Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:16603


This item is only available as the following downloads:


Full Text
AH Lili 1 MU 19 124
PAItl A CAF1TAJL 13 Ll ABR O^It XXO SE PACA PORTE
Por tres muzos adiantadoi
Por seis ditos ideo:......
Por uin anno ideai......
Cada numero avulso, do mesBio di..
6.J00U
12,5000
24000
*ioo
13 DE Mi'BE
PARA DIVIHO K FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adianuidos.
*,
Por nove difts dem.
Por um anno dem.
Cada numerfl avulso, de das anteriores.
13*500
20^000
27(500(?
AloO
PERNAMBUCO
ProprifbaDc ir JBaiuel -figudroa i>* Jhria & tffp*

TELEGRAMMAS
SBS7iq3 ti uncu a::
(Especial para o Diario)
PARS, 12 de Juaho.
ACaaarik don Depatado votoa una
projrrto de lei pelo qual formal a
expalao do territorio francs de
tres pretndeme* considerado
herdelro* directo* e facultativa pa-
ra os demalM memoro* da* familia*
fue tlverem reinado na Franca.
ROMA, 12 de Junho.
O *r. Bianrni-rl tol nomeado preal-
dente da nova Cmara do* Deputa-
do*.
() BERLN, 10 de Junho, noute.
Fol deMtbroaado Lui/ II. re da no-
viera, endo proclamado recente o
en Irmao Otbon Guilberme Lult-
pold.
Agencia Hars, lial em Pernambueo,
12 de Junho de 1886.
(*) Reproduzimos este tehgramma por
n"i i ter sido hontem publicado completo.
A Redaccao.
1HSTR0CC0 POPULAR
MYTHOLOGIA
(Extrahido)
oa lanqrHECA do povo e das escolas
Apollo e Diana
i Continuar o i
C una Dcus da poesa, Apollo fruquentava csai-
dtiamcatc a campanada das nove Musas,nove ir-
ms, filbas de Jpiter e de Miiemasyup, considera-
das como as divindades padroeira das diversas
artes e seiencias. Por terein nasei lo no monte
Pieria, chamam-lhes os poetas Piendep. Era Ihea
consagrado o rio Permeaso e varias fontes tambera,
taes como aHippocreae e a Castalia ; dos vegetaes
esuvain mrmente sob a saa proteccio a palmeir*
e o loureira.
Cada urna d'ellas t.nha sea nome especial e sua
especial attribuica i.
Clio se chamiva a masa que presidia Kisto
ria ; rprestntavam-n'a sob a figura de urna don-
sella cor id de looro. com urna trombata na dex-
trae na esquerda um livro.
Euterpe presidia msica e as poesas pastora.
Duiam-n'a inventora da fl.uta, e representa vam -
n'a sob a figura de ama donzella coroada de flores
com papis de solfa junto de si, tocando flauta, oboe
ou qualquer instrumento anlogo.
Tbalia era quem patrocinsva a comedia e a poe-
sa lyrica. Figuravam-n'a coroada de bera, cal-
cada com borzeguins e segurando n-:s mos ama
mascara.
Melpomene, a rama da tragedia, representava-
se grave e suuiptuos .mente "~ftills. calenda com
cothurnos segurando na mo esquerda um sceptro,
na dextra um puuhal.
Terpsichore, a musa da danta, representa va-se
bailando, engrinaldada de Aires ; e tambem por
vezes a pinta vam segurando as maos algum ins-
trumento musical com que se acompanbava a em
sais dancas.
Erat i, a musa da poesa lyrica, fjgaravam.-n'a
sob as feco -a de nina donzdla formosa e aprazi-
vel, coroada de murta e de rosas, e segurando n'uma
das maos una lyra.
Polyjinii. ra a musa da rbetorica ; presidia ao
gesto, i paHtmaiui, declao-acio ; representa-
va i-.i*. tjaj >m '. grega ou romana empunhan
d ..... seuptat i c ioaiia com um diadema de finas
..,) a mus* da poesa pica ou heroica, re -
.. av..-.-. enriada de loaros, impanbando na
t. .. ti N i tr Minera, e com a esquerda sobracan
d< ...i'.-- i- epipas da antiguidade, taes
como U.aU. -i dt/Ksa e a Eneida.
Fiuiime i "niui. amasa da astronoma;
represeatavaua-n'a sob a figura de urna donzella
grave e'fonnosa. trajando roapas da c.- azu1-ce-
leste, coroada de estrellas, empunhando na deztra
um compasso e segurando na esquerda um globo ;
orno accessorios symbolicos, costumam fignrar-lbe
sos pea instrumentos de mathematica e da astro-
omia.
As Masas habitavam ora no Pind, ora no He-
{on. Em compauhia d'ellas viva um cavallo
com asas, o Pega.0, que bavia nascido do sangue
de Medusa quando Perseu degollou essa medonha
Gorgona. Ao nascer batea o Pegaso com urna das
patas no chao ; e no sitio, em que bateu, brotoa
inmediatamente ama fonte, a Hypocrene yunto a
osa fonte, oa jnnto i Castalia, ou as vizinhancas
do rio Permesso, qne o Pegaso se couiprazia em
pastar.
Filha de Jpiter e do Latooa, Diana veio luz
simultneamente com sen irmio Apollo.
Por uo ter querido casar-se, cansideravam-n'a
a deas* da castidade. Sua existencia decorria
completamente despreoccapada no meio das flores-
tas, onde sen principal entretenimento consista
no ejercicio da arto venatoria. Por isso a vene
rava o paganismo tambem como densa da caca,
e n'esta qualidade a representavam ssb a figura
de ama donzella intrpida, aimada com arco e
flechas.
(Contina)
/ARTE UFFlim-
Pedro Antonio do Mello. Informe o Sr. Dr.
ehefe de polica.
Rodrigo Carvalbo & C.Hoja solicito o preciso
crdito so Ministerio da Guerra.
Tertulian) Antonio de Metieses. N ida consta
nojuizn das exccucocs a respeito do que allega o
suppl cante.
Secrrtara da Presidencia de Pernambu-
co, em 12 de Juaho de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartirn da polica
Seccjio 2.* N. 592. Secretaria da Po-
lica de Pernambueo, 12 de Juaho de 1886.
Illrn. e Extn. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recoihidos na Casa de
Deteneao os seguintes individuos :
A' minha ordem, B-dlarmino Pereira
L-Mte, conhe ndo por Bello Gato, Manoel
da Costa do Naoimonto e Manoel Sobrei-
ra da Silva, eonhecido por Manoel Ra-
phael, vindos do termo do Bonito, o pr-
meiro como pronunciado em crime de rou-
bo na provincia da Parahyba, o segundo
como sentenciado, disposicito do Dr. juiz
de direito das execuc3es e o terceiro por
se acbar pronunciado em crime de roubo
no termo de Taquaritinga.
A' ordem do Dr. delegado do 2. dis-
tricto da capital, Manoel do Nasaimento,
por disturbios; Joao Climaco Luciano da
Silva, eonhecido por Joio Bicudo, Josino
Netto de Menlonc* e Miguel Joaquim
Francisco de Assis, eonhecido por Espada
Tagua, por disturbios e uso de armas de-
fezas.
A' ordem do subdelogado de Santo An
tonio, Domingos Rocha, por crime de fe-
rimentos, Jorge Macario, Pedro Francisco
Antonio e Joao Francisco de Lima, por
embriaguez e disturbios.
A' ordem do rio 1. districto de S. Jos,
Luiz August) Torres, por crime de feri-
mentos.
A' ordem do do 2. districto da Boa-Vis-
t, Jos Ignacio de S>uza, por infraccilo
de posturas raunicipaes ; e Antonio Fran-
cisco de Franya, por embriaguez.
Hontem, s 11 horas do dia, prxi-
mo estagao da estrada de ferro de Ca-
ruaru', Luiz Augusto Torres terio leve-
mente, cora um tiro de rewolver, a Manoel
Leonardo de Lima.
Contra o delinquente, que fui preso em
fLgranfr, procedeu-se nos termos do in-
querito policial.
Anda hontem, s 10 horas da noitc,
encontrando se Domingos RomSo, no por-
to do Capim, com Bernardina Mara da
Conceijilo e convidando a para fins libidi-
nosos, foi pela mesma repellid>, dando
isso lugar a Romao enfurecer-se e jogar
urna pe ira sobre Bernardiaa, ferindo-a na
cabera.
O delinquente foi preso em flagrante e
contra o mesmo procedeu-se nos ulteriores
termos da lei.
Communicou-me o delegado do ter-
mo de Jaboatao, que no dia 31 do mez
findo morrera afogado, no acude do en-
ganho Camacary, o escravo de nome Ma-
noel, pertencente a Manoel Xavier Car
neiro da Cunha.
Pelo subdelegado do 1. districto de
S. Jos, foi remettido ao juiz> competen-
te o inquerito policial a que proceden con-
tra o 2. cadete Francisco BeltrSo Cromes
Silverio, pelo crime de homicidio pratica-
do na pes3oa de Manoel Vicente da Silva,
eonhecido por Gavillo. O delinquente acha-
se preso no seu quartel.
Deus guarde a V. Exc. iHm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Lelo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O ehefe de poli-a, Antonio Domingos
Pinto.
(o iii na ndo das Armas
QUARTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AR
MAS DE PERNAMBUCO, EM 12 DE JUNHO
DE 1886
Ordem do dia n. 101
F&90 publico para conhecimento da guar-
nicSo, que S. Exc. o Sr. presidente da pro
vincia, por portara de 9 do corrente, con-
cedeu ao Sr. cirurgiSo do eorpo de sade
do exercito Dr. Joao Alexandre de Seixas,
dous mezes de licenca, na forma da lei,
afira de conduzr at a provincia da Baha
sua mulher, que se acha affectada de Leri-
beri.
(Assignado) O brigaleiro Agostinho
Marques de S, comoiandante das armas.
ConformeO tenente Joaquim Jorge de
Mello Filho, ajudante de ordens interino
e encarregado do detalhe.
?era* da pro viuda
DESI'APHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 11 DI
JUNHO DE 1886.
Bario de Sunto AndrsEocaminbe se, de ven-
do osopplieante pagar na reparticao dos correio
o respectivo porte.
Companbia Pemambncana.Informe o Sr. ins-
pector da Thesouraria de Fazenda.
A mesma.dem.
A mesma, tenente-coronel Jos dos Santos e
Silva mesa regidor* da Irmandade das Almas
da-Bon-Vist*.Informe o Sr. inspector do Tbe-
aoqro Piovineial.
Francisco Barbosa da Silva. Informe o Sr.
jais aaaieipal e de orpbaos do termo de Flores.
Bacnaxel Joio B. Pinheiro Corte Real. Como
Alferes Joaquim Modesto da Silva.Informe o
Sr. nwnrlante so: erior da Guarda Nacional
da comarca do Becife.
DIARIO DE PERARBCO
RECIFE. 13 DE JUNHO DE 1886
.Votlrlas do norte do imperio
O paquete nacional Espirito Santo, hon-
tem vin io do norte, trouxe as seguinte no
tcias :
Amazona*
Datas at 2 de Junho :
No dia 25 do passado foram encerrados
os trabalhos de primeira sessSo da 18a le-
gislatura da a88emblj provincial, sera que
tosse votada a lti do orcamento.
O CommerciD d Amazonas, era um bem
elaborado artigo diz:
1 Nao applaudimos o acto da as-erabla
em deixar de votar os ornamentos impres-
cindiveis despeza e receita do Amazo
as, como tamb m nao censuramos o pro-
posito la presidencia em oto prorogar aa
8ess8e8.
t Existe um culpado, entretanto, do mal
qne sai soffrer a provincia, visivo! ou nao,
deve sobre elle recahir toda a responsabi-
lidad;. %
t Existe, repetimos, mas como conh '.-
cel-o ?
< Eis o que mu difiicil, senao impos-
sivel.
* Os leitjres tara o lido nestes ltimos
das, os nossos illustrados collegas de im-
prensa, qu'i represntara as duas polticas
militantes; e, lendq os, ficarSo sabendo
que ambos atiram-se a prioridadu do jogo,
o odioso eo vexatorio do delicto.
c Sej unos, portanto, mais generosos, nos
do jornalismo neutro, e indultemos liberaos
e conservadores do crime, que reside no
que cima disaemos, o na falsa nocao da
poltica de mcio seoulo monarchico.
Noticias de Madeira dizem que as-
sustador o estado sanitario daqu^lle rio.
-- O uommercio da capital deu man-
festas provas de sentimento pela morte do
visconde Santo Elias: a Associajao Com-
mercial distribuio boletins, no da do rece-
bi ment da triste noticia, convidando 03
commerciantes a fecharem as portas de
seus estabeleeimentos durante tres dias,
pedido esse que teve a melhor acet.iclo.
Na assembla provincial foi unnime-
mente approvado o seguinte requerimento
assignado por oito deputados :
< Rcqueremos para que na acta da ses
sao de hoje seja langado um voto de pro
fundo pezar pelo fallecimento do honrado
titular o visconde de Santo Elias, que muito
concorreu para o desenvolvmento com raer
cial desti provincia. >
No lugar -Marcos Gamaprximo
a Manicor, o portuguez Silvino Jos da
Costa o o cearense Jos Bento do Nasci-
tnento, este freguez daquclle, travaram urna
luta, da qual resultou Costa ficar ferido na
mo direita, com um fado, e Jos Bento
espancado com um facao, recebendo urna
grande contusSo no l - Rendeu a al:'..u.lega em maio.....
51:044^350.
ParA
Datas at 5 de Junho :
Anda se davara casos fataes de berber.
No dia Io, na Cmara Municipal de
Belm, bou ve urna sessao tumultuaria.
Lemos no Diario do Grao Para
de 2 :
f No dia 12 do passado, no lugar C*-
ra Grranie Marapanm, deu-se um facto
que tem causado verdadeiro espanta no3
moradores dos arredores.
t Eil-o :
t Pelas 8 horas da note cahio urna chu-
va um tanto forte, porra de pouca dura-
cio ; e passada ella, uns homens que se
achavam ah abrigados, dirgram se para
o porto onde se achavam encalhadas algu-
mas embarca^Ses, afm de doitarjtn fura a
agua da chuva que tivessem recebido.
Quando se approximavam das canoas,
sentiram como que um cboqu-?, e diante de
si viram as canoas comejarem a enterrar-
se na ara que se abra para as engulir !
t Sorprehendidos com isto, os as3sten-
tes voltaram para as feitoriaa onde acha-
vam-se mutas peseoas e participara m o oc-
corrido ; dirigindo-se ao lugar onde esta-
vam as canoas, encontraram-n'as enterra-
das, apenas cora um lado das rodellas de
fra.
M .s de 20 pessoas tm trabalhado pa-
ra tirarem da areia as canoas e nao o t n
conseguido; aprofundara-se cada vez mais ;
estao ja a oito palmos no fundo da ari. >
Lemos na mesma folha :
t Em Cintra, no mez passado, dous in-
dividuos feriram-so violentamente a faca-
das ; deu motivo a tal barbardade o ter
um d'elles tentado violentar a irma do
outro.
Assim narra o facto o Marapaniense :
No districto de Cintra, dous indivi-
duos atassalharam-se a golpe de tercado.
o Inforraaram-nos que um-d*o"S indi-
viduos, chegando em urna casa, encontrou
duas mulheres, e tentando forcalas, una
d'ellas conseguio fugir, fcando urna sob
as garrus do abutr.1 e como esta nito qui-
zasse sujeitar-se aos ns libidinosos do tal
monstro, conduzio-a para o matto e ahi lu
tando, ferio-a cora diversas partes do eor-
po, conseguindo seu nefando intento-
Depo8 d'isto, foi em procura daoutra
mulher, o como achasse em casa urnas
criancas, procurara ititimidal as, munido de
um tejado, cora o fim de saber para onde
tinha ido a dita mulher.
< Foi nesta occasiilo que chegou o dono
da casa, irmao d'esta mulher, que em ca
minho soube do occorrido ; e sendo avis-
tado pelo tal hornera, elle se dirigi, pro-
curando feril o. Foi entilo que este, para
se defender, sobre elle descarregou fortes
golpes, que o deitaram por trra quasi
roorto, sahin.lo esto tambem erido.\
Ambos estao presos, e as autoridades
proceden na forma da lei.
lleodera n em Maio :
A Alfandega 648:762,J'>45
A Recebedoria 146:544^.191
Haranbo
Datas at 7 de Junho :
As noticias sao de interesae^ocal.
Fallecer Joaquim Goncalves Bel-
chior Jnior, socio da firma Belchior, Ir-
mao** C.
Rendeu em Maio a
Alfandega 180:5810393
CearA
D.itas at 9 de Jnnho :
Foi nomeado promotor publico da
comarca de S. Bernarda das Russas o ba-
charel Guilherme Aristarcho Genova.
Lemos no Cearense, de 1 do cor-
rente :
t Na noite de domingo, em um samba
em casa do cabo Temotheo, no fira da na
da Boa-Vista, Luiz do Freitas assassinou
com urna tacada, no peito esquerio, a
Fr."neis jo M ireno, arrob id >r de carnes
verdes no mercado publico, e fetindo a
Jos Casusa, genro de Moreno, e a mais
tres pessoas.
Moreno achava-se a dormir em sua
casa, quaado foi despertado pelo alarme
dos sambistts, e sabendo que 'Jos Casusa
estava sendo provocado por Freitas, cor
reu em auxilio do genro, a quem encon
trou ja raortalrnente ferido em urna veri-
lha. Moreno igualmente aggre-iido por
Freitas, que matou o incontinent'.
Os feridos foram mandados para o
hospital da S inta Casa de Misericordia, e
Luiz de Freitas, que havia se ooeulUdo ao
ver approximar e de sua casa a policia,
entregou-se prisao na rnanh do dia se-
guinte.
Falleceram D. Florinda de Faria Li
mos, filha do Sr deserabargador Faria
Lemos, e D. Felicidade de Suza Franco.
Rcndou a Alfandega
em Miio 120:567^613
Rio (irande do Norte
Nao recebemos folhas desta provincia.
Parabyba
Datas at 11 de Junho:
Escreveram do Campia ao Diarh da
Purahyba, em 5 de Janeiro :
a A febre amarella contina a grassar
aqu com intensidade. Tem havido mais
de tresentas pessoas accoramedidas, 'las
quaes tm fallecido 40.
No lugar---Geraldo-- do termo do Ala-
ga Nova, foram incendiadas 26 casas,
presos diversos moradores pela forca pu-
blica da qual er^ eommandant<. o capitulo
Cariry, tudo a requerimento de Henrique
Jos de Mi'donca, que ha muito lucta contra
os moradores d'aquelle lugar, do qual, nao
sabemos com que direito, se diz propie-
tario.
PERMMBUCQ
ssembla Provincial
40 SESSAO EM 18 DE MAIO DE 18i6
PRESIDENCIA DO EXM. SB. DB. JOS U.IHOEL DE BABBOS
WANDEBLBY
Summario:Litnra e appiovacao da acta.Ex-
pediente.Continuacao da discussao do
requerimento do Sr. Jos Mana, sobre
occurrencias em Taearat.Discurso
do Sr Jos Mara. 1" parte da ordem
do dia.Continuacao doart. 2 do pro-
jecto n. 43 deste anno (orcauvnto pro
vncial).Apoiameuto de emendas.
Discurso do Sr. Keguera Costa.Apre-
spntacao de um requerimento de adia-
mento do Sr. Jos Mara e approvacao
do meamo.2a parte da ordem do di.
Encerramento da 2 discussS) do art.
Io do projecto n. 54 deste anno. Apoi-
mento de emendas e de um requerimen-
to do Sr. Jos Mara.Final da ses-
sSo.
Ao mcio da, feita a chamada, e verificando-se
estarem presentes os Srs. Ratis e Silva, Joao de
S, Soares de Amorim, J0S0 Alves, li;drigu"s
Porto, Luiz de An i-a la, Solonio de Mello, Juven-
cio Marz, Barros Wanderley, Visconde de Taba-
tinga, Antonio Vctor, Joo de Oliveira, Reg
Barros, Perreira Velloso, Augusto Prank'in, Bar-
ros Barret) Jnior, Bario de Itapissuma, Cielho
de M ira.'s, Dumingues da Silva, H-reulano lia 1
deira e Jos Mara, o Sr. presidente declara aber-
ta a spssSo.
Comparecem deps os Srs. Constantino de Al-
buquerque, Costa Gr. mes, Sophronio Portella, to
mes Prente, Kogoberto, Andr Dias, Prxedes
Pitanga, G. de Drummond, e Ferreira Jaco-
bina.
Falt-tm : com participacao, o Sr. .Vnaral e sem
ella os ^rs. Kosa e Silva, Goncalves Perreira e
Lourenco de S.
E' lida e sem debato approvada a acta da sesjo
antecedente.
O Sr. 1 secretario procede leitura do seguin
te:
BIPEDIEHTE
Um offieio do secretario do governo, lembrando
a necessidade de se marcar o crdito de........
23:45.'5i-2-3 par a reconitruccao da ponte dos
ArrombadosA' commisso de orcamou'o pro-
vincial.
Outro do uicjin i, devolvendo informadas as pc-
ticSes de Jote Antonio Couceiro, Tito Alves da
Cunh-1 e Pedro de Barros Wanderley.A quem
fes a requisicao.
Urna petco de Deeio de Aqu no Fonsecs, com-
mandaute do corpo de polica, requerendo um an-
no de licenca com vencimentos, para tratar de saa
sade.A' commissode peticojs.
Outra de Machado & Pereira, riligociunt s em
grosso dosta praca, requerendo a interpretaeao
authentica do art. 4o da lei n. 1860A' commis -
sao de legislac j.
Otia de Eliseu Mximo da Sil7a Gusmo, re-
querendo consign icao do crdito de 5234158 do
vencimentos que deixoa de perc-sber como ajudan-
te do porteiro da Secretaria da Presidencia.A'
commissio do orcamento provincial.
Outra de Joaquim Firmo de Oliveira, arrema-
tante do pedagio da ponte sobre o rio Uua, em
Palmares, requereudo um abate de 50 /0 sobro o
valor da arremataco.A' commissSo do orcamen
to provincial.
Outra de Jos F.-ancisco de Souza Iuteram
mense, socretario da Cmara Municipal de Bom
Jardim, requereudo le novo o pegamento de 9004
que dita Cmara Ihe deve do seus ordenados.A'
commissio de oroasssnt 1 municipal.
Uin abaixo assigtiados de passageir is da via-
ferrea do Becife a Caxang, reelam indo provi-
dencias contra os abasos que se teem dado por
parte da companbia daq'ielle auneA'commis-
sao de L-gulaca 1.
Sao lid 30, apoiados e pprovad>s os seguintes
pareceres:
A commissio de iustruccao publica, a quem
foi nresente ama peticio de Isabel Ignacia de
Gusino Villela, na qual pede para ser nomeada
professjra publica; considerandi qus o modo de
prover as cadeiras publicas est regulado por lei,
de parecer que seja indeferida.
Sala das sessoes, 14 de Maio de 1886.O vi-
gario, Augusto Frankin.Reg Barros.
A eominissn do instruccao publica, a quom
fu pres-nte um requer'mento de Julio Soares de
Aseado, professor particular nesta ciJadu, pedia-
do urna subv.euoio, viito ter em sua escola 25
alumnos gratuitos ; considerando QUO o estado -
naucciro da provincia uo pormiite augmento de
despesa, de parecer que sej indeferido.
Sala das sessoes, 14 de Maio de 1886. Viga-
rio Augusto Fraakliu.Bego Barros.
A commissio de instruccao publica, a quem
foi presente ato abaixo nssignados dos moradores
de Couro d'Anta, no qual peden) para qne seja ai-
meado professsr publico da mesma localidade, a
Ignacio Piocopo da Cunha; considerando qus o
modo de prover as cadeiras publicas est regatado
por lei, de parecer que seja indeferido.
Saladas sessoes, 14 de Miio do 1886.Viga-
rio Augusto Fraoklin Bego Barros, i
' A commissio de instruccao publica, a quen
foi presente un 1 peticio do Mario Magdalena da
Natividade, professora publica da Pjnte do3 Car-
valhos, oa qual pode que seja elevada a 2a entr-
ela a sua cadeira, requer que seja ouvido a rei-
peit> o Dr. iuspectir geral da ustrucca publica.
Sala das sessoes, 14 de Miio de 1886 Vigi-
rio Augusto Frankin.Rogo Barros.
A commissai de orcamento municipal precisa,
para dar parecer sobre a policio de Pedro Martyr
de Pontea, arrematante de iraoostos di Cmara
Municipal de Cimbres, que seja ouvida a respecti-
va Cmara Municipal.
Em 13 de Maio de 1886.Reg Barros.Ro-
drigues Porto.
A commissio de orcamento municipal, a quem
foi presente a peticao de Penu 1, Motta & C, con -
tratantes da limpeza publica no municip > do Re-
cife, precisa, para dar parecer, que seja ouvida
com urgencia a Cmara Municipal do Rccife.
Em 13 de Maio de 1886. -Reg Barros.Ro-
drigues Ports.
A commissio de legslacio examinou o incluso
requerimento do professor publico de instruccao
primaria, Joaquim Manod de Oliveira o Silva,
que allega haver completado 15 anuos le magis-
terio a 3J de Outubro de 1875, e que desde eatio
requerra, mas se more de balde, lhe fosse conce-
dida a gratificacio de que tratam os arts. 28 da
lein. 367 de lt d* Maio di 1855 e 141 e 145 1.
regulamento de 7 de Abril de 1879, at que a lei
n. 1699 maninn que tal concessio lhe tosse conee
dda, o que foi pisto em pratca por portara de
16 de 1884, a contar da data na ultima da3 leis
citadas (Io de Julho d; 1882).
O peticionario allega que semelhante restriccio
da portiria ni > est de acord c >m o espir.t) da
lei n. ,;69 e do regulamento de 1879; p-do qie pe-
de, em conclusao, que se lhe minde contar a gn-
tficacio desde o dia em que completou 15 annos
de magisterio.
A' commissio nao parece justo nam procedente
o fundamento de que o peticionario se prevalece
para justificar a sua pretenci). A gratificacio de
que tratam as disposicoes ctalas da lei de 185 e
do regula.iuto de 1879, gratificaba/) de rrnrito,
destinada a recompensar a distinecio por servidos
relevantes e zelo mais qu commum no exrcicio
do magisterio, e nao simples gratificacio de ex t
cicio Se o poder administrativo a'argm a con-
cessio de tal gratificacio de mido a desuaturar
lhe o fim e os intuitos do legislador, isso abuso
para lameutar-se e nio servil de n 111111 para :a-
sos aemelhantes.
Segundo a lettra e o espirito da lei e do regu-
lamento supra-citados, 03 15 anaos de servio
coustituem condifio de lempo, exigivel a pai da
de distincfio qu- pode dar se depois de precnchi
das primeira; do que manifcstamaiite resalta
que o simp'es decurso do prazo nio firma direito
gratificacio de que se trata. E em relacio ao
peticin irio ha anida a notar que a lei que Ib'a
man.I 111 conceder, nio a retrotrahi > a poca an*.e-
r'or, emo hoja preteiid-: o peticionario que esta
ssembla o taca por meio de urna nterpretacio
meeos cabida.
Ncstas condicoes a commissio de parecer que
seja indeferido o mencionado requerimento.
Paco da ssembla Provincial de Pernambueo,
aos 17 de Maio di 1886.Costa Ribeiro.So-
phronio Portella. Domingues da Silva.
Sao lidos, apoiados e ticam adiados pir terem
pedido a pilavra. sobre o primeiro, o Sr. Gomes
Prente, e sobre os doua ltimos o Sr. Jos Mara,
os seguintes pareceres:
A commissio de instruccao publica, a quem
foi presente urna peticio de Anua Marques Perei -
ra do Reg, professora publica contratada da ca-
deira de instruccao primaria em S- Jos do Egyp-
to, na qual pede pira ser considerad 1 effectiva;
considerando que o modo de prover as cadeiras
publicas est regulado por loi ; de parecer que
s'ja ndefer.da.
Sala das sessoes, 14 de Maio de 1886. Vigario
A. Frankin.Reg Barros.
A commissio de instruccao publica, a quem
foi presente um requerimento Je Anna Marques
Pereira do R"go, professora publica contratad).,
em *. Jos do Egypto, n 1 qual pude que sejam pa-
gos os seus vencimentos de accordo com > regula-
mento de 1879, de parecer que seja indeferido,
urna vez que qae os vencimentos dos prof*ssor3
estao regulados por lei de 6 de Fevereiro de
1885.
Sala das sessoes, em 14 de Maio le 1886. Vi-
cario Augusto Fraakliu.Reg Barros.
A commissio de nstruccio publi-a, conside-
rando que as leis em vigor regulam o modo de
prover as cadeiras publicas, de parecer que se-
ja indeferido o reqaerimeoto de Cbilon Heraclito
Peixoto da Silva, pedindo para ser nomeado pro-
fessor effectivo.
Sala das sessoes, 18 de Maio de 1886.Vigario
Vagusto Fraoklin.R-g> Barros.
Contina a discussio do requerimento do Sr.
Jos Mara, sobre occurrenciaa de Taearat.
O Hr. alon Mara -Sr. presidente, euhon-
tem ped casi que nao me tomasse p>r impor-
tuno por estar constautemente a bater neste bor
dioTaearat. Renov hoje o meu ped lo e rog)
aos nobres deputados que attentem bi m para o es-
tado daquclla comarca, que por d mais serio.
Com fogo nio se deve brincar; em Taearat, Sr.
presidente, o incendio ame-ica ser voraz, se j o
nio .
E' hccessario, com o espirito desprevenido, es-
tudar bom o modo porque comecou a anarchia na-
quella localidade; a forma porque augmentan e o
estado em que se acba. A priucipio era urna
horda de criminosos, freute dos quaes se acba va
Cavalcante, com o fim de exterminar o partid* li-
beral. Conseguio o seu intento. Vio-se o par-
tido liberal desapparecer de Taearat; amitos
dos seus m imbr 13 cahiram sob o punbal homicida,
outros muitos foram em pleu.1 luz meridiana sur-
rados, e os jue escaparem prevendo que teriam a
mesma sorte Ue seus companheiros, emigraram Ja-
quellaa parageos. Mas, Sr. presideute; aborda n-
frene, acolida pelo chefeprcstimosod) part do con-
servador daquella localidade, sedeuta de sangue,
contando coui a prsteccio das autoridades pili
eaes, nio deram por terminada a sua missio.
Ao conseguir o exterminio dos seus adversario-,
elles proseguiaiu na carreira vertiginosa dos cri-
mes os mais n-fa dos, dos atteotados os mais
be Hondos, e, nio teudo mais inimigos contra
quem satisfazer seus intentos perversos, eis que
se laucara sobre os seu3 proprios ca-religionarios,
na mesma f.ini.
Hoje sio os membros da mesma familia, da fa-
milia conservadora, qae se dilaceram, que se des-
troem, que se matam.
Sao dous grupos dirigidos par douslomens,
membros do mesmo pirtiio.
O Sr. Antonio Victor O nobre deputa-Jo deve
entio estar satisfeito, ama ves qae lucra com isso
o seu partido.
O Sr. Jos MaraDiz isto o nobre deputado
por nio me conbe:er. Se, como politico, lucro,
como bomem perco. Eu colloco sempre, par mais
intransigente que seja, o sentimento de huinani-
dade cima de tudo. B-m sei que o partido con-
servador, que se est aniquilando naquella co-
marca, ba de jierder muito, j em forca, em pres-
tigio, e j eu numero, pois que este diminuir,
desappareceudo de seu seio, pela morte, seus aini
go,; bem sei que um desses grapos, naturalmen-
te aquella que protegido pela policia e pelas au-
toridades superiores, ha de por fim supplaotar o
OUiro.
Mas nio possa deixar de lamentar este facto, e
eu o deploro sinceramente.
Fo.-a d'aqui isto produzir pessima impressSoa
dar triste copia de nos, e eu sineerameat,-
lamento estas cousas porque sou antes de tade
Fcruambucano. Que importara a mim as vsa-
tagens qae possam advir destes factos que pa-
tenleiam a desmoralisxcio do partido conservador,
quanda cu considero no muito que perdsmos na
oDoiio do mundo civilisado, que triste conceito
ticar taz -nio desta infeliz provincia, da nosaa
chara patri qu3 disputa o titulo de civilisada, e
onde, entretanto, ba urna comarca inteira fora
dos eitos da legilidade, um comarca inteira g-
vernada despticamente, sujeita aas caprich i< de
um maudio Ue aldeia, que anda mesmo quando
quizesse retroceder, j nia teria torcas para isso t
Aiada mesma, Sr. presidente, quando no cerebro
desse cacique entrasse um lampejo de luz ; aiada;
mesmo quando o remorso morJesse aquella cons-
ciencl ueg.-a, anda mesma quando elle quizesse
romper com os *eus precedentes, deixando a car-
reira crimin asa que encetou, ja avauQ m tanto que
nio teria ftea psra canter essa horda de crioai-
na3os, cuja frente se eollocau.
Serio iraproScu w 03 meus esfor^os ; ser da-
balde, Sr*presidente, qu ; eu levanto aqu a mi-
nha voz, pedinda providencias ? Attenda-je que
eu j nao as peco parajes meus amigos, j nio ad-
vogo a causa do partido liberal, perqu elle ex
tinguio-se de todo naquella localidade. ~""^
Nio ; eu j i nio venho em defeza doo meus co re-
ligionarios, mas aira em defeza dos propries ami-
gos dos nobres deputados. Ne3te momento, Sr.
presidente,*eu represento o homem que se eucamou
na iustija e por isso peco commisiracio para aa
victimas que sao meus adversarios, justi?* e pu-
nicio para os culpadas. Nio passivel, seahiraa,
que c intiuue esta anormalidade ; preciso asa
par ilciro para semelbauteanomalia Campreheadei
bem, Srs. deputados, que todos v> pizais sobre
um vulcio, e este poie tragar-vos.
Attendei, senhores: prefervel cou.er quanto
ant's os desmindos dease boinau que cenes ea-
deusado; prefer vel fazer juanto antes qu-j
aquella localidade entre no regimem da lei;_
qae sejiis forjados mais tarde a empregar meias
rxcepcioaaes, porque afinal de cootas sto alguot
dia ba de ter um paradeiro.
Nio coasintam erabara os conservadores de Ta-
earat que naquella circumscripcio, penetre une
liberal siquer ; eu j nao quero pedir-vos pra-
tec?io e justiji pira os meus amigos Limita-
me a implorar-vus em nome da humaniiade que
ni i coasiutaes que p ir esta forma se coutiaue a
desrespe.tar a vida, a tranquilli Jade, a proprie-
dade dos vossos proprios co-religionarios a meus
adversarios !
Senh-ar-s, que se exterminem os I iberas j, que
seja prohibida a sua entrada alli ; mas que cesse
este estado de anarebia.
Tudo sto, que par muito tempo procurasteis oe
cuitar, j se acha no dominio publico; j esli to-
dos compenetrados de que faliavamos a verdade,
d que nao eramos levados por espirito partidario
quan I 1 en tempo pedamos providencias.
Ten le compiixia das victimas ; fazei com que
na carreira vertiginosa do crime pare ess> bomem,
que, eu nao cessarei de repetir quantas vezes en
t-nha de oceupar esta tribuua, em Taearat dea-
empenha o papel de Atila que, par onde paisava,
deixava a miseria e o sangue, a desolacio.
Um Sr D putar'oSc> ha um Cavalcante em
Taearat ?
OSr. Jos MariaHi dous, tio e sobrioh:
Francisco Cavalcante de Albuquerqie e Jos Ro-
drigues Cavalcante. .
O mesmo Sr. DeputadoE' preciso distinguir
o val en lio.
O Sr. Jos Mara0 valentao o tio do dele-
gado, o Cacique.
Senhores, ha entre os horneas publico), o eos-
turae de nio aceitar-se as cousas como ellas sio,
sem entietanto refleetir-se que esta urna theoria
errnea e altameute prejudicial.
E' amigo este sobre quem pezam graves acea-
sa^es ?
Por mais uetanJos que sejant, procura-se em-
pre encobrir seus Crimea.
E' necessario defendel-o, necessario combster
tudo o que se di, anda mesmi aquillo que evi-
den'e, que se impe a vista de todos r
Tudo isto se faz, comtanto que o amigo seja de-
fenaido.
U'ii Sr. DeputadoEsse Cavalcante um que
foi procesando prr causa de furto de vaccas ?
O Sr Jos MarisE' esse mesmo ; mas hoje
diz-se que rico. Verdade que f.avatcante
em t -rapas idos possuio alguma cousa, mas boje,
nada tem.
Senhores ; s assim por esta theoria que veabo
de expar, que se explica o facto de haver o nobre
deputado. leader adjunto da baneada oppasta, se
levantado hontem para defender o seu prcs'.imoM
amigo.
Eu tenha declarado dcsta tribuna que respeto
S. Exc. pelo seu talento, mss ta m a cansa,
cuja defeza o honrado depuUdo tomou seos
hombros, que a despeito dos seus recursos intel-
lecluaea, nio conseguio de forma alguma levar ao
espirite n mais crdulo a duvida sobra a veraeida-
de dos factos de que nos temos constantesteate
oceupad > nesta casa.
A defeza por S. Ese. feita, foi paluda e neos
poda deixar de sel o. S. Exc selimitou a dizer
que boj 1 Cavalcante est recolhido sua casa,
cercado de criminosos que o deteudem das inves-
tidas que seua inimigos pretenden] fazer para as-
sassinal-o.
O Sr. Joio i-lvesEu nio falle! cm criminosos;
eu disse que elle estava cercado de capanga?, de
guardas costas para o defenderem.
O Sr. Jos MaraE que capangas sio estas
senio os criminosa ?
Um Sr. Deputado;io os perdidos.
O Sr. Jos Mu a Diz V. Exc. muito bem, s is
os perdidos, para 03 quaes as partas da sociedad e
se achara cerradas; sio horneas, que procuras
apenas um braco forte que os proteja, impedais
que a accio di justica se exerca sobre elles.
(Apartes).
Pois ento Cavalcante encontrara este grande
numero de amigos, de interessados, que deixasseo
suas familias, seus haveres, abondonassem os seas
terrenos de plautneio c o seu gado para viresm
siinpleainente rodeal o e impedir que elle seja as-
sassinado ?
Um Sr. DeputadoE acha que isso uapossi-
vel quandj haja dedicacio ?
(ni muitos apartes).
O Sr. Jos MariaNio, senhores; com cer-
teza os h ira ns que cercara Cavalcante sio crimi-
nosos, sio os individuas qus foram seus compa-
nheiros quaudo elle, prouunciado em muitos^ pro-
cesaos, achava-3e forajido, oceulto para uio res-
ponder peloa grandes crimes que havia comsset-
tido.
O Sr. Joi- Alves d um aparte.
O Sr. Jos Maria -Pois V. Ex;, chama perse-
guir quando o indvidao, sendo criminoso, s pro-
cura capturar ?
(Ha diversos apartes).
Senhores, poe ni pideremoj acreditar que a
sanha dos libraea de Taearat tivesse sido tama-
nba que ee ebegasse a ponto de perseguir aquel-
lo homem por esta forana, quando entretanto nio
tiveram proeedimeuto igual com rtlacio a sutro
qualquer ebefe conservador ? Pois Cavalcnte
este bomem de tanta forca e prestigio, tio po-
deroso, que os liberaes, para verem-selivres delle,
atiraram sobre si esse montio de procesaos, seo)
grf elle honvesse dado lugar para isso ?
Porventura esse homem perverso ter mais fsr -
ca, mais prestigio, mais importancia, na sua loe
hdade, do que a forca, o prestigio, a imoortaad
1 NJ6IVE 1


Diario de PcrnambncoDomingo 13 de Junlio de 1886
p
*e que, porventura, go no sen districto o nosso
distincto collega, o Sr.Constanti.io Lina? Nio;
porque, ee bs no alto aeito d esta provincia um
bomem' que gos* de.mwta torca, prestigio e im
portancia, este nosso illustre collega. (Apoiados).
Has, fe 6 como se disse, porque razio as iras
dos liberae de Aguas Bellas nao se desencadea-
ffjo sobre o nosao collega, e se desenrolaram g-
mente em Tacarat contra Cavalcante ?
O Sr. Jlo Alves di um apar'e.
O Sr. Jos MariaO liberna* de franta* sio
como oa liberaes de Aga-ta- Bellas, combos Moda
a provincia de Pnrinmbaoo, sao como-,j>dos,aili
beraes ; nos todos somoa a mesiaa ama ; o5to-
cos temos os mi-smos seatimaatas nos todo* os
inspiramos no mismo pensar, aas mesmnaj ideas,
as mesmiis theoriaa; mi todo noa>dixa9M le-
var pelo iufluencitiiiaate que vem ita>*os>oa ohe-
fea; todos nos somos f*kes, todos *ab somos ir
raaos.
(Apoiados e muito bem d&banca'iv.liVwt].)
Entre nos nio ha essa difFerenQa que existe en
tre os nobres deputados; aqu nao ha inferiores
em superiores, h inens mais elevados e menos ele-
vados, mais nobres e menos nobres; o osso par-
tido urna tbida rasa, todos temos o mesan sen-
timento; pongamos coma o povo, ejo povo penaa
como nos.
(Apnados e muit) bem da banca Ja liberal).
O mesmo, entretanto, nao se d no partido dos
nobresv epatados.
O Sr. Autouio Victcr d un aparte.
O S* Jos MariaInfelizmente o partido libe
ral nao i o partido dos aajo>, mas o partido que
mais apprixiuH di p-rfcutibilidade ; se toase
possiver a pertetcio huu>ana, nos seiiamoa perfei-
tos; (partir) mas ajo meaos sonriamos com um
ideal; pugnamos pelo bem ; amamos s progresa,
a liberdade ; afagamos todas as co.iCcpcSes gran-
des, generosas, sublimes...
O .Sr. Antonio Vctor d um aparte.
O Sr. Jos Maria Nao se pode c -ocluir isto da
theoiia por mim enunciada ; V. Exc. sabe que nao
ha regra aera exeepdoi pelo que deeneeesaario
dizer que entre o conservadores ha tambera ho-
men- de grandes, do elevados sentimentos, eo ora-
dor folga em reconhecer que oeste numero acha se
o Sr. Antonio Vutor, o qae expliea-se perfeita-
mente, desde que S. Exc. j foi nosso irmio, em
crticas; j' bonrou milito e ennobreceu as nossas
fileir.is. em urna palavraj foi liberal. Sopor
esta rasio se explica o tacto de ser as \ezee S.
Exc. urna nota diss manto no meio da harmona
qup reina naquella bancada.
Quankas vetes, vendo a bancada oppost* er-
guer-ae- em peso para escurecer a verdade, esfor-
can o-se por apagar a luz, S. Exc levanta bem
alto o facbo para derramar a claridad por todo
ste recinto ?
(Apoiados di bancada liberal e apartes)
Els u.b exemplo : o tacto enormemente selvtico
da Grota Nova, em que 8. Exc, com sorpresa ge-
ni d.i seus amigos, sopitando o seiitiuten'o par-
tidario, disse, n'uina explosio de patriotismo, toda
a verdade, o que levou a enfralo ao seio dos no-
bres doputodos.
O Sr. Antonio VctorNessa occasiio nao obe-
dec nenao ao ustuieto do meu corado, ao sent -
xneuto da justica.
O Sr. Jos MariaSe V. Exc, por qualquermo
tiv-', eonseguio fi.iar-se ao partido conservad r,
todava nao pode fazer com que desapparucesse do
sen espirito o sentimento de justica. A verdade
que V. Exc, ernbora conservador, odavia li-
beral pelos sentimentos, pela alma, pelo coracao.
O Sr. Antonio Vict-rPode ter-se bons senti-
mentos, pertoncendo se a qualquer poltica.
O Sr. Jos MariaDeixeinos, senhores, esta di-
trressio e oceupemo-noB do ponto principal da dis-
discusslo. Eu disse estar compenetrado de que
a verdade i se impoz; disse estar convencido de
que nio bavera mais um hornern, por mais parti-
dario que seja, que se possa convencer de que Ta-
carat nio est fora da lei; j nao ha ninguera
que deixe de acreditar que o motor de toda aquel
la destruido, que M nota ua localidade, Caval
cante,- qoe foi apparelhado para essa corr-ra he-
dionda, ehegando a nltrapastar m smo os vosaos
desejos, como eu quero acreditar. E' elle o uaico
responsavel pelo estado anormalissimo Jaquel la
localidade.
Srs. deputados. em tempo ponderei-vos que cum-
Driri' is o vosbo dever, prestando um servieo pro-
vincia, e principalmente fcos povo* daqucllas pa-
ragens, ouvindo-nrs aa qneixas. Benovo o m u
pedido : pondo de parte todos os odios, fazei mes-
m i abstiaccio da muira peaaoa, da mioha indivi-
dualidade e approva o meu requerimento, que nao
urna arma politica. porque se o fosse, en teria a
fran'iueza de dizel-o.
Srs. deputados da bancada eonaervaftora, fde
antes de tudo pernambucanos, sede antes de todo
hraztleiros, sede antes de tudo bomens Nao vos
qu>-ir>.8 confuodir com os homens que nao teem
alma, com os reprobos que nao teem corado, com
os selvagens que nao teem cerebro, eom os pusi-
lnimes que nao teem dignidade, com aquelles en-
tes que de hnmanoi s a forma teem.
Approvai o meu requerimento e convencei-vot
de que assim prestaes antes de tudo um aerrico
relevante ao vosso partid >. (Apoiados da esqoer-
da). Haveis de dizer: mas om adversario in-
transigente, um liberal exaltado que longe de
interi'sar-se pela sorte do nosso partido, deseja a
su ruina. Mas que vos olhaes pira mim e-
raente eomo polit.co e nao comprehendeis o que
vai de generoso do incu coracao.
O Sr. Antonio VctorO que que V. Ex*,
pede no seu fequ-nmento V
O -r. Joa'Mana Perarunto se o governo sabe
do que se passa em Tacarat e se j deu as pro-
vid' ncas necessaiias.
O Sr Antonio VctorEst bem.
u Sr. J.-si Maria Se o meu requerimente for
approvado, nem por isto ficarcuml; ao contrario
vos limitareis ao ciimprirrento do vosso dever, e
tereis occasio de paentear o procedimer-to do
presidente da provincia, com relacao as providen-
cias por mim pedidas. s que elle aa tomou.
O -r. J-iao AlvesTomou.
O Sr. Jos M-ariaE porque lasio persists em
nao querer appaovar o raen requerimento? e elle
j cumprio o seu dever, porque rejeitaes este re-
quer meute ?
O Sr. President Observo ao nobre deputado
qu>- a hora est dada.
O Sr. Jos MiriaE i vou terminar, Sr. preai
dente, voo deixar a tribuna. Sinto isto porque
tao grande o eatado de actual aegradacao, que o
meu desejo era permanecer nesta tribuna, dia o
noite, sem jamis abandonal a; periuauecer neste
tribuna que me fui generosamente concedida p>do
altivo e illustre aleitxir^da do 2o districto; o meu
gesejo era eitar aqu sempre para profligar os
dttentados, pi.ra applicar o ferro em brasa nessa
aangrena que nos mata.
(Apoiados, muito bem da esquerda e daa ga-
-i-rias). '
Eu termino, obedecendo a V. Exc. e anda urna
vez faco um appello aos nobres deputados para
qoe aproverem o meu requerimento.
Tenho concluido.
(Muito bem, muito bem).
A discusaio fica adiada pela hora.
Passa se a
1.* PASTE DA OBDEM DO DIA
Contina a discossao do projecto n. 43 d'este
auno, (ornamento provincial).
Sio ldas, apoiadas e entram conjunctamente
em discnssio as seguintes emendas:
N. 109. Arrecadacao e fiscalisaco das rendas
Empregados do Thesourona forma e numero da
tabella annera ao regulameuto de 2 de Julho de
1879, extinctas todas as gatificacoes alheias
dita tabella e revogalai todas as alteracoes fetas
posteriormente a ella, quinto aJ numero e aos ven-
cimeutos dos mesraos empregados; incusive os
vencmentos dos agentes encarregados da arreca-
dacao do imposto do gado vaceum 84:4t*980.
Reg Karros-Joao de Oliveira.-Rodr.gues Por
to.soares de Amorim.-Joao Alves;buiz de
Andrada.Herculano Bandeira.Dr. Oosta (Jo-
mes.--Coelbo de Moraes.Antonio Vctor.-Vu-
conde de Tabatmga Ferreira Velloao.-Domiri-
mies aa Silva.Barros Barreto Jnior, rjophronio
Portella.Constantino de Albuquerque.Julio de
Barros.
H. 110. Ooe c-uber 5:000*000 para um cemi-
terio no povoado do Beberibe.Joo de S
Bario de Itapissuma.
N. 111 Ao 83 accrescenteseincmuve o que
estiver a dever ao cidadio Manoel Marinbo Caval-
cante de Albuquerque, na qualidade de profeasor
de Bom Jardim e Angelwa. -Joo Alve.
N. 112. Na emenda n. 90 supprima-se aa pala-
vrase urna das de geographia.Reg Barro.
Herculano Bandeira.
N. 113. Ao 73, inclusive a qnantia de------
1:148*691 para pagamento do que se est a dever
ao coronel Manoel do Nascimento Vctor da Cunha;
a de 240*300 para pagamento do emprestimo das
obras da cadtia da Agua Preta; a de 2:536*520
para pagamento do que se deve a Medeiro* & C;
a de 40*600 Companhia Great Weater o Bra-
,-*-
orde
Jos
sil Ral iv Limited de transporte de presos; a de
300*000 o boticario Alfredo Emilio Calumby da
medicamentos fornecidos aos doentes do povoado de
8. Jote; a de 6:380*000 Companhia da Estrada
do Porro do Recife a 8. Francisco do transporte de
presos e soldados; a de 32*000 a Cosme Jos Gue-
des por aluguel de sua casa en 8. Loureuco para
quartel; idem o que se "st a dever de seus ven-
cimentos ao Dr. Joio Feliciano da Motta A'D""
WW nrofessor do Gymnasio, a contar de 8 de
N**mbto de Wga a J-*ei,ds.l880, %jwIo de
U96566tf, menajM.Cotiho da. Moraes.-omes
PrenM,
N lMg. IprttMia dBVo,^ut|tiinin-
dnciTreduaindo, i000*000 s> ^atiiRacao do
secretario d% asesma, Joio, da Oliveiiov-r-Barao
da Itairiaeuunfoa Maria-^JuBenaio M^riz. -
Aadriiias. olpnio,*i Mep.
N.U5. On das, atoas do ceraiterio publico da villa da Igua-
rass e 1:000*000 Dar o de Itapissuma.Bario
de Itapissuma, Dr. Joio de Si.
O Mr. Retueira Co.la -(Nai devolveu o
seu disenrso).
Vem mesa lido, apoia e approvado o se-
guiste requeruaunto:
Requoiro o adiamento de discussio por 24
horas. -Jos Maria.
Pas'a-sc
2.' PABTH DA OBDEM DO DIA
Entra em discussio o axt- 1 da projecte n. 51
deste anno (orcameutn municipal).
Vem mesa, sio lidas e ap liadas e entram con-
junctamsnte em discussio as seguintes emendas :
N. 1. Tit. 1 art. l: Ao 2 n. 3,em vea de 2%
diga-se 2 e 1/2. /
Depois do n. 4 | 3, diga se : dem do continuo
800* de ordenado e 400* de gratiticac&i.
Ao 4. Depois de n. 8 accrescente se : dem
do auxiliar do engenheiro, sendo 800* de ordena-
do e 40'.)* de gratificacio.
Substitua.se o n. 1 do 8 pelo segunte ven-
cim-ntos do administrado', sendo800* de ordeua-
do e 4003 de gr*ti6cacao, 1 :>* .
\o n. 1 $ 2 diga-se em vez de l:dtw* 1-ouia-
Ao 3" n. 1 diga-se : 2:000* em vez de 1:81)0*
Ao | 8. Depois do n. 1 accrescente-se inM
meatos de dous lanzadores, ten io cada um 1:7W*
de ordnalo e 700* de gratificacio.Jos Mara
N. 2. Ao S 5 n. VII Em vez de 1:300* de or-
denado e 700S do gratificacio. diga-ee : 1:600*
de ordenado e 8005 de gratificacio.Jos M.na
N. 3 Ai 4 n. 10 supprima-se a p- lavra \to-
gados.Jjs Maria.
N. 4 Ao 4 n. 11 mc-;rcacenta-scAfogadas.
Jos Maria.
N. 5. Ao 5 n. 1. En vez de 1:2JO* de or-
denada.-Jos Maa.
N. 6. Ao 5". Depois do n. I accrescente
ajudante. do administrador, sendo 1:60)* d
nado c 800 de gratificacio, 2:100*. -
Maria. _, ,.
N. 7. A) 6 n 1. Em vez de 1:600* diga-se
J:4O0*.Jos Mara.
N. 8. Ao | 7 n 1. Em vez de 6004 de ordena
do e 400 de gratificacio, dia-sc : 1:20)* de or-
denado e 600 do gratificacio.J^s Mara.
N. 9. Ao 9 n. 1- Em vez de 1:600* ae orde-
nado e 8 0* de gratificacio, diga se: 2:500* de
ordenado e 700* de gratificacio 'os Mana.
N. 10. Ao S 9 n. 3. Em vez de 1:200* de or-
denado e 600* de de ordenado e 700* de gratificacioJos Mina.
N. 11- Ao 9 n. 5. Em vez de 800i de orde-
nado 400* de gratificado, diga-se : 1:300* de
ordenado e 700* de gratificacio.Jos Mana.
N. 12 Ao 9 n. 6 Em vez ae 600* de orde-
nado e 400* de gratificacio, dig*-se 900$ de or-
denad i e 300* de gratificacio.Jos Mana
N. 13. Ao 9 n. 8. Em vez de 3* diga se 4*.
Jos Maria.
N. 14. Ao 10 n. 1. Em vez de 500* diga se
720*. -Jos Mara.
N. 15. A-> 13 supprimaoeo n. 3.Jos .Ma-
ria.
N. 16 Ao 1 n. 3. Em vez de 1:300* diga-se
1:500-5Jos Maria.
N 17. Ao art 1" 9". Ctmiterio do Recife, ven
cimento* d administrador que ser o mesmo ca-
pellio, 2:6o0*. Soares de Amarra. Ferreira
Velloso.Joio de Oliv. ira.Augusto Franklin
Dr. Joio de S.^Ridrgues Porto.Joio Alves
Barros Birreto Juuioi. Sophrouio Portella. -
Reg Barros. Julio de Barros.
N. 18. Ao 4" n. 10 do art. Io diga-se : Ao fis-
cal do Io districto da Boa-Vista, mais 200* para
accomular o lugar de administrador do mercado
di mesma freguezia.Luiz de Andrada.Rats e
Silva.
N. 19. Ao g 3o. Afericio, vencmento* do conti-
nuo que serve de porteiro, sendo 8'JO* de ordena-
do e 400* de gratificacio.Ratis e Silva.
N. 20. Ao art. 1" do 3o. Afericio. Em lugar
de 1:800* de ord nado, diga-se 1:900* de orde-
nado.Ratis e Silva.
J. 21. Ao n. 6 9". Era lugar de 900*, dga-
se 1:000*. send. 70)* de ordenadi e 300* de
gratificacio.Ratis e Silva.
N. 22. Ao n. 6 do 4". Em lugar di 2:000*,
diga-se 2:200*.- Ratis e Silva.
N. 23. Ao n. 5 do 9o. Era lugar de 1:400*, di-
ga-se 1:200*, sendo 800* de ordenado e 400* de
gratifiacao. Ratis a Silva.
N. 24. Ao n. 4 do | 9o. Em lugar de 1:200*.
diga-se 1:8005, sendo 1:200* de ordenado e 600*
de graiidertca >.Ii.tis e Silva.
N. _'5. Ao n. 3 do 9". Criterio publico, en-
cime-.toa do amanuense, sendo 1:500* de or-
le indo e 700* de gratificacio :200*Ratis e
Silva.
N. 26. A > n. 3 do 2". Porcentagem ao pro-
curador. Em lugar de 2%, diga-se 2 1/?%.
Ratis c Silva. .
N. 27. Supprimam-se todas as dispascoes rela-
tivas a abates.Juvencio Mariz.
N. 28. Ao u. do \ 9. Em lugar de 1:200*,
diga-se 2:300*, aendo 1:600* de ordenado 700* de
gratificicio. Ratis e Silva.
N. 29. Ao n. I do 9". Em lugar de 2:400*.
diga-S* 3:000*, seado 2:OT05 de ordenado e ...
1:000* de gratificado.Ratis e Silva.
N. 30. Ao n. 1 do 8" Em lugar de 600*, di
ga-ac l;O0O, sendo OKI* de ordenado e 400* de
gratificaclo.=Ratis o N. 31. Ao n. 1 do % 7". Em lugar d- 1:000*, di-
ga se 1:400*, sendo 900* de ordenado e 500* de
gratificacio.Ratis e Silva.
N. 32. Ao n.3 % 6". Era lugar de 2:000*, diga
se 2:200*, s-ndo 1:400* de ordenado e 800* de
gratificaban. Bata e Silva.
que guardam as tradices mais gloriosas do par-
tido, a que me desvaneco de perteucer.
O Sr. Costa Ribeiro Ter feito o seu dever;
Nio pude conter-me : do lugar que oceupo nes-
tss fileirai tive de interromper a 8. Exo. com oa
meus apartqf, tive de erguar os meus protestos,
de modo que ao terminar 8. Ei:. o seu discurso,
eu eomprebeadi a necessidade em que me havia
collocado de entrar mais seriamente nesta peleja.
Assim j v V. Exc. que nio tenho remedio se-
nio fazer das fraquezas forca; e se certo, como
o nobre depatad0 aitm, com r***o, quu esta, tri-
bnjM um nosto, dap4 oollniMrdoiaare o c*pi-
tolr e a Rfe TH||a|i, a* qaal, aquella, que o>
oaofu nao sfc> aom Haia, ou daaqmlMlfa o s gpwriflt Haprudeot *
qokatoso apMta me neostni. s\a|lina em qoe
sio sagrad oa. triuinpbadM* sana tentar nsaia
au-oiinaiipiri njb>t'T que deapenhae-**! uo,afj-r
benavotaacia. divnobMlptiMia a-a.d*,da sataoi
collegas, e a sincori'lai.i das conviccci qu^ nu-
tro, espero que pod--rei repellir com vantagem os
gota" .qa* nos foram atisado* por, S. Exo. e se-
cundados pelo nosso n8o> menos Iluatre collega
deputado pelo 4." districto, cujo discurso tambora
tomarei em consideracio.
Mas antes que entre no desenvolviraento d'essa
tarefa devo oecupar-me especialronte cora o
assumpto do projecto em discussio.
Sr. Presidente, voto contra o projecto de fixa-
cio de forca policial.
Enaociando-me deste modo nio quaro apresen-
tar-me eomo um opposicionista tao intransigente,
que recuse a eommisso o- meios de mantr a or-
dem publica, de velar sobre a seguranca indivi-
dual e de propriedade.
Ni, Sr. Presidente, posto que perten.a a urna
escola politica accasada injustamente como inira-
ga da ordem, declaro a V Exc. que nio aprend
as liccoeb dos meus mestres a doutrina de qui a
sociedade possa mantr-se e desenvolver-3e no
estado de anarchia ; digo mais, que dos systemas
que conheco. mesmo d'aquolles que tem sido qua-
lificados de utopistas, nenhum encontrei que se
proponha a crear um Estado social em que a des-
ordem e a anarchia seja um eitado permanente;
ao contrario, todos procuram ou sanham, se os
nobr.'s deputados preferem esta palavra, sonhim
um estado social melhor do que o presento e que
t nha por fim tornar justamente a ordem 'mais
estavel e duradoura, pela harmona de todos os
interesses e pela confrat-irnUaclo de t-^dos os
sentina -ntos.
Por consequencia eu nio podera aqu enua-
ciar-m'! como u o opposicionista intransigente
no ponto de negar admini-tracio da provincia
os meios de velar pela ordem pablica. Se assim
me enuneio porque tenho sobro forca policial
ideas de accirdocoui as qnae*nio est aorgansa-
cio qoe o projecto que discutimos pripoe.
Eotend. que a missao da f-irc policial diff1-
rente da do exercito e d* da marioha; ev<-s sio
os encarregados propriamente de defenderem a
ordem pub'ica e a integridade do Imperio. A
torc i policial tem urna tareta direrente; como a
palavra indica, ella apenas se propia a irapB lir a
perpetracl i dos delictos c a prender e ter em se-
giraiica os criminosos.
O Sr. Gaspar de Drummond Filho : Preven-
cao e represslo dos crimj8.
O Sr. Costa Ribeir i: Sim, senhor.
Ora, esta tarefa degempenha-se muito meljur
desde- que a forca policial fr constituida p.r mu-
nicipios e por localidades. A polica muito ree-
Ihor desempenhada por aquelles que tem conh ci-
mento perfet da localidad-' em que se achara do
que por himens es'ranhos a ella, que all appare-
eem de um dia para o outrj, que sio substitui-
dos quotidianarnente e que nio podera tai be.o
como aquelles desempenhar a sua missao.
Creio m"smo que j tivemos urna tentativa
neste sntido e nao sei se a experiencia foi bas-
tante para que de urna vez abrissemos mi des**
systema.
Depois. Sr. P"68dnte, eu vejo que a nobre
c >mir>.8Mw-ia poe um augmento de vinte praca na Guarda-
Civicu.
Ora, s-nhores, eu pelo que tenho ouvido quan-
mas a verdade & que oeeasies para se cumplir a ciedade ? Nio tem sido partido liberal ?
I I. 'I'H BaaggBBB-^^^Ti i B
reito pelo qual o povo intarvem no governo da so-
dispiBicio da lei da 1884 tem havido muitas.
O Sr. Gaspar de Drummond Filbo Pois j
aproveitou algum destes ofHciaea.
O Sr. Costa RibeiroNio conheco este facto.
O Sr. Gaspar de Drummond Filho Pois devia
conhocel o.
O Sr. Costa Ribeiro Mas dizia eu, Sr. presi-
dente, que j se tlnha dado occasiio para se cum-
ojair a lei nsata parte, e entretanto nada se fes.
O Sr. Gaspaade Drummond Filho Ainda ha
ipouco- T. Ex* auscitou urna idea um tanto impor-
tante mlatimh polica por manicipio e eu desojo
que V. Exc. dftmaior desenvolvmeoto a esta idea.
Poder isnsain. se assim entender coiivenienb, ae-
dgir urna amaada nesse sentido.
O Sr. Costa, Ribeiro Eu aU psoponho, por-
quo nio estala gara perder o moa tempo.
O Sr. Gaspar de Dnimm mi FilhoV. Exu nio
fWrde o se tsssao ; desde o moawta qu&est coa-
vencido da eficacia de urna idea, dev-i propl-a.
O Sr. Costa RibeiroEu apenas quiz fazer urna
analyso ligera sobre o projecto, porque mesmo
ni pretendo demorar-me na tribuna por muito
tempo, e anda nio me oceupei com o fim principal
que a ella me trouxe.
Passarei agora, Sr. presidente, a cooeiderir o
discurso poltico do nobre duputado, merabr > rela-
tor da eommisso de forca policial.
Foi um discurso brilitante. -
O 8r. Drummond FilhoE' bondadede V. Exc.
O Sr. Jos MariaBrilbante quanto forma.
O Sr. Costa Ribeiro ... mas, S. Exe. perrait-
tirque diga, inconcludentu quinto sua dedc-
elo.
Pelo menos a mira que o ouvi com toda a ntten-
clo, ferio-ra* desde logo o espirito um defeito no
plano do discurso de S. Exc.
O nobre deputado procurou demuaatrir cxcel-
leneia de urna politica sobre outra.
Mas o que fez ?
Liinitou-s a fallar dos partidos, do* homens e
dos seus actos, mas quando teve ie referir-se aos
principios, vi oom surprwza, mais com satbfacio,
que S. Exc, fallou das ideas liberas para exal-
tal-as, engrandecel-as e at dedieer-lbe* enthu-
eiasmo !
O nobre deputado hegou a dwer que a forma
republicana era um* de tuas aspracoes. porque a
actual form de gavera nao era senio urna forma
transitoria.
O Sr. Drummond FilhoCertamente.
O Sr. Costa RibeiroOra. v, V. Exc, Sr pre-
sidente, que a divergencia que polia haver entre
mim e o nobre deputado, quasi tem desappareci-
d).
Um Sr. DeputadoQuasi.
O Sr. C^sta RibeiroPareoe-me que se o nobre
deputado quera demonstrar a exoalleasi* de urna
poltica sobre oqtra, devia coin-ic,-ir por de3Cromi-
nar lb/.'s os principios.
Essa prernissa de que S. Exc. prescindi, pre
ciso firmal-a para base da argumentar;!0 1ae te~
nho de deduzr.
Os partidos teem os seus programmi3 de com-
bate ; elles os organisara segundo as reformas que
lhes pirecem neceasarias em certo e determinado
momento; mas todas essas medidas davem obe-
decer a ua principio, a urna i Ji geral que e
gynfltoae do program-na da um o outro partido.
Para mimo programmi liberal pode serexpres-
so nesta formula: o governo da naci pela na-
ca, u segundo en teabo lido, o programm* do par-
tido conservador nao outr senio este :resis-
tencia a todas as innovaces, r ispeito a todos os
provilegios e i iteresses constituidos.
Ora, Sr. presidente ...
O Sr. Drummond FilhoEa nunca vi partido
com esse prograinma.
O -r. Costa Ribeiro... ora, Sr. presidente,
assim descriinintd is as ditas escolas, eu pergunto
ao nobre deputado <* que que et actualmente
reservado ao principio conservador neste paiz?
Nos aomos um paiz riquis3mo, anda novo; en-
tre n3 podemos diz t que nada existe, creado, tud >
est por tazer; direi mesmo que uossas institui-
Coes. anda estio mal consolidadas.
Qial pois, a rassio desse partido?
Eu coraprchenco que as sociedades muito mais
to ao estado financeiro da provincia e quanto 4 i adiantadas de que a nossa, em que as geracoes tem
-' j aceuraulado um grande patrimonio de civilisa-
vio, l ondeas pipulaedes eontara-SQ aos milhes,
s decenas de milhes, o partido conservador te-
nhaum missao a desempenhar, encontr ah ai-
guia cousa a resneito da qual possa desempenhar
sua missao, que se exprima pela sua propria deno-
raiuaclo; mas aqu entre nos, que precisamos *o-
br"tuido de progredir. de camuahar, porque at
hojalo temos feito senio (digo cora sentimento)
andar atraz das naces civilisadas, o partido con-
servador nio tem missao a desempenhar, todo est
reservado ao partido do progresso.
Disse o nobre deputado: o partido liberal tem
bemavwituranca em que esta paiz foi lanzado
quando menos o esperava, supponho qae a occasiio
era mais propria para fazermos urna economa
redusindo um pouco a forca publica.
Um voz da bancada conservadora : Mas
quando qutzermos fazer economas, Va. Exce. nio
quererlo.
O Sr. Bario de I'apt*umaVv. Excs. quizeram
desorganisar.
(Ha outro* apartas).
0 8r. Costa RibeiroDirei a Vv. Excs. que eu
votara aqu por urna for^a muito restricta, porque
estou persuadido de qoe o emprego dessa forca
nio ser sempre applicado ao fim a que ella dea- palavras retumbantes, sonoras, procura agradar
tinada, e porque conheco que as autoridades poli- ao pavo, explorar seus *entimentos, mas quando se
ciaes desta provincia tem abusado da forca e del-1 procura a realidade, a fundacio de alguma idea
la continuarlo a abusar. Por consequencia nio boa, nadase encentra devido aos liberaes e sso
seria eu que ria augmentar os meios para aug-
mentar Mas se esta razio que allego serve para mim e
nio para os nobres deputados, a Ss. Excs. devem
servir estas outias, a necessidade de fazer econo-
mas e o apoio, esse enthusiastice ap*io que tem
encontrado o partido dos nobres deputados,
que acontece no Brasil observa-se en toda a parte.
S. Exc. recor.lou mesmo a repblica franceza e
perguntou nos quem tinha consolidado essa re-
pblica, se tinha sido Thiers conservador, ou se
tinham sido aquelles oudos de 89.
Sr. presidente, eu direi ao nobre deputado que
se ; essa sua apreciado nio pri-pria de quem possue
verdade o que*se"da, que este paiz do dia para a i seus talentos e UustracSo.
uoite converteu se todo em conservadores, qoe S. Exc. deve comprehender muro bam que se
todo este povo est com a opinio dominante, en- grande, relevaute o servico daquello que zeta a
tio a autoridade nio precisa ter um tio grande arvore depois que ella floresce e fortifica, mu
numero de soldados. mior fo -acrificio, foi o trabalho daquelles qi
nume._
Tudo est convertido ; todos sio hoje amigo* da
ordem, da justica e da moraldade, o que quer di-
zer que os crimea vio desapparecer, e se alguna
appareceiem as autoridades hlo de encontrar na-
turalmente o auxilio entre os seua vainhos, entre sio tiradas pelo vento; foi o que se deu em 89.
cavaram o terreno, que lancarara a sement e que
zelaram muito tempo a pequea planta quando
apenas desabrochava.
O Sr. Drummond Flbo-r-As vezes as sementes
N. 33. Ai n. 1 5". Mercado publico de S. Jo-
s, vencimentos do administrado' do mercado de
8. Jos, sendo 1:6 XJ* de ordenado a 800* de gra-
tificado -Ritis e Silva.
N. 34. Ao 13 do art. Io n. 3. Supprima-se.
Accrescente se a o n. 9 do dito a importancia
de que trata o capitulo 3o do art. 45 da lei n. 1862.
dem ao n. le a quantia que tiver direito
desde a data era que foi aposentado. Rodrigues
Porto.
N. 35. Ao n. 2 do g 2". Contadaria. Accrescen-
te-se no fim, sendo conservados os lanzadores, fa-
zeudo-se urna reduedo em seu* vencimentos de
200* a cada um. ! Vem mesa iido, appoiado o aeguinte reque-
rimento :
Requeiro o adiamento da discussio at serem
impressas no jornal da casa as emendas apresen-
tadasJos Maria .
Nao havendo numero para votar ee, fica encer-
rada a discussio do requerimento.
O Sr. presidente levanta a sesslo, designando
a aeguinte ordem do dia : 1* parte, continuaca.
da antecedente ; 2* parte, continuado da antece-
dente e mais 1* discossao do projecto n. 82 deste
annn.
------------ jaeee---------------
DI8CURS0 DO St. DEPUTADO COSTA KIBEIEO
NA SB88AO DE 27 DE ABRIL DE 1886
O Sr. Coat* Ribeiro : Sr. Presidente
reconbeco que em dibates como estes aucceptveia
de longo deaenvolvimento e mesmo de urna certa
solemoidade, a tribuna pertence de preferencia a
outros qoe possuem predicado* que me faltara;
(nio apoiados), mas V. Exc. vio que na ultima,
aeselo, o digno relator da eommisso de fix.icao
de forca policial, um dos mais bellos talentos d'es-
ta casa, moco que bateu-se na tribuna com des-
treza e galnardia que nao lhe deixam muito a n-
vejar aos parlamentares mais provectos e Ilustres,
depois de algumas considerac com que pre-
t-ndea responder ao meu illustre amigo e collega,
que inieiou esta discussio, atirou-e om todo o
vigor da sui intelligencia, com todo o esforco de
eu tlente sobre quanto* tracemos o nomo de li-
beral, nio neste paiz, eomo fra d'elle, enio
s n esta pocha como em todas.
S. Exo, arrebatado na azas do seu talento, e
empunhandu o vro da nossa historia patria,
poz-se a folbeal-o, mas truncando algumas de
suas paginas, houve mesmo occasiio em que 8.
Exc. pretenden rasgar algumas i'esras paginas > deputado ?
oa cidadios mesmo que em casos taes de muito
bom grado se prestam a vir em socoorro da forca
publica.
Oatr'ora, Sr presidente, a forca publica nesta
proviacia toi ruito menos do que hoje e entre-
tanto, a provincia presentemente o que era en-
t.Ii: o seu territorio nio se tornou maior. E se
os nobres deputados me diaserem que a populacio
ermeeu, tenbo a observar-lhes que tambera os
meios de comonunicacio se desenvolvern! muito
mais, tornando-se por esse motivo mais fcil a ac-
cin da polica.
Tenho ainda, Sr. presidente, outi as considera-
coes a fazer sobre o projecto de fixacio de forea
publica.
Refiro-me escolha do pessoal, a eacolha de sua
ofHcialidade. Nio me refiro ao commandsnte do
curpo, contra euja idoneidade e aptidoes, nada te-
nbo que articular. Mas em primeiro lugar con-
testo que o principio de cenfianca autorisasse, jus-
tificasse, as innmeras demissoe* que foram fetas
n'aquelle corpo.
O governo devia esperar factos ; devia esperar
que estes ofiiciaes'Hemittidos tivessem faltado ao
cumprimento de seos deveres para entio dar-lhes
a d'mssio. Antes disso, nio pesso deixar di cen-
surar essas mesmas deraissoes, ernbora se preten-
da juBtifical-as pelo prinuipio de conbanca. Esses
officiaes nio podiam ser demittidos, emquanto nio
dessem provas de falta de fidelidade para com o
governo.
Mas, Sr. presidente, realisadas esaaa demssoes,
a escolha do novo pessoal nio foi a mais acertada,
nio foi a mais moralisada. E para dizer isto, eu
tenho um facto em que me apoio.
No fim de pouco tempo, de algumas semanas,
requisicio mesmo do commandante, loraiu demit-
tidos quatro officiaes por faltas praticadas no exer-
cicio de seus cargos.
Ora, este facto nio abona muito as nomeacSes
que se fizeram, e ao centr rio prova que houve
pouco escrpulo na escolha do pessoal.
O Sr. Gaspar de Drummond Filho Pouco es-
crpulo ?
O Sr. Costa RibeiroSim, senW, pouco escr-
pulo quanto s nomcacoe.s,
Alm disto, Sr. presidente, o art. 2o da lei n.
812 de 1884, dispoz que os officiaes subalternos da
7* companhia fossem considerados addidos ao cor-
po, at que vagassem lugares em que polessem
ser empregados.
Eu vejo que o projecto actual repete esta dia-
posicio, isto que estes officiaes serio addidoa ao
corpo at que preencham vagas. No entretanto,
j tem se dado vagas para o preenchimento das
quaes elles podiam ter sido aproveitados; mas
nada d'isso se tem feito.
O Sr. Gaspar de Drummond FilhoV. Exc. nio
aceita a dispo^ido do projecto? a
O Sr. Costo Ribeiro Nao contesto a utilidade
da diiposicie; mas pondero o seguinte : que a no-
bre eoinmissio hade ver que essa disposiclo
intil, ha de ficar no papel porque a oceaso de
empregar esse* officiaes j chegou e elles nio fo-
ram aproveitados.
O Sr. Gaspar de Drummond Filho E se por
ventura o presidente da provincia tiver procedido
de modo contrario, merece oa louvores do nobre
O Sr. Baro de ItapissumaMas preciso o cul-
tive.
O Sr. Drummond FilhoO terreno st prepa-
rado.
O Sr. Costa Ribeiro -Thiers nao teria o que fa-
zer hoje, se nio fossem os seus predecessores.
E quanto comparado que S. Exc. fez digo a
S. Exc. que nio queira comparar Thiers, ernbora
S. Exc. o qoalifique de conservador, nio queira
c imparal-o aos conservadores deste Brasil.
Aqnelle foi homem de espirito progressivo, que
defendeu as ideas modernas, e *abe V. Exc. o que
qoe que tem feito os patriarchas do seu parti-
do?
Elle* nio tem ftito mais do que pregar o abol
cioDismo a bandeiras despregadas.
Eu recordarei ao nobre deputado a mxima que
foi inventada pelo grande estadista francez para
conciliar o principio monarebico com o direito pu-
blico moderno o rei reina mas nao gixverna ; entre-
tanto S. Exc sabe que no nosso Senado propoze-
ram-se a bater essa maxirra, e sustentar que entre
nos o imperador de7e reinar, governar e adminis-
trar.
Esta doutrina piegada pelo Sr. Itaborahy, n-
teiramente absolutista.
Mas ser verdade mesmo qoe no Brazil os libe-
rada nada tenham feito ?
Agora deseo aos factos para responder muito de
peito ao sobre deputado.
Sr. presidente, para comcar direi ao nobro de-
putado que o primeiro acto que se encontra na
historia do paiz, justamente a independei cia do
imperio e foram os liberaes que deram impulso
esse grande acto.
Naquella epocha o que fazia o partido conser-
vador?
Um Sr. Deputodo Havia partido conserva-
dor?
O Sr. Costa RibeiroPor urna filiacio histri-
ca, o partido de V. Exc. deve ebegar at ah e V*.
Exc. como conservador deve adoptar todas as tra-
diccoes do seu partido.
O Sr. Gaspar de Drummond FilhoHei fc mos-
trar de que poca vem o partido conservador.
Naquella poca s exista um partido, o partido
nacional, que era o da independencia ; 'o outro
que exiatia era o absolutista, o da metropole.
O Sr. Costa RibeiroQuando o primeiro'.impe-
rador quiz conspirar contra as nossas ltberdades,
depois de haver dispensado o pnmeiro congresso
por meio da for^a publica, quando os populares
promoveram o movimento de 1831 que, deu em re-
sultado a abdicado, e pode-ae dizer a consolida-
do da independencia, onde estova o partido do
nobre deputado, o partido conservador ?
E d'abi pot diantc quem foi que manteve o
principio da monarchia, quem foi que guardou a
peaaoa do imperador, que eato era um um meni-
no d<- 6 anno* ? Nio foram os liberaes ?
Pergunto a S. Exc, quem foi que publicou o
Acto Addicional, este grande monumento que
nos deputados provtnciaes devemos a nossa exis-
tencia ? Nio foram oa liberaes ?
Pergunto m i* ao nobre deputado quem neste
imperio tem feito reformas e lei* tendo por fim ga-
rantir o povo na attribuicio do seu direito polti-
co por excellencia, qoe o direito do voto, esse di-
Ignora o nobre deputado que do partido libe-
ral a le de 19 de Agosto de 1846, que estabele-
ceu um rgimen de perfeita ordem em relacao ao
proeesso anarchico, que entio vigorava ?
Quem acaba de publicar urna reforma que foi
elogiada por todo*, oelo proprio partido do nobre
deputado, e nio s neste paiz como fora d'elle ?
Nio foi ainda o partido liberal, aboliodo o syste-
ma indirecto e estabalecendo o systema directo,
roadancJi que de um grande valor, de um gran-
ito preco ? Embora essa lei nio gahisse tio boa
como poderia sabir, porque ella devia alargar mais
o voto, todava nio se pode deixar de reconhecer
o grande passo que esta lei trcuxe para o prin-
cipio democrtico, para o partido liberal, porque
asktigamente nem V. Exc nem niognein. poda se
dtaer eloitor ; o eleitor era feito naeleico prima-
ria ;. mas o povo nio votava, quem votava era a
policia, era o aubdeledado, os inspectoras, algosa
capangas ; o povo era expulso das matrizes ; a
reforma veio acabar com isso.
O Sr. Gaspir de Drummond Filho Entio V.
Exc. acha urna reforma liberal esta?
O Sr. Costa RibeiroAcho 'qne a mudanca de
um systema para o outro foi adiantamento para a
democracia, embora entenda que o censo poda ser
diminuidlo e o voto generalisaio. Neste sentido
foi sempre o meu voto quando a cmara de que
fiz parto elaboroo a reforms ; mas digo que a lei,
m- smo como foi feita, trouxe um grande melora-
mpnto.
0 Sr. Drummond FilhoEntrstanto o povo foi
exp diado do voto ; n'ura paiz jde dous miIboes de
haoitantea aoenas votam 30U mil eleicorea.
O Sr. Coala RibeiroJ v V. Exc. que alguma
eoiaa tem teito o partido liberal deste imperio.
Agtia veja V. Exc. o que que tora feito o seu
parado. O seu partido nio a tem impedido o
paiz de caminhar, com > tem deafeito, ten nulfi
cado mesmo as medidas que o partidas que o par-
tido liberal, a muito casto, tem conseguido introdu-
cir na legislad0- '-* partido de V Exc. procura-
va sempre adulterar os factos para falsificar a nos-
sa historia.
O Sr. Drummond FilhoHadeachar seras dif-
ficuldtid-'s para mostrar isso.
O Sr. Costa Ribeiroas acho ; V. Exc. vai
ver.
Qu::ea foram os autores deB3es motins que agi-
t iram todo o imperio desde o Para at o sul du-
rante o goveruo de Feij, q'u ensaugueotarara todo
o paiz ?
Quaes foram os promotores da sabinada da Baha?
Veja V. Exc. os joruaes d'aquella epocha, leia as
discuasocs do Parlamento e ficarsabendo qoe isso
foi obra dos seus co-religionarios.
(O Sr. Drummond Filhol nm aparte).
Pergunto ao nobre deputado, convra oa nio
que o acto addicional foi urna grande medida, ten-
do p ir fim' ;rear a autonoma provincial e firmar
i dm icracia entre nos ? Reconuece. ou nio V.
Exc. isto ? Se oreconhece, pergunto a lei de 1810
que iuterpretouo acto addiciou il, nio o inutlisou?
Nio p alemos dizer que o nullicou completamen-
te ? lata nao obra do partido de V. Exc. ?
Passarei agora aos a\tos que S. Exc. se re-
ferio qliando teve de enumerar as glorias do seu
partido.
O Sr. Drummond FilhoVejo qus ellas lhe ti-
rara o somno.
O Sr. Costa RibeiroV. Exc. vai ver a que se
reduzem essas glorias : V. E{. disse : foram os
conservadores que acabarara coro a lei de 3 de
Dezembro ; foram os conservadores que acaba-
rain com a lei da g i arda nacional ; foram os con-
servadores que acabarara com o recrutameut > e
fiznrara a conscrpcio militar.
O Sr. Drummond Filho.Temos a lei de 185).
O 8r. Costa Ribeiro-Exbctamente.
O Sr. Drumm >nd FilhoA lei do elemento
servil...
O Sr. Costa RibeiroSim, senhor; mas ponha-
oo por ora de parte esta lei ; trataret delta mais
adianto ; v unos s outras reformas polticas. Aca-
li ir un com a lei de3 de Dezembro, mas oque fez a
lei de 3 de Dezembro, ef aa lei reaccionaria a cueto
da qual procurou-se abater, subjugar, cscravisar o
paiz durante 3 l annos ? Nio foi ella o resultado
da reaccli tremenda que o partido de V. Exc era
1837 promoveu no imperio e que provocou um mo-
vimento armado as provincias de Minas e de S.
Paulo ?
Aoabaram cora a guarda nacional. E' verdade,
a guarda nacional, nio a antiga, verdadeira crea-
do democrtica, mas a guarda nacional constitui-
da como ficou pela lei de 19 de Setembro de 1850,
traai, pode-se dizer, o paiz escraviado.
O cidadio, desde que procedesse bem, estova
amparado centra a policia, peto menos esta nio ti-
nha pretexto para o perseguir; mas da guarda na-
cional nio tinha meio de livrar-se, o capitlo, o
tenente coronel tinha firmado em lei o direito de
por os mais a seu servico. s suas ordeos, a con-
duzir oficios d'aqui para all e outras cousas se-
raelhantes. Mas quem faz easa lei de 19 de Se-
tembro de 1850 ? procure o nobre deputado os An-
narji da Cmara dos Deputados de 1850 e i acha-
ra um notavel discurso, proferido pelo Sr. Souza
Franco, batendo esta lei quando tratavam de de-
cretal-a e mostrando que ella seria urna lei syate-
matica. e reaccionaria.
Quem foi que neste paiz usou e abuaou da cha-
mada cacada humana ? Quem foi que na Paia-
hyb* mandou prender o assentar praca a um ba-
cbarel,que ainda ba poucos diae aqu morreu oc
oceupando o lugar de juiz municipal do Rio Formoso
Quem foi que nesta provincia recrutou a officiaes
da guarda nacional, remettendo-os para o sul, onde
os fizeram sentar praca, como soldados ? Na> foi
o partido do nobre deputado ? (Apartes)
Qne gloria trate essa, que ae taz coaaiatr na
destruir;!0 de todas as proprias obras !
(Trocam-se muitos apartes).
Eu nio estou referindo actos individuaes. refi-
ro-me aqu a actos pblicos, ds um partido, de
um governo e de urna politica, contra esta que
fallo e nio contra pessoaa, mas, como o nebre de-
putado provocou-me a essas excavacoes, a verda-
de essa que tenho ex posto.
O Sr Jos MaraV. Exc. vai perfeitamente.
O 8r. Drummond FilhoHei rte Irant tambera
para aqu a folha corrida do partido liberal.
O Sr. Coata RibeiroSr. presidente, consinta
agora V. Exc que eu me refira questo do ele-
mento servil, urna das glorias a que alludio o
nobro deputado a quem respondo ; e tocando neste
ponto pasto a considerar ao mesmo tempo o curso
do nobre deputado pelo 4.a districto. u nio te-
nho senio que prestar homenag m aos sentimentos
de que fez praca o aobre deputado, maa digo-lhe
eom franqueza, qdfein nutre taes sentimentos,
para estrauhar, tenba ido procurar as fileiras do
partido conservador um logar para ai. O lugar
de S. Exc. nio devia ser senio aqu as minbas
fileiras.
O Sr. Soares de AmorimEu expliquci no meu
discurso a razio porque era conaervadoi e aboli-
cionista.
O Sr. Costa RibeiroO nobre deputabo foi tio
injasto que chegou a exclamar. -qual foi o acto
que o partido liberal praticou em beneficio dos
escravoa ? Na legislacio disse S. Exc, nao exis-
te nenhum, porque, quer a lei de 50, quer a de 71
e outras resolncoes, sio devidas ao partido conser-
vador.
Eu, porm, digo ao nobre deputado que o pri-
meiro desses actos, o que preceden a todos os ou-
tros foi a lei d-i 7 de Novembro de 1831 : foi essa
a lei que declarou livres tudo* os africano* que
fosaera para aqui trazidos e qua considerou um
crime a introdcelo d'elles neste imperio, ora essa
lei de 1831 foi exclusivamente obra dos revolucio-
narios dessa poca e qu. nto s outras, quer a pri-
meira quer a aegunda, das quaes fallou o nobre
deputodo, aa de 1850 e 1871, posso tambera dizer,
nio sio devidas ao partido conservador Ellas
peitoncem mais nos, liberaes do que a vos con-
servadores c o nobre deput.do, nio pode contes-
tar-rae, porque neste ponto falla a historia.
Geralmente referein-se lei de 50 como um
graade acto do partido conservador. Entretanto
ht urna vergonha para nos, que teud ,-se abo-
l io*o trafico de eacravos, que tendo-se feito ama
lei com um fim s humanitario, e isso por forca
de convenci com as outraa naces civilisadas,
durante 19 annos, de 31 a 50, neste paiz fossem
introluzidos milharea e centenas de milhares de
es era ve*.
Pois achara os nobres deputados urna grande
glora, acto de sumena generosidade tornar efficaz
a resolucio de 1831 no nm de 19 annos, quando j
o escndalo tinha subido de ponto? Eu disse ao
nobre deputado polo 1.' districto, illustre relator
da eommisso de forca policial, que essa I ai de va-
se aos canhooa ingleses 8. Exc enteudau facer-
me nma exprobrco e disse que nio esperava
ouvir dos meus sentimentos de brasileiro urna tal
declaracio-
Pois bem, Sr. presidente, nio tenho duvida em
repetir desta tribuna que essa lei foi devida aos
cauhoes inglezes, porque esta a verdade hist-
rica e eu como brasileiro, como amigo dos meus
patricios, entendo que o meu primeiro dever,
fallar-Ibes a verdade.
Eu tenho milito amor a minha patria, eatremeco
pelos seus bros, pelos meus eoncidadaos, mas, por
isso mesmo que lhes fallo a verdade dizendo-
lhes que esta lei devida principalmente aos in-
gleses. Foram elle* que entraram pelo* porto*
do sul para dar caca aos navios negreiro*. Este
o facto, Sr. preaidente, porque aquelles que hie
monopoligado o governo deste paiz, pelo menos que
no* tem governado quasi sem interrupcio de 1840
parac,*o tem mostrado forca para esmagar a todos
os patriotas, mas nunca tiveram energa bastante
para esmagar oa traficante* de carne humana ?
Vv. Exc*. leiam oa joraaes d'aquella epocha e
hio de ver a que ponto escandaloso subi a ques-
to do trafico de escravos. E' que esees trafican-
tea, serviara bem ao partido conaervador, contri-
buaos, para a imprensa e at gastavam soromas
avahadas na* eleicoe*. J v, pou, o nobre de-
putado qne esta lei de 50 n"o l nma grande
glora para o seu partido, e depois o argumento
de ^. Ere. s tena valor se nos provasse que essa
lei foi feita contra a opposicio dos liberaes.
Um Sr. DeputadoNio houve opposicio na Ca
mar ?
O Sr. Costa RibeiroProcure V. Exc. 1er oa
Annaes e vm o que os liberaes diziam. Esta lei
foi feita quando os liberaes da Cmara gritovam
oom toda a energa contra o escndalo do trafico,
eontra a affr rata aoa noasoa bros pelos cruzado-
res laglezes e pediam providencias.
O Sr. Antio, que nesse tempo era deputodo por
Minas chegou a gritar p ira os ministros : Senho-
res, ha ura meio pelo qual podemos 'er cessar
esses ataques nossa dignidade de meo inde-
pendente : quebrar as escadas p-lai quaes aubia-
te8 ao poder.
J v, o nobre deputado que easa lei foi promul-
gada nao com a opposicio doa liberaes, mas em
virtude de seus reclamos a com o seu concurso
vulioeo. O mesmo Sr. presidente, acontece quanto
lei de 1871. Antes desta lei. durante o ultima
governo liberal, no ministerio Zacaras, j nio
fora esse pensamento incluido na falla do throno ?
J nio se fizera aentir a'ii a neceasidade de urna
medida salvadora era favor doa eacravos ? Como
que oa nobres doputados querem a todo trans
attribuir tudo a seu partido? Se esta lei de 1871
u:i) tivesse tido un seu favor os votos d >s liberaes,
como do Srs. Souza Franco, Octaviano outros,
certamente nio teria passado com a mesma facli-
dade. Assim, eu digo desta lei o que disse da
outia: foram os conservadores que a confeccic
narara, mas instigados pela iniciativa e auxilia-
dos pelo concurso dos liberaes.
Easa lei foi feita, V. Exc. sabe por quem? por
um homem que tomou o norae de conservador, maa
que foi educad i na escola politica a que pertenjo.
Ao >r. Viaconde do Rio Branco, urna das nossas
maiores gloras, nao ha duvida, muito se deve
quanto lei de 28 de Setembro de 1871, masa
grande opposicio que encontrou, nio lhe veio da
parte do partido liberal ; a opposicio renhida que
quasi o faz naufragar, fui feita pela nata do par-
tido conservador, porque afinal de coutas, o Sr.
Rio Branco, nao se achou senio com urna parte
d'caac partido e com oa liberaes.
Isto observou-se no Parlamento, na imprenaa,
as associacoes, por toda a parte.
Eu mesmo... nao costumo fadar de mim, m .s
deacu'pem oa nobres deputados esta recordacio;
quande no Rio de Janeiro se elaborava essa lei,
era eu j poltico n'esta provincia, extremado no
meu partido, e no meu eacriptorio fecharam-se al-
gumas das represtmtacoes mandadas para a C-
mara dos Deputados, apoiaudo essa le. porque Sr.
presidente, eu sou poltico de ideia* e de princi-
p08; ni) faco queato de pessoas. Se vejo que
o meu adversario anresenta urna lei que est de
accordo cora meus tentimentos, faltara minha
consciencia de.cidadio se porventora nao lhe prea-
t sse o meu apoio.
Sr. presidente, disse o nobre deputado pelo 4o
districto que a situado liberal que acabou, ou pelo
meaos o Sr. Dantas a quem se referi, em vez de
ter dado impulso, prejudicou o movimento aboli-
cionista. Eia ahi urna acensado que eu nio sei
bem qualificar. Ora, diga-me o nobre deputado,
quena S. Exc. que esta questio coutinuasse como
ia?
O Sr. AmorimSem duvida.
O Sr. Costa BbeiroO nobre deputado nio
comprehende que eram precisas medidas legislati-
vsi para nao deixar que essa questio viesse per-
turbar a ordem publica? O governo faltara; sua
missao se porventura nio se occopasae com essa
questio.
O que de admirar que aquelles que achavam
boa a ideia do Sr. Dantos, nio tivessem vindo em
seu apoio. Se alguns des nobres deputados en-
tendais que a ideia era boa, justo, porque razio
Ss. Excs. nio haviam de acompanhar o Sr. Dan-
tas?
O Sr. Amorim d um aparte.
O Sr. Coata RibeiroDesde que ae trata de
realisar urna ideia que se acha b*, cxcellente, ni*
ha motivo para ae fazer opposicio.
Um Sr. DeputodoPorque apresentaram como
ideia excloaiva do partido ?
O Sr. Costa RibeiioV. Exc. ahi falta exacti-
dao dos factos : record- se bem de que o 8r. Dan-
tos, quando apresentou o aeu projecto na Cmara,
pedio o concurso de todoa; o procedimento que
tiveram para com elle que nio foi um procedi-
mento leal, patritico, porque elle sempre pedio
que discut'.ssem o seu projecto e entretanto pro-
curarara questoes estranhas ao projecto para dei-
tar abaxo o ministerio. Essa a verdade que
ficar na historia; debalde procurarlo encobril-a.
Sr. presidente, quando se opera em um paiz urna
mudanca de situacio, o que tofos procuram saber,
O que determinou essa mudanca, o que que
vem fazer aquelles que tomaram a si a responsa-
blidade do poder. Ora, en_deaejava aer esclare-'
cido peloa nobrea deputados, porque na verdade
at boje eu ignoro o que que vem realisar, o qaa
que vem por em pratica essa nova situado.
O 8r. Prxedes PitongaA eleico ce seas
amigos.
O Sr. Costa RibeiroA questio do elementa
servil acha-se resolvida, segundo dizem oa ncasor
governadore3. O que veio pas, fazer o Sr. presi-
dente do conselho? veio smente arrecadar im-
postes e satisfazer as defezas publicas? Veio
fazer deputados e senadores aos seus amigos e aos
filhos, parentes de seus amios?
Acho, S'. presidente, que eota urna missao
triste, urna raisslo ingloria.
O nobre deputodo pelo Io districto quando to-
cou neste ponto nio s nio nos deixou ver qual
o programma desta nova situacio, como S. Exc.
procurando justificar a mudanca, deu um salto na
apreciad0 dos acontecimentos entio occorridos :
do Sr. Dantos paaaon ao Sr. Cotegipe, S. Exc.
disse que u ministerio Dantas tinha agitado ou
deixado agitar rruito o espirito publico de modo a
achar se ameacada a seguranca individual e de
propriedade.
O Sr. Visconde de Tabatinga Isto foi urna
verdade.
. 1
O Sr. Costa Ribeiro Perde-me, foram appa-
rencias que as armaram para illudir aos bomens
de boa f como V. Exc. e outros ; foram tramoias,
foi um movimento todo ficticio.
O Sr- Visconde de TabatingaFoi a anarchia.
O Sr. Costa Ribeiro Qual anarchia .' Easa
anarchia... nunca tal houve; foi urna nova phan-
tasia.
O Sr Visconde de Tabatinga -Foi a realidade.
O Sr, Coata RibeiroPois V. Exc. nao sabe que
at se mandaram telegrammas aas joraaes do Ra
de Janeiro dizend* mataram o conselheiro Rodri-
gues, o presidente do Cear fugo e dando outras
noticias como essas para prodnzir alarma ? Todo
falso Tudo mentira Tramoiaa inventadaa com
o fim de arranjar easa fallada agitacio ; mas a
vrrlade que nio tiveram a coragem de discutir
o projecto do gabinete de 6 de Junho. E' que ha
alguns homens que se dizem defensores de certo*
principios, mas que nio teem a necessaria abne-
garlo, bastonee amor a elle8 quando preciso fa-
zer algum sacrificio para pol-os em pratica. Fo-
ram corre'igionarioa que por esse motivo ou outr*
qualquer abandooarara o Sr. coaseiheiro Dantas a
pretexto de naver anarchia, esquecidos de que es-
ta, provocam aquelles que se oppoem a reformas
imperiosamente reclamada! pela opiniio publica.
(Cousam-se muito* apartes que nterrsmpem *
orador. O Sr. presidente reclama at tendo).
Sr. presidente, tendo-me referido mudanca de
situacio e deixado aasignalada a ausencia de mo-
tivos que a determin&asem, a ausencia de um pro
gramma com que o partido conservador tivesse
assumido o poder, notare! anda urna ootra cir-
cumstancia. Depois da reforma directa espera-
va-ae que nenhum dos partidos qoe se dizem cons-
titucionaes quizesse aceitar o poder por simples
favor, por aimple8 obsequio do chefe do estado.
Entretanto, Sr. presidente, foi isto o qae nos ob-
servamos, porque como sabe V. Ero. o partida
conservador anda que estivas** representado por
urna minora conaideravel de deputados na cmara

II
r urna 1


Diario e 'eriiinbc~fliiiiigo 13 de Jnnh 4c 1886

3

temporaria, todava a maioria desta cmara er
decididamente do partido liberal.
Mas, iiBO nio ine deve" admirar ; eu jinaa acre-
dite! qne o partido conservador quizesso entrar
seriamente na senda constitucional, uo aceitando
o peder senio qaando o voto popular Ib'o houves-
se outhorgado, conquistando as urnas o parla
ment. Dijo que jamis esperei Uto, porque, 8r>
presidente, conheco as opinioes dos homens emi-
nentes, dos pontfices, dos patriarchas d'esse par-
tido, opinioes que tem sido manifestadas do alto
da tribuna. V. Exc. ha de encontrar nos annaes
do senado um discurso do Sr. Viseoude do Boui
Retiro sustentando ein discusso com Zacaras e
Nabuco que o imperador nao tem obrigacao quau-
doorganisa os ministerios da entregar as pastas
smente a homens que tem um asaento no parla-
mento ; ellechegou a dizer que desafia va a queta
mostrasse na nossa consttoico um artigo ou dis-
posicao que pudesse autorisar semelhante doutriaa.
Eu, portante, Sr. piesidente, que conheco essa
e outras opinioes dos cuetes, dos patriarchas do
partido conservador nao tive que admirar quando
os vi ltimamente aceitar o poder estando o seu
panido em minora ; no poder se acbam smente
pelo favor, por obsequio da coia, do qual logo
abusaram, procurando o exterminio de seus adver-
sarios. Firmaram bein o contraste entre nos e
elles !
Peco licenca aos meus collegas para .-ccupar-ine
agora com a exposicao de alguna factos. Porei de
parte o que oceorreu pelo imperio para restringir-
me a alguns dos factos particulares a nossa pro-
vincia, depois dessa mudaaca de situaco poltica.
Eo. Sr. presidente, faltara a um dos meus deveres
sagrados, se por ventura nao dissesse algama
cousa deste, tribuna contra aquillo qae vi praticar
nesta cidade per occasiao das ultimas eleicoes.
Sr. presidente, ha nesta casa, ha no partido
conservador alguem que possa por em duvida a
lealdade com qu<* o ministerio Saraiva executou a
retorm" eleitoral? Suas Exes. tiveram que no-
tar, poderam rtica lar nina s aecusaco que
toase contra o governo de ento, pelo modo por-
que correu o pleito eleitoral T
Eu declaro aos n ib'es deputados que quando
operou-se esta ultima inudauca poltica, conver-
sando com alguns amigos, eu dase : o partido
conservador nao tem que fazer reaeco ; nao a
far porque nao pode fazel-a, porque nao deve fa-
sel-a. Os meus co-religionarios tinham governa-
da com tanta moderaco, com tauta prudencia que
podia-se mesmo dizer que a situaco liberal pe -
tencia a ambos os partidor, pois que cada um
delles linha collaborado em grande parte na go-
verno e na rdininiatraco do paiz.
Os nubres deputados, cuno tve j occasiao de
dizer, viram eleto grande numero de seus amigos ;
virain at os seus preferidos aos nossos alliados em
toda a parte, na magistratura, na administracao,
no exercito em todas as reparticoes, emfim, encon-
trava-se grande numoro dj adversarios do go-
verno.
Nao se exiga do empregadi publico o sacrificio
de suas ideas, nem o sacrificio de seus principios
polticos. Eu, portante. Sr. presidente, logo que se
inaugurou esta situaca, quiz tazer honra ao par-
tido dos nobres deputados.
Entretanto, Ss. Excs. ergueram como principio
ou norma de conducta para um partido constitu-
cional urna regra que chainarei selvagera. Nao
quero in lividualiaar desta tribuna, mas acreditem
porque eu digo a verdade : hornees qualificados
irocuravam os empregalos pblicos para dizer
bes :votcm no candidato do coverno, vejam que
os senhores sao embregados e o governo toma em
conaiderago a manif-ataca) de seus votos ; atten-
dain que o governo toma grande empenho n'esta
eleicao.
Foi nesta situac", Sr. presidente, foi lepois de
20 de Agosto, que vi pela primeira vez grande nu-
mero de chapas, o que se mostrava no acto da apu-
r&co, ten lo por baixo do uome do candidato, es-
cripto em cada urna deas outro nome que serva
de senha.
O Sr. Jos MaraE' esotra,
O Sr. Costa Ribeiro Nestas conlicoes, o que
fica sendo o escrutinio?
Era neceasarc, Sr. pres lente, que 9 g-.verno,
que o poder passasse s mos dos amigos dos no-
bres depurados para outra expresaa diaposcao da
le oleitoral, ver se a forca armada em 'odas as
secceg deata cda I--, e sendo escolhidos para com
mandantes deiias individuos da mesma localidade,
mais ou men^s pjjsuidos de certo rancor contra os
seus adversarios. Foi Meta situaco qu.-erto per-
sooagem, perteucente ao partido conservador, l>g>
depjis ce terminado o pleito, em urna das seccoes
eleitoraes do 1* distrcto, diese ao presidente da
meta: anda bem que esta eleicao terminou em
paz, porque quando nao, tinha eu aqui um ofii
do presidente da provincia autorisando-uie man
dar vir torca, e d zendo 1*30, accava do Dolso e
mostrava ao amigo o officio do presidente para
convence! o de que basta aer conservador para po-
der tudo.
Eis o que dizia ora homero, que nao era m-mbro
da mesa, nem autoridad.;. Era um ebefe de caba
la, peleo qutliticada distincta, nao digo o con-
traro; mas isto nada attenua o a buso de quem Ihe
poi na9 mos a or.iem previa.
Sr. presidente, eu nao quero i 11 iividualitar; mas
afirmo a V*. Exc, que estes tactos sao verdadei-
ros.
O que oceorreu mesmo commigo na ultima ele-
eo provincial, habilita-mu a dar testemanbo pes
soal de alguns fictos. Eu nao latvia cogitado de
pretend'-r urna destas cadeiras, poste que mito
aprecie esta honra ; mas os meus amigos le libra-
ram se de mim e jaman recusei ser vicos ao mea
partido, especialmente na advorsidade.
O qne vou dizer nao cabe couta do meu dis-
tincto co'lega pelo 1 districto, porque sei que S.
Exe. nao pleiteos nMeio, mas deixou-a correr
por conta ios seus amigos.
as vesperas da eleicao, Sr. presidente, pelo que
te ditia, ea entend que devia percorrer alguuias
seccoes do meu distr cto.
O Sr. rummond Filho Eutendeu que devia
cabalar.
O Sr. Costa Ribeiro-Parecia-rae que nao sera
muito um liberal deeejar peraute o eleitorado desta
capital, um lugar nesta Assembla, para o que
bastara o voto do terco do eleitorado. Mas, nas
vesperas da eleicao, Sr. presidente, vierain-me
taes noticias, que eu tive necessidaie de tomar
providencias.
Guerra pessoal ninguem ra'a fez, certo ; mas a
nova situac) ia dar a primeira man-f-'stacao da
sua pujanra e preparar > terreno para 15 de Ja-
neiro. D'ah acompresao.
Entilo ti ve occasiao de conhecer alguns factos.
Encomrei um eletor, meu correligionario antigo,
qne dsse-me : o chete da minha reparticao j me
chnm)u particularmente ao seu gabinete e decla-
ron-me que en tinha de receber a chapa do Sr.
Fulano. Fui ter sea um velho, com um vetera-
no das fileiras liberaes, que nunca transigi e este
homem djsse-oie : Sr. doutor, em toda a minha vi-
da s tenho tido um partido, sempre perteuci .0
partido des'e homem, e eutao apoutava para um
retrato de Nunes Machado, que tinha em urna dar
Earedes de sna pobre casa. Mas, dase me tain-
ain : eu boje estou velho. vivo deste emprego que
abtive or intermedio do Sr. Dr. Jos Mariano, a
?uein .! sejava ser eternamente grato. Mas saiba
'. Exc, que o Sr. Dr, Fulano j me disse que eu
fosee receber a chapa das mos do Sr. Beltrauo. ..
Mesas cireuniste'reas, o que poderia en dizer a
eses pobres boinens? Exigir Ibes os votes? D-
modo algum. Por isso entend cumprir o meu de
Ter, dizendo-lhes : votcm, nao percam seus einpre-
gos. Desde que eu nao estou em oireuinstaucias de
poder pagar tamanbo sacrificio, offereccndo-lties
meios de vida, nao se exponham As ameacaa do go
Temo, que bem capaz de realiaal-as.
Um Kr. DiputadoIsio nao de agora.
O Sr. Coata RibeiroPelo naenoo o primeiro que
a situacio liberal nonjaou esteva aqui amito tempo.
Apartea.)
Vv. Exc*. aqui n'esta Assembla dio seus apar-
tes e faaam discursos aecusando o partido liberal,
fallam do Sr. Sancho, e nao sei de quem mais;
os jornaes de Vv. Exea, tambero gritavam muito,
pregavam na 1* columna urna mofina em typo
grande presentando o Dr. Sancho como sangui-
nario ; entretanto, esse grande partido conaegue
eleger a maioria dos deputados e estes indo para
o Rio de Janeiro nao formularam l urna s aecu-
sacao !
late deu-se tanto em 1881, qaando pela primeira
eleicao directa foram d'aqui 8 conservadores, como
em 1885 a respeito da eleicao pela qual tanto aecu-
aaram ao Sr. Sancho, que um homem de bem, in-
capaz das accusacoes que se Ihe fizeram e a quem
ainda ha pouco ouvi atludir um dos apartes.
Quando elle foi para o Rio l; os Srs. deputados
ou os seus umigoa nao tiveram occasiaj de decli-
nar um b facto, aecusando sua administracao.
J havia passado a necessidade de tazer ruido
na imprensa.
O Sr. Regueira Costa0 Dr. Gaspar Drum-
mond oceupou se d'esses factos.
O Sr. Cesta ttibeiro0 Sr. Dr. Gaspar Drum-
mond fallnu, mas incidentemente, e parece que nao
agradou o papel que elle fez.
O Sr. PresidenteEu renov o pedido ao nobre
deputado.
O Sr. Costa RibeirsSr. presidente, V. Exc
convida me a concluir ; ven obedecer-lhe ; mas,
antes d'isto tenho dons deveres de que desempe-
nhar-me. O primeiro este : desde que interpel-
lei os nobres deputados sobre os principios poiiti-
cos da situacio, nao quero qne os nobres deputa
dos tonbam de subir a tribuna e me arguam no
mesmo terreno. Declaro que desejo ver realisado
tudo quante est no programma do meu partido, e
nao tenho duvida em formular ideas de occasiao ;
quero umita cousa do programis, mas, actual-
mente ha duas ideas pelas quaes me pronuncio
com inteira preciso:
1 Federaoo (se a palavra nao agrada a Vv.
Excs., eu direiautonoma das provincias.)
2* A prompta abolicao do elemente servil.
Nao pretendo levantar um programma para meu
partido, e alias esse foi levantado pela maioria li-
beral da cmara dissolvida ; tallo por mim, por-
que desde que se trata de poltica, deve-se ter a
maior franqueza. Nao sei o que a preteucao do
partidario sem compromisso pelos principios.
Outro dever, Sr. presidente, de que me quero des-
empenha., dirigir a S. Exc. em nome dos aboli-
cionistas d'esta os provincia nossas congratulacoes
pelo gtando acto que S. Exc. nao ha multas se-
manas praticou. libertando todos os seus escravos.
J que toquei na questo do abolicionismo, eu fal-
tara a um dever se deixasse a tribuna, sem que
em nome dos abolicionistas prestasse a V. Exc.
as homeuagens e louvores de que merecedor.
Nao esgotei o que tinha a dizer ; mas nao con-
tinuarei nao s para obedecer a V. Exc, como por-
que se V. Exc. e meus honrados collegas me teem
ouvilo com urna attenco que me dexa summa
mente p-mhorado, nao devo abusar d'ella
(Muitus nao apoiados.)
V'ozesS'allou brilhantemente.
O Sr. Costa RibeiroEntretanto, nao deixarei
a tribuna sem pedir aos nobres deputados des-
cnlpa por slguina vehemencia que tenham encon-
trado em ininhas palavras. ..
O Sr. Drummoud FilhoFoi at muito deli-
cado.
O Sr. Costa Ribeiro ... que em meu animo
o amor que tributo s ideas do meu partido con-
funde-se, identifica-se com o amor que consagro
minha patria ; mas no ardor com que combato a
poltica conseruadora, nao vejam os nobres depu-
tados nada de pessoal aos membros d'esse par-
t !>.
Na vida publica os homens e os partidos deve-
riam sempre seguir a lico que se deduz de urnas
palavras quo Robert Peel proferio m relacao a
PaliLerston : combatemol-o com ardor ; mas orgu-
Ibamo-nos de poasuil o.
VotesMui o bem Muito bem !
(0 orador cumprimentado.)
KiiViSTA DIARIA
Nao deix-i de accrescentar: panada a qua Ira
eleitari1, soate este facto a lodos os seuc am<^os,
a todos os seos coubctdos : assim os nossos pa-
tricios iriio conhecendo a ditFerenca entre as duas
polticas e jamis apoiarao a que ora domina.
Naverd.de, Sr pree;dente, quem conbece d'esses
factos, nao pode deixar de condemnar cada vez
mais a poltica conservado! a. V. Exc. quer sabei
aaais ? Nao me tiliei a um partido sendo na pri-
meira vez que fui igreja dar o meu veto]; tase
te.s scenas presenciei na minha matriz que cuio
prehendi que era cheg.daa vez di reagir eontr 1
ama poltica que com o maior escndalo violenta va
O voto popular. Desde entilo aliste me nease per-
tieV> a que hoje pertenQO.
Um Sr. DeputadoQaem era o juiz de paz?
O Sr. Costa Ribeiro V- Exc. est ongaaado
naate ponto ; comprehendo o seu aparte, o qac
verdade que o partido ie V. Exc cao se emen-
da. Procede cada vez peior.
O Sr. Presidente Eu peco ao Sr. deputado que
rWiiaa o seu discurso, neis j passam 7 minatts
daberr.
O 8r. Costa Ribeiro8r. presidente, ha am tacto
qne diz respeito, bem de perto a nteresses da pre
nncia : a poltica que o ministerio eat adoptan-
do, de nomear presidentes de provincia que ape-
na* venbam aqui pastar a festa. J
**wmbla ProvincialNaohouvehon-
jem sessao por terem comparecido apenas 10 S.-t>.
deputanos.
A reuniao foi presidida pelo Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley.
O Sr. 1- secretario procedeu leitura do se-
guinte expelieute f
Um oficio do Sr. deputado Dr. Augusto Coelho
de Moraes communicando nao ter podido compa-
recer s seasoes |>or se achar doente.Inteirada.
Outro do secretario do governo devolvendo in-
formada a peticao de Antonio Pereira do Montj.
A' quem f< z a requisicio.
Outro do mesmo, remetten io 4) ejemplares do
reletono com que o Exm. Sr. conselheiro Jos Fer
nandes da Cosa Pereira Jnior abri a sessao
desta Assemb'i.A distribuir.
Outr > do mesmo communicando ter desabado
o pontilliao sobre o rio Calafate 1a Escada, e que
a respectiva Cmara Municipal lembra a eouvc -
ni-'iiciii da sua recoustruccao, despenden Jo-so at
2:800>.A' commissao de orcamento provincial.
Eui segnida foi dissolvida a reuniao-
rKxequIan soleninet Dando-seem nos-
sa ediccao de hontem urna Ucuna na noticia rela-
tiva s exequias, quo o partido conservadur 'man-
dar celebrar em hoiuenagem a memoria do Dr.
torreia de Araujo, rectificatnol-a pela presente,
declarando que as alludidas exequias sera) cele
bradas na quarta-feira prxima, 16 docorrente.
Aproveitamos o cnsejo paia declarar, tamben,
que, pedido da commissao directora, sao convi-
dados os amigos do Ilustre finado, para assisti-
rem o acto, que se effectuar na ma'aiz da Boa-
Vista, s 10 horas da mauha do mencionado dia.
Tiro derevolver Ante-hontem, em ple-
no dia, pois deu-se o caso s 11 horas d manb,
o individuo de nome Luiz Augusto Torres dispa-
rou contra Manoel Leonardo Lima um tiro dti re-
volver, que o ferio livremente.
Oceorreu este facto nas proximidades da esta-
can d estrada de ferro de Caraar.
O criminoso, que foi preso em flagrante decto,
est s-nd policialmente inquerido.
AfoRado0 Sr. delegado do termo de Ja-
ooatao acaba de communicar que no dia 31 do
mez lindo in-.rrera afogado no acude do engenho
Cau-acarv, o escravo de nome Manoel, pertencente
as Srr Manoel Xavier CarneirftAa Cu iba.
Perlmenlos leve Ante-hontem, s 10
'oras da uoite, no porte do Capim, da parochia
de Santo Amonio, um individuo de nome Doinu-
gos Romo q.iiz obrigar a parda Bernardina Ma
riada Conceicao ir beber \inho com elle no
kioske aili site ; e. como Bernardina se recusasse
a isso, travou luta com ella, ferindo-a na cabeca
com nina pedrada o no queixo com urna deutada.
O delaquente foi preso em fligrante, e confes-
sou o crime no interrogatorio que Ihe f.'z o subde-
legado da parochia.
Paquete Eaplrito Santo Hontem, pe-
las 6 1/2 horas da manb, caha forte s> rraco
quando demandava a barra o paquete nacional
Espirito Santo, procelente do norte; e, em consc-
queicia disso, e nao obstante ser o paquete guia-
do pelo Sr. pratico-mr da barra, cuja pericia
couhec la e nao pode ser posta em duvida, foi o
mes:ao paquete de encontr urna d;vs pedras da
dita barra, receoendo avarias no casco, onde fo-
ram abertos varios rombos.
O paquete entrou para o ancoradouro interno;
mas eucosiou ao caes do Arsen 1 de Marinba, on
de se acba c on a popa bastante inmersa n'agua.
.1 nniverunrleFazem hoje 231 unos que
em Pernainbuco rompeu a revolucao contra o do-
mino bollandez.
teanlAeM de contraria*Ha boje as
seguales :
Da innandade do SS. Sacramente de S. Jos, s
10 horas do dia, para eleicao da sua nova meta re
gedora.
Da irmaadade do SS. Sacramente da Boa-Vis-
ta, s 10 horas do dis, para igual fim.
ir. Manoel de FigueiroaAminhn,
4 anniversario do trespasso do Dr. Manoel de Fi-
,eira Faria, eo-proprietano e redactor que foi
te Diario, manda sua tamilia rezar mistas pela
alma desse illustre morto, s 8 horas do da, no
convento de S. Francisco desta oidade.
E nos esfolhsmos sobre sua memoria um pu-
nhado de saudades pelo chefe e bem amigo que
perdemos.
Crrelo do Ma Grande do Norte
Chamamos a attenco do Mr. administrador dos
Correios do Rio Grande do forte para o facto de-
nunciado na ttguinte carta :
Ass, 1.* de Juaho de 1066.
Illm. Sr. Redactor do Diario de Pernammoo
Na qualidade de assignaute do Dimrio, peas a
V. S. providencias afiat de tintar a oanaUnte vio-
laciedot macos que me enva palo vapor ooeteiro,
que toca em ataeo. Quaki sempre falta am nu-
mero, como aeaba de acontecer agora, pois aub-
trahiram o de 9 ou 10 de Maio (n. 105). O habite
tal que. haveudo aqui apenas dous aasigiiantes,
roubain alternadamente ou no maco do Dr. Lemot
ou no meu, o jornal mais importante, que tras a
correspondencia da corte. Ignoro quem pratioa
ou d iixa praticar tao reprovado abuso de confian-
ca em repartico de correio, podando afirmar nao
ter na agencia desta cidide. Sou etc., etc.An-
gelo Caetano de Sotaa Coueteiro.
ManlleMtac6o Lemos no Rio Grandense
de 13 de Maio :
O partido conservado-* da localiade presten
hontem ao honrado pro .idete desta provincia, Sr.
desembargador Heuriquo Pereira de Lucena, 9
bom-iiugens da sua mais alta coasideraco, da sua
mais cordial sympatbia.
" O digno magistrado foi recebido no porto da
cidade, por grande numero do correligionarios dis-
tinctos e jiaitas outras pessoas inteiramente alheis
poltica.
Aps o desembarque, seguio S. Exc. para o
palacete do Exm. -'r. Vsconde da Graca, onde
desoancou ; or espado de tres horas em compa-
nhia de sua digiiissima o illustre familia.
< Ah foi S Exc. obsequiado c m umsumptnoso
banquete, a que assistram grande numero de cor-
religionarios.
Inici-'u a serie de brindes o Ilustrado caval-
leiro Sr. Dr. Joaquim Jacintho de Mendonca, que
em um brilhante improviso saudou o Exip. Sr-
deeembargadof Henri jue Pereira de Lucena.
Seguio-se com a palavr* o digno e Ilustre
magistrado, agradecendo a saudacio, e o franco e
sympathico acolbimento que Ihe dispensou o par-
tido conservador, abundan lo em outras consde-
racoes de ordem publica.
Fallaram anda o Exm. Sr. Vsconde da Gre-
ca, Joa Bernardino dos "-autos, Dr. Joaquim Au-
gusto de Ansumpijao. e outros cavalheiros.
Durante a festa que esteve verdaderamente
imponente, o Sr. desembargador Lucena foi alvo
das mais sinceras e enthusiastcas manifcstaoes
de apreco >> sympathia.
O Exm. Sr. Vi-conde da Graca, foi tambem
saudado diversas vezes por correligionarios que
reconhecem em S. Exc o poltico sincero, patriota
n extremamente devotado aos interesses da causa
do paitido conservador.
O Exm. Sr. desembargador rlemque Pereira
de Lacena foi, pois, acolhido condigna e brilhan-
temente, nesta cidade.
O partido conservador, prestando todas estas
bomenagens ao Ilustre e integernmo magistrado,
cumprio perfeitarae-te a divida de gratido em
que se onstituio para com S. Exc, pelo modo por-
que soube administrar a pravincia, concillando os
interesses e as gloriosas tradicoes de seu partido
eim 03 interesses geraes da causa publica.
8. Exe seguio hontem mesmo para a cidade
visinha, de snde paitr hoje para o Rio de Ja-
neiro.
Feliz viagem desejamDt ao Ilustre magia
trado.
Coniretto li i iterarlo SclentlOcu
Quinta teira, 10 do corrate, teve lugar a 1> ses-
sao do Cougresso, ob a presidencia do Sr. Ma-
noel dos Passoa de AssisC. de Mello, ficando as-
sim organisada a directora provisoria :
Presidente.Pedro A. Machado Jnior.
Vicepresidente.Manoel dos Pasaos de Assis
C. de Mello.
1" secretario.Augusto Aristheu de S. Ribeiro.
2* secretarioAntooio A de S. Ribeiro.
Adjuncto.Antonio Ignacio do Reg N.
Orador.Joo A. Barros Luna.
Vice-orador.Landelino de L. Freir Jnior.
Thesourero. Huirique Palmeira.
Biblothecario.Antonio R. Alvesa Costa.
Commissao de syndicancia.Carlos L. de Vei-
ga Pessoa, relator, Alvvs Costa e Alfredo Ma-
chado.
0 Sr. presidente desigoou o dia 14 do conente,
s 5 h-raa da tarde, para a 2 sesao.
A peora em Noraea-Segundo partic-
pou o cousul de Hespanha em Berger, em data de
8 de Marco, a pesca nas castas de Noruega coa
tina a ter xito muito satisfactorio.
At 6 do Mar;o tinha-se obtido em Lofoden
9.100,000 peixes destinados para bacalho, e
2.10W.000 idea idem destinadas ao peixe-po.
Nos outros pontos de Noslandia e mais ao sul,
9.40M00 peixes para bacalho e 3.400,000 dem
idem para n peixc pao.
Total18.500,000 peixes de um e 5.500.OJ0
do outro genero.
Em idntica poca do anno anterior se contava
smente com 10.203,000 da primeira ciaste a
8.800,000 da segunda.
Das existencias das mercancas correspondente
temperada anterior, s -.e dispunha de 180,0'JO
kiiograiraas em Christiand no 1* de Marco.
Os especuladores de dito genero entendem jue
os procos actuaos nas pescaras por peixe fresco,
silo demasiad> elevados ; mas esperam que baixa-
ro, se continuar como at aqui ser fructuosa.
Na lista de precos correntes proc^deuto de viee-
cmaulado hespauhol no porto meaciadro de Chris-
tiansund, apparece :
Bacalho! de 5,50 coras, 6,50 por kilogram-
u,
Peixe-po, 5,51 idem.
Gordura tranca, 48 coroas o barril
1 l*n louza, 31 idem idem.
dem medicinal superior, 90 idem idem.
BerlnOs jornaes que temos d'essa capital
nos aunuuciam que a p licia cominunicou ao rei-
tor da uuiversidaae de Berliin qae foram expulsos
nove estudiutes, dos quaes um subdito belga e os
outros inglezes.
Os mencionados jornaes accrescentam que, tor-
nando-se infructferos os bons oficios do ministro
belga e do embaixador inglez, este ultimo julgou
necessario tutellar os subditos da raiuba Victoria,
recorrendo a um expediente atrevido e eficaz.
Declarou oficialmente ao governo prussiauo que
os oito estudantes expulsessao empregados na
emb-iixada ingleza.
Eis aqui um embaixador digno de representar
urna grande ~otencia. Que aifferenca entre elle
e certos outios embaixadoresque concentran) todos
01 seus exforcos em ficarom eternamente nas gra-
cas dos empregados do governo junto ao qual es-
tao acreditados!
a viusein de ama cartaUm caso ex-
tranho narrado pelo Adritico, jornal de Vneta.
Urna carta postal gastou cinco anuos e meio para
ir de M.lao a Veneza.
O timbre postal da data da partida da carta es-
lava impresso clarissmamente :Milano, fe'ro-
via 27 Novembre 1880 alie ore 11 del mattino, e niU
menos claramente u'ella se via o timbre da data da
chegada. V. ueza 28 Marzo 1886 ad ore 6 del
mattino,e assim se acba authenticado o tempo da
viagem pelos menos oficios de remetaa e de re-
cepcao.
Trtealro de Manta InabelEm conse-
quencia de se achar bastante incommodado am
dos socios do corpo scenico do Club Dramtico Fa
miliar, fica transferido para quarta-feira, d'esta
s- ma 111. lo do corrate, u espectculo annanciado
para boje, oeste theatro.
PaaaajeironCh 'gados dos portos do norte
no vapor nacional Espirito Santo :
Etelvino A. le Castro Leo, Antonio F. da Cos-
ta, Alberto Uyssmaua, Joao Francisco da Costa
Tat, David Sfate e sua sentara, Ludovina Rosa.
G. Ribeira da Silva, Vicente Gifoni, Leo Hess,
Mara Joaquina, preso Reinaldo Vctor Rodrigues
e tua sei'hora, 2 pracas de liulia. Galdino J. da
Silva, H. Stolzembach. Antonio Rodriguet, Ge-
nuiuo I. de Souza Moura, Ignacio de Souza Gou-
veM, Jeronymo Jos Teiles e 1 neto, Benvenuto
Teilej de Amor, Almeida Cavalcante, Cndalo
Tiipinamb, M. Rechmau, Mara Moura, Nicolao
Paranhos, Vistor, preso, Marcolino Coutinho, 1
prava, 19 imoeriaes mariuheirot, Olympio Manoel
do Boai f'im e ^lartius B.iptist da Suva.
LeileM- Eiectuar-st-hiio :
Amauha :
Pelo agente Gusmdo, s 11 horas, na ra Du-
que de Caxias n. 77 A, de predios.
Tcrca-feira :
Pelo agente Modesto Baptisln, s 11 horas, na
ra ic Imperador 75, de predios.
leo agente into, s 11 horas, na ra do Bom
Jess n. 43, de dividas.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra do
Kan ge I n. 48, de fazundas e miudezas.
Pelo agente Martina, s 11 horas, na ra de
Limas Valentinas n. 15. da taverna ah sita.
Hiooao ranearen. -Seracekbradat :
- Amauha:
A'a 9 horas, na matriz de Tracunhiem, por alma
do Dr. Antonio F. Coireia de Araujo; t 8 ho-
iaa, em 8. Fraociscc, por alma de Manoel Caldas
Barrete; s 8 horas, na matriz de S. Antonio e
capella do engenho S. Braz, por alma do Albino
(J.rneiro Lius e Meilo; s 8 horas, em S. Fran-
cisco, por alma do Dr. Mantel de Figueiroa Faria,
t 9 horas, no igreja do Rosario de Tracunbaem,
por alma do Dr. Antonio Francisdo Correia de
Acaujo.
lerca-fairm :
A't 8 horas, n* capella ds Cemitero de Santo
Amaro e de Beberibe, por alma do coronel Decio
de Aqu no Fonseca.
Quarta-feira 1
A't 7 horas, na igreja da Soledade, por alma de
Augusto Baptissa Braga.
Cana de Oetencao Movimento dot pre-
sos no dia 9 de Junh :
Existiam presos 'til, entraram 14, sahiram 14
existcm 264.
A saber:
Nacional 940, mulheres 3, esfranir<-iro8 7, es-
cravos sentenciados e processados 6, ditos da cor-
rceciio 8.Total 264.
Arracoados 233, ten do : be na 226, doeates 7
Total 233
Nao bouve alteracao na enfermara.
Kioterla da provincia.Terca-feira, 15
do corren te, te extra!] ir a lotera n. 58, em bene-
ficio da igreja de b. Pedro deata cidade.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceco dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheraa, arrumadas em ordem num-
rica i apreciaco do publico.
Lotera do 8I0A 3" parte da lotera n.
197, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia 17 do correte.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na prava da Inde-
eia ns. 37 e 3b.
Lotera de Macelo de SOOiOOOAooo
A 12" parte da 12 lotera, cujo premio grande
A de 200:000000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivelmente no dia 15 de Juubo s 11 horas
da raanh.
Bilhetes venda na Casa Feliz da prava da I n
dependcaeia ns. 37 e 39.
Lotera Extraordinaria 10 Ypl-
ranamO 4 e ultimo sorteio das 4* e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida a 14 de Agosto prxi-
mo.
Acham-se exposto a venda os restos d bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Man; j
n. 23.
fatadouro Publico. Foram abatidas
ao Matadouro da Cabanga 100 retes para o consa-
mo do dia 13 de Junho.
Sendo: 86 pertencentes aos Srs. Oliveira Cas
ti' 1 C, e 14 diversos.
Mercado Municipal de H. Jote.O
movimento deste Mercado nos dias 12 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraram :
371/2 bos pesando 4.511 kilos-
810 kilos de peixe a 20 ris 168 0
91 cargas de farinha a 200 ris 18*200
24 ditas de fructaa diversas a 300
rit 7*200
15 tabolcirop a 200 ris 3i000
24 suinos a 200 ris 4*800
Foram oceupados:
22 columnas a 600 ris 13*200
27 compartimentos de faiinha a
oOO ris 13*5'J0
23 compartimentot de comidas a
bOOrit 11 500
70 ditot de leguraes a 400 ris 28*000
20. compartimentos de suluo a 7(X)
ris 14*000
13 ditos de tressuras a 600 ris 7*800
10 ditos de ditos a 2* 205000
2 talhos a 500 ris 1*000
54 talhos de carne verde a l 54400(1
Dove ter sido arrecalada nestes dias
a quantia de
Precos do dia:
Carue verde a 400 e 280 ris o kilo.
Suiuos a 560 800 ris idem.
Carneiro a 640 e 1*000 ris idem.
Farinha de 240 a 400 ris a cuia
Milho de 260 a 360 ris idem.
Fejo de 800 a U600
212*100
PUBL1CAC0ES A PEDIDO
A' Assembla Provincial
Diz se como grande insistencia que se
pretendo fazer reviver a concessao da re-
finagSo e destilac&o a vapor, fazendo apre-
sentar para esse fim urna emenda ao pre-
vilegio pedido.
J demonstramos quanto esse pravilegio
ssr nocivo provincia e quanto odiosa
e niquo o seu fim ; hoje apresentamos
novamente mais alguns esclarecimentos do
prejuizo que advir provincia, se tal con-
cegalo obtiver a sancho da Assembla Pro-
vincial.
A exportacae do assucar refinado s-
mente, rende j animalmente quantia su-
perior a 40:000f$000, rendimento que ser
inteiramente perdido desde que esse assu-
car sabir sem pagar imposto, como p-de o
previlegio.
Fechar-se-hao, porque Ihe ser impossi-
vol a concorrencia com taes competidores
que lorio o reito de estabelecer depsitos
onde lhes apruver,independente de quaes
quer inipostos provinciaes e municipaes,
como diz o previl-gio, trinta refioacSes
agora existentes que oceupam mais do du-
zentos e cincoenta operarios e silo o sus
tent de suas familias, os quaes ficarao re-
duzidos miseria, porque a nova fabrica
nSo poder oceupar a todos.
A exportac&o de agurdente dar os
meamos prejuizos, porque ficarao perdidos
para a provincia os 8 |0 que paga actual-
m nte.
Ora, estando calculado que no exercicio
de 188687 os impostos de exportadlo
rendain 590:23141320, como se v do rea
torio presentado pelo Exm. Sr. conse-
lheiro Costa Pereira, ficando perdidas para
esse orcamento as duas principaes fontes
de receitasda exportaclo, que sao a aguar-
deut 1 e o assucar, esse calculo dar um
prejuizo superior de muito mais da metade
da somma calculada.
Alni d'isso nada podo garantir que os
concessionariss do privilegio se n5o apro-
veitem delle para exportar assucar de ca-
rago, como proveniente dos seus depsitos,
e nessas conJigoes isentos de todo imposto.
U privilegio nas condi^Ses podidas c
urna calamidade para a industria da pro-
vincia.
Um refinador.
(Continuaremos.)
foSo Francisco do liuaral res
pondendo ao Sr. Baro de lia
plssuma
Tendo eu recebido hontem, noite, cartas de
dons amigos e collegas, conridando-me a compa-
recer hoje na Assembla, para responder ao Sr.
Har 1 de ltapissuma, que apresentara requer
ment pedindo inform .cues acerca do estado de
anarcha em que lizia elle acbar-se esta comarca,
telegraphei h Je pela n anh um desses amigos
dizeudo que nao poda ir, pirque estava com 5
filbos doemes das febres perniciosas, quo esto
reinando nesta e em outras localidades, facto de
que o Sr. Baro tinha sem duvida conhecimento,
porque aqui esteve na terca ou quarta-teira desta
semana; mas que apenas eu podes je ira contes-
tar o Sr. Bario, qae foi pouco generoso einapro-
veitar-se da minha ausencia para toniar-se ah
echo de dous insensatos, que esto abusando dot
cargos que aqui ezercem.
Agora, porui, 9 horas da noite, tendo recebido
a Provincia de hoje e ldo o resumo do discurso
que prouuuciou o Sr. Baro, em sustentacao do seu
requerimento, fiquei to incommodado com as
ioozactidoes uelle coutidas, que, apetar do estado
afflictivo em que me acho, com a nolestia dos
raeut ca.os filhoa, resolv escrever, cotrentecla-
mo, slgumas linhas em resposta ao Sr. Baro,
qae quit remunerar o tervicoa que Ihe est pres -
tando o Sr. Amorim, tornndose quati tolidario'
nos aleivet, que easo hotaen ingrato e leviano tem
levantado contra mim.
O facto que motivou o procetso do Dr. Paes Bar-
reto foi disentido pelos jornaes; en o publiquei
no Diario de Pernambuatx, protestando voltar a
imprensa, se fosse contestada minha expoaioo, e
aein o Sr. Amorim e nem o Sr. Baro, que agora
te constitua seu curador, appareccu para refo-
tar me.
Se o Sr. Baro, qie tantas vezes asseverou-me
que nao tomara parte nas ininhas questes com o
Sr. Amorim, tivetae rofl-ctido sobre o acto, que
praticou na muiha ausencia, feriud-me, quando
elle sabia que Q esUWHaq 1 i miando com a p-Mte,
quo accoininetteu miaba familia e com a trioade
maldita, que sem razo me est aggredndo, 1 ao
teria, por certo, procurado augmentar a affliccao
ao afilelo e assim provocado a represalia de um
homem brioso, que nunca deizou sem repulsa in-
justos ataques sua dignidade.
E' exacto que no dia hd qne aqu chegou o te-
legramma, dando a noticia de que o processo for-
gicado contra o Dr. Pac Barrete tinha sido an-
nullado, diversos rapazes, amigos delle, alegra-
ra n-se, e, dirigindo-se casa de um dsses ami-
gos, saltaram algumas duzias de foguetes, sem
que tivessem enderecado o menor insulto aos jui-
cos e promotor.
Mas nao exacto que o sargento e o tres ou
quatro soldados, qne aqu ezstem destacado*, ti-
vessem praticado os exsetsos referidos pelo Sr.
Bario, em seu eloquMite discurso; e te elles acem-
panharam oa rapazes quando sedirigiram soltando
foguetes para a casa do distincto Sr. Manoel Hen
riques, fji porque o delegado de polica, que ento
te acbava com outros amigos em nossa casa, or-
denou ao sargento que 03 acompanhasse para pre-
vinir qualquer successo desagradavel, visto que
ei.i taes occasioes sempre apparecem curiosos
poucj prudentes.
Eu nao approvei e nem me oppuz easa inno-
cente manifestaco de alguna amigos do Dr. Paes
Barrete, que ento aqui nao estava.
Acha o Sr. Baro que o facto de soltar foguetes
em signal de alegra ; por qualquer suecesso, que
nos teja agradavel, um facto digno de oensura
e que mereca as honras de urna discustio Via As-
sembla? Ta vez o Sr. Bario eutenda que in-
commoda mais a um juiz levar um foguete pelas
ventas, como aecosturaa dizer, do que urfta boa
cocetada de batinga ; talvez que o Sr. Baro jul-
gue que mais afrontoso para um juiz ver adver-
sarios pacficos daretn siguaes estrepitosos de ale-
gra do que verem-nos caiar o frontespicio de sua
casa com materias fecaes ; se assim entente e jul-
ga, eu entendo e julgo pr modo contraro.
Quaes sao os attentados qr.e a polica tem pra
ticado nesta comarca, ..epois da ascenso do parti-
do conservador? Qual o adversario po.'itico que
j foi por ella aqui perseguid) ? Alludir o Sr.
Baro a algumas prsoes de ladroes de ca val los e
desordeiros, que o Sr. Amorim soltou por habeos-
corptis e at por simples despachos ? Supponho
que o nobre Baro nao acceitar taet individes
por seus correligionarios.
Ss a polica est inactiva, se a polica desta lo-
caliiae'e nao tem ltimamente empregado toda a
aua solicitud.: .ara previnir e punir os poucos at-
tentados que se tn dado, nao contra a seguran-
za individual, mas aim contra a propriedade, ha
sidT porque, nao dispondo ella de suficiente forca
publica, e oio podendo chamar paisanos para cer-
tas deligencias, porque o Sr. Amorim aeonselha
que nao obedecain, ella, nao quer.-ndo abrir con-
flictos com o juiz, abstem-se de praticar essas de-*
iigencias, que quas sempre produzem um bom ef-
feito.
A' excepeo do delegado, que ainda entreten)
amizade com o Sr. Amorim, porque um homcm
muito indulgente e leal, nao me consta que baja
mitra autoridad-' policial qui esteja em narmona
com o Sr. Amorim, que tracta a todos com incon-
veniente altivez, porque, Jiz elle : tenho na corte
a protecc > de u.eu compadre C, e aqui do Sr.
Baro !...
O telegramma de que o Sr. Baro deu noticia
no seu eloquento discurso foi .em duvida redigido
do accordu comsigo ; mas Isan nao me admira, o
que me admira que o Sr. Baro nao tivesse da-
do urna estridente gargalhada quando asseverou
nease discurso que esta comarca estava anarchi-
Sada porque aiguns rapazes beberam cerveja e
soltaram foguetes ua preseuca de tres ou quatro
soldadoa.de polica, que eram testemunhas torca-
dla do festejo de taes rapazes, que nem ao menos
abusaram da palavra.
Sem duvida o Sr. Baro quiz com cssa inexac-
ta noticia tazer crcr na corte quo o telegramma do
Sr. Amori 11 era a expresso da verla .1 : mas sai-
ba o Sr. Baro que perdeu, como se diz, o seu la-
t un ; 'porquanto o Sr. Amorim tem abusado tanto
desses telegramma?, que uo ha mais quea nelles
creia.
O Sr. Baro, que est dispondo da juatica desta
comarca e que decret.. e levanta suapentoes a
seu talante, j se suppoe com poder para crear
me difliculdadei iusuperaveis ; maso Sr. liar
1 llud.-se, o Sr. Baro ver que i hei de vencer
taes difficuldadea sem usar de medidas, que me-
recam a reprovaco dos homens sensatos.
Estou lutaodo, verdade, com grandes obstcu-
los no f6ro e fra del'e, porque o Sr. Amorim, ser-
v ndo se do seu inconsciente substituto, est me
negando todos 08 recursos e at certidoes para de-
fender-me e accusal-oa ; mas cases obstculos uo
sao iuvcucive8; logo qae meus filhos melhorem
eu lhes mostrarei que nao me ho de aSroular im-
punemente.
Pertencendo, como sabe o Sr. Baro, ao partido
da ordem, eu nao contribu sem necesrdade para
desmoralisar a au: aidad ainda mesmo quando
esta 6 representada por um Telesco ; purm desde
que a autoridad me ataca por capricho ou p .r
loucura, entendo que uiuguem pode censurar-
me porque reajo sem empregar ineos ignobes ou
criminosos.
Sei que o Sr. Baro eat serviudo-se contra
mim de taes instrumentes, porque convem-lhe pre-
parar o terreno para as duas eleicoes, que se ap-
proximam; mas me parece que o Sr. Baro nao
procede bem, visto que uo offendendo por tal
modo que seadquirem sympatbias e se cooquistam
eleitores. O tempo do terror supponho que nao
voltar mais. Estamos no pleno dominio da liber-
dade; e, poia, o que rae parece conveniente que
delta te nao abuse.
E' mea noite, Sr. Baro, vou applicar remedio
urna filbinha, que est geinendo com dores de
cabeca, e eu mesmo tambem as estou sotl'reudo ; e,
portante, peco-lhe liceuca para interromper a pre-
sente, que de outra occasiao cnitinuarei, visto que
sempre gostei de palestrar com o Sr. Baro.
Iguarass, 11 de Junho de 1836.
Joao francisco do Amoral.
Ao oransorcio^le HiteraaMbnco
Favorecido {potos itlustres membros do corpo
scenioo do Uub Dramtico Familiar levo acea
no Theatro Santa Isabel, no da 13 do cerrente, o
drama O Cabo Cesar de minha corrfpOshjo, e com
o fim de impritnil-o.
Confiado na proteceo do publico desto/ciJade,
e inormente das generosas classes commArcial e
academiea aventuro-me a fazer esto testa.nen.
Espero, e tenho f, que serei attendido por mais
urna vez por este il lustrado, e generoto poro, que
sempre tetu Jaid-i benfico e bondoso para e-mmigo.
Recfe, 11 de Juuho de 1887.
Joo B. P. Cortetleal.
I
I
Transferencia
Por motivo indep mdente de minha von-
tade fui focado transferir para quarta-
fjira (16) o espectculo, que em bonefieia
da impressao do drama O Cabo Cesar,
pretenda effectuar amanbS no Santft Isabel.
Recife, VJ de Junho de 1886
Cdrte Btal.

Ao publico
Relojoarla da na de Hareilio
Oas (Uirelta) n. ?0>
- ASSIM COMO MITOS, MAIS UM KELO-
GIO FILADO
Processo crioie
QueizotoProfessor Izdoro de Fre'tas Gamboa
tendo por seu advogado o Dr. Joo dlodoaldo Mon-
teiro Lopes.
Querelladolielojoeiro Antonio Luiz da Silva,
tendo por seu advogado o Dr. Jeronymo Materno
Pereira de Carvalho.
SENTENgA
Julgando procedente a queiza em vista do de-
pumente das testemunhas e mais provas constan-
tes dos autos, pronuncio a A'i'onio Luiz da Silva
incurso no artigo 2.S, e o sujeite priso e livra-
mento, para o que ser seu nome laucado no rol
dos culpados, e se passaro os mandados necessa-
rios ; endo as custas pagas-ahnal.
Arbitro em um cont de ria a nanea proviso-
ria.
Recife, 10 de Junho de 1886.
AssignadoAdelina Antonio de Luna Freir.
Honra justica, h mra m iralidade, acaia de
faaer o integerrm) Dejan de direito do 2 dis
trete, pronunciando um feli que altamente pro-
tegido vai viveodo de filar relugijt, que os incau-
tos Ihe cntregam para concert, tem ezigir ta-
lo.
Felizmente tantas fez, que urna Ihe cahio na
cabeca; foi pronunciado em crime de forte.
A verdade.
N. 9. A Emulslo de Scott fortifica e
desenvolve o svstema osseo e nervoso-das
criancas debis e rachitica*, e nao ha nada
que potsa se comparar este remedio t >
agradavel s reconstituinte para a cura das
doencaa devidas a m condicSo de sangue
e deb.'lidade do corpo.
Convido a todos os nossos raos jara assiatr-
mos a festa do nnsso Divino ^fclroeiro, que tora
lugar domingo 13 do corren te, cojo programma
O seguiute :
No sabbado 12 do corrate, ao meio da, urna
salva real e diversas girndolas de fogodo ar,
subiro aos ares, fazendo-se ouvir em o nosao
templo a ban ia mare.al do corpo papolieia que
ezecutar lindas pecas do seu variado repertorio.
As 4 1/2 horas da maulla ama missa rezada em
tenco dos nossos irmos vivos e difuntos, fitoda a
qual subir ao ar urna salva- de 21 tiros annun-
ciando a todos os nossos irmos e devotos ique
chegado o grande dia do nosso Divino Padroeiro.
A's 11 horas do dia entrar a festa e na occa-
siao do Evangelho se far ouvir da tribuna sa-
grada o eloquente pregador o Revd. capel lio t-
ente padre Leonardo Grego, sendo a orchestra
confiada ao digno maestro Jos Tavares de Me-
deiros, que far oxecutar lindos solos. A mesma
banda do corpo de polica se far ouvir antes a
depois da festa. Durante a tarde tocar a mesma
msica no adro da igreja lindas e vanadas pecas.
A's 7 1[2 horas da n ote entrar a solemne la-
damha precedida pela eloquencia do talantoso
pregador da capella imperial Prei Augusto da Im-
aaculada Conceicao Al .'es que pateotear da tri-
buna sagrada os sublimes dous do Divino Apiri-
te Santo Assim como do piincipio da ladainba
tocar tambem ao finalizar, ainria a mesma banda
di cor, o de polica, soltndose por esta occasiao
nm lindo balo que ao cfaegar ao ar despedir
lindos fogos e ficar Iluminado por urna linda los
de cor, tudo obra a capricho e gosto de um dos
nossos mesarlos, dando aasim por linda a nossa
festa.
Consistorio da irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife, 10 de Junho de 1886.
O escrivo,
Julio Perreira da Costa Prtto.
Roubo, a mao armada
No dia 18 do e-orrente mez um almocre-
ve conduzindo da cidade do Espirito San-
to, ue Pao d'Alho, para o engenho Cotua-
guba urna carga com dous bahs, entra os
engenhos Cancella e Cotanguba, foi ata-
cado, e amarrado por dous ladroes, que so
apoderando dos bahus, arrombaram-nos, o
roubaram os objectos seguintes: 3 pul-
seiras d'ouro, tendo urna inscripta a pala-
vra ainisade- em perolas, outra repre-
sentando nm triangulo, e tendo urna co-
bra, fuita de perolas, e a terueira repre-
sentando urna flor de coral com palmas do
ouro.
1 relogio para senhora, cOm alfinete para
pregar o relogio
4 vestidos tinos, sendo um de te-i
asul marinho com cnleit-s de velludo o
rendas ; outro de merino cor de granada
com enfeites de setim, da mesma cor; ou-
tro de merino cor de cumbo, com bolinhas
d* velludo granada ; e outro de merina
cor de parolas, com rendas cor de crome.
4 vestidos de percale e cassa de ot res
defFerentes ; saias bordadas, camisas io-
glezas para bomem, seroulas, duas caicas
de casimira, sendo urna preta, e outr do
cor, duas sobrecasacas, sendo urna nova
com. a marca ra do Hospio Rio de Ja-
neiro 2 pares de botinas de pellica, para
senhora diversos pares desapatosde charlo
te, duas camisas mareadas com o nome Dr.
Nereu Guerra urna calca e collete do
A mulla azul com a marca Gomes e Sil-
va, casacos brancos enteitados de rendas,
perfumaras etc, um casaco de merino pro-
to com palmas de vidrilho, e enfeites do
setim, e urna bolcinha dx couro da Russia
com trinta e quatro mil reis em dioheiro.
Pede-se as autoridades policiaes a ap-
prehenaao dos referidos objectos, e dos la-
Jr3ej, e d'aquelles em poder de quem fo-
ro m encontrados taes objectos como cum-
plios de semelhante roubo, sendo indetn-
nisados de qualquer despezas, no referido
engenho Cotunguba.
do .e
A medicina por excellenoia
cuto
Nao ha. nenhum remedio que tenha recebido
mais elogios de todas as partes, como seja a sala-
parrilha de Brlstel. Elle tem sido approvada peto
.spaco de 35 aonos, por mais de mil peridicos
principaes, e pelos doutores, chimicos e escriptoret
mdicos de todos os paizes.
Paz 15 anuos que toda a Faculdade Medica ds
Bfalo, deu um testemuuho unnime de suas ses-
timaveis virtudes curativas, eznerimentadas da-
tante a longa pratica da sua profisso.
Quarenta mdicos disti'icios, demiciliados em
dfferentes povoaces de Ejtado de New-York,
sustentaram-nos com um outro testemunho aia
menos emphati :o e summamente lisongero; o
desde ento cinco oitavas partes da mais escolhida
da profisso teem attestado seus mritos, debaixo
da respoosablidade de suai. assignaturas; suas
curas de escrfulas, cancros, tumores e toda a cas-
ta de molestias eruptiveis e ulcerosas, nunca serio
eaquecidas em quanto a lingua inglesa for lida e
fallada.
Em urna palavra ellas tem sido oscriptat em
todos os idiomas modernos e causada a admiracio
de todo o mundo civilisado.
Acha-ae venda em todas as principaes boacas
e lojas de drogas.
Asentes em Pernambuco, Henrj Forster & C-,
1 ua do Commercio u. 9.
Oculista
Dr. Ferreira da Silva,
sultas das 9 ao meio dia.
con-
Resi-
dencia e consultorio,
Larga do Rosario.
n.
20
ra

f
ADVOGADO
Paire total Assis itera (i
HeliBis
Roa do
*.
arlo Entreita
1* aadtr


Diario de PcrnambucoDomingo 13 de Junho de V C>


tnaa entttrmtdade tonada por
ontra!
Equivoco dos lacultativis
O fallec diento de algutn amigo ou p-
rente a quem amaines tercamente acm-
pre oma deagraca lamentavel : mas a ea-
faunidade verdaderamente terrivel quan-
do os faetc-s nos manifestam que a pobre
victima suecumbio por se ter ernprffgado
om syatema de trataraento que nao era
apropriado para a saa doeuca. ComtuJo,
casos ba em que o erro dos mdicos se
descebre antes de desapparecer a ultima
esperanca, e uestes casos, algumas vezes
se conseguo salvar a vida do doente.
Para exemplo do que deixamos dito, va
ios referir certos factos que estabeleeem a
rerdade da nossa affirmaclo.
Ha cerca de dous annos, urna das sc-
aboras raais bellas de New-York, abaudo-
nada pelos facultativos em ura caso deses-
perado de tsica (pois era este o noiue que
oa mdicos davam molestia) julgav.vse
condemnada a morrer. Os pais da doente
resolvern) leval a a Paris, esperanc/idos
em que, nagrapital de Franca, a Faculda
de descobriria alguru remedio contra o mal
que ame.^cava a vida da joven senhora
Esta esperanza nao se realisou, mas fVliz-
mente em Paris os amigo! da moribunda
ouviram fallar de um novo systetna de tra
tamento adoptado primitivainent- pelos
Shakres do Monte Lebanon, no Estao
de New-York, e empregado depois par ou-
tras pessoas com um xito extraordinaria
em muitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz parecen qne era possivel que a
doenca que.affl.igia sua filba poderia tal vez
denominar se Dispepsia ou lndigestao, e
n3o a Tsica que tanto teraiam, e abriga-
vam a esperanza de que, em tal caso, se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apressaram-se, pois, a alcancar urna
qnantidade de um medicamento intitulado
Xarope Curativo de Seigel, e preparado
om o fim especial de curar a Dispepsia,
A doente tomou algumas dozes deste re-
asedio, e o resultado do novo tratareento
i maravilhoso. Uoje, aquella senhora. j
restablecida, vive feliz e goza de urna
Edltal n. 13
De ordem do Illm. 8r. Dr. inspector, faco pu-
blico qne no dia 17 do correute ir praca paran-
te a junta deste thesouro, o fornecimeuto da aii
raentacj aoi presos pobres da casa de detencao,
relativo ao trimestre prximo futuro de Julho
Setembro, servindo de base a diaria de 420 rs.
Secretaria da thrsouro provincial de Pernain-
bueo, em 8 de Junho de 1886.
O secretario,
____________ Affooio de A. Mello.
E ital n. 14
De ordem do Illm. 8r. Dr. inspector, fac^ pu-
b'ico qne no dia 17 do corrente ir pisca o or-
necimento dos medicamentos ntcensarios enfer-
mara da casa de detencao por tempo de uro anuo,
a contar do 1 de Julho proximof uturo, servindo
de base os precos do respectivo formulario.
Secr.-taria do thesouro provincial de Pernain-
buco, 8 de Junho de 1886.O secretario,
Alfonso de A. Mello.
DECLARACOES
iitn %viAni:
Di
SS. S cramcnlo de S. Jos
De ordem do nosso irmSo juiz, convido a todos
os innSos desta vcueravel iimandadj eompare-
CTcm no nosso consistorio no domingo 13 do cor-
rente mez, p-las !<* h.ras da manh, .fim de reu-
nidos em mes* gcral, clegermos es novo* funee'o-
narios que tenn de reger n? anno compriniss.l
de 1886 87, como manda c art. 36 do n>sso com-
pro misso.
Consistorio da irmaitikde do SS. Sacra m-n'uua
matriz de S. Jos di Recfe, 9 de jtMfbu de 86.
O escrivo interino,
__________________________Heliodon Rabcllo.
Compauhia **e Udiflcaco
Ccmmunica-se aog Srs. necio datas, que por o--
liberaelo da Drcctiria, foi resolvido o rcoolbi-
inet.tu da teree'ru prestacao, na razao de 10 p ,r
cinto do valor mundial de cada acc', o iu;d do-
ver realisar na sede da G mpanhia, pr>6* -la
Concordia u. 9. a o 'lia 30 do corrente, em cuja
occasiio se di-tribuirao as resp* divas acees.
Rccife, 10 dr> Junho de. 18-6.
O director secretario,
Gu?tavc> Antuucs.
sade perfeita. Certo que, neste caso
os mdicos tinham tomado urna doenca por
ontra, e quando se descobrio a origem do
mal, e se explicou o verdadeiro remed",
os symptomas da Tsica desappareccraiu
immediatamente.
O caso que acabamos de citar nao o
nico d< ste genero. Ha inilharcs de infe-
lizes qne actaltrente < stSo tomando re
medios para curar enfermidades do figade,
dos rins e dos pulmSes, doencas prove-
nientes dos vapores miasmticos, etc., o
passo que realmente no existem era mui-
tos casos taes affeccoes, sendo a in g s-
tio a verdadeira causa dos symptomas que
tanto terror inspirara aos doentes; e m
estes spplhassem o verdadeiro systeme de
tratamento, nao tardariam a curar se.
Nao ser por demais o recordarmos a
leitor que o xarope curativo de Seigel se
vende em todas as pharmacias do mundo
inteiro, assim como na casa dos proprieu-
rio, A. J. Wbite, (Limited), 36, Farring
don Road. Londres, E. C.
Depositarios na provincia d>> Pernambu-
M : Bartholomeu C, J. C. L-vy & C ,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar
tmiano Varas & C Rouquayrol Inultos e
Faria Sobrinhe & C.; em Bello Jardim :
Manoel de Siqueira Csvalcante Arco Ver
de e Manoel Cordeiro dos Santos Fillio ;
m Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; cm Palmares: Antonio Car-
doso de Agniar; e era Tacuratfi. J-s
Lcurenyo da Silva.
EDITAES

O Dr. Antonio Henriqne de Almci -. juiz
de direito e do orphJlos da comarca de
Jaboaiao, por S. M. o imperador, a
qnem Deus guarde, etc.
Kip> saber aos que o presente edita! vir<-m, que
ao di 15 do me de Juuho prximo vindouro, n
sala das audiencias do juizo, s 10 b ths da ina-
ha, tem de ir em praca publici por arreudam-n
to tneBBal, o engenho Javunda, sito nfirta cumar-
CSV atente e corrente com agua e com sums b<-in-
fcitoris, ervindo de b:t3e a ren la uiinual da
qaaaira de 1:5003, dando o, arremRtKnte Sane
edoora, que garanta nao s o preco do arred-
meato, tomo a constrvxcao das obras e betofeitu
rias.
Mando portanto ao oEcial porteiro do juiso, que
affixe o presente edital no lugnr do costme e pela
imjreusa, devendo passar a respectiva certi-
uio.
Dado e passado nesta cidade de Jaboafao, aos
18 das do mex de Maio de 1886.
En, Joai Evangelista de Soza, escrivSo iute-
o eserevi.
Antonio Htnriqtie de Almtlda.
Bolsa com trrela! de
buco
Ppruam
Saata Caa de Misericordia do
Recife
A Illma. Junta administrativa d'esta Santa
Casa contrata, un quem niclhores vantagi-us if-
terecer, o forueciineuto dos g- neros abaixo deca
rados, para o consumo dos estnbeleciineut >s s
gniiit.-s durante o trimest.e de Julho a M.t-inbrn
do errente auno : hospital Pedro II. boa^teio de
alienados, casa d"8 expostos, hospital de Santa
Agela, asylo de Menoicidade, bospil.l dos la-
zares e cellegio das oruhas.
AU-'ria, kilos.
Armz, idem.
A guariente, litro.
Azeite doce, ilem.
Ararat*, kdus.
As.-.iucar de 1*, 2a c 3' Sorte e turbinado, idcin.
ISacilh", id.- n.
Ha. lia de ('orce, id-in.
Iat..':-, i i-in.
Cha. dem,
(.'at em grao, idein.
Carne secca, iduin.
C"b<>las, cento.
^ariuha de mandioca da provincia, litro?.
Feijilo, idem.
t'u.no do Rio, kilos.
Gaz. lats.
Dito iuexploivel, idem.
Hilho. litros.
Maiiiiiga frunc ti, kil's.
Pulassa, idem.
I'iVi u bolacha, idem
D.tc; ider parp o cvllegio da orpbas i m Olin.la,
idem.
Rap, idem
twbio, dem,
-al, litros.
Tapioca, k lo.
Tiiiicinlio, idem.
V*eUa iie earnaba, idem.
Ditas s'earini-, maco.
V'inho branco, liiron.
Dito tinto (FigU'ira), idem.
Dito d> I', rtn, dem.
Vinagre, idem.
A prop .stns dvrrao ser apreseoladLS na i-ala
de auas ocsmV s, MM cartai fechada^, deviilam .i!>-
selladas, at as 3 horas da tardo do dia 15 do cor-
rete, declarando os proponentes .njeitarem >
urna multa de 5 "/0 S'ibre o valor total do (tru-ci-
meut se no praao Je tres dia nao ci-mpaioc n h.
na secretaria da metma S uta Casa, paraaaw-
linircm respectivos '-untractos.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia di.
Reeile, 10 de Junho de 1886.
U secretario,
redro Rodrigues il-- Sonza.
Manto Caso da Misericordia do
Rccife
Arreada fo por muitu bar..to ; reco, o ara>as.
I- t'i' andares do predio n 21 ra do Vi readx
de Itapanca, outr'ura do Apodo, om excelleotrr
accoioinoda(;oes para fainili tendn o andar mn
bom terraco e s tao ; erroi#da8e aeparadamente.
O armazcm presta se p.ra .1 p .sito assaear,
larr<|ueiro ou oiitr qual.pler negocio (ji:e de-
mande grsnd-s accommodai;o s ; divide-e o gi
ni r.nazein, toniaado-S" ainda ssiin don.- Ii .ni-
nrmuzens, ci.in [rentes para o caes do Apollo
ra do mesmo nome.
Os pretendeutes poderlo examinar dito predi'-,
que se aihs. cm repiro, tratando sobre o ten ar
r> ndamento na sei-rotaria desta san a casa.
Secretaria da Santa Casa le Misericordia do
ecife, 2'J de Mata de ISH.
O escrivo,
Pedro Ralrigucs ao Souza.
Cha preto
As quididades me-
Ifiores emais cscolhi-
das ueste genero, con-
tina a vendar Carlos
Sin den, n. 48 ra ()o
Baro da Victoria.
Reccbcu de impor-
tadlo directa c ven^e
mais barato do que em
nutra qualquer parte.
Tanibcm vend mos
em caixas pequeas,
propriaspara hoteis c
casas de familia.____
~\GpiinSlreza
Rmpresarta lo nlinotcctmonlo I
llCua < titv. II JdaiJc (t clliiuii
DKVSDOnSB EM ATRAZO
Tcndo a directora, em scssilo de 15 do
correte, resolvido rebeber por intermedio
de um sollictador todas as contaa do con-
surainidorcs d'agua gua em ntrazo, a
contar do ann > do 1876, resolv iii'estn
data encarregar du tal < ou:'anc;a o Sr.
Diogo Baptista Femandes. :i ruem espero
attenderao desde logo os uesinoa devedo-
r-s, oertoa da Justina u cquidado il mi
liante, refolnciio.
Escritorio do gerente 28 de Abril de
IHS6.
Antonio Pemi-a Simito.
i.apitania do Porto
De orden rio Exm. Sr. eheft de dirisJo Jos
''ano-1 Picaneo da dista, insp ctor ilcate Arsenal
" capitai do p .rto desta provincia, fas publico
que em observancia "o aviso circulr do miis e-
rv'da m.rinba de 7 de JlalC lll'iqio, p> r '-sta re-
p-irtiv-io faz-s" arqnisic%i do engajedoa vtkat-
taiica para servir :io batalhao naval, ees iju.u's sai
con .T'li las assi-gninfes vant;igen> :
Aos Vidiintarcs 400(X-0, a..s engnjad ., fnlO,
e asVravas de pr-1 Veloiltarias, qnaint.i xi'Miu
por cn-illi-. de lempo liu iervif>>, 111:1 pra-.i) dr
trras d.- lU^SMlO irctra qua irados lias cul' nia.-
J Batailn.
Secietarla di Arsenal de Marinha de PrrnaBV
buco, 5 de Junho de 1S8G.
O s''erelario,
Antonio da Si'iua Azi-vedo.
Club de regatas per-
nambucano
l'e!o presente nuivi la-se a<|e)las pessoas qo-
quizerem eniienrri-r leala qm; ust uinli ri-.li
art BOdia 29 do curr-n'''. a vir ni se 'naen-Ve
iih perfr i wesae club, das 7 s '.* hrs oauite,
a' u da ".ti.
iii.tr. tiu., lia diius premio! : Mado mn de 5*
;iar-i c pareo c unp i-t d" d'.ii u mais sealep
de 4 remos ; e Mitn. de 30i*K) par di C r-mos
mis in''.fn^s r>vtdcoVs do d* 4.
S-eretaria .1 Cmh de Itrgatas rurnambiie:- i .
.m !> .Ic.l.nb. e lS-r.
Wlllilll Hughes.
Augusto K. Olueira.
Dr< vtorrs de He^atas.
KECIPE, 12 DE JUNHO E 186o.
As tres horas da tarde
Oo'w6cs uifaes
Aecoes da companhia d estrada de ferro do Re
cite 8 Francisco, valor 20, a vOO*
cada urna.
AnoKcee geraes de 1:0004, juros de 6 0/0, a
IcOlOJ cada urna. ^
Ditas idem de 80, juros de 6 0/0, a 808000
cada urna.
Cambio sobre t-o d-.:, 9;) d/v. 21 3/S d. e do
banco 21 1/1 d. por 14.
Dte sobre dito, i vista, 21 d. por 14000, do
banco.
Cambio sobre Lisboa, vista, 155 0/0 de premio
do banco.
Ka hora da tiols^
Vendciam-se :
1 aceito da estrada de ferro do Recife ao 8.
fraaeiseo.
6 plices geraes de 1:0004.
1 dte de 8004.
O iresidente
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
ETMTA C Off t1i:il< I AL
semana de 1 a 19 de
Junho de lltStt
Cambio sobre o Para, 90 d/v com 1 7/8 por
oeste de descont.
Cambio sobre o F.io Grande do Sul, 60 d/v coa
1 1/4, 90 d/v l 1/2 por cento de descont.
Cambio sobre Londres, 60 d/v 21 5/16, 90 d/.
ti r, 21 1/4 e 21 1/8, e vista, 21 d. por 14
tetasen.
Aecoes da Companhia do Beberibe, do valor de
100*000 ao preco de 150/000 cada urna.
Analices da divica publica, de 6 por cento, ao
asmo, te valor de 1 0004000 ao par.
Ma Rotea. Vemieram se :
ti Aerees da Gonpanbia do Beberibe.
3 aafices da Divida Publica.
eneros nacionaes
Agurdente Venda de 604000 c ida pipa de
48'i litro-.
A'eooi Ultim* venda de 12(l0>>0 i pipa d-
480 litros.
Assaear. Entraran 2,274 eacema vendas aos
precos segnintes :
O braoco de 3.* sorte, superior, de 34800 os
os 15 kilos.
O dito de 3. sorte, boa, do 34400 a 34500 o
15 kilos.
O dito de 3.> sorte, icgnlar, de 34000 a 34200
oj 15 kilos.
O dito de 4. sorte, de 24700 os 15 kilos.
O dito rnenos, de 2JS400 a 24500 os 15 kilos.
O dito mascavado, purgado, bom, de 2000
o 15 kilos.
dito dito, regular, de 14300 a 14400 es 15
kilos.
O dito bruto, regular, de 14200 os 15 kilos
O dito americano, de 900 is s 15 kilos.
O dito do Canal, da 9:-K) rU os 15 kilos
Algodao. Entraram 750 saccas, esta se
mana, venda a 700 I os 15 kilus.
Arroz em casca Hctaiho Cera de carnauba -Sem vendas, mercado sup-
prido.
Cat.. Entraram regularmente, o rctalbo
d. 4W0a 74500 oa 15 kilos.
Paliaba de mandioca It- talho oe 35600 a
a 4'J00 o saceo.
Pomo em latas e corla. Ktalhi de 16 a
304 os 15 kilos. 0
Guama de mandioca. Uctalhi de 34309 a
3460ios 15 kilos.
Graxa do Kio Grande do Sul. Cotamos 54200
os 15 kilos.
Gordura do Rio da Prata. Cotamos 5500os
15 kilos.
Mel Nominal de 454000 a pipa de S0 li
tr a.
Afilbo. Retalbo de 50 I 56 icis o kilo, con-
forme o estimo.
Sal do Ass e Mossof. Venda de 400 rs.
por 100 litros.
Seb.i coado. Cotamos a 6$2K) os 15 kilos.
Veliu' atearinas do Rio de Janeare. Rctalho
a 292 a 300 res o masso.
Ditis ditas d provincia. Retalho de 300
ris .i masso.
Vinagre do Rio. Cota moa de 604000 a 704
a pipi.
Viuho do Rio. Cotamos de 1404 a 1604000 a
pipa.
Xaiqae do Rio Grane do Sul. Deposito
0 urrob:is, retalbo de 34000 a 44000 os 15
Arsenal de Cuerr
OcMIS- Iho econcmico das c.nni'iibas de epren
l;zi a airitici-s ti i-p-rarios militares, pr.-cisiiu con-
traet-.ir pira i." semestre do erre te ni.n -, em
irtuiiM de nao appaiecer e .ncurreiues eui arte;!.-,
d.- li je o arfraiate :
I'ies de 150 gramma* kiliL'.
Ditos de 125 ditas 'den..
f- sedera eoaenlff a" f rnecimento aniiuucia tn
pe eonndh, qs-n l-abilitar-se picviameute, ez
hibiado Uto nquerimentc itinirido n in motini-
elho, d omento (pie r*e hevrr page eome w -
eociantc estMbel-cido, o (manato da eaaa e>atmer-
cial relativo- ao ultimo i-emestr.' vencido.
Os prnpcneiites irv.-nio apw-wstfet / Brre
tatia anas p'UpOatae al 11 ll .ras da inal.h.l d>
da 14 d e .rreate. si'nd.i tacs prop >*tas ca du-
plcala, .-in cartas techadas com d^claracii as
nrr-sen de s'ijiHt>r s-i as secnirtrs omidivoe :
1 No cote de nao ar.Mgnarcin o CtBiraetO pe
garau a multa de KO/y.
2.a Sendo r.-. usado pela cominissao o genero
c"ntrac>iilo. mandar S"-hi c mprar pelo Brro do
increado, fcando .brigado contractanio a iadem
nsar, isio at tres vi >e<, depois do que ficar es
eindid o v. ntiacr.a, pagando o ciutraclanle a
multa de 20O00 >.
O gencru anuunciado dever ser de priaeira
qaalid..de.
Secretaria do Ar enal de Guerra de Peruainbu-
co, 10 Oe Junho de 18*6.
O 8-cretrin,
J Gneros CJitrangeiro
Alfazema.. Retalho de 84000 oe IS kilos
com 10 por canto de, leaconto.
Armz da laiia R-Ulae de 24200 a 3*350 na
15 kilos, id'in tem.
Alpiste atalho a 46'0 os 15 kilos, idem
idem,
Azeite de oliveira em barri. Retalho de
34100 e 3>20O o e-ilao, id.in dem.
Dito i l.t as. IMalbo de 14450J a lata,
idem idem.
Bacalho. Deposito 6,000 U.nicas, retalho t
104'00 e 174000 a barrica.
Banha de porco Retalho de 360 ris a libra,
idem idem.
Batutas pirtugu^zas Il^talho de 4/500 a 54
a caixa, idem idem.
Ditas inglesas. Nao ha no mercado.
Brru 'Ultima vendas de 114 a 134000 a
bsrrica.
(jarran de podra Cotamos de 154 a 204000 a
tonelada.
Canda. itetalho de IS 103 o kilo, com 10por
cento de demonio.
O-b 11*8 pirtiiguzs. Retalho de 114000
n 15/900 a caixa, nl.m idem.
Carrejes lleta!ho a 114000 por 12 garrafas
ou bo das.
Nos termos doa arts. 5 e 6 dos estatutos, silo
convidados os senbores accionistas a realisarem
nt o dia 30 de junho prximo, na sedo do bao,
ra do Com .- ercio n. 34, a segunda entrada do
dez por ceno do valor nominal de cada acete.
Recife,-8 de Maio de 18S6.
Os administradores,
Manoel Joo de Ainorim.
Jos da Silva Lovo Filbo.
Luiz Duprnt.
Companhia de Edificac-Aes
O escriptorio desta
companhia acha-?e in
stallado na pra^a da
Concordia n. 9,conser-
vando -se aberto das 7
horas da manh s 5 da
tarde, em todos os das
nteis.
Incumbe se de cons-
truc^es e reconstruc-
^es.
Recebe se inforrna-
ges acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios, e a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio.
No mesmo escripto-
rio se encontrar* a*
amostras dos produc-
tos ca do Taquarj, pro-
priedade da m e s m a
companhia.
Arsenal de Marinha
COXCUKSO PARA ESCREVKXTE DA DIRECTO-
IUA DE KACHI5A8
Eih cumprimento *> aviso do Ministerio da Ma-
rinha, cb n. 713 de. 27 de Maio ultimo, o En.
Sr. 'hrfe de divis'i O.'s Manoel Picaneo da 0'--
ta, insp cf.r d'-ste Arrenal, manda fazer publico
que no dia 10 de Julho Vindouro, s 11 horas Ok
maiiha, (< lugar n'esta toparticio, o eeuears
para a vaga que existe de r,eiev.-iile da diroeti
na r> in. chinas, canlorme pieci ila o art. 61 do
lieirnlaiii'nto que baixufl c.un .. decreto ti. 5,i'.l'_'
.1^ i .; Maio de 874, que manda i iise-var M
di.po.i\i'i-s de que trata o -rt 203 do ic. rido
rra-alaiaent, ficando para iato ebeita a insrripva'i
n. ni iieerrtarta at o dia 7 de Jullio vindouro
Os prei^ndentes derciao instruir fiias .-tico
cm d .ciiii.entos que proven la.m eomportameat<< e
a id.de .1 18 annos coinp'ct.is, pelo n.en.iti, podante
juntar quaesoner oulro J.icuiuuutos que m.ittrem
siiks hnbilititcdes.
Au 'materias exigidas sAo : Leifura e alialysc
KramniK'iral, escripia de frecen un p.jrtugucz, or
tb..gi-pe, vente das ImguaB inglesa o francesa.
t-X"eiciu it- composicao em purteguez, ndaccao e
>. tyln de actos eflicia.-s.
K^evataria da napecciln do Arterial tic Maiinha
de l'ernambuco, 5 de Junho de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
Circular n. 11
Thrsinrsrla de Faae-nil tl tN-r
tinmHiicn, IO de Jwnho de i so
O in.p. c.t-.r, us termo o lliciu du S. Exc-
Sr. ve-presidente da provincia, ile 8 do corrente.
expedido em cumprimento do aviso circular do
Ministerio Agricultura, C.unmercio Obras
Publicas, :ie 29 d- .Main ultimo, ob n. 135, -rde-
na ter r inantemente eea si nh res c-Hctores das
rfinNe g' raes des manicipins desta provincia, que
ainda o nao lizeram, para que. sem perda de teir.-
p-i irganisem e rcraettam esta inpector:a as
relaCOes dos libertos sexagenarios, em 5nna e
para os fias declarados no avito circular do dito
bisdeserio. de 23 de dezembro do anno paai-a lo
eonfrme foi recommenddo ais senbores collecto-
ics oa circular desta Thesouraria n. 2, de !i de
r'evcreiro de;t.e anno ; re a cues essas que trm d.'
ser enviudas com a prompfidao necees^ria orga-
nisacoo da estatistica qne deve ser apresentada
Asscmble* Geral, na actoal sestao legislativa.
Outrosim, dctern>ina-lhei que remettaai a esta
inspectora trimenxahnentu relsefcs d's antigos
escravoa que nos tres m. zes unteriore houverem
attingido idade de 6'- annos, alem das que de-
ven ser enviadas aos ju;zes de orphos. O que
'em por muito recommendado, e espera ds solici-
tudc dos senhores collectures u fiel observancia da
presente circular.
Antonio CaetSno da Suva Kelly.
CO\TR.t FOGO
\ortb Brilish k ^crcantiSe
CAPITAL
<:000.000 de libras ilerlinan
A G E -V 'I E S
\domson llowic & C.
martimos contra fog<
Companhia S'ieux I*er-
naiubucana
Ruado Commcrcio n. 8
(lOinpanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTKES
EstabelCatla em t "
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
Al SI de dezcuibro tic SSM4
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres,.- 516:000^000
44-Rita do 4'ommercio--
CONTRA FfMiO
he Liverpool k Unm A Ukl
\mm\m mwm
&
Companhia Jmperia l
KST: 1*13
h'difiriaK e- metvadorias
Taxas baketu
Prompo pagamento de prejuiso
CAPITAL
Ka. I6,4MO000*000
Agentes
BR0WSS & C.
i S. Rtisi do Oommeret NT. -;
(.ucibiiii aud lia'a.<>illacii ^sunk
lAmlted
[lau do Ciu.i.e:i:9 n. 3
S.tcca por todos os vapores sobre hs
khs lio nicsruo nuco i;:n Portugal,
-li Lisboa, ra los Capellistaa n
{-"orlo, ra dos ingleses.
8
i a
A( ESTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESCS-N. 7
Nesnro ninriiiniim .rrewsre*
Ne-tes ltimos a uiiieii cniipa'ihia nesta praca
qne concede aos Srs. segurad- s iseinpcao de paga
uiciitn ue Braulio em cada stimo auno, o que
equivale ao iov-outo de cerca de 15 por cento em
fa vor do se b urjidos.
Primeira parte
A BENGALINHA DE... FEBRO. E' urna
grossa masas de ferro, especie de balita, que D.
Mximojoga como um pallito, e faz, saltar; como
ama borracha, no braco, por cima da cabeca
TORNO DE PLUTO.-D. Majimo,trans-
formado em torno doferreiro infernal... nas eem
que deite ebeiro de enxofre, debrar quatroferros
Ue 22 ou 24 millimetros de grossura, c;ida um, ora.
nos dentes, ora no braco. D. Maimo dar csses
ferros a eiame, ao ferreiro inais perito que o quei-
ra honrar com ana presenca.
Segunda parte
O CAVALETE ANDANTE. E" para ver !
Ora, colluear u-eorpo em firma de cavalete e sus-
tentar urna pipa chi-ia d'agua pesando 1,200 li-
bras, 1,200 tendo ainda em cima um... ora adi
vinli m... um marmanjo ; e depois fazel-a pular
e f z I-a eahir era p; nao brincadeira ; urna
do diabo Urna d'aquellas que fazcm as velhas
di/.ei :cruz espeta No entanto D. Mximo far
isto.
OS BSIXQUEDOS REV0LUCI0XARI0S. -
Nao t.iiliam n edo, ncm ae trata de dynainite, .
niir.i y'y cerinas, algndo polvera, ce ndiilistis,
etc etc. I). Mximo manejar, fari eonsas do ar-
en .la velhn, u'in un?pesinh-isde 31), 40 e de
50 libras cada um; nina ei.iifu-ii.; ama tiapalha-
da ; cinos jogasse cum. .. boltriibas do papel.
Terceirn mrte
O ANDOK DAS NArESEu Ihes explico.
En, D. Miixinie, levautnreicom os dentesuina,
lipa em eiuia do qual estar uminueliachtao
bem 8i ntadinho n'uma cadeira, como se estiveese
cm cusa. E isto ao inetmo tempo que sustentare!
inais cinconiscessinosem diversasposicicnes.
A BIGORNA HUMANAIrra, que isto t se
ve.id i paia se acreditar !. .. D. Mximo far urna
curva coiu o corpo, sustentando se, se barriga
para cima, nos ps e as miios; dcixar que lhe
bntem ein cima duas pedras pesando cud urna 640
libras, 1.280 ao todo (quem quizer poder pesar);
dcixar ainda que i.ataui u'ellas com malhoj de
trro de 25 libras de peso cada um.
' -afio
T.-dos esti's excrciei- s gastam muita fo.^s, no
ntaiito D. Mximo, depois o'elles. luctar cem o
Gladiador com que para tal se apreteote, sujei-
tando se a um aposta Da valer que for prr.poett.
0. Mximo, agradecido desde j pelo acolhimen-
to que lhe tein dado o r^sp.itavel publico, avisa
visto na Europa, que o :Espectculo comecar
is 7 horas e acabar s '.i 1/2 danoitepar alcan-
f r se o ultimo trem. E que o resto ds J>ihi tes
esti a venda no escriptorio do iheatro.
Entrada ]000
THEATRu
Molpoincnc Olindcnse
\A C II A Di: DE DsMXD \
770
780 ras
1250 a
83000
U00
CimentoCtamoH de 7000a 84500 a barrica,
conforme o'fabricante o peno.
Cominlios.. !.te*lno de 18 os 1 kilos,
con 10 "' d-dcsc-nlo.
Cravo da India Rtalas 1#930 o ki.'o, eom
10 ., de descont.
Terinas de trigo Deposito 30,000 barrica*,
rctalha-sc aos precia seijuinte :
A americana, de 18*500 a 19J000 a barrica.
A de Tricstre e Hungra, de 234000 a 254000
a barrica.
Peijio. Co'amos o da provincia a 12S000 o
ta?co.
Garrafes vazios Retalho de 700 ris a
1500 p r cada om, conforme o tamaobo.
Doce em calda NSo ha no mercado.
K.,rell do Kio d Prata- Retalho 3J00O e
34200 o saeeo,
Dito de Lisboa- Retalho a 3 600 o sacco.
HiTva doce. Retalbo a 15^ o \lf o 1& kilos,
con: 10 /0 de descont.
Kerosene Rutall.o de 3|200 a lata de 5 galoe
(liquido).
Loaos ingleza ordinaria. Rctalbo de 904000
a 1304000 a giga.
Madeira de pinho NJo tem hsvido vendas.
Masan de tomates Retalbo a 500 ris a libra,
c?:n 10 "/. do deseo ato.
Maiiteig em barril Retalbo
libra, ci ni 10*/. de descont.
Dita e,n l.ta. Retalho de 04950 a
libra, idem i lein.
Mesan itlianas. Retalho a 74500 e
a c-xn, eom 10 "'o de descont.
Oleo de liuhac Retalho de 14500 a
o gala-i.
Paseas eoniinnns Nao ha no mercado.
Ditas finas. Retalbo a 13*000 a caixn, com
10 "a de ddesconto.
Papel de cmbrulho Rctalho de 750 ris a
14400 a resma, conforme o tamanho, com 10%
de descouto.
Pimenta da India Retalho de 14350 a 14400
o kilo, com 0 % de descont.
Plvora ingleza Retalho de 204000 o barril.
Queijoa. Retalho de 34000 a 34300 um, com
10 l do descont.
Sardinhaa Retalho de 280 a 340 ris por lata
de quarto, conforme o fabricante, eom 10 % a*
descuito.
Toueinho de Lisboa. Retalho de 134000 os 15
kilof, com 10 % de descont.
Dito americano. Rctalho a 10J000 os 15 kilos
com 10 /. de descont.
Velas stearinas Jetalho de 520 a 900 ris a
libra, idem idem *
Vinagre de Lisboa Cotamos de 1404 a 16u4
a pipa
Vinho branco de Lisboa Ultimas vendas de
2004000 a 2304000 a pipa.
Dito franeez Nao ha no mercado.
Dito d Fi2ii-ira. De 2304* 2454 a pipa.
Xarquo do Rio da Prata-Deposito 65,000 ar-
robas, retalho de 34500 a 4*600 os 15 kilos.
Domingo 13 docorrenle
>. ti i !.i<; de i. Hnximo Bodrigues
D. Mximo Rudrigui z, aqiielle mesmo Mi elijo
COrpo se cucuruc a aluiH tlu n ^'th og Ci Hena-
les; D. Mximo, o iuveticivel saaaao do seculo
XIX tem a honra de convidar o rcspeitavel pu-
l ko das duas cidadea visiuhas para as^istir no
lugar e hora aqu uunuucadus o variado t sp uta-
ulo que lem organisado.
CiiMbCLanu 1'HI.VIKCIAL D
Kl.n, Ue 12
e 1 a 11
1:02&i 821
1:G43.414
RrCiFE DBAV.NAOa
dem ue 12
e 1 a 11
42.671*735
3: (1804331
46.527
3 7264858
I? in l> re a Dramtica
Nuccraso e&lraortllnario!
Ditveeio di. actor XISTO BAHA
SABBADO E DOMINGO
Duas nicas rtpresenta^OcB da opereta em
.'{ actos, nriginal do actor XISTO BA-
HA, repetidas vi-Z''s applaiutidu noThea-
tro da Paz rio Para :
A Filha do Capiao-mr
UitMica tlirem llalli, t. le tiene/e. CaiS-
ller. Nerppele. *ic.
A reso passa-se nn Hiasil nos fins do scula
XVIII.
A msica coordenada p-lo intelligente maes-
tro peruainbucano MARCELI.\0 i.LETO.
Mis-en scene do setor XISTO BAHA.
Guarda roupa a Jargo do SMtur ANTONIO
COIWtRA.
Aden c-,s de CARLOS de AZEVEDO.
\iiiiiTos de msicas
l'KIMKUill ACTO
1. Iiitrodiiccao c coro Serppete MME. LE
DIABLE.
2. Coplas de McndencaC. de MenezesA
ELEigO DIRECTA.
3." foroQue alegra Serppete MME. LE
DIABLE.
4. DuettiDe mim nao gosta este povoSop-
lD. JUANITA.
5." Concertante;Supp e Audran.
6.* Coro Que alegra Serppete MME. LE
DIABLE.
7." Coplas e coro finalSuppD. JUANITA.
SEGUNDO ACTO
8." Coro e coplas do Guvernador SuppD.
JUANITA.
J.' C'anconeta de FlorentinaAudranGILET
DE NARBONI.
10." DuettoS.ch-ita e FlorentinaSupp D.
JUANITA.
V Aria do CapitSo-mrC. deMmezesELEI-
CO DIRECTA.
12 Lancnueta ae Florentina OffembacbTAM-
BOR-MOR
13.o Brinde tiualSuppD. JUANITA.
TERCEIBO ACTO
14. Coro da pricau^ao Lecoq FLOR DE
CHA'.
15. Fandango do SachristaoAudranFALCA.
16 Duetto do medoCavalierBOTTOCUDOS.
17. Serenata dos cadetesSuppD. JUANI-
TA.
18. Walsa da conspiracardemIDEM.
19.* Serenata do GovcrnedordemBOCCA-
CIO.
20. Grande concertanteAudran c Supp.
21." Perdmio a tuttiVcrdi e o popular.
22. Galope finalEXCELSIOR.
KctNUlVIfisNIS PBLICOS
Max de Janho de 1886
ALFANLEGA
_DESPACHOS DE IMFORTAQAO
"Patacho inglcz Sarah Wallace, entrado
do Montevideo no dia 11 do corrente e
consgnalo a Pereira Carneiro S C, roa-
nifestou :
Farello 3,680 saceos aos consignatarios.
'VsPAGHOS DE KXPRTACiO
Em 11 de Junho de I8M
Para o exterior
No vapor ingles Orator. carregaram :
Pera Liverpool, Boratelinann & C. 1,000 saccas
com 74,65h kilos de Indio ; A. Labille 40 sac-
cas com 3,002 kilut de algodo.
Para o Interior \
Pura Villa da l'enha, P. da Costa S O. 6 bar-
ricas com 540 kilos de atsucar refinado.
Na lancha Costa Io, carregou :
Para Alagoas, M. C. Teixeira 10,000 kilos
de sel.
Rbkda
De 1
dem ee
aeniL
a 11
'.9.
265:9794022
42:8754253
Raso*. PBovrociAi.
De l a 11
dem de 12
41:0234861
8:4354932
308:85442 5
49:4594793
Total
RcBEDoawIk
lo- u de 12
1 a 11
358:3144068
12:3864246
2:815423r,
~16:0214481
No patacho sueco Idiota, carregou :
Para a Rio Grande do Sai, L. J. S. Guimares
150 barricas com 11,664 kilos de assucar branca.
No vapor austraco Tibor, carrejaram :
Para o Rio oe Janeiro, rrowua C. 186 sac-
cas com 14,919 kilos de algodo.
Na barca portugueza V. da Gama, carre
gou :
Para MaranbSo, S: G. Brito 194 barricas com
22,000 kilos de assucar branco.
No biate nacional S. I^urenco, carrega-
ram :
Para Aracaty, P. Alves & C. 25 barricas com
1.508 kos de assucar mascavado, 40 volumes com
2,257 ditos de dito branco e 20 ditos com 720
ditos de dito refinado ; A. A. de Souza Aguiar
12 barricas com 7; 0 kilos de assucar branco.
No hiate nacional 6'ana Rita, carregou :
Para Macahyba, A. Vlooteiro 500 sacco\ com
farinha de mandioca.
No hiate nacional Aurora 2*, carregou :
Para Bahia da Traicao, J. J. Moreira 2 barri-
cas com 150 kilos de assucar bsanco e 1 dita com
60 ditos de dito r. finado.
Na baresca Graidao, csrregar m : '
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 12
Manos por escala10 dias, vapor nacional
Espirito Santo, de 1999 toneladas, com-
raandante Joao Mara Pcssoa, equipagem
60, carga varios geni ros; ao Viscunda
de Itaqui da Norte.
Porto Alegre 29 dias, escuna norueguen-
se Orlando, de 75 toneladas, capitSo
T. Aarscold, equipagem 5, carga xar-
que; a Pereira Carneiro & C.
Navio sahido do mesmo dia
Rio de Janeiro Galera argentina D'id
Stwart, capito E. M. Davison, carga
farinba du trigo.
VAPORES ESPERADOS
Tomar do sol Hmanhi
Mrquez de Caxias da Bahia a 15
Ashadale de Cardiff a 15
Hamburg de Hamburgo a 16
VUU de Maoei do sul a 17
Para do sul a 17
Godrevv de Liverpool a 18
Ville de Pernambuco do Havre a 20
Ipojuca do norte a 20
Galicia do sul a 21
Cear do norte a 23
Mariner de Liverpool a 23
Colorado do sol a 34
Neva da Europa M
Congo do sul a 25
Advance do norte a 23
Tagus do sol Julho a
Amasonaue de New-Ye. k a 8
i um 1
/.
- .






Diario de Pernambuco---Domingo 13 de Junho de 1886



.
\


jjendo glande o desoja do publico de ver oais
ama vez aFilha do CapitSo inre deixando de
fascr parte da actual companhia a a tria Edelvira,)
Lima, alguna amigos da empresa fiserara notar
com lucida observscia que o papel da protogo-
aista era de faeil substituidlo, pelo quo resol-
reu-ae a actriz HERMINIA CU.VIBA com a
anaior a generosa fralernidade cncarregar se 'clle,
eeper.ndo a empresa por sua vez do generoso pa-
blico, toda a iudulgeucia a animicao para a mes-
ala actriz.
AVISO
Precos reduzidos da lotaco
I-------4
Cmaro ti-s de lado 8*000
Ditos de trente Cadeiras lOjflOO
2000
Galeras de 1. classe 2*000
Pitas de 2." classe 1500
Plateas numera Ihs 1*000
Ditas sem numero #500
A's horas Jo eostume.
Os bilbetes podem desi:e ja ser procurados uo
iptorio do theatro..
Xo [aterrillo do 2.0 par? o 3, acto, a orchestra
aseetltari a celebre polka
Tamburiii
DE EMIR-WALDTEUFEL
Ultima repreieniarau .
Uniied SUles & Brasil Muil S. S. .
O vapor Colorado
' esperado dos pan
sul ate o dia 24 de Junho
depois da demora neccesaria
seguir para
n.iranho, Para. Barbados, .
Thomaz e Xcw-Vork
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
O vapor Idvanee
Espera-te de New-Port
Xews. at o da 28 de Junhn
o qoal seguir depois da de-
mora necessaria para a
Leilo
De fazendas e miudesaa da loja sita ra
do Rangel n. 48
larca-feira, 15 de Junho
l's lo fl| hora
O agente Britto vender em loilSo o resto
fazendas e miudesas, a correr do raartello.
das
Leilo
Da urra.cilo, generog n pertenc-os da taverna da
ru?. Lombas Vuleutnaa n. 15, om lotes, a vontade
dos cenipradon s.
rer?a felra, 15 do crtente
A'" 11 horas
Pelo agente Martins
AMASprecisa-se do urna para engommar e
Mitra para cosinbar para pouca familia; tratar
na ra do Amorim n. 64 ou Conde da Boa-Vista
n. 40.
Rccebe-te encommendas de bolos e cangica,
para os dias de Santo Antonio, S. Joo e S. Pedro ;
na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3.
MARTIMOS
Dampfschiffahrts-Gesellschaft
Vapor Hamburg
Esperase de H.iMBCKGO.
via LISBOA, at o dia 16 do
eorrente, seguindo depois da
demora necessaria ara
Rio de Janeiro e Sanios
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADOVIGARJON. 3
i* andar
Pacific Sieaoi toigation (lonipanv
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Galicia
Espera-ae dos portos
do snl at o dia 21 de
Junho, seguindo pn
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em dianle segnirem tocaro em
PlyiioHlh. o que facilitar che
garein os passageiros com oais
brevidade a Londres.
llavera tambem abatimento no preco das pas-
sagens.
fara carga, passagens, e encommendas, tracta -
team os
AGENTES
Wilson Sons fc C, L.imled
S. 14 RA DO COMMERRIO N. !4
rompa-L,a lira Ileira de Xns-
aco a Vapor
PORTOS DO NORTE
Baha e Ro de Janeiro
Fura carga, passagens, encomuundas ediuhein
a frete, tracta-se com os
AGENTES
llenry Forster k C.
N. 8 RA DO COiHtitCiO. N. 8.
/ andar
1 ONPAMIIK >EN~MEAVtS-
RES HARITIHE
UNHA MENSAL
0 paquete Congo
Commandante Ciroii
E' esperado dos portos do
sul at o dir. 25 do eorrente,
seguiudo, depois da demora
do costume, para Bordeaux.
tocando em
Dakar, Lisboa e Vigo
Leiubra-se >os tenhores passngeiros de todas
as clasees que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor des fa-
milias composta de 4 ptasoas ko menos e que pa-
garom 4 ptseagens intriras.
Por rxcepcao os criados de familias que toma-
rem bilbetes de proa, gosain tambem 'este abati-
mento.
Os vales postaos e se dio at e dia 23 pagrs
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir >
a frete: tracta-se com o agente
iiiguste Lablle
9 RA DO COMMERCIO-9
AgeiiteBurla maqui
Leilo
De
Per-
urna casa terea n. 1, ra das
n.i inhumana
Terca felra, 15 do correte
A's 11 horas
No armazeiD ra do Imperador n. 22
O agento Qur!amaqu<, competentemente nnto-
risado, levar a leilo a casa terrea n. 1, ra
das Pernambucauae na Capungs, em solo projrrio,
com porte-o do madeira e g.'adeamento de ferro,
quintal grande e murado.
i^Oi Srs. pretndeme*, deede j podem examinar
a dita casa, paru qualquer informacao, o mesmo
agente dar.
D-se casa e comida a urna multar muito
pobre ede boa conducta, que s sujeite a morar
com urna familia pequea e prestar seus servicos ;
quem quiaer dinja-se ao Caminho Novo n. 128.
Aluga-se urna casa terrea na ra Imperial
e o 2o uuuar no pateo do Uorpo Santo n. 17, com
bons commodos para familia : a tratar no terceiro
andar do mesmo.
Vcode-se a casa com sota travesa das
Barr-iras o. 7, tendo um sotfrivel sitio com bas-
tautes Hrvores fructferas : a tratar na ra do
Imperador n. 75, agencia de leudes, ou na ra da
Santa Cruz u. 60.
Vende-se
Leilo
Para
De f-zendas Iimpas o avariadas
Quarta felra 16 do correte
A's 11 horas
POR INTERVENVAO DO AGENTE
Alfredo iuiuiarte
Em sua agencia ra do Bom Jess n. 4b
Leilo
Sejjn com brevidade para o porta cima d
patacho hespanhol Joven Pura ; para o resto da
iarga que falta, trata-se com altar Oliveira 6c
Companhia.
Bahi
a
Brigue iuliano Andr Padre eegne para a Bahia
neesi s seis dias para onde toma carga a fele ba-
rato, para tratar rom o Sr. capitao a ra do Botn
J( ai n. 35.
Lisboa e Porto
Sejrue com brevidade o patacho portugus Duus
Irmos. para o esto du aurgk trata-se eran Silva
Ominarais & C. raa do C.'inmerc:o n. 5.
Para Marauho
Rec.be earga e potsageiros para o porto cima
a'barca portu^uoa Vatco da Gama ; a tratar
com os consignatarios Jos da Silva Layo A-
Filho.
0 vapor Para
Conmandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos p o rtos de
at o dia 16 deJunho ,
seguir depois da demora in
dispensavel, para os porto
do norte at Manos.
Para carga, passagens, eacommenda* valore?
raeta-sona agencia
11 Ruado Cotnmercio 11
TtOYAL MAILlTEAM PACKET
GOVAHY
0 paquete Tamar
esperadi
do snl no dia 15 b
eorrente segua lo
Idepois dadercr
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, vigo e Son
thampton
rara passagens, freles, etc., tracta-se com c i
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
CHAHI.tlRS REUNS
Companhia Franceza de navega
cao a Vapor
Linha quiuzenal entre o Havre, Lia
XA, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro.
Santos
steamer VillB Qe Macelo
Eapora-se dos Dorh di
sul at o dia 18 do corrent
seguindo depois da ndis-
pensavel drmnra para o la
re.
Os vapores desta companhia entram no port<
ancorando em frente ao caes da praca do Commer
io e sendo muito incommodo o embarque dos pas
aageiros no fundeadouro das paquetes transatlan
liaos, no Lamarao e demais devendo todos aportar
ae Havre, que o porto mais visinho de Pars, i
fra de duvida que ha grande vantagem para quem
qnizer ir Europa em aproveitar-se dos ditos va-
pores tanto mais quanto, alm de serem os prece-
das passagens mais mdicos, as despezas do embar
qae aqu e as de transporto do Havre a Paris, sao
muito menores do que as que demandam as viagens
nos paquetes das ontras linhas.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rapid-
eoTerecem excellentes commodos e ptimo passaa
dio.
As pastagens poder Jo ser tomadas an sainn"
Becebe carga encommendas e parsageiros para
es quaes tein excellentes accommodaQes.
Steamer lie Ae Peraambaco
E' esperado da Europa ata
dia 20 de Junho, se-
guindo depois da iadispen-
savel demora para a Oav
tilla, nio le Janeiro
e MstntOM.
Baga-se aos Srs. importadores de carga p 'lu
Tapares desta linha,(raeiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng.
uaai reclamaco concernente a volumes, qu sisilatii tenham seguido para os portos do aul.afliE
d*se poderem dar a tempo as providencias necea-
EILOES
3 leilo
De predios pertencen massa fallida de Ma-
noel Ca'pinteiro y aVuza, constando de nma
excellente casa com sota, com grandes Rceom-
modacoee. quintal murad-, cacimba, sita ra
da Gasa Forte n. lo A. Urna c.i6a bastante as-
pcisa com grande quintal c accommodacoes,
i atando oceupada por nina taverna, ira mea-
ma ra n. 15, defroute da carabina da Casa
Porte.
Kcgnoda felra 14 de Innhe
A:s 11 horas
N ra Duque de Caxias n. 77 A, loja de
n.iudezas da Boa Faina
O agente Gusmao levar a leilo os predios ad-
ma uenciuiiHiliir, pertenec ta k massa tullida de
Mano. I Carpinteirj y Souza, por mandado do
Exm.Sr._Dr.juiz dj; d'reito (io coramercio, .com
a-si.-tencia rlu mesmo e a requerimeufo do L)r. cu-
rador fiscal da referida massa.
I)e bons moris, crystaes, um
lustre grande de qnatro bicos,
um banco para carplna e fer-
ramenta
Sendo urna linda mobilia de junco com consolos
de marmore, urna dila de Jacaranda estufada, ten-
do 1 divn, 12 cadeiras de guarnir >, duas ditas
de bracos e -' consolos de pedra ; 1 espelho gran-
de dourado, duas srrpentinas de crystal, 2 pares
de jarn s de alabastr \ 2 grandes caiidieiros com
|)s de natal para kerozene, diversos auidros,
duas figotas 'le bronze, bustos, ctagers para jar-
ro?, cadeiras do bataneo de juuco, esearradeiras,
2 bonitos guarda vestidos de amarello, 1 rico toi-
lett de Jacaranda, 1 lavatorio de dito com es-
pelho, 1 ber^a c uina c-ima de Jacaranda para
-rianca, duas pcrta-toallias, uina bonita mesa de
aia c. m tumpo de pedr-, c'uas poltronas de dits,
1 lindo telescopo C"in viot is, urna banca do Jaca-
randa para jog.i, 1 b'noculo e 1 occulo de alcance.
L'm grande lustre de ciystal de 4 bicos, 1 can-
dil iro de metal de 2 bicos, urna lyra, 3 arandellas
para gi.z c 1 graude tapete forro de sala.
Urna mesa elstica, 1 guarda-prata de amarel-
lo, aparadores, cadeiras, marquetas, urna cama
de viagem, urna grande cari eir com mocho, 1
aparador de armario, urna grande mesa redonda
de Jacaranda com pedra, 1 carrinho de 4 rodas
para crianca, 1 murqu. zao, louca fina de porcela-
na para jantar, dita para almoc/i,garrafas de crys-
tal para vinho, couipoteiras, 2 ricos e importantes
licoreiros, finos clices para vinho e champagne,
frncteiras de crystal, disticos de metal para gar-
rafas, triuehantes, 1 vaso de metal para gelo, 1 ri-
I co glob"> para c rred t e urna boa machina do fa-
I zer i uf.
Um banco paia c.upina com f.-rrameatas, urna
prende lina para dep sito d'ngua e 1 realejo e ou-
iros muitos movis.
Na ra da Aurora, casa n. 165
Quinta-jaira 17 do eorrente
A's 11 horas
O agente Martin?, autorisado por urna familia
que mudou a sua esidcncia para fra da cidade,
tara leiaV< de t'idua oa movis e mais objectos exis-
tentes na referida casa, ao correr do martello.
O boud da linha da Tucarr.ua que partir di es-
ta co do Itrum as 10 horas e 40 minutos, dar
pussagem gratis aos concurrentes do le lito.
Na segunda casa depois da fabrica de oleo,
ra da Aurora n. 105
o sobrado de um an^ar e sotSo, om bastantes
commodos e grande fondo para a ra do Pharol,
sendo situado na ra 8. Jorge n. 13 (Para de
Portas) : quem pretender dinja-se ra do Bom
Jess ii. 45, das 9 horas du ir.auhi! s 3 da tarde-
E' peeMncha
Vende-se um grande e excediente fiteiro envi-
diacado e um bilhar em bom uso, com todas as
suas pertencas, muito em conta ; na ra da Flo-
rentina n. 15.
Ao n. 17 "
Com a poca roudou-se o tempo : venbam ra
de Hortas n. 17 eupprir-se do que ha de bom e
barato, para pausar estes das festivaes, como
sejam : vinhos finos, especial Figueira, verde
queijos frescos, manteiga especial para bol .s,
azeitonas, conservas, ervilhas, doce fino e muitas
ontras especiaras.
Caixeiro
Precisa-se de am menino ; a tratar no pateo do
l'araizo n. 18.
Ama
Precisa-se de tima t tna para
da Florentina n. 2, taverna.
cotinbar ; na ra
"!?':
Precisa se de urna ama que saiba lavar e ensa
boar, e mais servicos de casa de familia ; a tratar
na ra do Barao da Victoria n. 7, 2- andar.
Carteira
Vende-se barato urna carteira contendo na peca
de baixo dous armarinhos e tres gavetas, e na
peca de cima 17 compartimentos que se fecham
com uu.a so chave : a ver c tratar no largo de S.
Pedro n. 4, loja.
Para S. Joo
A viuva de Valdivino, da plvora, avisa aos
apreciadores de fogos para os festejos de S Jcao,
que tem um completo scrtimrnto de pistolas de
duas a cinco bolas e foau'i.hos para criancas,
assim como massa para bnscaps, plvora para
estouro. Recebe-se encommendas para cravtiros
e buscaps, sendo as pagas adiantadas. Tele-
phone n. 369.
Lcilao
^
i5i*l
tlhino Cnrnclro Lina r Helio
tenente-coronel Braz Cc.roeiro Lins e Mello
e sua mulher, Ismael Carneiro Lins o Mello, suss
irmes e cuDhadoe, tendo recebido a infaasta no-
ticia do tallecimcnto de sen desditoso irmao e ca-
nhado, Albino Carneiro Lins e Mello, na Bahia,
convidam a todos os seus parentes e amigos para
assistirem as missas que insudara resar por *ua
alma, na matriz de Santo Antonio ii capella do
engenho S. Braz, segunda-feira 14 do eorrente,
stimo dia de ses fallemento, s 8 boraa da ma-
h, pelo qne se confeesa-n agradecidos.
Leilo
Expirado o referido praso a companhia nao se
naponsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passsgeiro paru
as quaes tem excellentes aecomodaocs.
Aigoslo F. de Oliveira k i
A4.EHTE8
42 RA DO COMMEROIO 42
das dividan da massa fallira de Peteirs de
Siqueira & C, na importancia de.....
3:*40r51S0
Terca-felra ir A's 11 hora*
.la ra do Bom Irsus n. 43
O agente Pinto levar a e!, por Randado e
em prearocN do Illm. Sr. jais Dr. 'ie difrito espe-
cial do coniinerc-, cm virtud'* 'i" icquerimcnto do
Dr. curador fiscal Ja Raasaa 'a lid. rio Pereira de
Squera C-, na importancia de 3:94O-l**0, cons-
tantes da in.ta existente nri estnptorio ele referido
agente, rila do ^in Jc:ii n. 13
3 e ultimo leilo
H dividas activas o'a inasta fallida de
Mora es vv Rocha, ni rnportaVQ?ia de...
8:2605290
Terca-feira 15 A'S 11 HORAS
llua do Bom sJcsus n. 413
O agente Pinto levar a leilo pela terceira Viz
as dividas dcana menc-ionadaa, sen io que Desta
ser realieede dia venda com qssrm leelbor vis-
lagem i Acrecer, tto por eDHcho do Illm. Sr. Dr.
]niz (le din to especial d'i BonaweiclO| de iieeorrio
cem o paieccr dos admiiii>:ra(:jri s da referida
Lciiio
De Iiaiios luvci,-, ricos espelbos, finos
quadros a oleo, candieiros a gaz, porce-
lanas, crystacs e vinhos
A saber
\'.\ piano de i'lcyei, ^iovo) uina cadeira pura
o mesmo, urna linda m.blia de Jacaranda com 1
sof, duas coinmedas, 4 cadeiras de bracas, nma
ardiueira e 12 cadeira* do guarnico, 1 rico can-
diriro de gaz caibonico com 5 luzes, todo de crys-
tal de Bacar!.
U na mobilia de moguo mass'^a, a Luiz XV,
com dunckerqui, 3 expelhos iodos de crystal,
sendo nm para sof e 2 para consoios, l divn e
i!uas poltronas etutadao, 4 i rro3 pua flores e 5
ettagers.
Um guarda ve.-tido com espelho, (palissandre)
uina eama de Jacaranda com colxao de mola, 1
chllfoiiicr, comuioda eoes 9 envetas e tampo de
pedra, urna mesa de cana cum pedra, l rico toi-
ett de Jacaranda (obra d-; apurado gosto) e 1 la-
vatorio com pedra.
Um lustre de crystal com 3 bracos, 1 dito de
suspendo, 1 c-iiidieiro com i biecs e urna angli-
ca para gaz carbnico, lindes quadros com tinas
gr.vurac, 3 candi ires de porcelana cem abat
j.jurs.
Urna cama de Jacaranda com balaustres, uina
rnt-rqueza. 1 inan-uez, 1 toilete, 1 lavatorio,
umu goantieSo, 1 guarda-V'Stiuo Je amarillo, 1
gimnla-roupa.
Urna mobilia de pao caiga com 1 sof, 2 conso-
! lvs com pedra, urna in sil oval, 4 cadeiras de bra-
cos e 12 de (tuaraicio, 1 relogio c 1 inappa.
(Jai lindo iieortiro, 1 appsr> Iho de electro-pa-
te, uiaa mesa clstica com c>b ceiras redundas, 2
guarda-loucas cuvidr iudos igiuva, 2 aparadores
de Kogneira, 1 guardu-livro cuvidra9do, diffo
rentes quadros, duas fructeraa, 21 copos para
champagne, urna machina paracln.f, urna mesa de
ferro, uina dita, carteira, porcela. a, cry6tacs, 182
garrafas de vinho Bordtacx e 34 de c guac.
U.r.a m> sa clstica de assarello, 1 appnrador de
dito, 12 e di iras de p-j carga c muitos outr s
in rea de casa de I imilla.
Qui.tn/aira 17 de Junho
Xo 1" Rodar do sobrado la ra da Lr.pe-
r; triz n. 13
Atired Foaqueau tendo de fazer uina vi&gem
Eur-'pi., Itz leili', por iiiterv.'iico do agente Pin-
to, dos mofis e ma s objeot NI ta c ,sa em 4111 re-
sidi, mi tli [inperatrix n. 13.
i :.-. ,-ao so dos, lort'i-, de gosto
a i|uae1 uovoe, < o que to/ram-au recnosovada-
veis aos pretndeme*.
O leilo principiara s 10 e meia horas.
ifISOS MYERSOS
- Alupa-sc a casfl a roa do Coronel Snnssu-
na ii. 151), eo.n grandes coiihkIoj para familia,
quital grande: a tratar mi Dreit n. 106,
De exceenlo: predios
Terca felra, 15 do eorrente
A's 11 huras
Xi ru.i rio Emperadtr n. 75
Una csh tenca n. '.)!> na ra dos Guara rape,
rende anncaliiii nte 42000O.
l'm sobrado de om anfiar n i rus do Calabouco
u. 4, rende anriiinlm- nte (i'.lii^
Um dito dit na um do Coronel Mias>aaa n. 50,
rsade aoaus'mente 52250UO.
Ua dito dito na tmve.Mi du Caim > n. 10, reude
annusl'inte :i2000.
Um dito dito le beeoo da Bomba 11. 8, rtnde an-
iniimunie 4.:i00O.
Urna Casa Ierren c. m s- dio na ra de Vidij de
Megreirua n. 45, reaiu- a^inua'ineute 330^000.
Um dita na na ile N'iyueira n. 13, r nde an-
naalmenb- :l)00'.i.
Urna d _ U -J4UDIM.
Urna d'ia sa ra do Viconnde de Goyauna n. 107,
r aeV -niiiialment" SOQaMX)').
Tres dla na Baixa-V.'i.le n-. I I!, i C c 3, rende
i nma iiiiualinenii: ! Um sili" na Balaa-Verde ll rende Miaunjuunte
POMOO.
Os sjri'dioe acia a chau am a atteneao do* senbo-
rfs coui|ira(l n.s pelo ptiir.o estallo de. ci iservu -
(fo, e acharem se livres e deseuiharacadaa de goal t *''os n' '"^' andar.
qocronus. | Precisa se d: nm m< moo
de idade, para leader na ion
Aueanto Bupthia Braga
Emilia Cavalcante de Mello Braga agradcoe
sinceramente aos parentes e amigos qne compare-
arraaa ao enterramento de sen pres&dissimo esposo
Augusto Baptista Braga, a convida os i assisti-
rem a mis8a do stimo dia, que por sua alma,
manda resar na igreja da Soledade, quarta-feira
16 do eorrente 7 horas da manba, pelo que
ficar eternamente agradecida.
turullo Itnpilota Braga
O empregados do commercio c alguns nego-
ciantes da ra do Marques de ulinda, em home-
nsgem memoria de seu aditoso .collega e ami-
go, Augusto BaptU'A Braga, mandam celebrar
urna missa de rquiem pelo descanso aterro do
sua alma, e nonvidara 4 asfist'l-a os parentes e
amigos daquelle finado, rog do-lhcs o compare-
cimento na igreja da Soledade, s 7 horas ''a
mauha do dia 16 do Brrente, .etmo do seu falle-
c ment.
Ausualo Baptiwia Braga
A banda do ("lab Carlos Gomes convida os pa-
rentes e amigos do finado Augusto Baptista Bti-
ga, para assistirem a uina missa qae manda re-
sar pelo eterno repouso de sua alma, no dia 16 do
corren le, na igreja da Soiedade, s 6 1/2 horas
da malina.0 thesourero,
Henrique C. Porto.
Senhores donlores e negociantes
Queirm ver un,a imporlaute s crctaria, nova,
de Jacaranda mucic", cora muitos commodos, e
segredos, propria para eseriptorio, a qual se acha
veuda rA ra dj Mrquez do Herval (Concordia)
numero 111.
1
i i
Farinha Lctea
DE
H. V.*sll
O melbor alimento para criancas de peito, rece
beu Jone Antonio dos Santos.
13Ra do Mrquez de Olinda 15
3Ra I* de Marco3
Serrara a vapor
Caes do Cap bar be n. 2s
N'esta serrui a encontrars os sinhores fregue-
zes, um giandc sortimeuto de poln de resina de
cinco a dez metros de comprimeuro o de 0,08 a
0,24 de esqnadros Garante se pr. o > mais como-
do do que em ontra qualquer parte.
Franeis-o dir San^'8 Macedo.
QUILL
' SedadeBordar.)
(Se
3ILK.
QUILL, BU"70H-HOLE TWI8T.
(Retre ce beca para Casear.)
Julgando ser de grande otilidade dos negocianies da
America do Sul, terem fios de seda e reiroi Trepara-
dos em material mais leve do que scjair. cairelis de
po, estamos promptos a fomecer para uapoMaeSo
nos de seda, retroz de seda e seda de boidar, de
todas as qualidades, preparadas em lancedems de
papel ou de pennas como cima representado.
Temos todos os tamanhos de fio preto e mais de
quin hemos cores. ^
Dinja-se Brsiaard k Amutrong Ce."
6ji Market Street, 460 Broadwav,
PhiUdelphi, U. S. A. Mew-Vorlt, U. S. A^
OS ESPECFICOS veterinarios
H0ME0PATHIC0S^==
^=DE HUMPHREY.
' Para a cura de todas as doencas de
Carallos, Gado, Carneiros, Cues, Por*
ees, Aves.
Tem sido usado com feliz resultado por
Fazendeiros, Criadores de gado, Car-
ros-ferrls, etc., ete.
Certificado e osado pelo GoTerno dos
Estadas l'nidos.
iy Enviase Folnetos e Cartoes gratis.
Dirija-se a
HMPHREY'S MEDICINE C0.
^_109Fulton St. New-York.
Especifico Homeepathico de
HumphreyNo.283
Usado ha 30 armas. O nico remedio efficaz para
Debilidade Nervosa, Fraqueza Vital
e ijfostracuo, porexcessivotrabalho ou outrasf.njtt
$1 per gaxrala, ou cinco garraias e 1 garrjlab de pos
$5.00, ouro americano.
, A'venda por todos os Drocus-'AS. Tamban.
c;Tvia-se pelo correo pelo preco do costume.
Dirija-se a "Humphrey'* Homeopat^ilo
Medicine Co.w 109 Ftdtou St. New-Yjrk,
Tricofero de Barry
Garante-se qne faz nr.s-
cer o crescor ocabelloainda
aos meia calvos, tura a
tinba c n caspa e removo
todas aa Lnpnrozos do cas-
co p'a eabeca. Positivo-
monto impetle o eabellg V
do oafairoo de embianqno-
1 er, a uif.illiTelniente o
torna eapesno, raado, lns-
iroso c abundante.
Agua Elarida de Barrv
rrrpanul a formula
i (Moda ptlo inventor em
13-0. E' o nnico ;irfiiiiie no mun-
do que tem : approYftCUO official do
. .1 tiivomo. Tem duas
;..:iis fmcraacn que analtrUGr outm
oi'.urj o doblo do teuipo. E'muito
i.iais rica, snaro e dnliosa. E'
; mito mais asa o delicada. E'
ibr permanenti o agradavcl no
!< vi-.i. E' diu : vezas mi ia refres-
oaBta no lmnio e no quarto do
E' especifico contra a
c debilidade. Cura as
eabeca, oecansacoa'e os
Xarope ie Viia le Reuter No. 2.
ANTES DE SAL-O. DBTOIS DE SAD-O.
Cura positiva e radical de todas as formasde
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affecc5es, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
eneas do Sangue, Figado, e Kins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro.
Sabao Curativo ae Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
e em todos os periodos.
Dcpositi em IVrnaubiKO easo -de
Francisco Mi noel da Silva & C.
para ri' s Prfi-rt-si v ndir in i. 14.^. S alqjtaf uinn prt-t* ou um mt'uiuo ri-. : a tmfar na ra dos Merty-
AlugM-s" i" siiij (lo fina, coui boa casa nrn
mir-xlH. ojiileudo bastanti-s ciumnodoa para uu
int-rusa familia, grniido qnitutidade ile coqueiros,
s-'is grande* viven oe, igii- excimbas con exee lien
le ;;iiii : a ir.tir n Apo lo n. 4f>.
Ak:g.i-se eans a 8fX.O no beeoo dos C>e-
ofu ite .-. (on^ailo : a tratar na ruada
atria 58.
fteeiaa-ae aiugar um* prea ou um lueuioo
para vendar na ri::\ u tratar na ra dos Mirty-
Agente Modesto Baptista
ua conductn
de 12 i 14 annos
laudo fiador dt
na roa Os sbaixo designados compungidos pelo
Iraspasso rio sen nanea esquecido comman-
daute, coronel DeciD do Aquino Fonseca,
convidam aos s^us amigoa, comp^nbeiros
e aos do Ilustro finado, para assistirem
missa e memento, que pela alma do mesmo
coronel roanduiii celebrar no dia 15 do cor-
rcr.ti, s 7 horas d* uanli, na igre ja da
S ilcdadc desta eidade, confessando-se des-
de penhorudos por rsto acto de rcligiio
e hooiaiiidade s pvasoas que se dignarem
comparec r
Kcife, 12 de J^inho de 1886.
Antonio Francisco Corleiro de Mello.
Arnonio Jos do Souza e Silva.
Sviri.inj Vieira da i'nz.
Jo-- Min-es da Silva.
Joaquim Flix Bi zerra Cavalcante.
Miguel Sunes de Freitas.
SobastiSo FKro do Reg.
Mitiikzas finos e de gosto
VENDIDAS A PRECOS SEM COMPE
TENCIA
LOJA FLORIDA
RA DO DUQUE D CAXIAS N. 103
hrhrn k Sanios
li lign ('pcriaei
Esplendida sortiavnto un jarros de crystal, por-
celana, alabastro, vidro c ktaqa de diversua tama-
nhos a presos que ilinira 1 .' !
Candiviros do div reos taateobos para sala,
quartoa e toillet.
Porta re'ii'i de m tu! Gasa prat.'ado, d.-urado
de velludo.
Albuna para retr ti de velludo chagrn e de
pellucia.
I'nrn acabar
Bico vi.li neieii.'a 17i\k) e .'O'O a peca.
Plsss n O, 400 (1 h) r*. o metro.
Lencos de lindo a 10G u i'uzia.
I.i FELfZ
4os4:000$000
3IA-I&TE* tilt tt aii<
r^ra^a da independen-
cia ns. 37e 39
Acbam-8a a venda os fciizes bilheus
garantidos da 58 parte da lotera a beneficio
igreja de S. Pedio desta cidade, que se
eztn,hir no dia 15 de JunL
-
iilhete inteiro 4(5UO
Meio 9ooo
Cuarto 1,000
ita porcia le too.5000 pas
cima
Bilhete inteiro :i(55(Ki
Meio 1^750
Quarto 875
Autonio Augusto do* 8mt Porto.
CALLOS
0 MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX-
TRACTOR DOS CALLOS E A
MAYXARDIM
porque os eztrahe completamente, sem causar a
mnima or. E' fcil de appliear, nao impede de
se andar calcado e tem o eu effeito comprovado
por attestados insuspeitos e etn numerosas appii-
caeoes que nunca falharam. ?S vedadeiro oque
se prepara e vende na Drogara e Imperial Phar-
macia Dniz.
oT-liia do General Ozorio-S7
Deposito em Pernambuco pharmacia de Herme3
de Souza Pereira & C, Snccessores
Bia lio Maipz k Mi 121
En abaixo assignado, estabelecido ra do Hos-
picio n. 158, attesto que, soffrendo ha muito tei
d callos em ambos os ps, o que me inpossibiu
va per vezee de cuidar nos meus afiazeres c
merciaes. gracas ao preparado des Srs. DINIZ 4
LORENZO proprietarios da IMPERIAL PHAR-
MACIA DINIZ, denominado-MAYNARDINA
esnsegui ver me alliviado deste mal que atroz-
mente ma incommodava cim a applicac;"o do refe-
rido preparado.
Rio, 7 de Janeiro de 1885. Iftomaz Jo-
s Fernandes de Macedo.
r

Scm dieta esem modit-
cai'ocs de costumes
Laboratorio central, ru.i do Viconde do
Rio-Braneo n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de
Janeiro
EspeciGcos preparados pelo phar
maceutico Eugenio Marques
de Hollanda
Aj>prov;:dos pelas juntas de hygene da Corte,
Rt*publicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de irabiribina
Restabele-ce os dyspepticoK, facilita as diges-
ta e promove as ejeccocs difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anmicos, debella a hipoemia
intertropical, nconstitue os hydropicos e beribe-
rieos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommtndado na bronchite, na hemop-
Vyse e as toases agudas ou chronicas.
leo de tcstudus ferruginoso e aseas de
laranjas amargas
E* o prmero reparador da fraqueza do orga-
niaaio, na fysica.
Paulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cora radicalmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jura beba simples e ta.nbem fer-
ruginost, preparados em vinho de caj
Efficazcs as nflammacaes do figado e baeo
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Appiicado as convalescencas das partarientes
urtico antefebril.
Depasito : Francisco Manoel da Silva 5c C.
Francisco .Hnnoei da Silva ,
23RA MRQUEZ DE OLDDA-23
Rciiiiko A* toral
B
Silo convid.iilos os -le i toros nservado-
rea urna reuni.V que dve ter lugar quarta-fei-
ra, iS ra de Pedro Affunso n. 45, i fim de tr;ita-
rcm de n--g->cMf*>etora>s.
Este aip.rtante estabelecimento de rtlojoaria,
h;rm::do ein 1869, est funcionando agora 4 roa
larga do Soatrio n. 9.
O seu proprietatio encarregado do regulamea-
to dos relogios do arsenal de mariaha, da comoa-
nhia dos tnlhoa urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da do Recife a Cixang, da estrada de
ia\ d CarU:au' l!a eoiop^nha furo carril de
PTnanibaeo, da assosii.cao com-nercial beriefieen-
te e da estrada de ferro do Liinociro, cercado de
intelligeates e habis auxiliares, coccerta e fa-
^'1"a ; i,:!(iier pe;* para reUgios de algibeira,
de^pande, de torres de igreja, chronomitros ma-
rtimos (dando a marcha), caixas da msica, ap-
paieihos eluctricos t. legruphicos.
0 mesmo acaba de receber varia de sortimanto
de rtlogits americunos que ven Je de 7J a 20^
para purede, mri>a e Gcspcrtsdorrs de nikeL
Coutii.-a a exercr a sua profiss'i, c m zelo e
intr-resse de que sempre deu provas ao respei-
tavt publico e aos seus collegas, e vende forne-
cimeno de qualquer qualidude.
Fm frente da seu estabelecimrto se ucha col-
locado um relogio, cujos mostradores tambem po-
der&o ser vistos pelos p'issagcrns da ferro-carril,
tendosampre a HORA MEDIA DEsTA CIDADE,
determinadas, pelas suas observadora asiroaomi-
cas. lina larga do Roario n. 9.
Antonio da Costa Aran o
*?
SUSPENSORIO IRILLERET
ItaiUn, na ll|is tant
Para evilar o$ falsiflcacoea,
exigir a fl>itta dninvci\tor, estampada
em cada suspensorio.
pmniS DE TODOS OS SISTEMAS
MCIAS PARA VARIZES
aTLLIlin.USOKlMC, ctessor.Parts. 49, r. J.-J. Ro
aS014TKADO
[ UCNRl





6
TMn*uc--Doniiiio 13 de Juuko de 1886
^r
de
Pharmaceuticos Chimlcos
"Pela Escola superior-de Pharmacia de Pars"1
Este novo medicamento recommenda-se]
' especialmente nos Febres intermitientes,
vulgarmente chamadas Sexpes ou Maleitas.
Elle faz desapparecer com rapidez as Febres
mais rebeldes e sobre a sua influencia os
doentes nao tardam a recuperar a saude e
obter urna cura radical.
Para evitar as lalalcacos, exigir como
garanta sobre todas as garrafas o nomo
i de A. CAORS, e sobre os letreiros a j
k asignatura do inventores.
VNDESE POR ATACADO E A RETALHO
^na Botica Franceza e Drogara
AUGUSTO CAORS
Ra da Cruz, 22
PERNAUBUCO
Dr. Antonio Francisco Corroa
de Aranjo
Thom Francisco Correia de Araujo man ia ce-
lebrar missas na igreja matriz de Trseunhaem,
00 dia 14 do correule, s 9 horas da mauhd. por
alma de seu presado s'obrinho, Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo-
Dorio cl- tf|iil(i Euclides de Aquino Fonseca e sua mulber L.
Mara E-nilia de Salles Fonseca, ilcides de
Aquino Fo.isesa, agradecendo ecrdralmente
Illma. Cnmara Municipal do Recife e a todas as
peisoas que se dignaran) de preotar-lhes o >bse-
quie de conduzir o cadver de seu prelado pai c
sogro, Deei.) de Aqaino Funteca, sepultura,
convidara a todos s parentes e amigos para -
sistirem as missas, que p.>r alma deste, se resrSo
na capel la do cemiterio desta cidade e na de N. 8.
da Conciieo .e Beberibe, ;'s Shorus da manhi
do dia 15 do eorrente, anteeipono-se em exprej-
sar-lhes sua profunda gratidao por estq piedoso
obsequio.
EJS10 S iOS tllB
Cura certa ero 48 horas das inflamacoes
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega -se este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, nas seguintes molestias :
Opbtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
unctivites, etc., etc.
Deposito /eral, na drogara de Faria Sobrnho
A C. ra do Mrquez de Olinda u. 41.
Para informacOes, seoirijum livraria Indus-
trial ra do Barao da Victoria n. 7, ou resi-
dencia do autor, ra da Saudade n. 4.
1
!
Leonor Porto
Rna do Imperador o. I.
Primeiro andar
C-ntina a exeeutar os mais difficeis
figurinoB reeebidoa de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfi'icao de costura, em hre-
vidade, modicidade em preeos e f.nu
gosto.
!!
I!
H
1 .100:000*000
Os bilhetes desta importante Iot"ra de
tres sorteios, qae edrre no dia 8 de julho,
acharase venda na Roda da Fortuna
ra Larga do Rosario n. 36 e ra do Ca-
bug n. 1.
Quero tem?
Otaro e prala : empra so ouro, prata
! maior preco que em outia
1 andar n. 22 a ra larga do
peoras preciosas, por maior preco que em outia
aualquer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
Rosario, antigados Quarteis, das 10 horas s 2 da
arde, dina uteis.
Ao Iris!!
N. IC-- Ru do rbig*-- -1I.1C
Para as noites de Santo Antonio, S. Joao
e S. Pedro
Neste estabelecm''iitn ene nirara i os an.adores
um variado e l'ndisaimn s< rtianento deFogos
chinezes > outros nacional s, de magnifico ffeito.
todos iu ffeusivs e alguus vistos, pela primeira
vez neste marcado.
Grande variedade de s rtei m caixiihas, em
bouquets d.-flores artificies assia como em flo-
res saltas e outras novidailrs dianas de apreco.
Diversos livros para motes, ri.ius dos quaes fo-
nun editadas este nno, erso p ra sortea avul-
sas e pnpeis de differente qoal dnes eores.
Perfum ras, quinqui harina, rain s de flores de
cera para b .los e um Inda soiiimentode c-stinhas
e caixinhas de setim e cart nadas, nattrto proprias
para pre' ntes.
Charuto*, cigarros, ramos e mtis prt?uces do
melhor que vem a tato < reado.
Tuda a preco muito r-" veis.
Acedes entre amifOS
F;"- --m ifivito a m casa de taipa no
Maiu ir i, um terreno n i Baarthol meu e mais ob-
jectos, que corra eom a I t.* par e da 12. lotera
da provi.ocia de A agua.-, por oo ter utiaccao os
bilhetes de dita rifa.
Ama
Preeisa-se do urna ama para coiinbar, porm
que durma em cata : na ra de Riachuello n. 57,
portio de ierro.
Preeisa-se de urna ama que aoja boa cosinheira
na ra do Csbug u. 16, 2- andar.
Ama
Preciga-se de ama nma para cosinbar : a tra-
tar na ra de Pedro (vo n. 10.
Ama
*>^ LAROZE ,rQ
Xarope de Casca de Laranja amarga
o IODURETO de POTASSIO
AMIOTADO PELA JUNTA DB HYOIENB DO BKaHL
Precisase de urna ama para tod-> servico de
casa de familia a tratar na ra do Gotovello
numero 46.
Ama
Dr. Antonio Francisco Correia de
araujo
Domingos Jos Bezerra e seu genro Liberato
Jos Marques, p-ofundamente sentidos com o pre-
maturo passameufo do Exm. Sr. Dr. Antonio
Francisco Correia de Araujo, mandara rcaar na
capellade S. Jos da Boa Esperancs, no dia 1C
do eorrente, as 7 1|2 da man ha, urna missa pelo
descanco eterno da alma do referido Dr., convi-
dando para assistil-a os s"us amigos e os do il-
lustre finado. Desde j confessam se agradecidos
aquellas que se diL'narem de comparecer a esse
acto.
Precisase de urna ama para lavar, engommar
e cosi.v ar para dnas pearoaa : a tratar na ra do
Imperador n. 75, loja, das 9 as 4 da taode,
Ama*
Precisase de urna ama de leite : na ra de
Pedro Affonso n. 70.
Vinas para eoziobar e en-
Todo o mundo conhece as proprieda-
des do Iodureto de potassio. Os mais
distinclos mdicos da Faculdade de medi-
cina de Pars, e principalmente os Srs
Dres RtcoRD, Blanhb, Troussbau.
Nlaton, Piorby, Hogbr, obtinerio os
melhores resultados no tratamento das
affeccoea escrophuloaaa, lymphati-
cas. cancrosas, tuberculosas, nos da
caria dos ossos, dos tumores bran-
cos, da papcira ou bocio, das mo-
lestias chronicas da pello, da agrura
do sangue, dos accidentes aecunda-
rios e terciarios da syphilis, ato.
Este agente poderoso administrado em
soluro com agua, tem por inconveniente
o irritar a mucosa do estomago e deter-
minar accessos gastralgicos.
Em vista d'isto, os mdicos cima men-
cionados escolherfto por excipiente rVeste
fumoso remedio, o Xarope da casca
de laranja amarga de Laroze, o jual,
por sua aeco tnica sobre os orgaoa do
upparelho digestivo, facilita a absorpefio
de iodureto de potassio, previne qual-
quer irritaciio e permiti que se continu
o trata ment sem temor de nenhum
accidente al completo restabelecimento.
Moa mosmoe de pasitos acho-se os seguintes productos do J.-P. Laroze:
XAROPE LAROZE>&*TNICO, ANTI-NERVOSO
C M Gaatrltea, Gastralgias, Dyapapaia. Doras Calxnbraes tomaejo.
XAROPE SEDnTiWuraVaLA-BROInRETO DE POTASSIO
Coetra BpUepela, Hysterteo, Danaa de S. Oay, Iiisomnla das Crtanoas daranu a dantloto.
XAROPE FERRUGINOSOS t^toPROTOIODURETO-FERRO
Castra a Anemia, Chloro-Anemia. CAres paludas, Flores brancas, RaobltlaaD.
Na roa do Henifi-
ca sitio que fica em
frente da Estra da| dos
Remedios, se precisa!
de dnas amas forras on
escravas^ para servico
d^ cozinha e oogoa-
mado.
gtptsfa m todas u toa gregarias do raz
Parle, J.-P. LAROZE e O*, Pharmaceuticos
,*L DES LtOUS SAINT-PAL, 2
Alfg-se
Na ra do Viscoude de Pelotas n. 36, a casa
terrea da ladeira do Varadonro na cidade de Olin-
da n. 22 por 12000 mensaes, tem duas salas, 3
quartos, coeinaa frs. bom quintal eom cacimba e
portio para o becco da Pbeira.
Alnga-sc
a casa terrea ra de Prei Henrique n. 6 e o
sobrado da praca do> Conde cfEu a. 26, com com-
modos para familia, est limpa ; a tratar na ra
do BarSo de S. Borja n. 28.
AliHG
urna grande casa com dous grandes quintaes e
agua encanada, ra Lembranca do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz
n. 32, 1- andar.
Aluga-se por 25~f~
a grande casa terrea ra de Luiz do Rugo n
47-B, com 5 quartos e mais um frs, bem concer
tada : a tratar na ra do Mrquez de Olinda n.
60, ou no Caminho Novo n. 91, padaria a chave
para correr, na taverna junto.
Alnga-se barato
A casa n. 96 ra dos Guararapes.
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanna.
A ra do Rosario da Boa-Vista n. 39
A ra Lomas Valentinas n. 4
Casa i ra da Ponte Velha n. 3.
Trata se no largo dr Corpo Santo n 19.1 andar
Mndanpa de escrip-
torio
O advogado Francisco do Reg Baptista e os
solicitadores Diogo Baptista Fernandes e Anto-
nio Machado das, mudaram sen oscriptorio para
a ra do Imperador n. 22, 1- andar, lado de de-
trs, onde serio encontrados das lo horas da ma-
nhi s 3 da tal de.
Aos seohores locistas e alfaiates
Maria Magdalena e Felismina de Miranda, re-
sidentes roa de S. Joao u. 26, cos> m com pres-
teza e p^r preco commodo camisas, eeroulas, cal-
cas e pnletots. Os senhores legistas e slfaiates
podem se informar do negociante Jos de Ariujo
Veiga, roa largado Rosti, que est habilitado
a dar quslquer escarecimento.
16,600 RECOMPENSA NACIONAL / QQQ
fr.
fr.
ELIXIR VINOSO
A Quina-Laroche conten todos os
principios da quina, tem um posto muilo
agradavel. e superior aos outros viubos
e xaropes de quina; contra o descat-
mcjtn (las forcas e (la energa, as afftccoes
do eiluiiuigi), as febres inee eradas, etc.
B?fr FERRUGINOSO
a feliz combinaeflo de um sal de ferro
eom a quina. E' recommendado contra
a pobreta do sangue a ckloro-aneiiua, as
onsequencias do parto, etc.
Pars, 22, ru Drouot. nas principa*? Pbarmaoias do Mundo.
Gotta, Rheumatismo, Dores
SoLugo do Doutor Clin
Laundo d Faculdade de Medicina da Pars. Premio Kontyon.
--------
A Verdadeira Soiug&o CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Affecgoes Rheumatismaes agudas e ckronieas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessarlo calmar os
sofTrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
itt3 Umi txplictoi detalhsda atompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solnofio de CLIN & C'*, de PARS, que se encentra em
^ attaa dos Droguistas e Pharmaceuticos. .
ORIZA LACTt CRtMt ORIZA ORIZA VEI.OUTE
Aguas mineraes de Va'es
l'onles
SC .lean
rdense
Desire
Deposi'o em Pernambueo, na botica franceza
de Rouquarol Frero Sucressores de A. Caors, ra
da Cruz n. 22
aos Consummidores
PERFUMARA oriza
PAM8 207, Ra Saint-Honci, 207 PARS
os proouc. -Sa perfumara oriza l.legrand
devem seu surreaso e favor pnblleo l
_ 1* A. nidada escrpulo com *a> i 2 A su craalidade ioalteraTtl t
sao lairic'ais. j i siartlade do sen aertume.
MAS SE IMITA OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA
sem attlngir ao sea grao de delicadeza e perleico.
Ck A appareneia exterior aestas imitaces sendo idntica aos Venia- 4
rjk ttriroH I'rotlurtan Oriza, os consummidores deoerao se Jk\
^B precarer contra este cominercio iilicito e considerar ran.o lf
TW. contrafaerdo qwquer producto de qualidade inferior ^ejk
vendido por casas pouco honradas. **&
4 ^Mil'iMUHMiO'iMHUalLXi O
temosa de Catalogo lliuatrado pedido franqueado.
OPP.RESSAO
TOS8I
UTAMD-EllllZO
NEVRALGIAS
feios OfiAEf-flS ESri;
vsplra-ee a fomaea ijue penetra no pello acalma o syiipton;;i nervoso, lacUiU
a expector?cad e favonsa aa funecoes aos ori^s resi.iratr:,i 5.
esa slsesde es casa de J. EJSPIC. ItS, rus M<-I.asare. e;u Pon.
Oerftilanotc-H l>IKile. : -&4SV 31. <* *'L A dt C"%____
;.ar edaljja de bonUa
Cosinhcira
Precisa-se de tma boa coiinheira, fiel e limpa e
de boa conducta, para cas de mocos solteiros : a
tratar na ra do barao da Victoria n. 62, priinei-
ro andar.
^oraetlorias
Na ra da Gloria n. 144, faz-se cernidas com
limpesa e pontualidade.
~m ile Wm
Em quartts e meias garrafas, v tr Fsria
Sobrnho & C, roa do Mrquez de Olinaa i. 41,
DEPOSITARIOS
Reslaurant America
Os propnetarios deste modesto estabelecimento
participan) ao respeitavel publico que aceitam en-
commendas de bolos para os festejados dias de
Santo -. ntonio, S. Joao, S. Pedro e todos os san-
tos, e preparam ceias com todo o esmero e promp-
tido ; assim como receben: pensionistas internos
e externos pnr precos os mais resumidos
28 Ra Duque de Canas 23
HoNtnuruail Amerara
{ O OLEO CHEYHIER
14 defc afectad o pelo Alcatrflo,
I tnico i btiumico, o Qti muito
' junwttm proprlcdgda do (
O OLEO de FIGADO
H BACALAO FERnu&INOSO
6 *. mica prwancio ou perm^Ma
$t/mtn!$tri" o Ferro lem pn~
unr Plisa o de Ventrw, *om
lacommodo.
loe,
DIPLOMA DE BOm
lu

+S<.~\
tchmw^^
DIP0S1T0 feral as PUQ
21, ros raiuV-Intsurtn, 21
DEPSITOS BM
JVR11
":.yitti*od.H***
Jt:
a.cKiTADO roa todas ar
Celebridades Medicas |
CA fRANCA E DACUROPA
MOLESTIAS DO PE1T0,
' AFFECQfJES ESCROFULOSAS j
CHLOROSIS,
ANEMIA, DEBIL1DADE,
TSICA PULMONAR,
"T> V BBONCHITES, RACHITISMO
d.
"' ";>* 0Um i
PRINSII>ASS J'KARMACIAS do BRAZIL.
Vinho de Coca
FUNDA-HERN1AR1A ELECTRO-MEDICAL
invencao con privilegio por is annos
Dos I sao HARIE, mdicos inventores para curar radicalmente as Herris, mais ou trenos csrac-
tsnsMkM. Ate agora as nndas-heraiaria team sido apenas um simples meio para conter as hernias. Os
ias MARfK, reeolTerio o problama de conter e curar pnr meio da Punda-herniaria electro-medical
i eostrabe os narros, fortifiea-oi sem abalo nem dores e parame a cura radical em pouco tompo.
PARS. 46. ha db l'Abbrb-Sbc. Deposito em Pernambueo : A. CAOR3.___*
Ao publico
Vendo c kbafxo asrigiiMiio do Diario cV I ontem
(11 do eorrente) nm nuncio fro por um
nymo que declariva qn.-, ej.notnndo que o ;:b*\to
assignado pre:endia ou s us predios, que
estavam pujcitos ao patean ent.. ole urna flanea de
6:154>00 pre.itauo por elle, vin declarar que
unncamanifest.il im-r.- vender s-us predios, e
que senhum onus de byp l finn?a pet so-
bre elle*, vist. como nao Jf^r^eera em /turna-
tia A pesaoa alguin- <.nymo qne tal vez
nio pos6a veader ucio hypot eew, cerno consta
ter feto em S'iis predios, para embarscar o pa-
gamento do que d' vs por e.indeumxca" de sen-
teaca judicial. EecirV, 12 de jonbo de 1886.
Josa O. do S. Beirio.
Prepara se lindos tonqnets, assim como aluga-
se armaces de bandejas ; a tratar na ra He
Hurtas n. 58, ou na ra do Imperador numero 31
ou 67.
AO
e i murcio
Joo Ferreira de M II), teudo encontrado ou'ro
de igual nome, desta data id aiante assignar-
se-ha Joao Jos Affonso de Mello.- Recite, 9 de
jmho de 1886.
Criado
Preclsa-se de um criado de 12 14 annos, para
o servico de cas* e ra na praca do Conde d'Eu
n. 20, 1 andar.
Criado
Aluga-se um malatmiio escravo para criado, o
qual sabe fazer compras e todo o servico do casa,
por ter jA 17 nnc. ton boa conducta o bastan-
te radi' trate* K m r .". e S. Jo2o n. 27.
AS
^Enfenniaadss^ Secretas I
AaV^NOR^KAOlAS
; FLORES BRANCAS
CO FWH as EMTtS
-vasentes cu *nigo s6o eondot en I
J^ocoov .lias em eoreto, sea: rigi-l
(n c<*m tisanas, sem cansar .s*-a \
jraotestar us orgauc digestivos, peiasj
czjLi'os.wee.s
I a in]ecgo de
jo doutgr mmm
DeOuxos, Gripc-2, Bronchilcs,
Irrito^des do Pe-ito, o XAROPE e ^PA.STA peitonU
deNAF teDELANGRENIER I :.;<*ert
creriflcatla porMembrosdttAcitlcuii:^: -'rwj?.
Sm Opto, Morphina ncm CtotfB OD recelo
oriuicas affectadas de Tossa nu Coqualucho.
PARS, rita Virienne, 53, JfABIS
E EM TODAS AS PRAHMACU8
DO JI US DO-
XHp* v|r.
%-
.u. Rul)^.. !
* k,mji5(Ad :
.*V*t- "tuiwa
a **#.isw& ** se staiB'''^>*,*n'
CREMEdeVOUGEOT
Especialidade de Casis
i C JUSTIN DEV.LLEBICHOT
DXJON (CdlsBr) yraac*.
tB HetUJusm nu Eieotietm de i
PAUZ 1ISS, ISW, 1117 (EtSMtiai Mvanal)
KM 1M> (aeiilkj a asir), II
LOmtJ. NAMI MI I0RBEA01 1|, IMS
MC18 1IH KSAien, TUTB 1113
BasaltirionB Permmbuco : rtaiVBL la BlXVa C
KaSH
Acabarao-sa as Cas
ohi i: ti ti ica aos Cabello i a Bmrba
i Cor natural
i 3s A" i'caca sen Lavag?m eb p eparacao
38 smiioa DE XITO
E. SALLE'3 ti;.; J. MONEGHETTI, aucoessor
rernis'.j-CSImlc, 73, rna TurUgo. PA
Vtnn>-tt tn t da al principan PBrfumjr:tts c O'oSaria
Vnhtiii

*OM Jt aalsa ifcrrooiun c le scjs He Laracias anargiB.
TNICO RECONSTITDINTF
.demedio soberano
CO.TRA A
CHLOPnsE. ANEWIA. CABIE DOS OSSOS.
AFf .^flES DAS VAS DIGESTIVAS,
diaruheas chronicas, rachitiswo,
escrfulas. deb!u/>ad.
COV.VALESCENCAS DE FEEEJ JVPHOlDrAS
E DC M01ESTIA8 ORA/ES, ETC.
Vtfda emgrosso: J. B. Bosredo7i
Pai"cicciico n ERIVE (Corra), FRAHCA.
lViHBlt/n n Pern imbuco ;
y. RA.lsrv ivt. da SILTA &
K >i ai Uti rasranv i" i. -r
NICO
#

%
Preoaraoo de Productos Vegetaes
XTINgo'DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
fAARTINS & BASTOS
Pernambiuto
Bouquets de apurados e
oovos gostos
O bem conbecido fabricante de bvjquets, Jos
Samuel Botelho, se faz lembraio nest-j trabalbo ;
alm da reputac^o grangeada m lie, pelo Rosto, as-
seio, promptidSo, etc., tem hoje para offerecer ao
publico novos porta bouquets de b.m estudada
o reflectida couibinace e gosto ; a tratar na ra
do Barao da Victoria n. 20, loj de miudezas, e
na rus do Mrquez de Olinda n. 43, loja de sel-
leiro.

'Aye-sCherryPecoral)
Paila acvua dc CoMSTiMfikJ,
r0SS.ASTII MA.BRONCHITE.
CotXJtLUCHl OuToSSf CONVULSIVA
Tsica ePulmmar.
Prr^.rs. D, J C KfUiOAJjmt. M..iolfc
\ssurar especial
Joaquim Salgueiral & C, proprietarios da refi
' nitcao ra Direita n. 22, tendo reformado com
pletameote o seu estabelecimento, scientificam a*
i publico em geral e especialmente ao commercio,
I que teem sempre um completo sortimento de assu-
esres, tanto em caroco como refinados, de 1', 2 e
3a sor te, e especial refinado com ovos, o melhor
que se encontra no mercado, e podem de prorapto
satistszer qualquer pedido que Ibes seja feito, pois
para iiso teem sempre um grande deposito. Ga-
ranten) a boa execuco e limpesa dos seus pro-
ductos.
445
>umro (elepbonlco
SMUL5A0
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de baealho
COM
Hypophosphilos de cal e soda
ApprAvada pela eJunta de iiy
giene e antori>ada pelo
governo
E' o melber remidi at hoje descoberto para a
ilMlca bronchale^ escropbulas, ra
lilllt.. anemia, < etftliaadc rni eral.
deflaxoM. losse rlarunica c aaTec^en
do pello e da aarisania.
E' muito superior ao l baealho, porque, alm de ter chairo sabor agr- i
daveis, possue todas as virtudes modicinses o na-
tntivas ao oleo, alm das propriedades tnicas
reconsttuint> a dos hypophosphitos.
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambueo
Pilulas purgativas c depuravas PARA COSINHAR
Criado boleciro
Aluga-se um mulatinbo escravo para criado, o
qual sabe bolear : trata-se na ra de S. JoSo,
casa n. 27.
4llenei
Perdeu-se um alfinete de oura eom perolas, da
ra do Barao da Victoria 4 ra Nova de Santa
A' venda nas Rita ; quem o acbou pode leval-o ra do Mr-
quez de Olinda n. 55.
de Campania
Kstas plalas, cuj.: preparcao puramente vp-
tal, te<-m sidj por mais de 20annos -pr .lii.nias
eom os me'hores resultados nas seguintes moles-
tias : affecc,Ges da pelle e do figado, syphilis, bou
boe8, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas c-
gonorrbas.
Modo de. amal-aN
G mo purgativas: tome-se de 3 a G por da, ie-
bendo-se aps cada dsc nm pauco d'agua adoca- '
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tonae-se um pilula ao jantar.
Estas nilulas, de invengo dos pharmaeeutieos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornando-
M mais recommendaveis, por serem um seguro
Durgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser ;
isadas em viagein.
ACHAM-SE A' VENDA
lia drosaria de Faria Mobriiiho ft C.
A\ BA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Precisase de urna
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da ty-
pographia do Diario
Ensillo commereial
Ailenco
Constando que o Sr Joao Goncalves de Souza
Beirao pretende vender os seus predio*, previne-
se que elles estn sujeitim ao pagam. nto il- mi
fianca de 6:154 prestada pelo ineeino senhor no
juizo de orphaos, Cartorio do Sr. Pontea.
Profcssora
Preeisa-se de urna protessora habilitada para
oceupsr-se da educacao de meninas fra desta
cidade, em um engenho prjimo da tstncio, exi-
eindo-se para dito fim me saibi as materias de
intrucco priman- francoi im*rai necesesrias,
assim como mi' M, piano, tribaihi.s de costura,
etc., etc. ; a ti tar i.u iua do Imperador n. 48,
primeiro andar.
Mercearia
Traspassa-te urna caga de molhados em urna das
principaes ras desta cidade, muito afreguezad i,
ivre de impostos e de quaesquer dbitos.
Quem pretender dirija se A ra da Madre de
Den n 22, das 9 horas -H
CURA CERTA
de todas es Affecces pulmonares
Humo e norlarne
POR PEDRO MARA LIAUSU
XO C0IXEGI0 11 DE AGOSTO E CASAS PABTICULABII
Bscripttiiraeo mercantil
Curso essencialmei. tepratico de todas as iransae-
coes coinmereii.es e banearias, interiores e exte-
riores, censignacoes, cambios, etc.
Vriihnn'ilii commereial
Applicada especiali, 'e as operagoes eommer-
eiaes e banearias e curso completo de contas cor-
rentes com juros por oonta e em participacoes,
em diversas moedas, adoptadas pelo alto commer-
cio e os bancos.
Calli,rapliia
Cursiva, bastarda, redonda, allemao, gotbica.
l.in^ua ti anceza
Curso theorico e pratico com todas as dffienlda-
des da syntaxe em 90 licoes. Supplementj da
estudo sobre a syntaxe, locucoes familiares, idio-
tismos em 30 lices.
Ao commercio em geral
Encarrega se de escripias
atrasadas, escripturafes de casas commerciaes
e de escripias de casas pequeas ; abertura e ve-
rificar, Oes de livros, batneos v inventarios, cor-
i respondencia mercantil ; trabalhos de contabili-
INaba ae 6 da tarde. dade e de calgraphia, etc.
Para trucar, roa da Citoria ai.
Todos aquelles que soffrem
do peito, devem experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
1 iii iA; i I 'i i*' i i-: i">1i\ Darnimhufft '
!?.%
uepoBItarlOS em Pervamoaco .
FRANCISCO M. di< SILVA tt C.

es
PAST1LHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
so
as
3
as
T3
es
5>S
VOS 4:0tt4Q0
2ZLSSTSS :S8TIS3S
Rna Primeiro de atareo n. 23
O abaixo assignado, tendo vendido no
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 1603 com a sorte de 2009000,
alero de outras sortes de 32#, 165 e #>, da
1 rteria (57.'), que se acabou de extrahir,
convida aos possuidores a virem recabar
na conformidade do costurae ain des<;i>nto
algara.
Acham-se venda os afortunados bi-
; lhetes garantidos da 8.a parte das li-teriaa
i a beneficio da igreja de S. Pedro d'est ci-
dade (58.a>, que se exirahir terr^a-feira, 15
do eorrente.
Preeos
Inteiro 4,5000
Meio 25000
Quarto 15000
ra qwantidade maior de IWO*
Inteiro 35500
Meio 15750
Quarto 5875
Manoel Marins FM%a.
v
a
O Remedio mal tfficii e
Seguro que te lew detoobeno He
hoje per etpe'lir ts Lobrlgis.
BOQBIAYOL FRERES
Surtes
Vende-se bonitas sortea para Sanio Antonio,
S. Ji.ao e S, P< dro : no pateo de C>. Pedro n. 4.
Preven^o
Previne se qne ningaem faca negocio cosa a
casa da ra das Prrnambucanas n. 1, da iregoe-
aia da G'aca, perteneenle a Jos Machado da
Costa o saa mulber, -por quanto elem deste bera
estar sujeit" 4 dividas, est letigioso, .o por con-
seguinte sem vator qualquer venda, alieuacSo da
hvpotbeca que se faca ou quo eristir poisa. __

I




-A



'1

V

.


1 mam i



m -ip



Diario de PernmbncoDomingo 13 de Junho de 1886
a
COMclra m vapor
Suprimento para o vapor Jaguaribe
N. 927:170
O Sr. Francisco Alvcs da Costa, commandante
do rapor Jaguaribt, pela segunda vea rogado
vir ra do Marque- de Olinda a. 50, dar euav
primento ao numero cima. Pede-ae ae digno
gerente providencia a reapeito. ___________
Aos scuhores capita-
listas
O agente de leiloea, Pestaa, autorisado par
m amigo que retirou-se para a Europa, vende
trinta e cinco predios (catas terreas e sobradas),
em perleito estado de c servacSu, nos mclhores
lagares das freguezias do Becife, Santo Autonip,
8. Jos, Boa-Viata e (iraca : tratase no Becife,
rna do Vigario n. 12, armazem.
4o eo ni memo
u, abaizo aasignado, declaro que disaolvi a
sociediide que tinba na padaria sita ra de D.
Maria Cesar n. 30 com o Sr. Joaquim Goncalves
Coelho, sabindo este pHgo integralmente da parte
que lhe tocn e desonerado -aquella sociedade ; e
abuzo aasignado reaponsavel pelo activo e pas-
rvo, isto a contar desde 31 de Maio prximo pas-
tado. Recife, 8 de junho de 1886.
________^^ Jos Mauoel 84._______
Aviso
A companbia North Brasilian Sogar Faetones
Limited, declara que com data de hoje expedio
cartas de aviso aos agricultores que contractaram
'o ornecimento de canoas do engenho central de
8. Lourenco, prevcniudo-os da possibilidade de
ao serem concluidos os tramways atempo da moa-
jem da prxima safra.
Becife, 7 de junho de 1886. _____ ____
Goitiein
Precisase de nm no Instituto Acadeniieo.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinbeira : na ra de Pay-
aand n. 19, Passagem da Magdalena.
Precisa-se
de ama peasoa habilitada a planta de capim e co-
Ihemento de fructaa e juntamente para vender as
tesinas, tendo nm cavallo ao sen dispr pora cujo
trabalho, dando fiador de sua conducta : a tratar
a ra larga do Rosario, restaurant Cinco Na-
$__
Massa para bolos
O que ha de melhor neste genero ; vendein
Braga Gomes & C, ra do Marqu<-z de Olinda
uumero 50.
Altenco
No Caminho Novo, defronte da professora, la-
va-se e engomma-se com perfeicao ; as pessoas
rao qnizerem dirijam-se casa n. 38, no mesmo
Ingar
Aviso
Precisa-se de orna professora que saiba tocar
bem piano e mais traba Ihos de senhora, para en-
genho : a tratar com o Bario de Naaareth, ra
do Imperador n. 79, 1 andar.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro de 12 14 nnos de
idade, com pratica de taverna, dando fiador de
sua conducta ; a tratar na ra das Trncheiras
umero 23.
Cosinheiro
Precisa-se de um cosinheiro : a tratar na raa
de Paysand n. 19 (Passagem da Magdalena).
VENDAS
Plvora
Vende Candido Thiago da 'Costa Mello, em seu
deposito a ra Imperial n. 322, otaria, onde tam-
ben) vende tijolos e telhas. Telephone n. 221.
Cabriolet
Vende-se um ere perfeito estado e por preco
rommodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47
Dba d'acaa lo
Vende o Vasconcellos ra da Aurora n. 81
corram a ella !_____________ ____________
Engenho venda
Vende-ae oengenhi Murici, com safra ou sem
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
respectiva estacao um quarto de legoa, podeudo
dar seis caminhas por dia, moente e corrente,
tem duas casas grandes e duas pequeas para mo
ida, e outra para farinha com anas pertenuai : a
tratar na rna do Imperador n. 65, 2 andar.
Mutamba
DE
J. Delsnc
Contra a calviee, queda dos ea
bellos, easpas e nevralgias
da cabeea
Pre$o de cada frasco l^oOO.
Vende* Odilon & Irmao, cabelleireiros,
ra da Imperatriz n. 60.____________
Vende-se
nm terreno no Fundao, li sitando oom o oajueiro,
tendo 300 palmos de frente e mil e tantos de fun-
do, livre e desembarazado, ou troca-se por urna
casa em Olinda : a tratar na ra Velha n. 118,
taverna.
Nove porto do carvo
--Bna Maraaei do erval
Vende ae car vio a 780 rs. a barrica, e quem
ti ver comprado 3 barricas, ter urna degratifi-
caco. Mais ostro offerecimento vantajoao : o
orauidor que houver reeebido dez barricas gra-
tis recebera nm quarto de bilht'tes da lotera de
4:000* da provincia ; se em dito quarto sabir a
sorte grande, sera entregue ao portador 20 vig-
simos da lotera do Rio de Janeiro, 20 ditos da
corte, >0 ditos da importante lotera das Alagas,
a 80 qaartos da lotera de 4:0O0 da provincia.
Portanto, o possuidor dos eem nmeros est habi-
litado a tirar mais de 220:0001.
N. B. O portador s ter direito apresentando
m aloe* a -cibaa foraecidoa pela casa._______
Pinbo de Riga
Vendem Fonseca Irmaos te C, a preco mdico.
WHISKY
OYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Ssceese prete.rivt
ao cognac ou agurdente ae canoa, para fortifica-
o corpo.
Vende-se a retalho noa t_ iberes armazens
nolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo m-
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BROWNS &. O, agentes
Agurdente de caima
Vende-se em ancoras, a superior agurdente do
caldo da canna : na ra estrtita do Rosario nu-
mero 8.
Grande sormenlo de lo-
gos
Nacionaes eChinezes
Proprioa para .ali.
PARA OS FESTEJOS DAS NOUTES
DE
Santo Antonio, S. loSo e
8. Pedro
Vende-se em caixas e a retalho por precos com-
modos.
Ra do Barfto da Victoria n. 61
Loja do Suiza
Ao 65
Vende-se
Bonitos Ieques de gaze para senhora, a 34, 6j
8 e 10.
Ditos de setineta, de 1*500 a 25U0.
Ditos de papel, de 300 rs. a lf.
Em continuaco
Cintos de couro a 1*500 e 2.
Babadas bordados largos e estreitos, a 100 rs
a peca.
Chapeos para bapcisados, de 1*500 a 8*.
Ditos de palha para enancas de 3 a 4 annos, a
2*500.
O Pedro Antunes 4 C. quem tem para liqui-
daco.
Belleza, frescura, juvenlude
P. branco dea (races para ama-
nar a pelle
Estes pos, de urna fineza extrema, especialmen-
te preparad aormosear a pelle, sem alte-
ral-a.
A' venda, Mfl i_j& do Pedro Antunes & C.,*ub
do Duque de Caxias n. 63.
Igualmente o bem conhecido leite de rosas para
extinguir as espinbas e pannos, os mais assombro-
sos inimigos de urna assetinada face, restituindo-
lhe a belleza antiga.
Em ultima analyse ser bom nao esquecer o
crme rosado para os labios !! S a Nova Espe
ranea.
t til e agradael
Fazer um delicado trabalho de crochet com
novellos de la e seda de diversas cores, que {eem
o Pedro Antunes & C.
Linhas de diversas cores, dita branea de linho
para faaer trivolit, medalhro tranca bem conhe-
cida para o meamo.
Um bonito desenho colorido para mesa bonita
almofada.
Ao 63Ra Duque de Caxias
O lempo proprio
Boas meias de la para homens e senhoras, luyas
de dita para quem soffre de rheumatismo.
Ao 8Rna Boque de Caxias
GRANDE
un
massa de mandioca de primeira qualidade, para
bolo, a 1 *000 o kilo : na Camboa do Carmo nu-
mero 10____________________________
Novos Irnos de sortes
tirando variedade
a livraria PARISIENSE de Medeiros <_ C,
ra Primeiro de Marco n. 7-A.
4 Bella Aurora
Ver para crer
A verdadeira carne do Serid
A 800 ra. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
A 800 rs. o kilo.
Teem para vender Pinto Figueiredo & C.
l*raea do Conde d'Kii n. *
Padaria
Vende-se urna padaria em um dos melhores lu-
gares desta cidade, tambem se admitte um socio
aue esteja as condicoes de tomar conta do ne-
gocio : a tratar com os Srs. Machado Lopes &
Companhla.
Attenco
Vende-se Manteiga ingiera superior em latas de
12, de 4 a 1#100, e 7, 14 e 28 a 1*000 por libra e
gaz inexploeivo a ra do Bom Jess n. 38.
A RevoluQo
M.4i
ra Duque de Caxias, reaolveu a vender
os seguintes artigos com 25 jq de me-
nos do que era outra qualquer parte.
Las com bolnhas a 500 e 640 rs. o covado.
Hetins maco a 800 rs. o covado.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
Setinetas escossecas a 440 r.i o dito.
Cambraia com salpicos a 64 rs. a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Linhos csco6sezea de quadrichos e lisos a 240
rs. o dito.
Mariposas de cores a 240 rs. o dito.
Renaa da China 240 rs. o dito.
Damasco de 12 com 160 centmetros ae largura
a 1*800 o dito.
Bramante de linho com 9 palmos da largura a
1*800 o metro.
Bramante tranca. dealgodoa 1*200 dito.
Bramante do urna largura a 30, 360, 400 e
440 rs. o dito.
r>rim pardo a 300 e 360 rs. o covado.
Brim prateado de linho a 600 rs. o dito.
Crochets para cadeiraa 1* e 1*600 um.
Ditos para sof a 2* e 2*500 um.
Colchas de fusto branco a 1*800 urna.
Fichs de l a 1*, 2*, 2*500, 3* e 4* um.
Espartilhos de coraca a 4*, 5*, 6* e 7*500 um
Camisas de linho bordadas a 30*000 a duzia.
Chitas finas a 240, 280, 320 e 360 rs. o covado.
Slntos para senhora, nordade, a 1*500 e l*80u
um.
Lnc^s brancos finos a 1*800 e 2*000 a dnsia.
Cobertores de la a 2*, 4*500, 6J500 e 8* um.
Cambraia preta para forro a 1*200 a peca.
Meias para homens e senhoras a 3$, 4J, 5* o
6*00u a dusia.
Madapolao gema e pelle de ovo a 6*500 a peca.
Cambraia branca a 2* a peca.
Crinolina branca e preta a 2*800 a peca.
Toalhas felpudas a 4*000 a dusia.
Toalhas alcochoadas a 12* a dueia.
Cobertas de ganga a 2*800 e 2*900 urna.
Lences de bramante a 1*800 um.
Para as Kxman. nolvaa
Setim maco a 1*200, 1*400, 1*800 e 2*000 o
covado.
Popelina de seda a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
Capellas e veos finos a 10* e 14*.
Colchas bordadas a 5*000, 7*000, 8* e 10*0.0
urna.
Cortinados bordados a 6*500 o par.
Fruetas maduras ^
Vendc-sc diariamente especiaes laranjas para
mesa, mangabas, sapotas, e outras muitas : no
largo de S. Pedro n. 4.
Camisas nacionaes
a ssoo, aeo e a*5oo
32=^ Loja roa da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelacimento um gran-
de sortimeuto de camisas brancas, tanto de aber
turas e punhos de linho como de algodo, peloe
baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo tazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muite mais bem feitas, por serem cortada* por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vjntade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3.-, de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
118 Raa da Imperatriz = 3;
DE
FERREERA DA SDLVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
jitavel publico um variado sortimento de tasen-
as de todas as qualidades, que se vendem por
recos baratiasimos, assim como um bom sjrti-
mento de roupas para homens, e tambem se maD
da taser por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de paunos fino*.
casemiras e brins, etc.
-
naa
?*oa
10*(KX
12*00(
5*50i
6*50<
8*0U
3*0U
1*60V
1*0U
da InaperairlB
Loja de Pereira da Suva
Neste estabelecimento vende-se as roupas aba)
xo mencionadas, que sao ba- i -.n-as.
Palitots pretos de >"T; ^. aiagonaes e
acolchoados, senao tazenaas muito en-
eorpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cotdao muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12*00)
Calcas de gorgorao preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemira de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brisa pardo a 2*, 2*500 e
Ceronlaa de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
Collcttnho de greguella muito bem feitos
Assim como nm bom sortimento de lencos dt
linho e de algodo, meias cruas o collarmbas, etc.
Isto na loja aa ra da Imperatriz n. 3>
Riscados largos
a too r*. o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem st
riscadinhos praprios para roupas de meninos i
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tendo quasi largura de chita tranceza, e isi.-
como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. o
do,e ditas es caras a 240 rs., pechincha
loja do Pereira da Silva.
Fuataea. aetinetaa e luainbaa a s>0
rs o covado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-k
um grande sortimento de fustoes brancos a 50i
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-core.
fi-zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covado
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas li-
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merino pretos a lat
Vende-se merinos pret >s de duas larguras par
vestidos e roupas par meninos a 1*200 e 1*60
o covado, e suoenor setim preto para enfeites t
1*500, a;sim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs.; na nov
laja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Algodaoainno franre para lenco*-
a oo ra.. I* e 1*00
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-*
superiores algodaozinhos fraucezea com 8, 9 e li
palmos de largura, proprios para lences de un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 i
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, at-
sim como superior bramante de quatro largura,
para lences, a 1*500 o metro, barato ; na loj
dj Pereira da Silva.
Roupapara meninos
A IS. -ISO e
Na nova loja da ra da Imperatriz ii. 32, si
vende um variado sortimento de vestuarios pn>
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dito.'
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorao pr^u
emitando casemira, a 6*, sao muito barates ; n>
loja do Pereira da Silva.
Camisas de cretone
Na nova loja de fazendas ra da Imperatriz
n. 32, vende se camisas de cretoae de cores, sendo
muito bem feitas e de bonitos padres, pelo bara-
to preco de 2*500 cada urna ; assim como ditas
brancas muito finas, pelo mesmo preco : isto aa
ra da Impc atriz numero 32, loja de Pereira da
Silva.
6|h
12*000
800
1*800
500
1*500
800
Fazendas brancas
SO' AO NMEiO
40 rna da Imperatriz = 4
Loja dos barteteos
Alheiro & C, ra da Imp riz n. 40, ven-
dem nm bonito sortimento de todas estts fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodoPecas de lgodozinho com 20
jardas, pelo- barato preco de 3*800,
4|, 4*500, 4*., ,C, bS, 5*500 e
MadapolaoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas brancis e craas, de 1* at
Cregaella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lences, toalhas e
ceroul, vara 400 rs. e
Ceroulaa da mesma, muito bem feitas,
a 1*200 e
Colletihos da mesma
Bramante francs de algodo, muito en-
corpada. com 10 palmos de largura,
m-'tro 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e tfgtL
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
dres delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que na de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, [na conhecida
loja de Alheiro & C, esqun do becco
dos Ferreiros
Algodo entestado pa-
ra lenfoes
A llOo ra. e lOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
i>odo para lenfoes de um s panno, com 9 pal-
s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
t>0 o metro, assim coma dito trancado para
machas de mesa, com 9 palmos de largura a i*20u
i. otro. Isto na leja de Alheiro o C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
A beiro C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acimt
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
d becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas l-rguras, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
04, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pechncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista venden, urna grcdc
porcio de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordadas a lOO ra. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, douB metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Pechncbas para acabar!!!
Ra 1ia|ue d Caxias n. &
Fustoes de cores para vestidos a 240 e 320 rs
o covado.
Chitas claras e escuras, 200 e 240 rs o dito.
Sargelins diagonal de todas as cores, 240 zs. o
dito.
Alpacas de seda idem idem, a 360 e 400 rs. o
dito.
Las cou bolnhas, novidade, 560 e 700 ra. o
dito.
Setiuuias superiores, fatenda de 600 rs., para
liquidar a 400 rs. o dito.
Damascos superiores, duas larguras, 1*800 o
dito.
Popelina branca de seda, 480 rs. o dito.
Setins maco de todas as cores, 80 rs., 1*000,
1|200 e J*40Oo dito.
Velludilhos de listrnhas, novidade, 1*600 o
dito.
Sedas japonezas, 400 rs. o dito.
Esguio para casaquinhos de senhoras, a 4* e
4J500 a peca.
Brim pardo fino para vestido, 500 rs. o covado.
Failes ae novos gostos, a 500 rs. o dito.
Camisas par senhoras, as mais lindas que tem
vndo, a 4*500 e 5*.
Saias rquissimas, para todos os precoe.
Cortinados bordidos. 6J500 e 9* o par.
Guaruices de crochet para cadeira e sof,
8*000.
Camisas francezas superiores, a 30g e 86*.
Bramante de algodo, o melhor que tem rindo,
1*500 o metro.
Id-in de linho puro, 2* o dito.
Colchas de cores, francezas, 1*500 e 2* urna.
. Lences de bramante muito grandes, 2* um.
Cobertas de ganga, idem idem, 3* urna.
Meias arrendadas para senhora, a 8* a duzia.
dem cruas, dem, 8* e 12* a duzia.
dem inglezas para homem, 3*500, 4* e 5* a
duzia.
Ceroulas de bramante bord-das, 12*000 e 18*
a duzia.
Lencos de linho a 3*. a duzia.
Casemiras de cores, inglezas, 1*40C e 1*600 o
covado, com duas larguras.
dem prefas dagonaes, 1*800, 2* e 5*4M o
covado.
Cortes de ditas de cores, proprias para invern,
a 2*500 e 3*.
dem inglezas, superiores, a 4*500, 5* e 6*.
Cortes d*- fusto par* colletes, lindos desenhos,
a 2*500 e 3*.
dem de gorgorao preto, a 2* para acabar.
Deposito de algoddes, tanto nacionaes como es-
trangeiros, superiores madapoles, brins, casexi-
ras de todas s qnalidades, cheriotes e merinos
para luto.
Vendas em grosso, descont da praca.
Carneiro da Cunha & i.
SO Ba Pugne de Caxlaa 9
Novidade
Frisadores para cabello, duzia a 300 rs.
Boleas chagrn para menina a 1*500 urna.
Sabonetes de .familia a 100 rs.
Ditos a 500 rs.
Cosmetiques pequeos a 40 rs.
Pulseiras de ouro romano a 3*, 4*, 5* e 6*000
o par : na loja Violeta, ra Duque de Caxias nu-
mero 65. ________ _
Massa de mandioca
YcHp- e iiassa, especialmente preparada, para
bolos de Santo Antonio, S. Joo e S. Pedro, a 500
rs. cada pacote de meio kilo : no largo de S. Pe-
dro n. 4.
Buhar
Vehde-se um buhar franoez em perfeito estado
I cqm tres jogos de bolas e seis tacos : a tratar ao
jantigo largo do Pelourinbo (corpo Santo) n. 7, cs-
I criptoro.
GRANDE LOTERA
Expsito central rna larga do
Misario n. ."8
Damia Lima b C, nao podendo acabar com a
grande quantidade de mercaduras, resolvern
anda orna vez convidar as Exmas. familias e o
respeitavel publico em geral, que com certeza na
guem perder seu tempo, fazendo urna visita
Expoalco Central
Pecas de bordados'a 200, 400, 500 e 600 rs.
Punhes e colarinhos bordados para senhora a
2JOO0.
Ditos ditos lisos, 1*500
Ditos para homem, 1*500.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Invesiveis grandes por 320 rs.
Lucos para senhora por 1*500.
Macos de 12 para bardar. 2*800 e 3*
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escossia, 1*000.
Broches para senhora (modernos) l*50f.
Um par de meias para senhora (fie de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J2O0.
Duzias de baleias a 360 rs.
Carrete de 200 jardas a 80 rs.
Metros de arquinuas a 160 e 120 rs.
Um par de froohas de labyrintho, 1*500.
Macos de gramp s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 ra.
Lindos passarinhos de seda para chapeos de
senhora, de 500 rs. a 1*000.
Um pente com inscripeo para senhora, 1*.
Um leque de 16* per 9*.
Brinquedos para criancas, Ieques de papel, fi-
tas, bicos de linho, quadros para retratos, lencos
topartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilhos,
eutrss muitos oojectos de phantasia por preco*
sem competencia: na exposico Central, rna
larga do Kosaro n. 38.
Fazendas baratas
Boa Duque de taxia numero Ot
Chitas petit pois de cores azues a 200 rs. o co-
vade.
Ditas finas claras e escuras, 240 rs. o dito.
Las eBeossezas, 320 rs. o dito.
Alpacas de cores finas, 500 rs. o dito.
Fustoes brancos finos, 500 rs. o dito.
Setinetas e gorgurinas lisas, 500 rs. o dito.
Meriu setim maravilhoao, duas larguras, 1*600
covado.
Cortes de vestido em cartes, 10* um.
Ditoe de cachemira idem, a 30* e 40* um.
Ficbus modernissimos, de 2* 9* um.
Ditos de malha, al* um.
Collarinhoa techados, a 5*000 a duzia.
Punnos finos de n. 25 30, 800 rs. o par.
Velbutina de todas as cores, a 1* o covado.
Merinos pretos e de todas as cores, setins de
todas as cores, cambraia com salpicos brancos e
de corea, topetes de todo* os tamanboa, meias
pava homens, senhoras e meninos, e ontros muitos
artigos por precos resumidos.
^MENDONQA, PRIMO -dt C
A MAIS IMPORTANTE DE TODAS HA VID AS NO
IBIl^lXII,
EXTRACCO A' 8 DE JULHO
DATA MARGADA NOS BESPEGTIVOS
Esta loieria esl a cargo do thesoureiro das loteras da corte
A EXTMCCO ETA NOtf DE JANEIKO
PREMIOS MAIORES
1 de.
1 .
2 .
2 . *
1 .
3 .
11 ..
I,ooo:ooo$ooo
2oo:ooo$ooo
1 oo:ooo|looo
5o:ooo$ooo
4o:ooo$ooo
2o:ooo$ooo
lo:ooo$ooo
24 de.
50 .
80
2 approximufoes de.
2
4
4
5:ooo$ooo
2:ooo$ooo
l:ooo$ooo
15:ooo$ooo
6:ooo$ooo
4:ooo$ooo
2:ooo$ooo
Alm de muitas sortes de 5oo|ooo, 2oo|ooo, loo$<,oo 4o$ooo e 2o$ooo.
Esta lotera de tres sorteios. Um bilhete joga em todos
elles e est habilitado a tirar mais de um premio.
Esla lotera em favor dos ingenuos da Colonia Isabel da provincia de Pernambuco
BILHETES VENDA
RODA DA FORTUNA
36-Ra Larga do Rosario36
m
Bernardino Alheiro.




8
Diario de PernambueeDomingo 13 de Jonho de. 1886
L!TTRATb\

OTAS DA VIDA DO MXICO
D. EVO!l\iA
POR
LUCIANO B1ART
CAPITULO I
Tre ruezes d apois da minha victoriosa
controversia cora o professor Guilherrae
Bis'ragra, o qual avanjara auduciosamente
qiiaC arlos Magoo, filho de Pepino, o Bre-
ve, a neto do Cario? Martel, era alie qSo,
o meu velho diento Vivanco tevo a idea
de festejar o meu anniversario natalicio,
21 de Jmitio.
Couvidou-rae para jantar, e cu sein le u-
brar-me do da, aeccit'i.
A' sobremesa, os tres filhos do inca hos-
pedeiro eu tinha salvado um de urna pneu-
mona, o outro da tosse convulsa, e tinha
posto talas no braca fracturado do terceiro
apparaceram carr.'gados da flores, e o
mais novo r6citou em voz trmula versos
expressamente eseriptoa pelo cura, uno dos
convivas. Este habito nao existe no Me-
rico; mas Vivando tendo-me ouvido fallar
das festas de familia no meu paiz, propoz-
se dar me uno alegrao, reeordando-ra'as.
E consigui o seu mtento. Ao ver as tres
crianjas que, nos versos do cura, me cha-
mavam segundo pai, salvador, amigo, desa
tei a chorar e a solujar. Passavam-me
p r dianta dos olhos as mais suaves, as
mais crueis e as mais enteroecedoras lera-
braicas; meu pai, minha mai, a minha
infancia, a minha trra, o exilio. O pobre
Vivanco arr pcodia-sa do que tinha feito ;
a mulher chorava, o cura chorava, os fi-
laos, por sua vez, principianta a chorar
tambe ui.
E' de alegra, disse-lhes eu abrajra-
do-os ; sao lagrimas de alegra, meus fi
lhosl
Puz-rae a rir, beb ura cipo de Xerez
8ade da mulher de Vivanco, e limpei os
olhos.
Pelas onze horas da noite, mandaram-
UO-, litteralmente, embora; eu fallava da
Aluda, d.s fasta* populares, de minha
mSi, assumptos nexgotoveis. Aeorapanhei
o cura. Trabamos ambos bebido bem;
diputamos sobro a creajao do mundo, e
eu exa ninava scientiticamonte a dupla ques-
tao do diluvio e do homem antediluviano.
Que ns importa Uto tudo ? dizia-me
o velho sacerdote ; e em que havia a so-
lacio d'esscs problemas de alterar o que
exist 1 Aii! doutor, porque motivo os
bomens, que se epaixonam por Unta cousa
intil, nao se bao do apaixonar pelo bem
alguma vez ?
N'esta ocjasio, despedirao nos.
O ar estava puro, agradavel; a brisa
atravessando os bosques de larangeiras do
B rri'> Nuevo, impregnara-so do perfumes.
O pico do Orizava negro, agudo, pare-
en cobrir cora a sombra a cidade, que lhe,
dorma aos ps O co, do um azul es
curo, estava serneado de innunmeras e3
tn lias s 'intilantes : satellites, planetas, co
metas ou ses. Pensando as leis immor-
taes descobertas por Newtra, leis ora vir-
tude das quaes todos os mundo* gravitara
em torno de ura centro eterno, deseonhe-
cido, pensando no tempo, no espajo, na
mat'-ri;'., no movimento, phenomenos que
delirattm todas as phih/sophias, reflectando
depois em que os seres animados que po-
voara o mundo padiam desapparecer sem
qua a forja, qu; arrasta os outros, expe-
rimentasse a mais leve lteracao, quando
d;i por mim, estava a repetir as palavras
do cura.
J perto de casa, avistei quatro ou cinco
pessoas reunidas minha porta, e batendo
desesperadamente.
Os visinho3, espertados pila bulha ap-
pareceram s janellas. Apres ei o passo,
FOLHETIH
KGOLO
POR

(GO\ttinu.\(;ao de angela)
( C o n t i ii u u j ;" o do n. i 3 3 )
V
Foi impedido, porra, por um rtmor, que
se levanton na carrejara.
A causa daquallc rumor era a entrada
de urna rapariga alta, espantosamente bo-
nita, vestida com elegancia de dar na vis-
ta e trazeodo urna capa de velludo impren
sado, guarnecida de pelle de lontra, sobre
um vest lojde seda clara e de grande cauda.
Foi reeebida por ara viva geral, depois
ouviramse alguraas vozes gritar :
Urna ovajao bella Sophia, que nos
honra tao raras vezes cora a sua visita.
A mocao foi adoptada e os copos bate-
ram no marmore das mesas, com urna ba-
rulheira infernal.
Bambaleando a cabeja, saracoteando 08
quadris, a bella Sophia, com um risidho
or labios, ia de grupo em grupo, dando
apertos de mao direita e esquerda.
Ah se soubessem... se nao venho
mais vezes parque n3o posso. estou
milito presa... o meu magistrado ciu
ment como ura tigre... nao quer que eu
ponba os ps as cervejarias do Boul Mi :h,
com medo que eu me encontr com algara
conbecido antigo... que burrice.. como
se eu o* nao encontrase por toda a parte,
os meus conheci los de outro tirapo.
E' um desses felizes que tu vens pro-
curar Vaga, hoje ? perguntou um estu-
dante.
Isso tenho en feito mu'tas vezi. Nao
estou disposta a repetil-o. Agora so a no-
vidad me agrada.
Novidade, entilo ca estou eu.
Ora aaeus, meu paizinho. Eu nao
venho procurar aqni nenhum homem....
Venho procurar Ernestina
prevendo o nascimento de alguma crianja,
para tormimr a minha noite.
At que em fim, louvado soja Dous !
exclamou um dos do grupo, me vio.
Doutor, veaha depressa.
Filippo Aceval acaba do ser assassi-
nado.
Don Ftlipp;: Aceval! est sonhando
s nhor.
Oxal que o estivsse mas nao es
tju ; venha depressa doutor.
Deitei a correr, paitando qua a,
dos que trabara vio. lo ne. As
ideas tinhaui a-ina br4n >, c lafunlid >.
Felippe A'seval marto, assassinado I
Oud .! ? orao? p>rj
Voltei a esqua. da ra das Damas ;
cinco oj seis guarda nocturnos illuraina-
vam com as suas laaternas uraa poja de
sangue j coaglalo.
Qu i fatalida le, doutor! dissa um
d'elles. Sao inuteis os seus soeeorros; o
golpe foi mortal
Que n o vibrou?
E' o que deseiamos sabsr.
Penetrei em casa 'da ristima.
O defunto tinha sido sup-rstieiosamente
estn lido no jhSo o coberto com uraa man-
ta. Ped luz, e ajulado peros visinhos,
colloquei Felippe era cinua da cama, ras-
gando-lhc o fato para desap'ral-o sem per-
da de tempo.
A' seraellianja do filia do veiho Tur-
bio, morto havia ura anno, o cadver ti-
nha uraa grande ferida no peito, do lado
esquTio. O guarda nao se engaara :
Felippa eslava morto, bera morto.
E' preciso fiser a autopia, doutor,
dis8o-mo o aLal>, que acabavade chegar.
Eu proprio arranjei o cadver na maca,
em que devia sor transp rado para o am-
phitheatro do hospital, e perguntei onde
estava D. Evornia.
Es' no quarto, respondeu-me a crea-
da. Ah d mtor! foi ella quera abri
a porta, e quera recebeu o marido quando
o trouxerain para aqui.
Ddsraaiou ?
- Nao, fuglo para o quarto; e l est
sem fal ar, sera responder e sera chorar.
\iette raeio.
Entrei no quarto, que foi indicado, em
quo havia por nica luz o claritj vacillante
de urna lampada que s,rdia deant3 da ima-
gora da Virgem
Evorni i, como uso entre as senhoras
do ssu paiz quando estao em casa, vesta
urna camisa bordada e urna saia branca ata-
da cora ura cinto de crep da China encar-
nado.
Sentada na cama, de olhos fechados,
com o peito racio deseoberto, segurava com
os bragos urna crcancioha, que aspirava
sofregamente o seio que a in2i Iho offere-
cia.
Dj pequea estatura, loira, clara, mui-
tissimo bem f-ita, Evornia passava por s*r
a raulherm ais formosa de Orizava. E i quasi
que a tinha visto nascer; o pai morava
n'uraa casa pert> da minha e a pequea
durante muitcs annos vinha todos os dias
admirar as rarahas collecSes de aves, insec-
tos, quadrupades, plantas, antiguidades, e
principal meu vj os reptis, quo eu dispunha
em separado.
Applaudi o seu casamento com Felippe
Aceval, casamento de amor. O nasciraento
de um filho viera corar a felicidade d'a
quella duas creaturas, bas, bellas, cari-
dosas, ricas, estimadas de todos, uraa das
quaes o morlo contava vinte e seii an-
nos, ao passo que a viuva tinha apenas
dezoito.
Ao p de Evornia estava uraa visinha
j edosa, que murmurava as suas orat;5's.
Minha tilha I minha desgrijada ti
Iha! disse eu andando para Evornia.
O som da minha voz paraceu despert >l-a.
Evornia levantau se; o vestido tinha va
ras nodoas de sanguo. Osseus grandes
olhos azues, tilo raeigos, tao tornos, tSo
vagos ia expressSo, brilhavam agora al-
tivos, duros, interrogadores.
- Est raort>? perguntou ella.
Fiz um sign il a ifim a ti vo cora a cabja.
Desapparenda... Voou a Ernesti-
na... Deve ter passado o mar, a menos
quo nao t^nha deitado a urha, como tu,
n'ura juiz forraador da culpa, que a tnha
preso e era segredo.
E' ura ratao muito grande o meu juiz
forraador de culpa, deixa-te dizer, respou-
deu a bella Sophia. Sempre com inqueri-
tos... sempre cora papeladas.
Mas, nto, ests livre como o ar.
Bem me fio eu nisso I Cahe-me so-
bre o caehayo de improviso e no momento
m que menos o esparo... Parece lhe sem-
pre que me vai apanhar. .. Os homens
sempre sau muito tolos.... Anda agora,
quando era geral est no seu gabinete do
palacio do tribunal, a massar os criminosos,
bumba, elle, que chega I. .. Tinha acabado
de mandar fazer a operacao sua raai ce
ga, na ra da Saude.
O estudiante enthusiasta que tinha assis-
tido consulta daquella manha, pergun
tou :
Fallas da Sra. de Gevray ?
- Exacfaraeate, a mSi do meu juiz.
Parece que o homem que a operou, sem
operajao, ura sabio dos di?bos.
Algur.s rirara
Nao riara, disse a araante do juiz for-
ma lor da culpa, isto perfeitamente exac-
to.
A Sophia tem razo, apou um estu-
dante, eu estava l.
E contou o que se tinha passad>.
Escutan'io-o, Annibal Gbrvasoni disse
comsigo :
Nao posso raais ter sombra de duvi-
da. Angelo fal'.ou me muitas vezes nos seus
esculos de vi Iros combinados, para trata-
ment dos desvios dos olhosO sucjesssor
de Griskv e con dwtezs elle.
A bella Sophia estava sentala no meio
dos estudantes, dos quaes aceitava, rindo,
os offerecimentos de bebidas ; o que fez
com qu-;, ao cabo de um minuto, tivesse
dante de si meia duzia de boda, outros
tantos absiathos, alguna mazagrans, alguna
bitters e um numero inc*lculajrel de copi-
naos de licores variados !
Se eu engulo tudo isto, exclamou
ella, dando palmadas araigaveis nos mojos
que estavara mais perto, oh t meus filhos
que bieo I
Annibal Gervasoni tinha-se levantado.
Approximouse do estudante que acaba-
va de gabar, com tanto enthusiasrao, o m-
rito do soccessor de Grisky, poz-lhe a mo
e-a cima do hombro e disse, cumprimen-
tando-o :
Nao me enganei anda agora, julgan-
Ella deitou o corpo para traz e estreme-
ceu ; depois collocando sobre o leito o fi-
lho adormecido, estendeu-se. outra vez na
poltrona segurando cam as raaos os bracos
do raovel, e fechou os oluos sem se lem-
brar de cobrir o pejto.
Disse-lhe alguraas palavras, que Evor-
nia pareceu nao ter ouvido. O alcaide a-
presentou-sa.
Ao eaeutar o norae da au:tordade pro
nunciado pela croada, Evornia correu para
mira, escondeu o rosto, e apertou-rae con
vulsivamente nos bracos.
- O criminoso ha do ser procurado e
punido, senhora, disse o alcaide em voz
grave ; por isso morosponaabiliso eu. Sab
alguma cousa, que possa esclarecer a
justija ?
Nada! raurrnurou a viov:i.
Nao desconfia de ninguera ?
Recuando um passo, a como que para
fallar, mas baixou os olhos, viu as nodoas
de sangua que lhe minchavira o vestido,
e respondeu em t)in breve, chegando-sc
rautto para mim.
Do ninguera I
O alcaide fez um cumpriraento. Apenas
sahu, Evornia tornando a sentarse na
poltrona de que se levantara, cahiu nova-
raente na sua mudea o irr-.mobilidade.
Deixei a rodala do mulheres, um tan
to inquieto por causa d'aquella dr con-
centrada, silenciosa. Apezar d'isso, eu bera
sabia que no corpo do Evornia, franzino,
delgado, encantador, encerrava-se um es-
pirito enrgico e viril.
Ura diatinha ella seis annos quiz
pl-a para fra do meu gabinete, por que
me er. necessario sahir, mas, como ella
prometteu fijar com muito juiz> e n3o to-
car era cousa alguma, deixei-a em contem-
plajSo diante d'uraa caixa de hym rao
ptros. Quando voltei, mais lie metado dos
raeus insectos estavara partidos, estraga
dos, dispostos n'u.na ordem diff;reote.
Condemnei a auctora do crime a nao sa
hir do gabinete todo o dia, e fazendo a
voz grossa fing que me retira va, esperan-
do que ellri comejasse a chorar e gritar.
Um quarto d'hor*depois, espantado com
o silencio, entrai uovamente no gabiaete.
A prisioneira socegada, entretida, comple-
tava pacifiearaente a sua obra do classifi-
cajlo, affrontan lo os castigos terriveis
com que eu a traha ameajado.
Vendo-mo entrar, Evornia cruzou os
bracinhos e parou na minha frente cora ar
decisivo.
Misturei os seus Dchiahos, diss' ella ;
a rainha vontade era fazel-os voar ; s as-
sira o castigara por ter side mu para co-
raigo. Agora pole chamar a sua cobra
cascavel; nao tenho medo d'ella, nem de
si, njn do seu crocodilo; sao todos uns
faios.
A endiabrada rapariga tinha inutilisado
um mez de investigajSes; raas estava tao
encantadora eora as faces cor do rosa, os
cabellos annollados, as ventas dilatadas, os
beijos rubros, olhando para mira cora os
olhos muito grandes como os de minha
mae, que tomei-a nos bracos, beijei-a e
abradei-a. Pois nao era eu o verdadeiro
crirainos') ? Pobre Evornia I Vi-a ficar or
ph; agora eil a viuva Triste final para
a noite, que Vi vaneo rae havia proporcio-
nado !
E u'essa noite, "como soraprs, a trra
executou o seu movimento de rotacSo e de
trunslajSo, sen lo o equilibrio dos astros
indepeudente do equilibrio vital, anda
qne a reciproca nao seja verdadeira, por
que nos experimentamos todas as influen-
cias do tempo.
CAPITULO II
Pelas sais horas d i raauh, isto ao
romper do dia, souba que logo depois de
eu sahir, Evornia, indo de encontr aos
costumes da trra, tinha despedido as v-
sinhas que vieratn acorapanhal a. O pro
cedimento da viuva causou na cidad > urna
especio de escndalo. Alera d'isso, affir-
raava o guarda que Evornia estivera ja-
nella algumas vinte vezes durante a noite
olhando para o sitio, e.u que o marido fr.i
morto. Por esta dupla infraejSo parecia
j nSo ter 'ireito pclade.
Aquella miirher no te n alma de
Christil, diziara rao as rainhas velhas do-
entes contando ma os faitos durants a
visita.
Mas ai Evornia era joven e belli; eis
o motivo, julgo eu, que tornava as pessoas
do seu sexo tilo pouco indulgentes para
cora ella.
As oito horas fui procurado por u ;i a-
g:iazi! trazando urna ordera assignada p lo
primeiro alcaide pres:deuta do consellio
mu ipal, para proceder som es usas aero
dilajoe* de espe-.ie alguna autopsia n>
cadver de Dora Filippa Aceval, ruorto na
noite do 21 para 22 de Junho de 1848.
Quando entrei no araphitheitr>, j es-
tavam no seu pisto, dois internos do hos-
pital, o logo era seguida appareccu o re-
gador, cuja presenja exigida por lei
quando so tai u na autopsia judieiaria. O
pobre homem nao estava l muito sua
vontad-.. Sentoa-se o coui'-jou a olhar para
o cadver eora medo. e dan lo mostras di-
inquietajio quando observou os prelimina-
res da operajSo.
As fcijoes de Filippe nao tinhara ex-
perimentado alterajSo alguma; parada
que estava a dormir. S -gundo o processo
verbil, foi encontrado de bruj>s, estn li-
do no passeio. Neuhura vestigio de lauta ;
um minu"iiiso exarae tinha deraonstrado
quo nito fra o roubo o movel do crime ;
a victima devia ter caminhado sira descoa
fiarija para ao pe do astassino.
A arida, de cineo centimeatros de lar
gu-a, abria-se entre a sexti e stima cos-
tella esqnerda. Pareceu-me feita cora uraa
daqu das facas de dous guinea, quo tra-
zera os operarios de tabaco, arma terrival
pela qual o p >vo mexicano raostra grande
praidileccao, talvez por quo nao falla era
pwdoa. A sonda aecusou uraa profundi
gu ndo as doutrinas de ura physiologsta da
Alleraanha reputava nqa!u torja igual a
ura pozo de noventa mil kilogramraas j es-
queeia 8-, p>rra, da que as arterias e as
veias sao dotidas de uraa acj&o muscular
qu>, soeuadando os moviraontos do cora-
cito, reduzam a forja, que ilo deve des-
pender, a trinta kilograraraas poueo mais
eu menos. Ura slenla mais exacto,
quo cala v.ratriculo do orgao t5o bera es=
tu lado por Bouilloud era Franja, por Tes-
ta na Italia, par H>pi era Inglaterra, por
Burdaeh na Alieoianha, contera uraa onja
Ora, como o eorajao contrahe-se qua'ro
rail vezas por hora, segue-se que distrioua
approxi ndamenta dous rail.e oito centos
kilograraraas do liquido era vinte c quatro
horas. Os meus discpulos pareciara or-
gulhosos cora estas nmeros. Eu porra,
lembrando-me de qu, segundo Bunsen, o
eorajao do um outro maramifero, a baloia,
langa cala vez que se contralle, sessenta
libras do sangua n'uraa aorta de meio p
de dimetro, saati me humithado.
Tinha concluido as rainhas observajSes
o redigido o raeu relatorio, quando entrou
o juiz.
Por inforraajoes fidedignas soube se que
D. Felippe, quando foi atacado, sahia de
casa de uraa rapariga conlie^ida na cida-
de pelo norae do Oreja, A Grega'J quo
partencia ao numero das rainhas doentes,
era uraa for nosa mulher, de costumes um
tanto livres -palo menos o qu* sa dizia.
Reuniam-se era casa della muifos naaM-
bos attrahidos p da sua graja e belleza.
Nessas rauiniojs danjava-se, convarsava-
s', procura va-so principalmente agradar
deusa do templo, cuja mili, u na india ve-
llia, en arquilhada, fallava raal o hespa-
n'iol. D. Felipps antes de casar, tinha ama-
d a gontil estrangeira ella passava por
ser natural de Gradilajara.
A Grega, qua devra este cognome re-
dada de oito centiraentros : a lamina tinha gulari Jad Inrnoniosa das f;ijo.s, nao
penetrad) obliquararate debaixo para cim i.
O assassino, segundo tedas as probabi-
lidades, devia ser de estator* menor do
qne a victima. Hivia uraa particularida-
de. qua me ferio a attenjao : a fer ia,
em toda a prafundidade, tinha uraa largu-
ra uniformo. Por consequancia a faca era
nova, pois as qua usan os operarios, sen-
do afi idaa constantemente, tornara-se de-
pressa raais fiaas na oxtreraidade. No
corpo qua analyse minuciosamente, nao sa
notava nenhuraa lesSo, era confusilo.
O eorajao, ase msculo vivo, esse phe-
noraeno, esse desespero dos physiologistas,
devia ter sido offandido na sua aurcula
direita. No momento em qua eu serrava
as cjstallas para observar a cavidade do
peito, senti o ruido da um corpa psalo
pu ie dissiraular a colera e o despeito,
que lhe c.u30u o casaraent) do araante.
Hei da matal-o! ouviram da sua boa-
cu v.irias teateraunhas.
E durante ura raez fechou a porta, fre-
quentm assiduara nte as igrejas, renun
ciou s corridas de cavallos e de touros.
Falsa conversivo ; poueo a pouco foi en-
trando outra vez na sua vida de di vert-
rn'ratos. N'uraa palavr.a, era ella quo o
juiz suspeitava autora di crime. Era fa-
eto positivo que Felippe, quiuza dias an-
tes principiara a ir amiudadas vezes ca
sa de sua antiga araante, e qua passara l
as lioras que preaeierara a da sua mort;.
- Mas ha muito tempo quo Valentina
S dar o preferido da Grega, disse eu j.o
juiz ; est por tal forma apaixonado qu
cahindo no chao ; o regador, era quera j qur catar com ella. O senhor juiz nito
ninguom pensava, tinha desraaiado e cahi- deve igfnorar estas particularidades.
do da cadeira. xt- j i
, rlao, dacerto ; mas tambera soi que
Transportamol o para o ar hvre, e o ho- Valentino foi sempre rival de D. Felippe e
mera depressa tornou a si, e disso-rae com
grando susto :
- Nao vor.lade que elle gritn, sa-1
nhor doutor ?
- Quera ?
Elle, o morto.
que eran mmigos.
Elies falluvam-so Valeotim um ho-
rnera honrado, rap iz da uraa fraqueza,
oas incapaz da urna cobarda.
- io doutor j esteve apaixonado al-
do coroprebender que o Dr. Angelo Proli
estava proprietario do estabolecimeot da
ra da Saude ?
NAo, senhor, nSo so enganoa, res-
pondeu o estudante. J acompanhei duas
vezes cora iraraenso interesse as suas visi-
tas e tenho tenjao de ser assiduo s confe-
rencias que elle t raciona faz-r, sobro a
ophtalmologia.
Julga que eu poderia encontrar ago-
ra o Dr. Proli, na ra da Saude ?
Isso agora nao se. Mas encontra-o
com certeza sonanhil de manha, hora da
visita ou das consultas.
Muito agradecido.
Annibal dexou o estuiante e roltou pa-
ra perto do cirurgio ajudante, ao qual
disse :
Vou-mo embor..
-J?
J... Estou impaciente por saber o
qne se passa na casa do saude do Dr.
Grisky.
E depois do um ap-rto de mo, Annibal
sahio da cor vejara.
Os nossos leitores sabem j que elle mo-
rava na ra Monsieur le Prince.
Quando passava em frente sua casa o
porteiro vio o e charaou-o.
Annibal approximou-so e perguntou :
O q ie ha de novo ?
Uraa carta para o senhor. Foi por
causa della que eu toraei a liberdade de
chamar o senhor.
O italiano agnrror na carta, olhou para
o sobreseripto e estrena?ceu, reconheeendo
letra da Proli.
Esta carta nao voio pelo corrcio ? per-
guntou elle.
Nao sanhor. .. Foi ura cocheiro mui-
to bem vestido, de lajo no chapeo, que veio
trazer eata carta.
Gervasoni rasgou o enveloppe,
ful ha de pap -1 que elle continha e
tas tres lionas :
c Mi oarissima Gervasoni.
* Espero te esta tarde, s seis
meia, no boulevard Saint-Micha), em casa
de Vachatto.
Jantari-mos juntos.
Teu a raigo do cora jilo Angelo Pa
roli.
Completamente aturdido com esta aven-
tura, o italiano pensava :
Ora aqui est um enigma que tenho
presan era decifrar Angelo em Pariz,
quando eu o julgiva em Londres!! Angelo
successor de Grisky, era vez de mendigar
una mesquinho lugar na Inglaterra. O pro-
verbio francez t*na nailhares de razS-as :
tirou a
leu es-
horas e
Nao pie contar o riso, tranquillisei oiguraa vez, pejo-lhe que medite na bella-
valente regador, qaa ainda paludo aflar- j za, na graja, na se luejao da Grega, e
mou-rao que j tinha visto muitos defun-1 p rgunto a si mesrao diante da que loucu-
tos. ra recuarta aos vinte annos, instigado por
E' veriade, doutor, aecrescentou elle,
que hoje aindu estou na jejura.
Nesta occasiao trouxerara-noa a chicara
da chocolate e o paosinho, a quo d direi-
to o sarvijo dos hospitaes. O regador
quiz tomar o seu choeolato ; mas nao pu-
de beber um s gole. Aeonselheio o a
que fosse para o vestbulo ; seguo o con-
selho, {firmando outra vez que j tinha
visto muitos defnntos.
Eu nSo rae tinha engaado ; o eorajao
da Felippa deixou da bater instantnea-
menta Fallando da circulajae, essa gra
vitujSo interna deseoberta por Harvey, dis-
cut com os meus discpulos sobra a forja
de irapulsao do corajlo. Ura delles, se-
o A verdade podo alguraas vezes nilo ser
verosmil. Nao comprehendo absoluta-
mnate nada disto ; mas esta t-irde terei a
solujlo do problema.
VI
Gervasoni entrou era casa, fez rpida-
mente um pouco do toilette, depois, voltan-
do pelo mesmo camin'io, foi ao restaurante
Vachetta situado na esquina do boulevard
Saint-Mi.dial e da ra das Escolas.
Assim que entrou na porta do caf, pro-
curou com os olhos Proli: este, porra,
ainda nSo tinha chegado
O italiano sentou-se a urna mesa peque-
a, raandou vir ura aperitivo e esperou.
Daix*ndo Cecilia Bernier, Angelo Proli
tinha ido casa do tahelliao que tinha ti
cado de lhe enviar uraa copia litteral da
oscriptura do venda passa la entre elle e
Grisky.
Desejava ter aquella documento em seu
poder, o mais breve possivel. *
O tabelliilo, desejando ser agradavel ao
seu novo cliente, fez. diligencia em o ser-
vir.
Proli nao sahio do cartorio, sem levar
a copia no bolso, raas isto tiuha-o retarda-
do algura tanto e s s sete menos um
quarto que podo chegar ao restaurante.
Annibal reoebeu-o cora ura sorriso, aper-
tou-lhe cordialuaent! a mSo e verificou, nao
sera sorprezn, a completa e rpida raeta-
morphosa qua sa tinha eff:ctuao na pes-
soa e modos do seu amigo..
Do bebedor de absiutho, frequantador
de espeluncas rels, do repudiado, do irre-
gular, nada restava.
Ao bohemio da semana precedente linha
succe'do ura personagem admiravelmente
vestido serio, apezar da sua moaidado e
de uraa irreprehensivel correcjSo.
Aquella transformajilo era um verdadei-
ro prodigio.
Agora, meu amigo, comejou Gerva-
soni, tu vais explicar-rae. ..
A minha presenja era Pariz ? in'er-
rompeu Angelo rindo. O facta que a mi-
nha carta devia sorprehender te.
Era'nada me sorprehendeu, replicou
Annibal. Quando are ebi, havia urna ho-
ra que eu sabia que nao estavas em Lon-
dres.
Ah Ah I E como soubesta ?
Soube-o na Vaga, ouvindo os estu-
dantes contaren) a posse da tua casa de
saude.
Como, falla-se nisso ?
Ora essa adrairam-se at.
aquelli sarcia :
Tenho cortjau e tambara ame, se-
nhor juiz, -espondi cheio do comraojao ;
raas o sorriso da mulher raais forraosa do
mundo, ainda que ella tivesse o seio tao
gabado de Halena as trraas divinaes de
Phryn", os encantos de Cleopatra ou o
porta magestoso ia Grega, seria impoten
te para me levar a brandir o ferro e as-
sassinar o raeu similirrate.
Tem raziio, doutor, disse-m9 o juiz,
apertando me a railo ; por a nao do dou-
tor que se trata. E' a minha obrigajUo,
continiou elle, interrogar a Grega, Valen-
tira, talvez at D. Evornia, e contei cora
o doutor para a ir dispondo par essa cruel
interrogatorio, para urna acareajao posst-
vel.
- Vai mandar prendar a Grega e Va-
lentira ?
Deoorto. Agora a viuva reclama o
corpo do marido : ordene que seja tran-
sportado para a casa della, doutor.
Fiz um cumpriraento ao magistrado,
honaem grave, iicapaz de tratar as cousas
no ar. Tive de abrir passagem por entra
a multidlo, qae estacionava diante do -hos-
pital, coramnntando o assassinio da vespe-
ra. A' porta da victima, nova afluencia
de curiosos; fallava se j da pnsilo da
Grega e de Valentina, e, com grauda ad-
rairajilo minha, era eu o nico que me es-
pantava das suspeitas, que reeahiam so-
bre elles, e era o seu nnico defensor.
Na sala de Evornia encontrei um leig)
que bocejava cora toda a forja esperando
pelo frade, qua esteva enaarregado de
acompanjiar. Passado pouco tempo sahio
o frade do quarto da viuva, reeando, de
raaos postas, cabeja coberta cora o capuz.
Quando mi vio, bmzeu-so para trminara
oraolo.
Que desjraj I exclamou levantando
O; brajos.
Como est a sua panitente ? per
guntei.
Olhou pa.a mira, sacudi a cabeja para
deixar cahir o capuz, e poz o chapeo de
grandes abis da sua or lera.
- Uraa alma de ferro, respondeu con-
tinuando a ftar-me.
D;pois, seguido do 1-igo, afastou-se
abenjoando h multidlo, que tjda ss ajoe-
lhava diante delle.
Quando ma introduzratn no quarto em
que eu tinha entrado da vespera, as portas
das j mollas fechadas interceptavara a luz
exterior, e s urna lamparina illuminava
tode o recinto, que era grande. Evornia,
sentada junto do berjo do filho, appareceu-
me vestida de preto. Nao quera tonar ali-
mento alguna; tinha-m'o dito j a criada.
Tomei as minhas as raaos da infeliz se-
nhora ; estavam geladas. Com a autorida-
do que me dava a minha idade, a minha
profissao, a minha antiga araisad, fallai-
Iho dos seus deveres, do seu filho. Abr
una das portas da janella censurando
aquelle completo retiro, aquella escurido.
A luz entrou em jorros no quarto ; Evor-
nia, suprendida, suffoeada.Jlevou rpidamen-
te as mo3 aos olhss, e foi correndo ajoe-
lhar-se diante da imagem da Virgem.
Estive ura momento calado, examinan-
do aquella bello corpo abatido; e interne
ceu-rao a lerabranja dos' sofFriraentos que
deviam torturar-lhe o corajilo que ainda
batia impla avelraente. A viuva levantou-
se, conteraplou o filh > que dorma, e sen-
tou-se novaraent na noltrooa. O seu olhar
tinha, como na vespera, uraa expressao
dura, inquieta, feroz.
Sera por form alguma revelar-lhe as
suspeitas do juiz, annunciei-lhe a possibi-
lidado da sua visita. Evornia, tomada de
um lgeiro tremor, erguea-se, dirigio-se
para a janella, parou, debrujouse cora um
raoviraento agitado para o sitio, era que
fra morto o marido. Fui bscala para a
poltrona, ao quo annuio ; porem nao lhe
pude airanvar raais do que monosyllabas.
Lagrimas, solujos, gritos de desespero,
Evornia, por ura supremo esforjo do von-
tade, continha essas expansoes ruidosas,
naturaas ao seu sexo, e conservava uraa
tranquillidade exterior de que eu nilo agoi-
rava muito bera.
Pelas cin ;o horas da tarde, quanda aca-
bei as visitas, entrai era rainha casa
pressa. O administrador dos correios aca-
bava de entregar uraa pequea caixa, quo
rae fra reraettida da fazenda do Mirador
pelo correio de Huatusco. Hivia muito
tempo que varios rancheros contando-me,
segundo o costume do Mxico, os remedios
caseiros que tomavam desde cranjas, ti-
nhara-me fallado de sementes animadas,
que sendo cosidas, e tomadas era jejura
curavara radicalmente as dores do figado.
(Contina)
E tu tambera te admiras, nSo ver-
dade, mi caro ?
Menta, se negasse.
Pois eatao, vamos para a mesa. D.<
copo na mao explicar-te-hei tudo isso.
Os dous compatriotas subirara para o pri-
meiro andar, foram para ura gabinete para
estarera mais vontade e Proli encora-
mendou ura juntar qua testeraunhava urna
verdadeira sciencia de gastrnomo.
Feito isso e assim que sahio o criado
voltouse para Annibal.
Cora que entilo, disse lhe elle, j sa-
bes que sucaedi a Gr sky ?
Sei e sei turabem quo fizeste uraa re-
volujo na casa com o teu talento e creaste
em torno de ti entbusiasticos admiradores.
Com isto regosijo-m-; sera que me admire,
mas restara outras cousas que sao perfei-
tamente escuras para mim...Em pri-
meiro lugar como voltasto tao depressa de
Londres ?
Nem fui l... duas palavras te farao
caraprehender. Quando te deixei, estava
absolutamente decidido a expatriar-me a
dirig me para a estajao do caminho de
ferro do Norte, ondo cheguei mais de urna
hora antas da partida do trena que devia
tomar.
Para matar o tempo, entrei n'um caf
e agarrei n'um jornal.
Percorrendo-o vi a columna onde se
aehiva a lista offi ;ial dos nmeros premia-
dos da lotera Tunesiana.
Tinha na minha carteira dous bilhotes
dessa lotera.
t Procurei-os e depois de verificar o nu
mero qae tinham, li a lista dada pilo jor-
nal.
< Qual nao foi, pois, o meu espanto,
raeu amigo, eu que de vosturae sou to
pouco f diz.
Trahas o numero premiado, excla-
mou Gervasoni.
- Tmha.
r O premio grande ?
Nao; era do duzentos rail francos o
premio grande e a minha felicidade sao
chegava at la... Ganhei airaplcsmohte
cincoenta mil francos.
Safa Cora isto ji a gente sa deve
contentar.
E' a minha opioiao e doves carapre-
hender que nSo penaei mais em partir !
Munido dos meus bilhotes corr ao palacio
de Industria, ao escriptorio do director :
sah com um cheque; urna hora depois
recebia os meus cincoenta mil francos, no
banco de Franca.
Annibal,-que nSo poda duvidar da ve
racidade da narrsjo do seu amigo, narra-
jao, alera disso, que nilo estava de encon-
tr com a verosimilhanja, porque, por fin
de contas, quando se comprara bilhetas de
lotera, porque se tra esperanja de ga-
nhar, dinse.
Dou te os meus parabons e tu sabe
que sao sinceros. Mas, aecrescentou o ita-
liano, resta saber como, com cincoenta mil
francos, podes-te ficar proprietario da casa
de saude de Grisky ?
E' a cousa nais simples deste mun-
do. Depois de me ter perseguido por mui-
to tampo, a macaca cansou-se I Nessa dia,
devia carainhar de sorpreza em sorpresa,
de felicidade em felicidade... Munido do
raeu diuhero, ia voltar para casa, isto ,
para o raeu antigo domicilio, de onde eu
tinha sahido, deixando em penhor os meus
movis .. Da repente, na ra Vivienne,
sinto chamar pelo meu oome.. Voltei-rao
e vi o rosto do Grisky sahir pala portinho-
la de urna carruageua.
t Approximei-me immediatamente.
la a sua casa, disse-me o polaco.
A minha casa I perguntei eu, mui-
to admirado.
Entro para a minha carruagem.
Tomos que conversar.
< S ratei-rae ao lado do polaco e ella
entabalou a conversa, uestes termos; em-
quanto o cavallo voltava para a rus da
Saude.
Pie oncontrar alguera que lhe em-
preste vinte e cinco mil francos ?
Porque, disse eu, arrebitando a ore
Iba.
Estou atacado pela nostalgia do
paiz... Pariz fatiga-rao... Quero partir o
partir o mais depressa possivel... Vendo-
lhe a rainha casa o dou-lhe dez annos para
ra'a pagar... Vendo-lhe por duzentos mil
trancos ; o qua equivale a um presente e o
senhor dar vinte e cinco mil francos por
anno. Ponho s duas condijoes.
c Quaes sao ?
Primeira, que a minba casa, croa-
da por mira, continuar a ter o meu no-
rae
t Aceito.
' Segunda, que pagar vista vinte
o cinco mil francos,
cinco mil francos ?
Tenho-s.
Tem
esses vinte e
i Confn larseha)
Typ do Diartj, ru* Duque d Carias n. 41.

[iu*hJ


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E20PJTGIQ_AJ578E INGEST_TIME 2014-05-28T01:12:12Z PACKAGE AA00011611_16603
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES