e ospancamentos na dstricto de
Santo Amaro das Salinas, promovidos pelas pra-
cas d ames Antonio Marques, Manoel Victorino
e outras, todas pertencentos ao 14 batalhao de
linha.
Den causa a isso a prisSo que havia sido feita
d uma raulher turbulenta e embriagada e por cu-
ja liberdade se iuteressavaa praca de nome Anta
nio Marques.
O subielegado do districto deu todas as provi-
dencias que o caso exiga.
Pelo oubdelegado da freguzia de Santo An-
tonio foi remettido ao Dr. juiz de direito do 2o dis-
tricto criminal, o processo que por uso de armas
detezas procedeu contra Jos da Vera Cruz
Am 1a pelo mesmo subdelegado loram remetti-
dos quelle juiz os inqueritos a que procedeu con-
tra Joio Francisco dos Santos, conbecido por Joio
da Madama, Antonio de Oliveira Soares e Manoel
Joio, c nhecido por Manoel Piloto, como ineursos
as penas do art. 269 do Cnd. Crim.
Ante-hontem, s 9 1/2 horas da note, man-
festou-se incendiu no pavimento terreo do predio
n. 20, sito ra da Imperatnz. onde era estabele-
cido com costnorama e diversas qualidades de fo-
gos de sali, o cidadio Miguel Jos da Coste
M- ira.
Immediatarcente para all me dirig e junta-
mente o Dr. delegado do 2- districto da cap tal e
subdelegados do 1- e 2- districtos da Boa-Vista e
dei as providencias que no caso cabiam para ver
s s- poda extinguir seno grande pr>juiso o incen-
dio, que entio ji Uvr va com alguma inteusidade
e fora occasionado pelaexplosio de um ousca-ps
atirado da raa em um quarto ondo estavam ou
tros guardados.
Comparecern piquetes do corpo de polica, do
2- e 14- batalhao de linha, g-neral commandante
dts urinas, o major superior do dia e c malandan-
tes da 3 e 4a estecoes da guarda cvica, prestan-
do todos relevantes servicos.
A bomba do Arsenal de Guerra foi a primeira
que compareceu, segjndo-se depois a do Arsenal
de Marinha.
O servico da extinceio do incendio foi cometa-
do por pes6nas do povo e pracas do corpo de poli
ca e da guarda cvica.
Se as bombas tivessem comparecido con: menos
demora, o incendio seria logo extincto e os pre-
juizos menores.
Sem um servico regular de extoce,ao de incen-
dio e nessosl apto, nao possvel providenciar te
com presteza sobre a extinceio de um incen fio.
H-. vendo os elementos necessarios, raro ser e
incendio casual neste capitel, que de prompto nio
possa sor dominado sem prejuizos consideraveis.
E', p' tm, impossivel, extingui-se um incendio
no meio da confusio induscriptivel que sempre
reina, como V. Exc. presenciou, em que todos gri-
tara, dio urdens e ninguem quer attender as
prescripces da autoridade e alguna julgam-se at
com o direito de nem ao menos seren advertidos
quando, como simples curiosos, estio embarazan-
do os que trabalbam.
J ti ve mais de nma vez occasiio de manifes
ter a casa presidencia o que pens a respeito do
servico da extinceio e novameute peco a attencao
de V. Eic. para >-8se ssumpto.
Anda ante-huntem, note e na ra do Pa-
ri doTriumpbs, o individuo de nome Bellarmino
Pessoa de Barros estando embriagado e preten-
dendo passar por cima de uma fogueira, aconte-
cen C"hir sobre ella e fic-ir bastante quxiinado,
O oubd.-legndo da fregut-zia maudou conduzil-o
para H v nientemente.
D-us guarde a V. Exo. -jjlin. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquina de Souza Leao,
muito digno vico-presidente da provincia.
O chefe de poliua, Antonio Domingo
Pinto.
DIARIO DE PERNASBliCO
RECIFE, 26 DE JUNHO DE IV
noticias do Pacifico, itlo da
Prata esiil da Imperio
Os paq.Hites francez Congo e america-
no Collorado, alm das noticias constantes
das rubiicas Parte Oficial e Interior, trou-
xeram do sul aa seguntes:
PaciOc
Datas telegrapbicas at 11 de Junho :
Fallecen na cidade Je Nicaragua o ge-
neral Joa Vctor Zafada qua, edacado do
Estados -Unidos, ocupou os mais elevados
cargoz na sua patria.
No sonado chileno, o ministerio pedio
preferencia para 0 despacho da roensagein
do poder xecutivo referente ao provimen
to de prelazias vagas. A oppusico propoz
0 adiamento da discussao at seren apresentados os documentos re-
lativos ao restabelecimentj das relajSes
com o Vaticano. Resolveu-se, afinal, que o
assumpto fosse tratado em sessSo secreta.
Tambera se constituio em sessSo secreta
a cmara dos deputa los, atim de ouvir a
respjsta do ministerio dajustica inter-
pellacao acerba das negociagSes com o Va-
ticano.
Rio da Prata
Datas de Buenos-Ayres at 12 e de
Montevideo at 13'da Junbo :
As eleic3es muniuipaes na provincia ar-
gentina de Buenos-Ayres foram disputadas
tenazmente; tendo havido derramamento
de sangue em alguns pontos.
La Nacin, portenha, publicou nma ex-
tensa noticia da viagem do vapor Paran
que con iuzio Arredon lo e seus companhei-
ros. O Paran passou distante de Monte-
video, porque os emigrados temiam ser
presos pelas autoridades orientaes.
Na edceao de 11 diz o mesmo diario
que, desde a madrugada da vespera acha-
vam-so em aguas argentinas, a bordo do
Paran, o g neral Jos Miguel Arre-
dondo, seu se retario Fructuoso G. del
Busto, os coronis orientaes Eduardo Vas-
quez, Jo&o P. Salvanach, Lan felino CSrt*
e o commandante Henrique Oliveira.
O Paran ficou sujeito a uma observa-
dlo de tres dias, porque ia de portos bra-
sileros
Em Montevideo julgava-se provavel a
retirada do ministro dos* negocios estran
geiros e indicava-ne para substitui-lo o Dr.
Vasquez Sagastume.
Entre as economas do ornamento figu-
rava a redu cao gralual dos vencimentos
dos enpregalos civis e militares, na pro
porcio de 2 1[2, 5 e 10(0. Suppri-niam-se
taubem varias reparticSes.
Rio Gratule do Sql
Datas at 13 de Junho :
Dur nte o raez de Maio ultimo entraram
a barra desta provincia 40 navios, senda
vela 26, assim distribuidos : 1 llemao, 7
brasileiros, 3 dinimarquezes, 7 hqllande-
zs, 3 inglezes, 4 noruegos e um p-irtu-
guez, 23 a vapor, sendo : 19 brasileiros, 3
igli-zas e 1 oriental. Foi de 9,840 a tone-
lagem de todas essas embarcacSes, e de
627 a sua equipagem : o calado variou en-
tre 12,5 e 16,5 palmos.
No mesmo periodo sahirara 52 navios,
sendo de vela 39, a saber : 7 ademas, 7
brasileiros, 6 dinamarqu--zes, 7 hollande-
zes, 5 inglezes, 5 noruegos, 1 portuguez e
1 sueco e a vapor 13, sendo : 9 brasilei-
ros, 3 inglezes o um oriental.
Foi de 11,004 a tonelagem total de to-
das essas erabarcaco s, e de 647 a sua
equipagera. O calado variou entre 13 e
16,5 palmos.
Em Jaguarao chuveu nos priraeiros dias
deste iuez como ba muitos annos nao se
via. No dia Io o rio Jaguarao amanhoceu
fora do leito. O transbordamento das
aguas causou alguns prejuizos a diversos
pjopretarios de madeiras, que
prehendidos pela enchente, carregando rio
baixo Ubo is e outros objectos.
tanla Camarina
Datas at 15 de Junho:
Carecem de ioteresse as noticias dcsta
provincia.
8. Paulo
Datas ate 19 de Junho :
Em Santa Barbara existan) 11 pessoas
atacadas de varila, tendo falle ido lti-
mamente s uma. Tres restabuleceram-se.
Reina completa miseria na loualidade.
O reo Joa Pinto de Almeida appellou
do ultimo julgamento a que foi sujeito para
0 tnbural da relajo.
Suicidou-sa em Pirassununga o portu-
guez Porfirio Augusto de Souza.
Diz o Crrelo de Campias :
c It-Uiba est aterrada. Os quilotnbolas
assaltaram j uma fazenda e na establo
de Vallinhos. Qunriam apanhar as garras
um hornera de quem elles tm odio, porque
em tempo Ihes andou no encalco.
t Ha muito tempo que sabida a exis-
tencia de quilotn bolas as immediacScs ta
quilla cidade; corree at na imprensa que
os negros arrpbataram uma moca que nao
tornou a appar*cer. Instado para que pro-
videnciasse, o governo nandou 10 pr.^as
de cavallaria ao lugar e pedio reforjo
polica de Campias. Nao consta at agora
que os quilombolas tenham sido presos, e
assim as immediicSds de Itatiba acham so
como em estado de sitio.
Houve no dia 17 uun expbsao na casa
de um fogueteiro de Sinto Amaro, chama-
do Joaquim de tal, ficando grevemente
queimado, tanto elle orno sua mai.
Rio de Janeiro
Datas at 0 de Junho :
Comtam as principaes noticias da carta
do nosso correspondente, publicada na ru
brica Interior.
Foram abertas, no dia 17, na secre-
taria da agricultura as pr ipostas recebidas
na forma do edital da concurrencia, para
utilisacao das jazidas de phosphato de cal,
existentes no archipelago do Fernando de
Noronha. Receberam-se seis propostas :
Io de Joseph Alkaio, 2* de Manoel Joa-
quim Borges de Lima, 3a do Dr. Joao
Raymundo Pereira da Silva, 4* do Dr. Hi-
lario de Gouveia, 5' de Manoel Dias de
Campos e 6a de Reginalao Gomes da Cu-
nba.
Cada proposta foi eompanhada do com-
petente certitoado do deposito de 3:00 !?
para garanta da aceitacao do contrato.
Eis as noticias commcrciaes da ult-
tra data:
Rio, 19 de Junho de 1886. O merca-
do de cambio esteve hoja qussi paralysa-
^o e sem alterajao na t.xa bancaria sobre
Londres, que anda 21 d.
As tabellas no Commercial e nodo Com-
raercio, e as taxas no London Bank e En-
glsh Bank sao as seguiutes:
Londres 21 d. a 90 d|v.
Paris 454 rs. por fr. a 90 d|v
Hamburgo 562 e 861 rs. por ra. a 90d|v
Italia 459 e 458 rs. por lira, a 3 dv.
Portugal gr.9 e 257 [ a 3 dv.
Nova-York 2,51420 e 20410 por dol. vista.
O raovimento do dia foi insignifi-ante
sobre Londres a 21 d. bancario, e a 21 1[4
d., papel particular.
Na Bolsa o movimento foi menos que re-
gular.
Rabia
Datas at 23 de Junho:
Fora pr irogado at 30 a actual sessao
da assembla provincial.
Coraccaram os preparativos para as
testas do 2 de Julho.
noticias da Europa
O paquete francez Ville de Bahia entrado
ante-hontem da Europa, trouxc dataa que de Lis-
boa aicancaram 7 do corrente, adiantando dez
dias s trazidas pelo Elbe.
Alm daa de Portugal, constantes da carta do
neso correspondente de Lisboa, publicada na lu-
brica Exterior, eis as demais noticias de que foi
portador o referido paquete :
li-spanliu
Escreve o nosso correspondente de Lisboa :
O nascimento da re da Hespanha, vanninent"
auspiciado na imprensa do paiz, ebjecto de gi-
rndolas e repiques mais ou menos festivos naa co-
lumnas dos diarios eatrangeuos.
O Temps, uma folha republicana moderada d^
Pars, occU) a- .e do successo no seu boletim pol-
tico e considera-o de boro augurio.
Anda assim, parece-lbe que este feliz aconteci-
mento que teria o maior alcance poltico se vivease
Aff tacoes que uma longa miaeridade deve inspirar.
Seria temerario crer, segundo elle, que os par-
tidos, assim o republicano como o carlista, cousin-
tam em drrrainar e renunciar a suas esperanzas,
s porque nasetu um menino que, se Ueus lhe
concede vida, nao reinar senao d'aqui a muitos
annos.
O Gaulois felicita sem prevences a Hespanha
e por esse diapasao afinam as grandes massas da
imprensa monarebia e repubicana moderada.
Entre os enhorabuena mais expresaivos assigna-
la-se o do Sr. de Freyeine", presidente do conselho
e ministro dos negocios estrangeiros da repblica
franceza.
Do outro lado do estreto, na Inglaterra, o
Standard interpreta a opiniao geral que alli se
firma.
Ainda que o naacimeoto de um re fortalecer a
dymnastia reinant: a presenca dos carliates, sup-
po que elle mudar pouco a face actual na pol-
tica hespanhola.
Este continuar a ser quasi a mesma. a seu
juzo, e se a monarchia prevalece, ha de ser pelas
qualidades c condiepes de governo que se eviden-
ciou muito antes que o re meuino suiba discer-
nir entre o bem e o mal. Afortunadamentec-
cresecnte o Stindarda raiuha regante fez abro-
Iharaa mais risonhas esperancaa saberc realisal-as
inteiramente segupdo pela e*treita e difficil ve-
reda de conciliaco digna e prudente entre os di-
reitos da corda e a submisao aos preceitos consti-
tucionaes.
O Daily Telegraph descobre que 03 hespanhoes
estilo orgulbo&os com o seu menino-re, nascido
depois da trem. nda desgraca em que a alma da
rainba inoatrou ser da icelhor temperatura.
D'nqui o esperar que o fausto nascimento abra
uma era de pai e prosperidade, como tanto as de-
fnram *nr. \aKa e na mjstero pais.
Nao menos ulico e amavel, o(2Vmet acba aue *
parto fora accelerado pelos esforcos que a rainha
tisera piucos dias antes a bem da caridade, visi-
tando e soecorrendo as victimas do cyclone, e d'ah
faz derivar cm muito maiores porporcoes o carinho
que j vincula os hebpanhoes sua rainha.
A vida da rainha regenta diz logo a folha
da City de uma ineatimavel importancia para
a Hespanha.
Uma longa regencia ha do estar neceasaria-
mente cheia de auciedade na presente situacao,
mas o carcter e a tempera da rainba 3o o me
Ihor amparo contra os perigos que rodeiam a mo-
narch a. Se a Hespanha se fieasso com o seu rei-
menmo e cjni a regencia vaga, o seu porvir sena
bej tenebroso.
Por igual ou parecida forma se expressam oa
diarios de Berliin e de Venna e nao se ficam em
quebra de primores os mesmos jrcaos do Vati-
cano, que reproduzem o resumo telegraphco do
discurso pronunciado na camira pelo Sr. Marios.
Celebram alegremente o lacto e dizem que se
perece a formula conciliadora do casamento de
O. Mercedes com D. Jayme, surgirao anda, nao
j um, seuilo dez novas formulas para a concor-
dia entre os dous ramos da familia de Bourbon
hespanhola.
Esta concordia ser um facto, dizem, e mere-
ce-o por seu carcter e exaltado patriotis .o o povo
heepanhol, o primeiro do mundo.
O pretendente D. Carlos acaba de publicar
o seguintc manift-cto :
Hespanhoes.A usurpacao realisada por morte
do re D. Fernando Vil, Vai ainda mais uma vez
ser confirmada com a proclaraacao, como rei de
Hespanha, do filbo do meu primo Affonso.
Contra aquella primitiva violacaj do direito, e
contra todas as suas successivas raanifeataooea,
protesteram m ua antepaaaados, como eu proprio
protestei contra o acto p etoriano de Saguuto, se-
cundando-rae em meu protesto muitos bracra va
rouis e muitos esiorcados coracoes.
Profundamente convencido de que nao h i esta -
bilidade ns leis era seguranca as instituicoes,
senao sombra da monarchia legitima, luctei pe-
los meus dirctos, que eram a salvaguarda da vos-
as prosperidade, at que esgotei todoa os recursos
matcriaes.
Hoje renevo aquellea protestos, nj com as ar-
mas na mao, mas nao com menos energa, affir-
mando ainda coro mais interesse do que anterior-
mente, se isso cb i no possvel, o meu firme e it.-
quebrantavl proposito de manter, com a ajuda de
Deus, os meus direiios em toda a sua ntegrilade,
e de nao me prestar nem a renuncia nem a trans-
accao de quilqunr genero que seja.
Os meus direito*,' que se coniundem com oe da
Hssn^nha, tanto io desacatados pela presenca
no throno d'um principe e d'uma princesa, Incoo
tcientes instrumentos da revoluclo, como pela pro-
clamaco d'uma repblica; e para fnzel-os valer
na sua forma mais efficaz, nao vacilarci nunca em
seguir o caminho em escolher os meioe que o de
ver me tincar.
He*pobo*aDes a"nos de amargo desterro,
pastada longe de v* outros, mas com o coraco
vivendo sempre nos campos mmortelisados pelas
vossa* proezas e a* de votsos pas, conaeguiram
fazer-me conhecer toda a sublimidade da vossa
eonstancia.
A's coinmevedoras demnnstracoes de fidelidaie
que sem cessar haveis teito chegar at mim, nJo
pisso responder melbor do que sallando com este
protesto 03 lucos indeatructiveis que nos unem, e
dando-vos a seguranza de que at ao ultimo alen
to ser consagrado a va todos a vida do vosso le-
gtimo rei.
Carlos.
O Univers, de Pars, publicou o manifest, ou
antea pr^testou contra a proclamaban do novo rei
de Hespanha. Este documento pouco interesse
d'-spertou em Paria.
De Berne communicam a 28 de Maio ultmi
sobre o mesmo asaumpt >:
Logo que se publicou o manifest de
D. Carlos de Bourbon, as legicoes de Hes-
pinha, em Pars e nesta capital federal, ped rara
ao governo suisso que tomasse infor.ntco-s; e o
inquerito das autoridad' s federaes apurou que D.
Cari '8 atravessara a Suisa indo c-unuilio da Aus-
tria, por causa da heranoa do crade de Chimb^rd
e que publicara o seu manifest em Lucerna, onde
se demorou alguns dias.
Depois il i constituida a cmara, o r. Ct-
macho apreaentar immediatam-nte o orcamento
ordinario niveUdo e no prximo cutomuo apresen
tara o orcamento ertraoriinario com o ped io de
aut-risacio para vender parte daa ruattas do Es-
tado, reinir 3 censo das propriedades a favor di
clero e das corporacoes civU, e transferir nara o
thesouro publico, os fuudos das cuxas especiaes
O Senado approvou a reaposta ao discurso
do throno por 133 votoa contra 57.
O Imparcial, de Madrid, desapprova o pro-
jectode le aposentado pelo ministerio francez
para expulso dos principes de Franca.
Considerar que o ac o dictatorial, odioso, cen-
suravel e Ilegal, e faz notar que a moatrchia hes-
panhola abre as portas i todos os emigrados e to-
lera a propaganda republicana, eraquanto que a
repblica franceza offendd os direitos dos cida-
dos
Ha dias, ogovernador civil d'' Madrid quan-
do entrava no seu gabinete, e ia a deapir o sobre
tndo, deixe.ii cahir no chao o revolver que se dis-
parou, ferindo o gravemente no ventre.
De Gibraltar foram d aparados tiros de ca-
rabina sobre uma canhoneira hespanho a, que ti-
iihi apresado doua barcos contrabandistas
O g-.vernador de Argeeiras protestou contra se-
melliaiite acto, que contrario aos direitos das
gentes.
No Senado o ministro dos negocios estran-
geiros ap;esentou o modus vioendi commercial his-
pano-inglrz
A 31 de Maio casou em Madrid o principe
D. Luiz de Bourbon y Bourbon cora a fi'ha dos
marquezes de Campo Sagrado, senao padriuho el
re o Sr. D. Luiz I, representado neaae acto pelo
nosso ministro em Hespanha, o Ssr. Mendea Leal.
Parece que a rainha regente agracala os no-
vos com o titulo de duques de Amol.
A commisso de aperfeicoamento da arma je
infantaria contina cstudundo as modificacoes que
devem ser teitaa na ordenanza da respectiva arma,
em harmona com a ultima organisaco do exer-
cito.
O valente marnheiro D. Henrique Capriles,
que tanto nome alcancou durante a queato das
lhas Carolinas, vai ser nomeado governador da
provincia de lloco-Norte as ilha3 Fflippinas.
Foram promovidos a coronel e commandante oa
ebefes da expedic-io s Caiolmas os Srs. Eapanba
e Capriles.
Diz esse recente despacho de Roma que o
Summo Pontfice resolveu enviar a rainha regen
te de Hespanha a rosa de oiro, que ser levada
a Malrid por um legado especial.
Uma horrarasa exploso destru.) a fabrica
de oyuamite aituada em Aldaga (Valencia). A
exploso por 480 kilogrammas de nitro giycerinr,
e foi tilo terrivel que todas aa pessoas que se
acham dentro e mesmo perto da fabrica, pere-
c ram, sendo ene jotrados os cadveres a mais
de lhO metros de distancia completamente despe-
dazados. Nos primeros in .tantea foram tirados
13 cadveres.
O general Salamanca foi eleito presidente
do Ce tro Geral le Refrmalos.
Franca
Eis aqui o rclatorio e o prejecto de lei apre
sentado a cmara das deputados pelo governo
francez :
A contraro do que fazem os governadores
monarchicoa, a republiea julgou revogar as leia
do exilio publicadas contra as dynastias cadas.
1 Concedtudo aos membros daa tamilas que
teem reinado em Franca que residam no seu
territorio, reconhecendo-lhes o* meam que aos outros cidadot, a repblica deveria es -
perar ^ue elles saberiam corresponder a pol-
tica de moderaco e confianc > como respeiio ao
rgimen eatabelecido. (Appluusos direita).
Oa berdeiros daa antigs dymnastias nao ab-
ilic-.rain, porm, um pice de suas antigs pre
teucoes.
Longe de o dssimularem, elles procuram
sbertameute todas as occaaoes de abalar as
.n-itituico.is que o paiz livremente recebe.
Ainda ha poucos mezes o governo se recusou
a tomar contra elles as medidas que reclamam
uma grande parte da opinio.
i' Esta atti'.ude parece que nao produzio ou-
tro resultado senao o de os animar a novas pro-
vocacSes.
A prova completa, e na julgamos chegado
o momento de por t< rmo a ura estado de couaas
que nio poia continuar se, na> cona grande detri-
mento da autoridade e da conatituicao, e quebra
dos interesal s do paiz.
Visto isto temos a honra de enviar para a
mesa o s guinte projecto :
Artigo ." Fica o governo auctorisado a nter
izer o territoria da repblica aos membros daa
familias que teuham reinado em Franca.
A interdieco pronuncala por uma determi-
naco do ministro do interior, tomada era con-
selho.
Art. 2o Aquelle que violando a > rdem do ioter-
dics for encontrado em Franca, na Algera ou
as colonias, ser punido com dois a cinco anuos
de prisa.
Cumprida a pena s* r recondnzido a fronteira
Este projecto nao satisfez alguns deputados in
transigentes que apresentarara em substituico
este outro:
Senhores Sabemos perteitameute que a pre-
senca dos pretendidos principes no territorio
francez nao constitu; nenhuui perico para o paiz
que est cima de todos oa partidos. Se os pre
tendidos prncipes conspiraren! contra a rep-
blica, pediremos que sejam julgados. Por outro
lado, os pretendides principes reteein bens mal
adquiridos que devem voltar para a nacao, e
portento apresentauos nt o seguote projecto de
le:
Artigo 1" Os bens movis e immoves das fami-
lias, outr'ora real e imperial, dos Bourbons e dos
Bonapartea de todos os ramos, ficam a disposiedo
da nacao.
Art. 2* Os bens movis e mmovcU conatituem
uia primeira dotaeio da caixa nacu.nal de peu
toes a veihice.
AusigaadoBasly, Platean, Camehnat, Boyer,
Michelin, A. irudhun.
E' cal s inconveaiieiinia cora que foi redigido o
primeiro pr. jeoto que cliegam aiijumas pegaoaa a
achar pr ferivel e segundo. Este brutal, mas
arca frente a frente com as pretenjVs de restau-
racio, nao se moatra receiogida i fluencia di*
principes desthronidos, porque ju'ga a lepu-
blic mais forte do que alies, mas confisca-lhes
s bens, eoinojtiiera a primeira repblica aos
seus act- pasoados e s lhe* poiipa a vida por te
rem passado da noda a*carinficiuas reaes.
O projecto do goveruo ebega a ser de uma po-
silammidade mulherl. Diz que os principia tena
tratado de abalar as instituices e que chegado
o momento de por ponto a taea machinacoes, que
nao poderiam continuar sera grave detrimento
da auctoridade e da eonstituicao e quebra dos
ntereaaes do paiz.
Nao se pode emfessar mais explcitamente a
fraqueza da repblica.
Foi um sarau dado pelo conde de Pnris, a que
coucorreram horneas de todos os partidos, que
provocou o projecto de expulso, foi um sarau de
despdida da princeza Anelia que poz un peri-
go as instituices da Franca; nio foi o levaa-
tnraento da Vendier, u -in a aublevaclo da Breta-
nha, nem o perigo da invaso estraogera que
atne-c.m os iuteressea do pas, foi o adeus sau-
doso de centenares de francezes a uma patricia
que el^.'s estijiavara e respetavara, antes de par-
tir para ura paiz distante donde uo regressaria
to cedo!
Chega aser cmica to grande furia !
Tomam-se providencias de carcter violento no
meio daa luctas encarn'cadas, fuzila-se e corta-se
cabeets quando o sangue quente das victimas pe-
de vinganca, e quando a moralidaie especial das
revoiui.0'3 exige represalias immediatas; mas
u. > se corta carae em plena paz eeno em opera-
coes cirurgicas nem se ex-rcem violencias revolu-
cionarias seno nos paroxismos de qualquer sys
tema poltico.
Oa proscriptos foram sempre muito maisp 'rijo-
sos do que oa amnistiados. Me:hor se aprecia o
bem depois de perdido; p-r isso s proscriptos que
arriscara a sua vida para conquiatarem a patria,
pomas vezes, depois de amnistiados, arriscara um
cabello para a perdereui. Pirara os proscriptos
que derrubaram em Franca a revolucao.
O s principas de Orleans, proscriptos serio mais
mais perigosog para a Franca npublicana do que
os cidadaog francezea que se apellidam com os t-
tulos do antigp rgimen, e que vivem como una
excedentes burguezea nos seus palacios de Pars.
Todava inevitavel a expulso dos principes
descendentes daa casas que reinaran) era Franca.
A causa -ippsrente desta violencia foi a recepeo
feita pe s condes de Paria antea de partirem para
Lisboa o grande numero de pess)a3 das suas rela-
coe8, que oa republicanos exalttdos quizeram con-
siderar com uma manifestacao partidaria; a cau-
sa real a presao que oa intrausigentes exercem
subre o governo para liaonguarem as paixoes po-
pulares e mostrar, m a soa torca poltica.
Conforme diz a Republique Francaise, o presi-
dente da repblica nao era favoravel ao projCtO
de expulso dos principes.
Em conselho de ministros o Sr. Grevy poz em
relevo oa inconvenientes de um acto to violento, a
foi acompauhadj as suas eonsideracoea pelo Sr.
presideute de consslho, o Sr. Freycinet. Seia mi-
nistros combateram a doatrina d- tolerancia pol-
tica para com os principes tran-a-s, e portento
prevaleceu por maiona a sua up>oao.
Conbecida a opiuio do governo as mesas da c-
mara elegeram a commisso que ba de dar pare-
er sobre o projecto de expuhao, que ficou com-
posta de cinco membros contraros e seis partida-
rios da expulso. Nestes term'* o projecto ter
parecer tavoravel.
Nao a a imprensa eatraogeira que censurara
o projecto de expulsa j dos principes ; a propria
imprensa fran *za. a mais seria e bem conceptua-
da, combate poi imprtela e intil aquella provi-
dencia stulta.
O Temps, um d*s melh diz que n'aquelle prejecto nao foram tomados em
Consideraco Os interesses da Franca e da repbli-
ca, e accrescenta:
Se ae tiveaae examinado attentameate esse
asaumpto poderla fizer-se em raci ciaio muito
simples : ha qainze aunos que a f publica existe ;
resisti aos ataques de nma aiserabla onde os
principes gosavain de iuUeiic;a preponderante e
aos esforcos de ura g-Vrruo qj- enureguu pira a
matar as armas que ella propria Ibe d ra, reduzio
obediencia ura presidente que tava prora jto a
sacrifical-a a qualquer combiuac/io monarchic* ;
atravessou analmente o periodo ditficilimo de 1885,
e agora, depois de tantas tentativas malogradas,
depois de estar ao abrigo das violencias, e supe-
rior a iitrigas, quando se alguma c >uaa tem a
temer de si propria, vem dizer-nos que esaes
principios de quem illa nao tiuba in-d < quando
era fraoa a ameacam qu..n.lo est triumpiaute e
que el'es, que eram impotentes sob o governo de
.Vlac-Mahon. se tornaram tem veis sob o governo
do Sr. Grevy
O Jornal des Debats discorre assim :
< E' com p'zar que os verdadeiros amigos da
republiea vra laucarse assim uo caminko las leis
de excepeo Ella tioha timbrado era prescindir
d'ellaa at boje. Tinha be estab-Uci lo, tinba vi-
vido durante quinze annos sem recorrer a serae-
Ih.-.ntea meios de defeza. Bem sabemos que a
restaura^o, a monarchia de julho, a repblica de
1848 Iheo tem dad> o exemplo e promulgado leis
de exilio. Ma* quanuo, era que uiOT.euto?
No da seguate as revolucoes pelia qua"S cada
umd'este tres regimens se tinham fundado. E
com que succesos ?
A historia ah est para resp inder.
Com o coraco satiafeito, sem a de3culpa d'um
perigo serio ou anda d'uma appareacia de risco,
ministr >s republicanos e cam iras republicanas,
proclamara em voz a'ta que a repblica era 1886
est taj pouco firmemente instailadas, to pouco
solida, to p iueo segara do dia deamanhi, como
eatava Luiz XVIII era 1815, Lmz Felipp om
1831, a commisso executiva em Miio de 1848!
Se ella corresae ura verdadeiro perigo, a sab do-
ria Dub ica reco" mendar-lhe-hia ainda qne nao
c rafessasse que t nha medo. Impor-lhe eota bu
miihante confisao, em que sjja ameacada, a de-
mencia pura.
Ura dos ltimos nmeros do Maiin consagra o
s-u artigo principa! expulso, de Franca, dos
principes de Orleas.
Combare violentamente o projecto do governo e
taxa de hypocritas. R bespierres de thea'ro, Sta-
rats de f-ra, os autores de sein-lnante lei.
Comeen assim :
A Repblica dverte-se. Commette mais do
que uma falta, maig do que um crime, como diada
M. de Talleyrand : uma t.dice.
0 proprio Sr Grevy, que-a fortuna e a idade
torna.am s-n*at', gente p-rante a assignatura que
expulsar do flo francez, honestos e pacficos ci-
dados, os escrpulos que outr'ora caqueceu para
cora outros iunocentea.
Nos queremos urna republiea, boa, larga, abar-
te, material, uma republi a humana, era qu-i to-
das as crencas nobres t nhara o se i direito de ex-
panao en que t d 13 os iiiien'gsi'a legtimos acbena-
proteccao, uma repblica que abrace e receucil.e
todos os velhus partidos usados.
E eis ah que noa offerecem uma repblica,
athenienae unicain. nte pelo ostracismo, um rep-
blica que pasaa o tempo h sangrar-se, a mutilar-se
por suas propriaa raaos. A Repblica tent i nos-
i.a, como de t.>do o mundo; filtremos n'ella para
trab lbar pelo bem publieo. Troquemos cm ella
sta phragf:. Mejam >s amigos, Crooa! Fi?a-
inol a grande como o paiz, justa como a lei, cle-
ujente como Deus.
Termina com e- tes perodos :
Vos aabeis que esta conspira^o apenas uma
fbula, que est s quados do governo, estaa listas
de funeo.ionar.. s, sao apenas uma comedia, e que
a vosea indignaco nao passa de uma colera de
tragedia. Kaofi perWtaraeute, que esses princi-
iips nao pedem outra couaa senao que os deixem
viver co'j o pruprieterios pacifico*, e vg meamos.

uyawu



/
Diario de PernambucoSabbado ~6 de Jnnbo de 1886


pelo meaos de eae vos os que nio sao imbecis,
2o pedem seno que os deixem vi ver tranquillos.
Todava bao de erpulsal-os, porqae gu annun
sioa o publico o drama da expulsa.}!
. Quando acabara este reino de trtaros bran-
cos, asnee ou vermelhos, e quando ebegar a era
da sineeridade, isto co bom aenso?
O Gil Blas, jornal republicano, da a respeito
deste acto o seguate :
O projecto de >ei apresentado pelo governo e
que inaugura a oxpulso facultativa dos preten-
dentes, a peior das resolaooes que poderam to-
< O que nos preteademoaevidenciar que rodos
os homens de juizo, todos os espirito liberaos e
todos os verdadeiros amigos da repblica estilo
magoados por verees o governo embrenhar-se no
caminho das excepooes, substituindo a arbitrarle
dade ao direito commam; e quando nenhutn peri-
go stio pode ser invocado como desculpa, procla
mar alto e bom som que a Repblica est traca e
tem medo.
Assevera-se que no conselho de ministros do
1 de Julho se foz urt accordo entre oa miuistros
acerca de um projecto transaccioual que estate a
expulsio dos pretendentes em linha recta, por va
legislativa, deixando salvo ao governo o direito du
conceder ou negar aos outros principes a residen-
cia em Franca; o governo, porm, nio tomara a
iniciativa deste prejeeto, mas sim, aceital-c-hia se
a commissao o propoaesse.
O Fgaro du que o Conde de Pars esperar no
astello d'Eu a ordem da expulsao, caso seja vota-
da e dirigir um manifest ao pas, retirndose
pasa a Suissa.
O Conde de Pars ja parti para Eu.
A commissao do projecto da expulsao dos
prncipes elegeu para seu presidente o Pts Madier
de Moarjaa e decidi ouvir os Srs. de Freycinet,
Sarrieu e Demle.
A. discusso era provavel "que recom?casse no
da 5.
A Franee acredita que se chegar a um ac-
sordo entre a maoria e o governo sobre a base da
expulsao, nicamente dos pretendentes da linha
recta. .
Suppoe-se que e gabinete mantera o seu projee
to de expulsas obrigatoria e immediata dos pre-
tendentes em linha recta e de expulsao facultativa
dos outros principes.
No da 3, anda a oouimissi) da expulsao dos
prncipes nao tinha acabado de formular o seu
projecto, e por isso o conseibo de ministros nio ti-
ha podido delibera'* n'esse da.
Na vespera a -commissao, depois de longo debi-
te, decidi por 6 votos contra 5, em tres votacoes
separadas:
1.'Que a expulsao ser obrigatora:
2.*Que ser geral;
3.*Que ser executada em virtu le de urna le.
Depois destae tres votacoes, a commissao sus-
penden a sotarlo para o presidente ir fallar com o
Sr. Freycinet.
Este, recebendo o presidente da commissao, re-
ensou-se tomar qualqaer compromisso, d -claran-
do que c insultara o conselho de ministros.
A commissao, 'ogo que o presidente voltou, pri-
segnie nos sems trabalhos e passou a elaborar o
texto do seu parecer formulando as tree deciees
precedentes.
O Sr. Frbault, deputado francs e um certo
aumero de seus collegas mandaram para a mesa
a Cmara urna proposta de le tendente a abolir
a pena de morte, cojo texto o seguinte :
Artigo L* Fica abolida a peaa d-- morte.
Art. 2. Em todos ss casos em que esta pena
for applieavel, o coademnado ser subraettid > du-
ante seis annos ao rgimen cellular n'uma prisio
especial.
Expirado este prazo, passar para outra sc-
elo, onde scffrer a pena de priso perpetua em
eommum com trabalho*.
Art. 3.* Ouvida urna c mmisso de que fa o
parte o medico e o director da priso, o periodo
da encareeracao cellular poder* ser reduzido a tres
annos, so o estado physuJO e intellectual do con-
demnado assim o exigir. >
No 1." de Junho a cmara franceza discuti
a tomada em consideraco das propostas dos Srs.:
Miehelin e Plantean, intransigentes, pedinda a
abroc5o da lei de 1802 que regula as relaces
da Igreja e do Estado. O Sr. Gfoblet, ministro
dos cultos, apoiou a tomada em consideraco, p ;r
entender que necessaria a discusso para se co-
kecerem as opinioes do paz a tal respeito. A
cmara votou afinal a tomada em consideraco
por 297 votos contra 250 e adieu os seus traba
Ibos para o dia 7.
A cmara votou o crdito de 200:000 fraa
eos para o Instituto Pastear.
O Ijivr Amarello, agora distribuido, todo con
cernate s questoes da Kome.'ia e da Grecia.
Pelos documentos n'elle publicados, v-se que a
Franca, desde o cmico do incidente da Bulgaria,
se estorcou por localisar o confl.i-to e obter urna
solacio pacifica; leve o cuidado de deixar actuar
as potencias maia interessadas ; mas a respeito da
questlo Ja Gr ca, na qual a mais inten-ssad* a
Franca por causa no M.-diterran-'o, toi mais aetiv*
e mais pessoal, sempre, todava, em sentido pac-
feo.
Na cmara dos deputados o Sr. aCahntin
realisou a sua interpellaclo ao governo respeito
das gritrs de Dcazeville. Accisou a companhia
de malvola e o guverno de frouxo Responden o
Sr. Baibau., ministro das obras publicas, dizendo
que o governo fez tudo quanto puude e que actual-
mente a groe parcial. A cmara approv >u p r
369 votos contra 171 a ordem do dia pura e sim-
ples.
A commissao do cenado, incumbida de dar pa-
recer sobre a conven o franco bespaahola acer-
ca da p-sca uo BidasMia, elegeu pira seu pre-
sidente o vice-almirante Jaurs, approvou d--p a
c prjocto k nomeou relator o vce-aimirante Pey-
ron.
Blgica
Houve na Blgica ltimamente eleicoes para re
novaclo por inetade de nove assemblas provin-
cias.
O interesse da luta cencentrava-se no canto da
Bruxcllas, em alguna da provincia de Luxemburgo,
ao d' Maliues e em muito* circuios da provincia
de Nainur. A cidade de Malines manteve a sua
deput fio clerical; no Luxemburgo, os libera s
deten i- rain as suas posi(,-5es; na provincia de Na-
mur ganharam 3 logares. Em Bruxellas, onde a
situ co eleitoral era complicada p>r alliaucas
ais ou menos hbridas, o xito deu razio nos pro
greesstos. Qaatro dos seus candidatos venceram
no priuviro eeorratinlo por maoria d-' 400 votos
sobre os seus uiversarios liberaes. Ha dze em-
pates p ra decidir se ; e como os progressUtas con
tem cas s adhesio de um milbar de votos, que
mes fra dstmhido pelas candidaturas operaras, o
Mu success par-ee j agora seguro. .
A parte este incidente da luta, til para demooe
araras verdadeiras opinioes do corpo elei'oral de
Bruxellas, a situsco poltica geral do pas nao se
apresenta modificada pelos escrutinios da ultima
eleisSo. As assembias provinciaea, que nao po-
dem te- mflueacia poltica seoio por peticoea
cmara, continuam a ser clericaes em cinco pro-
vincias ds nove do reino.
til*
As eleic s na Italia deram maioria ao gabinete
Bepretis.
Adaicionados os elementos diversos de opposi-
cSo. pertarchistas, radcaes, socialistas e dis i-
dentes da direita, nao se passa de um total de 230
Totos contra 255 assegurados ao governo. Em
summa, o paiz nao responden interrogaco que
3 he tazia.
Tratara se de saber se approvava a approxima-
o realisada pelo Sr Dupretis entre a antiga di-
reita e a antiga esquerda, se consenta na poltica
colonial inaugurada pelo Sr. Mancini, na poltica
estrangeira a reboque da allianca anstra-allem
aa poltica de grandes despezas e de grandes obras
puolicas. O suffragio nao responden a isto ; ac-
crescentou um pouee o numero dos radcaes, re-
fsrcoa com alguns votos a extrema esquerda, mas
e grosso do p rtido ministerial e da opposico pro-
priaaente diU voltar a Roma sem mui-nca con-
slderavel.
D'este modo, o Sr. Depretis tem de governar,
orno ate agora, com urna maioria insumeiente e
bous eatavel ; e assim, o primeiro conflicto de
iatereases entre o sul e norte da monarchia pode
colloel-o em cnse.
Per outro lado, a opposico incapaz de tomar
o Mde j pela sua fraqueza numrica, j pela
sua falu de homogeneidade. Em presfcnca d'esta
situsc* > parlamentar menos satisfactoria, digno
de actir-se que o partido radical socialista al
cancasse orna estrondosa victoria, Cipnani fosee
M irsmn tempo eleito por Forli e Raneo e que
se dscem petturbaooe d*um oaraeter nitidusnente
atnsrchista em Traai.
Par caasa das Meijtbs rebenUram gnves des-
rdeaa era Trani.
Os operarios rcnnirssm-se nos suburbios a asa
abaras cobre a cidade, onde aatentaraaa eacarni-
ada I aeu comas tropas, at que a obrigaram a
retirar, e deiUram fogo ao palacio municipal, a ai-
faadega e ao theatro. As pordas sao enormes. P6-
rec^ram varias pessoas, umas queimadas e outras
incendiadas.
O governo raandou logo reforcos de tropas. Em
Poggia e Bari foram presos 60 desordeiron.
Continua a grassar o cholera em ^ Venes* e
outros pontos. Triuta e tantos casos e vinte e Un-
tos ooitos o que d o bolotim ha muitos das
consecutivos.
lavterra
Na dia 27 ds Maio reunio-ss no Foreign- )tBoe
a gainide reoniao dosd-:putados liberase, convoca-
da acto Sr. GUdatoae.
Na assistanoia caatava-n-se 208 deputados.
O Sr. riiiidlmilciii e o marques de Hartingtoa
ao asa stinw rauaio.
O Sr. Gladst n, n'uma allooucio dirigida as
sembta deetarou em primeiro lugar que a cama
ra, votando o bil do governo a respailo da Irlau-
da em segunda 1-itura, os deputaaos ficavam coia
a plena liberdade de Ihe recusaren os seus votos
em terceira leitura se lha nao satisfizessem as mo-
l^ificacGes quo iam ser introdusidas no projecto,
quando tosse discutido na commissao.
O governo disse o presidente do cmse.lhoest
disposto a approvar todo e qualquer projecto que
tenha por fim faaer com que os depurados irlande-
ses tomem parte n is traba hos do parlamento im-
perial, quando neste se trate de questoes de im-
poctos relativos Irlanda, esnsentiudo mais que
os representantes da Irland > tomem parte no seio
do mesmo parlamento, na dscutso de questoes
imperiaes ou reservadas.
Estas modificacoes -conelue o Sr. G'.adstone
traro, depois do voto em segunda leitura, urna
remodelaco completa do bil primitivo ; ser por
tanto impossivel depol-o, na sua aova lerma, no
curso da presente sessa >.
Sers umOutubroque a cmara poder to-
mar conhesimonto do projecto, e n'uma sessio es-
pecial, examinar definitivamente o bil com to-
das as modificacoes qne se tenham determi-
nado .
De-pois de algumas observacoas dos deputados
preeeute, approvaram-se todas as concessoes fei-
tas pelo Sr. Gladstone a respeito da represeuta.
co da Irlanda no parlamento imperial, e a reu
nio separon-se, votando um voto de agradec
ment ao chefe. do gabinete.
Nos corredores do parlamento, toda a gente dis-
cuta os resultado que deva ter a reunio a que
nos referimos.
Os partidarios do governo m"stravam se satis
Htos, declarando que o ministerio t ra urna maio-
ria de 10 a 2o votos. Mais reservados, os tohigs
min8teriaes emittiam a opin o de que a segunda
leitura seria votada, mas nao se atrevam a dizer
por quantss votos.
O libara s de feicao Hartington e os conserva-
dores conrJnuavam a crer que o bil seria rejei
tado.
Grande numero de deputados liberaes e radi -
caes hesiram na maneira de como se ho de mani-
festar. Esta hesitacao provira da divergencia das
interpretacoes que se deva dar as declaraco.-s do
Sr. Gladstone.
A's 5 horas reunram se os a embros do partido
Cnamberlain as commissoes da cmara: stive-
ram presentes 4t membros, contando o leader ra-
dical.
No da 31, na reunio dos partidarios do Sr.
Chamberlain, depois de alguns discurs >s e da lei-
tura de urna carta do Sr. Brghr, que declara qu;
tencionam votar contra o bul dohome rule, 45 de-
putados, de 52 que estavam presantes tomaram a
deeiso de votar contra a segunda leitura do bil.
Esta deeiso torna virtualmente certas a derrota
do governo e a dissoluca do parlamento. Ha
grande exeraco nos corredores da cmara.
Na cmara d>8 cimmnns o Sr. Chamberlain
disse no da 2 de Junho que rejeita por iiisuffieien-
te a em-nla relativa aos repreentantes irland'zes
no parlamento imperial e declarou que o biU d-
hume rule nao seria a solacio final da questo da
Irlanda, accre9centndo que reeeia que as exigen-
cias dos autonomistas vio assim redobrando todos
os das e por isso votar contra a segunda leitura
do bil.
Teve depois a palavra o Sr. Sextan, que defan-
deu o projecto do Sr. Gladstone.
0 -Jr. Gladstone disse na mesma sesso da c-
mara dos communs que preferira a votaclo do
bil irlands no dia 5 ; mas que nao quer exercer
presso sobre a cmara se esta desej prolongar
a discusso.
A cmara adiou a discusso para o dia 3. Os
jorn-. s presumere que a votaclo psssa realisar se
neste nesmo dia.
Nao faltn sesso nenhum deputado ministe-
rialista.
Presume-se cfae o bil da autonoma irlandeza
ser rejeitado por 250 votos contra 240.
tllrmnnha
Foi ha dias inauguraba peio imperador Gulher-
me a exposice de bellas artes em Berlim; este
c rumen deve-se academia de Berlim, que desta
forma quia commemorar o primeiro centenario das
"xposices.
A-ha-so ins'all.ida a presente exposico no pi-
lacio que em 1833 s<- construio para o certamen de
hygiene, perto di estaco de Lehrte, conveniente-
m -uto transformado.
0 vestbulo acha se bellamente adornado com
estatuas e grupos, entre os quaes tiguram o Tra-
balho, a Paz, a Naureza, a Harmona e entras no-
tav-is obras aitistieas.
N'um lado io parque v-se o famoso templo de
Olympia. rec nst-nido com maravilhosa habilida
de arcbeologica, e urna imitaco da ara Jpiter,
existente em Pergamo ; no interior deste monu-
mento classico v-se um panorama da antiga Per-
gamo com primorosas frisas, representando se-as
mylhologieas.
Maia aliante encontra-se um soberbo temple
egypcio, que contm ainda dioramas ailusivas s
exploracoes e conquistas da Aliemanha na frica.
A exposico d-" bellas artes permanecer aberta
ao publico at Setembro.
Em Berlim causn gran le s-nsaclo o discurso
do bureo-mestre, exprimindo a confianca de que a
cruz hcliaria u'um prximo porvir pobre a mes-
quita de Santa Sophia, em Coustantinopla. E
realmeute o facto parece ter grande importancia,
Co'doo dea^rrer do tempo confirmar.
Ha aorta de 29 para 3C de Maio, occorreu em
R.xtord, suburbios de Berlim, um dos maores in
cendios de que ha memoria nos annaes da capital
do imperio allemao. O fogo manifestou se pelas
9 horas da noire na fabrica de Otto y Bustuer, es-
tendendo-se rpidamente pelos quarteiroes adja-
ceotes em conseque.ncia de haver nos predios in-
cendiados, grande qnantidade de substancias in-
flamtVei .
O total do prejuzos t calculado entre quacro e
cinco milho-s de marcos. Urna r*a superior
10 hectrea, em que anda na ves,era floresciam
iu.p irfantes industrias, ficou reduzida a um vasto
campo de cinzas.
A Altqemeine Zeitunq, d 30 de Maio, desmente
a noticia dada por algumas folhis de Munich, de
es'ar resolvida a nomeaclo do principe Leopoldo
para reg-nte da Baviera ; e accresceata-se que os
inventores do boato s teem em vista aggravar a
|j diffieil aituaclo do re Luis II.
Ern Cheniflitz, na Saxonia, manifoitou-se urna
pidemia, que se suppo originada pela adltera-
co das carnes de c mserva.
Diz m d Ber.im, em data de 1 de Junho, que
o imperador est go na segunda quinzena de Junho tencin* partir
para as Aguas de Ems.
Est tambem projectada para este anno urna
estada de tres semanas em Gastein.
No outono aisistir s manobras que se hlo de
realisar na Alsacia-Lorena.
A Gazeta Universal de Munich, oinmenta as no
ticias de sensico, reproducidas todos os das por
certos jurnaes. a resp'dto da triste situaco da
caixa particular do rei, e ajunta que osautores
d'estas informacoes fazem urna obra anti-patriti-
ca, augmentando anda as diffieuldadea existentes
em si ja bastante considera veis.
Dia maia que se julga autorisada a des-
mentir una correspondencia de Munich, recente-
mente publicada por um jornal de Vienna, na qual
se falla d'um projecto de regencia exercida pelo
prncipe Luitpold, approvada em 25 de Maio ultimo
e como immediatamente applieavel.
Aos allemes, que o principe da Bulgaria tinha
condeoor do com a medalaa de Mrito, recasou o
governo allemo a licenca de usaren essaa conde-
ooracoes porque nio sendo o principe um soberano,
nao tem direito de conferir ordena de cavallara.
A a ri a -Hansrr la
Eie alguns pormenores acerca dos tumultos pra-
tioados polos estudantes de Pesth, nos ltimos
das de Maio.
O general Grauoky, frente de diversos ofii
ciaes, safando um antiga aso, depositara no dia
21 de Mato, anniversario da detesa de Bada em
18a9, oordaa aoc tonioc dos oosoiae imperiaes,
mortee par eaaa ocaaaiio.
E ohm acto, que os dSoUea eonsideravam como
tBSSSB^ -----------------
um simples testemunho piedoso memoria dos
camaradas mortos no cumprimento do teu dever e
nao como urna demonstraclo poltica, deu origem
a urna interpelkclo na cmara dos deputados, de-
fendendo o governo o general Grausky. Saben-
do o que se paasava na cmara, os estudantes re-
sol ve rano, fazer urna contra -manifeataclo.
Um d'ell' s procurou dissuadil-os, mas nao foi
escutado, e os acadmicos a quem se tinha reuni-
do algumas centenas de pessois pertencentes a
todas as classes da sociedade, aprese ataram-se
diante di casa-da general Grausky, despedazando
as vdrate oedrae.
Dep o* o perturbadores da ordem publica qui-
aarara ir prae, oa Je se acha o monumento do
general B3drttS afisa de collocarem na estatua ama
oork de eet>sas, nj s a pOticia nao os deixou pis
saca pate e ooeapou a praoa. Os estudantes
eneamiaMmih-se em seguida pan a cata do de-
paMdo Ugroa, qa1nterpellaia o governo n ca-
ntara.
Assim terminou o incidente a que s-: attribuio
urna importancia exagerada.
Dizem de Vienna que toram colosaaes e expen
didus as fesias organisadas por madame Paulina
Lucca em beneficio dos hospitaes e ambulancias
daqnella capital.
As feBtas foram celebradas no Prater, no dia 30
de Maio, tomando parte nocort>jo que si realisou
mais de 5,'i00 carruagens armadas de fio-es.
Na Prater reuoiram-se mais de 40 ,000 pessoas
para assistir s corridas, passagem do cortejo, fo
gos de artificio e coneertos moustros de todas as
bandas marciaes de /ienna.
O saldo obtdo depois de deducidas todas as
desposas excedeu aoito mil libras esterlinas.
Baaala
O czar esteve em Moscow ; foi no lendaii pa-
lacio de Krem que se realisou a grande recepclo de
nobresa, clero e representantes das classes popu-
lares, proferindo o burgo mestre da cidade, por
occasio de ofFerecer o pao e o sal a o imperador, a
seguinte allomlo:
Os representantes dos Estados da primeira re-
sidencia imperial rogam-te humildemente, csar
autcrata, que acceiies o nosso sal e o nosso pao,
assim como o nosso amor, e que acredites no jubi-
lo que nos sentimos per te ver, czarina e a caa-
rewtich.
< Vens at nos do sul bemdito donde amoviste
de novo o mar Negro.
A nossa esp^raoc recobra as suas szhs, af-
firma-se a nossa f e eremos que a le de Christo
irradiar sobre Santa Sophia.
E' isso o que pensa o com que tambem conta
Moscow.
O imperador respondeu muito affavelmente que
se regosijava de eucontrar dentro dos muros da-
quella cidade no anniversario da sua cornelo, e
que se recordara sempre com a maier alegra dos
momentos que all acabava de passar.
Na visita que os soberanos fizeram cathedral
tambem o metropolitano Joannikius lh-'s dirigi
urna allocucao de que merece citar-se a passagem
seguinte :
A esquadra do m>.r N"gro fazia outr'ora a
grandeza e a gloria di Kussia; agora volta novi-
m-nte vida, gracas tua soberana vontade.
Que enthusiasmo em ica o coraco dos que
assistiram ou tomaram parte na alegra, na gloria
mirir dessa esquadra!
Que indisivel alegria sentem os t us subditos e
em particular os habitantes de Moscow
No dia 31 de Maio regressaram a Gatshina
seas magestades imperiaes
Parece que facto averiguado a concentra-
dlo das tropas chinezas na fronteira russa.
Orela
A populaclo de Alhenas impressionou-se viva-
menre no da 22 de Maro ultimo por constar que
30,0. 0 turcos tinham passado a fronteira em Me-
luna, e tinham dado batalha campal a 10,000 gre
go perto de Ternavo.
Felizmente a noticia era muito exagerada, e s
verdade ter havido, ainda desta vez, urna esca-
ramuza de postos avancados.
As 4 horas da tarde travou-se lucta de 10 kil-
metros entre Meluna e o valle de Oerias.
Os gregos dzem que foram os turcos que fize-
ram togo, o que os jrregoa responderam, marchan-
do para a frente e fizerain alguns prisioneiros.
M. Tricoupis telegraphou ao general Sapount -
zabi, ordenando Ihe que conferenciasse com Eyoub
Pacha, para ajustar urna convenci qne regule a
posiclo das tropas e evite a repeticlo de seme-
ihintes incidentes.
O encarregado de negocios turcos communicou
offieialmeate ao govemo-hellenico, que Eyoub-
Pach tinha recebido ordena formaes para nao
passar a fronlera, limitndose a repellir as ag-
gressoes.
O governo grega ttandoa esta sste aos seo*
agentes no estraugeiro um protesto contra o pro-
ced c,euro dos turcos.
M Dragonnis assevera nessa nota que, segundo
todas as iutorn.acoes fidedignas, os combates re
novaram se na fronteira e os turcos foram os ag-
gressores.
O governo grego est resolvdo a tudo para de-
fender o scU territorio, mas em cansequ ncia do
Woqjeio as tropas que poderiam, inio msr estar
na frouteira em dous das ho de gastar 15 por tr-
ra.
Entretanto, as tropas turcas teem plena lber-
da te de movimentos.
B' urna de8igualdade, quasi urna iniquidade con-
tra a qual os agentes diplomticos gregos devsm
protestar junto da potencias.
Cerca das 9 horas da abite, reuni se diante ds
palacio de rei enorme inultido gritando "
Viva a guerra!
A ca vallara disp-rsou o povo.
At s 11 horas houve as tus muitos ajunta
ments de pessoas discutinds as noticias du da.
Na ma h de 23, re-unecaram as hostilidades.
Graude agitaco em Atheoas, onde a persistencia
dos ataques dos turcos faa crer n'um projecto fir-
me de iuvaslo-
As hostilidades foram vigorosas em Kritsovuli,
defroute de Tirvava. M. Tncoups maodou or-
dem para as tropas gregas evitarem a todo o
custo qualquer conflicto.
A's 10 horas, parou o fogo em toda a linha. O
govrno grego waudou dizer a Eyoub-Pncha que
a Porta tinha assegurado formalmente que nao
quera principiar as hostilidades.
Eyoub-Pach aceitou urna entrevista com o ge-
neral Sapauntzaki, para regular as condicees de
urna convenci m'litar, que ponba termo luta.
Urna circular da Porta s potencias, com a data
de 30 de M >io, tez constar' que a Grecia desmo
bilisa o seu exercito irregularmente, oceupa-se em
fortificar os fortes ottomanos de Unas, perto de
Metrow, e continua a enviar tropas e muoicoes
para a fronteira.
A circular conelue dizendo que neste caso a
Pxrta lamenta ver-se obrigada tomar as provi-
dencias aecessanas para recobrar os fortes de
linas .
Em conseguencia dos despachos recebidos em
Alhenas e das explicacoes dadas pelo Sr. Coudon-
riati, ministro da Greeia junto da Sub me P ra,
considera se terminado o incidente grego-turco.
E' provavel mesmo quo sa levante desde j o bla-
queio, porque a ultima circular do Sr. Dragoumis
euuuineranoo as medidas romadas para o desar-
inain ;no do exercito hellenico, reputada urna
nolifieaciio indirecta do desarmamento.
E' c-:rto, pois, que as forcas militares da
Grecia acabam de s-r. por vi/tude doi ltimos d"
cret s do govern >, rep ist.is n > sea p de paz. O
presi leute de ministros Sr. Tn:up s, deelar m em
aessli do da 25 le Maio, na cmara, que a des-
inonilisacli era a sequ ucia de a pi 'grauina,
espo-to na vespera, que nio a resultante da pres
sao violenta do bloqueio.
Eutande elle que a naci deve gsardar o seu
diuheiro e as suas forjas para lempos intis favo-
raveis e ap urceber-se em paz para melbores cir
eumstaucias.
O fim do licenciam-nto era redusir o exercito
ao mnimum estrictamente nee^ssario para ser or-
ganisado e preparado de molo que, n'un dado mo-
m.'uto, pedess conglobar todas as forcas di
paiz.
Em coasequencia, o Sr. Tricupis apr.-seutou :
1* urna lei mudan jo em tempo d> setvico uo exer-
cito a pena de priso p>r d--licto de insuborlina-
co; 2 urna lei derogando a do empr siimo de
Odmilboes e autons iiilo um empr timo Je 0
milbdes. em ouro. Era conviccio aua -coutinuou
dizen loque foram os turcos os que romperam
as bo.tilidades na fronteira, e adduaio em prova
que toado o general Sapuutt.iki prpostoa Eyao-
Pach um inqu -rito,este o bavia r cusido
A uuj pergunta sobre o levantameati do blo-
queio, o primeiro ministro respondeu que nada ti-
nha a dizer, porque alo bavia com nuoicado com
as potencia senas para protestar contra elle.
Abatrahindo se de ornatos oratorios, uteit para
ameuisar as situaoSis escabroas, uem por isso
menos certo que a questo do Oriente foi por tim
adiada. Adiada, siin. Visto a phase porque
acaba de passar, nao establecer um agrupamento
daradouro das diversas estadas da pennsula bal-
kanicn, deve esperarse que um destes aggrida
celo oa tarde o imperio ottomano com o proposito
de abrir urna successlo que se aguarda com tanta
impaciencia. Nesse dia a Grecia, fiel poltica
que se prope ha dez annos, nio mi rehar
frente do movimento, mas de certo mobilisar-se,
ha desde que a Servia ou a Bulgaria maoifestem
a intenclo de reabrir assa fam isa queatlo orien-
tal, que as potencias nio souberam ou nio pode-
ram derimir.
O Jornal de S. Petersburgo dis que, visto ser in-
dubitavel a siuceridade do gabinete ds Alhenas,
pode prever-se que a librdade do commeroio ma-
rtimo ser quanto antes restituida Grecia.
Bulgaria
Segundo telegrammas de origem ingles:, o trium
pho do gaterno blgaro foi coMpMto as eiei-
ces.
_ A oa^ljio vingou apenas chtoo do3 sena can -
didatoff na' Bulgaria e treza na Somelia contra 145
mimsteriaes no prim uro d'estes paizes e 137 no
segundo. Assim o principe Alexaudre e o Sr.
Haravelof sio senhores la situaco e ser-lhea-ha
fcil obter o bil de indemai lade de que necessi-
tam para as concessoes que fizeram Turqua.
Demais, a aseemblea votar-lhes-ha todas as me-
didas financeiras e repressivas que Ihe forem pro-
postas.
O principe teria de precisar, na abertura da
ass'-mbli, a 10 de Junho, a poltica estrangeira
que tenciona seguir. Pelo momento, ao ha nada
maia claro. O principe Alexaadre taz constar que
renuncia a ir actualmente a Constantinopla; po:-
outra parte, esperam-n'o na Romelia, no castello
de Syuaia.
Ora sabe -se que o governo de Bucharest acaba
de romper com a Austria no terreno econmico, e
suppe se em Pest que o Sr. Bratiano se deixar4
rrrastar a este acto pela Kussia, em seguida en-
trevista concedida pelo czar em Livadia ao gene-
ral Anghelesco, ministro da guerra.
E' possivel quo o prncipe Alexandre, antes da
reunio da assembla de Ssphia, procure meda-
nlo ofHeiosa da corte da Romelia no intuito de re-
concilia!-se com a Russia.
A reconcilUclo mal pode demorar-se muito sem
que d'ahi Ihe venham inconvenientes de mais de
nma especie.
Harroro
O imperador de Marrocos ordenou que aos na-
vios europeus nao seja permittida a entrada nos
portos marroqu nos onde nio houver altandegas,
sob pena de serem fuzilados os capitles e confis-
cada a carga, nao se admittindo nenhuma recla-
madlo a tal respeito.
O imperador eom as tropas do seu commanda
matou e ferio 2,000 rebeldes que estavam s or-
dens de Hassein c ainda aprisioaou 800. Hassein
conseguio fugir. dizem ao informacoes transmitt-
das no primeiro de Junho corrente.
K*laclo* I ni do*
Celebrou-se no dia 2 de Junho s 7 horas da
tarde, o casamento do Sr. Claveland, presidente
da Uniao Americana, com Miss Francs Folson,
de 22 annos de idade, rliha de um fallecido amigo
e socio do Sr. Claveland.
Miss Folson berdeira de urna fortuna conside-
ra vel.
A ceremonia do casamento realisou se em White
House (Washington) na sala azul em que costumam
ser recebidos os membr -s do corpo diplomtico,
sendo celebrante o Revd. Sunderlanl, ministro da
'Kr,'Ja presbyteriana e antigo amigo da familia
Claverland.
Em consequencia da noiva -"star do lucto pesa-
do por seu ave, fallecido havia poucos dias, res d-
veu-se que o casamento se taria sem apparato a'-
gum._ 0 numero dos convidados foi fizado em 25,
inciuindo os ministros de estado c os parentes dos
noivos.
A nica demonstraclo official que houve foi a
suspensao do despacho da oresideucia, durante os
dez das immediatos ao casamento.
O agitador anarchista allemo Most foi con-
deranado a um anno de priso e 500 dollars de
multa.
O secado no da 2 approvou o projecto de
lei que prohibe os estrangeiros de adquirem bens
de raz aos Estados-Unidos.
Um cter das alfandegas americanas embar-
gou a barca hespanbola Clotilde, por infracelo do
regulameoto sobre pescaras.
Correspondencia do Diarlo de
Pernanbaeo
PORTUGALlijbSa, 7 os tomho de 1886
Um verdadeiro eyelo de festa,- este, o que pas
son. Nio as commentemos que melhor e assim
fizeram milhares e mlhares de pessoas que as go-
saram, cada qual a seu modo : uns contentndo-
se de ver; outros achando graca nicamente cir-
cunstancia de serem vistos. Os serenissimos noi-
vos que, obligados pela etiqueta, andaram sem-
pre n'uma roda vida.; todas as demonstracoet de
recolijo otficial e offieioso eram feitas em hon-a
d'elles ; ninguem menos poderia faltar do que SS.
AA. RR Por exompb na esplendida toirada de
amadores, ou de fidalgos, como se dizia ha qua-
renta annos o pas da princeza D. Mana e Ame-
lia assistiram s a metade do espectculo, porque
tinham de partir n'essa mesma tarde pelo caminho
de ferro.
El-rei e a rainha toram ao bota-fra, como in-
dica a mais simples urbanidade. Pois a chorosa
pniceza, despedo-so de seu pai, o Conde de Pa-
rs e de sua mai all mesmo e teve de fic*r at ao
fim da corrida.
O Conde de Pars assim que o telegrapho o in-
formoa de que o governo da repblica ia realisar
de vez o esquipatico pensamento a que os seus
amigos polticos mais assanhados o compeliiram,
de propor s ca caras a expulsao dos principes,
decalo em que o conseibo de ministros estava em
maioria 8 em igual maioria tambem a commissao
parlamentar, nao quiz saber de maia nada e tra
tou de fazer c.imi aquelles senadores romanos que
esperaram a invaslo, dos gallos as suas sedes
curues, muito giaves e correctos.
Marchou lo.ro para o seu paiacio da ra Varen
nes, em Pars, e d'alli pira o seu castello de Eu,
d'onde sahir, quando a le da expulsao for pro-
mulgada, por intimaclo violenta, ficaado-lhe o di-
reito salvo de protestar.
laso nao nada com a naci portuguesa, diz
rhetorica jornalistica das foihas monarchico cons
titucionaes d'este paz, que para serem agrada-
veis ao paco, deram todas em orle mistas sem mes-
mo perceberem talvez, que fazendo mil declara-
coes de imparcialidade no que respeita aos nego-
cios da Franca nio se tem escripto l por lora na-
da de deprimente contra o procedimeuto do go-
verno republicano em tal assumpto, que ellas o
nao hajam transcripto, afErmiado a sua prova pe-
lo mesmo diapaso.
Os papis miguelistas e republicanos j nio fal
lam assim, mas tanto carregam o quadro de som-
bras corea, por sstro e habito partidario, qu -
perlem metade do eff^ito calclalo, lis dipassent
leur bul e nao admira.
0 Seculo orgo r-publican i, acha que a repu
. lea francesa nao f-z agora mais uem meaos d i
que lizera em Portugal a dictadura de D. Pedro
IV exilan lo seu irmio D Migu I de Bi-agauca e,
ainda com cireumstaiicias menos attenuantes.
A Nacao, orculo dos erantes do lefitiinismo
p irtugu-z, tianscreve com alacri lade as coarcta-
das do Seculo Entretanto a p irte menos exaltada
d. thusiaMnar p Lis europeus das visualidades esp e-
t\eul sis, n m desata s lamentar se como us He
racjt'is r-ouolicanoe e mguelis'.as a proposii
dis males que nos possam advirda aHiaoei do
pruiop- herjiro eom urna familia pr scripta pelo
governo J urna pitenei* de primdra ordem
a qua1 ten -.m >a o maior interesse em man.er inal-
terv is as n tis cordeaes relacoes, aasenta o s-:u
juizu n'um meio termo que me parece mai sen
salo.
Para eases t*es, que de certo nao constituem a
grande mai >na do pas este eaaam- nti prin -ip a
o-> na -i_;uiri:i u s
reeein-c isa 1 s que se ador un co u > dols pnpoi -
ub >s e nao obedeceram, na sua aeoihi, a nenliuus
pr^ceito* ou lulicaooes da diplou.aeia. Viram se
o ain irain-a .....
Mas s.i ui t lioidade para o pz, infelic d- taino-in >bes oo paree que seja Foi usa oe-
g io le c icio o altamente ras > iv.il que ,0 foa-
s-, visto que nos pases jode prevalee o r-gim u
r pres iva.vo as ullianvai -las lamo n reaes ni i
lufluein m ao devem influir directameive no.
seus destinos.
E visto, assim, este sucoeaso, a esaa la, dia-
se a verdad a, o caso nao era para taoianha sa-
perflji lade de f >lgued a pompas, entendem el-
le. Cbamem Ihe espirito meiaacholioos, o qua
qwserem... ma, aqu para nos que ntaguem aos
ouve, este saogae peninsular que nos corre as
veas, d-nos uns taes asam >s de exaggeraclo
cm mdo, quer para mal quer para bem, que, a
saogue fro, quem podesse aostrahr da influencia
de urna corrente que de todos os modos nos impel-
i, teria muiti ende carregar, fundo com a seve-
ridade da sua critica.
Se Alexandre Herculano ainda vivessr, apezar
de ni i ter sido sempre assumpto d'esses arraucos
de exaggeraclo genuinam -nte nacional, havia de
mcliuar-se, creio, para o modo de ver dos que uao
se deixavam levar pelo enthusiasmo dos que peu-
savam que, celebrado o consorcio do Sr. D. car-
loa com a filha dos condes de Pars, isto do pr -
tendente ao throno da Franca, iamos todos entrar
no reinado de Astra, sem eomtudo faser causa
eommum com oa d.ue teimam em ver nestas nup-
cias um inicio de complicacoes interoacionaesmais
ou menos carregadas e temerosas.
Alguns jornaes de Pars, dos mais intransigentes
malsnaram o procedimeuto do embaixador fran
cez em I isboa, metiendo escalpelo da sua e menos
benvola aualyse as phraaes de chapa com que
esae diplomata arranjou o seu discu sj congratula-
torio na audiencia solemne em que foi recebid) na
anta vespera da ceremonia nupcial do Sr. D. Car-
los, duque de Braganca.
Exaggeracoes tambem, apezar di nio serem pe-
ninsulares os taes aristarchos parisienses. Exag
geraclo franceza, e basta, que dizer tudo. O *r.
Alberto Billot nao dase mais na sua allocucao do
que o tinha j dito o Sr. Grevy, presidente da Re-
pblica Foi peta, pois, que tivessetn pensado
em o chamar Franca e demittilo por excesso
de amabilidade. Foi cometo, foi sobrio, disse o
quantun satis a que era obrigado pelas reservas e
reticencias da diplomacia, em presenca da posi-
co exe-pcional em que o governo do seu pas se
encontrava peraute um enlace d'aquella ordem, o
no proprio momento em que se forjavam os pro-
jctos d ostracismo prov cados pelas ostentacos
de prestigio poltico da recepclo da ra Varennes.
Mais expansiva, trinta vezs mais o foi a rhetorica
rega da replica do Sr. D. Luis I. O Sr. Billot
recebeu a Gran-cruz de Christo, foi alvo de mil
atteucoes, como todos os seus collegas do corpo di-
plomtico, e fez tonne coiUenance como espirito
finiasimo a todos os agazalhos e honras dispensa-
dos com inteira afiabilidade pela corte portuguesa
aos principes de Orlcans na sua curta visita a
Lisboa.
S o que nao fez o Sr. Billot foi dansur com
Sra. condessa de Pars, mai da pnn-vza real a
serensima, duqueza de Braganca. Otficiosamente
se desmentio esse boato com que uns iuformado -
res mal informados podiam ir-lhe aggravar a si-
tuaco se a noticia correase mundo e couatasae
aos taes crticos da imprensa de Pars, que o trazem
entre dentes.
I Pela mesma occasio tambem se rectifieou u'umi
folha de Lisboa outro boato que ao Sr. conde de
Pars nio teria agradado muito que se cspalhas-
se, e era que sua alteza fra deixar o seu cartlo
de visita embaixada de Franca. Nao exacto.
A' embiixada de Franca firam apenas (este ape
as do jornal que faz a rectificaco) os Srs. du-
que de Aumale e de Chartres, a quem o Sr. Billot
foi logo pagar a visita, como Ihe cu aoria.
O seu a seu done, E por aqu vem, poi este
specimen poden? imaginar que duiaute uns oito ou
dez dias, Lisboa, to pacata e met.ida comsigo
ordinariamente, forneceu assumoto vasto para cen
tenares de telegrammas da Hivas e oceupou a
alta bisbilhotice di imprensa europea.
Como lhes disse, muitos representantes da im-
prensa hespanbola, franceza e inglesa vieram pre-
senciar aa festas para colher farca reportage, como
de U30 as grandes ojcasioes. Foram aeolhidos
C uno cumpria que fossem, entradas para tudo,
bilhetes~de lvre circulaco pura as fe-tas maia no
veis, passeata a Cintra, urna commissao de joma-
listas nossos a fazer-lhes as honras d* casa, e por
ultimo o convits para um almoco no palacio do Sr
conde Burnay Junquera, onde nao faltam ele-
meatos para lisongear as disposicoes estbeticas
dos espiritos mais difficeis e blass Vieram en-
cantados e forano se para as suas ierras penhora-
dissmos creio eu. Mas os franceses, oh Deus, os
franceze9, que nunca abrem a bocea a nosso res-
peito, que nao di am disparate, facam idea do que
elles teem por l escripto. Emfim, pira lhes dar
urna amostra, at os nomes dos cavalloa das cor-
ridas Lu e Relmpago tomaram por appellidos de
otficiaes do exercito portuguez !
E a nossa imprensa c de casa (Quiz dizer, a
que nao legicimsta nm repblica ia). O the
ma favorito principalmente da ministerial por uns
poucos dias consecutivos toram elogios exaggera-
dissimos cordura do nosso povo, o espectculo
grandioso que demos aos estrangeiros da compos-
turas de to irrande massa popular, sem o episo-
dio de urna nica desorden, de um conflicto se-
rio. Isto, disseram tres dias a fio esses peridicos,
que f ii a parte mais brilhante das festas ; isso
que valeu mais do que todas as pompas das so-
lemnidades, do que a apparencia marcial da tropa
na grande rvista da Avenida, do que o fausto das
decoraces theatraes de que se recamou o majes-
toso templo de'S. Domingos, do que o deslumhra-
mente do S Carlos e do D. Mara, as recitas de
gala, do que os esplendores dos montruosog fugoo
dos mais celebrados pymtechnicos ingleses. O
povo das provincias que os cainiohos de ferro d
Norte, e do Mioho, e do Douro, e da Beira trans-
portaran em numero superior a 54:000 individuos,
o Alemtejo e Algarva que pelas linbas do sul e
sueste nos trouxeram 10:000 pessoas ; os arrabal-
des que a p ou as m tis antediluvianas viaturas
nos enviaram o melhor de trinta mil visitantes, o
povo de Lisbia, qu- leve o bim seoso de compor
tar como bonenfanl que vido de espectculo, gr
taito, e curioso como poucos, o povo que frequenta
os cluos democratic s mais avancados que para nao
desdizer do resto d'aquella populaclo fluctuante
oa permanente, se conduzio por mito irrepreben-
svel, toda essa onda de centenas de milhares de
homens, mulheres, craocas, familias inteiraa foram
um aasombro de dcilidade s prescripcoes poli-
cines nos grandes sjuntainent >s dos cortejos, da
parada, das illuminaces vistosas, dos fogus de ar-
tificio do Tejo e da Rotunda, em toda a parte,
apresentando-se pouco expansivo, sim, maa digno,
sizudo, exemplarissimo, apezar dos cartazes po-
ly glottas era que se recoramendava aos torasteiroa
que tomassem com as algibeiras.
r'ois meus amigos, o thema encomistico foi este
o muito bem merec do, exageradinho nos oruatos
de estylo. mas bem merecido, rapito, e muito bem
empregado.
Os principes foram-se ctrando, o ex-re Ama-
deu parti no Saboya, comboyado pelo fonnidavel
couracado Italia, principe Jorge, neto da rainha
Victoria no seu Yatch, o principe de Saxe e sua
mai pelo caipinh* de ferro, os principes francezea,
em direcelo a fronteira edalli para a Franca atra-
vesando a Heapauha, o almirante Topet, que veo
representar a rainha regente d He^panha, sahio
com a sua diviso naval para as aguas de Cadix.
supponho vieram representar oestes actos solemnes os seus
sob-ranoa a tem ido embora.
Os Wagona d'ra camiuhos d<- ferro tem acarretado
a grande mullidlo auonyma dos forasteiros ; jase
pode encontrar um midesto lugar noa assensores
ou nos am-ricanos: j se pode ser servido n'um
restauran!, ji se na i corre o risco emfim de levar
cotoveladas a porta d'um theatro; res^ua se; os
mil e am palanquee de todos es gostos, formatos
e feilioa que a ravancavam os lotares mais fre-
cuentado teem vidoabaixo; um furac >, acompa-
uhili de tremendos aguaceiros na madrugada do
da 30 de Maio, i-ncariegou.se de reduzr m farra-
pia os setius, veludas e tafeta do enorme pavilho
d'onde aa pessoas reaes assistiram a revista militar;
nsinilhares de austros encrnalos con aa suas
fl ninu os e > s<-u iet-s, qu vit-rara de Inglaterra
par n'elles se dep-ndurarem com o auxilio de cor
rentes d<- rame nao sei quantos milbes de copi-
nos de cor i.nde rdiain I mpanuas na eitenso
ile sete kilmetros, ji v Iver.nn aquella posiclo
horisoulai e humilde em que apeuas servem de trai-
c >eiro peg m -uto.
Lisb >a j parece o que era dantes, ja se podefi-
iia'oi-ut andar pelas ras.
P ae?...
i'os nao se pie por dnas dias e quatro noutes
sem grave risco de ficar envolvido n'uma desordeno
me i una.
Houcas palavraa dirio tudo.
A aiiachr mica feira das imireiras, onde a n-
fima pl-l) i linda se vai regalar c iin as visagens
ion p'lhaso e co n u perfumes da umas hedion-
ax coaa ine.devaa, (6 a ba pouoog das Matro
18 nma suena.policial das m n,.a edifioativas.
Un artiiheiro pasa-ava por all sin urna rapa-
riga qualqu-r; a po ica civil (por aotiphrase) em-
birr'ou uoiao dit'so par, quis a ti turca dar-lbe
h|uaiir* dalargu do Rato.
O artilbeiro nao aonuio e com raao, porqae ao
soutia i couaciencia pesada .
O polica foi chamar una soldados da gusrda
mu o i cija I qu se emborracha vam uama das qui-
tandas da feira.
Levaram o artilhoiro e a coa Dulcinea os em
purroes, segando o eos tamo.
Outros artheir s quizeram oppr se, acudindo
pelo preso ta > injustamente.
Houve conflicto, e conflicto foi elle quo nc dia
immediato os artilbeiros do mejini corpa sahiram
de tarde a caca de municipaes para se desforra-
ren) do veame que tinham feito soffrer ao cama-
rada .
II i-jve pancadaria grossa; o populacho, que odeia
os municipaes pela sua brutalidad ;, assolava os
artilbeiros contra os seus adversarios.
Novus conflictos.
Finalmente, na tarde do diz 4, alguns officiaes
daquelle regiment de artilhena, conseguiram fa-
zer 'ecolher ao quartel toas as pracas de pret qae
aada ram por fra, sem que o cominandaote do re-
giment intervi-sse ; mas os soldados, estes de in-
tantaria de linha, contiuuarain a provocar os da
guarda municip il.
E querem saber o que resultou de todas estas
desavencas e iudisci jhoa entre a soldad-sea ?
Ao principio da noute del ubo como urna ava-
lanche sobre os curiosos queeat-s episodios tinham
agglomerado no Roco e ras adjacentes, um es-
quadro de eavallaria, cutitaado, espesinhando,
atropellando a torto e a direito, nartindo vidros o
mostras das lijas, fazendo techar as casas de es-
pectculo, em doudas correras de que ficou muita
gente perdida e magsadissima.
E como se isto nao bastasse, sahio tambem de
quartel do Carino um grande troco de infamara
de sabre-bayoneta rmalo e pouco depois ouvi-
ram-se descargas de fuzilaria umas sobre as os-
tras, emquanto a eavallaria fazia fogo eom os Ve-
volveres sobre a multido que os assobiava e j
por fim os apedrejava, a mi cara.
Nio sei atada quantas victimas fizeram aquellas
tropelas selvticas.
O que nao posso deixar de faser notar o epi-
logo -ie tantos incencos pires cordura popular.
No dia 5 as tropas da guarniclo fiearam em
armas nos seua aquartellameotos e a guarda mu-
nicipal teve ordem expressa de nio sahr para a
ra, fosse a que pretexto fosse.
Logo depois das 8 horas, grupos enormissimos
de vadiagem percorriam o Chudo, o Roco etc. em
vivorios aos artilbeiros, a repblica, subindo aa
Carolo para insultar e apupar a guarda munici-
pal.
A tropa, apezar destas provocaeoea nio sahio
para fra, e as pracas da policia-civi! que foram
levando para os calabmcos do governo civil na ra
da Parreirinha (R. C pello) os cabecas do m tim.
Das noticias que fui colher e do que sel as
f.-lhas da noute, ded oz-se que o governo tomou enr-
gicas providencias.
Que o coronel de artilharia ser exonerado do
coramando do corpo pela sua frouxido em manter
a disciplina ; que a ordem ltimamente dada pele
S". Fontes, como ministro da guerra, para todas
as pracas andarem armadas fra do servs s vai
ser revogada. Que os corp is de eavallaria 2 e 4
estacionados em Belm estavam de prevenclo, cha-
gando a vir um d'elles, o 2, at ao terreiro do
Paco e outro s at Alcntara, afira de metr -rara
os arruaceiros na ord-u. Que o commandantc
da 2a divislo militar (o gen :nl Jos Pautrai do
de S Carueiro) recebeu ordem para vir comman-
dar a 1.' (Lisboa), porquanto o commando da di-
viso estava send > exeroido interinamente por um
official superior, o genera1 Al ves. \
Qu-, si por parte do regiment de artilharia n.
I provieaae nova quebra da dis'tiplinx, o corpo se-
ria remettido para Santarem n'um comboio ex-
precsv embora sahsse de noite de Lisboa.
Das foihas mitiisteri-i -s da noite, urna carrega
contra a guarda municipal e frouxidlo de sea
commandate nue alias valente e ferrabraz e nun-
ca deveria ter autorisado a sabida imprudente c
brutal da tripa na noite de 4.
Essa folha pele que ao corpo de polica se d
uuidade de aec" e do ominando e reprova por
completo a actual duadade policial. V-se qae
vota abertaraente pela dissoluclo das guardas m-
uicipaes.
Urna f ilha da opposico affirma que o decreto,
exonerando o general A'.ves do commando interino
da 1* divislo militar e o general Moreira do com-
mando das guardas municipaes, deve apparecer
quanto antes no Diario do Governo.
Decididamente a rixa aos artilbeiros como? mu-
nicipaes foi o com-co, o pretexto apenas. A ver-
dade que a indisciplina um cancro que vai
lavrando e roendo todas as nossas instituicoes a
com-car pela da familia. Mas, deixando por ago-
ra esse triste assumpto que dari. lugar para gran-
des desenvolvimentos consideremos, se estas ar-
ruacas persistentes da populaca e da soldadesca
rude, alo ou nio instigadas por mo oceulta. Ora
abi est um ponto que o governo segundo me con-
sta, est tratando de averiguar, ou que ja mesmo
talvez conheca fundo. A escoria bocal e mal-
vola qae tem trazido a cidade em alarma ha ana
poucos de dias, recebe santo e lenba e diuheiro para
se erabebedar, o que est averiguado, pois, o con-
sumlo as tabernas junto do quartel do Caraw
(guarda municipal) tem sido profuso e extraordi-
nario.
Seria arriscado, sem mais outris elementos, di-
s-r-lhes que em lam all manejos dos republica-
nos ; mas ha coincidencias, sendo urna d'ellas o
p dido de licenca para a c- lebraco de um meeting
no da 6 ou em qualqaer outro, para n'elle se dis-
cutir a conveniencia de serem dissolvidas as
guardas municipaes. Na Cmara Municipal de
Lisboa os vereadores republicanos Consiglieri ?e-
drosa, e Dr. Manoel de Ainaga, apresenuiram em
sesso propostas n'esse sentido, sendo rejeitaia
a do primeiro e approvada a do segundo.
Falleceu ante-hootem, o general de divislo
D. Antonio ds Mello Breym-r, um dos mais bra-
vos soldados de D. Pedro IV
As ordena do dia d'esse tempo referem prod gios
de valor eff-ctuaJos por D. Antonio de Mello
Breyuer. Foi deputado em diversas legislaturas o
ticha conhecimentos variados e profundos, princi-
palmente em sciencias mi i ti. res.
Realisou-se a festt da Tapada. Na dia
foi o acto solemne da consfituicio da AstordaeA
promotora dos interesset da classe operara e a
iuictaco do instituto Princeza Amelia. Assisti-
ram S S. M M. e Att. e alguns dos membros do
governo.
No dia seguinte foi a esplendida esta nocturna
com brilhantes illuminaces e fogos de artificio.
^
INTERIOR
Correspoudenc'a do Diario do
Pernambuco
RIO DE JANEIRO Corte, 18 de Junha
de 1886
Sujcmaiuo :A retirada do Sr. Junqueira do gabi-
nete.Refleies sobre a substituidlo.
Como o Sr. Franco de S a eucaroa e
como a Sr. presidente do conselho a ex-
plicouUrna declaraclo do Sr. t'oelhs
R idrigues.Motivos que a determina-
rainOs boatos.Porque nao se reti-
rou mais cedo o ex-miniatro da guerra t
Queatlo difficil.Illuslo *dc certoc
enfermos.Misso dada a um medico c
a um senadorInteresse dos debates
as cmaras.O Sr. Candido de Olivei-
ra apoiando-se oa autoridade do Sr Aa
drade Figueira na opposico.Orna-
mento do Ministerio do Imperio. A dc-
' tsco Jo 8r. duque de Saxe, segundo a
opinio do Sr. (romes de Castro.Cr-
dito para a estrada de Caraar. Ainda
tiegocios de Tacarat.Eleiclo do *
distncto dessa provincia.
J ahi eonbeci lo o acontecimento capital com
qae fiodou a semana anterior e eomecou a presea-
te,a sabida do Sr. Junqueira do ministerio
por motivo meramente particular, como so
expressoa o Sr. presidente do conselho, paseando
para a pasta da guerra o Sr. Alfredo Chaves o
entrando para a da marinha o Sr? Mac-D iwell.
O tacto era esperado, mais ou menos das, e por
isso nao causou mpresso e nem foi acompanhada
dos commentarios e conjecturas que sao quasi de
rigor em taes occasies.
Houve apenas ama tal ou qual estranheza esa
nao se ter feito a substituidlo do ministro demis-
sionano com a novo ministre, mas com um que j
tasia parte do gabinete, e estava senhor dos na-
ltocos que corriam pela sua pasta, o agora tasa
de facer tiroeioio en outra, ao paseo qne naquella
o novo ministro, que nao profiasional, vai tam-
bem faaer apreodizagem.
Negocio este, porm, ds economa intima da
gabinete, qae nao pode ser bem aquilatado senda
por este, alas anda assim o Sr. Cotegipe dea a
respeito explicacoes satssatorias no Senado, onda
elle, tomando a palacra, don era termos tuerto bra-
vos noticia da msdsicapey aoasaaaantaado que su
aUra>}u havidas no ministerio nio artoravatn a
saa marcha admmistrtiva.
Foi o >r. Franco ds S quem, por parte ds os* -
posiclo, sa amsuregou de criticar o proeedimeoto
do Sr. presidente do conselho, quer por nao sor




I
1



i!
i um i


-Sabbado 26 de Junho de 1886
F)


i
4 mais tempo poupado ao S'. Jaaqaeira o enorme
sacrificio de a m pela neva distrbuicio das duss paitas, quer tam
bem pela eicolha d> a ovo ministro, que elle en-
tenda ter ficado mal collocado porque auaa apti-
des o indica vara para outra pasta.
A discusso bavida, tanto no Senado como na
Cmara, ha de ser iada integralmente pelo Uiario
de Pernambuco, visto o interesse que ella despere*.
Dispenso-m pois, de dala aqu em resumo, '.om
tudo consignare! o seguinte treeho da resposta
dada pelo Sr. Cotegipe parte do discurso do 8r.
Franco de S4 em que este proourou excitar ciumes
e ddspeitos d>s que, julgaudo-se com direito a ser
chamados, nao o foram.
Ora, que todos, disse o honrado presidente do
conselho, nao p >dem ser ministros ao mesmo tempo,
t fjra de duvida, e, se alguxm se julga preterido,
devo declarar que isso nao conforme com a mo-
destia e com os interesses pblicos. O cargo de
ministro t >do de sacrificios, embora digam que
ha muitos gosos nessa posicol >; o hornera qn pelo
nnico desejj de ser ministro p>da incommodar se
pi nao ser chama lo, digo que neste caso nio est
apto para s**r minis'ro.
O Sr. Affonso CelsoE isso tambem u o dits
sem malicia, essa observaco de V. Exc. nio se
applica a niuguem.
O Sr. Bario de CotegipeE' um proposicao
geral que se appliea nos e vos.
De facto, o deputa lo que chega aouar-se po-
ni ser ministro, nao merece sel-o. Felizmente,
para os actuaes depurados, nao consta que ne-
nhum tenha dado demoustracio de que desejava
entrar para o ministerio, ou que teuna dado sig-
naes de desgosto por nao ter sido lembrado.
E aqu cabe expli ir urna dedaracn feta pelo
Sr. Coelho R >drigues, pele Jornal do Commercie,
que poleril ser mal interpretada por quem nao
conhecer os motivos que a det-rminaram.
A nomeaco do Sr. Mac Dowell tve lagar no
despacho de sabbado, 12 do correte, e aquella
declaracao veio 4 luz no dia 13, nos termos se-
gaintes :
Declaro, a bem da verdade, que nio recusei,
nem me foi ofFerecda, a pasta da guerra, e qae,
salvo easo deforca maior, nao recusara m-u con-
cursa ao actual gabinete. *
Logo que constou, na quiata-feita noite, que
o Sr. Junqneira havia dirigido ao Sr. presi-
dente do conseibo urna carta pedindo demissio,
oomecaram a correr boatos sobre qual o seu auc-
cessor c alguna jornans ineneionarain diversos no-
mes que, disiam elles, estavam iadicados para
dentre elles sabir o novo ministro da guerra. Ne
nhum delles, eutretanto, nv-ncionou o nome do Sr.
Mac-Dowell, que parece foi o uuico sobis o qial
bouve desde logo resolucao assentada que nao
transpirou. Na soffreguidao di antecipar novi-
dades, uin desses jornaes aceitou um boato falso e
etExou um boletim dando a nomeaco do Sr. C oe- _
Iho Rodrigues, e essa noticia foi logo transmittida que nao se trata le detpeza que tenht de ser feta,
ser pela propria commssio, por exigencias do
Sr. ministro do imperio, com relacio a servicos da
Faculdade de Medicina e da lostruccio publica, que
dita commiss&o sappnmio.
A esse respeito, diz a Gazeta de Noticias de
boje, que deu-se um certo estr.in cimento entre a
commissio e o Sr. Mimor, mas que as ousas ar-
ranjaram-se ultima hora, m odiante a interven-
cao de amigos Parece que ha seu fondo de ver-
dade nessa hiat >ria.
No discurso que proferio,e que foi Ion50, o Sr. Ma-
mor tratou com proficieneia de todos os negocios
que correm pela aua pasta e tein verba ni or^a
m-'nto, dando completa explicacio sobre todos os
servicos Tratando da dotacio do Sr. Duque de
Saxe, deelarou que o governo est4 resolvido a nao
prologar inais ai licoacis com que sua alteza tem
estado na Europa.
O Sr. Gomes do Castro, que fallou no dia se-
guate e pronunniou um magnifico discurso, tra-
tou dessa especie com insistente particularidad* e
desenvolvidamenta, mostrando que ante as clau-
sulas do contracto nupcial, nao somos obngados
ao pagamento do meio dote, fizando o Sr. Duque de
Saxe a sua residencia fora do imperio, muito em-
bora urna emenda approvada em um dosorcamen
tos passados mandasse fazer esse pagam into :
vi umeoebilo do parlamento disse o orador.
o O contracto, aecrescenlou slie, restabelecen u
regimem dotal, exclu >do a comraunhio de Oens,
assim como coritou de fallecer a augusta princesa
depois de recebido o djte deixando fihos, ou nao
deixando. No primeiro easo o Sr. Duque de Saxe
teria direito uo usotructo de metale da renda do
dote ; no secundo teria diraito someote a um ter-
co. Ora sua alteza falleceu sem receber o dote e
deixando fihos ; qual o direito garantido pela
c >n venci ante-nupcial V Nenhum ; o que h je
regula o direito civil.
Nio essa, porem, a opiniio geral, e tant 1 que
em ama lei, como observou o orador, j foi reco-
onecido o direito ao m<-smo dote, urna vez que au-
torisou-se o s>-u pagamento.
Na discusso das forcas de mar, a qae tem as-
sistido o novo ministro, apezar de nao ser a isto
obrigado, por ser 3* discussio, o debate travoa-ae
entre o Sr. Candido de Oliveira e o relator da com
raiss'io de marinh e guerra, o Sr. Castriuto.
Antes dessa discusso tratoa -se de um crdito
do Ministerio d'Agricultura para pagamento de
trabaihos da estreda de trro do Recife aCarnar.
despega esta feta dorante o minist ri 1 transaeto.
Aehoa o Sr. Candido de Oliveira que devia com
bat-T esse crdito e aecusa 8 governo por estar
violando o seu programla de economas e pedind
crditos para aatisfaser gastos superiores as ver -
bas votadas para cada um dos servicos.
No me.rao sentido abondou o Sr. Alves de
Araujo.
Rjsponderao-lbes com rauita vantagem o- Srs.
ministro da agricultura e K .aa e Silva, m trando
para vanos pontos pelo telegrapho.
Reconbecida a falsidade del la, a Gazeta da Tar-
de, do mesmo dia 12, dando como certo ter sido o
Sr. Coelho Rodrigues convidado, accrescentou que
este se escusara pelas duas segu otes razoes: 1*
porque nao quera fazer parte de um ministerio
cuja existencia seria de poneos mezes; 2, prqo,
precisando para ser reeleito dar muitos empregos
e desfiender muito dioheiro, elle nao poda di por
nem de urna, nem de outra cousa.
E' bem de ver que o honrado deputado do Piau
hy, que nao tem motivos pira suppor, nem
desejar que o actual gabinete nao teuha ojia ion-
ga vida, como convm aos ioteresses pblicos e as
proprias conveniencias do partido conservador, que
deve ter presente oque se deu com a aituac > pas-
sada que tornouesterilpelas necessarias mudancas
de ministerio, p nto de nao baver uenhum m"io
possive' ; bem de ver, digo, que o Sr. Coelho
Rodrigues nao poda deixar correr sob a sua res-
ponsabilidad-* sem -Ihantes coiiceitos, mxime pelo
effeito quepoieriam produzir em s..a provincia.
Devo, eutretanto, dizers isto juizo meu
que se a retirada do Sr. Junqueira tivesse tido
lugar logo no principio da seaso, como era de
suppor, o seu substituto seria outro, acerca do
Ioal faziam-ae coojejturas bem fundadas ; aiem
3 que julio o Sr. Mac Dwell anda nio tiiiln
ehegado corte. Dupois, deram-se certas oceur-
renciasque nao vem a proposito esmerilhar. ..
O gabiuete est c mpleto, e a modificacao por
que acaba de p .asar nao alterou em cousa alguma
as condicoes de sua existencia, nem a sua marcha
aimmistrativa, como o assegurou o Sr. presidente
do conselho, e crenca geral.
Talvez pergunt- o leitor, porque nao se reti-
rou o Sr. Ju queira maa cedo. Ni> foi esse ne-
gocio cousa to fcil, como provavelmente a mu
tos se afigura. Sao era tarefa fcil despedir-se
m companheiro, estimavel e estimado por todos,
rccommendavel pelo sea passado, pela sua dedi
cacao ao servido, trabalhador assiduo, que viva
em completa harmona com os collegas, oa quaes
s por amor del le, porveremque a sua saude se a
arruinando de modo asaustader, desejavam dispen -
sal o sem tenr-lhe o melindre, qaando elle eruma
dessa illuses tao frequentes em doent-:s graves,
atenda oue nada s^ffria e que dispauha de suft-
ctente robustez para o trabalho qae o cargo re la-
nava.
Se a retirada do ex-ministro da srnerra fosse
acouselhada por motivos de outra ordem, por di-
vergencias com os collega ou incumpatibilidade
coin o p'esideute do conselho 00 modo de ver os
negocios pblicos, elle tem bastante pondo-nos
para nao usperai que Ihe ndicasse o caminho a
segoir. Mas ntds disto se dava e elle julgava-ae
na plenrtude de suas forcas physicas e intellec-
tuaea. Foi preciso, pois, muito geito. Nenbum
dos compauhi ir ,3 tinha animo para fallar-lhe com
com franqueza, quando aconteca fallar -se lbe
a saude, na conveniencia de poupar-sc a traba-
ihos fatigantes, elle mostrava-se contrariado, e
dizia que estava passando muito bem, achava-se
livre dos antgos encommOdos, e, finalmente, que
inguem poda melbor conhecer o seu estado do
que elle mesmo.
Foi preciso encarregar-se ao sen medico assis
tente e a um senador, amigo eossmum, da missao
de o eonvMicerem da necessidade de sobtrahir se
sos trabaihos Ja pasta. L4 foram ambos. Das
consideracoes que lbe fez o primeiro e do como
dscursou o segundoque um grande discur-
sadornada soi, se nao que este a retirarse le-
vou ao Sr. Cotegipe a carta contendo o pedido de
demissao nos termos os mais convenientes e ama-
veis. 1
Dizem-me que nio obstante ser esta carta es-
perada, a sua leit ira o couterencia ministerial,
aroiuzio penosa iuipresso, que bem se tradus as
palavras proferidas pelo Sr. Cotegipe no Senado,
saanifestando com verdadera angustia o pe-
lar, commum aos seus osllegas, por se verem
privados da coadjuvaoao e o paa dos servicos
do Sr. senador Junqueira.
r'aasemos aos sr.ibalhos do parlam oto, cujas
diacu soes tem-se tornado iatercas .ntea, princi-
Cimeute na cmara dos deputadus, onde os de-
tes sobre forcas de mar e orea ment do Minis
terij do Imperio tem assuraido conveniente, altura,
em piizao partidaria. E' eacusado dizer que
ah, pele lado da opposicao, o principal papel tem
cabido ao Sr. Candido de Oliveira, deputado in-
contestavelmente intelligente, estudioso e hail oa
tribuna, que frequenta qaasi que diariamente,
como fazia outr'ora o Sr. Andrade Figueira, posto
que sem a mesma proficieucia e a quem elle ni
perde occaaiio de chamar baila, r^cor lando he
as suas doutrin is de oppoaicionista e todas as ideas
pelas quaes pugnara >os anuos anteriores, sobre
tudo no tocaa'e a economas, e de que agora oeuj
a cmara, nem o governe querera lembrirte.
Nao tanto asiim. E' verdade qn a commis-
sio de ornamento nos scus trabaihos nao tem subs-
crevilo s emendas redutivas de despezar apre
sentadas no Senado pelo Sr. Andrade Figueira em
orne da oppjaicao ecus- rvadora. Nao a dnv>da
W que en taas neudas baria ax*gnacl oV
economas, s nem hoje com a responsamlidade do
overo > poderao os conservadones admittila*. Mas
v.miad* que nos orcaiaentos at<; agora presen-
tados mtuw "", em cuinparacao eosa m anteriores
reduccoes valiosas em inuitas verbas de despezas ;
e nem poe deixar de ser assm, menos que nio
aeja o na realicajde o programma de economa
adoptado pelo ministerio a tofocommendado pelo
Sr. ministro da fazenda no seu relatori. Toda
?ia, nao cr^iu que no fim de tudo fique a jonsa una
linites, rigor >ao que o javetnio de. j 1, por^ae a
cmara campoe-se de desatados ai*', en sua
miioria, cada sa traa *m. tttguuio J lesna pro
vincia, CUt netunl|B e*Mor'e0''lue pre-
ct-am eniiaixar no orcameato, e para o obrel-o fa-
t n todos nina colligacao a quu o tainiatro. por
caja pasta corre O negocio, iapp-)Unto ^ara er-
sistir,
Mas, com eerWaa, a lei da orcaii-oato qe tem
de ser votada aeste amo ha de apresen car reine
oio noUvel na deapeza, seaa prjudicar o aerrie
roror* nenhum i emenda augmentativa J
nem de servico decretado pelo actual gabinete
trata se de satisfazer despezas autorisadas pel
gove.-no passado, e de realisar os compromissos to-
mados pelo estado para cora, o ptrticular qoe com
elle eontrat >u s poderia dar maior largueza ao
servico a nd > par 1 isso autorisado : negocio que
perteuce ao exercco passado.
O Sr. Risa e Silva prevalecendo-se do ensejo
m >strou as vantagens e impirtancia da estrada
era questioem termos claros e precisos, qoe a Oa
teta de Noticias nao deix 10 de notar que elle
falla C"m bastante clareza, revelando se ara
oraior sem einphase e ..era rhetorica ioutil. Real
mente, embora a pequea dimensio do disourso,
em que nao se depara nenbum pr-paro ou estuJo
para produzir eff-it', a estrea foi muito feliz-
N'sse mesmo dia, 4 hora dos requegimentoa, o
Sr. Beltri justifico 1 um, pedinde informacio so-
bre queatoea de Tacarat, onde Ihe coust que o
juiz de direito achase em tal estado de coaccio
3ae nem pode fugir. O requerim-'nto fie ju ada
o por terem pedido a palavra os Srs. Goncalves
Ferreira, Costa Pereira e Alfredo Correia.
D ma das antes tinha apparecido no Jornal do
Commercio um artigo do tenente-coronel Francis-
co Cvale inte em respojta ao que na verificacio
de ooderes dase o Sr Antonio de Siqu^ira. Este
replic >u no dia seguinte, pelo mesmo Jornal, sal-
tan lo, por-m, sobre certoi pontos raais importan
tes d'aquell* artigo.
Assira pois, qoe Tacarat anda est dand.
aasumpto para a imprensa e para a tribuna.
A'nanhi tero lugar o debate oral perante a 1*
comraissio de inquerit >, sobre o 2 districto dessa
provincia. ,
A demora bavida proveo de ter resolvido a
comraissio. cm aceordo do Sr. Jos Mariano, que
tanto a resposta deste cuja leitura durou mais
de tres horas, assira como a cratestacio do Sr.
Theodoro Machado, que nio deixa de ser longa, e
todos os documentos apreseutados de ambos os la-
dos, foos'ci irapressos, para poderem ser estuda-
dos e entio ter lugar o debate oral. A impresiio
demorou-se, e nem poda ser por menos : sio doua
grundea in folios
HtviSTA DIARIA
O figo ficou extincto cerca de 1 horada madru-
gada de 24.
Informam nos qae alem da guarda cvica e po-
lica, prestaran] valiosos servicos os Srs. Jos Car-
los M ireira, W >lker Jos R idrigues de Carvalho,
Francisco. G. da Aguiar, Philemon Roatier, Gui-
lberme Pinto, Joaqoim de Guaraao Coelho Filho,
Jos Joaqoim Coeiho Sobrinho, Antonio Moreira
de Mallo, H mono Lages, Edmundo Cabral, Dr.
Miranda Curio, os empregados da casa dos Srs.
Alheiro ic.Ce outras possoascujos nomes nos es-
cariara.
Tkenlro Sania Iwabel A companhia
Furtado C 'elbo deu-nos ante-hontera o Divorcons
proluccio I it (erara de V. Sardou a de grande no-
meada que tem sido muito applaudida nos thea-
tr>s da Europa e da America, onde tem sido
levada a scena.
E' com fleito urna bonita comeda, muito bem
inscripta, cheia do episodios espirituosos e que
muito agrad 01 ao nosao publico, sobretudo p lo
c irrecto dse penho que Ihe deram o Sr. Furta-
do Coelho e sua digna consorte.
Durante o espectculo 'orara chamados, repti-
dam rate, ao proscenio, para seren victonados
os d >us distintas actres.
Teatro de Variedades. -O prestidi-
gitador Faure Nicolay Variedades, da N .va Hamburgo, o seu segundo
e ultimo espectculo de mgica branca, presti-
digita^i 1 e magnetismo.
daelmadurasNa noite de 23 para 24 do
cornute, 4 .ua do Bario do Trrarapho, parochia
de S. Fr. Pid.o Goncalves do Recife, Bellarmi-
no Pwasoa de Barros, estando a dansar em torno
de urna foguera, e um pouco ajudado pela bonita
toucc quo o enfeitava, cahio na mesma toguera,
ficando bastante lueimado.
O seu estado grave.
Foi recolhid ao Hospital Pedro II.
lliaminac&o de la;aara*>Mti e Ca
ruiiriiParante a junta de fazenda provincial
vio a praQa hoie a illuminacio publica de Igua-
rss e Caruar, no exerc do de 188687. ser-
vm In de bas o prec > 200 res p ir lampeio.
ntllluto AreheologlcoEm sessio or-
dinaria fuouci mar hija esta associacio, ao meio
da, na respectiva sede.
Fbulas de I di Lisboa o > fascculo d'esta obra, ediccio da
casa David Coral si, obra de luxo, como j 4 disse -
raos, Ilustrada por Gustavo Dor.
Bevlsia do Exerclto Brasllelro
Veo-nos da corte o n. correspondente Janeiro
e Fevereiro findo dasu revista. Eis o seu sum-
raario :
IColonias militares, pelo majar de engenhei-
ros Jacqjes Ourique.
II Eraprego e a?9ao da cavallaria no campo
de bataiha, p>r B. de R. O.
IIIA plvora prismtica, por Luiz Adolpho
Correia da Costa, ensaiador do laboratorio chimi
co da casa da moeda.
IV Prim iras" liccoes de esgrima de espada,
pe'o alferesS. J. Goncalves.
VES i tos mortferos das armas de pequeo
calibre.
VIO moiqaetio heeh.
VilEstrada da Uniio a Palmas, pelo capitao
do estado maior Bellarmino de Mendonca.
VIII-^Regulamento de tiro para a artiaria de
campanha.
Kes blicou o seguate telegramma :
Buenos Ayres, 19 de Juobo.
Sao grav-s as n iticias do Chili aqui recibi-
das por via telegraphic 1.
. Realisaram-se as eleieoes para presidente
da repblica ; mas, como previa-se, a incandes-
cencia das paixoesproduzia resultados deplora veis
As le-ordens foram grandes, e dos differentes
conflictos resultarara m >rtoa, feriraentos e prisoes.
A crise de verdadeira rev-ducio. As tropas
oceupam varios pontos estratgicos da capital,
procurando dominar o movimento.
Os revolucionarios tomaram de assaltoa igre-
ja de Belm e ah se tortificaram.
Estes tristes acontecimentos que, como na
tural, ijfluem por diversos modos sbreos horneas
pub icos, determinaran! urna crise ministerial, e
im ninente ou a retirada ou a modificacio do
gabinete do presidente Santa Mara.
Os exalud dos partidos adver
datura do Dr. Balraace
Santiago tm veriadairo
Collecioria de Anuas Bellas-
portaria da mesma data e de aceordo com
de dea-
mu foi anda apraaaotada sdaoeaso o 'Mi-
iBterio, do Imperio, e te alguma'foraprtswrtsds
tssembla ProvincialNao hoavehon-
tem sessio por terem comparecido apenas 16 Srs.
depu taos.
A reuniao foi presidida pelo Exui. Sr. De. Jos
Manoel de Barros Wanderley.
Nio havendo expe liante, toi dsaolvida.
Fazenda provincial Por portaras da
presidencia Je 23 do correte, e sobre proposta do
inspector doTheaouro, foram nomeados os hacha-
reis Tito elso Correia Cesar e Carlos Frederico
da Costa Ferreira para os cargos de ajudantes do
procurador dos feitos da fazenda provincial nes
districtos das collectorias de Tacarat e do Cabo,
a ordem em que estio collocados.
- Por
o ex-
posto em officio do Th-soun, foi concedida a Abi-
lio F rreirade Araujo a exoneracio qoe solicitoo
do eargo de vo'lector das rendas provinciaes do
municipio de Aguaa Bellas, e no neado, para sub-
stitu I o, a cidadio Arcbimedus Cavalcanti de Al-
boqneique.
timumpla eleiloralEstamos autoriza-
dos a deciarar, por informacio da secretaria da
presidencia, que somante foram remettidas aopre
sidente da preincia as listas correspondentes ao
alistaineuto eleitoral do 1 districto criminal ;
sendo, portanto, infuudada a noLicia da Provincia
attribuindo to presidente ura plano oculto 00
facto de nio ter feito j a divisio de tres paro-
chas do municipio desta capital.
S ha poucos dias, comraunicarara presiden-
cia da proviucia os juizes de direito do 2o, 4* e
!t distnctos cnmi.iaes baver necbssidada de di-
vidir as reguazias de Santo Antonio, Boa-Vista
a Poco da Panella em secees para a reuniao dos
eleitores as prximas eleoes.
A presidencia, sendo informada oue nenbum
dos juiz a de direito d'esta capital cumpria a dia-
posiuio do art. 48 n. I a qua se retere o art. 49
do reguiamento n. 8213 de 13 de Agosto de 1881 ;
e wrt ndendo qoe nio Ihe era permittido laaer a
divisio das sacc.'S seoio em vista das referidas
listas, com antecedencia requisitoo-as, nio s di-
rectamente dos juizes de d-reito do 2o, 4 e 5# dis-
tnctos criminaes, porm tarabem por iuteritedio
do 1*,e aguarda a vinda iessas listas pata cura-
prir o seu dever.
O Incendio da roa da ImperatrU -
O predio n. 20 a ra da Imperatnz, em ujo pa
viraento terreo maufastou-se o incendio ;le que nos
ocenpmos na folha de 24 1.0 crrante, perteuce
ao Sr. Manoel do Nascimento Vieira da Cuaba, e
nio estava no seguro. O fogo devorou iodos oa
Compartimentos do pavimento tarreo, bem como
todas as mereudorias all expo>i veuda e oeo--
morama existente, nada se podeudo salvar, msra
mesuio alguno dinheiro e joias.
O soalho do audar tambera ficou. qoas todo
queiniado, xigmdo substituicio. A eseada igual-
mente soffreu alguma cousa.
O cosmoraina loja pertencuuB ao Sr. Miguel
Jso da Costa Meira.que tamoem nio as tioha no
segure O prejuM ah foi total.
A lamillas que oceupavam- os l', 2* e 3 otada-
res do predio fram aa'va iseai accnionte, deseen
do amas pasaoas pelas e^eadas e outras passando
pelas s.tcadaa para os predios visinJioa.
Os Suvcis e i'tensi d'ess.is familias firam em
quasi ua totalidaie salvos, dea,ipareo'ndi ape
as alguiaas joia-, que, oao que par- ce, toraa ar-
recadadas por offieoso dacoJipaobia do *lho vivo
Ao tugar do aiuistro cjmpareceram as bomba-
do* Aracuaea de Gierss e Ma iaha ; tuas pou o
sorvivo pr^tarain, porque owit'is.pwaoas uofWf I
e 1 pjiici.i j4 tiiiham orgaaisado mn Mnv^ce d'
salv.mento e extmecoes que deu bem resltalo.
EaU.eram pres utas o Exaa. Sr. vice presidenta
da provincia, o Dr. chafe de polica, o Dr. des-
.g4o Jo 1' districto uautrssaubiridadea poiietaes,
bem coras piquetes de tropa de liaba e gaardatW-
vica com u seu corainaadante.
Rpublique Argeotine juge par les trangera.
Paral.ele entre la Plata et les autres paya de
l'Amerique da Sad, par Mariano Ferro.L Uru-
guay par dpartements d'aprs le dernier mes-
sage du prsident, general Santos,L? cheval de
la Plata eouime cheval de guerie. par Cb. Bar-
bier Voyage dans, es Rpubliqucs de l'Eqna-
teor et du Prou, par M. Vidal Senze,Courier
d'Amrfque, Hcvue conomque. -Revue finan-
cire, Arta, sciencea et faits divers,Bibliogra-
phie,Avis et Communications.Mouvement me-
riti me,Annonces.
Lelloes. Effectuar-se-hao:
Hoje :
Pelo agente Gusmao, sll horas, no pateo de 8.
Pedro n. 4, de movis, louca e vidro.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra da
Aurora n. 39, de movis, louca, vidros, etc.-
Peto agente Brito, s 10 1[2 horas, na ra do
Rangel u. 48, do estabelecimento abi sito.
Segunda-teira :
Pelo agente Brito, as 10 e 1/2 horas, na roa do
Bom Jess n. 8, do hotel ah sito.
Quarta-feira :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Bom
Jess n. 43, de predios.
Issas unenres. Serio celebradas :
A's 8 horas, no Espirito Santo, por alma de D.
Paola Joaqoina Cavalcantu de Albaquerque ; 4s
9 horas, na capella do eucenho Cabeca de Negro,
por alma do capitao Theodoro Jobo da Silva Lins;
s 8 horas, na matriz de Santo Antonio e as 9
horas na matriz de Gamelleira, por alma da Dr.
Francisco Alves da Silva.
Segundi-foira :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Ernestina Augusta de AlmeMa Costa; s
7 hora, na matriz da Boa-Vista, por alma de Jo-
s Mara ie Alencar.
Quarta-feira 1
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
do cironel Francisco de Paula Albuquerque Lima.
Passaselros Sahidos para o sul no vapor
nacional Cear :
Antonio da Pava Martns Jnior, sua senhora
e 4 fihos, Aflonso Garca, Fre Fidelis de Avola,
Frei Gregorio de Prates, Frei Luiz de Rozza, te-
nente-coronel Francisco de M. Leal Seve, Jjd
M. Villela, Dr. Pedro de Athayde Lobo Moscoso,
Candido V. dos Santos Jnior, Bento de Barros
Feij, Joventiuo Teles Pereira e sua senhora,
Joaquim de Paula Peasoa, commendador Jos Pe-
reira de Araujo, engenheiro Alfredo Lisboa, Jos
A. de Magalhi- s Bastos, Severiano M. dos San-
tos, Joaqoim H. da Costa, Damiio B. de Souza
Joio Marques de B. Palmeira, Silverio Coelho,
Manoel Jos do Reg, Joio K*rk, Dao de Al-
meida, Luiz Fernandcs de Oliveira.
Chfgados da Europa no vapor inglaz oVei.a :
Henry Kinber e sua familia, Arthur Havillande
Lesle, Joseph Gibson, Roberto Hurter, John Phi
lipps Johnson. Antonio Jos Nunes, Antonio F.
Francisco, ngel Fernandes. _
Chegados do sul no vapor americano Colo-
rado :
Antonio dos Santos e sua senhora, Francisco
M. de Vasconcellos, Carlos R Alm, F. Lisboa
Coatinho.
Chegados do sul ne vapor francez Conoo :
Jos C. Sonto, Valentim Peres, Joio de Barros
Casal, Alberto Falcio.
Cana ne Ueieneao- Movimento dos pre-
jos no dia 24 de Junho :
Existiam prtsoa 309, entraram 6, sahiram t>
existem 3i.9.
A saber:
Nacionaes 271, mulheres 6, estrangeiros 11, es-
cravos sentenciados 6, processados 4, ditos de cor-
roccao 11.Total 309.
versos candi
percorrem as ras de
delirio, apadrejando as
casas dos lib -raes mais conhecidos ou notavjis.
Esta situacio violenta eat creando serias
diffiouldades e transtarnos, e o governo carece
a-ppellar para o rigor das medidas coercitivas,
afim de dominar os elementos da desordem.
4.* jala "ubsllnlo O Dr. Jos Jacintho
Borgea Diniz, 4 juiz substituto desta comarca,
cora exercico na vara de orphios e 2o districto
criminal, dexou o exorciclo do seu cargo, passan-
do-o ao Dr. Clodosldo Lopes, seu aupplente, nodja
23 2o correte, em consequenci de sua nomeacio
para o cargo de juiz de direito.
Misa cantada No domingo, 27 do cor
reuto, celebrar se-ha na igreja da Conceicio dos
Militares, missa cantada, com predica, em loovor
do glorioso S. Joio, padroeiro que toi do extincto
regimenio de artilbaria da guarnicio desta cidada.
Bevisla Acadmica Publicou-se o n. 4
deate quinzeuario.
fuizu de orbhosPor ser santificado o
dia 29 do corrate, tura lugar a 28 a audiencia Jo
juizo da orphios qae devia eectuar se n'aquelie
da.
Moeda falsaO Sr. Dr. chefa de polica
procedeu houtem d-i maohi 4 urna busca no 2*
andar do predio n. 82 da ra do Bario do Trium-
pho, onde estiveram estabelecidos por algum tem-
po oa individuos presos como indiciados em enme
de moeda falsa.
All foram ene nitradas manchas da tinta rxa,
meia folha da papel chinez para tranporte de de
senboe, garrafas vasias e outros vestigios da terem
all trabalhado os moedeiros falsos.
As diligencias proseguem.
Espirito SantoEste vapor da companhia
Brasileira, qoe soffreu avarias ao entrar de nossa
barra, como em tempo noticiamos, tendo sabido
d'este porto na noite de 17 do crreme, chgou ao
do Rio de Janeiro, sem nenhuraa outra novidade,
na tarde de 23, seguudo telegramma recebido
pela respectiva agencia.
En* IrannitoO paquete .Yetia levou ante-
hontem para o sul 155 passageiros, sendo 6 toma-
dos em Pernambuco.
O Colorado levou para o norte 21 passa-
geiros, sendo 6 tomado em Pe nambuco.
O Hongo levou para Europa 354 passageiros,
22 dos quaes foram tomados em Peruambu. o.
Oioneiro O saquete Neva levou para:
Rio de Jan. iro 386:000*000
O paquete t'ear levou para:
ANgoas 6S:300*0iM>
Rio da Janeiro 2K) 0JU00
luiprenas francesa. Recebemos da
Pariz as seijnintes publicaces :
Revue da Monde Latn, do Junh >, crrante, ex-
cellente reviata menssl, cujos crditos augmentan!
doriamente. Eisosommano:
X__Diz ans de paii arma entre la Fi anee et
l'Aogleterre (i'anaee 1786), d'apra dA documenta
ong'uaux et pour la plupart indita, par M. le
crate de Barral.
'II.Le s lufflet, nouvellc catalane, par ra.'Nar-
cis Oler (trauuetio 1 de M. Albert Savin )
III. 'tules sor la Greca contemporane : ca-
podistrias, par M. Jules Blancard, prufassexir
la faculi des lettres de Marseille.
IV.L- Mis: taln de 1886, parTiineulo.
V.Lea bomraea du monde la'ao: din Maree
Une Vlonndez Pelayo, par M. Domingo Rostri
tu rto.
VI.Poesa aciostiche, par M. H. L) Noir.
le sablier, |iar m. Vctor Pitti
Vil L a aftaire- : 1, le monde otamarcial,
pir >l. A otte. 2, le monda fiuancier, par M. X
VIII. Bull tiu des sociis.
IX Poiitique et diploraaticBullctin nten-
suei, par M. S. A.
X.Livreset revues.catalogue des priucipa
les pubnc.tious du mois.
U Brisil, 11. 120, da 5 do emente, com este
tu timan :
La Franc et l'Amnqae.Arg dio Ferrio Te
l,'i .mine. Echo* de partoat.Notes su Pars.
Charle-- Mainard.LeManage p..r*ugaisC de
Barral.Couiner de Pars.Firmin Jav-I A
Son A
Total 263
Movimento da enfermara :
Tere baixa :
- Jos Antonio de Mara.
Lotera da provincia. Sexta-teira,
2 de Julho, se extrahir a lotera n. 61, em be-
neficio da Santa Casa de Misericordia do Re-
cite.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora <1a
Conceicio dos Militares, se achario expostas as
ornas e as espheras, arrumadas om ordem num-
rica aoreciacio do publico.
Lotera da cortePor telegramma receb-
do pela Casa Feliz, sabe-se terem sida estes
os nmeros premiados da 4* parte da lotera 197
extrahida no dia 25 de Junho :
6 420 100:0004000
3.555 20:1.00*000
Lotera do BloA 1* parte ua lotera n
Florinda Maria de Jess, Pernambuco, 44 an-
uos, solteira, Boa-Vista ; ulcera syphilitica.
Francisca, Pernambuco, 6 meses, Santo Anto-
nio ; athrepsia.
Francisca, Pernambuco, 45 das, 3. Jcs; es-
carlatina.
Marianno, Pernambuco, 18 mezes, Santo Anto-
nio ; -entero colite.
Joio, Pernambuco, 5 annos, Boa-Vista; teta-
no.
PI'BIMCOS A PEDIDO
l i vi*o de secees eleltoraes
A Provincia, de hontem, em artigo*edic-
torial censura o Exc. Sr vice presidente
por nio ter mandado publicar a alterajao
feita na div82o das secjfJes eleitorae dos
districtos de paz das freguezias de Saato
Antonio, Boa-Vista e Poco, em cujo alis-
tamento houve augmento de eleitores.
N2o ha razao para tal censura. S. Exc.
nem deixa em abandono assumptos de
maior importancia, como o de que se trata,
nem propositalmento pretende embaraciir a
marcha do processo eleitoral, nos prximas
elecas municipaes, com urna medida de
ultima hora, por ni$o ha ver nisso interesse.
A lei eleitoral n. 8,213 no art. 49 exige
que : os juizes de direito remetan, as listas
ou copias das alteracZes havidas no alista-
ment, e em face d'eUa, os presidentes fardo
a divisao das seccSes. Eisa disposico de
lei nao foi ainda cumprida pelos juizes de
direito; exiepto, o do l. districto, Dr.
Costa Ribeiro, os deraais nao so dignaram
remmeter as listas ou dados precisos para
essa alteracilo.
A redaccSo da Provincia confessa que
S. Exc. mandou publicar com a precisa
antecedencia, conforme recommenda a lei,
a da parochia do Reuifo.
Se S. Exc. cumprio a lei, quanto a essa
freguezia, naturalmente curapriria quanto
s outras parochias, se as ditas listas Ihe
houvessem sido enviadas.
Nao se queira, pois, attribuir ao honra-
do cidadio que administra a provincia,
sentimentos mos ou interesse partidario,
por um acto que dever ser exclusiva-
mente attnbuido protellacSo dos escrivaes
dos juizes de direito encarregados do alis-
tamento, os quaes at hoje nao enviaram,
como deviam, as listas das alterajSes, exigi-
das por S. Exc, em offioio de 8 do cor-
rente, publicado no expediente do governo,
no Diario de Pernambuco.
Recife 25 de Junho de 1885.
Palmares
Nos JornoZ do Recife de 19 e Diario de Pernam-
buco de 20 do corrente. sob o tituloAos altos
poderes de Estado e ao Paiz, vem ura communica-
ceo 11. Total HJi>. do assjroado por Ernesto Victorino ke Paiva e
Arracoados 263, sendo : b^ns 253, doentes 10 outro8i fi|n08 e genros de Jos Victorino de Paiva,
*..! tlCQ *... ea Aimam amonelHna nAr Si=rfin de. SldUei-
198, do uovo plano, do premio de 100:000*000, j
ser extrahida uo da .. do corrente.
Os bilhetes acham-se venda oa Casa da For
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambera acham-se venda na praca da Inde-
ca ns. 37 e 3>. ,,,.,
Lotera da corte^A 2 parte da >4 lo-
tera da corre,cujo premio grande de 100:000J,
ser extrahida no da do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se achara vendana Cas da Fortuna,
ma Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de OOiOOO*000
A 13'p arte da 14 lotwria, cujo premio grande
e de 200:0004000, pelo novo plano, ser extrahida
irapretrrivelmente no dia 30 de Junho s 11 horas
da manhi.
Bilhetes venda ua Casa Feliz da praca da ln-
depeude-ieia ns. 37 e 39.
Lotera Extraordinaria ao *pl-
raoicaO 4o e al timo sorteio das 4 e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:0004000, ser extrahida a 14 de Agosto proxi-
Acham-se exposto a venda os restos des bilhe-
tes ua Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
" 23.
Matadouro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 60 rezes para o consu -
rao do dia S5 de Jonho.
Sendo: 49 perteocentes aos Srs. .Miveira Cas
tr C, e 11 diversos.
No mesmo estabelecimento foram tambem
abatidas para o consumo do dia 26 do corrente 80
Sendo : 65 perteneentes a Olivera Castro & C,
e 13 diversos. .
Das 65 rezes perteneentes aos Srs.Uliveira Las-
tro & C 2 fora.n para a caldeira.
Mercado Municipal do <*. #aa. m .viraouto deste Mercado nos dias 24 e 25 do cor-
rente, foi o seguinte:
r.nfi araui :
60 bois pesando 8.331 kilos.
270 kilos de pene a O res
43 cargas de farinha a 200 ris
4 ditas de tructas diversas a 300
ris
8 Mbolciror 200 ris
30 suinos a 200 ris
Foram oceupados:
4 i colaroiias 900 ris
51 compart monto* de, faiin a
art ris
34 e- i.partimentos de comidas a
000 ris
132 ditos Mu legnmes a 400 ris
19 compartimentos de saino a 7iX>
ris
26 ditos de tressaras a 600 ris
15 dMM de dit-is a 24
A Oliveira Castro & C. :
4 tainos a U0 ris
10 taih..s de carne verde a 14
;>ove ter sido arreeaiada uestes das
aqoantiadc
em que se dizem ameacados por Sergio de Siquei-
ra Campos e Antonia Goncalves de Sique'ra Gran-
ja e me respensabilam por tudo que Ibes possa
acontecer.
Nio dar-lhes-hia resposta, porque felizmente
sio muito conhecidos nesta comarca, e alera disso
I sio in trunientos inconscientes em maos de alguem
i que, esqueceudo os muitos beneficios que de mira
recebeu em tempos idos, constitnio e meu desa-
fect e nio perde occasiao de pagar-m'os cora a
ingratidio, nico sentimento que predomina em
seu coracio, se nio contivesse inverdades escrip-
tas para produzir effeito; mas por defersncia ao
pubiieo direi algumas palavras :
Ha quasi dous annos que, Sergio de Siqueira e
Antonio Granja, sobrinhos d'um venerando an-
ciio, amigo a quem muito prezo, estio soffrend >
porsegucio atroz, j de Jos Victorino de Paiva,
j das autoridades judicisrias desta coaiarca, pelo
itesse la priucesse AmelleP. 2.Hymne
iia'iou> lertin M s Consines le Hapucxi
*lact)l> d- -\sii.i. C rique: B.e, Chili Ripublique Ar? otme. Prou
Uruc'o.y. Les droits d'iujp -rtanti n au-Hril.
Z.L-s livres.O A.Kevu- fiuauuire J
Q,fKevueciminer iaie.1) Noel.Spectael.
et Coucerts'Ja lefRoussel Moivera-Ti' raaniisa .
os r e. .m naudesAnnonces. '-le.
Heouc Sud' mricainc, u. U4, cooi y o.-gT.ute. amiimiriu :
Li H m stead Law (U loi du fover). de I
Rpublique Argentiue, par Pedr/o S.LaraasLa
54400
84600
14200
14600
4000
27460o
254500
17400.'
524800
204300
154600
30401 0
24000
108 40O.
3214600
Preco do da:
Carne verd. 4ft) lis o kik.
Sio 60 e 64' ris idem.
Carnsiro d. 640 14100 ris idem.
Paran de 40 1 320 ris a cuia
Mi Iho de 280 a 320 ris dem.
oji.. de 80' a 14600.
Foram multados por fraude em peso de car-
ne os talhadnres:
Marco Pinheirod Nasoimento.
! laudino Joio Francisco. ... o-,
Cemllerio p.oiIcoObituario do da 22
de lunho de 1886 : ,
J Francisco de Souza Mouteiro, Pernambu-
c ,7oan.,, casado, Santo Antonio; tubrculos
D luimiaits. n- ,.
Aat.ni.. Liborio. Pe.oamba.o, 37 annos, saltai-
ro, Bo^ Vista: ga>*reoano p.
CoosUnt iu, Pe -na mbuco. 26 annos, solteira,
B a-Vita; tubercuU pulmonares.
Luis, Pernambuco, 11 nwaes, Boa-Vista ; 00*-
vuis ,
J A>, Pernambuco, 3 meses,^b. Jos; ates
Arthur, Pernambuco, 2 annos, Bol-Vis**
athrepsia.
supposto crime dn tentativa de morte na pessoa
d'aquelle. Submettido ao jury foram absolvidos
e appellados pelo juiz de direito de entio Dr.
Constantino Braga, finando na cadeia o primeiro
porque a absolvicio nio foi unnime. Mandan lo
a Kelacio a novo julgamento Sergio de -Siqueira,
desde o anno passado, nio pie mais ser julgado,
porque tudo se tem envidado para protellar o jul-
gamento Ultima nente viodo do Recife para es
se fim, no dia do julgamento appareceu o advo-
gado de Jos Victorino o requeren o adiamento,
sob o fundamento de que seu constituinte havia,
segiudo para o sul, ha tres dias doente !
O advogado do aecusado oppoz-se ao requerido,
e por sua vez, requereu o lancaraento do accoaador
particular e o proseguimento na accusacio pelo
promotor publico, visto o crime ser de accio pu-
blica ; mas o Dr. juiz de direito deterio o primei-
ro requerimento, e indefeno o segundo, mandando
o aecusado para a cadeia !
Depois de tal deciaio retirei me do tribunal, e
com alguna amigos commentava o facto e dizia
qUea prevalecer aquella deeisao oinguem mais
se poderia livrar, e qoe na sessio segrate viria
o aecusador com outras razoes, e assim consegui-
ra protellar seinpre o julgamento do aecusado ;
que aquillo se dava porqoe temiam que o jury
confirmasse o sentenca, quando apparece o Dr.
juiz de direito que ouvindo as minhas palavras
disse que eu nao pedia prever o futuro e manifes
tar-me assim, tanto mais estando elle presente, ao
que Ihe respond qae, all elle nio era joiz e sim
particular. Foi o que se deu, e invoco o teste-
munho do mesmo e dos Srs. juizea de facto, que se
acbavam na occasiao.
Declino da responrabilidade que me querem
dar os signatarios do coramun cado, pelo que Ibes
possa acont ameaca eu nio a temo, e nem me demovem do
proposito era que est^a de esforcar-me por elles
quanto fr possivel. Nio quiz aceitar o papel de
perseguidor, como me ped ram ; eis a razio dessa
grita contra mim.
A questio nada tem de poltica, e se tivesse,
mais pesava na balanca os perseguidos, que sio
conservadores, e pertencem a urna familia respei-
tavel desta provincia, tradicionaunente conserva-
dora, do que os perseguidores que, so se ltmbram
do partido, qusado governo, e para desabatos
peseoses.
Palmares, 21'de Janho de 1886.
\*ttnclino Pe Castro S Brrelo.
Falseada de V. C. Lctj C-
OBSERVAQES sobre a resposta do sr.
DR. JUIZ DO COMMERCIO
' A desharmonia ebegon ao
ponto de requerer o gerente da
firma a eiUcao dos aggravantes
para a dissolucio da sociodade,
fl. 40, e estes em acto continuo a
tallencia da mesma. *
Levy foi citado 110 dia 7 de Maio para assistir
justiticacao da fallencia. Dotado de inexcedi-
vel desembarace no emprego de meio9 srdosos,
fez em acto continuo ura requerimento chamando
conciliacio os aggravantes, para a dissolucio da
sociedade; e ttvedesubmettel-o a despacho em
h ra tao adiantada, que a eitacio oio poderia ser
feta, senio noite.
Nio sendo possivel a citacio dos aggravantes
com a data de 7 de Maio deixaram elles de mr
astadas. A peticio toi junta aos autos da fallen-
ca, contendo nicamente o despacho do Juiz de
Paz.
Se Levy foi citado para a jasteacio requer
da pilos aggravantes, e estes nio foram citados
para a conciliacio, claro que o Ilustrado Juiz do
Ooomeccio equivocou-se, convertendo a causa em
tftio.
Alm disso. Levy, tasendo em 8 de Maio um re-
querimento om oppostcio i faluncia. attribuio o
procediaento dos aggravantes a um entro sastivo-
Para dar a entender qn ja tinha requerid
quando foi citado, declarou que o havia sido s S
Doras e um quarto da tarde; e para desviar a at-
tencao dos aggravantes, fez esta declaracSo coms
simples justificativa de seu pedido de adiamanto.
0 Sr. Major Jos Franklio, eacrivo do com-
mercio, a quem nio importavam as intenoes d
aggravado (e at parece qae sem percebel-as),
mas importava muito zelar a sos repntecae de
funecionario publico, disse ao Ilustre advogado de
Levy, na presenca do Sr. Dr. Juiz do Commercio :
Se eu flz a citacio s 6 horas e om quarto, se-
gu-se que o seu requerimento ao Jais de Paz foi
feito noite. Tao fora de duvida era o faets
de ter sido esse requerimento urna censequene
daquella citacio.
Anda mais, o Sr. Major Jos Franklin inter-
pellou ao encarregado da pharmacia; o qual coa-
feMou que a citacio para a justificacio da fallen-
ca fra feita s 5 horas e tres quartos.
E note-se qae a peticio dos aggravantes tinha
sido escripta, despachada, diatribuida e entregue
no cartorio com a necessaria antecedencia.
II
... mandei proceder a um exa-
me na esenpturacio, para se
reconhecer at que ponto eraos
exactas as allegacoea de ana e
outros. O resultado deaaa di-
ligencia, que se vS de fl. 110 a
149 todo favoravel ao gerente
da firma e contrario s preten-
coes dos aggravantes.
Se o exame foi ordenado, para se reconhecer
at que ponto eram exactas as allegacoea dos ag-
gravantes e as allegacoea do gerente da firma ; e
se o resultado i todo favoravel ao gerente da fir-
ma : segue-se que sao verdadeiras as segaintes
allegacoea, alm de outras, de que nos oceupamoa
em nossa minuta :
1. Que as letraa acceitaa por J. C. Levy & C,
na importancia de mais de 4C:0004000, sio pe-
pagaics!
2.* Qoe a pharmacia Levy nio pertence so-
ciedade J. C. Levy & G, de que fazem parte os
aggravantea e Thomaz II Imes !
3.* Que oa aggravantes praticaram todos os
actos de geato 1
O Ilustre Julgador cortamente nio quiz dar a
entender o que parece deduzir-ae de suas pala-
vras ; porque, nease caso, elle estara em formal
opposicao ao que disaerara os peritos. E' certo en-
tretanto :
l." Qu o Sr. Dr. Juiz do Commereio, especifi-
cando allgacoes do aggravado, procurou mostrar
que eram exactas.
2.* Que nio iodcou a inexactidio de nenh'ima,
deixando em silencio a projectada *6racco da
pharmacia, e nio manifestando juizo sobre a ar-
guicio de terem os aggravantes praticado todos
os actos de gerencia. Um doa fina do exaue, se-
gundo o despacho que o ordenou, foi investigar se
os aggravantes haviam praticado actos de gesta",
e os peritos deram urna resposta negativa.
3." Que o Sr. Dr. Juiz do Commercio, referin-
do-se a urna allegacio falaissima, que dissemos
ter sido feta pelo aggravado (de serem papagaies
as letras, com que os aggravantes requereram a
falle ncia e as outras em sea poder), suppoz o
disse qae havia engao de nossa parte.
Em razio de tudo isto, quem lesse na contra-
minuta : mandei proceder a um exame... para
se reconhecer ate que ponto eram exactas as alle-
gacoea de uns e outros. J resultado dessa dili-
gencia. .. todo favoravel ao gerente da firma...
poda tirar a consequencia de serem verdadeiras
vista do exame, todaa aa allegacoea do aggrava-
do ; o que nio exacto.
ni
A firma aggravada eat sm
dia em seus pagamentos com to-
dos os seus credores, excepto mn,
cuja naturesa de crdito con-
testa. ..
Na impossibilidade de consultar os llvros fiza-
mos de outiva um questo a respoito de trsa cre-
dorea antgos. Os peritos verificaram que ou
delles tiuha sido pago recentemente; outro nio
esteva pago, constando da correspondencia que st
havia suscitado urna duvida em relacio ao quanto ;
o terceiro, Antonio Feliciano de Asevsdo Filho,
cuja conta comecra em 1880 e tenaanara em
Agosto de 1884, apresentando um saldo de......
2:107*767 contra J. de Levy fc G, ato estova
pago. Nio se al.egou, para justificar esta demo-
ra, a existencia de qualquer motivo, como^pondera-
mos oa minuta.
Ist bastara para a firma nio estar em]da com
todos os seus credores, excepcio dos aggravantes.
rv
Accresce que o estado solven-
te, senio prospero, da firma
aggravada resalta da resposta
a fl 139 v. a um dos questos
dos aggravantes, da qual v-se
que dos ltimos 11 mezes a casa
realison em dinfaeiro- (apuradas
diarios e recebimentos de cantas)
85:2244485, e penas despen-
den Com o p igamento de saques
e contas 39:4754470, sobrando
portanto para o pagsmento de
direitos, despesas geraes e o debito
dos aggravantes mais de.......
40.-OOO4OOO. Urna casa que se
acha nestas condiccoes, nao me
parece qne se ache no caso de
se Ihe fechar aa portas.
Nio foram somente os pagamentos de direitos e
despesas geraes, que os peritos deixaram de levar
em conta. Vejamos o que elies dizem a fl. 139
v. e 140.
Os peritos limitaram-se a fazer apachados *ra
Caixa, smente dos pagamentos fetoa e sonto* s
saques do eatrangeiro, de conformidade com o que-
sto proposto, deixando conseguintemeaU, de Jater
nencao dos direitos. gastos do negocio e outraa
verba* conwlauleado, livro Calzase
ssiario.
As ultimas palavras escaparam, iafel*mente, a
esclarecida attencio do Julgador.
Os aggravantes entraram para a sociedade oon
o capital de 23:5004000. No balanoo de 31 de
Dzembro de 188'' estn capital ficou olevado a
30:3304^71, e isto mesmo por nao terem 03 aggra-
vant'S recebido todo-, os mezes, e smente era al-
guna, aqoantia de 1204000, a que bubam direito
segundo o contracto.
O capital forn-eido pelos agravantes no conseco
da sociedade, com os lucros do primeiro anno, ca-
piMlisados no balanco de 1884, e os lucros do se-
gundo anuo, attiogiram apenas aquella qoatttiade
30:39"4971. Descontem-se do activo porcroasdivi-
dss totalncntepcrdidas (como diaem os peritos) aa
importancia d 4:8244700 dividas cemoae Levy
entrn para sociedad e vr-se-ba que os
sT_


Diario de PeniambttcoSabbado 26 de Junho de 1^6
iggravantes trvernm dotante dais annos um lacro
taa.quinho.
Em summa, foi precito que os aggravantes em-
preatassem dinheiro at para se fazer o despacho
de mercadoriaa.
Se boare nos ltimos 11 meces maii de.....
40:0 Ofpara pagamento de dirtUot, despesas geraes
e o debito dos aggravantes, que fim levou ess.
qutntia? Os aggravantes nao furam pagos, e en-
tretanto s bavia em caiza, quando se procede u
ao ezame (e consta dos autos) alguna centoj de
mil ris.
(Contina).
lote Joaquim de Olivcira Funceca.
Vos altos poderes do estado e
ao palz
Cora a epigraphe supra appareceu no
Jornal do Recife, de 19 do correte, um
cemmanic*do i-ujos signatarios foram os
Srs. Victorinos e Paivas. filhos e genros
do famigerado major Jos Victorino de
Paiva, e confesso que fiquei pasmado de
ver at que ponto cbeg a audacia de tae-
senhores.
Conhecidos como sao nesta co.nr.rea os
Srs. Victorinos e mais Paivas nilo era de
esperar que, simulando deseonhecer a sua
chronica, tivessem a petulancia, o s>rrojo e
o desfarjamento de appare :em:n como sig
natarios de um communieado concebido
em termos de qus s potleo usar outras
gentes e outros liomcns...
De feito, digio de riso para quera co-
nhece essa Pateada ver o modo e forma
porque responsabilisam o inuito digno te-
nente-ooronel Austriclino de Castro S Bar-
reto.
Dizem os signatarios do celebre commu-
nieado de que sa trata, qu* at ao da 19
do correte, tiahara inuotdo a mais eseru
pulosa reserva e a raaior moderaco relati
?ament a {actos de que haviam sido vic
timas de oerto t-rapo a esta parte, e desdo
que se tem querido constituir mandan des
ta comarca o Sr. tenente-coronel Austricli-
no de Castro S Brrelo ; que agora, que
estao at ameaqados de assassinato, a reser-
va e o silen-io poderiara p .reeer ou ser
trduzidos como cobarda de sua parte, fa-
zendo-sc mesmo por isso mistr que um por
todos e todos por um so collocassem em po-
licio franca, f zendo recahir a responsa
bilidaue de tudo quan'.o lhes acontecer so
bre o verdadeiro culpado tcnente-tinroncl
Austriclino de Castro S B ri'eto, nico
que respondera pirante a jocidade o par-
ante qualquer delles, por aquillo quo de
ora em diante Ib s succedesso.
Mas, Srs. Victorinos e Paivas, so app.i-
recer a viuva ou qualquer herdeiro do fi
nado Theotonio Vieira pira roeebor sesen-
ta contos de ris que o dito tinado affin-
ou e pagou pelo venerando mijor, quem
ser que os paga, ser o tenente-coronel
Austreclino ? Se por ventura appareeer
aquclle moco que foi soci> do major, e que
por causa delle foi toreado a emigrar p ira a
costa d'frica, a>a de escapar di c.ideia
pelo t .cto de hiver segurado, a mandado
do major, um patacho carregado da trapos,
farrapos, pedr.is e areia, quereal* roceber
os vinte contos de ris, cora os quacs en-
trou para a sociedad, quem lli'os pigtr
ser o tenente-coronel Austriclino ?
Se por acaso apparecor quem descubra
-o verdadoirj assissino do infeliz portuguez
Jos Francisco, qu*in ir para a cadeia
ser o tenetite-corontl Austriclino ?
Se apparecer nesta cidade a viuva ou fi-
lhos do tinado Joao dos vulos e denun
ciar o autor .o furto de um cavallo do
mes no Joito dot Oculos, quem ir para a
cade'a s?r o tenente-coronel Austreclino ?
Se acontecer que o Exm. Sr. desembar-
gador Lucena for no:n-*ado presidente das
ta provinca e nao almitt'r quo seja enga-
zopado o Rv i. Fr. Fidelis, da Coloaia Isa-
bel, quem ser que restitue a est>, dous
burros sadios, que foram fraudulentamente
trocados por dous ditos crgx, ser o te-
nente-coronel Austriclino V
Se alguns dos credor.es ile certa massa
fallida estiver em eatado<{& V9rdadcira mi-
seria, e pedir vinganga aos cos contra
quem o engar.ou, piganlo cem mil ris
cora cinco mil ris, quem ter remorsos,
ser o tenente-coronel Austriilino ?
Se Uerculano Bjpttsta de Carvalho tor-
nar a dar b"fet5es em um dos signatarios,
quem ser o responsavd ser o tenente-
coronel Austriclino ?
Se Jos Thomaz Paulino de Mello aven-
tar a veia de Paiva filho, quem responder
por isso, ser o renento-coronel Austriclino?
Se um 3os signatarios do communieado
de que se trata quizer, pela segunda vez,
atirar em scu proprio pai, ser tambera
por esse acto do bravura o tenente-coronel
Austriclino o rfesponsavel ?
Finalmente, so Braz tornar a aconselhar
a futuro pontj... ; e depois este encontrar
a rerda le das palavras da braz, ser por
isso o responsavel, o teuente-coronel Aus-
trklino?
Sinliores Paivas, quem tem uraa chro
nica como os senhores, t en a lingua pro-
U, n5o po lera fallar, o rauito ramos es-
crever para o publico, mxime para os ha-
bitmt.'S d'est provincia, q ic s;1o qusi to-
il is t't-raunlias de saaa gentilezas.
Coi.f \6H-l conforme ehe se deu, e nao qu'iram
illudir aos altos poderes do estado a ao
paiz cora calumnias e ioverJadea tilo s
iU'-nte tillias do sua requintada pervert-
dado.
Convencam-se de que ninguern acredita-
ra, quo cu o meu primo
Sergio
c!e Si.
queira Campos, fomos assassinac seu pai e
sogro, principalmente, oomo os senhores <.
confessam, sera outro motivo senio o de
nao querer seu pai dar-nos emprego, por-
que uinguum havert.> neacio, que icre
dite em semclliante historia ; contem n
vi-rdade.
Os senhore3 Paivas nilo ignorara qaai
fi o motivo de nosso res-ntimento para
cora seu pai sabem de seien.iia propria
que elle ten lo de costume prostituir me-
ninas pobres o at m-ores, cuino c pu-
blico que assim procedeu cora urna Dio or
de nome Jos"pha, criada era caso de Do-
mingos de Freitia, cora as filhas do ceg
Libato, e cora outras cujo neme nilo poaso
pr;cisir, pr-tendeu tarabum faser o roca ate
cora urna menor crala por urna minlia pri-
ma ; e que a nossa atitude tomada no sen-
tida de obstar qn; o monstro libidinoso nao
elevasse a cffidtu o seu mal-ivolo intento, deu
lugar a; confliota referido provocado pelo
luoastrj depravado, o qual sempre embria-
gado c fazendo-se acouipanh:.r ile gi-nte (e
igual jaez ,todos arenados de faca o revol-
ver, riecfediaram em mira o mu primo d:-
verfos tiros do qu i< s inila^r C'pinos.
E
como e, serilior- s l'aiv; 8,
que
os s -
C0MMERC10
loUa
oercE.il de
buco
Perra
EECIFE. 25 DE JUN'HO T)E a'it..
As '.res horas da tarde
f-'ofiKe* otfciae*
Cambio sobre o Eio Grande do Sul, 69 d/v. com
1 1/2 0/0 de des .-unto.
Cambio sobre .-o drtt, 9i> d/v. 20 1/2 d. por 1,
do banco
Dito sobre dito, vista, 20 1[4 d. por l000, do
banco.
O presidente
Pedro Jos Piuio.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemos.
ros i'biJLics
M s .e Junho le 1886
ALFAN:>EOA
nliores, sabendo de tudo isto, queestaud:
como i-stao, convencidos da sem raslo d
Sr. Jos Victorino, atrevom-so a afirmar
que somos n> os assassinos, provocadores
e disordeiros ? N.o isto una completa
falta de pud r ?
Senhores Paivas, a verdade sobresihi-
s"inpre, e nao ser com falsidadi-s o en-
redos que os senberea nos levaro a Fer
nindo do Noronha.
Os factos dados om nosso* julgamentos
e a perseguigao e ojoattea de que temos
sido victimas, ninguem ignora, i se e Sr.
Ur. Consiautiuo Braga procc leu com i
jjuiz imparcial, os autos o dizem.
Nio menos ignobil o motivo de qu se
estilo prevalecendo os Srs. Paivas para fa-
zeru u crcr que eu insultei a um d\ll m
(Julio Paiva) na sala do jury quando ilelli
s ilna o msiino Julio: o qu S' deu, n.ai
o n-g>, foi o seguint: : o .-r. Julio, s.ais-
fcitissi.no pir ter o Dr. juiz de nirdto
euitra o disposto do art. 319 do R g n
1*0 de 31 de Janeiro di 1842, liado o
julgaraento de Sergio Campia, veio pesoal
mente esearneccr do nos, o que sendo por
mira presenciado dei Iho a m.'recid res-
posta, que nada tala f >i do que fuzer-lh
sciento de sua villeza, sendo qu? isti tiz
desarmado e sem f .zer Un a menor atneaga.
Armados e am-^acando andan es Sr*.
Pairas, qu? n3o deixaro de ter bD*aIIak
cora piotollas e punhaes, fazendo disso os
tentayao.
Por agora tico aqui, e voltarci seinpre
que tiver necessida i.
Palmares, 21 de Junho de 1886.
Antonio Goncctlves de Siqueira Granja
Explicado pelo Sr presidente o motivo da reu-
nido, o qual era a eleicao da directora para servir
no trimestre vindouro, proiedeu-se a vn.acao, 8a-
hindo da urnas o aeguintc resultado :
PreBdute
Leopoldo Pires Perreira.
Vice-prcsidcate
Vicente Mel*j.
Io secretario
Alfredo Fiotk t'ioto.
2* SHcr-'tario
Virgilio Gancalve Torres
Adjunto d secretario
Elyaio Alberto silveira.
Orador
Alberto Fiock Pinto (reeleito).
Vice-orador
Ismael .Mirques da Silva.
Tliesour-dro
Alberto Cavalcantu de A'bquerquu Wnnder-
l'-y (reeli'ito)
Bibliutbecario
Abel Duarte Pinto.
Cominissan ile redavea.) do Estado
Carlos Puro, Tuiag) da Fou>c' e Bernardo
Lias.
Commissilo de l'.vislacSo
Carlos Porto C, Tliigi da b\> isuc i, Autono
Ainuriin, Iau Pinto e lanie\ Harqui.
Coinmissao de revisSo thes^s
Ayras Gama Filln, Alb-rto Cavileaiuo de Al-
buqurrquo \VauJ_iT.ey e l/ir0'ilij GiDCalVCI Tor
res
Ciir.ir.isao de cutis
Job Piulo, Vuente e Ab'I.
Couimisso de peritos
Virgilio Torres, Alberto Piuto e FranciaSJ Pi-
res.
Cominissilo do svalacao
Virgilio, A'bort Pinto e bel l'::\ o.
D.'p 'is da eleicao o Sr. presideire rn ircou o din
17, ()Unta-f-irn) para bave sesaao eitraordiiia-
r.'a d p>3e
Frcgnezla L Graca
Os eleitur.-s eaMfMrvaduroa da regvena ila
G aei, em reunian, qu- teve agir no da 19 .1
crrente, res'jlverniii (presentar e *recotnintU)dar
M sius conelii4iiniai'3 ns segointes cuidaos,
para jiiiies de pa'. da iBOtaM regn.-ria.
il]V J w CfTloiro dos S Hitos.
Capii) Autuaij Beaerra ie Meuez's Lyra
T-iient- Manuel JiiaqoitO A'ves dus Simios
Solicitad-r Diogu Baptiya Feriimles.
eunio cnaservadora
C'nvida se aos rlei' ir.-s e ii.-crvad nes do 2.-
districto da fregnezia da O rae i, para no Uia '1 Jo
corrente, pelas 5 horas da tarde, se reunirn .-ni
aaaa do Dr. libnro AI..e.ii.i'lo. a ttatrada de Suno
Ainir", an de traturse de asaumplus 'end'iites
M prximo' |leitj tieitual e iuteres:es do BaBSBBu
Jai! ido.
Chapa de jizcsdep.iz do partido
coirscriador da fregaeEia je
S. Fre Pedro CUafalvcs do
Recife
C nnmendad.ir J.^sc Podro das Ne ca.
lalih iz.ir Jote dos Rm>3.
Tenente ("aet-mo Jos Gonf-iives da t'ontfi.
Mauuol dos S.intos Vdlo^a.
Fregnezia de Manto Antonio
Os eleitores eu iserv.idores da w^a)Ma du ti .
Ant mi, em reuniao que teve lugar a 10 do cor-
rente, re olvcrain apresentur e recoininendar fj
seus ciirrcligionarins os i-egiiiiiteg cidadiio para
Can lidatos a jnizes de paz :
.Major Ant iiuo |{. mani Qjinteiro.
Artista B i-li or .Miguel dos Smlua.
Propricuri i ai Fer eirn Lou-eiro.
t'r.prietarij M ..mino du Si.v Guarni.
EUunio
Jiinc^io operara
Eleicao municipal
Por deliberasito do Centro Republicano
sou o candidato, que este aprsenla na pr-
xima eleiciio municipal.
Tiv<; de acquiescer essa aprescnticilo
honrosa, menos p li gloria indivi Inal que
me possa advir, ilo quo pela opp&r.uuiaa-
de, |U-' se rae offereco de prestar um ser vi-
co i lea repulilieana, qual voto u:u cul-
to sincero.
Nio disponho, p)! forga de minha pro-
fiaa&o, de tempe para iiiigir-:ne a tolos os
ioeu uo religionarios, a tadoa os mi-us at
fei^oains o a tolos os liomens indepen
tes, que aabom prestar a h-sao a id^s e
Dlo a liomens, pey a est-s os seus valio-
sos siiffragios.
Dr. Judo Carlos BaUhazir,da S'dccir.x.
Ao eleilorado do municipio do
iccfe
'I'enli-se do proeeier no 1" 1^ .Juli proxim s
eleicao para verealoies. venh) pnt meio des'a so-
lieitar do inHorado ili-s-e inuiilcip'i, u Unir do
seu moho e auxilio a mi.iba can iMatnr* ; nraiin
como ep o ser auxil a o p I >* ani:; ..; 11 t pre-
tenc2> que t'iilin d ir inr.-.-e :' inte ile~t'' inn-
uieipio, p lo que desdttj siu g ato aos qim mu
auidi > \n
faguiido o meu o meter, j'; pir torios con her
do, deis ) de faXPr p eridl a : da eoHdnel:i me c -
re no deseinpeiiho do minia e p ir ventura
c aisegmr a hour i de ser ele t >,
Ueeil'., -Ib de Julho de 1S8G.
Ores tes Sarnv.i d Cirvalln Meiva.
(.amara lunic pal do Recife
C>nli 1 ,r.o vei>-aeao ap|i lo piri o Htas{rad-i
e eitontdo lo nnuneipio a pi n : co < i I, i-
v a i. Mnihas crenei- c m- i va I > ,y, s ipp ,|| ,
na i me iiirnbir.i') o -or.-i_'i i lo mmi-i c.e t >r -
I ', po:s apenas viso o in! r s lo UUUleip'o. N.
qnanlidt de v.-re ido.- piignirei mire em un
d i inunicip
  • Recih-, 26 1-j Ja iii Hs;
    Antonij rlr. li iba O) tniln
    A moi'lc no sangue
    Sm.no sangue o i 9 ,' r 1 i- m ule.-, dna
    enferm ladea e di morte \ra |U o 1 -. p lis. Com
    egue il ter^eiire, o mas o. I ,',-, : o 1 :i 1
    otrrilh de Uristot, n a a vaoi-i en Pona
    un.1 rti une in il stia i 1 .-. ( ir j o osen
    f'ili., e.y i,, loi.-, en ros, IU ino-, f
    I) es t re uis, mol -'i 1 lo li ; 1 .. 1 t ir lili o a e
    M o s, o nrignm d-ili- t>d ,,. busear n 1
    Sirione. it o- ni I >,- p || t ,.,.
    Est" gr..nde 111 I :. ni
    bis qile 84 aell !. 11 I 1 Bi'U i.plil li.
    orioem a s lisraauchis'e n.< ni.s t-iri
    vei e alun ur. a h^ii .
    I) al. i,y Ir 1 n e 1 1 0 J n I
    ex'enn na c on r.. )i : /. 1 1 11 -i 1. II r
    CUJeS d .-trillo H Bel enl ,11 1 1 I -.jo'
    >tiquea moriaes le o 1 .n .1- r. ou
    De ordem do Idta. Sr. inapector, e de couformi
    dado com a ordem da pregideneni, contida em
    uffit-io de 21 do crrante, fico publico que ir no-
    vamente praca no dia 28, p--laa 11 homs da
    maulla, peraute a gessao da junta, o foriiec>monto
    de xtrque par* u presidio ie Fernando de Noro-
    nha, no semestre de Julko 4 dezembro d>>ste auno.
    S ario aceitas propostas em cartas fechadas e
    C'.iuipi'tentemente selladas, j de negociant s mxtri-
    cnlid'S na ferina das instrui-co^s em vigor.
    Tliesouraria de Fasenda de Feruambiiuo, 23 de
    Ji'uho de 188G..0 secretario,
    Luiz E. Piuh-irj da Cmara.
    ES
    s.
    ME
    li. J
    re
    S in
    em 11 Ir Ap-itli prexnno tt'.ut,,
    So'euiui.iHi 'o 11 22* iiiiiraari 1
    da in- la lacio da rntr. lade
    A Sr. preri.K o:.' iwJrm .si- j.i a .!':.ores
    iqc < Pair-girem m ii/taa da uros mi qno
    ultiri rui ule iiT.ii de Sor ntrcUi'S no* cuivi
    r siJeuciu u petas e^muiiasea p ell 11 menil k.
    lieeife 2; de J:l, ,].. ISfifi
    Lilia (a'u'i.s de A ii li.'m,
    2- ClTl-t;.l' .
    Assoc*a'a.) dos Epregados no
    Coiiaici'cio
    .iskcuibia ge ral
    Han t 11 lo loniparecidu no ilia d c irn-nte
    nnm-r.) Bttffiu ant*-dn s i.-i is p.ia -eonMilnir legal-
    uient- a .!.-? m-le.i gcral, convoeada para qnella
    da, ord-na o 1 ini Hr. presdante que s jam de
    novo c mvi im|..s a se p unir, ni pe a ;i ln-as da
    tarde d. 'Ii> LI hl andante. B .-ele social, afim
    de se dnr eu epi ineoto diBpiSICO do S Io c..
    art .:f"i lo r-ataiti
    A a.-s> ni 1 Heral ser co 'Stiluida c un o nu-
    mero de -,,ri ipi.- .ipar--"-!'!-.
    U-ci'e, 23 dejanhi I3d.
    Mn el Mala.
    > r 'ario.
    (.abiodtf Poriu^iez de Le tara
    P. e%rii|..-s 11 s se or B K'i < ae 1 niaras que
    as lista- I tiib.-eripQ) ile aevo-s para compra
    u ",i litar,!.1 le nin pr rt'o 111 um fun i-ume a
    bib'i itlii'ca --s'" g.biin-e, ie a bam >i-picS-i
    I- lod i, na sdc s eial. e ipi mi.i i-nbaeripCa-i
    -ei 1 m:. r a!.. 11 'lia 3(( do 0"l rent-- inez.
    Secretar* bni t.- p.-tusnej da L tora
    m 1'eruauilftieo, 17 de Jtuih i!.- I88U.
    MBi-0 I M r! ns (', pi'a ),
    1" -erlio .1 lo.
    Club Concordia
    Reuniao familiar, sabbado, 26 du Junho.
    A directora.
    Empresa Telephoiiiea
    Bourgard
    -AaVXSO
    A empresa pede aos senhores assignan-
    tes que anda nao tem tabellas novas o fa-
    vor le man larem bus -ai-as, ou entilo avi-
    aafem pira lhe serein entregues.
    Assim, lainliein, d- loje era diante, ser
    [tuoliendo t dos os us de m-zes p"r este
    Diario os uiuiics dos asaignaates (je eol-
    lnearein 'leplione, beiu como a ;ue|les OOfl
    f'irMii retirando, para por este 111-io os se-
    nhori-s ass;gn .'iti's teri'm sempre suas ti-
    OL-Ilas co-iip o'.ns.
    Recite, 2 ie Junho de 1S3G.
    O ge rent -,
    A. do Carnio A'meidu.
    fl;mpicza Tclenhetnica Itotira;ai:.i
    ULAIj'AO DOS A.sSIliN'^NTKS QUE COLLOCA-
    ItAM Al'l'AlKLIID TKI.i:i'llllXICO, DEP0I8
    DA :.'(i\A LISTA X. 8
    A
    X. 306. 4ntoBi J s SoarfS & C, tra-
    piche. -Travessa da Maire N. 137. Ant-'ni'iPinlo da Silva& C. -
    Kua Duque de Cazina.
    B
    N. 447. B.lt.ir (SUrmSo. Ra doBom-
    Josufi.
    C
    panhia Brasiteira. -Rui do
    D
    fc.443. Com
    Comal Telo
    N. 43 i
    dav I. Ij"nibre-n-se ili-t
    istn n:n.i ver o.'.e
    Vil--- i a 1
    e Lana de ro^iS
    Ageiil^a em Perua-lil
    n do Coa-.mere o 11. 'J
    r
    bar a. p o* 1 1
    :,ia 1 b' ica
    v
    I!-.
    V
    -. 1
    Club Lilterario Diegaes Jnior
    Esta aociedade, fundada entre 03 alumnos do
    Instituto 19 de Abril, funecionou no dia JO, em
    sesso extraordinaria, sob a presidencia do S .
    J > Paulo Carne 1 ro Leio.
    q-iasi to 1 iis ht <:'-., do mundo se tmcnirn:
    Trlcr-ro lo ICarrj- e i-ian'em lita .- bre
    O toLI-aour OU eillle 1 o n.l-.ll.'. l::.-Ill'S cui.snl 1
    in I apenan vea na tamil., como o um o artig 1 ajae
    ll lip I p ifeilaneill.-, iib-;le?a e l,, e M n r -
    'ell.. t ree iin.ii'-n I el > p !.i i primen as t'.oiii-
    I* terr e us-idu p ir to I..- a .. ., ,.,, 1 ,, -
    Cna i p.rte 'I inmi'f ', o, u:V) [ m riv-.l un s-o '.i-
    irte 8> e a'anpre rese'iitc on-uiuo X io li ol
    neo: |. un 111 in'in o--p rfa I o iljll'n o de.
    qner aoM>, q mr flnd pi ii .1 en x n e
    popnl iri I "! el. ni.i.- v .| .11 .7 |M>
    -. nio ;n ia bira'o di q 1 n >. 1 i n -i .s .v 1-
    geni pir. o e.ibe: o, e- -., n je ,, ., r 1 ..
    Dr. Fri'or. I S Iva, '
    salta* d-is i) ad 11 eio i ii.->i
    lenoin u cuiisult rio > 20 ruj
    L;irja do Rusa rio.
    Banco k Crelrte l\n\de
    d -ir'-, 6 >l e-in'ut. s. sil
    -ii.i-'l-ol -i-oli. rs .o i-ii-ii ^t...- 1 .i-i-aiem
    K ; I |'inh [11 vm na -i'd- do bine>,
    1 rn 1(0 I', n erei'i 11. 31. a M*K>inda nir.nla de
    ; 7. |ir 1 itn fio vilo- 11 1110 I ile cala a'i-ao.
    It t; S I- tfaio -le 18*6.
    Os administradores,
    Mi 11 :el Joiio de Amnrim.
    ,!o-i 1I1 SiUa li yu Filho.
    I.o z I liipmt.
    re9
    Lt
    enca. Ra da
    -, residencia.
    Dr. Pitangu
    Illip Ti t'Z.
    N. 449. Dr. C..lh
    Rn "la Imp ratriz.
    X. 450. Dr Jo.- Julio Fernandcs Bar-
    ros, r sii.-n ia. Hu di Aurora.
    N. 45.'. Dr. Mnins Junii r o A. Orlan-
    do lua lo Imperador.
    w
    i-'" tal za do Brum.
    o do Caldereiro
    M. \V. II. Liiltin.-Ciiaeon.
    J s J quiu Martiaa, venda. -
    X 431,
    N' L'l.
    X 27.
    Br
    am.
    AyipttC S.
    Preparados
    Sffli MU
    LONDRES
    e leite
    satiorosa que urna criau-
    Co.3ij.i::Iil:i i'.c ldiflca^o
    C. ui'ioini'M .- .1 s Sis. aecio isla.-, une piro--
    ;l r eio la 1) r. el ra f i rrsjlvido o reeolhi-
    ne-iio li irr-.-i-'i- prea'acao, m r.zao d- 10 p ir
    to I 1 val .r n oin'n il de "-a.lii arca o ^n.;| rja-
    Oli'o ile ishIo Pl'pil iinisaiin
    Esta preparato tao
    (,-a prompiainente a toma.
    0 leit- digerido tem.a pn.priedade de quasi in-
    teiraiiiintc disfarca o oleo e as p:ssoas Ue diges-
    t.io inuia dbil uodem tomar s- m nceio.
    1'cplunoidea Ue Carne
    Um alimento oifog nnso c mposto de const!-
    v ,i",,..i,,-,,-,,., M'.,|- da C iiip.iilii.,,' pi..ci da '""'"salidos de leite bem como gluten do trigo
    C.....ur li ... 'J. a o na 30 .lo torrente, era cuja (*w d* ^'"J
    ltecoininendado as convalescenas de qualquer
    lenv", iiffecco s pulmonares, febres
    C ii or 111 11. j. un 11 na u to correte, ein cuj
    ureuaiao sp -li-triliiiira-> as resp eiivafl bt-i.o s.
    I^-.if-. 10 di
    BBKDA GRRU.
    De 1 a :3
    Id?m t 25
    Kmu PBovtacur.
    De 1 a a
    dem de 25
    710:295292
    44:58yjtiO
    ----------------754;88190a
    87:984 06:)
    3:37*829
    Total
    Rccbbidokia ile la 23
    le..!, d-* ''I
    Cobsclado PaovniciAL
    dem de 2b
    D 1 a 23
    KrCiPK DBATNAOB
    I leai 1 5
    I a 23
    91:362803
    836:247/798
    25.218/755
    J:363tl3b
    27:481/990
    102.281A822
    5:271.315
    107:553/137
    9:230/494
    789 261
    10:019/761
    a Augusto Figuercdo & C, 100 a Gomes Pcrcir.1,
    70 a Jos Joaquim Alvce \ C, 74 a Paiva Valeu-
    te & C, 65 a Perrcira Rodrigues I C, CO a Meu-
    dea Lima, t C, 50 a Maia &t Rezcnde, 50 a Joio
    Rogerio M. da Silva.
    Pumo 10 Vulumes ordem.
    Mercado.- ias diversas 26 Volumes ordem.
    Panno de algodaj 64 fardos ordem, 21 a Fer-
    r ira & Irmo.
    DEjPACUS TkXPuTACO
    Em 23 da Junho de 18S6
    Piara o exterior
    No vapor francez Congo, earregar m :
    Para Paria, A liego & C. 6,0 1
    e 7,000 ditis de prata ; E. Goetschel 5,00U graos
    d- ouro e 8,<'00 ditos de prata ; J. Kranae & C.
    1O0OO graos de curo.
    No vapor americano Colorado, carregaram :
    Para Kew-York, H. Forster t C. 28,796 cou-
    r nhos de cabra.
    No patacho portuguez Dou Irmaos, carre-
    garam :
    P.ra o Porto, Maia & R-zende 96 couros espi-
    chados cem 772 kilos e 28 ditos salgados com 306
    ditos.
    Par o interior
    Appello aos artistas ue iliff rentes ila-s B
    ,e de todi.s as fregti-zi s
    Convida-so aos Srs. ariutna cleiu:rca
    para u;na reuniao que so eff'i:tiiar na ra
    Nova de Santa liita, pelaa t horas da tar-
    de de segiinda-feira, 27 rio-orrente, nli i.
    de deliberar-se a atlitnde BaaUUr no
    prximo pleito eleitoral.
    Poco da Panella
    Chapa organiaada, na reuniilo qu teve
    , j-ini M. I A bmulsao le >- Meo
    lugar no da 1 i) do corrente, em easa Vo n n mi'd:0 t boje desenli "!,, par i a cura da
    igano Joao tilinguea .la Costa, para ,-.- u. .-. e i
    . j ii r1 tsica, brnn.-hitea, escrfulas anemia, rn-
    juizes de paz daqiella frefiruezi i, o. que foi .-.- ..., i '
    ' r^, ,'. """"! chitis e deoiliuadit em t" ral : tamb-m
    ace ta por o< eleitores, como consta di j
    acta qae se aeha eiu po'l'tr da comtnissilo.
    Juizcs de paz
    Francisco Jos Gue les Lccrda.
    Aff inso Mureira Temporal.
    Joaquim Maxi niano Pestaa.
    Augusto Cesari.i de Melin.
    Ju..h. de 18 6.
    O diirri ir -eci.tari i
    ilitavo Anlllues.
    .a)h
    curativo inf-llivel p.ra
    tosse chronii a e i.ffyyo >s da
    >
    os
    "l'flilXOi
    lllt ..
    k
    Irir.ao 20 barris com 1.M20 litros de aguar lente ;
    M. Soaros 1 sacco com 15 kilos de gomma de ara-
    ruta.
    PACHOS DE IMPORTA
    Colorado, >
    , e consigo idj a Henry
    u :
    I ii mes a ordem.
    a 8. Basto Amorm & C, 160
    No vapor nacional Orar, carregaram :
    Par< o Rio de Janeiro, P. Vianna & C. I caira
    co;n 5 kilos de doce ; Deodaio F. da Silva 1 eaka
    C3in 6 kilos de doce ; 3. J. Fernandes 48 peliea
    de carueiro i F.rnandes 4 Irmao 55 fardos' cha-
    peos de carnauba ; F. M. da Silva & C. 200 latas
    com oleo de ricino ; M. J. Ramos a Silva 1 caia
    con 16 kilos de doce ; A. C. Ajrea 1 caia com
    30 kiloe de doce ; Amonio Irmos At C. 1 caia
    com 27 kilos de doce ; Bartholomeu c C. Succes-
    sorea 51 duzias vinbo ju'U'oeba.
    Para Macei, A. A. Camello 1 caia medica
    montos.
    Para Victoria, P. Carneiro & C. 10 saceos com
    75 i kilos de assucar branco.
    No vapor americano Colorado, carregaram
    Para o Par, T. de Azevedo Sjuza -'00 barri-
    cas rom 14,010 kiloe de assnear branco ; F. de
    Maced 225 barricas com 12,1 kilos de assnear
    hr meo ; P. A ves & C. 5 pipaa com 2,400 litros
    de agurdente
    ara MaranhJo, A. Dutra 25 volumes c.m
    F- A. de Azeve lo
    MOVIMENTO DO PORTO
    Naci entrados no dia 24
    Southamutcn e escalas, 14 das, vapir in?lez tVeoa,
    de 1,774 tonidnads, cotutnandante W. Gallie,
    equipagem 98, carga variis gneros ; a A lau-
    son IIuW;-- & C.
    Rio de Janeiro por crcaaodias, vaprr ameri
    cano Colorad} de 2,0i2 toneladas, cummandan-
    te J. Uannill. "qjipacem 62, carga varios g-
    neros ; a H. Forser & C.
    HavaiiaS dias. pilaca hispanbola Apela, de
    195 toneladas, ea.iitji Mateo Pags, eq. pa
    gen U, ">! Uttrn ; Amorim Irinaos 4 0.
    2favio sahidu Buenos- Ayres por escalaVapor mgl.x Neva,
    cimmandadte W. Gallie, carga vanos generoa.
    Navios entrados na dia 25
    Buenos-Ayres e escalas 13 dias, vapor francez
    Congo, de 2,444 toneladas, comniandant; Grou,
    equipagem 129, sarga varioa gneros ; a Au-
    guste Labille & C.
    Santa Ca'harina11 dias, patacho inglez Acoda,
    de 186 t/.neladas, capito W. Matheisen, equi-
    pMfm 6, carga farinha de mandioca ; a Perei |
    ra Carneiro & 5.
    Monteviai2 dia, polaca hespanhola Felicia de j
    174 toneladas, capitao Agustn Fabregaa, equi- de Junho de 1886.
    'O Dr. At'liDJ Antin.) d- Lii. Freir,
    offi ial da Imperial Ordem da liosa,
    coiniBendador da r-al orlen militar pnr-
    tugu za de Nosso S nhor J sus Christi
    e juiz de tflrcito privativo de nrpliil >s
    e ausentes, nesti omir-a do R- -ie, por
    Su i Magostada ImperUl oCoustitauion-l
    O Sr. D. Pedro Segundo, a quem Deus
    guarde, etc.
    Faco saber aoa que o pr -senre e Iital virem ou
    delle tiverem noticia que na audiencia do 28 ile
    Junho do crreme anuo, iri prac. a quem maia
    dr, serviudo de bas- o meco do abate da qumta
    parte no va'or de 1:6 OOO ', a casa terrea, ciai
    sota interna, s .b n. 37, ra do Pilar, treguezia
    de S. Frci Pedr- Goocalvea, cm'snlo foreiro, com
    5 metros e 80 erntimetrns de largura e 19 inetms
    de cumprimento, corredor independe ate, 2 salaa, 3
    quartos, no pavimento terreo, 2 janellas, que dei-
    tam para a mesma ra, 2 janellas na sala de d >
    trsa. que deitam p ira a raa^do Pharol, 2 qnarto, 2
    salas, e cozinha interna, na sota, quintal murado,
    cacimba delusiva, porto para a r. ferida ra do
    Pharol; vai A praca a requeriment> da inventa-
    riante dos bens da finada D. Genoveva dos Reio
    Fonseca, pajra pagamento de cuitas.
    E para que chegue ao couhecimunto de todos
    mandei pasar o presente edita!, que ser pu-
    blicado pela imprensa e afiliado no lugar do cas-
    turne.
    Dado e passado nesta cidade do Recite, aos 25
    Vhb (Icngatiisper-
    luimbueano
    4" REGATA
    1) -ni in do r.xm. Sr. Or. presi Irn'e, c.mvido
    oa eenboiva a ci-"S que estiverem quites como
    r frf lo .lab, a virem, de aceordo oom o que fi-
    .i; reaoivido pa ass.-mlili gru de .23 do paa-
    sadi, r'-ceber ceus ingrraso> das inaoa do Sr. the-
    s aireiro, na t la ileste club, daa As 9 horas da
    iinitr, para a ngata. do dia i'9 do corrente.
    Ou'rosim, previno que ha para o publico reser-
    vado a 2/UUOe g-r es a 1/.
    Secretaria do iMnbde [{<'gatH8 Pernambucano,
    2> oe Junho de 1886. O 1 teen-Urio,
    Osear C. Monteiro.
    Indeniiiisndora
    D'i confermidade com o art. 15 dos estatutos
    desta c innanhia, a direoejU vende dez aceoos de
    a. 491 :\ 600, vagas pelo f.lleciment..) do respec-
    tivo ai-cionista. Os preteudeutes deveriu enviar
    iu .s pr.-postas por intermedio e correctores ge -
    raes, al o meio dia d- 2 de Julho viudouro. Re-
    eife, 25 de Junho de 1P86.
    Juiao de orphos
    De o.dem do Ei-n. Sr. Dr. juiz de direito pri-
    vativo de orph ion, co constar aoa iuteressados,
    que a audiencia que drvia ter lu;?ar no dia 29 do
    c rrenip, eff c-tuar-se-ha no dia 28, visto ser san-
    tificado aquclle dia. Recife, 25 de Junho de 1886.
    O escrivao,
    O'avo Anti nio Fcrreira.
    Club Acadmico Sylvio
    Romero
    pneumona*,
    gaatrite, oystuteria e tuda e qualquer debilidade
    eja qual tur a suaorieem
    Uallinn
    Um ntracto Cincentrado de trigo, avea e ceva-
    da ferifn litados.
    Valor diastasico 30 vezes o scu proprio peso !
    O mais rico agenta restaurador at hoje conbe-
    eido, alt mente aprc-iavel n is cusoa de d. bilidade.
    illmenio Siiiin.i de carnlck para
    > ianca*
    A iimilysc desle alimento demonstra que os seus
    ejnsti'uintes nutnctivos sao quasi idnticos com o
    leite materno, por isto o alimento mais aperfei-
    coado para crianca.
    Foruecein amostras gratis aos Srs. mdicos.
    Deposito ra do Barao da Vietori n. 48
    THEATRfJ
    DE
    EMPRESA
    BRAGA JNIOR & G.
    COMPANHIA
    FBTAOO COILHO
    da qual faz paite o me -mu artista e a primeira
    actriz portugueza
    assacar mascavado
    1.995 kilos de aasnear branco ;
    i as com 8,0*0 kilos de
    liras com 3.540 dit^sdedito branco.
    No hiate nacional Adelina, carrejaran :
    Par Macio, P. ilvea &C. 10 barricas com
    finado, 20 dit*s com 1.233
    a dito mascavado e 7 ditas com 708 ditos
    neo.
    i ate nacional Apody, carregaram :
    Mossir, L. M. d'Aseumpsa.) 10 barris
    cora 900 litros de agurdente ; E C. B"ltrao &
    pagem 11, Carga, rarqu? ; a Amorim Irmaus &
    C
    Navios sahidos no mesmo dia
    Bordeaux e escala Vapor francez Congo, com-
    mandante Grou, carja vanos gneros.
    New York e escalasVapor americano Colorado,
    commandantc J. Daniell, carga varios gneros.
    LiverpoolVapor inglez Oraty, commandaute J.
    D. Platt. cargo varioa gneros.
    BarbadosBarca noroeguense Solafide, capiao H.
    L. Jull, em lastro.
    VAPORES ESPERADOS
    Mariner de Liverpool hoje
    Mando do tul amanba
    Advance do norte a 28
    Tagus do sol a 29
    Julho
    AmaionenH de Neiv-York a 3
    Wiger ^a En ropa a 4
    Sergip'. da Babia a 4
    Ville de Santos do aul a 5
    Ville de Baha da Europa a 8
    Trent da Europa a 10
    do sul a 14
    Argentina de Hambargo a 20
    La Plata da Europa a 20
    Neoa do sal a 29
    Equateur sal a 25
    Eu, Olavo Antonio Ferreira, escriva, o fiz es-
    crever e subscrevo.
    Adelino Antonio de Luna Freir.
    Juizo dos Feitos da
    Eazenda Nacional
    O Dr. Jos Manoel de Freitas, desembar-
    gadorhonorario, oflicial da Imperial Or-
    dem da Rosa e juiz privativo dos feites
    da fazenda d'esta provincia de Pernam-
    buco, etc.
    Faco saber a todos que o presente edital virem,
    cu d'elle noticia tiverem, que pelo Dr. procurador
    fiscal da Fazenda Nacional me foi requerido, na
    execuco de eentenca contra o ez-thesoureiro da
    estrada de ferro do Recife Caruar e do prolon
    gamento da do Recife l S. Francisco, Braz Bar-
    retto"Carneiro Leao, que fosse o mesrrfc intimado
    De ordem do Sr. presidente, fafo publico aos
    senhores tocios e mais interessados, que a sede
    deste club foi trautferida para a ra do Impera
    dor n. 25, Io andar, da ra da Matriz n. 25.
    Recife, 26 de Junb-i de 1886.
    O Io secretario,
    Pedreira Franca.
    Santa Casa da Misericordia do
    Recife
    Arrenda se por muito barato preso, o armazem,
    1- e2- andares do predio n 24 ra do Vizconde
    de Itapanca, outr'ora do Apollo, com cxcellentes
    Hceommodacoes para famili-, tendo o 2- andar um
    bom terracoe SJtao ; arronda-se separadamente.
    O armazem presta-se para depisito de assucar,
    arriqueiro ou outrs qualquer negocio que de-
    mande grandes accommodacoes ; divide-sc o mes
    mo rmazcm, tornando-se anda aasim dous bous
    rmuzens, com frentes para o caes do Apollo e
    ra do mesmo nome.
    Os pretendentes poderao examinar dito predio,
    que se aeha em reparo, tratando sobre o sen ar-
    rendamenlo na secrotaria desta san a casa.
    Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
    Recife, 29 de Maio du 1886.
    O eserivo,
    Pedro Rodrigues de Souza
    Sabbado, 26 de Junho
    l'.na nica representaca) da popular pe^a m 5
    actos e 6 quadros do O Feuiller, intitulada
    DALILA
    Os papis de Prineeza FJcouirj e Carnioli saa
    desempeahados pelos artistas
    sLiicinda e Furtado Coelho
    creadores dos mesmoa nos prlncipaea theatros do
    Brasil, Portugal e Htspanha
    Toma parle toda a rompnnhia
    Mise en stene a capricho do artista Furtado
    Coelho.
    Os bilhetes a venda na bhetana do thea^ro.
    Comerar aV* H i. I laorax.
    Haver bonds para todas as liuhas e trem para
    >pipucos.
    Emprearla do abanteclmenio d
    agua e gaz a cidade de Oltnda
    DEVEDORES EM ATRAZO
    Tendo a directora, em sessao de 15 do
    correnta, resolvido reeeber por intermedio
    do um sollicitador todas as contas de con-
    'cim vwucim urau, liuc iiiac u ujcoun iuiiiluuu i .,
    por edital, visto aebar-se ausente em lugar nao sa- snmmidores d agua e* gai em atrazo,
    bido, para no prazo de 24 horas pagar a qaantia
    do 32:666/754 de seu alcanc, juros e custas, sob
    pena de proseguir-se na referida exccuc&o sem ser
    elle mais ouvido nem citado.
    E para o fim requerido mandei passar o pre-
    sente, que, indo por mim assignado, ser amando
    no lugar do costume e publicado pela imprensa.
    Dudo c passado n'esta cidade do Recife e no
    cartorio dos Feitos da Fazenda Nacional, o3 27
    de Maio de 1886.
    Jos Manotl de Freitas.
    contar do ann> de 1876, resolv n'esta
    data encarregar de tal cobraoca o Sr.
    Diogo Baptista Fernandas, a quem espero
    attenderao desde logo os meslos devedo-
    rta, cortos da jusfaca e equdade de simi-
    lbante resolucSo.
    Escripiorio d gerente 28 de Abril do
    1886.
    Antonio Pereira SimZea.
    Domingo, 27 de Junho
    Brilhante espectculo
    0LIMI\
    ESPECTCULO AO 8 U
    M LARGO DO GARIO
    Domingo. tJ ile -limbo
    Exhibijao dn primeiro ttreules do mundo
    D. MXIMO RODRGUEZ
    Entre os.interesasnres e su-prehendentes tra-
    balhos de forja que aminha aeran adnunciados
    detalhadamente, D. M^xim) ae oropSe a auater e
    depoia puxar nma JUNTA DE BOIS ou urna
    PARELHA DE CAVALLOS aos quaes o dono
    cbicotei e aferre.
    Comecar as 5 horas da tarde.
    ...

    1 IBBH J


    Diario de PernambueoSabbado 26 de Junho de 1886
    i muid Sutes k Brsil Hail S. S. .
    O vapor Advance
    I eilao
    Domingo 27 de Ja
    CHANDE ES-
    de DES
    PELO R. EM PHY810A E
    nho a 1 hora da tarde
    PECT4CIL0
    PEDIDA
    ILLUSIOSISTA DE PAJUZ
    , I
    1;

    FAURENICOLAY
    O esplendido |Uccetao d- sua pritneira representadlo, pasito <*.omo o sympathi
    co acolhi'.nenio cuu quo fui re-ebido pela imprensa pid gcral e polo Ilustrado publico
    do Pernambiuo, en particular, resolveu o Dr. Nicol..y retardar a sua partida afim de
    demonstrar a toa gratiri&o, cfferecendo uina bova e ultima funecao completamente
    vanada cnmpusU de uovos tr-ibailios de mgica elegante, de grande pres-
    tidigitarn de magnetismo humano e de thaunaturgi.* huirioris
    tira de um attractivo tito grandn para as sentaras eonxi pura os cavdheiros.
    1.a Parte (ouvertura pela orehestra)
    MA HORA HE MGICA E DE GRANDE I"""'
    Multitude de appnricSos de desapparicoes cunnsi3siui8 seto apparato ; scenas
    humorsticas e experiencias nada parceilas com as ate boje aprosentadas e que tem
    valido ao Dr. NICOLAY n/nitan -cartas de tclicitacao dos p rsonagens mais r-otaveis
    do mundo e des Dsofiardiaa da Europa e do Brasil.
    2.a Parte (Symphonia)
    Grande fonibola gratuita c humoristica
    <1 10 magnifico! premios c sorpreaaa. O uitim.i premio ser UM BOSWO RELU-
    CHO ofiereekio pelo profeeaor Ntcuby, cemo lembranya de sua paaaageai.
    A cada pessoa ser dado um numero para t-r dirrito a tumbla.
    O Dr. Nicolay dar i>n a esta parte, explicando Jgumns novas s ortes e ex-
    periencias de grande niricsidadi-, t< minando rom urna
    cxperienciS que parecemlutsr conr.i as Lis d-> BatureW.
    3.a Parte (Fantasa)
    A PEDIDO GBRAL
    0 G VBINETE MAR Vil H* S0
    A MULHER CORTADA PELO MEIO
    Sorpresas inesperaa
    PRE'OS DO CTUME
    As f/ horas.
    Os bilhetev desde j ac-hanvs? venda no Thearo <'e Variedades.
    Espera-se de Ncw-Port
    News, at o da 28 de Junho
    o qtial seguir depois da de-
    mora uecessaria para a
    Baha e Rio de Janeiro
    Cara carga, passagens, eneommendas e diuheir->
    a fres, tracta-se com os
    AGENTE
    Henr; Forster 4 C.
    N. 8 RUADO COM^ictClO. N. 8.
    V anclar
    conPAxniA ratahwmt*'**
    DE
    Xavegaco Costelra por Vapor
    PORTOS DO SUL
    Macei, Penedo, Aracaju' e Babia
    O vapor Jag-uaril)e
    Cotumandante Costa
    Segu no da 28 de
    Junho, s 5 horas da
    tarde.
    Recebe carga i.t o
    'dia 27.
    Eneommendas, passag.. s nheiro a frete at
    s3 horas da tarde .ludia da partida.
    E3CRIPTOBIO
    Ao Caes da Companhia Perrambucana
    n. 12
    "ttOJtt HAIL STEAM PAGff
    tmat
    0 paquete Tagus
    eaperade
    do su! no dia 29 de
    crrente seguin la
    | lepois da demora
    uecessaria para
    Lisboa e Soulhampton
    Para passagens, fretes, etc., tracta-se, com o
    CONSIGNATARIOS
    Adaiiison Howic &C.
    De urna armaco de amarello, envidracada, e do
    resto das fazeudag o miudesas da leja sita ra
    do liaugel n. 48
    Agente Brillo
    Sabbado, 26 do crrante
    Va i o i| horas
    Leilo
    de movis, louca, vidros* ^andieiros a gaz;
    jarros e qnadros
    SABBADO, 26 DO CORENTE
    O agente P?n*o
    ra da Aurora n. 15;', casa ern que morou
    o Sr. Allao F, Duttan
    CONSTANDO DE:
    Una mubilia com 1 sqfci, 3 consulua com podra,
    4 eaJeims de bracos e 13 do guarocSo, 2 o-titdiel-
    rosa gaz, 4 j-irrus, 3 qnadros, 4 captteis, 1 mesa
    jredou Bul relogio da parade.
    Urna cama fratienta, 1 guarda-roupa, 1 commo
    da, 1 marquezo, 1 toilette, 1 lavHtorio, 1 mesa,
    1 cama de ferro c 2 caadiciros para gaz carbnico.
    Urna mesa elstica, 1 mesa coir gavetas, 2 con-
    sol s, 1 mesa redonda, 10 caderas, 1 qtiartinbei-
    ra, 1 sof, louca, vidros, trem de cosinha, mecas,
    talheres, colheref, cadeiras, carro de mo e trem
    de jardim.
    Principiar s 10 1[2 horas.
    Entrega, no m smo dia.
    Leilo
    toai|u,,_i.-a lira- ileira de !ae-
    w;foa Vapor
    PORTOS DO NORTE
    0 vapor Manos
    Commandante 1- tenente Guilkerme Wad-
    dingtun
    E' esperado dos portas da su |
    at o dia 26 do Junho, e
    seguir depois da demora d-
    dispensavel, par* os porte*
    do norte at Manos.
    Instituto Archeologico e Gcogra-
    phico Pernambucar.0
    Sabbado, 26 do corrente, a lora do costme
    hacera scsso ordinal ia.
    Sscrctaria do Instituto, 23 de Junho de 1886.
    Baptista Regu!ra,
    1- secretar:j.
    Su Lisboa
    (ompanltia k Seguros
    MARTIMOS E TERRESTRES
    Estabelcida em 1 *&&
    CAPITAL 1,000:000^
    SINISTROS PAGOS
    At 31 de dezemhro de l**H4
    Haritimos..... ,H0:000S0II0 S
    Terrestres,. 310:000^000
    41 Ra do fommerelo -
    AGESTE
    jIi'I Jos Alves
    N. 7 RA DO BOM JESS -N. 7
    Ucearon marilimoN lerreatre
    Ne^tes ltimos a nica companhia nesta praga
    ment de premio em cada stimo anno, o qne
    equivale KC d "onto de cerca de 15 por cento em
    favor dos scQ-'doa.
    (imipanhia
    ,;
    SEGUROS
    MARTIMOS contra fogo
    Companhia Phenix Per-
    namhueana
    Ruado Coramercio n. 8
    x
    MAMA
    tO\Tltt i til.O
    Norlb British 1 Mcrcantile
    CAPITAL
    t:000.000 de libras stcrlfnas
    AGENTES
    AdomsonHowie & C.
    33 jEiaDQ jX Jo jS
    Convida-se aos senh res accionistas desta com-
    panhia a se reunirem em assembla ger>.l ordinaria
    ho mcio diado 1 d- Julh > prximo vindonro, como
    na o art. 26 de nossos estatutos, na sede
    social a ru" do Iinperador n 71, pavimfnto terreo.
    Escriptorio da c impanhia do Beberibe. em 15
    de Junho de 1886.
    Ceciliano Mamede Alves Perreira,
    L rector gerente.
    Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
    Director secretario-
    COJIPANHIA
    MPEIUAL
    lECl'ROS contra FOCO
    EST: 1803
    Edificios t mercaduras
    Taxas baixas
    Promplo pagamento de prejuaoa
    CAei
    Rs. 16,000:000*000
    BROVVNS &C.
    W. Ra do Commerci" N- ">
    CHARfiElRS REIMS
    Companhia Franceza de navega
    eo a Vapor
    Linha quinzenal entre o Havre, Lis
    oc Pernambueo, Baha, Rio de Janeiro e
    Santos
    steamer Ville de Baha
    E' esperado da Kuropa at
    r> dia 8 de Julho, se-
    gumdo depois da indispen-
    savel demora para a Ba
    ;iia. Blo te Janeiro
    e sanio.
    Roga-se aos Srs. importadores de carga p -los
    vapores desta linha,qneiraro apresentar dentro de 6
    dias a contar do da descarga das alvanng
    quer reclamaeo concernente a voumes, que po-
    na tenharn seguido para os portos do sut.afiu.
    de a- podercra dar tempoae providencias neces-
    snriaa. ,
    Ejpirado o referido praso a compaahm nao se
    rcspons.ibilisa por extravos.
    liccebe carga, eneommendas e passnr''ira^ pan.
    i a qoae* tem exceUentcs accomodacoes.
    -iJ
    Augusto F. de Oiiveira
    42 RIJA DO OOMMERfIO
    0
    CONTRA FOGO
    Ihe Liverpool A Lcndon Gloli
    NSIMANCE C0MP4M
    Saiigrs Brotes & G.
    ,xoaJ and uraslss an
    1 -*k Limiten
    Rrf^. do Commerci^ n.
    os vapores sobre as ca
    saa do kba, ea? J'ortugal, a
    ra dos o* n 76 N
    Porto, ra dos Inglez ^-s. -^_^_^.
    COMPA-VUS 1 PEBXAKBi'CAXA
    DE
    XaTegaeo costelra por vapor
    Tamandar c Rio Formoso
    O vapor Mandahu
    Segne no da 27 de
    Junhn, pclns 5 h>
    ras da manha.
    Recebe carga 'at o
    lia26, e passagens at
    s 4 huras da tarde
    o dia 2G.
    ESCRTPTORIO
    vzs* da coHipashla P-sTiEassrtta-
    cana n. 1-2
    Lisboa ePoKo
    o patacho por!
    o dacirgc Irati
    ' & C.. 4 raa do (Jommercio n
    Para carga, passagens, encommendwi valore*
    racta-se na agencia
    11 Ra do Conimeroio 11
    ( OMPA\HIK DEM HKWAVi2
    RII2 HlllITIHBNI
    LINHA MENSAL
    0 paquete Niger
    Commandante R.-mle
    Espera-se da Eu-
    ropa at o dia 4 de
    Jolln. seguin
    do depois da de-
    mora do costume
    para Buenos-Ay-
    res, tocando na
    Baha, Rio de Janeiro e Monte
    tevideo
    Lembra-se aos senhores passageiros de tudas
    as lassi's que ha lugares reservados para esta
    ageheia, que podem tomar em qualquer teropo.
    Previne se ao ssenh>ros recebedores de merca
    dorias que s se attmdcr as reclamxces por fal
    tas nos volumes que foreui recouhseidas na ucea
    sio da descarga.
    Para carga, passagens, eneommendas e dinheir >
    afrete: tracta-se com o agente
    Augusle L;il)'He
    9 RA DO COMMERCIO -9
    Pacific Sieain Navigaon Conipan)
    STRAITS OF MAGELLAN LINE
    Paquete Britanua
    E' esperado da Euro-
    pa ate o da 4 de Ju-
    Tbo, e seguir depois
    da demora do costume
    para a ,
    Baha, Rio de Janeiro, non et
    video e Valparaso
    Para carg, passagens, e eneommendas, tracta-
    se com os
    AGENTES
    Wllson Sons A C, L.lmlted
    N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
    Do Hotel do Re Ato
    Sito ra do Bom-Jesus n 8
    O agento B' itlo vender, em leilfw, todas os
    utensilios do Hvtcl do Recife, constantes de me-
    sas, appara lores, cadeiras de junco pr^to, lou^a,
    trem de cosinha, camas, taboas que servem de re-
    partimenti-, jarros, caudieiros, encanameuto e re-
    gistro de gaz, e diversas b.;bid s em garrafas, em
    um uu mais lotes ao correr d martello.
    Segunda teira 28
    A's 10 1/2 horas_______________
    Leilo de predios
    A saber:
    De um sobrado de um aci l*r e sotio n. 11
    ra do Visconde de Iutiauma (outr'ora do Rtngel)
    com 30 1,2 palmDs de fraotd e 62 de funda, quin-
    til murado e solo proprio, servindo de base of
    ferta existente do 9:315J000 no mau e tado em
    q io se acha. reservan 1 > a proprietaria para a casa
    n 13, a mrtac&J do '.oito e o direito de fechar a
    janela nelle existente.
    De urna larga casa tere, sita mesma ra do
    Visconde de Inhauma, sob n. 13, com 40 palmts
    de tre te e 68 de fuudo, quintal murado, com de-
    pendencias, solo proprio o com dir-ito a ms:aca<>
    no oitaj da casa n 11 e ao de fechamento da ja-
    nella u'elle existente, tudo man era que 82 acha,
    3ervindo de base o preoo d 6:710 KX).
    Oiiarta fcini, .10 de Junho
    A's 11 horas em ponto
    A' rna do Bom lesas n. 43
    agente r'int> levar a leilo, requerimento da
    Mesa Regedora da veneravel "rdem terceira de S.
    Francisco e por despacha d Iilm. Sr. Dr. iuiz de
    capellas, as casas cima mncionadas edificadas
    em cbo proprius, isto s 11 Inras do dia 30 do
    corrente em seu escriptorio, ra do Bom Jess
    43.
    Para Maranho
    Recebe earg e possaceiros para o porto cima
    a barca portognea Vasco da Gama ; a tratar
    corr os consignatarios Je* da Silva Loyo
    Filho.
    Sabbado, 2(), deve tet 'upar o leil:l< de movis'
    0 uca c vidros dacist da ra da Aurora n. 39-
    1 m qne nv rou o Sr. A. P. Duttan
    e Hoie 26, deve ler lugar o leilo de mo ei?,
    !ue-i e vidro da casa em qno mcrou o"Sr. Duttan
    ru j da Aurora n .39.
    Leilto

    De um piano
    Junlvj
    A's Bf horas
    Ha 2." andar do a ru* da Aurora n.
    d ni v i3, oucas e vi-
    dros. ._ _^_________
    Lei'lao
    'demovis, ionra e vidros,
    &ABBADO 20 DO*CORRENTE
    A's 11 horas
    No 2o andar do sobrado sito ao pateo de
    ro n. 4
    Constando :
    De 1 mobili :
    nieao, 2 di 2 consolos e
    1 jardaeirk, 6 qnadros, 1 relogio de parede com
    corda para 30 dias, com msica,
    2 esearradeiras,' 1 caudiairo, 1 cama francesa, 1
    rica orriTioda de ja I marquezao, 1 lava-
    ron jarro tara, 2 camas de
    2 mesas pequeas, 1
    1 dita de ba-
    e miiitos outros ob-
    lor InerTcncuo lo agente /
    finsino /

    \
    UPllDO
    Leilo de joias
    O coneelho fiscal attendendo nao s ao pedi-
    do para s-r transferido, de 8 do corrente para 6
    de Ju.ho vindouro, o anunciado leilo, como por
    h >ver grande numero de cautelas em ser, e nao
    cunvir aos interesses do estabelccimento e dos mu-
    tuarios submettelas venda, taz agora publico
    que no referido dia 6 de Julho se effectuar im-
    preterivelmente o leilo as 11 horas da manha.
    Estaiao exposicao tres diasantes.
    10.070 Uma salva oitavada e tres colheres para
    sopa, peixe e arroz, prata do lei.
    10.116 Um annel de ouro, com brilbantes.
    10.118 D.zenove Colheres, prata de lei.
    10.136 Um par de rosetas de ouro com brilban-
    tes.
    JO. 137 Um annel de ouro com brilhante.
    10.784 uas salvas de pr-t de lei, 25 colheres,
    12 arfos, 12 cabos para tucas e nm pale-
    t- iro de prata.
    10.786 Uuis salva e duas colheres, prata deje.
    10.8o7 Um annel com brilhante e cinco botes de
    onro.
    10.811 Uma correntee mealba para relogio eum
    relogio, ouro de lei.
    10.817 Dous pares de brincos, dous broches, um
    annel de ouro com um pequeo brilhante
    e um trancilim, ouro de lei.
    10.829 Um par de rosetas de ouro com brilbantes,
    uma pulceira, um alete, um par de brin-
    cos com peroas, uma medalha, um annel,
    seis botoes e uma fivella, ouro de lei.
    10.831 Duas pn ceirss, um broche com coral, nma
    volt* de trancehm com perolas, um annel
    e una corrente, para relogio, onro de lei.
    10.839 Um par de brincos di onro com pequeo
    brilhante, uma par de rosetas e om tran-
    cehm, ouro de lei.
    10.841 Uma pulceira, um broche e um trane.elira,
    ouro de lei, um trancelim, ouro baixo.
    10.842 Um broche de ouro com perolas, uma pul-
    ceira e uma corrente, para relogio, ouro de
    lei; um alfinete cravejado de diamantes.
    10.843 Um trancelim e dous ann.is, ouro de lei.
    10.846 Um par de rosetas de ouro com diamantes
    um par de brincos, nma pulseira, um tran-
    celim e uma medalha, ouro de lei: urna ti-
    jella, prata de lti; urna salva e um copo,
    prata baixa.
    10.855 Uma corrente e medalha para relogio, ou-
    r> de lei.
    10.869 Urna corrente para relogio, um trancelim,
    um brocho, uma loneta e um relogio, ouro
    de lei.
    10.887 Uma cor ente e medalha, para relogio, ou
    r de lei.
    10.889 Uma pulsean, um trancrlim, quatro an-
    neis c uina moedinha, ouro de le.
    10.891 Um broche com b.ilhautee diamantes
    10.905 Tres currentes e uma medalha para re
    logi>, curo de lei.
    10.910 Uuia. corrente e medalha para relogio, e
    um trancelim, ouro de lei.
    10.914 Uma pulceira de ouro com brilbantes.
    10.922 Urna corrente para-relogio, um resplando
    cinco coreas para imageus e um relogi
    pequeo, taro de lei.
    10.930 Do8 anneis de ouro com brilbantes, uma
    volta de ouro com medalha, um tranc-lim,
    uma moedinha, duas medalhas, dois pares
    e brincos e t:in relogio, curo de lei.
    10.940 Una corrente par.; relogio, euro Je lei; e
    um relogio de ouro.
    10.942 Deaenow c< lht.s o unt par de fivellas de
    prata. .
    10.943 Uin par de rosetas de onro cm dous bri-
    lijantes, uma pulseira c um par de b>tues,
    ouro de lei.
    10.974 Uma corrente para relogio, um trancelim e
    uma medalha, ouro de le;.
    10.997 Um rol gio, ouro de I i.
    11.006 Um par de rosetas de ouro eom brilhan-
    11 015 Um trmcelin, ouro de le, urna pulseira,
    onro de lei.
    11.022 Uma pulseira, ouro de lei.
    11.032 Uma corrente e sincte, para relogio, ouro
    de lei.
    11.061 Um par de rosetas de ouro com pequeos
    brilhautes, uma volta de ouro e uma me-
    dalha, ouro de lei.
    II .062 Um par de rosetas de ouro com brilbantes,
    um nnnel c.;m dito o rubios, um alfioete,
    . e um relogio, ouro de lei ; um
    al'aiKte da ouro com brillantes, dois pares
    de raers.cravejado de ditos, nm annel e
    (ima cruz com ditos, m fio de p rolas, um
    tranceln, um collar e uma corrente, tro
    de lei; dois cordoes, nma cruz, um cura-
    nto, ouro baixo.
    11 068 Urna corr-nte para relogio e uma meda-
    lha. ouro efe I .
    ,'.1.092 Um par de brincos de ouro, conteade bn
    Ihantes.
    11.102 Urna corrente para relogio, uma volta de
    onro e um relogio para senbora ; ouro de
    lei.

    11.117 Um aun-1 de ouro com um brilhante.
    11.118 Uma corrente para "relogio e um relogio,
    ouro de le.
    11.128 Seis ciS'lcaes pequenos.'Jprata baixa.
    11.129 Um annel de ouro com brilhante.
    11.138 Uma pulceira de ouro.
    11.139 Um relogio, ouro.de lei.
    11.146 Urna m- dalha, uma volta de csrdo, dois
    aunis, duas pecas para pulseira e nma te-
    ta de ouro.
    11.192 U na pulseira, um trancelim, um meda-
    lho, um broche, quatro moedinhas de ou-
    ro em boto s, ouro de lei.
    11.493 Um trancelim, um par de brincse uma
    pequea te'a, ouro de lei ; um br iche, um
    par de botoes c um annel, ouro baixo.
    11.198 Um relogio, ouro de lei.
    11.210 Uin relogio, ouro de le.
    11.212 Um alfinete de ouro com brilhaotes e pe-
    ndas, ouro de lei.
    11.216 Duas corrtntes c uma medalha, ouro de
    I-i.
    11.242 Um annel de ouro com brilhante, rma cor-
    rente e medalha para relogio, ouro de
    lei.
    11.247 Urna moedinha de ouro com laco de ouro,
    dous pares de brincos, uin ditu de botoes e
    tres anneis ouro de lei; um alfinete, um
    cordo, dous pares de ro.-etas, uma ttela,
    uma figa e tres anneis, ouro baixo.
    11.250 Um cordo e urna cruz ouro de lei; um
    cordo ouro baixo.
    11.257 Um par de brincos cravejados de brilhan-
    t"8 em prata.
    11 260 Uma corrente e medalha para relogio, ouro
    de lei ; uma salva e doze Colheres para
    sopa.
    11.261 Uin annel de ouro com brilhant, um dito
    com ditos e esmeralda, uma pulseira e uma
    corrente. para relogio, our de lei.
    11.2i3 Um relogio do ouro para seuhora.
    11.299 Uma pulseira, um par de brincos e um an-
    nel, ouro de lei.
    11.301 Seis botoes, ouro de le.
    11.309 Una volta de ouro, um cordo, dous an-
    neis, um dedal, ouro de lei.
    11.326 Uma pulseira, uma volta de ouro e u mpar
    de rosetas, ouro de lei.
    11.330 Um relogio, ouro de lei.
    11.334 Tres pulseiras e duas pecas de brincos,
    ouro de !ei.
    11.352 Uma cora de ouro para imagem, um cor-
    do e um emblema du Espirito- Sauto, ouro
    de lei.
    11.356 Uma correnta com medalha, oura de Iti.
    11.377 Uma volta de ouro com medalha pequea,
    um alfinete, um aro de euro e um inuel,
    ouro de lei.
    11 384 Umi pulseira, um par de brincos e uma
    cruz, ouro de lei.
    11.388 Um cordo, um par de rosetas e uma cruz,
    ouro de Isi.
    11.392 Uma corrente para relogio e um par de
    brincos, ouro de lei.
    11 401 Um relogio, onro de lei.
    11.409 Um relogio, ouro de lei,
    11.419 Urna pulseira, ouro de lei
    11.437 Uin relogio, ouro de lei.
    II .443 Um par de rosetas de ouro cravejadaa de
    brilhautes e uma corrente para relogio,
    ouro de lei.
    11.504 Um alfinete e um par de rosetas, ouro de
    lei; uma salva, prata de lei ; e dose co-
    lheres, prata baixa.
    11.454 Um la90 de ouro cravejado de diamantes
    e duas pulseiras, ouro de lei.
    11.472 Um reluci, ouro de lei
    11 475 Um alfinete de ouro com brilbantes.
    11.497 Sete colheres de prata.
    11.511 Um cordo, uma moedinha de ouro com
    lago, uma moedinha de valor de 55 e um
    annel, ouro de lei.
    11.513 Um cordo, ouro de lei.
    11.521 Um annel de ouro com um brilhante e uma
    pulseira, ouro de lei.
    11.523 Uma corrente e medalha para relogio, ouro
    de lei.
    11.514 Um par de rosetas de ouro com pequeos
    brilhautes e um annel com numero em cir-
    culo.
    11.548 Uma correte para relogio, ouro de lei, um
    feixe de ouro baixo.
    11.551 Uma salva de prata.
    11.552 Uma pulseira, um par de brinesj de ouro
    de le:.
    11.553 Uma pulseira, um broche e um par de ro-
    setas, ouro de le.
    11.554 Um relogio de ouro de lei.
    11.557 Uma volta de trancelim, uma ernz, dous
    pares de brincos pequeos, um dito de ro-
    setas, nm dito de argoloes, cinco botoes
    uma moedinha, dous.pares de colxetes, duas
    pegas de brincos e um annel, de ouro.
    11.566 Um annel de ouro com brilhante.
    11.579 Um pi-r de esporas de prata baixa.
    11.589 Um par de rosetas de ouro com brilhantes.
    11.590 Um trancelim, uma medalha e um collar,
    ouro de'lei.
    11.600 Um annel de ouro com brilbantes:
    11.601 Uma corrente de ouro para relogio, uma
    dita com medalha, onro e platina, e nm
    paliteiro de prata de lei.
    Recite, 8 de Junho de 1886.
    O gerente interino,
    Felino D. Ferreira Coelho.
    Aluga-se
    excellente casa pequea na travessa da Campia
    n. 8 (freguezia da Boa-Vista) com 2 quartos, salla,
    cosinha e quintal com cacimba : a tratar na ra
    de Santa Therezi n. 13.
    Grande casa terrea com soto
    Alugn-se
    Tem no andar terreo 6 quertos, 2 salas, corre-
    dor ao lado, no quintal cosinha, boa cacimba,
    grande telheiro para animaes, no oito de toda a
    casa um terreno todo murado com purto na fren-
    te, proprio para jardim e borta, toda a casa
    muito ventilada, ra dos Coelhos n. 15, esauina
    para o caes de Capiba ibe ira a se no patee do
    Carmo, casa de banhos.
    Jone Mara de Alencar
    Mauricia Mara da Conceico Aleucar, Jos
    Mauricio de Aleucar, Candido Manricio de Alen-
    c r, Auna Eaph< mia de Alencar, Mara Magda-
    lena da Natividade, Josquim Olivo-ira Lopes
    (ausente), Joaquim G. P., Constancia Bellarmina
    de Souza e Joo \. Cardoso, penhorsdissimos,
    ayradecem do intimo c'alina 4 todas aquellas ps-
    soas que conduzram at a ultima morada o cada-
    ver do seu sempre chorrdu esposo, pai, ralo,
    cunhado e primo ; e d-i novo as onvidum para
    assistirem a missa, que em tencao d'alma do mes
    mo, mandam celebrar na matriz da Boa-Vista, s
    7 horas da manh do dia 28 do andante (segunda-
    feira), stimo do seu passamento ; e desde j an-
    tecipam-'.hes seus sinceros reconhecimentos por
    mais este acto de religio e caridade. Btqmescat
    in pac:.
    Coronel Franciaco de Paula 11
    buquerque Lima
    Rita de Cassia Aibuiuerque Lima, seus filhos e
    gen'o mandam celebrar algumas missas por alma
    de seu sempre lembrado marido, pai e sugro, Fran-
    cisco de Paula Albuquerque Lima, na matriz da
    Boa-Vista e na capelia do engenho Algodoaes, no
    dia 30 do crrente, s 8 horas da manh, 1 aa-
    niversario de seu fallecimento. Podem os seus
    prenles e amigos assistirem esse acto, pelo que
    se confessam aeradecido
    f
    Jos Augufto Alvares de Carvalho, sua espa-
    sa e filhos, teridos no intimo d'alma pela cruel
    noticia do passamento em Ptrtugal, de sua extre-
    mosa mi, sogra e av, mandam resar algumas
    missas por sua alma, na iereja do Espirito Santo,
    no dia 30 do andante, s 8 horas da manh, tri-
    gsimo du fallecimento ; e para assistil-as convi-
    dara a todos os seus parentfs e amigos, a qnem
    offereem sua eterna frntinjo
    AVISOS DIVERSOS
    Aluea-se a casa da ra do Coronel Suassu-
    na n. 150, com grandes cornados para familia,
    quintal grande; a tratar ra Direit n 106.
    Aluga-se o sitij do Pina, com boa casa para
    morada, contendo bastantes comraodos para nu
    merosa familia, grande quantidade de coqueiros.
    seis grandes viveiros, duas cacimbas com excellen
    te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
    Aluga-se casas a 84000 no neceo dos Coe-
    lhos, junto de S. Goncallo : a tratar na rna da
    Imperatriz n. 56.
    Precisa-se alugar uma preta ou um menino
    para vender na ra : a tratar na rna dos Marti-
    rios n. 148, 2 andar.
    Precisa-se de uma cosinhera para casa de
    familia ; na ra do Baro da Victoria n. 3, loja.
    Precisa-s' de um criado para casa de fa-
    milia ; na rna do Baro da Vntoria n. 39, loja.
    Offerece se uma sala e uma alcova de um pri
    meiro andar mediante o prego de 2500 m nsaes,
    inclusive agua e gaz, para sede de qualquer so-
    iedade litteraria : a entender-se s ra do Impe-
    rador n. 61, 2o andar, das 7 s 10 hor-.s da ma-
    nha un das 5 s 7 horas da noite.
    Capilo Tneodoro Jos da Silva
    Una
    O Barao de Frexeiras, amigo de Theodoro Jos
    da Silva Lns, manda resar na capelia de seu en-
    genho Cabvca de Negro, no dia 26 do corrente,
    s 9 horas da manh, uma missa por sua alma, e
    para isto convida a todos os amigos do finado para
    assistirem a este acto de caridade-
    Dr. FranriM-oJ 41 ve da Silva '
    D. Clara Augusta do Siqueira, D. Mara Bezer-
    ra Alves da Silva, Dr. Jos Moreira Alves (au-
    sente) e sua mulher, Manoel de Siqucira Alves
    da Silva e sua mulbcr, Francisco Aires da Silva
    Jnior, coronel Liurenco Bezerra Alves da Silva
    e sua mulber, Fru -tuos > Das Alves da Silva c
    sua mulher, D. Leonor Francisca de Medeiros,
    coronel Cincinalo Velloso da Silveira e sua mu-
    lher, agradecen] cordialmente irmandade do
    Sautissmo Sacramento da matriz da Santo An-
    tonio e aos parantes e amigos que acompanharam
    ao cemiterio publico os restos mortaes de seu ma-
    ndo, filho, pai, sogro, to, irino e cunhado, Dr.
    Francisco Alves da Silva ; e novamente os convi-
    dara assistirem a missa do stimo dia, que ser
    celebrada na matriz de Santo Antonio, s 8 hores
    di da 26 do corrente, e na matriz da freguezia do
    Gamelleira, s 9 hora*, pelo que se confessam
    eternamente agralecidos.
    Precisa-se de duas amas,
    e nutra qu- engomme, e de um criado menor de
    16 annos : na ra do imperador n. 45, pimeiro
    andar.
    Aluga-se o 1" andar e suta da casa ra
    Thom de Souza n. 3, outrVa travessa da Lin-
    K,.;ta. do K-e fe, cimcommodos para familia ou
    i.torio : a tratar na ra do Imperador
    n. 31, armaztin do gaz.
    Precisli-S Je uma ama para o servico de
    casa de p.aica familia : a tratar na ra da Con-
    e igo n 9. ______
    O abaixo assi5nado previne ao ^r. Bernar-
    dino L pes Alheiro, agente das loteras de Mu
    cei neo'a eidade, que tendo perdido dous vigsi-
    mos da 13 ,.arte da 12" lotera de ns. 17 376 e
    17,017, a Jos de Figueiredo Cameiro,
    nao pague a pessoa algumi que os apresentar, e
    gira soin ota ao abaixo assignado. Recife, 21 de
    Junho de lt86
    Jos Monteiro.
    Henrlque Becerra do Rejo
    Barros
    Antonio Avelino do Reg Barros, ferido do
    mais profundo scntimmto, convida a seus amigos
    - f prenles para assistirem a missa que manda
    urna que cosmhe ce|eDrar na matriz de Gravat, na segunda-feira
    5 de Julho prximo, s 9 horas da manhi, trig-
    simo dia do infausto passamento, por alma de seu
    sempre lembrado irinao, e antecipa se em agrade-
    cer eternamente todos que assistirem a este acto
    de relieio e cHridade. ________________
    O bacbarel Amaro Fouseca de AlbuqU' rque, j
    tahelliao de otas interino nesta capital, con mu-
    nica ao respeit-vel publico que abri seu escrip-,
    toiiv> no pavimento, terreo do predio n. 4, sito
    ra do Cor m I Frucisco Jacintho rontr'ora de
    S. Fraiieiicu. onde, com solicitude e mxima leal-.
    d>ide, est prompto para desempenhar s funecoes
    de seu earg 1. Reside na fnguesia a Moa-Vista
    Paula Joaij'iSna Cavalcante
    de tlbiiquerqne
    2 aniiiv. rsano
    Silvino Moreira Cavalrante convida os parentes
    e amigas para assistirem a missa que manta resar
    pir alma de sua f. Ilecida mulher, no dia 26 d;
    corrente, na igreja do Espirito Santo, s 8 horas
    da manh, e de-de j se confessa grato s pessoas
    que comparecerem.
    iir <--
    I T 1 I I
    A itr e a muartade
    Joanna Francisca Xavier Mindeilo, irmas,
    cimbados e mais parentes d > finado Francisco de
    Paula Mindello, tendo de mandar resar missas,
    -uffragando a alma do seo finado esposo, irrao e
    para factura e approvagao de testamentos.
    ra do Coronel L .inenha u. 30 (outr ora dos Pra-, ,,UIloa7Jo, no da 28 d > corrente, aniversario de
    seres), para onde, fora das horas-do expedient a mote convida todas as pessas que lhe
    de seu npt .r dirigir es eh.mados,: trjou(iU..in, amjgltde, cjmpareeerem n'aquelle
    ____ dia, as 6 heras'na matriz de S. Antonio, afim de
    vir-m e iui .ia.' itiiwo ui muiucr L. Am 11a
    .^uiar Ramos m. m\ res ir uma missa por
    su desditosa jobriaha D hrnestina Augu-ta de
    Alie sagunda-fclra, s 8 horas, na ma-
    triz da Boa Vista.
    0 ne^ociant^ do Cabo
    ru.t d^^^H
    111:1 lo, 1 > de sol, queira restituJMEuo
    s,iu nome por extenso nest*_.
    - DA te c sa e. comida a uma mulhi
    troca de algun-i si rvicos uma s pessoa : na ra
    da Assumpgio n. 44,*se diz.
    | ltffil




    1886
    Restauran! America
    Os proprietarioa deste modesto estabelecimento
    paiiicipam ao respe I a ve 1 publico que aceitam en-
    coranendas de bolos para os festejados das da
    Santo Antonio, S Joao, 8. Pedro e todos os aan-
    toa, e preparan ceias cura todo o esmero e promp-
    tiio ; assim como receben: pensionistas iuternos
    e ternes por precos os mais resumidos
    28 Ra Duque de Caxias 23
    Rrulanran Imrrirn
    Serrara a vapor
    Caes de capJwarlbe n. 9a
    N'esta serrara encontrarlo os s'nhores fregue-
    see, um grande sortimento de pichi de resina de
    cinco" a dez metros de compnmenco e de 0,08 a
    9,24 de esquadros Garante-se preco mais como-
    de do que em ontra qualquer parte.
    Francisco djr Santos Macedo.
    Punas purgativas e depnralivas
    de fanipaHha
    Estas pilulas, cuja preparaco puramente ve
    getal, teem sidj por mais de 20 anuos aproreitadas
    eem os melhores resultados as segnintes moles-
    tias : affeccoes da pelle e do figado, sypnilis, bou
    bies, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
    gonorrbas.
    Mudo de nuil ai
    Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
    ftendo-ee apos cada dse um pouco d'agua adoca-
    ia, cha ou caldo.
    Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
    Estas pilulas, de inveneao dos pbarmaceuticos
    Almeida Andrade & Filbos, teem veridictum dos
    8rs. mdicos para sua melbor garanta, tornndo-
    se mais recommendaveis, por serem nm seguro
    purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
    osadas em viagem.
    ACHAM-SE A' VENDA
    .a drogara de Faria Mobrfnho A C.
    *l BA DO MAKQEZ DE OLINDA 41
    CMULSO
    DE
    SCOTT
    DE OLEO PURO DE
    Figado de bacalho
    COM
    Nypephosphitos de cal e soda
    Approvada pela Jimia de Hj
    giene e autorizada pelo
    governo
    E' o melbor remedio at hoje descoberto para a
    Unir bronehileN. eriphiila. ra
    rhiil. anemia. < ebilltfadc rm (teral,
    destaxo. aeaae rhronira a HV ?*? *
    do pello e da garganta.
    E' muito superior ao oleo simples de figado de
    bacalbo, porque, alm de ter ebeiro e sabir agra-
    daveis, possue todas as virtudes medicinara e nu-
    tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
    reconstituintis dos bypophospbitos. A' venda nat
    drogaras e boticas.
    Deposito em Pernambueo
    Farinha Lctea
    DB
    H. Vestl
    O melhor alimento para enancas de peito rece
    bel Jos Antonio dos Santos.
    15 Ra do Marque de Olind -15
    3Ra 1- de Marco3
    Aviso
    Precisa-se de urna profesa*! que saiba tocar
    bem piano e mais trabaIbns de senbora, para en-
    genho : a tratar o o Bario de Nazarctb, ra
    do ImDerador n. 70, 1 andar.
    Casa grande em Olinda
    Por 10lkOOO
    Alnga se urna casa c< m grandes commodos
    para familia, tendo bom quintal e grande viveiro,
    sita em Santa Tberesa, lugar denominado Pisa,
    pela barato preco de 16A00 mensae* : a tratar
    no Recite, ra da Imperatriz n. 32, loja.
    Quero tem?
    oro e prata : c
    cedras preciosas, por uiaior preco que em ontra
    ma.quer parte : no 1 ud ir n. 22 a ra larga do
    -{osario, antiga dos QuarteU, das 10 horas as 2 da
    arde, dias uteis.
    Mercearia
    Traspasan se urna caea de molbados em urna das
    principaes roas desta cidade, muito afreguezad l,
    ivre di- impostos e de quaesquer dbitos.
    Qnem pretender dirija-se ra da Madre de
    Deaa n 2, da* 9 horas do Naba s 6 da Urde.
    Ama
    Precisa-se de urna ama para cosinbar, porm
    que turma em cata : na ra de Riachuello n. 57,
    portio de ferro.
    Ama
    Precisa-se de urna ama para todi servico de
    casa de familia : a tratar na roa ao Cotovello
    numero 46.
    Ama
    Xa praca do Conde d'Eu n 7, 2- andar, preci-
    sa se de urna ama que cosiuhe bem, para casa de
    pequea familia.
    Precisa-se de nma ama para coainhar e engomar
    em casa de pequea familia ; tratar n ra do
    Mrquez de Olinda n. 27.
    Amas para cozinhar e en-
    gommar
    Na ra do Bemfi-
    ca sitio que fica em
    frente da Estrada dos
    Remedios, se precisa
    de duas amas forras ou
    escravas, para servido
    de cozinha e engolu-
    id adp.
    Ama de menino
    Precisa-se de urna ama para andar eom um
    menino de dous annos, que d informacoes de sua
    condueta ; a tr tar no entroncamento oo Mangui-
    nbo, casa de Coimbra Guimares, ou na ra da
    Madre de Deus n. 34, escriptorio.
    Aluga-se
    O segundo andar do predio n. 59 rna Duque
    de Caxias com bous commodos para familia,
    traetar na loja.
    ,
    urna grande casa com dons grandes quintaes e
    agua eocannda, a ra Lem branca do Gomes n. 1,
    em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz
    n. 32, I* andar. _________________________
    Aluga-se
    Apa ta Vlfo
    Bm quartcs e meias garrafas, > tr Faria
    Soberano k C, ra do Mrquez de Olma i. 41,
    DEPOSITARIOS
    Ao commercio
    Co ii praticae calli-
    graphiasem rival, of-
    ferece-s** um moc,i pa-
    ra guarda livros ou
    mesmo ajudante de li-
    gnina casa em boas
    condices.
    A presenta docu-
    mentos de sua con-
    ducta e recebe cartas
    na redac^ode&ta fo-
    lha com as iniciaes S.
    R.J.
    Tambem lecciona
    calgraphia.
    Massi paa bolos
    O mas ha de melhrr m-ate gem-ro ; vendeiu
    Bragv. Gomes unm.ro 50.
    Cosinheiro
    )'t> cisa-se de um coeiaheiro : a tratar na raB
    ce Pavs.nd n 11' (i'asagem da Magdalena).
    Caixeiro
    Precisa-se de caixeiro ein pratica do molaados
    rae 4 fia ior d.1 sua Musfeeta : a tratara ra
    ca Aorura n. 113
    Cos n Reir
    Precisa-se de ama cosinbeira : na rna do Pas-
    awM n. 19, Paasagem da Magdalena.
    a casa terrea ra do Visconde de Albuquerqne
    n. 170: a tratar no largo do Corpo Santo n. 4,
    primeiro andar.
    ~Aluga-sc
    urna boa casa e sitio na Ca punga, porto do Jaco-
    bina : a tratar na rea do Mrquez de Olinda nu-
    mero 55.
    Alagase por 25$
    a grande casa terrea rna de Luiz do Rago n
    47-B, com 5 quartos e mais um frs, bem Conccr
    tada : a tratar na rna do Marques de Olinda n
    60, ou no Caminho Novo n. 91, padara a chave
    para correr, db taverna junto.
    Alaga-se barato
    A casa n. 96 a ra dos Gnararapes.
    A casa n. 107 da ra Visconde de Gojanna.
    A rna Loma Valentinas n. 4
    Casa ra da Ponte Velha n. 3.
    O 2* andar do largo do Corpo Santo n. 19
    Trata se uo largo de Corpo Santo a.19.1 andar
    PARA COSINHY
    Precisa-se de uaia
    ama que saiba cosi-
    nhar bem; no 3. an-
    dar do predio n. 42
    da ra Duque de Ca-
    xias, por cima da ty-
    pographia do Diario
    Surtes
    ' Vende-se bonitas sortes para Santo Antonio
    S. Joao e 8. Pedro : no patee de S. Pedro n. 4
    Para acabar
    Xa loja das Estrellas roa Da
    qae de Caxias n &S
    Merino de todas as cores (2 larguras) de 1 400 a
    800 rs. o covado.
    Granadina arrendada, lindas odres, fasenda pro-
    pria para baile de 1J000 a 500 rs.
    Etamynes, alte aovidade, a 40(1 rs.
    Criado
    Precisa-se de um de 12 14 annos, para o ser-
    vico da casa e de ra : na prac do Conde d'Eu
    n. 80, terceiro andar.
    \ llencan
    A pesaos que, sem duvida, por engao, levou
    da loja do pateo do Carino n. 43, um cdigo cri-
    minal annotado, que se achava dentro de nns
    Diarios, queira ter a bondade do Ii'vmI-o a mes-mu
    loja ou a ra do Mrquez do Herval n. 61, qoe
    se Ihe agradecer.
    20$000
    Aluga-se a casa n. B ra do Riachuellu, an
    tiga do Destino, na boa Vista, com 2 salas, 2
    quartop, cosinha, quintal murado e forno, esta
    limpa ; a chave se acba no mesm enrrer n. P e
    trata-se na roa da Guia n. 62, Rccife,
    *Porto lialvo
    O Sr. Benvenuto Buarqne, para satisfaser ana
    promema e comprtmitso do dia 15, chamado
    rna do Bario da Victoria n 10, loja.
    Ao commercio
    Quem precisar de am ei pregad bastante pra-
    tico de molhado', queira deizxr carta uestH typo-
    rraphia com xs inieiapi A. J. M. ; date garanta
    d->d ntgoeos qu-. Ihe forem confiados.
    Jardn, das plaas
    MONDEGO N. 80
    Pietendeodo-se acabar uom as plantas qne es-
    to em vxsos n'estr j -rdnn, vende sx os sapoticei-
    r s muito grandes, u dando fructo, 2^000, la
    lanjeirus, muito grande, para eozertar, 6A000
    a duna, e aapvtieeiros mais pequeos por barato
    preco.
    Criado
    Precisa-se de um de 14 a 16 anuos de idade,
    que tenha pai ou alguem qae o goverue, a ra do
    Commercio n. 44.

    n
    A. LA heine des fletrs
    Ramalbetes Hoyos
    L T. PIVEem PARS
    Mascotte
    PERFUME PORTE-BONHEUR
    Extracto d0 Corylopsis do Japo|
    PERFUMES EXQUISITOS :
    Bonquet Zamora Anona du Bengaie
    Cydonia de Chine
    Stcphania d'Australie
    Boliotrope bl.mc Gardenia
    Bouquet de 1'AmiU'Whlte Roso c Ktzanlik Polylor orientoll
    Brise de Nice Couque: c- licino des Prs, etc.
    ESSENCIAS CONCENTRADAS CVOZ?) OUALIDADE EXTRA
    Depsitos as principies Perfumanss, f hariuacias s i absu leiros ua America.
    SAUDE PARA TODOS.
    UNGENTO H0LL0WAY
    O Ungento de Hollowar um remedio infallivel para os males de pernas e do peito tamban p_ra
    as feridas antigs chagas e alceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfermi-
    dades de peito na se reconhece egual
    Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
    Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle no teem semelhante e para os membros
    contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
    Estas medicinas s&o preparadas smente no Estabelecimenlo do Profe&sor Hollowav,
    78, HEW OXFORD 8T&EET (antas 633, Oxford Street), LONDRES,
    vendemsc em todas as pharmac-s do universo.
    mT* Os compradores slo convidados respeitosamente a rxmminar os rtulos de cada caca e Pote, se nfto teom a
    direccao, 533, Oxford St-t, sao aUificaooe.
    +++*+6t+*60l**+++A*+*******AAA*A*>**A**^fi*+++*At>*+^WI0l
    VINHO MARIANI
    OE
    O
    COCA DO PER
    que fot experimentado nos hospitaes de Parlz,
    ij prescripto diariamente com xito para combater a Anemia, chloroae,
    Dig-estSe mil, ivcolestlas sima vas reaplratorlas e Kafraqmocl-
    meito do org&o vocal.
    O Medico reoomsntndam-no da Peuom/rucas e delicada, exhaula pela molta.
    ao Vclhos e Criancn.
    B o Reparador das Perturbacflea digestiva
    O FORTIFICANTE por EXCELLENOIA
    O VINHO MARIANI SE EtJCOlfTRA KM CASA DB
    &r.MilIflWI,PfParla,<1,ttdenrdEinoaiu;nrew>Tork,lt,lut,ll> Itmt
    Em Pernambnco : rrsuicUco K. da BII.VA v c".
    l^r^>VVJ>J>VMMV>aVtJ>t^r)^^^,^^
    grageas de Ferro Rabuteau
    Launado do Instituto de franca. Premio de Therapeutict
    O emprego em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Sciencia.
    As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
    Chloroae, Anemia,Pulidos Cores, Corrimentos, Debilidad*,Esgotamento, Convalescencia,
    Fragela das criangas, Depauperamento e Alteragao do sangue em consequencia de
    fatigas vigillias e excess,os de toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia.
    Nem Constipando nem Diarrhea, Assimilaco completa.
    Elixir de Ferro Rabuteau recommendad as pessoas que nao podem engulir
    engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
    Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as enancas.
    Hit Urna explicscao detallada acompanha cada frasco.
    Exigir Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & G'a, de PARS, que se
    encentra em casa dos Droguistas t Pharmaceuticos.
    25*-
    VERDADEROS GRAOSdeo-AUDEdo dtrangk

    Approvados pela Junta Central de Hygiene da Corte.
    Aperientes, estomachicos, purgativos, depurativos, contra a
    Taita de spente, Priafto de ventre, Enxaqueca, Vergeai,
    ContrestSes, etc. Dote ordinaria : i, i 3 graos.
    Exigir M li'ii 'III UiUTiTl com rotulo em 4 coRBt?, c a
    aa IW:lMlsJir:>WiT4l|fl tssirnaar A. Xoutnre m tinta esHrasdi
    Em PAJUZ. Pharmacia 1IXOT.
    DEPSITOS BM TODAS AS PRINGIPAES PHARMAC1AS
    XABOPE
    sol
    FERRUGINOSO
    de Cascas de Laranjas e de Quassia amarga
    ao PROTO-IODUETO de FERRO
    Preparado por J.-P, LAROZE, Pharmaceutlco
    PAJUS 2, loa dea Liona SUPanl PAJtia
    *PPROVADO PULA JUNTA DB HIGIENE DO BHAKk
    O Proio-Iodrxreto de Ferro,
    bem preparado, Iiem conservado, prin-
    cipalmente no estado liquido, e de
    todas as preparaccs ferruginosas, a
    que produzos melhores resul lados. Sob
    a influencia do principios amargo e
    teadeost, da casca de laranja e da
    quassia amarga, o ferro assiiitilado
    lacilmente e produz elTcilo prompo
    egeral reslituiudo ao sangue, a torga;
    is carnes, a dureza; aos difieren tes
    tecidos, a actividade e energa u
    sanas s suas lunccOes diversas.
    Pnrssn. o Xarope Ferrtiijrixiooo
    do J. P. Laroz e, e considerado peles
    mdicos da Faculdade de Paris, cano
    o especifico mais acertado para as
    Doencas de langor, Chloroae. Ane-
    mia, Chlori-Anemia, Fluxos bran-
    oos com dixeatoes demoradas, Ma-
    leatiac escorbtica* e aeorct aloaaa,
    Rachitismo, to.
    asMio deposito at**~*e i rinda os segu ntes Pnduotos d* i.-P. L A R0Z t
    XABOPE L&RQZE
    ZZS&a TNICO, ANTI-NERVOSO
    Castra as Oastritaa. Oaatrsu/jiaa, Dyapepaia, Doras a Caimbraa da Estomago.
    XAROPE DEPURATIVO^Sr'IODURETD OE POTASSIC
    Costra as AtteooSea oacrotaloaaa, cancerosas, Tumores brancos. Aoidaz de Sangue.
    Aocld aritos ypbilitioOB secunda rio e terciarios
    MROPE SEWTIVO^,S1.,riMBROII(IURETO DE POTASSIO
    Coasra Epitapala. Byatarioo, Danaa da 8. Ouy, Inaornnla Jas enancas duranU a nmtloaV>
    iratira um ;< *a stmAU mtmc*ninm nm mwukmii.
    -
    i
    i
    : i
    1
    ia LYSSE ROY, cm >uif2rs (frj.;v.
    imite PROUST, Sucr- & Genro
    \\\\\\\\\ ///////////
    PMrfuc-.e onantioo coa VlsvSksa ou obra,
    de Bte^/so...............otlOSfrsaosal 3"*
    f.-ttpa r.cianaCognav -a toefnurac &COn
    ^ Pisa !oaUoore SOO tr
    fTinn.ciaikftltttnii udsT.i'ia, lvlraio> > CO 'j
    "isllarios em A"<"r(rt>rir/
    Vt--"'-',-^y 3JZ rja SILVA 4* gr-
    AUmmTiXa^Ao racional
    HS, CHIAMQAS, AMAS CONVALCBCENTES
    Par asa dt PBOBPHATt.VA *"alMi
    panrs, S, Amne Victoria, S, PARiz V
    a r-tmtmui : FHAIS- M. da BILVa,* C*.
    EXr>e8t?*0 oe PARS,
    *VUA
    de ffL \m\, mVfm\ sfsm
    pelo PO do
    tm todm tu PtorviuctM*.
    v.
    1
    NOVO
    THMHETRO MEDICO
    de Lon BLOGH
    (raiVILEOIABO)
    Hyatena extra-sensivel
    Que nao experimenta Tnr ncao alguma
    derida a comr icga do vidro.
    Attopttoo pela Academia de Hedicina de rsrii
    4 22 de sepiembro de 1885.
    sUbiAitis.atsr.: <^S^J>
    Achare as pri:u'ii.;i s Caaos tic Instrumento*
    Yeada em Grosso: 18. rna Albooy. en PARIZ
    Deposils em PsntsaMM :
    FRAN- M. da SILVA & O
    e nt3 prinoipaea Partuacia^.
    MUUZ
    TUJA
    1>82, Eordoaux; attf/rt de Bronze;
    L!oie : VtJsihi de Pnt*; Roche--
    lort : na Jo ^e H-tSsin* ie PraU,
    t runde mo..e!u 1833. Amsteidam :
    HodMlfl i'e f>rt, oourj.i. 188,
    CxpoBtfflode ral-albo M<;m.; n
    HI1RH
    Alimeuio-r&O R:C v n Frioriims ni ..cu isptatailcj.
    :-\ F?:': ;llior auxiliar
    ca ama deleili' ua allmii
    Oaa*
    l
    as
    Molestia*.d J.itoa-
    eido, i- lillas
    I v VIMtx
    nwriitiiriii H:.l.t:t,e-.; UuntriuetlFrint*)
    la Pwnamoucu : ru.^'- S. >ia Silva V C*.
    EX'Ja
    NICO
    4? e<

    Preoaracao de Productos Vegetaes
    bxtin?oTas caspas
    e outras Molestias Capillares.
    JVIARTINS & BASTOS
    Pernanihmt.
    Criado boleciro
    Alugu-se nen mulatinho eeeravo para criado, o
    qual sabe bolear : trata -se na ra de 8. Joao,
    casa n- 27.
    Caixeiro
    Precisa-se de um menino de 10 12 annos, com
    alguma pratica e que d fiador de sua conducta :
    na ra dos Pires n. 53, taverna. ______
    Monteiro
    Vende-se ou arrenda-se annualmente nma boa
    casa cora bastantes commodos para lamiia, tendo
    agua e gaz encanados, com nm bom quintal todo
    murado, eom al guias arv rti fructferas e com
    sabida para o rio. por preco ciaito razoavel : qoem
    precisar dirija-se ra Duque de Caxias n. 117
    que achara eon> quem tratar.
    Cosinheiro
    Pagase bem
    Precisa-se de um bom cosinheiro ou cosinbeira
    na ra do Marque* de Oliuda n. 20.
    ia
    COHteira m vapor
    Suprimento pira o vapor Jaguaribe
    N. 927:170
    O Sr. Francisco Alvis da Costa, commandante
    do vapor Jaguaribe, pela segunda vez rogado
    vir rna do Marque- de Olinda n. 50, dar cum-
    primento ao numero cima. Pede-se ao digno
    gerente providencias a respeito.
    Aos do s taita-
    Cura certa em 48 horas das inflarnacSes
    recentes dos olhos, pelo nolyrio prepara-
    do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
    Emprega *e este poderoso colyrio sempre om
    grandes vantagens, as segaintea molestias :
    Opbtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
    unctivites, etc., etc.
    Deposito ^eral, na drogara de Faria Sobrinho
    i5 C. ra do Mrquez de Olinda n. 41.
    Para informacoes, sedirijam livraria Indua-
    trial i rna do Oarao da Victoria n. 7, ou A resi-
    dencia do autor. A ra da Saudade n. 4.
    Aviso
    Os abaizo asignados participara ao resueitavel
    publico que nesta data comprar m aos Srs. Mari-
    nho Falcao & C, a Tabacaria denominadaSA-
    TURNOsita ra de Joao do Reg, antiga lia
    Florentina, n. 'J6, livre e desembaracada de qual-
    quer onus ; e que qualquer re clamacjio e podar
    ser attendida no prazo Ue 3 dias, a contar da da-
    ta do presante aviso.
    Recife, 19 de Junho de 1886.
    Siqueira db C.
    Cosinheira
    Precisa-se de orna para rasa
    de pequea familia, no OHteiro:
    a tratar na rna da Matriz da Boa-
    Vistan, 9.__________________
    ios ssiitas ile Hsnkai siilfo
    Tomein nota
    Trilhos paraengenhos
    WAGONS PARA CANNA
    Loeonolivas
    .Hachfpl.Mii- completo para en
    genhes de (dos os faiuanho*
    Systeiua aperfeicoario
    Especificares e presos no escriptorio dos
    agentes
    Browns & C.
    IV. 5 Rna do C'ommereio
    S.H. Alm da cima B t C tem cathalogos de
    amitos implementos necessarios ngricultura, como
    tambem machina? para desear ohr algodao, moi
    nhos para cal, trigo, arroz e tniih<>; cerca de fer-
    ro galvanisado ezcellcnte e mdico em preco, pes-
    soa nenhuma pode trepal-a, nem animal que-
    bral a.
    Regalador a i rain
    Este mp rtanti' estabeleciineiito de relooaria,
    fundado em 18K9, est uncionandn egora roa
    larga do liosario n. 9.
    0 seu proprie^ario encarregadn fio regulxmeu-
    to dos relogms do arsenal ie uiariuha, da compi-
    uhia dos tiillu.a iirliiuio8 do Recife Olinda e Be
    beribe, da du ii-eife Csxang, da estrada de
    fi-rro de Caruai, da coinpaubin ferro carril de
    Pernambueo, da assosiaco comaiervial beneficen
    te 5 da estrudii do { rro d. Liuo iru, cercado d
    inU'lligentes e habis auxiliares, coocerta 6 f
    biica qualquer peca para rel-gioa de alRi'oiir.i,
    de paredi-, de torres de jn-ja, cbrunoui-tos ma-
    riaos (dando a marcha), caca* is msica, ap-
    pHielhos elctricos t. lrgraphicos.
    O an-smo acaba de receber vanado sortimento
    de relgi' a americanos que veoie de 11 a 20
    para parerie, rrruH o ueepertador. s de nikel.
    Conlii a exirc. i a ua srofiSsao, com zelo e
    interesse de que sempre deu provas ao respei
    lave! publico e aos seos coHegas, e vende forne
    cimento de qualquer qualidade.
    Em frrnte de seu estabelniuint > se acba col-
    locado um relogio, cojos mostradores tambem po
    dero ser vistos pelos piRsagi-iri s da ferro-carril,
    tendo sempre a HORA MEDIA DE^TA CIDADE,
    determinadas pelas auas ubservacoes astronmi-
    cas. Rna larga do Roario n. 9.
    Antonio da Costa Aranjo
    wf/4f

    Por 1511000
    Aluga-se para morada a l.ja do sobrado rua
    de Lomar Valentinas n. 50 : a tratar na ra 1*
    de Marc;o n. 7-A, livraria Pbrisien-e.
    Leonor Porto
    Roa do Imperador u. 45-
    Primeiro andar
    Cntina h ezecutar os mais ditficeis
    figurinos recebidos de Londres, Paris,
    Lisboa e Rio de Januiro.
    Prima em perfVicao de costara, em bre-
    vidade, modicidade em precos e fino
    gosto.
    Tricofero de Barry
    Garntese que faz nas-
    cer ecrescer o eftbello anda
    aos mais calvos, cura a
    tinha e a caspa e remove
    todas as impurezas do cas-
    co cabeca. Positiva-
    mente impedo o cabello
    de cahir ou de embranque-
    cer, e infulvelmente o
    torna espesso, maeio, lus
    troso e abundante.
    Agua Florida de Barry
    l'nparada segunda a formula
    d usada pelo inventor em
    182. E'o nico perfume no mun-
    do que tem n approvacao offiei.il de
    um Governo. Tem duas vezes
    :unis fragrancia qne qualquer ontra
    i'diiniodobro do teinpo. E'muito
    mais rica, suave e deliciosa, E*
    muito mnia fina e delicada. E'
    mais permanente e agrndavel no
    i lenco. E' duas vezas ninis refres-
    cante no hnnho e no qnarto do
    doente. E' especifico contra a
    frouxidfo e debilidode. Cura as
    I dores de cabeca, os cansacos e os
    I desmaios.
    Xarope ie TiJa Je Reiter No. 2.
    SirrES DE USAI-O. DEPOIS DE SAIj-S.
    Cura positiva e radical de todas as formas de
    escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
    AifeccSes, Cutneas e as do Conro Cabel-
    ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
    encas do Sangue, Figado, e Rins. Garntese
    que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
    e restaura e renova o systema inteiro. *
    Sabao Curativo de Reuter
    Para o Banho, Toilette, Crian-
    Sas e para a cura das moles-
    as da pelle de todas as especies
    e em todos os periodos.
    Deposito em Pernambueo casa de
    Francisco Mnoel da Silva & C.
    PASTILHAS
    De ANGCLIM & MENTRUZ
    hoje para e*pe /ir as ton trigas.
    HOpiilA.OL IBEBES
    "farinha lctea
    DE
    WESTL
    MARO A REGISTRADA
    15 .mi ds s'jc:e:so
    21 reeomrn-M-, da quaea, M diplcmus de honra
    e 8 madalbas de etjfg.
    (Vrtific.ido! iiuinerosos das priin irai autorida-
    des me lica-,
    tllmenlo roinplelo liara rrianci-
    iiUa sle iieilo
    Suppre a insuffiei- nci- du leit matrno, facilite
    a desam..mentaca> e a dgtsu> lacil.
    Einpnga-si' laiulie-n vnut josumectepara aduiv-
    tos c.-njo aluni'iit.) p ir;i ^sfimagos debilitados.
    NICO DEPOS1T i ESPECIAL UA FABRICA
    IUKA TODO O IMPEEIO
    31 C R U A I K S. iEDKO-310
    Uto de Jaueiro
    Taverna
    /
    Veude-se nm i venia, porqugrf nao tem pesioal
    para tomar corita da ineama-'- quem pretender di-
    rija-se ra Imintriul u. 133, a tratar com o pro-
    curador.
    1 mam i
    /


    1


    Diario de PernamhncoSabbado 26 de Janho de 1886
    Ao publico
    Hermina de Carvalho Mono da Costa, proprie-
    Uria aa photoirraphia sita a ra do Baro da Vi-
    ctoria n 14 2." andar, declara para os fio* con-
    venientes, que desde o dia 6 do correato deixoa
    4e ser socio da meama photographia o 8r lFloecnlo
    de Maga I bies.
    Aproveita a occasiao para communicar a todo*
    aquelles que se tiem dignado de dispenaar-lLe a
    na proteccilo n'nqnelle ramo de negocio, que con-
    tinua com a referida photo?rapb:a, a qual se acha
    boje melborada coosideravelicente nao s quanto
    aos mistereg teehnicoa d'arte, como tambern quan-
    to aos dnmais requisitos essenciaes para nao des
    agradar aquellas pescas que all eornpareeerem,
    dando prov* de desejo de concorrer para o pro-
    gresso da industri nacional.
    Das Exmas. sen horas prncipemente, espera a
    referida propietaria toda sua valioHissiraa protec-
    So.
    VENDAS
    ^arne do serto
    Ven^e-se a 800 rs. o kilo : no armazem do
    Vasconcellos :i ra da Aurora n 81.
    Liquidando!!!!
    Roa Duque de C'axJas 5
    Alguns artigos 5U [, menos do seu valor
    Failes il unass, linda faxenda, a 400 rs. o co-
    rado !
    Linn3 com salpicos a 560 e 700 rs. o dito !
    Cachemiras com bolinhas de velludo a 1J200 rs
    dito !
    dem de 2 larguras, fogindo dados e lisas, to-
    das as cores,a 1*500 !
    dem pretas, e merinos (2 larguras) a 900, 1/00,
    1*400 e 1*600!
    Alpacas de sedas finas a 360 e 400 rs. o dito !
    Popelinas com listras de seda a 280 e 320 o
    dito I
    Seti is Maco verdadeiro, desde 8*0 rs. a 2*000,o
    pe ba de melhor
    Gorguro pretc de seda, para (um ve. de-
    tente) a 2*000 o covado para acabar.
    nmasss de cores, seda superior, a 900 rs.
    dito!
    Telludilhos liso e de listrinhas a 1*000 e 1*600
    dito !
    Eaguio pardo para vestido a 560 rs. o dito !
    Nanaoks finissimos de cores a 320 rs. o dito !
    Odones para chambres e cobertas, superiores,
    a 360 rs. o dito !
    Damascs de la com 2 metros de largura, a
    1*8(10 o dito!
    Mariposas de cores lindas a 260 rs. o dito !
    Bramante de linho superior, 4 larguras, a 2*000
    metro!
    dem de algodo, dem, idem a 1*500 o dito !
    Atoalhado bordado, o melhor possivel, a 1*500
    dito !
    Brms de linho de cores (linho pnro) a 1*200 o
    dito!
    Camisas francesas sem punhos e colarinhos a
    40*000 r. djzia !
    Ceronlas de bramante bordadas a 12* e 18* a
    dita!
    Guardanap is de linho a 3*000 a dita !
    Meias arrendadas para senhora a 8*000 a
    dita!
    dem cruaspara hornera a 3*500,4*500 e 6*000
    t dita !
    Lricos brancos em lindas bolsinbas de setim a
    3*000 a dita !
    Enxovaes para casamento o segninte :
    Lindas gnnaldas e vns a 14*000 e lGfOOO !
    Ricas eolias de crochets a 10*000 e 12*000!
    Ouarnicoes de dito (cadenas e sof) a 8*000 !
    Eapartilhos americanos, chiques, a 6*000 e
    1*000!
    Cortinas bordadas, novos ostos, a 7*000 e
    10*000!
    Vendas em grosso, descont da praca.
    9 staa Duqne de Caila 5
    LOJA DE
    Ca ni eiro da Cimlia & C.
    A Revoluco
    ra Duque de Casias, resolveu a vender
    os seguintes artigos com 25 Ojq de me-
    nos do que em outra qualquer parte.
    Lis com bolinhas a 500 e 640 rs. o covado.
    Setins maco a 800 rs. o covado.
    Setinetas lisas 400 rs. o dito.
    Setinetas escossecas a 440 rs o dito.
    Cambraia com salmeos a 6 rs. a peca.
    Linn branco a 500 rs. o covado.
    Lmhos escosseses de quadrinhos e lisos a 240
    rs. o dito.
    Mariposas de cores a 240 rs. o dito.
    Renaa da China 240 rs. o dito.
    Damasco de Ii com 160 ceatimetros de largura
    a 1*800 o dito.
    Bramante de linho com 9 palmos de largura a
    1*800 o metro.
    Bramante trancad) de algodo a 1*200o dito.
    Bramante do urna largura a 3*0, 360, 400 e
    440 rs. o dito,
    nrim parda a 300 e 360 rs. o cevado.
    Brim prateado de linho a 600 rs. o dito.
    Crochets para cadeiraa 1* e 1*600 um.
    Ditos para sof a 2* e 2*500 um.
    Colchas de fostio branco a 1*800 urna.
    Picbs da la a 1*, 2*, 2*500, 3* e 4* na.
    Espartilhos de corsea a 4*, 5*, 6* e 7*500 um.
    C misas de linho bordadas a 30*000 a duzia.
    u 11 finas a 240, 280, 320 e 360 rs. o covado.
    Sin tos para senhora, no/idade, a 1*00 e 1*800
    um.
    L*nc~s brancos fines a 1*800 e 2*000 a dnsia.
    Cobertores de li a 2*. 4*500, 6J500 e 8* um.
    Casobraia preta para forro a 1*200 a peca.
    Meias para homens e senhoras a 3f, 4f, 5* o
    6*000 a dusia.
    Madapolao gema e pelle de ovo a 6*500 a peca.
    Cambraia branca a 2* a peca.
    Crinolina branca e preta a 2*800 a peca.
    Toalhas felpudas a 4*000 a dusia.
    Toalhas alcocboadas a 12* a du-ia.
    Cobertas de ganga a 2*800 < 2*900 urna.
    Lences de bramante a 1 *800 um.
    Para a> Exmas. niSK
    Setim maco a 1*200, 1*400, 1*800 e 2*000 o
    eovado.
    Popelina de seda a 600 rs. o dito.
    Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
    Ca pellas e veos finos a 10* e 14*.
    Colchas bordadas a 5*000, 7*000, 8* e 10*0 0
    urna.
    Cortinados bordados a 6*500 o par.
    GRANDE LOTERA
    4.000:00
    A M AIS IMPORTANTE DE TODAS BA VIDAS NO
    BK/tlI i .
    EXTRACQAO A' 8 DE JULHO
    DATA MASCADA NOS BESPEGTIVOS BILHETES
    Esta lotera est a cargo do thesonreiro das loteras da corte
    A EXTEACCJAO FETA NOMO DE JANEIRO
    PREMIOS MAIORES
    Attenco
    Vendo-so Manteiga ingleza superior em latas de
    12, de 4 a 1*100, e 7, 14 e 28 a 1*000 por libra c
    gas inexplneivo a ra do Bom J> sus n. 38.
    Cabriolet
    Yende se um era perfeito estado e por
    modo: tratar na na J"iue de
    3?
    Plvora
    Tende Candido Tbiago da Costa Mello, em seu
    deposito ra Imp-rial n. 322, olaria, onde tam-
    ban vende tijolos e tenas. Telephone n. 221.
    Engenho a venda
    Yenoe se o engenh > Murici, com saf-a ou sera
    lia, situado na freguezia da Eecada. distante da
    respectiva estacao um quarto de legoa, podeudo
    dar seis caminhes por dia, moente e corrente,
    lera duas casas grandes e duas pequeas para mo
    rada, e nutra para farinha com sua* pertencas : a
    tratar na ra do Imperador n. 65, 2 andar.
    Bom emprego de capi-
    tal
    Tende-ce o importante e bem conhecido e afre-
    aado es abelecimento de casa de banhos, sito
    roa do Bom Jess n. 17, pois da bastante margem
    tn ganhar dinheiro a qui-m comprar, a causa dir-
    se-ha no comprador : quem pretender diiija-se
    aesma casa.
    Vende-se
    hotel denominado Dous Irmos, sito ra da
    Cruz n. 23. Este hotel est reedificado, muito
    frequentado por nacionaes e estrangeiros, tambem
    tem hospedagem, e o motivo da venda sen pro-
    pietario ter de retirar-se par Europa por falta
    de sade : trata se no meamo. Pede aos 6eus de-
    vedores que estile em atraso, de virem saldar suas
    contas, do contrario serio seus nomei publicados
    nos jornaes desta capital.
    Pinlio de Riga
    Vendem Fonseca Irmos t C, a preco mdico
    1
    1
    2
    2
    1
    3
    11
    de
    l,ooo:ooo$ooo
    2oo:ooo$ooo
    100:000^000
    5o:noo$ooo
    . 4o:ooOjSooo
    2o:ooo$ooo
    lo|ooo$ooo
    Alm de militas sortes de 5oo#ooo,
    24 de.
    o0 ,
    80 ........
    2 approxima^oes de.
    2
    4
    4
    5:ooo$ooo
    2:ooo$oo
    l:ooo$ooo
    15:ooo$ooo
    6:ooo$ooo
    4:ooo$ooo
    2:ooo$oo
    WHISKY
    OYAL BLEND marca TlADO
    Este excellente Whisky Escasees preferiv-
    ao cognac ou agurdente de can na, para fortific
    corpo.
    Vende-se a retalho nos tu lheres armazens
    aolhados.
    Pede BOYAL BLEND marca VTADO cojo r*
    ae e emblema sao registrados para todo o Brazi
    BBOWN8 .V C, agentes
    GRANDE
    LIIUBP
    Expsito central roa larga du
    Rosario n.'8
    Damid Lima & C, nao podendo acabar cosa .
    {ran 4e quantidade de mercadorias, resolvern,
    amda rma vez convidar as Exmas familias e o
    aespeitsrvel publico em geral, que com certess ni o
    gaem perder seu tenpo, friendo urna visita
    Kxposlro Central
    Pecas de bordados a 200, 40(1. 500 e 600 ra.
    Punh"3 e colarinhos bordados para senhora *
    2i000.
    Ditcs ditos lisos, 1*500
    Ditos para hornera, l*r00.
    Um plastrn de 2*000 por 1*500.
    InvesiVi is grandes por 320 ra.
    Lacos para senhora por 1*500.
    Mucos de 12 para bardar, 2*800 e 3*
    * Lavas de seda arrendadas a 2*500.
    Ditas lisas, 2*200.
    Ditas de fio de Escossia, 1*CC0.
    Broches para eenhora (modernos) 1*600.
    Dm par de meias para senhora 'fia de seda
    00 rs.
    Dito idem liso, 400 e 500 rs.
    JjDito idem (fio de sed) 1J200.
    "Duzias de baleias a 360 rs.
    Carn teis de 200 jardas a 80 rs.
    Metros de attrainhas a 160 e 120 rs.
    Um par de fronhas de labyrintho, 1*500.
    Macos de gramp, s a 20 rs.
    Metros de plissa a 400 rs.
    Lindos passarinhos de seda para chapeos d
    ^krn, de 500 rs. a 1*000.
    U pemte coro inscripeo para senhora, 1*.
    Um leque de 16* per 9*.
    Brioquedos para criancas, leques de papel, fi-
    bj. bieos de linhs, quadros para refritos, baeot
    .nvtilbcMi M0t, galSes, franjas com vidrilhos,
    ofris maitos oojectos de pbantasia prr preco.
    n competencia: na exposic4p,t>r,trsJ,
    larga do osario o, 38.
    Massa de mandioca
    Vende- se massa, especialmente preparada, para
    bolos de Santo Antonio, S. Joao e S. Pedro, a 500
    rs. cada paco te de meio kilo : no largo de S. Pe-
    dro n. 4.
    lelegramma de Pedro
    Antunes Sf C.
    Ra nuque de Calas a. Gl
    Pera accomraodar os interesses da poca, os
    proprietarios da muito couhecida lnja Nova Es-
    peluca n. 63 ra Duque de Caxias, teem re-
    sol vi do em pleno conaelho de estado vender todas
    as suas mercadorias por menos 20 0/0 do qne em
    qualquer nutra parte.
    Para as Exmas. leitoras se convencerem devem
    se dirigir ao mestno estabelecimento; e para
    orientar um pouco, paseamos a demonstrar em
    resumo os precos de algumas mercadorias mais
    conbecidas.
    Espartilhos fines para sennoras a 4*500, 5*500,
    8* e 9*000.
    Pinas meias cruas idem a 7*500 e 8*500.
    Bonitas 3*000 e 4*000.
    Bicos bordados iadianos. largura de 18 e 20
    centmetros 4|5O0 e 5*500 pebas de 4 metros
    Bonitas b< leas o caixas para presentes de
    criancas a 200, rs., 300 e 500 rs.
    As senhoras floristas :
    Papel verde claro a 60 rs. a tolha, e dito car-
    mim a 200 rs rs. ; barato !
    Fita Pompadour a 100 rs. o metro, largura
    de 3 centmetros.
    Leques de papel a 300 rs.. 400 e 800 rs.
    E para nao abusar da pacifica e constante lei
    tora resumimos o presente, que s vista das
    mesmas provmos o que achbn os de expr.
    Grande variedad em luva de seda de cores e
    pretas.
    dem em leques de seda, finas perfumaras,
    punhos e ccllarinhos para senhoras, mmensa va-
    .iedade de caltngns
    Pianos e apparelbos para bonecas.
    Cytitariac finas, capellas para uoivas e me-
    ninas.
    Sedas e frocos, las e desenhos coloridos para
    bordados.
    Grande variedade em artigos para prtsente3.
    Meias fihas para hom-ns, senhoras e criaocas.
    Bonita variedade em artigos de electroplate e
    outros muitos para presentes.
    Ao 63, ra Duque d C-xias
    Pedro aniones (ompanhia
    2oo|looo, loo-) .((o 4o-iooo e 2o^ooo.
    Esta lotera de tres sorteios. Um bilhete joga em todos
    elles e est habilitado a tirar mais de um premio.
    Esta lotera em (avor dos ingenuos da Colonia Isabel da provincia de Pernambuco
    BILHETES A VENDA
    F
    RODA DA FORTUNA
    36-Ra Larga do Rosario36
    Bernardino Alheiro.
    UhMicao
    Vende-se urna i.i porta ite taverna no largo das
    Salinas de Sxnto Amaro, propria para qualquer
    principiaatt, fz frenv para a hrba frrea de
    Lin>' eiro : a tratar nain. nma.
    Notos livros de sortes
    C.rndo Tariedide
    na liirarin 'AltlalKNnb de .Vledi-iros $i C,
    ra PrMHto d Vareo n. 7-A
    Buhar
    Vende-se um bilhKr frnc s ero perfeito estado
    com Ir) s j goo de uuUa c safa tacos a trat r no
    antigo largo di Prloanabo (eorpo Santo) n 7, cs-
    criptorio.
    Lijii dacii
    o
    r*ende-se ponoei- d>- farr*S gradeamen os para
    cima Je Hiur jarcim e ierry li.. udfiras fie fer-
    ro para p r'as ext-noies e ini rior-s. de todas as
    qualidades, giil-nheiru <1h f.rru. carroga para
    bo'S e c vallo, cariiiih-s d. m.i e roda para
    carroca.. for nr^c '' Wum Mt* : n \it do Porte
    n. 4, netion-e d>. qu i Puntes, oB-
    cioa de f rreiro.
    \(,II(l0-SC
    massa de mandiiie*
    bl>, a 1*000 o kn
    mero 1M
    i.i ita .(im i laiie, jara
    Ha Oalld'6;' > l uro UO-
    Carteira
    Venrte-s- barai.. o..
    de baix doa ana i i.h t
    peca d cuna 17 .pnit'

    u" *"" & m aua 9 ehaav
    ^*% f edro n. 4, l"ja.
    na peca
    ne- iiaveta, e na
    r mi, que -e i'i-liam
    ver traiar u%> 'arno U S.
    LOTERI
    ALAG0AS
    CORRE NO DIA 29 DE JUNHO
    O portador que possuir um
    vigsimo desta importante lo
    tera est habilitado a tirar___
    10:006|;000.
    Os bilhtes acham-sea' ven-
    da na Casa Feliz, praca d In-
    dependencia ns. 37 e 39.
    Corre no dia 29 de Junho
    1886, sem falla.
    Aos i.ooo:ooo$ooo
    200:000*000
    IMhMOSOM
    LOTERA
    SEMPRE NOVIDADES
    Fazendas linas e modas
    2 A-Eua do Cabug--2 B
    J. BASTOS &C.
    Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
    Cortes de vestidos diaphanrs, alta novidade.
    Vestidos da cachemira, especialidade.
    Ditos de toile d'Alsace, grande moda.
    Cachemira broch, teiido raodernissiaio.
    Orlatienne, fazenda nova e padr3es lindissimos.
    Venitienne, combinaciio do fazonda lisa e lavrada de muito gosto.
    Z-phyr quadrile, novidade.
    Cachemiras de todas as c6res com enfeites de Guipoure.
    Plumetie, branco e de cores com lindos bordados.
    Toile d'Alsace, variado sortimonto.
    Eta'nine de odres, desenho novissimo.
    Satin doubl, eci lo de algodao e modernissirao.
    Gase de algodSo, em todas a3 cores, propria para bailes e theatros.
    Loques diaphanos.
    Ditos de setim.
    Ditos de madreperola.
    Guipoure de seda.
    Bicos do seda diaphano, revoluc2o da grande moda para enfear tmIHUs
    de sedas.
    Chapeos de seda arrendados, novidade.
    Sed as e setins, branco, preto e de c6res.
    Col has de damasco de seda-
    Ditas de crochet e Guipoure.
    ESPECIALIDADES
    Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterie o vidr
    guarniclo de renda e franja.
    Jersey de 13 com enfeites de pelucia e bordados, cscolhidos 8ortimenti1d
    casacos de malha, que vendemos de 8000 a ltfOOO.
    e viiiiMni,
    Fomecem-se as amostras de todos os artigos.
    (Telephone n. 3S9)
    DE 3 SO kTEIOS
    Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
    DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
    fixtreceflo: u da 8 de JdUm b 1886.
    0 thesoureiro, Franeisco Gonpalves Torres
    HOSPEDARA
    28- RU4 DO BARAO DA VICTORIA-8
    O proprietario d'este estabelecimento nada tem poupado afim de que os tem
    Ilustres fregueses encontrem os melhores almo^os, lunchs, jantares e ceiaa a francaon
    e a brasileira, para o que acaba de empregar um cosinheiro de primeira orden pe-
    soal eacolhido.
    Jantares e banquetes sobre encommenda.
    Quartos mobiliados e salSes reservados para as Exmas. familias.
    Falla-se ingles, alIemSo e outras linguas.
    Recebe-se asignaturas para a mesa e pensionistas com moradia, por pufos
    muito commodos.
    Em noites de especUeulo, este ESTABELECIMENTO estar aberto tt isa
    do mesmo.

    MonOOO
    Lpff
    I
    J



    Diai-iu de Pcrnambucu--Sabbado 26 de Junlio de 1S86
    ASSBMS K\ GBAAL
    CAVARA O DISPUTADO*
    DISi-URSO PROFERIDO NA 8 SSaO
    DE 2S DE MAIO DE 1886
    O Sr. Alfredo Crrela : -Venho
    Sr. presidente, dis-T algumas pdavrag e p
    relajo ao discurso, que na outra cas* do
    parlamento, sobre negocio '! Tacaratu,
    profi-ria o illurtre sena de Peroambuco, o Sr conselh' iro S
    Brandlo.
    Eu fic.ra silencioso, si S. Ex-, ao
    narrar os factos que ltimamente o .corre-
    rn naquella comarca, p-rtencenta ao ds-
    tricto que me el-geu, s- finita sse a p-fir
    as providencias que entmdi-sse neccssarias
    para e verificar a resp nsabilidade dos
    autores, e nao os iraputasse desde logo
    8cm fundamento serio ao 'enante-coronel
    Francisco Cavalcante de Albuquerque.
    MasS. Exc. nlc s attriouiu semelhan
    tes factos ao tenento-roronel Cavalcante,
    cbefe di partido conservador de Ta -aratu.
    corso os consi dorou consequencta da elei-
    ylo de 15 de Janeiro.
    A cmara ouviu a discusslo do parecer
    unnime da 4 coraraissao de inquerit-, e
    com elle cooforraou-sa, reeonheeendo-me
    deputado pelo 13 distri to de Pernambuco
    NAo frade proposito recorlar-lhe que
    ouse contassera smente as votos liqui-
    do*, ou com elles fossem soramados os que
    scffrerara irapugnaylo, cu tinha era ambos
    os casos maioha absoluta.
    O ineu competidor, porra, precisava de
    annullacSes, para as quaes teye neeessida-
    de allegar motivo, que infelizmente para
    elle nao se baseavam m provas ou era
    consi lerayo-s procad-n*es. (Apoialos.)
    Foi assnn que allegarara-so contra aelei-
    cloligitina do Exa, feita no edificio cora
    ptente, violen-cas nao provadas, e raais
    do que ato, concludeat-menta impugnadas
    por diversas provas e at pelo mesrao Cac-
    to, que o Sr. Dr. A. da Siqueira all-gaya
    em seu provto, de urna eleiyao qua os li-
    beraes, dizendo so expellidos da casa da
    cmara, tinham pjdido faz-.r era lugar pr-
    ximo, em paz e sera o raenogr. estorvo.
    Do mesrao modo imaginaran-se violen-
    cias era Tacaratu, collegio de maioria con-
    serva I >ra era todos os terapas, e nao se
    pro luziu prova ou documento de qualquer
    especie ou valor.
    O que acabo de dizer foi por mira li>r
    ga e exuber intrnente discutido e apurado
    perante a Ia "o uroisslo da inquerito.
    O mu Ilustre compet lor quaria des-
    truir actas el-it traes 8 d icuraantos valiosos
    com a su i loirals patarra, a qual por
    mais que s j ligo* de respeito, nao pu i-1 j gresso nao foi a Tacar itu', ficou em Pao
    conced-r v I-ir a effi ;a<-ia para Unto, contra (Je Assuear, com o fim de fazer-se estra-
    Eis era materia de f.seto tudo luanto
    foi all-gidop'U voa r speitavel do nobra
    deputidj por Alag i3 ; mas, S. Ex; nao
    preaenci >u, coataram-lhe esta imitadlo da
    l'D la popular, que sa iittribue a inultos
    hroes imaginarios e vi)aju3e8 grutescos.
    O nobre senador por ^DHSjBbuc que
    lio contrato ge mosiroaB Bbi mux o,
    era eoufirraaclu io qua anPWrtWera, .-lle-
    gando, por isso a can ti r victoria, esqua.'e
    que outr'*ra, e nao ha muitos anuos, oom-
    b .ti i o* juiz>s severos, mas justos !<> no-
    p it.ido por Alabeas a respeito de
    p 'Si'w {actos que elle condeinnou como
    presidenta d Entlo <> juizo pr pno do nobra depilado
    por Al 8-u u-stemunho pessoal, .>
    acto r Ha -tido e to la a r spmsabilil da
    oioral e I-gal do cx-p'-sidmc- de P-rnara
    bu-o v1;i.u penco para o Ilustre Sr. Soa
    ras 13r-n lio, qu-j s va era tu lo espirito
    partidario ou faccioso a serviyo de urna
    fralelo lib -ral.
    Ag ra, que o nobra deputado refere,
    pr ouvir dizer, uraa prova inatacavd,
    argura-nto sera replica I
    Por sua vez o nobra senador por Per-
    nambujo nada affirmou de scieucia pro-
    pria, era emitt-i juizo ou testeraunho pos-
    soal a respeito do tenante-coronel Caval
    cante. Isto d-rae raaior libordade para
    contestar as suas accus-iy3 -s, que se fura
    dara, note-se bera, ora c .rtas cuja assigna-
    tura S. Exc. cala, o nem siquer lia que a
    ehe f ira n dirigidas para se poler prasu
    rair quo vara di passoas decentes ; ou em
    artigo* anony nos do jornal apiixonado
    quo S. Exc. rne*rao e a seus melhores
    amigos j fez gran les aggravos.
    Pois bera, raeus san.ioras, aos testemu-
    nh-is a que o nobra sanador se refere,
    opponho outros dos mais respeitiveis, como
    sejara os chef 18 conservadores da Pernara
    buco, os magistrados qua servirara na co-
    marca de Tnaratu!, e muitos cidadaos
    insmpeitos daquella provinia o da Ala
    goas ; s cartas que S. Hxc. tem, oppo
    nho as qu* recebi, e afirrao que uraa dol-
    as da pa8so* de maior consideraao.
    Diz essa carta:
    k Era Ta:arat os libaraes combinados
    com os de Floresta atestara a comarca da
    malfettores viudos do Riacho do Navio e
    Serra Negra com o plano sinisiro de ani-
    quilaron! alli o Caval jante e seus amigos.
    Matara indistinctaraente qualquer conser-
    vador, quo s-ja amigo e delicado do Ca-
    valcante, e assira j tres tra sido assassi-
    dos. A esse plauo sinistro nao estranho
    o... pois a ida desses sicarios par Taca-
    r-.t i' coincidiu com a ida dulle ao Riacho
    lo Navio e depo9 a est capital, e de r-
    o mea direit>.
    Alm da dtacaaslo entre os interessa-
    dos, recordare.: anda qua quaii todos 03
    loembros da coramissao justicaram osseus
    votos era longa demonstracao, o muito se
    demorn espectalraonta no ponto da falta de
    provas a ro-psito das allegadas violencias
    de Tacaratu o boorado depuudo pelo ;
    distrcto da C que concluiu amrtnando cora profunda con-
    viccJo nao haver prova nem indicio siquer
    de que ellas tivessera existido. (Apoiados)
    E por fim, senhores, a discussio que
    houve neate recinto, o na qual o Ilustro
    presidente da Ia coraraissao de inquerito
    deu as razoes conscien:iosas e decisivas do
    parecer, confirmou qua taes violancias
    cram puramente imagiuanas.
    Eu nao poda, portanto, esperar qu3 so
    renovasse a questito no senado, e que o
    raen illustra comprovinciano a quem j
    rae referi fosse l insistir era ac^usaco s
    que o tsnentJ coronel Cavalcante nao me-
    rece.
    Senhores, longe de ser 6 hornera violen-
    to e criminoso como agors o descrevera, o
    tenente-coronel Cavalto foi a victima de
    ruis perseguicoas em 1880, e anda ago-
    ra, quando elle acha a justis, qua antes
    se lhe negavrt, pira ltvrar-se de processqs
    monstruosos por crimes que nunca prati
    cou, ao o querera dcixir em paz. M*is
    tremenda persaguijao sa laraent, amea-
    esnd -Ihe a propria existencia 1
    Antes o chefa prestante e estimado dos
    conservadoras de Tas aratu era por meio
    de senten5as iniquas, dictadas pelo odio par-
    tiaario, e era seguida ao assalto sua pro-
    priedade que tcou devastad, coagido a
    a refugiarse era Agua Branca, na provin-
    cia das Alagoas, onle esteva emquanto os
    :us alversario* se daraorarara no poder.
    Presente neate armara-sa contra elle gru
    pos da assassinos, ou seus amigos e pa-
    rantes sao assassinados, o diz-se que elle o
    perseguido, a v3tima, 6 quem arma e di-
    rige esses grupos, contra si mesrao e con
    tra os seus I
    E' muito para lame.ntvr, Sr. presidente,
    que assira se combinem contra ura cidadao
    honrado e estiraavel o odio dos roaos e dos
    inimigos pessoaes com a condemnacSo de
    alga'as pessoaes cora a Ct>ndemna9ao de
    algumas pessoas respeitaveis, cuja boa f
    tem sido tristemente illaqtieada.
    Perguota-se, e se minha voz pudeseche-
    gar ao senado, eu perguntaria ao Ilustre
    pernambuaano, de cujo discurso rae oecu-
    po neste momento, qual a perseguiyao feita
    pelo tenente-coronel Cavalcante a qualquer
    de seus adversarios, e q'ial o acto de vin-
    ganc que elle tenha praticado na situacao
    dolorosae. violenta era qua o collocarara ?
    Nenhurna perseguicao, nenhuma violencia !
    Imputara lhe somente as injustigas e males
    que o fazem soffrer.
    O que cao se queria antes, e o que nao
    se consent agora que o tenente-coron' i
    Cavalcante exerea a legitima influencia
    que adquiriu, e tem por sua intelligencia,
    por seu prestimo, por suas extensas rala
    c3es de familia e por sua extrema dedica-
    rlo aos amigos. Eis a razao porque o ex-
    pellirara em L880, e porque o repeliera ho
    je 4 mo armada.
    A influencia desse hornera vae alera dos
    limites de Peroambuco, e estende-se pro-
    vincia das Alagoas. Novo crime que faz
    toflrer accusac3es dnquella parte.
    Mas que acusagSe.s ? Perdoe-rao o nobre
    deputado por Alagoas, a quem taato res-
    peito, este reparo. O raonstro que so ra
    commenda execrayao do publico e da hu
    manidade esteve durante muitos annos em
    Alog-s, em lugar sabido, no mesrao tera-
    po em que S. Eso. foi osinistro, e uin
    guem operseguiu.
    Agora s ura facto se allega, como amos
    tra de sua ferocdade, e qua elle apresen
    toase em certo lugar e mandn deitar este
    bando : -quem for liberal levante o dedo
    para apanhtr.
    nho a esses aconteeimentos. O Dr. A. i'e
    Siqueira na Cmara fez levantar pocira
    cora os negocios de Tacaratu', apresentan
    do os libaraes como victimas, quando os
    con3erva marte dos adversarios! Floresta tambara
    vao mal ; os nossos amigos estilo tlli en-
    tregues ai promotor interino e dous leigos
    como juiz-s; quasi todas as autoridades
    soldados do destacamento esto sendo pro-
    cessados. e este estado da cousas pie le-
    val-os ao desespero e haver por alli algu-
    mi explosao.
    i l)'oram enviados para T*caratu' 40
    pracas de linha e um official corao delega
    do, veiu o Laoncio pira Leopoldina cora
    * forca que estava era Ouricury, para que
    nao appareca por alli alguraa novdade
    com o tiro que dorara no Japyssu', do
    qual sao indigittdos corao mandantes F. e
    F., e com essas medidas, se forem com-
    pletadas cora-as nomea>;3"8 de autoridades
    judiciarias, espero as cousas por aquellas
    piragens onrarioora seus eixos I t
    Daqui so ve q te a comarca de Tacara-
    tu' est infesta la de assassinos, que vie-
    ram do Rucho do Navio e d Serra Ne-
    gra, e quo araeacarara a vida do teneate-
    coronel Cavalcante e de seus tilhos. Par
    mitta a Dcus que elle* nao tanhara a aorta
    que acabara de t r prente* e amigos,
    victimas do bacaraarte desses bandidos.
    A outra carta que passo a 1er do pro-
    pino tenente-coronel Cavalcante. Pey a
    atiencao da Cmara. (1A.)
    Para que V. Exc. e ineu digno cbefe
    tenham base para contestaren! e contun-
    iirera o Dr- A. de Siqueira e o Sr. sena-
    dor Soarea Biandao vou dizer lhe* o plano
    dos liberaos de.sta comarca, da Floresta e
    Salgueiro, apresentando os factos que pro-
    v un o que dexo dito. O plano matar a
    mira, raeus filbos e o capitao Japiassu',
    porque, conseguinio, isto nunca mais este
    listricto podar, cora a eleiylo directa,
    dar deputado conservador e tanto, isto
    urna vetdade, que j atirarara era Japias-
    su' e ballsarara em um braco, coraoj deve
    saber, e aqu organizaran! ura grupo, ca
    pitaneado pelo criminoso Cypriano de Qu-i-
    rz, afim de rae matare n e a raeus tilhos,
    isto de accordo cora Floresta e cora ura
    judas que aqu mais nao voltou. Est gru
    po matuii ao inspectir do Quixabinh i era
    das do mez de Marco, e no dia 29 de
    Abril lindo embarcou a raeu filho Maooel
    m li iba da estrada de ferro, da qual
    este ura dos mestres, e alli havia de pas-
    sar no referido dia, isto distaate pouco
    mais de mea legua desto pivoado ; ra*s,
    passando logo muito cedo o guarda liaba
    viu que at aquelN ponto tinha chega io
    muitos rastos e seguiu observando at que
    verificou que tinliam sahido da casa da ara
    liberal, pelo que voltou a t>dn a pressa.
    Chegando no lagar da emboscada, j vin-
    io com um velho, com quera se junteu
    em caminho, saltaran! os bandidos para os
    pegar, p ir o, pegarara o velho, o o guar-
    da linha pola correr auorapmhado por
    seis que o par8egaiam. Feliimanto ara
    de vagam pela linha dous rapases dispos-
    t03 e bera armados, .os qu aquellos seis e tr acarara algans tiros, cor-
    reado uns e outros. Chegando os seis onde
    estavam os outros cora o velho o isinda-
    rara ir emb >ra o tambem seguiram viagem,
    mas diz o velho que ura ia balleado era
    ura braco*"
    O subdelegado mandou forca atraz, mas
    nada p le fazer.
    No dia 1. do crrante eraboscou o raes-
    tno ;rupo era distancia de uraa legua da
    villa da Tacaratu', na estrada que vera
    para aqu; alli passan lo o collector pro-
    vincial e agente do crrelo, que vinhara
    com o es rvlo Boteluo, o sargento de po-
    lica e mais um muco, atirrra nos dous
    priitieiros. p ideado Botelho eseapar cor
    rmdo e o infalis collaetor Jos G-oraes de
    ,S Araujo cahiu morto.
    Roubiram-lbe o dinbeiro quo trazia para
    trocar aqui, o relogio, o chapeo e tudo
    ra 8 que encontrarara. O finado era um
    hornera de bera a toda prova, nao tinha
    iutrigas, o i-hefe do grupo era seu prente
    a nada havia entro elle, s tinha ura inu
    raigo quo o coronel Quinzeiro, o entilo o
    gr.m la crime de sor mu dos nieus rnelho-
    rea araigjs, pelo qua estou certo que nilo
    ha conservador distincto que esteja seguro
    a tudo isto deido a contarera cora o
    apoio do juiz de direito que nao deixa as
    autoridades policiaca obrarom.
    Apezar disto se pede providencias con
    tra mira para garanta da proprie lado e
    vi la dos bf-raes, quando es conservado-
    res que estaa morrendo e sendo rouoa-
    dus. E' sto o estado em qua estamos de-
    vido proteecio que o governo vai dispen-
    sand) aos liberaos e ao juiz da direito par-
    tidario qua ta aos. Eu por minha parte
    nada receio porque roe garanto, roas receio
    por meus filhos e raeus amigos, que estilo
    seriamente ameayados.
    Esta carta, Sr. presidente, corao eu j
    disse, do Sr. tente ceronel Francisco
    Cavalcante de Albuquarque.
    O assassinato do collector foi lanyado
    eonta della ; entretanto, Sr. presidente,
    esse collector, como o escrivlo B itelho,
    com quera viajav*, o o agente do correio
    sao todos penencentes ao partido conser-
    vador ; forara apanhados de emboscada e
    contra -lies baterara os tiros doa assassi-
    nos de Floro3ta e do Riacho do Navio.
    Eis, Sr;* presidente, a resposta que eu
    tiuha de dar ao Sr. senador Soares Bran-
    do ; e poyo deiculpa Cara ara por ter-
    Ihe roubado o seu terapo. (Muito beraj.
    SESSO EM 9 LE JUNHO DE 1886.
    PaESIDE^fCIA DO NR. ASDEADB 1-IliLKI U\
    Ao meio dia feita a abanada, a qua roa-
    pondera 105 Srs. deputidos, abre-se a
    sessao sete minutos depois do meio-dia.
    E' lida e entra em discusso a acta da
    sesiao antecedente.
    O Sr. lffonso elso Vunior
    vio cora prazar que a acta da sessao da
    hontcm coraey* a consigaar os noraes dos
    d -putados qu ^, nlo rendo respondido ch-
    mala, comparecer ra entretanto, depois de
    aberta a sessao, observando se assira a
    lisposiyao exprossa da parte final do art.
    56 do regiraent), quo andava bastante
    obliterada.
    O orador pe lio a palavra para real i
    mer contra ura tpico da acta que nao lhe
    parece ser o parteito transurapto do oacor
    rido Orando hrat-in o eximio parlaraen-
    tar o Sr. Ferreira Vianna. esgotou o tera-
    po destinado priraaira parte da orlera
    do dia. A i vertido d'isso pelo Sr. presi
    dente, S. Exc. sentou se, e, entilo, pedin
    do a palavra p-la ordem, perguntou o no-
    bre deputado Sr. Bezaraat se poda reque-
    rer prorogayo da referida priraeira part
    da ordem do dia. Tendo resposta afir-
    mativa do Sr. presidenta, requareu o obte-
    ve aquolle digno deputado a prorogayo
    do urna hora, que foi excedida, nao sa oc-
    cupando a cmara eora a segunda parte
    da ordem do dia. O raquerira^nto do Sr.
    Bezaraat tra.uzio um desejo de toda a c-
    mara, anciosa de ouvir a -ontinuayao da
    notavel peya oratoria de representante do
    Io distnct i da corte, cujos fiaos coaceitos
    a oppos-yao escuta sarapre cora o respeito
    devido a ura mestra. Mas o Sr. presiden-
    te nlo podia aceital-o, j em face da letra
    expressa do regiment, j em virtude de
    rigorosos precedentes por S. Exc. mesmo
    estabelecidoa.
    Era face do regiment, porque os arts.
    70, 71, 72 e 73 deterrainam positivamente
    os casos espeaiaes em que pote 8 r nter-
    rompida ou alterada a ordem do dia, ca
    sos espociaes que nao se davam na hypo-
    these. Quanto a precedentes, a cmara
    ha de estar lerabrada de que, ha das,
    oraodo o nobre Sr. 4o secretario sobre a
    eleiy&o do 1 distrcto do Rio-Grande do
    Sul e havendo igualmente esgotado e ex-
    .e lida o terapo marcado para esse deb-it-*,
    o Sr. presidenta obrigou o a oatar-so, nao
    obstante reclamar S. Exc. que nao
    estava completo o seu discurso, o nao per-
    raittio requerimento de prorogaylo de hora,
    passando 2' parta da ordem do dia. a
    despeito das reclaraaycSea da opposiySo de
    que esta achava-se prejudicada, corao de
    facto estava.
    Quera nlo conhecesse o carcter rijo e
    severo do Sr. presidente, corao o orador,
    que o admira e lhe faz plena justiya, sup-
    poria que a nlerpretaylo do regiment,
    feita por S. Exc, varia conforme as cir-
    cunstancias.
    O orador assignala o facto siroplasraente
    para demonstrar que irapo^sivel i rigoro-
    sa observan ia das dispoiyoas regimen-
    taes, que o Sr. presidenta am querido es-
    tabelacer, a dura lex sed lex, cumprindo
    tamperal-a ora equidad--, sobretudo em f--
    vor da opposiylo, qua sendo a minora, isto
    , a fraqueza, tem direito a maior soraraa
    de tileranaia. Era todo o aso preciso
    qua seja a le igual para todos.
    Em geral folga o orador de reeonhecer
    que o Sr. presidente tem procedido com
    irap irealidade, tanto mais de louvar quin-
    to corra qua cora isso S.-Exc. desgasta va
    nuitos de seu* co religi jnarios. Ha das,
    par n, o mesmo nilo se vai dando, e como
    qua essa imparcialidade vai soffrendo um
    eclipse.
    E' prova disso o que se deu hontera,
    aceitando o Sr. presidente, sera a menor
    observayao, o raqueriraanto de prorogayao
    de qua tratou o orador. E' do esperar qua
    seraelhantes tactos nlo se reproluzara
    continuando o Sr. presidenta a decidir cora
    a cega neutralidade que o seu alto cargo
    exige e o seu carcter aconselha, e a que a
    minora ha pleno jus.
    S2o estas as obs -r vayoas que lhe occor-
    rem a proposito da acta. Nao se diga qua
    vai nidias questao de pouca monta, porque
    no estado actual da Cmara, onde domina
    uraa bvultaia maioria intolerante, na ob
    S'Tvania do regiment e na imparciali lade
    da quem o exauuta, que residen as nicas
    garantas da opposiyao.
    O Sr- Presideoe responda ao no-
    bre deputado qua o artigo 56 do r giraen-
    to nlo tem, sido te -otado, porque foi der-
    rogido pela recenta reforma que a Cmara
    fez no r-gi oento, reduzindo as chamadas
    a urna s ; os Srs.. deputados que compa-
    re-era depois de aborta a sessao tm de
    vr participar masa a saa chegada, por-
    que nao ha outro meio pratieo de reconhe-
    cer, depois de feita a chamada, os que fal
    tarara a ella e vierara mais tarde.
    Acha a segunda censura do nobre depu-
    tado mais grave, poirra meaos justa, por-
    que o art. 73 do regiment diz que urgen-
    te para interromper se a ordaoi do dia
    se dove entender aq tella negocio cujo re-
    sultado su tornar nullo so deixar de ser
    tratado inmediatamente
    Tem C0Q8ciencia de seus actos, e so nilo
    puder merecer elogio?, taraban nilo qur
    aceitar a censura do nobre deputado. O
    nobre deputado Sr. B zaraat padio urgen-
    cia por uraa hora para o Sr. Ferreira Van
    na poder concluir o su discurso, t'ji o que
    subtnetteu votayao ; o rubra deputido
    invocou precedentes contrarios da raes ;
    mas est S. Exc. engaado ; o Sr. Aranj >
    4es na'requereu urgencia, mas nversao
    das materias da ordera do dia, o qua nao
    podia ooncoder, porqua j se tinha entrado
    na ordera do da, cuja invenao a Cmara
    pode determinar sraeate nos tres primei-
    ros quartos de hora da sessao ; o mesrao
    se dsu cora o nobre deputado o Sr. Torres
    Portugal, qua nao pedio urgencia para con-
    tinuar a discusso de verificayao da pode
    res, porm prorogayao da hora mareada
    p ira esta discusso, o qua s po >ia ter lu
    gar no principio da sesiao.
    Julga ler demonstrado que foram injus-
    tas as JCCusaySes do nobre deputado.
    (Apoiado3).
    Nin^uera raais fazendo observay3e3 so-
    bre a acta, da se por approvada.
    O Sr. 1* secretario d conta do expe-
    diente.
    E' lido, apoiado, posto ora discusso e
    approvado ura requtriraento ds commis-
    85e8 reunidas da faz en la, raarinha e guer-
    ra, p^dindo inforraayS's ao govorno sobra
    o r queriraento do alferes honorario do
    exarcito, Antonio Pae3 da S Barroto, pe-
    dindo pagamento do sold que deixou de
    ser pago.
    E' lido e remettido coraraissao de or-
    yaraento o seguinte projecto ,
    A assambla geral resol va :
    Art. 1. Fica o governo autorisado a
    fazer as dospezas necassarias cora a con-
    duelo das obras interiores da matriz da
    Sant'Anna desta corte.
    Art. 2." Revogam-se as d3posiyoe3
    em contrario.
    Sal* da Camnra dos Deputados, 7 de
    Junho de 1866. F-mandes de Oliveira.
    O Sr. Olymplo de Campos teve
    j occasiao de manifestar llamara a ne
    .^essidade de uraa le que regule as con ii
    yoas dos funecionarios eoclesiasticos ; vera
    h"ja apresentar um projec.o neate sentido,
    cert> da que ello ser approvado pela C-
    mara, porque nSo ha nenhuma razao para
    se negar aos fraccionarios eccleaii-sticos
    aquill) que se concede aos empr gados ci-
    vis; se estes tin direito de gozar a apj-
    3-nta loria e nutras equidades, ju-.to que
    igual favor se conceda aos fuaccionarios
    i
    eeilcsiasticos.
    Le o art. Io do projecto, autorisando o
    governo a conceder as funecionarios ec-
    olesiastijos as mesraas regalas de que go
    zam os raembro8 das faeuldades de direito.
    Aproveita a occasilo para tratar dos pa-
    rochos qua devam ter direito jubilayo
    ou aposantadona, porque grande injus-
    tiya fiear o parocho qua sa ach inhibido
    de continuar no exercicio do seu cargo, re-
    duzido miseria e isto por falta de lei, sen-
    do necessario que o corpo legislativo, se o
    paro dio tara raeios do poder reeorrer a elle,
    lhe eonceda uraa pensao, como suc;edeu a
    um parocao da provincia de Goyaz.
    Declara que o seu projecto nao tera so-
    mente por fim minorar os males que resul-
    tara para grande parte de sacerdotes, mas
    tambera regular as relay3 -s que devem exis-
    tir entre a igreja e o estado, que se achara
    nmbaralhados, porque o governo decide s
    vezes de dous modos sobre o mesmo as-
    surapto.
    Faz ainda outras considerayoes em rea
    yao ao que disseram dons nobres deputa-
    dos, sobre a necessidade do casamento ci-
    vil para, a concurrencia de inmigrantes :
    j demonstrou o anno passa ra que o casa-
    monto civil nao dar esse resultado, e ago-
    ra o prova com a opiniao do eageaheiro
    Manoel M .ria de Carvalho, encarregado de
    dar parecer sobre a colonisaylo na provin-
    cia do Rio Grande do Sul.
    Conclue mostrando a conveniencia de
    voltar o governo a sua attenyao para a ca-
    tecbese dos indios.
    O Sr. PorteIIa mostra a necessidade
    da responder a um discurso do nobre putado o Sr. Affonso Celso Jnior, o que
    lhe nlo tera sido perraittido dentro dos pri-
    meiros tres quartos de hora de sesslo; S.
    Exc, externou uraa queixa contra o ex
    presidenta da provincia de Minas, porque
    este interveio no pleito eleitoral do distrc-
    to por que o nobre deputado foi eleito :
    isto que pretenda destruir.
    Afirma que nao foi provenido, corao o
    nobre leputado asseverou, de que Manoel
    Tavares de S pretenda evitar a reunio
    da junta apuradora do 20 distrcto.
    Le as ooraraumc.yoes que recebeu do
    respectivo juks de direito antes da eleiyao
    da 15 da Janeiro, qua nao se refere ra ao
    facto a que alludio o nobra deputado.
    Demonstra d -senvolv iam-nte, lendo as
    respostas que deu quelle juiz, que nlo foi
    prevenido de seraelhante facto, e ainda que
    o fosso, nlo precisava dao providencias,
    quando havia no lugar 40 prayas de polica
    o o juiz de diaeito depositava confianya no
    respectivo dalfgado ee polica : depois d%
    eleiyao vendo um telegrarama publicado
    a respeito, telegraphou ao juiz ae direito de
    Diamantina, exigindo informay3as a res
    peito ; recebendo resposta do delegado con
    firmando o ficto, deraittio-o e mandou res-
    ponsabiliaal o.
    Prova que as autoridades policiaes da
    provincia de Minas nlo forara oscolhidas a
    dedo pda adrainistraylo e muito menos no
    distrcto do nobre deputado ; se Exc.
    lutou com'difficuldades para ser eleito, nlo
    foi por '-ausa das autoridades policiaes.
    Senta sa convencido de ter provads qua
    o nobre deputado fez-Ihe urna accuaayao
    infundada.
    ORDEM DO DIA
    RESPOSTA A' FALLA Da THBOSO
    Continua a discusso do projecto de res-
    posta falla do throno.
    O Sr. Canto (pela ordem) requer o en-
    cerraraento da discusso.
    O Sr. Alves de Araujo (pe'a ordera) jul
    ga que esta raqueriraanto nlo devis ser
    aceito logo depois de ter fallado o nobre
    relator da coraraissao.
    O Sr. Presidente observa que as pala-
    vras -pela ordem s podem referir-se ao
    modo porque sa vai proceder votaclo.
    Posto a votos o encerramento appro-
    vado
    O Si. Affonso Celso Jnior (pela ordem)
    requer c a Cmara nega, que sej i nominal
    a votaylo sobro a resposta falla do thro-
    no.
    Posto a votos o piojeto da resposta
    falla do throno, pprovata, sendo rejei-
    da a emenda.
    E' remettido o projecto respectiva cora
    raisslo, afira de rver a redacclo.
    PEOBOGATIVA DO OBCAMEXTO
    Continua a 3' disrassao lo proja-.to qua
    proroga o oryamanto por quatro raeze3 do
    exrcicio da 1886 1887.
    O Sr. Pereira da Sllra nota que
    a medida qua se discute urgeotissirua por
    sua natureza, nlo das-ja, pois, tonar tera-
    po Cmara ; pretende apnas fazer uraa
    de-laraylo e que as questoes suscitadas
    sobre a poltica geral a opposiyo pode ra-
    serval as para discusslo dos oryaracntos,
    sera int-rro nper o andamento da proroga
    tiva que se disente.
    Concorda cora os nobres deputados quan-
    do levantarara a idea, nlo nova, de alte-
    rar-se o exereicio financeiro, mas mate-
    ria para se tratar no oryara-nto e ple ser
    que raais tardo se consiga esti medida.
    Tambero est de accordo com a idea
    aventada a respeito dos cinco por cento au-
    dicin a es ; mas como na respectiva le se
    estabeleceu a condiylo desde logo e o
    governo vio se em diffi mldades para pro-
    videnciar de modo a mandar por en exe-
    cuylo o irapost> da 1 de Julho era diante,
    melhor que a prorogativa passa na C-
    mara e no Senado, de modo que seja lei
    no principio do exercicio financeiro, visto
    qu as cmaras passadas legirarn gran les
    dficits, e a ultima nlo votou oryament
    nom as leis de foryas.
    V que a Cmara curaprio o seu dever
    de cortezia votando j a resposta falla
    do throno, agora dove trabalhar cora afti-i-
    co ; tempo da appe.lLr para o patriot3rao
    dos nobres diputados da opposijio e da
    maioria, para que quanto antes se possa
    melhorar o estalo era que se acha o paiz.
    Conclue prorapto para na discua*lo do
    oryaraento levantar o repto que os nobres
    deputados lanyarara sobre importantes as-
    suraptos politi *os. ,
    O r. Candido de Oliveira com-
    prehende' a pressa da maioria; corao nos
    priraeiros dias da sesslo tornou-se notavel
    a falta de trab .llios parlamentares, quer
    agora pala soffreguidlo cobrir a desidia do
    principio ; entretanto a prorogativa podia
    ter-se apresentado nos priraeiros dias de
    sessao, ou o governo podia ter convocado
    uraa sesslo' extraordinaria ; nada disto sa
    fez ; mas, seguindo-se o mitigo systeraa, a
    opposiyao quera carrega cora as culpas
    da demora liavila; quando se alguraa
    quoixa p le haver contra a opposiyao
    pela sobrielade quo tera lido nos debates.
    Racorda que o Sr. Ferreira Vianna cou-
    vidou a opposiyao para acudir ao appello
    do nobra presidenta do conselho, afira de
    dacdirem se as grandes quest3es do paiz,
    estranhando que os liberaes se o cupassera
    cora retaliay3e8, quando esta advertencia
    devia ser dirigida aos amigos do nobre de-
    putado, qua constantemente tem-se oceupa-
    to com recrminay3js, ainda hoje o Sr. Pe-
    reira daSilva aconselhou que se deixasse
    votar a prorogativa, e no mesmo momen-
    to convidou a oppisylo para na discusslo
    do oryamento fazer a coraparaylo dos ac-
    tos dos ministerios transactos com os do
    actual governo.
    Doeu se de uraaexpresslo do nobre pre-
    sidente do conselho, dizendo qne aos es
    banjamentos da situaylo liberal attribuia a
    erisa financeira era que se acha o paiz ;
    raas nlo quer instituir agora debate a res-
    peito, compro -lettendo se a estabelecer pa
    rllelo eotre esbanjaraentos liberaes e de
    conserva lores, e ver se-ha que a adminis-
    traylo liberal foi econmica sobretudo nos
    ltimos terapos. (Apoiados e contestaySes.)
    Vai rpidamente fazer o estudo oa exe-
    cuyao da lei de ore-ment, cuja prorogati-
    va se pede ; esta lei regeudous xerciciis,
    o de 1884 a 1885, exclusivamente da po-
    ltica liberal, administrada pelo gabinete de
    qua faz parte, e o de 1885 "a 1886, cuja
    execuylo de dez mezis pertence ao partido
    que se acha no poder.
    Desde o momento que o governo actual
    vem pedir quatro raezes daquelle oryamen-
    to para reger no exercicio futuro, o orador
    precisa saber quaes as economas que raa-
    lizouo actual governo nesses dez mezesde
    adrainistraylo.
    Passa a examinar a receita arrecadada e
    a despeza feita nos exercicios de 1884 a
    1885 e de 1885 a 1886, regidos pela roes-
    raa lei que ora se proroga, mostrando que
    o a< tual governo nlo fez a mnima econo-
    ma e o dficit augraentou ; entretanto o
    exercicio de 1884 a 1885 teve a dirainui-
    ylo da renda da alfandega do Para e a
    queda do preyo do caf.
    O nobre ministro nlo disse ao parlamen-
    to quanto de facto gastou; mas do seu re-
    latorio verifica se que S. Exc nlo conta
    cora grande margara para economas, por-
    que quasi todas as verbas se achara esgo-
    tadas.
    Louva a S. Exc. por expor o verdadeiro
    estado do thesouro, annunciando um dficit
    de 30 000:0005, que pretende reduzir a
    15,000:000*., dficit este cora que fiaar
    sobrecarregado o exercicio futuro.
    Confrontando a execuylo que tiveram
    as leis do oryaraento na actual situayao cora
    a que tiveram no ultimo periodo liberal,
    observa que o dficit actual sobe a quaniia
    maior do que o antsrior, e que sendo de
    59,000:0005 a divida fluetuante do thesou
    ro at 31 de Maio de 1835. actualmente
    es^a divida ascende a 74,000:0000.
    ltimamente houve o augamento de....
    17,000:000)$ de bilhetes do thesouro em
    riraulaclo. Por que esse augmento ? O
    nobre ministro da fazenda explique a ra-
    zio porque houvo necessidade de fazer des-
    ses bilhetes urna eraisslo maior do que a
    realizada pelo ministerio Dantas, de orarai-
    nosa memoria, no dizar dos adversarios do
    orador.
    Pansa qua o nobre ministro nlo devia
    contantar-sa com a prorogativa nos termos
    em que ella se acha, porque tinha terapo
    de decretar algumas ejonomias no oryaraen-
    to que se vai prorogar, assira corao da aug-
    mentar algumas verbas que tm de ser gas-
    tas proporcional mente no crrante exarc c o
    O nobre ministro, nSo limitando a fazer
    uraa to grande amisslo de bilhetes do toe
    souro, para fazer face s despezas, contra-
    hio urna divida interna"- da 50,000:0003 a
    outra. externa de 6,000,000 esterlinos, e
    usando da attribuiyo dada por urna cma-
    ra liberal, reasou a operaylo da conver-
    san das apolices.
    Entrando no estudo drsta operaylo, con-
    testa que o crdito do Brazil estivesse de-
    alente ao s-ihirem os liberaos do poder.
    Nlo; o crdito entlo er. o masrao que
    hoje, porque nlo a poltica que determi-
    na a baixa do credto de uraa naylo, raas
    phenoraenos diver3os originados do cr-
    cumstancias especiaos.
    Cora effeito, considera vantsjosa a txa
    a o preyo da eraisalo ; mas para isso con-
    correu a favoravel situaylo da praya, o
    oocsilo nao devia o nobre ministro
    deixar do proveital a, sob p-na do cotn-
    m-tter um crime da leso patriotismo.
    Entretando, deve dizer que, ae o nobra
    ministro nao estivesse. to iinpr-ssionado
    cora a BUposta falta do cr-dit >?<'> Br.sii,
    S. Fxc. recusara o negocio era melhores
    condiySes. dispensando, un intermediario
    na operaylo. D;sde que a praya lo Rio-
    da Janeiro rego'rgitava de dnheiro, e era
    ella quem a lomar os novos titulas, podia,
    S. Exc. entenderse directamente com o
    thesouro, e assira lucrara nais o Estado,
    poupando lhe 1/2 /o da cimraisslo.
    S. Exa. tambera us iu de cautelas escu-
    sadas quanto uraissio destes ttulos, par-
    que garanti os juros /lo 5 /0 soire 1:0005
    aos tomadores, qua alias nlo entraram com
    essa quantia; mas ap as cora 1005 na
    data da emraisslo, e mais 1505 depois,
    raas antes do dividendo devendo a ultima
    prestaylo realizarse em Noverabro; entre-
    tanto os juros sao-lhes pagos a contar do
    1. de Janeiro d- ste anno.
    Estas cautelas s se explicara pela des-
    confianya qua o nobre ministro tinha acer-
    ca do crdito do Bras.l, e que alias nlo
    devia t-r, pois saba S. Exc. qulo ro-
    tineiros sa > os nossos capit.listas, que a
    outro qualquer emprego prefarera applicar
    o seu dmheiro era ttulos do governo a
    5 %, e at 4 /o> corao talvez mais tarde
    venia a su -ceder.
    O orador le obra e geral e tenaz opposi-
    ylo que era 1873 soffreu o gabinete de 5
    Janeiro por tentar operayo-s seraelhantes
    a estas.
    Klo po le realizal-a; roas a sement fi-
    cou na trra, gerraioou, creou raizes e
    acaba de tar o seu fructo. O nobre minis-
    tro da fazenda era infenso i lea; entre-
    tanto a sorte fez cora que S. Exc. fosse o
    propro executar d'ella. Foi assira que a
    situr.ylo liberal deixou ura precioso legado
    do qua o nobra ministro soube em boa
    hora aproveitar-se ; o releva ponderar que
    sa a situaylo liberal, no su ultimo periodo,
    nlo logrou r-alizar a coaverslo, aera pode
    conseguir outras me lidas, foi porque as
    circurastancias entlo erara muito difficeis e
    nlo conta va na l.amara a grande forya de
    quo disp3o actualmente o partido conser-
    vador.
    Analysanlo as varias disposiyoas do de-
    creto da converolo, entende que o nobre
    ministro deveria ter alargado raais os pra-
    zos para os pos8UdorJS da apolices, pois
    nlo era quinza dias que pode chagar a
    noticia da corversao a pontos remotos nlo
    servidos pelo talegrapho. S. Exc. nlo at-
    tendea s distancias, e n'er.ta questlo reve-
    jou-so ministro do Thesouro; mas nlo das
    fnaneaa
    Quizera o orador que os capitalistr.s nlo
    aceitassem a converslo pela raesraa razl)
    que o nobra ministro d para ella ser acei-
    ta, porque entlo esses capitalistas recebe-
    riara o seu dinbeiro, e ora vez de irem en-
    cerral-o inerte e ocioso as arcas do The-
    souro iriara cora elle fomentar a industria
    e as eraprjz*.s utes da qua depende a vi-
    talidade da naylo.
    Anda tinha a fazer mu tas considerayoes
    sobro a materia ; raas c >rao nlo seu in-
    tuito demorar a passigera da uraa medida
    de que tu ato precisa o Governo senta-se
    aguardando o casiio opportuna para tratar
    mais desenvolvidaraente destes assuraptos.
    Esta discusslo fi '.a adiada pela hora.
    SEGUNDA PARTE
    CRDITO AO MINISTRO DA JU8TICA
    Entra em 2.a discusslo o projecto n. 18,
    abrindo o crdito supplement .r ao Ministe-
    rio da Justiya da 79:2035933, para polica
    secreta, Asylo de Mendigos e conducyio-
    de presos.
    (Entra no sallo e oceupa a sua cadeira
    o Sr. minis.ro da justiya.)
    Ninguem pedindo a palavra encerrada
    a discusslo e posto a votos o projecto
    approvado.
    O Sr. Duarte de Azcvedo requer e a
    Cmara approva a dispensa de intersticio
    para que o projecto entre em 3.a discusslo
    na primeira sesslo.
    PEOBOGATIVA DO OBCAMEJITO
    Contina a discusslo da prorogativa do
    oryaraento.
    O Sr. Francisco Belisario (mi-
    nistro da fazenda) nlo poder acompanhar
    oa nobres deputados que intervieraai neste
    debate em todas as suas refl -xoas; a dis-
    cusslo, por sua natureza urgente, com-
    proraette-so pois a atindelos na discusslo
    especial do oryamento.
    Coraeyar pelas observay3es feitas pelo
    nobro deputado pelo Paran, relativas ao
    facto da nlo ter o Governo procurador ob-
    ter uaia lei regular de oryamento, em vez
    da prorogativa. Recordar Cmara o qne
    entlo sa passou. Em 20 de Agosto ape-
    nas se havia iniciado a discusslo do orya-
    raento do Ministerio do Imperio. Como
    pretender que o ministerio novo perante
    maioria da adversarios, pudess? iniciar e
    concluir discusslo to importante e longa
    era to curto espnyo ? Ura dos rae nbros
    da coraraissao de oryamento da entlo, o
    Ilustrado, deputado o Sr. Dr. Ulysse Vian-
    na, lembrou o expedienta de votar a proro-
    gativa cora emendas na receita, augmen-
    tando impostos, e na d spaza corrigndo
    esta. Ainda este alvitro nlo era possivel.
    Cora a depre8so das rendas seria inop-
    portuno aggravar os impostos, e a discus-
    slo da assuraptos to graves sera tao Ion- -
    ga corao a do propro oryamento, e a C-
    mara estar lerabrada que a maioria oppo-
    sicionista, depois de ter resolvido dar ao
    Governo os raeios legaes, sobrevindo urna
    questlo poltica, alias pouco importante re-
    solveu reconsiderar a sua primeira resolu-
    ylo, que foi mantida por mui pequea
    maioria. Como prolongar uraa situaylo
    exposta a tantos, perigos ? Depois, nlo
    podendo o Governo pedir augmento da re-
    ceita, a dirainuiylo as despezas s pode-
    ra ser obtida pela -propria administraclo
    ao seu traoalho quotidiano; na exposiyao
    desta proposiylo Qnlo foi o orador compre-
    hendido pelo nobre deputado o Sr. Affonso
    Celso Jnior. {Continua)
    \
    l


    ]
    I IME f
    >*
    Mario? roa Duque de Carias a.
    42