Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16610


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Full Text

AMO Lili HUMO 141
PAH.4 A CAPITAL E Ll'ARE ONDE NAO ME PAGA PORTE
bbP^b
Por tres meaos adiatadoa ... ........ 64000
Por acia ditos idem...... ......... 120000
mh anno ideai.*...........*..... 24 La numero avulao, do mesmo dia............ 0100
DIARIO DE
TER(A~FEIBA 22 M JUMO DE I
PARA l>i:\ IHO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mczes adiatadoa........ ..... 1 350"
Por nove ditos idem...........'...... 200000
Por um anno dem................. 27000-
Cada numero avulso, de das anteriores. ... .V...... 01.0
NAMBGO

Bes*.'
|)n>prtoai>* t Jtanoc Jtgurira > Jara & ftyos
TELEGRAHMAS
SSSV.C3 "ARTICULAS SO SZABZO
RIO DE JANEIRO, 21 de Junho, s 3
horas e 40 minutos da tarde. (Recebido
s 5 horas e 20 minutos, pelo cabo sub-
marino).
A Cmara do lirpuiados appro-
vou boje em 3.' diacatiao o projecto
de flxaeo de forra* de mar para
exerelelo de 188*88.
O connelbelro Joo Jos de Oli-
veii-a Junquelra val er nomeado
Vinrunilt'.
Forana nomeado* para a jimia
de byglene publica de Peroambucot
Presidente. Dr. Malbeui Vas d'Oli-
veira. endo declarada em effelfo a
anterior nomeacao :
Membro. Dr. Belcblor.
Foram nomeado t
dnl* de direlto da comarca de Lo-
reto. no Maranbao. o bacbarel Can-
dido Viefra Chave* i
dulz municipal do termo de Patos,
na Parabyba. o bacbarel dos Her-
rnlnno Beserra Lima.
Fol removido do termo de lia-
baiaulnba. em Serglpe, para o de
Porto Calvo, as Alagaa. o Jala mu-
nicipal bacbarel dos Bernardo de
Arroxellas Galvao Filho.
Foram consideradas sem etTelto
as nomeacSe* dos engenbeiroa Biaa
e Guerra de ebefe de aeccao da fer-
ro-vla do Blo Grande e de Pernam-
bneo.
ssavijo da as-skia sava
(Especial para o Diario)
PARS, 20 de Junho.
A commiaaao do 8enado incumbida
de examinar o projecto de le sobre
a expula d o a pretendentes. J a
apresentou o seu parecer, que con-
clue pela rejeico do mesmo pro-
jecto.
MONS, 20 de junho.
Est completamente terminada a
{revi- que rebentra ltimamente
mo carvoelras resta regia o.
MADRID, 20 de Junho, tarde.
E* opinlo seral que D. Carlos, pre-
tendenteaotbrono de Hespanba.re-
nuncia a sens prujectos.
PARS, 21 de Junho.
O Senado comecou boje a dlscus-
so do projei- o de le relativo 6 ex-
pulso Jos pre ndentea.
*o*
Agencia Ha vas, ial em Pernambuco,
21 de Juoho de 188a.
IHSTRDCClO POPULAR
MYTHOLOGIA
( Extrahido )
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Ceres e Baccbo
tVontinuaco)
O episodio ertico, porm, mais notavel que snc-
cedeu com Baccho, foram os seas amores com
Aiiadne. Era esta princeza filha de Minos (re de
Creta*, e tanto se apaixonara pela belleza de Tbe-
seu, que fugio com elle da casa paterna. Tbeseu,
porm, abandonou-a na ilha de Naxos. Ahi a foi
encontrar magoada e lacrimosa o deus do vinho.
Enterneceu-se Baccbo peraote os inortunios de
de Ariadoe ; d'ella se enamorou e Ihe prosteatou
eterno affecto; afinal tambem a;abou por se enfas-
tiar d'ella e aboodonal-a como fizera Tbeseu.
Representase Baccho sob a figura de nm man-
cebo formoso e risonho, coroado de parras, e em-
punbando um tbyrao em guisa de seeptro ; outras
vezes figurm-n'o escarranchado n'um tonel, em
puuhado na dextra urna taja com vinho, e seguran-
do na esquerda um ramo de videira com cachos de
uvas ; tambem o pintam n'um carro puxado por
tigres, lynccs ou oncas ; atraz d'elle marcha s
vezes o velbo Sileuo, todo vestido de parras, meio
ebrio, e montado n'um jumento, empuohando um
pichel dejvinbo, que frequentemente leva aos beicoe.
Na Grecia o culto de Baccho era generalisadia-
simo ; celebravam- se am honra d este deus festas
estrondesas, a que c lamavam Bachanaes,verda
deiras orgias em que Bemi-us, coroados de hera
ou de parras, e cotn|os cabellos soltos, corriam
pelas ras homens e mulheres tn toando em altos
berros os Ionvo res do deus. Baccbantes se cha-
mavam os que asaim mcorriam para dar espen -
dor a semeihaotes festes, como Baccbantes se ha-
viam chamado os individuos (mormeate do sexo
femiiino) que acompanharam Baccbo em suaexpe
dco India. Aos sacerdotes d'esse deui dava\n
o nome de Tityros.
Nos sacrificios em honra de Baccho era costa-
se sacrificar-se urna pega, por allusio a virtule
que tem o vinho de tornar palrador quem o bebe,
ou um bode pela tendencia que este animal tem
para destruir o* rebentoe doa vinbedos. D'entre
as plantas eram-lhe consagradas a videira e a
Itera.
Pan e as divlndadea campeatrea
Depois de Ceres e de Baccho, depois da deusa
das ceifas e do deus da vinicultura, vem a pello,
como natural sequencia, tratar das divindadei sil-
vestres e ruraes, categricamente classificadas
como subalternas.
D'entre as divindades campestres Pan consti-
tue no paganismo grego romano a entidade mais
notavel. Filho de Jpiter e da nympha Calisto,
Pan era o deus dos campos e doj rebanbos. Re-
presenta vam-n'oos mythologoa sob a figura de
um camponez adulto, fecea toscas e consoantes s
brenhas em que viva, rosto afugueado, fronte su-
periormenie terminada por dous prolongamentos
corneos em guisa de chifres rudimentares, o corpe
coberto de pellos, e os membros inferiores exacta-
mente semelhantes aos de um bode.
Apaixonando-se pela nympha Syrinx, Pan teve
o desgosto de nao ver correspondidos os seus ga-
lanteios. Syrinx, filha de Ladon (rio da Arcadia)
era urna das nymphas pertencentes comitiva de
Diana, e, como tal, obrigada a manter o mais ir-
reprehensivel recato. Urna vez que a virginal
Syrinx se encontrn nos campos com o enamo-
rado Pan, tanto por elle se vio perseguida com
insistencias, que nao teve a nympha outro recurso
para ecquivar-se-lhe seno fugir. Deitou, pois, a
correr e fugio. Mas correu igualmente aps ella
o seu perseguidor, e em breve a fugitiva seria apa-
nhada por quem de certo se nao caneara n'aquel-
la carreira. la Syrinx atravessando j os cairrla-
viaes que orlavam as margens do rio Ladon, em
cojo seio pretenda ac lher-se refugiada por esca-
far teimosia de seu requestador, quando Pan
correndo cada vez mais veloz logrou deitar-lhe as
triaos ao fato.
Syrinx, vendo se perdida, bradou pelo pai m-
plorando-lhe soecorro. Acudio-lhe este de prompto
metamorpboseando sbitamente a filha em verde
cannico. Tristemente mallogrado em sua paixo,
Pan va se agora reduzidoa suspirar debalde e em
seus loucos devaneios de amante infeliz, quando
Ihe chegava aos ouvi ios o susurro dos cannaviaes
agitados pelo vento, afigurava-se-lhe phantasioaa-
mente serem os gemidos da metamorphoseada Sy-
rinx ; como desafogo, pois, s suas magoas, e em
tributo de saudade por aquella que tanto amara
mas que nao chegra a estreitar em seus bracas,
cortou um pedaco do cannico em que Ihe desappa-
recra transformada a gentil nympha, abri Ihe
varios orificios, e, convertendo-o assim n'um ins-
trumento musical d'elle tirou, soprando-lhe, sons
harmoniosos. Tal se diz mytbologicamente haver
sido a origem da flauta pastoril.
(Contina)
/ARTE OFFICIAL
ReparticSo da polica
Seccao 2.' N. 615. Secretara da Po-
lica de Pernambuco, 21 de Junho de 1886.
Illm. e Exid. Sr.Participo a V. Exc.
que foram recolhidos na Casa de Deten
yao os seguintes individuos :
No dia 19 :
A' minha ordem, Manoel Joaquina de
Oliveira e Jos Francisco da Silva, vindos
do termo de Timbauba como criminosos.
A' ordem do subdelegado de Santo An
tono, Joao Francisco des Santos, Antonio
de Oliveira Soares e Manoel Joao, conhe-
cido por Manoel Piloto, por crime de
roubo.
A' ordem do do 2o districto da Boa-Vis-
ta, Antonio Jos dos Santos e Joaquim Lo-
pes de Sant'Anna, por disturbios :
No dia 20 :
A.' minha ordem, Martinho 'Jos de San-
t'Anna, Eduardo Francisco Gomes da Sil
ua Joao Eufrazio da Silva, Manoel da
Vera Cruz Duarte e Pedro Gomes de Ar-
ruda, porejogos prohibidos.
A' ofdem do Dr. delegado do 2o distric-
to da capital Jos Laurentiao da Silva e
Luiz, escravo de Thomaz Carniro da Cu-
nho, por disturbios e uso de armas de-
fe zas.
A' ordem do subdelegado do Recfe, Au
gusto Rodrigues Braga, por crime de feri-
mentos; M.noel Jlo do Nascimento, H5-
meterio Prudencio da Cruz a Januaria Ade
una da Conceicao, por disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Rodol-
pho Aureliano da Cruz Gouveia, por em-
briaguez e disturbios.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Hermino Alves Feitosa, Jos Joaquim de
Oliveira, Manoel Theodoro das Chagas e
Manoel Lourenco Xavier, por disturbios.
A' ordem do do 2o districto de S. Jos,
Damiao Gomes dos Santos, Antonia Maria
da Conceijao, Joanna Francisca de Jess
e Francisca Ignacia dos Prazeres, por dis
turbios.
A' ordem do do 2o districto da Boa Vis-
ta, Vctor M-noel Amancio, minha dis-
posigao ; e Antonio Manoel dos Santos, por
embriaguez.
Hontem, s nove horas da manha e
na ra do Barao do Triumpho, Augusto
Rodrigues Braga, travou-se de razSes com
Manoel Joao do Nasci-nento e passando a
vas de tacto deu em resultado sahir o ul
timo com um ferimento na cabera, sendo o
delinquente preso em flagrante.
A tal respeito procedeu se nos termos da
lei.
Pelo subdelegado do Io districto de
S."Jos, foi remettido ao Dr. juiz de direi-
to do 3o districto criminal o inquerito poli-
cial a que proceden contra Luiz Augusto
Torres, por haver tentado assaasinaf a'Ma-
noel Leonardo de Lima.
Assumio boje o exer-icio da subd-
legacia do 2 districto da ir-c, na qua-
lidade de 1 supplecte, o cidadao Pedro
Barbosa de Araujo.
D>-us guarde a V. Exc. tilia, e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza L*o,
multo digno vice-presidente A provincia.
- O chefe de poli a, Xuinnm oiningo*
Pinto.
Thesonro Rrovlaclal
DESPABgOS DO DIA 21 DE JfNHO DB 1886
Antonio Rodrigues Tavarea.Ao consulado pa-
ra a t tender.
Pacifica Joaquina das Virgens.Ao contencio-
so para cumprir o despacho da junta.
Jos Francisco de Paula Cavalcante de Albu-
querqne.Haja vista O Si. Dr. procurador fiscal.
Francisc > Ferreira Baltar, officio do Dr. procu-
rador dos feitos, Joao da bilva Villa-nova, Paiva
Valente & C, Antonio Rodrigues de Souza. Jos
da Silva Beis, Baltar Oliveira & C, Juventino
dos Santjs Silva e Jos Paulo Botelho.Informe
o Sr. contador.
Francisco Alves de Carvilho.Informe o Sr.
Dr. administrador do consulado.
Dr. Joaquim Correia de Araujo.Certifique-3e.
PERHA1BC0
Assembla Provincial
44- SESSO EM 26 DE MAIO DE 1886
PBESIDENCI OO EXH. SB. DB- JOS MANOEL DE BABBOB
WAXDEBLEY
Sdmuabio :Lei tura e approvacao da acta.Ex-
pediente.Consulta casa sobre a
dispensa pelo Sr. Visconde de Ta-
batinga de membro da commisso
de ftzenda e orcamento.Commu-
nicacao do Sr. Regueira Costa.
Continuado da iiscussae do reque -
rimento do Sr. ^os Maria sobre o
attentado de que foi victima em
r"onte de Carvalhos, Jos Thomaz
Cavalcante.Requerimento de pro-
roga^ao de hora.Votacjio nominal
sobre o mesmo requ rimnto e pn-
meira parte da ordem do dia.Con-
tinuacao da 2> discusso do art. 2
do projecto n. 43 degte anno.Dis-
cursos dos Srs. Joo Alves e Rogo
berto. Segunda parte da ordtm do
dia. Centinuaco da 2a discussao
do projecto n. 27 deste anno.Re-
Juerimento de adiamento do Sr.
os Maria.Adiamento da Ia dis-
cussao do projecto n. 16 deste anno.
Final da ser sao.
Ao meio dia feita a chamada e verificando-se
eetarem presentes os Srs, Ratis e Silva, LourencD
de S, Luiz ds Andrada, Visconde de Tabatinga,
Barros Barre'o Jnior, Joao Alves, Soares de
Amorira, Juvencio Mariz, Rogoberto, Constantino
de Albuquerque, Antonio Vctor, Herculano Ban.
deira, Barros Wanderley, Gomes Prente, Au-
gusto FrankD, Domingues da Silva, Ferreira
Velloso, Reg Barros, Solomo de Mello, Costa Go-
mes, Coelho de Moraes, Sophronio Portea, Joo
S, Jos Maria, Regueira Costa, Barao de Caira,
Joo de Oliveira, Bario de Itapissuma, Ferreira
Jacobina, Prxedes Pitanga e Julio de Barros, o
Sr. presidente declara aberta a sessa.
Comparecer depois os Srs. Andr Dias e Costa
Ribeiro.
Faltam, com participaco os Srs. Amaral e
Drummond, e sem ella, os Srs. Rosa e Silva, Gon-
(alvea Ferieira e Rodrigues Porto.
E" lida e sem debate approvada a acta da ses -
sao antecedeute.
O Sr. Io secretario procede a leitura do se-
guinte
EXPEDIENTE
Um officio do secretaria do governo do Paran,
agradecendo a remessa dos Annaes de 1885. lo-
teirada.
Outro do official maior uterino da Assembla
Provincial do Amazonas, no mesmo sentido. In-
teirada.
Urna petico de Maria Albina de Oliveira Costa,
professora publica do Barro-Vennelho, requerendo
o pagamento de 1:3664821 de seus vencimeutos.
A' commisso de orcamento provinci!.
E' lido, apoiado e fica adiado por ter pedido a
palavra o Sr. Prxedes Pitanga o seguinte pa-
recer :
A csromisso de orcamento provincial, sendo
presente a petico de Browns & C, negociantes
estabelecidos nesta capital, na qual pedem a di-
minuico da taxa do imposto de gyro para a mer-
cadoria de seu negocioestopa assim como a
isencio para a mesma mercadoria do imposto de
100 ren por sacco de fazenda de qualquer proce-
dencia para exportaco de assucar, de parecer
que atienta as circumstanciag finaoceirai da pro-
vincia, em face das qua>-8 nao possivel d minkir
as taxas dos impostes, mxime nao sendo estes ex-
ceasvose vexaorios, seja indeferiea a mesma pe-
tifo.
Sala das comraiseoes, em 26 de Maio de 1886.
Coelho de Moraes.Gomes Prente.
E' lido, apoiado e approvado o seguinte pa-
recer :
A commisso de ornamento provincial, tendo em
consideracao o objecto da petico da Camaia Mu-
nicipal de Barreirog, na qual requer a consigna-
(o da quota de 4:0004 no orcamento da provin-
cia, destinada a cqocjuso das obras do ceiUterio
da villa daquelle nym'e; attendendo que a falta de
ri'cursos pecuniarios da provincia tal que nao
pode autorisar esta Assembla a fixar despezar,
que nao sejam consideradas de absoluta e impres-
ciadivel necessidade, no numera das quaes certa-
mente nao se acha a de que trata a peticionaria,
de parecer que seja a mesma petifo indete-
rida.
Sala das comnr'ssoes, em 22 de Maio de 1886.
Coelho de Moraes.Gomes Farente.
O Sr. Presidente consulta a casa sebre, se con-
cede a dispensa pedida pela Sr. Visconde de Ta-
Satinga de membro da commisso de fazenda e
orcamento.
A casa resolve pela affirmativa.
O Sr. Presidente nomaia para essa commisso o
Sr. Constantino de Albuquerque.
O r. Keaneira Costa (pela ordem)
Communica haver a commisso nomeada na ses-
so antecedente ido assistir ao funeral do Dr. Gas
par de Drummond e que pronunciara o seguinte
discurso :
Commissionad s pela Assembla Provincial
para represental-a as exequias do-Dr. Gasp r
de Drummond, vimos significar a profunda condo-
lencia, de que se acha ella possuida, pela dolorosa
perda que acaba de s.iffrer esta provincia na pes-
siia de um de seus mais preclaros filhos. Aquelle
que hoje pranteamos, e nne o sopro glido da mor-
tt- arrebatuu s regidas severas da eternidade, dei-
xoa, como o meteoro que explende na.cupula do
firmamento, fulgurantes traaos de sua vida pu-
blica, que a historia registrar com desvaneci-
raento e orgulh].
Saleutcinos em rpida syntese alguna desses
traeos, deix indo ao seu biographo a honrosa mis-
sao dn d-senhar d- (ainadamente aqurlla existen
eia, que fui to opulento de servidos a trra que
he dn o berfo, quantn de glorias paiaseu nome.
Formado pela academia de Olinda, foi l.ig.i
nomeado promotor publico da Corte, cargo que
>'X rceu com muita bonr oara si, e onde desabro-
cbaram as patentes qualidades de seu talento e
carcter, que um da aja sua plrna desennoluco
leriam de cercar ten nouvdeuin briiho invejivel
Em recompensa aos servc presta'* s eni&o
o governo imperial o nome .u juiz muuicipal da
Victoria, no desernpeuho de cujo crg i noube im-
l> ir se estima e consideradlo publica, pela pro-
indade de sua judie-atur, pela sua illustrac.i ju-
r i ea e pelo mt-resse e lucidez de seus arrestos.
Vas aquelle grande espirito nao poda mourej ir
na vida placida do governo du p*iz ; elle careca
de urna arena mais vas'a, d>- em .coes oais fortes,
de mpeti osas imp'esses onie p niesse ex^iosir
em rodo o brilhiiutisnio de sua p>derosa UMatali
dade. Atirou se ento s ondaa revolUs, e tam
bem trair-oviras da p ilrUo i.
Foi nesse Urgo campo de combate, onde elle
ostentou toda a pujanca de seu grande talento,
onde attingiram summ j b ilho os elevados dotes
do sen espirito, onde elle colheu as palmas da vic-
toria, que s os fortes conquistam; mas tambem
foi ahi, onde morreram as suas esperanza, e dis-
siparam-se as suas illusoes, como as ptalas das
flores batidas pelo vento do outomno. A provincia
que Ihe deu o berco honrou o par muicas vezes
com urna cadeira em seu parlamento e como um
astro de 1* grandeza aquelle alevantado espirito
expargio immenso brilho em sua trajectoria pela
Assembla.
Os annaes desta casa ahi esto para attesta-
rem as grandiosas proporces desso vulto, que aca-
ba de sumir-se na penumbra da eternidade. Do
tado de urna palavra fluente, e esmaltada de elo-
quencia, que elle manejava como urna clava de
combate, com a bisarria de um atheta, e de urna
solida c vigorosa illustraco, para os seus amigos
era a esperanza da victoria as lutas, para seus
adversarios, era um intrpido combateate, que se
tema e se respeitava. Eleito deputado geral, j
quando seu espirito combatido pelos infortunios, e
decep$3es, estava prestes a fugir deste mundo,
ainda assim, em sua ptssagsm pelo parlamento
brasileiro, como os ltimos clares da lampada,
que se extingue, essa grande espirito fulgi um
lampejo de eloquencia, honrando a provincia, que
se orgulbou de ter um filho, que to bsm sania
realzar seu glorioso nome.
Conservador extremado, elle nunca recusou ao
seu partido toda a abnegaco, todos os servidos,
todos os sacrificios de um poltico devotado.
Advogado distincto, elle perlustrou o foro des-
ta capital com grande copia di trabalhos, onde a
par de elevada capaaidade jurdica, se denunciam
profundos conhecimentos da legislars patria.
Por seus relevantes servidos foi condecorado
com o 'SoialaSD da ordem da Rosa.
Meus senhoresA Asoembia Provincial seo-
te-se possuida de profunda magoa ante a perda
de to benemrito cidado, e acompanha pro-
vincia na acerba dr, que ella experimenta boje
com a mortn daquelle que para engrandecei-a
consumi o melhor de suas forjas e de seu ta-
lento.
- Paz e tranquilidad a essa alma, que tanto
lutou e tanto sofireu neste mundo .
Contina a discussao do requ-'rmeuto do Sr.
Jos Maria, sobre o attentado de que foi victima
em onte dos Carvalhos Jos Thomaz Cavalcante]
sendo obrigada a casarse.
O 8r. leo Alves(Nao devolveu seu dis-
curso).
O Sr. I.ouri'nru de S(Nao devolveu
seu discurso).
O Sr. Barro* Brrelo Jnior (1 se-
cretario)Sr. presidente, nao posso deixar de res-
ponder aos discursos dos nobres diputados, e trazer
aocoubecimo desta casa o facto tal qnal elle se deu
e nao como foi pintado por Ss. Eres., com as cores
as mais negras ; os nobros deputados quizeram fa-
zer crr que o povoado da Ponte dos Carvalhos
estava fra da lei; quizeram fazercrr que aquel-
le lugar estava verdaderamente sob o dominio do
terror e sujeito a urna autoridade violenta capaz
de todas as arbitrariedasea e de todos os Crimea.
Antes, porm, de explicar o cto, desejo fazer
urna pergunta ao nobre deputado que me prece-
deu na tribuna, o Sr. Lourenco de S. Pergunta
ao nobre deputado, appello para a sua dignidade,
peco a S. Exc toda a sinceridade: que juizo for-
ma a respeito do carcter do Sr. Carindo Herme-
to Lins, tabellio e escrivo do jury da cidade do
Cabo?
O Sr. Lourenco de SNao me consta que com-
mettesse crimes.
O Sr. Barros Barreto JniorPergunto ao no-
bre deputado: o conceito que Ihe merece essa ci-
dado, acha-o capaz de faltar a verdaie para ser-
vir iuteresses partidarios?
O Sr. Lourenco de SSei que um bom cida-
do.
(Ha tros apartes).
Pois bem, meus aenbores, eu subi tribuna para
dizer-voe o requerimento do nobre deputado, o Sr.
Jos Maria, nao deve absolutamente ser approva-
do, porquanto o tacto de que se oceupa, nao tem a
importancia que se lbe quer dar de tal tacto, nao
resulta a menor culpabilidade para o subdelegado
to injustamente decusado por Ss. Ex;s.
(Trocam-se muitos apartes).
0 nobre deputado enegreceu as cores do quadro
que to habilmaute dsanharam, disseram que o
subdel an Pat* dos Carvalhos arbitraria-
inoule irwadAra ara boinoui que estava despronun-
ciado, (aparte) contra o qual nao havia culpa for-
mada, que o metiera no tronco e o sujeitra a
marryrioa verdaderamente inquisitoriaes.
Os nobres deputados arrebatados pnr urna pban-
taaia que nao conhece limites, deacreveram por
tal modo o casamento do Sr. Jos Thomaz Caval-
cante, que mais se pareca tal descripeo a de
urna deseas scenas ttricas da inquisico, de que
a de um c samento.
Mas, >r. presidente, o Sr. Jos Thomaz Caval-
cante, que estava pronunciado, nao seffreu marty-
rio algum, casou-se por sua livre vontade.
O Sr. Jos MariaNao apoiado, dou o meu tes-
temunho pessoal.
O Sr. Barros Barretto JniorV. Exc. assistio
ao supplicio ?
O Sr. Jos MaraNao, senhor ; mas vi corta-
das as costas desse homem.
O Sr. Barros Barreto JniorE o nobre depu-
rado affirma que foi o subdelegado o autor de tal-
crime ?
(Trocam-se muitos apartes).
sr. prrsidnte, para restabolecer a verdade dos
factos, para mostrar que nao procuro encobrir
nem justificar crimes, que eu seria o primeiro a
verberar, darei casa as informacoes que os no-
bres deputados exigirem sobre o assumpto do re-
querimento do nobre deput ido, o Sr. Jos Maria,
mesmo porque eu desejo que fique bem claro que
neohuma censura cabe ao procedimento do Sr.
Presciliano Costa, subdelegado da Ponte dos Car-
valhos que estava pronunciado, como nenhuma
censura cabe ao di^uo sacerdote, o Rvm. Sr. pa
dre Crcz, coadjutor do Cabo, que eftectuou o tal
casamento, e incapaz de faltar aos seus deveres
de sacerdote efectuando um casamento contra a
vontade de urna das partes contratantes.
Desde ja, Sr. presidente, pecj licenca psra lr
algumas cartas de pessoas fidedignas, algumas das
3uaes nao podem ser suspeitas aos nobres deputa-
os daquella bancada, (apontando para a bancada
liberal) cartas nao subtrahidas dos oolsos...
O Sr. Jos MariaQue historia ejsa? fto-
voeo a V. Exc. para que ponba isso em pratos lim-
pos! Est-me irrogando urna injuria.
(Ha outros apartes).
O ^r. Barros Barreto JniorNao aecuso a
quem quer que seja de subtrahir cartas; (apartes)
nao aecuso a pessoa alguma, e nao sei a que veio
o nobre deputado tomar esta carapica.
O Sr. Jos MariaJ declarei que a carta me
foi entregue, e nenhum deputado tem o direito de
duvidar daqudlo que eu digo.
H* outros apartes).
O Sr. Barros Barreta JniorRepito, nao te-
nho o menor deseio de offender ao nobre deputa-
do, nem as minhs palavras se pode ver qual-
quer injuria a S. Exc. Refiro-me a esse inciden-
te, pirque o Sr. deputado Joo Alves acaba de
declarar da tribuna que acrditava ter-lhe sido
sub'rahida urna carta do bolso.
(Trocam-se apartes).
L re, Sr. presidente, em primeiro lugar, urna
carta do escrivo do jury da cidade do Cabo, e na
qu*l me s > fornecidas informacoes, as mais cla-
ras, as mais minuciosas.
Pe?o aoa nobres deputados que prestem atten-
co leitura qne passo a fazer (l)
Cabo, 19 de Mais de 86.Dr. Ignacio de Bar
ro Filho.As informacSes que fye poaso dar so-
bre o casamento de Jos Thomaz Cavalcante, sao
as seguintes:
Jos Thomas Cavalcante deflorou urna rapa-
riga no povoado Ponte dos Carvalhos, e desejan
do caaar-se cum ella, pedio-a ao pai, e este rendo
que Jos Thomaz nao era igual em qualidade
sua filha, nao Ihe deu resposta; mais tarde sabe
que sua filha est deflorada por Jos Thomas, en-
tilo trata de ver se pode realisar o casamente ao
queja nao quiz sujeitar se Jos Thomaz; nestas
circunstancias o pai vem ao promotor, apresenta
a viatoria do defhramento e attestado di; ser mi-
seravel, e o promotor d urna denuneia contra Jo-
s Thomaz, e pronunciado este foi submettido
julgamento no Tribunal do Jury, onde apresentou
o seu defensor urna preliminar e provou que o pai
da menor ofendida nao e'a miseravel, pelo que o
pracesso foi julgado pelo presidente da Tribunal
perempto, fiato o promotor nao ter competencia
para .enunciar e aecusar; nessas circumstancias
perempto o processo foi posto Jos Cavalcante am
liberiade... J vm os nobres deputados que
esta urna informaco verdaderamente imparcial.
O Sr. Jos MariaPois uo...
O Sr. Barros Barreto Jnior (continuando a
lr) baldados os seus esforr;o3 para amparar a sua fi-
lho deflorada veio de novo por si com urna queixa
contra o mesmo Jos Cavalcante. Seguio o pro-
cesso os seus termo3 regulares e porfira pronun-
ciado Jos Cavalcante pelo Dr. juiz municipal e
sustentado a pronuncia pelo Dr. juiz de direito.
Sustentada a pronuncia o Dr. juiz municipal man-
dou passar mandados de priso contra Jos Ca-
valcante e requisic-o aa autoridades policiaes como
de lei e coetume. >
J veem os nobres deputados que a priso foi
feita em virtude de mandado das autoridades com-
petentes.
(Contina a lr):
O subdelegado de Ponte dos Carvalhos prende
a Jos Cavalcaute visto achar-ae elle pronunciado,
como Ihe exponho, preso Jos Cavalcante resol-
ve-se a casar tanto que requer e atsigoa urna pe-
tico ao Exm. Sr. b:spo pedindo dispensa de pro-
clamas o que foi deferido pelo Exm. Sr. bispo
depois da devida iubrrnica i do vig-irio; deslin
dados os papis, hontem a tarde foi codvidaao o
padre Cruz e este h >je foi a Ponte dos Carf olhos
onde cffectuou o casamento por Ihe dizer que ora
do seu gosto casar se com a ofendida. D,;poia de
casados o noivo deu o braco a sua mulber e sa-
hiram da igreja.
Eis a narr icio circunstancala do facto tal qual
elle se deu. Narraeo confirma las por outros de
pessoas fidedignas e que me infor naram sobre o
assmnpto que se discute.
A casa conseguintemente bem p le comprehen-
der o valor da aecusa; > levantada pelo nob e
deputado pelo 2 districto, avista do que acabei
de 1er e que sobejament prova.
Um Sr. Deputadolaso prova ?
Urna carta dirigida a um individuo, constitue
por si urna prova?
O Sr. Sophronio Portell;Tem a mesma for?a
que a aecusajo. Aqu porm tra se da teste-
inunho de um cidado muito cnteri^ao.
O Sr. Visconde de Tabatinga -O autor dessa
carta seria o padrinho do casamento.
(Trocam se apartes).
O Sr. Barros Birrete JniorSr presidente,
vejo que oa nobres deputados querem a todo transe
introduzir nesta quista) um piuco de poltica.
O (ir. Jos MaraNao apoiado.
O Sr. Barreto JniorSs. Exes. com falta de
materia fazem de qualquer questo assumpto para
levantar as ma:s infundadas censuras a actual si-
tuaco.
Pois bem eu mostrarei que nesse negocio nao
entrou absolutamente srutirainto partidario, tanto
mais quauto o nossi collega o Sr. Lourenco de S,
deve conheeer desse facto e nao pio de m > lo
algum censurar o procedimento do subdelegado,
que procedeu cumqrindo a lei, punindo aquelle q i-
navia manchado a honra de urna mofa. Essa
mofa, Sr. presidente, o nobre deputado pelo 7 dis-
tricto sab! muito bem filha de moradores da en-
genbo S. Estevo, engenho de S. Exc.
E' sobrinha de Felippe Santiago de Moura elei-
tor liberal e morador no engenho Velho. Engenho
de urna alta influencia liberal.
E' afilhada de -'oo Evangelista tambara mora
dor em Santo Estevo e que S. Exc o Sr. Lou-
renco de S dir so conservador ou liberal.
V portante a A-sembl i que nao houve abso-
lutamente a menor interferencia poltica nesse ne
gocio.
O Sr Jos PiaraNem en fiz disso urna ques-
to politica-
O Sr. Birros Birrete JniorDisse o nobre de-
putado que Jo.- Thomaz foi collocado em um
tronco e ahi sujeitado a ver gastadas e barbaros
tormentos
O Sr. Jos VlariaV. Exc. acha isso urna cousa
insignificante?
O Sr. Barros Bar.'eto JniorO nobre depu-
tado est tas nal- informado que jalga que na
Ponte dos arvalhos existe tronco. Mas eu aase-
vro a casa que segundo estou informado no quar-
tel da Ponte dos Carvalhos, nao existe semelhante
instrumento de supplicio e assim como poderia
Jos Thomaz ser mettido em um tronco?
O Sr. Lourenco de SPosso affirmor a V. Exc.
que ha tronco.
O Sr. Barros Barreto JniorPd* ser que ti
ves3e havido em tempos ides, em outra situtfo;
n'aquella situacao que um illustie deputado cujo
juizo nao pode ser a :oimado de suapeito pelos no-
bres deputados que tantos gritos, levantaos c intra
actual situacao, qu-ilificou com toda a justica de
miserando e em que como disse muito bem S. Exc.
nao traria garantas de vida nem de propriedade
para o cidado.
(Apartes).
Responderei agora Sr. presidente a um aparte
que ouvi quando proceda a leitura da carta do
Sr. escrivo do jury do Cabo.
Estraubau, o nobre Sr. Vis sonde de, Tabatinga
jue Thomaz Cavalcante quizesse casar a prin-
cipio, e depois, nao; mas Sr. presidente, eu tenho
aqu cartas de pessoas, a quem r> nobre d putado o
Sr. Lourenco de S conhece e pelas quaes, nao se
pode duvidar, do qne affirmei; cartas que passo a
lr para o que fui autorisado, (l).
Dvera, pois, os uobres deputados eatarem con-
vencidos de que o subdelegado da Ponte dos Car-
valhos, prendeu um horaem pronunciado, de que
elle cumprio a sua obrigaco, de que concorreu
emquanto estava na? suas for?as,*para qBe hou-
vease a reparac > do damno a mais completa que
se pode exigir.
O Sr. Lourenco de SSurrando o homem!
O Sr. Barros Barretto Ju orNao, senhor; invi-
dando todos os oeus esforcos para que esse honum
reparasse o damuo causado e lavasse a manaba
que tinha feto na honra de urna pobre mo?*.
Vem mesa, lido, apoiado e approvado o se-
guinte requerimento :
Requeiro progaco da hora por mais 30 mi-
nutos.Jos Mana.
fe Sr. Barras Barreto Jiiaior (eonti-
tinumiii)Sr presiaente, os nobres deputados
baldos de motivos para fazerem accusagoei, nao
trepidaram at em aecusar o Revm. padre Cruz,
coadjuctor da freguezia do Cabo.
O Sr. Lourenco de SEu nao fallei no padre
Cruz.
O Sr. Barros Barreto JniorV. Exc. falln;
disse q le elle tinha celebrado um casamento con-
tra a vontade de urna das partes contratantes: e
que o noivo se havia casado a fo> ca depois de ter
paesado por muitos soffrimentos.
O noore deputado ihegou ao ponto de dixer que
para sahir da igreja os noivos foram espaldeira-
dos.
Ora, senhores, urna aecusaco to pueril cahe
por trra por si mesma e...
O Sr. Lourenco de SE' pueril ? Pueril isso
qne V. Exc. est dizendo. ama cousa que eu
at nao quero qualificar.
O Sr. Barros Barreto JniorO que nao mere-
ce quaiificaeo a leviandade com que aqui se le-
vantam as mais graves censuras.
E' o modo nanitas vezes insaltuoao.
O Sr. 1 ourenco de SNao tem nada de insul-
tuoso.
(Ha outras a pirtes.)
O Sr. Barro3 Barreto Jnior Mas fiquem os
nobres deputados certos de que nao o acoinpanha-
rei.
(Trocam-se muitos apartes.)
Fiquem os nobres deputados certos de qne nao
os acompanharei nesse terreno escorregadio.
O Sr. Loureuc/o de S V. Exc. est fallando
drio? Qual! V. (Ha outros apartes.)
O Sr. Birros Barreto Jnior Sr. presidente,
procurarei manter a discussao em terreno digno
de pessoas delicadas; e por isso repito, nao desee- ?
re a responder ao aparte do nobre deputado.
(Ha um aparte do Sr. Lourenco de S.)
Dzia eu, Sr. presidente, que era urna aceusaco
descabida ao Rvm. Sr. padre Cruz a aceusicao pe-
los nobres deputados feita, accusaijao por demais
injusta e que s prova que Ss Exea, nao conhe-
cem aquelle sacerdote; porquanto elle a todos os
reapeitoa digno de toda a cons dertQo e incapaz
de falUr a seus deveres de sacerdote, como aos
seus deveres de cidado.
Urna Voz Esse padre conservador oa libe-
ral ?
tHa outros apartes.)
O Sr. Barros Barreto JniorNao sai se con-
servador ou se liberal *, nao quero inteiramente
fazer d=ata questo urna questo poltica; quero
apegas que fique b^m c inbecido o facto como elle
se deu, para qne fique bem demonstrada a sem ra
zo do requerimento que se discute.
(Apartes.)
Dizem os nobres deputados que a sanha do aub-
delegado era tal que at aps o casamente fez
acompauhar Thom iz Cavalcante porduas praeis;
mas pergunto, porque?
(Apartes.)
Resumindo o que acabo de expor direi: O Sr.
subdelegado prendeu um individuo que estava
pronunciado, cumprio a sua obrigaco; na occa-
sio de ser preso o individuo disse que quera ca-
sar-se; para isso foi presentada respectiva pe-
tico ao Revm. Sr. bispo, petico que d pois de
competentemente interinada pelo Revd. vigario do
Cabe, carcter muito distincto (apoiados), teva
despacho favoravel.
Despachados os p ipeis o Sr. Jos Thomaz Ca-
valcante tendo noticia disso, moatrou-se t) satis-
teito que disse at para oa guardas do qu irte!:
Voci podem j beber o vinho.
(Trocam-se muitos apartes.)
que fuete, Sr. presidente, que Jos Tho-
maz Cavalcante iafluouciaio por sua mi, pessoa
que se me diz altamente protegida poralguas figU-
roes daquella localidadee que eu nao sei.nem quero
sabe' quem sao (apartes) disse com effeito, depois,
que nao quera casar-se c entapo o Sr. subdelega-
do da Ponte dos Carvalhos, cumprindo o seu dever
deu ordem para preparar-se a escolta afim de con-
duzil-o ao Cabo. S
(Apartes.)
RutSo Jos Thomaz Cavalcante, um pmco inti-
midado, declarou jue quena casar, e tanto assim
que o padi e Cruz que tinha ido no trem das 7 ho-
ras para ff ictuar esse casamento voltea no das
nova
(Apartes.)
J st v pois que dadas e3tas expKcafoes de
espera1* que a cas* nao approvar o requerimento
do nobre d putado po'quanto elle nao tem mais
razo de ser.
E tenho dito.
O Sr. Jom Baria Este requerimento te-
r a sor te de todos os outros que hei apresentado.
Um* voz da bancida conservadoraE' a con-
scieucia de V. Exc. que Ihe diz isso.
O Sr. Jo.- (lana E' a cinaciencia que tenho
do espirito de justica, da rectiddo de animo dos no-
brea deputados que fazem parte da maioria, para
ni i me servir de outras expressoes. (Apartes).
Entretanto, o requerimento ser rejeitado sem
que a miioria haj* ouvido os motivos que tive para
apresen tal o ; sem que a raai ira saiba o modo por
qu-> o jjstifiquei piis que, como V. Exc. pflj Sr.
presideute, a oancada oppoata est vasia.
Nao tomo isto como uflronta ou desfeit". ao hu-
milde orador quo ora oejup* a tribuna; se alguma
desconsideracao h i neate facto, por certo foi feita
ao nobre deputado que me precedeu na triouna, e
lato pelos propnoa amigos de S. Exc.
(Apartes).
r. presidente, a prova da qe nao era seria a
T2uinentaco do nobre deputado que seus pro-
pnoj eo religionarios, talvez para nao se constran-
Mceon a contestar as proposicoes por S. Exc enun-
ciadas, retiraram-se d'este recinto.
(Hi um aparte).
Depois que eu subi tribuna entrou um Sr. de-
putado conservad r; nenhum sabio aps o discur-
so d > nobre deputado, existein na bancada apenas
cinco, claro que S. Exc. foi onvido apanaspor
qaatro de seus correligionarios.
A naneada liberal, porm, est completa.
Este vas 10 se tez em torno de S. Ex-.., nao por-
que desigradeo meu Ilustre amigo, quando est
na tribuna, nao porque nao maneje perfeitameute
a palavra, nao porque deixe de ser feliz na argu-
inetacao e correcto na linguagem, mas porque
S. Exc. estove muito infeliz, devido causa m
que procurou defender. (Apartes).
O nobre deputado pelo 12 districto, que subi
tribuna para refutar o que eu dissera, nao addu-
zio urna s prova, um s fundamento, deixon a de-
teza de mo, e em vez de respooder a aecusacs
por mim produzda contra o subdelegado da Ponte
dos Carvalhos, limitou-se a dizer dnas palavras,
admirando e de que houvesse um brasileiro que
fose capaz de eneampar um crime de estupro.
Eu poderia responder por outro modo ao meu
Ilustre amigo Sr. Joo Alves; mas limito-me a di-
zer jue nao houve estupro, e tanto nao houve que
o nobre deputado que me preceieu na tribuna,-uo
M referi a este facto, nao alludio a elle e por con-
seguiuto o nico argumento do nobre deputado
cahe por trra por falta de base, de alicerce.
O Sr. Barros Barreto JniorComo?
O Sr. Jos Maria Eu estou dizendo que nlf
honvo estupro, :anto que V. Exc. nao se referi a
isto. Portanto, o nico argumento, se possivel
chamar-se a isao argumento, adduzido pelo nobre
deputado pelo 12 districto, acba-se por trra.
(Dirigindo-se ao Sr. Joo Alves). V? V. Exc.
veio prestar seus bons lucios; quiz ateiar a cou-
sa e tornou o soneto depois da emenda peior do
que era, pois que o proprio representante do dis-
tricto onde se deu o crime quem declara que nao
houve estupro.
S. Exe. referio-se ainda ao incidente da carta
que eu tive occasio de ler aqu Eu deixaria pas-
sar sem reparo este incidente, se elle nao tivesse
sido renovado pe'o Sr. I secretario, e assim proce-
dera, Srs. deputados, porque eu dri pjrmissab ao
meo nobre amigo deputado pelo 12 districto, para
encarar e explicar como muito bem Ihe aprouvesse
o facto do deaapparecimento da carta de sen po-
der. Eu dei licenca plena a S. Exc, completa li-
berdade para .nalyaar o facto como muito bem
quizesse. Mas a permisso que eu dei no nobre de-
putado pelo 12 districto, nao se estende a mais
mnguem, e nao admitto que possa alguem. alm
de S. Exc exte/nar qualquer juizo desairoso mim
a este respeito. Eu disse, e tenho o direito de ser
acreditado nesta casa, que a carta nao foi por mim
procurada, mas que ella veio parar s minhas
mos, sera que eu tivesse a mnima interferencia
nisso. ^
O Sr. Barros Barreto JniorNem eu disse que
V. Exc havia subtrahido a carta.
O Sr. Jos MarisFosse como toase, o que en
affirmo que a carta nao foi tirada do bolso do no-
bre deputado.

i rana i


Diario de Pernambuco---Terfa-feira 22 t Jiutho dt 1886
r

O Sr. Barros Barrete Jnior Nem ea disse
Uto.
O Sr. Jos MaraTiveaee S. Exc. sido maia
cauteloso; tiaeaee S. Ezc. ti do a precaucio de
deixar em m cana, trancando em sua gaveta essa
carta, nao tivesae trazido para aqu e nem a tives-
se colocado em lagar d'onde podesse desappsre-
cer.
Depois nao se pode dizer que houve abaso de
confianza, desde que o proprio eignatro da carta
diz que queria qaa sesee lida poraasta os depate-
dos. o proprie-Sr. Bario da Buiqe*, paraste e
amiga do no na deparado, qnem fas aemelaante
intmacao. Oilaaaen Sr.Baiao de Buque, foiqneui
autorisou, portante, a leatura da carta, e o nobre
deputado o Sr. Jato Airea, embora nao tivane li -
do para mi o, leo-a todava para oatros collegas.
Eu appello naca o abre deputado o Sr. Joio
de Sa, que aabe qae a carta foi lida antes de
abrir-se a aeesao, all aa ante-sala.
O Sr. Joao de SiEn li e ouvi 161-a.
O Sr. Jos MariaV a, casa, v o nobre de -
putado quo cu nio proced, e nem poda proceder
pelo modo parque S. Eic. julgou.
Eu seria incapaz de trazer para o recinto, de
trazer para a tela da discussao, urna carta, urna
vez que essa carta tivesse chegado ao mea poder
por um modo repr hensivel. Fique o nobre deputado
envencido d'isto ; fique corto de que r.u seria in-
capar, de laucar mi de meios menos justos, menos
coofessaveis, porque um bomem de betn nao bran-
de armas vis, que poaaam prejadicar a dignidade
propria.
(^poiados.)
Conjuro, portante, o nobre deputado a fazer de
miannelhor juizo. S. Ezc. sabe que eu son ad-
versario intransigente ; sabe que en bou liberal
exaltado, mas deve tambem ter a certeza de qoe son
lel buts-me stinpre cora as*armas de cavalheiro,
Jue m- presn de ser. Estas armas indignas eu
-na aos villes.
Nunca procurei fenr o meo adversario por um
meio ncinfessavel e nao emprego armas traicoei.
ras. Bato-me sempre frente frente, face face,
i luz do sol e de viseira levantada.
(Apoiados.)
O nobre Sr. Io secretario "apresentou, para de
fender o subdelegado acensado de violencia, urna
arta do escrvao do Cabo, dizendo que Jos Tho-
maz cstava pronunciado. Eu nao duvido da ve-
racidade do que diz essa carta ; mas porque, em
vez de urna carta particular,nao procurou S. Ezc.
obter urna certidic, que teria mais forca, que ser-
veria de documento ?
O Sr. BarrosBarrcto JnniorCertidio de que?
O Sr. Jos Mara Da prenuncia. Se o escri-
vao teve opportunidade pare escrever essa carta,
teria tido tambem a opportunidade de passar urna
eerridio.
a Sr. DeputadoNao a mefmacousa.
O Sr. Jbs MaraDiese que o individuo que
screveu a carta foi o raeamo escrivao, com a mes-
ma facilidade poderia ter paseado urna certidao.
As^im essa carta que em outras circunstancias
teria valor, nenfcum tem nestas.
O Sr. Barros Barrete JniorMas provou que o
bomem foi pronuuciado.
Sr. Jos MaraA carta nao prova coasa ne-
nhuma.
Se o escrivao com effeito tem ciencia d'esse
facto, deveria ter mandado urna certidao, porque
elle bem sabe qu; urna simples carta nao faz
prova.
Mas, anda mestno, Sr. presidente, que esse bo-
mem tivesse sido pronunciado, nao ama v<*z, mas
multas, seria isso motivo suficiente para ser ar-
'astado >.o tronco, ahi espancado, e depois de
muitos das de jejum ser obrigado a casar contra
a sua vor.tade ?
Eu tambem tenho cartas e de pessoas qualifica-
das do paveado da Ponte dos Carvalhos. V. Exc,
que representante d'aquelle districto, deve co-
nbecer o Sr. Jos Pereira da Fonseca,
Pois ouca a leitura das cartas, qae foram diri-
gidas a<> meu Ilustre amigo o Sr. Lourenco de
S, que a* nao pode 1er, de que eu farei inteirar
a Assi-mbla. (L :)
Tenho uinda ontra que paseo a 1er.
Um Sr. DeputadoQuem o autor ?
O Sr. Jos Manali' um hornera alheio psli
tica; um portuguez, negociante abastado, de
muio ceneeito, o Sr.....
O Sr. PresidenteA hora est rinda.
O Sr. Jos MaraEu vou mandar um requer-
ment, pedndo 1U minutos de prorogacio, que es-
pero me ser concedida, para terminar.
Vem mesa, lido e apoiado o seguinte re-
querimento:
Kequeiro prorogacio da hora por mais 30 mi-
nuteo. Bar:os Barrete Jnior. >
O Sr. Lourrnro ele S4 (pela ordem) re-
auer e a casa concede votacio nominal.
Procedendo-se votacio nominxl, d ella o se-
guinte resultado:
Votain a favor os Srs. : Costa Bbeiro, Jos Ma-
ra, Job Je Sa, bario de Itaptasuma, visconde de
TabatDg.i, Bogoberto, Andr Das, Barros Bar-
rete Jnior, Liurenco du Si, Begueira Costa, Fer
reir J .cobina, Juvenci Maris, Pitanga, bario de
Cainr.i e Solono (15); e contra, os Srs. : Reg
Barros, Perreira Velloso, Julio de Barros, Soares
de Anwrim, U-rcul'iio Bandeira. Costa Gomes.
1I lagoes da Silva, Coelho de Moraes, Joao da
Oliveira, Lus de Andrada, Constantino de Albu-
qacrqn-. Bsuhiaaiio Portilla, Autouio Vctor, Au-
gusto Frankliu, Joao Alves e Gomes Prente,
(16)
O Sr. Jos Mara (levantando-se)Isto urna
O Sr. f residenteO nobre deputado na* tem a
p*rsvra.
O Jos Mara (continuandoNao se procede por
cata forma para com um collega.
O Sr. PresidenteAttencao Attencao !
O Sr. Jos Mara (continuandoitto foi ama ci-
LsaJJa que se me arrumoo; eu ia terminar o aeu
discurso e restringir s minkas ohaervacea em
obediencia no Sr. presidente da casa, que me tinha
feito v, r que a hora cstava terminada. Isto nao
prorrio; isio nao decente.
(Apartes).
sidentcAttencao!
> lia nada em discussao.
Passa-su
1* PABTl: DA OBDEM DO DA
Coatir.ua a 2a discussao do art. 2* do projecto n.
4.'J deste auno (orcamcote provucai).
Veein a mesa, sao lidas, apoiadas e entrara con-
ju:;. i ni dlscusbao as segumtes emendas:
ArU 2 Os referidos acudes deverao ser ccni-
truidos una seguiutes comarcas: Bom Jardim,
Taqu:;;e:inga, Cimbrie, Aguas Bellas, Salgueiro,a
juiso do risp'-ctivo eugcubeiro.
II obras devcio ser feitas por
arromat;.co, do modo quemis vantugens cfFereccr
provincia
Revegam-se as disposicoes em contrario.
Joao Alves.Sophronio Portella.
N. 331, A> ^ il do art. a* acreacente-se: in
clusive a quantia de 1:402^358 a Cardoso & lr-
mo, na c> nformidade da lei n. 1795, de 1832.
Ao 73 do mi smo artigoaccrescente-ee : inclu-
sive a quota de 4OJO0O. que se est a dever a Ma-
oel Cav.-.l uute Coelho, de aleguis da sua casa
para quarte! da guarda cvica, na fregoezia da
Graca.
dem a quanta de 143/060, que so est a dever
de passugensde presas o pra9*s do oorpo de polica
4 oompanhia Great Westorn of Brasil Ralway.
Coe.hu de Moraes, Gomes Prente.
N. 133. Ao47 doart 2 diga se : e -nai
lampeo, s para a pivo.cio de Canhotinho, em S.
Bento.Begueira Costa.
N. VU. Kme,nda ao ornamento, para ser callo-
eada onde couvier:
Paragraph... ficam cr.adasduas caderas, urna
do sexo masculino e outradi femimno, a
Tabj.tiro em Punellas. Bygueira Gjsti..
N. 137. Ao art. 2o10:000 para a construeclv
de ama ponte aobrfc a foz do riacho Gqui, prxi-
mo a villa de CabrobSolonio de Mello.
N 13d. Ondecouber: O carteiro que colla-
bora no expeliente da secretaria do Thesouro nao
tem cathegoria e vantagens de 3o offizial.Jos
N. 139. Ao i 95 suppriroam-se as plara8
supprimi Jos os upares de 3 eogenheiroe do distric-
to, de nm thesooreiro pagador, de um oficial w-
eretario.Jos Mara.
N. 140. Supprima-se o 21 do art. 2.Jos
Mara.
N. 141. Onde couber: Fica supprimido o lagar
de director da Escola Normal, fazendo soas vezes
va dos lentes, escolhdo pela congregaoio, o qual
perceber a quanta da 300/.Jos Mara.
N. 142. Ao art. 2" (50 suppriinam-se as pa-
lavrase a porcentajes ao porteiro pela arreca-
dacao de emolamentus.Jos Mara.
N. 143. A j 5 do art. supprimam-sc as pa-
Uvrasinclosive a gratifieaco do ofieial de g-
inete.Jos Mara.
N. 144. Para ser collocadajosde coavier : I...
i:000J para as obras da igreja de S. Sebastiio de
Bonito. Regueira Cuita.
N. 145. Ao 28: 6:000/ para a constrnecao de
ara acude na villa de Bonito.Regueira Costa.
N. 146. Ao 49. Mais 6 lampees para a ra
do Mrquez do Herval e2 para a travessadoBan-
leira na ra Imperial.Costa Jiibeiro.
N. 147. Para ser collocad onde oonvier; g
Fi ia creada urna cade>ra do sexo mascolino no
povoado Batateira no Bonito.Begueira Costa.
N. 148. Para ser collocad onde fr mais con-
veniente : 5:000* para aa obras de Nossa Se aho-
ra do Roaario do Jupy em Cauhotiabo.Regaaata
Casta.
N. 149. Fiea o presidente da provincia aatori-
aado a conceder a Antonio Fernandes Xavier de
Lima, .....iBtanf- da illananacio da cidade de
Ciruir, a radaaanisacao a qoe tiver direito pelos
prejuisus que soffrea o dito arrematante, sendo
preeiamente ouvido arespeit) o inspector do The-
Kiaro.Javoncio Maris.
N. 150. Sub-emenda emenda b. 107. Em vea
dus palavrasa que se deverdiga-se : a qoa--
tia de 1:672183 que se deve; ornis como se l
na dita emenda, e*n voz dr. 4 de Julho leia-se
23 de Junho.Juvencio Mtru.
N. 151. Onde couber. Fica a Santa Casa de
Misericordia autorisada a pajar ao cirurgiao den-
tista do hospital Pedro 11, croado pela lu o. 1860,
os seus respectivos vencimeatos, que sero equiva-
lentes aos dos mais cirurgiocs daquelle < stauele-
cimento.Jos Mara.-Ferreira Velloso.
N. 152. Fica concedido ao Birao de Limoeiro
um abato de 40 % sobre o preco da arrematacao
das barreira's de Itapacur, Motocolomb, Magda
lena e Ponte dos Carvalhos, attendendo-se aos
grandes prejuizos que tem tido o referido arre-
matante.Jos Mara.
, N 153. Aprsente como emenda o projecto n.
21 do 1885 Baro de Itapissuma.
O projecto a que se refere esta emenda o do
orcainento apresentado em 1885 e est publicado
no 1' volme dos Annaes do dito anno, no Appen-
dice.
O Sr. Joo 41feiSr. presidente, em nomc
desta provincia de Pernnnbuco, eu felicito no-
bre e Ilustrada commsso de tascada, pela so-
ceridade e patriotismo com que soube desempe-
nhar-se da honrosa missao que Ihe foi incumbida
de conf- ccionar o projecto orcamentario que ac-
tual mente so discote.
NSo sem raatto, Sr. presidente, qae eu assim
veoho de pronunc ar-me ; porquanto, em face do
descalabro bnaaceiro que, ha muitos annos, tem
assoberbado esta infeliz provincia, ella nao pode
deixar de receber, com especial agrado, o auspi
cioso trabalho, ofierecido pela nobre coinmissiv-, o
qual eccheu-me de satisfaco, sino de enthusias-
mo.
O Sr. Gomes PrenteObrigado.
O Sr. Joao AlvesAssim, Sr. presidente, eu
julgo interpretar perfeitaroente os aentimontos quo
vio na( alma de todos os pernambucauos sinceros
c amantes sua provincia, felicitando a digna
coinmissilo de ornamento, pelo patriotismo man-
testado na eiaboracao deste projecto, o qual se
outros mritos} nao tivesse, teria incontestavel-
mente o de equilibrar a receita com ,i despezu,
para o exercicio qu vai couiccar ; o isto bastara
para que o seu trabulho tivesse de merecer as
heneaos desta provincia.
Eu bem sci, Sr. presidente,'que vozes uiuito po-
derosas se tem aqu levantado para impugmr as
vantagens resultantes deste projecto : bem sei que
grande a geerra que se Ihe faz, poique elle, de
algum modo tem Je prejudicar a certos e determi -
nados individuos; mas estou certo de que por
m.iiorcs que sejam os esforcos qae se houvereai
de empregar, a causa da justica ha de triumphar,
e com ella o mesmo projecto, que, foi 5a conf es-
sar, est perf. itamente no caso de salvar esta des-
granada provincia.
O Sr. Jos Maria-Este projecto? V. Exc.
nao est fallando serio.
O Sr. Joao AlvesEu eitou fallando muitocon-
vencidamente, como costumo.
O Sr. Bario de ItapissumaO projecto desor-
ganisa todo servco publico. Tem este grande
mrito.
O Sr. Joao AlesMas, Sr. presidente, os rneus
intuitos, vindo tribuna, nesta occasiao, nao sao
simplesmente felicitar os meus illustres compa-
nbeiros que compdem a commissio de fazenda a
orcamento, inesino poique estou certo de qae elles
nao se ufanam com os encomios que eu lhes possa
tecer. O meu fim principal foi Jar a resposta que
prometti ao meu distincto amigo, o Sr. Dr. Re-
gueira Costa, que, em urna das sessdes paseadas
levanten aqu urna forte e tenaz opposicio este
projecto.
Naquella occasiao, como hoje, eu me achava de
perfeito accordo com a nobre commsso; e feudo
promettido ao illustre deputado acompanhai-a
par pattu em todos os pontos de sua argumenta-
cao,eis-me aqu, para cumprir a minha promessa,
pdenlo ficar V. Exc, desde j,convencido deque
hei de provar que os seus argumentos sao, de todo
o ponto, confanos aos interesses desta provincia.
Um Sr. DeputadoV. Exc. est prestando um
relevante servco commissao.
O S-. Joao AlvesE' o que V. Exc suppoe; en
estou, apenas, curaprinJo o meu dever, como de-
putado.
E' facto uuito sabido, Sr. presi ente, que o
naufrago quaudo tem perdido toda a esperanca de
salvamento procura agarrar-se at a guies de
navalhas.
O Sr. Jos Marai' oque V. Exc. est fazen-
do agora.
O Sr. AlvesSnganou-sc o nobre deputado; foi
o que fez V. Exc. no comeco destt discussao, c foi
o que fez mais tarde o nobre deputado pelo 9" dis-
tricto, o Sr. Dr. Regueira Costa, a quem agora
respondo.
Foi assim, Sr. presidente, que S. Exc. na iic-
possbilidade de encontrar razoes fortes e podero-
sas para combater o projecto em discussao, lan-
cou mi de umaa certas futilida es, ncetando, coso
urna deltas, o seu renbido combate, contra o mes-
ne projuoto.
Principiou o nobre deputado fazendo grande ca-
bedal do facto de haver a illustre cmraisslo de
Mtenda colocado <-in seu projecto a r Ceita antes
da d^apcs'o. Neste empentio oceupou S. Exc. a at-
t. ncao da casa, talvcz por 15 minutos, e concluo
por afirmar que a commissao havia errado.
Um Sr. DeputadoSobre isso nao ha duvida.
O Sr. Joao AlvesE'possivel que nessa occasiao
0 nobre deputado to tivesse comprehendido que
i.-to 1 r 1 simplesmr-ntu urna tutilidade. Se assim toi,
deve convir hoje commigo que a collocacao da re-
ceita antes da despeza, ou desta antes daquella, nao
ara motivo para questionar-se. E tanto nao era que
eu, suppondo interpretar os sentimientos da eoin-
dgo ao nobre deputado que pode propo.- o
inverso do que se acha a. projecto, certo de que a
mesmu commissao nao se julgar, por ato, olleu-
dida.
Pode S. Etc., portante, collocar a despeza antes
da receita.
Um Sr DeputadoMas o facto que a commis-
sao co.ometteu um grande erro.
O Sr. Joao AlvesUm grande erro diz V. Exc;
mas nao poder nunca demonstrar esta propo-
sieac.
A collocacao da receita antes da despeza, ou
vice-versa, urna questaode methodo tao oaigni-
ite, tao falta de importancia qae, corno j
. peder o projecto, reapcito delle, soffier
inoJiflcacao, aem nenhuma impugnadlo de nossa
pai te.
O Sr. Barao de Itapissuma .Mas V Exc. deve
concordar que u;ais rasoavvl conhecer se pri
ramate a despci. para depoia decretar-se a re-
eeia.
n Hr. Jle AlvoEa pen io o contrario: acho
quo as regrai de economa mandara orear em pri
meiro lajar a receita para depois podersu decre-
tar a d-spez, afiui de que esta nao seja superior
a :-qiulla. Alera disto parece que a eomaiissao
qn z brir inargem para que a Assembla podesse
emendar o seu projecto do modo a augmentar a
denpeza oreada. E isto foi tanto mais prov- teso
certo que o nobre deputado pelo 9C ds-
rocuraaugmentar a despesa publica com 40
on 50 contos mais, para a construeco de acude*
e pontea para o sea districto. (Apartes).
Passarei agora a oceupar-mu do segundo ponto
das argomentaces do nobre deputado.
AdJuiio S. Exc. grande copia de consiJeracoes,
ao sentido de provar que a commissao de orca-
na organisacau do sea plano do receita,
teve de exigir do? contribuintes da provincia quan-
ta superior a suas neceesidades, apretenUndo
assim um asido de mais de aeiacentos contos de
iim priraeiro lugar' deveris o nobre deputado
attender que a arrecadacao pode deixar de attin-
gir cifra qae se affiguroa illustre commissao,
porquanto ninguem dir qae M seus clculos sejam
matnematicos.
qaaado mesmo a arrecadacao se fizesse tal
coma imsginon a nobre commissao, resaltando as-
sim um saldo de eeiacentoe e tantea coates, nao
de va ser isto motivo de censura a* projecto, por
qae sendo, como a nossa divida consolidada, su-
perior a oito mil contos, poderia ser este saldo ap-
plicado amortisaejio dessa mesma divida,
Um Sr. DeputadoMas o projecto nao autoriza
isto.
O Sr. J0S0 AiresO projecto nao autorsa isto;
mas o nobre deputado pode autorisar.
O 8a. Prxedes PitangaV. Exc. assim com-
promette a commissio.
O Sr. Jao Al venComo comprometi, se eu
eatabeleco a hypoth sae de ter tido a commissio a
previdencia de deix.-.r esta inargem para ser preen-
chida pelas despejas que tivessem de ser propos-
tas no orre da discussao, alm de qae ella nao
pretenda qoe os seus clculos de receita sejam
matbesaaliase ?
O Sr. Begueira Costa Foram clculos fe tos
com osoto estado, davem ser infa|livaB.
O Sr. Jeo Alves4a asi ajjse 'aW naii la
neste orcamento foi precddH K m/t/taff earudo
'da commissio; mj a dassvAo dmmm eatuMos o
clenle pode farkna ; e se a pmvhicia havia de
ficar em dificuldad w depois de convertido em lei
este projecto, a coioaissii aceitn apresentaado
o saldo que apreseniou, o qual icaia convertido em
dficit n passarem os cortes propostoa na receita
pelos nobres deputados e os augmentes das despe-
nas, que tambera propozeram.
O Sr. Regueira CostaV. Exc. mesmo, s em
urna emenda, pede o dispendio de cem contos de
ris.
O Sr. Joio AlvesSe eu aprasantei esta emen-
da foi por que entend que j era tempo de fazer-
mos um pequeo favor ao sertao, que grandes
sacrificios tem feito no sentido de concorrer para o
augmento das rendas publicas.
O Sr. Begueira CostaPelo meu desejo nin-
guem apresentaria emenda augmentando a des-
posa.
O Sr. Joio AlvosNeste caso V. Exc. est em
completa contradiccio comsigo mesmo, por ter
offerecido emendas que importam em grandes des-
pesas.
O Sr. Regueira CostaSe eu fis emendas neste
sentido toi para aproveitar o saldo offerecido pela
commissao.
O Sr. Joio Alvos Sr. presidente, depois de
haver dezoanatradu a sem razio eom que se hou-
ve o nobre deputado pelo 1. districto com relacio
ao methodo adoptado pela nobre Cwin'jissio de or-
camento, ao que diz respeite colloe*v*o da receita
sutes da despeza, o -.ambem sobre o talso supposto
de haver a mesma commissio pedido quanta su-
perior as necesidades da provincia, passarei a de-
monstrar que este projecto nio tem provocado a
odiosidde publi.'a, como procurou insinuar S.
Exc.
Dizer o sobre deputado que o projee*) orcameu
tario tem provocado a odiosidad publica !
Esta arguiejo nao pode passar sem grandes
protestes de nossa parte !
O Sr. Begueira CostaNio ha duvida que tem
provocado.
O Sr. JuSo AlvesOnde, Sr. presidente, onde
Srs. deputados, este projecto tem provocado odio-
sidade publica?! Come, se todas as classes contri-
buintes esto, coas elle, satisfeitas?
Que publico este, se a agricultura....
O Sr. Lourenco de Slate nao; a agricultu-
ra nao est contente.
O Sr. Joio Al vea... se a agricultura, repito,
0 commercio, as industrias nio levantaram a me-
nor reclamacio, e antes se satisfazem com as me-
didas propostas, porque coinprehendem qae ellas
sao necessarias ao restabelecimento das naneas,
desta provincia, que a incuria dos poderes pbli-
cos tem estragado tao aensvelmente ? !
Onde est essa odiosidade publica figurada pelo
nobre deputado; su as classes, que nos fornecem
as principaes tontes da receita nunca manifesia-
ram tal odiosidade ? !
Eu nio posso deixar de perguntar a S. Exc. quo
publico este que tanto odeia este projecto, que
tio magoado se acha ; que es' tio chcio de raiva
e de ira contra esta Assembla, ou antes contra
a nobre commissao de orcameuto?!
Por ven tu: a ser o fuuccionalismo o publico do
que falln S. Exc, que se acha possuido de tanta
odiosidade contra nos ?
Ora, meu digno collega, isto um escarneo
1 aneado provincia de Pernambuco.
Pois S. Exc. considera o publico desta provincia
urna corpora^So que tio obstinadamente se nega a
concorrer com urna insignificante migalha para
salvar os crditos d'esta mesma provincia ? (Apar-
tes).
Nao, Sr. presidente, se este o publico do nobre
deputado, eu direi que o projicto nio tem provoca-
do a odiosidade publica.
Olhemos para a agricultura, para aa industrias,
que, como j disse, querem a approvacio deate
projecto.
O Sr. Joio de OliveiraApoiado.
O Sr. Lourenco de SV. Exc tem procuracio
do commercio?
O Sr. Joio AlveaTenho, sim senhor, fallo em
nome do commercio, sem medo que eate venha
contra ctar-jio, bem como a agricultura.
O Sr. Lourenco de SNio apoiado; eu coma
agricultor protesto.
O Sr. Joio AlvesSr. presidente, quar me pa-
recer quo o funccionalismo tem razio em preten-
der avasaalar ata Assembla, porque os scub re-
clamos ld aqu J se dase e repetio-ae que a sua odiosidade
constitue a odiotdade publica.
O Sr. RogobertoOa funecionarios nio tem di-
reites por serem fracos.
O Sr. Joio AlvesFracos diz V. Exc, mas o
contrario; elles sio fortes de mais. Sio tio for-
tes que tiveram o poder de revoluccionar esta As-
sembla ; e se nos nao ibes oppozermos um dique
veremos amanhi elles revolucianarem toda a pro
vlucia, e depois o paiz.
Felizmente est parecendo que a Assembla
actual nio est disposta a ae deixar corromper, e
pretende coilocar-M aa altara *_ue t m incwn-
testavel direito; e asaias. deve ser, porque, aenho-
res, coa uio devemes, de modo nenhum, abdicar
noesas prerogativas constitucionaes, principal-
mente nesta occasiao, em que trata-se da salva-
cio publica ; nesta occasiao em que a provincia
luteira pz toda a sua confianca em nos, esperando
medidas promptas e cfficazes, no sentido de 1*vas-
tar as suas financas de estado de proetracio cm
que actualcente se achato.
Nao ser nesta occasiio, meus lenhores, que
nos tenhamos de fazer aqui o papel de creados de
servir dos Srs. funecionarios pblicos.
Eu, por minha parte, declaro muito solemne e
terminantemente que nio representara este papel
degradante.
(Trocam-se muitos e repetidos apartes.
Nio mu submetto, nem me submettere aos ca-
prichos desta classe, como uuacs aaa auaasetti aos
caprichos de nenhuma outra.
(Apartes).
Todos sabem que esta Assembla tem sido o
alvo de c8pecu!acoes e exploraces dos Srs. em-
preados pblicos.
Apartes).
Ules tem feito daqaella antc-aala urna chancel-
lara, chegando at ao ponto de tomar-nos satis-
facio e contas pelo modo porque nos pronunciamos
neste recinto, no correr das votacus ; (trocam-se
mu tos apartes) e se ellas sio coatrarlas sos seus
hiteresses privados somos recebidoa por Htas como
lacaios que cuinprcm mal aa determinacSea dos
ames.
VozesV. Exc. deste modo ataca urna nobre
classe em geral.
O Sr. Joio AlvesEuquandome retiro ao funecio-
nslisrao, nio ataco acUsso geralmente, nem poderia
atacar, pois que nella cont amigos mua distinc-
ies, cujo carcter e probidhde ea nio peis por
un duvid, porque uio do meus husmos faltar
com justica s puszoa alguma. Fallo dos fuaccio-
narios sismados que suppoura que esta pravincia
k urna faidida ena. E' a estes que digo eatarem
completamente engaados.
(Trocam-se muitos apartas).
Sr. prtaidenie, eu au poda deixar de in.inifes-
tar-mo indignado com semelhaate gente, nio s
pela sua negacio em coocorrer com urna migalha
para o eagran lecimeuto desta provincia, como
pelo modo inslito e grosaeiro, cora quo nos tem
tratado. Pois que sniores, quaado esta Assem-
bla actala e respeitada por tedos, s os Srs.
empregadoa pblicos se julgam com direito para
nos insultar, aem attenderem, muitos delles que fo-
ram tirados do podas calcadas para oceuparem <.s
posicoes em qoe ae acham cellocados E sio prin-
cipoluiente esti-s, aahidoa das ultimas camaJas eo-
caea, que mais gritam, que mais insultara, que
mais provocara.
(Apartes).
Nao, Sr. presidente, eu, pela minha parte, nio
aceito, estes insultos, repillo estas provocacoea.
(Troeam-ae muitos apartes)
E sigo meu caminho, votando pela oontribuicio
proposta sobre o funccionalismo, seos e iasportar
ae elle teoka de cubrir-me de improperaos, surque
eate o seu papel.
(Tiocam-se moitoe apartes).
Sr. presidente, naa condicoes em qae se acha
esta desgrasada provincia a aenhum peroambuea-
ao licito retrahir-se ao sacrifieio que lha im-
posto.
Eu folgo de ver que a agricultura, o commercio,
aa induatrias estio com aa melhorea dispoacoes,
nio poupaadojaacrificioa mmeasos para a salvacio
publica.
Felizmente urna claasa anica que pe o p
atrs, e precura nos dictar a lei, de modo que so-
monte ella goze do indulto de nio concoirur com
o aeu qoantitati\o para quo o Thesouro Provin-
cial reeolhs em seus cofres a quanta necessiria
para faaer tace s despezas publicas.
O oroprio operario, o infeliz operario, o misero
trabelaador concorre, anda qae indirectamente,
para o augmento das rendas provmeiaes, porque
quaado trabalh 1 des ou dase diaa para poder
comprar nina p-ica de alg'^io com que tem de
curir ar .atn, esta peca de algoJia tem deixa-
do 'Taesouro o valar da tasa que est sujeita,
e eaa taxa Janeada canta do consumidor.
Um Sr. DeputadoE o ompregado publico
morre, logando Fami] 1 mil
O Sr. Joio AlvesE' verdad* quo isto se d
constantemente ; mas a culpa nao nossa, e sim
delles, que em regra sis perdularios, nio olhando
para o futuro que os aguarda
Um Sr. DeputadoV. Exc. colloca-se em urna
posicio m.
O Sr Joio AlvesEu colloco-me na pos-cio ein
que me devo collocar, porquanto na vim aqui sa-
tisfazer interesses senio d provincia, e principal-
mente do districto que ma Julgou digni de o re-
presentar aqui.
O mesmo 8r. DeputadoMas V. Exc. nio at-
tende que aqui nio temos feito nenhum favor aos
funecionarios pblicos.
O Sr. Joio AlvesE que favor temos feito ao
commercio, agricultura e s industrias provin-
ciaes ?
Nenhum. Entretanto tudo est resignado, tudo
coneorre para que a provincia saia deste estado da
abatimento, deste estado de miserias em que se
tem achado, sem que venham clamar contra as
decisoas desta Assembla. Pois acham os nobres
deputadoi justo que quaado todos se esforcam para
um fim tio elevado, sement o funecionalismo
queira retrahir-se a um dever tio imperioso,
qual o de contribuir para a satirfacio das despe-
sas publicas ?
(Tr cam-se muitos e repetidos apartes).
Oh senhores euentristeco diante de um espect-
culo desta ordem; e enfratelo principalmente por
que ao mesmo tempo que vejo o funecionalismo
revolucionando esta Asseroblt, por causa de urna
migalha que se ihs pede para occorfer s necessi-
dades da provincia, vejo tambem os nobres depu-
tados que oceupam aquella baucada, muntindo s
suas tradiccoes, (apartes) representando o papel de
falsos liberaes, (protestos) fazeudo causa commum
com os corcundoi, no sentido de obrigar esta po-
bre provinci.i a debater-se as ancias da agona
como agora mesmo est succedeudo.
( Trocam-se muitos apartes),
dr. presidente, eu entristeco de veras por estes
factos que tenho presenciado, e cada vez me con-
vengo mais de que tudo ueste mundo sa acha fal-
sificado.
( Protestos e reclamaces.)
Mas os nobres deputados hio de cenveneer-se,
mais tarde, quando tiverera de receber a maldigio
desta provincia, de qae nio impunemente quo
se tals* o mandato popular, (continuam os apar-
tes) somonte para satisfazcr-se interesses privados
de quem qwr que seja.
(Continuara os apartes.)
E nao se lembram Ss. Exc-s. de que na bora do
sacrificio, cemo est, da ndole dos pernambuca-
uos repartir o producto do suor do seu roste, de
modo que Pcr.iambuco niojfique humilhado e des-
acreditado, porque isto importara a humilhaci*
e o descrdito de todos nos ; nio se lembram de
que todas as classes da sociednde ficam grande-
mente oneradas por pesados impostes, que tem re-
cabido at sobre a iuduttria pastoril, esta infeliz
de que s se tem le cabrado os poderes, pblicos
como fonte de receita para a provincia sem que
nunca tivese obtldo d'elle o menar beneficio, o
menor favor.
Um Sr. DeputadoTem sido considerada.
0 Sr. Joao AlvesV. Exc. me dir de que modo
tem sido a industria pastoril considerada, pois oque
ea sei que nem sequvr da construefio de acu-
des no interior da provincia ogoveruo se tem lem-
brado, de sorte que para elle a criacio s existe
como fonte de receita, s tendo at hoje figurado
nos ornamentos quando se trata de dizimos, sub-
sidios e outros impostes.
Maa apeaar d'isto, Sr. presidente a industria
pastoril sujeita-se aos tributos, e oa criadores
nunca levantaran 1 vos para clamar contra taca
imposices.
0 Sr. Juvencio MarisNeste ponto apoiado.
Fique, portante, consignado de modo bem claro
que trabathando esta provincia inteira para man-
ter um funecionalismo por demais numeroso, e com
vencimtntos excessvos, pois que elle consom
mais da ter?a parte das rendas provinciaes, este
mesmo funecionalismo qnem recusa hoje provin-
cia, que se acha em apuros, aquillo que elle de
bom grado tuha obrigacio de offerecer-lhe.
Um Sr. DeputadoSe V. Exc. tivesse proferi-
do este discurso anteriormente teria sido, com cer-
teza, nomeado membro da commissao de orca-
mento.
O 8r. Gomes PrenteE eu teria muito prazer
em ter a S. Exc. por companheiro.
O Sr. Joio AlvesEu nunca ti'e prctencoes de
fazer parte de commissio alguma, bou muito des-
pretencioso.
Sr. presidente, o illustre deputado pelo 9* dis-
tricto na faina de, a todo o transe, aecusar a no-
bre commissio de orcamento, a quem pretendeu
tancar as mais graves increpacVs, foi at ao pon-
to de considerar um grande erro econmico nio
ter a mesma commissao proposto o corte das des-
posas denominadasgeracsde preferencia ao es-
tabelecimentq, de imposicoes sobre oa funecionarios
pblicos.
O Sr. Begueira Costa Que duvida.
O Sr. Joio AlveaSr. preaidente, antea que o
nobre deputado ten lia do lancar-me em rssto o
meu modo de preceder nesta Assembla, na sessio
do auno passado, em relacio a esta materia, in-
terpretando mal as ideas por mira enunciadas, por
occasiao da discussao do projecto orcamentario.
consentir V. Exc. que cu lea alguns tpicos do
discurso que entao profer, afim de que, dadas as
devidae explicacoes, nao icnba eu de ser taxado
de incoherente, oppondo-me hoje ao corte das taes
despezas geracs.
Sr. presidente, tendo a commissio de orcamento
do anno paseado, como meio de ving.inca contra o
governo- geral, pela suppressio dos impostes de
consumo, proposto a restauracio desses mesmos
impoatos, ea me oppuz a eata medida, propando
em lugar della a suppressio das verbas que deve-
riam correr por conta do estado. Por essa occa-
siio profer o discurso, do qual vou agora repetir
alguns tpicos. Dizia eu : (l).
O ir. Jos MaraAssim V. Exc. est em con-
tradiccio.
O Sr Joio AlvesNio ha tal. (Continua a 1er)
Attenda o nobre deputado para o que eu ectao di-
zia, e para aa condicoes em qae nos achavamos
entao. Esta provincia arrecadava, ha muitos
anuos os impostoa de importacio, que canstituiam
a maior parte de sua receita, e tinha sido privada
dessa renda, pelo acto violento e arbitrario do Sr.
Paranaga, que entendou dever cavar a ruina a
es'a provincia, auspendeado a execufio da nossa
lei orcameutaria. Em vista desto procedimeuto,
nao dispondo Pernambuco de meioe para urna vin-
dicta contra o governo geral, pensm a coumisio
de orcameuto do anno passado que ovia reigir,
pr >p >ndo o restabelccmeuto do mesmo impo-
assim o fez. Chegando ao Bio de Janeiro a noti-
cia deste auto da commissio, apressou-se o minu-
tarlo em expedir telegramma ao presidente d'eata
provincia, ordenando Ihe que negasse aancio a
lei or; iin utaria, se p >r ventura ella contivesse a
restauraba) de taes impoatos.
Foi entao que cu propuz, em vez da criacio dos
irap ates Je consumo, o corte das deapezas geraes,
uio como dieposici > permanente, mas sim co no
medid 1 reaccin tria contra a prepotencia do go-
verno geral.
Achava eu, Sr. presidente, qua ae esse ministro
ni inv'daVa em procurar annquilar esta provin-
cia, Une nid 1 luio de um meio criminoso e atteuta-
terio-ilas boimi prerogativas para, por meio delle,
arrancar-nos im* grande parte dp.a nossaa reu-
daa, uio era muito que na o obrigasee a decretar
verbas para satsfacio de despezas que deveriam
c rr-rp r conta dos cofres geraes.
Um r. DeputadoV. Exc. hoje devia fazer o
meara/.
') Sr. Joao Alvea -Hoje o caao muda de figura,
pois alera de nio estarmos sujeitos prepotencia
do Sr. rVarauagu, temos um governo amigo, qu
acaba de abrir-nos as portas du urna reparticio
cendo-aos para tal fim os seus proprioa funecio-
narios. E acha o nobre deputado razoavel que
sg,rai quando temos ura governo que nos abre os
biacos e faz-nos concessoes que nunca tivemos a
fortuna de merecer, tenhamos de provocar conflic-
to com esse besmo governo, procurando obrigal o
a decretar verbas de despesas que sempre tem
corrido por conta da provincia, apezar de naa se-
rem propriamente provinciaes? Isto aeria sim-
plesmente urna insensatez.
Pois nos, que sempro temos vivido aob o jugo
ferrenh) de governos que s cuidara em augar a
ultima gotta do sauga 1 pernambucano, sem que
na tenhamos'procurado liberte r-nos da suas gar-
ras, devenios agora, qu-i o governo procura estrei-
tar laeos de harmmia com nosco, rebelUrm i-nos
contra elle ? Este alvtre en nio soguirei nunca,
e por esta razio acho, du todo o ponto extempor-
nea a proposta do nobre deputado.
Disse S. Etc., recapitulando as conaidaracea
apreeentadas pelo Sr. Dr. Jocobina, em outra ses-
sio, que esta concessi) do governo geral iinpor-
tava u.n.t humilh tea) pjra l'eritambucj, que de
veria dizer (he: nao, nos queremos mas; quere-
mos que dais ingrusso ua> vossa reparticio aos em-
pregadoa provinciaes, encarregados da arrecada
ci dos impostes, porque do contrsra ticareraos
lu nubadas c abatidos peranfe o pubiieo e paran-
te vos.
Sr. presidente, a humilhaci) que se affiguroa
ao nobre deputado, s pode ser considerada como
o etleito do zelo que S. Exc. deveria ter para cora
a sua provincii; de ou tro modo nio. E eu, se
em outra occasiio nio tratei de oppor-me aoa ar-
gumentos do Sr. Dr. Jacobina foi porque ti ve me.
do de ficar esmagado. nio pela forca das razous
adduzidas por S. Exc, maa sim pela f.rca do aeu
talento, quo mutaa vezea tem auplantado a forca
da razio.
Drei, porm, ao nobre deputado, que deste offe-
recimanto feito pelo governo geral ao provincial
nio pode resuUar humilhscio para nos, resultan-
do, entretanto, o estreitamento das relacoes amis-
tosas desses dous governos, o que anda lison-
geiro para eata provincia.
Naquella occasiio procurou o nobre deputado,
a quem me retiro, incutr no espirite desta assem-
bla, que alm de ama supposta humihacao para
Pernambuco ficava a provincia sujuita a sei Ilu-
dida na arrecadacao de taes imposto, pelos em-
pregadoa da Alfandega, contra quem nao tinha o
governo provincial nenhum meio du reprossio,
caso se dessem abusos ou prevarcacoes naquella
reparticio. S. Exc, apezar do seu talento, ape-
zar da sua illustracio, ha de convir que esta sua
theoria de todo o ponto nsusteutavel, oorquan-
to os empregadoa da Alfandega, que abusarem, es-
tio aujeitos s luis geraes a que estio sujeitos os
empregados provinciaes, e o presidente da provin-
cia tem competencia para suspender e mandar res-
ponsabiliaar tanto a uns como a outros.
O Sr. presidentePeco ao nobre deputado que
nio se affaste da materia em discussao.
O Sr. Joio AlvesDesculpe-me V. Exc, se des-
viei-me um poquinho do assumpto propriami-nte
orcamentario, foi levado pela necessidade de res-
ponder ao nobro deputado pelo 9 districto. Ago-
ra vou reatar o fio da minha diacnaaio, singiado-
rau i materia de. que se trata.
Sr. presidente, depois de haver o nobre deputa-
do estabelecdo 03 argumentos que at agora te-
nho combatido, passou S. Exc. a oceupar-su du um
outro ponto do projecto, daquelle que trata da sup-
pressio de caderas do Oyinuas, e bem assim da
suppressio de empregos de outras repartcoes pu-
blicas, inclusive alguns da Secretaria deata As-
sembla.
Contesta o nobre deputado commissio o direi-
to de propr no seu projecto orcamentario a sup-
pressio de taes caderas e empregos, e diz que
tal suppressio contrara lettra expressade re
gimento, que nio admitte no orcamento materia
estranha receita e despezas provinciaes.
O Sr. Begueira CostaCitei o regiment e con-
vido V. Exc. a ll-o.
(Ha outros apartes).
0 Sr. Joio AlvesEu tomare em considera-
cao o aparte do nobre deputado; mas permita
que nio ioterrompa o fio de minhas objecco.'s.
Sr. presidente, nao soudaquclles que cestumam
decidir-se por casos julgados, e por esta razio
muito poucas vezes tenho de citar precedentes em
apoio de minhas arguonuntacoes, principalmente
porque sai que nio raras vezes os precedentes sio
contrarios lettra clara e terminante da lei. En-
tretanto, como seja muito usado nesta casa o cos-
tume de citar-se precedentes aqui estabelecidos,
tenho agora de acompanhar esta pratica, citando,
para contra litar o nobre deputado o artigo 4* da
lei orcameataria de 1885, qae, com acquiesceacia
aoa, foi aqui discutida, votada e approvsda.
O Sr. Begueira CostaSei que ha precedentes.
O Sr. Joio AlvesAh! eolio V. Exc. sabe qu?
ha precedentes?
Anda bem que o confessa.
E como pretende estabelectr agora o contra-
geral, (a Alfandega) afim du que possamos nella
proceder arrecadacao du impoatos, qae de outro
modo nio poderio ser fielmente cobradoa, offere-
nor
Como pretende establecer precedente eo-itra
precdante?
Sr. presidente, o nobre deputado deu e8te pro-
jecto como defeituoso por conter estas suppressea
mas j confessa que elle baseou-se em preceden-
tes desta casa, e nem poda deixar de confessar,
porque eu tenho em raaos estes precedentes, alias
votados com assentimento de S. Exc, que fazendo
parto desta assembla, nio levantou contra elles
a minima reclamacio. >
Eu, em abono verdade, e com toa a franque-
za devo dizer que a assembla do anno passa lo
procedeu correctamente, proc;deu dentro das raas
tracadas pelo regiment, e por consequcucu den-
tro da espliera legal.
O Sr. Begueira Costa -V. Exc porque nao traz
outros precedentea?
O Sr. Joio AlvesO nobre deputado compre-
hende que eu nio poda trazer para este recinto
todo o archivo deata assembla, afim de procurar
outros precedentes para satisfazer a V. Exc, que
deveria estar satisfeito com os que aprsente!, que
alias sio de data muito recente.
Fies, portante, liquido que, segundo os prece-
dentes desta assembla, a nobre commissao de or-
namente proceden muito regularmente prop >n.i.. a
suppressio de empregos e de eadeiras do Gymua-
sio Provincial, e neste ponte nio cogitou de mate-
ria estranha despeza da provincia, porque estis
caderas e estes empregos dizem respeite despe-
za publica incontestave'mente.
O Sr. Jos MarisEsta conclueio muito for
cada.
O Sr. Joio AlvesCreio que o nobre deputado
nis i isstir mais em pretender que a commissio
tinha exhorbitado de suas attribuicoes, propondo
taes medidas.
O Sr. Regueira Josta V. Exc. lou o artigo
141 do regiment.
O Sr. Joio Alves0 nobre deputado convda-
me pela segunda vez i ler o regiment.
Sim, senhor, vamos ver o que diz o artigo 141
do regiment.
Eu nio tenho a pretencio de dar lcoes du her-
menutica a S. Exc. mesmo porque sou leigo, e ja
ouvi um bacharel dizer que quem nio era formado
nio devia pegar em cdigo.
Mas como o nobro deputado insiste era querer
disutir comigo o art. 141 do nosso regiment eu
aceite o convita, p-Jindo a S. Exc que me permit-
a o direito de collaborar comaigo na interpretacio
desse mesmo artigo.
O Sr. Regueira CostaP03 nio, V. Exc. tem
todo o direito.
O Sr. Joio AlvesUrna ves que S--Exc. me d
liceiica para pegar neste regiment, c collaboi %
comsigo na intrepretacio do seu artigo 141, eu
passarei a ler o mesmo artigo, afim de podermos
tirar as conc usoes que delle resultarem.
0"-'r Presidente Peco ao nobre deputado que
resuma o seu discurso, porque a hora est a fin -
dar.
O Sr. Joio Alves Eu pedirei casa que me
conceda prorogacao da hora, afim de nio nter-
romper o mea discurso.
Diz o artigo 141 do regiment (l) :
Foi aqui, Sr. presidente, que o nobre deputado
baseou toda' a sua argumentacao, parecendo .me
que estou dispensado de ler o resto do artigo, qua
m mais ap ilicacio especie.
O Si Regueira CostaLcia o resto do artigo.
O Sr. Joio AlvesO reste do artigo nio tem
impirtancia alguma sobre o aasumpto. entretanto,
como S. Exc. quer que eu lei- vou satisfazl-o.
(Continua a ler.)
Aqui est, Sr. presidente, dis o art. 141 do
Ref-iineato que o projecto orcamentario nio con-
tera deapositivo algum que nio tenha relacio com
a receita e despesa provinciaes.
Isto quer diser qae a commissao de orcamento,
nao tem n'eate carcter, o direito de offerecer
projectos eatranhoe s rundas ou despezas'publi-
cas, podendo, todava, cada, um de seus membros
como deputados, offerecer taes projectos, ama vez
que nio tenham de ir annexoa ao projecto orca-
mentario.
Emquanto a auppreasio de caderas e empregos
pblicos, entendo e fra de davidaa que a cam-
missio tinha o direito de consignar uo orcamento,
porque ab medidas que directamente ae referem
despesa da provincia.
Pretender o nobre deputado, que suppriraid 1
estas caderas e estes empregos nio tenha de ser
diminuida a despeza publica? Nio, porque
pretender iato sena prentender um absurdo. E
como affirma que taes medidas nio podern figarar
no orcamento e sim em projectos eepernea ?
OSr. Regueira Costa Porque foram decreta
daa em leis especiaes.
O Sr. Joio AlvesEsta conclusa) que for-
cada. O nobre deputado assim pretende restrin-
gir o que a lei nio restringi
O Sr. Bario de ItapissumaD'cste modo V.
Exc. justifica tudo.
O Sr. Joio Alves Oa nobres deputado qae
d'este modo podero contestar todo, urna vez quo
descobrem argumentos para sustentar que a crea-
cie e suppressio de empregos materia estranha
receita e despeza, quando ea tenho demonstra-
do clara e evidentemente u contrario.
Assim, pois, Sr. presidente, fra de questio
que a illustre commissio de ornamento procedeu
muito legalmente, muito correctamente, propondo
em seu projecto estas medidas, que nao s teein
asaeoto na8 dispoeicoea do art. 141 do Regiment,
como sao apoiadas nos precedentes destajeasa, pre-
cedentes que aqui passarara sem protestos e sem
reclamaces, quer por parte do nobre deputado
pulo 9* districto e quer por parte do Sr. Bario da
Itapissuma, qu-: entao presidia oa nossos jtraba-
lhos.
Julgo-me, portante, dispensado de alongar o
debate, n'este ponto, adduzindo largas considera-
coea para justificar o procedmento da commissio
que, eom estas poucas palavras, fica perfeitamente
justificado.
0 Sr. Gomes PrenteA questio a podia ser
levantada polo lado da conveniencia, sobre a lega-
idade nio ha duvida.|
O Sr. Joio AlvesSr. presidente, admirou o no
bre deputado a quem respondo que a oommissio,
alm de propor a suppressio de empregos de ou-
tra repartit'ous houvease proposto tambem sep-
pressio na secretaria d'esta Assembl, medida
que S. Exc. diz pertencer excluaivamente com-
missao de polica.
O Sr. Jos MaraEu quero ver como V. Exc.
responde isto.
0 Sr. Joio AlvesRespondo dizeno que o no-
bre deputado pelo 9- districto uio leu o projecto
de ornamento, como V. Exc. tambem nao leu. K
ae leram estio esquecidoa daa dispoacoes nuil
contidas.
O Sr. Presidente -A hora est finda.
O Sr. Comes PrenteTenho um requerimento
de prorogacao da hora.
O Sr. PresidenteN'este caso o nobra deputa-
do queira interromper o seu discurso, a; qae s
requerimeute seja ido e vo ado.
Vem mesa I1J0 e approvado o segiinte re-
querimento :
Bequero prorogacao da ho. a por 30 minutos
para continuar a dscussio. Gomes Prente.*
O Sr. Joio Alves (continuando)Dizia en, Sr.
presidente, que os nobres deputados polo 2- e 9-
districtos nao haviam lido o projecto de orcamen-
to, e se o tinturo lido achavain ae esquecidoa das
suas disposicoes.
Effectivamente, Sr. presidente, assim parece,
Dorquu ae oa nobres deputados houvesaem lido com
attencao o art. 4' do projecto, ciertamente nio
diriam que a commissio havia exorbitade, por-
quanto Ss. Excs., com a lucidez de seus espirites,
deveriam ter comprehendido que a mesma com-
missio o que fez foi negar vertus para pgame
to du certos empregados da secretaria d'esta As-
sembla, desde que estabeleceu que a commissio
de polica providenciara como entendesse acerca
dos mesmjs empregados.
J vdem oa norea deputados, que commissia
de orcamento nio invadi jurisdiccao que pertea-
ce commissio de polica, cujas attribuicoes rea-
peitou, como lbe cumpria.
Estas minhas considerares nio devem ser to-
madas no sentido de suppor-se que eu julgo ne-
cessarias e convenientes as suppressoes d)s luga-
res da secretaria d'esta casa ; nao, eu pens de
modo contrario, e at voto pela manutencio da
nossa secretara do modo que su acha.
O que porm, nio posso contestar o direito
que tem a commissio de orcamento de propor a
suppressio de algumas verbas referentes mesma
secretaria, por aer materia que entende directa-
mente com a despeza da provincia.
O nobre denotado dlo 9- districto fez timbera
grande qneetlo contra a 'extinecio do intrnate
(iymnasio Provincial, pereceado ter sido esta o
assumpto que mais oceupou a sua attencao.
O Sr. Juvencie MarisV. Exc. que tal acha a
medida ?
O Sr Joio Alves\cho boa, apezar de parecer
ao nobre deputado que ella nio consulta os in-
teresses desta provincia
K. Exc. manifeatou com toda a franqueza o sea
modo de pen8ir em relacio a esta materia, con-
cluindo por pretender que ella seja contraria aoa
interesses pblicos. Assim sa exprimi S. Exc,
confesiaudo entretanto que u'aquello estabeleci-
saeuto ae tem dado abusos taes qae pr-cisaraoa
tomar providencias enrgicas no sentido de evitar
a reneticao delles.
O Sr. Begueira CostaNao affirmei cousa al-
guma; fallei hypotheticamunte, dizendo que se
haviam abusos deviamos cuhibil-os.
(Haoutros apartes).
0 Sr. Joio AlveaO que colligi das palavras
do nobre deputado foi que o intrnate do Gym-
nasio estava completamente desvirtuado.
Eu confesso que nio posso comprehen Jer a aiti-
tude assuraida por S. Exc nesta quastio, desde
que sustenta a permanencia de um instituto que
reconhec achar-se desvirtodo.
O Sr. Regueira CostaBepritnam-se os abasos.
O Sr. Joio AlvesNos nao temos que reprimir
abusos, assim como nao os autorisamoa.
A Assembla tem se limitado a votar leis de
autorisaces sobre o Gymnasio, e nao tem culpa
qu presidentes de.bragados, como diversos qaa
administraran esta rovincia na aituacio passads,
houvesaem laucado mi dessas autonsacoea para
lina nconfessaves, (apartes) daa 1 1 lugar a d
inoralisacio de um estabeleeimento que uevia fazer
honra a esta provincia.
(Trocam-se muitos apartes).
Nestas condicoes, reconhecendo, como rucoohef?,
que o intrnate do GymnaMo nio tem
fructos que erara de esperar, afta tenho duvida al-
gum*. em votar pela extinecao d'ei.e, porque assim
concorro para qae tenhamos de ecooomisar trinta
e tantos coutes, que ti 11 ham de ser gastos inual
in- nte e sem o menor provei'.o com aquella ina-
ttuicio.
E' poasivel que o nobre deputado tenha razia
em pugnar pela manutencio do internato do Gym-
nasio. Reaoeito as suas couviccoes, e at poderei
estar em erro, porque nio pretende ser infallivel
M is devo dizer que aa palavras que tenho pro-
ferido sao filhas de minhas conviccoes. Acho que
nio devemos mais consentir na permanencia de
um estabeleeimento que s tem dado resultados
negativos.
Se o n ibre deputado penaa de modo contrario,
como diz, e eu arei'o, p le ficar com aa anas con-
viccoes, dan lo-mu liceuca para qne tenha de fiear
tambera com as minhas.
Voto, portante, pela suppressio do intrnate da
Gymnasio Provincial.
Um Sr. DeputadoMas quaes sio as vantagens
que resultara dessa suppressio ?
O Sr. Joio AlvesAs vantagens que hio de re-
aultar desea suppressio ea as encaro debaixo de
dous pontos de vista, como j disse.
Pelo lado econmico e pelo lado da moralidade.
No primeiro caao, temos de fazer economas esa
quanta superior a trinta contos de ris aunaal-
m 'nte. No segundo, temos de evitar o desenvolv-
monto da corrupcao e do mmoralidade, vicios que
tecm tomado grandes proporcoes naquelle estabe-
leeimento.
Julgo bastantes estas duas causas para justiA-
carera a suppressio proposta pela illustre com-
missio de ornamente, em rslapao ao Gyinnaaia
Provincial.
Ditas estas palavraa, Sr. presidente, e achang-
me bastante fatigado, por haver oceupado a tribu-
na por muito tempo, e com grande esforoo sobre
minha voz...
O Sr. Gcmea PrenteMas com grande prova-
te para a causa publica.
0 Sr. Joio Alves.. .Termino por hoje aseon-
aideracoca que tinha fazer sobre o projecto de
ornamento provincial, sem todava destituir-me da
direito de voltar materia em discussao, sobre a
qual pretendo fallar segunda vez, afim de justifi-
car algumaa emendas por mira offurecidaa este
mesmo projecto.
Tenho concluido.
VoceaMuito besa .' Muito bem !
O Sr. Boatoberlo (Pretorio nm diacuraa
que ji foi publicado).





-
1
l ]
,
1 H16IVR I



Diario
Tcrsa-feira 22 de Junto de 1886
BB

i
A discusso fiea adiada pela hora.
Passa:se 4
2' PARTB DA OaUEM DO DU
Coutiua a 2* diseussai do proje:to n. 27 tate
anno.
Veta mesa, lido, apilado e approvado o se-
guate requer monto :
Rsqireiro o adianento da discusslo por dous
dias, ate estar presente o relator da commissio de
forca public i. ?
Entra eco 1 diseussao e fiea adiado o projecto
n 16 deste auno.
O Sr. Presidente levanta a aeaaao designando a
atgumte ordem do da : l" parte, coiitiniiaeao da
antecedente : 2* parte, continuadlo da antecedente
e mais 1* discuaaao da projecto a. 74 deate anuo.
Sao reicettidaa sauccao as resolucoes zeguin
tea :
1.*-Autorisando contratarse a construceao
de urna linha ferro-ca-ril de trsccao animal para
cargas e passageiros, ligando a ultima estacao do
ramal de ferro-va de Naiareth eidade deate
nome.
2.dem, dem de urna nova via-ferrea de hi-
tla estreita, de Hanhotinho ou Poco do Coelho at
Papacaca, paseando por Palineira de Garanhuus,
villa do ( orrentes e Lagoa do Emygdio.
HfiviSTA DIARIA
aembla Provincial Funcciouou
hontem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecido
32 Srs. deputados.
Foi approvada a acta da aeaaao de 18.
^ I1id4, toi approvada a acta da aeaaao antece-
dtfnte.
O Sr. 1 secretario procedeu a letura do ae-
guinte expediente :
Um officio do secretario do governo, devolvcndo
informada a peticao de Manoel de Souza Leal.
A quem foa a nquisico.
Outro do inesmo, tiausinittindo urna mforraacilo
em original do Thesouro Provincial, solicitando
consiguacao da ven-a de 1''550 para pagaineuto
) de passagens eme elidas por conta da provincia
< nos carroa da via-ferrea do Recife ao S. Francia-
co em Abril ultimo.A' commiasao de ornamento
previncial.
Urna peticao de Jeronymo de Souza Lelo, re-
querendo o pagamento de 1:700 que lhe deve a
cmara municipal de Jaboato, de alucucis da
casa em que fiiueciouou a mesma cmara. A'
commiasao de ornamento municipal.
Adiou-ae de novo pela hora a discosae do re-
querimento do Sr. Joao de S sobre a 2* a
do Consulado Provincial, tendo orado o Sr. Gas-
par de Ortimmond.
P.tssou s a 1 parte t'.n orden) do da.
Adiou-se, sendo prorogada por 60 minutos a re-
querimeuto do Sr. Reg ijarros, a votacao das
emendas ao projecto n. 143 deste anuo {oreanjeu-
to provincial orando pela ordem diversos rs. de-
putados.
A ordem do dia : continuacao da antecedente
na 1* e 2 partes.
Goverit do btpailoDiz a Aurora, de
20 do coi 10 17. forain passadas :
Provisao de coadjut ir para a freguezia de Ala-
Nova, na Paralvyba, por tempo du mais um
anuo, a favor do Rvd. Ignacio Ibiapina da Silva
Sobral.
dem, do aso da ordens, a favor do Rvd. Manoel
Jeronymo Cabral, residente cm Macao, no Rio
Grande do Norte.
(den de eonfenor, a favor do Rvd. Manoel
Beuicio Bai b i da Silva, residente em Bom Jar-
dm, nesta provincia.
dem, de uso de ordens e de confesaor, a favor
do Rvd. .Jos Ambrosio da Costa Ramos, residente
em Campia Graaie, na Parahyba.
Ideo, dem, a favor do Rvd. i< ormino ilerciil-.no
de Figiieiredo, residente na cidade da Parabyba.
dem, dem, favar du RvJ. tipio Emiliana
Cordeirn da Cunha, residente em S. Joao do Cari-
ry, na Parahyba.
Idt-m, idein, a favor do Rvd, Custodio Luiz de
Araujo, residente em S. Joao do Carky, na Para-
bj ba.
Fullecirnenlo Victima de antigos pade
cimento?, em que entrara por alguma cousa o or-
gSo essenei il da vidao Core;o, falleceu ante-
hontem, as 6 horas da iranh, o Dr. Francia?.!
Alves da Silva, 1" juiz substituto da comarca do
Recife.
Homem de cerca de 60 annoa de dude, o Dr
Alves da Silva formuu-se em aciencies jurdicas e
sociaes em 1849, e dedicou-se vida de agricul-
tor, que exercea por alguna annos.
Nao lhe aorrindoa sorte, liquidou os aeus ha-
veres e veio fixar residencia na cidade do Recite,
aendo entilo noineado juiz substituto da respecti-
va comarca, cargo em que duas veces foi recou-
duzido.
Quer como agricultor, qaer como magistrado
foi sempre de urna honradez inmaculada, e da
mesma a irte procedeu como memoro da Assem-
bli Provincial nos dous biennioa em que all leve
aaaento.
Carcter r*ap?:tavel, hornera ctSo e simples,
Jhano e uffavel, o Dr. Alves da Silva sabia fazer
a-nigos e os deixa numerosos.
Era extremamente dedicado A familia, princi-
paba-..te aoa filhos dos iiuas trae roelhor e o
mais terno doo amigos.
O seu trespasso causou profundo pezar aos que
de vraa lhe tinhara ntleicao, e abri um vacuo
impi-tv.nchivel no seio da sua respei'.avel familia,
qual (presentamos nossis condolencias, com es-
pee i., i 'ade seu digno filho e noaao bom amigo,
o Exm. Sr. Dr. Jos Vloreifli Alves da Silva.
Os o-o do corpo do Dr. Alves da
Silva t M logar ante- hontem mesma, no cernir-
rio 'e Santo Amaro, aabindo o fretro da casa n.
54 da ra do Hospicio, s 4 horas da tarde.
Creando numero de amigo* levou-o ultima
morada, dizendo lhe ah o derradeiro adeus.
1' i z sua alma.
Eieqalas olemne Tiveram. lugar,
hontem, na igreja de S. Bento de Ohnda as ac-
lemnea exequias que, por alma do Dr. Antonio
Francisco Corra de Araojo, mandou celebrar o
partido conservador d'nqnella cidade.
o centro da grande nave do templo eatava
erizado um b-llo citafalco, brilhantemente llu-
miirado e tendo na face principal o retrato do il
lustre inorto.
Aoe lados li iviam filias de cadeira que feram
oceup idas por mimeroaos amigos do finado, figu-
rando os principacs personagena da comarca.
Comr;ou o aete religioso s 8 1/2 horaa da ma-
nha e terminou s 10 horas, otctando na miasa e
Rvd. cunego Jo: Vaz Guiterrea, tendo. p->r da-
cono e aubdiacouooa Rvds. frei Lourencoda I nma-
caiada Oeaeeieio e padre Julio Maria do Reg
B Jiros.
Deucis da misaa cantou-ae um memento gran-
de orchestra, sendo esta dirigida pelo maestro
Bosaa.
Nos i/itervalios e depois dos actos religiosos
tocou a baoda le msica do corpo de polica.
Ferimealo I oveA's '> horas da manha,
de 20 do con- la do Barao do Tri.im-
rlu. da par cli.a Je S. i-'i- -i Pedro Goncalvr- do
: > li i Iriguea Braga, n'uma Iota
que travoo i na Man el Joao do ato, fe-
rio o na c o uina ea cetaria, sendo preso
em flagrante.
Tbealro Kamn Iwabel A companhi >
Furtado Coe!bo. l'Vou no saobado acea a ni
morosa n.odac<;ao do emeri'o litter..to liancez
Dumas Pidi, intitulada emt Monde.
E' ama bellissinsa p v m bh a accao semao-
tem :.a mesan altura em todab as peripecias do
drama.
O Sr. Fiirtado Coelho a. Sri. D. Lucinda de
ram Ih li'i interpret;ieao.
enb ) d Denti Monde, os doua nota-
veis ioaqaiatnran; anda um louro que
augmenta o exp'end.r de sua grande reputacAo.
Os dein .ia artistas tirar.iui-seconaeieiicio-aine-nte
de seus papis,
Uoeds faina O Sr. Dr. chefe de p
prosegaio huntem na iu|uiricao de testemu
par,. de crirae de mceda
falsa
Raaro de Crdito Real de Pernam-
BicrAmanlia, as 11 boeaa do din, n'jm
salas da Prav
sorteio das letras hypotbccanas, emitt:daa p-1 j
Banco de C edite Real, e que teem ue ser amor-
i s, na firma dos respetivos estatutos. Sao
aa r o 1 semestre.
At' 30 do con eionistas do ret
Banco leven) realisar, na forma dos arta. 5o i> tjf
do< ditos esta -utrada de 10 "/'0 do va-
lor nominal de
i as) Mae te Pertataes ese Leitarsi
EsU StituioSo, que ji couta de existencia ma
longa serie de aunos e reaes e uteia serv:
causa da instraeco popular, readlveu eomp-ar ou
edificar um piedi oom as neceasarias proBon.ijes
e accommodacoea para a sua importante bibhothe-
ca e demais misterea que se destina.
A operaeo ser effectuada mediante o lo van
lamento de capitaea per acedes entre oa ant goa
accionistas do Gabinete; e a aubacripcao para
eaaaa novas aecoes acha-se aberta, na sede actual
Sao intuitivas as vautsgeus qne resultaro para
a nstituicao da operaeo que ella intenta, e que
de.suppor lealise as inaia auspiciosas condir^oea.
Tbealro de Sania laabelA empresa
dramtica aob a direceao do (Ilustre artista Furta
do Coelho, repete hoje.no theatro de Santa Isabel,
a peca em 5 actos de Dumas Filho, Demi Monde,
vigorosa compoaicao dramtica que tantos spplau-
sos tem colhido em todos os theatros onde tem sido
exhibida.
Tbealro das Variedades-Neato thea
tro, da fabrica Nova Hamburgo, o celebre pres-
tidigitador Faure Nicolay d hoje o seu nico es-
pectculo, constante de tres partes : 1 e 3 par-
tes, mgica branca, prestidigitacao emagnetismo;
2a parte, st-saao mgica de bilhar.
O Sr. Nicolay, j conhecido do nosso publico,
poia que ha anno-< paaaadoa aqu trahalhou, teta
visto cescer a sua nomeada, e hoje goaa de repu-
taco universal conquistada pelo seu talento.
Importa isto diser que raerecem ser vistos os
aeus irabalhos.
Cidade da Victoria- Recebemos folhas
deata cidade at 19 do corrate.
Refere o Lidador dessa data :
No dia 13 do corrent-, pela manha, em casa
do artiata Noberto Jos da Silva, morador 4 ra
do Barateiro, deata cidade, deu-se urna acea dig-
na de compaixo.
Achava-se aquelle senhor mexendo um cal-
deirfio de breu ao'fogo, equundo menos esperava,
o dito caldiirao estourou e espalbando-se breu
fervendo queimou-o borrivelmente, asaim como a
sua mulher que tambem perto se achava.
Osiuon dedoo Vernandes Vielra
Lemos no Jornal do Reeife de 20 :
Tendo o Sr. Francisco Augusto Pereira da
Costa, incansavel inveatigador da historia patria,
encontrado urna ndicaco precisa do lugar em
que fra sepultado Joao Fernandea Vieira, e apre-
aentado ao Inatituto Archeologico, do qual faz
parte um trabalho circunstanciado sobre o as-
sumpto, foi deliberado se proceder ao necessario
HtHK, oque effectiveniente teve lugar, no dia 17
do correte, perante urna commiasao do raeamo
Instituto.
' O local designado foi a greja do convento do
Caimo, de Olinda, na capella-mr ao lado do
Evaogelho, e efectivamente encontraram-se os
restos mortaes do illustre peraonagem j bastante
resumidos pela accao do tempo, fragmentos do
caixo, pregos etc.
Cuidadosamente reolhides foram trazijos
para o Instituto, afim de proceder-se ao neeessa
rio exime medico e outras uveatigacoea ulte-
riores .
A l'as E' o itiilo de urna bonita walaa
para piano, compoata por Jos Coelho da Silva
Ar Vende-se cada exemplar a li. .i ra do Biro
da Victoria na. 11 e 30, ra do Cabug u. 18, ra
do Duque de Calas ns. 6 e 77 e ra 1* de M .;
co n. 7.
Agradecemos o numero que nos foi offortado.
Conferencia Recebemos um folheto im- j
P'esso, canteado a conferencia do Sr. Alfredo
Pinto realisada no Gabinete Portuguez de Lei- i
tura, em 2 di corrate mea, proposito do quint
auuiversario do fallecimentc de Emilio Li'.r.
Agradecemos.
Paquete Cearft Este paquete nacional
sabio hontem da Fortaleza. Deve tocar hoje no
Natal, ainanha na l'arabyba, e em Pernambuco
24 do c>rreute.
Lamenta Magiea Publicou-sc o n. 157
deste peridico ilustrado humorstico.
Tragedia do Kccifc Tamb'm publi-
co u se a 5. caderueta deste romance do Sr. Dr
Cameiro Villela.. -
<% laudan Pelo vapor c>steiro receb-mos fo-
lhas das Adaguas at 19 do corrente, as quaes na-
da de interease referrm.
Fallecer em Porto Calvo o Dr. Tiburcio Jos
Tavares.
Lelra arbada Est em nosso poder urna
letra de 504000, qiu fui acbada por urna praca de
linha.
Qiem fr seu dono, dando o* signaea, a rece-
ber no nosso escriptono, e se lhe dir o nome da
praca que n'o|-a tmuxe.
Itimiraccao Israsnntira Familiar -
Conforme esta va anuuueado, realison-ae aabbado,
no theatro da ra do Hospicio, o espectculo pro-
movido por easa aociedade, cm cominemoracao do
seu 2.* amiMVersariol
O d"M'inp"nho por parte do corpo sceuco foi o
inais satistactoric possivel.
O theatro achava se galhar Jmente encitado
regorgitava de eapnetaasre, reinaudo du ante o
espectculo, tanto no interior como fra do edifi-
cio, a m.iior ord.-m.
O jardirn apresentava um aspecto deslumbrante
pela sua variolado de lindos lampeos, espalhados
com pymetria.
Em resumo, a noite de sabbado deixou urna im-
pressao b.-m agradavel em todos quantos concor-
reram pira abrilhantar a festa do'i." anniversario
da Distraccao Dramtica Familiar.
BarrHresEscrevem-ncs :
No dia 14 do coirente, na matriz desta villa,
houve urna miasa e um memento em auffragio da
alma ia respe'tavel cidadao. que, em vide, cha-
mou-se Manoel d: Caldas Brrelo, digno progeni-
tor do Ilustrado Dr. Manuel Caldas Barrete, dig-
iiisfimo juiz de diroito da comarca.
Nio obtante nao baver convitea para aquel-
lea actos religUsoa, pela incerteza de ae cncou-
trar sacer! .te, que oa celebrasse, por isao que o
Rvd. vigario da freguezia, com grande detrimento
da religiao, ha 15 das, acha-ae auaente da mes-
ma freguezia ; todava, houve grande affluenea
de amigos que espontneamente ae ^presentaran)
e, pora, procuravam manifestar ao ljstre Dr.
Caldas e Exma. familia, suae sinceras condolen-
cias por tao sensivel golpe.
Offieiou o Rvd. padre Miguel, o qual, em atten-
co ao illustre Dr. Caldas e sua Exma. familia,
veio, com nao pequeo sacrificio, da comarca de
Rio Formoso pira a de Barreiros.
Sexta-feira :
A's 9 horas, na capella do engenho Massanga-
na, por alma do Dr. Gaspar de Drummond.
Lotera da provincia. Quarta-teira,
23 do corrente, se extrahir a lotera n. 60, em bo-
ueficio da igreja da C meeicao dos Milagrea de
Maranguape.
No oousistirio da igreja de Nosaa Senhora da
Conceico dos Militarea, ae acharo expostas as
urnas e as espheraa, arrumadas om ordem num-
rica apreciacSo do publico.
Lotera do Bio A. 4" parte da lotera n,
197, do novo plano, do premio do 100:000*000.
ser extrahida no dia 25 do corrate.
Os bilhetes acham-se venda aa Casa da For-
tuna ra Primeiro do Marco.
Tambera ac'iam-se venda na praca da Inde-
ea ns. 87 e 3b.
Lotera de Macelo de 500:000 &00<>
A13' parte da 12* lotoria, cujo premio grande
de 200:000^000, pelo novo plano, ser extrahida
impretrrivelraente no da 22 de Juuho s 11 horas
da manha.
Bilhetes venda na Casa Folia da praca da Iu-
depeude.ifia ns. 37 e 39.
Lotera RKiraordinarta do Vpl-
rangaO 4" e ultimo sorteio das 4> e 5* series
desta importante lotera, cujo .naior premio de
150:000*000, ser extrahida a 14 de Agosto prxi-
mo.
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
i. 23.
No inesmo estabelecimento foram tambera
abatidas para o consumo do dia 15 do corrente 76
resea.
gSmdo : 61 pertencoutea a Olive-a Castro C-,
e 15 diversos.
Matadotaro Publico. Foram abatidas
no Mata louro da Cabanga 81 rezes para o consu-
mo do dia '2 de Junho.
Sendo: 66 perteneentes aos Srs. Oliveira Cas
tr C, e 15 diversos.
Mercado Municipal de Smm6.0
movimento deata vlercado nos das 20 e 21 do cor-
rente, foi o seguinte:
'".ntraram :
Tii 1/2 bois p-saido 12.182 kilos.
45'J kilos da pene a 20 ris
105 cargas de fariuha a 200 ris
38 ditas de t'ructas diversas 300
ris
14 tabolcirop a 200 ris
30 suinos a 200 ris
Foram oceupados:
481/2 columnas a 600 ris
51 compartimentos de faiinha a
aO ris
47 c.oipirtimentos de comidas a
bOO ris
149 1/2 ditos le legumes a 400 ris
33 compartimentos de saiuo a 7o0
ris
26 ditos de fressaras a 600 ris
20 ditos de ditos a 21
A Oliveira Castro & C. :
4 talhos a 500 ris
108 talhos de carne verde al*
va dar estas cootas lanosa regadora da
mesma, para que esta, depoia de verificar
a sua exaetidao, as mandaste submetter a
apreciacao e julgamoato delle juiz, sendo
que para preonchimento de taca for nada
des, pedio que lhe osse concedido um pra-
zo razoavel; mas, nio toado o juiz atten-
dido sua reelamajo, o syndi^o corapare-
ceu perante elle no dia designado o pres-
tou as mencionadas contac.
Lavrado o auto do contas e ouvido so-
bre ellas o Dr. promotor de oapallas, que
exerce aqu este cargo, contra o disposta
no art. 96 do Reg. n. 9,420 de 8 de
Abril de 1885, visto ler curador geral de
orphlos, o juiz de diroito, em vez de jul-
gar as coatas, como entendesse da justiga,
declinou, sera suspeitar-so, para o seu
substituto, que proferio logo a sua senten-
cia, glosando algumas verbas de despezas,
logalmente feitas, destituindo o syndico do
cargo para o qual fura reeleito pela contra-
ria e ordenando-lhe que, sob pena de se<
questro, quo j foi cffeetuado, re:olhosse
Acham-se exposto a vendaos restos d-.s bilhe- juzo 0 8aldo existente no eof-o di Dr-
_ -.-. /'..* J.. A-Imn A n Di-imi.mA llil llil(i i | ti""
aem, para ser entregue a um administra
dor, que elle substituto, nomeou sem pre-
via audiencia e suspensao da meaa rega-
dora !
O syndico, Senhor, nao se conforman lo
com essa deuisilo, pedio vista para embar-
gos sentenga, e, cerno nio houvessem
advogados deserapedidos no foro, solicitou
licenca para assignar artigos, razoes e cotas
em sua dofeza, na forma dos avisos na. 9
e 103 de 11 de Janeiro o 2 de Outubro de
1838, o que foi adeferido pelo juiz a qu,
dizendo, com referencia segunda parte
que s admittia adeogados para tratar de
questZ s que requer algum conhecimento
de direito !
Vendse, pois, o syndico impossibilita-
do de defender-se, ent^ndeu-se com o pe-
ticionario, que, para nao deixal o indefeso,
acceitou o mandat apezar de estar djoeu-
te, e de novo instou pela vista para mos-
trar, por meio de embargos qu-o, alera de
injusta, a sentenga era nulla, visto que ti-
nhr. sido proferida por juiz incompetente.
Mas o juiz qn, Senhor, querendo por
motivos que bern pouco o honram, conti-
nuar conhecer da causa, que foi prepa-
rada pelo jniz de direito, negou a vista o
negou logo depois o aggravo, que foi int^r-
posto na forma da lei, porque, disso elle :
-nao se admitiem aggravos de siinples in-
terlocut'>ri;s c. sim dos definitivos I !
Conhecendo o peticionario, Senhor, pelos
njuridicos despachos do juiz qu e pelas
explieacoes verbaes qu- ella dava ao syn-
dico, que era difficil senio impossivel, con-
vencel-o de que o caso era de aggravo e
que elle estava comraettendo um crime em
continuar funceionar na causa contra o
9J180
21000
11*400
2800
6*000
29*100
25*500
23*500
59*800
23*100
15*600
40*000
2*000
108*00>i
Deve ter sido arrecaiada nestes das
a quanta de
376980
UoNpital PorastguexO movimento das
enfermaras deste hospital du ante a semana finda
foi o seguinte :
Ex8tiam em tratamento...... 18
Entraram................... 3
Sahiram curadas.............
Existen)....................
21
2
19
21
Continua de semana
Nunca da Cruz.
o Sr. mordomo Antonio
Poco da PanfilaA' prqpoaio da reu-
ma o el it ral que houve nessa iroguezia, deque
s notic*a em nessa Revieta de antes de hon-
tem. Dr. (es (] tvalcante pede para pubcar-
wgnisde :
Srs. redaetore, dignein-se Vv. Ss. de inserir
em fin Revttta osla deelar.i
o ae-itur a inci..ibenci* de que fui
. lo na leiiniio eui casado Sr. Jeao Igna-
cio Bbeiro Runa no l'oc> 4s P n da, porque te
nh> de di'seinpeubkr co.nmissaj ideutici pira a
qual fui acolhido em nina outra r^uuiio em que
toraei parte na mesma freguezia.
LcilfM.EfFaj'uar-se-hiio:
lloe :
Velo agente Pettana, ia 11 horas, na Ponte Ve-
lha n. 3, de movis, loucas, vdroa, etc.
agente iuto, 1 hora da tarde, na ra
do Imprador n. 39, de dividas, movis, louca e
vidro--.
I'elq eyeale Martin, s 11 horas, na ra do
Bmk< 1 n. 48, de movis, lou^a e vidros.
Pe/o agente Drito, s 10 1 [2 horas, na ra do
Padre N brega, de movis, ouro e prata.
relo geme Alfreda Quinaras, s 11 horas, na
ra do Bom Jess n. 45, de predios.
Ain nti :
Pelo agente Pinto, s 101 [2 horaa, na ra d.i
Aurora u. 39, de movis, loucas, vidros, etc., etc
Mmhn faneOren. -Sero celebradas :
Amanha :
A's 7 b ras, na igreja da Santa Cruz por .,
de Maujel a Penna ; s 8 horas, no I
mo. por. alma do Dr. Gaspar de Drummond; s 8
I, na mitriz da Boa-Vista, per alma de
re de Jess da M&tta ; ke-8 heras, na matriz
rja tina- Visti, jior alma de l). Mara Pa Silveira
i bnqt'erque ta 8 lioras, na natriz da
. por alma de Joaquiui P. Machado Por-
tella Filho ; s 8 horas, no Carrao, por alma do
Dr. Oaapar Drummond ; a H horas na mata da
Boa-ViaU, por aUu* de D. Mari* Pia Ferreira
de Albuquerque.
Presos do da:
Carue verde a 400 o 820 rea o klc.
i a 560 e 64 ris idem.
140 e 890 ris idem.
..ni. 240 a 320 ris a cuia
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijode 80 1*600
C'emiterle publico.Obituario do da 19
de jiiubo :
Maria Magdalena dos Anjos, Pernambuco, 83
annos, solteira, Boa-Vista; insuficiencia raitral.
Anna Clara Joaquina Brrelo, Parahyba, 83
aun s, viuva, Boa-Vista ; sel-rose geral.
Maria, Pernambuco, horas, Graca ; espasmo.
Jos, Pernambuco, 2 mezes, S. Jos ; eclampsia.
Oamilo, Pernambuco, 64 annoa, casado, Boa-
Visti ; anemia.
20
Joao, Pernambuco, 1 auno, S. Jos; cutero
colite.
Maria, Praimbuco, 8 mezes, S. Jos ; gastre
entente.
Aeren Amelia da Suva, Pernambuco, 22 an
nos. solteira, S. Jos ; tsica pulmouar.
Mara Joaquina do Espirito Santo, Pernambu-
co, 40 anuos, viuva, Boa-Visto ; hemorrhagia ce-
rebral.
Manoel Vicente Ferreira, Pernambuco, 46 an-
noa, casado, Boa-Vista ; anazarca.
Candido Jas dua Pasaos, Peruambnco, 70 an-
nos, solteiro, Boa-Vista; tubrculos pulmonarea.
Maria Luiza de Jess, Parahyba, 20 annos, ca
sida, Boa-Vista ; abeesso.
Joasuia Jacintha, Pernambuco, 38 annos, va-
va, Boa Visti.; contestan crebral.
Dr. Francisco Alves da Silva, Pernambuco, 58
annoa, casado, Boa-Vista ; cougestao heptica.
Joaquim Jos do Naacimento, Pernambuco, 37
annos, viuvo, Boa Vista ; gastro enterite.
PIBLIIAIOES A PEDIDO
a
4oo Francisco do Amara!
publico
Tendo o juiz substituto desta comarca,
Telesplioro Gomes de Araujo Salles, me
suso ndido de X'Tcioio da advoga<:ia, para
que eu nao podes3e continuar defender
os direitos d- -Iguns de meus amigos, quo
ella ost perseguindo por ordem do juiz
effeetivo, reclamei contra esto acto arbi-
trario do Sr. Telesphoro, e, eome elle no
attendesse minha jurdica reelama^o,
aggravei de petiyao para o .Egregio Tribu
nal da Relagao do districto.
Sabendo, portn, o Sr. Telesphoro, por
que lh'o dissoram, que esse aggravo tem
etfeito susp-nsivo. negou-m'o e prohibi
que o escrivo me dsse a carta testemu-
nhavel, que pedi.; razao pela qual dirig ao
tito Tribunal da Relaca a petij-Io, que se
segu e que mando publicar para que o
publico sensato cotiheca quanto valem os
juizes desta infeliz comarca.
Iguarass, 21 de Junho do 1886.
JoSo Francisco do Axaral.
Senhor I Jo2o Francisco do Amara], ad-
vogaao provisioaado pelo Exm. Sr. presi-
dente do Egregio Tribunal, quem se di
rige respeitosamenii, tendo sido suspenso
do exercicio da advogacia, por trinta dias,
pelo juiz substituto desta comarca, e nao
reconbecendo a competencia do dito juiz
para suspndelo, aggravou de sua injusta
e Ilegal decisao para Vossa \la>gestade
Imperial, tun laudo o seu aggravo em o
disposto no Io do art. 15 do R^g. a.
143 de 15 de Mareo de 1842 e no decre-
to ti. 1574 do 7 de Margo de 1855.
Ma, nio tendo o referido juiz adosttddo
0 aggravo, o peticiou .rio requerau cart >
tcstemunbavel, quo nein elle 8 nem o es
crivl-j quizeram conceder, raztio pida qual
vera o peti tionario, na forma nconsclhada
pelo desembargidor Cantara Leal, P'gs.
20 do 10 vol. do Direito, requerer Vos-
si Migestade I Dpari 1 providencias, para
quo soja admittiJo o seu recurso.
Senhor I Para bem demonstrar Vossa
Magstide quao arbitrario e injusto foi o
disposto no art. 3o 2o e art. 68 do Reg.
n. 4,824 de 22 de Novembro de 1871, pe-
dio carta testemunhavel, que, milagrosa-
mente, lhe foi concedida e miuutou a, por
modo jurdico como ver Vossa Mogestade
do respectivo instrumento, que j foi re-
mettido para osse Egregio Tribunal.
Nessa minuta, onbor, o peticionario
analysou o proced ment irregular do juiz
de direito e do seu substituto o, podenfj
chegar a conctusao bem desagradavel para
elles, concluio dizoudo : que talvez so po-
d-ss! applicar em favor do juiz qu,
como se tem applieado outros, em den-
ticas circumstanoiss, o disposto no art. .*3
do cdigo criminal ; e, eomquaofo pareen,
primeira vista, que houve maUgnidade
na escusa lembrada pelo peticionario, toda
va bastava a simples letura das deci;o:s
do juiz qu o, principalmente, da sua
contra-minnta, para reoonbecer-se que o
peticionario nao foi maligno e sim cari
doso.
E do feito, Senhor, se o juiz qu ti-
vesse conhecimento do rr.al qu1* praticava,
tera continuad.' a funeciouar na causa,
centra expressa pi'ohibrjilo de lei ?
Se o juiz qw tivesse conhecimento do
mal qu praticava, Jeria assi^nado de
rubria-uma sentenc definitiva para de-
pois dizer, como disse, quo essa sentenga
n5o era urna sentenga. purm sim urna
interlocutoria condem .atoria dos abusos da
Ordem e do seu syndico ?
Se o juiz qu tivesse elevado conheci
ment do mal que razia, teria destituido o
syndico de seu cargo e nomeado um admi-
nistrador sem previa audiencia e subse-
quente suspensao da mesa regedora da
Ordem ?
Se o juiz qu bem coraprehendesse o
que cscreveu, teria na oua sentenga come
gado por declarar que ro jnlgava as cou-
tas, qu a.\3 julgou porqus o syndiw ti-
nha teito algumas despezas illegaes, con-
fundindo asaim o o acto de julgar cora o
de approvar ou liomologar ?
Su e juiz quo' tivessi obrado com 20-
nhecinento de nossa legislagao, teria nega
do a vista que o syn lico pidi de sua se 1-
tenga e a licenga qus impetrou, na forma
da lei, para assignar artigos, razoes e co-
tas era sua defina, daclaragSo quanto
segunda parte, que -so' admita adeogados
para tratar de qwstoes a que requer algum
cofAeciment de direito t
Se o juiz quo conhocesso a nosaa legis-
lagao, teria nega lo ao syndico o aggravo
qu> ioterpoz pjr lhe ter elln nega lo a vis-
ta e insistido em julgar-aecompetente para
funcionar na causa, dando como razo iia
recusa de tal re ursoo nao se poder a gravur de simplis despachos e sim dos rfl
niticos ?
Se o juiz a quo' tivesse conhecimento do
nial que faxin, teria violado a Ord. Ho Liv.
4o Til. 49, constituinrro-se guara ou de
P'iaitario d.) 1:51)0^1000, p'-rtencentes aa
p..triiuoiio da N .iss : S .-nlioru de Soc-
corro, p trimonio, que, lia muito, p r
io Espado, por est"r extracta a
pella e t-r inorridu o ultimo administrador
son deixar suocessores ?
Se o juiz qv.o' comprehendense bem os
aeus deveres, teri ti-galo ao syndico a
certidio que requer u pira priva d
borrada e alterada, na qual se vu um tre-
cho amphibologico, em que elle, querondo
refutar a minuta diz: que o seu despa-
cho, que nSo um despacho, no entender do
Syndico, ... um absurdo ? I
Se o juiz qu. tivesse pleno conheci-
mento de suas attribuigdes, teria eita io
delegagSes illegaes do jniz de direito para
praticar, sob sua directa responsabilidaue,
como, por exemplo, o da suspensao do pe-
ticionario, que, elle juiz de diroito, tem,
publica e fingidamente, desapprovado ?
J v, pois, Vossa Magestade que o pe-
ticionario nao se excedeu, quan io, na mi-
nuta de que se trata, disso -que o juiz
qu, se quizesse, padia invocar como
deseulpa dos seus inconscientes actos o dis-
posto no art. 3o do nosso Cdigo Crimi-
nal, mas o jniz qu, attendendo s ma-
lignas reflexSes de alguem, que pretende
dirigil o, suppoz se menoscabado pelo pe-
ticionario ; o, por isso, baseando-sa na Ord.
do Liv. 3o Tit. 20 34, Liv. 2o Tit. 6o e
no art. 241 do Cdigo Criminal, bai-
xou a portara junta, sob n. 1, suspenden-
do o peticionario por ter, disse elle, usa-
do nessa minuta dy expressZes inconvenien-
tes e offensivas de sua autoridade, trans
gredindo por esse modo as raas do justo
o do honesto 1
O peticionario, Senhor, reclamou pelas
inclusas petig3es contra ease acto arbitra-
rio do juiz qu e mostrou que as lea,
por elle citadas em sua portara, nao ti-
nhara appli; ig3o para o ciso, salvo so ain
da vigorasso a Ord. do Liv. 2o Tit. 6o, que
mandava castigar discrimoaariaraente a to-
dos aquelles, que inaorriam no desagrado
dos membros do Santo Officio, que j
com Dous ; porera o juiz qu, Senhor,
etnbora saib que a Santa InquisigSo j
nao existe o que o peticionarlo nSo he-
rtico, raanteve o ssu arito, fundando-se,
posteriormente, em Accordaos da Rdago
do Rio, que tambera no sao applijaveis
ao caso.
Que o peticionario, Senhor, n.To injuriou
e, muito menos, caluraniou o juiz qu
na minuta, que elle se refere, em sua
portara, elle raesmo reconbeeeu. desde qu
oSo in ii'jou nessa portara quaes as exprs-
soes inconvenientes de que o peticionario
usou, i qual o ponto en que as ratas do
justo c do honesto foram transgredidas.
Porem, quando mosmo, Senhor, o peti-
cionario, desvian lose urna vez do bom ca-
minho quo sempre seguio, houvesse empe-
gado na minuta que allude ojuiz qu,
ossas expressoes inconvenientes, teria osse
juiz o direito de punir o peticionario, sus-
pendendo-o, do conformidado com o dispos-
to no art. 241 do Cdigo Criminal? O pe-
ticionario entsnde qu? nao, porquanto sera
absurdo que a le conferase ao juiz o po-
der do punir a cu talante, as offina
tai sua pessoa, contrariando Msiin o bem
conhecido pre jeito de quo ninguem pode
ser juiz em cima propria.
Se ojuiz qw, Senhor, tivesse lido os
Avisos ns. 128 de 10 de Dezembro re
1838 e 401 de 1G do Dezembro de 1859
o nao quizesse transgredir as raas do jus-
to e do honesto, teria evitado ou emendado
o erro qua commetteu, suspendendo o pe-
ticionario; pois quo de taes Avisos so vG
que o art. 241 do Cod Crira. niloco.11
tiende o caso de seren as injurias e ca-
lumnias escripias contra a pessoa A > juiz,
que, nesta hypotb.es:', o que po le man-
dar extrahir copia dos escriptos oflensivos
si e remettel-a ao promotor publi ;o para
denunciar o culpado, de' accordo com os
arts. 37 e 74 do Cdigo do Processo Cri-
minal.
Ss o juiz d qu, que procurou spad-
nhar o seu acto com Accordos, sem ap
plioagiio, da Kelagao da c'te, tivesse lido,
Senhor, os que proferio a Relagao de S.
Paulo em 17 e 21 de Julho do mosmo ao.no e 6 du Maio de
1881, os quaes se encontrara pags. j,
510, 574 u 579 do 34 vol. de Direito, te-
ri.a recorihecido que o juiz que so apoia
cm les absoletas ou sem ppli^agao, para
suspender advogado, que ataca aa suas
decisSes, eorrmette excesso de autoridade,
podendo o adogado recorrer dessa sus-
pensao ; mas o juiz qu, Senhor, que nao
conhece as leis e muito menos a jurispru-
dencia dos tribunaes, o que quiz foi sus-
pender o peticionario, sob pretexto de ter
transgredido as raas, afim de obstar quo o
peticionario continuasse a oppor-se s vio-
lencias que elle est praticando em certas
causas, por ordem daquolle, que, coutra
lei, lhe delegou poderes para esso fim.
Demonstrado, pois, como tica, Senhor,
que o juiz qu nao tinhi competencia
para funcionar na causa que se refere a
portara de suspensa > e que, quando ines-
mo a tvosse, competencia nao teria para
suspender o peticionario pelo fado, alias
iuexacto, de ter escripto injurias contra a
sua pessoa, claro que ao peticionario ca
bia, em face das leis citadas no com-go
desta, o direito de aggravar de sua dei
juiz qu para com o peticionario, pede'crim', citilao, que taiulie n foi n<-gila
este licenga Vossa Magestade p ira histo-
riar, exacta e conHamenie o ficto que
motV3U a calculada e illtgul suspeoso dn
petic;onaro, que em sua longa vi d ad-
v gado s ;inpre foi tratado c m delicado
ze pelos futcioivrios de ju^tiga, ante os
quaes ha ese redo sua nobre, masespinho-
sa pfofissao.
Tendo ojuiz de dir-to da comarca man-
dado notificar o syndieo da Orriem Tercei-
cade S. Franjiseo deata villa para prestir
contas perante elle de sua gerencia, o raes-
mo syndico reclamou dizendo : que,
conformidado dos estatutos da Ordem, de-
pelo juiz effe tivo, como sovatt dos doju
meneos juntos?
S o jiiz A qu tivess- obr do com co
nhecimeu'o de cus t n 1 lhe
foi demonstrada a soa ia 'o apetencia,
man lado aequeairnr os bens do Syo
que um homam bom con-eitu .do
inspira grande conlianga confruria que o
tedegeu ?
be u juiz qu tivesse o criterio e a 1-
lustraga ifui: is pira bom d.-s m-
penhar as funegoes d rgo, t ra of-
ferecido devala coosieragao d'o Voaaa
Magestade urna contra-minuta
sao para Vossa Magestade Imperial.
Mas o juiz A qu, querendo obstar que
o peticionario levasse aa suas arbitrarieda-
des ao alto conhecimento de Vosa Mages-
tade, e auppondo que o peticionario s o po-
da fazer por meio do aggravo ou da carta
teste nunhavel, negou o primeiro e proh
bio, contra o disposto na Ord. do Liv. Io
Tit. 80 I 14, que o escrivo dsso a se-
gunda, como ver Vossa Mag-stade d.
certido passada, perante tstemuuhas,
pelo dito es.irivao qu-, otado, falto ao
curaprimento da seu deret para nao ser
njvameute suspenso I...
Oa i-s -rivaes daqui, Senhor, estilo coae
tos; nao pjdem, nem ao menos, tumprir o
.isposto no :;rt. 11 do Reg. n. 5,467 de 12
de Novembro de 1873 a no Aviso n. 447
de 26 d^ Scteiubro de 1^64, sem previa
licenga dos juizea, que negam at certi
18 partes e i'xaminam as qne conec-
dem, em ci-rtos casos, antes da entrega,
sem duvida para evtr qui os es riva.-s
us"ni i!.- expressZes inconveni-ntes e trans-
gridam as ratas, trocadas pelo sni-
dente da justica desta infe'iz comarca.
Se o paiti itonario po esse requerer a
Vossa lil que avocase todos oa
autos cm que o juiz qu est funecionan-
do por del-^a-ao do juiz de direito, pro-
varia ;om liles Vossa M igostale que o
juiz mo\ tem-se onstituilo porte nos
mea taudo diligencias, qu'> nSo
for .ra requeridas e negando aos prejudica-
doa todos os r i, mais
tarde, t.es autos ub^garo, p los raeios
guiar s, a esse Egregio Tribunal, e, entSo,
ter Vossa Magi-stado occasiao da apro-
raspada, 'ciar as tropelas do juiz quo', que, se-
gundo dizeo, tem transgredido as raas
das ordens sinuosas, que reeebeu.
Em coneluso, Senhor, o peticionario
suppoo ter demonstrado : primo, que nao
injuriou e nem calumniou ao juiz a' quo' ;
secund, que, quando mesmo tivesse inju-
riado ou calumniado ao dito juiz, este
nao po loria punil-o ex propria autoritate ;
tTti, finalmente, que, senac innbitarel
a incorapeteo3a do juiz a' quo' para funcio-
nar na causa e 8uapender o peticionario e,
nio tendo elle querido rejonhecer easa in-
competencia, tinha lugar o aggravo que
elle negou; e, portanto, o peticionario" es-t
pera e pede Vossa Magestade que, defe-
rindo a presente, mande tomar rl aggravo,
se n3o quzer, como pode, dar-lhe logo
pro vi ment para mandar cassar a portara
de suspensao, visto que foi expedida par
juiz notoriamente incompetente.
Iguarass, 16 do Junho de 1886.
Jocto Francisco do Amarra!.
Fallencla de P. C Levy & c
PETICAO DE AGGRAVO
II
Os aggravantes que j tinh.itn resolv Jo nao
aceitar outr,.s reformas, nem fazer noves e upres-
timos, para Ihea uo sueseder o que se d Com
o jogador, que tudo va; sacrificando em busca do
perdida,aao d^viam esperar um momento de-
pois da audaciosa manifestacio daquelle plano cri-
minoso. K-'quereram a faileucia, antes que Lvy
c nalataiaa es seus preparativos.
Requerida a fallencia aos 7 de Maio, Levy tra-
tou de gaubar tempo.
No da, cm que foram inquiridas as testemunhas,
foi-lhe eoneeiido o praso de 21 horas, para exhi-
bir a traduccao da carta fl. 77. Citado no dia
7 para assis'ir jastifieaeis uo dis. 8 s 11 horas,
Levy nao precisa va de mais 24 horas para exhibir a
traduccao de urna carta de poucas liuhas ; notan-
do-se que essa carta, cacno se v do seu cinteado,
urna rejposta que elle tinha pedido, deprevenqao,
14 dins aatrs de se requerer a fallencia (Jepois de
.-eneda a letra fl. 4, e poueo antes de veneer-se
a de fl. 3). E I 1 respost 1, obtida em 24
de Abril, e r exhibida em uizo que Le-
vy maudou rceoah-cer a assiguatura dous dias
depois.
Em 10 de Maio requeren Lvy que so prooe-
a uro exame 1103 livrbs da firma. A peticao,
despachada nesse dia, f log junta aos autos, que
no mesmo dia suoirain conelusao, d 'eeiido no
deapatibo ti. 81, maudaado pro-
ceder ao exame.
Nao havenio nesse despacho referencia peti-
i.'Ij i fl. 53, que o? aggrsvaatea smente mais tar-
de tiveran occasiao d: le-, entenierara que se tra-
tava de um 1 digo.i.Mi ex ofjiio. Por ease moti-
vo, e com a esperanza d qu o exame se fizesse
com brL-vidade, deixaram de reclamar.
Pedirn s aajgra^aiitea, por serem infirmados
de que o anata uio termma va no me3ino dia, qe
os seetoa ficassem ca igualdade de coadi-
cioes. '.) ciar u o advogado de Levy que as par-
tes nteraassdaa nao devlan assiatir ao exame, e
que se os aggravautes comparecessem, elle c seu
eooatrtuinte compareecriara tambem, e exigiriam
a mterveng 10 da forca publica, afim de mauter a
1. A isto tonderou o Dr. Juiz do Comioercio
Me d ixaria de ser juiz, quando tivesse necesii-
dade Ue semeihante auxilio.
Coin-cou c exame e passaram-se qciKZE dui,
s -n que os aggravautes tivessem uotici.-. de seu
resultado.
Thomaz II sistiudo diariamente ao exame, impedia a sua en-
tra 11. trancando com a chave a porta da sala.
No' se que Holme; o nico socio, que tem a
sua residencia 110 mesmo predio, em que se acha
o estabelecimento.
En 2b' de Maio fizeram os aggravautes a peti-
cao a fl 95, requerido que, u;na vea respondidos
00 ijU'sitos propostos pelo Dr. Juiz do Commereio,
e quaesquer ipr.fosaemas respostas, se deliberasse
defi.iitivaincnte sobre a abertura da fallencia ;
porquanto o socio dissidente (Levy) ia tirande
!o dessa demora ; couio poderia conhecer o
mesmo juiz, interrogando-o sobre a nao a:ceita-
saques, transferencia de coahecimentos etc.
No dia 27 apreseutaram os periytos as suas res-
, e Levy foi a Imittido a fazer novos quesi-
f'>3, apeaar das p lea que os agravantes
j tinliain falta e uessa occasiao repetiram verbal-
mente. Nao podendo evitar a nova demora apre-
sentarain os nggr-.vantes 03 quesito3 a fl. 137.
No di 28 foram intima'los osasgravuntes para
assiszir no di 29, e na propria juatificaco de fal-
lencia. inquiricao de seis testemunhas offerecidas
;> justificados J. C. Ijevy & C. Felizmente foi
atteudida a reelamacao' a fl. 160, para qne esses
depoiaMatoa f'Sem tomados era separado.
Os aggr uites dizem felizmentenao porque o
despacho a fl. 1G0 diminuase a demora ; mas por-
que evitou que fie isse introduzida no fofo a praxe
de iuterromperse a just'ficacao de fallencia com
a iuquirigao das te-itemunhas indicadas pelo jus-
tillo lo. O que ficoo introduzilo o reeurso dos
adUineutos e exames de livroa ; cuja demora, dc-
peodeada da uaturez dos quesitoque o justifica-
do qui>ira oflerecer ficar dependente 003 pro-
prios eoounareiantaa que tiverem fallido.
Ajustificacao requerida pelo aggravado veio
corroborar a prova j exiatente, ae que elle pro-
jeefma e anda pretende, fazer* urna quebra frau-
dulenta, em prejuizo de seus socios.
Comprehende se que um negociante, cuja fal-
lencia requerida, negu a divida, como fez o ag-
gravado, dizendo que as letras acceitas pela firma
J. C. Levy & C. aos aggravantes, erara ttulos fic-
tificios, erara papagaio. Os peritos declarara a
fl. 144, que esaas ietra3 resultaran! de transacoes
Comprehende-so que, um negociante, para de-
fraudar seus socios, oa\ seus credor^e, ou uns e
outros ao m. sino tempo, negu pertencer sooie-
dade urna grande parte de seu activo ; como faz o
aggravado, dizeudo a fl 8, que a sociedade J. C.
Levy & C. nada tem com a pharmacia situada no
pavimento terreo do mesmo sobrado em que est
situada a drogara ia sociedade, cuja fallencia re-
quer-se. liesulta do exame dos livros que esta
alleg c > falsa e escandalosa. A pharmacia e
a Irogaria constituem nm a estabclecimenja^'a
eacriuturacao urna s, a reeeita com mura, a
de peaa coramum, os empregudos sao 03 mea-
rnos, etc.
O que nao se comprehende que um negociante,
para ue^ar a eompetenci de quem pede a deca-
1 la quebra, lhe attribua, com demasiada in-
sistencia e o raaior erap-.nho, a qualidade de tocto
solidario '.
Os agravantes j fallaram na re3pasta a fl. 77,
que Levy pedio depois do venciment 1 da Ittra a
fl. 4, e muit s dias antes de se requ rer a f ;tl.a i 1.
Nessa resposta diz Osear Fellinger que Leopoldo
Santing 1 foi com Levy por diversas vetes, quando
e-te ia dxr ordens, e que tomsu parte activa no
pedido daa ultimas 5'JO barricas de alvaiade de
tinco, etc.
A rrimein eonaa que fez o aggra'ado na pri-
i.t ira de Bas peticioea (a fl 7) foi sust-ntar que
M ggcavantafl eram tambem socios solidarios.
Um los argumentos era ter sido o contracto cora-
autnditario registrado depois de iniciadas as ope-
racoes sociaes. O aggravado chegou a affirmar
qa os aggravantea haviam praticado todos os ac-
tos DE GEBBXCIA.
Na ,-e;iy io a fl. 53 nova insistencia do aggra-
.ad ', que reaut'ren um exame nos livros, para se
verificar, alm de outros ponto?, que os aggravan-
UPRE PRATICARAH ACTOS DB OESTAO. O doUtO
Juiz do Commereio, ordenando o exame, exigi (a
fl. 84) que os peritos declarassem se dos livros
iva t-rem praticado os socios commandita-
rios algum acto de gestad. Esta resposta, que se
l afls. 111 e 115, foi um desnuntido s alle-
g.cues do aggravado:
K. !: tlvainente tercein parte do despacho
de V. Ese., tem os perito a declarar, que exaini-
uarara toda a correspondencia epistolar expedida
pea easa de J. C. de Levy C. constante de
dous copiadores de cartas, legalmeute sellados e
rubricados posteriores entrada ds socios eom-
raaiiditanos at 11 ultima data ; tendo tambem at-
t.-ntimi-nte consultado oa lancamentos do livro
Diario, igualmente sellado e rubricado, em igual
oeriode, ebegando a ficar habilitada a emittir o
juizo a qu :tam e vai expreaao nasse-
gumtes conclnsOes.
... Quanto ao terceiro ponto :
Que uo acharam na eecrrpta de J. C. Levy


-


Diario de PenrambucoTerca-feira 22 de Junho de 1386



A C. prova mercantil de haverem os (ocio* eom-
mauditarios praticado acto algum de gestao.
O aggravad, que assistio ao exuu.e, jf. conhe
cia esta rcsposta, quando reqaereu (a fl. 16 ) a iu-
quiricSo de seis testemunhas, afim de provar 09
actos de gestao praticadoa pela mesma firma (Er-
nesto & Leopoldo) em relacao ao estabelecimento
social dos su ppl i cantes (J. C. Levy & C.)
O resaltado deases depoiinentos foi tambetn ne-
gativo, como os aggra vantes demonstraram exten
smente em sua peticSo de fls. 172 a 17?. Oa ag-
gravantes dtixam agora de parte aquella aemona-
traeSo, que apenas tizeram como um protesto. O
que elles agora querem nao discutir a pretend -
da solidariedade ; mas tornar saliente um ponto
que impo8bivel tenha escapado penetracio de
, Vossa Magestade I nperial.
Parece um contra-senso aquelle empenho em at-
tribuir aos aggra vai tes a qualidade de sjcios so-
lidarios, como se ueste caso, elles fissem menos
competentes para requerer a declarado da que-
bra. Se nao foi requerida somente por um socio
solidario (Thomax Holmes), e socios commandita-
rios; mas por divertios socios solida.ios, sendo al-
guna crederes de elevada quntia, razao de mais
para que seja concedida.
Aqnillo que padece um contra-seaso, simples-
mente um preparativo para a abertura da iallen-
cia.
O aggravado reconhece que ella ine\itavel, e
at a deseja; procurando apenas adial-a, afim de
substituir por outro, o plano criminoso a fl- 83,
qne fieou sem effeito, e est desmascarado.
Se a sociedade nao est fallida, se est em boaj
condieces, para que tamanho empenho em consi-
derar aos aggravantcs socios solidarios ?
(Contina).
Jos Joaquim de Oliveira Foneeca.
Cidade da Escada
Levada pelo desejo de livrar esta infeliz
cidade da Escada do abatimento material
em que ella presentemente se acha, cha-
mamos a attencao do digno eleitorado, que
em poucos dias ter de eleger os verealo-
res da nova Cmara Municipal, para que,
com di8cernimento e inteira independencia,
s dem os seus votos a aquelles cidadaos
nos quaes conhecam ter a necessaria apti-
dlo para procurarem o bem estar de seus
nunicipes, e que ao mesrao tempo antepo-
nham todas as consideracoes pessoaes,
afim de que possam exercer as suas func-
c5es com proveito aos habitantes d'eata
mesma cidade.
Se entretanto o eleitorado do Municipio
escadense assiui nao proceder, continuar
por certo o mesmo estado degradante e
vergonhoso, em que desde longos tempos
teem elles permanecido; pois, emquaato
houver um fiscal, que faz timbre em des-
presar o enmprimento de seus deveres, um
procurador, que para tudo servir, menos
para procurador de ama Cmara Munici-
pal, um advogado, que os vereadores nao
sabem onde elle reside, um secretario, que
s tem de escrever urna folha de papel de
dous ou de tres cm tres mezes, e erafim
um administrador de cemiterio, que vio se
lembra mais onde existem os seus defunc-
tos; os habitantes d'esta cidado continua
rao a andar dentro dos buracas das ras,
as suas pontes cahidas, as entradas da ci-
dade interceptadas, e o commercio alta-
mente prejudieado era seus interesses.
E para complemento de tudo istj, faja-
se um bom org iraento municipal e d'elle
b lucrem os seus empregados.
Mas nao de supor suppor, esperamos,
que os futuros vereadores, quando termi-
nar o seu mandato, queiram deixar aps
si tao triste lembranca, nem que caiam so-
bre elles acerbas increpac5;s quaes as
que cobrem hoje aos actuaes, nicos res-
ponsaveis pelo cyuico abandino que
deixaram aquelles, que tao bondosamente
lhcs nonfiaram esse mandato. Oxal que
desde j os novos representantes do mu-
nicipio da Escada se compenetren) do seu
alto de ver, e se desvele m era promover o
bem-estar de seus concidadSos, qualquer
que seja a cor poltica de cada um. S
assim se poder saber, que o cofre muni-
cipal de todos, e nao s dos seus em-
pregados.
E' o que almcjamos,- s o que compre
a fazer.
Um ele'or.
Cbapa de jnizes de paz do partido
conservador da freguezia de
8. Frei Pedro Gonfahes do
Recie v
Commendador Jos Pedro das Jeves.
Balthazar Jos dos Reis.
Tenente Caetano Jos Goncalves da Fonte.
Manoel dos Santos Villaca.
Freguezia de Santo Antonio
Os eleitorea conservadores da freguesia de S.
Antonio, em reunio que teve lugar a 1C do cor-
rente, re o vera m apresuntar e recoromendar aos
seus correligionarios os seguintes cidadaos para
candidatos a juizes de paz :
Major Antonio B< rnardo Quinteiro.
Artista Be'chior Miguel dos Santos.
Proprietario Joo Feneira Loureiro.
Proprietario Maximino da Silva Gusouo.
Eleicao municipal
Por deliberacito do Centro Republicano
sou o candidato, que este aprsenla na pr-
xima eleicao municipal.
Tve de acquicscer essa apresentacilo '
honrosa, menos pela gloria individual quo
me possa 'advir, do que pela opportunida-
de, que se me offerece de prestar um servi-
do idea republicana, qual voto um cul-
to sincero.
Nao d8ponho, por fprca de minha pro-
fissao, de tempo para Jrigir-me a todos os
ineus co-religionarios, a todos os meus at-
feigoa ios e a todos os homens independen-
tos, que sabem prestar adhesao a ideas e
nSo a homens, pey a estes os seus valio-
sos suffragios.
Dr. Joao Carlos Balthazar da Silveirz.
N. 4. Todos os ue tm tomado a Einulsao
de Scott, reconhocem a sua superioridade
sobro os outros remedios empregados at
hoje para a cura da tisica pulmonar, escr-
fulas, racbitis, anemia e debilidade em ge-
sal. As suas virtudes sanativas e reoonsti-
taintcs sao maravilhosas.
OCULISTA
O Dr. Brrelo Kampslo. medico oculis-
a, ex-ebefede clnica do Dr. de Wecker, di con-
sultas de 1 ~s 4 huras da tarde, na ra do Baro
da Victoria n. 45, 2a andar, excepto nos domingos
e dias santificados. Residenciara do Riachuelo
n 17, canto da ra dos Pires.
EDITAES
Recife, 16 de Junho de 1885.Illms. Srs. Bar-
claz & C.New-York.
Havendo soffrido por'largo tempo, d<- urna forte
anemia e debilidade do sangue e cansado de usar
iuumeraveis medicamentos sem resultado algum de
ensaio por casualidad ao xarope da Vida de Reule
2.
Ao principio nao pareceu fazer-me bem; mas
depois de usar 3 garrafas, comprehendi a bendade
da preparacao, p"is obrando gradualmente sobre
o systema em geral e cousegu'iido com 5 garafas
que tomei, robustecer-me, fortificando meu sangue
e dotando-me de urna agilidade e disposico para
tudo.
Por conseguinte. agradecido aos fabricantes de
O Dr. Manoel da Silva Reg, offi.ial da
Imperial Urdem da Rosa, juiz de direito
da provedoria de capejlas e residuos
n'esta comarca do Recife, per S. M
Imperial e Constitucional o Sr. H. Pedro
II, a quem Dcub guarde, etc.
Fac.' saber aos que o prerant* d'elle noticia tiverem, qu dupais 4a aTu4i-*ncia do
dia 23 do con ente mez e anno e precnchidas as
formalidades da le do estylj, ir a pregan i quem
mais der, o arrendamento do predio n. 9 sito
ra Duque de Caxias, freguezia de Santo Anto i>.
com dois andares e pMvimento terreo, por espaco
de tres anuos, ser viudo de base o arrendamento
actual de 1.200SIXH) por anno e vai a praga
requerim^nto de Maria Jos Praca, legataria de
Jos da Costa Dourado de quem inventariante
Anua Paulina da Conceic^lo Dourado, afim de
que a mesma soja indemuisada dos rendimentoc
vencidos e que vencerem de conformidade cem o
que foi requerid'- as fti. 155 ,e deferido pelo des-
pacho de Ai. 158, e de contormidade com o meu
despacho de 7 do corrente.
Dado e passado n'esta cidade do Recife, aos
12 de Junho de 1886.
Euf Luiz da Veig* Pessoa escrivao, o sab
screvi. _______ Manoel da Silva Reg.
i (lilil II. 1.1
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, em 19
de Junho de 18at
<0 inspector determiua aos senhores collectores
das rendas geraes (leste, provincia, que cumpram
fielmente, na parte que Ibes disser respe i t. > a re
commenda(o feita esta inspectora por S. Exc.
o Sr. vice-presdeute da provincia, em offieio de
24 de Maio ultimo, abaixo transcripto.
Antonio Caetano da Silva Kelly.
Palacio da presidencia de Pernambuco, em 21 de
Maio de 1386
3* seecai.
Envi a V. S. copia da portara desta data, pela
qual, de conformidado com o aviso circular do
Ministerio da Agri ultur Commercio e Obras Pu-
tao b e efficazpieparscao, recommendo-o aquel- b!CHS-de 6 de Abril ul,iao. e fdem
les que tenham necessidade de um depurativo,
confiado que obterou mesmo resultado que eu.
Hypoiito Eugenio de Souza.
A (lifTercnrn entre a vida e a marte
Esta a distinecuo entre a salsaparnlha de
Bristol, e todos os mediearaento mercuriaes, estes
enveueuam o sangue, aquelle u purifica e vigorisa.
Quando aa semente.s da morte se teem introduzido
uas veas com o uso de beberageos mneme?, nada
pode deter a marcha da victima at quas s bor-
das la sepultura, nao ser este antidoto contra
esses venenos.
O mesmo acontece quando o viris de orna mo-
lestia natural, traualhaiido no systetna ven so, se
des nvolvo debaixo da forma de ulceas eserofu-
do Thesorn
Nacional, d.-.tata d>; 12 d> metinu mez, resolv
' mandar applicar a stima quota do fund de
emancipaco que coube a esta provincia, na im-
portancia de 130.000*000.
Dingindo-me s juntos clasificadoras e aoa
juizes competentes nest? sentido, declarei lhes. de
accerdo com o dito aviso, que, conforme o 7o dj
art. 3 da lei n. 3270, de 28 de setembro do ann >
passado, continuar,t at o cnierramento da nova
matricula, o proceaso actual de avaacao dos es-
cravos, a qual, entretanto, nao poder exc-der
dos valores mximos, filados pela tabellado 1"
do citado artigo.
Outrosim, recommende a inaior vigilancia para
emp-dir o abuso d<: serein libertados pelo fundo
de einanc'pacao escravoa, que, por sua id.ide, V-
nliam de ser considerados livres dentro de p;uc >
tempo, nos termos de 10.
Cara esses assump'o? chuno esp'cialmcnte a
losas, caccros, tumores, carbnculos, infl.mmacoes ""'"vao de V. S., aasim como para o dispo.to no
brancas, abetasos, eruptoes e todas as decais ter-
reis eutei midados externas ; pois este grande
remedij opera cbiiniuam'nte sobr.i o sangue vicia-
do e sobre os mais fluidos auimaes, transformndo-
os quaai milagrea.unen te em correntes puras e nu
tritivas, levando a saJe e o vigor todos os or-
giios pir onde circulam.
Aeha-se venda em todas as principa s bo.icas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forstei & C.
ra do Commercio n. 9.
art. 28 do regulameuto de 13 de noveiubro de
18il', no que tocar a essa lapirticao.
IJ.-uh guarde V. S.Ignacio joaquim de Son
za Leao. Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
offieial da Imperial Ordem da Rosa,
commendador da Real Ordem Portu-
gueza de Nosso Senhor Jess Christo,
ejuiz de Direito privativo de orph3os e
ausentes nesta comarca do Recife e seu
termo, por S. M. o Imperial e Constitu-
cional o Sr. D. Pedro II, a quera Deus
guarde, etc.
Faz saber aos que o presente edita 1 virem ou
delle noticia tiverem, que, na audiencia de 22 de
Junho do corrente anuo, na respectiva sala das
audiencias, iro a praca publica para serem arre-
matados por venda, a quera mais der, aervindo de
bise o preco do abate da le os bens seguintes :
As tres quartas partes do sitio e casa edificada
em teruo proprio, sob n. 8, estrada de Joan d
Barros, frVguezia de N M Beobom da Grac i,
tendo a casa 5 quartos, 2 salas, rosinha fra e ca
cimba de agua pitavel e sitio com diversas arvo-
redos de frueto, cem 1,145 palmos de frente para
a mesma estrada de Joao de Barres, inclusive e
direito adquirido por cscriptura privada de 1 de
Junho de 1876, a mci'accao do muro e oitao da
casa contigua do lado do poente, ra desunes
Machado, pertencentes a Antonio de Souza, e
oufr'ora a Mauoel da Costa Ha cojo valor
cora o abate da lei Sea s'ndo de 3:240*.
A parte de trras n> lugar denominado Daua
Bracas a Barra da Aei i e Ro das Inhumas da
Lage do Canhot', comarja da Imperatriz, provin-
cia das Alagoas e vai a oraea j com o abate da
lei no valor de 270.
Cujos bens pertencem ao espolio da finada Ale-
xandriaa Aunes Jacome Pires e vo a pra^a a re-
queriineuto do inventariante o bacharel Antonio
Aunes Jacme Pires para pagamentos de dividas
e castas do inventario.
E para que ebeguo ao conhecimento de todos
mandei pasaar o presente edital que ser publica-
do pela imprensa e affiadouos lugares do costume.
Dado c passado nesta cidade do Recif?, capital
da provincia de Pernambuco, aos 5 de Junho de
188.
Eu, OUvo Antonio Ferreira, escrivao, o fiz es-
crever a subscrevo.
Adelino Antonio de Luna Freirr.
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel n'esta seu termo capital da provincia de Per-
nambuco, por Sua Magestade Imperial e
Constitucional o Sr. D. Pedro II, a quem
Deus gunrde, etc.
Fa^osaber aos que o presente edital virem ou
d'el.c uoticra tiverem que findoa os dias de
pregues e pracas da lei. e na audieneia d'este
juizo do dia 10 de Julho do corrente anuo, se ha
de arrematar por venda a quem mais der e maior
lance ofFere er os bens couatantea da avallarlo
do tlie.ir segunte :
Uina bcrlinda em bom estado com lanternaa e
competentes arreios avallada em UOOlO'.lO.
Um ca>ro fechado, envHracado, com lauternas e
competentes arreios, avahado em GOOJOOO.
E assim srr.lo os ditos bens arrematados por
venda a quefO,naie der e maior lance oflereeer nu
dia aeim.i indi sido, os quaes foram pcnhnrados
para pagamen O da aefo executiva qau por este
juiz i inovo Joao Kempe Jnior contra 1) Auna
Lucia de Oliveira. E uo htvend > laneador iue
eunra o pre^o da avalacaj proceder se-ha na for
ma da lei.
E para que chegue a noticia a todos rnandei
pasaar o presente edital que ser aftixado no lu
gar do costume e paHiuado pela imorens i.
Dado e nasbado nesta cidade do Rjeife, aoa 10
de Junho de 1SS6.
Eu, Kclcissimo de Azevedo Mello, escrivao o
subscrevi.
Joaquim da Costa Ribtira.
\ DECLARACOIS
Banco de Crdito Real de
Pernambuco
Nos termos do art. 48 e 49 dos estatuto, a ad-
ministrado e commissao fiscal precederlo, no dia
23 do corrente, s 11 horas da manhjl, gro urna das
salas da praca do Commercio, ao primeiro sortcio
das lettras bypotheearias emittidas pelo Banco,
que tm de ser amortisada;, e relativas ao primei-
ro semestre.
O Banco delibe-ou premiar as tres primeiras
lettras que forem sorteadas.
O local franqueado a qualquer accionista.
Pernambuco, 19 de Junho de 1836.
On adininitradores,
Manoel JjSo de Amorlm.
Joa da Silva Loyo Jnior.
Luiz Duprut.
Bico"ielrea! de Pernam-
THEATRO
. DE
EMPRESA
BRAGA JDNIOR & C.
COMPANHIA
m
Ns termos dos arts. 5 e 6 dos estatutos, sao
convidados os senhores accionistas rcalisarem
at o dia 30 de junhj prximo, na sede do banco,
ra do Com nercio n. 34, a segunda entrada de
dez por cento do valor nominal de cada aeco.
Recife, 28 de Maio de 18S6.
Os administradores,
Manoel Joao de Amorim.
Jos da Silva Loyo Filho.
Luiz Duprat.
Santa Casa de 'Misericordia do
Recife
A junta administrativa em sua sesso do dia
15 do corrente, pelas 3 horas da tarde, contina a
receber propostaa para o fornecimento de assuear
a todos os cstab leciinentos a seu cargo, o para o
de pao somente ao collegio das orphaa ern Olinda.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 18 de Junho de 1886
O secretario,
Pidro Rodrigues de Souza.
S. R. J.
Soire em 14 de Agosto prximo faturo,
solcranisando o 22* anniversario
da instaaisiQ da sociedade
Ao Sr. presidente podan desie j os senhores
socios entregarem as notas de seus convite, qu.i
ulteriormente ter> de ser entregues aos convi-
dados pela presidencia cu pelas conmissOes por
ella nnnead 8.
Ue.eife. 21 de Junho d- 18S6
Luiz Ruedes de. Amorim,
2* eerWario.
(iabintlc Forluj^uez de Leitura
Pi-i'vine-si SMM aenliarr* 8 icios :v i-nistaa que
as lista1 de subscrirajiio de acc,-oes para a compra
ud ed ficaci de uio predio em OH funecione a
bibliotheca deste gabinete, se achain disposcito
de lodos, na sede social, e que ana subscripfo
ser ineerrada no dia 30 do corrente mez.
Secretaria do OabufU Pirtugnez de Leitura
m Pernambuco, 17 de Junho de 1886.
Manoel Mirtina Cipitao,
Io secretario.
:n:c(n
Tcrp-feira, 22 do correle
Ultima repr-sentacio da primorosa peca era i
actos, de A. Dumus Fi.ho, intitulada :
DEMI-MONDE
Os papis de Baroneza d'Ange e Olivier deJtT-
lin sito creacoes dos artistas
Lucinda e Furtado roelho
Diwiribuirao da pera i Baroneza de
Ange. D. Luciuda F. Coeihi;" Valentina, D.<3l-
da Marcellina, D. J. de Freitas ; Viseondessa de
Verniers, D. Clelia ; Sophia, D. Adelia; Olivier
de Jaliu, Furtado Coelho ; Raymundo de Nanjac,
Ferreira : Mrquez de Tonf rins, Inuen ; Hyppo-
hto Kichoud, Bellido; 1 criado, Barros; 2 dito
Portilho.
A acca> tem lugar em Franca; actualidade.
Mise-eo-seene do artista Furtado Coelho.
Encumm indas a meio dia.
O bilbeteiro abre s 10 horas da manha.
Comecar H 1/4 iiorax,
Haver bonds para todas as linhas e trem para
pipucos.
Ouinia-feira, i\ de Junho
Prmeira representacao da esplendida peca in-
titulada
Primorosas creacoes dos artistas Lucinda eFur-
tado Oelho.
Companliia
Joiio Rodrigues de Moura, eapitilo com-
mandatito interioo do '' batalhilo da
guara nacional do municipb do Becifn
e presidente do conselho de ravisSo dn
qtulif^iic^ao da paroebia de S. Jos,
etc.
Fajo sab r nos interessados que no da 24 do
corrente, is 9 horas da maulla, se reunir nova
mente no consistorio da igreja matriz, da paro-
cha de S. Jos, o conxelho de revisan da qualifi
O maior beneficio deste notavcl seculc a des-
coberta do profesor Barry, a celebre e maravi -
Ihosa composicio denominada o Trlcofero de
Barry. Desde 1801, que este precioso prepara-
do tem estado perante o publico, e cada anuo, j c?ao dos guardas naciouaes da referida parnchi.
medida que seus mritos vito ficando mais .xten- afim de que apn-sentem suas reclamacoes no pri
smente conhecidos a sua popularidade augmenta. meiro dia da sesso, como determina a lei.
Para acabar com a caspa. Innpar c restaurar oca-j E para constar mandei passar o presente, que
bello c para todas as molestias da caneca reme- ser affixado nos lugares do costume e publicado
Conserva o cabello hmido, espesso j pela imprensa.
Edital n. 113
(4 praca)
De ordem do Hlin. Sr. inspector, se faz pu-
blico rue s II horas do dia 25 do corrente mez,
.-era vendida e.ri praca wo trapiche Oonceicio, ama
cantaba HV n. 846, vind* do Havre no vapor
franeez Vitl* de Cear, entrado i'in Maio DitiiD'i,
conteiiilo fitas de seda e algodiio, pesando liquido
reai 3 kilagrammas, abandonada as direitos por
Antonio Jop Main & C.
3' aecca-) oh Alfandega de Pernambuco, 21 de
J;-.:-.!v, del88G.-Oehefe,
Cicero B. d-Mello-
Comp;iuhia de IJdiOcacao
Ccmmunica-se hos Srs. accio istaa. que por rte-
lib-rayao da Directora., fui reaolvido o reeolhi-
iin-nto da terceirii prestago, na razao de 10 por
cento do valor nominal de cada a cea >, o qual de-
vora realisar na seda da Coinpanhia, praca da
Concordia ii. 9, a' o dia 30 do corrente. em cuja
oeeasiio se di-tribuiro as resp-ctvas accoes.
Recife, 10 do Juubo de 18-6
O director secretario,
tmfavo Alltunes.
Con vida-be aos senh. res accionistas desta com-
panhia a se reunrem em assembla gerl ordinaria
no meio diado 1 de Julho prximo vindouro, como
determiua o art 26 de nossos estatutos, n>. sede
social ru do I^ip-rador n 71, pavim *nto terreo.
Escriptorio da c impauhia do Beberibe. em 15
de Junho de 1886.
Ceciliano Mamede Alves Ferreira,
Lrector gerpnfe.
Jos Eustuquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
n
dio soberano.
e lustroso, e garaut'-se que o impede de
quecer ou de ricar rulo, spero ou doeute.
Botxa eoamere!al
buco
de Cernam
RECIFE, 21 DE JUNHO VE 18ot>.
Aa tre* horas da tarde
Cotace oifaes
Letras hypthecarias do banco da crdito real de
Pernambuco, a juros de 7 0/0, do valer
de 100 960000 ada urna.
Na hora da ools
Vendeiarn-se :
40 letras hypothecaras.
O presidente
Pedro Jos Pinto.
Pelo secretario,
A. M. de Amorim Jnior.
aSNIMENTtJS FBLICS
Mea oe Junho de 1886
ALFANbEGA
mbran ; Recife, 16 de Junho de 1836.
Joiio Rodrigues de Moura.
Carne 12 garajos
C, 4 ordem.
Mercdonj.6 diversas
deiu.
Qaeijos 1 caixa ordena.
Sebo 1 volume a Cuoha Irraaos d C
a Cunha Irmaos &
3 volumes or-
Rekda obbu.
De 1 a 19
dem da 21
Ruda phovikcial
De 1 a 19
dem de 21
Mercadorias diversas 1 canas a F. 6. do Aune
ral 4 C.
Oxido de zinco 50 barra a F. M. da Silva
& C.
Phosphoros 50 caixoes a Soarcs do Amaral Ir-
maos.
Ro'iaa de ferro 150 ordem.
Tapetes 2 volumes a L. A. Siqueirn.
u: m-_ l D i j a Tecidos diversos 34 volumes 4 ordem, 31 a L.
Hiatei nacional Ratnha dos Anjos, entra-i A. Squeira, 3 a Guerra & Fcmandes, 12 a A.
do .ie Maco em 20 do crrante e consig;- Viaira oz C, 4 a Aves de Biitto & C, 13 a J.
nido a Manoel Jos da Cunha Porto, ma- Agostinho & c, 2 a N. Maia & C. 1 a Machado
flifestou:
Sal 25,600 litros
ao consignatario.
604:898454]
29:887*178
76:725902
3:868*086
Total
Reckbjcdobja Da 1 a 19
lu, CoasoLADO pbovibcui. -De la 19
dem de 21
634:879*720
80:593*988
15:473*701
21:063*992
1:494*9/0
Hiate nacional Joao Valle, entr ido de
Maco na mesma dat* e consignado a Ma-
noel Jos da Cunha Porto, manifestou :
AlgodSo 14 saccas a G. do Mattos Ir
mitos.
Couros salgados seceos 12 ao3 mesmos.
Sal 38,400 litros ao consignatario.
Vapor franeez Ville \de Maranhao, en-
trado dos portos do sul em 18 do corrente
e consignado a A. F. de Oliveira & C, ma-
nifestou :
Xarque ljOOO fardos a Bailar Oliveira
it C, 50 a F. Jos Rodrigues Praca.
&. Perera.
Tintas 5 volumes ordem.
Vidros c louja 16 barricas a B. D. Campos
& O. ^
Zinco 2 barricas a Samuel P. Johnston & C.
-LTE.AC0 da pauta
'ara a semana de 21 a 26 de junho de 1886
Li uear Dranco, 837 rs. o kilo.
Assuear mascavado. 93 rs. o kilo.
Assuear refinado 263 rs. o kilo.
Couros seceos espichados. 665 rs. o kilo.
Couros seceos salgados, 500 rs. o kilo.
Tartaruga em bruto, 5*000 o kilo.
Alfanaogt de Pernambuco, 19 de Jnnho de 1856
Oa conterentes,
o. J. de Miranda.
Antonio L. M. Amorim.
DESPACHOS DE EXPORTACO
E ital n. 10
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, fco pu-
blico que no da 26 do e-nreatn ir praoa^rrn-
te a junta da Faseuda Provincial, o servieo da
i lumiuaco um aune, a contar do Io de Julho prnxiaM viiifcn-
ro, cerviudj de base o pre$o de 200 rs por lam-
piSo.
Secr'tana do thesouro provincial de Pernam-
buco, 21 de Junho de 1 86 O secretario,
A i jnso de A. Mello.
Vit de Pernambuco, do 1,775 tonela-
das, coniiiiaiidant) J. Henry, equipagem
carga Varios generes;
Augusto
Escuiia allem Deborad, entrada de
Santa Catharina na mesma data e consig-
nada ordem, manifestou :
Farinha de mandioca 4,200 saceos
ordem.
Vapor inglez Godrevy. entrado de Liverpool no 104,190 kilos de algodio
dia 20, e consignado a N. J. Lidatone, manifes- ^ vapor franeez
tou: gen : ->
rame galvacisadj 10 caixas a Sanuel P. Para o Havre,' A. Labille
I.
Em 19 de Junho de 1886
Para o exterior
No vapor inglez Mariner, carregou :
Para Liverpool, J. H. Buxwell 1,200 taccas aom
22:558*962
77:567*131
8:209*990
RrftFB DEATSAaB-
Idem de 21
De 1 a 19
"92:325*989
8:21 9*990
759*610
8:969*600
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Vador nacional Pirapama, entrado dos
portos do norte em 18 do correnle e con-
signado Companhia Pernambucana, ma-
nifestou :
AlgodSo 24 saccas a A. A. d Oliveira.
Borracha 24 barricas a Henry Foater
AC. '
Courinhos 78 fardos a H. Stolzenback
A C, 11 a Arcelino Lima & C.
Couros salgado seceos 196 a H. Ntesch
& C, 96 a H. Forster & C, 60 a Joao
V. Aires Matheus & C.
Cera de carnauba 14 saceos aos mes-
mes, 2 ordem,
Job ston & C.
Arroc 400 saceos a Soare do Amaral Irmaos
100 e Souza Bastos, Amorim e C.
Armacoes para sellins 3 caixas a L. A. Si-
queira.
Ac 2 barras Alian Patcrson & C.
Biacoutos 9 volumes a J. Fernandes Lima
&C.
Barras de ferro 116 e 5 tenes a Alian Pateraon
& C.
Calcado 2 caixoes a Albino Cruz de C.
Cabos 35 rolos a Beltrao & Costa, 99 a J. A.
da Silva Santos, 83 a C. C. da Costa Moreira
& C.
Canos de ferro 13 feixeo a Miranda & Souza.
Correntes de ferro 5 bar cas a Samuel P.
Jobnston & C.
Cam-aas 1 caixa a F. G. do Amaral c3 C.
Drogas 3 volamos a Rouqnayrol Freres.
Eaxadas 80 barricas a Oliveira Basto & C,
a Ferreira Gnimares & O
Fogareiros 100 a Samuel P. Jobnston & C.
Ferragens 55 volumes a Prente Vianna 4 C-,
11 a Reis & Santos, 13 a Cardoao & Irmo, 8 a
Alian Pateraon & C, 6 a Miranda & Souza, 49 a
Samuel P. Jobnston & C, 1 a Ferreira Guima
res ce C, 8 a A. D. Crfrneiro Vianna.
Feltro 10 volumes ordem.
Fo.bas de ferro 66 a Alian Pateraon & C.
Folbas de chumbo 5 volumes a Miranda & Sou-
za, ditas de rlandrs 30 cunbetis aos meamos, 8J a
Samuel P. Johnstoo Se C.
Mat;riaea para estrada de ferro 1.918 volumea
e pecas a Cardoso & Irmao.
com 2,520 kilo
Ville de JUaeti, carre-
120 conrea verdes
20
Para o interior
No lugar dinamarquez Barso, carregaram :
Para Pelotas, Viuvo. M. F. Marquea at Filho
' 5J barricas com 53,494 kilos de assuear branco
e 0 ditas com 5,238 ditos de dito mascavado.
No hiate nacional Dea te Guarde, carre-
garam :
ParaAracaty, P. Alves & C. 15 barricas com
1,200 kilos de assuear branco e 5 ditas com 408
ditos de dito mascavado.
No hiate nacional Adelina, carregou :
Para Mossor, "M. Amorim 1,410 saceos com
farinha de mandioca.
No coter Colombo, carregaram :
Para o Natal, P. Alvea & C. 4 barricas com
240 kilos de assuear refinado e 11 ditas era 883
ditos de dito mascavado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 20
Liverpool pjr escala23 dias, vapor inglez
Godrovy, de 1,060 toneladas, comman-
dante J. Smith, equipagem 22, carga
varios gneros. ; a N. J. Lidstone (S^C.
Cardiff21 dias, vapor inglez Ashbrooke,
de 953 toneladas, commandante Jchn
Patersen, equipagem 20, carga carvilo
de pedra ; a Wilsoo Sons C
Havre por escala 18 dias, vapor franeez
3!J. carga Varios
F. de Oliveira & C.
Montevideo 20 dias, brigue sueen Mina,
de 15 L toneladas, capitiio C Lindston,
equipagem 8, varg xarque ; a Pereira
Carueiro & C.
Rio Formoso e Tamandar--6 horas, va-
por nacional Mandali, de 222 tonela-
das, commandante Aotonio Rodrigues de
Oliveira, equipagem 20, em'lastro; a
Companhia P^rnambucana.
Navios entrados na dia 21
Maco 10 dias, hyate nacional /ocio
Valle, de 108 toneladas, inistre Fran-
cisco H. Canuto, equipagem 5, carga
varios ge ter >s; a Manoel Joaquim Pcs
soa.
Pelotas25 dias, escuna dinamarqnez*
Caroline, do 143 toneladas, capito F.
A. Branelt, equipagem 5, carga gordu-
ras; a Balear Oliveira & C.
Rosario de Santa F 32 dias, lugar no-
rueguensu A. B. Bull, de 299 tonela-
das, capito Lirsen, equipagem 8, carga
farallo; ordem.
Porto-Alegre -43 dias, escuna dinamar
queza Mefest, de 89 toneladas, capito
H. Jensen, equipagem 5, carga xarque;
a Pereira Carneiro C.
Macei 14 horas, vapor iuglez Orator,
de 849 toneladas, commandante J. D.
Platt, equipigom 27, carga varios gene-
ros ; h Saunders Brothers & C.
Fernando de Ncronha2 dias, vapor na
cional Giquia', de 223 toneladas, com-
mandante Souza Lobo, equipagem 30,
em lastro; Companhia Pernam'bu-
cana
Maco 7 dias, Hyate nacional Deus te
Ouie, de 90 toneladas, mestro Joao Sa
bino Antunes, equipagem 5, carga sal;
a Bartholoraeu Lourenco.
Navio sahido do mesmo dia
Cabo VrbeLugar sueco Bifrost, capi-
to Lacen, em lastro.
Observado
Nao houvo sahidas no dia 20.
Gabinete t'ortuguez de
Leitura
De crdein do Exm. Sr. presidente, "onvido os
senhores inembros do cms-lbo deliberat /o a se
reunirem n respectiva sede, na sexta feira 25 do
corrente, pelas 6 horas da tarde, afim de delibe-
raren! acerca de urna participado d* directora.
Secretaria do cousejho deliberativo do Gabinete
Portuguei de Leitura em Pernambuco, 21 de Ju-
nho de 1886.
Alfredo C. Coasseiro,
2 secretario.
iitnt^iiiDC
D I
SS. Sacramento i matriz do Cor-
po Santo
Na havendo comparecido hontem numero legal
de irmaos para proceder-se a eleicao dos novos
funccionarios qu* te-m de dirigir os negoci is des-
t-i irmau lade durante o annj co:ni;r anissal de
1886-87, de novo os convido, de ordem do irmo
juiz, A couiparecerem -m o no^s'- consistorio na
pioxima qninta-tei-a 25 do corrente, s 11 horas
da inauha. Recife, 21 de Junho de 1886.
Baltar Sobrinho,
Escrivao uterino.
Empresa Telephouica
Bourgard
VAPORES E3PERADOS
Galicia do sul hoje
Cear. do norte amanhs
Mariner de Liverpool amanha
Colorado do tul a 24
Neva da Europa a 24
Congo do sal a 25
Mandos do sul a 27
Advance do norte a 28
Tagus do sul a 29
A empresa pede aos senhores
tes que ainda nao tm tabellas novas o fa
vor de mandarem buscal-as, ou ento avi-
saren! para lhe serem entregues.
Assim, tambem, de hoje em diante, ser
publicado todos os os de mezes por este
Diario os noraes dos assignantes que col-
locarem telephone, bem como aquelles que
forom retirando, para por este meio os se-
nhores assignantes terem setnpre suas ta-
bellas completas.
Recife, 22 de Junho de 1886.
O gerente,
A. do Carmo Almeida.
I'mprcza Telephonlca Bourgard
KELA(,'AO DOS ASSIGNANTES QUE COLLOCA-
EAM APPAKELHO TELEPHONICO, DEPOIS
DA NOVA LISTA N. 8
A
N. 306. Antonio Jes Soares & C, tra-
piche.Travesea da Madre de Deus.
N. 137. AntonioPinto da Silva C. -
Ra Duque de Caxias.
Reuniao familiar sabbadn, 26-d^ Junho.
A directora.
Hub Carlos Gomes
Em virtude do passamento da distincta socia
deste club a Esma. Sra. D. Maria Pin da Silveira
Albuquerque Mello, fija suspenso o expediente
por tr.-s das, que cemecaram a ser contados de
20 e findarao no dia 22 inclusive.
Recife, 21 de Junho de 1886.
Joaquim Alves da Fonseca,
1 secretario.
Club Internacional de
Regatas
De ordem do Sr. presidente, convido aos Srs.
associados deste Club para, reunidos cm assembla
geral no dia 25 do corrente, pelas 7 horas da
uoiti1, na s fe do mesmo Club, tratar-se da sua
prxima rebata.
Recife, 21 de Junho de 1886.
Joaquim A1 ves da Fonseca.
._____________1 secretario.
SOCIEDAD
Bcneflceote Concillar* ao vale
da ra da Imperatriz
De ordem do irmo presidente, convido a todos
os nossos irmaos ;' c mparecerem na sede social
no dia 24 do corrente, afim de as.-isfirem a ses-
so magna de filiaco e inicia?ao, qu ter lagar
s 9 horas da mnh3.
A entrada no edificio ser franqueada s fami-
lias e pessoas decentes, das 6 s 10 horas da noi-
te do mesmo dia.
Secretaria, 2C de Junho de 1886.
O secretario,
J. C. Maciel da Silva.
N. 447. Baltar & IrinEo. Ra do Bom-
Jess.
C
N. 448.Companhia Brasileira.Ra do
Commercio. ^^|
D
Amaiontnse
Argentina
Julho
de New-York
de Hamburgo
3
20
N. 437. -Dr. Pitanga, residencia. Ra da
Imperatriz.
N. 449. Dr. Coelho Lei te, residencia.
Ra da Imperatriz.
N. 450. -Dr. Joo Julio Fernandes Bar-
ros, residencia.Ra da Aurora.
N. 452. -Dr. Martins Jnior e A. Orlan-
do. Ra do Imperador.
F
N. 451.Fortaleza do Brura. -Brum.
Estaqo do Caldereiro
i. 21. -M. W. H-. Bilton.-Chacn.
ijT. 27. Jos Joaquim Martins, venda.
ApDUCOS.
Empresarial do abaxfecimenio d
agua e gas & cidade de Olinda
DEVEDOBES EM ATBAZO
Tendo a directora, em sesso de 15 do
corrente, resolvido rebeber por intermedio
de um sollicitador todas as contas de con-
summidorea d'agua e gaz em atrazo,
contar do anno de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobraaca o Sr.
Diogo Baptista Fernandes, a quem espera
attenderSo desde logo os mesmos devedo-
rAi, cortos da justica e equidade de simi-
Ihante resolujao.
Escriplorio do gerente 25 de Abril de
1886.
Antonio Pereira Simo" es.
~COMPANHIA DESEGiOS
(OVTHl FO0
i\or(Li Britisb l lercantile
CAPITAL
t.OOO.OOO de libras sterunas
A GEN 1 ES
AdomsonHowie & C.
condn and Brasllian Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
zas do mesmo anco em Portugal, sendo
?m Lisboa, roa dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezeo.
SEGUROS
CONTRA FOGO
Fhe Liverpool & London & Glob
I\SIRRA\CE C0IMP4NY
&G.

'
I
l IBHB I







I

Diario de PernambucoTcrfa-feira 22 de Junto de 1886
,.......
(JoMPANHIA
Imperial
MwMt Segaros

DE t
SEGUROS contra FOCO
EST: 1803
Edificio e mercadoria*
Taxas baixat
Promplo pagamento de prejuixos
CAPITAL
fig. 16,000:000*000
Agentes
BROVNS & C.
h N. Rua do Commercio N. 5
Gompaia de Seguros
.MARTIMOS E TERRESTRES
Estabeiclda em liM
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres, 3I6:000$000
44 -ilua do rommereio
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7 -RUA DO BOM JESS-
N. 7
ScgnroM mariilmo* e erre*re*
Ne-tes ltimos a nica companhia ncsta praca
que concede aos Srs. segurad' s isempcao de paga
ment de premio em cada stimo anno, o que
equivale ao d '^nonto de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
Santa Casa da misericordia do
Reclfc
Arrenda se por muito barato preco, o armazem,
1- i*2- andares do predio n. 24 rua do Vizconde
de Itapanca, outr'ora do Apollo, com exccllentes
accommodaccs para familia, tendo o 2' andar um
bom terra?o <: sofito ; arronda-se separa dameute.
O aruiazein presta-se pira deposito de assucar,
barriqueiro ou outre qualquer negocio que de-
mande grandes accommoda^ocs ; divide-se o mes
mp i ruMn, tornaado-se. anda tssim dous bons
canMaa, fc-osites para o caes do Apollo e
rua rio meflR>o nomc.
Os pretendeates podero examinar dito predio,
que se ach em repitro, tratando sobre o sen ar-
renlamento na secretaria desta san''* casa.
Secretaria da Santa Caga ie Misericordia do
Recife, 29 de Maio de 1886.
O eacrivao.
Pedro Rodrigues de Souza
0 paquete Tagus
esperado
do su! no da 29 de
ntrente seguinio
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Soulhampton
' Para paasagens, fretcs, etc., tracta-se com es
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
H0JETer?a-feira, 22 de -JunhoH0JE
xjsscxg^
SU.MPTUOSA
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variada
BE PB E E X T A *" A O
de
GRANDE NOV1DADE
xjxsrxc.A.
SORPRENDENTE
misteriosa
REPRESESTAtAO
de
GRANDE CURIOSIDADE
Explendido espectculo pelo celebre ilusionista de Pariz Dr.
FAURE NICOLAY
que tem obtido completo successo nos pi ncipaes theatros do mundo.
1.a Parte (ouvertura pela orehestra)
Mi HORA. DE MGICA E DE GRANDE ""
(Oni'Wllli: DES MESSAttt-
RIES HARITIHES
UNHA MENSAL
O paquete Congo
C'omniandante Ciron
E' esperado dos portos do
sul at o dic 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar, Lisboa e Tifio
Lembra-se os senhorea passageiros de tudas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcSo os criados de familias que toma-
rem bilbetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se da at e da 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinhcir i
a frete: tracta-se com o agente
Auguste Lablle
9 RUADO COMMERCIO-9
Compi^Eala lira? ileira de Xave-
g&coa Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Manos
Commandante 1- tenente Ouilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do su |
at o da 26 de Junho, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os porto
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encomnieiidai valores
racta-se na agencia
11Ruado Commercio11
PORTOS DO SUL
O vapor Cear
Commandante o 1 tenente Ouilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do
norte at o dia 23 de Junho
e depois da demora in
dispensavel, seguir para
os portos do sal inclusive o
da Victoria. Recebe tam-
bem carga para Santos, Pelotas e Rio Grande d )
Sul, frete mdico.
Para carga, passgens, encommendas e valores,
trata-se na agencia
11 -RUA DO COMMERCIO ~N.11.
Leilo
De 1 piano, move8, alga mas obras de
ouro, prata e livros de religiao
Agente Brilto
0 agente cima, a mandado do Illm. Exm. Sr-
Dr. juiz de direito de orpbos e ausentes, e a re-
quenmento do Illm. Dr. curador levar a leilo
0 seguinte :
1 Piano quasi novo, 1 mobi'ia de jcaraad 3om
1 sof, 1 jardineira, 2 consolos com pedra, 4 ca-
deiras de braco e 18 de guarnido, urna mobilia
de junco preto, 1 mesa para jantar, 1 estante para
obras, 2 sofs, 2 consolos, 2 cadeiras de bracos,
um marqu sao, 1 quartinheiro, 1 cabide columna,
1 dito de parede, 2 mesas para jogo, 10 cadeiras
de guareicao 2 meias commodas tudo de amarello,
2 pares de jarros, 3 candieiros para kerosene,
louca. cepos, facas, livros e obras de ouro e prata
pertencentes ao espolio do padre Antonio de Mello
Albnquerque.
TERgA FEIRA 22 DO CORRENTE
As lo e Hiela horas
Rua do Padrn Nobrega, outr'ora rua do Alccrim
n. 22.
Leilo
De urna casa terrea sita rua do Pharol n. 6,
com porta e janella, 2 salas, 2 quartos, oosinha
fra e quintal murado, rendendo 18 mensaes.
Urna dita n. 4, no becco do Qaiabo, freguezia
da Boa-Vista, com porta e jantlla, 2 salas, 2
quartos, cosinba fra, quintal murado e ca-
cimba.
Urna dito na rua Velha de Santa Rita n. 58,
com porta e janella, 2 quartos e quintal mu-
rado.
Terca-feira 22 do corrente
A'S II IJORaS
POR INTERVENQAO DO AGENTE
Alfredo Guimares
Em saa agencia a rua do Bom
Jess n. 15
Em continuado vender o mesmo agente 8 sa-
nefas de nogueira, garrafa-, compoteiras, fructei-
ras e muitos outros artigos.__________________
Leilo
fallida de Pereira
na importancia de
Das dividas da massa
de Siqueira & C.
3:9406180.
Terca-feira, 2 do crtente
A' 1 hora da tarde
No armazem rua do Imperador n. 39
O agente de leiles Pinto levar cm leilo por
mandado e em presenca do Dr. juiz de direito es-
pecial do commercio em virtude do requerimento
do Dr. curador fiscal da massa fallida de Pereira
de Siqueira ic C, das dividas acrivas da referida
massa, na importancia de 3:9404180 constantes
da nota existente no escriptorio do mesmo agente
- rua do Bora Jess n. 43.
Em continnaco
urna casa de pedra e cal rua Direita dos Afo-
lados n. 38, com duas salas, 3 quartos, cosinba
fra, quintal murado e urna armacao para taverna
em bom estado, existente na mesma; rende 200/.
Um sitio e casa grande de taipa no becco do
fundi, em Beberibe.
Uui terreno n'Agua-Fria, em Beberibe, rua
de Santo Antonio.
Leilo
Multidade de apparic5es de desappariyocs curiosissimas sem apparato ; aceas
humorsticas e experiencias nada parecidas com as at hoje apresentadas e que tem
valido ao Dr. NICOLAY multas cartas de felicitacSto dos personagens mais rota veis
do mundo e dos monarchas da Europa e do Brazii.
2.a Parte (Symphonia pela orehestra)
Stssio Mgica fo Bilhar
One lera grandes attratlvos tanto para senhoras como para
cavallieiros
MultidSo de novas carambolas da maior difficuldade jogadas com o taco e cora
os dedos lOO carambolas executdas em 5 rainu'os: As bolus carambolarSo sosi-
nhas tres minutos Partida sem igual denominada Japoneza, daedo de partido ao
xnaior jogador 49 em 50, ou 99 em 100 cararaDohs, etc., etc.
3.a Parte (Fantasa pela orehestra)
ExecucSo em plena luz da sessao ante espirita
As Mesas Volantes e as Rotaees dos Chapeos
Com a expcacSo ao publico de modo que todos os espectadores poderSo executar
cBjas mesmas experiencias sem difficuldade.
A. MOCA CORTADA PELO. MEIO
Alta novidade aprusentada pela prime-ira
da epoclia '
As 8 1/C horas.
Camarotes de l.1 ordem.
Ditos de frisa.....
Cadeiras de 1.a classe (varandas)
Entrada geral.....
Os bilbetes desde j acham se venda no Tbeatro de Variedades.
211. O. Este espectarulo, completamente excepcional, dedicado a todos e a
cada urna das classes sociaes ; aos homens de sciencia, na parte physica e psycholo-
gica e sesaSo de bilbar ; ao bello sexo, na eathetica; erafiro, quelles qu' desi-jam
Brasil Grande curiosidade
105000
8,5000
2,5000
1^000
;nveucer-se de alguns phenotuenos que tendero a levantar urna das pontas do veo
-iue cobre ainda certoa myaterios da natureza.
E' tambem um espectculo dos mais recreativos e instructivos para todos.
MARTIMOS
Inued Slates k Brasil MailSAC.
O vapor Colorado
E' esperado dos portos do
sul at o dia 24 de Janbo
depois da demora necessaria,
seguir para
H.
DE
*aTegaco Costeira por Vapor
PORTOS DO NORTE
Purhyha, Natal, Macu, Mossor, Ara
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Ipojuca
Haranho, Para. Barbados,
Thomaz e Xewlork
Para carga, passagens e encommendas e dinhei -
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
O vapor Advance
Espera-se de New-Port-
News. at o dia 28 de Junho
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Babia e Rio de Janeiro
Para carga, pasaagena, encommendas e dinbeiro
a frete, tracta-se com os
AGOSTOS
Henry Forster & C.
N. 8 RUADO COMltttKOlO. N. 8.
1- andar
Lisboa e Porto
_cue com brevidde o patacho portugus Dous
Irmaos, para o resto da c.irgt. trata-se coa Silva
tnimara?s 4 C, a raa do Commercio n. 5.____
Para Maranho
Recebe earga e possageiros para o porto cima
a barca portuguea Vaito da Gama ; a tratar
coa os consignatarios J"A da Silva L&70 &
Filho.
Segu no dia 22 de
Junho, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 21.
Encommendas passagens e dinheiros afrete a?)
s 8 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Periambucaia
n. 12
HOVAL MA1L STEifi PA(M
COMPANY
0 paquete Neva
E' esperadodaEuropa no dia
24 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ria para
Iiahia, Rio de Japeiro, Monte
video e Buenos-Arres
PaciOc Seam taigation Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos
do sul at o dia 22 de
Junhr, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante seguiris tocaro em
Piymouth, o que facilitar che-
gara os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Havcr tambem abatimento no pre?o das pas-
sagens.
fara carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
Wilson Sons l C, Umited
N. 14- RUA DO COMMERCIO N. 14
LEILOES
Terja-feira 22 deve ter lugar o leilo demo-
veis, loucas, vidros, taboas, portas, caixilios e car
ros de mo no armaicm da rua do Imperador r>
39.
Em continuacao e 1 hora da tarde leilo das
dividas da massa fallida de Pereira de Siqueira
&C.
Quarta-feiri 23, o dos movis e mais objec
tos da casa emque moram o Sr. Alian P. Dutton,
a rua da Aurora n. 30. 2* andar.
Leilo
Do
movis, Icuga, vidros, portas, caxilhos,
grades e carros de mao
A'saber:
Um piano de armaric, 1 mobilia de carvalho,
jarrofc para flores, 2 cadeiras de balando, candieiros
gnr e quadros.
Urna secretaria e 1 estante envidracada.
Urna cama, 1 toet, 1 lavatorio, 1 guarda-ves-
tidos, 1 mesa e cadeira tudo igual de f.iia, 1 ca-
bide, 1 guarda-roupa de amarello, 2 camas para
meniaos. 1 cama de ferro com lustre de rame.
Urna mesa elstica, 1 guarda-louca, 1 apara-
dor, 2 commodas, 2 mesas, louca pora cha e jan-
tar, copos, caliera, garrafas, cadeira e carrinho
para moniuo, cadeiras de guarnicao, vinhos, 1 re-
logio, e ontroa movris.
Dous carros de mi novos, portas, janellas e ca-
xhos.
Tapetes, jrroB de sala e quartos.
Terca-feira 22 de Junho
O agente Pin*o
No armazem do sobrtdo daros do Imperador n. 39
Principiar s 10 e 1/2 horas.
Este vapor traz simplesmente
passageiros emaLu. e immedia-
lamente segura depois do desem-
barque dos mesmos.
Agente Pestaa
Leilo
Dos movis, louca, vidros, piano e o prc
dio onde se acham os ditos movis, no
caes do C pibaribe, rua da Ponte Velha
n. 3.
Terca feira, *$ do corrente
A's 11 horas em ponto
O ageste Pestaa, ccinpet:nt< mente autorisado
pelo Sr. Antonio Ferreira de arvalho Jnior, que
De bons movis, louga, vidros, talheres,
um cofre prova de fogo e urna car-
teira
SENDO:
Urna linda mobilia de junco, com muito pouco
uso, compasta de 12 cadeiras de guarn:cao, 2 ditas
de bracos, 2 ditas de; balan;j, 1 sof c 2 consolos,
com tampo de pedra raarmore, 2 pares de lanter-
nas de vidros, l dito de metal para estudo, 1 par
de jarros, 3 escarradeiras, 1 tapete para sof, 1
dito para cama, 6 ditos para portas, 1 candieiro
de gaz, 1 cama francesa com cortinado e colzao,
1 toilet, 1 columna cora tampo Je podra, 1 lava-
torio de amarello. 2 meias commodas de amarello,
1 guarnicao para lavatorio, 1 lbum, 1 tocador de
Jacaranda, 1 cabide de columna, 1 dito ne parede,
1 marquezao moderno e 1 cama de ferro.
Um cofre a prova de. fogo, 1 banco paia o mes
mo, 1 carteira de amarelio, 1 mocho para carteira,
1 copiador de cartas e 1 revolver.
Urna mesa elstica de amarello, 1 guarda-louca,
2 aparadores, 1 quartinheira, 12 cadeiras de jun-
co, 1 relogio de parede, 1 mesa de cosinba, 1 la-
vatorio de frrro, 1 bacia, 1 jarrao, 1 bandeja, 1
meio appar^lho de louca para jantar, dito para al-
moco, fructeiras de porcelana, compoteiras, garra-
fas para vinho, copos, clices, talheres grandes e
pequeos, eolheres de metal para sopa e para cha,
concha para sopa, eolher para arroz, ferro de abrir
latas, 1 moinho para ca e um trem de cosinha.
Terca feira 8 do corrente
A's 11 horas
No Io andar do sobrado de azulejo rua do Ran-
gel n. 48
Mancel Tavares da Costa Ribeiro, tendo de fa-
zer urna viagem a Europa com sua familia, far
leilo por intervencao do agente Mart ns, dos mo-
vis da casa de sua residencia, os quaep se tornam
recoromendaveis pelo pouco uso que tiveram.
A* raa do Hansel, sobrado de aanle-
^^^ Jo. a. -8._______________
Leilu em continuado
Da armacao. restos de miudezas, sortea para
S. Joao, caieiras e utensilios existentes na loja
Boa Fame, rua Duqu do Guias n. 77 A.
Quarta-feira 23 do corrente s 11 horas
Poi intervencao do
Agente Gusmo
10.811 Urna corrente e medalha para relogio e um
relogio, ouro de lei.
10.817 Dous pares de brincos, dous broches, um
annel de ouro com um pequeo brilhante
e um trancilim, our* de lei.
10.829 Um par de rosetas de ouro com brilhantes,
urna pulceira, um alSnete, um par de brin-
cos com perolas, urna medalha, um annel,
seis botoea e urna fivella, ouro de lei.
10.831 Duas pu ceiras, um broche com coral, urna
volta de tranceln) com perolas, um annel
e urna corrente, para relogio, ouro de lei.
10.839 Um par de brincos de ouro com pequeo
brilhante, urna par de rosetas e um tran-
celn), ouro de lei.
10.841 Urna pulceira, um broche e um trancelim,
ouro de lei, um trancelim, ouro baizo.
10.842 Um broche de ouro com perolas, urna pul-
ceira e urna corrente, para relogio, ouro de
lei; um alfinete cravejado de diamantes.
10.843 Um trancelim e dous anneis, ouro de lei.
10.846 Um par de rosetas de ouro com diamantes
um par de brincos, urna pulseira, um tran-
celim e urna medalha, ouro de lei; urna ti-
jella, prata de lei; urna salva e um copo,
prata baixa.
10.855 Urna corrente e medalha para relogio, ou-
ro de lei.
10.869 Uiaa corrente para relogio, nm trancelim,
um broch.', urna loneta e um relogio, ouro
de lei.
10.887 Urna corrente e medalha, para relogio, ou-
r de lei.
10.889 Urna pulseira, um trancelim, quatro an-
neis e urna moedinba, ouro de le.
10.891 Um broche com brilhante e diamantes.
10.905 Tres correntes e urna medalha para re-
logi>, curo de lei.
10.910 Uuia corrente e medalha para relogio, e
um trancelim, ouro de lei.
10.914 Urna pulceira de ouro com brilhantes.
10.922 Urna corrente para relogio, um resplando
cinco coras para imageos e um relogi
pequeo, ouro de lei.
10.930 Dois anneis de ouro com brilhantes, urna
volta de ouro com medalha, um trancelim,
urna moedinha, duas medalhas, dois pares
de brincos e um relogio, ouro de lei.
10.940 Urna corrente para relogio, ouro Je lei; e
um relogio de ouro.
10.942 Dezenove eolheres e um par de fivellas de
prata. '
10.943 Um par de rosetas de ouro com dous bri-
lhantes, urna pulseira e um par de botoes,
ouro de lei.
10.974 Urna corrente para relogio, um trancelim e
urna medalha, ouro de lei.
10.997-Um relogio, ouro de lei.
11.006 Um par e rosetas de ouro eom brilhan-
tes.
11.015 Um tranceln, oure de lei, urna pulseira,
ouro de lei.
11.022 Urna pulseira, ouro de lei.
11.032 Urna corrente e sinte, para relogio, ouro
de lei.
11.579 Um psr de esporas de prata baixa.
11.589 Um par de rosetas de oura com brlhaates.
11.590 Um trancelim, urna medalha e um collar,
ouro de lei.
11.600 Um annel de ouro com brirhantes.
11.601 Urna corrente de ouro para relogio, nica
dita com medalha, ouro e platina, e asa
paliteiro de prata de lei.
Recite, 8 de Junho de 1886.
O gerente interine,
Felino D. Ferreira Coelho.
AVISOS DIVERSOS
De urna mobilia de junco com 1 sof, 2 conso-
los, 2 cad. iras de bracos e 12 de guarnicao, 2
mesas redondas, 1 mesa para eserever, jarros para
flores, e diversos quadros.
Urna mobilia d- amarello com 1 sof, 2 conso-
los, 2 cadeiras de bracos e 6 do guarnicao, 1 mesa
quadrada, candiriros a gaz, e tapetes.
Uina mesa de jantar, 1 apparador com pedra, 1
guarda-comida, 1 quartinbeira, 12 cadeiras, relo-
gio de parede, tapete de coco f rro de sala, louca
para cb e jantar, copos, clices, talheres, jsrras,
quartinhas, ffandres, mesas, trem de cozinha, e
vinhos.
Um guarda-roupa, 1 guarca-vestido, 2 commo-
das, 2 lavatorios, 1 espelhi, 1 relogio, 1 toilet, 1
cama de ferro grande, 2 marquezas, e muitos ou-
tros movis de casa de familia.
Quarta-feira 3:s de Inulio
No segundo andar do sobrado da rua da Au-
rora n 39
Alian F. Duttan, tendo de fazer urna viagem
Europa, faz leilo por intervencao do agente Pin-
to, doo movis e mais objectns da casa em que
residi, rua da Aurora n.3X
O leilo principiar s 10 1/2 horas.
Leilo de joias
O conselho fiscal attendendo nao s ao pedi-
do para ser transferido, de 8 do corrente para 6
de Julho vindouro, o anunciado leilo, como por
convir aos ioteresses do estaLeleciment edos mu-
tuarios submettel-as venda, faz agora publico
s retira com sua Exma. familia para o Rio de Ja- h'.ver grande oumero de cautelas em ser, e nao
neiro vender tn.portante casa terrea com 2 salas,
4 quur o?, saleta de engommade, cosinba, quarta
para criados, idem com banheiro, agua e gaz, qu- no referido dia 6 de Julho se effectuar im-
quintal coa cacimba, rua da Ponte Velha n. 3,1 preterivelinente o leilo as 11 horas da msnh.
livre e di embarazada de todo e qualquer onus, Estatu exposico tres dias antes.
rendendo 6(X)IMfO- 110.070 Urna salva nitavada, e tre3 eolheres para
Em cent: vender 1 piano de lilond S'>pa, peixe e arroz, prata de lei.
mobilia de jacarando com pedra, 1 dita de faia, 1 j 10.116 Um annel de ouro, ora brilbantus.
cama de Jacaranda, 1 dita de amarello, 1 mar-
qnezo para soltnro, 1 guarda-vestido, 1 comed,
1 cabide, 1 mesa elstica de 4 taboas, 1 guarda-
louQa, 1 dito para priftos, 8 jarrro.. de Bacarat,
12 cadeiraB avulsas, 2 diU9 d balando, 1 cama
para menino, 1 b.-rco, 1 relogio, 2 quadros, 11 a-
chinas para costura, 1 sof de Jacaranda, 1 appa
relho para jantar, 1 dito pitra elraoco e outros
muitos objectos que estarlo patentes, a vontade
dos Srs. compradores.
10.118 D seuove colhres, prata de lei.
10.136 Um par de rosetas de ouro com brilhan-
tes.
10.137 Uin annel de ouro com brilhante.
10.784 Duas salvas de pr-ta d<> lei, 25 eolheres,
12 garios. 12 cabos para tacas e um pale-
iro de prata.
10.786 Urna salva e duas eolheres, prata de lei.
10.807 Um anuel com brilhante e cinco botoes de
ouro.
11.061 Um par de rosetas de ouro com pequeos
brilhantes, urna volta de ouro e urna me-
dalha, ouro de lei.
11.062 Um par de rosetas de ouro com brilhantes,
um annel com dito e rubios, um alfinete,
dois botoes e um relogio, ouro de lei; um
alfinete da ouro com brilhantes, dois pares
de roetas cravejado de ditos, um annel e
urna cruz com ditos, am fio de perolas, um
tranceln, um collar e urna cerrente, euro
de lei; dois cordoes, urna cruz, um cora-
cao em ouro, ouro baixo.
11.068 Urna corrrnte para relogio e urna meda-
lha, ouro de lei.
11.092 Um par de brincos de ouro, conteudc bri
Ihantes.
[1.102 Urna corrente para relogio, urna volta de
ouro e um relogio para senhora ; ouro de
lei.
11.117 Um annel de ouro com um brilhante.
11.118 Urna corrente para relogio e um relogio,
ouro de le.
11.128 Seis dstlcaes pequeos, prata baixa.
11.129 Uin annel de ouro com brilhante.
11.138 Urna pulceira de ouro.
11.139 Um relogio, ouro de lei.
11.146 Urna medalha, urna volta de cordao, dois
anneis, duas pecas para pulseira e ima te-
t 1 de ouro.
11.151 Duas pulseiras, um par de brincos, um dito
de botoes e dois anneis, ouro de le.
11.177 (Ima corrente e medalha para relogio e
um par de brincos, ouro de lei ; urna pul
seira, ouro de lei.
11.192 Urna pulseira, um trancem, um meda-
lha), um broche, quatro moedinhas de ou-
ro em botos, ouro de lei.
11.493 Um trancelim, um par de brincos e urna
pequea teta, ouro de lei; um broche, nm
par de botoes e um annel, ouro baixo.
11.198 Um relogio, ouro de lei.
11.210 Um relogio, ouro de le.
11.212 Um alfinete de ouro com brilhantes e pe-
rolas, ouro de lei.
11.216 Duas cerrentes e uma medalha, ouro de
lei
11.242 Um annel de ouro com brilhante, uma cor-
rente e medalha para relogio, ouro de
lei.
11.247 Uma moedinha de ouro com laco de ouri,
dous pares de brincos, um dito de botoes e
tres anneis ouro de lei; um alfinete, um
cordao, dous pares de rosetas, uma teteia,
uma figa e tres anneis, ouro baixo.
11.250 Um cordao e uma cruz ouro de lei; um
cordao ouro baixo.
11.257 Um par de brincos cravejados de brilhan-
tes em prata.
11 260 Uma corrente e medalha para relogio, ouro
de lei; uma salva e doze eolheres para
sopa.
11.261 Um annel de ouro oom brilhante, um dito
co:n ditos e esmeralda, uma pulseira e uma
corrente para rr'ogio, ouro de lei.
11.273 Uio relogio de oaro para senhora.
11.299 Uma pulseira, um par de brincos e um an-
nel, ouro de lei.
11.303 Seis botoes, ouro de lei.
11.309 Uma volta de ouro, um cordao, dous an-
neis, um dedal, ouro de lei.
11.326 Uma pulseira, uma volta de ouro e umpar
de rosetas, ouro de lei,
11.330 Um relogio, ouro de lei.
11.334 Tres pulseiras e duas pecas de brincos,
ouro di* ei.
11.352 Umacorade ouro para imagem, um cor-
dao e um emblema do Espirito-Santo, ouro
de lei.
11.356 Uma corrente com medalha, oura de lei.
11.377 Urna volta de ouro com medalha pequea,
um alfinete, um aro de ouro e um annel,
ouro de lei.
11 384 Un pulseira, nm par de brincos e uma
cruz, ouro de lei.
11.388 Um cordao, um par de rosetas e uma cruz,
ouro de lei.
11.392 Uma corrente para relogio e um par de
brincos, ouro de lei.
11.401 Um relogio, onro de lei.
11.409 Um relogio, ouro de lei,
11.419 Urna pulseira, ouro de lei
11.437 Um relogio, ouro de lei.
11.443 Um par de rosetas de ouro cravejada de
brilhantes e uma corrente para relogio,
ourj de lei.
11.504 Um alfinete e um par de rosetas, ouro de
lei; uma salva, prata de lei ; e doze eo-
lheres, prata baixa.
11.454 Um lseo de ouro cravejado de diamantes
e duas pulseiras, ouro de lei.
11.472 Um relogio, ouro de lei.
11 475 Um alfinete de ouro com brilhantes.
11.497 Seto eolheres de prata.
11.511 Um cordao, uma moedinha de ouro com
laco, uma moedinba de valor de 54 e um
annel, ouro de lei.
11.513 Um cordao, ouro de lei.
11.521 Um annel de ouro com ua brilhante e uma
puUer, ouro de lei.
11.523 Uma corrente e medalha para rulogio, ouro
de lei.
11.514 Um par de rosetas de ouro com pequeos
brilhantes e um annel com numero em cir-
culo.
11.548 Urna correte para relogio, ouro de lei, um
feixe de ouro baixo.
11.551 Uma salva de prata.
11.552 Uma pulseira, um par de brinets de ouro
de lei.
11.553 Uma pulseira, nm broche e um par de ro-
is, euro de lei.
11.554 Um relogio de ouro de lei.
11.557 Um" volta de trancelim, uma cruz, doiu
- de brincos pequeos, um dito de ro-
setas, um dito de argoloes, cinco botoes
uma moedinha, dous.pares de colxetes, duas
peca de brincos e um annel, de ouro.
Aluga-se a casa da rua do Coronel Suassu-
na n. 150, com grandes cornados para familia,
quintal grande; a tratar rua Direito n 106.
Aluga-se o sitio do Pina, com boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com exceden-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Aluga-sa casas a 85000 no becco dos Coe-
lhos, junto de Goucailo : a tratar na rua da
Imperatriz n. 56.
Precisa-se alugar uma preta ou um mea'ioo
para vender na rua : a tratar na rua dos Marty-
rios n. 148, 2 andar.
Precisa-se de uma cosinheira para casa do
familia ; na rua do Baro da Victoria n. 39, loja.
Precisa-s de um criado para casa de fa-
milia ; na rua do Baro da Victoria n. 39, loja.
Aluga-se o 1 andar e sota da casa rua
Thorn de Souza, outr'ora travessa da Lingoeta
(Recifr), com commodos para familia ou para es-
criptorio ; a tratar na rua do Imperador n. 31,
armazem do gaz.
Maximino da Silva Guarni declara que mo-
dou-se da freguezia de S. Jos para a freguezia
de Santo Antonio, a iu dos Ossos n. 21, onde
pie ser procurad.'.
Offerece -se urna sala e uma alcova de um pri
meiro andar mediante o preco de 25000 mensaes,
inclusive agua e gaz, para sede de qualquer so-
ciedade tteraria : a entender-se a rua do Impe-
rador n. 61, 2o andar, das 7 s 10 horas da ma-
nha ou das 5 s 7 horas da noite.
As professoras de Ia entrela qne deseja-
rm permutar sua cadeira, pdem dirigir-se rua
dos Prazeres n. 26, que achara) cam quem tratar.
Precisa-se de uma ama para o servico de
casa de pouca familia : a tratar na rua da Con-
ceicao n. 9.
O abaixo assi5nado previne ao Sr. Bernar-
dino Lopes Alhero, agente das loteras de Ma
cei nesta cidade, que tendo perdido dous vigsi-
mos da 13 parte da 12* lotera de ns. 17,376 e
17,647, comprados a Jos de Figueiredo Carneiro,
nao pague a pessoa alguma que os apresentar, e
sim somente ao abaixo assignado. Recife, 21 de
Junho de 1886.
Jos Monteiro.
Criado
Precisa-se de um del4al6annos de idade,
que tenha pai ou alguem que o governe, rua do
Commercio n. 44.
203000
Aluga-se a casa n. B rua do Riachuello, an-
tiga do Destino, na boa Vista, com 2 salas, 2
quartot, cosinha, quintal murado e fbrno, est
limpa ; a chave se acha no mesmo correr n..., e
trata-se na rua da Guia n. 62, Recife.
Professora
Precisa-se de uma senhora viuva ou solteira,
para ensinar primeiras lettras a quatro meninos
fra da cidade : a fallar na rua Augusta nume-
ro 202.
Attn$o
As acces entre amigos de um cavallo rosilho,
que d.-viam correr com a ultima lotera da provin-
cia do mez de Junh), correrlo cem a segunda do
mez de Julho.
2:000|1000
Precisa-se de um socio com o capitel cima,
para um negocio varttajoso e sem risco do capital.
Carta fechada com as iniciaes F. A, F., indicando
onde deve ser procurado.
A eommereio
A abaixo assignada declara que comprou ao
Sr. Manoel do Nascimento Souaa o sea estabele-
cimento de molhados sito rua da Palma n. 71,
livre e desemharacado de qualquer onus ; se po-
rm alguem se julgar com direito a reclamar, o
faca no praso de tres dias, a contar deste. Reci-
fe. 21 de Junh-. d 1886.
O conselbe.-o Joao Jos Ferreira de Aguiar e
a mulher convidam aos parentes e amigos de
sua sobrinha e afilhada D. Mara Pa Silveira de
Albuquerque Mello para assistirem a uma missa
que mandam resar s 8 horas da manha do dia 23
do corrente. na matriz da Boa-Vista.
Cianpar de Drummond
Gaspar de Drummond e seus irmaos mandam
eelebrar no dia 23, trigsimo dia do passamento
de seu sempre temblado pai, missas s 8 horas
da manha, no convento 00 Carmo. Para esse acto
de caridade e religiao sao convidados os amigos e
parentes do finado.
Joaquira Piren Hachado Porlelli
Filho
O coronel Jos Thomaz Pires Machado Portella
convida aos seus parante; e amigos e aos de seu
irmao o Dr. Joaqun Pires Machado Portella.
para assisiijem a mi asa que ser celebrada as 8
ho as do dia 23 do corrente, na igreja matriz da
Boa-Vista, pela alma de seu caro aobrinho Joa-
qun) Pires Machado Portella, fallecido na corte
no di 18 do corrente.
Joaquim Piren Machado Portella
iniiior
Emilia Julia Pires Ferreira e Anna Julia da
Costa Brito, tendo recebido a triste iiotitia de
haver fallecido no Rio de Janeiro seu presado neto
e sobrinho. Joaquim Pires Machado Portella J-
nior, a nvidmn aos seos parentes e amigos par*
assistirem a mise de stimo dia, que inaadam
celebrar na matriz d, Ba-Vista, quarta-tVira 23
do corrente, s 8 h-ras da manha, pelo qae ante-
cioam oaspus gradecimentos.
11.566 Um annel de ouro com brilhante.
Multara uiedico-eiiurpco
O Dr.'Estevn Ca vale-ante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico-cirurgicas, na rua
do Bom Jess n. 20, 1 andar, de meio dia s 4
horas da tardo. Parasy, demais eonsulti e visi-
ras em sua residencia provisoria, rua da Aurora
n. 53, 1 andar.
Ns. tclephomcos : do consu'itorie 95 e residencia
126.
Especiaidades, Partos, molestias de ereacaa,
d'utero e seus annexos.


V
Muri d*5 PernamouroIrrgA-feira 2? de Jniiho de 1886
Reslairal America
Os proprietarios desta modesto estabeleci ment
participan) ao reBpeitavel publico qne aceitam en-
commendas de bolos para os festejados das de
Santo Antonia, S. Jlo, S. Pedro e todos os san-
tos, e preparam cela com todo o esmero e promp-
tidao ; assim como receben: pensionistas internos
e externos por precos os maia resumidos
28 Ra Duque de Caxias 28
Bettanran America
Va Magdalena
Aiuga-se ama cas i terrea com commodos para
familia, tendo agua c gaz encanados e sitio todo
murado, sita travessa do Paysan'l ; a chave
est na taverna do Sr. Francisco Braga, ra do
Paysand, esquina da ra do Hospital Portu-
gus-__________________________________ _____
Serrara a vapor
Cae do Caplbarfbe n. *
N esta serrara encontrarlo es senhores fregue-
zes. um grande sortimento de piohj de resina de
cinto a dex metros de compnmeuo o de 0,06 a
0,24 de esquadros Garntese pre9o mais como-
do do que em outra qualquer parte.
Franeiseo dar Santos Macedo.
Pillas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve-
getal, teem sido por mais de 20 anuos aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, sypbilis, bou
boes, escrfulas, uhagas inveteradas, erysipelas e
gonorrbas.
Modo de usul a
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
bendo-se apos cada dse um pauco d'agua afloja-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Eetas pilulas, de invencao dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por seren um seguro
purgativo e de poaca dieta, pelo que podem ser
usadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
~*a drogara de Faria Mobrinbo A C.
*l RA DO MRQUEZ DE OLIKDA 41
GMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypophosphitos de cal e soda
Approvada pela Junta de Hy-
glene e autorizada pelo
governo
E' o melhor remedio at hoje descoberto para a
Malea broncbilen. eNcropbnln, ra-
ciiitiw. anemia, rebllidadc em geral.
deOaioD, lotmc rnronlca e ;sfi>ccoea
do pello e da garganta.
E' mnito superior ao oleo simples da figado de
bacalho, porque, alm de ter chairo e sabor agr- j
daveis, possue todas as virtudes medicinaeB e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedade-s tnicas
reconstituintts dos hypophosphitos. A' venda as
drogaras e boticas.
Deposito em Perr.ambuco
Farinha Lctea
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar, porm
que duroia em cata : na roa d Rachuello n. 57,
porto de ferro.
Ama
Precisa-se de urna para cosinhar : a ra do Ba-
rio da Victoria n. 57.
Ama
Precisa-se de urna ama para tod-v servico de
casa de familia a tratar na roa do Cotovello
numero 46.
Ama
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, preci-
sa-se de urna ama que cosiuhe bem, para casa de
pequea familia.
Ama
Precisi-se de urna ama para cosinhar e com-
prar : a tratar na na do Baro da Victoria n. 58,
segundo andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar, comprar
e fazer mais algn s 3ervicos de casa : a tratar
na roa do Mrquez !e Olinda n. 52, loja.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e engomar
em casa de pequea familia ; tratar na ra do
Mrquez de Olinda n. 27.
4LJM

Precisa -se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na roa de Fernandes Vieira n. 24, ta-
Ama
Precisase de urna ama para cosinhar e engom-
mar : na ra da Uniao n. 54.
ML%
l'roeisa-so de urna ama para cosinhar, lavar e
engomniar, para deus rapazes solteiros : a tratar
na ra da Imperatriz n. 63, taverna.
Amas para cozinhar e en-
DE
II. Vosll
O melhor alimento para criancas de paito, rece
be| Jo; Antonio dos Santos.
lo Ra do Mrquez de, Olinda -15
3Ra 1- de Marco3____________
Aviso
Precisa-se de urna profcss":ra que saiba tocar
bem piano e mais trabslhos de senhora, para en-
genho : a tratar com o Bario de Nszaroth, ra
do ImDeradorn. 79, andar.
COwteira a vapor
Supriir.ento p.-.ra o vapor Jaguaribe
N. 927:170
O Sr. Francisco Alvcs da Costa, commandante
co vapor Jaguaribe, pela s. guuda vez regado
vir i roa do Marque- n Olinda n. 50, dar cum-
primento ao numero cima. Pede-se no digno
grente providencias a respeito.
(juen) ten?
(ture e prala : compra se ouro, prata
oedras preciosas, por maior preco que un outra
juaiquer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
'osano, autiga dos Quarteis, das 10 horaB As 2 da
arde, das uteis.
Mercearia
Traspassa-se nma casa de molhados em urna das
principaes ras desta cidade, muito afreguezad ..
livre de impostos e de qnaesqner dbitos.
Quem pretender dirija-sc ra da Madre de
Beus n 22, das 9 horas da Naha 6 da tarde.
Em qaartcs e meias garrafas, v. t Faria
Sobrinho & C, ra do Mrquez de Olinaa .41,
DEPOSITARIOS
Para S. Joan
A viuva de Valdivino, da plvora, avisa aos
apreciadores d< fogos para 09 festejas de S Joio,
que tem um completo sortimento de pistolas de
ditas a cien bolas e fogn'nhos para criancas,
assim c >m matsa para bi-scaps, plvora para
estouro. Recb"-se cncoinmendas para craveiros
e busca) s, sendo as pgas adjuntadas. Tele-
pbone n. 369
\o commercio
Co -i praticae calli-
graphiasem rival, of-
ferecf-s* umfmoc, pa-
ra guarda livros ou
mesmo ajudanlede ,1-
guma casa em boas
coiidices.
presenta d o c u-
im* tos dfs sua con-
ducta.e recebe cartas
na. redactan desta fo-
Iha com es iniciaes S.
R.J.
Tambem leeeiona
calligraphia*
Na ra do Bemfi-
ca sitio que fica em
frente da Estrada dos
Remedios, se precisa
de duas amas forras ou
escravas, para servido
d cozinha e engom-
mado.
Alga-se
o sobrado de um andar e sotio roa do Mrquez
do Herval, travessa do Pocinbo n. 33 : a tratar
no largo do Corpo Santo n 4, Io andar.
" Sum
nma grande casa com dous grandes qnintaes e
agua encanada, roa Lembranca do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz
n. 32, 1- andar.
Alagase por 25$
a grande casa terrea ra de Luiz do Rvgo n
47-B, com 5 quartos e mus um frs, bem concer
tada : a tratar na ra do Mrquez de Olinda n.
60, on no Caminbo Novo n. 91, padaria a chave
para correr, db taverna junto.
Alagase barato
A casa n. 96 A roa dos Gunrarapes.
A casa n. 107 da ra Visonde de Goyauna.
A ra Loma- Valentinas n. 4
Casa ra da Ponte Vclha n. 3.
Trata se no largo de Cor;) > Santo n.19. Io andar

sinheira
Precisa-se de nma para ; asa
de pequea familia, no onleiro:
a tratar na ra da Matriz da Boa-
Vista n, 9. .
PARA COSINHAR
Precisa-se de urna
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da tj-
pographia do Diario
Swtes
Vende-sc Iwuitas cortes para Santo Antonio
S. Joao e & Pi-dro : no patee de S. Pedro n. 4
Para acabar
Xa loja das K(rellas ra Du-
que de t:xlas n. .*
Merino de todns as cores (2 larguras) de 1400 a
800 rs. o cavado.
lina arrendada, lindas cores, fazenda prc-
pna para baile 'I U000 a 500 rs.
Etainynefi, alt aovidade, a 400 rs.
Caixeiro
Precisa se de um eaiaero de 16 18 anuos de
idade : na ra do Honpieia n. H.
Criado
Precisa-se de um de 12 14 annos, para os i-
rieo da casa c de ra : na praca do Con..'
', terceiro indar.
A pesso* que, si m r engao, levuu
da leja um eod|
misal iiiinotado qne se achava dentro
Diario?, ouiira ter a bondade de leval-o
loja cu i roa 'o .Mrquez do ilerval n. (Jl, qin
e be Hgradec<
Caixeiro
f'reci ia-se de caixeiro com pratica do molhad< s
e que d fiador de sua conducta : a tratar na ruu
da Aurora n. 113.
JniniinHliMrmiiiiiiiiiiiiHfniiniiiiHHiiiimnimiiiiiiiiiiiiiiiiiiiJHMii.....iniiiTiriimJiiiniinftiiimi
ANEMIA
AS VERDADEIRAS
CHLOROSE
PILULAS DE VALLET
NAO SAO PRATEADAS
O nome VALLET impresao em preto sobre oada pilula.
A maior parte dos mdicos concordo con a Academia de medecina emque,
ellas rnereeem a preferencia que se lhes d sobre os outros ferrugrimoaos.
Exislem numerosas imitaces das
PILULAS i: VALLET
Exigir em cada extremidade do fras-
co um sillo impresso em quatro cobks.
i
DEVB-SB
KXIGI* A AS8IGNATC.A ^/ f/A^j 19? ne Jacb, P8JB.
Venda na maior parte das pharmacias
""""11"""........"-U""""T".......""'......iiiiinniiumnniminiiiimm..i...,.,m.
LINIMENTO QNIAU
Para os Gavallos
> Emprsgdo oom ^ maior xito as oavalharicas ranea ds SS. MM. o T-npera".or do Hmy.il, o '"oi da
Blgica, o Ral dos Paizes-Baixos o o Rai da Saxonia i,
ppresh do ogo ^r 35 Asnos de (Ezito %
,E DA QEDAJK) PELLO "J^ Q B ^ R -r ^/^ ^ f.
S este precioso Top.co o nico que
1 suijstue o canatlcoecura radicalmente
I em poucos dias as tnanquelras, novas
j u anti;as, as Toroeduros, Contuadea. ^
2 Tumores o Incfcacsc rtas pernos,
-,J Eiparjvao, Sobre-Caunas, S*raquesa e En-
"I gorgitamento das pernal dos potros, etc., s
> occasio'iar nenliuma ch jmesmo uuranto o tratamjaU\ I sem corlnr, ner.i r< par o f
ea Paria : PharaicU GKEA1T, Fu St-Honor, -75.e en .. l U t>ltanacias. ,.
Os resultados extraordinarios qu
obti'iu uas -i.iccQSeF do j
Petto, OS Catarrboc, 3ronc
ZKclc>tia^ la CSarpantr.. Oplal- I
ma, etc., z; o io logar a concurrencia, '
(Digestivo mm / epsina, tilintarte e Chlorurrto alcalino)
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
Ou inios de successo demonstrarlo t superlorldade desta medicamento [ara excitar o appetite e fazer digerir. CUM :
OYSPEPSIA ; VMITOS DYSENTERIA
CLICAS T ACIDEZ DO ESTOMAGO T DIARRHEA
-^M M^'o Hifflitir rrrt'Hxtti:ute pura u Pensi/ttit enj'mqut'fit1 FAKZZ, Ph-, 9, roa Le Pelel ir r BM'i n Peratmbu o FBAK" n? dn S'.V\ & C".
ADIuLNISTRAftAO :
| PARIZ- S,Bn'.evard Montmarf.ra, PARIZ
PAHTTILHA8 DIGESTIVAS rabrlcadM em
I Viehy com os Sax extra/tldos las Pona, filo \
de gosto agradavel e a su I ira a Aziu c as Dgesties dif/iceu.
tCrf PARA BAHHO. Om rolo para v.-. bai'!u>, para aa pessoas Para evitar rjs imitares exigir em toaos ot producto t>
iviA-iecA. rija. comp. r>z? -vxcxxsr
u Producto, (' t -: .
' :.zcr a ko.:c
N'DT & LABILUS, t, I
o CK.!
VEROIDEiRS PiliLSS do BR 8LA
Pomos preparados torruginosoa podom presentar-so i confi*;:ca doo Meak^j
-i GooDteM ap.oiadoa ai docuraenios to eutaentico* como o i crrintn :
*k> ejcprcgarlaf pera curar trnsi, Cbloreso >rci jni'Jat), e .xiiitar a formacik) c ttnr jue o insercSo destiis Pnu .as ni "joto c&lex frante' ow di.s7.0nse de tsCo ccg?^,
ao Hoitezecioii i wat iinJca c.ltaofio, ; a v.' cubio .
lataB '!SaapoaqT>oazeraoamebica!i,oizeuc.roconnt^->nasi'J]ifa*(!>iCfxt raa?ayca Icconteatarotn -obra e-e oeti-oa f*-rr:gjoo, e aa earuatdero cerno
o tatbo* aottcblcratlee, 1 q. bou e,s
SK-yM.a*tta 0 Actni de atufen ti ftru.
Ooftx: cxUa-ae que o tev nomo wieja graTao obre cala Plloia coa d trargen j
GUMIH1E DESCONFA OAS> *tZtTA9ES
MBIS, M Payesoo. .' -Pe: .tarabuco: **" B. 4a S
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Segredo da Juventudo
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pars 13, roe d'Eighiei, 13 pars;
Depsitos en todas as PerfiunarilS, Paarmacia
e Cal). America.
iiimiiiiMiiiiwwmeBj


tm I,
I "MAII "-'
ii.

MORSONsP
sneulo wm t aji:
INDIGESTA
Sob a orrna da
rBASCOS, VB
u qx.obux.osi.
VNDE-SEno UUHDO (A TEMO.
pr.KPAHADOS DE
fe,palnm Norton
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ORION & IBN
iaMaaiUabv, imsu Sqnan
LON DON
*P*V
;.wa.nu
"..
phoaphitos de
>f!Uid :,--^'', r fraso"?
. f- 1".TK o t
Itono t
roiha-
;. di Vhsu-iaa lia Swaaa.

ttHtartmtmPtrmmbuco FMM"ti81XVAftC.
Vanara ai m totUt w /Jfc*-n *.
rr.-Mi,iM"i ....... .....: .*.
NICO
Prenaracao de Productos Vegetaes
PARA
EXTINGO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINSTBASTOS
F> 1.
,rf%i:Jr*
\ um i
Cura certa era 48 horas das inflamacoes
recentes dos oihos, pelo (-olyrio propara-
do por Jos Pedro Ro ir'gues da Silva.
Emprega e este poderoso eolyrio sempre com
grandes vantagens, lias Mgaintei molestias :
Opbtalmias agudas, purulentas e ehrooicas, con-
unctivites, etc., etc.
Deposito ^eral, na iiroaria de Faria Sobrinho
& C, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Para inforraace?, seilirijam livraria Inrlus-
trial ra do liara.> da Victoria n. 7, ou resi-
dencia o autor, ra -ta Saudade n. 4.
Massa para bolos
O que ha de melhor oeste genero ; vendeui
Braga Gomes & C ra do Mrquez de Olinda
iiunii ro 50.
Cosioheiro
Precisa-se de um cosinheiro : a tratar na me
de Paysmd n. 19 (Passagem da Magdalena).
n. *
Leonor Porto {
:
iris,
lire- (
{
Ra do Imperador
Priuieiro andar
Contina a executar os mais difllcei
gurinos recebidos de Londres, Pari
Lisboa e Ro de Janeiro.
Prima em perfoir;ao de costara, em
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
:*
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira : na ra
zand n. 19, Passagoin da Magdalena.
Taverna
Vpnde-se a taverna da ra de D. Maris Cesar
n. 39 : a tratar na mpsma.
Aviso
Os abaixo assignados participam ao reapaitavel
publico que nesta data eompramat IV s Srb. Mari-
nho Falcao '& C, a Tabaearia denominadaSA-
TURNOsita ra de Joao do Reg, antiga la
Florentina, n. J6, livre e desembarazada de qual-
quer onus ; e que qnaiqu< r r< clamadlo ( poder
ser attendida no prazo de 3 dias, a contar da da-
ta do presente aviso.
Recife, 19 de Junbo de 1886.
iiijueira & C-
Criado boleciro
Aluga-se um mulatinho cscravo para criado, o
qual sabe bolear : trata-se na ra de S. Joao,
casa n- 27.
Ao commercio
O abaixo aesignado, tendo comprado ao Sr Ma
noel Eeteves Varzea, o deposito sito ra Au-
gusta n. 180, que gjrava sob a drrna de Manoel
Al ves dos Santcs, livre e desembarazado de qual-
gaer onus ; as.-im corr.munica as interussados 3e
houver, a6m de reclamarem no pruso de tres dias,
no referido estabelccimento.
Beoifr, 19 de Jonho de 1886.
Jo6 Fernandes Riraos.
Hanael Goncaltes Peana
Francisco de Assia Qooealves Penna, Mar.anna
Silvana Vieira Penn, seu filho Antonio Goncal-
ves Penna e sua mulher Vrridlana Silveira tron-
cal res Penna (ausentes) agradasen! cordialmente
a todas aa pessoag que se dignaram acompanhar
ao cemiterio publico os restos mortaes de seu pre-
sado e nunca eaaaecido filho, irmao e cunhado,
Manoel Gonfalves Penaa, e especialmente a eon-
fraria do Senhor Bun J'sus di Via-sacra e so-
ciedade dramtica Nova Tiiaa, pela prova de es-
tima que sempre lhes tributaran ; e de novo ro-
gam o caiidoo obsequio de ouvirem algumas mis-
sas que aerao celebradas na igreja da Santa Cruz,
s 7 horas da niauha de quaria-feira 23 do cor-
rente, stimo dia do sen ptssamemo, cujo acto de
caridade e riligiao se coufVsBam etemnmen:e
gratos.
Casa grande em Olinda
Por 16SOOO
Aluga se urna casa ,c>m grandes ermmodos
para familia, tendo bom quintal e gmade viveire,
sita em Santa Tberese, lugar denomn I i Pisa,
pelo baratovproco de 16000 mensse! : .-. tratar
no Recife, ra da Imperatriz n. 32, loja.
S o Maia
PL 4 Ra da Imperalriz X k
Fo,os e sortes para cBoo e
S. Pedro
O proprietario deste j acreditado f='abeleci*
ment o unic que pJe bem servir ao* :s fre-
guezes pela longa pratica que ti-n de.-: -no de
negocio, tanto na cscolha d"S mplhorcs '.-uetei-
ros desta cidnde paran fabrica d- fogoj qa i ven-
de em seu estabelecimento, assim como v .i ie por
menos de que outroqualquer e para raci la fe de
despachar os seus numerosos freguezes :;.. ira de
precos firos.
Ao Maia. S o Maia
^arne do serto
Vendera Cnnba Irma/M & C.-.i ra da 'fidre de
Deus n. 34 especial m qualidade.
(irande casa terrea cooisoo
Alug
ase
Tero no andar terreo 6 quartos, 2 salas, corre-
dor ao lado, no quintal corintia, b in.ba,
grande telheiro para animaes, no oit.1. '. >da a
casa um terreno todo murado com porta* na fren-
te, proprio para jardim e horta, t na 4
muito ventilada, ma dos Coelhos n. 1"' -equina
para o caes de Cap bar be tra a-se n i patea do
Carmo, casa de banhos.
Por 15^000 "
Aluga-se para morada a leja do sobrad.i ama
de Looiat Valentinas u. 00 : h tratar :.. roa 1
de Marco n. 7-A, livraria Parisiense.
Porto 'alvo
O Sr. Benvenuto Buarque, para sotisfazT saa
promessa e comprvmisso do dia 15, i-La nado 4
ra ao Burao da Victoria n. 1<>, loja.
Exm. Sr. Dr. Cinapar de Drum-
mond
Joaquim Custodio Duarte de Azevedo convida
aos amigos do finado Exm. Sr. Dr. Gaspar de
Drummond para sssistirem a ini.-sa do trigsimo
dia do seu passamento, que manda celebrar na
capelia do engeuho Massangana. do Cabo, ao dia
25 do andante. 3 9 horas da inanhii.

Ao publico
Harta Pia Silveira de .Ibnquer-
que Uellu
Francisco Antonio de Albuqaerque Mello Filha
e Fnncisco Antonio de Albuq erque Mello, mari
do e sogro da fallecida Maria Pia Silveira de Al-
buquerque Mello, convidan: os seus amigos e pa-
reates as'istirem as missas de stimo dia, que
mandam resar aa matriz da Boa-Vista, pelas 8
horas da mai>hil d^ q'iarta-feira 23 do eorrente.
Joo Pedro 1 aoDive uo.
A viuva, filhos e genio (ansentes), convidnm
nos s as parales e tinigos uo fallecido, para i s-
siat'rtm as missas qe mandam rasar na na tris
da Boa Vista, na naarta foira 23 do eorrente, s
8 horas da manba. e desde j sateeipan seus
agradeeimentos p"r e r.-ligia"._______
nropria*
. la Vi-
i* con-
ii'ixoa
--culs
a todo
'he a
; i; con-
acha
; i anta
l'jan-
o des*
erera,
o pro-
^Pra a
>rot-
Harla Pia Sil*e: I> Albuqnerqac
ello
Manoel Jonqnii: IbertoSvei-
ra, l'edro de AlcaMa:: -\ ir, Panto Ananias
a, Custodio Munoe Silveira v. II nrique da
Cunha P rti, pai. e cunando da tala
Mana Pia Silv ii. qnerqne Mello, conji-
dam seus pareutes < na as mistas
que por sua sima as matriz da lioa-
Vista, pelas E > do eorrente,
stimo da d cim nt".
Ayre Gama, cheio de mais
pelo prematuro pjssaim-i.tn
O Clur- Litterario
profundo sentnni
da Exm. Sr. Dr. Gaspar de Drummond, sen socio
honorario, manda reear u n dia 2^ do
c lente mes, pelas 8 Horas da inanha. na ign ja
do Carao, e para assistirem esse acto de ri ii
gio e caridade, convida a todos os socios, a sua
Enra familia e amigos.
sssaaamssBssaaMsarjssaauasMBaaaaaaaaBQWEai
Hermina de Carvalho Menna da C
taria aa photographia sita ra d
ctoria n 14 2. andar, declara para s ri
venientes, que desde o da 6 do eorr- ni
de ser socio da m de Magalhaes.
Aproveita a oceasiao para coramunrnr
aquelles que se tm dignado de dispe
sua proteccao n'aqoelle ramo de negoci".
tinua com a referida photographia, a qua
h-je melhorada cousideravelmente nao -
aos misteri'S tecbnicos d'arte, como t.
to sos demais requisitos essenciaes > ira i
agradar aquellas pessoas que alli eompar
dando prov* de desejo de coneorrer para
gresso da industria nacional.
Das Enras, senhoras principalmen!. '
referida proprietaria toda sua valiosissiira
eaa,
" BECLAMF
Miudezas finas c de ^oslo
VENDIDAS A PREgoS SEM COMPE
TENCHA
LOJA FLORIDA
RA DO DUQUE DE CAXIAS X. 103
Barboza & Sanios
Xtl'mns eMpeciae
Esplendida sortimento em jarros de orv-'a!, por-
celana, alabastro, vidro e louca de c ma-
nbes a presos que admira .' !
Candi-iros de div>rsss tamanhos psra sala,
quartos B toil'it.
Porta retrato de metal fino pi la a
de velludo.
Albuns para rctr to de velludo ohagri e da
oellucia.
Pera acabar
Bico Valenciem a 1")IHI e 20li0 a peca.
Plisses a 32*). 400 s 6 Lencos de lialio a l500 a duzia.

[Da CODEINA e TOLU)
O Xarope Sed eoiprega-se comra as
Irrita Tosst
convulsa (G StafocSf
Catan bos t
PARTS, ra Drcuot, 17, o om Pharmacias.
Alug
ase
O egundo andar do predio n. h'j i v i nuqua
de Caxias com bons commodos ps i,
tra^tar na loja.
I HTUJHe 1

I -i
i i




I
/


Diario de Pcrnambnco- Tcrfa-feira 22 de Jiinlio de 1886
Jardim das plantas
MONDEGO H. 80
Pretendrtelo-se acabar com as plantas que 6*-
tao em vasos n'este jirdim, vende-se os sapotisli-
ros muito grandes, e dando fructe, a 24000, la-
ranjoirus, muito grandes, para enjertar, 6000
a dazia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preco.
m
Tclegr
_ _HEHDAS_____
Vende-se a casa com flotea a travesa das
Barreiras n. 7, tendo nm soffrivel sitio com bas-
tante arvores fructferas : a tratar na ra do
Imperador n. 75, agencia de leoes. ou na ru* 4a
Santa Crus n. 60._____________
amma de Ptdrm
x intimes fy C.
Ba Iti Para accommodar os inttresses da poca, os
proprietarios da muito couhecida loja Nova Es-
peranza n. 63 ra Duque de Caxias, teem re-
solv io em pleno conselho de estado vender todas
as suas mercadorias por menos 20 0/0 do que em
ualqucr ontni parte.
Para as Exmas. leitoras se convencerem devem
se dirigir ao mesaao estabelcciment ; e para
orientar um pouco, passamos a demonstrar en?
resumo os precos de aigumas mercadorias mais
onecidas.
Espariilhos fines para sennoras a 44500, 5J00,
8 e 94000.
Finas meias cruas idem a 74500 e 84500.
Bonitas cairas de madeira para costura a 24500,
34000 e 44000.
fiieos bordados indianos. largura de 18/e 20.
centmetros a 4f 600 e 54500 pebas de 4 metros
Bonitas belgas e caixas para presentes de
cianeas i 200, rs., 300 e 500 rs.
As senhoras floristas :
Papel verde claro a 60 rs. a folna, dito e**>
mira a 200 rs rs. ; barato !
Fita Pompadoux a 100 rs. o antro, largara
e % centmetros.
Lrques de pape) a 300 rs., 400 e 800 ra.
E para nao abusar da pacifica altante ka
lora resumimos o presente, que s vista das
esmas provamos o que acabantes da spr.
Grande variedade em lavas da nana de coras
arates.
dem em leqaes de aeda, fioaj
jMiBbos e cdlarinhos para senhoras,
liedade de calnngas
Pianos e apparelhos para boneoaa.
Cytitariat finas, capellas para Boiras a sao-
ai ira e.
Sedas e frocos, las e desenhos colaridos para
bordados.
Grande variedade em artigos para presentes.
Meias finas para homens, senhoras e enancas.
Bonita variedade em artigos de aleetropiata
utros muitos para preseates.
Ao 63, ra Duque da Caxias
Pedro Aniones A Compsnoia
A Revoluco
roa Duque de Caxias, resolveu vender
os seguirries artigos com 25 Ojq de me-
nos do que era ouira qtnlquer parte.
Las com bolinhas a !30 e 640 rs. o covdo.
Setins maco a 800 rs. o covado.
Setinetas lisas a 409 rs. o dito.
Setinetas eafossesas a 440 rs. o dito.
Uaasbraia com salpicos a >> rs. a pega,
branco a 500rs. o covado.
sM'seeaea de qaadrinhos e lisos a 240
Vende-se portoes de forro, gradeamentos para
cima de muro, jardim e terraco, bandeiras de fer-
ro pura portas exteriores e interiores, de todas as
ualidades. gullinheiro de ferro, carroca para
bo;s e cavalloe, carrinbos de mao e rodas para
arrocas, por prec'" cominodo : no largo do Forte
n. 4, detronte do quartel das Cinco Pontas, offi-
eina de ferreiro._______________________________
Liquidaco
Raa Uuqne de Cavias B
Alguns artigos 50 [, menos do sea valor
Failes damass, linda fazeuda, a 400 rs. o co-
vado !
Linons com salpicos a 560 e 700 rs. o dito !
Cachemiras com bolinhas de velludo a 14200 rs.
o dito 1
dem de 2 larguras, fingindo dados e lisas, to-
das as cores, a 14500 !
dem pretas, e merinos (2 larguras) a 900, 1400,
14400 e 14600!
Alpacas de sedas finas a 360 e 400 rs. o dito !
Popelinas com listras de seda a 280 e 320 o
dito!
Setins Macao verdadeiro, desda 860 ra, a t*'tiO0(e
que ha de melhcr.
Gorgurao pretc de seda, para (um vej.'-- de-
tente) a 24000 o covado para acabar.
Damasss de cores, seda superiar, a 900 ra.
dito!
Velludilhos liso e de listrinhas a 14000 e 14600
dito !
Esguio pardo para vestido a 560 rs. o dito !
Nansoks finissimos de cores a 320 rs. o dito I
Cretmes para chambres e cobertaj, superiores,
a 360 rs. o dito .'
Damascos de 12 com 2 metros i* largura, a
14800 o dito!
Mariposas de cores lindas a 260 rs. o dito!
Bramante de Hnbo superior, 4 larguras, a 24000
metro!
dem do algodSo, idem, idem a 14500 o dito !
Atoalhado b-irdado, o melhor possivel, a 14500
dito !
Brins de linho de cores (linho puro) a 14200 o
dito!
Camisas francezas sem punhos e colarinhos a
406000 a duzia !
Ceroulas de bramante 'bordadas a 124 a 184
Va!
Guardanapos de linho a 34000 a dita !
Meias arrendadas para senhora a 840S0 a
dita !
dem cruas para homem a 34500, 44500 e 6/0O0
a dita !
Lencos brancos em lindas bolsinhas de setim a
34000 a dita !
Enxovaes para casamento o seguinte :
Lindas grinaldas e vus a 144000 e lGfOOO !
Ricas colxas do crochets a 104000 e 124000 !
Gutrnigoes de dito (cadenas e sof) a 84000 !
Espartilhos americanos, chiques, a 64000 e
4OOO ^n
Cortinas bordadas, novos gostos, a 74000 e
104000!
Vendas em grosso, descont da praca-
9 loa Duqne de Caxias 69
LOJA DB
Carneiro da Cunta & C.
a 240 rs. o dito.
China a 240 rs. o dito.
Damasffo de 15 com 160 centmetros de'largura
a 14800 o dito.
Bramante de linho com 9 palmos de largura a
14800 o metro.
Bramante trancado de ulgodSo a 14200 o dito.
Bramante de urna largura a 320, 360, 400 e
440 rs. o dito.
r>rim pardo a 300 e 360 rs. o covado.
Brim prateado de linho a 600 rs. o dito.
Crochets para cadeiraa 14 e 14600 um.
Ditos para sof a 24 e 24500 um.
Colchas de fustao branco a 14800 urna.
Fichs de l a 14, 24, 24500, 34 e 44 um.
Espartilhos de coraca a 44, 54, 64 e 74500 um.
C misas de linho bordadas a 304000 a duzia.
,, s finas a 240, 280, 320 e 360 rs. o covado.
Smtcs para senhora, nordade, a 1500 e 14800
um.
Lencos brancos finos a 14300 e 24000 a dusia.
Cobertores de la a 24, 44500, 6S500 e 84 um.
Cambraia preta para forro a 14200 a peca.
Meias para homens e senhoras a 3J, 4f, 54 o
64OOU a dusia.
Madapolao gema e pelle de ovo a 64500 a peca.
Cambraia branca a 24 a peca.
Crinolina branca e preta a 24800 a peca.
Toalhas felpudas a 44000 a dusia.
Toalhas alcochoadas a 124 a duria.
Cobertas de ganga a 24800 e 24900 urna.
Lences de bramante a 14800 um.
Para Gimas, ssdlvaa
aetim maco a 10SOO, 14400, 14800 e 24000 o
covado.
Popelina de seda a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
Capellas e veos finos a 104 e 144
Colchas bordadas a 54000, 74000, 84 e 104 0
urna.
Cortinados bordados a 64500 o par.
GRANDE LOTERA
4.000:00
A MAIS IMPORTANTE DE TODAS BA VID AS NO
EXTRACQAO A' 8 DE JULHO
DATA MASCADA NOS RESPECTO BILHETES
Esta loieria esl a cargo do thesoiireiro das loteras da corte
A EXTKACCAO FETA N0K0 DE JANEIRO
PREMIOS MAJORES
Attenco
Vende-ge Msnteiga ingleza superior em latas de
12, de 4 a 14100, e 7, 14 e 28 a 14000 por libra o
gaa inexplosivo a rea do Bom Jess n. 38.
Vende-se
o hotel denominado Dous IrmSos, sito ra da
Cruz n. 23. Este hotel est reedificado, mulo
frequentado por nacionaes e estrangeiros, tambem
tem hospedagem, e o motivo da venda seu pro-
pietario tur de retirar-se para Europa por falta
de sade : tratase no mesmo. Pede aos teus de-
vedores que estic em atrase, de vi rom saldar suas
contas, do contrario sero seus nomei. publicados
nos jornaes desta capital.
1
1
2
2
1
3
11
de
l,ooo:ooo$ooo
2oo:ooo$ooo
loo:ooo$ooo
5o:ooo$ooo
4o:ooo|ooo
2o:ooo|!ooo
lo:ooo|!ooo
Alm do umitas sortes de 5oo
Esta lotera de tres sorteios.
4
4
o, 2oo
24 de.
50 .
80 ..
2 approximafdes de.
2
5:ooo|^o
2:oooloo
I:ooo*o#
l*5.*ooolo#
6:ooo|>o#
4:ooolk)o
4IICDC0
Vende-se urna importante taverna no largo d>s
Salinas de Santo Amaro, propria para qualquer
principiante, faz frente para a lirha frrea de
iimoeiro : a tratar namesma.
Carteira
Vende-se barato urna carteira contendo na peca
de baxo dous armarinbos e tres gavetas, e na
peca de cima 17 compartimentos que se fecham
com ama 89 chave : a ver e tratar no largo de S.
Pedro n. 4, loja.
< < 2:ooo#W
000, loo-w>!> 4o$ooo e 2o^looo.
Um bilhete joga em todos
elles e est habilitado a tirar mais de um premio.
Esta lotera em lavar dos ingenuos da Colonia Isabel da provincia de Pemantbuco
BILHETES A VENDA
Cabriolet
Vende-se um era perfeito estado e por preco
rommodo; tratar na ra n-mue de Caxias n. 47
Limliap definitira
Por todo pre^o
peM
A Predilecta liquida definitivamente
acabar e por todo o preco.
Alm de muitos objectos, annuneia os abaixos,
ejue sao as verdadeiras pechinchas :
Babados c entremeioa bordadus com 3 1/2 me*
tros, a 240 rs.
Baieius para vestido, podidas e fortea,
$80 rs.
Botea de madreperola muitos finos nara
groza 14500.
Voltas do coral verdadeira com clchete,
00 rs.
Voltas de coral verdadeira c^m clchete, dnas
ordens, 609 rs.
Ligas com feixes de aoo para menino, um par
160 rs.
Um* caira com 100 tolhas de superior papel,
400 rs.
Urna dita coto 100 envelopes, 300 rs.
Borlas para pos de arroz, urna 200 rs
Pos de arroz muito finos, nm pacote 3 0 rs.
Urna diisia de macinbos ce grampos polirios,
200 rs.
Carrit.is de. linh de 200 jardas, 80 rs.
Suspensorios para meninos e homens, um par
800 1
Pacotes com tras sabonetas amitos finos,
500 rs.
Duzia de pacotes de na bao em p. 600 rs.
Boleas de chagrn de diversos taoianhoe, urna
I4OOO,
Leques grandes e modernos, a 5* 0 rs.
tpreveliean
Grande sorlimeiilo de lo-
gos arlifieiaes
Nacionaes eChinezes
Proprioo para nalu
PARA OS FESTEJOS DAS NOUTES
DE
Santo Antonio, *. eloio e
m. Pedro
Vende-se em caixas e a retalho por precos com-
modos.
Ra do BarcLo da Victoria .61
Loja do Suu/a
Massa de mandioca
Vende-se massa, especialmente preparada, para
bolos de Santo Antonio, S. Joio e S. Pedro, a 500
rs. cada pacote de meio kilo : no largo de S. Pe-
Aro n. 4.
Engenho a venda
Vende-se o engenhj Murici, com safra on sem
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
respectiva cstacao um quarto de legoa, podendo
dar seis caminhss por da, moente e corrente,
tem duas casas grandes e dnas pequeas para mo
rada, e outra para farinba com suas pnitenca* : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2 andar.
Plvora
Vende Candido Thiago da Costa Mello, em seu
deposito ra Imperial n. 322, olaria, onde tam-
bem vende tijulos e telbas. Telephone n. 221.
RODA DA FORTUNA
36---RaLarga do Rosario36
Bernardino Alheiro.
Pinito de Riga
Vendem Fonseca Irmos C, a preco mdico
WHISKY
tOYAL BLEND marca VlADO
Este exeellente Whisky EseosBcs preferivt
ao negnac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu Iberes rmaseos
essAados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo n<-
ote e emblema sao registrados para todo o Brar:
BKOWNS fc C, agentes
Vende-se
de mandioca de primeira qualidade, para
apio, a 14000 o kilo : na Camboa do Carmo nu-
mero 10
Novos livros de sortes
Grande variedade
na livraria PARlSiErfMS iie Merteiros & C,
ra Hrimi'iio d Vareo n. 7-A.
Bilhar
Vende-s"- um bilhr fr nc i ein perfeito estado
com tres j fr coa : a tratnr no
H rp-) Sant.i) n. 7, es-
antigo lari criptorio.
Vende-
casa con
Honleiro
14 -Prafa da lrrdepBd<'icia
asna e f>~i
, martdii. i-oin ..
mm3 sabida p>.rn n t
pS>clB>ir
Signal bandeira encarnada com letras bramas, que achara ca> qu-m naiar
ni.uaiinente urna boa
tendo
r netiferas e com
< ras-ivel : qoem
.e de Caxiaa n. 117,
LOTERA
1.A.S
ALAGOAS
CORRE NO DA 22 DE JUNHO
INTANSFEIUVEL! IMTEANSFERI7EL! #
O portador quepossuir um
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar........
10:0061)000.
Os bilhetes acham-sea' ven-
da na Casa Feliz, praca d: In-
dependencia ns.
Corre no dia 22 de Junho
1886, sem falta.
Aos 1.000:000^000
200:000^000
100:000^000
LOTERA
DE 3 SOtTEIOS
Em av r dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Eitrap:i8 fie fle 1886.
0 thesoureiro, Francisco (Joiifalves Torres
37 e 39.
SEMPRE NOVIDADES
Fazendas finas e modas
2 A-Bua do Cabug--2 B
J.BASTOS&C.
Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
Cortes de vestidos diaphanes, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidade.
Ditos de toilc d'Alsace, grande moda.
Cachemira broch, teeido moderaissimo.
Orlatienne, fazenda nova e padroes lindissimos.
Venitienne, combinaco de fazenda lisa e lavrada de muito gosto.
Zephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeites de Guipme.
Plutnetie, branco e de cores com lindos bordados.
Toile d'Alsace, variado sortimento.
Etamine de cores, desenho novissimo.
Satin double, tedio de algodao e modernissimo.
Gase de algodo, em todas as cores, propria para bailes e tbeatros.
Leques uiaphanos.
Ditos de setim.
Ditos de madreperola.
Guipoure de seda.
Bicos do seda diaphano, rovolujao da grande moda para eafeiar Tisiies
de sedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setios, branco, preto e de cores.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de crochet e Guipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemaaterie e vid kaes,
guarnicSo de renda e franja.
Jersej de 13 com enfeites da pelucia e bordados, cscolhidos sortisjeMM'Bes
casacos de malha, que vendemos do 81JOOO a 151000.
W^^~
Fornecem se as amostras de todos os artigos.
(Telephone n. W)
*!
DE
Clima fca ^ilua
CHEGOU
final o pinho de Riga, de priraeira qualidade, em pranchlo \de 3X9, 4X9 e
3X1.2 de 19 at 70 palmos de comprimento, bafrotes, taboas de forro e assoa- '
lho, ripas e caibros para cobertas, chalets, estaco*ea de vias-terreas, e para, saji- ,
pas; garante-se nao ser este pinho atacado pelo oupim, em virtud6 de ser elle 1
verdadeiro pinho de Riga, nico que n'este clima resiste ao tal bichinho. Ib0an
lha se barato e em porcSo baver redceles de 01090. i
------------------------------*W
( IKflgJ



8
Diario de PernambocoTerfa-feira 22 de Jiinho de 1886




ASSEMB'.EA G^L
CAAHA UOH DEPUTADOS
SESSaO EM 2 DE JUNHO DE 1886
ERESIDEXCIA DO SB. ANDRADE FIGUEIRA
(ConinuacSo)
Fallou S. Exc. tarabem, nos naufragios
aas costas do Brasil, qaanao sabido que
estes sao raros ; e a que vem de tratar S.
Exc. destas materias sem procurar infor-
males.
Senta se Uvrando um protesto contia to-
das as proposigAes enunciadas pelo nobre
deputado.
O Sr. Beltr O diz aue, tendo-se le-
vantado a que tSo da suppressSo do arse-
nal de marinha do Pcrnambuco, nao pode
deixar de levantar a sua voz em nome da
sua provincia para que l seja consorvtdo
o arsenal de marinha que presta servigo
nio so aquella provincia, mas a outras
limitrophes.
Esta discusso fi.'a adiada pela hora.
O Sr. presidente d a ordem do dia 4.
SESSAO EM -4 DTjUNHO DE 1886.
PRESIDENCIA DO 8R. ANDRADF. FIGEIRA
Ao meio dia, feite a chamada, a queres-
pondem 85 Srs. deputados, abre-se a ses-
sSo 7 minutos depois do meio dia.
O Sr. 1. secretario d conta do espe-
diente.
O Sr. Candido de Oliveira vai
externar urna queixa, antes do assumpto
para que pedio a palavra : a cmara func-
ciona ha um mez e dezoto dias desde que
comegou a tratar da verificago de pode-
res ; entretanto, anda ha por decidir doas
eleigoes da provincia de Minas, nao con-
testadas, urna do Sr. conselheiro Affonso
Penna e outra do Sr. Cosario Alvim ; por
ais que se esforc o espirito partidario,
nao ha meio de annullar aquellos diplo-
mas ; entretanto, proposital cu nSo propo-
sitalmente, a 3.a commissSo de inquerito
nao tem apresentado parecer sobre essas
eleicSes.
Estranha, porm, o procedimento da
commissSo em relagao ao Sr. Affonso Pen-
na, que foi eleito com urna maioria de 400
votos, porque S. Exc, com o seu espirito
de justiga, contribuio na sessao passada
para dar entrada na cmara a diversos
conservadores ; tambern o Sr. Cesario Al-
vim de 1'rou na tribuna que nada tinha
que dizer na commissSo quanto sua elei-
gao, que consid?rava pura e legitima.
Pede brevidao nesses 6 em outros jul-
gamentos, porque urna iniqudade que a
cmara j fuoccione ha um mez e se ve-
jam privados de concorrers respectivas
discussoes es deputados que ainda nao es-
to reconheeidos. sejam elles quem forem.
Pede perrnissao para apresentar um re-
queriraeute, em que solicita dogovern in-
formagoes sobre as razoes de nao sancgSo
ao ornamento votado pela assem'ola pro-
vincial de Minas-Giries para o exercicio
de 1886 a 18S7.
Historin o procedimento constante da
assembla provincial mineira desde 1868 ;
a assembla do maioria liberal, tem dado
sempre es leis annuas a seus advrsanos
e a seus amigos polticos ; tanto que at
hoje niSo se conhece naquella provincia
urna prorogagSo do orgainento anterior ; a
assembla tem cui lado Jos melhoramentos
materi es, conseguio pagar a divida pas-
siva da provincia sera augmentar impos-
tos ; nSo possivel c-ompn-hendT a razan
porque se negou sancgSo ao orgamento.
Responde a r.part:s, que o governo deve
mandar cumprir lei e como j ha coin-
missSo de assemblas provinciaes, est eer-
to que ella tomar em consideragao o fac
tos ocoorridos em relagSo da assembla
provinciel do Rio Grande do Sul
Depsis de outras eonsideragoes, affirma
que entre os :iobr'* diputados mineiros
da bancada conservadora ha espiritos rec-
tsa que nao poderSo pactuar com os es-
cndalos que si dao no centr > da provin-
cia di Minas-Geraes, como Uberaba, Rio
Novo, Porto-Alegre e outros pontos.
Recorda a remogSo d<. promotor publico
da comarca de Muriab para a de Ponto
Nova, para que fosse naquella substituido
por um leigo, afim de se conseguir a absol-
vilo de um grupo de criminosos, porque
essi leigo havia sido advegado dos referi-
dos reos.
Responde a um parte do Sr. barSo da
Leopoldina com urna carta que receben de
pessoa conceituada, narrando esses factos.
Conclue pedindo a attencSo do Sr. mi-
nistro da justiga para semelhantes oceur-
rencias. \ *
Vem mesa, lido, apoiado e entra em
discusso, que fica adiado por pedirem a
palavra alguns Srs. deputados, o segua-
te requerimento:
. Requeiro que por intermedio do mi-
nisterio do imperio se pega ao governo co-
pia das rizSes da nao sanecao da lei do
orgamento votoda pela assembla provin-
cial de Minas para o exercicio de 1886 -
1887. Sala das sessSes, 4 de Junho de
1886. Candido de Oliveira.
O Sr. barao da Leopoldina (para nego-
cio urgente) r quer urgencia por dez mi-
nutos, que a cmara concede, afim de res-
ponder ao Sr. Candido de Oliveira.
O Sr. presidente ; Tem a palavra o
nobre depntado.
O Sr. Sarao da Leopoldina faz
diversas considirragSes para defender os
seus a-nigos das injustas accusagSes que
Ihes lancou o Sr. Candido de Oliveira.
Faz o contraste das demissos dadas pe-
la situagao lber d na provincia de Minas,
sobretudo a eollectores, com o procedimen-
to que teve all o vice presidente e depois
o novo presidente da provincia.
Quanto a remogSo do promotor publico
da comarca de Muriah, ella foi indicada
ha tres para qua.ro mezes a pedido e no
mesiuo dia fez-se a nomeagao do Sr. In-
fante Vieira.
Affirma que o nobre deputado foi injus-
to tratando de leigo aqunlle cidadao, que
foi se i'pre o promotor publico interino de
Muriah durante a shuago liberal.
Sentase magoado por ver levantarem-se
na Cmara dos Deputados aecusagoes sem
base de tactos que se justificam com toda
4 vantagem.
ORDEM DO DIA
ELEH'AO DA MESA
(O Sr. presidente doixa a cadeira, que
oceupada pelo Sr. Gemes de Castro, 1
?ice-presidente.
Procede-se a eleigao da mesa :
Presidente -S5o recebidas (85 cdulas,
19 em branco). Os Srs. Andrade Figueira
59 e Gomes de Castro 7.
Io vicepresidente ("80 cdulas, 9 em
branco) Os Srs. Gomes de Castro 70,
Villa da Barra 1.
2o vice-presidenta (80 cdulas, 10 em
branco)Villa da Barra 68, Araripe 1 e
Mac-Dowel 1.
3o vicepresidente (75 cdulas, 10 em
bianeo) Os Sr.s. Mac-Dowel 61, Duarte
de Azevedo 3, Tarquinio 1.
1 secretario (71 cdulas, 9 em branco)
-Os Srs. Coelho Rodrigues 61, Cochrane
1, Ribeiro da Luz 1.
2o secretario (68 cdalas. 6 em branco,)
Cochrane 61, Portugal 1.
3o e 4o secretarios (83 cdulas, 10 em
branco) Os Srs. Coelbo Campos 63, Por-
tugal 59, Jaguaribe 5, Accoli Franco 5,
C. Aguiar 3, MarcondeB Figueira 2, Cor
reia de Oliveira 1, Araujo Pinho 4, Men-
donga Sobrinho 1, Aguiar 1, Rosa o Silva
1 e Ribeiro da Luz 1.
VERIFICACAO DE PODERES
Posto a votos sao approvadas as conclu-
sues do parecer da Ia coramissao de inque-
rito, approvando as eleigoes do 3o districto
da provincia das Alagoas e reconhecendo
deputado o Dr. Francisco Ildefonso Ribei
ro de Menezes, que achando-se na ante-
8 da introduzido com as formali lades do
cstylo, presta juramento e toma assento.
ELEICAO DO RIO GRANDE DO SUL
Entra em discusso o parecer da 3a cora-
missao de inquerito sobre o Io districto da
provincia do Rio Grande do Sul, annullan-
do o diploma do Sr. Antonio Eleuterio de
Camargo e reconhecendo deputado poresse
liistrioto o Dr. Paulino Rodrigues Feraan-
des Chave.
O Sr. I.oh renco de Albuqner
que diz que a respeito das eleigSes de 1'
districto da provincia do Rio Grane do
Sul so teve duvidas quanto s da 1* e 2a
seccSo da parochia de Santa Christina do
Pinhal.
Do exame que das mesmas eleigoes fez
a principio pareceu-lha ser o casa de man-
dar proceder a nova eleigo ; mas um es-
tudo que fez mais aprofundado da materia,
conve-nceu-o de que nao havia necessidade
de lingar mao deste recurso, porquanto o
Sr. Cimargo tinha sido bem e legiti.na
m<-nte eleito no Io escrutinij, como preten-
de demonstrar Cmara.
Em seguida passa a explicar a razao
por que deu-so a alterago do nome de
Antonio Eleaterio de Cami.rpo para o do
Eleuterio Ant mi deCiraargo, attribuindo
esta alterag2o aos adversarios t^o candidato
liberal no intuito de prejudied-o, e nao ao
ehefe liberal da localidade, como se quer
fazer acreditar.
Funda a sua asseveragao na inverosimi-
lhanga de um co-i-eligionario servirse de
um strat gema desta ord<-tn para arrancar
102 votos, ao candidato liberal, reforgando
se a sua conviegilo quando considera que
o president.i da mesa, o escrivo e varios
el itores declararan! sob juraraeuto que ti-
uham visto era quasi todas as cdulas es-
cripto de um molo exacto o no.ue do Sr.
(Jamargo.
Dof nde o chefe liberal daquella locali-
dade da traigao que se lhe imputou, per
mittindo qua amigos trancassem o nome do
Sr. Caraargo no intuito de lhe aunullarera
102 votos, e passou a tratar da eleigao a
que se projeieu na 2a secgao da parochia
de Taquar.i.
Para o orador est exuberantemente pro-
vado que houve urna criminosa tentativa
de fraude por parte dos conservadores ;
essa t-ntativa, porm, torna-se ridicula por-
que desde que se verifiear o livro das ac-
tas que se pretendeu falsificar, v-se que a
eleigao daquella secgao est isenta de todo
e qualquer vicio ou irregularidade.
Leinbra que ao Sr. Gomes de Castro j
de urna vez a Cmara mandn contar SO
votos que tinham sido dados com o nome
daquella Sr. deputado alterado de uiB-mo-
do id-ntieo ; e conclue fazendo um appello
aos sentimentos de justiga da comruissSo, e
esperando que a Cmara reconhega o can-
didato liberal como deputado legitamamen-
te elt-ito.
O Sr. Gomes de Castro (para
urna explicagao pessoal) diz que a altera
gao do seu nome, qual o nobre deputado
, allulio, deu se na redaegao da acta, e que
a junta apuradora nao conhecendo do facto
deu o seu nome como certo.
Portanto, o caso nao o mesmo que o
nobre deputado figurou, nem t3o pouco
houve trigSo alguma por parte dos chefes
liberaes do seu districto, como se tem alle-
gado a respeito da eleigao do 1 districto
do Rio Grande do Sul.
O Sr. Torres Portugal sentio-se
perplexo ao ouvir o nobre deputado pelas
Alagoas defender com tanto ardor a elei-
gao do Io districto da provincia do Rio
Grande do Sul, porquanto vio S. Kxc. fi-
car muito impressionado quando o Sr. Ca
margo lhe deolarou que o resultado aa elei-
gao de Santa Catharina do Pinhal era de-
vido a urna traigao do coronel Santos, a
quem nao mais cumprimentaria.
O orador mostra que por qualquer lado
que se encare esta eleigao, oto se podia
deixar de mandar proceder a novo escruti-
nio, de conformidade com a lei, porque,
quer tomando os 102 votos em separado,
quer nao, o nobre candidato liberal nao ti-
nha maiorii absoluta.
Louva o procedimento do juiz de direito
e da junta apuradora por terem procedido
de accordo com aiei, ordenando ngvo es-
crutinio e sustentando o parecer da com-
mis85o ; fica certo de que' a Cmara no
commetter a grave injustiga de sacrificar
o candidato conservador para salvar o can-
didato lineral.
Esta discusso fica adiada pela hora.
PROROGATTVA DO OH9AMENTO
Entra em discusso o projecto n. 6, man-
dando vigorar no exercicio de 1886 a 187
0 orgamento de 1884 a 1885.
O Sr. Alfonso Celso Jnior
diz que antes de tudo, cumpre reitificar
um equivoco em que laborou urna folha
diaria relativamente ao projecto em discus-
so. NSo esta, como se affirtnou, a 19a,
mas a 21a resolugao prorogativa de um or-
gamento velho n'ura paiz cuja constituigao
ordena seja elle elaborado todos os annos,
condigo alias indispensav.el para a regula-
ridade dss finangas. Eis a lista completa
das leis prorogativa:
1.a Decreto n. 383 de 7 de Janeiro de
1843.
2.' Decreten. 346 de 24 de Maio de
1845.
3.a Decreto n. 375 de 23 de Maio de
1846.
4.* Decreto n. 478 de 24 de Sotembro
de 1847.
6.' Decreto n. 536 de 13 de Maio de
1850.
6.a Decreto n. 586 de 6 de Setombro de
1850.
7.a Deereto n. 980 de 15 de Setembro
de 1858.
8.' Decreto n. 1,041 de 14 de SetMbro
de 1859.
9. Deereto n, 1,049 de 21 de Setembro
de 1861.
10. Decreto n. 1,198 de 16 de Abril de
1864.
11. Decreto n. 1,292 de 15 de Junho de
1886.
12. Deeretos ns. 1,587 e 1,750 de 28 de
Junho o 20 de Outubro de 1867.
13. Decreto ns.. 2,035 e 2,081 de 23
de Setembro de 1871 e 11 de Janeiro de
1873.
14. Decreto n. 2,302 de 28 de Junho
de 1873.
15. Decreto n. 2,585 de 3 de Julho de
18 5. .
16. Decreto n. 2,707 de 31 de Maio de
177.
17. Decreto n. 2,877 >lo 23 de Judio
de 1879.
18. Decreto n. 3.078 de 22 do Junho
de 1882.
19. Decreto n. 3,227 de 27 de Junho
de 1884.
20. Decreto n. 3/271 de 28 de Setom-
bro de 1885.
Semelhante facto urna prova de quilo
viciado est entre; nos o sjstema represen-
tativo, a sua mais acerba critica, pois
quando as cmaras deveriam estar cuidan-
do do orgamwnto de 1887 a 1888, vem se
obrigadas a mandar executar o do 188 i
1885, para no deixar o de 1885 1886,
que .-m poucos dias comegar, exposto ao
arbitrio do governo, ou s resistencias que
poderiam oppSr cobranga dos impostos
os cidadaos conscios dos seus direitos.
E' a 21a resolujSo prorogativa, e ainda
este anno ver-se-ha augmentado o numero
se o goveino no espagar o prazo dos tra-
bnos legislativos, porque raanifestamente
nao tero orgamento nos tres mezes que
faltara para encerrarse a Bessao ordina-
ria.
Se, como tudo faz crer, for necessario
esta providencia, a continuage dds traba-
lhos legislativos, desde j conjura o orador
ao governo para adoptar pata com as c-
maras o mesrao expediente que aceita cora
referencia ao orgamento : prorogue-as.
Nao convoque sessao extraordinaria, por-
que augraentar-se assim a despeas publica
era quantia que nao para desprezar-se
nos apertos era que se v- o thesouro e o
nobre ministro da fazenda descreve em seu
relatorio, resolugao esta que ser sem du-
vida applaudida pela actual cmara, que,
nova, animada de puro patriotismo, dedi-
cada ao gabinete, nao desertar de seu
posto, e trabalhar cora afinco, independen-
teraents de subsidio. Pela sua parte afian-
ga o orador, o ere poder tambera fazel-o
quanto ao rainguado numero de seus col-
legas de oppjsigo, comparecer todos os
dias, salvo caso de forga maior, para cura-
pr r o sau dever. i
As sessSos extraordinarias devera ser
reservadas para casos tambem extraordina-
rios, como o indica a propria quaLficago;
e fura at urna humilhago para o corpo
legislativo a necessidade de urna sessoex-
traordinrria para deserapenhar a priraoira
de suas obrigag5es, a sua tarefa principal :
org .r annualmente a receita publica e fixar
a despeza.
R.'-ordando as censuras e invectivas que
o partido hoje dominante fez a todos os
gabinetes liberaes, quo forara forjados a
aceitar reoolugo idntica, pudera o orador
feril-o cora as suas proprias armas assigna-
lando que urna vez mais, e nSo ser a ul-
tima, elle ertta contricta palinodia ; mas
no o far por que nao quer para seus ad-
versarios jnstiga diversa da que exige para
seus amigos, porqu; nao conhece dous po-
sos e du .s medidas, porque a razao que
justifica os liberaes a mesraa que defende
a situago actual : a necessidade e con-
veniencia de preferir um mal menor a ou-
tro mais grave. Antes ura orgamento ve-
lho qu* nenhura orgiraeuto, pois no ira-
possivel levantar-se neste paiz um novo
Hampden que subleve a revolta, invocando
legitima resistencia arrecadaco de im-
postos na autorisados pelo poder compe-
tente. Quando a sua voz chegar a ser ou-
vida, ninguem sabe onde ir parar o mo-
vimento no seio de urna sociedade em que
ainguea est contente.
Infelizmente esta grande rregularidade
ha de subsistir emquanto ou nlo antecipar-
se o dia da reuniao das cmaras, ou no
adoptar-se urna reforma que a situago li-
beral iniciou, mas n3o pode levar a effeito,
pela resistencia do Senado, entao com maio-
ria conservadora. O projecto de orgamen-
to que a Cmara elaborou em 1879 cooti-
naa o artigo adaitivo n. 19, assim conce-
.do : t O exercicio financeiro coincidir
com o anno civil, comegando no dia Io de
Janeiro de cada anno e terminando a 31
de Dezembro: revogado o art. 12 da lei
de 8 de Outubro de 1828. Prevalecero
para a liqtudacao dos exercicios os prazos
j fixados em lei. >
A commissSo de orgamento do Senado
impugnou-o e elle cahio; e sendo mais tar-
de novam^nte proposta a idea pelo relator
do parecer sobre a lei da receita, a cma-
ra vitalicia, para nSo demorar a sua adop-
gSo, mandou separd-o, para ser disratido
como projecto especial, que ainda nSo vol-
tou ao d bate.
NSo procedem as raz5es com que esta
idea tem sido combatida, as quaes resu-
mem-se nisto : trar transtorno ordem
de cousas estabelecida e confusao na con-
tabilidade do thesouro. Mas o transtorno
ordem descomas estabelecida indispen-
savel insepar.ivel de qualquer reforma e
a prevalecer o argumento ticariamos na
mmobilidade; e quanto confusSo, co no
poder dar se, se apenas muda-se a data
em qu deve comegar o anno financeiro <-
aquella em que deve termin.r, continuando
ob mesmos os semestres addicionaes, os
prazos e as reg as de contabilidade. Don-
de provir a confusao ?
Quando em 1884, er o orador, discu-
tio-se no Senado esta medida, um dos ac-
tuaos Srs. ministros, o da justiga, diSse que
os homens praticos enxergavara nella in-
convenientes.
A opiuiao des homens praticos tem sem
duvida muito valor, mas mister no acei-
tal-a sem exame, porquanto, se experimen-
tados, elles obedecera, por via da regra a
urna tendensia que lluic, tanto mais quan-
to opega inconscientemente : o habito.
Elles tambem esto sujeitos a erro o a esse
respeito o Mrquez d'Audiffret, babil fi-
nanceiro o homem pratico tambera, porque
foi empregado publico longos annos, escre-
veu as seguintes judiciosas palavras:
< Os homens praticos, presos ao. cstreito
circulo da especialidade de que tiverera
tratado insurgera-se obstinadamente contra
toda a innovago que perturbe os actos e a
tranquilidade de sna existencia, e da qual,
alm disso, nao podera pe-rceber nem as
consequencias e nem os meios de execu-
gSo. Por essa causa encontrar-sc ha sem-
pre urna resistencia vivissima a toda fusSo
de at:ribuig5es, a tola a sitnplificagio de
trabalhos, salvo da parte de alguns poucos
funecionorios esclarecidos.
O Sr. ministro da fazenda deve reflectir
sobro esta medida e se o fizer o orador er
que a adoptar, prestando ura servigo.
O projecto de prorogativa em discusso
manda applicar ao quatro priraoiros rae-
zea do exercicio de 1886-1887, su antes
n3o fr votada a lei do orgamento, as eis
na. 3,229 e 3,230 do 3 de Setembro de
1884, que orgam a receita e fixara a des-
peza para o exercicio de 18841885.
Exercicio de 18841885:
Receita orgada, despre-
sada as ffacgSes. 133.019:000000
Receita arrrecadada 118.765:O00J0O0
Differenga para menos 14.285:000^1000
Isto a renda ;om que se contava di-
minuio nessa proporgao.
O resultado t'oi que ton-
do sido a despesa ef-
fectuada na importan-
cia de.....153.848:2154275
E havendo produzido as
fontes de renda os 118.764:523^973
O dficit real de exer-
cicio de 35.083:691 302
cobert em parte por emissSo de letras do
Thesouro, emprestimo do particulares, de-
psitos, etc., o que tudo se traduz era no-
vas dividas accrescidas aos encargos nacio-
naes.
As im, pois a lei pela qu;-.l tem de ser
regidos quatro mezes, s3nao mais, de exer-
cicio prximo, participa destes dous graves
inconvenientes :
1. Calcular a receita em muito mais do
que razoavelraente ella pode produzir;
2. Essa mesraa receita exagerada con-
sideravelmente inferior despeza autori-
sada.
Nestas con g5ss, pergunta o orador ao
nobre ministro da fazenda, que sa propoe
o patritico empenho de regenerar as n-
nangas do paiz e que por muito feliz de-
ver dar-se, se conseguir nao aggraval-as,
que plano pretende seguir ?
Executar o orgamento tal qual organi-
sou-o o poder legislativo, durante os 4, os
o, os 6, os 3 ou os 2 mezes em que de-
ver elle prevalecer em virtud5 da resolu-
g2o prorogativa?
So executal-o quaesquer quo sejam as
providencias tomadas na lei definitiva, o
exercicio encerrar-se-ha com grande dficit,
nesse caso, a que ficar reduzido o seu
plano de reorganisagSo financeira de exter-
minio dos dficits, e que o Sr. presidente
do conselho cora toda seguranga ha poucos
diae affirraou ser lvalo a effeito?
So no executal-o, ter de cortar des-
pezas necessanaraente, e quaes sero ellas ?
Onde pretende economisar? No Thesouro
e suas r?pirtigoas succur3aes, dirainurado
o seu numeroso pessoal ?
O orador nao tem muita esperanga de
que ahi se realiza ecoaomia, porqne estu-
dando o relatorio do nobre ministro nao v
ahi outra idea de redu^gao, alera da da
agencia do gado que S. Exc. quer con-
verter em simples collectoria.
Ora, esta reforma, quando conveniente
fosse, pouco produziria e seria verdadera-
mente urna econoraia irrisoria.
Na marinha, fechando os arsenaes, no
exercito, dirainuindo o numero do pragas,
na agricultura, fazendo parar ou demoran-
do as obras publicas e abstendo-83 da com-
pra de materiaes ?
Eis o que eonveria saber-se ; para isso
talvez fra mister armar-se o nobre minis-
tro previamente do autorisago concedida
na propria resolugao prerogativa.
Quaesquer, porm, que sejam as econo-
mas realisadas pelo nobre ministro ellas
nunca poderao attingir, e, rauito menos ex-
ceder da proposta do orgamento que trou-
xe Cansara de 1877 1888.
De um quadro que se encentra a pag.
15 do seu relatorio, v-se que essas re<
ducgSes Bobera a 11,625 contos. No ser
pouco, mas para ura orgamento quo, se-
gundo ficou demonstrado apresenta ura
desequilibrio d 35.000:0000000 n3o di-
minuir de modo 3ensivel as dfficuldades
etn que vai achar-so S. Exc.
Mas, dado que fosse quaudo bastasse
para que S. Exc. podesse desembaragar os
negocios do Thesouro, nem por isso a sua
situagilo melhoraria, por quanto notorio
que o nobre ministro do imperio nao pres-
cinde de exigir da Cmara ura crdito ex-
traordinario p.^ra sanearaento da cidade do
Rio de Janeiro e de sua obtengao faz ques-
to do gabinete.
Suppondo que esse crdito, que alguns
caleulam era 40.0J0:000ij!000 e outros era
20.000:0005 nao excede do 12.000:0000,
a economa que o nobre ministra consegui-
ra realizar teria sido absorvida achando-se
por Uso S. Exc. inevitavel oente em fa:e
d'aquelle mesmo tremendo dficit, de....
35.000:0000000.
R-signxr se ha S. Exc e esta situagao?
Eis o que convir saber-se.
O orador nao negar seu voto proro-
gativa desde que ella in iispesivel
marcha reguUr' dos negocios pblicos.
Protesta, porm, recsalo a qualquer nova
teoUtiva para perpetaar-se esta pervers ira
aouui da, pois ha terapo e meiu de evitar-
se sua n-c^s3dade no futuro.
O Sr. Franelseo Belisario (mi-
nistro da faz-n la) Imitar o nobre de-
putado a quera responde, na jrovi lado do
discurso, abstendo-se de considerng5es so
bre a prorogativa, nao s porque j erat-
tio a respeito opinio, mas tarabem por
estar este assumpto bem conhecido pela
Cmara; repetir comtudo, que nao era
possivel tratar-se da prorogatva no anno
paseado, propondo alteracSes que adaptas-
sera o orgamento de 18841885 acta-
lidade porque,, nao se podia conveniente-
mente discutir questao to grave, em vista
da gravidade ainda maior da situagao po-
ltica.
Quanto s economas a que o nobre de-
putado se refere dir que a histeria ensi-
na no serem\ellas realizavis 'logo 'r apa-
recen depois de algura teapo, pois
processo laborioso e nao demndente
tas vezes das votagU^s instanObt
lamento. Isto ficou claramente d%K>nsiU'a-
do n'um dos ltimos exercicio dajnfaijis-
trago notavlmente econmica do aj Vis-
conde de Itaborahy. Esse periodo de a
minstragao, no terapo.de guerra," foi to
notavel palo lado da reduegao das despe-
za, que no jinno seguate appsreeeu um
saldo du 12,000:000'). Elle nao esta va no
poder, mas foi o resultado dos seus gra-
des esforgos.
Com relagao ao defic de 35,000.0000
a que o nobre deputado se 'referi dir
apenas quo no relatorio est feito o calculo
do dficit do actual exercicio. Mas pre-
ciso quo diga tambem ao nobre deputado
que ha despezas, que j deviam ter'sido
pagas era 1884-1385 e que no entretanto
vieran sobrecarregar o exerci do actual :
notar apenas, por serem as mais impor-
tantes, as duas seguintes.
Forara realizadas no exercicio actual as
amortizagSes do emprestimo de 1879, con-
trahido pelo Ilustre progenitor do nobre
deputado, relativas a 1884-1885, era im-
portancia superior a 1,000:0000, K' par-
celia que accresce aquelles 35,000:0000 de
dficit.
O Sr. Affonso Celso Jnior : Logo o
dficit maior.
O Sr. Francisco Belisario (ministro da
fazenda) : Ainda mais: os trabalhosexe
cutados na estrada de ferro de Pcrnam-
buce excederam da verba marcada no or-
gamento em 2,300:0000000.
O Sr. Affonso Celso Jnior : A minha
argurnentigSo nao tera que ver com esses
factos ; o que eu digo qu 9 citjim vul-
ta, e V. Exc. est robustecendo a minha
affirmativa. O dficit nao de 35,000:0005,
de 37 ou 38 mil, e o relatorio propoe
economas no valor do 11,000:0000 apenas.
O Sr. Francisco Belisario (ministro da
fazenda) : As economas propostas sao as
despezas a realizarem-se, c o nobre depu-
tado refere se a dficits cuja respon3abili-
de no cabo situagao actaal.
No seu discurso sobre o voto de gragas
oceupou-se tambera o nobre deputado do
ministerio da fazenda. Poderia deixar de
i'ar-lhe aqui resposta, mas nlo deseja que
o nobre deputado supponha que lhe falta
com a devida a'.tengo.
O Sr. Affonso Celso Jnior: Nao
apoiado.
O Sr. Francisco Belisario (ministro da
fazenda): O nobre deputado affirmou
que as operngSes financeiras realizadas pelo
ministerio tinham sido trivialissimas ; foi a
sua expressao.
Sr. Affonso- Celso Jnior : Perillo ;
urna traduegao livre de V. Exc.
O Sr. Francisco Belisario (ministro da
fazenda) Se S. Exc. d licenga, lera.
O Sr. Affonso Celso Jnior d outro
parte.
O Sr. Francisco Belisario (ministro da
fazenda) nao suppSe ter feito nada que nao
fosse trivial, mesmo trivialissimo.
O Sr. Affonso Celso Jnior : Eu nao
disse assim.
O Sr. Francisco Belisario (ministro da
fazenda) nao insiste em discutir palavras,
mas vai 1er o que foi publicado. (L4):
Quanto s operagoes na>tceiras do r.
ministro da fazenda, o maior titulo de van-
gloria para a situagao, por ora o que sa-
be-se dellas que se realiaaram por um lado
urna economa de tres mil e tantos contos
com a converso, oneraram por outro o
orgamento com cerca de seis vil contos de
juros dos emprestiraos contrabidos.
Nao desconhece o or*im tw f*-
ral essas operag3es forsji cora
felicidade; filho, porm, exclusivamente
de um conjun-to fortuito de circurasioieias
favoraveis. Pedir emprestado oparago
trivialissima, ao alcance do mais obtuso
necessitado. Obter c emprestimo em con-
digoes vantajosas depende da boa vontade
do emprestador.
Ora realmente no desconhece que a
operagao seja trivialissima; mas no sabe
que nenhum ministro da fazenda tenha
procedido de outra maneira, nem lhe cons-
ta que escriptor algum aconselhasse cousa
differente.
Se o nobre deputado conhece algnma
cousa fra do coramum, julgaria grande
obsequio indicar-lhe. NSo ser preferivel
que S. Exc. a reserve para quando chegar
a oceupar este lugar; para o qual os seus
talentos e aptidoes o recommendam. Rea-
Usar entao nma operagSo que seja intei-
ramente nova; e que nao convem desde
j annunciar.
O Sr. Affonso Celso Jnior: NSo ha
nada de novo debaixo do sol; V. Exc.
nao d interpretagSo diversa do que mi-
nhas palavras devem ter.
O Sr. Francisco Belisario (ministro da
fazenda): Pede que tambem nao d as
suas p lavras outro alcance alm do que
deve ter urna ligeira resposta a outro t-
pico do discurso de S. Exc, onde mais
se accentua a sua divergencia, pois de to-
do nSo o entende.
O nobre deputado declara que, se por
um lado reaiison-se a economa de tres
mil trezentos e tantos contos, por outro
lado, foi augmentada a despeza com seis
mil e tantos contos; nao entende.
O Sr Affonso Celso Jnior : Expli-
carei em oceasiSo opportuna; nSo posso
dar era apartes a explicagSo.
O Sr. Francisco Belisario (ministro da
fazenda) : Mas isto o preoecupa. Figu-
rar urna hypothese.
Supponha o nobre deputado que nSo se
realizasae a '-onvereSo ; nem por isso os
seis mil coutos deixariara de ser despend
dos com os juros dos eraprestimos-
Poderia deixar lie fazer o emprestimo,
pensar o n o eraprestimot eram raprescindiveis, por
que tinham por tira pagar a divida Hu-
mante exis-Mit-, a qual tambem ^v ncia
juros. Portaut', os seis mil contos seriam
gastos animalmente, quer se fizessem os
emprestimos, quer nao; a differenga nica
que como os emprestimos ficou raeihora-
da a situagao financeira.
O Sr. Affonso Celso Jnior:Logo as
operagoes de V. Exc. nSo trouxeram as
vantagens, que muitos nellas enxergaram.
1 O Sr. Francisco Belisario (ministro da
fazenda): Perdoe o nobre deputado ;
nSo se segu, do quo fica dito que, a con-
versSo obrigou os emprestimos ; nSo, se-
nhor.
1 O modo porque foram faites os empres-
tiraos qtre conduzio esso fim.
Supponha o nobre deputado que se nSo
faza a conversSo, supponha que a situagSo
<{o marcado nSo prnitlia '.izol-a; neste
Caso o orgamento tinha a despeza de seis
mil contos, juros dos emprestimos, mas
nao tinha a redugao dos tres mil e tantos
contos provenientes da conversSo. Portan-
to* estes tres mil o tanto3 contos sSo effec-
tivos, nada tera com os emprestimos.
Se algura espirito ttirc lo, e nSo como o
do nobre deputado, tivesse dito isso, acre-
ditara um engao. Alguera na irnprensa
disse isto, mas pare^eu-lhe um engao.
Sr. Affonso Celso Jnior d um ai
te.
par-
O Sr. Francisco Belisario (ministro da
fazenda) :D licenga? V. Exc. nSo po-
de ligar esses factos. A defesa dos
6,000:0000 ainda que nSo se fizessem os
emprestimos, seria effectiva porque a divi-
da fluctuante, que elles viera'm consolidar,
tambem venca juros.
NSo desejando alongar se mais do que
o nobre' deputado a quem responde pora
terma 3 ccnsideragiles que fez como acto
de deferencia para com S. Exc. e em cum-
prmento do seu dever. (Muito bem.)
O Sr. Candido de Oliveira re-
corda que o Sr. Barao de Cotegipe quan-
do, o anno passado, apresentou-a cma-
ra, declarou que nao se contentava com a
prorogativa do orgamento antigo, que ti-
nha muitos defeitos; que quera fazer eco-
nomas que sriam decretadas por lei e con-
vid >u a opposigSo a collaborar na confec-
gSo do orgamento. A maioria da cmara
entao declarou que nSo dava os meios de
governo, se S. Exc. nao deelarasse que ia
dissolvel-a.
Nada entao impeda que o Sr. presiden-
te do conselho obtivesso ura orgamento no-
vo e o orador nao sabe porque nSo o pe-
dia entSo e vem agora pedir a prorogagao
de um organ-ento que tem tantos defeitos.
S. Exc. podia tambem ter fi-ito urna con-
vocagSo extraordinaria do parlamento para
obter o orgamento se nao tivesse querido
montar a sua machina eleitoral.
O que se est vendo que a cmara vai
votar um orgamento j prorogado, com um
dficit de 35,000:0000 ; e o oraJor est no
seu direito quexando se de ver o governo
pedir a prorogagao de um orgamento ca-
duco.
Vem perguntar ao Sr. ministro da fazcu-
da porque S. Exc. quer cobrar 5 % a"
dicionaes no exercicio de 18861887,
quando nao os quiz cobrar no de.1885
1886. A lei de 28 do setembro? mando
o governo cobrar esses 5 [0 addicionaos,
desde que a lei fosse executada, sendo
2{3 para reforgar o fundo de emancipagSo
e 1|3 para promover a imragragSn. 0 ora-
dor corabateu esse imposto porque entenda
que a emancipagao devia se fazer sem pe-
sar no orgamento e s pelo prazo.
Quando o orador vio que a cobranga nSo
se fazia, suppoz que o Sr. ministro da a
zenda entrava na boa pratica e nao o co-
brava porque nSo estava decretado no or-
gamento.
Correram, porm, 03 tempos e depois de
aberto o parlamento surge o deereto de 6
de maio, e o ministro manda cobrar o im-
posto, o que nSopode fazer.
O orador faz largas consideragSes de-
monstrando que o Sr. ministro da fazenda,
ou violou a lei nSo mandando cobrar o im-
posto no exercicio cerrente, ou vai violar
a lei man lando cobrar o imposte no exer-
cicio futuro ; e diz que esse imposto deve
ser revogado.
Est convencido de que o nobre minis-
tro ter de pedir novos impostos. As eco-
nomas nao bastara; a renda do paiz deca-
he e a receita das alfandegas est em pe-
riodo decrescente, era consequencia da gran
de crise econmica que o paiz atr.ivessa.
Nota, entretanto, varias verbas quo indica,
em que se propoe fazer economas que os
ministros nSo aceitam.
A idea da lei de 28 de Setembro foi lan
gar 5 i sobre todos os impostos, excepte
o de importagSo : mas o projecto facultava
ao governo abrir excepgSo em beneficio de
algumas classes, o que provocou reclama-
goes das duas opposigoes.de entSo, porque
era o meio de sentar a provincia do Rio
Grande do Sul, que tem tarifa ospecial;
por isso foi approvada a emenda do Sr.
Jos Mariano, determinando que nenhuma
provincia ficaria isenta do imposto, nem
aquella que tivesse tarifa especial: entre-
tanto, agora o nobre ministro abre duas
excepgoes.
Nota que as leis de orgamento nSo con-
siderara o producto de passagens da estra-
da de ferro como imposto, mas, em rela-
gSo rendas do correio e do telegrapho,
a lei as considera imposioes, como o im-
posto de sello, de industria e profissSes,
etc.
Ouvio as raz5es opresentadas ligeramen-
te o outro dia pelo nobre ministro, mas en-
tende d. lei terminantemente taxativa, sem
cogitar excepgSes, julga que S. Exc. est
cornos bons principios, mas a lei deve ser
executada em toda a sua plenitude.
Recorda, a proposito, que a constituido
recommenda que se votem annualmente as
leis de meios, porque quer aanalyse detida
sobre todos os servigos do paiz; entretan-
to, sem nenhura exame, n'um paiz depau-
perado, accrescenta-se mais um peso su-
nerior a 4,000:0000 em nome da emanci-
pagao .
Obteve a palavra tSo tarde, qi.e obn-
gado a terminar pelo adiantado da hora,
reservando outros asaumptos concernentes
ao orgamento para depois de ofavir a res-
posta do nobre ministro.
Esta discussSo fiea adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia 5.
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Typ. do Diario, ruaj Doque de Caxia n- 42
1 UflVll i


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